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                    <text>Walter Eler do Couto
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Allan Rocha de Souza
Mariana G. Valente

para bibliotecas
Direitos autorais e Acesso ao
Conhecimento, Informação e Cultura

São Paulo, FEBAB
Março de 2022

�Guia para bibliotecas: Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura
Versão 1.0 - Publicada em 12 de março de 2022 em comemoração ao Dia do Bibliotecário.
AUTORES
Walter Eler do Couto (Doutorando em Ciência da Informação/USP)
Profa. Dra. Sueli Mara Soares Pinto Ferreira (USP - FEBAB/CBDA3)
Prof. Dr. Allan Rocha de Souza (UFRJ/PPED - UFFRJ/ITR - PUC/RJ - IBDAutorais)
Profa. Dra. Mariana G. Valente (Universidade de St. Gallen - INTERNETLAB)
REVISÃO TÉCNICA
Alice de Perdigão Lana (Mestra em Direito/UFPR - INTERNETLAB)
Marina Pita (Mestranda em comunicação/UnB - INTERVOZES)
REALIZAÇÃO

PARCEIROS

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
Hiperativa Comunicação Integrada
ISBN: 978-85-85024-16-1
Esta obra está sob uma licença Creative
Commons Atribuição 4.0 Internacional

*Partes das ideias e conteúdo aqui contidos foram produzidas pelos próprios autores,
individualmente ou não, em outras comunicações sobre o mesmo tema.
Catalogação na Publicação (CIP)
Maria Imaculada da Conceição – CRB-8/6409

C871 Couto, Walter Eler do.
Guia para bibliotecas [recurso eletrônico]:
direitos autorais e acesso ao conhecimento,
informação e cultura / Walter Eler do Couto, Sueli
Mara Soares Pinto Ferreira, Allan Rocha de Souza,
Mariana Giorgetti Valente. -- São Paulo : FEBAB/
CBDA3, 2022.
1.008 Kb; PDF
ISBN 978-85-85024-16-1
1. Direito autoral – Brasil. 2. Bibliotecas. 3.
Guias. I. Título. II. Ferreira, Sueli Mara Soares
Pinto. III. Souza, Allan Rocha de. IV. Valente,
Mariana Giorgetti.

�Walter Eler do Couto
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Allan Rocha de Souza
Mariana G. Valente

para bibliotecas
Direitos autorais e Acesso ao
Conhecimento, Informação e Cultura

São Paulo, FEBAB
Março de 2022

�APRESENTAÇÃO
Em agosto de 2020, a Comissão Brasileira de Direitos de Autor e Acesso Aberto
da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação
e Instituições (CBDA3/FEBAB) realizou o webinar “Direitos de autor, ensino online e
bibliotecas na pandemia”. O evento online ocorreu em meio à migração para o ambiente
digital do ensino brasileiro (em muitos casos, a tentativa disso) e demonstrou que os
profissionais do campo têm muitas dúvidas quanto ao equilíbrio entre a missão das
bibliotecas e a garantia do direito de autor.
Motivada por perseguir sua missão - trabalhar por mais e melhores bibliotecas, bem
como promover a formação continuada dos profissionais - há mais de 63 anos, a FEBAB
passou então a trabalhar na construção deste Guia para bibliotecas: direitos autorais e
acesso ao conhecimento, informação e cultura. Trata-se de um esforço de construção
coletiva. As respostas aqui apresentadas surgiram no webinar com participação dos
profissionais do campo, bibliotecários(as) de escolas, públicas e universitárias.
O trabalho cuidadoso de Walter Eler do Couto (doutorando em Ciência da
Informação pela Universidade de São Paulo), da Profa. Dra. Sueli Mara Soares Pinto
Ferreira (docente na Universidade de São Paulo e presidente da CBDA3), do Prof. Dr.
Allan Rocha de Souza (docente e pesquisador na Universidade Federal Rural do Rio
de Janeiro e na Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da Profa. Dra. Mariana G.
Valente (docente na Universidade de St. Gallen e diretora do InternetLab) apresenta
conceitos introdutórios para quem está iniciando no tema e oferece olhares sob a
perspectiva da gestão, ensino, pesquisa e uso (tanto privado como nas bibliotecas) de
obras protegidas por direitos de autor; tudo de maneira muito didática.
Desde suas origens as bibliotecas têm sido fundamentais para garantir e preservar
o acesso à produção intelectual, técnica e cultural, indiferente do suporte dos conteúdos.
Ante os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, esta essência ganhou
maior representatividade, em especial com a meta 16.10 do ODS 16, “Assegurar o acesso
público à informação e proteger as liberdades fundamentais em conformidade com a
legislação nacional e os acordos internacionais”. Logo, é fundamental que tenhamos a
informação e atuação adequadas diante deste panorama em constante discussão.
Por fim, em nome da FEBAB, agradeço o apoio do InternetLab, Intervozes
e IBDAutoral, que cooperaram para a construção deste guia. Parcerias como essas
somente fortalecem a pauta em comum e sempre são muito bem-vindas.
Dr. Jorge Moisés Kroll do Prado
Presidente da FEBAB (2020-2023)

�SUMÁRIO
Apresentação....................................................................................................................................................... 3
Introdução............................................................................................................................................................. 8
1 Questões iniciais........................................................................................................................................... 10
1.1 O que são os Direitos Autorais?..................................................................................................... 10
1.2 Quais são as bases legais dos direitos autorais e do direito de acesso à
informação, conhecimento e cultura?...................................................................................... 11
1.3 O que são Limitações aos Direitos Autorais?........................................................................... 12
1.4 Existem limitações expressas em favor das bibliotecas na legislação nacional?... 12
1.5 Por que equipamentos culturais e informacionais (como bibliotecas, arquivos 		
e museus) precisam de limitações em seu benefício para a boa execução de 		
suas atividades?................................................................................................................................... 13
1.6 As limitações aos direitos autorais se aplicam a qualquer tipo de obra ou 		
apenas aos livros?............................................................................................................................... 13
1.7 Qual é a adequada interpretação das limitações e exceções aos direitos
autorais no Brasil?............................................................................................................................... 14
1.8 O que é uma obra em Domínio Público?.................................................................................. 15
1.9 O que é uma Licença Pública?........................................................................................................ 16
1.10 O que é uma reprografia?.............................................................................................................. 16
1.11 O que é uma infração aos direitos autorais?........................................................................ 17
1.12 O que é um abuso de direito ou uma “copyfraud”?......................................................... 17
2 Empréstimo bibliotecário........................................................................................................................18
2.1 Os direitos autorais influenciam o empréstimo de documentos físicos pelas 		
bibliotecas no Brasil?......................................................................................................................... 18
2.2 O que é o “Empréstimo Digital Controlado” e como a minha biblioteca
poderia implementá-lo?.................................................................................................................. 19
2.3 Os direitos autorais influenciam de alguma maneira o empréstimo entre as 		
bibliotecas do país?........................................................................................................................... 20
3 Digitalização para Fins de Preservação........................................................................................... 21
3.1 O que é uma “digitalização para fins de preservação”? Existem barreiras
impostas pelos direitos autorais a esta digitalização?...................................................... 21
3.2 Quais são as melhores práticas para se executar uma política de digitalização 		
para fins de preservação do ponto de vista da interação entre os direitos 		
autorais e os direitos de acesso?................................................................................................. 22
3.3 Qual é a diferença entre digitalizar documentos em domínio público e em 		
domínio privado?................................................................................................................................ 22
3.4 O controle do manuseio das obras faz parte do cotidiano de conservação de 		
documentos. Uma vez digitalizados, a biblioteca pode conceder acesso
digital a eles como forma de evitar o desgaste do exemplar original?................... 23
3.5 Se a biblioteca digitalizar uma obra para fins de preservação, ela será a nova 		
titular dos direitos autorais do documento digital?.......................................................... 23
3.6 Como a biblioteca deve lidar com a preservação das obras órfãs?............................. 24

�4 Uso de obras da biblioteca para ensino e pesquisa.............................................................. 25
4.1 Muitas bibliotecas realizam programas de leitura mediada, especialmente
no contexto da educação infantil. Nesses casos, é comum a leitura do livro
na íntegra. Esta prática pode ser transmitida pelos perfis das bibliotecas em
redes sociais?....................................................................................................................................... 25
4.2 A biblioteca pode auxiliar professores e estudantes no acesso às obras que
fazem parte do currículo educacional de sua instituição?............................................ 26
4.3 A biblioteca pode permitir que pesquisadores acessem e digitalizem grande
quantidade de documentos para a realização de pesquisas empíricas a partir
desses documentos?....................................................................................................................... 26
5 Acessibilidade.............................................................................................................................................. 27
5.1 Quais são as limitações, em benefício das pessoas com deficiência, previstas
em nossa legislação de direitos autorais?............................................................................. 27
5.2 Como a biblioteca deve aplicar a limitação aos direitos autorais para os
deficientes visuais prevista na LDA? Ela se aplica apenas às pessoas cegas?..... 28
5.3 O que é o Tratado de Marraqueche?........................................................................................ 28
5.4 Quem são os beneficiários do Tratado de Marraqueche?.............................................. 29
5.5 O que é uma “entidade autorizada” no âmbito do Tratado de Marraqueche?
As bibliotecas podem ser entidades autorizadas?............................................................ 29
5.6 O que é o “intercâmbio transfronteiriço” previsto pelo Tratado?............................... 29
5.7 Quais são os benefícios de uma biblioteca fazer parte de uma rede de
entidades autorizadas?.................................................................................................................. 30
6 Cópia para uso privado........................................................................................................................... 31
6.1 O que é a cópia para uso privado e qual é a sua função?.............................................. 31
6.2 No que se refere à cópia parcial para uso privado do usuário, no contexto das
bibliotecas, quanto da obra protegida pode ser copiada e por quem?................ 32
6.3 E a cópia integral, é legalmente possível?............................................................................... 33
6.4 De quem é a responsabilidade de averiguar e satisfazer os requisitos legais?.... 33
6.5 Quem pode realizar cópias para fins privados em benefício dos usuários?.......... 34
6.6 A biblioteca pode permitir que os usuários realizem a cópia de pequeno
trecho do documento com aparelhos de telefone celular?......................................... 34
6.7 As bibliotecas podem ter uma copiadora (“xerox”) no interior de suas
dependências?................................................................................................................................... 34
6.8 Como uma biblioteca deve regular a cópia para uso privado considerando
as interpretações mais benéficas para os seus usuários?........................................ 35
6.9 A biblioteca pode oferecer algum serviço de envio de cópias digitais sob
demanda para os seus usuários?.............................................................................................. 35
7 Limitações aos direitos autorais em obras licenciadas...................................................... 36
7.1 Uma parte significativa do acervo das bibliotecas atualmente é composta
por obras licenciadas, como é o caso das obras científicas (especialmente
ebooks e periódicos científicos). As limitações aos direitos autorais se
aplicam também a elas?................................................................................................................ 36
7.2 A biblioteca pode contornar as tecnologias de controle, como as DRM
(Digital Rights Management), para garantir os direitos dos seus usuários?....... 36
8 Direitos autorais como competência informacional.......................................................... 37
8.1 Por que a biblioteca deve pensar nos direitos autorais como um tópico de
Competência Informacional?...................................................................................................... 37
8.2 A biblioteca pode realizar treinamentos com os funcionários e com os
usuários sobre os direitos autorais das obras de seu acervo?................................... 38

�8.3 Quais materiais, além deste guia, a biblioteca pode utilizar para promover
esse tipo de treinamento?....................................................................................................... 38
9 Gestão informacional dos direitos autorais...........................................................................39
9.1 O que é um mandado de acesso aberto?.......................................................................... 39
9.2 Por que no Brasil a maior parte dos trabalhos acadêmicos, como Teses e
Dissertações, são depositadas em acesso aberto?...................................................... 40
9.3 O que é um período de embargo?........................................................................................ 40
9.4 Como a biblioteca deve fazer a gestão dos documentos acadêmicos
depositados em seu acervo em relação aos Direitos Autorais?............................ 41
9.5 Quem pode autorizar a disponibilização gratuita de documentos dessa
natureza?......................................................................................................................................... 41
10 Políticas Institucionais.................................................................................................................... 42
10.1 O que seria uma política institucional de direitos autorais para bibliotecas?
10.2 Quem deve elaborar a política institucional?........................................................... 42
10.3 O que deve conter uma política institucional?........................................................ 42
10.4 De quem é a responsabilidade pelas ações da biblioteca, de seus
funcionários e de seus usuários no contexto dos usos livres?........................ 42
10.5 Existe algum precedente, no Brasil, de política institucional que busque
harmonizar estes direitos?....................................................................................................... 43
10.6 Como a biblioteca deve divulgar sua política institucional de acesso para
seus usuários?................................................................................................................................ 44
10.7 Quais são os passos para a criação de uma política institucional de acesso
aos diferentes tipos de bibliotecas (bibliotecas públicas, escolares,
universitárias, especializadas etc.)?...................................................................................... 44
11 E agora, quais os limites jurídicos dos usos livres das obras protegidas
por direitos autorais?............................................................................................................. 46
11.1 O que uma biblioteca não pode fazer com relação às limitações
aos direitos autorais?............................................................................................................ 46
11.2 No caso de uma ação importante, mas que não se enquadra nas 		
hipóteses extensivas de uso livre, o que é recomendável fazer?................ 48
11.3 O que a biblioteca deve fazer caso ela receba alguma notificação dos
detentores dos direitos autorais?.................................................................................. 48
11.4 O que a biblioteca deve fazer caso ela receba alguma notificação dos
detentores dos direitos autorais?................................................................................... 48
11.5 De que maneira os titulares podem reagir?............................................................. 49
11.6 É possível negociar com as editoras, gravadoras ou demais detentores de
direitos autorais? Como proceder?.....................................................................................50
11.7 Quais os canais e os fóruns disponíveis para que profissionais da
informação participem do debate legislativo em matéria de limitações
aos direitos autorais?............................................................................................................. 50
Considerações Finais ............................................................................................................................... 52
Dez princípios para a legislação de direitos autorais do ponto de vista
das bibliotecas............................................................................................................................................ 54
Sugestão de Leituras Complementares........................................................................................ 56
ANEXOS............................................................................................................................................................ 58
1 USP - RESOLUÇÃO Nº 5213, DE 02 DE JUNHO DE 2005.............................................. 59
2 UFRJ - RESOLUÇÃO Nº 19/2010................................................................................................ 60

�INTRODUÇÃO
As bibliotecas cumprem um papel histórico na trajetória das civilizações.
Como parte da infraestrutura do conhecimento, elas têm participação ativa no
desenvolvimento da cultura e dos saberes. São essenciais e necessárias à construção
e sustentação de sociedades culturalmente ricas e dinâmicas. Das tabuinhas dos
Pinakes aos modernos acervos digitais, é permanente a missão das bibliotecas
em guardar, organizar, disponibilizar e disseminar o conhecimento, a informação
e a cultura. Organizadas em rede, as bibliotecas contemporâneas estão presentes
em todo o território nacional, servindo à comunidade e atendendo os usuários
em suas necessidades informacionais.
A continuidade dessa missão, bem como sua atualização e ampliação, é
uma responsabilidade de todos. É verdade que uma parte desse desafio depende
de uma atuação mais cuidadosa do Poder Público, que não pode se furtar de suas
obrigações. Porém, também é verdade que algumas escolhas estão nas mãos das
próprias instituições que, com o devido embasamento jurídico, podem e devem
ampliar a sua atuação. Como disse Michel Melot: “Toda biblioteca é uma escolha;
ao fazer essa escolha, o bibliotecário é o primeiro autor de sua biblioteca.”1
Os direitos autorais impactam inúmeras das atividades das bibliotecas, em
uma relação complexa, porém não antagônica. Por um lado, os direitos autorais
visam estabelecer uma exclusividade em favor dos titulares e dar poder (substancial,
mas não absoluto) de decidirem sobre a utilização de suas obras, de acordo com
seus interesses particulares, enquanto a missão das bibliotecas é garantir que as
obras sejam amplamente usadas por todos, da maneira mais democrática possível.
Ao mesmo tempo, as bibliotecas e a proteção oferecida pelos direitos autorais
compartilham de um mesmo objetivo: estimular o progresso e engrandecimento
cultural da sociedade, por meio da disponibilização e acesso às obras literárias,
artísticas e científicas. Ou seja, em determinada medida as duas instituições são
parceiras em uma das missões mais nobres que existem: estimular a literatura,
as artes, o conhecimento e as ciências. A satisfação desta missão, porém, só se
realizará plenamente quando os espaços de atuação das bibliotecas e de incidência
dos direitos autorais estiverem em harmonia e equilíbrio.
A harmonia no relacionamento desses dois campos não está, no entanto,
pré-definida e depende de inúmeros fatores, dentre os quais as políticas públicas
e institucionais estabelecidas e praticadas em determinado momento e lugar.
Se haviam já atritos entre as instituições no passado, diante do atual contexto
de profundas mudanças tecnológicas, é ainda mais importante rever as normas
1 MELOT, M. O Saber do Bibliotecário. Tradução de Geraldo Gerson de Souza. Cotia: Ateliê
Editorial, 2019. p.22

8

GUIA PARA BIBLIOTECAS
Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura

�jurídicas e políticas nacionais (e internacionais), assegurando que as bibliotecas
possam cumprir suas missões, tão essenciais à sociedade, em especial em um país
carente de educação e com sede de conhecimento e cultura, como o Brasil.
Embora a Lei de Direitos Autorais (LDA) brasileira não preveja textual e
expressamente nenhuma limitação aos direitos autorais que contemple diretamente
as bibliotecas, as teorias contemporâneas sobre os direitos autorais, respaldadas
em uma análise sistemática e axiológica do ordenamento jurídico nacional,
compreendem que essas limitações existem. O ponto de partida para entender o
real alcance das limitações aos direitos autorais é a compreensão, em sintonia com
os tribunais nacionais, de que o Direito de Acesso à Informação, Conhecimento e
Cultura é direito fundamental, constitucional e internacionalmente consolidado.
E as bibliotecas são instituições de efetivação e concretização deste Direito
de Acesso. São instrumentais e essenciais à educação e pesquisa, contribuem para
o desenvolvimento dos nossos talentos artísticos e intelectuais e para a instigação
e consolidação do desejo e amor pelas artes, cultura e saber. São formadoras
tanto de autores como de público. São, portanto, instituições fundamentais a
uma sociedade cultural e intelectualmente rica, diversa e dinâmica, como é o
projeto constitucional.
Neste sentido, identificar e explicitar, a partir de uma perspectiva
contemporânea e bases jurídicas sólidas, as ações e atividades das bibliotecas
que podem ser executadas, de acordo com o ordenamento e marcos jurídicos em
vigor não é simples, porém fundamental. Apresentar quais usos e práticas podem
ou não devem ser feitos pelas bibliotecas, a fim de que, de forma consciente
e segura, respeitando e compatibilizando o respeito aos direitos autorais e a
concreção dos direitos de acesso dos usuários, possam cumprir plenamente sua
nobre missão de promover o saber e a cultura.
As bases para este trabalho são questões da comunidade brasileira de
bibliotecários que foram enviadas à Comissão Brasileira de Direitos Autorais e
Acesso Aberto (CBDA3) da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas de Informação e Instituições (FEBAB). Organizamos as questões e
respostas em formato de um Guia a fim de facilitar sua compreensão e absorção
pelas bibliotecas e bibliotecários do país.
Juridicamente, os pontos de partida são, em primeiro plano, o
reconhecimento do Direito de Acesso à Informação, Conhecimento e Cultura
como direito fundamental, constitucional e internacionalmente ancorados, com
os quais os direitos autorais devem necessariamente ser harmonizados - aspecto
sobre o qual a legislação de direitos autorais, ordinária e infraconstitucional,
é insatisfatória, ultrapassada e incompleta. E também as decisões judiciais
proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, na última década, a partir da decisão
paradigmática proferida no Recurso Especial 964.404/11, consolidadas no
Enunciado 115 da III Jornada de Direito Comercial do Conselho da Justiça Federal.

GUIA PARA BIBLIOTECAS
Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura

9

�1.
Questões
iniciais
1.1 O que são Direitos Autorais?
Os direitos autorais são uma espécie do gênero conhecido como propriedade intelectual, que inclui
também a propriedade industrial (patentes, marcas, etc.), cultivares e outras formas de proteção
da criação, invenção ou inovação. Especificamente quanto aos direitos autorais, são dedicados a
proteger as expressões, as obras artísticas, literárias e científicas.

Os direitos autorais – e suas categorias estruturantes: autor e obra – são
atribuídos automaticamente, pois surgem imediatamente com a criação de uma
obra protegida por direitos autorais. Ou seja, o seu exercício independe de registro.
O autor é protegido em seus aspectos pessoais e econômicos, denominados
respectivamente de direitos morais e patrimoniais. Estes direitos são historicamente
justificados enquanto estímulo à criação de novas obras, que, em tese, resultaria
no engrandecimento cultural (e civilizatório) de determinada sociedade. Sua
realização e efeitos são imediatos e, praticamente, no mundo todo, pois os países
estão vinculados aos Tratados Internacionais que harmonizam, em algum grau, sua
normatização no plano nacional. Os direitos autorais são direitos fundamentais,
constitucional e internacionalmente reconhecidos. Porém, isso não quer dizer que
sejam absolutos, ilimitados ou eternos, pois, como qualquer direito fundamental,
precisam ser harmonizados, coadunados e compatibilizados com outros direitos
igualmente fundamentais e de igual estatura jurídica, como, no caso, os direitos de
acesso à informação, ao conhecimento e à cultura ou à educação e à pesquisa, e
mesmo à liberdade de expressão, por exemplo.
Por isso mesmo, estes direitos sofrem restrições, em todas legislações, seja quanto
(i) ao seu objeto e ao que é ou não protegido, pois o que se protege é a expressão criativa
nos campos da literatura, artes, ciências (atualmente também a tecnologia) e não a ideia
ou abstração que lhe antecedem; (ii) ao tempo de duração da proteção, pois não são
perpétuos, e sim temporários; e (iii) quanto ao exercício dos direitos e suas limitações,
pois alguns usos são livres e independem de autorização prévia ou remuneração do
autor ou titular, mesmo enquanto vigora a exclusividade e proteção da obra.

10

GUIA PARA BIBLIOTECAS
Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura

�1.2 Quais são as bases legais
dos direitos autorais e do direito de acesso
à informação, conhecimento e cultura?
Os direitos autorais são regulados tanto pela Constituição Federal, como por Tratados
Internacionais e Leis Ordinárias. Este conjunto regulatório deve dialogar entre si e
com as demais normas do ordenamento jurídico. E o ponto de partida para a análise
e interpretação das normas incidentes sobre os direitos autorais é a Constituição
Federal, que nos incisos XXVII e XXVIII do artigo 5º, que elenca alguns dos direitos
fundamentais (individuais) constitucionalmente protegidos.
No mesmo artigo são protegidos a liberdade de expressão (IX) - (literária,
artística e científica, inclusive), privacidade, o direito de acesso à informação,
conhecimento e cultura, além de outros, como privacidade (art. 5º, X, XI e XII);
educação e pesquisa (Art. 6º, 205 e §§); cultura (art. 215, 216, 216a) etc. - com os
quais a proteção dos direitos autorais deverão conviver.
O que fica transparente a partir da perspectiva constitucional é a imposição
de composição entre os interesses privados e os interesses coletivos no que tange
à sua proteção. E é deste ponto de vista que devem ser interpretadas tanto os
Tratados, a Lei de Direitos Autorais e demais normas eventualmente aplicáveis.
No plano internacional os principais Tratados ratificados pelo Brasil e aplicáveis
são o Acordo TRIPS (em inglês: Agreement on Trade-Related Aspects of Intellectual
Property Rights, em português: Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade
Intelectual Relacionados ao Comércio), a Convenção de Berna e o Tratado de
Marraqueche. Este último trata especificamente do direito de acesso das pessoas com
deficiência visual, e sua aprovação no plano internacional e internalização enquanto
Emenda Constitucional consolida, para além de quaisquer dúvidas, o direito de acesso
à informação, conhecimento e cultura como direito fundamental de idêntico status
jurídico que os direitos autorais. Além destes que tratam especificamente dos direitos
autorais, a Declaração Universal dos Direitos Humanos também traz a questão no
seu artigo 27 e, na mesma linha de composição entre estes direitos, assegura tanto o
direito de fruição das artes como de proteção dos autores.
No plano infraconstitucional, a Lei de Direitos Autorais (LDA - Lei 9.610/98)
os regula em maiores detalhes. Contudo, no que concerne à composição entre os
direitos patrimoniais dos autores e titulares e o direito de acesso da sociedade e de
terceiros é extremamente desequilibrada e seu texto, escasso de limitações e exceções
que permitam efetiva harmonização de direitos, não coaduna com os ditames
constitucionais. E, também por isso, desde o julgamento pelo Superior Tribunal
de Justiça do Recurso Especial 964.404, em 2011, consolidou-se, judicialmente,
que os limites e exceções aos direitos autorais inseridos na Lei específica devem
ser interpretados extensivamente. Ou seja, os casos expressos na legislação não
representam o total de usos livres de obras protegidas legalmente permitidos.

GUIA PARA BIBLIOTECAS
Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura

11

�1.3. O que são Limitações aos Direitos Autorais?
As limitações e exceções aos direitos autorais são instrumentos jurídicos usados
para harmonizar os direitos do autor com outros direitos igualmente fundamentais,
como o direito de acesso à informação, conhecimento e cultura, além da liberdade de
expressão e do direito à educação e à pesquisa, por exemplo. Por meio das limitações
e exceções são assegurados os usos livres de obras protegidas em proveito da
sociedade, que independem de autorização ou remuneração aos titulares.
As limitações podem ser consideradas como “direitos dos usuários” porque,
na prática, consolidam, dentro da legislação autoralista, espaços de usos livres de
obras protegidas. Esses usos livres são parcialmente estabelecidos na LDA nos artigos
46, 47 e 48, em um rol exemplificativo. Alguns exemplos são conhecidos, como o
direito de citação (Inciso III, art. 46), uso privado (Inciso II, art. 46), paródia (Art. 47), etc.
Este rol, apenas exemplificativo, indicativo, demonstrativo, deve ser visto
como o mínimo, o piso, o ponto de partida a partir dos quais novos usos podem
ser identificados. Deve ser interpretado extensivamente, conforme entendimento
consolidado do Judiciário. Isso quer dizer que outros usos que não estão
expressos na lei são legais, legítimos e podem ser feitos – desde que seguidos
alguns critérios, que assegurem o desejado equilíbrio e a harmonia.

1.4. Existem limitações expressas em favor
das bibliotecas na legislação nacional?
Infelizmente o texto da LDA não prevê em seu rol de limitações nenhuma hipótese
expressa de utilização em benefício específico das bibliotecas, arquivos e museus, sendo
uma das legislações mais omissas do mundo em relação a essas instituições culturais.
No entanto, isso não significa que nenhum dos usos necessários e
essenciais possam ser feitos pelas bibliotecas. Como informado, os usos livres
não são somente aqueles previstos na legislação, por serem reconhecidamente
(pelo STJ) insuficientes diante das demandas sociais.
As bibliotecas, enquanto equipamentos culturais e centros de informação
e referência, são instrumentos essenciais e necessários de efetivação do direito
fundamental de acesso à informação, conhecimento e cultura, motivo pelo qual
suas atividades são constitucionalmente amparadas.

12

GUIA PARA BIBLIOTECAS
Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura

�1.5. Por que equipamentos culturais e
informacionais (bibliotecas, arquivos e museus)
precisam de limitações em seu benefício para a
boa execução de suas atividades?
Instituições como bibliotecas, arquivos e museus trabalham para o fim
cultural e atuam na guarda, organização, preservação e acesso de bens culturais,
que podem ser protegidos por direitos autorais. Como essas instituições agem
em benefício da coletividade, é o interesse público que guia a sua atuação.
Por este motivo, sua atuação se guia não só pelo respeito e proteção dos
direitos autorais, mas principalmente pela busca da harmonia e equilíbrio entre
a exclusividade patrimonial dos titulares dos direitos sobre as obras autorais e o
direito coletivo, geral, público, de acesso.
Bibliotecas, arquivos e museus são instrumentais na efetivação do direito de
acesso (como vimos, constitucional e internacionalmente amparado) e precisam
das limitações aos direitos autorais para que a sua atuação possa ser plena, para
que possam garantir que seus usuários tenham acesso, tomem conhecimento
e possam usar e fruir das obras das quais dispõem. Um exemplo de limitação
ao direito autoral importante para bibliotecas, arquivos e museus é o direito de
preservar e tornar acessível ao público o seu acervo.

1.6. As limitações aos direitos autorais se
aplicam a qualquer tipo de obra ou apenas
aos livros?
Os tipos de obras protegidas variam muito, assim como os tipos de
uso que também são diversos. Por consequência, a aplicação das limitações
pode ter amplitudes diferentes de um tipo de obra e/ou uso para outro. Então
algumas limitações são específicas para algumas obras, outras estão centradas
no usuário e outras ainda no tipo de uso. Em síntese, devemos considerar
tanto o tipo de obra, como qual é o uso, como por quem é usado.

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�1.7 Qual é a adequada
interpretação das limitações e
exceções aos direitos autorais
no Brasil?

As limitações são resultado da harmonização, compatibilização,
composição, coadunação e ponderação entre a proteção aos direitos autorais
e outros direitos fundamentais, como liberdade de expressão, direito de acesso,
direito à educação e equivalentes.
Existem duas fontes de Limitações aos Direitos Autorais: (1) as limitações
que fazem parte da própria LDA, de maneira exemplificativa, nos artigos 46, 47
e 48, e (2) as que limitam os direitos autorais de fora para dentro, em função do
relacionamento da LDA com outras leis.
Embora o nome “limitação” dê a entender que se trata de uma exceção
diante de um direito alheio, quando falamos de limitações aos direitos autorais
estamos falando de direito de acesso e fruição por parte da sociedade, dos
cidadãos, dos usuários. Não é uma exceção ao exercício do direito do autor, pois
a extensão e limites à proteção é parte integrante e essencial da própria proteção
por direitos autorais. Por isso, por esta necessária composição e integração entre
direitos fundamentais em potencial conflito, que:
“II - Necessidade de interpretação sistemática e teleológica do enunciado
normativo do art. 46 da Lei n. 9610⁄98 à luz das limitações estabelecidas
pela própria lei especial, assegurando a tutela de direitos fundamentais
e princípios constitucionais em colisão com os direitos do autor, como a
intimidade, a vida privada, a cultura, a educação e a religião.
III - O âmbito efetivo de proteção do direito à propriedade autoral (art.
5º, XXVII, da CF) surge somente após a consideração das restrições
e limitações a ele opostas, devendo ser consideradas, como tais, as
resultantes do rol exemplificativo extraído dos enunciados dos artigos
46, 47 e 48 da Lei 9.610⁄98, interpretadas e aplicadas de acordo com
os direitos fundamentais.” (STJ. Agravo em Recurso Especial: Aresp
725233 SP 2015/0136036-5).
O que isso quer dizer? Quer dizer que não podemos interpretar as limitações
aos direitos autorais literalmente, de maneira restritiva, e que devemos adaptá-las

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�à realidade, extensivamente, utilizando, por exemplo, analogias. Isso garante uma
maior flexibilidade na interpretação da legislação, permitindo que as hipóteses de
limitação aos direitos autorais sejam melhor adequadas à realidade dos usuários,
inclusive diante das novas tecnologias.
Para além da Lei de Direitos Autorais, outras leis infraconstitucionais, como
o Código Civil e o Estatuto das Pessoas com Deficiência, garantem às bibliotecas
e instituições equivalentes e aos seus usuários alguns direitos de uso.
Isso tudo quer dizer que o rol das limitações aos direitos autorais previsto
na LDA é uma lista apenas exemplificativa de casos, e que existem outras
situações possíveis que não estão lá listadas, como por exemplo, o empréstimo
de livros e as atividades necessárias à sua preservação, inclusive digitalização.

1.8. O que é uma obra em Domínio Público?
Enquanto a obra for protegida, dentro do prazo estabelecido pela lei, ela estará
em “domínio privado” e serão os titulares (que nem sempre são os autores ou seus
herdeiros) os capazes de exercer o direito de exclusividade na disponibilização
da obra e controle (sempre relativo) de seu uso. Embora, como já reiteradamente
apontado, nem todos os usos estejam sujeitos à exclusividade e controle por
parte dos titulares.
Mas quando o prazo de proteção de uma obra se esvai, acabam os efeitos
jurídicos e econômicos da exclusividade. A obra entra em domínio público. Isso
significa que todos os usos desta obra passam a ser livres e toda a sociedade
pode fazer qualquer uso da obra sem qualquer oposição por quem quer que
seja – ressalvado o dever de atribuir adequada autoria à obra. Então, quando
em domínio público, a obra passa a ser um bem comum e pode ser livremente
reproduzida, publicada, adaptada, enfim, plenamente utilizada.
A proteção possui um prazo determinado pela lei, diferente de país para país,
mas as obras de quaisquer autores ou titulares, independente da origem ou domicílio
dos autores ou titulares, estão sujeitas às mesmas normas nacionais. Ou seja, aqui, no
Brasil, vale o prazo estabelecido na LDA para obras de quaisquer origens.
Assim, no Brasil, como regra geral, a obra é protegida por 70 anos, contados
após 1° de janeiro do ano subsequente ao falecimento do autor. Se em coautoria,
após o falecimento do último dos autores. No caso de obras fotográficas e
de obras cinematográficas (e coletivas), o prazo também é de 70 anos, mas é
contado de maneira diferente: a partir da divulgação das obras, e não da morte
dos autores. No caso de fonogramas ou de outros direitos conexos, 70 anos da
fixação. Esses prazos foram justificados para que não apenas os autores, mas
também seus herdeiros, pudessem explorar comercialmente as obras.

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�1.9. O que é uma Licença Pública?
A Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610 de 1998) permite que os autores ou
titulares de direitos autorais decidam a maneira como suas obras serão usadas,
fruídas ou dispostas – obviamente sem prejuízo das Limitações e Exceções, que não
estão sob o domínio e controle dos titulares das obras.
Quando um titular de direitos autorais autoriza que terceiros usem a sua
obra, essa autorização pode assumir a forma de licença ou cessão, dependendo
se é temporária ou permanente, e pode ser tanto gratuita quanto onerosa.
Atualmente, além dos contratos particulares de cessão ou licença, também
existem licenças direcionadas ao público em geral, chamadas de “Licenças Públicas”.
Ante a massificação da internet, juristas e ativistas viram nas licenças públicas
um caminho para ampliar o compartilhamento e o uso público das obras de forma
legítima. Como os direitos autorais incidem automaticamente sobre as obras,
independentemente da vontade dos titulares, as licenças públicas desempenham
um papel importante: permitir que os autores autorizem algumas utilizações. O
exemplo mais famoso de uma licença pública é a Creative Commons: nesta, os
criadores escolhem uma das seis licenças, de acordo com os usos que querem
permitir a qualquer pessoa. Em resumo, uma Licença Pública é uma forma de os
autores comunicarem publicamente que (e como) uma obra pode ser utilizada,
em benefício do interesse público.
Uma Licença Pública é uma forma de aumentar a dinâmica cultural e, por
consequência, a quantidade de usos e obras de uso disponíveis à sociedade, sem
necessidade de aguardar o prazo fixado pela lei, e obviamente sem necessidade
de autorização prévia ou remuneração pelos autores. Detalhe: apenas os autores
podem fornecer uma licença pública para suas obras.

1.10. O que é uma reprografia?
Reprografia é o nome técnico-jurídico usado no campo dos direitos autorais
para se referir ao ato de reprodução, à cópia em si ou aos meios empregados
para se realizar cópia de obras, como a fotocópia (“xerox”), microfilmagem,
mimeografia, escaneamento etc.
Nunca é demais relembrar que a reprografia é, apenas, em condições
específicas, uma das utilizações essenciais às bibliotecas. E a extensão da
possibilidade jurídica de se fazer uma cópia de obras protegidas, ou disponibilizálas, depende principalmente da finalidade que se busca, a quantidade de cópias,
o alcance da disponibilização e seus eventuais impactos econômicos.

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�1.11. O que é uma infração aos direitos autorais?
Uma infração aos direitos autorais pode ocorrer sempre que o uso de uma
obra protegida, cujo prazo de proteção não escorreu ainda, não se enquadra
dentre as limitações e exceções (que não são só as expressas na legislação),
tampouco é objeto de uma licença pública como as Creative Commons e também
não há licença ou cessão por meio de uma autorização do titular.
Teoricamente, qualquer direito do autor pode ser objeto de uma infração. O tipo
de infração mais comum é a contrafação, ou seja, uma reprodução e disponibilização
nem legalmente permitida, nem autorizada, popularmente chamada de “pirataria”.
A violação de direitos autorais é punida, no Brasil, tanto do ponto de vista
civil quanto do ponto de vista penal. Do primeiro, as sanções são regidas pela
própria LDA, que estabelece mecanismos para retirada dos exemplares infratores
de circulação e a possibilidade de multa por perdas e danos (art. 101 a art. 110). Do
ponto de vista criminal, é tipificada pelo Artigo 184 do Código Penal.
No entanto, é essencial não confundir usos livres – plenamente legais –
com usos ilícitos, aqueles que ultrapassam as possibilidades jurídicas de usos que
independem de autorização prévia ou remuneração dos autores-titulares.

1.12. O que é um abuso de direito ou uma
“copyfraud”?
Informalmente considerado, “copyfraud” são as situações em que autores
reivindicam direitos autorais que excedem os limites da exclusividade atribuída
pelos direitos autorais ou violem outros direitos fundamentais, como o de acesso.
Um exemplo comum e bastante fácil de ser percebido: quase todos os livros
publicados no Brasil possuem um aviso na contracapa que diz que a cópia parcial
ou total da obra é proibida e que depende de autorização dos titulares. Esse tipo
de aviso configura um abuso de direito, porque, no mínimo, a LDA, no Art. 46, II,
garante o direito de cópia parcial para uso privado do usuário, e cujo exercício
independe de autorização dos titulares. Ele pode ocorrer também quando
titulares ameaçam instituições e usuários, por meio ou não de notificações, por
usos que são juridicamente permitidos. O Abuso de Direito, conforme o artigo
187 do Código Civil, ocorre sempre que o titular de algum direito exceder os
limites impostos pelos fins econômicos e sociais de seus direitos.

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�2.
Empréstimo
Bibliotecário
2.1 Os direitos autorais influenciam o
empréstimo de documentos físicos pelas
bibliotecas no Brasil?
A “exaustão dos direitos autorais”, também conhecida como “doutrina da
primeira venda”, é o dispositivo jurídico que permite o empréstimo dos exemplares
na maioria das jurisdições de direitos autorais do mundo. Segundo essa doutrina,
após a primeira venda de determinado exemplar, os direitos de distribuição daquele
exemplar se esgotam e os titulares não podem mais controlar a sua destinação.
Dessa forma, o proprietário do exemplar possui o direito de emprestá-lo para
terceiros ou de vendê-lo no mercado secundário (como em sebos, por exemplo).
Excepcionalmente, e em alguns poucos países, como a França, no lugar
da doutrina da exaustão existe um direito de autor adicional chamado “direito
de empréstimo” ou, ainda, “direito de destinação”, que inclui o empréstimo
dos exemplares como um direito de uso reservado ao autor. Nesse caso, o
empréstimo bibliotecário depende de pagamento de royalties que são pagos
para escritórios de gestão coletiva (similares, por exemplo, ao Ecad). Esse direito
de destinação, contudo, está sendo contestado até nos poucos países em que
existe (atualmente apenas França, Bélgica e Luxemburgo), sendo a exaustão e o
livre empréstimo a tendência mundial.

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�No Brasil, a LDA não reserva aos autores o direito de empréstimo, nem
trata do empréstimo de exemplares pelo adquirente, nem enfrenta o tema do
empréstimo bibliotecário. Também é omissa com relação à exaustão de direitos
autorais. Esta ausência de norma pode seduzir alguns à esdrúxula interpretação
de que as bibliotecas estariam agindo ilicitamente ao realizarem simples
empréstimos, uma de suas funções e razões de existir mais básicas e históricas.
Interpretações absurdas não têm espaço no ordenamento jurídico
nacional. E além de estar ancorada solidamente no direito fundamental de
acesso, extensamente abordado neste Guia, é também previsto em outras
leis, como a Lei do Livro. Afinal, emprestar livros é a atividade bibliotecária
por excelência. Não há sequer controvérsia jurídica sobre este tema no Brasil,
o que só confirma o efetivo e real direito de a biblioteca emprestar livros.
Ou seja, emprestar seus exemplares é um direito de qualquer adquirente de
qualquer exemplar de qualquer obra, ainda mais quando uma das finalidade
da própria aquisição é justamente a de emprestar o acervo.
No caso das obras digitais, a questão do empréstimo pode ser um pouco
diferente. Geralmente, quando a biblioteca adquire obras digitais ela não está,
de fato, adquirindo essas obras, mas apenas assinando contrato de licença para
poder acessá-las. Nesse caso, a doutrina da exaustão que permite o empréstimo
dos exemplares não se aplica tão diretamente, já que não houve a primeira venda
do exemplar - uma vez que não há exemplares. Assim, os empréstimos das obras
digitais, licenciadas e não vendidas, dependerão também dos acordos que a
biblioteca firmou com a editora no momento em que adquiriu o serviço, ressalvadas
as cláusulas abusivas, o abuso de direito e as ofensas em potencial ao exercício e
efetivação do direito fundamental de acesso à informação, conhecimento e cultura.

2.2 O que é o “Empréstimo Digital Controlado”
e como a minha biblioteca poderia
implementá-lo?
As bibliotecas norte-americanas estão trabalhando com um conceito
chamado Controlled Digital Lending (CDL), ou Empréstimo Digital Controlado,
há algum tempo. Esta é uma modalidade de empréstimo bibliotecário que permite
à biblioteca emprestar as obras digitalizadas ou nato-digitais de seu acervo de
maneira virtual. Para a IFLA, “[...]há um forte argumento socioeconômico para
permitir o Empréstimo Digital Controlado em bibliotecas em todo o mundo.”
No caso de obras que tenham sido adquiridas fisicamente e digitalizadas,
o Empréstimo Digital Controlado exige que a biblioteca restrinja o número de

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�acessos simultâneos ao número de exemplares físicos que possui. Se a biblioteca
possui apenas um exemplar de determinada obra, então poderá emprestar
virtualmente aquela obra apenas para uma pessoa por vez. Se mais pessoas
quiserem acessá-la, precisarão entrar em uma fila.
Este empréstimo digital precisa ser controlado por Digital Rights
Management (DRM), um sistema que impede que o usuário possa reproduzir a
obra ou compartilhar no atacado. Ou seja, é preciso criar um modelo de controle
para o empréstimo do arquivo da obra, como o realizado pelo projeto Open Library.
A ideia central deste modelo de empréstimo é criar uma equivalência entre
o empréstimo tradicional e o empréstimo digital, fazendo que ambas as
modalidades causem o mesmo impacto em termos de mercado, o que garante a
atuação da biblioteca no ambiente digital sem causar prejuízos aos titulares. Esse
é um conceito inovador e que poderia ser pensado e implementado no Brasil,
com as devidas adaptações e adequações.
No EUA, o CDL se baseia na exaustão dos direitos autorais e na
doutrina do fair use, termo cuja tradução literal é “uso justo’’. No Brasil, o
procedimento pode ser realizado com base nos mesmos princípios legais
que garantem a digitalização para fins de preservação e o empréstimo
tradicional: direito fundamental de acesso à informação, conhecimento e
cultura constitucionalmente tutelado, a interpretação extensiva das limitações
e função social da propriedade e dos direitos autorais.

2.3 Os direitos autorais influenciam de
alguma maneira o empréstimo entre as
bibliotecas do país?
O empréstimo entre bibliotecas de um mesmo país é uma modalidade de
empréstimo bibliotecário que segue as mesmas regras do empréstimo tradicional.
Portanto, é uma modalidade lícita de acesso às obras, que ajuda a efetivar os direitos
da coletividade de usuários. Uma vez acessada por meio do empréstimo entre
bibliotecas, as obras podem ser amplamente utilizadas, incluindo o uso a partir de
outras limitações aos direitos autorais, como a cópia de pequenos trechos para uso
privado ou a conversão para o formato acessível a pessoas com deficiência.

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�3.
Digitalização
para fins de
preservação
3.1 O que é uma “digitalização para fins de
preservação”? Existem barreiras impostas
pelos direitos autorais a esta digitalização?
A digitalização para fins de preservação é uma modalidade de conservação
de documentos. A preservação ocorre porque o conteúdo da obra, ao ser
digitalizado, fica armazenado independentemente do suporte original; assim, caso
as demais técnicas de preservação falhem, ainda teremos acesso ao conteúdo da
obra por meio de sua cópia digital. Isso se aplica também à mudança de formato,
cuja finalidade é justamente preservar e manter o conteúdo original acessível.
Além disso, a digitalização favorece a conservação/preservação quando o
exemplar original é muito frágil para ser manuseado; nesse caso, o usuário pode
acessar a obra por meio de sua versão digital, evitando que o manuseio constante
danifique o exemplar original. A digitalização, no entanto, não substitui os demais
métodos de preservação, mas complementa-os.
Em várias legislações do mundo existe um dispositivo no rol de limitações
para assegurar o trabalho dos centros de informação e memória, que possuem
entre suas prerrogativas a obrigação de preservar a memória cultural da sociedade.

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�Para variar, esta possibilidade também não está expressa dentre o rol de limitações
na LDA. Mas ainda que a lei brasileira não preveja textualmente uma limitação
específica em benefício das bibliotecas, arquivos e museus que permita a cópia
necessária à preservação da obra, a preservação do patrimônio cultural é um dever
constitucional de instituições como estas, além de não haver qualquer prejuízo ao
interesse dos autores e demais titulares de direitos. Estamos portanto diante de
mais um caso em que o interesse público primário, da coletividade, fundado em
direitos constitucionais, sobrepõe-se aos interesses privados dos titulares. Portanto,
bibliotecas, arquivos e museus podem (e devem!) digitalizar as obras de seu acervo
sempre que essa ação for necessária à preservação do conteúdo.
O que não pode ser feito é a disponibilização ampla e indiscriminada
do material digitalizado. A obra reproduzida para fins de preservação pode ser
disponibilizada para uso do público da biblioteca, segundo critérios de adequação
(saiba mais na pergunta 2.2 sobre CDL).

3.2 Quais são as melhores práticas para se
executar uma política de digitalização para
fins de preservação do ponto de vista da
interação entre os direitos autorais e os
direitos de acesso?
A criação de uma política institucional, com diretrizes claras sobre o
processo de digitalização, armazenamento, difusão e uso é a melhor forma de
executar um programa de digitalização para fins de arquivo e memória.

3.3 Qual é a diferença entre digitalizar
documentos em domínio público e em
domínio privado?
As obras em domínio público não estão mais sob a proteção dos direitos
autorais e, portanto, não há qualquer questão a ser sequer discutida, pois não só
podem e devem ser preservadas, digitalizadas, como amplamente disponibilizadas
para todos os fins.

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�A digitalização das obras que ainda estão no prazo de proteção do direito
de autor também é possível, mas apenas em casos especiais, como por exemplo
para preservação (ver item 3.1). E sua difusão deve se dar de maneira controlada
(ver 2.2) para não prejudicar a exploração normal da obra.

3.4 O controle do manuseio das obras faz
parte do cotidiano de conservação de
documentos. Uma vez digitalizados, a
biblioteca pode conceder acesso digital a
eles como forma de evitar o desgaste do
exemplar original?
Sim. A obra, uma vez digitalizada, pode ser disponibilizada de maneira
controlada ao público da biblioteca. Uma opção interessante é a disponibilização
em canais internos, via intranet, só acessíveis nos computadores da própria
instituição. O Empréstimo Digital Controlado (ver 2.2) também é possível, mas,
nesse caso, a biblioteca precisa empregar as tecnologias necessárias para garantir
o controle do material emprestado digitalmente e agir com razoabilidade.

3.5 Se a biblioteca digitalizar uma obra para
fins de preservação, ela será a nova titular
dos direitos autorais do documento digital?
Não. A digitalização de uma obra não cria uma obra nova, cria apenas um
arquivo novo, o documento no formato digital. Esse documento novo é apenas
a reprodução do documento original e, portanto, não gera direitos autorais
independentes. Se a obra original estiver em domínio público, o documento
digital também estará em domínio público. Se a obra original estiver protegida
por direitos autorais, o titular dos direitos autorais sobre o documento digital será
o mesmo do documento original – no entanto, as limitações aos direitos autorais
continuam valendo e é por isso que a biblioteca pode conceder acesso controlado
ao exemplar digitalizado, assim como poderia conceder acesso ao exemplar físico.

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�3.6 Como a biblioteca deve lidar com a
preservação das obras órfãs?
As obras órfãs são aquelas cuja titularidade é desconhecida e, por isso,
em muitos casos, é impossível saber se está ainda protegida por direitos autorais
ou se em domínio público. É também o caso daquelas obras cujos autores são
conhecidos, mas não se sabe do paradeiro deles, de seus herdeiros e do titular.
Como a digitalização para fins de preservação é uma limitação ao direito autoral,
ela não depende de autorização ou licença por parte dos titulares, então tal
procedimento pode ser aplicado também às obras órfãs com segurança.
No entanto, se a biblioteca quiser fazer outro uso da obra, como a sua
disponibilização online indiscriminada, ficará em uma posição de insegurança.
Por isso, as obras órfãs são um grande problema para as bibliotecas: na
impossibilidade de obter autorizações para utilizar as obras, elas ficam incapazes
de cumprir sua missão – e as obras ficam encerradas, sem acesso.
Em alguns países, existe uma regulamentação para bibliotecas, arquivos
e museus poderem usar obras órfãs com segurança, depois de seguir um
procedimento chamado “busca diligente”. Como ainda não existe uma previsão
expressa na LDA, algumas instituições têm incluído, em suas políticas institucionais,
regras próprias para determinar que uma obra é órfã – e assumir o risco de utilizálas. Essas regras costumam incluir procedimentos razoavelmente detalhados de
busca dos autores ou titulares de direitos, prazos para se refazer as buscas, e um
canal para solicitação de remoção, caso titulares de direitos apareçam. Isso não
elimina os riscos, mas os reduz substancialmente pois demonstra boa fé e busca
de equilíbrio e razoabilidade na ponderação entre os direitos em jogo (Sobre
obras esgotadas ou sem interesse comercial, ver pergunta 6.2).

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�4.
Uso de obras da
biblioteca para
ensino e pesquisa
4.1 . Muitas bibliotecas realizam programas de
leitura mediada, especialmente no contexto
da educação infantil. Nesses casos, é comum
a leitura do livro na íntegra. Esta prática pode
ser transmitida pelos perfis das bibliotecas
em redes sociais?
A partir da interpretação do Inciso VI do Art. 46 da LDA, a utilização de
obras com finalidade educacional é permitida nos estabelecimentos de ensino; e,
por analogia e extensão, entende-se que tal reprodução também seja permitida
em ambientes virtuais de ensino. No entanto, uma característica importante
desses ambientes é o acesso controlado apenas aos estudantes matriculados.
Portanto, a leitura mediada da obra integral pode ser realizada em canais
fechados e de acesso controlado, equivalentes virtuais de um “estabelecimento de
ensino”. Isso é necessário para que a disponibilização não atrapalhe a exploração
normal da obra. Assim, as leituras mediadas que reproduzem a obra inteira que
ainda não esteja em domínio público não devem ser disponibilizadas pelos perfis
da biblioteca em redes sociais sem a autorização dos titulares. A leitura mediada
da obra completa deve ser realizada em canais fechados da instituição (e.g.,
moodle) ou na própria instituição.

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�4.2 A biblioteca pode auxiliar professores e
estudantes no acesso às obras que fazem parte do
currículo educacional de sua instituição?
Sim. A biblioteca pode prestar auxílio aos estudantes e aos professores.
Por exemplo, caso as obras do currículo façam parte do seu acervo, a biblioteca
pode exercer seu papel instrumental de suporte à educação e fornecer o material
solicitado ao docente e seus estudantes. Esta disponibilização precisa ser
controlada, em pastas ad hoc de acesso restrito ou por meio dos canais oficiais
da instituição (e.g., moodle). Também é possível que a biblioteca forneça cópias
físicas dos documentos (como, por exemplo, fotocópias). Em qualquer caso, é
preciso observar a razoabilidade, baseando-se nas regras aplicáveis à cópia para
uso privado de pequenos trechos (ver o item 6.2), e as de reprodução integral
(ver item 6.3). E neste sentido, considerando que a biblioteca institucional está
apenas sendo um veículo para viabilização do direito à educação, é importante
considerar as possibilidades de uso educacional de obras protegidas e, para tal,
nos referimos ao Guia de Direitos Autorais e Educação.

4.3 A biblioteca pode permitir que pesquisadores
acessem e digitalizem grande quantidade de
documentos para a realização de pesquisas
empíricas a partir desses documentos?
Sim. O Machine Learning e outras tecnologias de reconhecimento digital
de elementos gráficos trabalham com grande quantidade de obras digitalizadas
para realizar pesquisas. O uso de obras para fins científicos é análogo à cópia
para educação e também ao uso privado (porque o conteúdo não será tornado
público). É importante ressaltar, ainda, que as atividades de pesquisa são também
constitucionalmente tuteladas no Brasil. A liberdade científica está prevista no
Inciso IX do Art. 5º e no Inciso II do Art. 206 da Constituição Federal de 1988. Além
disso, considerando que a pesquisa científica é feita em ambiente universitário,
também atrai a proximidade do direito à educação.
O uso das obras digitalizadas para finalidade de pesquisa em nada atrapalha
a sua exploração comercial ou causa prejuízos aos titulares, motivo pelo qual se
enquadra dentre os usos possíveis em razão do interesse público. Contudo, assim
como ocorre com a digitalização para fins de preservação, é preciso assegurar que
os arquivos sejam usados para fins permitidos, restritos à finalidade de pesquisa,
e não disponibilizados publicamente.

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Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura

�5.
Acessibilidade
5.1 Quais são as limitações, em benefício das
pessoas com deficiência, previstas em nossa
legislação de direitos autorais?
A LDA, em seu artigo 46, prevê uma limitação ao direito autoral em
benefício de pessoas deficientes visuais, garantindo a conversão das obras para
o formato acessível. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, o
Estatuto da Pessoa Com Deficiência (EPD, Lei nº 13.146/2015), também cria uma
limitação aos direitos autorais (e à propriedade intelectual como um todo) para
garantir que todas as pessoas com quaisquer deficiências tenham assegurado o
direito de acesso a material em formato adequado a sua necessidade. O EPD (§ 1º
Art. 42) veda expressamente a recusa da oferta das obras em formato acessível
mesmo que sob a alegação de proteção dos direitos autorais.
Além da LDA e do EPD, recentemente o Brasil aderiu ao Tratado de
Marraqueche, que tornou o acesso ao texto impresso um direito das pessoas
cegas e com dificuldade de acesso a textos (como pessoas com dislexia ou pessoas
tetraplégicas), um direito constitucional, independentemente da autorização dos
titulares dos direitos autorais. O Tratado de Marraqueche foi internalizado no Brasil
pelo Decreto nº 9.522/2018 e regulamentado pelo Decreto nº 10.882/2021 e pela
Portaria nº 505, de 21 de fevereiro de 2022 do Ministério da Mulher, da Família e
dos Direitos Humanos Anteriormente, o Brasil já havia aderido à Convenção dos
Direitos da Pessoa com Deficiência (CDPD), que foi o primeiro Tratado de Direitos
Humanos a ser incorporado como Emenda Constitucional, e que deu o impulso e
as bases legais necessárias à conclusão do Tratado de Marraqueche.

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�5.2. Como a biblioteca deve aplicar a limitação
aos direitos autorais para os deficientes
visuais prevista na LDA? Ela se aplica apenas
às pessoas cegas?
Não. O direito de acesso a material em formato adequado às suas
deficiências se aplica igualmente a todas as pessoas com quaisquer deficiências.
A interpretação dessa limitação, aqui também, é extensiva. Então, não apenas os
deficientes visuais possuem o direito de converter obras para o formato acessível,
mas qualquer pessoa com deficiência, sempre que a conversão da obra para o
formato acessível favorecer não só a leitura, mas a apreensão da obra – e aí se
incluem a audiodescrição, a utilização de libras, e assim por diante.

5.3. O que é o Tratado de Marraqueche?
O Tratado de Marraqueche é o primeiro tratado internacional da
Organização Mundial de Propriedade Intelectual criado para limitar os direitos
autorais em razão do direito de acesso, um direito do usuário. É um Tratado
incorporado na legislação brasileira com status de Emenda à Constituição.
O Tratado inova em três pontos: (1) cria uma categoria ampliada de
beneficiário, (2) cria o conceito de “entidade autorizada”, uma intermediária do
beneficiário; e (3) cria a possibilidade de intercâmbio transfronteiriço das obras
convertidas para o formato acessível.
O Brasil já aderiu ao Tratado e ele já faz parte de nosso bloco de
constitucionalidade, além de já ter sido regulamentado por meio de decreto. O texto
para essa regulamentação foi debatido na Secretaria Nacional de Direitos Autorais e
Propriedade Intelectual com a participação da Comissão de Direitos Autorais e Acesso
Aberto da FEBAB. Posteriormente, o texto de regulamentação e implementação foi
colocado em Consulta Pública, com grande participação da comunidade bibliotecária
brasileira, e publicado por meio do Decreto Nº 10.882/2021.

5.4. Quem são os beneficiários do Tratado
de Marraqueche?
O Tratado de Marraqueche possui uma definição ampla de beneficiário,
garantindo o direito de acesso não apenas às pessoas cegas, mas também a
todos os deficientes visuais (como as pessoas com baixa visão), e demais pessoas
que possuem alguma dificuldade para acessar o texto pela leitura. Essa “outra

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�dificuldade” pode ser de natureza cognitiva (como no caso das pessoas com
dislexia), ou motora (como no caso das pessoas com tetraplegia ou outra condição
que a impeça de manusear os livros físicos). Enquanto a LDA cita expressamente
apenas os deficientes visuais (os demais precisam ser incluídos pela interpretação
extensiva), o Tratado de Marraqueche já introduz no texto legal um entendimento
ampliado de beneficiário (art 3, Decreto nº 9.522/2018).

5.5. O que é uma “entidade autorizada” no
âmbito do Tratado de Marraqueche? As
bibliotecas podem ser entidades autorizadas?
As Entidades Autorizadas no Tratado de Marraqueche são instituições sem
fins lucrativos que atuam como intermediárias dos beneficiários na efetivação de seus
direitos. Essas entidades são “autorizadas” porque precisam estar credenciadas pelo
poder público para atuarem de forma legítima, nos termos da Portaria nº 505, de 21
de fevereiro de 2022, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
Exemplos de entidades autorizadas são as bibliotecas e as instituições de ensino.
No caso do Brasil, como a legislação já previa uma limitação aos direitos
autorais para que tais instituições realizassem a conversão das obras para o formato
acessível, sem necessidade de autorização, essas instituições ainda podem atuar
sem realizar cadastro. O cadastro só é necessário para as atividades previstas no
Tratado de Marraqueche não contempladas pela limitação ao direito autoral da
LDA. Este é o caso do intercâmbio transfronteiriço (questão 5.6, a seguir).
Ainda que o cadastro no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos
Humanos como entidade autorizada não seja obrigatório para o trabalho de
adaptação de obras, este é recomendado e esperado. As instituições que atuam
em conversão de obras para o formato acessível poderão, quando credenciadas, se
beneficiar pela implementação do Tratado no Brasil. O credenciamento permitirá
a participação das bibliotecas em uma rede nacional e internacional de entidades
autorizadas, ampliando a oferta de obras acessíveis para as pessoas com deficiência.
Instruções para credenciamento constam na Portaria nº 505, de 21 de fevereiro de
2022 do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

5.6. O que é o “intercâmbio transfronteiriço”
previsto pelo Tratado?
Como já mencionado, a principal inovação do Tratado de Marraqueche,
do ponto de vista brasileiro, é a autorização para o compartilhamento das obras
adaptadas entre bibliotecas de distintos países. Havia uma demanda para esta

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�previsão legal pois o fato de que cada país possui uma legislação dificultava a
criação de uma rede internacional de instituições que convertessem obras para
o formato acessível. Isso foi, historicamente, uma barreira para a circulação e
disponibilização de obras em formatos acessíveis.
Exatamente para sanar essa dificuldade, da circulação internacional das
obras em formatos acessíveis, que o Tratado de Marraqueche prevê o intercâmbio
transfronteiriço. Assim, beneficiários e entidades autorizadas poderão receber e/
ou enviar a outros países as obras já convertidas. Isso possibilitará a criação de
uma rede internacional de entidades autorizadas que atuarão conjuntamente
para a criação de uma grande base com obras em formatos acessíveis, um apoio
significativo para as pessoas com deficiência, especialmente em países em que o
investimento na conversão das obras é pequeno.

5.7. Quais são os benefícios de uma
biblioteca fazer parte de uma rede de
entidades autorizadas?
Existem três principais benefícios para uma biblioteca fazer parte de uma
rede de entidades autorizadas:
(1) ampliação de seu catálogo: a biblioteca poderá solicitar que outras
entidades autorizadas enviem para ela as suas obras em formatos acessíveis,
ampliando o seu catálogo de obras acessíveis para o público leitor. Mesmo que
uma biblioteca não tenha condições de converter obras para o formato acessível,
ela poderá fazer parte da rede na condição de entidade autorizada para receber
as obras já convertidas por outras instituições;
(2) ampliação dos usuários: fazendo parte de uma rede de entidades
autorizadas, a biblioteca irá ampliar o número de usuários potenciais, porque
poderá enviar para outras entidades autorizadas as obras que converte para
seus usuários locais;
(3) troca de experiências: ao formarem uma rede, as entidades autorizadas
do mundo inteiro deverão manter contato profissional, trocando experiências
que podem ser enriquecedoras para uma biblioteca. No caso de uma biblioteca
que ainda não atue na conversão de obras para o formato acessível, essa troca de
experiências pode ser importante para possibilitar que ela passe a atuar também
como produtora de material acessível.

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�6.
Cópia
para uso
privado
6.1. O que é a cópia para uso privado e qual é
a sua função?
A cópia para uso privado é o direito de reproduzir uma obra para fins pessoais,
próprios, particulares. A função da cópia privada é justamente assegurar no âmbito
do espaço privado, como o próprio nome indica, que os usuários possam reproduzir
uma obra, especialmente às quais obteve acesso legítimo, para fins particulares.
A LDA, expressamente, apenas assegura ao usuário o direito à cópia
parcial, de pequenos trechos. No entanto, nem sempre é simples compreender
os limites do uso privado de uma obra. Parte dessa dificuldade vem do fato de
que a nossa LDA foi sancionada em 1998 e está, portanto, bastante defasada
em relação às tecnologias digitais (e mesmo às mais antigas…). Caso o uso
da obra esteja em contexto de processo ensino-aprendizagem, vale conferir
o Guia de Direitos Autorais na Educação. Outros aspectos também devem ser
considerados, pois nem sempre é possível uma cópia parcial e também em
outros casos a cópia integral se justifica.
As bibliotecas oferecem aos usuários um acervo de obras que estão sob
sua guarda, para o empréstimo, ou para a consulta. Em geral, estão inseridas em
um cont exto educacional ou de pesquisa, como apoio na oferta de recursos para
estudantes nas escolas e universidades, o que facilita as discussões sobre cópias.
Não é dever – e em algumas situações nem mesmo direito – das bibliotecas
controlar o modo como os usuários irão usufruir desse serviço, mas é importante

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�que a biblioteca informe aquilo que o usuário legalmente pode ou não fazer.
Esse informe deve levar em consideração ao menos estes dois fatores: (1) a
biblioteca não pode restringir injustificadamente os direitos dos usuários, criando
empecilhos desnecessários e que não condizem com o ordenamento jurídico; (2)
a biblioteca precisa solicitar que o usuário observe os direitos autorais das obras
e os limites dos usos permitidos, até para que o usuário esteja ciente de sua
responsabilidade ante o uso da obra.
Há de se alertar, ainda, que é inverídica a afirmação, impressa em diversos
livros, de que reproduções totais ou parciais são proibidas e dependem de
autorização da editora. A reprodução parcial, para uso privado, de qualquer obra é
legal e expressamente permitida e não depende de autorização de ninguém, pois
é um direito do cidadão. Além disso, há as obras em domínio público, em que não
mais incidem quaisquer dos direitos patrimoniais (reprodução integral inclusive)
ou as disponibilizadas sob licenças públicas e abertas. Mas não somente, pois
ainda em outras circunstâncias ou determinados contextos, a própria reprodução
integral é possível, como veremos à frente.

6.2. No que se refere à cópia parcial para
uso privado do usuário, no contexto das
bibliotecas, quanto da obra protegida pode
ser copiada e por quem?
Começando com o termo “pequeno trecho”, utilizado na LDA brasileira
para definir a quantidade de cópia considerada razoável, deve ser lido como um
valor relativo, e não absoluto. Quanto significa “pequeno trecho” vai depender
da natureza da obra. O pequeno trecho de um livro é um capítulo; de uma revista
científica é um artigo inteiro. O trecho não pode ser tão extenso a ponto de
substituir a obra inteira e nem pequeno demais a ponto de ser inútil ao copista.
Estamos falando de “cópia para uso privado” e não apenas de “xérox para
uso privado”. Ou seja: as regras valem para qualquer forma de reprodução da obra,
inclusive sua digitalização. Caso o usuário opte por digitalizar a obra com o seu
celular ou outro dispositivo eletrônico disponível, não há qualquer impedimento.
E, no entanto, dever-se-á observar que a regra da cópia para uso privado
não permite que o usuário compartilhe o documento digitalizado de maneira
pública na internet. Há de se ressaltar que o compartilhamento indiscriminado
do documento configura “uso público” que pode ser visto como uma violação
perpetrada pelo usuário. O acesso controlado, a depender do contexto, é possível,
como no caso dos compartilhamentos interpessoais ou compartilhamentos em
pastas privadas ad hoc (e.g. versão digital da “pasta do professor”). Vale observar
ainda a necessidade e disponibilidade da obra naquelas circunstâncias específicas.

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�6.3. E a cópia integral, é legalmente possível?
A reprodução integral de uma obra traz outras questões que devem ser
consideradas, como sua disponibilidade e acessibilidade no mercado nacional,
finalidade privada do uso, necessidade, contexto da biblioteca, extensão e
relevância da obra.
Por exemplo, conforme atestam os precedentes da Universidade de São
Paulo (USP) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (anexos), são
casos especiais a questão das obras fora de catálogo há mais de 10 anos ou
obras estrangeiras, que não são regularmente vendidas no mercado nacional.
Nestes casos, o usuário teria uma dificuldade extraordinária para adquirir a obra.
Por isso, sua reprodução integral não representa qualquer prejuízo ao titular e
nem muito menos interfere na exploração normal da obra. A reprodução integral
dessas obras é, portanto, possível, e deve ser permitida.
Outras situações são os casos de obras de artes visuais (esculturas, desenhos,
pinturas, fotografias, etc.) ou em qualquer tipologia em tamanho reduzido.
A questão, contudo, da cópia integral é mais sensível, sujeita a critérios mais
rigorosos que a reprodução parcial. Mas em qualquer dos casos, estamos falando
aqui de reprodução para fins privados somente, pois as finalidades educacionais,
de pesquisa, para adaptação às necessidades de pessoas com deficiência trazem
questões próprias e foram tratadas em seus próprios capítulos (ver as questões
do tópico 4, sobre o uso de obras da biblioteca para ensino e pesquisa).

6.4. De quem é a responsabilidade de averiguar
e satisfazer os requisitos legais?
A responsabilidade é do usuário que faz a reprodução. A responsabilidade
de averiguar as possibilidades legais e cada um dos requisitos necessários é do
copista. Caso o usuário do serviço da biblioteca ultrapasse, por conta própria, os
limites do legalmente permitido, a responsabilidade é do próprio usuário.
Se quem pratica a cópia é o usuário, a função da biblioteca é apenas
informar as suas políticas e regras institucionais, que podem ser fixadas em local
visível ou nas obras do acervo.
Sempre haverá a possibilidade de pressão por parte dos titulares de
direitos autorais, que tentam impor, às práticas das bibliotecas, restrições
irrazoáveis e injustificáveis. Notem que algumas destas atitudes podem inclusive
ultrapassar os limites da legalidade e configurar abuso de direito (ver questão
1.11). Controvérsias dessa natureza precisam ser tratadas em nível institucional.
E as instituições devem redigir e publicar suas diretrizes que coadunem com sua
missão de promover o direito de acesso (em equilíbrio com os direitos autorais),

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�evitando, assim, que eventuais pressões recaiam sobre os seus funcionários. As
resoluções da USP e da UFRJ sobre cópia privada são bons exemplos e bons
precedentes de diretrizes institucionais (Ver Anexos).

6.5. Quem pode realizar cópias para fins
privados em benefício dos usuários?
A cópia de pequenos trechos não precisa ser realizada mecanicamente
pelo próprio copista (uma exigência absurda), mas precisa ser em benefício dele,
sob demanda dele, e sem fins lucrativos. Ou seja, intermediários podem agir
em nome do usuário, desde que seja para o seu uso privado e a seu pedido.
Assim, a biblioteca pode realizar a cópia em nome do usuário, caso ofereça
algum serviço dessa natureza e caso seja solicitada a assim proceder pelo próprio
usuário. Nesse caso, o beneficiário final será o usuário, mas a responsabilidade de
averiguar as condições para a realização da cópia será da biblioteca – mas não é
responsabilidade da biblioteca fiscalizar os usuários.

6.6. A biblioteca pode permitir que os usuários
realizem a cópia de pequeno trecho do
documento com aparelhos de telefone celular?
Sim. O direito de cópia para uso privado de pequeno trecho inclui qualquer
forma de reprodução da obra, inclusive as fotografias ou o escaneamento
realizado com telefones celulares.

6.7. As bibliotecas podem ter uma copiadora
(“xerox”) no interior de suas dependências?
Sim podem, a fim de viabilizar a reprodução de pequenos trechos para
seu uso privado. Proibir que existam “xerox” no interior das bibliotecas sob a
justificativa de que isso supostamente seria uma infração aos direitos autorais é
um entendimento que ofende a própria LDA e os princípios constitucionais que
pautam a interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais.

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�6.8. Como uma biblioteca deve regular a cópia
para uso privado considerando as interpretações
mais benéficas para os seus usuários?
A exemplo das bibliotecas da USP e UFRJ (um exemplo que pode e deve ser
melhorado), é importante que qualquer biblioteca possua uma política institucional
com diretrizes para a realização de reprodução de obras protegidas por direitos
autorais, inclusive cópia para uso privado, seja de pequeno trecho ou integral.
As bases destas diretrizes, que em última instância irão elaborar e adotar
critérios para sua atuação, devem incluir o reconhecimento do seu papel
institucional como veículo para a realização e efetivação do direito de acesso à
informação, conhecimento e cultura e seu objetivo de harmonizar, dentro de seu
âmbito de atuação, os direitos de acesso com a proteção aos direitos autorais.
Sem esquecer que as limitações e exceções são interpretadas extensivamente,
que estes usos livres são representações diretas de direitos fundamentais, mas
também que seu alcance não deve prejudicar a exploração regular da obra.

6.9. A biblioteca pode oferecer algum serviço de
envio de cópias digitais sob demanda para
os seus usuários?
Sim, seguindo os critérios indicados neste capítulo, a biblioteca pode, em
nome de seus usuários, realizar a reprodução (certamente de pequeno trecho) para
o uso privado desses usuários. Inclusive, pode oferecer um serviço formal para
solicitação de cópias dessa natureza, preferencialmente amparado por diretrizes
institucionais de acesso. A biblioteca não pode oferecer um serviço com fins
lucrativos, embora possa cobrar do usuário os custos da cópia da reprodução.

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�7. Limitações aos
direitos autorais em
obras licenciadas
7.1. Uma parte significativa do acervo das bibliotecas
atualmente é composta por obras licenciadas, como é
o caso das obras científicas (especialmente ebooks e
periódicos científicos). As limitações aos direitos
autorais se aplicam também a elas?
Sim. As limitações aos direitos autorais, inclusive a limitação que permite a
cópia para uso privado de pequeno trecho, se aplicam a qualquer obra protegida
pela LDA, independentemente dessa obra ter sido comprada, alugada, emprestada
ou licenciada. Isso porque estas limitações são ancoradas em direitos fundamentais
constitucionalmente protegidos e expressam justamente a compatibilização com os
direitos autorais.
Se um contrato de licença prevê a proibição de cópia para uso privado em alguma
de suas cláusulas ou de adaptação para fornecimento às pessoas com deficiência, tal
cláusula é abusiva e ilícita, portanto, nula em seus efeitos. Um contrato não pode
afastar ou impedir o exercício de direitos essenciais dos usuários. Tampouco pode um
contrato ignorar a existência das limitações aos direitos autorais, sob o risco de incorrer
em ilicitude e, dependendo de suas ações, seus titulares em abuso de direito. Além
disso, ressalta-se que, mesmo quando a editora for estrangeira, é a legislação nacional
que vale para analisar os direitos dos usuários de bibliotecas brasileiras.

7.2. A biblioteca pode contornar as tecnologias de
controle, como as DRM (Digital Rights Management),
para garantir os direitos dos seus usuários?
Se uma tecnologia de controle, como as DRM, estiver impedindo alguma
utilização legal da obra, então a biblioteca pode solicitar uma chave de acesso para a
editora. Tecnologias de DRM não podem impedir os usuários de exercerem os seus
direitos previstos nas limitações aos direitos autorais. Se o titular se recusar a fornecer
chave de acesso para alguma ação necessária da biblioteca, então estará o titular
incorrendo em ato ilícito por abuso de direito. Nesse contexto, o contorno às DRM
pela biblioteca não é ilícito se for realizado para a efetivação de um direito do usuário.
Por exemplo, se uma DRM estiver impedindo a conversão de uma obra para o formato
acessível, a biblioteca possui todo o direito de contornar essa tecnologia de controle
para a efetivação do direito dos deficientes visuais.

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�8.

Direitos autorais
como competência
informacional
8.1. Por que a biblioteca deve pensar nos
direitos autorais como um tópico de
Competência Informacional?
A competência informacional é um tópico central em toda biblioteca,
que realiza treinamento com seus usuários para que eles entendam a lógica
de funcionamento de um centro de informação e referência. No contexto da
competência informacional, as bibliotecas ensinam seus usuários a utilizar o seu
acervo físico e as bases de dados. Uma vez que o uso das obras dos acervos e bases
de dados pode ser impactado pelos direitos autorais, o tema automaticamente se
torna um tópico de competência informacional. Entender o que podemos ou não
fazer com uma obra protegida por direitos autorais é crucial para o bibliotecário e
para o usuário da biblioteca. Por isso, defendemos que os direitos autorais sejam
tratados como parte das demais competências informacionais.

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�8.2. A biblioteca pode realizar treinamentos
com os funcionários e com os usuários sobre
os direitos autorais das obras de seu acervo?
Pode e deve. Quando os usuários e os funcionários da biblioteca não
entendem a lógica de funcionamento dos direitos autorais e dos direitos dos
usuários podem ocorrer injustiças. De um lado, pode ser que a biblioteca deixe de
respeitar os direitos dos autores, o que vai contra o princípio de valorização dos
autores e das obras, algo que deve orientar a ação dessas entidades. Por outro
lado, pode ser que, na ânsia por respeitar os direitos dos autores, a biblioteca
acabe desrespeitando os direitos de seus usuários, que também é parte de suas
funções, desconsiderando a existência das limitações aos direitos autorais.
É ainda recomendável que uma formação para usuários e funcionários das
bibliotecas inclua o desenvolvimento e apresentação de uma política institucional
da biblioteca quanto aos direitos autorais.

8.3. Quais materiais, além deste guia, a
biblioteca pode utilizar para promover esse
tipo de treinamento?
Existem alguns manuais e livros importantes que a biblioteca pode
usar para se guiar. Uma parte desse material é em língua portuguesa e foi
desenvolvido por especialistas nacionais, que tiveram como referência a
legislação pátria. Outra parte do material disponível vem de pesquisadores
internacionais, cuja leitura exige compreender as diferenças existentes entre as
legislações brasileira e estrangeira. A lista de obras está disponível no final do
guia, em “sugestão de leitura complementar”.

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�9.

Gestão
informacional dos
direitos autorais
9.1. O que é um mandado de acesso aberto?
Um mandado de acesso aberto é uma regra institucional que vincula
as obras criadas com o apoio de determinada instituição à necessidade de
publicação em acesso aberto, com licenças públicas. Um exemplo disso são as
normas da CAPES para a publicação de teses e dissertações e a Portaria CTA
nº 01/2019, da FAPESP, que cria a obrigação de realização do depósito, em
repositórios institucionais, dos artigos científicos resultantes de projetos que
tenham sido realizados com seu apoio. Outro exemplo de política institucional de
Acesso Aberto foi a desenvolvida e adotada pela FIOCRUZ, que deu consistência
e segurança para as ações de efetivação do Acesso Aberto na Instituição.
Em geral, conceder ou não licença de disponibilização de obras é algo que
somente o titular do direito autoral tem prerrogativa de fazer. Então, se escrevemos
um poema, a decisão de disponibilizá-lo online é apenas nossa. Mas, quando uma
pesquisa é realizada em um contexto institucional, é preciso seguir as regras da
instituição. Por exemplo, se uma pesquisa é financiada por uma agência de fomento,
o pesquisador, atualmente, concorda em divulgar os resultados em canais de
acesso aberto, porque essa é uma exigência da agência de fomento para conceder
o financiamento. O mesmo ocorre quando alguém se matricula em um programa
de pós-graduação: precisa seguir as normas do programa, que podem incluir a
obrigação de divulgação da tese ou dissertação em canais de acesso aberto.

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�Em resumo, os mandados de acesso aberto são regras que determinam
que estudantes, professores e pesquisadores publiquem os seus trabalhos em
canais de acesso aberto, com objetivo de garantir ampla disponibilidade das
obras e o compartilhamento do conhecimento produzido.

9.2. Por que no Brasil a maior parte dos
trabalhos acadêmicos, como Teses e Dissertações, são depositadas em acesso aberto?
A CAPES possui regras que tornam obrigatória a divulgação da tese ou
dissertação. A tese e a dissertação são, além de obras protegidas por direitos
autorais, documentos oficiais de obtenção de títulos de mestre ou doutor. Se a
condição para obter o título for a publicização da obra, então o autor precisará
conceder essa licença para obter o título.
Idealmente, a lei de direitos autorais precisaria ser reformada em relação
às obras científicas, porque entendemos que há especificidades neste campo
não observadas pela norma vigente. Enquanto isso não acontecer, as licenças
públicas colocadas como condição para obtenção de títulos ou para obtenção de
financiamentos de pesquisa são necessárias.

9.3. O que é um período de embargo?
O período de embargo é um prazo, determinado pelas instituições, no qual
a obra não será disponibilizada ao público, permitindo que o autor realize a sua
publicação por outros meios antes de sua disponibilização online. Geralmente, o
embargo incide apenas à disponibilização digital do documento em bancos de
teses e dissertações. Se este for o caso, então a biblioteca pode disponibilizar
para consulta a versão impressa que foi depositada, sem nenhum problema.
É importante ressaltar que o direito à cópia privada de pequeno trecho não
depende de autorização do titular e não pode ser objeto de embargo. Portanto,
o usuário pode fotografar ou xerocar pequenos trechos de obras da biblioteca,
mesmo daquelas com regras de embargo vigentes.

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�9.4. Como a biblioteca deve fazer a gestão
dos documentos acadêmicos depositados em
seu acervo em relação aos Direitos Autorais?
O depósito do exemplar, por si só, permite que a biblioteca disponibilize o
documento na estante para consulta dos usuários. Para realizar a disponibilização
no banco de teses e dissertações da instituição, ou em qualquer outro canal online,
é preciso solicitar um termo de autorização para o estudante. Geralmente, o termo
inclui menção a alguma licença pública para a sua posterior disponibilização
online e pode incluir um período de embargo.

9.5. Quem pode autorizar a disponibilização
gratuita de documentos dessa natureza?
Somente o autor (e titular) da obra pode autorizar a disponibilização
gratuita do documento nos bancos de teses e dissertações da instituição e demais
canais online. É comum que a conclusão do curso esteja atrelada a um “mandado
de acesso aberto” que obrigue o estudante a publicar a sua tese ou dissertação
em acesso aberto. É importante salientar que, uma vez publicada a obra com
alguma licença pública, como a Creative Commons, a biblioteca fica livre para
realizar a sua disponibilização online em qualquer canal, contanto que os termos
da licença em questão sejam respeitados.
Os mandados de acesso aberto são uma vitória do Movimento pelo
Acesso Aberto e se fundamentam na ideia de que, se a ciência é produzida com
investimentos públicos, o acesso aos seus resultados é de interesse público.
O acadêmico/cientista mantém todos os direitos morais sob sua obra, mas ao
ser financiado com dinheiro público, concorda em renunciar a alguns direitos
patrimoniais (via licença pública), permitindo que toda a sociedade acesse e
usufrua do conhecimento que produziu. Mantendo os créditos sobre o trabalho,
o pesquisador incrementa a sua reputação no meio científico, ao mesmo tempo
em que contribui para o desenvolvimento do país.

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41

�10.
Políticas
Institucionais
10.1. O que seria uma política institucional
de direitos autorais para bibliotecas?
É uma série de diretrizes que irão guiar as ações e atividades nestas
instituições no que tange à preservação e disponibilização de seu acervo. Estas
diretrizes refletirão a necessidade de harmonização, no âmbito institucional, do
direito de acesso à informação, conhecimento e cultura com a proteção dos
direitos autorais, ambos direitos fundamentais e constitucionais. A existência
de uma política institucional protege os servidores e usuários contra eventuais
abusos e distorções normativas por parte de terceiros.

10.2. Quem deve elaborar a política institucional?
Estas políticas devem ser elaboradas pelas próprias instituições, com
participação ativa dos bibliotecários sobre as melhores formas de compor estes
direitos diante de suas demandas, atividades e serviços.

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�10.3. O que deve conter uma política institucional?
Cada instituição tem um contexto próprio de atuação, por isso é improvável
existir um modelo único que atenda a todas. No entanto, o ponto central de uma
política institucional é justamente explicitar as normas para uso de seu acervo,
tanto para fins internos (preservação), como em sua relação com o público (acesso
ao acervo). Esta divulgação permitirá inclusive o seu contínuo melhoramento, a
partir de comentários e críticas.
Juridicamente o ponto de partida é a interpretação das limitações e exceções,
cujo paradigma, exaustivamente reiterado, é sua extensividade. Isso significa que
além dos usos expressamente previstos na LDA, outros usos podem ser feitos
livremente, desde que, principalmente, não conflitem com a exploração comercial
e regular da obra. É justamente sobre quais são estes usos e os critérios para sua
utilização no contexto das bibliotecas que as políticas institucionais devem tratar.

10.4. De quem é a responsabilidade pelas
ações da biblioteca, de seus funcionários e
de seus usuários no contexto dos usos livres?
A partir do momento em que uma Política Institucional de acesso for
estabelecida e divulgada pela biblioteca, então a instituição é a responsável
por responder pela ação dos seus funcionários que atuarem nos limites dessa
Política Institucional.

10.5. Existe algum precedente, no Brasil, de
política institucional que busque harmonizar
estes direitos?
Sim. O Brasil possui um precedente importante como caminho para
garantir os direitos dos usuários das bibliotecas.
Por volta de 2004, a ABDR (Associação Brasileira de Direito Reprográfico),
que defende os interesses dos titulares de direitos autorais que lhe são associados,
realizou fiscalização nas bibliotecas da USP, com o objetivo de denunciar suposta
prática de violação de direitos autorais. Segundo a visão da ABDR na época,
apenas três páginas de cada livro eram liberadas para fotocópia, o que colocava
as “xerox” da instituição em uma posição delicada. No entanto, a USP, em decisão

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�do Conselho Universitário, resolveu adotar uma posição diferente, mais razoável,
equilibrada e responsiva à sua comunidade, e que respeitasse também os direitos
dos usuários das obras. Na diretrizes da USP, estão permitidas a reprodução de
um capítulo de qualquer livro e artigos científicos inteiros; além disso, a cópia
integral estaria autorizada em certos casos, como no caso de livro estrangeiro ou
que estivesse fora de catálogo em editoras nacionais há mais de 10 anos.
Alguns anos mais tarde, a UFRJ seguiu caminho similar, adotando diretrizes
mais amplas da cópia para uso privado.
Esses episódios e cujas diretrizes ainda estão vigentes, demonstram a
necessidade de um posicionamento institucional, para inclusive impedir abusos e
propostas absurdas de interpretação, como indicado.

10.6. Como a biblioteca deve divulgar sua
política institucional de acesso para seus
usuários?
Uma vez redigida e aprovada, a política institucional de acesso da biblioteca
pode ser divulgada de muitas maneiras diferentes, tais como: (a) no site da
instituição; (b) afixada na forma de cartaz em local visível no interior da biblioteca;
(c) afixada nas próprias obras; (d) em uma versão animada disponível no site e em
plataformas digitais; (e) em formato de áudio; e, claro, em formatos acessíveis.

10.7. Quais são os passos para a criação de
uma política institucional de acesso aos
diferentes tipos de bibliotecas (bibliotecas
públicas, escolares, universitárias,
especializadas etc.)?
Cada biblioteca tem suas peculiaridades e contextos, por isso mesmo
a construção de uma política institucional deve ser resultado de um diálogo
interno amplo. Não é objetivo deste guia propor um modelo a ser seguido, mas
principalmente trazer as questões e as possibilidades jurídicas de harmonização
e satisfação tanto do direito de acesso como da proteção aos direitos autorais,
sem esquecer que a missão central das bibliotecas é, na essência, preservar e
disponibilizar seu acervo. Neste sentido, este guia pode ser usado como ponto
de partida para a construção de uma política institucional.

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GUIA PARA BIBLIOTECAS
Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura

�O primeiro passo na elaboração de qualquer política institucional é
identificar quais são as suas necessidades, a partir de um diagnóstico de seus
acervos e suas atividades com as diferentes áreas internas. É importante, neste
momento, que dialogue com funcionários das diferentes áreas em busca das
dúvidas, demandas e práticas cotidianas em relação aos direitos autorais;
Identificadas as necessidades e as dúvidas, é possível buscar neste
documento algumas soluções para compor as diretrizes, com base em paradigmas
contemporâneos adotados pelas altas Cortes para interpretação e aplicação das
limitações aos direitos autorais no contexto bibliotecário;
A depender das normas de cada instituição haverá um modelo de discussão
e aprovação. A decisão final pode, portanto, ser responsabilidade da diretoria da
biblioteca, do conselho universitário, da direção da escola ou da secretaria de
cultura ou de educação. Como este é um tópico de gestão interna, nem sempre
tanta formalidade será necessária. Pode ser o caso de que uma mera declaração
pública, mas devidamente documentada, cumpra tal papel.
Em qualquer situação, porém, é importante que o bibliotecário verifique
as normas que regem o funcionamento da entidade para compreender a melhor
forma de encaminhar o processo de análise e aprovação da política institucional.
Pode ser necessário e importante a atuação do bibliotecário na instrução de
superiores e colegas acerca das limitações e exceções aos direitos autorais
e da interpretação do judiciário. É bem provável que seja necessário algum
tipo de aconselhamento ou acompanhamento jurídico, que deve ser capaz de
compreender os paradigmas contemporâneos e juridicamente consolidados
sobre as limitações e usos livres das obras protegidas por direitos autorais, e
também a missão e atividades da biblioteca em questão.
Sanadas as dúvidas e concluído o processo de debate e aprovação,
a redação das diretrizes deve ser específica quanto às questões que os seus
funcionários e usuários enfrentam, e amplamente divulgadas.
O ponto mais importante desse documento será sinalizar que a diretriz
adotada é uma diretriz da instituição e que a responsabilidade pela ação dos
funcionários é, portanto, da instituição.
Infelizmente, por muitas vezes ainda, é o bibliotecário que precisa atuar para que
as instâncias responsáveis conheçam essa demanda, entendam os conceitos e tomem
as decisões necessárias para que as instituições criem as suas políticas institucionais de
acesso baseadas na interpretação extensiva das limitações aos direitos autorais.
Quanto mais bibliotecas agirem nesse sentido, mais socialmente e
politicamente fortes estarão para promover o direito de acesso e sua harmonização
com os direitos autorais.

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Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura

45

�11.
E agora, quais são
os limites jurídicos dos
usos livres das obras
protegidas pelos
direitos autorais?
11.1. O que uma biblioteca não pode fazer com
relação às limitações aos direitos autorais?
Compreender que os usuários possuem direitos constitucionalmente
garantidos e que as limitações e exceções previstas aos direitos autorais são
interpretadas extensivamente não significa ignorar que os autores têm direitos
sobre as suas obras. Tanto como os direitos autorais não são ilimitados, o
direito de acesso também não o é. Precisamos ter consciência dos limites
aos direitos dos usuários e da aplicação dos direitos autorais. Encontrar um
equilíbrio é fundamental: deve-se buscar harmonização entre o direito do
autor e o direito de acesso do usuário.
No plano internacional é necessário observar a Regra ou Teste dos Três
Passos da Convenção de Berna e do Acordo TRIPS, que estabelece o parâmetro
geral para encontrarmos os limites dos usos livres. O Teste dos Três Passos diz
que um uso livre só é legítimo (1) em casos especiais, (2) desde que não cause
prejuízos injustificáveis aos legítimos interesses dos autores e (3) desde que

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�não atrapalhe a exploração normal da obra. Sua inclusão nos tratados teve por
objetivo permitir maleabilidade às legislações nacionais para que incluíssem as
limitações que identificassem como mais adequadas à sua realidade – trabalho
este não feito pelo Legislativo Nacional até agora.
Tendo isso em consideração, entendemos que as bibliotecas não devem,
sem autorização dos titulares, realizar as seguintes ações:
(I) no âmbito da reprodução de obras
a. realizar cópias integrais para uso privado de obras que ainda estão
sendo exploradas comercialmente ou que ainda não atingiram um prazo
razoável fora de catálogo, a não ser nas condições indicadas anteriormente
neste documento. Nestes casos, a cópia feita para biblioteca para uso
privado deve estar limitada ao pequeno trecho;
b. incorporar ao seu acervo digital as obras em formato digital que
estejam disponibilizadas online de maneira irregular (obras “pirateadas”);
c. disponibilizar publicamente, sem controle, as cópias realizadas para o
usos específicos e restritos;
d. oferecer serviços de cópia para os usuários de biblioteca com o intuito
de lucro;
(II) no âmbito da digitalização para fins de preservação, utilizar a
justificativa de preservação para digitalizar obras protegidas para fins de
disponibilização pública indiscriminada;
(III) no âmbito do Empréstimo Digital Controlado:
a. desconsiderar a relação entre número de exemplares e número de
empréstimos simultâneos;
b. permitir que os usuários façam cópias da obra em formato digital por
meio do empréstimo digital controlado.
(IV) no âmbito das obras em formatos acessíveis:
a. permitir a sua utilização por pessoas sem deficiência e/ou sem condições
que justifiquem o uso da obra em formato acessível;
b. realizar a disponibilização online das obras em formato acessível sem
aplicar mecanismos de controle que garantam que apenas as pessoas
com deficiência acessem essas obras;
c. oferecer serviços de acessibilidade com o intuito de lucro.

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�11.2. No caso de uma ação importante, mas
que não se enquadra nas hipóteses extensivas
de uso livre, o que é recomendável fazer?
Se a ação for relevante e de importância, mas não se enquadrar em uma
hipótese de uso livre, a biblioteca deve pedir autorização para o titular dos direitos
autorais ou se abster de realizar tal ação.

11.3. O que a biblioteca deve fazer caso ela
receba alguma notificação dos detentores
dos direitos autorais?
Se a biblioteca receber uma notificação para remoção de conteúdo por
parte dos detentores dos direitos autorais ela deve seguir alguns passos: (1)
primeiro, deve analisar o caso para verificar se ele, na verdade, se enquadra em
uma hipótese de uso livre permitido; (2) verificar se tal uso está previamente
determinado pela biblioteca em sua Política Institucional ou se houve um
equívoco; (3) caso a ação esteja claramente dentre os usos livres permitidos e
prevista na Política Institucional, a biblioteca pode, ao responder, encaminhar
ao titular a justificativa e a norma interna que a orienta – é importante ser muito
didático aqui, porque nem todo mundo conhece a legislação de Direitos Autorais,
especialmente as suas limitações e os direitos dos usuários; (4) caso a ação
ou atividade esteja entre os usos livres permitidos mas não esteja claramente
prevista na Política Institucional, a biblioteca deve avaliar se é o caso de incluí-la,
considerando as limitações aos direitos de autor. (5) Mas, se a ação ou uso não
se enquadra dentre os usos livres conforme os paradigmas contemporâneos e/
ou justificada dentre as suas diretrizes, deve atender ao pedido do titular. Uma
alternativa é negociar a manutenção da disponibilidade da obra por meio de uma
autorização expressa do titular que, é bom lembrar, nem sempre é o autor.

11.4. O que fazer se o titular dos direitos autorais
contestar a Política Institucional da biblioteca e
ameaçar processá-la?
Esta sempre é uma possibilidade real. Independente de terem ou não
direito de fato, ações e ameaças de ações judiciais são sempre possíveis. Como
praticamente qualquer questão jurídica, as ações relacionadas ao uso livre
dependem de interpretação; no caso das bibliotecas, em especial, da interpretação
extensiva das limitações aos direitos autorais e os usos livres das obras protegidas.

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�Por isso, pode ocorrer de o titular querer disputar com um entendimento diferente
da questão. É direito do titular defender o seu ponto de vista, mas enquanto não
houver jurisprudência clara e inequívoca sobre a questão, a biblioteca também
deve defender sua posição, que é lastreada juridicamente, e o ponto de vista mais
benéfico aos seus usuários.
No Brasil, litígios envolvendo bibliotecas são extremamente raros. Isso
porque, historicamente, as nossas bibliotecas são mais reticentes na promoção
do direito de acesso pela via da política institucional, apesar de esta ser uma
de suas principais funções e razão de ser. Todavia, como já mostramos, existem
alguns precedentes importantes para sustentar essa estratégia, como os casos da
USP e da UFRJ, cujas políticas se sustentam até hoje.
Mas não há garantias de que será possível evitar todo e qualquer conflito.
Talvez alguns questionamentos sejam até pedagógicos para bibliotecas e titulares
de direitos autorais acerca da possível harmonização de interesses conflitantes.
Por isso, acreditamos que as bibliotecas podem e devem buscar a efetivação dos
direitos de seus usuários e realização de sua missão.

11.5. De que maneira os titulares podem reagir?
A reação dos titulares pode ocorrer de duas maneiras principais. A mais
comum é na forma de notificação extrajudicial, geralmente com tons ameaçadores
e conotações persecutórias. Nestes casos, a biblioteca deve defender o seu
ponto de vista, elegantemente explicando as suas ações com base em sua Política
Institucional, previamente publicada, na qual já devem constar os embasamentos
legais. No caso da notificação ser abusiva ou extrapolar os limites de razoabilidade
na busca de seus direitos, a biblioteca pode decidir contra-notificar os titulares,
expondo eventual abuso de direito identificado.
Uma segunda forma de reação – menos comum pois mais cara e com
maiores riscos para os titulares – que pode decorrer da primeira ou ocorrer
sem aviso prévio, é um litígio. Ou seja, a abertura de um processo na justiça. O
titular processa a biblioteca por infração de direitos autorais. Qualquer um pode
processar uma biblioteca por infração de direitos autorais ou por qualquer outra
coisa, inclusive restrição injustificada de acesso, mas isso não significa que essa
pessoa esteja correta e que a biblioteca esteja errada.
Se algo assim ocorrer (e até mesmo na primeira hipótese de reação), é
importante que a biblioteca torne a questão pública, para promoção do debate
amplo, com envolvimento de usuários e especialistas – tanto em biblioteconomia
como em direitos autorais. A biblioteca precisará de uma representação legal para
defesa no sistema de Justiça, e poderá indicar um profissional já da instituição, buscálo no mercado ou até encontrar apoio em entidades e defensores dos usos livres
legítimos, como as instituições que apoiaram a produção deste guia. A publicização
da questão também ajudará a biblioteca a encontrar apoio na representação legal.

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�Caso um processo ocorra e o judiciário decida em benefício dos titulares, a
biblioteca deve cumprir imediatamente a decisão judicial. Neste caso, será preciso
repensar a estratégia em relação àquela ação específica objeto do litígio. Se este
for o caso, é fundamental dialogar com a comunidade de bibliotecas, tanto para
desenvolver uma nova política quanto para evitar que outras possam ser processadas.
Caso o judiciário decida a favor da biblioteca, toda a estratégia de
fortalecimento dos direitos dos usuários e o desenvolvimento de políticas
institucionais pelas bibliotecas serão fortalecidos.
Vale lembrar, porém, que existem várias instâncias no judiciário brasileiro
e que uma decisão a favor ou contra a biblioteca, em primeira instância, pode não
ser definitiva. De qualquer forma, o setor de bibliotecas do país precisa debater
publicamente a questão, apoiando-se mutuamente.

11.6. É possível negociar com as editoras,
gravadoras ou demais detentores de direitos
autorais? Como proceder?
Sim, é possível. As bibliotecas são relevantes clientes das maiores editoras
do país e podem, nesta condição, negociar para obter direito a algum uso
específico que seja necessário, caso este uso esteja fora do escopo de hipóteses
de usos livres. Em geral, quando o uso da obra em questão não tem fins lucrativos,
os titulares dos direitos autorais são mais propícios a conceder autorização. Mas,
é claro, a posição dos titulares varia de caso a caso. Não existe um caminho único
para solicitar esse tipo de autorização, mas a biblioteca deve buscar o contato
com os titulares de maneira formal e, preferencialmente, por escrito.

11.7. Quais os canais e os fóruns disponíveis
para que profissionais da informação participem
do debate legislativo em matéria de
limitações aos direitos autorais?
Quando uma ação for necessária para a biblioteca perseguir sua missão,
mas não for possível enquadrá-la nas hipóteses de limitações aos direitos autorais
e nem for possível negociar com os titulares a sua autorização, é essencial trazer
a questão a público.

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�No entanto, independentemente destas circunstâncias é essencial e já
passa da hora das bibliotecas e dos bibliotecários participarem com maior afinco
e intensidade do debate legislativo do país e nos órgãos internacionais.
Para isso, os bibliotecários precisam se instruir nos temas como direito autoral,
direito de acesso à informação, conhecimento e cultura e do processo legislativo, o
que vai garantir uma participação mais efetiva no debate público. As ações podem
ser tanto individuais ou coletivas, sendo que, em geral, as que ocorrem pela soma de
forças de entidades, instituições e pessoas têm maior chance de sucesso.
Os sites da Câmara dos Deputados e do Senado Federal possuem canais
para que os cidadãos acompanhem e participem do debate legislativo sobre
projetos de lei, de forma que os bibliotecários podem se inteirar sobre proposições
que potencialmente afetem a sua atividade e a missão das bibliotecas. É possível
acompanhar cada etapa do processo legislativo por meio de cadastro, recebendo
notificações via e-mail sobre determinado projeto de lei.
Frequentemente, o site Participa.br, do Governo Federal, abre consultas
públicas para que os cidadãos deem a sua opinião sobre leis e decretos. É importante
que os bibliotecários se inteirem sobre consultas de temas envolvendo a atividade
das bibliotecas, já que esse tipo de consulta pode influenciar a legislação do setor.
Além disso, muitas entidades nacionais e internacionais atuam,
politicamente, de maneira organizada, ou seja, de forma sistemática e, em geral,
coletiva na defesa de uma causa comum. É um processo de reivindicação de direitos
que tem por objetivo influir na formulação e implementação de políticas públicas.
As maneiras de atuar são várias e incluem desde campanhas de sensibilização,
comunicação, litigância, diálogo com tomadores de decisão e coordenação (ou
oposição) aos atos dos representantes dos poderes executivo e legislativo nas
três esferas: municipal, estadual e federal.
Os bibliotecários interessados em participar do debate sobre políticas
públicas que os afetem podem buscar diálogo, parceria e até participação em uma
ou mais delas. Podem também passar a integrá-las. São exemplos de entidades
que atuam no debate sobre políticas públicas de acesso:
1) FEBAB: https://febab.org/
2) CBDA3/FEBAB: https://www.acoesfebab.com/direitos
3) IFLA: https://www.ifla.org/
4) CLM/IFLA: https://www.ifla.org/units/clm/
5) Eifl: https://www.eifl.net/
6) InternetLab: https://internetlab.org.br/pt/
7) Intervozes: https://intervozes.org.br/
8) IBDAutorais: https://ibdautoral.org.br/

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�Considerações finais
A proteção dos direitos autorais e a efetivação do direito de acesso
à informação, conhecimento e cultura não são incompatíveis. Até porque o
enriquecimento intelectual da sociedade é uma de suas finalidades comuns. No
entanto, seu convívio, no cotidiano, nem sempre é suave. Conciliá-los diante de
fatos e realidades concretas é desafio de todos.
E, por serem direitos fundamentais constitucional e internacionalmente
estabelecidos, os direitos autorais e de acesso precisam, necessariamente,
ser continuamente harmonizados, considerando o contexto socioeconômico
em que ocorrem. Esta ponderação deve ser feita pelos poderes constituídos
(executivo, legislativo e judiciário) e também pelas instituições e agentes cujas
atividades entrelaçam-se com os universos da informação, conhecimento ou
cultura, de dimensão infinita.
Os direitos de acesso, além de seus próprios valores intrínsecos à
formação dos cidadãos, são também instrumentais e essenciais ao exercício de
outros direitos fundamentais, como à educação, pesquisa e a própria liberdade
de expressão. O acesso é condição necessária para o próprio desenvolvimento
dos talentos criativos e expressivos, vitais para se tornar autor. Não só isso, mas
as experiências culturais que viabilizam as novas criações dependem do acesso
e fruição de obras preexistentes, pois nada criamos sem referências. E, ainda, o
desejo pela arte e pelo saber, pela prática cultural e científica, só é despertado pela
própria experiência cultural. Enfim, só o acesso permite a existência de autores,
novas obras e público pagante.
Sem a criação de ambientes onde o acesso livre e desimpedido possa
existir e seja central e, com isso, permitir o florescimento de criadores, criações e
cidadãos apaixonados por cultura e saber, jamais construiremos um ecossistema
no qual conviva uma multiplicidade de autores, que possam ser conhecidos e
reconhecidos, que suas obras queiram ser lidas, ouvidas, vistas ou sentidas, por
um público suficiente para ser capaz de sustentar indústrias culturais robustas e
diversas. Estes são espaços de fomento de autoria, da criação, do desejo de fruir,
participar e compartilhar experiências culturais e intelectuais.
		
Estes espaços de formação devem ser fomentados e incentivados
e não estrangulados. Tais espaços são publicamente ocupados, principalmente,

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�por instituições como as bibliotecas e museus ou de ensino e pesquisa. Uma das
formas de asfixiá-los é implementar regras e impedimentos ao exercício de suas
atividades primárias e satisfação de suas funções fulcrais. E normas de proteção
aos direitos autorais que não reservam estes espaços de acesso e fruição livres
têm por efeito impedir ou dificultar substancialmente o exercício dos direitos
de acesso. Este tipo de situação ameaça diretamente o exercício das atividades
das bibliotecas e museus – quando não a sua própria existência, que, além de
tudo, impactam inescapavelmente o ensino e a pesquisa e, em última instância, a
construção de uma sociedade livre, justa e solidária.
É justamente com a preocupação de preservar e defender este espaço
necessário, público e institucional das bibliotecas e assegurar o exercício de suas
atividades e funções essenciais pelos bibliotecários e bibliotecárias que este Guia
foi elaborado e está sendo disponibilizado.
Conscientemente, preferimos não incluir, neste material, as questões sobre
o Acesso Aberto e, mais recentemente, Dados Abertos e Ciência Aberta, que
trazem outras questões, muitas das quais muito específicas ou pertinentes quase
exclusivamente às instituições de pesquisa. Fugiria do nosso objetivo central, de
alcançar o universo mais amplo de bibliotecas e agentes.
Assim, o caminho escolhido foi, a partir de uma cuidadosa análise das
questões trazidas e que impactam esta diversa comunidade de bibliotecas, gestores,
bibliotecários e seus usuários, desfazer alguns mitos, responder algumas dúvidas,
superar algumas barreiras, informar decisões e inspirar ações a fim de, no âmbito
de suas competências, compatibilizar, harmonizar e equilibrar o direito de acesso à
informação, conhecimento e cultura com a proteção aos direitos autorais.
No entanto, precisamos e desejamos mais! Pretendemos que este material
sirva para inspirar as instituições, gestores e profissionais a discutirem e elaborarem
políticas institucionais de preservação e acesso ao seu acervo. Esperamos que os
poderes executivo e legislativo se imbuam do necessário senso de urgência e,
finalmente, atualizem a Lei de Direitos Autorais, expandindo substancialmente
as limitações e exceções, de forma a assegurar a continuidade destes espaços
de formação. Torcemos para que o poder judiciário siga garantido o papel
fundamental dos direitos de acesso no ordenamento jurídico. Aspiramos, enfim,
pela participação ativa de toda a comunidade no esforço coletivo de assegurar,
impelir e exigir sólidas ações sociais, políticas e normativas que assegurem formal
e expressamente às bibliotecas seus direitos de preservação e disponibilização de
seu acervo à sua comunidade de usuários.

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�PARA IMPRIMIR E TER SEMPRE À MÃO

Dez princípios para interpretar a
legislação de direitos autorais do
ponto de vista das bibliotecas
PRINCÍPIO 1 São importantes funções das bibliotecas promover
a concretização do direito de acesso à informação, conhecimento
e cultura, assim como observar os direitos autorais.
PRINCÍPIO 2 O rol expresso de limitações aos direitos
autorais é meramente exemplificativo e, portanto, sua
interpretação é extensiva e inclui outras situações em que
outros direitos fundamentais assumem protagonismo
frente aos direitos autorais.
PRINCÍPIO 3 As limitações aos direitos autorais são expressões
de sua função social e resultados da ponderação entre direitos
fundamentais de igual estatura. Estabelecem os usos livres
e sem necessidade de autorização prévia ou remuneração,
perfazendo, portanto, direitos dos usuários. Restrições a estes
direitos são indevidas e podem configurar abuso de direito.
PRINCÍPIO 4 A tecnologia evolui tanto em benefício da
exploração comercial da obra como da concretização do
direito de acesso à informação, conhecimento e cultura.
PRINCÍPIO 5 Na ausência de jurisprudência clara e/ou de
interpretação inequívoca das normas aplicáveis, a biblioteca
sempre deve adotar a interpretação mais benéfica aos seus
usuários.
PRINCÍPIO 6 Nem tudo que desejamos ou entendemos ser
preciso fazer podemos fazer livremente, sem autorização ou
remuneração dos titulares. Na identificação de atividades e usos
livres de obras protegidas por direitos autorais, deve-se sempre
ser razoável, considerar as circunstâncias particulares do caso e

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�PARA IMPRIMIR E TER SEMPRE À MÃO

os efeitos sobre a exploração comercial regular da obra, sempre
em busca do equilíbrio entre a proteção e o direito de acesso.
PRINCÍPIO 7 Como os direitos autorais, as bibliotecas também
possuem uma função social a cumprir, de preservação e
promoção da literatura, artes, saber, e, portanto, da educação,
da pesquisa e da cultura em geral. A restrição exacerbada
ou injustificada de suas atividades pelos direitos autorais, de
forma que impeça ou substancialmente dificulte sua atuação
e a satisfação de suas missões, dilacera o direito de acesso
constitucionalmente assegurado, tornando-se, portanto,
inconstitucional em si.
PRINCÍPIO 8 Quando as limitações não tiverem alcance
suficiente para viabilizar determinada ação, atividade ou uso,
a biblioteca deverá solicitar autorização para os titulares ou se
abster de executá-la.
PRINCÍPIO 9 As bibliotecas e as instituições onde estão
inseridas devem desenvolver uma política institucional de
preservação e acesso ao acervo. Sempre que uma atividade,
ação ou regulamentação gerar contestação injustificada, a
biblioteca deve optar por, na medida do possível, assumir
o risco em nome de sua missão institucional. No entanto,
o risco nunca deve ser assumido pelos funcionários das
bibliotecas de maneira pessoal, e sim pela instituição da
qual fazem parte.
PRINCÍPIO 10 Independente do paradigma judicial vigente,
instituições, bibliotecários, usuários e suas associações
devem e precisam, com urgência, advogar a mudança da lei
de direitos autorais, para inclusão de limitações expressas
em favor das bibliotecas, frente aos poderes (legislativo,
executivo e judiciários) e aos gestores, presentes e
futuros, em todas as esferas, em nível nacional, regional
e internacional. Idealmente coletivamente e criando um
advocacy bibliotecário.

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�SUGESTÃO DE LEITURA COMPLEMENTAR
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Revista da ESMAPE, v. 13, n. 28, p. 315-351, 2008.
AUFDERHEIDE, P.; JASZI, P. Reclaiming fair use: how to put balance back in copyright. Chicago: The
University of Chicago Press, 2011.
BALGANESH, S.; LOON, N. W.; SUN, H (org.). The Cambridge Handbook of Copyright Limitations and
Exceptions. Cambridge: Cambridge University Press, 2021.
BRANCO, S. V. O domínio público no direito autoral brasileiro: estrutura e função. 2011.
Tese (Doutorado) - Faculdade de Direito, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2011.
BURRELL, R.; COLEMAN, A. Copyright Exceptions: The Digital Impact. Cambridge: Cambridge
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CARBONI, G. Função social do direito de autor. Curitiba: Juruá Editora, 2006.
CHAPDELAINE, P. Copyright user rights: contracts and the erosion of property. Oxford: Oxford
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COATES, J. F.; HACKETT, C.; KENINGER, T.; CALVO, K, M.; OWEN, F.; TAYLOR, V.; PEREYASLAVSKA,
A.; BERG, K. CAMINHANDO - Implementação do Tratado de Marraqueche para pessoas cegas, com
deficiência visual ou com outras dificuldades para ter acesso ao texto impresso: um guia prático para
bibliotecários. Tradução e adaptação de Sueli Mara Soares Pinto Ferreira. São Paulo, FEBAB/CBDA3,
2020. Com comentários a partir da proposta brasileira de Implementação do Tratado de Marraqueche
disponível para Consulta Pública no período de maio a julho de 2020. Disponível em: https://repository.
ifla.org/handle/123456789/1744 e http://repositorio.febab.org.br/items/show/4608. Acesso em 15 de
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COUTO, W. E.; FERREIRA S. M. S. P. (2020). Empréstimo Digital Controlado e direitos autorais no Brasil:
algumas reflexões iniciais. Liinc Em Revista, 16(2), e5378. https://doi.org/10.18617/liinc.v16i2.5378
CREWS, K. D. Copyright Law for Libraries and Educators: Creative Strategies and Practical Solutions.
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EIFL. O Tratado de Marraqueche para facilitar o acesso às obras publicadas por pessoas cegas, com
deficiência visual, ou com outras dificuldades para acessar o texto impresso: Guia EIFL para Bibliotecas.
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eifl.net/resources/marrakesh-treaty-eifl-guide-libraries-portuguese e http://repositorio.febab.org.br/items/
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�ANEXOS
2. UFRJ - RESOLUÇÃO Nº 19/2010
Regulamenta a reprodução em cópias reprográficas de livros, revistas científicas
e periódicos na Universidade Federal do Rio de Janeiro
O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em
sua sessão de 23 de setembro de 2010, com fundamento no Artigo 207 da
Constituição Federal, e tendo em vista o direito à informação de estudantes,
professores e pesquisadores da UFRJ, indispensável à formação discente e ao
desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural da Instituição, bem
como a necessidade de proteger os direitos relativos à propriedade intelectual
de autores de obras escritas, resolve:
Art. 1º Permitir a reprodução, sem finalidade lucrativa, em cópias reprográficas
de trechos, como capítulos de livros e artigos de periódicos e revistas científicas
mediante solicitação individual e para uso próprio do solicitante.
Art. 2º Permitir a reprodução integral, em cópias reprográficas, de exemplares
de livros que integrem o acervo das bibliotecas da UFRJ, classificados em uma
das seguintes categorias:
I – Obras esgotadas sem republicação há mais de dez (10) anos;
II – Obras publicadas no exterior e não disponíveis no mercado nacional;
III – Obras de domínio público;
IV – Obras nas quais conste expressa autorização para reprodução.
Parágrafo único. As bibliotecas da UFRJ deverão marcar os exemplares das
obras de seu acervo, incluídas nas categorias acima, com um sinal distintivo de
cada uma delas.
Art. 3º Autorizar os docentes da UFRJ a disponibilizar para reprodução material
destinado às disciplinas que ministram.
Art. 4º As normas constantes desta Resolução deverão ser observadas em todas
as dependências e órgãos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, quer
sejam vinculados diretamente à autarquia, quer se trate de permissionários ou
concessionários de serviços.
Art. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação no Boletim da
Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Aloisio Teixeira
Reitor

58

GUIA PARA BIBLIOTECAS
Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura

�1. USP - RESOLUÇÃO Nº 5213, DE 02 DE JUNHO DE 2005
Regula a extração de cópias reprográficas de livros, revistas científicas ou
periódicos no âmbito da Universidade de São Paulo.
O Reitor da Universidade de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, com
fundamento no art 207 da Constituição Federal e no art 42, IX, do Estatuto,
baixado pela Resolução nº 3461, de 07.10.88, e de acordo com o deliberado
pelo Conselho Universitário, em Sessão de 31 de maio de 2005, baixa a seguinte
RESOLUÇÃO:
Artigo 1º – As normas constantes desse ato deverão ser observadas em todas
as instalações e órgãos da Universidade de São Paulo, quer sejam vinculados
diretamente à autarquia, quer se trate de permissionários ou concessionários de
serviços.
Artigo 2º – Visando garantir as atividades-fins da Universidade, será permitida
a extração de cópias de pequenos trechos, como capítulos de livros e artigos
de periódicos ou revistas científicas, mediante solicitação individualizada, sem
finalidade de lucro, para uso próprio do solicitante.
Artigo 3º – As bibliotecas deverão marcar seu acervo com sinais distintivos
diferenciando as seguintes categorias de obras:
I – esgotadas sem republicação há mais de 10 anos;
II – estrangeiras indisponíveis no mercado nacional;
III – de domínio público;
IV – nas quais conste expressa autorização para reprodução.
Parágrafo único – De qualquer obra que contenha o sinal distintivo de uma
dessas categorias, será permitida a reprodução reprográfica integral.
Artigo 4º – É permitido, por parte de docentes, o fornecimento de material
destinado estritamente ao ministério de disciplina constante do programa da
universidade, sendo autorizada sua reprodução para os alunos regularmente
inscritos, observado o disposto nos artigos precedentes.
Artigo 5º – Fica garantido o livre exercício das atividades desenvolvidas pelas
bibliotecas de intercâmbio de material entre instituições de ensino e pesquisa
nos limites desta Resolução.
Artigo 6º – Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. (Proc.
2005.1.13361.1.1)
Reitoria da Universidade de São Paulo, 02 de junho de 2005.
ADOLPHO JOSÉ MELFI
Reitor			

NINA BEATRIZ STOCCO RANIERI
Secretária Geral

GUIA PARA BIBLIOTECAS
Direitos autorais e Acesso ao Conhecimento, Informação e Cultura

59

�FEBAB – Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições
Rua Avanhandava, 40 – Conj. 110
Bela Vista – CEP 01306-000 – São Paulo/SP, Brasil
E-mail: secretaria@febab.org.br
Site: febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Acesso Aberto</text>
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      <name>Text</name>
      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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          <name>Original Format</name>
          <description>The type of object, such as painting, sculpture, paper, photo, and additional data</description>
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                <text>Guia para bibliotecas: direitos autorais e acesso ao conhecimento, informação e cultura</text>
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                <text>Direito autoral – Brasil&#13;
Bibliotecas&#13;
Guias</text>
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                <text>As bibliotecas cumprem um papel histórico na trajetória das civilizações. Como parte da infraestrutura do conhecimento, elas têm participação ativa no desenvolvimento da cultura e dos saberes. São essenciais e necessárias à construção e sustentação de sociedades culturalmente ricas e dinâmicas. Das tabuinhas dos Pinakes aos modernos acervos digitais, é permanente a missão das bibliotecas em guardar, organizar, disponibilizar e disseminar o conhecimento, a informação e a cultura. Organizadas em rede, as bibliotecas contemporâneas estão presentes em todo o território nacional, servindo à comunidade e atendendo os usuários em suas necessidades informacionais.&#13;
A continuidade dessa missão, bem como sua atualização e ampliação, é uma responsabilidade de todos. É verdade que uma parte desse desafio depende de uma atuação mais cuidadosa do Poder Público, que não pode se furtar de suas obrigações. Porém, também é verdade que algumas escolhas estão nas mãos das próprias instituições que, com o devido embasamento jurídico, podem e devem ampliar a sua atuação. Como disse Michel Melot: “Toda biblioteca é uma escolha; ao fazer essa escolha, o bibliotecário é o primeiro autor de sua biblioteca.”1&#13;
Os direitos autorais impactam inúmeras das atividades das bibliotecas, em uma relação complexa, porém não antagônica. Por um lado, os direitos autorais visam estabelecer uma exclusividade em favor dos titulares e dar poder (substancial, mas não absoluto) de decidirem sobre a utilização de suas obras, de acordo com seus interesses particulares, enquanto a missão das bibliotecas é garantir que as obras sejam amplamente usadas por todos, da maneira mais democrática possível. Ao mesmo tempo, as bibliotecas e a proteção oferecida pelos direitos autorais compartilham de um mesmo objetivo: estimular o progresso e engrandecimento cultural da sociedade, por meio da disponibilização e acesso às obras literárias, artísticas e científicas. Ou seja, em determinada medida as duas instituições são parceiras em uma das missões mais nobres que existem: estimular a literatura, as artes, o conhecimento e as ciências. A satisfação desta missão, porém, só se realizará plenamente quando os espaços de atuação das bibliotecas e de incidência dos direitos autorais estiverem em harmonia e equilíbrio.</text>
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                <text>Walter Eler do Couto&#13;
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira&#13;
Allan Rocha de Souza&#13;
Mariana G. Valente</text>
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                <text>Alice de Perdigão Lana (Mestra em Direito/UFPR - INTERNETLAB)&#13;
Marina Pita (Mestranda em comunicação/UnB - INTERVOZES)</text>
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                <text>Esta obra está sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)</text>
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                    <text>o
Tratado de
Marraqueche
guia eifl para bibliotecas

Outubro 2015, versão 2
(versão em português, FEBAB, julho 2020)

�EIFL trabalha em colaboração com
bibliotecas em mais de 60 países em
transição ou em desenvolvimento.
áfrica Angola, Botsuana, Burkina Faso, Camarões,
Congo, Etiópia, Gana, Quênia, Lesoto, Malawi,
Mali, Namíbia, Nigéria, Senegal, África do Sul,
Suazilândia, Tanzânia, Uganda, Zâmbia, Zimbábue
ásia pacífico Camboja, China, Fiji, Cazaquistão,
Quirguistão, Laos, Maldivas, Mongólia, Myanmar,
Nepal, Tailândia, Usbequistão america latina
Chile, Colômbia medio oriente e áfrica
do norte Argélia, Egito, Palestina, Sudão, Síria
europa Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Bósnia
e Herzegovina, Bulgária, Croácia, República
Tcheca, Estônia, Geórgia, Hungria, Kosovo, Letônia,
Lituânia, Macedônia, Moldávia, Polônia, Romênia,
Sérvia, Eslováquia, Eslovênia, Ucrânia.

�O
Tratado de
Marraqueche

para facilitar o acesso às obras publicadas
por pessoas cegas, com deficiência
visual, ou com outras dificuldades
para acessar o texto impresso
GUIA EIFL PARA BIBLIOTECAS

Outubro 2015 v2

�SOBRE A EIFL
A EIFL (Informação Eletrônica para Bibliotecas) é uma organização sem fins lucrativos
que trabalha com bibliotecas para permitir o acesso ao conhecimento nos países em
transição ou em desenvolvimento na África, Ásia-Pacífico, Europa e América Latina. Em
um mundo digital altamente conectado, nossas atividades ajudam as pessoas a acessar e
usar a informação para educação, aprendizagem, pesquisa e desenvolvimento sustentável
da comunidade. Criamos capacidade, defendemos o acesso ao conhecimento em nível
nacional e internacional, promovemos o intercâmbio de conhecimentos e iniciamos
projetos-piloto para serviços inovadores de bibliotecas por meio dos programas de
Licenciamento (Licensing), Direitos Autorais e Bibliotecas (Copyright and Libraries),
Acesso Aberto e Inovação em Bibliotecas Públicas (Open Access and Public Library
Innovation).

SOBRE DIREITOS AUTORAIS E BIBLIOTECAS (EIFL-IP)
O objetivo do programa Copyright and Libraries (EIFL-IP) é proteger e promover os
interesses das bibliotecas sobre questões de direitos autorais nos países parceiros do
EIFL. Nossa visão é que os bibliotecários são os defensores de um sistema justo de
direitos de autor e líderes na promoção do acesso ao conhecimento na era digital. Nós
estabelecemos uma rede de bibliotecários especializados em direitos autorais nos países
parceiros, defendemos a reforma das leis nacionais e internacionais de direitos autorais e
desenvolvemos recursos úteis sobre questões de direitos autorais.

www.eifl.net

LICENÇA
Exceto quando indicado em contrário, o conteúdo é licenciado sob uma licença Creative
Commons 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Mas recomenda-se que bibliotecários e público
em geral que venham a usar, distribuir, traduzir, modificar e desenvolver esses materiais,
atribuam a EIFL os devidos créditos.

COMENTÁRIOS
Comentários e opiniões são sempre bem-vindos. Por favor envie um email para info@eifl.
net.

�Prefácio
Em junho de 2013, os Estados membros da Organização Mundial da Propriedade
Intelectual (OMPI) adotaram o “Tratado de Marraqueche para Facilitar o Acesso a Obras
Publicadas às Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou com Outras Dificuldades para Ter
Acesso ao Texto Impresso”.
O objetivo do Tratado é acabar com a escassez de livros – o fato de que apenas cerca
de 7% dos livros publicados são disponibilizados globalmente em formatos acessíveis,
como Braille, áudio, impressão com letras grandes, e formato DAISY1 . No mundo em
desenvolvimento, o número é inferior a 1%. Esta situação ocorre, em parte, por causa das
barreiras criadas pelas leis de direitos autorais, barreiras que o Tratado procura remover.
Por isso, a EIFL apoiou as negociações durante cinco anos na OMPI e participou na
conferência diplomática que levou à adoção do Tratado em Marraqueche. Com exemplos
de países parceiros da EIFL (Lesoto, Lituânia e Mongólia), os delegados ouviram como um
Tratado da OMPI para as pessoas com dificuldade para ter acesso ao texto impresso pode
realmente mudar vidas.
Para completar o trabalho na OMPI e cumprir a promessa do direito universal de leitura
das pessoas com dificuldade de ter acesso ao texto impresso, a EIFL está apoiando a
ratificação do Tratado nos países parceiros e sua implementação na lei nacional de direitos
autorais.
O Tratado de Marraqueche representa um avanço significativo no direito autoral
internacional porque é o primeiro Tratado dedicado exclusivamente à criação de normas
mínimas internacionais em benefício dos usuários de obras protegidas por direitos
autorais. Ele tem o potencial de aumentar significativamente a disponibilidade global de
materiais em formatos acessíveis. A capacidade de compartilhar esses formatos acessíveis
através das fronteiras irá beneficiar as pessoas com dificuldade de acesso a obras impressas
em todo o mundo, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento.
Este guia está organizado em duas partes. A Parte 1 fornece uma introdução direta ao
Tratado, as suas disposições-chave, e o papel de contribuição das bibliotecas com os
objetivos do Tratado2.
A Parte 2 fornece uma interpretação prática das principais provisões técnicas em
consonância com os objetivos de interesse público em permitir acesso ao conhecimento.
Ele também contém recomendações para a implementação, a fim de realizar a
oportunidade que o Tratado oferece às bibliotecas para aumentar os materiais de leitura
disponíveis para as pessoas com dificuldade de acesso ao texto impresso. Por conseguinte,
os bibliotecários devem estar envolvidos no desenvolvimento da aplicação da legislação
nacional para garantir o máximo benefício possível e para cumprir eficazmente o objetivo
do Tratado – que é acabar com a escassez do livro.

1.
Digital Accessible Information System (DAISY)
2.
Para uma discussão mais detalhada do tratado veja A User Guide to the Marrakesh Treaty,
www.librarycopyrightalliance.org/bm~doc/user-guide-marrakesh-treaty-1013final.pdf

3

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

�FOTO: BIBLIOTECA FERNANDO GOMEZ MARTINEZ

As bibliotecas são fundamentais para o sucesso do Tratado por duas razões principais:
Em todo o mundo, as bibliotecas são uma das principais fontes de Braille, áudio,
impressões com letras grandes e materiais de formato digital para cegos e deficientes
visuais .3
As organizações de pessoas cegas, bibliotecas e outras organizações chamadas de
“entidades autorizadas” podem enviar cópias de formatos acessíveis para outros países.
Embora o guia seja destinado a bibliotecas, ele pode ser facilmente adaptado para uso por
outras instituições que satisfaçam a definição do Tratado de “entidade autorizada”. O guia
também está disponível em outras línguas (e.g. francês, sérvio, russo e inglês).
Esperamos que você ache o guia útil. Comentários e feedback são bem-vindos.
Este guia é uma versão redesenhada do guia EIFL do Tratado de Marraqueche, publicado
pela primeira vez em dezembro de 2014. O texto completo do Tratado nos formatos
impresso, áudio, DAISY e Braille pode ser acessado em: www.wipo.int/treaties/en/ip/
marrakesh.
A edição em português, traduzida por Walter Couto e revisada por membros da
Comissão Brasileira de Direitos de Autor e Acesso Aberto, é de responsabilidade da
FEBAB – Federação Brasileira de Associações de Bibliotecas, Cientistas da Informação e
Instituições4 . .

3.
Bibliotecas em todos os países têm uma longa história de serviço às pessoas com dificuldade de acesso ao texto
impresso. Bibliotecas de todos os tipos, sejam bibliotecas especiais para pessoas cegas ou bibliotecas gerais que fornecem acesso
igualitário aos serviços de informação a todos os seus usuários, independentemente da deficiência, são instrumentais no
fornecimento de materiais de leitura acessíveis para fins de educação, trabalho e lazer.
4.
O Tratado de Marraqueche foi introjetado na legislação brasileira pelo Decreto Nº 9.522, de 8 de outubro de 2018 e pode
ser acessado em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9522.htm

4

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

�Conteúdo
1 INTRODUÇÃO AO TRATADO DE MARRAQUECHE  	
I Contexto

6

6

II Ratificação e implementação no direito nacional 7
III As principais disposições do Tratado 7
A Definições: bibliotecas e o Tratado de Marraqueche 7
B Outras definições importantes 8
C Obrigações substantivas relativas ao direito nacional, ao intercâmbio transfronteiriço e às
medidas tecnológicas 9
D Princípios gerais relativos à aplicação nacional 12
E Outras disposições: respeito à privacidade e cooperação para o intercâmbio
transfronteiriço 12

IV Próximos passos

13

2 RECOMENDAÇÕES PARA A IMPLEMENTAÇÃO NACIONAL DO
TRATADO DE MARRAQUECHE  	

14

1 Beneficiários do Tratado 14
II Tipo de obras e outros assuntos sujeitos às exceções e limitações 15
III Tipos de direitos cobertos pelas limitações e exceções fornecidas (direitos de autor e
direitos conexos) 15
IV Usos das obras a serem permitidas pelas limitações e exceções 16
V Bibliotecas como entidades autorizadas 17
VI Condições de aplicação das limitações e exceções no direito nacional 18
VII Condições para o intercâmbio transfronteiriço de cópias em formatos acessíveis 19
VIII Medidas de proteção tecnológica 19
IX Proteção das pessoas com deficiência não obrigatórias pelo Tratado de
Marraqueche 20
X Acesso a obras não incluídas no Tratado de Marraqueche 21

		 EIFL RECOMENDAÇÕES PARA A IMPLEMENTAÇÃO:UM RESUMO

5

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

22

�1

Introdução ao Tratado de
Marraqueche
I CONTEXTO
Na maioria dos países, a lei de direitos autorais apresenta
uma barreira legal para a realização e distribuição de cópias
de obras em formatos acessíveis a pessoas com dificuldade
de acesso ao texto impresso. Por exemplo, fazer uma cópia
de um trabalho em um formato acessível, como Braille,
sem a autorização do detentor dos direitos, pode constituir
uma violação do direito de reprodução. A distribuição não
autorizada da cópia em formato acessível pode infringir o
direito de distribuição ou disponibilização para o público.
Da mesma forma, o intercâmbio transfronteiriço de cópias
em formato acessível poderia suscitar a responsabilização por
infração de direitos autorais.
Por esta razão, mais de 50 países (principalmente
desenvolvidos) adotaram limitações aos direitos autorais que
permitem a produção e distribuição de cópias em formatos
acessíveis. No entanto, mais de 130 Estados membros da OMPI, onde vivem a maioria das
pessoas com dificuldade para ter acesso ao texto impresso, ainda não têm tais limitações.
Além disso, as limitações existentes geralmente não permitem explicitamente o envio ou
recebimento de cópias em formatos acessíveis entre os países5 .
O Tratado de Marraqueche procura suprimir as barreiras de duas formas principais:
• Pela exigência de que os países que ratificarem o Tratado possuam limitações na legislação
doméstica de direito autoral em benefício de pessoas com dificuldade de acesso ao texto
impresso. Isso significa que os países que ratificam o Tratado devem garantir que suas leis
permitam que pessoas cegas, bibliotecas e outras organizações façam cópias em formatos
acessíveis sem ter que pedir permissão do detentor de direitos autorais (geralmente o autor
ou editor) e distribuam essas cópias acessíveis pelo país.
• Pela legalização do envio e do recebimento de versões acessíveis de livros e outros
trabalhos impressos de um país para outro. Em outras palavras, fica permitido o envio de
obras em formato acessível para além das fronteiras nacionais, ajudando a evitar esforços
dispendiosos de duplicação em diferentes países por várias instituições (que muitas vezes
são financiados publicamente ou de modo beneficente). Isso permitirá que as instituições
com coleções maiores de livros acessíveis as compartilhem com pessoas com incapacidade
visual em países com menos recursos, atendendo melhor as pessoas com dificuldade
5.
N.T.: No caso do Brasil, há uma limitação específica para pessoas com deficiência visual na Lei de Direitos Autorais (Lei Nº
9.610/1998), que pode ser aplicada para outras pessoas com dificuldade de acesso ao texto impresso por meio de interpretação
extensiva ou analogia. No entanto, inexiste em nossa legislação uma limitação que permita o trânsito transfronteiriço de obras em
formato acessível, o que significa que o Brasil irá se beneficiar do Tratado especialmente neste particular, se enquadrando no
segundo tipo de países mencionados no texto.

6

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�de acesso a textos impressos em cada país e fornecendo material de leitura em qualquer
idioma que seja necessário.
As “entidades autorizadas” são fundamentais para a arquitetura do Tratado6. As
bibliotecas são centrais para o conceito de entidades autorizadas. Conforme definido,
o termo “entidade autorizada” engloba a maioria das bibliotecas. Bibliotecas, e outras
entidades autorizadas, podem realizar a produção e distribuição nacional de materiais
acessíveis. É importante salientar que as entidades autorizadas podem enviar cópias de
obras em formatos acessíveis para outros países.

II RATIFICAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO NO DIREITO NACIONAL
Após a sua adoção em junho de 2013, o Tratado foi aberto aos Estados membros da OMPI
para assinatura durante um ano. É encorajador que 80 países tenham assinado dentro
do ano, incluindo 22 países membros do EIFL. Sob o direito internacional, assinar um
Tratado indica o apoio político de um país. No entanto, para um Tratado entrar em vigor,
ele deve ser ratificado. O Tratado terá efeito quando for ratificado por 20 países e, em
seguida, é vinculativo para esses países. A Índia tornou-se a primeira a ratificar o Tratado
de Marraqueche em 24 de junho de 2014. Quando é ratificado, as disposições do Tratado
se aplicam ao direito nacional, por exemplo, por meio de alterações na lei de direitos
autorais e outras leis pertinentes.
		 Para checar o status atual de retificações, visite:
www.wipo.int/treaties/en/ShowResults.jsp?lang=en&amp;treaty_id=843.

III DISPOSIÇÕES-CHAVE DO TRATADO
A Definições: bibliotecas e o Tratado de
Marraqueche
De um ponto de vista prático, a mais importante disposição
do Tratado para bibliotecas é a definição de “entidade
autorizada” porque define as condições e a organização que
produz e distribui as cópias em formatos acessíveis. O artigo
2º (c) define uma entidade autorizada como “uma entidade
que é autorizada ou reconhecida pelo governo para prover
aos beneficiários, sem intuito de lucro, educação, formação
pedagógica, leitura adaptada ou acesso à informação. Inclui,
também, instituição governamental ou organização sem fins
lucrativos que preste os mesmos serviços aos beneficiários
como uma de suas atividades principais ou obrigações
institucionais.”7

FOTO: BIBLIOTECA DA LITUÂNIA PARA
CEGOS

6.
Artigo 2 (c) “entidade autorizada” significa uma entidade que é autorizada ou
reconhecida pelo governo para prover aos beneficiários, sem intuito de lucro, educação, formação pedagógica, leitura adaptada
ou acesso à informação. Inclui, também, instituição governamental ou organização sem fins lucrativos que preste os mesmos
serviços aos beneficiários como uma de suas atividades principais ou obrigações institucionais.
7.
Nota de rodapé 2 a declaração acordada relativa ao Artigo 2 (c) elabora que a expressão “entidades reconhecidas pelo
governo” pode incluir entidades que recebem apoio financeiro do governo com a finalidade de prestar serviços a pessoas
beneficiárias.

7

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�Assim, tanto uma agência especializada que presta serviços para pessoas cegas, como
uma biblioteca de audiolivros, ou uma biblioteca de serviços gerais, ou ainda uma
biblioteca acadêmica ou pública que fornece os mesmos serviços a todos os seus usuários,
independentemente da deficiência, constituiria uma entidade autorizada.
Além disso, uma biblioteca ou outra entidade autorizada “estabelecerá suas próprias
práticas e as aplicará”8 para verificar se os destinatários são pessoas beneficiárias
de boa-fé, limitando a distribuição de cópias em formatos acessíveis para as pessoas
beneficiárias ou outras autorizadas entidades, desencorajando a reprodução e distribuição
de cópias não autorizadas, mantendo o devido cuidado, assim como os registros do
manuseio de cópias acessíveis.
Assim, qualquer biblioteca ou instituição que satisfaça os critérios gerais estabelecidos
na Alínea C do Artigo 2º se qualifica como entidade autorizada. Para garantir que as
cópias acessíveis sejam utilizadas para fins de boa-fé, a entidade autorizada estabelece suas
próprias práticas a esse respeito. É importante destacar que o Tratado não contempla as
regras que estão sendo estabelecidas pelo governo, nem um processo ou mecanismo de
aprovação.
Note-se que a definição de entidade autorizada também inclui entidades com fins
lucrativos que usem fundos públicos para fornecer serviços sem fins lucrativos para
pessoas com dificuldade para ter acesso ao texto impresso.

B Outras definições importantes
Beneficiários O Tratado inclui uma ampla
definição de “beneficiários” – O tipo de pessoa que o
Tratado pretende beneficiar. Existem três grupos de
beneficiários:9
1 As pessoas que são cegas;
2 Pessoas que têm uma deficiência visual que as
impede de ler obras impressas e as que possuem uma
incapacidade perceptiva, como a dislexia, que torna
difícil aprender a ler, escrever e soletrar corretamente;
3 Pessoas com deficiência física que as impede de
segurar ou virar as páginas de um livro.

REPRODUTOR DE AUDIOLIVRO DAISY NA BIBLIOTECA
PÚBLICA DE HELSINKI FOTO: MACE

		 Embora o Tratado seja dirigido a pessoas com dificuldade de acesso ao texto impresso, o
Artigo 12 (2) confirma o importante ponto de que não impede a adoção de limitações de
direitos autorais em benefício de pessoas com outras deficiências.
Tipos de obras O Tratado aplica-se a obras literárias e artísticas publicadas sob a forma
de texto, notação ou ilustrações, incluindo em forma de áudio, como audiolivros 1011’ .
8.
Artigo 2(c) Definições
9.
Artigo 3 Beneficiários
10.
Nota de rodapé 1 Declaração acordada sobre o Artigo2(a)
11.
Em alguns países, os audiolivros e outras gravações sonoras são protegidas não por direitos autorais, mas por direitos
conexos. Nota de rodapé 13 do Tratado: ”Declaração acordada relativa ao Artigo 10(2): Fica entendido que quando uma obra se
qualifica como uma obra nos termos do Artigo 2º(a), incluindo as obras em formato de áudio, as limitações e as exceções previstas
pelo presente Tratado se aplicam mutatis mutandis aos direitos conexos, conforme necessário para fazer o exemplar em formato
acessível, para distribuí-lo e para colocá-lo à disposição dos beneficiários.”.

8

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�Significativamente, as obras audiovisuais, como os filmes, não se enquadram na definição
de obras, embora obras textuais embutidas em obras audiovisuais, por exemplo, DVDs
multimídia educacionais, parecem ser cobertas.
Exemplar em formato acessível O Artigo 2º (b) descreve um “exemplar em formato
acessível” como uma cópia de um trabalho em uma forma que dá a uma pessoa
beneficiária “acesso à obra, inclusive para permitir que a pessoa tenha acesso de maneira
tão prática e cômoda como uma pessoa sem deficiência visual ou sem outras dificuldades
para ter acesso ao texto impresso”.

C Obrigações materiais relativas ao direito nacional, intercâmbio
transfronteiriço e medidas tecnológicas
O núcleo substantivo do Tratado está contido nos Artigos que vão do 4º ao 7º.

Limitações e exceções na legislação nacional
Exceções obrigatórias
Artigo 4 (I) Exige que os países forneçam em sua lei nacional uma exceção ao direito de
reprodução, distribuição e disponibilização ao público “para facilitar a disponibilidade
de obras em formatos acessíveis aos beneficiários”. A limitação ou exceção deve permitir
as alterações que são necessárias para tornar o trabalho acessível no formato alternativo.
Além disso, os países podem prever uma exceção ao direito de execução pública, como
para a leitura pública de um poema ou uma peça.
Os países têm uma flexibilidade significativa na forma como podem cumprir a obrigação
prevista no Artigo 4(I). Uma maneira de cumprir está prevista no Artigo 4(2), que permite
a uma entidade autorizada realizar uma cópia em formato acessível ou obter uma cópia em
formato acessível de outra entidade autorizada e, ainda, fornecer a cópia diretamente para
uma pessoa beneficiária por qualquer meio sob as seguintes condições:
• A entidade autorizada tem acesso legítimo ao trabalho;
• A conversão não introduz alterações diferentes daquelas necessárias para tornar o trabalho
acessível;
• As cópias são fornecidas para a utilização exclusiva das pessoas beneficiárias;
• A atividade se realiza sem o intuito de lucro .12

Além disso, a pessoa beneficiária ou alguém que atue em seu nome, como um membro
da família ou um bibliotecário, pode fazer uma cópia de formato acessível para o uso da
pessoa beneficiária.
Alternativamente, o Artigo 4(3) estabelece que um país também pode cumprir o disposto
no artigo 4(I), fornecendo outras limitações ou excepções na legislação nacional de direitos
autorais.
Restrições opcionais: disponibilidade comercial e remuneração
Os Artigos 4(4) e 4(5) são disposições facultativas que, se aplicadas ao direito nacional,
restringirão as liberdades permitidas em virtude do Tratado.

12. Observe que a base não lucrativa não impede a cobrança de taxas com base na recuperação de custos dos serviços
prestados.

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�O Artigo 4(4) permite que um país
restrinja as exceções13 a obras que
não estão disponíveis no mercado
comercial em condições razoáveis
para as pessoas beneficiárias nesse
mercado. Para uma biblioteca,
isso significa que, primeiro, teria
que se realizar uma pesquisa
para verificar se o trabalho está
disponível comercialmente em
um formato acessível antes que
se pudesse fazer uma cópia
MARRAKESH NEGOTIATIONS. © WIPO 2013. PHOTO:
acessível. Como seria difícil
EMMANUEL BERROD
verificar com certeza se um trabalho
está disponível em um determinado formato e a um custo razoável para as pessoas
beneficiárias, especialmente em situações transfronteiriças, o efeito prático seria tornar a
exceção quase inviável. Por conseguinte, atrasaria a realização da cópia acessível e muitas
bibliotecas não têm o pessoal ou os recursos para empreender tais verificações caso a
caso. O nível de risco – uma avaliação da probabilidade da instituição ser processada pelo
titular de direitos autorais no caso de uma cópia em formato acessível de um trabalho
comercialmente disponível ser feita – pode significar que a biblioteca prefira se recusar a
oferecer o serviço14. Naturalmente, se uma cópia acessível estiver disponível no mercado
comercial, uma biblioteca pode sempre em qualquer caso decidir comprar tal cópia.
O Artigo 4(5) fornece a opção de submeter as exceções à remuneração: o pagamento de
uma taxa ao detentor (para trabalhos publicados em coleções da biblioteca, o detentor é
geralmente o editor). Em outras palavras, um país poderia adotar uma licença legal, em
vez de uma exceção absoluta. Esta disposição, tal como o artigo 4(4) discutido acima,
também teria um efeito inibidor na realização de cópias acessíveis, especialmente para
bibliotecas em países de baixa renda com orçamentos de livros muito limitados. É
importante notar que se o trabalho já foi adquirido, a cópia de formato acessível é feita
com o único propósito de proporcionar igual acesso ao trabalho, e a atividade é realizada
sem fins lucrativos.
Os Artigos 4(4) e 4(5) satisfazem um pequeno número de países que já têm essas
disposições no seu direito nacional. A fim de maximizar a disponibilidade de materiais
acessíveis para os usuários da biblioteca com dificuldade de acesso ao texto impresso,
eles não devem ser usados como um modelo para outros países, especialmente países
de baixa renda. Como o trabalho original já foi pago, um cenário de pagamento duplo
deve ser evitado. Por estas razões, as bibliotecas devem opor-se à inclusão destas
disposições facultativas na aplicação do direito nacional.

Trânsito transfronteiriço de cópias em formato acessível: exportação
O Artigo 5(1) prevê que um país deve permitir a uma entidade autorizada o envio
(exportação) de uma cópia em formato acessível feita sob uma exceção a uma entidade
13.
Descrito acima nos Artigos 4(1), 4(2) e 4(3)
14.
Durante as negociações, a World Blind Union se opôs à exigência de uma verificação de disponibilidade comercial: www.
worldblindunion.org/English/news/Pages/WIPO-Treaty-Commercial-Availability.aspx. No texto final do tratado que foi adotado, a
disponibilidade comercial é uma provisão opcional.

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�autorizada de outro país, ou diretamente a uma pessoa beneficiária em outro país. Tal
como no Artigo 4º, o Artigo 5º fornece aos países flexibilidade para a aplicação desta
obrigação.
Uma forma de cumprir o disposto no Artigo 5(1) se estabelece no Artigo 5(2), que prevê
que a legislação nacional de direitos autorais do país de envio deve permitir que uma
entidade autorizada distribua a cópia em formato acessível a uma pessoa beneficiária e
a uma entidade autorizada em outro país , sob a condição de que a entidade autorizada
atenda ao teste de boa-fé (por meio da qual a entidade autorizada não sabe ou tem motivos
razoáveis para saber que a cópia em formato acessível seria usada para outras pessoas
que não os beneficiários). A entidade autorizada pode decidir se irá “aplicar medidas
adicionais”, para além das que emprega no contexto interno, para confirmar a condição de
beneficiário de uma pessoa que está atendendo em outro país. 15

Troca transfronteiriça de cópias em formato acessível: importação
O Artigo 6 º é o suporte de texto correspondente ao Artigo 5º16 . Assim como o Artigo 5º
obriga os países a permitir que entidades autorizadas enviem cópias em formato acessíveis
a outras entidades autorizadas ou beneficiários em outros países, o Artigo 6º obriga os
países a permitir que entidades autorizadas ou beneficiários recebam (importação) cópias
em formatos acessíveis de outros países.
É importante ressaltar que o Artigo 6º estipula que esta obrigação de importação só se
aplica na medida em que a lei nacional de um país permita que uma entidade autorizada
ou uma pessoa beneficiária faça uma cópia em formato acessível. Consequentemente,
se a lei nacional de um país permitir às entidades autorizadas a realização de cópias
em formatos acessíveis, mas não permitir isso a pessoas beneficiárias, esse país só seria
obrigado a permitir que as entidades autorizadas pudessem importar cópias em formatos
acessíveis17. Por conseguinte, para assegurar que uma entidade autorizada em um país
possa fornecer cópias acessíveis diretamente a uma pessoa beneficiária em outro país, a
lei de direitos autorais no segundo país deve ter uma exceção que permita que as pessoas
beneficiárias (e não apenas as entidades autorizadas) realizem cópias em formatos
acessíveis.

Obrigações relativas a medidas tecnológicas
O Artigo 7 º prevê que uma medida de proteção tecnológica, tal como um controle de
cópia ou de acesso, não pode impedir uma pessoa beneficiária de usufruir das exceções
fornecidas pelo Tratado, mesmo quando um país proíbe que se contorne as medidas de
proteção tecnológica em sua legislação geral de Direitos Autorais. Assim, nesses casos, o
país deve adotar um mecanismo, como uma exceção à proibição de contorno das medidas
de proteção, para permitir que uma entidade autorizada, por exemplo, faça uma cópia
de formato acessível. Outros mecanismos (por exemplo, exigir que o detentor forneça à
entidade autorizada uma chave para abrir o bloqueio digital) também pareceria satisfazer
o Artigo 7º.

15.
Nota de rodapé 7 Declaração acordada relativa ao Artigo 5(2)
16.
Observe que entidades autorizadas podem enviar cópias acessíveis para outros países.
17.
Note-se que um país tem o poder discricionário de impor restrições às importações, como no nº 4 do Artigo 4º requisito
de disponibilidade comercial e / ou como no nº 5 do Artigo 4º uma condição de remuneração, ver nota 10 do Tratado de
Marraqueche.

11

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�D Princípios gerais relativos à implementação nacional
Os Artigos 10 e 11 articulam princípios gerais relativos à aplicação nacional.
O Artigo 10 “Princípios Gerais sobre Implementação” sublinham as flexibilidades que os
países têm na forma como implementam o Tratado. O Artigo 11 “Obrigações Gerais sobre
Limitações e Exceções” salientam, por outro lado, que esta flexibilidade é limitada por
obrigações de tratado existentes, nomeadamente o chamado “teste dos três passos”. Assim,
o Tratado deve ser compreendido como a criação de normas mínimas para exceções, no
contexto do teste dos três passos.18
Como alguns países não estão vinculados pelo teste dos três passos no que diz respeito
a exceções a alguns ou a todos os direitos, porque eles não são membros da Convenção
de Berna, do Tratado de direitos autorais da OMPI, ou do acordo TRIPS 19, alguns países
desenvolvidos queriam garantir que esses países não usassem mal as disposições do
Tratado em situações transfronteiriças.
O Artigo 5(4) prevê salvaguardas que um país receptor que não tenha obrigações do teste
dos três passos assegurará que a entidade autorizada não possa reexportar a cópia acessível
para outro país, ou que a produção da cópia acessível esteja sujeita ao teste dos três passos
antes que possa ser enviado para o país receptor20.

E Outras disposições: respeito à privacidade e cooperação para o
intercâmbio transfronteiriço
O Artigo 8 º “Respeito à Privacidade” prevê que os países “empenhar-se-ão para proteger
a privacidade dos beneficiários em condições de igualdade com as demais pessoas”.
As bibliotecas acreditam firmemente na proteção da privacidade de todos aqueles que
utilizam seus serviços, o que inclui o direito de ler anonimamente. Em muitos países, as
bibliotecas estão sujeitas a leis sobre proteção de dados. A aplicação do Tratado não deve
interferir com a privacidade das pessoas beneficiárias, por exemplo, nos mecanismos de
distribuição para formatos acessíveis.
O Artigo 9 º “Cooperação para Facilitar o Intercâmbio Transfronteiriço” contém
disposições destinadas a facilitar as trocas transfronteiriças, como a partilha voluntária
de informações para ajudar as entidades autorizadas a identificarem-se mutuamente. Nos
termos do Artigo 9(2), os países concordam em ajudar as suas entidades autorizadas a
disponibilizar informações relativas às suas práticas de cópias em formatos acessíveis; mas
entidades autorizadas não são obrigadas a divulgar essas informações21. Presumivelmente,
a assistência poderia assumir a forma de site hospedado por um país ou a prestação de
financiamento adicional para entidades autorizadas.

18.
Artigo 9 (2) Convenção de Berna para a Proteção das Obras Literárias e Artísticas. Caberá à legislação dos países da União
permitir a reprodução de tais obras em determinados casos especiais, desde que tal reprodução não conflite com a exploração
normal da obra e não prejudique injustificadamente os legítimos interesses do autor.
19.
Os países menos desenvolvidos que são membros da OMC receberam uma isenção do TRIPS até 1º de julho de 2021.
www.wto.org/english/tratop_e/trips_e/ldc_e.htm
20.
Para mais detalhes, veja A User Guide to the Marrakesh Treaty, www.librarycopyrightalliance.org/bm~doc/user-guidemarrakesh-treaty-1013final.pdf
21.
Nota de rodapé 12 A Declaração Acordada relativa ao Artigo 9 declara: “Fica entendido que o Artigo 9º não implica um
registro obrigatório para as entidades autorizadas nem constitui uma condição prévia para que as entidades autorizadas exerçam
atividades reconhecidas pelo presente Tratado; confere, contudo, a possibilidade de compartilhamento de informações para
facilitar o intercâmbio transfronteiriço de exemplares em formato acessível.

12

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�IV PRÓXIMOS PASSOS
O Tratado de Marraqueche tem potencial para aumentar significativamente a
disponibilidade de cópias em formatos acessíveis a pessoas com dificuldades de acesso
aos textos impressos. Para maximizar esse potencial, as bibliotecas e outras instituições
que atuam junto às pessoas com dificuldades para ter acesso ao texto impresso devem
incentivar seus governos a ratificar o Tratado. Então, devem exortar os seus governos a
tomar as medidas necessárias para implementar o Tratado no direito interno. Como o
Tratado fornece aos países importantes opções sobre como o implementar, as bibliotecas
e outras entidades autorizadas devem defender a segurança de uma implementação que
melhor sirva aos interesses das pessoas com dificuldade de acesso ao texto impresso22.
A parte dois deste guia fornece sugestões e
recomendações sobre como isso pode ser
ENDING THE BOOK FAMINE
IN SENEGAL
alcançado.
EIFL, em cooperação com a União Mundial
das Cegos, apoia as bibliotecas dos países
parceiros a defenderem a ratificação. Quando
o Tratado é implementado no direito interno,
as bibliotecas podem então realizar o leque de
serviços permitidos pelo Tratado: a criação e
distribuição de cópias em formatos acessíveis para
as pessoas com deficiência. E as bibliotecas podem
desempenhar o seu papel para pôr fim a escassez
de livros acessíveis.

Project Manager: Awa Diouf Cissé &lt;cisseawa@yahoo.fr&gt;
THE GOAL OF THE MARRAKESH TREATY IS
TO HELP END THE BOOK FAMINE – THE FACT
THAT ONLY 7% OF PUBLISHED BOOKS ARE
MADE AVAILABLE GLOBALLY IN
ACCESSIBLE FORMATS. IN THE DEVELOPING
WORLD, WHERE MOST BLIND AND VISUALLY
IMPAIRED PEOPLE LIVE, THE FIGURE IS LESS
THAN 1%*
*This situation is caused in the first instance by barriers created by
copyright law, barriers that the Marrakesh Treaty seeks to remove.

Senegal signs the Marrakesh Treaty following its adoption on 28 June 2013 © WIPO
2013. Photo: Emmanuel Berrod.

OBJECTIVES
COBESS to lead the campaign for ratification of the
Marrakesh Treaty in Senegal in partnership with Amitiés
des Aveugles du Sénégal (AAS), and Sightsavers West
African Regional Office, Senegal

RESULTS SO FAR
Partner meeting held to plan activities and promotion

Ensure that libraries play a key role in the development of
implementing national copyright legislation

Information meetings held with high level officials at the
Senegalese Copyright Office (DG), Ministry of Culture &amp;
Communications to discuss the treaty implementation
process

Organize an advocacy campaign with partners to achieve
the most favourable result for persons with print
disabilities

Selection of an opinion leader e.g. Pape Niang, a blind
jazzman or musician Youssou Ndour to support
communication and advocacy efforts

Meet policy-makers and government officials
(primary target group), translate advocacy materials,
obtain library-friendly legal advice, raise awareness in mass
media and social media

Expected outcomes: ratification of the Marrakesh Treaty
is on the agenda of key Ministries and policy-makers.
The library community is following the process and
timetable for ratification
Local copyright experts have knowledge of the Treaty’s
major provisions, and the interpretation that best supports
public interest goals of access to knowledge

This project is supported by a grant from EIFL-IP. It runs from August – December 2014.

WWW.EIFL.NET

22.
Veja um possível modelo de estatuto para implementação em http://infojustice.org/wp-content/uploads/2013/09/
model-statute-for-marrakesh-implementation.pdf

13

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�2

Recomendações para a
implementação nacional do
Tratado de Marraqueche
		Luis V I LL AR RO E L V I LL ALO N 2 3
Este conjunto de recomendações para a execução do Tratado de Marraqueche está
dirigido principalmente aos bibliotecários dos países parceiros da EIFL que defendem
que seus governos ratifiquem o Tratado. Pode também ser utilizado como ferramenta por
criadores de políticas públicas quando da aplicação do Tratado na legislação nacional.
As recomendações constituem uma interpretação prática das principais disposições
técnicas do Tratado, de acordo com os objetivos de amplo interesse público do acesso
ao conhecimento. Elas oferecem orientação e sugestões, a fim de ajudar a perceber a
oportunidade que o Tratado oferece às bibliotecas para aumentar os materiais de leitura
disponíveis para as pessoas com dificuldade de acesso ao texto impresso e, assim, cumprir
eficazmente o objetivo do Tratado de acabar com a escassez do livro. Estas recomendações
devem ser lidas em conjunto com a Parte 1 do Tratado de Marraqueche: um Guia EIFL
para Bibliotecas. Comentários e feedback são bem-vindos.

1 Beneficiários do Tratado
O Tratado de Marraqueche para facilitar o acesso a obras publicadas24 protege o acesso de
pessoas que são cegas, têm uma deficiência visual, ou que possuam outra dificuldade de
acesso ao texto impresso; por exemplo, que são disléxicas ou são incapazes de sustentar
fisicamente um livro. Por conseguinte, as disposições do Tratado não se aplicam a pessoas
com outros tipos de deficiência.
RECOMENDAÇÃO

1.1 Para cumprir as obrigações do Tratado de Marraqueche, os países devem fornecer
limitações e exceções para beneficiar as pessoas que são cegas, têm uma deficiência
visual, ou possuem dificuldade de acesso ao texto impresso. Portanto, é importante
garantir que as exceções fornecidas se aplicam não apenas às pessoas cegas ou
deficientes visuais, mas também incluem outras deficiências que prejudicam o acesso às
obras impressas. Para facilitar isso, é recomendável, portanto, incluir exemplos de outras
deficiências de acesso ao texto impresso, de forma não taxativa.

23. Advogado, LL.M. American University Washington. Diretor da Innovarte, Professor de Propriedade Intelectual da Universidad
Mayor (Chile), negociador do Tratado de Marrakesh, ex-Assessor de Propriedade Intelectual do Ministério da Educação do Chile,
Assessor do Instituto de Propriedade Intelectual do Equador, consultor internacional de propriedade intelectual. Essas
recomendações são a opinião pessoal do autor, sujeitas a revisão, e não refletem necessariamente as opiniões de empregadores,
instituições ou países com os quais ele é ou foi afiliado.
24.
www.wipo.int/treaties/en/ip/marrakesh.

14

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

�Para recomendações sobre pessoas com deficiência fora do âmbito do Tratado de
Marraqueche, consulte a seção IX abaixo.

II Tipo de obras e outros assuntos sujeitos às exceções e limitações
O Tratado de Marraqueche exige que as exceções sejam aplicáveis às obras literárias,
artísticas e científicas, tal como compreendidas na Convenção de Berna, que sejam
expressas na “forma de texto, notação e/ou ilustrações conexas, que tenham sido
publicadas ou tornadas disponíveis publicamente por qualquer meio”25. Isso significa que
os livros predominantemente textuais veiculados em papel e em formato digital, como
jornais, revistas, quadrinhos, audiolivros, E-books, páginas da Web, gravações de som etc.
são incluídos junto com obras que combinam texto e ilustrações, como quadrinhos e livros
de imagem (sempre que contenham texto ou anotações em qualquer forma).
No entanto, está implícito que obras como performances artísticas, gravações sonoras
(fonogramas), ou sinais de transmissão que não se enquadram na definição de “obra” na
maioria das jurisdições também estão sujeitos às exceções no Tratado de Marraqueche,
desde que essas obras sejam incorporadas ou relacionadas a uma obra, conforme definido
no Tratado.
RECOMENDAÇÃO

2.1 Os países devem assegurar que as limitações e exceções que implementam o Tratado
de Marraqueche cubram todas as obras literárias, artísticas e científicas expressas através
de texto, notação e/ou ilustrações conexas. Para facilitar isso, recomenda-se, portanto,
incluir exemplos de tipos de trabalhos, de forma não taxativa.
Para recomendações sobre obras fora do âmbito do Tratado de Marraqueche, consulte a
seção X abaixo.

III Tipo de direitos abrangidos pelas limitações e exceções fornecidas
(direitos de autor e direitos conexos)
As exceções e limitações previstas no Tratado são aplicáveis não só aos direitos de autor,
mas também aos direitos conexos26, como o direito dos artistas, os direitos dos produtores
de fonogramas ou das emissoras. Este elemento importante é expressamente reconhecido
na declaração acordada relativa ao Artigo 10(2): “Fica entendido que quando uma obra
se qualifica como uma obra nos termos do Artigo 2º(a), incluindo as obras em formato
de áudio, as limitações e as exceções previstas pelo presente Tratado se aplicam mutatis
mutandis aos direitos conexos, conforme necessário para fazer o exemplar em formato
acessível, para distribuí-lo e para colocá-lo à disposição dos beneficiários”27.
Esta disposição é crítica porque as obras textuais sujeitas aos direitos autorais podem
conter material incorporado, tais como gravações sonoras feitas para livros de áudio ou
performances artísticas, que em muitas jurisdições estão sujeitas a direitos conexos, em
vez de direitos de autor. Exemplos de outros tipos de direitos dependerão de cada país, e
25.
www.wipo.int/treaties/en/text.jsp?file_id=301016#art2
26.
Também chamado de direitos vizinhos:
http://cyber.law.harvard.edu/copyrightforlibrarians/Module_4:_Rights,_Exceptions,_and_Limitations
#Neighboring_and_.22Sui_Generis.22_Rights
27.
Nota de rodapé 13 Declaração acordada relativa ao Artigo 10(2) www.wipo.int/treaties/en/text.jsp?file_id=301036

15

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

�podem incluir obras no domínio público, por exemplo, que em algumas jurisdições são
concedidos direitos conexos em determinadas circunstâncias.

RECOMENDAÇÃO

3.1 Os países devem assegurar que as limitações e exceções previstas no Tratado de
Marraqueche se apliquem tanto aos direitos de autor quanto aos direitos conexos28,
conforme necessário, a fim de tornar as obras literárias e artísticas acessíveis em
cumprimento do objetivo do tratado.

IV Usos de obras a serem permitidas sob as limitações e exceções
O Tratado de Marraqueche prevê certas limitações e exceções obrigatórias aos
seguintes direitos: o direito de reprodução, o direito
de distribuição, o direito de disponibilizar ao público,
(tal como previsto pelo Tratado de direitos de autor da
OMPI), bem como o direito de fazer as transformações
necessárias, a fim de tornar a obra acessível em um
formato alternativo, como a audiodescrição de uma
imagem relacionada ao texto, por exemplo, para
descrever uma pintura incluída em um livro de história
da arte29.
No entanto, o Tratado prevê também a possibilidade de
incluir dentro das exceções outras utilizações necessárias
para criar formatos acessíveis ou para disponibilizálos, como o direito de execução pública 30, a tradução
ou outros direitos, conforme permitido pelo direito
internacional 31.

ALFABETO LITUANO EM BRAILLE. FOTO:
BIBLIOTECA LITUÂNIA PARA CEGOS.

Quanto mais usos forem permitidos sob as limitações
e exceções, mais conforto será fornecido para aqueles
que produzem e distribuem formatos acessíveis: em essência, capacitando aqueles que
fornecem acesso a pessoas com dificuldades para ter acesso ao texto impresso. Isto é
particularmente importante porque uma condição para receber uma cópia em formato
acessível em uma fronteira nacional (importação) é que a lei do país receptor permita a
produção desse formato enquanto uma exceção32. Consequentemente, quanto mais tipos de
formatos acessíveis estão permitidos pela lei nacional, mais segurança legal existe para um
país que importa cópias em formatos acessíveis realizadas em um outro país.

28.
É importante ressaltar que o Tratado da OMPI sobre Prestações e Fonogramas (WPPT), a Convenção de Roma e o Acordo
TRIPS expressamente dizem que quando uma limitação ou exceção é permitida para direitos autorais, ela também pode ser
permitida para direitos conexos. Por exemplo, o Artigo 16 do WPPT estabelece que “(1) as Partes Contratantes podem, em suas
legislações nacionais, prever os mesmos tipos de limitações ou exceções com respeito à proteção de executores e produtores de
fonogramas que eles estabeleçam em suas legislações nacionais. legislação, em conexão com a proteção de direitos autorais em
obras literárias e artísticas”. www.wipo.int/treaties/en/text.jsp?file_id=295578#P133_18440
29.
Artigo 4 Limitações e Exceções na Legislação Nacional sobre Exemplares em Formato Acessível.
30.
Artigo 4(1)(b)
31.
Nota de rodapé 4 Declaração acordada relativa ao Artigo 4(3) www.wipo.int/treaties/en/text.jsp?file_id=301036
32.
Artigo 6 Importação de Cópias Formatáveis Acessíveis.

16

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

�RECOMENDAÇÃO

4.1 A legislação nacional deve incluir uma limitação ou exceção a todos os direitos
expressamente mencionados no Tratado de Marraqueche e as suas declarações
acordadas: o direito de reprodução, distribuição, disponibilização (tal como previsto no
Artigo 8 do Tratado da OMPI), execução pública, e transformações necessárias para fazer
um formato acessível, importação e exportação quando aplicável, e tradução.

V Bibliotecas como entidades autorizadas
De acordo com o Tratado de Marraqueche, “entidades autorizadas”33 são as entidades
que podem enviar cópias em formatos acessíveis para outro país que é parte do Tratado.
As entidades autorizadas podem enviar tais cópias para outra entidade autorizada
ou diretamente para um beneficiário do outro país34. Por conseguinte, as entidades
autorizadas têm um papel crucial na implementação efetiva do intercâmbio internacional
de cópias em formatos acessíveis. Além disso, as entidades autorizadas têm uma função
chave na criação e distribuição de obras acessíveis dentro de um país.
Como provedores sem fins lucrativos de informação às pessoas beneficiárias, as
bibliotecas qualificam-se como entidades autorizadas. Para cumprir o propósito do
Tratado, é importante que todos os tipos de bibliotecas – desde as bibliotecas especiais
que servem às pessoas cegas e deficientes visuais até bibliotecas acadêmicas e públicas;
desde as bibliotecas com muitos recursos nas principais cidades até pequenas bibliotecas
comunitárias nas áreas rurais – sejam incentivadas a assumir o papel de entidades
autorizadas sendo habilitadas a fornecer aos usuários com dificuldade de acesso ao texto
impresso o acesso oportuno a materiais acessíveis.
A fim de satisfazer a definição do Tratado, uma biblioteca deve estabelecer e seguir
as suas próprias práticas para assegurar que as pessoas que atendem são pessoas
beneficiárias, limitando a distribuição de cópias em formatos acessíveis aos beneficiários,
desencorajando a utilização de cópias não autorizadas, garantindo o devido cuidado na
manipulação de cópias das obras, mantendo os registros e respeitando a privacidade dos
usuários da biblioteca 35.

RECOMENDAÇÕES

5.1 A legislação ou o decreto de implementação no que diz respeito às bibliotecas como
entidades autorizadas deve assegurar que a biblioteca possa estabelecer e seguir as suas
próprias práticas no que diz respeito ao fornecimento de cópias em formatos acessíveis,
sempre que isso ocorra com boa fé e seja razoável de acordo com circunstâncias e
condições locais.
33.
Para uma organização ou instituição ser considerada uma “entidade autorizada” que pode produzir, intercambiar e
distribuir internacionalmente formatos acessíveis sob o Tratado de Marraqueche, ela deve atender a dois requisitos. Em primeiro
lugar, existe um requisito geral relativo à natureza da instituição e ao tipo de atividades que desenvolve, tais como a prestação de
serviços educativos, formação instrucional, leitura adaptativa ou acesso à informação das pessoas beneficiárias, em conformidade
com as políticas e obrigações legais nacionais. As atividades também devem ser realizadas sem fins lucrativos (ver Artigo 2 (c)). Em
segundo lugar, para garantir que cópias em formato acessível não sejam mal utilizadas, a entidade estabelece e segue as suas
próprias práticas e procedimentos (ver Artigo 2.º, alínea c)).
34.
Artigo 5 (1) “entidades autorizadas” estão expressamente autorizadas a enviar formatos acessíveis para outros países
dentro do sistema de Marraqueche.
35.
Artigo 2(c)

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�5.2 Se a legislação nacional que aplica o Tratado de Marraqueche incluir uma lista de tipos
de entidades que possam qualificar-se como entidades autorizadas, é muito importante
assegurar que as bibliotecas que prestam serviços sem fins lucrativos estejam incluídas.
5.3 As diretrizes governamentais ou as melhores práticas no que diz respeito ao
fornecimento de formatos acessíveis a pessoas beneficiárias nos termos do Tratado
devem ser elaboradas em consulta com grupos representativos, como associações de
bibliotecas e consórcios de bibliotecas, juntamente com outros produtores autorizados
de formatos acessíveis.
5.4 Os estatutos da biblioteca ou os regulamentos internos devem incluir expressamente
uma disposição que reconheça que o acesso às informações para pessoas com
deficiência faz parte do seu mandato institucional (sujeito aos recursos disponíveis,
quando apropriado).
5.5 As bibliotecas devem estabelecer procedimentos e práticas para o devido cuidado na
produção e distribuição de materiais em formato acessível para pessoas com deficiência.

VI Condições de aplicação das limitações e exceções no direito nacional
Qualquer pessoa, incluindo os beneficiários e entidades autorizadas, pode ter o direito de
fazer cópias em formatos acessíveis, desde que estas sejam feitas exclusivamente para a
utilização de uma pessoa beneficiária. Entende-se que as pessoas que atuam em nome dos
beneficiários, tais como bibliotecários, cuidadores, familiares ou amigos, estão incluídas.
As atividades realizadas pela entidade autorizada ou pela pessoa que produza ou que
disponibiliza o formato acessível devem ser sem fins lucrativos36. É importante notar que
o status “sem fins lucrativos” não impede uma entidade autorizada de cobrar taxas em
uma base de recuperação de custos ou de receber fundos, por exemplo, para financiar a
produção ou distribuição de obras em formatos acessíveis37.
As exceções não devem ser limitadas a um formato específico: qualquer formato pode ser
feito desde que ele sirva para a superação da deficiência que prejudica o acesso38, e não
introduz alterações diferentes daquelas necessárias para tornar o trabalho acessível39.
As excepções específicas em benefício das pessoas com deficiências para o texto impresso
não prejudicam outras exceções gerais previstas na legislação nacional40, como aquelas
para fins educacionais, bem como quaisquer disposições especiais que levem em conta
a situação econômica de um país ou necessidades sociais e culturais. Além disso, as
entidades autorizadas devem respeitar a privacidade dos beneficiários em igualdade de
condições com as demais, por exemplo, no que diz respeito à proteção dos dados pessoais
ou dos hábitos de leitura41.
As entidades autorizadas podem enviar cópias em formato acessível a outras entidades
autorizadas ou diretamente a pessoas beneficiárias localizadas em outro país42.

36.
Artigo 4(2)(a)(iv)
37.
Nota de rodapé 2 Declaração acordada relativa ao Artigo 2(c) www.wipo.int/treaties/en/text.jsp?file_id=301036
38.
Artigo 4(1)(a)
39.
Artigo 4(2)(a)(ii)
40.
Artigo 12 Outras Limitações e Exceções, e Artigo 4 (3) Limitações e Exceções ao Direito Nacional em Relação a Cópias de
Formatos Acessíveis
41.
Artigo 8 Respeito pela privacidade.
42.
Artigo 5(1)

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�RECOMENDAÇÕES

6.1 Todas as pessoas e entidades autorizadas devem ser habilitadas a produzir e distribuir
formatos acessíveis dentro do país para a utilização exclusiva das pessoas beneficiárias e
de acordo com os requisitos estabelecidos pela legislação nacional.
6.2 Para as atividades efetuadas sem fins lucrativos, é muito importante que o exercício
das exceções não seja sujeito ao pagamento de uma taxa43, nem a um teste de
disponibilidade comercial para o formato acessível específico (quer para utilização
dentro do país produtor ou para uso em outro país)44.
6.3 A lei ou o decreto de implementação deve deixar claro que (1) a natureza sem fins
lucrativos da atividade se aplica à pessoa ou entidade que controla a produção ou
distribuição do formato acessível (em vez de um prestador de serviços que faz parte da
cadeia produção), e (2) não exclui o pagamento a tais entidades comerciais para os seus
serviços.
6.4 Está implícito no tratado que os países têm a liberdade de regular a relação com os
contratos quanto às limitações e exceções para o benefício das pessoas com dificuldade
de acesso ao texto impresso, desde que o propósito do Tratado seja cumprido. Como
o acesso a recursos digitais é regido por licenças, é altamente recomendável que a lei
de direitos autorais proteja as exceções, de modo que quaisquer termos de licença não
possam anular o exercício das limitações e exceções previstas no Tratado.

VII Condições para o intercâmbio transfronteiriço de cópias em formatos
acessíveis
As entidades autorizadas têm o direito expresso de distribuir e disponibilizar cópias em
formatos acessíveis a outra entidade autorizada ou diretamente a uma pessoa beneficiária
de outro país que seja parte no Tratado45. Ao estabelecer as condições para o envio da cópia
em formato acessível, a entidade autorizada originária está sujeita ao princípio da “boafé”46. É importante salientar que o Tratado permite que a entidade autorizada estabeleça as
suas próprias práticas47. Ele não estabelece procedimentos ou sistemas específicos a serem
seguidos que normalmente refletem as circunstâncias sociais e econômicas em todo o
mundo em que as entidades autorizadas operam, e as pessoas com dificuldade de acesso ao
texto impresso vivem.
Quando a entidade autorizada receptora está localizada num país que não tem obrigações
relativamente ao teste dos três passos no direito internacional48, deve assegurar que a cópia
de formato acessível seja utilizada apenas em benefício das pessoas beneficiárias no país49.

43.
Artigo 4(5)
44.
Artigo 4 (4) Um país que escolher incluir um requisito de disponibilidade comercial deve depositar uma notificação com
o Diretor Geral da OMPI.
45.
Artigo 5(1)
46.
O Artigo 5º, nº 2, em que “a entidade autorizada originária não saiba ou tenha motivos razoáveis para saber que o
exemplar em formato acessível seria utilizado por outras pessoas que não os beneficiários”.
47.
Conforme discutido na Parte II, Seção V acima. Ver também Artigo 2(c) do Tratado de Marraqueche.
48.
Como discutido na Parte Um, Seção D. Princípios Gerais Relativos à Implementação Nacional.
49.
Artigo 5(4)

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�FOTO: BIBLIOTECA NACIONAL DA SÉRVIA

RECOMENDAÇÕES

7.1 Uma vez que o Tratado não prejudica outras exceções para pessoas com deficiências
previstas no direito nacional50, os beneficiários não devem ser impedidos do trânsito
transfronteiriço de materiais no contexto de outras exceções, tais como a utilização
privada, que estão dentro do limites do que é permitido ao abrigo do direito nacional.
7.2 Mesmo que um país opte por estabelecer uma condição de disponibilidade não
comercial na fabricação e distribuição de formatos acessíveis51, tal condição não deve ser
aplicada a cópias em formatos acessíveis feitas para uso transfronteiriço, pois isso seria
muito oneroso ou mesmo impossível para se verificar por parte da entidade autorizada
de origem.

VIII Medidas de proteção tecnológica
Quando um país fornece proteção jurídica para medidas de proteção tecnológica (MPT),
tais como controles de cópia ou de acesso, deverá tomar medidas para garantir que isso
não impeça os beneficiários de usufruir das limitações e exceções previstas no Tratado.
A medida mais simples é permitir contornar as MPT para garantir que os formatos
acessíveis52 sejam feitos ou distribuídos, bem como permitir as ferramentas e serviços
necessários para contornar essas proteções tecnológicas. Se a lei só permite contornar as
MPT, mas não permite que as ferramentas e serviços necessários sejam utilizados por
entidades autorizadas ou beneficiários para empreender a evasão, a norma terá utilidade
limitada.
RECOMENDAÇÃO

8.1 Para além da possibilidade de se contornar as medidas de proteção tecnológica para
efeitos de produzir ou distribuir as obras em formatos acessíveis, a legislação nacional
deve permitir as ferramentas e serviços, quer comerciais quer não comerciais, que
permitam tal evasão, conforme o caso.
50.
51.
52.

20

Artigo 12(2)
Conforme discutido na Parte Um, C. Obrigações Substantivas, Artigo 4 Limitações e Exceções às Leis Nacionais.
Artigo 7

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

�IX Proteção das pessoas com deficiência não previstas pelo Tratado de
Marraqueche
O Tratado de Marraqueche diz expressamente que as suas disposições são sem prejuízo de
outras exceções para pessoas com deficiências previstas no direito nacional53. Em outras
palavras, o Tratado não limita a concessão de direitos a pessoas com outras deficiências
que necessitem de formatos alternativos, a fim de acessar informações. Por exemplo,
uma pessoa surda pode depender de legendas para comunicação e interação. Portanto,
um país que forneça exceções no direito nacional para pessoas com outras deficiências
pode reter tais exceções ou adicionar novas, mesmo quando eles são parte do Tratado de
Marraqueche.
RECOMENDAÇÃO

9.1 Recorde-se que o Tratado de Marraqueche permite a um país membro conservar
e alargar as limitações e as exceções que protegem as pessoas com deficiências
além daquelas impostas pelo Tratado, que também são impedidas de acessar obras
substancialmente no mesmo grau como uma pessoa sem a incapacidade. Os países são,
portanto, incentivados a aproveitar esta flexibilidade.

X Acesso a obras não incluídas no Tratado de Marraqueche
Nada no Tratado impede que os países membros forneçam limitações e exceções para
permitir que os beneficiários acessem obras não incluídas no Tratado, desde que tais
exceções cumpram as obrigações internacionais do país54. Seguindo este princípio, um país
pode fornecer exceções que cobrem outros tipos de obras, como uma imagem autônoma
que não é combinada com texto e ilustrações. O único efeito será que a produção e
a distribuição de tais obras acessíveis não se baseiam nas disposições do Tratado de
Marraqueche.
RECOMENDAÇÃO

10.1 Incluir todas as obras e assuntos abrangidos pelos direitos de autor e direitos conexos
no âmbito das obras e outro material que possa ser disponibilizado, certificando-se de
distinguir entre obras que se beneficiam das disposições do Tratado de Marraqueche e
as que não se enquadram no seu âmbito.

53.
54.

21

Artigo 12(2)
Artigo 12 Outras limitações e exceções

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

�Recomendações EIFL para
implementação: um resumo
1.1 Para cumprir as obrigações do Tratado de Marraqueche, os países devem fornecer
limitações e exceções para beneficiar as pessoas que são cegas, têm uma deficiência
visual, ou possuem dificuldade de acesso ao texto impresso. Portanto, é importante
garantir que as exceções fornecidas se aplicam não apenas às pessoas cegas ou
deficientes visuais, mas também incluem outras deficiências que prejudicam o acesso às
obras impressas. Para facilitar isso, é recomendável, portanto, incluir exemplos de outras
deficiências de acesso ao texto impresso, de forma não taxativa.
2.1 Os países devem assegurar que as limitações e exceções que implementam o Tratado
de Marraqueche cubram todas as obras literárias, artísticas e científicas expressas através
de texto, notação e/ou ilustrações conexas. Para facilitar isso, recomenda-se, portanto,
incluir exemplos de tipos de trabalhos, de forma não taxativa.
3.1 Os países devem assegurar que as limitações e exceções previstas no Tratado de
Marraqueche se apliquem tanto aos direitos de autor quanto aos direitos conexos
, conforme necessário, a fim de tornar as obras literárias e artísticas acessíveis em
cumprimento do objetivo do tratado.
4.1 A legislação nacional deve incluir uma limitação ou exceção a todos os direitos
expressamente mencionados no Tratado de Marraqueche e as suas declarações
acordadas: o direito de reprodução, distribuição, disponibilização (tal como previsto no
Artigo 8 do Tratado da OMPI), execução pública, e transformações necessárias para fazer
um formato acessível, importação e exportação quando aplicável, e tradução.
5.1 A legislação ou o decreto de implementação no que diz respeito às bibliotecas como
entidades autorizadas deve assegurar que a biblioteca possa estabelecer e seguir as suas
próprias práticas no que diz respeito ao fornecimento de cópias em formatos acessíveis,
sempre que isso ocorra com boa fé e seja razoável de acordo com circunstâncias e
condições locais.
5.2 Se a legislação nacional que aplica o Tratado de Marraqueche incluir uma lista de tipos
de entidades que possam qualificar-se como entidades autorizadas, é muito importante
assegurar que as bibliotecas que prestam serviços sem fins lucrativos estejam incluídas.
5.3 As diretrizes governamentais ou as melhores práticas no que diz respeito ao
fornecimento de formatos acessíveis a pessoas beneficiárias nos termos do Tratado
devem ser elaboradas em consulta com grupos representativos, como associações de
bibliotecas e consórcios de bibliotecas, juntamente com outros produtores autorizados
de formatos acessíveis.
5.4 Os estatutos da biblioteca ou os regulamentos internos devem incluir expressamente
uma disposição que reconheça que o acesso às informações para pessoas com
deficiência faz parte do seu mandato institucional (sujeito aos recursos disponíveis,
quando apropriado).

22

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

�5.5 As bibliotecas devem estabelecer procedimentos e práticas para o devido cuidado na
produção e distribuição de materiais em formato acessível para pessoas com deficiência.
6.1 Todas as pessoas e entidades autorizadas devem ser habilitadas a produzir e distribuir
formatos acessíveis dentro do país para a utilização exclusiva das pessoas beneficiárias e
de acordo com os requisitos estabelecidos pela legislação nacional.
6.2 Para as atividades efetuadas sem fins lucrativos, é muito importante que o exercício
das exceções não seja sujeito ao pagamento de uma taxa , nem a um teste de
disponibilidade comercial para o formato acessível específico (quer para utilização
dentro do país produtor ou para uso em outro país).
6.3 A lei ou o decreto de implementação deve deixar claro que (1) a natureza sem fins
lucrativos da atividade se aplica à pessoa ou entidade que controla a produção ou
distribuição do formato acessível (em vez de um prestador de serviços que faz parte da
cadeia produção), e (2) não exclui o pagamento a tais entidades comerciais para os seus
serviços.
6.4 Está implícito no tratado que os países têm a liberdade de regular a relação com os
contratos quanto às limitações e exceções para o benefício das pessoas com dificuldade
de acesso ao texto impresso, desde que o propósito do Tratado seja cumprido. Como
o acesso a recursos digitais é regido por licenças, é altamente recomendável que a lei
de direitos autorais proteja as exceções, de modo que quaisquer termos de licença não
possam anular o exercício das limitações e exceções previstas no Tratado.
7.1 Uma vez que o Tratado não prejudica outras exceções para pessoas com deficiências
previstas no direito nacional , os beneficiários não devem ser impedidos do trânsito
transfronteiriço de materiais no contexto de outras exceções, tais como a utilização
privada, que estão dentro do limites do que é permitido ao abrigo do direito nacional.
7.2 Mesmo que um país opte por estabelecer uma condição de disponibilidade não
comercial na fabricação e distribuição de formatos acessíveis , tal condição não deve ser
aplicada a cópias em formatos acessíveis feitas para uso transfronteiriço, pois isso seria
muito oneroso ou mesmo impossível para se verificar por parte da entidade autorizada
de origem.
8.1 Para além da possibilidade de se contornar as medidas de proteção tecnológica para
efeitos de produzir ou distribuir as obras em formatos acessíveis, a legislação nacional
deve permitir as ferramentas e serviços, quer comerciais quer não comerciais, que
permitam tal evasão, conforme o caso.
9.1 Recorde-se que o Tratado de Marraqueche permite a um país membro conservar
e alargar as limitações e as exceções que protegem as pessoas com deficiências
além daquelas impostas pelo Tratado, que também são impedidas de acessar obras
substancialmente no mesmo grau como uma pessoa sem a incapacidade. Os países são,
portanto, incentivados a aproveitar esta flexibilidade.
10.1 Incluir todas as obras e assuntos abrangidos pelos direitos de autor e direitos conexos
no âmbito das obras e outro material que possa ser disponibilizado, certificando-se de
distinguir entre obras que se beneficiam das disposições do Tratado de Marraqueche e
as que não se enquadram no seu âmbito.

23

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

�OS ESTADOS MEMBROS DA OMPI ADOTAM O TRATADO DE MARRAQUECHE.
© OMPI 2013. FOTO: EMMANUEL BERROD

24

o t r ata d o d e m a r r aq u e c h e : u m g u i a da e i fl pa r a b i b l i ot e c a s

��www.eifl.net

�</text>
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Acesso Aberto</text>
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                <text>O Tratado de Marraqueche: um Guia EIFL para Bibliotecas fornece uma introdução ao Tratado de Marraqueche para pessoas com deficiência impressa, suas principais disposições e recomendações para implementação nacional, a fim de maximizar as oportunidades que oferece às bibliotecas para aumentar os materiais de leitura disponíveis para pessoas com impressão deficiências.&#13;
O guia está dividido em duas partes. A Parte Um é uma introdução direta ao tratado, suas principais disposições e o papel das bibliotecas em contribuir para os objetivos do tratado. A Parte Dois fornece uma interpretação prática das principais disposições técnicas, com recomendações, em linha com os objetivos de interesse público de permitir o acesso ao conhecimento.&#13;
O EIFL gostaria de agradecer a equipe que produziu a edição em português: tradução de Walter Couto e revisões feitas por membros da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto sob a direção da FEBAB, a Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições. A versão original em inglês do guia foi publicada em outubro de 2015. A edição em português foi produzida em julho de 2020.</text>
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FEBAB</text>
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              <elementText elementTextId="70492">
                <text>Walter Couto&#13;
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira&#13;
Jandira Reis Vasconcelos&#13;
Marcelo Cunha de Andrade&#13;
Sigrid Karin Weiss Dutra&#13;
Telma de Carvalho&#13;
CBDA3/FEBAB</text>
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            <description>Information about rights held in and over the resource</description>
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                <text>&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/"&gt;CREATIVE COMMONS ATTRIBUTION 4.0 INTERNATIONAL (CC BY 4.0)&lt;/a&gt;</text>
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                    <text>�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la
legislación de derechos de autor en
América Latina y el Caribe
editado por
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira

FEBAB
São Paulo
2019

�FEBAB - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUIÇÕES
ESTA PUBLICACIÓN, ECHA EN ALIANZA CON IFLA LAC, ES UNO DE LOS RESULTADOS DEL PROYECTO INTEGRADO
2016 DE LA SECCIÓN AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE DE LA IFLA, CON LA PARTICIPACIÓN DE INSTITUCIONES DE
BIBLIOTECARIOS DE DIVERSOS PAÍSES DE LA REGIÓN, INCLUYENDO LA FEBAB POR BRASIL. COORDINACIÓN DEL
PROYECTO: SUELI MARA SOARES PINTO FERREIRA, IFLA LAC CHAIR, 2015-2017.
SUELI MARA SOARES PINTO FERREIRA ES UNA ACTIVA CONTRIBUIDORA EN EL ÁREA DE LA CIENCIA DE LA INFORMACIÓN
Y BIBLIOTECOLOGÍA EN AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. DOCTORA EN CIENCIAS DE LA COMUNICACIÓN, ES
CATEDRÁTICA DE LA UNIVERSIDAD DE SÃO PAULO (USP), BRASIL, DESDE 1994, ACTUANDO EN LA GRADUACIÓN Y
POSGRADO. SU ÁREA PRINCIPAL DE INVESTIGACIÓN ES LA COMUNICACIÓN CIENTÍFICA, ESPECIALMENTE EL ACCESO
ABIERTO INVOLUCRANDO LAS TEMÁTICAS DE LAS REVISTAS CIENTÍFICAS Y REPOSITORIOS INSTITUCIONALES. ES
MIEMBRO ACTIVO DE MUCHAS ORGANIZACIONES REL ACIONADAS AL ÁREA DE LA CIENCIA DE LA INFORMACIÓN,
COMUNICACIÓN CIENTÍFICA Y EL DESARROLLO DE LA CIENCIA NACIONAL E INTERNACIONAL. TIENE MUCHOS
TRABAJOS PUBLICADOS Y HA DICTADO DECENAS DE TALLERES EN DISTINTOS PAÍSES, DENTRO Y FUERA DE LA REGIÓN
LAC. PARTICIPA EN IFL A DESDE EL AÑO 2000, SIENDO MIEMBRO DEL COMITÉ PERMANENTE DE LA SECCIÓN DE
AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE (IFL A LAC) DESDE 2011. CHAIR DE LA SECTION IFLA LAC (2015-2017). CHAIR DE LA IFLA
DIVISION V (2017-2019). MIEMBRO DEL COMITÊ PROFISSIONAL DE LA IFLA (2017-2019). MIEMBRO DE LA JUNTA DEL
GOBIERNO DE LA IFLA (2017-2021).
DIAGRAMACIÓN Y EDICIÓN - RAUL ROKICKI - RAULROKICKI@GMAIL.COM
TRADUCCIÓN Y REVISIÓN DE TEXTOS EN ESPAÑOL - FLOR MARIA VIDAURRE - TRANSL ATIONS@TERRA.COM.BR
REVISIÓN DE TEXTOS EN FRANCÉS - ESMERALDA SÚMAR - COPSI. MONTREAL - SOL A514@HOTMAIL.COM
REVISIÓN DE TEXTOS EN INGLÉS - JUANITA JARA DE SUMAR - MCGILL UNIVERSIT Y - JUANITA.JARADESUMAR@MCGILL.CA
REVISIÓN DEL CONTENIDO JURÍDICO - EQUIPO DEL GRUPO COPYRIGHT AND LEGAL MATTERS (CLM) DE LA IFLA: EWE
WOODBERRY (COORDINACIÓN Y REVISIÓN GENERAL), NÚRIA ALTARRIBA (REVISIÓN DE LOS TEXTOS DE ARGENTINA,
BRASIL, CHILE); CLAUDIA CUEVAS (CUBA, ECUADOR, EL SALVADOR), ARMIN TALKE (GUATEMALA, MÉXICO, NICARAGUA);
STEPHEN MARVIN (PANAMÁ, PERÚ, REPÚBLICA DOMINICANA), ARIADNA MATAS (HAITÍ, JAMAICA, TRINIDAD AND
TOBAGO) Y STEPHEN WYBER (INTRODUCIÓN Y CONCLUSIÓN).
ORIGINAL ENTREGUE A IFLA PC EN MARZO 2017 / REVISADO POR IFLA CLM EN NOVIEMBRE 2017 / DEVUELTO POR IFLA
EN MARZO DE 2018.

CATALOGACIÓN HECHA POR FEBAB
BIBLIOTECAS LAC: EL IMPACTO DE LA LEGISLACIÓN DE DERECHOS DE AUTOR EN AMERICA LATINA Y EL
CARIBE [RECURSO ELETRONICO] / EDITADO POR SUELI MARA SOARES PINTO FERREIRA. SÃO PAULO:
FEBAB, 2019. 198P. 20,5X28CM
VÁRIOS AUTORES.
1. DERECHOS DE AUTOR – AMERICA LATINA Y EL CARIBE. I. FERREIRA, SUELI MARA SOARES PINTO
CDD 346.048 2

ISBN - 978-85-85024-12-3 (EBOOK)

@2019 POR SUELI MARA SOARES PINTO FERREIRA. ESTA OBRA ESTÁ AUTORIZADA BA JO LA LICENCIA
INTERNACIONAL CREATIVE COMMONS (CC BY 4.0). PARA VER UNA COPIA DE ESTA LICENCIA, VISITE:
HTTP: //CREATIVECOMMONS.ORG/LICENSES/BY/4.0
IMPRESO EN BRASIL / DEPÓSITO LEGAL HECHO POR FEBAB.

�A todos los compatriotas de América Latina y del Caribe.
Hemos recorrido un largo camino. Anduvimos de un
país al otro, olvidándonos luego de dóndevinimos,
preocupándonos solamente con hacia dónde íbamos.
Sigamos trabajando para asegurar el derecho de acceso
a la información y al conocimiento.

��AGRADECIMIENTOS
Al analizar el camino que hemos recorrido para llegar a la finalización de este libro se destacan
el apoyo y el incentivo de una cantidad inconmensurable de personas y de instituciones, internas y
externas, a la Sección de América Latina y el Caribe de IFLA. Incluso corriendo el riesgo de olvidarme
de algunos nombres, es fundamental agradecer expresamente a quienes, más de cerca, participaron
en los resultados aquí presentados.
• A todos los miembros del IFLA Professional Committee (2015-2017) por la aprobación del proyecto
“Impacto de la legislación sobre los derechos de autor en las bibliotecas en América Latina y el
Caribe”.
• A los miembros del Programa IFLA CLM que participaran de la evaluación del contenido técnico,
bajo el liderazgo de Eve Woodberry (Chair del CLM): Ariadna Matas, Núria Altarriba, Armin
Talke, Stephen Marvin, and Stephen Wyber.
• A los miembros del Comité Permanente de la Sección de América Latina y del Caribe por su
comprometimiento en todas nuestras actividades y proyectos.
• A los profesionales de distintas partes de la región LAC, que dedicaron su tiempo para responder
nuestros cuestionarios, entrevistas individuales, entrevistas en grupo o eventos producidos por
algunos países.
• A todos los profesionales que dieron su aporte en este libro con la traducción, la normalización, la
diagramación, entre otras actividades.
• A Jonathan Pleitez y Adriana Cybele Ferrari por el apoyo en parte de la traducción.
• A las asociaciones y colegios de bibliotecarios que aceptaron el desafío de participar en
este proyecto integrado: Asociación de Bibliotecarios Graduados de la República Argentina
(ABGRA), Federación Brasileña de Asociaciones de Bibliotecarios, Científicos de la Información
y las Instituciones (FEBAB), Colegio de Bibliotecarios de Chile (CBC), Asociación Cubana
de Bibliotecarios (ASCUBI), Asociación Nacional de Bibliotecarios Eugenio Espejo, Ecuador
(ANABE), Asociación de Bibliotecarios de El Salvador (ABES), Asociación Bibliotecológica de
Guatemala (ABG), Association des Bibliothécaires Documentalistes et Archivistes d’Haïti (ABDAH),
The Jamaica Library Association (LIAJA), Asociación Mexicana de Bibliotecarios, A.C. (AMBAC),
Asociación Nicaragüense de Bibliotecarios y Profesionales Afines (ANIBIPA), Asociación Panameña
de Bibliotecarios (APB), Colegio de Bibliotecarios del Perú (CBP), Asociación de Bibliotecas
Universitarias Dominicanas (ABUD) y Library Association of Trinidad and Tobago (LATT).
• Y, especialmente a los equipos nacionales que aquí presentan la situación de sus respectivos países:
ALEMÁN, Roxana - Panamá

FLORES, Franklin - El Salvador

NÚÑEZ DE TAVERAS, Dulce María - Rep. Dominicana

ALLEYNE-REGIS, Arlene - Trinidad and Tobago

GARCÍA, Markgee - Nicaragua

ORTIZ, Ricardo - Ecuador

AMAYA, Sonia - EL Salvador

GEORGE, Jennifer - Trinidad &amp; Tobago

PELAYA, Lucía - Argentina

ARBOLEDA DE ROA, Lucero - Rep. Dominicana GLENN-CALLENDER, Juliet - Trinidad and Tobago

PLEITEZ, Jonathan - El Salvador

ARMENDÁRIZ, Saúl - México

GONZALE, Cristiana O. - Brasil

PUENTE, Eduardo - Ecuador

ASTREL, Nicodème - Haití

GREENE, Paula - Trinidad and Tobago

QUIROS, Micdonia - Panamá

BAKER-GARDNER, Ruth - Jamaica

GUISEPPI, Roslyn - Trinidad and Tobago

REYES MUÑOZ, Josefina - Chile

BELÉN, Víctor- Rep. Dominicana

HEATH, Rosemarie - Jamaica

RIZO, Gladys Haydee - Guatemala

BELLAS VILARIÑO, Margarita - Cuba

HONORE, Luc Stève - Haití

RUSSELL, Jollette - Jamaica

BORGELLA, Jimmy - Haití

HUDSON, Winsome - Jamaica

SANLLORENTI, Ana - Argentina

CASTRO, Minerva - México

JAEN, Ricardo - Panamá

SANTA CRUZ MOLINA, Valentina - Guatemala

CASTRO, Ricardo - México

JUÁREZ, Patricia Carolina - Nicaragua

SARAVIA, Javier - Ecuador

CID, Héctor - México

LAGUNA, Migdonio Jose - Nicaragua

TALAVERA-IBARRA, Ana María - Perú

CRUZ MÉNDEZ, Gustavo Alfonso - Nicaragua

LAWRENCE, Tricia - Jamaica

TEJEDOR, Damaris - Panamá

CUEVAS SAAVEDRA, Claudia - Chile

MARRERO, Eloisa- Rep. Dominicana

TUCKLER, Ivette - Nicaragua

ESTRADA, Jorge Arturo - Guatemala

MAURA-TEJEDA, Lilian - Perú

VALLECILLO, Darling del Carmen - Nicaragua

FERRARI, Adriana Cybele - Brasil

MOLINA ARANA, Heidi Elizabeth - Guatemala

VICIEDO VALDÉS, Miguel - Cuba

��“Restrictive copyright laws create legal barriers to using
resources for education, research and socio-economic
development. This can have significant consequences for
people who use libraries in developing and transition
economy countries, where the ability to produce and use
knowledge is a major factor in development”.
(EIFL - Electronic Information for Libraries, s.d.)

��NOTA DE ACLARACIÓN
En el primer semestre de 2016, los datos fueron recopilados por equipos de diferentes países que
participaron en el proyecto propuesto por IFLA LAC. En marzo de 2017, este libro (completo, revisado
y editado) se entregó al Comité Profesional de la IFLA para su evaluación. En su reunión de agosto
de 2017, el Comité Profesional decidió establecer un grupo de trabajo para verificar y actualizar la
información jurídica contenida en este libro electrónico (haciendo uso de la nueva versión del estudio
Crews que se lanzaría en octubre de 2017). Los resultados de esta revisión y la autorización para
publicación fueran devueltos en Marzo 2018. Para acomodar las sugerencias y comentarios de los
evaluadores, se revisaron todos los capítulos. En particular, el Capítulo 4 se ha actualizado para
centrarse en el estudio CREWS publicado en 2017. De esta manera, puede encontrar información
sobre la legislación ecuatoriana sobre derechos de autor que se aprobó después de la recopilación
de datos (diciembre 2016). Sin embargo, en el capítulo 3, específicamente en el contenido que se
refiere al estudio realizado en Ecuador, los datos se mantuvieron basados en la legislación de 2006,
dado que esa era la realidad en el momento de la compilación.

��LISTA DE ILUSTRACIONES

LISTA DE ILUSTRACIONES
Figura 1- Mapa de la desigualdad - Kenneth Crews......................................................................32
Figura 2 - Conocimento de los encuestados sobre la Legislación de Argentina...............................46
Figura 3 - Actuación de las bibliotecas argentinas frente a las L&amp;E.................................................48
Figura 4 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de Brasil.....................................56
Figura 5 - Actuación de las bibliotecas brasileñas frente a las L&amp;E.................................................58
Figura 6 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de Chile......................................65
Figura 7 - Actuación de las bibliotecas chilenas frente a las L&amp;E....................................................67
Figura 8 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de Cuba.....................................73
Figura 9 - Actuación de las bibliotecas cubanas frente a las L&amp;E.................................................... 74
Figura 10 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de Ecuador...............................80
Figura 11 - Actuación de las bibliotecas ecuatorianas frente a las L&amp;E............................................82
Figura 12 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de El Salvador..........................87
Figura 13 - Actuación de las bibliotecas salvadoreñas frente a las L&amp;E...........................................88
Figura 14 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de Guatemala........................... 94
Figura 15 - Actuación de las bibliotecas guatemaltecos frente a las L&amp;E.........................................95
Figura 16 - Participants knowledge about the Jamaica Copyright Law..........................................104
Figura 17 - Performance of the Jamaica libraries in face of the L&amp;E..............................................106
Figura 18 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de México.............................. 112
Figura 19 - Actuación de las bibliotecas mexicanas frente a las L&amp;E............................................. 113
Figura 20 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de Nicaragua......................... 118
Figura 21 - Actuación de las bibliotecas nicaragüenses frente a las L&amp;E.......................................120
Figura 22 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de Panamá.............................124
Figura 23 - Actuación de las bibliotecas panameñas frente a las L&amp;E...........................................126
Figura 24 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de Perú...................................132
Figura 25 - Actuación de las bibliotecas peruanas frente a las L&amp;E..............................................133
Figura 26 - Conocimiento de los encuestados sobre la Legislación de la
República Dominicana................................................................................................................140
Figura 27 - Actuación de las bibliotecas dominicanas frente a las L&amp;E..........................................141
Figura 28 - Participants knowledge about the Trinidad and Tobago Copyright Law......................147
Figura 29 - Performance of the Trinidad and Tobago libraries in face of the L&amp;E..........................148
Figura 30 - Limitaciones &amp; excepciones presentes en las leyes de derecho de autor de los países de
la encuesta ...............................................................................................................................162
Cuadro 1 - Derechos conferidos de el derecho de autor................................................................29
Cuadro 2 - Países participantes en el estudio.................................................................................43
Cuadro 3 - Estrategias de recopilación de datos adoptadas por las equipos nacionales...............153
Cuadro 4 - Total de participantes por país ante las diferentes técnicas de recopilación de datos
utilizadas...................................................................................................................................154
Cuadro 5 - Tipo de bibliotecas representadas em este estúdio.....................................................156
Cuadro 6 - Frecuencia de L&amp;E en la Ley de Derecho de Autor de los países de la encuesta..........158

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

Tabla 1 - Frecuencia de L&amp;E en las legislaciones de los países de la encuesta........................... 157
Tabla 2 - Frecuencia de las L&amp;E en la región........................................................................... 159

�LISTA DE SIGLAS Y ABREVIATURAS

LISTA DE SIGLAS Y ABREVIATURAS
@CC

Creative Commons

ABDAH

Association des Bibliothécaires Documentalistes et Archivistes d’Haïti

ABDR

Associação Brasileira de Direitos Reprográficos

ABES

Asociación de Bibliotecarios de El Salvador

ABG

Asociación Bibliotecológica de Guatemala

ABGRA

Asociación de Bibliotecarios Graduados de la República Argentina

ABUD

Asociación de Bibliotecas Universitarias Dominicanas

ADRU

Asociación Dominicana de Rectores de Universidades

AMBAC

Asociación Mexicana de Bibliotecarios, A.C.

ANABE

Asociacion Nacional de Bibliotecarios Eugenio Espejo - Ecuador

ANIBIPA

Asociación Nicaragüense de Bibliotecarios y Profesionales Afines

APABIP

Asociación Panameña de Bibliotecarios

ASCUBI

Asociación Cubana de Bibliotecarios

B-Copy

Barbados Copyright Agency

BHDA

Bureau Haïtien du Droit d’Auteur

BNH

Bibliothèque Nationale d’Haïti

BNP

Biblioteca Nacional de Perú

BSLA

Building Strong Library Association, IFLA

CABID

Comisión Asesora de Bibliotecas del Consejo de Rectores, Chile

CADRA

Centro de Administración de Derechos Reprográficos, Argentina

CBC

Colegio de Bibliotecarios de Chile A.G.

CBP

Colegio de Bibliotecólogos del Perú

CEE

Comunidad Económica Europea

CENDA

Centro Nacional de Derecho de Autor, Cuba

COSTAATT

College of Science, Technology and Applied Arts of Trinidad and Tobago

COTT

Copyright Music Organization of Trinidad and Tobago

CPD

Continuing Professional Development

DD.HH.

Derechos Humanos

D.A.

Derecho de autor

EEUU

Estados Unidos

EIFL

Electronic Information for Libraries

FAQ

Frequently Asked Questions

FEBAB

Federación Brasileña de Asociaciones de Bibliotecarios, Científicos de la Información y las Instituciones

FESABID

Federación Española de Sociedades de Archivística, Biblioteconomía, Documentación y Museística

FLACSO

Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales

ICA

Consejo Internacional de Archivos - International Council on Archives

IDEC

Instituto Brasileiro de Defensa do Consumidor

IFLA

The International Federation of Library Associations and Institutions

IFLA LAC

Sección de América Latina y el Caribe de la IFLA

IFLA MLAS

Management of Library Associations Section of IFLA

INDECOPI

Instituto Nacional de Defensa de la Competencia y de la Protección de la Propiedad Intelectual, Perú

�INTEC

Instituto Tecnológico de Santo Domingo, República Dominicana

IP

Intellectual Property

IPO

Intellectual Property Office (Trinidad and Tobago)

JAMCOPY

Jamaican Copyright Licensing Agency

JIPO

The Jamaica Intellectual Property Office

L&amp;E

Limitaciones y Excepciones

LAC

Latin American and Caribbean / América Latina y Caribe

LATT

Library Association of Trinidad and Tobago

LDA

Ley de Derechos de Autor

LIAJA

The Jamaica Library Association

MINCyT

Ministerio de Ciencia, Tecnologia e Innovación Productiva da Argentina

NALIS

National Library and Information System Authority, Trinidad and Tobago

NATT

National Archives of Trinidad and Tobago

NGO

Non-governmental organization / Organizaciones no gubernamentales

NLJ

The National Library of Jamaica

ODS

Objetivo de Desarrollo Sostenible de la Agenda 2030, ONU

OMC

Organización Mundial del Comercio

OMPI

Organización Mundial de la Propiedad Intelectual

ONG

Organización no gubernamental

ONU

Organización de las Naciones Unidas

PIDESC

Pacto Internacional de Direitos Economicos, Sociais e Culturais

PUCMM

Pontificia Universidad Católica Madre y Maestra, República Dominicana

SCCR

Comité Permanente de Derechos de Autor y Derechos Relacionados de la OMPI / Standing Committee on
Copyright and Related Rights

SPSS

Statistical Package for the Social Sciences

TISA

Acuerdo en Comercio de Servicios

TLC

Tratado de Libre Comercio

TLIB

Tratado sobre Limitaciones y Excepciones para las Bibliotecas y Archives / Treaty Proposal on Copyright
Limitations and Exceptions for Libraries and Archives

TPP

Acuerdo Transpacífico de Cooperación Económica

TRIPS

Trade Related Aspects of Intellectual Property

TTIP

Tratado Transatlántico de Comercio e Inversiones

TTRRO

Organização de Direitos de Reprodução de Trinidad e Tobago

UCNE

Universidad Católica Nordestana, República Dominicana

ULAC

Unión Latinoamericana de Ciegos

UNPHU

Universidad Nacional Pedro Henríquez Ureña, República Dominicana

USAC

Universidad de San Carlos, Guatemala

USC

University of the Southern Caribbean, Trinidad and Tobago

USP

Universidade de São Paulo, Brasil

UTT

University of Trinidad and Tobago

WLIC

IFLA World Library and Information Congress

���SUMARIO

SUMARIO
Lista de ilustraciones..................................................................................................................... 11
Lista de siglas y abreviaturas........................................................................................................13
Prefacio 1 - Adriana Cybele Ferrari..............................................................................................19
Prefacio 2 - Stuart Hamilton..........................................................................................................21
Presentación - Sueli Mara Soares Pinto Ferreira ...........................................................................23
1 - INTRODUCCIÓN – El rol de las Limitaciones y Excepciones para las bibliotecas en la legislación
de derechos de autor...................................................................................................................27
1.1 - Objetivos de la investigación............................................................................................35
1.2 - Justificación de la investigación........................................................................................35
2 - PROCEDIMIENTOS METODOLÓGICOS.................................................................................39
3 - ANÁLISIS DE DATOS – Situación de las bibliotecas de América Latina y el Caribe
con relación al derecho de autor..................................................................................................43
3.1 - Argentina – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor....................44
3.2 - Brasil – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor...........................54
3.3 - Chile – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor ..........................63
3.4 - Cuba – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor ..........................71
3.5 - Ecuador – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor .....................79
3.6 - El Salvador – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor . ...............85
3.7 - Guatemala – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor .................92
3.8 - Haití – Etat des Bibliothèques en ce qui concerne le droit d’auteur....................................98
3.9 - Jamaica – state of the libraries regarding copyright.......................................................102
3.10 - México – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor.................... 110
3.11 - Nicaragua – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor.................117
3.12 - Panamá – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor...................122
3.13 - Peru – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor.........................130
3.14 - República Dominicana – situación de las bibliotecas en relación con el derecho
de autor...............................................................................................................................137
3.15 - Trinidad and Tobago – state of the libraries regarding copyright...................................145
4 - RESULTADOS REGIONALES.................................................................................................153
4.1 - Estrategias adoptadas cuanto a la recopilación de datos y perfiles de participantes........153
4.2 - Presencia de las L&amp;E estudiadas en los Países involucrados............................................. 157
4.3 - Demanda detectada .................................................................................................... 161
5 - CONSIDERACIONES FINALES.............................................................................................. 167
6 - REFERENCIAS.......................................................................................................................169
APÉNDICES...............................................................................................................................179
- A - Modelo del cuestionario propuesto a los equipos nacionales.......................................... 181
- B - Guía de preguntas para debate en las entrevistas........................................................... 187

��PREFACIO 1

19

PREFACIO 1
A América Latina e o Caribe estão entre as regiões do mundo onde se concentram
as legislações nacionais de direitos de autor mais restritivas no que se refere ao acesso à
informação.
Neste contexto, as associações nacionais de bibliotecários abraçaram a proposta
da Seção da América Latina e Caribe da IFLA para desenvolver um estudo sobre essa
realidade, envolvendo a percepção dos bibliotecários.
Os resultados obtidos em quinze países envolvidos, proporcionaram distintas visões da
realidade, tanto em termos nacional, como macro e regional. Tais resultados evidenciam
a necessidade de definir estratégias urgentes a serem desenvolvidas nacionalmente pelas
associações profissionais. E ainda, podem estimular o planejamento e proposição de uma
série de frentes de atuação em termos regionais, favorecendo que bibliotecários latinoamericanos possam se apoiar mutuamente, intercambiar experiências e compartilhar
conhecimentos neste tema árido e de pouca literatura específica.
O capítulo sobre o Brasil foi liderado pela FEBAB resultando num perfil nacional a
partir da visão e participação de profissionais de diversas regiões do país.
Neste espírito colaborativo é que a Comissão Brasileira de Direitos de Autor e Acesso
Aberto (CBDA3) da FEBAB assumiu a tarefa de editar e publicar este E-Book com os
resultados finais do Projeto da IFLA LAC. Essa ação visa divulgar este esforço coletivo
para dar maior visibilidade a este mapeamento regional e para mostrar mais um exemplo
de trabalho em parceria, principalmente porque podemos construir juntos caminhos para
transpor os desafios sempre constantes para as bibliotecas e bibliotecários.
Esperamos que sua leitura possa estimular novas ações, inspirar futuras alianças e
motivar todos aqueles que lutam pela igualdade de acesso à informação e pela existência
de bibliotecas sem fronteiras, como um direito humano universal que são bases alcançarmos
o desenvolvimento que desejamos na América Latina e Caribe.

Adriana Cybele Ferrari
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecas, Cientistas da Informação
e Instituições
Presidente - 2017-2020

�20

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

�PREFACIO 2

21

PREFACIO 2
		 For libraries, the shift to a digital information environment has changed everything.
Information transfer to our users, no matter where they are, no matter if the physical library
is open or not – this dream can now be a reality thanks to the potential of the Internet.
Yet librarians cannot just go ahead and provide information without restriction: we are
committed, as we always have been, to provide legal access within the boundaries of
national, regional and international copyright frameworks. We respect the rights of authors
and rightsholders whose works fill our databases and shelves.
But we are facing a major problem. All over the world, libraries are relying on
copyright frameworks that are outdated, or not fit for purpose. As demonstrated in Professor
Kenneth Crews 2014 World Intellectual Property Organization (WIPO) study on copyright
exceptions and limitations for libraries and archives, a patchwork of provisions exists which
fail to support libraries in the digital age1. While 156 of 188 countries surveyed (83%) –
have at least one statutory library exception in their national copyright law, 32 countries
(17%) of those surveyed have no provision for libraries at all. Barely half of the world’s
countries have any provisions for fundamental library activities such as preservation, or
making copies for research or study. In Latin America and the Caribbean, the situation is
particularly sub-optimal, with six countries (Argentina, Brazil, Costa Rica, Haití, Suriname,
Uruguay) having no copyright exception for libraries.
Which is why this book is so important. Librarians have to make the case for change.
At the 2016 World Library and Information Congress in Columbus an extraordinary
conference session saw librarians from sixteen Latin American and Caribbean countries
explain in detail how their domestic copyright laws were not keeping up with the promise
of the digital age. This book, which is the captured testimony of that session, is an essential
document, as it contains the first-hand experience of librarians struggling to work within
laws that in many cases do not even serve the library of the print age. These essays are
crucial evidence for library advocacy, to be used by all of us who want to see change: at
WIPO, where IFLA is campaigning for an international instrument to upgrade the situation
for all libraries worldwide; and at national levels too, where national associations and
library champions have a key role to play in alerting decision-makers to the situation.
To our Latin American and Caribbean colleagues: read this book, and make a plan to
change things in your countries. And to the rest of us: read it too, and think about what can
be done where you are working. Perhaps we need a book like this for every IFLA region?
Good advocacy is always better with good evidence, after all.

Stuart James Hamilton
IFLA Deputy Secretary General, Director, Policy &amp; Advocacy, 2009-2017
Qatar National Library Deputy Executive Director, International Relations &amp;
Communications, 2017 – 2019

1- http://www.wipo.int/meetings/en/doc_details.jsp?doc_id=306216

�22

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

�PRESENTACIÓN

23

PRESENTACIÓN
América Latina y el Caribe es una región con alta concentración de países sin o
con pocas limitaciones y excepciones a los derechos de autor y derechos conexos
específicamente para las bibliotecas, archivos y museos. Incluso cuando estas limitaciones
y excepciones existen, en la mayoría de casos no están adecuadamente adaptadas al
ámbito digital. Solamente con la presencia de limitaciones y excepciones modernas en
las leyes nacionales y con instrumentos o tratados internacionales, dichas instituciones
culturales podrán continuar ofreciendo sus servicios y productos con la calidad necesaria
y, principalmente, asegurando el acceso democrático, igualitario y de derecho a todos los
ciudadanos.
Con el objetivo de actuar en ese contexto, el Comité Permanente de la Sección para
América Latina y el Caribe de la Federación Internacional de Asociaciones de Bibliotecas e
Instituciones (IFLA LAC) realizó, en 2016, el proyecto integrado “Impacto de la legislación
sobre los derechos de autor en las bibliotecas en América Latina y el Caribe”2, cuyo
objetivo era identificar y registrar las principales dificultades, problemas y situaciones que
las bibliotecas enfrentan diariamente en la situación de trabajo, causados por la falta de
actualización, la complejidad o la ausencia de leyes nacionales de derechos de autor en
la región.
Las Asociaciones o Colegios de bibliotecarios de 35 países de la región fueron
invitados a participar en ese proyecto con la tarea de analizar la situación de su país
y registrar ejemplos, sean de bibliotecas nacionales, públicas, universitarias, escolares,
especializadas y otras. Dichas Asociaciones o Colegios también fueron incentivados a
invitar a especialistas externos para formar parte del equipo del proyecto, en caso de que
no tuvieran un Comité de Derechos de Autor y/o ningún miembro proficiente en el tema.
Dieciocho países se interesaron en participar: Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia,
Costa Rica, Cuba, Ecuador, El Salvador, Guatemala, Haití, Jamaica, México, Nicaragua,
Panamá, Perú, República Dominicana, Trinidad and Tobago. De esos países, con excepción
de Bolivia y Costa Rica, todos los demás dieciséis efectivamente finalizaron y presentaron
sus resultados iniciales en la Sesión 123 “Limitations and exceptions for libraries in the
copyright legislation of the Latin America and the Caribbean countries: a call for action”,
durante el Congreso International de IFLA (WLIC 2016) promovido por IFLA LAC, en
Columbus, Ohio, en agosto de 20163.
Finalmente, para completar y efectivamente concluir el referido proyecto, estamos
publicando este libro en el cual hemos recopilado los estudios de caso y relatos nacionales de
quince países pero, principalmente, damos una atención especial al debate y presentación
de un diagnóstico de la región hecho a partir de esos estudios locales. Dicho diagnóstico
solo fue posible después de la normalización de los diferentes resultados país a país, lo
que nos permitió extraer datos comunes, hacer una interpretación comparativa entre ellos
y, finalmente, la concepción y presentación de una visión condensada de la región.
Así, la propuesta de publicar este libro va más allá de tan solo difundir los resultados de
la investigación, deseamos diseminar nacional e internacionalmente testimonios y relatos
que ilustran claramente la situación de las bibliotecas LAC, demostrar la necesidad y
2 - Más informaciones sobre el proyecto: http://www.ifla.org/node/10304
3 - El programa completo de la Sesión123 en WLIC 2016 y el texto completo de los papers están disponibles, respectivamente en: http://
www.professionalabstracts.com/iflawlic2016/programme-iflawlic2016.pdf y en la Biblioteca Digital de IFLA - http:// http://library.ifla.org/

�urgencia de cambios tanto en los aspectos legales como en el aspecto práctico y preservar
la memoria de lo que se hizo en esa increíble alianza entre asociaciones/colegios y la
Sección IFLA LAC.
¡Sí, este libro pretende llegar más lejos! Tiene la pretensión de servir como instrumento
de apoyo para los profesionales de la región en lo concerniente a: (a) el desarrollo de
estrategias y acciones más contundentes para buscar el equilibrio legal en sus países en
lo que se refiere a la Ley de derechos de autor, (b) la identificación de los principales
puntos de debate sobre el tema de las limitaciones y excepciones al derecho de autor,
(c) la inserción de la temática en el programa y disciplinas de los cursos de graduación y
programas de posgrado en biblioteconomía y ciencia de la información de los diferentes
países y, finalmente, (d) la divulgación de los resultados aquí alcanzados con los países de
América Latina y el Caribe, de modo a establecer una red de intercambio y apoyo entre
los profesionales de la región.
Para ello, su estructura fue organizada objetivando detallar, en el primer capítulo de
la Introducción, un poco más sobre el proyecto, el soporte teórico y conceptual que lo
fundamenta, y presentando brevemente el marco jurídico de las limitaciones y excepciones
al derecho de autorEn el capítulo 2 se describen los procedimientos metodológicos
propuestos por el equipo gestor del proyecto, así como aquellos efectivamente utilizados
por los diferentes países. El capítulo 3 sigue con el Análisis de datos, iniciado con una visión
global de la muestra estudiada regionalmente, seguido de quince subcapítulos dedicados
individualmente a cada uno de los países aquí presentes.
Así, iniciamos con la presentación de los datos recopilados en Argentina, conteniendo
la descripción de innumerables y relevantes testimonios de los entrevistados, que trabajan
en un país donde la falta de excepciones y limitaciones adecuadas puede convertir a los
bibliotecarios en infractores del derecho de autor simplemente por realizar su trabajo.
Los resultados referentes a Brasil también dejan clara la dificultad que están viviendo los
actuales bibliotecarios brasileños. Ambos países poseen las leyes de derecho de autor más
restrictivas de todos los países aquí estudiados.
El relato de Chile es importante incluso porque describe sobre las informaciones a
respecto de la reciente alteración ocurrida en su legislación (2014), poniendo de relieve
que, aún así, dicha legislación todavía no introdujo cláusulas necesarias para el medio
digital. Otro país que también cuenta con actualización reciente en la ley (2015) es
Jamaica y, aunque sea reciente, también deja evidente las innumerables desventajas e
impedimentos aún existentes actualmente en su ley.
Es interesante observar que la legislación cubana de derechos de autor, a pesar de su
obsolescencia, contiene algunas limitaciones y excepciones que favorecen de cierto modo
que las bibliotecas cumplan su misión actual y realicen ciertos servicios de información en
función de la satisfacción de las necesidades y demandas de la sociedad. En el caso de
la República Dominicana, se observa la existencia de una brecha normativa en diversas
áreas donde sí podría incidir la legislación, como es el caso de acciones a respecto de la
preservación documental con fines patrimoniales, de servicio y de gestión de información.
La Ley del Ecuador, en el momento de la compilación de los datos, tenía establecido
que el préstamo solo era permitido por tiempo limitado y par a consulta “in situ”, haciendo
que este servicio se limite a las bibliotecas institucionales, principalmente universitarias,
que les prestan libros a sus miembros (estudiantes y empleados). Pero, en las bibliotecas

�PRESENTACIÓN

25

públicas, el préstamo externo hasta el primero semestre de 2016 era poco habitual4.
Tanto Guatemala, México y Trinidad and Tobago apuntan explícitamente hacia la
necesidad de inserción del tema referente a los derechos de autor en la formación y
capacitación de los profesionales de bibliotecas. Asimismo, esa necesidad también es
importante en Haití y en Panamá donde el estudio revela que, para los encuestados, la
legislación sobre derechos de autor es prácticamente desconocida en sus países.
Los estudios realizados en Nicaragua, El Salvador y Perú, además de los profesionales
actuantes en bibliotecas, involucran también a representantes de los institutos nacionales
que actúan en el ámbito de la propiedad intelectual en sus países. Fue interesante observar
la respuesta positiva y las posibles aperturas derivadas de esos encuentros. Se espera
que en las futuras reformas de las leyes en esos países haya una mayor participación,
involucramiento y consulta a los profesionales bibliotecarios.
Finalmente, el capítulo 4 indica los resultados más relevantes en términos de presencia
de las limitaciones y excepciones estudiadas en las leyes nacionales de los quince países
involucrados, el conocimiento de esas leyes por parte de los participantes, así como la
prestación de servicios de las bibliotecas ante la existencia o no de limitaciones en las leyes
nacionales. Con base en esos resultados, el capítulo 5 presenta las consideraciones finales
con recomendaciones para futuros proyectos y estudios a ser desarrollados aisladamente
por los diferentes países, o en asociaciones entre ellos y la propia Sección IFLA LAC.
Por todo eso, deseamos que el lector saque provecho de las informaciones que aquí se
encuentran y experimenten con nosotros las inquietudes que rondan el mundo del acceso
igualitario y democrático a la información, así como de la oferta calificada de servicios
bibliotecarios en la actual era digital. ¡Pero, principalmente, que se sienta interesado en
definir cuáles acciones están a su alcance y se sienta motivado a ejecutarlas!

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Catedrática de la Universidad de São Paulo (USP), Brasil
Chair de la Sección de América Latina y del Caribe de IFLA (2015-2017)
Chair de la IFLA División V (2017-2019)
Miembro de la Junta del Gobierno de la IFLA (2017-2021)
@SuelimaraUsp

4- Tenga em cuenta que la coleta de dados de este estudio se completó en marzo de 2016 y la nueva y actual legislación se aprobó en
diciembre de 2016. Por lo tanto, como ya se mencionó, el capítulo sobre Ecuador continúa manteniendo los resultados del estudio hecho (o
sea, en línea con la legislación de 1998). Y la información incluida en el capítulo 4, segundo el estudio de CREWS 2017, ya se refiere a la
legislación vigente (diciembre de 2016).

��1 INTRODUCCIÓN - Derecho de autor vs Limitaciones y Excepciones para las Bibliotecas

1 - INTRODUCCIÓN - El rol de las limitaciones y
excepciones para las bibliotecas en la legislación
de derechos de autor
Recorriendo al contenido del Curso “ABC del Derecho de Autor para Bibliotecarios de
América Latina”(P2PU, 2014), tenemos que:
Derecho de autor (DA) es un concepto legal que concede a los autores y artistas el control sobre ciertos
usos de sus creaciones durante períodos de tiempo definidos. Limita quién puede copiar, cambiar,
ejecutar o compartir esas creaciones. Otro punto de vista es que el derecho asegura que los autores
reciban un pago justo por su esfuerzo. Un tercer punto de vista es que el trabajo creativo es una
expresión de la personalidad de su creador y, por lo tanto, debería protegerse contra el uso sin permiso
de su autor. (versión online).

Complementando esa definición, Pabón Cadavid (2014) menciona que
eesta protección se manifiesta fundamentalmente en la imposibilidad de que se utilicen las obras sin
la autorización previa y expresa del titular del derecho de autor, de tal forma que la ley otorga una
facultad exclusiva al autor sobre las diversas formas de explotación de la obra. Facultad que, como
cualquier otro derecho, se puede disponer, negociar, renunciar, ceder, heredar. El derecho de autor
es una especie dentro de la categoría general de protección a la propiedad intelectual, con diferentes
alcances y denominaciones según el país donde se aborde el tema. (p.10)

Así, los derechos de autor son un conjunto de derechos que la ley concede a los
autores de obras literarias, artísticas o científicas sobre sus obras. Permite que el autor
pueda usar o explotar su trabajo, o pueda transferir o ceder la titularidad de sus derechos
para que otros lo hagan. Tiene por objeto la protección de obras originales materializadas
en un soporte. Por lo tanto, el derecho de autor protege la expresión original de ideas, y
no las ideas en sí.
Gallardo (2010) en su “Guía legal bibliotecario”, cita que esta autoría original, en
casi todos los países, está representada en diversas formas que pueden ser sintetizadas
en: trabajos literarios (libros, artículos, cartas etc.); trabajos musicales; trabajos dramáticos
(óperas, obras de teatro); artes gráficas (fotografías, esculturas, pinturas etc.); imágenes en
movimiento y trabajos audiovisuales (películas, videos, programas televisivos etc.); trabajos
arquitectónicos y programas de computación. Las grabaciones sonoras (en algunos países
sí, en otros con normas relacionas y separadas conocidas como derechos conexos). Los
trabajos gubernamentales como mapas, informes oficiales y opiniones judiciales, están
protegidos por leyes de derecho de autor en algunos países, mientras que en otros se
consideran parte del Dominio Público.
Esta publicación no pretende cubrir todos los ámbitos del derecho de autor, y algunos
temas como los derechos conexos, la limitación temporal, el dominio público y la delegación
de permiso a terceros quedan fuera del análisis. Pero, algunas de estos conceptos ahora
merecen ser revisitados, aunque con una breve definición.
En lo que se refiere a derechos conexos, Villarroel V. (2012)5 en el libro “Creando
Derecho: Guía para comprender el Derecho de Autor”, menciona que:
Derechos conexos (también conocidos como derechos relacionados) son derechos vecinos y muy similares
a los derechos de autor, generados por el trabajo de los cantantes, actores, bailarines, declamadores
5- https://issuu.com/comucepucepeducacionpermanente/docs/e-book_abc

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BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

y otros intérpretes o ejecutantes de obras literarias o artísticas y expresiones del folklore. También los
productos de industrias relacionadas, como los productores de discos o fonogramas que graban esas
interpretaciones y los organismos de radio o televisión que los difunden.

Sobre el tiempo limitado de protección es necesario identificar que la protección del
derecho de autor se otorga desde el propio momento de la creación y es válida hasta un
cierto número de años después de la muerte del autor. Ese período varía de país a país,
de acuerdo con su legislación y, específicamente, en América Latina y el Caribe se tienen
países que aprobaron vida+50, vida+70, vida+90 hasta vida+100 años como período
de cobertura. Varios matices pueden estar presentes en ese conteo de años, como la
existencia de herederos, obras de autoría desconocidas, derivadas, póstumas etc.
Con el término de ese período de protección se dice que la obra “cae” en el dominio
público, lo que representa el fin de los derechos patrimoniales del autor sobre la obra
intelectual. Las obras que entran en el dominio público pasan a pertenecer a la colectividad,
pudiendo ser libremente utilizadas, cualquier persona puede copiarlas, digitalizarlas, volver
a utilizarlas o compartir ese trabajo como lo desee. La siguiente definición corrobora y
amplía el entendimiento sobre el tema mostrando también la posibilidad de que cualquier
obra sea de acceso público, siempre y cuando sus autores así lo deseen.
El Dominio Público es el nombre dado al conjunto de los trabajos creativos que no están protegidos por
la legislación de los derechos de autor – ya sea porque no están cubiertos por los términos delimitados
por la legislación, porque sus creadores no cumplieron con requerimientos formales en el pasado,
o porque sus creadores donaron voluntariamente al público en general los derechos que pudieron
generar. (P2PU, 2014, p.22)6.

Decir que una obra está protegida por derechos de autor, como ya fue mencionado,
significa que el titular de derechos (el creador de la obra, sus herederos o un tercero que
haya adquirido los derechos) puede decidir sobre el uso exclusivo de la obra. Por lo tanto,
cualquier uso de la referida obra requiere el permiso del autor o del titular de los derechos,
excepto que una disposición legal autorice el uso sin necesidad de su consentimiento, que
son las denominadas excepciones y limitaciones al derecho de autor.
La Organización Mundial de la Propiedad Intelectual (OMPI, 2016) describe que son
dos los tipos de derecho protegidos por el derecho de autor:
Los derechos patrimoniales permiten a los titulares de derechos percibir una retribución económica
porque terceros utilicen sus obras. Los derechos morales permiten que el autor o el creador tomen
determinadas medidas para preservar y proteger los vínculos que los unen a sus obras. El autor o el
creador pueden ser los titulares de los derechos patrimoniales o bien tales derechos pueden ser cedidos
a uno o más titulares de derecho de autor. (p.9)7.

El siguiente cuadro ejemplifica los dos tipos de derechos:

6- https://issuu.com/comucepucepeducacionpermanente/docs/e-book_abc
7- http://www.wipo.int/edocs/pubdocs/es/wipo_pub_909_2016.pdf

�1 INTRODUCCIÓN - Derecho de autor vs Limitaciones y Excepciones para las Bibliotecas

CUADRO 1 - Derechos conferidos por el derecho de autor

DERECHO DE AUTOR
DERECHO MORAL
DERECHO PATRIMONIAL
Derecho a la Paternidad
Derecho a la Integridad
Derecho al Arrepentimiento

Reproducción
Distribución
Comunicación al público

Intransferible
Imprescriptible
Irrenunciable

Transferible
Independientes entre sí
Limitados en el tiempo
(vida del autor+PLUSaños)

OBS. PLUS = el número de años de acuerdo con la legislación del país.

Se observa que el derecho moral, como presentado en el cuadro anterior, establece
un vínculo estrecho entre la obra creada y el sujeto de la protección, el autor. Por lo tanto,
está relacionado a sus créditos o, en otras palabras, al derecho de reivindicar su autoría.
De ese modo, el autor tiene derecho a tener la obra reconocida como suya y a su
preservación de la forma como fue originalmente creada. Ese derecho a la paternidad es
irrenunciable, o sea, el autor no puede renunciar a él ni venderlo o transferirlo. El derecho
moral es perpetuo. Comprende:
• El derecho a la integridad, por ejemplo, el derecho a evitar la destrucción o mutilación de una
pintura o escultura;
• El derecho al reconocimiento, es decir, el derecho a recibir el crédito que corresponda a la creación
y no ser inculpado por algo que no haya creado;
• El derecho a la difusión (el derecho a determinar cuándo y si un trabajo se hará público); y
• El derecho a la supresión (el derecho –en algunas circunstancias limitadas– a retirar de circulación
las copias de un trabajo que su autor lamenta haber realizado). (P2PU, 2014)8.

A su vez, los derechos patrimoniales (también conocidos como derechos económicos)
permiten que el autor utilice, goce y disponga de la obra como mejor considere, incluso
para obtener beneficio económico. Siendo así, puede permitir que terceros usen, traduzcan
y reproduzcan su obra, negociando su uso de forma integral o parcial. Esa negociación se
puede hacer en carácter gratuito o no. Los derechos patrimoniales pueden ser transferidos
mediante cesión, licencia o cualquier otra modalidad prevista en derecho. Al titular es
concedido el derecho de explorar económicamente el objeto de protección intelectual e
impedir que terceros lo hagan. La fecha de caducidad del derecho patrimonial es igual al
período de vida del autor más el plazo estipulado por ley después de su muerte, cuando
pasa a ser de dominio público. Los derechos patrimoniales son:
• El derecho de reproducir el trabajo, es decir, realizar copias del mismo;
• El derecho a crear trabajos derivados (tales como traducciones, copias abreviadas o adaptaciones);
• El derecho a distribuir el trabajo, por ejemplo, mediante venta o alquiler de las copias; y
• El derecho a ejecutar o exhibir el trabajo públicamente. (P2PU, 2014)9.

8- https://courses.p2pu.org/es/courses/2178/abc-del-derecho-de-autor-para-bibliotecarios-de-am%C3%A9rica-latina/
9- https://courses.p2pu.org/es/courses/2178/abc-del-derecho-de-autor-para-bibliotecarios-de-am%C3%A9rica-latina/

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BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

En la búsqueda de un equilibrio entre el interés público y el privado, al mismo tiempo en
que la Ley de Derecho de Autor (LDA) concede una serie de derechos al autor con relación
a sus obras, ella también impone algunos límites a esos derechos que son conocidos como
limitaciones y excepciones (L&amp;E) a los derechos de autor.
...el sistema internacional de protección de los derechos de autor también objetiva alcanzar un equilibrio
entre los intereses privados (de los autores y empresas cuyas actividades dependen de esos derechos) y
públicos de acceso a las obras protegidas. En ese sentido, la Convención de Berna y el Acuerdo TRIPS
autorizan a sus Estados-partes a establecer limitaciones a los derechos patrimoniales de los autores
con el fin de promover determinadas políticas públicas. La norma general de la Regla de los Tres
Pasos (three-step test), que regula y dirige las limitaciones a los derechos exclusivos de los autores, fue
introducida en la Convención de Berna, en 1967, durante la revisión de Estocolmo, estando actualmente
prevista en el art. 9.2 de la Convención de Berna (revisión de París) y en el art. 13 del Acuerdo TRIPS de
la Organización Mundial del Comercio (OMC) (BASSO, 2007, p.499).

La existencia de L&amp;E, por lo tanto, son autorizaciones que constan en la ley con
el objetivo de favorecer el uso de una obra intelectual protegida, sin necesariamente
tener que obtener la autorización previa del titular ni pagar remuneración al titular del
derecho de autor. A menudo son creadas en relación con objetivos de interés público,
como la educación, el acceso a la información, la libertad de prensa, los intereses de
las colectividades etc. Aunque esas excepciones varíen según el país, algunos ejemplos
relativamente comunes pueden ser citados, tales como copia de pequeños trechos, copia
para uso personal, cita de fragmentos para finalidades de investigación o para efectos de
debate y polémica, la ejecución musical y la representación teatral en el receso familiar
etc. En algunos países es posible incluir copias para archivo y preservación por parte de
bibliotecas, y también conversión de textos y obras para formatos accesibles objetivando
atender a las personas discapacitadas.
Independiente del sistema legal, las nuevas tecnologías y los desarrollos sociales
plantean desafíos a los marcos normativos existentes, tanto en lo que concierne a los
derechos exclusivos como a las excepciones a éstos. Una tarea clave para las bibliotecas
y las asociaciones de bibliotecas es ejercer influencia para conseguir leyes socialmente
más justas que garanticen el derecho humano y universal de acceso a la información, al
conocimiento y participación en la cultura, investigación y aprendizaje, como preven los
Arts. 19 y 27 de la Declaración Universal de los Derechos Humanos (DD.HH.) y el art. 15
del Pacto Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales (PIDESC).
De ese modo, el Tratado de Marrakech se encuentra en vigencia y obliga a todos
los países miembros que han ratificado el tratado a adoptar limitaciones y excepciones
para la creación y el intercambio transfronterizo de determinadas obras publicadas en
formatos accesibles para personas ciegas, con discapacidad visual o con otras dificultades
(como la dislexia, por ejemplo) para acceder al texto impreso. Por lo tanto, esos países
deben empoderarse e implementar mecanismos de inclusión y accesibilidad al texto
impreso y consecuentemente a los beneficios de la cultura, de las artes y de las ciencias.
Tal conquista es claramente relativa a los principios de la no discriminación, de la igualdad
de oportunidades, de la accesibilidad y de la participación e inclusión plena y efectiva en
la sociedad, proclamados en la Declaración Universal de los Derechos Humanos y en la
Convención de las Naciones Unidas sobre los Derechos de las Personas con Discapacidad.
El Tratado de Marrakech es, hasta la fecha, el único tratado de la OMPI que legisla
sobre los derechos de los usuarios. Sin embargo, teniendo en cuenta la inexistencia de L&amp;E

�1 INTRODUCCIÓN - Derecho de autor vs Limitaciones y Excepciones para las Bibliotecas

que permita cumplir efectivamente la misión de las bibliotecas y de los archivos en muchos
países, especialmente en los países en desarrollo, la OMPI está discutiendo un posible
instrumento jurídico internacional sobre excepciones y limitaciones en materia de derecho
de autor para estas entidades. Actualmente, según el P2PU10 existen dos propuestas de
instrumentos en discusión en la OMPI:
“Una del grupo africano y otra por iniciativa de Ecuador, Brasil y Uruguay, apoyada por la International
Federation of Library Associations and Institutions (IFLA), y a su vez un documento de trabajo del Comité
Permanente de Derechos de Autor y Derechos Conexos de la OMPI”.

Para subsidiar dicho debate, el Comité Permanente sobre Derechos de Autor y
Derechos Conexos (SCCR - Standing Committee on Copyright and Related Rights) de la
OMPI le solicitó al investigador Kenneth Crews, que realizara un estudio de las leyes de
derecho de autor de todos los países miembros de la ONU, mapeando específicamente
la situación de las respectivas legislaciones sobre posibles L&amp;E a favor de las bibliotecas,
archivos y museos.
Según el estudio de CREWS (2008)11, revisado y sintetizado en 201512 y presentado
por el propio autor a la OMPI13 los resultados encontrados fueron:
• De los 184 países miembros de la ONU, se analizó la legislación de 149 países. (En 2015, ya eran
187 países y 186 legislaciones);
• 21 países no tienen excepciones de bibliotecas y archivos. (En 2015, aumentaron a 33 países);
• 27 países tienen excepción general solo para bibliotecas. (En 2015, 34 países);
• 74 países tienen excepciones para copiar por investigación o estudio;
• 72 países tienen excepciones para copiar por provisiones de preservación;
• 67 países tienen excepciones para copia para sustitución de originales desgastados que ya no están
disponibles para compra;
• 17 países tienen excepciones para el suministro de documentos;
• 6 países tienen excepciones para préstamos interbibliotecarios; y
• 26 países tienen excepciones para soluciones legales para la antievasión de las Medidas de Protección
Tecnológica.

También menciona que muchas legislaciones analizadas no estaban actualizadas con
relación a las demandas actuales, por otro lado, pocos sabían exactamente cuáles eran
las necesidades actuales para que las bibliotecas pudieran continuar ofreciendo servicios
de calidad, especialmente en esa era digital. En ese contexto, queda claro que fuera del
problema de un tratado internacional, existía la necesidad de una revisión también en las
leyes de los diversos países, especialmente en los países en desarrollo, entre ellos América
Latina y el Caribe (LAC).
Los resultados encontrados por CREWS (2017)14 fueran:
• 191 Países Miembros (en 2015: 188 Miembros)
• Encontrado: Estatutos de los 191 Países
• Sin excepción de biblioteca: 28 países
• Excepción general solamente: 21 países
10- https://www.wipo.int/edocs/mdocs/copyright/en/wipo_cr_han_17/wipo_cr_han_17_t4.pdf
11- http://www.wipo.int/meetings/es/doc_details.jsp?doc_id=109192
12- http://www.wipo.int/meetings/es/doc_details.jsp?doc_id=306216
13- http://www.wipo.int/edocs/mdocs/copyright/es/sccr_29/sccr_29_presentations.pdf
14- https://www.wipo.int/edocs/mdocs/copyright/en/wipo_cr_han_17/wipo_cr_han_17_t4.pdf

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�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

32

Por lo tanto, las tendencias son:
• Menos países sin excepción
• Menos países con una sola excepción
• Influencia de los modelos: los países tienden a mirar vecinos, socios comerciales y consorcios
multinacionales para inspiración y orientación cuando redacción de estatutos.

El siguiente mapa, presentado por CREWS (2017), muestra la distribución de las L&amp;E
para bibliotecas, archivos y museos por países y regiones:
Figura 1- Mapa de la desigualdad - Kenneth Crews

LEYENDA:
Rojo = Sin excepciones en favor de las bibliotecas
Verde = Excepción general únicamente
Los otros = Excepciones especializadas
FUENTE: MONROIG, Miyuki (2017)15

En ese contexto,
la IFLA está trabajando con los Estados Miembros de la OMPI para obtener el apoyo de un instrumento
internacional de vinculación sobre limitaciones y excepciones del copyright para permitir a las bibliotecas
preservar sus colecciones, apoyar la educación y la investigación, y prestar materiales. Para demostrar
lo que se necesita, la IFLA, junto con el Consejo Internacional de Archivos (ICA, por sus siglas en inglés),
el Electronic Information for Libraries (EIFL) y la Corporación Innovarte, han producido una propuesta de
Tratado (TLIB19) para orientar a los Estados Miembros de la OMPI en la actualización de las limitaciones
y excepciones para las bibliotecas en todo el mundo. (IFLA, 2012)16.

Según la IFLA (2013), en ese proprio instrumento,
su propuesta sugiere una base básica para todos los países miembros de la OMPI, estableciendo un
cuadro para las leyes nacionales de derechos de autor que sea flexible y coherente con el derecho
internacional existente. No busca imponer una armonización o un enfoque “one size fits all”. Fue
concebido para acomodar las necesidades comunes, así como la diferenciación en función de los niveles

15- https://www.wipo.int/edocs/mdocs/copyright/en/wipo_cr_han_17/wipo_cr_han_17_t4.pdf
16- http://www.ifla.org/ES/copyright-tlib

�1 INTRODUCCIÓN - Derecho de autor vs Limitaciones y Excepciones para las Bibliotecas

de desarrollo y de las particularidades de los Estados-Miembros de la OMPI. Aunque la propuesta
vuelva obligatorio abordar ciertos temas clave, en la mayor parte de los casos existe flexibilidad para
su aplicación, utilizando el estándar internacional de “práctica justa”, tal como se estableció en la
Convención de Berna. (IFLA, 2013)17.

TLIB discute y presenta un grupo de L&amp;E con base en el conjunto de principios
desarrollados en 2009 por bibliotecarios, especialistas en propiedad intelectual, la Unión
Mundial de Ciegos y representantes de otras organizaciones de la sociedad civil. Objetivan
regir el uso de todas las obras protegidas por derechos de autor y las creaciones protegidas
por derechos conexos, de acuerdo con la legislación nacional. Una descripción completa
de todas las L&amp;E del TLIB pueden ser encontradas en la web18 - Traducción en español del
Tratado sobre Excepciones y Limitaciones para las Bibliotecas y archivos IFLA - Versión 4.3
del 05 de julio de 2012, las cuales son:
• Derecho de importación paralela
• Derecho a préstamos de biblioteca y acceso provisorio
• Derecho a la reproducción y suministro de copias a Bibliotecas y Archivos
• Derecho de Preservación del material de las Bibliotecas y Archivos
• Derecho a usar obras y materiales protegidos por derechos conexos en beneficio de personas con
discapacidades
• Derecho de acceso a obras objeto de retractación o retiradas
• Derecho de uso de obras huérfanas y de material protegido por derechos conexos
• Derecho a los usos transfronterizos
• Traducción de obras por parte de bibliotecas y archivos
• Obligaciones relacionadas con medidas de protección tecnológica
• Limitación sobre la responsabilidad de las bibliotecas y los archivos
• Depósito legal
• Obligaciones relativas a las medidas tecnológicas de protección
• Limitación de responsabilidad por bibliotecas y archivos

Con el objetivo de ampliar el conocimiento de las bibliotecas sobre las limitaciones
y excepciones necesarias de sus necesidades en el siglo XXI, así como reflexionar sobre
cómo involucrarse y apoyar tanto la actualización de sus legislaciones nacionales como
el instrumento internacional de vinculación, IFLA publicó un conjunto de herramientas
con muchos documentos, ejemplos, testimonios y prácticas de diversas bibliotecas en el
mundo19.
Con base en los Lineamientos e Iniciativas clave de IFLA y, especialmente en ese
Programa internacional de IFLA dirigido a los temas de los Derechos de Autor, el Comité
Permanente de la Sección de América Latina y el Caribe definió su plan de acción para el
período de 2015-2017, teniendo como objetivo involucrar a la comunidad de profesionales
de la región en ese debate. Planeando abarcar el mayor número de personas posibles
e, incluso, recurrir a la técnica de despliegue del conocimiento con efecto cascada, se
planificó y desarrolló en el año de 2016 el proyecto “Impacto de la legislación del derecho
de autor en las bibliotecas de América Latina y el Caribe”. Tal proyecto procuró identificar
17- Traducción libre del original en Inglés por la autora. http://www.ifla.org/node/5856
18- http://www.eifl.net/system/files/resources/201408/tlib_v4_4_december_2013.pdf en inglés y la traducción en español http://www.ifla.
org/files/assets/hq/topics/exceptions-limitations/documents/traduccion_espanol_texto_propuesta_tratado_iflajuno2012.pdf
19- IFLA TOOLKIT http://www.ifla.org/node/5871

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�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

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y registrar las principales dificultades, problemas y situaciones que las bibliotecas están
enfrentando en el cumplimiento de sus tareas y en la oferta de servicios de calidad en la
era digital.
Fue proyectado pensando en una estructura de proyecto integrado en la cual fueron
invitadas a participar todas las asociaciones nacionales de bibliotecarios, o los colegios
profesionales de bibliotecarios o la Biblioteca Nacional de cada país de la región (en ese
orden). La invitación fue enviada a 34 países (aquellos donde conseguimos identificar
asociaciones o colegios profesionales y mismo bibliotecas nacionales) y recibimos la
confirmación de participación de 19 de ellos. En aquel momento, el equipo total de los
proyectos nacionales, locales (o sea, en los países) sumaba 57 personas.
Todos los equipos locales fueron invitados a desarrollar un papel activo en la
investigación, asumiendo la tarea de analizar la situación de sus respectivos países, crear
estrategias de discusión del tema con los profesionales bibliotecarios, recopilar ejemplos
prácticos de sus dificultades y de las demandas de los usuarios, tanto de las bibliotecas
nacionales, públicas, académicas, especializadas y otras. También se orientó a todos los
equipos a formar un grupo de coordinadores con miembros tanto de la propia asociación o
colegio, como también fueron incentivados a buscar apoyo en otras instituciones públicas,
privadas u ONG´s sensibles al tema, que pudieran aportar mayor conocimiento e, incluso,
fuerza política si fuera necesario.
Para la recopilación de datos se sugirieron dos estrategias a cada uno de los equipos:
el uso de cuestionarios (de la forma que mejor conviniera a las condiciones de recursos
humanos y tecnológicos de cada grupo) y el uso de entrevistas (individuales o en grupo).
Ambos métodos fueron respaldados por guías elaboradas a partir de las L&amp;E que constaban
en el Programa de IFLA, el TLIB. La metodología de trabajo será presentada en el capítulo
2, a continuación.
La presentación de los resultados y conclusión de ese proyecto se realizó en dos partes:
(1) Los resultados iniciales fueron presentados en la Sesión Abierta de América Latina y el
Caribe20 durante el Congreso Internacional de IFLA de 2016, que tuvo lugar en la ciudad
de Columbus, Ohio, EE.UU. Los equipos de Argentina, Brasil, Chile, Colombia, Cuba,
Ecuador, El Salvador, Guatemala, Haití, Jamaica, México, Nicaragua, Panamá, Perú,
República Dominicana y Trinidad and Tobago estuvieran presentes. (2) Una reevaluación
y normalización de esos resultados iniciales, sumado a un análisis poco más profundo
y comparativo de los resultados de cada país, con una propuesta de reflexiones a nivel
regional deberían finalizar el proyecto y consolidar este libro que aquí se introduce. Con
base en eso, también debería ocurrir la conformación de infografía ilustrando la situación
de la región, de manera a corroborar con la justificativa de la necesidad efectiva de
actualización en las leyes de América Latina y el Caribe. Para este libro se cuenta con
la participación y relato de los equipos de Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Ecuador, El
Salvador, Guatemala, Haití, Jamaica, México, Nicaragua, Panamá, Perú, República
Dominicana y Trinidad and Tobago.
Por lo tanto, la propuesta de publicar este libro va más allá de solo difundir los resultados
de la investigación, deseamos diseminar nacional e internacionalmente testimonios y
relatos que ilustran claramente la situación de las bibliotecas LAC, demostrar la necesidad
20- Todos los textos completos están disponibles en la Biblioteca Digital de IFLA y el programa de la Sección en el sitio de WLIC 2016 http://2016.ifla.org/conference-programme

�1 INTRODUCCIÓN - Derecho de autor vs Limitaciones y Excepciones para las Bibliotecas

y urgencia de cambios – tanto en los aspectos legales como prácticos – y preservar la
memoria de lo que se hizo en esa fructífera alianza entre asociaciones/ colegios y la
Sección IFLA LAC.

1.1 OBJETIVOS DE LA INVESTIGACIÓN
Los propósitos definidos para la investigación desarrollada de forma integrada; con
los quince países aquí representados; fueran:

OBJETIVO GENERAL
• Identificar y registrar las dificultades, problemas y situaciones que las bibliotecas
latinoamericanas y caribeñas pueden o no estar enfrentando para el cumplimiento
de sus tareas en la era digital, dependiendo de las leyes de derecho de autor de sus
países.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Verificar si el panorama presentado en el estudio de Kenneth Crews (2008), sobre
las legislaciones de países de la región LAC, refleja correctamente la situación actual
de los involucrados en esta investigación.
• Descubrir si existen otras leyes en los países latinoamericanos y caribeños que
permitan que las bibliotecas les ofrezcan servicios a los usuarios complementando
la ley de derecho de autor.
• Identificar el conocimiento de los profesionales de la información de la región
con relación a la existencia o no de limitaciones y excepciones favorables a las
bibliotecas, así como de iniciativas relacionadas con reformas en las leyes que estén
ocurriendo en sus países.
• Mapear los servicios ofrecidos por las bibliotecas de la región con independencia
de la existencia o no de limitaciones y excepciones en las legislaciones de sus países.
• Registrar ejemplos y testimonios de situaciones específicas en las cuales las
bibliotecas latinoamericanas y caribeñas no pueden ofrecer servicios debido a las
leyes nacionales de derecho de autor.
• Verificar si las bibliotecas de la región están siguiendo el proceso de ratificación del
Tratado de Marrakech en sus países, y si poseen condiciones para crear y distribuir
copias en formatos accesibles en sus instituciones.

1.2 JUSTIFICACIÓN DE LA INVESTIGACIÓN
Como justificativa de esta investigación se utilizan los propios textos producidos por
IFLA en su documento FAQ21 sobre derechos de autor. De ese modo, se transcriben a
continuación tres preguntas clave y sus respectivas respuestas:
¿Cuál es el papel de las bibliotecas?
Las bibliotecas son las principales instituciones culturales y científicas que proporcionan información
21- http://www.ifla.org/files/assets/hq/topics/exceptions-limitations/documents/TLIB_FAQ_SPA_0.pdf

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�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

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como un bien público. Sirven como puertas de acceso para la educación, la investigación, la erudición,
la creatividad y el descubrimiento, las bibliotecas benefician a la sociedad.
• Ellas permiten la libertad intelectual y facilitan el intercambio democrático mediante el acceso a
la información, ideas y obras de la imaginación en cualquier soporte y a todos los miembros de la
sociedad.
• Ellas enriquecen la vida de las personas permitiendo una mayor creatividad e innovación, apoyando
la educación y la enseñanza, así como la investigación científica y el desarrollo.
• Ellas ayudan a reducir la brecha digital mediante la provisión de las nuevas tecnologías para acceder
a Internet y a otros recursos digitales.
• Ellas proveen servicios a personas con discapacidades de lectura
• Ellas juegan un papel único en la preservación de los registros históricos que permiten la comprensión
del pasado, una gestión eficiente y supervisión adecuada del presente e informar al futuro.
¿Por qué son las limitaciones y excepciones para las bibliotecas y los archivos tan importantes en la era
digital?
La plataforma de información más común en el mundo es ahora Internet, operando a través de invisibles
fronteras nacionales. Para cumplir con su misión, las bibliotecas y los archivos necesitan un mínimo de
normas internacionales de derechos de autor para proporcionar acceso pleno al patrimonio cultural
y de información también en el entorno digital global. Los usuarios de bibliotecas y archivos de todo
el mundo quieren tener acceso digital a la información: por ejemplo, fotocopias de libros y revistas
impresas y de otros documentos están siendo suplantadas por el escaneo o la descarga y las bibliotecas
están cambiando sus suscripciones de materiales impresos por las revistas electrónicas.
¿Quiénes son los beneficiarios de un tratado sobre limitaciones y excepciones?
Los beneficiarios de las limitaciones y excepciones son las bibliotecas y los archivos, sus usuarios
y la sociedad en su conjunto. Más de un billón de usuarios registrados en las bibliotecas concurre
regularmente a la suya para pedir prestados libros, música y películas, participar en eventos o aprender
nuevas habilidades. En muchos países en desarrollo, la biblioteca es la única fuente de información para
aquellos comprometidos con la educación o programas de entrenamiento. Las limitaciones y excepciones
benefician a la sociedad debido a que salvaguardan derechos individuales fundamentales de los
usuarios, incluyendo el derecho al acceso a la información y a la libertad de expresión como lo requiere
la Declaración de Derechos Humanos de las Naciones Unidas. Las limitaciones y excepciones también
fomentan el comercio, la competencia, la creatividad y la innovación al promover la diseminación del
conocimiento. (IFLA, 2011).

Como ya se mencionó en el estudio de CREWS (2008, 2015 y 2017), y ahora se
comprueba en esta investigación, muchos países de América Latina y del Caribe
no poseen L&amp;E favorables para que las bibliotecas ofrezcan sus servicios de calidad.
También, exactamente en esos países, un alto porcentaje de la población mundial necesita
efectivamente el apoyo de las bibliotecas y de sus respectivos servicios.
Por lo tanto, desarrollar este proyecto para identificar y registrar las dificultades y
problemas que las bibliotecas de América Latina y del Caribe enfrentan, provocados por
la falta de actualización de las leyes nacionales de derecho de autor, es un gran paso para
incitar a cambios.
Eso puede ser útil para proponer modificaciones a nuestras leyes nacionales de derecho
de autor. Los casos demostrarán esa necesidad. Además, también podrán ser útiles para

�1 INTRODUCCIÓN - Derecho de autor vs Limitaciones y Excepciones para las Bibliotecas

reforzar la necesidad de elaborar un instrumento legal internacional que armonice la
colcha de retazos que presenta el panorama mundial actual. Es fundamental para registrar
el hecho, concientizar a la sociedad y empoderar a los profesionales de las bibliotecas
latinoamericanas con subsidios claros, ágiles y simples, agregándoles indicación de otras
fuentes de información que puedan llevarlos a profundizar sus conocimientos a medida de
lo necesario. Finalmente, se trata de un incipiente pero valioso aporte de América Latina y
del Caribe para IFLA, proporcionándole subsidios para su debate más amplio en ámbito
internacional y, particularmente, con la OMPI.

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BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

�2 - PROCEDIMIENTOS METODOLÓGICOS

2 - PROCEDIMIENTOS METODOLÓGICOS
Con base en el modelo de recopilación (o survey)22 y con miras a satisfacer los

objetivos específicos descritos anteriormente, se definió el uso de cuestionarios, entrevistas
(individuales) y/o grupos de discusión como instrumentos de recopilación de las opiniones,
percepciones y sentimientos de los participantes a respecto de los diferentes servicios
previstos en las L&amp;E aquí propuestas.
La investigación survey puede ser descrita como la obtención de datos o informaciones sobre
características, acciones u opiniones de determinado grupo de personas, indicado como representante
de una población objeto, por medio de un instrumento de investigación, generalmente un cuestionario.
Como principales características del método de investigación survey se pueden citar: el interés es
producir descripciones cuantitativas de una población y hacer uso de un instrumento predefinido. La
survey es apropiada como método de investigación cuando:
• Se desea responder preguntas del tipo “¿qué?”, “¿por qué?”, “¿cómo?” y “¿cuánto?”, o sea, cuando
el enfoque de interés es sobre “lo que está ocurriendo” o “cómo y por qué está ocurriendo”;
• No se tiene interés o no es posible controlar las variables dependientes e independientes;
• El ambiente natural es la mejor situación para estudiar el fenómeno de interés;
• El objeto de interés ocurre en el presente o en el pasado reciente. (Freitas et al., 2000).

Por lo tanto, el cuestionario semiabierto utilizado como estándar por todos los países,
como se puede ver en el APÉNDICE A23, contenía 17 preguntas correspondientes a las 17
L&amp;E indicadas en este estudio y organizadas en dos grupos distintos:
Cuanto al conocimiento de los encuestados: para cada L&amp;E indicada ellos debían elegir una entre tres
alternativas – SÍ, esa L&amp;E existe en la ley de derechos de autor de mi país; NO, esa L&amp;E no existe en la
ley de derechos de autor de mi país o, sino, NO SÉ si esa L&amp;E existe en la ley de derechos de autor de
mi país;
(2) Cuanto a los servicios que ofrecen: los encuestados debían seleccionar una entre dos alternativas
para cada L&amp;E estudiada - SÍ, mi biblioteca ofrece ese servicio; o NO, mi biblioteca no ofrece ese
servicio.

Después de cada pregunta se incluyó un espacio abierto para que los participantes
pudieran añadir otras informaciones si así lo desearan. Ese cuestionario fue repartido entre
los equipos de todos los países (en español y en inglés) para que lo usaran de la manera
que les pareciera más conveniente.
Se sugirieron entrevistas individuales o en grupo para la recopilación de los testimonios
y relatos de experiencias de los profesionales participantes en los estudios, objetivando
comprender la demanda por los servicios pertinentes a las L&amp;E estudiadas. Como guía de
discusión para esas entrevistas se podría utilizar el propio cuestionario y/o una lista de
preguntas (APÉNDICE B24) más completas sobre la situación de la legislación en general,
de modo a asegurar que también fueran abordados temas como el reciente estudio de
CREWS, los obstáculos enfrentados por las bibliotecas para la oferta de servicios de
22- El método SURVEY para Mello (2013) “es un método de recopilación de informaciones directamente de personas a respecto de sus ideas,
sentimientos, salud, planes, creencias y de fondo social, educativo y financiero”. La recopilación de informaciones se hace por medio de
cuestionarios a ser administrados por el investigador, quien puede enviarlos a los entrevistados sea en medio impreso o electrónico, siendo
posible ofrecer asistencia o no para el llenado o bien hacer la encuesta presencialmente o por teléfono.
23- Este cuestionario se basa en el borrador de tratado de excepciones y limitaciones para bibliotecas y archivos, disponible en http://a.
nomono.co/ep
24- La guía propuesta en el APÉNDICE B contiene las mismas preguntas utilizadas en el Seminario y Taller Motores para el Cambio,
promovido por la Presidente electa de IFLA Glòria Pérez-Salmerón, en coordinación con la Biblioteca del Congreso de la Nación Argentina,
en octubre del 2015.

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BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

calidad, el conocimiento sobre el Tratado de Marrakech y, también, la existencia de
iniciativas recientes de reforma de la ley en sus paíse.
Sin embargo, cabe resaltar que uno de los puntos importantes de un estudio de
levantamiento o survey tiene que ver, necesariamente, con la definición de la población a
ser estudiada, la elección del grupo debe estar directamente relacionada a la hipótesis de
la investigación. Por lo tanto, se puede tener un muestreo probabilístico o un muestreo no
probabilístico. Ese último, el no probabilístico, debe utilizar algún criterio para la selección
de los elementos, como por ejemplo: por conveniencia, más similares o más diferentes, por
cuotas, bola de nieve (indicación por parte de otros participantes), casos críticos (personas
clave) y casos típicos.
Como ya se mencionó anteriormente, la invitación para participar en esa investigación
fue enviada a las asociaciones nacionales o a los colegios profesionales de bibliotecarios de
los países de la región. Tal estrategia fue definida teniendo en vista el rol preponderante de
la propia IFLA junto a las asociaciones nacionales y, con seguridad, por creer que son esas
instituciones las que poseen mayor posibilidad de involucrar y llegar hasta los profesionales
de sus respectivos países en términos nacionales. Los equipos que serán responsables por
los estudios nacionales fueron organizados por las asociaciones o colegios dispuestos a
participar, y fueron compuestos solo por miembros de la propia institución o por un equipo
mixto, integrando también personas de otras instituciones identificadas como aliados
relevantes debido a su conocimiento en el área. Una vez dicho eso, cabe mencionar
que cada equipo local utilizó un criterio distinto para seleccionar a los profesionales que
participarán en la investigación, de acuerdo con sus posibilidades e intereses. Así, en
nuestro grupo de encuestados tenemos grupos de personas clave conocedoras del asunto
de un determinado país, o un grupo elegido por conveniencia ante la oportunidad de un
evento o curso como ocurrió en varios países, hasta la situación de bola de nieve, o sea,
algunos participantes indicando a otros. Por lo tanto, no existe coherencia explícita entre
los grupos de los diferentes países estudiados.
El tamaño de la muestra elegida también es diferencial para los resultados, ante la
necesidad de representatividad para llegar científicamente a resultados susceptibles de
ser generalizados. Nuevamente, es necesario aclarar aquí que el tamaño de los grupos
estudiados varía entre los países, no habiendo sido posible establecer un estándar
rígido. Sin embargo, cabe indicar que, se orientó a los equipos a incluir representantes
de todas las tipologías de bibliotecas (públicas, escolares, académicas, especializadas,
gubernamentales etc.) Se debe resaltar, sin embargo, que se optó por trabajar con
técnicas estadísticas que controlen los efectos generados por el desequilibrio de la muestra
procurando, si no es posible solucionar, al menos minimizar los problemas en ese tema.
Otra aclaración importante es que, ante el pequeño porcentaje de bibliotecarios graduados
o posgraduados en Biblioteconomía en algunos países de la región, la orientación fue
motivar la participación de profesionales actuantes en bibliotecas, independientemente de
su formación específica.
El análisis estadístico de los datos resultantes de los cuestionarios aplicados se hizo
utilizando el software estadístico SAS Interprise Guide v.9.3. A partir de eso se generaron
diferentes infografías, gráficos y tablas individuales por país y también colectivo por región,
los cuales serán descritos posteriormente. Como ya se alertó anteriormente, la lectura de
los resultados apuntados en este estudio deben ser vistos como intentos de comprender
una situación dada, identificar posibles comparaciones a ser hechas dentro de un muestreo

�2 - PROCEDIMIENTOS METODOLÓGICOS

real e, incluso, proyectar algún entendimiento a partir de ese microambiente analizado.
Durante el proyecto, los equipos nacionales pudieron interactuar, aclarar dudas y
compartir esfuerzos entre ellos por medio de una página en Facebook restringida y
creada específicamente para esa finalidad. Esa página actualmente está abierta a todo y
cualquier interesado en el tema y continúa siendo un interesante ambiente de intercambio
de informaciones25 en la región.

25- Más informaciones sobre el Facebook, consulte: https://www.facebook.com/groups/1683637035243342/

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BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

�3 - ANÁLISIS DE DATOS - Situación de las bibliotecas de América Latina y el Caribe con relación al derecho de autor

3 - ANÁLISIS DE DATOS - Situación de las
bibliotecas de América Latina y el Caribe con
relación al derecho de autor
Las respuestas de las preguntas objetivas (APÉNDICE A) fueron procesadas y tabuladas
estadísticamente por medio del programa anteriormente mencionado. Las respuestas a las
preguntas abiertas del cuestionario, de las entrevistas individuales y/o entrevistas en grupo
(APÉNDICE A y B) fueron analizadas subjetivamente. La presentación de los resultados de
ambos análisis (tanto objetivos como subjetivos) está hecha.
(a) Individualmente (país a país) en ese propio capítulo 3, donde cada país es un
subcapítulo

Los análisis cuantitativos utilizan el recurso de dos infografías:
• La primera apunta el conocimiento de la LDA por parte de los encuestados y también indica la
existencia efectiva o no de las diecisiete L&amp;E en la referida legislación;
• La segunda indica los servicios que son o no ofrecidos por las bibliotecas de los encuestados con
referencia a cada una de las diecisiete L&amp;E estudiadas.
Los análisis cualitativos de los datos recopilados en las entrevistas, grupos de debate o preguntas
abiertas del cuestionario, así como el análisis de las infografías mencionadas están presentados y
discutidos en los ítems referentes a los subcapítulos sobre Resultados del país en cuestión. Aquí se busca,
principalmente, mostrar los relatos de las experiencias y situaciones enfrentadas por las bibliotecas para
satisfacer las demandas de los usuarios con referencia a las diecisiete L&amp;E estudiadas.

(b) Regionalmente (análisis comparativos entre los países) en el capítulo 4, a
continuación.
El cruce de los resultados de los países, buscando presentar una visión más panorámica de la región,
tanto en términos cuantitativos como cualitativos, se encuentra en RESULTADO REGIONAL.

A continuación están, por lo tanto, los subcapítulos de los países que participaron

en esa investigación, presentados individualmente en orden alfabético, empezando por
Argentina y terminando con Trinidad and Tobago. El siguiente cuadro muestra todos los
países que aquí presentan sus resultados:
Cuadro 2 - Países participantes en el estudio
AMÉRICA DEL SUR
•
•
•
•
•

Argentina
Brasil
Chile
Ecuador
Perú

AMÉRICA CENTRAL
•
•
•
•
•
•

Cuba
El Salvador
Guatemala
Nicaragua
Panamá
República Dominicana

AMÉRICA DEL NORTE

• México

CARIBE
• Haití
• Jamaica
• Trinidad and Tobago

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�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

44

3.1 ARGENTINA – situación de las bibliotecas en relación con
el derecho de autor
		

por Ana Sanllorenti26 y Lucía Pelaya27

3.1.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
El régimen del derecho de autor (D.A.) en Argentina, está establecido por la Ley 11.723
que data de 1933. Esta ley identifica las obras protegidas y a los titulares del derecho.
También establece la duración de la protección de los derechos de propiedad intelectual
(vida del autor y setenta años después de su muerte corresponde a la regla general, artículo
5). El mismo plazo se aplica a los artistas intérpretes y productores de fonogramas (artículo
5bis). Para las obras anónimas o pertenecientes a instituciones, se aplica un cómputo de
cincuenta años desde su publicación (art. 8). Para las obras fotográficas, 20 años a partir
de su primera publicación (art. 34). Para las obras cinematográficas, cincuenta años a
partir del fallecimiento del último de los colaboradores fijados en el artículo 20 (art. 34).
A pesar de haber tenido algunas modificaciones, es inapropiada para la realidad actual
y carece de excepciones a favor de las bibliotecas. Por lo tanto, incide negativamente en
la mayor parte de las tareas que realizan las bibliotecas y en su misión de preservar y dar
acceso a la información y a la cultura. La Ley 11.723 define las siguientes excepciones que
permiten la utilización libre y gratuita, sin autorización del autor:
• DERECHO DE CITA: Hasta mil palabras de obras literarias, científicas u 8 compases en las obras
Musicales, y en todos los casos solo las partes del texto indispensables a este efecto (art. 10);
• COPIA PRIVADA: Solo se aplica a la copia de salvaguardia del ejemplar original de un programa de
Computación (art. 9);
• USO DE OBRAS PARA FINES EDUCATIVOS : Permite la representación, la ejecución y la recitación
de obras literarias o artísticas ya publicadas, en actos públicos organizados por establecimientos de
enseñanza, vinculados en el cumplimiento de sus fines educativos, planes y programas de estudio,
siempre que el espectáculo no sea difundido fuera del lugar donde se realice, y que la concurrencia y
la actuación de los intérpretes sea gratuita (art. 36);
• Fines científicos, didácticos o culturales: Es libre la publicación del retrato cuando se relacione con fines
científicos, didácticos y en general culturales, o con hechos o acontecimientos de interés público o que
se hubieran desarrollado en público (art. 31).
• PIEZAS MUSICALES: También gozan de exención del pago de compensación por el uso de obras
protegidas por el derecho de autor previsto en el artículo 2 y de los intérpretes previstos en el artículo
56 la ejecución o interpretación de piezas musicales en los conciertos, audiciones y actuaciones públicas
a cargo de las orquestas, bandas, fanfarrias, coros y demás organismos musicales pertenecientes a
instituciones del Estado Nacional, de las provincias o de las municipalidades, siempre que la concurrencia
de público a los mismos sea gratuita (art. 36);
• NOTICIAS DE INTERÉS GENERAL: podrán ser utilizadas, transmitidas o retransmitidas; pero cuando se
publiquen en su versión original, será necesario indicar la fuente; y
• OBRAS PARA CIEGOS Y OTRAS DISCAPACIDADES PERCEPTIVAS: Se autoriza la reproducción y
distribución de obras científicas o literarias en sistemas especiales para ciegos y personas con otras
discapacidades perceptivas, siempre que la reproducción y distribución sean hechas por entidades
autorizadas (y las bibliotecas NO son entidades autorizadas). Se incluyen también las obras que se
distribuyan por vía electrónica, encriptadas o protegidas, por cualquier otro sistema que impida su
26- Subcomisión de Propiedad Intelectual, Acceso a la Información y Libertad de Expresión, Asociación de Bibliotecarios Graduados de la
República Argentina (ABGRA) - amsanllorenti@gmail.com
27- Subcomisión de Propiedad Intelectual, Acceso a la Información y Libertad de Expresión, Asociación de Bibliotecarios Graduados de la
República Argentina (ABGRA) - lpelaya@gmail.com

�3 - ANÁLISIS DE DATOS - Situación de las bibliotecas de América Latina y el Caribe con relación al derecho de autor

lectura a personas no habilitadas (art. 36). Sin embargo, de acuerdo con la definición de “entidad
autorizada”, las bibiotecas quedan excluídas, puesto que el artículo se refiere a un organismo estatal
o asociación sin fines de lucro con personalidad jurídica, cuya misión primaria sea asistir a ciegos o
personas con otras discapacidades perceptivas (art. 1 de la Ley 26.285/07 (B.O. de 13-09-2007).

Cabe destacar que sibien Argentina adhirió al Tratado de Marrakech aún no o ha
implementado en la legislación nacional.
En julio de 2001, entra en vigor la Ley 25.446 de junio de 2001 - Ley de Fomento
del Libro y la Lectura (orientada a la promoción de la industria editorial, al control de
las ediciones y a la protección de los derechos de autor). Fue impulsada por el lobby de
los editores y añade la figura del editor junto a la del autor, como agentes que deben
autorizar una reproducción. Por lo tanto, para realizar una copia parcial de una obra, una
biblioteca debería solicitar autorización al autor y al editor (art. 29).
Además, la Ley n° 26.570 de 25 de noviembre de 2009 aumentó el plazo de
protección de los artistas intérpretes sobre sus interpretaciones o ejecuciones fijadas en
fonogramas y a los productores de fonogramas, de 50 a 70 años, contados a partir del
1º de enero del año siguiente al de su publicación. En consecuencia, obras que estaban
en el dominio público, volvieron al dominio privado, con la consiguiente pérdida para la
sociedad.
La Constitución de la Nación Argentina (Ley nº 24.430, reforma de 1994) se limita
a expresar que todo autor o inventor es propietario exclusivo de su obra, invento o
descubrimiento, por el término que le acuerde la ley (art. 17).
Ninguna de las dos normas hace referencia al derecho al acceso a la información
o incluyen alguna L&amp;E para las bibliotecas. La infracción de derechos de autor conlleva
acciones penales.
Argentina es signataria de los siguientes tratados internacionales sobre derechos
humanos y acceso a la información: la Declaración Universal de los Derechos Humanos
de las Naciones Unidas, la Convención Americana sobre Derechos Humanos y el Pacto
Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales. En cuanto a derechos de
autor y conexos ha ratificado el Convenio de Berna, el ADPIC-TRIPS, el Tratado OMPI
sobre Derechos de Autor (WCT), el Tratado OMPI sobre Interpretación o Ejecución y
Fonogramas (WPPT) y el Tratado de Marrakech para Facilitar el Acceso a las Obras
Publicadas a las Personas Ciegas, con Discapacidad Visual o con otras Dificultades para
Acceder al Texto Impreso.

3.1.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
Para la recolección de datos se utilizó el cuestionario propuesto por el Proyecto
Integrado IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A). Se realizaron entrevistas semiestructuradas
presenciales, por correo electrónico y a distancia, en forma individual y grupal. Debido
al escaso conocimiento de la problemática del DA por parte de los bibliotecarios y, en
particular, sobre las L&amp;E en favor de las bibliotecas y también al corto tiempo disponible
para realizar una distribución nacional de amplio alcance del cuestionario, se escogió una
metodología selectiva que varió para cada uno de los tipos de bibliotecas. Las bibliotecas
universitarias y las escolares respondieron el cuestionario por correo electrónico. Del
mismo modo lo hicieron las bibliotecas especializadas, con excepción de una biblioteca
a la que se le realizó una entrevista telefónica. Las bibliotecas públicas y las nacionales
respondieron por medio de entrevistas personales, que tuvieron una duración aproximada
de una hora y media. De ese modo se recibieron 20 respuestas, siendo 4 representantes de
bibliotecas especializadas, 2 de bibliotecas escolares, 3 bibliotecas públicas, 8 bibliotecas
universitarias y 3 de Biblioteca Nacional.

45

�46

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

3.1.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS - ARGENTINA
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto
por el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos
infografías:
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto por
el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de Argentina =
En cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la existencia
de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país sobre el tema;
en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de la existencia de leyes en el país
sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas no respondidas. Delante de cada
porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada respuesta. Una marca
de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta de la legislacióndel país, pero la marca (X)
muestra que la referida L&amp;E no consta de la legislación de país.
b) Actuación de las bibliotecas argentinas frente a las L&amp;E indicadas en este estudio = En
ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya biblioteca
NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número (correspondiente)
de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.
El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las entrevistas
individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las infografías, se hicieron
subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a Resultados y Consideraciones Finales.

Figura 2 - Conocimento de los encuestados sobre la legislación de Argentina
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

25%
65%
10%
0%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
5
13
2
0

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

15%
75%
5%
5%

3
15
1
1

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

10%
80%
10%
0%

7 - FORMATOS ACCESIBLES

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

30%
65%
5%
0%

6
13
1
0

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

5%
75%
15%
5%

1
15
3
1

6 - PRESERVACIÓN
2
16
2
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

10%
85%
5%
0%

8 - OBRAS AGOTADAS

2
17
1
0

�realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

10%
0%

2
0

realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

3.1 ARGENTINA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

30%
50%
20%
0%

20%
70%
5%
5%

6
10
4
0

4
14
1
1

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

30%
65%
5%
0%

5%
15%
80%
0%

47

10%
85%
5%
0%

2
17
1
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

25%
70%
5%
0%

5
14
1
0

12 - TRADUCCIONES
6
13
1
0

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal?

0

10 - OBRAS HUÉRFANAS

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

1

8 - OBRAS AGOTADAS

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

5%
0%

1
3
16
0

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS
¿Su país tiene alguna ley que
10% 2
permita que las bibliotecas no
85% 17
sean responsables por
1
infracciones cometidas al derecho
5%
de autor en el ejercicio de sus
0
0%
actividades misionales?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

15%
70%
10%
5%

3
14
2
1

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal digital
sin pedir permiso al titular del
derecho de autor?

40%
45%
15%
0%

8
9
3
0

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen elusión de medidas de
protección tecnológica sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

15%
80%
5%
0%

3
16
1
0

17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen minería de datos de
obras digitales sin pedir permiso
al titular del derecho de autor?

25%
65%
10%
0%

5
13
2
0

n%
n%
n%
n%
20

No sé si mi país tiene alguna ley
No, mi país no tiene leyes al respecto
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
Sin respuesta
Número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

1 - IMPORTACIÓN PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

�48

¿Su país tiene alguna ley que
25% 5
n% No, mi país no tiene leyes al respecto
permita que las bibliotecas
13
65%
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
realicen minería de datos de BIBLIOTECAS LAC: 2El impacto de la legislación n%
de derechos de autor en América Latina y el Caribe
10%
obras digitales sin pedir permiso
n% Sin respuesta
0
al titular del derecho de autor?
0%
20 Número de encuestados

Figura 3 - Actuación de las bibliotecas argentinas frente a las L&amp;E.
1 - IMPORTACIÓN PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

65%

13

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

15%

3

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

35%

7

Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

85%

17

Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

0%

0

No opina

0%

0

No opina

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

55%

11

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

35%

7

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

35%

7

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

60%

12

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

10%

2

No opina

5%

1

No opina

5 - SUMINISTRO

6 - PRESERVACIÓN

55%

11

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

50%

10

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

45%

9

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

50%

10

Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

0%

0

No opina

0%

0

No opina

7 - FORMATOS ACCESIBLES

60%

12

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

40%

8

Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

0%

0

No opina

8 - OBRAS AGOTADAS

40%
60%
0%

8

12

0

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

75%

15

5%

1

20%

Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

4

No opina

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
mercado
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado
No opina

10 - OBRAS HUÉRFANAS

80%

16

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

20%

4

0%

Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

0

No opina

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

12 - TRADUCCIONES

70%

14

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

80%

16

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

30%

6

0%

0

0%

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

0

No opina

20%

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

4

No opina

�difícil acceso

retractarse de su publicación

4

20%
Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
5%
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
han– sido
retiradas
del autor
al
3.1 ARGENTINA
situación
de por
las solicitud
bibliotecas
en relación
con el derecho de autor
difícil acceso
retractarse de su publicación
1

20%

4

No opina

0%

0

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

No opina

12 - TRADUCCIONES

70%

14

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

80%

16

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

30%

6

0%

0

0%

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

0

No opina

20%

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

4

No opina

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

5%

1

En mi país NO se realiza el depósito legal

35%

7

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

95%

19

En mi país SI se realiza el depósito legal

35%

7

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

0%

0

No opina

30%

6

No opina

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

85%

17

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

5%

1

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

10%

2

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

95%

19

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

5%

1

0%

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

0

No opina

No opina

17 - MINERÍA DE DATOS

95%

19

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

5%

1

0%

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

0

No opina

N= 20 número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

3.1.4 RESULTADOS - ARGENTINA
La mayoría de las bibliotecas (un 65%) raras veces importan obras que no tienen en su
país, pero si lo hacen no es de forma directa, sino por medio de importadores. En relación
con el préstamo de obras impresas, uno de los encuestados comentó que: “El préstamo de
obras impresas es una actividad que se realiza desde siempre en todas las bibliotecas y
nunca ha requerido el permiso de los titulares de los derechos de autor.” Ya en el caso de
préstamo de obras digitales, a partir de los resultados obtenidos puede decirse que aún no
es una práctica muy extendida en las bibliotecas argentinas. Comenta un entrevistado de
una biblioteca universitaria, que homologó el préstamo de obras digitales con la descarga
y consulta de esas obras: “Tenemos un repositorio digital con obras de autores de la
institución que permiten de forma explícita (con licencias Creative Commons - @CC) la

49

�50

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

descarga y consulta de esas obras.” Se incluye esta observación porque la situación y
fuerte tensión es común a una parte de las bibliotecas universitarias, puesto que no hay
legislación que permita a las bibliotecas reproducir obras sin permiso del autor. De las
bibliotecas que realizan reproducción de obras en papel sin autorización del autor, solo
cuatro tienen acuerdos con CADRA (Centro de Administración de Derechos Reprográficos),
la entidad que en Argentina realiza la gestión colectiva de derechos reprográficos.
La mayoría de los encuestados y entrevistados sabe que en Argentina no hay una
legislación que les permita a las bibliotecas, sin autorización del titular del DA, hacer
la reproducción de obras digitales (79%), el suministro de obras (80%), copias de
preservación (85%), la transformación de las obras en formatos accesibles (50%), copia
de las obras agotadas (85%), la oferta del acceso a obras objeto de retracción o retiradas
(74%), la reproducción, publicación o uso de obras huérfanas (70%), y la traducción de
obras (74%). Transcribimos algunos comentarios (aplicables a todos esos tópicos) que
explican el conflicto por el cual atraviesan las bibliotecas en Argentina.
•“El profesional debe trabajar fuera de la ley para responder a las necesidades del usuario por
ausencia de excepciones. Los funcionarios desconocen la legislación y pretenden, por ejemplo, colgar
en la página web documentos que están protegidos por DA.”
• “Si bien tratamos de restringir la práctica porque la ley no lo permite, la realidad es superadora
y muchas veces tenemos que dar respuesta a quien solicita un documento y hacemos fotocopias o
digitalizamos. Lo hacemos en forma parcial con libros y completa con artículos.”
• “Es común que juez solicite un libro que solo está en universidad del interior. Es imposible realizar
préstamos interbibliotecarios porque el material podría perderse.”
• “En un juicio oral el secretario debe llevar el material a la sala donde se desarrolla el juicio. Deben
proveer una fotocopia y eso no está permitido.”
• “Jueces de otros juzgados solicitan se les envíen revistas y libros que están deteriorados, agotados y
pertenecen a consulta restringida para evitar su mayor deterioro”.
• “Con las partituras impresas hay muchos problemas para conseguir la autorización por parte del
editor porque los pocos distribuidores existentes no cuentan con la colección comprada a editoriales
que ya no existen.”
• “En los periódicos no se puede calcular con exactitud el plazo para las colaboraciones firmadas,
también sucede con cartas.”
• “No se puede digitalizar índices de libros para asociarlos al registro bibliográfico.” “Para la
reproducción de mapas se intentó y no se logró un convenio con el Instituto Geográfico Militar. La
institución se negó porque los comercializa.”

Por último, se incluye el siguiente comentario que describe la forma en que una
biblioteca ha organizado la reproducción de obras de sus colecciones:
•“Mi biblioteca cuenta con un servicio de reproducción de documentos que funciona con modalidad
autoservicio. Existe un reglamento de uso del servicio que está visible en carteleras de la Biblioteca
cercanas a los equipos de reproducción, y también puede consultarse en el sitio web, pero es el usuario
quien realiza en forma directa las copias y/o escaneado de los documentos. Por otra parte, cuando
el servicio de referencia recibe solicitudes de copias de documentos existentes en nuestra colección vía
remota o de parte de otras bibliotecas, se realizan las copias y/o digitalización y se envían los archivos
por mail.”

En relación con el suministro de obras, otro encuestado informa que:
• “la Biblioteca Electrónica del MINCYT permite realizar el suministro de artículos de publicaciones

�3.1 ARGENTINA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

periódicas, mediante la figura de “préstamo interbibliotecario”.

Ya en el caso de la preservación, indican los entrevistados:
• “La ley no prevé este tema, y es un grave problema debido a que la realización de copias de
preservación es una actividad indispensable para todas las bibliotecas, además de asegurar la
permanencia de materiales que muchas veces son únicos o difíciles de reponer.”
• “Se digitaliza para preservar obras en emergencia patrimonial. Se puede acceder a copia de material
en dominio público pero también protegido”.

Con respecto a la transformación de las obras en formatos para personas con
discapacidad, el 40% de los encuestados ofrece estos servicios a usuarios con discapacidades
visuales (siendo la mayoría del ámbito universitario), algunos mencionan otros principios y
normativas en los que se apoyan:
• “La ley entiende por entidades autorizadas: “un organismo estatal o asociación sin fines de lucro
con personería jurídica, cuya misión primaria sea asistir a ciegos o personas con otras discapacidades
perceptivas. Nuestra Universidad tiene un programa de accesibilidad bibliográfica para personas no
videntes o con disminución visual.”
• “Claramente, la misión primaria de la universidad no es la de asistir a personas ciegas, sino garantizar
el DERECHO a la educación SUPERIOR a TODAS las personas, y siguiendo ese objetivo ofrece desde la
Biblioteca TECNOLOGÍAS DE APOYO para personas con Discapacidad sensorial o motriz en pos de la
inclusión social”.
• “La biblioteca transforma en formatos accesibles documentos para los usuarios con discapacidad
visual. Sin embargo, en la ley que exceptúa no queda claro que todas las bibliotecas puedan hacerlo o
solo aquéllas pertenecientes a ONG destinadas a la educación de discapacitados visuales.”
• En mi biblioteca y en mi universidad existe una Comisión Universitaria de Discapacidad, uno de sus
ejes de trabajo se denomina “Bibliotecas accesibles”. Mediante ese equipo, todas las bibliotecas de
la Universidad (alrededor de 20) que tengan en su comunidad a un usuario con discapacidad visual
tienen la obligación de atenderlo, registrar el material que éste requiera para su actividad y proveerlo
en formato digital accesible. Si la biblioteca puede digitalizar el material, lo hace directamente y se lo
entrega al usuario. Si no dispone de los recursos necesarios, puede enviar el material impreso a un área
de la Universidad, donde hay una persona que se ocupa exclusivamente de realizar esta tarea, para
proveer el material requerido.”

En el caso de copia de obras agotadas, como en otros ítems, los encuestados expresan
la tensión:
• “Si bien tratamos de no hacerlo porque la ley no lo permite, a veces es necesario”.
• “Considero que las Bibliotecas deberían poder realizar esta actividad (que, de hecho, la mayoría
realiza como parte de sus actividades cotidianas para permitir el acceso a la información y la preservación
de los documentos) sin ser penalizadas por ello y sin tener que pedir permisos especiales. Las obras
agotadas en el mercado generalmente solo pueden conseguirse en bibliotecas, por lo que no debe
obstaculizarse su circulación y acceso.”

Ya en el caso de la reproducción de obras huérfanas, algunos encuestados comentaron
que no conocían el concepto: “Respecto de las obras retiradas, en principio no sabemos
si alguna de las obras que conforma nuestra colección ha sido retirada de circulación por
retracción de sus autores.” A pesar de la inexistencia de legislación sobre eso, algunas
bibliotecas consultadas afirman haber reproducido obras de esta clase a pesar de la
situación de riesgo:
• Si aparece el autor de la obra huérfana, pagamos o la retiramos de consulta”.
• Este es un “problema frecuente con obras musicales, particularmente partituras.”

51

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

52

• “...Sin embargo, en mi biblioteca ofrecemos para consulta in situ el material que poseemos en nuestros
fondos, o bien lo reproducimos a pedido si quien lo pide es un usuario remoto, cada vez que esto es
necesario, sin revisar si son obras huérfanas.”

Los siguientes son dos comentarios sobre las prácticas transfronterizas:
• “La biblioteca tiene una fuerte política de canjes y donaciones nacionales e internacionales de materiales
editados por la institución con las autorizaciones pertinentes… En los foros virtuales interbibliotecarios se
realizan pedidos y envíos de material digital con bibliotecas extranjeras”.
• “Realizamos préstamo interbibliotecario e intercambio de materiales con otras bibliotecas, tanto de
nuestro país como del extranjero, tanto por correo postal (enviando y devolviendo las obras) como por
e-mail o transmisión electrónica de archivos”.

En el caso de la traducción de obras, según las bibliotecas consideradas en la encuesta,
ninguna realiza traducciones sin autorización del titular o, entonces, lo hacen sobre
material que se encuentra en dominio público. Con relación al depósito legal de las obras
publicadas en el país, solo uno de los bibliotecarios encuestados manifestó no saber en
qué medida se cumple con el depósito legal en el país. Con relación a las obras digitales
son evidentes las dudas de los consultados, teniendo en cuenta que la legislación sobre
depósito legal en Argentina data de 1933 y no explicita el formato ni soporte de las obras.
Con respecto a la limitación de responsabilidad de las bibliotecas, una gran mayoría
de los encuestados sabe que no tiene protección legal por posibles demandas sobre su
responsabilidad profesional (85%). Al respecto, dos bibliotecarios encuestados comentan:
• “El bibliotecario se expone a una demanda penal al hacer copias parciales de libros y totales de los
agotados”.
• “La falta de legislación hace que los bibliotecarios nos encontremos en riesgo de ser demandados por
algunas cuestiones de DA.”

Según los datos obtenidos (95%), la elusión de medidas tecnológicas no es una práctica
difundida en las bibliotecas de Argentina, solo una reconoció haberla realizado. Sobre
accesibilidad, solamente una biblioteca comentó que se les presentó el caso para convertir
un formato destinado a usuarios con discapacidad visual. En lo relativo a la minería de
datos, el 65% de los bibliotecarios encuestados manifestó saber que Argentina no tiene
leyes que permitan eso y solo una biblioteca indicó que ya realizó esa práctica.
Las excepciones al DA descritas por Kenneth Crews (2008) reflejan correctamente
la situación de Argentina. Salvo un anteproyecto de ley de DA, de 1974, denominado
“Reproducción Fotográfica de Obras Protegidas” que no fue adelante, la única iniciativa
para modificar las Leyes 11.723 y 25.446 en el sentido de incorporar excepciones para las
bibliotecas, archivos y museos fue redactada y presentada en el 2010 por la Subcomisión
de Propiedad Intelectual, Acceso a la Información y Libertad de Expresión de ABGRA.
El proyecto perdió estado parlamentario y fue ingresado nuevamente en 2012. En 2014,
volvió a perder estado parlamentario, sin ser tratado en comisiones.
El 3 de noviembre de 2015 se ingresó al Congreso de la Nación un nuevo proyecto28 con
el consenso de las tres grandes bibliotecas (Nacional, Congreso y Maestros), incluyendo
una gama muy amplia de excepciones. Entre ellas se incluyó el préstamo gratuito de obras,
que no está mencionado en la Ley 11723 como forma de anticipar una posible sanción
de una medida similar a la Directiva Europea 92/100/CEE que establece el pago de un
28- El texto del proyecto (5792-D-2015) puede consultarse desde la página web de ABGRA http://www.abgra.org.ar/leyprop.htm y del
Congreso de la Nación http://www1.hcdn.gov.ar/proyxml/expediente.asp?fundamentos=si&amp;numexp=5792-D-2015

�3.1 ARGENTINA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

canon al préstamo en las bibliotecas, medida que corroe la razón de la existencia de las
bibliotecas como instituciones dinamizadoras de la cultura y el conocimiento.
Con relación al Tratado de Marrakech, ratificado por Argentina en 2014, se observa
que, en general, solo las bibliotecas que tienen usuarios con discapacidad visual están al
tanto de su próxima entrada en vigor. Por otra parte, solamente aquellas que cuentan con
presupuestos tienen la capacidad de crear y distribuir copias con formatos accesibles.

3.1.5 CONSIDERACIONES FINALES - ARGENTINA
Las bibliotecas argentinas se encuentran desfavorecidas por la legislación de DA, al no
contar con excepciones que les permitan cumplir adecuadamente con su misión de brindar
acceso a la información a sus comunidades. Las bibliotecas sufren la tensión derivada
de los intereses de los titulares de derechos de propiedad intelectual y los derechos de
acceso a la información de los usuarios, ya que si bien existen tratados internacionales
que garantizan el acceso a la información y al goce de los bienes culturales, la ausencia
de excepciones a nivel nacional restringe la circulación del conocimiento y los servicios
requeridos por el usuario con fines de investigación y educación.
El bibliotecario tiene un profundo respeto por el DA y no desea ser transgresor de la
ley. Sin embargo, décadas de una ley de propiedad intelectual muy restrictiva en general
y en particular con las bibliotecas, han ido produciendo (por la fuerza de la necesidad)
espacios de prácticas que para atender la misión principal de preservación y acceso
buscan resquicios y formas que, en sentido estricto, no están permitidas por la legislación.
Por estas razones, el bibliotecario en Argentina se encuentra en riesgo permanente de ser
demandado en la instancia penal. En los intercambios que se han tenido con las entidades
vinculadas con la edición en Argentina, surge una suerte de obstáculo conceptual: ingenua
o intencionadamente y en varios foros, manifiestan con insistencia que las bibliotecas son
centros de fotocopiado, por lo que lesionan sus intereses económicos. En ese concepto
equivocado fundan su constante lobby de rechazo a las excepciones, con el que han
logrado convencer a más de un legislador. En verdad, las bibliotecas son centros de
difusión para las editoriales y dan a conocer muchas obras a todos.
El presente trabajo expone con extensión y detalle las razones por las que la legislación
argentina de DA debería incluir excepciones a favor de las bibliotecas así como los
proyectos y líneas de acción que desde ABGRA se han llevado a cabo para tal fin. Se trata
de modificar la ley para garantizar el acceso democrático a la cultura y al conocimiento,
que es la misión que tienen las bibliotecas, sin finalidad de lucro ni distinción de ninguna
clase para con los lectores. Al mismo tiempo, sería de enorme valor el establecimiento
de un tratado internacional sobre la cuestión que fijara una base para todos los países.
Los países cuyas legislaciones son restrictivas contarían con un instrumento efectivo para
impulsar la modificación de las leyes a nivel nacional. El apoyo e iniciativas de IFLA en
los dos niveles se presentan como esenciales para la cooperación de los bibliotecarios
de todo el mundo y para influir en los niveles de decisión y gobierno de modo que las
bibliotecas puedan seguir siendo baluartes de la circulación democrática del conocimiento
en un mundo que lamentablemente está presentando tendencias contrarias.

53

�54

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

3.2 BRASIL – situación de las bibliotecas en relación con el
derecho de autor
por Sueli Mara S. P. Ferreira29, Cristiana O. Gonzalez30 y Adriana Cybele Ferrari31

3.2.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
Los derechos patrimoniales de los autores en Brasil están explícitamente asegurados
en la Constitución de la República Federativa del Brasil de 1988 (art.5º, XVII y XVIIIº),
incisos que buscan garantizarles el control y provecho de las obras resultantes de su
creación. El inciso XXII del mismo artículo, establece que “está garantizado el derecho a la
propiedad.” Pero hay que tener en cuenta que le sigue el inciso XXIII, que establece que “la
propiedad atenderá a su función social” y, consecuentemente, puede restringir el derecho
a la propiedad de acuerdo al interés público. Esa limitación y condicionamiento de los
derechos intelectuales a la protección de las funciones sociales de la propiedad también
están expresadas en el inciso XXIX del art. 5 que establece que “la ley asegurará a los
autores de inventos industriales, privilegio temporal para su uso, así como protección a las
creaciones industriales, a la propiedad de las marcas, a los nombres de las empresas y a
otros signos distintivos, con vistas al interés social y al desarrollo tecnológico y económico
del País.”
Se observa que hay una constante contraposición entre los derechos exclusivos de
autores e inventores y el interés general de la comunidad, lo que puede ser tomado en
cuenta por las bibliotecas de Brasil en el desarrollo de sus actividades aunque no estén
explícitamente mencionadas. Se puede decir que una vez puesta a disposición por medio
de su comunicación o publicación por el autor, la obra autoral tiene una vida social que
sobrepasa el límite de los intereses particulares de sus titulares. Las obras publicadas pasan,
de esa manera, a reflejar y mediar la cultura del grupo social donde circula, constituyendo
en su conjunto una parte fundamental del acervo cultural de una sociedad, inspirando
incluso otras creaciones.
En ese sentido, es importante mencionar que los derechos sociales, más específicamente
el derecho a la educación, presente en los artículos 6º, 205º y 214º de la Constitución,
comprenden también la preparación intelectual del instructor y la disponibilidad de
materiales para uso de los alumnos. Incluso, si las obras de los autores son instrumentos de
información y cultura, es fundamental su uso en ambientes educativos como las bibliotecas
y, por eso, se debe prestar especial atención a los usos permitidos y sus condiciones.
Por último, en el conjunto de derechos constitucionales, corresponde señalar que el
derecho a la cultura (art.215º) también asegura la plena realización de las actividades
de las bibliotecas al afirmar que “El Estado asegurará a todos el pleno ejercicio de los
derechos culturales y el acceso a fuentes de la cultura nacional, y apoyará e incentivará
la valoración y la difusión de las manifestaciones culturales”. Así, se puede decir que
el acceso a obras de valor cultural no puede estar restringido o impedido de manera
29- Resumen del original “Brasil: situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor” hecha por Sueli Mara S.P. Ferreira
con autorización de los autores, a partir del documento original disponible en http://library.ifla.org/1402/1/123-gonzalez-es.pdf. Nueva
tabulación y revisión de los datos estatísticos brutos de la investigación por Vitor Taga, tambíen con autorización de los autores.
30- Estudiante de Doctorado de la Universidad de Campinas, Brasil - crizalez@gmail.com
31- Presidente de la Federación Brasileña de Asociaciones de Bibliotecarios, Científicos de la Información y las instituciones (FEBAB), São
Paulo, Brasil - febab@febab.org.br

�3.2 BRASIL – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

injustificada. Por lo tanto, es obligación del Estado asegurar por medio de los diversos
instrumentos disponibles el establecimiento de exenciones legales al monopolio de los
derechos patrimoniales del autor. Uno de esos instrumentos son las L&amp;E a los derechos
de autor, que existen para contrarrestar los derechos patrimoniales del autor o titular
con bases en otros derechos fundamentales, como acceso al conocimiento, a la cultura,
educación y libertad de expresión.
Pero la Ley N° 9.610 de 19 de febrero de 1998 (Ley de Derecho de Autor y Derechos
Conexos), en adelante LDA, en parte influenciada por el Acuerdo sobre los Aspectos de los
Derechos de Propiedad Intelectual relacionados con el Comercio ( TRIPS)) de 1994, amplió
la protección e hizo más eficientes los mecanismos de salvaguardas de esos derechos,
mientras suprimió algunas limitaciones y excepciones que figuraban en la ley anterior que
data de 1973. Aunque algunas disposiciones de la ley hayan cambiado entre las versiones
de 1973 y 1998, en ningún momento de la historia de la ley de derechos de autor, en este
país, son mencionadas L&amp;E para bibliotecas. Otro problema es que la ley vigente de 1998
no es capaz de hacer compatibles los logros sociales proporcionados por la facilidad de
acceso a la información a través de Internet con el respeto a los derechos de autor en el
entorno digital.
En este contexto se encuentra esa investigación cuyo objetivo fue entender mejor cuál
es el grado de conocimiento que los bibliotecarios tienen de la ley actual y las disparidades
entre lo que permiten la ley y la realidad del cotidiano de las bibliotecas, las prácticas y
necesidades de sus usuarios.

3.2.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECIÓN DE DATOS
Para la recolección de datos se utilizó el cuestionario semiabierto propuesto por
el Proyecto Integrado IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A). Sin embargo, a cada una de las
preguntas del referido cuestionario se añadió un espacio abierto y libre para que los
participantes pudieran incluir sus testimonios sobre el tema. Por ejemplo, en la pregunta
número 2 sobre préstamos se añadió: ¿Cuáles son las mayores dificultades enfrentadas
en el préstamo interbibliotecario de obras impresas y entre biblioteca/usuario? Ese
cuestionario permaneció disponible en la Web por un plazo de poco más de un mes
para la participación voluntaria de los interesados. En un universo de 98 participantes,
72 cuestionarios fueron respondidos en su totalidad y 26 parcialmente. No fue posible
identificar la tipología de bibliotecas de los participantes, ya que tal dato no constaba en
el formulario electrónico utilizado (Google Form).

3.2.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS - BRASIL
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto por
el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de Brasil = En
cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la existencia
de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país sobre el tema;
en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de la existencia de leyes en el país
sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas no respondidas. Delante de cada
porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada respuesta. Una

55

�56

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta en la legislación del país, pero la
marca (X) muestra que la referida L&amp;E no consta en la legislación del país.
b) Actuación de las bibliotecas brasileñas frente a las L&amp;E indicadas en este estudio
= En ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya
biblioteca NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número
(correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.
El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

Figura 4 - Conocimento de los encuestados sobre la Legislación de Brasil
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

13%
9%
76%
2%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
12
8
71
2

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

40%
22%
35%
3%

37
20
33
3

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

59%
16%
23%
2%

44%
11%
41%
4%

55
15
21
2

25
28
35
5

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

32%
11%
51%
6%

30
10
47
6

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

44%
11%
40%
5%

41
10
37
5

8 - OBRAS AGOTADAS
41
10
38
4

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS*
¿Su país tiene alguna ley que

27%
30%
38%
5%

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

42%
10%
42%
6%

39
9
39
6

10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley que

63%

59

�¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
44% 41
permita que las bibliotecas
que las bibliotecas copien
10
11%en relación con el derechopermita
3.2
BRASIL obras
– situación
de las bibliotecas
de autor
transformen
en formatos
obras
agotadas
en el mercado sin
41% 38
accesibles sin pedir permiso al
pedir permiso al titular del
4
titular del derecho de autor?
derecho de autor para permitir su
4%
acceso desde las bibliotecas?

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS*
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

42%
10%
42%
6%

39
9
39
6

10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

63%
5%
27%
4%

59
5
25
4

*Esa pregunta no fue hecha en Brasil, pero la respuesta correcta es NO,
Brasil no tiene esa L&amp;E en su ley.

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

72%
9%
16%
3%

12 - TRADUCCIONES
67
8
15
3

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal?

53%
22%
22%
4%

49
20
20
4

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS
¿Su país tiene alguna ley que
53% 49
permita que las bibliotecas no
22% 20
sean responsables por
infracciones cometidas al derecho
22% 20
de autor en el ejercicio de sus
4
4%
actividades misionales?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

67%
9%
19%
5%

62
8
18
5

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal digital
sin pedir permiso al titular del
derecho de autor?

49%
8%
40%
3%

46
7
37
3

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen elusión de medidas de
protección tecnológica sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

59%
16%
20%
4%

55
15
19
4

17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen minería de datos de
obras digitales sin pedir permiso
al titular del derecho de autor?

72%
14%
6%
8%

n%
n%
n%
n%
93

67
13
6
7

No sé si mi país tiene alguna ley
No, mi país no tiene leyes al respecto
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
Sin respuesta
Número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

1 - IMPORTACIÓN PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

72%

67

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

18%

17

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

23%

21

Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

73%

68

Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

5%

5

No opina

9%

8

No opina

57

�58

n% No sé si mi país tiene alguna ley
67
¿Su país tiene alguna ley que
72%
No, mi
no en
tiene
leyes al Latina
respectoy el Caribe
BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación den%
derechos
depaís
autor
América
permita que las bibliotecas
13
14%
n%
Si,
mi
país
tiene
leyes
sobre
el
tema
realicen minería de datos de
6
6%
obras digitales sin pedir permiso
n% Sin respuesta
7
al titular del derecho de autor?
8%
93 Número de encuestados
Figura 5 - Actuación de las bibliotecas brasileñas frente a las L&amp;E.
1 - IMPORTACIÓN PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

72%

67

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

18%

17

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

23%

21

Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

73%

68

Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

5%

5

No opina

9%

8

No opina

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

65%

60

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

61%

57

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

24%

22

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

23%

21

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

11%

11

No opina

16%

15

No opina

5 - SUMINISTRO

6 - PRESERVACIÓN

40%

37

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

68%

63

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

36%

34

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

20%

19

Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

24%

22

No opina

12%

11

No opina

7 - FORMATOS ACCESIBLES

71%

66

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

14%

13

Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

15%

14

No opina

8 - OBRAS AGOTADAS

47%
41%
12%

44

38

11

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS*
Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
No opina

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
mercado
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado
No opina

10 - OBRAS HUÉRFANAS

70%

65

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

7%

7

23%

Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

21

No opina

* Esa pregunta no fue hecha por la equipe brasileña.

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

12 - TRADUCCIONES

73%

68

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

86%

80

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

16%

15

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

1%

1

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

�7%
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
3.2 BRASIL – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor21
23%
No opina

Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso
No opina

* Esa pregunta no fue hecha por la equipe brasileña.

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

12 - TRADUCCIONES

73%

68

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

86%

80

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

16%

15

1%

1

11%

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

10

No opina

13%

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

12

No opina

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

68%

63

En mi país NO se realiza el depósito legal

74%

69

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

20%

19

En mi país SI se realiza el depósito legal

11%

10

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

12%

11

No opina

15%

14

No opina

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

70%

65

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

12%

11

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

18%

17

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

84%

78

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

1%

1

15%

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

14

No opina

No opina

17 - MINERÍA DE DATOS

75%

70

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

7%

6

18%

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

17

No opina

N= 93 número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

3.2.4 RESULTADOS - BRASIL
En relación con la importación paralela, la mayoría de las bibliotecas compran libros en
el propio país, incluyendo obras de editoriales extranjeras que ofrecen servicios en el país,
y no saben exactamente cómo funciona la ley.
Referente al tema del préstamo de obras impresas, los encuestados están divididos entre
los que no saben y los que saben lo que está en la ley. Aunque pocos saben que la ley no
permite el préstamo. Algunas de las dificultades señaladas sobre el préstamo interbibliotecario
de obras y entre bibliotecas y usuarios son: a) saber que el usuario muchas veces hace,
indebidamente, copias de la obra; y b) el hecho de que no existen excepciones en la ley
que permitan el préstamo. Aunque muchos encuestados hayan subrayado que su problema
principal es la ausencia de recursos financieros para atender al público, un participante dijo:

59

�60

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

“[...] Observo que no hay una provisión en la ley para el préstamo de obras sin autorización del titular de
derechos patrimoniales para las bibliotecas y ese es uno de los excesos de la ley brasileña donde, en la
práctica, no existen limitaciones al derecho de autor. El hecho de que la ley exige autorización del titular
la convierte en “letra muerta” y no cambia su inaplicabilidad y despropósito frente a lo que necesitan las
bibliotecas y sus usuarios”

En el caso de préstamo de obras digitales el escenario es un poco distinto, el 41% de los
encuestados no sabe si hay una ley específica para obras digitales o, equivocadamente, el
22% cree que hay una ley sobre el tema. Entre las principales dificultades para el préstamo
digital están la inexistencia de una plataforma que permita el préstamo digital y que esté de
acuerdo con la LDA actual, la falta de normas que permitan la compra y el hecho de que
muchas editoriales solo permiten la compra a personas individuales (no a instituciones) ya
que requieren tarjeta de crédito y el uso del Documento Nacional de Identificación individual,
las licencias de uso.
Con relación a la reproducción de obras impresas o digitales, un poco más de la
mitad de los encuestados (55%) sabe que existe una ley sobre la reproducción de obras,
aunque no mencione que solo está permitida la copia por medio de autorización del autor
o de obras en dominio público. Ese desconocimiento probablemente ocurre porque las
asociaciones representantes de las casas editoriales hacen mucha presión y campañas sobre
las bibliotecas en contra de la copia de libros, aunque la ley brasileña permite la reproducción
de extractos cortos que, en algunos casos, pueden ser capítulos de libros o artículos enteros,
cuando no hay fines de lucro. Algunos de los principales problemas mencionados por las
bibliotecas fueron: a) la definición de “extractos cortos” y las distintas interpretaciones de la
ley; b) el límite de copias permitido es muy pequeño, ignora las obras raras, agotadas, que
necesitan reproducciones completas, así como impide las copias para preservación y copias
de seguridad; y c) el hecho de que muchas bibliotecas no permiten la copia, pero permiten
que los usuarios saquen fotos de páginas de los libros para hacer factible la investigación,
estableciendo así una condición precaria de acceso.
Respecto a la preservación, a partir de los datos obtenidos, se observa una gran confusión
en este tema, ya que casi la mitad de los encuestados (49%) cree que no hay ninguna
excepción sobre la copia para preservación. En realidad, de acuerdo con la ley Ley N°
9.610 de 19 de febrero de 1998 (Ley de Derecho de Autor y Derechos Conexos)se pueden
hacer copias para preservación con autorización del autor o titular, o de obras en dominio
público. Pero los procesos de autorización son, en general, excesivamente burocráticos.
Sobre las obras agotadas o indisponibles en el mercado nacional es válido decir que, en
Brasil, una gran parte de las obras exigidas en los cursos de las universidades está en esa
situación. Sin embargo, solo una minoría de los encuestados (10%) sabe que no hay una ley
específica sobre la copia de obras agotadas. En ese sentido, algunas de las dificultades y
problemas apuntados por los participantes incluyen el hecho de que la biblioteca propietaria
de la obra agotada no hace préstamos ni conmutación, pero algunas permiten la reproducción
de extractos cortos o los ponen a disposición para consulta local. O entonces se limitan a
informar que la obra está agotada, piden que el usuario la sustituya por otra con contenido
similar, indican tiendas de libros usados, intentan conseguir una copia con el propio autor o
lo incentivan a buscarla en Internet. Otro participante menciona que
“Muchas veces, la obra no está agotada, pero, aún así, es difícil adquirir ejemplares para los usuarios.
La impresión en Brasil es de tirada corta y mal distribuida. La resistencia de órganos como el Ministerio
de Educación no permite que los bibliotecarios y documentalistas desarrollen un mercado consumidor
de e-books científico. De esa manera, el libro de papel es insuficiente, su uso está limitado por las reglas

�3.2 BRASIL – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

impuestas por los gestores institucionales, está patrimonializado, no hay reposición ni recursos para
adquisición regular.”

En lo relativo a la accesibilidad, en Brasil no está permitido que las bibliotecas transformen
obras para formatos accesibles sin autorización del titular de derecho de autor. Sin embargo,
la mitad de los encuestados (50%) no lo sabe. Aunque se permite algún tipo de actividad,
la mayoría (85%) de las bibliotecas no transforma las obras en formatos accesibles. Muchos
bibliotecarios afirman que las editoriales suelen ser reacias a entregar los archivos y la
autorización para este fin. Tampoco es fácil encontrar las obras ya en formato accesible,
disponibles en el mercado editorial, y muchas bibliotecas no tienen recursos para comprar ni
capacidad para trabajar con estos formatos.
En lo que respecta a obras huérfanas, la mayoría de los encuestados (67%) afirmó
no saber si Brasil tiene alguna ley sobre la publicación o reproducción de obras huérfanas
por parte de las bibliotecas. Así como la mayor parte de las bibliotecas (92%) no utiliza,
no reproduce ni publica obras cuyos títulos no pueden ser encontrados. El problema es
más complicado cuando se trata de bibliotecas universitarias, como explica uno de los
entrevistados:
“La obra huérfana es relativamente común en acervos de obras raras y ha sido tratada como acervo especial.
No obstante, este tipo de obra no existe en acervos científicos. La política de desarrollo de colecciones en
bibliotecas universitarias no permite la adquisición de obras huérfanas porque los mecanismos de compra,
licitación y subasta inversa exigen los datos de origen. Las obras huérfanas donadas a las bibliotecas
universitarias normalmente no pueden ser incorporadas al acervo por no atender al criterio de idoneidad
de la fuente.”

En el caso de los usos transfronterizos son pocas las bibliotecas en Brasil que usan
servicios e intentan obtener acceso a obras de bibliotecas en otros países. Muchas señalan
que hay un problema en las licencias de distribución de las obras y afirman que los contenidos
adquiridos por las bibliotecas se limitan a usos en el territorio nacional. El poco conocimiento
sobre el tema y sobre el procedimiento adecuado para hacer requisiciones de ese tipo
también es apuntado como un obstáculo a los usos transfronterizos.
En el caso de la traducción, ninguna biblioteca de Brasil hace el trabajo de traducción de
obras sin autorización del autor, ya que el derecho de traducción de una obra corresponde
al autor (art. 29) de la ley de DA. Los motivos son falta de conocimiento, de personas
capacitadas y de demanda. Solo uno de los entrevistados observó que su biblioteca “no
traduce obras, pero podría hacerlo sin autorización del autor, siempre y cuando sea para
fines de investigación y esté prohibida la comercialización y distribución fuera de esos
propósitos”.
Con relación al depósito legal, tanto para obras impresas como digitales, las bibliotecas
afirman que el depósito es responsabilidad del autor o titular, y que es un proceso realizado
en la Biblioteca Nacional o en una biblioteca designada de la provincia del Sistema Nacional
de Bibliotecas. La gran parte de las bibliotecas que participaron en la encuesta no hacen el
depósito legal de obras impresas ni digitales, y el hecho de que algunas lo hagan es una
referencia a que algunas ciudades y provincias crearon leyes de preservación de la memoria
local de sus autores exigiendo el depósito legal a nivel local.
Sobre la limitación de responsabilidad de bibliotecas, más de la mitad de los encuestados
(55%) desconocen que no hay una ley específica. Sin embargo, algunos bibliotecarios dijeron
que saben que muchos de sus usuarios que toman prestadas las obras acaban haciendo una
copia para uso privado fuera de la biblioteca.

61

�62

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

En Brasil, la ley de D.A. no contiene disposiciones que permitan eludir las medidas de
protección tecnológica sin pedir permiso al titular de derecho de autor. No obstante, la
mayoría de los encuestados (61%) no sabe si la ley de Brasil permite la elusión de medidas
de protección tecnológica sin pedir permiso al titular de derecho de autor, y la mayor parte
de las bibliotecas (99%) no elude este tipo de protección de contenidos para realizar sus
actividades. Eso significa que la totalidad de las bibliotecas están aceptando los modelos
de uso y acceso a contenidos impuestos por las editoriales, sin hacer nada para cambiarlos.
En el caso de la minería de datos, la mayoría (93%) afirmó que no hace minería de datos
en obras digitales sin autorización del autor. Pero, tenemos que tomar en cuenta que fueron
pocas las bibliotecas universitarias que respondieron la encuesta, y ellas son las únicas en
Brasil con capacidad y recursos para trabajar en el contexto de big data. A pesar de que
no hay una ley sobre esta materia en Brasil, buena parte (78%) respondió que no sabe si
existen leyes para eso en el país.

3.2.5 CONSIDERACIONES FINALES - BRASIL
Las excepciones y limitaciones a la ley de derecho de autor en Brasil Ley nº 9610 de 19
febrero de 1998 (Ley sobre el derecho de autor y los derechos conexos) no son capaces de
proteger la misión de acceso al conocimiento y preservación del patrimonio cultural y permitir
el desarrollo de ninguna de las actividades de interés público emprendidas por bibliotecas,
como la preservación, el préstamo y el intercambio. Además, la ley presenta obstáculos al
trabajo de instituciones como bibliotecas, archivos, centros de documentación, cinematecas y
museos, e impide que disfruten de los avances tecnológicos. Por lo tanto, es lícito mencionar
que hoy es prácticamente imposible que las bibliotecas realicen con calidad sus actividades
en Brasil. Tal cual se presenta hoy, la ley de derechos de autor puede convertir las bibliotecas
y otras instituciones en mausoleos de obras impresas, ya que hoy no pueden hacer copias
digitales de obras agotadas en el mercado, poner a disposición las obras huérfanas de
manera más rápida y poco complicada, digitalizar las obras para que más usuarios puedan
tener acceso a su acervo cultural, reproducir copias para fines de investigación y educación,
intercambiar materiales con otras instituciones del mundo, prestar obras digitales, eludir
medidas de protección tecnológica y rechazar contratos con licencias de uso y acceso que
van contra los derechos fundamentales, como el acceso al conocimiento, el derecho a la
cultura, la educación y la libertad de expresión.
Muchos profesionales conocen la ley, pero no entienden cómo se aplica en la práctica.
Esa confusión es mayor cuando se trata de obras digitales y de lo que está autorizado por
la ley de DA. Muchos se equivocan al creer que la Ley 9610/98 se aplica al entorno digital,
cuando en realidad restringe más las posibilidades de uso de las obras digitales, alimentando
la escasez artificial y generando una situación peor que la que existe actualmente en el
mercado de los libros impresos.
El 51,2% de las bibliotecas que respondieron la encuesta no saben si hoy existe alguna
iniciativa de reforma de la ley actual de derecho de autor en el País. Pero muchos afirman
que una reforma podría: a) Armonizar las licencias de uso y acceso, pues hoy las bibliotecas
tienen muchas dificultades para trabajar con distintos tipos de autorización de uso; b)
Hacer que el acceso y la reproducción sean menos complicados; c) Dar mayor visibilidad
al acervo cultural; d) Adecuar la ley a la práctica actual de las bibliotecas; e) Tener impacto
positivo para los usos con fines de investigación y para educación, ampliando el acceso al
conocimiento; f) Ampliar las posibilidades de acceso a obras digitales; y g) Hacer que obras
raras y agotadas puedan estar disponibles para consulta gratuita en línea.

�3.3 CHILE – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

3.3 CHILE – situación de las bibliotecas en relación con el derecho
de autor
por Josefina Reyes Muñoz32 y Claudia Cuevas Saavedra33

3.3.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
Los derechos de autor son tema de larga tradición en Chile y en nuestra región34.
Prueba de ello es que los países latinoamericanos, luego de sus independencias, entregaron
protección constitucional y legal a a las creaciones artísticas. Primero, por medio de
sus Constituciones con cláusulas relativas al derecho de autor, luego con legislaciones
específicas. Así, Chile en su primer borrador de la Constitución de 1833 seguía el modelo
estadounidense; posteriormente, “confirió derechos de propiedad a los autores sobre sus
creaciones, siguiendo el modelo continental de los derechos de autor”, los que persisten
en nuestra actual Constitución. La legislación específica fue aprobada en 1834.
Más tarde, la región adoptó el Tratado de Montevideo de 1889, donde se reconocen
varios derechos patrimoniales exclusivos en una amplia categoría de obras, simbolizando
“el primer esfuerzo de cohesión del continente americano por lograr su propia vía hacia
el derecho internacional del derecho de autor”. Solo a partir de 2003, cuando Chile
firma el Tratado de Libre Comercio (TLC) con Estados Unidos, comienza la reforma de
la Ley de Propiedad Intelectual N° 17.33635, la cual fue modificada en 2010 por la Ley
N° 20.43536. sobre la Propiedad Intelectual. Para dicha modificación se creó un equipo
de trabajo colaborativo constituido por el Colegio de Bibliotecarios de Chile, la Comisión
Asesora de Bibliotecas del Consejo de Rectores (CABID), la comunidad bibliotecaria activa
y la ONG Derechos Digitales37, esta alianza estratégica permitió introducir las actuales
20 Excepciones y Limitaciones (E&amp;L) a favor de las bibliotecas. La última modificación fue
introducida el 24 de mayo de 2014.
La ley “protege los derechos que, por el solo hecho de la creación de la obra, adquieren
los autores de obras de la inteligencia en los dominios literarios, artísticos y científicos,
cualquiera que sea su forma de expresión, y los derechos conexos que ella determina” y
a continuación agrega: “El derecho de autor comprende los derechos patrimonial y moral
que protegen el aprovechamiento, la paternidad y la integridad de la obra”, sin embargo,
respecto a propender al equilibrio respecto al acceso a las obras nuestra ley presenta
ciertos vacíos que las E&amp;L no han podido equilibrar a cabalidad. Es el caso, por ejemplo,
de las obras huérfanas. Las infracciones conllevan acciones civiles y penales.
Cabe señalar además que Chile ha suscrito alrededor de 50 tratados internacionales y
multilaterales38 relativos a la propiedad intelectual. Finalmente, agregar que nuestra actual
legislación considera gran parte de los temas consultados en el cuestionario, sin embargo,
hay seis temas que no figuran. Por cierto, esperamos que uno de éstos – el préstamo
público – jamás lo esté ni en Chile ni en nuestra región, por cuanto consideramos que
este es un derecho y, por tal razón, no puede ni debe ser suscrito como una excepción
32- Consejera Nacional y Coordinadora de la Comisión de Propiedad Intelectual del Colegio de Bibliotecarios de Chile AG, joreyes6@gmail.
com
33- Colaboradora en la Comisión de Propiedad Intelectual del Colegio de Bibliotecarios de Chile AG, ccuevassr@gmail.com
34- http://www.revistaiepraxis.cl/index.php/iepraxis/article/view/618
35- http://www.leychile.cl/Navegar?idNorma=28933
36- http://www.leychile.cl/Navegar?idNorma=1012827
37- https://derechosdigitales.org/1799/la-nueva-ley-de-propiedad-intelectual-en-chile/
38- http://www.wipo.int/wipolex/es/profile.jsp?code=CL

63

�64

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

ni limitación. Si lo fuese, eso frenaría la creación a los autores cuando, en su calidad de
lectores, nutren su propio acto de creación en muchas de nuestras bibliotecas públicas.
Al respecto, dados nuestros preceptos éticos y el respeto a la privacidad, no podemos
proporcionar evidencia sobre esta certeza que es un hecho.

3.3.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
En la recolección de datos se utilizó el cuestionario semiabierto propuesto por el
Proyecto Integrado IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A) aplicado a un grupo focal. Para recibir
la mayor participación, el cuestionario estuvo disponible en Internet por un período de
poco más de un mes para que fuese respondido en línea. El enlace fue enviado por
correo electrónico a 300 bibliotecarios asociados, de los cuales 185 son socios activos del
Colegio de Bibliotecarios de Chile. En la medida de lo posible, se incluyó en la encuesta
una definición estándar de los 17 conceptos levantados en este estudio.
La encuesta fue respondida por 73 de esos socios. De los cuestionarios contestados
el 100% estuvo completo pues las preguntas quedaron en calidad de obligatorias en el
instrumento. El 13.7% proviene de bibliotecas públicas, el 27.4% de bibliotecas académicas,
el 16.4% de bibliotecas escolares, el 6.8% de Institutos de educación superior, el 1.4%
de medios de comunicación, el 12.3% de organismos públicos, el 1.4% por empresas
privadas del sector productivo, el 5.5% fue respondido por bibliotecarios de bibliotecas
biomédicas, el 5.5% por bibliotecas jurídicas y el 9.6% por bibliotecarios de ONG’s y
otros (quienes no pertenecían a los tipos de bibliotecas identificados).
Respecto al grupo focal, inicialmente, se dividió en 2 grupos segmentados según
tipo de bibliotecas. No obstante, debido a la escasa asistencia se resolvió hacer solo
un encuentro presencial con 5 bibliotecarios. Asistieron, además de la entrevistadora,
1 bibliotecaria escolar, 1 de biblioteca pública, 2 de bibliotecas especializadas y 1 de
biblioteca universitaria. El encuentro tuvo una duración de 1,5 hora y trató, esencialmente,
sobre las prácticas inapropiadas realizadas en nuestras unidades de información.

3.3.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS - CHILE
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto por
el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de Chile = En
cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la existencia
de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país sobre el tema;
en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de la existencia de leyes en el país
sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas no respondidas. Delante de cada
porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada respuesta. Una
marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta en la legislación del país, pero la
marca (X) muestra que la referida L&amp;E no consta en la legislación del país.
b) Actuación de las bibliotecas chilenas frente a las L&amp;E indicadas en este estudio =
En ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya
biblioteca NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número
(correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.

�3.3 CHILE – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

65

El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

Figura 6 - Conocimento de los encuestados sobre la legislación de Chile
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

47%
18%
35%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

34
13
26

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

41%
23%
36%

30
17
26

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

44%
18%
38%

44%
12%
44%

32
13
28

68%
16%
16%

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

24
17
32

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

26%
15%
59%

19
11
43

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

36%
16%
48%

26
12
35

8 - OBRAS AGOTADAS

32
9
32

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

33%
23%
44%

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

49
12
12

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

37%
16%
47%

27
12
34

10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

51%
11%
38%

12 - TRADUCCIONES

37
8
28

�66

¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
44% 32
37% 27
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas copien
BIBLIOTECAS
LAC: El9impacto de la legislación
de derechos
de autor
transformen obras en formatos
obras agotadas
en el mercado
sinen América
12%
16%Latina12y el Caribe
accesibles sin pedir permiso al
pedir permiso al titular del
32
44%
47% 34
titular del derecho de autor?
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

68%
16%
16%

49
12
12

10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

71%
11%
18%

16%
1%
83%

37
8
28

12 - TRADUCCIONES

52
8
13

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal?

51%
11%
38%

12
1
60

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas no
44% 32
sean responsables por
22% 16
infracciones cometidas al derecho
de autor en el ejercicio de sus
34% 25
actividades misionales?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

48%
8%
44%

35
6
32

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal digital
sin pedir permiso al titular del
derecho de autor?

44%
11%
45%

32
8
33

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen elusión de medidas de
protección tecnológica sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

47%
18%
35%

34
13
26

17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen minería de datos de
obras digitales sin pedir permiso
al titular del derecho de autor?

64%
21%
15%

n%
n%
n%
73

47
15
11

No sé si mi país tiene alguna ley
No, mi país no tiene leyes al respecto
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
Número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

1 - IMPORTACIÓN PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

53%

39

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

30%

22

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

47%

34

Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

70%

51

Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

�¿Su país tiene alguna ley que
n%
64% 47
permita que las bibliotecas
n%
15
realicen
minería
de datos de
3.3 CHILE
– situación
de las bibliotecas
con el derecho de autor
21%en relación
obras digitales sin pedir permiso
73
15% 11
al titular del derecho de autor?

No, mi país no tiene leyes al respecto
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
Número de encuestados

Figura 7 - Actuación de las bibliotecas chilenas frente a las L&amp;E.
1 - IMPORTACIÓN PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

53%

39

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

30%

22

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

47%

34

Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

70%

51

Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

66%

48

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

51%

37

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

34%

25

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

49%

36

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

5 - SUMINISTRO

6 - PRESERVACIÓN

49%

36

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

64%

47

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

51%

37

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

36%

26

Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

7 - FORMATOS ACCESIBLES

78%

57

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

22%

16

Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

8 - OBRAS AGOTADAS

67%
33%

49

24

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS

89%

65

11%

8

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

65

11%

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

8

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado

10 - OBRAS HUÉRFANAS

79%

58

21%

15

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

89%

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
mercado

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso
Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

12 - TRADUCCIONES

97%

71

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

3%

2

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

8%

6

En mi país NO se realiza el depósito legal

33%

24

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

92%

67

En mi país SI se realiza el depósito legal

67%

49

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

67

�11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
68

89%

65

11%

8

12 - TRADUCCIONES

Mi biblioteca
NO en
realiza
traducciones
sin
Mi biblioteca
NO realiza intercambio
de material
BIBLIOTECAS
LAC: El impacto
de la legislación
de autor
América
Latina de
y elobras
Caribe
97% de71derechos
autorización del titular del derecho de autor
con bibliotecas de otros países
2
Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
3%
Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
autorización del titular del derecho de autor
con bibliotecas de otros países

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

8%

6

En mi país NO se realiza el depósito legal

33%

24

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

92%

67

En mi país SI se realiza el depósito legal

67%

49

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

75%

44

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

25%

18

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

75%

55

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

25%

18

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

17 - MINERÍA DE DATOS

90%

66

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

10%

7

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

N= 73 número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

3.3.4 RESULTADOS - CHILE
De los temas tratados en las 17 preguntas del cuestionario propuesto por el Proyecto
Integrado IFLA LAC 2016, causa especial impacto la ausencia de 6 de ellos en la ley
chilena (importación paralela, préstamos de obras impresas, obras objeto de retracción o
retiradas, obras huérfanas, usos transfronterizos y minería de datos), así como la vaguedad
del manejo de los conceptos en 5 temas (extensión de obras en formato impreso a digital
con interpretación o extensión del concepto, suministro y preservación, depósito legal de
obras digitales, medidas de protección tecnológica – MPT). En definitiva, un 35% de los
temas no es abordado en la actual legislación. De acuerdo con estas cifras queda mucho
por trabajar e incorporar en nuestra normativa nacional, prueba de eso son algunos
comentarios emitidos por los encuestados.
En relación a la importación de obras hay un porcentaje importante de bibliotecarios
(47%) que indica que lo hace a través del portal de compras públicas de Chile39, por lo
tanto, son los proveedores quienes deben lidiar con el tema de la importación paralela,
quedando en terceros la responsabilidad. Con respecto al suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir presencialmente a la biblioteca, el 49% de los encuestados
declara no hacerlo, mientras que el 51% sí lo hace. Esta práctica es recurrente en nuestras
unidades, se indica, por ejemplo: “Son casos especiales”, “Solo con fines docentes”,
“De obras en dominio público”, “Solo de revistas y libros electrónicos y bases de datos
debidamente suscritas”.
39- http://www.chilecompra.cl/

�3.3 CHILE – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

Los comentarios de los bibliotecarios que realizan copias de preservación sin pedir
permiso al titular del derecho de autor (48%) fueron los siguientes:
• “Se digitalizan las obras y una vez realizada la obra o documentos se guarda en estuche libre de
ácido en bóveda”;
• “Las copias que se hacen son obras de dominio público, deterioradas o de valor patrimonial”;
• “Solo de obras que se han deteriorado y que son de alto interés y no encontrables en mercado
nacional”; “Por deterioro o reemplazo”..

En el caso de los formatos accesibles, los comentarios revelan, entre otras cosas, la
existencia de software dedicado a tales fines: “Jaws, Robobraile, Redapis etc.”, “Que
iniciaron el proceso este año, que no han tenido la oportunidad/necesidad de hacerlo y que
tienen conflicto con los audiolibros al pedir el documento del Registro Civil que acredite su
condición de ciegos o discapacitados visuales”. En el caso de las obras agotadas, quienes han
respondido que tienen en sus colecciones obras que han sido copiadas cuando se encuentran
agotadas en el mercado (33%), indican que se realiza en casos como los siguientes:
• “Fines docentes, libros clásicos que se siguen ocupando para estudio”, “con títulos descatalogados
y obras clásicas liberadas del derecho de autor”, “obras no encontradas en mercado nacional” o
“inexistentes en las librerías”.

De los comentarios compartidos para los usos transfronterizos se encuentran
afirmaciones como las siguientes: “desconocido”, “no existe presupuesto asignado para
eso (asume un posible pago)”, “mediante canje en algunas ocasiones”. De hecho, no existe
una estadística oficial. La práctica, recogida mediante foros y listas de la especialidad,
indica que tiende a compartirse material dentro y fuera de nuestras fronteras, siendo una
práctica solidaria de obtención de la información establecida mediante canales informales
y frente a situaciones de investigación.
En relación con el depósito legal de obras impresas los comentarios permiten constatar
que: “actualmente, no está claro cuántos ejemplares considera el depósito legal y dudo que
haya capacidad de fiscalizar que esta disposición se cumpla”, “existe la ley, sin embargo,
la realizan las imprentas no las bibliotecas”, “se hace en la Biblioteca Nacional”. Respecto
a la limitación de responsabilidad de las bibliotecas, uno de los comentarios consignados
indica que “no está explícito en la ley”. Sin embargo, podemos señalar que la ley es muy
clara al respecto, el artículo 84 establece responsabilidades a nivel de Código Civil, pero
creemos que no hay seguimiento, menos aún jurisprudencia.
Las excepciones y limitaciones al derecho de autor que se describen en el texto de
Kenneth Crews (2008) no reflejan fielmente la situación actual de nuestro país, por lo tanto,
existen 20 E&amp;L que si bien no todas explicitan los términos bibliotecas y/o archivos, muchas
de estas se aplican por extensión en bibliotecas y archivos. Si bien, tenemos el privilegio de
contar con E&amp;L, sabemos, como lo reflejan las conclusiones, que falta mucho por trabajar.
En el caso de las iniciativas relacionadas con reformas al derecho de autor, se mantiene
un canal informativo por medio de nuestra Comisión de Propiedad Intelectual y de nuestras
redes sociales. No obstante, hace falta siempre revisar la difusión y entrenamiento a toda
la comunidad. Actualmente, hay múltiples temas de derecho de autor que se encuentran
en proceso legislativo en el Congreso, hemos implementado diversas acciones para, según
corresponda, incidir en su aprobación o rechazo. Para América Latina es un gran aporte
que IFLA apoye y valide nuestras acciones, por medio de cartas de apoyo, firmas conjuntas
y alianzas estratégicas con otras organizaciones, tales como, asociaciones nacionales,

69

�70

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

EIFL, EBLIDA, entre otras.
En términos de obstáculos que las bibliotecas enfrentan en el país para brindar
sus servicios como resultado de la ley de derecho de autor: las persecuciones ciegas
de las sociedades de gestión colectiva de derechos hostigan a nuestra comunidad, y
el hecho de que no pongan a disposición sus repertorios y no transparenten las bases
de datos actualizadas de sus representados es desagradable. La ausencia de temas en
nuestras legislaciones es mencionada en los resultados (importación paralela, préstamos
de obras como un derecho, no una excepción, obras objeto de retracción o retiradas,
obras huérfanas, usos transfronterizos y minería de datos) nos permiten afirmar que
una normativa que provenga desde IFLA podría incentivar una actualización de nuestra
legislación vigente y su reforma. Muy conveniente sería que esto se reflejara en forma de
tratado internacional vinculante y no como una simple normativa. Respecto del Tratado de
Marrakech, oportunamente, se compartió la noticia que, en fecha 10 de mayo de 2016,
Chile ratificó el Tratado que permitió a la comunidad bibliotecaria de nuestro país estar
informada. Ahora, la tarea principal será generar las pautas para su implementación real.

3.3.5 CONSIDERACIONES FINALES - CHILE
Aun cuando nuestra legislación avanzó en limitaciones y excepciones no introdujo
cláusulas que se hicieran cargo del mundo digital, tampoco de reforzar el apoyo al acceso
a fin de equilibrar y cubrir las necesidades del ciudadano del siglo XXI. Temas como
propender al dominio público, manejo de obras huérfanas, notificaciones en línea de obras
retiradas, uso de los macrodatos (big data), su recolección y explotación, protección de
datos personales, protección de los conocimientos tradicionales, protección del patrimonio
cultural común y la fiscalización estatal de la gestión colectiva de derechos son temas que
deben ser tratados en la agenda del derecho de autor y en nuestras legislaciones.
Apoyamos un Tratado Internacional de Derechos de Autor especial para Bibliotecas,
Archivos y Museos, que proteja el bien colectivo, un eficaz manejo de los recursos de
información, un acceso democrático, inclusivo y libre al conocimiento. Para Chile,
comprometido con la Agenda 2030 de las Naciones Unidas, es la estrategia que debemos
trabajar, coordinar y apoyar. Más aún en vista a los nuevos “paquetes” de tratados
comerciales como: Acuerdo Transpacífico de Cooperación Económica (TPP), Acuerdo en
Comercio de Servicios (TISA) y Tratado Transatlántico de Comercio e Inversiones (TTIP),
los que no solo no incluyen los conceptos anteriores, sino que los ignoran por completo.
En particular, la vulneración del tratamiento de la información, las transferencias de datos
financieros y de salud, el acceso público a los servicios de telecomunicaciones y sus nuevas
restricciones, la seguridad y eficiencia de las transacciones electrónicas en bienes y servicios
por medio del comercio electrónico; las compras públicas y el tratamiento de las empresas
del Estado son todos temas recurrentes en estos tratados y nosotros somos parte de ese
universo, al igual que las temáticas pendientes antes mencionadas que no aparecen como
contenidos de interés. La alerta ya está dada.
Demasiados contenidos en derecho de autor no son contemplados en nuestra
legislación y tampoco en los actuales tratados internacionales empobreciendo el acceso
a la información, afectando el enriquecimiento cultural de los pueblos y la generación de
nuevos conocimientos, alejándose así del Objetivo de Desarrollo Sostenible 16.10 y del
resto de los 16 ODS, transversalmente concatenados.

�3.4 CUBA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

3.4 CUBA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho
de autor
por Miguel Viciedo Valdés40 y Margarita Bellas Vilariño41

3.4.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
El derecho de autor y su impacto en las bibliotecas no comenzó a ser un tema de
interés para la Asociación Cubana de Bibliotecarios, ASCUBI, hasta que la IFLA y el
Comité de IFLA/LAC comenzaron a pronunciarse sobre ese asunto en diferentes eventos
internacionales debido a los problemas detectados en bibliotecas de Europa y de la región
de América Latina y el Caribe. Las bibliotecas cubanas no se habían pronunciado al
respecto en reuniones y eventos de la asociación ya que los problemas en torno al derecho
de autor en Cuba no eran graves, debido a que nuestra Ley de Derecho de Autor, en cierta
medida, favorecía a las bibliotecas en la realización de sus servicios de información al
poder disponer del uso de las obras atesoradas en formato impreso y digital. No obstante,
el estudio sobre el tema aportó elementos que demuestran la necesidad de aclarar en
dicha ley artículos en los cuales están implícitas algunas prerrogativas para las bibliotecas
que no están totalmente explícitas.
La Ley 14 de Derecho de Autor de la República de Cuba fue puesta en vigor,
oficialmente, el 28 de diciembre de 1977, y con posterioridad se crearon también un grupo
de resoluciones y dos decretos ley que modificaron o enriquecieron algunos artículos de
la referida ley y establecieron la creación del Centro Nacional de Derecho de Autor
(CENDA), así como la vigencia del derecho de autor sobre una obra durante la vida del
autor y después de su muerte.
La Ley 14 establece en su capítulo VII, sección I, artículos 38 y 39 excepciones para el
uso libre y gratuito sin la autorización del autor, para la reproducción de una obra por un
procedimiento fotográfico u otro análogo cuando la realice una biblioteca, un centro de
documentación, una institución científica o un establecimiento de enseñanza, siempre que
se haga con carácter no lucrativo y que la cantidad de ejemplares sea limitada. También
permite la reproducción de la obra directamente en su idioma original o mediante su
traducción al español.
Otras leyes cubanas como la Ley Nº. 265 de Depósito Legal y la Ley 271 de las
Bibliotecas de la República de Cuba establecen la obligatoriedad que tienen las editoriales
de entregar ejemplares de todo lo publicado a la Biblioteca Nacional de Cuba y a las
Bibliotecas Públicas Provinciales del país, y el libre acceso a la información de forma
gratuita para todos los ciudadanos cubanos que usan las bibliotecas.
Como puede apreciarse en las legislaciones cubanas anteriormente señaladas, se
favorece a las bibliotecas para el cumplimiento de su misión y el desarrollo de los servicios
de información, a partir del uso de obras que no requieren el consentimiento del autor y de
manera gratuita. No obstante, en la Ley 14 no se hace referencia explícita al tema de los
préstamos de obras impresas y digitales, la digitalización de obras para su preservación
40- Biblioteca Pública Provincial Rubén Martínez Villena, Dirección de Patrimonio Cultural. Oficina del Historiador de La Habana. Cuba.
Asociación Cubana de Bibliotecarios (ASCUBI) mviciedo@bpvillena.ohc.cu
41- Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas de la Biblioteca Nacional de Cuba José Martí, Asociación Cubana de Bibliotecarios (ASCUBI).
Cuba. Miembro del Comité de IFLA/LAC. mbellas@bnjm.cu

71

�72

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

y uso, las obras retiradas por sus autores de nuestras instituciones, las obras huérfanas y
la realización de minería de datos de obras digitales por las bibliotecas sin consentimiento
de los autores.

3.4.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
Para recoger los datos se utilizó el cuestionario semiabierto propuesto por el Proyecto
Integrado IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A). El cuestionario fue enviado por correo electrónico
a los 13 presidentes de la Filiales provinciales de ASCUBI y a los 4 representantes de los
diferentes sistemas de bibliotecas de Cuba que forman parte del Buró Nacional Ejecutivo
de ASCUBI. Junto con el cuestionario se envió un texto explicativo sobre el tema a trabajar
a propósito del impacto del derecho de autor en las bibliotecas de la región. Con eso, 237
contestaron el cuestionario de un total aproximado de 3200 asociados distribuidos de la
siguiente manera: 22 bibliotecarios de bibliotecas nacionales, 93 de bibliotecas públicas,
46 de bibliotecas especializadas, 38 de bibliotecas escolares, 21 de académicas, y 17 de
otras bibliotecas. Para responder a estos cuestionarios fue establecido un plazo de 10 días
para el procesamiento de la información y cada grupo consultado dedicó un promedio
de 4 horas para esta actividad. Por último, se recopiló información sobre el tema en la
Reunión Nacional de Directores de Bibliotecas Públicas celebrada en la provincia de Sancti
Spiritus, donde los 16 directores participantes y 6 miembros de la directiva de la Biblioteca
Nacional de Cuba José Martí ofrecieron sus criterios y testimonios con respecto al impacto
de la legislación cubana de derecho de autor en sus bibliotecas. En la aplicación de los
cuestionarios y la realización de los grupos focales se presentaron ciertas dificultades en
cuanto a la comprensión de algunos conceptos que no eran de amplio dominio general por
los bibliotecarios, pero la consulta previa de los implicados y las respectivas aclaraciones
aportaron en la recolección adecuada de los datos.

3.4.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS - CUBA
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto por
el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de Cuba = En
cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la existencia
de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país sobre el tema;
en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de la existencia de leyes en el país
sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas no respondidas. Delante de cada
porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada respuesta. Una
marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta en la legislación del país, pero la
marca (X) muestra que la referida L&amp;E no consta en la legislación del país.
b) Actuación de las bibliotecas cubanas frente a las L&amp;E indicadas en este estudio =
En ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya
biblioteca NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número
(correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.
El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

�3.4 CUBA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

73

Figura 8 - Conocimento de los encuestados sobre la legislación de Cuba
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

0%
16%
84%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

0
38
199

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
0%
100%

0
0
237

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

100%
0%
0%

100%
0%
0%

237
0
0

0%
100%
0%

237
0
0

0
237
0

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

16%
84%
0%

0
0
237

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
0%
100%

0
0
237

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

0%
0%
100%

0
0
237

8 - OBRAS AGOTADAS

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

0%
0%
100%

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

23%
0%
77%

55
0
182

10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

100%
0%
0%

237
0
0

12 - TRADUCCIONES

38
199
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

0%
0%
100%

0
0
237

�74

O RETIRADAS
9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley O
queRETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
0
0%
100% 237
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
BIBLIOTECAS
LAC:
El
impacto
de
la
legislación
de
derechos
de
autor
en América Latina y el Caribe
237
¿Su país
tiene
algunaobjeto
ley que
¿Su país tiene
algunao ley
ofrezcan
acceso
a obras
de
reproduzcan,
publiquen
usenque
100%
0%100% 0 237
0
0%
permitao retiradas
que las bibliotecas
que las bibliotecas
retracción
sin pedir
obraspermita
huérfanas?
0
0
0
ofrezcan
acceso
obras objeto
reproduzcan, publiquen o usen 0%
permiso
al titular
dela derecho
de de 0%
100% 237
0%
retracción o retiradas sin pedir
obras huérfanas?
autor?
0
0
0%
0%
permiso al titular del derecho de
autor?
11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
12 - TRADUCCIONES
11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
38
16%
permita que las bibliotecas
199
¿Su país
alguna ley que
ofrezcan
usostiene
transfronterizos
sin
84%
16% 0 38
bibliotecas
pedirpermita
permisoque
al las
titular
del
199
ofrezcan
usos transfronterizos sin 0%
derecho
de autor?
84%
pedir permiso al titular del
0
0%
derecho de autor?

12 - TRADUCCIONES
¿Su país tiene alguna ley que
0
0%
permita que las bibliotecas
¿Su país
tiene alguna
ley que
realicen
traducciones
de obras
sin
0%0% 0 0
bibliotecas
pedirpermita
permisoque
al las
titular
del
237
0
realicen
traducciones de obras sin 100%
derecho
de autor?
0%
pedir permiso al titular del
100% 237
derecho de autor?

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
¿Su país tiene alguna ley que
0
0%
permita que las bibliotecas
¿Su
país
tiene
alguna
ley
que
realicen el depósito legal?
0%0% 0 0
permita que las bibliotecas
237
100%
0
realicen el depósito legal?
0%

100%

237

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS
¿Su país15
tiene- LIMITACIÓN
alguna ley que DE RESPONSABILIDAD
DE no
BIBLIOTECAS
0
permita que las bibliotecas
0%
país tiene alguna
sean¿Su
responsables
por ley que
237
permita que
las bibliotecas
no 100%
infracciones
cometidas
al derecho
0% 0 0
sean en
responsables
de autor
el ejerciciopor
de sus
0%100% 237
infracciones
cometidas al derecho
actividades
misionales?
0
de autor en el ejercicio de sus
0%
actividades misionales?
17 - MINERÍA DE DATOS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
0
0%
permita que las bibliotecas
¿Su
país
tiene
alguna
ley
que
realicen el depósito legal digital
0%0% 0 0
permita
que las
sin pedir
permiso
al bibliotecas
titular del
237
0
realicen
el depósito legal digital 100%
derecho
de autor?
0%
sin pedir permiso al titular del
100% 237
derecho de autor?
16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
16 -tiene
MEDIDAS
¿Su país
alguna leyDE
quePROTECCIÓN TECNOLÓGICA
permita que las bibliotecas
100% 237
¿Su país
tiene
leydeque
realicen
elusión
dealguna
medidas
0%100% 0 237
permitatecnológica
que las bibliotecas
protección
sin pedir
0
realicen
elusión
medidas
permiso
al titular
deldederecho
dede 0%
0
0%
protección tecnológica sin pedir
autor?
0
permiso al titular del derecho de
0%
autor?

n% No sé si mi país tiene alguna ley
n%n%No, No
mi país no tiene leyes al respecto
sé si mi país tiene alguna ley
n%n%Si, miNo,país
tiene leyes sobre el tema
mi país no tiene leyes al respecto
237
Número de encuestados
n% Si, mi país tiene leyes sobre el tema

17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene alguna ley que
100% 237
permita que las bibliotecas
0
¿Su país
tienedealguna
ley que 0%
realicen
minería
datos de
100% 0 237
quesinlaspedir
bibliotecas
obraspermita
digitales
permiso
0%0%
0
realicen
al titular
del minería
derecho de
de datos
autor?de
obras digitales sin pedir permiso
0
0%
al titular Datos
del derecho
FUENTE:
dedelaautor?
investigación, 2016.

Figura 9 -PARALELA
Actuación
1 - IMPORTACIÓN
23%

55

23%
77%

1Mi- biblioteca
IMPORTACIÓN
PARALELA
NO hace importación
de obras que no

182

Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

16%
16%
84%

3 - PRÉSTAMO
OBRAS
Mi biblioteca NODE
hace
préstamoDIGITALES
de obras digitales sin

38

pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca
NO préstamo
hace préstamo
de obras
digitales
19938 Mi biblioteca
SI hace
de obras
digitales
sin sin
permiso
al titular
del derecho
de autor.
pedirpedir
permiso
al titular
del derecho
de autor.
199

84%

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

2 - PRÉSTAMO
OBRAS
IMPRESAS
Mi biblioteca DE
NO hace
préstamo
externo de obras

0%

0

0%
100%

2370

100%

16%

55%
45%

237

Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

4 - REPRODUCCIÓN
OBRAS
DIGITALES
Mi biblioteca NODE
realiza
reproducción
de obras

16%
84%

38

mediante digitalización o fotocopiado

Mi biblioteca
NO realiza
reproducción
de obras
19938 Mi biblioteca
SI realiza
reproducción
de obras
mediante
digitalización
o fotocopiado
mediante
digitalización
o fotocopiado
Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

199

84%

5 - SUMINISTRO
Mi biblioteca
NO realiza suministro de documentos a
0%
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca
Mi biblioteca
NO realiza
suministro
de documentos
106131Mi biblioteca
SI realiza
suministro
de documentos
a a 100%
0%
usuarios
quepueden
no pueden
físicamente
la biblioteca
usuarios
que no
asistirasistir
físicamente
a la abiblioteca
131

sin pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca
NO hace
préstamo
externo
de obras
Mi biblioteca
SI hace
préstamo
externo
de obras
sin pedir
permiso
al titular
del derecho
de autor.
sin pedir
permiso
al titular
del derecho
de autor.

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

5 - SUMINISTRO

55%

Número de encuestados

de las bibliotecas
cubanas
a las L&amp;E.
2 - PRÉSTAMO
DE frente
OBRAS IMPRESAS

tenemos en mi país.
Mi biblioteca
NO importación
hace importación
de obras
55
182 Mi biblioteca
SI hace
de obras
que noque no
tenemos
mi país.
tenemos
en mienpaís.

77%

237

6 - PRESERVACIÓN

6 - PRESERVACIÓN
Mi biblioteca
NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia
Mi biblioteca
NO realiza
de preservación
2370 Mi biblioteca
SI realiza
copiascopias
de preservación
de de
los documentos
custodia
los documentos
que que
custodia
0

�3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

Mi biblioteca
hace préstamoenderelación
obras digitales
3.4
CUBA –38
situación
de lasNObibliotecas
consinel derecho
38
16%
16%de autor
pedir permiso al titular del derecho de autor.

199

84%

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

84%

199

5 - SUMINISTRO

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado
Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

6 - PRESERVACIÓN

55%

131

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

0%

0

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

45%

106

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

100%

237

Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

7 - FORMATOS ACCESIBLES

100%

237

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

0%

0

Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

8 - OBRAS AGOTADAS

23%
77%

55

182

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS

100%

237

0%

0

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
mercado
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado

10 - OBRAS HUÉRFANAS

100%

237

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

0%

0

Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

12 - TRADUCCIONES

0%

0

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

62%

148

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

100%

237

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

38%

89

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

0%

0

En mi país NO se realiza el depósito legal

0%

0

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

100%

237

En mi país SI se realiza el depósito legal

100%

237

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

100%

237

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

0%

0

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

100%

237

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

0%

0

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

17 - MINERÍA DE DATOS

97%

230

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

3%

7

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

N= 237 número de encuestados

75

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

76

3.4.4 RESULTADOS - CUBA
De acuerdo con el Decreto Ley 265, la Biblioteca Nacional de Cuba y las 15 Bibliotecas
Públicas Provinciales que tiene el país, que son las bibliotecas que atesoran el patrimonio
documental nacional y provincial, deben recibir todo lo publicado por las editoriales. Pero
en ocasiones se incumple con el Decreto Ley 265 de depósito legal de las obras literarias,
científicas y musicales de autores de las localidades. Cuando eso sucede, no se aplican
sanciones a los infractores.
El total de encuestados conocen la existencia de leyes que:
a) hacen alusión a la reproducción y no al préstamo, pero al otorgar libertades de uso a las bibliotecas
éstas lo aplican también para realizar préstamos;
b) abogan por el libre acceso a la información, aunque no está totalmente explícito el caso de las obras
digitales;
c) permiten la reproducción de obras sin consentimiento del titular del derecho de autor;
d) permiten que se realicen copias de preservación sin pedir permiso al titular del derecho de autor,
aunque la misma no explicita el derecho de las bibliotecas para sacar copias análogas o digitales con fines
de preservación patrimonial, pero la redacción general aplicada en el artículo 38, inciso d, lo ampara
igualmente, y en virtud del mismo todos los sistemas de bibliotecas realizan copias de preservación de los
documentos que custodian que así lo requieran;
e) establecen la posibilidad de hacer traducciones; y que
f) se permita el depósito legal de obras impresas y digitales, aunque algunos bibliotecarios plantean que
de los libros y revistas que están publicados en forma digital no siempre quedan copias en las principales
bibliotecas de las provincias.

En contrapartida, todos los encuestados plantearon la no existencia o desconocimiento
de leyes que les permiten a las bibliotecas:
a) el suministro de obras digitales;
b) la transformación de obras en formatos accesibles sin pedir permiso al titular de derecho de autor, ya
que la Ley 14 de Derecho de Autor y el Decreto Ley 271 de las Bibliotecas de la República de Cuba no
establecen la posibilidad de transformar obras en formatos accesibles para personas con discapacidades.
Asimismo, todos los encuestados expresan que en sus bibliotecas no se ofrece esa posibilidad para este
tipo de usuarios;
c) ofrecer acceso a obras objeto de retracción o retiradas sin permiso del titular de derecho de autor;
d) reproducir, publicar o usar obras huérfanas, a pesar de que sus bibliotecas no han reproducido o
publicado obras cuyos autores no conocen, aunque en ocasiones han hecho uso de ellas;
e) no sean responsables por infracciones cometidas al derecho de autor en el ejercicio de sus actividades
misionales;
f) realicen elusión de medidas de protección tecnológica sin permiso del titular de derecho de autor; y
g) la realización de minería de datos de obras digitales sin el permiso de los titulares de derecho de autor.

Los bibliotecarios escolares (que representan el 16% de los encuestados) manifestaron
no conocer la existencia en el país de una ley que permita que las bibliotecas realicen
importación de obras sin el permiso del titular del derecho de autor y ofrezcan usos
transfronterizos. En el caso de las bibliotecas, que ofrecen usos transfronterizos, todos
coinciden al expresar que si realizan intercambios de materiales con bibliotecas de
otros países, fundamentalmente por medio del canje y la donación de documentos.
Los encuestados que desconocen la existencia de alguna ley que permita copiar obras
agotadas son representantes de bibliotecas escolares y otro tipo de bibliotecas. Los demás

�3.4 CUBA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

encuestados opinaron que sí conocen, aunque la Ley 14 no es explícita en este aspecto
ofrece la posibilidad de reproducir obras y, por lo tanto, se realizan copias de las agotadas.
Por otra parte, algunos declararon tener en sus colecciones copias de obras agotadas en
el mercado.
En el caso de obras objeto de retracción o retiradas, todos los encuestados afirman
que, en sus colecciones, no tienen obras con estas características. Sin embargo, se dio
a conocer un caso en una biblioteca pública de la provincia de Holguín, en el municipio
Sagua de Tánamo, donde el autor retiró su obra impresa y la versión digital de la colección
de la biblioteca después que él había donado la misma a esa institución.
Los bibliotecarios escolares son los únicos que no realizan el préstamo de obras digitales
y la reproducción de obras mediante la digitalización o fotocopia, así como fueron junto
con las otras bibliotecas los casos que manifestaron no hacer importación de obras, y
junto con las bibliotecas públicas los casos que no realizan suministro de obras digitales
sin la presencia física de los usuarios en las bibliotecas. Además, las bibliotecas escolares,
públicas y otros tipos de bibliotecas representan los casos que no realizan traducciones
de obras sin autorización de los titulares de derecho de autor, solamente la Biblioteca
Nacional de Cuba, las especializadas y las universitarias realizan traducciones de obras.
La Biblioteca Provincial Alex Urquiola de Holguín comenzó un proceso de digitalización
de algunos de los libros de los escritores holguineros de literatura infantil en el año 2011.
Pero, de 24 escritores, solo 9 dieron la autorización para digitalizar sus documentos.
Por lo tanto, de los 77 títulos que tiene, solo digitalizaron 23 títulos. Los autores locales
manifestaron reticencias de donar sus obras en medio digital o permitir la digitalización,
por temor a que disminuyan sus ventas o sean plagiados.
Lamentablemente, en el texto “Estudios sobre las limitaciones y excepciones al Derecho
de Autor en beneficio de bibliotecas y archivos”, de Kenneth Crews (2008), aparece una
nota sobre los países omitidos que expresa que: en el caso de Cuba, “no ha podido
obtenerse una traducción al inglés de la Ley de Derecho de Autor”.
A pesar de no haber sido incluidas en el estudio de referencia, las bibliotecas cubanas
cuentan con leyes que las amparan en el cumplimiento de su misión y el desarrollo de los
servicios de información para la sociedad cubana como son: la Ley 14 de Derecho de
Autor de 1977, los Decretos Leyes Nº. 20 de 1978, que estableció la creación del Centro
Nacional de Derecho de Autor (CENDA), el Decreto Ley Nº. 156 de 1994, que modifica
los artículos 43, 45 y 47 de la Ley de Derecho de Autor referidos a la vigencia del derecho
de autor sobre una obra durante su vida y hasta 50 años después de su muerte, y en el
caso de aquellos autores desconocidos, el plazo establecido es de 50 años a partir de la
primera publicación de la obra, el Decreto Ley Nº. 265 de Depósito Legal del 20 de mayo
de 1999 y Decreto Ley Nº. 271 de las Bibliotecas de la República de Cuba de 2010.
La actual ley de derecho de autor, como ya hemos expresado, favorece a las bibliotecas
cubanas para brindar servicios de información gratuitos, a partir del uso de obras sin la
autorización de los titulares del derecho de autor, pero la misma no refleja explícitamente
el tema de los préstamos de obras impresas y digitales, la digitalización de obras para su
preservación y uso, las obras retiradas por sus autores de nuestras instituciones, las obras
huérfanas y la realización de minería de datos de obras digitales por las bibliotecas.
Recientemente, el Decreto Ley 265 de Depósito Legal de 1999, ha sido objeto de
modificaciones para el beneficio de las bibliotecas, pero está pendiente de aprobación

77

�78

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

para su implementación oficial. Por otra parte, las bibliotecas cubanas no están al tanto
del estado en que se encuentra el proceso de ratificación del Tratado de Marrakech, por
cuanto Cuba aun no lo ha firmado.

3.4.5 CONSIDERACIONES FINALES - CUBA
La legislación cubana de derecho de autor, a pesar de su obsolescencia, favorece en
cierta medida a las bibliotecas al contar con excepciones en sus artículos que permiten a
las mismas cumplir su misión y realizar servicios de información en función de la satisfacción
de las necesidades y demandas de la sociedad. Asimismo, el Decreto Ley
271 de las Bibliotecas de la República de Cuba y el Decreto Ley 265 de Depósito
Legal, vienen a completar la mencionada legislación contribuyendo a que las bibliotecas
puedan desarrollar sus servicios.
No obstante el estudio realizado haya arrojado que además de esas posibilidades
que ofrece la legislación, lo que está implícito en ella no está totalmente explícito con
relación a lo concerniente a los servicios de nuestras bibliotecas respecto a los préstamos
de obras impresas y digitales, digitalización de obras para la preservación, el uso de obras
huérfanas, la realización de minería de datos con obras digitales, así como la posibilidad
de crear y distribuir copias de obras en formatos accesibles, todo ello sin la autorización
de los titulares de derecho de autor de manera gratuita, con absoluto respeto hacia ellos y
sin tener que enfrentar complicaciones legales. También se pudo detectar en el estudio que,
de manera general, la comunidad bibliotecaria no tenía conocimiento de la complejidad
del impacto del derecho de autor en las bibliotecas de la región y el mundo y de la no
ratificación por Cuba del Tratado de Marrakech. Por otra parte se evidenció que no todos
los bibliotecarios encuestados tenían un conocimiento pleno de la Ley 14 de Derecho de
autor y sus modificaciones posteriores.
Desde el año 2010, la Ley 14 de Derecho de Autor es objeto de revisión por funcionarios
y especialistas cubanos que fueron convocados para esa tarea. Ya ha sido concebido un
anteproyecto de la misma que está pendiente de revisión y consulta para su aprobación y
posterior puesta en marcha. Pero, en la elaboración de ese anteproyecto no ha participado
y no ha sido consultada la ASCUB, la Biblioteca Nacional de Cuba José Martí (rectora del
trabajo bibliotecario de la nación) o la comunidad bibliotecaria.
Por tal motivo, la ASCUBI considera que el Seminario y Taller convocado por IFLA/
LAC en Panamá para las asociaciones de la región con la oferta del workshop BSLA
con la presencia de los miembros de IFLA MLAS, así como el presente estudio sobre el
impacto del derecho de autor en las bibliotecas cubanas, ha contribuido a adentrarnos en
el tema y fortalecernos como asociación para trazar estrategias que nos permitirán tener
un protagonismo en la nueva ley de derecho de autor de Cuba.

�3.5 ECUADOR – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

3.5 ECUADOR – situación de las bibliotecas en relación con el
derecho de autor 42
por Javier Saravia43, Eduardo Puente44 y Ricardo Ortiz45

3.5.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
La legislación sobre derechos de autor en Ecuador se inicia en 1887 con la “Ley de
Propiedad Literaria y Artística”. Luego vinieron sucesivamente nuevas leyes, cada una
derogando la anterior: en 1959, la “Ley de Propiedad Intelectual”; en 1976, la “Ley de
derechos de Autor”; en 1998, la nueva “Ley de Propiedad Intelectual” vigente desde
entonces46, y finalmente existe hoy un proyecto de ley sobre derechos de autor y propiedad
intelectual denominado “Código Ingenios”47. Además, el Ecuador es firmante del Convenio
de Berna para la Protección de Obras Literarias y Artísticas, y del Tratado de Marrakech
para facilitar el acceso a las obras publicadas a las personas ciegas.
La ley vigente deja vacíos sobre temas importantes en torno a derechos de autor
para las bibliotecas, y entra en contradicción con los derechos de la ciudadanía a la
información, al conocimiento y la educación consagrados en la Constitución. Según la ley
la violación de los derechos de autor, en Ecuador se puede dar lugar a acciones civiles o
penales si el hecho es tipificado de delito. Sin embargo, la situación actual no es favorable
a las bibliotecas, por lo que se discuten las medidas que deberían adoptarse para corregir
esta situación. En este sentido, el presente estudio refleja la situación de los derechos de
autor con respecto a las bibliotecas en el Ecuador.

3.5.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
Con base en el cuestionario semiabierto propuesto por el Proyecto Integrado de la
IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A) se realizaron tres procedimientos: (a) la encuesta escrita,
(b) un grupo focal y (c) una entrevista semiestructurada. Para la encuesta impresa, el
cuestionario semiabierto se administró a 15 bibliotecarios de: 1 biblioteca pública, 8
bibliotecas académicas, 2 escolares y 4 de otros tipos de biblioteca de la ciudad de Quito.
La duración de la realización de las encuestas fue en promedio de 30 minutos cada una. El
grupo focal tuvo 8 bibliotecarios de 6 bibliotecas universitarias y 2 de bibliotecas públicas
de la ciudad de Cuenca en reunión de 2 horas de duración. La entrevista semiestructurada
se hizo con el director de la Biblioteca de la universidad de postgrado FLACSO-Ecuador
y duró 1 hora. Tanto el grupo focal como la entrevista semiestructurada utilizaron el
cuestionario semiabierto como guía. En total fueron 24 participantes en el estudio.

42- El Código Orgánico de Economía Social del Conocimiento e Innovación se aprobó en diciembre de 2016 y contiene muchas más
excepciones a los derechos de autor que las anteriores leyes. La descripción que sigue - en este capítulo - es precisa de acuerdo con las leyes
anteriores vigientes en el momento de la recompilación de los datos. (más informaciones, ver la nota de aclaración).
43- Biblioteca Central. Ministerio de Relaciones Exteriores, Quito, Ecuador. zacariaspecho@gmail.com
44- Biblioteca Central. Ministerio de Relaciones Exteriores, Quito, Ecuador. epuenteh@hotmail.com
45- Biblioteca. Universidad de Investigación de Tecnología Experimental Yachay Tech, Urcuqui, Ecuador. reoc001@gmail.com
46- Primera Ley de Derechos de Autor del Ecuador se creó en agosto de 1887. Recuperado el 5 de mayo de 2016, disponible en http://
ecuadoruniversitario.com/arte-y-cultura/primera-ley-de-derechos-de-autor-del-ecuador-se-creo-en-agosto-de-1887/
47- De acuerdo a la nota 42 anterior.

79

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

80

3.5.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS - ECUADOR
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto por
el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de Ecuador
= En cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la
existencia de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país sobre
el tema; en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de la existencia de leyes
en el país sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas no respondidas. Delante
de cada porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada respuesta.
Una marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta en la legislación del país, pero
la marca (X) muestra que la referida L&amp;E no consta en la legislación del país.
b) Actuación de las bibliotecas ecuatorianas frente a las L&amp;E indicadas en este estudio
= En ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya
biblioteca NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número
(correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.
El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

Figura 10 - Conocimento de los encuestados sobre legislación de Ecuador
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

42%
54%
4%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

10
13
1

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

21%
54%
25%

5
13
6

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

42%
25%
33%

50%

46%
42%
12%

11
10
3

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

20%
33%
46%

5
8
11

6 - PRESERVACIÓN

10
6
8

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

58%
21%
21%

14
5
5

8 - OBRAS AGOTADAS

12

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien

42%

10

�¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
42% 10
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
6
realicen
suministro
de
obras
copias
preservación sin
25%
3.5 ECUADOR – situación de las bibliotecas en relación con elrealicen
derecho
de de
autor
digitales sin pedir permiso al
pedir permiso al titular del
8
33%
titular del derecho de autor?
derecho de autor?

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

50%
25%
25%

46%
42%
12%

12
6
6

11
10
3

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

46%
46%
8%

54%
21%
25%

5

42%
33%
25%

10
8
6

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

54%
42%
4%

13
10
1

12 - TRADUCCIONES

11
11
2

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal?

5

10 - OBRAS HUÉRFANAS

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

14

8 - OBRAS AGOTADAS

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

58%
21%
21%

13
5
6

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas no
42% 10
sean responsables por
11
46%
infracciones cometidas al derecho
5
de autor en el ejercicio de sus
12%
actividades misionales?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

42%
42%
16%

10
10
4

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal digital
sin pedir permiso al titular del
derecho de autor?

46%
42%
12%

11
10
3

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen elusión de medidas de
protección tecnológica sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

46%
42%
12%

11
10
3

17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen minería de datos de
obras digitales sin pedir permiso
al titular del derecho de autor?

33%
67%
0%

8
16
0

n%
n%
n%
24

No sé si mi país tiene alguna ley
No, mi país no tiene leyes al respecto
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
Número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

1 - IMPORTACIÓN PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

81

�82

n% No sé si mi país tiene alguna ley
¿Su país tiene alguna ley que
8
n% No, mi país no tiene leyes al respecto
33%
permita que las bibliotecas
LAC:16El impacto de la legislación
de derechos
autor
América
n%
Si, mi paísde
tiene
leyesen
sobre
el temaLatina y el Caribe
realicen minería de datos de BIBLIOTECAS
67%
obras digitales sin pedir permiso
0
24 Número de encuestados
0%
al titular del derecho de autor?
Figura 11 - Actuación de las bibliotecas ecuatorianas frente a las L&amp;E.
1 - IMPORTACIÓN PARALELA

25%

6

75%

18

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

29%

7

Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

71%

17

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

42%

10

58%

14

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

14

42%

10

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

38%

9

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

62%

15

15

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

54%

13

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

46%

11

38%

9

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades
Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

20

17%

4

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia
Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

8 - OBRAS AGOTADAS

54%
46%

13

11

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS

83%

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES

62%

Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

5 - SUMINISTRO

58%

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
mercado
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado

10 - OBRAS HUÉRFANAS

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

50%

12

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

50%

12

Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

12 - TRADUCCIONES

67%

16

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

83%

20

33%

8

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

17%

4

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor
Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

50%

12

En mi país NO se realiza el depósito legal

75%

18

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

50%

12

En mi país SI se realiza el depósito legal

25%

6

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

79%

19

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

92%

22

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

�13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

3.5 ECUADOR – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

50%

12

En mi país NO se realiza el depósito legal

50%

12

En mi país SI se realiza el depósito legal

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

79%

19

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

21%

5

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

75%

18

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

25%

6

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

92%

22

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

8%

2

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

17 - MINERÍA DE DATOS

58%

14

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

42%

10

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

N= 24 número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

3.5.4 RESULTADOS - ECUADOR
Las excepciones y limitaciones que recoge Kenneth Crews (2008, 2015) para
Ecuador son las mismas que se siguen aplicando actualmente en nuestro país. La Ley de
Propiedad Intelectual en su art. 23 establece que el préstamo solo está permitido por
tiempo limitado para consulta “in situ”, sin beneficio económico, lo que implícitamente
prohíbe el préstamo externo . Sin embargo, esta práctica está normalmente restringida a
bibliotecas institucionales, principalmente universitarias, que prestan libros a los miembros
de esas instituciones: estudiantes o funcionarios; mientras que en las bibliotecas públicas el
préstamo externo es poco habitual. En el caso de préstamo de obras digitales se repite lo
anterior, el 73% desconoce la existencia de una ley al respecto o niega su existencia. En
el caso de la conducta práctica, el 58% hace préstamo de materiales digitales de manera
externa y el 42% no lo hace.
Por otro lado, las copias, al estar limitadas solamente a reponer libros de la propia
biblioteca y solo de aquellos que ya no existen en el mercado, dejan implícitamente
prohibida la posibilidad de dar copias a los usuarios para fines educativos, y también
impiden la posibilidad del suministro interbibliotecario de obras, lo que beneficiaría a
bibliotecas que no puedan acceder a ellas por su costo. Sin embargo, en la práctica
diaria, las bibliotecas tienen como servicio normal la fotocopia de partes de los libros
y otros materiales impresos, sin prácticamente ninguna excepción, con la finalidad de
entregarla a sus usuarios, a los cuales no se les pide ningún requisito para confirmar los
fines investigativos que tuvieron.
El 54% de las bibliotecas hace copias de preservación sin pedirle permiso al titular del
derecho de autor, el 60% no sabe que no existen leyes al respecto. La ley indica que las
copias se hacen por restitución de un material y no así por preservación, aunque existen
diferencias entre los términos, la ley actual es ambigua al respecto y podría entenderse
que se permiten las copias tanto para sustituir como para preservar. En algunas bibliotecas
se tiene por costumbre realizar copias para la preservación cuando son publicaciones de
la misma institución, como son las publicaciones de los docentes de una universidad.
Por otra parte, es común el préstamo externo de impresos y digitales, especialmente

83

�84

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

de las bibliotecas universitarias y de las bibliotecas institucionales. Las copias que
realiza internamente la biblioteca generalmente no se sujetan a ninguna norma. Se
hacen conversiones de formato para adaptarlos a los requerimientos de personas con
discapacidad y se trabaja con obras retiradas y huérfanas. Se hacen préstamos a otros
países; traducciones y minería de datos. Cuanto a no eludir medidas tecnológicas de
protección, es una norma acatada en la mayor parte de los casos.
Además de la Ley de Propiedad Intelectual existen: la Ley del Libro que declara la libre
importación de libros, y la Ley de la Biblioteca Aurelio Espinosa Polit, que designa a ese
centro como receptor del depósito legal de publicaciones ecuatorianas impresas . También,
recientemente, el Ecuador firmó el Tratado de Marrakech por el cual ahora tenemos que
esperar que las bibliotecas estén facultadas a hacer copias en formatos accesibles para
las personas ciegas.
Los bibliotecarios están al tanto del nuevo proyecto de ley, Código Ingenios, el cual
solventa algunas de las dificultades que se plantean hasta ahora con la ley vigente, sin
embargo, el préstamo externo sigue limitado. También están al tanto del proyecto de Ley
de Culturas, la cual norma el trabajo de las bibliotecas archivos y museos.
La Asociación Nacional de Bibliotecarios Eugenio Espejo participa activamente en la
divulgación de temas de derechos de autor en bibliotecas, especialmente promoviendo
aquellos actos que no requieren autorización del titular de los derechos de autor y en
la creación de espacios de discusión de los alcances de la nueva legislación; lo mismo
hacen otras instituciones como las carreras de Bibliotecología de la Universidad Técnica de
Manabí y de la Universidad de Guayaquil; asociaciones de estudiantes de Bibliotecología
y otros gremios bibliotecarios provinciales.

3.5.5 CONSIDERACIONES FINALES - ECUADOR
Actualmente, las leyes de nuestro país en cuanto a derechos de autor son muy
favorables a los titulares de los derechos y no así a la población en general que necesita
el acceso a la información. Eso ocurre mediante la prohibición a las bibliotecas de hacer
copias, prácticamente en todos los casos, y la prohibición de realizar préstamos externos.
Sin embargo, al no existir en la Ley de Propiedad Intelectual una referencia específica a las
bibliotecas, estas actividades caen en una ambigüedad que permiten que las bibliotecas
utilicen otros argumentos legales para proceder con esas prácticas; el principal de esos
argumentos son los derechos constitucionales que amparan el derecho al acceso a la
información, a la educación y al goce del progreso científico. Es urgente, sin embargo,
contar con una nueva legislación que ampare estos derechos.
Por último, es necesario que se conforme una alianza entre los bibliotecarios a
nivel mundial, a partir de sus organismos, las asociaciones profesionales, gremiales, las
asociaciones de estudiantes de bibliotecología etc., que pueda crear conciencia de los
peligros para el mundo entero, especialmente la juventud, de una legislación que no
ampare sus derechos.

�3.6 EL SALVADOR – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

3.6 EL SALVADOR – situación de las bibliotecas en relación con el
derecho de autor
por Franklin Flores48, Sonia Amaya49 y Jonathan Pleitez50

3.6.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
La propiedad intelectual en El Salvador se ha venido desarrollando por medio de
diferentes instrumentos legales de carácter nacional e internacional, específicamente en
materia de derechos de autor se cuenta con: Ley de Propiedad Intelectual, Reglamento
a la Ley de Fomento y Protección de la Propiedad Intelectual, Convenio de Berna para
la Protección de la Obras Literarias y Artísticas, el acuerdo sobre los aspectos de los
Derechos de Propiedad Intelectual relacionados con el Comercio (ADPIC), Convenio que
establece la Organización Mundial de la Propiedad Intelectual (OMPI), el Tratado de la
Organización Mundial de la Propiedad Intelectual sobre Derecho de Autor (WCT), Tratado
de la Organización Mundial de la Propiedad Intelectual sobre Interpretación o Ejecución
y Fonogramas (WPPT), Convenio de Bruselas sobre la Distribución de Señales Portadoras
de Programas Transmitidos por Satélites, Convención de Roma sobre la Protección de
los Artistas, Intérpretes o Ejecutantes, los Productores de Fonogramas y los Organismos
de Radiodifusión, Convenio para la protección de los productores de fonogramas contra
la reproducción no autorizada de sus fonogramas, Tratado de Marrakech para facilitar
el acceso a las obras publicadas a las personas ciegas, con discapacidad visual o con
otras dificultades para acceder al texto impreso, Tratado de Beijing sobre Interpretaciones
y Ejecuciones Audiovisuales. Sin embargo, aún hay vacíos que requieren adecuar la
legislación nacional a los nuevos entornos de la era digital, dando apertura a las bibliotecas
para que puedan actuar en un marco legal acorde a la realidad que enfrentan.
Según el Decreto Legislativo N° 604, del 15 de julio de 1993, la Asamblea Legislativa
de El Salvador, a iniciativa del Presidente de la República Alfredo Félix Cristiani Burkard,
por medio de los Ministros de Economía y de Justicia y de los Diputados Raúl Manuel
Somoza Alfaro, Gerardo Antonio Suvillaga, Santiago Vicente Di-Majo, Miriam Eleana
Dolores Mixco Reyna, Jorge Alberto Carranza, Rafael Antonio Morán Orellana y Marcos
Alfredo Valladares Melgar, declaran la Ley de Fomento y Protección de la Propiedad
Intelectual, registrándose su última reforma por medio de Decreto Legislativo Nº. 912 de
fecha 14 de diciembre de 2005, publicado en el Diario Oficial Nº. 8, Tomo 370 del
12 de enero de 2006, cambiando su nombre a Ley de Propiedad Intelectual. Esta
ley comprende el derecho de autor, los derechos conexos y la propiedad industrial en lo
relativo a invenciones, modelos de utilidad, diseños industriales y secretos industriales o
comerciales y datos de prueba.
En lo referente a las limitaciones y excepciones para bibliotecas y archivos, la ley las
retoma en el capítulo 3, artículos del 44 al 49, específicamente el artículo 45 literal “d”.

48- Oficina Técnica del Consorcio de Bibliotecas Universitarias de El Salvador. Asociación de Bibliotecarios de El Salvador (ABES). Miembro
activo. fflores@uca.edu.sv
49- Sistema Bibliotecario, Universidad Francisco Gavidia. Asociación de Bibliotecarios de El Salvador (ABES). Vicepresidenta. samaya@ufg.
edu.sv
50- Biblioteca, Colegio Lamatepec – APCE. Asociación de Bibliotecarios de El Salvador (ABES) Presidente. jonathanplei-tez@gmail.com

85

�86

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

3.6.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
Para la recolección de datos se utilizó el cuestionario semiabierto propuesto por
el Proyecto Integrado IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A) y un grupo focal. El cuestionario
fue enviado de forma electrónica a 60 profesionales miembros de la Asociación de
Bibliotecarios de El Salvador. El cuestionario estuvo a disposición por un período de 20 días.
Del total de cuestionarios enviados, 24 fueron contestados, 23 con respuestas completas
y 1 parcial, siendo respondidos por 12 bibliotecarios de 12 bibliotecas universitarias
(50%), 9 bibliotecarios de 9 bibliotecas escolares (37,5%), 1 bibliotecario de 1 biblioteca
especializada (4,2%), 1 bibliotecario de 1 biblioteca médica (4,2%), y 1 bibliotecario de
otro tipo de biblioteca (4,2%).
El grupo focal se realizó con la participación de 20 profesionales responsables de la
gestión de diferentes tipos de bibliotecas, también contó con la participación de personal
de la unidad “Registro de la Propiedad Intelectual del Centro Nacional de Registro”,
dependencia del Ministerio de Economía de El Salvador, el bibliotecario del Consorcio de
Bibliotecas Universitarias de El Salvador y representantes de la Asociación de Bibliotecarios
de El Salvador. El grupo focal duró 3 horas y se discutieron los temas presentados en el
APÉNDICE A y B del proyecto IFLA LAC 2016.

3.6.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS - EL SALVADOR
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto por
el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de El Salvador
= En cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la
existencia de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país
sobre el tema; en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de la existencia de
leyes en el país sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas no respondidas.
Delante de cada porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada
respuesta. Una marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta en la legislación del
país, pero la marca (X) muestra que la referida L&amp;E no consta en la legislación del país.
b) Actuación de las bibliotecas salvadorenãs frente a las L&amp;E indicadas en este estudio
= En ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya
biblioteca NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número
(correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.
El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

�3.6 EL SALVADOR – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

87

Figura 12 - Conocimento de los encuestados sobre la legislación de El Salvador
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

38%
38%
24%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

9
9
6

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

50%
38%
12%

12
9
3

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

54%
25%
21%

54%
33%
13%

13
6
5

63%
25%
12%

13
8
3

15
6
3

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

71%
25%
4%

9
10
4
1

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

29%
29%
42%

7
7
10

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

54%
13%
33%

13
3
8

8 - OBRAS AGOTADAS

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

38%
42%
17%
3%

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

46%
21%
33%

11
5
8

10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

71%
21%
8%

17
5
2

12 - TRADUCCIONES

17
6
1

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

46%
25%
29%

11
6
7

�88

¿Su país tiene alguna OleyRETIRADAS
que
¿Su país tiene alguna ley que
63% 15
71% 17
permita
bibliotecas
permita
que
lasalguna
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
¿Su
país
tiene
ley
que
6
5
17
ofrezcan
acceso
obras objetoBIBLIOTECAS
de
reproduzcan,
publiquen
o usen
25%LAC: El15
21%
impacto de la legislación
derechos
de autor en71%
América Latina y el Caribe
63%
permita que
las abibliotecas
permita quedelas
bibliotecas
retracción
o
retiradas
sin
pedir
obras
huérfanas?
3
6
ofrezcan acceso a obras objeto de
reproduzcan, publiquen o usen
12%
8%
25%
21% 52
permiso
al
titular
del
derecho
de
retracción o retiradas sin pedir
obras huérfanas?
2
12% 3
8%
autor?
permiso al titular del derecho de
autor?

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
71%
permita
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
ofrezcan
usos
transfronterizos
sin
25%
71%
permita que las bibliotecas
pedir
permiso
al titular del sin
ofrezcan
usos transfronterizos
4%
25%
derecho
de autor?
pedir permiso
al titular del

4%

derecho de autor?

12 - TRADUCCIONES

17
6
17
1
6
1

12 - TRADUCCIONES
¿Su país tiene alguna ley que
46%
permita
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
realicen
traducciones
de
obras
sin
25%
46%
permita que las bibliotecas
pedir
permiso
al titulardedel
realicen
traducciones
obras sin
29%
25%
derecho
de autor?
pedir permiso
al titular del
derecho de autor?

29%

11
6
11
7
6
7

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
¿Su país tiene alguna ley que
38% 9
permita
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
1
9
realicen
el depósito
legal?
4%
38%
permita que
las bibliotecas

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
66% 16
permita
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
4
realicen
el depósito
legal digital
17% 16
66%
permita que
las bibliotecas
sin
pedirelpermiso
titulardigital
del
realicen
depósitoal legal
17% 4
derecho
autor?al titular del
sin pedirde
permiso

realicen el depósito legal?

58%
4%
58%

14
1
14

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS
15 - LIMITACIÓN
DE RESPONSABILIDAD
¿Su país tiene alguna
que
DEleyBIBLIOTECAS
permita
bibliotecas
no
62% 15
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
sean
responsables
por
permita que las bibliotecas no
17% 415
62%
infracciones
cometidas
al
derecho
sean responsables por
de
autor en elcometidas
ejercicio al
dederecho
sus
21% 45
17%
infracciones
actividades
de autor en misionales?
el ejercicio de sus
21% 5
actividades misionales?

derecho de autor?

4

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
¿Su país tiene alguna ley que
permita
bibliotecas
71% 17
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
realicen
elusión
de
medidas
de
permita que las bibliotecas
21% 517
71%
protección
tecnológica
sin
pedir
realicen elusión de medidas de
2
5
permiso
titular del derecho
8%
21%
protecciónal tecnológica
sin pedirde
2
autor?
permiso al titular del derecho de
8%
autor?

17 - MINERÍA DE DATOS
17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene alguna ley que
83%
permita
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
realicen
minería
de
datos
de
17%
83%
permita que las bibliotecas
obras
digitales
sin
pedir
permiso
realicen minería de datos de
0%
17%
al
titular
del derecho
de autor?
obras
digitales
sin pedir
permiso

17%

n%
n%
n%
n%
24
n%
24

20
4
20
0
4
0

0%
al titular del
derecho
FUENTE:
Datos
dedelaautor?
investigación, 2016.

No sé si mi país tiene alguna ley
No,sémisipaís
no tiene
al respecto
No
mi país
tieneleyes
alguna
ley
Si, mi
leyesleyes
sobreal elrespecto
tema
No,
mipaís
paístiene
no tiene
Sinmi
respuesta
Si,
país tiene leyes sobre el tema
Número
de encuestados
Sin
respuesta
Número de encuestados

Figura 13 - Actuación de las bibliotecas salvadoreñas frente a las L&amp;E.
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
1 - IMPORTACIÓN PARALELA

33%
33%
67%
67%

8
8
16
16

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.
Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
Mi biblioteca
hace importación de obras que no
tenemos
en miSI país.
tenemos en mi país.
Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

62%
62%
38%
38%

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
15
15
9
9

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
Mi
biblioteca
préstamo
de obras
digitales sin
pedir
permisoSIalhace
titular
del derecho
de autor.
pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

0%
0%
100%
100%

0
0
24
24

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

62%
62%
38%
38%

15
15
9
9

5 - SUMINISTRO

75%
75%
25%

5 - SUMINISTRO

18
18
6

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca
Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
Mi biblioteca
de documentos
a
usuarios
que SI
norealiza
puedensuministro
asistir físicamente
a la biblioteca

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
Mi biblioteca
SI hace
préstamo
externo de
de autor.
obras
sin
pedir permiso
al titular
del derecho
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado
Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
Mi
biblioteca
SI realiza reproducción
mediante
digitalización
o fotocopiadode obras
mediante digitalización o fotocopiado
Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

6 - PRESERVACIÓN

67%
67%
33%

6 - PRESERVACIÓN

16
16
8

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia
Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
Mi biblioteca
SI realiza
copias de preservación de
los
documentos
que custodia

�3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

15
62%
3.6
EL SALVADOR
– situación de las bibliotecas en relación con 62%
el derecho15de autor

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

9

38%

38%

9

5 - SUMINISTRO

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

6 - PRESERVACIÓN

75%

18

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

67%

16

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

25%

6

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

33%

8

Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

7 - FORMATOS ACCESIBLES

100%

24

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

0%

0

Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

8 - OBRAS AGOTADAS

75%
25%

18

6

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS

100%

24

0%

0

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
mercado
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado

10 - OBRAS HUÉRFANAS

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

96%

23

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

4%

1

Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

12 - TRADUCCIONES

96%

23

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

100%

24

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

4%

1

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

0%

0

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

33%

8

En mi país NO se realiza el depósito legal

54%

13

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

67%

16

En mi país SI se realiza el depósito legal

46%

11

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

71%

17

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

29%

7

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

96%

23

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

4%

1

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

17 - MINERÍA DE DATOS

100%

24

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

0%

0

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

N= 24 número de encuestados

89

�90

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

3.6.4 RESULTADOS - EL SALVADOR
De acuerdo a los resultados obtenidos en las respuestas de los encuestados y
presentadas en los gráficos 3.1 y 3.2 podemos determinar que hay un desconocimiento
por parte de la mayoría de los profesionales bibliotecarios acerca de la existencia de
L&amp;E en la legislación salvadoreña de derechos de autor. Sin embargo, en la práctica o
actuación de las bibliotecas, están realizando muchas de las acciones incluidas dentro del
marco legal nacional o instrumentos internacionales como los tratados.
En el grupo focal los participantes expresaron no tener mayores dificultades para
ofrecer acceso a la información a sus usuarios, sin embargo, entre las experiencias y
dificultades con las que se enfrentan para poder ofrecer los servicios, la mayoría comentó
las dificultades a respecto de la importación de obras impresas debido al alto porcentaje
de impuestos por parte del estado, por lo que, en su mayoría, compran por medio de
distribuidores locales. En el caso de obras digitales, la mayor cantidad de comentarios se
enfocó en las restricciones de uso que ponen los editores por medio de la firma de licencias
de uso.
Con respecto al texto de Kenneth Crews (2008), en general, el documento refleja
la situación actual de acuerdo a la legislación nacional. Sin embargo, no se incluyen las
reformas sobre medidas tecnológicas incluidas en el Decreto Legislativo Nº 912, del 14 de
diciembre de 2005, y publicado en el Diario Oficial Nº 8, Tomo 370, del 12 de enero de
2006.
En los últimos años el Registro de la Propiedad Intelectual ha involucrado más
a las bibliotecas en los procesos de discusión para obtener insumos o informar sobre
los instrumentos a los cuales el país está adscrito en materia de propiedad intelectual y
que afectan el trabajo de las bibliotecas. Además, hay una creciente colaboración con
la Asociación de Bibliotecarios de El Salvador para dar a conocer estos temas con la
comunidad de bibliotecarios salvadoreños.
Los principales obstáculos a los que se enfrentan las bibliotecas en El Salvador se
encuentran relacionados al ámbito digital, en servicios como el préstamo de obras digitales,
reproducción y digitalización para preservación.
Las Bibliotecas salvadoreñas han dado pasos importantes para ampliar sus servicios
y adaptarse a las necesidades de las comunidades a las que sirven y estar al día con
las tendencias internacionales. En los últimos años se han desarrollado servicios como el
préstamo de obras en formato digital y se han incrementado proyectos en áreas como la
digitalización para la preservación y difusión de la producción cultural y científica del país.
Sin embargo, ante el desconocimiento de la legislación sobre derechos de autor algunos
de estos servicios pueden estar al margen de la normativa local, por lo que es importante
considerar que las bibliotecas deben promover el uso honrado o justo de las obras y que
sus servicios deben estar en el marco de la legislación vigente.
Por otro lado, la preservación de la producción de obras nacionales estanregulada
en la ley del libro en su Art. 15 que determina que “todo libro impreso o editado en El
Salvador deberá ser legalmente inscrito en el Registro de Comercio para efectos de la
protección del derecho de autor”. Para efectos del depósito legal de cada edición, se
enviarán 5 ejemplares a la Biblioteca Nacional, a la Universidad de El Salvador y a la
Asamblea Legislativa.

�3.6 EL SALVADOR – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

El Salvador fue el primer país de América y el segundo a nivel mundial en ratificar
el Tratado de Marrakech, este importante hecho fue dado a conocer por el Ministerio
de Economía por medio de un comunicado de prensa el día 02 de octubre de 2014.
Además, en el marco de la Semana Cultural del Bibliotecario Salvadoreño del año 2016,
se organizó la conferencia Impacto del Tratado de Marrakech: acceso a la información en
El Salvador y el Conversatorio Adopción e Implementación del Tratado de Marrakech con
la IFLA, organismos nacionales e internacionales en El Salvador.
La mayoría de las bibliotecas no cuenta con recursos y personal para poder llevar
a cabo la trasformación de obras a otros formatos accesibles a personas con alguna
discapacidad. Sin embargo, hay ejemplos de esfuerzos por llevar el acceso a la información
a estas minorías, el caso de la Biblioteca Nacional de El Salvador con su sala Braille. La
Universidad de El Salvador por su parte realiza la transformación de obras de texto a
audio para beneficiar a estudiantes no videntes.

3.6.5 CONSIDERACIONES FINALES - EL SALVADOR
Podemos concluir que El Salvador cuenta con instrumentos tanto a nivel nacional como
internacional en el tema de derechos de autor, eso permite a las bibliotecas apoyar su
misión y que éstas sean una balanza entre el derecho de los autores y el derecho de la
sociedad salvadoreña al acceso a la información y la educación. Pero, a pesar de contar
con legislación, podemos determinar que hay vacíos importantes que afectan el desarrollo
de nuevos servicios o limitan el accionar de las bibliotecas debido a que no hay una
actualización de la normativa local al entorno digital. Por ello, es muy importante impulsar
instrumentos a nivel internacional, como lo es el Tratado de Limitaciones y Excepciones para
Bibliotecas, ya que eso sería una oportunidad para realizar los cambios en la legislación
nacional y asegurar que, por medio de este instrumento, se pueda mejorar en aquellos
aspectos que no se han considerado en la normativa local.
Por otro lado, es importante destacar que es necesario dar a conocer de forma amplia
ante la comunidad de profesionales de la información todas las normativas locales y
convenios internacionales sobre derechos de autor a los cuales está adscrito El Salvador,
de manera que estos instrumentos permitan que los servicios ofrecidos por las bibliotecas
estén dentro de la legalidad en cuanto a derechos de autor se refiere, siendo la biblioteca
una institución que debe promover el respeto al derecho de autor y, por otro lado, permitir
el acceso a la información de forma democratizada, especialmente con énfasis en los
grupos o minorías más desfavorecidos.

91

�92

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

3.7 GUATEMALA – situación de las bibliotecas en relación con el
derecho de autor
por Heidi Elizabeth Molina Arana51, Valentina Santa Cruz Molina52, Gladys Haydee Rizo53
y Jorge Arturo Estrada54

3.7.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
La protección del derecho de autor ha evolucionado desde La Ley de Propiedad
Literaria, emitida en octubre de 1879 (Decreto 246), durante el gobierno de Justo Rufino
Barrios, reglamenta la propiedad literaria y reconoce las lecciones orales así como
cualquier otro discurso pronunciado en público. En esta ley se contempla la sucesión
del derecho a los herederos; la posibilidad de enajenar la propiedad por medio de un
contrato; la posibilidad de ser traducida la obra y de que el traductor tenga el derecho
sobre su trabajo. En febrero de 1954, durante el gobierno de Jacobo Árbenz Guzmán, se
emite la Ley sobre el Derecho de Autor en Obras Literarias, Científicas y Artísticas (Decreto
1037), se confiere el derecho moral y patrimonial al autor por la simple creación de la
obra, determinando el derecho patrimonial hasta 50 años después de la muerte del autor
o del último coautor. Se declara lícita la reproducción de fragmentos de obras literarias
con fines didácticos, siempre que se indique la fuente de donde fueron tomados. En 1998,
mediante Decreto 33-98 del Congreso de la República, se emitió la Ley de Derechos de
Autor y Derechos Conexos y entró en vigencia el 22 de junio de 1998. Fue reformada
mediante Decreto 56-2000, vigente a partir del 1º de noviembre del 2000, en vista de
que las nuevas tecnologías para la difusión de las obras permiten otras modalidades de
defraudación de los derechos de propiedad intelectual. (Tecún; 2005).
La Constitución Política de la República de Guatemala en su artículo 42, Derecho de
autor o inventor, reconoce que los titulares del mismo gozarán de la propiedad exclusiva
de su obra o invento en conformidad con la ley y los tratados internacionales y el artículo
63, Derecho a la expresión creadora. El Estado garantiza la libre expresión creadora,
apoya y estimula al científico, al intelectual y al artista nacional, promoviendo su formación
y superación profesional y económica. (Congreso de la República de Guatemala; 1993).
En Guatemala, la violación del derecho de autor se tipifica como delito penal, civil y/o
mercantil.
Los tratados internacionales de los que Guatemala es signataria son: Tratado de
Marrakech (30 de septiembre de 2016), Tratado de Cooperación en materia de Patentes
(14 de octubre de 2006), Tratado de la OMPI sobre Derecho de Autor (4 de febrero de
2003), Tratado de la OMPI sobre Interpretación o Ejecución y Fonogramas (8 de enero
de 2003), Convenio de París para la Protección de la Propiedad Industrial (18 de agosto
de 1998), Convenio de Berna para la protección de las Obras Literarias y Artísticas (28
de julio de 1997), Convenio que establece la Organización Mundial de la Propiedad
Intelectual (30 de abril de 1983), Convenio para la protección de los productores de
fonogramas contra la reproducción no autorizada de sus fonogramas (1º de febrero de
51- Biblioteca de la Facultad de Odontología, USAC, Ciudad de Guatemala. heidi.molina@gmail.com
52- Biblioteca, INCAP, Ciudad de Guatemala. valesanta@gmail.com
53- Biblioteca Escuela de Ciencias Psicológicas, USAC. Ciudad de Guatemala. rizogladys@gmail.com
54- Biblioteca Escuela de Ciencias Psicológicas, USAC. Ciudad de Guatemala. rizogladys@gmail.com

�3.7 GUATEMALA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

1977), Convención de Roma sobre la protección de los artistas intérpretes o ejecutantes,
los productores de fonogramas y los organismos de radiodifusión (14 de enero de 1977)
(OMPI; 2016).
En este informe, se detalla el impacto de la legislación del derecho de autor en las
bibliotecas de Guatemala.

3.7.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
Para la recolección de datos se utilizó el cuestionario semiabierto propuesto por el
Proyecto Integrado IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A) y un grupo focal. El cuestionario fue
enviado de forma electrónica a 25 profesionales, siendo: 5 de bibliotecas universitarias,
5 de bibliotecas escolares, 5 de bibliotecas especializadas, 5 de bibliotecas públicas, y
5 de Centros de Documentación. El cuestionario estuvo disponible durante 2 semanas.
Del total de cuestionarios enviados, 13 fueron respondidos en su totalidad, siendo: 2
bibliotecas escolares, 3 bibliotecas públicas, 5 bibliotecas universitarias, 2 bibliotecas
especializadas, 1 Centro de documentación. El grupo focal se llevó a cabo de forma
personal e individual con cuatro bibliotecarios de 2 bibliotecas académicas y 2 bibliotecas
públicas. El cuestionario semiabierto mencionado se utilizó como guía de las discusiones.

3.7.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS - GUATEMALA
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto por
el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de Guatemala
= En cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la
existencia de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país
sobre el tema; en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de la existencia de
leyes en el país sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas no respondidas.
Delante de cada porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada
respuesta. Una marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta en la legislación del
país, pero la marca (X) muestra que la referida L&amp;E no consta en la legislación del país.
b) Actuación de las bibliotecas guatemaltecos frente a las L&amp;E indicadas en este estudio
= En ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya
biblioteca NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número
(correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.
El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

93

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

94

Figura 14 - Conocimento de los encuestados sobre la legislación de Guatemala
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

31%
31%
38%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
4
4
5

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?
* Esa pregunta no fue hecha en Guatemala, pero la respuesta correta
es Si, Guatemala tiene esa L&amp;E en su Ley.

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

31%
62%
8%

4
8
1

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

38%
54%
8%

54%
23%
23%

5
7
1

54%
38%
8%

7
3
3

7
5
1

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

62%
38%
0%

16%
46%
38%

2
6
5

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

15%
62%
23%

2
8
3

8 - OBRAS AGOTADAS

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

15%
54%
31%

2
7
4

10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

69%
31%
0%

9
4
0

12 - TRADUCCIONES

8
5
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

62%
31%
7%

8
4
1

�9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna OleyRETIRADAS
que
¿Su país tiene alguna ley que
54% 7
69%
permita
que
lasalguna
bibliotecas
permita
lasalguna
bibliotecas
¿Su
país
tiene
ley
que
paísque
tiene
3.7ofrezcan
GUATEMALA
– situación
de las bibliotecas75en relación con el¿Su
derecho
depubliquen
autor leyo que
acceso
a
obras
objeto
de
reproduzcan,
usen
38%
31%
54%
69%
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
retracción
o retiradas
sinobjeto
pedir de
obras
huérfanas?
1
5
ofrezcan acceso
a obras
reproduzcan,
publiquen
o
usen
8%
0%
38%
31%
permiso
del derecho
retracciónalotitular
retiradas
sin pedirde
obras huérfanas?
1
8%
0%
autor?
permiso al titular del derecho de

9
4
9
0
4
0

autor?

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
62%
permita
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
ofrezcan
usos
transfronterizos
sin
38%
62%
permita que las bibliotecas
pedir
permiso
al titular del sin
ofrezcan
usos transfronterizos
0%
38%
derecho
de autor?
pedir permiso
al titular del

0%

derecho de autor?

12 - TRADUCCIONES

8
5
8
0
5
0

12 - TRADUCCIONES
¿Su país tiene alguna ley que
62%
permita
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
realicen
traducciones
de
obras
sin
31%
62%
permita que las bibliotecas
pedir
permiso
al titulardedel
realicen
traducciones
obras sin
7%
31%
derecho
de autor?
pedir permiso
al titular del

7%

derecho de autor?

8
4
8
1
4
1

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
¿Su país tiene alguna ley que
31% 4
permita
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
realicen
el depósito
legal?
15% 42
31%
permita que
las bibliotecas

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
62% 8
permita
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
realicen
el depósito
legal digital
38% 85
62%
permita que
las bibliotecas
sin
pedir
permiso
al
titular
del
0
5
realicen el depósito legal digital
0%
38%
derecho
de
autor?
sin pedir permiso al titular del

realicen el depósito legal?

54%
15%
54%

7
2
7

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS
15 - LIMITACIÓN
DE RESPONSABILIDAD
¿Su país tiene alguna
que
DEleyBIBLIOTECAS
permita
bibliotecas
no
54% 7
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
sean
responsables
por
permita que las bibliotecas no
31% 74
54%
infracciones
cometidas
sean responsables
por al derecho
de
autor en elcometidas
ejercicio al
dederecho
sus
15% 42
31%
infracciones
2
actividades
misionales?
de autor en el ejercicio de sus
actividades misionales?

15%

0%

derecho de autor?

0

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
¿Su país tiene alguna ley que
permita
bibliotecas
62% 8
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
realicen
elusión
de
medidas
de
permita que las bibliotecas
31% 84
62%
protección
tecnológica
sin pedir
realicen elusión
de medidas
de
1
4
permiso
titular del derecho
7%
31%
protecciónal tecnológica
sin pedirde
1
autor?
permiso al titular del derecho de

7%

autor?

17 - MINERÍA DE DATOS
17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene alguna ley que
62%
permita
bibliotecas
¿Su paísque
tienelasalguna
ley que
realicen
minería
de
datos
de
31%
62%
permita que las bibliotecas
obras
digitales
realicen
mineríasindepedir
datospermiso
de
7%
31%
al
titular
del derecho
de autor?
obras
digitales
sin pedir
permiso

7%

n%
n%
n%
13
n%
13

8
4
8
1
4
1

al titular del
derecho
autor?
FUENTE:
Datos
dedela
investigación, 2016.

No sé si mi país tiene alguna ley
No,sémisipaís
no tiene
al respecto
No
mi país
tieneleyes
alguna
ley
Si, mi
leyesleyes
sobreal elrespecto
tema
No,
mipaís
paístiene
no tiene
Número
detiene
encuestados
Si,
mi país
leyes sobre el tema
Número de encuestados

Figura
15 - Actuación
frenteIMPRESAS
a las L&amp;E.
1 - IMPORTACIÓN
PARALELAde las bibliotecas guatemaltecos
2 - PRÉSTAMO DE OBRAS
1 - IMPORTACIÓN PARALELA

69%
69%
31%
31%

9
9
4
4

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.
Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
Mi
biblioteca
hace importación de obras que no
tenemos
en miSI país.
tenemos en mi país.
Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

85%
85%
15%
15%

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
11
11
2
2

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
Mi biblioteca
préstamo
de obras
digitales sin
pedir
permisoSIalhace
titular
del derecho
de autor.
pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
Mi
SI hace
préstamo
externo de
de autor.
obras
sin biblioteca
pedir permiso
al titular
del derecho
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
* Esa pregunta no fue
Guatemala
sinhecha
pedirenpermiso
al titular del derecho de autor.
* Esa pregunta no fue hecha en Guatemala

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

54%
54%
46%
46%

7
7
6
6

5 - SUMINISTRO

54%
54%

5 - SUMINISTRO

7
7

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca
Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado
Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
Mi biblioteca
SI realiza reproducción
mediante
digitalización
o fotocopiadode obras
mediante digitalización o fotocopiado
Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

6 - PRESERVACIÓN

69%
69%

6 - PRESERVACIÓN

9
9

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia
Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de

95

�3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
96

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

85%

11

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
biblioteca NO realiza reproducción de obras
7 deMi
BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la54%
legislación
derechos
de autor en América Latina y el Caribe
pedir permiso al titular del derecho de autor.
mediante digitalización o fotocopiado

15%

2

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

46%

6

5 - SUMINISTRO

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

6 - PRESERVACIÓN

54%

7

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

69%

9

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

46%

6

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

31%

4

Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

7 - FORMATOS ACCESIBLES

8 - OBRAS AGOTADAS

92%

12

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

85%

11

8%

1

Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

15%

2

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS

100%

13

0%

0

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
mercado
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado

10 - OBRAS HUÉRFANAS

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

92%

12

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

8%

1

Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

12 - TRADUCCIONES

100%

13

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

100%

13

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

0%

0

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

0%

0

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

23%

3

En mi país NO se realiza el depósito legal

62%

8

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

77%

10

En mi país SI se realiza el depósito legal

38%

5

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

77%

10

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

23%

3

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

100%

13

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

0%

0

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

17 - MINERÍA DE DATOS

100%

13

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

0%

0

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

N= 13 número de encuestados

�3.7 GUATEMALA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

3.7.4 RESULTADOS - GUATEMALA
En su mayoría, las personas responsables de las bibliotecas desconocen a fondo las
leyes o existencia de éstas, así como sus excepciones. Ese hecho se ve reflejado en sus
servicios o falta de estos. El cuestionario fue respondido por representantes de bibliotecas,
(nacional, públicas, escolares, universitarias y centros de documentación), señala que la
mayor parte de las bibliotecas no dan servicios para evitar ser sancionados.
En los casos de las bibliotecas que hacen importación directa de obras que no se
tienen en el país (33%), ésa se hace por medio de la editorial que publicó la obra, con lo
que se supone respetar el derecho de autor.
Las bibliotecas que hacen préstamo de obras digitales (15%), a personal y estudiantes
de la institución: seminarios, proyectos, revistas, tesis y trabajos de graduación. En relación
con las bibliotecas que ofrecen servicios reprográficos de obras digitales (5%), estos
se limitan a las tesis y trabajos de graduación, propiedad de la Universidad, y que los
estudiantes autorizan el acceso público, así como los documentos digitales del Ministerio
de Educación que permiten reproducirlos para los colegios.
Con respecto a las bibliotecas que ofrecen suministro de obras digitales a sus usuarios
que no se encuentran físicamente en la biblioteca (46%), éste se limita a las tesis y trabajos
de graduación, obras hechas por personal y estudiantes de la institución, así como
seminarios, proyectos, revistas.
En el caso de las bibliotecas que realizan copias de preservación del material que
custodian (33%), lo hacen respecto a las obras publicadas por la institución, como revistas
y documentos afines a la institución, así como tesis de grado. Ya en el caso de las bibliotecas
que tienen copias de obras agotadas en el mercado (18%), éstas consideran que una ley
al respecto sería necesaria.
Las bibliotecas que respondieron que se realiza el depósito legal de obras impresas en
Guatemala (73%) opinaron que la depositaria legal es la universidad pública USAC y se
hace, sobre todo, de los trabajos de graduación. Y en el caso del depósito legal de obras
digitales, el 40% de los encuestados afirmó que se realiza muy poco, como es el caso
especial de la Universidad de San Carlos de Guatemala, con sus trabajos de graduación.
El depósito legal de obras impresas se da con mucho trabajo en la Biblioteca Central de
esta universidad, así como en la Biblioteca Nacional. El mayor obstáculo de cumplimentar
este mandato es que se contradice con la Ley de Libre Emisión del Pensamiento, que es
donde se contempla el Depósito Legal y no está claramente desarrollada.
En cuanto a la copia a formatos accesibles, son muy pocas las Bibliotecas que dan
servicios a usuarios con discapacidad, no tienen posibilidades de reproducir copias de
obras con esas características y la mayoría de las bibliotecas no conoce el Tratado de
Marrakech.
Las excepciones y limitaciones que se describen en el texto de Kenneth Crews (2008),
se reflejan en la ley de Guatemala, ya que en el Manual de derechos de autor para las
bibliotecas de Guatemala, de Oscar Acuña (2007), se dan a conocer las excepciones
al Derecho de Autor según nuestra legislación y se señala que siguen los principios del
Convenio de Berna para la protección de las obras literarias y artísticas.
Con respecto a los obstáculos que las bibliotecas de Guatemala enfrentan para la
prestación de sus servicios como resultado de la ley de derecho del autor del país, a
partir de los datos de este estudio, se ve mucho desconocimiento del tema por parte

97

�98

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

de los responsables de las bibliotecas al existir desinformación. Es necesario formar un
vínculo entre bibliotecas, Estado, comunidades y asociaciones para realizar una propuesta
concreta para la reforma de la ley ante el Congreso de la República que permita no solo la
ampliación de presupuesto sino la capacitación adecuada del personal de cada biblioteca.
En general, en Guatemala se necesita socializar más, todo lo concerniente al Derecho de
Autor y a las excepciones que respaldan a las bibliotecas para ofrecer mejores servicios.

3.7.5 CONSIDERACIONES FINALES - GUATEMALA
En Guatemala se aprecia el desconocimiento de las leyes sobre derecho de autor, así
como las excepciones a las que las bibliotecas tienen acceso para dar servicios y mantener
protegidas sus colecciones. Las bibliotecas deberían estar absueltas de sanciones sobre
derecho de autor, ya que su trabajo es eminentemente educativo. Es necesario que todas
las reformas de derecho de autor se socialicen a nivel nacional por medio de la ABG. Es
imprescindible que el depósito legal se cumpla en todo el país, y para esto es necesario
que se reforme la Ley de Libre Emisión del Pensamiento, en la cual aparece estipulado este
mandato. Se debe dar a conocer el Tratado de Marrakech y apoyar a las bibliotecas a
que proporcionen servicios a las personas discapacitadas.

3.8 HAITÍ – Etat des Bibliothèques en ce qui concerne le droit
d’auteur
par HONORE, Luc Stève55, ASTREL, Nicodème56, BORGELLA, Jimmy57

3.8.1 BRÈVE CONTEXTE DU DROIT D’AUTEUR EN HAÏTI
La première législation de droits d’auteur en Haïti fut le décret du 9 Janvier 1968 qui
protège les œuvres littéraires, scientifiques et artistiques (Décret sur les droits d’auteur,
1968). Cette loi fut mise en vigueur et promulguée par le pouvoir exécutif le 18 Janvier
1968. Près de 40 ans plus tard soit le 12 octobre 2005 fut créé par décret, le Bureau
Haïtien du Droit d’Auteur (BHDA), rendu opérationnel le 03 janvier 2007 et présenté
officiellement au grand public le 23 avril 2007. Ce dit décret place le BHDA comme
l’unique organisme chargé de la gestion collective des droits d’auteur et des droits voisins
en Haïti. Depuis, le BHDA eut à prendre un ensemble de mesures visant à maintenir un
bon équilibre entre les intérêts des propriétaires et des utilisateurs des œuvres déposées
et protégées dans un système du droit d’auteur haïtien qui se veut plus juste:
• Signature d’un protocole d’entente entre le directeur général de la Bibliothèque
Nationale d’Haïti (BNH), Stefan Malebranche et la directrice générale du Bureau
Haïtien du Droit d’Auteur (BHDA), Mme Emmelie Prophète-Milcé, qui permettra
aux auteurs de bénéficier de la reproduction partielle, la location et le prêt de leurs
ouvrages à la Bibliothèque
Cependant, la plus récente législation en matière de droits d’auteur remonte au 9 mars
2006, soit une année avant l’ouverture officielle du BHDA, par un décret de l’exécutif
55- Association des Bibliothécaires, Documentalistes et Archivistes d’Haïti, BNH/ HAÏTI. orelhon@gmail.com
56- Association des Bibliothécaires, Documentalistes et Archivistes d’Haïti, BNH/ HAÏTI.
57- Association des Bibliothécaires, Documentalistes et Archivistes d’Haïti, BNH/ HAÏTI. jimmydeborguella.viejenues@gmail.com

�3.8 HAITÍ – Etat des Bibliothèques en ce qui concerne le droit d’auteur

(Décret [sur les droits d’auteur], 2006. Ce décret de 61 articles regroupe en ses articles
8 à 19 une section dite de “Limitation des droits patrimoniaux”. L’article 12 s’intéressant
particulièrement aux bibliothèques et aux services d’archives stipule:
[…] sans l’autorisation de l’auteur ou de tout autre titulaire du droit d’auteur, une bibliothèque ou
des services d’archives si cette activité ne vise pas directement ou indirectement un profit commercial
peuvent réaliser par reproduction reprographique des exemplaires isolés d’une œuvre:
1. Lorsque l’œuvre reproduite est un article ou une courte œuvre ou un court extrait d’un écrit autre
qu’un programme d’ordinateur, avec ou sans illustration, publiée dans un numéro de journal ou d’un
périodique, et lorsque le but de la reproduction est de répondre à la demande d’une personne
physique.
2. Lorsque la réalisation d’un tel exemplaire est destiné à le remplacer ou, dans une collection
permanente d’une autre bibliothèque ou d’un autre service d’archives, à remplacer un exemplaire
perdu, détruit ou rendu inutilisable […]. (Décret, 2006

Cet article promulgué bien avant le programme de travail (2011-2012) convenu
par le comité permanent de l’OMPI sur les droits d’auteur et les droits voisins relatifs
aux limitations et exceptions n´y est pas adapté, cet article ne peut alors prendre en
compte la totalité des caractéristiques de la proposition de traité sur les Limitations et
les Exceptions au Droit d’Auteur pour les Bibliothèques et les Archives (IFLA, 2012)
Reconnaissant la nécessité d’une approche globale aux limitations et aux exceptions du
droit d’auteur et d’un niveau minimal d’harmonisation internationale, une révision de la
dernière législation des droits d’auteur en matière de limitations et d’exceptions s’avère
nécessaire.
En ce sens, cet article se veut une cartographie des bibliothèques haïtiennes dans
l’environnement numérique au regard des restrictions de la législation des droits d’auteur
actuellement en vigueur.

3.8.2 PROCÉDURES DE COLLECTE DE DONNÉES
Pour collecter des données, des entrevues et des questionnaires ont été effectués. Le
questionnaire proposé par le Intégré Projet IFLA LAC 2016 (APENDICEe A et B) a été
traduit en français et personnellement distribué à cinq bibliothèques de Port-au-Prince
: une école, une bibliothèque publique et trois universités. Une période de 15 jours a
été allouée aux répondants du questionnaire. Tous les questionnaires distribués ont été
complétés.
Deux entrevues, en personne et individuellement avec les représentants des
bibliothèques universitaires ont été effectuées. Le questionnaire proposé par le Intégré
Projet IFLA LAC 2016 (APENDICEe A et B) a été utilisé comme le script d’entrevue.
Chaque entretien a duré environ 30 minutes.

3.8.3 RÉSULTATS
Les réponses fournies au questionnaire58 par les bibliothécaires des institutions
révèlent que la législation haïtienne sur les droits d’auteur est pratiquement inconnue
58- Le total des questionnaires n´a pas été mentionné par les auteurs.

99

�100

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

dans le pays. En majorité, ils ignorent l’existence de lois en rapport aux différents champs
qu’abordent le questionnaire en conformité à la proposition du traité de l’OMPI sur les
limitations et exceptions des droits d’auteur relatives aux bibliothèques et aux services
d’archives (IFLA, 2012). De plus, 15% déclarent que des lois dites d’exceptions et de
limitations n’existent pas dans la législation haïtienne; et 3% reconnaissent l’existence
d’une loi sur le dépôt légal. Par rapport aux services fournis dans les bibliothèques en
ce qui a trait aux limitations et exceptions des droits d’auteur, seulement le 10% attestent
que ces services sont rendus au public et particulièrement, au niveau des bibliothèques
universitaires.
Kenneth D. Crews (2008; 2015)59 fait mention que la dernière législation haïtienne
des droits d’auteur du 12 octobre 2005. Au niveau des exceptions et des limitations, il est
permis de faire des reproductions en photocopie afin de remplacer le matériel perdu ou
endommagé de la Bibliothèque, ou pour l’utilisation personnelle et sans but lucratif des
usagers du service des bibliothèques qui demandent extraits ou articles.
Selon Crews, l’exception permettant aux bibliothèques et aux archives de contourner
les TPM (Technological Protection Measures) pour des utilisations non délictuelles (telles
que la conservation, l’accès au contenus par les personnes handicapées et le droit de
l’usager d’employer les exceptions statutaires nationales au droit d’auteur) et à la fois,
autorisant les bibliothèques et les archives d’acquérir les outils ou les services nécessaires
pour le contournement n’est pas pourvue dans la législation haïtienne de droits d’auteur
actuellement en vigueur. Le cadre de notre législation de droits d’auteur étant restreint,
ne faisant mention d’aucune exception pour les bibliothèques dans le cadre de
conservation numérique ou de conversion de l’information scientifique et littéraire en
des formats accessibles, constitue un grand obstacle pour les bibliothèques haïtiennes
face à l’augmentation croissante de ressources documentaires nées numériques, dans la
vocation de ces institutions de donner l’accès à l’information.
D’autres lois supplémentaires permettant de fournir des services d’information au
public ne sont que des lois structurelles donnant naissance aux organismes de services
publics ayant pour mission de donner l’accès à l’information scientifique et littéraire,
tels que la Direction Nationale du Livre, La Bibliothèque Nationale d’Haïti, Les Archives
Nationales d’Haïti, Le Centre de Recherche et de Documentation.
La réforme des droits d’auteur et des droits voisins entreprise au niveau mondial
n’est pas au cœur des préoccupations des bibliothèques haïtiennes. Les professionnels
au courant d’initiatives à ce niveau sont épars, mise à part de la tenue annuelle d’une
semaine de la propriété intellectuelle par le Bureau Haïtien du Droit d’Auteur (BHDA) qui
se tient chaque dernière semaine du mois d’avril. Cet événement ne met pas aux prises,
jusqu’à présent, les bibliothèques face aux problématiques des exceptions et limitations
des droits d’auteur. Pour pallier à cet état de fait, L’Association des Bibliothécaires,
Documentalistes et Archivistes d’Haïti, entend organiser des ateliers de travail autour de
la problématique de la législation actuelle des droits d’auteur, survolant la question des
bibliothèques et des services d’archives. Une expertise d’organismes liés à l’IFLA et à
l’OMPI serait nécessaire pour la réalisation de telles initiatives.
Le Traité de Marrakech fait l’objet d’une totale ignorance en Haïti. Les bibliothèques
haïtiennes sont au courant de la signature du traité de Marrakech du point de vue
59- Une mise à jour plus récente (2017) tien compte de la législation de 2006 et fait référence à des exceptions explicites. Mas rappelezvous, ces résultats ont été collectès em 2016.

�3.8 HAITÍ – Etat des Bibliothèques en ce qui concerne le droit d’auteur

événementiel, mais ignorent totalement en quoi consiste leur rôle dans le processus de la
ratification du Traité de Marrakech en Haïti.
Nos bibliothèques sont donc institutionnellement mises à l’écart dans le processus
de ratification qui permettrait l’inclusion dans notre législation des droits d’auteur des
exceptions visant à rendre l’information accessible à tous. De ce fait, des initiatives isolées
pouvant s’apparenter aux exceptions et limitations des droits d’auteur se font dans les
Bibliothèques en attendant de mettre à jour la législation haitienne des droits d’auteur, par
exemple mise en place de rampe à l’entrée des bibliothèques pour faciliter l’accès aux
handicapés, le plaidoyer de la Société Haïtienne d’Aide aux Aveugles pour la ratification
du Traité de Marrakech, etc. En ce qui a trait aux services fournis par les bibliothèques,
la plupart font des reproductions partielles et voire totales de document surtout en milieu
universitaire, tout en ignorant les reformes et les travaux de mises à jour qui se font à
l’échelle mondiale sur les droits d’auteur et les droits voisins en terme de limitations et
d’exceptions relativement aux nouveaux défis qui s’imposent aux bibliothèques à l’ère de
l’expansion de l’information numérique.

3.8.4 CONSIDÉRATIONS FINALES - HAITÍ
L’impact de la législation des droits d’auteur sur les bibliothèques des pays de
l’Amérique Latine et de la Caraïbe demeure une étude importante pour évaluer celle
d’Haïti par rapport à un niveau minimal d’harmonisation internationale, pour assurer
le flux efficace et non entravé des informations essentielles, pour l’égalité globale de
l’accès à la recherche, aux idées et à l’innovation. Les bibliothèques et les archives sont
dépositaires de la confiance du public (dans son rôle de conserver les diverses formes
d’expression employées par les sociétés au cours du temps) pour faciliter l’accès et la
diffusion des biens de la connaissance. Elles peuvent se révéler en d’authentiques espaces
d’échanges intellectuelles autour de la problématique des exceptions et limitations des
droits d’auteur. Etre conscient du rôle que doivent jouer tous les acteurs de la chaine
de productions d’œuvres littéraires, scientifiques et artistiques, est nécessaire pour la
restructuration de notre système de droit d’auteur.
La législation, étant inadéquate, peut être l’objet d’adaptations aux exceptions et
limitations seulement si se tenaient au niveau national de véritables plaidoyers (forums,
ateliers de travails, débats, assisses, réflexions etc.) autour des problématiques du droit
d’auteur dans les bibliothèques et services d’archives, impliquant tous les acteurs du secteur
du livre et de l’information en Haïti. Sensibiliser les structures du gouvernement d’Haïti
à l’élaboration d’un plan national prônant l’accès à l’information et au développement
s’apparentant à la déclaration de Lyon d’aout 2014 de l’IFLA, impliquera indubitablement
des résolutions, des propositions de lois, des nouvelles priorités, pour un impact réel sur
notre société.
Cet article est alors une contribution initiale de l’association visant à décrire notre
système de droits d’auteur en le diagnostiquant et propose des solutions à partir
desquelles découleront de multiples avantages éducatifs, politiques, sociaux, culturels
et de divertissement pour notre société. S’ériger en tant que facilitateur permettant
l’échange, la compréhension mutuelle entre les divers secteurs qu’impliquent les exceptions
et limitations de la législation des droits d’auteurs pour les bibliothèques et services
d’archives : telle est la stratégie adoptée pour aboutir à un engagement synchronisé

101

�102

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

de tous. Il s’agit d’une démarche nécessaire pour franchir les obstacles qu’engendre
notre législation de droits d’auteur dans l’exercice d’accès à l’information aux usagers
des bibliothèques et des services d’archives, tout en respectant l’intégralité des œuvres
protégées par les droits d’auteur et droits voisins.

3.9 JAMAICA – state of the libraries regarding copyright
RUSSELL, Jollette60, HEATH, Rosemarie61, BAKER-GARDNER, Ruth62, LAWRENCE, Tricia63,
HUDSON, Winsome64

3.9.1 BRIEF CONTEXT OF COPYRIGHT IN JAMAICA
Jamaica, like other countries, is concerned with keeping intellectual property and
copyright laws current for the benefit of creators and users of works. The Jamaica
Copyright Act was passed in 1993 as a result of bilateral and multilateral obligations
and a national consensus to create a legal position to benefit all contending parties. Its
purpose is to protect Copyright and Related Rights.
The Jamaican government created in 2001 an authority, The Jamaica Intellectual
Property Office (JIPO), with a mandate to administer intellectual property systems in
Jamaica in the areas of Trademarks, Industrial Designs and Geographical Indications,
Copyright and Related Rights. There is also The Jamaican Copyright Licensing Agency
(JAMCOPY), the national rights management organisation regarding texts and images.
This agency was set up by creators and publishers of materials published in printed form,
to manage the reproduction rights of creators and publishers whose works are published
in print. Under the Jamaica copyright act, all creators have the sole and exclusive right to
publish and reproduce their work in any form.
The most recent activity aimed at protecting IP rights has been the June 30, 2015
amendment to the copyright act. This amendment is welcomed by the library sector as
it provides the needed support for library services in the digital era. One example is
that it gives libraries permission to circumvent technological protection measures for
preservation purposes and to facilitate access to persons who are visually impaired. It
raises other issues regarding the extension of the copyright terms, from fifty (50) years to
ninety-five (95) years after the death of the creator.
Furthermore, the library sector had not been consulted since 2005 regarding proposed
amendments to the copyright act of 1993. On the eve of the most recent amendment
(2015), The National Library of Jamaica (NLJ) and the Library and Information Association
of Jamaica (LIAJA) convened a library community consultation aimed at providing a
response to the Bill, entitled: An Act to Amend the Copyright Act of 1993. This move was
a last ditch effort to influence the amendments (to no avail) and was a strategic attempt
to establish a position for the library sector to be a key stakeholder in consultations
regarding copyright legislation and policy positions. The position of these two entities was
60- GC Foster College of Physical Education and Sport Library, St Catherine, Jamaica Jollettep@gmail.com
61- Department of Library and Information Studies, University of the West Indies Mona, Kingston, Jamaica. rosanto_67@hotmail.com
62- Department of Library and Information Studies, The University of the West Indies Mona, Kingston, Jamaica. ruth.bakergardner@yahoo.
com
63- Records and Information Department, Heineken Jamaica, Kingston, Jamaica. triciaklawrence12@gmail.com
64- The National Library of Jamaica, Kingston, Jamaica. winsomehudson@gmail.com

�3.9 JAMAICA – state of the libraries regarding copyright

based on the International Federation of Library Association’s (IFLA) policy statement
(IFLA, 2004) that, “Libraries are major purchasers of information in print, analogue and
digital formats and wish to ensure lawful, equitable access to knowledge contained in
such works.”
The 2015 Amendment to the Act also allows ‘authorized bodies’ to reproduce digital
works, for preservation or for making the work accessible, without asking permission
to the copyright owner. Again, only one library, the National Library of Jamaica, is
named as an authorized body in the act. Under the new amendment, circumvention
of a technological protection measure for archival and preservation purposes (Section
55) would not be a copyright offense. Sections 56-60 of the said act makes extensive
provisions for educational use of copyrighted materials, and sections 61-65 cover
exceptions affecting Libraries and Archives.
This study looks at the role of the Library and Information Association of Jamaica
(LIAJA) in engaging stakeholders with the role that their libraries play in contributing to
a creative knowledge economy and society, and ensuring correct interpretation of the
copyright act and its potential impact on libraries in fulfilling this role.

3.9.2 DATA COLLECTION PROCEDURES
For data collection, the semi-open questionnaire proposed by the Integrated Project
IFLA LAC 2016 (APENDICE A) was applied, and semi-structured interviews were carried
out. The questionnaire was sent via electronic form to participants of 84 libraries: 18 public
libraries, 25 academic, 25 school, 15 specialized, and 1 national library. A deadline of
slightly more than one month was given to respondents to complete the questionnaire.
The interviews were carried out in person with five library and information professionals,
each one representing a type of library (national, special, public, school and academic).
The semi-open questionnaire was adapted and used as a script in the interviews. The
duration of these interviews ranged from forty-five minutes to one hour. Of the total
number of questionnaires sent, 41 were answered: 35 in full and 6 partially. By library
type, 1 answered by National Library professionals (2.5%), 5 by professionals from
15 specialized libraries (12.5%), 8 by professionals from 18 public libraries (17.5%),
13 by professionals from 25 academic libraries (31.5%), and 14 by professionals of
25 school libraries (35%). The total number of respondents, for both the interview and
questionnaires, totalled 46.

3.9.3 DATA ANALYSIS
The answers obtained in relation to the 17 objective questions proposed by the
Integrated Project IFLA LAC 2016 (APENDICE A) were tabulated and analysed statistically
(as shown in the following graphs). These questions refer to
a) The participants knowledge about the L&amp;E in the copyright law of their country
= Each question provides, (a) in BLUE, the percentage who lack the knowledge or are
not sure of the existence of that specific L&amp;E in the copyright law in the country, (b) in
RED, percentage of NO answers, when there is an absence of laws in the country on that
particularly L&amp;E, (c) in GREEN, the percentage of answers that said YES regarding the

103

�104

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

existence of laws on the subject in the country, (d) in black, the percentage of questions
with no answers from the participants and next to each percentage, the corresponding
number of respondents is indicated for each answer. All questions with a green check
symbol (√) indicate that L&amp;E there is in the country copyright law. And all question with
X symbol indicate that the L&amp;E there is not in the country’s legislation.
b) The services the libraries are offering in face of the L&amp;E proposed in this study =
Each question provides, (a) in RED, percentage and the number of participants that say
“My library DOES NOT offer that particularly service” and (b) in GREEN, the percentage
and the number of participants that say “Yes, my library offer that particularly service”
The qualitative analysis of the questionnaire and the objective questions used in the
interview and/or focus group techniques (Appendices A and B) were analysed subjectively
and discussed in the Final Results and Considerations.

Figure 16 - Participants knowledge about the Jamaica Copyright Law
1 - PARALLEL IMPORTATION
Does your country have any law
that allows libraries to import
works without asking permission
to the copyright owner?

23%
8%
65%
5%

2 - LENDING OF PRINT MATERIALS
9
3
26
2

3 - LENDING OF DIGITAL MATERIALS
Does your country have a law that
allows libraries to lend digital
works without asking permission
to the copyright owner?

38%
5%
55%
3%

15
2
22
1

5 - SUPPLY
Does your country have a law that
allows libraries to supply digital
works without asking permission
to the copyright owner?

33%
5%
60%
3%

13
2
24
1

4
1
34
1

4 - REPRODUCTION OF DIGITAL MATERIALS
Does your country have a law that
allows libraries to reproduce
digital works without asking
permission to the copyright
owner?

13%
3%
85%
0%

5
1
34
0

40%
0%
58%
3%

40%
48%
3%
9%

11 - CROSS-BORDER USES

Does your country have a law that
allows libraries to make preservation copies without asking
permission to the copyright
owner?

8%
3%
88%
3%

3
1
35
1

8 - OUT-OF-PRINT MATERIALS
16
0
23
1

9 - RETRACTED AND WITHDRAWN MATERIALS
Does your country have any law
that allows libraries to offer
access to works that are subject to
retraction or withdrawal without
permission from the copyright
owner?

10%
3%
85%
3%

6 - PRESERVATION

7 - ACCESSIBLE FORMATS
Does your country have a law that
allows libraries to transform
works in a format which is
accessible without asking
permission to the copyright
owner?

Does your country have a law that
allows libraries to lend print works
without asking permission to the
copyright owner?

16
19
1
4

Does your country have a law that
allows libraries to copy out-of-print
works for in-library use only
without asking permission to the
copyright owner?

13%
80%
5%
3%

5
32
2
1

10 - ORPHAN MATERIALS
Does your country have a law that
allows libraries to reproduce,
publish or use orphan works?

30%
0%
65%
5%

12 - TRANSLATIONS

12
0
26
2

�7 - ACCESSIBLE FORMATS

8 - OUT-OF-PRINT MATERIALS

Does your country have a law that
40% 16
3.9
JAMAICA
–
state
of
the
libraries
regarding0copyright
allows libraries to transform
0%
works in a format which is
58% 23
accessible without asking
1
permission to the copyright
3%
owner?

Does your country have a law that
allows libraries to copy out-of-print
works for in-library use only
without asking permission to the
copyright owner?

9 - RETRACTED AND WITHDRAWN MATERIALS
Does your country have any law
that allows libraries to offer
access to works that are subject to
retraction or withdrawal without
permission from the copyright
owner?

40%
48%
3%
9%

16
19
1

50%
45%
3%
3%

Does your country have a law that
allows libraries to reproduce,
publish or use orphan works?

4

25%
0%
75%
0%

15 - LIMITATION ON LIABILITY
FOR LIBRARIES
Does your country have a law that
15%
allows libraries not to be liable
3%
for infractions to copyright when
acting within the scope of their
73%
professional activities?

10%

20
18
1
1

10
0
30
0

Does your country have a law that
allows libraries to translate works
without asking permission to the
copyright owner?

83%
10%
5%
3%

2
1

30%
0%
65%
5%

12
0
26
2

40%
50%
8%
3%

16
20
3
1

14 - LEGAL DEPOSIT OF DIGITAL MATERIALS
Does your country have a law that
allows digital legal deposit in
libraries without asking permission to the copyright owner?

88%
0%
5%
8%

35
0
2
3

16 - TECHNOLOGICAL PROTECTION MEASURES
6
1
29
4

Does your country have a law that
allows libraries to circumvent
technological protection measures
without asking permission to the
copyright owner?

17 - DATA MINING
Does your country have a law that
allows libraries to mine data from
digital works without asking
permission to the copyright
owner?

32

12 - TRANSLATIONS

13 - LEGAL DEPOSIT OF PRINT MATERIALS
Does your country have a law
that allows legal deposit in the
libraries?

5

10 - ORPHAN MATERIALS

11 - CROSS-BORDER USES
Does your country have a law that
allows libraries to offer cross-border uses without asking permission to the copyright owner?

13%
80%
5%
3%

n%
n%
n%
n%
40

33
4
2
1

15%
3%
73%
10%

6
1
29
4

I don´t know if my country has a Law
No, my country doesn´t have such law
Yes, my country has law in this topic
No answers
Number of respondents

SOURCE: Research data, 2016.

1 - PARALLEL IMPORTACIÓN

2 - LENDING OF PRINT MATERIALS

10%

4

My library DOES NOT import works not available in my
country

8%

3

My library DOES NOT lend works without asking
permission to the copyright owner

75%

30

YES, my library imports works not available in my
country

85%

34

YES, my library lends works without asking
permission to the copyright owner

15%

6

No answer

8%

3

No answer

3 - LENDING OF DIGITAL MATERIALS

4 - REPRODUCTION OF DIGITAL MATERIALS

53%

21

My library DOES NOT lend digital works without asking
permission to the copyright owner

20%

8

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

48%

19

YES, my library lends digital works without asking
permission to the copyright owner

78%

31

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

0%

0

No answer

3%

1

No answer

105

�17 - DATA MINING

106

n% I don´t know if my country has a Law
Does your country have a law that
83% 33
No, my country
doesn´t
have suchLatina
law y el Caribe
BIBLIOTECAS LAC: 4El impacto de la legislaciónn%
de derechos
de autor
en América
allows libraries to mine data from
10%
n%
Yes,
my
country
has
law
in
this
topic
digital works without asking
2
5%
permission to the copyright
n% No answers
1
owner?
3%
40 Number of respondents
Figura 17 - Performance of the Jamaica libraries in face of the L&amp;E
1 - PARALLEL IMPORTACIÓN

2 - LENDING OF PRINT MATERIALS

10%

4

My library DOES NOT import works not available in my
country

8%

3

My library DOES NOT lend works without asking
permission to the copyright owner

75%

30

YES, my library imports works not available in my
country

85%

34

YES, my library lends works without asking
permission to the copyright owner

15%

6

No answer

8%

3

No answer

3 - LENDING OF DIGITAL MATERIALS

4 - REPRODUCTION OF DIGITAL MATERIALS

53%

21

My library DOES NOT lend digital works without asking
permission to the copyright owner

20%

8

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

48%

19

YES, my library lends digital works without asking
permission to the copyright owner

78%

31

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

0%

0

No answer

3%

1

No answer

5 - SUPPLY

6 - PRESERVATION

60%

24

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

15%

6

My library DOES NOT reproduce works by
digitizing or photocopying

33%

13

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

80%

32

YES, my library reproduces works by digitizing or
photocopying

8%

3

No answer

5%

2

No answer

7 - ACCESSIBLE FORMATS

70%

28

My library DOES NOT transform works in formats
accessible to persons with disabilities

28%

11

YES my library transforms works in formats accessible to
persons with disabilities

3%

1

No answer

8 - OUT-OF-PRINT MATERIALS

33%
65%
3%

13

26

1

9 - RETRACTED AND WITHDRAWN MATERIALS
My library DOES NOT have in its collections works
that have been withdrawn at the request of an
author who retracted from the publication

78%

31

13%

5

10%

YES, my library has in its collections works that
have been withdrawn at the request of an author
who retracted from the publication

4

No answer

My library DOES NOT have in its collections works
that have been copied because they are
out-of-print
YES, my library has in its collections works that
have been copied because they are out-of-print
No answer

10 - ORPHAN MATERIALS

35%

14

My library HAS NOT reproduce, publish or use works
whose authors are unknown or cannot be located
after reasonable inquiry

65%

26

0%

YES, my library has reproduced, published or used
works whose authors are unknown or cannot be
located after reasonable inquiry

0

No answer

11 - CROSS-BORDER USES

12 - TRANSLATIONS

85%

34

NO, My library DOES NOT provide materials to
libraries in other countries

98%

39

My library DOES NOT translate works without
asking permission to the copyright owner

18%

7

YES, My library provides materials to libraries in
other countries

3%

1

YES, my library translates works without asking
permission to the copyright owner

0%

0

No answer

0%

0

No answer

13 - LEGAL DEPOSIT OF PRINT MATERIALS

14 - LEGAL DEPOSIT OF DIGITAL MATERIALS

0%

0

There is NO legal deposit in my country

0%

0

In my country there is NOT digital legal deposit

100%

40

YES, there is legal deposit in my country

0%

0

YES, there is digital legal deposit in my country

0%

0

No answer

100%

40

No answer

�85%

34

18%

7

0%

0

NO, My library DOES NOT provide materials to
libraries in other countries

98%

39

My library DOES NOT translate works without
asking permission to the copyright owner

YES, My library provides materials to libraries in
other countries

3%

1

YES, my library translates works without asking
permission to the copyright owner

No answer

0%

0

No answer

3.9 JAMAICA – state of the libraries regarding copyright

13 - LEGAL DEPOSIT OF PRINT MATERIALS

14 - LEGAL DEPOSIT OF DIGITAL MATERIALS

0%

0

There is NO legal deposit in my country

0%

0

In my country there is NOT digital legal deposit

100%

40

YES, there is legal deposit in my country

0%

0

YES, there is digital legal deposit in my country

0%

0

No answer

100%

40

No answer

15 - LIMITATION ON LIABILITY FOR LIBRARIES

80%

32

Librarians and libraries in my country ARE NOT
excepted from liability in cases of copyright
infringement

12%

5

Librarians and libraries in my country ARE
excepted from liability in cases of copyright
infringement

8%

3

16 - TECHNOLOGICAL PROTECTION MEASURES

95%

38

My library DOES NOT circumvent technological
protection measures

5%

2

YES, my library circumvents technological
protection measures

0%

0

No answer

No answer

17 - DATA MINING

60%

24

My library DOES NOT do data mining of its
collections

38%

15

My library DOES data mining of its collections

3%

1

No answer

N= 40 Number of respondents

SOURCE: Research data, 2016.

3.9.4 RESULTS - JAMAICA
The relatively high number of unawareness among respondents of various copyright
laws, is an indication of the need for a country-wide copyright information drive amongst
practitioners in the library and information field. While some of the issues are clear,
others present subtle aspects, especially in the current digital environment. Regarding
the supply of digital works, there is hesitation on the part of some librarians, and some
light was shed on this through data from interviews which highlighted certain limitations.
Furthermore, there is a substantial correlation between knowing the law and using it for
offering a service through the library, which indicates that knowledge of the law affects
use.
The knowledge gap between those who say the country has a law and those who
say the country does not, points to the need for copyright courses in the programmes
offered in library schools, and also presents the possibility for LIAJA to provide Continuing
Professional Development (CPD) opportunities in copyright training for librarians, through
conferences, symposia, workshops, etc.
The exceptions and limitations to copyright, as described in Crews (2008 and 2015),
do not correctly represent the current situation in Jamaica in some areas. The Crews
document was prepared using the act of 1993 as the context document. However, the
Act was amended in 2015. Section 55 of the copyright act focuses on the conditions and
terms under which a library can make copies of a work for a user’s private study, and
copies for preservation or replacement of lost or damaged works in the library collections.
Incidentally, these are the laws that information professionals who participated in the

107

�108

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

research are most familiar with.
In the case of Jamaica, many librarians believe that finite issues need greater
interpretation for librarians. With regard to reproduction of digital works, there does
not seem to be a clear understanding of the extent of the copyright in this area, as some
clauses have been recently added in the 2015 amendment to the act, hence hesitation on
the part of the librarian to reproduce digital works. Section 55 of the act makes provision
for reproduction for the purpose of restoring or preserving the work. One academic
librarian states
“My library does not do this to benefit financially in any way, but rather, for the sake of preservation
especially of materials that are very old but precious. This is permitted under the law”.

While some of the initiatives related to the copyright reform are clear, others present
subtle forms. Some of these challenges are discussed below:
a) Circumvention, supply and accessible formats: Section 55 of the Copyright Act makes provision for
certain exceptions for libraries or archives to fulfil their missions of preservation of content and making
content accessible. Under these exceptions, libraries and archives may make limited copies of content
in their collections for purposes of preservation or to replace damaged or lost copies of works. Sections
61-65 also permit limited copying of certain works by patrons, for their personal use. These provisions
however, do not fully meet the needs of librarians and archivists who work with digital content. As
more of the content becomes laden with technological measures to prevent copying, increasingly this
exception constrains the effectiveness of the entire provision in the academic setting as it hinders the
library/classroom use exception;
b) The Application for Registration to Enter Particulars in Register: The Legal Deposit Act Jamaica (2004)
makes certain provisions for works to be deposited with the National Library which is designated the
Principal Legal Depository. However, the 2015 copyright act amendment uses the word “deposited”
at numbers 14 and 15 when referring to voluntary registration. In the library sector response to the
amendment, the following concern was registered:
Whereas there is value to a voluntary registration system there is overlap and the potential for further
confusion on the public’s part between Legal Deposit and Voluntary Registration and so recommend
that the words “deposit or deposited” not be used in any section related to Voluntary Registration
(LIAJA; National Library of Jamaica 2015)
c) Holding of copyright works by the Jamaica Intellectual Property Office (JIPO): There is concern
within the Library sector that section 9A of the amended act, which stipulates that a copyright register
be maintained by the Jamaica Intellectual Property Office (JIPO), is a duplication of effort and scarce
resources, and confusing to the public who for the most part equate legal deposit with copyright
registration.

The National Library of Jamaica and LIAJA purport that:
Such consideration should take into account an institution’s capacity to manage, enable access,
preserve and curate registered materials. Historically, the National Library of Jamaica has functioned
as the nation’s curator of intellectual output and is mandated under section 5 of The National Library
Act (2010) to ensure the proper management of deposited works for dissemination and preservation.
Consideration should also be given to the fact that the NLJ is ahead of JIPO in managing and curating
digital as well as print resources. It might be more economical and effective to place voluntary
registration with the entity that manages Legal Deposit. (LIAJA; National Library of Jamaica 2015).

Furthermore, the copyright act provision regarding registration is voluntary while the
Legal Deposit Act provisions are mandatory. While the copyright act provides generously
for libraries through educational exceptions, and libraries and archive exceptions, there
are still some services that are unavailable especially since the 2015 amendment to The

�3.9 JAMAICA – state of the libraries regarding copyright

Act, which sees a shift more favourably in the direction of the copyright holder, thus
unearthing new access issues. The following are some of those issues:
a) The national library re-publishing programme (print and digital) of heritage publications in the
public domain in their collection, is stalled by the extension of copyright from fifty to ninety-five years,
as material which had moved into the public domain in 2012 are now back under copyright protection,
given that the copyright extension was made retroactive to 2012;
b) Jamaica’s copyright law allows libraries to copy out-of-print works (the entire material could be
copied) only with the permission to the copyright owner, therefore posing further access challenges.
c) Despite the provisions and exceptions covered by sections 61-65, academic and special librarians
are concerned with the lack of clarity surrounding copyright as it relates to data mining. Jamaica does
not have a law that allows libraries to mine data from digital works without asking permission to the
copyright owner. In the case of academic libraries, there is much investment in the preservation of
born-digital content. For the National Library, the digitization of cultural heritage has been an ongoing
concern, as facilitating the sharing of such data could prove cumbersome especially in light of the
extension of the copyright term form fifty to ninety years.

One academic librarian posits that:
Researchers are greatly impeded by a lack of clarity surrounding copyright and ownership of derived
works, as well as the complexity of negotiating licences. A copyright exception written in the act, would
allow them to utilize data mining techniques to speed the process of their research, as they would
have a vast amount of data at their fingertips.

Similarly, parent institutions in corporations and government agencies in Jamaica rely
heavily on their libraries to mine data for management decisions. One special librarian
pointed out that:
While the copying of some content may be covered under some of the exceptions for libraries and
archives as well as educational use exception, librarians transforming works into digital format may
find themselves liable under the current copyright act.

Jamaica is not a signatory to the Marrakesh but according to WIPO, “This brings
Jamaica’s copyright law in compliance with the Marrakesh Treaty” (WIPO, 2015).
However, there was evidence that aspects of the treaty were taken into consideration in
the amendments, as a set of provisions were made for the visually and hearing impaired:
“the provisions which enable access to copyrighted works by the print and hearing disabled; the
provisions regarding orphan works as well as the extension of existing rights to libraries and archives
regarding materials in digital format.”

The copyright amendment act of 2015 allows libraries to copy and distribute copies
in their respective institutions, but sets parameters as to what can be copied into an
accessible format. Therefore, a wider range of content, including films and broadcasts,
can be reproduced for the visually and hearing impaired. However, the act makes it only
legal to reproduce material if suitable accessible copies are not available commercially
and makes no provision for cross border sharing of the accessible produced materials.
One key obstacle cited by librarians, is the overall process of the law regarding the
provision of materials to the visually and hearing impaired in accessible format. They
believe that because section 65a only grants authorized bodies permission to convert
work to an accessible format, the immediate needs of the visually and hearing impaired
who use their libraries may not be met, as getting permission from such bodies may take
some time to process, hence frustrating users of information.

109

�110

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

3.9.5 FINAL CONSIDERATIONS - JAMAICA
The Copyright law in Jamaica expanded into the area of electronic resources by
making provisions regarding circumvention of electronic resources for preservation, and
access for the visually and hearing impaired. Users of information resources in Jamaica
are benefiting somewhat from copyright laws but in some ways can be disadvantaged
and shackled by existing copyright legislations. The library and information community
in Jamaica needs to:
a) Continue to engage all information industry partners (policy makers, Jamaica Intellectual Property
Office, Jamaica Copyright Agency, governmental bodies), and bring to their attention the need for
librarians full participation in the debate on copyright legislation reform;
b) Make recommendations for additional authorized bodies within the library sector and rescinding
the retroactivity to 1962 clause within the current act;
c) Raise awareness among library and information professionals regarding the copyright law and how
it affects libraries and their role in contributing to a creative knowledge economy and society; and
d) Lobby for specific copyright exceptions for data mining that will allow Jamaican libraries and their
users to contribute to an innovative society.

3.10 MÉXICO – situación de las bibliotecas en relación con el
derecho de autor
por Saúl Armendáriz65, Minerva Castro66, Ricardo Castro67 y Héctor Cid68

3.10.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
México cuenta con más de 100 años de historia en materia de protección intelectual
cuyos elementos han pasado por varias etapas y sus legislaciones no se actualizan de
acuerdo con el cambio que, en materia de publicación, ocurre a nivel mundial. Para
entender esto debemos conocer las Leyes de Cádiz y su aplicación en la Nueva España
que buscaban proteger a los autores españoles de los posibles plagios que ocurrían en
las Américas.
Pero no nos quedemos ahí, desde hace siglos ya se hacía protección de derechos de
autor en la generación de los códices prehispánicos, en los que su escritura y duplicidad
de contenidos estaba regulada con base en las necesidades de la sociedad y de la
transmisión de conocimientos, por lo tanto, el tema no es nuevo en México, pero sí poco
conocido, ya que desde niño existe una concientización en el plagio de información y en
el uso controlado de las fotocopias de materiales protegidos y la aplicación de las leyes.
Nuestro país es muy amplio, está compuesto por 32 estados con gobiernos
independientes y cerca de 2500 municipios donde existen 7.413 bibliotecas públicas y
32 universidades estatales públicas con sus propios sistemas bibliotecarios y bajo
una Ley Nacional de Derechos de Autor. Asimismo, se cuenta con ocho programas
educativos de la especialidad y 9 asociaciones y grupos asociados y especializados de
65- Asociación Mexicana de Bibliotecarios, A.C. (AMBAC), Ciudad de México, México. asaul@atmosfera.unam.mx
66- Asociación Mexicana de Bibliotecarios, A.C. (AMBAC), Ciudad de México, México. castroescamilla@gmail.com
67- Asociación Mexicana de Bibliotecarios, A.C. (AMBAC), Ciudad de México, México. ricardo@bcct.unam.mx
68- Asociación Mexicana de Bibliotecarios, A.C. (AMBAC), Ciudad de México, México. correo@ambac.org.mx

�3.10 MÉXICO – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

bibliotecas a lo largo de la República Mexicana. El contenido del presente documento
hace un estudio crítico sobre la percepción y conocimiento de las leyes de derecho de
autor y su aplicación en las bibliotecas de México.

3.10.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
Para la recolección de datos se utilizó un cuestionario trabajado en software comercial
(JostForm) y se realizaron entrevistas. El primero fue en línea y el segundo de manera
personal y por Skype. El cuestionario estuvo disponible para todos los interesados por
30 días naturales. Mediante ellos, cualquier persona podía contestar libremente.
Fueron tabulados 103 cuestionarios de los más de 879 intentos de respuesta que se
detectaron, tomando en cuenta solo los cuestionarios completos para poder tabular la
información. Los datos obtenidos son el resultado de cuatro preguntas básicas dirigidas a
cada personaje participante, las cuales fueron: a) ¿Con base en su especialidad, describa
los principales elementos de los derechos de autor en México? b) ¿Qué propone para
la aplicación de los derechos de autor en las bibliotecas de México? c) ¿Cuáles son las
principales anécdotas que sobre derechos de autor ha vivido? y d) ¿Cómo considera
la ley de derechos de autor en nuestro país? Por ser preguntas abiertas se trató de que
el entrevistado dirigiera sus conocimientos hacia el tema concreto sin caer en líneas
ambiguas o datos simples, para que con ello los datos se tabularan tomando en cuenta
las líneas marcadas por IFLA/LAC para el proyecto que se estaba trabajando. Los
resultados en términos generales los podemos visualizar en el siguiente apartado.
Se realizó entrevista abierta de 17 especialistas balanceando el contenido de la
siguiente manera: tres investigadores (con especialidad en el área de derechos de autor
y estudios mínimos de maestría), dos estudiantes de posgrado (a nivel maestría), dos
estudiantes de licenciatura (sexto y octavo semestre), cinco académicos de bibliotecas
universitarias (con estudios mínimos de licenciatura), tres coordinadores de bibliotecas
públicas (con estudios de licenciatura) y dos profesores de las escuelas de bibliotecología
(con maestría). Las entrevistas se realizaron de manera presencial o por Skype
dependiendo de la ubicación geográfica del entrevistado. Con base en ello y tomando
en cuenta sus comentarios y puntos de vista, logramos captar cinco líneas clave sobre la
aplicación de la ley de derechos de autor en México y sus experiencias vividas sobre la
materia. La duración promedio de cada entrevista osciló entre una hora y hora y media,
detallando la información proporcionada.

3.10.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS - MEXICO
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto
por el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos
infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de México = En cada pregunta
se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la existencia de leyes en el país sobre
el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país sobre el tema; en VERDE el porcentaje de respuestas
positivas acerca de la existencia de leyes en el país sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas
no respondidas. Delante de cada porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada
respuesta. Una marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta en la legislación del país, pero la

111

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

112

marca (X) muestra que la referida L&amp;E no consta en la legislación del país.
b) Actuación de las bibliotecas mexicanas frente a las L&amp;E indicadas en este estudio = En ROJO se
muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya biblioteca NO ofrece el referido
servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ
ofrece dicho servicio.

El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

Figura 18 - Conocimiento de los encuestados sobre la legislación de México
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

40%
21%
39%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
41
22
40

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

43%
27%
30%

44
28
31

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

42%
19%
39%

45%
22%
33%

43
20
40

52%
20%
27%

46
23
34

54
21
28

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin

52%

42
22
39

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

30%
20%
50%

31
21
51

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

41%
19%
40%

42
20
41

8 - OBRAS AGOTADAS

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

41%
21%
38%

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

35%
21%
44%

36
22
45

10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

51%
22%
26%

53
23
27

12 - TRADUCCIONES
54
21

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin

47%

46
24

�52%
47%
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
21
ofrezcan
transfronterizos
realicen
traducciones
de
obras
sin
9 usos
- OBRAS
OBJETOsinDE RETRACCIÓN
10
OBRAS
HUÉRFANAS
20%
23% 24
pedir permiso al titular
pedir permiso al titular del
O del
RETIRADAS
27% en28relación con el derecho
30% 31
3.10
MÉXICO
– situación de las bibliotecas
derecho
de autor?
derechode
de autor
autor?
¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
52% 54
51% 53
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
21
23
ofrezcan
acceso a obrasLEGAL
objeto de
reproduzcan,
publiquenLEGAL
o usen DE OBRAS
14 - DEPÓSITO
13 - DEPÓSITO
DE OBRAS
20%IMPRESAS
22%DIGITALES
retracción o retiradas sin pedir
obras huérfanas?
27% 28
26% 27
¿Su paísaltiene
alguna
ley quede
¿Su país tiene alguna ley que
permiso
titular
del derecho
17% 17
45% 46
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
autor?
11
realicen el depósito legal?
realicen el depósito legal digital
11%
13% 13
11 - USOS TRANSFRONTERIZOS 75
- TRADUCCIONES
sin pedir permiso12
al titular
del
73%
43% 44
derecho de autor?
¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
52% 54
47% 46
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
15
LIMITACIÓN
DE
RESPONSABILIDAD
16
MEDIDAS
DE
PROTECCIÓN
TECNOLÓGICA
21
24
ofrezcan usos transfronterizos sin
realicen traducciones de obras sin
20%
23%
DE
BIBLIOTECAS
pedir permiso al titular del
pedir permiso al titular del
27% 28
30% 31
¿Su paísdetiene
alguna ley que
¿Su paísdetiene
alguna ley que
derecho
autor?
derecho
autor?
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas no
50% 51
53% 55
realicen
elusión
de
medidas
de
sean responsables por
19
17
18%
17%
13 - DEPÓSITO
DE OBRAS
IMPRESAS
14 - DEPÓSITO
DIGITALES
protección
tecnológicaLEGAL
sin pedirDE OBRAS
infracciones
cometidasLEGAL
al derecho
permiso al titular del derecho de
de autor en el ejercicio de sus
32% 33
30% 31
¿Su
país
tiene
alguna
ley
que
¿Su
país
tiene
alguna
ley
que
autor?
actividades misionales?
17% 17
45% 46
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal?
realicen el depósito legal digital
11% 11
13% 13
17 - MINERÍA DE DATOS
sin
pedir
permiso
al
titular
del
n% No sé si mi país tiene43%
alguna ley 44
73% 75
derecho de autor?
¿Su país tiene alguna ley que
n% No, mi país no tiene leyes al respecto
60% 62
permita que las bibliotecas
n% Si, mi país tiene leyes sobre el tema
realicen
de datos deDE RESPONSABILIDAD
15 -minería
LIMITACIÓN
16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
20% 21
obras digitales sin pedir
permiso
103 Número de encuestados
20
DE BIBLIOTECAS19%
al
titular
del
derecho
de
autor?
¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
51
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas no
50%
53% 55
realicen
elusión
de
medidas
de
sean responsables por
18% 19
17% 17
protección tecnológica sin pedir
infracciones cometidas al derecho
permiso al titular del derecho de
de autor en el ejercicio de sus
32% 33
30% 31
autor?
actividades misionales?
17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen minería de datos de
obras digitales sin pedir permiso
al titular del derecho de autor?

60%
20%
19%

n%
n%
n%
103

62
21
20

No sé si mi país tiene alguna ley
No, mi país no tiene leyes al respecto
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
Número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016

Figura 19 - Actuación de las bibliotecas mexicanas frente a las L&amp;E
1 - IMPORTACIÓN PARALELA

37%

38

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

63%

65

Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

26%

27

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

74%

76

Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

47%

48

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

48%

49

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

53%

55

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

52%

54

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

37%
45%
63%
55%

1 - IMPORTACIÓN PARALELA
5 - SUMINISTRO
Mi biblioteca
NO hace importación de obras que no
38

46
65
57

tenemos
en miNO
país.
Mi biblioteca
realiza suministro de documentos a
usuarios
queSInohace
pueden
asistir físicamente
a lanobiblioteca
Mi
biblioteca
importación
de obras que
tenemos
en miSIpaís.
Mi biblioteca
realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
- PRESERVACIÓN
Mi6biblioteca
NO hace préstamo externo de obras

26%
58%
74%
42%

27

60
76
43

sin
permiso
al titular
del derecho
de autor.de
Mi pedir
biblioteca
NO realiza
copias
de preservación
losbiblioteca
documentos
que custodia
Mi
SI hace
préstamo externo de obras
sin
permiso
al titular
del de
derecho
de autor.de
Mi pedir
biblioteca
SI realiza
copias
preservación
los documentos que custodia

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

113

�3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
114

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

47%

48

El impacto
América Latina
y el Caribe
Mi biblioteca NOBIBLIOTECAS
hace préstamo de LAC:
obras digitales
sin de la legislación
bibliotecade
NOautor
realizaenreproducción
de obras
48% 49deMiderechos
pedir permiso al titular del derecho de autor.
mediante digitalización o fotocopiado

53%

55

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

52%

54

5 - SUMINISTRO

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

6 - PRESERVACIÓN

45%

46

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

58%

60

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

55%

57

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

42%

43

Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

7 - FORMATOS ACCESIBLES

75%

77

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

25%

26

Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

8 - OBRAS AGOTADAS

61%
39%

63

40

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS

83%

86

17%

17

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

61

41%

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

42

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado

10 - OBRAS HUÉRFANAS

71%

73

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

29%

30

Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

59%

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
mercado

12 - TRADUCCIONES

79%

81

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

21%

22

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

22%

23

En mi país NO se realiza el depósito legal

44%

45

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

78%

80

En mi país SI se realiza el depósito legal

56%

58

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

62%

64

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

38%

39

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

70%

72

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

30%

31

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

17 - MINERÍA DE DATOS

58%

60

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

42%

43

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

N= 103 número de encuestados

�3.10 MÉXICO – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

3.10.4 RESULTADOS - MÉXICO
En el caso de la interpretación de los datos con base en la encuesta podemos señalar
elementos relevantes como:
a) El tipo de biblioteca a las que pertenecen las personas entrevistadas están siendo dominadas por
las académicas donde trabajan la mayor cantidad de bibliotecarios titulados y donde existe un mayor
interés por este tema en México;
b) Asimismo, se señala que la violación a los derechos de autor ocurre, en gran medida, porque el
costo de adquisición e importación de obras al extranjero es muy caro; y
c) La encuesta muestra, en gran medida, un desconocimiento de la ley de derecho de autor vigente
en el país y, lamentablemente, de su aplicación, llevando muchas veces a no aplicar su contenido en
el momento de ofrecer servicios bibliotecarios.

Ahora bien, bajo estos resultados podemos establecer entonces que las excepciones
y limitaciones al derecho de autor que se describen en el texto de Kenneth Crews (2008)
reflejan en un 70% la situación que actualmente se vive en México, por el hecho de que
cada nación cuenta con sus propias características e idiosincrasia. En ese mismo sentido
y como apoyo, es importante hacer notar que la Ley de Derecho de Autor vigente es
el punto medular de protección a los creadores intelectuales y no existen otras leyes o
normas alternas que permitan permear el plagio o el mal uso de la propiedad intelectual.
Las bibliotecas y los bibliotecarios en México, en su mayoría, no están al tanto de las
iniciativas relacionadas con la reforma del derecho de autor que están teniendo lugar,
siendo un problema medular quizás porque no se hacen consultas públicas sobre el
tema. Este punto debe trabajarse de manera constante con los órganos gubernamentales
responsables para que se difunda la ley de derecho de autor y todos sus elementos.
De acuerdo a los resultados obtenidos en la encuesta aplicada, el principal obstáculo
que enfrentan las bibliotecas de México para brindar servicios como resultado de la ley
de derecho de autor, es el desconocimiento de esta misma y su incorrecta aplicación.
De igual manera se ha difundido poco entre la comunidad bibliotecaria y la sociedad
en general el estado en el que se encuentra el proceso de ratificación del Tratado de
Marrakech, trabajo que se debe fortalecer por medio de las Asociaciones de Bibliotecarios
y los órganos de gobierno correspondientes.
En el caso de las entrevistas, en términos generales la mayoría de los entrevistados
coincidieron en cinco aspectos fundamentales que son:
a)Un desconocimiento de la ley por parte de la mayoría de los bibliotecarios de los diferentes tipos
de bibliotecas y, con ello, su nula aplicación;
b) En muchos casos una interpretación incorrecta de la legislación vigente en el entendido que “el
fotocopiado de material para la educación debe ser libre”, violando así uno de los principios de
protección al autor;
c) La poca educación que se brinda a las nuevas generaciones de bibliotecarios para la aplicación,
entendimiento y proyección de los derechos de autor.
d) La baja difusión que se le da a la ley y el seguimiento de su aplicación. Por lo tanto, podemos
señalar que es un tema poco tratado en México y en algunos casos ignorado plenamente; y
e) El uso de la información digital ha provocado un mayor desconocimiento de la ley y un mayor
número de plagios.

115

�116

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

Un punto clave en la educación bibliotecaria debe ser el conocimiento pleno de la
ley y la concientización de su aplicación por los futuros bibliotecarios del país. Para
ello, los profesores deben jugar el papel ético de establecer conciencia entre los jóvenes
estudiantes para apoyar a sus usuarios y con ello respetar la normatividad sobre los
derechos de autor. De acuerdo a los comentarios y experiencia “no podemos darnos el
lujo de ignorar un punto clave del futuro de las bibliotecas y la información” en el que el
derecho de autor debe ser fundamental en los servicios de información que ofrecen las
bibliotecas donde laborarán.
Con base en estos cinco puntos podemos establecer los resultados resumidos de las
entrevistas para las líneas de educación, investigación, legislación y bibliotecarios de
servicios. En el caso de la interpretación de los datos, con base en la encuesta, podemos
señalar elementos relevantes como el tipo de biblioteca a las que pertenecen las personas
entrevistadas, que está siendo dominada por las académicas, donde trabajan la mayor
cantidad de bibliotecarios titulados y donde existe un mayor interés por este tema en
México. Asimismo, se señala que la violación a los derechos de autor ocurre, en gran
medida, porque el costo de adquisición e importación de obras al extranjero es muy
caro.
La encuesta muestra un desconocimiento de la ley de derecho de autor vigente en
el país y su aplicación. No debemos descuidar que la encuesta solo muestra el punto de
vista de las personas que participaron en la misma y donde tabulamos 103 cuestionarios
de los más de 879 intentos de respuesta que se detectaron, tomando en cuenta solo los
cuestionarios que fueron completados por las personas interesadas, ya que los demás
no podían tabularse.

3.10.5 CONSIDERACIONES FINALES - MEXICO
Como parte de este punto podemos señalar de manera directa cuatro elementos
fundamentales:
a) ) Es necesario ampliar este estudio en el territorio nacional para poder entender en cada estado
como se maneja la Ley de Derecho de Autor y la interpretación y aplicación que le dan a la misma;
b) Asegurarnos que realmente existe un desconocimiento de la ley o es una omisión en su aplicación;
c) La encuesta y los comentarios de los especialistas abrieron la puerta para un proyecto mayor que,
sin duda, le permitirá a la AMBAC desarrollarlo como parte de una labor de concientización sobre la
importancia de los derechos de autor; y
d) No sabemos si realmente un proyecto de este tipo muestra resultados reales o son solo comentarios,
pero lo que sí podemos asegurar es que las expectativas planteadas en el proyecto se cumplieron.

�3.11 NICARAGUA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

3.11 NICARAGUA – situación de las bibliotecas en relación con
el derecho de autor
por Gustavo Alfonso Cruz Méndez69, Markgee García70, Darling del Carmen Vallecillo71,
Migdonio José Laguna72, Patricia Carolina Juárez73 e Ivette Tuckler74

3.11.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
En Nicaragua, la ley 312, Ley de Derechos de Autor y Derechos Conexos, fue
aprobada el 6 de julio de 1999 y publicada en La Gaceta Nº. 166 y 167 del 31 de
agosto y del 1º de septiembre de 1999; la Ley 577, Ley de Reformas y adiciones a la Ley
Nº. 312, el 16 de marzo del 2006 y publicada en La Gaceta Nº. 60 del 24 de marzo
del 2006, así como el Reglamento correspondiente que fue aprobado el 3 de marzo del
año 2000, y publicado en La Gaceta Nº. 84 del 5 de mayo del 2000.
La legislación nicaragüense sobre los Derechos de Autor, ha venido evolucionando,
respondiendo así al desarrollo tecnológico. Las nuevas tecnologías facilitan la creación
de obras, así como la reproducción de las mismas sin la autorización de su autor. Muchas
veces es también por el desconocimiento de la existencia de la ley. Es interesante hacer
notar que la ley 312, contempla en su artículo 35 que “las bibliotecas y servicios de
archivos, cuyas actividades no persigan directa ni indirectamente un provecho comercial,
pueden reproducir, sin autorización del autor, ejemplares aislados de una obra que
forme parte de su colección permanente, a fin de conservarlos o de reemplazarlos si el
ejemplar en cuestión ha sido perdido, destruido o se ha hecho inutilizable, a condición
de que no sea posible adquirir tal ejemplar en un tiempo y bajo condiciones razonables”.
En este trabajo investigativo se expone el sentir de los bibliotecarios, gestores de la
información y archivistas respecto al nivel de conocimiento y aplicación de lo que manda
la Ley de Derechos de Autor en Nicaragua, y lo que realmente en la práctica se realiza
en la atención a la demanda de los servicios bibliotecarios en función de facilitar de
manera eficiente, eficaz y oportuna el acceso a la información hacia los usuarios.

3.11.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
Para la recolección de datos utilizamos el cuestionario semiabierto propuesto por el
Proyecto Integrado IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), dirigido a un grupo focal, conformado
por 14 profesionales de la información, un archivista y dos especialistas, siendo once
bibliotecarios, de los cuales 4 eran de bibliotecas universitarias, 2 de bibliotecas escolares,
1 de bibliotecas públicas, 4 de centros de documentación, realizando así también una
entrevista fundamentada en las preguntas que se encuentran en el Formulario propuesto
por el proyecto de IFLA LAC (APÉNDICE B). Asimismo, organizamos un panel al que
llamamos “Impacto e incidencias de la ley de derechos de autor en las unidades de
información y archivos en Nicaragua”, con el objetivo de conocer hasta qué punto
69- Asociación Nicaragüense de Bibliotecario y Profesionales Afines (ANIBIPA) gustavo.cruz@ci.una.edu.ni
70- Asociación Nicaragüense de Bibliotecarios y Profesionales Afines (ANIBIPA) markgeemontano@gmail.com
71- Asociación Nicaragüense de Bibliotecarios y Profesionales Afines (ANIBIPA) dvallecillo2003@yahoo.com
72- Asociación Nicaragüense de Bibliotecarios y Profesionales Afines (ANIBIPA) migdoni_19@yahoo.com
73- Asociación Nicaragüense de Bibliotecarios y Profesionales Afines (ANIBIPA) biblioteca@upoli.edu.ni
74- Asociación Nicaragüense de Bibliotecario y Profesionales Afines (ANIBIPA) biblioteca-sdir@upoli.edu.ni

117

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

118

los bibliotecarios conocían la ley de derechos de autor, y poder fundamentar con más
elementos el desarrollo de este artículo.
Las entrevistas se realizaron de forma personal, una vez que los profesionales
llenaron el cuestionario. Dichas entrevistas duraron unos 20 minutos aproximadamente
para cada uno.

3.11.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS - NICARAGUA
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto
por el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos
infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de Nicaragua
= En cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la
existencia de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país
sobre el tema; en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de la existencia de
leyes en el país sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas no respondidas.
Delante de cada porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada
respuesta. Una marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta en la legislación
del país, pero la marca (X) muestra que la referida L&amp;E no consta en la legislación del
país.
b) Actuación de las bibliotecas nicaraguenses frente a las L&amp;E indicadas en este estudio
= En ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya
biblioteca NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número
(correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.
El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

Figura 20 - Conocimento de los encuestados sobre la legislación de Nicaragua
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

0%
100%
0%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
0
14
0

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
100%
0%

0
14
0

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras

0%
100%

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

29%
71%
0%

4
10
0

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
100%
0%

0
14
0

6 - PRESERVACIÓN

0
14

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin

0%
0%

0
0

�3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

¿Su
país tiene alguna– ley
que de las bibliotecas en relación con el ¿Su
país tiene
alguna ley que
3.1
1 NICARAGUA
situación
derecho
de autor
0
0%
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
realicen reproducción de obras
100% 14
digitales sin pedir permiso al
digitales sin pedir permiso al
0
0%
titular del derecho de autor?
titular del derecho de autor?

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
100%
0%

0%
100%
0%

0
14
0

29%
71%
0%

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

0
14
0

4
10
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

0%
100%
0%

0%
100%
0%

0
14
0

0
14
0

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS
¿Su país tiene alguna ley que
0
permita que las bibliotecas no
0%
sean responsables por
100% 14
infracciones cometidas al derecho
0
de autor en el ejercicio de sus
0%
actividades misionales?
17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen minería de datos de
obras digitales sin pedir permiso
al titular del derecho de autor?

0%
0%
0%
100%

0%
0%
100%

0
0
14

14%
0%
86%

2
0
12

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

21%
79%
0%

3
11
0

12 - TRADUCCIONES

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal?

0

10 - OBRAS HUÉRFANAS

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

14

8 - OBRAS AGOTADAS

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

0

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
100%
0%

0
0
0
14

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

21%
79%
0%

3
11
0

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal digital
sin pedir permiso al titular del
derecho de autor?

0%
100%
0%

0
14
0

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen elusión de medidas de
protección tecnológica sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

n%
n%
n%
n%
14

43%
0%
57%

6
0
8

No sé si mi país tiene alguna ley
No, mi país no tiene leyes al respecto
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
Sin respuesta
Número de encuestados

119

�120

DE BIBLIOTECAS
15 -tiene
LIMITACIÓN
DE RESPONSABILIDAD
16 país
- MEDIDAS
TECNOLÓGICA
¿Su
tiene algunaDEleyPROTECCIÓN
que
¿Su país
alguna ley que
DE
BIBLIOTECAS
0
6
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas no
0% LAC: El impacto de la legislación
BIBLIOTECAS
de derechos
en 43%
América Latina y el Caribe
¿Su
país elusión
tiene
alguna
leyde
queautor
¿Su
tiene alguna
realicen
de
medidas
de
seanpaís
responsables
por ley que
14
0
0
6
100%
0%
permita
quetecnológica
las bibliotecas
permita
que cometidas
las bibliotecas
no
protección
sin pedir
infracciones
al derecho
0%
43%
0
8
realicen
elusión
de
medidas
de
sean
responsables
por
permiso al titular del derecho de
de autor en el ejercicio de sus
14
0
0%
57%
100%
0%
protección
tecnológica
sin
pedir
infracciones
cometidas
al
derecho
autor?
actividades misionales?
0
8
permiso al titular del derecho de
de autor en el ejercicio de sus
0%
57%
autor?
actividades misionales?
17 - MINERÍA DE DATOS
n% No sé si mi país tiene alguna ley
0
- MINERÍA
¿Su país tiene 17
alguna
ley que DE DATOS
0%
n%
mi país no tiene leyes al respecto
n% No,
No sé si mi país tiene alguna ley
permita que las bibliotecas
0
0
0%
n%
mi país tiene leyes sobre el tema
¿Su
país minería
tiene alguna
ley que
0%
realicen
de datos
de
n% Si,
No, mi país no tiene leyes al respecto
0
permita
que
las
bibliotecas
0
0%
obras digitales sin pedir permiso
n%
respuesta
0%
n% Sin
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
14
realicen
de datos
de
al titularminería
del derecho
de autor?
0
100%
14
Número de encuestados
0%
obras digitales sin pedir permiso
n% Sin
respuesta
14
al titular del derecho de autor?
100%
14 Número de encuestados
FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

Figura 21 - Actuación de las bibliotecas nicaragüenses frente a las L&amp;E
1 - IMPORTACIÓN PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

50%

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
7 - IMPORTACIÓN
1
PARALELA

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
0
DE OBRAS IMPRESAS
18%2 - PRÉSTAMO

50%
36%

7
5

18%
86%

0
12

36%
14%

5
2

86%
14%

12
2

tenemos en mi país.
Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.
tenemos en mi país.
Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
No opina
tenemos en mi país.

sin pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
No opina
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

2
No opina
14%3 - PRÉSTAMO
DE OBRAS DIGITALES

2
No opina
14%
4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
8
DE OBRAS DIGITALES
57%3 - PRÉSTAMO

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
0
DE OBRAS DIGITALES
0%4 - REPRODUCCIÓN

57%
29%

8
4

0%
86%

0
12

29%
14%

4
2

86%
14%

12
2

14%

2

No opina

14%

2

No opina

43%

6

7%

1

43%
43%

6
6

7%
79%

1
12

43%
14%

6
2

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
5 - SUMINISTRO
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca
Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca
Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
No opina
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

79%
14%

12
2

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
6 - PRESERVACIÓN
los documentos que custodia
Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia
los documentos que custodia
Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
No opina
los documentos que custodia

14%

2

No opina

14%

2

86%

12
7

7%

1

86%
0%

12
0

7%
79%

1
12

0%
14%

0
2

12
2

14%

2

79%
14%
14%

2

0%

0

0%
86%

0
12

86%
14%

12

14%

2

No opina

86%

12

86%
0%

12
0

0%
14%

0
2

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
12 - TRADUCCIONES
autorización del titular del derecho de autor
Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor
autorización del titular del derecho de autor
Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
No opina

pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.
pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
No opina
pedir permiso al titular del derecho de autor.

5 - SUMINISTRO

7 - FORMATOS ACCESIBLES
biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
- Mi
FORMATOS
ACCESIBLES
accesibles para personas con discapacidades
Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades
accesibles para personas con discapacidades
Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
No opina
accesibles para personas con discapacidades
No opina

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
9 - OBRAS
OBJETO DE RETRACCIÓN
11 Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
79%
O RETIRADAS
que han
sido retiradas por solicitud del autor al

79%
7%

11
1

7%
14%

1

14%

2
2

Mi
bibliotecadeNO
en sus colecciones obras
retractarse
su tiene
publicación
que han sido retiradas por solicitud del autor al
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
retractarse de su publicación
han sido retiradas por solicitud del autor al
Mi
bibliotecadeSIsutiene
en sus colecciones obras que
retractarse
publicación
han sido retiradas por solicitud del autor al
No opina
retractarse de su publicación
No opina

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
11 - USOS
TRANSFRONTERIZOS
79% 11
con bibliotecas de otros países

79%
7%

11
1

7%
14%

1
2

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países
con bibliotecas de otros países
Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
No opina

2

mediante digitalización o fotocopiado
Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado
mediante digitalización o fotocopiado
Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
No opina
mediante digitalización o fotocopiado

6 - PRESERVACIÓN

No opina

8 - OBRAS AGOTADAS
NO tiene en sus colecciones obras que han
8Mi- biblioteca
OBRAS AGOTADAS

sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
Mi
biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
mercado
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
mercado
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
No opina
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado

10No- opina
OBRAS HUÉRFANAS
10Mi- biblioteca
OBRAS NO
HUÉRFANAS
ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
Mi
biblioteca
difícil
acceso NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
difícil acceso
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
Mi
biblioteca
difícil
acceso SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
No opina
difícil acceso

12 - TRADUCCIONES

�79%

11

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación

0%

0

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

1
12 de autor
3.11 NICARAGUA
– situación
de en
lassus
bibliotecas
relación
el derecho
7%
Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
Mi biblioteca
SI tiene
coleccionesen
obras
que con86%

14%

2

han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
No opina

14%

cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

2

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

No opina

12 - TRADUCCIONES

79%

11

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

86%

12

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

7%

1

0%

0

14%

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

2

No opina

14%

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

2

No opina

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

100%

10

En mi país NO se realiza el depósito legal

100%

14

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

0%

0

En mi país SI se realiza el depósito legal

0%

0

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

0%

0

No opina

0%

0

No opina

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

86%

12

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

0%

0

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

14%

2

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

86%

12

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

0%

0

14%

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

2

No opina

No opina

17 - MINERÍA DE DATOS

0%

0

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

21%

3

79%

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

11

No opina

N= 14 número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

3.11.4 RESULTADOS - NICARAGUA
De acuerdo a lo manifestado por los participantes en el grupo focal, podemos
observar que se conoce la existencia de la Ley de Derechos de Autor en Nicaragua,
pero que la falta de profundización de la misma nos hace desconocer lo que podemos
realizar desde nuestras bibliotecas. Por medio de las entrevistas, los bibliotecarios
escolares, públicos y de centros de documentación participantes nos manifestaban que
el bajo presupuesto asignado a las bibliotecas nos hace realizar la reproducción de las
obras principalmente impresas. Algo novedoso fue conocer que la biblioteca pública
Alemana Nicaragüense realiza préstamos con otros países.
Es importante señalar que, respecto al depósito legal, ya no contamos con una
Ley de Depósito Legal, puesto que fue suspendida por algunos libreros nicaragüenses.
Cabe mencionar que respecto al proceso de ratificación del Tratado de Marrakech,

121

�122

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

los bibliotecarios no tenemos conocimiento al respecto, sin embargo, de acuerdo a
lo conversado con la representante de la Oficina Nacional de Derechos de Autor y
Derechos Conexos, nos manifestaba que Nicaragua está en proceso de adherirse a la
ratificación de ese tratado.

3.11.5 CONSIDERACIONES FINALES - NICARAGUA
Podemos concluir que, en Nicaragua, tenemos conocimientos de la existencia de
la ley 312 que habla sobre derechos de autor y derechos conexos, sin embargo, entre
otras, a los bibliotecarios nos hace falta apropiarnos de la misma, debilidad común en
otros países de América Latina y el Caribe.
Otro aspecto relevante a mencionar es que cada una de las unidades de información
aplica sus propias políticas internas en favor de los usuarios, independientemente de
la existencia de la ley 312. No obstante, la ley nos facilita y nos faculta para que las
unidades de información con la misión de servir a la sociedad faciliten el acceso a la
información de forma gratuita. Hasta la fecha, las unidades de información de nuestro
país no han tenido problemas respecto a hacer uso de las publicaciones mediante
reprografía y otros formatos.
Las unidades de información desempeñan un papel importante en la sociedad
nicaragüense, son parte vital para el desarrollo de las investigaciones y, por ende, de
los conocimientos de los usuarios. Estamos claros que es muy importante cumplir con
lo establecido en la Ley de Derechos de Autor y Derechos Conexos y también prestar
servicios de información, promover el aprendizaje y la creatividad, principalmente para
aquellos usuarios que no tienen la capacidad de compra de material bibliográfico. Por
lo tanto, hacemos accesible los conocimientos. El papel que desarrolla el bibliotecario o
gestor de la información es trascendental a la hora de prestar el servicio de información,
ya que también manifiesta a los usuarios hasta dónde llega su límite en el uso de
información.

3.12 PANAMÁ – situación de las bibliotecas en relación con el
derecho de autor
por Micdonia Quiros75, Damaris Tejedor76, Roxana Alemán77 y Ricardo Jaen78

3.12.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
Por ser parte de España, las primeras regulaciones del derecho de autor en Panamá
fueron originarias de las leyes españolas. En 1763, la Real Orden reconoció por primera
vez la propiedad intelectual del autor, esta ley estuvo vigente en Panamá, hasta la
independencia del gobierno español. Posteriormente, con la unión a la Gran Colombia
se acoge la legislación de ese país, el Congreso de Granada dictó la ley 10 que trataba,
entre otras cosas, de un derecho exclusivo para la impresión, reproducción y grabación
75- Asociación Panameña de Bibliotecarios. micdonia.23@gmail.com
76- Asociación Panameña de Bibliotecarios. damaris.tejedor@up.ac.pa
77- Asociación Panameña de Bibliotecarios. roxialeman@gmail.com
78- Asociación de Egresados Ciegos de la Universidad de Panamá. jaen.ricardo@gmail.com

�3.12 PANAMÁ – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

de obras artísticas, literarias, etc. Las constituciones colombianas de 1858, 1863 y 1886
también protegían la propiedad literaria y artística. Con la separación de Colombia,
las leyes sobre este tema fueron suspendidas y, en 1904, en la primera constitución
panameña se contempló el derecho de autor desde la perspectiva de propiedad privada,
así permanece en la constitución. En 1994, se dicta la Ley N° 15 del 8 de agosto, sobre
el Derecho de Autor y Derechos Conexos y se dictan otras disposiciones. Esta ley fue
derogada por la Ley N° 64 del 10 de octubre de 2012 sobre el Derecho de Autor y
Derechos Conexos, aún vigente.
Los tratados internacionales de derechos de autor y/o acceso a la cultura y el
conocimiento ratificados por Panamá son: Convenio de Berna para la Protección de las
Obras Literarias y Artísticas (Ley 3 de 1996), Convención de Roma sobre la Protección
de los artistas, intérpretes o ejecutantes, los productores de fonogramas y los organismos
de radiodifusión (Ley 4 de 1982), Convención Universal sobre Derecho de Autor (Ley 65
de 1982), Tratado de la OMPI sobre Derecho de Autor (WCT) (Ley 92 de 1998), Tratado
de la OMPI sobre Interpretación y Ejecución de Fonogramas (WPPT) (Ley 93 de 1998),
Convención sobre la Distribución de Señales Portadoras de Programas Transmitidas por
Satélite (Ley 6 de 1982) y Convenio de Fonogramas (Ley 5 de 1973).
Según las leyes panameñas, el delito de la infracción de derechos de autor en el
país es civil y penal. Los principales privilegios legales o garantías reconocidos por
las leyes del país a los autores de sus obras intelectuales son los derechos morales y
patrimoniales. Entre los derechos morales se encuentran: el derecho de divulgación,
el derecho de paternidad, el derecho de integridad, el derecho de modificar la obra,
respetando los derechos adquiridos por terceros y el derecho de retirar en vida la obra
del comercio, con la previa indemnización de los daños y perjuicios que con ello cause.
El derecho patrimonial es el goce del derecho de explotar la obra en cualquier
forma y beneficiarse de ella, dura la vida del autor y 70 años más, pasado ese tiempo la
obra pasa a dominio público. Existen limitaciones al derecho patrimonial que involucran
a la biblioteca, por ejemplo, la ley permite la reproducción por medios reprográficos
de artículos o extractos de obras breves lícitamente publicadas, exclusivamente para la
enseñanza. La reproducción individual de una obra por bibliotecas o archivos que no
tengan fines de lucro, cuando el ejemplar se encuentre en su colección permanente, para
preservarlo y sustituirlo en caso de necesidad; o para sustituir en la colección permanente
de otra biblioteca o archivo un ejemplar que se haya extraviado, destruido o inutilizado,
siempre que no resulte posible adquirir tal ejemplar en plazo y condiciones razonables.
También permite el préstamo al público del ejemplar lícito de una obra expresada por
escrito, por una biblioteca o archivo cuyas actividades no tengan finalidades de lucro.

3.12.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
Para la recolección de datos se utilizó el cuestionario semiabierto propuesto por
el Proyecto Integrado IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A). Se distribuyeron 65 encuestas,
60 vía correo electrónico y 5 por entrega personal, a los miembros representativos de
65 bibliotecas, siendo 6 públicas, 15 académicas, 20 escolares, 2 especializadas, 21
municipales y 1 biblioteca nacional. En 8 casos en que se necesitó explicación se la hizo
por vía telefónica. Se dio un plazo de una semana para la recogida de las respuestas. Del
total de cuestionarios enviados, 35 fueron respondidos, todas las respuestas completas,

123

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

124

siendo 1 respondido por miembro representativo de la Biblioteca Nacional (2,8%), 2
por miembros representativos de 2 bibliotecas especializadas (2,8%), 6 por miembros
representativos de 6 bibliotecas públicas (5,7%), 20 por miembros representativos de
20 bibliotecas escolares (5,7%), 15 por miembros representativos de 15 bibliotecas
académicas (22,8%), y 21 por miembros representativos de 21 bibliotecas municipales
(60%).

3.12.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS - PANAMÁ
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto
por el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos
infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de Panamá
= En cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la
existencia de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país
sobre el tema; en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de la existencia de
leyes en el país sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas no respondidas.
Delante de cada porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada
respuesta. Una marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta en la legislación
del país, pero la marca (X) muestra que la referida L&amp;E no consta en la legislación del
país.
b) Actuación de las bibliotecas panameñas frente a las L&amp;E indicadas en este estudio
= En ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya
biblioteca NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número
(correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.
El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

Figura 22 - Conocimento de los encuestados sobre la legislación de Panamá
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

0%
100%
0%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
0
35
0

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
100%
0%

0
35
0

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al

0%
86%

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
100%
0%

0
35
0

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
100%
0%

0
35
0

6 - PRESERVACIÓN
0
30

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del

86%
0%

30
0

�3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
0
0%
permita
que las bibliotecas
permita de
queautor
las bibliotecas
3.12
PANAMÁ
– situación de las bibliotecas
en relación con el derecho
35
realicen préstamo de obras
realicen
reproducción
de obras
100%
digitales sin pedir permiso al
digitales sin pedir permiso al
0
0%
titular del derecho de autor?
titular del derecho de autor?

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
86%
14%

94%
0%
6%

0
30
5

86%
14%
0%

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

33
0
2

30
5
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

94%
6%
0%

14%
0%
86%

33
2
0

5
0
30

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas no
94% 33
sean responsables por
0
0%
infracciones cometidas al derecho
2
de autor en el ejercicio de sus
6%
actividades misionales?
17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen minería de datos de
obras digitales sin pedir permiso
al titular del derecho de autor?

0%
100%
0%

86%
0%
14%

30
0
5

94%
0%
6%

33
0
2

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

86%
14%
0%

30
5
0

12 - TRADUCCIONES

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal?

0

10 - OBRAS HUÉRFANAS

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

35

8 - OBRAS AGOTADAS

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

0

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

0%
100%
0%

0
35
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

86%
0%
14%

30
0
5

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal digital
sin pedir permiso al titular del
derecho de autor?

86%
0%
14%

30
0
5

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen elusión de medidas de
protección tecnológica sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

n%
n%
n%
35

94%
0%
6%

33
0
2

No sé si mi país tiene alguna ley
No, mi país no tiene leyes al respecto
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
Número de encuestados

125

�126

DE BIBLIOTECAS
¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
17 - MINERÍA DE DATOS
33
33
quen%
las bibliotecas
permita que las bibliotecas no
94% LAC: El impacto de lapermita
94%
No sé si midepaís
tiene
alguna
ley Latina y el Caribe
BIBLIOTECAS
legislación
de derechos
autor
en
América
realicen
elusión
de
medidas
de
sean
responsables
por
0
0
¿Su país tiene alguna ley que
0%
n% No,sinmipedir
país no tiene0%
leyes al respecto
0
protección tecnológica
infracciones
cometidas
al derecho
0%
permita que
las bibliotecas
2
2
permiso al titular
derealicen
autor enminería
el ejercicio
de sus
6%
6%
n% delSi,derecho
mi paísdetiene leyes
sobre el tema
35
de datos
de
100%
autor?
actividades
misionales?
obras digitales
sin pedir permiso
35 Número de encuestados
0

0%
al titular del derecho de autor?
17 - MINERÍA DE DATOS

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen minería de datos de
obras digitales sin pedir permiso
al titular del derecho de autor?

0%
100%
0%

n%
n%
n%
35

0
35
0

No sé si mi país tiene alguna ley
No, mi país no tiene leyes al respecto
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
Número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

Figura 23 - Actuación de las bibliotecas panameñas frente a las L&amp;E
1 - IMPORTACIÓN PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

0%

0

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

0%

0

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

100%

35

Mi biblioteca SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

100%

35

Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

- IMPORTACIÓN
PARALELA
3 -1PRÉSTAMO
DE OBRAS
DIGITALES

0%
100%

0

100%
0%

35
0

35

MiMibiblioteca
de obras
obras digitales
que no sin
bibliotecaNONOhace
haceimportación
préstamo de
tenemos
en
mi
país.
pedir permiso al titular del derecho de autor.
MiMibiblioteca
de obras
obras digitales
que no sin
bibliotecaSI SIhace
haceimportación
préstamo de
tenemos
en
mi
país.
pedir permiso al titular del derecho de autor.

3 - PRÉSTAMO
DE OBRAS DIGITALES
5 - SUMINISTRO

100%
86%
0%
14%

biblioteca
préstamo
de obras
digitales sina
3530 MiMi
bibliotecaNONOhace
realiza
suministro
de documentos

pedir
permiso
delasistir
derecho
de autor. a la biblioteca
usuarios
quealnotitular
pueden
físicamente
0 5 MiMi
biblioteca
préstamo
de obras
digitales sina
bibliotecaSI SIhace
realiza
suministro
de documentos
pedir
permiso
delasistir
derecho
de autor. a la biblioteca
usuarios
quealnotitular
pueden
físicamente

PRÉSTAMO DE OBRAS
IMPRESAS
42- -REPRODUCCIÓN
DE OBRAS
DIGITALES

0%
66%

0

100%
34%

35
12

23

14%
6%

biblioteca
de obras
documentos
a
30 MiMi
bibliotecaNONOrealiza
ofrecesuministro
transformar
en formatos
33

usuarios
quepara
no pueden
asistir
a la biblioteca
accesibles
personas
con físicamente
discapacidades
5
Mi
biblioteca
SI
realiza
suministro
de
documentos
a
2
Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
usuarios
que
no
pueden
asistir
físicamente
a
la
biblioteca
accesibles para personas con discapacidades

7 - FORMATOS ACCESIBLES
9 - OBRAS
OBJETO
DE transformar
RETRACCIÓN
NO ofrece
obras en formatos
94% 33 Mi biblioteca
O para
RETIRADAS
accesibles
personas con discapacidades

14%
6%

25

30

86%

biblioteca
NO tiene
en sus obras
colecciones
obras
MiMi
biblioteca
SI ofrece
transformar
en formatos
que
han
sido
retiradas
por
solicitud
del
autor
al
accesibles para personas con discapacidades
retractarse de su publicación

Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
9 - OBRAS
OBJETOdeDE
RETRACCIÓN
retractarse
su publicación

66%
86%

biblioteca
de obras de
2330 MiMi
bibliotecaNONOrealiza
realizareproducción
copias de preservación

34%
14%

125

14%
94%
86%
6%

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

94%
86%
6%

33 MiEn
biblioteca
NO se
realiza
intercambio
material
mi país NO
realiza
el depósitodelegal
30

con bibliotecas de otros países

2

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material

mediante
digitalización
o fotocopiado
los documentos
que custodia
MiMibiblioteca
de obras de
bibliotecaSISIrealiza
realizareproducción
copias de preservación
mediante
digitalización
o fotocopiado
los documentos
que custodia

6 -- OBRAS
PRESERVACIÓN
8
AGOTADAS

86%
94%

biblioteca
preservación
30 MiMi
bibliotecaNONOrealiza
tiene copias
en sus de
colecciones
obrasdeque han
33

14%
6%

5

94%
100%
6%

33

2

0%

100%
100%
0%
0%

lossido
documentos
que custodia
copiadas cuando
se encuentran agotadas en el
Mimercado
biblioteca SI realiza copias de preservación de
2 los documentos que custodia
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado

O RETIRADAS

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
5
11 -que
USOS
han TRANSFRONTERIZOS
sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse
de su publicación
33 Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
30
Micon
biblioteca
SI tiene
en sus
colecciones obras que
bibliotecas
de otros
países
sido retiradas por solicitud del autor al
2 han
Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
retractarse de su publicación
con bibliotecas de otros países

MiMibiblioteca
préstamo
externo de
de obras
obras
bibliotecaSISIhace
realiza
reproducción
sinmediante
pedir permiso
al
titular
del
derecho
de
autor.
digitalización o fotocopiado

4 - REPRODUCCIÓN
DE OBRAS DIGITALES
6 - PRESERVACIÓN

5 - SUMINISTRO
7 - FORMATOS
ACCESIBLES

86%
94%

MiMibiblioteca
préstamo
externo de
de obras
obras
bibliotecaNONOhace
realiza
reproducción
sinmediante
pedir permiso
al
titular
del
derecho
de
autor.
digitalización o fotocopiado

8 - OBRAS AGOTADAS
10
- OBRASNOHUÉRFANAS
Mi biblioteca
tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
35 mercado
autores
no conoce
cuyos datosobras
de contacto
sonsido
de
Micuyos
biblioteca
SI tiene
en suso colecciones
que han
difícil
acceso
0 copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado
Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
10 -difícil
OBRAS
accesoHUÉRFANAS

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
12 autores
- TRADUCCIONES
cuyos
no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil
acceso
Mi
biblioteca
NO realiza traducciones de obras sin
0 35
del derecho
de autor
Miautorización
biblioteca SIdel
ha titular
reproducido,
publicado
o usado obras
autores no
cuyos datos de
de obras
contacto
Mi biblioteca
SI conoce
realizaotraducciones
sin son de
0 cuyos
difícil
acceso del titular del derecho de autor
autorización
35

12 - TRADUCCIONES
14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

100%
0%
0%

35
0

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
En mi país NO se realiza el depósito legal digital
autorización del titular del derecho de autor

0

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin

�11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

12 - TRADUCCIONES
Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

33 Mi– biblioteca
intercambioen
de relación
material con el
3.12
situaciónNO
derealiza
las bibliotecas
derecho35
de autor
94%PANAMÁ
100%

6%

con bibliotecas de otros países

2

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

0%

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

0

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

86%

30

En mi país NO se realiza el depósito legal

0%

0

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

14%

5

En mi país SI se realiza el depósito legal

14%

5

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

86%

30

No opina

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

0%

0

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

6%

2

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

94%

33

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

0%

0

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

6%

2

94%

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

33

No opina

No opina

17 - MINERÍA DE DATOS

100%

35

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

0%

0

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

N= 35 número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

3.12.4 RESULTADOS - PANAMÁ
A continuación presentamos los datos e informaciones más relevantes. En aspectos
relacionados con el derecho de autor y las obras literarias existe un desconocimiento
casi generalizado por parte de los bibliotecarios en las distintas bibliotecas del país,
las cuales brindan servicios relacionados con la reproducción de obras impresas o en
formato electrónico, teniendo solo la concepción de que no se infringe la ley porque
se realiza con “propósitos académicos”, ya que sus usuarios generalmente realizan
estudios en los distintos niveles del sistema educativo panameño.
En lo que respecta a los temas de accesibilidad para las personas con discapacidad
visual, recientemente se promulga la Ley 9 del 12 de abril de 2016, por medio de la
cual se aprueba el Tratado de Marrakech, sin la divulgación adecuada y sin el apoyo
económico que demanda su implementación. La mayoría de las bibliotecas en Panamá
no tienen colecciones accesibles a personas con discapacidad, no tienen los medios
económicos o presupuesto para la adquisición de equipo para esos fines, por ejemplo, no
se tiene escáner, no hay equipos para grabación etc. Lo mismo sucede con los espacios
para el uso de esos servicios, no existen.
La mayoría de las Bibliotecas que respondieron fueron las municipales, todas se
manejan con las mismas directrices, por eso sus respuestas fueron idénticas. El otro grupo
con mayor cantidad de encuestas respondidas fue el de las bibliotecas universitarias.
Sobre las preguntas en el cuestionario referentes a la importación paralela, todos los
encuestados señalaron que el país no cuenta con leyes que permitan a las bibliotecas
realizar importación de obras sin pedir permiso al titular del derecho de autor, ellos

127

�128

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

realizan esta actividad porque no se adquieren en el país. Situación similar se presenta
con el préstamo de obras impresas, todos los encuestados señalaron que el país no
tiene leyes que permitan que las bibliotecas realicen préstamos de obras impresas, sin
embargo, todas hacen préstamo externo de obras.
Todos los encuestados señalaron que no se contempla en la Ley el préstamo de
obras digitales ni que las bibliotecas realicen su reproducción sin el permiso del titular
del derecho de autor. En ese mismo orden todas las bibliotecas académicas encuestadas
realizan la reproducción de obras mediante la digitalización, sobre todo de los trabajos de
grados (tesis) y en el caso de las bibliotecas escolares y públicas realizan el fotocopiado
de documentos para fines académicos.
Con relación al suministro de obras digitales, el 86% de los encuestados (30
bibliotecarios) manifestaron que nuestro país no tiene leyes al respecto. Contrario a
eso, el 14% (5 bibliotecarios) señalaron que se tienen leyes al respecto y que realizan
el suministro de documentos a usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca.
En el caso de las bibliotecas universitarias, por haber suscrito convenios internacionales
relacionados con el “acceso abierto”, ponen a disposición las tesis digitalizadas y los
repositorios institucionales. En el tema preservación, las bibliotecas que realizan copias
de preservación de los documentos que custodian las realizan en casos en que el
documento se encuentre en mal estado o que sea un documento único e histórico o
antiguo, las copias son limitadas.
Con relación a si el país tiene leyes que permiten que las bibliotecas transformen
obras en formatos accesibles, el 6% de los encuestados (2 bibliotecarios) contestó
afirmativamente, igual porcentaje ofrece transformar obras en formato accesibles
para personas con discapacidad visual. En lo referente a obras agotadas, el 6% de
los encuestados (2 bibliotecarios) señaló que el país tiene leyes que permiten que las
bibliotecas copien obras agotadas en el mercado sin pedir permiso al titular del derecho
de autor para permitir su acceso desde las bibliotecas; ellos indicaron que tienen en sus
colecciones copias de obras agotadas en el mercado. Un caso manifestó que los docentes
entregan fotocopias de documentos de sus colecciones particulares para sus cursos de
obras que no se encuentran disponibles en la región. En contrapartida, los encuestados
que indicaron que no existen leyes que permitan que las bibliotecas ofrezcan obras de
retracción o sean retiradas sin permiso del titular del derecho de autor, también fueron
los casos de las bibliotecas que no tienen en sus colecciones obras que han sido retiradas
por solicitud del autor al retractarse de su publicación. Lo mismo ocurrió en relación con
el tema usos transfronterizos, es decir, los encuestados que señalaron que el país no tiene
leyes sobre los usos transfronterizos, el 6% (2 bibliotecarios), también fueron aquellos
cuyas bibliotecas realizan intercambio de material con otras bibliotecas. En el caso de
las obras huérfanas, todos los encuestados manifestaron que en sus bibliotecas no se
ha reproducido, publicado o usado obras cuyos datos de contacto son de difícil acceso.
También se observó esta unanimidad con respecto a la realización de traducciones de
obras por las bibliotecas, ya que todos los encuestados también fueron categóricos en
decir que en su biblioteca no se realiza la traducción de obras sin autorización del titular
del derecho de autor.
El 86% de los encuestados (30 bibliotecarios) dice que la ley permite a las bibliotecas
realizar depósito legal de obras impresas en la Biblioteca Nacional, el 14% restante
(5 bibliotecarios) desconoce si existe ley y que no realiza depósito legal. En relación

�3.12 PANAMÁ – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

con el depósito legal de obras digitales, el 86% (30 bibliotecarios) no sabe si el país
tiene ley sobre depósito legal de obras digitales. El resto de los encuestados, el 14% (5
bibliotecarios), respondió que el país tiene ley sobre depósito legal de obras digitales
y se hace en la Biblioteca Nacional. El 94% (33 bibliotecarios) señaló que no saben si
el país tiene ley que permita que las bibliotecas no sean responsables por infracciones
cometidas al derecho de autor en el ejercicio de sus actividades misionales, mientras que
el 6% (2 bibliotecarios) indicó que el país tiene leyes sobre el tema.
El 94% (33 bibliotecarios) de los encuestados indicó que desconoce si existe ley que
permita a las bibliotecas realizar elusión de medidas de protección tecnológica. Mientras
el 6% (2 bibliotecarios) indicó que el país tiene leyes sobre el tema y la biblioteca
no realiza elusión. Todos los encuestados respondieron que el país no tiene leyes que
permitan que las bibliotecas realicen minería de datos de obras digitales. Añadieron que
en la biblioteca no se realiza minería de datos de sus colecciones.
El texto de Kenneth Crews (2008) refleja la situación actual de Panamá con respecto
al derecho de autor, eso se pudo detectar en el análisis de los datos de las encuestas y
los contenidos de las leyes existentes, se tienen en cuenta las excepciones, temas como
la reproducción de obras protegidas por derecho de autor con fines académicos.
A pesar de la vigencia de la Ley 64 de 2012 sobre derecho de autor y derechos
conexos, las bibliotecas y centros de documentación no están al tanto de las iniciativas
relacionadas con la reforma del derecho de autor, se desconoce lo que señala la ley, por
lo que no hay exigencias en cuanto a su cumplimiento y no se realizan consultas públicas
sobre su implementación o violación.
Se necesita capacitación en este tema para los bibliotecarios, por lo que se sugiere
que IFLA podría elaborar un programa de capacitación por país, con el apoyo puntual
en la organización de cada una de las Asociaciones de países. Otros obstáculos que
enfrentan las bibliotecas de Panamá para brindar servicios como resultado de la ley de
derecho de autor, son los dirigidos a personas con discapacidad.

3.12.5 CONSIDERACIONES FINALES - PANAMÁ
Aunque desde el año 2012 está en vigencia en Panamá la Ley 64 sobre el Derecho
de Autor y Derechos Conexos, y que el Gobierno Nacional ha suscrito Convenios
Internacionales en esta línea de actuación, existe un desconocimiento casi generalizado
en estos temas por parte de los bibliotecarios, de acuerdo a los resultados obtenidos en las
encuestas y por las prácticas realizadas en los servicios que se les brindan a los usuarios
en las distintas bibliotecas del país. Por eso se deben realizar jornadas de capacitación a
estos profesionales, sea presencial o virtual, las cuales pueden ser organizadas por medio
de la Asociación en estrecha colaboración con IFLA.

129

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

130

3.13 PERÚ – situación de las bibliotecas en relación con el derecho
de autor
por Lilian Maura-Tejeda79 y Ana María Talavera-Ibarra80

3.13.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
La legislación sobre Derechos de Autor en el Perú protege las obras del ingenio,
entendiéndose como tales a “toda creación intelectual personal y original, susceptible de ser
divulgada o reproducida en cualquier forma, conocida o por conocerse” (Reglamento del
Registro Nacional del Derecho de Autor y Derechos Conexos, 2003).
Las principales leyes sobre Derecho de Autor en el Perú, segundo INDECOPI y OMPI
son:
• Ley Nº 30276 del 13 de noviembre, 2014: Modifica la Ley de Derecho de Autor (Decreto Legislativo
Nº 822 del 23 de abril, 1996)
• Ley N° 29316 del 12 de enero, 2008: Modifica, incorpora y regula disposiciones para implementar el
Acuerdo Comercial TLC Perú Estados Unidos de América. Concordancia con el Título V del Código Penal
sobre Delitos contra el Patrimonio
• Ley Nº 28571 del 13 de junio, 2005: Modifica los Artículos 188 y 189 de la Ley del Derecho de Autor
(Decreto Legislativo Nº 822 del 23 de abril de 1996)
• Ley Nº 27861 del 24 de octubre, 2002: Libera el pago de derechos de autor por la reproducción de
obras para uso exclusivo de personas con discapacidad visual.

La Constitución Política es el marco fundamental, así como la legislación del Poder
Legislativo y el Poder Ejecutivo, cuyos fueros jurídicos aplican el Código Procesal Civil y
el Código Procesal Penal. Destacan diversos Tratados Internacionales sobre Propiedad
Intelectual (OMPI), de los cuales aquí hablaremos del Tratado de Marrakech suscrito por
Perú. Otras normas de importancia son:
•Ley Nº 29263 del 23 de septiembre, 2008: Modifica Artículos 217, 218, 221, 224 del Código Penal y
Ley Gral. del Ambiente, para circulación de obras sin permiso. Incauta y comiso. Incluye Artículos
220A-220F (elusión tecnológica). Aplica cárcel efectiva de 2 años.
• Decreto Leg. Nº 1092 del 27 de junio, 2008: Protección de derechos de autor, derechos conexos
y derechos de marcas en frontera contra mercancía pirata y falsificada. Concordancia con Acuerdo
Comercial TLC Perú Estados Unidos de América sobre competitividad económica.
• Decreto Leg. Nº 1033 del 24 de junio, 2008: Norma la organización y funciones del Instituto Nacional
de Defensa de la Competencia y de la Protección de la Propiedad Intelectual (INDECOPI).
• Ley N° 28289 del 19 de julio, 2004: Protección contra Piratería de obras sin permiso, con cárcel
efectiva de 2 a 6 años y multa. Incluye el caso de distribución con venta, alquiler o préstamo público
• Ley Nº 28086 del 10 de octubre, 2003: Democratiza y protege el libro y productos editoriales y
fomenta la lectura.
• Dec. Sup. Nº 013-PCM del 12 de febrero, 2003: Prevé presupuesto público para pago de licencias de
software (propietarios o libres). El Decreto Supremo Nº037-2005-PCM fijando plazo a diciembre
2006.
79- Colegio de Bibliotecólogos del Perú, Lima, Perú. limaurat@gmail.com
80- Pontificia Universidad Católica del Perú, Especialidad de Ciencias de la Información, Lima, Perú. atalave@pucp.edu.pe

�3.13 PERÚ – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

3.13.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
Para la recolección de datos se utilizó el cuestionario semiabierto propuesto por el
Proyecto Integrado IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A) y un grupo focal. El cuestionario se
aplicó a ambos digitalmente y en forma impresa durante 7 días. La muestra fue de 112
individuos (bibliotecólogos, responsables de bibliotecas y aliados de éstas, procedentes
de la comunidad profesional y del taller BSLA-Perú (Building Strong Libraries Associations)
con la siguiente composición: 37 de las bibliotecas académicas y universitarias, 26 de las
bibliotecas públicas, 18 de las bibliotecas escolares, 15 de las bibliotecas especializadas, 7 de
la Bibliotecas Nacional de Perú (BNP), 7 de las bibliotecas del sector público, y 2 de los otros
tipos de bibliotecas. A fin de identificar las limitaciones del Tratado de Marrakech (firmado
por el Perú en febrero de 2015) para recoger las recomendaciones y excepciones para su
implementación, se contó con un grupo focal de 7 expertos con la siguiente procedencia:
1 experta del Instituto Nacional de Defensa de la Competencia y de la Protección de la
Propiedad Intelectual (INDECOPI), 2 bibliotecólogos de universidades, 1 bibliotecóloga de
Biblioteca Pública, 1 bibliotecóloga del Servicio para Invidentes de la Biblioteca Nacional
del Perú, 1 representante de la Comunidad de Damas Invidentes del Perú, 1 bibliotecólogo
experto en investigación en Lectura de la ONG Achickllay-Junín y 1 experto del Colegio de
Bibliotecólogos del Perú (CBP). Este grupo focal sesionó por tres horas.

3.13.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto por
el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de Perú = En
cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al respecto de la existencia
de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de leyes en el país sobre el tema;
en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de la existencia de leyes en el país
sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas no respondidas. Delante de cada
porcentaje se indica el número respectivo de los encuestados por cada respuesta. Una
marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E consta en la legislación del país, pero la
marca (X) muestra que la referida L&amp;E no consta en la legislación del país.
b) Actuación de las bibliotecas peruanas frente a las L&amp;E indicadas en este estudio =
En ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya
biblioteca NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número
(correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.
El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

131

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

132

Figura 24 - Conocimento de los encuestados sobre la legislación de Perú
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

37%
35%
29%
0%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
41
39
32
0

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

36%
29%
35%
1%

40
32
39
1

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

38%
24%
38%
0%

33%
36%
31%
0%

42
28
42
0

47%
39%
12%
2%

37
40
35
0

53
44
13
2

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

46%
43%
12%
0%

31
14
65
2

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

36%
36%
29%
0%

40
40
32
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

36%
26%
46%
0%

40
26
46
0

8 - OBRAS AGOTADAS

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

28%
13%
58%
2%

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

37%
45%
19%
0%

41
50
21
0

10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

51%
37%
13%
0%

57
41
14
0

12 - TRADUCCIONES
51
48
13
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

40%
42%
18%
0%

45
47
20
0

�permiso al titular del derecho de
2%
0%
¿Su
país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
autor?
46% 51
40% 45
permita que las bibliotecas
permita
que
las
bibliotecas
48
43%
42% 47
3.13
PERÚusos
– situación
de lassin
bibliotecas
en relación con el derechorealicen
de autor
ofrezcan
transfronterizos
traducciones de obras sin
13
11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
12 - TRADUCCIONES
12%
18% 20
pedir permiso al titular del
pedir permiso al titular del
0
0
derecho de autor?
derecho de autor?
0%
0%
51
45
¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
46%
40%
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
48
43%
42% 47
ofrezcan usos transfronterizos sin
realicen traducciones de obras sin
13
20
14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS
13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS
12%IMPRESAS
18%DIGITALES
pedir permiso al titular del
pedir permiso al titular del
0
0
derecho de autor?
derecho de autor?
0%
0%
32
¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
29%
45% 50
permita que las bibliotecas
permita
que
las
bibliotecas
13% 15
28% 31
realicen
el depósito legal?
realicen
el depósito legal
digital
14 - DEPÓSITO
LEGAL
DE OBRAS DIGITALES
13 - DEPÓSITO
LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
65
58%
28% 31
sin pedir permiso al titular del
0
derecho de autor?
0%
0% 500
32
¿Su país tiene alguna ley que
¿Su
país
tiene
alguna
ley
que
29%
45%
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas
15
13%
28% 31
realicen el depósito legal?
realicen
el
depósito
legal
digital
31
58% 65
28%
sin16
pedir
permiso al titular
del
15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
- MEDIDAS
DE PROTECCIÓN
TECNOLÓGICA
0
0
derecho de autor?
0%
0%
DE BIBLIOTECAS
¿Su país tiene alguna ley que
¿Su país tiene alguna ley que
46% 52
49% 55
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas no
22% 25
36% 40
realicen elusión de medidas de
sean responsables por
15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
16
MEDIDAS
DE
PROTECCIÓN
TECNOLÓGICA
35
protección tecnológica sin pedir
infracciones cometidas al derecho
13% 15
DE BIBLIOTECAS31%
permiso al titular del derecho de
de autor en el ejercicio de sus
0
0%
2% 555
¿Su
país tiene alguna ley que
¿Su país tiene
alguna ley que
52
autor?
actividades
misionales?
46%
49%
permita que las bibliotecas
permita que las bibliotecas no
22% 25
36% 40
realicen elusión de medidas de
sean responsables por
35
protección tecnológica sin pedir
infracciones cometidas
al derecho DE DATOS
31%
13% 15
17 - MINERÍA
permiso
al
titular
del
derecho
de
de autor en el ejercicio de sus
0
5
0%
2%
autor? n% No sé si mi país tiene
actividades misionales?
alguna ley
¿Su país tiene alguna ley que
57% 64
n% No, mi país no tiene leyes al respecto
permita que las bibliotecas
41
37%
n% Si, mi país tiene leyes sobre el tema
MINERÍA
DE DATOS
realicen minería17de-datos
de
5

4%
obras digitales sin pedir permiso
2
al titular del derecho de autor?
64
2%
¿Su país tiene alguna ley que
57%
permita que las bibliotecas
37% 41
realicen minería
datos
FUENTE:
Datosdede
la de
investigación, 2016.5
4%
obras digitales sin pedir permiso
2
al titular del derecho de autor?
2%

n% NoSinsérespuesta
n%
si mi país tiene alguna ley
112No,Número
de encuestados
n%
mi país no tiene leyes al respecto
n% Si, mi país tiene leyes sobre el tema
n% Sin respuesta
112 Número de encuestados

1 - IMPORTACIÓN PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

Figura 25 - Actuación de las bibliotecas peruanas frente a las L&amp;E.
Mi biblioteca NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

82

27%

1
30

- IMPORTACIÓN
Mi biblioteca SI hace PARALELA
importación de obras que no

0%
73%

082

tenemos en mi país.
Mi biblioteca
No
opina NO hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

2%
39%

2
44

sin pedir permiso al titular del derecho de autor.
MiNobiblioteca
opina NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

30

Mi biblioteca SI hace importación de obras que no

59%

66

Mi biblioteca SI hace préstamo externo de obras

2%
73%

2

27%
0%
71%

28%

tenemos enDE
mi país.
3 - PRÉSTAMO
OBRAS DIGITALES
0

No opina

80

Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

3 -31
PRÉSTAMO
DESI OBRAS
DIGITALES
Mi biblioteca
hace préstamo
de obras digitales sin

39%

Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

73%

44

DE OBRAS
IMPRESAS
66
Mi biblioteca
SI hace préstamo
externo de obras
59%2 - PRÉSTAMO

sin pedir permiso
titular del
derecho de autor.
4 - REPRODUCCIÓN
DE alOBRAS
DIGITALES
82

pedir permiso al titular del derecho de autor.
Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
No opina
pedir permiso al titular del derecho de autor.

73%
0%

0
82

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

27%

30

0%

0

180

28%

31

1%

1

- SUMINISTRO
No 5
opina

71%

80

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

70%

78

29%

32

29%

33

71%
0%

080

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca
Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
No
opina que no pueden asistir físicamente a la biblioteca
usuarios

29%

32
0

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

7 - FORMATOS ACCESIBLES
No opina

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

4 - REPRODUCCIÓN
DESIOBRAS
DIGITALESde obras
30
Mi biblioteca
realiza reproducción

27%

71%
1%

5 - SUMINISTRO

No opina

mediante digitalización o fotocopiado
Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
No opina
mediante digitalización o fotocopiado
Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

- PRESERVACIÓN
No6opina

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

6 - PRESERVACIÓN

Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia
Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
Nodocumentos
opina
los
que custodia

70%
1%

78
1

29%

33

Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

1

No opina

8 - OBRAS AGOTADAS

133

�3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
134

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

71%

80

Mi biblioteca NOBIBLIOTECAS
hace préstamo de obras
sin de la legislación
biblioteca NO
reproducción
obrasy el Caribe
LAC:digitales
El impacto
de realiza
autor en
Américade
Latina
73% 82 deMiderechos
pedir permiso al titular del derecho de autor.
mediante digitalización o fotocopiado

28%

31

Mi biblioteca SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

27%

30

Mi biblioteca SI realiza reproducción de obras
mediante digitalización o fotocopiado

1%

1

No opina

0%

0

No opina

5 - SUMINISTRO

6 - PRESERVACIÓN

71%

80

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

70%

78

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

29%

32

Mi biblioteca SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

29%

33

Mi biblioteca SI realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

0%

0

No opina

1%

1

No opina

7 - FORMATOS ACCESIBLES

8 - OBRAS AGOTADAS

82%

92

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

79%

89

18%

20

Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

21%

23

0%

0

No opina

0%

0

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS

84%

94

13%

14

4%

4

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
No opina

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
mercado
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado
No opina

10 - OBRAS HUÉRFANAS

88%

99

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

12%

13

0%

Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

0

No opina

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

12 - TRADUCCIONES

91%

102

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

96%

107

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

9%

10

4%

5

0%

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

0

No opina

0%

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

0

No opina

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

60%

67

En mi país NO se realiza el depósito legal

79%

88

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

40%

45

En mi país SI se realiza el depósito legal

21%

24

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

0%

0

No opina

0%

0

No opina

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

74%

83

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

26%

29

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

0%

0

No opina

17 - MINERÍA DE DATOS

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

92%

103

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

6%

7

2%

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

2

No opina

�60%

67

En mi país NO se realiza el depósito legal

79%

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

88

3.13 PERÚ – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

40%

45

En mi país SI se realiza el depósito legal

21%

24

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

0%

0

No opina

0%

0

No opina

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

74%

83

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

26%

29

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

0%

0

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

92%

103

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

6%

7

2%

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

2

No opina

No opina

17 - MINERÍA DE DATOS

93%

104

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

5%

6

2%

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

2

No opina

N= 112 número de encuestados

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

3.13.4 RESULTADOS - PERÚ
De acuerdo al cuestionario respondido por 112 profesionales, podemos mencionar
que existe gran desconocimiento de la ley, en general la mayor parte de los temas
abordados por las preguntas numeradas del 1 al 15 (17 preguntas concretas), no han
sido considerados en las L&amp;E de la Ley Perúana sobre Derechos de Autor. Solamente en
los casos de préstamo de obras impresas, preservación de los materiales, conversión a
formatos accesibles, copia de obras agotadas o en retracción o retiradas del mercado, la
ley Perúana ha legislado positivamente en favor del trabajo que realizan las bibliotecas,
en algunos casos se permiten algunas excepciones a todo el público, aunque no se
menciona específicamente a las bibliotecas.
Con respecto a los obstáculos que las bibliotecas Perúanas enfrentan para la
prestación de sus servicios como resultado de la ley de derecho del autor del país, el
79% de los participantes en este estudio afirmó que enfrenta dificultades, un 13% no
las tiene, y un8% no responde. Las dificultades identificadas se agrupan en cinco ejes
de análisis: a) Reproducción y préstamo de obras (81%); b) Digitalización de obras
(21%); c) Naturaleza de la biblioteca y el punto de vista del lector (6%); d) Presencia y
problemática de fuentes digitales en los servicios y préstamos bibliotecarios (residual); y
e) Exoneraciones por la labor educativa y la reproducción de acceso abierto (residual).
Se objetó una falta de precisión en la Ley al no especificar el índice de reproducción y
copia permitidas. Actualmente, la modificación introducida en la Ley N° 30276 permite a
las bibliotecas hacer préstamo público de cualquier tipo de obra (escritas, fonográficas,
audiovisuales o artísticas). Sin embargo, aún existe un vacío en el caso de las obras
digitales.
Con relación al comportamiento de las bibliotecas, por lo menos la mitad de la
muestra conoce la ley sobre el Depósito Legal, función propia de la Biblioteca Nacional.
En cuanto a la responsabilidad bibliotecaria por comisión de infracción al derecho de

135

�136

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

autor por los usuarios, casi tres cuartas partes niegan o desconocen la norma frente a
una cuarta parte que afirma cometer infracciones en su servicio. No hay claridad sobre
cuáles serían esas posibles infracciones.
Con relación al Tratado de Marrakech se confirma, para el Perú, un alto conocimiento
de esta Declaración, con un 81% de los participantes en este estudio, quienes afirmaron
que sí conocen su ámbito de aplicación y un 19% que lo desconoce (10%) o no responde
(9%). El Perú ha ratificado el Tratado de Marrakech y ahora está trabajando para incluirlo
en la legislación nacional, aunque algunas excepciones ya aparecen en el D. Leg. 822.
En Perú, la población con discapacidad visual alcanza el 4% (cerca 1 millón y medio de
personas), la mayoría afectada por cataratas y sobre 50 años (OMS, 2015). Las bibliotecas
deben ser activas promotoras de servicios dedicados a estas personas, con la tecnología
adecuada a ese propósito. Ya existen experiencias exitosas en bibliotecas públicas de
Lima, como Miraflores y San Borja, además la Biblioteca Nacional y en Piura (Norte), a
nivel académico en la Pontificia Universidad Católica del Perú. Algunos participantes del
grupo focal, también mencionaron la necesidad de evaluar el uso del término “biblioteca”
en la ley, dada la versatilidad de formatos y los nuevos espacios que actualmente también
albergan el conocimiento. Así como también incluir excepciones para las poblaciones con
discapacidad auditiva y promover en las empresas editoras la conversión de información
a formatos accesibles para ellas (como lenguaje de señas, material audiovisual inclusivo
etc.)

3.13.5 CONSIDERACIONES FINALES - PERÚ
En el ámbito de bibliotecas, archivos y museos existe desconocimiento profesional
y, desde luego, para-profesional sobre el alcance y aplicación de la legislación sobre
Derechos de Autor y normas relativas. Urge impartir formación y orientación jurídica a
la comunidad profesional con asesoría de Indecopi y OMPI, bajo alianza con el Colegio
de Bibliotecólogos del Perú. Se recomienda publicar una recopilación jurídica para
bibliotecólogos.
Se recomienda plantear excepciones que liberen a las bibliotecas de responsabilidad
frente a supuestas infracciones, como fotocopia o descargas, porque limita su acceso a
bibliografía en zonas remotas del país. Las universidades con fondo editorial tienen un área
de Propiedad Intelectual para proteger sus obras. Los investigadores suelen ser bilingües y
prefieren la bibliografía en idioma original (inglés u otros), lo cual resta responsabilidad de
traducción y sus costos. Es importante incluir la discapacidad auditiva, así como el lenguaje
de señas, también ampliar de modo sustantivo los temas de obras transformadas, acorde
a la alta producción editorial. Se debe incluir la citación de obras en formatos visual y
sonoro. Evaluar la precisión del término “Biblioteca” en la ley, dada la versatilidad de
formatos y los nuevos espacios que actualmente también albergan el conocimiento.

�3.14 REPÚBLICA DOMINICANA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

3.14 REPÚBLICA DOMINICANA – situación de las bibliotecas en
relación con el derecho de autor
por Dulce María Núñez de Taveras81, Eloisa Marrero82, Víctor Belén83 y
Lucero Arboleda de Roa84

3.14.1 BREVE CONTEXTO DEL DERECHO DE AUTOR EN EL PAÍS
La legislación de derechos de autor ha acompañado todas las etapas de la vida
republicana. Desde 1854, la constitución dominicana acoge el concepto de propiedad
intelectual. Sucesivas modificaciones constitucionales se tradujeron en avances o
retrocesos en materia de derechos de propiedad intelectual, siendo 1912 el año en que
República Dominicana asumió concepciones jurídicas europeas con la ratificación de la
Convención sobre la propiedad literaria y artística, la Convención sobre patentes de
invención, dibujos y modelos industriales, la Convención sobre marcas de fábrica y de
comercio.
En 1947, la Ley Nº.1381 se constituyó en el segundo texto legal referido al registro y
protección de obras literarias y artísticas, creándose a su amparo una oficina dedicada
a esos fines. Esta ley fue sustituida por la Nº 32-86, del 4 de julio de 1986, votada
bajo el influjo de la ratificación en 1977 y 1982, respectivamente, de la Convención
sobre la protección de los artistas intérpretes o ejecutantes, productores de fonogramas
y organismos de radiodifusión del 26 de octubre de 1961 (Convención de Roma) y la
Convención Universal sobre Derecho de Autor del 6 de septiembre de 1952.85
Así llegamos al año 2000, en el que la ley 32-86 es sustituida por la ley 65-00 que
protege los derechos morales y patrimoniales del autor durante su vida, y a su cónyuge,
herederos y causahabientes. También la ley 20-00 sobre propiedad intelectual.
Los alcances de la ley 65-00, sus previsiones, L&amp;E, en beneficio de las bibliotecas y
servicios de información de la República Dominicana son:
Artículo 32 Podrán ser reproducidos por medios reprográficos, para la enseñanza o para la realización
de exámenes en instituciones educativas, en la medida justificada por el fin que se persiga, siempre y
cuando no sea un fin comercial.
Artículo 37 Es lícita la reproducción, por una sola vez y en un solo ejemplar, de una obra literaria o
científica, para uso personal y sin fines de lucro, sin perjuicio del derecho del titular por la reproducción
reprográfica o por la copia privada de una grabación sonora o audiovisual.
Artículo 38 Las bibliotecas públicas podrán reproducir, para el uso exclusivo de sus lectores y cuando
ello sea necesario para su conservación o para el servicio de préstamos a otras bibliotecas también
públicas.
Artículo 41 Permite la reproducción de la Constitución Política, las leyes, los decretos, ordenanzas y
reglamentos debidamente actualizados, los convenios y demás actos administrativos y las decisiones
judiciales, bajo la obligación de indicar la fuente y conformarse textualmente con la edición oficial,
siempre y cuando no esté prohibido.
81- Pontificia Universidad Católica Madre y Maestra (PUCMM), República Dominicana. dulcenunez@pucmm.edu.do
82- Universidad Nacional Pedro Henríquez Ureña (UNPHU), República Dominicana. emarrero@unphu.edu.do
83- Universidad Católica Nordestana (UCNE), República Dominicana. vbelen60@gmail.com
84- Instituto Tecnológico de Santo Domingo (INTEC), República Dominicana. lucero.arboleda@intec.edu.do
85- Espinal Hernández, E. (2009). Propiedad intelectual en República Dominicana: 155 años de evolución. Disponible: http://www.
adopi.org.do/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=80:propiedad-intelectual-en-republica-dominicana-155-anos-deevolucion&amp;catid=43:articulos-de-interes&amp;Itemid=76

137

�138

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

83- Pontificia Universidad Católica Madre y Maestra (PUCMM), República Dominicana. dulcenunez@
pucmm.edu.do
84- Universidad Nacional Pedro Henríquez Ureña (UNPHU), República Dominicana. emarrero@
unphu.edu.do
85- Universidad Católica Nordestana (UCNE), República Dominicana. vbelen60@gmail.com
86- Instituto Tecnológico de Santo Domingo (INTEC), República Dominicana. lucero.arboleda@intec.
edu.do
87- Espinal Hernández, E. (2009). Propiedad intelectual en República Dominicana: 155 años de
evolución. Disponible: http://www.adopi.org.do/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id
=80:propiedad-intelectual-en-republica-dominicana-155-anos-de-evolucion&amp;catid=43:articulos-deinteres&amp;Itemid=76
Artículo 44 Considera como únicas excepciones al derecho de comunicación pública:
1) Las que se realicen con fines estrictamente educativos, sin reproducción, dentro del recinto o
instalaciones de los institutos de educación, siempre que no se cobre suma alguna por el derecho de
entrada.
2) Las que sean de obras, interpretaciones, producciones o emisiones, sin reproducción, en los
establecimientos de comercio, con únicos fines demostrativos para la clientela de equipos receptores,
reproductores o de ejecución musical o para la venta de los soportes materiales lícitos que las
contienen;
3) Las que se realicen sin reproducción para no videntes y otras personas incapacitadas físicamente,
sin fines de lucro.
Artículo 187, numeral “e” (modificado por el artículo 62 de la ley 424-06 Tratado de Libre Comercio
DR-CAFTA) - Medidas tecnológicas efectivas: permiten el acceso por parte de una biblioteca, archivo,
institución educativa sin fines de lucro a una obra, interpretación, ejecución o fonograma a la cual no
tendrían acceso de otro modo, con el único propósito de tomar decisiones sobre adquisición.
Artículo 194 Descarga de sanciones penales por elusión de medidas tecnológicas a la biblioteca, el
archivo, institución educativa u organismo público en caso de violación al artículo 194.
Artículo 156-161 Depósito legal: Autor o sus causahabientes y, en su defecto, el editor o el productor
de las obras debe hacer entrega de tres (3) ejemplares a la Biblioteca Nacional publicada en forma
impresa, audiovisual.

En ese contexto, aceptamos la invitación de IFLA LAC para participar en ese proyecto
con los objetivos de: (a) mapear la situación de las bibliotecas de República Dominicana
frente a las restricciones de la ley de derecho de autor, por medio de una encuesta
con miembros representativos de las bibliotecas públicas, académicas, escolares y
especializadas; (b) Analizar y contextualizar el impacto de la legislación dominicana
sobre derechos de autor y temas afines en los servicios y procesos de las bibliotecas, a
fin de aportar elementos de juicio para la promoción del mejoramiento cualitativo de la
legislación sobre la materia, en beneficio de las bibliotecas como instancias gestoras de
derechos de autor en República Dominicana.

3.14.2 PROCEDIMIENTOS DE RECOLECCIÓN DE DATOS
Para la recolección de datos se utilizaron tres estrategias distintas: La primera
estuvo reservada a a) discusión del papel de las bibliotecas como gestoras colectivas de
derechos de autor; b) orientación general sobre los objetivos del proyecto IFLA/LAC; c)

�3.14 REPÚBLICA DOMINICANA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

orientación sobre la logística de aplicación de la encuesta. Para los aspectos (b) y (c)
de esta etapa se usó el material suministrado por IFLA LAC. Para esto se llevó a cabo la
“Consulta Nacional sobre Derechos de Autor en las Bibliotecas Dominicanas”, bajo el
auspicio de la Asociación de Bibliotecas Universitarias Dominicanas (ABUD), el martes
12 de abril, 2016, teniendo como sede la Universidad Nacional Pedro Henríquez Ureña
(UNPHU) con la participación de representantes de distintas regiones del país.
Al final del evento inició la segunda estrategia, aplicación presencial de la encuesta
por medio del cuestionario semiabierto propuesto por el Proyecto Integrado IFLA LAC
2016 (APÉNDICE A). Para facilitar la comprensión de los términos del cuestionario, se hizo
entrega del Desglose de Términos, documento aportado por IFLA/LAC. EL cuestionario
fue contestado por 45 participantes, aunque en la actividad participaron 48, siendo 22
de las bibliotecas académicas, 14 bibliotecas especializadas, 04 bibliotecas escolares,
03 bibliotecas públicas, 03 biblioteca nacional y 02 Archivos Generales de la Nación.
La información recogida fue procesada y tabulada mediante el uso del programa SPSS
(Statistical Package for the Social Sciences).
La tercera estrategia consistió en tres grupos focales: el primer grupo compuesto por
miembros representativos de la Biblioteca Nacional y las bibliotecas públicas y escolares,
el segundo grupo por miembros de bibliotecas universitarias, y el tercero por miembros
de las bibliotecas especializadas. Para esta etapa se utilizaron guías preparadas por
la Comisión Organizadora de la Consulta, inspiradas en los lineamientos y material de
IFLA: a) Guía de los Coordinadores de Grupo; b) Guía de los moderadores; c) Guía de
los participantes.

3.14.3 ANÁLISIS DE LOS DATOS
Las respuestas obtenidas para las 17 preguntas objetivas del cuestionario propuesto
por el Proyecto Integrado de IFLA LAC 2016 (APÉNDICE A), están agrupadas en dos
infografías:
a) Conocimiento de los encuestados sobre la Ley de Derechos de Autor de República
Dominicana = En cada pregunta se muestra en AZUL el desconocimiento o duda al
respecto de la existencia de leyes en el país sobre el tema; en ROJO la ausencia de
leyes en el país sobre el tema; en VERDE el porcentaje de respuestas positivas acerca de
la existencia de leyes en el país sobre el tema; y en NEGRO el porcentaje de preguntas
no respondidas. Delante de cada porcentaje se indica el número respectivo de los
encuestados por cada respuesta. Una marca de VERIFICACIÓN (√) indica que la L&amp;E
consta en la legislación del país, pero la marca (X) muestra que la referida L&amp;E no
consta en la legislación del país.
b) Actuación de las bibliotecas dominicanas frente a las L&amp;E indicadas en este estudio
= En ROJO se muestra el porcentaje y el número (correspondiente) de encuestados cuya
biblioteca NO ofrece el referido servicio, y en VERDE está el porcentaje y el número
(correspondiente) de encuestados cuya biblioteca SÍ ofrece dicho servicio.
El análisis cualitativo del cuestionario y de las preguntas objetivas usadas en las
entrevistas individuales y/o en grupo (Apéndices A y B), así como el análisis de las
infografías, se hicieron subjetivamente y serán presentados en los ítens referentes a
Resultados y Consideraciones Finales.

139

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

140

Figura 26 - Conocimento de los encuestados sobre la legislación
de la República Dominicana
1 - IMPORTACIÓN PARALELA
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen importación de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

27%
53%
20%
0%

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
12
24
9
0

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

42%
47%
11%
0%

19
21
5
0

5 - SUMINISTRO
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen suministro de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

22%
56%
20%
2%

44%
40%
13%
2%

10
25
9
1

53%
33%
7%
7%

20
18
6
1

24
15
3
3

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan usos transfronterizos sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

47%
36%
16%
2%

7%
9%
84%
0%

19
13
0

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen reproducción de obras
digitales sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

20%
36%
44%
0%

9
16
20
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen copias de preservación sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

24%
22%
53%
0%

11
10
24
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas copien
obras agotadas en el mercado sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor para permitir su
acceso desde las bibliotecas?

27%
27%
42%
4%

12
12
19
2

10 - OBRAS HUÉRFANAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
reproduzcan, publiquen o usen
obras huérfanas?

51%
31%
16%
2%

23
14
7
1

12 - TRADUCCIONES
21
16
7
1

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal?

13

8 - OBRAS AGOTADAS

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
ofrezcan acceso a obras objeto de
retracción o retiradas sin pedir
permiso al titular del derecho de
autor?

29%
42%
29%
0%

6 - PRESERVACIÓN

7 - FORMATOS ACCESIBLES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
transformen obras en formatos
accesibles sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen préstamo de obras
impresas sin pedir permiso al
titular del derecho de autor?

3
4
38
0

¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen traducciones de obras sin
pedir permiso al titular del
derecho de autor?

36%
33%
29%
2%

16
15
13
1

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
¿Su país tiene alguna ley que
permita que las bibliotecas
realicen el depósito legal digital
sin pedir permiso al titular del
derecho de autor?

24%
31%
42%
2%

11
14
19
1

�11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

autor?

12 - TRADUCCIONES

¿Su país tiene
que
¿Su país tiene alguna
que
47% 21
36% 16
11 -alguna
USOSleyTRANSFRONTERIZOS
12 -leyTRADUCCIONES
3.14
REPÚBLICA
DOMINICANA – situación de
relación
el derecho de autor
permita
que las bibliotecas
permita
quecon
las bibliotecas
16 las bibliotecas en
36% 21
33% 15
16
ofrezcan
usos transfronterizos
realicen
traducciones
de
obras
sin
¿Su
país tiene
alguna ley que sin
¿Su
país
tiene
alguna
ley
que
47%
36%
16% 716
29% 13
pedir permiso
titular del
pedir permiso
titular del
permita
que lasalbibliotecas
permita
que lasalbibliotecas
15
36%
33%
1
1
derecho de
autor?
derecho de
autor? de obras sin
2%
2%
ofrezcan
usos
transfronterizos sin
realicen
traducciones
7
13
16%
29%
pedir permiso al titular del
pedir permiso al titular del
1
1
derecho
de autor? LEGAL DE OBRAS
derecho
de autor? LEGAL DE OBRAS
2% IMPRESAS
2% DIGITALES
13 - DEPÓSITO
14 - DEPÓSITO
3
¿Su
tiene alguna LEGAL
ley que DE OBRAS
7% IMPRESAS
13país
- DEPÓSITO
permita que las bibliotecas
4
9%
3
realicen
el
depósito
legal?
¿Su país tiene alguna ley que
7%
84% 38
permita que las bibliotecas
4
9%
0
0%
realicen el depósito legal?
38

84%
0%

0

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS
¿Su país
alguna ley que
15 -tiene
LIMITACIÓN
DE RESPONSABILIDAD
27% 12
permita que las bibliotecas
no
DE BIBLIOTECAS
42% 19
sean
responsables
por ley que
¿Su país
tiene alguna
12
27%
infracciones
al derecho
permita que cometidas
las bibliotecas
no
31% 14
19
de autor
en el ejercicio
42%
0
sean
responsables
por de sus
0%
actividades misionales?
infracciones
cometidas al derecho
31% 14
de autor en el ejercicio de sus
0
0%
actividades misionales?
17 - MINERÍA DE DATOS
¿Su país tiene 17
alguna
ley que DE DATOS
44% 20
- MINERÍA
permita que las bibliotecas
49% 22
20
realicen
de datos
de
¿Su
país minería
tiene alguna
ley que
44%
3
7%
obras
digitales
sin
pedir
permiso
permita que las bibliotecas
22
49%
0
al
titularminería
del derecho
de autor?
0%
realicen
de datos
de
3
7%
obras digitales sin pedir permiso
0
FUENTE:
la investigación,
al titular delDatos
derecho de
de autor?
0% 2016.

11
¿Su
tiene alguna ley
que DE OBRAS
24%DIGITALES
14país
- DEPÓSITO
LEGAL
permita que las bibliotecas
31% 14
11
realicen
el
depósito
legal
digital
¿Su país tiene alguna ley que
24%
42% 19
sin pedirque
permiso
al titular del
permita
las bibliotecas
14
31%
1
derecho de
autor? legal digital
2%
realicen
el depósito
42% 19
sin pedir permiso al titular del
1
derecho de autor?
2%
16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

¿Su
tiene algunaDEleyPROTECCIÓN
que
16 país
- MEDIDAS
TECNOLÓGICA
40% 18
permita que las bibliotecas
38% 17
realicen
de medidas
¿Su país elusión
tiene alguna
ley quede
18
40%
protección
sin pedir
permita quetecnológica
las bibliotecas
18% 817
permiso elusión
al titulardedelmedidas
derechodede
38%
2
realicen
4%
autor? tecnológica sin pedir
protección
18% 8
permiso al titular del derecho de
2
4%
autor?
n% No sé si mi país tiene alguna ley

n%
n%
n%
n%
n%
n%
45
n%
45

No, mi país no tiene leyes al respecto
No sé si mi país tiene alguna ley
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
No, mi país no tiene leyes al respecto
Sin respuesta
Si, mi país tiene leyes sobre el tema
Número de encuestados
Sin respuesta
Número de encuestados

Figura 27- Actuación de las bibliotecas dominicanas frente a las L&amp;E.

1 - IMPORTACIÓN PARALELA
18

Mi biblioteca NO hace importación de obras que no

56%
40%

25
18

Mi biblioteca NO
haceimportación
importacióndedeobras
obrasque
quenono
SI hace
tenemos en mi país.

4%
56%

2
25

4%

2

40%

1 - IMPORTACIÓN
tenemos en mi país. PARALELA

2 - PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS

18 Mi biblioteca NO hace préstamo externo de obras
40%2 - PRÉSTAMO
DE OBRAS IMPRESAS

sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

58%
40%

26
18

Mi biblioteca NO
hacepréstamo
préstamoexterno
externodedeobras
obras
SI hace
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

Mi
No biblioteca
opina SI hace importación de obras que no
tenemos en mi país.

2%
58%

1
26

Mi
SI hace préstamo externo de obras
No biblioteca
opina
sin pedir permiso al titular del derecho de autor.

No opina

2%

1

No opina

3 - PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES

27 Mi biblioteca NO hace préstamo de obras digitales sin
60%3 - PRÉSTAMO
DE OBRAS DIGITALES

pedir permiso al titular del derecho de autor.

4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

16 Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras
36%
4 - REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES

mediante digitalización o fotocopiado

36%
60%

16
27

Mi biblioteca NO
hacepréstamo
préstamodedeobras
obrasdigitales
digitalessin
sin
SI hace
pedir permiso al titular del derecho de autor.

60%
36%

27
16

Mi biblioteca NO
realizareproducción
reproduccióndedeobras
obras
SI realiza
mediante digitalización o fotocopiado

4%
36%

2
16

Mi
No biblioteca
opina SI hace préstamo de obras digitales sin
pedir permiso al titular del derecho de autor.

4%
60%

2
27

Mi
SI realiza reproducción de obras
No biblioteca
opina
mediante digitalización o fotocopiado

4%

2

No opina

4%

2

No opina

53%

24

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
5 - SUMINISTRO
usuarios
que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

34%

15

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
6 documentos
- PRESERVACIÓN
los
que custodia

40%
53%

18
24

Mi biblioteca NO
realizasuministro
suministrodededocumentos
documentosaa
SI realiza
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

62%
34%

28
15

Mi biblioteca NO
realizacopias
copiasdedepreservación
preservacióndede
SI realiza
los documentos que custodia

7%
40%

3
18

Mi
No biblioteca
opina SI realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

4%
62%

2
28

Mi
SI realiza copias de preservación de
No biblioteca
opina
los documentos que custodia

7%

3

No opina

4%

2

71%

32

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos

47%

21

22%
71%

10
32

Mi biblioteca NO
ofrecetransformar
transformarobras
obrasenenformatos
formatos
SI ofrece
accesibles para personas con discapacidades

49%
47%

21
22

7%

3
10

Mi
No biblioteca
opina SI ofrece transformar obras en formatos

4%

5 - SUMINISTRO

7 - FORMATOS ACCESIBLES
7 - accesibles
FORMATOS
ACCESIBLES
para personas
con discapacidades

6 - PRESERVACIÓN

No opina

8 - OBRAS AGOTADAS
Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han

8sido
- OBRAS
copiadasAGOTADAS
cuando se encuentran agotadas en el

mercado
Mi
biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido
copiadasSIcuando
se sus
encuentran
agotadas
en elhan sido
Mi biblioteca
tiene en
colecciones
obras que
mercado
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado

141

�142

Mi biblioteca NO realiza copias de preservación de
los documentos que custodia

53%

24

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

40%

18

LAC:
El impacto
de la legislación28de Mi
derechos
América
Latina y eldeCaribe
bibliotecadeSIautor
realizaencopias
de preservación
Mi biblioteca SI BIBLIOTECAS
realiza suministro de
documentos
a
62%
los documentos que custodia
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

7%

3

No opina

34%

4%

15

2

No opina

7 - FORMATOS ACCESIBLES

8 - OBRAS AGOTADAS

71%

32

Mi biblioteca NO ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

47%

21

22%

10

Mi biblioteca SI ofrece transformar obras en formatos
accesibles para personas con discapacidades

49%

22

7%

3

No opina

4%

2

9 - OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN
O RETIRADAS

69%

31

18%

8

13%

6

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras
que han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que
han sido retiradas por solicitud del autor al
retractarse de su publicación
No opina

Mi biblioteca NO tiene en sus colecciones obras que han
sido copiadas cuando se encuentran agotadas en el
mercado
Mi biblioteca SI tiene en sus colecciones obras que han sido
copiadas cuando se encuentran agotadas en el mercado
No opina

10 - OBRAS HUÉRFANAS

64%

29

Mi biblioteca NO ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

27%

12

9%

Mi biblioteca SI ha reproducido, publicado o usado obras
cuyos autores no conoce o cuyos datos de contacto son de
difícil acceso

4

No opina

11 - USOS TRANSFRONTERIZOS

12 - TRADUCCIONES

49%

22

Mi biblioteca NO realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

91%

41

Mi biblioteca NO realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

44%

20

Mi biblioteca SI realiza intercambio de material
con bibliotecas de otros países

2%

1

Mi biblioteca SI realiza traducciones de obras sin
autorización del titular del derecho de autor

7%

3

No opina

7%

3

No opina

13 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS

14 - DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES

9%

4

En mi país NO se realiza el depósito legal

82%

37

En mi país SI se realiza el depósito legal

44%

20

En mi país SI se realiza el depósito legal digital

9%

4

No opina

13%

6

No opina

15 - LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD
DE BIBLIOTECAS

56%

25

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país NO
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

24%

11

Los bibliotecarios y las bibliotecas de mi país SI
se encuentran exonerados en caso de cometer
infracciones al derecho de autor

20%

9

43%

19

En mi país NO se realiza el depósito legal digital

16 - MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA

73%

33

Mi biblioteca NO realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

18%

8

Mi biblioteca SI realiza elusión de medidas de
protección tecnológica

9%

4

No opina

No opina

17 - MINERÍA DE DATOS

89%

40

Mi biblioteca NO realiza minería de datos de sus
colecciones

4%

2

Mi biblioteca SI realiza minería de datos de sus
colecciones

7%

3

No opina

FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

N= 45 número de encuestados

�3.14 REPÚBLICA DOMINICANA – situación de las bibliotecas en relación con el derecho de autor

3.14.4 RESULTADOS - REPÚBLICA DOMINICANA
Con relación a la primera infografía 3.14.3.1, la declaración “no sé” de los encuestados
fue mayoritaria en el caso de seis (6) temas: formatos accesibles, obras de retracción, obras
huérfanas, uso transfronterizo, traducciones y elusión de medidas tecnológicas. Parece que
uno de los factores de eso tiene mucho que ver con el hecho de que se entienden que esos
temas son más asociados al quehacer de otros gestores, como es el caso de los editores.
De los 15 temas abordados en la encuesta, en solo 6 las respuestas de la mayoría de
los encuestados era la respuesta correcta. Si comparamos la afirmación de que ‘sí hay
ley’ con la de quienes afirman que ‘no hay ley’, en 12 de los 15 temas es mayoritaria la
afirmación de que ‘no hay ley’. Lo cual, desde el punto de vista de los encuestados, sugiere
una percepción de gran debilidad en la legislación vigente.
La infografía 3.14.3.2 indica que, independientemente del alcance de la ley, las
bibliotecas realizan seis funciones relacionadas con el tema de desarrollo de colecciones:
1) importación paralela; 2) reproducción de obras digitales; 3) reproducción de obras
digitales; 4-5) depósito legal de documentos impresos y digitales. En este caso, se entiende
como depósito legal la función de entregar a la Biblioteca Nacional lo previsto en la ley;
6) preservación.
Es importante destacar que, en términos de servicios, las bibliotecas, independientemente
del alcance de la ley, realizan en un 58% el préstamo de obras impresas. Este porcentaje
es muy superior al préstamo de obras digitales (36%), que es deficitario. Esa situación
tiene que ver con muchos otros factores, no necesariamente vinculados con la ley.
En la presente investigación fue posible establecer la existencia de una relación casi
biunívoca entre saber de la ley y hacer de las bibliotecas, en el caso de los siguientes
temas: 1) importación paralela; 2) reproducción de obras digitales; 3) obras huérfanas;
4) depósito legal de impresos y 5) elusión de medidas tecnológicas. El otro aspecto a
destacar es la ligera asimetría existente en el caso de: 1) preservación; 2) reproducción
de obras agotadas; 3) uso transfronterizo donde, a pesar del desconocimiento de lo
que prevé la ley, hay un alto nivel de realización. Estas cifras unidas a los comentarios
y testimonios, evidencian la preocupación de los bibliotecarios por dar vigencia a las
funciones esenciales de la biblioteca. En cuanto a la responsabilidad legal, el 27% de los
encuestados no están conscientes de las excepciones que la ley prevé en su favor y que las
eximen de responsabilidad por violaciones cometidas por parte de los usuarios a la ley.
Los datos obtenidos con los cuestionarios fueron corroborados por los participantes en
los grupos de discusión, por medio de testimonios y en los comentarios que añadieron al
cuestionario. La mayoría planteó la necesidad de una mayor capacitación sobre el tema.
En el sentido de mirar la presencia de la ley en las funciones propias de la misión de la
biblioteca, con un particular énfasis en las que inciden en los servicios o en el desarrollo de
los recursos necesarios para su oferta y la evaluación del impacto de la ley en el quehacer
de las bibliotecas. Otros giraron en torno a la dificultad de preservar un uso honrado
de un recurso bajo la modalidad de préstamo externo. En general, datos, comentarios
y testimonios dicen que no hay una relación simétrica entre conocer y hacer. Prima un
ejercicio de los servicios de la biblioteca orientados a favorecer al usuario y preservar
el desarrollo de colecciones, siempre en el marco de categorías éticas universales y sin
desmedro de principios de democracia, libertad y equidad.

143

�144

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

3.14.5 CONSIDERACIONES FINALES
Las bibliotecas dominicanas no conocen de iniciativas en torno a la reforma del
derecho de autor en el país. No se ha desarrollado una consulta pública. Las bibliotecas
dominicanas no están al tanto del proceso de ratificación del Tratado de Marrakech. Este
tratado aún no ha sido ratificado por el Congreso Nacional para que pueda tener vigencia
jurídica en el país.
El análisis realizado ha puesto de manifiesto la diversidad de situaciones limitantes
en torno a la legislación en República Dominicana. Ofrece pocas excepciones para las
bibliotecas. Esto permite aseverar que la ley vigente necesita ser revisada y conduce a las
siguientes conclusiones: a) En República Dominicana existe legislación sobre el derecho
de autor y propiedad intelectual, como plataforma normativa esencial, aunque no son
vinculantes entre sí, por lo que las excepciones son de carácter puntual. Esto deja una
brecha normativa en diversas áreas donde pudiera incidir la legislación, como es el caso
de acciones en torno a la preservación documental con fines patrimoniales, de servicio y de
gestión de información; b) Se percibe, por parte de los bibliotecarios, una gestión intuitiva
y honesta de los derechos de autor, con grandes limitaciones al vincular tales derechos
con funciones, servicios y procesos propios de la biblioteca; c) Se aprecia un desfase
entre la normativa nacional e internacional y las demandas que plantea la evolución
tecnológica; siendo evidente en el caso de los servicios bibliotecarios, la necesidad de
tener excepciones, para los procesos de migración o reproducción de los recursos de
información, para solucionar situaciones de obsolescencia en cuanto al formato; d) Los
procesos de desarrollo de las colecciones deben ser orientados no solo al contenido de los
recursos de información, sino también a la tecnología que permite su acceso. Los contratos
para suscripción o adquisición no sean barreras para la disponibilidad; e) Se aprecia un
arco de tensión entre preservar los derechos de autor y los servicios de acceso público, no
discriminatorio y con sentido democrático.
A partir de la presente investigación se proponen las siguientes recomendaciones: a)
Realizar una gestión colectiva de derecho de autor que permita ampliar los alcances del
marco normativo existente, al tiempo que se da vigencia a una agenda de propuestas y
jornadas para las modificaciones a la ley Nº. 65-00 y a aquellas leyes conexas donde sean
pertinentes las propuestas de las L&amp;E estudiadas en ese proyecto; b) Realizar encuentros
formativos entre bibliotecarios para favorecer el conocimiento de las leyes nacionales e
internacionales sobre la ley. Involucrar a especialistas del derecho de autor que asesoren
a las bibliotecas en su aplicación; c) Promover que la ABUD, como instancia especializada
de la Asociación Dominicana de Rectores de Universidades (ADRU) en materia de acceso
a recursos de información científica y técnica, presente a las entidades nacionales los
resultados de esta investigación; y d) Las propuestas curriculares de las instituciones
educativas deben incluir el derecho de autor como parte sensible de la formación en
valores del educando.
En el estudio de Crews (2008), sobre las L&amp;E al derecho de autor en beneficio de
bibliotecas y archivos, no se incluyó a República Dominicana. No obstante, dicha
investigación constituyó un marco de referencia para analizar la legislación dominicana,
bajo el enfoque de lo que se ha establecido en otros países de América Latina como
referente y que, prácticamente, no se han tomado en cuenta en el marco normativo
dominicano del derecho de autor.

�3.15 TRINIDAD AND TOBAGO - state of the libraries regarding copyright

145

3.15 TRINIDAD AND TOBAGO - state of the libraries regarding
copyright
by Juliet Glenn-Calleder86, Jennifer George87, Paula Greene88, Roslyn Guiseppi89 y
Arlene Alleyne-Regis90

3.15.1 BRIEF CONTEXT OF COPYRIGHT IN TRINIDAD AND
TOBAGO
Trinidad and Tobago’s copyright legislation was formulated according to Copyright
Act, 1911 of the United Kingdom. After gaining its independence in 1962, Trinidad and
Tobago sought to create its own governance structure and the Copyright Act, 1997 Chapter
82:30 came into existence. This act was superseded by the Copyright Act, 2000 No. 18
and then amended as Act No. 5 of 2008. The amendments were made to reflect the
various international copyright conventions that Trinidad and Tobago had acceded to when
it became a member of the World Intellectual Property Organization Convention in August
1988, including the Berne Convention on Copyright (1883) and The Trade Related Aspects
of Intellectual Property - TRIPS (1997).
With a constantly changing digital environment and the ease of access to, and duplication
of works in electronic formats, Trinidad and Tobago like many others struggles to stay
ahead of the various issues related to copyright infringements. For legal bodies entrusted
with the responsibility of drafting copyright laws which cater to the vagaries of print and
non-print works, the challenges are at times insurmountable. For libraries in particular,
keeping abreast of the evolution of digital works and related rights of the copyright holder
poses a significant challenge.
The Copyright Act combines elements of both traditional and common law, as well as
civil law in terms of its approach to copyright. The Act defines copyright as “a property
right which subsists in literary and artistic works that are original intellectual creations in
the literary and artistic domain” (Copyright Act of Trinidad and Tobago, 1997). Provisions
for libraries, archives and educational institutions are outlined in Sections 11 and 12. The
Copyright Act in its present form does not address routine library needs on the use of
copyrighted works in a digital environment. The resulting inability to significantly manage
the use of such works within these environments is a challenge that the Act must now
urgently address.
This paper examines how current library practices fit into the copyright
legislative system of Trinidad and Tobago and what is taking place in our
institutions. It focuses specifically on the digital environment and addresses the
issues now experienced in providing access to information in our communities.
86- Library Association of Trinidad and Tobago/ National Library and Information System Authority, Port of Spain, Trinidad and
jglennca@gmail.com
87- Library Association of Trinidad and Tobago/ National Library and Information System Authority, Port of Spain, Trinidad and
jenannster@gmail.com
88- Library Association of Trinidad and Tobago/ National Library and Information System Authority, Port of Spain, Trinidad and
greenep@nalis.gov.tt
89- Library Association of Trinidad and Tobago/ National Library and Information System Authority, Chaguanas, Trinidad and
guiseppir@nalis.gov.tt
90- Library Association of Trinidad and Tobago/The University of the West Indies, Open Campus, St. Augustine, Trinidad and
aalleyneregis@gmail.com

Tobago.
Tobago.
Tobago.
Tobago.
Tobago.

�146

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

3.15.2 DATA COLLECTION PROCEDURES
In mapping the current situation in Trinidad and Tobago, a meeting was held with the
local Intellectual Property Office (IPO) to assess the situation as it relates to legal provisions
made for libraries, archives and other heritage institutions.
Eighteen (18) library professionals were selected from The University of the West Indies,
St. Augustine; The University of the West Indies, Open Campus; special, public and school
libraries of the National Library and Information System Authority (NALIS); the University
of Trinidad and Tobago (UTT); the University of the Southern Caribbean (USC); the College
of Science, Technology and Applied Arts of Trinidad and Tobago (COSTAATT) and the
National Archives of Trinidad and Tobago (NATT).
For data collection, the Integrated Project IFLA LAC 2016 questionnaire (APENDICE
A) was administered to all participants, along with interviews either in person, by
telephone, or email. Participants were also asked to respond to open-ended questions to
determine any further knowledge of the country’s copyright laws as well as the Marrakesh
Treaty (APENDICE B). They were asked to give instances where the provision of digital
resources was hindered by the present copyright legislation. They were also asked to make
recommendations regarding copyright reform.

3.15.3 DATA ANALYSIS
The answers obtained in relation to the 17 objective questions proposed by the
Integrated Project IFLA LAC 2016 (APENDICE A) were tabulated and analysed statistically
(as shown in the following graphs). These questions refer to
a) The participants knowledge about the L&amp;E in the copyright law of their country = Each
question provides, (a) in BLUE, the percentage who lack the knowledge or are not sure of
the existence of that specific L&amp;E in the copyright law in the country, (b) in RED, percentage
of NO answers, when there is an absence of laws in the country on that particularly L&amp;E,
(c) in GREEN, the percentage of answers that said YES regarding the existence of laws on
the subject in the country, (d) in black, the percentage of questions with no answers from
the participants and next to each percentage, the corresponding number of respondents
is indicated for each answer. All questions with a green check symbol (√) indicate that L&amp;E
there is in the country copyright law. And all question with X symbol indicate that the L&amp;E
there is not in the country’s legislation.
b) The services the libraries are offering in face of the L&amp;E proposed in this study = Each
question provides, (a) in RED, percentage and the number of participants that say “My
library DOES NOT offer that particularly service” and (b) in GREEN, the percentage and
the number of participants that say “Yes, my library offer that particularly service”
The qualitative analysis of the questionnaire and the objective questions used in the
interview and/or focus group techniques (Appendices A and B) were analysed subjectively
and discussed in the Final Results and Considerations.

�3.15 TRINIDAD AND TOBAGO - state of the libraries regarding copyright

147

Figure 28 - Participants knowledge about the Trinidad and Tobago Copyright Law
1 - PARALLEL IMPORTATION
Does your country have any law
that allows libraries to import
works without asking permission
to the copyright owner?

67%
6%
28%
0%

2 - LENDING OF PRINT MATERIALS
12
1
5
0

3 - LENDING OF DIGITAL MATERIALS
Does your country have a law that
allows libraries to lend digital
works without asking permission
to the copyright owner?

50%
22%
28%
0%

9
4
5
0

5 - SUPPLY
Does your country have a law that
allows libraries to supply digital
works without asking permission
to the copyright owner?

44%
28%
22%
6%

8
5
4
1

72%
22%
6%
0%

13
4
1
0

72%
11%
17%
0%

13
2
3

13
0

Does your country have a law that
allows libraries to reproduce
digital works without asking
permission to the copyright
owner?

33%
44%
22%
0%

6
8
4
0

83%
11%
6%
0%

0%
0%
100%
0%

Does your country have a law that
allows libraries to make preservation copies without asking
permission to the copyright
owner?

67%
22%
11%
0%

12
4
2
0

Does your country have a law that
allows libraries to copy out-of-print
works for in-library use only
without asking permission to the
copyright owner?

44%
33%
22%
0%

8
6
4
0

10 - ORPHAN MATERIALS
Does your country have a law that
allows libraries to reproduce,
publish or use orphan works?

72%
22%
6%
0%

13
4
1
0

12 - TRANSLATIONS
15
2
1
0

13 - LEGAL DEPOSIT OF PRINT MATERIALS
Does your country have a law
that allows legal deposit in the
libraries?

1

4 - REPRODUCTION OF DIGITAL MATERIALS

0

11 - CROSS-BORDER USES
Does your country have a law that
allows libraries to offer cross-border#uses without asking permission to the copyright owner?

4

8 - OUT-OF-PRINT MATERIALS

9 - RETRACTED AND WITHDRAWN MATERIALS
Does your country have any law
that allows libraries to offer
access to works that are subject to
retraction or withdrawal without
permission from the copyright
owner?

22%
6%
72%
0%

6 - PRESERVATION

7 - ACCESSIBLE FORMATS
Does your country have a law that
allows libraries to transform
works in a format which is
accessible without asking
permission to the copyright
owner?

Does your country have a law that
allows libraries to lend print works
without asking permission to the
copyright owner?

0
0
18
0

Does your country have a law that
allows libraries to translate works
without asking permission to the
copyright owner?

83%
11%
6%
0%

15
2
1
0

14 - LEGAL DEPOSIT OF DIGITAL MATERIALS
Does your country have a law that
allows digital legal deposit in
libraries without asking permission to the copyright owner?

83%
6%
11%
0%

15
1
2
0

�0%

148

6%

libraries?
libraries without asking permis15
15
Does your country have a law that 100%
Does your country have a law that
83% 18
83%
11% 2
sion to the copyright owner?
allows libraries to offer cross-borallows libraries to translate works
2
0
BIBLIOTECAS
de derechos de autor en América
y el Caribe
11%LAC:02El impacto de la legislación
11% Latina
0%
0%
der#uses without asking permiswithout asking permission to the
1
1
6%
6%
sion to the copyright owner?
copyright owner?

0%

0

15 - LIMITATION ON LIABILITY
FOR LIBRARIES
13your
- LEGAL
Does
countryDEPOSIT
have a law OF
that PRINT MATERIALS
72% 13
allows libraries not to be liable
Doesinfractions
your country
have a law
0%
22% 40
for
to copyright
when
that
allows
legal
deposit
in
the
1
0
acting within the scope of their
0%
6%
libraries?
professional activities?
0
18

100%
0%
0%

0

17 - DATA MINING
- LIMITATION
Does your 15
country
have a law thatON LIABILITY
56%
FOR
allows libraries to mine
dataLIBRARIES
from
44%
digital
works
without
asking
Does your
country
have
a law that
72%
0%
permission
to thenotcopyright
allows libraries
to be liable
owner?
22%
for infractions to copyright when
0%
acting within the scope of their
6%
professional activities?

0%

10
8
13
0
4
0
1
0

0%

14 your
- LEGAL
Does
countryDEPOSIT
have a lawOF
thatDIGITAL MATERIALS
78% 14
allows libraries to circumvent
Does your country
have ameasures
law that
83% 315
17%
technological
protection
allows
digital
legal
deposit
in
1
without asking permission to the
6%
libraries
without
asking
permiscopyright owner?
11% 02
0%
sion to the copyright owner?

0%

56%
44%
0%
0%

0

n% I don´t know if my country has a Law
16 - TECHNOLOGICAL PROTECTION MEASURES
n% No, my country doesn´t have such law
country
Does yourn%
country Yes,
havemy
a law
that has law in this topic14
78%
n% to circumvent
No answers
allows libraries
17% 3
technological
measures
18protection
Number
of respondents
1
without asking permission to the
6%
copyright owner?
0

0%

17 - DATA MINING
Does your country have a law that
allows libraries to mine data from
digital works without asking
permission to the copyright
owner?

0

16 - TECHNOLOGICAL PROTECTION MEASURES

n%
n%
n%
n%
18

10
8
0
0

I don´t know if my country has a Law
No, my country doesn´t have such law
Yes, my country has law in this topic
No answers
Number of respondents

SOURCE: Research data, 2016.

Figura 29 - Performance of the Trinidad and Tobago libraries in face of the L&amp;E
1 - PARALLEL IMPORTACIÓN

2 - LENDING OF PRINT MATERIALS

11%

2

My library DOES NOT import works not available in my
country

22%

4

My library DOES NOT lend works without asking
permission to the copyright owner

83%

15

YES, my library imports works not available in my
country

67%

12

YES, my library lends works without asking
permission to the copyright owner

6%

1

No answer

11%

2

No answer

3 - LENDING OF DIGITAL MATERIALS

4 - REPRODUCTION OF DIGITAL MATERIALS

28%

5

My library DOES NOT lend digital works without asking

17%

3

Mi biblioteca NO realiza reproducción de obras

39%
11%

7
2

33%
83%

6
15

YES,
my library
digital works
askingin my
My library
DOESlends
NOT import
works without
not available
permission to the copyright owner
country

67%
22%

12
4

No
YES,answer
my library imports works not available in my
country

17%
67%

3
12

Mi
SI realiza
reproducción
de obras
My biblioteca
library DOES
NOT lend
works without
asking
mediante digitalización
o fotocopiado
permission
to the copyright
owner

6%

1

No answer

11%

2

No answer

56%

10

Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a

28%

5

My library DOES NOT reproduce works by

11%
28%

2
5

56%
17%

10
3

33%
39%

6
7

Mi
SI realiza
suministro
de documentos
a
My biblioteca
library DOES
NOT lend
digital works
without asking
usuarios quetono
asistir
físicamente a la biblioteca
permission
thepueden
copyright
owner
No
YES,answer
my library lends digital works without asking
permission to the copyright owner

17%
67%

3
12

YES,
my library
works by digitizing
Mi biblioteca
NOreproduces
realiza reproducción
de obras or
photocopying
mediante
digitalización o fotocopiado

33%

6

No answer

17%

17%

3

My library DOES NOT transform works in formats
accessible
persons with disabilities
5 -toSUPPLY

17%

permission to the
copyright owner
1 - PARALLEL
IMPORTACIÓN

5 - SUPPLY

usuariosOF
queDIGITAL
no pueden asistir
físicamente a la biblioteca
3 - LENDING
MATERIALS

7 - ACCESSIBLE FORMATS

mediante
o fotocopiado
2 - LENDING
OFdigitalización
PRINT MATERIALS

No
YES,answer
my library lends works without asking
permission to the copyright owner

6 - PRESERVATION

digitizing orOF
photocopying
4 - REPRODUCTION
DIGITAL MATERIALS

No
answer SI realiza reproducción de obras
Mi biblioteca
mediante digitalización o fotocopiado

3

No answer

3

My library DOES NOT have in its collections works
that
been copied because they are out-of-print
6 -have
PRESERVATION

8 - OUT-OF-PRINT MATERIALS

�Mi biblioteca NO realiza suministro de documentos a
28%
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca
3.15 TRINIDAD
TOBAGO
state of the
libraries regarding
copyright
2
MiAND
biblioteca
SI realiza -suministro
de documentos
a
11%
56%
usuarios que no pueden asistir físicamente a la biblioteca

56%

33%

10

6

No answer

17%

7 - ACCESSIBLE FORMATS

5

My library DOES NOT reproduce works by
digitizing or photocopying

10

YES, my library reproduces works by digitizing or
photocopying

3

No answer

8 - OUT-OF-PRINT MATERIALS

17%

3

My library DOES NOT transform works in formats
accessible to persons with disabilities

17%

3

My library DOES NOT have in its collections works
that have been copied because they are out-of-print

56%

10

YES my library transforms works in formats accessible to
persons with disabilities

67%

12

YES, my library has in its collections works that have
been copied because they are out-of-print

28%

5

No answer

17%

3

No answer

9 - RETRACTED AND WITHDRAWN MATERIALS

56%

10

0%

0

44%

8

My library DOES NOT have in its collections works
that have been withdrawn at the request of an
author who retracted from the publication
YES, my library has in its collections works that
have been withdrawn at the request of an author
who retracted from the publication
No answer

10 - ORPHAN MATERIALS

33%

6

My library HAS NOT reproduce, publish or use works
whose authors are unknown or cannot be located
after reasonable inquiry

11%

2

56%

YES, my library has reproduced, published or used
works whose authors are unknown or cannot be
located after reasonable inquiry

10

No answer

11 - CROSS-BORDER USES

12 - TRANSLATIONS

72%

13

NO, My library DOES NOT provide materials to
libraries in other countries

94%

17

My library DOES NOT translate works without
asking permission to the copyright owner

11%

2

YES, My library provides materials to libraries in
other countries

6%

1

YES, my library translates works without asking
permission to the copyright owner

17%

3

No answer

0%

0

No answer

13 - LEGAL DEPOSIT OF PRINT MATERIALS

14 - LEGAL DEPOSIT OF DIGITAL MATERIALS

22%

4

There is NO legal deposit in my country

28%

5

In my country there is NOT digital legal deposit

78%

14

YES, there is legal deposit in my country

28%

5

YES, there is digital legal deposit in my country

0%

0

No answer

44%

8

No answer

15 - LIMITATION ON LIABILITY FOR LIBRARIES

39%

7

Librarians and libraries in my country ARE NOT
excepted from liability in cases of copyright
infringement

17%

3

Librarians and libraries in my country ARE
excepted from liability in cases of copyright
infringement

44%

8

16 - TECHNOLOGICAL PROTECTION MEASURES

67%

12

My library DOES NOT circumvent technological
protection measures

0%

0

YES, my library circumvents technological
protection measures

33%

6

No answer

No answer

17 - DATA MINING

56%

10

My library DOES NOT do data mining of its
collections

0%

0

My library DOES data mining of its collections

44%

8

No answer

SOURCE: Research data, 2016.

N= 18 Number of respondents

149

�150

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

3.15.4 RESULTS - TRINIDAD AND TOBAGO
The results of the survey indicated that for most participants (80%), the current legislative
framework does not provide the guidance required for governing the lending of e-resources
especially in relation to e-books and articles, making digital copies, creating digital images
of photographs and texts, and creating access to these via the internet. Furthermore, the
reproduction of items in digital format, the ability for tertiary level educational institutions
and online tutors to provide digital course materials to distance learning students in a timely
manner, is severely affected. - The need to establish one standardized cross-border policy
to govern the lending of materials from one territory to another was clearly revealed in the
findings.
The findings also revealed that there is a need to establish one standardized crossborder policy to govern the lending of materials from one territory to another. For example,
The University of the West Indies, Open Campus regularly receives requests for materials,
including Inter-library loans from other campuses. Due to the absence of a legal framework
to address items such as orphan works, out of print materials, unpublished works and those
items where the copyright holder cannot be identified, librarians are unable to provide
digital access to them. The staff at the university and public libraries indicated that they
were aware that students and other persons used their mobile devices to capture images
of books and other materials in the library. However, they have very little control over
this practice and have to assume that it is for educational purposes, in which case “Fair
dealing” would cover this issue.
Libraries located in government ministries adhere strictly to the limitations and exceptions
as outlined in the Copyright Act, since their collections contain highly sensitive government
documents. These documents are also protected by the Data Protection Act.
According to Kenneth Crews’ study on Copyright Limitations and Exceptions for Libraries
and Archives (2015), the limitations and exceptions to copyright described in his text
correctly represent the current situation in Trinidad and Tobago. Based on the interviews
and the results of the survey, as well as an analysis of the Copyright Act, it is apparent that
there is no provision for reformatting original documents or objects into a digital copy, and
no lending of electronic resources to other organizations. While it provides for qualitative or
quantitative limits on reproductions, it is not specific (Section 10, 12). Additionally, there are
no provisions in the Act for retracted and withdrawn works, orphan works, cross-border uses
and interlibrary loans. No provision has been made for the reproduction of digital works.
To date, there is no finalized, international treaty for limitations and exceptions for
libraries and archives in Trinidad and Tobago as proposed by WIPO. There are no other
laws related to copyright in Trinidad and Tobago, however, there are two non-governmental
organizations that help to facilitate the management and collection of royalties on behalf of
rights holders. They are the Trinidad and Tobago Reprographic Rights Organization (TTRRO,
2010) and the Copyright Music Organization of Trinidad and Tobago (COTT, 2015).
The ability of libraries in Trinidad and Tobago to copy material into accessible
formats to serve persons with disabilities is affected by the current status of limitations
and exceptions to the laws as it pertains to the Marrakesh Treaty. The study revealed that
33.33% of interviewees were completely unaware of the terms of the Marrakesh Treaty
and its significance to libraries in serving the print-disabled. As a result, only a few could
comment on Trinidad and Tobago’s involvement in the ratification process. In discussions

�3.15 TRINIDAD AND TOBAGO - state of the libraries regarding copyright

with representatives of the IPO, they indicated that a local consultant was appointed by
WIPO in 2015 with the task of assisting Trinidad and Tobago with incorporating the Treaties
into national copyright legislation (IPO, 2016).
At present, amendments have been drafted to incorporate the Marrakesh and Beijing
Treaties to the Copyright Act. As such, Trinidad and Tobago will accede to the Treaties once
the Copyright Act has been amended to incorporate the provision of the Treaties (IPO,
2016).

3.15.5 FINAL CONSIDERATIONS - TRINIDAD AND TOBAGO
The results of this study revealed that less than 31.44% of the persons interviewed had
a working knowledge of the Limitations and Exceptions for libraries and archives governing
the use of digital resources. It was concluded that, to build familiarity with the laws, library
professionals should engage in educational sessions with the IPO. In addition, based on
our study, it was concluded that the Act should be amended to include digital resources.
Therefore, the Library Association of Trinidad and Tobago (LATT), with the assistance of
IFLA, should formulate an advocacy plan to address the situation.
In the short term:
i. Constitute a copyright committee to spearhead the plan;
ii. Expand the survey to reach more of the association’s membership;
iii. Host focus groups to discuss and debate the issues concerning copyright legislation;
iv. Initiate meetings with the heads of major library institutions to discuss copyright reform and its impact
on service delivery to users.

In the medium term:
i. Engage the IPO to provide educational sessions to information professionals;
ii. Meet with the IPO and engage a legal representative who can provide advice on the procedure for
constructing and submitting amendments to the law;
iii. Organize meetings with policymakers and participate in national consultations.

In the long term:
i. Solicit the assistance of the media, partners and stakeholders to champion the cause;
ii. Engage in awareness sessions with the public to inform them about the importance of copyright and
related matters;
iii. Work with NALIS and other stakeholders to have:
a. The Legal Deposit Act amended and enforced to include categories of works such as sound recordings,
audio-visual works and electronic publications;
b. Initiate talks with other Caribbean states to address the need for a regional licensing body for
copyright legislation. As it stands each state has its own agreement such as the Jamaica Copyright
Licensing Agency (JAMCOPY) and Barbados Copyright Agency (B-Copy).

Finally, it is hoped that this study will assist in generating an interest in the importance
of copyright at the individual, organizational and community levels in the Caribbean.

151

�152

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

�4 - RESULTADOS REGIONALES

153

4 - RESULTADOS REGIONALES
A partir de los datos producidos y cedidos por los equipos nacionales, presentados en
el capítulo 3, se hicieron las seguintes análisis:
(1) Estrategias adoptadas cuanto a la recopilación de datos y perfiles de participantes;
(2) Presencia en términos cuantitativos de las L&amp;E estudiadas en los países involucrados
(análisis simple);
(3) demanda detectada (análisis subjetivo de los relatos de los participantes).

4.1 ESTRATEGIAS ADOPTADAS CUANTO A LA RECOPILACIÓN
DE DATOS Y PERFILES DE PARTICIPANTES
Entre las técnicas, propuestas a los equipos nacionales para la recopilación de datos,
el cuestionario fue utilizado por 14 de ellos, excepto Haití. La mayoría de los países utilizó
el modelo propuesto (APÉNDICE A) exactamente como fue presentado, solo el equipo
brasileño hizo algunas adaptaciones añadiendo algunas preguntas para recopilar los relatos
y testimonios de los participantes. Entre los modos de distribución de los cuestionarios, esos
variaron de impreso a disponible en la web, en formulario on line y enviado por correo
electrónico. El tiempo que esos cuestionarios estuvieron disponibles para el público varió
muchísimo, desde menos de 2 horas hasta más de 30 días, dependiendo del país.
Cuadro 3 - Estrategias de recopilación de datos adoptadas por los equipos nacionales
PAÍS

Cuestionario
Impreso

On line

Argentina

Email
SÍ

Entrevista individual
Duración

A distancia

Presencial

Duración

-*

SÍ (teléfono)

SÍ

90min

Brasil

SÍ

&gt;30 días

Chile

SÍ

&gt;30 días

Cuba

SÍ

Ecuador

SÍ

El Salvador

SÍ

-*

SÍ

SÍ

México

SÍ

90 min
90 min

SÍ

180 min

SÍ

-*

7 días

SÍ

-*

-*

&gt;1 mes
-*

Nicaragua

SÍ

-*

Panamá

SÍ

7 días

SÍ

SÍ

120 min

Haití
Jamaica

Duración

SÍ

SÍ

60min

SÍ

-*

SÍ

-*

SÍ

45-60 min

SÍ

60-90 min

SÍ

20 min

20 días
SÍ

Presencial

SÍ

90 min

Guatemala

Entrevista en grupo

SÍ (Skype)

Perú

SÍ

República
Dominicana

SÍ

1 día

SÍ

-*

Trinidad and Tobago

SÍ

7 días

SÍ

-*

-* = dato no informado color gris= no utilizado
FUENTES: Datos de la investigación, 2016.

En lo que se refiere a la entrevista semiestructurada (considerada individual con cada
uno de los participantes), solo seis países la utilizaron, siendo que también varió su forma
de implementarla. Argentina y México recorrieron a la tecnología (teléfono y Skype,
respectivamente) como también a entrevistas presenciales. Sin embargo, Guatemala, Haití,

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

154

Jamaica y Nicaragua utilizaron entrevistas presenciales. Todos utilizaron los Apéndices A y
B como guía para la conversación, excepto México que incluyó algunas adaptaciones. Esas
entrevistas tuvieron, en promedio, una duración de 60 minutos. La estrategia de entrevista
con más de 2 participantes simultáneamente fue adoptada por ocho países y todas fueron
implementadas de forma presencial con duración igual o superior a 90 minutos.
De manera general, los equipos nacionales utilizaron todas las fuentes de información
propuestas por el IFLA LAC, así como crearon sus propios documentos de apoyo, como por
ejemplo Chile, que les proporcionó a los participantes una definición estándar para todas
las L&amp;E estudiadas; Cuba elaboró un texto explicativo sobre distintos temas referentes a
LDA; República Dominicana repartió diversos documentos inspirados en los lineamientos y
materiales de IFLA: a) Guía de los Coordinadores de Grupo; b) Guía de los moderadores;
c) Guía de los participantes y d) Desglose de Términos aportado por IFLA/LAC.
De acuerdo con los datos registrados por los países involucrados versus la técnica de
recopilación de datos utilizada, se obtuvo el siguiente resultado en términos de número de
participantes en esa investigación:
Cuadro 4 - Total de participantes por país ante las diferentes técnicas de recopilación de
datos utilizadas
PAÍS

CUESTIONARIO

ENTREVISTA

ENTREVISTA EN GRUPO

Argentina

20

15

0

Brasil

93

0

0

Chile

73

0

5

Cuba

237

0

22

Ecuador

24

1

8

El Salvador

24

0

20

Haití

0

5

0

Guatemala

13

4

0

Jamaica

40

5

0

México

103

17

0

Nicaragua

14

14

28

Panamá

35

0

0

Perú

112

0

7

República Dominicana

45

0

3

Trinidad and Tobago

18

0

18

TOTAL

851

59

85

FUENTES: Datos de la investigación, 2016

Los profesionales cubanos fueron los que más participaron en la investigación, pero
eso se debe a la estrategia de ASCUBI de enviar un correo electrónico específico a todos
sus 3200 miembros, consiguiendo así el 7,5% de respuesta. El Colegio de Bibliotecarios
Chileno (CBC) también envió el cuestionario por correo a sus 300 socios, habiendo recibido

�4 - RESULTADOS REGIONALES

la participación del 24% de ellos. El segundo mayor grupo de encuestados corresponde a
Perú, cuya estrategia del Colegio de Bibliotecarios del Perú (CBP) fue aplicar el cuestionario
durante uno de los talleres referentes al Programa BSLA-PERÚ Building Strong Libraries
Associations de IFLA. Otra estrategia interesante y, con buen posicionamiento político, fue
la organización de entrevistas en grupo contando con la participación de especialistas
del Instituto Nacional de Defensa de la Competencia y de la Protección de la Propiedad
Intelectual del Perú (INDECOPI) y representantes de bibliotecas de universidades, pública,
nacional, comunidades, además de representantes del propio CBP.
La estrategia del Panel organizado por el equipo de ANIBIPA, Nicaragua, en
la cual participaron 28 personas, además de representantes de bibliotecas públicas y
académicas, contó con la participación de la Directora de la Oficina de Derechos de
Autor del Ministerio de Fomento, Industria y Comercio. El Salvador y Trinidad and Tobago
también involucraron a representantes del gobierno en las entrevistas en grupo. El primero
contó con la participación de representantes de la unidad “Registro de la Propiedad
Intelectual del Centro Nacional de Registro”, dependencia del Ministerio de Economía de
El Salvador, el bibliotecario del Consorcio de Bibliotecas Universitarias de El Salvador, y
Trinidad and Tobago tuvo la participación de representantes de la Oficina de Propiedad
Intelectual (IPO) de su país.
Se observa que, en algunas situaciones y países, los encuestados de los cuestionarios
también fueron entrevistados individualmente o participaron en las entrevistas en grupo y
viceversa. De forma general, lo que se puede afirmar con seguridad es que un número
igual o superior a 851 profesionales de la región participaron efectivamente en ese estudio.
Según declararon los equipos nacionales, también fue grande el número de cuestionarios
recibidos incompletos. Por ejemplo, México menciona que más de 800 personas intentaron
responder el cuestionario. Por otro lado, Cuba registra el envío de emails a más de 3.000
profesionales. Esa situación, sumada con la gran repercusión en los medios sociales de
todos los países LAC, puede inferir que el número de personas que tuvo, al menos, la
posibilidad de tomar conocimiento de la investigación y de los temas en discusión llega al
orden de los miles.
En lo que se refiere a las tipologías de las instituciones de vínculo de los participantes,
algunos países optaron por no solicitar dicho dato, otros presentaron solo los vínculos de
aquellos que respondieron el cuestionario o las entrevistas (tanto individuales como en
grupo). Por lo tanto, el siguiente cuadro no refleja completamente la realidad de todos los
participantes del estudio, pero sirve para tener una idea de la participación por tipología
institucional.

155

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

156

Cuadro 5 - Tipo de bibliotecas representadas en este estudio
PAÍS

BP

BE

BA

BN

BEsp

OTRA

TOTAL

Argentina

3

2

8

3

4

0

20

Chile

10

12

20

0

8

23*

73

Cuba

93

38

21

22

46

17

237

Ecuador

3

2

15

0

0

4

24

El Salvador

0

9

12

0

1

2

24

Guatemala

3

2

5

0

2

1

13

Jamaica

8

14

12

1

5

0

40

México

0

0

0

0

0

17

17

Nicaragua

1

2

4

0

0

7

14

Panamá

2

1

8

1

1

21

35

Perú

26

18

37

7

15

9

112

República Dominicana

3

4

22

3

14

2

48*

Trinidad and Tobago

0

0

18

0

0

0

18

TOTAL

152

104

182

37

96

80

627

LEYENDA: BP=biblioteca pública, BE=biblioteca escolar, BA=biblioteca académica, BN=biblioteca nacional,
BEsp =biblioteca especializada. FUENTE: Datos de la investigación, 2016.

Países como Brasil y Haití no recopilaron informaciones sobre los vínculos institucionales
de los encuestados. Lo mismo ocurre con México que, aunque no haya recopilado
informaciones de vínculos institucionales con los encuestados de los cuestionarios, hizo
sus entrevistas con personas del medio académico, tales como encuestadores, estudiantes
de graduación y posgrado y también profesores de escuelas de Biblioteconomía. La
categoría OTROS de Chile representa los Institutos de educación superior (5), medios de
comunicación (1), organismos públicos (9), empresas privadas del sector productivo (1),
bibliotecas biomédicas (4), bibliotecas jurídicas (4), y ONG’s diversas (7). El ítem OTROS
de Nicaragua se refiere a centros de documentación (4), archivo (2) y especialistas aislados
(2). En Cuba, la Reunión Nacional de Directores de Bibliotecas Públicas, celebrada en la
provincia de Sancti Spiritus, fue con seguridad un momento especial para la aplicación del
cuestionario, justificando el gran número de participantes de bibliotecas públicas. El mayor
grupo que participó en Panamá estaba representando a las bibliotecas municipales. La
República Dominicana invitó a 48 personas participar con la distribución mostrada en la
tabla de arriba, sin embargo, al final solo 45 respondieron efectivamente el cuestionario.
En general, el mayor grupo de representantes fue el de las bibliotecas académicas. Ese
hecho es bastante comprensible considerando que son las más involucradas e interesadas
en prácticamente todas las L&amp;E estudiadas, seguidas de cerca por las Bibliotecas Públicas
y después por las Escolares.

�4 - RESULTADOS REGIONALES

157

4.2 PRESENCIA DE LAS L&amp;E ESTUDIADAS EN LOS PAÍSES
INVOLUCRADOS
De acuerdo con las informaciones suministradas por los colaboradores nacionales de
este estudio, se comparó la presencia de cada una de las L&amp;E estudiadas en las legislaciones
de los países participantes. Los gráficos que están a continuación muestran los resultados91.
Tabla 1 - Frecuencia de L&amp;E en las legislaciones de los países de la encuesta94

0

2

4

6

8

10

12

14

FUENTE: Datos de la investigación, 2016

Dicho resultado corrobora el parecer de CREWS (2015) en lo que se refiere a la
escasa presencia de las L&amp;E propuestas en la legislación de derechos de autor de los
países estudiados.
El país que, aparentemente, posee legislacion más favorable a las bibliotecas en ese
grupo estudiado es El Salvador, con la presencia de 14 de las 17 L&amp;E estudiadas. Cuatro de
los 14 países estudiados poseen menos del 50% de las L&amp;E analizadas. Brasil y Argentina
son los países con la menor presencia de L&amp;E en sus legislaciónes (2), por lo tanto, son los
más restrictivos. República Dominicana y Cuba, poseen, respectivamente, (7) y (9) L&amp;E en
sus legislaciones.
Sin embargo, el análisis específico y exclusivo de la ley de derechos de autor de los
países analizados en la encuesta, basado en el estudio de CREWS (2017), proporciona
91- No se refere solamente a la ley de derecho de autor. Las informaciones sobre la existencia o no de las L&amp;E en las leyes de cada uno de los
países fueron extraídas de los textos preparados por los colaboradores y constan de infografias disponibles en los respectivos subcapítulos.

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

158

una visión diferente de la situación del estudio. El Cuadro 6 muestra este resultado y la
tabla 2, a continuación, muestra la frecuencia de las L&amp;E en la región

3

Préstamo de obras digitales

4

Reproducción de obras digitales

5

Suministro

SI

6

Preservación

SI

SI
(2)

7

Formatos accesibles

8

Obras agotadas

SI

SI
(2)

SI

9

Obras objeto de retracción o retiradas

10

Obras huérfanas

SI
(2)

SI

11

Usos transfronteirizos

12

Traducciones

SI

SI
(4)

SI

SI
(6)

13

Depósito legal de obras impresas

SI

SI

SI

3

SI

SI

14

Depósito legas de obras digitales

SI
(5)

SI
(5)

SI
(5)

3

15

Limitación de responsabilidad bibliotecas

SI

16

Medidas de protección tecnológica

SI
(3)

17

Minería de datos

SI
(2)

SI

SI
(8)

SI
(8)

SI

SI

SI
SI

SI

SI
(16)

SI

SI
(17)

SI

SI

SI

SI

SI

SI

SI

SI

SI

SI

SI

SI

SI

SI
(11)

TRINIDAD
&amp; TOBAGO

SI (10)

SI
(9)

NICARÁGUA

SI

SI
(9)

MÉXICO

SI

JAMAICA

SI

HAITI

REPÚBLICA
DOMINICANA

Préstamo de obras impresas

PERÚ

Importación paralela

2

PANAMÁ

1

GUATEMALA

EL SALVADOR

ECUADOR

CUBA

CHILE

L&amp;E

BRASIL

PAÍS

ARGENTINA

Cuadro 6 - Frecuencia de L&amp;E en las Leyes de Derecho de Autor de los países de la
encuesta92

SI (13)

SI

SI

SI(14)

SI

SI(15)
SI

SI

SI

13

SI
(7)

1

SI

SI
(2)

SI

SI
SI

13
NO
(18)

SI
(12)

SI

SI
(3)

SI
(3)

Fuente: CREWS (2017)
En gris - sin disposición en la ley o no se encuentra / SÍ - acto permitido / NO - expresamente prohibido
LEYENDA
1 No hay disposición antielusión
2 Hay una excepción general de reproducción: d) reproducir una obra mediante un procedimiento fotográfico u otro similar, cuando la reproducción se realiza en
una biblioteca, un centro de documentación, una institución científica o un establecimiento docente, y siempre que se realice en un base de ganancias y que el número
de copias está estrictamente limitado a las necesidades de una actividad específica;
3 Con el único propósito de tomar decisiones sobre adquisiciones
4 la Ley incluye disposiciones que implementan el Apéndice del Convenio de Berna, que permite reproducciones, traducciones y transmisiones de ciertas obras en
condiciones específicas para la enseñanza, la beca o la investigación.
5 Aunque destacando explícito para obras nacidas digitalmente
6 Referencia a “breves fragmentos en traducciones” (art. 49C)
7 El artículo 15 establece “Todo libro impreso y editado ...”, sin especificar el formato
8 Si el propósito es preservar el trabajo; el objeto de la excepción de preservación es “obras divulgadas legalmente de las colecciones permanentes de la institución”
9 Préstamos públicos sin condiciones específicas sobre el tipo de trabajo.
10 Préstamo de reproducciones de obras que están agotadas o hechas con fines de conservación.
11 Solo para trabajos ineditos
12 Solo para formatos accesibles
13 Préstamo interbibliotecario
14 Préstamo interbibliotecario
15 Para comunicarse pero no para reproducirse, para personas ciegas y personas con otras discapacidades físicas
16 - Suministro de (copias individuales) a las personas que lo soliciten (sin especificidad sobre el propósito).
17 - Excepción para reemplazar copias que se han perdido, dañado o destruido, pero solo una copia (es decir, no es digital)
18 - No hay disposiciones de ninguna manera sobre medidas de protección tecnológica

92 - Según los dados apuntados por el equipo de revisores de IFLA CLM, con la siguiente observación de ellos: “Hemos verificado
principalmente las disposiciones legales incluidas en la ley de derechos de autor, no en otras fuentes. Por lo tanto, los actos como el depósito
legal u otros pueden no tener un “SÍ”, pero aún existen en la ley del país”.

�4 - RESULTADOS REGIONALES

159

Este resultado corrobora con el estudio hecho por Molina y Guimaraes en 2010,
titulado “Excepciones al Derecho de Autor en beneficio de las bibliotecas: Situación de
América Latina y el Caribe”.
En el caso de América Latina y el Caribe el problema [de falta de L &amp; E para las bibliotecas en las
LDA de los países LAC] es doble: no es sólo su obsolescencia y falta de adaptación al nuevo entorno
tecnológico, sino también que hay países que ni siquiera han incluido este tipo de excepciones en su
legislación nacional. Pero, además, estos países se encuadran, aunque en distinta medida, entre los “en
desarrollo”, por lo que sus intereses no son exactamente los mismos que los de los países más ricos, que
son los que han marcado el camino a seguir en los tratados y acuerdos internacionales sobre la materia.
(MOLINA y GUIMARÃES, 2010, p.2)

Tabla 2 - Frecuencia de las L&amp;E en la Región
PRESERVACIÓN
OBRAS AGOTADAS
MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
FORMATOS ACCESIBLES
REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
DERECHO AL SUMINISTRO
DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
TRADUCCIONES
OBRAS HUÉRFANAS
PRÉSTAMO DE OBRAS DIGITALES
LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD DE BIBLIOTECAS
MINERÍA DE DATOS
IMPORTACIÓN PARALELA
OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN O RETIRADAS
USOS TRANSFRONTERIZOS
0

2

4

6

8

10

12

14

FUENTE: CREWS (2017)

La L&amp;E referente a Preservación es la más presente en la legislación regional (13 países
la poseen).

Valor

Ley
Obras agotadas aparece en segundo
lugar en la frecuencia
regional, lo que es
Chi cuadrado
bastante coherente,
pues
una
buena
manera
de
administrar
el
manejo
de la obra agotada
Importación paralela*
0.291112430
y de asegurar su Préstamo
perpetuidad
justamente la preservación.
Otro debate importante
de obras es
impresas*
0.004832044
sobre las obras agotadas
en
la
región
se
refiere
a
la
creciente
dificultad
que las pequeñas
Préstamo de obras digitales
0.451125246
de obras
digitales*
0.163144357
editoriales y casasReproducción
publicadoras
locales
están teniendo para competir
con las editoriales
Suministro
0.762536807
internacionales. De
forma creciente, está ocurriendo la desaparición
de las pequeñas
BR
Preservación*
0.426898157
editoriales, sea por problemas económicos, sea porque están siendo adquiridas por
Formatos accesibles*
0.561062215
las grandes editoriales.
Con seguridad, en ese escenario, temas
de interés específico,
Obras agotadas*
0.345346755
problemas localesObras
e incluso
pequeños autores regionales pueden
no tener espacio en
huérfanas*
0.277130457
el ambiente de lasUsos
grandes
editoriales
internacionales,
justamente
por
su potencial falta
transfronterizos*
0.277130457
de interés comercial.
Por lo tanto, tal situación se refleja además
en las Obras agotadas,
Traducciones*
0.923922225
también y muy específicamente
en las
Obras retiradas (y sin valor
comercial). Y cuanto a
Depósito legal de obras
impresas*
0.107653972
Depósito
legal
de
obras
digitales*
0.038790960
ésas se observa su ausencia en la legislación de los países de la región.
Limitación de responsabilidad de bibliotecas*
Medidas de protección tecnológica*
Minería de datos*

0.201483428
0.035565612
0.157492030

�160

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

Depósito Legal de Objetos Impresos esta presente en la legislación de 5 países.Vale
recordar, sin embargo, los comentarios de los participantes sobre el hecho de que en
sus países el incumplimiento de esa L&amp;E ocurre frecuentemente, teniendo en vista que no
existe mención a ningún tipo de penalidad y, mucho menos, a formas efectivas de control.
El Depósito Legal de Objetos Digitales todavía se encuentra ausente en 13 de los países
estudiados, situación que exige renovación urgente ante el creciente número de contenidos
digitales disponibles anualmente.
Aunque se observa que la Reproducción o incluso el Préstamo, están mal posicionados
en términos de presencia en las leyes regionales, aunque sean servicios con numerosas
convergencias. La situación de la L&amp;E Reproducción de obras debería ser mejor y más
profundamente discutida incluso porque las facilidades tecnológicas actuales permiten que
ocurran por medio de las propias aplicaciones portátiles de los usuarios. Y eso nos remite
al ítem Limitación de la Responsabilidad de la Biblioteca, presente solamente dos países.
Por lo tanto, sin posibilidad de exención de los profesionales bibliotecarios en caso de que
haya alguna incidencia en su lugar de trabajo. Esa situación, con seguridad, lleva a los
profesionales de las bibliotecas a un constante estrés.
Se observa que incluso el servicio más básico y reconocido mundialmente como parte
activa de las funciones de las bibliotecas, que es el Préstamo de Obras Impresas, tiene
presencia en solo cuatro países de la región. O sea, el 70% de los países estudiados no
permiten el préstamo domiciliar de las obras impresas. En algunos países, como es el
caso de Brasil, dicho servicio ni siquiera es mencionado en la Ley. Ambas son situaciones
de extremo desgaste para las bibliotecas y la atención de la demanda social. Cuanto al
Préstamo de Obras Digitales, ese se encuentra presente en solo tres países: Guatemala,
Panamá y Peru, pero son restritos a préstamos públicos sin identificar las condiciones
específicas sobre el tipo de trabajo.
Medidas de Protección Tecnológica y Formatos Accessibles aparecen juntas en tercer
lugar en términos de presencia en las LDA de los países de la región. Efectivamente,
se extraña la ausencia de L&amp;E sobre Traducciones en países con inmensa cultura oral y
indígena, como es el caso del Perú, Guatemala y México. Solo cuatro países la poseen.
Obras objeto de retracción o retiradas, Uso Transfronterizo y Importación Paralela son
L&amp;E no tratadas todavía en ninguno de los países analizados. En una región tan carente
de recursos de todo tipo, la ausencia de legislación que motive, valore e incentive el
intercambio y el uso transfronterizo de conocimiento es algo a ser analizado. Las L&amp;E
referentes a las Obras Huérfanas aparecen en la legislación de solo tres países.
Todos esos resultados deben ser analizados, pero tomando en cuenta que la realidad
de las leyes de los diversos países tiene una increíble cantidad de matices no discutidos
aquí. Por ejemplo, la simple existencia de la L&amp;E sobre Formatos Accesibles en Argentina
no les permite a las bibliotecas el desarrollo de ese servicio porque la legislación limita
esas actividades a entidades autorizadas y, entre ellas, la biblioteca no está incluida. Otro
aspecto a destacar es el hecho de que no todos los países necesitan efectivamente todas
esas L&amp;E actualmente, para algunos casos como Importación Paralela, Minería de Datos o
incluso Medidas de Protección Tecnológicas todavía no son prioridades en este momento.
También vale recordar que las bibliotecas públicas, populares, comunitarias e incluso las
escolares en muchos países de la región, por regla general, no participan en el proceso
de adquisición. Por lo tanto, difícilmente conocerán temas como Importación Paralela, por
ejemplo.

�4 - RESULTADOS REGIONALES

También es relevante discutir sobre el tiempo de carencia que una obra lleva para
entrar a dominio público. Muchos países de la región iniciaron un movimiento reciente
para aumentar ese plazo. Jamaica, por ejemplo, en 2015, aprobó el aumento de 50 para
95 años después de la muerte del autor. Argentina, en 2009, elevó la protección de los
artistas intérpretes sobre sus interpretaciones o ejecuciones fijadas en fonogramas y a los
productores de fonogramas a 70 años, contados a partir del 1º de enero del año siguiente
a su publicación (en su versión anterior establecía un plazo de 50 años). Y, en el 2015,
“ingresó al Congreso de la Nación un proyecto para aumentar el plazo de protección
de las obras fotográficas de 20 años a partir de su 1ª publicación en la vida del autor,
más 70 años post mortem. Consecuentemente, obras que estaban en el dominio público
volvieron al dominio privado, con la consiguiente pérdida para la sociedad. Contenidos
de repositorios de imágenes tendrían que dar baja a innumerables fotos que ilustran
momentos históricos que forman parte de la identidad cultural de Argentina, en caso de
que se apruebe la nueva propuesta. Para algunos países, la violación de la LDA tiene
acciones civiles o penales, como es el caso de Ecuador, para Argentina tiene acción penal.
En Guatemala, dependiendo del caso, tal violación puede ser considerada delito penal,
civil y/o mercantil.
En síntesis, la lectura de todos esos datos y análisis debe tener siempre en perspectiva
su propuesta de revelar algunos elementos para una mejor comprensión del contexto, pero
no necesariamente aclarar o establecer estándares.

4.3 DEMANDA DETECTADA
A partir de un análisis subjetivo de los relatos y testimonios de los participantes, sea en
las preguntas abiertas de los cuestionarios, en las entrevistas individuales o en las entrevistas
en grupo, fue posible detectar algunas situaciones de conflicto involucrando la legislación
vigente en los diversos países y la mejor o más apropiada atención a las demandas de uno
o de un grupo de usuarios por las bibliotecas. Con seguridad, es fácil suponer que una
investigación como ésa -en que se evidencian acciones y servicios contrarios a la ley- genere
situaciones incómodas entre los participantes. Aunque sea para beneficio del colectivo, tal
situación muchas veces puede llevar a la inhibición y/o preocupación, pudiendo resultar
en la ocultación de hechos y datos. Aun así, se puede reflexionar sobre los testimonios
presentados y detectar una serie de hechos importantes de ser destacados ahora.
A continuación, se presenta una síntesis general de los relatos y declaraciones de
los participantes los cuales, con seguridad, nos llevan a identificar las demandas de los
usuarios, de las bibliotecas e, incluso, de la sociedad en general.

161

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

162

Figura 30 - Limitaciones &amp; excepciones presentes en las leyes de derecho de autor de los
países de la encuesta

L&amp;E PRESENTES EN LAS LEYES DE DERECHO
DE AUTOR DE LOS PAÍSES DE LAC
MEXICO

CUBA

HAITI

GUATEMALA

DOMINICAN REPUBLIC

EL SALVADOR

JAMAICA
NICARAGUA

TRINIDAD AND TOBAGO

PANAMA

BRAZIL

ECUADOR
PERU
CHILE
ARGENTINA

SEGÚN TLIB, LOS PRINCIPALES L&amp;E
PARA LAS BIBLIOTECAS SON:
Derecho a importaciones paralela

Uso de obras huérfanas

Préstamo de obras impresas
Préstamo de obras digitales

Derecho al uso transfronterizos de obras y
materiales reproducidos bajo una Excepción
o Limitación.

Derecho a reproducción de obras digitales

Traducciones

Derecho al suministro de documentos

Depósito legal de obras impresas

Derecho de preservacion del material de las
Bibliotecas y Archivos

Depósito legal de obras digitales

Derecho a usar obras y otras materias protegidas
por derechos conexos en beneﬁcio de las
personas con discapacidades (formatos accesibles)
Uso de obras agotadas

Limitación de responsabilidades para bibliotecas
y archivos
Relación con medidas de protección tecnológica
Minería de datos

Uso de obras retiradas y canceladas
(obras objeto de retracción)
FUENTE: CREWS, (2008, 2015, 2017). Dados organizados pela equipe de revisão IFLA/CLM.
FUENTE:
CREWS, (2008, 2015, 2017).

�4 - RESULTADOS REGIONALES

IMPORTACIÓN PARALELA
• Muchos son los problemas burocráticos y legales para la adquisición / importación paralela
• Incompatibilidad entre el modelo de adquisición obligatorio por ley y los formatos exigidos
por los editores internacionales.
• Desapropiación de los modelos de contratos exigidos por los editores a la legislación
nacional.
• Necesidad de comprar o suscribirse a una base de datos con varios títulos para obtener
aquel título específico que se desea.
• Imposición, en algunos casos, de que la compra de un único título sea hecha por persona
natural y no jurídica, excluyendo así la figura de la biblioteca.
• Específicamente hablando de revistas científicas, algunos editores no permiten el acceso de
múltiples usuarios.
• Las licencias de acceso y uso ofrecidas por los editores llevan a muchas bibliotecas a trabajar
solamente con el modelo de adquisición perpetua.
• Existencia (en países como Argentina, Brasil y Chile) de un Portal Nacional de Revistas
coordinado por algún instituto vinculado al Ministerio de la Educación o al Ministerio de
Ciencia y Tecnología que se encarga de hacer las compras públicas del país. Por lo tanto,
son los proveedores quienes deben manejar el tema de la importación paralela, repasando
tal responsabilidad a terceros.

PRÉSTAMO DE OBRAS IMPRESAS
• Ese servicio es considerado una actividad que se realiza desde siempre en todas las bibliotecas
y nunca se exigió el permiso de los autores y/o titulares del derecho de autor.
• En algunas legislaciones de la región, la obra es considerada un bien permanente, un
patrimonio y no un material de consumo, generando problemas y dificultades en el préstamo.

PRÉSTAMO OBRAS DIGITALES
• Los repositorios digitales con obras de autores de la institución, surgidos con el advenimiento
del movimiento internacional del acceso abierto, homologaron de forma explícita (siguiendo
las licencias Creative Commons) el préstamo por medio de la descarga y consulta de esas
obras.
• No existen plataformas nacionales que permitan el préstamo digital y que estén de acuerdo
con la LDA actual, solamente las ofrecidas por los editoriales.
• Algunos lugares e instituciones gubernamentales todavía no consideran el material digital
como fuente fidedigna de valor equivalente al material impreso, principalmente en situación
de evaluaciones institucionales.

REPRODUCCIÓN DE OBRAS DIGITALES
• Exigencia, en algunos países, de alianza entre la biblioteca e instituciones enfocadas en la
gestión colectiva de derechos reprográficos (por ejemplo, CADRA en Argentina y ABDR en
Brasil), las cuales supervisan la existencia de máquinas fotocopiadoras en las bibliotecas.
• El permiso de copia depende de lo que la plataforma de los editores autoriza. Y cada editor
tiene sus propios criterios.

163

�BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

164

• Oferta de servicio de reproducción de documentos en la modalidad de autoservicio. En ese
caso, el reglamento de uso del servicio de copia o escaneo es fijado de forma visible en las
paredes de la biblioteca.
• El Servicio de Referencia atiende pedidos de copia de documentos provenientes de otras
bibliotecas o de usuarios de distintas regiones.
• Es grande el conocimiento de los encuestados sobre la ley en ese tema (el 62,3% respondió
correctamente esa pregunta), probablemente debido a la presión que las asociaciones
representativas de las casas editoriales hacen sobre las bibliotecas, seguido de las
innumerables campañas contra copias de libros.
• La indefinición en las legislaciones sobre lo que es “reproducción de pequeños trechos”
también causa tensión entre la biblioteca y los usuarios.
• El límite de copias permitido es muy pequeño, ignora las obras raras, agotadas, que necesitan
reproducción integral, así como impide copias para preservación y seguridad.
• Falta de control real sobre las acciones de los usuarios en lo que se refiere a fotos de páginas
de los libros para permitir su investigación que, en realidad, es una condición precaria de
acceso.

SUMINISTRO
• Es necesario en distintos casos como: para fines docentes, obras en dominio público, revistas
y libros electrónicos y bases de datos debidamente firmadas.
• Realización del suministro de artículos de revistas científicas por medio del servicio de
préstamo interbibliotecario.

PRESERVACIÓN
• Independientemente de la existencia o no de ley sobre eso, las obras de dominio público,
deterioradas, de alto interés, no encontradas en el mercado nacional o de valor patrimonial
son digitalizadas.
• Para sortear la inexistencia de ley sobre el tema, las bibliotecas ponen a disposición las obras
digitalizadas solamente para consulta en terminales internos, limitando el acceso público.
• Es imposible incluir copias digitales de los índices de los libros a sus respectivos registros
bibliográficos, de modo a mejorar el acceso a los contenidos del acervo.
• Algunas instituciones públicas comercializan los contenidos que producen (mapas, por
ejemplo) y no permiten su digitalización.

FORMATOS ACCESIBLES
Los editores son reacios a entregar los archivos y autorización para eso, aunque exista esa
prerrogativa en la ley.
• Son grandes las dificultades en obtener autorización del autor y del titular de la obra, con
miras a la adaptación del acervo de la biblioteca,
• Existen situaciones de conflicto con los usuarios respecto al uso de sus audio-libros, una
vez que para resolver los problemas legales algunas bibliotecas optaron por pedirles a los
usuarios un documento oficial que compruebe su condición de ciego o discapacitado visual.

�4 - RESULTADOS REGIONALES

• En algunos países donde sí existe la L&amp;E para formatos accesibles, esa se limita a “entidades
autorizadas, o sea, organismos estatales o asociaciones sin fines de lucro con representación
jurídica, pero cuya misión primaria es brindar asistencia a ciegos o personas con otras
discapacidades perceptivas.

OBRAS AGOTADAS
• En Brasil, por ejemplo, una gran parte de las obras exigidas en los cursos de graduación de
las universidades está agotada o indisponible en el mercado nacional. Eso viene creando
situaciones de tensión entre los profesionales y sus usuarios.
• La imposibilidad del servicio de conmutación entre las bibliotecas causa gran impacto en
la comunidad académica. Aún más cuando la ley tampoco permite copia sin autorización.
• Las informaciones legales para pedir autorización de copia o digitalización a los autores y/o
titulares, son difíciles de ser localizadas.
• Son grandes las barreras para convencer a los editores a publicar una nueva edición o
incluso para encontrar substitutos de los materiales agotados.
• La impresión de tiradas pequeñas de obras o incluso las restricciones institucionales merecen
destaque. En esos casos, las obras no están agotadas, pero aun así no es fácil adquirir
ejemplares para los usuarios.
• Consternación al decirles a los usuarios que una obra está agotada e indicarles que la
sustituyan por un contenido similar. O incluso indicarles que la busquen en internet, ya
que siendo para uso privado y de investigación pueden justificarse las copias digitales sin
autorización.
• Las copias de esas obras son necesarias y realizadas en los siguientes casos: propósitos
académicos, libros clásicos e incluso en la literatura básica de varios cursos, obras clásicas
liberadas del derecho de autor, obras no encontradas en el mercado nacional o inexistentes
en las librerías.

OBRAS OBJETO DE RETRACCIÓN O RETIRADAS
• Es difícil para las bibliotecas identificar cuáles obras de su colección fueron retiradas de
circulación por retracción de sus autores.

OBRAS HUÉRFANAS
• Al surgir los autores de alguna obra huérfana, la Biblioteca paga o retira la obra de consulta.
Este es un problema frecuente con obras musicales, particularmente con partituras.
• Las bibliotecas ofrecen consulta y también reproducen copias cuando el usuario remoto lo
solicita, pero difícilmente existe revisión si son obras huérfanas.
• Las obras huérfanas exigen un elevado costo de transacción para las bibliotecas. Es difícil
efectivamente investigar y comprobar la orfandad o la autoría de las mismas y, mucho peor,
de posibles titulares.
• Las obras huérfanas son relativamente comunes en acervos de obras raras, por lo tanto, son
tratadas como acervo especial, lo que impide el préstamo y la copia.
• La adquisición de obras huérfanas algunas veces es imposible, ya que los mecanismos de
compra, licitación y pregón exigen datos de origen.

165

�166

BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

USOS TRANSFRONTERIZOS
• Existen problemas con las licencias de distribución de las obras, así algunas bibliotecas
afirman que los contenidos adquiridos se limitan a su uso en territorio nacional.
• Se realizan préstamos interbibliotecarios e intercambio de materiales con otras bibliotecas
nacionales o extranjeras, para el cambio y donación de materiales diversos o publicados
por la propia institución.

TRADUCCIONES
• En caso de demanda para fines de investigación, la biblioteca ofrece servicios de traducción,
pero les prohíbe a los usuarios la comercialización y distribución fuera de sus propósitos.
• Existe la oferta de ese servicio para las obras de dominio público.

DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS IMPRESAS
• No está claro cuántos ejemplares son exigidos para el depósito legal y tampoco se observa
capacidad de controlar si esa disposición está siendo cumplida o no.
• De manera general, quien realiza el depósito es la propia editorial, no existe control sobre
eso y tampoco penalidades para el incumplimiento.

DEPÓSITO LEGAL DE OBRAS DIGITALES
• Ciudades o estados de ciertos países crearon sus propias leyes de preservación de la
memoria local de sus autores, exigiendo el depósito en ámbito local;
• El surgimiento de los repositorios institucionales en numerosas bibliotecas académicas (e
incluso públicas) está promoviendo el depósito de contenidos digitales de sus propios autores.

LIMITACIÓN DE RESPONSABILIDAD DE BIBLIOTECAS
• No tener tal limitación explícita en la ley, efectivamente, causa mucho estrés y molestia a los
profesionales involucrados, con el consiguiente reflejo en los usuarios y comunidad atendida.
• La falta de legislación hace que los bibliotecarios se encuentren en constante riesgo de ser
demandado por algunos temas de DA.
• Aunque todos los profesionales traten de limitar la práctica porque la ley no permite una
serie de servicios, la realidad es superadora y muchas veces ellos deben dar respuestas y
acaban haciendo fotocopias o digitalizando algo.

MEDIDAS DE PROTECCIÓN TECNOLÓGICA
• El desconocimiento de los encuestados (solo el 22% de los participantes acertaron esa
pregunta) sobre el tema puede estar llevando a las bibliotecas a aceptar los modelos de
uso y acceso a contenidos impuestos por las editoriales, sin discutir o intentar cambios para
adecuarlos a sus necesidades.

MINERÍA DE DATOS
• Para atender las solicitudes de los usuarios, algunas bibliotecas realizan dichas tareas, pero
solo en portales de acceso abierto.

�5 - CONSIDERACIONES FINALES

5 - CONSIDERACIONES FINALES
Todos los resultados aquí presentados deben ser analizados tomando en cuenta que
el universo de las leyes de los diversos países tiene una gran cantidad de matices no
discutidos aquí. Observándose la diversidad en la comprensión e interpretación de ellos,
ya sea en términos de los tipos documentales, tipos de instituciones titulares del derecho
para ejecutar una dada L&amp;E, entrada a dominio público, penalidades, control, entre otras,
son muchas las diversidades a ser consideradas, por ejemplo: (a) la simple existencia
de la L&amp;E sobre Formatos accesibles no es suficiente para garantizar que las bibliotecas
puedan efectivamente facilitar formatos accesibles a sus usuarios, puesto que la inclusión
de requerimientos como la comprobación de falta de disponibilidad comercial de la obra
o el pago de una compensación económica pueden hacer la tarea imposible; (b) el tiempo
de carencia de una obra para entrar en dominio público varía significativamente en la
región, yendo de 50 a 75 o hasta 90 años después de la muerte del autor; (c) en algunos
países, ciertas L&amp;E (por ejemplo, digitalización) pueden no estar específicamente en la Ley
de Derecho de Autor, sino en otras; (d) las violaciones de la LDA son tratadas de forma
distinta, dependiendo del marco legal, una combinación de ellos. En síntesis, la lectura de
los datos y análisis de este documento debe tener en perspectiva su propuesta de revelar
algunos elementos para la mejor comprensión del contexto, pero no necesariamente
aclarar o establecer estándares.
Aun así es posible afirmar que, de forma general, las leyes de todos los países
estudiados todavía no son suficientes y adecuadas a las bibliotecas. A pesar de que hubo
un cierto avance reciente en algunos países, en lo que se refiere a las L&amp;E, todavía no
se han introducido cláusulas enfocando principalmente el mundo digital y, menos aún, el
acceso a la información objetivando cubrir las demandas del ciudadano del siglo XXI.
Muchas leyes de derechos de autor no cuentan aún con el equilibrio adecuado entre los
derechos reconocidos a los titulares de derechos y aquellos reconocidos a los usuarios.
También quedó un tanto evidente en el estudio que, de acuerdo con lo manifestado
por los participantes, muchos conocen la LDA de sus países, pero no con la profundidad
necesaria o abarcando todos los aspectos indicados por el documento de referencia
utilizado (el TLIb) de IFLA. Así, se deduce la necesidad de mayores acciones de formación
de los profesionales de la región.
Es fácil imaginar que ese contexto de legislación en materia de derecho de autor
insuficiente o irrelevante lleva a dichos profesionales a una eterna incomodidad, frustración
e impotencia por un lado, además de la propia biblioteca y sus usuarios a una situación
de incertidumbre e inseguridad constante. Por lo tanto, que existan leyes lo suficientemente
simples y claras para el entendimiento de todos los involucrados es, con seguridad,
fundamental y asegurará mayor bienestar social.
Aquí entra una segunda propuesta para el tema mencionado anteriormente, referente
a la necesidad de revisión de los contenidos relativos a la educación bibliotecaria en
la región. Es urgente que nuestros profesionales tengan un conocimiento más profundo
también de políticas públicas y habilidades de promoción y defensa de la causa. Eso
puede suscitar la diseminación más estratégica de contenidos relevantes y campañas
eficaces de cambio, identificación de aliados clave, influenciando de ese modo opiniones,
proponiendo acciones y buscando mayores conquistas.

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BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

Recordando los análisis presentados por los equipos nacionales se observa que algunos
países están en fase de discusión, aprobación y/o revisión de sus respectivas Leyes de DA.
Por lo tanto, es relevante que haya un mayor involucramiento de los profesionales de la
información. Y el papel de las asociaciones y/o colegios de profesionales es fundamental.
Ellos deben, y pueden, volverse un instrumento motivador (además de ser legalmente
representativo) para fomentar, planificar y desarrollar programas nacionales con todos los
“stakeholders” involucrados en el proceso.
Una de las primeras y ya efectivas acciones puede ser referente al Tratado de
Marrakech, que se encuentra en fase de implementación en los países desde 2016,
conforme ya se comentó. La responsabilidad de América Latina y el Caribe es grande
y decisiva, ya que de los 20 países que ratificaron el Tratado, el 50% de ellos son de la
región: El Salvador, Uruguay, Paraguay, Argentina, México, Brasil, Perú, Chile, Ecuador y
Guatemala (presentados según la fecha de adhesión). También se observó en ese estudio
la necesidad de una mayor difusión sobre dicho Tratado a los profesionales de la región.
Sin duda, una de las estrategias más satisfactorias de ese proyecto trató exactamente
del involucramiento de las asociaciones y colegios de bibliotecarios de distintos países de
la región. Para la mayoría de ellas, ése fue el inicio de la inserción del debate, revisión,
comprensión y conocimiento sobre el tema en sus acciones llevándolos específicamente
a reflexionar sobre el mundo digital y el futuro de las bibliotecas. Fue posible evidenciar
la fortaleza que pueden construir junto a sus miembros, así como dónde buscar apoyo
teórico, soporte metodológico, fuentes de información, recursos humanos etc. Con
base en ese estudio, algunos equipos nacionales profundizaron aún más las acciones
que ya venían desarrollando junto a los tomadores de decisión de sus países, otros se
aproximaron a representantes de diversas instituciones del área de derechos de autor y,
fundamentalmente, todos se colocaron en posición de multiplicadores del tema y fuente de
referencia para los profesionales de sus respectivos países.
Sin embargo, ése fue tan solo un pequeño paso en el imbricado y complejo mundo de
los derechos de autor, acceso a la información y L&amp;E para las bibliotecas. De ahora en
adelante se espera que los aquí involucrados (y otros interesados en el tema) se sientan
motivados a dar continuidad a otros proyectos que profundicen la discusión en sus países,
mejoren las relaciones y el equilibrio entre los titulares de los derechos y una sociedad
que busque preservar el acceso a la información como un derecho humano. Que sean
proyectos nacionales individuales, pero también que puedan surgir iniciativas de consorcios
entre países93, involucrando solo la región o incluso aprovechando experiencias de otros
continentes.

93- Un ejemplo relevante es la propia institución EIFL ya mencionada anteriormente en este libro, la cual tiene actuación en diversos
países. Específicamente en la región, tiene proyectos con Chile (http://www.eifl.net/country/chile) y Colombia (http://www.eifl.net/country/
colombia).

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Acceso abril 10, 2016.
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de implementar el Acuerdo de promoción comercial suscrito entre el Perú y los Estados Unidos
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BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

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Derechos de Autor. Diario Oficial El Perúano, Lima. Recuperado de http://www.wipo.int/
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REPÚBLICA DOMINICANA. Congreso Nacional. (2006). Ley N° 424-06 de Implementación del
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América (DR-CAFTA). Recuperado de http://www.wipo.int/wipolex/es/text.jsp?file_id=234497
Acceso abril 2016.
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de la Ley No. 65-00, sobre Derecho de Autor, modificada por el Art.4 de la Ley No. 493-06.
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Retrieved from http://www.cott.org.tt Access May 2, 2016.
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WIPO. SGAE. (2005). El derecho de autor y los derechos conexos en el entorno digital. [XI

�6 - REFERENCIAS

Curso académico regional ompi/sgae sobre derecho de autor y derechos conexos para países
de América Latina organizado por la Organización Mundial de la Propiedad Intelectual (OMPI)
conjuntamente con la Sociedad General de Autores y Editores (SGAE) de España y el Ministerio
de Industria y Comercio de la República del Paraguay Asunción, 7 a 11 de noviembre de 2005].
WIPO, 2005. Recuperado de http://www.wipo.int/edocs/mdocs/lac/es/ompi_sgae_da_
asu_05/ompi_sgae_da_asu_05_2.pdf Acceso enero 2017.
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news/2015/article_0015.html

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BIBLIOTECAS LAC: El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

�APÉNDICES

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APÉNDICES

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�APÉNDICES

APÉNDICE A
PROYECTO INTEGRADO IFLA LAC 2016
“EL IMPACTO DE LA LEGISLACIÓN DE DERECHOS DE AUTOR EN LAS
BIBLIOTECAS DE AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE”

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�APÉNDICES

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APÉNDICE B
PROYECTO INTEGRADO IFLA LAC 2016
“EL IMPACTO DE LA LEGISLACIÓN DEL DERECHO DE AUTOR EN LAS BIBLIOTECAS
DE AMÉRICA LATINA Y CARIBE”
GUÍA PARA ENTREVISTA INDIVIDUAL O EN GRUPO

Preguntas sobre derecho de autor en el ámbito nacional e internacional
1. ¿Las excepciones y limitaciones al derecho de autor que se describen en el texto
de Kenneth Crews 2008 (ver link en la lista de Fuentes de información) reflejan
correctamente la situación actual en su país? ¿Existen otras leyes que permitan a
las bibliotecas proveer servicios a los usuarios y que sería conveniente que IFLA
conociera?
2. ¿Están las bibliotecas de su país al tanto de las iniciativas relacionadas con la
reforma del derecho de autor que están teniendo lugar en su país? ¿Existe una
consulta pública que se esté llevando a cabo? ¿Cómo podría IFLA u otros colegas
latinoamericanos, ayudar en este sentido?
3. ¿Qué obstáculos enfrentan las bibliotecas de su país para brindar servicios como
resultado de la ley de derecho de autor?
4. ¿Podría su equipo brindar ejemplos de servicios que no pueden proveerse debido a
la ley de derecho de autor, que sirvan para explicar el porqué de la necesidad de una
reforma?

Preguntas sobre el Tratado de Marrakech
1. ¿Están las bibliotecas al tanto del estado en el que se encuentra el proceso de
ratificación del Tratado de Marrakech en su país? ¿De no ser así, puede obtener
información al respecto y hacérnosla llegar?
2. ¿Respecto a las copias en formato accesible tiene las bibliotecas de su país la
capacidad de crear y distribuir las mismas en su institución?

�ISBN - 978-85-85024-12-3 (e Book) 2019

BIBLIOTECAS LAC:

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira

El impacto de la legislación de derechos de autor en América Latina y el Caribe

FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES
DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO
E INSTITUIÇÕES
Rua Avanhandava, 40 – Conj. 108/110 Bela Vista
São Paulo, SP – CEP 01306-000 – (11) 3257 9979
febab@febab.org.br

El impacto de la legislación de derechos
de autor en América Latina y el Caribe

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Acesso Aberto</text>
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América Latina e Caribe&#13;
IFLA-LAC</text>
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                <text>En el primer semestre de 2016, los datos fueron recopilados por equipos de diferentes países que participaron en el proyecto propuesto por IFLA LAC. En marzo de 2017, este libro (completo, revisado y editado) se entregó al Comité Profesional de la IFLA para su evaluación. En su reunión de agosto de 2017, el Comité Profesional decidió establecer un grupo de trabajo para verificar y actualizar la información jurídica contenida en este libro electrónico (haciendo uso de la nueva versión del estudio Crews que se lanzaría en octubre de 2017). Los resultados de esta revisión y la autorización para publicación fueran devueltos en Marzo 2018. Para acomodar las sugerencias y comentarios de los evaluadores, se revisaron todos los capítulos. En particular, el Capítulo 4 se ha actualizado para centrarse en el estudio CREWS publicado en 2017. De esta manera, puede encontrar información sobre la legislación ecuatoriana sobre derechos de autor que se aprobó después de la recopilación de datos (diciembre 2016). Sin embargo, en el capítulo 3, específicamente en el contenido que se refiere al estudio realizado en Ecuador, los datos se mantuvieron basados en la legislación de 2006, dado que esa era la realidad en el momento de la compilación.</text>
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                <text>Ferreira, Sueli Mara Soares Pinto</text>
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            <name>Coverage</name>
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Implementação do Tratado de Marraqueche para
pessoas cegas, com deficiência visual ou com outras
dificuldades para ter acesso ao texto impresso
Um guia prático para bibliotecários
Com comentários a partir da proposta brasileira de Implementação do
Tratado de Marraqueche disponível para Consulta Pública no
período de maio a julho de 2020.

1

�CAMINHANDO
Implementação do Tratado de Marraqueche para
pessoas cegas, com deficiência visual ou com
outras dificuldades para ter acesso ao texto
impresso
Um guia prático para bibliotecários
Com comentários a partir da proposta brasileira de Implementação do Tratado de
Marraqueche disponível para Consulta Pública no período de maio a julho de
2020.

De autoria de
Jessica Coates
Christiane Felsmann
Teresa Hackett
Karen Keninger
Francisco Martinez Calvo
Victoria Owen
Anthea Taylor
Katya Pereyaslavska
Flora van den Berg
Editado por
Victoria Owen

Responsável por esta edição em português
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira

2

�Prefácio
O Tratado de Marraqueche para facilitar o acesso a obras publicadas para pessoas cegas,
com deficiência visual ou com outras dificuldades para ter acesso ao texto impresso
apresenta uma oportunidade sem precedentes de acesso a obras impressas para as pessoas
cegas, com deficiência visual ou com outras dificuldades para ter acesso ao texto impresso.
As bibliotecas desempenham um papel fundamental na facilitação do acesso, e este guia
foi concebido para permitir que equipes de todo e qualquer tipo de bibliotecas tornem as
etapas práticas e finais para entregar materiais nas mãos de leitores com dificuldades para
ter acesso ao texto impresso.
Como ex-diretora dos serviços bibliotecários da Biblioteca Canadense CNIB para cegos e excoordenador do Programa Estratégico de Direitos Autorais e Outros Assuntos Legais da
Federação Internacional de Associações de Bibliotecas e Institutos (IFLA/CLM), estou
especialmente satisfeita em ver que o Tratado de Marraqueche permite um melhor acesso
às obras impressas e que, entre os beneficiários, estão inclusos leitores cegos e também
com baixa visão.
As informações neste guia estão organizadas como uma FAQ (Perguntas frequentes),
respondendo a perguntas e fornecendo links para mais informações. Pretende ser um
ponto de partida, um modelo, disponível para personalização do Tratado de Marraqueche
em cada país. Esperamos que, uma vez que o guia seja personalizado de acordo com as leis
de cada país, ele seja publicado no site da IFLA.
Este guia foi possível graças ao generoso financiamento da World Blind Union, da
Universidade de Toronto, da IFLA e da Associação Canadense de Bibliotecas de Pesquisa
(CARL). Sou imensamente grata aos financiadores, meus coautores e outros colaboradores
deste guia; juntos, estamos trabalhando para acabar com a escassez de livros1 a que
padecem as pessoas com dificuldades para acessar o texto impresso em todo o mundo.
Victoria Owen
Bibliotecário Chefe
Universidade de Toronto Scarborough
Toronto Canadá
Março 2018

1

“Existe uma escassez global de livros. É um grande problema. Sem livros, jornais e revistas, as pessoas são
isoladas da vida”. Do livro O Tratado de Marraqueche: ajudando a acabar com a escassez mundial de livros
[The Marrakesh Treaty – Helping to end the global book famine]. OMPI, 2016 [PDF]

3

�Sobre esta edição brasileira
No período de maio a julho de 2020, a Secretaria Especial da Cultura (SECULT) abriu consulta
pública2 para coleta de informações, sugestões e comentários da sociedade a respeito da
minuta de Decreto para a regulamentação do Tratado de Marraqueche.
O Tratado, que foi promulgado no Brasil pelo Decreto nº 9.522, de 8 de outubro de 2018,
visa facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas cegas, com deficiência visual ou com
outras dificuldades para acesso ao texto impresso.
Entendendo que a participação das bibliotecas brasileiras é crucial neste momento e
visando oferecer-lhes recursos qualificados e aprimorados para consulta e atualização no
tema, a Comissão Brasileira de Direitos de Autor e Acesso Aberto (CBDA3) da Federação
Brasileira de Associações de Bibliotecas, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) se
responsabilizou pela tradução deste Manual da IFLA e, também, por sua adaptação à
minuta em discussão na já referida consulta pública.
Deste modo, trata-se de uma obra de caráter provisório, que poderá ser útil
especificamente neste momento, mas que deverá ser atualizada tão logo o decreto seja
definitivamente aprovado no país.
Esperamos que nossos profissionais possam sanar suas dúvidas e se sintam motivados a
participar de maneira pró ativa e objetiva da Consulta Aberta em andamento.

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Presidente da Comissão Brasileira de Direitos de Autor e Acesso Aberto – CBDA3
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecas, Cientista da Informação e Instituições FEBAB
São Paulo, Brasil
Junho 2020

2

https://cultura.gov.br/secult-abre-consulta-publica-para-regulamentacao-do-tratado-de-marraqueche/

4

�Sumário
Prefácio ..................................................................................................................................... 02
Sobre esta edição brasileira ....................................................................................................... 03
Reconhecimentos ...................................................................................................................... 07
Introdução .................................................................................................................................. 08
Introdução da edição brasileira .................................................................................................. 09
Pontos importantes antes de começar ...................................................................................... 12
Siglas ........................................................................................................................................... 12
Tratado de Marraqueche: fundamentos ................................................................................. 14
1. O que é o Tratado de Marraqueche? .................................................................................... 14
2. Qual efeito possui o Tratado de Marraqueche? ................................................................... 14
3. Por que o Tratado de Marraqueche foi adotado? ................................................................ 14
4. As bibliotecas estavam envolvidas no desenvolvimento do Tratado de Marraqueche? ....... 14
5. Quais países aderiram ao Tratado de Marraqueche? ............................................................ 15
6. Quem se beneficia com este Tratado? .................................................................................. 16
Bibliotecas e o Tratado de Marraqueche ................................................................................. 16
7. Como o Tratado de Marraqueche apoia os serviços de biblioteca? ...................................... 16
8. Minha biblioteca é qualificada para prestar serviços sob o Tratado de Marraqueche?......... 16
9. Minha biblioteca é obrigada a prestar serviços sob o Tratado de Marraqueche? ................. 17
10. O que as bibliotecas podem fazer sob o Tratado de Marraqueche? ................................... 17
11. Que obras são cobertas pelo Tratado de Marraqueche? .................................................... 18
12. O que é um formato acessível? ........................................................................................... 18
13. Como as bibliotecas compartilham obras acessíveis? ......................................................... 18
14. Minha biblioteca precisa manter registros? ........................................................................ 19
15. Como sei que a pessoa que solicita o serviço pode se beneficiar do Tratado? .................. 20

Serviços de livros acessíveis ..................................................................................................... 20
16. Quais serviços de livros acessíveis já existem e minha biblioteca é qualificada a participar? 20
17. Como posso descobrir outras bibliotecas com coleções acessíveis? .................................. 21
18. Como as bibliotecas podem tornar seus formatos acessíveis possíveis de serem descobertos
para outras bibliotecas? ............................................................................................................ 22
19. Minha biblioteca pode cobrar pelo fornecimento de um serviço de livros acessível? ....... 23
20. As bibliotecas precisam pagar royalties?............................................................................. 23

5

�21. Como funciona o conceito de disponibilidade comercial do Tratado de Marraqueche?.... 23

Trabalhando com formatos acessíveis .................................................................................... 24
22. Há uma barreira digital (tipo DRM)

na obra não acessível. É possível removê-lo? ...... 24

23. A licença de recursos eletrônicos não permite que a biblioteca copie ou distribua uma obra.
O que eu posso fazer? ............................................................................................................... 24
Leituras adicionais ................................................................................................................... 25
Criando formatos acessíveis .................................................................................................... 25
24. Onde encontro informações sobre como criar documentos em formato acessível?......... 25

Outros Guias do Tratado de Marraqueche ............................................................................. 25
25. Existem outros guias para o Tratado de Marraqueche? .................................................... 25

Agradecimentos .............................................................................................................. 26

6

�Reconhecimentos
“Quando leio um livro, duas coisas são essenciais: escolher o livro certo e lê-lo bem. E é aqui que o
Tratado de Marraqueche me ajuda, a aumentar o número de livros aos quais tenho acesso e permitir
encontrá-los em todo o mundo e, em particular, no melhor lugar de todos os tempos, em uma
biblioteca. Com este guia, as bibliotecas contribuirão para que o sonho do Tratado de Marraqueche
se torne realidade para milhões de cegos, deficientes visuais ou com outras dificuldades para ter
acesso ao texto impresso.”
Bárbara Martín
Segundo Vice-Presidente, União Europeia de Cegos (EBU)
Gerente do Gabinete Técnico de Assuntos Europeus da ONCE

“O Tratado de Marraqueche é um acordo internacional de importância crucial para pessoas com
dificuldade de acesso ao texto impresso que, durante muito tempo, vêm lutando pelo acesso a livros
e conhecimento. Quando o Tratado estiver implementado, todos os profissionais envolvidos com as
bibliotecas poderão assegurar igualdade de oportunidades de leitura, aprendizagem e recreação
por meio da literatura. Este guia oferece conselhos práticos para bibliotecários públicos,
acadêmicos, escolares e especializados sobre como atingir esse objetivo em todo o mundo e em
seus próprios países”.
Kirsi Ylänne
Coordenadora da Seção IFLA de Bibliotecas que atendem pessoas
com dificuldade de acesso ao texto impresso.
Especialista em acessibilidade, Biblioteca Celia, Finlândia

“Por muito tempo, nós, pessoas com deficiência visual e com dificuldade de acesso ao texto
impresso em todo o mundo, tivemos acesso negado à leitura e à aprendizagem, que são
fundamentais para nossa participação plena e igualitária na educação, no emprego e em nossas
comunidades. O Tratado de Marraqueche traz consigo a promessa de remover as barreiras que
impedem nosso acesso aos livros em formatos que possamos ler, e também compartilhar o que está
disponível com nossos irmãos e irmãs com deficiência visual nos países em desenvolvimento, que
até agora não conseguiram acesso nem aos poucos livros disponíveis. De fato, acreditamos que o
Tratado de Marraqueche é o desenvolvimento mais significativo na vida de pessoas cegas e com
deficiência visual desde a invenção do Braille, quase 200 anos atrás”.

Penny Hartin
Diretor Executivo
União Mundial dos Cegos

7

�Introdução
Quando os Estados membros da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) adotaram
o Tratado de Marraqueche para pessoas com dificuldade de acesso ao texto impresso, em 2013,
eles se comprometeram a remover as barreiras legais ao acesso a livros e outros materiais de leitura
para pessoas cegas, com visão parcial ou com problemas de acesso ao texto impresso, como dislexia.
Eles abriram o caminho para lidar com uma das principais causas da escassez3 de livros - o fato de
que menos de 7% dos livros4 publicados são disponibilizados globalmente em formatos acessíveis,
como Braille, áudio e letras grandes e formatos digitais DAISY.
Em setembro de 2016, quando o Tratado de Marraqueche entrou em vigor, esse compromisso se
tornou realidade para os países que aderiram ao Tratado administrado pela OMPI. Criou a obrigação
de introduzir as alterações exigidas pelo Tratado no direito nacional.
Desde então, muitos países têm estado ocupados em alinhar suas leis de direitos autorais com o
Tratado de Marraqueche, seja porque são parte do Tratado ou porque pretendem aderir ao Tratado
em futuro próximo. As principais mudanças na lei devem garantir que uma cópia em formato
acessível possa ser feita e fornecida a uma pessoa com deficiência ou a uma instituição, como uma
biblioteca, dentro de um país ou por meio de empréstimo transfronteiriço.
As bibliotecas são centrais para o sucesso deste Tratado inovador, e os bibliotecários têm um papel
fundamental em sua implementação. Os benefícios econômicos e sociais serão enormes e
transformarão os serviços de informação para usuários com dificuldade de acesso ao texto
impresso.
Este é um guia prático para bibliotecários sobre como começar a usar o Tratado de Marraqueche e
como fazer uso pleno de seus novos direitos. Destina-se a bibliotecas de todos os tipos e tamanhos,
desde bibliotecas especializadas que já prestam serviços a pessoas com deficiência, até bibliotecas
que desejam iniciar esses serviços.
Destina-se, principalmente, aos países que aderiram ao Tratado de Marraqueche e onde a
implementação nacional está concluída ou em andamento, para que as bibliotecas estejam prontas
a oferecer serviços aprimorados aos clientes com dificuldade de acesso ao texto impresso. Quando
o maior número possível de bibliotecas usufruir do Tratado, elas estarão contribuindo para
finalmente acabar com a escassez do livro.
Teresa Hackett
Gerente de direitos autorais e bibliotecas
EIFL - Informação Eletrônica para Bibliotecas

3

“Existe uma escassez global de livros. É um grande problema. Sem livros, jornais e revistas, as pessoas são
isoladas da vida”. Do livro O Tratado de Marraqueche: ajudando a acabar com a escassez mundial de livros
[The Marrakesh Treaty – Helping to end the global book famine]. OMPI, 2016 [PDF]
4
Op. cit

8

�Introdução à versão brasileira
O Brasil foi um dos países, juntamente com Equador e Paraguai, a apresentar a proposta em 2004,
elaborada pela União Mundial de Cegos (WBU), no Comitê Permanente de Direitos de Autor e
Direitos Conexos da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Industrial), tendo trabalhado
ativamente para a ampliação do número de ratificações junto a outros países para a plena
implementação do Tratado.
Em termos internacionais, o Tratado de Marraqueche assinado em 2013, entrou em vigor em 30 de
setembro de 2016, após a sua ratificação por vinte países. O Brasil foi um dos 20 países que o
ratificaram, tendo feito isto em dezembro de 2015, após passar por aprovação, em dois turnos, pelo
Senado Federal e pela Câmara dos Deputados, incorporando-se com status de emenda
constitucional ao ordenamento jurídico brasileiro.
Mas somente em 08 de outubro de 2018, foi publicado o Decreto n° 9.522, promulgando o Tratado
de Marraqueche no país, considerado como um avanço significativo no debate dos Direitos Autorais,
em especial das limitações e exceções, na medida em que viabiliza o acesso de obras intelectuais
para um público que merece um tratamento sob condições especiais.
Seguindo as mesmas orientações do Tratado, o qual deixa em aberto algumas possibilidades para a
livre escolha dos países signatários, faz-se necessário a aprovação e publicação de novo Decreto
estabelecendo sua regulamentação e adaptando-o à realidade nacional.
Portanto, no período de maio a julho de 2020, está em Consulta Pública a minuta do Decreto que
tratará desta regulamentação, sendo a participação das bibliotecas brasileiras crucial (a chamada
inicial da Consulta encontra-se disponível em: http://cultura.gov.br/secult-abre-consulta-publicapara-regulamentacao-do-tratado-de-marraqueche/).
A proposta em análise foi consolidada por um Grupo de Trabalho composto por representantes da
sociedade civil (membros da FEBAB, instituições que prestam serviços a cegos, Organização Nacional
de Cegos do Brasil-ONCB), de representantes do governo e de representantes dos editores
universitários, Câmara Brasileira do Livro, Sindicato Nacional dos Editores de Livros e Editoras em
geral.
Este Manual visa esclarecer todas e quaisquer dúvidas do profissional bibliotecário para que se
efetive de maneira fluída sua participação. Mas antes de darmos continuidade a ele, é necessário
ter em mente de maneira clara – e que se considere também - os distintos marcos legais brasileiros
que sustentam os avanços já obtidos em termos da garantia do direito humano de acesso à
informação a pessoas com distintos tipos de deficiências.
•

Foi mencionado que o Tratado de Marraqueche é o segundo tratado de direitos humanos
aprovado no Brasil com status de emenda constitucional. O primeiro foi a Convenção

9

�Internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência aprovada com o rito especial previsto na Emenda Constitucional n° 45, de 2004,
para os tratados de direitos humanos. Dentre seus artigos podem ser citados o Art. 9 que
trata da acessibilidade em geral, o Art. 24 que tem como foco o direito à educação em todos
os níveis e modalidades, o Art. 30 sobre direito à cultura, esportes e lazer, dentre outros.
•

Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva de 2008
(http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf
/
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=16690politica-nacional-de-educacao-especial-na-perspectiva-da-educacao-inclusiva05122014&amp;Itemid=30192 ?

•

Plano
Nacional
de
Cultura
–
Lei
12.343/2010
–
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12343.htm),
Vale
mencionar especificamente a Meta 29 – que visa garantir que as pessoas com deficiência
possam ter acesso aos espaços culturais, seus acervos e atividades
(http://pnc.cultura.gov.br/category/metas/29/ )

•

Plano Nacional do Livro e da Leitura – PNLL – instituído por meio da Portaria Interministerial
Nº 1.442, de 10 de agosto de 2006, pelos ministros da Cultura e da Educação.
(http://antigo.cultura.gov.br/pnll) E, em 1º de setembro de 2011, o decreto Nº 7.559 define
quatro princípios básicos: (1) a democratização do acesso ao livro; (2) a formação de
mediadores para o incentivo à leitura; (3) a valorização institucional da leitura e o
incremento de seu valor simbólico; e (4) o desenvolvimento da economia do livro como
estímulo à produção intelectual e ao desenvolvimento da economia nacional. Neste
momento, já surge também a questão da deficiência e do formato acessível.
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7559.htm)

•

A partir de 2018, este Programa passa a sofrer uma série de modificações (Lei Nº 13.696,
de 12 de julho de 2018) e, em 23 de julho de 2019, é publicado o Decreto 9.930/2019
extinguindo o Conselho Consultivo do Plano Nacional do Livro e Leitura
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D9930.htm) .

•

Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – 13.146/2015 – destinada a assegurar
e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades
fundamentais por pessoas com deficiência. O Tratado de Marraqueche se sustenta na
Convenção que lhe dá origem, da qual podem ser citados o Art. 68: ‘O poder público deve
adotar mecanismos de incentivo à produção, à edição, à difusão, à distribuição e à
comercialização de livros em formatos acessíveis, inclusive em publicações da
administração pública ou financiadas com recursos públicos, com vistas a garantir à pessoa
com deficiência o direito de acesso à leitura, à informação e à comunicação’.
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm)

10

�•

Política Nacional de Leitura e Escrita – Lei 13.696/2018 – considera a estratégia permanente
de promoção do livro, da leitura, da escrita, da literatura e das bibliotecas de acesso público
no Brasil. Aqui também se aborda a questão de livros em múltiplos formatos acessíveis e a
garantia
do
acesso
para
pessoas
com
diferentes
deficiências.
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/Lei/L13696.htm)

Tendo em vista que o Tratado de Marraqueche já foi incorporado ao ordenamento jurídico interno
com status de emenda constitucional, fazem-se necessárias alterações na legislação que trata da
matéria de direitos autorais no Brasil, uma vez que a atual Lei de Direitos de Autor (LDA) (Lei n°
9.610/1998) ainda não foi reformada de modo a incorporar os dispositivos do Tratado. Assim, o que
a reforma da LDA deve buscar é harmonizar a legislação interna e garantir segurança jurídica para
quem vai atuar.
Neste contexto, é imprescindível uma intensa atuação em termos de advocacy do profissional da
informação e bibliotecário, frente à Consulta Pública em curso para a regulamentação do Tratado
de Marraqueche no Brasil, bem como a um futuro projeto de Lei para adequação da LDA.

11

�Pontos importantes antes de começar

5

●

Este guia se propõe a explicar os conceitos básicos que todos os países que aderem ao
Tratado de Marraqueche devem aplicar. Na maioria dos países, no entanto, a legislação
nacional exige uma emenda. Conforme esclarecido na introdução brasileira deste
manual, o Tratado de Marraqueche goza de status de emenda constitucional, porém a
segurança jurídica exige tanto a adequação da Lei de Direito de Autor brasileira,
estabelecendo limitações e exceções explícitas para o cumprimento do Tratado, quanto
a regulamentação infralegal de questões necessárias para a sua implementação.
Encontra-se para Consulta Pública o decreto de Regulamentação pelo período de maio
a julho de 2020.

●

Como os governos têm certa liberdade ao incorporarem o Tratado de Marraqueche às
leis nacionais, as implementações nacionais podem variar um pouco. (Para promover o
acesso contínuo globalmente, a IFLA se opõe à introdução de restrições desnecessárias.)

●

Por esse motivo, este guia deve ser considerado uma explicação dos direitos gerais que
devem estar disponíveis em todos os países em que o Tratado de Marraqueche foi
implementado. Especificamente no caso brasileiro, ele deverá ser observado e
estudado visando a participação do profissional bibliotecário neste momento de
consulta pública para a implementação do Tratado e consequente reformulação da
legislação de direitos de autor.

●

Para maiores informações sobre o estado da arte da implementação do Tratado de
Marraqueche no Brasil, contate a Secretaria Nacional de Direitos Autorais e Propriedade
Intelectual (SDAPI) da Secretaria Especial de Cultura (direito.autoral@cidadania.gov.br)
ou também a Comissão Brasileira de Direitos de Autor e Acesso Aberto da FEBAB
(cbda3@febab.org.br)

●

Se sua biblioteca já estiver prestando serviços a pessoas com uma gama mais ampla de
deficiências (por exemplo, surdez) de acordo com a legislação nacional, a adesão ao
Tratado de Marraqueche não afeta esses serviços5.

●

Embora este guia se concentre no uso de bibliotecas, uma ampla gama de instituições,
bem como beneficiários individuais, se enquadra no escopo do Tratado de Marraqueche
e podem usar suas disposições.

●

Este é um guia com informações de âmbito internacional, mas principalmente um guia
nacional, exclusivamente para este período de Consulta Pública para implementação do
Tratado de Marraqueche no Brasil

●

Traduções do Guia da IFLA6 para outros idiomas são bem-vindas.

●

O guia geral da IFLA pode ser atualizado periodicamente. Especificamente esta versão
adaptada a este momento brasileiro de consulta pública, certamente, deverá ser

A IFLA se opõe a quaisquer novas restrições sobre outras deficiências.

6 https://www.ifla.org/copyright

12

�atualizada posteriormente a fim de pontuar especialmente os novos ditames previstos
quando da aprovação e publicação do Decreto.
●

ATENÇÃO - Especificamente nesta adaptação à Consulta Pública Brasileira, a expressão
"dificuldade de acesso ao texto impresso" é a tradução oficial de "Print
Disabled/Disabilities" adotada pela legislação brasileira. Mas deve ser entendida como
qualquer dificuldade de leitura que impeça uma pessoa de acessar um texto (seja qual
for o seu suporte, impresso ou digital) em condições análogas às pessoas que não
possuem qualquer deficiência ou dificuldade."

Siglas
Siglas utilizadas neste Guia:
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CBDA3 - Comissão Brasileira de Direitos de Autor e Acesso Aberto
DAISY - Sistema de Informação Digital Acessível
FEBAB - Federação Brasileira de Associações de Bibliotecas, Cientistas da Informação e
Instituições
IFLA - Federação Internacional de Associações de Bibliotecas
LDA - Lei de Direitos de Autor
ONCB - Organização Nacional de Cegos do Brasil
ONU – Organização das Nações Unidas
OMPI – Organização Mundial da Propriedade Intelectual
PNLE – Programa Nacional de Leitura e Escrita
PNLL – Plano Nacional do Livro e da Leitura
SNEL – Sindicato Nacional dos Editores de Livros
UNCRPD - Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
WBU - União Mundial de Cegos

Aviso Legal
As informações neste documento não constituem aconselhamento jurídico. A IFLA e a Comissão
Brasileira de Direitos de Autor e Acesso Aberto da FEBAB não assumem nenhuma responsabilidade
pelas informações contidas neste documento e se eximem de toda responsabilidade em relação a essas
informações. Em caso de dúvidas, procure aconselhamento jurídico local.

13

�O Tratado de Marraqueche: fundamentos
1. O que é o Tratado de Marraqueche?
O Tratado de Marraqueche (http://www.wipo.int/wipolex/en/details.jsp?id=13169) (versão em
formato acessível http://www.wipo.int/wipolex/en/details.jsp?id= 14613) é um tratado adotado
em 2013 pelos Estados membros da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma
agência especializada das Nações Unidas. O título completo é “Tratado de Marraqueche para
Facilitar o Acesso a Obras Publicadas às Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou com Outras
Dificuldades para Ter Acesso ao Texto Impresso”7.
É o primeiro tratado de direitos autorais com princípios de direitos humanos em sua essência, com
referências específicas à Declaração Universal dos Direitos Humanos e à Convenção da ONU sobre
os Direitos das Pessoas com Deficiência (UNCRPD).

2. Que efeito tem o Tratado de Marraqueche?
Pela primeira vez, se cria uma estrutura jurídica internacional que permite a criação e distribuição
de cópias em formato acessível para pessoas com dificuldades para acessar o texto impresso, assim
como o compartilhamento de livros acessíveis promovendo o intercâmbio transfronteiriço. Segundo
o Tratado de Marraqueche, se beneficiam as pessoas com dificuldade de acesso ao texto impresso,
que incluem: as cegas, as que têm deficiência visual, ou de percepção, ou de leitura e as que não
conseguem focalizar os olhos ou segurar ou manipular um livro.

3 Por que o Tratado de Marraqueche foi adotado?
O Tratado de Marraqueche foi adotado para remover as barreiras de direitos autorais que impediam
o acesso a obras impressas para pessoas com dificuldade de acesso ao texto impresso. Apenas cerca
de 7% das obras publicadas são disponibilizadas globalmente em formatos acessíveis, e nos países
em desenvolvimento, onde 90% das pessoas cegas e com deficiência visual vivem, esse número é
inferior a 1%8. Esse problema é parcialmente devido aos obstáculos criados pelas distintas leis de
direitos autorais existentes. Obstáculos estes que o Tratado procura remover.

4. As bibliotecas estavam envolvidas no desenvolvimento do Tratado de
Marraqueche?

7

Importante verificar a última nota do item PONTOS IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR para esclarecer a
adoção da expressão “dificuldade de acesso ao texto impresso” utilizada na versão brasileira.
8 Do livro O Tratado de Marraqueche: ajudando a acabar com a escassez mundial de livros [The Marrakesh
Treaty – Helping to end the global book famine]. OMPI, 2016 [PDF]

14

�Sim9. O projeto de tratado foi proposto pela primeira vez aos Estados membros da OMPI pela
Organização Mundial dos Cegos (WBU). A IFLA e outros parceiros da biblioteca apoiaram fortemente
as negociações ao longo de mais de cinco anos na OMPI e participaram da Conferência Diplomática
em Marraqueche, que levou à adoção do Tratado. Governos individuais buscaram conselhos e
comentários de suas organizações nacionais de cegueira e visão subnormal e associações de
bibliotecas.
Agora, os bibliotecários estão trabalhando arduamente para garantir que os benefícios do Tratado
sejam maximizados e que as bibliotecas desempenhem seu papel pleno de ajudar a acabar com a
escassez10 de livros que sofrem as pessoas com dificuldade para acessar o texto impresso.

5. Quais países aderiram ao Tratado de Marraqueche?
Para obter uma lista atualizada dos países que aderiram ao Tratado de Marraqueche, consulte o
site da OMPI em http://www.wipo.int/treaties/en/ShowResults.jsp?lang=en&amp;treaty_id=843.
No caso do Brasil, todas as informações, datas e decretos referentes à adesão brasileira estão
descritas na introdução brasileira intitulada “Introdução à versão brasileira”.

6. Quem se beneficia do Tratado?
De acordo com o Tratado, qualquer pessoa com dificuldade para acessar texto impresso pode se
beneficiar do Tratado.
Esta incapacidade de acesso pode ser causada por uma deficiência visual, como cegueira ou baixa
visão; uma deficiência no desenvolvimento ou na aprendizagem, como dislexia e autismo; ou uma
deficiência física, como doença de Parkinson e paralisia.
Especificamente no caso brasileiro, a minuta do Decreto de Implementação que se encontra para
Consulta Pública até final de julho de 2020, (http://participa.br/sdapi/consulta-publica-no-012020minuta-do-decreto-de-regulamentacao-do-tratado-de-marraqueche) diz em seu Art. 2º.
“Consideram-se beneficiários para os efeitos deste Decreto as pessoas cegas, com deficiências
visuais, físicas ou com qualquer outra deficiência ou dificuldade que impeça ou prejudique a leitura,
a compreensão ou a manipulação de textos impressos de uma forma substancialmente equivalente
à de uma pessoa sem essas deficiências ou dificuldades”.

9

A Organização Mundial dos Cegos (WBU) redigiu a primeira versão do Tratado, que foi modificada durante
as negociações. Os Estados membros da OMPI Brasil, Equador e Paraguai propuseram o tratado na OMPI.
10
“Existe uma escassez global de livros. É um grande problema. Sem livros, jornais e revistas, as pessoas são
isoladas da vida”. Do livro O Tratado de Marraqueche: ajudando a acabar com a escassez mundial de livros
[The Marrakesh Treaty – Helping to end the global book famine]. OMPI, 2016 [PDF]

15

�Segundo a proposta internacional do Tratado, a deficiência não precisa ser permanente11. Indivíduos
que sofrem de cegueira temporária, por exemplo, podem se beneficiar enquanto a condição
persistir.
Pessoas com outras deficiências como surdez, não são cobertas pelo Tratado de Marraqueche,
embora possam ser cobertas pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Uma pessoa
que é surda-cega se qualifica de acordo com o Tratado.

Bibliotecas e o Tratado de Marraqueche
7. Como o Tratado de Marraqueche apoia os serviços de biblioteca?
Uma vez implementado na legislação nacional, o Tratado de Marraqueche transforma os serviços
de biblioteca para pessoas com incapacidade de acesso ao texto impresso:
A) Ao eliminar as barreiras legais para criar e compartilhar obras em formato acessível,
aumenta imediatamente a quantidade de material de leitura disponível para os usuários
com dificuldade de acesso ao texto impresso.
B) Economiza tempo, dinheiro e esforço, porque as bibliotecas podem reunir seus recursos em
um país, em uma região ou mais longe. As bibliotecas podem coordenar a produção de
obras, o que resultará em menos duplicação de esforços, evitando que um mesmo livro seja
convertido várias vezes no mesmo idioma em diferentes países.

8. Minha biblioteca é qualificada para prestar serviços sob o Tratado de
Marraqueche?
A proposta do Tratado prevê que qualquer biblioteca ou outra organização que forneça serviços
sem fins lucrativos tem o direito de fazer uso do Tratado ao atender clientes com dificuldade de
acesso ao texto impresso. No Tratado de Marraqueche, eles são referidos como entidades
autorizadas.
Além disso, uma entidade com fins lucrativos reconhecida pelo governo como prestadora de
serviços para pessoas com dificuldade de acesso ao texto impresso sem fins lucrativos também pode
ser qualificada como entidade autorizada12.
Na consulta pública para o Decreto de Implementação do Tratado no Brasil, o Art. 6 diz que
Entidades autorizadas são organizações públicas ou privadas sem finalidade lucrativa, reconhecidas
para, sob o amparo das limitações previstas no Tratado, produzir exemplares de obras em formatos

11

WBU Guide, p. 32.
The WBU Guide to the Marrakesh Treaty: Facilitating Access to Books for Print-Disabled Individuals,
p. 29. WBU Guide available at http://www.worldblindunion.org/English/our-work/our-priorities/Pages/WBUGuide-to-the-Marrakesh-Treaty.aspx.
12

16

�acessíveis e disponibilizá-las aos beneficiários, bem como obter ou ter acesso a obras em formatos
acessíveis por meio de outras entidades autorizadas, sem a necessidade de autorização ou
remuneração ao autor ou titular da obra.
E no parágrafo 2, existe a menção explícita: “As entidades autorizadas atuam em benefício da sociedade e desempenham, como
obrigações institucionais ou dentre suas atividades, ações na área da educação, formação
pedagógica, leitura adaptada ou acesso à informação, como bibliotecas, estabelecimentos
de ensino, instituições de assistência social, instituições representativas das pessoas com
deficiência e outras organizações”.

9. Minha biblioteca é obrigada a prestar serviços sob o Tratado de
Marraqueche?
O Tratado de Marraqueche não impõe a obrigação de fornecer cópias em formato acessível; simplesmente confere o direito de produzir, fornecer, importar e exportar uma cópia acessível. A
proposta em análise no Brasil menciona explicitamente que a entidade interessada em ser
reconhecida como “entidade autorizada” deverá solicitar seu respectivo reconhecimento.

10. O que as bibliotecas podem fazer sob o Tratado de Marraqueche?
Uma biblioteca pode fornecer e/ou produzir uma cópia acessível diretamente à pessoa com
deficiência ou a alguém agindo em seu nome, como um cuidador ou tutor legal, por exemplo.
A biblioteca também pode fornecer ou receber uma cópia acessível de outra biblioteca ou
instituição do país, ou de outro país, que aderiu ao Tratado de Marraqueche13.
Na proposta em consulta pública do Brasil, vale frisar que as bibliotecas com interesse nesta troca
com outros países, deverão solicitar o reconhecimento como “entidade autorizada”, conforme
disposto no parágrafo 1, do Art. 6 do Capítulo 3:
“Cabe às entidades autorizadas, sem a necessidade de autorização do autor ou do titular
dos direitos autorais, promover o intercâmbio transfronteiriço de obras em formatos
acessíveis com entidades autorizadas e beneficiários de outras partes contratantes do
Tratado”.
Mais detalhes sobre as ações possíveis para as bibliotecas; quando registradas como entidade
autorizada, podem ser visualizadas no Capítulo 3 da minuta em consulta pública.

13

Além disso, uma biblioteca pode receber cópias em formato acessível de qualquer país,
independentemente de o outro país ter ratificado o Tratado de Marraqueche ou não. Em alguns países, a lei
nacional também pode permitir o envio de cópias acessíveis a países que não aderiram ao Tratado,
expandindo assim a disponibilidade de obras acessíveis a bibliotecas e indivíduos com dificuldades de acesso,
onde quer que estejam. Tratado de Marraqueche, Art. 6; Guia WBU, p. 56

17

�Na proposta do Decreto em análise, uma biblioteca poderá produzir uma cópia em formato acessível
de uma obra, bem como armazenar e catalogar a obra.

11. Que obras são cobertas pelo Tratado de Marraqueche?
Na proposta do Tratado estão incluídas obras e notações textuais, como livros, e-books, audiolivros,
jornais, revistas científicas e partituras musicais, além de ilustrações e imagens relacionadas.
O Tratado se aplica não apenas às obras publicadas, mas também às obras disponibilizadas
publicamente, como material em repositórios digitais e servidores de pré-prints.
Trabalhos audiovisuais, como filmes, não são cobertos, embora trabalhos textuais incorporados em
trabalhos audiovisuais, como um DVD multimídia educacional, estejam incluídos.
Na consulta pública aberta no Brasil, tem-se a definição das obras cobertas pelo Decreto, no Art. 3
do capítulo 2:
“Consideram-se obras para efeitos do presente Decreto as obras literárias e artísticas que
abrangem todas as produções do domínio literário, científico e artístico, em forma de texto,
notação ou ilustrações conexas, independentemente do suporte ou do formato tecnológico
em que tenham sido publicadas ou licitamente tornadas disponíveis ao público, incluindo a
forma sonora, como audiolivros, e sob o formato digital”.

12. O que é um formato acessível?
Um formato acessível é qualquer formato que permita que uma pessoa com incapacidade de acesso
leia o trabalho tão confortavelmente quanto uma pessoa sem deficiência. Na proposta brasileira em
consulta pública esta definição se encontra em aberto.
Exemplos típicos de formatos acessíveis incluem: Braille, letras ampliadas e livros em formato de
áudio. Também inclui formatos digitais, como livros DAISY (Sistema de Informações Digitais
Acessíveis) somente com áudio, ou livros DAISY com texto completo (texto destacado sincronizado
com o áudio, podendo ser com narração humana ou voz sintetizada), EPUB3 (formato E-book com
recursos de acessibilidade incorporados) e LKF (comumente usado em países de língua russa).
Além disso, documentos em formatos comuns como Word ou PDF também podem ser facilmente
acessíveis.
Como norma geral, é válido qualquer tipo de adaptação que permita cumprir com os objetivos do
Tratado, porém sem excedê-los.

13. Como as bibliotecas compartilham obras acessíveis?

18

�Não há um procedimento único para trocar obras acessíveis entre bibliotecas. Os fluxos de trabalho
de empréstimo entre bibliotecas dependerão do formato da obra e de como o interessado prefere
recebê-lo, da frequência das solicitações e da infraestrutura existente para fornecer esses serviços.
Por exemplo, podem ser utilizados sistemas de “empréstimos entre bibliotecas” para o
fornecimento de documentos entre bibliotecas ou outra plataforma segura de troca digital.
Os mecanismos de intercâmbio devem ser simples e diretos, principalmente se o intercâmbio
internacional for incentivado. Por exemplo, plataformas online como o Dropbox
(https://www.dropbox.com/h) podem ser usadas para compartilhar links para recursos entre
bibliotecas.
Para exemplos de serviços de livros acessíveis, consulte a pergunta 15.

14. Minha biblioteca precisa manter registros?
As disposições do Tratado relativas à manutenção de registros estão sujeitas a diferentes
interpretações, de modo que os requisitos reais, se houver, devem ser aplicáveis às leis nacionais.
O Tratado é claro ao deixar expresso que quaisquer práticas de manutenção de registros devem ser
estabelecidas pelas bibliotecas, não por uma agência governamental. De qualquer forma, é uma boa
prática manter registros (como as bibliotecas costumam fazer para outros tipos de transações), por
exemplo, para mostrar que pessoas e instituições elegíveis estão sendo atendidas, se e quando essas
informações forem solicitadas pelas autoridades competentes.
De acordo com o Tratado, as bibliotecas estabelecem e seguem suas próprias práticas em questões
como destinatários elegíveis para benefício, como limitar a distribuição a bibliotecas e pessoas
qualificadas, como desencorajar a distribuição de cópias não autorizadas e como manter os
cuidados no manuseio de cópias acessíveis.
O escopo dos registros sobre esses assuntos não deve diferir significativamente daqueles que você
mantém para seus outros serviços.
Ainda, segundo o Tratado, a biblioteca também deve esforçar-se por respeitar a privacidade da
pessoa com dificuldade de acesso ao texto impresso em uma base igual a outras pessoas.
Na Consulta Pública brasileira, no parágrafo 4, Art. 6 do capítulo 3, a proposta é que
“§4° As entidades autorizadas deverão manter um registro das obras em formatos acessíveis
produzidos e distribuídos, com o devido respeito à privacidade dos beneficiários.”
Novamente, no Tratado, recomenda-se que as diretrizes de melhores práticas para a prestação de
serviços acessíveis sejam elaboradas em consulta com outros fornecedores, de acordo com a
legislação nacional.
As diretrizes devem incluir boas práticas para estabelecer a elegibilidade dos beneficiários,
procedimentos para o devido cuidado na produção e distribuição de formatos acessíveis e impedir
usos não autorizados.

19

�A biblioteca também deve esforçar-se por respeitar a privacidade da pessoa com dificuldade de
acesso ao texto impresso da mesma maneira que quaisquer outras pessoas.
Recomenda-se que as diretrizes de melhores práticas para a prestação de serviços acessíveis sejam
elaboradas em consulta com outros fornecedores, de acordo com a legislação nacional.

15. Como sei que a pessoa que solicita o serviço pode se beneficiar do
Tratado?
Garantir que a pessoa a quem entregamos um trabalho em formato acessível seja um dos
beneficiários legítimos do Tratado é, sem dúvida, a melhor maneira de fazê-lo funcionar
corretamente. De fato, além do tipo de formato usado, a distribuição do trabalho é realizada com
os mais altos controles de segurança em todos os níveis, sendo uma prioridade ao usar essa exceção.
De acordo com o Decreto em Consulta Pública no Brasil, o capítulo 1º, que trata especificamente
sobre os beneficiários menciona que:
“Parágrafo único. A comprovação da deficiência ou dificuldade, quando necessária, poderá
se dar pelos seguintes meios:
I – laudo assinado por profissional habilitado em área de conhecimento relevante para a
caracterização da deficiência ou dificuldade;
II - avaliação psicopedagógica realizada por profissionais ou equipes da escola ou do sistema
de ensino, quando aplicável;
III - avaliação biopsicossocial de deficiência, conforme o Art. 2º, § 1º, da Lei 13.146, de 6 de
julho de 2015, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência; ou
IV - registro no Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Cadastro-Inclusão)
a que faz referência o Art. 92 da Lei 13.146, de 2015.”

Serviços de livros acessíveis
16. Quais serviços de livros acessíveis já existem e minha biblioteca é
qualificada a participar?
Em termos internacionais existem os seguintes serviços disponíveis:
●

O Serviço Global de Livros do Accessible Books Consortium facilita o serviço de troca de
materiais em formato acessível
(http://www.accessiblebooksconsortium.org/portal/en/index.html).

●

Accessible Content ePortal = conteúdo acadêmico para instituições pós-secundárias
canadenses (https://ocul.on.ca/node/2192).

20

�●

Bookshare (https://www.bookshare.org/cms/).

●

Serviços em grupos de idiomas específicos, como o TifloLibros para Espanhol (http://www.tiflolibros.com.ar/).

●

Hathi Trust (https://www.hathitrust.org/accessibility).

●

Internet Archive (https://archive.org/details/librivoxaudio).
Entre em contato com cada organização para saber como participar.

No Brasil, temos duas situações:
1) Bibliotecas universitárias atuando em rede, por exemplo a REDE REBECA - Rede Brasileira
de Estudos e Acervos Adaptados (REBECA): Experiência de cooperação entre Instituições de
Ensino Superior para fomentar a oferta de material informacional acessível para pessoas
com deficiência visual (https://repositorio.unb.br/handle/10482/34650).
2) Rede de Leitura Inclusiva, mantida pela Fundação Dorina Nowill em parceria com bibliotecas
públicas e especializadas de todo o país. (redeleiturainclusiva.org.br)

17. Como posso descobrir outras bibliotecas com coleções acessíveis?
Muitos países têm um serviço nacional de bibliotecas especificamente para pessoas com tal
deficiência e também organizações sem fins lucrativos que prestam serviços. Eles são idealmente
configurados para trocar materiais com sua biblioteca.
Tanto a Seção da IFLA Biblioteca que Prestam Serviços a Pessoas com Dificuldade de Acesso ao Texto
Impresso (https://www.ifla.org/lpd) como a Seção Serviços de Biblioteca para Pessoas com
Necessidades Especiais (https://www.ifla.org/lsn) podem ajudar a identificar e entrar em contato
com bibliotecas em diversos locais. Consulte também a Seção de Bibliotecas Nacionais da IFLA para
obter ajuda em localizá-las, ou especificamente, a de seu país. (https://www.ifla.org/nationallibraries).
No que se refere às fontes de livros acessíveis para pessoas com deficiência visual e dificuldade de
acesso ao texto impresso, a própria OMPI tem compilado tais dados. Sua lista inclui bibliotecas e
fornecedores
comerciais
em
todo
o
mundo
(http://www.accessiblebooksconsortium.org/sources/en/).
Outras fontes de informação interessantes são: as associações de bibliotecas, consórcios de
bibliotecas, universidades (algumas das quais oferecem serviços de apoio à deficiência) e
organizações para pessoas com deficiência, incluindo a World Blind Union
(www.worldblindunion.org) com informações em inglês, francês e espanhol, e a International
Dyslexia Association (https: //dyslexiaida.org/) e seus membros.
Na América Latina, a Union Latina Americana de Ciegos ULAC - também é uma excelente fonte de
informação sobre diversos assuntos relacionados ao público cego. https://www.ulacdigital.org/
Disponibiliza online uma publicação discorrendo especificamente sobre o Tratado de Marraqueche

21

�e seu impacto na região - http://www.ulacdigital.org/wp-content/uploads/2019/12/ComunicadoULAC-CERLALC-sobre-imp-lementacio%CC%80n-Tratado-Marrakech-1.pdf
No Brasil, o Grupo de Trabalho em Acessibilidade e a Comissão Brasileira de Direitos de Autor e
Acesso Aberto; ambas da FEBAB, estão desenvolvendo o Diretório Brasileiro de Serviços e Produtos
Acessíveis oferecidos por bibliotecas e instituições públicas e privadas, municipais, estaduais ou
federais, o qual poderá ser utilizado como fonte de informação e referência. (gtacess@febab.org.br
ou cbda3@febab.gov.br).
Em São Paulo, a Biblioteca Pública Municipal Louis Braille do Centro Cultural de São Paulo possui o
maior acervo Braille do país. Foi planejada e equipada para atender portadores de deficiência visual
e reúne em seu acervo livros didáticos, técnicos, literários, infanto-juvenis e periódicos em Braile e
áudio. A biblioteca também atua como editora, produzindo livros em Braile e livros falados. Possui
computadores adaptados para que os deficientes visuais tenham acesso à internet. O acervo inclui
obras didáticas e paradidáticas para alunos do ensino fundamental, médio e universitário, literatura
infanto-juvenil, obras de ficção, com clássicos da literatura brasileira e portuguesa e periódicos
falados. (http://centrocultural.sp.gov.br/bibliotecas/)
O Sistema de Bibliotecas Públicas Municipais da cidade de São Paulo (atendendo ao Projeto de Lei
3542/19) mantém Núcleos para Pessoa com Deficiência Visual distribuídos pelas regiões da cidade
visando maior abrangência desses acervos. O mesmo ocorre em várias cidades do interior e em
outras capitais.

18. Como as bibliotecas podem facilitar para que outras entidades descubram
suas obras em formato acessíveis?
A criação de uma biblioteca mundial acessível foi um dos pontos chave dos defensores do Tratado
de Marraqueche. Portanto, tornar disponível as obras, já em formato acessível para todas as
bibliotecas do mundo, é crucial.
A maneira mais eficaz de conseguir isso é incluindo metadados específicos no registro do catálogo,
como: tipo de formato, versão / código, tamanho do arquivo etc., de acordo com os padrões
internacionais de catalogação.
Também é recomendável que as bibliotecas participem de qualquer esquema de compartilhamento
de informações ou catálogos que opere em sua jurisdição local. Se não existir, pode ser útil
considerar iniciar um.
Em termos nacionais, um bom começo para uma possível construção de um catálogo eletrônico
nacional é a manutenção atualizada e acessível do Diretório Brasileiro de Serviços e Produtos
Acessíveis oferecidos por Bibliotecas públicas e privadas, proposto pela FEBAB.

19. Minha biblioteca pode cobrar pelo fornecimento de um serviço de livros
acessível?

22

�Para tirar proveito do Tratado de Marraqueche, a biblioteca deve fornecer o serviço de livros
acessíveis sem fins lucrativos. A biblioteca pode recuperar custos para cobrir a produção e/ou
distribuição, quando necessário.

20. As bibliotecas precisam pagar royalties?
O Tratado de Marraqueche permite que os países decidam se os detentores de direitos autorais
devem ser remunerados pela criação de uma cópia14. Se a sua lei nacional adotou essa disposição
voluntária, sua biblioteca pode ser obrigada a pagar royalties pela cópia da obra.
A proposta que está em Consulta Pública no Brasil não contempla tal pagamento.

21. Como funciona o conceito de "disponibilidade comercial" do Tratado?
Se o seu país tiver uma disposição em sua lei de direitos autorais referente à "disponibilidade
comercial"15, sua biblioteca não poderá criar um livro em um formato acessível se esse livro tiver
sido disponibilizado no formato específico exigido pelo usuário e estiver comercialmente disponível
nesse formato (por exemplo, para compra em livrarias ou online)16. Essa condição também pode se
aplicar aos livros que você está importando para seus usuários de outro país do Tratado de
Marraqueche; depende das disposições da lei de cada país.
No caso brasileiro, a consulta pública em vigor até julho de 2020, não inclui esta cláusula em sua
redação, mas existe a solicitação e justificativa para que isto seja introduzido. A FEBAB já se
posicionou veemente contra esta cláusula, conforme pode ser lido em seu website
(http://www.febab.org.br/cbda3/consulta-tratado-marraqueche/).

Trabalhando com Formatos Acessíveis
22. Há uma barreira digital (tipo DRM por exemplo) no trabalho não acessível.
Posso removê-lo?
Sob o Tratado de Marraqueche, os países são obrigados a garantir que as barreiras digitais não
impeçam as pessoas com deficiência de usar ou acessar um livro. No entanto, o Tratado não
especifica claramente como isso deve ser implementado, ficando a decisão a cargo de cada país,
considerando-se sua própria legislação.

14

A IFLA se opõe aos royalties por obras em formato alternativo.
A IFLA se opõe à introdução de uma verificação de disponibilidade comercial que introduz encargos
administrativos desnecessários as bibliotecas e dificulta a criação de cópias em formato acessível, em
detrimento do serviço de livros acessíveis da biblioteca.
16
Uma verificação de "disponibilidade comercial" envolve um esforço razoável para localizar a obra; isso
também significa que a obra está disponível dentro de um prazo razoável, a um preço razoável.
15

23

�O resultado é que, na maioria dos países, uma medida de proteção tecnológica digital ou outro
sistema de controle de cópias que interfira na criação da cópia em formato acessível deve poder ser
legalmente removido. No entanto, as regras exatas relacionadas a como fazer isso podem diferir de
país para país.
No Brasil, a proposta do Decreto em Consulta Pública menciona no Art. 15
“A utilização dos dispositivos técnicos e dos sinais codificados mencionados nos incisos I e II
do Art. 107 da Lei no. 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, não poderá constituir obstáculo a
garantia dos direitos dispostos neste Decreto.”

23. A licença de recursos eletrônicos não permite que a biblioteca copie ou
distribua uma obra. O que eu posso fazer?
O Tratado não diz respeito à relação entre licenças e exceções de direitos autorais, portanto, antes
de fazer uma cópia acessível é melhor rever cuidadosamente os termos gerais da licença e também
reler a lei de direitos autorais de seu país.
Primeiro, verifique se a licença de recursos eletrônicos contém uma cláusula geral informando que
nada na licença limita os direitos do licenciado sob a lei nacional ou internacional (ou algo
semelhante). Caso isso aconteça, você poderá contar com suas exceções nacionais,
independentemente de quaisquer restrições de uso na licença.
Caso contrário, você precisará verificar a lei nacional. Em muitos países, a licença tem precedência
sobre a lei e você deve respeitar os termos da licença.
A boa notícia é que vários países protegeram suas exceções contra essa substituição por termos de
licença, permitindo, assim, que cópias sejam feitas de acordo com a lei de direitos autorais.
Notavelmente, a implementação do Tratado de Marraqueche pela União Europeia faz exatamente
isso; os estados membros da UE devem garantir que a exceção que permite a realização de cópias
em formato acessível não possa ser substituída por uma licença.

24

�Leitura adicional
Criando formatos acessíveis
24. Onde encontro informações sobre como criar documentos em formato
acessível?
●

O Bookshare criou um guia útil para criar formatos acessíveis, em inglês:
https://benetech.org/about/resources/.

●

O DAISY Consortium possui ferramentas de criação e produção em
http://www.daisy.org/tools/production.

Outros Guias de Marraqueche
25. Existem outros guias para o Tratado de Marraqueche?
Sim, o EIFL criou um guia de advocacy para bibliotecas: http://www.eifl.net/resources/marrakeshtreaty-eifl-guide-libraries-english. Esta publicação se encontra traduzida para o português pela
Comissão Brasileira de Direitos de Autor e Acesso Aberto e pode ser localizada no site da FEBAB.
A União Mundial dos Cegos criou o GUIA WB para o quadro jurídico do Tratado de Marraqueche,
cujo formato da versão eletrônica em português, pode ser acessado em:
http://www.worldblindunion.org/English/our-work/ourpriorities/Documents/WBU%20guide%20to%20Marrakesh%20Treaty-Portuguese.docx

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento produziu um guia intitulado Nosso Direito
ao Conhecimento, somente em inglês, com versões em formatos acessíveis de Braille eletrônico,
DAISY,
áudio
(MP3)
:
http://www.asiapacific.undp.org/content/rbap/en/home/library/democratic_governance/hiv_aid
s/our-right-to-knowledge--legal-reviews-for-the-ratification-of-th .html

25

�Agradecimentos
Obrigado a todos que contribuíram para a publicação deste guia:

Ingvild Aanensen
Diego Anthoons
Jonathan Band
Saskia Boets
Vincent Bonnet
Donna Bourne-Tyson
Chris Corrigan
Jim Fruchterman
Sarah Guay
Susan Haigh
Penny Hartin
Nina Kassis Adamo
Hiroshi Kawamura
Dick Kawooya
Lina Kouzi
Koen Krikhaar
Kari Kummeneje
Patricia LaCivita

Versão original
Jelena Lešaja
Mike L. Marlia
Ariadna Matas
Bárbara Martin Muñoz
Denise Nicholson
Kristina Passad
Geert Ruebens
Winston Tabb
Brad Turner
Pentti Vattulainen
Lisa Wadors
Nancy Weiss
Stephen Wyber
Zhang Xuechan
Ma Yan
Kirsi Ylänne
Yasmine Youssef
Sha Yunke

Edição brasileira
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Walter Eller do Couto
Sigrid K Weiss Dutra
Telma de Carvalho
Thiago Maciel Costa Oliveira
Aline Iramina

26

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>CBDA³ - Comissão Brasileira de Direitos Autorais e&#13;
Acesso Aberto</text>
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      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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                <text>CAMINHANDO - Implementação do Tratado de Marraqueche para pessoas cegas, com deficiência visual ou com outras dificuldades para ter acesso ao texto impresso: um guia prático para bibliotecários</text>
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                <text>Tratado de Marraqueche&#13;
Acessibilidade&#13;
Deficiência Visual&#13;
Acesso a informação</text>
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                <text>No período de maio a julho de 2020, a Secretaria Especial da Cultura (SECULT) abriu consulta pública2 para coleta de informações, sugestões e comentários da sociedade a respeito da minuta de Decreto para a regulamentação do Tratado de Marraqueche.&#13;
O Tratado, que foi promulgado no Brasil pelo Decreto nº 9.522, de 8 de outubro de 2018, visa facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas cegas, com deficiência visual ou com outras dificuldades para acesso ao texto impresso.&#13;
Entendendo que a participação das bibliotecas brasileiras é crucial neste momento e visando oferecer-lhes recursos qualificados e aprimorados para consulta e atualização no tema, a Comissão Brasileira de Direitos de Autor e Acesso Aberto (CBDA3) da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecas, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) se responsabilizou pela tradução deste Manual da IFLA e, também, por sua adaptação à minuta em discussão na já referida consulta pública.&#13;
Deste modo, trata-se de uma obra de caráter provisório, que poderá ser útil especificamente neste momento, mas que deverá ser atualizada tão logo o decreto seja definitivamente aprovado no país.&#13;
Esperamos que nossos profissionais possam sanar suas dúvidas e se sintam motivados a participar de maneira pró ativa e objetiva da Consulta Aberta em andamento.&#13;
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira&#13;
Presidente da Comissão Brasileira de Direitos de Autor e Acesso Aberto – CBDA3&#13;
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecas, Cientista da Informação e Instituições - FEBAB&#13;
São Paulo, Brasil&#13;
Junho 2020</text>
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              <elementText elementTextId="51299">
                <text>Coates, Jessica&#13;
Felsmann, Christiane&#13;
Hackett, Teresa&#13;
Keninger, Karen&#13;
Martinez Calvo, Francisco&#13;
Owen, Victoria&#13;
Taylor, Anthea&#13;
Pereyaslavska, Katya&#13;
van den Berg, Flora</text>
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                <text>Victoria Owen&#13;
IFLA&#13;
FEBAB</text>
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                <text>08/07/2020</text>
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                <text>Ferreira, Sueli Mara Soares Pinto (Responsável pela edição em Português)</text>
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                <text>Getting Started with the Marrakesh Treaty - a Guide for Librarians (https://www.ifla.org/publications/node/71175)</text>
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                <text>NOTA: Adaptado à minuta proposta para a regulamentação brasileira de julho de 2020.</text>
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                    <text>FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA
INFORMAÇÃO E INSTITUIÇÕES
COMISSÃO BRASILEIRA DE DIREITOS DE AUTOR E ACESSO ABERTO (CBDA 3)

RELATÓRIO GESTÃO 2018-2019

ATIVIDADES NA VERTENTE DIREITOS DE AUTOR
▪ AGOSTO 2018 – Criação do grupo no WhatsApp e lista de e-mail CBDA3.
▪ OUTUBRO 2018 – Webinário Bibliotecas e direitos autorais: perspectivas perante a
Organização Mundial da Propriedade Intelectual e mudanças na União Europeia.
10.out.2018 – com a participação de Ariadna Matas da IFLA, debatedores Walter
Couto da USP e Sueli Mara S.P. Ferreira e apoio técnico Anderson Santana
(FEBAB/USP). 10.outubro.2018. URL: http://www.febab.org.br/cbda3/webinar20181010/.
▪ AGOSTO 2019 – Participação na Consulta Pública sobre a Reforma da Lei de Direitos
de Autor agosto 2019, envio de Posicionamento conjunto IFLA e FEBAB.

ATIVIDADES NA VERTENTE TRATADO DE MARRAQUECHE

▪ NOVEMBRO 2018 – Tradução do folder THE MARRAKESH TREATY: AN EIFL GUIDE FOR
LIBRARIES / El Tratado de Marrakech. Guía EIFL para Bibliotecas EIFL – Electronic
Information for Libraries. Walter do Couto, Anderson Santana, Eduardo Grazioli Silva
e Sueli Mara S.P. Ferreira. URL: https://www.eifl.net/resources/marrakesh-treatyeifl-guide-libraries-spanish. Em finalização.
▪ ABRIL 2019 – Reunião com representantes da Secretaria de Direitos Autorais e
Propriedade Intelectual do Ministério da Cidadania a respeito do Tratado de
Marraqueche, Sueli Mara Soares Pinto Ferreira.
▪ MAIO 2019 – Webinário “Tratado de Marraqueche” com a participação de Carla
Mauch da Associação Mais Diferenças e Ariadne Matas da IFLA, debatedores Uilian

�VIgentim (Unesp) e Sueli Mara S.P. Ferreira (FEBAB/USP) e apoio técnico Anderson
Santana (FEBAB/USP) 13. maio.2019. URL: http://www.febab.org.br/cbda3/webinar20180513
▪ OUTUBRO 2019 – Participação no CBBD 2019 “Falando sobre Tratado de
Marraqueche” com Priscila Cantuária, da Secretaria de Direitos Autorais e
Propriedade Intelectual do Ministério da Cidadania. Moderação por Sueli Mara
Soares Pinto Ferreira.
▪ NOV.-DEZ.2019 – Participação do GT – Tratado de Marraqueche a convite do
Ministério da Cidadania, Secretaria Especial de Cultura, Secretaria de Direitos
Autorais e Propriedade Intelectual. Sueli Mara Soares Pinto Ferreira e Walter Eller do
Couto.
ATIVIDADES NA VERTENTE ACESSO ABERTO
▪ OUTUBRO 2019 – CBBD 2019: Mesa Redonda 1: Acesso aberto e Plano S:
contribuições na redução da desigualdade social. Com participação de Richard
Poynder (Jornalista Independente Reino Unido) (por videoconferência) e Dra.
Arianna Becerril-García (AmeliCA e RedAlyc). Moderação por Sueli Mara Soares Pinto
Ferreira.
▪ OUTUBRO 2019 – CBBD 2019 – Evento Paralelo: I Fórum de Bibliotecas Universitárias.
Palestra: Revistas científicas das Universidades e o Desenvolvimento da Ciência
Aberta

na

América

Latina.

Palestrante:

Dra.

(AmeliCA/RedAlyc). Moderação por Anderson Santana.

Membros até dezembro de 2019
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira – Presidente
Ana Maria Maranhão (FIOCRUZ)
Anderson Santana (USP)
Eduardo Graziosi Silva (USP)
Jandira Reis (UFS)
Maria Lúcia Beffa (USP)
Sigrid Karin Weiss Dutra (UFSC)
Walter Eller do Couto (USP)

Arianna

Becerril-García

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Acesso Aberto</text>
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                <text>Relatório de Gestão 2018-2019 da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto (CBDA³)</text>
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Acesso Aberto&#13;
Tratado de Marraqueche&#13;
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