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��TE?.CEIHO CONGRESSO BRiiSILSIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCmffiNTrtÇÃO

Considerações sobre o currículo universitário de biblioteconomia
por
àbner Lellis Corrêa Vicentini

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V. 0-2/

Curitiba
1961

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�Illö CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

CURITIBA, 8 a 15 de janeiro de I96I '

^

Tema II : Ensáno da Biblioteconomia e da Documentação

CONSIDERAÇÕES SOBRE O CURRÍCULO UNIVERSITÁRIO DE BIBLIOTECONOMIA
por
*
Abner Lellis Corrêa Yicentini

Sinopse

Chama a atenção para o problema da formação em separado de bibliotecários e documentalistas. Sugere reestruturação dos currículos ■
de biblioteconomia, em nível universitário de quatro anos, e a inclusão definitiva de várias disciplinas no campo da documentação o

Bibliotecário-Chef e do Centro Técnico de Aeroííautica. de São J_o
sé dos Campos - SP?
Presidente da Associação Paulista de Bibliotecários
Presidente da Comissão Brasileira da Classificação Decimal Universal

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�III

CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECQNOMÍA E DOOüMENTAClO

CONSIDERAÇÕES SOBRE O CURRÍCULO UNIVERSITÁRIO 3)E BIBLIOTECONOMIA
por
Abner Lellis Corrêa Vicentiní

Ao

28 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documenta -

ção realizado em Salvador, Bahia, em 1959&gt; apresentamos um trabalho sôbre a situação da documentação no Brasil, chamando a atenção dos bibliotecários brasi leiros para a necessidade urgente da atualização dos currículos das escolas

de

biblioteconomia.
Naquêle trabalho mencionamos as advertências de insígnes mes_
tres aôbre a necessidade da biblioteconomia atualizar suas técnicas e as escolas
introduzirem em seus currículos o campo da Documentação.
Coblans (l) ao afirmar que a
✓

nova
documentação traz uma mentali-

dade que forçará a extensão gradativa dos limites da biblioteca tradicional e ®
incluirá nas suas práticas, faz a seguinte advertências "Neste assunto dos cursos de biblioteconomia têm grande responsabilidade, A menos

que os currículos

sejam modificados para incluírem a docuemtação, haverá uma tendência para tratar
dosdocumentalistas como profissionais diferentes, com grande prejuízo para a
classe de bibliotecários em geral. Acredito firmemente que esta separação ê um
retrocesso e deve ser evitada. O bibliotecários e o

documentalista devem ser es

pecíalizaçSes de uma mesma profissão".
Lasso de Ia Yega, o mestre inesquecível e tão caro aos brasi.
leiros, seja no seu completo tratado de documentação "Como se hace una tese doctoral" (2)

seja em seus iniímeros artigos, principalmente em

"Bibliotecário e -

Documentalista": una ficcíón y un problema,(5) nos diz taxativamente;
"A profissão de bibliotecário, como tsntas outras, se diversificou era especialidades. A própria denominação "bibliotecário" é, a nosso ver,
muito equívoca, pois não implica estar de posse de uma técnica, nem de um título
universitário, já que na direção de qualquer sociedade recreativa, irmandade ou
clube desportivo, existe geralmente um membro bibliotecário sem que para isso se
ja necessário que a sociedade possua biblioteca. Por isso propusemos, em outras
ocasioes, o têrmo bibliólogo, mais culto e mais expressivo, pare. designar os que
dominam a ciência, dos livros, e estão de posse do título universitário pertinente, O Termo atual de bibliotecário pode-

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ria reservar-se para a pessoa qiie, embora sen coinf)etènoia adequada, e sem o domínio da especialidade, tenha a seu cargo uma bilbioteca, e se destinaria ainI
da o de "bibliot4q.ueiro" para os que, com de3pr6:áo de uma técnica complicada, se
I
põem a organizar bibliotecas, conforme as regras de improvisoj tiradas do por tentoso engenho com que, a seu juízo lhes dotou a

Divina Providência.

Em todo caso, o certo é que 1°) na profissão de bibli_o
tecário se esboçam hoje, como em outros profissões, diversos ramos especializados, como classificação, informação bibliográfica, catalogações especiais (tais
como as de música, mapas, códices, materiais audiovisuais, etí.); bibliotecas de
diversos fins, como as de hospital, infantis, de prisões, militares, escolares,
universitárias, científicas, n cionais, parlamentares, etc,; 2°) o documentali^
ta separou-se, tonto por suas atividades como pelos conhecimentos que é obrigado a possuir, da profissão de biblioteéario, na qual podemos afirmar que estava
incluído até um século atrás.
E, recentemente, no seu nagnifico trabalho(4))"CrÍ3Ís y
futuro de Ia profession bibliotecária" é o nosso Lasso de Ia Vega, que mais u ma vez nos lembra»

"El concepto de Ia profesión bibliotecária está en crisis.

Una de Ias autoridades de más prestigio en el campo de Ia Biblioteconomia y de
Ia Documentación, Jesse H. fera, decano de Ia Escuela de Bibliotecários de
Wèstern Reserve University (Ohio), ha escrito recientemente, en el prólogo a Ia
obra de Perry Kent titulada

Documentation and Information Retrieval, Í8 segui^

te: "En el pasado hemos llamado repetidamente Ia atención sobre el peligro que
Ia técnica bibliotecária, sus sistemas, sus mecanismos,

sus prácticas y méto -

dos corren por haber quedado distanciados de su teoria fundamental.,."

La po -

breza de inovaciones que caracteriza en el presente Ia profesión bibliotecária
hace evidente Ia neßesidad de revisar este problema y de buscar

bases sólidas

en donde poder apoyar los princípios a que debe ajustarse Ia profesión, a sa bers Ia utilización por el hombre de todos los médios de conocimiento y de est;u
dio. De esta opinión han sido tambiéa los conocidos tratadistas Metcalf, RussêQ.
y Osborn en sus interessantes informes relativos a Ias ensenffan^as que se cursai
en Ias escuelas de bibliotecários de los Estados Unidos. Otros tratadistas, que
participan de Ia misma creencia, sostienen que Ia profesión está exhausta y estacionada, y que necesita con urgência ser objeto de

reformas para acomodarse

a Ias necesidades de los tiempos que corremos. No ha faltado, en fin, quien Ia
tache de parasitaria por no llenar cumplidamente los fines a que debe respon -

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der y por carecer de vitalidad própria, El crecimiento asombroao de materialés
científicos y de fuentea de saber, por un lado, y de los aparatos y máquinas creadas al servicio de Ia documentación, por otro, han pursto, en efecto, sobre
el tapete da necesidad de revisar el carácter, los médios y los fines que ha de
cumprir en el presente y en el futuro nuestra profesión,
Jorge Aguayo (5) afirma que

"La carrera de bibliote -

cario corre peligro entre nosotros de estancarse como profesión de nivel univer^
sitário si no fijamos Ia diferencia fundamental que existe entre nuestra profesión y todss Ias demás que existem en el mundo,
Todo el mundo sabe que el inginiero construye; que el
abogado dirige los asuntos legales de sus clientes, representándolos en los ju^
cios en que son parte; que el médico diagnostica, receta o pratica intervención
quiriírgica, para salvar, mediante este último recurso. Ia vida puesta en peligro
por Ia ineficacia de los medicamentos; que el farmaceútico elabora los produtos
recetados pos los médicos; que el dentista se especializa en conservar Ia dent^
dura; que el oèulista trata los males de los ojos; que el maestro instruy,etc,etc, Podría alguien expresar con una sola palabr? o frase cuál es Ia. esencia d®
Ia profesión de bibliotecário? "
Os progressos da documentação aí estão patentes. Ignorá-los seria um erro imperdoável e ug atraso. Aumenta de ano para ano a preocu^
pa^ao com o preparo e formação de documentalista. A 26® Conferc^ncia Geral da
PID, reunida no Rio de Janeiro era julho de i960, aprova entre suas conclusões
uma referente â necessidade de criação de um curso intensivo para documentali_s_
taa.

A essa mesma conferência o ilustre bibliotecário indií Ranganathan apresen

tou um projeto de

currículo para treinamento de documentlistas,
A bibliotedsria paulista

Maria Luisa Monteiro da Cu-

nha em bem elaborado trabalho demonstrou na 26- Conferência da FID, atravás de
t
inquérito interna,GÍon.i. 1 as opniões divergentes no tocante aos campos -da biblio_
teconomia e de documentação.
Entretanto o problema que se poe aos brasileiros é o
seguinte: Devemos separar a formação de bibliotecários e documentalistas?
,
fissão

Se o fizemos daremos oportunidade a que uma nova pro_

apareça e venha cuidar dos setores descuidados pelos bibliotecários.
Se decidirmos pelo contrário, isto é, pela formação

em conjunto de bibliotecário-documenta.lista, como o fizeram a British Library
Association e a Auatralian Library Association (^) precisamos, então, rever,e^

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tabelecer e reestruturar definitivamente o curriculo das nossas escolas de bi "blioteconomia, a fim de que os bibliotecários brasileiros possam ser ao mesmo tempo documentalistas, torna-se necessário a nosso ver:
1) Que as escolas de Biblioteconomia incluam definiti-

\

vãmente a documentação, não só no seiB noraes^ mas também

nos seus cur_

rículos.
2) Que a Docuemtação não seja apenas uma cadeira a ser
lecionada no líltimo ano, mas sim um conjunto de disciplinas e técnicas que abranjam a totalidade de seu campo, quais sejam: Produção de
Documentos, Reunião de Documentos, Seleção

de Docuemtnos e Reprodu-

ção de Documentos.
5; ^-Que-âá^^iateríSâ âá^èíâiáriasMét^^DôcíimQntaçHo
da das possibilidades e das condições locais brasileiras, sejam in clüidas no curso.
4) Que a duração do curso seja no minimo de 4 anos (Qi^
tro), a fim de que tôdas essas disciplinas possam ser ministradas con_
vinientemente, e para nivelá-lo aos demais cursos universitários do País.
5) Que as escolas de biblioteconomia tenham em mente que estão

preparando elites de técnicos

e não fornadas de bibliote-

cários, nao devendo subordinar a restruturação do curriculo de 4 ^
nos à possibilidade de diminuição do nilmero de altinos. Devemos levantar o nível das escolas de biblioteconomia tendo em vista, línica e
tão semente, os superiores interêsses de unificar no Brasil, a formação de bibliotecário e documentalista.
6) Que as escolas de biblioteconomia, com seus currículos bem reestruturados, em nível universitário, permitam que os biblio_
tecários já formados voltem aos bancos escolares para, se atualizarem
nas técnicas da Documentaçso.
7) Que êste Congresso notifique a FID e a IFLA de que os brasileiros são contrários â formação em separado de bibliotecários
e documentalista, e que as escolas brasileiras de biblioteconomia e do^
cumentação

estão aptas a ministras as suas técnicas

Essas recomendações que desejavamos levr â consideração dos colegas de todos os Estados brasileiros, na representação neste conclave»

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BIBLIOGRAFIA bONSüLTADA

(1) COBLANS, Herbert. Introdução ao estudo da document^
ção. Rio de janeiro, DASP, 1957» p«ll.
(2) LASSO DE LA VEGA, Javier, Como se hace una tesis do_o
toral. Madrid, Editorial Mayfe, 1950» P*355»
(3) LASSO DE LA VEGA, Javier, Bibliotecário e documenta lista: uma divergência e um problema. Revista do Serviço Piíblico. 86; 137-155&gt; março I96O,
(4) LASSO DE LA VEGA, Javier, Criais y futuro de Ia profe_
sion bibliot4caria, Revista de Archivos, Bibliotecas y Museus, 68: |09-127, enero I96O,
(5) AGUAYO, Jor^e. La profesidn de bibliotecário, Boletin
de Ia Associaci(5n Colombiana de Bibliotecários,
4: 24-26, enero-mayo i960,
^6) Carta circular da F.I.D, 54/58, com as recomendações do Conselho dastiiuâtaralian

Library Association,

A

(British) Library Association se manifestou contrà riamente â separação do ensino para formação de biblio_
tecários e documentalistas, Assim se expressou em documento dirigido ao International Library Comitee, em
1953, F.I.D, Ref. 3»782/1, maio de 1953.

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18

19

20

��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTEGONOríIA E DOGUT^ÍENTrtÇÃO

O ensino de línguas estrangeiras para os bibliotecários
por
Heloisa Medeiros

oa '.OGKâ (^0

1/. 3 i»

Curitiba
1961

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TmÊã II

-

Bifitt»

dc

IÍA

•

D»ciwilt»€S»

/
O fiNSlNO DB LÍNGUAS

ESTSANQEIKAS PARA OS BIBLIOTECÁRIOS
pmr
UetmiBm

(«)

Slm»p9*
D« aMMSâtfad« dm mprmmdtmãdm d« líasiuis
r«s

O »•t»d» d# •aêlmm d« llag««« cj»
priBCi^I mm «IícIm«!« d* «fvwidlSAd*«

CMi »• flMlidadM m
cãriM •

Psra •• Bililiatj»

d« misím deve viMr • d«ilsl« d« liagM p£

Jl£ÍÍ2Eâ'
v«r bM.

««te •• desÜM.

ém «s*rd«

*** •b|«tÍY«s primcipmim

A llngiui

idiMui raasa • • alania*

•

f«l«r « escr^

• •mtrmm lias«** Mirasgalraa. O
Caaclaaiaa.

(•)j^C*lab«f:«d«ra da Safi« de Pasquisaa Bibliagrãf ic« • Tra
dasãtts do SerTifa da Iniamafãea Téciiiea&lt;-Cieiitlíicaa da
laaiiittia Braaifeira de Bibliagralía e Dactmantafie,

I. B. B. D. - 14
1 n nnn - 7 . fio
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lí

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P.R. - C.N.Pq. - INSTITUTO BRASILEIRO DE BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO
O BWSIMD PB LÍNOBâS ESTIUWOBIIUS PàSA OS BIBLOTBClUlOS

1.

A

i4«d« ám csakMlSMit« ém íimgmMB MirAas«!*

BâMi*t«c4rÍ*s •

I«

imâtrãém •

m C«iisr«s0«s»

hmm €«■» &lt;» 4»

•HSia* &lt;!• llagiaas tm c«rs«s ém

cmm&gt;

-

«•at« ia4Í«p«M«T«Í a lanufi* pr«f isaiaaal^lbBMIaiacarâ*.
JUiiéria «ftsa |ã diaaatiila «aiva aatroa aa Sia^ala d« Blt»lijft
tscaaeeia r«aliaada aa Kia d« «laii*ira mi Í9ft7» a lai saia
caaiMaAie aa 24i Caaí«r«icia Ci«rai da Pad«rafa«

iataraacia*

aal d« Dacasaatafia raaliaada «■ |atÍM da I9é0,t«eli5» na Ria
d« Jaa«ira^ bmm cmm aa Saainaria Latlaa«teMriaana da Bil»Iá^
grafia^ I&gt;ocaM«nia$io « Paiwata d« PablicafÕM

raaliaado

aa

eidad« do Aaxieo» mi dMMdura do momm aao.
2*

Pmt canaosttiato doaajMwa

apoaaa ai^rosaiitar algaaas

eoseatáriaa aabr« a »ciado de «aaiao de lli^aa eairaageirai^
&lt;|ae

jttlgmoa aer a «aia adobado para a «aao ecpeelai doa

blioiecárloa.

Alada aão eaistiado o eaaiaa

de líagaaa aeja

aos Caraas de Biblioieeaae«ia da Biblioteca Hacloaal^aeja Ma|k
cursos da põa-gradttafão para Biblloiecáriaa c«m» a "Carso de
Pes^isas Bibllasrãlieas Aplicadas mi Tecaalagia" do last lia
to Brasileira de Bibliogralia e DocasMatafio« peassaes qvsM
tos coMentárias posssa ter algaaa atilidade ^aado do estabjs
lecIsento dos referidas carsas fae virão preeacber wmã graa*
de lacaaa aa atnal lorMafão do Bibliotecário«
&lt;|aeles 4|ae iria se dediaar a bibliotecas

sobretada da-

especialiaadas teje

aicaa oa cientificas.

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.2

3.

fisies c&lt;MMitt«rÍ«s c«^re«iiderio SMcai« •
d« ifttfiias porqn« mchamom

t* pela Igntmuclm^

d«

r«sp«fift«Tel tiw

serai« do c«ii1i«cí»míí« d« IdlMuis^

dos caadidftios aos Cwsos do Biblâoi««on(aRÍa^ e&lt;Mu&gt;« ftÍad*^fM
Io dooltttorõsso ^o oxisto ptm • aproadlsAd» dés *eaeos po*
los ostttdsaios do Biblloto«oaofliâa o« polos próprios Bâbliot£
«srios

Js fonsadosj

m psrio« oji vordsdo« por

|á so

«cluvoa

■Bits solurocsrrsgsdos polos osttidos« polas suas iMfõos«

ou

p«r sal^s« son os&lt;|aoeor o probloas liasacoir« ^o sproscats
tal osiado polo alio casto das «alas oa cursas do liagaas
traogairas.
/
3.1

Tf—os COM oxes^lo o ositida da itasaa laslosa» ca

io coakocÍ«eato dovwia |a sor coadi$io %iao faa noa*
o iasrosso nas Carsos do Bâblioiocaaosla.
dollciôacia do conliociMoatos do tal

Parfnoji oaiio,

a

ifagaa aos caadidatos

a

Blbllatocários« o ^o õ ox toas Ivo aos candidatos a
carsa aaporlorf

para

^aaliiaor

CHisorvisi fào as ostadaatos« aa s«a aalo *

rU, ao dolxar o cwsa glnaslal» oado sogaaa com «atorlas o
telssicrlaa do corao^ m cadoiras do llagaa laclõsa o fraac^
m»0 iSm0 gorateoato« mm coaUocIsMato saparf Iclal do

aabas «

a]iaadMUttdo»as ao prasan^alr soas ostados por aia sor«a mais
tais aatMrlaa laclaldas ao carrIcalaM das ciarsos salMo^ea •
tos^

o aasla«

ai carta prssa^ ao os^ocm da poaco %ao apri«

doraa aa glaa^la.

A saloria qnM tonta prossogalr aos

soas

ostados do llagaas lagroasa mt carsas ^pMSo sosyiro sal orlra

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.3

maám o «IttnO perd« ses teMpo e dinàeiro^ e««i resttlift ém* potieo satisÍAiórios pelo
to»

pro|pres»i n«* e^nliecimeii-

tlogttlstico« adqpsiriáM« « «ttie Ityi Miiios ««tttdwiteft de-

sistir«« de afnreadisad« eu ee iernarea atxte«didatas eai casos
excepcioaais.
iros

3.1

O q«« esperar«

wtmo, ds cealieci«ento de eu •

idiesas estrangeiros?

B af«i clisgaass as psats ^e desejssss swteiitar psr

tsMa^ls sssw respesssTel psls desluterêsse ss aprejuiiftade de
ilagsas • s ds séisds de easili^.

Ifss csrsss de l|]if«as^

«1 asds ssral« hm a presciipafie priasrdial de íaser •
istar

de

aliuis

t idieaa« para s ^«e cafre^aai até ss asderass aistsdss

aitdis*vis«ais de ensine q«e acàS^''dererlaai ser aplicades ss •
aeate ao ensine

infantil. Tsn^esi eestaum exigir de estndan*

te s aprendisade de regras e cases de gramatlea {|ae pareeesi
ter per finalidade apenas

iapresslenar s principiante

e nãe

facilitar e estnds da llngna. Ora a nie ser esi cases particn
lares de alnnss f«e pela s«a vida prsfissisnal necessltsa S£
kretnde de aprender a lalar finenteaente e a escrever csh at»
seinta cerrefle 4. IÍns»a sm estnds» es dosais sie prsindica«
dss per tal Meteds de ensine« psis ss leva a falar a lingna«^
gcm nsnal rapidamente, nie dã s dsaUnls da lingna ^e sé pedera s«r efctid« pels csnfcecisMnts de ^e ests essrits» sn m
ja pela capacidade de leitnra^ para s ^e kasta adfnirlr vs&lt;»
calmiaris e e csnhec isente de rndisentes ds gr«nati«a«|4 fpie
não necessiáa«

taabési«

saber

escrever cs« sbssinta

csrrsfie

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fMura •

••ria mxiftiáê wm

eyreodissile«

Imtm

••

C« —hrmtmêm mm cm— áom nihíMmmmtimm ^ dmn âfr«iá«r «
j
iiiiSMi ràpliniiÉI # ÉMiii U psU isüsfi#

• pr«#eiqMi*

si» de fttlar •« •»cr«v«r tai» mitgarn mm l«rU

i«np* «■

^ oi*
timmim.

•• ammmmmiarí^ mm rnsm^mímím úm mtm

kmmim m m^m4m úm mmmímm ém

ra EiMiat«c&amp;rÍM jâeverá Mr éirigiáa

mmirmmgmUmm
mmmiiám ém làea dar«

mm wmím Èrmwm pemm0 paaaiv#!* cmakmcimmmtmm garaia de granltlca iMura a cfpri^aii» dai caaatrttfia • redafia da iaxia

pa-

cailar a cada lUg^ •« fiiriiaaiar« a «a axieaaa vacabalãrla»
;
;
♦
aabratada eapffirlaltaarta «á Bililiat«caiMHia.

Aa i^çiaa s«raia

de grmÊmmiiem aeria [gramlad paUí raaiiaafio inteaa&amp;Ta de exiur
cieiea adeqaadoai e a veedimiãria aerâ a#si*llade prep(«cla«
aaade leitaraa a^ élvM cai»ea de ilMa deapertar a laterêaae
a tal paoie yie Èim veafa a laiercia aataral mm preparar a «m
I »&gt;• ►&lt;!
■a palavra no djiftl#a«ria biliagBe iiuaataa veaea ae|a aeceaaä»
■ í
í
■
, ~
,
ria (dla«M ^e para aer emerlaade an vecabale
devera
aer
pracarada aeia
/
3.3

..)•
!^j \

f

l&gt;aa«|a#è alada ceMotar a preecapafaa lateate«

•
/
í
geral« aaa altura de llagaaa eatrttugelraa de aaber falar
'/
I ■
\
^
llagaa« faa cama |á diaaenaa« aé aslunea aeeeaaãrla p«ra

de

■/ ■
_'\
ierwlnadai praflaaSea entre aa faaia oaa ae enceatra a de
/
bliatec^la. Parece*aaa fae iaaa vaa aluda ém cei^lexo

^e

exiate na braaileire relatIvaMite a aaperlerldade ealtaral
de earèpea a eceaêslca da eaerlcaM de aotrte*«.Jtea pfacaraMa

4

P'!

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«st« €mÊptvL9 • m ai*

• laglM *•# pêrtL •

WÊâB 9im m •Btmámr iLigiUM «mi •

é* sa*

ilalMMT «• «•••«•

tm i^teelr*

g«r.

áMiln*

^mr

AmIa mm Uihiimimtm •

&lt;|ttAl

•

llnftM pela tcitara |ã pmám atilial-la pata • «ather dm

smmpomhQ da# íaafães qae cxerco;^ seja aa talefio para a aqaj^
•ifio da livra»«

»«^a na catalagafio e cla«»ificaçiop om aia

da na aarYiça de eapreatün» pn referênaàa#
fãaej» arientaada a leiiar»
de reatnwa«

3.4

preetanda iafarv»

orgaaiaasde bibiiagrafias« faxea«*

absiracia e iradtifãea.

Par eeae«aralaie aata Tes apltetdo um ««teio de •asi'»

aa fae tenha par eb}eilTo priacipel
* *»Hara de tlasaa^
rt nater dlf lealdade«

ierütr a ataao etpacita«

o aprendlaado da «efU^a aie cpreseai£

e se ler

lApesstTel ao

beaa eeakeeiaeates de ifagats aates do

esiadaaie o1»ter

injresse nas

Carsoa^

da Bât»tlaieaanoaita« poderie es aesises ssr mlaistrAdes nas
/
dais maoc de dar ação de referida carse« praae este que per
atitirá ae aiano dealnar« «eut esfêrfo« e

4.

O inglês«

ceosiderada

filo eceaanice« pelltlcaj
llagna inglesa«

e«

par

idioaa em esiada.

lingna nniversat pelo prede«J[

técaico e «lentlflca dos poYos

isso«

•»

de

indispensável aa Bibliaiecaria«

para o bmm dmmtmpeahm daa saas íaafães.

Deveria a ensina dei»

ia ifagaa ser «rgenienente incarpa&lt;^ado aes Cwrmmm de Bibliotecon««ia a exigidea baas caalieciaeaies de i«gtea para a iagraaaa «a carses de pãa&lt;-f;rad«afia de Bibileieaáriaa

aaaw

•

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.6

d» Insiiist* Or«sil«iro de Biili#srafim c Docomíiíaçí*,

d«

f«« |&amp; lalMM« pois • iicttico tm

amiê

de

« "serro dos serv»»

d*

qtfilfiier «irtr* BÍbli*i«eSri*

i

eiSael«*» nio pod« i£Mr*r msm llasna n« qual irá eacs&amp;irar
qoftse t#d« •

d«

Ii« p«rft

mm p««qQÍ

•M*

5.

Mam iiÍ0 d«v« •

«stafti^iunr

Bi« da llogiia iaslÔM» por« proMi^ir»

• dnsl
am ««itidsdi

oirtras llngsu «strsngeJlrMA nio •• para vaiar Isar Ma capa*
cidade prof Issianal« ccae par^e eada s&lt;nra llagaa ad^irida
« tax

quo nos revelará rÍ4;piesas eoltiiraia inacesst *

reis aos &lt;|«ie a U;ziorai^ pois aio hSt tradaior lansxto« mecânico 0« eietrõaico «pie poaaa lamla iraaaaiitir lieiMOBie o cm
iemà9, a "alns" per assim dlxer« da elira 9rUgUukl,{^Rit jede
aeaseleraie Sprache genrisuit man âUie aeite Seele** Oooilie)*
lianottte para aóa« povos laiiaos« o espaabol e o iiaiiaaoiãts
apreaentaa laaioros dificuldades« solnrotiido para a leitara^I^
der lanas atesoo diser que o t»rasi loiro dostlaa itaifiralBMiaie
troa idieeMiss o portii^ês, o ospaalioi e o italiaao* Peia
■a origen ceean latina ainda oocMtra grande facilidade ao ^
prendiaado do idiona francos. AssÍm nos será exi|;ido algon«
forço apenaa o aprendiaado das ilaig«as anglo-saxoaicaa
do grupo eslavo, ostss«

6.

o as

aenos do i|cto aqneias.

Sibrc a ilnsnA laslSsa já faieaes cano de ceniioci •

sento ioqprescindivel e não liesitaakos en afirwar €|ae iogo

a«

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.f

pM« wê iMimtimmm fím

de

mBtwmÊgmirmm

pelM Blblâ#t«€«ri«s^dev«r« •• «Hic^Atrar m fias«« r«SM« mm
da» ling««» •t ieiftls ém Orguilsftçi« Câ«atlf I««» CmÈtwrmt m E
dneaclettftl d«« IfaçSes HsIdM»

cada wm m*mmm päd«

»«r

Isaarada pmt— ]llfelâ#t«c4ri«d p«l# graad« frasraaa« ^iaatifI.
ca • tacaiea da Üaâia daa Kapa^iicaa Sacialiaiaa Savlaiicaa»
e«i «na iraailaalM pradaçia litarária «n tadaa aa «aapa»
caiüMCiamita fcwaaa, taaa âaa«^aiiâa^^«a |â t«a aâda

da

&lt;^t*aa

iia ««aeatada «a Coagraaaaa» Slapáaiaa a faaaiÕaa de Eibila«
teeartaa qaasta a aeceaaâdada de eaaitia da tiasaaa eairuig^
raa aaa Ctiraae de Bibliateceaenla. O idioaia raaae apreeeata
«fsa barreira
eeaftecfftenie«

farace latraaapaalYei «o iatereaaade ae ae«
e a de «iillsar a alfabeta de «araetereaçi

rf ficas em Tea doa caracter ea

tat Ines cetae a aeaao, fiaa
h

Tec attferadt esa« aparente dlf#c«Si!ade

una

isielat e qne não

tãe frande qiisate parece I primeira Yiata«

a

ã

ilastta raaaa aa

apreaentt^ coao tsR idieisa de fácil domlaie pele

leitara^

aa
m
be» qtte aie pela eaerita devida aas «oit caeoa de decliaafia
i|«e apraaeata» «aa ceMa |i diaa^nea aaiea^ êate aia « a
tiva principal oa aat«&lt;l^ da llasaa pelaa Mibliatacáriaaj pim
aa ■!■■■ qaa aa aa rttaaoa letrados eaarereai aaa cerrarão. ••
Aaa im a lingua raaaa «Itrapaaaa em iaierease e facili«iade
llaystui alesm,

a

apreaeoie
I
grande iapertâncl», sat»retnde oes e»ipoa da ciêoSAa e da t^
cica^

ae bem foe a eatratura dc«ia a ioda

e qtüc o eee eattsdo uao dera #er «bsoIat«tente dcspreaa

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1^

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�e .K
•».
NTAÇAO
N
P. B. - C. N.Pq. - INSTITUTO BRASILEIBO DE BIBUOQRAFIA E DOCUMENTAÇÃO

.a

de, »u ca^ecndido ccm a p«cirâcÍA aecejisariA para,
vêeea, na Iciittra,

nnitAa

ir'^pcMcmr'* • vert»e ao IIm de toda tm pa-

rá|;ralo...

7«

CaM Ja a« t«i dlia f«a aS aa daa prlnalraa lf«$«aa
%

aio d&amp;ficaia de apreader e fae o ceabcclsietite das eattaa T«a
I
depola, aataralaeat«, ea Bi]»llei«elr4l^ toaaileirea aduw^ae
tm aitma(io priTil«glada peia

ia sabeada o pariii$fiêa, a Mjm
o.

aiiol e o iialiaae, ema graad« facilidade apreades a Iraacãaj
COM abrii^atòriedad« a Im^Ieaj
alsaão, rtnnilmande,
apoaaa trêa,
♦

e ceai kaa vaatade e raaaa

a a

egaiiin^ aeie llacitM, faliasulo p«ra «i dea

pederãe aar a raneao, a tcheea, aasetbantaa,
•

reapeciivaaoBte, ae prápria pori«saêa e ae rtitae a, qaea. aa*
be, o chiaea?...

^

a»

ConclMSÕe«!

S.l

A oiecesftidaUe do apreudiaado de llogvaa é Isprcacij^

direi para oa Bibliei&lt;icãrioa, aeUretude e da ifogua iu^lesa.

a.J

ê argeaie a laclaaae de eoaáae de tiaeitAS eetraasej^

raa oej Caraea de Bibiietecaaettâa,

pela delielêacia am cmtbe

cimentea iixiglíaiicaa apreaeaiada,

ea

petea caadida •

iea aea reíeridea Caraea.
/
i
S.A

Aclumea s^^r

eaia deíiciêacia cansada, aabretaule, |»e

le4 notados 4e eaaXna de Xla^iias, »aX ari«»iadaa para aa fi»
aaiidãdea a qae se d^stiaattj para ea Blblietecarioa aerianaa

I. B. B. D. - 1 «
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^Scan

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ÚÊk mmÊÊm —ia' ioiturâ • • wÁXmém ú% muiIb» 4&lt;nr«ria viMr ffj.
■ArdiJiJjMBi« «st« #bi«4iv«.
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ApSs M ííngttM iiXgiMJi deveu eet cewÊláerãtdsB em «r*»

daet de isâporiincia docrcsteaie pete e âlblioi«4«rio em lhe •
gcfls nt««« 9 alttiii
trAficM«

ottiras cmt» o espaaliol«

• italiáUMi «

•

oio Aj^öseuiaui oultif (llÍicAl4aá« pare o

rl» brâsilolro.

S.5

A praileeSa de j^ibllotoc^io «xJ4;e ueie cio &lt;|ttc qpu^
otfirm o Ajpreadisacto d«

aptQ a l«ritr#

para

«1« «e esiCo«ir«^

vária« íonuui, ae iicnic«« ao «icatiata* e

a« loitor« a coalccâdo do acorva d^ iimraa «ali a aaa íítmrde ,
X "
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20

��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCIPIENTAÇÃO

A profissão^de bibliotecario-documentarlsta
Situação e perspectivas no Brasil
Dor
Esmeralda Maria de Áragao

V. so

Curitiba
1961

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st e m
&lt;/

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lí

�C.D.U. 023 í 002 (81)

Tema III-- Profissão de Bibllotecario-Documentarista

A PROFISSÃO DE BIBLIOTECARIOuDOGUlffilITARISTA
SITUAÇÃO E PERSPECTIVAS
NO BRASIL

\ \

POR
Esmeralda Maria de Aragão

Sinopse

A profissão de Bibliotecário-Documentarista em quase todos

os

*
/A
paises do mundo e especialmente no Brasil, esta ainda na dependencia de fato res comuns, desde a sua formaçao através Escolas de Biblioteconomia incorporadas as Universidades, ate um melhor planejamento e organizaçao dos serviços pa
ra bibliotecas que se pretende criarj legislação especifica para assegurar

uma

regulamentação dos cursos e currículos das Escolasj legislação para regulamentaçao da profissão e seu exercicio no paisj entresamento necessário entre Esco
Ias e Associações de Classe para a elaboração e desenvolvimento de planos putGl
citarios visando atrair a opinião publica e os orgaos governamentais para o tia
/
M
balho do bibliotecario-documentarista, atrações da carreira e vantagens do exBj
^
00
cicio da profissão.

iV
As Escolas de Biblioteconomia no Brasil., incorporação

%
as

Universidades e criaçao de novas escolas.
As perspectivas futuras a respeito da formação profissional s
o planejamento da Escola de Biblioteconomia e Documentação da Universidade
Bahia}

da

a Universidade de Brasília e a Faculdade de Biblioteconomia como facul

dade de basej

os projetos em tramite na Gamara Federalj

trabalho

da

^
M
jujito as Associaçoes de Classe e aos poderes executivo e legislativo,,

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F5BAB

�2 -

pequenas salas de suas Prefeituras acervos Inadequados, fora do interesse corram
da população, denominando-os pomposamente de "bibliotecas".

A mentalidade colo

nial brasileira esta, de fato, mi;iito arraigada no espírito da nossa gente,do m
A
modo geral e especialmente entre os homens de governo,

/
A idéia de se criar

e

instalar xjma biblioteca não pressupõe, as mais das vezes um estudo e planejamen
to necessário a sua existencia e atuaçao na comunidade, Uma previsão, para que
e para quem vai ser criado o serviço não entra na cogitação dos planos, Quem vai
dirigir e orienta-lo? Na maioria das vezes, pessoas sem a necessaria forraaçao
profissional,
O fato e,que, não existindo um planejamento racional normali zando e estruturando a instalaçao de bibliotecas em todo territorio pátrio, imrpedindo as demagógicas instalações de serviços improvisados, nao se atentou bem
para a falta de profissionais que possam cobrir todas as necessidades adminis trativas dos mesmos,

Ainda ha falta, sobretudo, de uma mentalidade biblioteco-

A
A
,
nomica, capaz de entender da necessidade de se incrementar a existencxa de

no-

vas escolas, dando-lhes amparo legal, prestigio e influencia para solucionar os
problemas atinentes a criação, instalação e desenvolvimento das bibliotecas.
ê
P
M
A
Se e verdade que ha perspectivas de modificaçao desse programa
pela atuação da classe, através as associações e escolas de biblioteconomia, na
luta pela aprovação de dois projetos de leis em tramite na Gamara Federal, ha
que se insistir, com veemência, junto a todos os governantes brasileiros,

para

a solução do problema,
A
,
^
A avassaladora torrente evolutiva de todas as esferas cientifl
cas e técnicas que impulsionam a vida brasileira, esta a exigir e reclamar nao
/
A
^
SO para o interior, onde se deseja instalar cassas poderosas "agencias educativas", como centros denamizadores de toda a cultura, plasmadores da mentalidade
•^ •
X. ' •
nacional, mas, especialmente, nos grandes centros, onde as cxencias e tecnxcas
se desenvolvem, na busca incessante de novos processos,
Uma especial atenção ha que se dispensar para o aumento quantitativo e qualitativo desses profissionais Bibliotecarios-Dociimentaristas, re^
ponsaveis pelo êxito da informação e docvimentação no Brasil,

cm

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�- 3 Providencias a serem encaminhadas em forma de recomendações, por este Congre&amp;so; campanha para criaçao de novas escolas Incorporadas as Universidades; campanha para aprovação dos dois

projetoá de lei em tramite na Gamara Federal;re

comendações as Associações e Escolas para elaboração de planos publicitários em
torno da formação profissional do Bibliotecario-Documentarista e exercício da
profissão no paxs«,

AS BIBLIOTECAS E OS BIBLIOTECÁRIOS NO BRASIL

Face à complexidade de problemas que envolvem a instalação e or
ganizaçao de bibliotecas publicas de carater popular, serviços técnicos especia
lizados para os vários setores da vida nacional, a falta de pessoal categorizado, profissionalmente capacitado, constitui um dos mais sérios problemas, quiçá
A
/
o mais grave, dada a urgente e imperiosa necessidade de se levar, a todas as a^
M
A
reas do imenso territorio brasileiro a dinamizaçao dos serviços biblioteconomicos.
O Instituto Nacional do Livro em recente publicaçao apresentou
um levantamento de 7.000 bibliotecas brasileiras em todo territorio nacional, sa
lientando, na parte introdutória o seu organizador, Dr, Hélio Gomes Machado,

a

triste revelação de que, em realidade, vim milheiro apenas dessas bibliotecas me
recem a denominaçao específica, acrescentando ainda que "a evolução ideal das li
bliotecas existentes esta, na dependência, tao somente, da formaçao de técnicos
capacitados, profissionais comuns, apenas, nos centros mais adiantados do pais".
(1)
Cumprindo uma daquelas condições primordiais de cultura dos tem
pos coloniais, governantes brasileiros ainda ha que se preocupam em feundr

(l) Guia d-tó

cm

1

2

3

em

Brosiloiraso- 3-^ odição,. Rio do Janeiro. .195í'.

5

6

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20

�A PROFISolo DE BIBLIOTEGÍRIOuPOCUMENTARISTA
Sua formação

A profissão de bibliotecario-documentarista, a par

da

crescente imposição social para a criaçao de serviços modernamente aparelhados que respondem a toda sorte de indagações feitas pelo homem de cien
cia ou mesmo pelo homem comum, no afan de inteirar^se pelo que realizou e
realiza o seu semelhante nos quatros cantos do globo, apresenta aspectos
/
comuns a quase todos os paises.
Recentes informes publicados pela UI'IESCO em seu "Boletín
para Ias Bibliotecas" relatam a situação em diversos países da Europa

e

da Ásia, reportando-se, de um modo geral, a afiimativa de que a escassez
de profissionais bibliotecario&amp;-documentaristas e o fator responsável pe
mê
A
Io nao funcionamento de melhores serviços biblioteconomicos.
Revela-se também que a formaçao de tais profissionais e
feita através Escolas de Bibliotoconatnia e os currículos das mesmas
riam, assim como a duraçao dos cursos que vao de 2 a 4 anos.

va-

A tenden -

cia mais acentuada e aconseUhada pelos "experts" e de se incorporar

as

Escolas as Universidades, com o planejamento de programas e métodos de en
sino semelhantes aos ministrados por escolas superiores para médicos, ad
vogados, engenheiros e outras profissões liberais.
Em seu trabalho sobre a formação profissional do biblio
tecario Feriam E-nton salienta que, entre os vários fatores, para se con
seguir uma boa formação profissional de bibliotecário, devemos observar:
a) criação de Escolas de Biblioteconomia com objetivos definidos; b) ela
boração de planos de estudo e métodos de ensinoj c) seleção do corpo
professores; d) seleção e recrutamento dos estudantes; e) empi^go

de

para

os diplomados e estudantes»(*)No desenvolvimento destes pontos Danton al^
de a problemas outros que estão estreitamente relacionados aos mesmos.

(«) IJa Escolí^ de Biblioteconomia e Documentação da Bahia os estudantes
realizam estagio gratuito de 200hs e recebem gratificação pelas horas
excedentes do estagio, A partir da 2^ serie os alunos ja podem ser indi
cados para trabalhar em bibliotecas com a supervisão de um professor da
Escola»
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�A
^
quais sejam, a situaçao econoniica e financeira, horário de funcionamento das es
colas, atividades desenvolvidas pelos estudantes, material didático apropriado
e pesquisas bibliográficas.

Argumenta principalmente sobre a importância de que

as Escolas estejam nas Universidades como qualquer

outra de ensino superior, ci

tando o informe de Co C, VJilliamson, "Training for Library Service", que

deu

%
maior impulso a tese.
Marietta Daniels em seu informe "Estúdios y Goncimientos en Aç
M
*
cion" focaliza os serviços e organizações das bibliotecas na America Latina, si
tuando a formação técnica do bibliotecário observa: "El poder contar con bibliotecários y bibliografos debidamente preparados, es tan importante para Ia creación y mantenimiento de Ias bibliotecas y servidos de informacion, como Io es
para Ias escuelas contar con maestros o para los hospitales con médicos", Tam bem Carlos Victor Penna em seu dociimentado trabalho "Bosquejo de un piàn de es/
A
tinrulo y desarrollo de los servidos bibliotecários" assim nos fala sobre a

e-

xistência de bons serviços em relação com a preparação profissional do bibliote
cário: "Para disponer de un buen servicio en el campo de Ias bibliotecas se

re

qiiiere, además de los recursos materiales, de una administracion bibliotecária
basada en princípios válidos

para Ias condiciones dei pais y personal capaz de

poner en fimcionamiento tal administracion«

Por tal motivo, en el planeamiento

que nos ocupa, el factor personal es de fundamental importancia".
A preparaçao profissional do bibliotecário atinge, em

nossos

dias, aspectos de tamanha importancia em todo o mundo civilizado que ja nao

se

compreende entregar a organizaçao e direção de serviços biblioteconomicos senão
a profissionais ojae hajam realizado uma boa formação em Escola de Biblioteconomia, Por seu turno, a evolução das técnicas biblioteconomicas fez surgir o bino
mio: bibliotecáxio-docujiientarista« As Escolas do Biblioteconomia passaram a

se

denominar Escolas de Biblioteconomia e Dotrijnentaçao, rnoluindo nos seus currícu
los as técnicas documentais, capacitando, assim, 03 seus alunos a realizarem nas
bibliotecas ou nos chamados "Centros de Docninentaçao", o trabalho que a investi
gação e a técnica cientifica, artistica e literaria estão a exigir para a conse
cução dos seus empreendimentos» Tal vem sendo a atenção dispensada aos serviços

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lí

�da documentação que uma pequena corrente cogitou dissociar a documentação da bi
blioteconomia, Esta tentativa porem, não surtiu o efeito desejado, pois, e fora
de duvida que a documentação não passa da evolução natural da biblioteconomia,
Esta e a opinião da maioria dos bibliotecarios-documentaristas em todo o mundo,
A bibliotecária paulista Maria Luiza Monteiro da Giinha apresen
tou, a 26^ Gonferencia Geral da Federação Internacional de Documentação, eficiente trabalho sobre o assunto^ ao qual acrescentou um questionário realizado com
vários bibliotecários de renome internacional(2)•

Na conclusão desse trabalho

esboça a opinião acimai acrescentando, com referencia a situação

da America

tina e especialmente do Brasil, os principais pontos pelos quais estamos em van
tagem para com outros países no que concerne a formaçao de documentaristas, salientando a fase de transiçao que atravessamos, e estudos ja realizados por gini
pos de bibliotecários brasileiros diplomados pelas Escolas de Biblioteconomia e
Documentação do país,
Estas, a par de virem reformando seus currículos com o acresci
P
A
^
mo de novas técnicas e disciplinas de integraçao cultural, vem estudando também
a possibilidade de criarem cursos de pos-graduaçao visando formar especialistas.
Vejamos as Escolas de Biblioteconomia no Brasil.

AS ESCOLAS DE BIBLIOTECONOMIA E DOGUI^NTAGÃO
NO BRASIL

Achamr-se em funcionamento no Brasil varias Escolas e Cursos de
Biblioteconomia assim enumerados: Rio de Janeiro (Est, da Guanabara), os cursos
da Biblioteca Nacional e Escola de Biblioteconomia e Documentação do Instituto
Santa Ursula; S, Paulo, a Escola de Biblioteconomia anexa a Escola de Sociologia
e Política, o Curso de Biblioteconomia da Faculdade Sedes Sapientiae e a Escola
\
A
de Biblioteconomia de Campinas, anexa a Faculdade de Filosofiaj Porto Alegre, o

(2) Maria Luiza Monteiro da Cunha. Formação profissional - documentaristas
bibliotecários.

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�- 7 ê
P
Curso dado pelo Departamento do Serviço Publicoj Santa Catarinai Parana, a Esco
Ia de BiblioteconoEiia do Pajrana; Belo Horizonte, o Curso de Biblioteconomia patrocinado pelo Instituto Nacional do Livroj Pemambuco, Curso de Bibliotecono %
mia anexo a Universidade do Recifej finalmente a Escola de Biblioteconomia e do
cumentaçao da Universidade da Bahia, Ate o momento, so a Escola da Bahia e a do
Instituto Santa Ursula, no Rio de Janeiro, tem a denominação de Escola de Bibli
oteconomia e Documentação, Todavia, porem, as demais Escolas e Cursos ja estão
providenciando a reestruturação de seus currículos, sendo a Documentação mate na basica de formaçao técnica em todos eles, de acordo com as ultimas recomen
dações aprovadas

no 2S Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

realizado em Salvador, em julho de 1959 (3). Outra recomendação também aprovada
naquele conclave diz respeito a duraçao dos cursos para um mínimo de 4- anos

e

incorporação das Escolas as Universidades,

da

Ate o momento, apenas a Escola

Bahia ja atende a essas duas recomendações isto ej curso com duraçao de 4 anos
e incorporação a Universidade (4),
A par da aprovação dessas importantes recomendações do 2^ Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, duas outras, de capital im
portancia também foram aprovadas a respeito da legislaçao do ensino da Bibliote
M
0*
*é
P
f
conomia e Documentação e da regulamentação da profissão e seu exercício no pais
(5),

Apesar das

recomendações, a situação continua a mesma, decorrido 1 ano e

meio da realização do Congresso,
De referencia ao que ficou estabelecido pela Comissão designada pelo Ministério da Educação e Cultura, para estudar a padronizaçao dos curri
culos, os mesmos terão duraçao minima de 4 anos e matérias basicas de formaçao
P
P
M
«w
técnica obrigatoria tais como; classificação, catalogaçao, organizaçao de bibld
A
*
—
otecas, referencia, bibliografia, documentação, historia e seleção de livros,
P
P
m»
Alem dessas matérias outras de integraçao cultural devem ser ministradas.

(3) Abner Lellis Corroa Vicentini - A documentação no Brasil,
(4.) Op, cit.
(5) Op, cit.

cm

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lí

�Sugere-se a inclusão da Psicologia Social, Psicologia das Relações Humanas e Publicas e Publicidade, como de importancia primordial

para

A
^
que se de ao estudante do biblioteconomia e docirmentaçao melhor preparo psicologico para saber lidar com o publico naé suas variadas e complexas parcelas
individuais representadas pelos freqüentadores da biblioteca» Nao se compreent
de que possa existir um bom bibliotecário som a necessaria formação psicológica e, especialmente, desconhecendo as normas e princípios estabelecidos para o
trato formal e informal com o publico. Saber informar nao e suficiente para o
tipo de serviço que a biblioteca deve prestar: e imprescindível gostar de in f Omare
A Administração Cientifica, a Literatura em suas varias epo ^
m
f
cas e idiomas, o estudo das linguas, as introduções aos diversos campos artisticos, técnicos e científicos, sao indispensáveis também a boa; formação dos Bi
bliotecarios-Documentaristas, como "back ground" cultural para o desempenho de
suas funções.

A - REGULAl'4:ti:NTACÃ0 DA PROFISSÃO

O Projeto de lei nS 4-«770/5Ö que regula a profissão de Bibliotecario-Docvimentarista no Brasil, ainda tramita morosamente na Assembleia Legislativa Federal, apesar da vigilante assistência que lhe tem sido dispensada
pela íEBAB ( Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários) e outras
associaçoes regionais, através ofícios e pedidos pessoais aos deputados

para

sua aprovação. Acreditamos que há necessidade de se fixar, neste Congresso, uma campanha mais intensa para o Sxitö final de tais providências
Sem uma lei que regulamente a profissão o seu exercício no pa
f
P
m
is, nao se poderá evitar as nomeaçoes improvisadas ou indiscriminadas que ainda proliferam entre nós, fruto de uma incompreensão das necessidades do bons
serviços funcionando em lugar de serviços deficientes, mal dirigidos e orientados, por pessoas sem gabarito e formação profissional.

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�Fol flagrante a injustiça feita à classe através a Lei 3, 780
de 12-7-60, excluindo o bibliotecário da categoria de N.U, relegando-o a umapo
siçao nao so injusta como ilegal, pois, de ha muito a Biblioteca Nacional

vem

registrando seus diplomas na Divisão do Ensino Superior do Ministério da Educa
gão e Cultura e a Escolä da Bahia desde 1955, quando acertou convênio com a Universidade da Bahia, Tal situação vem motivando protestos da imprensa brasilei
ra através seus mais categorizados comentaristas do Rio

e

Sao Paulo e esta a

A
^
^
exigir de nossa parte providencias mais energicas, através a FEBAB e junto

^
a

A
^
#
Gamara Federal, Senado da Republica ou proprio Presidente para que nos seja re
conhecido este direito«
Una medida aconselhável e de certo modo alicerçante, seria que
os Estados da União, a exemplo de que se fez na Bahia, regulamentassem o exercício da profissão de bibliotecário como o fez a Lei 675 do 25-11-1954» a qual
estraturou o pessoal de ILU» no Estado, incluindo o bibliotecário,
A batalha em assegurar para a profissão de bibliotecario-docu
mentarista no Brasil legislaçao especifica para o ensino, reformando-o para ga
rantir uma melhor formaçao profissional e a conquista da regulamentação,

tera

que ser feita agora pela FEBAB, criada como uma das mais importantes resoluções
do 29 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (6)« A FEBAB nas^
ceu sob a invspiração das mais sentidas reivindicações da classe, como um impera
tivo mesmo de nossas próprias necessidades para o estabelecimento de melhor orientaçao e coordenaçao das atividades, através orgao centralizador, com atribuições de defesa e incentivo ao desenvolvimento da profissão.
Dada a Secretaria provisoria da mesma a S, Paulo, idealizador
do projeto, e que oferecia lealmente maiores possibilidades para o inicio das
atividades, verificamos então o acordo daqr.ola decisão, especialmente com a apresentacão do trabalho desenvolvido durante o primeiro ano, levado ao Conselho

(6) Laura Garcia Moreno Russo e Rodolfo Rocha Jr, - Federação das Associaçoes
de Bibliotecários,

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lí

�Deliberativo e Assembléia dos Delegados da mesma, en suas reiiniões do julho

do

ano passado, no Rio de Janeiro, por ocasião da 26â Conferencia Geral da Federaçao Internacional de Documentação, Deveria ser eleita naquela oportunidade, pela Assembléia dos Delegados, a primeira Diretoria, achando porem, a maioria dos
delegados presentes, mais conveniente a transferencia da eleição e posse para o
A
novo encontro da classe neste 3^ Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Docu
mentação que ora se realiza nesta cidade de Curitibao
Esperamos que, neste Congresso, sejam finalmente eleitos

os

primeiros dirigentes deste importante orgão federativo da classe, responsável,
a esta altura, pelos trabalhos de organização e coordenação das suas

ativida-

A
des em todo o pais.

COLABORAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COM AS ESCOLAS DE
BIBLIOTECONOMIA

Faz-se mister agora que as associações de classe regionais realizem nos seus Estados um trabalho de colaboração com as Escolas de Biblioteco
^
ß
nomia a fiia de que se estabeleça a elaboraçao de planos publicitários atraindo
as atenções das elites e do poder publico para o trabalho que realiza o biblio
tecario.
Compete às Associações o papel de defensores mais ativos e vi
gilantes ao aproveitamento de pessoal e estimulo a criaçac de serviços, e espe
cialmente unir os componentes da classe para as discussões de planos

e ativi^

dades,
S
'
%
M
Por sua vez, cabe as Escolas o fornecer as Associaçoes as pos
sibilidades para a elaboraçao de projetos, o toda sorte de informaçao técnica
que so

estabelecimento de fcnnação profissional pode e deve dispensar

aos

integrantes da profissão, a braços, muita vez, com problemas administrativos de
interesse da comunidade, e ate mesmo de ordem puramente tecnicao

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llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|
]_4
]_5
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lí

�- 11 -

Esta tarefa, realizada assim em perfeita comiinhâo de idéias e
propositos, visa objetivos definidos e concrétos: tornar a profissão prestigi/
MM
/
ada, impondo-se no conceito publico como profissão tao importante e necessaria
^
M
como o soem ser as demais profxssoes, ditas liberais®
M
A
^ M
M
A
A uniao desses dois orgaos de formaçao e defesa ds classe daß
ra possibilidade a que acorram a ela jovens interessados pelas perspectivas apontadas, através m bom trabalho publicitário.

Alem disso, como profissão no

/
A
va, ha que incentivar um maior labor intelectual por parte de professores e es
peciallstas para

a organizagao de trabalhos didáticos sobre as varias tecnl -

cas aplicadas, pesquisas bibliográficas de toda ordemo Fomentar, enfim, uma cul
tura mais ampla, com a realização de conferências e congressos nacionais e regionais para que se faça o intercâmbio e troca de experiências entre profissionais de outros pontos do país e mesmo de interessados e colaboradores de ou tras profissões« A aproximação com profissionais e entidades de classes

das

demais profissoes liberais e técnicas e trabalho que esta na orbita das associ
ações de classe,

PERSPECTIVAS FUTURAS

Nao se poderá afirmar, sem incorrer na falta de veracidade de
dados, que a situação da profissão de Bibliotecario-Documentarist-a no Brasil
seja, de um modo geral, excelente, ou menos satisfatória^ A realxdade porem ,
deixa-nos antever, niun futuro próximo, perspectivas bastante
\
MM
to a sua formaçao e atuaçao em nosso ambiente sociale

promissoras quan

Com relação à existência de planos para a formaçao de profissionais e aparelhamento das escolas, temos a salientar o que vem de ser recentemente elaborado pela Escola de Biblioteconomia e Documentação da Universidade da Bahia, Dentro em pouco sera construidOj no Parque Universitário da Uni -

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�/
w
versidade, ao Canela, um prédio onde serão instalados a Escola de Bibliotecono»«;.
mia e o Serviço Central de Informaçoes Bibliográficas atendendo,de modo satisfa
*
\
/
torxo e mesmo excelente, as necessidades de nossas escolass funcionamento empre
dios proprios e integrados na Universidade o Mo planejamento, incluiu-se ainda a
A
/
possibilidade do darem, alunos e professores tempo integral, cursos de pos-graduação, etCj (7)o
Ainda na Bahia em 1957 a Escola de Biblioteconomia e DocTomen
taçao projetou, a pedido do então prefeito da Cidade do Salvador, Dr. Hello Machado, a Bibliot-eca Publica Municipal de Salvador© O projeto foi elaborado apos
estudos da densidade populacional da Cidade do Salvador, estabelecendo os Io i*
«W
A
cais, bairros e suburbios, onde deverão ser instaladas as bibliotecas da rede ,
maneira de distribuição do serviço, admissão de pessoal, orçamento para execu^
çao do projeto, etc,
No ano de i960, foi solicitada a mesma Escola a necessaria o
rientaçao para o levantamento da planta da Biblioteca Publica de Feira de San•
^
• j- j.
tana, prospera cidade do interior bahiano. Neste caso fox o proprio arquiteto
encarregado do projeto de constnaçao, quem se dirigiu difetamente a Escola

a

qual lhe colocou em mãos todos os dados necessarioso
A elaboração de projetos dessa natureza, por parte das Escolas de Biblioteconomia do pais, vai ao encontro da opinião de diversas autorid^
des biblioteoonomicas internacionais que aconselham m perfeito entrosamento en
tre as autoridades, arquitetos, construtores, etco e bibliotecários, em planeja
mentos desta naturezas
De grande importancia para a formação profissional do biblio
tecario-docTiiaentarigta, e, sem duvida, o projeto que ven de ser apresentado

a

Gamara Federal criando na Universidade de Brasília, e, como faculdade base,

a

Faculdade de Biblioteconomia« Diretamente ligada a ela esta a Biblioteca Central

(7) Planejamento e organização em anexo.

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servindo de labóratorlo para as t)rátlcas dos alunos, como a da Bahia.
A Universidade de Brasilia estabelecera normas completamente revolucionárias para o ensino superior no país, sendo importante observar
que o estudante não ingressará, terminando o curso securdario, imediatamente nas
escolas de formaçao profissional, permanecendo algum tempo nos "Institutos Cen
trais", dedicando-se a pesquisa em todo os campos do conhecimento hxiniano« Pode
rao continuar se dedicando a pesquisa aqueles bem dotados e tomarem-so especi
alistas em setores fundamentais.

O conjunto dos Institutos Centrais será um

estagio intermediário de onde poderão sair e ingressar nas faculdades do form
gão profissional (8).
Para o ensino da Biblioteconomia e Documentação a mais nova
Universidade brasileijxi abrirá amplas possibilidades aos inte-rossados, pois os
Institutos Centrais de certo poderão encaminhar e alicerçar para as técnicas M
blioteconomicas grande núraero dos seus pesquisadores, dando oportunidade a que
aiomente, em progressão horizontal, os especialistas no assunto ou mesmo os encaminham para a formaçao profissional através a Escola de Biblioteconomia.

Os

M
*
alunos para todos os cursos serão recrutados nos vários Estados mediante seleçao para bolsas da estudo* Uma oportxinidado se abrira assim, para os inúmeros
valores existentes em todo o país, muitos dos quais, pesquisadores inatos, mas
impedidos de realizarem uma formaçao universitária

por falta de recursos

fi-

nanceiros ou existência de escolas de ensino superior nos seus estados,
A
Como Vemos, a mentalidade biblioteconomica brasileira encaP
A
minha-se para estabelecer, através de planos racionais e em consonância com

o

que vem sendo discutido e aprovado nos congressos e reuniões periódicas da cks

&lt;

se, as providências mais acertadas para a formação profissional do bibliotecario-docunentarista. Resta facilitar os cursos de pos-graduaçao para os egressos
das escolas que desejem uma especialização em qualquer setor.

Jf

)

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(8) Mundo Universitário - Universidade de Brasilia« In CAPES, nö 94? setembre
i960.

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Nao será por acaso uma própria imposição social esta de for
mar especialistas dentro de cada profissão?
A programação de congressos e reuniões da classe desde 1954
quando teve lugar em Recife o primeiro conclave nacional, vem modificando sensi
velmente a formação profissional do Bibliotecário,
Em julho de 1959, realizamos em Salvador o 2^ Congresso Bra
sileiro de Biblioteconomia e Documentação e, apenas decorrido 1 ano e meio, novamente nos reunimos nesta cidade de Curitiba para um 3^ Congresso, De permeio
a estes três importantes conclaves da classe, em três outras oportunidades di^
cutimos problemas de interesse profissional, quando, por ocasião das Reuniões
A
/
Anuais da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, tivemos os simpo sios de biblioteconomia, bibliografia e documentação, apresentação e divulgação
do trabalho científico, em 1957, 1958, e 1959, no Rio de Janeiro, São Paulo

e

Bahia, respectivamente,
Ainda em julho de i960, a Federação Internacional de Documentação realizou no Rio de Janeiro, por iniciativa do IBBD, a 26^ Conferência
Internacional, comparecendo grande numero de bibliotecários brasileiros que ti
veram oportunidade de manter contactos com notáveis autoridades internacionais
em biblioteconomia e documentação, acompanhando as discussões em plenário

dos

problemas então suscitados, Puderam, desse modo, confrontar o desenvolvimento
A
da experiencia brasileira na maioria dos temas e os colegas visitantes por sua
vez, observaram, nao so no Rio de Janeiro, através o IBBD, mas em outros cen tros do pais, o trabalho que vimos realizando no setor de biblioteconomia e do
cumentação,
Na realização periódica dêssoB congressop, revela-se o bi bliotecário brasileiro ccm aquele espírito que assinala Ortega y Casset: "El li
bliotecário debe ser un hombre de mente jovon, inquieto, dinâmico, siempre dis
puesto a aceptar ideas nuevaSo Un espirito progressista Io anima y Io convence

�/
p
de que ante todo esta al servido de Ia comunidad y que ya no tlene razon

de

ser ese sentimiento egoísta de querer vivlr y gozar para sl, para satisfaccion
e Interes personal, los llbros que Io acompanam en su tarea dlarla" (9)•
A criação de novas escolas de Biblioteconomia e Documenta ao

no pais. Integradas nas Universidades brasileiras, estimulara a Instalaçao

de modernos serviços blblloteconomloos entregando-os a direção de pessoal com petente e profissionalmente habilitado, Novas perspectivas se apresentarão

en-

M
^
mm/
/
tao ao exercido da profissão e, nao sera absurdo prever para o nosso pais

uma

situação mais positiva como líder realmente que o e da Biblioteconomia e Docu mentação na America do Sul e quiçá de toda America Latina.

CONCLUSÕES

A profissão de blbllotecárlo-documentarista, no Brasil, está na dependência de fatores comims a outros

países, mas apresenta caracterís-

ticas próprias, a saber:
a) necessidade de incorporação de todas as Escolas de Bibüi
oteconomia as Universidades brasilelrasj
mé
f
'
^
b) padronizaçao dos currículos com matérias basicas e ou
tras tantas de Integraçao cultural indispensáveis

como

"back ground" cultural para o exercido de tais funçoesj
«
M
Pm
c)criaçao de cursos de pos-graduaçaoj
d) aprovação do projeto de lei que padivaniza os currículos
e determina um mínimo de 4 anos para os cursos de Escolas de Biblioteconomia e Documentaçaoj

(9) J. Ortega y Gasset - Mission dei Bibliotecário,

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e) aprovação do projeto de lei ns 4*770 que regulamenta a profl.^
sao de bibliotecario-documentarlsta e seu exercício no paisj
f) providencias cabíveis e necessárias para, na Lei nS 3.780 de
12-7-1960, incluir os Bibliotecários-Documontarisiias entre os profissionais de
N. U.j
g) conseguir, através das Associações da Classe, dos demais Estados, leis semelhantes a Lei do Estado da Bahia, nS 675 de 25-11-1954-» que

re-

conhece o bibliotecário como profissional de N.U.j
h) a eleição da Diretoria da FEBAB para que haja um melhor

en-

trosamento e colaboração entre as Associações Federadas nos trabalhos de reivindicaçoes da classe em todo o pais.
A
f
A
Alem dog itens acima mencionados, que consideramos do importancia vital para o desenvolvimento da formaçao dos bibliotecarios-documentaristas
brasileiros, achamos indispensável um maior e melhor ontrosamento entre as Escolas e as Associações da classe, principalmente na organizaçao de planos publici*tários que atraiam as atenções das elites e do poder público para a carreira, suas
atividades, vantagens do exercício da profissão, como profissão nova intensaraente recrutada para serviços nos diversos setores da vida publica e privada do pais.
Perspectivas futuras da profissão no Brasil - Abrem excelentes
perspectivas: a Escola de Biblioteconomia e Documentação da Universidade da Bahi^
instalada em prédio propi-io, no Parque Universitário em conjunto com o Seiviço
Central de Informações Bibliográficas| a Universidade de Brasilia em bases revolucionárias e a Faculdade de Biblioteconomia como faculdade base; a ativa participaçao da classe em congressos e reuniões periódicas, estabelecendo novas recoM
A
^
mendaçoes de interesse profissional e técnico.
M
A
No empenho em dar solução e desenvolvimento a todos esses assun
tos, percebe-se que a profissão de bibliotecario-documentarista, no Brasil, enca
minha-se para situar o nosso pais como lider da Biblioteconomia, nao so na Ameri

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A
^
ca do Sul, nas en toda Amorica Latina,

hecomendacSes

Encaminhamos a discussão e aprovaçao do Plenário, as seguintes
re comendaçõe s:
1 - Referendar as recomendações do 2^ Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação realizado em julho de 1959, em Salvador, Bahia, a respeito da ne cessidade de incorporação de todas as Escolas de Biblioteconomia e Documentação
as Universidades brasileiras.
Enviar a todas as Universidades brasileiras Nfemorial com as se
guintes considerações: a) importancia que se vem dispensando aos trabalhos bi blioteconomicos em todo o mundo para a idealização de trabalhos tecnicos-científicosj b) a criação da Faculdade de Biblioteconomia como faculdade de base na U
niversidade de Brasília; c) necessidade de que hajam bons serviços funcionando
niima Universidade e em toda a comunidade onde ela se situaj d) que tais send. ços precisam ser entregues a profissionais competentes e com boa formação uni versitariaj e) que as Universidades brasileiras que possuem Escolas de Bibliote
conomia estão fadadas a realizar melhores trabalhos no campo da especialização
te cnica-cientifica.
2 - Recomendar, de acordo ainda com outra recomendação aprovada no 22 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, a seguinte proposição:
Que as Escolas de Biblioteconomia e Documentação formem profissionais oomum
mínimo de

anos,

3 - Recomendar a todas as Associações da Classe que mantenham entendimentos

cem

A
*
^
os representantes de seus Estados, na Gamara Federal, através oficios ou pessoalmente, para a aprovação mais rápida dos 2 projetos de lei sobre a Regulamenta
ção

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da Profissão e do ensino, respectivamente.

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�4 - Recomendai' a FE3AB e demais Associações da Classe que enviem Memoriais

ao

Presidente da Republica, a G^ara dos Deputados e ao Senado, reivindicandà para
o bibliotecário o N.U, o que, injustamente lhe negou a Lei 3,780 de 12-7-1960,
5 - Que este Congresso telegrafe imediatamente ao Presidente da República, a As
sembleia Legislativa Federal e ao Senado sobre o assunto do item anterior,

ou

seja: Inclusão dos Bibliotecários entre os profissionais N,U,

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1^

�- 19 -

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 - BAHIA, Leis, decretos, etc.

Lei ns 675 de 25-11-1954,

reestrutura o pes

soai de N.U, e dá outras providências. Diário Oficial 7-12-195A.
2 - BRASIL, Instituto Nacional do Livro. Guia das bibliotecas brasileiras. 3- £
dição. Rio de Janeiro, 1955» p. 131,
3 - CARVALHO, Felisbela Liberato de Matos - Fortriação profissional do bibliotec^
rio, in IBBD - boletip irifnrmativo»

Rio de Janeiro, v, 3, n,5/6, p, 319

-325.
-

Planejamento apresentado ao Reitor Edgar Santos para construção

e

instalação da Escola de Biblioteconomia o Documentação e do Serviço Central

de

Informações Bibliográficas da Universidade da Bahia, 1960,
5 - CUNHA, Maria Luiza Monteiro da - A formação profissional - Documentalistas
e Bibliotecários, in 26^ Conferencia Geral da Federação Internacional de
Documentação. Rio de Janeiro, julho, i960,
6 - DANIELS, Marietta - Estúdios y conocimientos en accion, Washington, Union
Panamericana, 1958, 81p,ilus,
7 - DAiJTON, J, Periam - La forraacion profcsional dei bibliotecário. UNESCO, 195!^
I04.P,
8 - HATTORI, Kintaro - La formación de bibliotecários en el Japon, in Boletin
de Ia Unesco para Ias bibliotecas» v. 13? n.l, 1959, p. 13-14«
9 - KENl^DY, R, F. - Las bibliotecas públicas y Ia formacioh de los bibliotecários en Ia Union Sudafricana. in Boletin de Ia UNESCO para Ias bibliotecas. V. 9, n, 7, 1955, p. 120-122.
10 - MUNDO UNIVERSITÁRIO - Universidade de Brasília, in CAPES - Boletim Infor »
mativo da Campanha de Pessoal de Nível Superior« n. 94, setembro,

I96O

p. 16h-23.

cm

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�- 20 -

11 - ORTEGA y Gassetj, Jose - Mission dei bibliotecário, in 2^ Gongi-esso Internacional

de bibliotecas y bibliografia.

Madrid-Barcelona, 1935# p# 79.

12 - PENNA, Carlos Victor - Bosquejo de un Plan de Estimulo y Desarrollo de los
Serviçios Bibliotecários, in Boletin de Ia Asociacion Colombiana de Bibliotecários. Bogotá, Colombia, v.3j n,3, julio-septiembre, 1959, p. 73-85.
13 - REDMÜND, Da A« - Formacion de bibliotecários en Ceilan. in Boletin de Ia UNESCO para Ias bibliotecas, v. 12, n, 10, 1958, p. 230-231.
14. - RUSSO, Laura Garcia Moreno e Rocha, Rodolfo (Jr^ -

Federação das Associa-

çoes Brasileiras de Bibliotecários, in 2S Congresso Brasileiro de Blblioteconom.a e Documentação. Salvador, Bahia, julho, 1959.
15 - VICEWTINI, Abner Lollis Corrêa - A dociimentagão no Brasil, in 2S Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia e Docunentacao. Salvador, Bahia, julho,
1959 c

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.O"
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�PLANEJAMENTO PARA CONSTRUÇÃO DO
PRÉDIO FARA A ESCOLA DE BIBLIOTECONOMIA E DOCIMSNTAGÃO E O
SERVIÇO CENTRAL DE INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
DA UNIVERSIDADE DA BAHIA

Diretoria«

1 sala

Secretaria

"

"

ESCOLA E

Relagões Publicas e Publicidade,,,.,

"

"

S.C,I.B,

Serviços de Administração,,,..,.,

,3 salas

Auditório c/capacidade p/l50 pessoas,
Almoxa rifado

1 sala

Area p/exposiçao de cartazes, etc

"

"

Pequeno apart, p/zelador do prédio.

5 salas de aula (capacidade p/trinta alunos cada sala)
1 sala p/ a Biblioteca de uso dos alunos (cerca de 1.000 livros)
1 sala p/o Diretorio Acadêmico
ESCOLA

1 cantina
1 sala p/os professores
1 sala p/os arquivos
Sanitários

a) Deposito (em forma de torre) p/ receber os livros dispostos
classificados por assunto, prevendo um crescimento em 20 aS.C.I.B.
b) 5 salas p/os serviços técnicos de seleção, catalogaçao, pi«
M
«w
A
paraçao, distribuição, permuta, etc, do material bibliogra-

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�fico(no mesmo pavimento e próximas da area destinada aos catálogos de uso externo).
N '
'
c) area para os catalogos
d) 4 salas destinadas aos serviços de pesquisas bibliográficas, informações, e intercâmbio e traduções
e) 4 salas para os serviços de publicações, distribuição e controle,
redação e revisão, mecanografia e impressão, (prever área livre
p/ o desenvolvimento deste último serviço)
f) 4 salas para os serviços de foto-docunentação
g) area p/ os laboratórios (fotografia, preparo de foto-cópias, die
positivos, otc» e restauração de documentos)
h) 1 sala (grande) p/ as obras de referencia que será também sala de
leitura, com cnpacidade p/50 leitores,
i) 1 ídem onde ficarão os periódicos de consulta (index, abstracts,
etc«) do ano em curso o do ano anterior e que sera também sala
de leitura com capacidade p/ 30 leitores,
j) 1 pequena sala para as raridades bibliográficas
k) 6 reservados destinados aos pesquisadores, onde ficarão reservados o material em estudo, com aparelho para leitura de

mlcrofil

mes, etc,
1) 1 sala destinada as reuniões do "staff",
m) sanitários.

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Digitalizado
gentilmente por:

�Digitalizado
^BêTs t
;gentilmente por:

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20

�5 A-

�TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

A formaçao de bibliotecários
por
Vollne Cardim

C-=)4^
ò.-^ß.
V.

*

Curitiba
1961

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-gentilmente por:

I Sc a n
st e m

♦

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lí

�\V

TEMA III - PROFISSÃO M BiBLiOTECiRIO-DOCUMENTALiSTA

k for ir ação de Biblio-ecários
por
Voline Cardim

Sinopse
A carreira de Bibliotecário é missão
quando baseada no ideal traçado por vocação.
O Bibliotecário precisa

de uma for-

mação ética que o prepare para as

responsabi-

lidades de seu trabalho profissional.
Influência do

meio e da opoca sobre

o Bibliotecário moderno.
Necessidade de

inclusão

da cadeira

de Stica Profissional no currículo das Escolas
de Biblioteconomia.
Análise sucinta do
para

Bibliotecários,

da

Código

de ática

American

Library

Association.

Associação Pernambucana de Bibliotecários.

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lí

�A FORIfiAÇSO DE BIBIIOT'RCART.OS

Cada.profissão I terreno propício â realizaçao

do

ideal traçado por vocação,
Não se diga que a Classe Bibliotecária seja exce—
ção,

Hoje,

é carreira reconheci^^amente oficial,

todas as outras profissões,
vos e tem o seu programa»
estão aí,

requer escudos,

é como

preparati—

Os Cursos de Bit'lioteconomia

como prova do quanto é indispensável preparar

intelectualmente os interessados pela profissão de Bi "bliotecário e como é sumamente importante dar rumo certo a estes mesmos que se interessam pela causa.
As exigências dos Cursos variam^
res GB alunos cursam 2 anos,

Um alguns

em outros^

3 anos,

lugae há

o

caso de exigir-se apenas 1 ano para aqueles que já possuem título de.Curso Superiore
zar esta situação,

chegar-se a um acôrdo;

nacionalmente uma norma,
do o território.

O ideal será uniformi—

pois,

estabelecer

a finalidade é una em t£

Uniformização,

aliás,

[já em estudos.

Mas não vamos falar aqui, nessas irregular_i,
dades,

nem tao pouco falaremos sobre um " CURSO IDSAL

Queremos^PugF-rir,
rar,

sim,

algo que pudesso realmente melho

algo que resultasse de prático,

Fíolaoiona-se

ao

homem,

aquilo que dignifica nualquci- cspíScie de comuni-

dada9;

I o dever de cumprir i-jna.iTQ.ssão,

taremos nesta pequena contribuição.

ÍJ ciisto que tra

Contribuição

uma idéia ];iova traduzida em nova.
nos Cursos: Ética Profissional,

de

ministrada
líao so com a.

formação

intelectual,pode o Bibliotecário roall^ar-se inteira
devidamente,

Além desta,

há a forinacao moral,

ção que desperte amor â causa,
frio e penoso,

e

Forma—

para o trabalho nao

ser

para a alma vibrar e a profissão deixar

de ser rotina e fardo pesado..

Formação qua penetre fun

do e ensine o que é dever e responsabilidadeDever que
é o estímulo das consciências retas,

obrigação de se r_e

ali7:ar o que se assiimiu anteriormente,

dever que se tra

duz na exatidão de uma tarefa e que tem como prêmio
paz dos que sabem-fazer bem e a alegria tianquila

a
de

A.Pe.B, -

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l'i

�- 2 -

quem tem na personalidade a marca do ser responsável.
Dever e responsa"bilidade que sofrem crise em nossos dias, mas que,

felizmente,

sobrevivem ainda nos que

tidos como "

INTRANSIGENTES

sao

Raro o funcionário que não se deixe influenciar pelos males da época,

pelas enroladas e inexatidoe®,

no cumprimento do seu dever,

Estas influencias,

talvez,

venham prejudicando os que rcceloeram formaçao na infan—
ciacia,

à altura de clima seguro e honesto,

contrários

a toda.e qualquer fraude - mesmo em questão da sua profissão.

É uma das razoes fundamentais da nossa suges—

tão de agora,

Seria interessante a criação de nova ca-

deira para ensinamentos neste gênero,
ar o aluno, a si próprio,

Além de ■benefic_i

como pessoa humana que e,

a

colaboração à coletividade e ao serviço excederia â expectativa,
Há pontos urgente que precisam ser esclarec_i
dos na formação ético-profissional do pessoal que traba
lha em Biblioteca,.

Assim,

o respeito â dignidade huma-

na e ã personalidade de cada um,
edade mútua e vida de equipe

(

o espírito de solidar_i

quando se vive em grupo,

deve-se olhar mais o grupo do que a si próprio

),

partes essenciais do êxito de um trabalho que,

por

só| requer mi^iúcias infindas,
de burocracia.
des,

são
si

pormenores intermináveis

Conhecedor destas mesmas particularida-

o Bibliotecário não se pode eximir ao cuidado

de

preparação ético-profissional para ser capaz de enfrentar o viver.de cada hora na sua profissão^

Bem verdade

que a educação doméstica é cunha forte e de base,

mas,

de mãos dadas com à boa formação do indivíduo e que

a-

tingirão o Bibliçtecário ideal,

se

este de quem tanto

fala e se espera,
O homem é ser completo e nao se deve descuidar,

nele,

nem uma das partos que o comppem.

partes ê falha,

o homem todo se ressente,

qualidades e defeitos,

Todos

temos

Refreiando as imperfeições e m_e

lhorando o que há de bom,
ma favorável.

Se uma das

necessàriamonfco,

teremos cli-

As qualidades exigidas aos Bibliotecários

devem ser conhecidas,

aprendidas e vividas em permanen-

te estágio pelos interessados,

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para haver menores poss_i

�- 3 "bilidades de constantes decepções e desenganos na

vida,

no cotidiano da sua profissão.

somos

De qualquer modo,

seres diferentes uns dos outros
circunstâncias de vida,
ninguém.

Poderemos,

etc,

(

temperamento,

educação,

) e não podemos transformar

contudo,

tolerarmo-nos mutuamente e

vivermos em paz com os outros, realizando conscientemente,

cada um a sua função,

pesar ao companheiro,
do,

sabendo qual o seu dever,

sem atrapalhar o conjunto,

sem

sobretu

sem prejudicar o resultado do serviço para atender

cuidados pessoais.
Também,
da educação.

estamos vivendo a ora da técnica

e

O homem tem de se adaptar ao ambiente,

co-

mo fator de vital significação no processo r"educativo
pois,

,

a ação educativa não depende meramente do indiví—

duo que a realiza.

A educação na evolução dos tempos

substitui o " homem em _si " pelo " homem-ambiente."
serve e é servido,

,
que

em troca constante e recíproca» A ten

tativa de aperfeiçoar é substituida pela tentativa con—
creta de melhorar,
de corrigir erros.
mo ser singular,
ente,

poder

Se sempre acertasse desapareceria c_o

ficaria envolvido totalmente pelo ambi-

sepultado nele.

cultura,
sua

" O homem vive graças ao seu

Ao desdobrar sua técnica e a

recria a natureza;

adapta-a a si proprio,

sua
fá-la

"A civilização tecnológica formará novos

tipos

de homens das suas sociedades e novas formas de vida
de cultura "

(l),

e

Era da técnica e da educação I

Interessante é observar,

que,

há uma publica-

ção do " CÓDIGO Dl ÍTICA.PARA BIBLIOTECÍRIOS " na Revista do Serviço Público, v,

lY n.

1 de 1951;.

glês feita por Sylvio dp Valle Amaral,
tado pelo Conselho do A,L,A.

versão do in-

codigo êote,

em dezembro de 1935.

adoNa Bj.

bliografia Brasileira de Documentação nada encontramos
relacionado,

sobre o assunto,

depois daquela, data.

Êste código regula normas de comportamento é'tico para o Bibliotecário profissional,
Biblioteca,

(l) REISSIG,

como instituição,

Dis ele,

que

existe para bcrpficiar cer

Luís - A ora tecnológica e a educagao.

de Germano Jardim,

a

Rio de JG,neiro,

INEP,

Tra

1959.

À'.-Pe?;3,

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s t e .O"
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lí

�- 4 -

ta clientela,

elementos de instituição educa-cicnal ou al

gum outro grupo mais desenvolvido e mais especializado.
Os que escolhem a profissão de Bibliotecário,

obrigam-se

a manter padrões de ética de comportamento em relação
autoridade,

aos freqüentadores do estabelecimento,

á

â pró-

pria Biblioteca, bem como á carreira escolhida e á sociedade;
I - RELAÇSO DO BIBLIOTECÁRIO COM A AUTORIDADE
GOVERNAMENTAL
Cumprindo os seus deveres,
rio.o fará,
tração,

o Biblioteca—

sabendo que a jurisdição superior da admini^

repousa em autoridade governamental,

te constituída,

oficialmen-

O responsável pela Biblioteca i

manterá

governo informado quanto ao padrão profissional e o de—
senvolvimento das atividades.

Os outros Bibliotecários

responderão pela realização do plano da autoridade gover
namental com espírito do lealdade.
rio-chefe,

Cabe ao Bibliotecá—

interpretar as decisões da autoridade e

agií»

oomo elemento de ligação nas recomendações,

nas promo —

çoes, mudança de pessoal,

e fazer tudo

em ambiente liberal,

resoluções,

etc,,

onde se possam declarar as opiniões,

II - RELAÇÕES DO BIBLIOTECÁRIO COM A CLIENTELA
Auxiliado pela equipe de Bibliotecários
o responsável pela Biblioteca,

,

estudará as necessidades

presentes e futuras do estabelecimento para adquirir material de acordo com as necessidades.

Os freqüentadores

da Biblioteca terão conhecimento das possibilidades

da

Biblioteca e o trabalho prestado por cada funcionário

,

será imparcial a quantos estejam credenciados a frequentá-la,
gredo,

Além disso,

o Bibliotecário tem obrigação do se-

Qualquer informação particular de algum leitor

tem carater confidencial.
Biblioteca,

Zelando pela propriedade

inculcar-se-á nos seus freqüentadores,

,
da

o sen

so de responsabilidade na sua conservação,
III - RELAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO NO ESTABELECIMEN
TO
Ao chefe convém delegar autoridade,
rajar as iniciativas,

tomar providencias,

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]_'4

enc_o

apreciar o bom

^5

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20

�tratalho,

O espírito de lealdade e a amável cooperação^

são essenciais ao equilíbrio do serviço-.

Críticas cons-

trutivas serão feitas com o propósito de fazer melhora-—
mentos,

Quem 6 admitido num trabalho tem obrigação

permanecer nele,

o tempo suficiente para compensar à de^

pesa resultante da admissão.
fielmente.

este,

Contrato deve ser cumprido

Em caso de desistência,

antecedência,

de

avisar com razoável

Não se cogite de vantagem pessoal,

pois

não é o objetivo do Bibliotecário que não utiliza-

rá recursos da Biblioteca para uso próprio.
IV - RELAÇTÍO do BIBLIOTEC/íRIO para com a carreira
A profissão não é só reconhecida como edu
cacional,

como também,

deve ter eficiência crescente

de

Os fatores habilidade e personalidade

no

serviço.

serviço,

são de tal forma importantes,

que o Bibliotecá-

rio somente deve estimular pessoas com aptidões recomendáveis,

para o ingresso na profissão,
sinceridade,

desencoraja,ndo

os

incapazes,

A clareza,

confiança e interes-

se crítico,

são elementos que pÕem o Bibliotecário á al-

tura dos seus deveres,

dos seus direitos,

condições apropriadas,

inclusive o de exigir salário ju^

to.

e o manêm

Unidos em organizações bibliotecárias,

em

participarão

dos movimentos e comparecerão as reuniões e conferências
do interêsse da profissão,
V - RELAÇ2I0 DO BIBLIOTEC.IRIO COM A SOCIEDADE
É por meio do Bibliotecário,

que o públi-

co tomará conhecimento das atividades da Biblioteca,
precisa estar informado dos movimentos,
instituições,

organizações

cujos objetivos se harmonizem com os

seu estabelecimento.

Assim,

e
do

representarão a Biblioteca

de modo que ela tenha o lugar definido,
des educativas,

Êle

entre as entida-

sociais e culturais,
Da conduta do Bibliotecário,

dependerá

a

estima do público pela respectiva instituição e serviço,
finalidade exclusiva da classe

:

" SERVUM SERVORUM SCIEN

TIAE
«3,

•

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lí

�- 6 -

Amemos o trabalho com alma e coração, pois,

tra

balhar g condição que dignifica e enobrece o homem desde
que ele corresponda com precisão a tudo o que lhe e atrò.
buido,
vir,

desde que ele

se compenetre da sua missão de ser-

servir com solicitude e espontaneamente,

é amar a seu irmão, única coisa que contará no
DE CONTAS final.

Associaçao Pernambucana de Bibliotecários, Recife, nov. 1960

servir que
TRIBUNAL

��17

18

19

2(

��</text>
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                <text>A carreira de Bibliotecário é missão quando baseada no ideal traçado por vocação. O Bibliotecário precisa de uma formação ética que o prepare para as responsabilidades de seu trabalho profissional. Influência do meio e da época sobre o Bibliotecário moderno. Necessidade de inclusão da cadeira de Ética Profissional no currículo das Escolas de Biblioteconomia. Análise sucinta do Código de Ética para Bibliotecários, da American Library Association.</text>
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                    <text>lól. 3 (81)

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��TB..CEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

✓
✓
Formacion de bibliotecários y documentalistas en
America Latina
por
Maria Luisa Monteiro da Cunha

02; o6l3Í.^0

Curitiba
1961

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�(Trabalho apresentado ao Seminário Latino - ümericano de

Bibliografia,

Documentação,e Permuta&gt; realizado no Mexico em Novembro de i960)

Antes de cualquier pesquisa y estúdio a cerca de Ia formación profesional de bibliotecários o bibliografos y documentalistas, cumple
estabelecer Ia diferencia de atribuciones de esos profesionales y su
campo específico de actividades.
La dificultad sxorge inmediatamente, ante Ias propias definiciones
hasta ahora existentes.
"La propia enterpretación de Ia palabra Documentacidn es ambigua.
La definición dada al tármino por Ia FID: "Documentacidn significa Ia
colecta y archivo, clasificación y selección, diseminación y utilización", no obstante correcta, es según Majewski, "Incompleta y demasiadamente inclusiva; así, en sus pormenores. ha sido blanco de interpreta
ciones diversas". ^

~
. 2
De ahí el hecho de que Ia Bibliografia Brasileíía de Documentación
transcriba en su prefacio Ia opiniißn de Antonio Houaiss, segun Ia cualj
Ia Documentación "engloba Ias bibliotecas, los museos, Ias pinacotecas&gt;
Ias filmotecas, Ias glosotecas, Ias gloptotecas, Ias "n-tecas". Esto
porque Ia función de coleccionar, reunir, clasificar y distribuir documentos cabe tambián a esos organismos, siendo primordia en Ias bibliotecas. En esa misma bibliografia entre tanto, es citada Ia afirmación
de Louise Noelle Malclás concerniente a Ia Documentación, o sea, que
esa,nueva ciência no es más que "Ia bibliografia ultrapasada en su contenido, e acelerada en su marcha".^
A nuestro parecer, el primér paso a ser dado en Io que respecta a
Ia formación de profesionales será Ia delinitación de lós campos específicos de trabajo. Io que. indubitablemente. nos forzará a definir,

ui

aunque en lineas generales, Ias diferentes técnicas biblioteconómicas,
bibliográficas v docuiiientarias.
La 26® Conferencia general de 1- iJ.I.D. ^ provó que, en su mayoría,,tanto los bibliotecários como los documentalistas v otros interesados, todavia están vacilantes cuanto a Ia delimitación de atribuciones y, consecuentemente, a"^a formación profisional de los documentalistas. La Mesa Redonda dedicada a esta cuestión, redundó en Ia propue^
ta de que los estúdios continuen a procesarse en ese sentido.

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"Los autores no

son unânimes en el concepto de Ia Documentacidn
5
lato sensu" dice Edson Nery da Fonseca,
transcribiendo, seguidamente,
una afirmación de Krues: "estamos de acuerdo en que no estamos de acuerdo sobre Io que entendemos por documentación".
Los propios sistemas decimales de clasificación más en voga, lâ
1
8
C.D.U.
y Ia D.D.C.
disoordan cuanto a Ia posicidn de Ia Documentación
con referencia a Ia Biblioteconomia y a Ia Bibliografia. Realmente, Ia
C.D.U. coloca Ia documentacidn en 002, al paso que en Ia D.D.C. Ia vemos
en 010, dentro da Ia Bibliografia en concordância con Ia opinián de
Malclès.
Cumple resaltar que en ningumo de esos sistemas hay subordinaci6n
de Ia Biblioteconomia, de Ia Archivistica o de Ia Muaeó?ià)gp.àxa Ia Documentación,
La comparacián de difiniciones, generalmente antagônicas, nos llevaria a largos percursos sin resultados positivos, ya que serian siempre
lineas paralelas, aiín cruzándose frecuentemente, sin fundirse nunca en
una sola.
Asi, en este estúdio tomamos como ruta Ia experiencia de una Universidad conceptuada, enla que Ia Documentacidn surgio y floreció como consecuencia natural dei aperfeccionamiento de Ia técnica biblioteconámica y dc
de Ias necesidades de Ia pesquisa cientifica y tecnológica. Nos referimos a Ia Western Reserve University que, en su folleto de divulgación de
los cursos para "documentalistas especialistas", aclara; "La Biblioteconomia tiene como funci6n primordial Ia tarea universal de canaliaar todaa
Ias especies de registros gráficos destinados a todos los interesados,
para todas Ias finalidades, en todos los niveles, con el fin de que toda
Ia experiencia humana, registrada, pueda ser tan util cuanto posible",
"La Documentación, por contraste, es el aspecto de Ia Biblioteconomia
(subrayado nuestro) concerniente a Ia mejoria de Ia comunicaciön gráfica
para servir a grupos de especialistas} envuelve Ia parte de Ia Bibliotec_on
nomia relacionada a Ia utilizacidn de materiales y a Ias necesidades de
Is cultura; ocúpase, por consiguiente, especialmente, con Ia preparaci6n
de resTÍmenes o recenciones, confección de Índices,,1a clasificación, los
trabajos de pesquisa, Ia copilación de bibliografias y médios similares
indicados para atender a Ias necesidadea de Ia información especializada.
Áiin cuado otros aspectos de Ia Biblioteconomia reclamen los métodos y Ia
experiencia dei documentalista, áste, generalmente, no tiene como objetivo atender interesea puramente recreativos, popu-lares, dei público en
9
general".
La Bibliografia, por su vez, "es el conociemento de todos los textos publicados, Se basea en Ia pesquisa, en Ia transcripcion y clasificación de esos documentos, con el objeto de organizar servidos

o elaborar

instrumentos destinados a facilitar el trabajo intelectual"»^^

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Todavia, como mis arriba deciamoa, Ia comparacidn de Ias definicio-

nes, nos conduciría no solamente muy lejos, como asímismo, a extremos tales como el citado por Shera

refiriendose a Ia opinidn de autor anoni-

mo; "Dociimentación es Ia biblioteconomia ejercida por af icionados". Esto,
sin embargo, cabría linicamente en un anecdotario tanto de Ia Bibliotecon^
mia como de Ia Documentacidnj
La realidad presente nos lleva a reconecer, entretanto, q.ue así como
Ia "Bibliografia surgid para solucionar el grave problema de Ia organizacidn racional de Io que Langlois llam(5 el patrimonio literário y científi12
co de Ia hunanidad"
, otra ciência. Ia Documentacidn, nació como decoprencia dei aumento, en extencidn y profundidad, de Ia pesquisa científica
y tecnológica,
En vista al actual "Problema de Ia documentacidn", hemos de tomar d^
cisiones concernientes a su solucidn. El paso inicial es el reconocimiento de que los métodos tradicionales adoptados en Ias bibliotecas, archivos y otros organismos dedicados a Ia colecta y conservación, selección y
uso de documentos, han do ser modernizados, una vez que so objetivo,hoy
en dia,no es simplemente Ia diseminacidn y utilización de Ia unidad biblj.
ográfica y sí Ia polarización de su contenido, visando Ia divulgacidn de
Ia información en ella contenida.Como dice, acertadamente, Teresa Boada,
refiriendose a Ia formación dei bibliotecário - 10 que se aplica, igualmeri
te, a Ia dei documentali3ta,del archivador, dei bibliografo, etc. - "Ya
no se trc.ta de proporcionar libros. Hay que proporcionar inf ormaciones ,n_o
tícias ya seleccionades y a punto para el uso"
En Io que concierne a Ia formación profeaiónal de bibliotecários o
bibliografos y documentaligtas, además de establecer Ias respectivas atr_i
buciones, cumplo distinguir el tipo de material que les cabe utilizar.
Tomemos, de inicio, el libro, unida,d bibliográfica que pertenece, c^
si exclusivamente, a Ia biblioteca. La historia dei libro y de Ias bibli_o
tecas relata Ias diversas etapas recorridas desde el rollo de papiro, el
código de pergamino, Ia tablilla encerada, el ladrillo de arcilla, hasta
Ia publicación impresa - libro o revista - de nuestros dias. Entretanto,
por libro, en Ia acepción extensa dal término, entendemos, hoy, por todo rregistro manuscrito, gráfico, pictórico y resultante dei trabajo intelectua,l dei hombre o de los caprichos de su espíritu. Así, Ia biblioteca moderna, adquiere, registra, cataloga, cla.3ifica, nó sólamente el libro pr_o
piamente dicho, como tambien el disco, el microfilm, las partituras musiw-l
cales, las películas, divulgando Ia información en ellos contenidas por
médio de aparato para lectura de microfilms, microfichas, diapositivas,
para audición de discos, de poesias grabadas por los propios poetas (ejem.
el Woodberry Poetry Room, en. Ia Lamont Library de Ia Universidad de Harvard) etc. etc. Ya existen emprendimentos para Ia utilización de Ia televisión en los servicios de câmbios y préstamos entre bibliotecários y varias bibliotecas americanas adoptan Ia mecanización en Ias secciones de
préstamos y en Ia copilación de bibliografias.

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La complejidad c,dq.uirida por el libro en el sentido amplio que hoy
le es dado, hace'con que la bibliografia, sobre todola especializada, no
se limite a la publicaci6n iapresa, incluyendo, por extensi6n, el material pictórico y audio-visual ya referido. Ni podriamos decir, por analogia;
como cita Malcltís,

"musicografía, cartografia, iconografia, sigilogra-

fía, filmografia, discografia, etc. em Io que concierne a los repertorios
de títulos de partituras musicales, de mapas, de planos, de grabados, de
sellos, de películas, de discos, etc. pues esas palabras designan, en la
ma,yoría de los casos, la ciência y. nó la coleccidn de los títulos".
Ejemplo de Io anteriormente expuesto en este pírrafo son Ias obras;
"Bibliographiesí subject and national, de Collison", la Bibliographie de
la France, ler. partie. Suplement C. Musique", y otras muchas.
Cuanto a la documentacidn, no dudamos que crezca y fructifique, teniendo enseguida muchos seguidores, la nueva corriente que con Hajewski,
Coblans, Zaferino Paulo y otros, tiende a sustituir el tármino por otro
más amplio, o sea, "Información Científica", dentro dei cual "documentais
ci6n representaria apenas una de Ias partes constituyentes"
He auí porque en el, CERN (Contre Européen por la Recherche Nucláaire), el sector organizado y dirigido por H. Coblans, tiene la designaci&lt;5n
de Información Cientifica.

Zeferino Paulo, otro documentalista tambien

de destaque entre nosotros, frecuantemente ha manifestado la intención de
hacer Io mismo cuanto al nombre dei actual Servicío de Documentacíon Cien
tífica dei Instituto de Alta Cultura de Portugal.
Lo que importa, realmente, no son tanto Ias definiciones y sí los
hechos, pues estos nos llaman para tomar posicidn inmediata, al paso que
aquellas nos abligan a mudanças constantes, tal como sucederia, si abandonando la "bibliografia", adoptasemos la "dooumentográfía" al relacionar el
acervo de la biblioteca moderna con "sus múltiplas coleciones de bustos,
med&amp;llas, napag etc."

, para enseguida descobrir que otro término seria,

talvez más indicado, para definir exactaircnte la coleccidn de los documentos n(5 como unidades bibliográficas o documentárias y sí de Ias informaci_o
nes en ellos contenidas, àulti-dimensionales como Ias ideas y pensamientos
que representan y transmiten.
Son, pues, los hechos, que, obligándonos a planear, decidir y organizar, nos colocan frente al problema de la preparaci6n profesional nó sólamente dei docuipentalista, dei "Information officer", dei bibliógrafo, dei
bibliotecário especializado, como tambien dei auxiliar de biblioteca, dei
auxiliar de documentación, dei auxiliar de

referencia.

Considerando;
(l) que la organización bibliográfica, o sea, la colecta, la selección, el resumen y la difusión de la información especializada, exi^
gen, además de cultura hxinianística, cientifica y tecnológica, conocimientos profundos de la tácnica documentaria todos sus promenores &lt;

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�(2) que "hay muchos piintos comunes entre una biblioteca especializada (3e£
ción de biblioteca universitária o biblioteca de instituto, por ejemplo) y un centro de documentación propiamente dicho, no obstante el
proplema de Ia conservacidn tenga más importante en Ia primera"; 17
(3) q.ue "los problemas de Ia documenta cián y de Ias bibliotecas de Francia está directamente relacionada com Ia federación Internacional de
Documentacidn por intermedie dei Comitê de documentacidn, cuya sede es
Ia Dirección;
(4) q.ue "el libro todavia es Ia fuente principal de pesquisa de documentos
19
sobre el plan de estúdio;
(5) que "Ia Bibliografia. - Ia fuente de información más importante sobre
los recursos documentários - cuenta como principales elementos: los r_e
portorios o monografias de caracter bibliográfico; Ias revistas de bi20
bliografia corriente; los grandes catálogos de bibliotecas";
(6) que "Ias bibliotecas especializadas están próximas a los centros de
pesquisa y, en su mayoria, tienden a transformarse en centros de docu21
mentación, con o sin esa denominacidn";
(surayado nuestro)
(7) que Ias cualidades necesarias al documentalista, o sea: (a) "especializacián cultural con afinidad al organismo a que irá servir;

(b) conoci-

miento de Ias técnicas de Ia forma de los documentos y de su tratamiento (separación, consrvación, reprodución); (c) respeto al documento
cuanto a su integridad fisica e intelectual; (d) capacidad de proceder
a una interpretación y solecidn de los documentos bajos sus cuidados
para fines de distribuicidn o de establecimiento de una sintesis docu22
mentaria"
deben tambien constituir Ias credenciales dei bibliotecário especializado o bibliotecário - documentalista;
(s) que "el entrenamiento profesional llevado a efecto en muchas de Ias actuales escuelas de biblioteconomia" (correspondientes a Ias de tipo ^
de los Estados Unidos) "es perfectamente adecuado al cumplimiento de
Ias tareas inherentes a Ia documentación, desde que los alumnos posean
base cultural que los capacite a ejecutarlas - y esto tambien se apli25
ca a los bibliotecários";
(9) que, en algunos países de América Latina (Argentina y Brasil, por ejemplo) Ias Escuelas de Biblioteconomia introducieron Ia ensenanza de Ia
Documentación para atender a Ias necesidades de Ia biblioteca especializadas y de los centiros de documentacián;
asignatura, apenas, Ia ensenanza

(cumple resaltar que como

será eficiente si los cm'sos tu-

vieran Ia duración de por Io menos tres anos);
(10) que, organizados, geralmente,

según el padrón de 1h biblioteconomia es-

tadunidiense, Ias escuelas de biblioteconomia de imérica Latina vienen,
desde hace mucho, ensenando 1;. técnica de Ia Biblioteconomia moderna,
con sus múltiples equipes audi o-visuales &lt;, Consecuentemente, no les será dificil seguir, una vez más, el ejemplo do los Estados Unidos, inclu
yendo en los programas matérias de natureza documentaria como "Ia lógica de Ia infornación mecanizada para fines de pesquisa"

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�(University of

Michigan. Library School)5 "organizaci6n bibliográfica

y recuperación de la informacidn" (University of California. School of
librarianship; "documentación de la literatura científica" (Carnegie
Library School);" principies de los métodos de la pesquisa"; "literatu
ra de la ciência y de la tecnologia" (University of Illinois, Graduate
School of Library Science)} "literatura médica"; "métodos de pesquisa";
"documentación" (Columbia University. School of Library Service) - Io
que constituiria exelente base para la pos - graduación en Documentación;
(11) que, como dice Wegelius, "documentalistas generales (bibliotecários con
prática en documentación) pueden serensenados en Ias actuales escuelas
de biblioteconomia. Documentalistas especializados (especialistas - científicos, ingenieros - con preparación en documentación) deben ser
instruídos mediante cursos especiales. Cursos especiales (todavia solo
pueden ser llevados a efecto en grandes países con recurso ilimitados";
(subrayado nestro)
(12) que, aegiin Jones," los programas de escuelas de biblioteconomia, cuando 30n debidamente confeccionados, contienen mucho de documentación, y
su ampliación, en extensión y profundidas, aseguraria la preparación
25
adecuada para documentalistas;
(15) que los latino-americanos están, de cierto modo, en situación aventajada en Io concerniente a la formación de documentalistas,
(a)

porque la propias escuelas de bibliotecomía se encuentran en fase de transición, estando, en su mayoria, empenadas en la reorga
nización de programas de tal modo que diplomen bibliotecários a_£
tos para el cumplimiento de funciones en bibliotecas especializa
das y en centros de documentación y especialmente en los médios
industriales donde más se hace sentir la marcha acelerada de la
ciência y de la tecnologia;

(14) que, en estrecha colaboración con bibliotecários y bibliografos, los
documentalistas son llamados a emprender "vastos y minuciosos trabajos
relativos a la catalogación (subrayado nuestro) de los impresos comunes, de los grabados, de la música, de Ics mapas", como ocurri' cuando
con respecto a la sub-comisión incumbida de copilar un código francês
de catalogación "para uso de los bibliotecários, de los bibliógrafos y
de los documentalistas";
(15) que, por otro lado, bibliotecários y bibliografos, principalmente en
Ias Universidades y en otras instituiciones destinadí&gt;,s a la investigación cientifica y a la tecnologia, emplean la C.D.U. los procesos técnicos de la Documentación (referencias bibliográficas, traducciones,
análisis, recensiones, etc. );
(16) que la Biblioteconomia, la Bibliografia y la Documentación (u organiz^
ción bibliográfia

o información científica) constituyen trabajos en

equipo con la única finalidad de facilitar el ^rabajo intelectual visando el progreso de la ciência:
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(17) q.ue Comisiones da Normas Tácnicas, como Ia dei Brasil (C.B.N.T.) ya
cuentan con una sub-comisi6n de Documentacidn integrada principalmente por bibliotecários;
(16) que, en Brasil, por Io menos, son todavia, bibliotecários, los miem27
bros de Ia Comisión Nacional de Ia CoDcU.

Sugerimos;

(1) Sea Ia preparaci6n profesional de documentalistas (a) generales o (b)
especializados, llevada a efecto, en Amcírica Latina, en Ias Escuelas
de Biblioteconomia oficiales u oficialmente reconecidas;
(2) Q,ue sean los programas de Ias Escuelas de Biblioteconomia de Amárica
Latina ampliados de tal modo que satisfagan tanto Ias necesidades de
Ia documentaciön, como Ias de labibliografia y de Ia biblioteca especializada}
(3) Que no se limiten Ias Escuelas de Biblioteconomia a Ia ensenanza de
Ias asignaturas técnicas, sino que incluyan, tambien, Ias que proporcionen mayor conocimiento científico, tecnológico y humanístico; que
se instituya, además de ésto, el curso de pos-graduaci6n documentaria,
faculta do tanto a los bibliotecários diplomados, como a los portadores de diploma de nivel universitário.
(4) Que sea conferido el diploma de bibliotecário-documentalista al bibli^
tecário que, habiendo terminando el curso regular de biblioteconomia,
en tres anos, completa un ano más de pos-graduación en técnica documen
taria; (serán salvaguardados los derechos de los diplomados ya en ci;iroficiales o oficialmente reconecidos de menor duración);
(5) Que sea otorgado el diploma de documentalistas escializado linicamente
al portador de diploma de nivel
I

universitário (médico, ingeniero, ab_o

gado, licenciado en letras o en cualquer ramo de Ia ciência, dentista,
etc.) que complete un ano de estúdios de Ia técnica documentaria administrados por Ias escuelas de biblioteconomia como Ia pos-graduaci&lt;5n
para bibliotecários.
(6) Que el ingreso

Ias Escuelas de Biblioteconomia sea hecho mediante

Ias mismas exigencias para Ia

matricula en cualquer Universidad o Es-

cuela de nivel superior; además de ésto, que se incluya el exámen de
admisién (en el Brasil, oposiciones de habilitacián) de los candidatos,
n(5 sólamente de matérias culturales, a critério de cada Escuela, sino
tambien pruebas escritas que comprueben el conociniento de:

(a) inglês,

(b) francês o alemán, (c) espanol o português.
Considerando, asimismo, que tanto Ias bibliotecas como los centros de documentación necesitan de personal auxiliar con preparacién especial indispe^
sable al cumplimiento de sus atribuciones,

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Sugerimos;
(1) que Ias Escuelas de Biblioteconomia proporcionen cursos con una diiración de un ano para formación de (e) auxiliares de biblioteca; (b) auxiliares de documentaclón;
(2) Que sea conferido a esos profesionales el certificado.de habilitación
como auxiliares de biblioteca o de docunentación;
(3) q.ue sea necesaria, para el ingreso en el curso, instruccidn correspondjL
ente al término dei priner ciclo dei curso secundário de Ias escuelas
brasileíías (equivalente en los demás países).
Observacidn; Es indispensable que en todos los países de América Latina Ia
formacidn profesional de (a) bibliotecários y bibliografos (b) bibliotecários-documentalistas, (c) documentalistaa especializados,
de biblioteca,

(d) auxiliares

(e) auxiliares de docunentación, sea regularizada por ley.

Estos son, en lineas generales, los aspectos de Ia formación profesional de bibliotecários o bibliografos y documentalistas estudiados, a Ia
luz de Ia situacidn y reales necesidades de Amárica Latina.
Si esta pequena contribuicidn, que refleja el pensamiento de Ia mayoría
de los bibliotecários brasilenos

y se apoya en Ia experiencia de profesi_o

nales (bibliotecários y documentalistas) de renombre internacional, puede
influir en sentido de que el

Seminário regional de Bibliografia, Documen-

tación y Permuta Internacional de Publicaciones (Mexico, I96O) alcance el
ideal senado por todos nosotrosi el entrosamiento de Ia Biblioteconomia y
de Ia Documentaci(5n cimentado en un verdadero espíritu de solidaridad hum^
na, habremos conseguido plenamente nuestro objetivo.

BIBLIOGRAFIA

1. MAJEWSKI, Zygmunt - Training of documantalists and of users of documentation.
F.I.D,

25th Conference, 21-26 Sept. 1959» Warsaw.

Reports and re-

solutions.
p. I4I-I83.

Warszawa |C3ntral Institute for Scientific and Techni-

cal DocumentationI

I96O.

305P'

BIBLIOGRAFIA BRASILEIRA de POCUMENTAÇÃO! I8II/196O.

Rio de Janeiro,

Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, I96ONota da A; Estranhamos que esta bibliografia não t;nha recebido título
mais adequado, ema vez que publicação similar, da própria F.I.D. se
intitula: "Bibliographie de Ia Documentation eú de Ia Bibliotheconomie".

La Haye, F.I.D., I96O)

MALGLES, Louise-Noele - Cours de bibliographie...

Geneve, Droz; Giard,

1954 xii, 350p.

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�4. FEDERATION INTERNATIONALE

9
2òs Conferência Gerül, Rio

DOCUMENTATION.

de Janeiro. I96O.
5. NERY

FONSECA, Edson - Bibliografia e docuaentação. In

SILEIRO ^

INSTITUTO BRA-

BIBLIOGRAFIA e. DOCUMENTAÇÃO. S.I.T.C. - Cursos de Pesqui-

sa bibliográfica. Cadeira de técnica da organização e da pesquisa bibliográfica, 1.4.
6. Apud LASSO

LA VEGA, j. - Bibliotecário y docuraentalista. Una fricción

y un problema.

REVISTA de ARCHIVOS, BIBLIOTECAS y MÜSEOS, Madrid,

60 (2)s 451-476, Júlio Dicienbre, 1945 &gt;
7. FEDERATION INTERNATIONALE ^ DOCUMENTATION - Dezimal- Klassifikation,
deutsche Gesamtausgaben bearb. von Deutschen Nornenausschuss.
internationale Augusg. der Dezimal-Klassifikation.

5«

Berlin, Beuth-

Vertrieb, 1934-55Classifica.ción decimal universal. Tablas completas en espanol (publ.
243) Madrid. Instituti Nacional de Racionalización dei Trabajo,
1955-1957.
8. DEWEY, Melvil - Dewey decimal Classification and relative index.
ed. Lake Placid Club, N.Y., Forest press

I6th

|iy58|

9. CLEVELAND, WESTERN RESERVE UNIVERSITY. SCHOOL _of LIBRARY SCIENCE.
Program for documentation specialists.
10. i,IALCLES, L. N. - Op. cit.
11. SHERA, Jesse Hank - Documentação e organização bibliográfica jApostilas
do curso ministrado no I.B.B.D. Rio de janeiro, agôsto/setembro,
1957/
12. NERY ^ FONSECA, Edson - Tp. cit.
15. BOADA, M. T. - La formación dei bibliotecário.

BIBLIOTECONOMIA, T,arce_

lona, 1_6 (49)' 7-15» Enero/junio, o959»
14. MALCLES, L. N. - Op. cit.
15. MYEY/SKI, Zygmunt - Op. cit.
16. BRIET, Suzanne - Qu'est-ce que Ia documentation?

Paris, EDIT, Editions

Documentaires, Industrielles et Techniques, 1951'

48p»

17. FRANÇA. DIRECTION d^ BIBLIOTHEQUES ^ FRANCE. SERVICE TECHNIQUE. - Int;í':a(iuc'tipn à une visite des bibliotheques de France.
47p.
18.

Op. cit.

19. BRIET, Suzanne - Op. cit.
19/22.

Op. cit.

Paris, 1955«

�I
10
li;
23. CLAPP,íVerner W, - Resposta N° 4; ^ pergunta N® 2 do Questionário anexado ,;âo trabalho apresentado pelo A a 26&amp; Conferência geral da P.I.D.
(còrn o créscimo de 6 respostas figura e anexo)
24» WEGEL|US, E. - Resposta N® _1 do Questionário anexado ao trabalho apresentado pela ^ à 26&amp; Conferência geral da F.I.D.
(cpa o acréscimo de 6 respostas figura em anexo)
25. JONES, D.C.H. - Resposta ITö ^ do Questionário anexado ao trabalho apresentado pela A â 26® Conferência geral da P.I.D.
(cypm o acráscimo de 6 respostas figura em anexo)
26. BRIEÍ, Suzanne - Op. cit.
27. IBBD/pDU: COMISSÃO BRASILEIRA ^ CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL.

Rio

da Janeiro.

I

2. Nota

.1

Ia A;

Extranamos que esta bibliografia no haya recebido título

adecuado, una vez que publicacidn similar, de Ia propia P.I.D.,
, 1
s^Vi intitula; "Bibliograhie de Ia Documentation et de Ia Bibliothéconp^ie".
m
'ft
25»

(La Haye, F.I.D., I96O)

Raapuesta N® 20 a Ia pregunta Nö 3 dei Cuestionario anexado al traba
jò*]presentado por Ia ^ a Ia 26a. Conferancia general de Ia P.I.D.
(ci^ el acréscimo de 6 respuestas figura en anexo)
j
35
/•.í

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                  <text>CBBD - Edição: 03 - Ano: 1961 (Curitiba/PR)</text>
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��TERCEIRO CONGRESSO BRàSILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA 3 DOCUIffiNTAÇÃO

A catalogaçao dos autores brasileiros e portugueses
por
Maria Antonietta Requião Piedade

Oa\ OGI.âC^/)

à.
\l • ^ -f

Curitiba
1961

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�TEMA

A

CATALOGAÇÃO

DOS

I

-

PROCESSOS TÉCNICOS

AUTORES

BRASILEIROS

E

PORTUGUÊSES

por
Maria Antonietta Requiao Piedade

SINOPSE
Relação dos estudos brasileiros sobre catalogação, especialmeri'
te referentes aos nomes brasileiros e portugueses, acompanhada
de comentários. Apresentação dos vários pontos de vista e
gras enunciadas e em uso para a catalogação dos mesmos

re-

nomes.

Sugestões de consoYidaçao das regras de catalogação para autores brasileiros e portugueses. Conclusão sugerindo a criação ,
pelo Congresso, de uma Comissão Brasileira de Catalogação, com
a finalidade de redigir as regras definitivas, a serem,automaticamente, adotadas e apresentadas como norma brasileira à Con
ferenda Internacional sobre Princípios de Catalogação (Paris,
outubro, 1961),

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17

�INTRODUÇÃO
Ha cerca de quinze anos a forma da entrada dos nomes dos
autores brasileiros e portugueses preocupa e tumultua o nosso

meio

biblioteconômico. Ha alguns anos surgiu o interesse internacional em
resolver o assunto.
A Assembleia do Bibliotecários das .Américas, realizada ern
Washington,

em 19^7, estudou o assimto, e,

criando a Comissão Latino

Americana de Catalogação, pensou obter soluçoes.
O Codigo da American Library Association, na sua segunda
edição, de 19^1-9, dedica-lhe ujíi paragrafo (r. 38), recomendando proce
dimento semelhante àquele em pratica na Biblioteca Nacional.
Em 195^ a TOJESCO fez um acordo com a Comissão Nacional de
Bibliografia do Instituto Brasileiro de Educação Ciência e Cultura e
a bibliotecária Irene de Menezes.Doria foi encarregada de promover cs
entendimentos necessários à solução do impasse.
A Comissão de Organização da Conferência Interijacional
sobre Princípios de Catalogação, promovida pela Federação Interna cional de Associações de Bibliotecários (IFLA), sob o patrocínio da
UNESCO, a reunir-se era Paris,
par-se cora o assunto.

em outubro de 1961, voltou a preocu -

Os bibliotecários brasileiros e suas associa-

ções de classe vêm sendo instados a trabalharem por um acordo nacio
nal que solucione o assunto.
1. PRECEDENTES HISTÓRICO- •^I^LT^'iriFICOS
1.1. são bem mais antigas do que originalmente possa se
pensar, pois datam de 1918, as primeiras sugestões sobre cataloga ção dos nomes brasileiros e devemo-las a Cícero de Brito Galvão,

o-

ficial da Biblioteca Nacional (Repertorios. Boi, bibl. Bca Nac..Rio
de Janeiro, l(2);29-32, rbr./jun. 1918).
1.2. Em 193^ o funcionário da Biblioteca Municipal

do

Rio de Janeiro, Jorge Duarte Ribeiro, publicou um trabalho aprese^trndo um_projeto de decreto estabelecendo 51 regras necessárias
catalogação das bibliotecas (Regras bibliográficas;
ficacão,

1934.
1.3*

à

ensaio de codi-

29 p.).

Poucos anos mais tarde, em 19^11,

como resultado da

modernização do estudo de biblioteconomia no.estado de São Paulo,vie
rara a luz, sob a responsabilidade da Associação Paulista de Bibliotecários, as Regras gerais de catalogação e redação de fichas
Paulo, 1941.

(São

20 p.).
1»L\.» No mesmo ano o Departamento Administrativo do Ser-

viço Publico nomeou uma Comissão Incumbida de Elaborar o Codigo Bra

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�2
sileiro de Catalogação de Bibliotecas, integrada pelos bibliotecários
da Biblioteca Nacional Emanuel Gaudie Ley, Maria da Penha .Afonseca

e

Vera Barbosa de Oliveira e Dela representante do DASP, Nilza Lins

de

Almeida.
Os membros da Comissão, em ofício ao Presidente do

DASP,

afirmaram que "depois de exame minucioso dos codigos mais conhecidos,
tais como A.L«A. Catalog rules^ Norme per il catalogo degli stamnati
(Biblioteca Apostolica Vaticana), The Prussian Instructions e
for a dictionarv catalog (Charles A. Cutter),

Ruies

a atual Comissão do Co

digo Brasileiro de Catalogação achou conveniente redigir um código
baseado nos dois primeiros. A Comissão, entretanto, deseja conservar
a liberdade de discordar destes códigos sempre que julgar conveniente."
Em 19hh foram publicadas,

sob a forma mimeografada,

as

"Normas para organização de um catalogo dicionário do livros e periódicos que,

infelizmente, não teve a aceitação e a repercução que

o

trabalho merece.
1.5« Nos anos de 19h7 e 19^8 apareceram dois importantes
trabalhos da professora e bibliotecária paulista Maria Luiza Monteiro da Cunha (Manual de catalogação para a Biblioteca Publica Municipal de são Paulo. New York, 19^7.
problema de catalogação.

P«

e Nomes brasileiros,

São Paulo, 19^8.

um

l6 p.).

1.6, Em 19^9 era publicada, por iniciativa de Lidia Sambaqui,

a edição brasileira das Normas para catalogação de impressos,

da Biblioteca Vaticana (São Paulo, Progresso,
gra 38a,

1949), acrescida da re

sobre catalogação de nomes brasileiros, de autoria do pro -

fessor Otávio Calazans Rodrigues.
1«7. Durante a administração de Josué Montelo na Biblioteca Nacional foi constituída uma comissão interna para estudar a unificação da catalogação nos vários departam_entos da Instituição.Para essa Comissão o professor Calazans Rodrigues preparou um documento,

ainda inédito,

em que expõe sua opinião sobre a entrada dos

no-

mes brasileiros e protuguêses, defendendo a forma composta.
1»8, Antonio Caetano Dias, diretor dos Cursos da Biblioteca Nacional,
pai

em artigo publicado no Boletim da Biblioteca Munici -

de são Paulo, defende a entrada pela forma composta do sobreno-

me e a regra 38A do Codigo do Vaticano (Oproblema da catalogação dos
nomes portugueses e brasileiros. Boi, bibl. Bca Mun.. São Paulo, 20;
47-53, 1952).
1«9.

Tivemos a oportunidade de divulgar dois artigos,so-

bre catalogação das obras dos autores brasileiros,

em que discutimos

a form.a do nome (Grafia dos nomes brasileiro? e portugueses. Bibli_2~
tecas e bibliotecários. Rio de Janeiro, l(9)sl-4, nov. I95/4.)

cm

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e apro-

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�3
ncntamos a pratica da Biblioteca Nacional (Nomes brasileiros e portu-.
gneses; regras de catalogação da Biblioteca Nacional. Bibliotecas
Bibliotecários., Rio de Janeiro, 1(6) sl-Ii,

o

ago 195^)*

Convém lembrar aqui que a Bibliografia Brasileira,

do Ins

tituto Nacional do Livro, bem como o Boletim Bibliográfico Brasileiro,
seguem de porto as regras grlotadas pela Biblioteca Nacional.
1.10. O 12 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, reü nido em Recife,

em 195^, apreciou um informe apresentado por Edson

Nery da Fonseca e Myriam Gusmão de Martins sobre os Processos Técnicos nas bibliotecas do"país,

onde são assinalados os problemas refe-

rentes à catalogação, e encareceu a necessidade do contarmos com

um

codigo brasileiro de catalogação.
1.11. Dando cumprimento a recomendação do Congresso
Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (I.B.B.D.)

o
convo

cou para novembro do mesmo ano a Com.issão do Estudos de Catalogação,
composta de l6 bibliotecários, representando 7 estados da FederaçãoPernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro (Guanabara),

São Pau

Io, Paraná e Rio Grande do Sul. j^pos tres dias do dobates apresentou
5/|. resoluções, divulgadas . em forma mimoografada , pelo I.B.B.D.
lucões adotadas; catalogação simplificada

(Reso-

jRio do Janeiro, 195^1).

1.11.1. A mesma Comissão designou uma Sub-Comissão,

com

o fito de preparar um ante-projeto de Codigo Brasileiro de Catalogação, composta de bibliotecários do Rio e do São Paulo.
1.11.1.1. O grupo do Rio do Janeiro, integrado por
Pamplona,

Emy

Irene Doria, Edson Nery da Fonseca e a autora do presente

documento,

apresentou ao I.B.B.D.

o resultado do seu trabalho, divul

gado por esta instituição, sob a forma raimeografada
tudos do Catalogaçao.

(Comissão de Es-

Codigo brasileiro do catalogacao^ antopro.ioto

preparado pela Sub-Comissão de Redação).
1.12« Irene de Menezes Doria encarregou-se, como membro
da Sub-Comissão, do relatar o problema dos nomes brasileiros.

Este

relatorio não foi divulgadojporem no seu trabalho Processos técnicos
da compilação bibliográfica (Rio do Janeiro, Ministério das Relações
Exteriores, Seção de Publicações, 1955)? às paginas 12-17,

aparecem

expostas as opiniões da professora.
l«"'!. De Recife nos chegaram, om 1959,

as Normas para a

catalopno.^-.r; rips bibliotecas da Universidade de Rocifo,

em 26 paginas

mimoografadas,
l.li-U No mesmo ano o Serviço de Intercâmbio de Catalogação divulgou um documento mimeografado contendo sugestco- às bibliotecas cooperantes, procurando uniformizar a pratica catalografiea
brasileira,

esclarecendo pontos,obscuros o omissos do Codigo do Va -

ticano e advogando a simplificação das notas bibliograficr.s.

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1.15» Tivemos oportunidado do enviar ao 2ß Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, reunido em Salvador, Bahia,

em 1959, um

trabalho intitulado Sugestões para acréscimos o modificações necessa.•'i'S ao Codigo do Vaticano a fim de o adaptar as exigoncias das biblio
t'-cas brasileiras.
1.16, No princípio do corrente ano (I96O)

o conhecido es-

critor patricin Gilberto Freyro fez publicar ura suelto advogando
respeito a grafia original no nome das pessoas (Ã

o

proposito da grafia

do nomos de pessoas. Diário de Pernambuco. Recife, 21 fev. 1960íI|.).
1.17« Recebemos do professor português Zeferino Ferreira
Paulo,

em forma mimeografada, um documento intitulado Catalogação de

impressos;

pro.ieto português, em que estão discutidos os problemas de

descrição do livro, forma da entrada de autor e cabeçalhos de assunto.

2. PROBLEMAS CATALOGRÍFICOS DOS NOMES BRASILEIROS
PORTUGUÊSES

E

E SOLUÇÕES AVENTADAS

2.1. GRAFIA
2.1.1. Havendo Portugal e Brasil adotado a ortografia simplificada este ato refletiu-se na grafia dos nomes proprios que, como
estabelece o acordo ortográfico de 19^3, nos seus artigos 39 e 1|0, "es
tão sujeitos às mesmas regras estabelecidas para os nomes comuns",

a-

crescentando "para salvaguardar direitos individuais, quem o quiser man
tera om sua assinatura a forma consuetudinaria".
Os bibliotecários brasileiros dividem-se em dois grupos-:
aqueles que preferem a grafia simplificada para os nomes proprios

e

os Partidarios da conservação da grafia usada pelo autor.
2.1.2. Em nosso artigo Grafia dos nomes brasileiros a^^vogamos a simplificação dos nomes proprios convencidas da impraticabl lidade da conservação de duas

formas num mesmo catalogo e guiadas pe

Ia pratica literaria e livresca do país.
Esta solução vçra de ser adotada na Biblioteca Nacional,
apos termos deixado a direção da Seção de Catalogação, exigida pela
conveniência dos leitores.
O Instituto Nacional do livro prefere a grafia simplificada para a Bibliografia Brasileira.
Na ocasião da publicação do referido trabalho contamos
com opinião favoravel dos escritores Eugênio Gomes, então Diretor da
Biblioteca Nacional,

e Afrânio Coutinho.

Algumas bibliotecas paulistas,

entre elas a Bibli-^teca Mu-

nicipal de São Paulo, a segunda biblioteca em tamanho
do país,

adotam a grafia simplificada e a professora Maria Luísa. Mon-

teiro, no seu trabalho sobre nomos brasileiros,

cm

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. e importância

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citado no paragrafo

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�1#5») recomenda esta pratica, também aconselhada pelo projeto português (§ 1,17).
_

^

A Comissão de Estudos do Catalogação (§1,11)

na resolução I1.6,

estabeleceu,

a adoção da grafia simplificada.

Considerando a modernização da grafia um imperativo nacio
nal, que influenciara a própria,eficiência do catalogo, reconhecemos,
no entretanto, que a sua imposição no âmbito internacional traria dificuldades intransponíveis aos bibliotecários estrangeiros. Assim sen
do não consideramos dev© constar das regras de catalogação internado
nais.
2,2, FORMA DO NOME
Duas,são as correntes sobre a forma do nome a ser empregada na catalogação,
2,2,1.

Os bibliotecários paulistas o a Biblioteca Muni -

cipal de São Paulo adotam o recomendam nos seus trabalhos (§ l-,3j e
1»5)

o adoção do nom.o completo dos autores, mesmo quando não os usam

ao assinar suas obras, Como exemplo lembraremos que o reitor Pedro
Calmon, da Universidade do Brasil,

sera registrado como Pedro Calmon

Munlz de Aragão Bittencourt.
2.2.2« Todas as demais alas bibliotecárias,

inclusive a

Biblioteca Nacional, ficam fieis aos codigos da ALA e Vaticano,

omi-

tem os pronomes o sobrenomes que os autores não usam e mandam "dar
preferencia a forma coraumente adotada pelo autor"

(Vaticano regras

58, 3PAb, lj.8),
2,3c AUTORES QUE N.S0 USAM SOBRENOMES
2.3.1, É tão comum, entre os autores nacionais, assinar
so com os pronomes que já em 193'í-l- Duarte Ribeiro (§ 1,2)

apresentava,

solução para o fato, preferindo a entrada pelo primeiro prenome, Ex.:
Sálvio Júlio.
2.3.2, Os paulistas, apoiados pela prática da .Biblioteca
Municipal, partidários invariáveis da entrada obrigatória polo nome
completo,

escolheriam por entrada; Lins, Silvio JÚlio de Alguquerque,
2.3.3, As Normas para organização de um catálogo dicioná-

rio (regra 37)

ofereceram uma terceira solução, que formulada.por Ca-

lazans Rodrigues,

se converteu nr, regra 38A,

alínea c, da edição bra-

sileira do Codigo do Vaticano, que assim rosa;
"Quando os autores hpbitualm.ente assinam seus trabalhos
somente com prenom.es compostos, dove~se escolher o se gundo como entrada principal". Ex.; JÚlio,

SÍlvio.

Esta e a solução da Biblioteca Nacional e a que conta
com maiores adeptos no nosso melo blblioteconomlco,

tendo sido per-

filhada pela Comissão de Estudos de Catalogação, na resolução 30 (§1.11)
' I" " I" " I" " I" " I" " I Digitalizado
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�í
I 2,3*4» Profetizando,

^
^
acreditamos que sera aceita a ter-

ceira formula, na uniform.izaçao.
e_

'~~j

I 2.U, SOBRENOMES COMPOSTOS
Inicialmente devemos dizer que ha duas acepções
do que

soja sobrenome composto.
2.1|..l.l. Sobrenome composto e aquele formado de mais de

uma palavra. Ex.s LÍdia do Queiroz Sambaqui (Sambaqui e sobrenome do
marido).
Z.Iiel.E. Sobrenomes compostos são aqueles que são nomes
do família compostos de duas ou mais palavras,

aqueles que ja

pas-

sam de pai a filho compostos. Ex.i Virgílio de Melo Franco, Afonso
Arinos de Melo Franco (da importante família mineira Melo Franco). .
O ultimo sentido o, realm.ente, aquole^que representa,na
concepção corrente,

o sobrenome composto, e, representando a opini-

ão da professora LÍdia Sambaqui, vem sendo seguida pelo Serviço de
Intercâmbio de Catalogação (S.I.C.).
Apreciando e apoiando esta definição reconhecemos, no
entretanto, não ter tido ela grande aceitação entre os biblioteca rios, devido a dificuldade de conhecimento da origem dos nomes dos

,

autores. Preferem anrovar a primeira acepção, que ê aquela encontrada nos codigos tradicionais.
2.Í4..2. As opiniões sobre a forma da entrada estão divididas em dois campos; partidarios da forma composta,

entrada pelo pri-

meiro sobrenome seguido dos demais, e adeptos da entrada pelo ulti mc sobrenome.
2.ij-.2el. O Codigo do Vaticano (regra i.l.0 e 38Aa),
catalog rules, nas edições de I90P e 19^4-1 (regras 25 e 35)

o ALA

adeptos

da fi^rma composta são os preferidos pela corrente liderada pelos professores Calazans e Antonio Caetano Dias,

dos Cursos da Biblioteca

Nacional»
2./4.2.2, O Serviço de Intercâmbio de Catalogação, apli cando o pensamento de LÍdia Sambaqui e liderado por Haidea Martins,
prefere entrar pela forma composta, quando esta e nome de família
composto (§ 2.1^.1.2), decidindo-se pelo ultimo sobrenome, quando isto não acontece ou quando não é possível obter informação.
Acompanha esta corrente a profes'-ora Lais da Boa Morte.
Observam.os que em. mais de 50^ dos casos as entradas
escolhidas por este grupo coincidem com aquelas preconizadas polo
grupo seguinte.
2,/j.,2.3. A escolha da ultima palavra do nome para entrada da catalogação já era recomendada por Cícero de Brito Galvão,
1918, quando afirmou "a meu ver, a mais sensata e a

Irograj

em

do últi-

mo nome".

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e "o ultlno nome e a mais facll de retor na memoria, não deixa duvidas quanto ao modo de proceder do catalogador e e a mais uniforme".
Os adeptos do ultimo sobrenome subdividem-se em dois gru
pos s
2.l4.2#3»l» A Biblioteca Municipal de São Paulo e o grupo
paulista, liderados por Maria Luísa Monteiro e A''elfa Figueiredo, es
colhem a ultima palavra do nome completo do autor. Ex.: Bittencourt,
Pedro Calmon Muniz de Aragão.
2.3*2.3»2. O Grupo liderado pela Biblioteca Nacional,
que nos filiamos, apoiado pelas Normas brasileiras ja citadas

a

(§ l.Il-),

prefere a entrada pelo ultimo nome da assinatura constante nas obras.
Ex.; Calmon, Pedro.
Z»h*3* A aceitação do último nome por todas as correntes,
fórmula para a qual sente-se maior tendência, tornar-se-ia possivel e
^
f
«&lt;•«
\
fácil se conseguíssemos formular, de modo preciso, exceções a regra
geral.
2,5. EXCEÇÕES \ ENTRAD/i PELO ÚLTIMO SOBRENOME
2.5.1. SOBRENOMES MAIS CO^JHECIDOS PELA FORMA COMPOSTA
2.5»1.1. Os códigos da ALA e Vaticano pixj^Tor -"no caso era
que a própria pessoa,

ou o costume de seu país, tenha dado preferên-

cia a alguma outra parte do nome,

esta será adotada como

lavra de

ordem principal".
Os bibliotecários brasileiros sempre temeram, a liberdade
de escolha que a entrada nos termos acima propicia e procuram incessantemente meio de formular uma regra que,

cobrindo a maioria dos ca-

sos, oriente o catalogador.
2.5.1.2. Irene DÓria sugeriu a Comissão de Estudos de Catalogação (195^)

que "quando o autor não usa prenomes, assinando suas

obras só com sobrenomes,

a entrada |seja|

feita pela primeira parte

do sobrenome". Êsta opinião, aceita com restrições, converteu-se na
resolução 51, da mesma Comissão.
2.5.2. SOBRENOMES FIRMANDO EXPRESSAO
É pratica da Biblioteca Nacional,

alicerçada nos autores

Normas para organização de um catalogo dicionário,

catalogar pe-

la forma composta os sobrenomes constituídos de duas ou mais palavras,
formando uma eiípressão. Ex.; Castelo Branco, Camilo; Espírito Santo,
Humberto.
Todos os partidarios do últimn sobrenome,

e mesmo o gru-

po que deseja a entrada pelo snbrenom.e com.posto, escolhem esta forma
de entrada, que, geralmente, representa a forma mais conhecida»

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2.5.3. SOBRENOMES LI G.ADOS COM TRAÇO DE UNiIO
O traço de união, raro nos sobrenomes portugueses e brasileiros, e sempre respeitado e a entrada feita pela primeira parte.
2.6. "FILHO", "NETO", "JUNIOR", "SOBRINHO" NOS NOMES
É comum encontrar as palavras "Filho", "Neto",

etc.

como

parte integrante dos nonos pessoais brasileiros e portugueses.
Três soluções estão em uso:
2.6.1, Suprimir as referidas palavras da entrada de autor,
como fazem os códigos Vaticano e ALA, acrescentando-as, apos os prenomes,

somente na falta das datas, quando necessário à identificação. Ex.;

Couto, Miguel, 19

-

2.6.2, Acrescentar sempre as ditas palavras apos os pronomes e antes das datas. Ex.: Couto, Miguel, filho, 19
Mnria Luísa Monteiro (§ 1.5)
Ex.; Couto, Miguel (filho),

inclue-as entre parêntesis.

v

O SIC adota esta forma porém sem. o parêntesis. Ex.; Sousa,
João, jr.
2.6.5. As Normas brasileiras

(§ 1.4), o projeto português

(§ 1.17)5 Irene DÓria e a pratica da Biblioteca Nacional aconselham
conservar as citadas Dalavras após o sobrenome, Ex.: Couto Filho, Miguel,
2.6.Í4., Ha alguns casos em que as designações "Filho", "Junior", etc.

são sobrenomes verdadeiros e como tais tratados na catalo-

gação. Ex.: Netto, Violeta Coelho (entrada pelo ultim.o sobrenome)

e

Coelho Netto, Violeta (entrada pela fnrm.a composta do sobrenom.e).
2.7. PRENOMES COMO SOBRENOMES
Ha casos na literatura brasileira em que nomes completos,
constituídos de pronomes e sobrenomespassam a servir de sobrenom.e,
constituindo sobrenomes com.postos, Ex,; Miguel-Pereira,, Lucia«
Acrcditam.os que este foi o pensamento do professor Calazans
ao redigir a alínea d, da regra 38A, porem,

infelizmente, como está re-

digida traz confusões e somos forçadas a aconselhar seu esquecim.ento.
Necessitamos,

certamente, de uma regra permitindo a entra-

da pela primeira parte destes sobrenomes porém com redação mais precisa.
2.8. MULHERES CASADAS
Os nomes das m.ulheres casadas brasileiras e portuguesas
não apresentam problemas especiais, não previstos pelos grandes códigos, é, no entretanto, desaconselhàvel incluir o sobrenome de solteira entre parêntesis, pois que é parte integrante dos seus nom.es.
A prática dos serviços de catalogação brasileiros é tratar
os nomes das senhoras casadas segundo as mesmas regras estabelecidas

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para os demais noraes.
3. NOVA PROPOSTA DE REGRAS DE CATALOGAÇ.ÍO PARA OS
NOfíES PORTUGUêSES E, BRASILEIROS
3.1»

Sera usada a grafia moderna oficial para os autores

brasileiros e partuguêses e, excepcionalmente,

sera conservada a gra-

fia original para os nomes notoriamente de origem estrangeira. Ex.:
Adolfo Konder
Hélio Viana
Viana Moog

jAssinatura; Adolpho Konder]

jAssinatura: Hélio Viarma 1
[Assinaturas Vianna Moogl

Tristao de Ataíde

|Assinatura: Thristão de Athaydej

Aquiles Bevilaqua

1 Assinaturas.Achilles Bevilaqua]

Oto Maria Carpeaux

jAssinatura: Otto Maria Carpeauxj

3.2. A catalogação sera feita pelo ultim.o sobrenome seguido, apos a virgula, dos prenomes, acrescentando-se a data de nascimento e morte,

caso esta haja ocorrido, resolvadas as exceções contidas

nas regras seguintes. Ex.:
Macedo, Joaquim Manuel de
Morais, Vinicius de
Almeida, Julia Lopes de
3.2.1. As preposições e conj^onções são posi^-stas. Ex.;
Santos, João dos
Andrade, Mario de
Rego, Jose Lins do
3.2.2.

Os prefixos e atributos invariaveis que precedera os

sobrenomes são antepostos. Ex.;
São Tiago, Paulo
3.3* Quando o autor não usa todos os prenomes ou omite
certos sobrenomes sera dada preferência à forma adotada pelo autor.

O

nome completo devera.constar no fim da ficha, apcs a pista e ser objeto de remis siva. Ex.;
Bilac, Olavo
[Nome completo; Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac1
Barbosa, Rui
jWome completo; Rui Barbosa de Oliveira]
'^
^
Sera adotado o m.esDO critério quando,
à sua vontade,

por razão superior

o autor aparecer com o nome completo em certas publica-

ções (geralmente documentos oficiais),

porem for conhecido por parte

do nome. Ex.;
Kubitschek, Juscolino
|Nome completo:Juscelino Kubitschek de Oliveira!
3*k-

Os autores que habitualmente não usam os nomes de ba-

tismo nas suas obras deverão ser catalogados com os prenomes completos,
depois de devidamente pesquisados, perm.itindo-se a entrada pela primei' I" " I" " I" " I" " I" " I Digitalizado
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ra parte dos sobrenomes,

encontrados nas folhas-do-rosto. Ex.;

Eça de Queiroz, Jose Maria
Guerra Junqueira, /ibílio Manuel
Oliveira Lima, Manuel de
Machado de Assis, Joaquim Maria
3.5. Quando os autores habitualmente assinam seus trabalhos
somente com prenomes compostos a catalogação sera feita pelo segundo,
seguido, apos a vírgula, do prineiro, Ex.:
Mariane, Olegario
iNome completo; Olegario Mariane Carneiro da Cunha 1
Herculano, /ilexandre
llTome completo; .Alexandre Herculano de Carvalho Araújo|
3.6, Os sobrenomes ligados por traço de união serão catalogados pela primeira parte. Ex.:
Duque-Estrada, Rodiigo
3,7« Os sobrenomes constituídos de duas ou mais palavras
formando expressão serão catalogados pela primeira parte, Ex.:
Castelo Branco, Camilo
Espírito Santo, Humberto
3.8,

Os prenomes, que unidos aos seus sobrenomes, passaram

a constituir sobrenomes compostos,

transmitidos de pai a filho,

serão

catalogados pela primeira parte dos sobrenom.os. Ex.:
Miguel Pereira, Lucia
1Filha de Miguel Pereira!
3»9* As palavras "neto", "junior", "filho", "sobrinho" figurarão, na entrada,

em seguida ao ultimo sobreni^me e terão valor na

ordenação alfabética. Ex.;
Couto Filho, , Miguel
Sera feita remissiva da entrada sem inclusão das palavras
em apreço, Ex,;
Couto, Miguel, 19
ver'
Couto Filho, Miguel, 19
3.10. A forma da entrada, dos nomes das senhoras brasileiras
e portuguesas estará sujeita às regras anteriores, respeitando-se o estabelecido nos códigos da American Library Association e Vaticano, no
que se refere ès mudanças de nome. Ex.;
Queirós, Dina Silveira de
1 Sobrenome de solteira; Silveira]
lSobrenom.e de casada; Queirós |

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CONCLUSÃO
Apresentamos na terceirr. parte uma série de regras que
rej)resentam, a nosso ver, a pratica, aceita pela maioria das correntes.
Procuramos mostrar que o assunto ja está suficientemente
estudado e,

com boa vontade, cedendo cada qual um pouco, convictos da

necessidade de acordo,

ja e possivel a solução.

Esperamos que o Congresso,

diante do exposto,

RESOLVA :

Criar a Comissão Brasileira de Catalogação,

composta de

dois especialistas em. catalogação de cada estado, designados pelas
respectivas associações de classe, representando as diferentes correntes de pensamento, incumbidos de discutir e redigir as regras necessárias à catalogação dos nomes brasileiros e portugueses, que passarão automaticamente a constituir norma nacional e,

como tal,

serão

levadas à Conferência sobre Princípios de Catalogação, a se reunir
em Paris, no proximo mês de outubro.

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Digitalizado
gentilmente por:

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20

��TEBCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCIJIíSNTáÇÃO

Bibliografia corrente brasileira
por
Laura Maia de Figueiredo

Oc^

06 f iCäi)

Curitiba
1961

cm

1

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-^gentilmente por:

I Sc a n
&lt;/

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�Tema IV - Bibliografia e Documentação - Bibliotecas especializadas

BIBLIOGRATi-IA CORRENTF BRASILEIRA
por
Laura Mala de Figueiredo

Sinopse
Serviço de Bibliografia do Instituto Brasileiro de Bibliografia
e Documentação.

Bibliografias correntes, gerais e especializadas

no

setor das CiênciPs Sociais, Baslcas e Aplicadas que constituem volu mes independentes.

Digitalizado
-^gentilmente por:

�1 - INTRODUÇÃO
'
t
i

No trabalho de Edson ÍTery da Fonseca - Desenvolvimento da Blbllo
•
teconomis e de Bibliografia no Brasil, publicado na Revista do Li-

•

55 95-121.1, m^rço de 19^7 - n« parte referente às atividades bibliográficas,

f
í
s

temos um panorama ger^l dos

no Br-ísil até I956.
tros especialist5s,

O tema já foi,

trabalhos bibliográficos

t®mbem objeto de estudo de ou -

cujos trabalhos servem de base para uma aprecia

ção completa sobre o assunto.
Apresentamos, agora, este trabalho, focalizando o Serviço de Bibliografia do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
órgão nacion^'l,

especialmente destinado a executar, promover e coor

denar levantamentos bibliogr'='ficos, cuj&lt;^ criação marcou nova
da bibliografi» no Brasil,
rentes

,

Falaremos,também,

fase

das bibliogr?^fias cor

ger^^is e especializadas no setor das Ciências Sociais,

Bas^i

cas e Aplicd^s que são divulgadas em volumes independentes.
Esclarecemos,

ainda,que o IBED pare melhor divulgar os

bibliográficos brasileiros,

divulgi^ra em breve,

trabalhos

a Bibliografia Bra-

sileir" de ^dbliogr^fl'^s.

2 - SERVIÇO DE BIBLIOGRAFIA DO INSTITUTO BP^SIL^IRO DE BIBLIOGRAFIA E DO
CUMENTAÇSO
Ao Serviço de Bibliogr'^fia do IBBD cabe promover o

levantamento

*
0
/
d'=' Bibliogr^fi" tecnico-cientifica brasileira e divulga-la
de edições periódicas e cumulativas.

#
através

Suas principais funções

a)

compilar a bibliogrf'fia técnico-científica corrente;

b)

compilar bibliografias intern^^cionais especializadas,

sao;

quando

de interesse particular par" determin'^do grupo de estudiosos e

que

digam respeito a problemas br^^sileiros;
c)

compilar bibliogr-^fias de interesse para o Conselho Nacional

de Pesquisf^s,

a ^undação Getúlio Vargas, o Departamento Administra-

tivo do Serviço Publico e instituições que lhes são subordinadas.

cm

1

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can
Sy st e m
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lí

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�-22,1 - Orp:anízação blbllop;raficn
ko estudPr o IBBD o seu Pl^no de Trrbolbo,

no que se refere

à

org?!ni7,pcÃo d" Bibliogr-^fip científlc» br-^slleirp ,naturplmente ,te
ve aue resolver,

de início,

vnrios problemps fund?.mentp&gt;is.

2.1.1 - .Arr'^nio
Alfi'betlco de cbeç^lhos

do assunto ou sistemático ?

Êsses dois tipos de arrnnjo, os mais empregados,
como é natural, cada um,

apresentam,

suas vantagens e desvantagens.

O arranjo alfabético não dá idéia de conjunto e limita o uso
da bibliografia às pessoas que conheçam o idioma em que é apresen
ß
tPd'' a materi'';

/
M
o arranjo cl^^ssificdo da visão de conjunto e,se_n

do um sistemf^ de notação universal, pode ser utilizado em qualquer
parte do mundo,
O sistema de Classificção Decim^^l Universal teve de ser pr£
ferido ^^o de Dewey pelas vantagens oue oferece.
O arranjo escolhido foi, portanto,
com o m^is
hum'^nos,

o sistemático, de acordo

'^tu'^liz^do sistem® de classificação dos

conhecimentos

« Classificação Decimal Universal e completf^do com um in

dice de "utores e

»^ssuntos.

2.1.2 - Bibliogr«^fi»^ sin^lética ou analítica
Resolvido o tipo de arranjo

- CDU - teve o IBBD que

decidir

se a bibliografia seria sinaletica ou analítica,

Embora reconhe-

cendo a superioridade da bibliografia analitica,

teve que escolher

a sin^letica, pois o serviço de analise bibliográfica tem exigências grandes para um órgão novo como aquele,

então em fase de im-

plantação e experimentação.
2.1.3 - Período e periodicidade
Cora rel^tção ao período que a bibliografia deveria abranger ,
estudou se levnt^ria a bibliogr-^fia a partir da

data de criação

do Instituto - I95U - conservando atualizada daí por diante,ou se
tentaria

cm

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? np-poj^da tarefa

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-^gentilmente por:

d" bibliopraf ia retrospectiva .Apesar de

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i'g

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i's

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�-3evidente que n org-^.nização

bibliogr°fcientífica brasileira

retrospectivo devn irrti dia ser tent'^dfi,
lução mais conveniente,
tir de 1^53^»

teve que resolver pela so-

dispondo-se a tr^tsr da bibliografia a par

isto é, com quatro ".nos de retrospecção dn data

de

sua cri^^ção.
O problema periodicidade também foi estudado cora cuidado.
be-se que quanto mais freoüente fôr «
lhor, m^-s,

t'&gt;rabém,

au"nto mais

parece oue pTa estas

informação bibliográfica m^

"cumul'd'^, m^is fácil

pesquisa .

du-s condições que se contr-^põem a solução

ideal seria termos bibliografias mensais,
tes, pelo menos semestr'is,
cinco anos,

Sa

"nuais,

dez em dez etc.

com acumulações freqüen

acumulando ainda de cinco

em

Infelizmente, isto é um trabalho ex-

trem-^mente dispendioso e difícil, não sendo possível sua solução
imediata.
Par" iniciar,

viu-se o IBBD obrigado a se contentar com

bi-

bliogr^^fit^s anu'^is, na sua primeir»" fase, pois segundo veremos mais
adiante,

a situação não permaneceu como fora prevista.

2.1,U - Materiol bibliográfico
Outr" preocupação do Instituto foi o material a incluir;
vros,

artigos de periódicos,

ra fazer

li-

teses, folhetos etc, Era princípio,pa

bibliografias tão completas qixanto possível,

resol -

veu incluir,ppulatin'^mente,material de documentf^ção que de

qual-

quer raoneira contribuísse p'^r'^ a informação científica sobre o a£
sunto.
2,1,5 - 'Assuntos
O problema final foi escolher se o IBBD faria uma bibliografia ger'^l científica.,

como a adotada para as Ciências Sociais, ou

se optaria pelas bibliografias especializadas publicadas separada
mente.

A. dificuldade nessa solução prendeu-se ao fato de serem os

assuntos, hoje em dia,

tão correlacionados que,

considerando a pu

blicaçao em sep'trado de bibliogr^^fias especi-^lizadas, o IBBD
• *a

cm

1

1 r'

te-

.ti.;."o de titulos.

I Digitalizado
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i's

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�-1+Apes^r dl3so, preferiu o Instituto,

embora conservando ainda

a Bibllofyr-'fia Br^sileir" de ClênciQS Sociais como uma obra em con
A
^
junto, editar suas bibliografias no c^^mpo das Ciências básicas
e
0
9
aplicadas da maneira mais especializada possivel,
O IBBD esta en
carregado de compilar e divulgar a bibliografia brasileira corren
te de Agricultura, Botânica, Ciências Sociais, Documentação Matemática e Fisica, Medicina, Zoologia,

além de outros trabalhos bi-

bliográficos .
2.1.6 - Apresentação
Todos admitem,

sem dúvida,

que a apresentação da bibliog a -

fia como de todos os documentos deve ser normalizada.
O IBBD,

de início, preocupou-se com as normas bibliográficas

recomendadas, passando a adotá-las na elaboração se seus
As normas da Associação Br^sileir»

trabalhos.

de Normas Técnicas divul-

g«d"3 em Normali?!«ção da Documentação no Brasil, em 19^0, por

a-

ouelo Associação em colaboração com o IBBD são observadas.

- EIBLIOGRÍTJ-IAS GAFAIS
O Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional,
Brasileira do Instituto Nacional do Livro

a

Bibliografia

e o Boletim Bibliográfi-

co Brasileiro, publicado sob os auspícios do Sindicato Nacional das
Empresas Editoras de Livros e Publicações Culturais, Câmara Brasilei
ra do Livro e Instituto Nacional do Livro, continuam saindo com cer
ta regularidade.
Por oc^si^o do Seminário Regional de Bibliografia,Documentação e
Permuta de Publicações, realizado no Mexico, no período
vembro a i; de dezembro de 19^0, quando se realizou,

de 21 de no

também,

a Pri -

meira Reunião da Comissão Latino-Americana da Federação Internacional de Documentação os delegados de 17 países Latino-americanos decidiram compilar um» Bibliogr""fi^ Latino-Americana,

em substituição

a Bibliografia de Centro Amerlc» y dei Caribe.Caberá ao Brasil edi' "r

cm

1

&gt;-&gt;4 •») -í «n

da

b"''

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gentilmente por:

fi-^

da .Aiaéric &gt;

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L-

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-

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- 'oW.l. -

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lí

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�-5ferente a 19éO, que incluirá além dos psíses d'J América Centr?-1,

a

Argentina e o Uruguai, entre outros.
Par? o volume referente a 19^0,

esper"-se a adesão dos demais pai

ses aue se fizeram representar no Seminário,
Tod« produção bibliográfica d«"

entre eles o Brasil.

Améric Latina indicndr em uma só

obra, nos n'-rece um^ re-^lizrção dign«» de aplausos pois mostrará intern«»cion'^lmente o valor ã-' contribuindo bibliográfica df' América La
#
tina, facilitara a pesquisa,

/
alem de outras vantagens.

Evidentemen

te, e um tr^^balho de vulto que so poderá ser levado a efeito com

o

concurso efetivo de todos os paises,

Í4. - BIBLIOGRAFIAS ESPECIALIZADAS
I|., 1 - Ciências Sociais
A Bibliografia Brasileir*^ de Ciências Sociais que foi a prime^
ra da serie de bibliografias que o IBBD se propôs a editar,
contr»^ no volume h,
guintes,

6 e 7»

já se en

referente a 1957» estando o 5 no prelo e os se-

em fase de organização.

A Bibliografia Brasileira de Educação que vem sendo

publicada

pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Educcion-^is do Instituto Nacio
nal de Estudos Pedagógicos - INEP - atingiu o volume B, n.
ro/março de I9ÓO,

1,

janei

Podemos dizer ^e com esta realização do INEP,

a

organização da produção intelectual sobre Educação e assuntos corre
latos não deixa maiores preocupações,
U.2 - Ciências Básicas
As ciências geologicas continuam sendo cuidadas.

Em 1957,

apa-

receu o terceiro suplemento da Bibliop;rafia e índice da Geologia do
Brasil 16I1I/I9I4.O,

correspondente ao período I9Í4.5/5O,

o numero correspondente a I951/55, graças aos

Em 1959,

ssiu

esforços de suas auto

ras Sras. Dolores Iglesias e Maria de Lourdes Meneghezzi.
Bibliografias de Matemática, PÍsica, Química, Botânica e Zoolo
gia vem sendo

cm

1

compiladas e divulgadas pelo IBBD,

Digitalizado
/gentilmente
entil mente por:

^

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19

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�Da Blbllogrqfla Br'^sllelr'? de Mntem'itlca e Fistca fol publicado o \'oluine 2, que inclui materiP.l bibliográfico relrtivo no período 1900/57 e ^ilguns trabalhos do século passado.
A Bibliografia Brasileira de Químic" v.2,

195^/5^ está no pre-

lo, bem como a Bibliografia Brasileira de Botânica relativa ao mes*
periodo,
^uanto " Bibliografia Br^^sileir«' de 'Zoologia o último volumejÄi
blicpdo foi o segundo,

também, referente a 195^/5^*

5 - Ciências Aplic'dqs
K«"s ciênci^a

"» '
medlòíns temos a Bibliografia-Braslleira de Medi-

cina - anteriormente Indice-Cstálogo Medico Brasileiro - de autoria
de Jorge de Andrade Maia,da qual o ultimo voluitie publicado foi 06,
1957» em colaboração com o IBBD. Desta Bibliografia, iniciada eml939
com o primeiro volume correspondente ao período 1937/39» não foi pu
blicado o volume 5» 1953/5^«

Com a morte de seu compilador, o IBBD

tomou a seu ergo a continuação deste trr^b^lho que como bem assinalou a Sra. Terezine Ferraz,

em seu Trabalho sobre bibliografia bra-

sileira no setor das ciências médicas - IBBD Boletim informativo

U

(3/6):129-139, maio/dezembro de 195^ - "representa o marco inicial
da bibliografia medica nacional sistematizada
O primeiro volume da Bibliografia Brasileira de Agricultiira
1956/5^,

,

el^bor^d" pelo IBBD em col^boreição com a Sociedí^de Nado -

nal de Agricultura, será divulgad»" em 19él.
O índice Tecnologico d" Escola Politécnica da
Bahia,

Universidade da

organizado pela Sra, Bernadette Sinay Neves, encontra-se

no

numero 7 de dezembro de 1957«
Tod'^s estas Bibliografias continuam sendo compiladas para opor
tuna divulgação.

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��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUIÍENTAÇÁO

O auxiliar de biblioteca e sua forraaçao profissional
por
Heloisa de âlraeida Prado

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O AUXILIAR DE BIBLIOTECA E SUA PORlíAÇÂO PROFISSIONAL.
por
HELOÍSA DE ALMEIDA PRADO

SINOPSE

1, O problema do material humano para se encarregar de
bibliotecas infanto-juvenis, escolares e municipais,
em pequenos centros,
2, Necessidade de preparar avixiliares de biblioteca,
3» Sistema centralizado para adquirir e preparar o material para essas bibliotecas,
U, Programa para o curso,
5» Requisitos exigidos dos candidatos,
6, Orientação profissional.

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�o AUXILIAR DE BIBLIOTECA E SUA FORMAÇÃO PROFISSIONAL
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Resolvemos tratar deste assunto porque sentimos que ha, ate certo ponto, unidade
de vista dos bibliotecários brasileiros quanto a formação profissional do bibliotecário, Grande tem sido o interesse, por parte dos dirigentes das escolas de biblioteconomia, de melhorar seus curriculos dando aos alunos vun preparo de nivel

supe -

rior.
Logicamente os individuos que assim se preparam, almejam cargos onde possam
exercer sua profissão, usando os altos conhecimentos adquiridos em estabelecimentos
/
universitários*
A biblioteconomia é uma das profissões que mais exige cultura dos profissionais,
0
P
0
A
pois, alem da técnica, requer conhecimento de linguas, literatura, ciência, arte,
filosofia, etc, para que seja possível enfrentar o trabalho de dirigir, desenvolver
e manter bibliotecas universitárias, nacionais, especializadas, enfim instituições
que exijam tal competência de seus encarregados,
Se por um lado esta afirmação é irrefutável, por outro não é menos verdadeira a
necessidade de prepararmos profissionais para se dedicarem à bibliotecas infanto juvenis, escolares e mesmo municipais, em pequenos centros, Quem se encarregara dessas bibliot®cas que deverão estar espalhadas por todo Brasil, maiores e menores, na
medida das posses dos diversos mmicipios? Essas bibliotecas, em geral modestas

em

seus acervos e om suas pretensões, não são menos necessárias do que as já citadas.
Inútil seria perdermos tempo falando aos congressistas sobre o valor do material
impresso como veiculo impar para a difusão cultural e base para a realização

dos

mais altos objetivos da educação»
Ideal seria que cada município e cada escola tivesse sua biblioteca. Sabemos
que o ensino so pode ser realmente eficionte quando a escola dispõe desse verdadeiro laboratorio para a tarefa escolar.
Julgamos imprescindível que preparemos profissionais capazes de se encarregar
desse trabalho, Temos o exemplo dos professores primários (normalistas) que após o
12 ciclo ginasial ingressam no curso profissional, se habilitam e se propoem a realizar o seu trabalho nas mais longínquas escolas, Temos tconbem o dos auxiliares de
enfermagem que tão bons serviços vem prestando. Formar apenas bibliotecários (ni vel superior) seria nao querer enfrentar a realidade brasileira. Mesmo em paises
mais avançados do que o nosso, tal solução seria utópica.
Parece-nos que, diante desta evidencia, sera altamente oportuno as Escolas d^e
Biblioteconomia organizarem cursos para a formação desses profissionais.

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�- Fls, 2 Sendo a falta destes cureos sentida por todos que se interessam pelo assimto, talvez grupos menos credenciados venham a se incumbir da tarefa de organiza-los, quando
tal serviço poderá ser eficientemente executado pelas escolas de biblioteconomia,
A melhor solução para o problema dessas bibliotecas nos parece ser o sistema cen0
e&lt;é
tralizado nacional ou estadual, onde os processos técnicos, desde a aquisiçao do ma terial impresso até o preparo para circulaçao estara a cargo da biblioteca central,

. n

ficando o auxiliar de biblioteca apenaa encarregado de administrar e dirigir a biblioteca, atender convenientemente o leitor e fazer com que a instituição atinja seus verdadeiros objetivos. Naturalmente o sistema centralizado garante a uniformidade e
perfeição na parte técnica,

a

além de ser muito interessante sob o ponto de vista eco-

nomico,
Como, porém, a. organização desse trabalho centralizado depende do muitas soluções
de ordem burocrática, o mais prático será procurarmos habilitar os auxiliares dsi bi blioteca para executar sozinhos suas tarefas, O que nao podemos e privar o nosso po vo de bibliotecas bem orientadas enquanto aguardamos a centralização do serviço.
Julgamos que o curso poderia ter a duração de um ano e que poderia ser exigido
para ingresso o cettificado de conclusão do I2 ciclo ginasial^ ou um exame de admissão
correspondente aos conhecimentos desse primeiro ciclo, pois há, pelo interior do Brasil, pessoas que não sendo portadoras do certificado do I0 ciclo ginasial, possuem
boa cultura, sendo elementos capazes do seguir com sucesso o curso de auxiliar de bibliotecej. e executar um trabalho eficiente junto a toda essa população ávida de oportunidade para desenvolver sua inteligência e personalidade.
Por exemplo, no Estado de S, Paulo possuimos apenas 86 (oitenta e seis) bibliotecas publicas municipais o que e indiscutivelmente irrisorio, se considerarmos o nimero de nmiclpios (505) e os seus desenvolvimentos. Através da Comissão Estadual de Literatura do Conselho de Cultura do Estado de S. Paulo estamos propondo ao Governo
Estado um plano de fundação de novas bibliotecas e assistência às já existentes,

do
por

meio de um serviço centralizado.
Atendida essa proposta estamos certos de que lutaremos com o problema do m&amp;terial
humano para efetivar o trabalho que essas bibliotecas deverão realizar.
Devemos oferecer ao auxiliar do biblioteca um mínimo de conhecimentos técnicos,
Certamente os processos técnicos para as bibliotecas a quo se destinam serão mais simples, O acervo também é mais uniformo, o que facilita o trabalho. Quanto aos leitores,
r&gt;é
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as exigencias sao menores, porque dificilmente surgira um investigador, no sentido

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mais amplo, om geral serão indivíduos dcsejosos de adquirir novos conhecimentos,
A titulo de sugestão propomos o seguinte programa para êsso curso:
Classificação

-

3 aulas semanais

Catalogação

-

3 aulas semanais

Noçoes de história do livro

-

Elementos de referencia

2 aulas semanais

Língua portuguesa Psicologia

-

-

1 aula semanal

2 aulas semanais
2 aulas semanais

Organização e administração de bibliotecas

-

2 aulas semanais

Esta distribuição dará 3 horas diárias, devendo ser exigido de cada aluno um está0
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gio de 50 horas em biblioteca, o que sera indispensável para que

,
consiga levar a

bom termo sua tarefa. Terminado o curso, o aluno receberá um certificado.
Esclarecimentos sobre as disciplinas:
CLASSIFICAÇÃO ; Esta disciplina devera tratar apenas do sentido da mesma e do estudo dos três sumários de Dewey, habilitando os alunos a classificar de acordo

com

essa tabela e a sabor orientar os leitores na colocação dos livros nas estantes.
Será estudado também o problema da identificação do livro classificado, podendo ser
usada a tabela de Cutter,
CATALOGAÇÃO : Regras para preparo do fichas simplificadas e conhecimento básico
de organização de catálogo dicionário, recomendado para esses tipos de bibliotecas,
NOÇÕESDE HISTÓRIA DO LIVRO ; Serão úteis como cultura, pois o auxiliar de biblioteca trabalhando com o material impresso deverá conhecer algo do sua história,
ELEMENTOS DE REFERÊNCIA : Será indispensável alguma orientação sobre as obras do
referencia, utilidade e manejo de dicionários, enciclopédias e anuários, principalmente os nacionais,
LÍNGUA PORTUGUÊSA j É indiscutível a utilidade do ensino da língua, pois a deficiência de conhecimento que temos notado, mesmo em estudantes que terminaram o 22 ciclo ginasial, nos autoriza a afirmar que esta disciplina é indispensável,
PSICOLOGIA : Esta disciplina oferecerá conhecimentos básicos de psicologia in fantil o do adolescente, o que muito ajudara o trabalho do auxiliar de bibliotecas
infanto-juvenis e escolares. Nesta cadeira poderá ser incluido algo de relações públicas, o que contribuirá para o sucesso dos serviços prestados om qualquer tipo de
biblioteca,
ORGANIZAÇÃO DE BIBLIOTLCAS : A maior atenção deve ser dada a esta cadeira, que

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será por assim dizer a coordenadora do ensino ministrado em outras disciplinas,

Ela

deverá oferecer aos alunos uma visão geral de todos os trabalhos que preeisam seriei
tos em uma biblioteca e determinar os métodos de trabalho que garantam maior rendi mento c melhor serviço,

Poderá ser incluido um mínimo sobre seleção, pois embora ês-

te trabalho nao deva ser executado pelo auxiliar, e necessário que conheça o critério
que o determina,
Aproveitando os conhecimentos técnicos adquiridos, deverá a cadeira de organização orientar sobre o uso do catalogo e da classificaçao, assim como sobre o modo de
prestar assistência aos leitores.
Por certo, no exeicicio de sua profissão, terá o auxiliar uma série do obriga ções de caráter administrativo, técnico e de rotina para as quais precisara ser convenientemente preparado.
Quanto às obrigações administrativas, está incluida a determinação do horário,
do regulamento interno do serviço do empréstimo, a instituição da penalidade, a substituiçao de livros perdidos o descartados, etc.
trabalho de estatísticas, relatórios, etc.

Precisara ser orientado quanto

ao

Receber sugestões quanto a exposições,

hora do conto, orientação de leitura, arranjo dos livros e da sala e outros trabalhos
que proporcionem maior e melhor aproveitamento do material da biblioteca.
Indiscutivelmente o responsável pela biblioteca é a alma da mesma e, aliando as
suas possibilidades naturais aos conhecimentos recebidos, poderá tornar a institui ção uma verdadeira oficina de trabalho,

É ele que poderá criar o clima para que

os

leitores se sintam a vontade o possam tirar da biblioteca todas as vantagens que ela
estiver cm condições de oferecer.
As qualidades pessoais exigidas dos a\ixiliares de biblioteca são de tal impor tância

que julgamos ser muito útil haver orientação profissional, pois grande parte

do sucesso desse curso se situa numa boa seleção das possibilidades individuais.
Amor aos livros, compreensão, dedicação, bom humor, paciência, interesse em auxiliar
os trabalhos de pesquisa e fé na boa influencia da leitura são requisitos essenciais.
Diz Emma Buenaventura em seu trabalho "Manual para Ia organizacion de bibliotecas
infantiles y escolares" :'sé quando todo o conjunto de recursos técnicos e humanos se
põem em movimento, em ação contínua para servir os leitores, podemos falar de uma biblioteci,
Penspjnos que seria oportuno aproveitar este Congresso para ouvir opiniões sobre
o plano de formação do auxiliar do biblioteca e, no caso de ser aprovado, estabele cer o programa para este curso, pois sera de inestimável valor esta uniformização.

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Naturalmente sempre que a Instituição mantenedora de uma biblioteca estiver
condições financeiras de ter um bibliotecário, poderá fazê-lo, pois o auxiliar

em
de

biblioteca continuará cm sua atividade, uma vez que seu certificado não lhe dá o direito
de ser bibliotecário, mas simplesmente auxiliar.

Terminando, aguardamos a opinião dos colegas para as seguintes recomendações:
1 - Seja organizado nas Escolas de Biblioteconomia o curso para auxiliar
de biblioteca»
2 - Seja determinado o programa e a duração para esse curso, a fim de haver xmif ormidade ,
3 - Seja fornecido, aos aprovados no curso, o certificado de auxiliar
biblioteca,
I
^
^
I4 - Seja pedida as autoridades competentes a criaçao, no quadro do funcionalismo, do cargo de auxiliar de biblioteca,

REFERÊMCIAS

BIBLIOGRAFICAS

1 - Development of public libraries in Latin America; the São Paulo conference.
CI952.
2 - Instruções para a organização das bibliotecas municipais - Ministério da educação, Instituto nacional do livro,

19^05

3 - Manual of techniques in library Organization - Cundiff,

195^»

I4. - Manual para Ia organizacion de bibliotecas infantiles y escolares - Buenaventura,

i960,

5 - Principies of College library admirdstration - Randall and
V
6-0 problema das bibliotecas brasileiras - Moraes,
7 - The public library in American life - Rose,
8 - Simple library cataloging - Akers,

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9 - The small public library - Moshier LeFevro,
10- "ÈRching with books - Branscomb.

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gentilmente por:

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3

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I Sc a n
^y st em

��TERCEIRO CONGRESSO 3RÀSILEIR0 DE BIBLIOTEGONOMIH E DOCUMENTAÇÃO

Diversidade de línguas,

obstáculo à informação científica
por

Célia Ribeiro Zaber

Curitiba
1961

�0.

Tema IV - Bibliografia e Documentação - Bibliotecas Especializadas

BIVERSIIiADE DE LÍNGUAS, OBSTiCcULO Â INFORIíAÇlO

CIENTÍFICA

por
Célia Ribeiro Zaher

Sinopse
Diversidade de línguas como barreira inicial à difusão da
literatura científica e técnica. Tradutores para serviços especializadas de tradução. Sistema adotado na Seção de Pesquisas Bibliográficas e Traduções do Instituto Brasileiro de Bibliógrafia e Documentação.

Instituições interessadas na difusão das traduções

e

índices e catálogos especializados para divulgação das mesmas. Sugestão para solução do problema no Brasil,

Digitalizado
-^gentilmente por:

�DIVSLSILASB ::b líijguas. c3St/culo â infopj-iacâo

cibhtífica

1. o problema lingS^ístico
Na tarefa de informar aos cientistas e técnicos,

a diver-

sidade de línguas provoca barreira inicial à difusão da literatura
científica e técnica,

constituindo

problema que deve ser conside-

rado cios riiais importantes.
No século passado,

quando a produção intelectual perten -

cia a uma elite que se sentia capaz de dominar a literatura de sua
especialidade,

as línguas básicas de intercomunicação,

científico e técnico,

eram inglês,

no

casipo

francês e aler.:ao,

Coiã o desenvolvimento das ciências,

em ritmo acelerado, a

literatura especializada passou a ter lugar de destaque no acompanhamento dessa evolução,

em virtude, mesmo,

do crescimento e da ex

pansão ilimitados que tiveram os conhecimentos humanos,
impossibilitar,

ao especialista,

no seu campo, A informaçao,

o controle da literatura

surgindo de varias fontes,

tes línguas e com raio de interesse

mundial

em diferen-

inf.ihitamente maior,

englobar diversas literaturas - como a russa,
liana -,

a ponto de

veio

a

a espanhola e a ita-

que assumiram significação para o mundo científico, No ra£

canismo do processamento da informaçao cientifica e técnica,
ceu nova etapa a vencer: a dificuldade

apar£

do cientista na leitura de

textos em línguas estrangeiras.
Corí o fim de demonstrar os diversos aspectos do problema,
a Unesco elaborou un estudo (1)
ca,

em que reuniu dados,

listas,

sobre tradução técnica e científi-

notas e opiniões expressos por documenta-

ling\histas e outras pessoas diretamente interessadas no as

sunto. r.ealizou,

assim,

uma apreciação geral do estado atual,

for-

necendo cálculos estimativos do núi^ero de cientistas e técnicos e-

cm

1

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�.2
xistentes em cada país,

idiomas falados,

línguas mais usadas e co-

nhecidas e percentagera de utilização de cada língua
artigos científicos,

todos dados valiosos,

estudo de vários aspectos do problena,

por possibilitarem

um

oferecendo base mais reali^

ta para análise. As estatísticas fornecidas nesse
citadas se

na redaçao de

trabalho e aqui

referem ao ano de 1948,

Os estudiosos sertem, atualmente,

necessidade de conhecer

as línguas que lideram a literatura científica, com o objetivo

de

obter mais fácil acesso à mesma, O mundo contemporâneo está voltado, principalmente, para a literatura russa, devido

ao

progresso manifestado no campo científico soviético,

índice de

o que provo-

ca, consequentemente, maior interesse pela aprendizagem da
correspondente, Na RÚssia,

lingua

a média do conhecimento lingüístico

e

excepcional, en relaçao aos outros países, pois, dos 900 mil cientistas estimados para o ano de 1948,
geira,

entre alemão,

inglês,

todos falam uma língua estran

francês e espanhol,

e mais de 50^ co-

nhecem duas línguas,
O panorama lingüístico nos Estados Unidos,
diverso,

no entanto,

colocando esse país entre os que mais se preocupam

é

com o

problema da informação no que se refere a traduçao de textos científicos estrangeiros,

justamente por apresentar baixa

percentagem

de cientistas poliglotas. Assim, dos 905 mil cientistas estimados,
apenas 18,4^ conhecem outro idioma,
sa, espanhola e

entre as línguas alemã,

france

russa,

já no Brasil,
conhecem francês,

dentre os 73 mil cientistas calculados, 53%

inglês ou alemão. Porém,

a

grande maioria

dos

técnicos da nossa indústria desconhece outras línguas - ou tem delas, apenas conhecimentos rudimentares,

o que impossibilita a lei-

tura de textos tecnológicos na língua original,

tão necessária ao

progresso e aprimoramento de novos processos aplicáveis às indús trias.

cm

1

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i'g

17

i's

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�.3

O interesse en traduzir trabalhos científicos para o português é exclusivo de Portugal e colonias, Brasil e cerca dem te£
ço da população mundial de língua espanhola
tal número conheça o idioiaa português),

(na presunção

de que

perfazendo un total de 150

nil elegíveis leitores de trabalhos de cunho científico ou técnico.
Con base no gráfico apresentado no relatório da Unesco,ad
Eiite-se que 505^ da literatura

científica sãc publicações en lín -

guas desconhecidas pela metade dos cientistas do mundo

e que o i-

dioma de maior difusão e uso entre os estudiosos é o inglês.
Essa análise comprova o grande obstáculo criado pela barreira lingüística,

que, além dos problemas da difusão local,

reduz

à metade o aproveitamento da literatura científica mundial.
O processo de traduçao e lento e oneroso,
SC una solução imediata de assistência, como,

impondo-se

também,

nao

um planeja -

mento para o futuro, tendo en vista a diminuição das proporções de
tal trabalho e

reduzindo-o a um problema de fácil solução,

k nosso ver,

duas medidas contribuiriam para isso:

a) Aumento da capacidade lingfcística de cada indiví duo de nível universitário,

estudioso ou pesquisa-

dor;
b) Estabelecimento de una fórmula ideal - com relação
a autores e editores,na adoção de línguas oficiais
para redaçao de trabalhes científicos - e facilida
des na identificação dos textos - por meio de resu
nos em una língua única,

universalmente adotada,

Essas duas medidas tem sido discutidas sob diversas for mas en inuneras ocasioes,

principalmente no que se refere a segun-

da, sempre objetivo dos esforços de congressos e associações de b^
bliotecononia e de normalização,
tação de publicações,

cm

1

para fixação de regras ã apresen-

com a finalidade de facilitar e padronizar as

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�técnicas docunentárias;
Os lingüistas afirnaid que o aprendizado de línguas deve ria ser orientado en bases nais cienvíficas,

É necessário estudar

línguas na adolescência, cono parte •'os currículos escolares,

nas

se faz nister naior intensificação desses estudes no nível universitário,

por causa do grande aproVditanento surgido na maturidade,

que se caracteriza por capacida^ie e discerninento nais agudos, dan
do à Dente percepção naior e rrcjccínio clarc, En sua maioria,

são

os cientistas autodidatas nesse campo, pois vêem sentido utilitá rio,

e não puranente cultural,

m

aquisição de conhecinentos lin -

gfcísticos,
É inportante a forna&lt;^o de grupos de especialistas possui
dores de vasto vocabulário téarico, que trabalhen cono base de infornação para tradutores de instituições de caráter científico necessitando de serviços de traduçao, Cor.i esse fin,
dos,

deven ser cria -

en organizações cientificas e técnicas, cursos de línguas pa-

ea especialistas,

visando a aparelhá-los con conhecinentos necessá

rios a identificação de textos estrangeiros nas principais línguas
faladas no nundo e fornando grupos hábeis no nanêjc de diversos idionas en núltiplos canpos de especialidade,
O problena da unificação lingüística,
lhos científicos,

na redação de traba

e de difícil solução. De acordo con a estatísti-

ca apresentada pela Unesco,

existe, no nundo científico,

ninância de língua entro os cinco nais usados idionas,
todos os nodos,

um fato en nutação,

alenães cabia, no pasoado,
ca,

pois,-

una predo
nas é, por

enquanto às publicações

o papel de líder da literatura científi^

hoje conpete as aiericanas a nesna liderança no canpo tecnoló-

gico e as russas no 3etor científico» Para aprendizado,
sistir una língua local, nas,

en nível de pesquisa e estudos supe-

riores, as línguas proocninantes são,

Digitalizado
-^gentilmente por:

pode per -

fcrçosanente,

as que lideran

�o nundo científico,

tornando-se imprescindível a substituição ofi-

cial de um idiona nacional por línguas estrangeiras nos países pos
suidores de diversos dialetos,

o que acarreta,

no entanto,

vezes, choques ideologicos e políticos, Apesar disto,

nuitas

a nao adoçao

de uma língua estrangeira oficial de estudos pode causar a extin ção de qualquer contacto con a literatura internacional,
gindo o progresso das ciências nun c-eterninadc
os estudiosos de uraa região a se confinarem

país

restrin -

ou obrigando

dentro de suas

pro -

prias realizações,
Essa tendência para a adoção de una língua única no canpo
científico pende en favor do idiona inglês.

Os que o advogam

nac

são seus nativos utilizadores nas sin todos cs que encontran nessa
língua saxonica sinplicidade, clareza gramatical e objetividade que
a torna essencialmente técnica.
Por outro lado, con o desenvolvimento da ciência na 2Ús sia,

é grande o número de adeptos à oficialização

do

inglês e do

russo como línguas para redação de trabalhos científicos,

o que li^

mitaria o estudo lingftístico a apenas dois idiomas estrangeiros es
senciais.
Ha,
mo,

também,

por exemplo,

os que preconizam uma língua construída,

o esperanto,

co-

colocando a questão em terreno neu -

tro.

2, Processamento da tradução
Se o objetivo essencial de um processo documentário é pro
ver a infortiação, a finalidade da tradução e facultar

essa mesma

informação aos que desconhecem a língua em que ela está escrita,
A fim de evitar o risco de traduzir um trabalho desinte ressante para uma clientela em potencial,

torna-se aconselhável,

mesmo necessário, analisar o texto original,

Digitalizado
-^gentilmente por:

e

procedendo, assim, a

�una seleção inicial, con o intuito de julgar a inportancia e o in•
teresse do assunte tratado.
Nessa tarefa,
de antenão,

o resuno ten papel destacado,

diante do interessado,

pois coloca,

os dados exigidos para estabele

cer de que valia lhe pode ser o texto e determinar a importância do
original a ser traduzido, A utilidade de resumir é por todos reconhecida e,

nesse sentido,

ten sido árcua a luta dos docuLientalis -

tas, que vcera no resuno una necessidade,
no para o futuro leitor,

nao so para o tradutor co

alén de ser essencial aos processos mecâ-

nicos.
Traduzir,

de língua estrangeira,

un texto técnico requer

conhecimento especializado suficiente para sua compreensão,
*

ben C£

no grande doninic dos dois idiomas, A fidelidade de uma traduçao de
pende,

de fato,

tadas,

o que,

da compreensão total das idéias a serem interpre -

nem senpre,

está ao alcance de um tradutor geral,mes

no provido de dicionário,

porque, nuitas palavras tem significação

própria nas, en conjanto, mudarj de sentido,

A carência de diciona

rios minuciosos é outro notivo de dificuldade para quem traduz con
fiante nesse instrumento de trabalho e se depara con a pobreza des
se material auxiliar,

enquanto o técnico identifica o

terno

pelo

significado na frase.
Mesmo um tradutor com conhecimentos técnicos necessita se
familiarizar com o vocabulário das línguas a serem
fim de prover uniformidade de terminologia,

traduzidas,

essencial a

a

qualquer

trabalho.
Demais,

um bom tradutor deve ter a intuição

esse tipo de serviço,

além de saber que dicionários técnicos exis-

tem sobre o assunto e, ainda,
dos a quem recorrer,

necessária a

conhecer profissionais especializa -

se preciso.

Digitalizado
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�Conclui-se, então, que para ura bon tradutor é nais importante conhecer o assunto do que conhecer a língua,
No entanto, A. G. Tíeadett,

baseado na experiencia de che-

fe de serviço de traduções dc National Coal Board,
firria (2) que un tradutor não especializado, porén
dedicado a esse trabalho, conseguirá,
vocabulário técnico, á preciso,
essa afirmativa trabalhando,

inteligente

e

en pouco tenpo, apreender un

entretanto,

apenas,

en Londres, a -

salientar que chegou a

nuia assunto

muito específico

- carvão e correlates - de vocabulário restrito e sempre repetido,
^

A
Nessa experiencia de seis anos,

^
na chefia da Seção de Tra

duçoes do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, demonstrou que, para temas científicos,

não se

pode

prescindir

de

tradutores especializados,
á certo que,
cultura geral,

de início,

tentamos utilizar tradutores

com

promovendo a revisão da tradução por un especialis-

ta do assunto, mas verificamos que esse processo,

embora seg-uro,

é

muito lento e, atualmente,

estamos tentando um esquema ideal: en -

pregar,

tradutores especializados e conhecedo -

para cada assunto,

res das principais línguas com que lidamos,

ou sejam, alemão e in-

glês,
Nãc temos, ate o momento,
áe de tenpo integral;

servimos, apenas,

o interessado e o tradutor,
traduzir,

uma equipe trabalhando em reg:icomo intermediários

entre

fazendo a distribuição do material

a

de acordo com a língua e com a especialidade,
Ã Seção faz una revisão final,

guardando cópias que cons-

tituem fichario das traduções realizadas, arrumado en ordem alfabe
tica de autor e assunto,

a fim de colocar esse material à disposi-

ção de outras pessoas interessadas e evitar duplicidade de traba lho de nossa parte.

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.8
Ate hoje, não experimentamos o intercâmbio em base nacional ou internacional, pois, para isso,
prévia, Mas,

consultamos,

sempre,

seria necessária preparação

as fontes que relacionam tradu -

ções já elaboradas por serviços estrangeiros.
Assim,
Readett,

não podemos nos aproveitar

da

experiencia de Mr,

que treina seus tradutores em serviço,

forçando-os a

se

familiarizar com a nomenclatura e a terminologia técnicas do car vão,
Êsse sistema poderia ser adotado por firmas especializa das,

em casos particulares,

to ao tradutor,

onde puver possibilidade de ter,

um especialista no assunto,

vantagem

jun -

que lhe dará

lingragem técnica mais apropriada do que a consulta a dicionários,

3, Difusão das traduções
En todo o nundo,
ca sofrem os mesmos

os serviços de traduçao tecnico-cientif^

problemas,

oriundos da necessidade de servir

melhor no menor tempo possível,
O desconhecimento do que se está fazendo

com

respeito a

tradução de textos científicos e técnicos em outros departamentos
ou instituições especializadas similares,
Exterior,

provoca,

tanto nacionais como do

era conseqüência, duplicação de esforços,

perda

de tempo e prejuízo financeiro. Tal estado de coisas vem despertar
nesse campo, maior interesse pela intensa colaboração em âmbito na
cional e internacional«
As traduções técnicas devem ser difundidas por meio de pu
blicação em revistas especializadas, dando a um grande grupo a van
tagem oferecida apenas a ura grupo reduzido.
As traduções de capa-a-capa,

cada vez mais freqüentes,

revistas estrangeiras sao altamente procuradas,

de

principalmente no

que se refere a material russo, O interesse sempre crescente des -

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

19

20

�.9
pertaöo pela literatura científica

russa causou a criação de cen -

tros especializados em tradução de raaterial publicado na ÃÚssia e,
até :.:eS£ão,

de serviços comerciais,

Bureau Inc,,

(.3) que traduz,

como,

eri Hew York.o Consultants

entre outros trabalhos,

pa,

para o inglês,

46 periódicos russos,

te,

tabelas de conteúdo dos periódicos traduzidos.

fornecendo,

Instituições corao o Fernaraon Institute,
lucros e coi^ o objetivo de difundir,
inglesa,

de capa-a-cagratuitanen -

sen preocupação de

entre os cientistas de língua

os conhecinentos científicos russos,tornait cada vez nais

fácil a identificação de textos no idioma russo,
A preocupação do raundo ocidental cok referência à literatura científica soviética provocou mudança de orientação em diversos serviços, que passaram a dar ênfase ao tratamento desse mate rial, A Association
(4)

iniciou,

of

em 1951,

Special Libraries and Information Bureaux

o "Corjraonwealth Index of Unpublished Ccien -

tific and Technical Translations",

como resultado de resolução ado

tada pela British Comiaonwealth Scientific Cfficial Conference, que
teve lugar em 1946,

e de recomendação da Itoyal

Information Conference,

Society Scientific

realizada era 1948.

JÊ
^
jlj ur,i catalogo de traduções,

mantido cooperativamente pe-

las agências na Grã-Bretanha, Austrália, Nova Zelândia, Canadá,
dia e /frica do Sul,

e em que o British Cormonwealth Scientific Of

fice atua como órgão centralizador,
rentes países e

recebendo informações dos dife

retransmitintío-as para todos os catálogos das agên

cias cooperantes, liecente conferência sra Londres,

em abril de 1960,

concluiu que maior amplitude deveria ser dada a esse Catálogo,
treitando,

inclusive,

raent of Scientific Industrial lesearch.

cm

1

es-

relações com tradutores individuais.

Outra instituição digna de nota,

da ASLI3,

ín

pelo levantamento que faz,

I Digitalizado
-^gentilmente por:

como exemplo,

é o Lepart

que complementa o catálogo

junto às firmas

14

15

i'g

industriais.

17

i's

19

20

�ao
coligindo o máxino de traduções de íiaterial russo,
ITos Estados Unidos e na Inglaterra,

são diversos os servi^

ços de tradução existentes. As traduções são feitas por organiza ções cot;-erciais, que as venden,
ocasionalraente,

as fazem e de

após o uso Í!nediato,
tais,

Que,

bom grado oferecen-nas gratuitamente

e por agências governaraentais e paragovernamen

%
as expensas do orçaraento federal.
Deve-se ressaltar,

nha,

por companhias industriais,

através do

ainda,

Lralstelle

rev-r,

:

lai:

as traduções elaboradas no país,
tivo, que

o trabalho realizado na Aleraa -

levantattento

de

todas

funcionando como depósito informa

registra 170 mil traduções,

das quais 60% são inéditas,e

contando cor.: uma percentager. de 33% na localização das traduções,

4. Conclusão e sugestões
Baseados no exemplo desses países,
2aais variados serviços,

que,

pela criação dos

demonstrarar.: reconhecer a

um tratamento especial para a barreira linr'èística,

necessidade

devemos enca -

rar a situação do problema no Brasil e tentar solucionar,
nuar,

de

ou ate -

os obstáculos existentes, coordenando nossos esforços isola-

dos para criação de uíii Serviço Central Cooperativo

de

Traduções,

com a finalidade de promover colaboração efetiva entre os serviços
de docuriientação,

bibliotecas especializadas dos 3stados e institui

ções de carater científico,
duções,

permitindo maior cproveitamento das tra

em estreita cooperarão,

para efetuar trabalho mais amplo e

melhor,
O Serviço funcionaria,

inicialmente,

como uma

comissão

constituída por elementos representativos dos diferentes Lstados e
teria cono tarefas inaugurais as seguintes;
a) Fazer,

na forma de sindicância,

Digitalizado
/gentilmente
entil mente por:

^ -."ffí.íírí?.,.

&lt;5-

14

un levantamento re-

15

17

13

19

2

�.11
gional dss instituições científicas que

oferecen

aos pesquisadores serviço de traduções ou que utilizar.!, com freqüência,

o trabalho tíe tradutores;

b) Convocar essas instituições para tonar parte nessa
cadeia de cooperação,

comproiaetendo-se a notificar

quais as traduções elaboradas e a dispor de cópias
em caso de necessidade,
c) Escolher a instituição que abrigaria o Serviço Cen
trai Cooperativo tíe Traduções,
coKo centros de informações,
penhar tal tarefa e dispondo,
teca especializada,
ra traduções,

que

funcionaria

equipado para desei- para isso,de

cora instrumentos de pesquisa pa

índices e bibliografias de tra

publicados por serviços internacionais,

principais revistas traduzidas do russo,
rêsse para ubi ^rupo ir.aior. Processar,
te,

oiblio-

ou sejam: dicionários especializados,

era diversas línguas,
duçÕes,

e

e

de inter-

paralelamen-

um levantamento destinado a estabelecer qual o

material de infornação para tradutores e instituições existente nas

bibliotecas e

centros de cocu

:cientação do Brasil.
d) Publicar ur.i índice das traduções científicas e téc_
nicas,

de tiragein linitada e

restrita,

que eluci -

dasse quais as traduções já elaboradas,

assinalan-

do as instituições possuidoras dos trabalhos cor respondentes,

o que facultaria riaior aproveitarien-

to dos nesrios e evitaria duplicidade en outros se£
viços.
e) jiscutir,
autoral,

cm

1

en bases concretas,

a questão do direito

que tandos impecilhos causa

Digitalizado
-^gentilmente por:

à divulgação

�.12
de traduções,

e

estudar nedidas necessárias

para

obter franquia de publicação de trabalhos traduzidos.
A tarefa não está aciría de nossas possibilidades nem,
pouco,

é onerosa eri demasia, caso não levenos erii conta,

a percentagein de aproveitaraento de tal trabalho, i;as,

tão

de início,

a colabora -

ção total das instituições envolvidas reduziria as despesas ao raínimo e estabeleceria bases para ui: planejamento futuro,

quando o u

so sempre crescente faria sentir sua real necessidade, Tarabém,
podemos continuar ignorando a barreira lingVjistica,
gresso dos estudos de nossos jovens,

não

entrave ao pro

neiti fechar os olhos aos esfor_

ços envidados por outros países para atenuar as proporçoes do probleraa,
Nossa inércia atual só será prejudicial as gerações vin douras, Iieveraos considerar, co"io estíi.iulo,

o interesse demonstrado

pela criação de un centro internacional de traduções, projeto apre^
sentado e debatido,

recentemente,

pelo Prof» Eoblitz na reunião da

•Tiretoria da Federação Internacional de Locuiaentaçãojcosio parte do
seu prograna a longo prazo e que riarcaria as bases de

ur,ia coopera-

ção de âmbito internacional,
Estamos convictos da necessidade de um levantanento

para

iniciar cooperação em base nacional» Compete a este Congresso julgar do valor de tal erapreendiraento e tomar a si
lançar a semente desse trabalho,
to das técnicas documentárias,

a

iniciativa

de

comc vigia alerta do aprinoramen-

a serviço

dos

estudiosos de nosso

país.

cm

1

(1)

ClvGÁlIIZAÇÂC CLilITÍFICÁ, CULTIRÁL E E2UCÁCICNAL DAS IKÇCES UNI
^AS - Scientific and technical translating
and
other aspects of the language problem. Paris, ÍS57, SG2p„

(2)

..cSAI:eTT. A.G, - The training of translators, ASLI3 Proceedinps,
10(6) ;131-146, June 1^:50.

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

i'g

17

i's

19

20

�.13
;{AISSR, I,P»E, - Translators and translations:
services
and
Sources
IJew York, Special Libraries Association,
1959,

CClJFi-ilüiíCS on technical translation, ASLÍ3 Proceedinps.l2(^) í
:125-173, April 1960.
^
PAUiS:^, A,G, - A Short list of organizations handling transia
tions, Library Association lilecord. 60(7) :222-224, 1953,

I Digitalizado
-^gentilmente por:

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16

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lí

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19

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20

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^gentilmente por: ^^^ll.!"

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18

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�TERCEIRO

CONGRESSO BRhSILBIRO DE B-IBLIOTBCONGMlA E DOCOTÍENTAÇÃO

A documentação no Brasil
O Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
por
✓
/K
Lais da Boa Morte

0^ \oqi^(30

Curitiba
1961

Digitalizado
-^gentilmente por:

I Sc a n
&lt;/

�A DOCUI'^ENTACÄO NO BRASIL
O

INSTITUTO BRASILEIRO DE BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO

por Laís da Boa Morte

SERVIÇOS DE DOCUFENTAÇÃO
Até a criação do Instituto Brasileiro de

Bibliografia

e

Documentação não existia no Brasil um centro nacional de bibliografia e documentação.

^

Os serviços de documentação existentes,

quasi todos

per-

tencentes a entidades governamentais, devendo encarregar-se da

do-

cumentação no campo de atividade do órgão a que estão ligados,

são,

na sua maioria, por motivos vários, deficientes.
documentar é reunir,
gênero,

Considerando que

classificar e distribuir documentos de todo

estes serviços não conseguem realizar senão loma

o

parcela do

trabalho que deles se deveria esperar.
Mlf
*
O Serviço de Documentação do Mnisterio da Justiça e

Ne-

gócios Interiores realiza vim bom trabalho de referência legislativa
e edita, mensalmente a publicação "Jus Docvimentação", onde são
lacionados os atos do poder legislativo e do executivo,

re-

alem de no-

ticiário e informações bibliográficas.
O Serviço de Informação Agrícola

(Ministério da Agricul-

tura) procura documentar a vida rural através de publicações,
mes e discos e divulga informações de interesse para a

fil-

agricultura

através da imprensa escrita e falada.
O Serviço de Doc\imentação do Ministério da Educação e Cultura possui iim excelente regimento,

que,

entretanto, não

foi ainda,

totalmente, vôsto em execução.
O Instituto 'brasileiro de Geografia e Estatística,
cuja atividade se estende por todo o território nacional,

órgão

deve ser

considerado, em sua \inidade,

como um grande centro de

especializada,

classifica e divulga informações sobre

já oue reúne,

documentação

estatística e geografia do Brasil.
Dentro da administração federal encontramos ainda os serviços de docTomentação do DASP,
e da Marinha.

do Ministério do Trabalho, da Viação

Todos estes serviços editam publicações e contam com

uma biblioteca em sua estrutura.
As bibliotecas, em sua maioria,

através de seus

de referência prestam, informações bibliográficas,

serviços

e algumas,

da Faculdade Nacional de Medicina, do Instituto Oswaldo Cruz

como a
e

da

Universidade de São Paulo, fornecem aos interessados reproduções fotograficas dos docxamentos existentes em seu poder.
I Digitalizado
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�A Documentação no Brasil - 2 BIBLIOGRAFIAS
Existem,

atualmente, em publicação as seguintes bibliogra-

fias nacionais correntes:
Boletim bibliográfico, editado, pela Biblioteca Nacional,
desde I886,

que tem sofrido várias interrupções e encontra-se

em sua quarta fase.

Registra as obras recebidas mediante

legal e possui, atualmente, o arranjo classificado,
tema de Dewey.

hoje
0
deposito

segundo o

sis-

No volume correspondente ao 2^ semestre de cada ano

inclui tuna lista dos periódicos recebidos.
Bibliografia brasileira, editada pelo Instituto
do Livro,

Nacional

Tem o arranjo de catalogo-dicionario e os volumes

ja pu-

blicados abrangem o período de 1938 a 19^6 e 1953 &amp; 195'^* Esta para
ser distribuído o tomo correspondente ao período de 19Í4.7~52«
Boletim bibliográfico brasileiro, publicado biraestralmente pelo Sindicato Nacional das Empresas Editoras de Livros e Publicaçoes Culturais,

correspondendo o seu primeiro numero ao

nov./dez. de 1952 e

jan./fev,

de 1953«

Recentemente passou

subvencionado nela Gamara Brasileira do Livro e pelo
cional do Livro,

periodo

O seu arranjo e classificado,

a

ser

Instituto Na-

segundo o

sistema

decimal de Dewey.
A Revista do Livro, periódico cuja publicação foi iniciada em I95Ó» pelo Instituto Nacional do Livro, divulga a
fia Brasileira Corrente,

Bibliogra-

compilada por Áureo Ottoni.

Bibliografia Nacional, iniciada por Antonio Simões
Reis,

dos

em 19^2 infelizmente foi interrompida no ano seguinte.

BIBLIOGRAFIAS ESPECIALIZADAS
Diversas bibliografias especializadas procuram divulgar a
produção bibliográfica brasileira nos diversos campos do conhecimento humano.

Edson Nery da Fonseca, em seu artigo sobre o

vimento da biblioteconomia e da bibliografia no Brasil,

desenvolpublicado

na Revista do Livro, faz \im ótimo estudo destas bibliografias,
zão porque aaui iremos apenas mencionar algumas delas,

ra-

aconselhando

aos interessados a leitura do mencionado trabalho.
A bibliografia brasileira de ciências sociais, matemática,
física, química, botânica e ajoologia é publicada pelo IBBD, Falaremos sobre estas publicações mais adiante ao tratarmos deste

Insti-

tuto .
A bibliografia brasileira de educação é editada pelo Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos.
/s
^
No campo das ciências geologicas encontramos a Bibliografia e índice da Geologia do Brasil, organizada por Dolores Igléslas
e Maria de Lourdes Meneghezzi e no da etnologia os trabalhos de Her

Digitalizado
^gentilmente por:

;l4

15

16

17

lí

�A Doctomentação no Brasil - 3 ~
bert Baldusí Bibliografia Comentada de Etnologia Brasileira eo

Bi»

bliografia Crítica da Etnologia Brasileira«
A bibliografia de medicina vem sendo organizada por Jorge
0
#
0
0
de Andrade Maia, que a divulga através de seu Indice-Catalogo Medico Brasileiro.
A Escola Politécnica da Universidade da Bahia
índice Tecnológico,

publica

onde são relacionados artigos sobre

o

engenharia

e tecnologia,
Duas instituições têm se preocupado com

a

bibliografia

geográfica brasileira: o Instituto Brasileiro de Geografia

e Esta-

tística, que editou, em 195^* ^ Bibliografia Geografico-Estatística
Brasileira, e, em 1957» o Manual Bibliográfico de Geografia Paulista e o Centro de Pesquisas de Geografia do Brasil da
cional de Filosofia,

Faculdade Na-

que publica a Bibliografia Cartografica do Bra-

sil e a Bibliografia Geografica do Brasil.
^ Bibliografia de História do Brasil e editada pela Comics
são de Estudos dos textos da História do Brasil, que funciona no Mi
nistério das Relações ExteriQres.
Não podemos deixar de citar, por sua importância, o Manual Bibliográfico de Estudos Brasileiros, dirigido por

Rubens Borba

de Moraes e William Berrien.

A obra e dividida em 12 partes

direito, educação, etnologia,

filologia,

(artes,

folclore, geografia,

his-

tória, literatura, música,

sociologia e obras gerais de referência)
0
preparadas por especialistas, incluindo cada secçao alem da bibliografia ma introdução ao assunto.

INSTTTITTO BRASILEIRO DE
O IBBD foi criado,

BIBLIOGRAFIA E DOCUMEITTAÇÃO

dentro da estrutura do Conselho Nacio-

nal de Pesquisas, por decreto presidencial de 27 de fevereiro 195^»
por proposta conjunta do Conselho Nacional de Pesquisas,

da Funda-

ção Getulio Vargas e do DASP.

/

Ja de algum tempo cogitava-se da organização de um centro
nacional de bibliografia, tendo a UNESCO., em 195^» sugerido a Pion^
0
^
0
daçao Getulio Vargas que promovesse a criação de \am orgao desta naM
0
tureza, prontificando-se a contribuir com a orientaçao técnica e com
bôlaas de estudos para a preparação do pessoal para o referido centro,

Pouco tempo depois, realmente, promoveu a visita de duas

bliotecárias brasileiras aos principais centros de

bi-

docum.entação da

Europa e dos Estados Unidos, e enviou ao Brasil um de seus especialistas: Dr. Herbert Coblans.
Segundo as palavras do próprio Presidente do IBBD,

Sra.

Lydia de Queiroz Sambaquy "devido a dispersão e ao desamparo do tra
iT
^
balho intelectual em nosso paxs, o IBBD reúne as funções propriamen
te dos centros de documentação especializados e aquelas

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

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peculiares

17

II

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20

�A Dociimentação no Brasil - ij. 0
ao3 centros bibliográficos gerais,

^
a fim de tornar mais fácil,

somente o trabalho das instituições científicas,

técnicas e

^
nao

indus-

triais, mas ainda o aperfeiçoamento dos trabalhos biblioteconômicos
e bibliográficos que são de interesse básico para o desenvolvimento,
0
0^0
no Brasil, da pesquisa cientifica e da educaçao de nivel
superior.
Cabe pois ao IBBD incentivar a execução de trabalhos bibliográficos
empreendidos pelas diferentes instituições especializadas

e quando

solicitado, participar diretamente desses trabalhos auxiliando e co
laborando ativamente,
ço,

sempre evitando qualquer duplicação de servi-

Cumpre-lhe ainda inventariar as disponibilidades de nossos acer

vos bibliográficos e envidar os m.elhores esforgoscnoosentido de mi-los através da mais perfeita cooperaçao,

a fim de qtie cada estúdio

so venha a ter permanentemente a seu serviço o total das

coleções

bibliográficas existentes no país",
Para a realização de suas tarefas,

foi dada ao IBBD a se-

guinte estrutura:

I Digitalizado
-^gentilmente por:

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lí

�A Documentação no Brasil - 5 *
P.G.V.

CÔNSELHO NACIONAL DE PESQUISAS

Serviço de Administração
Pessoal

Contabilidade e Orç amen
to
""

Material

Serv.de Intercâmbio de Cataloga
ção
Revisão

Impressão

DASP

Secretaria
Mecanografia

Comunicações

Serviço de Bibliografia
Ciências
Pisicas e Naturais

Vendas

Biblioteca
Laboratorio de Reproduçoes
Preparação

Referencia e
Empréstimo

Fotográficas

Serviço de Informações Tecnico-Cientificas
Assistência
Técnica

cm

1

Informaçoes e
Intercâmbio

I Digitalizado
-^gentilmente por:

Pesquiças
Bibliográficas e
Traduções

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lí

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20

�A Documentação no Brasil - 6 Deixando de lado a parte administrativa cuidaremos de seus
serviços técnicos:
O SERVIÇO DS INTERCÂMBIO BE CATALOGAÇÃO

(SIC) tem por fi-

nalidade "facilitar e baratear a reorganização dos catalogos
tentes nas bibliotecas brasileiras por meio de um sistema

exis-

coopera-

tivo de catalogação em que se imprimam as fichas fornecidas
bibliotecas cooperantes e se facilite o intercâmbio de

pelas

informações

bibliográficas entre elas"(art,
criado,

13 do Regimento do I3BD), O SlC^foi
^
%
em 19^42, na Biblioteca do DASP, com a colaboração do Depar-

tamento de Imprensa Nacional, e a contribuição de algumas bibliotecas cooperantes.

Cabia à Biblioteca do DASP rever e liniformizar as

fichas enviadas pelas bibliotecas cooperantes e ao D.I.N.
são destas fichas e a sua distribuição.

Em 19Í4-7&gt; a

a impli*,es-

Fundação detu-

lio Vargas, mediante acordo, passou a ser o representante do D.I.N.
para a venda das fichas do SIC.

Por este acordo a P\mdação se com-

prometia a prestar o auxilio financeiro de que necessitava
para o seu desenvolvimento.

Em 195'4-»

o

SIC

com a criação do IBBD,

o SIC

passou a constituir um dos seus serviços.
O SIC é constituido por tres seções: Revisão, Impressão e
Vendas e Distribuição.
O CATÁLOGO COLETIVO DO IBBD compreende um catálogo de livros e \im de periódicos.

O catálogo coletivo de livros foi

criado

era 19^7» na Fundação Getúlio Vargas e transferido para IBBD em 195^»
quando então foi iniciado o catálogo de periódicos.
Cabe-lhe reunir o acervo das principais bibliotecas
sileiras e procurar localizar, no país ou no estrangeiro,

bra-

as publi-

cações que lhe forem solicitadas por estudiosos ou instituições, promovendo a sua reprodução fotográfica,

quando isto se fizer necessá-

rio.
Em janeiro de 195^» poi* resolução do Conselho

Diretor do

IBBD, foi criada a COMISSÃO NACIONAL DO CATÁLOGO COLETIVO,

com a fi

nalidade de facilitar a organização do Catálogo Coletivo Nacional e
incentivar a organização de catálogos coletivos regionais.
A Comissão Nacional do Catálogo Coletivo foi dividida
oito comissões regionais,

em

tendo como sede e coordenador geral o IBBD.

A BIBLIOTECA do IBBD e uma biblioteca de referência. Reúne em seu acervo, princÍT)alinente,

fontes de informação bibliográfi-

ca (bibliografias, índices e "abstracts") sobre assuntos
científi0
»
*
0
COS e tecnologicos, dicionários especializados e livros e
periódicos sobre Biblioteconomia, Bibliografia e Documentação, A Biblioteca do IBBD está formando também uma coleção especializada em

ener-

gia nuclear, reunindo,

sobre

alem de livros, folhetos e periódicos

o assxinto, os relatorios científicos das comissões de
clear dos diversos países

energia

nu-

(a Biblioteca é a depositária, no'Brasil,

dos trabalhos da U.S. Atomic Energy Commission)
I Digitalizado
/gentilmente por:

14

15

19

20

�A Documentação no Brasil - 7 ~
Na Biblioteca existem duas seções; Preparação e

Referen-

cia e Empréstimo.
O SERVIÇO DE BIBLIOGRAFIA, qué é dividido em duas seções:
Ciências Sociais e Ciências Pisicas e Naturais,

encarrega-se da com

pilação da bibliögrafia cientifica brasileira,^ podendo em alguns ca
sos,

especiais, elaborar bibliografias de caráter internacional. Ci-

taremos as bibliografias

já compiladas,

ao tratarmos das publicações

do IBBD.
Ao SERVIÇO DE PUBLICAÇÕES compete promover a impressão das
publicações do IBBD,
O LABORATÓRIO DE REPRODUÇÕES F'OTOGRAPICAS tem por atribui
ção "reproduzir pelos diversos processos foto-mecânicos,
mais convenientes,

que forem

os documentos necessários a pesquisa e ao estudo,

cabendo-lhe ainda, estudar o aperfeiçoamento desses processos"

(art.

16 do Regimento do IBBD)
ACORDOS - Tendo em vista estabelecer uma rede de serviços
de informação no país, o IBBD tem firmado acordos com varias instituições para a criação de centros bibliográficos regionais,

Já fo-

ram assinados acordos com as Universidades do Brasil, do Ceara,

da

Bahia', de Minas Gerais, do Parana e do Rio Grande do Sul.
O IBBD realizou também um acordo com o Instituto Nacional
do Livro para a impressão e distribuição de fichas bibliográficas às
bibliotecas brasileiras,
RTBLICAÇÕES - São as seguintes as publicações já editadas
pelo IBBD:
1, «•Bibliografia Brasileira de Ciências Sociais, v.l, 195U
semestre), v.2, 1935&gt; v,3, 1956*
2, •í^Bibliografia Brasileira de Botânica, v,

(2^

1, 1950/55

3« íí-Bibliografia Brasileira de Matemática e FÍsica, v,l, 195^/5^
J4., «-Bibliografia Brasileira de Química, v, 1, 1950/55*
5. «-Bibliografia Brasileira de Zoologia, v.l, 1950/55*
6.

Curare, Bibliografia (internacional)

7. «-Catalogo da Biblioteca de Energia Atômica, v. 1 e 2
8.

IBBD. Boletim Informativo.

Jan./fev.

1955""

[bimestral|

9.

Lista Selecionada das Publicações Recebidas [pela Biblioteca
do IBBD|, jan-jun. 1955"
|blmestral|

10.

Sumários de Energia Nuclear, n, 1,
lar, quinzenal ou semanal!

agosto 1957"

[irregu-

11.

Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação; decreto
n. 35"12l|., de 27 de fevereiro de 195^ l®l decreto
numero 35*^30» de 29 de^abril de 195m-«
Rio de Janeiro,
Esta publicaçao foi editada também em inglês e
I95U.
francês

12»

Periódicos Brasileiros de Cultura (Edição_^preliminar), 195^»
[Devera ser publicada uma nova edição no
2semestre
de 1958I

«• Todas estas bibliografias estão sendo continuadas, devendo os vol\iraes subsequentes, serem publicados dentre em breve.

cm

1

Digitalizado
7 gentil mente por:

14

15

17

13

19

20

�A Docvunentação no Brasi-1 - 8 13.

IBBD. Relatório,

I95Í4.-

janual|

14»

Rizzinlj^ Carlos Toledo»
tanica.
1957*

15.

Sanibaqu^, Lydia de Queiroz.
poe a Prestar.
1957*

lé.

O IBBD edita^ainda o Boletim do Conselho Nacional de Pesquisas, já tendo sido publicados três números.

Esboço de um Guia da Literatura BoO IBBD e os Serviços que se Pro

Encontram-se em preparação as seguintes publicações:
Bibliografia Brasileira de Agricultura,

v. 1,

1956/57*

Bibliografia da Amazônia.
Bibliografia Internacional de Doença de Chagas.
Bibliografia Brasileira de Leishmaniose, Doença de Chagas,
Malária, Bouba, Pebre Amarela e Esquistossomose.
O IBBD, a partir do corrente ano,
Catalo(2:o Medico Brasileiro de Jorge de

será o editor do índice

Andrade Maia,

estando

ja em

fase de impressão a narte relativa a autores, do volume 1^.

BIBLIOGRAFIA
1. Brasil. Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação. Relatório de 195U-1957*
2. Fonseca, Edson Nery da.

Rio "äe Janeiro, 1955"1958*
Desenvolvimento da biblioteconomia e da

bibliografia no Brasil.

Revista do Livro. 2(5) J95"'12Í4.,

mar,

1957.
3. Mesouita, Espirito Santo.
nistrativa.

Revista do Serviço Publico,

I4.. Sambaquy, Lydia de Queiroz.
a prestar.

f
)

cm

Unidade padrão de doc\imenfcação
15(2), fev,

O IBBD e os serviços que se

Rio de Janeiro, I.B.B.D.,

1957*

admi-

1952*
propõ©

�I Digitalizado
-^gentilmente por:

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                    <text>1.3(81)

Digitalizado
gentilmente por:

���TERCEIRO GOfíGRESSO BRASILEIRO D3 BIBLIOTECONOMIA E DOCmfflNTAÇÃO

Processos técnicos e formaçao profissional
por
ádelpha S.R. Figueiredo

p elBaíj «v
«pA

02 •. 0&lt;S &gt;. ^

SAO PAULO
v^-ío-cito.:^

Curitiba
1961

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PROCESSOS TÉCNICOS -E FOKMQjSa mOPISSIONAL

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Adelpha S-.R. Figueiredo
Chefe de Catalogação e
Classificação da Biblioteca
Municipal Mário de Andrade

Tendo recebido o honroso convite de apresentar, neste conclave, um trabalho sobre "formação profissional do bibliotecário"
começávamos a elaborá-lo quando fomos consultados sobre a possibilidade de

apre-

sentarmos, como representante da Associação Paulista de Bibliotecários, um

outro

sôbre "processos técnicos",
Se ura convite era honroso, o outro era impossivel de se regeitar, na qualidade de representante da Associação a que perten
cemos.
Como diz, em seu trabalho "The Technical
Processes and Library Service", William M. Randall,
✓
...|os serviços técnicos] tornaram-se,para
muitos, a atividade mais típica das exer
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cidas pelos bibliotecários...
pensámos que reunir, em uma s&lt;5 exposição, êsses dois aspectos da biblioteconomia,
não seria fora de propésito, pois estaríamos estudando, ao mesmo tempo a formação
do bibliotecário e aquilo que, até há bem pouco tempo, constituía a atividade mais
^i^líoteconômioa das atividades da biblioteconomia; os processos técnicos.
Sendo a nossa tarefa histérica, começaremos
tentando definir o que entendemos por processos técnicos e diremos, depois,algo sô
bre sua evolução entre nós, ^ que constituiu, também por largo tempo,' a formação
dos nossos bibliotecários,
E possível pensar em bibliotecas,pelo menos,,
de dois modos» Sobre qual dêstes modos a biblioteca é julgada, por um indivíduo,de
pende exclusivamente do conceito que êle faz, através do tipo de biblioteca que ge
ralmente encontra,
Um dos modos é bem típico da bíblioteoa do
passado e o outro, tao claramente da biblioteca do presente ciue não seria de tôdo
mau chamá-los respectivamente de "biblioteca museu" e de "biblioteca viva ou

atu-

ante". Em outras palavras, de "coleção de livros", a biblioteca antiga e de "agência de serviço", a biblioteca viva.

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�Não podemos, entretanto, deixar de reconhecer q.ue a biblioteca "agência de serviço" nasceu do desenvolvimento natural da biblioteca "coleção de livros". Talvês possamos dizer, mais claramente que a primeira idáia, a da coleção de livros, transformou-se na segunda, quando essa coleção
de livros passou a ter valor como coleção de cousas usadas, cada uma no sentido da
utilidade nelas contidas.
Em seguida consideraríamos as coleções

de

livros como arquivos de conhecimento e portanto, fontes de cultura, o que nos leva
â idéia moderna de biblioteca, sendo cada livro uma fonte de conhecimento com

um

serviço específico a ser prestado, ou a coleção como "agência de serviço": fontes
de informação que têm como função específica a comunicação de um fato ou idéia

a

í alguém.
;

Esse alguém quem é? Fatalmente, o consulente, o estudioso que procura se abeberar nas fontes de conhecimento de tôdos os tipos, quer seja êle um curioso, um simples estudante, um peaquizador, um cientista

I ou, alguen que deseja momentos de um lazer intelectual»
Desde que admitamos o consulente, teremos
descoberto o público das bibliotecas e, nesse mesmo momento, deixamos de pensar na
, biblioteca como uma "coleção de livros", e o nosso conceito passa a ser o de

uma

biblioteca "agência de serviço".
E quem se ocupará da prestação dêste serviço? Como será êle prestado? Que Conhecimentos deverá ter quem o prestar? Que métodos empregará para prestá-lo eficientemente? De que material disporá para a sua
prestação de serviço?
Surge então a idéia daquele que prestará o
serviço: o profissional da biblioteca. Em seguida, aparecem ás maneiras dos melhores meios da prestação de serviço. E o profissional enfrenta os problemas do material para servir, do conhecimento que lhe é necessário para, no desempenho do

seu

I mistér, poder ser realmente útil. E daí, é que veia a questão da "formação profisi

sional".
Constata-se então, o fato da função educac_i
onal do profissional da biblioteca, pois, não basta dar uma determinada organiza-

í çao ao material, de acôrdo com determinados métodos; é necessária a capacidade de
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-orientação do público através da massa de material informativo.
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�o profissional de biblioteca pensa, então,
ern seu papel de "guia de leitura" através do mundo de conhecimentos contidos

em

sua coleção de livros, folhetos, revistas etc. Assim agindo, pensa mais no seu ser
viço junto ao público do q.ue em coleçoes e grandes acêrvos.
Para melhorar o serviço, terá êle que apien
der mais e mais a respeito daqueles a quem serve e das suas necessidades| mais

e

mais sôbre os materiais de que usa para desempenhar suas obrigações, no serviço
que lhe 6 solicitado; logo descobrirá que o serviço não será sempre eficiente, se
êle pensar só em termos de métodos, de processos, de técnicas.
Verá, entretanto que os

mesçjos processos

técnicos sao também indispensáveis, ao lado do conhecimento, para que ele seja c^
paz de comunicar, râpidamente, ao público, a informação pedida.
Temos, pois aqui, os dois pensamentos

bá-

sicos da biblioteconomia, estando o problema assim situado:
a[ de um lado, o conhecimento dos processos que nos levarão

a

poder servir de ma.neira eficiente;
b| de outro, o estudo do público e de suas exigências que, sé é
possivel através de cultura.
Em outras palavras: a formação profissional
do bibliotecário pelo estudo dos processos técnicos, alicerçados em larga e
da base cultural.
Até agora, estivemos falando em processos
técnicos como se soubessemos, exatamente, o que êles são. Bem sabemos que todos cs
bibliotecários presentes o sabem, mas, parece-nos necessário chegarmos a um entendimento definitivo. Conseguiremos defini-los, razoavelmente, se enumerarmos aquilo
que as bibliotecas, geralmente, fazem para conseguir "servir bem" ao seu público,
Estas atividades, parece-nos, podem ser incluidas em seis Jój

categorias, a saber:

1. seleção do material;
2. aquisição do mesmo material;
3. tombamento ou incorporação do material
4. preparo do material para uso;ou, catalogação e cls.s^'"^"'^''''?^ 7"^"'
5. ensino do uso do material;ou, interpretação para o público,
através da referencia ou do empréstimo;
6. técnicas especiais,para material documentário diferente de
livro,
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�-4Em muitas bibliotecas, infelizmente, a at_i
vidade da seleção é incluida na de aquisição, juntamente com a de incorporação.
A quarta, a quinta e a sexta são considera
da.s como processos relativos â preservação da coleção, ao mesmo tempo que de interpretação junto ao público, tomando diferentes aspectos, conforme o tipo de público servido: geral ou especializado.
Desde que a seleção seja incluida na aquisição, o bibliotecário fica privado de uma das atividades de mais alto teor cultu_
ral da biblioteca, aquela que no dizer do grande mestre de seleção "Francis K.V/.
Drury" é a de fornecer os meios de dar a certo leitor, o livro certo, na ocasião
certa. Isto demanda, do bibliotecário, um grande conhecimento do mercado livrescq,
uma grande cultura.

repetimos, uma infelicidade para o profissional do livro

que, então é levado a pensar muito mais no conhecimento de processos técnicos do
que na formação cultural que constitue a base indispensável até para a assimilação dos processos e sua aplicação inteligente.
Pensamos que agora devemos passar a estudar
a história do desenvolvimento desses mesmos processos técnicos entre nós.
Qual era, no início da biblioteconomia moderna entre nós, a situação que devíamos encarar?
Para esta pergunta daremos três respostas,
a sabers
1. um desconhecimento completo da biblioteca moderna;
2. inexistência do bibliotecário preparado para exercer uma biblioteconomia moderna;
3. a necessidade absoluta da reorganização das nossas bibliotecas-museus,
para transformá-las em "agências de serviço".
Esta a situação que encontrámos em São Pau
Io, em 1951j a-o regressarmos ao Brasil, depois de termos terminado nossos estudos,
na Escola de Biblioteconomia da Universidade de Columbia.
Devido a circunstâncias diversas que não
cabe aqui expor, só em julho de 1936 começámos a ter alguma atuação no então desenvolvimento da biblioteconomia e, concomitantemente na formação de bibliotecários
que, apesar de já se/ ter esboçado em 1931» no Instituto Mackensie, só tesre real
desenvolvimento, quando fomos convidados a colaborar na reorganização da então
blioteca Municipal de São Paulo.

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�-5Pelo Ato 1.146 da Prefeitura Municipal

de

são Paulo, deveria o Chefe de Divisão da Biblioteca Municipal, manter um curso de
biblioteconomia, para a foi-mação de bibliotecários para o Município.
Como manter uti curso completo para bibliotecários, se só havia, no Brasil, um bibliotecário com estudos de biblioteconomia?
Foi então q.ua resolvemos iniciar o primeiro
curso que teria caracter de iniciaçao e q^ue devia versar sobre as técnicas basicss
apenas. Assim nasceu o pirimeiro curso de técnica bibliotecária, a 17 de agosto de
1956, em São Paulo.
Foram ministrados, de maneira muito geral,
os processos técnicos mais necessários, através de aulas que incluiamj
1. seleção e aquisição de livros;
2. catalogação e classificação 5
3. referência e bibliografia.
ITo primeiro semestre, demos

de barato que

os alunos sabiam que deveriam e como deveriam adquirir a coleção da biblioteca,
pois eram eles, na sua grande maioria, funcionários de bibliotecas. Dedicamos portanto, o pouco tempo de aula de que dispúnhamos, ao ensino de catalogação e class_i
f icação.
Fazíamos, no decorrer dessas aulas,cada vez
que as circunstâncias o exigiam, menção da necessidade do estudo de referência
bibliografia. O mesmo se dava em relação â organização da coleção e

e

administra-

ção dos serviços. Para êsse fim recorríamos a visitas especialmente feitas â Bibli_o
teca do Instituto Mackensie que era, então, a única organizada em moldes modernos,
pois fôramos sua bibliotecária, no periodo de I926 a 1956, e a reorganizáramos, de
1951 a 1956, antes de ingressarmos no funcionalismo municipal.
Se o primeiro curso oomeçára suas atividades em agosto de 1956, já no princípio de 1957 sra promulgada, pelo Govêrno Estadu
al, a Lei n^ 2.589 l^e criava o "Conselho Bibliotecário do Estado" que, uma vez
constituído, passou a funcionar regido por essa mesma lei. Ilessa previa-se, entre
outras atividades, a redistribuição dos acervos das bibliotecas do Estado, a uniformização dos processos técnicos, a existência de um catálogo coletivo e a regul^
mentação da carreira de bibliotecário.
Infelizmente, como sabeis, êsse Conselho B_i
bliotecário do Estado foi extinto uma vez, reapareceu como "Conselho Estadual

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�-6Bibliotecas e Museus" pelo Decreto-Lei n® 13,411 d.e 1945» Mais uma vez extinto,
deixou entretanto, bem viva a necessidade dos estudos dos processos técnicos.
Hoje, graças a esforços de caracter internacional, tôdos temos bea clara a idéia da urgência da internacionalização básica
desses processos, ou pelo menos, de alguns desses processos, aqueles que se dest^
nam a orientar as atividades de x-^^^servaçao das coleçoes e da interpretação

de

seus elementos junto ao público, eia suas diversas modalidades.
A ôste resultado porém, não chegamos sem
atravessar muitas etapas, das quais consideramos como mais importantes, aquelas
diretamente ligadas â formação profissional, no afan de prepararmos os interpretes das fontes de conhecimento, junto a.o consulente de todos os tipos.
Do Curso de Biblioteconomia do Departamento de Cultura, graduou-se uma única turma em 1953» Em seguida foi extinto.
Criou-se em São Paulo, então, em 19 40, a
Escola de Biblioteconomia anexa â Fundação Escola de Sociologia e Política."essa
nova escola, coin o corpo docente do primeiro curso ampliado e com seu programa
alargado, já contendo aulas reguläres de organização e administração de bibliotecas, catalogação e classificação, bibliogrofia e referência e de história do

li-

vro, novas levas de bibliotecários foram se formando, não só no sentido técnico,
mas também, começaram a surgir bibliotecários com exata mentalidade biblioteconômica.
Em 1944» tivemos oportunidade de colaborar
na organização de uma segunda escola de biblioteconomia, a conhecida pelo nome de
"Sedes Sapientiae", anexa â Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de são Paulo.
Outra escola, a de Campinas, Estado de S.
Paulo, organizada por ex-aluno da primeira, passou também a preparar bibliot.jcárxe.
Outros ex-alunos da Escola de Bibliotecono_
mia de São Paulo levaram para a Bahia, Pernambuco, Minas, Paraná e Rio Grande

do

Sul, os conhecimentos aqui recebidos. Nesses estavam incluídos, em situação preponderante, aqueles processos técnicos contidos e recomendados pela Lei n22.859
de 1937» do Estado de São Paulo.
Desde a vigência dessa Lei, a Biblioteca
Municipal de S.Paulo, agora chamada Biblioteca Municipal Mário Andrade, em obediência aos ditames nela exarados, preparava e arquivava fichas para um Catálogo C_o

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�-7letivo do Estaáo, que só veio a se tornar realidade por um Ato do então Reitor da
Universidade de São Paulo, publicado no Diário Oficial de 31 de outubro de 1954i
com o seguinte teor:
UNIVERSIDADE DE SiíO PAULO
REITORIA
Atos de 28 do corrente

Designando

autorizado pelo Governador do

I
Estado, por despacho de 27 de outubro de 1954 &gt;
exarado a fls.-.|,do Processo n.l7523-54»desta Rri
toria, e em face de Recomendação do I Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia»realizado em Recife, em julho do corrente ano,a Biblioteca Central da Universidade de São Paulo,como Sáde dos
Catálogos Coletivos de Livros e de Publicações
Periódicas do Estado de São Paulo.
Mais tarde, eia 20 de novembro, de 1956, pela Resolução n^ 678, o Governo do Estado de São Paulo, recomenda às Repartições
Públicas do Estado, que contribuam para a atualização dos Catálogos Coletivos

da

Biblioteca Central da Universidade de São-Paulo.
E a seguir, em 10 do fevereiro de 1958» a
Resolução n^ 897 regulamenta a anterior, no sentido de evitar contribuições diretas ao Catálogo Coletivo Nacional, esclarecendo que as contribuições só poderão
ser feitas através da Biblioteca Central da Universidade de São Paulo.
Entretanto, de acordo com o teor do Proce_s
30 n. 17523 de 1954» d.3- Reitoria da Universidade de S.Paulo, já poude a Biblioteca
Municipal Mário de Andrade, dar início, a maior contribuição para êsse Catálogo
Coletivo do Estado, ou sejam, 109.125 fichas de autor, em novembro de 1954» um mês
após o Ato do Sr. Reitor.
Através de todas essas atividades»reconhecemos o papel importante que tiveram os processos técnicos, sempre base da formação profissional.
Em quase tôdas as escolas novas e mesmo na
primeira, a mais antiga, começou-se, entretanto a sentir que algo faltava na for-

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�mação profissional de nossos 'bibliotecários. E essa falta era, infelizmente, a
base cultural de tanta magnitude na formação dc- todo e qualquer profissional, sem
que, nem mesmo os processos técnicos podem sobreviver. São Sles apenas, o primeiro passo do preparo profissional, passo básico, indispensável, porém perigoso pelo seu caracter exclusivista de técnica. Incluem então, as escolas, em seus ensinamentos, estudos que concorram para o desenvolvimento cultural dos bibliotecários, tais como iniciação â filosofia, â filologia e à literatura, âs ciências sociais e econômicas, às ciências naturais, âs artes e à história. Assim fazendo,
em relação à formação dos bibliotecários, lançaram as bases do conhecimento necessário à futura especialização daqueles que tal desejassem.
Abriram ainda assim, o caminho para o 'campo
do treiiiamento nas técnicas da prestação de informação de toda a sorte, em face
da multiplicidade da documentos de todos os tipos e de sua sempre^ crescente bibliografia. Esta Bibliografia documentária, exatamente devido à variadíssima forma dos documentos, exigirá uma base de conhecimentos bibliográficos gerais, que
aliada a conhecimentos científicos especiais, podará levar o bibliotecário-documentalista a ser um profissional eficiente em qualquer dos campos de especialização de sua escolha.
Dado porém o fato "'^ist'rico dos países de
recente desenvolvimento, recebendo seus conhecimentos na Europa ou nos Estados
Unidos, onde as mentalidades, por força de diferença de formação são totalmente
diferentes e têm. outros problemas que não os nossos, julgamos dever aproveitar a
oportunidade de re-pen^ar em nosso caso, livre e inteligentemente, tomando de cada fonte a:.uilo que ela tenha de bom e, de acordo com os nossos problemas,estabelecer uma situação que satisfaça, plenamente, aos bibliotecários.
Proporíamos, então, um programa de formação
profissional nacional: ensino dc- processos técnicos de maneira profunda, matérias
culturais, técnicas documentárias e, com.o cursos supletivos, o ensino de línguas
vivas além do português. Avultaria, entretanto, a exigência de determinadas hoias
de prática no aplicação dos diversos processos técnicos.
Pensamos ter dado, assim, um esboço em linhas gerais, do que constituiria um curso de preparação profissional para bibliotecírios-documentalist:s. Não entramos em detalhes de seriação de cursos, pois
pensamos aqui não caber tal estudo.

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Não queremos, entretanto, lançar a idéia de
que alunos que passaram por esses cursos estejan "para todo o senpre" preparados
para exercer eficientemente sua profissão,
Como todos os cursos de preparação profissi
onal, também o de biblioteconomia não passa de um guia básico na vida intelectual e cultural do bibliotecário. Não nos esqueçamos de que a cultura é um proaesso de desenvolvimento tão longo quanto uma vida. ííão tem fim propriamente.Aquilo
de que mais desejamos impregnar as mentalidades dos nossos bibliotecários é que,
uma vez formados numa escola de qualquer tipo, estão openas dando o primeiro passo, numa longa scnda de estudos contínuos, se quizerem se manter em situação rer
ai de poderem, prestando serviços eficientes, prestigiar a sua profissão, a sua
carreira.
Nas suas tarefas específicas, o bibliotecá!^se
rio encontra , muitas vezes, dii^ntu do consulente, numa situação didática, e em
face do um aluno que, freqüentemente não sabe, exatamente, o que lhe é cais adequado, em seu caso pai-ticular. Rao sabe se, para cb^ter uma determinada informação, deve pedir um certo livro, uma certa separ:ta, uma determinada monografia ou
alguma ccusa sobre um assunto que deseja conhecer melhor.
Sendo assim, grande dicernimento e grande
conhecimento bibliográfico no sentido profundo e não no de listas de livros, são
necessários aos bibliotecários, em seus campos de especialização, estejam êles
adquirindo livros ou outro material bibliográfico para seu acervo, ou respondendo a uma deterainads consulta.
"Um bom livro" sobre energia atômica ou sôbre cultivo de vegetais, ou sobre mecânica de aviação ou televisão, pode ser pe&gt;
dido. Possivelraente o leitor se esqueceu do nome do autor do livro que deseja, ou
do título. Falta de conhecimento ou percepção em atender a tais pedidos á mau para o leitor e reflete desfavoravelmente na reputação e no serviço da biblioteca.
Isto é o que diz "Ernestine Rose" em seu livro "The Public Library in American
Life" .
Ora, se isto á certo giTí bibliotecas públicas, quanto mais não o será nas especializadas!
E pois necessário, em se tratando de "formação profissional" que os bibliotecários se convençam de que não basta urã ótimo

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�-10curso profissional; c urgonte que pensem ojTí seu dosünvilviniGnto cultural em todos 03 sentidos e, principalnente, no aentido as sua osptcialisação, que deve ,s
ser obtida tm tôdas as fontes possíveis, ea nossa língua e en outras dc outros
países dc grande desenvolvimento científico, enquanto não tivermos a possibilidade franca da tradução bers foita e em grande quantidade.
Talvês, então, alguém nos pergunte;valerá
a pena tôdo esse esforço de estudo para se obter um grsu de bibliotecário? Dedicar-Sü uma vida toda, estudando para se atingir a um? cultura que torne o bibli£
tfecário, não só orientador de leitores en gorai, mas ainda o "guia bibliográfico vivo" por assim dizer, ate de cientistas? Val^^rá a pena tôdo esse esforço,
quando a remuneração que corresponde a essa dedica.ção, só em poucos casos, atinge â, de um professor catedr:'tico? Só os postos altos da administração biblioteconômica são realmente compensadores, e êsses são pouquíssimos!
A profissão exige uma série graduada

de

cargos, com salários proporcionais, para poder ser compensadora.
Em são Paulo, só os bibliotecários municipais têm uma carreira graduada, que inicia na letra "I" e sóbe, aos poucos, por
sucessivas promoções, até a Ittra "M". Daí por diante passam seus ocupantes

a

"Oficial Administrativo"padrão "íT" e "O", indo atingir a chefia de Secção na letra "R" e a chefia de Divisão na l.,tra "X". De cinco em cinco anos recebem adicio_
nais de 5^ qu-S se somam ao salário.
Nem o Estado, nem a Universidade apresentam carreiras para o bibliotecário, no mesmo sentido que a Municipalidade;

em

uns casos, dois cargos e noutros, só o de chefe, com auxiliares burocráticos.
Pensamos que uma escala de crrgos, com uma
correspondente escala de responsabilida-des e a escala respectiva de salários,
tornariam os bibliotecários mais interessados em progredir, em se manter ao par
das produções literárias o científicas, de maneira a poderem fazer, de fato,trabalho eficiente e transformar suas bibliotecas em verdadeiras "agências de servir" .
líão podemos portanto só pensar nos" currículos escolares, mss temos que pensar na organização da carreira, seja ela exercida na União, no Ebtado ou no Muniáípio; na biblioteca de instituições de carac.
ter público ou particular.

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�-11Temos notado que alguns bibliotecdrios
tem uma espécie de "instinto" ao solucionarem os problemas de seus consulentes,
enquanto que outros não saben como transmitir os seus conhecimentos, não sabem
lidar com peasoas. Haverá uma profissão realmente, quando os seus componentes
nostrani-se, por assim dizer, "amadores" no exercício de suas tarefas?
Se 08 bibliotecários quizerea obter prestígio profissional como interpretes do conhecimento, e lógico que deverão, primeiro, treinar-se, não só na ciência da sua profissão, como também na sua arte.
Aqui está, de novo, a necessidade do conhe_
cimento dos processos técnicos, não só em teoria, como também através de prática
real e longa; a necessidade de uniformização desses processos, .não em têrmos de
nações, mas no sentido internacional; a necessidade da normalização na documentação e suas técnicas também. Tudo isto, entretanto, repetimos deverá ter por
base um alicerce cultural largo e profundo.
Hão nos esqueçamos de que a biblioteca deve ser, por natureza, uma instituição de utilidade pública, agindo dentro de uma
sociedade democrática, devendo portanto os bibliotecários estar preparados para
esse serviço que é social, que é cívico, porque é serviço para o público,
seja ôle geral ou especializado.

São Paulo, 11 de novembro de I96O

Adelpha S. R, Figueiredo

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��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTEGONÜMIü E DOCUlíENTàÇÃO

A Semana Nacional da Biblioteca e o Brasil
por
Lourdes Mesquita Siqueira

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SÃO PAULO
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Curitiba
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�(vA'

III9 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCTBIBWJlÇjO
CURITIBA, 8 a 15 de janeiro de I96I

Tema V - Relações Públicas

A SEMANA NACIONAL DA BIBLIOTECA E O BRASIL
por
Lourdos Mesquita Siqueira*

Sinopse
O trabalho procura enfatizar a necessidade de maior divuXga*
ção da Biblioteca Moderna e de seus objetivos« E Estudada a funçío
dinâmica da Biblioteca e a evolução do seu conceito atraváa dos 3^
culos. Para egsa maior divulgaçao é sugerida a realização anual da
Semana Nacional da Biblioteca nos Estados e Municípios brasileiro^
de forma bem planejada e estruturada, e seu enquadramento no

pro-

grama de realizações da FEBAB,

*Técnico Especializado em Bibliografia e Documentação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica,São José dos Campos (SP)
Diretora da Biblioteca Pública Edgar Portes, Caçapava (SP)

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�A SEMANA NACIONAL DA BIBLIOTECA E O BRASIL

por

Lourdes Mesquita Siqueira

Conteúdo

1, Evolução do Conceito de Biblioteca
2. Biblioteca Dinâmica
5, Semana Nacional da Biblioteca
4. A Semana Nacional da Biblioteca e o Brasil
4.1 Criação de Comissões
4.2 Constituição das Comissões
4.3 Função das Comissões
4.4 Instalação dás Comissões
4.5 Reunião das -.^-omissões
4.6 Programa das comemorações
5. A Semana e a F.E.B.A.B.
6. Bibliografia Consultada

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1

�A Semana Nacional da Biblioteca e o Brasil

Evolução do Conceito de Biblioteca

Sempre que ura povo passa da vida selvagem para a vida civilizada
sente a necessidade de fixar por escrito as suas tradições, as suas
idéias, os acontecimentos políticos ou guerreiros em que toma parte,
Foi a pintura uma das formas de escrever. Os sinais que constitu
iam a escrita primitiva eram figurativos, pictograficos, feitos com
pedras ponteagudas nas paredes das cavernas, reproduzindo a princípio a realidade e depois idéias. Essa pictografia foi com o correr
do tempo transformada em sinsâs cuneiformes que representavam inicx
almente sílabas e mais tarde letras, chegando-se dessa forma à es crita alfabética. As duas primeiras escritas alfabéticas foram:

a

cuneiforme e a egipcia, sendo que desta última deriva a nossa.
Podemos sintetizar a história da escrita no seguinte quadro sino
tico:
^

Fases

j Pictográfica
t
Escrita^ Simbólica
Silabica

Cirilica

Alfabética: egxpcia-fenícia-grega
Latina ou Romana
Idade ífedia

Sgc .3QC

;1, Insular (Inglaterra)
I2, Merovíngia (França) que se
transformou em

Latina
ou

^Escritas Nacionais

o n
n •
/t.
n
j3. Carolina (França)

Romana
4.. Visigoda (Espanha)
5, Humanistica ou Longobarda (Itália)
j6. Gótica (Alemanha)
Bulótica (escrita das bulas papais)
V

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lí

�.2

Os hieroglli'os pei^tenccrn à primeira fase da escrita e representavam ora a figirra dos próprios objetos e outras vezes eram puros símbolos destinados a exprimir idéias e sentimentos, Esses sinais hiero
glifos, interpretados por Chairpollion, sofreram com o tempo certas
modificações introduzidas pelos escribas. Foram abreviados de forma
que deram unicnm.ente o côntôrno das figuras, resviltando assim uma escrita mais simples, denominada "hierática", Esta escrita, por sioa vez,
ainda veio a sofrer novas modificações, tomando a forma curslva, vindo
a const'd.tuir a escrita popular que os gregos chamaram "demótica",
A escrita cuneiforme - assim chamada porque os caracteres tinham a
foriüa de cunha - era cono a hieroglífica, ao mesmo tempo pictografica,
ideográfica e fonética. Foi interpretada em meados do século IJX devido sobretudo aos sábios Rawlinson, Oppert e Hincks e concorreu para o
/
A
/
rápido e intenso desenvolvimento da inteligência humana, tanto que, ja
no 32 milênio antes de nossa era, os grandes monarcas acadianos se pre
ocupavam em organizar bibliotecas reunindo coleções de pequenos tijo los, onde era registrada a ciência da época«
O aparecimento do alfabeto permitindo fixar em documentos as variadas manifestações do engenho intelotual transformou a escrita em ins trumento de trabalho e de cultura, vulgarizou a ciência, pôs a literatura e a filosofia ao alcance de todos os homens.
As bibliotecas da Antiquidade tinham um caráter privativo, sendo
destinadas exclusivamente a sábios e eruditos. Eram instaladas em templos e palácios reais, onde também ficavam os tesouros, os objetos de
culto, as tradições, e tudo que se relacionava com a história de

um

povo.
Os antigos egípcios e assírios, possuiram suas bibliotecas que servirajn mais tpjde, de modelo aos gregos, da mesma, forma que a cultura
helênica se estendeu depois ao Egito, Ásia e Itália, dando origem, nes
ses países, a outras bibliotecas.

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�A leitura teve grande incremento com a descoberta do papiro, sendo
os templos, desde então, convertidos em centros de atividade literaria,
onde o prestígio dos escribas eri ratiito grande, devido ao caráter cien
tifico e religioso de suas funções.
A arte de escrever começou a ser usada entre os gregos no século
VIII, permitindo até a morte de Alexandre, a elaboração de uma literatura vasta e fundamental para o desenvolvimento estético e teórico

da

humanidade,
Passou o livro desde então a ser a forma por excelência de os honens
coratinicarem seus pensamentos e os auditórios começaram a ser substituídos pelas silenciosas salas de leitura# mais propícias a meditação,
Com o incremento do cristianismo na última época do Império Romano,
surgiu uma literatura peculiar, sendo as obras colecionadas em bibliotecas unidas a Igreja, A mais importante dessas bibliotecas foi fundada por Panfilio, em Cesaréa e enriquecida por Eusébio, historiador da
Igreja,
A Idade Media marcou um período importante na evolução do pensamento, A lingua latina escrita apenas com 24. sinais de origem grega, ad quiriu dignidade literaria. Os códices em papiros passaram a ser trans
A
critos sobre o pergaminho e os copistas eram os monges nos mosteiros
que, pouco a pouco, fizeram surgir as chamadas "escritas nacionais",
Foram os monges os depositários dos manuscritos salvos das invasões
barbaras, Foi notável, nesse sentido, o mosteiro de Ifcnte Athos

na

Grécia, e digno de referencia o trabalho dos beneditinos, aos quais de
vemos o fato de terem chegado ate nossos dias muitas obras primas

da

Antigüidade,
Os monges beneditinos ocupados na cópia de manuscritos antigos

e

senhores de muitos conhecimentos agrícolas e mecânicos, foram os gran^
«v
des reconstrutores da Europa, apos o vendaval das invasões barbaras,
A
p
Mantiveram acesa a chama do saber clássico e ensinaram aos povos, com

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�o SGU Gxenplo, a cultivar a terra, a desbravar os desertos, a secar os
A
\
pantanos, a levantar as ruinas que Jaaian por toda a parte,
Sao ^Gal, Sao Patrício, Sao Bonifácio, São Columbano e São Bento, são
os grandes nomes dessa orden, responsável por 50% dos códices medievais.
Eram os mosteiros, quase que os únicos centros de ensino, onde os jo
vens estudiosos deviam copiar as obras dos antigos ou de seus mestres.
No século XV, recuar era avançar. Da Itália e depois da Franga, derranaram-se as gemas da jazida literária da Antigüidade, Abriram-se es colas para o ensino do grego e do latim e academias para a restaui'ação
e o estudo dos textos. Reacenderam-se as luzes apagadas de Roma e

da

Grécia, Assim iluminada, reencontrou a humanidade os proprios predicados perdidos nas trevas medievais.
Surgiu a imprensa que pode ser considerada como um verdadeiro mrco
na historia das bibliotecas, porque desde então, elas adquiriram, grande
desenvolvimento, multiplicaram-se, enriqueceram-se na proporção do eres
cimento da população literária, estimulando no público o desejo de instrução,
iUites e durante o quinhentisno, fundaram-se diversas bibliotecas
universitárias, tais como as de Conpenhaguc, Valladolid, Lausanne,
Leipzig, Leyde, ütrech e Edinburgo e muitas outras públicas, como as
de Viena, Msgúncia, Lião, Berna, Angsburgo, Gênova e a Colunbina, de
Sevilhaj a do Escurial e a /unbrosiana de Milão; a Valliciliana, de Roma; a Estense, de MÍdena,
Em 1595 abriu-se a Nacional de Paris, originada de pequena coleção
de Carlos V, em parte vendida ao duque de Bedford e o restante mais
tarde aduzido aos volumes confiscados por Carlos VIII e Luís de Blois
para Fontainebleau,
A primeira livraria pública da América, foi criada em New York, em
1,700, pelo pastor João Sharp,

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�.5

A partir da Revoluf^ão Industrial, 03 bens da civilisagao passaran a
medir-Se en função das niassas. As bibliotecas que a prir.cípio erain privilégios reais e sacerdotais, tornarara--se instituições para o povo.
Al
Assájn, da Biblioteca l-fuseu, passanoo a uri organisno vivo e dinasico,
onde cada princípio de adiiiinistracao, cada metro quadrado do local, cada peca d^s instalações, se orienta no sentido de bem f^ervir ao leitor.
"/is lendarias riquesao de nilhares do papiros reunidos em Pergamo e
i^Jexandria, en Atenas e em Rona, onde estes tesouros tinham a tal ponto fins de luxo epicurista que, em algunvas, as estantes eram de cedro,
nariin e mármore con incrustagões a ouro, tudo isto são fatos do passado,
O quadro romântico das velhas livrarias de in-folios iluminados e códices preciosos, repousando na calma das salas vagamente iluminadas por
vitrais coloridos, onde ate o silêncio parece dormir, e a quietude, o re
pouso, a trancmilidade dos estúdios sao verdadeiros repositarios de calma propícia a erudição beneditina, nao e mais para os nossos tempos.
A tradiçao monacal das vetustas camaras abobadadas, pejadas de grossos volumes, para uso e gozo de uma elite de letrados e couca de antanho.
íloje a biblioteca deve ter uiaa função dinamica de divulgaçao cultural, indo ao encontro da massa, disseminando conhecimentos, irradiando
A
M
ideais, fomentando, selecionando e dirigindo toda a imensa multidão de
leitores potenciais do seu sator de acao, assistindo as gerações

que

completam os cursos universitários, abolindo a tendencia do livro fecha
A,
A
do, criando e estimulando o gosto pela leitura, pelas conferências, pelas audições, completando enfim o trabalho cultural das escolas secun. darias",

2, Biblioteca Dinamica
A biblioteca moderna procura colocar o livro ao alcance de todos,
despertar o gosto pela leitura, principalmente nas crianças; oferecer
ao leitor todas as facilidades para que encontre o que procura, sem esA
mA
forco e em condicoes comodas; e proporcionar meios para estudos senos

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i'g

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i's

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�.6

Essas atribud,.oões da biblioteca de nossos dias, exigen do biblio~
tecário un preparo cada ves riais coaplexo, Oivhen, era apenas ijn er^adito; hoje, ao lado de. sua. bagagexi ciiltiiral precisa de iir;ia forraagao
técnica, constanteraente atualisada, porque do contrário ficará nuna
situação subalterna e outros virão ocupar o lugar que na realidade
M
lhe pertence, daiido assim origeri a ''Jiia outra profissão,
Muitos são os que pretendem separar o bibliotecário do docmentalista, raas o docarnentalista nada nais é que a»?, bibliotecário especializado, e a Docmentaçao que, segundo Coblans, é impossível de ser de
finida com exatidao e cujo objetivo e, segundo a FID, "reunir, classer
et distribuor des docuraents de tout genre dans tous les donaines de
l'activite huriaino", é a própria Bibliotecononia, despojada das vellias
técnicas, adotando novos raetodos de trsbalho e lançando mao'de laeios
mis eficazes que satisfaçam as exigências do aumento e variedade da
literatura científica, pemitindo ao pesquisador saber de maneira rát
^
pida e precisa tudo o que tem sido publicado no pais e no mundo sobre
o assunto qus no momento lhe interessa»
Em 1904., Cliarles-Victor Langlois, escrevia: "Comment faire pour que
le public soit en raesure de s'informer rapidement et surement des ressources de toute espècs qu'offre 1'énorne bibliothèque accumulée

par

les écrivains de tous les tenps et de tous les pays? C'est-à-dire, le
patrimoine littéraire et scientifique de 1'hunanité? Cooment aménager
ce patrimoine de manière que tous les interesses en pouissent a^Ji3Si
complotement et confortablement que possible? Tel est l'enonce le pl'os
general du probleme bibliographique".
Segundo líalcles: "H serait difficile d'exprimer cet énonce en termes plus accGSsibles; auss.i bien et poiir essayer de s'en tenir à une
forme aussi directe, peut-on repondre que Ia Solution du probleme reside dans l^utilisation d'Instruments particuliers du travail intellectuel dsnommés bibliographies ou répertoires bibliographiaues".

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^g^ystem
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�7

A bibliografia oae conr-titui a etapo inicial de quaJ.quer Rervioo
cio investigação, e to,n velha qunnto a bibliotv^cononia, poren tomou
novo iapi'lso e ^;rande vulto no r^e-culo P/II, aparecendo cono inv^tru.rnento de aujc'lio ao pesquisador,
Surr^iu para solucionar o [-grande problema da organiaacao racional
do patriiionio científico o literário da liur.ianidade, patriaonio esse
que e representado por ura nuiaero cada vez iiaior do naterial impresso.
Baseia-se em 4- elenentos;
I - na investiganão
II - m identificação
III - na descri-ção
IV - no arranjo
Os catálogos impressos do século XV a XVI, constituirari as primei«
ras verdadeiras bibliografias, se bem que essas listas não obedecessem
a nenhuma regra. Chamavam-se "Catálogos" ou "Bibliotheca", pois a palavra Bibliografia só apareceu em 16/^6, com Louis Jacob, L partir do
ß
\
século XVII, essas listas se sucederam rapidamente, passando a ser os
interm.ediários entre os livros e os leitores. Inicialmente eram em or
dem alfabética de autores, e depois, classificados por assunto, com o
objetivo de faciJLitar o trabalho do pesquisador,
O desenvolvimento científico trouxe como conseqüência u_m grande
aumento de produção bibliográfica, qúe começou a ser apresentada em
formas diferentes daquelas ate então conhecidas pelo bibliotecário,
Surgirai?: as teses, as monografias, as tabelas, as patentes, os guias,
etc,

Apareceram os periódicos, que, pela diversidade do seu conteúdo,

exigiam ura tratamento todo especial, Era necessário a análise de cada
artigo, com a focalizaoão dos diferentes aspectos de cada assunto.
As bibliotecas dos Estados Unidos e da Gra Bretanha, empenhadas na
socialisação da educação, com tal afã se dedicaram a esse empreendimcnto, que ficcu temporariariente esquecida a função primordial

do

bibliotecário - a compilagao de bibliografias, tarefa que durante

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�/
A
séculos foi por ele feita,
A literatura se avolunou, dando margem pnra que aparecesse no cenário, p docunentalista, GoiiipT.eta2i6nte leigo em bibliotecononia e que,
de maneira inais ou nenos amadora, começou a fazer com o auxílio da me~
canisaçao, a indexação dessa literatura.
Ora, as bibliotecas nao dispunliam de aparelhamentos para esse fim
e os bibliotecários não possuindo o preparo técnico necessário para en
frentar a situaçao, ficaram completamente desnorteados diante do acres
cimo e variedade dos acervos.
Surgiu então a Documentação para solucionar o problema desse acumulo e variedade de produção bibj.iográfica, A Documentação, ainda citando Iklcles, "nada mais é que Bibliografia superada no seu conteúdo

e

acelerada na sua marcha",
Aproveita-se de várias técnicas:
I - a bibliotecononica!quando falamos em classificação e catalogação
II - a bibliográfica: quando falamos em clifusao e utilizaçao
III - tipográfica
IV - mecanográfica
V - fotográfica

Exarainemos agora a Biblioteconomia, Sabemos que essa ciência com preendej
I - ilquisiçao
II - Organizaçao

A aquisição significa obtenção do melhor livro para determinado lei
tor, e a tarefa do bibliotecário é colocar à disposição do leitor todos os tipos de material impresso ou não, facilitando a sua utilização.
Organização bibliográfica é o trabalho de tornar acessível o materi
ai existente e a Documentação e a parte da organizaçao bibliográfica
que situa e obtém o material destinado as pesquisas, nos ramos de in dústria, do comércio e das ciências em geral.

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�M
&gt;
A
A Docvmentaçao ise aproveita da tccnica bibliotecono-mica - classificação G catalogação - e da bibliográfica, utilizada pelo bibliotecário desde os tempos nais rc-notos, Para atingir as técnicas tipográ
fica, mecanográfica e fotográfica? precisa apenas a. biblioteconomia
oferecer aos profissionais ut;: xjrepnro svificiente para sua devida coiapreensão e utilização.
Por SI podemos verificar ciue a Docunentaçao nada mais e que bibliotecononia atualizada., marchando com os fatos, e que bibliotecário especializado e docunientalista significam a mesma cousa, com terminologia
diferente«
O que se torna necessário é a modificação nos currículos de nossas
escolas de biblioteconomia, com a inclusão não de apenas uma cadeira
de Docimentaçao, mas sLm de vários topicos dentro do campo da Doou inentaçao. Outra medida que se faz indispensável e a instalaçao

dos

cursos pós-graduados&gt; para que os bibliotecários formados .lá há alguns anos, possaia atualizar os seus conhecimentos, fiquem a par das
5.novaçQos biblioteconomicas, dos novos métodos e técnicas indispen sáveis a sua profissão e se instruam sobre o uso da CDU, classificação que desde Otlet e La Fontaine, vem servindo a Dociraentação.
Podem contestar os leigos em biblioteconomia, que o bibliotecário
tem se preocupado exclusivamente com o acesso físico

que e feito

através dos catálogos e que o documentalista possibilita o acesso ao
conteúdo, chamado por Shera: "content acessibility", através de índices, da bibliografia, dos serviços de resumo. Porém, nós que dominamos
A
A ^
^
a ciência biblioteconomica, sabemos que, para classificar e preciso co
nhecer o conteúdo do livro, Nao classificamos apenas pelo título,

E

niJina biblioteca especializada, onde so use o catálogo sistemtico,
desce-se a especificações, da-se entradas secundarias a todos os as pectos do assunto tratado no documento e que possam interessar ao pesquisador naquele ramo

de conlaecimento humano,.

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�.10

.

o que é verdade, e que as nossas bibliotecas, por falta de verba,

não dispõem dos aparelhamentos necessários. Sem a mecanização, o bibliotecário será serapro um escravo de serviços rudimentares que lhe
tomara todo o tempo que poderia ser dedicado a um estudo mais profundo
e minucioso,

do conteúdo do material bibliográfico, a conipilaçao de bi

bliografias e a realizaçao de resumos,
Ê necessário que despertemos a atençao dos governantes e do povo
para esses problemas. Torna-se imprescindível ressaltar a eficiência
dos serviços biblioteoonomicos e a importancia da biblioteca. A vida
moderna com seus inúraeros atrativos dificulta a nossa tarefa de valorisação, avunentando o desinteresse pela leitura, A televisão, o rádio
e o cinema, são os nossos mais fortes concorrentes nesse terreno,

A

Biblioteca precisa adotar ima atitude agressiva, sem o que ficará irremediavelmente relegada a um segijndo plano. Torna-se indispensável
uma propaganda inteligente e bem orientada, com aproveitamento das oportunidades que se nos apresentem.

E melhor oportunidade não existe

que a "Semana Panamericana da Biblioteca" há poucos^ anos instituída
pelos Estados Unidos da América do Norte,

Semana Nacional da Biblioteca
A "National Library Week" foi instituída nos Estados Unidos da América do Norte no ano de 1957, e comemorada pela lâ vez de 16 a 22

de

março de 1953, por sugestão do "National Book Committee" e de um grupo
M
de pessoas interessadas na valorizaçao da biblioteca e no incremento
da leitura.
Sob o slogan "Wake üp and Read" o "American Book Committee", com a
cooperação de "American Library Association", obteve participaçao

e

apoio dos editores, publicadores, jornalistas, do rádio, da televisão
e de elementos mais representativos da vida econômica, cultural, edixcn
cional e administrativa de cada comunidade, elementos esses, que têm
anualmente constituído os comitês para orientação e planejamento

das

comemorações.

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l'í

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As celebrações abrangem todos os recantos dos Estados Unidos, visando num movimento coordenado e com firme orientaçao, os seguintes
objetivos enumerados por ten Arnold no "ALA Rületin";
I - Incrementar o apoio dos altos líderes da vida economica, profissional e cultural do país às bibliotecas.
II - Expor a necessidade da extensão e melhoramento dos serviços de
bibliotecas escolares e públicas,
III - Oferecer oportunidade para que os bibliotecários trabalhem mais
de perto com os lideres de jornais, revistas e agencias

de

propaganda, na difusão do uso do material impresso.
IV - Atrair de maneira mais ampla a atenção pública para os serviços
bibliotecários, por meio de artigos nos grandes jornais

e

revistas,
V - Promover prestígio para a leitura em si, mostrando o papel vital que as bibliotecas podem desempenhar nos seguintes ca SOS: o praser de ler em voz alta no seio da família; as reconçensas de ler como recreação; a contribuição da leitura
para o progresso na profissão.
A Semana tem sido, desde então, celebrada anualmente, sendo que,
em 1959 e i960, as comemorações foram realizadas de 12 a IS de abril.
Todo o Continente americano, no mes de abril, participa desse movi
mento que visa, como pudemos constatar ncs objetivos descritos

por

I/cn Arnold, incentivar a leitura, ressaltar o valor dos serviços biblioteconomicos, demonstrar as funções altamente educativas da biblio
teca e oferecer oportunidade ao bibliotecário para atualizaçao e de senvolvimento dos seus conhecimentos profissionais,

A Semana Nacional da Biblioteca c o Brasil
No Brasil, a "Semana Nacional da Biblioteca" foi celebrada de 3 a
9 de abril, em 1959 e i960, porem salvo raras exceções, essas comemoA
\
rações tem se limitado apenas as capitais.

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"•

Em Sao Paulo, sob o patrocinio da Associaçao Paulista de Bibliote-

/
M
/
A
carios, da Associaçao de Bibliotecários Municipais, da Gamara Brasi A#
^
leira do Livro, com a colaboragao da Biblioteca Municipal, Colmeia,
Departamento de Educação, Fundação do Livro do Cego, Ifcvimento da Arregimentação Feminino c Serviço Social da Industria, essas celebrações
têm se revestido do mais completo êxito. Porém, ainda não atinamos com
as possibilidades que teriamos se, nessa ocasiao, levássemos a efeito
em todos os municípios brasileiros, comemóraçoes com os objetivos citados no item anterior.
Devíamos seguir o exemplo dos Estados Unidos da América do Norte,
organizando para esse fim, comissões compostas não apenas de bibliotecários , mas também de elementos representativos da vida caltural, edu
cacional, econômica e administrativa de cada comunidade, com a partici
pação da imprensa falada e escrita, para que apresentassem, sugestões e
se sentissem integrados nesse movimento de valorizacao das nossas bi bliotecas. SÓ assim, teríamos a certeza de alargar os nossos horizontes e de despertar una consciência pública sobre a importância dos
^
*
serviços blblioteconomicos^ criando um clima favoravel para o desenvolvimento de nossas atividades.
Baseados na leitura de boletins da "American Library Association" e
da "Associacion Colombiana de Bibliotecários", apresentamos algumas
sugestões para a ''Semana Nacional da Biblioteca", em nosso país;
/V.l Criação de Comissões
Para o planejamento e orientação das comemoraçoes, seriam criadas as seguintes comissões;
1) Comissão Nacional
2) Con.lssões Estaduais
3) Comissões ílinicipais
4.c2 Constituição ias Comissões
Para a consituiçao das comissões acima referidas, seriam esco -

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Ihidos não apenas olenentos de destaque no campo da Biblioteconomia e Docunentaçao, ms também figuras representativas da vida
A
^
cultural, educacional, econonica e administrativa do Pais,

dos

Estados e dos !4inicipios. Nao seriam naturalmente, esquecidos os
representantes da imprensa falada e escrita,
Essas comiSGoes ficariam, mais ou menos assim constituídas;
1) Comissão Nacional
Presidente:
Ministro da Educação e Cultura
Ifembros:
Presidente do I.B.B.D,
Presidente do Instituto Nacional do Livro
Secretário Geral da Federação Brasileira de Associações
de Bibliotecários
Diretor da Biblioteca Nacional
A
Presidente da Camara Federal
Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Prefei
tura de Brasília
Representantes da imprensa falada e escrita
3 bibliotecários de projeção no país

2) Comissões Estaduaia
Presidente;
Secretario da Educaçao
ffcnbros:
Reitor da Universidade
Diretor do Departamento de Educação
Presidente da Comissão de Educação e Cultvira da Prefei
tura
Presidente das Associações de Bibliotecários existentes
na Capital
Diretores das Escolas de Biblioteconomia da Capital

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�•u

Presidente da Bederaçao das Industrias
Presidente da Associação Comercial
Representantes da imprensa falada e escrita
3 bibliotecários de projeção no Estado

3) Comissões Minicipais
Essas comissões seriam criadas nas cidades do interior e ficariam assim constituídas:
Presidente:
Prefeito Itoaicipal
Membros;
Presidente da Camara
Presidente da Comissão de Educação e C\ü.tura da Prefeitura
Presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola
da cidade
Diretor da Biblioteca Publica
Diretores das escolas primárias, secundarias e superiores
existentes no município
Presidentes dos clubes literários e recreativos
Representantes da imprensa falada e escrita
Bibliotecários existentes na cidade e que possuam o diploma de Escola de Biblioteconomia
Diretores de Escolas de Biblioteconomia (se houver)

4-*3 Função das Comissões
l) Comissão Nacional:
a) Obtenção do uma verba especial para cobrir as despe
sas decoiTentes das comemorações,
b) Supervisão e planejamento dos trabalhos,
c) Estudo e elaboraçao de um programa de comemorações
para todo o país.
d) Orientação e fornecimento de material de propaganda
aos comitês estaduais.

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e) Realização dentro do prazo de 90 dias após o término da Semana, de um relatório das comemorações
em todo o país e de um balancete que seria uma
prestação de contas do emprego da verba recebida
2) Comissões Estaduais:
a) Estudo do programa do comemorações sugerido pela
Comissão Nacional, sendo-lhe reservado o direito
de suprimir, modificar ou acrescentar alguns
itens,/ de acordo com as condicoes
locais e
o

as

sugestões apresentadas pelos membros da Comissão
b) Orientação e distribuição de material de propaganda
às comissões municipais,
c) Apresentação a Comissão Nacional, dentro do prazo
de 60 dias após o término da Semana, de um relatório não só de suas atividades como também do
trabalho realizado pelas comissões municipais,
sob a sua orientação,
3) Comissões Municipais;
a) "Estudo do programa das comemorações sugerido pela
Comissão Nacional, sendo-lhe reservado o direito
de suprimir, modificar ou acrescentar alguns
itens, de acordo com as condiçoes locais e

as

sugestões apresentadas pelos membros da comissão
b) Apresentação a Comissão Estadual, dentro do prazo
de 30 dias após o termino da Semana, de um relatório de suas atividades.

Instalação das Comissões
As Comissões seriam instaladas 90 dias antes do início da
Semana Nacional de Biblioteca o entrariam imediatamente
atividade.

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em

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4..5 Reunião das Comissões
As Comissões se reuniriam com a maior freqüência possível
para estudar o planejamento da "Semana", convidando bibliotecários de todos os setores para apresentação

de

sugestões.
4.6 Programa das Comemorações
1) Divulgação pelos jornais, revistas, rádio e televisão,
dos objetivos da Semana.
2) Palestras, conferências, exposições, nao só de caráter
técnico, mas também de cunho cultural,
3) Cattazes e "slogans" que seriam colocados nas casas comerciais, escolas, clubes, fábricas, etc..
4) Concursos literários.
5) Concursos de vitrines,
6) Instituição do "Dia do Bibliotecário",
7) EscoUia do "Bibliotecário do Ano", que receberia o seu
título em sessão solene realizada na Capital do Estado,
no "Dia do Bibliotecário",
S) Mesa redonda na televisão, com a participaçao também

de

bibliotecários do interior, para que fossem ventilados
e discutidos os problemas das bibliotecas afastadas dos
grandes centros,

A Semana e a F.E.B.A.B.
M
A
Esperamos que a Federaçao Brasileira de Associaçoes de Biblioteca
rios «nalise com carinho estas sugestões e tome as necessarias pro vidências para que em todo o Brasil, seja, durante a "Semana Nacio nal da Biblioteca", levado a efeito um movimento bem orientado e que
as vozes em uníssono se levantem em prol de tao nobre causa, sem

o

que jamais alcançaremos, integralmente, o nosso objetivo.

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Um País não é constituído apenas de Capitais. Integram-no tambéi?
as cidades do interior. Sabenos, e muito bem, a natureza dos proble
mas que o bibliotecário ai enfrenta, no desempenho de suas funções,
dificuldades que geraL'aente decorrem num meio onde a biblioteca raramente é reconhecida como instituição de utilidade publica.
Ifa movimento esparso, de nada adianta. É necessário, pois, que
durante a oportunidade excepcional da Semana, façamos com que gover
nantes e povo de cada comunidade fiquem convencidos do valor da Biblioteca e de que "nenhuma operaçao de credito, nenhuma aplicaçao de
capitais, dará ao Estado maior rendimento que os gastos feitos para
difundir conhecimentos. - A inteligência cultivada e o traba].ho amparado não sao frutos de luxo, produtos artificiais de estuf.as fecha
0^
P
^
dasj sao fortes e vigorosas raizes a esgalhar ao ar livre a ramaria
farfalhante das frondes acolhedoras e amigas".

é. Bibliojferafia Consultada
1, AGUIAR, Pinto de.- Função dinâmica das bibliotecas. Salvador,
Progresso, 1958, p,13-14.
2é ARNOLDjj len - National Library Week off to a good star. ALA Buli.
51(9): 673-721, Oct. 1957.
3. ARNOLD, ]^en - National Library Week at this eleventh hour. ALA
Buli. 52(2): 111-113, Feb. 1958.
4-, BOLETIN de Ia Asociación Colombiana de Bibliotecários, 4(l):
17-18, Encro/Mirzo, i960,
5. MALCLÈS, Luise-Nöelle.- La bibliographie , Paris, Presses Universitaires de Prance, 1956, p.7
6. MEYNER, Robert B. - National Library in New Jersey. ALA Bull.
54(3); 203-20/t, ífer. 1958.
7« RIZZINI, Carlos - 0 livro, o jornal e a tipografia no Brasil.
Rio de Janeiro, Kosmos, 194-6, p,141-142.

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ß» THIHOW, Gertrude R, - National Library Week in its third year.
AU Bull. 54(1): 31-33, Jan. i960.
9. TRUEM/IN, William Albert - The common cultural objectives of National Library Week and the Canada Council. ALA Bull.
54(7): 603-607, July/Aug., i960.
10. VICENTINI, Abner Lellis Correa - 0 conceito moderno de biblioteca.
O Valeparàibano, São José dos Campos, 7/8 de abril

de

i960.

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                <text>O trabalho procura enfatizar a necessidade de maior divugação da Biblioteca Moderna e de seus objetivos. E Estudada a função dinâmica da Biblioteca e a evolução do seu conceito através dos séculos. Para essa maior divulgaçao é sugerida a realização anual da Semana Nacional da Biblioteca nos Estados e Municípios brasileiros, de forma bem planejada e estruturada, e seu enquadramento no programa de realizações da FEBAB.</text>
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Digitalizado
gentilmente por:

���TER.G3IR0 CONGRESSO BRáSILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOGU!íENTrtÇÃO

Deontologia e ética profissional
por
Laura Garcia Moreno

Russo

C&gt;^^ OGI
Ciqof
Paulo
n

sl
i;-

Curitiba
1961

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-^gentilmente por:

I Sc a n
&lt;/

�STICA PROFISSIONAL

Trnik V

-

RELAÇÕES PUBLICAS

DEONTOLOGIA E ÉTICA PROFISSIONAL
por
Laura Garcia Moreno Russo

SINOPSE;- FUNCSO SOCIAL DA PROFISSSO.
;
%
•

Significado da palavra "deontologia",
A Biblioteconomia como profissão.
Deveres legais e morais do bibliotecário.
A Biblioteca como empresa a serviço da coletividade.
Elementos de propagação da cult\ara,
Especializaçao do bibliotecário.
Cumprimento do dever.
Clima espiritual do bibliotecário,
STICA PROFISSIONAL — Definição e delimitação«
Necessidade e maneira de se criár um Código de Ética
Profissional do Bibliotecário.
✓
Ante-Projeto de Código.

oo

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]_'5

16

11

l'í

�DEONTOLOOIA.

E

ÉTICA

PROFISSIONAL

O estudo da fvinção social das profissões está na ordem do
dia e é de palpitante atualidade.
Jeremias Benthan, economista inglês, foi quem pela primei
ra vez usou a palavra ''äeontologia" com o sentido de moral especial
ou ciência dos deveres,

E, pois, um conjunto de normas que regulam

as relações de um profissional com o seu público, com a sociedade.
Um tratalho sobre deontologia bibliotecária vem a ser uma
apresentação dos problemas da classe e vim exame de sua moral

pro-

fissional .
Antes de mais nada, devemos considerar se á
teconomia chamada de profissão.

a

Biblio-

Sim, ê julgada desse modo no

sil e em todo o país civilizado, assim a julgou também o

Bra-

Excelen-

tíssimo Dr. Fernando Hóbrega, ex-Ministro do Trabalho, ao

incluí-

la no 19° Grupo do Plano da Confederação Nacional das Profissões Li
berais do Brasil.
Chama-se de profissão a Biblioteconorpia porque não é, ape
nas, lim trabalho que se faz para ganhar a vida.

Requer conhecimen-

to e estudo especial, adquirido para benefício da coletividade.
Os bibliotecários, como,tantos outros profissionais,
responsabilidades legais e morais.

Desde que assumem seus

estão obrigados a um estudo consciencioso dos progressos

têm

cargos
consegui-

dos no campo de sua profissão.
Todas as profissões têm,a sua moral, que consiste na consideração de sua utilidade social.
Ser amigo dos livros sem sentir afeição por seu mundo não
é suficiente para ser um bom bibliotecário, para governar lima

bi-

blioteca, fazendo-a útil aos demais,
O erudito, o acadêmico, o sábio que por uma
çao fosse designado para dirigir uma biblio-^eca poderia
ser o primeiro inimigo de sua função social.

especializachegar

a

Ser bibliotecário

ê

sentir a biblioteca como emprêsa a serviço da coletividade.

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�-30 mimdo integrado pelos elementos de propagação
tura s$ ampliou extraordinariamente,
ê tudo.

da

cul-

O livro e a biblioteca já não

Apareceram as microtecas, discotecas, filmotecas, etc.

do esse material de cultura, cada dia, exige mais técnicos

To

para

a

sua classificação, ordenação e seleção de métodos e sistemas,

O

trabalho do bibliotecário deve, pçis, estar em dia com todos

esses

elementos propagadores da cultura,
Tendo em vista a preparação e especialização

do

biblio-

tecário deve êle ter uma formação integral que.abarque, quanto possível, todos os horizontes do mundo dos livros.

Deve possuir, como

nenhiom outro universitário, o que há de cultura em todas as

Facul-

dades, ou seja, yna formação que é a base de ponderação de todos os
nossos problemas.

Isto não quer dizer que o bibliotecário deva ser

enciclopédico, senão conhecer as dimensões da cultura, não para escrever sobre ela, mas para não ignoray, precisamente, que há sempre
alguma cousa mais em qualquer questão,
A especialização há de vir depois, posto que nas pequenas
localidades, e são a maioria, a biblioteca deve servir,

primeira-

mente, como força social civilizadora e moralizadora,

CLIMâ ESPIRITUAL DO BIBLIOTECÁRIO

Ortega y Gasset chamou espírito ao "conjunto de atçs

ín-

timos quo cada qual se sente verdadeiro autor e protagonista",
Ho desempenlj.o de suas funções todo o bibliotecário tem
dever de pôr espírito,

O dever é lima cousa a que

é

o

rigorosamente

obrigado todo aquêle que deseja evitar o completo descrédito moral5
é uma obrigação, uma dívida que não pode ser paga senão por esforço
voluntário,

'

Sua formação lhe dará os meios de bem servir à
dade 5 sua deontologia, a norma; a competência, lhe dará

e te-

nacidade, o êxito; a disciplina, a exatidão; a dignidade,

pres-

a equidade, a gratidão; o tacto, a subordinação.

1

confiança

em si mesmo; o domínio de si mesmo, a segurança; sua decisão

tígio; o espírito de compreensão a paz; a autorã^dade,

cm

coletivi-

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e

o

respeito;

�-4IUDECISKO ^ CI3MPRIMBITT0 DO DEVER

Em "bem da coletividade e de seu próprio êxito, o

biblio-

tecário deve desterrar de seu vocabulário "não sei, não posso,

i&gt;ãg

há meios, e de difícil solução, não existe, acha-se perdido, etc,".
Nada desacredita tanto como essas foi'mulas tão usadas,
se a

livro q.ue consta no Catálogo,

referindo-

Nada desanima tanto ao

lei-

tor como dar-lhe una dessas desculpas tão condenáveis, porque, ho^e
há muitos meios de se obter informação e reprodução de textos.
Definindo, exatamente, as obrigações do bibliotecário, de
maneira simples, podemos dizer q.ue são:
12 - Conservar
22 - Administrar
32 - Facilitar

00

ÉTICA PROFISSIONAL

Para se falar em ética profissional, convém, antes de tudo, q,ue se precisem os termos e se delimitem os campos.
Tôda ética e, essencialmente, um conhecimento prático, is
to é, um conheciipento que visa dirigir a ação humana numa atividade
para o bem comum.

A ética profissional abrangerá, portanto,os prin

cxpios morais que terão de dirigir a atividade dos que exercem

vima

profissão,
O escopo deste trabalho é tratar do problema em relação,â
biblioteconomia; será um aspecto particular da ética profissional,
Diflci2.nente, uma única pessoa, poderia chegar a um
tema concreto e praticável de preceitos cabíveis,para

as

modalidades de conduta dos integrantes dn uma classe.

Esse

sis-

variadas
siste-

ma, só poderia ser estabelecido através do processo democrático

de

debate refletido e pacienbe entre os membros das várias Associações
de Bibliotecários do País e que tenham experiência
práticos da vida biblioteconômica..

cm

1

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dos

problemas

�-5Aorescentamos çi.ue, mesmo através àe debates,

realizados

com a máxima boa vontade, não se poderia organizar, rapidamente, xim
Código de Ética.
Seria necessário algum tempo, durante o q,ual,

poderiam

ser testados, em casos concretos, os princípios aceitos

a

título

precário,
A criação de um código moral para o bibliotecário,
possa captar o consenso geral e a indispensável

aprovação

implica::á, de certo modo, os mesmos processos evolutivos

que
social,

q.ue

ca-

racterizaram a ciência bibliotecônomica entre nós.
Deve ser exercida grande cautela para que esse Código pro
picie os frutos desejados, mas devemos criá-lo,

para

discipliiiar

atitudes, motivadas quase sempre, por algum impulso entusiástico«
Cumpre âs nossas Associações se habituarem a

ter

idéias

claras, bem delineadas, no que se refere ao conceito do bem coletivo e fundar nesse princípio o estabelecimento de normas éticas.
Não se trata de empregar truques pedagógicos, porém, apelar ao bom senso de verdade d§ todos, para que possam ouvir a

voz

da Razao em prol do bem comum«
Sabemos ser de difícil a aplicação desse

princípio,

uma

vez que o elogio e a censura são empregados como meios de,coação.Ao
vêr-se guiado assim o bibliotecário adapta-se e permanece»
Ao elogio e â censura se deve o adiamento

injustificável

de nosça valorização profissional e do reconhecimento de nossos direitos«

00

A autora apresenta à consideração do plenário
deste trabalho e às Associações de Bibliotecários vim

o espírito

Ante-Projeto

de Código de Ética Profissional do Bibliotecário Brasileiro,

que,

uma vez estudado e debatido, deseja ser aplicado
são Paulo, 6 de dezembro de 1S60
La-ü.ra Garcia Moreno Russo

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1

�-6ANTE-projeto DE
CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL
22 bibliotecário brasileiro

CONTEÚDO

SECÇSO

I

SECÇSO

II

-

EXERCÍCIO DA PROFISSÃO

-

7

DAS RELAÇÕES,COM O.PÜBLIÇP

E,,COM SEUS

COLEGAS

SECÇSO

III

SECÇSO IV

SECÇÃO V

SECÇÃO

-

-

DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

8

DA ACEITAÇÃO DE TRABALHOS

-

VI

8

9

DAS CRÍTICAS

-

9

DAS ASSOCIAÇÕES DE CLASSE

10

, . .
SECÇÃO VII

SECÇÃO

VIII

-

/ , .

...fé

DA OBSERVANCIA DO CÖDIGO

-

11

DA MODIFiaiÇÃO E VIGEl^^LI DESTE CÖDIGO

11

oo

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�-7sEcgSo^^i

-

exercício m PRorassIg

-

Artö. - 12 - O bibliotecário deve preservar, contra tudo e contra todos o cvmho liberal e humanista de

sua

profissão,

porque ê fvindado na liberdade de convicção científica, hvimanístico
porque tem como fundamento a dignidade da pessoa humana.

Art2, - 22 - O bibliotecário deve, acima de tudo, capacitar-se de que a sua profissão não se exaure n\am círculo restrito de interesses pessoais, mas constitui um elemento

substancial

da comunidade.

Art2, - 30 _ Aplicará o bibliotecário todo zelo e diligência e os recursos de seu saber em prol dg progresso

da

pro-

fissão e bom nome da instituição onde sirva,

Artö, - 4° " Os deveres do bibliotecário

compreendem,

além da defesa dos direitos e interesses que lhe são confiados, o
zelo do prestígio de sua classe, da dignidade e

aperfeiçoamento

das Instituições biblioteconômicas«

Art&gt;5. - 5® - O bibliotecário não se valerá de sua influ
ência política em benefício proprio quando osoa atitude comprometer o direito de um colega ou os direitos da cl£3se em geral,

Art2» - 6ä - Todo bibliotecário deve assumir posição vi
gilante no momento da feitura das lei-s, para preservar-se ,o caráter técnico cultural da profissão e os interesses da classe,

Artö, - JQ - uão está inibido o bibliotecário de prestar
esclarecimentos necessários aos corpos leí^islativcs

ou

perante

qualquer departamento da administração pública, propugnando
aprovaçao de prçjetos de leis ou resoluções, defendendo
e causas justas,

E mister, entriítanto, que o faça

âs

pela

direitos
claras,

guardando as observânclas que regulam sua ação no seio da classe.

cm

1

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�-8-

§S22l9==iS

^

S2i 2 l2m2Q S 2M
SEUS COLEGAS

Artö - 8s - Deve o "bibliotecário tratar as

autoridades

e o público em geral, com respeito e uxbanidade devidos,não prescindindo do mesmo tratamento por parte deles,

Art o - 90 - Deve tratar seus chefes com o maior

res-

peito e discreção, sem dispensar igual tratamento por parte deles
e sem esquecer q.ue uns e outros oçlaboram na mesma obra e

servem

à mesma causa com igual dignidade.

Artö -102 - Havendo queixas sérias e fundadas, contra vim
chefe ê de obrigação representá-las ao poder competente,
desse fato cabe aos bibliçtecários prestarem auxílio

ao

A par
Colega

alvo de críticas injustas.

Artö -II0 _ Deve observar em suas discussões a mais per
feita cortezia e urbanidade, abstendosse de alusões â vida particular e de entendimentos tendenciosos.

il2Sl2=='iSí

Art2 -122 ^

"

Sè

2? iiSIiSSi

necessário que se contrate,

previamente,

por escrito, a prestação de serviços profissionais,

atendidos os

elementos seguintess
a) - a relevância, o vulto, a complexidade
culdade do trabalho 5
b) - o tempo necessário|
c) — o lugar da prestação dos serviços|
d) - a competência e renome do profissional

cm

1

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ou

difi-

�-9^S£Si2==íí

~

2S TMMLHOS

Artö -13® - Deve o "bibliotecário não se pronunciar

so-

bre serviços que saiba entregue à responsabilidade de outro

co-

lega, sem conhecer os f\indamentos da opinião ou da atitude do mes
mo colega, e na presença dele ou com seu prévio e ezpresso assentimento.

V

-

ms CRITICAS

Artö -14a - As críticas de trabalhos

profissionais

colegas deverão ser feitas com espírito elevado, sem outro
resse senão aquele de colaborar para o progresso da própria

de

intepro-

fissão.

Arto -15° - são condenáveis e devem ser proscritaç

as

discussões pela imprensa, tendo por objeto causas pendentes, Quan
do circunstâncias extremas, de razoes especiais, possam

justifi-

car a necessidade de uma explicação em público, não poderá
lo senão com sua assinatura e responsabilidade,

cingindo-se

assimto em questão, evitando referência a fatos estranhos à

fazêao
cau-

sa .

Art2 -162 - não deve o bibliotecário apontar
formação profissional ou associativa brasileira em

Congressos ou

Reuniões Internacionais, deixando para fazê-lo em §uas
ções de Classe, em Revmiões e Congressos líacionais.

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falhas da

Associa-

�-10-

Arijfi —17® — Cabe às Associações de classe:

a) - Reforçar o sentimento de responsabilidade
cial do "bibliotecário 5

so-

b) - Estimular a formulação de padrões peculiares e
exeqüíveis para orientar as decisões a serem to
madas pelas Associações de classe;
o) - Incentivar o debate, entendimento mútuo e coope
ração entre os vários grupos interessados|
d) - Organizar os trabalhos de equipe|
e) - Criar um olima social que se imponha às camadas
administrativas do país|
/
todo
bibliof) - Criar um ambiente moral em que
tecário se sinta disposto a obedecer
a esses
princípios e percebam que fazendo isso estaraö
atendendo aos seus próprios interesses remotos,

Artö -l8o - Declinará o bibliotecário de mandato
o qual tenha sidç eleito, logo que sinta faltar-lhe

a

para

confiança

dos seus colegas.

Art o -19° - No caso de renúncia de mandato, terá o
bliotecário o maior cuidado em preservar a defega dos
ele confiados e abster-se de declaração pública.

cm

1

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bi-

direitos a

�A^ö -200 _ Deve o "bibliotecário levar ao conhecimento de
sua Associação de Classe, com digcreçao e fundamentadamente,as trare
gressões das noimas dêste Código,

Art5 -21Ö - Quando em dúvida s3"bre questão de ética
fissional q.ue considere não prevista neste Código, o

pro-

"bibliotecário

deve, antes de qualquer atitude,apresentar o caso em termos gerais
à consideração de sug, Associação de QLasse para que o considere

em

sua primeira reunião.

Art 2 -22° - Sempre que tenha conhecimento de transgressão
das normas dêste Código, a Associação a que o "bi"bliotecário pertença
chamará a atenção do responsável paça o dispositivo violado,

sem

prejuizo das penalidades aplicáveis,

Arto -23° - Constitui falta de ética profissional a infra
ção dos Estatutos, Regulamentos e demais disposições das Associaçoes
de Classe e da PEBAB,

Art o -24° - A enximeração dos preceitos expressos neste Có
digo, não exclui outros deveres que aos ■bi"bliotecários

impõem

âs

Leis e Regulamentos, nem os que resultem da independência,pro'bidad^
virtudes que hão de ser as insp^radoras de todos e de cada

um

de

seus atos da vida profissional.

COpiGO

Arto -25° - Qualquer modificação dêste

Código,

somente

será feita pelo Conselho Deliberativo e Assembléia dos Delegados,da
PEBAÇ, em virtude de proposta da Diretoria, com antecedência de

$0

dias.

Art° -26° - Q,pyç§§9te Código entrará en.vigor em todo
Territorio Nacional a

r? cabei^do às Associações

promover a sua mais ampla divulgação.

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de

o

Classe,

��cm

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DS BIBLIOTECONOMIA E DOCUTÍENTAÇÃO

^
Ante-pçojeto de lei
,
Oodigo Nacional de Empréstimo Interbibliotecario
por
Odette Penha

0-3

OG /. á (8.)

SÃO PAULO
iK
v;. \S

Curitiba
1961

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AHT5-PRQJETQ DE LEI
CÓDIGO NACIOMAL DS E?!PRESTII:I0 ETTISRBIBIIOTECARIQ
Odette Penha
Biblioteca Central da Universidade
do Brasil

Cria o Smpréstino Inter-Bibliotecário,

sob a super-

visão do Catálogo Coletivo ITacional (IBBD) e estab_e
lece normas para sua aplicação.

Art.

là - Fica instituído o empréstimo inter-bibliotecário, a que e_s
tão submetidas todas as bibliotecas dos órgãos federais, situadas no Distrito Federal, nos Estados e nos Territárioa^
para obras de caráter científico, técnico ou pedagógico.

Art.

22 - A supervisão e coordenação do sistema a ser utilizado

no

empréstimo inter-bibliotecário ficará a cargo do CatálogoColetivo Nacional do Instituto Brasileiro de Bibliografiae Documentação.
Art.

3° - As bibliotecas pertencentes a órgãos estaduais ou munici—
pais, instituições culturais como associações, clubes, que
desejarem participar do sistema de empréstimo inter-bibli_o
tecário, deverão formular seus pedidos ao Catálogo Coletivo Nacional(IBBD), que, após analisá-los, autorizará
não,

ou

sua admissão, firmando convênia com a autoridade com-

petente, na primeira hipótese.
Art.

4^ - Não poderão ser objeto do empréstimo inter-bibliotecário as obras raras; as de custo elevado; as de difícil aquisição e aquelas que por suas dimensões não possam ser transportadas com facilidade.
§ 12 - Também não poderão ser objeto de empréstimo in—
ter-bibliotecário as teses, manuscritos ou material

sim_i

lar, e as obras de referência.
Art«

5° ~ As obras mencionadas no artigo anterior poderão ser fornecidas através de miao-filmes^reprodução fotográfica},

me-

diante pedido ao Catálogo Coletivo Nacional, correndo

as

despesas respectivas sob a responsabilidade da Bibliotecasolicitante, que poderá cobrar do leitor interessado a importância despendida.

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�Art,

62-10 concedida franquia postal, para o transporte das obras objeto de empréstimo inter-bibliotecário.
Parágrafo linico - Os invólucros contendo as aludidas obras deverão ostentar em letras bem visíveis as palavrass
" LIVROS-SMPRÍSTIIIO-EITTRE-BIBLIOTECAS " .

Art.

7° ~

poderão ser solicitadas a uma mesma biblioteca, em oc^
sião idêntica, mais de 2 (dois) volumes para cada interessado.

Art.

82 - Os volumes cedidos por empréstimo, deverão ser de^volvidos,
improrrogavelmente, decorrido o prazo de 15 (quinze) dias,
contados do seu recebimento.
§ - Picando comprovada a responsabilidade da biblioteca pelo atrazo, esta será excluída do empréstimo

inter-

bibliotecário se o fato ocorrer mais do que duas vezes,
Art.

9° - ilo caso de extravio ou avaria do volume objeto de emprésti^
mo, ficará a biblioteca solicitante com a obrig'ação de repôr ou indenizar o prejuízo ocorrido.
§ - Demonstrada a responsabilidade do leitor pelo

ex-

travio ou avaria, a biblioteca solicitante exigirá do mesmo a importância decorrente da reparação da obra ou da

in_

denização.
Art. 102 _ jtq prazo de JO dias, a contar da aplicação desta lei,

o

Catálogo Coletivo Nacional submeterá à apreciação da autoridade competente a regulamentação.
Art. 11® - Aprovada a regulamentação, tôdas as Bibliotecas federais adatarão seus regimentos aos termos desta lei e do regulamento respectivo.

Trabalho apresentado ao III Congresso Brasileiro de Biblio_
teconomia e Documentação, Curitiba,

janeiro de 1961, por Odette Senna

de Oliveira Penna, Bibliotecária da Biblioteca Central da Universidade do Brasil.

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�BREVES lyFüR^lftCÕES

SOBRE A

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PETRÓPOLIS

Maria Helena

de Avellar Pa Ina

Bibliotecária

Apresentado ao III CjN:}RE330 BRASILEIRO DE
BIBLIOIECONOMIe^ E DOCUMENTAÇÃO

CuritiDa - Parana
1961

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7 gentil mente por:

�BIBLIOTECA MUTTICIPAL DE PfiTRÓPO^IS

Instituição cultural mantida pela

PREFEITUHA MOTÇIPAL

Subordinada ao Departamento de Educação e Cultura

PREFEITO

: Dr. Nelson de Sa Earp

DIRETOR DE EDUCaÇAO E SAtJDE : Dr.
SECRETi^RIO DE EDUCAÇÃO
CHEFE DA BIBLIOTECA

;

Tarquinio Duarte Silveira

Sr. Jose Dopke Froes

; Maria Helena de Avellar Palma

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�1
aiBLIOTÜlCA MUNICIPAL DE PEI-^(5POLI3

DADOS HISTÓRICOS

;

^
Pe^topolls, a linda cidade serrana, possui também, para atender a sua população, uma ótima biblioteca»
Foi a Biblioteca Municipal criada pela lei municipal n2. 1625, de 20 de dezembro de I87I, começando a funcionar
entretanto, a 12 de fevereiro de I876, as 2as., Uqs. e 6as feiras,
das 10 as l'^ horas, na administração do sr. Paulino Afonso Pereira*
r
A
A
Por sede, teve uma das dependencias da Gamara
Municipal.
Deixou depois algum tempo de funcionar, isto,
ços primeiros anos da Republica, por não^haver local apropriado
as si^as atividades, pois o edificio da Gamara contava com grande mumero de repartições.
D. Pedro II, iipperador do Brasil, visitando-a em
1882 e^constatando o limij^do numero de volumes e a pobreza (Je
seu acervo, doou a importancia de (^r.itOO,00 ao professor Jose
Ferreira Paixão, então vereador e diretor de importante educandario da ^cidade e com mais
50,00 conseguidos com^a renda de
um espetáculo teatral fo:i^am adquiridos na Europa vários livros,
entre os quais, o Dicionário Larousse, em 17 vols.
A Biblj,oteca Municipal passou a 25 de janeiro
de 1897 a funcionar no ultimo paviijjento do edificio da Prefeitura Municipalj^ adquirido p.:ira o^^governo municipal sendo então presidente da Gamara o d:r;. Hermogenio Silva.
^
^
Petropolis, capit§.l do Estado, nesta época, era
residencia oficial do corpo diplomático e embaixadores e ministros aqui passavam a estação de veraneio
,
A Biblioteca Municipal (^esenvolveu-se dç um modo extraordinari^o e tem hoje sua seáe própria em prédio a Praça
Visconde de Maua, tendo sido inaugurada em 29 de julho de 19^0«
sendo preÇeito o dr^ Alv.jro Corrêa B§,stos Junior e^bibliotecario
o sr. Jose Xopke Froes, atual secretario de Educação e Gi^ltura.
Presentemente e dirigida pela bibliotecarioa
Maria Halena de Avellar Ç-^lma.
^
Seu acervo atual e de de cerca de ^0.000 vols.
Glassifiçada^pe^-O Sistema Decimal (Je Dewey, obedece as regras
de catalogação (ia Biolioteca Apostolica Vaticana»

CONSULTA

;

O leitor encontrara a seu alcance para manuseio no salão de leitura e a domicilio, uma admiravel coleção de
literatura, assim como 9bras de estudo; medicina, direito, f:i,losofia, etc. 5 oçras didaticas, mapas^ jornais e revistas, diários
e leis e apreciavel coleção de referencia. ,
O emprestimo a domicílio è feito por 15 dias
podendo o leitor_^renovar o prazo e retirar um ou do:i,s livros,
quando o livro não se encontrar na Biblioteca poderá pedir a reserva do mesmo.

cm

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HORÁRIO;
A BibÜQteca funciona nos dias utoiç das 12 as 22 hçras, exceto aos saDados qu^indo 3g abre das 9 as 15
ô das lv8 as
22 hora So
^
Âtemde as diversas categorias de leitores, cônsulentes
e estudioso^, prestando colaboraçao principalmente aos estudantes^dos colégios, ginásios e aos universitários das Faculdades
Católicas Petropolitanas.
0feroc3 qs segttíintes vantagenss
um^salão de leitura, o livre acossQ ~s estanteslistas bioliograficas, orientaçao^e conselhos soDre_^loituras,*informaç9es sobra livros, informações sobre legislação jrasileira, emprestimo
de livros, etc.
j-&gt;s sugestões dad s pelos leitores soo sempre bem receDi^as procurando a Biolioteca servi-los na medida de suas possibilidades.
,
^
Com um numero restrito d^ funcionários, luta ainda a
Biolioteca com as dif iculd;-^des da epoça, falta de local, apropriado as divai;sas secções, preparo técnico de pessoal,^alias
p];oblema não so da nossa mas de muitas outras instituições congêneres.
^
Durante o ano p. findo foram atendidos segundo estatística 50«339 consulentes, sondo 27.309 senhores e 23.230 senhoras, tendo sido consultados kl'030 volames.
Foram registrados 6.1x30 volum.es adquiridos por compra, doação e permuta.
ATIVIDADES

:

Promove a Biolioteca periodicamente ,comem.orações
e ex^vos^ções exaltando vultos nacionais, datas maximas da nossa historia em cooperação com outros cántros .culturais de nos»
so pais.
^Tendo por objetivo ^espertar o conhecimento da geografig,, historia, ativa o intercamoio com, as diversas embaj^adas, orgãos culturais, bibliotecas, etc. tendç receoido inúmeras doações e enriquecido sobremaneira seu acervo.
^
Presta aind^ serviços de e^jtensão biblioteconomica e tem ainda duas filiais; em São Tose dç Rio Preto e na
Posse, preparando todo o material bibliográfico em circulação.
LOCALIZAÇÃO
;
Fiça a
tuada na Praça Maua.

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Biolioteca Municipal de Petrópolis,

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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gentilmente por:

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��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

Comissoes Técnicas de Bibliografia e Documentação
por
«
Fernanda Leite Ribeiro

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�Tema i - pi'ocessos técnicos

COMISSÕES TáCFICAS DE BLBLIGGF-AFIÄ S DOCUi.ElTTAÇlC
por
Fernanda Leite Eibeiro-::-

&gt;

Sinopse
Principais realizações e atividades das Conissões Tec
nicas instituídas como orgãos consultivos do Instituto Bra
sileiro de Bibliografia e Documentação e que,

desde 1956,

vêm desenvolvendo intensivo programa,

con a colaboração de

especialistas e das Eiais iraportantes

bibliotecas

sil.

Programa de trabalho

da

do Bra-

Comissão Latino-Americana,

priraeiro passo da política regionalista da Federação Inte;r
nacional de Locurcentação.

•jf Jüií-etcra 3o Serviço de Infornaçces Tecnicc^Cientificas do
I33D, Secretária da I33B/CCH, da I3BB/CDU e da FID/CLA.
I Digitalizado
7 gentil mente por:

&gt;ca n
st e m
14

15

16

17

lí

�Criadas como órgãos de o''ientaçao para os trabalhos tec_
nicos do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Docurcentação e pa
ra serviren de elementos de ligação entre o mesmo e as diferentes
bibliotecas e centros de documentação do 3''asil,
nicas do I33D vem desenvolvendo,
que,

até o momento,

desde 1956,

as Comissões Tec

intensivo

programa

não tem sido muito divulgado no País,

Foram projetadas preliminarmente cinco comissões,
ber: Comissão Nacional do Catálogo Coletivo,

a sa-

Comissão Brasileira

da Classificação Decimal Universal, Comissão Nacional de Biblio grafia, Comissão Brasileira de Estudos de Catalogação
de Ensino de Biblio^lreconosiia
estabelecidas,

ate Í960,

e

Documentação,

e Comissão

das quais acham-se

as duas primeiras citadas,

estando em fa

se de instalação a Cbmissão Brasileira de Terminologia Científi ca,

não p»-evista no plano inicial,

0 IBBD tem, ainda,

a seu en-

cargo a secretária da recentemente criada Comissão Latino-America
na da Fede»'açao Internacional de Documentação,

com característi-

cas semelhantes as das suas Comissões Técnicas,

atuando,

to,

em campo mais amplo,
Kealizat-am-se,

no entan

de cunho regional e internacional,
todavia, na sede do IB3D,eri 1956 e 1957,

cora a presença de delegados da maioria dos Estados, Reuniões Espe
ciais de Estudo sob^'e Catalogação,
mentaçao

(1)

,

3ibliog»-afia e Ensino de Dccu-

com a finalidade de sentir e debater

problemas nacionais nesses setores,

os principais

cujas comissões ainda não fo-

ram instaladas.
Convém,

ainda,

assinala" os trabalhos da Comissão Con -

sultiva de Bibliografia do Instituto Brasileiro de Educação, Ciên
cia e Cultura

(2)

^
"•
e da Comissão tíe Eccumentação da Associação Bra

silei^a de No»'mas Técnicas
cas,

Que,

vem colaborando com as dc IBBD e

tamben comc comissões técniprestando grandes serviços

ao desenvclvimentto da 3ibliog'''afia e da Bccunentação no 3''asil,
Vejamos,

pois,

as

principais atividades e realizações

das comissões já existentes;

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

i'g

17

i's

19

20

�,2
1 - COMISSÃO NACIOML DO CAT/LOGO COLETIVO (I33D/CCIJ)
Criada pela Resolução n, 7,
era sua 11^ Reunião Ordinária,

do Conselho Diretor do

realizada en 30 de janeiro de 1956 ,

a I3BD/CCN tem cono principal finalidade pronover,
a elaboração de um Catálogo Coletivo Nacional,
vos das principais bibliotecas b''asilei''as

em cooperação

,

que inclua os acer-

(4)

Para facilitar os trabalhos de compilaçao

do

Catálogo

Coletivo Nacional de Livros e de Periódicos e prover o País de una estreita rede de informações,

o I3BD vem,

as Universidades e instituições interessadas,
bliográficos regionais,
bio e,

principalmente,

mediante acordos com
criandc Centros Bi-

com o objetivo de incentivar

o intercâm-

de organl^a-\ 3^1:-

cópias dos catálogos desses centros são,

^

periodicamente,

remeti -

das ao Catálogo Coletivo llacional,
Com esta finalidade,
com as Universidades do Brasil,

firmados
acordos
(5 \
en 16 de março de 1956
, do Pa

/
rana,

,

em 11 de

de 1957
Ceará,
1957

já foram,

/ ^\

'.Io 1956

do Rio Grande do Sul,
em 27 de agosto de 1957
de Pernambuco,

assim,

de Minas Gerais,

en 13 de maio

em 4 de julho Jc 1957
da 3ahia,

do

eri 30 de outubro de

em 12 de maio de lóSO

com o Inst^

tuto Nacional de Pesquisas da Amazônia,■cm 25 dc naio de 1960
e com o Müseu Paraense Emílio Goeldi,

em 6 de julho de 1960

,

Os membros da I33D/CCN são os representantes dos Cen
tros regionais e do Catálogo Coletivo Nacional do IBBD,
-se,anualmente,

na sede do Catálogo Coletivc ITacicnal,

do o relatório de suas atividades,
ficos de cada região,

Pe^neTrapresentan

debatendo cs problemas especí-

estudando e elaborando normas para a compi-

lação e atualização dos catálogos coletivos. Presentemente,
-se em estudo,
tecas,

acha-

pela Comissão,um código de Emprestimo-entre-Biblío

elaborado,

a pedido,

pela Associação Paulista de Bibliote-

cários ,

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

16

17

lí

�,3
Até 1960,

fcran realizadas cincc Êeuniões,

ções Finais fcran ou estãc sendo publicadas no
f orznativo"

cujas-Resuiu

-

"I3BD Boletim Ini*

.
Aluda para rácilitar o'irite'Tcämbio'entre as. biblictecafr- T

do País,., o-IBBL promoveu,
' tros regionais,

con a inestimável

colaboração dos Cena

tm' Tevantanento 'das' bibliotecas especializadas^bra

sileiras,' pcfT meio de-ua^questionárlo-distribuíclc

a quase

' bibliotecas nacionais♦ O resultado^ desse levantanento,

1»000^._,

abrangen-*-

" do cerca de 400 bibliotecas do País,

constituiria o "Guia das Bi
'
/15)
bli-otecas Especializadèss Brasileiras*^
- em fase final de revi

sao •, a ser divulgado em 1961é
-A próxina etapa-das realizações da I33E/CCN

será.a-. ici^

'pi^esiyfo do Catálogo Coletivo de LivroB e de Pe''iodicos,

trabalho

que envolve una serie de problenas específicos - desde a orgahizft
ção do paterial coligido e respectiva

atualização,

ate que^^es

técnicas de impressão.os quais yen dificultando,

sobremaneira,

" sua edição»-.
Contudo,

a, IBBU/CCN espera,

de ver 6 fruto do seu trabalho
so,

en breve,

te^ a satisfa-çãQ_

materializado no Catálogo impres-

que permitirá a utilização máxima do acervo

bibliográfico e»

Xistente nö Tais.

2 « COMISSiO 3FJlSILEIIcA DA CLASSIFICAÇlO CEC IML miVEI-SAL (IBBD/
CPU)
Criada pelo Conselho Diretor do I3BD,
70,

na .sua 30® Ue.união Ext»"aordinária,

1958,

pela Resolução n,

realizada ea O de nar-ço de

e devidamente autorizada pela Federação Internacional de Do

■■ cumentação, da qual o I3BD e membro nacional,
objetivo essencial a difusão da..Classificação

a I.33Ii/CDU tem como
Decimal

Universal

'no~ Bras-il^" colocando^ ao alcance do mais elevado número possível
de estudiosos

,

A tarefa de maior vulto da IBBD/CDU é,

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

evidentemente, a

14

15

i'g

17

i's

19

20

�o4
tradução e publicaçao,

era língua po»"tuguèsa,da Classificsçao i.eci^

mal Universal - Bd.lçáo Abreviada e Sciiçào ";3 sen volvida
mcnuBiental que í-ncluirá csvcn de

trabalho

rs Eíilhao de vocábulos gs todos

os ramos do conhecimento huiucno.
A ConissKo Portuguesa da GIU \CI-/CTA1),
tro ds

'

, A'v'".Tf i.cc"; do -LdST 11uto d© Alts Cultura de Po^

tugal e cor.1 a qual o

~

nha dessíivolvenáo este

'""f;-lo ha

pela impressão ca
piíhT icr""^ Constituiu-se,

ja vi-

c?no'-". fs

í pv^ciirr.íni*','' ..4

cvi.?.da

e

a í"- ;

"'o^^tugt^esa da CüU

íí fci env.lado no yrãeLi pa"2 •''^^:7isso c crítica.

eritac-,

::\z onivcsldaoe de L-ao .r'au.lo^

Ter*n»-»"oi cgia Ciontífica.

a Comissão de

cuja priavsrv^a *• ei^niao fo5. r(??•"• i^oc'a na se

de da Birxlioteca Cer.t»-al daquela 'ür.iversidadej
1954,

cuja sade e o Cen

er.; 9 de outubro

Easa Co^njssao dest^.nava-so a colabc^ar cor a Cp/C'JU,

neira a fixar,

.la líi/gDa pc í:u5-'"sa,

ser utilizada nas odiçbes ócsta

noser-d aí :;ra

£ia 1907,

Sao Paulo foi extinta,

sido os se'""

'.-'c'-a''v.cs t^arisfc i ílas para o nove orgao do IB5D,
U os

a

a instituição

da .Wr-/CL-U,

Sao raorabros da

da

ds ma-

científica

cj ?^ssif icaçao,

a Conissao

de

tendo

téc^MCos e reprc^eutantes de

bibliotecas e outros orgaos 'rva ut.ilizss: a CDO no járasil« Keunem-se três vezes ao ano na sede do Ilxíl\,

/te 1960 fo^ars

r-^ealizadas

oito Fcèuniòes, das rjuais a quarta t ci setlsia oíu conjurto com a Co~
A
(18^
missão Pct'jg4-esa
- ,
■
Entre a« -- i-;c:pa.iG atribuições da IBBt/CI-U convei«. res saltar
ligião),

-tes: a)
4 (Filologia) ,

T^adujja^o
7 (Artes)

Classes 1 (Filosofia),
e 8 (Lite^^atura) ,

b) Eevisao da Ciasse ü íGene''al3.dadeS/da Edição

senvolvida,

e da maioria das classes da Eciçao

meros /mxil i

Digitalizado
-^gentilmente por:

--

c) E]^-

--Tab'^''=^ de Nu

"Exerrip'ios E'^asiloir os que

Deverão Fieurar na Edição i.£v:.^ada Lef initiva*'

1

Abreviada;

j-J-ilizadces da CDU no B'asil",
T.-.ir-ar pa:'*a o Brasil",

(Re-

da Edição De -

senvolvida;

boração de "Lista de

cm

2

e o "

jtndice

da

�.5
Classe 1 Desenvolvida";
(texto e índice)
Jacquemin

,

d) Fublicaçao da Classe

em edição p^'eliininar,

1

Tesenvolvida

e do trabalho

de

E,

"A Classificação Decircal Universal"
A I3BD/CDU tem,

ainda,

uma longa

tarefa pela frente,

tanto no extenso programa de tradução corjo na atualização da classificação e sua divulgação no Brasil e noo demais países da América Latina,
í-'
3 - COMISflO LATINO-AFRICANA L'A FJJj (FID/CLA)
Dent^'e as I^ecomendações
ral da Fede^-ação Internacional
no P&gt;io de Janeiro,

de

de

22 a 31 de

Finais

da 2 S- C cnforência Ge -

Eocuirientação (FIL) ,
julho de 1960,

destaca-se a que

criou a Comissão Latino-Americana da FID (FIL/CLA)

,

No "Prog''ama de Trabalho a Longo P''azo" ,
em que são expostas bdses para ''eorganização e
Federaçao,

a fim de que ela seja,

ção internacional -,
vidades,

está prevista

realmente,

realizada

da FID

revigoramento

da

lídor da documenta-

a descentralização de scas ati^

em favor da política ''egionalista&lt;,
A FIL/CLA e,

assin,

a prir;eira Ccrjissao T-egional e c mar

CO inicial da nova política da Federação.,
Constituem a FID/CLA os países r,enb''os nacionais da Fede
raç.lít) na Amc'ica Latina,
vista,

pa»*a 1961,

atualmente Brasil e Mexico,

a filiação do Uruguai, A'-'gentina,

estando preChile, Colom-

bia, Venezuela e Pcu,
Os trabalhos são coordenados por
de,

ate março de 1962,

para o Brasil,

ocupa,

para a Améf-ica Latina,

sera o I3SD,
atualmente,

que,

una Secretaria,

aler.i

de Eembro

cuja se
nacional

a Vice-p"esiciência da Federação

(Vide Anexo l) ,

Foi organizado,

para aque'le período,

c seguinte programa

de trabalho;
a ^ Estimular o maior número

cm

1

Digitalizado
/gentilmente
entil mente por:

/JSUSJJ

possível de bibliote-

^4

^5

^7

19

20

�♦6
cas e centros de documentação
a cooperarem entre si,

latino-americanos

facilitando,

assim,

ò in-

tercanbio de informações necessárias aos cientis
tas,

pesquisadores e estudiosos en geral,

b - 0''ganiza**,

em colaboração con os centros biblio-

gráficos nacionais

existentes na América Latina

e se obtiver o auxílio

da

UNESCO e da OEA,

um

"Guia das P»*incipais Bibliotecas Latino-Americanas",
c « Compilar, em colaboração com os centros
g^^áficos latino-americanos,

biblio-

um "Catálogo Coleti-

vo dos Pciodicos Técnicos e Científicos",

exis-

tentes nas principais bibliotecas da America Latina,
d m Institui»* bolsas de estudo e incentivar o intercâmbio de professo''es,

para desenvolver as rela-

ções entre os centros de documentação do Conti nentcé
e m Promover uma reunião anual de representantes dos
centros bibliográficos nacionais interessados nas
atividades da Comissão.
Em cumprimento ao plano estabelecido,
boração da Campanha Nacional de Aperfeiçoamento

o 1331,

do Pessoal de NÍ -

vel Superior e da Divisão Cultural do líinistério das
teriores,

deverá receber, para treinamento,

sede, bibliotecários latino-americanos,

Espera, ainda, a FID/CLA contar,
dos

Relações Ex -

como bolsistas,

programado para 1961,
naquele período,

Estados Americanos,

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

com

na edição

"Guia das Principais Bibliotecas Latino-Americanas",

cm

em sua

que virão assistir ao Curso

de Pesqjaisas Bibliográficas em Tecnologia,

colaboraçlío da Organização

com a cola-

a
do

pois a refe -

15

i'g

17

i's

19

20

�,7
rida Organização

já

p^^ovidcnciov un levantar.iento

significativo a

respeito.
A Primeira Reunião da FID/CLA será

realizada no Mexico

por ocasiao do Seninario Regional da UFSSCC para Bibliografia,
nentação e Pernuta Internacional de PuclicaçôeSj

,

Docu

entre 21 de noven-

br o e 3 de dezeribro de 1960.
Presenteraente,

a

FIZ/CLA elaoo^a "ffcrrias*-

ção do "Catálogo Coletivo de Periódicos Tecniccs e
Xistentes nas bibl-í

pa^a conpila Científicos'-

e-

o qual teu sua publica

ção prevista para 1964,

contribuindo,

desta Maneira,

pa^a o desen -

volvinento da informação científica na Araerica Latina s habilitando
este Hemisfério a aiencer eficientemente às solir!'+^çr';-s

T

jam feitas pelos diversos paises,.

4 - COMISS.gO BRASILBIIvA DE TSI-.itINOLOGIA CIBIvTÍFICA
Ainda en fasb do planejairicntOj
Terninologia Científica (IBBl/TC)

(IBBD/TC)

a Cor^iissão Brasileira

deverá ser ciada er: 1961,

de

para,

era colaboração cor.i a Cociissäc de BocuiTicntação da A3&gt;JT e orgãos técnicos interessados,

incentivar os t'-'abalhcs de

unifornização e

ção da nomenclatura técnica e cicntíflca e de atualizaçao de concei
tos fundamentais nos vários rarics r-éi c iene ia,
O estabelecimento da tc-nirjclcjrla

(¥icc Anexo 2),
científica brasileira

sera de grande utilidade para r;, Biblic^g^rafia c a Doeurjcntação de nos
so País, especialmente para os

trabalhes da I-^D/CLU e para a meca-

nização da informaçao bibliográfica,

tcncc cr. visica que cs novos pro

cessos de autonatizrç^-

tenden,

pregar, como e1c:-;cLtos de codificação,
tenham conceito bem

definido,

por números.

cm

1

Digitalizado
-^gentilmente por:

ca&gt;ja vez nais,

a em-

palavas o;; cabeç^i:.:-:

ao invés da tradicional codificação

�Al'JEXO

1

PROJETO DE REGULAÍiENTO PARA A C0EI5SÂ0 LATIlíO-AJiSRICANA DA FID
(FID/CLA)

1

- Finalidades

1,1

- A Comissão Latino-Americana da Federação Internacional de
Documentação,
'

Geral da FID,
ral,

cuja criação foi aprovada pela

Assembléia

realizada por ocasião da 263 Conferência Ge

no Rio de Janeiro,

B^-asil (22 a 31 de julho de 1960),

tem as seguintes finalidades:
1.1.1

- Cooperar pará a difusãò,

entre os países

da

região,

dos

pròpósitos e atividades da FID.
1.1.2

- Fomentar a criação e desenvolvimento das atividades de do
cumentação nos países da Araé»'ica Latina,

1.1.3

- Coordenar os trabalhos de documentação rtesseS pailses,

2

- Organização

2.1

- A FID/CLA esta constituída pelos países membros nacionais

/

daquela Federação na América Latina,

que são,

atualmente,

o Brasil e o México,
2.2

- A FID/CLA poderá convidar outros países latino-americanos
a participarem da Comissão,

2.3

• Todos os países da América Latina que se afiliarem,
membros nacionais,

automaticamente,

a FID/CLA,

- Os membros associados da FID na América Latina serão convidados,

2.5

como

a Federaçao Internacional de Documenta

ção passarão a integrar,
2.4

como observadores.

preferencialmente,

a participar dos trabalhos da

FID/CLA e de suas reuniões,

na qualidade de- observadores,

- Os trabalhos da FID/CLA serão coordenados

e

estimulados

por uma Secretaria,

I Digitalizado
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14

15

16

17

lí

�.2
2*6

- Corresponderá ao Instituto Brasileiro de Bibliografia e Do
curaentação,

nenbro nacional da FIE no B''asil,

sede da Secretaria da FID/CLA,
2.7

atuar

até março de 1963.

- A partir da data acina mencionada,

a Secretaria da FID/CL/í

poderá ser transferida, por períodos de três anos,
dos outi'os países latino-araericanos,
FID e que venham a ocupar

cono

para ura

ffienb»'os nacionais da

a Vice-Presidencia da Federação

para a Anérica Latina.
2.8

- A FID/CL/» promoverá uraa Keunião Anual, que poderá ser realizada eri qualquer dos países da América Latina,

menbros

nacionais da FIE,
2.8.1

- Instituições de todos os países da América Latina poden ser
convidadas a enviar observadores

às

Reuniões da FID/CLA,

bem cono as de todos os países fora da Airerica Latina,

mas

membros nacionais da FIE».
2.8.2

- Serão,

ainda,

convidadas a enviar representantes as Eeu -

niões da Fir/CLA a Direção Geral da FID

e as instituições

internacionais interessadas en Documentação e Bibliografia.
3

- Eecursos financeiros
— ——
■

3.1

- A FID/CLA receberá

3.2

um auxílio financeiro da FID,

estabelecido,

anualmente,

Cabe,

ao órgão latino-americano,

também,

cretaria da FII/CLA,

que será

pela Federação,

contribuir

incumbido da Se-

com recursos financeiros

para a manutenção dos trabalhos da Comissão.
4

- Relação da Comissão com a FII&gt;

4.1

- A FIL/CLA trará a FID informada de todos os seus programas
de trabalho e resoluções,

encaminhando à

Direção Geral da

Federação um Lelatcrio anual referente ao período de agosto a agosto.

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lí

�Os programas de t^'abalho da FID/CLA
ção da FID,

eribora devam ser

independera de aprova-

orientados pelas

Resoluções

gerais da Federação e pelo seu Programa a Longo Prazo.
A FID/CLA deve enviar representante a todas as reuniões da
Federação.

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lí

�/

AMBXO

2

TERI'IIHOLCGIAS
Trabalhos realizados no Brasil"

TB-1

Condicionamento de Ar

TB-2

Eletrodos

TB-3

Rochas e Solos

TB-4

Classificaçao de Material Refratá^io

TB-5

Terminologia das Partes-do Truque

TB-6

Terminologia de Elevadores

TB-7

Classificação de Pavimentação líodoviária

TB-10

Classificação de Solas

TB-11

Terminologia do Material Automóvel - 1- parte

T3-15

Terminologia de Válvulas

T3-16

Terminologia de Materiais de Locha -

T3-19

Vocabulário de Eletricidade -

TB-20

Classificação de P-rodutos SÍlico-Aluminosos

T3-23

Vocabulário de termos de iluminação

TB-24

Maquinas Elétricas Girantes -

T3-.30

Dicionário multilingue de termos técnicos de tolerâncias,

parte
v -

a-

justes e calibradores,
COíTSTr^üçXo

Terminologia no texto da norma

HB-19

Instalações Prediais de Esgotos Sanitários

iTB-24

Instalações Hidráulicas Prediais contra incêndio

N3.-25

Modulação das Construções

EB-1

Cimento Portland Comum

EB-2

Cimento Portland de Alta liesistência Inicial

EB-S

Barras Laminadas de Aço para Concreto Armado

I»I3-11

Análise Química de Cimento Portland

SOLOS B PAVII'^HTAÇÍiC - Terminologia no texto da norma N3-12

Normas Gerais de Sondagem de Reconhecimento para Fundações
de Edifícios

NB-28

Reconhecimento e Amostragens para fins de Caracterização de
ocorrências de X.ochas -

NB-29

-

-

Reconhecimento e Amostragem para fins de
Pedregulhos

Caracterização de

-

NB-52

Execução de Pavimentes de Alvenaria Poliedrica

EB-72

Pedra Britada,

Pcdrisco e PÓ de Pedra para Base de Macadame

Hidráulico
Relaçao elaborada pela Comissão de Documentação da A.áNT.

cm

1

Digitalizado
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entil mente por:

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15

17

13

19

20

�E3-78

Cimentos Asfalticos de Petróleo

E3-94

Cimentos Asfalticos llativos

EB-104

Fedra Britada Caduada e Solo p/Base tipo Macadame

Iíl"-107

determinação da Penetração dos Beturaes

ÍC3-170

Determinação de Abrasão "Ics Angeles"

de Ag'-egados

ELEVÁLOLH/S - Terminologia no texto da norma
H3-38

Construção e Instalação de Escadas Rolantes

113-44

Construção e Instalação de Planos Inclinados

ELETIvOTÉCxTICA --TeTiinolcgia no texto da norma
EB-9

Isoladces de Porcelana pa^'a Instalações de Fo''ça e Luz

EB-11

Fios nws de cobre

EB-45

Medidores Elétricos Konofásicos

E3-59

Condutores Slet'"icos Isolados com composto de Borracha Natu
ral Vulcanizada

S3-80

Requisitos Gerais.para Aparelhos Elé,t''icos de Uso Doméstico

3B-83

Chaves de Faca para Baixa Tensão (não blindada)

13-124

Fogões Elét''icos

N3-57

lliveis de-Iluminaçao de interiores

EB-18

Acumuladores Elétricos

KB-42

Roscas Edison

E3-53

Porta Fusíveis Rolha e Cartucho

'E3-E4

Fusíveis Rolha' e"Cartucho

E3-41

Porta lâmpadas de Rosca Edison

E3-123

Elos Fusíveis e distribuição

...

-

P-E3-139 - Capacitores Shunt para Sistemas de Energia Elétrica
EK ESTIEC ilAS I&gt;BSPECTIVAS COI^IISSgES PB SSTIDO
Terminologia de Fossas Sépticas
"
"

de Avaliações de Imóveis
-

de Hidrologia

Vocabulário de Estradas e Aeródromos

Digitalizado
-^gentilmente por:

�TEIdOITOLCGI/iS 3RASlLBir&gt;AS DIVBIxSAS
Serviço Técnico da Aeronáutica
S.T. AER
1102-A

Norienclatura do material utilizado era pintura,

Conissão consultiva de armazéns e silos,

EinistG''io da Ac^ricultu

ra - Av. Rio Branco 80 - 8^ andar.
T-5 - Noraenclatura de grãos e outros p&gt;'odutos alimentícios come''
cializados nos pi-incipais cent»*os do Brasil,
Diretoria de Koto^raecanizaçãc,
Kinisté'-io da Guerra
Nomenclatura de cabeças de parafusos,
Liretivas pa''a a nomenclatura do material das viaturas - au.
tomöveis - bujao,
GEACE - Terminologia de computadores eletrônicos - digitais - Em (
laboração,
PETFíOBLiiS - Nomenclatu''a geologica . Em elaboração.

Digitalizado
-^gentilmente por:

�(1)

IBBL c Boletin inforrâativo. 2(4) ;192-193,
1956;

3(3/4) ;213,

4(3/6) :169-178,

IdGiTi,

(3)

Idem. 2(l/2);15-23,

1956.

(4)

Iden,

1956.

(5)

Idera. 2(l/2);67,

(6)

Ideia.

2(3) ;108-109,

(7)

Iden.

3{S/4; :203.206,

(8)

Idem,

3(3/&lt;-):21C,

(9)

Iden,

S(3/4) r2lO-^2ll,

(10)

Idem.

3(5/6);355,

(Iljl2,13)

Ide:.",

(14)

2 ■ l/r; •

Idera,

1358;

1958;

1956;

2( 6) ;370-373,

1957.

(2)

2(l/2):31-33,

1956;

I^evista do Livro,

2(3) : 107-109,

1956;

5:120,

1957,

2(4):191,

1956.

1956,
1957.

1957.
1957.

1G57.

6(l/S}

1960

3,

(en preparação).

1956;

5(1/6),

2( 6) ;367-370,

1959 (no p''elo);

1956;

6(1/6)

4(3/6) :207.-2ll ,
1960 (en prepara-

ção)
(15)

Iden.

2(4);191,

1956;

(16)

Idea.

4(l/2);E3~59,

(17)

Federaçac Internacional de Documentação - Classificação decimal uKiVf^rsal

3(l/2);57,

1957;

3(5/6);339-342,

1958.

Edição abreviada-.portuguêsa. Edição abrevia

da portuguesa. Ed-ição preliminar. Lisboa,

Instituto de Al-

ta Cultura", Centro de Documentação Científica,
(18)

IBBD, Boletin informativo.
207,

1957.

1958;

5(l/6)

4(3/6) :203-206,

1959 (no prelo);

1958;

6(l/6)

1954. 174p.
4(3/6) :206—

1960 (era pre-

paraçao) .
--.1

Internacional de Documentação mal u..
Eev.-Padre

c

C:? assei

1; Filosofia

Campes,

jClassificação decd^

|e índice |-Tradução do

S.D.B. r^io de Janeiro,

Institu-

to Brasileiro de ribliografia e Documentação, Comissão Bra
sileira da Classificação Decimal Universal,
(20)

Jacquemin, E(,

1

|142|

- A classificação - decimal universal (CSU)

crição e coiíxentárics das ^egras em uso. Tão

cm

1960

Digitalizado
-^gentilmente por:

de

p,

des -

Janeiro

,

�.2
1960.

32 p:

cação,

(Fedeí-ação Inte'-nacional de Docunentação.

312),

(21) Federação Internacional de Docunentação.
103,

de 8 de set,

Ci»-cular F(Gen)

terra policy

1960I

of

|The Hague,
39p,

cation,

60-

1960,

(22) Federação Internacional de Docunentação - Outline

tion

Publi -

cf

a long-

the laternational Federation-for DocumentaInternational Federation for Docunentation,

(Federaçao Internacional de Documentação, Publi-

325),

I

Digitalizado
-^gentilmente por:

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r:^

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2Afe&amp;

Mm

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cm

12

3

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T gentil mente por:

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gentilmente por:

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                <text>Principais realizações e atividades das Comissões Técnicas instituídas como orgãos consultivos do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação e que, desde 1956, vêm desenvolvendo intensivo programa, com a colaboração de especialistas e das mais importantes bibliotecas do Brasil. Programa de trabalho da Comissão Latino-Americana, primeiro passo da política regionalista da Federação Internacional de Documentação.</text>
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Digitalizado
gentilmente por:

���3RCEIR0 CONGRESSO BR4SILEIR0 DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUÍÍENTâÇAO

Necessitamos, urgentemente, de^um Codigo
Brasileiro de Catalogação
por
Fellsbela Liberáto de Matos Carvalho

'.06". 5^5'^
SÃO PAULO
Jb« ifc
40-Cito

C^4í)
\f . 10

Curitiba
1961

I Digitalizado
-^gentilmente por:

'

&lt;'

14

15

16

17

18

19

�i\r

Tema I - Processos Tecnicos

NECESSITÂhOS, üxíGEi^TEKEKTE, DE UK CÓDIGO
BRASILEIíiO DE CATALCGAÇÃO
por
Felisbela Liberato de Matos Carvalho
{
Sinopse
2.

^
^
A
Introdução, com visão panoramica do desenvolvimento biblioteconomico no Brasil.

2.

O problema, que constitui, para as Escolas br^
sileiras de Biblioteconomia e Documentação, a
falta de um CÓdigo.

3.

Sugestões para um.a tentativa de solução ao pro
blema apresentado.

Digitalizado
7 gentil mente por:

�NECESSITAMOS, ÜRGENTEMEKTE, DE UM CÓDIGO EKASILEIRO
DE CATALOGAÇÃO

- INTfiODÜÇSO -

Nao se justifica, nm pais com o avanço do nosso,
contando já com nove Escolas ou Cursos de Pdblloteconomia e
Documentação, o continuarmos privados de um Código, em porA,
tugues, para uso dos nossos estudantes.
O problema e realmente premente, e nao consideraA
/
mos de boa política uma atitude isolada no ensino da Cata logação Descritiva.

Por isso valemo-nos da oportunidade des-

ta reunião para propor a tentativa de um trabalho em comiim,
que nos possa apresentar uma feliz solução.
Devemos tomar ainda em consideração o avanço que
se verifica nestes últimos cinco anos na Biblioteconomia e
Documentação no Brasil, onde florescem,

como foi enumerado

acima, varias escolas e cursos da especialização, há um Instituto Brasileiro de Bibliografia e Dccuraeiitação,
funcionando, a muitas facetas,

(IBBD),

como verdadeiro orgão nacio-

nal, e com tanta eficiencia e brilho que conseguiu efetuar,
no Estado da Guanabara, em 1960, a 2.6^ reunião internacional
da FID^ Em cada Universidade brasileira funciona um Serviço
Central de Informações Bibliográficas,

com os quais o IBBD

estabeleceu convênios para a elaboração do Catálogo Coletivo Nacional de Perlocicos, o funcicnamento da Comissão Brasileira da C.D.U.

(IBBD/CDU) e o ensino da Biblioteconomia.

Por outro ladOj os bibliotecários,

cada vez mais

conscios das suas responsabilidades profissionais, vêm promovendo um maior congraçamento, uma melhor entrosagem de es-

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

16

17

1

�forços,realizando um 2^ Congresso Brasileiro de Liblioteconomia e Documentação na Bahia,

em julho de 1959»

e,com ape-

nas 18 meses áe intérvalo, este 3®» en Curitiba, fatos estes
marcantes, que provam, cabalmenjce, quão intensos têm sido os
nossos esforços, a maturidade que já nos foi dado alcançar.
^
*
Porque estacionarmos no que diz respeito as tecni-,
cas biblioteconomicas, e ficarmos pacientemente "em berço esplendido" , aguardando que nos cheguem as mesmas do estrangei✓
^
ro? Se ja conhecemos as normas e o espirito das normas, porque nao redigirmos as que melhor se enquadram a nos?
É do domínio público que vem sendo promovido pela
ALA uma revisão das suas regras de Catalogação que já não sar
tisfazem as bibliotecas norte-americanas, nem as dos outros
paises que as adotam. Na reunião preparatória da Conferencia
Internacional de Catalogação, realizada em Londres em 1959&gt;
trinta e seis Codigos de Catalogaçao foram enviados pelas nar
ções que se fizeram representar. A nossa edição brasileira
das normas da Vaticana não faz parte da lista.

Por desatua-

lizados que sejam, e de caráter essencialmente nacional os
Codigos apresentados,

constituem, pelo menos, uma fonte para
/
A
estudos das nece-ssidades especificas dos seus paises de origem. E verdade que o Brasil foi representado por uma das nossas mais credenciadas, competentes e cuidadosas professoras
de Catalogação Descritiva. Por maior todavia que tenha sido
a sua atuaçao, nao acreditamos que o novo Código a ser pu blicado sob os auspícios da ALA, venha a preencher nossas
lacunas.
Precisamos levar em consideração a questão vital
do idioma em que vai ser editado. Mesmo que ,^a uma edi ção em espanhol,

ainda estará longe de satisfazer-nos.

Digitalizado
-^gentilmente por:

�- 3 -

ENCARADO A REALIDADE...

A realidade é que necessitamos, urgentemente, nosso
código de Catalogação.

A falta de um tal instrumento de tra-

bàlho e um problema muito serio5 que esta a exigir de todos
nósj bibliotecários brasileiros, a conjugação do melhor dos
nossos esforços, para uma pronta solução.
Não é possível ensinar Catalogação Descritiva, uma
^
A
A
das disciplinas basicas das Ciências Diblioteconomicas, sem
dispor de um exemplar do CÓdigo adotado, para cada estudante,
É o código um dos livros que devemos apresentar

ao

/
aluno logo nos primeiros dias de aula, e que devera acompanha-lo
Io em toda a sua vida,

se o aluno de hoje vai tornar-se, de

fato, um profissional em Biblioteconomia.
Nao e o Codigo um mero coijpendio de consulta rapida
e eventual, mas um livro para ser muitas vezes lido e relido,
sentido, trabalhado, anotado, para que sejam bem compreendidos e satisfeitos os objetivos da Biblioteconomia, no que
diz respeito aos catalogos.
A Biblioteconomia, como a entendemos em nossos dias,
e uma cienßia, uma arte e uma técnica, cuja finalidade e tor
nar possivel a utilizaçao de todos os meios de conhecimento,
em qualquer setor a que se dirija,

-^ssim, as suas normas, as

suas leis, não podem prescindir do cunho universal,

com a neces-

saria flexibilidade, para posteriores adaptações.

Cada pais,

sem prejuizo do fundam^ento, da base,

em fim,

da filosofia,

de tais normas e leis, deve proceder o ajuste das mesmas as
suas necessidades específicas.
Como toda a lei e toda a norma, as nossas, no terre
,
A
no biblioteconomico,

rw
A
estão sujeitas a mudanças, de acordo com

os rumos que toma a humanidade.

Ha, todavia, aquela base, a-

quela filosofia que deve permanecer inaltaravel, na formaçao

cm

1

Digitalizado
/gentilmente
entil mente por:

14

15

17

13

19

20

�^ u -

do bibliotecário:

b,en servir o leitor,

É justamente ao ca-

talogaàor que cabe a delicada tarefa -ie ser o elemento de li
gação entre o pensamento do autor e a necessidade imediata ou
mesmo remota do leitor,
cartolina,
presenta,

ele deve transcrever na fichinha de

criteriosa e cuidadosamente, o livro que ela recuidando para que nada de verdadeiramente útil se-

ja omitido e nada de supérfluo seja anotado,
Um código,

'

com as necess-^rias adaptações ao nosso
A

pais e indispensável, e nao dispomos dele.
Na maioria das nossas escolas de Biblioteconomia e
Documentação, vimos usando a edição brasileira do CÓdigo da _
Biblioteca Apostolica V^ticana que, infMizmente, esta esgotada.
Nao pretendemos entrar em considerações sobre o mérito ou o demérito da obra acima citada.

Devemos todavia fa

zer justiça aos bons serviços que ela prestou e vem prestando ate hoje as bibliotecas brasrlleiras, e, muito especialmente,

ás Escolas ou Cursos de Biblioteconomia e Documentação.

Dentro "do bom senso, tal obra deve constiituir o ponto de partida para a elaboração do Codigo Brasileiro de Catalogação.
Desejamos que fique bem claro que não pretendemos
retirar o cunho universal das regras existentes, tampouco
proceder a mudanças radicais, mas, tão so, rivalizar uma sele
'
.t»
çao daquelas de real necessidade pai*a nos,

aáppta-las, colo-

car boa exemplificaçao.
Muitas regras da edição bnsileira das Normas da
Vaticana não são apl:ic'vei.i as nossas bibliotecas.
repetição, de utilidade, talvez,
teca.
regras.

Ha muita

so mesmo para aquela biblio

Da pagina 1 a pagina 32, por exemplo, encontram-se 37
Comumente so 15 são de utilidade para nósc

Tal pro-

porção e ainda mais relevante nas paginas que se seguem.

Digitalizado
-^gentilmente por:

�- 5 -

Seria talvez perigoso e ate mesmo nocivo, não dar
A
A
conhecimento aos acadêmicos de ciências biblioteconomicas,
das demais regras do Codigo adotado.

Embora as praticas de-

vam ser feitas com as regras que irem.os usar comumente, o e^
A
^
tudante deve ler obrigatoriamente as demais, e formar juizo
proprio sobre o assunto.

Isto so sera possivel, dispondo ca

da um de ura exemplar do Codigo.
A
Outro trabalho em português que vem sendo de muita
utilidade, pelo menos para nós, na Escola de Biblioteconomia
e Documentação da Universidade da Bahia, é aquele de Maria
Luiza Monteiro da Cunha,
Catalogação".

"Nomes Brasileiros, Um Problema na

São as regras que adotamos para nomes brasileiras

A
ros e portugueses.
De início, nos primeiros tempos da Escola, usavamos
o código Anglo-Ai.ericano de 19^8, depois a 2^ edição prelimir-r
nar do mesmo, de 19^1» em seguida a 2^ edição de 1949»

De

A
^
M
1950 em diante demos preferencia a edição brasileira das Noe
mas Para Catalogação de Impressos da Biblioteca Vaticana, sem
\
segui-las a risca todavia, como no caso dos nomes brasileiros
e portugueses, por exemplo.
Não sabemos como estão procedendo e de que recur
A
^
SOS vem lançando mao as demais escolas de biblioteconom.ia do
pais, depois de esgotada a edição brasileira da Vaticana.
Para nos, na Universidade da Bahia, tem sido um verdadeiro
pesadelo reunir o numero reduzidíssimo de exemplares que se
encontram nas bibliotecas e em mãos de particulares de boa
vontade, para fazê-los circular entre os estudantes, o que
^
A
A
esta em absoluto desacordo com o nosso ponto de vista sobre
a utilização e uso do codigo, que deve ser ura dos

"livros

de cabeceira" do acadêmico de Biblioteconomia.
A cada ano escolar que se inicia, o problema e mais
serio, pois menor e o numero de exemplares de que se dispõe.
As regras são perigosamente tomadas era apontamentos,

cm

1

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-^gentilmente por:

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que

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20

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A
^
M
nem sempre vem as mãos do professor para revisão.
As considerações que vimos tecendo em torno do assunto, procurando encarar a realidade brasileira, desde a in
trodução do presente trabalho, levaram-nos a trazer a este con
clave o problema da falta de um CÓdigo Brasileiro de Cataloga
çao e a proposta para uma tentativa de solução, que, nos para
grafos que se seguem, encaminhamos a discussão e votaçao do
plenário.
1,

Formar uma CpmiÄß_5o composta dos professores

brasileiros de Catalogação Descritiva, aos quais

seja distribui

da a tarefa da elaboração do CÓdigo que nos falta.

Cada profe^

sor se encarregaria de uma parte.
2,

Tomarmos como ponto de partida os 2 trabalhos

aqui citados, a saber:

a edição brasileira das "Normas Para

Catalogação de Impressos" da Biblioteca ^aticana e "Nomes Bra
sileiros, um Problema na Catalogação", de Maria Luiza Monteiro da Cunha.
3-

Nao perdermos tempo com discussões esterèis sobre

detalhes que não podem nem devem servir de entrave ao fim que
temos em vista.
I
U.

Surgindo um impasse,

A
^
»W
subnebe~lo a votaçao entre

os membros da Comissão, acatada, imediatamente,

a opinião da

maioria.
5.

Elaborar um trabalho em caráter experimental,

provisorio, mimeografado, mas que possa ser posto a disposição dos estudantes nc ano de 1962.
D.

Alem das Regras que cor.istltuem o Codigo propri
A
^
A
amente dito, prover a edição dos seguintes apcndices:
.1

a elaboração da ficha matriz e das demais fi-

chas que devem compor os cat'logos internos e externos;
.2
tico,

suas vantagens e desvantagens.
.3

cm

1

^
/
y
o arranjo dos catalogos dicionário e sistemáO uso das notas especiais;

catalogação de raridr.des bibliográficas;

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catalogação de "eriodicos e mapas;

.5

catalogação de material audlo-visual5

.6

recursos que oferecem as técnicas biblioteco

nomicas na determinação de cabeçalhos de assunto,
7.

Simplificar e unificar o mais possível a cata-

logação descritiva.
8»

Apresentação de Bibliografia atualizada e mui-

to selecionada ao fim de cada Apêndice.
19*

Marcar a 1^ reunião da Comissão de professores

encarregados da elaboraçao do Codigo Brasileiro de Catalogação enquanto estamos reunidos em Congresso, na cidade de Curitiba, a Eâ^para apresentação e discussão dos trabalhos efe
tuados em abril próximo, em local e data a combinar, a 3- e
ultima, para acertos finais, em julho do ano em curso.
10.

Ter pronto, memeografado, o CÓdigo Brasileiro

de Catalogação, para ser levado a Conferência Internacional
de Catalogação que se reunirá em Paris, no ano em curso.

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gentilmente por:

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��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUIdNTAÇAO

Conservação e restauração de livros e documentos
por
Lindaura Alban Corujeira

t&gt;2«. Oô». 3
SÃO PAULO
x-. ■'O-Cjto

°

à.
\l. 4 ^

Curitiba
1961

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TEMA I - Processos técnicos

CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS
por
LINDAURA ALBAN CORUJEIRA

SINOPSE:
O Documento e seu valor como fonte de inforinaçao. Agentes físicos, químicos e biológicos que e_s
tragara os livros e documentos. Meios de combatê-los.
A necessidade da restaurf.ção de livros e docunientos.
Qualidades do restaurador. Fases da restauração.
Conclusões.

Trabalho apresontrado ao III Congresso Brasileiro
de
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Janeiro de I96O
Curitiba - Paraná

I Digitalizado
-^gentilmente por:

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17

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�SONS RVÃ.01ÍO .1 R' STAmiAO^o m LivRQg E DOCIM;:NTOS

Lindaur-'i Alban Oomjoira - Bib3.1otGc^~
ria da Faculdade da Filosofia da Unlver
r-;idade ds. Bahia,

D.Jsdo quo o honiorn teve iicc }38Idade do exprimir,
ou palavras o quo sentia,
mais tardo oscrlta,

surgiu a linguagem, a princípio oral

o

Gom a linguagem oscrlta aparccou o documento,

Na sua acopção geral,
(manuscritos o Improssos),

documcnto coraprocndo não sd livros

revistas,

duçõos gráficas do toda ospçícloí
culturas,

com gostos

Joir^nals como tambí5m as ropro

desenhos, gravuras, pinturas, cs_

fotografias, microfilmes, otc,

Documonto, portanto, â tudo aquilo que podo comprovar a
evidencia dc algiim fato ou alguma coisa» .Na reconstrução do um a~
contoclmnnto hlstcSrlco, llt.;r&gt;:'^rlo ou flloldglco tem o documcnto
papel primordial,
Dí.?sso modo toda a civilização nos foi legada atrav^ís dos
documentos, íst^-s, porfím,
rações,
dade,

com o t :.mpo começaram a sofrer deterio-

Surgiu assim a necessidade de consorvá~los para a postori

consequ mtomonto a restauração,
A tradição da restauração do livros e doeujrientos é antl-

quísslma.

Os primeiros exemplos

mcontram-se nos papiros egípcios

o nos manuscritos cm pcrgamlnho do ápoia remota,
No puríodo humanístlco,

o cri:^sclmonto do comercio librári

rio o sobretudo a valorização filoláglca dos toxtos antigos,

con-

tribuíram para dar novo impulso, à arte de restaurar.
Neste prlm.^iro período e,

depois, atd a primeira metade

do s(5culo XVIII, a te5cnica de restaurar permaneceu empírica. As
receitas para limpar o po.pel, para reavivar as tintas,

dependiam

do talento o destreza de amanuenses, miniaturlstas ou do encador-*
nadores, deixando nos cddices traços

cm

1

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indolc^vols por danos produ-

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lí

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�zldos polo abuso quo so fca dolcis.
Um dos pioneiros do. ros'Gauiv-ção química foi o frr.,ncoa
Cho-ptcil, o qual, por voltp, do 1785 iniciou as "orova.s do limpo^ja
das antigas estampas, m.'dianto roaç5.:.s o lavagens quo sulomotou,
dois vanos depois, à aprovação da Acadomia do Ciências do Paris,
}i]m 1797f

o flor.-.uitino Fabroni propuiilica um aporfoiçoamon-

to.na tdcnica do mc5todo do Ohcaptal ".;mbaraç030 o do díficil conservação", o, cm 1806 deu notíciis do remédios empregados por o«
Io para combator os insotos dí.-s ostant-s»
A primeira obra fundam.jn,tai sÖbrc a arte do. restauração
foi o, do Bonnardot,
dois o.nos depois,

surgida ';.:m primoir-i. edição no ano do 184S o,

a segunda,

D"-í por diante vctrios procossos so ensa.iar.a:n, e.t^ quo a.
restauração d'-i:cou do 3 ir uma tfícnica empírica para 30 tornar um
comploxo do operações de cura que tondem a estagnar procossos do
deterioração das mo/t,;5rias,

o,ssegure,ndo ao livro ou docuracnto suo^

ultorior conservação,
:em lßo8 foi fundado o Instituto do Patologia do Livro
por Alfonso &amp;:^llo, em Roma,

umo. instituição línica c comploto. no

que se rofore o.os ostudos do laboratório e Jl ü,rte do restaurar.
Está dividido om cinco sccções que corrspondem r^-sp..etivãmente:
Ia.) ~ Bibliografia, a qual, por sua vez,
sou;

b) Bibliotocc;.;

c)

Fototecaj

subdivido«se^ om:

a)Mu-

d) Laboratório do r: sto.uração

(onde o livro JíÍ clioga dio-gnosticado e prognostico.do das outro,s
SOOÇOGS ).,
2a.,) - Biologia,

compro.-ndendo;

Co.mpo experimental

a) Biologia,; b) rJntomologia:

c)

(cultivam~sc o estudam-.se quaso todas e,s esp^

cies vogetais com alta porconto-gom do celulose),
3a,) " Química., possuindo um lo.borat(5rio de química, o quartos do
isolamento o dosinfeção para livros infectos q uo pertençam a bi
bliotecas piíblicas o particulares,
4a«)

Física» abrangendo os seguintes departamentosí

I Digitalizado
^g^ystem
^gentilmente por:

.

^5

a) Labora-

16

17

l'í

�^ o —
tdrlo do dtica

(instruni^/ntoi? do obsorv.'^.gno o pcoquisc. o:ra

fondtrlc a, mlcroRcdplc:'., otc», aparoultrc.~violO"
tc-s, infr-:i-v;^rmolhos,

raios X; b) Laboratório foto^lfico.- (roall.'

aa tro.balhoB para as coleçocs da fòtotoca o outr-'-s socçoos do In^
tituto o p;\ra outr.'s imtituiçõo'5 ciontíficas, ric.o s(5 nacionais
como ostransoiras,
5a,) - TocnolORia,
a) R'ibrica do papol

Tom osta socção os. sG[;uintc.s departamentos;
(toda a aparolliagem nocossd!ria para a produ-

ção do papol antigo; b) Laboratório do toonolo^ia do papol
trumentos de medição para a preparação da-pasta do papel;);

(insc)

Laboratório, de calco^rafia J^ot^do- do-'xima pjxxnsa^-calco^rífica;
controla o papel prodi^'l''do na f.ííbrica o as tintas v.mprj3adas);
d)

Imprensa,
Voltando ao documento, porgxintarcmos;

Por que restaurar?

Valeríí a pona restaurar todos os livros c docuiii-ntos? Não, A res
tauração deve ser considerada como um romddio cxcepcionrl, adota
do nos casos em que esteja gravomonto comprometida a conservação
do material raro o de valor» Antes de dcixíí^lo perecer,

tem-so o

dovor do salvíí-lo,
Hdf por outro lado, o problema financeiro, pois,

trata-

so do processos austosos o que pedem empregos do matórias primas
nom sempre encontradas nos mercados locais,
Ä irnltil realizar restaurações de livros comuns que fa«
cilmonto poderão sor substituídos por outros.

Somente rasões pro

filífticas Justificam intervenções de tal gênero para evitar o con
tá?gio quo olos possam trazer ao material bibliográfico de valor,
No entanto,

seríl mais econômico e prudente, afastar radicalmente

as ®ausa-s que dotoroinam os danos.
Quais StÇo as causas que determinoju esses danos?
Sntro elas podemos considerar as se^uintesi
dadO| luz, ventilação e o toßo) químicas
tintas da escrita) biol&lt;ißlcaa

I Digitalizado
-^gentilmente por:

(insetos,

físicas

(umi

(ácidos do papel e as
ratos e o próprio homem).

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i'g

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i's

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�^ 4 "

Entro as físlcr:-s, a ação mais ostondida, Ó a. ■uiiiido.dc;

r,

umlda,do amblontc ^era,! da cldado ou rosi^o o a umidado particulár d© odifício ou lugar do edifício om quo so guardem ou arqui^
vom livros o documontos. A unidade, penetrando no iDanol, origina
a formaç^So do oolôniaa de fungos que se nutrem, principalmente,
dos.matoriais que oonstituom o prdprio papel.
As -vezios n2o ^ um estado de umidade permanente o que dos
tr&lt;5o um livro ou documonto, o sim Tnolhn-^uran

"i''cT''n«+.'^nclrÍBi uma

gotoira no teto, um acidente que tiiz ca.ir muito, .'íguo, sSbre as eg'
tc^ntes, intervenções de bombeiros num incêndioj,

inund'"&gt;,çooQ, etc,

PÔstos a salvo do-s goteiras ou molhaduras e, atendidos depois,
03 livros e documentos sofrem um dano mínimo,

Poriím,

se os pa-

pais empapados de íígua sao deixados enquocidos num canto, a umidade,

existente noleSy antes qunochogue a evaporar-3c devido ao

volume do material,

terei feito seu trabalho destruidor •

Outra das causas que prejudicam os livros e documentos
6 a luz natural intensa.. ]\^o serít necessiírlo descrever a alteraçao que sofre um papel quando se mantém constantomontc h. lua for
to do'dia. As gravuras, por exemplo,

se cscurocoir de tal modo que.

Os', traçoâ finos que la-vrou o buril ficajn ocultos^ a,parccendo

à

vista nada mais que os rasgos fortes«,
A vcntilaçao, por pou lado, muito intenda podo produsir
desftblpamontos da matdria org.^nic". quo constituo o papel,
O fogo

(gorcalmonte nas bibliotecas S proúu:3ido por inoân

dios*) é outro inimigo dos livros e documcntos«
tròít complotamonte,

contra^; o papel,

Q,aando não os dos

tornando-os fracos,

Nao devemos esquecer a poeira que 6 nuito prejudicial,
O pulvíscolo atmosférico 6 uma mistura de detritos de subs"^

-j

orgolnicas o inorganicas entro an quais se encontram agentes bio1(5 gicos

(microorganismos)

tidos om suspensão ou postos em movi-

mento pela,s correntes aéreaso
nocivos que contdm,

3ua constituição revela os fatores

especialmente se provem do estações ferroviá

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�~ 5 "
rl.^-3,

oricin:i3,

ostaboleoluientos indunbriain ou run.s poolront:^n.

As c"usc-B químicr.B podem ser do duas espáciosj

por c-oi-

do2 do p.:'.pol ou pelas tlnt.is do escrever.
A ácidos do pr.pel, geralmonte se verifica nos livros an
tigos, naqueles cujo papel foi fabricado "à mão", pois, na fabricaçao do mesmo colooa,vn.m-so matí^riaisácidas que não sendo do
vidamento neutralizadas,

com o correr do tempo e em contaoto com

o ar oxidavam o papel, d::.ndo-lhe uma cor meia roxa.
Outra classe do destruição química do papel a reallsa.l?
algumas tintas de escrever que se usarcjn at6 o síículo passado,
No onpenho do encontrar uma f(5rmula de tinta que não se apagasse, utilizavam-se íCcidfiJs corrosivos, os quais, queimavam o papel.
Fina,lmonto,

temos as causas biol&lt;5sicas que produzem

mais extensos e profundos danos nos livros o documentos.

os

Tomos

a salientar entre elas, oa insetos.
A faima ontomoldsioa que vive entre os livros, íilimcntando-se da mataria que os constituem e da

'amadcira das estan-

tes, 6 muitp numerosa.
Q,uant:;s são as espí^cios que devoram os livros? Pelas
pesquisas do Houlbort,
t^pteros(4),

são as seguintesJ

coledpteros

(52),

or-

tisaniiros(9), psoudoneur(5pteros(6), himen(5pteros(1),

lopld(5ptoros(7), aracnídeos(2),

outros (s).

Total:

67 espícies.

Os danos produzidos por eles são de gríliu e intensidade
diversa. Alguns mostram-se ?l vista e ouvido de quom vivo entre
os livros,

outros tom um desenvolvimento silencioso e inadverti«^

do» A alguns pi^dclusem galerias, em cujas extremidades depositam
os ovos;

outros abrem taminhos ramificados, cm cujas paredes dei

xam seoreções que fazem aderir as folhas, umas h.s outras,

soldando

do-as de modo a transformar o livro om vm bloco compacto,
Podemos adUidid dividir os insetos libr.'Hrios cm dois grupos, ocasionais e habituais. Os primeiros vivem na madeira, enquanto que os segundos se aliment.am da própria madeira, pergaminho e papel.

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�« Q/a

Entre os primeiros tencsí

p. falsa trriç."- dr. roup:^ que se

encontra em muitos pn,ísos do oliíiiia t ■:mpor^dOe As larvas se alimonta,m des objetos mais iietercgeneos e, nas bibliotooas roem 0,3
e*»ademaç3os,

com certa preferencia pelas

Os sogimdos,

peles de beserrOo

ou sejam us habituais^

Peixes do prata ou lepisma saçarosa

são mais noaorosos;

'

(tlsanuros,) - são pequenas

Itiaetos .cíptoros de loma de comprimonto,

RocorJieocr:-^se faailmen"

te pelaa antenas Xargas e pontea^udas e pelos filamo?:.tr.G em que
termina#

Tom um brilho metálicíOa Fogem da luz e saio rrípidos de

m^vimontPSo

^■3nctrain nos livros do dÔr-.c p..,x'"i '■"'«ínr/vvi

-jornem n- - •

papel longitudinalmente o Vivem am temperatura do 16 a g44.grííus
e uaiidade de 55^ cr-íuso
Termitas
t.

(ls(5pteros) - -Tri'nbö'm oh.u:ia..d'"s formicíis biv.ncr.:: c que :;e

podem olassific.ar eu duas oatei^oi-i-así

as subterrr^xeas e o.s da ma

deira.
As termitas vivem oni colÔnias;

extrem;■.monto interessan-

tes e crganiaadasa Uma rainh-a podo por at,ò° 30o000 ovo-, diíírios»
Desse modo multiplicam-ríO vom .xi-^ndc rapidoí:» Nnj.va biblioteca
atr-.^ada polas termitr s 6 neco,:'^.'^r.''c iaip.p; oionar diarln,mento rs
lOíií^.s,

Oonvem evitar o emprGgo do o.rn.'^Jrion do madivira,

d«^, apciados em paredes^ polsj

sobretu

as tornitar. devoram tudo que contem

oelulrse.
Carcomas

(andbidos) " È3303 inrí jtos '-V'.o aorJo.oeidOB dosdc que

xistem Os livroso N...
sãf

"""O'-i „rna a

^;l^•..nd;^3 p-'o.jn.ir,os,, pois

tão vorazes que dovorcuai at6 üliuiiibon A.'i larvas desses insetos

sEo as mais prejudiciais, porciuej pcoa-e-a ovos noa cantos dos li
vros e a--; na^rr-or as larvas,, pen^-tram no interior dos mesmosj

en-

'hendc- :: • de ijoquonas
Barata

(blat^doos) ■ • 3crá áoniico :;'.síírío din-i' o estrago que es

se ins

:

.usa»; nos livros e docJUiiontüs, Há tros esp&lt;íoies de ba
;
'f
ratgsl ^&gt;er,'^^ilaneta ' lentalisp blatta gormânioa e blatta amerioa
na* A r„iental 6 nol.uma, esconde—se entro as resin.^'- df s paredesl
sí-í
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�^ 7 „
A aloma 6 muito voraz o seu ciclo vital 6 rapldfnslmo, Finalmon^to a amcrioana quo tom 28 a SSiam,

Tom uma cor vermelha o:tidad.a,

Al(ím dossosimnsèèos do maior iniportãncia,
tros,

oxistom ou~

oomo por o:cemplo as vespas de barro que costumam construir

seus ninhos do barro endurecido, nos cantos dos livros, no interior dos mapas enrolados,
vros, por^m os estraga,

etc. Nao ataca sistoma.ticamente os li-

sujando-os de barro-s

Ao lado dos insetos, temos a considerar os ratos e o prd
prio homem como outros elementos do destruição;
seando um livro, não possui o necessá!rio

o homem que manu

cuidado cora o mesmo.

Dobra suas folhas, umedocendo-as com saliva pax-a passar as págiw
nas e muitas vezes com mãos

sujas e gordurosaso

Ifcixa como marcas,

folhas o pedaços do papol nem sempre do boa qualidade,
timo,

E, por líl-

furta páginas e gravuras e às vezes livros completos,
Oonhooidas, portanto, as causas que danificam os livros

e documentos devemos estudar os moios de combatSiäss«
para dcfondo-loa contra a unidade, primr.ira condição reside na instalação dos mesmos na bibliotecao
livros em estantes nem armários frchadosj
des que tonhiim manchas de unidade^

I^Iao se devo colocar

cm contactos com pare-

Dovc&lt;-.L'e

cul'^ado para que

não haja filtraçoes de onoanamcntcs no depdsito de livros,

enfim,

que não haja unidade.
Segundo o Guia de um dos mais autorizados corpos tf^cnicos americanos que se ocupa do a.condi-íionamonto atmosfi^rico,

(The

American society of heating and ventilating enginners), as bíblia
tocas não devom ter uaia uinidade relativa inserier a 40 gráus e
superior a VO,
As gra,ndes bibliotecas instaladas cm rogiSos como, portos do mai», proximidade do lagos e rios,

terrenos pantanosos, de-

vom empregar o sistema do ar condicionado, pois o pa.pel se conser
va melhor em clima soco.
Outro fator importante 6 a luz solar que,

cm

1

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direta,

em gra^

�- 8 -

do quantidade o constiinto, prejudica a oscrlta dos llvron e docu■-.nt03, dj,3corando~a,

Não acontccc o mesmo com a luz difusa, bra^

da o suave que nenhtmiâpr'.:Juízo--l".raz aos papfjls*
IXtvg-so Impedir quo a lus Incida dlx^^i uamsníbe nos livros o
documentos, cmproßando-se para isto vidros apropriados que filtram
a luz ou cortinas niis tonalidades brancag e vorde.
O arejamento, por outro lado, 6 um fator do r^rande Impor
tríncla,

dcv..ndo gor estudado quando a Instalação de Uina blblloto

ca, A falba do r..novação do ar propicia o apar'. cim.-.nto do mofo
ou bolor onde h.ouv.':r substancias orsanlcas,
Para protr.g.jr os livros e doçura^ ntos conora s. ação destruldora do fogo,

o ideal será instalar-se numa biblioteca;,

tintores a seco, não sondo rocomendíüveis aqueles h água,

ex-

os quais,

quando necessários, vão causar danos.
Seriam eflca-zos as oegulntes medldasl
a)

instalar as blblloteca^s em edifícios isolados»

b)

separações interna/, por maio do p;?.rcdorí espo'ssas e portas Incandccentcs,

Isol^xr o deposito dos livros do r:.'jto do odifício»

c) evitar a pacísag-m de linhas a^r -a-'. de fÔrça ou luz elétrica por
qualquer part^.' do cdlfíclo,
d) proteção da-

In - talaçõ:

eldtrlca^-»

Inspeção frequ-nte,

e) não usar nem deposita-r álcool, gasolina,

etc»

Tiintro as causas bioló^lc".". que mais estudos tem requerido,

esoão os Insetos»

No seu combauc, provavelmente, não ■ x.lsi"":

um míjtovlo que p' rmita e::t^.rmlná-los definitivamente.
lher os meios que dev':m empr gar-se,
as características próprias

Para esco-

6 necessário ter em conta

(costumes,

alimentação, etc.),

assim

como sou niímero,
São as temiltas cs ma.is important';s.
dois hábitos que permitem .^nvencná-las,
to

cm

1

(com tanta enersia que às vozes,

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Por sort :,

In to 6,

elas tem

•■;.usam-so muivua.m.:;n

ferem-se e a que morre 6 ácvc

�mita f ri-orti

con^'ricüo coa pó fio gamaz-ianoj, v rdo 0.^ Ferir.» ar:?.c~'

nico bratiüo ou pds DDT, norr-;-,

■■■.-■ rá chupada-por- outra guo ■br..iP.b'^n:

morcríl o a^Rin huo ;-.''3Ívaiir.;nt-j ■viiiun.rLi.o duiMr a '^i.jvldado do Ycnc_
no,
Podeiii-To ovitai- as invanõoí-s d?,r~i

'c rmibar)

borranoas^

tomando-«GO al3Ui-iag pi-^cauç'5of:&gt; híí- .íOíih bruçSo àm iocaia®. Quando
Já Invadiram o edli"íoiOj 6 iicoo^.r.árl.o or.i.c:ríiui'l&lt;?la3 par m-.iü de
i
■produtorj,, nuíüLi.íiOso ..FulV'.rl2;a"8o aom DDT íi projsão ira in^^rodu-í.indo
o-funo do 5aao-xan.c

(rira do dopá'"ito pol:

dc .

cv-traß-a c papel)o
i

Ö pd

-;. dljaZa
ôori.tíra-as tornit

o "dnloo -T/.tüdo ofioas do luta,
mofiquitulro's o,
"íugajg—Os ».T1
or,

o&lt;xa'-l:VGf.&gt; oß prob :&lt;jor 0.3 mo sinas com

os objetos dc nado ira -co:- uiria

do

-ubrbiíncia insoti-

rJolmanj, coiapoptoa de uma mistura «^oltSvel de flu

crono a.diniJtroí^nol, par^Joom mair? adequados para o int^rrtor—

do bibliotvjcaa pcrc;u;; sao inodorO'-, o nao jr.anchain«

Quando,

numa

bibllobooa de .r.j^iOüc. tropicais não se po-i^a dinporir:ar a aad^ira^
deve—B o o-::, o olhe r ujn tipo quo /o ia r-s latent:;- àr? tcnnitasc
Na Aiiiíricap para dosinfotar 'ain
t.-rraitas,

difíoloj

inva,dido"pclap

cmpr!-&gt;ga«se a furo Ilação oom ácido cianídricoo

inco-;\,ni-.-nto

O único

que c locai tem dc c^;rrar'-río honn'■ tioain.;nto duran^

to 48 horas o lo^,c - •ntilív-lo on:.rGicamonbo durante outras tantas»
Tmprogando--"se o bromuro do ra~-i."l.Uf o. operação c.6 requer um dia»
Essas oporaçoos- ní5 deverão ser rc-oj,Í7.ari.a&amp; pöF'ipi^jtss'lonais5 os
quais tomarão as prcoauç3--.G n''COB?.ái'ia3c
Szistomp polo monos quatro procoos do furaicação
utilizam em divorcos paíacs?

ho

fumisaçEo 'do bibliotooas inteiras.,

fumlgação de alguns livrc^ em um fuai^atário ospeoialj,

f';iaiÍ5aQao

rcf^ular do toda a coleção dn. biblioteca que so far' om v:íria3 vo--"^""
zos om uma câmara do
U2a pcquono

&gt;

3

e^

funißacäo do um o'ã vários livr-os em

armário ou caixão j. h&gt;:;rmetl/'-amcnt«^fohaão,

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�-10Atualmente,

já se encontram no comércio diversos verni-

zes insericidas que parecem superar os demais produtos usados nas bi
bliotecas para acabar com os insetos. Entre eles temos, O Insecta Lac, a base de dieldrina.
Quanto aos inseticidasj

os fa bricantes advertem que não

ha tipo universal pois e preciso ter-se em contra os costumes e habi
tos alimentícios dos insetos que se querem destruir,

O mais comumen-

te usado é o DDT,
Pronto o diagnostico do livro ou documento,

conhecido

os meios de conbater os elementos destruidores, precisamos aplicar
medidas curativas para que o mesmo possa continuar vivendo.
medidas seãp essas? Gomo tratar um documento gujo

ííiue

e estragado

?

Como restaurá-lp?
Restaurar, reparar,
vro ou documento,

por em estado de conservação ujn M

significas deter a ação dos fatores que o

destr£

emj eliffiina-loj recompor o destruído. É dar ao livro uma pararência
de Jiovo sem danifica- Io.
IIa execução de todo esse trabalho,
ter entre outras as qualidades dei
iniciativa e,

improvisação,

o restaurador deve
intuição, dotes de

as vezes, rapidez nas intervenções e--sempre vaseadas

^
A
no conhecimento dos recursos aplicaveis e nas reações da matéria so
bre que trabalha. Deve meditar bem antes de aplicar um recurso deter
minado ou seja, não exe cutar nada qae não possa ser desgeito.
várias operações têm então na técnica de restaurar.
A São as seguintes;
Ia.) DESaNCADERHAÇÃO - um dos p.':imerios passos no traba'ho da restauração de uma livro e separar suas folhas, repassar a neEeração
^
^
^
A.
^
para verificação devendo anota-las a lápis, por ser esüe, inatacavel,

colocar essas folhas,
Muitas folh^.s,

uma por uma, para serem lavadas.
porem, não se soltam com facilidade, de-

vido à cola líquida que deslisou pelo orifício da costura.

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Podem-

�sc dcixá-^lan do mSllio um pouco abi no äospogarom,
2a,-) LAVAG-EM « A lava.^'^-m do uni papol roqu-r multo cuidado o aton^
çao não a&lt;5 no tipo do papolquo p.c lava como n-^s substancias quo
so empregam pr.ra limpd!~lo«

Em c;xaor-', do paióis muit«* sujos devemos

deixá-los de mSlhO dur.'.nto al^ims minut n para doiainuir a sujeira
o tomarcm-se mais ponotrávois 5, substiancia cl irificad#3fa.
Os papeis muito est rag.-.dos, muitas verdes desfasom-so numa lavagem,

Podom-se então^

r^. staurá-los antes,

emprt"gando-se g_o

Ias espociais que não se dissolvem na íí;-;;ua.3arf 3RANQ.UEA.I/IENTO - Para branquear o p.apel e tirar-lhò as ma-ncha.s,

temos de empre2:ar substancias que não ataquem a tinta». En-

tre estas substâncias podemos salientar o cloreto do ár.l, hipoclorito/ etc*

Todo O cuidado S péaêo no branquea.monto d-as papdis,

poiS| muitas vêzos,

a qualidade,^ 0 estado em que se encontram 6

tao precáriô' tão d^il que nãfíf se pode insistir aiuito na limpeza..
Ouidados espociais/ por exemplo,
apresentam mancha-s do mugre,- azoito,
erevor«

requerem os livros que

cora,

forr&lt; o tintas do os--

Eüi algims casos ó preferível desistir do eliminá-las pa--

ra não perder § documentòè
Alguns liA'-ros,
tas marginais,

em.maior ou menor niiiicro,

desenhos;

fin^ias,

apresentam no-

otOi Na^ querendo óonserv?I-lag,

com um simples banhÃ olarificanto dado no papol, dosapareierãd;
eíaso édntrárif, pido^so recobrir a parte escrita com DUOO,

antes

da lavagemi
Terminadi ^ traballl| de limpeza da fÖllia colòca-se a mes
ma para seoar^

d que se dá dessa maneirai

éaj)

Podeiso socar um papol rocorrondo-se ao ar livre

3EQAG-EM

èu em secadores especiais^ numa temperatura não superior a 30
gráusi Nê castk do sotá«lô aò ar livro deve-se ter cuidado para
nSò ox^ÉWlas

cdrrontes multfl fÇrtos que poderão rasgar % mesnljj^»

Bop^ia que a folha d| papel está completamente sê^a, ayc
.
r
^
sa»so còm um fori'il tãò mui1% quoiito» Tem erttãfc liigar a restaura-

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^

&lt;5-

�13 ^

...o
guio jpropriamonbo cllt'a quo,'

co:.viO já ficou claro,.'^ o trabalho do

roparoí3 o r.-rionäOB no ot'i.3d do papolp. r^^?,g•Ado•í:,
traça,
5o,,)

crcomldo?, pela

do^pcdaçadc-! e ohamu'^Cc.'u.-l.on,

Pi!SFAR&amp;.^3Í0 &gt;- REMENDO3 « A reparação de? estragos que alí%

das manchas e do sujo te3nh\ sofrido um livro,
ou estampa

cTocuraonto, gravura

tarefa que roq.uor como elementos principais: habll^

dade manual^ paolencia e capacidade de Iniciativa,
vV
Uma das principais necessidades para. o trabalho da restauraçãcé jiosBUir uma variada coleção do papdis brancos do todas as #^cas e classes que seja po^-;sível, Muitas vezes d preci«
/
so substituir por outro um pedaço de papel que falto.,

o,*a(|onte-

oe que lião temos » ,papel d.a mesma cor, Podemos clareá-ld.èu õscu
reo^lo,

.(

4^^.

"Ho, duas espdcles de rasgadurasj

as rocontos ou não mal-

'•i' '
tlbati^das o às antigas, ou mltrafladas. As primeiras s.ão aqUelas
que^dep#is &lt;äe produzidas não ^freram fricções nem manusõios e,
em SGUS dois^fios conservam as

"barbas"

da pasta de papol.

As

outras, pelo contrario', n^ comorvam Ssses fios e uní-las requer mais' trabalhe"que as primeiras»
Os papdis estradados, aqueles que tem as mar^ensp frag^
V'
mehtfs pordidips e^»3 carcomidos polas traças requeriam também,
operações ospociais,
No ca^ de papdis furados pelas traças ou carcomidos,
nã© â na,da .prátlcç-^tapar tedos #s buracos, pois, muitas vezes
3les estão distanoiad^ys uns dos outros e sã» penuelÄs, a ní^
(9
j' •
I ,
ser que se desejo * faze«l,pr p^r questão de gostsH.
se p papol

incontra-se muito «arcomid^ ou se o

•Vflumo o Qjinsldcr^.d^ obra rara, uma relíquia, podo-se aplicar
acetato de celulose ou n''v6u de s$da,
' ' V
' O "a.ce.tiatc ;de celulasc pode-se aplicar ao docuracnto de
d®is mçdòsj eíQ solução tU::'por mel# de máquinas plastiflca.doras»
!
*
Nò primei^i^ oas®^ 'tprívar-so um tro.balho majtual muito difícil, po-

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�« 13

rôm n~o 6 impotásívcl,

?ondo c'o srf.ndo auxili r p .r:\ bibllotocas

ouc n~.o t^ni r : cur no 3 fln'Mic:lroB p'.rc';, GOjnpr'r 'uiia m.^qtilnc, plc^stific.idora ou laminarlorii dovldo ao preço oxorblo-.vnbn da mosma,
A larain^ção deve aor adotrida sem v.^cilaçSos para os papais noclorn03, prlncipalraonto 03 jornais pcln, lul! n;ar,.lldr.dc dos
mosmos.

Fígmii .iggim 03

Iocum;-:nbos com esse olomonto protetor que

6 o acetato con'iorv.do'^ indefinidamente,

nem que possam afetá-

los circunstancias ambiontaisrmon de uso,
Uma maquina plagtifioadora ou 1 ..u-iinadora 6 o que se pode
exigir de melhor p.^rr. imi trabalho de rost.-.ur'^ç~,o do do'auraentos
enfraquecidos o corroidos, pois cconomirja tempo e dft verdadeira,monto,

consistência ao documento,

:orotesondo-o contra danos futu

ros,
Nos SstadOB Unld.os o em :il2;umaB bibliotecas c museus eu
ropeus empregasse muito uma m:íoulna l.i-min.'doríi que foi idoalisada o patenteada por William J. Barrow,
do Estado do Virginia,

Richjnonf«

restaurador d.a Biblioteca

H jv fv.-i'^-'on-.^^-'^nto 6 muito sim-

ples.
Na Italia, no Instituto de Patolopâ.;. do Livro 6 empregada ura mitro tipo de mítquino.' plastlficadorr,, uma prenso, lildráluliea esouontada por vapor e esfriada pela ■'ígua,
Al6m do -acetato pode-se usp.r outro tipo de restauração,
que 6 cba.mada de v6u do süda,

Oonslste em recobrir o documento

con m v6u do seda muito fino o transparente
Resumindo,

(cropelina ou nylon)

todas as operações om-pregadas na tócnica do

restaurar, podem obedecer ou não r\ ord~m estabelocida

(pode-se

lavar antes de remendar), depois de tndo pronto, prensa-se todo
material e ontrega.-so ao oncademador.
Atd aqui tratamos do pap6ls impressos*

F.\laremo3 agora

do pap(5is manuscritos»
Um manuscrito, geralmente 6 uma peça ilnica,
duções.

Dovo-so porisso,

N^.o h-ü repro^

fotograf.ir ou melhor microfilmar todos

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lí

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os docuniGiitos dossa ospdcio,
Acontoco, porám, -quo niuit.^s

docmicnto não ostá

om condiçoos do r^or fotografado devido '10"b&lt;^ catado,

É nocos-

sírio limpar c rocompor os pr.poiug -^Jites do. d3.r ao fot(5:3rafo para roprodu:":il«lo,
A limpeza e remoção do manchcas sônoro um manuscrito,
trabalho multo delicado o que e^ilgc muita rospon^^abllldade.

6
Ge-

ralmente, a tinta do um íjmpresso roslgto â llmpesa do manchas
n^.o gucodondo o mesmo com /,.s tintas do oscrovor.
Durante v.'^.rlos sáculos essas tintas estaveim compostas
com no^ro de fumo

(fuligem) para dar cor;

para dar fluidos o consistência o,
fiirlco para flxíC-las, Hoje,

cola vegetal ou animal

sulfato do,forro ou ácido sul

as tintas são feitas h. base de gaiato

do ferro ou outros produtos químicos,

Dovldo, portanto,

â sua

composição são sensíveis aos produtos que se usam para limpar
o branquear o papel',
O caso mais simples 6 o empr%o da água;

se a escrita so

mantém relativamente clara o Intensa a dificuldade 6 mínima;
perdou essa intensidade o aparece amarelada,

so

indica que desapare

cou o corante o s(í se conserva a oxidagão mçtíClicaJ

ê tratamento

oom água requer oerta atenção o a aplicação do um banho detorgon
to, nosso caso,

â fatal,

Quando o papel

oncontra-se muito onfraquecido e a tinta

do. escrita doscolerida devido â ação da umidade,
acetato de folulose,

rocorro-so a#

©btondo-se assim a nGccss:írla consist^ncífa

para a.pllc2.r compressas ou mesmo banhos detergentes, A ação da
água s3bre estas folhas 6 mais lenta por6m eficaz,
gintetiaando, devemos ter multo cuidado ao limpar manuscritos, pôls multas vezes as manchas não desaparecem a não ser
quo se queira estragar a escrita o que não S o no:-so caso, DiMè
nulr a intensidade da mancha será o suficiente,
por outro lado, muitos manuscritos oncontram-se tãj apa~

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II

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SS-dos que não se pode ler o quo contonif,

Com o correr dos tempos o

cor:mte das tintas desapareceu ficando tão somente a parte motáli
ca, incrustada no papeli

Submetendo as folhas St luz ultra-violeta

S possível ler o seu conteúdo, e,aos raios infra- --^rffiollios, podemse fotografar.
Existe,

tambdm a possibilidade de reavivar as tintas, ten-

do-go o cuidado de investigar se estão feito-s à base de ferro, pois,
somente 5sse tipo é passivel de reavivamento

Outros pap6is - Tomos a consideapsr tanbdm,

outros tipos de documen-

tos que não sejam papdis impressos ou manuscritos,
restaurados«
ch^" ,

São elesí desenhos, pinturar,

que poderão ser

fotografia.s, papel "cou-

selos e Jornais,
Êsses dooumentoa, em

.-n-^c^r-oe, operações

empregadas nos impressos - ou manuscritos com certas restrições, prin
cipalmente no que se refere aos banhos clarificadores.
Por exemplo,

tSdas as publicações periódicas,

diítrios ou revistas, podem-se reparar«
dade ou de outra natureza,

trate-se do

Se apresentara manchas de uni

eliminam-se igv^^.rente que os livros.

Se

o papel está debilitado ou em decorapo::ioã:i„ reccrro--sc ao acetato
do celulose em solução ou em laminas.
O ideal será insta^lar numa hemeroteca u'-iia Inminadora, plana
ou de rotação para dar o rendimento que

a quantidade do mate-

riais acumulados o em cí^esoente aou""'i"''ãc,
OonclUsSea: A restauração de livros o documer:

deverá aer fei-

ta, quando existir realmente, necessidade imperiosa o-.i. seja, quando
•v
^
se tratar de livros e docximentos raros o de valora Caso contrário,
não compensará o esfáfrço empregado, pois, a restauração,
dissemos antes toniar»se mult.r»

•

como já

devido nao so ao material '

como ?ls substâncias empregadas•
Sugerimos que em t5da biblioteca e arquivo, seja instalado
.1 ■
um pequeno laborati5rio de roste.uração e, nas Escolas de Biblioteconomia,

seja acrescentada ao seu currículo escolar a cadeira de RES-

TAURACTÍO DE LIVROS E DOCUMENTOS« preparando assim tdonicos no assimto.

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�— 16 —

BayiJiv;::ciA3 ijULioGRÍFicAa

ALMELA MELIA, Juan. Hisiene y terapeutlca dol libro,
Fondo do cultura econdralca, 1956. 219p»

Uêxíoo,

AROHIVUM; rovuo International des archlves.
Paris, Presses
Universitalros, 1953,
•í
GALLO, Alfonse« Patologia e terapia dei libro»
Roma, Biitr^ce Raggio, 1951«
PLUMBE. Wilfrod J. La consorvaoidn y lá protecöi(5n do libros,
revistas y pcrii5dicos en Ias rogipnes tropicales» (Eoletin
do Ia Unesco para Ias bibliotecas, 12(7)» 15&amp;-1CL, jul» 1958«

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��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUiriCNTAÇÃO

üspectos sociais da formaçao do bibliotecário
por
Maria Lecticia

Andrade Lima

: oc I. à

V. iS

Curitiba
1961

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TEMA II - ENSINO DA BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

Aspectos Sociais da ?ormação do Bibliotecário
por
Maria Lecticia de Andrade Lima

Sinopse
Os projetos de currículo para o
Biblioteconomia
em

parte,

apresentados

os aspectos

Curso de

até agora,

sociais

da

descuram,

formação

do

bibliotecário.
Há

estreita

aproximação

entre os

cam-

pos da Biblioteconomia e da Educação.
O bibliotecário,para agir eficientemente,
precisa estudar o leitor, seus interesses,
e preferências,

possuindo,

cimentos de Psicologia.

para isso,sólidos conhe-

Precisa,

-se a entender os problemas da
da Sociologia aplicada,

habilitar-

comunidade,

através

estimular,

nas

aulas o

o caráter social da profissão.

Na preparaçao do
ter em vista a

ainda,

tendo as escolas de biblio-

teconomia a preocupaçao de
trabalhos práticos,

hábitos

bibliotecário

sua possível ação

deve-se

e influencia so-

bre todas as classes da populaçao,sondo extremamente
útil

a

divulgação de métodos

atualizados de Rela-

ções Públicas o Publicidade.

Comunicação oficial
Associação Pernambucana de Bibliotecários

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�ASPECTOS SOCLí^IS DA POHMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO

Era simpósio sôbre Problemas Educacionais Brasileiros, realizado em
1959, foi ressaltado duplo aspecto do ensino superior: a) base técnica

para

fomentar o progresso material; b) meio de intensificar e alargar as relações
humanas (l).
O primeiro aspecto - o aspecto técnico, diretamente ligado às pesquisas cientificas, tem merecido a atonçao mais cuidadosa, nos diversos projetos de reforma do currículo dos Cursos de Biblioteconomia.

Em

Curitiba,

por exemplo, foi dada ônfase aos métodos de coleta, análise e elaboração dos
dados, no programa da cadeira do Pesquisa em Biblioteconomia e Documentação.
No projeto submetido à apreciaçao dos congressistas, no II Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, a mera enumeração das cátedras do curso de graduaçao ressqlta a justa importância dada a essa base técnica.

Há; Documentação fonográfica. Documentação fotográfica. Semântica ge-

ral e Indexação, Teoria da Documontaçao e Cibernética.

Não foi incluida,po-

rém, nenhuma cátedra que demonstre preocupaçao com a intensificação ou alargamento das relações humanas.
S verdade que dentro da cátedra do Organização e Administração
Bibliotecas, alguns pontos importantes das Relações Públicas

de

podem ser tra-

tados.
No projeto de currículo elaborado pelas bibliotecárias 3my Pamplona e Maria Antonieta Requiao '^iedade, divulgado pela Associação Brasileira de
Bibliotecários, em 1956, a cadeira de Organização e Administração de Bibliotecas prevê, no 15 ano; "Princípios de sociologia e psicologia aplicados

à

biblioteconomia" e no 32 ano: "Problemas de Relações Piiblicas".
No Curso de Biblioteconomia do Recife vem sendo incluida a Psico logia, no 22 ano.

No programa desenvolvido, encontramos tópicos em

que são

estudados "os aspectos e problemas de urna Psicologia das relações humanas" .
O "problema da liderança", de tanta importância no estudo da interação e contacto social, é também abordado.
SÓ no programa apresentado pela diretora da Sscola de Biblioteconomia e Dücumentaçao, da Universidade da Bahia, ao II Congresso Brasileiro,realizado em Salvador, é que vaunos encontrar, parece-me, citadas como disciplinas

(l) Resumo da exposição' do Prof. Milton da Silva Rodrigues, na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 33, n. 76, out./dez. 1959. p. 217

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�independenocjjj no 41; E^no; Psioologia das Relações Humanas; Relações Pfiblicas
e Publicidade, formando o V Departamento, o de Psicologia Social.
Entrctaabo, pelo próprio caráter da profissão, a formaçao do bibliotecário exigTí um maior desenvolvimento dêsses aspectos sociais,

_0 bibliotecário era face do leitor
Em interessante publicação das "British Council Study Boxes", Sydney
e Ashby (2) falam nas "pontes" necessárias na biblioteca:

dentro

da

própria instituição, facilitando o tráfico de livros, idéias, informaçoes

e,

principalmente, pontes entre os serviços o o leitor,

pontes

Nao sbmente

o

leitor,

como o leitor eni potencial.
A personalidade do leitor, seus ijitcrôsses, hábitos

e preferências,

eis um importantíssimo ca.mpo de estudo, que não pode ser ignorado,

no curri-

culo das Escolas de Bibliotccononiia»
Greie

ser

ponto

pacifico

que

tôda

biblioteca

é

uma

insti-

tuição edr.?^''voc)!,
Nu

que se reuniu em Chicago,em 1948,um dos participan -

tes concluiu o seu documentado tra.balho afirmando a estreita

aproximação en

tre os caiiç)os da Biblioteconomia e da educaçao.

reunião, outro

orador, fazendo o

apanhado

a) ênfase c

dos

"pecados'-

das

Nessa

mesma

escolas

de

"í~::icmia

em meras técnicas,

bj currículo muito vas ;o e pouco profundo,
o) escolas que nao prepaxam para liderança em campos enpecialiaados ou em. adminisi.ra'^«'-,^
d) distinção insuficiente entre aspectos tfc'cniccs
profissionais

e

aspectos

A primeira característica de unia profissão.""tro oartiei pante da citada contcrônciajá a existência de um cSdigu ue Ótica reconhecido»
Olhajidü a profissão de bibliotecá^-io, um dos professôres da Universidade de Chicago^

com a su^a. autoridade

de Ohefo da Divisão de Ciências So-

ciais (3) disse s:?i'em seus objetivos; o eEclarecime;ito da Gommiidade,a disseminação da verdid.a e o desenvolvinunto de uma cidadania inteligente,
Fj "'se se quizer que a bí.blioteca publica se come um dos fatores de
educaçao geral,nao ' preciso escolher os membros do seu pessoal de preferCnoi"
porque sao eruditos ou especialistas peritos de catalogaçao", diz um bibliote~

Unesco (4), *'iras

antes de tudO; seu valor comc irrten

é prenxso

'^^ntre o inundo

considerar,

dos livros e tôdas

as classes da populaçao''c

(2) SydneyjEdwai-d &amp; A3hby,.tLol::ei~t» The library .^n the cüiiiinonity, Lciidon, Irie
British 'Jcu'i'jil, 1557 r p, 14
(3) Tyler, Ealpl) W« Jüdacafciona.1 problems in other professions. In: Berelson,
3emard,edo BducE^-cion for Librarianship, Chicago, A cL.A .,1949. p,j 22
(4) Thomsen., Carl et alii„ l,s rSle des bibliothfeques publiques dana ISducation
des adultos. Paris, Unesco, 1950&lt;. p, 5-6
r Wij

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Creio quo não se/áado a importância devida, até agora, ao estudo
do leitor, nos programas dos oursos de biblioteconoraj.a.
Analisando as bases mínimas, indispensáveis em qualquer escola de
biblioteconomia, manual publicado pela Unesco, em 1950 (5) sintetiza;
1. Catalogação e classificação
2. Bibliografia e instrumentos de referência
3. Seleção e aquisiçao de livros
4. Organização e administração de bibliotecas
5. Necessidades do leitor, interêsses e hábitos.
S6 os quatro primeiros Itens, entretanto, são universalmente adotados, em escolas da Bélgica, Brasil, Canadá, Equador, Inglaterra,

França,

Itália, México, Escócia, Estados Unidos e Uruguai.
As necessidades, interêsses e hábitos do leitor representam, contudo, conhecimento indispensável, no trabalho junto ao público.
Para que a biblioteca sirva como escola de ação

complementar,

é

preciso não s6 habilitar o bibliotecário, por meio de sólida base de psicologia, à boa compreensão do elemento humano com que vai lidar,como

prepará-

-lo para entender os problemas da comunidade, dando-lha conhecimentos de sociologia aplicada.
Finalmente, deve o bibliotecário adquirir técnicas eficientes

de

ação junto aos leitores, por meio do estudo das Relações Páblicas,

Sugestões quanto ao currículo
O currículo dos cursos de biblioteconomia, que tem se preocupado
até agora, principalmente com os estudos era tôrno do documento impresso,precisa, pelo menos era parte, focalizar seu centro de interêsse no leitor,
"Leitores são tão importantes quanto os livros" seria um bom slogan
para essa orientaçao.
Alguns tópicos, que têm sido abordados de maneira muito superficial,
podem ser aprofundados e desdobrados, colhendo-se dentro da Psicologia,da Sociologia e ciências afins, os elementos necessários à formaçao do bibliotecário,
O desdobramento do curso ora quqtro anos seria uma oportunidade favorável para experiências nesse sentido.
Nao julgaríamos, porém, proveitosa a inclusão dêsses estudos,era conjunto, no último ano do curso.

Precisam ser intercalados,

desde

o primeiro

ano, proporcionando-se gradualmente, durante todo o curso, possibilidade

de

estudar o leitor e compreendê-lo.
O Curso de Biblioteconomia do Recife tem incluido
primeiro ano e Psicologia no segundo.

a

Filosofia

no

Creio ser essa uma boa medida, pois os

conhecimentos básicos de Filosofia preparam o estudante para uma melhor compreensão do programa de Psicologia,

(5) Danton, J. Periam.

La formation du bibliothécaire.

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-^gentilmente por:

Paris, Unesco,1950.

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�ilfe) terceiro ano, poderá ser incluída a Sociologia, al6m de cursos teíiricos
e trabalhos práticos s5bre Relações Bíblicas e Publicidade.
ks Relações Bíblicas, não constituindo uma ciência, nem mesmo uma
técnica, são sobretudo um método.

Método que aproveita várias ciências, como

a Psicologia e a Sociologia e utiliza técnicas, como a da Propaganda.
Se se pode definir Relações Bíblicas, como o faz o Professor Walter
Ramos Poyares; "método de integrar na opinião pública conceitos favoráveis

a

uma pessoa ou instituição", nao pode o bibliotecário ignorar êsse recurso moderno, junto a seu público.
Quanto à Publicidade, têrmo preferível a Propaganda, que suscita
desconfianças, pelo mau emprêgo dos seus processos de persuasao intencional,
ê indispensável a qualquer instituição, em nossa época.
No quarto ano do curso, em que devem ser intensificados os estágios
e trabalhos práticos, realizarao obrigatbriamente os alunos alguma pesquisa de
caráter social, como inquéritos sSbre preferências dos leitores, sôbre atitudes para com os serviços biblioteconômicos da coaunidade ou sôbre a influência
«»orcida pelas bibliotecas, trabalhos que servirão para estimular o

caráter

social da profissão.

Caracterizaçao do bibliotecá.rio
Alguns cursos superiores têm exigido, ocasionalmente,dos candidatos
ao exame vestibular, provas psicotécnicas.

Prática que se deveria tomar obr_i

gat5ria, pois há, em cada profissão, condições de trabalho diversas, que correspondem a determinadas tendências e preferências individuais.

3mbora

ainda

não se dê, no Brasil, a devida importância à orientaçao profissional, nao
pode deixar de reconhecer que os atributos pessoais influem,

se

extraordinària-

mente, no êxito, dentro de qualquer carreira.
Myra y Lopez, citado pela d®; "F'emanda Barcellos (6), caracteriza da
seguinte maneira o trabalho do bibliotecário; "trabalho predominantemente psíquico, abstrato-verbo espacial, determinado, perceptorreacional", concluindo
que sao requeridos "bom nível intelectual, com ampla capacidade de classificação e ordenaçao de conteúdo conceituais.
metria de tendências.

Temperamento com bom equilíbrio e s_i

Caráter perseverante, ordenado, plástico e ativo. Exce-

lente memória de nomes próprios e títulos.

Boa precisão de movimentos. Boa ca

pacidade discriminativa táctil."
Pela enumeraçao, vê-se que o autor citado teve em mente o bibliotecário de açao interna, dentro de sua instituição, cora pouco contacto com o público.

Nao se refere à sociabilidade, que é incluida nas características exi-

gidas em outras profissoes.

(6) Barcellos, Fernanda. Pequeno tratado de relações humanas. 2. ed.
Janeiro, P. Alves, 1960. p. 145-146

Rio de

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3e há classificadores e catalogadores, cujo trabalho se realiza dentro de
suas secçoes, de maior importância social é a açao do bibliotecário
educador e orientador do pilblico,

Se do professor &amp; exigido,

como

segundo

o

próprio Myra y Lopez, "ura elevado gráu de sociabilidade", para o biblio tecário em contacto com os leitores, deve existir a mesma exigência.

As

palavras finais da caracterização do professor "Contraindica-se, evidentesmente, tipo de personalidade neurótica ou psicológica, inclusive se esti ver dotado de boas condições intelectuais e boa intenção para a sua missão",
podem ser aplicadas, sem receio, na escolha de ura bibliotecário.

C0NCLUSÕ3S

Sugerimos, em conclusão, que os Cursos de Biblioteconomia;

a) intensifiquem, em seus currículos, o estudo das ciências
necessárias a uma melhor compreensão do leitor, seus interêsses e hábitos;
b) preocupera-se com o conheciraento da comunidade, treinando
os futuros bibliotecários na observação do meio
para dar base sólida ao planejamento

do

seu

social,
trabalho

junto ao públicoj
c) proporcionem aos seus alunos

conhecimentos

atualizados

de Relações Biblicas e Publicidade, para um melhor

apa-

relhamento da biblioteca,em sua açao educativo-social.

Associação Pernambucana de Bibliotecários.

Recife, nov. 1960

�WálmwM

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&amp;è.
3jí^ ^iV.t^

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Os projetos de currículo para o Curso de Biblioteconomia apresentados até agora, descuram, em parte, os aspectos sociais da formação do bibliotecário. Há estreita aproximação entre os campos da Biblioteconomia e da Educação. O bibliotecário,para agir eficientemente, precisa estudar o leitor, seus interêsses, hábitos e preferências, possuindo, para isso, sólidos conhecimentos de Psicologia. Precisa, ainda, habilitar-se a entender os problemas da comunidade, através da Sociologia aplicada, tendo as escolas de biblioteconomia a preocupação de estimular, nas aulas o trabalhos práticos, o caráter social da profissão. Na preparação do bibliotecário deve-se ter em vista a sua possível ação e influência sobre todas as classes da população, sendo extremamente útil a divulgação de métodos atualizados de Relações Públicas e Publicidade.</text>
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gentilmente por:

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��TERCEIRO CONGBESSO BRASILBIRO DB BIBLIÜTBCOHOmA B DOCUMENTAÇÃO

Bibliotecas satelites
por
Júlio Moreira
e
Rosala Garzuze

Curitiba
1961

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-^gentilmente por:

'

�Trabalho extra-oficial
apresentado pors

Dr. Júlio Moreira
Professor universitário
Diretor do Museu Paranaense
Presidente do Centro de Letras do Paraná

Roäala Garzuze
Professor universitário
Do Instituto Heo-Pitagórico

§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§
§§§§§§§§§§§§§§§
§§§§§§§§§

Digitalizado
7 gentil mente por:

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�Júlio Moreira
Rosala Garzuze

JUSTIFICAÇÃO

Já possuimos, em nosso país, bibliotécas bem aparelhadas de pessoal técnico e com apreciável acervo de livros, especializadas ou. não, como ocorre nas Universidades e em algumas bibliotecas estaduais.
Apesar do desenvolvimento educacional, nos seus múltiplos aspectos, as bibliotecas não têm, em muitos casos, podido atender satisfatòriamente às solicitações mais elementares dos consulentes. Não nos referimos,
apenas, às bibliotecas públicas - estaduais ou municipais - mas, também às
bibliotecas escolares de todos os gr^us, das instituições literárias»religiosas, científicas, técnicas e das entidades comercisis, agrícolas, profi_s
sionais, etc., etc.
Na verdade, no desenvolvimento dêsses órgãos de difusão cultural,
é importantíssimo o fator econômico. As verbas destinada^s pelo govêrno às
bibliotecas universitárias, são substanciosas, permitindo que as mesmas sejam atualizadas e constantemente refeitas,que nas suas estantes figurem

as

melhores e mais recentes publicações, quer nacionais, quer estrangeiras.Isto porém, não tem ocorrido em muitas bibliotecas estaduais, municipais,nem
nas de instituições privadas, cujas verbas, quando existem, não chegam a ob
tear, siquer, as mesmas, quanto mais para ampliação do acervo das bibliotecas devidamente credenciàdas.
Por outro lado as bibliotecas exigem, atualmente, pessoal altamen
te técnico, preparado em moldes universitários, que a experiência tem aconselhado, de material humano habilitado para os serviços auxiliares e, até
mesmo, para a adi-ninistração.

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�-2-

A Biblioteca Piíblica do Paraná está provida de excelentes servidão
res, porém, em número restrito, o que lhe tem impedido satisfazer, como era
de seu programa, as necessidades decorrentes do crescimento desusado de no_s
sa Capital e das solicitações de consulentes correspondentes. Isto, contudo
é um singular aspecto, que não ocorre na grande maioria das bibliotecas

no

território estadual, notadamente nas das sociedades de iniciativa particular
e nas

de propriedades particulares, onde, a própria classificação e arruma^

ção dos livros, obedece critério completamente desatualizados ou, ainda,si_s
t
temas criados ao gosto de seus próprios bibliotecários e, modificados, ^com
o correr dos anos, pelas freqüantes mudanças de

diretorias.

As dificuldades, sempre crescentes, para atender aos consulentes,
sejam as de ordem técnica, sejam as de ordem material, sejam, mesmo, as decorrentes das grandes distâncias que separam os bairros, da biblioteca, impõem medidas saneadoras dessas deficiências.
As distancias e os horários são, muitas vezes, os motivos que desanimam e desentusiasmam os moradores dos subúrbios das cidades, ao estudo
e à leitura nas bibliotecas.
Outro aspecto interessante do problema, 6 a existência de inúmeras bibliotecas, algumas com precioso acervo de livros especializados

ou

não, de propriedade de instituições privadas, sociedades literárias, clubes recreativos ou, mesmo, individuais, que permanecem inativas, sem o uso
razoável e correspondente ao enorme manancial literário aí acomodado.
Assim sendo, poder-se-ia, numa época de cooperação e de interdependência associativa em que vivemos, admitir uma nova modalidade de atividade das bibliotecas, tanto públicas, como as semi-públicas e particulares.
Tal modalidade não afetaria em nada a estrutura estática da maioria das bibliotecas, hoje existentes, porém, ampliaria grandemente a atividade das m^
mas, facultando maior desenvolvimento cultural e educacional, que é o mais
importante objetivo colimado por "uais instituições.
Desejamos chamar, pois, a preciosa atenção deste notável conclave,
onde se reúnem técnicos de todos 03 pontos do pa.ís, para o assunto que, com
sinceridade, vimos oferecer, neste momento.

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BIBLIOTECAS SATELITES
Essa nova modalidade de expansão do trabalho,consistiria na criação de uma constelação de bibliotecas que cobrisse, mais intensamente, toda
a área de cada Estado da Federação, gravitando em törno dasbibliotecas públicas estaduais, O núcleo central seria, como exemplo local, a Biblioteca
Pública do Paraná.
As bibliotecas satélites seriam constituídas pelas bibliotecas
atualmente existentes, ou que se vierem a fornar, tanto no perímetro municipal da Capital, como aquelas situadas em qualquer parte do interior do E_s
tado.

Sòmente seriam admitidas como participantes desta constelação, as

bibliotecas, cujo acêrvo e cuja localização, conviessem ao plano geral de
aproveitamento de pessoal técnico necessário ao seu funcionamento.
O entrosamento seria feito mediante convênio ajustado a cada caso, em separado, entre a Biblioteca Pública e o orgão mantenedor da biblioteca (que se tornaria satélite).
Em ligeiro apanhado, definindo a organização e seu funcionamento,
poderíamos lembrar alguns pontos, julgados fundamentais e, que definirão e
esclarecerão o assunto em pauta.
Assim:
a) Uma determinada biblioteca solicitaria sua admissão como satélite da Biblioteca Estadual;
B) o diretor da Biblioteca Estadual estudaria cuidadosamente o
acêrvo bibliográfico, as instalações, localização,e demais con
diçõos, afim de assegurar-se da necessidade ou não da sua fil^
ação;
C) considerada a biblioteca como sendo de valôr e de interesse â
difusão cultural, seria estabelecido o convênio;
d) no documento do convênio seriam estipuladas as obrigações de
ambas as instituiçõe&gt;j, prazo e previsão de sua prorrogação,horário e condições de funcionamento etc.
E) a Biblioteca Estadual(como núcleo da constelação)assumiria a
responsabilidade de orientar,através

seu pessoal, a organiza- ^

ção, para uniformidade,da classificação dos livros e o regimem
de funcionamento;

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�F) na Biblioteca Central ficaria a segunda via das fichas dos livros das "bibliotecas satélites, ps,ra informações aos consulentes.

CONCLUSÕES
Esta nova modalidade, a que denominamos de "Bibliotecas Satelites'
tr aria diversas vantagens:
Ia. Multiplicação das bibliotecas de acesso público no território
do Estado, em diversos pontos da Capital, nos seus bairros e, mesmo nas sédes dos municípios do Interior.
2'-; Esta vasta ampliação seria feita com mínimo dispendio para o
Estado, pois cada biblioteca satélite, oneraria a Biblioteca Sentral^apenas
com uma bibliotecária.
5a. As Bibliotecas Satélites continuariam a ser mantidas pelas
próprias instituições, em suas instalações
expensas.

Digitalizado
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e o pessoal auxiliar

suas

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                    <text>�\ 4. rf'W.i

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��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCm.IENTAÇÃO

O bibliotecário:

este desconhecido

por
Nice Menezes de Figueiredo

\j &gt; l'iy

Curitiba
1961

cm

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�I

&gt; •}
TEMA III - PROFISSjto DE BIBIJOTECARIO D0CU}i™TfltT.T3T&amp;

•; &gt;

0 bibiiotecírio i este desconhecido
POR
NICE ÍÍEIÍEZES DE figueiredo

sinopse
Tratamos nesta conamicação, da generalidade do desconhecimento do
que seja a profissão de bibliotecário, e dos problemas advindos deste desconhecimento,
Achamos sumamente oportima esta ocasião em que se resolve de maneira mais positiva a elevaçao da carreira de bibliotecário a nivel superior, de se
ß
«1^
#
tratar também da difusão do conhecimento do que seja a profissão de bibliotecário,
*
t
*
E e necessário fazer chegar este conhseimento tanto aà leitor
A
#
a quem vamos servir, afim de que ele saiba como lhe poderemos ser úteis, como, e principalmente, as autoridades constituídas, pois sem o apoio das mesmas, nosso eerviço nao
pode ser realizado de maoeira satisfatória.

�o BTBUOTBCÁRíC s 3?TE Diü^COMaCiDÜ

ü pr-opoKi-to desta coimmí.oagao ' iipresentar ume ser.l3 ae fatorf, eii grande
parte conhecidos por uurltos blbi:.ot'e5ca.riO£i ^ o as censeqtionoias de],es acb^iraas
■V
do iiTTia despretensiosa conxrd.bxilgao, baseada em nossa expc-rfencaa pf^sscaif

orazen

Tratamos neste, ooiiTunicacao, da generalidade do íief.ícori;aecl??ient,o do que se
Ja a profissão de bib.liotecariOj e dos p'."oblei!:as advindos desue aesconheclnientot.
Iniciai eraos ^ citando a,'? pa.la\'ras de uc dos naa.oj-es vx:ltofi do nov^so século - o Papa Pio Xll - ditas &amp;■: 1951j, quando por e].e forarj recebidos os congressistas
que pai-ticiparam do Congresso ':5indiai de Documentação, rea.li2.ado en lior-a;
se pense, só oor me nomento, nas »jcasperadoraa perdas de teripo,
na fadii;ja ener'jante e evtei-11 dum cientistaj, duin escritor, diiGi conferen—
mé
A
cista, duifl horaem de açao, obrigadoele proprio«, a ^cagar'*- os documentos,
reunir, copiar, ordenar^

aeu material sempre muito inconpleto,

e, as ve^jes, i?:uito pouco exatOc™.-.
**Vos vos preocupastes cojn esta Ô^íiculdade e e paj:*a resolve-la que

se

aplicarn vossos Institutos j, vossas fsderfagoes j, vossos cántros e vosso pre
sente congresso^ Essa or^ani^iaçao e, na sua unidade, diaxiia complexidade
assustadora,, Sla supõe ^ sempre era colaboragao, ja se ve., eit ligaçao per
manente e estreita -- us ^'-oficios^ cs riais diversos, dos quais vosso prof
^
V
^
A
»«í
grama da utra idéia gi.imariao Pesquisa; colecionajnento, as «.'•ezes traduções
r
f
de documentos
analise duT nuaero incalculável de livros, revistas e pr
nals - transcrição e reprodução, graças aos processos moderno.'-:; de copí.as
/
*■
**,
F
-v
sm numero suficientey que, as vezes, a multo brande *- ciassificaçao de
peças, de restuJios, d.e fichas - Índices remissivos e referencias múltiplas
- postas ao alcance dos quíí precisam? e se a tudo isso acrescentassemüjs
a complacência de gui3.r, muitas vezes j orientar ou aconselhar os pesquisadores, esse ccn;-unto de coisas nao daria senão um breve resvimo da vastidão, mas tamban da uti.lidade inestíJTiavel da tarefa por vos assumida.. c"
Ci^ioaremos, agora ^ out.ra ob.3e:r/ar"ao di^na, ds notaj. proferida fjor urn cientista - a quem o bibliotecário esta intir-amente ligado er^i seu trabalho: Kadaiiia Curie,
que ja em 19^22, como merioro da Comissão Inte-macá-onal. de Cooperaçao Intelectual, nome
ada pelo Conselírio da Sociedade das Nações, entre out-ros nones ilustx-es, -=? fig'urando
ainda como vice--presideate desta Gomissão e fazendo parte do Instituto de Cooperaçao
Intelectual de Paris, afirmava ssr necessário iniciar a a»,'* luta com o que (ela) cha
ma de anarquia do traba]h.o cientifico no m?andGc.
Naquela época a Insigne sabia antevia a neceSBidade in.adiavel da organisagao intema™
V
f
^
P
icional dos se.n/igosj, os quais sonente o bibliotecaxdo-, pela sua formação zecrScB.^ e
capai de realiaaro
.»
fi
Atualmente, nos paises europeus e na America do Norte, js existe uüia con
•M
P
cepçao bíistante clara do quo seja uraa biblioteca e sua imensa utilidade como veiculo
A
/
A.
n
J*
de cultura» Naqueles paises cs bibliotecários tem uma posição a aJtura do seia cabedal
de conhecimentos e sac

cm

1

-onf""! "^dcc postoe ciia\'es em jjT]port.antissiraas orgsnie.açoee

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�- 2 de pesquisas técnicas e cientificas« Por ocasiao da 26a , Gorifi;:!

jer-ril da FID, rea

lizada em julho de i960 no Rio de Janeiro, tivei^os prova disto, qusaido asolheiúos biblio
tecários ilustres que ocupam importantes posições eii sev-s países de origem..
No Brasil, entretanto, tal não acontecoi con raT'issiKas eroepgceso Os bibliotecarios brasileiros ainda sao consideradd;; meraiaonte como fiircionarios comuns,
dos quais não se conhece nem a formação, nem as atribuições esp&amp;oi-icas da profissão.
.•A
r
f
p
Acreditamos que, entre nos, somente os proprics Ijíbliotecarios e que saM
■**
^
A
bem o que sao, o que representam e valem numa sociedade.' sao os únicos a terem ciência
das atribuições especificas de suas funções e das; responsabilidadsíJ de sua posição;
sao os únicos, ainda, a saberem quais os conhecimentos, aptidoe^í, 3, finaLnente, quais
diplomas possuem^
A
fi
E este desconhecimento tem sido sempre uci prcbleTiía. para o bibliotecário
.V.
^
^
no àeâempenho de suas atividades, pois se a função primordial ão bioliotecario e a de
'A
»
A
servir aqueles que procuram a biblioteca, como execu.tar bem este idsterj so aqueles
que a procuram desconhecem o que lhe pode ser oferecido, e por quem?
E se este fator tem se consti.tuido eix seiio problema naß relações com o
ÍV
consulente, maior se torna nas relações do bibliotecário com seu anbiente de trabalho,
pelas dificuldades que acarreta nas relações com os sTiperiores diretos, que na maioria
das vezes "não entendem bem'' as atribuições do bibDJ.otecfirj o j bíítc. tem conh.ecirnento dos
M
A
serviços executados na secçao por ele dirigida.
Citamos como único exemplo, que julgamos ser suficien~e;, tal a t-ua sá^^nificação, do que semelhante desconhecimento acarreta em preji:.if5o de toda a classes
Quando se tratou, nos altos orgaos competentes, frise-se, da reclassificação dos cargos do funcionalismo publico do Estado de Si-.o Paulo, a profi.s.^ao de bibliotecário foi
classificada entre aquelas de "Cultura e Ação '-'oci.al''^ Hart quíaiido foi d8.da a referencia para a função, surgiu a prova do desconiiecimcnto da profissão, poi&amp; o bibliotecairio foi diminuido em seu valor, e uma função pi.irgmente intelectual foi equiparada a ai
tras braçais e manuais, como a de alfaiate è a de eletrotsciiicc (nao engenlieiro),
Achamos sumamente oportuna esta ocasi ac;, am qae se resolve de maneira
M
*
*
mais positiva a elevaçao da carreira de bibliotecário a nivel superior, de se tratar
também da difusão do conhecimento do que seja a profissão da oibljotecarioc É nossa
teoria que jamâis conseguiremos tal pretensão na pratica, isto ó, poderoro.s ter nossa
carreira elevada a nivel superior, mas não seremos contiecidos corao portadores de diplo
mas universitários, se nao cuidarmos ao mesmo tempo, de tornar coruiecida a profissão
P
A
de bibliotecário, em todos os seus ângulos de atividadesr
P
A
Enquanto o bibliotecário for tido como ^'guardador de livros"' e "confeccio
nador de fichinhhaö'jl, enquanto julgarem o bibliotecário apena,R como i.ri^ pessoa cuja
função e a de entregar as obras ao consulente, jaanais teremos o rGoonhecimento da importancia da nossa profissão«,
Enquanto nos tiverem em. conta somente como moças ~ com excusas aoa dignos
cavalheiros que nos honram como colegas - que ganhsjn bei^; a nada produzem de util,

e

que passam o tempo em sua repartição na leitura dos livros da bib^Lioteca, ou de ''revi^
tas que guardam em suaS mesas de trabalho", enquanto formos asair.: Ju.lfad.o.'s, rf*'petimoR,
não atingiremof=í p »Itur?

jamoso

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�E e necessário fazer chegar o conhecimento da profissão de bibliotacario,
A
•
tanto ao leitor a quem vamos servir, afim de que ele saiba como Lhe poderemos ser to•v
^
teiá, como, e principalmente, as autoridades constituidas, pois sem o apoio das rnesmas, nosso serviço nao pode ser realizada de maneira satisfatoriac
A
f
Abordaremos a seguir, as conseqüências resultantes ao bioliotecario no
desempenho de suas funções, dentro desta atual ordem de coisas^
^
^
A
A
Ha poucos anos atras, uns tres anov^ ou maiS;, foraza criaaas pelo Governo
do Estado de fcao Paulo, varias faculdades pelo interior - nao nos cabe aqui comentar
a oportunidade ou propriedade de tais atos, mas sim apresenta-los sob o angulo qtie
nos interessa - ej como ci-gãos vitais destas faculdades, cri?xac-S9 as bibliotecas,
A
/
Pela nossa experiencia, e por contaètos mantjdos cora colegas cujo campo
de trabaüio se assemelha ao nosso, conclioimos que a criaçao de taiB bibjJ.otecas em
í&gt;
centoifs ncs quais se constituem as únicas instaladas e organizadas debaixo as mais no
demas técnicas, e uma aventura da qual teremos muitas aecepgoesc.
Primeiramente, as salas de leitura de tais bibliotecc.r: são, ora grando
parte, consideradas como salas de estar ou de visitasj ou ainda de aa.la de reuniões
A
^
que se deveri^xi dar em greados estudantis,
r.
n ''
Em seg-undo lugar, qual o papel do bibliotecário neste acirience^ i.coi::o
•*
informaçao apenascitaiiios a dificuldade inicial para que sejam nomeados biblioteca-rios para tais lugares o. o) o Mas, o papel do bibliotecário, foi o que ooser-v^unos ^

e

tido como o de u:ii guarda por demais zeloso do seu material, o de Tm policial a ditar
normas para cercear o uso da Biblioteca, nada mais« Exemplificando; tendo de funcionar proviscriamente nossa eecçao, sem as portas, ficando assim por xlt. longo periodo
completamonto devassada e aberta aos consulentes, quando se s.?Jiou esta faliia, isto e,
quando se colocaram as portas, houve quem pergxintasse se as mesmas arsjr. -'para proibir
a entrada na Biblioteca,.,'^»
E tudo isto acontece por que? Por duas ra::ces ímiito claras;
^
A
/
&gt;
12 - Por este interior afora e por este imenso pais, a maioria d.as pessoas jaiiais viu
uma biblioteca organizada» Ainda exemplificando, roäatarernos; constituiu para nos
A
uma triste surpresa, constatar que os consulentes rao sabí.aia consi-Jtar obras de
refer-enciac Contando este nosso desapontamento as colegas da região, elas informaram quo a surpresa havia sido delas, quando vindo estuda.r em Sao Pa.ulo e ido a
Biblioteca Publica líunicipal. Ia viram estudantes Juvenis consultando tais obras,
A
A
com toda desenvoltuia. Justificaram assim, plenpjuenbe, a ignor;í;n.cia do.-í al;mos,
embora universitários, em nao saberem manusear as obras, visto nunca terem tido
oport'iin^idade de se familiarizarem com elas,
22 - Da mesma maneira, nao sâo conhecidas as atribuições do bibliotecário, na direção
da biblioteca,
_
A
Destes males advierom os fatos, por cuja experiencia. passamos; os alimos
de faculdade nao estavam aptos a fazer uso da biblioteca - qu.ando ja deviam chegar a
ela em condiçoes de saber usufruir amplamente de todos os seus recursos e beneficies
(lenbramoo qr..c

ao bibliotecário de uma facul.dade, o nister de ensinsir o

uso

da biblioteca, mas sim ja deveriam os alunos, apos freqüentarem as bibliotecas infantis
e as escolares, este.:- suficienterii-?nte familiaríizados com. o mariuseio da mesr^a) ^

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P
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Fica então , o bibliotecário com o dilema; organizar a biblioteca segtindo
os mais modernos preceitos, ou ddapta-la ao nível dos seus consulentes?
É claro que esta segunda hipótese nao pode ser aceita por nos, mas, sera a primeira sa
tisfatoria aos consulentes? E nao e a eles que devemos servir?
labutaremos na confecção de um catalogo que ficará apenas como enfeite, já que a ele
não saberao recorrer?

Que fazer?

A solução para o problema, tal como ele se nos apresenta atualmente,
A
seria a luta por todos os meios aà alcance da classe, pela difusão das bibliotecas infantis e escolares, ficando a chefia e a parte técnica das mesmas, sob a direção exclu
sivamente de bibliotecários formados,
Pois se a criança for acostumada desde cedo a freqüentar a biblioteca infantil e mais
tarde a escolar, quando chegar a faculdade, tera pleno conhecimento de como fazer uso
da bibliotecaj da mesma maneira, a criança, assim acostumada, com o tempo conhecerá a
verdadeira função do bibliotecário na biblioteca, o qual aprenderá a ver como um amigo
a lhe servir, dotado de todos os requisitos para tal.
Concluindo: Sem a difusão do que e a profissão de bibliotecário, embora
os diplomas nos garantam uma especialização técnica, jamais
saberao o que somos, e, sem este conhecimento, não teremos
J.também
-L ' o apoio
A
0
necessário
ao nosso trabalho,
é preciso fazer com que as crianças, desde cedo, aprendam
a freqüentar e a usar a biblioteca, a te-la como um ambien
te agradavel ds estudo, e a saber quem e e o que faz o bibliotecário Para as servir»
Para Isto propomos: Que se interessem as associações de classe j-unto
aos respectivos governos, chamando a atenção para
A
A
estes fatos e solicitando providencias imediatas,
afim de que os mesmos sejam sanados no mais breve
espaço de tempo possivel.
Que se informe ao Ministério e às Secretarias de
Educação, a imprescindivel e inadiável necessidade
da obrigatoriedade de serem mantidas junto as escolas publicas e particulares, bibliotecas vivas,
dirigidas, para isto, por bibliotecários foi*mados,
bem como de ser instituido nos currículos escolares, principalmente do primário, o ensino do que
seja uma biblioteca e como usa-la, cabendo tal ensino ao bibliotecário, na escola em que estiver
servindo,
Que se exponha com todos os seus detalhes e exigen
cias, a necessidade de serem colocados na direção
de bibliotecas, unicamente bibliotecários formados,
únicos capazes de preparar e auxiliar o cidadão em
seus estudos e pesquisas.

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                <text>Tratamos nesta comunicação, da generalidade do desconhecimento do que seja a profissão de bibliotecário, e dos problemas advindos dêste desconhecimento. Achamos sumamente oportuna esta ocasião em que se resolve de maneira mais positiva a elevaçao da carreira de bibliotecário a nível superior, de se tratar também da difusão do conhecimento do que seja a profissão de bibliotecário. E é necessário fazer chegar êste conhecimento tanto ao leitor a quem vamos servir, afim de que ele saiba como lhe poderemos ser úteis, como, e principalmente, às autoridades constituídas, pois sem o apôio das mesmas, nosso serviço não pode ser realizado de maneira satisfatória.</text>
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1.3(81)

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1

�TERCEIRO CONGRESSO BRASILBIRO DE BIBLIOTECONOMIA B DOCUIvIENTAÇÃO

Atual situaçao das bibliotecas em Belo Horizonte
por
Hnnaiz Maria

Pereira Vial

Ob

oa \ 06'.
3. pe/
M. ii.

.O-CitoJ^V

Curitiba
1961

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TEMA

\

'

- TIPOS DE BIBLIOTECAS

ATUAL SITUAÇÃO DAS BIBLIOTECAS EM BELO HORIZONTE.
POR

ANNAIZ MARIA PEREIRA-VIAL

SINOPSE
Estudo comparativo das Bibliotecas Publicas e especializadas de Belo Horizonte,

com uma exposição dos trabalhos

desenvolvidos, dificuldados encontradas e necessidade da for
mação de^raaior número e amparo aos Bibliotecários dentro da
legislação.
Sugestões de ordem técnica aguardando maior rendimento, difu
sao e êxito no serviço da Biblioteca moderna.
Quadros demonstrativos de resultados obtidos:

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ATUAL SITUAÇÃO DAS BIBLIOTECAS EM BELO HORIZONTE

= OBJETIVO
O estudo principal do meu trabalho e fruto de um lovantamen
to realizado nas diversas bibliotecas de Belo Horizonte,
dade tipicamente brasileira,

ci

com mais de 620.000 habitantes

e ocupa entre as demais capitais de país e 3° lugar.
Ha dez anos vem funcionando o "Curso de Biblioteconomia" ne^a
capital e desta data,

sentimos o efeito paulatinamente do d£

senvolvimento o progresso das bibliotecas bolorizontinas.
Passo a expor em síntese, as necessidades primordiais das
nossas bibliotecas,

quanto ao pessoal técnico,

quanto-aos re

cursos financeiros e quanto ao esclarecimento o difusão

a

coletividade no sentido real do que é a Biblioteca Moderna
e o seu valor.
BIBLIOTECA PÚBLICA
Reconhecendo o papel educativo da biblioteca e o lugar que
ela deve conservar na formação intelectual, moral e cívica
de um povo,
todos,

devemos formar bibliotecas públicas abertas a

com o acervo eficiente à comunidade a que vai ser-

gir, esforçando-se por oferecer livros que correspondam ao
público em geral,

elevando o nível fultural.

Relembro, aqui,

a frase de Jules Ferry: -"Podemos fazer tu

do pela escola,

pelo liceu, pela universidade,

não houver a biblioteca,
2.1

sc depois

nada teremos feito".

No ano de 1954, foi criada e instalada em prédio provisório
a Biblioteca Pública de Minas Gerais,

que vem se desenvol-

vendo o prestando grande serviço à população.

Dentro de

mais alguns dias passará a funcionar no seu prédio próprio,
de amplas e modernas instalações,
belas praças,

situado em uma das mais

onde sg encontra a sede do governo.

Encontramos um grupo do bibliotecários que ali vem desenvolvendo um trabalho de equipe com grande eficácia, apesar
de número reduzido.
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Com a ampliação do quadro de funcionários técnicos, ora em estudo, está pre
vista a ampliagão das secções e do horário de atendimento ao leitor.
Urgi a instalagao do Departamento Infantil, uma vez que está em fase de
conclusão e dentro das Bibliotecas Públicas não temos ainda este serviço organizado.
No correr deste ano foi inaugurado o "Carro Biblioteca" para o serviço de
extensão, que vem alcançando o seu objetivo,
2,2

- A Biblioteca Pública Municipal instalada no andar térreo do edifício da C%
mara Municipal, não conta com o espaço satisfatório e nem pessoal técnico
para o sei^viço.
Muito pouco tem oferecido aos que dela se utilizam, uma vez que não tem
acoa?p.anhado o progresso da cidade.
Notamos, entretanto, que possue um bom acervo.
-

2.3

As Bibliotecas do SESI e do SESC, bom trabalho vem efetuando dentro do seu
setor, através das bibliotecas centrais, ambulantes e do deposito em ca^
xas, tanto na capital como no Interior.
Muito tem procurado ampliar os seus beneficios fazendo sentir, no entanto, a necessidade de ampliação do quadro do pessoal e de maiores verbas.

- Quanto a Biblioteca Thomas Jefferson, esta tem se dedicado à difusão da
A
cultura em nossa cidade e encontramos ali com grande frequencia, ativi-

2.4

dades relacionadas à arte, permanentes exposiçoes e um grande número de
leitores.
- As demais Associaçoes Culturais, estão abertas ao público, com as suas

2.5

coleçoes a serem organizadas, necessitando maior aceleramento e progre^
so em süas atividades.
2.6

- BIBLIOTECAS PUBLICAS - (ver quadro demonstrativo l)

3

- BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS
Com o desenvolvimento vertiginoso da ciência e da técnica em nosso século, cregceu paralele -rt.--, a bibliografia especializada.
O aumento extraordinário das instituições destinadas' á pesquisa científica e o interesse para tais, multiplicou o número de publicações editadas em todos os paises do mundo.
A amplitude dos conhecimentos exige do homem moderno a necessidade de
estar em dia com as últimas publicações do seu campo particular de especuj.nçao.
Devido o elevado custo dessas publicações, não pode, o cientista, o téc
nico ou estudante contar com os seus próprios recursos para manter

a

sua biblioteca.
Para- o atendimento destes problemas, surgiu a necessidade de formar bibli^
tecas especializadas ou centros de informaçoes e documentação, fornecendo aos leitores o máximo de facilidades com o mínimo de formalidades, agrupando desta maneira assuntos

correlates para formar seu acervo, de-

dicando—se a determinados campos do conhecimento.

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Há nesessidade da formação do bibliotecário especializado, capaz de um
estudo cuidadoso, atendendo aos interesses da clientela.
3.1

- BIBLIOTECAS E5C0LARES - CURSO UNIVERSITÍRIO
Tendo a universidade a finalidade de conservar o saber e as idéias, desenvolvendo-os pela pesquisa e difundi-los através do tempo, cabe a Biblioteca Uhiversitária, preservar o saber acumulado pelo homem, na luta
pela conquista de maior desenvolvimento intelectual e espiritual.
O acervo como base do serviço a ser prestado, deve acompanhar o "curriculum dos diversos cursos, abrangendo-os em sua totalidade e dando assi^
tência integral ao leitor.

3.1.1 - Ressalta-se que as bibliotecas da Ifeiversidade de Minas Gerais (UMG) e da
lÄiiversidade Rural de Minas Gerais (URMG) vêm se desenvolvendo e prestando um grande auxílio aos seus leitores, fazendo a seleção do material
bibliográfico de comum acordo entre a biblioteca e o corpo docente»
Observamos, que há número insuficiente de bibliotecários tanto para os
serviços técnicos como para o atendimento ao numero atual de consulentes.

^

Em três dessas bibliotecas não figura em seu quadro o cargo do bibliotecário diplomado, onde tem sido executada a função por leigos que dej
conhecera a técnica de organizaçao, com todas as garantias legais»
A biblioteca da escola de Arquitetura está magnificamente instalada e
«I#
bem organizada; a da escola de Direito, aguardando as instalações defi
nitigas no edifício recentemente construído, no ano de 1956/57 sofreu
umn reorganizaçao em seus métodos, passando a usar a Classificaçao Decimeil Iftaiversai,
A biblioteca da escola de Sigenharia a de maior acervo entre as univej
sitárias, é classificada por cadeira ali ministrada, não possuindo um
serviço de catalogação e a necessidade de mudança de métodos, já

se

faz sentir.
/
*
O acervo da Biblioteca da Escola de Engenharia e considerada no genero,
uma das maiores do Brasil, nao tem conseguido alcançar suas verdadeiras finalidades,
A Biblioteca da escola de Filodofia está entregue a um grupo de 18 fi®
cionários, sendo que dez destes são bibliotecários.

Foi iniciada

a

organização de periódicos que registra cêrca de 1.500 títulos»
A escola de Medicina recebeu da "Organizaçao Rockefeiler" um laboratório fotográfico, que em parte já está em funcionamento,
3.1.2 - As bibliotecas da IMversidade Católica de Minas Gerais e Escolas Independentes, têm o acerro reduzido, pequenas verbas e número mtiito menor
de bibliotecários, quase todas entregues a funcionários administrativos»
3.1.3 - BIBLIOTECAS UNIVERSIDADE MINAS GERAIS

( UMG) - (Ver quadro demonstrati-

•vo IIÖ )
- BIBLIOTECAS DA UNKERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS (UCMG)
(Ver quadro demonstrativo Ilis)

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3.1.5 - BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE RURiiL ESTADO DE MINAS GER/ilS (URMG) - (Ver qu§
quadro demonstrativo IIIö)
3.1.6 - BIBLIOTECAS INDEPENDENTES (Ver-quadro demonstrativo IIIö)
3.2

- BIBLIOTECAS ESCOLâRES - CURSO SBCUNDiÍRIO
A Divisão do Ensino Secundário, do Ministério da Educagao e Cultuara, pela Portaria n^ 501 - Anexo II, determina que o estabelecimento que pretende o reconhecimento oficial, organize uma Biblioteca com o mínimo de
laOOO volumes, com uma colegão de referencia e a sala de leitura de livre acesso a professores e alunos, com a capacidade de vinte e cinco Ijj
geres no mínimo.
Em dezembro de 1957, pela publicagao do livro "Biblioteca Escolar" editado pela CADES (Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Fiisino Secundário) encontramos a preocupação dos órgãos oficiais pela existencia e
bom aparelhamento das bibliotecas escolares.
Na realidade as bibliotecas escolares do curso secundário nesta cidade,
sao era número muito reduzido»
Estabelecimentos de ensino, considerados dos melhores não se acham aparelhados para atender estas exigências ministeriais*

Ate mesmo os es-

tabelecimentos oficiais enfrentam dificuldades de espaço, de pessoal e
do verbasr,
3.2.1 - É de SC lamentar que o Colégio Estadual, há dez anos nao realiza aquisições por falta de meios orçamentários.
3.2.2 - Quanto ao Instituto do Educação, em setembro de 1953, viu destruída por
incêndio a sua biblioteca de 50.000 volumes.
Nesse mesmo ano foi iniciada a recuperação que foi inaugurada três anos
depois e ven atendendo a alunos de outros estabelecimentos da capital.
3.2.3 - Instituto São Rafael fundado em 1926, com a finalidade do ensino aos cegos, reúne o curso primário, secundário e especializado em música, tem
o seu acervo no Sistema Braille.
Recebe doaçoes da "Fundaçao Para o Livro do Cego no Brasil" e do ''Inst^
tuto Benjamin Constanfj há necessidade de tais livros serem fornecidos
gratuitamente por órgãos
nesse alfabeto,

governamentais . .

devido a escassez de livros

O Instituto São Rafael necessita de maior recurso fi-=

nanceiro não só para incentivar o aprendizado facilitando as transcrições, como para melhor instalar a sua biblioteca.
3.2.4 - Cunpre, salj.entar, a existência de bibliotecas que constituem verdadeiros
museus, vedadas aos alunos como acontece em vários estabelecimentos ministrados por religiosas, que desconhecem a verdadeira finalidade da bj^
blioteca moderna.
Desconhecem a preocupação atual de desenvolvimento integral do indivíduo, com o ideal democrático de que todos devem ter oportunidades iguais,
procurando desenvolver a função de educar e elevar o nível cuj-tural^
Nao se concebe uma escola, em nossos dias sem uma biblioteca, onde encojj
tramos armazenado por gerações, as experiências em livros e documentos»

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Dificilmente un adulto - e muito menos um escolar - poderia adquirir t^
dos os livros e periódicos que permitissem estabelecer contacto com
pensamento e o progresso da humanidade.

o

Isto nao lhe seria possível,

quer pela vultuosa despesa que a compra acarretaria, quer pela dificuldade de alojamento.

O prego exagerado dos livros escolares e a tendêjj
A
cia, cada vez mais acentuada, de troca anual de compêndios e manuais a-

dotados em estabelecimentos de ensino secundário do nosso Rxís, impos^i
bilita o aproveitamento dos livros até por membros de uma mesma família.
Torna-se portanto, uma oVrigagao dos responsáveis pelas casas de ensino
médio, manterem as suas bibliotecas bom dotadas em todos os pontos

do

vista, quer material ou pessoal, colaborando desta forma para o desenvolvimento do ensino.
3.2.5 - BIBLIOTECAS ESCOURES - CURSO SECUND/íRIO ( Ver Quadro demonstrativo IV)
3.3

- BIBLIOTECAS ESC0Li:RES - CURSO ERitóRIO
A escola primária para desenvolver os seus objetivos gerais, necessita
da formaçao do bibliotecas como agente intermediário educacional.

^

ra enriquecer a experiência infantil dando-lhe desembaraço para expo^
gao clara de suas idéias, através de uma linguagem eficiente, toma-se
indispensável o uso da literatura infantil, onde se ensina e desenvolve o gosto pela leitura sadia.

Cumpre, à professora com conhecimento

especializado orientar e completar a educagao escolar, formando o carjc
ter da criança, enriquecendo a cultura nos diferentes campos, oferecendo oportunidades para o desenvolvimento social e intelectual e horas de
distração«

ifera isto, toma-se indispensável o aparelhamento de boas

bibliotecas.
Estando Belo Horizonte sem bibliotecas públicas infantis, é a maior razao desta necessidade urgente, que ultimamente parece estar seniflo senti
da pelo atual Secretário da Educação, Dr, Ciro Maciel, que autorizou a
partir do mes de junho de 1959, que se formassem turmas de professoras
primárias, para um estágio de 4 meses na Biblioteca Pública Estadml.
Tres turmas lá estiveram, nun total de 25, recebendo neste curto pería
do instruções através de aulas e horas de serviços prestados. Sondo o
fé
espaço de tempo insuficiente para conhecer organizaçao de biblioteca,
00
seria o ideal que fossem realizados cursos intensivos, com duraçao de
A
/
M
um ano letivo, e que estas professoras apos a especializaçao fossem r4g
lhor remuneradas.
Em todos os grupos dqada capital encontramos coleçoes de livros, adqiií
ridas pelo esforço próprio através de rendas extra-orçamentárias,

po-

rém é o número bem reduzido o de bibliotecas organizadas.
3.4

- BIBLIOTECAS ESEBCL'iLIZADAS - GOVERNAMENTAIS
A formação dessas bibliotecas vêm da necessidade de centros de informjj
çao e documentos necessários ao desenvolvimento das atividades da organi
zaçao.

Restringem sejrvir a um determinado setor da comunidade intere^

sado em um campo de atividade.

Os bibliotecários que ali trabalham
A
sentem-se tolhidos por falta de recursos financeiros e assistência dos

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poderos públicos»

Mais ainda, os denoninados "bibliotecários," que pres-

tam serviços neste setor, na realidade não são bibliotecários técnicos
e sim funcionários leigos destinados para tal fim, como guardiães dos 1.4
vros e periódicos, quando não é raro ver a sala dotada de bom acervo e
completamente acéfala.
A atualização é realizada lentamente e quase todas necessitam de melhores instalações.
3.4.1 -BIBLIOTECAS ESEBCIi.LIZADÍiS - GOVERNAMENTAIS (Ver quadro demonstrativo V)
3.5

- BIBLIOTECAS ESPBCIALIZADÍÍS - ENTIDADES PARTIGUXARES
Nenhuma entidade desconhece da necessidade da biblioteca e do seu valor
para maior elevar o níyel dos que ali trabalham, tanto assim, que procji
ram formar algumas colpçoes de livroso
Torna-se necessário que compreendam que "Biblioteca Moderna", não é coleçao bem encadernada tom efeito decorativo e com ricas instalações.

E

isto que encontramos n|i-B entidades particulares que desconhecem o valor
do Bibliotecário como ügente que dedica o seu tempo e o seu trabalho ao
livro e ao leitor, ao contrário do que muitos imaginam, o bibliotecário
nao e somente aquele que adquire livros, que os poe em ordem e faz com
que sejam lidos ou consultadoso

Ontem uma cultiu-a sólida fazia o biblJ;^

tecário, hoje são os conhecimentos técnicos que o tornam insubstituível
em seu campo de ação,
3.5.1 - BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS - ENTIDADES PARTICÜUlRES -(Ver Quadro demonstrativo VI)
A

- ESCOLi; DE BIBLIOTECONOMIA

4.1

- HISTÓRICO
Em 1950, a Secretaria da Eíiucaçao do Estado de Minas Gerais solicitou a
cooperaçao do Instituto Nacional do Livro para a realisaçao de um curso
de Biblioteconomia, anexo ao Instituto de Educação, cora a finalidade de
formar bibliotecários para as escolas primárias*

O curso funcionou dj[j

rante o ano letivo«
Em 1951, nao se interessando mais a Secretaria da Biucagao pela continuj,
dade do Curso, resolveu o Instituto Nacional do liivro mante-lo, int^almente, já com o caracter geral, isto é, destinado à formação de bibliot^
cários, em gemi,

Teve o Curso a duraçao do um ano»

A partir de 1953, já com o nome de Bsc.oia de Biblioteconomia de Minas G^
rais, passou a ter duraçao de 2 anosc
Em 1957, para acompanhar a orientação dada à Escola de Biblioteconomia
da liiiversidade de Santa Círsula do Rio da Janeiro, aumentou o seu per£o
do letivo para 3 anoss
4.2

- CADEIRiiS ministradas
Organirnção e adninistraçao de bibliotecas; Classificaçao de livrosj Ca
talogaçaoj Bibliografia e referencia; Historia dos livros e das bibliotecas; Introdução à literatura universais Introdução ã cultura artística; Introdução ao penamento científico e filosófico; Introdução às ciêjj

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cias huraanasj histórico e sociologiaj Técnica da docuaentaçao.
A.3

- BIBLIOTBC/iRIOS DIPLOM/.DOS
150 ( cento o cinqüenta )

5

- i^SOCKgÂO DE BIBLIOTEC/.RIOS DE MINAS GSRiiIS
Fundada om I96O o conta cora 60 sócios inscritos.

6

- NECESSIDADES

6.1

- FOimÇ?iO

RIOFISSIONAL DO BIBLIOTEC/ÍRIO

O destino das bibliotecas brasileiras está na dcpendencia da foroagao ad^
quada de bibliotecários.

Ha necessidade ie formar escolas con un "CURRI-

CULIM" realmente universitário e que nas universidades do Brasil existam
uma Escola de Biblioteconomia e Docuraentagao,

Tais escolas devem formar

bibliotecários com conhecimentos técnicos aliados as cadeiras de integrjs
ção cultural indispensáveis à formagao de bibliotecários.
Maior conhecimento dos legisladores, do valor do diploma de bibliotecor^
mia em todos os paises do mundo, daddo assim o apoio legislativo, regulam^n
tando o ensino e o exercício da profissão,
A exigencia do diploma è um combate a leigos que ocupam a carreira de bibliotecários com vencimentos e garantias do cargo.
6.2

- ASSISTÊNCIi'. TÉCNICA AS BIBLIOTECAS
Procurando ampliar os benéficios da Biblioteca, urgi amparar às bibliotecas do interior, centros de grande popula§ao que reclamam a ausência de bj,
bliotecas e pessoal técnic^o.
Apresento a sugestão da criação do Bibliotecário itinerante, serviço já
iniciado pelo Instituto Nacional do Livro, com o Assistente Técnico Regi^
nal que foi coberto de êxito o desapareceu por falta de apoio monetário.
in
Essa equipe de bibliotecários faria estágio com o fim de preparar o poss^
al para dirigir as bibliotecas locais.
Esse serviço estaria ligado à Biblioteca Pública do Estado, que ficaria
incumbida de orientar e organizar.
O Instituto Nacional do lirro tem feito as suas doaçoes anuais, estas d^
veriam ser remetidas prontas para o empréstimo domiciliar com as fichas
prontas para o catálogo dicionário.
Sentimos a necessidade de mrior assistência técnica, para que haja mais
difusão e maior interesse em criar bibliotecas municipais.

6.3

- aíPRÉSTIMO ENTRE BIBLIOTECAS
Nao existe organizado um serviço de intercâmbio entre bibliotecas,

uma

vez que cada biblioteca com o seu regulamento restritivo faz proibição,
O empréstimo é feito em casos especiais&gt; de acordo com as necessidades urge
gentes, é o sejrviço de boa vontade entre biliotecários.
Ihra que esto serviço alcance êxito I necessário a formação de biblioteca»los que conheçam e compreendam o valor desse intercâmbio.
O bibliotecário de hoje sabe como I preciosa a colaboração que a sua biblioteca poderá prestar as demais organizações congêneres e como será vü
liosa para os seus trabalhos a cooperação que dessas poderá receber»

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Nenhuna biblioteca, por nais ben dotada quo seja em recursos financeiros,
bibliográficos e on pessoal, deixará de lucrar extraordinariamente ao integrer-se on un sistema de perfeita colaboração com outras bibliotecas»
Com a implantagao e a regulamentação dos serviços entre bibliotecas em Belo Horizonte, os leitores estariam em condições de aproveitar, o máximo,
coQ todo o material bibliográfico

das nossas bibliotecas.

A fim de que este intercâmbio chegue ao seu ápice com êxito e indispensável a criaçao do Catálogo Coletivo, de maneira que possa ser conhecido com
toda presteza o acervo de cada biblioteca para a localizaçao das obras, a
fim de obtê-las por emprestimo de outra instituição,
6.4

-CATÁLOGO COLETIVO
Em 1956, o Conselho Diretor do IBBD (Instituto Brasileiro de Bibliografia
o Docviraentaçao) criou a Comissão Nacional do Catálogo Coletivo, dividida
em comissões Regionais.
Ura grupo idealista tentou formar o Catálogo Coletivo dentro da liiiversidade
do Minas Gerais, e esto foi aceito, porém, é plano da Biblioteca Publica
de Minas Gorais quando ampliado o seu quadro de pessoal e a instalaçao no
prédio proprio, o que será efetuado ainda este ano, assumir esta responsa
bilidade e organizá-lo.
Após o estudo informativo baseado em dados estatísticos a primordial neA
A
cessiaade quö consiste na ausência do pessoal eo^iecializado, assistência
dos órgãos oficiais e responsáveis pelas emjjrêsas particulares, para
maior difusão.
Está Bolo Horizonte dotado de espírito mais desenvolvido, graças a este
reduzido grupo de idealistas que vem com todos esforços lutando para a s^
lidificação dos objetivos da Biblioteconomia Moderna.

7

- BIBLIOGRAFIA
BRASIL.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGR/.FIii E ESTATÍSTICA.-

Quadros estatísticos, censo 1959. Belo Horizonte.
LIM/i, Etelvina- Atendimentos de escolares em bibliotecas publicas.

Belo

Horizonte : 20, jun. 1959(Contribuição ao item 9- do temário II0 Congresso Brasileiro de Bibliografia)

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                <text>Estudo comparativo das Bibliotecas Públicas e especializadas de Belo Horizonte, com uma exposição dos trabalhos desenvolvidos, dificuldades encontradas e necessidade da formação de maior número e amparo aos Bibliotecários dentro da legislação. Sugestões de ordem técnica aguardando maior rendimento, difusão e êxito no serviço da Biblioteca moderna.</text>
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��TSRCSIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCTJT^NTAÇÃO

Informe sobre a Comissão Brasileira de Glassificaçao Decimal Universal
(IBBD/CDU)
por
Abner Lellis Corrêa Vicentini

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Curitiba
1961

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III CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
CURITIBA, 8 a 15 de janeiro de 1961

Tema I - Processos Técnicos

INFORME SOBRE A COMISSÃO BRASILEIRA DE CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
(ibbd/cdu)
por
Abner

Lellis

A
Corrêa

Sinopse

Vicentini

íí

'

O Autor apresenta um relatório minucioso das atividades levadas

a

efeito pela Comissão Brasileira da CDU nos seus dois primeiros anos de
existência, de outubro de 195Ö a outubro de 1960, especificando as tra
duçoes ja realizadas e traçando planos para o futuro.

Bibliotecário-Chefe do Centro Técnico de Aeronautica, de São José dos
Campos - SP;
Presidente da Associação Paulista de Bibliotecários;
Presidente da Comissão Brasileira de Classificação Decimal Unirer^'n'!'.

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�INFORME SOBRE A COMISSÃO BRASILEIRA DE CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
por
Abner

Lellis

Corrêa

Vicentini

Conteúdo
1, Introdução
2, Criação
3, Membros
4., Regulamento
5, Reuniões realizadas
5.1 Reuniões nacionais
5.2 Reuniões conjuntas
6, Representação em certames internacionaia
6.1 4.52 Colóquio Internacional de Estudo» Luso^Brasileiros
6.2 26â Conferencia Geral da FID
7, Traduções elaboradas no Brasil
7.1 Classe 1: Filosofia
7.2 Classe 4- e 8: Filologia e Lit«rat«ra
7.3 Classe 2: Religião, Teologia
7.4. Classe 7: Belas Artes
7,5 Outras traduções
Ö, Traduções elaboradas em Portugal
0,1 Classe 0: Obras Gerais
S,2 Edição Abreviada
9. Projetos Brasileiros de Extensão (Pbr)
10, Divulgação da CDU no Brasil
11, Utilizadores da CDU no Brasil
12, Subcomissões
12.1 Subcomissão Paranaense da CDU
12.2 Subcomissão Bahiana da CDU
13« Planos para o futuro

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�INTRODUÇÃO
O Congresso Internacional de Bibliografia, reunido em Bruxelas
era 1S95&gt; decidiu fundar o Instituto Internacional de Bibliografia,
cora o objetivo de organizar ura repertório bibliográfico universal,
que servisse de guia para a produção intelectual da humanidade.

Resolveu, então, o Instituto recem-criado, adotar a Classificagão Decimal de Melvil Dewey, cuja 1&amp; edição já se encontrava
sua 5- edição nos Estados Unidos.

era

A lâ edição da Classificação de

Devrey apareceu em 1S76, contendo 54- páginas, sendo 12 páginas

de

introdução, 12 para as tabelas e 18 para o índice, apresentando 10
classes, 100 divisões e 1,000 secçoes.

Foi efetuado um acordo entre o I, I. B. e ífelvil Dewey para

o

emprego e ampliação da Classificação Decimal.

O I, I, B,

dedicou-se, então, à ampliação do sistema de Dewey,

tentando elaborar uma classificação minuciosa e pormenorizada.

A

lâ edição internacional, completa, foi publicada em 1905» sob o ti
tulo "Manuel du Repertoire Bibliographique Universel", compreenden
do 33.000 subdivisões e um índice com 38.000 entradas, ficando conhecida como Classificação de Bruxelas.

Com o correr dos anos as atividades do I, I. B. se ampliaram, e
ele passou a Instituto de Bibliografia e Docuraentaçao em 1931, e a
Federação Internacional de Documentação era 1937, e a sua sede

foi .

transferida de Bruxelas para Haia.

A 1&amp; edição de 1905 foi sucessivamente ampliada e traduzida para diversos idiomas, dando ensejo a que aparecesse as edições in ternacionais da Classificação Decimal Universal (CDU).

A Classificação Decimal Universal acha-se atualmente bastante
difundida em todo o mundo, apresentando edições em quase todas as
f
A
línguas. Nos seus cincoenta e poucos anos de existencia a CDU, conhecida antigamente como a Classificaçao de Bruxelas, transformou-se

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�Portugal? através do Centro de Documentação Cientifica

do

Instituto de Alta Cultura, membro nacional da FID desde 194-9, iniciou
os trabalhos de traduçao em 1954-«

E o Brasil?

Em 1954

realizado no Brasil o 22 Colóquio de Estudos L\iso-Bra-

sileiros. O certame trouxe ao Brasil o Dr. Zeferino Ferreira Paulo,
diretor

do Centro de Documentação Científica do Instituto de Alta

Cultura de Portugal, que, então, acabava de publicar a Edição Preliminar Abreviada da CDU.

O Dr. Zeferino Paulo solicitou a colaboraçao

da Universidade de São Paulo no sentido de ser revista a Edição Preli
minar Portuguesa.

Foij então, criada, por iniciativa de D, ífaria Luí

sa Monteiro da Cunha, Bibliotecária-Chefe da Biblioteca Central da Uni
versidade de Sao Paulo, a Comissão de Terminologia Cientifica daquela
Universidade, que promoveu a revisão da Edição Preliminar.

Pelo Decreto ns 35.124-, de 27 de fevereiro de 1954-&gt; de acordo com
o Arte 13 da Lei 1.310, de 15 de janeiro de 1951» foi criado dentro
da estrutura do Conselho Nacional de Pesquisas, o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, que teve seu Regimento aprovado pe
Io Decreto n2 35o4-30, de 29 de abril de 1954-

O Io B. B. D, veio preencher uma lacuna no setor da documentação,
pois ''reúne as funções próprias dos Centros de documentação especia lizados e aquelas peculiares aos Centros bibliográficos gerais, a fim
de tornar mais fácii, nao somente o trabalho das instituições científicas, técnicas e industriais, mas, ainda, o aperfeiçoamento dos traba
lhos biblioteccnomicos e bibliográficos, que

sao de interesse básico

para o desenvolvimento, no Brasil, da pesquisa científica e da educação de nível superior".

Instalado em 1954 o I,B9B0D, já em 1955 tornou-se membro da
e seu orgao nacional no Brasil.

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FID,

�. 5
Como órgão nacional da FID o IBBD, além de atendei* a apelo da

t. • \\y

Fedsraçao para maior divulgação do sistema, conçsreehdeu logo a impos?tância da Classificação Decimal Universal para a reunião de documentos
e, por sugestão do bibliotecário Édson Nery da Fonseca, um incansável
batalhador pela difusão da CDU no Brasil, decidiu criar a Comissão Era
sileira de Classificação Decimal Universal.

2, CRIAÇÃO
A Comissão Brasileira de Classificação Decimal Universal, IBBD/CDU,
foi criada no Brasil, pela Resolução nfl 70, do Conselho Diretor do Ins
tituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, em sua 30ã Reunião
Extraordinária, tendo em vista o disposto no Artfi 9 do Regimento aprovodo pelo Decreto nS 35.430, de 29 de abril de 1954-&gt; com aprovaçao da
Federação Internacional de Documentação.

3. MEMBROS
Os ilrfcös 4° e 5® do Regimento Interno da IBBD/CDU estabelecem que
a Comissão é constituída por técnicos e representantes de Bibliotecas e
outros orgaos que utilizam a CDU, podendo também solicitar a colaboração
de professores universitários e especialistas sempre que necessário

ou

aconselhável.

Durante os dois primeiros anos de atividades da IBBD/CDU, trinta técnicos participaram de suas reuniões, seja como membros efetivos, seja co
mo observadores, representando os Estados de Bahia, Guanabara, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal,

Relação completa dos participantes das oito reuniões realizadas

pela

IBBD/CDU, em ordem alfabética, mencionando as reuniões em que coLpareceram, vem transcrita no ANEXO 1,

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�REGULAMENTO
Em sua 6^ Reunião, realizada nos dias 2, 3 e 4

maio de i960,

a IBBD/CDU, pela Resolução 6.3, discutiu e aprovou o seu Regimento
Interno, estabelecendo os seus fins, a sua sede, a sua competenciaj
os seus membros e a sua organização.

(ANEXO 2).

REUNIÕES
No período de outubro de 1958 a outubro de i960, ou seja, nos seus
dois anos de existência, a IBBD/CDU realizou 8 (oito) reuniões, sendo
duas em conjunto com a Comissão Portuguesa da CDU, tendo sido tomadas
132 Resoluções.
5»1 Reuniões Nacionais
la Reunião;
Realizada de 27 a 29 de outubro de 195Ö
22 Resoluções.
2S Reunião;
Realizada de 15 a 17 de dezembro de 1958
10 Resoluçoes.
35 Reunião
Realizada de 28 a 30 de abril de 1959
20 Resoluções.
AS Reunião
Realizada de 29 a 31 de julho de 1959
17 Resoluções.
5S Reunião
Realizada de 24. a 25 de novembro de 1959
23 Resoluçoes.
6s Reunião
Realizada de 2 a 4- de maio de i960
15 Resoluções.

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�7S Reunião
Realizada a 22 de julho de i960
19 Resoluçoes
8a Reunião
Realizada de 24 a 26 de outubro de i960
21 Resoluções,
5.2 Reuniões Conjuntas
1&amp; Reunião
A 4-- Reunião da IBBD/CDU, realizada de 29 a 31 de julho de 1959»
foi a lâ Reunião Conjunta realizada com a Comissão Portuguesa da
CDU, que esteve representada pelo Dr, Zeferino Ferreira Paulo,
Presidente da CP/CDU, e por D, Maria Laurinda Vasooncellos, do
Centro de Documontação Científica de Portugal. - Especialmente
convidado compareceu e abrilhantou a reunião o Prof, Dr, Javier
Lasso de Ia Vega y Jimenez Placer, Presidente da Comissão Espanhola da CDU,
2a Reunião
A 7a Reunião da IBBD/CDU, realizada a 22 de julho de i960, foi a
2a Reunião Conjunta com a Comissão Portuguesa da CDU, que esteve
representada pelo Dr, Zeferino Ferreira Paulo, Presidente da CP/CDU,
e pelo Eng, João Fernando Cansado Tavares, do Laboratorio de Enge nharia Civil de Portugal, - Nesta Reunião foi feito o levantamento
do estado da Edição Abreviada em Lingua Portuguesa em agosto de i960,
aprovado o protocolo a ser observado para as traduções das diversas
classes da Edição Desenvolvida, e estabolecidas as normas gerais
para a Edição da Classe O, Obras Gerais,

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.9
4.. As classes 2, 4-? 61, 7 e as classes 5&gt; 62/69 e 9, da Edição
/
Desenvolvida, estão a ser traduzidas, respectivamente, pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação e pelo Centro de
Documentação Cientifica.

TRADUÇÕES EL/iBORAD/iS MO BILISIL
Foi bastante profícua a atividade da IBBD/CDU nestes dois anos.
Entre as classes que mereceram atenção especial estão a Filosofia,
Filologia, Literatura, Religião e Belas i:\rtes.
7.1

Classe 1; Filosofia
A classe 1 foi traduzida no Instituto Teológico Pio XI (Faculdade de Teologia da Congregação Salesiana), sob a direção

do

Revdmo. Pe, Asterio Campos, Bibliotecário e Professor de Filosofia e Direito Canonico daquele Instituto.
Traduzida diretamente da Edição Desenvolvida /ilemã (3- Edição
Internacional da CDU), teve o seu índice alfabético-remissivo
totalmente refeito e cuidadosamente elaborado, de acordo com a
mais moderna técnica.
A classe 1 foi revista pela Comissão Portuguesa que enviou al%
guns reparos a mesma,

^

o texto definitivo da classe 1 foi aprovado e remetido a FID/CCC
de acordo com Resolução 8.11, tomada na öa Reunião, A edição mimeografada está sendo distribuída pelo IBBD,

7.2

Classes A e 8; Filologia e Literatura
As classes 4- (Filologia) e 8 (Literatura) foram traduzidas pela
Escola de Biblioteconomia e Doctimentação "Santa Ursula" da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, por D, Ulrike
Wehmeier e D, íferia iintonietta Hequião Piedade.
lis duas classes ja foram revistas pela IBBD/CDU, tendo sido enviadas a CP/CDU para a revisão de Portugal.

I Digitalizado
-^gentilmente por:

]_'5

16

17

1

�.10
Os índices destas classes encontram-se em preparo. A IBBD/CDU
espera poder remeter o texto definitivo (tabela e índices)

à

FID/CCC em 1961.
iis edições mimeografadas, sem indicas, foram preparadas pelo IBBD.

Classe 2; Religião. Teologia
A classe 2 (Religião, Teologia) foi traduzida no Instituto Teológico Pio XI, pelo Revdno. Pe. Daniel Roscoe, S.D.B,, sob a supervisão e revisão do Revdmo. Pe. Dr. ilntonio Charbel, S.D.B., pro fessor de Sagrada Escritura daquele Instituto e da Faculdade de
Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
A IBBD/CDU espera remeter a tradução a Comissão Portuguesa, para
revisão, no.12 semestre de 1961.

Classe 7; Belas /irtes
Na sua 6^ Reunião, pela Resolução 6.11, a IBBD/CDU encarregou
D. Noêmia Lentino, Professor de Classificação da Escola de Biblioteconomia da Fundaçao Escola de Sociologia e Política, da
traduçao da Classe 7, Belas ilrtes.

O texto da tabela ja se encon

tra pronto, devendo ser revisto pela Comissão em sua 9^ Reunião,
que se realizará em abril de 1961.

Outras traduções
iUÓm da traduçao das classes mencionadas de 7,1 a 7.4- a IBHD/CDU
está euqjenhada na
7.5.1 Tradução das Tabelas Auxiliares, que está sendo elaborada
por D, Vera Fursterníi.u, da Escola de Biblioteconomia e Documentação "Santa Ursula"3
7.5.2 Tradução da classe 6l (Medicina) tendo encarregado a Subcomissão Bahiana de sua elaboração;
7.5.3 Tradução r'.a classe 62 (Engenharia) que esta a cargo da Subcomissão Paranaense da CDUj

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.11
7.5.4- Tradução da classe 66 (Engenharia Química) encarregando,
pela sua Resolução 0,10, a Escola de Biblioteconomia

de

Minas Gerais, deste trabalho;
7.5.5 Elaboração da lista dos exemplos brasileiros que deverão
figurar na Edição Desenvolvida da Classe 8, que devera
A
ser feita pelo Dr. ffcnoel Adolpho Wanderley, de acordo
com Resolução S.IO,

8, TRi'iDUCÖES ELí1B0R;J&gt;/íS em PORTUG/iL
A Comissão Portuguesa da CDU publicou em 1954. a Edição preliminar
da Edição Abreviada da CDU em Língua Portuguesa.

Desde então, vem

trabalhando ativamente, não só na edição definitiva,

mas também nas

Classes O, 5 e 9, na revisão das traduções elaboradas pela IBBD/CDU.
8.1 Classe Ot Obras Gerais
O texto da Classe O (Generalidades) foi traduzido pela CP/CDU,
tendo a Comissão Brasileira revisto o mesmo, e elaborado o respectivo índice, de acordo com a Resolução 1.7 e 2.1.
8.2 Edição Abreviada em LÍngua Portuguesa
Todos os esforços da CP/CDU estão concentrados na publicação da
Edição Abreviada em LÍngua Portuguesa, que deverá sair em princípios de 1961, atualizada até dezembro de 1958, incluindo o PE
658.
O estado atual dos trabalhos de tradução é o seguinte:
1. Palavras prévias (a redigir pela CP/CDU)
2. Prefácio e'Introdução (prontos)
3. /iTtigo sobre a aplicação da CDU, Donker Duyvis (providenciar)
4.. Quadro geral das principais divisões (pronto)
5. Tabelas principais:
Prontas; O, 1, 2, 3, 4-&gt; 5/54-7 6/621,3, 7, 8 e 9 (traduzidas
pela CP/CDU e revistas pc.La IBBD/CDU)
Falta; Revisão do 55/59 e 621,9/69.

cm

1

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.12
6, Tabelas auxlliares (traduzidas pela CP/CDU. Falta revisão
dos nomes geográficos usados no Brasil. Inclusão em nota dos
números auxiliares de lugar do Brasil).
7» índice alfabético-relativo (a ser elaborado pela CP/CDU).

PROJETOS BRASILEIROS DE EXTENSÃO DA CPU (Pbr)
De acordo com o Tirtö 3&gt; letra "d" e "e", do Regimento Interno,
coDçjete a IBBD/cDU promover a revisão das divisões particulares da
CDU, apresentando propostas de estensao ou correção do sistema

a

Comissão Central de Classificagao (FID/cCC),
A IBBD/CDU apresentou a FID nove projetos de extensão, que tomaram os nOs. Pbr 1

a

Pbr 9&gt; e que são os seguintes:

Pbr 1 (Resolução nO 1,16);
Acrescentar na Classe 2:
271.789

Salesianos de Dom Bosco (1S59) IS.D.B,!

Pbr 2 (Resolução nQ 1,16);
Acrescentar na Classe 2:
23,01

Introdução a Teologia Dogmatica

Pbr 3 (Resolução nö i^.,12):
(81)

Numeros auxiliares de lugar para o Brasil

(VIDE

;j®XO Nfi 3)
Pbr Z. (Resolução nö 4..12)
Transferir "Existencialismo" de 141,319»8

para 141,32

15 Observacao;
A filosofia existencial ou existencialismo, classificada
em 141.319.8, aparece como subr'ivisäo da Escolástica, cu
ja classificação é 141,31
2a Observacao!
A Pbr 4. já foi aprovada pela FID, que a transformou em
Pbr 681, tendo sido publicada na '"Extensions &amp; Corre -■
ctions to UDC, Series 4-&gt;

Digitalizado
7 gentil mente por:

2"o

�.13
Pbr 5 (Resolução nö 5.14,);
Acrescentar as seguintes subdivisões ao número 159,9,01:
159,9.011

Generalidades filosóficas sobre a alma humana

159.9.011.1

Existência da alma humana

159.9.011.2

Simplicidade da alma humana

159.9.011.3

Espiritualidade da alma humana

159.9.011.4

Substancialidade da alma humana. União substancial entre alma e corpo

159.9.011.5

Unidade da alna humana

159.9.011.6

Origem da alma humana

159.9.011.7

Imortalidade da alma humana, Traducianismo

159.9.011.8

Imortalidade da alma humana. Vida futura, Reincarnação, ^fetempsicose, Potências e faculdades da alma,

Pbr 6 (Resolução nö 5,14-)*
Acrescentar a seguinte nota após o número;
86o(8)

Literatura sul-americana
Para as literaturas dos diversos países sul-americanos de lingua espanhola, subdividir como (82/899).
Ex,: Literatura argentina

86o(82)

Pbr 7 (Resolução nö 5.14-)!
Acrescentar na Classe 8;
869.0 (81)

Literatura brasileira

Pbr 8 (Resolução nö 6,7):
Substituir, em face da mudança da capital brasileira,
815.4

Distrito Federal (atual),

815.4

Estado da Guanabara

por

Pbr 9 (Resolução nö 6o7):
Substituir, em face da mudança da capital brasileira,
817»4

Brasilia (futuro distrito federal),

817.4

Brasília, Distrito Federal.

Digitalizado
7 gentil mente por:

por

�,1A
10. DIVULGAG/ÍO DA CPU NO BRfiglL
Entre- as atribuições da IBBD/CDTJ

figura a divulgaçao da Clas-

sificação Decimal Universal no Brasil (ilrtö 3®» letra "a", do Regimento Intc-rno),
Com sua 6&amp; Reunião, e pela Resolução 6,6, a IBBD/CDU sugeriu
ao IBBD a tradução para o português, do artigo de E. Jacquemin:
"La Classification Decimale Universelle: description et comnentaire des règles en usage", publicado na Revue de Documentation,
26U): lOl-lOA, 1959.
Atendendo aquela sugestão o IBBD publicou, em agosto de i960,
em folheto de 32 páginas, o referido artigo, em esmerada traduçao
de Laura Miia de Figueiredo e Édson Nery da Fonseca.
O artigo de E, Jacquemin, que em português tem o título "A Cias
sificaçao Decimal Universal: descrição e comentários das regras em
uso", e a publicação nö 312 da FID, e está sendo distribuído gra tuitamente pelo IBBD,

11. UTILIZiU)0RES DA CPU NO BRi'iSIL
A IBBD/CPU, em sua lâ Reunião, encarregou Édson Nery da Fonseca
de elaborar a lista dos utilizadores da CPU no Brasil.
A la lista foi publicada em 1959 e incluiu bibliotecas e publicações.

Em i960 foi publicado o Ifl Suplemento.

E intenção da IBBP/CDU publicar anualmente a lista dos "Utilizadores da CDU no Brasil", contribuindo assim para a atualizaçao
de "Periodicals using the UPC", da FID.

12. SUBCOMISSÕES
O Regimento Interno da IBBD/CDU estabelece em sou Turtô 12 que,
para facilitar seu trabalho, a Comissão poderá organizar subconip
soes estaduais, que deverão difundir a CDU no plano regional.

I Digitalizado
-^gentilmente por:

]_'5

16

11

l'í

�•15
^
ß
M
Ate o presente nonento ja foran criadas duas subcomissões, a saber:
12.1 Subconissão Paranaense da CPU
Por iniciativa do Curso de Biblioteconomia da Universidade

do

Paraná, foi criada, en 2U de abril de 1959? em Curitiba, a Subcomissão Paranaense da CDU, com a sigla CBRUP/CDU,

Esta Subco-

missão está encarregada da tradução da Classe 62 (Engenharia).
12.2 Subcomissão Bahiana da CPU
Por iniciativa da Escola de Biblioteconomia e Pocumentaçao da
Universidade da Bahia, foi criada em 10 de agosto de 1959, em
Salvador, a Subcomissão Bahiana da CPU, que está encarregada
da traduçao da Classe 6l (Medicina),

PLANOS PAR/i O FUTURO
O Programa de Trabalho a Longo Prazo da FH), no setor referente
a Classificação, estabeleceu que a CPU deve

ser mantida e melhorada,

para "servir de estrutura básica do saber".
Tendo por base o programa da Federaçao, a IBBP/CPU procurará, sempre em estreita colaboraçao com Portugal;
13.1 Ultimar a traduçao das classes faltantes para completar a Edição
Pesenvolvida em Lingua Portuguesa.
13.2 Continuar a difusão da CPU nos diversos Estados brasileiros, incrementando a fornaçao de subcomissões estaduais,
13.3 Conseguir que os periódicos, relatórios, teses e informes, enfin
todo e qualquer trabalho científico publicado no Brasil, adote o
uso da CPU,
13,4- Enviar a FIP extensões relativas ao Brasil, tendo em vista

as

classes ou subdivisões de assuntos que apresentem peculiaridades
nacionais, como por exemplo: direito brasileiro, administração
/A
^
publica, forças armadas, literatura, historia, etc.
13,5 Conseguir sejam consideradas normas brasileiras as edições
CPU em língua portuguesa.

Digitalizado
7 gentil mente por:

da

�INFORME SÔIRE A GOI^SÃO HRASILEEA DE CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL

AÍJEXO. Nfl 1

MEMBROS

1.

DA

IBBP/CDU

ABl^ LELL3S CORRÊA VICENTINI

(lâ a Ôâ Reuniões)

pela Biblioteca Central do Centro Técnico de Aeronautica, de
Sao Jose dos Campos - SP
Presidente da IBBD/cDIJ: 1958/59, 1959/60 e I960/6I

2.

ADELPHA silva RODRIGUES DE FIGUEIREDO

(7â Reunião)

pela Biblioteca Mmicipal de São Paulo

3.

PE. ASTÉRIO CAl^CS, S.D.B.

(la a 5^ Reuniões)

pelo Instituto Teológico Pio XI, de São Paulo

4..

FREI BERITARDO DO CATÃO, O.P.

(2ã, 3^ e

Reuniões)

pelo Convento Dominicano de São Paulo

5.

CACnDA BASÍLIO DE SOUZA REIS

(^.â Reunião)

pela Escola de Biblioteconomia de ffi.nas Gerais

6.

CORDÉLIA ROBALINHO CAVALCANTI

(^.i a 8â Reuniões)

pelo Serviço Central de Informaçoes Bibliográficas da
íftiiversidade do Recife

7.

ÉDSON Í^RY DA FO^SECA

(lâ a 6a Reuniões)

pela Comissão de Doctimentaçao da Associaçao Brasileira de
Ilõrmas Técnicas

8.

ÉLTON E. VOLPINI

(8a Reunião)

pela Escola de Biblioteconomia de MLnas Gerais

9.

EMÍLIA MACHADO DE BUSTAMANTE

(lâ, 2â, /^â e 6â Reuniões)

pela Biblioteca do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro

cm

12

3

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14

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19

20

�.2
(ANEXO NC 1 - Cont.)
10.

ETELVINA Lm

(7â Reunião)

pela Escola de Biblioteconomia de líLnas Gerais

11.

FELIS BELA LIBJÜRATQ DE mTTOS CARVALHO

(4.â a 7^ Reuniões)

pela Subcordssão Bahiana da CDU

12.

FERNAMDA LEITE RIBEIRO

(lè a Ôâ Reuniões)

pelo Serviço de Informaçoes Tecnico-Cientificas do IBBD
Secretaria da IBBD/CDU

13.

FLÂVIA RUBENS ACCIOLI DO PRADO

(^.â Reunião)

pela Subcomissão Paranaense da CDU

14..

ILÍRIA BUEDE

(6s Reunião)

pelo Serviço Central de Informações Bibliográficas

da

Universidade do Rio Grande do Sul

15.

LAURA MAIA DE FIGUEIREDO

(l&amp; a 8a Reunlõea)

pelo Serviço de Bibliografia do IBBD

16.

LAURO 1'JEY DE I^MEZES. MAJ. AV.

(2a e 3a Reuniões)

pela Escola de Aperfeiçoamento de Ofloiais da Aeronáutica,
Base Aerea de Cutnbica

17.

L'YDIA DE QUEIROZ SAmQUI

(lâ a 8â Reuniões)

pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação

18.

MALVINA VIAIIA ROSA

(4.â Reunião)

pelo Serviço Central de Informações Bibliográficas

da

Universidade do Rio Grande do Sul

19.

I'IANOEL ADOLPHO WANDERLEY

(lâ a 8a Reuniões)

pela Biblioteca Nacional

20.

MARIA /íNTONIETA REQUIÃO PIEDADE

(^a a 8â ReuniÕes)

pela Escola de Biblioteconomia e Documentação "Santa Úrsula"

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.3
(ANEXO Nß 1 - Cont,)
21.

M&amp;RIA AFAIÍECIDA GOMES DE I-K)URA

(5a Reunião)

pelo Conselho Nacional de Estatística

22.

WiRlk DA GLÓRIA VilSGO DE TOLEDO

(2a Reunião)

pela Biblioteca Minicipal de São Paulo

23.

MARIA EMÍLIA DE t'ELLO E CUTffiA

(la a

6a, 7â e Sa Reuniões)

pelo Conselho Nacional de Estatística

2A.

miA HELENA G. DE PAIVA

(Sa Reunião)

pelo Conselho Nacional de Estatística

25;

MARIA LIA FASANO

(2a Reunião)

pela Escola Politécnica da Universidade de Sao Paulo

26.

MARIA LUÍSA Í43NTEIRO DA CIMHA

(lâ a 3a, 5^ a Ôâ Reuniões)

pela Biblioteca Central da Universidade de Sao Paulo

27.

NANCY WSSTPHALEN CORREi^

a 8a Rguniões)

pelo Serviço Central de Infonaasoes Bibliográficas da
Universidade do Paraná

2S.

NOÊMIA LENTBIO

(3ß a 8a Reuniões)

pela Biblioteca Municipal de São Paulo

29.

REGDIA PORTO MACEDO

(2a a 8S Reuniões)

pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

30,

WASHCTGTON JOSÉ DE ALMEIDA M3ÜRA

(la a 5a Reuniões)

pela Biblioteca da Camara dos Deputados

Digitalizado
-^gentilmente por:

�DFORME SOBRE L CO^OSSXn HR7^qTT.F.-m.V m nT.^SSIFICACÃO DECIM/'iL UNIVERSAL

/JjEXO

NO

2

REGIMENTO BTTERNO DA IBBD/CDU

Capítulo I

Dos fins, da sede e da competência da

Comissão

/irtö lö - Criada pela Resolução nö 70, do Conselho Diretor do Instituto
M
A
Brasileiro de Bibliografia e Documentação, como un de seus or gaos técnicos consultivos, em sua Trigesima Reunião Extraordi nária, realizada em 8 de março de 1958, e confirmada pela Federaçao Internacional de Documentagao, em 19 de agosto de 1958, a
Comissão Brasileira da Classificação Decimal Universal (IBBD/cDU)
^
4M
tem como finalidade precipua a difusão da CDU no Brasil e demais
países da /jncrica Latina, colocando-a ao alcance do maior número
possível de estudiosos,

Art2 2Ö - A sede da IBBD/CDU é o Instituto Brasileiro de Bibliografia e
Documentação, membro nacional da FID para o Brasil

(Av, General

Justo, 171 - 4,2 andar - Rio de Janeiro),

Artß 32 - Compete à IBBD/CDU:
a) difundir o emprego da CDU nas bibliotecas e centros de documentação do Brasil;
b) congregar os esforços das entidades que já se utilizam

da

ODU no Brasil;
c) contribuir para a edição da CDU em língua portuguesa;
d) promover a revisão das divisões particulares da CDU, apresen
tando propostas de extensão ou correção a Comissão Central
de Classificação da FID (CCC/FID);

Digitalizado
-^gentilmente por:

�' ..2
(ANEXO m 2 - Cont.5
o) estudar os projetos de extensão e correção apresentados pelas
Comissoes Nacionais dos demais países membros da FID e emitir
A
parecer sobre os mesmos;
f) estudar as extensões da CDU relativas ao Brasil, tendo em vis
ta as classes ou subdivisões de assuntos que apresentem peculiaridades nacionais;
g) colaborar com a Comissão Portuguesa da Classificação Decimal
Universal (CP/CDU),

Capítulo II

Da Organização da Comissão

4-® - A IBHD/CDU será constituída por técnicos e representantes de
Bibliotecas e outros orgaos que utilizam a CDU,
§ 12 - O total de membros não deverá exceder a 25.
§ 22 - Os novos membros serão eleitos pela IBBD/cDU e designados
pelo IBHD,
Art2 50 _ A IBBD/CDU poderá solicitar também a colaboração de professo
res universitários e especialistas, sempre que necessário ou aconselhável,

.\rtfi 62 - A IBBD/CDU terá um Presidente, eleito, por periodo de um ano,
por votação dos seus membros na última Reunião anual da Comissão,

Art2 7Q _ Sao atribuições do Presidente:
a) presidir, orientar e dirigir os trabalhos da IBBD/cDU;
b) zelar pela fiel obseirvancia do Regimento e das Resoluções da
Comissão;
c) representar a IBBD/CDU nos atos, visitas, solenidades e ceri
A
monias a que deva comparecer, ou designar quem o represente;
a) exercer todas as atividades compatíveis com o Regimento;
e) resolver os casos omissos neste Regimento.

I Digitalizado
-^gentilmente por:

S'SSZX

]_'4

15

16

17

l'í

�'.3
(AIEXO Nö 2 - Cont.)

'

Artö 82 - Em caso de impedimento do Presidente, os membros da Comissão
elegerão seu substituto.

Arto 92 - Os trabalhos de secretaria da IBBD/CDU ficarão a cargo do
Serviço de Informações Tecnico-Científicas (SITC) do IBBD,

Capítulo III

Das disposições gerais

i»rtö 102 - As Resoluções da Comissão serão redigidas em forma articulada e indicada pelo respectivo número de ordem,

Arto 110 _ As Resoluções serão aprovadas pelos membros da Comissão pre
sentes a cada Reunião, cabendo ao Presidente o voto de desempat&lt;

iirtö 120

Para facilitar seu trabalho, a IBBD/CDU poderá organizar sub
comissões estaduais que deverão fazer-se representar nas Reunioes da Comissão e prestar contas de seu trabalho,

Arto 130 - Os membros da IBBD/CDU, residentes fora do Rio, de Janeiro,
M
A
convocados para as reuniões terão sua hospedagem e diarias pagas polo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
dxirante o período da Reunião,

Digitalizado
-^gentilmente por:

�INFORME SOBRE A COMISSÃO BR/^ILEm DE CL^iSSlFICAGÃO DECim UNIVERSAL

ANEXO Na 3
(Phr 3, S e 9)

Numeros auxiliares de lugar para, n fírpa;t,1
í
(81)
(811)

Brasil
REGIÃO NORTE

(811.1)

Território de Rondônia (antigo Guaporé)

(811.11)

Hmicípio do Porto Velho (capital)

(811.12)

Outros municípios. Subdividir L/Z

(811.2)

Território do Acre

(811.21)

Manicípio de Rio Branco (capital)

(811.22)

Outros municípios. Subdividir /i/Z

(811.3)

Estado do Amazonas

(811.31)

Município de Manaus (capital)

(811.32)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(811,4.)

Território do Rio Branco

(811,41)

Idinicípio de Boa Vista (capital)

(811,4,2)

Outros municípios. Subdividir I\/Z

(811.5)

Estado do Pará

(811.51)

Minicípio de Belém (capital)

(811.52)

Outros municípios. Subdividir li/Z

(811.6)

Territorio do Amapá

(811.61)

Minicípio de i'lacapa (capital)

(811.62)

Outros municípios. Subdividir l/Z

(812/813) REGIÃO NORDESTE
(812)

Região Nordeste Ocidental

Digitalizado
-^gentilmente por:

�-

(AIEZO N2 3 - Cont.)

(Ö12.1)

Sstado do Ifaranhao

(812,11)

!-iLaicípio de São Luis (capital)

(812,12

Outros municípios. Subdividir íí/Z

(812,2)

Estado do Piauí

(812.21)

Município de Tcresina (capital)

(812.22)

Outros municípios. Subdividir /i/Z

(813)

Região Nordeste Oriental

(813.1)

Estado do Ceará

(813,11)

Manicípio dc Fortaleza (capital)

(83.3,12)

Outros municípios. Subdividir il/Z

(813.2)

Estado do Rio Grande do Norte

(813.21)

Ítoiicípio de Natal (capital)

(813.22)

Outros municípios. Subdividir íjz

(813.3)

Estado da Paraíba

(813.31)

ííunicípio de Jõao Pessoa (capital)

(813.32)

Outros municípios. Subdividir iv'Z

(813,4.)

Estado de Pernambuco

(813.41)

Município de Recife (capital)

(813.42)

Outros municípios. Subdividir hfz

(813.5)

Estado de lagoas

(813.51)

ííanicípio de I'&amp;ceio (capital)

(813.52)

Outros municípios. Subdividir h/Z

(813.6)

Território de Fernando de Noronha

(814/815)

REGI2L0 I£STE

(814)

Região Leste Setentrional

Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

�.3
(AJIEXO HC 3 - Cont.)

cm

1

(Ö14.,l)

Estado de Sergipe

(8U.11)

l'iLinicipio de Aracaju (capital)

(814„12)

Outros municípios. Subdividir

(S14,2)

Estado da Bahia

(8l4,«2l)

fiuiicípio de Salvador (capital)

(8I4..22)

Outros municípios. Subdividir //Z

(815)

Região Leste Meridional

(815.1)

Estado de líinas Gerais

(815.11)

!-íiinicípio de Belo Horizonte (capital)

(815.12)

Outros lüunicípioa. Subdividir hfZ

(815.2)

Estado do Espírito Santo

(815.21)

Ilinicípio de Vitória (capital)

(815.22)

Outros municípios. Subdividir hfl*

(815.3)

Estado do Rio de Janeiro

(815.31)

limicípio de Niterói (capital)

(815.32)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(815.4.)

Estado da Guanabara

(815.41)

ítoiicípio do Rio de Jaiielro (capital)

(816)

REGIÃO SUL

(816.1)

Estado de São Paulo

(816.11)

Minicípio de São Paulo (capital)

(816.12)

Outros municípios. Subdividir

(816.2)

Estado do Paraná

(816.21)

1'íunicípio de Curitiba (capital)

(816.22)

Outros municípios« Subdividir /i/Z

(816.3)

Território do Iguaçu (extinto)

(816.31)

í-iinicípio de Iguaçu (capital)

(816.32)

Outros municípios. Subdividir /i/Z

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^

^

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14

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lí

19

20

�•U
(MEXO Nfi 3 - Cont.)
(816.4.)

Estado dc Santa Catarina

(316.41)

Minicípio de Florianopolis (capital)

(816.42)

Outros municípios. Subdividir Vz

(816,5)

Estado do Rio Grande do Sul

(816,51)

Itoiicípio de Porto jUegre (capital)

(ÖI6.52)

Outros municípios. Subdividir h/Z

(817)

,

REGIÃO CEíITRO-OESTE

(817.1)

Território de Ponta Porã (extinto)

(817.11)

^íünicípio do Ponta Pora (capital)

(817.12)

Outros municípios. Subdividir ii/Z

(817.2)

Estado de l-feto Grosso

(817.21)

Município de Cuiabá (capital)

(817.22)

Outros municípios» Subdividir A/Z

(817.3)

Estado de Goiás

(817.31)

Município de Goiânia (capital)

(817.32)

Outros municípios. Subdividir //Z

(817.4)

Brasília, Distrito Federal

Digitalizado
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                <text>O Autor apresenta um relatório minucioso das atividades levadas a efeito pela Comissão Brasileira da CDU nos seus dois primeiros anos de existência, de outubro de 1958 a outubro de 1960, especificando as traduções já realizadas e traçando planos para o futuro.</text>
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�cm

��TEiiCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DS BIBLIOTECONOMIA S DOCUI/ENTAÇÃO

Relações publicas e publicidade era bibliotecas publicas brasileiras
por
Nancy Meirelles Junqueira

V-

Curitiba
1961

I
cm

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�•*
^
Tema V - Relações Publicas e Intercâmbio

RELAÇÕES PUBLICAS E PUBLICTOADE EM BIBLIOTECAS PUBLICAS BRASILEIRAS
por
NANCY l^IRELLES

JUÍIQUEIRA

SINOPSE

O trabalho, depois de tentar esclarecer as diferenças essenciais
entre Relações Publicas e Publicidade, focaliza a importância de

as

Bibliotecas Publicas estabelecerem um plano de relações publicas, ajus
tando-se aos interesses o necessidades do publico para, então, fazerem
a publicidade dos serviços que oferecem, de modo a recrutar leitores
para movimentar suas coleções.
Sugere alguns recursos de publicidade que poderão ser empregados
pelas bibliotecas com um mínimo de despesas»

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lí

�I
CONTEIÍDO

1.

CONCEITUAÇÃO DO ASSONTO.

1.1

Relações publicas.

1.2

Publicidade»

2.

RELA.ÇÜES PIÍBLICAS E PUBLICIDADE EI-I BIBLIOTECAS PlÍBLICAS.

2.1

Justificativa. Iraport^cia.

2.2

Bases para uma campanha de publicidade eficiente.

3.

MEIOS DE PUBLICIDADE QUE PODEM SER El^lPREGADOS PELA BIBLIOTECA PUBLICA.

3.1

Contactos pessoais»

3.11

Visitas coletivas à Biblioteca.

3.2

Cartazes e publicações da Biblioteca.

3.3

Vitrines.

3.4-

Publicidade em jornais.

3.5

Radio.

3.51

Televisão.

3*6

Cinema

U,

CONCLUSÕES.

Visitas a instituições e clubes.

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�1.

CQNCEITUAC^O M ASSUNTO.

C
^
1.1 - Reloçoes Publicas.
çoes Publicas.

^
M
M
Varias sao as definições e os conceitos de Rela-

Assunto rclativanente novo, e natural, que nao se tenha, ainda, fir-

A
nado o seu conceito e nesno quo reine cert-. confusão er.i torno de seu sentido.
90
^
Em 194-2, en xim reunião do Servidores Públicos realizada nos Estados Unidos,
foi estfibelecida a seguinte definição: "RoL^^.ções Públicos diaen respeito ao desenvolvinento o mnutençao, por qualquer neio legitimo, de atitudes favoraveis da parto de
&gt;
/ *#
/
un publico con que un orgao esta en contacto."
••
M
/
Esta definição nao situa, poren, o assunto en todos os seus aspectos, pois
Relações Publicas pressupoen uina reciprocidade entro instituição e publico: o preci90
0^
^
so que a instituição esteja enquadrada nos interesses do publico, tenhí\ um tianeira
9»
^
m*
A
/
de agir de nodo a inpor-se perante a opinião publica, para, então, receber desse publico, o credito que lho e devido.
Outra definição de Relações Publicas, nais conpleta, diz que são elas a
função administrativa por neio da qual se avalian as atitudes publicas, se identifican as diretrizes o os procedinentos de un indivíduo ou de una organizaçao con o in«

A
/
90
toresso publico q se executa tin progmna de ação, con o objetivo de angariar a coraproensão o a aceitação publicas en favor daquele indivíduo ou daquela organização»
90
^
^
As Relações Publicas consisten 90^ en fazer o quo o direito e 10^ en divulgar.
Facilitan a conunicação o a interpretação da infornrição de una onprêza para
os seus públicod e a conunicação das idéias e opiniões desses públicos para a enprê^
A
^
90
zaf do modo a resultar dai, para a enprezn, ur?. wolido prograna do açao que conte con
é0
90
A
^
una completa conpreensao, aceitaçao e apoio do publico.
90
90
^
4
^
A principal função do un agente do Relações Publicas o identificar seu publico, estuda-lo, conpreendo-lo, para, então, ajustar a enpreza e os serviços que
ela oferece a esse publico.

Descobrir as causas das nas relações eccertificar-se

de que a instituição esta funcionando bon.

Caso contrario, procurar corrigir os er-

ros e os desajustanontos.
Depois, onpr^ar os recursos da publicidade, todos os veicixlos de divulgaçao
00
4
ék
f
para tomar sua instituição, ja identificada aos interesses do publico, ben açoita
por ele.

cm

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�2)

No Brasil, no entanto, considcraia fioLíçõcs Publicas unicainGntc como divulgação, publicidado ou, o quo c pior, como cortozia, amabilidado, siiaplosmonto com o fim
do captar asimpatia g boa vontade do publico.

Publicidado o o unico meio dc que so

servem para realizar BcLições Publicas»

^ A
«V
1»2 - Publicidade - E toda açao consciente, destinada a transmitir qualquer
inforraaçao ou idéia a um publico, cora o intuito de leva-lo a pensar ou agir de determinada forma.

^ um dos meios adotados pelas Relagões Publicas, depois de estabelecidl o

plano de ajustamento da instituição a comunidade, para tomar, esta instituição, cfenhccida e procurada.

A publicidade visa o coletivo, o grupo social^ Seu fim e essen-

M
/
/
&gt;
ciàlmente lucrativo, para as organizações comerciais, e e paga pelo publico, polo proprio consumidor do produto»

Alem de ter rim caráter iaformativo, mostra as vantagens

do produto, sugere benefícios, procura forçar o publico a aceitar, divulga novas necessidades o novos hábitos.
O fim da publicidade e sempre desenvolver e aumentar o consumo do um produto
anunciado»

Publicidade servo, primeiramente, para formar uma clientela que, depois,

devera ser conservada e aumentada.

2.

REUCSeS pfeLICAS E PUBLICIDADE M BIBLIOTECAS PUBLICAS.

2*1 - A Biblioteca Publica e, hoje em dia, uma instituição humana e, ocsao
tal, pronta a cgnsiderar os interesses pessoais de sua clientela.
A qualidade do serviços que oferece deixa-a em posição de servir com© agente, guia o orientadora da cultura do uma comunidade.

Sua finalidade precípua o a do

ter um livro para cada leitor que a procura o um leitor para cada livro de sua coleção o, ainda mais, de conseguir localizar esses livros em poucos minutos.
Naö pode, portanto, ser ixma instituição estatica, um museu do livros, limitando-se a ter um acervo bom organizado»

Nao pode se divorciar do publico a que pre-

w
A
A
tendo servir . Existe em função dele e devo dar-lho aquilo que ele necessita.
Para isto, devera utilizar-se dos princípios e métodos das Relações Publicas, procurando, por meio de estudo minucioso, inque'ritos bem planejados, conhecer
seus leitores»

Deve, então, analisar-se cuidadosamente, para verificar se os servi-

ços que oforeco correspondeji^ realmente^ às necessidades o interesses dosi"^!til&lt;tor(l-s#tor»

cm

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�3)

Corrigir falhas porventura notadas, modificar regulamentos, ampliar horários, onfiin,
procurar tornar-se realmente um organismo vivo, parte integrante da comUnidadoi
E, então, tomar-so agressiva, fazer a publicidade bom planejada do seus recuro.
o leitor pivDCisa sor recrutado em todas as partes. ílao c fácil para uma biblioteca competir com o mundo comercial do entretenimento público quo, hoje cm dia,
absorvo o domina a opinião publica»
Salvo em casos excepcionais, o publico nao procura a biblioteca para distrairse»

Aqueles que a procuram para pesquisa o estudo, tem razões p-^oprias, não precisam

ser solicitados.

Mas a grande maioria que deveria ler para instruir-se o eduôar-se,

esta, ignora o que a biblioteca lhe podo oferecer.
Tomc.-so necessário, então, que a biblioteca organize um plano cuidado® de
r-nTUiii-

publicitária, que empregue todos os recursos do atraçao aos leitores»

Sora

uma publicidade ativa, focalizando pontos do interesso, repetindo-os parg gravar, atin^
00
gindo a sensibilidade do publico, pois nao basta oferocor friamente, por mais bem documentada quo soja essa oferta.
^
90
Sc a biblioteca e, entretanto, uma instituição govcmamontal^ que nada cobra
por seus serviços, como competir com o comercio e a industria em uma campanha de publicidado?

Ê lácito desviar verbas, quaso sempre oxxguas, para fazer publicidade?

As verbas da biblioteca nunca são suficientes para a aquisição do um bom acervo o nem
&gt;
^
^
mesmo para o pagamonto do pessoal ladispcnsavol para organiza-lo o movimcnta-lo»
o problema tom, entretanto, outro angulo: o licito, ao contrario, despender
verbas para formar coleções que permaneçam estaticas, por falta do conhecimonto dos
leitores?
E preciso, portanto, quo a biblioteca encontre um meio termo: organizo o
aplique um bom programa do relações publicas, empregando princípios e métodos, procurando, por meio de estudo minucioso, inquéritos bem planejados, conhecer o que os leitores em potencial pensam o desejam»
O Diretor da Biblioteca Publica, entre suas fixnções administrativas, tem ài'de
^
00
atuar como agente de Relações Publicas, contando, para isto, com a colaboração do
seus auxiliares imediatos.

Mesmo o planejamento de uma campanha publicitária o ta-

refa que lhe compete»

cm

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�4.)

A aplicação dos planos traçados c, ontão, trabalho dc colaboração do t&lt;3do o
pessoal«

Os recursos do imaginação dcsso pessoal poderão süprir a escassos de recur-

sos finandeiros*
dado.

Nem e preciso qüe a Biblioteca empregue um especialista em publici-

'
A
Se puder faze-lo, tanto melhor.

Mas, uma conjugaçao de ôsforços de todo o pes-

soai, aproveitando-se habilidades e vocaçoea, poderá conduzir a resultados satisfatórios no campo da publicidade, muito onbora não se possam dosprezar os métodos e rotei-ros da publicidade científica.
Um bom planejamento, uma boa aplicação (o plano, imaginação o boa vontado eis os elementos com que contar para uma publicidade pouco dispendiosa.

2.2 - BASES PARA UMA CAI^IPAJIHA DE PUBLICIDADE EFICIENTE.
Antes láô mais nada, ao se planejar a publicidade, o necossario o estudo proli
minar da comunidade onde se localiza a Biblioteca, para que se possam determincir os
meios de atingí-la e, portanto, dc influencia-la favoravelmcnto.

Tal estudo será fei-

/
*
*
to por moio do inquéritos adrcdcmcnto preparados, bom como por intcrmcdxo da aa:ialiso
do material esta.tístico existente sobre o local. Deve-se conhecer o publico a que se
vai servir o, portanto, seus interesses, suas atividades, nível de instrução, ocupaçoes predominantes, grupos raciais ou religiosos, alem das agremiações ja existentes,
tais como clubes, associações esportivas, de classe, culturais, etc., mais facünxDnto
*
^
f •
n
atingivois por'uma campanha de publicidade, pois seus membros tom, do mxcio, algumas
idéias o opinioos em coram.

E esto o estudo que se faz ao organizar-se um

C.

laçoes publicas para o ajustamento da Biblioteca a seu publico e que, agora, sera aproveitado como diretriz da campanha publicitária.
O conhcoimento do público e de suas condições leva ao emprego de recursos
ß
psicologicos dos tinados a estimular e desenvolver o desejo de leitura»
soas tom razões inteinas e exteroas para não gostar do ler»

A
Todas as pes»-

Algumas, löm muito vaga-

rosamente, ao ponto do se dcsiatcressj,rcmj no entanto, sò a leitura atraente poderá
lev^las a melhorar sou tempo do leitura»

Outras, possuem defeitos de visãoj a lei-

tura escolhida, livros com tipós de impressão maiores, poderá satisfaae-las.
MM
ainda, nao conseguem concentração suficiente para se manterem paradas, lendo.

OutraS,
/
Alem

dessas razões, que podemos chamar intenias, há, ainda, livros que não- despertam into-

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rcsso, serviço ina4oquado, dosconhocimento dos rocursos da Biblioteca, regulamentos
horários insuficientes, instalações incômodas - enfim, grnnde ninaoro do fatores que, conhecidos, poderão ser objeto de estudo e correção, por prirte da Biblioteca, visando ao ajustamento das campanhas publicitárias aos interesses da coletividade,
A
A *
Conhecidos os interesses o tuMoileida

^
do publico a que serve, a Biblliotcca,

havera maior facilidade em planejar-se uma campanha de publicidade no sentido de despertar a atenção dos leitores, ao ponto de desejarem estes adquirir novos conhecinentos,
procurar a leitura para educar-so, instruir-se o divertir-se - como o programa da Biblioteca»
Em segundo lugar, vem a necessidade de conhecimento da técnica de publicidade,
dos métodos a serem empregados»
consultada.

Existo f'irta bibliografia

a respeito, que poderá ser

Artigos de periódicos de biblioteconomia cf^tumam ser de grande valor
t

nesse sentido,

E, também, qualquer trabalho sobre publicidade comercial servira como

%
roteiro para ser adaptado as necessidades da Biblioteca,
A observação das campanhas de publicidade levadas a efeito por firmas comerciais para implantar determinados produtos podo ser fonte do idéias para o Bibliotecário,
E, finalmente, resta definir a finalidade da campanha de publicidade parq a Biblioteca,

O que se quer conseguir e como caisegui-lo.

Os meios a serem empresados pa-

ra atingir as finalidades, combinando recursos o técnicas variadas, de maneira a que toda a Biblioteca possa se empenhar em uma caués? comum.
Para orientaçao do plano, convpem estudar o calendário dos acontecimentos
cxvicos, sociais e culturais da região e da localidade, estabelecendo um programa de
açao para deterr.iinado perxodo - trimestre, semestre ou ano,

O planejamento sera fle-

xível pafa que se possam apfoveitar acontecimentos imprevistos, ocorrências momentâneas.

•
Convém determinar, no plano, o tipo de livros que se quer anunciar.

Deve-se

focalizar determinado assunto, determinado autor e, nunca, determinados títulos, pois
a Biblioteca não poderia fornecer aos que a procurarem, atraidos pela publicidade, exeiaplares em numero suficiente.

Serão focalizados assuntos como viagens, biografias, avia-

çao, viagens interplanetárias, elotrotecnica, etc,, dos quais a

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Biblioteca possua va-

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rios livros do autores diversos.

Datas conenorativas g anivorsarios de escritores na-

cionais o estrangeiros poderão ser, tanbem, notivo para ©ridntaçao de una canpanha publicitária, visando increnontar a leitura do suas obras»
Unia vez organizado o plano e dele ciente todo o pessaal da Biblioteca, passaso à plicação, ■'âsaAâ(?-So todos os recursos do neio e procurando, mesno, utilizar-se daqueles qnuG sao oferecidos gratuitanente a Biblioteca.

3.

MEIOS DE PUBLICIDADE QUE PODEM SER EÍIPREGADOS PELA BIBLIOTECA PUBLICA a

Vários são os rieios que se poden onpregar para fazer a publicidade e elevar o
povo a ler.

Sonpre procurando utilizar os recursos da comunidade, para evitar despesas

inpossíveis que irian sobrecarregar o orçancnto da Biblioteca.
3.1 - Contactos pessoais - O pessoal da Biblioteca, principaliaente seu Diretor,
devora estar senpre on contacto con associações, organizações culturais, escolas, etc..
Os acontecimentos de interesse cultural - tais cono conferências, lançamentos de livros,
exposições, etc. - não poderão ser esquocidos.

O Diretor de ULia Biblioteca, mito embo-

" ra tenha de atender às mltiplas tarefas do sua adriinistração, estara sei-npre presente aos
acontecinentos marcantes da vida cultural da localidade.
3.11 - Alem dessa presença, tao necessaiia para tomar a Bibliotecro conhecida,
un plano do visitas gítífeóèrtíMs-j cora a finalidade de explicar, en poucas
Biblioteca e suas finalidades, devora ser organizado*
rio.

a

Um preparo prévio sera necessa-

O Diretor - ou a pessoa por ele designada - preparara uma pequena exposição soore

a Biblioteca, ilustrada, so possível, con "slides", fotografias, quadros estatísticos
o plantas, levando senpro en consideração os interesses do grupo a ser visitado e procurando nostrar-lhex en que a Biblioteca poderá servi-lo.

Tais palestras serão infor-

rais, nais on ton de conversa que de conferencia e serão feitas por ocasiao de reuniões
reguläres desses clubes ou associaçoes.

Ao fin da pa&gt;lestra, o bibliotecário convidara

o grupo a visitar a Biblioteca, en horário

previanente escolhidoo

3.12 - As visitas do gi'upos especiais de leitores a Biblioteca serão objeto
de cuidadosa preparação. Deverão ser designados guias que receberão instruções sobre
cono desenvolver a visita aos diferentes setores da Biblioteca, quais as informções
que

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deverão ser prestadas, naturalmente aquelas de naior interesse para o grupo visi-

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tanto, evitando-se dooasiados detalhes técnicos.

Se o grupo for grande, sera subdivido

cia pequenos núcleos de, no mxiiaoj dez pessoas, para que todos possan ouvir as explicações do guia, Para cada núcleo, então, sera' estabelecido un ponto de início da visita,
de moda a não haver quebra na sequenci?. das explicações.

Firialnente, todo o grupo sera

reunido em um auditorio ou sala roaior, para conclusão da visita.

Nessa ocasiao, caso

os recursos o permitam, poderá ser oferecido um pequeno lunch aos visitantes ou, então,
a visita poderá terminar pela exibição de um filme ou mesno ^la projeção de "slides"
ou "filmstrips".
Para as secções infantis, este e un recurso extremamente valioso«

As esco-

ias serão visitadas pelo bibliotecário, convidando-se as diversas turmas para a visita
protocolar à Biblioteca.

As tuiraas serão acompanhadas pelas respectivas professoras,

marcando-se horários diversos para os diferentes anos ou series da Escola.

Depois de

M
ê
explicada e visitada a secçao infantil da Biblioteca, a visita terminara con uma "hora de historias", para os menores e, para os maiores, numa hora de comentários dos li^
A
vros mais interessantes, mostrando-lhes e resumindo as historias nele contidas.

3.2 - Cartazes - Um bom mimeografo e o melhor auxiliar do bibliotecário para
a publicidade»

E, também, uma pessoa que saiba lidar com ele, e claro.

Alguém que

se especialize em trabalhos de duplicação, conhecendo todos os recursos oferecidos pela maquina - irapressão a cores, tamanhos reduzidos, etc..

Com isso, poderá organizar

a Biblioteca uma serie de folhetos para distribuição interna, tais como: bibliografias
A
^
IV
de assuntos de interesse, an\ancios de novos serviços, alterações em rogi^amentos, etc.«
Se tais folhetos puderem ser ilustrados, melhor» Uma boa ilustração oferece ou revela
uma idéia en mcnos'&lt;ífconpo-'do 'Cíüp/.se-^-^sta pa.rn .exRijiepçyJ-a em um paragrafo.
Cartazes são de fácil confecção na própria Bibliotera, enpregando-se cartolinas coloridas, recortes do revistas e letreiros desenhados com normagrafo.

Podem

ser utilizados para dar a conhecer a localização dos diversos setores da Biblioteca,
hoírarios, regulamentos, etc..
Era casos especiais, poderão ser confeccionados, em tipografia, cartazes coloridos, com desenhos e frases sugestivas, para serem distribuidos em pontos diversos da
cidade, tais como: estações, halls do hotéis, abrigos de coletivos, repartições publicas, etc.. Desses cartazes deve constar, evidentemente, o endereço da Bibliotecao

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En todas essas nonsagons tên de sor dsda a naior importância à forna de expressão, quo deve, sempro, sor encarainhada no sentido do persuadir o convencer, sendo capaz do produzi? sentimentos sinpaticos para cora a Biblioteca«,

Todo animcio,

cartaz ou ilustração deverá levar o leitor a passai* pelas etapas de:
Atenção,
A
interesse e
ação»
Levar, porta.nto, os leitores a procurar &lt;-■3 serviços ou a leitura por eles
reconendados»

3«3 - Vitrines - Toda Biblioteca Rrblica devo dispor de duas ou mais vitrines, para exposição de livros o outros rnatcriais de publicidade»

Se possível, essas

vitrines deverão ser extcmas, isto o, estar colocadas na fachada do prédio«

Na fal-

ta de vitrines externas, as internas ficarao localizadas no hall da Biblioteca, en local de passagem obrigatória dos leitores.
Sao múltiplas as utilidades das vitrines de uma Bibliotecao

Poderão ser usa-

das para exposiçoes de livros novos, do livros sobi*e deteminado assunto, de objetos
relacionados com algun aconteciriiento marcante na localidade, enfim, poderão integrarse no plano já preparado para a publicidade geral da Bibliotecao
colha un encarrogado do ornamentar as vitrines.

Essa pessoa ierá senpro en mente a fi-

nalidade da vitrine da Biblioteca: atrair leitores.
de pessoas que quase nunca ou nxinca lem»

é preciso que se es-

As vitrines despertam a atenção

Er.i dois minutos apreende-se o conteúdo de

/
uma vitrine, desde que a idoia exposta seja clara e sir.ipleso
O encarregado da omamenteçao poderá organizar uma pasta com recortes de
odeias e sugestões, guardando material que possa vir a ser utilizado oportunamente:
jaquetas de livros, papeis coloridos, revistas, mapas, cartolinas, pedaços de tecidos,
etc», alem de letras de madeira, gêsso ou de quajq'-ier outro material»
Dois pontos são essenciais ao arranjo de uma vitrine: seleção de livros
A
^
interessantes; escolha de luna frase bonita d sugostiva para explicar o conteúdo e a
idéia da vitrine»

Não e necessário que se escolha uma frase mito originalo

simples sao, muitas vezes, mais sugestivas.

As mais

As idéias mito complicadas ou mito sutis

sempre fí-êòassÉàn» Deve-se escolher uma idéia central que possa ser facilmente apreendi-

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da.
As exposições de objetos de arte ou curiosidades são excclentes, principalmente para as vitrines internas da Biblioteca.
Nunca se dsquecer: a competição das vitrines da Biblioteca con os est^bolecimentos comerciais e dura»

Somente a originalidade das idéias poderá levar as vi-

trines da Biblioteca a sobressair nun centro comercial«

Bom gosto, antes de tudo.

3 »4- - Jornais - A imprensa local e un dos melhores meios do comunicação da
Biblioteca com seus leitores e possiveis leitores»
Realizam uma publicidade de âmbito geral, pois o jornal nao sofre limitações
de assunto»

E, tai-nbe'm, e accessivel a todas as bolsas.

Dificilmente se encontra al-

guém que deixe de comprar o jornal diário.
Os jornais tem necessidade do noticia'rios de interesse local.
oferece oportunidades pafa isto»

E a Biblioteca

A
^
m
Sao, portanto, otimo veiculo para a Biblioteca que nao

dispõe de grandes recursos parp, im,primir seus proprios folhetos»
Pode-se conseguir e aumentar a boa vontade e simpatia do pessoal da imprensa
para com a

Biblioteca, oferecendo-lhe serviços, fazendo-os conhecer os recursos biblip-

gráficos a sua disposição, convidando-os a visitar e conhecer a Biblioteca, enfim^
procurando a\ixilia-lo em suas necessidades»
O jornal pode ser utilizado parq a publicação de avisos da Biblioteca:

insta-

lação de novos serviços, alterações no regulamento, realização de conferências, exposiçoes, etc.»

Pode-se fazer publicar lista.s de livros recentemente adquiridos; estatís-

ticas

' íiGVibs-iê-i'tores •
Alem disso, poderá a Biblioteca ncjiter, mitas vezes, em suplementos literários,

—
^
/
A
secçoes de criticas de livros, de comentários, etc., naturalmente sobre livros existentes em suas coleções*
Finalmente, a Biblioteca poderá ser objeto de reportagens feitas polo próprio jornal, focalizando aspectos curiosos de seus serviços ou inaugurações de novas
secções»
As noticias poderão ser redigidas pela própria

Biblioteca,

brar-se que deverão ter un carater geral, de interesse para muitos»

Para isto, lemrQuando se tratar

de noticiar algum acontecimento que seja, mesmo "noticia", saindo na e'poca apropriada

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e não posto rio rnen te ao acontcclmento»
concisaè»

En noticiário de jornal o imiito inportante a

A falta de tonpo leia") os leitores a se contentarora coni os primeiros paragra-

fos de tm artigo«

É preciso, portanto, que o prijiieiro paragrafo de iina notpicia conte-

nha os fajos importantes: Que?

Quando?

Onde? e Porque?

Sempre que possível, incluir fotografias nas notícias sobre a Biblioteca»
*
P
/
As noticias de carater informtivo em geral nunca constituem riateria paga en
jornais.

Com a boa vontade do pessoal da imprensa, pode-se conseguir a publicação de

entrevistas e reportagens, de vez em quando, sen que isto acarrete despesas para a
Biblioteca.

3.5 - Radio - A publicidade radiofcnica e das nais eficientes.

Consegue-se

com facilidade que essa publicidade desperte a simpatia do publico.
Vantagens da publicidade radiofonica:

e, antes do tudo, direta.

apreendida muito mais rapidamente que a notícia lida.

Pode ser

á ouvida, porque um determinado

prograna esta sendo ouvido e a capacidade coletiva do ouvir e mito maior que a de ler.
9*
A
^
#
Centenas sao as pessoas que tem por habito trabalhar ouvindo radio, principalmcnto as
donas de casa.
^

A
Milhares de pessoas podem ouvir, siimiltaneanente, ao passo que a lei-

à
*
tura e individual e um anuncio em jornal pode passar despercebido.

^
A
A conüjinação des-

ses fatores toma a publicidade radiofonica mais fácil e, portanto, mais eficiente e
popular.
^
0ê
A publicidade pelo radio podo ser classificada cm cíqco tipos: citaçõesj
anúncios musicados, anmcios ligados a qualquer tipo do programa, como, por exemplo,
um jogo de futebol; programa de studio propriamente dito e programas patrocinados.
A Biblioteca pode obter a irradiaçao de pquenos avisos, anúncios, etc«, em
jornais falados, isto gratuitfimente.
Poderá, tambon, encarregar-se de um prograna de carater educativo, de inteA
resse geral.

A
t*
Todas as estações, mesmo as estritci.nonto comerciais, reservam detomina-

dos horários a atividades educacionais.

Nesses horários, a Biblioteca poderá figurar,

apresentando progranas interessantes de crítica de livros, entrevistas com autores,
com o próprio pessoal da casa, etc..

Tais progranas deverão ser preparados cono se

prepara uxi artigo para o jornal - isto e, do naneira atraente, com infomaçoes de carater geral.

em

1

Ate nesno a promoção do nesas redondas ou discussões em grupo, sobre as-

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suntos literários, poderão ser tentadas.
Não e do todo inpossivol que a Biblioteca encontre m pntrocinador p-ira os
seus progmrnas, dosde que saiba organizar qualquer coisa attaento^ji òUm serie de palesA
^
M
tras educativas, por exonplo, sobro assunto atual, poderá conseguir boa aceitaçao»
Existen, no Brasi^., várias estações de rádio govemanentais, con finalidades
educativas»

^
M
Dia vira en que essas estações, en colaboragao estreita con as Bibliote-

cas, serão realr.iente educativas»

Pronoverao a irradiação de programs especiais para

as escolas, a exemplo do que se faz nos Estados Unidosc » Todas as classes do sistema
escolar local possuem aparelhos

receptores«

PK
M
En horário previamente estabelecido, sao

irradiados progrc.r.ias especiais para deteminadas series - geografia, história, liíiguas,
etc.» Os professores, após a irradiaçcão, limitar-se-ão a dar explicações conplementares e a fazer a verificação do aprendizado»

3»51 - A televisão - A televisão apresenta-se como um dos meios mais modernos
do publicidade, muito embora sou emprego, no Brasil, não tenha atingido ainda a maioridade.

á una publicidade cara.

Evidentemente, mito mais eficiente que os demais

íac^^-,

apesar de atingir somente determinada classe da população e aquela, justj,nente, que não
precisa tanto da Biblioteca Publica.
A publicidade da Biblioteca pela televisão só poderá ser feita em bases gratuitas, participando do programas educativos, dd noticicários gerais.

Será dificil con-

seguir-so o patrocínio cor-ßrcial de una programação da Biblioteca, \ima vez que a puM
\
A
blicidade da televisão brasileira tem se baseado, ultimamente, em prêmios e recompensas aos ouvintes.

Poderá ser tentada, entretanto, a colaboração em determinados pro-

gramas de cunho cultural, como, por exemplo, mesas redondas e grupos de discussões sobre livros, filmes, problemas educativos, etc.,

Tudo dependera' da penetração que o

Diretor da Biblioteca tenha conseguido no ambiente cultural da cidade.

Se for ele

u^ pessoa de reconhecido mérito, naturalmente será convidado a participar dos programas educativos da localidade.

3»6 - Cinema - O cinema, &lt;lcno fator de difusão dos mais poderosos da nossa
época, exerce notoria influencia nos costuir^es de todos os povos civilizados»

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é un dos raeios de publicidade mis diretos,

Cono a telovisão, o assistente

ve, escutc o le.
InfeliznentG, o tanbon un dos noios mis cnros do publicidade•

Poucas serão

as Bibliotecas Publicas que terno recursos suficientes para rnandar filnxir, de maneira
interessante e atraente, suas inst-^.laçoes g serviços.
tribuição desse filr.ie.

Ha, depois, o probleris da dis-

Para maior oficiencia, deveria ele ser exibido eri casas de di-

versões publicas, cono conplenento as sessões conims.

E difícil que se consiga essa

exibição»
Devera, ent^^o, a Biblioteca desprezar o cinema cono neio do publicidade?
Muito ao contrario.

Ea recursos que poderão ser utilizados»

Un deles, sera

conseguir a inclusão do qualquer noticiário da Piblioteca nos jornais cinenatogr^ficos
conuns, mediante o pagamento de taxas estipuladas»
o problema da distribuição do filno,

Nesse caso, desaparecera, tanben,

O jjomal sera exibido em quase todo o país»

Una noticia de dois a tres minutos sera suficiente o de un alcance incalculável, para
o conhecinento da Biblütoca»
En quase todos os Estados brasileiros ha Departamentos de ]hfornaçoes, especialmente encarregados de promover a publicidade das realizações govenaanentais e o fazem, principalmente, através do cinoma»

Sera brstcinte razosí^vel que esses departanentos

incluan em seus programas, noticiários relativos às Bibliotecas Publicas.
Da nesma forna, podor-se-a aproveitar o habito de exibirem os cinemas, no
inicio das sessões, "slides" de anúncios»

Un cartaz atraente, enunciando a Bibliote-

ca, seus serviços, horários, otc., poderá ser transfornado em "slide", con pequena
despesa»

ê
P
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E nao sára inpossivel canseguir-se sua exibição gratuita, uma vez que a

Biblioteca e instituição educacional, nada cobrando pelo seu uso»
Alen da publicidade direta, ha outro recurso de que as Bibliotecas poden
lançar mão, enpregando o cinema:
da Biblioteca»

a realização de sessões cluenatogra'ficas, dentro

&gt;
A
Para isto, poder-se-a entrar en acordo con Eatidades que dispõem de

filmes para emprestino, ur.ia vez que as filmotecas sao ainda sonho para as Bibliotecas
Publicas bra.sileiras.

Existem, alen dos organismos govemanentais do cinema educativo,

os escritorios comerciais o CTii-tarais de paisss estrangeiros que possuem filmes e aparelhagem para exibições publicas»

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Em caso de hriver disponibilidades financeiras, os

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filxiGS poderão ser alugados»
«M
^
M
^
As sessões cinenatografIcas da Biblioteca deverão obedecer a horários regulares §Sni3iri5-iS/

oxoiaplo#

m»
P
^
^
A
Um boa suposto o sora realizrí-las no horarxo do alnoço, a

exemplo do que se faz na Biblioteca Publica do New York.

Dessa naneira, a grande maio-

ria dos empregados no corne'rcio o funcionários que sc contentam com refeições ligeiras,
nas proximidades dos locais de trabalho, terão çnde despender o tempo que lhes sobra,
antes de regressarem as suas atividades»

6.

CONCLUSÕES.

6,1 - Existo a necessidade de as Bibliotecas Publicas miiterem um programa
consciente de Relações Publicas, entrosando os serviços que oferecem aos reais interesses dos leitores»
6»2 - Alcí:a do programa de Relações Publicas, e necessário que se faça tiia plsfoí?
publicite'rio eficiente, para tomrr a Biblioteca Publica conhecida»
6.3 - Para não sobrecarregar o orçamento da Biblioteca, os meios de publicidade a serem empregados deverão ser escolhidos entro os recursos gratuitos que toda comunidade oferece»

Bolo Horizonte, 3 de dezembro de i960

a) - Nancy Meirelies Junqueira»

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Relações públicas e publicidade em bibliotecas públicas brasileiras</text>
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                <text>O trabalho, depois de tentar esclarecer as diferenças essenciais entre Relações Públicas e Publicidade, focaliza a importância de as Bibliotecas Públicas estabelecerem um plano de relações públicas, ajustando-se aos interêsses e necessidades do público para, então, fazerem a publicidade dos serviços que oferecem, de modo a recrutar leitores para movimentar suas coleções. Sugere alguns recursos de publicidade que poderão ser empregados pelas bibliotecas com um mínimo de despesas.</text>
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                    <text>SI ^sarsüsris cs

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��TEHCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DS BIBLIOTECONOMIA E DOCU!;IENTAÇÃO

Informaçoes sobre bibliotecas escolares da
Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul
por
Elvira Barcelos Sobral

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6.
V.8

Curitiba
1961

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Tema VI - Tipos de "bibliotecas

INPOmtAÇÕ JS SOBRE BIBLI0T5CAS ESCOLARES
SECRETARIA DE EDUCAClO E CULTURA DO

RIO GRANDE

DA
DO

SUL

POR
Elvira Barcelos Sobral

Sinopse
1» PARTE: CURSO BÁSICO DE BIBLIOTECONOMIA PARA PROPESSORJJSÍ
a) Criação b) Finalidades c) Programa d) Candidatos e) Duraçao f) Horário g) Professores h) Matérias i) Certificados»

2» PARTE: ORI.ÜlNTAÇlO DE BIBLIOTECAS ESCOLARES s
a) Criação b) Como se processa c) Atividades das bibliotecas
escolares d) Plano de trabalho para o ano de I96I.

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I Sc a n
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♦

�III C0FGR.a5S0 BR/VSIL IIR ' ^ BIBLIOTBCOHOMIA B DOOUMXaJTAg3LO
Curitiba - 1961

INFORMAyOES SOBRE BIBLIOTECAS ESCOLARES
M
3ECR-1TARIA BE EBUCAÇSO E CULTURA ^ MO GRAITBE BO SUL
Por Elvira Barcelos Sobral
Orientadora de biblioteca escolar do
Centro de Pesquisas e Orientação Educaionais
da
Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul

i?. parte
CURSO BÁSICO M BIBLIOTECOITOMIA PARA PROFESSORES
O Centro de Pesquisas e Orientação Educacionais, órgão técnico
da Secretaria de Educaçao e Cultura, dentro do que lhe compete, de acordo com o
artigo 12, inciso 111, letras a e b, do Becreto n^ 420?, de 10 de outubro de 1953y
realiza um curso de especializaçao em Biblioteconomia, bem como, mantém atividades de orientação especializada junto às bibliotecas dó escolas Primárias, Normais o Secundárias do Estado.

,

a) Criação

curso

Em 1956, a S.E.C., por iniciativa da então Diretora do C.P.O.E.,
Exma, Srta, Alda Cardozo Kremer, foi solicitado, â Associação Rio-Grandense de Bifeliotec
bliotecários, colaboração técnica^ com a finalidade de emprender um curso especializado em Biblioteconomia, destinado aos professores que exercem suas fimçoes Junto às bibliotecas escolares.
A, então, presidente da A.R.B,, Srta. Sully Bjcodbeck, prontamente atendendo à solicitação do C.P.O.E., estudou e preparou o programa e, assim, te
ve início em I956, o CURSO BÁSICO DE BIBLIOTECONOMIA PARA PROFESSORES, da S.E.C.,
supervisionado pelo C.P.O.E.
Este ano, o curso foi destinado, somente, aos professores da
capital. Em 1957, estendeu-se aos professôros do interior do Estado e, em 1953»
passou a atender, também, professôros de escolas particulares.
Até a presente data já foram entregues, pelo C.P.O.E., 87 certificados de aproveitamento.
b) Finalidades do curso
O curso dá o preparo técnico especializado aos professores encar
regados das bibliotecas escolaros&gt; procurando dotar estas entidades com elementos
aptos no desempenho da função bibliotecária, Pois que, do acordo com os princípios
que regem a direção da aprendizagem era todos os níveis, as bibliotecas escolares
devem constituir verdadeiros centros do estudos para os alunos, necessitando apresentar organização atualizada e acorde aos seus fins.
í

c) PrO;2T£una
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'I" " I" " I" " I" " I" " I' Digitalizado
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�um troinamento completo nesse campo de estudo&gt; hatiiiitando-os, a bem resolver as
necessidades dos diversos serviços da "biblioteca escolar.
d) Candidatos
Os candidatos devem ser óloiaôntOB indicados pelas Delegacias Regionais
de Ensino ou Direções das escolas, entrotanio, sondo observadas as seguintes condições?
a) apresentar diploma de professor5
b) efetividade no magistdrioj
c) gosto o entusiasmo polo trabalho em biblioteca;
d) possibilidade do permanência na capital, durante o período de um
ano letivo, exceptuando-se o período de férias de inverno;
e) integração social;
f) compromisso da parto da Escola e do professor indicado, de permanência, após o Curso, na biblioteca da Escola de origem, que no interior do Estado, servirá do centro de observação e orientação no que se refere às modernas técnicas bibliotocônômicas.
o) Duração
O curso tem a duraçao do 8 meses, compreendendo o período de abril â
dezembro, com interrupção cm Julho, durante as férias de inverno,
f) Hordrio
As aulas sao diárias, exceptuando-se quartas-feiras c sábados, em número do 8 horas semanais.
g) Professôir&amp;aLocionam no curso professoras com o curso do Biblioteconomia.

h) Matérias
Organização £ Administração do Bibliotecas
Esta matéria ostá organizada de forma a dar aos alunos as noções básicas para a organizaçao o administraçao do bibliotecas escolares, desenvolvendo um
estudo completo sobre os vários serviços do rotina.
1. Princípios geraiss
a) Histórico da evolução das bibliotecas.
b) Tipos de bibliotecas
c) Depósito legal o Direitos autorais.
2. Finalidades da biblioteca escolar. Conceito moderno da biblioteca"(função social e educativa.
3. Bibliotecário escolar ( e da biblioteca infantil)t conhecimento e
qualidades essenciais.
4. Atribuições do professor o do bibliotecário no processo de aprendizagem.
5. Instalaçao da biblioteca escolar: local, decoração, mobiliário,
6. Acorvo da biblioteca escolar ( o da biblioteca infantil);
a) Princípios de seleção de livros.
b) Apreciaçao e crítica do revistas, jornais e suplementos infantis.
c) Aquisição; verbas, duplicatas, intercâmbio.

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�7. Tratamento do matoriais ospcciaiss pcriódicos, folhetos, gravuras
G rocortoa do jornr.is, mapas, diapositivos, filmes, etc,
8» Colaboração dos alunos na organização da bitliotoca.
9. O uso dos livros o da biblioteca.
10» Orientação do leitura. Atividade da hilsliotecária para medir o
acompanhar a evolução da apreciação da criança.
11. Atividades q.ue a biblioteca escolar ( e infantil) podo organizar
e dnsonvolver.
12. Rodo do bibliotecas infantò-juvonís de São Paulo.
13. Empréstimo domiciliar.
14. Restauração, encadernação, desinfocção das coleções.
15. Publicidade, llstatísticas. Estatutos.
16. Organizações nacionais e internacionais relacionadas com biblioteconomia e bibliografia.
Catalogação
Ssta matíria comprcende \ima das partes fundamentais da Biblioteconomia o 30 destina a dar '^aso sólida para o conhecimento da catalogação sob seus
vírlos aspectos. As aulas serão teóricas e práticas.
a) Teoria
1. Catalogação? função, definição, material o objetivo,
2. História dos catálogos.
3. Tipos do catálogos: impressos o cm fichas. Para o público o o
bibliotecário.
4. Código do catalogação da Biblioteca Vaticana, Partes em quo se
divide.
b) Prática
1. Partes impressas do livros sou uso em catalogação; colação, imprenta o conteúdo,
2. Catálogo dicionário.
3. Catálogos auxiliaros do bibliotecário: topográfico, identidade
(nome certo)&gt; cabeçalhos do assunto.
4. Técnica de fichagem. Ficha continuação. Continuação do conteúdo.
Ortografia o pontuação de fichas.
5. Formas do autores; anônimos, pseudônomis; individuais, coletivos
sociedades o governo como autores, etc. Fichas secundárias de
autores. Autor como assunto (biografias).
6. Formas de títulosí títulos como entrada principal o secundária,
7. Assunto. Sugestões práticas para a escolha dos cabeçalhos de
assunto, Romissivas; sinônimas d relaciona,des. Uso das listas
do cabeçalhos do assunto,
8. Finhas analíticas.
9« Fichas do sório.
10, Catalogação simplificada.
11« xilfaoetaçoo do catálogo dicionário.
c) Especialização
Sugestões para escolh? de eaboçalliorj í.i

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l'i

�OlassificaQEo
3sta raatória comproondo o ostudo dos diversos sistomas do /
classificaçã», Emprego do Sistema Decimal do Molvil Dcwoy, com aulas teóricas,
suplementadas com aulas práticas, dadas nas "bibliotecas escolares.
a) Teoria.
1. Introdução â classificação? definição, finalidades, ofoito.
2. Rosiimo dos sistèmaff do classificação bibliográfica mais co■ nhecidos, antigos o modernos.
3. ClassifiÊação Decimal do Molvil Dowey. Histórico o caracto,

rísticas. Vantagens.
b) Prática
1. Leitura técnica do livro. Regras básicas para a escolha da
classificc,ção adequada.
2. Estudo o aplicação da Classificação Decimal de Molvil Dowoy
(até o 3° sumário).
3. Número de chamada. Sua exposição. Tabela do Cuttor.
4. Colocação dos livros nas estantes do acordo com o sistema de
classificação adotado.
c) Especialização

I
1. Finalidades da classificação na Biblioteca escolar ( o in-

'

, fantil).
2. Classificação Decimal do Dewey abreviada para o uso das bibliotecas escolares ( o infantis)
3. Livros infantis do ficção. Como classificá-los.

Referência o_ Bibliografia
Esta matôria comproondo os princípios fundamentais do Serviço
do RoforSncia, o estudo do material empregado e a prátifia do sou manuseio. Sendo
observadas o estudadas, obras de referência indispensáveis à biblioteca escolar
( o infantil).
1. O serviço do roforôncia, característica da bibliotoca moderna,
2. Características das obras do refercncia. Critórios para aprociaçao dos diferontoo tipos do obras de referência.
3. Conhecimento prático dos mais credenciados dicionários da lín, gua portuguesaI bilingües? tipos especiais de dicionários.
4. As mais conhecidas enciclopédias.
5. Bibliografias brasileiras. Fontes para cstudp de geografia,
história, educação, literatura (naciona.1^ riograndonso o infantil), etc,
6. Fontes biográficas para o Brasil&lt; Coleção do biografias em
fiÉhas.
7. Livros do referência indicados para bibliotecas escolares ( o
infantis). Atlas. Mapas,
8. Documentação nas osöOlas.
9. Compilar bibliografias. Roforonvias bibliográficas.

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�o aproveitamento do Cursp Básico do Bibliotoconomia para profossôros, á verificado por moio do sabatinas monsais c oxamoss cm julho o cm dozcmtro; apresentação do lom trabalho sobro organização o administraçao do biblioteca escolar5 apresentação do Catálogo dicionário e catálogos aiixiliaros relativo às obras estudadas durante o ano; apresentação do catálogo das obras do reforônffiia observadas no docorrer do curso.
E considerado, tambóm, a freqüência às aulas, outrossim a freq_ti6ncia o o aproveitamento no estágio.
O estágio 6 obrigatório durante todo o por-iodo do curso. B
feito em bibliotecas escolares, prèviamento designadas pelo coordenador do curso.
Aos alunos 6 conferido um certificado de aproveitamento o freqüência.
Este certificado dá ao aluno, direito do exercer.a função de
bibliotecário em escolas PrimáriaSj Secundárias o Normais, da S.E.C. e de escolas particulares.

^ PARTE

0RIEITTAg]l0 DE BIBLIOTECAS ESCOLARES

a) CRIAÇjlO
Simultânoamento , à criação do Curso Básico de Biblioteconomia
para professores, em 1956, o C.P.O.E, deliberou que, as bibliotecas escolares fossem orientadas por um elemento especializado. Assim, pela primeira voz cm nosso
Estado, esta instituição escolar passou a receber assistência de uma orientadora
bibliotecária.
Iniciamos a orientação, visitando as escolas que haviam enviado
olomentos ao Curso de Biblioteconomia do C.P.O.E.
Em 1957, nosso trabalho foi muito ampliado, atendíamos às solicitações, tanto de escolas mantidas pela S.E.D. como do escolas particulares. Foi
iniciado, Tambóm, neste período, as reuniões monsais de orientação, congregando
elementos que trabalhem em bibliotecas osdolc,rcs.
Atualmente, somos duas orientadoras para o a,tendimento dêste
trabalho na Capital e arredores.

b) COMO SE PROCESSA
A orientação junto às bibliotecas escolares se processa da seguinto maneirai

t
1. Visitas às bibliotecas
Todas as bibliotecas das escolas, da S.S.C,, são orientadas,
cabendo a, cada escola, no mínimo, dua.s visitas mensais.
Estas visitas visam orientar e observar o trabalho realizado
na biblioteca, cooperando para sou desenvolvimento.
As bibliotecas de escolas particulares, tambóm, são visitadas,
quando solicitam a orientação ao C.P.O.E.
ões com os

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bibliot;;!^'r;l .

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�são congregados mensalmente oara uma reunião àe orientação,
Essas reuniões são realizadas -nas "bibliotecas das escolas
da capital e das cidades próximas, com a finalidade des orientar5
solucionar problemas, esclaöecer dúvidas; atualizar a ampliar conhecimentos de biblioteconomia; trocar experiências; conhecer o acervo e criticar construtivamente a organização da biblioteca onde
se realiza a reiinião.
Dá-se, ainda, notícias sobre acontecimentos de relevância
da bibliote conomia nacional e internacional 5 sugestões paôa melhor
desenvolvimento do trabalho; bibliografias referentes à Educação
compiladas pelo C.P.O.E. e o trabalho que deverá ser desenvolvido.

3. Reuniões com _o corpo docente da escola
Periodicamente, aão feitas reuniões com os professores
de cada escola, tendo como objetivos! esclarecê-los sobre o trabalho que a biblioteca est^ realizando; solicitar sugestões para um
melhor entrosamento entre o trabalho da biblioteca e o de classe;
criar e desenvolver uma consciência biblioteconômica no magistério,
destacando o valor e importância dos serviços bibliotecários.
4. Palestras nas reuniões do Círculo de pais _e mestres
Aproveitando a presença dos pais dos alunos na escola,
por ocasião das reuniões realizadas pelo C-írculo de pais e mestres,
sao feitas palestras, nas quais são dados esclarecimentos relativos
à finalidade das bibliotecas oscolases.
Pretendemos, através dêste contacto, criar uma compreensão mais clara da missão educativa da biblioteca escolar, incentivando-os a cooporarem com esta instituição da escola.
5• Publicações
O C.P.O.E. mantém orientação às bibliotocas escolares, por
meio de artigos publicados na Revista do Ensino, periódico editado
pela S.E.C., do Ri:o Grande do Sul.
^ • Correspondência
A orientação às bibliotocas escolares do interior do IDstado.
é feita por corrospondôncia.
E enviado, tamb'm, cópia da ata relativa às reuniões mensais, realizadas com os professores bibliotecários e, em outubro,
do cada ano, um Relatório em forma do questionário, para ser preenchido o devolvido em dezembro.
7• Atendimento no C.P.0.E.
As orientadoras de biblioteca escolar fazom sou expediente
junto ao C.P.O.E., duas v"zos na semana, para o atendimento das soli
citações dirigidas a esto órgão, relativas à instituição quo orien^
tam.

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�c) ATIVIDADES DAS BIBLIOTiPCAS BSCOLARUiS
1. Organização
As bibliotecas oscolarcs ostão sondo instaladas em salas apropriadas, com mobiliário adequado, conforme modelos fornocidos polo C.P.O.Ej
organizadas do acordo com sua finalidade educativa o pedagógica5 classificadas
ficadas pelo sistema decimal do Mclvil Dewey, usando a catalogação simplificada no Catálogo dicionário, lofialização relativa o do livre acesso.
Permanecem abortas durante o horário escolar e fazem empróstimo
domiciliar aos àiunos, professores c olomentos relacionados à escola.
2. Regulamentação
As bibliotecas escolares são regidas por Estatutos, distribuídos
polo C.P.O.E.
Cabe ao professor bibliotecário registrar as atividades diárias
da biblioteca, elaborar a estatística mensal relativa a estas atividades o apresentar o Relatório anual dos trabalhos desenvolvidos pela
mesma.
3• Recursos financoiros
As bibliotecas escolares lutam com grandes dificuldades financeiras. As verbas do Orçamento da S.E.C., destinadas a esta instituição, são doficiontcs.
Contam com doações do Instituto Nacional do Livro, do Centro Rogional de Pesquisas Educacionais, da contri^ição dos professores o
alunos, da ajuda das demais instituições escrolaros o auxílios dc soclodados, como Ratary-Club o outras.
4» Atendimento das classes
O atendimento das classes 6 feito quando solicitado pelo professor,
q;uo indica o horário e o assunto cm estudo,
são atendidas todas as classes da escola, inclusive o Jardim de
Infância.
No desenvolvimento do trabalho, alJm do material bibliográfico,
S usado a Hora do conto, dramatizações, projeções, concursos do perguntas o respostas, jogos educativos, etc,
5* Participação dos alunos na organização da Biblioteca
Os aluhos participam ativamente da organização das bibliotecas escolares.
Orientados pelos profossCres bibliotecários, cm horário ospecia}
prestam sua colaboraçao, realizando trabalhos do acordo cora suas capacidades .
Estos, organizados por equipes, oncarrogam-se dos recortes, montagens de gravuras, carimbagem, rostauraça.o de livros, desdobramento
do fichas, etc,
Familiarizam-so, ainda, cora ■&gt; acervo, aprendera a atender ao eraprós

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�tinjo, auxiliando o professor bibliotecário, q.uando nocossário.
6. Outras átividados
A fim do melhor colaborar com a escola, no dosonvplvimonto intelectual da criança, as bibliot4cas escolares vêm promovendo o desenvolvendo diferentes atividades, tais como;
a) organização o manutenção do Jornal mural|
b) campanhas educativas 5
c) palestras relativas à Educação, Literatura o Artes;
d) entrevistas com intelectuais!
à) visitas â bibliotecas, museus e exposições culturaisf
f) exposições bibliográficas;
g) feira do livro nas escolas,
7 • Bibliotecas orientadas
Rocçbom, atualmente, orientação do C.P.O.E. , 107 bibliotecas
escolares,
d) PLANO m TRABALHO P/JIA O M[0 L3TIV0 ÇS 1061
Aguardando aprovação do C.P.O.E,, nosso planodo trabalho para o
ano letivo de 1961, prevê o seguihtej

a) elaborar e manter um Catálogo centralizado da rode de bibliotecas escolares do Estado, na capital, junte ao C.P.O.E,,2o,
ne interior, junto às Delegacias Regionais de Ensino;
b) estimular a fundaçn.o de Clubes do leitura;
c) orientar e regulamentar um Concurso literário infantil;
d) solicitar â S.E.C. , quo promova, através do C.P.O.E. , tun
curso do revisão para 03 professores bibliotecários;
e) solicitar do C.P.O.E. , que sejam tomadas providências, para o registro das bibliotecas escolares do Estado, juhto a
esto 5rgão;
f) solicitar da S.E.C., o-reconhecimento oficial das Recomendações da tese; PLANO DE UKÍIPICAÇÍIO E DESENVOLVIMENTO DAS BIBLIOTECAS ESCOLxiRES, trabalho em equipe das prodossôras bibliotecárias Dulce Silveira, Nelcy Nascimento o Yeda Castro,
orientadora Elvira Barcelos Sobral, apresentado o aprovado
no III Congresso Naci -nal de Professores Primários, 1958*

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�TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DS BIBLIOTECONOMIA B DOCUrí]íNTAÇÃO

Plano de assistência as bibliotecas escolares
por
Maria de Lourdes Tito .

oaOG/.-à CÃ»)
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. -PC/

Curitiba
1961

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TEMAjj^» PRÍX5ESS0S TÉCNICOS
PLANO DE ASSISTÊNCIA ÀS BIBLIOTECAS ESCOLARES
POR
MARIA DE LOURDES TITO/

»

SINOPSE:
Êste trabalhouma colaboração à Divisão de Extensão da Biblioteca Publica de Minas Gerais que, no programa de çuas atividades, traça um plano de assistência bi bliotecaria aos Grupos Escolares do Município de B^lo Ho rizonte.
Focalizamos a situação atual das bibliotecas exis tentes com^seus problemas e deficiências, as gossibilida des de^auxilio por parte da Divisão de Extensão da Biblioteca Publica de Minas Gerais e o plano de trabalho pro priamente dito.

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�CONTEÚDO

1. Situação atual das Bibliotecas dop Grupos Escolares
1-1

Instalações e outras condições locais

1-2

Pessoal

1-3

Acervo

2» Funções da Biblioteca Publica
2-1 A Biblioteca como laboratório e escola
2-2 Problema de pessoal
2-3 Experiência ja realizada pela B« Publica de Mina^ Gerais

3« Plano de trabalho.
wm
0é
0
3-1 Investigação da situaçao atual das bibliotecas primarias
3-2 Estudo do "curriculum" do curso primário e planejamento da coleção
básièa
3-3 Aquisição coletiva
3-4 Apresentação do plano ao Sr. Secretário de Educação
3-5 Curso intensivo para as professoras primárias
3-6 Estagio e trabalhos práticos na B. P« M« G»
3'7 Organização do sistema de catalogação cooperativa
3-8 Programa do carro-biblioteca

4-« Considerações finais.

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�1SITUAÇÃO ATÜiU, DAS BIBLIOTECA? DAF ESCOLAS PRIMÁRIAS

A Divisão de Extensão da Biblioteca Publica de Minas Gerais incluleem
A
/
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seu programa de atividades futuras ura plano de assistência técnica as bibliotecas
/
ê
das escolas primarias do Municipio de Belo Horizorits«
Julgamos esta colaboragão imprescindível em todos os aspectos, se considerarmos a situação atual das bibliotecas acima citadas o
Se bem que, teoricamente, exista em todo estabelecimento uma "biblioteK
A
ca"# sabemos quão impropriamente o termo se aplica a um amontoado de livros, muitas
vezes ja gastos e desatualizados, sem qualquer axstema de classificaçao ou catalogação ou com um sistema rudimentar e ineficiente, fechados em lugares inaccessíveis às
crianças, sem nenhuma das normas que caracteri7,am as bibliotecas modernas.
Hoje, quando se nota uma renovação no ensino, com a implantação da escola ativa que procura levar o aluno de mero agente passivo a um elemento que busca ele
proprio o desenvolvimento intelecti^al, promovendo sua auto educação, vemos como a biblioteca ocupa posição de relevo no processo educacional.
que se nota a dericiêacia de nossas bibliotecas primarias.

É justamente neste ponto
Deficientes de material,

de pessoal especializado e sem preparo profissional, falhas na arrumaçao metódica das
coleçoes, os estabelecimentos se acham desaparelhados para executar os serviços bi &gt;
^
P
bliotecarios minimos, indispensáveis aos professores e alunos»

1-1 Instalações e outras condiçõos locais
Sn primeiro lugar devemos reconhecer as deficiências nas instalações das
bibliotecas.

Geralmente, com o número insuficiente de escolas primarias, os esta-

belecimentos de ensino se vêem na contigência de aceitar núniero elevado de crianças
sem contar com local adequ^o para acomodação dos mesmopo

Assim, quando classes são

instaladas ao ar livre ou no galpão de recreio, pouco espaço pode ser reservado para
a Instalaçao adequada de uma bibliotecas
Os estabelecimentos melhor aparelhados contam com uma sala de dimensões
M
N
reduzidas, mal iluminadas e ventiladas com ambiente que, em nada, predispõem a leitura»

lato, sem frisarmos a situação daquelas, melhor aparelhadas, que mantêm oe
I

livros fechados para presorva-los das crianças o

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�-2Nestes casos grande podei&lt;í ser o auxílio do carro-tiblloteca, incluindo
em seu programa de visitas, os estabelecimentos que r»o dispõem de uma biblioteca bem
aparelhada,
Consideramos, ainda, a possibilidade de uma intervenção junto ao Srg Secretário de Educação, no sentido de ser incluido no projeto de construção das novas
escolas um lugar que preencha os requisitos mínimos à instalação de un» biblioteca moderna,

1-2 Pessoal
Os poderes públicos * quem cabem grande responsabilidade na solução do
assunto se mostram impotentes para enfrentar o problema por fatores vários»

A falta

de pessoal especializado em biblioteconomia e um ponto de grande importancia,

O nu-

mero de bibliotecários diplomados pela Escola de Biblioteconomia de Minas Gorais, com
um curso de tres anos é irrisório e não atende as necessidades mxnimas das bibliotecas dc Belo Horizonte,
Devemos considerar, ainda, a desproporção salarial entre os quadros do funcionalismo federal e estadual, recrutando aquele, quase na íntegra, os bibliotecários
recém formados para as bibliotecas da Universidade»

Isto, sem considerar as biblio-

tecas de instituições não oficiais e particulares que, cada vez mais, solicitara a presença do bibliotecário diplomado, deixando as bibliotecas de nossas escolas entregues
a elementos pouco capazes»

Acresce, pe.ra gravidade do problema, o fato de ainda im-

perar em certos círaulos o conceito da função de bibliotecário reservada a elementos
já incapazes para outi«.s funções mais importantes»

Justifico esta afirmação, consi-

derando que as professoras designadas para as funções de bibliotecário nas Escolas do
Estado de Minas Gerais, não gozara os privilégios concedidos às regentes de classe,
como sejam mudança de padrão em tempo determinado e outras vantagens, supondo-se que
as mesmas já são grandemente beneficiadas»

1-3 Acervo
A falta de recursos para a compra de livros e outros materiais é outro
ponto a ponderar.

Com o número sempre crescente de escolas particulares, reservam-

se os grupos escolares às crianças menos favorecidas, que por isso mesmo necessitam
maior assistência.

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�-3Em condições que, pessoalmsnto, verificamos, »s Caixas Escolares devem
proporcionar às crianças alimentos, uniformes e material escolar.

Possuindo as mes-

mas fundos monetários mínimos, como irão conseguir verba suficiente para aquisição do
livros, principalmente tendo-se em vista o elevado custo dos mesmos?
A situação financeira do .Estado não permite dotar c«da grupo escolar do
uma coleção satisfatória e as professoras procuram resolver em parte, o problema, promovendo festas e outras atividades, não atingindo, contudo, resultados compensadores.

2, FUNÇÕES Dà BIBLIÜTEGà PÚHLIGà
AÍ entra uma questão amplamente debatida.

Será realmente função da bi-

blioteca publica realizar a tarefa imposta às bibliotecas escolares?
Efci nosso ambiente, e considerando as particularidades locais, juJbgamos
que esta ação deva se fazer sentir e de uma maneira que abranja todos os aspectos do
problema.
A biblioteca publica não pode se fixar rigidamente dentro dos limites que
lhe sao traçados.

Acreditamos que, em uma comunidade onde as bibliotecas escolares

sejam tão deficientes, a biblioteca publica não pode restringir suas atividades apenas ao leitor adulto, proporclonando-lhe uma coleção criteriosamente selecionada e
preparada, com um serviço de referencia do melhor nível bem como outras atividades
específicas de sua finalidade se não dedicar alguma atenção ao seu futuro leitor,
é desnecessário encarecer a excelente oportunidade que se nos apresenta, no período
de formação dos jovens, para a implantação dos hábitos de freqüência à biblioteca
e de amor aos livros, além da obrigatoriedade que temos de lhes proporcionar os elementos necessários à própria educação e formação,

2-1 A Biblioteca Publica como laboratório e escola
A Divisão de Extensão da Biblioteca Publica de Minas Gerais na amplitude de suas funções também enfrentando problemas próprios, se propõe a realizar
uma magna tarefa.
Instalada a biblioteca infai til em prédio próprio, com móveis e material
cuidadosamente escolhidos e ecom pessoal treinado e especializado, a biblioteca pública dispõe de um ótimo local de trabalho e laboratório de estudos»

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�-4A Biblioteca Irifantil contar* com o auxílio de bibliotecários especializados em atendimentos aos escolares, sendo dotada de uma coleçOD para empréstimos e de
referência nos níveis desejados.
Outras atividades suplementares estão programadas, de modo que a mesma se
torne não só eficiente en seu trabalho como se transforme, por sua vez, em uma escola
para as professoras que, pretendemos, como mais abaixo se expõe, aí fagam um estágio.

2-2 Problema de pessoal
O problema de falta de pessoal treinado paiw. prestar serviços na biblioteca infantil, será de certa maneira solucionado com o auxílio das professoras primárias.
Conhecedoras dos problemas de psicologia educacional e com experiencia geral de magistério, serão as mesmas elementos de grande auxílio nas relações da biblioteca pública com as crianças.
A orientação técnica que lhes será dispensada pela biblioteca pública será
grandemente compensauia com o auxílio que as mesmas estão aptas a nos proporcionar.

2-3 Ejqjeriência já realizada pela Biblioteca Publica de Minas Gerais.
A Bibliotec» Publica de Minas Gerais, quando ainda instalada em sua antiga séde, sem possuir biblioteca infantil, já contou con o auxílio de professoras primárias, traduzido em estágios de diversas turmas, por um período de seis meses.
Representantes de 25 grupos ali adquiriram noções de biblioteconomia por
meio de aulas teóricas, ministradas por elementos de nosso quadro de bibliotecários,
bem como trabalharam nos diversos setores da biblioteca.
Desta experiência, avaliados os resultados obtidos, verificamos que muita
coisa pode ser realizada, desde que se faça um plano de trabalho e o executemos dentro de nossas possibilidades reais.

Oon a experiência já feita conseguimos despertar

o interesse não só das diretoras dos estabelecimentos do ensino que, mais conscientes
da situação, procuiíim antecipadamente inscrever suas professoras enti*e as candidatas
aos próximos estágios, bem como junto âs mesmas que voltando aos grupos escolares,
iniciam seu trabalho sob um outro prisma e com uma nova concepção de suas funções.

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�-53. PIANO DE TB/iBiLHO
Em linhas gerais é o seguinte o nosso plano de trabalhp;

3-1 Deverá, era primeiro lugar, ser feita uma investigação da situação
atual das bibliotecas dos estabelecimentos de ensino primário do município, com un estudo detalhado do número de alunos, condições sociais dos mesmos, existência e situação atuais das bibliotecas escolares, com referência ao acervo, pessoal e outras condições materiais.

3-2 O bibliotecário deverá solicitar o auxílio de técnicos em educação para em conjunto, procederem ao estudo do "curriculum" do curso primário com exame das
obras adotadas, bem como das coleções suplementares.

Desta maneira, será estabeleci-

da uma coleção mínimaideal para cada estabelecimento,

3-3 O elevado preço dos livros, como já expusemos acima, impossibilita a
aquisição de coleções satisfatórias por porte dos estabelecimentos de ensino prir.áario»
Periodicamente, o governo faz às crianças pobres, doações de livros de
texto, sem contudo, alcançar uma solução definitiva para o problema.
Sugerimos aqui, a possibilidade de ser feita a aquisição coletiva dos livros, com base no estudo previamente feito das necessidades específicas de cada estabelecimento.
Grandes vantagens poderão ser obtidas se considerarmos o abatimento concedido pelas editoras para a aquisição em grande escala, bem como as facilidades de
catalogação e classificação, o que sem dúvida importará no barateamento geral do trabalho ,
Resta assegurar as verbas necessárias à aquisição das obras, podendo as
mesmas ser incluidas nas dotações orçamentárias da biblioteca pública, nas de cada
estabelecimento de ensino em separado, ou em uma niiibrica especial no orçamente

?&lt;=-

crotaria de Educação,

3-4 Coligidos os dados necessários, o plano deverá ser submetido à aprovação do Sr. Secretário de Educação,
Neste ensejo, será encarecida a necessidade de uma estreita cooperação

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�-6entre a Secretaria de Educação e a Biblioteca Publica, que cônscias do sibs responsabilidades se propoen a trabalhar en conun na solução de tão relevante problena.

3-4-1 Nesta oportunidade será oferecido o auxílio de técnicos-bibliotecários, para em colaboração con os arquitetos do Estado planejarem de uma maneira funcional e eficiente, a instalação das bibliotecas dos novos grupos escolares, bem como
as adaptações necessárias, nos prédios já era funcionamento.
Sem dúvida esta colaboração será de grande valor, vindo sanar umaSdeficiência básica em nossas bibliotecas.

3-4-2 Deverá ainda ser discutida a necessidade de uma emenda ao plano de
reclassificação do funcionalismo do Estado de Minas Gerais, assegurando às professoi«.s
primárias encarregadas das bibliotecas, as mesmas vantagens concedidas às regentes de
classe, bem como uma recomendação do que as mesmas, em virtude do grande trabalho de
que são investidas não deverão ser desviadas para outras funções suplementares dentro
do horário escolar.

3-5 Curso intensivo para as professoras primárias
Nosso programa está baseado no curso preparado por Emma Buanaventura
"Introduccion a Ias bibliotecas infantiles y escolares" e com as modificações que as
A
experiencias dos cursos anteriores nos sugeriraja;
I. Evolução do conceito de biblioteca, A biblioteca moderna,
II, Tipos de bibliotecas
a) Bibliotecas infantis; objetivos, seu trabalho e serviços
b) Bibliotecas escolares: sua função em faoe do ensino, seus objetivos, seus
serviços,
III, Organização de Bibliotecas Infantis e Escolares
1, Local
a) Prédio, luz, ventilação, etc,
b) Mobiliário
c) Decoração
2, Seleção e aquisição
a) Bases para a seleção das coleções

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�-7b) Moios de avaliação dos livros
c) Atualização das coleções
d) Ooleção de referencia básica
e) Processos de aquisição
3, Serviços técnicos
a) Registro
b) Classificação
c) Cntalogação
d) Processos mecânicos
e) Biblioteca circulante
IV. Classificação
1, Definiçãoj utilidade
2, Sistemas de classificaçio
a) Sistema Deciraal de Dewey
b) Sistena de Cutter
c) Outros sistemas
3, Sistema Decimal de Melvil Dewey
a) Estrutura e caráter
b) Classes básicas
c) Determinantes de forma
4, Colocação dos livros nas estantes
5, Regras para classificar um livro
V, Catalogação
1, O Catálogo
a) Finalidades
b) Tipos de Catálogos
c) Catalogação descritiva
2, Regras gei^is da entrada bibliográfica de autores individuais e coletivos
a) Regras gerais
b) Formas em que se apresentam os nomas dc autores individuais
c) AnSnim;^os clássicos e outras entradas
d) Entradas secundárias
e) Publicações periódicas

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�-8VI. Biblioteca circulante
1. O bibliotecário e o publico
2, Servigo de empréstino
3« Serviço do reservas e reclamações
4» Regulanento da biblioteca
5» Estatístic« da circulação
VII, O bibliotecário infantil e escolar
1, Preparo técnico, psicologico,e pedagógico
2, Cooperação entre a escola e a biblioteca
3, Atividades extra-curriculares
VIII« Ensino do uso e manejo da biblioteca às crianças
1, Unidades de instrução mais comuns
ä) Reciirsos com que conta a biblioteca
b) Disciplina a ser obseinmda
c) Os catálogos
d) Gomo são arrumados os livi^s nas estantes
e) As obras de referencia e seu uso
2. Organização do bibliografias
IX, A literatura infantil e juvenil
1, Formas da literatura infantil
2, Histórico
3, Sóculos XVII-XVIII
4, séculos XIX e XX
5» Interesses ^ela leitura segundo a idade
a) Crianças que não saben ler
b) 2â etapa ^ 7-12 anos)
c) Adolescentes
6, Hora do conto
a) Objetivos
b) Seleção
c) Métodos para a preparação do conto
d) Sistemas de aprendizado
e) Narração

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�-93-7 Catalogação cooperativa
Sendo de um modo geral muito semelhantes as coleções das escolas primárias, será de grande utilidcwie a centralização dos serviços de classificação e catalogação na Biblioteca Publica de Minas Gerais»
Um corpo de funcionários, práticos em classificação e catalogação de obras
infantis, encarregar-se-á do trabalho, do qual também participarão as professoras estagiárias sob orientação dos mesmos.
âs fichas então feitas, serão mimeogrofadas, organizando-se os catálogos
no sistema da ficha única,

Estas serão vendidas às Escolas por preço de custo, fican-

do o desdobramento das mesmas a cargo das professoras-bibliotecárias, as quais participarão da futura catalogação cooperativa.
Será desnecessário ressaltar as vantagens do processo, considerando-se
a padronização do trabalho, sua rapidez, bem como a economia de pessoal e de material,

3-8 Programa do carro-biblioteca
Além do programa assistencial acima exposto, as escolas serão incluidas no
plano de visitas do carro-biblioteca.
Em primeiro lugar será conveniente um entendimento com as diretoras e
professoras das escolas primárias, às quais o bibliotecário explicará os objetivos e
vantagens do plano de trabalho, procurando despertar-lhes o interesse assegurando a
cooperação da Escola com a Biblioteca Publica,
Selecionadas as bibliotecas a serem visitadas, levando-se em conta suas
necessidades de assistência, será estabelecido o programa de visitas, determinando-se
o dia e hora reservados a cada estabelecimento, bem como o prazo para a devolução dos
livíos,
Na primeira visita as crianças deverão ser esclarecidas das vantagens que
lhe são oferecidas, bem como do regulamento a ser observado, distribuindo-se inclusive as mesmas, os cartões de inscrição a fim de ser obtida a necessaria autoidzaçao
dos pais»
Nos diferentes estabelecimentos de ensino, alunos poderão ficar responsáveis peitos livros emprestados aos colegas, encarregando-se da dobrança dos atrazados
e facilitando assim, a tarefa do bibliotecário no dia da visita quinzenai.
Sem dúvida, inestimáveis serão os resultados do trabalho que a biblioteca

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�- 10pública poderQ desenvolver junto às esüolas prioárias.

Devemos considerar a possibi-

lidade de expansão e enriquecimento das coleções das escolas, o enpristino de obras
solicitadas pelos professores e alunos ben como o auxílio na pesquiza de materiais de
ensino.
Quando as necessidades do serviço o exigirem, a biblioteca pública poderá
designar um funcionário para prestar assistência local. Trabalhando em colaboração com
a bibliotecária-professora, o bibliotecário dará a esta sua orientação, esclnrecendo-a
e auxiliando-a na organização de suas atividades futuras.
Desta maneira, procurando formar novos leitores, indo ao encontro dos mesmos, despertanio-lhes nova mentalidade com relação aos livros, acreditemos que a biblio
teca pública estará realizando umagrande função,

4- CONSIDERAÇÕES FHIA.IS
Finalizando esta exposição devemos ressaltar que avaliamos bem as inúmeras dificuldades que se nos apresentarão na execução do plano que nos pirrpomos realizar.
Entretanto, apesar de julgarmos o muito que esta realização possa onerar
as bibliotecas publicas, freqüentemente ja lutando con problemas próprios de verba e
pessoal, desejamos apresentar apenas um plano de trabalho da Divisão de Extensão da
Biblioteca Publica de Minas Gerais, ficando também como uma sugestão àqueles que,
como nos, tenham o mesmo problema e estejam dispostos a um pouco mais de dedicação
e sacrifício, tendo-se en vista os resultados ponderáveis que pensamos, podem ser
obtidos.

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                <text>Este trabalho é uma colaboração à Divisão de Extensão da Biblioteca Pública de Minas Gerais que, no programa de suas atividades, traça um plano de assistência bibliotecária aos Grupos Escolares do Município de Belo Horizonte. Focalizamos a situação atual das bibliotecas existentes com seus problemas e deficiências, as possibilidades de auxílio por parte da Divisão de Extensão da Biblioteca Pública de Minas Gerais e o plano de trabalho propriamente dito.</text>
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Digitalizado
^ I ^canst em
gentilmente por: ^

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�TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTEGONOMIà E DOCUMENTAÇÃO

\

Relações publicas e Intereambio nas bibliotecas
do Rio Grande do Sul
por
r^íinda Groisman e Lourdes Catharina Gregol

\ 0&lt;S». 3 {Jíi\
_

SÃO PAULO
.oofe
40-C|to

,
'

\}-G

Curitiba
1961

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
^L^ysten
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�Tema Y - RELAÇÕES PTÍBLICAS E líTTEECtolO

RELAÇÕES P"ÓBLICAS E INTERCtelO NAS BIBLIOTECAS'DO RIO GRANDE
DO SUL
Por
Minda G-roisman c Lourdes Gatharina Gregol

SINÕPSE;
O presente cjomunicado teria a finalidade de apresentar o que realizam as "bibliotecas do Rio Grande do Sxil, com referencia ao setor de "Relações PÚbli
A
cas e de Intercâmbio"
Uo entanto, por não se encontrajrtm,
maioria,

em àua

-

completamente organizadas, requisito sem o -

qual não podem ser executados os seiviços em questão
cumpre-nos apontar a situação de deficiencia das mesmas e,

como decorrência de um questionário realizado

entre os respectivos bibliotecários, ressaltamos algumas sugestões indicadas para o desenvolvimento,

do

intercâmbio biblioteconomico estadual e nacional,
Finalizando, fazemos um rápido esboço histórico do movimento biblioteconomico do ^stado, para apr_e
sentarmos, logo após, um levaxitamento com os dados os
mais

atualizados possíveis,

com o objetivo de infor-

mar aos Congressistas o movimpnto geral de um grande
número de bibliotecas gaúclias.

Digitalizado
gentilmente por:

�PvOi-'-G.

It.. iX-j-L-O. - . ;i.() i^:.. i-t .J.CjJ-'-si-O'.'.-'«O

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ComnicGçSo r.prusontciflí: r.o III OoiIüTgsso Lmsileiro
cle BiblioteconosdLa c DQCUi.iGntççEOj, c-i Ouritiac, 3?i-.rr.iia, 8/l5 do janairo de 1961 o

á Idüm recenfec r. introdução d.',

tocnicr. bibllotocariE no 'lio Gr^n

de do 3til, pois t^ue este ostrva nr. clcpondcncir: dc pcssocl Jiabilitado,
Zncontra-SG ü:.i evoluçco o procoaso I3i0li0tec0n0.;iic0j, e poriasonao SC poderia oncoatrtir nn totclidado dr.s bibliotecEs riograndonsos p
em faae do criação ou de reorgcnisr.çí^Os» im serviço perfeito de "HELÇ0S3 PÍ3LIO. J3 :3 Iirn

-

dois doe scríviços iinis aodcmos e que ao

EiQiite podcn ser oferecidos r.os leitores en "bialioteccs de orcanisaç.~oper-Teita e con r.cervo co'ipletciiento atuEliriCdo«
Pretcr.c.ü, no oiitr.nto, o ilio Srance do Sul relatar, neste comunl
cado que lhe foi outor^r.do polo III Con&lt;:^-ro!jsQ Dracileiro do Bi"bliotcc£
nonia o j,)ocur,ioiitr.çãc, o cxue vei:i rcalÍ55aj.ido as Biliotecrs deste Sstadono «ctor e:a roicrêncir., Idüii cü: io as def icicncitis, c pro'ola'ißs quo se

-

vem observrnáo pa::ri « co i.aucuor:o decces ser-viços«
UEL^-^Cü::;

.LIü.'

- j£:i»t;uu.o de i^etcjioríose porque pessarcu

ss

bialiotecco do "depósitos de livros" p.':'ra "ce-itros cie doc:i:.icnt£ção" gpo
donos afir.icr que, nr; ctualidcfe^ encontra o^sernriçío de relr.çõos públi
cas ur:i canpo propício no seu duGCJivolviucntOo
Onde teria nc?Jior v?plicação u:"i ''.OopcL.'-ur,i;.ünto do Relações I\íblicas" do que nur,ar. "bibliot^jcr. caiv, visr. atender o todo e qualquer tipo de
leitor?

O.ide se torirn oport;r:idc.íes c.a

variados serviços co: i. viutas à cultur; ?

irer-tar a populrç«ão os Liais ündc se ootcrian clenontos pa

ra a aproxiroação dos Uo.iens, senc^o na bí-olioteca^ por inter?'iédio dos livros?
pois, na bibliüt^G., que se identificam os interesses do publi
co com os Ci. organisação, con o objetivo co ant^'ariar a comprçonsão daqiicles para oe proG'rai-ias a serem excct'.trdos pyla instituição»
Ainfa, coi.tei:plr;..ic.o a coupleseidadc dos serviços que pode oferecer uma biblioteca tccnicc ..onte orgíüiisadajj dovonos salientar o trabalho do bibliotecário cue S o resoonsrvcl direto pelo alto nível da bl-™
blioteca noCicriia, c, para que se possa ozercor esse isroortente papelçé
nocesüário que rcuna iiualidaC.çs físici sg intelect^^ais e norais à altura da instituição a que boi'Tc«

tarubeu necessa-io :'_ue esteja pronto a

C'Lyp.prir certas nornatj que vn cunoortrmento ético profissional exigiria.
ITo Rio Crancc do Sul te:;; os bibliotecários batalliado sempre p«3üa
homoceiiöidade do ele-ionto b:.biiotec;'rio e as bibliotecas nuito tcn lucrado coir. o tri'.baliio de "r3?.i'.ções public;.dese. ■.penliado pelos uosraosg
quer on so tri:tai:.do d." cooporr^ro intcr-bibliotecária, lar2a::,vC;ito e:.i Digitalizado
gentilmente por:

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progacU^ ii£ rôco ^Liiivorsitcri?., ov. inesrio con rciierSnciE: aos "beneiCícios âufericlos í&gt;g1cí ánidRdc do :.ieio bibliotccö'rio rio^ríaic^encop roimr-fioo em
tomo de. ^iSi^ociação i^iogrcndcnso cLg Bibliooocarios e da 3gcü1g cIg
tecoinia e Locuiaentação, orgSoß ativospugncndo oer.ipre polo apilxora monto da clusse 'oroliotocarir, G-reaidjs acío tr:.;.JoG'a os reo'..!bc.dos obti das pslo contato doa .bibliotjcdrios co:i ^s cscritoros c ro:^3rcseritentes
do conércio livreiro,
A propa^;í:.ndr. da bib^-üotcec g a divalgação do seus o\&gt;jetivos tensido i22na preocv.pagão OünDtí:.ntü dos "bibliotecurioa grúcliose Prestar.: infori-x-noiis ao público atrr.vos da iirprcnsa,

como o faz nensaliuento

a

bliotcca Publica do Estado c:a Porto Alegre e as do interior do Estadop
beii 00220 a ^'.acociaoão iilograndonsc do Dibliotecários q.tiej, além de anpla
divjJLgação de suiis ativiíac.Ga, fez publicar or.i abril do 1559? eo ensejo das coiacnorí:igÕGB dr: "Seiaana internacional de biblioteccs" g niuas.: série de reportagens no Correio do Po-gro^

reeeiilia iirtOKoativa de (i'-'-a-

se todc.s as bibliotecr.s da Capital gaúcha, .'.léu de outros Eicios de difusão, scrven-se tar.béu os lnibliotecrrioo da distribuição de bibliogra
fias ■•are inforií^r açs seus leitores do iu:terial adquiri-"o ou des oxis
tentes na biblioteca,
Daseados,,portanto, na foroulação sintética bístante aplicada em
bibliotcconoriila: H (ílealização) + P (?ublicidade)= EelaçõeB Públicas,ratificaiaos as coiiclusões ;já enunciadaB, que ben poderão ser conprovadas no levant;.-;i2nto bibliotocoiionico apresentado no fiii deste trabalho,
que o Rio Grande do Sul não poderia apresentar ho setor de relações pu
blicas resultados do plena efetivação, pois que as bibliotecrs gaúclios
estão o::i fi.-se já riencioii;. da de "orgar.isagãc e rcorg; nisanão téc.iicr.^gçontanoo-ae im núr.icro bastante rediisido dçlas que se encontra en: condi
ções de proporcion;.r o servido c:i questãop

IFf~ 2o"c::os afir.iar que a per_iuta c o prr'.nci'pal objot^
vo do 3ãaterc*.nbio, pois e o noio pelo cual são estabelecidas e liiíaitid-.ã
relações cciz instituições si ilarcs^

CiSo obtidr.s infor:iaoões a respei-

to de tei^ís Co interesse da biblioteca;
iiaterial que não e necessário,

desaTar'.eii-ce, eri forma útil, do

em 'jroca dç outro que interessa possí-iir

e cu-Ti-^riia iinr aç~o ci^lturrl ru^is cirtenBa,

iiiportante o cu}:pr^;aciito -»

da ética profissional no oforec^T-eri-to e na aceitação da per-iuta,
Gcralnonte servcii à troca t
1 - publicações da biblioteca, periódicaa ou nfo?
2 - publicações de al^ir.: valor, rccebid...s

."Jela biblioteca e não

incorporadas a sou aceivo por não se enquadrar;i:i no plano iiif üri,iat:lvo
da biblioteca ou por já figurarem eii suas coleções

(duplicatas)o

O grande valor do atualisação d.is publicações periódicas
ca quo S-^ dedique ao i:itercazíbio uii grf:-ndo esforço e uííh
ção, já

que e quase ijiipossível subscrever-s j;

Digitalizado
gentilmente
entil mente por:

boa orgc.nisa-

tod;. s as p^iblic. ,çõas por^

^4

^5

^7

19

20

�diccis c2ÍBtoiii:es nc ospocialidcclc,
iTo 3ri.

üxcrceiiclo. ce fimçõoG d-j xci orgSo colctivo nrcioxial, -

coordGnac'.or do intcrcai.ibio, tjraoG o Instituto Brrsileiro dc 3ilDliogr£fia o DocvjnGntação, atreves dc nún occçSo dc Infor^^aQÕeo xccnico Cieiitíi?icc8,

quG pi'ocurfi ciesonvolvc-r a troc.: cic iiifor^snõos Gzitre as iL-.sti

•buiçÕQS cio pQS(i;^isí G c.lcntíxicç.s o tecnológicas 0 contrai ('s clocunontcgão iu\cio:iais e int jiviccion.'-iis, IIo

liio Gí^.:2c"c do

coopor?:-':? o con -

o I:3BDj '.iGúirnto coiivc.iio firmado tíntrc gssg ór::ão o £ Universidade
Rio 2-rEnde do Sul, tcuos o Serviço Contr:! dc

do

omaçoos 3iblio{;réfi -

cf.s dia Univarsidade (SCIjj), C3a plor.a atlviü.ado rir. coiiaecviçco c"o catalogo colctivo do pulaliccçõcs poriouvCns das 'bibliotGcr a dr: Univorsidr de ,
covi.vistr.s a

oxtG.iuGr êsso catr'luí;;o nc dciiris 'oiblioti-^c. s riovrc..ndc:x -

C3S,
Oo:i'io dccor encir. do uri v-iUGotiorx'rio rcrlir;e;co eiitro r:s 'biblictc-.
cc.s c.pr:;GGnt£:d.,s nosto tral^alho,

oco cs se^iintcs i\s soli;:çõos apoatEõr,s

pelos brolictücc'rios ^^aúciios para dc'^clc.r c.c dGficÍGiicif::s que rü:;:'.stra
o ssrviço Ö.G lutercanbio no ?-io G-rrndo do Sul;
1 - licior inccntlvo na pul:)lica5ro de trc-Lalioc cÍG.it;':T:Lcou,forneCG.aão asciii o rj terial ideal pai'a a porauta,
2 - Periodici:: edc rcgiilar nas, pu"blicr.oÕGS,
3 ~ ^.tualisação dos c: t£'l0&lt;i0S,
4 - Publica(jão do ur.i ^olatii; polo BOUl, no qual constcu as entidades qiic aosejaiii pertiutr.r e o r-iatcrirl o..crccido.
iu, concluindo,prDp^:..:aos ■bnDn.ÍGtec;-'rios do
nas considorações c seran aprovj.dos polo plenário,

Gr-nCc do Sul quo,
seja solicitada às

autoridac'es a isenção^ ou'roduoäo das tarlfi.s post; is vi.^'ia.itos« pare a realisação do intcrcr.;:foio dç ..latoriais "brol^/io^irí-úCicoG entre "bijllotecao
ou entidades 'oibliotocarir e#
ij)Vi:iz:-20 Bi:&gt;LiQüLJCo::Õ:'ico ::o :^io

:oo sitl

r.I.jg(5EIÇ'0 - .1 fin de poclomos cxpôr o xiovirianto bibliotcconô"_iico
do Kio Grand-, do '^ul, 6 necessa'rio que se faça ulí Iiistdrico desse novincnto^ X50ÍS cor.o conseraiânci"; dele e riv.o surgiu a ortjnir.ação e foi incrc".""tentada a reor^i.nlMação das Toibliotöcrrj,

cada vos gii iiaior nuaoro,

Cono pioneira da "biblioteconorii." neste Estado, dGVOi'OG citar a lijL
bliotecaria *;ngGla d;

Costa li^ranco Jobi::, que en 1947 f'ouidou,

j'-uito à -

J'i.culdai'v. de 3conoriie e ^-diiiiniGtri'.oäo, U'i curso livro do i^i-olioteoono r.iia,

D qual fvuicionou dur; nto un uno, diplo.iiando 20 oibliotccários, Uií,

1^50 o curso foi i.ietrlf.do j-^.^jrito ao Departan ,nto cIg Sgj/víço Piíblico
llio Grance do Sul, f-.uicionando durante 4 anos,

do

çn cursos de 2 anos, di-

plomando 14 e 10 bibliotecários respectivancnte,
Do 1954 eri diante o curso voltou a funcionar junto à ?:-eiildacG de
Ciências Econônicas, ex-i^aculdado de "jconor.iia e --d'-iini~tr ção, nos raol—
dos "iodemos, aco pan^iando os Tirocrai^v.íí

Digitalizado
gentilmente por:

d:.3 derivis cursjD do Jra8il,em

�- 4 -

2 anos, tpiiclo je f037íiíf^do 3 tur:::r.s, c!o 31® 23 e 9 bil)liotecarios, reapec;
tiva^ieite. Doaäe 1953, por c.ocisão do -S£r&lt;3£:io Consellio Univorsitáriopfo:l reGstr^v.turc.clo o ensiiio clr bx^liotacono ie. na UnivG-röidr de do Rio Graiido do Sul, pcssando o curso a âGiior;iiirr-se "iJscola de Biblioteco nouia o Docunontr.çeo", snexo à Paculdc.de de CicnciaG IconSaicasy com cursos dc 3 anos, de nívol superior,
O moviivtonbo do Estadoa"'. se t a restringido e cursos of iciais jpoip
•barnbém 1:0:11 sido reeliíjados^ alem de cursos rápidos de atur.lisação, oa r
GspocÍL:li.";adpa para bibliotccca escolarosp ßo'o o patroci^iio da üocrota
ria de Educcçno e Cultura do Estado do liio &amp;rfnice do Sul,
Para a realisação Oc cursos do pós-grrdu-ação, muito têm contri buido a -Bcoclação Rio^xandcnse do Bibliotecários o a iíscolr. de Bilio~
teconorria o Dccu;aontação, propiciando a vinda ao l^io Grande so &gt;ju1 de ^
pcrgonalidadüs .ir.cionaiEs e estran^-jciros, ax.itor:ldac8s em bibliotecono raia,
Apresentercnos a se^v-ir# una sreseriia das maiores "bibliotoci-s ri^
grandenses,

com dados coletados entre 1958 o 1950, dados esses rjue,com

mais eloouência irão dononstrer a situação das oibliotocae gatícliasô

I - ]3IBLI0T]:C.;.S DA UIíTIV^RoIDAÍÍj DO illO GRAiyJIü DO SLIi

As bibliotecr s dr liniversidr.de aur£-iraBi ji-arbamentc com as i'a
caldodos o Institutos a crue pertenceu^ A organização das bibliotecas e^
tr.va confiada a pessoas loigaa, dada a falta de técnico^' no setor 3ibl:|o
tücononieo. Poréii, a partir de 1947# divG^'san biblioteci ß da UirlQ-S pas ~
sarari por umi fase do reorg. niaação geral.
A

i--

firi dc coordont; r os tr. bcllios rue ate hoje se vêm desenvolvsn

do c pror.ovsr a. or^r.nigacão eii setores ainda não atingidoü pelo movi nento renovador, 3 Çí,ue a ünivcrsidi,'.dG do Hio G-rande do Sul criou, em •&gt;'
1959» o Serviço Central dc I.ifor.lacoos Libliográficí.s -

o oual

tev : cono orientadora inicial a brta, Halvina Viana Rosa«
Uioa dae atribuições do SCIIC surn a confecção do Catalogo Coletivo
inicic.lmente abran^^c-ndo as bibliotoci-s da l.niversidade devendo iiaie ta_2;
dc constituir-30 en Catálogo Coletivo Ilegional, conforme convênio entrQ
a UiíG-í; e o IB3D, viscndo o intercairibio bibliotecário nacional e estran-i
gciro, 'i^ará, ainda, uii laboratóriç dc reproduções fo^jográficas e um ee-ter de coupLEção dc bioliogjrafias«

,

j

]?U2icionr;rá o ÜCIIq, entãofCono CeAtro dc Docunentrção da üRGo§

x''

"Antre as bibliotcc^-s da línivcrsidado, distingue:i-se polo acorvo a(
prcciável de obro, periódicos, obras raras o outras publieaçõec, bon 4
conio polo riovinonto Ce intsrcâ.-ibio de relações pi'blicas,

ac bibliotecas

das Facilidades de Direito, filosofia. Ciências Econordcac, l.Iedicinc.çEn-t
genli.'ria, *^rcuitct\:.ra e doç Institutos de lielas Art os, Ciências líaturaj.íí
Geologia, j?£sica o ':uí:iicr.

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gentilmente por:

S^an
É0^
^ st e m -

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�- 5 -

I - 1 -

33.01 iotí";ca de. 3?actildodc áe Dj.reito«

com un £cervo de Cy

proxiiif.daiGirGo 20»000 volioes e a assinr.tura dc 163 títulos de peri&lt;5di
COS (102 çGtrr.ngoiiOB e 61 nacionria)&lt;&gt; c.prcüciita w.ia nédic diárir. do 4Q
coiiaultar,. TJoa a Classificação Declinei Universal e sete co::i o cutalogo
aio\;anatico oii orgEnisonão, Pas prrte do catíflogo coletivo do SOTB.HeE,
liza intorcäii'bio coii bi-oliotecas c dcpcrtcr.er-tos dr. Universidade,

I - 2 Í3GL1 acervo,

Jçcvildrde do Piloaofia criou sus. 'bibliotGcr. on 1942,

de 25^000 voluiies 9 238 títulos de periódicos, revistas,.c

um dos ijaiores da Universidade&lt;, 'Jen vuna nédia diária de 70 consulta s.
Use catálogo sistoini'tico e claa^ificr ono de I)oi;ey. Pr.s parte do catál£
go coletivo do SCIÍJ, I'; ntcn intenso 4-iiterctn'oio cora escolas, "biblioteccs, instituições cxü.turaie o outraso

I

P -

Çiüliotcca da Faculdade de Cioncirs

__conta y

eri seu acervo 10.000 volunes e5^20-títulos dc periódicos. Hoalií3a inter
cân"bio con as biblioteccc dc URG-S o foz parte do catálogo coletivo do
SCIB» üsa, para pernutar, c.uplicr.tCD d; s obrns oue coiistan de sevi acer .
vo e, alén disso, m&amp;ntéu en sua secção de periódicos ura intenao movi liiento de intcrcâribio,

o qual é considcravelnentc aunçntado pelas puolj.

ccçScs próprias do lEPE, Instituto anexo à Paculdade,

I - 4 - A BibliotecL

di. Paculirde de Itodicina, cue se e.icontra en

fase do reorgcnizagao desde o 22 aciio;jtre do 1959, ainCi.^ não fr..z parte
do çr.,tElogo coletivo do SOIjj, por não ectaren: em dia seus próprios cata
'íoe, O de periódicos encontrr-so en adicntado estcfo de elaooraoão, po-*
/
réra o do livros acrx-se apenas ea fase inicial, iltualner.to, utilize,.. ni
1. j... uambio 08 "/mais da Pa cuida de do I.Tedicina de Porto Alegre" e
outros perióíilicos, remetendo-os a escolas, aasocicições ibéricas, insti -*
tutoa

c p.3 aisas néCicrs e de ciências afina, en número de 729, per 4

tencentos a 59 países, ITão realiza por.:iuta de,duplicatas, maa recebe r_o
filamento cerca de 230 títulos do periódicos. Pretende reneter cópia
do

seus catálo::oB aos coletivos do &amp;CI3 ( P,.-le2rc), 33J,l)liot2ca Cen

tr;"l dr; Universidf.dc do São Paulo (o© Paulo)

-j

e lUBD ( H,Janeiro)

1-5,- Data de 1956 a r;..organização da Biblioteca dr PacvTldcde do
Si^'^enlic.ria« Seu acervo soaa cêrcí' de 10,000 voluüies e 250 periódicos, con una nedia diária do 140 cons ilt; s, Ude e classificação

Becitial ün_i

versai e adota o catálogo sietorortico»

I - 6 - A Biblioteca da ^.".culdcfo de i-rciuitetura tom un aceirvo dc
4»500 volu};ies e 52 títulos de periódicos» Utilir^a o catálogo aistemático e adota a classificação Dccirnal Universal# liantciâ intorcârabio con as
bibliotecas da Universidade,

Digitalizado
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entil mente por:

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19

20

�I- 7 - A Biblioteca do Instituto de Belas Artes foifundada em 19^
Destina-se a alunos e a professores do Estabelecimento,

É especializa-

da em ^.rte, possuindo uma discoteca anexa com audições discofônicas s_e
manais.

Seu acervo consta de 2,300 -eolumes,, 106 partituras de

musicais,

partes-

600 discos e 20 títulos çorrentes,.Adota a classificação

de

Dewey e possue catálogo dicionárioo Mantém intercâmbio internacional.
Paz parte do catálogo coletivo do SCIBo
I - 8 - Em 1955,

com o aiixílio de livros doados pela inundação Ro_

ckefeller, Eaculdade de Filosofia e algiomas doações particulares, criou
se a Bibliotepa do Instituto de ^iencias Naturais,

Conta com um acervp

de cerca de 3.500 volumes e a assinatura de 200 títulos de periódicos,
mantendo intenso intercâmbio com outras bibliotecas da Universidade

e

ainda cora instituições do Estado e do Brasil, Utiliza a classificação
Decimal Universal e o ca.tálogo sistemático.
Anexo a biblioteca do Instituto de Ciências Naturais,
biblioteca dá Escola de Geologia de Porto Alegre,

fiinciona a

Esta mantém interc^

bio com entidades similares® Apresentam uma média de 31 leituras diá rias, para um total de 200 leitores registrados,
I - 9 - A Biblioteca do Instituto de EÍsica.destina-se a atender
a, professores, alunos e fiincionários do Instituto,

Tem um acervo de

3,835 obras, 125 títmlos de revistas e 1,365 folhetos. Adota a classificaçao decimal Universal e catálogo sistemático, Eaz parte do catálo
go coletivo do SCIB, Realiza intercâmbio,
1 - 10 - A Biblioteca do Instituto de Química foi fundada em
1926, destinando-se a profi.essores,

-

alunos e fvincionários do Instituto

e aos demais da Universidade, Adota a classificação decimal Univprsal
e possue catalogo sistemático em organizaçãoo
obras e 154 títulos de periódicos,

Tem um acei'vo de 2,680

com a média de 30 consultas diáriaa

Eaz parte do SCIB e realiza intercâmbioo

II - BIBLIOTECA DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDy^DE CATÓLICA DO RIO GRA^
DE DO SUL
A Pontifícia Universidade Católica mantém uma Biblioteca Central
a qual conta com lom acervo de 40^000 volumes. Usa a classificação de Dewey, Possue coleção de pei'iodicos e faz intercâmbio,

II - 1 - A Biblioteca da Escola dp Serviço Social é a única bi blioteca especializada mantida pela PUC,
folhetos, 1,200 livros,
nais,

Seu acervo atual é de 4,000 -

60 coleções de revistas, 800 recortes de jor -

alem de vários materiais de

Digitalizado
gentilmente por:

divulgação

e de formação profissio

�- 7 -

nal. Uma das características de seu

material bibliográfico e a coleção

de teses (trabalho de conclusão de curso),

apresentados pelos Assisten-

tes Sociais,

que em número de uma centen^, e meia, dão uma idçia dos s^
f
^
viços sociais realizados em nosso EstadOe Mantém intercambiOa
III - BIBLIOTECAS PTÍBLICAS
IIJ-I - A Biblioteca Publica do Estado,
criada em 1871,

Tem -vim acervo de 80,800 volumes,, estando em fase de re-

organização completa.
CO,

em Porto Alegre,foi

Sua organização compreende:

serviços com o públi-j

se^Tviço técnicos e serviços administrativos. Promove exposições de-

livroso

Publica relatórios e divulga pela imprensa, mensalmente a esta-

tística de leitores e obras consultadas.

Paz permuta de obras em dupli-

cata, manteíido relações com outras instituições similares do país e

do

estranfeiro.
III-2 - Biblioteca Publica Infantil, foi criada em 1954^00mo parte integrante da Divisão de Cultura da Secretaria de Educação
Cultura do PlÍo Grande do Sul,

e

começando a funcionar em caráter provisq

rio a l.de fevereiro de 1955 e oficialmente inaugurada a 12,de outubro
de 1956,

Seu acervo atual é de 6,500 volumes com cerca de 3c,000 leitoi^

inscritos, Posçue duas departamentais, uma no Bairro de Sç^õ João e ou ~
tra no Bom Pim,

Tem como ativii^ades a Hora do Conto, Teatro de Panto

ch.es, Exposições,
lado:

-

Comemorações, Publica um Boletim Bibliográfico intitu

"Nossa Blbliotequinha"
III-3 - • Iblioteca Publica Municipal,

iniciada em 194-2,

e -

um órgão da Secretaria de Educaçã,o Municipal e vem mantendo, por intermédio do Serviço de Recreação Publica, bibliotecas infantis e populares
junto às praças de recreação do referido serviço, localizadas em diversos bairros da cidade,
Spcorro,

ainda, bibliotecas junto aos,Hospitais de Pronto

Santo Antonio e Santa Casa de Misericórdia,

7,109 volumes e 59 títulos de periódicos,
move a Hora do Conto,

Seu acervo é,de

-

Não realiza intercâmbio. Pro-

Sessões cinematpgyáficas e Comemorações,

Compreen

de 6 agencias infantis e 3 para adultos,
%
III-4. - Biblioteca Publica Pelotense,
em 1875,

de Pelotas,

é uma entidade particular m9,ntida pela contribuição de seus 8.3

sopiadps e dotação federal de cr$ 30e000,00 anuais»
de:

fundada

85»000 volumes,

Seu acervo atual

além de grande número de títulos de periódicos«

è
Co;^

preende o; i suas atividades una escola para cegos com um ace.rvo apropria
do, um curso de alfabetização noturno, ijma secção infantil;,
museu,

Na secção infantil,

discoteca, e

foi criada um jornalzinho "Mundo infantil"^

Mantém um teatrinho de marionetes.

Costuma comemorar datas históricaso

111-5 - Biblioteca Pública Riof;randense. de_ Rio .,foi
criada em 1876,

cm

1

reconhecida de utilidade pública pelo decreto 3o776
Digitalizado
gentilmente
entil mente por:

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^5

^7

de

19

20

�" 8 -

1/L0/L919»
rídica,

é mantida por "uma sociedade particular com personalidade ;);a

em caráter público, mns não oficia^.,

Tem xm acervo de 130,000-

volumes e "uma grande coleção de periódicos. Especializada na bibliogra
fia sul-riograndense,

embora o caráter geral de suas coleções seja o -

cômputo de obras relativas ao Brasil,

guardando exemplares únicos de -

muitos deles. Possvie uma das melhores "brasilianas" e é detentora de «W
A
/
X
ooleçoes preciosas. Efetua ativamente o,intercâmbio, nao so com bibli®
teaas nacionais, mas também estrangeiras®

Tem,

ainda,

a Biblioteca Pú-

blica Riograndense, uma mapoteca em fase de organização.
IlI-é - Biblioteca Pública Municipal, de Santa Maria,
dada em 1938,

tem como órgãoip integrantes:

Clubes literários,

para cegos e secção infí^ntil. Promove exposições,
audições,

concertos,

fun-

serviços

conferências públicas,

Seu acervo é de 10,000 volumes e bom número de

txtulps de periódicos, Possue filmoteca, mapoteca e um museu em organ^
zaçao,

IV - BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS

IVrIi.
criada em 1942,

- A Biblioteca do

Tecnplógico do RGS foi-

Conta atualmente com um p.cervo de 6^505 obras,

folhetos, 130 microfilmes,

3» 253 -

231 títulos de periódicos? além de uma cole

ção sempre atualizada das Kormas Técnica? de Tecnologia brasileiras,
francesas,

americanas,

mal de Dewey e CI)U,

-

inglesas e alemãs. Utiliza a classificação deci_

dispondo de catálogo sistemático

lém de catálogo de autor e de título.

(de assuntos),

a

Os trabalhos e estudos dos técni

COS do ITERS são publicados em forma de Boletins e separa,tas,

encarre-

gando-se a biblioteca de sua distribuição, mantendo intercâmbio com íüb
tituições similares,

em número de 950»

É uma biblioteca semi-pública,

sendo sua consulta facultada a engenheiros e químicos, professores a a
lunos universitários, industrialistas e técnicos, proporcionando, no entanto,

empréstimo a domicílio somente a funcionários do Instituto.Em

1958 foram atendidas 3.142 consultas,
IV* 2

- Biblioteca do Tribunal de Justiça. Em virtiide de in

cendio ocorrido em 1949»
mesmo ano,
d^-des,

perdeu a Biblioteca todo o seu acervo.

em face de doações,

Nesse-

teve a biblioteca reiniciada siiac

contando ^.tualmentc com um acervo de 8o200 volumes,

p-lém de

3.864 periódicos. Utiliza a classificação decimal universal, A cons"ulta de suas obras ç de caráter público, mas 9 empréstimo a domicílio

é

reservado aos srs, Pesembargadores e Juizes, Registra um movimento médio de 30 consultas,

Rpa,liza intercâmbio com entidacles similaresj. utili

zando-se de duplicatas,
IV-3

cm

1

- Biblioteca do Departamjnto de Prefeituras Munici-

Digitalizado
gentilmente por:

�pala, foi instalada em 1941-&gt; íí especializada, em direito,, adçiinistra ção,e finanças. Seu acervo atual consta de 5c982 livrçs e 5»139 folhetos, Tem caráter piíblico, franqueada aos interessados» Tem serviços de emprétimos a domicp5.1io, tendo registrado um movimentç anual médio
de 427 empréstimos e 3*575 consultas e 1,029 publicações«.
Adota a classificação decimal e catálogo dicionário. Seu setor mais importante é um catálogo completo de legisâção federal,
e municipal,, com índices,, dçsde o ano de 1937,

estadual

possuindo também um ca

tálogo dos pareceres do D,SoP
l^&amp;z permuta com duplicatas de publicações oficiais e do Boletim
do D.P,M,
IV-4 - A Biblioteca da Procuradoria Geral do Egtado teve sua o rigem 1954, mas sua organização foi iniciada em 1955«
em pbraa jurídicas e coletâneas legislativas,
srs. Agentes do Ministério Público,

especializada

destinadas a atmender

os

estando porém franqueada ^ consul-

ta de todos os interessa(^oSo Conta com um acervo de 1,600 volumes, 500
periédicos e 50 folhetos, Registrou-se em 1958,
dendo a 884 leitores,

2,458.consultas aten -

com um total de 533 empréstimos.

Utiliza a classificação decimal universal,
de autores e de títulos,

dispondo de fichário

estando o sistemático de assunto em organiza-

ção. Realiza permuta esporadicamente com bibliotecas congeneres,
IV-5 - A Biblioteca Central da Secretaria de A^ricultura^ man tem bibliotecas,em diversas Diretorias e Estações experimentais do in,
terio do ^stado,

especializada em,obras agronomiças e ma-férias afinsr,

Possue um acervo de 7o427 obras, lQo758 follietos,

430 títulos de pe -

rlodicos e 250 títulos de revistas. Usa a classificação de Dewey,

es~.

tando presentemente com o çatálogo sistemático em fase de organização,
Mantégi intenso intercâmbio. Sua média diária de consulentes é de 9 lei
toros.
Em 1959 apresentou o,seguinte moviemnto de leitores e leituras,

res -

pectivamente 931 e 2„258e
IV-6 - A Biblioteca do Dastituto de Educação Galo Piores da CunM,

entrou a partir de 1954?

criada para

em fase de completa reorganização, Pol

funcionar junto açs cursos dessa escola estadual» Possue

um acervo_de aproximadamente 6,000 volumes, além de folhetos e recor tes,

coleções de revistas pedagégiíjas, litera'rias e de informação ge -

ral,

jornais de,literatura e de informações sobre a vida.universitária

de Porto Alegre» Em i960 9 número de consultas foi de 24»836,

com um

número de 16,246 leitores^ Funciona em caráter semi-público e atende,
especialmente aos professores e alunos dos cursos secundários, normal
e de especialização. Proporciona material para comemorações daç grandes datas nacionais ou universais e para trabalhos do pesquiza„

�- 10 -

IV- 7-

~ A Biblioteca do Instituto Rio^rajidense dq Arroz foi fun

dada,em 1954,

destinando-se,a atender aos funcionários e técnicos do -

IRGA. PosEue yci aòervo de 3.246 livros e a assinatura de 296 títulos de periódicos. Adota a classificação decimal universal e presentemente
está com o catálogo sistemático em.fase de preparação.

Em 1959 aprese-

tou um,movimento de 3.046 leituras. Paz parte do SCIB e promove interoâmbio,

V - BIBLIOTECAS DE ENTIDADES PARTICULARES
V-1 - Biblioteca do Instituto Cultur.al [^rasileiro Forte Americano, foi fundada em 1947.

Seu acervo é de 6,500 obraç,

sendo 90^ de seu

acervo representado por obras de literatura inglesa. Usa a classifica
ção do Dewey,

catálogo dicionário,

Tem caráter particular,

cervo é exçliisivo dos sócios p alunos do Instituto^

pois sou a

Tem 92 títulos de

periódicos. Paz parto do S0IB. Possue.uma discoteca formadçi por obras
clássicas e populares e uma filiaoteca. Realiza intercaiabio» Promovo exposições e conferências públicas,
V-n

- A Biblioteca da Companhia Previdencia do Sul^ foi,funda

da em 1949 e é dividida esquemáticamente em duas grandes partess
geral e outra especializada.

uma-

Tem um acervo de 3c838 volumes e 70 títur

los de periQdicps, O total de leituras até dezembro de 1959 atingiu a
cerca de 40,000, ÍTo corrente exercício apresenta uma média mensal de 585 leituras. Publica ^regularmente um Boletim Bibliográfico, bem como
uma Bibliografia, anual.

Realiza intercâmbio internacional^

intermédio de sçu Boletim,

tanto por -

como também pela compra de obras que lhe -

são solicitadas. Paz parte do catálogo coletivo do SCIB e realiza o A
,
intercâmbio bibliotecário con äs dem.ais bibliotecas da Capital,

- Biblioteca Ambulante "Morvan do Pigueiredm" do Serviço Social da Indústria,

foi funda-da em 1951e

O âmbito de ação da bibliote

ca não se extende só às fábricas, mas tçimbém a diversos grupos escolares,

sindicatos e centros assistenciais,

O trabalho que nesse sentido

se dosBíivolve tem alcance na campanha educacional dos industriários gaúchos.
A Biblioteca conta com um acervo de 20»000 obras,
Leituras e atinge com seus, serviços 22 municipios.,
tun çiovimento superior a 45.000 leitura,So
wey,

Adota a classificação de De-

e através dele faz intercâmbio com bibliotecas e organi-

zações similares.

1

1959 apr4r'p!n'&gt;jOU

Publica um Boletim Bibliográfico sob o título "Saiba escolher su-

as leituras"

cm

188 Postos de

Digitalizado
gentilmente por:

�V-4 - Serviços ijLe Bleilote Olrculantes do Servi CO Social do Comércio o Entre as atividades de ordem assistencial e so
ciai mantidas j^elo SESC/RGSiLÍ.p destaca-oe o Serviço do Bibliotecas An'ou
lantes e CirculanteSg ao cuais vêm desce,1953 beneficiando a claçse comerciaria do Estado no, tocante à cultura^ Pos3u.e uiq acervo de ^70533 vg
lumes e desde,sua criaçao até 30/II/96O foram ájcgistradas

206o274 lei-"

turas para 19o084 leitores inscritoso Mantém 236 Postos de Leituras

ç

6 Bibliotecas Circulantes entrç a Gapitalg 22 municípios e 3 distritos o
Adota a classificação de Devrey„ Publica semestralmente um Boletim Biblgõ
gráfico e por çeu Intermédio fas intercâmbio com bibliotecas e çntlda
des congêneres,, Ainda,

cos^tuna Interoambiar com outras organizagoes^pu

blicações préprlas do SESC,

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
st e m

♦

14

15

16

17

lí

19

20

�cm

1

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O presente comunicado teria a finalidade de apresentar o que realizam as bibliotecas do Rio Grande do Sul, com referência ao setor de "Relações Públicas e de Intercâmbio". No entanto, por não se encontrarem, em sua maioria, completamente organizadas, requisito sem o qual não podem ser executados os seiviços em questão cumpre-nos apontar a situação de deficiência das mesmas e, como decorrência de um questionário realizado entre os respectivos bibliotecários, ressaltamos algumas sugestões indicadas para o desenvolvimento, do intercâmbio biblioteconômico estadual e nacional. Finalizando, fazemos um rápido esbôço histórico do movimento biblioteconomico do Estado, para apresentarmos, logo após, um levantamento com os dados os mais atualizados possíveis, com o objetivo de informar aos Congressistas o movimento geral de um grande número de bibliotecas gaúchas.</text>
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gentilmente por:

&gt;ca n

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i -

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:-^^x

^

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T . ^" «^ ■; n^'j§'

��TERCEIRO. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

CDU 12:061.25(81)

A FEBaB e suas associações filiadas
por
Laura Garcia Moreno Russo

%

Curitiba
1961

Digitalizado
^gentilmente por:

�TEMA VII

-

MOVIMENTO ASSOCIATIVO

A FEBAB E SUAS ASSOCI/iÇÕES FILIADAS
por
Laura Garcia Moreno Russo

SINOPSE
I - Histórico da Federação Brasileira de Associações
/
y
"bliotecários.

Sócios fundadores»

y

de

Bi-

Suas atividades-

II - Como se instalou no Brasil o movimento associativo

"biblio-

tecônomico.
Associações de Bibliotecários em ordem cronolSgica de
dação.

Estados que possuem Associações

fun-

de Bibliotecários,

III - Primeiros Congressos Brasileirós de Biblioteconomia,
1» Congresso em 1954 - Recife
22 Congresso em 1959 - Salvador
3® Congresso em I96I - Curitiba

IV - Conclusão,

I Digitalizado
-^gentilmente por:

I Sc a n
st ei m..

14

15

16

17

�-2A FEBAB E SUAS ASSOCIAÇÕES FILIADAS

- HISTORICO

A origem da í^BAB remonta às

deliberações

do II Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Do
oumentação, - realizado em 1959» ©ni Salvador

da

Bahia«
No dia 29 de julho, em sessão plenária,foi
aprovada, por iinanimidade, a tese apresentada
los "bibliotecários paulistas Lavira

Garcia

pe-

Moreno

Russo e Rodolpho Rocha Júnior, com o fito de criar
um Organismo q,ue congregasse os Bibliotecários Bra
sileiros através de suas Associações locais.
Vários itens foram considerados para a sua
criação, entre êles, podemos citar:

Ifl - q,ue a extensão geográfica de nosso País

di-

ficultava o intercâmbio entre as Associações;
20 - que era de virgente necessidade, a

publicação

de um Boletim Informativo q.ue levasse

aos bi

bliotecários de todas as Unidades da

Federa-

ção os assiintos de seu interesse, no

âmbito

nacional e internacional 5
3® - q.ue se fazia sentir a necessidade de vim

Có-

digo de Ética Profissional,

A FEBâB foi fundada em 29 de julho

de

1959»

E uma Instituição mantida pelas Associações de Bibliotecários do Brasil e tem como programa

pugnar

pelo.aperfeiçoamento cultural do bibliotecário
solução adequada às suas necessidades«

Digitalizado
^gentilmente por:

e

�SÖCigS

lOTDADORES

são sócios fundadores todos os q.ue faziam
qualquer Entidade Federada, até a da-^a da criação

parte
da

de

FEBAB,

Art® 82, parágrafo línico do Estatuto.
EXISTIAM NO BRASIL ATE 29/7/59, SETE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTE
CARIOS, A SABER:

- ASSOCIAÇSO PAULISTA DE BIBLIOTECÁRIOS

A.P.B,

- ASSOCIAÇÃO PERNAMBUCANA DE BIBLIOTECÁRIOS
f* . t
^
35 - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECÁRIOS
^ . t . »

A.Pe.B^
, 4 4
A.B.B,
4 t «

4â - ASSOCIAÇSO RIOGRANDENSE DE BIBLIOTECÁRIOS
............

A.R.B,
é
* 4

55 - ASSOCIAÇÃO BAIANA DE BIBLIOTECÁRIOS
/
'
6S - ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE BIBLIOTECÁRIOS ........

A.Ba.B,
^
* é
A.Pr.B.

7® - ASSOCIAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS'
PAIS DE SÃO PAULO

MÜNICIA.B.M.S.P,

00

SUAS

atividades

Ao assiimir a direção da Secretaria Geral

Provisória,

instalada em São Paulo, tivemos,de imediato a atenção

voltada

para a publicação de um Boletim.
, Em fevereiro de I96O saiu o,primeiro número-v.l, l/2,
jan,/fev., de periodicidade "bimestral.

Até Julho, por

ocasião

da primeira Revinião da PEBAB, estava completo o volume, constituido de seis números.

Continuando, já foram

publicados

os

ns,,1/2, ,3/4 do segtmdo volume, relativos aos meses de jul^ago.,
set./out,, respectivamente.

Digitalizado
^gentilmente por:

I Sc a n
st ei\

�Ào corttrario do que fora planejado, em julho próximo
i
passado, não houve eleição para a constituição da primeira Diretoria, ficando adiada

essa providência para janeiro de I96I,

por ooasião da realização,do III Congresso Brasileiro de Bihlio
teconomia e

Documentação#

A PEBâB mantém contato com instituições técnicas, cul
turais e científicas de todo o mundo, a saher:

52 instituições "brasileiras
32

"

latinoamericanas

6

"

americanas do norte

17

"

européias

2

"

indoexiropéias

Podemos dizer que vimos nascer a PEBAB,
seus passos, a instalação de sua Secretaria Geral

acompanhamos
e

depois,

pouco a pouco, vimos a semente germinar, a árvore crescer e pro
duzir os frutos com que hoje se §.presenta

nim eloquente

desa-

fio aos pessimistas e descrentes,

Nem por um momento siquer duvidamos de sua vitória e,
embora a nossa ajuda tenha sido a menos valiosa dentre os
bros

da FEBA.B, à s\ia obra emprestamos toda a nossa

capacidade

de trabalho, tô4as as nossas forças e o que é mais ainda,
o nosso coração.

00

Digitalizado
^gentilmente por:

mem-

todo

�ß

-5II - COMO SE INSTALOU ^ BEASIL O MOVIMENTO ASSOCIATIVO BIBLIOTECONOMICO.

_A primeira Associação de classe, criada no Brasil foi
a Associação Paulista de Bibliotecários.

Planejada em 1936, te

ve sua fmdação adiada até 9-12-38, quando se formou a primeira
turma de "bibliotecários, da Escola de Biblioteconomia, da

Pre-

feitura de são Paulo.
A Associação ao ser instalada^ contou com

oitenta

e

dois membros fundadores.
A história da A.P.B, está intimamente ligada à Escola
de Biblioteconomia, pelo interesse q.ue tiveram

Rubens

Borba

Alves de Moraes e Adelpha Silva Rodrigues de Figueiredo em mn~
ter os egressos do curso, criado por eles, em contato permanente com a ciência biblioteconômica.
Os referidos bibliotecários que a confiança da classe
graduou nos postos de comando da Associação, durante os

seus

primeiros anos de existência, deram, com a soma de seus

conhe-

cimentos e experiência, base sólida a essa Entidade de. Classe,
que há dois anos comemorou o seu 200 ano de existência.
Sentindo, também, a necessidade de se congregarem, Bi
bliotecários de outros Estados i'undaram suas Associações de CLm
se, que a seguir são enumeradas.

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

I Sc a n
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17

lí

19

20

�-6-

FOTMÇÃO

1 - ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE BIBLIOTECÁRIOS

9/12/38

2 - ASSOCIAÇÃO PERNAMBUCANA DE BIBLIOTECiíRIOS

2I/7/48

3 - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECÁRIOS

30/8/49

4 - ASSOCIAÇÃO RIOGRANDENSE DE BIBLIOTECÁRIOS

16/5/51

5 - ASSOCIAÇÃO BAIANA DE BIBLIOTECÁRIOS

1952

6 - ASSOCIAÇÃO PARilNAENSE DE BIBLIOTECÁRIOS

1952

7 - ASSOCIAÇÃO-DOS:BIBLIOTECÁRIOS-MÜNICIPAIS DE SÃO
PAULO

•
11/12/56

4^é » *
8 - ASSOCIAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS DO PARANÁ

15/9/59

9 - ASSOCIAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS DE MINAS GERAIS

9/6/6O

10 - ASSOCIAÇÃO CEARElíSE DE BIBLIOTECÁRIOS

I96O

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17

1

�ESTADOS gUE POSSUEM ■'i§SOCKgÕES DE BIBLIOTECÁRIOS

B/iHIA

15-17

CEARá

Paltan os dados

OUmBARA.

11-12

MINAS GERAIS

23-24

PARâNA

18-19,22

PERNAMBUCO

RIO GRA.NDE DO SUL

13-14

SSO PAULO

2

3

4

8,20-21

5

6

I Digitalizado
-^gentilmente por:

^Scan

ÉÊá^
14

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20

�-8AssociAglg PAULISTA DE gi?LigT|c|Rigs

Caixa Postal,,343
&amp;T0 PAULO - E, SÃO PAULO

Data do Fundação: 9~12-38

IS DIEETOm
Prosidonto - Rubons Borba do Moraes
Vico-Prosidonte - Jorge de Andrade Maia
iS Secretária - Guionar de Carvalho Franco
2° Secretário - Randolpho Honen de Mello
Tesoureiro — Syllas Schlittler
Bibliotecária - Maria Eugenia Franco
DIRETORIA ATUAL
Presidente - Abner Lellis Corrêa Vicentini
Vice Presidente - Heloísa de Alneida Prado
1- Secretária — Zenobia Pereira da Silva
2- Secretária - Haydée Polito Psris
1- Tesoureira - Maria José de Freitas
2- Tesoureira — Helena Mônlca Defilippi
Bibliotecária - Cristina Ferreira dos Santos
O nandato da atual Diretoria eleita en* 29-3-60
temina en: 29-3"~62

A Associação congregai "bibliotecários e pessoas

interessadas

nos problenas culturais.
Publica o,"BOLETBI INFORMATIVO Dil A,P,B.", de

periodicidade

irregular.
Reuniões nensais; no Auditório da Biblioteca Publica Municipal
Mario de Andrade»

Digitalizado
i gentil mente por:

I Sc a n
st ei\

�-9SS Iísliotecâhios

Caixa Postal, 916
RECIFE - PEEITAiroUCiO

Data de fvtndação - 21-7-48

DIRETORIA

Presidente - Ernani de Paula Cerdeira
Vioe-Presidente - Orlando da Costa Ferreira
IB Secretário - Eôlo Ramos de Andrade Lima
22 Secretário - Graciette Glasner
Tesoureiro - Murilo de Oliveira Santos
Bibliotecário - Cordelia Robalinho Cavalcanti

DIRETORIA ATUAL

Presidente - Cordelia Robalinho Cavalcanti
Vice-Presidente - Dr« Jorge Abrantes
1- Secretária - Voline Cardini
2- Secretária - liaria Aparecida Caldas
1- Tesoureira - Letice Salles
2- Tesoureira - Dolores Farrapeira

DEPARTAMENTO SOCIAL

llarilia Marques de Santana, Ivanilda

Fernandes da

Costa e Zenaide Mendonça.
1- Bibliotecária - Fernanda Ivo
2- Bibliotecária - Carmela Luoena Cavalcanti

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�-10CONSELHO CONSULTIVO

Maria Leticia d© AndradB LíeiSj Maria de Lourdes
Ribeiro e Celeste de Oliveira Azevedo
O mandato da atual Diretoria, eleita emt 24-10-59
termina em» 24—10—61

A Associação congregai "bibliotecários
Não publica Boletim

k

Reuniões mensais: no Salao dos Cui^sos de

Bibliote-

conomia da Universidade do Recife.

00

A ASSOCIAÇÃO PERNAMBUCANA DE BIBLIOTECÁRIOS teve sua origem
em 1948, por um grupo de bibliotecários liderados por:

Cordelia Robalinho Cavalcanti
Edson Nery da Fonseca
Eólo Ramos de Andrade Lima
Graciette Glasner
Hernani de Paula Cerdeira
Milton Ferreira de Mello
Murilo de Oliveira Santos
Orlando da Costa Cerdeira

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�-11'

ASsgciAglg BEAsiLgim de bibliotecários

Rua Pedro Lessa, 36|, 20 andar
RIO DE JANEIRO - E.G.

Data da Fundação - 30-8-49

jg DIRETORIA
Presidente de honra - Luis Simões Lopes
Presidente — Josué Montello
Vice—Presidente — Antonio Caetano Dias
Secretária - Carmelita Rêgo
2- Secretária - Ozea Fernandes
10 Tesoureiro - Djanira Pinto de Souza
2® Tesoureiro — Dolores Iglásias
DEPARTAMENTO SOCIAL
Maria Elisa Pimenta Batista
DEPARTAMENTO TÉCNICO
Lydia de Queirós Sambaquy
DIRETORIA ATUAL
Presidente - Maria Antonieta Requião Piedade
Vice—Presidente — Ruth Villela Alves de Sousa
1- Secretária - Maria Emilia de Mello e C\inha
2® Secretária - Maria Apparecida Gomes de Moura
1§ Tesoureira - Nilza Teixeira Soares
2- Tesoureira — Cely Dias de Souza
DEPARTAMENTO TÉCNICO
Lelia Galvão Caldas da Cunha
Dulce Leite Gomes de Pinho
DEPARTAMENTO SOCIAL
Odette Sena de Oliveira Penna
Rosy

Bleggi Peixoto

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�-12-

CONSELHO FISG/^L
Edson Nery da Fonseca
Maria Antonieta de Mesquita Barros
George Cunha de Almeida
Washington Luis de Almeida Moura
Hélio Gomes Machado
O mandato da atual Diretoria, eleita em: 10-9-59
termina em; 23-9~6l
A Associação congrega: Bibliotecários e Documentaristas.
Publica o Boletim "NOTICIAS DA ABB" de periodicidade irregular.
Revinlões irregulares, na,Biblioteca do Conselho Nacional de Estatística,

A ASSgÇIASlQ BEASI^IEA DE BIBLIOTECÁRIOS
é
A ABB foi fundada em 1949.

Desde 1915 a Biblio-

teca Nacional vinha formando bibliotecários, mas êsses
sionais, até aquela data, não haviam,sentido a
um 6rgão de classe para congregá-lost

são seus socios fundadores:

Antonio Caetano Dias
Carmelita Rêgo
Djanira Pinto de Souza
Dolores Iglésias
Josué Montello
Luis Simões Lopes
Lydia de Queiroz Sambaquy
Maria Elisa Pimenta Batista
Ozéa Fernandes

cm

1

Digitalizado
^gentilmente por:

I Sc a n
st ei\

profis-

necessidade

de

�-13'
^§§99Í^S22 SíSSÜISSSiS 55 lí2tí2SS2lií2i

Rua dos Andradas
Caixa Postal, 2344
PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL

Data de fundação - 16-5-1951

IS DIRETORIA
Presidente de honra — Angela da Costa Franco
Presidente - Sully Brodbeck
Vice—Presidente — Carl Hemaann ííeis
Secretária Geral - Lygia Vianna BarlDOsa
1- Secretária — Terezinha Brandao
2- Secretária - Yacy Daniani Pinto
1Ö Tesoureiro - Ivan Lindenmeyer
2- Tesoureira - Gladis xlnaral
Bibliotecária - Lenira liaria Müller
DIRETORIA ATUAL
Presidente de honra - Angela Franoo Jobim
Presidente - Adda Drügg de Freitas
Vice-Presidente - Sara Freitas Fernandes
Secretaria Geral - Dirce Barhosa Carrion
1§ Secretária - Frida Issler
2- Secretária - Leda Castro Ferreira
1- Tesoureira — Maria de Lourdes S» Souza .
2- Tesoureira - Astrid Horbach
Bibliotecária - Lahir Fialho Herbert

O nandato da atixal Diretoria eleita eni 22-4-60
termina em:

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4-5-62

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�-14A Associação congrega: bibliotecários e auxiliares de

biblio-

tecários

Não publica Boletin

Reiiniões mensais, de narço a dezembro, ]:)a Biblioteca

da

Cia.

de Seguros de Vida "Previdência do Sul"•

00

A ASSgCIAS|0 RIOGRANDEnSE DE BIBLIOTEC|EIOS

A Associação Riograndense de Bibliotecários, teve sua
com o nome de "Centro de Pesquisas Biblioteconômicas"
primeira presidente Angela da Costa Franco foi

origem
e

sua

bolsis-Ça

na

Escola de Biblioteconomia de São Paulo, no ano de,1946.

Êsse

Centro de Pesquisas funcionou de 9-6-48 a 3O-8-48.

Em 16-5-1951 formçu-se finalmente, a Associação

Riograndense

de Bibliotecários.

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1

�-15ASSOÇIASlg

DE 2Í|LI0TEÇ|RI0S

Biblioteca da
Faculdade de Direito
SALVADOR - MHIA
Data de fundação - 16-5-1952

1^ DIRETORIA
Presidente - Dra, Bemardette .Sinay ITeves
Vice-Presidente — Pelistela L, de Mattos Carvalho
1- Secretária - Maria José dos Mercês Passos
2- Secretária - Adalgiza Moniz de Aragão
1- Tesoureira - Maria Miranda Carvalho Brito
2- Tesoureira - Noeoia Godinho
1- Bibliotecária - Wanda Anorin de Alencar
2- Bibliotecária - Luisa Rocha de Vasconcelos

CONSELHEIROS
Dr. Isaias Alves
Clarice Machado Freitas
Drg.« Dalva Matos
Dr, João Ignacio de Mendonça
Dr. Oswaldo Inbassahy da Silva
Agnelo Carvalho Brito

COMISSÃO M BIBLIOTECÁRIOS INFANTIS
Denise Fernandes Tavares
Ariana Cruz
Esneralda Maria de Aragão

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�-16~
DIRETORIA ATUAL

Prssidsniis — Norsl;]! Calnon. C©rq.U8Í]rs RiTD6Íro
Vioe-Presidente - Marinha Andrade
1- Secrsiiárxa ~ Aldagisa Munis de Aragao
2- Secretária - Isatel llarques Chagas de Araújo
Tesoureira - Daria Ilatos do Rio
2- Tesoxireira - Lindaura Alban Corujeira
1^ Bibliotecária - Noemia Godinho
2- Bibliotecária - Cleonice Diva Guimarães

OHADOR
Osvaldo Inbassahy da Silva

DEPARTAMEITTO SOCIAL

Justina líoura de Souza

CONSELHO FISCAL
Dr, Silvio Santos Paria
Dr. E4.valdo Boaventura
Profa, liaria José Passos

CONSELHEIROS
Dr, João Mendonça
Dr, Nelson David Ribeiro
Dr, Ari Guinarães
Dr, Aloysio de Carvalho Filho
Dr, João Falcão
Dr» Josaphat Marinho

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1

�-17COMISSSO DE BIBLIOTECAS TOIIVERSITitRI/i-S

Bernadete Sinay Ueves
M- Bemadete Raphael
M- Nelcy Mendonça Leal

COMISSÃO ^ BIBLIOTECAS IITFANTIS

Denise Tavares
Arnandina Angélica Riteiro
Cleonides Fernandes Oliveira

O mandato da atual Diretoria, eleita eDs26—9—6^
termina em»26-9-^2

A Associação çongrega: bibliotecários e alunos do Curso dô "biblioteconomia .
Não publica Boletim
Reuniões mensais na Faculdade de Direito da Universidade

da

Bahia

00

A Associação Baiana de Bibliotecários foi

fun-

dada em 1952, por m grupo de bibliotecários liderados pors
Adalgisa Moniz de Aragao
Felisbela Liberato de Matos Cajrvalho
Bemardette Sinay Neves
Maria José Passos
Maria Miranda Carvalho Brito
Noemia Godinho
Luisa Rocha de Vasconcelos
7ifanda ilmorim de Alencar

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1

�-18ASSOCIâ^SO paranaense de BIByOTEÇARIOS

Biblioteca Pública do Paraná
Rua Cândido Lopes
CURITIBA - PARANÁ

Da-fca de fundação - 1952

1&amp; DIRETORIA
Presidente - Maria Mäder Gonçalves
Vice-Presidente - Maria José Thereza de Amorim
lâ Secretária - Maria de Lovirdes Tavares
2- Secretária - Nancy Westphalon Corrêa
1§ Tesoureira - Ruth Feige
2- Tesoureira - Germana Moreira
DIRETORIA ATUAL
Presidente - Marcelina Dantas
Vice-Presidente - Ruy Armando Sabino dos Santos
lâ Secretária - Eneida Melo
2- Secretária - Germana Moreira
1§ Tesoureira - Olga Tadra Horatchuk
2- Tesoureira - Ziná Bueno Bittencourt
CONSELHO FISCAL
Almadir Caren, Lila Sperandio Grohs, Luoiana Samuth
Rosenthal, Maria AimI do Amaral

Portes

e

Mario

Rubinski *
I

.

O mandato da atual Diretoria, eleita em» 26-6-59
termina em: 26—6—61

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1

�-19-

A Associação congrega "bibliotecários, com exeção

de

tun sócio que não o é,
irão publica Boletim.
Reuniões mensais, na Biblioteca Pública do Paraná,

A Associação Paranaense de Bibliotecários q.ue congrega, na sua maioria, os bibliotecários da Biblioteca Pública,foi
criada em 1952, pelos bibliotecários seguintes»
Almadir Caron
Ângelo Antonio Dalegrave
Aracyra de Azambuja e Sousa
Clio Petterle
Dalena Maria dos Guimarães Alves
Dea Catharina Reichmann
Eneida Melo
Etelvina Lima
Francisca Buarque de Almeida
Germana Moreira
Luiza Harmuch
Luiza Santos Lima
Marcelina Dantas
Maria Aimé do Amaral Fortes
Maria das Neves Canelas
Maria de Lourdes Barbosa Borba
Maria de Loiirdes Tavares
Maria José Theresa de Amorini
Maria Mäder Gonçalves
Nancy Santos Lima
Nancy Westphalen Corrêa
Newton Carneiro
Ruth Feige
Sarah Giiimarães da Costa

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1

�-20'
ASS0ÇIA5|0 DOS lI|LIOTEaíRIOS MöllCIPAIS DE SSO PAULO

Rua Consolação, 94
Caixa Postal,.8I7O
S£0 PAULO - E. S£0 PAULO

Data de fiandação - 11-12-1956

Ig DIRETORIA
/
Presidente - Noemia Lentino
Vice-Presidente - Rodolpho Rocha Junior
1® Secretária - Anna de Azevedo Antunes
2- Secretária - Consuelo Maria Vexoesi
10 Tesoureiro - Maria Nazareth de Castro Penna
2° Tesoureiro - Ruth Von Ockel Diem

DIRETORIA ATUAL

Presidente - Laura Garcia Moreno Russo
Vice—Presidente — Philomena Boccatelli
1- Secretária — Augusta A, Sohral Gustavo
2^ Secretária - Maria Cecilia da Gunha Ferraz
1- Tesoureira - Maria Nazareth de Castro Penna
2- Tesoureira - Maria Thereza Malheiros

COMISSÃO W BOLETIM

Carmens! t". Soi.iza Bueno
Silvia Riether Ribeiro
Maria Beatriz de Almeida

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�-210 mandato da atual Diretoria, eleita em» 18-3-60
termina em: 13-3-61

A Associação congrega, somente, "bibliotecários

da Prefeitura

do M\anicípio de São Paulo

Publica o Boletim "BABIM", de periodicidade bimestral

Reuniões: bimestrais, no Auditório da Biblioteca
cipal

Pública Muni-

Mario de Andrade

oo

A Associação dos Bibliotecários Municipais
de Sao Paulo, foi fundada em I9565

com

o

objetivo de congregar os bibliotecários de
vinte e três Bibliotecas Publicas

da Pre-

feitura e tendo em vista a divisão do funcionalismo municipal em 33 carreiras, cada
qual com uma Associação de Classe,

repre-

sentada junto ao Prefeito de São Paulo.,

I Digitalizado
1 gentil mente por:

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�-22^SSOCIAÇlO DE BIBLIOTECÁRIOS DO PARAKÍ

Rua Com. Araújo, 99» apto, 401
CURITIBA - PARAITJ^

Data de fundação - 15-9-1959

1^ DIRETORIA E ATUAL
Presidente - Maria Mder Gonçalves
Vice-Presidente - Flavia Rubens Aooioli Prado
1® Secretária - Maria José Thereísa de Amorim
2- Secretária - Maria de Lourdes Barbosa Borba
1- Tesoureira - Cio Petterle
2- Tesoureira - Maria Dorotháa Barbosa
O mandato da atual Diretoria, eleita em: 15-9-59
termina em: 20-10-61
A Associação congrega, somente^ bibliotecários
Não publica Boletim
Reuniões mensais, à Rua Com. Araújo,99 apto, 401
oo
è: ASSOCIAÇÃO DE BIBUOTEÇÃSigS DO PARANA
Poi fxondada em 1959 pelos seguintes bibliotecários
Carmosina Ferreira
Clio Petterle
Flavia R, Accioli Prado
Maria de Lourdes Batista Borba
Maria de Lourdes Tavares
Maria Dorothea Barbosa
Maria José Theresa de Amorim
Maria Mäder Gonçalves
Maria Thereza Feijó
líarilena Zicarelli
Nancy Wostphalen Corrêa
Norma Stenzel
Regina Huffara'
Regina Maria A. Omena
Ruth Feige
Sarah Guimarães da Costa

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^kSysten

�-23r
ASSOCIAÇÃO DE BIBLIOTE^RIOS DE MMAS GERAIS

P^culdade de Filosofia
Edifício Acaiaoa - 20" andar
BELO HORIZOUTE - MIMS GERAIS

Data de fmdação - 9-J-60

jg DIRETORIA E ATUAL

Presidente de honra - Dr. Antônio Camilo
Alvin

de

Paria

Presidente - Elisabeth Vorcaro Horta
Vice-Presidente - Etelvina Lima
1® Secretária - Heloisa Maria Schmidt de Andrade
2- Secretária - Maria Helena Lima
1- Tesoureira - Dayse Paixão Lucas
2- Tesoureira - Lucia Diniz

CONSELHO FISCAL

Hélio Gravata
Annaiz Pereira Vial
Vera Amália Amarante Macedo
Vilma Fuchs
Marta Mouro Ferraz

SUPLENTES

Nair Ponzio
Maria Romano Schreiber

cm

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gentilmente por:

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si em

�4

-24I)EPART.\MENTO TÉCNICO

Diretora - Martha de Carvalho
Vice-diretora - Hayte'Aleixo
Maria de Lourdes Tito
Selma Niones

DEPARTAMENTO SOCIAL

Diretor - Elton Voltini
Vice-Diretora - Louveralda A, Fonseca
Nathércia Nxmes
Jandira Assunção
Nancy Medrelies Junqueira
Jucy Borges
Yone Bonfim
Marília Nazareth Veloso
Lia Ines Diniz Xavier
O mandato da atual Diretoria eleita emj 9-7-60
termina em: 9-6-62
A Associação Congregas bibliotecários, alunos da Escola

de

"biblioteconomia e aTjixiliares de bibliotecários
Não publica Boletim
Reuniões mensais: na Faculdade de Filosofia da

Universidade

de Minas Gerais
oo

A idéia de se fundar a Associação nasceu dos
Bibliotecários mineiros, que sentiram

neces

sidade de se associarem, sobressaindo—se

a

influência de Etelvina íiima, diretora da Escola de Biblioteconomia.

cm

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Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
^LSyste

�-25III - CONGRESSOS BRASILEIROS DE BIBLIOTECONOMIA

Pareoe-nos oportuno prestar uma homenagem às Associações que, vencendo dificuldades de toda ord^m, organizaram nossos Congressos Nacionais de Biblioteconomia,
A Associação Pernambucana de Bibliotecários,

por ter

organizado nosso lo Congresso de Biblioteconomia em 1954, época
em que,nem mesmo os bibliotecários acreditavam muito em sua pro
fissão#

Foi o marco dessas Reimiões úteis e proveitosas â cias

se, no estabelecimento das relações tão necessárias

ao

desen-

volvimento de nossas atividades profissionais e associativas,
A Associação Baiana de Bibliotecários, os nossos agra
decimentos pela realização do II Congresso Brasileiro

de

blioteconomia e Documentação, em 1959» patenteando,

de

Bima-

neira incontestável, que a biblioteconomia é um fato no Brasil,
Pelo interesse despertado no seio da classe e

apoio

do Govêamo da Bahia àquele Conclave, novos horizontes se
ram à consideração e ao acatamento de nossas

pretensões

abripro-

fissionais.
Aqui ficam, também, nossos agradecimentos
no do Paraná pelo patrocínio dp III Congresso

ao

Gover-

Brasileiro

de

Biblioteconomia e Documentação,
A Associação Paranaense de Bibliotecários
ciação

de Bibliotecários do Paraná nosso apreço,

e
por

organizado em t^o curto espaço de tempo este Conclave
muito esperamos.

Digitalizado
gentilmente por:

Assoterem
do

qual

�t

-26-

CONCLUSÃO

A Relatora e Informante Oficial do Tema VII, não
poderia encerrar o seu trabalho sem agradecer
Organizadora do III Congresso Brasileiro

à

de

Comissão
Bibliote-

conomia e Documentação a escolha de seu nome para a
nização deste Relatório do Movimento

Associativo

orgaBrasi-

leiro.

-to' ^n
7

Rua Santo Antonio, 733 - apto, 91
S^ÜO PAULO - BRASIL

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>CBBD - Edição: 03 - Ano: 1961 (Curitiba/PR)</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                    <text>Digitalizado
gentilmente por:

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^v-JK" ^

§SáS.^

cm

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3

��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUiiFENTAÇÃO

Cabeçalhos de assunto
por
Cordelia Robalinho de Oliveira Cavalcanti

o2 •.

C^O

3.
U. H

Curitiba
1961

cm

1

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3

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6

Digitalizado
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^Scan
^

«C

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�1/

f\r
I

TMk I - ÍWCE3303 TÉCNICOS

Cabeçalhos de Assunto
por
Cordélia Robalinho de Oliveira Cavalcanti

ginopse
Orientftção para a esoolha dos cabeçalhos de
assunto» incluindo definição, objetivo, organizaçao
do catálogo dt oa.beçalhos de assunto,

3 para a

determinação 9 forma dos cabeçalhos de assunto.

Associação PaiToambucana de Bibliotecários

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II

�SUMARIO

Página
0 - INTRODUÇÃO E FONTES

1

1 - DEFINIÇÃO

2

2 - OBJETIVO

2

3 - NOMENCLATURA^

• • •

^

4 - ORa\NIZAÇÃO DO CATALOGO DS
CAB3ÇALH0S DE ASSUNTO

2

5 - T?.\T0RS3 \ CONSIDERAR NA SSLSÇx^O
DOS CABEÇALHOS D3 ASSUNTO •

5

6 - QU\NDO DAR 3ÍTTH'\D\ DE ASSUNTO,
QU\NDO OMITI-IA

;
........

7 - NOmüS PAR.\ \ DETERMINAÇÃO DOS
CABEÇALTOS DE ASSUNTO

,

6

6

8 - NORM;\S PARA A FORM\ DOS CABEÇALHOS '
DE Í^SSUNTO ^

10

9 - BIBLIOGRAPH

13

10 - GLOSSÁRIO

.

17

�- 1 -

CABSÇALH03

DE

ASSUNTO

O - INTRODUÇÃO
O trabalho ora apresentado, nao foi elaborado especialmente para êste
Congresso e sim para a Cadeira de Catalogação e Classificação, do Curso Superior de Biblioteconomia, da Universidade do Recife. As fontes utilizadas
para a sua corapilaçao encontram-se indicadas em 0,1 e mencionamos, de modo
particular, o esplêndido livro de Carmen Rovira Bertrán, Los Epígrafes
en
el Catalogo Diccionario.
Do Plenário do III Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação esperamos receber as críticas e sugestões que venham a melhorar o nosso
trabalho.

0,1 - Fontes utilizadas na organizaçao do trabalho.
0,1,1 - BIBLIO, 3D.
236 p,

LjirSte de yedottes matibre.

jparis| Hachette, 1954.

0,1,2 - HAYKIN, David J, Subject headings; a practical guide.
U.S.G-ovt ,Print .Off,, 1951.
140 p,
0,1,3 - MANN, Margaret.
books. 2.ed,

Washington,

Introduction to cataloging and the Classification of
Chicago, American Library Association, 1943,
276 p,

0,1,4 - NSRT DA FONSECA, Edson. Cabeçalhos de assunto.
|Recife| Associação
Pernambucana de Bibliotecários, Curso Rápido'-deMiT^lioteconomia,
1951,
5, f,
mimeogr«
0,1,5 - RECIFE, UNIVERSrj'iDE. CURSOS DE BIBLI0TEC0N0ML\, CURSO SUPERIOR.
beçalhos de assunto Ipor] C. R, Cavalcanti,
Recife, 1952,
4 f,
mimeogre
0,1,6 -

r
15 f,

j2,ed, por| C, R, Cavalcanti,
mimeogr,

Ca-

Recife, 1953,

0,1,7 - ROVIRA B3RTR.tN, Carmen. Los epígrafes en el catálogo diccionario,
La Habana, Cultural, 1952,
224 p,
0,1,8 - VATICANO, BIBLIOTECA V\TICANA. Norme per il catalogo degli stan^sati.
3. ed.
Città dei Vaticano, 1949.
396 p.

A,Pe»B,

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JJJj-LJ

�1 - DEFINIÇÃO
"CJaábeçalho de assunto 5 a palavra ou frase usada nas fichas de catalO'*
gaçãõ para indicar a matéria ou tópico de um livro |ou de qualquer outro mate
rial bibliográficoI. Pode haver tantos cabeçalhos quantos forem necessários
para indicar o ou os objetivo(s) de um livro, evitando-se porém uma multiplicação indiscriminada", (Mann, Margaret. Introduction to the cataloging and
the Classification of books, 2.ed. p.l4l)

2 - OBJETIVO
O cabeçalho de assunto usado nas fichas de catalogação tem por objetivo
reunir no catálogo, dicionário, alfabético de assuntos, ou alfabeto-classificado, todo o material bibliográfico existente na biblioteca sôbre determi- "
nado assunto.

3 - NOMSMCLATURi\
3.1 - PoriTUguêsa
Cabeçalho de assunto
Epígrafe
Rubrica
Rubrica de assunto
3.2 - .Memã
Schlagwort
Sacheintragung
3.3 - Espanhola
Encabezamiento de matéria
Epígrafe
3.4 - Francesa
Mot de classement
Mot souche
Mot vedette
Rubrique
Vedette
Vedette analytique
Vedette de sujet
"edette matière
3.5 - Inpilêsa
Subject heading
3.6 - Italiana
Intestazione per matéria
Intestazione per soggetto

4 - ORGANIZAÇÃO DO CATALOGO DE CABEÇALHOS DE ASSUNTO
4.0 - Embora não oxista,realmente, uma regra fixa para a determinação dos
cabeçalhos de assunto, é conveniente que a seleção dos mesmos se processe
de acôrdo com algumas nomas gerais, usadas por grande número de bibliotecas. "A designação do assunto geral, ou da palavra ou expressão usada como
cabeçalho das fichas do assunto se chama, na terminologia biblioteconômica,
ASSUNTO e, à prfipria ficha, dá-se a designação de FICHA DE ASSUNTO. O conjunto das fichas de assunto com as referências e remissivas correspondentes,
A .Pe «B.
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�é chamado de C\TALOGO DS ASSUNTO". (Vat.37l)
4,1 - "O assunto deve ser aquele que indique o conteúdo específico do livro,
mas a palavra de ordem escolhida não se baseia no título, adotando-se a locução que melhor corresponda ao assunto, de acôrdo com a linguagem atual,
sem levar em consideração as palavras do título e redigindo-a precisa e concisamente como o exige o catálogo de assunto. Atenção especial deve ser dada aos títulos imaginários ou fantásticos, vagos e imprecisos, prolixos e
arcáicos. ^ exatidão das indicações do título deve ser confirmada através
do índice, do prefácio e, se necessário, do texto," (Vat.377)
Cajrpeaux, Otto Maria. A cinza do purgatório
ASSUNTO; uIT3Il'\TURA MODERNA - DISCURSOS, 3NS.\I0S E
G0N?SR3NCLAS
Ponvielle, Wilfrid de, Lea merveilles du monde invisible,
ASSUNTO; MICR03CÖPI03 .3 MICROSCOPIA
Preyre, Gilberto. Guerra, gaz e ciência.
ASSUNTO; 1, COOPJRAÇAO BtTJlRNACIONÀL.
SOCL'ilS

2. CIÊNCIAS

4.2 - Uso das listas de cabeçalhos de assuntos A fonte consultada pelos bibliotecários para indicaçao de um cabeçalho de assunto, deve ser uma lista
conhecida e bem aceita. Assim procedendo, o bibliotecário estará certo de
que o têrmo empregado foi bem estudado, antes de ser aplicado. As listas mais
consultadas são;
a) Biblio, ed. Liste de vedettes matifere,
1954,
236 p,

jParis| Hachette,

b) Estados Unidos, Library of Congress» Sub.ject Cataloging
Division» Subject headings used in the dictionary catalogs of the Library of Congress, 6. ed,, edited by Marguerite V, Quattlebaum.
Washington, 1957,
1357 p,
c) Ferraz, Wanda, Relação de assuntos para cabeçalhos de fichas, 2, ed, rev, e aum,
são Paulo, Saraiva, 1949,
270 p,
d) Sears, Minnie E, List of subject headings. 6. ed. by Bertha
Margaret Frick,
New York, V/ilson, 1950,
558 p.
e)

Lista de encabezamientos de matéria para bibliotecas
menores ... Trad. y adaptación de Ia 5. ed. por Maria
Luisa Gâlvez de Niklison e Isabel Betbedor Avellaneda,
bajo Ia direcciôn de Carlos Victor Penna.
Buenos Aires, Acme Agency, 1949.
406 p,

4.3 - Correlaçao entre a classificaçao _e _o cabeçalho de assunto.
4.3.0 - A classificaçao e o cabeçalho de assunto estão intimamente relacionados, pDrque encaram o livro sob o aspecto da matéria nele contida, Uma
obra classificada em 025,3, p.ex,, terá como cabeçalho de assunto geral, o
têrmo CaT;íLOGi\ÇÃO .
4.3.1 - O catálogo dicionário, através dos cabeçalhos de assunto, permite
o conhecimento sistemático de ura assunto gorai, por meio das referências,
A indicaçao ver também, no catálogo, corresponde um pouco ^s subdivisões
do esquema de classificação, partindo do geral para o específico, p,ex,;
FILOSOFIA
ver também
AIMA; CAUSALIDÃDE; C0NH3CBIENT0, TEORIA DO; DEUS;
ESTETICA; EXISTENC:\LI3!M0; MORAL» PSICOLOGIA; REALISMO;
VIDA
Do têrmo FILOSOFIA, que é mais geral, o leitor é remetido a têrmos específicos nele contidos,
A,Pe.3.

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�- 4 4.4 - Fontes para íiovos cabegalhos. t
4.4.0 - Quando imprescindível o estabelôcimento de um novo cabaçalho, devem
ser consultadas as obras de referência, a literatura atual sibre o assunto,
assim como os técnicos e especialistas. O técnico e o especialista, neste
caso, sao aquelas pessoas que mais entendem da matéria e não, como acusam
alguns críticos apressados, os técnicos em biblioteconomia. \ biblioteca
pode e deve recorrer aos técnicos Tiara atribuir cabeçalhos a assuntos novos,
contanto que considere os pontos seguintes:
a) Os cabeçalhos de assunto sao determinados independentemente
da terminplogia do livro a catalogar, baseando-se no uso corrente do têrmo, no Brasil, entre as autoridades naquele campo especifico;
b) A preferência pessoal do especialista e sua concepção da conveniência do termo, devem se"" conformar, tanto quanto possível, ao tipo da bibli.-)teca e íl classe de leitor que a freqüenta;
c) Os cabeçalhos de assunto devera representar o conteúdo do livro, ou material bibliográfico cm geral, por intermédio da
terminologia mais especifica permitida pela língua;
d) A forma dos cabeçalhos de assunto, quando compostos, deve ser
dada considerando-se as entradas semelhantes porventura jâ
existentes no catálogo;
e) Serão feitas remissivas dos têrmos sinônimos de uso corrente,
para o cabeçalho de assunto escolhido;
f) ?£ir-se-ão também ficha.s de referência dos assuntos correlatos
já usados na biblioteca, para o novo cabeçalho e vice-versa.
4.5 - Consulta ao catálogo topo;^ráfioo; Numa biblioteca cujos catálogos
estejam em dia, a observação do catálogo topográfico permite relacionar o
livro sendo catalogado, com outros já catalogados, fazendo-se a comparação
entre o cabeçalho de assunto já existente e aquele que será atribuido ao
livro, ou material bibliográfico em geral,
4.6 - Referências, remissivas _e notas explicativas,
4.6.0 - As fichas remissivas, de referência e explicativas, são auxiliares
valiosos para os leitores, porque reúnem informações úteis e indicam as relações entre os assuntos.
4.6.1 - Remissivas (Reconhecidas pela indicação ver, ou vide, ou veja)
a) Selecionado um cabeçalho de assunto, de ao5&gt;rdo ocm os princípios estabelecidos pela biblioteca e levando-se em consideração o fato de ser um termo usado geralmente pelos autores
quando tratam daqueletépico, assim como a expressão mais
conhecida pelos leitores interessados na matéria, êste cabeçalho será sempre utilizado para material bibliográfico relativo ao mesmo assunto, ficando assim reunidos no catálogo-dicionário, ou alfabético de assunto, ou alfabeto-classifiçado.
b) Uma vez que existem palavras diversas para indicar o mesmo
assunto, ou têianos usados como significando aquele tópico, em
artigos, ensaios etc. e, portanto, conhecidos dos leitores, é
natural que, para tais tôrmos, sejam preparadas remissivas, i.
e., fichas que remetam o leitor do vocábulo sob o qual procurou o assunto, para o vocábulo usado na biblioteca,
c) Far-se-ão também remissivas para os têrmos sinônimos visto
que o assunto pode não aparecer sob o têrmo ocorrido ao leitor e sim sob o sinônimo selecionado pela biblioteca, p.ex,:
PRÉDIOS
ver
edifícios
Â ^Pe^

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I Sc a n
st ei
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�4,6,2 - Referências (reconhecidas pela indicaçao ver também, ou vide também
ou ve.ja também)
a) O catálogo alfabético de assuntos, quer incluido no catálogo
dicionário, quer isolado, ignora a iSgica na ordenaçao de seus
componentes, substituindo-a "pelas referências, que agrupam os
assuntos relacionados entre si;
b) A referência é feita, em ^eral, de um determinado assunto
1? - para assuntos mais específicos (ver exemplo anterior
em *1,3.1)
22 - para coordenar assuntos inter-relacionados
?3IC0L0(JL\
ver também
.?3IC\NALI3£]
P3ICANALI3S
ver também
PSIDOLO'^xI^
4-,6,3 - Referências eierais; são aquelas que remetem o leitor
classes determinadas e nao a um cabeçalho especifico. Usadas freqüentemente para os
termos que indicam membros individuais de uma classe ou categoria, remetendo
o leitor, não para o indivíduo, mas para a classe, apresentando exemplos.
PLOxQS
ver tajnbém DáC0R;iÇ\0 ]?LOR;\Lj ?LD3ICULTUR/i e nomes
de flores, p.ex,: GIÍAV03; R03A3j jITC.
A referência geral, raramente, talvez nunca, aparece isolada. Sempre acompanha as referências especificas e sempre vem dppois das mesmas.
4,6,4 - Notas explicativas; Informações que indicam o campo abrangido por
determinado cabeçalho de assunto, p.ex.:
CIVILIZi\ÇÃO

i
usar para trabalhos s&amp;bre oivilizaçao em geral. Material bibliográfico sòbre a civilização de um pais,
entra sob o ncme do pais, seguido da subdivisão CIVILIZAÇÃO. P.ex,; BRASIL - Cr/ILmçÃO

5 - PAI0RE3 A C0N3ID3RAR NA 31:L3Ç\0 DO CABEÇALHO D3 ASSUNTO.
5^1 - k biblioteca; tamanho £ tipo.
5.1.1 - As pequenas bibliotecas, as bibliotecas populares, as bibliotecas
escolares e infantis, não exigem cabeçalhos tão específicos quanto as médias,
grandes e especializadas,
5.1.2 - As bibliotecas especializadas exigem cabeçalhos técnicos.
5.2 - O leitor.
5,2,0 - Os cabeçalhos de assunto devem ser dados de acSrdo com o tipo de leitor que freqüenta a biblijteca, freqüência esta que decorre, é claro, do tipo
de biblioteca. As preferências pessoais do catalogador sao secundárias. A
regjra básica para o bibliotecário será, portanto, a de procurar o cabeçalho
provável sob o qual o leitor irá consultar o catálogo para encontrar ura determinado assunto,
5.3 - O catalo;^ador.
5«3,0 •• O bibliotecário encarregado da catalogação deve possuir conhecimentos
profundos de biblioteconomia e uma razoável cultura geral, assim como deve dominar perfeitamente o idioma pátrio e conhecer a terminologia cientifica em
geral. 3 conveniente que, a par da cultura geral, domine,também, três ou mais
idiomas-,estranaieiros, assim como um, ou vários dos assuntos que compoem o
acervo da biblioteca,
A »PeB,
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�- 6 5»3«1 - O principal dafeito apontado nos cabeçalhos de assunto 6 o uso inadequado dos tomos que indicam determinadas matérias, quando escolhidos de
acôrdo com a experiência pessoal -e conseqüentemente limitada- do catalogador. Naturalmente, os termos variam com o tipo de leitores, sua idade e
conhecimentos específicos, ocupaçao, local onde residem e trabalham, em resumo, com o meio ambiente dos leitores. Tü mesmo assim, embora consicja o catalogador determinar claramente o termo ideal, de acírdo com o uso do catálogo pelos leitores, ainda terá que levar era consideração os problemas lincjuísticos em suas relações com a idade, educação e especializaçao dos leitores. 3e os vocábulos científicos são claros e precisos em seus significados,
o mesmo nao se dá cora os têrraos usuais, preferidos aos científicos nas bibliotecas populares. Divergências ocorrem quando palavras idônticas são empregadas cora significados diversos, por classes distintas de leitores. Ante a
palavra "POÇO, por exemplo, reagirão diversamente um médico e um físico.

6 - QUANDO DAR jNTRADi\3 03 ASSUNTO, QUANDO OMITI-LAS.

(Vat.373)

6.1 - 3ao dadas entradas de assunto;
a) "Para obras biblibgríificamente independentes, com assunto
definido e definlvel";
b) "Para monografias, dissertações e investigações particulares,
publicadas em coleçoes ou misceláneas, se o valor intrínseco
do trabalho o justifica";
6»2 - 3ao omitidas as entradas de assunto;
a) "^m se tratando de obras literárias que, tendo valor artístico,
nao se prestam poróm, por seu caráter, a uma determinação de
assunto";
b) "Sm se tratando de iDublicaçoes que careçam de valor real, ou
que tenham se originado de circunstâncias de momento, sendo
portanto de interesse passageiro ou de pouco relêvo";
c) "3ra se tratando da colaboração particular (artigos, ensaios
dissertações) em periódicos, trabalhos acadêmicos etc., a nao
ser que se publiquem sob a forma de separatas, ou nos casos
especiais em que sao feitas fichas analíticas".

7 - mvms PARi\ A DSTWilNAÇÃO D03 C■\3i:ÇALH03 D3 ASSUNTO.
7.1 - Usar o termo mais especifico, fugindo às palavras vagas o indicando
clara e concisamente o assunto do livro, (^^ovira Bertrán,l; Vat.374, 377)
A
7.2 - Os cabeçalhos de assunto devem ser dados em português, de ac&amp;rdo com
o uso da língua o a terminolo.^ia própria das diversas ciências e disciplinas.
36 adotar palavras ou expressões estrangeiras quando não houver equivalentes
em português, como no caso de 1IX-LIBRI3; HAB5A3-C0RPUS; 3TC. (Rovira Bertrán,
3; Vat.378a)
7.3 - Os cabeçalhos de assunto devem ser indicados por expressões atuais,
evitando-se as locuções arcáicas e grafias diferentes usadas pelos autores
conforme as épocas em que viveram (Rovira Bertrán,4; Vat.378b). Exceção é
feita para a denominaçao arcáica de uma ciência "representando uma fase determinada de seu desenvolvimento, com limites diferentes dos compreendidos
pelo vocábulo atual". Nestes casos usar ambos os termos, i.e., um ou outro,
de aoôrdo com a obra sendo catalogada, p.ex.: ;iLQUBIIA, para a ciência
química medieval ou obras s5bre a mesma e QUDíICA para a ciência atual.
(Rovira Bertrán,4; Vat,378c)
7.4 - Aplicar, nas bibliotecas gerais, os termos de uso corrente de preferência aos termos muito técnicos. Nas bibliotecas especializadas, porém, o processo deverá ser o inverso. (Rovira Bertrán,5; Vat.378d, 379b)
A .Pe.B»

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�7»5 - Sntre dois têrmos sinSniraos, preferir o do uso mais corrente na região e mais de aoôrdo com o tipo de leitor da biblioteca, (üovira Dertrán 6;
Vat.379a)
7.6 - Nos casos de vocábulos homônimos, explicar-se-á, entre parêntesis, o
assunto do livro. P.ex.; GS/iÇA (DIRSÍTO); G-ÍL.\ÇA (BSTSTICA); GRAÇA (TSOLOGIí\)
INDUÇÃO (3L3TRICIDADE); INDUÇÃO (?IL030PI.\)j RiüALXaMO (AHTE); REALISMO (LIT3:íV]:UR.\). (Rovira 3ertrán,7j Vat.380)
7.7 - Quajido se adotam eijqjrossoes de sentido bem semelhante^j^ mas nao idêntico, ê necessário explicar o gênero das obras h.s quais serão aplicados os
cabeçalhos. P.ex.:
ARTS - BRASIL
usado para obras sôbre a arte em geral, brasileira
ou estrangeira, no Brasil.
ARTH BR\3ILEIRA
usado para obras relativas à arte brasileira em geral e à sua influência ou presença no estrangeiro,
7.8 - Agrupar assuntos que são geralmente estudados em conjunto, quer se
trate de assuntos correlatos;
ENCICL0P2DIA3 S DIGI0N\RI03
S.\Bi]R jS ERUDIÇÃO
TilABALHO E TRA3\Lfi'ÜD0RE3
quer se trate de aspectos opostos de um mesmo assunto:
EMIGR.\ÇÃO E IMIGRAÇÃO
TOXINAS E ANTIT0XINA3
quer se trate de assuntos distintos tratados em relação a um outro
CRI3TLvNI3!/I0 E GUEu."tii
IGREJA E S3T.\D0
RELIGLÃO E CIENGLl
(Rovira Bcrtrán,9; Vat,379d,385,386,389)
7.9 - "Cada um dos diversos assuntos de lim livro deve ser registrado em separado. Se no mesmo livro são tratados dois ou mais temas definidos e diferentes, cada qual exige uma entrada de assunto." (Vat,374'b)
7.10 - As obras que não possuem assunto definido,não são atribuidos cabeçalhos de assunto. (Rovira 3ertrán,10; Vat.445)
7.11 - Xs obras que não possuem assunto especifico,mas se caracterizam pela
forma extrlnseca ou literária, são atribuidos cabeçalhos de forma (Rovira
Bertrán,ll; Vat,373,445,446,448a)
ABIINAQUES
;"ÜTOARI0S
CATEGIS^IOS
PERIÖDIC03
7.12 - As obras literárias s6 serão atribuidos cabeçalhos de forma nos seguintes casos:
a) para coleções de obras de um determinado gênero literário
b) para novelas e contos de tipos determinados, caso necessário
à Biblioteca
(Rovira Bertrán,12; Vat.373)
7.13 - "Têm por assunto o nome do país, estado, cidade etc., as obras sôbre
história geral, eclesiástica, religiosa, política, militar e naval, condições civis e sociais, civilização e vida intelectual, população, vida nacional, costumes (morais e religiosos),relações gerais, políticas e religiosas
com outros países, assim como as obras de caráter descritivo e as que encarajn o país, estado, cidade etc., sob o ponto de vista geográfico e topográfico,administrativo,econômico etc. (Rovira 3ertrán,13; Vat.417,418„419)
7.14 - Aos assuntos específicos serão atribuídas subdivisões geográficas
quando necessárias. Tebricamente todos os assuntos podem ser subdivididos
geograficamente,mas na prática, os assuntos relativos às ciências puras e
filosóficas em geral,nao exigem indicaçao de local. Já os assuntos tais
A.Pe.B.

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�- 8 como axtes, tficnicas, ciências aplicJadas, ciências naturais, assuntos econômicos, jurídicos e culturais, admitem a subdivisão geográfica. (Hovira Dertrán,14; Vat,420)
AGaiCULTUIÍ:\ - Dil\3IL
AGIÍICUnCUHA - "PRANÇá
A11QUIT3TUIL\ - 3xiA3IL
CAUSALIDADE
33T3TICA
GEOLOGn - 3R:\3IL
MORAL
QUÍMICA
TULWISÃO - BR43IL'
7.15 - \s subdivisões geográficas podem ser diretas ou indiretas. A subdivisão indireta é usada, em geral, p-ara assuntos que interessam, antes de
tudo à vida cultural,econÄmica ou política de todo um país ou região,enqueinto
que a direta indica ser o assunto mais local do que nacional. A experiência,
o uso corrente,a natureza da biblioteca e o seu acervo, influem na escolha
do tipo de subdivisão a ser adotado. Numa biblioteca p.ex. onde a coleção
de livros sôbre arquitetura &amp; bastante extensa, ê preferível adotar a subdivisão direta;
AIIQUITETÜII:\ - PL0?t3NÇA
ARQUITÍTUR-^l - OURO PllíCO
ARQUITETURA - RÜCIPS
ARQUITSTUlíA - ROMA
ARQUITETURA - VÍIÍ3ZA
enquanto que numa biblioteca cuja coleção s5bre arquitetura 6 reduzida, a
preferência ê dada h. subdivisão indireta:
ARQUITETURA - 1X.U3IL - OURO PRETO
ARQUITETUiíii - 3Ra3IL - RXIFS
ARQUITETURA - ITALIA - FLORENÇA
ARQUirSTURi\ - ITALIi\ - ROMT^
ARQUITETURi\ - ITALL\ - VENEZA
Na subdivisão direta o nome do estado ou cidade aparece logo depois do assunto, enquanto que na indireta aparece, em primeiro lugar, o nome do pais
ou estadt^*
7.16 - .i subdivisão geográfica nem sempre é feita pela indicação do país,
estado, cidade etc. As vezes ê indicada "por meio do adjetivo étnico" acrescentado ao assunto específico. Aplica-se esta norma, em geral, Ks "manifestações do espírito e da inteligência nacionais, às artes ou ciências nacionais e seus produtos, às formas literárias, às biografias coletivas de artistas, homens de ciência etc, (Rovira Bertrán,15; Vat.424)
ARQUITETOS DR.\3IL3IR03
E3CULT0RE3 ITALI\N03
?IL030T?IA CHINESA
7.17 - "As obras sôbre povos nômades, tribos, raças e grupos^de povos que
não vivem, ou não tenham vivido em estados organizados, ou nao tenham restringido sua história à terras de limites fixos, têm como assunto principal
o nome comum dêstes povos, ou a sua denominaçao étnica, no plural", (Rovira
3ertrán,16; Vat,423)
CELT:\3
STRU3C03
PENICI03
VI3IGOD03
ZING;\R03
7.18 - "As obras sôbre grupos de indivíduos de uma naçao, que vivem fora do
seu país, ou estado, ou aquelas que tratam da vida e história de núcleos
estrangeiros num país, sao indicadas pelos nomes étnicos, no plural,seguidos
do nome do país, estado ou cidade em que vivem", (Rovira 3ertrán,17;Vat.424b)
ALEMÃES NO 3iiIiSIL
ITALL\NOS NO 3-U3IL
JAÍQNESES NO aiiSIL
A «Pe «B •

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7.19 - As biografias coletivas gerais que se limitam a indivíduos de uma
determinada unidadeI30osráfica, quer se trate de país, estado, cidade etc«,
trazem como cabeçalho de assunto a indicação do local, seguida da subdivisão BIOQ-iiii'Ii'vS. (Rovira i3ertrán,17j Vati406b)
DxL^aiL - 3I0GiiÁPnS
FxIvNÇA -i 3lOGx^vFL\3
7.20 - As coleções biográficas gerais sao indicadas sob o têrmo DIOGÜ^IPLVS
seguido do qualificativo da espécie. (Vat.4:06a)
3I0G-il\Pn3 CIÍI3TÃ3
3I0G-Ilí\PIA3 MILITAUas
3}21 - ";\s biografias coletivas de pessoas que exercem uma profissão, arte,
ofício, ciência etc., sao registradas sob o nome comum da atividade, no
plural, seguido do adjetivo étnico, se necessário". (Rovira Bertrán,18;
Vat.406o))
7.22 - "líegistram-se pelo nome pessoal", conforme a entrada na catalogaçao,
as biografias e as obras que tratem de assuntos relativos a uma determintida
pessoa, (Rovira Bertrán,19; Vat,393)
PR3r?J3, GILBERTO, 1900PRSURE, GILBERTO, 1900 intsrp.:o:t.\ção

- BIOGR\PL\
. CAS:\ GRiNDS &amp; 3ENZAIA - CRITICA 3

7.23 - Nas auto-biografias, o autor e o assunto se confundem, não sendo por• tanto necessária a ficha de assunto. (Vat.403)
7.24 - "As obras relativas à história e atividades das sociedades individualmente consideradas (institutos,sociedades,repartições etc.) registram-se
pelos seus títulos prfiprios, na forma determinada pelas regras de catalogação", (Rovira 3ertrán,20; Vat.308)
7.25 - "Os períodos históricos que compreendem acontecimentos particulares
bem definidos, ou movimentos espirituais, culturais e políticos determinados,
são freqüentemente registrados pelos seus nomes tradicionais. (Vat.426a)
cruzadas
RHN.i3CiriaTT0
REPOiíMA
7.26 - As grandes épocas históricas, como a ANTIGÜIDADE, IDADE MSDIA, IDi\DE
MODERNA etc,, são indicadas diretamente, quando tratadas era conjunto. Caso
contrário, aparecem como subdivisões cronológicas. (Vat,426b)
7.27 - ";\s grandes épocas geológicas são indicadas pelos seus nomes tradicionais, na língua portuguêsa". (Vat.426d)
7.28 - Subdivisões históricas:
19 - A localização cronolégica é indicada por meio de datas
determinadas, p.ex,: GUERRA MUNDIAL, 1939-1945
ou por meio de períodos históricos, p.ex.;
LITERATURA 7R'\NCE3'\ - IDADE M3DLA
22 - \ história de um país, estado, cidade etc, e os grandes
feitos históricos nacionais, são agrupados pelos nomes
dos países, estados, cidades etc,
BR\3IL - HISTORL\ - GUS"RRi\ DO P;\RAGUAI
BR \ SIL - INDEi^^ENDlINCn
PERNAMBUCO - HISTORIA - RE3TAURi\ÇÃ0
7.29 - Divisões literárias; "As literaturas nacionais, em geral e as formas
literárias, sao especificadas por meio do adjetivo étnico, seguido de subdivisões quando necessário", (Vat.436,437)
BAL\DÁ3 íü CANTOS 3R.\3ILi:iíí03
DR-UíA ALEMÃO
POESIA BR:\3IL3m - SEC. XVIII
POESn BiüSILEIR/i - 3EC. ZIX
A.Pe,B,

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:

�- 10 8 - N0HMA3 PARA A FOi^lh OOS GAJjSÇÁUIOó Dß iülJNTO
8.0 - Determinado o jassunto de uma publicação, ê necessário indicá-lo no
catálogo por meio do uma palavra, ou locução, de acôrdo com os princípios
gramaticais que regem a língua portuguesa e obedecendo a certas normas que
visam a uniformidade de entradas no catálogo.
8.1 - O substantivo ê a base do caboçalho de assvtnto, usando-se ora s6,ora
acompanhado por outro substantivo, ora modificado por ura adjetivo, ora ligado a outro substantivo poir uma preposição ou conjunção.
8.2 - Os cabeçalhos de assunto, de acordo cora a forma sob a qual se apresentam podem ser enquadrados era algum dos casos relacionados a seguir.
8.2.1 -&gt; Substantivo singular, ou plural
AÇUDIÜS
AMOR
CRIANÇAS
8.2.2 - Substantivo modificado por adjetivo
!?auní\ mmjm
PLORãlS ARTIí-IGIAIS"
8.2.3 - Dois substantivos, singular ou plural, unidos pela conjunção _e
IGR3JA E ESTADO
IGRsUAS 3 GATEDR.\I3
8.2.4 - Dois substantivos ligados por uma preposição, com ou sem artigo
GRL\NÇA3 NA ART3
SSTATICA DAS CONSTRUÇÕES
8«2«5 - Locuções ou frases feitas e convencionais, i.e., expressões que nao
podem ser dissociadas, ou frases com uma significação precisa
?::?0T3GI0NI3a0-.B LIVRE GÄM3I0
VIAGdM AO xíjíDOR DO MUNDO
8«2«6 - Prase usada numa forma invertida, quando o último tôrmo é mais espeolfioo, ou significativo, do que o primeiro
METAIS, ARTIGOS DE
VOLTA, PIIH;\ DE
8»3 - Tôdas as formas de cabeçalhos de assunto, em geral, podem ser subdivididas, aparecendo a subdivisão de assunto antecedida por um hifen. (Rovira
3ertrân,23)
3I3LI0GR\PIi\ - TEORL*^, METODOS ETC.
LIT3;i\TURA - HISTORIA E CRITIGA
8*3»1 - As subdivisões de assunto são enquadradas nos seguintes casos:
a) Subdivisões de forma, gerais, aplicáveis a todos os a3-__^
suntos. (Rovira 3ertrán,24r; Vat.446). As mais comuns são;
ANU;\RIOS; 3IBLI0GRi\PIA; COLEÇÕES; CONGRESSOS; DISCURSOS,
ENSAIOS, CONPERMGIAS; PSRIODICOS; 30CIED;\DE3 etc.
PIL030PL\ - CONGRESSOS
QUÍMICA - PERIODICOS
b) Subdivisões de forma, especiais, aplicáveis a classes determinadas (Rovira 3ertrán,24). As mais comuns são; CORRESPONDÊNCIA, M^íMOriliS ETC. (sob nomes de profissões, auto-biografias que incluajn correspondência etc.); VIDA SOCIAL E COSTUMES (sob nomes de países, estados, cidades etc.) e as subdivisões de forma literárias e lingüísticas,
BIBLIOTECÁRIOS - G0RRE3P0ND3NCIi\, MEflORMS ETC.
LINGUA INGL33A - GlíAMTICA ou INGLSs - GR/VMATICA

^,Pe,B.

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^kSysten

�- 11 c) Subdivisões aplicáves apenas a determinados assuntos,
(üovira Bertrân,24). As mais comuns são CIÍUCIPIXÃO;
iiM.iNCIR\ÇÃO; PÜIÍSÜGUIÇÕSS
Í!]3Gxl\V.iTü?d - iMANCIPAÇÃO
JJSUS CIIISTO - GRUCIi?IXÃO
JUD3U3 - PS.íâaGüiçõas
8,4 - 3in;3:ular _e plural

(ivovira 3ertr5n,26,27j Vat,382)

8.4.1 - Usar no sinr'.ular
a) nomes de coisas ou acontecimentos únicos e particulares
P13L0K)Ni:30, GUj:RIl.\ DO
b) idóias abstratas, exprimindo qualidades ou conceitos
vMOIÍ
BOND\DE
c) nomes de ciências, artes, teorias filosóficas etc.
^3CULTU?u\
M\T^Í\TICA
POSITIVISMO
d) produtos quimicos, agrícolas etc. que não se contam por
\midades, ou que podem ser divididos conservando sempre sua
natureza
;\:aoz
P0TA33A
ShL
T?.IG0
e) as dcsi^paações das partas do corpo humano, das moléstias etc.
COií/iÇÃO
3Aru\]\o?o
usar poróm no plural os cabeçalhos; i?UIMÕ-33; RIN3
8.4.2 - Usar no plural;
a) vocábulos referentes a -[grupos do sêroa vivos,objetos
reais, entidades etc., quando tratados coletivamente,
assim como, nas ciências naturais, os termos que desitmajn as classes, ordens e famílias
CÃ33
PLO-"lES
IN3ST03
Lm03
b) vocábulos referentes a ofícios e profissões
3I3LI0T30\IÍI03
"3NG:2NH3Ix-Í03
M^IC03
c) cabeçalhos de assuntos étnicos ou referentes à.s diversas
reli.f^iões
\ZTlC/\3
C\T0LIC03
C];iir\3
INC3\3
d) as desi.-rnações das formas extrínsecas ou literárias, i.e.,
as subdivisões de forma literárias
\NU\n03
iííCICL0?5DI\3 3 DICI0NA.1I03
.^3IiI0DIC03

A .Pe *3 •
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�- 12 8.4,3 - Cabõçalhos hl que podem ser usados ora no singular, ora no plural,
conforme a acepçao sob a qual estão sendo usados, P.ex.; IG-.íSJA (para o
"conjunto dos fiéis, lidados pela mesma fê e sujeitos aos mesmos chefes
espirituais") e IG-2Í3JA3 (para os templos, i.e., para os edifícios).
8.5 - Cabeçalhos invertidos;
8.5.1 - Usam-se, em português, os cabcçalhos invertidos, nos seguintes casos
a) quando a primeira palavra representa um conceito vago e
indeterminado e a seg\mda um assunto definido (Rovira
3crtrán,28a; Vat«384b)
CONHíSCEÍclNTO, T SOUZA DO
PROBíUILIDADiSa, CALCULO DA3
b) quando um nome próprio faz: parte do cabeçalho de assunto,
quer indicando uma teoria, um fenômeno, um monumento arqueológico, um instriimento, uma batalha, um tratado de paz,
uma guerra etc., deve aparecer, em primeiro lugar, separado
do têrmo genérico por uma vírgula. (llovira 3eri:rán,28b,28c,
28ch; Vat.387b,387d,429)
C3M ANOS,
D03, 1339-1453
lOSSTT.^, rEDli\ DE
c) para acidentes geográficos, nos quais a primeira palavra
indica apenas a espécie do acidente, sem fazer parte ingrante do nome. (llovira 3ertrân,28d; Vat«9l)
?T3;.-IM.\ND0 D3 NOUONHA, ILH:\ DE
MÜXICO, GOLTO DO
íxcetuam-se, porém, os casos de apelativos que fazem parte
integrante do nome. (líovira 3ertrdn,28d; Vat.91 b)
iUO D3 J.WEIRO
RIO G?^\NDS DO SUL
SSICIA NJGIiA
8.5.2 - A prépria estrutura da língua portuguesa não admite a inversão nos
casos de cabeçalhos de assunto compostos por substantivo seguido de adjetivo. As inversões permitidas são apenas aquelas especificadas era 8.5.1
(Rovira 3ertrán, 29)
8.6 - LücuQoes compostas
8.6.1 - As e:ç)ressoes compostas que indicam conceitos determinados conservam
sua forma. (Vat.383a)
3I3LiaXÄ3AS UNIVEüSITAiíLiS
DIR3IT0 CIVIL
FAUNA DE AGU/i DOCE
3I3TSKU líETRICO
8.6.2 - Nos cabeçalhos de assunto compostos, "quando o substantivo por si s6
nao tem sentido definido e determinado, mas representa um conceito muito amplo e genérico, ao passo que o adjetivo designa o prógrio e verdadeiro assun
to, devo ser preferida, quando possível, a sintetização da locução composta,
era um s5 vocábulo, i.e., o adjetivo é substantivado e o substantivo passa a
ser uma subdivisão de assimto". (Rovira 3ertrán,30; Vat.383c)
E3G0L\3 - EDIFÍCIOS
NâVIOS - CCN3TRUÇÕE3

A

e não

EDIFÍCIOS E3C0L:\RE3

e não

CONSTRUÇÕES NÁVM3

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lí

�- 13 9 - BIBLIOGRAPn
9.1 - Obras gerais, monografias e capítulos sôbre cabeçalhos de assunto.
9,1,1 - AGUAYO, Jorge.
Catalogo clasificado y catálogo diccionario, se• •*
guido de La creaciôn de una oscuela de bibliotecários en Cuba,
La Habana, Montero, 1945.
35 p.
9»1.2 .
31 catálogo de una biblioteca moderna.
La Habana, Cultural, 1939.
19 p.
9.1.3 .
Manual practico de cl?.sificaciôn y catalogaciôn de bibliotecas.
Habana, Montero, 1943.
142 p.
9.1.4 - AKER3, Susan &amp;.
Choice of subject headings.
In:
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Chicago, American Library Association, 1954.
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9.1.5 - ALBaNI, Juan et alii.
I?ichas secundarias de matéria.
In:
Manual de bibliotecolo.qia para bibliotecas populares,
Buenos
Aires, Kapelusz j 19511
p. 125
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Lista de encabezamientos de niateria.
In:
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Manual de
bibliotecologia para bibliotecas populares.
Buenos Aires,
Kapelusz jÍ95l|
p. 125-128
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Catalogues du
type index et analytique.
In:
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Rbglos piénérales pour
la rédactior. dos catalogues cn vue de leur unification,
Paris,
Champion, 1929.
p. 13-24
9.1.8 - BÃCH, Charles H.
Les catalogues alphabétiques de sujets. Les vedettes de sujet.
In:
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Petit guide du bibliothécaire. (»)
Paris, fid. Je Sers, 1948.
p. 63-69
9.1.9 - 3L.\CK, Henry.
Special lists of subject headings; a tentativo
checklist,
Catalo^ers' and classifiers* yearbook.
Chicago,
9:54-57, ]941
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2. ed.
Baltimore, Villiams, 1924.
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9.1.11 - BR-1MER, Joachiu &amp; V0G-3L, Dieter.
Schlagwortkatalog.
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Die Wissenschaftliche Fachbibliothek.
Leipzig, Karrassowitz,
19567
p."'52-54"
9.1.12 - CROZSTj L6o.
Catalogue analytique par sujets.
In:
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Manuel pratique du bibliothécaire.
Paris, Nourry, 1937; p.128-144
9.1.13 - CUTT3R, Charles A.
Hules for a dictionary catalog. 4. ed.
Washington, G-ovt.Print.Off., 1904.
173 p.
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Rules for a. dictionary catalog,
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Yfeshington, G-ovt.Print.Off., 1940.
p. 66-80
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II catalogo alfabético per soggetti,
Milane, llondadori, 1941.
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9.1.16 - ?UlvL\GALLI, G-iuseppe.
Del catalo reale..
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9.1.17 - Hi\YKIN, David J.
Subject headings; a pr icbicai guide. Washington,
Govt.PrintrOff., 1951.
140 p.
9.1.18 - IÍ3LL3Y, Grace 0.
Subject approach to ^ooksj an adventure in curriculum.
Catalogers* and classifiers' yearbook.
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2:923, 1931',
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Regias para la formaciôn ^ redacción de los catálogos-diccionarios en las bibliotecas, seguidas de una lista de encabezamientos de matéria.,.
Vitoria13d",Internacional! 1939.
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Forma de los encabezamientos e de las referencias.
In:
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Regias para la formaciôn ^ redacción de los catálogos-diccionarios on las bibliotecas...
Vitoria |3d. Intemacional|
1939.
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\,Pe,B,

2

3

(*) 3, i5d. rev., augm. et mise

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.jour par Yvonne Oddon,

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Ii

�- 14 9.1.22 - LASSO DE Ii\
Javier &amp; G0IC03CHSA, CesareOr
Metodo para
asignar encabezamientos de matéria a los livros.
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.
Regl.'^ par-a Ia formaci6n ^ redacciôn de los catálogos-dicoionarios an. Ias
Vitoria jsd, Interaioional|
1939',
pT 26-Ä4 ■" ""
9.1.23 - LÖ]?FL33j Karl,
Schlagwortkatalog,
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Einführung in die
Katalogk.'• 2. Aufl. neuboarbeitet von Norbert Fischer,
Stuttgart, Hiersemann, 1956.
p. 122-147
9.1.24 - LIACPHSliSON, H?xi"iet D,
Subject heading revision and the problem
of changing from one list of headings to another.
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authürity list used by the Current List Division, Armed Forces
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Subject headings for
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Washington, 1:)47.
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9.2.7 . LIjáRARY 0? CONGRáSS. CAT\L0G DIVISION,
Literature subject
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inglês-castellano, basados en Ia lista de los encabezamientos
de matéria utilizados en el catálogo de Ia Biblioteca National |!| Caracas, Venezuela, con el equivalente en inglês tomado de "Subject headings used in the dictionary catalogs of
the Library of Congress", ed. de 1943.
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9.2.17 - 3H3iíHI3, Heather &amp; JONES, Phyllis M.
Short list of subject headings.
Sydney, Angus ajid Robertson jlâ50l
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10 - GLOSäiVRIO
A33UNT0 - Matéria, ou matérias do livro (ou material bibliográfico),
quer indicadas no título ou nao. Note-se que os assuntos podem ser
de duas espécies; individuais. como M\CHÄE)0 DS ASSIS, FÖD30 II,
BRASIL etc. e gerais. como CIVILIZAÇÃO, G30GR.\Pn, ?IL030?L\ etc.
que podem ser expressos por substantivos concretos ou abstratos.
GABSÇALHD - Palavra, nome, ou frase, que encima uma entrada, indicando
algum aspecto particular do livro (ou material bibliográfico)
quais sejam, autor, assunto, série, titulo etc.
C\B3Ç.\LH0 Dlü ASSUNTO - Palavra, ou locução, que indica o assunto de um
livro (ou material bibliográfico), i.e., indica a matéria da obra.
CA3SÇALH0 DIJ l\3SUNT0 "SSPÍGIPICO - Indica um tépico particular e não vuna
classe geral que o inclui.
CATALOGO ALFABÉTICO DE ASSUNTO - "3 aquele^no qual os livros |ou material bibliográfico!, nos catálogos, estão arrumados alfabbticamente,
segundo cabeçalhos expressivos do conteúdo, ou dos conteúdos particulares" .
CATALOGO ;\LT?A33T0 CLASSIFICADO - Arrumação, em ordem alfabética, dos
cabeçalhos de assunto, gerais, subdivididos, por sua vez, alfabèticamente, pelos seus diversos tópicos.
CATALOGO CIASSIFICADO ver CATALOGO 3I3Í3M;\TIC0
CATALOGO DJS A33UNT0 ver CATALOGO :^LFA3i3TICO DS ASSUNTO
CATALOGO DICIONÁRIO - Reunião, numa s5 ordem alfabética, das fichas de
autor, assunto, título, editores, ilustradores, séries etc., assim
como das remissivas, referências e notas explicativas.
CATALOGO MjSTODICO ver CATALOGO SISTsMjATICO
CATALOGO SISTä^TICO - 3 aquêle no qual as indicações das obras aparecem
segundo as relações científicas o légicas de seus conteúdos. Indica
ao leitor o que se encontra na biblioteca, relativo às diversas
ciências e aos ramos particulares de cada uma delas, Para funcionar
eficientemente, entretanto, necessita de um bom índice, sendo aconselhável, também, a existência de um catálogo alfabético de autores.
3 conhecido também como Catálogo classificado, ou Catálogo
metódico.
3NTR;\DA - Indicação de um livro (ou material bibliográfico), numa ficha,
catálogo ou lista.
3NT1L\DA D3 ASSUNTO - Indicação de uma obra (ou material bibliográfico)
em catálogo, ou bibliografia, sob o cabeçalho que mostra o assunto,
determinando assim a palavra de ordem para alfabetação.
IJNT'^.ADA PRINCIPAL ver FICE\ PRINCIPAL
FICtt\ DE ASSUNTO ver ENTR;\DA DS ASSUNTO
PICHA PRINCIPAL - 3 aquela que contém as indicações necessárias h completa identificação de uma obraj^o catálogo.
FICHA ÚNICA - Ficha básica de catalogarão que, sendo a entrada principal, serve de guia para a organizaçao das fichas que se fizerem necessárias, i.e., "por ela são organizadas as fichas secundárias, de
assunto etc., pelo simples acréscimo de um novo cabeçalho, em tantas
fichas quantas exigir o livro".
NOTA EXPLICATIVA - Exposição sucinta que indica quando deve ser usado
um determinado cabeçalho de assunto.
PALAVRiA DS ALFABETAÇÃO ver PALAVRA DE OXDm
PALA"'/RA DE OI®EM - Têrmo que serve de guia para a arrumaçao alfabética
dos catálogos e bibliografias. 3m geral, é a primeira palavra do
cabeçalho.
P;\L;\VRíA DE ORDEM PRINCIPAL ver OABSÇXim
PISTA - Indicaçao, na ficha de catalogaçao, de t&amp;das as entradas adicionais.

Á330CIíiÇA0 PÍ.-ÍNAMBUCANA DE BIBLIOTECÁRIOS . Nov. 1960
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                    <text>)61.3(81)

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1

��T3RCEIR0 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOGWÍENTAÇÃO

Projeto de regras de catalogaçag para os
nomes iDraslleiros e portugueses
pela
àssociaçao^Braslleira
de
Bibliotecários
Comissão Carioca de Catalogação

3. -Pe.
\)- 3

Curitiba
1961

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i

TEMii

I

-

PROCESSOS TFCNICOS

PROJETO DF RF(JL:ÍS DF cr&gt;TÂLOa'jÇÍiO BlRA.OS
NOMFS HU'iSILFIIlOS F POITUGUFSFS
pelo
M
/
Associsçao Brasileira de Bibliotecários
Comissão Corioc? 'Ig Catnlogaçao

SUTCFST
w
A
Projeto de regras de catslcg?çao pprs os ncme s brasileiros c portugueses,
compilado pels Conissõo Coriocs de Cat^logoçgo, da Ass-^císçro Brssileira
de Bibllotccgrios.

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�e,
0,1.

IHTRODUÇSO

Durante a 26s Conferencia da Federação Internacional ds Doauneg

tação, reali?iada no Rio de Janeiro, em julho passado, em reunião com lír, Chaplin ,
representante da Federação Internacional das Associações de Bibliotecários (IFLA) ^
ficou decidida a organização de uma Comissão Brasileira de Catalogação - ainda a sa:
/
/
M
A
«V
constituída - que apresentara a opinião brasileira sobre normss de catologaçaQ espe
A
A
cialmente sobre entrada de nomes brasileiros, na Conferencia da IFLA, a ser realiza
da cm Paria, em outubro de 1961,
0,2,

A
Reconhecendo a dificuldade de reunir^toijas as pessoas interessa

das em catalogsção no Brasil foi sugerida a criação de'^oniissöes regionais de catalogaçao, a fim de ser ouvido o maior numero de opiniões possivel.,
0,3.

Tendo em vista que no Estado da Guanabara esta a HDioria das

instituições representativas da biblioteconomia no pais e que aqui são publicadas
as bibliografias nacionais c algumas especializadas, a Associação Brasileiro de Bi /
MM
bliotecarios apressou-se era constituir uma Comissão Carioca de Cotalogaçco, com a
finalidade de conseguir unidade de pontos de vista no FstedOo
0,4., Convidamos a constituir a citada Comissão a Sra. LID IA SAMBA QülL
^
"
catedratica de catalogaçao nos Cursos do Biblioteca Nacional e presidente do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, responsável por bibliografias especializadas e pelo catalogo coletivo nacional; Sr, ANTONIO CAETANO DIAS, catedratico
de catalogação nos Cursos da Biblioteca Nacional e diretor-substitutc da Biblioteca
Nacional; Sra, FEIANCISCA MáRCONDFS PORTUGAL, diretora da Divisão de Catalogação da
Biblioteca Nacional; Sra.

AíITONIFTTA IVFSQUITA BARROS, diretora da Divisão de

Aquisição da Biblioteca Nacional e responsável pelo Boletim Bibliográfico da mesms
biblioteca; Sr, AURFO OTONI, representando o Instituto Nacional do Livro e a empresa ESTANTF, repensáveis pelas Bibliografia Brasileira e Boletim Bibliográfico Brasi
leiro; Sra, DCíUi LIFCHITF, representando o Setor de Bibliotecas Populares do Fstado
da Guanabara; Sra, IRFNF DF MFNFZFS DCK.IA, da Comissão de Bibliografia do Instituto
Brasileiro de Fducaçao Ciência e Cultura; Sra. M/iRI« AMITLId AR/iUJO, Chefe da Seção
de Catalogaçã'^ da Biblioteca Nacional; Sra. HííYDFA MiRTIKS, chefe do Serviço de Intercâmbio de Catalogação (IBBD) ; Sra. ALICF PRINCIPF BARBOSA, professora de catalogaçao no Curso de Pesquises Bibliográficas do IBBD; Sra. FLâí

HilA, rcpresentan.:!o

o Catalogo Coletivo do IBBD; e a Sra. K^RI« ANTCNIFTTA RFQUiIÍO PI^-TüíDF, representan
do a catedra de catalogação da Fscola de Biblioteconomia e Documentação Santa Ursula e a Associaçao Brasileira de Bibliotecáriosn
Infelizmente nar compareceram as reuniões da Comissão os professores
ANTONIO CAFTÓNO DIAS e H'-RIA ANTONIFTTA MFSQUITA a^RROS,
0,5,

A Comissão Carioca de Catalogaçao reuniu-se nos dias 20 v; 27 de

dezembro de i960, chegando as resoluções seguintes, ora envicdas ao III Gongi-esso
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, como contribuição da Associaçao Bi-asi
leira de Bibliotec arios e sua Comissão Carioca de Cat-^logaçâo

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�1. PROJFTO DF RFGit'iS DF C^i Tá LOG.'» Çi5 O p;iIU OS NOMFS HRASILmOS
F

PORTUGUESES

1.1. Sera ussd? a gr-afio moderna oficial para os autcr?s brasileiros
A
/
e portugueses e, excepcionolncnte, será conservada a grafis original,
para
os nomes notoripmentc de origem estrangeira,

Quando necessário, far-se-a re-

mis siva da grafl? originei, Fx,:
Hclio Viana

[Assinatura: Hélio Vianna |

Aquiles Bevilaqua

lAssinatur"?; Achilles Be vila qua |

Clodomir Viana Moog jAssinatura: Vianna Moogj
Oto Maria Carpeaux, jAssinatura: Otto Maria Carpeauxj
1.2, A catalogaçao sera feita pela ultima palavra do sobrenome seguida, spos a virgula, dos pronomes, acrescentando-se a data de nascimento e mor
4.te,
caso esta haja' ocorrido, resselvadas as exceções contidas nas regras
seguintes, Fx.:
Macedo, Joaquim Manuel de
Rego, Jose Lins do
Andrade, Mario de
1.2.1, As preposiçoes e conjunçoes serão pospostas. Fx,:
Santos, João dos
AIme ida, Julis Lope s de
1.2.2. Os prefixos e atributos invariáveis, que precedem os sobreno n:3 s-r"o ?nt"prgtrs. Fx.:
Sao Tiago, Paulo de
1.3* Quando o autor não usa todos os prenomes ou omite certos sobrenomes, sera dada preferencia a forma adotada pelo autor, O nome completo devera
constar no fim da ficha, apos a pista, e ser objeto

de remissiva. Fx.:

Bila c, Olavo
iNome c-i^pleto: Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac]
Sera adotado o mesmo critério quando, por razao superior a sua vontade , o autor apar'^cer com o nome com.pleto em certas publicações (geralm.entc docu'
mentos oficiais), porem for conhecido por parte do nome. Fx.:
Kubitschek, Juscelino, presidente do Brasil
iNome completo: Juscelino Kubitschek de Oliveira[
1.4-. Quando os autcr^-s habitualmente assinam seus trabalhos somente
m
^
ß
com prenomes compostos, ^ catalogaçar sera feita pelo segundo, . seguido, apos
a virgula, do primejro. Fx,:

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3

Mariane, Olcggrio
Inome conpleto: Olcg^ric Mariane Carneiro da Cunha]
Herculano, Alexandre
INogig completo: illex'indre Heroulano de Carvalho e rfraujoj
1.5, Os sobrenomes ligados por traço de união serão catalogados pela
prine ira pa rte. Fx.;
Duque-Fstr^da, Rodrigo
1.6, Excepcionalmente permitir-se-a a entrada pelo primeiro sobrenome,
para cs autores literária mente conhecidos pela frrma composta e par"? aqueles
que habitualmente não usam os nomes dc batismo nas suas obras, acr-scentando-se
os prenomes completos, depois de devidamente pesquisados, ITx.í
/
/
Fçs de Queirós, Jose Maria
Guerra Junqueira, íbilio Manuel
Oliveira Lima, Manur 1 de
Machado de üssis, Joaquim. Maria
1.7, .iis palavras "Neto", "Junior", "Filho", "Sobrinho" figurarão, na entrada, em seguida ao ultim.o srbrenom.e e terão valor na ordenação alfabética, Fx,:
Couto Filho, Miguel
Lima Sobrinho, Alexandre Barbosa
Sera feita remissiva da entrang, sem inclusão das palavras em apreço, Fx.:
Lima, Jilexandre Barbosa
ver
Lima Sobrinho, Alexandre Barbosa

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�TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUT^NTAÇÃO

Informaçao técnica, bane do progresso industrial
por
Lelia Galvao Caldas da Cunha

&lt;

05 OSl-3 (21^
í,.
V-

Curitiba
1961

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�Tema IV - Bibliografia e Documentação - Bibliotecas Especializadas

INFORMAÇÃO TÉCNICA, BASE DO PROGRESSO INDUSTRIAL
ßor
Lelia Galvão Caldas da Cunha

Sinopse
Conceito de informação tecnológica. , A9p[ei:i4:os-da ne.c.e,ssidade e
da aplicação da informação técnica no Brasil, Dificuldades de sua a'oei,tÂçãô por parte das indústrias brasileiras. Serviço de documenta*
ção indiastrial privado e criação de centros de informação industrial
especializados,

em bases cooperativistas.

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�1 o C o n s í d e r g ç o e s p r e 1 i a: i n a r e s
"Informe-se primei&gt;-o,, x;rocuza depois", Éste lema - tomado de em
pr cs "ti ri o ao Ixationallsíerungskuratorium der Deutschen Wirtschaft E,V,
ou,

simplesnonte,

coao e mais conhecido, I?,

que extensas considerações a respeito,
taçao para o mundo atual e,

K, ¥„ - ilustra,

melhor do

a necessidade vital da documen

particularmente,

da informação tecnológi-

ca para a tecrica industrial de nossos dias,
A diferença que se poderia apontar entre
fica e infcy^aação tecnoloj^íca parece ser^

documentação cienti -

apenas,

questão

de matiz

ter.'"!:'"ógicos Enquanto aquela visa a reunir os documentos e avalia -los dü ponto de vista científico,
ptila aplicaçao pratica

esta se interessa,

principalmente,

- e dentro do mais curto espaço de tempo pos -

sivel " das idéias e exporiencias uovas e dos processos

concebidos e

surgidos quase ininterrupta;,lente,
sos criados para acelerar

a produção técnica ou indus -

rv
.5
0
trialc Pi. informaçao tecnoJoí^ica se fundamenta nos conhecimentos clássicos das ciências pu^as e ncs princípios estabelecidos pelas
ciên *
A■
■&gt;
t
^
^
\
cias aplicadas, mas e indiscutível que
se prendo, primordialmente, a
ííoneraljci^ organização industrial,
nica,

economia,

produtividaaf., administração,

outros aspectos ligados ao pess-'^al,

tais como: téc-

formação e treinamento e

etc.

Outro conceito fundamental a considerar o o de que a especializãçao da informaçao tecnoiogica se tornou Kais do que necessária,

che^

gou a ser ir.prescindívelc A i.una grande eráprcsa iriciustrial é inútil ofereccr inforiijação não especializada,
cificamente,

a sua esfera de acao,

O inundo moderno,
gredir,

isto c,

por

formes,

que não abranja,

espe-

a informação sob medida.

touauo do verdadeira

ânola de produzir e pro-

provoca no seto^ da informação técnica una atividade extraor80 pela qualidade como,

to,

ou seja.

-i --Vpor ouf-o,

tambcí«,^ pela quantidade« Enqu^»^-

-

naior volurne possível de in
a inflação do pubi í

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embaraça sensivelmente a

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lí

�rapidez da seleção de informações a seresi postas â

disposição desses

mesmos técnicos^

2« O problema da inforraaçao técnica no Brasil
SÓ muito recentemente o Brasil,

e bem assim a maioria dos paí-

ses em desenvolvimento, começou a obter estabilidade política e econo
mica. Disto resultou um novo influxo nos processos economicos do Pa ís,

transformando antigas zonas rurais em parques industriais e,

conseqftência,

acarretandc;

repentinamente, a necessidade de revolucÍ£

nar os recursos educacionais oferecidos ao seu
inclusive,

como

povo,

fabultando-lhe,

o acesso a literatura tecnicPc

Como levar a indústria b»~asijp^ira a informação tecnológica?
Entre nós,

os técnicos,

com honrosas exceções,

Tiábito de freqüentar bibliotecas e,
serviços de documentaçaoc
ciais,

á preciso,

afastar os mal-^.ente'.idídos,

forçar,

enfim,

a penetração e ^

muito menos,
pois,

ainda não tem o

de se utilizarem de

vencer os obstáculos ini-

sobrepor-se às prevenções pessoais,

-.^olhimento da informação.

Quando um

serviço de documentação industrial não encontra perfeita receptividade por parte do seu principal utili?;ador,
mais ou menos,

o documentalista se sente,

na posição de agente conercial

qve

procura comprador

para o produto que representa, Kua vordadei-o esforço de relações públicas,

precisa recc-or a todos o3 meic-s pa-'a veucer os incrédulos ,

os céticos.

-jö indecisos e os indiferentes,

conquistando-os para sua

causa.
Outro problema a transpor e a dificuldade de fornecer documenta
çao relativa a deterninada solicitação. Cora os nossos limitados recur
s,os bibliográficos,
reprodução,

a tempo

ncn senpre se ccnse,^ue obter um documento,
de

ou sua

evitar que rma empresa perca uma partida

de

sua produção, por se acâar a braços cor» incógnita técnica necessitada'
de decifraçãoo
A seleção de infornnçÕcs e dificiíltada pela enorme massa de do-

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""

]_'4

]_'5

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l'í

�o
Gunentos a exanina»*; period Leos j
cias e de congressos,
propaganda,

boletins

lí.vrcSj

relatorios,

bibliográficos,

r.icrofilnes, raicrofichas,

atas de conferên

catalogos,

folhetos de

etc»

Goa relaçao ao íTiatorial bibliográfico

editado no Brasil,

conheceE. sobejanente as deficiencicSc iíão terios publicações
suíicientes era nunero o ocracas o sao era qiiaxi.üade,, A
total de índices

devidaraente

todos

técnicas

ausência quase

organizados ccvaplica tremendamente

a

questão,
Das nossas bibli(.)tocas especializadas

eubora riesenvolvan esfor

ços dignos de louvores jjara sc sobreporca- as dificuldades que se lhes
apresentar:.,

í\*
poucas tstao es condiçocs dí, inforraar,

Alen dispo,

so ha nuito pouco terapo cs responsáveis pela d ire -

jgaç das nossas indústrias ten reconhecido as ínüraeras vantagens do
, ,,-1
têm-no adotado,

fjocurientos ao alcance dos interessados
junta^.:,.-

Finalnento,

e

con ovtras forraas fotodocunentárias#

o ete»"no probleria de pessoal disponível e devidainen

te preparado para desenponbar as tarefas de docuaentaüsta da indús tria ou xécnico de inx ■r..;:'

seja qual for

se lhe queira dar - constitui,

no Brasil,

barre ir?

o

nome que

proporções qua-

se dcsanimadoras,

3^ Conclusão
Le que raaneira o^'ganizar,

então,

a ÍDÍ"ornaçâo tecnologica e co-

—o das enpresas industriais brasileiras?
Os serviços internes das indústrias,
lientar o da Petr^olec Brasileiro SçA^,
A,
gi'andes tnpresas,

de vastos

entre os quais e justo

so são exeqüíveis,

recursos financeiros,

e obvio,

nas quais o vulto

das pesquisas o das tarefas executadas e a executa" já realizou,
_ rante seus di-r-igentes,

aquele prisieiro trabalho de aceitação,

já os convenceu da utilidade cc torça os seus técnicos,
íat?Kapte possívelj

cm

1

as informaçoes de que necessitara»

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Ciereflclancoto

em

14

pe -

isto e,

o mais ràpi-

A experiência já

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�.4
demonstrou a tais industriais brasileiros a aaplitwde e o valor do era
preendiraento e que a pesquisa da infornaçao

s de importancia capital

para a pesquisa técnica e lhes poupa tenpo,

dinheiro e duplicaçao de

esforços,

provando-lhes, ainda,

que,

despendidas com sua manutenção,

ur.i

não obstante
serviço

as

grandes verbas

privado de docuraentação

lhes é de imediato interesse*
Na Petrobrás,
do,

por exemploj

estes trabalhos jjodüia estar mostran-

além do valor da informação para a inaíjí/ ria,

cia de um centro de informaçoes para

a grande isiportãn -

eiapresa con unidades em va ~

rios locais do País e que este centro deve

reunir

e redistribuir as

informações dos diferentes setores da ccnpauhia,
A julgar pelos relatos que se íeí" otíVicio,
les poucos cei.l-r'^s de iniciativa particular
• «'^l.adí^mente,

é animador o que

já conseguem empreender,

após tão curto tempo de furicioiia^-iontos

enbora ainda se

distanciem muito do que poderão realizar ou do qye e licito que se e^
pere deles. Cada um tem superado,

a setj kocg,

as

Intlnei^as dificulda -

des que constituem os requisitos essenciais para o funcionamento desses pequenos centros de informação,
Seria de desejar que as entidades corripetcntcs

iesenvolvessem cara

panha destinada a estimular a instalação de outros centros de caráter
particular e altamente especializados„
rentes setores técnicos,

para coordenar,

nos seus dife-

a imensa docurrxntaçáo indispensável ao pro -

^esso tecnológico nacional,
entanto,

.-

a solução ideal para

técnicas e^iiidiscutivelmente,

a

c fornecimento de info/siações

criação de organisraos centrais,

a finalidade de^^coímíj^^'' toda a documentação
m..
definidos campos especifixos.

cora

tecnológica do País em
,

As atividades humanas tem se tornado cada vez mais organizadas,
sob a forma de instituições, "^"sociedades, fundações-ou centros de iniciativa privada ou oficial e de caráter regional,
nacional,

nacional ou inter -

o que leva à conclusão de que o progresso do homej:;-eírfâ es^

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I Sc a n
^kSysten

�treitamente associado ao feiioirioiTo
A documentação não foge

a

''í;/!"^açao,
essa regre

. .

rc

já não Q mais saber se c serviço de inforrr. çãu
deve ou não ser centralizado, O importante

i.w'icnte,

a questão

v

tccnica

' eso( Iher

qual o tipo de

centralização mais vantajoso às necessicades presentes e futuras.
êsses órgãos centrais - verdadeirrs c r trr'trial - seriam,
os serviços

ao mesmo tempo,

bibliográficos

mesmo ramo e,

informação indus

coorauíutilizando

particulares cas '^ . 'crsps indústrias

simultaneamente, atendendc-as

do

infor!iiando-as segundo

suas necessidades,
O primeiro problema a transpor,
ção,

para s:.ia i.n-rt?lação e manuten -

seria a questão financeira: como obíor 'ss recursos exigidos? Com

uma cooperação intensa de meios e esforços entre
ís,

&lt;ij''ústrias do Pa-

num real sistema de cooperativa docunentalistica,

tas e,

talvez,

custeando jun -

proporcionalmente aos recursos ce oada una,um trabalho

í ] (:• &amp;sa ,c n verga d ura.
o

.

•

•,

■

todos,

oportuni -

, Iguais e iguais possibilidades de no^ ..
Convenceu-se de que,

'^/»..is.

sozinho, não pode eßpreonoor tudc que lhe parece

haver ainda por realizar e de que a nsta f Inax do entjenho humano nunca será atingida;

concluiu,

assim,

ter d-sp.parc.^ Ido a competição

de

quase todos os setores de sua atividade.
Na Europa se encontram, a citar,

inái^icros í-.xenplos de centros de

informação industrial organizados em oasts ccla^&gt;oracionistas,
® Centre Belgo-Luxembourgeois d' Inf orr,:atic--; de l^Acier'e um órgão cit-. uocumentação especializado numa indàívhr5-a,
belga,

mantido,

exclusivamente,

ccn sede na Capital

por todas oí3 usi.ias

siderúrgicas

da

Bélgica e do Luxemburgo.
Na zona oeste de Londres,

■"

das pequenas indústrias britânicas,

í:. li-ada
opera,

desde 1951^

grande parte
o Co-operative.

Industrial and Commercial Seference and Iní orriatic;?! Service

'

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�rjsil;?, inf rMi'-vCies as 3*^00 fir.nuE ali localizadaci.

D3:.&gt;t ifí, 64

das de

nic'.ior iuKortância têia j..rirtic;ip;:,;,;r,o itiva no si-ít.isto ó, t2,n"to lOrncjcsin
informa-.:occ cono as
Hà

coo_. ;pativi;;taE cjüicílhant íü sm Sheffield, Loeds

'...anchoator g Livor^: ool, tôd-s cit-l:~ .is asconci

It^antc inclur.tri'.is da

ra.
lio Brasil, kc incluiria n'ta si^jtcaa .:ai;U030 li ccntri'jui;:QO ,70v.írnanantal fcu.'jra.l ou oaoa.uual,

a qual i difícil lovar a cabo, ^ntre nóu,

inioia tivas dScne quilato, 2íe iíno porque G::iíit ;n miin^rosaG indústricr&gt; de adiJiiniii'ira;. iO oficial,

^

antro outras,

Fábrica dü Torj.''dos da üarinh.a,a

§á

brica fi'-.snidanta Var^vas« da T-iqu-jtCjas ofioinaa da Casa da i.iooda; nao falando
nas aociodadeo de economia mista, das quais a
nhia Ilacional do Alcalis. Coapanhia Siderúrgica

otrobáa já foi citada; ConiiaNacional, Fábrica Nacional

de Ilotores« Co;,.t anhia Uninaa Nacionais, otc,,
Sn,o inodolos a oxa-iinar as Gbtrvi.iur:is dos !-;jrvi;^,cs da inforaaçao técnica do ICa;c Jlanch Institute für .'Jisanfcrccliun;,-, en Düsnol jorf,
Gi.iolin Institut ow do já joncionado 5»

do

. V/,, fuiibos on ?rankfurt-nj:i-.Iain,to-

dos subvencionados por indúetrias alemasci rxiniàaá e ooi.i auzilio {jovórn-ua.rntal
iío caso da Ic. K, :7#« poróia, a orrjaniisa^^ao nao é dedicada a Uai único ccmpo osi- ocífico indixGtrial, ;jOís se trata de institui^,, r.o oue to;?, vor iin:.lidadG

a

racicnaliaa^ao da ocono ui . ö'iruänica.
Sem dúviua, cada um dos ciiâni los citadoa adapta-ne a, EÍtua;ao
i&gt;articular da cidadc ou da ro^lao a que corriív ond^.;; ijorÓLi ar: obn .-„'va^-oes colhidas nuai ejccuae Minucioso da ori;ani;ia^.'lo do cada un d Sic« oonduaoui a onnoluso&amp;c int0x-3GS?jritc;3, que X od'j:.!, dö. ois de convoni ::ín-'; .irr,õnto

ada^jtadas à citua-

jao atual brasileira, ae a^ilicar a centroc .Le infonua;, ,0 t jonic i eri nocGO País
lia fsedc do pioneiro dStjí-os centros podaria ser, talvaa, a Capital do .J-^ytado ds Sao Paulo, incontoEtav:;lia;nts =ifani':uar'loira

no

desen-

volviueato industrial brasilí.iro 3 cou o 'laal n3nhu...a oul;ra unidade; da. Pi.jde_
ra^íao co;:ix. ete nesse oan^,o,
O Curao do jc'esiiuisai.-: Biblio^iráficas ev;j Tecnologia que, sm 19^1
seráainiütivado, om terceiro -uio ccuc...cutivo, ao Instituto Brasileiro de EiblioA'rafi:i o JocuinantajaOi

está tentando resol-í-^r

o iapaose criado

falta de os^^ecialistas no s^itox- de inforuaj '.o teonolói^ica, atraindo

pela
para

a profissão de documea lalista pesso is n_ua possueu con reciri-utoc t';cnicos ,
Dentre seus diplor-ados poderão sur^^ir os técnicos d£«tüs futuros e, cs. oramos, nao muito lon/rí-n-ios centros do infor-ia^ ao industi-ial»
Nao se desconhecei; as dificuldades que terão de Gn."rentar, os
obstáculos que preoioar^^o vencer os criadores desses C'.&gt;ntr^-r,j .aas cabe

ao

III Conj&lt;a-eeso 3r.;.sileiro de Biblio^^r ifia e DocriRünta^ :o dii^"tI-los o proou
rar resolvê-los.
Cabo-lhü, ainda, aproveit ...r esta o, ortunid :/.yO para t3nt .ar
cncoi*aj.",r as industrias a elaborarom

u::t plaao neese senti :.j

e b. n lo recea-

rem aj.'lic..',r caiit.v.is na sua oxecu-ao, cert.^.s de r';ndi;.ion'i;o iiaediato e de que
tais centros dc infwí.-.ayao industrial ese^ciali^i ..da

planejados ,

inst.\l:í,dos e nultiplic.uoô de acordo co- o nú ■ ,'o dj k :u'; utiliwaacres
Co.'; .!V

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, ;i-n + ^' ,
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�...asa iniciativa sor' í'ru"b - ãs lynI.o proosaco cducritivo, in is
cumpra nÃo saiioreccr,

sc t&amp;r a aatirjfai..,io do ver, mito "brovs, o„ue

a

induatx'iri nacional GOi-vraeridau a iuiyoruância de tal plano.
Ai:ida hc. outro leas, da 11» K. .7. poda-üs üuacar a síntcsG
dossa visão idoal de um Brafiil tr-cnica e induíitrialiaentc docunsntado "IndL'.í;r.r não é a^renas, indício ds i'jnorânc;i.:i, 5, tam'bäci, intorâsse pelo

3ii::i.icct::iA?iA

ASr.;.'v.'í uj, Vladao - iiystö-.i of scii^ntiric and tsohnical inl'or-v.tion s;.&gt;i-&gt;vic3s.
RGV\.ie dü Ia Docú:.i.r,:-it.i,tion, 27 (21)! Cl-5, ^r.aio 19''&gt;0.
CaTT.U'-.0, Àu-^uíito - L'ini'cr.v.:iti'J)i tsühniquo uxic une j;iv:.-id0"ind-.ir,trij. Rc_
vuo d3 Ia Docu.üsntation, 24 (2); CO-94» r^ii'.io 1957»
O.í .LL, íTorruan P« - La . oliti mo d3 l'Ajonca da P.codutiviten aatiòro d'in
formaticn tuc^ini^iua. ?l;3Vuc da Ia PoGuncntition, 24 (2): S2-7&gt; üiaio 1957«
CUÍTIIA, Maria Laura da - A úcciArré'rí4Áj..'ií.j na in^-iurtri i. IBál) Bôlotini Inxorraativo, 3(5/6); 27'3-o45 Got./doa, 1957»
OriC!A.'!T.-;ATI''I7 for Juro or.n sc:.5:i:; ••ic so-o. ò_-;.Lxon. .jurr&gt;pean . roductivity tií^on
cy - iíjport on tho Sacond nscLinr; ôf Technical in^;.u\aation arricars hold
at tliG ;{arionalisicrun;;Klairat:;riuL'i dor doutschon .Virtüch.ift in ?rnalcfort
from 2nd to 6th liay 1955« -i-^arin, TschnioAl in. orna .ion í oction ox thu 'i.P.'A
infuran,ti.:;n unit, Or,j;!iii:ä:.ation Jor 'lurop jan i^cono. de co-os-or-.tion 119551
P. 13-32.
;LiT :.~j, Pi,D, - CIC ilo, Co-ooeatiVG, indautri il and coma ;..-ciai roi's.ven.'ie and
inforaation uorviCQ. ArJib I'roocudinr;St 9 (3)í 03-4» niar. 1957»
Lv.l.VJLL, R. - Tochnic il inroraation ß.irviccs en Oor-iany, Lu.-csròouri";, Sol^;iun
and Holl.and. Aelib rrocoodin.-^s, 11 (lO); 240-65» Out. 1959*

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��TERCEIRO CONGRESSO BR^ßlLSIRO DE BIBLIOTSGONOMIá E DOCTJííENTAÇáO

A informação bibliográfica era Porto Alegre
por
Sully Brodbeck

oa : 0(S /. 5 (g A
â.
a. I

Curitiba
1961

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Tema IV - BibliOiScrafia e Documentagão - Bibliotecas especializadas

A INFORMAÇ]Í:0 BIBLIOGRÁFICA

PÕRTO ALEGRE

por
Sully Brodbeck

Sinopse

O levantamento dos acervos e dos serviços prestados pelas bibliotecas especializadas de Porto Alegre deaonstra a escassez e as dificuldades da informação bibliográfica no setor técnicocientífico.

Como primeira medida para minorar ou,pelo menos, para

contornar estas falhas, é sugerida a integração dos recursos biblio_
gráficos existentes, em um CATALOGO COLETIVO local, que mais tarde
poderá vir a ser regional, orientado por um ORGÃO COORDENADOR.

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�III CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Curitiba, 8 a 15 de janeiro de I96I

A infort'.iaç£o bibliográfica m porto alegre
por
Sully Brodbeck (l)

I
NAS BIBLIOTECAS M ESTADO
O desenvolvimento econômico de qualquer regifão,de qual_
quer Nação, depende neccssàriamente da Ciência e da Tecnolo_
gía. Esta realidade foi também constatada e aceita nos últ_^
mos anos, em nosso país, tradicionalmente humanista. A pesquisa não é mais um passatempo. E o esteio da indústria.
As pesquisas nos labor'tcrios, os trabalhos em equipe,
o contrôle continuo de dados científicos,tornaram evidente
a necessidade da informação imediata,rápida e precisa.

Ao

mesmo tempo, agigantou-se o problema da técnica da investigação, do trabalho intelectual, da localização e obtenção do
material

bibliográfico.

Inquieta ao pesquisador,em primeiro lugar,o problema de
se manter atualizado,em face da tremenda produção literária mundial. Acertadamente previa Ortega y Gasset;"Si cada
nova geração continuar acumulando papel impresso na proporção das últimas,o problema que apresenta o excesso de livros
será pavoroso.A cultura que havia libertado o homem da selva
primígena o arroja de novo em uma solva de livros não menos
inextricável e afogadora."

(1) Bibliotecária do Instituto Tecnológico do R.G.S.(ITERS),
atualmente à disposição da Comissão de Desenvolvimento
Economico do Litoral(CODEL){bibliotecária do Centro de
Estudos EconSnicos e Financeiro3(CEEP)jFac,de Ciências
Políticas e Econômicas da PUC, P.Alegre.

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Calcula-se q.ue aparecem cerca de 40*000 periódicos técnico-científi COS anualmente, e íjue, sòmente no últiiâo ano, foram putlioados ao redor

de

2,000.000 de artigos com informações científicas e informações técnicas.
Acrescente-se ainda o número não menos alentado de monografias editadas por
instituições oficiais ou particulares.
Da última reunião da F.I.D.(Federação Internacional de Documentação),
realizada no Rio de Janeiro de 22 a 31 de julho de i960, quando homens da jçi
ência e da pesquisa tecnológica trocaram idéias com bibliotecários, bibliógrafos e documentalistas, pôde-se deduzir, facilmente, que a preocupação d_o
minante é a maneira de facilitar a informação bibliográfica no sou triplo a_s
peto: edição, difusão e obtenção.
Em Porto Alegre, como ocorre em todo o Brasil (e notadamente em toda
América Latina) , os centros de estudos e de pesquisas são todos ou quasi t_o
dos de carator oficial, o que significa que contam com muito menos recursos
econômicos do que os centros similares de outros países. A nossa muito fam_i
liar expressão "não há verba" ou "a verba foi cortada", é a legitima expres_
são da realidade das nossas instituições de pesquisa. Mas, a pesquisa téc nico-cientifica desenvolve-se no Estado do Rio Grande do Sul, apesar dos pe_
sares, sentindo porém tôdas as agruras das necessidades e das dificuldades
da informação bibliográfica, que é ferramenta tão ou mais importante quanto
os aparelhos e equipamentos de laboratório.
O apoio do Estado â pesquisa, através de bibliotecas e serviços de do_
cumentação, ainda não se tem mostrado à altura dos trabalhos que os seus téc
nicos têm realizado, com o mínimo de material informativo. Seria desejável
uma revisão nos métodos de aplicação do Orçamento do Estado, com vistas aos
serviços de informação bibliográfica adequados às necessidades atuais e futuras da pesquisa e da tecnologia. E quasi alarmante a carência ou a defic_i
ência de informações bibliográficas no setor da administração pública.

No

entanto, a documentação é muitíssimo necessária ao Estado moderno, que

pr_e

tende assentar seu programa de ação em planos de trabalhos prèviamente

el^

borados por especialistas. A falta de dados atualizados, de estatísticas r^e
ais ou de relatórios autênticos, fornecidos por uma biblioteca ou serviço de
documentação, pode originar soluções oficiais de conseqüências desastrosas
para a população, para o contribuinte e para o proprio govêrno, porque

fo-

ram apoiadas em bases falsas ou antiquadas.
A máquina administrativa poderia dispôr de melhores serviços de bibl^
teca (e posteriormente de serviços de documentação), com evidente reflexo no
resultado dos seus trabalhos e esforços, si houvesse melhor organização

e

coordenação do material bibliográfico existente nas suas Secretarias,Departamentos, Serviços, Autarquias, etc.
Na Capital dp Estado, cêrca de 700 técnicos-científicos prestam

ser-

viços ao Estado e usam os recursos das seguintes bibliotecas especializadas;

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�Com,Est .Energia Eletr

2.600 v.

Depto.Auton.Estr.Rodagem

2.900 v.

Inst. Riogr. Arroa...

5.218 v.

Inst .Tecnol .R .G .S

6.300 v. + 3«000 folhetos

Secr, Agric

7 .400 v. +10 .700 folhetos
T-0 t a 1

22.41s V. +15.700 folhetos

Quanto âs assinaturas de publicações periódicas a situação é esta: o
ITERS dispõe&gt;de uma coleção de 470 títulos; o IRGA, de 280j a Secretaria de
Agricultura, de 200; a CEEE, de 80; o DAER, de 50, e as demais repartições
mantêm menos assinaturas ou nenhuma. O Tribunal de Justiça tem registrado
4.870 volumes de periódicos encadernados, mas o nilmero de assinaturas em cot
so de recebimento é insignificante.
O melhor, pelo menos o maior acervo em matéria jurídica se encontra
na biblioteca do Tribunal de Justiça, refeita após a destruição total pelo
incêndio de 1945» porém ainda não catalogadoTambém a CEEE, no seu Depart^
mento Jurídico, está reunindo um selecionado acervo. Ali poderí ocorrer
fato curioso; a parte jurídica se tornar maior do que o acervo usado

um

pelos

técnicos em eletrotécnica., centrais elétricas e setores correlates!
As bibliotecas do Estado que reúnem bibliografia jurídica são as

se-

guintes:
Conselho do Serviço Público

1.280 v. 4-

558 folhetos

Depto.das Prefeituras Municipais ... 4«000 v. +5.120 folhetos
Procuradoria Geral do Estado

I.6OO v.

Tribunal de Justiça

8.500 v. +1.000 folhetos

Total

.15.360 V. +6.478 folhetos

Em matéria de catálogo de leis, a situação não é má: a biblioteca da
D.P.M. tem completo catálogo de assunto e'cronológico das leis e decretos
federais, estaduais e municipais, iniciado em 1937» na Assembléia Legislativa há catálogo de assunto e cronológico das leis estaduais; a Diretoria
Geral da Secretaria de Educação vem fichando tôdas as leis estaduais, desde 1949f ero ordem cronológica; o Conselho do Serviço Público elabora, desde 1943» o catálogo de assunto de leis referentes a Pessoal.

000000oOoooooooo
II
NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
No terreno da pesquisa e das bibliotecas especializadas, a colaboração das instituições universitárias é relevante, melhor seria dizer: é fundamental.

Elas prestam uma grande contribuição ao progresso do Estado,atr^

vés das suas faculdades e institutos de ensino e das realizações dos seus
institutos de pesquisa, no campo das humanidades e ciências sociais,da ciên
cia e da tecnologia. Tanto na Capital como nas cidades do interior do Estado,

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a Universidade do R.G.S. e a Pontifícia Universidade Catdlioa vêni desenvolvendo um esplendido programa cultural e científico.
Sendo a pesquisa científica e a pesquisa tecnológica de importância _vi
tal para o desenvolvimento econômico, ê natural que a indústria se mostre
preocupada com o ensino técnico e procure uma melhor articulação com a universidade,

Foi com esta finalidade que se realizou, no Hotel Quitandinha ,

em novembro de 1959&gt; o SEMINÄRIO UNIVERSIDADE-INDUSTRIA, convocado pelo M.K
C., pelo CENPI da C.N.I. e pelo B.II.D.E.
A mesma preocupação se evidencia em muitos dos trabalhos apresentados
à 1&amp; CONFERÊNCIA NACIONAL DE FACULDADES DE CIÊNCIAS ECONOMICAS, realizada em
novembro de 1959» em Porto Alegre.

A proposito, transcreveremos as palavrqs

proferidas na sessão de instalação desta Conferência, pelo Prof.Pery Pinto
Diniz da Silva, Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da U.R.G.S. e
vice-reitor da U.R.G.S.;

"E que temos em alto gráu o conceito do papel da

universidade contemporânea, que coordena e influencia o campo de vida e de
trabalho do homem e da produção, e se vincula como orgão do cooperação,com
o Estado e o meio, no estudo dos problemas ß,dministrativos e na orientação
das tendências sociais".
Na JUSTIFICATIVA da convicação desta mesma Conferência e do seu Temário, em Métodos de Ensino, 16-se: "... ê necessário que as Faculdades estabeleçam com urgência métodos e processos de ensino mais eficientes e mais de
acôrdo com a formação daqueles que se dispõem a freqüentar seus cursos.
Dentre êsses processos, situam-se em primeiro lugar os seminários e as pesquisas de laboratório em grupos de trabalho.

As cargas de leitura, quer de

obras e_ revistas técnicas especializadas. são outro elemento excelente

ao

desenvolvimento do aprendizado." (O grifo é nosso)
Ora, si há consciência da necessidade da "educação para o desenvolvimento", há também a convicção que não se pode mais aceitar, como uma fatalidade insuperável, á deficiência de material bibliográfico e dos serviços
de biblioteca.
E sabido que as instituições universitárias brasileiras sofrem as limitações que lhes sao impostas pelos orçamentos, e as suas bibliotecas

as

conf irmam.
Na Capital, a U.R.G.S. conta com 800 professores e, em I96O, 4-000
alunos se matricularam nas suas 11 Faculdades ou Escolas.

Funcionam tam-

bém 16 Institutos de Pesquisa nos quais cêrca de 60 pesquisadores se dedicam
â investigação.

Para atender à grande familia universitária, a U.R.G.S.tem

um acervo bibliográfico aproximado de II3.OOO volumes, distribuído pelas bi_
bliotecas universitárias, como segue:
°
Nõ do livros

,
Títulos
publ.per.

Escola de Agronomia e Veterinária

6.3OO

86

Escola de Engenharia

9.500

250

Escola de Geologia

1.500

221

Faculdade de Arquitetura

4.6OO

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Faculdade de Ciências Econômicas
Faculdade de Direito
Faculdade de FSrniácia

o,.

9«300

859

17.000"''

175

1.100

72

Faculdade de Filosofia

22.800"'"

635

Faculdade de Medicina

30.000

400

Faculdade de Odontologia

Em organização

Instituto de Ciências Naturais

3»600

277

Instituto de Física

2.500

45

Instituto de Fisiologia Experimental ....

2.800

98

Instituto de Matemática

1.000

30

Instituto de Microbiologia

500

50

Instituto de Pesquisas Hidráulicas

500

90

T o t a 1

113.000

As bibliotecas da universidade não foram ainda colocadas no mesmo pl^
no de importância das instituições universitárias e nem se pode ainda cogitar em serviços de documentação.

Isto pode parecer inexplicável ou até fa_l

ta de preocupação, justamente numa universidade que se está projetando como
modelar. E porém provável que o Colendo Conselho Universitário e o Departamento de Educação e Ensino ou o Conselho de Pesquisa, assoberbados com o rd^
mo renovador e dinâmico que o Magnifico Reitor imprime às construções ,âs re_
formas, à criação e instalação de novos institutos, não tenham ainda podido
atender, no mesmo ritmo, ao setor bibliotecas.
Reunindo os acervos das bibliotecas especializadas em ciência e tecno_
logía do Estado e da U.R.G.S.(excluindo, portanto, os de carater humanístico"*") teremos 95*618 volumes de livros para todos os técnico-científicos de
PÔrto Alegre.
o o o o o o
O acervo da biblioteca da PUC não foi computado porque seus 45 »000 l_i
vros 0 800 títulos de publicações periódicas são de carater eminentemente
humanístico.
ooooooooooOoooooooooo
III
NECESSIDADE DE m ORGlO COORDENADOR
O investigador, o estudioso, dispende muito tempo visitando bibliotecas, em busca de informações do que foi ou está sendo publicado, ou localizando material citado ou procurando obter ou reproduzir o que descobriu.
Parece-nos que há solução para o problema da carência de material bibliográfico nas bibliotecas especializadas de Pôrto Alegre. E quasi certo de
que não há recursos financeiros para aumentar satisfatóriamente o acer
vo de cada uma das várias bibliotecas especializadas da Capital. Mas, haveria pelo menos a possibilidade de reunir, de integrar os recursos de todas

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�elas, e de coordenar as futuras aquisições« O remédio ê antigo e é de efic_i
ência comprovada em muitos países, regiões e cidades. Seu nome é CATALOGO
COLETIVO.
O leitor deixaria de peregrinar pelas bibliotecas da cidade e seria
bem atendido pela informação imediata e precisa do CATALOGO COLETIVO.

As

verbas, sempre escassas, poderiam ter aplicação mais racional, porque os d^
dos corretos do CATALOGO COLETIVO tornariam possivel realizar a aquisição
coordenada entre tôdas as bibliotecas cooperantes. Outros serviços de biblip
teca seriam também beneficiados com o CATALOGO COLETIVO, e isso bem o sabem
todos os bibliotecários.
Porém sem um sargia ORGÄO COORDENADOR não haverá possibilidade de concretizar essa velha reivindicação não só dos estudiosos, mas também dos bibliotecários gaúchos.
Julgamos, pois, que a providência urgente para minorar as dificulda-des da informação bibliográfica em Pôrto Alegre, seria dar maior atenção pa
ra a necessidade de um CATALOGO COLETIVO e de um ORGlO COORDENADOR.
Continuando o nosso pensamento: julgamos que a solução mais feliz,muj^
to de acôrdo com as possibilidades do nosso meio, seria o desenvolvimento
do SERVIÇO CENTRAL DE INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS, criado, recentemente, jun
to â Reitoria da U.R.G.S., para vir a ser o ORGSO COORDENADOR a que nos referimos.

Não conhecemos exatamente o plano da S.C.I.B, nem o pensamento da

Reitoria sôbre a projeção, a amplitude que se pretende dar a êsse SERVIÇO ,
ainda incipiente.

Temos consciência, porém, do alcance dos seus serviços

junto aos estudiosos e aos pesquisadores, uma vez que seja bem planejado

e

que conte com pessoal capaz, e em número suficiente, para um trabalho de táL
repercussão e tamanha importância.
O INSTITUTO BRASILEIRO DE BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO (criado pelo
CNPq.) está muitíssimo empenhado no desenvolvimento dêsses Serviços e dêles
espera colaboração para coligir o CATALOGO COLETIVO NACIONAL de livros e de
publicações periódicas, e vem assinando convênios com as universidades brasileiras nêste sentido.

Cremos que já o fez com a U.R.G.S.

E natural, será até necessário, que o S.C.I.E. sofra limitações na fa
se inicial da sua organização.

Será a fase da formação do CATALOGO CENTRA-

LIZADO, quer dizer, estará arrolando sòmente o material bibliográfico das
bibliotecas universitárias.

Já nesta fase, a sua contribuição será de gran-

de valia, porque o maior número de bibliotecas especializadas locais e

o

maior acervo de material especializado se encontra no setor universitário e
não nas repartições do Estado.

Ora, consultar um catálogo que dá, de

ime-

diato, a existência e a localização do material bibliográfico de 16 bibliotecas universitárias, já é uma facilidade!
O CATALOGO COLETIVO

contribue decididamente para a solução do proble_

ma da obtenção do material bibliográfico, seja por empréstimo interbibliote_
cário, seja por reprodução fotográfica ou por outro meio de reprodução.

Na

Comunicaçao EMPRESTIMO ENTRE BIBLIOTECAS, apresentada â 1- Conferência NaG_^
nal de Faculdades de Ciências Econômicas, para o téma"Bibliotecas e Biblio-

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grafias", afirma-se;

"Ha Biblioteca desta Fo-culdade (refere-se à Fac. de C_i

ências Econômicas da U.R.G.S.) o empréstimo interbibliotecario é empírico ,
em vista da inexistência de um catálogo coletivo no Serviço Central da Universidade,"

Isso demonstra que o problema está realmente em foco. Não será

dificil, ao S.C.I.B, traçar e implantar normas para o empréstimo interbibl^
tecário, e â Reitoria, instalar um laboratório para reprodução de material
bibliográfico, tanbé, "central", quer dizer, que atenda a toda a universid^
de, e que, futuramente, possa atender aos consulentes em geral, que nece3s_i
tem de fotocópia ou microfilme de material localizado no catálogo coletivo.
O Serviço de Documentação da U.S.P. prepara ao redor de I5O.OOO microfilmes
por ano e 10.000 a 12.000 dispositivos por mês (dados de 1955).
Realizada a fase do levantamento bibliográfico existente no setor

da

Universidade, deverá ser estendido o plano e incluir o acervo das bibliotecas especializadas das repartições do Estado e da PUC, dando-se prioridade
às coleções de publicações periódicas.
As bibliotecas especializadas, reconhecendo a importância de um orgão
coordenador e as vantagens do seu catálogo coletivo para bibli^otecários

e

consulentes, darao a sua colaboração, confeccionando as fichas referentes ao
seu acervo, para o catálogo coletivo do S.C.I.B.
A etapa seguinte consistiria em obter a contribuição de bibliotecas
do interior do Estado. Citamos, apenas, o acervo de 120.000 peças da Biblioteca Riograndense da cidade do Rio Grande, com uma esplendida coleção
ii±ki±E de bibliografia riograndense, que inclue entre as raridades bibliográficas, muitas edições "princeps" e livros manuscritos.

E sem dúvida

a

primeira biblioteca do Estado e é classificada em 6® lugar no âmbito nacional, pela riquesa do acervo.
Temos conhecimento de que, na Faculdade de Filosofia da U.R.G.S., se
cogita em trazer para PÔrto Alegre (em fichas, naturalmente) a parte do açor
vo referente à história do nosso Estado.

Sugerimos que também, nêsse àaso

se pense no catálogo coletivo do S.C.I.B, como solução correta. Seria uma
significativa facilidade aos historiadores e estudiosos da história rio-grandense, que dispõem do acervo de cêrca de 20.000 volumes (livros e revistas) do Instituto Histórico e Geográfico do Estado, agora enriquecido a
selecionada coleção de J ,000 volumes do falecido historiador Otelo Rosa.

00000000oO000000000

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CONCLUSÕES

Considerando;'
as escassas dotações orçamentárias para as bibliotecas,

a

falta de pessoal capaz e as decorrentes deficiências e falhas
dos acervos das nossas bibliotecas especializadas;

a dificuldade da localização e da obtenção de material bibli_o
gráfico e a necessidade de se conhecer o acervo utilizável das
bibliotecas especializadas de Pôrto Alegre;

a responsabilidade das instituições governamentais, das universidades, e também das classes produtoras, na eficiente
prestação de informações bibliográficas;

a necessidade de um registro sistemático das publicações editadas por instituições, sem finalidade comercial, e a necessj^
dade de se difundir e adotar uma apresentação normalizada;
/
Sugerimos que;
12)

seja reservado ao S.C.I.B, lugar de destaque e de importância devido às demais instituições da Universidade;

♦

2^)

oS.C.I.B. daU.R.G.S. venha a funcionar como ORGÃO COO^
DEÍTADOR da informação bibliográfica no Estado do R.G.S.,
contando com o a,poio do Governo do Estado;

5°)

o S.C.I.B, seja dotado de recursos financeiros e de pessoal técnico capaz, e em número suficiênte, para poder
realizar um plano de integração e de difusão de informações bibliográficas;

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4®)

sejam promovidas reuniões entre os responsáveis das bibliotecas universitárias e das bibliotecas especializadas do Estado, na Capital (êstes convocados pelo representante do G-ovêrno junto ao S.C.I.B.), a fin de entrosar as suas atividades, desenvolvendo uma colaboração efetiva de trabalho e até de pessoal, visando um melhor
aproveitamento dos seus recursos bibliográficos}

5®)

I
o pessoal técnico do S.C.I.B, e os dirigentes

das bi-

bliotecas especializadas das repartições do Estado,divulgam e se esforcem para que sejam aplicadas as normas e projetos da A.B.N.T. referentes â edição de revistas e de monografias (publicadas era 1960,em NORMALIZAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO).

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Sully Brodbeck

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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