<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<itemContainer xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/browse?collection=46&amp;output=omeka-xml&amp;sort_field=added" accessDate="2026-04-21T20:36:13-07:00">
  <miscellaneousContainer>
    <pagination>
      <pageNumber>1</pageNumber>
      <perPage>500</perPage>
      <totalResults>243</totalResults>
    </pagination>
  </miscellaneousContainer>
  <item itemId="4674" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3743">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4674/SNBU2004_001.pdf</src>
        <authentication>1fc34e55f0839787a7e0784f02a2a442</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="51985">
                    <text>�XIII SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
III SIMPÓSIO DE DIRETORES DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DA
AMÉRICA LATINA E DO CARIBE
Natal, RN, 17 a 21 de Outubro de 2004

(Re) Dimensão de Bibliotecas Universitárias:
da gestão estratégica à inclusão social

Anais

Natal –RN
UFRN. BCZM
2004

�Catalogação da Publicação na Fonte. UFRN / Biblioteca Central Zila Mamede
Divisão de Serviços Técnicos
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias ( 13. : 2004 : Natal, RN).
Anais do XIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias. III
Simpósio de Diretores de Bibliotecas Universitárias da América Latina e do
Caribe / Universidade Federal do Rio Grande do Norte, BCZM. – Natal, RN:
BCZM, 2004.
1 CD-ROM.
Tema: (Re)dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica
à inclusão social.
ISBN 85-88183-02-1
1. Bibliotecas Universitárias – Congressos. 2. Gestão Estratégica –
Congressos. 3. Inclusão Social – Congressos. I. Universidade Federal do Rio
UNIVERSIDADE
FEDERAL
RIO GRANDE
Grande
do Norte. II. Biblioteca
Central DO
Zila Mamede.
III. TítuloDO NORTE

RN/UF/BCZM

Reitor
Prof. Dr. José Ivonildo do RêgoCDU 027.7(063)

�Vice-Reitor
Prof. Nilsen Carvalho Fernandes de Oliveira Filho
Presidente do XIII SNBU
Profª Ms. Rildeci Medeiros
Presidente-Adjunta
Margareth Régia de Lára Menezes
Núcleo Organizador
Rildeci Medeiros – UFRN
Margareth Régia de Lára Menezes – UFRN
Adriana Carla Silva de Oliveira – UnP
Ana Virginia de Queiroz Melo – FAL
Maria Lúcia Maranhão de Farias – UFRN
Maria de Lourdes Teixeira da Silva – FARN
Marise Lemos Ribeiro - APBERN
Tércia Maria Souza de Moura Marques – UNIAMERICANA

Comissão Técnica
Tércia Maria Souza de Moura Marques (Coordenadora)
Profª Andréa Vasconcelos Carvalho
Profª Antônia de Freitas Neta
Profª Maria do Socorro de Azevedo Borba
Profª Luciana Moreira Carvalho
Profª Mônica Marques Carvalho
Profª Teresinha Anibas da Cunha
Profª Rilda Antônia Chacon Martins
Antônia Ângela da Silva
Elda Cristiane Bulhões de Farias
Elisângela A lves de Moura
Érica Simony Fernandes de Melo
Editoração
Tércia Maria Souza de Moura Marques
Elda Cristiane Bulhões de Farias
Elisângela Alves de Moura
Comissão de Divulgação
Maria de Lourdes Teixeira da Silva (Coordernadora)
Adjinam Araújo de Albuquerque
Clediane de Araújo Guedes
Ediane Toscano Galdino de Carvalho
Francisca de Assis de Sousa
Francisca Mércia Lucas Pegado

�João Bosco de Medeiros
Raimundo Muniz de Oliveira
Comissão de Secretaria
Adriana Carla Silva de Oliveira (Coordenadora)
Cecília Isabel dos Santos
Cirlene Maria de Oliveira Melo
Elizabeth Sachi Kanzaki Ribeiro
Joel Albuquerque de Melo Neto
Maria de Lourdes Freitas de Almeida
Maria Lucia Lagreca de Sales Cabral
Maria Verônica Cavalcanti Oliveira
Moema Diana Mamede Galvão
Neide Duarte de Moraes
Comissão de Recepção
Ana Virgínia de Queiroz Melo (Coordenadora)
Alba Lígia de Almeida Silva
Gabriela Belmont de Farias
Maria do Socorro do Nascimento
Maria Isabel Rocha de Lucena
Marilene Bezerra de Medeiros
Renata Passos Filgueira de Carvalho
Comissão de Infra-Estrutura
Maria Lúcia Maranhão de Farias (Coordenadora)
Bruno Jorge Moreira de Freitas
Marcos César Madruga Pinheiro
Pedro Daniel Meirelles
Wellington Rodrigues da Silva
Comissão Financeira
Marise Lemos Ribeiro (Coordenadora)
Jocelânea Marinho Maia de Oliveira

Instituições Apoiadoras
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e
Instituições – FEBAB
Associação Profissional de Bibliotecários do Estado do Rio Grande do Norte - APBERN
Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias - CBBU
Universidade Potiguar - UnP
Faculdade União Americana - UNIAMERCIANA
Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte - FARN
Faculdades de Natal – FAL

�APRESENTAÇÃO

A realização do XIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias SNBU representa mais uma oportunidade de se registrar a consolidação do
conhecimento e de experiências, especialmente, na esfera das Bibliotecas
Universitárias. Pois permite, cada vez mais, aos seus participantes refletir sobre o
processo de geração, transferência e uso da informação, bem como promover a
interação de profissionais da informação e pesquisadores dos diversos campos
do saber.
Os dados quantitativos e qualitativos dos trabalhos desse evento
pressupõem

o

avanço

vertiginoso

da

área,

ou

seja,

Documentação-

Biblioteconomia-Ciência da Informação. Desse modo, as atividades apresentadas
servem como elementos indicadores da evolução e dinâmica dessas unidades de
informação, no cenário em mudança.
Cabe

destacar,

desenvolvimento

que

econômico,

na

conjuntura

social

e

atual

cultural

as

possibilidades

perpassam

também

de

pelas

transformações em Ciência e Tecnologia – C&amp;T. Isso tem contribuído
sobremaneira para as condições de oferta de produtos e serviços de informação
e, conseqüentemente, para a inclusão digital da comunidade acadêmica.
Nesse sentido, a Biblioteca Universitária tem demonstrado, historicamente,
a sua capacidade de intervir em busca de um novo modelo que atenda as
necessidades de informação da sua clientela.
Portanto, a publicação desses anais permite visualizar o avanço dessas
bibliotecas e o enfrentamento de profissionais em busca da qualidade na geração
e oferta de serviços de informação.

Rildeci Medeiros
Presidente XIII SNBU

�AGRADECIMENTOS
Nossos mais sinceros agradecimentos a todos que apoiaram direta e
indiretamente o XIII SNBU.

APBERN
CBBU
Faculdade União Americana
FAL
FARN
FEBAB
UFRN – Biblioteca Central
FUNPEC
UnP
3M
Dot Lib
Swets
ML Consultoria
Elsevier
CAPES
CNPq
Banco do Brasil
Banco do Nordeste
FINEP
IBICT
MEC/SeSu/DEPEM
CAS
Advance Vídeo
Barsa Planeta Internacional
Bibliodata
Biccateca
Bireme
Blackwell Publishing

Blackwell’s Book Service
Contempory
Data Coop
Dialog Brasil
EBSCO
Elsevier
Ex Libris
Fatec
Infolink
Modo Novo
OCLC – Online Computer Library Center
Panamericana
PERGAMUM – Sistema Integrado de
Bibliotecas
Periodicals
PTI
Prima Informática
Proquest
RF ID Brasil
Superar
Thompson Learning
VTLS
WJ Serviços de Informática
Zaad
Accessus
Oficina da Notícia
Porto Atlântico
Plughtec

�ÍNDICE

Trabalhos Livres:
&gt; Comunicação

&gt; Pôster

Oral

�ÍNDICE

Comunicação Oral
Redimensionamento de Cenários e Estratégias de Ação
Controle e Avaliação de Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior
Gestão em Serviços de Informação
Gestão Pela Qualidade
Planejamento da Estrutura Organizacional

Redimensionamento de Recursos Humanos
Cultura Empreendedora
Educação Coorporativa
Gestão de Pessoas e de Competências

Redimensionamento de Recursos Informacionais
A Web e os Acervos Digitais
Atividades de Cooperação em Redes
Avaliação do Uso de Serviços de Informação
Gestão do Conhecimento em Serviços de Informação
Inclusão Digital Para Portadores de Necessidades Especiais
Organização da Informação
Prospecção de Unidades de Informação

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE CENÁRIOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

CONTROLE E AVALIAÇÃO DE BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

AUTOR

TÍTULO

Dora Aparecida da Silva, Ana Lucia Anchieta Ramirez,
Carmem Maria Cortez Duraes, Márcia Meireles de Melo
Diniz, Maria Angélica Ferraz Messina-Ramos, Maria Elisa
Americano do Sul Barcelos

Política de formação e desenvolvimento de acervo
para o Sistema de Bibliotecas da UFMG

Dora Aparecida da Silva, Vilma Carvalho de Souza

Inventário do acervo bibliográfico do Sistema de
Bibliotecas da UFMG

Dorotéa Maris Estela Fill, Diva Carraro Andrade, Eliana
Rotolo, Gláucia Maria Saia Cristianini, Manuela Gea
Cabrera Reis, Maria Helena Souza Ronchesel, Nelci
Ramos Aguila, Roberto Barsoti

Padronização da coleta de dados nas bibliotecas do
SIBI/USP

Eliany Alvarenga Araújo, Edilene Galdino Santos, Izabel
França Lima, Mônica de Paiva Santos

Proposta de modernização do sistema de bibliotecas
da UFPB

Elisabete Sirino da Silva, Maria do Socorro Azevedo F. F.
Vasquez, Maria Madalena Cabral, Marília Mesquita Guedes
Pereira

Redimensionamento do serviço de automação das
bibliotecas da UFPB

Elizabeth Barbosa dos Santos, Tânia Maria Bueno de Paula

Caracterização do material informacional utilizado por
usuários de pós-graduação da área de Matemática do
IME-USP em teses e dissertações defendidas em
2002: um estudo de caso

Gildenir Carolino Santos, Rosemary Passos

Informação e direitos autorais: efeitos tecnológicos na
sociedade da informação

Isabel Nogueira, Gláucia Gomes

Utilizando RFID ( Identificação por Rádio-Freqüência)
no dia-a-dia da biblioteca

Maria Elisa Americano do Sul Barcelos, Maria Lucia
Barcelos Martins Gomes

Preparando sua biblioteca para avaliação do MEC

Nadsa Maria Cid Gurgel, Osvaldêmia Lucena Maia

Política de desenvolvimento do acervo para o
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do
Ceará

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE CENÁRIOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

GESTÃO EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO

AUTOR

TÍTULO

Adriana Cybele Ferrari, Márcia Elisa Garcia de Grandi,
Roberto Barsotti

O SIBi/USP e a administração por projetos

Alexandre Rojas, Nadia Lobo da Fonseca, Nysia Oliveira de
Sá, Regina Serrão Lanzillotti

Inovação tecnológica e gestão na rede Sirius – Rede
de bibliotecas UERJ, a partir do desenvolvimento de
um sistema de informações gerenciais

Ana Cláudia Philippi Pizzorno, Cristiani Regina Andretti,
Grazielle de Oliveira Gomes, Salete Cecília de Souza

Capacitando docentes por meio de ensino a
distância: interagindo na biblioteca universitária

Ana Rosa dos Santos

Novos serviços de informação da biblioteca das
Faculdades de Nutrição e Odontologia da
Universidade Federal Fluminense

Analucia dos Santos Viviane Racine, Bárbara Júlia
Menezello Leitão

Administração por projetos: relato de uma experiência
no serviço de biblioteca e documentação da ECA/USP

Andrew B. Finger, Gardênia de Castro

Mudança na gestão das bibliotecas universitárias
públicas através da implementação do Customer
Relationship Management (CRM)

Angela de Brito Bellini, Margaret Alves Antunes, Maria Irani
Coito

Programa de desenvolvimento de coleções para a
Rede de Bibliotecas da UNESP: obras avulsas,
módulo 1

Ângela de Brito Bellini, Valéria Aparecida Moreira Novelli,
Suely de Brito Clemente Soares, Maria Luzinete Euclides

Referências (ABNT – NBR 6023:2002) na Web:
modelos e formatos para a produção científica da UNESP

Bárbara Júlia Menezello Leitão

Grupos de foco: O uso da metodologia de avaliação
qualitativa como suporte à avaliação quantitativa
realizada pelo Sistema de Bibliotecas da USP

Camila Koerich Burin, Elaine Rosângela de Oliveira Lucas,
Sandra Gorete Hoffmann

Informatizar por quê? A experiência das bibliotecas
universitárias informatizadas da região sul

Célia Maria Ribeiro, Leonardo Fernandes Souto, Regina
Aparecida Blanco Vicentini, Vera Lucia de Lima

A utilização dos serviços de comutação bibliográfica
internacional no Sistema de Bibliotecas da Unicamp:
estudo de caso

Cláudio A. Gomes, Ana Paula F. Castelletto, Cíntia de O.
Gomes, Edinei U. Nunes

Implantação e informatização do CDI do Centro
Tecnológico da Zona Leste e a tradução do sistema
OpenBiblio 0.4

Edilson Damásio

O Papel das bibliotecas universitárias e da
informação para indústria e negócios conforme a “Lei
de inovação” no contexto científico e tecnológico

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE CENÁRIOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

Eliana Barbosa da Silva Moreira

O DSI eletrônico da biblioteca do Centro de Memória
da Unicamp e sua abrangência na divulgação de seu
acervo

Eliana Marciela Marquetis

A Avaliação do serviço de referência em bibliotecas
universitárias da região metropolitana de Campinas

Eliane Bezerra Paiva, Izabel França de Lima

Redimensionamento do serviço de referência na
biblioteca universitária

Janise Silva Borges da Costa, Carla Metzler Saatkamp,
Caterina Groposo Pavão, Lais Freitas Caregnato, Zaida
Horowitz, Zita Prates de Oliveira

Circulação automatizada no Sistema de Bibliotecas
da UFRGS: gerência da implantação

Juliana de Souza Moraes, Gláucia Maria Saia Cristianini

Planejamento da construção de edifícios para a
bibliotecas: requisitos básicos

Juliana de Souza Moraes, Maria Inês Conte, Marcelo
Dozena, Sandra Maria La Farina

Repensando o espaço físico das bibliotecas
universitárias em tempos de coleções virtuais

Liana Nunes Rosa Palacios, Daniela Augusta de Souza
Barreto

Estudo da escolha e implementação do software de
gerenciamento de bibliotecas da Universidade de
Taubaté – UNITAU

Lúcia Marengo

Monitoramento das informações geradas na UDESC:
um instrumento estratégico para a gestão das bibliotecas

Lúcia Marengo, Maria Juçara Corrêa

O processo de aplicação da política de
desenvolvimento de coleções na biblioteca
universitária do CEART/UDESC

Luiz Atílio Vicentini, Valéria Santos Gouveia Martins,
Marilda Truzzi, Eliana Marciela Marquetis, Clarinda
Rodrigues Lucas, Sueli Fátima Faria, Márcia Regina S.
Marcondes, Heloísa Maria Ceccotti, Ana Carolina Padovan
Aleixo, Márcia Aparecida Pillon D'Aloia, Valkíria S. Vicente,
Rachel Fullin de Mello

Planejamento estratégico do sistema de bibliotecas
da Unicamp

Maria do Rosário Guimarães Almeida, Cláudia Maria Pinho
de Abreu Pecegueiro, Georgete Lopes Freitas, Raimunda
de Jesus Ribeiro, Neide Daiane Silva Santos

Gerenciamento da literatura cinzenta para construção
de uma base de dados da Universidade Federal do
Maranhão - UFMA e universidade Estadual do
Maranhão UEMA

Maria Irani Coito

O impacto da tecnologia sobre os serviços de
referência e instrução bibliográfica em bibliotecas
universitárias

Mariângela Spotti Lopes Fujita

"Perspectiva teórica de condutas e práticas
profissionais para o alcance da inovação científica e
tecnológica"

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE CENÁRIOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

Marília Mesquita Guedes Pereira, Raquel de Melo, Lindjane
Santos Pereira, Regina Fernandes Gomes

Num mundo de desigualdades, caminhar é preciso:
criando a biblioteca comunitária e os cursos
profissionalizantes no bairro São José

Marynice de Medeiros Matos Autran, Francisca Arruda
Ramalho, Eliane Bezerra Paiva

Estado da arte das políticas de desenvolvimento de
coleções para recursos eletrônicos em bibliotecas
americanas e canadenses

Robson Dias Martins

Perspectivas para uma biblioteca no futuro: utopia ou
realidade

Rosaelena Scarpeline

Memória, cultura e pesquisa em rede digital: a difusão
do acervo da biblioteca do Centro de Memória através da
Revista Digital SARÁO

Sueli Angélica do Amaral, Tatiara Paranhos Guimarães

Sites de bibliotecas universitárias brasileiras como
instrumento de relações públicas

Wanda Maria Maia da Rocha Paranhos, Lígia Eliana
Setenareski, Izabella Elias Fernandes

Informatização das bibliotecas da UFPR:
procedimentos para a construção da base de dados,
especialmente quanto à conversão retrospectiva de
registros bibliográficos

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE CENÁRIOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

GESTÃO PELA QUALIDADE

AUTOR

TÍTULO

Antonio Carlos Fabretti Facco, Marcia Regina Migliorato
Saad, Pedro Luiz Schiavuzzo

Inovações no sistema de informação da biblioteca da
DIBD/ESALQ/USP: resultado da busca da melhoria
continuada

Daurecy Camilo, Sigrid Karin Weiss Dutra

O estabelecimento de uma política institucional para
a publicação de periódicos visando a qualidade: o
caso da Universidade Federal de Santa Catarina

Márcia Regina Migliorato Saad, Maria Ângela de Toledo
Leme, Sandra H. M. G. Ribeiro dos Santos

A DIBD e sua trajetória na conquista do Prêmio
Paulista de Qualidade de Gestão

Maria Guilhermina Cunha Salasário

Metodologia de implantação e avaliação da qualidade
de bibliotecas universitárias especializadas através
da ótica dos usuários/clientes: o caso dos 4A

Nadia Lobo da Fonseca, Nysia Oliveira de Sá, Regina
Serrão Lanzillotti, Anderson Martins Silva, Gabriel Fonseca
da Silva

Aplicação da metodologia de indicadores de
qualidade para planejamento da gestão em
bibliotecas universitárias da UERJ

Regina Aparecida Blanco Vicentini, Luiz Atílio Vicentini

Análise dos padrões e indicadores de qualidade para
disponibilização das teses e dissertações na
Biblioteca Digital da Unicamp: estudo de caso

Regina Aparecida Blanco Vicentini, Maria de Lourdes
Fernandes Villas Boas, Sonia Regina C. Vosgrau, Valéria
dos Santos Gouveia Martins

A gestão da coleção de periódicos da Unicamp:
estudo dos indicadores de qualidade da core collection

Regina Aparecida Blanco Vicentini, Vera Lucia de Lima,
Leonardo Fernandes Souto, Célia Maria Ribeiro

A gestão do serviço de referência na otimização dos
recursos informacionais: estratégia para o
desenvolvimento da pesquisa na Unicamp

Valéria dos Santos Gouveia Martins, Luciane Politi Lotti

Guia para implantação da Norma NBR ISO 9001: 2000
em bibliotecas

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE CENÁRIOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

PLANEJAMENTO DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

AUTOR

TÍTULO

Ana Rosa dos Santos, Anderclébio de Lima Macedo

Planejamento da preservação e conservação de
acervo: o caso da biblioteca das Faculdades de Nutrição
e Odontologia da UFF

Cristina Amélia Carvalho, Sueli Goulart

Transformação de modelos organizacionais,
tecnologia e poder nas unidades de informação das
universidades

Elizabeth Adriana Dudziak

Tendências inovadoras em bibliotecas universitárias:
rumo à constituição de learning libraries

Lourdes de Souza Moraes

Projeto: instrumento para planejamento e gestão de
bibliotecas

Luís Atílio Vicentini, Valéria S. G. Martins, Maria Solange P.
Ribeiro, Danielle T. Ferreira, Aparecido D. Alves, Sandra
Regina de A .Terra, Mirian Franzoloso S. Martins, Maria
Rita Fraga Stahl, Sandra Regina Biella

Espaço de cultura, lazer e leitura do cidadão: uma
parceria da Biblioteca Central e Hospital das Clínicas da
Unicamp

Maria Aparecida Lopes

Preservação de acervo em bibliotecas universitárias:
proposta de um modelo para implantação de uma divisão

Maria da Penha Franco Sampaio, Clarice Muhlethaler de
Souza

Impacto dos projetos financiados para as bibliotecas
universitárias da UFF

Maria Eugenia Albino Andrade, Ivone Job

A biblioteca universitária na sociedade global:
reflexões e perspectivas

Rosemary Passos, Gildenir Carolino Santos

Literatura cinzenta em educação: proposta e diretrizes
de implementação de um projeto para divulgação da
produção acadêmica

Sueli Angelica do Amaral, Lígia Sardinha Fortes

Cuidados com o ambiente físico das bibliotecas
universitárias: preocupação supérflua ou necessária?

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS HUMANOS

CULTURA EMPREENDEDORA

AUTOR

TÍTULO

Ana Lúcia Martins, Lídia Eugênia Cavalcante, Nadsa Maria
Cid Gurgel

Revisitando os caminhos trilhados pela biblioteca
universitária da UFC

Eliane Ferreira da Silva

O empreendedorismo na Internet: estudo de caso

Ivani Baptista, Márcia Bortolocci Espejo

Empreendedorismo na biblioteca: postura que faz a
diferença

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS HUMANOS

EDUCAÇÃO COORPORATIVA

AUTOR

TÍTULO

Márcia Elisa Garcia de Grandi, Mariza Leal de Meirelles do
Couto, Ângela Maria Belloni Cuenca, Aparecida Angélica Z.
Paulovic Sabadini, Hellen Cristina Damaso, Juliana Akie
Takahashi, Luzia Marilda Zoppei Murgia e Moraes

Desenvolvimento do portal de capacitação de
equipes do Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo

Márcia Elisa Garcia de Grandi, Mariza Leal de Meirelles do
Couto, Ângela Maria Belloni Cuenca, Aparecida Angélica Z.
Paulovic Sabadini, Hellen Cristina Damaso, Juliana Akie
Takahashi, Luzia Marilda Zoppei Murgia e Moraes

Diretrizes para capacitação de equipes do Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo

Maria Imaculada Cardoso Sampaio, Luiza Baptista Melo,
Adriana Cybele Ferrari, Márcia Elisa Garcia de Grandi

Curso à distância sobre qualidade em serviços de
informação: parceria Brasil x Portugal

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS HUMANOS

GESTÃO DE PESSOAS E DE COMPETÊNCIAS

AUTOR

TÍTULO

Ana Esmeralda Carelli, Lúcia Amaral Hidalgo, Maria Júlia
Giannasi, Vilma Aparecida Gimenes da Cruz

Produção de conhecimento em educação a distância:
informação disponível no periódico Open Learning da
Universidade Aberta do Reino Unido

Antonio Costa Gomes Filho, Astrid Honesko, Maria Luzia
Fernandes Bertholino

Desenvolvimento de recursos humanos através do
intraempreendedorismo e do empowerment

Camila Koerich Burin, Elaine Rosangela de Oliveira Lucas,
Sandra Gorete Hoffmann

Bibliotecas universitárias informatizadas:
competências do bibliotecário

Célia Aparecida Rodrigues, Marilda Truzzi, Valéria dos
Santos Gouveia Martins

Melhoria da qualidade na gestão do capital intelectual
dos bolsistas do Sistema de Bibliotecas da Unicamp

Cicilia Conceição de Maria

Motivação dos bibliotecários de IES: sob à perspectiva
de Maslow

Cláudio Marcondes de Castro Filho, Waldomiro Vergueiro

Gestão de pessoas em bibliotecas universitárias sob
a ótica das teorias da qualidade: reflexões sobre a
realidade brasileira

Dinah Aguiar Población, Daisy Pires Noronha, José
Fernando Modesto da Silva

Evolução do perfil do corpo docente dos programas
de pós-graduação em Ciência da Informação

Elaine Cristina Soares Lira, Eliane Maria da Silva
Jovanovich

Estilos de Liderança no âmbito de uma biblioteca
universitária

Elda Cristiane Bulhões de Farias, Daisy Cristiane Santos
Lima, Maria Isabel Rocha de Lucena

Gestão de competências: um olhar sobre o profissional
bibliotecário que atua em bibliotecas de instituições de
ensino superior privado

Heloisa Maria Ceccotti, Aparecida Rosana de Godoy Oriani

Técnico em Biblioteconomia: um novo profissional da
informação

Marcos Vinícius Mendonça Andrade, Ana Rosa dos Santos

Gestão de pessoas no serviço público federal: o caso
do Núcleo de Documentação da Universidade Federal
Fluminense

Maria Angélica Ferraz Messina-Ramos, Marta Araújo
Tavares Ferreira

Gestão de conhecimento no Sistema de Bibliotecas
da Universidade Federal de Minas Gerais:
mapeamento de competências

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS HUMANOS

Maria Aparecida Pardini

Inteligência emocional impulsiona as pessoas a
melhorar as suas habilidades e prosperar na vida e
no trabalho

Maria Aparecida Pardini

Conflitos, tensões e afetos nas relações humanas em
bibliotecas universitárias

Maria Augusta Hermengarda Wurthmann Ribeiro, Carolina
Gonçalves, Jessé Camatari Reis, Regina Maria Seneda,
Maria Aparecida Pardini

Em busca de experiências de leitura: quem conta um
conto... aumenta um ponto

Maria Imaculada Cardoso Sampaio, Daisy Pires Noronha

Motivação para o trabalho em bibliotecas e serviços
de informação: início de uma discussão

Maria José Moreira, Neusa Cardim da Silva

A literatura indicada em concursos públicos para
bibliotecários: um estudo bibliométrico

Marlene Gonçalves Curty, Renata Gonçalves Curty, Dirce
Missae Suzuki Fernandes

Perfil gerencial dos profissionais da informação em
bibliotecas universitárias

Nadia Lobo Fonseca

Estágio Laborativo educacional nas bibliotecas da
UERJ: um trabalho multidisciplinar para promover a
educação juvenil

Rosemary Passos, Gildenir Carolino Santos

Oficinas pedagógicas: caminhos para interação entre
bibliotecários e professores

Simone Faury Dib, Neusa Cardim da Silva, Cátia Barcelos

Desenvolvimento de equipes em unidades de
informação: uma metodologia

Sueli de Fátima Faria, Liliane Forner, Vanda de Fátima
Fulgêncio de Oliveira, Floriana Lúcia D'Astuto

Gestão estratégica de pessoas: mapeamento de
competências do profissional da informação

Suely de Brito Clemente Soares, Sérgio Ferreira do Amaral

Comunidades de aprendizagem colaborativa a
distância via Internet e bibliotecários de referência de
bibliotecas universitárias brasileiras

Zaira Regina Zafalon

Estudo da implementação de um software de
gerenciamento integrado de bibliotecas: o impacto das
novas tecnologias no indivíduo

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

A WEB E OS ACERVOS DIGITAIS

AUTOR

TÍTULO

Alzira Karla Araújo da Silva, Christine Dantas Benício,
Janieire Soares de Santana, Zailton Frederico
Beuttenmüller

A biblioteca universitária, o profissional da
informação e os acervos digitais: a gestão dos
suportes para inclusão social

Ana Cláudia Philippi, Cristiane Salvan Machado, Eliane
Back, Hadra Mônica Kuester, Marcio João Oliari, Terezinha
da Graça Moreira

Buscando soluções para trabalhar o acervo físico,
digital e virtual num mesmo ambiente: utilizando o
software Pergamum

Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia, Gelsi Rostirolla

A socialização da informação através da integração e
interoperabilidade de acervos

Carlos Henrique Marcondes, Luis Fernando Sayão, Cláudio
Márcio Ribeiro Maia, Marco Aurélio Ribeiro Dantas, Wilder
da Silva Faria

Situação dos periódicos eletrônicos brasileiros em
C&amp;T

Danielle Thiago Ferreira, Gildenir Carolino Santos,
Leonardo Fernandes Souto

Editoração de periódico científico digital na área de
Biblioteconomia e Ciência da Informação: um relato da
revista digital do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP

Dolores Rodrigues Perez, Patrícia Lima

Acervos digitais: a experiência da PUC-Rio

Elaine Aparecida Bianchin, Ledenice Simão Martins, Neusa
Lourenço de Sá, Antonio Anastácio da Cruz, Rosemary
Aparecida Bianco, Maria Silvia Fime da Costa, Cíntia
Aparecida Pazzotto, Daniel Machado

A consolidação dos acervos digitais nas bibliotecas
universitárias

Gilmar Vicente, Carlos Eduardo Della Betta, Kleber Sacilotto
de Souza, Daniela Feijó Simões

O uso do protocolo de comunicação Z39.50 e a
extensão biblioteca YAZ da linguagem de
programação PHP e seus vínculos entre a biblioteca
digital da Unicamp, tópicos dissertações e teses,
TCCs, partituras e mapas digitais que utiliza software
livre e os software integrado de funções - Virtua

Hadra Mônica Kuester, Márcio João Oliari, Rosilene da
Silva Souza, Terezinha da Graça Moreira

A preservação do acervo fotográfico em suporte
digital como fonte de informação histórica e cultural

Hadra Mônica Kuester, Marcio João Oliari, Terezinha da
Graça Moreira

O papel da biblioteca no marketing institucional:
cliping digital UNERJ

Isa Maria Freire, Luciana Moreira Carvalho, Mônica
Marques Carvalho

A rede de projetos do Núcleo Temático da Seca da
UFRN como possibilidade de socialização da
informação

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

Leonardo Fernandes Souto

Recursos informacionais em Ciências da Saúde: o
bibliotecário como agente de inclusão digital: relato de
uma experiência

Leonardo Fernandes Souto, Célia Maria Ribeiro, Regina
Aparecida Blanco Vicentini, Vera Lúcia de Lima

Referência virtual: e-mail como ferramenta de interação
com usuários remotos de bibliotecas digitais

Luiz Atílio Vicentini, Rita Aparecida Sponchiado, Claudio Dia

Biblioteca Digital da Unicamp como veículo de
divulgação da produção científica: a gestão e o acesso
às dissertações e teses

Magda Almada, Rute Brazil dos Santos

As bibliotecas digitais como meio de universalização
da informação no Sistema de Bibliotecas
universitárias

Márcia Valéria da Silva de Brito Costa, Isabel Arino Grau,
Paulo Roberto Pereira dos Santos, Eugênio Leitão de
Carvalho Decourt

Estratégias de implantação da biblioteca digital de
teses e dissertações da UNIRIO

Margarida Maria de Oliveira Reis, Ursula Blattmann, Valéria
Reis

Acesso e uso de fontes de informação on-line no
ambiente de ensino e pesquisa

Maria Bernardete Martins Alves, Susana M. de Arruda

Avaliação do tutorial on-line: “como fazer referências
bibliográficas, eletrônicas e demais formas de
documentos” da Biblioteca Central da Universidade
Federal de Santa Catarina e seu impacto na Web

Maria das Graças da Silva Pena, Luiz Otavio Maciel Silva

Paradigmas para a construção de portais
acadêmicos: o portal da Amazônia da UFPA

Maria Dulce Lagoeiro de Magalhães Gaudie Ley, Maria da
Penha Franco Sampaio, Angela de Albuquerque Insfrán

Estratégia da UFF para adesão dos programas de
pós-graduação ao projeto BDTD

Maria Engracia Paes Freire Falcão, Maria Auxiliadora
Carvalho, Maria Marinês Gomes Vidal, Márcia Gonçalves
de Oliveira

Inclusão digital: compromisso social da biblioteca do
Colégio de Aplicação da UFPE

Mariângela Spotti Lopes Fujita, Dilnei Fátima Fogolin, Ana
Lúcia de Grava Kempinas, Renato César Gentil Vane

Implantação da biblioteca digital de teses e
dissertações da Universidade Estadual Paulista –
UNESP: a customização do software para a identidade
acadêmica

Mariângela Spotti Lopes Fujita, Dilnei Fátima Fogolin,
Tatiane Mendes de Souza

A memória acadêmica em imagens fotográficas:
representação documentária e digitalização de fotografias

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

Marili Nogueira Loureiro, Maria Cristina Matoso

E-book e seu impacto na sociedade

Marília Alvarenga Rocha Mendonça, Carlos Henrique
Marcondes, Ana Carolina de Araújo Nogueira, Cláudia
Maria Carvalho

Avaliação de periódicos eletrônicos brasileiros em
Ciência e Tecnologia: uma proposta de metodologia
baseada na análise de "links" para o "site" do periódico

Marouva Fallgatter Faqueti, Ursula Blattmann

Educação continuada de bibliotecários na educação a
distância: fontes de informação on-line

Neusa Cardim da Silva, Nysia Oliveira de Sá

Usabilidade, comunicação e acessibilidade em sites
de bibliotecas digitais de teses e dissertações: uma
análise preliminar

Raimundo Muniz de Oliveira, Andréa Vasconcelos Carvalho
de Aguiar

Panorama brasileiro das bibliotecas digitais de teses
e dissertações

Regina Helena M. Tinoco Amato, Christina T. R. Bottari

Catálogo de dissertações e teses do Instituto de
Medicina Social da UERJ integrado a Biblioteca
Virtual em Saúde Coletiva – BVSIMS

Rita Aparecida Sponchiado, Valkíria Succi Vicente

Biblioteca digital de teses e dissertações do Instituto
de Física Gleb Wataghin – UNICAMP: relato de
experiência

Silvana Beatriz Bueno, Ursula Blattmann

Fontes de informação on-line no contexto da área de
Ciências da Saúde

Valéria Aparecida Moreira Novelli, Marilda Corrêa Leite dos
Santos, Ricardo Camargo

Recursos interativos: aproximando a tecnologia dos
usuários

Zaira Regina Zafalon

Biblioteca digital x biblioteca virtual: aspectos
norteadores para proposta de implantação em uma IES

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

ATIVIDADES DE COOPERAÇÃO EM REDES

AUTOR

TÍTULO

Alberto Pereira de Jesus, Cristiane Salvan Machado,
Grazielle de Oliveira Gomes, José Francisco da Silva,
Salete Cecília de Souza

Catálogo coletivo para integração das bibliotecas do
Sistema ACAFE

Camila Dias Denículi, Daniela Barreto, Leila Rabelo

INTERBIB - estudo de caso sobre comunidade de
usuários de software padrão para intercâmbio de
informações e empréstimo entre bibliotecas
automatizadas

Cláudia Aragon, Volmer A. Gerônimo

Compartilhamento entre bibliotecas universitárias:
instrumento eficaz no intercâmbio de recursos
informacionais

Enio Bueno

Rede de intercâmbio de dados para acervos
bibliográficos baseada em Web Services

Gildenir Carolino Santos, Márcia Aparecida Pillon D’Alóia

A hora do conto via Internet: proposta para implantação
de um projeto sócio-educacional nas escolas com apoio
da universidade

Gildenir Carolino Santos, Maria Lúcia Nery Dutra de Castro,
Gilmar Vicente, Sonia Regina Casselhas Vosgrau

Propostas e estratégias para construção de um
vocabulário controlado sistematizado, utilizando
como partida a base de dados ACERVUS – UNICAMP

Gildenir Carolino Santos, Rosemary Passos

Fonte de indexação para periódicos nacionais em
Educação: análise da base de dados EDUBASE –
Faculdade de Educação - UNICAMP

Maria Constancia Martinhão Souto, Maria Ferraz Souto,
Maria Ligia Campos, Mariângela Spotti Lopes Fujita

Projeto de implantação de modelo de referência da
rede de bibliotecas da UNESP

Maria de Fátima Gamberlini, Maria Dolores Ayuso García

Os sistemas de informação universitários brasileiros
frente aos desafios da globalização no contexto da
integração do Mercosul

Simone Rosa, Andréa Lins

Biblioteca universitária em rede: a experiência da
Biblioteca Central da UNICAP na implantação do sistema
Pergamum

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

Vania Aparecida Marques Favato, Regina Maria Seneda,
Silvia Dias Degasperi, Margarida Morsoletto Ferreira, Mara
Langraf Colucci, Diva de Oliveira Campos, Silvana Cristina
Leoncio Curci

Projeto de unificação de acervos para a Rede de
Bibliotecas da UNESP – Universidade Estadual
Paulista

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

AVALIAÇÃO DO USO DE SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO

AUTOR

TÍTULO

Ana Cláudia Carvalho de Miranda

Critérios de avaliação para coleções de periódicos

Astrid Honesko, Maria Luzia Fernandes Bertholino, Antonio
Costa Gomes Filho

Os serviços de informação das bibliotecas
universitárias no apoio às atividades das incubadoras
tecnológicas

Beatriz Alves de Sousa, Izabel França de Lima

Avaliação do sistema de informação implantado na
Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB

Cíntia Almeida da Silva Santos, Wanda Aparecida Machado
Hoffmann, Teresinha das Graças Coletta, Edmundo
Escrivão Filho

Ações de marketing em unidades de informação: em
busca da melhoria da qualidade na prestação de serviços

Cláudia Aragon

Clipping eletrônico: experiência da Biblioteca ESPM do
Rio de Janeiro no incentivo à leitura e na disseminação
da informação

Danielle Thiago Ferreira, Ademir Giacomo Pietrossanto,
Gildenir Carolino Santos

Operacionalidade e implementação do módulo de
circulação do software integrado de funções
VIRTUA/VTLS: a experiência do Sistema de Bibliotecas
da UNICAMP

Edilson Damásio

A visão dos pós-graduandos em Ciências
Farmacêuticas na utilização do portal de periódicos
da CAPES e recursos do diretório de bases on-line da
Biblioteca Central - UEM: a importância da capacitação
realizada por bibliotecários

Eliane Bezerra Paiva, Francisca Arruda Ramalho

Análise de serviço de indexação de periódicos: o
usuário como elemento do processo avaliativo

Flávia Helena Cassin, Fernando César Almada Santos,
Teresinha das Graças Coletta, Elizabeth Márcia Martucci

Disponibilidade de bibliografia básica: o caso de
estudo do curso de graduação em Engenharia da
Produção Mecânica da EESC-USP

Francisca Rosaline Leite Mota, Ivone Job

O treinamento de usuários no contexto informacional
contemporâneo

Kátia M. de Andrade Ferraz, Eliana Maria Garcia, Sandra
H.M.G. Ribeiro dos Santos, Silvia Maria Zinsly, Ligiana
Clemente do Carmo

Atendimento de excelência: serviço de orientação
personalizada ao usuário de biblioteca

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

Marcia Regina Migliorato Saad, Ligiana Clemente do
Carmo, Maria Cristina Olaio Villela

Pesquisa de opinião de usuário de biblioteca setorial

Maria Ligia Campos, Margaret Alves Antunes, Mariângela
Spotti Lopes Fujita

Avaliação de periódicos científicos impressos e
eletrônicos da UNESP: programa de racionalização da
coleção nuclear para a pesquisa da UNESP

Mery P. Zamudio Igami, Maria Imaculada Cardoso
Sampaio, Waldomiro de Castro Santos Vergueiro

O uso do SERVQUAL na verificação da qualidade dos
serviços de unidades de informação: o caso da
Biblioteca do IPEN

Narcisa de Fátima Amboni

Qualidade em serviços: dimensões para orientação e
avaliação das bibliotecas universitárias federais
brasileiras

Rita Andrade de Oliveira, Ademir Henrique dos Santos,
Adélia Tomaz

Preservação de documentos em bibliotecas: uma
necessidade constante

Sigrid Karin Weiss Dutra, Edis Mafra Lapolli

Portal de periódicos da CAPES: análise do uso na
Universidade Federal de Santa Catarina

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, Elisabeth Adriana
Dudziak

A apropriação informacional para cidadania sob o
foco do usuário final de programas nacionais de
informação e/ou inclusão digital: análise de algumas
experiências brasileiras

Thais Castro Caldeira de Alvarenga, Paulo Sergio Alves
Ribeiro

Da busca manual ao levantamento eletrônico: a
trajetória da pesquisa bibliográfica no setor de periódicos
da Biblioteca Central da UFRRJ

Waldomiro Vergueiro, Daisy Pires Noronha

Avaliação do acervo de periódicos em Ciência da
Informação de uma biblioteca acadêmica: análise
pelos professores

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

GESTÃO DO CONHECIMENTO EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO

AUTOR

TÍTULO

Ana Esmeralda Carelli

Coleção de dissertações e teses: contribuição das
bibliotecas universitárias na construção do conhecimento
científico

Andréa Pereira dos Santos, Suely Gomes

Ensino à distância: como as bibliotecas do futuro
podem contribuir para o aprendizado do aluno off-campus

Beatriz Alves de Souza

Gestão da informação na Biblioteca Nilo Peçanha do
CEFET/PB: proposta de criação de uma biblioteca digital

Cristiani Regina Andretti, Grazielle de Oliveira Gomes

O uso de cores no sistema integrado de bibliotecas
da UNIVALI - SIBIUN: dando sentido ao desconhecido

Cristiani Regina Andretti, Márcia Regina Coelho, Patrícia
Becker Marques

Gestão do conhecimento: a mágica da evolução
organizacional: a experiência de um sistema de
bibliotecas

Elias Oliveira, Ronaldo Hailton da Silva

Avaliação de software para bibliotecas: um estudo de
caso com o GNUteca

Emeide Nóbrega Duarte, Alzira Karla Araújo da Silva

A biblioteca universitária como organização do
conhecimento: do modelo conceitual às práticas

Gildenir Carolino Santos, Eliana Marciela Marquetis

Comportamento e cultura informacional vistos
através de uma publicação digital

Marco Tullio Azevedo Juric, Maria de Fátima Moreira
Martins

A antecipação às recomendações do Portal.
Periodicos. CAPES: a experiência da biblioteca Central
do CCS/UFRJ

Maria Irene da Fonseca e Sá, Paula Maria Abrantes Cotta
de Mello

O uso da base de dados Minerva no desenvolvimento
da gestão da informação para o conhecimento na
UFRJ

Maria Odaisa Espinheiro de Oliveira

A biblioteca universitária e a gerontocracia do
conhecimento

Marília Damiani Costa, Gardênia de Castro

Aplicações de gestão do conhecimento em
bibliotecas universitárias: mapeamento e discussões
preliminares

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

INCLUSÃO DIGITAL PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

AUTOR

TÍTULO

Deise Tallarico Pupo, Fabiana Fator Gouvêa Bonilha, Sílvia
Helena Rodrigues de Carvalho

Laboratório de acessibilidade: criação, implantação e
inclusão de pessoas com necessidades educacionais
especiais na Biblioteca Central da Unicamp

Eliane Ferreira da Silva

A charge eletrônica como instrumento facilitador na
inclusão dos portadores de necessidades especiais

Júlia Gonçalves da Silveira, Maria Eugênia Albino Andrade

A sociedade da informação, a globalização e o
binômio inclusão/exclusão de pessoas deficientes ou
portadoras de necessidades especiais no contexto
universitário

Marcos Vinícius Mendonça Andrade, Ana Rosa dos Santos

Acesso a usuários portadores de necessidades
especiais em bibliotecas universitárias: revisão de
literatura

Mirian Elisabete da Penha Neves, Solangel Barbara

O diferente faz a diferença!: a questão da humanização
da informação

Neide Maria Jardinette Zaninelli

O papel da biblioteca universitária no processo de
inclusão de usuário portador de deficiência visual

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO

AUTOR

TÍTULO

Edberto Ferneda

Representação dinâmica de documentos com a
utilização de algoritmos genéticos

Elaine Aparecida de Lima, Ana Regina Machado Moreira de
Carvalho, Francisca Olinda Raposo Monsanto, Maria Lúcia
Nery Dutra de Castro, Gilmar Vicente

A automação dos catálogos de monografias do
Sistema de Bibliotecas da UNICAMP: histórico e
análise

Élson Mattos, Gleisy Regina Bories Fachin, Leila Lira Peters

Informatização do acervo de brinquedos e jogos
infantis do laboratório de brinquedos (LABRINCA) do
Colégio de Aplicação, do Centro de Educação da
Universidade Federal de Santa Catarina

Gláucia Maria Saia Cristianini, Juliana de Souza Moraes,
Lourdes de Souza Moraes, Elisa Yumi Nakagawa.

Conteúdos digitais e padrões de registros: desafios
para a democratização de acervos especiais

Leonardo Vasconcelos Renault

Organização da informação e conhecimento no
contexto das bibliotecas

Magda Almada

A política de formação e do desenvolvimento de
coleções especializadas do sistema de bibliotecas da
UFRJ: uma experiência da coleção do LAMCE

Maria da Conceição Torres, Ana Maria Santos e Silva,
Nancy Toledo

Fichamento eletrônico de leitura: uma alternativa de
análise e recuperação da informação em documentos
científicos on-line

Maria José Ventura Menezes, Fernando Luiz Freitas Souza,
Zuleide Paiva da Silva

“Ouça universidade”: fonte de informação na região do
Sisal/BA

Marilda Corrêa Leite dos Santos, Ricardo de Arruda
Camargo, Maria Regina Catarino Sarti, Valéria Aparecida
Moreira Novelli

Web sites o espaço virtual para a organização da
informação nas bibliotecas

Rosa Maria Vivona Bertolini Oliveira, Maria Célia de Toledo
Dubois

Biblioteca digital multimídia: caminhos e trilhas no
cenário brasileiro

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

Rosana Alvarez Paschoalino, Vânia Martins B. O . Funaro,
Maria Aparecida Bezerra Ayello, Cristiane de Almeida
Câmara Carvalho, Eliana Maria Garcia, Kátia Maria de
Andrade Ferraz, Maria Cláudia Pestana, Maria José de
Jesus Carvalho, Mariza Leal de Meirelles do Coutto, Suely
Campos Cardoso, Telma de Carvalho, Valéria de Vilhena
Lombardi

Comunicação científica em ambiente acadêmico na
USP: instruções para disponibilizar trabalhos impressos
e eletrônicos.

Solange Maria Simões Puccinelli, Leopoldina Mira S. O .
Libardi, Lucia Semensato Zanetti, Marilza Aparecida
Rodrigues Tognetti, Adriana Bueno Moretti.

Proposta de conteúdo mínimo para as home pages
das bibliotecas da USP

Sueli Goulart, Maria da Conceição Torres, Cristina Amélia
Carvalho

Programa de Apoio à Publicações – PROGRAP: um
relato de experiência do Programa de Pós-Graduação da
Universidade Federal de Pernambuco

Vanja Nadja Ribeiro Bastos, Márcia Maria Silvestre Bastos,
Cecília Maria Pereira do Nascimento

Periódicos: o gerenciamento da coleção frente as novas
tecnologias.

Zuleide Paiva da Silva

O olhar do usuário da Biblioteca Central da UNEB em
relação ao gerenciamento da informação na
biblioteca

�ÍNDICE POR SUBTEMA
COMUNICAÇÃO ORAL

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

PROSPECÇÃO DE UNIDADES DE INFORMAÇÃO

AUTOR

TÍTULO

Maria Fazaneli Crestana, Marinalva de Souza Aragão,
Suely Campos Cardoso, Tânia Almir de Jesus Dias, Maria
Julia Andrade Lourenção Freddi, Valéria de Vilhena

Cooperação e compartilhamento como ações
estratégicas do serviço de bibliotecas e
documentação da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo: a busca de excelência

�ÍNDICE

Pôster
Redimensionamento de Cenários e Estratégias de Ação
Controle e Avaliação de Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior
Gestão em Serviços de Informação
Gestão Pela Qualidade
Planejamento da Estrutura Organizacional

Redimensionamento de Recursos Humanos
Cultura Empreendedora
Gestão de Pessoas e de Competências

Redimensionamento de Recursos Informacionais
A Web e os Acervos Digitais
Atividades de Cooperação em Redes
Avaliação do Uso de Serviços de Informação
Gestão do Conhecimento em Serviços de Informação
Inclusão Digital Para Portadores de Necessidades Especiais
Organização da Informação
Prospecção de Unidades de Informação

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE CENÁRIOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

CONTROLE E AVALIAÇÃO DE BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

AUTOR

TÍTULO

Beatriz Alves de Souza, Lucrécia Camilo de Lima, Josinete
Nóbrega de Araújo

Uso da coleção de periódicos da Biblioteca Nilo
Peçanha – CEFET/PB

Daisy Cristiane Santos de Lima

MEC, o aliado temido das bibliotecas universitárias
de instituições de ensino superior privadas

Maria de Lourdes Teixeira da Silva, Ana Maria da Silva
Souza

Pesquisa de usuário: um instrumento em busca da
qualidade no ambiente da biblioteca

Mariza Inês da Silva Pinheiro, Stela Paula Rocha Martins

Brinquedoteca hospitalar: perspectivas de implantação
deste espaço lúdico na Santa Casa de Misericórdia de
Rondonópolis – MT

Rejane Rosa do Amaral, Angela Maria Vilela Barbosa

As transformações ocorridas na Biblioteca CEHD e
seu impacto na comunidade acadêmica

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE CENÁRIOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

GESTÃO EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO

AUTOR

TÍTULO

Antônia de Freitas Neta, Eponina Eilde da Silva Pereira,
Lucélia da Silva Feliciano

Biblioteca itinerante Djalma Maranhão: uma integração
de gerações

Beatriz Alves de Souza, Ivanise Almeida, Josinete Nóbrega
de Araújo, Lucrécia Camilo de Lima

Avaliação da coleção de referêncIa da Biblioteca Nilo
Peçanha – CEFET/PB

Dulce Fernandes Barata

Conservação preventiva: a interface entre patrimônio
escrito e usuário

Érica Simony Fernandes de Melo, Tércia Maria Souza de
Moura Marques

Conservação e preservação de acervos: súplica do
livro

Maria de Lourdes Fernandes Villas Boas, Sonia Regina
Caselhas Vosgrau, Cileia Freitas Marangoni de Oliveira

Estabelecimento de uma metodologia de controle
para recebimento de publicações seriadas: a
experiência do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE CENÁRIOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

GESTÃO PELA QUALIDADE

AUTOR

TÍTULO

Francisca Mércia Lucas Pegado, Maria do Socorro de
Azevedo Borba, Mônica Marques Carvalho

Desenvolvimento de coleções: análise em instituição
privada

Vera Vilene Ferreira Nunes, Gisélia Ferreira da Silva

Estratégias de ação para gestão da qualidade nos
serviços informacionais do Sistema de Sibliotecas da
Universidade Estadual de Feira de Santana: um estudo
de caso

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE CENÁRIOS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO

PLANEJAMENTO DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

AUTOR

TÍTULO

Adriana de Almeida Barreiros, Edna Tiemi Yokoti
Watanabe, Elyde Maurício de Campos, Fátima Aparecida
Colombo Paletta

Busca de parcerias: o desafio das bibliotecas
universitárias

Maria Helena Segnorelli

Redefinindo o tratamento técnico dos acervos de
livros das coleções especiais da AEL/UNICAMP

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS HUMANOS

CULTURA EMPREENDEDORA

AUTOR

TÍTULO

Carlos André de Oliveira Câmara

PROMBIC – Programa de Melhoramento da Biblioteca
do CESUR: estratégia de envolvimento cooperativo nas
atividades de uma biblioteca

Luciana Manta Brício do Valle, Ana Rosa dos Santos

Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e
Especializadas em Odontologia: uma experiência

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS HUMANOS

GESTÃO DE PESSOAS E DE COMPETÊNCIAS

AUTOR

TÍTULO

Angela Sikorski Santos

O desenvolvimento de competências dos
bibliotecários e a implantação de tecnologias da
informação em bibliotecas universitárias

José Antonio Rodrigues Viana

Resistência a mudanças: uma experiência da biblioteca
de Administração e Ciências Contábeis da Universidade
Federal Fluminense

Luciana Ferreira Leite, Maria do Socorro de Azevedo Borba

Gestão de recursos humanos em unidades de
informação: análise do perfil bibliotecário

Mônica Fonseca Soares

Revitalizando a referência na biblioteca universitária

Niliane Cunha de Aguiar, Tatianne Norberto Alves Ferreira

Do leitor ao consumidor: novas perspectivas do
atendimento em unidades de informação

Rejane Maria Rosa Ribeiro

O papel estratégico da motivação na gestão de
pessoas em bibliotecas universitárias

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

A WEB E OS ACERVOS DIGITAIS

AUTOR

TÍTULO

Adriana de Almeida Barreiros, Edna Tiemi Yokoti Watanabe,
Fátima Aparecida Colombo Paletta

Informação digital: uma abordagem sobre a
necessidade de estabelecer uma política de preservação

Angela Maria Belloni Cuenca

Editora Eletrônica: um novo desafio das bibliotecas
universitárias na era da Internet

Angela Maria Belloni Cuenca, Maria do Carmo Avamilano
Alvarez, Maria Lúcia E. de Faria Ferraz, Hálida Cristina R. F.
Delbucio

Informações da Web na biblioteca: o localizador de
informação em Saúde Pública na Internet

Elenise Maria de Araújo, Teresinha das Graças Coletta,
Marcelo Zaiat

Biblioteca virtual da área ambiental: proposta de
criação na Escola de Engenharia de São Carlos - USP

Jerocir Botelho Marques de Jesus

Gerenciamento de redes de informação em
bibliotecas universitárias e o conhecimento como
subsídio para a formação da cidadania

Viviane Santos de Oliveira, Carlos Henrique Marcondes

Interoperabilidade entre fontes de informação: a
Biblioteca do Instituto Fernandes Figueira

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

ATIVIDADES DE COOPERAÇÃO EM REDES

AUTOR

TÍTULO

Maria Isabel Santoro, Teresinha das Graças Coletta

O sucesso de uma parceria: dez anos de
LIGDOC/ISTEC

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

AVALIAÇÃO DO USO DE SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO

AUTOR

TÍTULO

Adriana de Almeida Barreiros, Ana Claudia Marques da
Silva, Débora Ferrazoli Penilha, Edna Tiemi Yokoti
Watanabe, Fátima Aparecida Colombo Paletta, Maria
Tereza Magalhães Santos

Avaliação do uso de periódicos: implantação de uma
nova ferramenta automatizada para a coleta de dados

Ana Maria Rabetti, Ladaslav Sodek

Desenvolvimento de software para estatística de uso
de periódicos da Biblioteca do Instituto de Biologia UNICAMP

Maria Constancia Martinhão Souto, Maria Ferraz Souto,
Mariângela Spotti Lopes Fujita

Programa de segurança e acesso à informação

Maria Luzinete Euclides, Vanda Maria Silveira Reis Fantin

Implantação de um programa de capacitação de
usuários em base de dados: relato de experiência

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

GESTÃO DO CONHECIMENTO EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO

AUTOR

TÍTULO

Adriana Bueno Moretti, Geraldo Pereira Junior

Auditoria interna do sistema de gestão pela qualidade

Guilhermina de Melo Terra

Gerência do conhecimento no ambiente da biblioteca
de instituições de ensino superior

Maria do Céu Lopes Andrade de Souza, Cristiane Barbosa
da Silva

Análise do processo de aquisição dos periódicos
técnico-científicos estrangeiros do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de
Santana (SISBI-UEFS), face a disponibilização do
portal brasileiro de informação científica

Marilene Girello

Evolução da produção científica brasileira
odontológica no PUBMED, no período de 1966 a 2003

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

INCLUSÃO DIGITAL PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

AUTOR

TÍTULO

Marivalda Araújo da Silva, Maria do Carmo Sá Barreto
Ferreira

Setor Braile da Biblioteca Pública do Estado da Bahia:
inclusão social?

Vanda Maria Silveira Reis Fantin, Maria Luzinete Euclides

Proposta de melhoria da acessibilidade aos
portadores de deficiências na Biblioteca da
Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP – Campus
de Marília

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO

AUTOR

TÍTULO

Ana Martha Machado Sampaio

Preservação da cultura no semi-árido nordestino
através do acervo documental da Biblioteca Setorial
Monsenhor Galvão

Cybelle de Assumpção Fontes, Maria Helena de Souza
Ronchesel, Valéria Cristina Trindade Ferraz, Rita de Cássia
Paglione, Denise Aparecida Giacheti

Avaliação de periódicos científicos em
Fonoaudiologia: Qualis e fator de impacto

Elisabete da Cruz Neves, Maria Celisa de Mattos Zapparoli,
Dorotéia Fill, Márcia Rosetto, Edna M. Gonçalves Knörich

Catalogação de recursos eletrônicos de Internet pelo
Sistema Integrado de Bibliotecas da USP

Gisele Helena dos Santos Silva, Izabel Maria de Aguiar,
Laudicena de Fátima Ribeiro, Maria Aparecida dos Santos
Letrari, Raimunda de Brito Batista, Sueli Bortolin

Tempo de cordel

Iris Maria Carvalho Braga dos Santos

Os desafios da pesquisa em Geriatria e Gerontologia:
organização do conhecimento

Márcia Elísa Garcia de Grandi, Eliana Mara Martins
Ramalho, Maria Imaculada da Conceição, Sonia Maria
Luchetti

Organização e divulgação da produção científica dos
docentes pesquisadores da Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas da Universidade de São
Paulo

Márcia Elísa Garcia de Grandi, Maria Célia Amaral, Maria
Imaculada da Conceição, Sonia Maria Luchetti

Organização da mapoteca do serviço de biblioteca e
documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas da Universidade de São Paulo

Maria Helena Souza Ronchesel, Valéria Cristina Trindade
Ferraz

Implantação de um serviço de alerta na era digital:
relato de experiência de uma biblioteca universitária
especializada

Marilza A . R. Tognetti, Maria Helena Di Francisco, Sibely D.
P. O. Ordonho

Produção científica: compatibilização dos bancos de
dados Dedalus e BBI

Natalina O . R. Ziemath, Maria Helena Di Francisco, Célia
M. D Martins, Luciana A . B. Martinez, Marilza A . R.
Tognetti

Base Aquili: gerenciamento dos processos de aquisição
de livros permitindo a exportação para a base do acervo

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

Rita de Cássia Santos Ferreira, Adriana Bueno Moretti,
Célia Maria Vassello, Isabel Cristina Moraes Barros
Chaddad, Maria Tereza Magalhães Santos, Nelci Ramos
Águila, Sonia Garcia Gomes Eleutério, Suely Cafazzi Prati

Projeto Aquiliv: proposta de uma base de dados para o
gerenciamento do processo de aquisição de livros no
Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo

Rosi Cristina da Silva

Memória e imagem: a fotografia como fonte para
estudantes e pesquisadores de universidades brasileiras
e estrangeiras

Tereza Cristina Oliveira Nonatto de Carvalho, Marta Regina
da Silveira Ribeiro do Val

Coleções especiais da Biblioteca Central/UNICAMP:
preservando a memória: relato de experiência

Valéria Cristina Trindade Ferraz, Maria Helena Souza
Ronchesel

Qualis Odontologia: agregando valor à informação

�ÍNDICE POR SUBTEMA
PÔSTER

REDIMENSIONAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS

PROSPECÇÃO DE UNIDADES DE INFORMAÇÃO

AUTOR

TÍTULO

Ivete Marisa Blatt

Implantação da biblioteca na comunidade do Brejaru
– Palhoça/SC: relato de experiência da extensão
universitária

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Adriana Bueno Moretti, Geraldo Pereira Junior

Auditoria interna do sistema de gestão pela qualidade

Adriana Cybele Ferrari, Márcia Elisa Garcia de Grandi,
Roberto Barsotti

O SIBi/USP e a administração por projetos

Adriana de Almeida Barreiros, Ana Claudia Marques da
Silva, Débora Ferrazoli Penilha, Edna Tiemi Yokoti
Watanabe, Fátima Aparecida Colombo Paletta, Maria
Tereza Magalhães Santos

Avaliação do uso de periódicos: implantação de uma nova
ferramenta automatizada para a coleta de dados

Adriana de Almeida Barreiros, Edna Tiemi Yokoti
Watanabe, Elyde Maurício de Campos, Fátima Aparecida
Colombo Paletta

Busca de parcerias: o desafio das bibliotecas universitárias

Adriana de Almeida Barreiros, Edna Tiemi Yokoti
Watanabe, Fátima Aparecida Colombo Paletta

Informação digital: uma abordagem sobre a necessidade de
estabelecer uma política de preservação

Alberto Pereira de Jesus, Cristiane Salvan Machado,
Grazielle de Oliveira Gomes, José Francisco da Silva,
Salete Cecília de Souza

Catálogo coletivo para integração das bibliotecas do
Sistema ACAFE

Alexandre Rojas, Nadia Lobo da Fonseca, Nysia Oliveira
de Sá, Regina Serrão Lanzillotti

Inovação tecnológica e gestão na rede Sirius – Rede de
bibliotecas UERJ, a partir do desenvolvimento de um
sistema de informações gerenciais

Alzira Karla Araújo da Silva, Christine Dantas Benício,
Janieire Soares de Santana, Zailton Frederico
Beuttenmüller

A biblioteca universitária, o profissional da informação e os
acervos digitais: a gestão dos suportes para inclusão social

Ana Cláudia Carvalho de Miranda

Critérios de avaliação para coleções de periódicos

Ana Cláudia Philippi Pizzorno, Cristiani Regina Andretti,
Grazielle de Oliveira Gomes, Salete Cecília de Souza

Capacitando docentes por meio de ensino a distância:
interagindo na biblioteca universitária

Ana Cláudia Philippi, Cristiane Salvan Machado, Eliane
Back, Hadra Mônica Kuester, Marcio João Oliari,
Terezinha da Graça Moreira

Buscando soluções para trabalhar o acervo físico, digital e
virtual num mesmo ambiente: utilizando o software
Pergamum

Ana Esmeralda Carelli

Coleção de dissertações e teses: contribuição das
bibliotecas universitárias na construção do conhecimento
científico

Ana Esmeralda Carelli, Lúcia Amaral Hidalgo, Maria Júlia
Giannasi, Vilma Aparecida Gimenes da Cruz

Produção de conhecimento em educação a distância:
informação disponível no periódico Open Learning da
Universidade Aberta do Reino Unido

Ana Lúcia Martins, Lídia Eugênia Cavalcante, Nadsa
Maria Cid Gurgel

Revisitando os caminhos
universitária da UFC

Ana Maria Rabetti, Ladaslav Sodek

Desenvolvimento de software para estatística de uso de
periódicos da Biblioteca do Instituto de Biologia - UNICAMP

trilhados

pela

biblioteca

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Ana Martha Machado Sampaio

Preservação da cultura no semi-árido nordestino através do
acervo documental da Biblioteca Setorial Monsenhor
Galvão

Ana Rosa dos Santos

Novos serviços de informação da biblioteca das Faculdades
de Nutrição e Odontologia da Universidade Federal
Fluminense

Ana Rosa dos Santos, Anderclébio de Lima Macedo

Planejamento da preservação e conservação de acervo: o
caso da biblioteca das Faculdades de Nutrição e
Odontologia da UFF

Analucia dos Santos Viviane Racine, Bárbara Júlia
Menezello Leitão

Administração por projetos: relato de uma experiência no
serviço de biblioteca e documentação da ECA/USP

Andréa Pereira dos Santos, Suely Gomes

Ensino à distância: como as bibliotecas do futuro podem
contribuir para o aprendizado do aluno off-campus

Andrew B. Finger, Gardênia de Castro

Mudança na gestão das bibliotecas universitárias públicas
através da implementação do Customer Relationship
Management (CRM)

Angela de Brito Bellini, Margaret Alves Antunes, Maria
Irani Coito

Programa de desenvolvimento de coleções para a Rede de
Bibliotecas da UNESP: obras avulsas, módulo 1

Ângela de Brito Bellini, Valéria Aparecida Moreira Novelli,
Suely de Brito Clemente Soares, Maria Luzinete Euclides

Referências (ABNT – NBR 6023:2002) na Web: modelos e
formatos para a produção científica da UNESP

Angela Maria Belloni Cuenca

Editora Eletrônica: um novo
universitárias na era da Internet

Angela Maria Belloni Cuenca, Maria do Carmo Avamilano
Alvarez, Maria Lúcia E. de Faria Ferraz, Hálida Cristina R.
F. Delbucio

Informações da Web na biblioteca: o localizador de
informação em Saúde Pública na Internet

Angela Sikorski Santos

O desenvolvimento de competências dos bibliotecários e a
implantação de tecnologias da informação em bibliotecas
universitárias

Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia, Gelsi Rostirolla

A socialização da informação através da integração e
interoperabilidade de acervos

Antônia de Freitas Neta, Eponina Eilde da Silva Pereira,
Lucélia da Silva Feliciano

Biblioteca itinerante Djalma Maranhão: uma integração de
gerações

Antonio Carlos Fabretti Facco, Marcia Regina Migliorato
Saad, Pedro Luiz Schiavuzzo

Inovações no sistema de informação da biblioteca da
DIBD/ESALQ/USP: resultado da busca da melhoria
continuada

Antonio Costa Gomes Filho, Astrid Honesko, Maria Luzia
Fernandes Bertholino

Desenvolvimento de recursos humanos
intraempreendedorismo e do empowerment

desafio

das

bibliotecas

através

do

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Astrid Honesko, Maria Luzia Fernandes Bertholino,
Antonio Costa Gomes Filho

Os serviços de informação das bibliotecas universitárias no
apoio às atividades das incubadoras tecnológicas

Bárbara Júlia Menezello Leitão

Grupos de foco: O uso da metodologia de avaliação
qualitativa como suporte à avaliação quantitativa realizada
pelo Sistema de Bibliotecas da USP

Beatriz Alves de Sousa, Izabel França de Lima

Avaliação do sistema de informação
Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB

Beatriz Alves de Souza

Gestão da informação na Biblioteca Nilo Peçanha do
CEFET/PB: proposta de criação de uma biblioteca digital

Beatriz Alves de Souza, Ivanise Almeida, Josinete
Nóbrega de Araújo, Lucrécia Camilo de Lima

Avaliação da coleção de referêncIa da Biblioteca Nilo
Peçanha – CEFET/PB

Beatriz Alves de Souza, Lucrécia Camilo de Lima,
Josinete Nóbrega de Araújo

Uso da coleção de periódicos da Biblioteca Nilo Peçanha –
CEFET/PB

Camila Dias Denículi, Daniela Barreto, Leila Rabelo

INTERBIB - estudo de caso sobre comunidade de usuários
de software padrão para intercâmbio de informações e
empréstimo entre bibliotecas automatizadas

Camila Koerich Burin, Elaine Rosangela de Oliveira Lucas,
Sandra Gorete Hoffmann

Bibliotecas universitárias informatizadas: competências do
bibliotecário

Camila Koerich Burin, Elaine Rosângela de Oliveira Lucas,
Sandra Gorete Hoffmann

Informatizar por quê? A experiência das bibliotecas
universitárias informatizadas da região sul

Carlos André de Oliveira Câmara

PROMBIC – Programa de Melhoramento da Biblioteca do
CESUR: estratégia de envolvimento cooperativo nas
atividades de uma biblioteca

Carlos Henrique Marcondes, Luis Fernando Sayão,
Cláudio Márcio Ribeiro Maia, Marco Aurélio Ribeiro
Dantas, Wilder da Silva Faria

Situação dos periódicos eletrônicos brasileiros em C&amp;T

Célia Aparecida Rodrigues, Marilda Truzzi, Valéria dos
Santos Gouveia Martins

Melhoria da qualidade na gestão do capital intelectual dos
bolsistas do Sistema de Bibliotecas da Unicamp

Célia Maria Ribeiro, Leonardo Fernandes Souto, Regina
Aparecida Blanco Vicentini, Vera Lucia de Lima

A utilização dos serviços de comutação bibliográfica
internacional no Sistema de Bibliotecas da Unicamp: estudo
de caso

Cicilia Conceição de Maria

Motivação dos bibliotecários de IES: sob à perspectiva de
Maslow

Cíntia Almeida da Silva Santos, Wanda Aparecida
Machado Hoffmann, Teresinha das Graças Coletta,
Edmundo Escrivão Filho

Ações de marketing em unidades de informação: em busca
da melhoria da qualidade na prestação de serviços

Cláudia Aragon

Clipping eletrônico: experiência da Biblioteca ESPM do Rio
de Janeiro no incentivo à leitura e na disseminação da
informação

implantado

na

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Cláudia Aragon, Volmer A. Gerônimo

Compartilhamento
entre
instrumento
eficaz
no
informacionais

Cláudio A. Gomes, Ana Paula F. Castelletto, Cíntia de O.
Gomes, Edinei U. Nunes

Implantação e informatização do CDI do Centro Tecnológico
da Zona Leste e a tradução do sistema OpenBiblio 0.4

Cláudio Marcondes de Castro Filho, Waldomiro Vergueiro

Gestão de pessoas em bibliotecas universitárias sob a ótica
das teorias da qualidade: reflexões sobre a realidade
brasileira

Cristiani Regina Andretti, Grazielle de Oliveira Gomes

O uso de cores no sistema integrado de bibliotecas da
UNIVALI - SIBIUN: dando sentido ao desconhecido

Cristiani Regina Andretti, Márcia Regina Coelho, Patrícia
Becker Marques

Gestão do conhecimento: a mágica da evolução
organizacional: a experiência de um sistema de bibliotecas

Cristina Amélia Carvalho, Sueli Goulart

Transformação de modelos organizacionais, tecnologia e
poder nas unidades de informação das universidades

Cybelle de Assumpção Fontes, Maria Helena de Souza
Ronchesel, Valéria Cristina Trindade Ferraz, Rita de
Cássia Paglione, Denise Aparecida Giacheti

Avaliação de periódicos científicos em Fonoaudiologia:
Qualis e fator de impacto

Daisy Cristiane Santos de Lima

MEC, o aliado temido das bibliotecas universitárias de
instituições de ensino superior privadas

Danielle Thiago Ferreira, Ademir Giacomo Pietrossanto,
Gildenir Carolino Santos

Operacionalidade e implementação do módulo de
circulação do software integrado de funções VIRTUA/VTLS:
a experiência do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP

Danielle Thiago Ferreira, Gildenir Carolino Santos,
Leonardo Fernandes Souto

Editoração de periódico científico digital na área de
Biblioteconomia e Ciência da Informação: um relato da
revista digital do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP

Daurecy Camilo, Sigrid Karin Weiss Dutra

O estabelecimento de uma política institucional para a
publicação de periódicos visando a qualidade: o caso da
Universidade Federal de Santa Catarina

Deise Tallarico Pupo, Fabiana Fator Gouvêa Bonilha,
Sílvia Helena Rodrigues de Carvalho

Laboratório de acessibilidade: criação, implantação e
inclusão de pessoas com necessidades educacionais
especiais na Biblioteca Central da Unicamp

Dinah Aguiar Población, Daisy Pires Noronha, José
Fernando Modesto da Silva

Evolução do perfil do corpo docente dos programas de pósgraduação em Ciência da Informação

Dolores Rodrigues Perez, Patrícia Lima

Acervos digitais: a experiência da PUC-Rio

Dora Aparecida da Silva, Ana Lucia Anchieta Ramirez,
Carmem Maria Cortez Duraes, Márcia Meireles de Melo
Diniz, Maria Angélica Ferraz Messina-Ramos, Maria Elisa
Americano do Sul Barcelos

Política de formação e desenvolvimento de acervo para o
Sistema de Bibliotecas da UFMG

Dora Aparecida da Silva, Vilma Carvalho de Souza

Inventário do acervo bibliográfico do Sistema de Bibliotecas
da UFMG

bibliotecas
intercâmbio

universitárias:
de
recursos

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Dorotéa Maris Estela Fill, Diva Carraro Andrade, Eliana
Rotolo, Gláucia Maria Saia Cristianini, Manuela Gea
Cabrera Reis, Maria Helena Souza Ronchesel, Nelci
Ramos Aguila, Roberto Barsoti

Padronização da coleta de dados nas bibliotecas do
SIBI/USP

Dulce Fernandes Barata

Conservação preventiva: a interface entre patrimônio
escrito e usuário

Edberto Ferneda

Representação dinâmica de documentos com a utilização
de algoritmos genéticos

Edilson Damásio

A visão dos pós-graduandos em Ciências Farmacêuticas na
utilização do portal de periódicos da CAPES e recursos do
diretório de bases on-line da Biblioteca Central - UEM: a
importância da capacitação realizada por bibliotecários

Edilson Damásio

O Papel das bibliotecas universitárias e da informação para
indústria e negócios conforme a “Lei de inovação” no
contexto científico e tecnológico

Elaine Aparecida Bianchin, Ledenice Simão Martins,
Neusa Lourenço de Sá, Antonio Anastácio da Cruz,
Rosemary Aparecida Bianco, Maria Silvia Fime da Costa,
Cíntia Aparecida Pazzotto, Daniel Machado

A consolidação dos acervos digitais nas bibliotecas
universitárias

Elaine Aparecida de Lima, Ana Regina Machado Moreira
de Carvalho, Francisca Olinda Raposo Monsanto, Maria
Lúcia Nery Dutra de Castro, Gilmar Vicente

A automação dos catálogos de monografias do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP: histórico e análise

Elaine Cristina Soares Lira, Eliane Maria da Silva
Jovanovich

Estilos de Liderança
universitária

Elda Cristiane Bulhões de Farias, Daisy Cristiane Santos
Lima, Maria Isabel Rocha de Lucena

Gestão de competências: um olhar sobre o profissional
bibliotecário que atua em bibliotecas de instituições de
ensino superior privado

Elenise Maria de Araújo, Teresinha das Graças Coletta,
Marcelo Zaiat

Biblioteca virtual da área ambiental: proposta de criação na
Escola de Engenharia de São Carlos - USP

Eliana Barbosa da Silva Moreira

O DSI eletrônico da biblioteca do Centro de Memória da
Unicamp e sua abrangência na divulgação de seu acervo

Eliana Marciela Marquetis

A Avaliação do serviço de referência em bibliotecas
universitárias da região metropolitana de Campinas

Eliane Bezerra Paiva, Francisca Arruda Ramalho

Análise de serviço de indexação de periódicos: o usuário
como elemento do processo avaliativo

Eliane Bezerra Paiva, Izabel França de Lima

Redimensionamento do serviço de referência na biblioteca
universitária

Eliane Ferreira da Silva

O empreendedorismo na Internet: estudo de caso

no

âmbito

de

uma

biblioteca

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Eliane Ferreira da Silva

A charge eletrônica como instrumento facilitador na
inclusão dos portadores de necessidades especiais

Eliany Alvarenga Araújo, Edilene Galdino Santos, Izabel
França Lima, Mônica de Paiva Santos

Proposta de modernização do sistema de bibliotecas da
UFPB

Elias Oliveira, Ronaldo Hailton da Silva

Avaliação de software para bibliotecas: um estudo de caso
com o GNUteca

Elisabete da Cruz Neves, Maria Celisa de Mattos
Zapparoli, Dorotéia Fill, Márcia Rosetto, Edna M.
Gonçalves Knörich

Catalogação de recursos eletrônicos de Internet pelo
Sistema Integrado de Bibliotecas da USP

Elisabete Sirino da Silva, Maria do Socorro Azevedo F. F.
Vasquez, Maria Madalena Cabral, Marília Mesquita
Guedes Pereira

Redimensionamento
bibliotecas da UFPB

Elizabeth Adriana Dudziak

Tendências inovadoras em bibliotecas universitárias: rumo
à constituição de learning libraries

Elizabeth Barbosa dos Santos, Tânia Maria Bueno de
Paula

Caracterização do material informacional utilizado por
usuários de pós-graduação da área de Matemática do IMEUSP em teses e dissertações defendidas em 2002: um
estudo de caso

Élson Mattos, Gleisy Regina Bories Fachin, Leila Lira
Peters

Informatização do acervo de brinquedos e jogos infantis do
laboratório de brinquedos (LABRINCA) do Colégio de
Aplicação, do Centro de Educação da Universidade Federal
de Santa Catarina

Emeide Nóbrega Duarte, Alzira Karla Araújo da Silva

A
biblioteca
universitária
como
organização
conhecimento: do modelo conceitual às práticas

Enio Bueno

Rede de intercâmbio de dados para acervos bibliográficos
baseada em Web Services

Érica Simony Fernandes de Melo, Tércia Maria Souza de
Moura Marques

Conservação e preservação de acervos: súplica do livro

Flávia Helena Cassin, Fernando César Almada Santos,
Teresinha das Graças Coletta, Elizabeth Márcia Martucci

Disponibilidade de bibliografia básica: o caso de estudo do
curso de graduação em Engenharia da Produção Mecânica
da EESC-USP

Francisca Mércia Lucas Pegado, Maria do Socorro de
Azevedo Borba, Mônica Marques Carvalho

Desenvolvimento
privada

Francisca Rosaline Leite Mota, Ivone Job

O treinamento de usuários no contexto informacional
contemporâneo

Gildenir Carolino Santos, Eliana Marciela Marquetis

Comportamento e cultura informacional vistos através de
uma publicação digital

Gildenir Carolino Santos, Márcia Aparecida Pillon D’Alóia

A hora do conto via Internet: proposta para implantação de
um projeto sócio-educacional nas escolas com apoio da
universidade

de

do

serviço

coleções:

de

análise

automação

das

do

em instituição

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Gildenir Carolino Santos, Maria Lúcia Nery Dutra de
Castro, Gilmar Vicente, Sonia Regina Casselhas Vosgrau

Propostas e estratégias para construção de um vocabulário
controlado sistematizado, utilizando como partida a base de
dados ACERVUS – UNICAMP

Gildenir Carolino Santos, Rosemary Passos

Informação e direitos autorais: efeitos tecnológicos na
sociedade da informação

Gildenir Carolino Santos, Rosemary Passos

Fonte de indexação para periódicos nacionais em
Educação: análise da base de dados EDUBASE – Faculdade
de Educação - UNICAMP

Gilmar Vicente, Carlos Eduardo Della Betta, Kleber
Sacilotto de Souza, Daniela Feijó Simões

O uso do protocolo de comunicação Z39.50 e a extensão
biblioteca YAZ da linguagem de programação PHP e seus
vínculos entre a biblioteca digital da Unicamp, tópicos
dissertações e teses, TCCs, partituras e mapas digitais que
utiliza software livre e os software integrado de funções Virtua

Gisele Helena dos Santos Silva, Izabel Maria de Aguiar,
Laudicena de Fátima Ribeiro, Maria Aparecida dos Santos
Letrari, Raimunda de Brito Batista, Sueli Bortolin

Tempo de cordel

Gláucia Maria Saia Cristianini, Juliana de Souza Moraes,
Lourdes de Souza Moraes, Elisa Yumi Nakagawa.

Conteúdos digitais e padrões de registros: desafios para a
democratização de acervos especiais

Guilhermina de Melo Terra

Gerência do conhecimento no ambiente da biblioteca de
instituições de ensino superior

Hadra Mônica Kuester, Márcio João Oliari, Rosilene da
Silva Souza, Terezinha da Graça Moreira

A preservação do acervo fotográfico em suporte digital
como fonte de informação histórica e cultural

Hadra Mônica Kuester, Marcio João Oliari, Terezinha da
Graça Moreira

O papel da biblioteca no marketing institucional: cliping
digital UNERJ

Heloisa Maria Ceccotti, Aparecida Rosana de Godoy
Oriani

Técnico em Biblioteconomia: um novo profissional da
informação

Iris Maria Carvalho Braga dos Santos

Os desafios da pesquisa em Geriatria e Gerontologia:
organização do conhecimento

Isa Maria Freire, Luciana Moreira Carvalho, Mônica
Marques Carvalho

A rede de projetos do Núcleo Temático da Seca da UFRN
como possibilidade de socialização da informação

Isabel Nogueira, Gláucia Gomes

Utilizando RFID ( Identificação por Rádio-Freqüência) no
dia-a-dia da biblioteca

Ivani Baptista, Márcia Bortolocci Espejo

Empreendedorismo na biblioteca: postura que faz a
diferença

Ivete Marisa Blatt

Implantação da biblioteca na comunidade do Brejaru –
Palhoça/SC: relato de experiência da extensão universitária

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Janise Silva Borges da Costa, Carla Metzler Saatkamp,
Caterina Groposo Pavão, Lais Freitas Caregnato, Zaida
Horowitz, Zita Prates de Oliveira

Circulação automatizada no Sistema de Bibliotecas da
UFRGS: gerência da implantação

Jerocir Botelho Marques de Jesus

Gerenciamento de redes de informação em bibliotecas
universitárias e o conhecimento como subsídio para a
formação da cidadania

José Antonio Rodrigues Viana

Resistência a mudanças: uma experiência da biblioteca de
Administração e Ciências Contábeis da Universidade
Federal Fluminense

Júlia Gonçalves da Silveira, Maria Eugênia Albino
Andrade

A sociedade da informação, a globalização e o binômio
inclusão/exclusão de pessoas deficientes ou portadoras de
necessidades especiais no contexto universitário

Juliana de Souza Moraes, Gláucia Maria Saia Cristianini

Planejamento da construção de edifícios para a bibliotecas:
requisitos básicos

Juliana de Souza Moraes, Maria Inês Conte, Marcelo
Dozena, Sandra Maria La Farina

Repensando o espaço físico das bibliotecas universitárias
em tempos de coleções virtuais

Kátia M. de Andrade Ferraz, Eliana Maria Garcia, Sandra
H.M.G. Ribeiro dos Santos, Silvia Maria Zinsly, Ligiana
Clemente do Carmo

Atendimento de excelência: serviço
personalizada ao usuário de biblioteca

Leonardo Fernandes Souto

Recursos informacionais em Ciências da Saúde: o
bibliotecário como agente de inclusão digital: relato de uma
experiência

Leonardo Fernandes Souto, Célia Maria Ribeiro, Regina
Aparecida Blanco Vicentini, Vera Lúcia de Lima

Referência virtual: e-mail como ferramenta de interação
com usuários remotos de bibliotecas digitais

Leonardo Vasconcelos Renault

Organização da informação e conhecimento no contexto
das bibliotecas

Liana Nunes Rosa Palacios, Daniela Augusta de Souza
Barreto

Estudo da escolha e implementação do software de
gerenciamento de bibliotecas da Universidade de Taubaté –
UNITAU

Lourdes de Souza Moraes

Projeto: instrumento para planejamento e gestão de
bibliotecas

Lúcia Marengo

Monitoramento das informações geradas na UDESC: um
instrumento estratégico para a gestão das bibliotecas

Lúcia Marengo, Maria Juçara Corrêa

O processo de aplicação da política de desenvolvimento de
coleções na biblioteca universitária do CEART/UDESC

Luciana Ferreira Leite, Maria do Socorro de Azevedo
Borba

Gestão de recursos humanos em unidades de informação:
análise do perfil bibliotecário

Luciana Manta Brício do Valle, Ana Rosa dos Santos

Reunião
Nacional
de
Bibliotecas
Biomédicas
Especializadas em Odontologia: uma experiência

de

orientação

e

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Luís Atílio Vicentini, Valéria S. G. Martins, Maria Solange
P. Ribeiro, Danielle T. Ferreira, Aparecido D. Alves,
Sandra Regina de A .Terra, Mirian Franzoloso S. Martins,
Maria Rita Fraga Stahl, Sandra Regina Biella

Espaço de cultura, lazer e leitura do cidadão: uma parceria
da Biblioteca Central e Hospital das Clínicas da Unicamp

Luiz Atílio Vicentini, Rita Aparecida Sponchiado, Claudio
Dia

Biblioteca Digital da Unicamp como veículo de divulgação
da produção científica: a gestão e o acesso às dissertações
e teses

Luiz Atílio Vicentini, Valéria Santos Gouveia Martins,
Marilda Truzzi, Eliana Marciela Marquetis, Clarinda
Rodrigues Lucas, Sueli Fátima Faria, Márcia Regina S.
Marcondes, Heloísa Maria Ceccotti, Ana Carolina
Padovan Aleixo, Márcia Aparecida Pillon D'Aloia, Valkíria
S. Vicente, Rachel Fullin de Mello

Planejamento estratégico do sistema de bibliotecas da
Unicamp

Magda Almada

A política de formação e do desenvolvimento de coleções
especializadas do sistema de bibliotecas da UFRJ: uma
experiência da coleção do LAMCE

Magda Almada, Rute Brazil dos Santos

As bibliotecas digitais como meio de universalização da
informação no Sistema de Bibliotecas universitárias

Márcia Elísa Garcia de Grandi, Eliana Mara Martins
Ramalho, Maria Imaculada da Conceição, Sonia Maria
Luchetti

Organização e divulgação da produção científica dos
docentes pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Letras
e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo

Márcia Elísa Garcia de Grandi, Maria Célia Amaral, Maria
Imaculada da Conceição, Sonia Maria Luchetti

Organização da mapoteca do serviço de biblioteca e
documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas da Universidade de São Paulo

Márcia Elisa Garcia de Grandi, Mariza Leal de Meirelles
do Couto, Ângela Maria Belloni Cuenca, Aparecida
Angélica Z. Paulovic Sabadini, Hellen Cristina Damaso,
Juliana Akie Takahashi, Luzia Marilda Zoppei Murgia e
Moraes

Desenvolvimento do portal de capacitação de equipes do
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo

Márcia Elisa Garcia de Grandi, Mariza Leal de Meirelles
do Couto, Ângela Maria Belloni Cuenca, Aparecida
Angélica Z. Paulovic Sabadini, Hellen Cristina Damaso,
Juliana Akie Takahashi, Luzia Marilda Zoppei Murgia e
Moraes

Diretrizes para capacitação de equipes do Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo

Marcia Regina Migliorato Saad, Ligiana Clemente do
Carmo, Maria Cristina Olaio Villela

Pesquisa de opinião de usuário de biblioteca setorial

Márcia Regina Migliorato Saad, Maria Ângela de Toledo
Leme, Sandra H. M. G. Ribeiro dos Santos

A DIBD e sua trajetória na conquista do Prêmio Paulista de
Qualidade de Gestão

Márcia Valéria da Silva de Brito Costa, Isabel Arino Grau,
Paulo Roberto Pereira dos Santos, Eugênio Leitão de
Carvalho Decourt

Estratégias de implantação da biblioteca digital de teses e
dissertações da UNIRIO

Marco Tullio Azevedo Juric, Maria de Fátima Moreira
Martins

A antecipação às recomendações do Portal. Periodicos.
CAPES: a experiência da biblioteca Central do CCS/UFRJ

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Marcos Vinícius Mendonça Andrade, Ana Rosa dos
Santos

Acesso a usuários portadores de necessidades especiais
em bibliotecas universitárias: revisão de literatura

Marcos Vinícius Mendonça Andrade, Ana Rosa dos
Santos

Gestão de pessoas no serviço público federal: o caso do
Núcleo de Documentação da Universidade Federal
Fluminense

Margarida Maria de Oliveira Reis, Ursula Blattmann,
Valéria Reis

Acesso e uso de fontes de informação on-line no ambiente
de ensino e pesquisa

Maria Angélica Ferraz Messina-Ramos, Marta Araújo
Tavares Ferreira

Gestão de conhecimento no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Minas Gerais: mapeamento de
competências

Maria Aparecida Lopes

Preservação de acervo em bibliotecas universitárias:
proposta de um modelo para implantação de uma divisão

Maria Aparecida Pardini

Inteligência emocional impulsiona as pessoas a melhorar as
suas habilidades e prosperar na vida e no trabalho

Maria Aparecida Pardini

Conflitos, tensões e afetos nas relações humanas em
bibliotecas universitárias

Maria Augusta Hermengarda Wurthmann Ribeiro, Carolina
Gonçalves, Jessé Camatari Reis, Regina Maria Seneda,
Maria Aparecida Pardini

Em busca de experiências de leitura: quem conta um
conto... aumenta um ponto

Maria Bernardete Martins Alves, Susana M. de Arruda

Avaliação do tutorial on-line: “como fazer referências
bibliográficas, eletrônicas e demais formas de documentos”
da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa
Catarina e seu impacto na Web

Maria Constancia Martinhão Souto, Maria Ferraz Souto,
Maria Ligia Campos, Mariângela Spotti Lopes Fujita

Projeto de implantação de modelo de referência da rede de
bibliotecas da UNESP

Maria Constancia Martinhão Souto, Maria Ferraz Souto,
Mariângela Spotti Lopes Fujita

Programa de segurança e acesso à informação

Maria da Conceição Torres, Ana Maria Santos e Silva,
Nancy Toledo

Fichamento eletrônico de leitura: uma alternativa de análise
e recuperação da informação em documentos científicos
on-line

Maria da Penha Franco Sampaio, Clarice Muhlethaler de
Souza

Impacto dos projetos financiados para as bibliotecas
universitárias da UFF

Maria das Graças da Silva Pena, Luiz Otavio Maciel Silva

Paradigmas para a construção de portais acadêmicos: o
portal da Amazônia da UFPA

Maria de Fátima Gamberlini, Maria Dolores Ayuso García

Os sistemas de informação universitários brasileiros frente
aos desafios da globalização no contexto da integração do
Mercosul

Maria de Lourdes Fernandes Villas Boas, Sonia Regina
Caselhas Vosgrau, Cileia Freitas Marangoni de Oliveira

Estabelecimento de uma metodologia de controle para
recebimento de publicações seriadas: a experiência do
Sistema de Bibliotecas da UNICAMP

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Maria de Lourdes Teixeira da Silva, Ana Maria da Silva
Souza

Pesquisa de usuário: um instrumento em busca da
qualidade no ambiente da biblioteca

Maria do Céu Lopes Andrade de Souza, Cristiane Barbosa
da Silva

Análise do processo de aquisição dos periódicos técnicocientíficos estrangeiros do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Estadual de Feira de Santana (SISBI-UEFS),
face a disponibilização do portal brasileiro de informação
científica

Maria do Rosário Guimarães Almeida, Cláudia Maria
Pinho de Abreu Pecegueiro, Georgete Lopes Freitas,
Raimunda de Jesus Ribeiro, Neide Daiane Silva Santos

Gerenciamento da literatura cinzenta para construção de
uma base de dados da Universidade Federal do Maranhão UFMA e universidade Estadual do Maranhão UEMA

Maria Dulce Lagoeiro de Magalhães Gaudie Ley, Maria da
Penha Franco Sampaio, Angela de Albuquerque Insfrán

Estratégia da UFF para adesão dos programas de pósgraduação ao projeto BDTD

Maria Elisa Americano do Sul Barcelos, Maria Lucia
Barcelos Martins Gomes

Preparando sua biblioteca para avaliação do MEC

Maria Engracia Paes Freire Falcão, Maria Auxiliadora
Carvalho, Maria Marinês Gomes Vidal, Márcia Gonçalves
de Oliveira

Inclusão digital: compromisso social da biblioteca do
Colégio de Aplicação da UFPE

Maria Eugenia Albino Andrade, Ivone Job

A biblioteca universitária na sociedade global: reflexões e
perspectivas

Maria Fazaneli Crestana, Marinalva de Souza Aragão,
Suely Campos Cardoso, Tânia Almir de Jesus Dias, Maria
Julia Andrade Lourenção Freddi, Valéria de Vilhena

Cooperação e compartilhamento como ações estratégicas
do serviço de bibliotecas e documentação da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo: a busca de
excelência

Maria Guilhermina Cunha Salasário

Metodologia de implantação e avaliação da qualidade de
bibliotecas universitárias especializadas através da ótica
dos usuários/clientes: o caso dos 4A

Maria Helena Segnorelli

Redefinindo o tratamento técnico dos acervos de livros das
coleções especiais da AEL/UNICAMP

Maria Helena Souza Ronchesel, Valéria Cristina Trindade
Ferraz

Implantação de um serviço de alerta na era digital: relato de
experiência de uma biblioteca universitária especializada

Maria Imaculada Cardoso Sampaio, Daisy Pires Noronha

Motivação para o trabalho em bibliotecas e serviços de
informação: início de uma discussão

Maria Imaculada Cardoso Sampaio, Luiza Baptista Melo,
Adriana Cybele Ferrari, Márcia Elisa Garcia de Grandi

Curso à distância sobre qualidade
informação: parceria Brasil x Portugal

Maria Irani Coito

O impacto da tecnologia sobre os serviços de referência e
instrução bibliográfica em bibliotecas universitárias

Maria Irene da Fonseca e Sá, Paula Maria Abrantes Cotta
de Mello

O uso da base de dados Minerva no desenvolvimento da
gestão da informação para o conhecimento na UFRJ

em

serviços

de

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Maria Isabel Santoro, Teresinha das Graças Coletta

O sucesso de uma parceria: dez anos de LIGDOC/ISTEC

Maria José Moreira, Neusa Cardim da Silva

A literatura indicada em concursos
bibliotecários: um estudo bibliométrico

Maria José Ventura Menezes, Fernando Luiz Freitas
Souza, Zuleide Paiva da Silva

“Ouça universidade”: fonte de informação na região do Sisal/BA

Maria Ligia Campos, Margaret Alves Antunes, Mariângela
Spotti Lopes Fujita

Avaliação de periódicos científicos impressos e eletrônicos
da UNESP: programa de racionalização da coleção nuclear
para a pesquisa da UNESP

Maria Luzinete Euclides, Vanda Maria Silveira Reis Fantin

Implantação de um programa de capacitação de usuários
em base de dados: relato de experiência

Maria Odaisa Espinheiro de Oliveira

A biblioteca
conhecimento

Mariângela Spotti Lopes Fujita

"Perspectiva teórica de condutas e práticas profissionais
para o alcance da inovação científica e tecnológica"

Mariângela Spotti Lopes Fujita, Dilnei Fátima Fogolin, Ana
Lúcia de Grava Kempinas, Renato César Gentil Vane

Implantação da biblioteca digital de teses e dissertações da
Universidade Estadual Paulista – UNESP: a customização
do software para a identidade acadêmica

Mariângela Spotti Lopes Fujita, Dilnei Fátima Fogolin,
Tatiane Mendes de Souza

A memória acadêmica em imagens fotográficas:
representação documentária e digitalização de fotografias

Marilda Corrêa Leite dos Santos, Ricardo de Arruda
Camargo, Maria Regina Catarino Sarti, Valéria Aparecida
Moreira Novelli

Web sites o espaço virtual para a organização da
informação nas bibliotecas

Marilene Girello

Evolução da produção científica brasileira odontológica no
PUBMED, no período de 1966 a 2003

Marili Nogueira Loureiro, Maria Cristina Matoso

E-book e seu impacto na sociedade

Marília Alvarenga Rocha Mendonça, Carlos Henrique
Marcondes, Ana Carolina de Araújo Nogueira, Cláudia
Maria Carvalho

Avaliação de periódicos eletrônicos brasileiros em Ciência
e Tecnologia: uma proposta de metodologia baseada na
análise de "links" para o "site" do periódico

Marília Damiani Costa, Gardênia de Castro

Aplicações de gestão do conhecimento em bibliotecas
universitárias: mapeamento e discussões preliminares

Marília Mesquita Guedes Pereira, Raquel de Melo,
Lindjane Santos Pereira, Regina Fernandes Gomes

Num mundo de desigualdades, caminhar é preciso: criando
a biblioteca comunitária e os cursos profissionalizantes no
bairro São José

Marilza A . R. Tognetti, Maria Helena Di Francisco, Sibely
D. P. O. Ordonho

Produção científica: compatibilização dos bancos de dados
Dedalus e BBI

Marivalda Araújo da Silva, Maria do Carmo Sá Barreto
Ferreira

Setor Braile da Biblioteca Pública do Estado da Bahia:
inclusão social?

universitária

e

a

públicos

gerontocracia

para

do

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Mariza Inês da Silva Pinheiro, Stela Paula Rocha Martins

Brinquedoteca hospitalar: perspectivas de implantação
deste espaço lúdico na Santa Casa de Misericórdia de
Rondonópolis – MT

Marlene Gonçalves Curty, Renata Gonçalves Curty, Dirce
Missae Suzuki Fernandes

Perfil gerencial dos profissionais da informação em bibliotecas
universitárias

Marouva Fallgatter Faqueti, Ursula Blattmann

Educação continuada de bibliotecários na educação a
distância: fontes de informação on-line

Marynice de Medeiros Matos Autran, Francisca Arruda
Ramalho, Eliane Bezerra Paiva

Estado da arte das políticas de desenvolvimento de
coleções para recursos eletrônicos em bibliotecas
americanas e canadenses

Mery P. Zamudio Igami, Maria Imaculada Cardoso
Sampaio, Waldomiro de Castro Santos Vergueiro

O uso do SERVQUAL na verificação da qualidade dos
serviços de unidades de informação: o caso da Biblioteca
do IPEN

Mirian Elisabete da Penha Neves, Solangel Barbara

O diferente faz a diferença!: a questão da humanização da
informação

Mônica Fonseca Soares

Revitalizando a referência na biblioteca universitária

Nadia Lobo da Fonseca, Nysia Oliveira de Sá, Regina
Serrão Lanzillotti, Anderson Martins Silva, Gabriel
Fonseca da Silva

Aplicação da metodologia de indicadores de qualidade para
planejamento da gestão em bibliotecas universitárias da
UERJ

Nadia Lobo Fonseca

Estágio Laborativo educacional nas bibliotecas da UERJ:
um trabalho multidisciplinar para promover a educação
juvenil

Nadsa Maria Cid Gurgel, Osvaldêmia Lucena Maia

Política de desenvolvimento do acervo para o Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará

Narcisa de Fátima Amboni

Qualidade em serviços: dimensões para orientação e
avaliação das bibliotecas universitárias federais brasileiras

Natalina O . R. Ziemath, Maria Helena Di Francisco, Célia
M. D Martins, Luciana A . B. Martinez, Marilza A . R.
Tognetti

Base Aquili: gerenciamento dos processos de aquisição de
livros permitindo a exportação para a base do acervo

Neide Maria Jardinette Zaninelli

O papel da biblioteca universitária no processo de inclusão
de usuário portador de deficiência visual

Neusa Cardim da Silva, Nysia Oliveira de Sá

Usabilidade, comunicação e acessibilidade em sites de
bibliotecas digitais de teses e dissertações: uma análise
preliminar

Niliane Cunha de Aguiar, Tatianne Norberto Alves Ferreira

Do leitor ao consumidor: novas perspectivas
atendimento em unidades de informação

Raimundo Muniz de Oliveira, Andréa Vasconcelos
Carvalho de Aguiar

Panorama brasileiro das bibliotecas digitais de teses e
dissertações

do

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Regina Aparecida Blanco Vicentini, Luiz Atílio Vicentini

Análise dos padrões e indicadores de qualidade para
disponibilização das teses e dissertações na Biblioteca
Digital da Unicamp: estudo de caso

Regina Aparecida Blanco Vicentini, Maria de Lourdes
Fernandes Villas Boas, Sonia Regina C. Vosgrau, Valéria
dos Santos Gouveia Martins

A gestão da coleção de periódicos da Unicamp: estudo dos
indicadores de qualidade da core collection

Regina Aparecida Blanco Vicentini, Vera Lucia de Lima,
Leonardo Fernandes Souto, Célia Maria Ribeiro

A gestão do serviço de referência na otimização dos
recursos informacionais: estratégia para o desenvolvimento
da pesquisa na Unicamp

Regina Helena M. Tinoco Amato, Christina T. R. Bottari

Catálogo de dissertações e teses do Instituto de Medicina
Social da UERJ integrado a Biblioteca Virtual em Saúde
Coletiva – BVSIMS

Rejane Maria Rosa Ribeiro

O papel estratégico da motivação na gestão de pessoas em
bibliotecas universitárias

Rejane Rosa do Amaral, Angela Maria Vilela Barbosa

As transformações ocorridas na Biblioteca CEHD e seu
impacto na comunidade acadêmica

Rita Andrade de Oliveira, Ademir Henrique dos Santos,
Adélia Tomaz

Preservação de documentos
necessidade constante

Rita Aparecida Sponchiado, Valkíria Succi Vicente

Biblioteca digital de teses e dissertações do Instituto de
Física Gleb Wataghin – UNICAMP: relato de experiência

Rita de Cássia Santos Ferreira, Adriana Bueno Moretti,
Célia Maria Vassello, Isabel Cristina Moraes Barros
Chaddad, Maria Tereza Magalhães Santos, Nelci Ramos
Águila, Sonia Garcia Gomes Eleutério, Suely Cafazzi Prati

Projeto Aquiliv: proposta de uma base de dados para o
gerenciamento do processo de aquisição de livros no
Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo

Robson Dias Martins

Perspectivas para uma biblioteca no futuro: utopia ou
realidade

Rosa Maria Vivona Bertolini Oliveira, Maria Célia de
Toledo Dubois

Biblioteca digital multimídia: caminhos e trilhas no cenário
brasileiro

Rosaelena Scarpeline

Memória, cultura e pesquisa em rede digital: a difusão do
acervo da biblioteca do Centro de Memória através da
Revista Digital SARÁO

Rosana Alvarez Paschoalino, Vânia Martins B. O . Funaro,
Maria Aparecida Bezerra Ayello, Cristiane de Almeida
Câmara Carvalho, Eliana Maria Garcia, Kátia Maria de
Andrade Ferraz, Maria Cláudia Pestana, Maria José de
Jesus Carvalho, Mariza Leal de Meirelles do Coutto, Suely
Campos Cardoso, Telma de Carvalho, Valéria de Vilhena
Lombardi

Comunicação científica em ambiente acadêmico na USP:
instruções para disponibilizar trabalhos impressos e
eletrônicos.

Rosemary Passos, Gildenir Carolino Santos

Literatura cinzenta em educação: proposta e diretrizes de
implementação de um projeto para divulgação da produção
acadêmica

em

bibliotecas:

uma

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Rosemary Passos, Gildenir Carolino Santos

Oficinas pedagógicas: caminhos para interação entre
bibliotecários e professores

Rosi Cristina da Silva

Memória e imagem: a fotografia como fonte para estudantes e
pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras

Sigrid Karin Weiss Dutra, Edis Mafra Lapolli

Portal de periódicos da CAPES: análise do uso na
Universidade Federal de Santa Catarina

Silvana Beatriz Bueno, Ursula Blattmann

Fontes de informação on-line no contexto da área de
Ciências da Saúde

Simone Faury Dib, Neusa Cardim da Silva, Cátia Barcelos

Desenvolvimento de equipes em unidades de informação:
uma metodologia

Simone Rosa, Andréa Lins

Biblioteca universitária em rede: a experiência da Biblioteca
Central da UNICAP na implantação do sistema Pergamum

Solange Maria Simões Puccinelli, Leopoldina Mira S. O .
Libardi, Lucia Semensato Zanetti, Marilza Aparecida
Rodrigues Tognetti, Adriana Bueno Moretti.

Proposta de conteúdo mínimo para as home pages das
bibliotecas da USP

Sueli Angelica do Amaral, Lígia Sardinha Fortes

Cuidados com o ambiente físico das bibliotecas
universitárias: preocupação supérflua ou necessária?

Sueli Angélica do Amaral, Tatiara Paranhos Guimarães

Sites de bibliotecas universitárias
instrumento de relações públicas

Sueli de Fátima Faria, Liliane Forner, Vanda de Fátima
Fulgêncio de Oliveira, Floriana Lúcia D'Astuto

Gestão estratégica de pessoas: mapeamento
competências do profissional da informação

Sueli Goulart, Maria da Conceição Torres, Cristina Amélia
Carvalho

Programa de Apoio à Publicações – PROGRAP: um relato
de experiência do Programa de Pós-Graduação da
Universidade Federal de Pernambuco

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, Elisabeth Adriana
Dudziak

A apropriação informacional para cidadania sob o foco do
usuário final de programas nacionais de informação e/ou
inclusão digital: análise de algumas experiências brasileiras

Suely de Brito Clemente Soares, Sérgio Ferreira do
Amaral

Comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via
Internet e bibliotecários de referência de bibliotecas
universitárias brasileiras

Tereza Cristina Oliveira Nonatto de Carvalho, Marta
Regina da Silveira Ribeiro do Val

Coleções especiais da Biblioteca Central/UNICAMP:
preservando a memória: relato de experiência

Thais Castro Caldeira de Alvarenga, Paulo Sergio Alves
Ribeiro

Da busca manual ao levantamento eletrônico: a trajetória da
pesquisa bibliográfica no setor de periódicos da Biblioteca
Central da UFRRJ

Valéria Aparecida Moreira Novelli, Marilda Corrêa Leite
dos Santos, Ricardo Camargo

Recursos
usuários

Valéria Cristina Trindade Ferraz, Maria Helena Souza
Ronchesel

Qualis Odontologia: agregando valor à informação

Valéria dos Santos Gouveia Martins, Luciane Politi Lotti

Guia para implantação da Norma NBR ISO 9001: 2000 em
bibliotecas

interativos:

aproximando

brasileiras

a

tecnologia

como

de

dos

�ÍNDICE POR AUTOR
AUTOR

TÍTULO

Vanda Maria Silveira Reis Fantin, Maria Luzinete Euclides

Proposta de melhoria da acessibilidade aos portadores de
deficiências na Biblioteca da Faculdade de Filosofia e
Ciências – UNESP – Campus de Marília

Vania Aparecida Marques Favato, Regina Maria Seneda,
Silvia Dias Degasperi, Margarida Morsoletto Ferreira,
Mara Langraf Colucci, Diva de Oliveira Campos, Silvana
Cristina Leoncio Curci

Projeto de unificação de acervos para a Rede de Bibliotecas
da UNESP – Universidade Estadual Paulista

Vanja Nadja Ribeiro Bastos, Márcia Maria Silvestre
Bastos, Cecília Maria Pereira do Nascimento

Periódicos: o gerenciamento da coleção frente as novas
tecnologias.

Vera Vilene Ferreira Nunes, Gisélia Ferreira da Silva

Estratégias de ação para gestão da qualidade nos serviços
informacionais do Sistema de Sibliotecas da Universidade
Estadual de Feira de Santana: um estudo de caso

Viviane Santos de Oliveira, Carlos Henrique Marcondes

Interoperabilidade entre fontes de informação: a Biblioteca
do Instituto Fernandes Figueira

Waldomiro Vergueiro, Daisy Pires Noronha

Avaliação do acervo de periódicos em Ciência da
Informação de uma biblioteca acadêmica: análise pelos
professores

Wanda Maria Maia da Rocha Paranhos, Lígia Eliana
Setenareski, Izabella Elias Fernandes

Informatização das bibliotecas da UFPR: procedimentos
para a construção da base de dados, especialmente quanto
à conversão retrospectiva de registros bibliográficos

Zaira Regina Zafalon

Estudo da implementação de um software de
gerenciamento integrado de bibliotecas: o impacto das
novas tecnologias no indivíduo

Zaira Regina Zafalon

Biblioteca digital x biblioteca virtual: aspectos norteadores
para proposta de implantação em uma IES

Zuleide Paiva da Silva

O olhar do usuário da Biblioteca Central da UNEB em
relação ao gerenciamento da informação na biblioteca

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51960">
                <text>Capa. Apresentação. Índice de Temas, subtemas e autores.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51961">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51962">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51963">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51965">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51966">
                <text>Capa. Apresentação. Índice de Temas, subtemas e autores.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68178">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4677" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3746">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4677/SNBU2004_002.pdf</src>
        <authentication>6965a7b78eb6bc75610c546ad2b94c4a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52012">
                    <text>POLÍTICA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE ACERVO PARA O
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFMG
Dora Aparecida da Silva∗
Ana Lúcia Anchieta Ramirez
Carmem Maria Cortez Duraes
Márcia Meireles de Melo Diniz
Maria Angélica Ferraz Messina-Ramo
Maria Elisa Americano do Sul Barcelo

RESUMO
A Política de Desenvolvimento de Acervo proposta para o Sistema de Bibliotecas
da Universidade Federal de Minas Gerais, servirá de base para o planejamento
global da coleção oferecendo parâmetros para dar consistência, qualidade e
equilibrio ao acervo. Servirá, também, como guia para tomadas de decisões nos
processos de seleção, aquisição, avaliação e desbaste. Com a explosão
bibliográfica, a multiplicidade de suportes e as limitações orçamentárias torna-se
necessário a implantação de mecanismos de controle que auxiliem os
bibliotecários na composição do acervo de forma a promover a integração das
fontes eletrônicas às coleções e serviços, alterando o paradigma centrado no
armazenamento para o centrado no acesso. Para o alcance dos objetivos
propostos é fundamental que a Política esteja em consonância com os objetivos
da Instituição e atenda as expectativas e demandas dos usuários.
PALAVRAS CHAVE : Desenvolvimento de coleções - Sistema de Bibliotecas.
Material bibliográfico - Seleção e aquisição. Política de desenvolvimento de
Coleção.

1 IDENTIFICAÇÃO
O documento tem como objetivo apresentar as diretrizes básicas da
Política de Formação e Desenvolvimento do Acervo no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Minas Gerais - SB/UFMG e servir de instrumento para o
planejamento e guia das ações para tomada de decisões na alocação e aplicação
dos recursos orçamentários, para manutenção e atualização das coleções
bibliográficas.

�2 BREVE HISTÓRICO
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais –
SB/UFMG é composto por vinte e oito bibliotecas, distribuídas em áreas
geograficamente distintas e são responsáveis pelo oferecimento de serviços e
produtos de informação indispensáveis ao desenvolvimento das atividades de
ensino, pesquisa e extensão na UFMG. Seu acervo conta com mais de seiscentos
e setenta e nove mil e quatrocentos registros nas diversas áreas do
conhecimento, além de dezoito mil trezentos vinte e quatro títulos de periódicos.
Suas coleções estão à disposição de toda comunidade interna e externa à
Universidade.

3 JUSTIFICATIVA
O processo de Desenvolvimento de Coleções foi, durante muito tempo,
considerado como uma soma das atividades de seleção e aquisição. Hoje, os
termos seleção e aquisição já não são mais capazes de expressar toda a
complexidade das atividades correlatas, necessárias para formar e desenvolver
coleções. Seu conceito foi ampliado para gerenciamento de coleções, e é
representado por um processo cíclico e dinâmico, que envolve a análise da
comunidade e dos programas acadêmicos, concretizando-se nas atividades de
alocação de recursos financeiros, seleção, aquisição (compra/doação/permuta),
desbastamento (descarte/remanejamento) e avaliação de coleções.
Os bibliotecários, para determinar a inclusão de uma obra na coleção,
deparam-se com grandes desafios. Destacam-se, notadamente, as limitações
orçamentárias vigentes em todo o país, o acelerado avanço das novas
tecnologias, a multiplicidade do suporte e a explosão bibliográfica. Deve-se
considerar ainda, o alto grau de exigência do público universitário, especialmente
nas instituições em que a pesquisa científica é fundamental. Tudo isso faz com
que

os

bibliotecários

sejam

obrigados

a

definir

critérios

e

assumir

responsabilidades para a composição do acervo promovendo a integração das
fontes eletrônicas às coleções e serviços, alterando o paradigma centrado no

�armazenamento para o centrado no acesso.
Nesse contexto, o SB/UFMG verificou a necessidade de implantar uma
Política de Formação e Desenvolvimento do Acervo, que servirá de base para o
planejamento global da coleção oferecendo parâmetros para dar consistência,
qualidade e equilíbrio ao acervo, dimensionando seu perfil, objetivos e
especificações. Essa política desenvolver-se-á em consonância com os
interesses da Instituição de forma a ser incorporada como filosofia e metodologia
de trabalho dos bibliotecários.
Ressalta-se que, a inexistência de uma política de formação e
desenvolvimento

do

acervo,

tem

como

conseqüência:

a

duplicidade

desnecessária de material bibliográfico; grande número de obras obsoletas
ocupando espaços preciosos nas bibliotecas; dificuldade em realizar permutas no
SB/UFMG e um crescimento desordenado das coleções.

4 OBJETIVO GERAL
Proporcionar à equipe de bibliotecários do SB/UFMG uma ferramenta de
trabalho para planejar e acompanhar de forma padronizada e segura o
desenvolvimento de coleções, desde sua seleção até o seu possível descarte.

5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

permitir o crescimento racional e equilibrado do acervo nas áreas de atuação
da Instituição;

•

atender as expectativas, exigências e necessidades informacionais dos
usuários;

•

racionalizar e otimizar os recursos financeiros e tecnológicos disponíveis,;

•

estabelecer prioridades para aquisição de materiais bibliográficos;

•

traçar diretrizes para o desbastamento do acervo;

•

determinar critérios para evitar a duplicidade de títulos entre as bibliotecas do

�SB/UFMG;
•

otimizar o aproveitamento do espaço físico;

•

incentivar os programas cooperativos (consórcios e redes);

•

preservar a memória da Instituição, bem como a produção intelectual de sua
comunidade;

•

mostrar a conveniência da Diretoria da Biblioteca Universitária ser a gestora
dos recursos orçamentários destinados à aquisição de materiais bibliográficos
no âmbito da UFMG.

6 DESENVOLVIMENTO

6.1 ESTUDO DE USUÁRIO
Conjunto de estudos que trata de analisar qualitativa e quantitativamente
os hábitos, necessidades e demandas de informação dos usuários mediante a
aplicação de métodos analíticos, principalmente os estatísticos.
O estudo de usuário é um dos instrumentos utilizados para subsídio às tomadas
de decisões relativas ao desenvolvimento do acervo.

6.2 SELEÇÃO
Processo decisório fundamentado no controle bibliográfico de documentos
em oferta, e, de acordo com as necessidades da comunidade universitária,
determinar as melhores opções para a aquisição. A seleção bibliográfica deverá
ser efetuada pela Comissão de Bibliotecas, formada por representantes docentes
e discentes, coordenada por um bibliotecário.
Critérios para seleção para aquisição de materiais bibliográficos:

•

adequação do material aos objetivos da Universidade;

•

existência da obra em outras bibliotecas do SB/UFMG;

•

autoridade do autor e/ou editor;

�•

atualidade;

•

qualidade técnica;

•

escassez de material sobre o assunto nas coleções das bibliotecas;

•

aparecimento do título em bibliografias, catálogos de editores, e índices;

•

preço acessível;

•

idioma;

•

número de usuários potenciais;

•

condições físicas do material;

•

trabalhos acadêmicos em desenvolvimento;

•

relevância histórica;

•

conveniência do formato e compatibilização com equipamentos existentes;

A seleção deve ter como instrumentos auxiliares:
•

bibliografias, índices e abstracts especializados;

•

guias e manuais de referências;

•

bibliografias básicas das disciplinas;

•

catálogos comerciais de editores e livreiros;

•

catálogos e boletins bibliográficos instituições;

•

catálogos coletivos;

•

sugestões das comunidades acadêmicas;

•

sugestões dos bibliotecários de referência;

•

estatísticas de empréstimo e consulta;

•

lista de reserva;

•

resenhas bibliográficas.

Fatores que influenciam na seleção:
•

objetivos e programas da universidade;

•

conhecimento dos currículos oferecidos;

•

número de matrícula por disciplina;

•

número de professores e pesquisadores;

•

coleções existentes nas bibliotecas;

•

acervo e disponibilidade de acesso a outras bibliotecas do SB/UFMG;

•

recursos financeiros da União, próprios e externos;

�•

normas das instituições e das responsabilidades pelo reconhecimento e
avaliação dos cursos;

6.3 AQUISIÇÃO
Processo de agregar material bibliográfico ao acervo por meio de compra,
doação ou permuta.

6.3.1 Compra
As aquisições no âmbito das Instituições Públicas Federais seguem as
modalidades permitidas pela legislação vigente.
Devido às restrições orçamentárias e a grande quantidade de documentos
produzidos, torna-se impossível adquirir todo o material bibliográfico disponível no
mercado editorial. Sendo assim as bibliotecas devem estabelecer prioridades de
acordo com a área do conhecimento. Exemplo:
•

bibliografia básica e complementar para os cursos de graduação e pósgraduação;

•

obras de referência (dicionários, enciclopédias, bibliografias, bases de dados,
etc.);

•

patentes;

•

normas técnicas;

•

cds, fitas, slides, mapas e outros materiais especiais;

6.3.2 Doação
As aquisições por doação/permuta de livros e periódicos de interesse da
biblioteca deverão ser incentivadas, principalmente no que se refere às
publicações não comercializadas e as governamentais.
A seleção das obras aceitas em doação será efetivada após pré - seleção
pelos bibliotecários e com aprovação da Comissão de Bibliotecas.

�A seleção de doações recebidas submete-se aos mesmos critérios
adotados para materiais adquiridos por compra. Os materiais não selecionados
para fazerem parte do acervo poderão ser descartados, doados ou permutados
com outras Instituições.
As bibliotecas deverão evitar aceitação de doações com restrições
específicas tais como localização especial e uso limitado.
Doações qualitativamente importantes para a UFMG e que possuírem
exigências

específicas

para

sua

incorporação

ao

acervo

deverão,

obrigatoriamente, ser submetidas à Comissão de Bibliotecas para emissão de
parecer e encaminhado para decisão da Congregação da Unidade. O Conselho
Diretor da BU deverá ser ouvido quanto a incorporação dessas Coleções ao
Patrimônio da UFMG.

6.3.3 Permuta
A permuta deverá adotar os mesmos critérios para seleção de materiais
bibliográficos.

7 DESBASTAMENTO
Processo pelo qual se retira do acervo ativo, após criteriosa avaliação,
títulos e/ou exemplares para remanejamento ou descarte. Deve ser um processo
contínuo e sistemático, visando manter a qualidade do acervo e a economia de
espaço nas bibliotecas.

7.1 DESCARTE
Processo de retirada de material bibliográfico, com a aprovação da
Comissão de Biblioteca, que não mais atende às necessidades da comunidade,
para fins de doação ou eliminação.

�O descarte deve seguir os seguintes critérios:
•

inadequação: obras que por modificações ou alterações dos programas de
ensino e/ou pesquisa não apresentam mais interesse para a Instituição. Inclui
também obras incorporadas ao acervo sem uma seleção prévia;

•

desatualização: obras cujo conteúdo já foi superado ou atualizado por novas
edições. Esse critério deve levar em consideração a área do conhecimento;

•

desuso: obras que não são consultadas depois de um determinado tempo;

•

duplicidade: número excessivo de exemplares de um mesmo título em relação
à demanda, observando-se uma quantidade mínima no acervo;

•

desgate: obras danificadas (sujas, deterioradas, infectadas, infestadas,
rasgadas, etc.) pelo excesso de uso e sem condições de reparo.

Para periódicos deve-se observar os seguintes critérios:
•

coleções não correntes e que não apresentam demanda;

•

periódicos de divulgação geral;

•

periódicos de interesse temporário;

•

periódicos recebidos em duplicata.

7.2 REMANEJAMENTO
Processo de retirar títulos ou partes da coleção para outros locais menos
acessíveis ou para outras unidades, onde o material será melhor aproveitado.
Critérios para o remanejamento:
•

títulos históricos;

•

títulos não utilizados durante os últimos anos;

•

coleções de periódicos de publicações encerradas e que não tenham
possibilidade de serem reativadas;

•

adequação dos títulos de periódicos por área do conhecimento;

•

reunião dos títulos de periódicos que estiverem desmembrados em mais de
uma biblioteca.

�8 AVALIAÇÃO
Processo utilizado para determinar o valor e a adequação da coleção em
função dos objetivos da Biblioteca e da própria Instituição.
A avaliação quantitativa (tamanho e crescimento) e qualitativa (julgamento
por especialistas, análise do uso real) dos materiais bibliográficos é condição
essencial para elaboração ou reformulação da Política de Formação e
Desenvolvimento do Acervo, pois esta só será possível a partir do conhecimento
exato da coleção já existente e da demanda de sua utilização.
Critérios para avaliação de coleção:
•

distribuição percentual do acervo por áreas;

•

quantidade de exemplares por aluno matriculado;

•

necessidade de inclusão de novos títulos e/ou edições mais recentes;

•

estatísticas de utilização de materiais bibliográficos;

•

sugestões de usuários;

•

comparação do acervo com listas e catálogos e índices bibliográficos;

•

análise das bibliografias básicas e recomendadas.

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A implantação de uma Política de Formação e Desenvolvimento do Acervo
do SB/UFMG, agilizará e uniformizará os procedimentos necessários à sua
composição, garantindo uma coleção consistente e harmoniosa em todas as
áreas do conhecimento. Apontará métodos de trabalhos e funcionará como
argumento para a necessidade de obtenção de novas aquisições.
É imprescindível que no processo de aquisição sejam priorizados a
inclusão de obras que atendam os cursos em processo de implantação e/ou
reconhecimento e também as mudanças curriculares.
Servirá também como instrumento de planejamento que viabilizará uma
eficaz aplicação dos recursos orçamentários, possibilitando uma atualização
constante do acervo. Proporcionará uma aquisição objetiva, clara e sem

�desperdícios, afinada com interesses da Instituição, contribuindo para que as
biblioteca do SB/UFMG ampliem ainda mais a qualidade de seus serviços.
Para o alcance dos objetivos propostos nessa Política de Formação e
Desenvolvimento do Acervo é fundamental a existência de recursos financeiros
destinados à aquisição de material bibliográfico e, ainda, que a Biblioteca
Universitária seja a gestora desses recursos. Além disso, é primordial que essa
política seja flexível, de modo a permitir alterações ou ajustes, sempre que for
constado que os critérios estabelecidos não estão atendendo às expectativas e
demandas dos usuários, bem como os objetivos da Instituição.

REFERÊNCIAS
ANDRADE, Diva, VERGUEIRO, Waldomiro. Aquisição de materiais de
informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 118 p.
BERTUCCI, Liane Maria. Seleção: aspecto primordial do gerenciamento da
biblioteca universitária no século XXI.
&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t069.doc&gt;. Acesso em : 13 maio 2004.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária
brasileira 2010. Ciência da Informação, Brasília, v.29, n. 1, p. 71-89, jan./abr.
2000.
FUNDAÇÃO Escola de Sociologia e Política de São Paulo: política de
desenvolvimento de coleções das bibliotecas.
&lt;http://www.fespsp.org.br/biblioteca/pdc_fespsp.pdf&gt;. Acesso em: 15 abr. 2004.
KLAES, Rejane Ralfo. Sistema de informação gerencial para desenvolvimento de
coleções. Ciência da Informação, Brasília, v.20, n. 2, p. 220-228, jul./dez. 1991.
LANCASTER, F.W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília : Briquet de
Lemos, 1996. 81 p.
MARTINS, Valéria dos Santos Gouveia, CAMARA, Maonterrat Urpi, VILLAS
BOAS, Maria de Lourdes Fernandes. Estabelecimento de uma política de
desenvolvimento de coleções no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=1110&gt;. Acesso em: 19 abr. 2004.

�MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de. A qualidade enquanto instrumento na
política de desenvolvimento de coleções jurídicas. In: CIBERETICA, 2.;
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL,
INFORMAÇÃO E ÉTICA, 2.; ENCONTRO NACIONAL DE INFORMAÇÃO E
DOCUMENTAÇÃO JURIDICA/ENIDJ, 8.; PAINEL BIBLIOTECONOMIA EM
SANTA CATARINA, 22., 2003, Florianópolis. Anais... Disponível em:
&lt;www.ciberetica.org.br/trabalhos/anais&gt;. Acesso em: 20 abr.2004.
Política de Desenvolvimento de Coleções da Rede de Bibliotecas - UNOESTE
&lt;http://bib.unoeste.br/biblioteca/politica.htm&gt;. Acesso em: 13 maio 2004
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis, APB,
1989. 96 p.
____________. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. 2. Ed.
Brasília: Briquet de Lemos, 1997. 126 p.
WEITZEL, Simone R. O desenvolvimento de coleções e a organização do
conhecimento: suas origens e desafios. Perspectiva em Ciência da Informação,
Belo Horizonte, v.7, n. 1, p. 61-67, jan./jun. 2002.

∗

Bibliotecária - Divisão de Formação e Desenvolvimento do Acervo/Biblioteca Universitária da
UFMG. Especializando em Gestão Estratégica da Informação na Escola de Ciência da Informação
da UFMG. E-mail: dfda@bu.ufmg.br
Bibliotecária – Escola de Veterinária da UFMG. Especialização em Bibliotecários de Instituições de
Ensino Superior – IES. E-mail: ana@vet.ufmg.br
Bibliotecária – Faculdade de Farmácia da UFMG. E-mail: carmem@farmacia.ufmg.br
Bibliotecária – Biblioteca Central da UFMG. E-mail: diniz@ufmg.br
Bibliotecária – Instituto de Geociências da UFMG. Especialização em Gestão Estratégica da
Informação. E-mail: ferrazmessina@terra.com.br
Bibliotecária – Faculdade de Direito da UFMG. Especialização em Bibliotecários de instituições de
Ensino Superior – IES. E-mail: measb@terra.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51986">
                <text>Política de formação e desenvolvimento de acervo para o Sistema de Bibliotecas da UFMG. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51987">
                <text>Silva, Dora Aparecida da et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51988">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51989">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51990">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51992">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51993">
                <text>A Política de Desenvolvimento de Acervo proposta para o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais, servirá de base para o planejamento global da coleção oferecendo parâmetros para dar consistência, qualidade e equilibrio ao acervo. Servirá, também, como guia para tomadas de decisões nos processos de seleção, aquisição, avaliação e desbaste. Com a explosão bibliográfica, a multiplicidade de suportes e as limitações orçamentárias torna-se necessário a implantação de mecanismos de controle que auxiliem os bibliotecários na composição do acervo de forma a promover a integração das fontes eletrônicas às coleções e serviços, alterando o paradigma centrado no armazenamento para o centrado no acesso. Para o alcance dos objetivos propostos é fundamental que a Política esteja em consonância com os objetivos da Instituição e atenda as expectativas e demandas dos usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68181">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4680" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3749">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4680/SNBU2004_003.pdf</src>
        <authentication>450459fa2024804532d88ceaec38a32e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52039">
                    <text>INVENTÁRIO DO ACERVO BIBLIOGRÁFICO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS
DA UFMG
Dora Aparecida da Silva∗
Vilma Carvalho de Souza∗∗

RESUMO
O inventário do acervo bibliográfico do Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal de Minas Gerais – SB/UFMG permitiu através do processamento e da
análise dos dados patrimoniais, o conhecimento quantitativo (numérico e
financeiro) e qualitativo (tipos de documentos, pontos fortes e fracos, formas de
aquisição, movimentações de material bibliográfico) nos últimos vinte anos. Com
a finalização do inventário as bibliotecas do SB/UFMG tornaram-se autônomas
quanto as movimentações necessárias de suas coleções. Permitiu, também a
implementação de um sistema de segurança em todas as bibliotecas e a criação
de uma política de formação e desenvolvimento do acervo. A mobilização de toda
a comunidade universitária foi a grande responsável pelo sucesso desse trabalho,
ressaltando as bibliotecas e suas equipes, assim como, toda a administração da
universidade.
PALAVRAS - CHAVE: Controle bibliográfico. Sistema de bibliotecas – Inventário.
MicroIsis

1 INTRODUÇÃO
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais –
SB/UFMG conta oficialmente com vinte e oito bibliotecas setoriais, distribuídas em
áreas geográficas distintas, em Belo Horizonte e outras cidades mineiras.
O inventário, muitas vezes denominado balanço, fica aqui definido como
uma atividade intrínseca de toda biblioteca, onde ocorre a confrontação do bem
físico com o seu correspondente registro na base patrimonial. Cada registro nessa
base é composto por campos que descrevem os dados bibliográficos, tipo de
material, sua origem, seu valor financeiro além das transferências e baixas. A
consolidação final dos dados culmina no competente registro contábil.

�A princípio, a quantidade do material bibliográfico patrimoniado, ou seja,
com registro dentro da Universidade, girava em torno de oitocentos mil. Ao final
do inventário verificou-se que, na realidade a Universidade possuía apenas 650
139 exemplares.
Os relatórios até então produzidos eram baseados em projeções. O
principal problema não estava na realização do inventário, mas sim na falta de
sumarização dos dados.
Neste contexto, era iminente a necessidade de realizar um inventário que
espelhasse a verdadeira situação do acervo bibliográfico do SB/UFMG com a
finalidade de obter a aprovação das contas da Reitoria junto ao Tribunal de
Contas da União, além de atender às várias instâncias da universidade em suas
respectivas áreas de atuação administrativas e avaliação dos cursos da
Universidade pelo Ministério da Educação e Cultura.
Ter-se-ia pela primeira vez uma visão global de todo o acervo bibliográfico
da Universidade.

2 HISTÓRICO
O SB/UFMG conta oficialmente com 28 bibliotecas setoriais e 41 bases de
dados

patrimoniais,

tendo

coleções

especiais

localizadas

na

Biblioteca

Universitária (Acervo Arduíno, Acervo Camilo Castelo Branco, Acervo Luiz
Camilo, Acervo Obras Raras, Acervo Curt Lange, Acervo Faria Tavares, Acervo
Memória intelectual da UFMG, Coleções Escritores Mineiros como : Henriqueta
Lisboa, Murilo Rubião, Oswaldo França Júnior) e em outras Unidades
Acadêmicas da UFMG.
Antes de 1980 cada biblioteca registrava o seu acervo de forma
independente. Algumas seguiam uma seqüência única e outras reiniciavam a sua
numeração a cada ano. A maioria das bibliotecas do SB/UFMG realizavam
balanço anual em forma manual.

�Em atenção à resolução do Departamento de Administração da UFMG e
concordância da Biblioteca Universitária, a partir do final de 1980, iniciou-se o
controle patrimonial centralizado na Divisão de Formação e Desenvolvimento do
Acervo – DFDA da Biblioteca Universitária - BU, de todo o material bibliográfico,
tanto o adquirido com verba orçamentária pela BU ou verba da própria unidade
acadêmica, como o obtido através de doações.
Com o crescimento do acervo, principalmente a partir de 2000, foram feitas
várias tentativas de um inventário automatizado, mas apesar de todos os esforços
os relatórios apresentados até 2002 ainda eram gerados com base em dados
parciais.
Faltava a finalização do conjunto da UFMG, algumas bibliotecas faziam
balanço outras sentiam dificuldades para realizarem o seu inventário anual. Nesta
mesma situação encontrava-se as Coleções Especiais do Sistema. Até este
momento nunca haviam sido contabilizadas. Os principais motivos iam desde a
falta de pessoal e equipamento até as greves sucessivas que alteravam todo
calendário escolar. Acrescenta-se a essas dificuldades os vários acervos
controlados pelo SB/UFMG como os da Administração Central da Universidade
(Auditoria, Pró-Reitorias, Procuradoria Jurídica, Departamento Pessoal, dentre
outros).

3 OBJETIVOS
• atender as exigências do Tribunal de Contas da União;
• controlar o acervo bibliográfico patrimoniado pelo SB/UFMG;
• verificar as perdas, baixas, transferências do acervo;
• enviar relatórios anuais do SB/UFMG solicitados pela Pró-Reitorias
de Planejamento da Universidade – PROPLAN.

�4 DIAGNÓSTICO
O controle automatizado do acervo bibliográfico da Universidade começou
na década de 90, com o MicroIsis , versão 3.07 desenvolvido pela Unesco. A
opção por esse software deu-se por sua segurança e ampla divulgação no país.
Além disso havia a facilidade de migrar os dados do BIBLIODATA/CALCO para a
base que seria elaborada.
Essa base foi criada pela DFDA e denominada PATRI. Após a migração
dos dados do BIBLIODATA/CALCO, no final da década de 90, sua alimentação
ficou por conta das bibliotecas do Sistema e o seu controle

centralizado na

DFDA. A base PATRI continha além dos dados bibliográficos as informações
necessárias para atender as exigências legais vigentes tais como: dados de
aquisição – compra/doação; dados de transferência; dados de baixa.
A maioria das bibliotecas tinha por costume executar o balanço manual,
que se traduzia na conferência dos catálogos topográficos com as coleções uma
vez ao ano.
A partir do ano de 2000, o balanço começou a ser realizado de forma
automatizada, mas ainda sem a consolidação dos dados.
Em 2002, em repostas às exigências do Tribunal de Contas da União,
planejou-se o inventário. Detectou-se que muitas bibliotecas tinham equipamentos
ultrapassados, insuficientes para abrigar as bases de dados patrimoniais
necessárias para a leitura de seus acervos. Comprovou-se ainda, a carência de
pessoal especializado

para os trabalhos que se seguiram. Realizado o

diagnóstico, pode-se traçar uma linha metodológica para solucionar os problemas
que se seguiriam.

5 METODOLOGIA
Para o inventário de 2002 procurou-se, inicialmente, pelos vários sistemas
de bibliotecas brasileiras se havia alguma metodologia que pudesse ser adaptada
para as necessidades da UFMG. Nada foi localizado. Desta forma, durante o ano

�de 2002 foi elaborada pela Diretoria da Biblioteca Universitária em conjunto com a
DFDA e a Auditoria da Universidade uma estratégia para realização dos
trabalhos.
O passo a seguir foi definir as etapas essenciais para execução do
inventário que foram as seguintes:
• leitura do acervo e consistência dos dados;
• entrega das bases na DFDA;
• análise das bases;
• consolidação dos dados ;
• geração de produtos.
Foi traçado um cronograma com datas predeterminadas para o início e fim
de cada uma dessas etapas.
Sabendo-se, previamente, da carência de pessoal em todos os
seguimentos da UFMG foram contratadas quinze pessoas (bibliotecários e
digitadores com experiência em MicroIsis) para auxiliarem nas atividades que se
seguiriam.
Houve, também o empréstimo de um funcionário do Instituto de
Geociências para o balanço do Acervo de Obras Raras da Universidade.
Outro problema, também detectado com antecedência, foi a inadequação
de equipamentos em várias bibliotecas. Para sanar este contratempo efetuou-se
empréstimos e compras de novos computadores.

5.1 LEITURA DO ACERVO E CONSISTÊNCIA DOS DADOS
Antes de iniciar-se a leitura do acervo, as bases, anteriormente separadas
por ano, foram agrupadas e instaladas nas bibliotecas pela equipe da DFDA. O

�mesmo ocorreu com o programa, denominado INV, desenvolvido especificamente
pela UFMG, para a leitura do acervo e conferência dos dados.
Para a realização desta etapa, foi necessário o fechamento da maioria das
bibliotecas do SB/UFMG.
Abaixo as etapas essenciais para a realização desta atividade:
• preparação – ordenação das estantes ;
• leitura do acervo e conferência dos dados na Base Patri X acervo. A
leitura foi feita por um programa compatível com o MicroIsis, desenvolvido na
UFMG;
• correção dos dados na Base Patri;
• inclusão das obras não existentes na Base Patri;
• elaboração do relatório das obras não lidas pela Automação/BU na
Base Patri;
• elaboração do relatório de obras emprestadas pela Automação/BU
no Módulo de Circulação VTLS ( Virginia Technics Library Systems);
• exclusão do material emprestado do relatório das obras não lidas;
• busca exaustiva do material não lido, resultando na lista de acervo
desaparecido;
• inclusão dos dados referentes à : baixas, transferência e
desaparecimentos;

5.2 ENTREGA DAS BASES
As bases das bibliotecas do Sistema foram entregues ao DFDA dentro do
prazo estipulado no cronograma anteriormente traçado.

�5.3 ANÁLISE DAS BASES
• verificações das diferenças;
• conferências, acertos e inclusões dos campos exigidos para a
consolidação dos dados;
• correção monetária de acordo com a tabela do IOB (conversão das
variações da moeda brasileira);
• distribuição do acervo pelas formas de aquisição (M - acervo antigo,
sem dados de procedência; C - compra; D - doação ).

5.4 CONSOLIDAÇÃO DOS DADOS
Para a consolidação dos dados, além da correção monetária foi necessário
um ajuste nos valores das obras que não possuíam dados de procedência e que
na conversão das variações da moeda brasileira receberam um valor inferior a
R$1,00. Todas essas obras tiveram seus valores ajustados para R$ 1,00, embora
seu valor real fosse superior. A partir da alteração da moeda brasileira para o
Real, em primeiro de julho de 1994, as obras adquiridas por compra ou doação
permaneceram sem alterações. Após o fechamento do Inventário, foi feito uma
reformulação da base Patri, contendo auto - ajuda para preenchimento , uma vez
que, dentro de qualquer sistema é saudável que um material não utilizado em
uma biblioteca seja remanejado para outra.
Cada biblioteca recebeu a sua Base Patri com um nome significativo da
sua respectiva unidade. A partir de 2003, cada biblioteca ficou responsável por
sua Base Patrimonial juntamente com a diretoria de sua unidade, assim como a
execução de um balanço anual do seu acervo.

5.4.1 Decisões tomadas

�• as obras adquiridas por compra para o Centro Pedagógico e o Carro
Biblioteca deverão ser feitas com verba de consumo;
• a baixa, por motivo de extravio, deverá ser efetuada após dois anos
de seu desaparecimento;
• as bibliotecas, ao remanejarem as obras deverão preencher o termo
de baixa, com o motivo de transferência e enviar o material bibliográfico com
os respectivos termos para a biblioteca de destino.

5.5 GERAÇÃO DOS PRODUTOS
• planilha histórica, em Excel,

de todo o acervo bibliográfico do

SB/UFMG geral e por unidade. Essa planilha permite a mensuração do acervo
com as formas de entrada e baixas. Ver apêndice 1;
• planilha em Excel

com valores quantitativos e seus respectivos

valores financeiros por Unidades Gestoras;
• criação de um controle mensal do acervo de cada Biblioteca para a
sua respectiva contabilidade contendo toda a movimentação de seu acervo,
em Excel. Ver apêndice 2);
• manual com instruções de preenchimento da Base Patrimonial –
Patri;
• Kit do fechamento do Inventário 2002 por biblioteca, contendo: um
CD-ROM ( base antiga e base nova); relatório das baixas; histórico do
processo do Inventário;
A DFDA ficou com cópias de todo o material distribuído.

�7 CONCLUSÃO
Ficou evidente a importância da realização desse Inventário e temos hoje a
satisfação de conhecer o número real do acervo bibliográfico real da UFMG que é
de 650 139 exemplares e seu valor financeiro que é de R$ 9 967 936,75. Cabe
ressaltar que esse valor não é absoluto e sim relativo, pois o Acervo de Obras
Raras da UFMG possui um valor histórico difícil de ser estimado. =
A forma de aquisição predominante em todo o acervo da UFMG é a
doação, avaliada em 414.270 exemplares, ou seja mais da metade do total de
todo material bibliográfico da UFMG, conforme mostra o apêndice 1 em anexo.
Outra descoberta importante foi que nossas perdas ao longo de mais vinte
anos foram de 44.728, correspondendo a 6,44% do acervo.
Constatou-se que os dez (10) maiores acervos da UFMG estão nas
seguintes bibliotecas,

conforme a ordem em que se apresentam a seguir:

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – FAFICH (83.640 exemplares);
Faculdade de Letras – FALE (65.154); Faculdade de Educação – FAE (43.021);
Biblioteca Central (42.087); Faculdade de Direito (38.164); Faculdade de Ciências
Econômicas – FACE (39.352); Escola de Engenharia (31.053); Escola de
Arquitetura (24.526); Faculdade de Medicina (24.174); Centro Pedagógico
(21.704).
A determinação da Diretoria da Biblioteca Universitária, o empenho de
todas as bibliotecas do Sistema

e a mobilização da Administração Central

(Reitoria; Diretores de Unidades; Auditoria; Procuradoria Jurídica dentre outros)
foi

fundamental

e

permitiu

que

as

atividades

se

desenvolvessem

satisfatoriamente de forma a alcançar os objetivos almejados.
Após determinação de nossas perdas, mesmo que inferior ao que se
esperava, ficou evidente a necessidade da implantação de um sistema de
segurança para todas as bibliotecas.
Igualmente, tornou-se inevitável a criação de uma política de formação e
desenvolvimento do acervo para evitar um crescimento desordenado de nossas

�coleções e mostrar aos órgãos de direção desta universidade a importância de
investir em material bibliográfico.
Doravante será obrigatório um balanço anual em todo o acervo da
Universidade e, indispensável um acompanhamento direto e constante deste
trabalho. Somente assim é possível evitar que no futuro tenhamos que despender
todo este esforço novamente.
Finalmente, espera-se que com a compra do Software PERGAMUM para o
SB/UFMG, as atividades de aquisição, catalogação, circulação e o próprio
inventário sejam executados em um único software de forma integrada.

REFERÊNCIAS
BIBLIOTECA ; multiplicadores do conhecimento ; acervo variado e numeroso das
bibliotecas é fonte importante de pesquisas e renovações do pensamento.
Diversa, Revista da UFMG, Belo Horizonte, v.1, n.3, ago. 2003. P. 11-13.
CHISTIE, Ellen. UFMG organiza campanha para preservar patrimônio ; falta de
consciência do usuário é a maior preocupação da Reitoria. Estado de Minas, D+,
4 de fevereiro de 2003, p. 4-5.
ERICHSEN, Izabel Cristina Vidigal, LOPES, Maria do Perpétuo Socorro de
Almeida Siqueira, ABREU, Maria Tereza Camargos Diniz França de, SANTOS,
Simone Aparecida dos. Base PATRI - sistema de controle patrimonial ; a
experiência do Sistema de Bibliotecas da UFMG, documento preliminar. 4 fls.
INFORMAÇÕES OBJETIVAS PUBLICAÇÕES JURÍDICAS – IOB. Histórico na
moeda brasileira desde 1942; calendário objetivo de obrigações e tabelas
práticas. São Paulo : IOB, dez. 2000.
MAIA, Carla. Patrimônio bibliográfico da UFMG vale R$ 10 milhões,; inventário
apura perdas de 6% no acervo da Universidade. Boletim Universidade Federal de
Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 29, n. 1382, 30 de janeiro de 2003, p. 5.
NORONHA, Daisy Pires, et. Al. Inventário de livros e periódicos em biblioteca
acadêmica; estudo de caso. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS ( 4: 1989, Campinas, SP). Anais. Campinas : UNICAMP, 1989.
p. 291-299.

�ORTEGA, Cristina Dotta. MicroIsis : das origens à consolidação numa realidade
de informação em mudança. São Paulo : Polis/Associação Paulista de
Bibliotecários, 1998. 130p.
PIEEROTT, Maria de Lourdes Carvalho, NEILS, Valéria Rocha. Inventário rotativo
; uma visão pragmática. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v.13,
n.1, p. 59-65, jan./jun. 1985.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS faz inventário de seu patrimônio ; até o final do ano
a universidade terá o retrato fiel do seu acervo bibliográfico. Boletim Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 29, n. 13874, 14 de novembro de
2002, p.3.
SOUZA, Jourglade B.B. Proposta de um sistema de registro do acervo
bibliográfico da UFMG. Belo Horizonte: UFMG/BU/DFDA, 1981. 16 fls.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Biblioteca Universitária. Normas
para registro do acervo bibliográfico da UFMG. Belo Horizonte : UFMG/BU/DFDA,
1982. 7 fls.

�APÊNDICE 1 - HISTÓRICO DO ACERVO BIBLIOGRÁFICO DO SB/UFMG
MÊS REFERÊNCIA: OUTUBBRO/2002
Entradas

Saídas

Saldo Anterior

TOTAL ENTRADAS

Bibliotecas

Doação
Quant.

Valor R$

Quant.

Valor R$

Aquisição
Quant.

Saldo Atual
Baixas Realizadas

Valor R$

Quant.

Valor R$

Quant.

Valor R$

Quant.

Valor R$

Arquitetura

15.802

15.802,00

6.799

110.980,40

3.050

42.596,76

25.651

169.379,16

1.125

8.508,34

24.526

160.870,82

BELAS ARTES

2.280

2.280,00

5.627

139.074,20

1.651

439.301,60

9.558

580.655,80

386

7.777,64

9.172

572.878,16

BIBLIOTECA CENTRAL

33.982

33.982,00

7.390

85.883,29

6.459

147.434,20

47.831

267.299,49

5.744

12.611,03

42.087

254.688,46

Biblioteca Universitária

-

-

2

58,00

20

467,94

22

525,94

7

142,72

15

383,22

CEDEPLAR

3.152

3.152,00

8.997

102.091,40

3.259

57.963,19

15.408

163.206,59

727

6.106,07

14.681

157.100,52

Centro Pedagógico

617

617,00

18.848

51.691,37

5.618

26.229,06

25.083

78.537,43

3.379

6.942,27

21.704

71.595,16

COLTEC

-

-

8.352

91.503,40

7.067

277.123,00

15.419

368.626,40

2.214

10.073,59

13.205

358.552,81

DIREITO

1

1,00

24.186

256.086,20

14.072

89.567,53

38.259

345.654,73

95

208,53

38.164

345.446,20

ECI

28

28,00

7.016

70.212,44

7.009

46.247,67

14.053

116.488,11

958

5.960,71

13.095

110.527,40

Educação Física

7.303

7.303,00

5.233

267.950,60

3.357

320.715,60

15.893

595.969,20

832

25.417,95

15.061

570.551,25

ENGENHARIA

-

-

17.842

397.126,90

14.838

156.748,70

32.680

553.875,60

1.627

29.537,59

31.053

524.338,01

FACE

13.544

13.544,00

17.050

243.814,30

9.451

122.714,50

40.045

380.072,80

693

3.850,19

39.352

376.222,61

FAE

2

2,00

34.199

451.811,50

13.431

119.399,30

47.632

571.212,80

4.611

41.551,84

43.021

529.660,96

FAFICH

-

-

63.327

720.730,80

25.447

370.371,20

88.774

1.091.102,00

5.134

103.769,50

83.640

987.332,50

FARMÁCIA

5.697

5.697,00

3.767

120.097,80

2.116

46.918,77

11.580

172.713,57

425

1.215,88

11.155

171.497,69

FÍSICA

1.506

1.506,00

2.260

56.220,50

1.045

35.539,72

4.811

93.266,22

162

1.662,46

4.649

91.603,76

ICB

4.022

4.022,00

3.190

95.162,65

1.577

128.948,60

8.789

228.133,25

133

1.207,31

8.656

226.925,94

ICEX

-

-

11.586

246.033,80

1.292

48.463,23

12.878

294.497,03

1.422

7.436,53

11.456

287.060,50

IGC

6.297

6.297,00

9.385

208.139,80

2.249

84.430,48

17.931

298.867,28

1.761

16.023,74

16.170

282.843,54

LETRAS

10.075

10.075,00

52.884

1.175.025,00

6.120

112.100,80

69.079

1.297.200,80

3.925

22.819,63

65.154

1.274.381,17

MEDICINA

-

-

13.830

423.978,40

10.344

495.815,60

24.174

919.794,00

-

-

24.174

919.794,00

MEMÓRIA

2.432

2.432,00

10.696

178.278,90

4

46,50

13.132

180.757,40

29

260,70

13.103

180.496,70

MÚSICA

124

124,00

16.458

73.868,25

3.016

44.294,27

19.598

118.286,52

462

1.868,15

19.136

116.418,37

�Núcleo de Ciências
Agrárias
ODONTOLOGIA

-

-

5.511

74.911,42

3.381

3.381,00

2.548

85.731,07

2.995

95.691,42

QUIMICA

-

-

2.430

57.550,70

2.091

314.429,70

3.451

15.749,40

8.962

90.660,82

2.531

8.592,51

6.431

82.068,31

8.924

184.803,49

469

4.521

371.980,40

-

6.777,98

8.455

178.025,51

-

4.521

371.980,40

TEATRO

5

5,00

7.264

141.309,90

1.230

4.435,06

8.499

145.749,96

-

-

8.499

145.749,96

CARRO BIBLIOTECA

-

-

4.196

7.058,00

4.609

9.955,55

8.805

17.013,55

4.606

6.615,74

4.199

10.397,81

MUSEU
Unidades
Administrativas
VETERINÁRIA

6

6,00

3.113

37.593,96

708

14.292,90

3.827

51.892,86

97

874,00

3.730

51.018,86

-

-

182

1.274,02

558

2.779,91

740

4.053,93

424

1.233,95

316

2.819,98

9.340

9.340,00

7.047

154.283,40

2.585

99.556,10

18.972

263.179,50

449

1.312,73

18.523

261.866,77

ARDUINO

-

-

1.212

1.324,00

-

-

1.212

1.324,00

3

3,00

1.209

1.321,00

CAMILO

-

-

3.043

3.155,00

-

-

3.043

3.155,00

8

8,00

3.035

3.147,00

CCB
Centro de Informação
Tecnológica
CURT

-

-

2.889

2.945,00

-

-

2.889

2.945,00

4

4,00

2.885

2.941,00

-

-

827

644,24

264

1.868,16

1.091

2.512,40

11

11,00

1.080

2.501,40

-

-

1.031

196.953,00

-

-

1.031

196.953,00

3

951,00

1.028

196.002,00

FARIA

-

-

7.778

66.836,00

1

1,00

7.779

66.837,00

185

185,00

7.594

66.652,00

FRANÇA JÚNIOR

-

-

2.358

2.358,00

1

1,00

2.359

2.359,00

4

4,00

2.355

2.355,00

RARAS

3

3,00

5.774

9.521,00

-

-

5.777

9.524,00

9

9,00

5.768

9.515,00

MURILO RUBIÃO

-

-

3.464

3.588,00

-

-

3.464

3.588,00

21

21,00

3.443

3.567,00

Henriqueta Lisboa
Pró-Reitoria de PósGraduação
Pró-Reitoria de
Pesquisa
TOTAL

9

9,00

4.679

4.878,00

2

2,00

4.690

4.889,00

53

53,00

4.637

4.836,00

1

1,00

-

-

-

-

1

1,00

-

-

1

1,00

1

1,00

-

-

-

-

1

1,00

-

-

1

1,00

341.608,28

650.139

9.967.936,75

∗

119.610 119.610,00 414.270 6.417.734,61 160.987

3.772.200,42

694.867 10.309.545,03 44.728

Bibliotecária - Divisão de Formação e Desenvolvimento do Acervo - Biblioteca Universitária da UFMG. Especializanda em Gestão Estratégica da
Informação pela Escola de Ciência da Informação da UFMG. Minas Gerais - Av. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha .31 270 901- Belo Horizonte – Minas
Gerais – Brasil. E-mail: dfda@bu.ufmg.br
∗∗
Bibliotecária – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. Especializanda em Engenharia de Software e Automação pela PRODEMGE. Av.
Antônio Carlos, 6627 – Pampulha. 31 270 901 - BeloHorizonte – Minas Gerais – Brasil. E-mail: vilmacs@ufmg.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52013">
                <text>Inventário do acervo bibliográfico do Sistema de Bibliotecas da UFMG.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52014">
                <text>Silva, Dora Aparecida da; Souza, Vilma Carvalho de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52015">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52016">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52017">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52019">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52020">
                <text>O inventário do acervo bibliográfico do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais – SB/UFMG permitiu através do processamento e da análise dos dados patrimoniais, o conhecimento quantitativo (numérico e financeiro) e qualitativo (tipos de documentos, pontos fortes e fracos, formas de aquisição, movimentações de material bibliográfico) nos últimos vinte anos. Com a finalização do inventário as bibliotecas do SB/UFMG tornaram-se autônomas quanto as movimentações necessárias de suas coleções. Permitiu, também a mplementação de um sistema de segurança em todas as bibliotecas e a criação de uma política de formação e desenvolvimento do acervo. A mobilização de toda a comunidade universitária foi a grande responsável pelo sucesso desse trabalho, ressaltando as bibliotecas e suas equipes, assim como, toda a administração da universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68184">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4683" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3752">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4683/SNBU2004_004.pdf</src>
        <authentication>4964c609ddbdfefbce85120e715f159d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52066">
                    <text>PADRONIZAÇÃO DA COLETA DE DADOS NAS BIBLIOTECAS DO SIBI/USP
∗

Dorotéa Maris Estela Fill
Diva Carraro Andrade
Eliana Rotolo
Gláucia Maria Saia Cristianini
Manuela Gea Cabrera Reis
Maria Helena Souza Ronchesel
Nelci Ramos Aguila
Roberto Barsotti

RESUMO
A coleta de dados estatísticos no Sistema Integrado de Bibliotecas da USP –
SIBi/USP começou a ser realizada de forma padronizada e sistêmica a partir de
1987, utilizando como ferramenta o formulário denominado Relatório Individual
por Bibliotecas – RIBi. Este Relatório serve de base para produzir as tabelas do
SIBi/USP nas publicações: “Dados Estatísticos do Sistema Integrado de
Bibliotecas” e “Anuário Estatístico da USP” e fornece dados oficiais utilizados para
a elaboração de índices de distribuição de verbas do SIBi/USP e estudos de
diversas finalidades. Em consonância com o modelo de gestão implementado no
SIBi/USP em 2002, foi criado um projeto especifico para analisar e aprimorar o
RIBi cuja proposta foi avaliada e validada pelo Sistema. Apresentam-se as ações
empreendidas pela equipe na definição dos dados a serem coletados pelas
Bibliotecas ou extraídos diretamente do Banco de Dados Bibliográficos da USP –
DEDALUS e a revisão do Guia de Preenchimento do RIBi. Destaca-se a
necessidade de se obter o consenso das equipes do SIBi/USP com relação a
conceitos de informações estatísticas e a importância de se definir claramente a
forma de coleta para evitar dados incorretos nos relatórios. Visando facilitar todo o
processo de produção da informação estatística, foi disponibilizada em plataforma
Web uma base de dados para a coleta de dados anuais.
PALAVRAS-CHAVE: Coleta de dados. Dados estatísticos. Estatística em
bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO
O Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo –
SIBi/USP é constituído por um Conselho Supervisor, um Departamento Técnico e
um conjunto de 39 Bibliotecas, instaladas junto às Unidades Universitárias
distribuídas nos diversos “Campi”. A missão do SIBi/USP é promover o acesso à
informação por meio de programas cooperativos e de racionalização, com o

�estabelecimento de políticas, compartilhamento de recursos e normalização de
procedimentos, no âmbito das Bibliotecas da USP (UNIVERSIDADE, 2004).
O SIBi/USP dispõe de várias ferramentas para seu gerenciamento e entre
elas destaca-se o Relatório Individual por Bibliotecas – RIBi, que contém dados
estatísticos das Bibliotecas do Sistema, com diversas utilizações, tais como:
•

Elaborar tabelas para a publicação "Dados Estatísticos do SIBi/USP";

•

Produzir tabelas referentes ao SIBi/USP, para a publicação do "Anuário
Estatístico da USP";

•

Subsidiar a distribuição de verbas de dotação orçamentária às Bibliotecas
do Sistema;

•

Servir de instrumento sistêmico para estudos comparativos e de avaliação
de produtos e serviços oferecidos pelas Bibliotecas e outros estudos
realizados pelo Sistema;

•

Auxiliar no dimensionamento de recursos humanos para as Bibliotecas do
Sistema.
Como apresentado por Vergueiro e Carvalho (2000), as bibliotecas devem

apresentar práticas de trabalho e métodos gerenciais que respondam de forma
rápida e eficiente às demandas da sociedade e às necessidades de sua clientela.
A coleta de dados proposta pelo RIBi atende a uma demanda institucional e serve
de base para a distribuição de recursos orçamentários às Bibliotecas e a outras
finalidades internas, além de fornecer dados às publicações oficiais da
Universidade. Isto implica na necessidade de uma padronização dos dados
coletados e, principalmente, da forma de coleta, visando evitar ou, pelo menos,
minimizar erros de interpretação capazes de originar dados que não
correspondem à realidade e cujo uso posterior provoque distorções indesejáveis.
Desde sua origem, a coleta de dados para o RIBi é efetuada de uma só
vez, ao final de cada exercício. O que se pretende agora, com o desenvolvimento
de uma base de dados do RIBi, é oferecer às Bibliotecas um instrumento que lhes

�permita armazenar esses dados com a periodicidade que lhes for mais
conveniente (diária, semanal, mensal,...).
Com isso, além de responder à sua finalidade precípua como ferramenta
gerencial do Sistema, o RIBi passa a ser também um instrumento dinâmico que
permite às Bibliotecas efetuarem, a qualquer momento, controles estatísticos
individuais e acompanharem as informações cadastradas, passíveis de gerar
relatórios abrangendo determinados períodos com vistas a se estabelecer como
elemento fundamental no processo decisório das Bibliotecas e do Sistema.
De acordo com Morettin e Bussab (2003) a inferência estatística é a parte
da metodologia da Ciência que tem por objetivo, coletar, reduzir, analisar e
modelar dados e, a partir daí fazer a inferência para uma população da qual os
dados foram obtidos. Cumpre salientar que um aspecto importante da modelagem
dos dados é fazer previsões, a partir das quais se pode tomar decisões.
Para Chiavenato (2000) tomar decisões é fundamental na prática da
administração e, para aumentar a racionalidade do processo decisório, devem ser
incluídos os seguintes elementos: buscar toda informação relevante para o
assunto a ser decidido; ter capacidade para determinar preferências utilizando
algum tipo de mensuração e, também, a capacidade de selecionar a alternativa
que maximize a utilidade do tomador de decisão e minimize as conseqüências
negativas.
A partir das considerações expostas justifica-se a importância e a
necessidade de um padrão de coleta de dados que esteja direcionado aos
interesses da instituição para que possa servir, efetivamente, como um suporte
gerencial nas tomadas de decisão.

2 HISTÓRICO DO RIBi
A coleta de dados estatísticos no SIBi/USP começou a ser realizada de
forma sistêmica a partir de 1987. O Departamento Técnico do SIBi/USP
responsabilizou-se pela definição dos dados a serem coletados, elaborando

�instruções de preenchimento do formulário, com vistas à sua padronização, e ao
controle do envio e do recebimento desse formulário preenchido pelas Bibliotecas.
O Departamento Técnico do SIBi/USP desenvolveu em conjunto com o
Centro de Computação Eletrônica – CCE/USP um formulário padrão denominado
“Relatório Individual por Bibliotecas – RIBi”, permitindo que os dados coletados
junto às Bibliotecas fossem processados por um programa específico instalado
num computador UNISYS, visando a geração de relatórios. Esse formulário foi
sendo reformulado e ampliado ao longo do tempo, adaptando-se às novas
necessidades de informações do Sistema. Em 1995, a partir das propostas de
padronização de coleta de dados elaboradas pelo Grupo de Estudos de
Estatística em Bibliotecas e Elaboração de Relatórios, publicadas no manual de
procedimentos do SIBi: “Estatísticas em Bibliotecas da USP”, foi feita uma revisão
do conteúdo e das instruções de preenchimento do formulário para a entrada de
dados (UNIVERSIDADE, 1995).
O advento da microinformática permitiu ao Departamento Técnico elaborar
diretamente os programas do RIBi, sem auxílio do CCE/USP, utilizando
inicialmente a linguagem de programação Clipper e, em seguida o Visual FoxPro
para plataforma Windows. As instruções para a coleta de dados também foram
sendo revisadas e novas ferramentas passaram a ser utilizadas, como o aplicativo
Adobe Acrobat que permitiu a visualização do guia de preenchimento na íntegra
ou o seu download.
O modelo de gestão por projetos, implantado no SIBi/USP em 2002,
apontou a necessidade de aprimoramento do RIBi e, conseqüentemente, um
projeto especifico foi instituído com esta finalidade.

3 PROJETO RIBi
A gestão por projetos implementada no SIBi/USP, baseada no PMBOK –
Project Management Body of Knowledge1, obedece a uma série de procedimentos
de planejamento e execução dos projetos, tais como: elaboração de caderno do

�projeto, acompanhamento de pontos de controle e execução, avaliação do projeto
por especialistas do próprio Sistema ou externos à USP, validação do projeto
pelas diretorias das Bibliotecas do SIBi/USP e conclusão do projeto com relatório
final. O Projeto RIBi – “Aprimorar o Relatório Individual por Bibliotecas”, fez parte
desse modelo de gestão e seguiu ao longo de seu desenvolvimento todos os
procedimentos previamente estabelecidos.
A equipe do Projeto RIBi iniciou suas atividades em 8 de agosto de 2002 e
durante o período de 15 meses realizou treze reuniões. Esta equipe é constituída
por seis bibliotecários representantes das Bibliotecas do SIBi/USP e dois
bibliotecários do Departamento Técnico. Toda a documentação do Projeto se
encontra disponível no site de gestão de projetos do SIBi.
A elaboração do caderno de projeto foi a primeira atividade desenvolvida
pela equipe, contendo o planejamento para a execução das ações necessárias ao
desenvolvimento do trabalho. Os pontos de controle do projeto foram
documentados pelas atas das reuniões da equipe e por relatórios apresentados
às diretorias do Departamento Técnico e das Bibliotecas do SIBi/USP.
Para dar sustentação teórica ao trabalho realizou-se um levantamento
bibliográfico sobre estatísticas em bibliotecas, tanto na literatura nacional quanto
na internacional, além do que havia disponível na Internet. Os formulários de
coleta de dados utilizados por instituições como a Association of Research
Libraries2 - ARL (ASSOCIATION, 2001) e o National Center for Education
Statistics3 - NCES (NATIONAL, 2004) foram analisados e serviram de base para
complementar e revisar as informações do RIBi.
Na seqüência foi feita uma análise detalhada do formulário em uso, com o
objetivo de identificar entre os dados coletados aqueles que deveriam ser
mantidos, simplificados, alterados e/ou excluídos. Identificaram-se, também, os
dados que poderiam ser fornecidos diretamente pelo Banco de Dados
Bibliográfico da USP – DEDALUS – e aqueles que deveriam ser coletados pelas
Bibliotecas.
1
2

As sugestões encaminhadas anteriormente, pelas bibliotecas do

http://www.pmi.org/prod/groups/public/documents/info/pp_pmbokguide2000excerpts.pdf
http://www.arl.org

�Sistema, foram analisadas e, aquelas consideradas relevantes, incluídas no
documento.
Considerando-se

a

dificuldade

e

a

complexidade

na

coleta

de

determinados tipos de dados, alguns estudos específicos foram realizados, como
por exemplo: para a coleta de dados sobre freqüência e assistência ao usuário.
Neste caso foi testado o método da semana típica, recomendado pela American
National

Standads

Institute/National

Information

Standars

Organization

-

ANSI/NISO, que elaborou a norma Z39.7-1995 e a minuta para uso experimental
desta norma na versão Z39.7-2002.

Este método consiste em coletar dados

durante uma semana (5 ou 6 dias consecutivos) em período normal de abertura
da Biblioteca, podendo extrapolar os dados coletados para as demais semanas
do ano (NATIONAL, 2004). Após o teste concluiu-se que ao extrapolar os dados o
resultado não foi confiável embora o método possa ser utilizado para outras
finalidades e assim prosseguem os estudos relativos a esse assunto.
A etapa seguinte visou adaptar o texto do “Guia para Cadastramento de
Informações” ao novo formulário, complementando as informações que poderiam
gerar dúvidas na coleta dos dados, e que resultou num novo documento
denominado “Guia para preenchimento do RIBi”.

3.1 VALIDAÇÃO DO PROJETO
Seguindo o modelo de gestão adotado, o Projeto foi avaliado por
especialistas e, em seguida, validado pelas diretorias das Bibliotecas. O processo
de validação que, devido à complexidade do documento, não pôde ser presencial,
constou das seguintes etapas:
•

Envio de um formulário para validação do Projeto juntamente com o “Guia
para Preenchimento do RIBi”, para que as diretorias das Bibliotecas se
manifestassem a respeito do Projeto;

3

http://nces.ed.gov

�•

Elaboração de quadros contendo as sugestões das diretorias das
Bibliotecas, visando facilitar sua análise por parte da equipe do Projeto.
Considerando que a obtenção de um índice de aprovação de 100% em
todos os itens propostos seria praticamente impossível, optou-se por
estabelecer um valor referencial para indicar quais itens poderiam ser
considerados como aceitos. Este valor foi fixado em 85%, ou seja; os itens
que recebessem a aprovação de mais de 85% das diretorias das
Bibliotecas seriam mantidos. Dessa forma, poucos itens foram revisados
pela equipe para obter consenso na coleta de dados. Na revisão dos itens
também foram estabelecidos critérios para encontrar uma solução ideal.

•

Elaboração do documento “Relatório de Validação do Projeto”, contendo
os itens sugeridos pelas diretorias das Bibliotecas e as justificativas da
equipe do Projeto sobre os itens com maior índice de rejeição;

•

Análise das sugestões das diretorias das Bibliotecas e inclusão no
Relatório de Validação daquelas consideradas importantes para o
Sistema. Com isso, o “Guia para Preenchimento do RIBi”, foi alterado e
encaminhado novamente às diretorias das Bibliotecas, juntamente com o
Relatório de Validação do Projeto.

3.2 BASE DE DADOS
Atendendo à recomendação da equipe do Projeto o Departamento Técnico
do SIBi/USP desenvolveu uma base de dados para o RIBi, utilizando a linguagem
de programação PHP/MySQL, em ambiente Web, possibilitando a entrada de
dados e geração de relatórios para o exercício vigente. Atualmente a
programação desta base está sendo ampliada com a finalidade de permitir ao
operador da Biblioteca efetuar a entrada diária, mensal ou anual de dados e
selecionar qualquer período de tempo para a emissão de relatórios. Os dados
provenientes de processamentos realizados no Banco de Dados Bibliográficos da
USP serão inseridos mensalmente na base, permitindo o acompanhamento das
atividades executadas pelo Departamento Técnico ou pelas Bibliotecas.

�A partir dos estudos realizados pela equipe do Projeto o Relatório foi
modificado e, hoje, os dados coletados são:
Dados coletados pelas Bibliotecas:
•

Identificação da Biblioteca – nome do responsável pela Biblioteca, nome
da Biblioteca, registro no CRB/8, endereço, fone, fax, e-mail e home
page.

•

Estrutura organizacional – tipo de estrutura organizacional (Seção,
Serviço, Divisão ou Outros tipo), data de aprovação e número do
processo.

•

Informações complementares – tipo de subordinação administrativa, se
possui Comissão de Biblioteca, regimento da Comissão, regimento e
regulamento dos serviços de Biblioteca.

•

Horário de funcionamento – indicação do horário em que a Biblioteca
permanece aberta ao público no período letivo e nas férias escolares.

•

Área física – total da área física, ampliação e/ou redução realizadas no
período.

•

Recursos humanos – número de funcionários de nível superior (com
graduação, especialização, mestrado ou doutorado), nível técnico ou
nível básico e número de vagas não preenchidas.

•

Capacitação de recursos humanos – participação de funcionários de
nível superior, técnico e básico em eventos, cursos de pós-graduação
(especialização, mestrado ou doutorado) e cursos em geral (com vistas
à capacitação gerencial, à capacitação para serviços e/ou à tecnologia
de informação e comunicação – TIC).

•

Aquisição – indicação de itens adquiridos por compra, permuta e
doação de livros, teses, títulos de periódicos correntes, multimeios e

�outros tipos de materiais, subdivididos por tipo de procedência (nacional
ou internacional).
•

Acervo – indicação de itens incorporados ao acervo de livros, teses,
títulos e fascículos de periódicos, multimeios e outros tipos de materiais
com especificação do número de materiais cadastrados no DEDALUS
até o ano anterior, processados no ano, baixas efetuadas e materiais
aguardando cadastramento no DEDALUS.

•

Usuários – número de usuários inscritos e potenciais da USP
(docentes/pesquisadores, discentes de graduação, discentes de pósgraduação e outros usuários) e número de usuários inscritos externos à
USP.

•

Freqüência de usuários – número de usuários da USP e externos à
USP que freqüentaram a Biblioteca.

•

Circulação – número de empréstimos, consultas, empréstimos entre
Bibliotecas (como Biblioteca fornecedora e Biblioteca solicitante).

•

Comutação bibliográfica – número de pedidos atendidos e pedidos não
atendidos de comutação nacional (SIBi/USP, COMUT, BIREME e
outras) e comutação internacional como Biblioteca fornecedora e como
Biblioteca solicitante.

•

Capacitação de usuários – informações sobre capacitação de usuários
realizada de forma planejada pela Biblioteca.

•

Assistência ao usuário – número de assistências efetuadas aos
usuários.

•

Normalização

técnica

–

número

de

publicações

bibliográficas normalizadas para os usuários.

e

referências

�•

Equipamentos

de

informática

–

número

de

equipamentos

(microcomputador, impressora, scanner e outros) disponíveis aos
usuários e funcionários.
•

Inclusão de informações em bases de dados – informações sobre bases
de dados mantidas pela Biblioteca disponíveis para consultas. Registrase o nome da base, tipo (base local, nacional ou internacional) e
número de registros cadastrados no período.

•

Publicações da Biblioteca – indicação de títulos de publicações
elaboradas pela Biblioteca, contendo informações de periodicidade,
formato (impresso e/ou on-line) e forma de distribuição (compra,
permuta e/ou doação).

•

Publicações oficiais da Unidade com participação da Biblioteca –
indicação de títulos de publicações oficiais da Unidade editadas com
participação da Biblioteca, apresentando informações de periodicidade,
formato (impresso e/ou on-line), forma de distribuição (compra, permuta
e/ou doação) e nível de participação da Biblioteca (Comissão
responsável pela publicação, editoração, normalização técnica, infraestrutura administrativa, produção gráfica, distribuição e/ou divulgação).

•

Projetos do SIBi/USP – informações sobre projetos em vigor no período
mantidos pela Biblioteca. Apresenta-se o titulo do projeto, descrição,
data de inicio e finalização, patrocinadores, recursos recebidos de
patrocinadores

(financeiros,

materiais

e

humanos),

pessoal

da

Biblioteca envolvido, resultados obtidos e URL do projeto.
•

Eventos promovidos pela Biblioteca – informações sobre eventos
realizados pela Biblioteca. Indicam-se o nome, o período, os
patrocinadores e o tipo do evento.

Dados fornecidos pelo Departamento Técnico ou retirados diretamente do
Banco de Dados Bibliográficos da USP – DEDALUS:

�•

Inclusão de informações no Banco DEDALUS – total de itens
cadastrados no ano e itens acumulados até o período nas bases de
Livros, Seriados, Teses USP e Produção USP.

•

Inclusão de informações na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
do Portal do Conhecimento.

•

Produção científica da equipe do SIBi/USP – total de itens cadastrados
no ano e itens acumulados até o período.

•

Aquisição de materiais bibliográficos com recursos da dotação
orçamentária.

•

Programa de preservação e conservação de materiais bibliográficos da
USP, com recursos da dotação orçamentária.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A padronização dos dados, a definição de conceitos claros nas instruções
de coleta e a criação da base de dados foram os focos principais deste estudo.
Para que essa padronização fosse eficaz foi necessário obter primeiramente
consenso, entre as Bibliotecas do Sistema, sobre quais dados deveriam ser
coletados e qual seria a forma de coleta. Certamente esta tarefa não foi fácil por
tratar-se de um Sistema onde trabalham cerca de 300 funcionários de nível
superior (bibliotecários e analistas de sistemas) e cerca de 450 funcionários de
nível técnico e básico que, em sua maioria, contribuem direta ou indiretamente
para a realização da coleta de dados estatísticos nas Bibliotecas. Apesar das
dificuldades, esta padronização foi obtida. Contudo, por se tratar de instrumento
dinâmico de coleta de dados, o RIBi estará sujeito a alterações periódicas
refletindo as novas necessidades do Sistema e levando em conta os avanços na
área de informática. Por outro lado, o desenvolvimento de uma base de dados
para o RIBi, em ambiente Web, será um instrumento útil de controle periódico,
além de facilitar todo o processo de produção da informação estatística,

�considerando-se que, desde a coleta de dados até o relatório final, todas as
etapas poderão ser executadas a partir dessa base de dados.

STANDARDIZATION OF DATA COLLECTION IN THE LIBRARIES OF SIBI/USP
ABSTRACT
The collection of statistical data in USP´s Integrated Library System - SIBi/USP
started to be performed in a standardized and systemic form, in 1987, using as a
tool the Form termed as Library Individual Report - RIBi. This Report serves as a
base for SIBi/USP to produce its Tables in publications: "Statistical Data of the
Integrated Library System" and "USP´s Statistical Yearbook", provides official data
used for the compilation of fund distribution indexes for SIBi/USP and studies of
various purposes. In accordance with the model of management implemented at
the SIBi/USP in 2002, a specific project has been created to analyze and improve
the RIBi whose proposal was evaluated and validated by the System. The actions
undertaken by the team in the definition of the data to be collected by the libraries
or extracted directly from USP`s Bibliographic Database – DEDALUS, and the
revision of RIBi´s Form are presented. The needs to reach a consensus within the
staffs of SIBi/USP regarding the concepts of statistical information and the
importance of clearly defining the mode of collection, so as to prevent
misinterpretation of the reports, are highlighted. Aiming at facilitating all the
process in which statistical information is produced, a database for the collection
of annual data has been available in a Web platform.
KEYWORDS: Data Collection. Statistical data. Statistic in libraries.

REFERÊNCIAS
ASSOCIATION RESEARCH LIBRARIES. ARL statistics questionnaire, 200001. Disponível em: &lt;http:www.arl.org/stats/mailing/m01/01survey.pdf&gt;. Acesso
em: 12 de julho de 2004.
CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos. 6.ed. Rio de Janeiro:
Campus, 2000.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 2789:1991
Information and documentation – International library statistics. 2. ed. Geneve:
ISO, 1991.

�MORETTIN, P. A.; BUSSAB, W.O. Estatística básica. 5.ed. São Paulo: Saraiva,
2003.
NATIONAL CENTER FOR EDUCATION STATISTICS. Academic libraries:
2000. Disponível em: &lt;http://nces.ed.gov/pubs2004/2004317.PDF&gt;. Acesso em:
5 maio 2004.
NATIONAL INFORMATION STANDARDS ORGANIZATION. NISO Z39.7-200X
Draft: Information Services and Use: Metrics &amp; statistics for libraries and
information providers--Data Dictionary. Disponível em:
&lt;http://www.niso.org/emetrics/current/appendixA.html&gt;. Acesso em: 5 maio 2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS.
SIBiNet. Disponível em: &lt;http://www.usp.br/sibi/&gt;. Acesso em: 12 de julho de
2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS.
DEPARTAMENTO TÉCNICO. Dados estatísticos do Sistema Integrado de
Bibliotecas: 2003. São Paulo: SIBi/USP, 2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECA.
GRUPO DE ESTUDOS DE ESTATÍSTICA EM BIBLIOTECAS E ELABORAÇÃO
DE RELATÓRIOS. Estatísticas em bibliotecas da USP: procedimentos para
coleta de dados e elaboração de relatórios. São Paulo: SIBi/USP, 1995.
VERGUEIRO, W.C.S.; CARVALHO, T. Indicadores de qualidade em bibliotecas
universitárias brasileiras In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
E DOCUMENTAÇÃO, 19., 2000, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre : Associação
RioGrandense de Bibliotecários, 2000. CD-ROM.

∗

Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo – Departamento Técnico - Av. Prof. Luciano
Gualberto, Trav. J, 374 – 1º andar 05586060 – São Paulo – SP – Brasil – dtsibi@org.usp.br;
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) - Faculdade de Filosofia Letras e
Ciências Humanas. Av. Prof. Lineu Prestes, trav 12, 350, Cidade Universitária, São Paulo, SP, Brasil.
bibfflch@edu.usp.br;
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) - Museu de Arqueologia e
Etnologia Av. Prof. Almeida Prado 1466, 05508-070 - Cid. Universitária, São Paulo, SP – Brasil bibmae@edu.usp.br;
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) - Instituto de Ciências
Matemáticas e de Computação de São Carlos. Av. Trabalhador São Carlense 400 – Centro - 13566-590 São Carlos, SP – Brasil – glaucia@icmc.usp.br ;
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) - Escola Politécnica
Av. Prof. Luciano Gualberto - Trav. 3, 380 (prédio da administração) Térreo, 05508-010 - Cid. Universitária,
São Paulo, SP – Brasil - bibepcen@org.usp.br;

�Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) - Faculdade de Odontologia de
Bauru - Al. Dr. Octávio Pinheiro Brisola 9-75 - 17012-901 - Bauru, SP – Brasil - sbd@fob.usp.br ;
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) - Instituto Oceanográfico
Praça do Oceanográfico 191 - 05508-120 - Cid. Universitária, São Paulo, SP – Brasil biblio@edu.usp.br
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo – Departamento Técnico Av. Prof. Luciano
Gualberto, Trav. J, 374 – 1º andar - 05586060 – São Paulo – SP – Brasil - dtsibi@org.usp.br.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52040">
                <text>Padronização da coleta de dados nas bibliotecas do SIBi/USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52041">
                <text>Fill, Dorotéa Maris Estela et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52042">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52043">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52044">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52046">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52047">
                <text>A coleta de dados estatísticos no Sistema Integrado de Bibliotecas da USP – IBi/USP começou a ser realizada de forma padronizada e sistêmica a partir de 1987, utilizando como ferramenta o formulário denominado Relatório Individual por Bibliotecas – RIBi. Este Relatório serve de base para produzir as tabelas do SIBi/USP nas publicações: “Dados Estatísticos do Sistema Integrado de Bibliotecas” e “Anuário Estatístico da USP” e fornece dados oficiais utilizados para a elaboração de índices de distribuição de verbas do SIBi/USP e estudos de diversas finalidades. Em consonância com o modelo de gestão implementado no SIBi/USP em 2002, foi criado um projeto especifico para analisar e aprimorar o RIBi cuja proposta foi avaliada e validada pelo Sistema. Apresentam-se as ações empreendidas pela equipe na definição dos dados a serem coletados pelas Bibliotecas ou extraídos diretamente do Banco de Dados Bibliográficos da USP – DEDALUS e a revisão do Guia de Preenchimento do RIBi. Destaca-se a necessidade de se obter o consenso das equipes do SIBi/USP com relação a conceitos de informações estatísticas e a importância de se definir claramente a forma forma de coleta para evitar dados incorretos nos relatórios. Visando facilitar todo o processo de produção da informação estatística, foi disponibilizada em plataforma Web uma base de dados para a coleta de dados anuais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68187">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4686" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3754">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4686/SNBU2004_005.pdf</src>
        <authentication>58e7ba692db5654f23558f65600cbe00</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52093">
                    <text>PROPOSTA DE MODERNIZAÇÃO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFPB

ARAÚJO, Eliany Alvarenga

∗

SANTOS, Edilene Galdino
LIMA, Izabel França
SANTOS, Mônica de Paiva

RESUMO
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba –UFPB está,
atualmente, estruturado pelas: Biblioteca Central – Campus I, João Pessoa,
Biblioteca Setorial – Campus II, Areia, Biblioteca Setorial – Campus III,
Bananeiras. Esta estrutura oficial convive com uma outra estrutura informal
composta por 15 bibliotecas existentes no Campus I. Estas bibliotecas surgiram
das necessidades informacionais de professores e alunos em manter o acervo
mais próximo aos seus locais de trabalho. A metodologia baseou-se em
questionários e entrevistas semi-estruturadas. Os dados quantitativos foram
organizados através de quadros e tabelas e os dados qualitativos foram reunidos
em categorias temáticas. A análise destes dados foi feita através de reflexão
auxiliada pela literatura nacional. Os dados levantados mostram a precariedade
de funcionamento e recursos materiais e humanos dessas bibliotecas. Confirmam
também, a necessidade de uma modernização do Sistema de Bibliotecas da
UFPB como um todo. Necessita oficialização e desenvolvimento de padrões para
o funcionamento da seguinte estrutura: espaço físico, informatizações, acervo,
serviços e produtos de informação, recursos humanos, estrutura organizacional e
tratamento técnico da informação. Diante desta realidade, este estudo propõe um
redimencionamento do Sistema de Bibliotecas da UFPB a partir de dados
levantados junto a estas bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba-UFPB surgiram à
medida que faculdades, escolas e institutos foram sendo criados.

Com a

implantação da Reforma Universitária, em 1972, essas unidades de ensino
isoladas foram transformadas em departamentos, atrelados a uma administração
intermediária de Centros. Conseqüentemente houve a fusão dessas bibliotecas
por áreas de conhecimento, que foram designadas bibliotecas setoriais de seus
respectivos Centros (SITONIO, DUTRA, 1984). Segundo Sitonio e Dutra (1984),

�“todos estes órgão funcionavam isoladamente, sem uma política de ação definida
e nenhuma coordenação central”.
A idéia de uma biblioteca central nasceu cedo, mas só foi concretizada em
1980, com a construção do prédio e a aprovação, pelo CONSEPE, do
Regulamento do Sistema de Bibliotecas, que ficou estruturado com a Biblioteca
Central - sendo a junção de todas as bibliotecas departamentais do campus I,
localizadas em João Pessoa e as Bibliotecas Setoriais, sendo as bibliotecas
localizadas nos 06 (seis) campi do interior; totalizando em número de 07 (sete)
bibliotecas. A Biblioteca Central, em relação às Bibliotecas Setoriais, ficou como
órgão central e coordenador geral das atividades do Sistema de Bibliotecas;
centralizando,

apenas,

os

serviços

de

aquisição

(compra)

de

material

bibliográfico.
Com a criação da Universidade Federal de Campina Grande-UFCG em
2002 o Sistema de Bibliotecas da UFPB foi reestruturado e atualmente conta com
as seguintes bibliotecas: Biblioteca Central – Campus I, João Pessoa; Biblioteca
Setorial – Campus II, Areia; Biblioteca Setorial – Campus III, Bananeiras.
No campus I esta estrutura oficial convive com uma outra estrutura informal
composta por 15 bibliotecas. Assim, temos que no decorrer da década de 90
foram criadas estas novas bibliotecas que ainda não constam no organograma do
Sistema de Bibliotecas da UFPB. Destas bibliotecas, 13 foram pesquisadas as
quais estão identificadas a seguir:
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA;
Biblioteca Vanildo de Brito – Centro Humanas, Letras e Artes – CCHLA; Biblioteca
de Matemática, de Geociências, de Química, de Física, e de Sistemática e
Ecologia - do Centro de Ciências Exatas e da Natureza – CCEN; Biblioteca do
Hospital Universitário Lauro Wanderley - HU; Biblioteca de Odontologia – Centro
de Ciências da Saúde – CCS; Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas – CCJ;
Biblioteca Profa. Valneide de Almeida e Biblioteca do Programa de PósGraduação em Educação do Centro de Educação – CE; Biblioteca do Centro de
Tecnologia e Biblioteca do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de

�Produção. – Centro de Tecnologia – CT. São bibliotecas de departamentos e de
centros que surgiram das necessidades informacionais de professores e alunos
em manter o acervo mais próximo aos seus locais de trabalho. A proliferação
dessas bibliotecas revela uma tendência a descentralização do acervo no campus
I, o que nos permite propor um redimensionamento do Sistema de Bibliotecas da
UFPB.
De um modo geral, segundo dados levantados por esta pesquisa - a
situação dessas bibliotecas se caracteriza por precariedade de funcionamento e
de recursos materiais e humanos. A situação de irregularidades administrativa e
organizacional destas bibliotecas gera vários problemas, tais como: ausência de
verbas regulares para renovação de acervos e manutenção e equipamentos,
ausência de padronização sistêmica, qualidade reduzida na prestação de serviços
e geração de produtos, ausência de bibliotecários Tal situação evidencia a
necessidade de oficialização das mesmas em termos organizacionais e o
desenvolvimento de padrões para os seguintes elementos: espaço físico,
informatização, acervo, serviços e produtos de informação, recursos humano,
estrutura organizacional e tratamento técnico da informação.

2 OBJETIVOS

2.1 GERAL
Elaborar uma proposta de redimensionamento para o Sistema de
Bibliotecas da UFPB, no Campus I – João Pessoa.

2.2 ESPECÍFICOS

- Identificar as bibliotecas informais existentes no campus I;
- Verificar “in loco” as condições de funcionamento dessas bibliotecas;

�- Diagnosticar a atual situação destas bibliotecas.
- Apresentar prognóstico no sentido de redimensionar o atual sistema de
bibliotecas da UFPB,
- Propor a oficialização, mediante critérios a serem adotados, das bibliotecas
estudadas.

3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Apesar de toda a problemática por que passa a universidade brasileira
desde sua criação na década de 60, a qual tomou-se por modelo o sistema norte
americano mais tecnicista rompendo em parte com o modelo europeu mais
humanista, continua sendo vista como um centro de excelência formadora do
pensamento e de inovação tecnologias. Nesse contexto, deve ser a biblioteca
universitária compreendida como o coração do centro de excelência que é a
Universidade, servindo às funções de ensino, pesquisa, geração de informação,
transmissão da ciência e cultura para posteridade.
Hoje a universidade brasileira ainda sofre de crise de identidade não
superada. Esta crise se reflete também nas bibliotecas universitárias. Segundo
Dobedei

et al. (1998) as bibliotecas universitárias brasileiras possuem um

sistema híbrido por exercerem uma função administrativa e educativa quando,
...não só administram o patrimônio informacional da universidade
(incluindo-se seu aspecto físico) como exercem uma função
educativa, ao orientar os usuários na utilização da informação
para atingir suas metas... (DOBEDEI et al., 1998)

Ações como PNBU (Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias) e o
PROBIB (Programa Nacional de Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior),
extintos em 1995, foram marcos na implantação de mudanças no sistema
estrutural das bibliotecas universitárias brasileiras (RUSSO, 2004). Dentro do
PNBU uma das propostas coordenadas por Mercadante era oferecer modelos
estruturais e definições das funções sejam centralizadas ou descentralizadas para
as bibliotecas universitárias.

�Atualmente, sem um plano nacional para fazer as mudanças necessárias,
algumas bibliotecas brasileiras buscam seu caminho de acordo com as
tendências de automação de seus serviços, uma exigência da sociedade atual bem como procurando solucionar seus problemas locais. Assim sofrem
transformações estruturais a partir de avaliação, algumas adotando inclusive a
criação de uma coordenação que gerencie todo o sistema seja do contexto
funcional centralizado ou descentralizado.
Dessa forma há uma reavaliação do sistema organizacional e seus
modelos adotados, tendo em vista que as Universidades e Bibliotecas
Universitárias são agências sociais, organizadas para atender às necessidades
de um grupo social ou da sociedade em geral. Mercadante(1990 apud DODEBEI
et al., 1998), expõe que:
A escolha de estruturas organizacionais não se dá por acaso. Tem
que se considerar o aspecto histórico da instituição como um dos
principais fatores determinantes da adoção de medidas de
estruturação numa organização. Isso é válido para bibliotecas
universitárias porque, historicamente, a maioria delas se formou a
partir de uma única unidade, com posterior desdobramento para
bibliotecas departamentais, depois setoriais e, hoje, grande parte
tem uma estrutura centralizada, em forma de sistema.

Com as transformações resultantes das mudanças sociais, Instituições de
ensino superior e Bibliotecas Universitárias precisaram modernizar-se, para
atender a formação de profissionais e pesquisadores, nos diversos campos do
conhecimento, com a missão precípua de produzir conhecimento e garantir a
dinâmica da disseminação da informação (DODEBEI et al., 1998).
Nessa ótica é que alguns dos modelos de estruturas organizacionais
constatados na literatura são sistêmicos e sofreram mudanças a partir de
avaliação e análise de suas estruturas, vejamos a seguir:
O Sistema de Bibliotecas da UFMG é coordenado tecnicamente pela
biblioteca universitária (BU) e composto por 28 bibliotecas setoriais por áreas. A
BU, órgão suplementar na estrutura organizacional da UFMG, vinculada ã
Reitoria, é a unidade coordenadora do Sistema de Bibliotecas da UFMGSM/UFMG sendo responsável pelo estabelecimento de normas e diretrizes que

�visem subsidiar as bibliotecas setoriais na prestação de serviços e produtos de
informação; na aplicação de recursos orçamentários na aquisição centralizada de
material bibliográfico e não bibliográfico, e, no estabelecimento, definição e
aplicação da política de pessoal técnico (bibliotecário) no que se refere à lotação,
movimentação interna, treinamento e desenvolvimento profissional
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP – SBU é constituído pelo Órgão
Colegiado, Biblioteca Central (coordenadora do sistema), 19 Bibliotecas
Seccionais e Comissões de Bibliotecas, estando as Seccionais subordinadas
administrativamente às Unidades de Ensino e Pesquisa, ao Centro de Lógica e
Epistemologia e aos Colégios Técnicos, respectivamente, e tecnicamente à
Biblioteca Central.
O Sistema Integrado de Bibliotecas da USP é constituído por um Conselho
Supervisor, um Departamento Técnico e um conjunto de 39 Bibliotecas,
instaladas junto às Unidades Universitárias dos diversos “campi”.
O Sistema de Bibliotecas da UFRN, e composto pela Biblioteca
Central BCZM, que é unidade suplementar, vinculada à Reitoria, diretamente
subordinado ao Reitor, É órgão central executivo, responsável pela administração,
planejamento, coordenação e fiscalização das atividades do SISBI/UFRN. Tem a
missão de fornecer suporte informacional, em todos os formatos, às atividades de
ensino, pesquisa e extensão da UFRN. Tem um conselho consultivo, denominado
Comitê de Usuários, Bibliotecas Setoriais e especializadas.
Basicamente todas estas bibliotecas têm uma mesma estrutura: são
unidades

suplementares,

estão

subordinadas

diretamente

ao

reitor

da

universidade e, coordenam todo o sistema; diferenciando-se nos níveis de
centralização (aquisição, processamento técnico, coordenação etc).

Alguns

desses Sistemas destacam-se dos demais por terem em sua estrutura um órgão
acima da Biblioteca Central que coordena todas as bibliotecas.
A Biblioteca Universitária para funcionar de maneira satisfatória necessita
de uma atenção especial a sua infra-estrutura física citando alguns itens mais

�importantes de acordo com as orientações do MEC/SESU (2002) para as
Instituições de Ensino Superior:
-

Área física que comporte a coleção os serviços e toda a estrutura
organizacional da biblioteca;

-

Condições adequadas de armazenamento e preservação;

-

Facilidade de acesso ao prédio e ao acervo por parte do usuário
externo, bem como do usuário portador de necessidades especiais.

-

Instalações de ambientes de estudo;

-

Infra-estrutura de rede elétrica e sistema de ar que comporte às
necessidade de informatização e automação.

-

Estruturação de informatização e automatização do sistema de serviços
oferecidos.

Impossível na atualidade, pensar um sistema de biblioteca universitária no
que concerne a Informatização e automação sem aderir às Novas Tecnologias
de Informação e Comunicação (NTICs), para tanto, deve-se fazer investimento
em aquisição de equipamentos e programas, bem como na instalação de infraestrutura adequada de energia que suporte o funcionamento sem colapso desse
sistema.
A adesão as NTICs é fator preponderante na existência de representação
de todo o acervo no sistema de informação utilizado, com possibilidade de acesso
remoto dentro da Instituição e fora da mesma. Realizando a importação e
exportação dos registros documentários em padrão de intercâmbio, ou seja
adoção de “software” que seja capaz de realizar com eficácia as possibilidades de
serviços e recuperação da informação constituída no acervo.
O acervo deve ter uma estrutura de maneira a atender os preceitos da
Universidade quanto aos seus objetivos principais que incluem o ensino,a
pesquisa e a extensao. Faz-se necessária atenção para uma política de seleção
que contemple todo o sistema de bibliotecas da Universidade estabelecendo
prioridades para aquisição, observando a composição das bibliotecas setoriais.

�Quanto aos recursos humanos, faz-se necessário relacionar com a
qualidade dos serviços oferecidos pela biblioteca, uma vez que o nível de
qualificação de pessoal é fator imprescindível para se alcançar índices de
qualidade nos serviços, além de uma conscientização do pessoal quanto à
importância e valorização do cliente externo.
È também de importância que se constitua uma equipe em proporção que
possa manter o funcionamento da biblioteca condizente com os turnos dos
cursos.
O tratamento técnico da informação deve ser gerido pela biblioteca
central, de forma a dar unidade na catalogação, classificação e indexação do
acervo, através de um sistema que dê cobertura de rede e automação
compartilhada, fazendo-se necessário um ”software” que corresponda às
expectativas do usuário externo e favoreça a segurança de um trabalho promissor
por parte da clientela interna do sistema de biblioteca.
Pode ser gerido pela biblioteca central, de forma a dar unidade na
catalogação, classificação e indexação do acervo, através de um sistema que dê
cobertura de rede e automação compartilhada, fazendo-se necessário um
”software” que corresponda às expectativas do usuário externo e favorecendo a
segurança, de um trabalho promissor por parte da clientela interna do sistema de
biblioteca.

4 METODOLOGIA
O campo de estudo desta pesquisa estruturou-se a partir de 13 bibliotecas
informais situadas no campus I da UFPB – João Pessoa, as quais foram citadas
na introdução deste texto.
A pesquisa estruturou-se a partir do desenvolvimento das seguintes
etapas:
- Revisão de literatura enfocando os modelos existentes;

�- Diagnóstico baseado em levantamento de dados coletados por alunos do
Curso de Graduação em Biblioteconomia/Disciplina – Planejamento Bibliotecário
– semestre 2003.2 sobre a situação atual de 13 bibliotecas informais existentes
no Campus I da UFPB – João Pessoa. Os dados foram coletados através de
questionário e entrevistas direcionadas simultaneamente para os dirigentes ou
responsável pelas Bibliotecas;
- Elaboração de prognóstico no sentido de propor um redimensionamento
do atual Sistema de Bibliotecas da UFPB.

4.1 ANALISE DOS DADOS:
Em termos de espaço físico temos que nenhuma das bibliotecas
pesquisadas possui planta baixa. Tal situação evidencia a ausência de
planejamento, uma vez que tais organizações foram simplesmente agregadas ao
espaço físico já existente. Em relação ao layout, com exceção da biblioteca do
CCSA, todos os pesquisados afirmaram que as bibliotecas não possuem tal
elemento. Aqui temos a confirmação da ausência de planejamento bibliotecário
em tal contexto. Outros elementos (iluminação, ventilação, segurança e
instalações elétricas e hidráulicas) relativos ao item espaço físico a ventilação
artificial está presente em todas as unidades pesquisadas. A iluminação também
se dá de forma artificial majoritariamente. Em termos de segurança 50% das
bibliotecas não têm extintores e 70% não têm grades ou portas reforçadas.
A informatização foi pesquisada e os dados coletados nos permitem
afirmar que 80% das bibliotecas informais não tem nenhuma ação voltada para tal
questão. A única exceção são as biblioteca do CCJ e a biblioteca do CCSA que
usam o ORTODOCs e MICROISIS respectivamente, no processamento técnico.
Ainda em relação a este item temos que os poucos computadores utilizados são
equipamentos ultrapassados e sem manutenção. Vale salientar que estas
bibliotecas não utilizam nenhuma base de dados.
Os acervos das bibliotecas pesquisadas se encontram desatualizados. As
formas de aquisição se concentram prioritariamente no recebimento de doações

�feitas, principalmente por professores e alunos. Os quantitativos dos acervos
variam entre 500 a 10.000 volumes. O estado físico das obras varia entre péssimo
e regular.
Os serviços de informação oferecidos são os seguintes: empréstimo
(85%), orientação no uso da biblioteca (80%). As bibliotecas pesquisadas
oferecerem apenas o material processado como produto de informação.
O item recursos humanos apresenta-se da seguinte forma: 60% de
bibliotecários e 40% de funcionários técnicos administrativos. O treinamento mais
atual foi realizado em novembro de 2003. Entretanto apenas 30% dos recursos
humanos pesquisados participaram deste treinamento desenvolvido pela
Biblioteca Central da UFPB.
A estrutura organizacional destas bibliotecas é inadequada, pois os itens
pesquisados sobre este tema revelam a inexistência de vinculação destas
bibliotecas à estrutura dos centros onde estão localizadas. É a confirmação da
informalidade organizacional que já vínhamos comentando anteriormente. Como
conseqüência

imediata

temos

que

estas

bibliotecas

não

têm

dotação

orçamentária e assim sendo não dispõe de recursos financeiros próprios, o que
impossibilita qualquer ação planejada.
O item tratamento técnico das coleções obteve dados que revelam um
bom nível de organização, uma vez que os acervos, em sua maioria (80%) se
encontram catalogados e classificados.

�Bibliotecas

Estrutura
Organizacional

CCJ

Não possui

Espaço

Informatização Acervo Recursos

Físico
75,08m2

Humanos

20,00 m2

Produção
CCHLA

Home Biblio
(MS-DOIS)

Não possui

164,83 m2 Não está
Informatizada

CCSA

Não possui

Técnico

Sim -Ortodocs 10.000 Bibliotec. AACR2 /
vols.

Engenharia Não possui

Tratamento

169,00 m2 Microisis

4.000
vols.

CDU
Bibliotec. Não há
serv.pres.

10.000 Não há

CDU

vols.
9.000

Bibliotec. CDU

vols.
CT

Não possui

21,41 m2

Não está
Informatizada

Ecología

Não possui

73,32 m2

(CCEN)
Geociencia

Informatizada
Não possui

86,96 m2

(CCEN)

104,88 m2 Não soube

(CCEN)

informar
Não possui

93,80 m2

Não está
Informatizada

(CCEN)
HU

Não está
Informatizada

Matemática Não possui

Química

Não está

Sem dados

125,88 m2 Não está
Informatizada

Física
(CCEN)

Não possui

Sem

Não soube

dados

informar

1.000

Bibliotec. Não há

vols.
1.000

Não há

Não há

vols.
2.500
vols.
2.500

Bibliotec. AACR2/
serv.pres DCU
Bibliotec. AACR2
DCU

vols.
1.000

Não há

Não há

vols.
1.000

Bibliotec. Sem dados

vols.
4.000
vols.

Não há

Sem dados

/

�50,72 m2

Odontologia Não possui

Não está

500

Informatizada

(CCS)
Educação

70,20 m2

Não possui

Não soube
informar

Bibliotec. Não há

vols.
1.000

Não há

Sem dados

vols.

Fonte: Dados da Pesquisa

QUADRO 1 – Diagnóstico das Bibliotecas Informais da UFPB

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do estado diagnosticado das bibliotecas informais do Campus I da
UFPB, faz –se imprescindíveis ações voltadas a sanar os aspectos negativos que
impedem um funcionamento racional e eficaz, a que se propõe a biblioteca
universitária ou inserida no contexto universitário.
O modelo de sistema híbrido parece ser o mais adequado ao contexto da
UFPB, buscando oficializar as bibliotecas informais existentes, propõe-se uma
padronização das estruturas: espaço físico, informatização, acervo, tratamento
técnico da informação e recursos humanos.
Constataram-se esforços no sentido de orientar estas bibliotecas para que
alcancem um padrão mínimo de organização, no entanto, a não oficialização
destas dificulta uma ação mais efetiva por parte do Sistema, uma vez que as
mesmas estão subordinadas a diferentes administrações (Centro, Departamento,
Coordenação de pós-graduação etc.).
Percebe-se que a ação de maior êxito é no quesito tratamento técnico da
informação, por ser uma atividade de total responsabilidade do bibliotecário.
Este

trabalho

pretende

contribuir

com

o

repensar

da

diagnosticada visando à otimização do Sistema de bibliotecas da UFPB.

realidade

�ABSTRACT
The System of Libraries of the Federal University of the Paraiba – UFPB, is
currently, structuralized for following the Central Library – CampusI/Joao Pessoa,
Sectorial Library – II/Areia Campus, Sectorial Library – Campus III/Bananeiras.
This official structure convey with one another composed informal structure for 15
existing libraries in campus I. These libraries had appeared to supply the
informational needs of professors and a pupil to stay more near to it’s of work.
Thus this objective research to analyses to strategies that they aim at to extend
the quality of the given services. The research field was the 13 informal libraries of
the campus I of the UFPB. The collection of data was based on questionnaires
and half-structuralized interviews. The quantitative data form organized through
pictures and tables and the qualitative data has been congrated and themacticals
categories. It analyses of these data show it to the precariousness of functioning
and material and human resources of this libraries. This information about system
of libraries of UFPB also confirms the one necessity as a whole. It needs
officialization and of development patterns of following the adequate functioning of
items: fisical space, informatization, organizational structure and technical
treatment of information. Ahead this reality, this study intends a change of a
System of Libraries of UFPB from the data collected together of these libraries.
KEYWORDS: Academic Libraries – UFPB, UFPB-Libraries of System -

REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. Manual de
verificação in loco das condições institucionais: credenciamento de
instituições não universitárias, autorização de cursos superiores (ensino
presencial e a distância). Brasília, DF: MEC/SESU, 2002. 85p. Disponível em:
HThttp://www.mec.gov.br/sesu/ftp/manual1.doc. Acesso em: 25 maio. 2004.
DODEBEI, V. L. et al. Bibliotecas universitárias brasileira: uma reflexão sobre
seus modelos. In: CICLO DE ESTUDOS EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 6., Rio
de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro, UFRJ/SIBI, 1998. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/tema2.html&gt;. Acesso em: 30 maio. 2004.
RUSSO, M. A biblioteca Universitária no cenário brasileiro. Disponível em:
&lt;http://www.cfb.org.br/html/saladeleitura_07.asp&gt;. Acesso em: 31 maio 2004.
SISTEMA de biblioteca da UFMG. Disponível em: &lt;http://www.bu.ufmg.br &gt;.
Acesso em: 10 maio 2004.
SISTEMA de biblioteca da UFRN. Disponível em: &lt;http://www.bczm.ufrn.br &gt;.
Acesso em: 10 maio 2004.

�SISTEMA de biblioteca da UFRN. Disponível em: &lt;http://www.bczm.ufrn.br &gt;.
Acesso em: 10 maio 2004.
SISTEMA de bibliotecas da UNICAMP. Disponível em:
&lt;http://www.unicamp.br/bc/HPSB1’’.htm &gt;. Acesso em: 10 maio. 2004.
SISTEMA integrado de biblioteca da USP. Disponível em:
&lt;http://www.usp.br/sibi&gt;. Acesso em: 10 maio 2004.
SITONIO, B. M. G., DUTRA, L. M. J. Sistema de Bibliotecas da UFPB. In: IBICT,
Sistemas de Bibliotecas Universitárias. Brasília, DF, 1984.
THOMPSON, J., CARR, R. Bibliotecas universitarias: concepto y funcion.
In:_______. La biblioteca univeritaria: introdución a su gestión. Madrid:
Pirámide, 1990. Disponível em: &lt;web.usal.es/~alar./Bibweb/temario/Univer.PDF&gt;
Acesso em: 02 jun. 2004.

∗

UFPB/CCSA/DBD , Cidade Universitária, Campus I, João Pessoa/PB – dbd@ccsa.ufpb.br
Doutora em Ciência da Informação, UBN, Profª Adjunta do CCSA/DBDelianyalvarenga@aol.com
Mestre em Biblioteconomia, UFPB, Bibliotecária da Biblioteca Central da UFPB, Professora do
Instituto de Educação Superior da Paraíba – edilene@biblioteca.ufpb.br
Graduada em Biblioteconomia e Administração, UFPB, Profª Substituta do CCSA/ DBD,
Bibliotecária do CCS/UFPB – belbib@ig.com.br
Graduada em Biblioteconomia, UFPB, Bibliotecária da Biblioteca Central da UFPB –
monica@biblioteca.ufpb.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52067">
                <text>Proposta de modernização do Sistema de Bibliotecas da UFPB.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52068">
                <text>Araújo, Eliany Alvarenga; Santos, Edilene Galdino; Lima, Izabel França; Santos, Mônica de Paiva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52069">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52070">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52071">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52073">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52074">
                <text>O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba –UFPB está, atualmente, estruturado pelas: Biblioteca Central – Campus I, João Pessoa, Biblioteca Setorial – Campus II, Areia, Biblioteca Setorial – Campus III, Bananeiras. Esta estrutura oficial convive com uma outra estrutura informal composta por 15 bibliotecas existentes no Campus I. Estas bibliotecas surgiram das necessidades informacionais de professores e alunos em manter o acervo mais próximo aos seus locais de trabalho. A metodologia baseou-se em questionários e entrevistas semi-estruturadas. Os dados quantitativos foram organizados através de quadros e tabelas e os dados qualitativos foram reunidos em categorias temáticas. A análise destes dados foi feita através de reflexão auxiliada pela literatura nacional. Os dados levantados mostram a precariedade de funcionamento e recursos materiais e humanos dessas bibliotecas. Confirmam também, a necessidade de uma modernização do Sistema de Bibliotecas da UFPB como um todo. Necessita oficialização e desenvolvimento de padrões para o funcionamento da seguinte estrutura: espaço físico, informatizações, acervo, serviços e produtos de informação, recursos humanos, estrutura organizacional e tratamento técnico da informação. Diante desta realidade, este estudo propõe um redimencionamento do Sistema de Bibliotecas da UFPB a partir de dados levantados junto a estas bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68190">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4689" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3757">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4689/SNBU2004_006.pdf</src>
        <authentication>d4fe08ca56e96288fecc584798443fe2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52112">
                    <text>REDIMENSIONAMENTO DO SERVIÇO DE AUTOMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA
UFPB.

Elisabete Sirino da Silva∗
Maria do Socorro Azevedo F. F. Vasquez
Maria Madalena Cabral
Marilia Mesquita Guedes Pereira

RESUMO
O Sistema de Informatização do conjunto de Bibliotecas da Universidade Federal da
Paraíba teve sua estrutura redimensionada, mudando do formato CALCO para o
formato MARC. No final do ano 2000 adotou – se a nova versão de Base de Dados
ORTODOCS, que permite tratar o material bibliográfico compreendendo livros,
dissertações e teses, material de referência, etc; de maneira cooperativa, permitindo
a padronização dos principais catálogos (autor, título e assunto) e, dessa forma,
garantindo um número elevado de títulos disponibilizado via Internet. Essa
interligação entre as Bibliotecas Universitárias proporciona soluções satisfatórias ao
usuário - pesquisador oferecendo um conhecimento direto do acervo bibliográfico
pertencente ao Sistema de Bibliotecas da UFPB, através dos site www.ufpb.bc.br e
www.sistemoteca.ufpb.br .

PALAVRAS-CHAVE: Automação de bibliotecas. Redimensionamento de serviços.
Bibliotecas UFPB. Sistemoteca

1 INTRODUÇÃO
A Universidade Federal da Paraíba até março de 2002 possuia uma estrutura
composta de sete campi. O campus I na cidade de João Pessoa, capital do Estado
da Paraíba, os demais no interior do Estado, estando o mais próximo cerca de 120
Km do primeiro.
Em abril de 2002 foi criada a Universidade Federal de Campina Grande, com
o desmembramento da Universidade Federal da Paraíba, através da Lei n. 10.419,

�de 09/04/2002, integrada pelo Campus I, na cidade de Campina Grande, Campus II,
na cidade de Cajazeiras, Campus III, na cidade de Sousa e Campus IV, na cidade de
Patos.(REGIMENTO,2004).
Atualmente a Universidade Federal da Paraíba está estruturada da seguinte
forma: Campus I, na cidade de João Pessoa, Campus II, na cidade de Areia e
Campus III, na cidade de Bananeiras.
Em consonância com a nova estrutura da UFPB, o Sistema de Bibliotecas
(1980) passou a integrar as bibliotecas dos três campi, ficando as demais da
estrutura anterior ligada à UFCG.
Atualmente a estrutura do SISTEMOTECA, é formada de: Biblioteca Central e
Setorial do Campus I, na cidade de João Pessoa, e Bibliotecas Setoriais com sede
nas cidades de Areia e Bananeiras.
Conforme Regulamento, o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da
Paraíba – SISTEMOTECA - “é um conjunto de Bibliotecas integradas sobre os
aspectos funcional e operacional, tendo por objetivo a unidade e a harmonia das
atividades de coleta, tratamento, armazenagem, recuperação e disseminação de
informações, para apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão”.
As atividades principais do SISTEMOTECA são:
a) efetuar os registros que permitem assegurar o controle e a avaliação do
material documental;
b) tratar o material documental de acordo com os processos técnicos adotados;
c) viabilizar a disseminação de informações dos acervos das Bibliotecas;
d) oferecer serviço de documentação e informação.
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba tem como órgão
coordenador a Biblioteca Central. Ressaltam-se as atividades de planejamento e
gestão da automação (processamento técnico dos acervos das bibliotecas), e os

�serviços e produtos relacionados com a geração e uso da informação, estabelecendo
uma interrelação no conjunto de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba.

2 SISTEMA DE AUTOMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UFPB

2.1 HISTÓRICO
O sistema de automação do conjunto de bibliotecas da UFPB teve sua
implantação em 1979 com interrupções e grandes intervalos para recomeço. No
início, efetivamente só a Biblioteca Central, passou a colocar seu acervo de cerca de
80.000 livros em formulários que em etapa seguinte, seriam colocados nas máquinas
e gerados os catálogos principais da Biblioteca (DUTRA, 1981).
Na época,o sistema programado era composto de quatro subsistemas:
a. subsistema de Catalogação;
b. subsistema de Aquisição;
c. subsistema de Circulação;
d. subsistema de Disseminação e Recuperação de Informações.
Ativou-se o subsistema de catalogação por ser importante na alimentação dos
demais subsistemas.
De acordo com o Relatório da Biblioteca Central – Divisão de Processamento
Técnico (1992), as interrupções e fracassos não se deveram a problemas técnicos e
sim de ordem operacional, organizacional e financeiro.
A equipe apontou as seguintes falhas, conforme (RELATÓRIO 2003):
1) Catálogos Desatualizados
a) impossibilidade de conhecimento real da coleção documental
da Biblioteca;

�b) dificuldades na localização da informação solicitada pelo usuário;
c) impedimento de realização do inventário da coleção documental
da Biblioteca;
d) duplicidade de trabalho em decorrência da dificuldade e lentidão
no processamento técnico do material no que diz respeito a verificação da existência
de títulos na coleção;
e) inviabilidade na utilização do catálogo para levantamento de
assuntos básicos, tendo em vista, o reconhecimento de cursos junto ao Conselho
Federal de Educação.
f) Deficiência em número de terminais que funcionam como base de
dados tendo em vista a quantidade de usuários da Biblioteca Central.

2) Emissão de listagens
a) dificuldade

na

realização

de

levantamentos

bibliográficos

solicitados pelos usuários e pesquisadores da UFPB.
b) impossibilidade de manter um serviço de disseminação de
informação;
c) lentidão no levantamento de assuntos básicos, considerando-se a
não conclusão do programa e a infidelidade do catálogo.

3) Dificuldades técnicas
a) problemas na instalação dos equipamentos (instalações mal feitas),
além
da constante falta de energia, provocando a perda total do material digitado;
b) falta de recursos financeiros para manutenção dos
equipamentos, provocando grandes períodos de paralisação;
c) falta de equipamentos em número e qualidade satisfatório;
d) ausência de um analista capacitado na Biblioteca Central para
manutenção
e extensão do trabalho;

�e) falhas e necessidade de ajustes importantes além da conclusão do
programa de emissão de fichas e papeletas de bolso;
f) não conclusão do programa de emissão de fichas e papeletas de bolsa;
g) não conclusão do programa de correção e inclusão;
h) ausência de condições imediatas no programa para uma pesquisa
seletiva
e retrospectiva dos assuntos acrescidos a impressão de listagens;
i) falta de condições técnicas que permitam a implantação de uma rede
de informações dentro do Campus I e dentro dos demais Campus;
j) impossibilidade de organizar um catálogo coletivo da UFPB por falta
de equipamentos e material de apoio técnico (em todos os Campus).

4) Problemas de pessoal
a) número de pessoal insuficiente para o número de informações a serem
processadas;
b) falta de verba para contratação de pessoal, de forma a viabilizar a
automação do acervo;
c) desmotivação do pessoal técnico diante da falta de perspectiva de uma
política séria,e da ausência de compromisso das administrações
anteriores, com a automação do SISTEMOTECA;
d) acúmulo de informações a serem processadas,uma vez que o número
de formulários preenchidos,ultrapassam em muito a capacidade dos digitadores;
e) existência de inúmeras falhas no programa provocando
paralisação, desânimo e duplicidade de serviço (provocado pela ausência de um
analista na BC);
f) não concretização satisfatória dos serviços fins BC em decorrência da
automação na DPT – Divisão de Processos Técnicos, como
conseqüência desestímulo e descrença para os usuários nos serviços
propostos pela Biblioteca.

�Com as falhas detectadas no final de 1992, chegou-se à conclusão que era
inevitável a mudança na estrutura do Sistema de Automação, ficando a Direção da
Biblioteca Central, e a Chefia da Divisão de Processamento Técnico, conduzidas a
tomarem a decisão cabível de procurar à aquisição de um programa para eliminar
grande parte dos problemas relatados.. Para selecionar o software houve um estudo
em 1996 “in loco” realizado por profissionais / bibliotecários da Divisão DTP, em
bibliotecas de outras instituições nacionais de Ensino Superior que já estavam, em
fase de operacionalização da automação com o software ORTODOCS.

3 IMPLANTAÇÃO DO NOVO SISTEMA DE AUTOMAÇÃO
Fundamentado nas argumentações de Silva et al (1991), que chama a
atenção para o Sistema de Bibliotecas da UFPB - SISTEMOTECA ser composto dos
seguintes subsistemas :
* Subsistema da Divisão de Desenvolvimento das Coleções, ao qual
compete às atividades de execução, coordenação e controle dos serviços de seleção
e aquisição de material informacional, através das seguintes Seções: Seleção,
Compra e Intercâmbio.
* Subsistema de Processos Técnicos, ao qual compete a execução,
coordenação do material documental, através das seguintes Seções: Catalogação e
Classificação e Manutenção do Patrimônio Documental;
* Subsistema de Serviços ao Usuário, ao qual compete os serviços de
atendimento à comunidade, através das seções: de Referência, que orienta os
usuários nas pesquisas e na utilização dos materiais de informações; de Circulação,
que executa empréstimo de livros e domicílios; de Periódicos, a qual compete à
coordenação e o registro dos periódicos e seriados; de Coleções Especiais, que
preserva as obras raras, a memória da UFPB e outras coleções julgadas especiais;

�de Multimeios, que organiza os audiovisuais e outros materiais de natureza similar; e
de informação e documentação, que orienta o usuário na normalização de
documentos e na busca bibliográfica, através de bases de dados e acesso de
informações via Internet.
As atividades desses subsistemas são desenvolvidos pelos seguintes órgãos:
* A Biblioteca Central, situada no Campus I (João Pessoa), como
coordenadora geral das atividades de todo sistema; e
* As Bibliotecas Setoriais do Campus I e as Bibliotecas Setoriais localizadas
nos Campi do interior, assim localizadas: Biblioteca Setorial do Campus (Areia); e
Biblioteca Setorial do Campus III (Bananeiras).
Para implantação do novo Sistema de Automação foi necessário a aquisição
da licença de uso do software ORTODOCS, que inicialmente agregou os trabalhos
de processamento técnico do acervo da Biblioteca Central da UFPB; e
posteriormente, a quase totalidade dos acervos das Bibliotecas Setoriais dos Campi
do interior,isto considerando a estrutura anterior do SISTEMOTECA – composto de
sete campi. Ressalta-se que estes acervos são relativamente pequenos, exceto o
campus de Campina Grande, com aproximadamente 50.000 livros processados /
automatizados, antes do desmembramento da Universidade Federal da Paraíba.

3.1 VANTAGENS DO FORMATO MARC
Conforme Almeida (2002) “a sigla MARC vem de Machine Roedable
Cataloging e é um registro catalográfico legível por máquina. O formato MARC define
uma estrutura para registros bibliográficos que permite o seu armazenamento em
meio magnético e tratamento adequado pelos sistemas de computador, contendo
recursos que permitem ao computador identificar e interpretar a informação contida
em um registro catalográfico”. (ALMEIDA, 2002)

�Segundo a mesma autora os motivos para utilização do formato são:
- “A possibilidade das bibliotecas terem seus dados locais em um formato
aceito pelos principais softwares de automação;
- Assegurar a preservação e a integridade dos dados bibliográficos, ampliando
as opções de escolha de um software de automação;
- Compartilhamento de recursos bibliográficos (bibliotecas utilizam MARC para
compartilhar a catalogação original);
- Comunicação de informação com mais precisão e flexibilidade;
- Prover a flexibilidade necessária para bibliotecas individuais adicionarem
informações locais ao registro MARC;
- Permitir que as bibliotecas substituam um sistema automatizado por outro
sem prejuízo dos dados”.

4 SERVIÇOS E PRODUTOS DO SISTEMA DE AUTOMAÇÃO

4.1 SERVIÇOS

4.1.1 Tratamento da informação
Com a instalação da nova versão do software ORTODOCS no final de 2000 o
processo de catalogação é on – line e o registro das informações é feito a partir de
formulários via Internet.

4.1.1.1 As modalidades de entrada de dados bibliográficos no sistema são:

a) Conversão Retrospectiva - RECON
Consiste em verificar nos acervos das bibliotecas integradas ao software
ORTODOCS, o registro da publicação desejada. Existindo, o registro bibliográfico é

�aproveitado, e, se necessário, executa-se as alterações exigida pela nossa base.
Finalizado, o processo de catalogação, o registro é imediatamente disponibilizado via
Internet.
O software ORTODOCS possibilita acesso aos registros bibliográficos de
vários acervos como: Fundação Biblioteca Nacional, CREUSP (UNICAMP USP,
UNESP), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual da Bahia
(UNEB), Universidade Federal de Feira de Santana (UEFS), Academia Brasileira de
Letras (ACL), etc.

b) Catalogação Original
Quando o registro não é localizado nas bibliotecas cooperativas, o software
ORTODOCS, é de responsabilidade das Bibliotecas do Sistema da UFPB, executar a
catalogação do material documental pela primeira vez.

c) Catalogação na Fonte
Além do que foi acima ressaltado, a DPT – elabora as fichas catalográficas
das monografias, dissertações e teses defendidas ou não na UFPB. Também são
preparadas as fichas catalográficas das publicações editadas pela Editora
Universitária desta Universidade. No ano de 2003 foram elaboradas cerca de 700
fichas catalográficas pelos bibliotecários do Sistema de Automação da UFPB.

d) Inclusão de Exemplar
Quando um título já foi catalogado será acrescido o registro de um novo
exemplar na base da Universidade.

�4.2 PRODUTOS

4.2.1 Recuperação da Informação
Findo o processo de catalogação, o registro é enviado à base da UFPB, e
imediatamente

disponibilizado

na

Internet,

pelo

programa

ORTODOCS

de

recuperação da informação, através de terminais de computadores destinados para
pesquisa pública. Os índices para localização do material documental nas Bibliotecas
do sistema são: Autores, Títulos, Palavras e/ou pesquisa reunindo todos os índices.
Ainda como produto do sistema de automação a emissão de etiquetas de
lombada e de barra, cartão de empréstimo e emissão de listagem para levantamento
bibliográfico.
O software ORTODOCS proporciona compartilhamento com os outros
subsistemas das bibliotecas.

5 TREINAMENTO DE PESSOAL
A Chefia da Divisão de Processamento Técnico da Biblioteca Central recebeu
inicialmente, treinamento de operação e gerenciamento do programa adotado,
juntamente com os analistas de sistemas.
Realizou-se treinamento com o pessoal técnico engajado no processo de
Automação das Bibliotecas do Sistema, no que tange o armazenamento e
recuperação dos registros bibliográficos existentes no conjunto de Bibliotecas da
Universidade.
Os Analistas de Sistemas, participantes do processo de Automação, ficaram
no monitoramento do sistema para minimizar interrupções.

�6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

6.1 SERVIÇOS MEIOS
A partir da aquisição do software ORTODOCS,em 1996,ocorreu enfim a
padronização dos serviços de processamento técnico, com uma efetiva política de
automação no Sistema de Bibliotecas da UFPB;
A catalogação Cooperativa vem consolidando os serviços bibliotecários no
Sistema de Bibliotecas desta Universidade e otimizando os serviços fins (usuários).
A comunicação on-line entre as Bibliotecas do Sistema possibilita, agilizar as
decisões, com relação ao tratamento da informação de qualidade.

6.2 SERVIÇOS FINS
O software ORTODOCS, disponibiliza o acesso aos acervos bibliográficos das
Bibliotecas do Sistema através de terminais via Internet, facilitando, desta maneira, a
consulta on-line a pesquisadores do mundo inteiro.

REFERÊNCIAS
BIBLIOTECA CENTRAL/Divisão de Processos Técnicos. Relatório Anual – 2003.
João Pessoa: BC/UFPB, 2004. 6 P.
BIBLIOTECA CENTRAL. UFCG.Disponível em: &lt;http://www.ufcg.edu.br.campisuplementares-biblioteca.htm.&gt;. Acesso em 10/07/2004.
DIAS, E. W. Contexto digital e tratamento da informação. Revista de Ciência da
Informação, v.2, n.5, p1-9, out. 2001. Disponível em:&lt;http://
www.dgz.org.out.0/out.01.htm&gt;. Acesso em 08/07/2004.
DOOEBEI, V.L.D.L. de et al. A Uni-Rio e o BIBLIODATA-CALCO: uma experiência.
Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.17, n.1,p. 29-37. Jan. / Jun. 1998.

�DUTRA, L. M. J., SILVA, J. L. M. da. O Sistema de Automação nas Bibliotecas da
UFPB. João Pessoa: UFPB/BC, 1981. 8 p.
GRAEFF, C. M. P. , LIMA, Y. M. C. de. As bases de dados da Biblioteca do Senado
Federal e sua operação por uma rede de bibliotecas. Revista de Biblioteconomia
de Brasília, v. 13, n.2, p 162/178, jul./dez. 1985.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero et al . Implantação da informática em
bibliotecas universitárias para aperfeiçoamento e modernização dos serviços:
relato de experiência do sistema integrado de bibliotecas da USP –
SIBi/USP.Disponível em: &lt; http://www.usp.br/sibi&gt;. Acesso em 16/02/2000.
POTIRON INFORMÁTICA. ORTODOCS. Disponível: &lt;http://www.potiron.com.br/v2od.ked-fattures.htm&gt; Acesso em: 10/07/2004.
RIBEIRO, R. M. R. , PASSOS JUNIOR, J. F. G. Catalogação Automatizada
Comercial: Padrão MARC 21. Feira de Santana: Universidade Federal de Feira de
Santana, [200--] 16 p.
SBI – Sistema de Bibliotecas e Informação. Disponível em:
&lt;http://www.puc.campinas.edubr.biblioteca/sbi-redescoop.asp&gt;. Acesso em:
08/07/2004.
SILVA, A. de C. da et al. Política de desenvolvimento das coleções do Sistema
de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa: Biblioteca
Central/DDC, 1991 27p.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS – UFPB.Disponível em:
&lt;http://150.165.241.35/biblioteca.main.htm&gt;. Acesso em: 08/07/2004.
UFPB. Regimento: Histórico. João Pessoa: Reitoria,[2004?] 4 p.
UFPB. Biblioteca Central/Divisão de Processamento Técnico. Análise da situação
do sistema de automação. João Pessoa, 1992. 7 p.
UFPB. Biblioteca Central. Regulamento do sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa, 1980 21 p.

∗

Diretora da Biblioteca do Campus II – UFPB
Diretora da Biblioteca do Campus III – UFPB
Diretora da Divisão de Processos Técnicos – BC – UFPB.Email: lenakabral@bol.com.br
Bibliotecária Serviço Braille – BC – UFPB. Email: marilliagp@bol.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52094">
                <text>Redimensionamento do serviço de automação das Bibliotecas da UFPB.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52095">
                <text>Silva, Elisabete Sirino da; Vasquez, Maria do Socorro Azevedo F. F.; Cabral, Maria Madalena; Pereira, Marilia Mesquita Guedes </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52096">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52097">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52098">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52100">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52101">
                <text>O Sistema de Informatização do conjunto de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba teve sua estrutura redimensionada, mudando do formato CALCO para o formato MARC. No final do ano 2000 adotou – se a nova versão de Base de Dados ORTODOCS, que permite tratar o material bibliográfico compreendendo livros, dissertações e teses, material de referência, etc; de maneira cooperativa, permitindo a padronização dos principais catálogos (autor, título e assunto) e, dessa forma, garantindo um número elevado de títulos disponibilizado via Internet. Essa interligação entre as Bibliotecas Universitárias proporciona soluções satisfatórias ao usuário - pesquisador oferecendo um conhecimento direto do acervo bibliográfico pertencente ao Sistema de Bibliotecas da UFPB, através dos site www.ufpb.bc.br e www.sistemoteca.ufpb.br.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68193">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4692" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3761">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4692/SNBU2004_007.pdf</src>
        <authentication>20de93cd68bac0d72f37fc0e20859102</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52147">
                    <text>CARACTERIZAÇÃO DO MATERIAL INFORMACIONAL UTILIZADO POR
USUÁRIOS DE PÓS-GRADUAÇÃO DA ÁREA DE MATEMÁTICA DO IME-USP EM
TESES E DISSERTAÇÕES DEFENDIDAS EM 2002: UM ESTUDO DE CASO

Elizabeth Barbosa dos Santos∗
Tânia Maria Bueno de Paula∗∗

RESUMO
Tendo em vista que estudos de usuários utilizando o método de análise de citações
na área de ciências exatas são bastante escassos, realizou-se um estudo de
usuários através desse método, a partir das referências de dissertações de mestrado
e teses de doutorado defendidas no departamento de Matemática do Instituto de
Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo no ano de 2002. Foram
analisadas 440 referências com o objetivo de verificar os tipos de materiais, a
temporalidade e as possíveis diferenças e/ou similaridades das fontes utilizadas para
a elaboração de trabalhos de mestrado e doutorado da área.
PALAVRAS-CHAVE: Estudo de Usuários. Análise de Citações.

1 INTRODUÇÃO
Serviços de Informação, Bibliotecas e Centros de Documentação são
instituições que prestam serviços a uma determinada comunidade e que devem ter
como principal objetivo satisfazer as necessidades dos usuários para os quais
existem.
Conhecer o tipo de informação e as características do material informacional
de que seu usuário necessita é um dos fatores mais importantes, quando se objetiva
adequar a essas necessidades e demandas os serviços e produtos já existentes e/ou
planejar outros. O estudo de usuários é uma das técnicas mais eficientes para se
aprofundar o conhecimento relativo às necessidades informacionais do usuário.
Existem vários métodos para realização de estudos de usuários. Alguns
diretos, outros indiretos, como as análises quantitativas. Urbano Salido (2000a, p.45)

�assinala

que

“Los

métodos

cuantitativos

comportan

la

medición

de

las

manifestaciones externas del proceso de búsqueda y uso de información.” As
análises quantitativas devem ser consideradas, dado o tipo de avaliação que se
deseja fazer, sobretudo quando se quer saber que informações foram necessárias
ao usuário para a elaboração de seus trabalhos.
Para este estudo foi realizado um levantamento, através das referências
bibliográficas citadas em teses e dissertações defendidas no Instituto de Matemática
e Estatística da Universidade de São Paulo (IME/USP) no ano de 2002, e utilizado o
método da análise de citações. O estudo das referências utilizadas nas publicações
dos usuários despertou nosso interesse por tratar-se de um método que não interfere
no comportamento do usuário nem em sua rotina. Ao mesmo tempo, são obtidos
dados confiáveis aos quais é possível ter acesso de maneira simples e rápida e, de
acordo com Urbano Salido (2000a, p.6), “como no se requiere la cooperación de lo
entrevistado o encuestado, la respuesta no aparece contaminada por el proceso de
estudio”.
Foram verificadas 440 referências citadas nessas dissertações de mestrado e
teses de doutorado, com o objetivo de analisar, através de um estudo de caso, os
padrões de demanda dos usuários de pós-graduação do departamento de
Matemática do IME-USP (Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de
São Paulo) quanto aos tipos de materiais mais utilizados nessa área e sua
temporalidade para, de posse dessas informações, fornecer subsídios iniciais para
um planejamento que contemple o atendimento às necessidades específicas desse
grupo de usuários.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Ao considerarmos que o objetivo específico de toda e qualquer unidade de
informação é atender às necessidades dos usuários, devemos ter em mente que,
para atingir esse objetivo, é preciso que se conheça exatamente que tipo de

�informação cada grupo de usuários necessita. Burns, citado por Oberhofer (1982, p.
15), observa que “diferentes classes de usuários impõem diferentes tipos de
demandas, que tendem a ser homogêneas somente dentro de uma classe de
usuários”.
Para Córdoba (1996), os estudos de usuários são o meio mais eficaz para
conhecer as necessidades dos usuários e, assim, ser capaz de criar novos
mecanismos para satisfazê-las apropriadamente, permitindo uma avaliação contínua
do sistema.
Urbano Salido (2000) destaca que os estudos de usuários tem adquirido
crescente importância dentro da avaliação bibliotecária, no contexto de melhora da
gestão bibliotecária, tendo em vista a necessidade de adaptação e adequação às
novas tecnologias da informação e da comunicação.
Sanz, citado por Gómes Hernandez (2000) define estudo de usuários como o
conjunto de estudos que tratam de analisar qualitativa e quantitativamente os hábitos
de informação dos usuários, mediante a aplicação de métodos distintos, entre eles
os matemáticos, a seu consumo de informação.
Un estudio de usuarios se asemeja a los estudios de mercado o a los
estudios de factibilidad de una empresa, en tanto que éstos se
realizan con el mismo objectivo: conocer cuáles son las necesidades
del cliente, para determinar las características del producto que ella
puede ofrecer.CÓRDOBA, 1996, p. 152)

Mas, afinal, o que são os estudos de usuários? Heck, citado por Pérez (2002,
p.7), explica de forma bastante objetiva o que são, para ele, esses estudos: “la
investigación de las características de los usuarios”.
De acordo com Herrera C. (1980), os estudos de usuários mostram os
diferentes canais utilizados pelos usuários no processo de aquisição da informação,
bem como os diferentes tipos de fontes de informação e a freqüência com que foram
utilizadas.

�El proposito de los estudios de usuarios es el mejoramiento de las
condiciones existentes en una biblioteca en particular, lo cual sólo
puede lograrse mediante la realización de estudios de usuarios, que
permitan hacer una determinación de los usuarios y sus
requerimientos específicos de información. (HERRERA C., 1980, p.
284)

A literatura da área enumera vários métodos para que sejam realizados
estudos de usuários. A definição do método a ser utilizado varia de acordo com as
características do sistema de informação e também com os objetivos aos quais o
estudo está direcionado.
Los estudios de uso de información abarcan un amplio abanico de
enfoques, desde lo más tradicionales y descriptivos, basados en la
exploración de estadísticas bibliotecárias, la realización de encuestas
y los estudios bibliométricos, hasta las tendencias más actuales
basadas en enfoques cognitivos y técnicas cualitativas. Mientras que
los primeros ofrecem métodos más o menos objetivos para conocer
qué sucede en relación con el uso de información para su posterior
análisis en función de las variables que afectan al usuario y su
entorno, los segundos tratan de profundizar en el cómo y el por qué
desde el punto subjectivo del usuario. (URBANO SALIDO, 2000a,
p.41)

De acordo com Urbano Salido (2000a, p. 383),

“no se pueden trasladar

mecánicamente a ámbitos locales datos de citación procedentes de otras bibliotecas,
o de estudios de alcance internacional o nacional. Si bien no se han de despreciar
dichos datos, la matización local de los mismos es totalmente necesaria en la
mayoría de los casos.”
Dentro do conjunto de técnicas empleadas en los estudios de uso de
información entre los usuarios de bibliotecas, el análisis de las
publicaciones que generan los usuarios se há de limitar casi en
exclusiva a usuarios que sean estudiantes, docente o investigadores.
El análisis de las publicaciones de usuarios tiene dos enfoques
posibles; puede interesar conocer sus intereses como productores de
información utilizando indicadores bibliométricos sobre las
características de las publicaciones por ellos generados, o bien,
puede enfocase desde la perspectiva de los autores como
consumidores de información si se estudian las referencias
bibliográficas contenidas en los trabajos de los usuarios. (URBANO
SALIDO, 2000a, p. 46)

�Gupta e Nagpal (1979) observam que a análise de citação, além de auxiliar os
bibliotecários, pode também ser útil ao sistema de informação no planejamento e
definição de seus produtos e serviços.
Smith (1981) indica como uma das aplicações da análise de citações o estudo
de usuários porque, embora essa categoria de estudo seja descritivo, ele tem muita
utilidade para o desenvolvimento da coleção e a definição de produtos e serviços.
Alguns autores destacam que utilizar o método da análise de citação para o
estudo de usuário é vantajoso porque demonstra aquilo que efetivamente foi utilizado
pelo usuário. Urbano Salido (2000a, p. 381) chama a atenção para o fato de que “[...]
siempre que un trabajo de estudio de usuarios basado en esta técnica se
fundamente en una selección adecuada y numerosa de fuentes, los resultados serán
suficientemente válidos dentro de los limites propios que toda técnica tiene.”
Para Urbano Salido (2000a), a análise de citações em publicações de usuários
é uma técnica válida para o estudo de usuários de bibliotecas principalmente porque
ela permite obter de maneira indireta um conjunto de dados impossíveis de serem
obtidos através de outros métodos.
Segundo Smith (1981) um dos meios mais eficazes para se fazer estudo de
usuários através da análise de citação é analisar as referências de trabalhos escritos
por usuários da própria biblioteca como, por exemplo, trabalhos de conclusão de
curso, teses/dissertações ou relatórios técnicos.
Urbano Salido (2000a, p. 164) observa que “el análisis de citas en
publicaciones de usuarios de bibliotecas se puede considerar un método válido como
vía indirecta de estudio de los usuarios, así como método auxiliar para estudios
directos[...]".
Embora o número de estudos baseados na análise de citações em
dissertações e teses seja bastante escasso na área de ciências exatas, Urbano
Salido (2000a) afirma que esses trabalhos se justificam a partir de um enfoque

�centrado em conhecer os usos e necessidades específicos dos alunos de pósgraduação de uma determinada instituição.
Los estudiantes de doctorado, tanto los que se encuentran en la fase
de iniciación en la investigación por medio de los cursos de
doctorado, como aquellos que derarrollan un proyecto concreto con
vistas a presentar la tesis, acostumbran a realizar un uso intensivo de
fuentes de información especializadas, uso que, en buena medida,
significa una proyección de las necesidades de información de las
personas involucradas en las líneas de investigación de los
departamentos, así como de los directores de proyectos de
investigación. (URBANO SALIDO, 2000a , p. 212)

Ainda segundo Urbano Salido (2000b), dissertações e teses contém maior
variedade e quantidade de documentos citados, pelo que sua utilização como
documento fonte na análise de citações permite um melhor reflexo da variedade de
fontes consultadas pelos usuários de uma biblioteca.
Buena parte de los estudios de citas en tesis anteriormente
mencionados otorgan un gran valor a los datos obtenidos para el
análisis de las necesidades de los investigadores en general. En este
sentido, otros autores consideran explícitamente que el análisis de las
tesis puede ser una fuente idónea para obtener datos del consumo de
información del conjunto de usuários de una mesma área. (URBANO
SALIDO, 2000a, p. 157)

Para BROADUS (1977), a verdadeira análise de citação é baseada na
contagem dos trabalhos citados que realmente tenham sido utilizados na elaboração
de um trabalho ou que tenha contribuído com ele de alguma forma.
[...] los investigadores continúan utilizando de forma muy mayoritaria
las referencias en la bibliografia consultada como un método habitual
de búsqueda bibliográfica. Esta evidencia es una prueba de la validez
general de las citas como unidades suscetibles de recuento y análisis
bibliométrico para su utilización en estudios de usuarios[...] (URBANO
SALIDO, 2000a, p. 380)

Portanto, as citações podem ser uma matéria-prima de máxima qualidade
para o desenvolvimento de estudos de necessidades e usos da informação pois,
através de sua análise, podem ser obtidas as características do material bibliográfico
mais utilizado em determinadas áreas do conhecimento.

�Tanto los defensores del método, como los agraviados, o los críticos,
señalan los problemas del mismo, pero la realidad es que, hoy por
hoy, los datos de citas continúan teniendo un gran valor tanto en el
ámbito de la evaluación de la ciencia como en el de la gestión
bibliotecaria y editorial. (URBANO SALIDO, 2000a, p.97)

3 OBJETIVO
Identificar, através da análise das citações das teses e dissertações
apresentadas ao Departamento de Matemática do IME-USP no ano de 2002, qual o
tipo de material bibliográfico mais utilizado pelos alunos de pós-graduação da área
para detectar alguns aspectos referentes à sua caracterização e temporalidade.

4 METODOLOGIA

4.1 MÉTODO
Utilizou-se a análise de citações neste estudo por tratar-se de um método que
não necessita da colaboração dos usuários para o levantamento dos dados, além da
disponibilidade do material.
El análisis de citas en publicaciones de usuarios presenta los
siguientes puntos fuertes si se compara com otras técnicas de estudio
de los usuarios: facilidad y objetividad en la compilación de los datos;
es un método indirecto que no interfiere en la activitad de los usuarios
ni depende de su participación. (URBANO SALIDO, 2000, p.381)

Smith (1981, p. 85) chama a atenção para o fato de que “any set of documents
containing reference lists can provide the raw material for citation analysis, and
citation counts based on a given set of documents are precise and objective.”
A análise de citação, realizada para estudo de usuários, está voltada à
produção intelectual/científica/literária dos usuários de uma ou mais áreas
determinadas do conhecimento humano e/ou de uma determinada biblioteca ou
sistema de informação. Como objetiva levantar padrões, o uso destes indicadores

�está direcionado à adequação de coleções e delineamento de produtos e serviços de
bibliotecas e sistema de informações, em função do perfil obtido.

4.2 AMBIENTE DA PESQUISA

4.2.1 O ime/usp
O Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo
(IME/USP) possui 4 departamentos: Ciência da Computação (MAC), Estatística
(MAE), Matemática (MAT) e Matemática Aplicada e Computacional (MAC).

4.2.1.1 A biblioteca do ime/usp
O Serviço de Informação e Biblioteca “Carlos Benjamin de Lyra”, do IME/USP,
teve sua criação iniciada em fins de 1969, após a desvinculação da cadeira de
Matemática e Estatística da então FCL (Faculdade de Ciências e Letras). Seu acervo
básico foi formado por material bibliográfico vindo de várias bibliotecas da USP.
Atualmente esse acervo é um dos mais completos da área de Matemática da
América Latina, sendo especializado também nas áreas de Estatística e Ciência da
Computação. O acervo é de acesso fechado, sendo composto por livros,
enciclopédias, dicionários, teses, periódicos, fitas de vídeo e CDs.
De acordo com o Anuário Estatístico da USP de 2002, o acervo é composto
por 50.081 livros, 1.619 títulos de periódicos (num total de 58.560 volumes), 262
multimeios e 1.329 outros tipos de material bibliográfico. Possui ainda, de acordo
com pesquisa realizada no banco de dados bibliográficos da USP (Dedalus) em
março/04, 975 teses cadastradas, das quais 335 foram defendidas no depto. de
Matemática.

�Ainda segundo o anuário, houve uma circulação do acervo na ordem de
253.517 volumes, entre empréstimos e consultas, tendo sido inscritos 1.979
usuários. A biblioteca do IME faz inscrição de todos os alunos da USP.

4.3 MATERIAIS E PROCEDIMENTOS
Foram defendidas, no ano de 2002, 11 dissertações de mestrado e 10 teses
de doutorado no departamento de Matemática do IME-USP, totalizando 21 trabalhos
nos quais constam um total de 440 referências. A escolha da área foi em função da
quantidade maior de dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas no
departamento de Matemática, no referido ano, em comparação com o número de
trabalhos defendidos nos outros departamentos existentes no IME/USP no mesmo
período.
Por tratar-se de um universo limitado, não foi necessário trabalhar com
amostragem. Dessa forma, todas as referências foram analisadas e o material citado
caracterizado por:
Tipologia documental – os documentos foram separados por categorias:
dissertação/tese, livro, artigo de periódico, comunicação em evento e outros (os
pre-prints e os relatórios técnicos, que costumam aparecer com certa freqüência
em publicações das áreas de Ciências Exatas).
Temporalidade dos documentos – Os materiais foram separados por períodos
de acordo com o ano de publicação: 3-5 anos; 6-10 anos; 11-20 anos; mais de
20 anos e sem data. Esses períodos foram definidos a partir da literatura
consultada e de estudos similares realizados por outros autores, que
recomendam esse tipo de divisão para obter dados mais consistentes e
precisos.
Os dados obtidos foram tabulados através do programa MS-Excel.

�5 RESULTADOS
A figura 1 apresenta o total das citações analisadas de acordo com a tipologia
documental.

TIPOS DE DOCUMENTOS
174 (39,5 %)

219 (49, 7%)
16
3, 6%

17
4, 1%

14
3,1%

Dissertação/Tese

Livro

Artigo de Periódico

Comunicação em evento

Outros*

Figura 1

Das 440 referências analisadas, 219 citações referem-se a artigos de
periódicos, representando 49,7% do total verificado, e 174 citações são de livros,
correspondendo a 39,5 % do total.
Em seguida aparecem outros tipos de materiais, onde estão incluídos os
relatórios técnicos e os pre-prints, com 17 citações (4,1% do total). As citações de
dissertações e teses correspondem a 3,6% do total analisado (16 citações).
Na figura 2, é demonstrada a temporalidade do material bibliográfico utilizado.

�TEMPORALIDADE
119 (27%)

220 (50%)

47 (10,7%)

38 (8,6%)
16 (3,6%)

3 - 5 anos

6 - 10 anos

+ 20 anos

Sem data

11 - 20 anos

Figura 2

Observa-se, através da figura, que 220 citações tem idade superior a 20 anos,
o que corresponde a 50% do total. O material bibliográfico com data de publicação
entre 11 e 20 anos aparece em segundo lugar, com 119 citações (27%). A seguir
estão os que possuem entre 6 e 10 anos e finalmente os de 3 a 5 anos. Os materiais
sem data representam 3,6% do total analisado.

�Tabela 1
Tipologia e temporalidade dos documentos citados nas dissertações de mestrado (M) e teses de doutorado (D)

Temporalidade
Tipo de
M
Documento
citado

3 - 5 anos

6 - 10 anos

11 - 20 anos

D

T

M

D

T

M

D

+ 20 anos

Sem data

T

M

D

T

M

D

T

M

D

3

2

5

-

-

-

11

5

16

1,1

-

-

-

2,5

1,1

3,6%

2
93
81
0,5 21,1 18,4

174
39,5%

Dissertação/Tes
5
e
1,1
%

2

7

1

1

2

2

2

0,5

1,6

0,2

0,2

0,5

0,5

0,5

Livro
%

4
0,9

1
0,2

5
1,1

8
1,8

10
2,3

18
4,1

33
7,5

30 63
46 40 86
2
6,8 14,3 10,5 9,1 19,5 0,5

Artigo de
Periódico

11

10

21

15

8

23

27

23

2,5

2,3

4,8

3,4

1,8

5,2

6,1

5,2 11,4 12,0

-

-

-

2

1

3

1

3

4

-

6

6

-

-

-

0,5

0,2

0,7

0,2

0,7

0,9

-

1,4

1,4

-

5
1,1

5
1,1

1
0,2

-

1
0,2

-

-

-

-

-

-

20

18

38

27

4,5

4,1

8,6

6,1

%
Comunicação
em evento
%
Outros*
%
Total
%

Total
Geral

Total

50

0,7 0,5

53

70

123

1

1

2

107

112

15,
28,0 0,2 0,2 0,5 24,3 25,5
9
1

1

47

63

56

49,7%

3

11

14

0,2 0,2

0,7

2,5

3,1%

8 3 11
1,8 0,7 2,5

9
2,0

8
1,8

17
4,1%

102 118 220 11 5 16 223 217
26,
4,5 10,7 14,3 12,7 27,0 23,2
50,0 2,5 1,1 3,6 50,7 49,3
8
20

219

119

440
100

* Foram definidos como outros tipos de documentos os relatórios técnicos e os pre-prints, que são
freqüentemente citados em trabalhos da área de Ciências Exatas.

Os dados apresentados na tabela 1 demonstram que as dissertações e teses
tem um uso maior no período de 3 a 5 anos, seguido pelas que possuem idade
superior a 20 anos.
No caso dos livros, a temporalidade dos mais utilizados refere-se aos que
possuem mais de 20 anos, com um número de 86, correspondendo a 19,5% do total.
Em seguida aparecem os que possuem entre 11 e 20 anos (63 – 14,3% do total).
O uso maior dos artigos de periódicos aparece também naqueles que
possuem idade superior a 20 anos: 123 (28% do total). Em seguida aparecem os

�artigos que possuem entre 11 e 20 anos: 50, correspondendo a 11,4% do total de
440 referências.
As comunicações em eventos tiveram um uso maior no período de mais de 20
anos, seguido de período de 11 a 20 anos.

6 CONCLUSÕES
Artigos de periódicos e livros foram os materiais bibliográficos mais citados,
coincidindo com o estudo realizado por Johnson (1996) na Texas Tech University´s
Statistics Faculty, no qual o autor constatou que artigos de periódicos e livros são os
dois tipos de materiais mais citados na área.
Ao contrário do que ocorre em algumas áreas pertencentes às Ciências
Exatas, a utilização de trabalhos apresentados em eventos não é significativa. Essa
diferença ocorre principalmente com a área de informática na qual, segundo Urbano
Salido (2000b), a predominância de documentos utilizados pertence a essa
categoria. No entanto, alguns dos livros citados fazem parte de séries monográficas.
Essas séries normalmente são compostas por livros compilados a partir de trabalhos
apresentados em seminários, reuniões ou congressos da área.
Os relatórios técnicos e os pre-prints, categorizados nesse estudo como
outros tipos de materiais, sendo literatura cinzenta e à qual o acesso nem sempre é
fácil, estão em terceiro lugar, com 17 citações (4,1% do total), o que confirma o uso
desse tipo de material na área das ciências exatas.
A baixa porcentagem de citações de dissertações e teses, que corresponde a
3,6% do total analisado com 16 citações, demonstra que o uso desse material como
fonte informacional é menos significativo do que artigos de periódicos e livros.
50% das citações tem mais de 20 anos. Em seguida, com 27%, aparecem os
materiais com data de publicação entre 11 e 20 anos. Em terceiro lugar está o
material de 6 a 10 anos e o de 3 a 5 anos aparece por último. Fica evidente, a partir

�desses dados, que na área de Matemática a literatura retrospectiva tem um uso
muito maior do que a literatura corrente, ou seja, o valor da informação não se
deprecia com o passar do tempo e, possivelmente, a literatura retrospectiva é o meio
mais eficaz de validar os estudos que estão sendo desenvolvidos.
Os artigos de periódicos são os mais utilizados dentre todos os outros
materiais, no entanto o período mais citado nesses artigos foi o superior a 20 anos.
Com isso, podemos concluir mais uma vez que nessa área a informação não perde
valor com o passar do tempo; ao contrário, ela passa a ter valor agregado com os
novos estudos baseados em estudos anteriores e assim por diante. Por outro lado,
essa é uma característica bastante incomum, tendo em vista que a maioria dos
pesquisadores costuma utilizar os artigos de periódicos justamente por conter
informações atualizadas.
Não há praticamente diferenças com relação à utilização dos materiais para
a elaboração das dissertações ou teses, ou seja, de acordo com os dados coletados
é possível constatar que tanto nas dissertações quanto nas teses o uso dos materiais
bibliográficos são bastante semelhantes tanto no que diz respeito à temporalidade
quanto à tipologia documental.
Não há, nas referências analisadas, nenhuma citação a documentos em
formato eletrônico. Porém, existe a possibilidade de que alguns dos materiais
utilizados tenham sido obtidos através de recursos eletrônicos, sobretudo quando se
trata dos artigos de periódicos, tendo em vista que grande parte dos periódicos
citados possui versão eletrônica.
Ressalta-se a total falta de normalização da maioria das citações e a grande
quantidade de citações incompletas, dificultando a pesquisa e conseqüente análise
dos dados. Infelizmente não há uma preocupação com a exatidão dos dados, talvez
por falta de conhecimento da importância que a referência bibliográfica tem para os
pesquisadores.

�REFERÊNCIAS
BROADUS, Robert N. The applications of citation analyses to Library Collection
Building. Advances in Librarianship, v. 7, p. 299-335, 1977.
CÓRDOBA, Saray. Estudiando las necesidades del usuario a partir de su práctica.
Revista AIBDA, v. 17, n.2, p. 149-161, jul./dic. 1996.
GÓMEZ HERNANDEZ, J.A. Gestión de bibliotecas. Murcia: DM, 2002.
GUPTA, B.M. &amp; NAGPAL, M.P.K. Citation analysis and its applications: a review.
Herald of Library Science, v. 18, n. 1-2, p. 86-92, 1979.
HERRERA C., Rocío; LOTERO M., Líbia; RÚA R., Iván. Los estudios de usuarios en
las bibliotecas universitarias. Revista Interamericana de Bibliotecología, v. 3, n. 13, ene./dic. 1980.
JOHNSON, Bill. Citation Analysis of the Texas Tech University's Statistics Faculty: a
study applied to Collection Development at the University Library. LIBRES: Library
and Information Science Research Electronic Journal, vol. 6, n. 3, 1996.
Disponível em http://mirrored.ukoln.ac.uk/lisjournals/libres/libres/libre6n3/johnson.html. Acesso em 23/03/2004.
OBERHOFER, C.A. Análise de citação como previsor de uso: uma revisão de
literatura. Revista Latinoamericana de Documentación, v. 2, n.2, p. 14-19, jul./dic.
1982.
PÉREZ, Alvaro. Los usuarios de la información. In: IV Encuentro de Bibliotecarios
Teologicos Latinoamericanos, La Habana, Cuba, 16-20 de julio, 2002.
SMITH, Linda C. Citation analysis. Library Trends, v. 30, nº 1, p. 83-106, 1981.
URBANO SALIDO, Cristóbal. Análisis de citas en publicaciones de usuarios de
bibliotecas universitarias: estudio de las tesis doctorales en informática de la
Universidad Politécnica de Cataluña, 1996-1998. 2000. 528f. Tese de doutorado.

�Departamento de Teoria e História da Educação, Universidade de Barcelona,
Barcelona, 2000a.
URBANO SALIDO, Cristóbal. Tipología documental citada en tesis doctorales de
informática: bases empíricas para la gestión equilibrada de colecciones. BID:
Biblioteconomia i Documentació, n.5, dez. 2000b. Disponível em
http://www.ub.es/biblio/bid/05urban2.htm . Acessado em 20/03/2004.

∗

Bibliotecária do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo. Email eliza@ime.usp.br
Bibliotecária da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Email
taniambp@usp.br
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52121">
                <text>Caracterização do material informacional utilizado por usuários de pós-graduação da área de matemática do IME-USP em teses e dissertações defendidas em 2002: um estudo de caso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52122">
                <text>Santos, Elizabeth Barbosa dos; Paula, Tânia Maria Bueno de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52123">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52124">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52125">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52127">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52128">
                <text>Tendo em vista que estudos de usuários utilizando o método de análise de citações na área de ciências exatas são bastante escassos, realizou-se um estudo de usuários através desse método, a partir das referências de dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas no departamento de Matemática do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo no ano de 2002. Foram analisadas 440 referências com o objetivo de verificar os tipos de materiais, a temporalidade e as possíveis diferenças e/ou similaridades das fontes utilizadas para a elaboração de trabalhos de mestrado e doutorado da área.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68196">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4695" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3763">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4695/SNBU2004_008.pdf</src>
        <authentication>287b627477d9b790c15ba917909010ca</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52165">
                    <text>INFORMAÇÃO E DIREITOS AUTORAIS:
EFEITOS TECNOLÓGICOS NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
Gildenir Carolino Santos∗
Rosemary Passos∗∗

RESUMO
O presente estudo apresenta considerações sobre o tratamento dos direitos
autorais para documentos eletrônicos, capturados na Internet, e procedimentos
para citação dessas fontes bibliográficas. Refere-se também a necessidade de
solicitar autorização aos devidos autores, para realizar a vinculação de seus
trabalhos em websites, preservando dessa forma a propriedade intelectual.
Destaca a lei 9.610/98, publicada pela Presidência da República para a legislação
que versa sobre a violação contra os suportes eletrônicos na tentativa de
assegurar aos autores a defesa no uso ilícito de suas publicações na grande rede
de informação : a Internet.
PALAVRAS-CHAVE: Direitos
Sociedade da Informação.

autorais.

Internet.

Documentos

eletrônicos.

1 INTRODUÇÃO
Com o advento da Internet, o número de informações e documentos
disponíveis em rede, triplicou, da década de 90 até os dias atuais, fazendo com
que a reprodução de originais tornasse uma prática cada vez mais freqüente.
Existem organizações que se dedicam a proteger os direitos autorais, mas no
contexto bibliotecônomico, trata-se de uma tarefa de difícil execução pelo
profissional da informação, que não pode impedir a reprodução de publicações
que são emprestadas ou retiradas por usuários de bibliotecas ou unidades de
informação, impossibilitando assim, um controle mais rígido.
Ao profissional da informação cabe desempenhar o seu papel de
facilitador do acesso a informação, orientando aos usuários quanto a utilização
de normas e padronização de documentos na elaboração de trabalhos técnico
científicos, salientando a importância da descrição e citação bibliográfica dos

�materiais

consultados, pois esses fatores são a garantia de confiabilidade e

veracidade das informações adquiridas. (PASSOS, 2003, p.35).
Porém, o profissional da informação precisa inteirar-se sobre a legislação
que prevê o controle de reprodução de originais, tanto impressos quanto os
disponíveis em rede, a fim de que possa instruir aos seus usuários a respeito,
diminuindo a ação dos “piratas intelectuais” ou dos “seqüestradores de idéias”,
cumprindo dessa forma o papel que lhe cabe. Se o controle sobre a propriedade
intelectual de materiais impressos é complexa, o que dizer das publicações
eletrônicas?
As obras intelectuais estão sendo disponibilizadas no ambiente digital
mediante acesso livre ou controlado. A informação é divulgada nas comunidades
científicas através dos diversos suportes existentes, sejam livros, periódicos,
teses e no formato eletrônico, mas como a maioria das leis sobre direitos autorais
e/ou propriedades intelectuais foram escritas em uma era pré – digital, cria-se um
impasse, no momento de aplicação de procedimentos quem impeçam a
efetivação

de

uma

apropriação

indébita

de

publicações

eletrônicas.

(WICHOWICZ, 2004).
Nesse sentido, é importante rever os conceitos e propor mudanças na
estrutura da Lei sobre direitos autorais e direitos conexos1, pois a lei vigente não
abrange de forma específica os procedimentos de divulgação das publicações
disponíveis em websites na Internet que possam garantir proteção da capacidade
intelectual dos autores que expõem seus trabalhos no ciberespaço.
Gandelman (1997) em seu livro De Gutenberg à Internet, traz uma reflexão
sobre os direitos autorais na era digital, demostrando em sua publicação, fatos,
dados técnicos e aspectos filosóficos ou jurídicos, que ajudam a fornecer um
panorama abrangente do impacto da tecnologia digital no cotidiano da sociedade
e as transformações culturais decorrentes. A leitura integral dessa publicação é
enriquecedora, principalmente para aqueles que se preocupam em

investigar

sobre “Direitos Autorais”.
1

Constituem alargamento do conceito de autoria, devido ao desenvolvimento tecnológico, as obras
são passíveis de transmissões sonoras e/ou audiovisuais.

�O papel da Sociedade da Informação é o compartilhamento de recursos e
geração de conhecimento para o desenvolvimento de pesquisas realizadas tanto
de âmbito privado como público, para tanto esta sociedade deve criar
mecanismos legais que garantam a propriedade intelectual dos indivíduos. No
Livro Verde no capítulo sobre Conteúdos e Identidade Cultural, dentro do quadro
jurídico encontramos argumentos para consolidar essa afirmação, pois essa
sociedade tem que “promover a regulamentação abrangente de direitos autorais
de publicações eletrônicas de qualquer natureza”. (TAKAHASHI, 2000, p.66).

2 OS DIREITOS AUTORAIS NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
Historicamente “a proteção legal às criações do espírito e da inteligência”,
têm o seu início há três séculos. A imprensa foi a responsável pela abertura para
reprodução de trabalhos literários, dando origem a violação de autorias. (SECAF,
2000, p.54).
A Inglaterra em 1709 estabeleceu legislação sobre os direitos autorais com
a finalidade de promover o desenvolvimento das artes e das ciências, e reduzir a
pirataria de livros nos países que eram suas colônias.

Com a convenção de

Berna realizada em 1886 na Suíça, vários países entre eles o Brasil,
estabeleceram o primeiro documento internacional para proteção de obras
intelectuais. (SECAF, 2000).
No Brasil a constituição de 1838 garantia aos inventores a propriedade de
suas descobertas e aos escritores a de seus escritos, somente nas constituições
de 1934, 1946, 1967, e 1988 foram inclusos artigos relativos ao direito autoral. A
legislação mais conhecida no Brasil sobre direitos autorais é a lei n. º 5.988/73 e a
mais recente é a de n. º 9.610/982. (SECAF, 2000).
Com o breve histórico, é possível avaliar a dificuldade e a demora no
estabelecimento de uma legislação que contemple satisfatoriamente a questão da
propriedade intelectual de obras impressas, essa perspectiva torna-se ainda mais
complexa, quando tratamos de direitos autorais de documentos eletrônicos.

�Os direitos autorais na era eletrônica coincidem com o momento de
globalização, em que a propriedade sobre a informação conquista mercados
nacionais e internacionais, ocupando cada vez mais espaço na sociedade da
informação.
Segundo as palavras de Gandelman (1997, p.20), “o impacto da tecnologia
digital no ‘copyright’ é um assunto recente, complexo por sua natureza
essencialmente multidisciplinar, não tendo ainda uma legislação própria nem,
portanto, uma jurisprudência firmada”.
Definir ‘copyright’ ou “propriedade intelectual não é tarefa fácil, ainda que
este importante conceito seja a base de muitas atividades realizadas por
bibliotecas, por unidades de informação e arquivos.” (OPPENHEIM, 1999, p.179).
Como ponto de partida, ao nos referirmos a ‘propriedade intelectual’
englobamos tudo o que emana do espírito humano, quer se trate de idéias,
inventos, palavras (fatos e ficção), música, teatro ou arte, o que abarcaria livros,
revistas, folhetos, arquivos, bases de dados (disponíveis on-line, CD-ROM ou
outros mecanismos), artigos na Internet, itens específicos de base de dados,
programas

para

computadores

e

mesmo

acessórios

inventivos

para

equipamentos protegidos por patentes. (OPPENHEIM, 1999, p.179).
Gandelman (1997, p.25), afirma que “os direitos autorais estão presentes
em quase todas as atividades do mundo contemporâneo, sejam elas puramente
criativas – produções artísticas, manifestações culturais, científicas, publicitárias –
ou apenas industriais”.
A propriedade intelectual representa o fruto dos esforços ou a da
criatividade de cada indivíduo.
[...] Ainda assim, pode-se contra-argumentar que os monopólios
são inerentemente injustos, ou que a humanidade deveria
desfrutar o maior acesso possível à informação, bem como a
qualquer outro produto do trabalho a fim de obter dele um
benefício cultural, científico ou econômico. (OPPENHEIM, 1999,
p.180).

2

Cf. item 4.2 deste artigo

�Para Wachowicz (2004), direito autoral é o direito do autor sobre a sua
produção, e copyright é o direto sobre a cópia produzida, esclarecendo a relação
entre um e outro termo.
Dentre todos os tipos de propriedade intelectual, o direito autoral tem
merecido destaque no decorrer da vida profissional de bibliotecários, cientistas da
informação e arquivistas. Esse direito protege os resultados do trabalho
intelectual, do talento e do juízo que um autor, artista ou qualquer outro criador,
emprega na criação de uma obra original.
Enquanto Gandelman (1997), comenta que ainda não existe legislação
vigente para a era eletrônica, Oppenheim (1999, p.184) afirma que no âmbito das
legislações sobre o direito autoral, “as mensagens eletrônicas, documentos
transmitidos em FTP3 ou em servidores WWW4 e todo o material disponível na
Internet são protegidos pelo direito”. O autor ainda relata que as URL5, endereços
eletrônicos etc. são fatos e podem ser reproduzidos.
Essas afirmações vêm de encontro com a realidade do mundo eletrônico,
pois geralmente encontramos na Internet diversos sites pormenorizadamente
idênticos onde se observa que o site original foi totalmente copiado e com
algumas alterações cria-se um novo site.
Este fato é parte integrante da sociedade de informação, na qual o
compartilhamento de informações seja ele formal, impresso ou eletrônico ocorre
de modo a favorecer a todos quanto ao acesso, mas observadas as devidas
proporções, busca-se uma forma de não prejudicar o próximo em sua essência
criativa.

3 O TRATAMENTO DOS DIREITOS AUTORAIS NA INTERNET
É fato que todo material ou documento disponibilizado na Internet merece
ser revisado e garantido os seus direitos como uma produção intelectual através
da detenção dos direitos autorais.
3
4

FTP – Protocolo de Transferência de Arquivos.
World Wide Web.

�Possivelmente, o tratamento dos direitos autorais na Internet é violado e
desrespeitado por indivíduos que se apropriam indevidamente de trabalhos
intelectuais, copiando-os e atribuindo-lhes diferentes autorias. De certa forma,
todos os documentos deveriam ser salvos em um formato seguro contra a
“pirataria intelectual” (denominação vulgar ao ato ou à atividade de copiar ou
reproduzir, bem como utilizar indevidamente trabalho alheio), como por exemplo,
salvá-los em formato PDF6, mas mesmo assim esses documentos poderão ser
reproduzidos.

4 COMO SOLICITAR AUTORIZAÇÃO PARA CITAR UM WEBSITE ?
Para agregarmos o conteúdo de um website a páginas institucionais, devese observar alguns critérios antes disponibilizá-lo. Primeiramente é aconselhável
solicitar autorização junto com o responsável pelo site para disponibilizá-lo, não
inferindo assim a legitimidade e os direitos de detenção do link destas páginas. A
solicitação deve ser por escrito, através de carta, ou por e-mail ao responsável
pela publicação do site, evitando assim constrangimentos e problemas futuros. O
“acordo de cavalheiros”, isto é, a consulta direta ao autor, também é uma
estratégia utilizada para uso de links em páginas de terceiros. No item 5 deste
artigo, explanamos sobre o que poderá ser considerado de domínio público nos
trabalhos científicos disponíveis on-line.

5 EFEITOS TECNOLÓGICOS SOBRE A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
5.1 O LIVRO VERDE DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
O Livro Verde da Sociedade da Informação lançado no ano de 2000
destaca no capítulo Conteúdos e Identidade Cultural, a importância de se
promover a regulamentação abrangente de direitos autorais de publicações
eletrônicas de qualquer natureza, bem como propõe o estabelecimento de normas

5
6

Localizador Uniforme de Recursos – localizadores de endereços da Internet.
PDF – Portable Document File (Arquivo de documento portátil). – software proprietário da empresa Adobe.

�técnicas para o tratamento de conteúdos (metadados), para garantir maior
racionalidade nos processos de armazenamento e maior pertinência e relevância
na recuperação das informações, considerando os níveis de limitações dos
grupos de usuários potencialmente interessados. Ainda no aspecto jurídico,
estabelece a tentativa de desenvolver legislação adequada de linhas de fomento
para digitalização e disponibilização de conteúdos de interesse cultural, a
exemplo da Lei Rouanet. (TAKAHASHI, 2000, p. 66).

5.2 A LEI n. 9.610/1998
A lei n. 9.610, de 19/2/1998, que trata do direito autoral, distingue os
direitos morais dos direitos patrimoniais. Os direitos morais do autor, como o que
lhe assegura o reconhecimento da autoria da obra, são inalienáveis e
irrenunciáveis. O autor cede ou transfere o direito de reprodução e distribuição, no
âmbito dos direitos patrimoniais, que são atividades dependentes de autorização
de uso, que podem ser a título oneroso ou gratuito. No capítulo II da referida lei
(Dos direitos morais do autor) estão mencionados os direitos morais do autor por
meios eletrônicos, onde destacamos apenas os dois artigos que mencionam
esta palavra, conforme podemos observar a seguir:
Capítulo II
Dos Direitos Morais do Autor
[...] Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se:
VI - reprodução - a cópia de um ou vários exemplares de uma
obra literária, artística ou científica ou de um fonograma, de
qualquer forma tangível, incluindo qualquer armazenamento
permanente ou temporário por meios eletrônicos ou qualquer
outro meio de fixação que venha a ser desenvolvido; [...].
[...] Art. 30. No exercício do direito de reprodução, o titular dos
direitos autorais poderá colocar à disposição do público a obra, na
forma, local e pelo tempo que desejar, a título oneroso ou gratuito.
§ 1º O direito de exclusividade de reprodução não será aplicável
quando ela for temporária e apenas tiver o propósito de tornar a
obra, fonograma ou interpretação perceptível em meio eletrônico
ou quando for de natureza transitória e incidental, desde que
ocorra no curso do uso devidamente autorizado da obra, pelo
titular. [...]. (BRASIL, 1998).

�Observamos que a ênfase para a Internet nesta lei não é destacada,
apenas explicita os direitos morais do autor no suporte eletrônico. O governo
necessita realizar uma revisão nesta Lei e providenciar a inclusão de normativas
assegurando e protegendo os direitos dos autores que elaboram trabalhos e
produzem websites na Internet.
Em relação aos programas de computadores, em 1987, através da Lei n.
7.646, foram estabelecidos mecanismos jurídicos para combater a contrafação utilização indevida ou não autorizada dos programas de computador - sendo, tal
prática, passível de sanções tanto pela via cível quanto pela penal.Oficialmente,
esta ação, é matéria e objeto da lei nº 9.609, representada pelo Decreto nº 2556,
de 20/04/1998. A validade dos direitos é de 50 anos.

5.3 A INTERNET
A recente explosão da informática está provocando o surgimento de uma
nova cultura, com novos conceitos de comercialização. Um dos problemas
básicos em discussão sobre a Internet ainda é definir se é uma mídia impressa,
como jornais, revistas ou livros, se fosse, estaria fora de qualquer controle ou
censura. Caso seja do tipo não impressa, estaria submetida aos regulamentos
correspondentes.
Outro fator que dificulta a análise da Internet é o fato de não possuir um
proprietário definido, um autor; é livre, qualquer indivíduo que possua
equipamentos apropriados pode acessá-la. Assim, poderíamos nos perguntar:
como proteger a propriedade intelectual cibernética? As legislações vigentes têm
cobertura suficiente sobre isso?
Gandelman (1997), afirma que: “as perguntas se sucedem e as respostas
nem sempre estão conseguindo atende-las corretamente”. A Internet é muito
jovem (recente), e coisas novas mais acarretam problemas do que apresentam
soluções.

�Gandelman (1997, p.152), explica que [...] ”só a experiência e o tempo é
que indicarão os caminhos a seguir e fornecerão as molduras jurídicas
atualizadas pela nova cultura, no que se refere à proteção justa dos direitos
autorais”.
Martins Filho (1998, p.187) comenta que “o importante a ressaltar é que
todas as obras intelectuais (livros, filmes, fotos, obras de artes plásticas, música,
intérpretes etc.), mesmo quando digitalizadas, não perdem sua proteção, portanto
não podem ser utilizadas sem prévia autorização.”
Isto mostra que qualquer pessoa que tenha acesso à Internet pode inserir
nela material e qualquer outro usuário poderá acessa-la, [...] “os direitos autorais
continuam a ter sua vigência no mundo on-line, da mesma maneira que no mundo
físico. A transformação de obras intelectuais para ‘bits’ em nada altera os direitos
das obras originalmente fixadas em suportes físicos.” (GANDELMAN, 1997, p.
154).

6 O QUE ESTÁ E ESTARÁ DISPONÍVEL PARA DOMÍNIO PÚBLICO
Documentos disponíveis de 1933 e com datas anteriores são de domínio
público, não há problemas jurídicos quanto à sua reprodução e uso. De 1934 em
diante, é necessário adquirir os direitos autorais, porque pertencem ao autor ou à
família deste autor caso faleça antes do período7.
Martins Filho (1998, p.185-186) comenta que a duração dos:
Direitos patrimoniais do autor perduram por 70 anos contados de
1º de janeiro do ano subseqüente ao de seu falecimento. Em caso
de obras anônimas ou pseudônimas, o prazo de proteção também
será de 70 anos, contados a partir de 1º de janeiro do ano
imediatamente posterior ao da primeira publicação. Para obras
audiovisuais e fotográficas vale o mesmo prazo de 70 anos, a
contar de 1º de janeiro do ano seguinte ao de sua divulgação.

7

Trecho discutido por Murilo Bastos da Cunha, durante o II Simpósio Internacional de Bibliotecas Digitais
(SIBD) em maio de 2004 – SIBD acessar: http://server01.bc.unicamp.br/sibd/index.php

�As publicações oficiais dos três níveis (municipal, estadual e federal)
podem ser copiadas (download) com citação da fonte e lançados nos repositórios
de websites sem o menor problema de fazer link para as páginas pessoais ou
institucionais.
Segundo Martins Filho (1998, p.186), não constitui ofensa aos direitos
autorais:
Artigos de periódicos – a reprodução de notícia, artigo
informativo, discursos pronunciados em reuniões públicas
publicadas em jornais ou revistas, desde que se mencione o nome
do autor, se assinados, ou da publicação de onde foram
transcritos.
Retratos – não constitui ofensa também publicar retratos, ou outra
forma de representação da imagem, feitos sob encomenda,
quando realizada pelo proprietário do objeto encomendado, desde
que não haja a oposição da pessoa neles representada ou de
seus herdeiros.
Obras – é permitido reproduzir obras literárias, artísticas ou
científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que
a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema
Braile ou outro procedimento em qualquer suporte para esses
destinatários.
Citação – é lícito citar em livros, jornais e revistas ou qualquer
outro meio de comunicação, trechos de qualquer obra, para fins
de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para se
atingir determinada finalidade, desde que se indique o nome do
autor e as fontes bibliográficas da obra.
Uso em estabelecimentos comerciais – o uso de obras
literárias, artísticas ou científicas, fonogramas e transmissão de
rádio e televisão em estabelecimentos comerciais é possível
desde que exclusivamente para demonstração à clientela e que
esses estabelecimentos comercializem os suportes ou
equipamentos que permitam a sua utilização.
Teatro – é permitida a representação teatral e a execução
musical, quando no recinto familiar ou, para fins exclusivamente
didáticos, nos estabelecimentos de ensino, desde que não haja
em qualquer caso o intuito de obter lucros.
Artes plásticas – é permitida a reprodução, em quaisquer obras,
de pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer
natureza, ou de obra integral, quando de artes plásticas, sempre
que a reprodução em si não seja o objetivo principal da nova obra
e não prejudique a exploração normal da obra reproduzida, nem
cause prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores.
Obras públicas – as obras situadas em locais públicas podem ser
representadas livremente, por meio de pinturas, desenhos,
fotografias e audiovisuais.

�Diante do exposto, elaboramos a seguinte pergunta: quem cuida da
proteção dos direitos autorais, quando um trabalho científico digital (artigo) ou
uma imagem digital são incluídos nas bibliotecas digitais? Esse questionamento
poderá ser respondido parcialmente por profissionais da informação que
trabalham diretamente com esse tipo de suporte, pois tudo que está depositado
na Internet para acesso e download está vulnerável à cópia e à reprodução,
porque algumas informações não trazem a origem de quem realmente as detêm
os devidos direitos autorais.
Já nas instituições de ensino superior em relação às bibliotecas digitais,
consideramos que as teses e dissertações nelas defendidas sejam de domínio
dessas instituições, pois o aluno de pós-graduação (autor direto) utilizou os
recursos destas instituições, tais como, bibliotecas, laboratórios de informática e
pesquisa, recursos financeiros fornecidos através das agências de fomento. O
ideal seria que tais trabalhos fossem depositados em bibliotecas digitais, criadas e
organizadas pelas próprias instituições, sem com isso infringir qualquer
legislação.
No caso da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), instituição
brasileira de ensino superior renomado, já possui uma política em que um
formulário regulamentado, disponível no website da Biblioteca Digital da
UNICAMP (BDU)8, permite que os autores façam a concessão, autorizando o
deposito de suas teses ou dissertações digitais. Esse procedimento já acontece
em todas as secretarias de pós-graduação da UNICAMP, no momento da entrega
dos documentos para defesa pelos pós-graduandos.
Outro exemplo ilustrativo está na digitalização dos sumários correntes online de periódicos elaborados pela Biblioteca da Faculdade de Educação da
UNICAMP (BFE) de 1998 a 2001, em que apenas os sumários (contents) dos
periódicos eram digitalizados, pois este serviço tinha a finalidade exclusiva de
divulgar eletronicamente os referidos sumários, o que não comprometia a
integridade da obra em si. Os objetivos do processo de digitalização justificavam
os meios, uma vez que a atividade favorecia a pesquisa científica e não almejava

8

Biblioteca Digital da UNICAMP e o formulário de autorização acessar: www.unicamp.br/bc

�fins lucrativos. Caso houvesse interesse em disponibilizar os textos completos dos
periódicos mencionados nos sumários correntes on-line de periódicos, a BFE
entraria em contato com seus autores e/ou editores responsáveis pelos direitos
autorais, e solicitaria autorização escrita para disponibilizar links dos títulos
completos dos periódicos. (SANTOS; PASSOS, 2000, p.7).
Destacamos ainda um projeto que será elaborado em parceira não
somente com a Gerência Operacional do Programa COMUT9, pertencente aos
órgãos CAPES, MEC/SESu, IBICT, mas também com outros parceiros como a
Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias, mas conhecida como CBBU10,
o Portal Eletrônico do Livro, que tem por intuito oferecer acesso a textos
completos de livros nacionais e estrangeiros em todas as áreas do conhecimento
para as instituições de ensino superior.
Segundo Rodrigues (2004, p. 6):
A criação de um Portal Eletrônico de livros permitirá a um número
significativo de estudantes o acesso simultâneo a determinado
livro na hora e local desejado por ele. A possibilidade de leitura
e/ou cópia de capítulos de livros, a um preço inferior àquele
cobrado hoje pelos serviços das bibliotecas, barateará os custos
para os estudantes. Além disso, a oferta de títulos será bastante
ampliada em relação aquela hoje oferecida pela maioria das
bibliotecas. Permitirá a cobrança e repasse, aos autores, dos seus
Direitos Autorais incentivando a publicação de textos. Assim
poderá ser tirada cópia de todas as páginas acessada pelos
usuários, sem restrições a capítulos inteiros dos livros, uma vez
que o Editor e o Autor receberão os Direitos Autorais de todas as
páginas copiadas.

7 VANTAGENS E DESVANTAGENS DA PROTEÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO
ELETRÔNICA
Sobre a proteção dos documentos eletrônicos disponibilizados na Internet
podemos destacar alguns pontos:

9

Programa COMUT – acessar: www.ibict.br

�7.1 VANTAGENS
A vantagem de ter proteção dos documentos eletrônicos disponibilizados
na Internet tem os seguintes princípios básicos:
• Divulgação e disseminação de documentos produzidos por determinados
autores, que se tornam reconhecidos por seus pares da comunidade
científica.
• Facilidade ao acesso, preservando o direito autoral através do registro
utilizado para se entrar em sites personalizados com identificação.

7.2 DESVANTAGENS
Em relação das desvantagens, são elencados vários os aspectos
negativos que atingem frontalmente os conceitos básicos do direito autoral, por se
disponibilizar algumas obras no ciberespaço (bits):
• A extrema facilidade de se reproduzir e distribuir cópias não-autorizadas
de textos, músicas, imagens.
• A execução pública de obras protegidas, sem prévia autorização dos
titulares.
• A manipulação não-autorizada de obras originais digitalizadas, “criandose” verdadeiras obras derivadas.
• Apropriação indevida de textos e imagens oferecidos por serviços online para distribuição de material informativo para clientes.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A preocupação com os direitos autorais sempre é um fator que deve ser
analisado, quando tratamos de reprodução de documentos. (SANTOS; PASSOS,
2000).

10

CBBU – acessar: http://www.bczm.ufrn.br/cbbu/index.html

�É possível projetar alguns cenários para o futuro, com base no estágio da
tecnologia atual e nos rumos prováveis que seus desenvolvimentos deverão
atingir. O direito autoral sempre acompanhou, passo a passo, a expansão dos
meios de comunicação que a tecnologia lhe proporcionou através da História. E, a
era digital, com a transformação das obras intelectuais em bits e a conseqüente
difusão ciberespacial, tornaram as fronteiras do direito autoral incomensuráveis.
(GANDELMAN, 1997).
Segundo OPPENHEIM (1999):
Certos eminentes comentaristas já sugeriram que o direito autoral
não tem nenhum futuro nem um ambiente de redes de
computadores. Por outro lado, a indústria de edição reivindica
maior esforço da legislação, principalmente um novo “direito de
transmissão”, e uma aplicação rigorosa a lei. Alguns reivindicam a
anulação das disposições relativas à utilização eqüitativa. [...]
Certamente, os conceitos de paternidade e de originalidade da
obra modificarão, talvez até para pior. A menos que um sistema
de gestão do direito autoral de obras eletrônicas apareça o mais
rápido possível, será realmente difícil identificar os autores e
conseguir que uma obra original seja reconhecida como tal.
Ainda que sejam muito poucos os casos de que tenhamos ouvido
falar sobre violação de direitos autorais e ainda que a falsificação
e a pirataria estejam muito espalhadas pelo mundo, o direito
autoral constitui o fundamento jurídico sobre o qual se baseia a
maior parte das autorizações.

Assim, observamos que os efeitos tecnológicos na Sociedade da
Informação influenciam todos os aspectos relativos à proteção dos direitos
autorais que poderão ser reformulados com a adoção de uma nova legislação no
Brasil.
A Sociedade da Informação está sendo gestada em diversos países. No
Brasil, governo e sociedade devem caminhar juntos para assegurar a perspectiva
de que seus benefícios efetivamente alcancem todos os brasileiros, de forma
assegurar-lhes os direitos de acesso e o uso crescente dos meios eletrônicos de
informação para gerar uma administração eficiente e transparente em todos os
níveis.
Sendo assim, o crescente uso dos meios eletrônicos e o aumento da
produção científica, impulsionam de certa forma a realização de uma revisão

�urgente na legislação sobre os direitos autorais, garantindo

total proteção e

segurança da produção armazenada na Internet .
Finalizando, deixamos algumas indagações para reflexão, levantadas
pelo advogado e Professor Wichowicz (2004), durante o II Simpósio Internacional
de Bibliotecas Digitais:
• O Direito Autoral e o Copyright sobreviverão ao desafio da Sociedade
Informacional?
• A Internet é uma gigantesca máquina copiadora?
• Os Direitos Autorais e o Direito à Informação devem ter o mesmo
contexto como Direitos Humanos Interdependentes?
• A liberdade de acesso à Informação versus direitos autorais na
sociedade da informação deve ter limites?

REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei n. 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a
legislação sobre direitos autorais e dá outra providências. Diário Oficial [da
República Federativa do Brasil], Brasília, 20 fev. 1998. Disponível em:
&lt;http://www.mct.gov.br/legis/leis/9610_98.htm &gt;. Acesso em: 05 jul. 2004.
GANDELMAN, Henrique. De Gutenberg à Internet: direitos autorais na era
digital. Rio de Janeiro: São Paulo: Ed. Record, 1997.
MARTINS FILHO, Plínio. Direitos autorais na Internet. Ci. Inf., Brasília, v. 27, n.
2, p. 183-188, maio/ago.1998.
MEADOWS, Arthur Jack. Avaliando o desenvolvimento da comunicação
eletrônica. In: MUELLER, Susana Pinheiro Machado; PASSOS, Edilenice
Jovelina Lima. Comunicação científica. Brasília: UnB, 2000. (Estudos
avançados em Ciência da Informação; v.1)
PASSOS, Rosemary. Uso das ferramentas e suportes de pesquisas na
recuperação da informação: estudo da capacitação do professor - pesquisador.
2003. 171f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação). Programa de PósGraduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Pontifícia Universidade
Católica de Campinas, Campinas, SP.

�OPPENHEIM, Charles. Direito autoral na era eletrônica. In: A INFORMAÇÃO:
tendências para o novo milênio. Brasília: IBICT, 1999. p.179-191. Cap.12.
RODRIGUES, Ricardo. Portal eletrônico de livros: projeto – versão 1. Brasília:
[s.n.], 2004.
SECAF, V. Artigo científico: do desafio à conquista. São Paulo: Reis, 2000.
SANTOS, Gildenir Carolino; PASSOS, Rosemary. A formação de uma biblioteca
digital, através dos sumários correntes de periódicos da área educacional:
procedimentos, metodologia e acesso on-line de documentos. Rev. Online Bibl.
Prof. Joel Martins, Campinas, v. 2, n. 1, p. 1-10, out. 2000. (Direitos autorais).
TAKAHASHI, Tadao (Org.). Sociedade da informação no Brasil: livro verde.
Brasília: MCT, 2000.
WACHOWICZ, Marcos. A sociedade informacional e os limites dos direitos
autorais. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2.,
2004, Campinas, SP. Palestra... Campinas, SP: ISTEC, 2004. (Apresentação
em MS-Power Point – 20 slides). Disponível em: &lt; &gt;. Acesso em: 05 jul. 2004.

∗

Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação
Av. Bertrand Russell, 801 – Cidade Universitária
13083-865 Campinas – SP - Brasil
∗∗

Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação
Av. Bertrand Russell, 801 – Cidade Universitária - 13083-865 Campinas – SP - Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52148">
                <text>Informação e direitos autorais: efeitos tecnológicos na Sociedade da Informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52149">
                <text>Santos, Gildenir Carolino; Passos, Rosemary</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52150">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52151">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52152">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52154">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52155">
                <text>O presente estudo apresenta considerações sobre o tratamento dos direitos autorais para documentos eletrônicos, capturados na Internet, e procedimentos para citação dessas fontes bibliográficas. Refere-se também a necessidade de solicitar autorização aos devidos autores, para realizar a vinculação de seus trabalhos em websites, preservando dessa forma a propriedade intelectual. Destaca a lei 9.610/98, publicada pela Presidência da República para a legislação que versa sobre a violação contra os suportes eletrônicos na tentativa de assegurar aos autores a defesa no uso ilícito de suas publicações na grande rede de informação : a Internet.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68199">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4697" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3765">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4697/SNBU2004_009.pdf</src>
        <authentication>6e4b5e9b49541d5a4e259acd39170826</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52183">
                    <text>UTILIZANDO RFID (IDENTIFICAÇÃO POR RÁDIO-FREQÜÊNCIA) NO DIA-ADIA DA BIBLIOTECA.

Isabel Nogueira∗
Gláucia Gomes∗∗

RESUMO
Ultimamente tem-se ouvido falar por demais na nova tecnologia chamada RFID
ou Identificação por Rádio-Freqüência. Toda uma complexa e vasta gama de
produtos novos é apresentada cotidianamente ao mercado por grandes empresas
transnacionais. Esta nova tecnologia é apresentada como um divisor de águas
para o Gerenciamento de Acervo Bibliográfico. Este trabalho propõe-se a não
apenas discutir teoricamente este potencial tecnológico, mas principalmente
apresentar o aspecto prático observado na implantação da RFID em algumas
Bibliotecas Pioneiras. Abordando os seguintes tópicos: o estado da arte desta
tecnologia; seus componentes básicos, suas vantagens e aplicações. Concluindo
com algumas observações práticas que possam colaborar para a tomada de
decisão de implantação desta tecnologia.

1 O ESTADO DA ARTE DA TECNOLOGIA RFID (RADIO-FREQUENCY
IDENTIFICATION OU IDENTIFICAÇÃO POR RÁDIO-FREQÜÊNCIA)
A tecnologia RFID (Radio-Frequency Identification ou Identificação por
Rádio-Freqüência) surgiu na Europa no inicio dos anos 80. Sua primeira aplicação
foi controle e identificação de porcos e bovinos. Operava com baixa freqüência de
132.4 KHz utilizando-se de transponders, volumosos precursores das etiquetas
inteligentes com baixa capacidade de armazenamento de informações.

Esta

tecnologia foi batizada de RFID de Baixa Freqüência e ainda hoje é utilizada para
controle de rebanhos, abastecimento de frotas e controle de acesso.
Posteriormente, com os grandes avanços da tecnologia de produção dos
micro

circuitos,

particularmente

dos

microprocessadores

e

memórias

miniaturizados foi possível produzir componentes cada vez menores e por custos
mais reduzidos. Criou-se então a tecnologia RFID de Alta Freqüência , que opera
com uma freqüência de 13,56MHz e possibilita um enorme capacidade de
operação com dados digitais, regulada por normas como a ISO 15693 que

�possibilitam aos novos usuários uma total interconectividade e confiabilidade de
suas operações.

2

COMPONENTES

BÁSICOS

DE

UM

SISTEMA

RFID:

ETIQUETAS

INTELIGENTES E LEITORES ESPECIAIS (ACOPLADORES)
Um sistema de RFID é composto basicamente de Etiquetas Inteligentes e
Leitores Especiais.
Etiquetas inteligentes são etiquetas planas, adesivas, com dimensões
comerciais variando de 45 mm x 45 mm até 76 mm x 45 mm . Estas etiquetas
apresentam em seu interior um chip tipicamente com espessura de 0,35 mm, com
número de identificação de 64 bits( isto significa trilhões de combinações
possíveis, ou seja, cada etiqueta apresenta um número de identificação unívoco),
2K de memória programável disposta em 64 blocos de 32 bits cada, ciclo de
armazenagem de dados maior que 10 anos, capaz de operar entre –25oC e + 70
o

C, dentre outras características relevantes . A alimentação para o chip provém

externamente da energia eletromagnética emitida pelos leitores especiais e é
captada por uma espécie de micro-antena, impressa na própria etiqueta e
circundante ao chip.
Os leitores especiais apresentam vários formatos, desde portais ou
pedestais a serem instalados verticalmente e presos ao solo, até mesmo leitores
manuais (hand-held) , com formato de bastões ou de pistolas e também leitores
com formato adequado para colocação em mesa, similar a uma base plana ou
pequena almofada(pad). São, na verdade, sensores e o fato de denomina-los
leitores é tecnicamente incorreto, apesar de amplamente utilizado. Alguns mais
corretamente utilizam-se do termo acoplador, pois na verdade estes leitores
especiais não só possibilitam ler a informação contida nas etiquetas como
também escrever nas mesmas. São capazes de ler/escrever simultaneamente até
50 etiquetas inteligentes/ segundo, mediante o emprego de protocolos de
comunicação específicos.

�Em suma, a tecnologia RFID atualmente apresenta alta segurança (64 bits
de

identificação),

leitura/escrita

de

dados

simultânea

de

dezenas

de

etiquetas/segundo e uma vida útil superior a uma década, etiquetas inteligentes
de tamanho reduzido e fácil aplicação e utilização em virtude da ampla variedade
de hardware&amp;software já disponível no mercado, interfaces amistosas tipo RS 232
e RS 485 e normalização ISO.

3 AS APLICAÇÕES DO SISTEMA RFID
Uma das tarefas mais demoradas, custosas, e muitas vezes imprecisa para
uma biblioteca é o “famoso” inventário. São várias as vantagens da realização de
inventários, tanto para os usuários quanto para os bibliotecários, tais como:
localização de material desaparecido e organização do acervo, afinal bem
sabemos que o acervo é o órgão vital de uma biblioteca, pois ele é a base
material sobre a qual são realizados quase todos os serviços.
Há séculos o inventário vem sendo feito da mesma forma, ou seja cada
livro é retirado da estante , para cruzamentos de dados específicos do livro com
os registros nos catálogos ou

bases de dados da biblioteca, bem como a

conferência da ordem dos livros nas estantes e do estado físico dos mesmos. Um
processo demorado, meticuloso e que consiste na movimentação de grande
quantidade de material bibliográfico e que por todas estas barreiras nunca é feito
com uma periodicidade ideal, impossibilitando um controle exato on-line do
acervo. Isto se traduz numa grande perda de eficiência e fonte de insegurança
permanente quanto ao acervo realmente disponível na biblioteca.
O advento do código de barras há algumas décadas atrás e o uso intensivo
de softwares de circulação reduziu sobremaneira a quantidade de papéis,
trazendo alguma agilidade ao processo, diminuindo

um pouco o trabalho

envolvido. Contudo, em essência, o processo continuava o mesmo.
Com o uso da RFID, o inventário pode ser feito agora de duas maneiras
inovadoras:

�1)

A leitura direta dos livros nas suas estantes de origem, sem

necessidade de remoção e posterior reposição, mediante o uso de um leitor
(ou acoplador) manual;
2)

Através de um acoplador instalado diretamente nas prateleiras das

estantes, este último de implantação mais dispendiosa, mas que permite um
inventário permanente, em tempo real, já que os livros ficam posicionados
sobre o próprio acoplador.
Independentemente do tipo de acoplador usado, um inventário de dezenas
de milhares de volumes que tipicamente tomava muitos dias de árduo trabalho de
uma equipe de profissionais, passa a ser feito quase que instantaneamente por
apenas um profissional.
Alguns críticos falam em substituição do homem pela máquina.
Particularmente achamos que toda tarefa improdutiva e pouco criativa deva ser
feita por máquinas. A nós profissionais de Biblioteconomia cabem tarefas mais
intelectuais e criativas, que nunca cessarão de existir numa Biblioteca, inclusive o
gerenciamento das informações obtidas com o emprego da RFID
A tecnologia RFID também pode se utilizada para localização de itens ou,
no jargão técnico, rastreamento. Aquela tarefa desagradável de procurar itens
desaparecidos, por exemplo, arquivados ou meramente escondidos em estantes
incorretas, pode ser feita rapidamente pelo uso da tecnologia RFID. Não só será
encontrado o item procurado como também poderão ser localizados por exemplo
todos os itens arquivados incorretamente em toda a biblioteca. Mediante a
utilização de um acoplador manual e portátil, que pode ser programado local ou
remotamente com o código referente ao item que se deseja localizar, bastará
deslocar-se com o mesmo ao longo das estantes e o acoplador alarmará quando
se aproximar do item desejado, indicando que o item encontra-se em local
incorreto.
Todos nós já vivenciamos o caos reinante numa biblioteca durante os picos
de atendimento em seu horário de operação. Horas e horas com baixa freqüência
de usuários e repentinamente surgem dezenas deles, em alguns casos centenas

�de usuários acorrendo e querendo realizar seus empréstimos e devoluções no
mais curto espaço de tempo possível. Por mais que treinemos nossa equipe ou
por mais membros que disponhamos (caso cada dia mais raro, visto a exigüidade
de pessoal alocado nas bibliotecas) é impossível em muitos casos proporcionar
um bom atendimento aos nossos usuários e também um bom ambiente de
trabalho aos nossos funcionários.
Assim, surgiram as máquinas de auto-atendimento, cujo custo de
implantação ainda limita sua aplicação. Contudo, especialistas concordam que a
tendência é de uma substancial redução deste custo.
Por ser uma tecnologia tridimensionalmente facetada, a RFID também
pode atuar em conjunto como o auto-atendimento e outros dispositivos de
automação de processos. A incorporação da RFID a estas máquinas traz
inúmeras vantagens com relação à velocidade de operação das mesmas que os
tradicionais códigos de barras ou tarjas magnéticas não propiciam, pois opera
com interfaces mais eficazes, dinâmicas e seguras com os usuários.
Muitas máquinas de auto-atendimento operam apenas com empréstimo,
pois existe ainda uma séria resistência mais cultural que técnica dos nossos
usuários e dos próprios profissionais de Biblioteconomia em operarem também
com devolução automatizada. Contudo, muitas experiências bem sucedidas de
operações totalmente automatizadas: empréstimo, devolução e também a
recolocação dos livros, estão começando a fazer-nos rever nossos conceitos. E a
RFID será peça essencial para o sucesso desta operação integrada.
São conseqüências de uma implantação bem sucedida da tecnologia RFID,
um controle eficaz de inventário, uma localização rápida de livros

e uma

automação de processos totalmente integrados que resultam numa redução
expressiva dos erros operacionais, uma vez que historicamente a maior parte
deles devem-se a operadores humanos. O adágio popular diz que errar é
humano, ou seja, é algo inerente a nós, contudo, melhor que suprimir erros é
poder detecta-los rapidamente e agir no sentido de corrigi-los. A RFID traz-nos a
capacidade de respondermos agilmente aos nossos próprios erros.

�4 CUIDADOS E DICAS: AQUILO QUE TODO MUNDO DEVE E TEM QUE
SABER ANTES DE OPTAR PELO RFID
Todo pioneirismo tem seu preço. Isto ocorreu com o rádio, a tv, os
computadores e também ocorre com a RFID. Assim, o pioneirismo de dezenas de
bibliotecas ao redor do mundo possibilitam-nos aprender com seus erros e
acertos, permitindo-nos estabelecer parâmetros de trabalho e delinear estratégias
corretas de implantação. Apresentaremos a seguir algumas experiências:
1)Sistemas de RFID que não obedecem às normas ISO
Muitos pioneiros foram vitimas disto.

O problema ocorria quando do

fornecimento da etiquetas inteligentes. Elas viam programadas com um código de
um dado fornecedor. O problema disto é que após implantado o sistema, o cliente
via-se obrigado a continuar comprando etiquetas inteligentes do mesmo
fornecedor.

Isto é danoso no aspecto financeiro e igualmente no aspecto da

interconectividade do sistema com outros sistemas de outras bibliotecas. É como
se você tivesse um filme em DVD que só funcionasse no seu aparelho de DVD
mas não nos de seus filhos e familiares.
2)Sistemas de RFID que burlam as normas ISO
Neste caso, o cliente adquire um sistema que atende as normas ISO, mas
o fornecedor programa na própria etiqueta campos de segurança com dados não
acessíveis ao cliente e assim a dependência continua.
Uma alternativa para evitar tal impasse é exigir do fornecedor
documentação que ateste que ele está adquirindo um sistema aberto e que
realmente atende às normas ISO, principalmente a ISO 15693.
3)Limitações tecnológicas

�A RFID não é um produto mágico. Ele existe num mundo real, e no caso
especifico da tecnologia de rádio-freqüência, a mesma sofre profundas restrições
de aplicabilidade devido ao meio-ambiente.
A presença de grandes interferências eletromagnéticas, fiação elétrica,
massas metálicas (por exemplo estantes metálicas), itens metalizados (como
DVDs e CDs), dentre inúmeras outras podem impedir total ou parcialmente a
aplicação da RFID em uma biblioteca.
O tamanho da etiqueta e sua relatividade visibilidade ao usuário são
também outros fatores que cerceiam o uso da RFID.
Assim, recomenda-se que antes de adquirir e implantar uma solução RFID
seja exigido um estudo de viabilidade técnica do fornecedor sobre possíveis
limitações técnicas do local e sugestões para eventual correção das mesmas.
4)Integração com os demais sistemas
Numa biblioteca moderna coexistem inúmeros sistemas que deverão ser
integrados ao RFID. Por exemplo, o software de circulação, o sistema anti-furtos e
sistemas de automação. A implantação da RFID só será bem sucedida se este
sistemas se integrarem plenamente a mesma.
A falta de diálogo entre todos estes fornecedores ou parceiros da biblioteca
pode impossibilitar o pleno uso do potencial da RFID.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A RFID apresenta um incrível potencial tecnológico capaz de impactar
decisivamente o dia a dia das bibliotecas em um relativamente curto período de
tempo. Os grandes benefícios inerentes ao uso da mesma acenam positivamente
no sentido de que a sua implantação poderá fazer com que o cotidiano das
bibliotecas e centros de documentação torne-se mais criativo e eficaz, libertandonos de tarefas improdutivas e repetitivas.

�Contudo, é preciso ficar claro que tudo tem um custo e no caso da RFID o
custo não é só do investimento, visto que hoje seu custo de implantação ainda é
elevado. O custo mais relevante é o da correta definição do que queremos , para
que queremos e como queremos. São muitas possibilidades e a opção por uma
estratégia incorreta de implantação poderá acarretar muito mais transtornos que
benefícios.
Existem inúmeros fornecedores, muitos sem nenhuma experiência com
bibliotecas e sua dinâmica particular de operação.
Todas as soluções bem sucedidas passarão necessariamente pelo
trabalho conjunto e cooperativo entre os profissionais de Biblioteconomia
envolvidos no dia a dia da biblioteca e fornecedores não só de RFID como
também do software de circulação e também dos demais sistemas utilizados na
biblioteca, inclusive segurança e automação se houverem.
Admirável Mundo Novo!

REFERÊNCIAS
GILLES, Frances. Radio frequency and electromagnetic technologies.
Quebec: ID Systems, 1999. 13p.
GUARDIAN, Gaylord. Loss prevention program. USA: Guardian, 1994. 115 p.
RFID BRASIL. Gerenciamento de acervo bibliográfico: Auto-Atendimento,
RFID e Sistema de Segurança Eletrônica para Acervos Nova Friburgo: RFID
Brasil, 2004. Catálogo da Empresa.
TEXAS INSTRUMENTS. Radio Frequency Identification Systems. São Paulo:
Texas Instruments, 2004. Catálogo da Empresa.
SHUMAN, Bruce A. Library security and safety handbook: prevention, policies,
and procedures. USA: American Library Association: 1999. 210 p.
∗

Bacharel em biblioteconomia pela UFMG. isabeln@rf.idbrasil.com.br
Especialista em Aplicações de RFID em Bibliotecas. glauciag@rf.idbrasil.com.br
Nome da Empresa: RF IDBRASIL Endereço: AV. PRES. COSTA E SILVA, 629.DUAS PEDRAS
NOVA FRIBURGO RJ. País: BRASIL

∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52166">
                <text>Utilizando RFID (Identificação por rádio frequência) no dia-a-dia da biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52167">
                <text>Nogueira, Isabel; Gomes, Glaucia </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52168">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52169">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52170">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52172">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52173">
                <text>Ultimamente tem-se ouvido falar por demais na nova tecnologia chamada RFID ou Identificação por Rádio-Freqüência. Toda uma complexa e vasta gama de produtos novos é apresentada cotidianamente ao mercado por grandes empresas transnacionais. Esta nova tecnologia é apresentada como um divisor de águas para o Gerenciamento de Acervo Bibliográfico. Este trabalho propõe-se a não apenas discutir teoricamente este potencial tecnológico, mas principalmente apresentar o aspecto prático observado na implantação da RFID em algumas Bibliotecas Pioneiras. Abordando os seguintes tópicos: o estado da arte desta tecnologia; seus componentes básicos, suas vantagens e aplicações. Concluindo com algumas observações práticas que possam colaborar para a tomada de decisão de implantação desta tecnologia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68201">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4699" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3768">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4699/SNBU2004_010.pdf</src>
        <authentication>ddb8854c59cbb8d250e3b459a2de2802</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52210">
                    <text>PREPARANDO SUA BIBLIOTECA PARA AVALIAÇÃO DO MEC

Maria Elisa Americano do Sul Barcelos∗
Maria Lúcia Barcelos Martins Gomes∗∗

RESUMO
Com a expansão do número de Instituições de Ensino Superior no Brasil, e com as
exigências do MEC, as Bibliotecas da UFMG tem sido procuradas para auxiliar os
Bibliotecários a prepararem suas Bibliotecas para a avaliação deste Ministério. É
importante frisar que essa preparação não acontece de um dia para outro, que as
Bibliotecas que vem atualizando seu acervo, que tem o atendimento ao usuário como
uma das metas, que atendem às necessidades de apoio ao ensino, pesquisa e
extensão, que tem bibliotecários durante todo o tempo em que se encontram abertas,
que possuem equipamentos adequados e cujo acervo se encontra disponível via
Internet, com certeza, terá o MEC como um aliado, e estará preparada para obter
uma ótima avaliação. Sendo assim, a Biblioteca da Faculdade de Direito da UFMG,
resolveu compartilhar sua experiência, e auxiliar os colegas nesta tarefa.
PALAVRAS CHAVES: Avaliação do MEC. Ensino Superior. Biblioteca Universitária.

1 HISTÓRICO
A avaliação do MEC, inicialmente, só era realizada nas Instituições onde
houvesse programas de pesquisas e/ou pós-graduação. Como esse caso era raro
nas faculdades particulares, as mesmas funcionavam sem qualquer tipo de
avaliação, sendo necessários apenas procedimentos burocráticos para que fossem
criados novos cursos ou ampliados os números de vagas.
No início da década de 90, o MEC começou a adotar o Sistema Nacional de
Auto-avaliação, denominado PAIUB (Programa de Avaliação Institucional das
Universidades Brasileiras). No entanto, essa avaliação era voluntária, e seu
desenvolvimento era definido pela própria Instituição.

�Desde 1995 o MEC vem avaliando as Instituições de Ensino Superior no
Brasil, e estabelecendo critérios e padrões para o funcionamento destas, fornecendo
à sociedade e aos gestores educacionais uma série de informações. No ano de 1996
o credenciamento das instituições passou a ser temporário e, desde então, todos os
atos de credenciamento institucional passaram a fixar o prazo de validade da
credencial. A partir do ano de 2002, foi institucionalizada a visita da Comissão de
Avaliadores incumbidos de verificar in loco as condições da Instituição, avaliando os
cursos e autorizando ou não a criação ou continuidade deste.
A lei 10.861 o de 14 de abril de 2004 criou o Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Superior (Sinaes), que é o novo instrumento de avaliação do ensino
superior do MEC. Seus principais componentes de avaliação são o ensino, a
pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão
da instituição, o corpo docente e as instalações, além de vários outros aspectos, que
pretendemos destrinchar no decorrer deste trabalho.

2 INTRODUÇÃO
Com o incentivo e facilidades para criação de novas Instituições de Ensino
Superior no Brasil, a Faculdade de Direito da UFMG, tem sido procurada por outras
Faculdades e/ou Universidades, para auxiliá-los na implantação ou remodelação de
seus cursos de Direito.
A Biblioteca da Faculdade de Direito da UFMG, criada em 1893, com um
acervo histórico e atual de grande valor, e, tendo por objetivo o apoio ao ensino,
pesquisa e extensão, recebeu do MEC conceito A nas últimas avaliações, tornandose referência para criação e/ou ampliação de Bibliotecas jurídicas.
Como o peso das Bibliotecas (40% do total) é muito grande, é imprescindível
que as mesmas disponham de acervo adequado, tanto qualitativo quanto
quantitativamente. Para isso, é necessário que se tenha uma política de formação e

�desenvolvimento de acervo, com dotação orçamentária própria, onde se levarão em
conta o número de usuários reais e potenciais, que se deseja atender.
Como as novas tecnologias estão surgindo com velocidades cada vez
maiores, tornando obsoletos equipamentos que há pouco tempo eram considerados
como topo de linha, e os documentos, que antes se resumiam ao papel, tem-se
apresentado em suportes diversos, as Bibliotecas deverão prever em seu orçamento,
verba para a aquisição destes.

3 COMISSÃO DE BIBLIOTECAS
A Comissão de Bibliotecas terá por finalidade apoiar e auxiliar os bibliotecários
nas decisões políticas da Biblioteca, tais como regulamento de empréstimos, seleção
e aquisição de obras nacionais e estrangeiras, entre outros.

4 RECURSOS HUMANOS
Para se ter noção da quantidade de pessoal que deve prestar serviços na
Biblioteca, deve-se levar em consideração o horário de funcionamento, a quantidade
de usuários atendidos, tipo e quantidade do acervo, serviços oferecidos e área física
da Biblioteca, que devem contar com Bibliotecários em número e qualificação
apropriados, e durante todo seu horário de funcionamento. Ele se incumbirá do
desempenho

de

tarefas

básicas,

tais

como:

administração

da

Biblioteca,

desenvolvimento de coleções e controle Bibliográfico, serviços de referência e
atendimento ao usuário (inclusive pesquisas). No que se refere a pessoal auxiliar, a
literatura da área recomenda dois por bibliotecário, que deverão se incumbir de
tarefas operacionais, tais como: atendimento no setor de empréstimo, preparo do
material para integrar a coleção, reposição de livros e periódicos nas estantes,
serviços de secretaria, dentre outros. É importante que tanto os bibliotecários quanto

�o pessoal auxiliar tenham oportunidades de se reciclarem através de cursos,
palestras, congressos, seminários, etc.

5 ESTUDO DE USUÁRIO
Parâmetro de avaliação, que mostra se a coleção satisfaz aos usuários, as
mudanças de interesse por parte da comunidade universitária, os tipos e níveis de
necessidade em relação às coleções. Os métodos de observação, onde o
Bibliotecário de Referência observa as demandas dos usuários, verificando o grau de
satisfação dos mesmos em relação aos serviços prestados, quais as áreas do acervo
necessitam ser atualizadas, se a localização da obra está adequada, e quais as
mudanças necessárias; de entrevista, que consiste em estabelecer contato com um
grupo determinado de pessoas, servindo para auxiliar e dar suporte ao Bibliotecário
para traçar um perfil do seu usuário, identificando suas expectativas em relação aos
serviços prestados pela Biblioteca; e o de questionário, que consiste numa lista de
perguntas sobre as necessidades dos usuários em relação à Biblioteca, fornecendo
subsídios para tomadas de decisões.

6 COLEÇÕES

6.1 AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO
O acervo das Bibliotecas deverá levar em consideração as bibliografias
básicas e complementares das disciplinas que compõem o curso, obras dos autores
clássicos da área (tanto nacionais quanto estrangeiros), e as publicações mais
recentes. É necessário que se tenha também uma bibliografia em áreas correlatas,
que servirá de apoio ao desenvolvimento das pesquisas realizadas na Instituição.

�6.1.1 Literatura nacional e estrangeira
Deve-se procurar adquirir obras da bibliografia básica recomendada pelos
professores, as indicações da Comissão de Biblioteca e a demanda de usuário. A
adequação deste acervo é facilmente identificada pelo Bibliotecário de referência e
também pela interpretação das estatísticas.

A literatura estrangeira é adquirida

somente por indicação de professores ou diretor de Unidade. A menos que seja
aprovado pela comissão de Bibliotecas, deve-se adquirir somente um exemplar de
cada título, pois este material é destinado principalmente a professores e alunos da
pós-graduação, que constituem um grupo de usuários bem menores e com
necessidades mais específicas. Caso a Biblioteca possua espaço suficiente, a
literatura de lazer será bem vinda.

6.1.2 Obras de referência
A Biblioteca deverá possuir em seu acervo, obras de referência de caráter
geral, tais como dicionários e enciclopédias, dentre outros, e também as de caráter
específico da área de atuação. É indispensável que estas obras sejam atualizadas
constantemente, devendo incluir também os periódicos de referência.

6.1.3 Materiais especiais
Incluem-se aqui os materiais em suporte eletrônico, tais como CD-ROM,
disquetes, fitas de vídeo, entre outros, que necessitam de equipamentos para sua
utilização, que a Biblioteca deverá adquirir. Outros tipos de materiais devem ser
adquiridos de acordo com as necessidades informacionais da Biblioteca. As obras
em Braille não se encontram no mercado livreiro convencional, mas a Fundação
Dorina Norwill para cegos (www.fundacaodorina.org.br) possui várias publicações
deste material. Outra opção para atendimento deste usuário é a gravação de obras
em fitas de audio.

�6.1.4 Acervo histórico
São livros que não se encontram no mercado livreiro tradicional, sendo
adquiridos principalmente através de doações ou compra de coleções de
pesquisadores de renome. Esse acervo deve incluir obras de todas as áreas
correlatas.

6.1.5 Periódicos científicos e informativos
É importante que se mantenha a regularidade das assinaturas, verificando-se
os principais títulos existentes na área. A atuação do Bibliotecário é de fundamental
importância na seleção e aquisição deste material, evitando falhas na coleção. É
importante a publicação de um título de periódico, que auxiliará na composição da
coleção de periódicos, que poderão ser adquiridos através de permutas. É possível
conseguir doações de títulos nacionais, que são fornecidos para divulgação dos
mesmos. A assinatura de portais eletrônicos implica numa economia de espaço e
atualização mais rápida do acervo de periódicos. Para as Bibliotecas de
Universidades e Faculdades Públicas, existe o Portal Capes, que contém mais de
7.600 publicações, de todas as áreas do conhecimento, (alguns com texto completo,
e outros com abstracts ou resumo). Esse Portal pode ser assinado também por
Universidades ou Faculdades Particulares. Conta na avaliação, a existência na
Biblioteca de jornais diários de grande circulação no país, além de revistas semanais.

6.1.6 Memória tecnológica e científica da Instituição (Produção científica)
Dentre as exigências do MEC, consta a necessidade da Biblioteca ter em local
destacado da coleção, além das teses e dissertações defendidas, as publicações dos
professores da Universidade ou Faculdade, principalmente as dos dois últimos anos.

�6.2 POLÍTICA DE ATUALIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ACERVO
A Biblioteca deverá traçar uma política de atualização e desenvolvimento do
acervo, observando os seguintes passos:

6.2.1 Seleção de material bibliográfico
Para esta seleção deverão ser consultadas as listas de sugestões dos
usuários, as sugestões dos professores, demandas anteriores não atendidas,
catálogos de editoras, estatísticas de uso da Biblioteca, etc.

6.2.2 Aquisição de material bibliográfico
A aquisição nas Universidades ou Faculdades Públicas devem levar em
consideração a legislação existente a respeito; as Universidades ou Faculdades
Particulares deverão escolher umas quatro ou cinco livrarias e/ou representantes
livreiros e fazer uma consulta de preços. É interessante que no orçamento geral das
Instituições, conste uma verba própria para a Biblioteca, para atualização do acervo.
Ao ser comunicado da chegada desta verba, e do valor da mesma, o Bibliotecário
dará início ao processo de aquisição de material Bibliográfico.

6.2.3 Desbatamento da coleção
Descarte de material obsoleto e/ou mutilado, transferência para outro acervo
ou Biblioteca, permuta com publicações da instituição, etc. Ao se descartar materiais
que ficaram obsoletos pelo tempo, é recomendável que se mantenha pelo menos
dois exemplares, que poderão servir de referência para a evolução do assunto, ou
para pesquisas históricas.

�6.3 INFORMATIZAÇÃO DO ACERVO
A relação dos títulos existentes na Biblioteca, bem como dados referentes a
estes, deverá constar de uma base de dados, e estar disponível para consultas via
Internet. É recomendável que os serviços de empréstimo também estejam
automatizados, e que o usuário possa fazer reservas pela Internet.
Ao escolher o software para automatizar sua Biblioteca, deve-se levar em
consideração o tamanho do acervo, a quantidade de usuários reais e potenciais; a
expectativa de crescimento; a facilidade de manuseio por parte dos usuários; os tipos
de relatório que o mesmo fornece; o formato no qual se apresenta; visitas a usuários
para verificar o grau de satisfação, bem como os problemas detectados; a
capacidade tecnológica e computacional da instituição; entre outros.

6.4 TRATAMENTO TÉCNICO DO ACERVO
Na escolha dos métodos usados na classificação e catalogação, o
bibliotecário deverá estar seguro de sua opção, para poder justificá-la junto aos
avaliadores do MEC. Para classificação, a grande maioria das Bibliotecas utiliza a
CDD ou CDU, o que não impede que outros tipos de classificação sejam usados.
Para catalogação, o MEC recomenda o AACR2.

7 ÁREA FÍSICA
O local da Biblioteca deve ser projetado para ter iluminação natural, sem que
haja uma incidência direta da luz solar no acervo, e ventilação adequada, que
reduzirá bastante o aparecimento de pragas. É importante verificar que, a
preservação do material bibliográfico e dos equipamentos existentes estão
diretamente relacionados com a escolha do local da Biblioteca. Portanto, deve-se

�verificar se o local não está sujeito a variações bruscas de temperatura, umidade,
inundações, incêndios, pragas, etc.
A área física da biblioteca deve levar em consideração o espaço para
expansão da coleção, área de estudos em grupo e individual, local para materiais
especiais, para pesquisas em meio eletrônico, e sistemas antifurtos para segurança
do patrimônio.
Para os portadores de necessidades especiais, as instalações com mais de
um andar devem contemplar rampas e/ou elevadores para seu acesso, e as
distâncias entre as estantes devem ser suficientes para que os mesmos possam
transitar com a cadeira de rodas. A escolha do piso deve levar em consideração,
principalmente, a facilidade de limpeza, o isolamento acústico e o fato de ser
antiderrapante. As fundações do prédio da Biblioteca devem ser reforçadas, pois o
peso dos livros nas estantes é muito grande.
É fundamental a instalação de sistemas contra incêndios, e treinamento da
equipe para utilização dos mesmos. Extintores de pó químico de uso múltiplo,
acondicionado sob pressão, são os mais recomendados.
Uma boa sinalização, indicando onde se encontram os materiais de
empréstimos, os conteúdos das estantes, onde estão os materiais e coleções
especiais, ensinando a consultar a base de dados, auxiliará o usuário em suas visitas
à Biblioteca, liberando os Bibliotecários para outros tipos de serviços.

8 CONCLUSÃO
As Bibliotecas Universitárias tem no MEC um grande aliado, e devem tomar
partido disso.
Receba os avaliadores do MEC como professores qualificados, habituados a
freqüentar Bibliotecas. Procure saber qual a sua área de atuação. Mostre o acervo

�na área que o examinador conheça. Ouça seus questionamentos, pois ele tem a
finalidade de esclarecer alguma dúvida sobre dados apresentados.
Faça um relatório da Biblioteca, apresentando as atividades realizadas nos
últimos anos, incluindo dados de empréstimos, número de usuários inscritos e
potenciais, treinamentos de usuários, assistência na realização de monografias,
listagem das últimas aquisições nacionais e estrangeiras. Apresente nele, as
participações em conferências, congressos e seminários, além dos cursos realizados
pelos funcionários. Mostre os projetos da sua Biblioteca, aprovados pela Instituição.
As melhorias na Biblioteca, o acervo adequado e atualizado, pessoal em
número e qualificação suficiente para atender a demanda, equipamentos, espaço
físico, horário de funcionamento, satisfação do usuário, darão ao Bibliotecário
justificativa para solicitar maiores investimentos na Biblioteca.
Ao término deste trabalho, pode-se verificar que tudo o que foi dito, já é rotina
nas diversas Bibliotecas Universitárias, e que a avaliação não implica em grandes
novidades a serem implantadas.

REFERÊNCIAS
CORTE, Adelaide Ramos e et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e arquivos.
2.ed. São Paulo: Polis, 2002.
DAES; Diretoria de Estatísticas e Avaliação da Educação Superior. Manual geral de
avaliação das condições de ensino. Brasília: INEP, 2002.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS
ANÍSIOTEIXEIRA. Disponível em: &lt;http://www.inep.gov.br/superior/sinaes/&gt;. Acesso
em: 02 jul. 2004.
MEC; Secretaria de Ensino Superior. Disponível em: &lt;http://www.mec.gov.br/&gt;.
Acesso em: 02 jul. 2004.

�SILVA, Dora Aparecida et al. Política de desenvolvimento de acervo. Belo Horizonte
:UFMG - Biblioteca Universitária, 2004.
TARAPANOFF, Kira. Técnicas para tomada de decisão nos sistemas de informação.
2. ed. Brasíia : Thesaurus, 2000.
TRINKLEY, Michael. Considerações sobre preservação na construção e reforma de
bibliotecas : planejamento para preservação. 2. ed. Rio de Janeiro : Projeto
Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos, 2001.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Biblioteca Universitária. Proposta
de alocação de pessoal técnico (bibliotecários) nas bibliotecas do SB/UFMG. Belo
Horizonte, 1994

ANEXO
Tabelas do MEC

1 BIBLIOTECA :
1.1 Serão ponderados de acordo com os seguintes pesos:
Indicadores

Pesos

3.2.1 Espaço físico

20

3.2.2 Acervo

50

3.2.3 Serviços

30

2 Espaço físico
2.1 Serão avaliados de acordo com os seguintes critérios:

�Aspectos a serem
avaliados

Critérios de Avaliação

Instalações para o
acervo (espaços,
mobiliários e
equipamentos,
manutenção da
umidade correta,
antimofo, etc.).

Insuficiente – quando a área física, as condições de armazenagem,
de preservação e a disponibilização do acervo são precárias
(equivalente a um assento, na área do acervo, para menos de 3% dos
alunos e atende ao item C, mas não atende aos itens A ou B)

Instalações para
estudos individuais
(espaço e mobiliário
adequados aos
estudos individuais)

Insuficiente – quando não existem instalações para estudo individual

Instalações para
estudos em grupos
(salas e mobiliário
adequados aos
estudos em grupo)

Regular - quando a área física, as condições de armazenagem, de
preservação e a disponibilização do acervo são razoáveis
(equivalente a um assento, na área do acervo, para acomodar entre
3% até 5% dos alunos, atende aos itens A e C, mas não atende ao
item B) Ótima - quando a área física, as condições de armazenagem,
de preservação e a disponibilização do acervo são adequadas
(equivalente a um assento, na área do acervo, para mais de 5% dos
alunos e atende aos itens A, B e C).

Regular - quando as instalações para estudo individual são inferiores
à proporção de uma para cada curso
Ótima - quando existe, pelo menos, uma instalação para estudo
individual para cada curso oferecido pela IES
Insuficiente – quando não existe sala para estudo em grupo
Regular - quando existe sala para estudo em grupo com indicadores
menos favoráveis do que exigido para a nota ótima
Ótima - quando existe sala para estudo em grupo equivalente a, no
mínimo, duas para cada curso oferecido pela IES

2.2 Serão ponderados de acordo com os seguintes pesos:
Aspectos a serem avaliados

Pesos

Instalações para o acervo

40

Instalações para estudos individuais

30

Instalações para estudos em grupos

30

3 Serviços
3.1 Para efeito da avaliação considere-se o quadro de definições a seguir:
(A) Existência de serviço de empréstimo domiciliar para itens do acervo, ainda que com
distinções entre tipos de material e categorias de usuários, sendo obrigatória a possibilidade
de empréstimo de livros, ainda que com restrições a certos títulos, de forma justificada.

�(B) Acesso a serviço de cópia de documentos internamente na instituição (ainda que não no
espaço físico da Biblioteca).
(C) Existência de serviço de empréstimo entre bibliotecas.
(D) Oferta do serviço de comutação bibliográfica, no país e no exterior.
(E) Existência de serviço de consulta a bases de dados em forma impressa, em meio
magnético ou em CD-ROM, seja por disponibilidade diretamente na instituição, seja por
acesso remoto a recursos de outras instituições.
(F) Existência de profissional graduado em Biblioteconomia, na proporção mínima de 1 para
cada 1.000 membros da comunidade institucional (somatória dos alunos, professores e
funcionários).
(G) Existência de pessoal auxiliar na proporção adequada à manutenção do horário da
biblioteca e ao perfil dos serviços, sendo mínima a relação de 3 auxiliares para cada
profissional de biblioteconomia.
(H) Existência de programa de treinamento de usuários que ensine a normalizar os trabalhos
monográficos dos mesmos.
(I) Conjunto de normas da ABNT para normalização de documentação.
(J) Manual da IES com as exigências específicas para a apresentação de trabalhos técnicos e
científicos.

3.2 Serão avaliados de acordo com os seguintes critérios:
Aspectos a
serem avaliados

Critérios de Avaliação

Horário de
funcionamento
(horário de
funcionamento da
biblioteca
condizente com os
turnos do curso)

Insuficiente – quando funciona apenas no turno do curso e não
apresenta possibilidade de reservas de livros pela Internet e acesso a
bases de dados referenciais e de texto completo através do home page
da própria biblioteca e/ou da IES
Regular - quando funciona em dois turnos (menos de 14 horas por dia),
não funciona aos sábado e não apresenta possibilidade de reservas de
livros pela Internet e acesso a bases de dados referenciais e de texto
completo através do home page da própria biblioteca e/ou da IES
Ótimo – quando funciona ininterruptamente durante, no mínimo, 14
horas diárias, funciona aos sábados e apresenta possibilidade de
reservas de livros pela Internet e acesso a bases de dados referenciais
e de texto completo através do home page da própria biblioteca e/ou da
IES

�Serviço de acesso
ao acervo
(qualidade do
serviço de
consulta e
empréstimo do
acervo destinado
ao curso)

Insuficiente – quando a biblioteca não atende ao item A
Fraco – quando a biblioteca atende ao item A e a, pelo menos, um dos
demais itens (B, C, D e E)
Regular - quando a biblioteca atende ao item A e a, pelo menos, dois
dos demais itens (B, C, D e E)
Bom - quando a biblioteca atende ao item A e a, pelo menos, três dos
demais itens (B, C, D e E)
Ótimo – quando a biblioteca disponibiliza todos os serviços
discriminados nos itens A, B, C, D, E

Pessoal técnicoadministrativo
(qualificação e
quantidade
adequada ao
funcionamento da
biblioteca e às
necessidades dos
professores e
alunos do curso)

Insuficiente – quando não existe profissional graduado em
biblioteconomia, ainda que existam outras pessoas na equipe de
atendimento da biblioteca, independentemente de sua formação
Regular - quando existe profissional graduado em biblioteconomia, mas
com horário de atendimento inadequado para os serviços e atividades,
ainda que com equipe auxiliar
Ótimo – quando o pessoal existente atende às condições dos itens F e
G

Apoio na
elaboração de
trabalhos
acadêmicos

Insuficiente – quando atende apenas a um dos itens H, I, J
Regular – quando atende a dois dos itens H, I ou J
Ótimo – quando atende a todos os itens H, I, J

3.3 São ponderados de acordo com os seguintes pesos:
Aspectos a serem avaliados

∗

Pesos

Horário de funcionamento

45

Serviço de acesso ao acervo

35

Pessoal técnico-administrativo

15

Apoio na elaboração de trabalhos acadêmicos

05

Bibliotecária chefe da Faculdade de Direito da UFMG.Especialização em Bibliotecas de Instituições
de Ensino Superior. Faculdade de Direito da UFMG - Avenida Joao Pinheiro, 100. Centro- Belo
Horizonte CEP 30130-180 Minas Gerais - Brasil. measb@terra.com.br
∗∗
Bibliotecária da Faculdade de Direito da UFMG.Faculdade de Direito da UFMGAvenida Joao Pinheiro, 100. Centro- Belo Horizonte. CEP 30130-180 Minas Gerais- Brasil.
mlbmg@bol.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52184">
                <text>Preparando sua biblioteca para avaliação do MEC.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52185">
                <text>Barcelos, Maria Elisa Americano do Sul; Gomes, Maria Lúcia Barcelos Martins</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52186">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52187">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52188">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52190">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52191">
                <text>Com a expansão do número de Instituições de Ensino Superior no Brasil, e com as exigências do MEC, as Bibliotecas da UFMG tem sido procuradas para auxiliar os Bibliotecários a prepararem suas Bibliotecas para a avaliação deste Ministério. É importante frisar que essa preparação não acontece de um dia para outro, que as Bibliotecas que vem atualizando seu acervo, que tem o atendimento ao usuário como uma das metas, que atendem às necessidades de apoio ao ensino, pesquisa e extensão, que tem bibliotecários durante todo o tempo em que se encontram abertas, que possuem equipamentos adequados e cujo acervo se encontra disponível via Internet, com certeza, terá o MEC como um aliado, e estará preparada para obter uma ótima avaliação. Sendo assim, a Biblioteca da Faculdade de Direito da UFMG, resolveu compartilhar sua experiência, e auxiliar os colegas nesta tarefa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68203">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4702" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3771">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4702/SNBU2004_011.pdf</src>
        <authentication>c43b87987e03ad63ff6ea34725ef9921</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52237">
                    <text>POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO ACERVO PARA O
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

Nadsa Maria Cid Gurgel∗
Osvaldêmia Lucena Maia∗∗

RESUMO
Apresenta subsídios para a construção da Política de Desenvolvimento de Acervos
do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará, que conta atualmente
com 14 bibliotecas setoriais. Identifica procedimentos comuns e orienta as decisões
de planejamento, orçamento, seleção e aquisição de material bibliográfico, em
função das necessidades de racionalização e otimização dos recursos financeiros,
humanos e de equipamentos disponíveis. Apresenta pesquisa de campo apontando
dados estatísticos sobre o acervo. Propõe dar à coleção de cada biblioteca, um perfil
compatível com o caráter e abrangências estabelecidas pelas suas atividades de
ensino e pesquisa, além de expressar a relação do desenvolvimento de coleções
com os objetivos da Universidade.

PALAVRAS-CHAVE: Desenvolvimento de acervos. critérios de seleção e aquisição.
desbastamento e avaliação.

1 INTRODUÇÃO

Os bibliotecários que fazem a Biblioteca Universitária da Universidade Federal
do Ceará – UFC, em vários momentos, tentaram estabelecer uma Política de
Desenvolvimento de Acervos para seu Sistema de Bibliotecas, as dificuldades de
trabalho, aliadas à complexidade do tema, adiaram por muito tempo esse sonho.

�O ano em curso, tem se mostrado propício para, finalmente, definirmos a
necessária política. Agora, alguns fatores estão contribuindo positivamente para tal:
a) a nova direção da Biblioteca Universitária vem trabalhando com comissões, uma
delas, a Comissão de Acervo, composta por vários profissionais bibliotecários, assim
como a Diretora da Divisão de Desenvolvimento do Acervo; b) uma das bibliotecárias
da referida comissão, conclui sua monografia do Curso de Especialização em
Tecnologias de Informação e Comunicação para o Gerenciamento da Informação –
ETIGI, tendo como tema, justamente, o Desenvolvimento de Coleções.
Este estudo, baseou-se em uma pesquisa de campo, coletando dados de
fundamental importância para a definição da política, bibliografia da área e a
imprescindível experiência dos bibliotecários ligados aos serviços de referência,
seleção, aquisição e avaliação de acervos.
O Sistema de Bibliotecas da UFC tem como missão “dar suporte informacional
às atividades educacionais, científicas, tecnológicas e culturais da Universidade
Federal do Ceará, contribuindo para elevar o nível socioeconômico e cultural da
sociedade em geral” (http://www.biblioteca.ufc.br). Composto por 14 Bibliotecas e
quatro divisões, atende aos alunos dos 53 cursos de graduação, 43 cursos de
especialização, 43 cursos de mestrado, 15 cursos de doutorado, 1.210 professores,
3.109 funcionários e alunos das casas de cultura.
A coleção das bibliotecas teve sua formação e evolução de forma
diferenciada, acompanhando a história da criação da Universidade,

não sendo

portanto, uma coleção que tenha sido formada racionalmente, obedecendo a um
planejamento. Nos últimos anos, tem existido a preocupação de adequar o acervo
aos programas de ensino, pesquisa e extensão, mas ainda, de uma forma incipiente,
porque a própria estrutura da Universidade, dificulta a consecução das informações
necessárias a esse tipo de planejamento, bem como a não dotação orçamentária
para o Sistema de Bibliotecas.

�2 POLÍTICA DE COLEÇÕES / DESENVOLVIMENTO DE ACERVOS
O surgimento das novas tecnologias de informação veio desenhar um novo
perfil no que tange às questões conceituais e práticas inerentes ao gerenciamento
da informação, de modo especial, ao planejamento de coleções , bibliográficas ou
não.
É possível que os serviços de desenvolvimento de coleções e
aquisição passem por grandes transformações com a biblioteca
digital, podendo sofrer reduções (downsizing). Diferentemente do
passado, agora chegou o momento de pensar além de como os
documentos são adquiridos e processados e começar a integração,
em larga escala, das fontes eletrônicas aos acervos e serviços da
nova biblioteca. (CUNHA, 2000)

Partindo, pois, destas considerações, buscamos emprestar de alguns teóricos
dessa área, a fundamentação necessária para situar todos os aspectos integrantes
do processo em questão.
Na visão de Figueiredo (1991, P.33): “Há vários fatores que influenciam o
desenvolvimento de coleções numa biblioteca universitária, tais como: a natureza do
currículo, o corpo docente (tamanho, necessidades, interesses de pesquisa), a
quantidade de verba disponível e o tamanho atual da coleção”.
Para Carvalho (1995, p.117) “esse processo pode ser caracterizado como
fundamentalmente decisório, porquanto determina a conveniência de se adquirir,
manter ou descartar materiais bibliográficos, tendo como base critérios previamente
estabelecidos.”
Sob esse aspecto, Figueiredo e Carvalho, comungam o mesmo pensamento
quando põem em relevo, aspectos relacionados ao contexto acadêmico, aos
recursos financeiros, aos recursos bibliográficos disponíveis.

�3 MAPEANDO O ACERVO
Visando analisar na prática, o acervo da Biblioteca de Ciências e Tecnologia,
como amostra significativa do Sistema de Bibliotecas da UFC, foi realizada no mês
de agosto do corrente ano, uma pesquisa contemplando o universo de 48 usuários
pesquisados, sendo 32 da graduação e 16 da pós-graduação (alunos e
coordenadores, eqüitativamente, nos dois casos). Um de cada curso de graduação e
de pós-graduação atendidos pela referida biblioteca.
No tocante ao acervo, a biblioteca pesquisada conta 12.554 títulos e 38.481
exemplares de livros, 5.345 títulos de folhetos, 767 títulos convencionais de
periódicos sob a forma de coleções incompletas e 1.683 títulos eletrônicos, segundo
informações da CAPES (XI SNBU), são 3000

periódicos em texto completo e

referenciais e outros tipos de suporte (222 fitas de vídeo VHS, 51 CD-ROM e 1
jornal). O público usuário é de 15.796 alunos de graduação, 1.425 alunos da pósgraduação, 694 professores da graduação e pós-graduação e 374 funcionários
técnico/administrativos.
Para melhor entendimento, vamos analisar cada quesito respondido com suas
respectivas tabelas e gráficos ilustrativos:
1º QUESITO: “Com que freqüência você utiliza os produtos e serviços da
biblioteca?” (Tabela 1 / Gráfico 1)

frequência
diária
semanal
quinzenal
mensal

%
9,38
12,50
12,50
15,62

raramente
0,00
total
50,00
Total geral 100,00

usuários biblioteca
graduação
pós-graduação
aluno
%
coordenador
%
aluno
%
coordenador
3
0,00
0
18,75
3
0,00
0
4
9,38
3
6,25
1
25,00
4
4
3,12
1
6,25
1
12,50
2
5
18,75
6
6,25
1
6,25
1

0
16

18,75
50,00
32

6
16

12,50
50,00
100,00

2
8

6,25
50,00
16

1
8

�Verificamos que entre os alunos e coordenadores da graduação um maior
percentual

representa

aqueles

que

mensalmente vão à biblioteca sendo,

respectivamente, os coordenadores com 18,75% e os alunos com 15,62%. Os
alunos e coordenadores da pós-graduação, responderam que raramente fazem uso
da biblioteca, com percentual de 50% para ambos. Ressaltamos que os mesmos
utilizam com maior freqüência o acervo eletrônico e o serviço de comutação.
2º QUESITO: “O acervo existente contempla as suas necessidades
informacionais no que diz respeito à área de estudo e pesquisa?” (Tabela 2 / Gráfico
2)
usuários biblioteca
satisfação
Sim
Não
total
total geral

graduação
%
aluno
%
coordenador
18,75
6
9,38
3
31,25
10 40,62
13
50,00
16 50,00
16
100,00
32

pós-graduação
%
aluno
%
coordenador
37,50
6
25,00
4
13,00
2
25,00
4
50,00
8
50,00
8
100,00
16

�Neste caso, observou-se um elevado nível de insatisfação na graduação, com
40,62% para coordenadores e 31,25% para os alunos, fato minimizado na pósgraduação, onde 37,50% dos alunos se declararam satisfeitos e 25% dos
coordenadores também. Tal fato deve-se ao aspecto de que os alunos da graduação
utilizam com maior freqüência os livros e periódicos que há muito não são
renovados, enquanto que a CAPES (Coordenadoria de Aperfeiçoamento do Pessoal
de Ensino Superior) mantém um programa para compra de periódicos estrangeiros
eletrônicos e convencionais que possibilitam uma melhoria no acervo utilizado pela
pós-graduação.
3º QUESITO: “ O número de títulos e volumes de livros e periódicos
destinados ao curso é satisfatório em termos de quantidade e qualidade?” (Tabela 3 /
Gráfico 3)

satisfação
qual./quant.

%
Sim
6,25
não
43,75
total
50,00
total geral 100,00

usuários biblioteca
graduação
pós-graduação
aluno % coordenador
% aluno % coordenador
2
3,12
1
37,50
6 18,75
3
14 46,87
15
12,50
2 31,25
5
16 50,00
16
50,00
8 50,00
8
32
100,00
16

Na pós-graduação, observamos um fato curioso: enquanto 37,50% dos alunos
responderam sim, 31,25% dos coordenadores disseram não, porque entendem que
deveria haver um maior número de títulos em suas respectivas áreas de pesquisa.
4º QUESITO: “O que você diz em relação à atualização do acervo na sua área de
estudo e pesquisa?” (Tabela 4 / Gráfico 4)

�usuários biblioteca
satisfação
quanto à
graduação
pós-graduação
atualização
%
aluno % coordenador
%
aluno % coordenador
atualizado 3,12
1
9,37
3
12,50
2 18,75
3
desatualiz. 46,88
15 40,63
13
37,50
6 31,25
5
total
50,00
16 50,00
16
50,00
8 50,00
8

total geral 100,00

32

100,00

16

Os alunos da graduação utilizam-se mais de livros, enquanto que, os da pósgraduação, de periódicos. Neste aspecto, 46,88% dos alunos da graduação e
37,50% da pós-graduação qualificam o acervo como desatualizado. Entre os
coordenadores, 40,63% da graduação e 31,25% da pós-graduação

pensam da

mesma forma. É, portanto, unânime o pensamento de todo o universo pesquisado
que o acervo precisa ser melhorado no que diz respeito à qualidade e quantidade,
fazendo-se necessário maiores investimentos para este fim.
5º QUESITO: “Quais os suportes informacionais mais utilizados por você?”
(Tabela 5 / Gráfico 5)

suportes mais
utilizados

usuários biblioteca

graduação
pós-graduação
% aluno % coordenador
% aluno % coordenador
convencional 46,87 15 12,50
4
0,00
0 12,50
2
não convenc. 3,13
1 37,50
12
50,00
8 37,50
6
total
50,00 16 50,00
16
50,00
8 50,00
8
total geral 100,00
32
100,00
16

�Percebemos que os suportes mais utilizados entre os alunos da graduação
são os convencionais (46,87%); já entre os coordenadores da graduação, há maior
utilização dos suportes não-convencionais (37,50%). Na pós-graduação, ambos
utilizam com maior freqüência os suportes não-convencionais (50,00% e 37,50%,
respectivamente), uma vez que, os assuntos pesquisados pelos mesmos encontramse, em sua maioria, disponíveis dessa forma.

4 DIRETRIZES GERAIS
À Biblioteca Universitária, através da Divisão de Desenvolvimento do Acervo,
caberá a condução dos procedimentos a serem implementados com vistas à
otimização de todo o processo de formação e desenvolvimento das coleções das
bibliotecas do Sistema. Sendo respeitadas as especificidades de cada biblioteca
setorial, no que concerne às atividades voltadas as áreas de conhecimento em que
atuam.

5 COMISSÃO DE ESTUDOS PARA FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO
ACERVO
O desenvolvimento e manutenção de acervo são de responsabilidade da
Comissão de Estudos para formação e Desenvolvimento do Acervo que terá como
responsabilidade maior, promover o equilíbrio e a consistência do acervo
informacional com vistas à satisfação das necessidades da comunidade acadêmica,

�utilizando-se, para tento, dos instrumentos apropriados a essa finalidade. A referida
comissão é composta pelo Diretor do Sistema de Bibliotecas da UFC, Diretor da
Divisão de Desenvolvimento do Acervo, Diretora de cada Subsistema de Bibliotecas,
Representantes do corpo docente (professor/pesquisador); 01 (um) representante da
Pró-Reitoria de Graduação e 01 (um) representante da Pró-Reitoria de PósGraduação, assim como representantes do corpo discente, sendo

01 (um)

representante da Pró-Reitoria de Graduação e 01 (um) representante da Pró-Reitoria
de Pós-Graduação, indicados pelas mesmas.

6 FORMAÇÃO DO ACERVO
O acervo é composto por todo tipo de material informativo, independente de
seu suporte físico, que sirva de apoio aos vários níveis existentes, com visão da
Universidade como um todo.
Nível didático: apoiar cursos de graduação - inclui títulos básicos de cada disciplina,
periódicos representativos, instrumentos de referência e obras complementares .

Nível básico: definir e situar assuntos - incluir edições históricas e clássicas,
bibliografias relevantes, dicionários e enciclopédias especializados e periódicos
indispensáveis ao conhecimento aprofundado das áreas.
Nível de pesquisa: localizar um maior número de monografias especializadas, obras
de referências fundamentais, periódicos, relatórios de pesquisa, resultados de
experimentos científicos em nível de pós-graduação e pesquisas em geral, obras
consideradas clássicas ou consagradas dentro das áreas cobertas pela biblioteca.

�Coleção Corrente: a biblioteca deve ter critérios para o estabelecimento de novos
títulos para aquisição. Identificados esses novos títulos, devemos também, verificar
diferentes formas de obtenção da informação que possam ser economicamente
vantajosas para a Instituição, incrementando a comutação, permuta e doação.

Produção Intelectual da Instituição: regulamentar, através de portaria, a coleta e
armazenagem da produção intelectual da UFC pelo Sistema de Bibliotecas.
Estabelecer diretrizes e procedimentos para garantir o controle bibliográfico desse
material.

Coleções Especiais: coletar e armazenar tudo o que for publicado pelas edições
UFC e Coleção Alagadiço Novo.

7 SELEÇÃO
A seleção, desenvolvimento e manutenção da coleção deverá ser de comum
acordo entre os especialistas da área e da equipe de bibliotecários. Os bibliotecários
encarregados da seleção (responsável pela DDA e bibliotecários de referência de
cada setorial) deverão basear-se numa análise quantitativa e qualitativa da mesma,
por possuírem amplo conhecimento da realidade do acervo e da comunidade a que
servem. Tendo ainda, como atribuição, coordenar os estudos de desenvolvimento de
acervo e sua reavaliação periódica.

8 CRITÉRIOS BÁSICOS DE SELEÇÃO
Livros e folhetos: adequação ao currículo acadêmico e linhas de pesquisa;
importância do assunto para a área de interesse da biblioteca; disponibilidade em
outras bibliotecas; valor efêmero e valor permanente; escassez de material sobre o
assunto; acessibilidade da língua do texto; autoridade do autor; citação em fonte

�bibliográfica; atualidade da obra; autoridade

do publicador; disponibilidade nas

Bibliotecas do Sistema; quantidade de exemplares necessários e custo justificável.

Publicações periódicas: áreas de interesse da biblioteca; áreas de abrangência do
novo título; citação em índices e abstracts; autoridade do editor e do corpo editorial;
citação em fontes bibliográficas; disponibilidade em outras bibliotecas; estudos de
usos; fator de impacto do título; custo da assinatura e disponibilidade no Portal
CAPES.

Coleções Especiais: Obras raras (devem ser submetidas a uma seleção feita por
professores, bibliófilos e bibliotecários que tenham conhecimento do assunto e
obedecer aos critérios estabelecidos pela BU/UFC).

9 AQUISIÇÃO

Estabelecimento de Prioridades
Independente do suporte em que esteja a informação, deverão ser em
primeira instância, os seguintes pontos:
• Cursos que serão avaliados pelo MEC;
• Cursos com baixa avaliação pelo MEC, no tocante à biblioteca;
• Cursos que terão renovação reconhecida; e,
• Cursos recém-criados.

Compra: a compra far-se-á de forma centralizada pela Divisão de Desenvolvimento
do Acervo com o Departamento de Administração da UFC, obedecendo ao disposto
na Lei 8.666/1993 visando à racionalização dos recursos disponíveis, e orientandose pelos seguintes critérios:
• Compra de material bibliográfico considerado básico e complementar para as
disciplinas acadêmicas, verificando, se a quantidade de exemplares dos títulos

�nacionais, é suficiente para o número de alunos: 01(um) exemplar para 10 alunos
(INEP)), e
• Para livros estrangeiros, adquirir 02 (dois) exemplares.

Para compra de periódicos, verificar a disponibilidade do título no Portal
CAPES de Periódicos. É recomendável a não duplicação de assinaturas de
periódicos impressos.

Doações Solicitadas: a solicitação de doações de interesse para a biblioteca deve
ser incentivada sempre que possível, principalmente para publicações não
comercializadas e as governamentais.

Doações Espontâneas: materiais recebidos, sem solicitação antecipada, serão
submetidos aos mesmos critérios de seleção. O doador deverá ser notificado que o
material poderá ser ou não incorporado, mediante as normas internas estabelecidas
para o recebimento de doações. Caberá à Biblioteca a decisão de incorporar esse
material ao acervo, repassá-lo a outras instituições, ou descartá-lo. As doações
espontâneas com um número representativo de itens deverão ser precedidas de
listagem ou prévia seleção.
Os critérios a seguir serão adotados também pelas Setoriais quando da
seleção de suas próprias doações: falhas de coleção ou exemplares extraviados;
Inexistência da obra na biblioteca ou necessidade de duplicação em função do uso;
obras raras ou especiais; atualidade da obra; existência em outras bibliotecas da
UFC; importância do autor; autoridade do editor; língua do texto e estado de
conservação.
Permuta: A Seção de Intercâmbio da Divisão de Desenvolvimento do Acervo da
BU/UFC, manterá um serviço de troca de publicações da UFC com outras
Universidades e instituições congêneres, disponibilizando na “homepage” da
biblioteca, listas de publicações para doações e/ou permutas de obras duplicadas,

�recebidas em doação, retiradas do acervo e/ou sem interesse para a biblioteca. A
seleção de materiais adquiridos por permuta deverá seguir os mesmos critérios
básicos da seleção.
A permuta com publicações da UFC deve ser incentivada, objetivando a
aquisição de: material não disponível comercialmente; material de interesse para a
biblioteca, cuja permuta se apresente economicamente vantajosa e, divulgação da
produção científica da UFC em outras instituições universitárias e/ou voltadas para a
produção de ciência e tecnologia.

10 AVALIAÇÃO
A avaliação das coleções da UFC dar-se-á separadamente por cada Setorial.
Deverá ser realizada periodicamente, detectando lacunas, possibilidades de
substituição, duplicações, obsolescência, etc., com a finalidade de manter a mesma
atualizada e equilibrada de acordo com as necessidades da comunidade acadêmica
que atende, assim como suas mudanças de interesse. Recomendamos, a avaliação
anual de parcelas do acervo e, de forma global, a cada 05 anos.
A cada reinício do processo de seleção, cada setorial também deverá fazer
análise dos seguintes fatores: objetivos da instituição e da biblioteca; bibliografias
básicas recomendadas pelas disciplinas das diversas áreas; itens citados em textos
obrigatórios; número de matrículas por disciplina; número de professores e
pesquisadores por nível de ensino e por área de conhecimento; pontos fortes e
pontos fracos do acervo; idade do acervo por assunto; verbas orçamentárias e extraorçamentárias;

número

de

cursos

por

departamento;

número

de

consultas/empréstimo efetuados, por assunto e relatórios de reservas de cada
Biblioteca Setorial.
Desbastamento: Para manter as coleções adequadas aos interesses da
comunidade universitária e evitar desperdícios de recursos humanos, financeiros e

�de infra-estrutura, a Biblioteca Universitária deve realizar o descarte dos seguintes
materiais: obsoleto; inadequado; danificado; duplicado em excesso ou em desuso
flagrante; coleções de periódicos não correntes, que não apresentam demanda, com
falhas na coleção e periódicos de divulgação e interesse temporário.

O material descartado ainda com condições de uso será permutado entre as
Bibliotecas do Sistema que, efetivamente,

possam incorporá-lo ao acervo. Os

materiais sem interesse para a UFC, serão listados e oferecidos a bibliotecas de
outras Instituições de Ensino Superior ou órgãos públicos, para permuta ou doação.
A Comissão de Avaliação e Desfazimento do Acervo, designada pelo Magnífico
Reitor da UFC, através da Portaria n° 281, de 27/03/2000, revisará esses princípios.

11 RECURSOS FINANCEIROS
O Sistema de Bibliotecas não é uma unidade de custo orçamentário da
Universidade, não dispondo, portanto, de verbas para compra de material
informacional, o que se dá apenas quando a universidade recebe recursos extraorçamentários. É necessário que o Sistema de Bibliotecas seja definido como Centro
de Custo.

12 INCORPORAÇÃO DE MATERIAL BIBLIOGRÁFICO
Os materiais informacionais selecionados para compor os acervos das
bibliotecas, adquiridos através de compra, doação ou permuta, devem ser
incorporados ao acervo do Sistema de Bibliotecas da Universidade sendo registrados
no “software Pergamum” para imediata disponibilização aos usuários. Segundo a
Lei No. 10.753 de 31 de Outubro de 2003, livro não é mais considerado material
permanente, como diz no seu Art. 18. "Com a finalidade de controlar os bens
patrimoniais das bibliotecas públicas, o livro não é considerado material
permanente."

�A Divisão de Desenvolvimento do Acervo, periodicamente, verificará o
crescimento do acervo de cada Biblioteca Setorial através do Relatório (2) Estatística
(20) Geral do Acervo (18), do “Software Pergamum” e guardará as informações para
conferência quando do Inventário anual.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, D., VERGUEIRO, W. Aquisição de materiais de informação. Brasília :
Briquet de Lemos, 1996. 118 p.
CARVALHO, Maria Carmen Romcy de . Estabelecimento de padrões para
bibliotecas universitárias. Fortaleza : Ed. UFC/ABDF, 1981. 72 p.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária em 2010.
Ci. Inf., Brasília. v.29, n.1, p.71 - 89, jan./abr. 2000.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de . Desenvolvimento e avaliação de coleções.
Brasília: Thesaurus, 1998. 237 p.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos, 1996. 356 p.
VERGUEIRO, W. Desenvolvimento de coleções: uma nova visão para o
planejamento de recursos informacionais. Ci. Info., Brasília, v.22, n.1, p.13-21. 1993.
VERGUEIRO, W. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas.
Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 1995. 110 p.

∗

nadsa@ufc.br
dpt@ufc.br. UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ.Campus do Pici, s/n - Caixa Postal: 6025CEP:

∗∗

60.451-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52211">
                <text>Política de Desenvolvimento de Acervo para o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52212">
                <text>Gurgel, Nadsa Maria Cid; Maia, Osvaldêmia Lucena</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52213">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52214">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52215">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52217">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52218">
                <text>Apresenta subsídios para a construção da Política de Desenvolvimento de Acervos do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará, que conta atualmente com 14 bibliotecas setoriais. Identifica procedimentos comuns e orienta as decisões de planejamento, orçamento, seleção e aquisição de material bibliográfico, em função das necessidades de racionalização e otimização dos recursos financeiros, humanos e de equipamentos disponíveis. Apresenta pesquisa de campo apontando dados estatísticos sobre o acervo. Propõe dar à coleção de cada biblioteca, um perfil compatível com o caráter e abrangências estabelecidas pelas suas atividades de ensino e pesquisa, além de expressar a relação do desenvolvimento de coleções com os objetivos da Universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68206">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4705" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3774">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4705/SNBU2004_012.pdf</src>
        <authentication>112bc5b4814dfd3734bb2cf2ed0653f9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52273">
                    <text>O SIBi/USP E A ADMINISTRAÇÃO POR PROJETOS
Adriana Cybele Ferrari∗
Márcia Elisa Garcia de Grandi∗∗
Roberto Barsotti∗∗∗

RESUMO

É apresentado o novo modelo de gestão adotado pelo Sistema Integrado de
Bibliotecas da Universidade de São Paulo – SIBi/USP, implantado em fins de
2001 e fundamentado na filosofia de gerenciamento por projetos. Descreve-se
a seqüência de operações, desde o levantamento das necessidades sistêmicas
ate à concretização dos projetos e sua transformação em processos contínuos,
bem como a infra-estrutura preparada para o acompanhamento e os controles
necessários. Embora o modelo adotado esteja baseado no PMBOK – Project
Management Body Knowledge, alterações foram efetuadas visando simplificar
e adaptar aquele modelo à realidade do SIBi/USP. Nesse sentido, alterou-se o
fluxo original; introduziram-se rotinas; estabeleceram-se diretrizes e normas
próprias; criou-se um site para acolher a documentação produzida e uma
Secretaria de Operações para coletar, analisar a documentação gerada e
torná-la disponível no site, além de auxiliar na aplicação da nova metodologia.
O nosso modelo não é definitivo; está em construção e, por esse motivo,
sujeito a alterações. Isto não nos impede de divulgá-lo, seja para oferecer um
ponto de partida para quem quiser adotar semelhante ferramenta, seja para
receber contribuições por parte de quem já tenha experiência nessa
modalidade de gerenciamento. O fato de estarmos inseridos numa academia
nos obriga a ensinar e a aprender. Em todo caso, nada é definitivo e as
circunstâncias poderão nos obrigar a buscar novas fórmulas. O importante é
estarmos atentos e prontos para aprender.

1 INTRODUÇÃO
O mundo contemporâneo, graças à tecnologia da informática e às
telecomunicações, caracteriza-se por rápidas e significativas mudanças que
demandam das organizações em geral uma busca permanente por maior
produtividade, maior qualidade e menores custos, que as tornem eficazes e,
portanto, competitivas. Por outro lado, a globalização e a decorrente
possibilidade de acesso rápido a todo tipo de informação criou nos indivíduos
uma cultura que os tornou mais exigentes. Diante desse panorama, as

�organizações buscaram formas de gerenciamento capazes de acelerar a
produtividade, melhorar a qualidade, reduzir os custos e satisfazer seus
clientes, tentando, não raro, superar suas expectativas. Assim tem sido ao
longo da história, onde foram experimentados os mais diversos modelos de
condução dos negócios de uma empresa, até se chegar a uma das
metodologias mais recentes que é a de gerenciamento por projetos, que
permite concentrar e dirigir os esforços, de forma dinâmica, onde for prioritário,
dependendo dos objetivos a serem alcançados.
Uma universidade pública, por suas características intrínsecas, ou
melhor, por sua própria razão de existir, não pode deixar de buscar a melhoria
contínua da qualidade, atendendo às exigências da sociedade como um todo.
Assim sendo, e com seus recursos às vezes escassos ou incertos, várias
universidades públicas passaram a procurar caminhos alternativos visando a
melhoria do desempenho e maximização dos recursos, a exemplo do que
ocorre no setor privado.
O Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo –
SIBi/USP, pela finalidade inerente a todas as bibliotecas, e por pertencer a uma
Academia, tem uma preocupação muito grande em atender eficazmente seus
usuários internos e externos, aplicando, da melhor forma possível, os recursos
públicos.
Dessa maneira, o SIBi/USP desenvolveu alguns estudos sobre novas
formas e modelos de gestão que pudessem aprimorar o desempenho de seus
processos e atividades. Optou-se, então, pela adoção da gerência por projetos
para viabilizar a implementação das estratégias definidas pelo Sistema.
Independentemente do tamanho, da complexidade e dos recursos
envolvidos, um projeto pode ser conceituado como sendo um empreendimento
temporário, não repetitivo, caracterizado por uma seqüência de eventos, com o
objetivo claro e definido de criar um produto ou serviço único. Temporário,
porque um projeto deve ter um começo e um fim bem definidos; único, porque
o produto ou serviço deve ser de alguma forma diferente de outros similares
(PROJECT, 2000).

�A metodologia de gestão por projetos vem sendo adotada pelas
organizações com o objetivo de agilizar o desenvolvimento e implementação de
novos produtos e serviços, a despeito das estruturas hierárquicas e funcionais
existentes. O desenvolvimento de projetos configura-se, assim, como opção
para a flexibilização das estruturas funcionais a partir da formação de equipes
transorganizacionais, que permitem maior mobilidade das funções institucionais
para atender a demandas emergenciais (ANDRADE et al., 1998).
Segundo

o

PMBOK-

Project

Management Body of Knowledge

(PROJECT, 2000), usado como modelo, a gerência de projetos implica a
aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas para planejar atividades
que visem atingir ou exceder as necessidades e expectativas das partes
envolvidas com o projeto, levando-se em conta os fatores: escopo, prazo, custo
e qualidade.
Para obtenção de resultados positivos em relação ao aprimoramento dos
processos vigentes nas organizações, os projetos devem ser definidos
criteriosamente, ou seja, devem focar áreas estratégicas e causar impactos
positivos no atendimento às necessidades dos clientes / usuários. Além disso,
recomenda-se que o projeto tenha um escopo bem definido e pontual, de forma
a facilitar o desenvolvimento e implementação das mudanças previstas
(NOREZO; VAUGHAN, 2000).
A definição das equipes para execução dos projetos é de extrema
relevância para o sucesso das atividades propostas, pois cada componente
deve ter habilidades pessoais, técnicas e gerenciais que atendam às
exigências e escopo do projeto. No caso específico do gerente de projetos, as
habilidades exigidas estão baseadas em vários dos conceitos da administração
geral, tais como: liderança, comunicação, negociação, solução de problemas,
entre outros (PROJECT, 2000).
Entre as atividades previstas no gerenciamento dos projetos estão
aquelas relacionadas a: geração, coleta, distribuição, armazenamento e
controle das informações relevantes para o desenvolvimento do trabalho.
Gattoni (2003) discorre sobre a gestão do conhecimento aplicada ao

�gerenciamento de projetos. Apresenta algumas técnicas e instrumentos que
podem ser empregados pelas equipes, com foco na maximização dos níveis de
aprendizagem

necessários

para

a

melhoria

do

desempenho

no

desenvolvimento dos projetos e para aproveitamentos de experiências em
iniciativas futuras.

2 HISTÓRICO
Instituído pela Resolução da Reitoria n. 2.226 de 08.07.1981, o Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo – SIBi/USP, é
constituído por um Conselho Supervisor – CS, um Departamento Técnico – DT
e um conjunto de 39 bibliotecas, instaladas junto às Unidades Universitárias
nos diversos Campi.
Em outubro de 2001, o Departamento Técnico do Sistema Integrado de
Bibliotecas da Universidade de São Paulo – SIBi/USP, implantou um novo
modelo de gestão, elaborando seu primeiro Planejamento Estratégico,
previamente aprovado pelas Bibliotecas e pelo Conselho Supervisor do
Sistema. A partir dos levantamentos de necessidades efetuados pelas
bibliotecas, a equipe responsável pelo Planejamento definiu as estratégias
sistêmicas e, para cada uma, os projetos necessários. Criaram-se equipes de
trabalho, constituídas por integrantes de diferentes Bibliotecas do Sistema, e
preparou-se a infra-estrutura necessária à gerência dos projetos.
Em fevereiro de 2002 as equipes iniciaram suas atividades, tendo o mês
de Dezembro como prazo final para execução de cada projeto. Parte dos
projetos alcançou os resultados esperados, outros, apresentaram problemas no
decorrer de sua execução, atrasando seu término, e alguns foram
descontinuados. A implantação da nova metodologia foi um aprendizado
importante, com resultados positivos que permitiram a confirmação do modelo
nos anos posteriores.
A adoção do novo modelo de gestão por projetos teve implicações
profundas

no

gerenciamento

do

SIBi/USP

pois,

além

de

alterar

�significativamente

vários

procedimentos,

passou

a

exigir

novos

posicionamentos e novos conhecimentos por parte de seus profissionais, em
todos os níveis. Em síntese, essa nova maneira de administrar o Sistema foi
decorrente de vários fatores, entre os quais podemos destacar:
•

Novas relações de trabalho, ditadas pelo fenômeno da globalização, que
transcende os aspectos puramente financeiros e comerciais, afetando as
estruturas produtivas, as relações institucionais e os contratos entre
indivíduos e/ou empresas;

•

Advento de novas tecnologias causando forte impacto, seja nas estruturas
das organizações, seja no seu gerenciamento;

•

Surgimento de novos paradigmas, tais como: qualidade total e satisfação do
cliente;

•

Necessidade de racionalização na aplicação dos recursos financeiros.

3 OPERACIONALIZAÇÃO DO NOVO MODELO DE GESTÃO
Num gerenciamento por projetos é preciso diferenciar as atividades do
cotidiano, que podemos chamar de operacionais ou funcionais, e que devem
continuar sendo executadas normalmente, das atividades relacionadas com a
criação de novos produtos/serviços, as quais podem ser definidas e tratadas
como projetos. No caso do SIBi/USP, foram também estabelecidas, a partir do
Planejamento Estratégico, as ações de contingência, que não demandam
necessariamente um projeto, mas decisões do DT e/ou do Sistema como um
todo.
A implementação do novo modelo deu-se basicamente na seguinte
seqüência:
•

Recebimento das estratégias definidas pelas bibliotecas;

•

Diferenciação das estratégias sistêmicas e locais;

•

Definição dos Pontos fortes, Pontos fracos, Oportunidades e Ameaças do
Sistema;

•

Definição dos projetos, a partir das estratégias sistêmicas;

�•

Descrição do escopo dos projetos;

•

Constituição das equipes de cada projeto;

•

Definição da coordenação de cada equipe.
Uma vez definida a equipe e a respectiva coordenadoria, os trabalhos

iniciaram, obedecendo ao fluxo e às diretrizes previamente estabelecidos e
gerando uma documentação a ser incorporada no site “Gestão de Projetos do
SIBi/USP”
O site foi criado para facilitar o acompanhamento dos projetos, reunindo
toda a documentação relativa aos mesmos, bem como informando as normas e
procedimentos a serem seguidos. Para coletar a documentação dos projetos,
analisá-la, sugerir eventuais alterações e torná-la disponível no site, bem como
para auxiliar na aplicação da metodologia de gestão de projetos, foi criada a
Secretaria de Operações. Pouco depois foi criado também o Conselho de
Operações, para atuar como instância consultiva e auxiliando na formação dos
comitês avaliadores dos projetos. Este Conselho é formado pela Diretoria
Técnica do SIBi/USP e por 3 Diretorias de Bibliotecas, uma da cada área:
humanas, exatas e biológicas.

4 DESCRIÇÃO DO MODELO DE GESTÃO POR PROJETOS

A descrição do modelo de gestão de projetos pode ser feita a partir do
próprio site interno de gestão, uma vez que este reúne toda a documentação
relativa ao gerenciamento e desenvolvimento dos projetos. O site de gestão
apresenta a seguinte estrutura de informação:

1 VISÃO GERAL DO PROCESSO

1.1 FLUXOGRAMA

�1.2

Descrição: detalhamento das etapas do fluxograma, incluindo

responsáveis, resultados, recursos e atividades.
2

Padrões e diretrizes: procedimentos estabelecidos para a

manutenção do “site”, elaboração do Caderno de Projeto, composição das

�equipes dos projetos e composição e funcionamento dos times de avaliação
dos projetos.

3

Informações operacionais: dados sobre o desenvolvimento dos

projetos em andamento, além do histórico dos projetos encerrados ou que se
tornaram processo.

4

Informações administrativas: objetivos e composição do Conselho

de Operações e da Secretaria de Operações e relação dos componentes das
equipes de trabalho.

5

Material para os avaliadores: documentação a ser encaminhada

aos avaliadores dos projetos.

6 Novidades: destaque aos documentos recentes.

7 Histórico dos projetos

8 Veja também: documentos adicionais.

5 PANORAMA DOS PROJETOS

Os Planejamentos Estratégicos de 2002, 2003 e 2004 definiram 28
projetos, os quais foram ou vêm sendo implementados pelas respectivas
equipes do SIBi/USP. O quadro abaixo apresenta os projetos dentro de
grandes áreas estratégicas para o Sistema:

�ÁREA

Administração

Automação

Formação e
Desenvolvimento
de Acervo

Gestão de Pessoas

Marketing

ESCOPO DO PROJETO
•

Implantar o modelo de gestão e indicadores para o
SIBi/USP

2002

•

Identificar fontes alternativas de captação de recursos
internos e sistematizar procedimentos de submissão de
projetos

2002

•

Aprimorar o Relatório Individual por Bibliotecas - RIBi

2002

•

Implantar nova versão do Aleph

2002

•

Implementar circulação automatizada (local)

2002

•

Projeto para implantação de um sistema de inventário
automatizado para as bibliotecas da USP

2004

•

Propor programa para gerenciamento do processo de
aquisição de livros

2003

•

Aprimoramento do processo de assinaturas de periódicos
e serviços de acesso on-line do SIBi/USP

2002

•

Avaliar o uso de coleções de livros

2003

•

Aprimoramento do processo de aquisição de livros

2002

•

Avaliar coleções de periódicos

2002

•

Especificar / desenvolver sistema automatizado de
aquisição

2002

•

Institucionalizar procedimento para capacitação contínua
de equipes

2002

•

Criar portal de capacitação das equipes do SIBi/USP

2003

•

Atualização do caderno “Estudo da estrutura
organizacional para as bibliotecas da USP”

2004

•

Gestão de competências no Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP

2002

•

Institucionalizar processo de marketing no Sistema

2002

•

Promover produtos e serviços

2003

•

Programa de Avaliação da Qualidade dos Produtos e
Serviços do SIBi/USP

2002

•

Identificar as necessidades de informação sobre
preservação nas bibliotecas do SIBi/USP

2002

•

Divulgação de informações sobre preservação de acervos
documentais nas bibliotecas do SIBi/USP

2003

•

Elaborar programa para capacitação de usuários em nível
sistêmico

2003

Preservação

Produtos/Serviços

Ano

�aos Usuários

Tratamento da
Informação

•

Rever a versão preliminar do manual para elaboração de
dissertações e teses

2002

•

Definição de políticas de atendimento entre bibliotecas do
Sistema

2004

•

Aprimorar os procedimentos / mecanismos de controle de
consistência de dados

2002

•

Efetuar correções de dados para a consistência de
registros no DEDALUS

2002

•

Armazenamento da produção científica em ambiente
digital

2004

•

Gerenciamento do vocabulário controlado da USP

2002

6 CONCLUSÕES
Na terminologia e procedimentos empregados pelo PMBOK (PROJECT,
2000), está incluído a documentação referente às “Lições Aprendidas” durante
o desenvolvimento de projetos. Após o período inicial da adoção do modelo de
gestão por projetos, algumas considerações em relação às experiências
vivenciadas pelas equipes do SIBi/USP podem ser mencionadas.
Primeiramente, foi constatado ser necessário o cuidado com o número
de projetos a serem desenvolvidos concomitantemente. Uma carteira de
projetos mais modesta, em termos numéricos, é mais factível para
implementação e obtenção de melhores resultados.
Aliado à limitação do número total de projetos delineados para execução
simultânea, é importante que o escopo de cada projeto seja definido com
clareza e com especificidade de modo que a equipe responsável pela
condução e execução do trabalho não perca o foco principal do mesmo,
acarretando atrasos ou resultados não condizentes com a proposta original.
Outro fator crítico de sucesso do projeto está na formação das equipes.
Conforme apontado na literatura, e observado na prática, não é recomendável
a composição de grupos com muitos elementos, uma vez que pode dificultar a
operacionalização e gerenciamento do fluxo de trabalho.

�Paralelamente, as equipes precisam contar com profissionais que
tenham competências e habilidades específicas para o desenvolvimento eficaz
das atividades previstas.

Embora esteja previsto o aprendizado derivado da

própria prática de desenvolvimento dos projetos, é necessário que os
componentes das equipes apresentem um nivelamento conceitual na área
específica de atuação.
Os coordenadores / gerentes de projetos , por sua vez, devem ser
capazes

de

atuarem

como

catalisadores

no

processo

de

mudança

representado pela nova forma de trabalho, uma vez que a maior parte das
atividades
limitados

é efetuada separadamente, estando os encontros presenciais
pelas

exigências

das

tarefas

cotidianas.

Habilidades

de

gerenciamento de equipes, além das competências técnicas específicas são
exigidas, além, obviamente, do comprometimento e alinhamento com as
diretrizes sistêmicas.
O SIBi/USP não foi o primeiro a adotar a filosofia de gerenciamento de
bibliotecas através de projetos e, certamente, não será o último. O modelo
apresentado não é definitivo; está em construção; por esse motivo, está sujeito
a alterações, tanto na forma como no conteúdo. Tal fato, entretanto, não nos
impede de divulgá-lo, seja para oferecer um ponto de partida para quem quiser
adotar esta ferramenta, seja para receber contribuições por parte de quem já
tenha experiência nessa modalidade de gerenciamento de bibliotecas.
A permanente expansão da tecnologia, acarretando sua própria
obsolescência; novas técnicas gerenciais, novos fenômenos sociais e novos
paradigmas poderão resultar na busca de novas fórmulas. O importante é
permanecer atento e prontos para aprender e compartilhar o conhecimento.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, M.T.D. et al. Mudanças e inovações: novo modelo de organização
e gestão de biblioteca acadêmica. Ciência da Informação, v.27, n.3, p.311318, 1998.

�GATTONI, R.L.C. A gestão do conhecimento aplicada à prática da gerência de
projetos. In: Congresso Íbero-Americano de Gerência de Projetos, 4., 2003,
Rio de Janeiro. Disponível em: &lt;http://www.pmisp.org.br/congresso&gt;. Acesso
em: 13 Jul. 2004.
NOZERO, V.A.; VAUGHAN, J. Utilization of process improvement to manage
change in academic library. Journal of Academic Librarianship, v.26, n.6,
p.416-421, 2000.
PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. MINAS CHAPTER. PMBOK: Project
Management Body of Knowledge – Português. Belo Horizonte, PMI, 2000.
∗

Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) - Departamento
Técnico. Av. Prof Luciano Gualberto, trav. J, 374, Cidade Universitária, São Paulo, SP, Brasil.
dtsibi@org.usp.br
∗∗
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) - Faculdade de
Filosofia Letras e Ciências Humanas. Av. Prof. Lineu Prestes, trav 12, 350, Cidade
Universitária, São Paulo, SP, Brasil. bibfflch@edu.usp.br
∗∗∗
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) - Departamento
Técnico. Av. Prof Luciano Gualberto, trav. J, 374, Cidade Universitária, São Paulo, SP, Brasil.
dtsibi@org.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52238">
                <text>O SIBi/USP e a administração por projetos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52239">
                <text>Ferrari, Adriana Cybele; Grandi, Márcia Elisa Garcia de; Barsotti, Roberto</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52240">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52241">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52242">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52244">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52246">
                <text>É apresentado o novo modelo de gestão adotado pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo – SIBi/USP, implantado em fins de 2001 e fundamentado na filosofia de gerenciamento por projetos. Descreve-se a seqüência de operações, desde o levantamento das necessidades sistêmicas até à concretização dos projetos e sua transformação em processos contínuos, bem como a infra-estrutura preparada para o acompanhamento e os controles necessários. Embora o modelo adotado esteja baseado no PMBOK – Project Management Body Knowledge, alterações foram efetuadas visando simplificar e adaptar aquele modelo à realidade do SIBi/USP. Nesse sentido, alterou-se o fluxo original; introduziram-se rotinas; estabeleceram-se diretrizes e normas próprias; criou-se um site para acolher a documentação produzida e uma Secretaria de Operações para coletar, analisar a documentação gerada e torná-la disponível no site, além de auxiliar na aplicação da nova metodologia. O nosso modelo não é definitivo; está em construção e, por esse motivo, sujeito a alterações. Isto não nos impede de divulgá-lo, seja para oferecer um ponto de partida para quem quiser adotar semelhante ferramenta, seja para receber contribuições por parte de quem já tenha experiência nessa modalidade de gerenciamento. O fato de estarmos inseridos numa academia nos obriga a ensinar e a aprender. Em todo caso, nada é definitivo e as circunstâncias poderão nos obrigar a buscar novas fórmulas. O importante é estarmos atentos e prontos para aprender.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68209">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4709" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3778">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4709/SNBU2004_013.pdf</src>
        <authentication>78f81b0d11413b40be86e7c0a732b8fe</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52300">
                    <text>INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E GESTÃO NA REDE SIRIUS – REDE DE
BIBLIOTECAS UERJ, A PARTIR DO DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA
DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS

Alexandre Rojas∗
Nadia Lobo da Fonseca
Nysia Oliveira de Sá
Regina Serrão Lanzillotti

RESUMO

Trata das oportunidades trazidas pelas dimensões tecnológicas para a Rede
Sirius, órgão que congrega as Bibliotecas da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ), visando a proposição de um modelo de integração
multidisciplinar que mescle os resultados obtidos por especialistas em
Biblioteconomia, Educação, Sistemas de Informação e Estatística. Relaciona a
gestão da Rede Sirius e a implementação do SIG/ Rede Sirius aos pressupostos
do pensamento sistêmico, da Teoria das Cinco Disciplinas de Peter Senge e do
modelo da criação do conhecimento de Ikujiro Nonaka e Hirotaka Takeuchi. De
acordo com tais pressupostos, caracteriza-se a Rede Sirius como organização
inovadora, na qual estratégias diversas propiciam, entre outros benefícios,
aproximar "realidade atual" e "visão" (realidade pretendida).
PALAVRAS-CHAVE: Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Gestão do
conhecimento. Bibliotecas Universitárias. Inovação tecnológica.

1 ANTECEDENTES
A cooperação e o compartilhamento de recursos incluem-se entre as
estratégias adotadas pelas Instituições de Ensino Superior (IES) para contornar
dificuldades que restringem o crescimento de suas bibliotecas e comprometem
sua atuação como suporte ao ensino, pesquisa e extensão. Diante desse fato, as
IES têm buscado adequar-se estruturalmente, para fazer face a essa nova
realidade.
No caso da UERJ, em 1997, as bibliotecas passaram por um processo de
avaliação interna, que determinou sua reestruturação organizacional, compondo
uma rede denominada Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Trata-se de uma

�unidade administrativa, convivendo com diversas áreas do conhecimento, o que
exige subunidades prestadoras de serviços de informação diferenciadas, focadas
no usuário em busca de um atendimento de qualidade. A especificidade da Rede
Sirius decorre da interação das bibliotecas entre si, com os Núcleos e as Seções
de Apoio Administrativo e com o Sistema UERJ "não comportando, portanto,
transpor, a priori, um modelo proposto a partir de outra realidade"1.
Data dessa época a aproximação das bibliotecas a outras unidades da
UERJ, a partir da assessoria técnica prestada pelo Instituto de Matemática e
Estatística (IME) ao Grupo Especial de Trabalho (GET)2, que elaborou a proposta
de reestruturação para as bibliotecas3.
O Departamento de Estatística do IME foi responsável pela consolidação
dos dados resultantes do diagnóstico e do estudo de necessidades e demanda de
informação (ENDI) aplicados pelo GET, e dos quais participaram, direta ou
indiretamente, a clientela interna (servidores das bibliotecas) e externa
(representada pelo público prioritário das bibliotecas: docentes e discentes –
freqüentadores e não freqüentadores).
Tendo em vista a integração obtida com esta parceria, buscou-se
consolidá-la,

quando foi iniciada a implantação da Rede Sirius, em 1998, e

atualmente, dela também participa o Departamento de Informática e Ciência da
Computação do IME (COMPUT).
A assessoria do COMPUT viabilizou a modelagem do sistema de
informações gerenciais (SIG/Rede Sirius), iniciativa ratificada pela Universidade

1

FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para a Rede Sirius:
uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002,
Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom. p. 69.
2

O GET foi instituído pela Reitoria da UERJ, em 1997, e envolveu cinco bibliotecárias da
universidade escolhidas pelos seus pares. Esse grupo de trabalho contou com a assessoria de
duas doutoras (uma da área de Ciência da Informação, e a outra das áreas de Estatística e
Engenharia de Transportes).
3

SÁ, Nysia Oliveira de (coord.). Rede Sirius: uma proposta de gestão para as bibliotecas da UERJ.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais...
Fortaleza: SNBU,1998. 3 arquivos (657bytes), disquetes de 3 1/2 polegadas.Word for Windows
6.0.

�por meio do Programa de Apoio Técnico às Atividades de Ensino, Pesquisa e
Extensão (PROATEC), com a contratação de um programador.
Nessa modelagem, adotou-se a metodologia “Análise Orientada a Objeto”
para o desenvolvimento da parte computacional, a linguagem Delphi e o Banco de
Dados Interbase. O programador contratado, sob a coordenação de um docente
do COMPUT/UERJ, precisou interagir com os servidores da Rede, obtendo
informações sobre a infra-estrutura computacional existente e, posteriormente,
ministrando, a alguns servidores, noções de Delphi. A intenção era capacitá-los
para dar suporte ao projeto e, no futuro, repassar os fundamentos da modelagem
do SIG, propagando-se, dessa forma, o conhecimento adquirido ao longo do
desenvolvimento dessa ferramenta gerencial.
Com a implementação do SIG, a Rede Sirius demonstra espírito inovador,
buscando capitalizar o potencial de técnicos e docentes, tanto em direção ao seu
autodesenvolvimento, quanto ao da organização.
Seguem-se, em linhas gerais, reflexões, de forma holística, da equipe
multidisciplinar integrada por especialistas em Biblioteconomia, Educação,
Sistemas de Informação e Estatística, em torno de conceitos da área de gestão
do conhecimento nas organizações, conforme Ludwig von Bertalanffy, Peter
Senge, Ikujiro Nonaka e Hirotaka Takeuchi, dada a abordagem, por esses
autores, de aspectos cruciais referentes às "organizações inovadoras".

2

ALGUMAS ABORDAGENS DA GESTÃO DO CONHECIMENTO NAS

ORGANIZAÇÕES

Dentre as obras estudadas, destacaram-se as de Bertalanffy, Nonaka,
Takeuchi e Senge, pela possibilidade de serem estabelecidos elos entre aspectos
teóricos abordados por esses autores, e o processo de implementação da Rede
de bibliotecas.

�A começar pelos princípios da Teoria Geral de Sistemas de Bertalanffy4,
que embasaram a elaboração da proposta de uma estrutura em rede, quando se
discutiu, entre outras, a questão da convivência simultânea de redes e sistemas
em uma organização, bem como a interação entre sistemas/subsistemas e
sistemas/sistemas.
De acordo com Senge5, a base para a construção de uma organização que
aprende é a prática de cinco disciplinas componentes: o pensamento sistêmico, o
domínio pessoal, os modelos mentais, a construção de uma visão compartilhada
e a aprendizagem em equipe. Essas disciplinas, apesar de desenvolvidas
separadamente, são mutuamente complementares e, juntas, formam um conjunto
indissociável, que contribui para inovar as organizações, e ampliar continuamente
sua capacidade de aprendizagem.
Segundo este autor, apesar de a aprendizagem individual não garantir a
aprendizagem organizacional, sem a primeira, a segunda não pode acontecer,
pois a aprendizagem individual adaptativa, visando à sobrevivência, é a mais
comum nas organizações. Embora necessária, ela não é suficiente em uma
organização que aprende, na qual os dois tipos de aprendizagem devem ser
combinados para que se obtenha o máximo da sua capacidade inovadora.
Outra característica importante do modelo é a manutenção de um estado
constante de tensão criativa no âmbito organizacional, que é a força resultante da
tendência natural dos indivíduos em buscar soluções para as tensões
encontradas no dia-a-dia. Essas tensões surgem no momento em que os
indivíduos reconhecem uma divergência entre a realidade atual (real – aquilo que
temos) e a realidade desejada (visão – aquilo que desejamos).
Senge identificou duas formas distintas de resolver as tensões criativas que
surgem nas organizações: ou procura-se alinhar a realidade atual com a visão, ou
tenta-se reduzir esta, a fim de conciliá-la com a realidade atual. A segunda
4

BERTALANFFY, Ludwig von. Teoria geral dos sistemas. 2.ed. Petrópolis: Vozes; Brasília: INL,
1975.
5

SENGE, P. A Quinta Disciplina: arte e prática da organização que aprende. São Paulo: Best
Seller, 2000.

�solução, apesar de mais imediata, pode levar a um processo gradual de
degradação da visão. Isso acontece porque, invariavelmente, novas pressões
surgirão, afastando ainda mais a realidade atual da nova visão estabelecida, e já
reduzida. Se, ao contrário, entende-se a tensão criativa e permite-se que funcione
sem reduzir a visão, esta se torna uma força ativa na organização. Dessa forma,
os indivíduos criativos usam a lacuna entre a visão e a realidade atual para gerar
energia para a mudança. Deve-se ressaltar, porém, que o controle da tensão
criativa só é possível mediante paciência, perseverança e compromisso com a
verdade.
A seguir apresenta-se, em síntese, a prática das cinco disciplinas:
Domínio Pessoal: é a disciplina do crescimento e da aprendizagem das
pessoas que estão continuamente expandindo sua capacidade de criar em
busca das metas estabelecidas.
Modelos Mentais: refere-se ao desenvolvimento da capacidade da
organização de trabalhar com pressupostos profundamente arraigados,
generalizações ou imagens internas que influenciam a forma de agir e
entender o mundo, tanto do indivíduo quanto da organização.
• Visão Compartilhada: corresponde às metas, aos valores e às missões
compartilhados na organização, que formam uma imagem do futuro que se
deseja alcançar. A construção de uma visão compartilhada não deve ser
confundida com a visão de uma pessoa ou de um grupo imposta a uma
organização.
• Aprendizagem em Equipe: visa fomentar o diálogo entre os integrantes da
equipe, a fim de estimular o pensamento conjunto e superar os limites da
visão individual.
•

Pensamento Sistêmico: funciona como a ferramenta que integra todas as
outras disciplinas, fornecendo a motivação para análise das inter-relações
entre elas, de forma que a soma das partes possa exceder o todo.

�O trabalho desenvolvido por Nonaka e Takeuchi6 é um dos principais
estudos teóricos sobre a relação entre conhecimento tácito e explícito e o
processo de inovação na organização. O conhecimento tácito é o ponto de partida
do processo de inovação, por isso as organizações devem estar preparadas para
absorvê-lo e disseminá-lo por toda a organização, incorporando-o em produtos e
tecnologias. Esse processo baseia-se, fundamentalmente, no comprometimento
dos funcionários com a organização e com a sua missão, exigindo, para isso,
pessoas que se sintam à vontade em trabalhar tanto com imagens e símbolos,
quanto com dados concretos.
Na empresa criadora do conhecimento, de acordo com o modelo dinâmico
desenvolvido por estes autores, há quatro maneiras distintas de manifestação:
socialização, que é a conversão do conhecimento tácito em conhecimento
explicito;

externalização,

compartilhadas;

processo

combinação

e

através

internalização,

do
o

qual

experiências

conhecimento

tácito

são
é

multiplicado, na forma de modelos mentais e habilidades técnicas.
Cada modo de conversão do conhecimento é ativado por um evento
distinto. A socialização inicia-se, usualmente, com a construção de um campo de
interação que facilita o compartilhamento dos modelos mentais e experiências
individuais. A externalização, pelo diálogo e reflexão coletiva, através da utilização
de metáforas e analogias que auxiliam na articulação do conhecimento tácito. Já
o processo de combinação se dá pela associação dos conhecimentos explícitos
novos e já existentes, consolidando-os em um novo produto ou serviço.
Finalmente, o processo de internalização é ativado pelo "aprender fazendo" (por
exemplo, a experiência de desenvolver um novo produto).
Tal processo, para os autores, constitui-se em vantagem competitiva das
companhias japonesas, cujo sucesso deve-se à sua capacidade de gerenciar o
conhecimento. Criar novo conhecimento de maneira consistente, disseminá-lo
através da organização, e rapidamente incorporá-lo em novas tecnologias e
produtos caracterizam, segundo Nonaka e Takeuchi,"a empresa criadora do
6

NONAKA, I. ; TAKEUCHI, H. The knowledge-creating company: how Japanese companies
create the dynamics of innovation. New York: Oxford University Press, 1995.

�conhecimento", cujo principal negócio é a inovação contínua7.
A convergência entre o pensamento de Senge8 – a construção da
organização que aprende – e o de Nonaka e Takeuchi9 – a organização que cria
conhecimento – é que ambos consideram o papel relevante das pessoas que
integram e impulsionam os sistemas, considerando-as fator estratégico para a
competitividade e a inovação no âmbito organizacional.
Drucker10 afirma que cada organização deve desenvolver práticas
sistemáticas para gerenciar a sua autotransformação, o que a prepara para
abandonar conhecimentos obsoletos e aprender a criar o novo, em um processo
de melhoria e inovação contínuas. Nesse contexto, a gestão planejada do
conhecimento e da aprendizagem nas organizações torna-se uma prática
fundamental, pois permite, também, identificar manifestações criativas, bem como
tratá-las de forma organizada e compartilhada.

3 A UNIVERSIDADE E A GESTÃO DO CONHECIMENTO
Relacionando o ambiente universitário às teorias sobre gestão do
conhecimento, infere-se que a Universidade pode se constituir em uma
organização que aprende e cria conhecimento, estabelecendo parcerias intra e
extra muros para minimizar custos e retornar à sociedade parte dos investimentos
nela realizados.
Uma Universidade neste moldes estaria apta a contribuir para a

7

NONAKA, I. ; TAKEUCHI, H. The knowledge-creating company: how Japanese companies
create the dynamics of innovation. New York: Oxford University Press, 1995.
8

SENGE, P. A Quinta Disciplina: arte e prática da organização que aprende. São Paulo: Best
Seller, 2000.
9

NONAKA, I. ; TAKEUCHI, H. The knowledge-creating company: how Japanese companies
create the dynamics of innovation. New York: Oxford University Press, 1995.
10
DRUCKER apud NONAKA, I. ; TAKEUCHI, H. The knowledge-creating company: how
Japanese companies create the dynamics of innovation. New York: Oxford University Press, 1995.

�reforma do pensamento para reformar o ensino, e reformar o
ensino para reformar o pensamento, tendo em vista que nossa
civilização e, por conseguinte, nosso ensino privilegia a separação
em detrimento da ligação, e a análise em detrimento da síntese11.

No entanto, o cotidiano vivenciado nas Universidades leva a crer que há
duas posturas distintas relativas à gestão do conhecimento. A primeira delas
entende a organização como uma máquina de disseminação e processamento de
informação, na qual apenas o conhecimento formal e sistemático é útil. Há uma
profusão de valores organizacionais trazidos pelos administradores – muitas
vezes egressos do corpo docente – que estão intimamente relacionados com a
pluralidade de cursos e áreas de conhecimento.
Nessa abordagem, a mensuração do valor dos novos conhecimentos
também parte de critérios quantificáveis – maior eficiência, custos menores,
melhor aproveitamento por parte dos alunos. Isto se traduz numa busca contínua
por melhoria.
Na segunda postura, insere-se a Universidade que busca, através do
gerenciamento adequado do seu conhecimento, responder rapidamente aos
clientes (alunos, funcionários e sociedade), criar novos mercados, desenvolver
com agilidade novos produtos e dominar tecnologias emergentes. Assim, a gestão
dessa

Universidade

implica

em

reconhecer

que

a

criação

de

novos

conhecimentos não é fruto apenas do processamento de informações objetivas,
mas, principalmente, do aproveitamento de insight e das intuições dos membros
da organização, de acordo com Nonaka12.
Portanto, as organizações inovadoras podem ser definidas como um
sistema de interações dotado de grande flexibilidade, em que predominam as
relações de compartilhamento do conhecimento entre os indivíduos. Assim, para
fomentar a inovação no ambiente universitário, é indispensável o desenvolvimento

11

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. p.24
NONAKA, I. A empresa criadora de conhecimento. ln: Gestão do Conhecimento. Rio de
Janeiro: Campus, 2000. p. 27 - 45.
12

�de uma cultura organizacional13 voltada para a experimentação e a aprendizagem
contínuas.
Uma das maneiras de se propiciar o processo de combinação entre
conhecimento tácito e conhecimento explicito é o uso efetivo de redes de
comunicação computadorizadas e de bancos de dados.
Tendo em vista tais pressupostos, na UERJ, o Sistemas de Informações
Gerenciais (SIG/ Rede Sirius) vem sendo modelado de forma a se constituir em
um dos elementos -chave, que possibilitará a consolidação dos dados gerados
pelos diversos setores da Rede. Combinando conhecimento tácito e explícito, ao
sintetizar informações de fontes diversas, o SIG permitirá inferir novos
conhecimentos, constituindo-se em ferramenta gerencial relevante para a Rede
Sirius, pois esta, tal como preconizado por Ranganathan14, constitui-se em um
organismo vivo, em constante crescimento.
Em decorrência, na modelagem do SIG/ Rede Sirius, considerou-se a
importância do meio ambiente - um dos elementos essenciais para o estudo das
interconexões entre as várias partes que compõem um sistema - por exercer
grande influência na operação do mesmo15, de acordo com Bertalanffy. Isto
porque a Rede Sirius é uma organização que pode ser vista como um sistema
aberto, conforme concebido por Wetherbe, ou seja,
[...] em interação contínua com o meio ambiente para
reabastecimento de material, energia e informação, e que pode se
adaptar às mudanças das condições internas e de meio ambiente,
é auto-organizado e pode mudar sua organização em resposta a
mudanças de condições16.
13

Considerou-se cultura organizacional como "um conjunto de valores e crenças socialmente
apreendidos pelos membros que a compõem [a organização], formando assim uma identidade
organizacional explícita e diferenciada, expressa em ações compartilhadas de todos os seus
integrantes, como respostas aos desafios propostos pelo mundo exterior". In: CAMPOS, C. A
organização inconformista: como identificar e transformar mentes revolucionárias em um
diferencial competitivo. Rio de Janeiro: FGV, 2001.p. 55.
14
Ranganathan apud LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet
de Lemos/Livros, 1996.
15

BERTALANFFY, Ludwig von. Teoria geral dos sistemas. 2.ed. Petrópolis: Vozes; Brasília: INL,
1975.
16

Wetherbe apud BRAGA, Fabiane dos Reis. Um modelo de monitoramento ambiental

�4

ANALOGIAS

ENTRE

A

GESTÃO

DO

CONHECIMENTO

E

A

IMPLEMENTAÇÃO DA REDE SIRIUS

No caso da Rede Sirius, estudos que antecederam a sua implantação
constataram que, em sua maioria, os servidores das bibliotecas da UERJ
possuíam nível de escolaridade superior ao exigido para o desempenho dos
cargos. Este fato suscitou a emergência de uma filosofia de gestão participativa,
em que se pudesse contar com a contribuição de todos na resolução dos
problemas organizacionais.
Tal filosofia de gestão, por agregar saberes, muito se assemelha à
conversão do conhecimento tácito em explícito, pela socialização, externalização,
combinação e internalização. A gestão participativa propiciou a formação de
grupos de trabalho integrados por clientes internos (servidores) e externos
(discentes e docentes), como aquele que vem desenvolvendo o SIG/ Rede Sirius.
Essa experiência de desenvolver um novo produto, por sua vez, favoreceu o
processo de internalização, pois o conhecimento adquirido é multiplicado, sendo
transmitido de servidor para servidor, em um processo contínuo de propagação
do conhecimento.
No que concerne à Rede Sirius, a concretização do pensamento sistêmico
se manifesta também no modelo de gestão participativa, pois a atuação dos
gerentes de forma sincronizada com a direção, e demais componentes,
assemelha-se a uma cadeia, cujos elos poderão interagir, mais facilmente, por
meio de um sistema de informações gerenciais. À semelhança dos modelos
mentais, o SIG favorece a abertura necessária para identificar limitações nas
formas atuais de ver a realidade.
Por outro lado, esse estilo de gestão propicia a aprendizagem em equipe
ao permitir superar os limites das perspectivas individuais, estimulando as
pessoas talentosas e inovadoras a estabelecerem metas comuns (visão
(environmental scanning) orientado para o planejamento estratégico da CNEN. 1997. 96 f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro. p. 4.

�compartilhada), um compromisso com o longo prazo.
Há a expectativa, portanto, de que o SIG/ Rede Sirius, como ferramenta de
disseminação da informação gerencial, venha a se constituir em um fator
integrador entre a comunidade acadêmica e as bibliotecas, de modo que aquela
adquira uma percepção diferenciada destas, a partir do seu envolvimento com a
Rede Sirius em propostas de resolução de problemas (como, por exemplo, a
otimização de recursos) indicando estratégias inovadoras, criticando ou sugerindo
mudanças de rumos.
Este envolvimento, atualmente, é propiciado pela possibilidade de
participação da comunidade nas Comissões de Bibliotecas, cuja atribuição é
consultiva e deliberativa, assessorando a gerência em atividades como o
desenvolvimento de coleções, planejamento orçamentário, e a divulgação da
prestação de serviços informacionais.
No entanto, existem obstáculos a superar, pois só quando uma
organização consegue efetivamente desenvolver uma visão compartilhada, os
indivíduos passam a possuir um senso de comunidade que permeia toda a
organização e dá
coerência às diversas atividades desenvolvidas. Isto é questão de tempo,
pois o alcance deste objetivo está atrelado à aprendizagem que significa mudança
de comportamento. Por sua vez, mudança de comportamento se traduz na
internalização do conhecimento.
Além disso, as dificuldades concentram-se também no domínio pessoal.
Apesar de todo o empenho da Rede Sirius, desde 2000, em criar um ambiente
propício à aprendizagem, a captação de indivíduos potencialmente inovadores por
organizações do setor público esbarra, geralmente, em exigências formais e
legais (concurso público, regime estatutário), submetendo-se a preocupação em
adequar indivíduo e atribuição, à necessidade de prover as vagas de
determinados cargos.
Contudo, observam-se indicativos de uma gradativa mudança de postura

�dos servidores das bibliotecas, constatando-se que a disseminação do
conhecimento

gerado

deixou

de

estar

circunscrita

à

Universidade,

consubstanciada na crescente participação de bibliotecários apresentando
trabalhos em eventos técnico-científicos das áreas de Biblioteconomia, Ciência da
Informação e afins, e em parceria com os docentes e discentes ligados à bolsa de
Estágio Interno Complementar17.
Acredita-se, portanto, que iniciativas como as da Rede Sirius (mudança de
estrutura organizacional, implementação de ferramentas gerenciais, gestão
participativa,

etc.)

constituem-se

em

estratégias

para

superar

entraves

burocráticos e aproximar a realidade atual da visão, que poderão servir de
parâmetros a outras organizações comprometidas com a melhoria e inovação
constantes.
ABSTRACT
It discusses the opportunity introduced by the technological dimensions for Rede
Sirius, that congregates the libraries of Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(UERJ), aiming to propose of a multidisciplinary integration model, that links the
results gained by specialists in Librarianship, Education, Information Systems and
Statistics. It correlates to the management of Rede Sirius, and the implementation
of a System of Management Information – SMI/ Rede Sirius to the postulates of
systemic thought, of Theory of Peter Senge’s 5 Disciplines and of the knowledge
creation standard of Nonaka and Takeuchi. According to these postulates, Rede
Sirius is characterized as an innovatory organization, in which many strategies
propitiate, among other benefits, a closer approach between the "present reality"
and "vision" (a desirable reality).
KEYWORDS: Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Knowledge Management.
University Libraries. Technological innovation.

REFERÊNCIAS
BERTALANFFY, Ludwig von. Teoria geral dos sistemas. 2.ed. Petrópolis:
Vozes; Brasília: INL, 1975.

17

Esta afirmação decorre da análise do Relatório de Atividades da Rede Sirius, nos últimos quatro
anos.

�BRAGA, Fabiane dos Reis. Um modelo de monitoramento ambiental
(environmental scanning) orientado para o planejamento estratégico da
CNEN. 1997. 96 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) –
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
CAMPOS, C. A organização inconformista: como identificar e transformar
mentes revolucionárias em um diferencial competitivo. Rio de Janeiro: FGV, 2001.
FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para a
Rede Sirius: uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 1996.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
NONAKA, I. A empresa criadora de conhecimento. ln: Gestão do Conhecimento.
Rio de Janeiro: Campus, 2000. p. 27 a 45.
NONAKA, I. ; TAKEUCHI, H. The knowledge-creating company: how Japanese
companies create the dynamics of innovation. New York: Oxford University Press,
1995.
SÁ, Nysia Oliveira de (coord.). Rede Sirius: uma proposta de gestão para as
bibliotecas da UERJ. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: SNBU,1998. 3
arquivos (657bytes) , disquetes de 3 1|2 polegadas.Word for Windows 6.0.
SENGE, P. A Quinta Disciplina: arte e prática da organização que aprende. São
Paulo: Best Seller, 2000.

rojas@ime.uerj.br Docente. Departamento de Informática e Ciência da Computação/UERJ
nlobo@uerj.brBibliotecária.
Rede
Sirius
–
Rede
de
Bibliotecas
UERJ

nysiasa@hotmail.br Bibliotecária. Conselho Regional de Biblioteconomia, 7ª Região (Av.
Rio
Branco, 277, 7° andar, sala 709. Centro – RJ. Brasil)
regina@ime.uerj.br Docente. Departamento de Estatística/ UERJ.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro. R. São Francisco Xavier, 524, s. 3002, Bl.C Maracanã. Rio de Janeiro. RJ.CEP: 20530-013. Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52274">
                <text>Inovação tecnológica e gestão na Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ, a partir do desenvolvimento de um sistema de informações gerenciais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52275">
                <text>Rojas, Alexandre; Fonseca, Nadia Lobo da; Sá, Nysia Oliveira de, Lanzillotti, Regina Serrão </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52276">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52277">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52278">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52280">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52281">
                <text>Trata das oportunidades trazidas pelas dimensões tecnológicas para a Rede Sirius, órgão que congrega as Bibliotecas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), visando a proposição de um modelo de integração multidisciplinar que mescle os resultados obtidos por especialistas em Biblioteconomia, Educação, Sistemas de Informação e Estatística. Relaciona a gestão da Rede Sirius e a implementação do SIG/ Rede Sirius aos pressupostos do pensamento sistêmico, da Teoria das Cinco Disciplinas de Peter Senge e do modelo da criação do conhecimento de Ikujiro Nonaka e Hirotaka Takeuchi. De acordo com tais pressupostos, caracteriza-se a Rede Sirius como organização inovadora, na qual estratégias diversas propiciam, entre outros benefícios, aproximar "realidade atual" e "visão" (realidade pretendida).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68213">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4712" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3781">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4712/SNBU2004_014.pdf</src>
        <authentication>9a14bf1505bca528e2adf59243284208</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52327">
                    <text>CAPACITANDO DOCENTES POR MEIO DO ENSINO A DISTÂNCIA:
INTERAGINDO NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

Ana Claudia Philippi Pizzorno∗
Cristiani Regina Andretti
Grazielle de Oliveira Gomes
Salete Cecília de Souza

RESUMO
A universidade é o espaço que tem por objetivo principal, formar e qualificar pessoas
para o mercado de trabalho, bem como, gerar conhecimento científico que produza
bens e serviços aplicáveis ao desenvolvimento e bem estar da sociedade. A prática
de formação e produção do conhecimento científico inicia no caminho da sala de
aula, onde o aluno é motivado a pesquisa e orientado ao uso de fontes de
informação. A partir desta premissa, foi elaborado um curso de extensão, na
modalidade à distância, para estreitar a relação entre o docente e a biblioteca
universitária, divulgando-a, na sua totalidade, desde a sua infra-estrutura aos
serviços oferecidos. A proposta inicial partiu da Câmara Setorial de Bibliotecas da
Associação Catarinense das Fundações Educacionais – Acafe, representada pelas:
Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul e Universidade do Vale do Itajaí Univali com a parceria da UnisulVirtual. O curso foi desenvolvido em dois formatos:
online e material impresso, exigindo do aluno 20 horas de dedicação. A análise dos
resultados coletados nesse curso aponta um índice de satisfação dos alunos acima
de 86,25%, considerado um dos menores de evasão nessa modalidade de ensino na
UnisulVirtual. A união entre tecnologia da informação, comunicação e educação, vem
agregar valor na relação entre biblioteca e ensino/aprendizagem, contribuindo para
formação do educador e educando.

PALAVRA-CHAVES: Ensino a distância. Bibliotecas universitárias. Serviços de
informação - Educação de usuários.

1 INTRODUÇÃO
As Instituições de Ensino Superior - IES, por meio do uso de novas
tecnologias, estão ampliando as modalidades de ensino, utilizando-se de Ambientes

�Virtuais de Aprendizagem - AVA como uma alternativa para possibilitar as pessoas
em qualquer lugar do mundo, o acesso à educação.
O termo Ensino à Distância – EAD abrange várias formas de ensino e
aprendizagem, nas quais os alunos não estejam em contato diário e presencial com
seus professores e colegas. De acordo com Niskier (1999) “parte-se de um conceito
extremamente simples: alunos e professores estão separados por uma certa
distância e, às vezes, pelo tempo. A modalidade modifica aquela velha idéia, que
para existir ensino, seria sempre necessário contar com a figura do professor em
sala e de um grupo de estudantes.”
Acompanhando as tendências, as bibliotecas universitárias estão se
adaptando às novas formas de ensino e aprendizagem. Para tanto, além de oferecer
aos acadêmicos acessos on-line aos serviços prestados, procuram capacitá-los
utilizando o ensino à distância.
Percebe-se que as bibliotecas universitárias caminham para uma
dependência quase total do emprego das tecnologias de informação
e comunicação e dos processos automatizados inerentes a essas
tecnologias. [...] é quase impossível imaginar as tarefas de rotina
realizadas em uma biblioteca sem o auxílio de processos
automatizados, que possibilitam a conexão com a rede mundial de
computadores em tempo integral. (MORIGI, PAVAN, 2004)

Há inúmeras possibilidades das bibliotecas universitárias desenvolverem
atividades na divulgação de seus serviços e recursos, bem como, a capacitação de
seus usuários, promovendo cada vez mais, o acesso e uso de informações.
As bibliotecas como elementos do sistema educacional necessitam
participar ativamente deste processo, buscando caminhos inovativos
e criativos para apoiar a aprendizagem à distância e principalmente
oferecer aos estudantes que optaram por essa modalidade de ensino
oportunidades iguais de acesso às fontes informacionais como
oferecidos aos estudantes do ensino presencial. (BLATTMAN,
RADOS, 2000)

A busca pela satisfação dos usuários continua sendo o principal objetivo das
bibliotecas, fazendo com que os esforços de construção e melhoria dos serviços

�estejam pautados pela excelência.

Esta excelência se traduz naquilo que a

biblioteca passa a contribuir na formação individual do acadêmico.
Este artigo relata, o estudo de caso de um curso de extensão à distância,
voltado primeiramente, a capacitação de docentes, quanto ao uso das bibliotecas
universitárias das IES pertencentes a Associação Catarinense das Fundações
Educacionais - Acafe visando contribuir com a escassa literatura que aborda este
assunto.

2 ACAFE E A CÂMARA SETORIAL DE BIBLIOTECAS
A Acafe pessoa jurídica de direito privado, é uma associação civil, sem fins
lucrativos, criada em 02 de maio de 1974, em Assembléia Geral dos dirigentes das
fundações educacionais criadas no Estado de Santa Catarina por lei dos Poderes
Públicos: Estadual e Municipais, com o objetivo de congregar e integrar as entidades
mantenedoras do ensino superior no Estado de Santa Catarina.
As principais finalidades da Acafe são:
• Congregar as fundações educacionais e as instituições de ensino
superior por elas mantidas;
• Realizar estudos e pesquisas com vistas à melhoria qualitativa do
ensino superior, à plena utilização do potencial existente nas entidades
filiadas, à satisfação das demandas no ensino, na pesquisa e extensão,
e ao constante aprimoramento do desempenho institucional de cada
entidade e do sistema de ensino superior fundacional que a integram;
• Promover o desenvolvimento de sistemas de informação e de redes de
comunicação de dados e construir, manter e assegurar acesso a
bancos de dados de interesse e uso comum no sistema fundacional.

�Em outubro de 2001, foram iniciados os trabalhos da Câmara Setorial de
Bibliotecas da Acafe que tem como objetivo principal: promover a integração e a
melhoria dos serviços prestados por suas bibliotecas. As suas principais ações são
voltadas para:
• Promover estudos que permitam obter um abrangente diagnóstico dos

recursos disponíveis e as condições de funcionamento das bibliotecas;
• Promover atividades de formação e atualização dos recursos humanos

lotados nas bibliotecas;
• Organizar serviços que otimizem o uso e ampliem a disponibilidade de

recursos informacionais on-line por meio da Rede Catarinense de
Tecnologia;
• Incentivar a construção de bibliotecas digitais;
• Promover atividades de cooperação que possibilitem a ampliação dos

recursos e serviços informacionais no âmbito do Sistema Acafe.
A EAD é uma realidade nas Universidades pertencentes a Acafe, o que
estimulou a Câmara Setorial de Bibliotecas criar um curso de extensão à distância,
intitulado: Interagindo na Biblioteca Universitária: Espaço e Serviços, com a
preocupação em difundir a biblioteca universitária no âmbito de sua comunidade
acadêmica e capacitar todas as categorias de usuários quanto ao uso das estruturas
das bibliotecas, recursos informacionais e serviços prestados pelas mesmas.
A EAD tende doravante a se tornar cada vez mais um elemento
regular e necessário dos sistemas educativos, não apenas para
atender a demandas e grupos específicos, mas com funções de
crescente importância, especialmente no ensino pós-secundário, ou
seja, na educação da população adulta, o que inclui o ensino superior
regular e toda a grande e variada demanda de formação contínua
gerada pela obsolescência acelerada da tecnologia e do
conhecimento. (BELLONI, 2002)

A era da informação oportuniza as bibliotecas universitárias uma nova atitude,
que implica no rompimento das barreiras de acesso a informação, gerenciamento e

�capacitação de seus usuários. A partir do uso da

Internet, ferramenta

significativamente poderosa, nos é oferecido uma gama de possibilidades e desafios,
cabendo aos profissionais da informação, saberem usufruir desse espaço.

3 AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM – AVA
O AVA decorre da concepção interacionista de construção do conhecimento,
na qual o aluno é o centro do processo de aprendizagem e de construção do próprio
ambiente. O AVA visa propiciar a construção de uma rede de convivência, de
expressão e de solidariedade, na qual participam diferentes atores (aluno, tutor,
monitor e suporte, secretaria executiva, logística e administração, articulador
didático-pedagógicos, equipe de produção Web e assessor tecnológico). A sua
utilização é baseada em atividades cooperativas e envolve diversos espaços de
interação que possibilitam um processo de ação e reflexão continuada dos alunos,
oportunizando o desenvolvimento do pensamento e da autonomia por meio de trocas
intelectuais, sociais, culturais e políticas, favorecendo a geração e a socialização do
conhecimento. O AVA que a UnisulVirtual utiliza foi desenvolvido e disponibilizado
pela Universidade Virtual Brasileira – UVB. A UnisulVirtual (www.unisul.br/virtual)
emprega práticas de ensino/aprendizagem com a integração de tecnologias de
comunicação e informação, para disciplinas e cursos, por método não-presencial,
disponibilizando aos professores e alunos maior flexibilidade na construção do
conhecimento. O pleno domínio das tecnologias disponíveis para Internet,
videoconferência e outras mídias, permitem também, a organização de cursos em
sistemas híbridos, com a parte conceitual realizada à distância e as oficinas de
aplicação de conhecimento em etapas presenciais.
A seguir, na figura 1, é apresentada, a home page da UnisulVirtual onde estão
disponibilizados ao público os recursos pedagógicos como: livro texto, caderno de
atividades, instrumento de avaliação, controles de processo, manual do aluno

�multimídia, cartas e mailing eletrônico, ambiente virtual de aprendizagem,
teleconferência e videoconferência.

FIGURA 1 – Página Principal UnisulVirtual
Diante das tecnologias educacionais disponíveis e a necessidade das
bibliotecas estreitarem a sua relação com a comunidade acadêmica, foi deflagrado o
processo de construção de um curso de extensão à distância. A proposta foi de
transmitir conhecimentos aos usuários para utilizarem plenamente às bibliotecas
presenciais e virtuais. Alem disso, formar multiplicadores das possibilidades
informacionais encontradas nas bibliotecas universitárias da Acafe.

4 ESTRUTURAÇÃO DO CURSO
A partir da Câmara Setorial de Bibliotecas da Acafe formou-se uma equipe
que assumiu o desenvolvimento do curso.
Com o apoio da direção da UnisulVirtual, gerenciadora da EAD nessa
universidade, e da equipe de bibliotecários da Universidade do Sul de Santa Catarina
– Unisul em parceria com o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade do
Vale do Itajaí – Univali apresentaram uma proposta, para o desenvolvimento do
curso, sendo a mesma aprovada pela Acafe e a Universidade que sediou o curso.

�A elaboração do curso, exigiu das autoras, um estudo aprofundado sobre o
emprego das linguagens utilizadas na modalidade de EAD como: leituras; sobre
assuntos relacionados aos temas abordados no curso e capacitação previa no uso
do AVA. Todo esse processo teve a assessoria permanente de um design
instrucional da UnisulVirtual. Para a aplicação do curso foram previstas estratégias
de aprendizagens, acionadas pelo uso orientado de material impresso e do AVA.
O curso de extensão, foi estruturado com uma carga horária de 20 horas,
distribuídas na interação entre as atividades propostas no AVA, conforme a figura 2,
e no material impresso de referência, totalizando um período médio de 30 dias. Para
obtenção da certificação o aluno deveria obter um aproveitamento mínimo de 70% do
conteúdo ministrado.

FIGURA 2 – Página Principal do curso e destaque das ferramentas
disponibilizadas no AVA

�O curso foi desenvolvido em 5 unidades que contemplaram as seguintes
etapas de aprendizagem:
1. Guia de utilização do ambiente virtual de aprendizagem;
2. Conhecendo a biblioteca universitária;
3. Serviços oferecidos pelas bibliotecas universitárias;
4. Fontes de acesso eletrônico;
5. ...Ou você lê ou você lê!
A lógica da apresentação dos temas tratados se deram a partir da seguinte
reflexão: Bibliotecas universitárias devidamente estruturadas versus usuários
desconhecedores do espaço e dos serviços oferecidos. A partir dessa premissa, foi
organizado o conteúdo informacional a ser trabalhado em cada unidade.
A primeira unidade, apresentou e ensinou aos participantes, a utilizarem as
ferramentas do AVA. Na segunda unidade; transmitiu-se informações gerais a
respeito de uma biblioteca universitária, incluindo história, seus conceitos, recursos
humanos envolvidos, processos e tipos de materiais disponibilizados. Na terceira
unidade, os alunos tiveram oportunidade de conhecer e utilizar os serviços
disponibilizados na forma on-line e presencial das bibliotecas universitárias.

Na

quarta unidade, estimulou-se aos alunos o acesso às fontes de informação e
capacitação na busca e recuperação de informações por meio de pesquisas nas
bibliotecas virtuais organizadas pelas bibliotecas da Acafe. Na quinta e última
unidade, o foco principal, oportunizou um momento de discussão e reflexão sobre a
importância do ato de ler.
No decorrer do curso os alunos tiveram permanente apoio técnico, por meio
da monitoria e de conteúdo, por parte da tutoria. A monitoria caracterizou-se por
uma equipe de profissionais aptos a esclarecerem todas as dificuldades quanto ao
uso das ferramentas disponíveis no AVA.

Quanto à tutoria, esta ofereceu aos

alunos, um suporte aos conteúdos das unidades ministradas, respondendo aos
questionamentos específicos, bem como, avaliação dos participantes e motivação

�para a realização das atividades. Resumidamente, o tutor desempenhou o papel de
professor no curso.
Paralelamente ao desenvolvimento dos conteúdos programáticos, ocorreu o
planejamento quanto à estratégia de distribuição de vagas e aplicação do curso nas
universidades da Acafe. Para tanto, foram mapeadas 150 vagas, distribuídas da
seguinte forma: 100 vagas foram divididas igualmente entre as 2 instituições autoras,
Unisul e Univali e 50 vagas, distribuídas para as demais IES da Acafe. Foi
determinado que, pelo menos um bibliotecário de cada IES realizasse o curso para
contribuir no processo de avaliação do mesmo. Na divulgação do curso foram
criados folders impresso e eletrônico, como também, cartazes, enviados a todas as
IES da Acafe.
A partir dessa modalidade de ensino, as bibliotecas passam a trabalhar de
forma inovadora, haja vista que, somente disponibilizar serviços on-line não sanam
as necessidades informacionais dos usuários de biblioteca. Os mesmos necessitam
estar habilitados para utilizarem plenamente esses serviços, cabendo às bibliotecas
estarem atentas e oferecerem cursos de capacitação on-line para preparar essa
comunidade acadêmica teoricamente distante.

5 RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DO CURSO
Como forma de avaliar o curso, foi encaminhado aos alunos, um questionário
afim de conhecer a opinião dos mesmos sobre a metodologia utilizada no curso; o
material didático; atendimento dos serviços de suporte a educação à distância; a
quantidade dos conteúdos trabalhados e a atuação dos professores/tutores. Dos 153
inscritos no curso, 93 concluíram o mesmo. Deste total, 24 responderam os
questionários gerando os resultados relatados a seguir:

�5.1 PRINCIPAIS ENFOQUES

5.1.1 Satisfação e expectativas
A análise dos resultados aponta um índice de satisfação acima de 86,25%,
considerando as alternativas: ótimo e bom.
Na pergunta sobre as expectativas do aluno em relação ao curso, a maioria
39% respondeu que aprimorou seu conhecimento em tarefas atuais; 32% capacitouse para novas tarefas; 24% para adquirir conhecimentos em áreas correlatas e 5%
para outros fins.

5.1.2 Recursos Didáticos
Quanto ao conteúdo apresentado no material impresso, 62% dos alunos
avaliaram como ótimo o conteúdo tratado; 17% consideram como bom, 17% como
satisfatório e 4% respondeu como regular o conteúdo do material impresso.
Tratando-se da avaliação do material impresso como suporte na aplicação dos
conteúdos na prática, 50% considerou ótimo, 29% bom e 21% como satisfatório.
Quanto à linguagem utilizada no material impresso, 59% considerou clara e de fácil
entendimento, 33% avaliou como boa e 8% como satisfatória.

5.1.3 Recursos Tecnológicos para mediação pedagógica
A

avaliação

do

AVA

como

uma

ferramenta

no

processo

de

ensino/aprendizagem a distância foi extremamente positiva, tanto para as bibliotecas,
como para a equipe da UnisulVirtual onde 71% dos respondentes apontaram como
ótimo; 29% como bom.

�5.1.4 Comunicação
Quanto à comunicação com o professor/tutor, a maioria dos alunos avaliou
como ótimo (58%); 21% bom, 13% como satisfatório. Não responderam a esta
questão 8% dos alunos. No referente à interação e comunicação com os colegas do
curso, 46% apontou como ótimo, 38% bom, 8%, satisfatório, os demais, 8% não
responderam a esta pergunta.

5.1.5 Tutoria
Quanto à interação professor/tutor e aluno, 62%, dos participantes avaliaram
como ótimo; 25% como bom e 13% como satisfatório. No item que avalia
conhecimentos e competência do professor/tutor no assunto trabalhado, 63% dos
alunos referendaram esta afirmação; 33% como bom e 4% avaliaram como
satisfatório. Avaliando, se a relação teoria-prática foi trabalhada pedagogicamente e
de forma instrutiva e construtiva pelo professor/tutor ao longo do curso, 54% dos
alunos responderam ótimo, 42% bom e 4% como satisfatório.

Quanto a

compatibilidade e coerência da assessoria pedagógica a distância conduzida pelo
professor/tutor relacionadas às necessidades de conhecimento do aluno, 59% dos
participantes, consideraram como ótima esta atividade, 33% como bom e 8% avaliou
como satisfatório.
Na atuação e dedicação do aluno como ator/participante do processo
ensino/aprendizagem, 37% dos respondentes avaliaram como bom 33% ótimo, 17%
satisfatório e 13% como regular. A partir dos resultados apresentados nestes
questionamentos, verificou-se que os alunos estão cada vez mais abertos a essa
nova modalidade de ensino no qual percebemos que esta cultura começa a ser
sedimentada e percebida pelas IES da Acafe.
Estamos vivendo um momento fecundo da história, de mudanças de
paradigmas, inclusive na educação. Estas mudanças são mais
profundas que uma simples troca de vídeo pelo CD-Rom ou da

�página impressa para home-page. O momento atual exige clareza
nesta percepção. (AZEVEDO, 2003).

Cabe ressaltar que a EAD é o exemplo real de que as tecnologias de
informação e comunicação estão favorecendo não só a educação como também, a
interação e a comunicação entre as pessoas, aqui, usuários de biblioteca.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na atualidade estamos vivendo um momento pontual, onde verificamos que o
uso das tecnologias da: informação e comunicação, são inerentes à vida do homem.
No campo da educação, as propagações dessas tecnologias são mais intensas e
permanentes, como é observado claramente nas transformações das bibliotecas
universitárias. Neste sentido, podemos afirmar que é possível capacitar usuários por
meio da EAD e utilizar as bibliotecas universitárias em sua totalidade.
A boa receptividade do AVA da UnisulVirtual por parte dos participantes neste
curso de extensão, somado as suas descobertas e contribuições para o contínuo
desenvolvimento da biblioteca e da própria EAD nos certifica, de que há um grande
campo de atividades a serem trabalhadas, tendo o usuário como foco dessas ações.
Após a finalização do curso, detectou-se que muitos alunos se dirigiram às
bibliotecas, afim de, conhecer presencialmente os recursos informacionais e serviços
até então distantes, gerando uma mudança de comportamento por parte do aluno
enquanto usuário. Essa movimentação se deu em todas as IES do Sistema Acafe.
O olhar crítico solicitado aos bibliotecários participantes,

não atendeu as

expectativas da tutoria, pois os mesmos por dominarem o conteúdo, em alguns
casos, suprimiam as respostas. Neste sentido, tanto a

avaliação quanto as

possibilidades de evolução do tema “capacitação de usuários” deixaram de ser
exploradas por estes profissionais.

�A quantidade de questionamentos por parte dos participantes, reforça a
necessidade de domínio de conteúdo por parte do bibliotecário/tutor, por se tratar de
um momento, em que este profissional é referência e que precisa estar atualizado e
preparado para responder aos questionamentos dos participantes.
Um outro ponto a ser ressaltado é o trabalho cooperativo entre instituições
distintas e distantes, sendo extremamente positivo, resgatando a importância da
cooperação entre bibliotecas e organizações educacionais.
As bibliotecas universitárias, souberam aproveitar a oportunidade ímpar em
conhecer uma nova modalidade de ensino e suas ferramentas, ampliando as suas
perspectivas de atuação e parcerias. É importante relatar esta experiência, em
virtude da escassa literatura que aborda o tema: Biblioteca universitária versus
educação de usuários versus EAD onde para a elaboração deste artigo, não foram
localizadas fontes bibliográficas na literatura de biblioteconomia em língua
portuguesa.
Capacitação de usuários foi somente um dos pontos trabalhados, utilizando a
EAD. Paralelos a este tema, outros poderão ser desenvolvidos, tendo como foco,
além dos usuários, os profissionais bibliotecários e os vários segmentos das
unidades de informação.

REFERÊNCIAS
AZEVEDO, Wilson. Panorama atual da educação a distância no Brasil. Aquifolium
educacional. Disponível em: www.aquifolium.com.br/artigos/panored.htlm. Acessado
em: 11/08/2003.
BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância mas aprendizagem aberta. In: A
formação na sociedade do espetáculo. São Paulo: Loyola, 2002. p. 152.

�BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância. Campinas: Autores Associados.
115p.
BLATTMANN, U., RADOS, G. J. Bibliotecas acadêmicas na educação à distância. In:
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 11., 2000, Florianópolis. Anais...
Florianópolis, UFSC, 2000. 1 CD-ROM.
BLATTMANN, Ursula, DUTRA, Sigrid Karin Weiss. Atividades em bibliotecas
colaborando com a educação a distância. São Paulo : Associação Paulista de
Bibliotecários, 1999. 13 p. (Ensaios APB, n. 63, fev. 1999) Disponibilizado em:
http://www.geocities.com/CollegePark/Residence/1163/papers/atividade_ead.html
Acessado em: 03/05/04.
DUDZIAK, E. A., GABRIEL, M. A., VILLELA, M. C. O. A educação de usuários de
bibliotecas universitárias frente à sociedade do conhecimento e sua inserção nos
novos paradigmas educacionais. In: Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias, 12., 2002, Recife. Anais... Recife, UFPE, 2002. 1 CD-ROM.
GARCEZ, Eliane. M. S., RADOS, G. J. V. Necessidades e expectativas dos usuários
na educação a distância: estudo preliminar junto ao Programa de Pós-Graduação em
Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina. Ciência da
Informação, v. 31, n. 1, p. 13-26, jan./abr. 2002.
MIRIGI, Valdir José, PAVAN, Cleusa. Tecnologias de informação e comuniação:
novas sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, v. 33, n.
1, p. 117-125, jan./abr. 2004.
NISKIER, Arnaldo. Educação a distância: a tecnologia da esperança. São Paulo :
Loyola, 1999. 414p.

∗

Universidade do Su l de Santa Catarina – Unisul (www.unisul.br ) – Brasil - anacp@unisul.br
Universidade do Vale do Itajaí – Univali ( www.univali.br ) – Brasil - andretti@univali.br
Universidade do Vale do Itajaí – Univali (www.univali.br ) – Brasil - grazielle@univali.br
Universidade do Su l de Santa Catarina – Unisul (www.unisul.br ) – Brasil - salete@unisul.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52301">
                <text>Capacitando docentes por meio do ensino a distância: interagindo na biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52302">
                <text>Pizzorno, Ana Claudia Philippi; Andretti, Cristiani Regina; Gomes, Grazielle de Oliveira; Souza, Salete Cecília de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52303">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52304">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52305">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52307">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52308">
                <text>A universidade é o espaço que tem por objetivo principal, formar e qualificar pessoas para o mercado de trabalho, bem como, gerar conhecimento científico que produza bens e serviços aplicáveis ao desenvolvimento e bem estar da sociedade. A prática de formação e produção do conhecimento científico inicia no caminho da sala de aula, onde o aluno é motivado a pesquisa e orientado ao uso de fontes de informação. A partir desta premissa, foi elaborado um curso de extensão, na modalidade à distância, para estreitar a relação entre o docente e a biblioteca universitária, divulgando-a, na sua totalidade, desde a sua infra-estrutura aos serviços oferecidos. A proposta inicial partiu da Câmara Setorial de Bibliotecas da Associação Catarinense das Fundações Educacionais – Acafe, representada pelas: Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul e Universidade do Vale do Itajaí - Univali com a parceria da UnisulVirtual. O curso foi desenvolvido em dois formatos: online e material impresso, exigindo do aluno 20 horas de dedicação. A análise dos resultados coletados nesse curso aponta um índice de satisfação dos alunos acima de 86,25%, considerado um dos menores de evasão nessa modalidade de ensino na UnisulVirtual. A união entre tecnologia da informação, comunicação e educação, vem agregar valor na relação entre biblioteca e ensino/aprendizagem, contribuindo para formação do educador e educando. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68216">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4715" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3783">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4715/SNBU2004_015.pdf</src>
        <authentication>4417adb16e62a4d1f5200988ec95e3c6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52354">
                    <text>NOVOS SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO DA BIBLIOTECA DAS FACULDADES
DE NUTRIÇÃO E ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL
FLUMINENSE
Ana Rosa dos Santos∗

RESUMO
Relata a experiência de gestão de projetos para informatização da Biblioteca das
Faculdades de Nutrição e Odontologia, da Universidade Federal Fluminense,
desenvolvida durante e após a reforma do espaço físico, e aparelhamento. Mostra
o comprometimento da equipe, com esses projetos, conseguida através de uma
gestão participativa. Apresenta os novos serviços baseados no auto-atendimento,
conseqüência dessas mudanças. Desses serviços destaca-se o levantamento
bibliográfico, e a comutação bibliográfica, agora realizados pelos
usuários/clientes, e o livre acesso às estantes, que permitiu o “browsing”. Conclui
que esses serviços trouxeram maior autonomia ao usuário-cliente, e deram aos
bibliotecários a oportunidade de agir como educadores, tutores, desenvolvendo o
cunho humanista da profissão.
PALAVRAS-CHAVES: Auto–atendimento. Serviços de informação. Gestão de

bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho apresenta os novos serviços de informação, com base no
auto-atendimento, oferecidos pela Biblioteca das Faculdades de Nutrição e
Odontologia (BNO), da Universidade Federal Fluminense, implantados após a
reforma do espaço físico, e aparelhamento.
A BNO tem como função oferecer apoio às atividades de ensino, pesquisa
e extensão das Faculdades de Nutrição e Odontologia de nossa Universidade,
atendendo também a comunidade em geral. Está subordinada ao Núcleo de
Documentação, (NDC) - Sistema de Bibliotecas e de Arquivos. Nossa biblioteca
passou por uma reforma em 2003, com isso, todo o espaço físico foi
redimensionado.

Junto

a

essa

reforma,

foram

disponibilizados

novos

computadores. Essas mudanças foram proporcionadas pelos recursos do CT-

�INFRA/FINEP/MCT/UFF1, conseguidos através de projeto realizado pelo Sistema
de Bibliotecas e de Arquivos (NDC), que permitiram a modernização das
instalações físicas, e dos equipamentos.
Apresentaremos a seguir a experiência de gestão de projetos para
informatização da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia, da
Universidade Federal Fluminense, desenvolvida durante e após a reforma do
espaço físico, e aparelhamento, para a implantação dos novos serviços.

2 GESTÃO DE PROJETOS: PREPARANDO A MUDANÇA...

Buscando maior racionalidade e eficácia, resolvemos seguir a metodologia
de gestão de projetos. A gestão da execução de projetos pode ser dividida em
três fases: gestão do planejamento da execução; gestão durante a execução; e
avaliação pós-projeto. Neste trabalho apresentaremos a segunda fase (CUNHA,
1998, p. 289).
Gerir a execução é fazer cumprir um plano, tomando medidas corretivas,
monitorando as ações prevista no planejamento, adaptando-as ao momento, as
contingências, a novas condições. É necessário que todos envolvidos no projeto
estejam integrados e prontos para colaborar com o sistema de informações,
retroalimentando-o, de modo a contribuir para a geração de um produto com
qualidade, de forma a satisfazer o cliente (CUNHA, 1998, p. 289-303).
Durante o ano que aconteceu a reforma, 2003, continuamos a prestar os
serviços de informação em um espaço cedido pela Faculdade de Odontologia.
Neste espaço foi operacionalizado todo trabalho, preparando a nova biblioteca.
Foram desenvolvidos os seguintes projetos: Completação dos dados relativos aos
livros no Argonauta (Programa de automação do Sistema de Bibliotecas da UFF);
Conferência dos dados relativos aos periódicos no Argonauta; Etiquetagem
1

Fundo criado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para viabilizar a modernização e ampliação
da infra-estrutura e dos serviços de apoio à pesquisa desenvolvida em instituições públicas de ensino superior
e de pesquisas brasileiras, por meio de criação e reforma de laboratórios e compra de equipamentos, por
exemplo, entre outras ações (Fonte: http://www.finep.gov.br/fundos_setoriais/ct_infra/ct_infra_ini.asp).

�eletrônica (Sistema anti-furto), e de código de barras (Sistema de empréstimo do
Argonauta) nos livros do acervo corrente e histórico; Etiquetagem eletrônica dos
trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses da UFF, e Etiquetagem
eletrônicas nos periódicos.
Em 1994 criamos as nossas primeiras bases, com os dados dos livros,
trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses, usando o programa Microisis, da UNESCO, iniciando a informatização de nossa biblioteca. Essas bases
possibilitaram a migração dos dados para o software Argonauta, implantado pelo
Núcleo de Documentação, em 2000. Com 100% (cem porcento) da coleção em
meio eletrônico, após a migração, e os primeiros ajuste do programa ao Sistema
de Biblioteca, em 2003 começamos a fase editoração e completação dos dados, a
fim de dar maior consistência à base, esse trabalho deverá ter continuidade em
2004.
Com a intenção de adotar o sistema de “livre acesso” às estantes, o Núcleo
de Documentação teve a preocupação implantar um sistema de câmeras; e um
sistema de segurança, foi escolhido o sistema eletrônico oferecidos pela ID
Systems, com tecnologia eletromagnética.

Esse sistema é equivalente aos

usados em lojas de departamentos, são colocadas etiquetas eletromagnéticas
que emitem um sinal quando passam pelo portal.
Procurando evitar retrabalho, a etiquetagem eletrônica (para o sistema de
segurança) e a de código de código de barras (produzida pelo Argonauta) foram
colocada simultaneamente. As coleções em sua maioria estavam encaixotadas,
pois o espaço disponibilizado permitiu apenas dispor dos livros da bibliografia
básica. O controle da etiquetagem era feito com a ticagem nas fichas de bolso,
que foram mantidas apesar da automação, e também nas caixas. Dessa forma
foram etiquetadas as coleções de livros correntes, históricos, coleções especiais,
trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses da UFF. A coleção de
periódicos só pode ser etiquetada quando voltamos as instalações reformadas da
biblioteca, onde podemos completar etiquetagem das coleções.
Todo o trabalho foi desenvolvido usando a metodologia de gestão de
projeto, buscando maior eficiência e eficácia. A equipe esteve bastante integrada

�possibilitando um bom sistema de informação, o que permitiu resolver todas as
falhas de operação. Assim os processos foram cumpridos, as falhas corrigidas,
gerando qualidade em toda produção. Todo esse trabalho visava a implantação
dos novos serviços.

3 NOVOS SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO

Desde 1994, quando a Biblioteca de Nutrição e Odontologia (BNO)
conseguiu seu o primeiro computador, começou a oferecer serviços de
informação usando meios eletrônicos. Os bibliotecários realizavam todo o trabalho
de levantamentos bibliográficos, localização dos periódicos e comutação
bibliográfica, gravação de documentos disponibilizados na rede, e outros serviços
eletrônicos para os nossos usuários.
Com as possibilidades oferecidas pela Internet, nossos usuários/clientes
começaram demandar um elevado número de solicitações informacionais que não
teriam como ser processadas em tempo hábil, após a redução do nosso staff.
Precisávamos de uma solução, pois os serviços tinham que continuar ser
oferecidos com a mesma, ou superior, qualidade. A fórmula encontrada foi a
implantação do auto-serviço.
Auto-serviço, auto-atendimento, self-service é método no qual o produto
está disposto de modo a permitir que o cliente pegue aquele que lhe seja mais
conveniente, sem a participação de um intermediário, fazendo registro apenas na
saída. O uso dessa expressão data de 1912, por comerciantes da Califórnia,
Estados Unidos (SUPERMERCADOS, 1993, p. 16, 19).
Com a implantação dos terminais para consulta à base de dados e
catálogo on-line, a idéia de auto-atendimento começou a ser colocada em prática.
Os usuários/clientes começaram a ser capacitados de modo a realizarem suas
buscas. Desenvolvemos, ainda um tutorial ensinando passo a passo os caminhos
da pesquisa.

�Para o levantamento bibliográfico indicamos as bases de dados da
Biblioteca Virtual em Saúde – BIREME, que possuem uma interface em português
o que facilita o processo de busca. Após selecionar os itens apresentados no
levantamento, o passo seguinte seria buscar o item em nosso catálogo on-line;
críamos também catálogos eletrônicos, off-line, de modo a suprir as necessidades
em momentos em que a rede está fora do ar. Quando o item não é encontrado
em nossos catálogos, sugerimos que sejam buscados na Internet, por exemplo
no

Portal Periódicos Capes, bem como o Portal de revistas científicas da

BIREME, além de outros bancos de papers, etc.; caso não consigamos encontrar
no âmbito de nossa biblioteca indicamos os catálogos de outras instituições, como
universidades, o Catálogo Coletivo Nacional – CCN, e outros, a fim de efetuar
empréstimo entre bibliotecas, ou comutação bibliográfica. Pode-se, é claro, fazer
uso de toda gama informacional oferecida pela Internet através dos motores de
busca, como o Google; sempre lembrando que este método pode recuperar
informações sem cunho científico. Esses recursos podem ser acessados através
de nossa homepage.
O sistema de “livre acesso” também foi implantado após a reforma. Esse
sistema é:
aquele que possibilita o ‘folhear’ livros nas estantes de uma
biblioteca à procura de in-formações adicionais às que contêm os
catálogos. Nesse sentido, é que se dá a importância devida à
classificação bibliográfica, pois, para que seja de ‘livre acesso’, é
preciso que os livros estejam dispostos e ordenados nas estantes
por assunto (NAVES, 1998).

Antes todos os itens eram solicitados no balcão, agora o usuário/cliente
pode ele mesmo buscar o que precisa, seguindo as indicações do catálogo e a
sinalização das estantes. O sistema de “livre acesso” se popularizou no final do
século XIX, com a classificação desenvolvido por Melvil Dewey.
Assim, o usuário/cliente pode fazer o browsing que consiste:
no processo de exploração entre pilhas e pilhas de documentos,
livros, periódicos, folhetos, os quais podem ser examinados pela
utilização dos sentidos. Este aspecto envolve esquadrinhamento e
movimento, conduzindo à exposição a novas informações ou
objetos e assim à aprendizagem e à descoberta (NAVES, 1998).

�Vale, Ferrari e Andrade, p.103, 1996 entendem que
o acervo aberto é um fator facilitador para a biblioteca cumprir seu
papel ativo e dinâmico junto ao ensino. É no manuseio dos livros,
feito diretamente nas estantes, que o aluno aprende a ampliar sua
pesquisa bibliográfica imprescindível à sua formação.

Naves (1998) aponta problemas decorrentes desse sistema, que seriam o
furto e a mutilação do material bibliográfico. Acreditamos que com a implantação
do sistema de segurança, e com o sistema de câmeras, sugeridos como medidas
preservativas por Vale, Ferrari e Andrade (p.105, 1996), esses problemas sejam
minimizado.

Connin (1996 apud VALE; FERRARI; ANDRADE, p.105, 1996)

constata
que os sistemas anti-furto eletromagnéticos e/ou de
radiofrequência, são eficazes e extremamente dissuasivos.
Estatísticas realizadas em 1994 demonstram que a instalação
desses sistemas fizeram diminuir o furto de documentos em torno
de 50% num período de 5 anos e 37% num período de 10 anos.

Na implantação dos serviços baseados no auto-atendimento, apesar dos
problemas de falta de pessoal, procuramos manter sempre um bibliotecário para
fazer o serviço de referência,

já que mesmo com o auto-atendimento, esse

serviço é indispensável.
Dudziak, Gabriel e Villela (2000, p. 15) dizem que “como educador, o
bibliotecário deve estar apto a expressar-se e comunicar-se, criando um ambiente
que estimule o aprendizado, utilizando técnicas de transmissão de informações
efetivas, assumindo também seu papel de tutor”.

E esse perfil que tentamos

manter, buscando ser um agente facilitador.
Assim os serviços de levantamento bibliográficos, localização dos
periódicos, comutação bibliográfica, acesso a documentos, e outros, passaram a
ter maior participação dos nossos usuários/clientes, que ganharam mais
independência.

Desse modo o staff pode desempenhar um papel de agente

facilitador, de tutor, agindo como professores, auxiliando, monitorando e não, mas
efetuando o trabalho de recuperação da informação. Os bibliotecários puderam
assim desenvolver o lado humanista da profissão. Nossos usuários/clientes estão

�se adaptando bem a essa nova forma de atendimento, pois nele ele tem maior
participação, imprimindo aos resultados de suas buscas maior identidade,
podendo, dessa forma, obter melhor qualidade.

5 CONCLUSÃO

Todas as mudanças visaram melhor atender as necessidades de nossos
usuários/clientes, que passaram a demandar um número elevado de informação,
após a Internet. Com o auto-atendimento buscamos continuar oferecer serviços
de qualidade, que não teriam como ser mantidos com o aumento da demanda, e
a redução do staff.
Com a metodologia de gestão de projetos podemos desenvolver essas
mudanças da melhor forma, contando com o apoio de toda equipe, que alimentou
o nosso sistema de informação conseguindo reduzir as falhas operacionais,
garantindo um produto final de qualidade. A coesão e comprometimento do staff
conseguidos na etapa de preparação dos novos serviços foi mantida, dando um
grau de qualidade aos novos serviços baseados no auto-atendimento.
Repassando alguns dos processos de recuperação de informação para os
nossos usuários/clientes demos a ele um certo grau de independência. Assim os
serviços passaram a ser muito mais personalizados. Mas é importante lembrar
que o auto-atendimento não dispensa o serviço de referência, pelo contrário
nesse tipo de atendimento a referência é imprescindível. O papel do bibliotecário
nesse contexto é fundamental, de tutor, agente facilitador do acesso à
informação, esse papel vem sendo incorporado por toda equipe.

ABSTRACTS
It tells the experience of management of projects for computerization of the
Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia, da Universidade Federal
Fluminense, developed during and after the reform of the physical space, and
equipment. It presents the new services, self services, consequence of these

�changes. It concludes that these services had brought greater autonomy to the
user-customer, and had given to the librarians the chance to act as educators, tutors,
developing the character humanist of the profession.

KEYWORDS: Information Services; Self services; Management of libraries.

REFERÊNCIAS

CUNHA, João Carlos da, BULGACOV, Sérgio. Gerência da execução de
projetos. In: CLEMENTE, Ademir (Org.). Projetos empresariais e públicos. São
Paulo: Atlas, 1998.
DUDZIAK,Elisabeth Adriana; GABRIEL, Maria Aparecida;VILLELA, Maria Cristina
Olaio. A educação de usuários de bibliotecas universitárias frente à sociedade do
conhecimento e sua inserção nos novos paradigmas educacionais. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000,
Florianópolis. Anais... Florianópolis, 2000. CD-ROM.
NAVES, Madalena Martins Lopes.
Aspectos conceituais do browsing na
recuperação da informação. Ciência da Informação, Brasília-DF, v. 27, n. 3, 1998,
Disponível em: &lt; http://www.ibict.br/cionline/270398/27039805.pdf &gt;. Acesso em:
5 mar. 2004.
SUPERMERCADOS: 40 anos de Brasil. São Paulo: Associação Brasileira de
Supemercados, 1993.
VALE, E. A, FERRARI, A. C., ANDRADE, D.C. Por que o livre acesso às
estantes? R. Bibliotecon. Brasília, v.20, n.1, p.99-107, jan./jun.1996.
DILNEI, Fátima Fogolin; OLIVEIRA, Maria Rosangela de. Gestão de projetos em
serviços de informação acadêmicos: experiência da UNESP. In: SEMINARIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12, 2002, Recife, Anais...
Recife: [S.n.], 2002. CD-ROM.
DRABENSTOTT, Karen M., BURMAN, Celeste. Revisão analítica da biblioteca
do futuro. Ci. Inf., Maio 1997, v. 26, n.2. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br&gt;.
Acesso: 05 mar. 2004.

�DUDZIAK,Elisabeth Adriana; GABRIEL, Maria Aparecida; VILLELA, Maria Cristina
Olaio. A educação de usuários de bibliotecas universitárias frente à sociedade do
conhecimento e sua inserção nos novos paradigmas educacionais. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000,
Florianópolis. Anais... Florianópolis, 2000. CD-ROM.
FERNANDES, Elton, et al. Projetos estratégicos. In: CLEMENTE, Ademir (Org.).
Projetos empresariais e públicos. São Paulo: Atlas, 1998.
FERREIRA, S. M. S. P. Novos paradigmas e novas percepções do usuário.
Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 2, p. 217-23, 1996. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis.
Anais... Florianópolis, 2000. CD-ROM.
LINGUANOTTO, Ana Rita Junqueira; GRANDI, Márcia Elisa Garcia de;
SAMPAIO, Maria Imaculada Cardoso. Indicadores de qualidade para o serviço de
referência e informação: uma proposta de aplicação às bibliotecas do sibi/usp. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000,
Florianópolis. Anais... Florianópolis, 2000. CD-ROM.
NOGUEIRA, Isabel Cristina, et al. Gerenciando a biblioteca do amanhã:
tecnologias para otimização e agilização dos serviços de informação. In:
SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12, 2002, Recife,
Anais... Recife: [S.n.], 2002. CD-ROM.
SANTOS, Luciano Costa; FACHIN, Gleisy Regina Bóries; VARVAKIS, Gregório.
Gerenciando processos de serviços em bibliotecas. Ci. Inf., Brasília, v. 32, n. 2, p.
85-94,
maio/ago.
2003.
Disponível
em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v32n2/17037.pdf&gt;. Acesso em 28 abr. 2004.
VERGUEIRO, Waldomiro ; LEITÃO, Bárbara Júlia M. Serviços de informação
voltados para o cliente: a difícil busca das bibliotecas universitárias brasileiras. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000,
Florianópolis. Anais... Florianópolis, 2000. CD-ROM.

∗

Bibliotecária-chefe. Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia. Núcleo de
Documentação. Universidade Federal Fluminense. Rua São Paulo, 30, 5ºandar – Niterói – Rio de
Janeiro – Brasil ndcars@vm.uff.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52328">
                <text>Novos serviços de informação da biblioteca das Faculdades de  Nutrição e Odontologia da Universidade Federal Fluminense.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52329">
                <text>Santos, Ana Rosa dos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52330">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52331">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52332">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52334">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52335">
                <text>Relata a experiência de gestão de projetos para informatização da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia, da Universidade Federal Fluminense, desenvolvida durante e após a reforma do espaço físico, e aparelhamento. Mostra o comprometimento da equipe, com esses projetos, conseguida através de uma gestão participativa. Apresenta os novos serviços baseados no auto-atendimento, conseqüência dessas mudanças. Desses serviços destaca-se o levantamento bibliográfico, e a comutação bibliográfica, agora realizados pelos usuários/clientes, e o livre acesso às estantes, que permitiu o “browsing”. Conclui que esses serviços trouxeram maior autonomia ao usuário-cliente, e deram aos bibliotecários a oportunidade de agir como educadores, tutores, desenvolvendo o cunho humanista da profissão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68219">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4718" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3786">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4718/SNBU2004_016.pdf</src>
        <authentication>4fc1162e51d0b6cedb12308562c41486</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52372">
                    <text>ADMINISTRAÇÃO POR PROJETOS: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA NO
SERVIÇO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DA ECA/USP.
Analucia dos Santos Viviani Recine∗
Bárbara Júlia Menezello Leitão∗∗

RESUMO
Relata a experiência do projeto “A Censura em cena: Arquivo Miroel Silveira”, que
é desenvolvido pelo Serviço de Biblioteca e Documentação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (SBD/ECA/USP) em
conjunto com a sua Comissão de Biblioteca.Cita sucintamente outros projetos
vivenciados pela Biblioteca e sua equipe, caracteriza os tipos de acervos que
possibilitam essa solução, arrola quais os potenciais agentes do processo, os
papéis a serem desempenhados e as competências necessárias. Demonstra,
também, as vantagens e desvantagens deste recurso para os dirigentes de
Bibliotecas Universitárias.
PALAVRAS-CHAVE: Projetos – Administração – Bibliotecas Universitárias.

1 APRESENTAÇÃO
Ao analisar peças de teatro com cortes de censura de nosso arquivo,
observamos que a intervenção dos censores pode ocasionar duas situações
díspares: ou o texto fica inteligível, ou a ação de corte é incólume.
Conseqüentemente, o receptor receberá uma mensagem truncada e confusa ou,
ao contrário, compreenderá a mensagem. O censor não estabelece comunicação
com o receptor em nenhum dos casos. Consegue, quanto muito, provocar ruídos
na comunicação. O ato de censura satisfaz somente ao censor que exerce seu
poder de veto para interferir na comunicação e impõe ao emissor e ao receptor
seus critérios estéticos e sua visão de mundo.

�Por outro lado, o emissor tem sua liberdade de expressão tolhida e é triste
constatar quando um homem não pode falar a outro homem.
As idéias apresentadas neste texto não estão necessariamente citadas na
literatura da área, como é o esperado em um trabalho apresentado em um
congresso especializado. Entretanto, não nos abstivemos de narrar os fatos
relevantes que possam auxiliar outros bibliotecários no desenvolvimento de
projetos. Nossas fontes foram reuniões, diálogos, cursos, experiências anteriores
e também leitura. O tom coloquial do texto é um indício de que não houve nenhum
tipo de censura ou auto-censura em sua concepção. Desejamos que a forma
como nossa mensagem foi construída proporcione aos nossos receptores o
entendimento íntegro claro dos vários aspectos do desenvolvimento do projeto
Miroel Silveira no Serviço de Biblioteca e Documentação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (SBD/ECA).

2 INTRODUÇÃO
Este trabalho mostra como uma biblioteca universitária pode utilizar a
metodologia de administração por projetos para lidar com a demanda de material
a ser processado.
O SBD/ECA possui acervos fechados, que com características especificas
que serão descritas nesse trabalho. Esses acervos encontram-se em demanda
reprimida e não foram processados para o acesso ao público porque a equipe não
consegue inseri-los nas rotinas da instituição.
As bibliotecas da USP enfrentaram nos últimos anos redução de seu
quadro pessoal e, como nas demais instituições públicas, a política de contratação
está em recesso. Esse problema pode ser suprimido com novas divisões de
tarefas, mas essa solução acarreta uma sobrecarga nas atividades realizadas
pelas equipes.

�Integram o acervo do SBD/ECA e estão disponíveis para consulta em bases
de dados os materiais: livros, teses, periódicos, slides, DVD, CD, filmes, fitas
cassete, discos em vinil, fotografias, histórias em quadrinhos, peças de teatro,
catálogos de exposição de arte e partituras.

O total de acervo é de 193.000

unidades, e são inseridos por ano cerca de 8500 novos itens.

A equipe de

tratamento da informação é constituída de 6 bibliotecários, 4 técnicos e 2
estagiários.
Esta equipe não tem estrutura para processar e disponibilizar outros
materiais diferenciados existentes em seu acervo. Essas coleções são: Recortes
de jornais com charges políticas, livros raros de artes e acervos retroativos de
catálogos de exposição de artes, discos vinil além de 6137 processos de censura
do antigo DDP – Departamento de Diversões Públicas, objeto do Projeto Miroel
Silveira.
A proposta de trabalhar por projeto surgiu de um curso de especialização
realizado pelas autoras em 2001 e 2002. O PROTAP (Programa de Administração
da Inovação Científica e Tecnológica) nos Serviços de Informação foi oferecido
pelo SIBi/USP, Sistema de Bibliotecas da USP, para capacitação das equipes
bibliotecárias da Universidade de São Paulo.
De acordo com Martins (1980) projeto representa a microfase do
planejamento, refere-se a aspectos parciais, constitui-se em unidade de operação
por seus objetivos e características e exige uma unidade de direção específica
para fins de avaliação e controle.
Segundo Holanda apud Martins “o planejamento e a execução de qualquer
investimento público ou privado pode ser executado por projetos”.
O SBD/ECA desenvolveu o Projeto Miroel Silveira tendo como base o
conceito do PMBOK (2000): “Um projeto é um empreendimento temporário com o
objetivo de criar um produto ou serviço único”.

�Gerenciamento de projetos é o planejamento, programação e
controle das atividades para atingir objetivos do projeto. Os
principais objetivos a serem alcançados incluem metas de
desempenho, custo e tempo, enquanto, ao mesmo tempo, você
controla ou mantém o escopo do projeto no nível correto. (LEWIS,
2000).

As bibliotecas realizam diversos tipos de projetos inseridos em suas rotinas:
atualização de regulamento, exposições, coletas de doações temáticas, etc.
Entretanto, nem sempre os bibliotecários que executam um projeto têm
consciência da natureza dessa atividade.
O mais ambicioso projeto desenvolvido pelo SBD/ECA foi a reforma de seu
espaço, financiada pela FAPESP. O projeto foi concluído dentro de seu orçamento
e no prazo estipulado. Considera-se que o projeto foi concluído com sucesso.
A Biblioteca participou indiretamente de outros dois projetos com fontes
externas de recursos. Esses projetos foram desenvolvidos pelos professores do
Departamento de Música da Escola e tiveram como base o estudo de partituras
manuscritas do Barroco Mineiro, cerca de 120 obras musicais oriundas das
cidades de Ayuruóca, Brazópolis e Campanha. Ao final destes projetos, o
SBD/ECA obteve catálogos para que novos pesquisadores pudessem acessar
mais facilmente as obras dessas coleções.
O projeto Arquivo Miroel Silveira foi instituído pela associação da equipe do
SBD/ECA e pela presidente de sua comissão. Havia o interesse comum de
desenvolver um projeto cujos objetivos eram tratar e recuperar as informações,
contemplar a pesquisa acadêmica e divulgar os resultados obtidos. No item 3
deste trabalho será apresentado um histórico da coleção no qual observa-se que
as informações sobre censura e teatro são muito importantes para a comunidades
da ECA/USP e para a sociedade em geral.

�3 HISTÓRICO DO PROJETO1

Em 1985, com o fim da censura, documentos referentes ao teatro dos
antigos DEIP e DIP seriam incinerados na polícia federal. Miroel Silveira, professor
da ECA, conseguiu a doação destes processos, e os trouxe para o Departamento
de Artes Cênicas da ECA, onde eram pesquisados por alunos e outros
professores, embora não estivessem devidamente processados (catalogados e
indexados). Em 1988, após o falecimento do Professor, SBD/ECA recebeu a
doação dos processos que passaram a constituir o “Acervo Miroel Silveira”.
A coleção possui um total de 6137 processos de censura teatral,
encadernados em grupos de 15. Cada processo contém: 1 peça de teatro
completa, 1 requisição da Associação Brasileira de Autores Teatrais ou órgão
similar; 1 certificado de censura; 1 carta de apresentação, solicitando a avaliação
da obra. Os processos abrangem as décadas de 30 a 70 e estão numerados pela
ordem de armazenamento, iniciados nos anos 40.
Todos os processos são acompanhados de um fichário com informações:
Nome (da obra), gênero, autoria, tradução, adaptação, número de atos, número de
quadros, requerente, responsável, data da censura, número, censor, observações
(sobre a obra), número de registro, livro, observações. As fichas não foram
integralmente preenchidas e, em muitas delas, consta somente o nome da obra.
A coleção está completa, e possui desde o certificado de Censura n.1,
emitido pelo Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, Divisão de
Turismo e Diversões Públicas, para a peça Que família, de Noel Coward, até o
último processo, de n. 6137, solicitando a censura para a peça Polícia ou Beco
sem saída, de Slavomir Mrozek, com tradução de Ziembinsky (Dado que a ordem

1

Trabalho apresentado no ENDOCOM, 13. Belo Horizonte, 2003. Anais.

�da sucessão dos processos não é rigidamente cronológica, estabelecemos com
datas limites deste Projeto o período de 1920 até 1970).
Em 2000, iniciaram-se os trabalhos para o desenvolvimento do “Projeto
Miroel Silveira”. A equipe de desenvolvimento do projeto foi formada pela
Professora Doutora Maria Cristina C. Costa e três bibliotecárias do SBD/ECA:
Analúcia dos Santos Viviani Recine, Bárbara Júlia Menezello Leitão e Paola M. L
Santos.

4 ORGANIZAÇÃO DO PROJETO - EQUIPE DE PESQUISA

Embora pareça uma frase “lugar-comum”, pode-se afirmar que não há
projeto sem equipe. Existem muitos estudos na área de recursos humanos que
estabelecem padrões para equipes considerando a formação necessária,
aspectos comunicacionais, distribuição de tarefas, etc.
De acordo com Lewis (2000), qualquer gerente de recursos humanos pode
afirmar que a montagem de uma equipe deve enfatizar, em primeiro lugar, os
requisitos do trabalho, para só então recrutar os indivíduos que melhor atendem a
esses requisitos.
As características da equipe do Projeto Miroel Silveira foram estudadas e
abaixo descritas tendo como base os conceitos ministrados no PROTAP, leituras
na área de administração de RH e, sobretudo, a observação da atuação dos
indivíduos interagindo no grupo.

�4.1 MODELO COMPORTAMENTAL
Para que o projeto pudesse se estabelecer, foi importante que cada um dos
participantes tivessem qualidades pessoais que, em grupo, se configuram hoje
numa equipe com algumas características comportamentais. Citaremos algumas
destas condutas:
Adequado entendimento da situação:
1

Para o projeto, a principal situação a ser entendida é da própria essência
do material, a censura. Não é agradável para um grupo de pessoas
atuantes nas áreas de comunicações e artes conviver com cortes e
proibições, porém o aspecto nefasto do material não deve interferir nas
relações de cada um com a pesquisa e com o grupo.

2

Bolsistas do projeto precisam dividir espaço, materiais e equipamentos
com funcionários da biblioteca, uma vez que a ECA não possui espaços
disponíveis para abrigar novos empreendimentos. Os trabalhos de rotina da
biblioteca devem ser mantidos e priorizados.
Determinação:

1

Para os bolsistas, as tarefas diárias são muito exaustivas e repetitivas. De
acordo com o andamento e conclusões das pesquisas, alguns trabalhos
precisam ser refeitos e o grupo não pode esmorecer.

2

A captação de recursos torna-se um processo dentro do projeto. A equipe
despende horas de trabalho localizando, estudando e preenchendo
formulários de entidades, instituições de fomento, associações e, na
maioria das vezes, obtém resultado nulo.
Valorização do indivíduo na equipe: A valorização do potencial de cada

indivíduo e a correta distribuição de tarefas de acordo com esses potenciais,
resultam em uma equipe mais produtiva.

�Boa tolerância à frustração: Os motivos de frustração são muitos no
decorrer de um projeto, citamos alguns como exemplo: não obtenção de novos
recursos, os acervos nem sempre trazem a informação esperada, os bolsistas são
inexperientes e precisam ser treinados em todas as tarefas.
Empenho em aprender coisas novas: O aprendizado inclui todos os
membros da equipe e abrange conhecimentos muito diversificados que estão
descritos no item 5.3 deste trabalho.
Equilíbrio emocional: Os prazos e dificuldades não podem ser encarados
pela equipe como fonte de estresse. Exemplos de algumas das dificuldades:
convivência entre os bolsistas e dos bolsistas com os funcionários da biblioteca;
carência de materiais; rotatividade da equipe; delimitação de limites e
responsabilidades de cada um; espaços reduzidos; futuro indeterminado.

4.2 EQUIPE ATUANTE NO PROJETO MIROEL SILVEIRA

1 Professora orientadora
1 gerente de projeto
1 administrador
1 secretário
8 bolsistas

4.3 COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS PELA EQUIPE DO PROJETO2

4.3.1 Em relação a projetos:

2

Estão arroladas as competências administrativas e operacionais para o desenvolvimento do Projeto Arquivo
Miroel Silveira, excluindo-se competências em pesquisa científica, papel a ser desempenhado pela Profa.
Orientaora do projeto.

�Redação de projetos:
No caso de projetos como o nosso, a redação da parte
acadêmica fica a cargo do professor responsável, enquanto a
parte técnica fica com a equipe da biblioteca.
Orçamento
Previsão e controle orçamentário;
Revisão orçamentária em função de corte de verbas;
Coleta, organização e controle a documentação fiscal;
Prestação de contas.
Investigação de novas fontes alternativas de recursos;

Administração de recursos humanos:
Planejamento das atividades dos bolsistas em função dos
objetivos da pesquisa;
Delimitação de papéis, distribuição de tarefas;
Controle de presença;
Promoção da comunicação interpessoal.

Administração de projeto:
Correta delimitação do escopo do projeto;
Traçado claro das metas e objetivos do projeto; diferenciação
da pesquisa e produtos.
Correta análise de riscos;
Correta relação de stakeholders.

4.3.2 Em relação a fontes de recursos financeiros:

Conhecimento das instituições de financiamento;
Conhecimento dos cronogramas e rotinas de envio de pedidos, prestação
de contas, e envio de resultados parciais e definitivos.

�4.3.3 Conhecimentos de informática:

Desenvolvimento e manutenção de base de dados;
Elaboração de manuais de serviço;
Acompanhamento das tarefas dos analistas de sistemas.

4.3.4 Conhecimentos teóricos:

Censura;
Teatro;
Áreas de interesse;
Redação de resumos de obras de ficção;
Administração por projetos.

4.3.5 Conhecimentos de biblioteconomia e arquivística:

Potencial informativo;
Normas técnicas;
Conceitos básicos;
Recuperação da informação;
Preservação e conservação.

5 CARACTERÍSTICAS DE ACERVOS PARA O TRABALHO COM PROJETOS

Consideramos que muitas tarefas de uma biblioteca podem ser executadas
por uma equipe de projetos. Porém, para a realização de um projeto financiado
por uma agência de pesquisa com a orientação de um professor, é necessário que
o acervo tenha algumas características tais como:

�Acervos com interesse científico para a Unidade de ensino.
Acervos especializados, com público alvo restrito. Consideramos que
acervos gerais de amplo interesse devam estar, obrigatoriamente
catalogados e disponíveis ao público.
Acervos com uma mínima organização: normalmente as agências
financiadoras desejam ter uma noção do tipo de pesquisa e quais são os
documentos que irão se analisados.

A não ser que a Instituição

financiadora tenha ciência que a pesquisa pode ou não resultar em busca
positiva, essa organização mínima deve existir.
Acervos que se mantenham de tamanho fixo ou pouco variado e que não
possam ser repentinamente ampliados, porque demandariam um novo
projeto para que a pesquisa se conclua.
Acervos ainda não tratados pela biblioteca por algum dos motivos abaixo
citados:

o Necessidade de treinamento especializado para o bibliotecário;
o Não prioritário no conjunto dos serviços prestados pela biblioteca;
o Doação ou compra recente;

6 VANTAGENS E DESVANTAGENS DE TRABALHO COM PROJETOS

6.1 VANTAGENS
O material fica imediatamente disponível para o pesquisador;
A catalogação do material é acelerada;
Estreitam-se os laços entre a biblioteca e a comunidade;
Nova oportunidade para a unidade de ensino obter recursos para realizar
pesquisas;
O custo da pesquisa cai, porque a estrutura da biblioteca, já existente, pode
ser aproveitada;

�A pesquisa pode ser subdividida em sub-temas ou retomada quando
surgirem novidades na área;
Abrem-se novas possibilidades para os alunos da graduação fazerem
iniciação científica;
A biblioteca tem mais condições de preservar fisicamente o material;
O orientador do projeto pode dedicar mais tempo aos aspectos científicos
da pesquisa;
Novos aprendizados para todos os envolvidos.
Os bibliotecários desenvolvem novas competências que podem ser
empregadas em outras atividades desenvolvidas pela biblioteca.
Os conhecimentos científicos obtidos no desenvolvimento da pesquisa
podem ser divulgados em diversas publicações acadêmicas, seminários
além daquelas de biblioteconomia.

6.2 DESVANTAGENS

Interferência nas rotinas da biblioteca;
Rotatividade dos bolsistas que demanda um maior tempo para treinamento
e também um acompanhamento mais acurado da manutenção da base de
dados;
A necessidade de adaptar a catalogação da biblioteca em função da
pesquisa. Normalmente ocorrem mudanças na coleta e descrição de dados
no decorrer dos trabalhos;
Por mais que se treine, elaborem manuais e sejam feitas revisões, o
material está sendo catalogado por outro tipo de profissional que não
bibliotecários, pode existir uma certa inconstância no resultado do trabalho;

�7 CONCLUSÃO
O trabalho com projetos, como já visto, apresenta vantagens e
desvantagens. Contudo é uma das maneiras de disponibilizar coleções que se
encontram sem a devida recuperação da informação.
Note-se que muito de normalização, padronização de informações,
consistência de base de dados é uma preocupação dos bibliotecários, muitas
vezes o pesquisador prioriza a rapidez na disponibilidade da informação.
Essa metodologia faz com que as bibliotecas possam suprir a dificuldade
que usuários encontram de acesso a documentos e também possibilita aos
pesquisadores compreender melhor como funciona a estrutura de uma biblioteca.
Já para os bolsistas de iniciação científica ocorre o estreitamento e
amadurecimento de sua relação com a unidade de informação.
Consideramos que o lado mais gratificante é para nós bibliotecários, a
oportunidade rara que o projeto proporciona, trabalhar lado a lado com nossos
usuários.

REFERÊNCIAS

LEWIS, J.P. Como gerenciar projetos com eficácia. 4.ed. Rio de Janeiro:
Campus, 2000.
MARTINS, M.G. de. Planejamento bibliotecário: para alunos... São Paulo:
Pioneira; Brasília: INL, 1980.
PMBOK 2000. &lt; Disponível em http://www.pmimg.org.br&gt; acessado em out. 2002.

�RECINE, A. dos S.V.; LEITAO, B.J.M.; YAMAMOTO, K.R. Uma biblioteca
realizando pesquisa:... In: ENDOCOM, 13., 2003, Belo Horizonte. Anais... Belo
Horizonte: PUC Minas, 2003.

∗

Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Avenida Prof. Lúcio Marins
Rodrigues, 443- Cidade Universitária. São Paulo – Brasil. Email: bjulia@usp.br; anaviv@usp.br
∗∗
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Avenida Prof. Lúcio Marins
Rodrigues, 443- Cidade Universitária. São Paulo – Brasil. Email: bjulia@usp.br; anaviv@usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52355">
                <text>Administração por projetos: relato de uma experiência no Serviço de Biblioteca e Documentação da ECA/USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52356">
                <text>Recine, Analucia dos Santos Viviani; Leitão, Bárbara Júlia Menezello</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52357">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52358">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52359">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52361">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52362">
                <text>Relata a experiência do projeto “A Censura em cena: Arquivo Miroel Silveira”, que é desenvolvido pelo Serviço de Biblioteca e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (SBD/ECA/USP) em conjunto com a sua Comissão de Biblioteca.Cita sucintamente outros projetos vivenciados pela Biblioteca e sua equipe, caracteriza os tipos de acervos que possibilitam essa solução, arrola quais os potenciais agentes do processo, os papéis a serem desempenhados e as competências necessárias. Demonstra, também, as vantagens e desvantagens deste recurso para os dirigentes de Bibliotecas Universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68222">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4720" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3790">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4720/SNBU2004_017.pdf</src>
        <authentication>6180ada54249cd389997091ba2c93f1a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52408">
                    <text>MUDANÇA NA GESTÃO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS PÚBLICAS
ATRAVÉS DA IMPLEMENTAÇÃO DO CUSTOMER RELATIONSHIP
MANAGEMENT (CRM)

Andrew B. Finger∗
Gardênia de Castro∗∗

RESUMO
Propõe uma mudança na forma de gestão das Bibliotecas Universitárias (BU’s)
Públicas através da implementação de um modelo genérico de Customer
Relationship Management (CRM). São apresentados os objetivos que se pretende
alcançar com a aplicação do modelo, seus passos de implantação, e sua
viabilidade. O CRM foi escolhido por se tratar de uma forma de gestão centrada
no cliente, que pode ser aplicada a qualquer tipo de organização e que têm
apresentado bons resultados em diversas empresas que utilizam esta tecnologia.
Nas BU’s públicas pode trazer benefícios e melhorias reais a estes órgãos que
muitas vezes sofrem em função do mau atendimento aos seus clientes e com
problemas na prestação de seus serviços, dificultando e desmotivando a prática
de pesquisas e consulta as bases de dados nas Universidades Públicas. Uma
nova forma de gestão com CRM, requer a definição de uma filosofia de
funcionamento, partindo da idéia de centralização no cliente, afim de que se
possa identificar (ou reformular, ou criar), os processos da organização, para o
melhor atendimento de seus clientes, possibilitando assim, uma mudança na
gestão das BU’s e um conseqüente melhor alcance de seus objetivos.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas universitárias.
públicas. CRM em Bibliotecas Universitárias.

Bibliotecas

universitárias

1 INTRODUÇÃO
O presente artigo procura demonstrar como pode ser possível uma
mudança na forma de gestão das bibliotecas universitárias - BU’s públicas através
da

implementação

de

um

modelo

genérico

de

Customer

Relationship

Management – CRM.
O CRM foi escolhido por se tratar de uma forma de gestão centrada no
cliente, que pode ser aplicada a qualquer tipo de organização. Segundo Swift

�(2001, p.12), a “gerência de relacionamento com clientes é uma abordagem
empresarial destinada a entender e influenciar o comportamento dos clientes, por
meio de comunicações significativas para melhorar as compras, a retenção, a
lealdade e a lucratividade deles”.
Desta forma, o CRM agrupa e gerencia outras formas de Tecnologia da
Informação – TI passando a ser uma linha estratégica de definição das
tecnologias (como Business Inteligence, Data Mining, entre outros) a serem
adotadas e utilizadas para o melhor funcionamento e desempenho da
organização e do alcance de seus objetivos.
A escolha de aplicação do CRM em BU’s públicas ocorre em função do
bom resultado apresentado em diversas empresas que utilizam esta tecnologia,
podendo assim, trazer benefícios e melhorias reais a estes órgãos que muitas
vezes sofrem em função do mau atendimento aos seus clientes e com problemas
na prestação de seus serviços, dificultando e desmotivando a prática de
pesquisas e consultas a bases de dados via BU’s nas Universidades Públicas.
Através do CRM será possível para a BU descobrir seus clientes, conhecêlos, manter comunicações com eles, assegurar que recebam o que desejam da
organização em cada detalhe, assegurando por fim, a manutenção deste cliente.
A seguir este artigo buscará demonstrar as questões relacionadas com a
forma e mudança de gestão da BU’s Públicas, apresentando e discutindo um
modelo de CRM genérico. Serão demonstradas questões práticas e os passos de
implementação do modelo, sua viabilidade e dificuldades que as BU’s podem
encontrar.

2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: BUSCAS E MUDANÇAS
As Bibliotecas Universitárias – BU’s são conceituadas tradicionalmente
como bibliotecas de Instituição de Ensino Superior - IES, destinadas a suprir as
necessidades informacionais da comunidade acadêmica, no desempenho de suas
atividades de ensino, pesquisa e extensão (CARVALHO, 1981). É um organismo

�vivo, interativo e dinâmico que só existe com a participação da comunidade
acadêmica tendo como objetivo fornecer infra-estrutura bibliográfica e documental
aos cursos, pesquisas e serviços mantido pela universidade.
Para o alcance desse objetivo as BU’s possuem serviços e processos
internos e externos. Como serviços externos, a BU’s geralmente oferecem os
seguintes serviços ao usuário: consulta local e on-line do acervo, orientação
bibliográfica (orientação quanto à normalização de trabalhos científicos e de
referências bibliográficas), treinamento de usuário (tem por objetivo familiarizar os
usuários com a organização e distribuição física do acervo e com o
funcionamento geral da biblioteca), empréstimo de material bibliográfico,
empréstimo entre bibliotecas, renovação e reserva de material, reprografia e
comutação bibliográfica.
Os processos internos desenvolvidos pelas BU’s são os processos
relacionados ao processamento técnico, seleção e aquisição de documentos.
Os principais clientes das BU’s Públicas são os alunos/usuários
formalizados da instituição, os professores e funcionários, que podem usufruir de
todos

os

serviços

oferecidos

pelo

órgão

com

algumas

características

diferenciadas para cada grupo. Um outro grupo seria o público em geral que tem
apenas a possibilidade de utilizar o serviço de consulta local ao acervo.
As diversas mudanças que têm ocorrido sejam elas sociais ou econômicas,
tem levado as organizações a redefinirem seus papéis e seu funcionamento. Ao
longo dos anos isto também tem acontecido com às organizações de ensino,
fazendo com que as universidades realizem discussões e mudanças sobre seus
processos e atividades.
Neste contexto, as BU’s como parte (importante) desta organização
também tem sido levada e forçada a uma busca por novos resultados e
desempenhos. Melhorar seus processos internos para uma maior agilidade e
eficiência, bem como seus serviços externos aos seus clientes, são os desafios.

�Os processos técnicos internos das BU’s certamente são relevantes para
seu funcionamento, mas tornam-se fundamentais ao servirem como suporte aos
serviços informacionais oferecidos pelas BU’s.
Macedo (1990, p. 12), apresenta isto, conceituando o serviço de
informação nas BU’s como: “[...] pessoal, arquivo, equipamento, metodologia
própria para melhor canalizar o fluxo final da informação e otimizar o seu uso, por
meio de linhas de atividades. Momento em que o acervo de documentos existente
na biblioteca vai transformar-se em acervo informacional”.
Mas, como salienta Gigante (1996, p. 4)
[...] até o momento, muita ênfase se tem dado ao aspecto de
armazenamento da informação, com acervos imensos, em
suportes os mais diversos. Utilizam-se as classificações, como
instrumento de organização desses acervos. Perde-se ainda
muito tempo nas atividades inerentes a esse processo, e
esquece-se que o objetivo primordial de todo esse trabalho é o
acesso pelo usuário.

E é esta visão centrada no cliente que a maioria dos autores modernos de
Marketing prega que dificilmente é encontrada na gestão de BU’s. De forma
alguma se pretende dizer que os gestores e os bibliotecários não pensam em
seus usuários, mas sim demonstrar que por definição a BU apresenta esta
definição, mas na prática dificilmente ela é concebida em função das
necessidades e da satisfação de seus usuários.
Uma prova desta afirmação é a avaliação de satisfação dos usuários, que
dificilmente é realizada pelas BU’s, sejam públicas ou privadas, e que menos
ainda possuem mecanismos de transformar os resultados em mudanças.
Diversas BU’s tem buscado assim, novas formas e modelos que
possibilitem um avanço e desenvolvimento em sua forma de gestão dos seus
processos, estrutura e serviços. Enxergar os desejos e necessidades dos
usuários, indo além da “caixa de sugestão” tem sido imperativo no alcance destes
avanços.

�A proposta de melhoria da qualidade das BU’s através da ISO, é um
exemplo de modelo que procura avaliar os serviços técnicos internos das BU’s
sem deixar de lado a satisfação dos usuários.
A ISO 11620 percebe a biblioteca como um centro de serviços, comumente
a visão do gestor da biblioteca, a qual a satisfação do usuário é fundamental. A
ISO 11620 da área de Informação e Documentação, apesar de pouco divulgada e
implementada no Brasil, é um padrão que procura estabelecer processos de
avaliação de bibliotecas de todo tipo. O seu principal objetivo é estimular o uso de
indicadores de qualidade nas bibliotecas e difundir a informação necessária para
que qualquer biblioteca possa empreender um processo de avaliação de seus
serviços.
A norma ISO para Bibliotecas possui três áreas principais de avaliação:
Opinião do Usuário, Serviços Públicos e Serviços Técnicos.
A área de avaliação referente à Opinião do usuário procura identificar quais
as reais satisfações dos usuários dos serviços da biblioteca, enquanto que a
segunda e a terceira área avaliam quantitativamente os serviços da Biblioteca.
Esse modelo de ISO apresenta uma forma de como as BU’s podem avaliar
seus serviços e iniciar um direcionamento de seus processos e serviços para os
seus clientes/usuários.
Autores e pesquisadores do mundo inteiro têm discutido as BU’s
procurando identificar como adaptar diversas ferramentas, modelos e propostas
para o desenvolvimento das BU’s. A questão da qualidade, como visto com a ISO,
a Gestão do Conhecimento têm sido apontados como os pontos que mais podem
influenciar na mudança da gestão e modelos das BU’s.
Mas tanto a qualidade, quanto a Gestão do Conhecimento, apontam para
melhorias através e para os usuários, unindo-se a idéia de centralização nos
clientes.

�Como as BU’s públicas não apresentam uma pressão como os setores
privados em relação ao retorno sobre os investimentos e obtenção de vantagens
competitivas, a idéia de mudança de sua forma de gestão e a procura por novas
ferramentas, basea-se em atingir maior satisfação de seus clientes e excelência
operacional.
Por isso, acredita-se que a implementação do CRM em uma BU pública
possa servir de inicio e experiência para a implementação em outros setores que
prestam serviço dentro das universidades públicas, melhorando a qualidade
destes serviços oferecidos, e a relação entre a instituição e seus clientes e
participantes.

3 APLICAÇÃO DO CUSTOMER RELATIONSHIP MANAGEMENT - CRM
Esta forma de gestão requer a definição de uma filosofia de funcionamento,
partindo da idéia de centralização no cliente, afim de que se possa identificar (ou
reformular, ou criar), os processos da organização, para o melhor atendimento de
seus clientes. O CRM foca no gerenciamento das relações entre as organizações
e a sua base de clientes atuais e futuros como chave para o sucesso (GEBERT,
et al., 2003).
Ao coletar informações e dados sobre as necessidades e desejos dos
clientes, a organização muda seus comportamentos, diferenciando os clientes
com base em seu valor e suas necessidades, diferenciando e adaptando então
seu atendimento.
A utilização do CRM segundo Swift (2001) busca o alcance de alguns
objetivos específicos como: gerenciamento de relacionamentos com os clientes;
personalizar ofertas para cada cliente; Coordenar as comunicações em cada
ponto de contato com o cliente; e, capturar e analisar as informações de canais,
de modo a se aprender continuamente.
Segundo Gebert, et al. (2003), a implantação do CRM em uma organização
irá possibilitar: adquirir e continuamente atualizar o conhecimento sobre as

�necessidades dos clientes, motivações e comportamento durante o período de
relacionamento; aplicar o conhecimento sobre clientes para continuamente
melhorar a performance através de um processo de aprendizado dos sucessos e
falhas; integrar o marketing, vendas e atividades de serviços para alcançar os
objetivos; implementação de sistemas apropriados para suportar a aquisição e
compartilhamento de conhecimento sobre clientes.
A proposta apresentada neste artigo possui um caráter inovador, pois as
BUs, apesar de estarem evoluindo e melhorando de forma significativa sua gestão
nos últimos anos, geralmente ainda o fazem com uma base quantitativa,
verificando apenas se o volume de obras por aluno, ou a quantidade de títulos
para uma disciplina é a correta. Isto ocorre em função das imposições do MEC
para se estabelecer padrões mínimos de condições ao ensino. Certamente
trazem benefícios e são uma forma de controle e verificação até mesmo da
qualidade dos serviços. O que está se propondo, através deste artigo, é como
dito, aliar estas práticas a um direcionamento para os clientes.
Como as BU’s são uma unidade prestadora de serviços, o atendimento as
necessidades, a formatação dos serviços e a busca de soluções em informação
devem partir através do contato e conhecimento dos clientes que usam estes
serviços.
O CRM não apresenta uma unificação com relação a um modelo. Diversos
autores apresentam modelos diferentes com enfoques diferentes de como aplicar
CRM.
Propostas como a de Peppers e Rogers (2001) e Swift (2001) apresentam
similaridades em seus modelos, enquanto que Buttle (2001) e Flanagan e Safdic
(1998), diferem com modelos enfocando “a cadeia de valor do CRM” e um modelo
cíclico de CRM respectivamente.
A proposta de implementação do CRM na Biblioteca Universitária Pública
terá aqui como base o modelo proposto por Peppers e Rogers (2001, p. 7-9), que
é constituído de quatro passos básicos que sintetizam a aplicação desta TI, e
englobam todos os processos e serviços da organização.

�Os quatro passos do modelo seguindo sempre esta ordem são: identificar,
diferenciar, interagir e personalizar.
Indentificar: o primeiro passo do modelo trata da identificação dos clientes da
organização, levantando e coletando o maior número de dados e detalhes
possíveis sobre cada um dos clientes, para que se possa conhecê-los e criar a
base para um relacionamento. Segundo Swift (2001, p. 40), “o sistema precisa
coletar dados detalhados de diversas fontes de interação e transação com os
clientes, em todos os locais da empresa, e transformá-los em informações e
conhecimento, que são utilizados por gerentes e planejadores”.
No caso da BU pública os clientes são considerados os seus usuários que
buscam informações através dos diversos serviços oferecidos. Estes usuários são
caracterizados como alunos, professores e funcionários da Instituição a qual a
Biblioteca está vinculada.
Para a identificação destes usuários, a BU conta com a base de dados
específica que a instituição possui, através dos vínculos específicos de cada tipo
de usuário com a instituição. Os professores e funcionários possuem dados
registrados no Departamento de Recursos Humanos da instituição, já os alunos
no ato de matrícula, ou mesmo no vestibular fornecem seus dados para cadastro
na Instituição.
Assim, para a identificação dos clientes, um primeiro passo a ser
implantado, é uma rotina de migração de dados de todos estes usuários para o
sistema utilizado pela BU. Dados adicionais e específicos que não são
contemplados nestas bases e que a BU necessite para a identificação de seus
clientes poderão ser obtidos através do cadastramento que é obrigatório para
todos os usuários afim de que possam utilizar seus serviços.
Os dados relativos à utilização dos serviços pelos usuários, poderão ser
levantados através do sistema utilizado pela BU, onde cada usuário possui um
número de identificação, possibilitando a formação de um histórico da utilização
de seus serviços.

�Através da utilização destes bancos de dados, o institucional, o de
cadastramento na BU e, o de utilização dos serviços, a BU poderá identificar
claramente os seus clientes e como eles se relacionam com a BU.
Existe uma outra categoria de usuário considerada o público em geral, que
são pessoas não ligadas à instituição, mas que, por se tratar de uma Biblioteca
pública podem utilizar alguns serviços oferecidos livremente. Por não possuírem
vínculo e poderem utilizar somente o serviço de consulta local ao acervo, a BU
não possui qualquer tipo de informação que identifique este cliente. Como estes
clientes são esporádicos e não são os públicos-alvo da BU, a princípio não existe
a necessidade de uma busca de relacionamento com estes clientes.
Diferenciar: o segundo passo do modelo relaciona-se com a diferenciação dos
clientes. Uma vez tendo identificado os clientes através do primeiro passo do
modelo pode-se diferenciar estes clientes de duas maneiras: pelo nível de valor
para a empresa e pelas necessidades dos serviços. Com estas diferenciações
estabelecidas a empresa pode direcionar e priorizar seus esforços no sentido de
aproveitar os clientes que ela considera de maior valor, bem como personalizar
seu comportamento baseado nas necessidades individuais de serviços buscados
pelos clientes.
Em uma BU pública a diferenciação pelo valor dos clientes pode ocorrer ao
se definir que os professores, dentre os demais tipos de clientes, teriam um valor
maior, pois são eles que sugerem bibliografias, indicam e influenciam os
discentes a pesquisa, contribuindo para uma maior divulgação do próprio acervo e
serviços das BU’s. Assim podem ser criados serviços e atendimentos
diferenciados para professores tais como, maior conhecimento do funcionamento
da biblioteca e serviços oferecidos, balcão de atendimento próprio, envio de
informações específicas de novas aquisições.
Em relação às necessidades dos clientes estes podem ser diferenciados
como, por exemplo, por tipo de curso, necessidade por semestre, por área de
interesse.

�Com base nos dados obtidos no primeiro passo do modelo, poderão ser
criados novos serviços que possam ser oferecidos aos diversos tipos de clientes
para melhor atender suas necessidades específicas.
Interagir: este passo trata especificamente da interação da empresa com seus
clientes. Aqui com base nos dois primeiros passos irá se buscar a melhoria de
todas as interações existentes entre a empresa e seus clientes. Isto significa
estabelecer quais as melhores formas de interação e comunicação com os
clientes, em função de custo e preferência, bem como analisar quais as formas
mais úteis em termos de retorno de informação sobre o cliente e seu
comportamento. A intenção deste passo é alcançar por fim, uma união de todas
as formas de interação que a empresa possui com seus clientes, para que as
comunicações sejam continuas, onde o inicio de um novo contato inicie onde o
último terminou, não importando qual forma de interação (contato) foi utilizado,
trazendo sempre mais informações sobre o cliente específico.
Na BU pública este passo se traduz na busca da integração das diversas
formas de interação existentes com os clientes como telefone, atendimento dos
diversos serviços, contatos via internet e e-mail. A utilização de novas tecnologias
e a informática levam em uma BU a um atendimento mais rápido e ágil e com
uma maior possibilidade de registro e retorno de informações quanto aos perfis e
necessidades de cada cliente.
Personalizar: este passo busca a personalização do comportamento das
atividades da empresa para um melhor atendimento aos clientes, isto significa
uma adaptação por parte da empresa às necessidades individuais expressas
pelos clientes. Segundo Swift (2001, p. 42) “É a fase do processo de
aprendizagem contínua a partir de diálogos com os clientes”.
A organização deve então, através da criação de diversos serviços,
personalizar a relação com cada cliente através das necessidades e preferências
expressas por ele, de uma forma contínua. Dessa maneira, à medida que avança
o relacionamento com cada tipo e cada cliente, a empresa pode aprender mais

�sobre ele, identificando novas maneiras de como personalizar e melhorar estas
relações de forma contínua.
Nas BU’s públicas este passo se daria através da busca de integração dos
dados existentes sobre a utilização de todos os serviços oferecidos para que a BU
tenha o conhecimento específico e constante sobre o comportamento dos
clientes. Com isso, e em virtude dos passos anteriores, a BU pode diferenciar, por
exemplo, grupos de clientes de acordo com a freqüência e o uso de determinados
serviços, criando facilidades e personalizando os mesmos. A BU pode identificar
os perfis de pesquisa, consulta e desejos dos clientes. Pode através de seu
conhecimento e contato com os demais órgãos acadêmicos, identificar o
semestre do curso que ele se encontra e suas disciplinas, antecipando suas
necessidades por materiais e pesquisas.

4 VIABILIDADE PRÁTICA DO CRM EM BU’s PÚBLICAS
A proposta apresentada é viável em termos de execução técnica devido ao
conhecimento existente não apenas dentro das próprias Universidades Públicas,
como no mercado com consultores e empresas especializadas na área. Além
disso, já existem no mercado tecnologias suficientes para a execução do projeto,
sendo que em muitos casos será necessária apenas à adaptação das tecnologias
já existentes nas BU’s públicas.
A proposta por se tratar de um modelo genérico que possa ser aplicado em
qualquer BU pública, leva em consideração as diferentes realidades existentes no
país em se tratando das BU’s públicas. Não existe uma uniformidade no que se
trata de tecnologia (softwares e hardwares adotados), bem como da infraestrutura e recursos disponíveis para atualizações e manutenções. Dessa forma
tanto a viabilidade como a forma de implementação sofrerá alterações, pois em
alguns casos, por exemplo, em se tratando de bases de dados poderão ser feitas
simples alterações ou modificações nos programas já utilizados pelas BU’s,
podendo assim serem utilizados da forma que o CRM requer. Em outros casos
pode haver até a inexistência de programas, ou a necessidade de remodelação

�total. Diversos aspectos como este, influenciarão no tempo de implementação,
necessidades de recursos e mão-de-obra.
Um dos problemas enfrentado por qualquer Biblioteca ocorre em relação
aos recursos financeiros. Uma Biblioteca necessita de um investimento constante,
tanto para melhorar sua infra-estrutura como para ampliação e atualização do
acervo. Em BU’s públicas, onde os recursos são escassos, isto é uma séria
ameaça, para seu funcionamento e atualização, e em longo prazo pode ser um
fator delimitante em função da necessidade de investimentos em tecnologia para
o desenvolvimento dos serviços e processos das BU’s.
A implantação do CRM, não têm sido fácil para muitas empresas, e
certamente pode encontrar as mesmas dificuldades nas BU’s públicas. Os
principais problemas (GEBERT, et al., 2003) são: o desafio da garantia de um
fluxo de conhecimento consistente do ponto de criação do conhecimento sobre o
consumidor, e o uso eficaz de múltiplos canais de comunicação para se
comunicar com os clientes.
Em relação as BU’s, estes pontos se aliam ao fato dos clientes das BU’s
terem uma característica diferente dos clientes de empresas de bens de
consumo, que é o tempo limitado e definido de sua participação na organização.
Isto significa que através do CRM, a BU poderá trabalhar para desenvolver um
relacionamento mais efetivo e de longo prazo com clientes como os professores e
funcionários da organização. Quanto ao corpo discente, que constituem o maior
grupo de clientes/usuários, estes apresentam de acordo com seus cursos, um
tempo pré-determinado de permanência na organização, quer seja de 4 ou 10
anos. Consequentemente o relacionamento de longo prazo entre a organização e
estes clientes, toma outra definição. Por outro lado, leva a BU a priorizar a
diferenciação, integração e personalização de seus serviços para estes clientes,
identificando sazonalidades e necessidades como já descritas.
Jesus (2004) desenvolve e apresenta em seu trabalho, um exemplo prático
de como podem ser trabalhados dados e diferenciados serviços segundo o perfil
do cliente. Em um projeto desenvolvido e implementado na BU da FURB em

�Blumenau (SC), é demonstrado como é possível utilizar o data mining para se
identificar os clientes e utilizar seus históricos e dados para personalizar buscas e
pesquisas, garantindo maior eficiência, rapidez e qualidade dos serviços
informacionais.

5 CONCLUSÕES
Como foi apresentado nesse artigo, o setor público, nesse caso específico
as BU’s, podem ser beneficiadas através da utilização de novas e modernas
ferramentas de gestão.
As BU’s públicas que já apresentam um reconhecido valor podem ainda
melhorar quanto ao desempenho de seus produtos e serviços se focar nos seus
clientes e como desenvolver seus processos baseados neles.
Para o melhor desempenho de um projeto de CRM, os autores ressaltam
que se faz necessário à realização ou a existência de um Planejamento
Estratégico do setor. Algumas Universidades contam com planejamentos gerais,
que envolvem as BUs por ser um órgão de apoio as suas atividades, delimitando
ações e orçamento. Dificilmente, porém, as BUs possuem seus próprios
planejamentos, alinhando suas ações com as da instituição a qual pertence, mas
traçando seus rumos e futuros.
Outro ponto diz respeito a TI nas Universidades. Raramente são
encontradas instituições que realmente possuem uma integração de suas TI e
sistemas. Com isto, ocorre sempre a necessidade de adaptações e mudanças no
sentido de união das diferentes tecnologias adotadas por toda a instituição.
Teng e Hawamdeh (2002) em seu artigo apresentam como a Biblioteca
Nacional de Singapura tem mudado sua concepção e processos, baseando-se
em Gestão do conhecimento e na centralização das necessidades dos clientes,
para que possa atingir seus objetivos de desenvolvimento da educação e
pesquisa no país. Estas mudanças vão desde a criação de grupos de

�melhoramento, a informatização total de processos como a retirada e devolução
de livros, até uma mudança no sistema de classificação de assuntos.
Para as BU’s em nosso país, acredita-se não ser necessárias tamanhas
modificações (apesar dos ótimos resultados apresentados por Teng e
Hawamdeh), mas a idealização e formulação não apenas dos processos e
serviços, mas até das concepções das BU’s Públicas com base nas necessidades
e relações com seus clientes, pode levar estes órgãos a novos níveis de serviços,
contribuindo muito para o desenvolvimento da organização que faz parte.
O presente artigo pretendeu assim, contribuir para a discussão de como é
possível levar a um mudança na forma de gestão das BU’s Públicas, garantindo
com que elas possam alcançar seus objetivos de suprir as necessidades
informacionais dos seus clientes.

CHANGE IN THE PUBLIC ACADEMIC LIBRARIES MANAGEMENT THROUGH
IMPLANTATION OF CUSTOMER RELATIONSHIP MANAGEMENT (CRM)

ABSTRACT

It proposes a change in the Public Academic Libraries management form through
the implantation of a generic model of Customer Relationship Management
(CRM). Present the objectives that are intend to reach with the application of the
model, the implantation steps, and the model viability. The CRM was chosen
because it is management form centered in the customer, that can be applied to
any organization type and that have been presenting good results in several
companies that use this technology. In Public Academic Libraries the model can
bring benefits and real improvements to these organs that a lot of times suffer in
function of the bad practices to your customers and with problems with their
services, hindering the practice of researches and consults to data bases in the
Public Universities. A new management form with CRM, requests the definition of
an operation philosophy, leaving of the centralization idea in the customer, to
identify (or to reformulate, or to create), the processes of the organization, for your
customers' best attendance, making possible, a change in the management of the
Academic libraries and a better consequent reach of your objectives.
Keywords: Academic libraries. Public Academic Libraries. CRM – Academic
Libraries.

�REFERÊNCIAS
BUTTLE, F. The S.C.O.P.E of customer relationship management. Disponível
em: &lt;http://www.kitshoffgleaves.co.uk/documents/FButtle_Scope_crm.PDF&gt;
Acesso em: 10 jul. 2004.
CARVALHO, M. C. R. de. Estabelecimento de padrões para bibliotecas
universitárias. Brasília: ABDF, 1981.
FLANAGAN, J. L.; SAFDIC, E. Building a successful CRM environment.
Disponível em: &lt; http://www.techguide.com&gt; Acesso em: 10 jul. 2004.
GEBERT, H. et al. Knowledge-enabled customer relationship management:
integrating customer relationship management and knowledge management
concepts. Journal of Knowledge Management, v. 7, n. 5, p. 107-123, 2003.
GIGANTE, M. C. Os sistemas de classificação bibliográfica como interface
biblioteca / usuário. Ciência da Informação, Brasília, v.25, n. 2, p.1-5, maio/ago.
1996.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. Information and
documentation – library performance indicators – ISO 11620. Genève, 2002.
56p.
MACEDO, N. D. de. Princípios e reflexões sobre o serviço de referência e
informação (contínua). R. Bras. Bibliotecon. e Doc., São Paulo, v. 23, n. 1/4, p.
9-37, 1990.
PEPPERS, D.; ROGERS, M. Marketing 1 to 1: ferramentas para implementação
de programas de marketing one to one. São Paulo: Makron Books, 2001.
SWIFT, R. CRM, cutomer relationship management: o revolucionário marketing
de relacionamento com o cliente. 2. ed. Tradução de: Flávio Deny Steffen. Rio de
Janeiro: Campus, 2001.
TENG, S.; HAWAMDEH, S. Knowledge management in public libraries. Aslib
Proceedings, v. 54, n. 3, p. 188-197, 2002.

∗

Mestre em Administração pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade
Federal de Santa Catarina. Professor da Faculdade Metropolitana de Curitiba (FAMEC), Av. Rui
Barbosa, 5881, São José dos Pinhais, Paraná, CEP: 83040-550, e-mail: andrew@famec.com.br
∗∗
Mestranda em Ciência da Informação do Programa de Pós-Graduação em Ciência da
Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGCIN/UFSC), Centro de Ciências da
Educação, Campus Universitário, Trindade, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, CEP: 88040-900,
e-mail: gardeniacastro@terra.com.br.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52373">
                <text>Mudança na gestão das bibliotecas universitárias públicas através da implementação do Customer Relationship Management (CRM).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52374">
                <text>Finger, Andrew B.; Castro, Gardênia de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52375">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52376">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52377">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52379">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52380">
                <text>Propõe uma mudança na forma de gestão das Bibliotecas Universitárias (BU’s) Públicas através da implementação de um modelo genérico de Customer Relationship Management (CRM). São apresentados os objetivos que se pretende alcançar com a aplicação do modelo, seus passos de implantação, e sua viabilidade. O CRM foi escolhido por se tratar de uma forma de gestão centrada no cliente, que pode ser aplicada a qualquer tipo de organização e que têm apresentado bons resultados em diversas empresas que utilizam esta tecnologia. Nas BU’s públicas pode trazer benefícios e melhorias reais a estes órgãos que muitas vezes sofrem em função do mau atendimento aos seus clientes e com problemas na prestação de seus serviços, dificultando e desmotivando a prática de pesquisas e consulta as bases de dados nas Universidades Públicas. Uma nova forma de gestão com CRM, requer a definição de uma filosofia de funcionamento, partindo da idéia de centralização no cliente, afim de que se possa identificar (ou reformular, ou criar), os processos da organização, para o melhor atendimento de seus clientes, possibilitando assim, uma mudança na gestão das BU’s e um conseqüente melhor alcance de seus objetivos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68224">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4724" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3793">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4724/SNBU2004_018.pdf</src>
        <authentication>40cd849e1d88177070d14853f6ccfbc1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52433">
                    <text>PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES PARA A REDE DE
BIBLIOTECAS DA UNESP: OBRAS AVULSAS, MÓDULO 1.

Angela de Brito Bellini ∗
Margaret Alves Antunes∗∗
Maria Irani Coito ∗∗∗

RESUMO
A formação de uma coleção básica deve estar direcionada aos Programas de
Ensino e Pesquisa desenvolvidos em cada Unidade Universitária, considerandose que as áreas do conhecimento humano têm características multidisciplinares e
complexas no que concerne aos currículos dos cursos de graduação. As
disciplinas curriculares devem estar representadas nos acervos das Bibliotecas
com material bibliográfico adequado à formação profissional dos alunos de
graduação e linhas de pesquisa dos cursos de pós-graduação. Os acervos das
bibliotecas da Unesp provavelmente possuem materiais que não representam
mais os interesses de seus usuários, pois as necessidades da comunidade
mudaram, a ciência e a tecnologia encontram-se em constante evolução e os
livros tornaram-se desatualizados devendo ser substituídos por novas edições.
Uma coleção que possui um grande número de títulos obsoletos apresenta
dificuldades desnecessárias aos usuários e gastos com sua manutenção. A
Coordenadoria Geral de Bibliotecas preocupada com o desenvolvimento
qualitativo dos 30 acervos que compõem a Rede de Bibliotecas da Unesp, propôs
ao Grupo de Metas “Verbas para Aquisição de Material Bibliográfico”, a realização
de um programa que fosse de encontro às necessidades de: economizar espaço
físico, reduzir custos de manutenção, melhorar a acessibilidade aos suportes da
informação, estabelecer indicadores para uma política de seleção visando a
expansão qualitativa e criteriosa dos acervos, fornecer parâmetros para avaliação
de coleções e definir métodos para manutenção e preservação do material
bibliográfico.
PALAVRAS-CHAVE: Desenvolvimento de Coleções. Política de Seleção.
Aquisição de livros. Acervo. Desbastamento. Descarte.

1 INTRODUÇÃO
Os acervos existentes na Rede de Bibliotecas da UNESP, na grande
maioria, são originários de doações e foram se avolumando ao longo dos anos
sem que houvesse uma análise sobre sua representatividade para a clientela a
qual se destinam. Tendo em vista o custo que essas coleções agregam,(no

�sentido da manutenção, armazenagem/espaço físico, conversão de registros para
bancos de dados bibliográficos) em relação ao benefício que proporcionam às
bibliografias básicas das disciplinas que compõem os cursos de graduação e
linhas de pesquisa da pós-graduação. A realização da avaliação dessas coleções
e a definição de uma política para seleção e aquisição do material que irá compor
ou não essas coleções devem fazer parte do planejamento das bibliotecas; pois
segundo Vergueiro (1989) as bibliotecas devem executar a avaliação da coleção
como uma atividade rotineira, não postergando essa ação para momentos
cruciais, ou seja, quando o espaço físico não atender as necessidades de
armazenamento de novas aquisições. Desta forma, a Coordenadoria Geral de
Bibliotecas (CGB), instituiu um grupo composto por bibliotecários da Rede, cuja
incumbência foi a de elaborar um programa de desenvolvimento qualitativo do
acervo UNESP, sendo que este deveria ser o norteador para constituição de
políticas de seleção individuais; pois cada biblioteca deverá estar respeitando as
características de sua comunidade. A avaliação de coleções é uma etapa no
processo que realizará um diagnóstico do acervo e verificará como está
ocorrendo o seu desenvolvimento; o que a biblioteca deve possuir e não possui,
tendo em vista fatores de qualidade e adequação às necessidades da
comunidade a ser atendida, aos objetivos da instituição, e às metas
estabelecidas.
O grupo buscou na literatura o embasamento teórico necessário para o
desenvolvimento de:
a) objetivo geral : promover o desenvolvimento qualitativo do acervo da
UNESP com um enfoque sistêmico, adequando-o às características de cada
uma das Bibliotecas da Rede;
b) objetivos específicos:
- estabelecer parâmetros para avaliação de coleções tendo em vista o
remanejamento e o descarte,
- propor subsídios para elaboração da política para seleção da aquisição,
elaborar rotinas para preservação e conservação da coleção;
c) justificativa para as ações;
d) metodologia de trabalho, a ser proposta, com a seguinte estrutura:

�- avaliação de coleções: métodos para avaliar coleções ( quantitativos,
qualitativos, fatores de uso);
- seleção de coleções: política de seleção (material convencional,
documentos eletrônicos), critérios de seleção, seleção e censura.

2 DESENVOLVIMENTO DO PDC – MÓDULO I
2.1 AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO DA UNESP
Os acervos das bibliotecas da Unesp, possuem atualmente um volume
significativo de materiais que não representam mais os interesses de sua
comunidade, seja da pós-graduação, devido às modificações nas linhas de
pesquisa, ou na graduação, onde a grade curricular sofre alterações. Uma
coleção que possui um grande número de títulos obsoletos, gera custos para a
manutenção física deste material, bem como, para entrada desses registros em
bases de dados, e representa dificuldades desnecessárias aos usuários.
A avaliação do acervo é um componente importante da administração, ou
seja, é através dele que se corrige ou mantém estratégias com a finalidade de
atingir objetivos pré-determinados. É indispensável para a tomada de decisões,
pois irá indicar o melhor caminho a seguir; deve estar atrelada aos objetivos da
Instituição, bem como, da missão definida para as Bibliotecas da Rede, devendo
ser incorporada às rotinas da biblioteca. A avaliação do acervo representa um
pré-requisito para a elaboração de uma política de seleção adequada às
necessidades de cada Unidade, principalmente se considerarmos a formação e
desenvolvimento de coleções

2.1.1 Objetivos
2.1.1.1 Gerais
Estabelecer critérios que permitam identificar os pontos fortes e fracos das
coleções, tendo enfoque nas necessidades atuais dos usuários, nos recursos
disponíveis e no estado físico da coleção.

�2.1.1.2 Específicos:
- obter um diagnóstico da coleção existente, identificando seus pontos fortes
e fracos,
- obter subsídios para o planejamento da coleção,
- retificar inadequações no desenvolvimento do acervo,
- identificar materiais obsoletos.

2.1.2 Justificativa
O acervo não pode ser concebido como um amontoado de livros que
despende recursos para sua manutenção, e devido à sua desatualização ou
estado precário de conservação gera expectativas e provoca desapontamento ao
pesquisador. O acervo da UNESP, atualmente necessita de um trabalho de
adequação qualitativa. O resultado da avaliação permitirá definir o destino do
material que poderá ser mantido, restaurado, desbastado/armazenado, ou
descartado.

2.1.3 Metodologia
Estabelecimento dos pontos fortes e fracos da coleção, tendo em vista os
seguintes ponderadores:
a) dados estatísticos: demanda reprimida – verificação das solicitações não
atendidas, consulta, reserva, empréstimo;b) EEB - análise: obras que a
biblioteca solicita com muita freqüência – cabe a verificação de - número de
usuários que solicitam a mesma publicação, obras que estão sempre disponíveis
para o empréstimo, cabe a verificação de - número de bibliotecas que solicitam
a mesma publicação, possibilidade de transferência p/ biblioteca solicitante;
c) idade da coleção – verificação (bibliotecário e docente) de: tempo de
depreciação da obra- (Apêndice A), importância histórica;

�d) obra com baixo índice de uso – verificação de: - número de empréstimos e
consultas durante o período de 5 anos (tempo referente a graduação de uma
turma no curso);
e) estado físico da obra –verificação de: danos causados pelo uso excessivo, por
contaminação (brocas, fungos, traças), condições de armazenamento, atitudes
de vandalismo, qualidade da encadernação;
f) bibliografia básica – verificação de: quanto a coleção cobre a bibliografia
básica;
g) idioma da obra – verificação de: o idioma é acessível à comunidade a qual se
destina, através do levantamento do número de empréstimos e consultas
durante o período de 5 anos (referente ao tempo p/ graduação de uma turma
no curso).
•

Operacionalização do processo
Detectados os pontos fortes e fracos da coleção a partir da análise acima,

devemos trabalhar especificamente com a tomada de decisões frente ao
diagnóstico obtido (Apêndice B).

Pontos fortes na coleção:
a) necessidade de aumentar o número de exemplares de um mesmo título;
b) preservação/manutenção programada.

Pontos fracos da coleção:
a) atendimento da demanda reprimida,
b) provimento da bibliografia básica de cada disciplina,
c) substituição ou encadernação do material danificado,
d) transferência de material de acordo com diagnóstico do EEB;

�e) desbastamento (retirada do material p/ um local menos acessível e que não
comprometa o espaço físico destinado ao acervo): identificação do material:
material atualizado, fisicamente conservado, pertencente à bibliografia básica,
mas sem registro de consulta por 5 anos;
f) descarte – deverá ocorrer de acordo com a análise dos itens propostos para
a avaliação do acervo: obra que cujo

valor e uso não justificam a

encadernação, obra que não é utilizada, seja pelo empréstimo/consulta, ou
que não faz parte da bibliografia básica, obra cujo idioma é pouco acessível à
comunidade que deveria atender, obra que, de acordo com a data de
publicação, torna-se obsoleta: tempo de depreciação, grandes descobertas
que provocam modificações, sejam tecnológicas, científicas ou políticas.

Desbastamento e descarte de coleções
Os materiais que representam os pontos fracos da coleção (analisados de
acordo com os itens f e g) fazem parte de uma seleção denominada de negativa,
foram considerados defasados ou desnecessários em relação às expectativas dos
usuários. O desbaste e/ou descarte envolve diversas tomadas de decisões, sendo
que pode-se destacar:
a) indicar uma comissão (ver seleção –5.3.2) que se responsabilize pela
aprovação dos materiais indicados para o remanejamento no acervo,
armazenamento em outro local ou para o descarte (deve ser a mesma
responsável pela seleção);
b) definir o prazo médio para a permanência do material como remanejado
do acervo significativo, para depois ser indicado, ou não, para o
armazenamento ou descarte;
c) definir se há necessidade de manter um (ou nenhum) exemplar dos
materiais remanejados no acervo significativo;
d) estabelecer os procedimentos para a possível utilização dos documentos
remanejados e armazenados;

�e) manter a organização do material destinado a ficar separado da coleção;
f)

informar nos mecanismos de busca (base de dados local) a situação do

material que foi separado do acervo;
g) retirar os registros (base local e global) referente ao material destinado ao
descarte.

2.2 PROCESSO DE SELEÇÃO DA COLEÇÃO DA UNESP
O planejamento e o crescimento das coleções devem estar em harmonia
com os objetivos da Instituição, a missão da biblioteca e com as necessidades
dos usuários. Por outro lado os bibliotecários devem estar aptos a desenvolver
uma política de desenvolvimento de coleções baseada em análise dos elos que
compõem o planejamento das coleções básicas, verificado se o acervo atual está
atendendo as necessidades dos usuários; se os critérios adotados para
crescimento do acervo são adequados; necessidades de material em vários
suportes de escrita; pontos fortes e fracos do acervo, entre outros. Este
conhecimento prévio implica no processo de política de seleção de materiais de
informação.

2.2.1 Objetivos
2.2.1.1 Gerais
Estabelecer diretrizes, critérios e procedimentos na elaboração do
planejamento e desenvolvimento do acervo para as Bibliotecas da Rede UNESP;

2.2.1.2 Específicos
-

propor

um

instrumento

auxiliar

para

o

bibliotecário,

no

planejamento do Processo de Seleção de sua Unidade;
-

oferecer meios para a elaboração da Política de Seleção, para
que as Bibliotecas da Rede possam gerenciar as suas coleções
de forma eficiente e harmônica;

�-

capacitar os profissionais envolvidos a elaborar o processo de
seleção de maneira a que atenda as necessidades da Instituição
e de seus usuários.

2.2.2 Justificativa
Considerando a necessidade de revisão da “Política de Seleção” e dos
critérios de execução das atividades que compõem este serviço, o “Grupo de
Metas Verbas para Material Bibliográfico”, elaborou este projeto para nortear os
bibliotecários quanto ao planejamento para execução da seleção e elaboração de
um documento da política de seleção que atenda as necessidades de cada
Unidade e/ou Faculdade em suas áreas do conhecimento.

2.2.3 Metodologia
Análise Institucional
-

objetivos gerais da Instituição,

-

cursos oferecidos,

-

níveis: graduação, pós-graduação, extensão e EAD,

-

áreas e sub-áreas do conhecimento,

-

programas de ensino,

-

linhas de pesquisa,

-

disciplinas curriculares,

-

legislação Institucional e educacional.

Análise da clientela:
Considera-se clientela da Universidade seu corpo docente e discente e
funcionários. Para o início da análise é importante levantar o quantitativo existente
de cada grupo, sendo que é importante saber o número de alunos tanto por curso
como por disciplina.
O perfil do usuário irá oferecer respostas quanto às necessidades e
interesses informacionais da comunidade como um todo e, consequentemente,
exige também a definição, por parte do profissional, de quais necessidades da

�comunidade – uma vez conhecidas – cabe a ele (bibliotecário), por intermédio dos
serviços que oferece, tentar atender. Seguindo a linha de Vergueiro (1989), é
necessário ainda, estabelecer prioridades pois todo o acervo da biblioteca não irá
atender prontamente todas as necessidades existentes.
No levantamento das características da comunidade, através de pesquisa
de campo, com entrevistas e aplicação de questionários, Vergueiro (1989) aponta
quais prioridades devem ser avaliadas pelo bibliotecário, sendo que, para a
biblioteca universitária, algumas têm maior importância. São elas: históricas,
demográficas, geográficas, educativas, sócio-econômicas, transporte, culturais e
informacionais, políticas e legais.

Composição da Comissão de Seleção
-

Poderá ser formada pela Comissão de Biblioteca já existente ou ser
constituída nova Comissão específica para seleção;

-

Os membros da Comissão de seleção poderão ser eleitos pela comunidade ou
indicados pela Direção da Unidade;

-

Uma vez definida a forma de constituição desta Comissão, a mesma deverá
ser mantida;

-

A instituição desta Comissão deverá ser publicada por meio de Portaria do
Diretor da Unidade, bem como a identificação dos membros e suas
atribuições, período do mandato, forma de obtenção de consenso (maioria
simples, maioria de 2/3, etc.), organograma da biblioteca incluindo a Comissão
de Seleção;

-

A periodicidade das reuniões e organização das atividades da comissão
deverá ser definida por seus membros;

-

As reuniões deverão ser registradas em ata.

2.2.4 Elaboração da política de seleção
Diretrizes:
-

Desenvolver uma Política de Seleção de acordo com os objetivos da
Instituição visando cumprir a Missão da Biblioteca.

�-

Estabelecer uma política de seleção de acordo com análise dos pontos
fortes e fracos do acervo, detectados pela implantação da avaliação
sistematizada de coleções, verba disponível priorizando tipo de
material, nível de ensino graduação/pós-graduação, de acordo com as
necessidades dos usuários.

-

Manter banco de dados com bibliografia básica que irá atender aos
Programas de Ensino, Pesquisa, Extensão e disciplinas curriculares
dos Cursos de cada Unidade, com atualização semestral ou anual.

-

Definir padrões de qualidade identificando os pontos fortes e fracos de
cada área de assunto da coleção.

-

Diagnosticar a necessidade de materiais na coleção, nos diversos tipos
de suporte de documentos: livro impresso, em CD-ROM, Fita Cassete,
eletrônico etc. Esse processo deverá ser norteado por diretrizes
emanadas da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP.

-

Verificar a necessidade de políticas intermediárias - fatos que mudam
os interesses da comunidade a ser atendida: novos cursos, novas
linhas de pesquisa, novos projetos da Unidade.

-

Instituir a Comissão de Seleção com representantes de cada área do
conhecimento existente na Unidade.

-

Estabelecer metas de médio e curto prazo para sanar as necessidades
diagnosticadas.

Componentes da política de seleção:
a) para fins de documento da política, é preciso que a responsabilidade pelas
decisões de seleção esteja registrada de maneira clara e definida. O processo
de desenvolvimento de coleções deverá ter como coordenador o bibliotecário,
contando com os membros da Comissão de Seleção.
b) indicação do tipo de material que irá compor o acervo, independente de seu
suporte físico.Para documentos eletrônicos, analisar:
-

possibilidade de participação em consórcios para aquisição
planificada de publicações eletrônicas, objetivando a redução de
custos individuais para os participantes e garantindo o acesso a um
maior número de usuários,

�-

o contrato de aquisição no que se refere a:
- cessão não só do acesso online, por um período determinado,
mas também o fornecimento do material em outro suporte, para
utilização local, após o término do contrato de acesso (impresso,
CD-ROM)
- número de acessos simultâneos permitido
- autenticação do acesso por faixa de IP ou senha

c) estabelecimento dos critérios e prioridades, sobre a aquisição por compra
doação ou permuta: cobertura da bibliografia básica das disciplinas, número
de exemplares por título, para os pertencentes à bibliografia básica, indicação
do número de exemplares por título de uso corrente; atendimento da demanda
reprimida, características físicas do documento, idioma, atualidade e
abrangência, obsolescência do documento, vida útil, armazenamento;
d) estabelecimento de diretrizes

para a avaliação das coleções, com a

periodicidade que deverá ser realizada, prevendo o desbaste e/ou descarte da
coleção;
e) estabelecimento de diretrizes para preservação do acervo (restauro,
encadernação);
f) definir prazo para revisar a política adotada.

2.2.5 Seleção do material
Instrumentos auxiliares:
a) fontes de seleção: bibliografias correntes especializadas, Books in Print,
catálogos impressos e online de livrarias e editoras, etc. Manter estas
fontes atualizadas e à disposição dos membros da Comissão de
Seleção e daqueles que indiretamente irão participar do processo;
b) sugestões dos usuários, dados atualizados;
c) acompanhamento dos lançamentos das editoras da área de atuação da
biblioteca;

�Critérios: bibliografia básica, lista de demanda reprimida, disciplinas curriculares e
linhas de pesquisas, existência da obra no acervo, edições esgotadas, traduções,
etc., tipo de informação contida nos documentos, quantidades de exemplares
necessários em cada disciplina; características físicas dos documentos, idioma,
atualidade

e

abrangência,

obsolescência

do

documento,

vida

útil,

armazenamento.

Planejamento da coleção
O desenvolvimento da coleção deve ser planejado e elaborado com
cuidado de modo que os níveis de ensino, pesquisa, extensão e o Ensino e
Aprendizado a Distância (EAD), contenham os diversos tipos de materiais nos
diversos formatos adequados aos objetivos da Instituição e de seus usuários.

Operacionalização do processo
A operacionalização do processo é através de levantamentos de dados
institucionais, de estudo da comunidade e de acervo existente na Unidade e, em
seguida, o confronto e análise dos dados, levando-se em conta os critérios
apontados pela literatura.

3 CONCLUSÃO
O programa para o desenvolvimento de coleções existentes na Rede de
Bibliotecas da UNESP, foi apresentado ao XV Fórum Diretoras de Bibliotecas,
realizado em Araçatuba-SP, Brasil, para que o mesmo fosse analisado e que
sofresse as adequações necessárias à realidade de cada biblioteca e submetido a
aprovação das respectivas Comissões de Bibliotecas. O Programa foi aprovado
com unanimidade e passou a constar no planejamento anual de atividades das
Bibliotecas da UNESP.
A definição de parâmetros para a realização da avaliação dos acervos
existentes,

proporcionou

aos

bibliotecários

indicadores

para

realizar

as

�modificações necessárias nas coleções e obter um acervo que vá de encontro
com as expectativas de seus usuários.
O estabelecimento de indicadores para a elaboração de uma política de
seleção, permitiu a cada biblioteca desenvolver o seu documento, que, atendendo
as características locais, será a garantia do desenvolvimento qualitativo de seus
acervos e do respaldo ao profissional responsável pela seleção do material que
irá compor o acervo.
ABSTRACT
The formation of a basic collection should be addressed to the Programs of
Teaching and Researches developed in each University Unit, being considered
that the areas of the human knowledge have complex characteristic of the
graduation courses. The curriculum should be represented in the books of the
University Libraries with bibliographical material adapted to the graduation and pos
graduate students' professional formation. The collections of the libraries of Unesp
probably possesses materials that don't represent the users' interests anymore,
because the community's needs changed, the science and the technology are in
constant evolution and the books became desatualizados should be substituted by
new editions. A collection that possesses a great number of obsolete titles
presents unnecessary difficulties to the users and expenses with its maintenance.
General Coordenadoria of Libraries worried with the qualitative development of the
30 collections that compose the Net of Libraries of Unesp, proposed to future "
Budgets' Group for Acquisition of Bibliographical " Material, the accomplishment of
a program that ran into the needs of: to save physical space, to reduce
maintenance costs, to improve the accessibility to the supports of the information,
to establish indicators for a selection politics seeking the qualitative expansion and
criteriosa of the collections, to supply parameters for evaluation of collections and
to define methods for maintenance and preservation of the bibliographical
material.
KEY-WORDS: development of collections. selection politics. acquisition of books.
collection deselection.

REFERÊNCIAS

EVANS, G. E. Developing Library and Information Center Collections. 4th. ed.
Englewood,CO: Libraries Unlimited, 2000. p. 69-126.
FIGUEIREDO, N.. Novas tecnologias: impacto sobre a formação de coleções.
Perspec. Ci. Inf., Belo Horizonte, v.1, n.2, p.245-254, jul./dez. 1996.

�FIGUEIREDO, N. M. Seleção de livros. In: MACHADO, U. D. Estudos
avançados em biblioteconomia e documentação. Brasília, DF: ABDF, 1982.
v.1, p.1-48.
FIGUEIREDO, N.M. Desenvolvimento e avaliação de coleções. 2.ed. Brasília,
DF: Thesaurus, 1998.240p.
LANCASTER, F. W. Serviços de fornecimento de documentos. In: __ . Avaliação
de serviços de biblioteca. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1996. p. 20-123.
LIMA, R. C. M.; FIGUEIREDO, N. M. Seleção e aquisição: da visão clássica à
moderna, aplicação de técnicas biblioteconômica. Ci. Inf., Brasília, v. 13, n. 2, p.
137-150, 1984.
MACIEL, A. C.; MENDONÇA, M. A. R. Bibliotecas como organizações. Rio de
Janeiro: Interciência, 2000. 96p.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Gerência de Bibliotecas Universitárias para a qualidade total: planejamento e
seleção. São Paulo, 1994. v.1.
VERGUEIRO, W. C. S. Censura e seleção de materiais em bibliotecas: o
despreparo dos bibliotecários brasileiros. Ci. Inf., Brasília, v. 16, n. 1, p.21-26,
1987.
VERGUEIRO, W. C. S. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis: APB,
1989. 96 p. (Coleção Palavra-chave, 1).
VERGUEIRO, W. C. S. O futuro e o desenvolvimento de coleções: perspectivas
de atuação para uma realidade em efervecência. . Perspec. Ci. Inf., Belo
Horizonte, v.2, n.1, p. 93-107, jan./jun. 1997.
VERGUEIRO, W. C. S. Seleção de materiais de informação. 2. ed. Brasília, DF:
Briquet de Lemos, 1997. 125 p.

∗

Coord. Grupo de Metas – Verbas p/ Aquisição do Material Bibliográfico - Serviço Técnico de
Biblioteca e Documentação /Faculdade de Odontologia de São José dos Campos/UNESP - : Av.
Eng. Francisco José Longo,777 – CEP 12 245 – 000 - Jd. São Dimas – São José dos Campos- SP
-Brasil – angela@fosjc.unesp.br

�∗∗

Coordenadoria Geral de Bibliotecas – UNESP - Endereço: Almeda Santos, 647 – 10 andar –
CEP 01419-901- São Paulo – SP-Brasil eti@reitoria.unesp.br
∗∗∗
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação - Faculdade de Ciências Farmacêuticas de
Araraquara – UNESP - Endereço: Rodovia Araraquara – Jau, Km 01 – Cx Postal 502 - CEP
14801-902 – Araraquara – SP –Brasil irani@fcfa.unesp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52409">
                <text>Programa de Desenvolvimento de Coleções para a Rede de Bibliotecas da UNESP: obras avulsas, Módulo1.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52410">
                <text>Bellini, Angela de Brito; Antunes, Margaret Alves; Coito, Maria Irani</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52411">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52412">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52413">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52415">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52416">
                <text>A formação de uma coleção básica deve estar direcionada aos Programas de Ensino e Pesquisa desenvolvidos em cada Unidade Universitária, considerando-se que as áreas do conhecimento humano têm características multidisciplinares e complexas no que concerne aos currículos dos cursos de graduação. As disciplinas curriculares devem estar representadas nos acervos das Bibliotecas com material bibliográfico adequado à formação profissional dos alunos de graduação e linhas de pesquisa dos cursos de pós-graduação. Os acervos das bibliotecas da Unesp provavelmente possuem materiais que não representam mais os interesses de seus usuários, pois as necessidades da comunidade mudaram, a ciência e a tecnologia encontram-se em constante evolução e os livros tornaram-se desatualizados devendo ser substituídos por novas edições. Uma coleção que possui um grande número de títulos obsoletos apresenta dificuldades desnecessárias aos usuários e gastos com sua manutenção. A Coordenadoria Geral de Bibliotecas preocupada com o desenvolvimento qualitativo dos 30 acervos que compõem a Rede de Bibliotecas da Unesp, propôs ao Grupo de Metas “Verbas para Aquisição de Material Bibliográfico”, a realização de um programa que fosse de encontro às necessidades de: economizar espaço físico, reduzir custos de manutenção, melhorar a acessibilidade aos suportes da informação, estabelecer indicadores para uma política de seleção visando a expansão qualitativa e criteriosa dos acervos, fornecer parâmetros para avaliação de coleções e definir métodos para manutenção e preservação do material bibliográfico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68228">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4727" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3796">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4727/SNBU2004_019.pdf</src>
        <authentication>ee0fd1e011336d94c9e996d04f7e26d5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52453">
                    <text>REFERÊNCIAS (ABNT-NBR 6023:2002) NA WEB: MODELOS E FORMATOS
PARA A PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA UNESP1

Angela de Brito Bellini ∗
Valéria Aparecida Moreira Novelli
Suely de Brito Clemente Soares
Maria Luzinete Euclides

RESUMO
A Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) DA UNESP, com o objetivo de
disponibilizar à comunidade acadêmica, aos bibliotecários e a qualquer cidadão
os padrões básicos para normalização dos documentos científicos, instituiu o
Grupo de Trabalho Normalização Documentária da Rede de Bibliotecas da
UNESP. A primeira ação do Grupo foi a de definir a prioridade a ser trabalhada e
qual seria o formato do seu produto final. Estabeleceu-se que entre os itens que
tratam da normalização documentária, Referências deveria ser trabalhado em
primeiro lugar devido a grande utilização, às dúvidas constantes apontadas pelos
usuários das bibliotecas universitárias, bem como dos bibliotecários. Para atender
de forma rápida as exigências e necessidades detectadas, o Grupo optou por
desenvolver um trabalho baseado nas normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) e da International Organization for Standardization
(ISO) que ficasse disponível na web, onde qualquer visitante do Portal Bibliotecas
UNESP (http://www.biblioteca.unesp.br/), pudesse solucionar rapidamente suas
dúvidas por meio de links com acesso às opções de definições de termos e
modelos para os vários tipos de documentos em seus diferentes suportes físicos.
O trabalho foi realizado através de encontros presenciais e principalmente
virtuais, colocando à disposição da comunidade acadêmica, as Normas de
Referências a serem observadas para a produção científica da UNESP e a outros
interessados. Há um serviço de consulta via e-mail, onde o usuário com dúvidas
ou questionamentos, pode entrar em contato com os integrantes do Grupo para
resolvê-los.
PALAVRAS-CHAVE: Normalização. Referências. Serviço de referência virtual.

1

Grupo de metas p/ Normalização Documentária - CGB/UNESP: Célia Regina Inoue, Suely de Brito Clemente
Soares, Ana Paula Rímoli de Oliveira, Ana Silvia Pamplona Mariano, Angela de Brito Bellini, João Josué Barbosa,
Mara Landgraf Colucci, Maria Luzinete Euclides, Natalina Lambini Escremin, Nilza Maria Rabello Marino, Terezinha
Cristina Baldo Vernaschi, Valéria Aparecida Moreira Novelli, Vania Aparecida Marques Favato.

�1 INTRODUÇÃO
As universidades públicas brasileiras assumem no contexto educacional
superior do país a responsabilidade de serem centros de excelência no ensino,
pesquisa e extensão, implicando na significativa expansão da produção científica
nacional. Neste cenário encontra-se a Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho” – UNESP, que tem como principal característica a disseminação
do ensino público superior no interior do Estado de São Paulo, por meio de
unidades existentes em 23 municípios com 30 campus universitários, que
oferecem cursos em todas as áreas do conhecimento humano. Desta forma a
Universidade constituiu uma rede de 30 bibliotecas, subordinadas tecnicamente a
uma Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB), dotadas dos melhores recursos
das novas tecnologias da informação e comunicação para gerenciar os serviços
oferecidos à comunidade acadêmica, onde os serviços de referência são os mais
demandados quanto as adequações às necessidades sempre crescentes dos
usuários. Oferecer o suporte informacional necessário ao desenvolvimento do
ensino, a pesquisa, colaborando em todas as etapas da produção científica são
os principais objetivos da Rede de Bibliotecas da UNESP. Observa-se que a
crescente produção técnico-científica na Universidade faz com que as exigências
tornem-se a cada dia mais complexas, onde a precisão de dados, o acesso à
informação e rapidez nas respostas sejam constantemente avaliadas e
aprimoradas pelos serviços de referência nas bibliotecas. A necessidade de se
oferecer, de forma eficaz, diretrizes para aplicação das normas para publicação
científica aos usuários unespianos ou não, gerou uma significativa demanda,
referente a normalização documentária da comunidade acadêmica. Assim, foi
constituído pela CGB, um Grupo de Trabalho para elaboração de um documento
para atender, de forma padronizada à toda Rede, as dúvidas referentes à
normalização documentária.

2 PROBLEMA E JUSTIFICATIVA
As atualizações das Normas Brasileiras da Área de Documentação, da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), entre 2000 e 2002, tornaram

�obsoletos os materiais utilizados pelas bibliotecas da UNESP para a normalização
da produção científica de seus usuários, intitulado “Normas para publicações da
UNESP”, obra em 4 volumes, que contemplavam: Artigos de publicações
periódicas (v. 1); Referências bibliográficas (v. 2); Preparação e revisão de textos
(v. 3); Dissertações e teses: do trabalho científico ao livro (v. 4).
Verificava-se

especialmente

que

a

NBR

6023

(Informação

e

documentação: referências: elaboração), atualizações de 2000 e 2002, não
contemplavam as dúvidas características das várias áreas dos cursos oferecidos
pela Universidade.
Os serviços de referência das bibliotecas da Rede encontravam-se
fragilizados, tendo em vista a falta de um instrumento padrão a ser utilizado para
a normalização dos trabalhos acadêmicos. Os usuários necessitavam de critérios
bem definidos que sustentassem seus trabalhos de acordo com os padrões
nacionais e internacionais para trabalhos científicos.
Considerando, portanto, a urgência em sanar o défict que ausência da
padronização da normalização causou às bibliotecas foi constituído pela CGB o
Grupo de Trabalho Normalização Documentária da Rede de Bibliotecas da
UNESP, durante o VIII Fórum de Diretores de Bibliotecas da Rede, composto de
bibliotecários, principalmente de referência, de cada área que atuavam no serviço
de normalização documentária de sua Unidade, num total de 15 bibliotecários.

3 OBJETIVOS

disponibilizar à comunidade acadêmica, aos bibliotecários e a qualquer
cidadão os padrões básicos para a normalização dos documentos
científicos;
facilitar o dia a dia do bibliotecário envolvido com a orientação da
normalização documentária;

�oferecer ao usuário um instrumento dinâmico e de auto-serviço que
possibilitasse um maior entendimento e utilização das normas de
documentação da ABNT.

4 METODOLOGIA

4.1 DEFINIÇÃO DO PROJETO DE TRABALHO
A primeira reunião do Grupo foi realizada na cidade de Marília, onde foram
definidos os seguintes procedimentos:
a) definição do Coordenador e Vice-Coordenador do Grupo de
Trabalho;
b) REFERÊNCIAS seria o primeiro item a ser trabalhado, pois estas se
apresentavam como o maior dificultador aos pesquisadores na finalização de
seus

trabalhos,

CITAÇÕES

e

APRESENTAÇÕES

DE

TRABALHOS

ACADÊMICOS seriam tratados posteriormente;
c) os formatos seriam baseados na NBR 6023 da ABNT, sendo que
nas

situações

não

contempladas,

a

International

Organization

for

Standardization (ISO) seria utilizada;
d) o produto final conteria dicas, definições, regras gerais de
apresentação e os diferentes tipos de documentos com seus respectivos
formatos, estes já definidos por uma das bibliotecárias integrantes do Grupo,
e respectivos exemplos, os mais diversificados possíveis, tendo em vista as
diferentes

situações

verificadas

nas

experiências

vivenciadas

pelos

bibliotecários das várias áreas;
e) a cada integrante do grupo de acordo com sua área de atuação,
caberia a pesquisa e apresentação de exemplos de referências de diversos
tipos de documentos nos suportes impresso, disquete, CD-ROM e on-line;

�f) o suporte final do trabalho seria digital, on-line, para estar disponível
em curto espaço de tempo, ter fácil atualização, possibilitar o rápido acesso
via Internet aos pesquisadores da Universidade e usuários extra-UNESP;
g) a troca de informações e entrega dos exemplos seriam realizadas
via e-mail;
h) definição do cronograma para atuação do grupo;
i) estabelecimento de um subgrupo para a coleta e correção dos
dados.

4.2 EXECUÇÃO DO PROJETO DE TRABALHO
O projeto de trabalho foi desenvolvido através de três encontros
presenciais do Grupo e ininterruptos contatos virtuais, durante a realização das
etapas abaixo especificadas:
a) coleta

pelo Coordenador e Vice- Coordenador

dos exemplos de cada

formato, elaborados pelos diversos integrantes do Grupo;
b) verificação da contemplação das necessidades de todas as áreas;
c) correção de todos os dados coletados de acordo com a NBR 6023/2002;
d) definição da estrutura final do trabalho:
-

sumário;

-

introdução;

-

seção I - informações gerais: dicas, definições, elementos das referências,
apresentação dos elementos das referências, regras gerais de apresentação;

-

seção II - tipos de documentos (impressos, disquetes, CD-ROM, on-line):
monografia, publicação periódica, evento, tese – dissertações- TCCs, patente,
documento

jurídico,

documento

cartográfico,

documento

iconográfico,

documento de acesso exclusivo em meio eletrônico, imagem em movimento,
outros documentos (entrevistas, bulas de remédios, cartazes);
-

índice remissivo;

e) linkagem dos pontos de acesso aos formatos e exemplos disponíveis;
f) testes e avaliação realizados pelo Grupo;

�g) transformação do arquivo texto para o formato PDF;
h) definição

da

conta

do

e-mail

para

atendimento

às

dúvidas

e/ou

questionamentos dos usuários;
i) disponibilização do trabalho no Portal Bibliotecas UNESP no endereço:
Hhttp://www.biblioteca.unesp.br (Em Serviços e Produtos – Normalização
Documentária para a Produção Científica da UNESP).

5

CONCLUSÃO
O Grupo desenvolveu um trabalho, cujo resultado atendeu prontamente

aos usuários nas necessidades relacionadas a normalização de referências, bem
como, disponibilizou uma forma de consulta que objetiva atender de forma rápida
as possíveis dúvidas e/ou questionamentos relacionados ao uso do site ou de
referências de documentos que porventura não tenham sido contemplados, o que
pode ser comparado ao 0800 de um grande centro de vendas, onde o enfoque é
atender ao cliente, sem que este precise se dirigir ao local da informação/
bibliotecas, além de facilitar a rotina de trabalho dos bibliotecários envolvidos com
a orientação personalizada sobre normalização documentária.
Ficou evidente também, que o uso das novas tecnologias da informação e
comunicação, na elaboração desse documento, possibilitaram:
a) execução de um trabalho em equipe, cujos integrantes encontram-se
geográfica e fisicamente distantes, sem prejuízos ou ônus para a Instituição;
b) constatar que a utilização de suas ferramentas devem fazer parte da rotina
dos serviços de referências das bibliotecas, criando novos produtos e serviços
para atender aos usuários que a cada dia tornam-se mais exigentes e
apressados na obtenção da informação;
c) verificar que as respostas às dúvidas dos usuários pelo Grupo/equipe com
diferentes experiências, instigou a discussão, ampliou resultados, beneficiando
a atualização contínua do produto final.

�REFERENCES ON THE WEB: MODELS AND FORMATS FOR UNESP’
SCIENTIFIC PRODUCTION

ABSTRACT
In order to make available the basic patterns for standardization of scientific
documents to the academic community and to anyone interested in,
Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB-UNESP set up a task group named
"UNESP Libraries Network's Documentary Standardization Group". Its first action
was to fix which would be the priority and the format of the final product. The item
References was chosen to be the first one due to the continuous doubts presented
by the university libraries users and librarians . To answer to the detected needs,
the group decided to develop a work based on the patterns of Associação
Brasileira de Normas Técnicas - ABNT and International Organization for
Standardization - ISO. The result of this work is available on the Web, so that
anyone who visits UNESP Libraries site (Thttp://www.biblioteca.unesp.br) can
rapidly find a solution to his doubts on references, by linking the options of terms
and models for every kind of scientific document. There is also a virtual reference
service that allows the users to contact the group components.

KEY WORDS: Documentary standardization. References. virtual reference
service.

REFERÊNCIAS

ALVES, M. B. M.; FAQUETI, M. F. Mudanças no serviço de referência, em
bibliotecas universitárias, sob o impacto das novas tecnologias. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais...
Recife: UFPe, 2002. 15 p. 1 CD-ROM.
ARELLANO, M. A. M. Serviços de referência virtual. Ciência da Informação,
Brasília, v.30, n.2, maio/ago. 2001. Disponível em: &lt; http://www.scielo.br &gt;.
Acesso em: 28 jun. 2004.
MACEDO, N. D. Normalização: uma postura a ser adquirida gradativamente.
Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.17, n.2, p. 357-73, jul./dez. 1989.
MACEDO, N. D. de; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referência
convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas: parte I. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, Nova Série, v. 1, n.

�1, p. 38-54, 1999.
RODRIGUES, M. E. F.; LIMA, M. H. T.; GARCIA, M. J. O. A normalização no
contexto da comunicação científica. Perspectiva em Ciência da Informação,
Belo Horizonte v.3, n.1, p.147-56, jul./dez. 1998.
SANTOS, L. C.; FACHIN, G. R. B.; VARVAKIS, G. Gerenciando processos de
serviços em bibliotecas. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 2, p. 85-94,
maio/ago. 2003.
VEIGA FILHO, J. P. A universalização da informação. Ciência da Informação,
Brasília, v.30, n.1, jan./abr. 2001. Disponível em: &lt; http://www.scielo.br &gt;. Acesso
em: 28 jun. 2004.

�ANEXO – Tela principal de acesso: www.biblioteca.unesp
(Em Serviços e Produtos)

�APÊNDICE A – Participantes do Grupo de Trabalho
Normalização Documentária da UNESP

“NORMALIZAÇÃO DOCUMENTÁRIA PARA A PRODUÇÃO
CIENTÍFICA DA UNESP”
GRUPO DE TRABALHO NORMALIZAÇÃO DOCUMENTÁRIA DA UNESP
Célia Regina Inoue (Coordenadora)
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu
celiainoue@fca.unesp.br
Suely de Brito Clemente Soares (Vice-Coordenadora)
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação de Rio Claro
suelybcs@rc.unesp.br
Ana Paula Rímoli de Oliveira
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Instituto de Artes de São Paulo
anapaula@ia.unesp.br
Ana Silvia Pamplona Mariano
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal
aspm@fcav.unesp.br
Angela de Brito Bellini
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Odontologia de São José dos Campos
angela@fosjc.unesp.br
João Josué Barbosa
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
joao@adm.feis.unesp.br
Mara Landgraf Colucci
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação da
Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara
coluccim@fclar.unesp.br
Maria Luzinete Euclides
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília
luzibib@marilia.unesp.br
Natalina Lambini Escremin
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara
natalina@fcfar.unesp.br
Nilza Maria Rabello Marino
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá
nilza@feg.unesp.br
Terezinha Cristina Baldo Vernaschi
Coordenadoria Geral de Bibiotecas – Marília
cvernasc@marilia.unesp.br
Valéria Aparecida Moreira Novelli
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Instituto de Química de Araraquara
vnovelli@iq.unesp.br
Vania Aparecida Marques Favato
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Ciências e Letras de Assis
vamfa@assis.unesp.br

�APÊNDICE B – Tela principal de conteúdo

“NORMALIZAÇÃO DOCUMENTÁRIA PARA A PRODUÇÃO
CIENTÍFICA DA UNESP”

Normas para apresentação de Referências
segundo a NBR 6023:2002 da ABNT

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
SEÇÃO I – INFORMAÇÕES GERAIS
SEÇÃO II – TIPOS DE DOCUMENTOS
ÍNDICE REMISSIVO

GRUPO DE TRABALHO NORMALIZAÇÃO DOCUMENTÁRIA DA UNESP
E-mail para contato: gtnormaliza@reitoria.unesp.br

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Grupo de Trabalho Normalização
Documentária da UNESP. Normalização documentária para a produção científica da UNESP: normas
para apresentação de referências segundo a NBR 6023:2002 da ABNT. São Paulo, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.biblioteca.unesp.br/pages/normalizacao.pdf&gt;. Acesso em: 21 ago. 2003.

�APÊNDICE C – Primeira tela do sumário

Normas para apresentação de Referências
segundo a NBR-6023:2002 da ABNT

S U MÁ R I O
INTRODUÇÃO
SEÇÃO I – INFORMAÇÕES GERAIS
1 DICAS
2 DEFINIÇÕES
2.1 Referência
2.2 Monografia
2.3 Publicação seriada
2.4 Documento eletrônico
2.5 Entrada

3 ELEMENTOS DA REFERÊNCIA
3.1 Elementos essenciais
3.2 Elementos complementares

4 APRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS DA REFERÊNCIA
4.1 Autoria
4.1.1 Autor pessoal
4.1.1.1 Até três autores
4.1.1.2 Mais de três autores
4.1.2 Sobrenomes compostos
4.1.3 Autor desconhecido
4.1.4 Responsável intelectual (Ed., Comp., Coord., Org.)
4.1.5 Autor entidade
4.2 Título e subtítulo
4.2.1 Monografia
4.2.2 Periódico
4.3 Edição
4.4 Local de publicação
4.4.1 Locais homônimos
4.4.2 Mais de um local
4.4.3 Local subentendido
4.4.4 Sem local

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Grupo de Trabalho Normalização
Documentária da UNESP. Normalização documentária para a produção científica da UNESP: normas
para apresentação de referências segundo a NBR 6023:2002 da ABNT. São Paulo, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.biblioteca.unesp.br/pages/normalizacao.pdf&gt;. Acesso em: 21 ago. 2003.

�APÊNDICE D – Tela das dicas

SEÇÃO I –INFORMAÇÕES GERAIS
ÍNDICE REMISSIVO
1 DICAS
- Ao consultar documentos impressos, retirar preferencialmente as
informações da folha de rosto do documento.
- Anotar a referência completa após a consulta de qualquer documento
para facilitar a compilação da lista de referências.
- Anotar o endereço eletrônico (URL) e a data do acesso do documento
em meio eletrônico (internet).
- Consultar os catálogos de bibliotecas, manuais e eletrônicos e/ou bases
de dados referenciais, caso não tenha dados completos e nem acesso ao
documento para a elaboração das referências, pois são fontes confiáveis
para obtenção dessas informações.
- É importante ter uma padronização na elaboração de sua lista de
referências.
- Adotar um único destaque tipográfico para os títulos das publicações,
que poderá ser: negrito, itálico ou sublinhado.
- Optar entre colocar todos os autores, quando mais de três, ou utilizar a
expressão latina et al., após a indicação do primeiro autor.
- Optar entre colocar todos os prenomes dos autores por extenso ou
abreviados.
- Optar por ordem numérica ou ordem alfabética, de acordo com o
sistema de chamada adotado em seu texto: numérico ou autor/data.
- Optar entre abreviar ou colocar por extenso os títulos de periódicos.
- Ao consultar periódicos, anotar o local de publicação (cidade), volume,
número (ou fascículo), páginas e data.
- Usar a grafia em redondo quando escrever a expressão latina et al.
Não a coloque em destaque (itálico ou negrito).
- Deixar um espaço duplo entre uma referência e outra, para melhor
visualização.
- Dar um espaço após o uso das pontuações.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Grupo de Trabalho Normalização
Documentária da UNESP. Normalização documentária para a produção científica da UNESP: normas
para apresentação de referências segundo a NBR 6023:2002 da ABNT. São Paulo, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.biblioteca.unesp.br/pages/normalizacao.pdf&gt;. Acesso em: 21 ago. 2003.

APÊNDICE E – Primeira tela do índice remissivo

�14 ÍNDICE REMISSIVO
Abstracts
Acórdão
Almanaque
Almanaque – parte
Animal empalhado
Artigo de jornal
Artigo de periódico
Atlas
Autor
Autor entidade
Base de dados
Bibliografia
Bula de remédio
Capítulo de livro
Capítulo de relatório
Carta topográfica
Cartaz
Catálogo
CD
Coleção de periódicos
Coleção
Conferência
Congresso
Constituição
Data da publicação
Decisão
Decreto
Descrição física
Desenho técnico
Diafilme

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Grupo de Trabalho Normalização
Documentária da UNESP. Normalização documentária para a produção científica da UNESP: normas
para apresentação de referências segundo a NBR 6023:2002 da ABNT. São Paulo, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.biblioteca.unesp.br/pages/normalizacao.pdf&gt;. Acesso em: 21 ago. 2003.

APÊNDICE F – Tela de formatos e exemplos de referências

�13.1.4 ENTREVISTA – ON-LINE
FORMATO PADRÃO
NOME DO ENTREVISTADO. Título da entrevista: subtítulo. [mês
abreviado. Ano da entrevista]. Entrevistadores: ..... e ...... (Em
ordem direta dos nomes). Cidade da publicação:
Editora/Produtora/Gravadora, data da publicação. Disponível em:
&lt;endereço eletrônico&gt;. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.

LÉVY, P. Em defesa da inteligência coletiva: o filósofo mais importante
do ciberespaço fala de Napster, Open Source e budismo, e encara com
esperança um futuro melhor para a humanidade, em entrevista
exclusiva para o Nova-E. [maio 2001]. Entrevistador: Fabio Fernandes.
Disponível em: &lt;http://www.nova-e.inf.br/exclusivas/pierrelevy.htm&gt;.
Acesso em: 13 jun. 2001.
SOARES, S. B. C. Entrevista concedida no lançamento do CD-ROM
STRAUD-2000: manual de serviços aos usuários. [27 abr. 2000].
Florianópolis: Estande da USP/UNESP/UNICAMP, 2000. Disponível em:
&lt;http://www.bibliotecarias.com.br/sueli.htm&gt;. Acesso em: 1 nov.
2000.
13.2 BULA DE REMÉDIO
FORMATO PADRÃO

NOME do remédio: subtítulo. Responsável técnico (Em ordem
direta do nome). Cidade de fabricação: Nome do Laboratório,
Ano. Bula de remédio.
ANADOR: dipirona sódica. Responsável técnico Laura M. S. Ramos.
Itapecerica da Serra: Boehringer Ingelheim do Brasil Química e
Farmacêutica, 2001. Bula de remédio.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Grupo de Trabalho Normalização
Documentária da UNESP. Normalização documentária para a produção científica da UNESP: normas
para apresentação de referências segundo a NBR 6023:2002 da ABNT. São Paulo, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.biblioteca.unesp.br/pages/normalizacao.pdf&gt;. Acesso em: 21 ago. 2003.

∗

Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação /Faculdade de Odontologia de São José
dos Campos/UNESP - : Av. Eng. Francisco José Longo,777 – CEP 12 245 – 000 - Jd. São
Dimas – São José dos Campos- SP -Brasil – angela@fosjc.unesp.br
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação – Instituto de Química de Araraquara – R.
prof. Francisco Degni, s/n – CEP – 14 800 – 900- Araraquara-SP-Brasil- vnovelli@iq.unesp.br
Vice Coord. Grupo de Normalização Documentária – Serviço Técnico de Biblioteca e
Documentação / Rio Claro/UNESP- Av. 24-A, 1515 – CEP – 13506- 900 – Rio Claro, SPBrasil – suelybcs@rc.unesp.br
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação – Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília –
Av. Hygino Muzzy Filho, 737 – CEP: 17525 – 900 – Marília, SP- Brasil- luzibib@marilia.unesp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52434">
                <text>Referências (ABNT-NBR 6023:2002) na Web: modelos e formatos para produção científica da UNESP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52435">
                <text>Bellini, Angela de Brito; Novelli, Valéria Aparecida Moreira; Soares, Suely de Brito Clemente; Euclides, Maria Luzinete</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52436">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52437">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52438">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52440">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52441">
                <text>A Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) DA UNESP, com o objetivo de disponibilizar à comunidade acadêmica, aos bibliotecários e a qualquer cidadão os padrões básicos para normalização dos documentos científicos, instituiu o Grupo de Trabalho Normalização Documentária da Rede de Bibliotecas da UNESP. A primeira ação do Grupo foi a de definir a prioridade a ser trabalhada e qual seria o formato do seu produto final. Estabeleceu-se que entre os itens que tratam da normalização documentária, Referências deveria ser trabalhado em primeiro lugar devido a grande utilização, às dúvidas constantes apontadas pelos usuários das bibliotecas universitárias, bem como dos bibliotecários. Para atender de forma rápida as exigências e necessidades detectadas, o Grupo optou por desenvolver um trabalho baseado nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da International Organization for Standardization (ISO) que ficasse disponível na web, onde qualquer visitante do Portal Bibliotecas UNESP (http://www.biblioteca.unesp.br/), pudesse solucionar rapidamente suas dúvidas por meio de links com acesso às opções de definições de termos e modelos para os vários tipos de documentos em seus diferentes suportes físicos. O trabalho foi realizado através de encontros presenciais e principalmente virtuais, colocando à disposição da comunidade acadêmica, as Normas de Referências a serem observadas para a produção científica da UNESP e a outros interessados. Há um serviço de consulta via e-mail, onde o usuário com dúvidas ou questionamentos, pode entrar em contato com os integrantes do Grupo para resolvê-los.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68231">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4730" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3798">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4730/SNBU2004_020.pdf</src>
        <authentication>327430a5f64d50ebe4664ca5010493ac</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52470">
                    <text>GRUPOS DE FOCO: O USO DA METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO
QUALITATIVA COMO SUPORTE À AVALIAÇÃO QUANTITATIVA
REALIZADA PELO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA USP.
Bárbara Júlia Menezello Leitão∗

RESUMO
Esse trabalho demonstra como a metodologia de pesquisa qualitativa denominada
grupo de foco oferece resultados consistentes para suplementar a avaliação
quantitativa realizada pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo.
Descreve como as bibliotecas utilizam a pesquisa quantitativa e acabam, por
motivos diversos, não empregando as técnicas disponíveis da pesquisa
qualitativa. Procura orientar como estruturar, aplicar e analisar os resultados dessa
ferramenta. Para a construção do referencial teórico foram selecionados e
descritos alguns experimentos em bibliotecas universitárias nacionais e
estrangeiras. Narra também a experiência conduzida por esta autora junto a
algumas bibliotecas integrantes do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo (SIBi/USP). Procura mostrar que o grupo de foco pode auxiliar as
bibliotecas a incrementarem seus serviços. Contribui, dessa forma, a melhorar
uma competência que é fundamental para toda equipe bibliotecária: a arte de ouvir
seus usuários. Visa, também, auxiliar os dirigentes das bibliotecas universitárias a
estruturar melhor seu planejamento, com diretrizes que possam atender melhor às
expectativas e necessidades de seus clientes.
PALAVRAS-CHAVE:
Universitárias.

Pesquisa

Qualitativa.

Grupos

de

Foco.

Bibliotecas

1 INTRODUÇÃO

A biblioteca é um espaço onde podemos verificar com muita clareza duas
formas de necessidades humanas, a de falar e ser ouvido. Entretanto, porque
herdamos da colonização ocidental uma cultura que valoriza a razão, é comum o
direcionamento do foco de nossas atenções principalmente para alguns aspectos
como, por exemplo, estimular a independência do usuário da biblioteca por meio
de buscas automatizadas, organização do acervo por meio de um sistema alfanumérico, padronização da identificação do acervo, entre outros recursos. São

�métodos funcionais, desenvolvidos ao longo da história do homem, e têm a
finalidade de viabilizar buscas e pesquisas bem-sucedidas.
Entretanto, a sintaxe dessa ‘linguagem’ é dominada principalmente pelo
bibliotecário, enquanto o usuário da biblioteca – quando não consegue se
expressar por ela – precisa simplesmente falar e ser ouvido para que sua busca
tenha um sucesso tão efetivo quanto aquele proporcionado pelo sistema
automatizado.
Para o profissional que atua neste campo de trabalho, a prestação dessa
assessoria personalizada pode ser entendida como um acréscimo em suas
atribuições diárias. Todavia, se ele estiver interessado em inovar e superar os
paradigmas sobre os quais estão calcados os princípios que estruturam os atuais
sistemas de bibliotecas, ele terá de se preocupar com o desenvolvimento de mais
uma competência: a de ouvir e interpretar os anseios de seus usuários,
promovendo um relacionamento cada vez mais significativo e relevante para
ambos.
Utilizar grupos de foco como método que promova, intensifique e amplie o
relacionamento entre os diversos públicos presentes na biblioteca é a experiência
que se encontra registrada nesse trabalho.
Iniciaremos esse texto apresentando o Sistema de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo (SIBi/USP), faremos após uma explanação do que
vem a ser grupo de foco, citando dois exemplos de como essa técnica foi
empregada em outras bibliotecas universitárias. Demonstraremos a sua
aplicabilidade como suporte às avaliações quantitativas realizadas pelo SIBi/USP
e para encerrar apresentamos algumas contribuições que essa técnica pode trazer
se adotada como ferramenta para auxilio do planejamento das bibliotecas.
Esclarecemos que esse trabalho foi baseado na Dissertação de mestrado
defendida pela autora em 2003. Não é possível explicitar nessa publicação todas

�as etapas para a elaboração de um grupo de foco. A nossa proposta é divulgar a
ferramenta que pode auxiliar aos administradores de bibliotecas.1

2 SIBi/USP

O SIBI/USP, com a estrutura que prevalece até hoje, foi instituído pela
Resolução da Reitoria número 2226, em 8 de julho de 1981, com objetivo de servir
de apoio bibliográfico ao ensino e à pesquisa desenvolvidos na Instituição,
estabelecendo um conjunto sistêmico entre as bibliotecas da USP. Incorporou as
atividades da antiga Divisão de Bibliotecas e Documentação da Coordenadoria de
Atividades Culturais (CODAC) e iniciou as suas próprias atividades, em março de
1982.
A missão do SIBI/USP é “promover o acesso à informação, por meio de
programas cooperativos e de racionalização, com o estabelecimento de políticas,
compartilhamento de recursos, normalização de procedimentos, no âmbito das
Bibliotecas da USP”.
O estabelecimento da missão da organização é fundamental, para que
assim a instituição tenha um alinhamento de suas ações. As bibliotecas
universitárias, como integrantes da instituição maior, devem estabelecer sua
missão baseada naquela já existente e agregar suas metas específicas.
O Sistema é constituído de 39 bibliotecas, além de um Departamento
Técnico (DT/SIBi) que coordena suas atividades. Todas as bibliotecas
participantes do Sistema são subordinadas administrativamente às respectivas
Diretorias de suas unidades, entretanto ao DT/SIBi cabe coordenar as ações
cooperativas e sistêmicas.

1

Para informações complementares de como planejar, executar e aplicar um grupo de

foco acessar o site: http://www.saber.usp.br

�O SIBi/USP é um sistema especialmente interessante de ser estudado, pois
preserva características particulares de cada unidade: sua história e cultura
organizacional, o que determina a forma de atuação de cada biblioteca.
As bibliotecas do Sistema têm autonomia para as aquisições, regulamentos
e empréstimos tanto domiciliares, como entre bibliotecas integrantes do Sistema e
demais Instituições.

3 A AVALIAÇÃO QUANTITATIVA

O SiBi/USP publica o “Dados estatísticos do Sistema Integrado de
Bibliotecas”, no qual divulga – por meio de modelos estatísticos – informações
referentes aos serviços prestados, estruturas, recursos humanos e acervos.
Esses levantamentos são fundamentais, entretanto esse modelo confirma a
utilização de dados quantitativos como a única fonte para a avaliação dos serviços
prestados. Entendemos que esse é um modelo adequado para uma série de
medições, entretanto também defendemos a idéia que a ele deveriam ser
associadas outras formas complementares de análise, visando uma busca
qualitativa para auxiliar na avaliação dos serviços prestados pelo SIBi/USP.
A necessidade de instrumentos mais sensíveis de medição, capazes de
identificar e registrar elementos relativos à qualidade fez com que um grupo de
bibliotecários do SIBI/USP desenvolvesse e implementasse, em 2002, uma
avaliação apoiada em uma metodologia já adotada por outras bibliotecas principalmente as norte-americanas – chamada SERVQUAL. Esse modelo está
voltado para a análise de cinco dimensões que dizem respeito à qualidade:
tangibilidade, confiabilidade/credibilidade, receptividade, garantia e empatia.
Essa avaliação foi constituída por diversos questionários desenvolvidos
para acesso on-line (inseridos na homepage do SIBi/USP), divididos em cinco
blocos qualificando cada uma dessas dimensões. Além da publicação on line, foi

�feito um amplo trabalho de divulgação na universidade, estimulando a participação
dos usuários.
Reconhecemos essa proposta como uma renovação no sistema de
avaliações utilizado até então, porque permite o levantamento de dados capazes
de subsidiar análises diferenciadas daquela já existentes no relatório anual.
Dessa forma, entendemos que a metodologia de pesquisa qualitativa
denominada grupo de foco, que será explicitada a seguir, pode auxiliar as
avaliações quantitativa e qualitativa já existentes, permitindo assim uma nova
perspectiva por parte dos responsáveis pelas bibliotecas universitárias na arte de
ouvir seus usuários.
Souza (1989) enfatiza como o uso de métodos quantitativos e qualitativos
em Biblioteconomia pode ser problemático, por existir um privilégio do primeiro em
relação ao segundo. Via de regra, as bibliotecas estão mais preocupadas em
coletar dados quantitativos, pois são eles que demonstram o uso da coleção, o
número de usuários que a está freqüentando, o quanto e quais materiais estão
sendo emprestados, o número de solicitações realizadas por outras bibliotecas,
quantas pesquisas foram realizadas, quantas renovações ou atendimentos por
telefone, o número de livros processados etc. A autora alerta para as
conseqüências da tendência de se enfocar os dados quantitativos nas Ciências da
Informação.
Nessa mesma linha de raciocínio, Boekhorst (1995), mostra que existem
lacunas entre as estatísticas coletadas pelos bibliotecários e os dados necessários
para obter indicadores de desempenho. Os dados estatísticos têm a propriedade
de uniformizar e tornar estático um universo diverso e dinâmico, sem atribuir,
qualificar ou sequer registrar seus mais variados matizes.
Por

acreditarmos

na

construção

de

relacionamentos,

somos

assumidamente partidários da dialogicidade. Queremos, portanto, transformar
essa forma de contato que existe hoje entre a biblioteca e seus usuários em um
diálogo polifônico capaz de contemplar as mais diversas vozes.

�Consideramos fundamental a busca de mecanismos que permitam ouvir os
usuários de nossa comunidade, por meios mais abertos e diretos, instituindo
canais de comunicação entre a biblioteca e comunidade. Somente assim, as
ações gerenciais e administrativas encontrarão subsídios assertivos para suas
mais decisões sejam convergentes com expectativas de seus mais diversos
públicos.

4 PESQUISA QUALITATIVA

De acordo com Moreira (2002), algumas das características básicas da
pesquisa qualitativa são:
•

Foco na interpretação ao invés da quantificação;

•

Ênfase na subjetividade ao invés da objetividade

•

Flexibilidade no processo de condução da pesquisa;

•

Orientação para o processo, não para o resultado;

•

Preocupação com o contexto, entendendo que o comportamento das pessoas
e a situação ligam-se intimamente na formação da experiência;

•

Reconhecimento do impacto do processo de pesquisa sobre a situação de
pesquisa: admite-se que o pesquisador exerce influência sobre a situação de
pesquisa e que também é influenciado por ela.
Souza (1989) parte de um levantamento para afirmar que as metodologias

qualitativas parecem ser mais eficientes e adequadas para a natureza do objeto
das Ciências Humanas. Todavia, a autora esclarece que não se está propondo
exclusividade para esse tipo de método. A autora reitera a discussão, citando
Grover e Glazier, que diferenciam procedimentos quantitativos dos qualitativos
associando os primeiros a uma lógica matemática e os segundos a uma lógica
dialética,

amparada

por

dados

descritivos

e

indutivos

desencadeando, posteriormente, possíveis generalizações.

que

terminam

�São esses mesmos autores que definem a pesquisa qualitativa como
adequada àquelas experiências que têm a intenção de entender como e por quais
razões os indivíduos reagem e se comportam de uma ou outra maneira. Esse tipo
de

interesse

acaba

dando

mais

atenção

aos

aspectos

subjetivos

do

comportamento e da experiência humana. Resumindo, a pesquisa qualitativa
busca uma abordagem mais natural para a solução de problemas. (GLAZIER;
POWELL, 1992)
Abordando também a metodologia dos procedimentos qualitativos, Glitz
(1998), destaca a necessidade de ouvir, questionar e observar caminhos para a
coleta de dados. Outros procedimentos seriam as entrevistas profundas ou
individuais, documentos escritos, como diários, cartas, ou histórias de vida. O
pesquisador deve atuar como observador participante. Todas essas fontes estão
relacionadas a sentimentos, memórias, experiências e impressões, tanto faladas
como escritas, que completam e desencadeiam o dado a ser estudado. As
informações obtidas deverão ser analisadas com muito cuidado, permitindo-se
assim ao pesquisador sugerir, criar novas hipóteses ou modificar o conhecimento
já existente.

5 O QUE É UM GRUPO DE FOCO

Morgan (1996) conceitua o grupo de foco como uma técnica de pesquisa
para coletar dados através da interação do grupo sobre um tópico determinado
pelo pesquisador. O autor enfatiza três pontos relativos ao grupo de foco:
•

É um método de pesquisa consagrado à coleta de dados;

•

A técnica determina que a interação do grupo seja a fonte de informação dos
dados;

•

O pesquisador tem, via de regra, o propósito de criar os grupos para coletar
dados.

�No que se refere especificamente às bibliotecas, citamos a definição de
Hernon e Altman (1998) indicando de que forma essa técnica pode ser adotada:
Nas bibliotecas a ferramenta de pesquisa denominada grupo de
foco pode ser conceituada como uma forma de trazer as pessoas
em conjunto para discutir sobre um produto, um serviço ou um
assunto. As bibliotecas podem utilizá-lo para obter insights das
expectativas dos consumidores, analisar a disponibilidade dos
funcionários em atender a essas expectativas e segui-las, e a
habilidade para recuperar consumidores perdidos ou atrair aqueles
de “primeira viagem”. O grupo deverá ser formado por seis a dez
pessoas em discussões interativas que devem ser bem focadas
em assuntos ou problemas.

Morgan (1988) defende que o grupo de foco é o uso explícito da interação
para produzir dados e insights. Segundo o autor, pode-se encontrar pontos fortes
e fracos nessa pesquisas:
Pontos fortes: os grupos são fáceis de conduzir. A técnica não exige empenho
de muitos recursos financeiros. Mesmo que o pesquisador seja novato, poderá
obter muitas informações, pois o grupo permite que se explorem tópicos e
hipóteses gerais, possibilitando interação com os itens de interesse do
pesquisador.
Pontos fracos: não é baseado em colocações naturais. O grupo de foco não
atinge o potencial dos grupos de pesquisas individuais. Certas posições de
alguns participantes podem distorcer o estudo.
Assim com base nas definições citadas e outras encontradas na literatura
podemos afirmar que grupo de foco é uma modalidade de entrevista, estabelecida
de acordo com um roteiro que tem o propósito de atingir os objetivos pretendidos
pelo pesquisador. Envolve uma estrutura mínima de seis e não superior a doze
pessoas que tenham interesses comuns e que ficarão reunidas por período
máximo duas horas. Durante esse tempo, o moderador irá conduzir a entrevista
para que ela flua, sem necessidade de intervenção. O observador será o
responsável pelas anotações que auxiliarão no momento da análise da gravação
e/ou filmagem. Essa forma de entrevista pode ser adotada em conjunto com

�outras ferramentas qualitativas e quantitativas, utilizadas antes ou após para
averiguação ou confirmação dos dados. Nada impede, entretanto, que o grupo de
foco seja utilizado isoladamente como técnica de coleta de dados.
Convém alertar que a análise dos resultados obtidos em um grupo de foco,
por se tratar de pesquisa qualitativa, não estarão tão claros como quando
avaliamos uma pesquisa quantitativa. Porém, para bibliotecários a separação,
agrupamento e interpretação dos termos que aparecem com mais incidência
fazem parte do cotidiano da profissão.

6 A FERRAMENTA NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

Na obra Service Quality in Academic Libraries, Hernon e Altman (1996)
desenvolvem todo o seu trabalho a partir das informações obtidas por meio de
grupo de foco. A pesquisa inicial desses autores foi dividida em cinco fases, sendo
que, em três delas, utilizaram a metodologia como pré-teste para avaliação dos
questionários que seriam empregados nas pesquisas com os usuários. Depois, a
metodologia de grupo de foco foi adotada também como ferramenta para
entrevistar os usuários das bibliotecas acadêmicas pesquisadas.
Uma pesquisa com os alunos e a equipe da Universidade de Kent,
realizada por Bex e Miller(1999) teve por objetivo analisar como esses clientes
estavam utilizando determinadas bases de dados. Os autores evidenciam a
importância do grupo de foco, pois essa ferramenta permite que o pesquisador
possa ouvir quais são os objetivos que os usuários estão pretendendo atingir, por
que pensam de determinada maneira e qual terminologia adotam no momento da
pesquisa. A interação entre os participantes pode fornecer um insight em suas
próprias experiências e trazer, além do lado racional, aspectos dificilmente
revelados nos questionários.
A literatura indica que, de acordo com os objetivos a serem alcançadas, a
quantidade de grupos realizados pode ficar entre três e quatro. Como nosso

�objetivo era verificar se a técnica de grupos de foco poderia ser adotada como
método auxiliar de avaliação da prestação de serviços realizada pelas bibliotecas
do SIBI/USP decidimos pela realização de cinco grupos, sendo que o primeiro
seria implementado em caráter de pré-teste. Desses cinco grupos, três foram
realizados com alunos de pós-graduação e dois com alunos de graduação.
Dessa forma, é importante enfatizar que a proposta aqui não é elogiar ou
criticar as bibliotecas que gentilmente cederam seu espaço e estrutura para que
esse trabalho pudesse ser realizado, mas, principalmente, mostrar que essa
ferramenta de pesquisa pode auxiliá-las, fornecendo informações que contribuam
significativamente para a implementação de propostas de melhorias, corrigindo
procedimentos, além de possibilitar o registro de feed-back do usuário de seus
serviços.
Apresentamos abaixo, um levantamento das observações apontadas pelos
usuários das bibliotecas participantes desta pesquisa. Consideramos viável
separar os resultados conforme o roteiro utilizado. Optamos por considerar os
pontos comuns tanto para a graduação como pós-graduação de uma única vez
para não tornar cansativa a apresentação dos resultados.

Pontos comuns – Graduação e Pós-graduação
1. A biblioteca deve divulgar mais e melhor seus serviços.
•

Todos os grupos consideram as ações de comunicação (desde comunicação visual
até a divulgação propriamente dita) com a comunidade muito aquém do desejado.

•

Os entrevistados afirmaram desconhecer os serviços oferecidos, por falta de
divulgação.

2. Ordem dos materiais nas estantes – classificação
•

Para todos os grupos é confuso. Consideram necessária uma explicação para que os
usuários possam se localizar. Isso é válido tanto para livros como para periódicos.

3. Serviço de atendimento ao usuário
•

Quatro grupos foram categóricos em relação ao problema de oscilação de humor dos
funcionários de atendimento.

•

Não compreendem a burocracia para o empréstimo de material entre bibliotecas.

�•

Os grupos sentiram dificuldade em diferenciar os técnicos de documentação dos
bibliotecários.

•

Não sabem a quem solicitar quando estão em dúvida ou com algum problema.

•

Percebem que existe falta de funcionários para um melhor atendimento, nesse caso
especifico ficamos com duas vertentes: a falta e a subutilização dos funcionários.

4. Acervo
•

Os grupos consideram os acervos não muito atualizados necessitando de novas
aquisições.

•

Quanto à coleção de periódicos, não compreendem os cortes nem as interrupções nas
coleções.

5. Estrutura física
•

A preocupação de todos é em relação ao crescimento de suas bibliotecas (percebem
que o espaço está se tornando limitado).

Podemos afirmar que os dois insights obtidos com essa amostra foram
realmente a falta de comunicação e a oscilação do humor ou, como citada por
alguns dos entrevistados, a postura do atendimento. Provavelmente a maioria dos
problemas seria solucionada com algum tipo de comunicação realizada pelas
bibliotecas, seja com procedimentos para uma melhor interação com a equipe
interna na solução dos problemas, seja na forma de relacionamento com os
usuários como, por exemplo, ampliando ou melhorando a comunicação visual
(sinalização) das bibliotecas.
Essas observações e análises são produtos que a implementação da
técnica de grupos de foco é capaz de oferecer. Podemos detectar que a aplicação
na prática é viável para as bibliotecas universitárias, porém a estruturação dessa
técnica de pesquisa, como de qualquer outra, deve ser planejada e na elaboração
de seu cronograma deve haver um tempo extra, pois imprevistos acontecem.
Citamos como maior dificuldade – inclusive encontrada na literatura – o
agendamento de uma data e horário compatíveis com os que irão participar do

�grupo. No caso específico de bibliotecas universitárias, conseguir arrolar as
pessoas para a entrevista demanda muitas vezes mais tempo do que todas as
outras tarefas.
Afirmamos por meio da experiência realizada, que o grupo de foco pode ser
totalmente estruturado pelas equipes bibliotecárias.
O grupo de foco pode ser usado como ferramenta auxiliar aos
levantamentos

quantitativos

realizados

pelo

SIBi/USP,

por

permitir

uma

aproximação entre os usuários e os gerenciadores da biblioteca. Seu custo é
praticável e seus resultados realmente podem contribuir para que os responsáveis
pelas bibliotecas entrem em contato com aspectos ignorados de seu trabalho.
Gostaríamos de reiterar que essas avaliações são de uma amostra
intencional, dizem respeito a aspectos específicos de atuação de algumas das
unidades e, portanto, os resultados não podem ser generalizados para o universo
total das bibliotecas do Sistema.
Para que se construa um perfil de todo o SIBI/USP por meio desta técnica,
julgamos necessária a estruturação de mais grupos de foco combinados à
aplicação de alguma ferramenta quantitativa, que trate de pontos comuns a todos
os grupos.

7 CONCLUSÃO

A utilização do grupo de foco também reitera e possibilita atender a uma
das expectativas mais elementares do ser humano: ser ouvido, na medida em que
destaca e habilita pessoas a conduzirem esse processo.
De antemão, a implementação de grupos de foco oferece abertura para o
surgimento de temas e questões não identificadas pelos seus idealizadores e
condutores. Muitas vezes, um assunto esclarecedor nasce espontaneamente da
própria dinâmica do grupo.

�A técnica é bastante eficaz para reagir à anestesia da rotina de trabalho
que, não raro, condiciona o comportamento dos gerenciadores de biblioteca,
tornando-os insensíveis a pequenos problemas. Os grupos de foco têm a
capacidade de promover a sinestesia, evidenciando esses problemas e seus
impactos. O gerenciador pró-ativo terá, assim, condições adotar soluções – às
vezes simples – para evitar que os pequenos problemas cotidianos ganhem
maiores proporções.
A experiência de ouvir os usuários de biblioteca, público com o qual temos
trabalhando durante boa parte de nossa carreira profissional, é extremamente
reveladora e, ao mesmo tempo, assustadora por nos fazer entrar em contato com
a falta de percepção sobre:
•

a complexidade que está envolvida na administração e no gerenciamento
de uma biblioteca

•

a falta de valorização da prestação de serviços realizada pela biblioteca

•

o desconhecimento de serviços a que o usuário tem direito.

E a possibilidade de transformação é maior contribuição que o grupo de
foco pode proporcionar. Transformação de todos aqueles que se envolvem nesse
esforço de busca de clareza sobre procedimentos que podem ser melhorados
para que haja uma maior satisfação entre prestadores e usuários de serviços de
bibliotecas.

REFERÊNCIAS

BEX, J.; MILLER, A. Users’ views on UK academic networked information
services. Education for Information, v. 17, p. 145-154, 1999.
BOEKHORST, P. Measuring quality: the IFLA guidelines for performance
measurement in academic libraries. IFLA Journal, v. 21, n. 4, p. 278-281, 1995.

�GLAZIER, J. D.; POWELL, R. R. Qualitative research in information
management. Englewood: Libraries Unlimited, 1992. P. xi-xii.
GLITZ, B. The focus groups for libraries and librarians. New York: Forbes,
1998. 144 p.
HERNON, P.; ALTMAN, E. Service quality in academic libraries. Norwood:
Ablex, 1996. 187 p.
MOREIRA, D. A. O método fenomenológico na pesquisa. São Paulo:
Thomson: Pioneira, 2002. 152 p.
MORGAN, D. L. Focus groups. Annual Review Sociology , n. 22, p. 129-152,
1996.
________. Focus groups as qualitative research. Newbury Park: Sage, 1988.
85p.
SOUZA, C. L. M. V. A problemática dos métodos quantitativos e qualitativos em
Biblioteconomia e Documentação: uma revisão de literatura. Ciência da
Informação, v. 18, n. 2, p. 174-182, jul./dez. 1989.

∗

Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Avenida Prof. Lucio Martins
Rodrigues, 443 – Cidade Universitária. São Paulo – Brasil. Email: bjulia@usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52462">
                <text>Grupos de foco: o uso da metodologia de avaliação qualitativa como suporte à avaliação quantitativa realizada pelo Sistema de Bibliotecas da USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52463">
                <text>Leitão, Bárbara Júlia Menezello</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52464">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52465">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52466">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52468">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52469">
                <text>Esse trabalho demonstra como a metodologia de pesquisa qualitativa denominada grupo de foco oferece resultados consistentes para suplementar a avaliação quantitativa realizada pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Descreve como as bibliotecas utilizam a pesquisa quantitativa e acabam, por motivos diversos, não empregando as técnicas disponíveis da pesquisa qualitativa. Procura orientar como estruturar, aplicar e analisar os resultados dessa ferramenta. Para a construção do referencial teórico foram selecionados e descritos alguns experimentos em bibliotecas universitárias nacionais e estrangeiras. Narra também a experiência conduzida por esta autora junto a algumas bibliotecas integrantes do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP). Procura mostrar que o grupo de foco pode auxiliar as bibliotecas a incrementarem seus serviços. Contribui, dessa forma, a melhorar uma competência que é fundamental para toda equipe bibliotecária: a arte de ouvir seus usuários. Visa, também, auxiliar os dirigentes das bibliotecas universitárias a estruturar melhor seu planejamento, com diretrizes que possam atender melhor às expectativas e necessidades de seus clientes.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68234">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4731" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3800">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4731/SNBU2004_021.pdf</src>
        <authentication>15f450f1c73231560d01528f3ed7648d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52488">
                    <text>INFORMATIZAR POR QUÊ?
A EXPERIÊNCIA DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS INFORMATIZADAS DA
REGIÃO SUL.

Camila Koerich Burin∗
Elaine Rosângela de Oliveira Lucas∗∗
Sandra Gorete Hoffmann∗∗∗

RESUMO

Constantes pesquisas estão sendo realizadas no Brasil acerca da informatização das
bibliotecas universitárias e dos motivos que as levaram à informatização. Entretanto,
ainda não foi realizada pesquisa que explorasse as razões da informatização das
bibliotecas universitárias da região sul. O resultado dessa pesquisa apresenta a real
necessidade que origina a informatização das bibliotecas universitárias do Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Foram pesquisadas através de questionário as
bibliotecas de Universidades reconhecidamente aprovadas pelo MEC.

PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas Universitárias. Informatização. Região Sul – Brasil.

1 INTRODUÇÃO
Segundo Rowley (1994), “a informática tem exercido uma influência
fundamental no funcionamento das bibliotecas e serviços de informação”.
Com o advento do computador e das novas tecnologias e, sua conseqüente
introdução nas bibliotecas, “resultou em padronização, aumento da eficiência,
cooperação e melhores serviços” (ROWLEY, 1994) oferecidos.
Entretanto, para que esses diferenciais sejam atingidos é preciso que se tenha
claro os objetivos a que se propõe a informatização das bibliotecas.
Dentre as muitas e variadas razões que justificam a opção por um sistema
informatizado de gerenciamento, Rowley (1994), aponta:

�•

os computadores possibilitam a redução do número de tarefas repetitivas.
Em geral, os dados serão inseridos uma única vez e, daí em diante,
poderão ser acessados e modificados;

•

os sistemas informatizados podem ser mais baratos e mais eficientes;

•

podem propiciar a introdução de serviços que não existiam antes;

•

controle adicional de todas as funções que se consegue com a ajuda de
informações gerenciais mais abrangentes que justificam um processo
decisório mais eficaz.

De uma forma ampla, a finalidade da informatização é agilizar e aumentar a
eficiência e a precisão na recuperação da informação. Figueiredo (1992), diz que a
informatização deve ser pensada e implementada a partir do momento em que:
•

os procedimentos manuais se tornem inadequados;

•

é possível ampliar a gama de serviços/produtos oferecidos;

•

a cooperação se torna imprescindível.

Considerando-se a importância da informatização para as bibliotecas
universitárias que buscam cada vez mais atender de forma rápida e eficiente as
necessidades de informação de seus usuários fornecendo subsídios para o
desenvolvimento das atividades fundamentais das universidades – pesquisa, ensino
e extensão –, realizou-se pesquisa para conhecer a realidade que origina a
informatização das bibliotecas universitárias da região sul do Brasil.
O universo desta pesquisa foi constituído pelas bibliotecas universitárias
(BU’s) centrais das universidades da região sul credenciadas pelo Ministério da
Educação – MEC, distribuídas conforme tabela 1 e tabela 2. Foram enviados
questionários para os e-mails (deisponibilizados nas home-pages oficiais) de trinta e
oito BU’s que foi respondido por onze BU’s, o que corresponde a um percentual de
29%.

�Tabela 1 – Caracterização das bibliotecas universitárias por tipo
BU’s

Questionários Questionários

Não

enviados

retornados

responderam

Universidades Públicas

16

05

11

Universidades Privadas

22

06

16

Total

38

11

27

Tabela 2 – Caracterização das bibliotecas universitárias por estado
Estado

Questionários Questionários

Não

enviados

retornados

responderam

Paraná

10

04

06

Santa Catarina

12

03

09

Rio Grande do Sul

16

04

12

Total

38

11

27

Como instrumento de coleta de dados, utilizou-se de um questionário com
questões abertas e fechadas, compreendendo os seguintes tópicos:
Parte I: Informações sobre a instituição;
Parte II: Informações sobre a BU;
Parte III: Informações sobre a informatização da BU.

2 RESULTADOS

Inicialmente, verificou-se se a BU está informatizada ou não. Constatou-se
que 10 bibliotecas consideram-se informatizadas e, apenas uma está em processo
de informatização (tabela 3).

�Tabela 3 – Quantidade de BU’s informatizadas
Nível de informatização

Quantidade de BU’s

%

Informatizada

10

90,9

Em processo de informatização

01

9,1

Não informatizada

00

0

Total

11

100

Em seguida, verificou-se que o principal motivo que origina a informatização
das bibliotecas universitárias da região é a necessidade de ampliar a gama de
serviços/produtos oferecidos aos usuários, seguida da necessidade de baratear os
custos e agilizar os processos conforme mostra a tabela 4.

Tabela 4 – Motivo da informatização
Motivo

Quantidade de BU’s

%

Procedimentos manuais se tornaram inadequados

01

9,1

Ampliação da gama de serviços/produtos oferecidos

06

54,55

Necessidade de cooperação entre bibliotecas

01

9,1

Baratear custos e agilizar processos

03

27,25

Outros

00

0

Total

11

100

O software mais utilizado é o Pergamum, especialmente pelas bibliotecas
inseridas em instituições privadas, que justificam sua escolha devido à relação
custo/benefício que o mesmo possibilita. As instituições que optaram pela utilização
de outros softwares justificam sua escolha, em sua maioria, principalmente pela
facilidade de uso dos mesmos e, também, pela relação custo/benefício.

�Tabela 5 – Softwares utilizados
Software

Principal motivo

Número de BU’s

%

Pergamum

Custo/benefício

04

36,3

In house

Fácil utilização

01

9,1

SIE

Custo/benefício

01

9,1

SABII

Software adequado aos equipamentos utilizados

01

9,1

SABIB2000

Desenvolvido pela instituição

01

9,1

VTLS

Sistema integrado de gerenciamento

01

9,1

MicroIsis

Custo/benefício

01

9,1

Aleph

Fácil utilização

01

9,1

Total

---

11

100

Observa-se que praticamente todos os serviços já foram informatizados, com
exceção da atividade de aquisição que só foi informatizada por 04 bibliotecas.
Os profissionais encarregados pela informatização das bibliotecas da região
sul são os próprios bibliotecários e os técnicos em informática, percebendo-se,
assim, que este é um trabalho multidisciplinar integrando os diversos profissionais à
biblioteca.
Conclui-se que as bibliotecas da região sul estão no mesmo nível de
informatização, apresentando características comuns tanto em relação ao software
utilizado, quanto aos serviços oferecidos e, ainda, utilizando-se dos mesmos
profissionais para a realização dessa tarefa.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O principal motivo que origina a informatização das BU´s na região Sul do
Brasil é a possibilidade que os softwares de gerenciamento de bibliotecas lhes
oferece de aumentar a gama de serviços/produtos oferecidos aos seus usuários. A

�escolha do software, entretanto, se deve, em sua maioria, a relação custo/benefício
que o mesmo proporciona.
O cenário da informatização das BU´s na região é considerado de nível
elevado, levando-se em conta que, do universo da pesquisa (11 BU´s que
responderam ao questionário), 90,9% já se encontram informatizadas e 9,1% está
em processo de informatização.
Observa-se, também, conforme comentários feitos no questionário utilizado
como instrumento de coleta de dados, que a informatização das bibliotecas
universitárias não ocorre em absoluto na sua primeira tentativa. Normalmente,
conforme a própria literatura da área aponta, as bibliotecas universitárias passam por
diversos processos de informatização até que esse seja totalmente realizado e esteja
de acordo com as condições financeiras da instituição na qual está inserida e atenda
todas as atividades e funções que a biblioteca necessita e deseja.

REFERÊNCIAS

PRADO, Noêmia Schoffen; ABREU, Juliana de. Informatização das bibliotecas
universitárias do estado de Santa Catarina: cenário. Revista ACB: biblioteconomia
em Santa Catarina, v.7, n.1, 2002.
ROWLEY, J. Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos, 1994.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Serviços de referência e informação. São Paulo:
Polis: APB, 1992. (Coleção Palavra Chave, 3)
ROWLEY, J. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos, 2002.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos,
1996.

�∗

Universidade do Estado de Santa Catarina – Brasil. e-mail: f4ckb@udesc.br
Universidade do Estado de Santa Catarina – Brasil. e-mail: f2ero@udesc.br
∗∗∗
Universidade do Estado de Santa Catarina – Brasil. e-mail: f4sgh@udesc.br
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52471">
                <text>Informatizar por quê? A experiência das bibliotecas universitárias informatizadas da Região Sul.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52472">
                <text>Burin, Camila Koerich; Lucas, Elaine Rosângela de Oliveira; Hoffmann, Sandra Gorete</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52473">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52474">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52475">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52477">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52478">
                <text>Constantes pesquisas estão sendo realizadas no Brasil acerca da informatização das bibliotecas universitárias e dos motivos que as levaram à informatização. Entretanto, ainda não foi realizada pesquisa que explorasse as razões da informatização das bibliotecas universitárias da região sul. O resultado dessa pesquisa apresenta a real necessidade que origina a informatização das bibliotecas universitárias do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Foram pesquisadas através de questionário as bibliotecas de Universidades reconhecidamente aprovadas pelo MEC.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68235">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4733" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3802">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4733/SNBU2004_022.pdf</src>
        <authentication>107b29db79322c54e597298cc90e40cf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52515">
                    <text>A UTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA
INTERNACIONAL NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP: ESTUDO DE
CASO

Célia Maria Ribeiro∗
Leonardo Fernandes Souto
Regina Ap. Blanco Vicentini
Vera Lucia de Lima

RESUMO
Este trabalho analisa o uso do Online Computer Library Center Interlibrary Loan
(OCLC ILLWeb), rede mundial de fornecedores de documentos, fazendo uma
comparação com os resultados até então obtidos através do serviço de
fornecimento de documentos da British Library, objetivando buscar a totalidade da
demanda existente, a preços e políticas que melhor atendam as necessidades
dos pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). A
localização e obtenção de documentos no exterior são atividades que requerem
grandes esforços das bibliotecas, especialmente nas universidades, onde são
realizadas pesquisas de ponta responsáveis pelo desenvolvimento econômico e
social do país. Prover o material que os pesquisadores necessitam é de
primordial importância, esteja ele onde estiver. A partir dos anos 90 as tecnologias
de informação e comunicação propiciaram um aumento na demanda por
documentos não disponíveis no Brasil, em virtude da maior visibilidade dos
catálogos on-line. Inúmeros são os serviços em rede com a finalidade de realizar
empréstimos e fornecer cópia de materiais, dentre eles destacam-se: a British
Library (Inglaterra), o Centre National de la Recherche Scientifique (França),
Online Computer Library Center (Estados Unidos), International Federation of
Library Associations and Institutions, entre outros. Entretanto, a viabilização deste
serviço ainda é de difícil operacionalização por parte das bibliotecas no que diz
respeito aos aspectos de: transferência de valores para o exterior; taxas de
câmbio onerosas; procedimentos legais e burocráticos exigidos nas universidades
públicas.
PALAVRAS-CHAVE: Comutação bibliográfica internacional. Empréstimo Entre
Bibliotecas. Fornecimento de Documentos. OCLC – ILLWeb. British Library –
BLDSC. Intercâmbio.

1 INTRODUÇÃO

�Localizar e obter documentos são atividades que requerem esforços por
parte das bibliotecas, especialmente das universidades, onde as pesquisas de
ponta responsáveis pelo desenvolvimento do país são realizadas, e também pelo
alcance social de suas atividades. Prover o material que os pesquisadores
necessitam é de primordial importância, esteja ele onde estiver.
Desde há muito tempo pensou-se em conservar num único local todas as
publicações de forma que a recuperação dos documentos e de seus conteúdos
fosse facilitada ao usuário. Já no Séc. III aC a Biblioteca de Alexandria procurava
reunir entre suas paredes a totalidade da literatura existente (McGARRY, 1999).
O surgimento da imprensa por volta de 1450 impulsionou a produção
intelectual e facilitou sua divulgação. A partir daí a preocupação com a explosão
da informação, organização do conhecimento e democratização do acesso
passaram a ser temas recorrentes.
Nos anos 90 as tecnologias de informação e comunicação propiciaram
maior visibilidade dos catálogos de bibliotecas on-line gerando maior demanda
por documentos não disponíveis localmente. A possibilidade de acessar bases de
dados de praticamente todas as áreas do conhecimento facilitou as pesquisas,
por outro lado dificultou o acesso aos documentos recuperados nestas buscas.
A Internet e outras tecnologias de comunicação abrem uma série
de possibilidades para serviços de distribuição de novos artigos.
Para começar, os publicadores serão capazes de oferecer uma
base de dados de revistas, revistas individuais, artigos individuais
ou partes de artigos. Vários níveis de informação podem tornar-se
disponíveis para consulta, incluindo títulos, resumos, revisões do
artigo, dados complementares, apêndices, etc. (KING; TENOPIR,
1998).

Existem vários serviços em rede com a finalidade de realizar empréstimos
e fornecer cópia de materiais como: Centro de Fornecimento de Documentos da
Biblioteca Britânica - British Library Document Supply Centre/BLDSC (Inglaterra),
Centro Nacional de Pesquisa Científica - Centre National de la Recherche
Scientifique/CNRS (França), Centro Computacional de Bibliotecas - Online
Computer Library Center/OCLC (Estados Unidos), e Federação Internacional de

�Associações de Bibliotecários - International Federation of Library Associations
and Institutions/IFLA, entre outros (SANTOS; RIBEIRO, 2003).

2 HISTÓRICO
No Brasil por volta dos anos 80, surgiu o Programa de Comutação
Bibliográfica (COMUT), coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia (IBICT), cuja secretaria executiva é responsável pelos
processos administrativos do Sistema. Este serviço atende a demanda de cópias
a nível nacional: solicitação e atendimento entre as instituições participantes
(COMUT, 1984). As bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas
(UNICAMP) fazem parte deste Programa como bibliotecas base, que solicitam e
atendem a pedidos de outras instituições, sendo que o número de atendimentos
supera as solicitações.
Por volta de 1990, com a expansão da Internet os pontos de acesso na
Universidade e o acesso residencial foram ampliados. Muitos bancos de dados
passaram a ser fontes de pesquisa para usuários individuais, aliviando o papel
das bibliotecas como intermediárias no processo de pesquisa. Por outro lado, a
obtenção de cópias e empréstimos de documentos não disponíveis no Sistema de
Bibliotecas da Unicamp (SBU) e nos acervos brasileiros tornou-se uma
necessidade a ser suprida. Diante deste novo cenário a Biblioteca Central da
Unicamp passou a usar regularmente os serviços da British Library (BL), cujo
acervo
representa todas as épocas da civilização escrita, em todas as
línguas e abrange todos os aspectos do pensamento humano. [...]
Ocupa posição central no serviço nacional de empréstimos entre
bibliotecas, e, como se isso já não bastasse, atende a uma
clientela internacional por meio de seus serviços de referência e
fornecimento de documentos. (McGARRY, 1999, p. 115).

O Conselho Britânico (British Council), representante da BL em vários
países intermediou as transações até o ano de 2001, dando o suporte financeiroadministrativo necessário. O estabelecimento de um contato direto com o
fornecedor implica em custos adicionais de transferência de valores para o

�exterior e taxas de conversão cambial cobradas pelos bancos brasileiros. A British
Library estipula um valor mínimo a ser depositado antecipadamente, que
corresponde a cupons eletrônicos, que são deduzidos do montante total a cada
pedido atendido.
Por muito tempo o Brasil foi contemplado com um preço diferenciado.
Enquanto o valor normal de um artigo com até 30 páginas - a ser enviado pelo
correio 1, tinha o custo de £ 6,30 (US$ 10), os demais clientes da BL pagavam
£ 7,50 (US$ 12). Muitos pesquisadores fizeram uso deste serviço para obter
cópias de artigos, obras antigas em microfilme, ou material esgotado, além de
Empréstimos Entre Bibliotecas (TABELA 1).

TABELA 1 - Solicitações internacionais da Biblioteca Central da UNICAMP
atendidas via British Library no período de janeiro 2000 a março 2004
ANO

BONUS £

PEDIDOS

TOTAL EM £

2000

6.30

156

982,80

2001

6.30

345

2176,70 *

2002

6.30

392

2584,21 *

2003

6.30

233

1508,40 *

2004

7.50

48

382,90

1174

7635,01

* diferenças relativas às taxas de copyright, acrescidas aos pedidos recebidos via ARIEL,
pedidos urgentes e Empréstimo Entre Bibliotecas

Recentemente a Biblioteca Central da Unicamp, que gerencia o serviço de
comutação internacional para todo o Sistema de Bibliotecas, recebeu do Centro
de Fornecimento de Empréstimo Interbibliotecário da Biblioteca Britânica - British
Library Document Supply Centre (BLDSC), a informação de que os custos
1

O sistema da British Library diferencia os custos de acordo com o tipo de envio do documento:
Fax e Ariel trazem embutido um valor de copyright que varia de £ 5,00 a £ 20,00.

�passariam a ser cobrados integralmente para o Brasil. Pensou-se então em
buscar um fornecedor que oferecesse alternativas de custos diferenciados, além
de opções de envio mais rápido sem custos adicionais.

3 MUDANÇA DE CENÁRIO
Em contato com o Online Computer Library Center (OCLC) a Biblioteca
Central da Unicamp passou a fazer parte de um projeto piloto com o objetivo de
avaliar o serviço de Empréstimo Interbibliotecário e Fornecimento de Documentos
– OCLC Inter Library Loan (ILLWeb) para localizar e buscar documentos em
outras instituições estrangeiras. O ILLWeb interconecta bibliotecas, instituições
acadêmicas, centros de pesquisa e fornecedores de documentos no mundo todo,
cujos acervos atendem solicitações de diferentes áreas com preços e políticas
diferenciadas, totalizando quase 10 mil instituições.
Sua base de dados, WorldCat, é o

maior e mais completo catálogo

automatizado multidisciplinar e multilíngüe do mundo. A própria British Library
(Inglaterra) faz parte desta rede juntamente com outros grandes acervos como:
Library of Congress (EUA), Biblioteca Nacional do Canadá, Canada Institute for
Scientific &amp; Technical Information/CISTI (Canadá), National Technical Information
Service/NTIS.
O sistema da OCLC foi formado em 1967 para atender a demanda
das bibliotecas acadêmicas do estado de Ohio (seu primeiro nome
foi Ohio College Library Center) [...]. Através dos anos, tornou-se
uma das maiores redes de informação do mundo, fornecendo
também serviços como empréstimos internacionais, provisão de
documentos e acesso às fontes de informação. (FIGUEIREDO,
1999, p.77).

4 ANÁLISE COMPARATIVA
A BLDSC atende grande parte da demanda dos pesquisadores da
Unicamp e tem sido bastante utilizada. Entretanto, uma análise da Tabela 2
mostra que de janeiro de 2002 a março de 2004, do total de pedidos solicitados
uma média de 14% foi cancelada por falta de opção de atendimento no exterior.

�TABELA 2 – Solicitações via British Library não atendidas pela Biblioteca Central
da UNICAMP no período de janeiro 2002 a março 2004
ANO

TOTAL DE
SOLICITAÇÕES

SOLICITAÇÕES
NÃO
ATENDIDAS

%

2002

392

67

17

2003

233

28

12

2004

52

03

6

677

98

14

Com base nestes dados foi que se decidiu pela ampliação das alternativas
de fornecedores. A opção pela rede da OCLC é vantajosa no sentido de que não
descarta o atendimento da BLDSC e acrescenta milhares de outras instituições.
Algumas análises efetuadas mostram que grande parte daqueles pedidos
não atendidos pela BLDSC poderiam ter ser fornecidos pela OCLC ILLWeb.
A Tabela 3 demonstra a experiência com a OCLC a partir de Abril de 2004.
Os dados ainda não são suficientes para uma análise mais profunda. O que
pudemos observar com certeza é a variação de tempo para recebimento dos
materiais, alguns chegam por Fax ou Ariel no mesmo dia em que são solicitados,
sem custo adicional.
TABELA 3 – Solicitações via OCLC não atendidas pela Biblioteca Central da
UNICAMP no período de abril a junho 2004
MES

TOTAL DE
SOLICITAÇÕES

SOLICITAÇÕES
NÃO ATENDIDAS

%

VALOR US$

Abril

03

01

33

16.00

Maio

21

02

10

236.00

Junho

16

02

13

169.00

40

05

13

421.00

(IFM)

�4.1 INTERFACE

Ambas as interfaces são amigáveis, sendo o gerenciamento da OCLC mais
complexo, devido às políticas próprias de cada instituição participante do sistema.
Muitos dos pedidos não atendidos, ou repassados para outras opções escolhidas,
trazem mensagens codificadas que só conseguimos entender fazendo consulta
direta ao fornecedor. A vantagem é que as respostas são bastante rápidas, e
indiretamente, temos condições de fazer algumas negociações e até cancelar
solicitações, se for o caso. Já a BL fornece uma lista de códigos de atendimento,
os quais consultamos quando recebemos as respostas enviadas por e-mail pelo
sistema. Não há possibilidade de cancelar as solicitações, a menos que a mesma
esteja na lista de espera.

4.2 ADESÃO

Embora a BL não cobre custo de adesão ao serviço, não existe a
possibilidade de negociar valores, pois a política é única para todo o sistema. A
OCLC cobra uma assinatura anual para utilização do serviço, em compensação a
variação de preços de fornecedor para fornecedor torna o custo de cada
documento mais acessível.

4.3 FATURAMENTO

O faturamento da OCLC é baseado em uma unidade denominada ILL Fee
Management (IFM) que corresponde a US$1 (um dólar). Os participantes da rede
pagam e recebem da OCLC pelos serviços prestados através de uma conta
institucional. Já a BL, envia mensalmente a fatura a ser paga, acompanhada da
relação dos pedidos atendidos. Informa também o saldo disponível na conta e, se
há necessidade de completar o valor mínimo exigido (Minimum Working Level MWL) para as operações.

�4.4 SOLICITAÇÃO

Os pedidos podem ser feitos por vários meios, tanto na BL quanto na
OCLC. A Biblioteca Central da Unicamp utiliza o formulário on-line nos dois casos,
pois a entrada do pedido no sistema é imediata (ANEXO A, B).

4.5 ATENDIMENTO
O prazo para recebimento do material gira em torno de 10 dias, sendo que
a OCLC pode atender no mesmo dia – quando enviado por ARIEL, Fax ou e-mail,
ou em até 20 dias. Alguns pedidos passam por várias fases devido ao grande
número de bibliotecas que possuem o material. É possível escolher até 5 opções
a cada solicitação, se nenhuma delas pode atender, este pedido é enviado para
outras 5 opções, até que seja efetivamente atendido, ou se esgotem as
possibilidades.
Pela BL, a falta de alternativas de envio de documentos com custos
diferenciados, é uma desvantagem. Sua rede é bastante grande, tem quase todos
os documentos que precisamos, mas até então, quando não localizávamos o que
estávamos procurando a pesquisa era encerrada.
4.6 CUSTOS

O primeiro critério definido pela Biblioteca Central da Unicamp para fazer
um pedido é o custo, que gira em torno de $ 8.00 a $ 12.00. Foi estabelecido um
valor máximo de $ 15.00, caso ultrapasse este limite o sistema pergunta se há
concordância por parte do cliente. O segundo passo é a escolha do meio de
entrega – ARIEL é o preferido, seguido do correio aéreo. No caso da British
Library a escolha de outro tipo de envio, que não o correio aéreo, só é feita
mediante autorização do usuário e consulta ao valor adicional de copyright, que
varia de 5 a 20 libras esterlinas.

�4.7 RELATÓRIOS

Os relatórios de atendimento são bem formulados e permitem conferência
dos valores faturados. A BL envia mensalmente um informativo do crédito
disponível, pedidos atendidos, data de atendimento e valor. A OCLC disponibiliza
relatórios mais completos, acessíveis on-line, com especificação do fornecedor,
data da solicitação e atendimento, valores correspondentes, dados bibliográficos
e dados do usuário. Estas informações podem ser gravadas em planilha
eletrônica ou processadores de texto, permitindo avaliar quais as opções mais
vantajosas, tanto em relação a preços quanto aos prazos. A análise das
transações permite também identificar os títulos mais solicitados e proceder à
análise de coleções.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Acreditamos que a ampliação do atendimento da comutação internacional
é fundamental para que os pesquisadores tenham nas bibliotecas de suas
instituições a complementação necessária às atividades acadêmicas.
Como diz Aldo Barreto (1996),
[...] as Unidades de Informação necessitam estar aptas à atender
requisitos de qualidade como: confiabilidade, cobertura, novidade
e abrangência de sua oferta de produtos e serviços de
informação. É uma condição operacional da oferta que se
relaciona à própria existência da Unidade de Informação.

Neste contexto a intermediação dos profissionais da informação se faz
necessária para que os grandes estoques do conhecimento sejam usados com
propriedade.
Embora necessários, estes serviços são de difícil viabilização nas
instituições públicas. Os procedimentos legais e burocráticos exigidos pela
Universidade, quanto aos aspectos de transferência de valores para o exterior e

�taxas de operações cambiais onerosas, constituem obstáculos a serem
superados.
Quando da decisão de investir neste serviço, a Procuradoria Geral da
Unicamp, responsável pelo assessoramento jurídico e representação judicial da
Universidade fez algumas exigências. A principal delas foi a apresentação por
parte da Biblioteca Central, de uma declaração da British Library informando ser o
único recurso no exterior, com características e procedimentos específicos,
disponível para suprir cópias de documentos inexistentes no Brasil.
A cada transferência de valores para o exterior é necessário abrir um
processo de constituição de crédito. Mesmo diante desta complexidade
conseguimos suprir em grande parte as deficiências dos acervos brasileiros
ampliando a atuação da Biblioteca, de forma a antecipar-se às demandas dos
pesquisadores.

REFERÊNCIAS
BARRETO, A. de A. A eficiência técnica econômica e a viabilidade de produtos e
serviços de informação. Rio de Janeiro: [s.n.], 1996. Disponível em:
&lt;www.alternex.com.br/~aldoibict/avaliaao.htm&gt;. Acesso em: 20 Jun. 2004.
COMUT: Programa de Comutação Bibliográfica: manual de operações, nova
versão. Brasília: MEC/CAPES: CNPq/IBICT, 1984. 45 p.
FIGUEIREDO, N. M. Paradigmas modernos da ciência da informação. São Paulo:
APB, 1999. 168 p.
KING, Donald W.; TENOPIR, Carol. A publicação de revistas eletrônicas:
economia da produção, distribuição e uso. Ci. Inf., Brasília, vol. 27, no.2, 1998.
Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019651998000200010&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 1 jul. 2004.
McGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. Brasília, DF: Briquet de
Lemos, 1999. 206 p.
SANTOS, G. C.; RIBEIRO, C. M. Acrônimos, siglas e termos técnicos:
arquivística, biblioteconomia, documentação, informática (ABDI). Campinas, SP:
Átomo e Alínea, 2003. 277 p.

�ANEXO A - Formulário de solicitação OCLC

�ANEXO A – Formulário de solicitação OCLC (Cont.)

�ANEXO B - Formulário de solicitação BL

�∗

Bibliotecária de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central-UNICAMP ;
Mestranda em Ciência da Informação–PUC Campinas ; Especialista em Geração de Bases de
Dados e Acesso a Banco de Dados–UFRJ/ECO; Bibliotecária Especialista em IES–UFMG.
celiam@unicamp.br
Bibliotecário de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central - UNICAMP;
Doutorando em Ciências da Comunicação-USP/ECA ; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da
Informação–PUCCAMP. lfsouto@unicamp.br ; leofernandess@bol.com.br
Bibliotecária responsável pela Seção de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da
Biblioteca Central–UNICAMP ; Mestranda em Gestão da Qualidade pela Faculdade de Engenharia
Mecânica da UNICAMP; Especialista em Sistemas Automatizados de Informação pela PUC
Campinas. rblanco@unicamp.br
Bibliotecária de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central– UNICAMP.
veralima@unicamp.br. Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP. Biblioteca Central - Cx.
Postal 6136. Cidade Universitária ‘Zeferino Vaz’ - Distrito de Barão Geraldo, 13083-859 Campinas
– SP – Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52489">
                <text>A utilizaçao dos serviços de comutação bibliográfica internacional no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP: estudo de caso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52490">
                <text>Ribeiro, Célia Maria; Souto, Leonardo Fernandes; Vicentini, Regina Ap. Blanco; L8ima, Vera Lucia de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52491">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52492">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52493">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52495">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52496">
                <text>Este trabalho analisa o uso do Online Computer Library Center Interlibrary Loan (OCLC ILLWeb), rede mundial de fornecedores de documentos, fazendo uma comparação com os resultados até então obtidos através do serviço de fornecimento de documentos da British Library, objetivando buscar a totalidade da demanda existente, a preços e políticas que melhor atendam as necessidades dos pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). A localização e obtenção de documentos no exterior são atividades que requerem grandes esforços das bibliotecas, especialmente nas universidades, onde são realizadas pesquisas de ponta responsáveis pelo desenvolvimento econômico e social do país. Prover o material que os pesquisadores necessitam é de primordial importância, esteja ele onde estiver. A partir dos anos 90 as tecnologias e informação e comunicação propiciaram um aumento na demanda por documentos não disponíveis no Brasil, em virtude da maior visibilidade dos catálogos on-line. Inúmeros são os serviços em rede com a finalidade de realizar empréstimos e fornecer cópia de materiais, dentre eles destacam-se: a British Library (Inglaterra), o Centre National de la Recherche Scientifique (França), Online Computer Library Center (Estados Unidos), International Federation of Library Associations and Institutions, entre outros. Entretanto, a viabilização deste serviço ainda é de difícil operacionalização por parte das bibliotecas no que diz respeito aos aspectos de: transferência de valores para o exterior; taxas de câmbio onerosas; procedimentos legais e burocráticos exigidos nas universidades públicas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68237">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4736" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3805">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4736/SNBU2004_023.pdf</src>
        <authentication>849a0b107c04fb0a9779515b14550369</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52533">
                    <text>IMPLANTAÇÃO E INFORMATIZAÇÃO DO CDI DO CENTRO TECNOLÓGICO
DA ZONA LESTE E A TRADUÇÃO DO SISTEMA OPENBIBLIO 0.4

Cláudio A. Gomes∗
Ana Paula F. Castelletto
Cíntia de O. Gomes
Edinei U. Nunes

RESUMO

O desenvolvimento estrutural do Centro de Documentação e Informação do
Centro Tecnológico da Zona Leste foi elaborado a partir da padronização de
processos visando a agilização dos serviços focados no cliente. O método de
gerenciamento de informação computadorizada tem proporcionado melhor
qualidade, maior agilidade, maior facilidade em encontrar o item desejado e
menor possibilidade de erros utilizando o sistema de gerenciamento de
informação denominado OpenBiblio 0.4 versão português.

PALAVRAS-CHAVE: Implantação de centro de documentação e informação.
Padronização processamento técnico. Informatização de centro de
documentação e informação.

1 INTRODUÇÃO
Este artigo tem como objetivo demonstrar os métodos que foram
adotados para o desenvolvimento estrutural do Centro de Documentação e
Informação (CDI) do Centro Tecnológico da Zona Leste e manter uma ligação
direta com as novas tendências no mercado global que está em constante
mudança. O processo de desenvolver e manter um ajuste estratégico entre os
objetivos e potencialidades organizacionais com as mudanças e oportunidades
no mercado tem levado o CDI a um processo contínuo de crescimento, definição

�de um portifólio de negócios e coordenação de estratégias funcionais. O CDI tem
como missão propiciar o desenvolvimento do Centro Tecnológico da Zona Leste
e adequação do mesmo as suas respectivas áreas de serviços com a filosofia do
não papel e agilização dos processos com ações efetivas focadas no cliente,
embasado por um referencial bibliográfico atualizado.
Para melhoria dos serviços oferecidos pelo CDI utiliza-se a padronização
de processos como proposta adequada para suprir as necessidades de um
maior número de informações estratégicas possíveis para o desenvolvimento do
Centro Tecnológico da Zona Leste que engloba a Faculdade de Tecnologia da
Zona Leste, a Escola Técnica da Zona Leste e o Centro de Pesquisa da Zona
Leste, utilizando o sistema de gerenciamento de informação denominado
OpenBiblio 0.4 versão português.

2 ASPECTOS TEÓRICOS
Apenas na metade dos anos 90, o tema da qualidade de bases de dados
atraiu a atenção da indústria da informação, com trabalhos relacionados à
detecção e correção dos erros de ortografia e à aplicação de números de
autochecagem de dados legíveis por máquina. Essa primeira incursão tinha nas
bases de dados bibliográficas seu alvo principal, em decorrência do
desenvolvimento de grandes coleções de informação legíveis por máquina, cujo
início significativo ocorreu na década de 60. Pereira (1999)
A importância das bases de dados, principalmente das bibliográficas,
defini-se por seu uso crescente na produção de indicadores de C&amp;T
(Conhecimento e Tecnologia) e, mais recentemente, para produzir estudos
estratégicos de C&amp;T, área de conhecimento que se organiza sob a denominação
de inteligência competitiva. Indicadores de C&amp;T são conhecimentos quantitativos
sobre os parâmetros da atividade científica, tecnológica e de inovação nos níveis
institucional

disciplinar,

setorial,

regional,

nacional

e

plurinacional.

Tal

�conhecimento objetiva caracterizar e posicionar instituições, regiões ou países
em ‘mapas’ temáticos, permitindo, assim, o estudo comparativo, incluindo
análise sobre o tempo. Pereira (1999)
A escassez, parcialidade e generalidade e pouca abrangência de
informações sobre a produção brasileira de C&amp;T pode ser atribuída, entre outros
fatores, à deficiente cobertura da literatura brasileira (ausência de um controle
bibliográfico nacional) – com exceção das áreas de ciências da vida, energia
nuclear e agricultura – e à proliferação de bases departamentais de produção
científica,

gerando

comprometimento

da

qualidade

dos

dados,

incompatibilidades interbases, assim como baixa visibilidade da produção
acadêmica. Como conseqüências, são geradas análises e avaliações distantes
da realidade, acarretando, portanto, resultados pouco construtivos para o
aperfeiçoamento do sistema C&amp;T do país. Pereira (1999)
A chegada da sociedade eletrônica de informação modificou novamente a
delimitação de tempo e espaço da informação. A importância do instrumental da
tecnologia da informação forneceu a infra-estrutura para modificações, sem
retorno, das relações da informação com seus usuários. Barreto (1997)
Tão importante como o instrumental tecnológico foram as transformações
associadas à interatividade e interconectividade no relacionamento dos
receptores com a informação:
a) Interatividade – representa a possibilidade de acesso em tempo real
pelo usuário a diferentes estoques de informação; às múltiplas formas
de interação entre o usuário e às estruturas de informação contidas
nestes estoques. A interatividade modifica a relação usuário – tempo –
informação. A interatividade reposiciona os acervos de informação, o
acesso à informação e a sua distribuição, e o próprio documento de
informação, ao liberar o receptor dos diversos intermediários que

�executam estas funções em linha e em tempo linear passando para
um acesso on-line e com linguagens interativas;
b) Interconectividade – se referencia à possibilidade que tem o usuário
de informação em destacar-se, no momento de sua vontade, de um
espaço de informação para outro espaço de informação. De um
estoque de informação para um outro estoque de informação. O
usuário a ser o seu o seu próprio mediador na escolha de
informação, o determinador de suas necessidades. Passa a ser o
julgador de relevância do documento e do estoque que o contêm em
tempo real, como se estivesse colocado virtualmente dentro do
sistema de armazenamento e recuperação da informação. A
interconectividade reposiciona a relação usuário – espaço –
informação.
Essas mudanças operadas no status tecnológico das atividades de
armazenamento e transmissão da informação vêm trazendo mutações
contínuas, também na relação da informação, com seus usuários, com seus
intermediários, com a pesquisa e com o ensino em Ciência da Informação.
Barreto (1997)
Pelo menos nessa contemporaneidade, o status tecnológico com seus
apetrechos define os próximos caminhos da Ciência da Informação. A estreita
relação da área com a tecnologia de informação e comunicação não permite
definições e delimitações permanecentes. A tecnologia da informação e
comunicação está em constante modificação, e um olhar para o futuro é parte da
estratégia daqueles que convivem com seus conceitos e suas práticas. Barreto
(1997)
Em avaliações recolhidas na Internet pode-se indicar um futuro, que já
desenha seus contornos, e que está baseado nos seguintes conceitos:

�a) Hiper-interatividade – novas formas de interação com maior
participação de percepção sensorial no espaço cibernético (região de
comunicação entre os humanos e o computador). Aproximação das
ambiências cognitivas e ambiências artificiais. Velocidades mil vezes
maior do que as atuais no processo de interação com a informação
com a informação;
b) Hiper-conectividade – o receptor poderá vivenciar espaços de
fronteiras abertas, onde a disponibilidade da informação se avizinhe
do todo contínuo. A convivência nos espaços de informação trará a
emoção de que se é parte da ambiência de informação, com
condições de alterar esta ambiência, como se envolvido nela;
c) Conteúdo – no âmbito da mensagem o conteúdo se molda às
condições de assimilação individuais do receptor tanto na sua forma
como em suas linguagens de comunicação;
d) Competências – geradores, receptores, organizações e profissionais
da área necessitam desenvolver continuamente novas habilidades
para atuar na gestão, transferência e recepção da informação.

Em particular estes direcionamentos conduzem, em curto prazo, a um
novo modelo de acesso, transferência e assimilação da informação que é a
realidade virtual, entendida como uma condição de interação, na qual a
informação envolve e inclui o receptor através de uma maior condição de
participação de sua percepção. Barreto (1997)
A informação tem reflexos imediatos no processo decisório dos
administradores. Neste sentido, colocamos o CDI como unidade de informação
estratégica tanto para os clientes internos e externos na consecução de etapas
de desenvolvimento administrativos e acadêmicos, fazendo com que os
profissionais envolvidos nos processos de informação tenham função primordial
no ecossistema do Centro Tecnológico da Zona Leste. Entretanto, como bem
ponderam Flippo e Musinger (1970, p.39-57, 126-143, 333-353), estes decisions

�makers (tomadores de decisão), ao atuarem como processadores de
informação, vêem-se limitados pelo volume, pela qualidade de dados
disponíveis, por sua habilidade de acessá-los e por sua capacidade de analisálos. Sendo que o sucesso de um gerente pode ser medido pela qualidade e
quantidade de suas decisões, que dependerão de sua eficiência na utilização de
informações, vemos que a chave para o sucesso é obter informações úteis e
exatas recuperadas no momento certo.
Considerando que a mesma parte de uma informação pode ser usada de
diferentes formas, em diferentes momentos e por diferentes pessoas (BROWNE,
1992, p.41-47), podemos perceber a ocorrência de muitas interações complexas
entre os usuários da informação durante o processo decisório. Borges conclui
disto que, diante de tanta complexidade, a informação, o conhecimento e a
inteligência passaram a fazer parte do conteúdo da literatura sobre gestão
empresarial,

tornando-se

matéria-prima

essencial

para

o

avanço

das

organizações e idealização de modelos competitivos que são a base da
formulação estratégica competitiva.
Desta forma, as funções das estratégias competitivas ou inteligências
empresariais, orientadas pela definição do negócio, dos objetivos e das metas
da organização, têm como base o conhecimento organizacional, conhecimento
esse que é formado pelos recursos humanos capacitados, pelas estruturas
informacionais, tecnológicas e educacionais internas e externas da empresa,
bem como pela integração permanente dos novos conhecimentos necessários,
tornando cada vez mais crescente a conscientização

da importância da

informação. Isto tem aberto uma nova visão das organizações como entidades
processadoras de informação, à medida que cada subunidade organizacional
coleta, processa e dissemina informação, tanto do ambiente interno, quanto do
externo de acordo com suas distintas necessidades informacionais. Segundo
Borges (1995), para que isso não se torne um obstáculo ao bom andamento das
atividades das empresas, e sim um insumo para o desenvolvimento, é

�necessário que haja um fluxo de comunicações constante e efetivo entre os
vários setores das organizações.
Portanto, é exatamente a idéia de que os executivos responsáveis pelas
decisões dos destinos de uma empresa necessitam de informação, que nos faz
considerar ser cada dia mais importante o papel dos sistemas de informação,
bem como os serviços, produtos e fontes informacionais para as empresas.
Entretanto, como bem aponta Sapiro (1993, p.106-124), há ainda muita
insatisfação dos usuários quanto aos serviços e produtos de informação, mais
notadamente os sistemas de informações gerenciais. Isto se reconhece nos
grandes investimentos das empresas para obter informação, frustrados pela
construção de ineficientes centros informacionais, baseados em bancos de
dados não apropriados ou carregados de informações não relevantes.
Sapiro (1993, p.106-124) afirma ainda que, para se fazer um uso efetivo
da

documentação e informação no ambiente empresarial é fundamental o

desenvolvimento de aplicações realmente eficazes de sistemas e serviços de
informação. Somente assim será possível utilizar a informação como ferramenta
consistente para se integrar ao processo decisório nas organizações. O desafio
é “institucionalizar” a atividade de sistematização das informações nas
organizações por meio de profissionais capacitados, produtos e serviços de
informação adequados ao ambiente organizacional.
Citando Flippo, Borges (1995) acrescenta que a primeira etapa de
trabalho inclui a definição da informação necessária e a especificação de quando
e em que formato ela deverá ser disponibilizada. Os tomadores de decisão
devem participar destes processos de definição de necessidades e avaliar o
valor que a informação terá como ferramenta principal, ou seja, a tomada de
decisão. São muitas as ferramentas de tecnologia da informação que prometem
o acesso maior e mais rápido do conhecimento organizacional; entretanto,
qualquer sistema de informação somente será eficaz quando tiver total

�identificação com os requisitos informacionais de seus usuários e, para tanto, a
necessidade de conhecimento das formas de utilização da informação pelos
executivos em suas decisões é de fundamental importância na escolha e
desenvolvimento dos sistemas de informação para o ambiente empresarial.
Neste aspecto, podemos citar Vieira (1993) que classifica os sistemas de
acordo com o nível de valor agregado e componente tecnológico sendo que:
No primeiro nível estão inseridas as bibliotecas e centros de
documentação que disponibilizam aos usuários o documento em sua
forma ou suporte físico original, lançando mão de metodologias de
organização e classificação;

Os sistemas de segundo nível são os centros de informação e bancos
de dados que coletam, armazenam, comparam e recuperam dados e
informações, conjugando o uso das metodologias de organização /
classificação às tecnologias de processamento da informação,
adotando-se ainda parâmetros padronizados ditados pelo usuário;

Os sistemas de informação de terceiro nível associam capacidade de
processamento tradicional com habilidade lógica de solução de
problemas para apoio à decisão,

utilizando inteligência artificial e

modelos matemáticos;

Nos sistemas do quarto nível, a gerência de recursos informacionais
coordena e integra os diversos meios da organização (pessoas, fontes
de informação e tecnologias) para apoio à gestão estratégica
empresarial, possibilitando o monitoramento ambiental pela atividade
de mapeamento informacional.
Desta forma, percebe-se que os serviços e sistemas de documentação e
informação empresarial, especificamente devido à complexidade das atividades

�gerenciais, têm por função o suporte ao processo de tomada de decisão
estratégica. Segundo Sapiro (1993, p. 106-124), quando tais serviços são
implementados de forma integrada à organização, há um grande ganho por
parte das mesmas, uma vez que eles possibilitam identificação de oportunidades
de negócios, compartilhamento de idéias e pontos de vista, antecipação de
surpresas, aumento de qualidade gerencial.
Portanto, pode-se afirmar que a documentação e informação no ambiente
empresarial consistem num poderoso recurso estratégico na consecução de
objetivos empresariais, na

identificação de mercados externos, suporte de

programas de aquisições, fusões e investimentos e, uma das ferramentas
tecnológicas que facilitam e agilizam estas funções da informação é o Sistema
Openbiblio 0.4 versão em português.

3 DESCRIÇÃO DO MÉTODO
Escolheu-se o método de gerenciamento de informação informatizado
para a implantação e padronização do CDI do Centro Tecnológico da Zona Leste
com o objetivo de trazer melhor qualidade, maior agilidade, maior facilidade em
encontrar o item desejado e menor possibilidade de erros para o cotidiano da
mesma.
A função do Cientista da Informação é de analisar e tratar os itens,
preparando-os com vista a seu uso. Elaboram representações desses itens, de
forma a simplificar a busca. Essas representações abrangem tanto o aspecto
físico dos itens como seu conteúdo. Com essas representações, cria
instrumentos diversos: bibliografias, catálogos, boletins de serviço de alerta entre
outros. Além de divulgar o ponto de vista de cada autor, que pretende passar
sua visão particular do mundo, também ajuda os usuários a encontrar itens
novos, por eles desconhecidos, e, portanto, fazer com que o item encontre seus
usuários próprios. Mey (1995)

�Quando um CDI é criado, tem objetivo e público definidos. O CDI do
Centro Tecnológico da Zona Leste tem como objetivo dar acesso aos alunos,
professores e funcionários (seu público alvo) às informações contidas no mundo
da Ciência da Informação, além de contribuir academicamente com a
aprendizagem dos mesmos utilizando a forma mais moderna: a tecnologia.
O bibliotecário indiano S. R. Ranganathan citado por Mey, (1995)
formulou as cinco leis da biblioteconomia as quais que serviram de diretrizes
para implementação do CDI do Centro Tecnológico da Zona Leste:
1. Os livros são para usar;
2. A cada leitor o seu livro;
3. A cada livro o seu leitor;
4. Poupe o tempo do leitor;
5. A biblioteca é um organismo em crescimento.
Substituindo-se livro por item (porque hoje não temos apenas livros como
suporte básico) e leitor por usuário, e bibliotecas por CDIs as leis continuam tão
atuais como na época de sua criação.
Até a chegada do item às mãos do usuário, há um caminho de serviços e
atividades a ser percorrido. De modo genérico, este caminho pode compreender
as seguintes etapas:
•

Seleção e aquisição do item;

•

Análise do item, com a identificação de suas características físicas
e de conteúdo;

•

Representação do item, quanto a seus aspectos físicos e de
conteúdo;

•

Determinação da localização do item no conjunto do acervo;

•

Registro do item, como parte do acervo da biblioteca;

•

Preparação dos instrumentos de acesso ao item pelo público;

�•

Preparação do item para uso e localização no acervo;

•

Armazenamento do item no acervo;

•

Armazenamento dos instrumentos manuais de acesso.

Cada uma dessas atividades compreende etapas, métodos e técnicas
próprias.
O processamento técnico possui as seguintes funções:

a) Permitir ao usuário:
1. Localizar um item específico;
2. Escolher entre várias manifestações de um item;
3. Escolher entre vários itens semelhantes, sobre os quais,
inclusive, possa não ter conhecimento prévio algum;
4. Expressar, organizar ou alterar a mensagem interna.
b) Permitir a um item encontrar seu usuário.
c) Permitir a outros CDIs:
1. Localizar um item específico;
2. Saber quais os itens existentes em acervos que não o seu
próprio.

Para cumprimento dessas funções, o processamento técnico deve possuir
as seguintes características: integridade, clareza, precisão, lógica e consistência.
Mey (1995).

4 SELEÇÃO DO APLICATIVO COMPUTACIONAL

Para a continuidade do projeto, seria necessária a escolha de um sistema
de gerenciamento de informação. Foram pesquisados vários sistemas em
português, porém não muito eficientes, ou com valores elevados para sua
implementação. Após o refinamento da pesquisa, optou-se pelo uso do sistema

�OpenBiblio, desenvolvido por Dave Stevens. Sua escolha foi devido aos
seguintes fatores:
•

Software livre;

•

Total administração da informação e do CDI;

•

Facilidade de uso;

•

Funcionalidade numa rede local computadores;

•

Utilização dos padrões internacionais US Marc – padrão para a
transferência de dados.

5 SOFTWARE LIVRE
O conceito do uso de software livre cresce a cada dia no mundo, devido
ao baixo custo em sua implantação. Software Livre refere-se á liberdade dos
usuários em executar, copiar, distribuir, estudar, modificar e melhorar o
programa. Mais precisamente, este termo refere-se a 4 tipos de liberdade, para
os usuários do programa:
•

A liberdade para executar o programa, com qualquer propósito.

•

A liberdade para estudar como o programa funciona e adaptá-lo às
suas necessidades. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para
que isto possa acontecer.

•

A liberdade para redistribuir cópias do programa, para que se possa
ajudar os amigos, conhecidos, parentes, etc..

•

A liberdade para melhorar o programa e distribuir suas melhorias para
o público em geral, de maneira que toda a comunidade possa se
beneficiar disto. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para que
isto aconteça.

Para que um programa possa ser considerado Software Livre, os usuários
devem ter estas quatro liberdades.

�Qualquer usuário deverá ser livre para redistribuir cópias do programa,
com ou sem modificações, cobrando ou não por este ato. Além disto, não pode
ser possível para o autor do programa revogar estas liberdades. Se isto puder
acontecer, o programa não é livre.
O sistema OpenBiblio tem sua codificação aberta, escrita em linguagem
PHP, e utilizando como banco de dados

MySQL, ambos feitos para serem

usados sob plataforma Linux, mas sendo flexíveis para serem usados em outras
plataformas.
Seu uso dá-se através de um Browser - navegador para a Internet.
O sistema de gerenciamento de informação implantado no CDI tem como
sistema operacional o Windows XP, programa já existente no CDI, evitando
gastos adicionais.

6 TOTAL ADMINISTRAÇÃO DA BIBLIOTECA
O sistema OpenBiblio 0.4 versão em português gerencia os processos de
CDIs - administração, relatórios, cadastro, circulação - fazendo com que o uso
do papel seja zero, pois tudo pode ser controlado eletronicamente.
Além do total gerenciamento, o sistema segue os padrões internacionais
US Marc – padrão para a transferência de dados.

7 ADAPTAÇÕES FEITAS NO SISTEMA
O sistema implantado, de uso específico para gerenciamento da
informação, vem totalmente em inglês. Após sua aquisição, que pode ser feita
através do próprio sitio &lt;http://obiblio.sourceforge.net/index.php &gt;, e instalação,
deu-se início a sua tradução e adaptação ao CDI do Centro Tecnológico da Zona
Leste.

�A tradução do sistema para a língua portuguesa, bem como sua
adequação e instalação foram de primordial importância, para melhoria dos
serviços oferecidos e funcionamento do CDI, já disponível gratuitamente em &lt;
www.openbibliobrasil.cjb.net &gt;.
O sistema para gerenciamento de informação Openbiblio 0.4 auxilia os
profissionais nas tarefas de controle de acervo, pessoas, empréstimos,
devoluções e acesso via Internet entre outras funções.
O propósito do projeto é a implantação um custo efetivo na solução de
automatização de CDIs.
O objetivo do sistema é que atenda as seguintes características:
•

Um sistema intuitivo, fácil de usar;

•

Bem documentado;

•

Fácil de instalar, requerendo o mínimo de habilidade;

•

Desenvolvido com as características comuns de um CDI para
atender as necessidades da maioria dos CDIs.

8 CONCLUSÃO
Com o advento da tecnologia, é cada vez mais importante a demanda na
busca de informações relevantes aplicadas em diversas áreas de conhecimento,
concomitantemente com as necessidades de uma sociedade imediatista a qual
estamos inseridos.
Portanto pode-se afirmar que a documentação e informação gerenciadas
eletronicamente consistem num poderoso recurso estratégico na consecução de
objetivos, na identificação e solução de problemas, no suporte de programas no
sentido da maximização da qualidade do ensino-aprendizagem , consolidando
como facilitador e agilizador das funções da informação-aprendizagem.

�Os objetivos estão sendo alcançados, a partir da escolha do sistema de
gerenciamento de informações denominado OpenBiblio 0.4 versão em
português, que tem sua codificação aberta e que gerencia os processos de um
CDI - administração, relatórios, cadastro, circulação - fazendo com que o uso do
papel

seja

zero,

pois

todos

os

processos

podem

ser

controlados

eletronicamente, além do total gerenciamento, o sistema segue os padrões
internacionais US Marc – padrão para a transferência de dados, chegou-se na
escolha do mesmo a partir de uma ampla pesquisa e análise das necessidades
e possibilidades.
A relação do CDI X usuário final e a desburocratização dos processos
vêm a confirmar a política do NÃO PAPEL proposto desde a conceitualização,
elaboração e desenvolvimento do projeto a baixo custo.

ABSTRACT

The structural development of the Center of Documentation and Information of
the Technological Center of the Zone East was elaborated starting from
processes seeking the activation of the services addressed in the customer. The
method of management computerized information better has proportionate
quality, greater agility, greater easiness in finding the item desired and lesser
possibility of errors using the system of called management of information
OpenBiblio 0,4 Portuguese version.

KEY-WORDS:

Implantation

of

documentation

center

and

information.

Standardization processing technician. Computerization of documentation center
and information.

REFERÊNCIAS

BARRETO, Aldo de Albuquerque. Perspectivas da Ciência da Informação.
Revista de Biblioteconomia. Brasília, v. 21, n. 2, p. 155-166, jul/dez. 1997.

�BORGES, Mônica Erichsen Nassif. A informação como recurso gerencial das
organizações na sociedade do conhecimento. Ciência da Informação, v. 24, n.
2, 1995.
BROWNE, Mairéad. Information and executive decision. ASIS, p. 41-47, 1992.
DRUCKER, Peter. A organização fundamentada na informação. In: As novas
realidades. 2.ed. São Paulo: Pioneira, 1989. p. 177-188.
FLIPPO, Edwin B. , MUSINGER, Gay M. Management. 5.ed. Boston: Allyn &amp;
Bacon, 1970 p. 39-57, 126-143, 333-353.
MARCON, Gustavo. O que é Software Livre?. Disponível em:
http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=174&gt;.Acesso
em:10/06/2004.

&lt;

MEY, Elaine Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos
/ Livros, 1995.
NAISBITT, J; ABURDENE, P. Megatrends 2000. São Paulo: Amana-Key,
1990.
PEREIRA, Maria N. F. [at al]. Bases de dados na economia do conhecimento: a
questão da qualidade. Brasília, v. 28, n. 2, maio/ago. 1999.
SAPIRO, Arão. Inteligência empresarial informacional: a revolução informacional
da ação competitiva. Revista de Administração de Empresas. Rio de Janeiro:
v. 33, n. 3, 1993, p.106-124.
TOFFLER, Alvin. A terceira onda. 18.ed. Rio de Janeiro: Record, 1992.
VIEIRA, Anna da Soledade. Conhecimento como recurso estratégico
empresarial. In: SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DE REDES DA REGIÃO
NORTE, Manaus, 1993.

∗

Bibliotecário do Centro Tecnológico da Zona Leste – Mestrando em Ciência da Informação na
PUC - Campinas claudioagobr@yahoo.com.br
Acadêmica do Curso de Produção – Plásticos - Período Vespertino
Acadêmicos do Curso de Informática – Gestão

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52516">
                <text>Implantação e informatização do CDI do Centro Tecnólogico da Zona Leste e a tradução do Sistema OpenBiblio 0.4</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52517">
                <text>Gomes, Cláudio A.; Castelletto, Ana Paula F.; Gomes, Cíntia de O.; Nunes, Edinei U.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52518">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52519">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52520">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52522">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52523">
                <text>O desenvolvimento estrutural do Centro de Documentação e Informação do Centro Tecnológico da Zona Leste foi elaborado a partir da padronização de processos visando a agilização dos serviços focados no cliente. O método de gerenciamento de informação computadorizada tem proporcionado melhor qualidade, maior agilidade, maior facilidade em encontrar o item desejado e menor possibilidade de erros utilizando o sistema de gerenciamento de informação denominado OpenBiblio 0.4 versão português.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68240">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4738" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3806">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4738/SNBU2004_024.pdf</src>
        <authentication>1b99ab16953700739bdbbf28e12c8b52</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52551">
                    <text>O PAPEL DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E DA INFORMAÇÃO PARA
INDÚSTRIA E NEGÓCIOS CONFORME A “LEI DE INOVAÇÃO” NO
CONTEXTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO

Edilson Damasio∗

RESUMO
Este artigo diz corre sobre e a importância da atuação das bibliotecas
universitárias em relação ao projeto de lei de inovação em Fundo de apoio ao
Desenvolvimento Científico e Tecnológico, universidades que desenvolvem
pesquisas com apoio de empresas, através da contribuição e contrapartida de
interesses da iniciativa privada. Um setor que mais necessita e visa esta
contribuição é o industrial. Discute neste contexto com argumentos da área de
biblioteconomia e ciência da informação, em sua na linha de atuação em
Informação para Indústria em Negócios, sua importância nesta atuação. Define
seus objetivos principais, sua importância em sua conceitualização. Expõe alguns
resultados de pesquisa realizada em 2001 com indústrias de grande porte e a
importância da utilização desse tipo e de informação. Concluiu-se que o setor
industrial necessita de informações prontas e organizadas e que as bibliotecas
universitárias devem participar ativamente neste conceito, organizando-se para
fornecer a informação técnica científica organizada, através da oportunidades e
convênios entre universidade-indústria.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca universitária. Informação para indústria e
negócios. Lei de inovação. Política científica. Tipos de informação. Utilização de
informação pelo setor industrial.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas universitárias detem um papel essencial nos processos de
pesquisa e inovação tecnológica do país. Detem o conhecimento universitário e
tem a principal função de intermediárias entre o conhecimento científico e
tecnológico e seus usuários, pessoas físicas ou jurídicas.
O projeto de lei conhecido como “Lei de Inovação” que está em trâmites
pelo Congresso Nacional e Presidência da República há alguns anos, prevê de

�acordo com o determinado na Constituição Federal, principalmente as seguintes
medidas de Incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no
ambiente produtivo.
Na ciência da Informação e Biblioteconomia existem diversas discussões
sobre o papel da informação científica e tecnológica como essencial ao
desenvolvimento do setor produtivo. Existe também a linha de pesquisa em
alguns programas de pós-graduação identificada como Informação para Indústria
e Negócios, que trata da discussão e avaliação da utilização de informações
essenciais ao desenvolvimento industrial em todos os aspectos.
Existem estudos que já avaliaram o setor industrial, relativamente à
utilização de informação para indústria e negócios, por alguns pesquisadores
brasileiros, neste caso utilizamos alguns resultados identificados pelo autor.
Nessa avaliação feita anteriormente identificou-se critérios de importância em
diversos tipos de informação utilizada pelo setor industrial.
No final teremos a discussão da importância de que as bibliotecas
universitárias se adequem para prestar serviços também ao setor industrial. De
acordo com a Constituição Federal e a Lei de Inovação as Universidades terão
papel importantíssimo no desenvolvimento de novas tecnologias em conjunto com
a iniciativa privada. A Lei de Inovação prevê incentivos à formação de empresas
de pesquisa.
Prevemos que as bibliotecas universitárias devem estar preparadas para
que após a aprovação da Lei de Inovação poderão ter uma grande demanda de
pesquisas e levantamentos bibliográficos e técnicos, visando suprir os projetos
em desenvolvimento entre univesidades-indústrias.

2 A LEI DE INOVAÇÃO E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL
O projeto de lei federal, conhecido como Lei de Inovação que está em
trâmites no Congresso Nacional e Presidência da República desde meados do
segundo mandato do Presidente Fernando Henrique Cardoso e agora identificado

�como proposta do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, divulgado nas mídias
do país como uma das prioridades de seu governo.
Dispõe praticamente das seguintes medidas de Incentivo à Inovação e à
pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo.
Tem como vertente principal os artigos 218 e 219 da Carta-Magna a
Constituição Federal, que no art. 218 discorre sobre a promoção e incentivo ao
desenvolvimento científico, à pesquisa e a capacitação tecnológica, em seus
seguintes parágrafos:

Art. 218. O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento
científico, a pesquisa e a capacitação tecnológicas.
§1º A pesquisa científica básica receberá tratamento prioritário do
Estado, tendo em vista o bem público e o progresso das ciências.
§2º A pesquisa tecnológica voltar-se-á preponderantemente para
a solução dos problemas brasileiros e para o desenvolvimento do
sistema produtivo nacional e regional.
§4º A lei apoiará e estimulará as empresas que invistam em
pesquisa, criação de tecnologia adequada ao País, formação e
aperfeiçoamento de seus recursos humanos e que pratiquem
sistemas de remuneração que assegurem ao empregado,
desvinculada do salário, participação nos ganhos econômicos
resultantes da produtividade de seu trabalho (BRASIL, 2003, p.
155).

O Artigo 219 define o seguinte “O mercado interno integra o patrimônio
nacional e será incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e
sócio-econômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do País,
nos termos da lei federal” (BRASIL, 2003, p. 155).
Quando avaliamos estes artigos, identificamos que a pesquisa científica e
tecnológica

esta

identificada

como

essencial,

de

interesse

nacional

e

principalmente como a solução dos problemas brasileiros e primordiais pra o seu
desenvolvimento.

�A Lei de Inovação
No momento está com diversas alterações em suas diversas fazes de
criação, conforme todo projeto de Lei, utilizamos neste trabalho o projeto de Lei
que está disponibilizado na página da Internet da Presidência da República, que
será o vértice principal da discussão, pois, o projeto foi iniciado e discutido, tendo
em vista sua conclusão e despacho por este órgão soberano (BRASIL, 2004).
Está no momento no aguardo das avaliações e prazos legais para a sua
efetivação.
O capítulo II que trata “Do estímulo à construção de ambientes
especializados e cooperativos de inovação”,
Art. 3º A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e as
respectivas agências de fomento poderão estimular e apoiar a
constituição de alianças estratégicas e o desenvolvimento de
projetos de cooperação envolvendo empresas nacionais, ICT1 e
organizações de direito privado sem fins lucrativos voltadas para
atividades de pesquisa que objetivem a geração de produtos e
processos inovadores.
Parágrafo único. O apoio previsto neste artigo poderá contemplar
as redes e os projetos internacionais de pesquisa tecnológica
(BRASIL, 2004).

Neste contexto está previsto o incentivo e responsabilidade do Estado na
formação de empresas de pesquisa e principalmente o papel das redes e projetos
de interligação de pesquisas.
O Artigo 5º tem a seguinte afirmação “Ficam a União e suas entidades
autorizadas a participar minoritariamente do capital de empresa privada de
propósito específico que vise o desenvolvimento de projetos científicos ou
tecnológicos para obtenção de produto ou processo inovadores” (BRASIL, 2004).
Os projetos de Empresas terão capital também da União, podendo ser
participantes das empresas de pesquisa, desta forma, prevendo que a União
deterá parte dos interesses das empresas e da Tecnologia.
1

Instituição Científica e Tecnológica – ICT.

�No Artigo 9º “É facultado à ICT celebrar acordos de parceria para
realização das atividades conjuntas de pesquisa científica e tecnológica,
desenvolvimento de tecnologia, produto ou processo com instituições públicas e
privadas”(BRASIL, 2004).
Neste caso fica a caráter de cada ICT identificar quem seriam seus
parceiros e decidir pela participação dos mesmos. Desta forma, poderiam as
Bibliotecas Universitárias ser parceiras no quesito de busca e recuperação de
informação científica e tecnológica.
Esta previsto no Artigo 19º o seguinte
A União, as ICT e as agências de fomento promoverão e
incentivarão o desenvolvimento de produtos e processos
inovadores em empresas nacionais e nas entidades nacionais de
direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de
pesquisa, mediante a concessão de recursos financeiros,
humanos materiais ou infra-estrutura, a serem ajustados em
convênios ou contratos específicos, destinados a apoiar atividades
de pesquisa e desenvolvimento.

Desta forma, devemos analisar também qual o papel das Bibliotecas
Universitárias. Principalmente deverão participar dos projetos como entidades de
cooperação técnica e científica aos projetos. Desta forma, os recursos poderão
ser previstos nos projetos, visando também à melhoria dos acervos para
responder a estas necessidades específicas de cada projeto.
Outra iniciativa seria o exemplo do previsto nos Planos Anual de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico-PADCT do Ministério da Ciência e
Tecnologia, que a utilização dos acervos especializados de diversas bibliotecas
nacionais, como acervos especializados e disponíveis regionalmente no Brasil.
Por exemplo, acervo especializado em Engenharia de Alimentos está em
determinada Biblioteca.
Quando utilizamos esta definição os acervos das Bibliotecas Universitárias
que respondam a projetos específicos de cada área, poderão ser destinados a
subsidiar todos os preceitos de uma área específica, onde as Bibliotecas poderão

�apoiar outras necessidades de pesquisadores, mas, que sejam de seu objeto de
especialidade. Ou seja, Bibliotecas que deverão disponibilizar informações para
determinada área a nível regional ou Nacional.

3 O PAPEL DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS PERANTE A LEI DE
INOVAÇÃO
No capítulo anterior discutimos algumas avaliações de artigos do Projeto
de Lei de Inovação, e tem algumas indagações que poderiam ser analisadas
perante o papel das Bibliotecas Universitárias.
Diante de toda esta discussão sobre o estímulo à formação de Instituições
de Ciência e Tecnologia, devemos nos ater que desenvolvimento científico e
tecnológico depende muito de ambientes de conhecimento também. Neste
contexto seria uma das atuações das Bibliotecas Universitárias.
As funções principais de uma Biblioteca Universitária e de servir como
repositório e disseminador do conhecimento de uma universidade, de uma
especialidade, de um centro de pesquisa. É o elo de ligação entre o conhecimento
e o usuário final, mesmo perante os atuais acervos digitalizados na Internet, que
contemplam pequena parte do conhecimento especializado. Ela pode ser o elo
entre determinados usuários, independentemente da característica principal deste
usuários, pessoa física ou jurídica.
As Bibliotecas Universitárias estão com os acervos atualizados e
compatíveis com a realidade das necessidades de pesquisa científica e
tecnológica, que no caso a Lei de Inovação prevê. Essa também será outra
questão a buscar soluções de acordo com o que o próprio projeto de Lei prevê,
em seu artigo 19º “concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de
infra-estrutura, a serem ajustados em convênios ou contratos específicos [...]”
(BRASIL, 2004). Desta forma, pode ser a modalidade de articulação nos projetos
de cooperação das Universidades-Indústrias em ICT, um dos recursos principais
para suprir os acervos com materiais específicos e necessários a dar subsídios às
necessidades de informação.

�Neste contexto estaremos discutindo o papel da Informação para o setor
produtivo industrial, por que este e não outros, pois, são os maiores consumidores
de informação científica e tecnológica direta e indiretamente. São setores
produtivos de inovação e visam sempre o desenvolvimento de novos produtos
como um de seus objetivos estratégicos principais. “Informação é fundamental
para o desenvolvimento das empresas ou ‘ informação é básica em qualquer
empreendimento’ e muitas outras [...]” (MIRANDA, 1999, p. 286).

4 INFORMAÇÃO PARA INDÚSTRIA E NEGÓCIOS
Ao analisar a terminologia adotada na área de informação referente à
indústria/empresa é possível observar a falta de harmonização conceitual, apesar
da grande quantidade de conceitos e tipos de informação.
Klintoe (1981 apud AGUIAR, 1991) propõe como conceito de informação
para industria e informação industrial. Informação para a indústria é todo esforço
intelectual para estimular os administradores e técnicos de uma dada empresa,
pública ou privada, no sentido de aperfeiçoar suas operações e inovar métodos,
processos, produtos e serviços, através da conversão em resultados práticos, de
toda a forma de conhecimentos obtidos por qualquer meio.
Por sua vez, tão referenciada como o primeiro termo na literatura e não
menos importante, a informação industrial é entendida por Aguiar (1991) como o
esforço de coletar, avaliar e tornar disponíveis informações sobre o setor industrial
e suas operações produtivas, gerando dados técnico-econômicos, informações
sobre tecnologias utilizadas, a estrutura industrial, a produtividade setorial, estudo
de viabilidade, dados de investimento e retorno, implantação de indústrias,
transferência de tecnologia, dentre outros.
Em seu texto, Jannuzzi (1999) citando Matourt (1983) conceitua
informação industrial como aquela que:

�[...] fornece insumos para o planejamento industrial, avaliação na
seleção e aquisição de tecnologia, estudos de viabilidade, etc.
como para o gerenciamento industrial de engenharia e
mercadológico. Seu alvo é qualquer pessoa em uma indústria,
com funções na área de planejamento, gerenciamento ou
operacional, na qualidade de consultor ou na capacidade de
aconselhamento, como na tomada de decisão.

Conceituando, informação para a indústria e a informação industrial, Aguiar
(1991) adota os dois termos propostos para conceituar as informações cuja
referência está relacionada diretamente com a indústria. Assim, define
informação para indústria como:
O conjunto de conhecimentos de que a empresa deve dispor a fim
de: facilitar a execução de operações correntes de natureza
administrativa, de produção e de controle; possibilitar o
acompanhamento da dinâmica de mercado, para a detecção de
oportunidades e ameaças; permitir a implementação de
estratégias emergenciais para enfrentar problemas conjunturais;
subsidiar as atividades de planejamento estratégico, contribuir
para o desenvolvimento tecnológico (AGUIAR, 1991, p.12).

Aguiar (1991) considera tanto as informações de origem interna (manuais
de serviços, regulamentos, políticas funcionais da organização, estratégias,
planejamento operacional e estratégico etc.) como as de origem externa
(legislação trabalhista, fiscal e comercial), como as que suprem as atividades da
empresa.
Quando necessita do acompanhamento da dinâmica de mercado, a
empresa deve acessar informações como oportunidades comerciais, tendências
quantitativas

e

qualitativas,

situações

conjunturais,

preços,

empresas

concorrentes, fornecedores alternativos, produtos e seus fabricantes, pólos
tecnológicos de alguma região, entre outras. Na tomada de decisões, as
informações possibilitam aos dirigentes industriais subsidiar um planejamento
estratégico, e, prever, na medida do possível, crises que eventualmente possam
surgir, minimizando, dessa forma, seus efeitos.
Neste contexto, a informação industrial é assimilada por Aguiar (1991),
que se utiliza de algumas palavras de Klintoe, como

�O conjunto de conhecimentos que servem para ‘fornecer
parâmetros para a comparação do desempenho industrial em
nível nacional e internacional, subsidiando, assim, a formulação
de políticas e a alocação de investimentos públicos e privados,
sendo usada para analisar as operações industriais segundo as
metas definidas para a evolução sócio-econômica.’ Esta
comparação pode ser feita exclusivamente entre setores
industriais entre si ou entre um parque industrial regional/nacional
com outro de abrangência equivalente. Para possibilitar análises
comparativas de tamanha complexidade e estabelecer políticas,
estratégias e diretrizes de caráter global para o desenvolvimento
de setores industriais, faz-se necessário dispor de informações
que podem ser reunidas em categorias cujas funções específicas
são: analisar o estágio de desenvolvimento tecnológico de setores
industriais, individualmente ou em conjunto; analisar a estrutura,
dispersão e características dos setores industriais; acompanhar o
desempenho industrial; identificar o perfil dos problemas
característicos dos setores industriais. (AGUIAR, 1991, p.13).

Montalli (1994) tendo que situar, mais objetivamente, os dados utilizados
na área de informação para indústria e empresa, apresenta o termo informação
tecnológica e introduz o termo informação para negócios. Usando o termo
"business information" adotado na Inglaterra e por outros países, “[...] que
subsidia o processo decisório do gerenciamento das empresas industriais, tanto
na prestação de serviços e comerciais nos seguintes aspectos: companhias,
produtos, finanças, estatísticas, legislação e mercado”.
Tanto as informações científica, tecnológica, estratégica para negócios,
comercial, econômico-financeira, regulamentar e jurídica, ambiental e de
segurança, formam a base de conhecimento utilizada para a tomada de decisão
nas empresas (BATTAGLIA, 1999).
Quando organizados os diferentes tipos de informação mencionados,
apresenta-se em diversas dimensões dependendo da forma de veiculação, sendo
no formato formal ou informal, conforme seu conteúdo e meios utilizados,
apresentando diferentes veículos de comunicação e diferentes formatos
específicos para facilitar principalmente sua utilização e divulgação. Ainda neste
contexto, as empresas também necessitam e dependem de fornecedores,
distribuidores, órgãos governamentais, não governamentais e clientes. Garcia

�(1980) indica diferenças na preferência quanto aos canais de comunicação, estas
entre pesquisadores, administradores e docentes:
[...] os técnicos e os administradores utilizam mais os canais
informais [...] A atuação eficaz dos canais informais na geração de
novas idéias pressupõe, porém, uma competência cientifica ou
técnica adquirida, em grande parte através do contato com canais
formais durante seu treinamento e formação [...] o
desenvolvimento de uma nova idéia até a produção de resultados
irá depender de um bom acesso aos canais formais. (GARCIA,
1980, p.42).

No Brasil as fontes de informação para negócios são organizadas por
várias entidades como: associações comerciais, núcleos de informações
tecnológicas, institutos de pesquisas, entidades governamentais, empresas de
consultoria e Universidades, e estão disponibilizadas para acesso em vários
formatos, como: bases de dados, cd-rom, on-line, Internet, bibliográficas.
Nas 5 áreas de informação para negócios, segundo estudo de Montalli
(1994), destacam-se os seguintes tipos e suas fontes específicas:
-

Informações sobre MERCADO: informações sobre empresas;

informações sobre produtos e seus fabricantes; informações sobre
pólos tecnológicos em alguma região; informações sobre “staff” de
empresas; informações de quando é produzido onde e por quem?;
quem utiliza e qual a demanda futura de produtos.
-

Informações ESTATÍSTICAS: informações estatísticas publicadas e

coletadas em associações comerciais; informações coletadas em
agência

de

consultores;

informações

fornecidas

por

agências

financeiras.
-

Informações sobre PRODUTOS: informações sobre descrição de

produto; informações sobre propriedades de um produto; informações
sobre detalhes de um produto; informações sobre desempenho de um
produto; informações sobre aplicação de um produto; normas técnicas;
relatórios de testes sobre componentes e materiais; manuais técnicos;
livros e periódicos.

�-

Informações FINANCEIRAS: informações publicadas em bolsa de

valores; informações publicadas em jornais; informações de bases de
dados econômicas; informações em organizações internacionais como:
relatórios anuais; balanços financeiros; relatórios anuais publicados por
empresas; balanços financeiros anuais; dados financeiros publicados
por bancos e agências financeiras.
-

Informações sobre COMPANHIAS: informações publicadas em

diretórios

(listagens)

de

empresas

nacionais

e

internacionais;

informações publicadas pelas áreas de atuação das companhias de
empresas nacionais e internacionais; informações sobre oportunidades
de negócios; informações sobre oportunidades de parcerias; anuários
de indústrias.
Informação para indústria no Brasil tem sido um assunto muito discutido e
que precisa de definições com relação a sua utilização especificamente pelos
profissionais da informação, com a utilização de suas habilidades em gerência de
informação para melhor manipulá-las.
Não cabe somente a empresas de consultoria e núcleos de informação
disponibilizarem às empresas informações, é necessário provar a importância da
Biblioteca

Universitária,

atuando

como

atuando

como

intermediários

e

fornecedores de informação, principalmente da destacada neste artigo “Científica
e Tecnológica”.

5 RESULTADO DE ESTUDO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE INFORMAÇÃO PARA
INDÚSTRIA E NEGÓCIOS PELO RAMO INDUSTRIAL

Através do estudo realizado por Damasio (2001) que teve o objetivo de
analisar que tipos de fontes de informações especializadas são utilizadas nas
indústrias de Grande porte no município de Maringá, estado do Paraná. Que
utilizou como critérios para a definição feita por Montalli (1994): informação sobre
mercado, estatística, sobre produtos, financeiras e sobre companhias. Foram
respondidos 27 questionários de um montante de 16 indústrias.

�Neste estudo exploratório procurou-se identificar entre outros, que tipos de
informações são utilizadas e o grau de utilização de suas respectivas fontes.
No ambiente de Instituições em Ciência e Tecnologia, na definição de
possíveis bancos de dados, devem-se identificar também as possíveis fontes de
informação, desta forma, subsidiando-o com dados e informações.

TABELA 1 – Utilização de Informação Especializada sobre Mercado
INFORMAÇÃO SOBRE MERCADO
Informações sobre produtos e seus
fabricantes
informações sobre empresas
informações sobre pólos tecnológicos
em alguma região
informações sobre “staff” de empresas

F

%
24

88,9

18

66,7

12

44,4

4

14,8

FONTE: Damasio, 2001, p.75

A maior utilização de informação especializada sobre mercado está em
informações sobre produtos e seus fabricantes. Existe um menor interesse em
obter informações sobre “staff” de empresas.
Via de regra, no resultado encontrado neste quesito, verifica-se que as
indústrias têm procurado utilizar informações sobre produtos e seus fabricantes e
informações sobre empresas. Esta procura pode estar relacionada aos estudos
de Aguiar (1991, p. 12), que esclarecem que as indústrias têm grande interesse
em acompanhar a dinâmica do mercado em que estão inseridas, para isso, elas
avaliam quatro situações: - que o mercado está sempre sujeito ao assédio dos
concorrentes; - as empresas concorrentes existentes, em implantação; - os planos
de expansão de outras empresas; - oportunidades comerciais.
Desta forma, a procura deste tipo de informação pode estar vinculada a
uma tendência em monitorar constantemente o mercado, verificando os
concorrentes. No aspecto de informação Científica e Tecnológica, elas também
devem ter um conceito muito parecido, visando desenvolverem produtos e
pesquisas, mas, não distribuindo-as a outras empresas do mesmo ramo.

�TABELA 2 – Utilização de Informação sobre Produtos
F
INFORMAÇÃO SOBRE PRODUTOS
Informações sobre a aplicação de um produto
Informações sobre desempenho de um produto
Informações sobre descrição de um produto
Informações sobre detalhes de um produto
Informações sobre propriedades de um produto

%
22
19
18
14
12

81,4
70,3
66,6
51,8
44,4

FONTE: Damasio, 2001, p. 77

Através dos resultados observa-se que a grande maioria da utilização de
informações sobre produtos estão relacionadas à aplicação, desempenho e
descrição, ficando as informações sobre detalhes e propriedades de um produto
com uma porcentagem menor. Ficou claro que as indústrias estão preocupadas
com o aspecto imediatista deste tipo de informação, pois, deixam como menos
importante informações sobre detalhes e propriedades, que é considerada
informação tecnológica.
TABELA 3 – Utilização de Informação sobre Companhias
F
INFORMAÇÃO SOBRE COMPANHIAS
informações sobre oportunidades de negócios
informações publicadas pelas suas áreas de
atuação de empresas nacionais e internacionais
informações sobre oportunidades de parcerias
informações publicadas em diretórios de
empresas nacionais e internacionais

%
18

66,6

16

59,2

12

44,4

4

14,8

FONTE: Damasio, 2001, p. 79.

Através dos resultados nota-se que a grande maioria utiliza fontes de
informações sobre companhias, que contenham informações sobre oportunidades
de negócios e informações publicadas pelas suas áreas de atuação de empresas
nacionais e internacionais e informações sobre parcerias. As informações
publicadas em diretórios de empresas nacionais e internacionais ficaram com
uma porcentagem menor.
Desta forma, este uso pode estar relacionada aos estudos de Aguiar (1991,
p.12), que esclarece que as indústrias têm grande interesse em acompanhar a

�dinâmica do mercado em que está inserida, avaliando as empresas existentes, as
concorrentes, as em implantação e oportunidades comerciais.
Dentre estas informações básicas para o setor industrial, consideradas na
Biblioteconomia e Ciência da Informação como Informação para Indústria e
Negócios, as indústrias também necessitam de informação tecnológica, que seria
o subsídio principal para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.
Desta forma, também necessitam de informações científicas, para os seus
setores de pesquisa e desenvolvimento. Nossa discussão vai além da relatada na
Literatura, temos que ter maiores trabalhos relacionados a exploração da
utilização de informação Técnico e Científica pelo setor industrial.
Definir fontes e produtos a serem utilizados na pesquisa para as
Instituições em Ciência e Tecnologia, previstas na Lei de Inovação, seria uma
contribuição da Biblioteconomia e Ciência da Informação e principalmente para a
área de Informação para Indústria e Negócios, que necessita de outros estudos.

6 CONCLUSÃO

O projeto de Lei de Inovação, as Biblioteca Universitárias e a Informação
para Indústria e Negócios sempre estarão dependentes, de acordo com a própria
literatura que corresponde que estas áreas trabalham com a informação
organizada visando sempre a disseminação dos seus conteúdos aos seus
principais usuários, as empresas em de ciência e tecnologia e o ambiente
industrial.
Uma parte dos resultados apresentados neste artigo do estudo realizado
no ambiente industrial, diante da análise destes resultados fica claro o aspecto
imediatista da informação e a preocupação com o aqui e agora com relação às
necessidades de informação. Desta forma, as ICT deverão também ter esta
características, pois, estarão atreladas não somente aos interesses da União e
pesquisa, mas como empresas de pesquisa, que não se diferenciam de indústrias
que precisam de informação imediatista, pois, tem projetos e prazos para serem

�cumpridos e precisam de certa forma atuar com entidades produtivas, visando
produção científica e tecnológica.
Em relação à utilização de informação especializada para indústria em
diferentes tipos e fontes pode-se observar a multidisciplinariedade de setores na
indústria e empresas de ICT que a podem utilizar e quão relevante é a informação
neste segmento.
Diante da análise dos resultados da pesquisa fica claro o aspecto
imediatista da informação e a preocupação com o aqui e agora, diminuindo a
possibilidade de se trabalhar com informações para planos futuros, que devem
ser gerenciadas e armazenadas pelos mesmos para uso oportuno.
Em relação à utilização de informação especializada para indústria em
diferentes tipos e fontes pode-se observar a multidisciplinariedade de setores na
indústria que a podem utilizar e quão relevante é a informação neste segmento
também para os projetos de desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Quando analisamos o papel das Bibliotecas Universitárias neste contexto,
temos que ela é o principal recurso para as Universidades para conseguirem
informação, tanto científica e tecnológica como para industria e negócios.
Nas Universidades podemos trabalhar com a utilização dos recursos de
convênios entre os departamentos para a melhoria dos acervos documentais e
Informação Científica e Tecnológica (normas atualizadas, relatórios técnicos,
bases de dados específicas, acesso compartilhado à informação tecnológica)
todas e interesse ao desenvolvimento industrial.
Neste artigo pensamos como as Bibliotecas Universitárias poderiam se
portar de inúmeras maneiras. Mas a principal seria como participantes nestes
projetos, ou como cooperantes, de desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Tem que identificar as necessidades que serão necessárias a cada projeto e fazer
um marketing interno nas Instituições, deixando claro aos dirigentes das
instituições a importância de sua participação nos projetos previsto no projeto de
Lei de Inovação e desenvolvimento Científico e Tecnológico.

�ABSTRACTS
This article says runs on and the importance of the actuation of the university
libraries in relation to the project of law of innovation “Lei de Inovação” who
support to the Scientific and Technological Development, universities that develop
research with support of companies, through the contribution and counterpart of
interests of the private initiative. A sector that more needs and aims at this
contribution is the industrial. It argues in this context with arguments of the area of
Librarianship and Information Sciences, in the line of performance and research in
Information for Industry in Businesses, its importance in this performance. It
defines its main objectives, its importance in its conceitualização. It displays some
results of research carried through in the 2001 with great industries and
importance of the use of this type and information. One concluded that the
industrial sector needs ready and organized information and that the university
libraries must participate actively in this concept, organizing themselves to supply
to the information organized scientific technique, through the chances and accords
between university-industry.
KEYWORDS: University library. Information for industry and businesses. Law of
Innovation. Scientific politics. Types of information. Use of information for the
industrial sector.

REFERÊNCIAS
AGUIAR, A . C. Informação e atividades de desenvolvimento científico,
tecnológico e industrial: tipologia proposta com base em análise funcional. Ci. Inf.,
Brasília, v.20, n.1, p. 7-15, jan./jun. 1991.
BATTAGLIA, M. da G. B. A inteligência competitiva modelando o sistema de
informação de clientes – Finep. Ci. Inf., Brasília, v.28, n.2, p.200-214, maio./ago.
1999.
BRASIL. Constituição Federal, Código civil (2002/1916), Código de processo
civil, Código penal, Código de processo penal e legislação complementar.
Barueri: Manole, 2003.
BRASIL. Presidência da República. Dispõe sobre incentivos à inovação
científica e tecnológica no ambiente produtivo e da outras providências.
Disponível em:
&lt;http://www.presidencia.gov.br/ccivil_03/Projetos/PL/2004/msg194-040428.htm&gt;.
Acesso em: 07 mai. 2004. Projeto de Lei.
DAMASIO, Edilson. O profissional da informação na indústria: habilidades e
competências. 2001. 109f. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia e Ciência
da Informação)-Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação,
Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2001.

�GARCIA, M. L. A . A informação científica e tecnológica no Brasil. Ci. Inf.,
Brasília, v.9, n. 1/2, p.41-81, 1980.
JANUZZI, C. A. S. C. Informação tecnológica e para negócios no Brasil :
conceitos e terminológias. Campinas, 1999. Dissertação (Mestrado) – Pontifícia
Universidade Católica de Campinas, Campinas, 1999.
KLINTOE, K. The small and medium sized enterprieses and technological
information services: some contributions, insight experiences. Copenhague:
DTO, 1981.
MATOURT, R. T. Ambivalence of technological information. International Forum
on Information and Documentation, Hague, v. 8, no. 1, p. 33-35, 1983.
MIRANDA, Roberto Campos da Rocha. O uso da informação na formulação de
ações estratégicas pelas empresas. Ci. Inf., Brasília, v. 28, n. 3, p. 286-292,
set./dez. 1999.
MONTALLI, K. M. L. Informação para negócios no Brasil: reflexões. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE INFORMAÇÃO PARA INDÚSTRIA E COMÉRCIO
EXTERIOR, 1., 1993, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte : UFMG/EB, 1994.
p.165-173.
MONTALLI, K. M. L. Perfil do profissional da informação tecnológica e
empresarial. Ci. Inf., Brasília, v. 26, n. 3, 1997. Disponível em: &lt;
http://www.scielo.br/cgi-bin/fbpe &gt; Acesso em: 11 Nov. 2003.
MONTALLI, K. M. L.; CAMPELLO, B. dos S. Fontes de informação sobre
companhias e produtos industriais: uma revisão de literatura. Ci. Inf., Brasília,
v.26, n.3, p.321-326, set./dez. 1997.

∗

Bibliotecário Universidade Estadual de Maringá – UEM. Av. Colombo, 5790
87020-900 - Maringá-PR. Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela PUCCampinas, Brasil - e-mail: edamasio@uem.br , home-page:
http://geocities.yahoo.com.br/edilson_damasio

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52534">
                <text>O papel das bibliotecas universitárias e da informação para indústria e negócios conforme a "Lei de Inovação" no contexto científico e tecnológico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52535">
                <text>Damasio, Edilson</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52536">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52537">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52538">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52540">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52541">
                <text>Este artigo diz corre sobre e a importância da atuação das bibliotecas universitárias em relação ao projeto de lei de inovação em Fundo de apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, universidades que desenvolvem pesquisas com apoio de empresas, através da contribuição e contrapartida de interesses da iniciativa privada. Um setor que mais necessita e visa esta contribuição é o industrial. Discute neste contexto com argumentos da área de biblioteconomia e ciência da informação, em sua na linha de atuação em Informação para Indústria em Negócios, sua importância nesta atuação. Define seus objetivos principais, sua importância em sua conceitualização. Expõe alguns resultados de pesquisa realizada em 2001 com indústrias de grande porte e a importância da utilização desse tipo e de informação. Concluiu-se que o setor industrial necessita de informações prontas e organizadas e que as bibliotecas universitárias devem participar ativamente neste conceito, organizando-se para fornecer a informação técnica científica organizada, através da oportunidades e convênios entre universidade-indústria.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68242">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4740" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3808">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4740/SNBU2004_025.pdf</src>
        <authentication>c4ad4be8630f448628082b8bb95212fd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52560">
                    <text>O DSI ELETRÔNICO DA BIBLIOTECA DO CENTRO DE MEMÓRIA DA
UNICAMP E SUA ABRANGÊNCIA NA DIVULGAÇÃO DE SEU ACERVO

Eliana Barbosa da Silva Moreira∗

RESUMO
O Sumário on-line da biblioteca do Centro de Memória surgiu concomitantemente
com a automação dos acervos da biblioteca, como uma forma de divulgar nosso
acervo, uma vez que já prestávamos este serviço junto à comunidade local,
composta apenas por professores e funcionários, num total de 32 usuários no
suporte papel. Com a automação, passamos a circular esta informação de forma
mais rápida, visualmente mais atraente e abrangendo um público que atende não
só nossa comunidade, mas toda a universidade ultrapassando suas barreiras,
atingindo a região metropolitana de Campinas, e as demais regiões e outros
Estados, tendo até o momento registrado em nossa mail-list 774 usuários, com
um número aproximado de 923 acessos no último mês.
PALAVRAS-CHAVE: Sumários on-line. DSI. Divulgação de acervos.

1 INTRODUÇÃO

O Centro de Memória (CMU) foi criado em 1985, por um grupo de
professores do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, liderado
pelo professor José Roberto Amaral Lapa, visando à preservação da memória
histórica de Campinas e região, através da Portaria GR-162/85, de 01-07-85.
Criada em 1986, para ser o órgão técnico responsável pela preservação e
conservação do material impresso, e também para fornecer embasamento teórico
e técnico aos diversos setores do Centro de Memória da Unicamp e as pesquisas
em andamento, a biblioteca nasceu com o acervo doado por João Falchi Trinca,
maior bibliófilo da cidade.
Com o decorrer dos anos, nosso acervo foi enriquecido com coleções
recebidas de diversas instituições de ensino e pesquisa, através de intercâmbio

�de publicações, e também por bibliotecas particulares expressivas. Podemos citar
a coleção Geraldo Sesso Junior, Dina Lisboa, Arthur Pereira Villagelin, Theodoro
de Souza Campos Junior e tantos outros colaboradores incansáveis e da
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), através de
seu programa FAPLIVROS, que nos permitiu adquirir obras relevantes nas mais
diversas áreas do conhecimento.
Como a diversidade de suportes oriunda destas doações, houve a
necessidade da criação de outros setores. Hoje o Centro de Memória está assim
constituído:

Coordenadoria

de

Pesquisa,

Biblioteca,

Arquivos

Históricos,

Laboratório de Conservação e Restauração, Laboratório de História Oral, Área de
Documentação Iconográfica, Área de Informática, Área de Publicações e grupos
de estudos: Grupo de Estudos em Memória, Educação e Cultura (GEMEC) e
Grupo de Estudos Sobre Patrimônio Cultural da Engenharia e da Arquitetura
(GEPCEA).

2 A BIBLIOTECA DO CMU

O acervo da Biblioteca está dividido em três setores: Livros/Teses,
Periódicos e Materiais Especiais; possui um acervo geral com obras nas Áreas de
Ciências Humanas, publicadas a partir de 1800.
Na seção de Livros/Teses e Periódicos possuímos um setor de Obras
Raras, que estão separadas do acervo geral, recebendo tratamento técnico e
físico diferenciado visando sua preservação e conservação. A seção de Materiais
Especiais é composta de mapoteca, partituras, folhetos, reália e hemeroteca.

3 DIVULGANDO O ACERVO

Com o crescimento de nosso acervo multidisciplinar, houve uma solicitação
por parte dos usuários para que divulgássemos esse material. Surgindo nosso

�primeiro Serviço de Disseminação Seletiva da Informação (DSI) em meados de
1995.
A princípio nossa ferramenta mais moderna disponível era a máquina
xerox. Os periódicos recém incorporados tinham suas capas e sumários/índices
xerocados para formar os Sumários Correntes da Biblioteca, que circulava pelos
setores do CMU no início de cada mês contendo o que a biblioteca recebeu no
mês anterior. Para monografias disponibilizávamos o que foi catalogado e
processado tecnicamente no mês anterior, mostrando a página de rosto e a
notação do número de chamada.
Na capa do Sumário havia uma lista de encaminhamento com o nome de
quem iria receber, a data de recebimento e a data de passagem para o próximo
da lista.
Este sistema foi uma inovação, e recebido com entusiasmo não só pelos
técnicos dos diversos setores, mas também pelos professores e pesquisadores
da casa que iam se agregando à lista de encaminhamento. Com o passar do
tempo alguns problemas começaram a surgir, pois, muitas vezes a pessoa
esquecia o Sumário em cima da mesa ou dentro de uma gaveta dias a fio
enquanto os outros integrantes da lista nos cobravam: Onde está o Sumário?,
Não tem Sumário este mês?. Enfim tínhamos que sair em busca do Sumário,
tendo que retraçar todos os encaminhamentos sem causar constrangimentos ao
usuário, e liberá-lo para o próximo da lista. O lado bom foi podermos avaliar o
interesse de nossos usuários por esse tipo de serviço gerando considerável
acréscimo no número de empréstimos e de consultas em nosso acervo.
Com o apoio da FAPESP iniciamos no ano de 1998 o processo de
informatização tendo como objetivo de disponibilizar o acervo da biblioteca na
Internet para os usuários da Universidade e da comunidade em geral. Adotamos o
Microisis por ser um software de custo acessível, por ter agilidade na busca e
demonstrar flexibilidade na construção de banco de dados, criando planilhas para
inserção de registros on-line e roteadas para a Internet pelo software WWWIsis.

�Nas pesquisas on-line a busca é “booleana” e podem ser feitas por
assunto, autor e título. Na tela de pesquisa o usuário encontrará as instruções
para iniciar a pesquisa e uma janela para inserir o termo(s) de busca que será
sempre a mesma para todas as bases de dados da Biblioteca. Surgiu, então a
“Biblioteca on-line” com as seguintes bases disponíveis:
Livros: Contém todo o acervo de livros, a busca pode ser feita através de autor e
título.
Livros/Teses: Nesta base de dados estão sendo inseridos os livros e teses já
catalogadas. Sua busca pode ser por autor, título ou assunto.
Periódicos: É composta de 2194 títulos de jornais e revistas, recebendo em
média 40 jornais, 06 tablóides e 28 revistas mensalmente. Atualmente conta com
97 títulos correntes, que são alimentados através de doações ou intercâmbio.
Dispomos de coleções de jornais e revistas datados da segunda metade do
século XIX, até os dias atuais, podemos destacar: Gazeta de Campinas;
Almanaques de Campinas; Almanaques de São Paulo; Annaes do Parlamento
Brazileiro; Annaes da Câmara dos Deputados; Leis e Decretos do Município de
Campinas, etc. A pesquisa pode ser feita por título da coleção ou por assunto.
Hemeroteca: Possuímos cerca de 50.000 recortes de jornais e revistas diversas,
de interesse especial para a história e o cotidiano da cidade de Campinas.
Abrangendo um período que vai de 1920 até os dias atuais. A pesquisa é por
autor, título ou assunto.

Com a inauguração da Biblioteca Digital da Unicamp em maio de 2002,
passamos a disponibilizar os artigos com o texto integral e sua busca varre todo o
texto palavra por palavra.
Iconografia Impressa: Nesta base estão os dados das imagens sobre a cidade
de Campinas impressas em livros e periódicos que fazem parte de nosso acervo.
No momento está disponível para consulta 80% da totalidade de imagens
presente em nosso acervo, há uma descrição da imagem e sua localização. O
acesso é realizado por assunto.

�Partituras: A coleção de partituras é composta de músicas clássicas e populares
oriundas do Projeto Carlos Gomes, e de musicistas de nossa cidade. A pesquisa
na base é por autor e título.

4 DIPONIBILIZANDO O SUMÁRIO ON-LINE

Informações de nossa Biblioteca constam nas seguintes bases de dados:
• Catálogo Nacional de Obras Raras – organizado pela Biblioteca Nacional.
• Catálogo Coletivo Regional – organizado pela USP.
Para dar continuidade ao nosso trabalho de divulgação do acervo e já
contando

com

recursos

que

nos

possibilitava

melhorar

o

processo,

desenvolvemos, o “Sumário – on line”, abandonando o de papel.
Optamos por scanear a capa e o sumário dos periódicos, e a capa dos
livros para disponibilizarmos mensalmente em nossa home-page.
Percebemos que não bastaria apenas colocar no ar o Sumário, e sim,
divulgá-lo de uma forma mais ampla na Universidade. Decidimos que enviaríamos
o Sumario para os docentes e pesquisadores das faculdades e institutos de
ciências humanas da universidade, que somados aos 32 usuários iniciais em
suporte de papel, somou-se outros 125 usuários.
Logo começaram solicitações de inclusão de pessoas ligadas a outras
áreas

da

universidade,

e

de

outras

instituições;

como

professores

e

pesquisadores da PUCCAMP, UNIP, UNIMEP, USP, UNESP, enfim o objetivo
inicial de divulgar nosso acervo estava consolidado. Conforme demonstra o
gráfico a seguir:

�COSULTA AOS ACERVOS - BILBIOTECA CMU

2500

2000

1500

1000

500

0
1988

1999

2000

2001

2002

2003

ANO
HEMEROTECA

LIVROS

PERIÓDICOS

5 ATUALIZANDO O ACERVO

Nossa biblioteca não dispõe de orçamento para a compra de acervo, com
isso ficamos limitados às doações vindas de famílias campineiras, de
pesquisadores que conhecem nosso trabalho e/ou se utilizam nosso acervo para
suas pesquisas e, que ao término delas, nos doam seu material.
Nossa moeda de troca, por sinal muito forte, são as publicações do CMU.
Parte de tudo que é publicado pelo CMU vai para intercâmbio da Biblioteca com
instituições, e com isso podemos manter nosso acervo atualizado.
Para algumas instituições (Faculdades e Institutos) enviamos a título de
doação, por serem formadores de opinião e multiplicadores na divulgação.
Nossas publicações hoje se encontram espalhadas por vários Estados do Brasil,
como Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, Rio
Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, etc, e em países da América
Latina como: Argentina, Peru, Chile, México; na Europa: Portugal, Espanha,
Alemanha, França, Itália; no Continente Africano temos: a África do Sul e Angola.

�Da mesma forma nosso acervo conta com publicações vindas de instituições
desses locais. Contamos hoje com 247 instituições cadastradas em nosso
intercâmbio. Como podemos observar no gráfico.

INSTITUIÇÕES

250

200

150

100

50

0
1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

ANO
Fonte: Biblioteca - CMU

Com a permuta, recebemos doações significativas de várias instituições
que completaram nossas coleções e em alguns casos, recebemos coleções
completas, enriquecendo o acervo. Podemos citar as doações do Museu Imperial,
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Câmara Municipal de Campinas, entre
outros.
Com o Sumário on-line, nosso intercâmbio ganhou fôlego novo, pois
passou a ser visto por algumas instituições como uma forma de divulgação de
suas publicações, por verem que ela estava ao lado de publicações renomadas.

6 PUBLICAÇÕES

�A Área de Publicações do Centro de Memória tem por objetivo a divulgação
da produção científica, literária e artística feita por pesquisadores vinculados ao
órgão e também por estudiosos que se valem dos acervos do CMU para o
desenvolvimento de seus trabalhos científicos.
A Área de Publicações edita atualmente cinco coleções: Campiniana,
Tempo &amp; Memória, Instrumentos de Pesquisa, Seminários e Educação &amp; História.
Em termos de publicações periódicas, o CMU mantém as revistas
interdisciplinares de cultura Resgate e Outros Olhares, ambas de periodicidade
semestral. A Biblioteca é a responsável pelo intercâmbio das publicações.
Até o momento, temos registrado em nossa “mail-list” 774 usuários, com
aproximadamente 923 acessos/mês (maio/2004). Sendo que nos meses de férias,
escolares observamos uma sensível queda no número de acessos, enquanto que
nos meses que antecedem as férias escolares o número de acesso chega a nos
surpreender.

7 NOSSOS USUÁRIOS

Está claro para nós que lidamos com informação diariamente que não
podemos mais trabalhar somente visando o usuário presencial, aquele que vai até
nossa biblioteca. É necessário pensar no usuário remoto, aquele que está
navegando pela web, muitas vezes em busca não só de entretenimento, mas de
informação científica. Sem nos esquecermos do usuário off campus que são os
alunos, professores e pesquisadores que fazem parte dos diversos programas de
ensino, pesquisa e extensão de instituições educacionais. Foi pensando neste
nicho que surgiu em 2002 a revista eletrônica “Saráo: memória e vida cultural de
Campinas”, para preencher essa lacuna e divulgar a cultura de nosso povo.
A Saráo é uma ponte entre a Universidade e a comunidade em geral. É
uma produção multidisciplinar interna e externa à Universidade, e a Biblioteca do
Centro de Memória foi escolhida para ser a catalisadora das informações entre os

�usuários, pesquisadores e comunidade. Também procuramos através da revista
promover a divulgação dos diversos acervos que compõem o CMU.
A revista está disponível na web desde a nº 1, e para nossa surpresa é a
que tem o maior número de acessos, enquanto que outras têm permanecido
constante e crescendo um pouco mais nos períodos de férias, demonstrando o
interesse do usuário por esse tipo de publicação em seu horário recreativo.

REVISTA SARÁO
1600

1400

1200

1000

800

600

400

200

0
set/02

dez/02

mar/03

jun/03
set/03
FASCÍCULO

dez/03

mar/04

jun/04

Fonte: Bilioteca - CMU

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nossa biblioteca hoje tem se mostrado flexível ao oferecer diferentes
serviços, e procurando integrar-se cada vez mais às necessidades dos usuários.
Ao utilizarmos as diversas tecnologias disponíveis, pretendemos oferecer um
serviço diferenciado agregando valor à informação, suprindo as expectativas de

�nossos usuários e servindo como um instrumento facilitador para a busca de
informação rápida, eficiente e na medida do possível personalizada.

REFERÊNCIAS
CHATAIGNIER, Maria Cecilia Pragana e SILVA, Margareth Prevot da. Biblioteca
digital: a experiência do Impa. Ci. Inf., set./dez. 2001, vol.30, no.3, p.7-12. ISSN
0100-1965.
GARCEZ, Eliane Maria Stuart e RADOS, Gregório J. Varvakis. Biblioteca
híbrida: um novo enfoque no suporte à educação a distância. Ci. Inf.,
maio/ago. 2002, vol.31, no.2, p.44-51. ISSN 0100-1965.
GONCALVES DA SILVA, Luiz Antônio, MARDERO, Miguel Angel e CLAUDIO,
Silvana. Acompanhamento das bibliotecas brasileiras na Internet. Ci. Inf. [online].
Maio/Ago. 1997, vol.26, no. 2 [citado 13 Julho 2004]. Disponível na World Wide
Web:&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019651997000200016&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0100-1965.
LEVACOV, Marília. Bibliotecas virtuais: (r)evolução?. Ci. Inf. [online]. Maio/Ago.
1997, vol.26, no.2 [citado 14 Julho 2004] Disponível na World Wide
Web:&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019651997000200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0100-1965.
MARCHIORI, Patrícia Zeni. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, Brasília, v.26,
n.2, p.115-124, maio/ago. 1997.
________. O impacto da Internet nas bibliotecas
Transinformação, Campinas, v.9, n.2, maio/ago. 1997.

brasileiras.

Revista

MARDERO ARELLANO, Miguel Ángel. Serviços de referência virtual. Ci. Inf.
[online]. maio/ago. 2001, vol.30, no.2 [citado 15 Julho 2004], p.7-15. Disponível na
World Wide Web: &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652001000200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0100-1965.
ROWLEY, J. Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos, 1994.

∗

elianamo@unicamp.br. CENTRO DE MEMÓRIA DA UNICAMP – BIBLIOTECA
bmemoria@unicamp.br . Rua Sérgio Buarque de Holanda,800 . Caixa Postal: 6023. Campinas/SP
– Brasil. CEP 13.083-970

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52552">
                <text>O DSI eletrônico da Biblioteca do Centro de Memória da UNICAMP e sua abrangência na divulgação de seu acervo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52553">
                <text>Moreira, Eliana Barbosa da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52554">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52555">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52556">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52558">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52559">
                <text>O Sumário on-line da biblioteca do Centro de Memória surgiu concomitantemente com a automação dos acervos da biblioteca, como uma forma de divulgar nosso acervo, uma vez que já prestávamos este serviço junto à comunidade local, composta apenas por professores e funcionários, num total de 32 usuários no suporte papel. Com a automação, passamos a circular esta informação de forma mais rápida, visualmente mais atraente e abrangendo um público que atende não só nossa comunidade, mas toda a universidade ultrapassando suas barreiras, atingindo a região metropolitana de Campinas, e as demais regiões e outros Estados, tendo até o momento registrado em nossa mail-list 774 usuários, com um número aproximado de 923 acessos no último mês.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68244">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4741" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3811">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4741/SNBU2004_026.pdf</src>
        <authentication>c38267e67fd402b83c90baab0a5c13db</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52587">
                    <text>A AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS
Eliana Marciela Marquetis∗

RESUMO
No presente trabalho faz-se um diagnóstico sobre o serviço de referência em
bibliotecas universitárias da Região Metropolitana de Campinas, com o objetivo de
verificar a validade de uma metodologia para avaliação do citado serviço, onde são
combinados dados estatísticos com a opinião de usuários. Foram aplicados
questionários verificando qual o pessoal alocado no serviço, as atividades
desenvolvidas, a avaliação e a coleta de dados estatísticos na referência. Após o
diagnóstico, a metodologia para avaliação do serviço de referência foi apresentada
às mesmas bibliotecas, as quais opinaram sobre a citada metodologia, verificando
sua validade e viabilidade de aplicação. Conclui-se que a metodologia proposta é
válida e viável de ser aplicada em bibliotecas universitárias.
PALAVRAS-CHAVE: Serviço de referência – Avaliação. Bibliotecas Universitárias –
Serviço de referência.

1 INTRODUÇÃO
Uma das maneiras de se verificar se a unidade de informação está atingindo
seus objetivos é avaliando seus serviços, principalmente o serviço de referência.
Como o serviço de referência permite que se esteja em contato direto com o usuário,
é de fundamental importância que seja periodicamente avaliado, uma vez que este
serviço retrata a unidade de informação como um todo. Porém, o citado serviço é
uma atividade difícil de ser avaliada, pois não existe uma medida estabelecida para
ser utilizada na avaliação, bem como as variáveis envolvidas nesse serviço são
muito pessoais, ou seja, como medir se uma busca bibliográfica satisfez ou não ao
usuário?

�Na tentativa de se avaliar o serviço de referência, partindo da coleta de dados
estatísticos, propusemos uma metodologia para avaliá-lo nas bibliotecas da
Universidade Estadual de Campinas (MARQUETIS, 1989). Muitas bibliotecas
coletam dados estatísticos no serviço de referência, tais como: número de buscas
bibliográficas realizadas, pedidos de comutação bibliográfica solicitados e atendidos,
dentre outros. Porém, geralmente esses dados não são trabalhados de forma a se
avaliar o serviço. Assim, propusemos a combinação desses dados com a opinião dos
usuários em relação ao serviço e, através de fórmulas matemáticas, combinam-se os
dois tipos de dados, podendo, com o resultado, avaliar qualitativamente as atividades
desenvolvidas no citado serviço.
Várias questões nos surgem no dia-a-dia no que se refere à qualidade dos
serviços prestados, frente à gama de recursos e ferramentas disponíveis para a
recuperação da informação. A principal delas é como avaliar o serviço de referência
após essa revolução? Qual a validade das técnicas já propostas?
Diante das inquietações, foi proposto o presente trabalho, com o objetivo
principal de verificar quais são as técnicas utilizadas para a avaliação do serviço de
referência em bibliotecas universitárias da Região Metropolitana de Campinas, bem
como validar e atualizar a metodologia por nós proposta em trabalho anterior.
(MARQUETIS, 1989)

2 O SERVIÇO DE REFERÊNCIA (SR) E SUA AVALIAÇÃO
Várias são as definições aplicadas ao serviço de referência. A primeira alusão
foi feita na primeira conferência da "American Library Association", em 1876, quando
foi falado sobre auxílio aos leitores. Percebeu-se que os leitores que se utilizavam
dos livros, precisavam de orientação para fazer uso do acervo.
Uma das definições mais usual é a citada por Hutchins (1973, p.4), onde ele
coloca que o serviço de referência:

�... inclui a assistência direta e pessoal dentro da biblioteca a pessoas
que buscam informações para qualquer finalidade, e também as
diversas atividades biblioteconômicas destinadas a tornar a
informação tão acessível quanto possível.

Martucci (2000, p.109), em seu artigo onde ela concebe o trabalho de
referência como processamento clínico da informação, define o serviço de referência
como:
um processo de diagnóstico, elaboração e fornecimento de resposta
a um problema de informação de um usuário, através da tomada de
decisões. É uma atividade altamente cognitiva, que exige o
conhecimento da questão de referência ou da situação-problema, a
seleção e implementação de uma estratégia de busca e a obtenção
da informação que responde à questão.

A "American Library Association" delimitou as tarefas pertinentes ao serviço de
referência no trabalho "Diretrizes para o estabelecimento dos serviços de referência
e informação" (1983). As tarefas são as que se seguem:
1. prestação de serviços de informação: serviços de informação-resposta a questões
específicas; orientação quanto ao uso da biblioteca; verificação bibliográfica de itens
existentes ou não na biblioteca, incluindo-se orientação para obtenção de itens por
compra, cópia ou empréstimo entre bibliotecas; orientação para a metodologia da
pesquisa bibliográfica, referenciação bibliográfica, etc.; orientação para localização
de material na biblioteca.
2. serviço inter-bibliotecário: empréstimo entre bibliotecas (solicitação e/ou
atendimento); resposta a perguntas de outras bibliotecas.
3. apoio bibliográfico: bibliografias; bibliografias encomendadas; serviço de alerta
corrente.
4. correspondência/atendimento de perguntas individuais.
5. acesso aos documentos pertencentes ou não ao acervo.

�A utilização das novas tecnologias em unidades de informação, permitiu a
realização do serviço de referência, sem a presença do usuário, como observamos
no trabalho de Márdero Arellano (2001, p.8), quando o autor coloca que vários são
os serviços de consulta existentes, principalmente no exterior, que atendem por meio
eletrônico. O autor diz que:
atualmente muitos desses serviços estão reduzidos a consultas
enviadas por correio eletrônico, telefone ou formulários na Web,
consumindo tempo e exigindo um trabalho árduo de pesquisa. O
longo processo resulta muitas vezes no comprometimento da troca
efetiva de recursos e informações que permitam a colaboração entre
diversos tipos de serviços de referência.

Novos modelos para o serviço de referência estão sendo propostos na
literatura, como exemplo podemos citar o trabalho de Rieh (1999, p. 185), quando ele
coloca que:
considerando que a essência do serviço de referência é o processo
de interação entre bibliotecários e usuários, modelos alternativos de
referência podem ser melhor redesenhados olhando mais de perto
como os usuários estão lidando com os seus problemas de
informação e como eles obtêm ajuda dos bibliotecários em ambientes
tecnológicos.

As novas tecnologias, bem como a internet, permitem que os usuários tenham
acesso diretamente à informação, tanto dentro como fora da biblioteca, como bem
coloca Frank e outros (1999, p.152). Os autores continuam “como resultado, as
interações de referência se expandiram do face-a-face tradicional para incluir as
opções de correio eletrônico, consultas detalhadas, treinamento de usuários”
(FRANK e outros, 1999, p. 153).
Para Katz (2001, p. 264) “não é tão claro o caráter da tecnologia e seu efeito
prodigioso na mudança do papel do serviço de referência”. Segundo o mesmo autor,
“o bibliotecário de referência é agora um especialista da informação”.
Tyckoson (2001, p.186) coloca que as quatro funções primárias do serviço de
referência que foram estabelecidas em 1876 por Green ainda permanecem até a
presente data, independente de todo o avanço tecnológico. São elas:

�1.
2.
3.
4.

Instruções aos usuários de como usar a biblioteca
Responder às questões dos usuários
Ajudar os usuários na seleção de recursos
Promover a biblioteca junto à comunidade.

Apesar de todo o avanço tecnológico, vale colocar o que diz Grogan (1995,
p.3), em seu trabalho sobre o serviço de referência:
o caráter intensamente pessoal do serviço de referência, que atende
a uma necessidade tão fundamental quanto o anseio de conhecer,
significa que seus princípios básicos pouco mudaram, se é que
mudaram, ao longo de quase um século, desde que foram
estabelecidos.

Para que saibamos se o serviço de referência está atingindo seus objetivos, é
necessário que este serviço seja avaliado, e isto significa verificar seu desempenho e
medir a satisfação do usuário que se utilizou do serviço. Desse modo, a avaliação
possibilita a identificação de mudanças, se necessárias, e aponta para novas
diretrizes e planos de ação que viabilizem maior eficiência da biblioteca e dos
serviços prestados.
Lancaster (1996, p.1) coloca que a avaliação “é feita não como um exercício
intelectual, mas para reunir dados úteis para atividades destinadas a solucionar
problemas ou tomar decisões.”
Segundo Oberhofer (1983), para se avaliar o serviço de referência é
necessário atender a dois pré-requisitos: objetivos da atividade a ser avaliada e com
elas derivar o objetivos da avaliação; descrever a atividade em questão. A autora
comenta que para obtenção das medidas direta da satisfação do usuário em serviço
de referência são necessários os seguintes dados: número total de perguntas
recebidas; número de perguntas corretamente respondidas; número de perguntas
respondidas incorretamente; razões para falhas ocorridas na anterior.
Figueiredo (1992) propõe várias recomendações para o aperfeiçoamento do
serviço de referência, sendo que duas delas, que consideramos muito importantes,
são: fazer avaliação do serviço, elaborando estatísticas e relatórios; realizar estudos
das demandas dos usuários.

�O problema da avaliação do serviço de referência começa com a medida a ser
adotada para avaliá-lo. Apesar disto, vários autores procuram estabelecer uma
medida para avaliar o serviço de referência, sendo que o primeiro autor que fez
menção às medidas no serviço de referência foi Rothstein (1964) . Ele chegou à
conclusão de que não existe qualquer medida de avaliação para o valor do serviço
de referência, donde muitas vezes os serviços do bibliotecário de referência são
ignorados ou subestimados.
Em seu trabalho sobre avaliação do serviço de referência, Saxton (1997,
p.267) refere-se à meta-análise para avaliar o citado serviço, sendo que o método
consiste de “um corpo de técnicas que permitem aos investigadores chegar a
conclusões baseadas nos resultados de estudos prévios e os apresentar de uma
maneira útil e compacta”. Para o autor são muitas as dificuldades para se avaliar o
serviço de referência, podendo-se destacar: falta de definições quanto às condições
do serviço de referência; amostra de tamanho pequeno; relatório inconsistente de
resultados.
Além da dificuldade com a medida do serviço de referência, Mendelsohn
(1997, p.556), em seu trabalho sobre a qualidade do serviço de referência, mostrou
que um serviço de referência de qualidade envolve uma conexão ou
parceria que são criadas entre o bibliotecário e o usuário, cujo
resultado é satisfazer suas necessidades de informação, aumentar
seu entendimento do processo de pesquisa, bem como sua
independência no uso da biblioteca.

Mesmo diante do fato de ser difícil estabelecer medidas no serviço de
referência, vários autores criaram métodos e modelos para avaliá-lo. Dentre eles,
destacam-se Saxton (1997), Oberhofer (1983), Lancaster (1986, 1996) e Marquetis
(1989), que em seu trabalho sobre a avaliação do serviço de referência em
bibliotecas universitárias, propôs uma combinação de variáveis para se avaliar o
citado serviço, onde são combinados os dados estatísticos coletados e a opinião dos
usuários quanto ao serviço prestado. A referida metodologia será detalhada a seguir.

�3 METODOLOGIA A SER VALIDADA PARA AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE
REFERÊNCIA
Quando de nosso trabalho anterior, analisando o serviço de referência,
constatamos que as bibliotecas universitárias realizavam todas as atividades
inerentes ao serviço, mas que não o avaliavam, apesar de coletar vários dados
estatísticos que possibilitavam uma avaliação quantitativa do referido serviço. Os
dados coletados simplesmente eram guardados e em alguns casos serviam para
elaboração de relatório de atividades, não havendo nenhum estudo sobre os
mesmos (MARQUETIS, 1989).
Desse modo, propusemos uma combinação dos dados estatísticos coletados
no serviço de referência juntamente com a opinião dos usuários. Assim, combinandose os dois tipos de dados, pode-se avaliar qualitativamente as atividades
desenvolvidas no citado serviço. Abaixo, relatamos quais os dados a serem
coletados em cada atividade do serviço de referência e como os mesmos devem ser
trabalhados.
1) Comutação bibliográfica e empréstimo entre bibliotecas: número de pedidos
solicitados (PS), número de pedidos atendidos (PA), tempo prometido e a proporção
de solicitações satisfeitas com o tempo prometido.
Assim, teremos: D = PA ÷ PS, onde D = Desempenho.
O resultado varia entre um valor maior ou igual a 0 (zero) e menor ou igual a 1 (um),
sendo: 0 = serviço péssimo; 0,25 = serviço ruim; 0,5 = serviço regular; 0,75 = serviço
bom; 1 = serviço ótimo
Quanto ao tempo prometido, devemos estipular, de acordo com nossa
experiência, de no máximo dez dias para atender ao pedido para comutação em
nível nacional e quinze dias para comutação em nível internacional. Já para pedidos
“on line” ou por fax, o tempo máximo seria de três dias. O tempo prometido para
empréstimo entre bibliotecas será de dois dias para bibliotecas situadas no campus,
cinco dias para bibliotecas fora do campus e que pertençam ao sistema de

�bibliotecas da universidade e vinte dias para outras bibliotecas no Brasil. Devemos
considerar o número de pedidos atendidos aqueles que somente o foram dentro do
tempo estabelecido. Os pedidos que foram atendidos fora do tempo estipulado não
devem ser levados em conta.
2) Para a atividade de resposta a questões de referência, os dados a serem
coletados são: número de questões recebidas (S – solicitações), número de
questões respondidas (R – respostas) e tempo dispendido para responder cada
questão. Após a coleta dos dados, será necessário estabelecer o tempo médio (Tm)
dispendido para responder às questões, durante determinado período, pois para
cada questão o tempo para respondê-la varia. Para calcular o tempo médio, deve-se
somar o tempo dispendido em todas as questões recebidas e que foram respondidas
e dividir pelo número de respostas.
Assim, teremos D = R ÷ (S × Tm)
O valor do desempenho também varia de 0 a 1, como na atividade anterior.
3) Para a atividade de levantamento bibliográfico os dados a serem coletados para
cada levantamento bibliográfico devem ser: número de referências fornecidas (Rf),
número de referências relevantes (Rr) que é fornecido pelo usuário e tempo (T)
dispendido para atender cada levantamento. O tempo será medido em semanas uma
vez que grande parte dos bibliotecários no seu dia-a-dia usa este referencial como
medida. Desse modo, podemos estabelecer uma semana o prazo máximo para
atendimento, sendo o T (tempo) igual a 1. Se o bibliotecário demorar mais de uma
semana, o T será igual a 2; mais de duas semanas, T igual a 3 e assim por diante.
Desse modo teremos: D = Rr ÷ (Rf × T)
O valor do desempenho varia de 0 a 1, sendo que: 0 a 0,5 = desempenho ruim; 0,5 a
0,75 = desempenho bom ; 0,75 a 1 = desempenho ótimo

4) Para orientação bibliográfica, os dados a serem coletados devem ser: número de
usuários que receberam orientação (R) e número de usuários que encontraram o que
procuravam (E) após a orientação.

�Assim, teremos: D = E ÷ R
O valor do desempenho varia de 0 a 1, como no item 1.
5) Quanto à atividade de normalização bibliográfica, os dados a serem coletados
são: número de solicitações recebidas (Sr) e número de solicitações atendidas (Sa).
Assim, teremos: D = Sa ÷ Sr
O valor do desempenho varia de 0 a 1, de acordo com o item 1.
Com este tipo de coleta, verifica-se o grau de facilidade com que o bibliotecário
resolve os casos de normalização que não estão previstos em normas.

4 METODOLOGIA
O campo que foi objeto da presente pesquisa é constituído pelas bibliotecas
universitárias da Região Metropolitana de Campinas, uma vez que a metodologia
para a avaliação do serviço de referência proposta em trabalho anterior foi destinada
às bibliotecas universitárias.
Para se atingir os objetivos propostos nesta pesquisa, o instrumento utilizado
foi o questionário, formado por questões sobre as atividades desenvolvidas no
serviço de referência, como se realiza a avaliação do referido serviço e as técnicas
utilizadas para avaliá-lo, dados estatísticos coletados no referido serviço e os
estudos realizados com os mesmos.
Após a tabulação dos dados, voltamos àquelas bibliotecas que responderam
ao questionário para verificar a validade da metodologia proposta para avaliação do
SR. Desse modo, fizemos as seguintes perguntas:
1. Com os dados estatísticos coletados no serviço de referência, você acredita que é
possível utilizar a metodologia proposta?
2. De que forma a utilização da metodologia afetaria a rotina da biblioteca?

�3. O pessoal do serviço de referência de sua biblioteca estaria apto a coletar os
dados necessários e utilizar a metodologia proposta?
4. Baseado em sua experiência profissional e nas condições atuais de sua biblioteca,
por favor dê sua opinião sobre a metodologia proposta.

5 RESULTADOS
Os questionários foram aplicados a 44 bibliotecas no total, sendo que 23
bibliotecas o retornaram, perfazendo um total de 52% das bibliotecas, número
considerado significativo para a pesquisa.
Quanto às atividades desenvolvidas no serviço de referência, podemos
verificar que a maioria das bibliotecas realizam as principais atividades. (Tabela 1)

TABELA 1 – Atividades realizadas no serviço de referência

Atividades

Realizam
Bibliotecas
Comutação bibliog. nacional p/ correio
20
Comutação bibliog. intern. p/ correio
10
Comutação bibliog. nacional "on line"
20
Comutação bibliog. intern. "on line"
10
Comutação bibliog. nacional p/ fax
16
Comutação bibliog. internacional p/ fax
7
Resposta a questões de referência
20
Levantamento bibl. em mat. impresso
21
Acesso a bases de dados "on line"
21
Acesso a bases de dados em CD-Rom
12
Orientação bibliográfica
22
Treinamento de usuários
23
Normalização bibliográfica
20
Empréstimo entre bibliotecas
22
Serviços de alerta
16

%
87%
43%
87%
43%
70%
30%
87%
91%
91%
52%
96%
100%
87%
96%
70%

Não realizam
Bibliotecas
3
13
3
13
7
13
3
2
2
11
1
0
3
1
7

%
13%
57%
13%
57%
30%
70%
13%
9%
9%
48%
4%
0
13%
4%
30%

�Pela tabela 1, constatamos que as atividades condizem com aquelas que
foram estabelecidas no trabalho Diretrizes para o estabelecimento... (1983). Porém,
houve uma evolução nessas atividades devido às novas tecnologias, como coloca
Márdero Arellano (2001) e Frank (1999), principalmente quanto ao acesso às bases
de dados “on line” (geralmente acessando a Web) e treinamento de usuários. Sendo
que este último vai de encontro ao trabalho de Marquetis (2002), quando a autora faz
uma análise do programa de treinamento de usuários de uma biblioteca universitária.
Quanto à avaliação do serviço de referência, constatamos que a maioria das
bibliotecas não avalia o referido serviço. (Tabela 2)
TABELA 2 – Bibliotecas que avaliam o serviço de referência
Avalia o serviço de referência
Sim
Não
Não informou
Total

Bibliotecas
4
16
3
23

%
17%
70%
13%
100%

Das bibliotecas que avaliam o serviço de referência, apenas duas informaram
a metodologia utilizada para se avaliar o citado serviço, que vem a ser método
quantitativo e sugestões de usuários.
Em relação à coleta de dados estatísticos no serviço de referência, a maioria
das bibliotecas coleta esses dados, como podemos verificar pela tabela 3.
TABELA 3 – Coleta de dados estatísticos no SR

Coleta dados estatísticos no SR
Sim
Não
Não Informou
Total

Bibliotecas
19
3
1
23

%
83%
13%
4%
100%

�Quanto à realização de estudos sobre os dados estatísticos coletados, a
maioria das bibliotecas não efetua estudos com os dados que são coletados. (Tabela
4)
TABELA 4 – Realização de estudos sobre os dados estatísticos coletados

Realiza estudos dos dados estatísticos
Sim
Não
Não Informou
Total

Bibliotecas
4
17
2
23

%
17%
74%
9%
100%

Das bibliotecas que efetuam algum estudo com os dados estatísticos
coletados, apenas duas responderam que tipo de estudo realiza, que vem a ser:
estudos comparativos com anos anteriores e com outras bibliotecas, cuja finalidade é
de adequação de pessoal e acervo e avaliação da infra-estrutura física e de
equipamentos; análise estatística comparativa, com a finalidade de projetos locais.
Em relação à metodologia proposta para avaliação do SR, das 23 bibliotecas
que retornaram o questionário, 18 responderam as questões colocadas no item 4
deste trabalho, o que corresponde a 78% de retorno.
Quanto à pergunta um, grande parte das bibliotecas considera que os dados
estatísticos coletados no SR são suficientes para usar a metodologia proposta.
(Tabela 5)
TABELA 5 – Possibilidade da utilização dos dados estatísticos para aplicação da
metodologia

Possibilidade de uso dos dados coletados
Sim
Em parte
Não
Total

Bibliotecas
11
5
2
18

%
61%
28%
11%
100%

�O maior problema para se utilizar os dados, é o fato de dependerem dos usuários
para avaliar determinadas atividades, por exemplo levantamento bibliográfico e
também não se tem um consenso de quais informações são importantes para a
coleta.
Quando perguntados se a rotina da biblioteca seria afeta com a utilização da
metodologia, as opiniões ficaram bem divididas, sendo que 39% afirmaram que a
rotina da biblioteca será afetada, 39% acreditam que não e 22% são da opinião de
que a rotina seria afetada em termos. (Tabela 6)
TABELA 6 –Mudança na rotina da biblioteca aplicando a metodologia
Rotina afetada
Não afeta a rotina
Afeta a rotina
Em termos
Total

Bibliotecas
7
7
4
18

%
39%
39%
22%
100%

Algumas bibliotecas alegaram que seria necessário um pouco mais de
detalhamento na coleta de dados, a programação de um tempo na rotina diária para
a análise dos mesmos e mais pessoal para aplicar tal metodologia.
Sobre o preparo do pessoal envolvido no serviço de referência para a coleta
de dados estatísticos e o uso da metodologia, as opiniões ficaram divididas, sendo
que 39% acreditam que o pessoal esteja preparado, 39% acham que não estão
preparados. (Tabela 7)
TABELA 7 – Preparo do pessoal de referência na coleta dos dados e utilização da
metodologia

Preparo do pessoal
Estão preparados
Não estão preparados
Em termos
Não responderam
Total

Bibliotecas
7
7
2
2
18

%
39%
39%
11%
11%
100%

�Em relação ao preparo do pessoal para a coleta de dados, as bibliotecas
acreditam que após um treinamento e as devidas orientações, mostrando a
importância da coleta com a finalidade de se avaliar o serviço, os mesmos fiquem
aptos e consigam coletar os dados de maneira mais sistematizada.
Quanto à validade da metodologia proposta para avaliar o SR, a maioria
achou-a válida, correspondendo a 72% das bibliotecas. Nenhuma biblioteca
respondeu que a metodologia não é válida e 23% consideram-na válida em termos.
(Tabela 8)
TABELA 8 – Validade da metodologia proposta
Validade da metodologia
É valida
Não é válida
É válida em termos
Total

Bibliotecas
13
0
5
18

%
72%
0
28%
100%

As bibliotecas que consideraram a metodologia válida afirmaram que com ela
pode-se conseguir de fato medir o desempenho do SR, podendo chegar-se a
resultados surpreendentes. As bibliotecas que responderam que o método é válido
em termos, afirmaram que o fato de ser necessária uma resposta do usuário para
algumas coletas, pode atrapalhar a aplicação da metodologia.
Algumas bibliotecas fizeram as seguintes sugestões:
1. separar a comutação do empréstimo entre bibliotecas, pois a primeira funciona
melhor do que esta última, ficando muito na dependência de outras bibliotecas;
2. rever os prazos estabelecidos para atendimento, uma vez que estão extensos,
fazendo um levantamento do tempo médio praticado;
3. determinar o nível de complexidade das questões de referência e os tipos de
questões que devem ser coletadas;
4. categorizar as questões de referência, de modo a que o pessoal possa coletar
esse dado;

�5. cronometrar o tempo gasto para resposta, principalmente para aquelas que não
são respondidas na hora;

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quando iniciamos o presente trabalho, consideramos que as condições do
serviço de referência em relação à coleta de dados estatísticos e a avaliação do
citado serviço teriam evoluído desde 1989, quando realizamos estudo semelhante e
propusemos a metodologia. Constatamos que houve uma evolução sim, porém
somente no que se refere ao uso de novas tecnologias para a execução das
atividades
Quanto à avaliação do serviço de referência, o mesmo não é avaliado, apesar
das várias técnicas existentes e descritas na literatura para se avaliá-lo. Os dados
estatísticos são coletados, porém não são trabalhados de modo a se avaliar o
serviço. Apenas são colecionados e, algumas vezes, utilizados para elaboração de
relatório anual ou adequação de pessoal e infra-estrutura.
Em relação à validade da metodologia proposta para a avaliação do serviço de
referência, a pesquisa constatou que a metodologia é válida, a sua utilização é
viável e de fato nos mostrará o real desempenho do serviço, desde que haja um
treinamento do pessoal envolvido e os seguintes ajustes sejam feitos: no indicador
tempo dispendido para atendimento das solicitações e também no que se refere ao
item sobre resposta às questões de referência.
Diante das sugestões dadas pelas bibliotecas e do interesse demonstrado por
alguns participantes da pesquisa, um grupo de trabalho foi constituído para ajustar a
metodologia proposta, o que contribuirá para sua aplicação pelas bibliotecas
universitárias.

�REFERÊNCIAS

DIRETRIZES para o estabelecimento dos serviços de referência e informação –
1979. Revista Latinoamericana de Documentação, v.3, n.2, p.41-43, 1983.
FIGUEIREDO, N.M. de. Serviços de referência e informação. São Paulo : Polis :
APB, 1992.
FRANK, D.G. et al. The changing nature of reference and information services:
predictions and realities. Reference &amp; User Services Quarterly, v.39, n.2, p.151157, 1999.
GROGAN, D. A prática do serviço de referência. Brasília : Briquet de Lemos,
1995.
HUTCHINS, M. Introdução ao trabalho de referência em bibliotecas. Rio de
Janeiro : FGV, 1973.
KATZ, B. Long live old reference services and new technologies. Library Trends,
v.50, n.2, p.263-285, 2001.
LANCASTER, F.W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília : Briquet de
Lemos, 1996.
_________. The measurement and evaluation of library services. Arlington, VA :
Information Resources, 1986.
MÁRDERO ARELLANO, Miguel Angel. Serviços de referência virtual. Ciência da
Informação, v.30, n.2, p.7-15, 2001.
MARQUETIS, E.M.. A avaliação do programa de capacitação de usuários do
Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais...
Recife : UFPE, 2002. 1 CD-Rom
MARQUETIS, E.M. O serviço de referência no Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP : uma proposta para avaliação. 1989. Dissertação (Mestrado em

�Biblioteconomia) – Faculdade de Biblioteconomia, Pontifícia Universidade Católica de
Campinas, Campinas.
MARTUCCI, E.M. Revisitando o trabalho de referência: uma contribuição teórica
para a abordagem interpretativa da pesquisa. Perspectivas em Ciência da
Informação, v.5, n.1, p.99-115, jan./jun. 2000.
MENDELSOHN, J. Perspectives on quality of reference service in academic library:
a qualitative. RQ, v.36, n.4, p.544-557, 1997.
OBERHOFER, C.A. Disponibilidade de serviços de referência: uma análise crítica.
Rev. Bras. Bibliotecon. e Doc., v.16, n.1/2, p.7-23, 1983.
RIEH, S.Y. Changing reference service environment: a review of perspectives from
managers, librarians, and users. Journal of Academic of Librarianship, v.25, n.3,
p.178-186, 1999.
ROTHSTEIN, S. The measurement and evaluation of reference service. Library
Trends, v. 12, n.3, p.456-472, 1964.
SAXTON, M.L. Reference service evaluation and meta-analysis: findings and
methodological issues. Library Quarterly, v.67, n.3, p.267-289, 1997.
TYCKOSON, D.A. What is the best model of reference service? Library Trends,
v.50, n.2, p.183-196, 2001.

∗

Universidade Estadual de Campinas. Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência
Cx.P. 6133 - 13083-970 – Campinas – SP – Brasil. e-mail: marciela@cle.unicamp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52561">
                <text>A avaliação do serviço de referência em bibliotecas universitárias da região metropolitana de Campinas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52562">
                <text>Marquetis, Eliana Marciela</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52563">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52564">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52565">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52567">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52568">
                <text>No presente trabalho faz-se um diagnóstico sobre o serviço de referência em bibliotecas universitárias da Região Metropolitana de Campinas, com o objetivo de verificar a validade de uma metodologia para avaliação do citado serviço, onde são combinados dados estatísticos com a opinião de usuários. Foram aplicados questionários verificando qual o pessoal alocado no serviço, as atividades desenvolvidas, a avaliação e a coleta de dados estatísticos na referência. Após o diagnóstico, a metodologia para avaliação do serviço de referência foi apresentada às mesmas bibliotecas, as quais opinaram sobre a citada metodologia, verificando sua validade e viabilidade de aplicação. Conclui-se que a metodologia proposta é válida e viável de ser aplicada em bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68245">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4744" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3813">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4744/SNBU2004_027.pdf</src>
        <authentication>d72dc3b426978f970a2b9c90c76a8878</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52605">
                    <text>REDIMENSIONAMENTO DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA NA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA.
Eliane Bezerra Paiva∗
Izabel França de Lima∗∗

RESUMO

Sugere o redimensionamento do Serviço de Referência oferecido pela Biblioteca
Universitária, nos dias atuais. Apresenta um paralelo entre os serviços tradicionais
e as possibilidades oferecidas pelo uso das Novas Tecnologias da Informação e
da Comunicação (NTICs). Insere, neste contexto, o profissional bibliotecário que
atua no Serviço de Referência e avalia as competências e/ou aptidões
necessárias à prestação de um serviço que atenda às novas exigências
demandadas pelos usuários. O estudo baseia-se na literatura sobre o Serviço de
Referência, especialmente nos estudos de Denis Grogan (1995), e em reflexões
resultantes da experiência das autoras no atendimento aos usuários em
Bibliotecas Universitárias. O profissional bibliotecário detém as competências
exigidas para o Serviço de Referência no cenário atual? Conhece o potencial das
NTICs na busca pela informação? Sabe utilizar essas tecnologias e assim
atender, com precisão e rapidez, quando solicitado? O estudo aponta para um
Serviço de Referência que ultrapassa as fronteiras físicas da biblioteca e para a
necessidade de um profissional munido de competências como o domínio de
línguas estrangeiras e das NTICs, para que os usuários possam ser melhor
orientados em suas buscas de informação.
PALAVRAS-CHAVE: Serviço
Bibliotecário de Referência.

de

Referência.

Tecnologia

da

Informação.

1 INTRODUÇÃO
Embora, ao longo de sua história, a biblioteca esteja mais voltada à
preservação do conhecimento, a razão maior da existência de qualquer biblioteca
ou unidade de informação reside em transferir o conhecimento. É inegável a
importância da coleta, organização e preservação do conhecimento, entretanto a
transferência do conhecimento constitui a finalidade precípua da prática

�biblioteconômica. O usuário constitui a razão de ser dos sistemas de informação;
não há biblioteca sem usuário.
O serviço de referência envolve três elementos essenciais ao desempenho
da biblioteca: o usuário, o bibliotecário e os recursos informacionais. Os recursos
informacionais incluem todos os suportes que congregam a informação e são
coletados, organizados e preservados nas unidades de informação para fins de
uso. O bibliotecário de referência é o intermediário entre o usuário e os recursos
informacionais disponíveis.
Na atualidade, as Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação
(NTICs), têm colaborado para delinear um novo perfil da biblioteca, marcado pela
presença de recursos eletrônicos e gerado questionamentos acerca da
importância do Serviço de Referência e o desempenho do bibliotecário.
Com base nos estudos de Denis Grogan (1995), e em reflexões resultantes
da experiência das autoras no atendimento aos usuários em Bibliotecas
Universitárias, o presente estudo inclui cinco partes: a primeira, corresponde à
introdução, que descreve os objetivos do estudo e como o trabalho se apresenta.
A segunda parte compreende a teoria do Serviço de Referência, sua finalidade e
o papel do bibliotecário de referência. A terceira parte aborda as Novas
Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTICs) e as suas implicações
para o Serviço de Referência. Na quarta parte o trabalho apresenta um paralelo
entre os serviços de referência tradicionais e as possibilidades oferecidas pelo
uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTICs). Na última
parte, as considerações finais, as autoras sugerem o redimensionamento do
serviço de referência, pautado nas Novas Tecnologias da Informação e da
Comunicação (NTICs), avaliando as competências e/ou aptidões necessárias ao
bibliotecário de referência para a prestação de um serviço que atenda às novas
exigências demandadas pelos usuários.

�2 O SERVIÇO DE REFERÊNCIA
O termo “referência” é de origem latina “referentia” e designa a ação de
referir, contar, relatar. O verbo referir origina-se do latim “referre”, que significa:
responder, repetir, indicar, informar.
A noção do que constitui o “serviço de referência” tem sido bastante
discutida na literatura biblioteconômica. Alguns autores, como Samuel Rothstein
entendem o serviço de referência como “a assistência pessoal prestada pelo
bibliotecário aos leitores em busca de informações” (ROTHSTEIN citado por
GROGAN, 1995, p.2). Outros atribuem um conceito mais amplo, considerando
serviço de referência tudo o que os departamentos de referência das bibliotecas
executam. Vários estudos como os de C.B.Duncan (GROGAN, 1995) têm
apontado uma grande quantidade de tarefas, em torno de cem, pertinentes aos
departamentos de referência em bibliotecas universitárias, onde se incluem:
avaliação e seleção de material de referência, compilação de bibliografias,
serviços de notificação corrente, disseminação da informação, educação de
usuários, empréstimos entre bibliotecas, dentre outros.
Apesar da polêmica existente, na literatura, em relação ao conceito de
“serviço de referência”, é inegável que se trata de um serviço de caráter
intensamente pessoal, pois envolve a comunicação direta entre o bibliotecário e o
usuário para o atendimento de necessidades de informação. O trabalho de
referência inclui a assistência direta e pessoal, do profissional da informação,
dentro da biblioteca a pessoas que buscam informações para qualquer finalidade
e, também, as diversas atividades biblioteconômicas destinadas a tornar a
informação tão acessível quanto possível.
No Brasil, a expressão “serviço de referência” foi adotada para designar a
prestação de serviços de informação e assistência, face a face, aos usuários na
biblioteca. Essa expressão foi tomada diretamente do inglês, reference work.
Primordial para a realização do serviço é a denominada “entrevista de
referência”. Ela pode ser definida como uma transação em que o bibliotecário de
referência tem de fazer uma ou várias perguntas ao usuário para identificar ou

�esclarecer o seu pedido. Trata-se da negociação da questão formulada pelo
usuário, para que o bibliotecário possa entender o que o usuário busca e fornecer
a informação desejada.
Costumamos dizer que o serviço de referência é o cartão de visita da
biblioteca ou unidade de informação. E, de fato, a entrevista de referência marca
o primeiro contato do usuário com a biblioteca. Esse primeiro contato irá definir a
avaliação do usuário em relação à unidade de informação. Portanto, o fator
humano no serviço de referência, especialmente através da entrevista, é decisivo
para

o

atendimento

das

necessidades

informacionais

dos

usuários

e,

conseqüentemente, para a sua satisfação e avaliação da biblioteca. O
bibliotecário de referência é o tradutor da questão para a terminologia aceitável
pelo sistema de informação.A idéia central do serviço de referência envolve a
assistência aos usuários na busca da informação e dos recursos disponíveis na
unidade de informação.
O bibliotecário de referência constitui o elo de ligação dos usuários com as
coleções e/ou os recursos disponíveis nas unidades de informação. Para ser esse
elo de ligação o bibliotecário de referência deve conhecer a fundo as coleções e
os serviços disponíveis na biblioteca onde atua e conhecer, também, todos os
recursos disponíveis para possibilitar o encontro da informação desejada. Além
dos recursos tradicionais, disponíveis em formato impresso como dicionários,
enciclopédias, anuários, bibliografias, glossários, índices estatísticos, guias de
literatura, periódicos, publicações governamentais, dentre outros, existe uma
gama de outros recursos como os multimeios, o CD-ROM e a Internet.
O bibliotecário de referência deve estar atento para auxiliar os usuários na
utilização dos catálogos da biblioteca, sejam em formato tradicional, em fichas
catalográficas, ou catálogos em linha, de acesso público, On line Public Access
Catalogues (OPACs) e das bases de dados em formatos impresso e eletrônico.
Constatamos em nossa experiência, de mais de vinte anos, em balcão de
atendimento de bibliotecas universitárias, que a maioria dos usuários demonstram
pouca intimidade com os catálogos, principalmente aqueles em fichas, ao que
atribuímos a dificuldade para o seu manuseio.

�Estudos de usuários têm demonstrado que, em geral, os usuários têm
dificuldades em elaborar estratégias de busca para os casos em que se recupera
grande quantidade de itens, ou quando não se localiza nenhuma ocorrência. O
bibliotecário de referência deve ser encarregar de treinar usuários para que se
tornem auto-suficientes em suas buscas de informação. Um usuário treinado no
uso dos recursos da biblioteca funciona como elemento multiplicador, ampliando
assim o serviço do bibliotecário. Cabe ao bibliotecário de referência entrevistar e
oferecer ao usuário uma resposta à sua necessidade de informação e
desenvolver atitudes necessárias para a pesquisa dos usuários.
As atividades desenvolvidas pelo bibliotecário de referência abrangem a
orientação e o atendimento individual ao usuário, incluindo a interação face a
face, via telefone, correio e, atualmente, correio eletrônico. Incluem, também,
orientação de leitura, pesquisa e normalização de trabalhos.
A finalidade precípua do serviço de referência é permitir que as
informações fluam eficientemente entre os recursos informacionais e os usuários.
O bibliotecário de referência é o ator principal desse processo de aproximação
dos usuários com os recursos informacionais disponíveis e o intérprete dos
catálogos para os usuários. Ele tem a obrigação de responder perguntas sejam a
respeito do funcionamento da biblioteca, de suas instalações, atividades
desenvolvidas ou sobre os recursos disponíveis.
A experiência constitui um atributo importantíssimo do bibliotecário de
referência. O seu conhecimento da biblioteca, dos recursos disponíveis e das
formas de utilização desses recursos. A experiência do bibliotecário de referência
representa um recurso inestimável. Ele é o responsável pela escolha das fontes/
recursos de informação com maiores probabilidades de conter as informações
solicitadas pelos usuários. O próprio bibliotecário experiente no serviço de
referência constitui uma preciosa fonte de informação; muitas vezes aquela
informação que não se encontra registrada em nenhum livro está disponível na
memória do bibliotecário.

�Na era pós-industrial, caracterizada como a sociedade centrada na
informação e no conhecimento, o novo símbolo da economia é a rede, que pode
se constituir num espaço da “inteligência coletiva” (LÉVY, 2001), oportunidade de
compartilhamento de saberes. O bibliotecário de referência deve se tornar um
mediador da informação, oferecendo ferramentas intelectuais para que os
indivíduos cooperem e produzam conhecimento. Um primeiro passo nesse
sentido seria a adoção das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação
(NTICs).

3 AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (NTICs) E
O SERVIÇO DE REFERÊNCIA
As NTICs favoreceram a expansão das fronteiras do serviço de referência
para além do balcão de atendimentos das bibliotecas e das suas coleções de
referência. Abriram-se novos espaços para a cooperação e o compartilhamento
de recursos. Outra inovação trazida pelas NTICs foi a instalação do correio
eletrônico como um canal de comunicação da biblioteca com os usuários. O
surgimento das NTICs contribuíram para remodelar as estrutura do serviço de
referência tradicional, pautado na biblioteca dotada de recursos impressos: livros,
folhetos, periódicos, mapas etc.
As novas tecnologias de informação estão cada vez mais presentes no diaa-dia das bibliotecas, visando atender com rapidez e precisão as necessidades de
informação dos usuários. Podemos conceituar as novas tecnologias de
informações como: equipamentos que desempenham varias tarefas que
envolvam como elemento principal, o processamento e a transmissão eletrônica
de informação. A constituição destes equipamentos deu-se a partir da reunião de
recursos

da

microeletrônica,

ciência

da

computação,

telecomunicações,

engenharia de softwares e análises de sistemas (YONG, 1992, p.78-87).
As bibliotecas universitárias estão se equipando com novas tecnologias de
informação, e comunicação tais como as comunicações em rede, publicações
eletrônicas, hipermídia, bases de dados online, hipertexto, Internet e Rede

�Nacional de Pesquisa. Todas essas inovações tecnológicas exigem que o
profissional de referência saiba utilizá-las no atendimento ao usuário das
bibliotecas universitárias.
Tais equipamentos têm como objetivo principal o estabelecimento de
condições para a troca de informações dentro e entre grupos de indivíduos e
organizações no contexto de computadores em rede.
O processo de comunicação através das novas tecnologias de informação
dá-se através de quatro propriedades:
- Velocidade Eletrônica: rapidez na transmissão e recebimento de dados
através dos recursos disponíveis nas redes de computadores;
- Processamento da Informação: como os dados são armazenados, é
possível manipulá-los. As ações mais comuns são formatação e
composição de textos, acesso a bancos e bases de dados, respostas a
mensagens reutilizando o texto de origem e roteamento de mensagens;
- Interconexão de Redes: a utilização de redes de computadores
interconectadas permite a independência geográfica entre emissor e
receptor;
- Comunicação Assíncrona: não há necessidade da presença simultânea
de emissor e de receptor para o estabelecimento de troca de informações;
(ARAÚJO, 1998).
Os principais avanços na área de novas tecnologias de informação
encontrados na literatura consultada são: bancos e bases de dados online,
hipertexto, publicações eletrônicas, multimídia, comunicação em redes locais
(LAN) e Internet.
Para Ramalho (1992), no que se refere à biblioteca universitária e às novas
tecnologias de informação, é importante que as mesmas se atualizem e alcancem
um nível comparável à tecnologia, será necessário não apenas equipá-las, mas,
também dispor de profissionais da informação capacitados para o uso das novas
tecnologias em favor das necessidades do usuário. Não resta dúvida que o
acesso a bases de dados tanto nacionais como internacionais facilitam

�enormemente o apoio ao ensino e à pesquisa, que é o papel primordial da
biblioteca universitária.
O Serviço de Referência e Informação consiste em uma atividade-fim entre
os diversos serviços realizados pela biblioteca, que visa atender as necessidades
informacionais dos usuários, orientado-os para recuperarem a informação da qual
necessitam. Podemos utilizar as tecnologias de informação e comunicação
visando a otimização dos serviços de referência para um melhor atendimento às
necessidades informacionais apresentadas pelos usuários das bibliotecas
universitárias.
Muitas das práticas do serviço de referência já estão em uso nas
bibliotecas digitais, que já disponibilizam serviços de referência virtual, educação
do usuário remoto à distância, aplicação de agentes inteligentes construindo
perfis de usuários e recuperando informações, arquitetura da informação digital e
planejamento dos serviços e recursos das bibliotecas. Constatamos que as
alternativas para otimizar esse serviço não dependem apenas das novas
tecnologias, mas da administração que estrutura o serviço de referência, do
bibliotecário de referência e da educação do usuário para melhor utilizar os
serviços que estão sendo oferecidos. Enfatizamos o papel do bibliotecário de
referência, frente à aplicação de tecnologias de informação e comunicação no seu
serviço, salientando a importância da educação continuada e a constante
atualização.
Segundo Arellano (2001) os serviços de referência virtual estão se
tornando realidade, e constituem parte ativa na evolução dos serviços das
bibliotecas na Internet. No início de 2001, teve lugar na Library of Congress o
primeiro simpósio para discutir os conceitos e as implementações dos serviços de
referência virtual. Nele foi citado um estudo no qual 97,3% das bibliotecas
universitárias americanas já possuem algum tipo de serviço de referência digital.
O mesmo autor relata que no Brasil, no início de 2001, das 184 bibliotecas
virtuais brasileiras cadastras pelo IBICT, nenhuma tinha disponível algum serviço

�de referência que se comparasse aos encontrados nos sites das bibliotecas
americanas.
Para Cuenca (1999) o papel do profissional bibliotecário, com o
desenvolvimento das bibliotecas virtuais, mudou, pois, para acompanhar a
necessidades dos usuários. Ele precisa ser educador, ter conhecimento do uso
das novas tecnologias de informação e comunicação para capacitar o usuário a
se tornar autônomo com relação à busca da informação nos sistemas
automatizados, de forma eficiente e eficaz.

4 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO E OS DESAFIOS DO SERVIÇO DE
REFERÊNCIA
Na biblioteca tradicional, dotada de recursos informacionais impressos, o
serviço de referência contava com uma coleção de apóio que incluía dicionários,
enciclopédias, anuários, bibliografias, manuais, guias de literatura, fontes
biográficas etc. O bibliotecário de referência se encarregava de inúmeras tarefas,
dentre

as

quais:

orientação

e

atendimento

individual

aos

usuários,

assessoramento em pesquisas, orientação de leitura e normalização de trabalhos.
Na atualidade a informação aporta uma infinidade de suportes e a
biblioteca tornou-se híbrida, comportando recursos informacionais tradicionais, em
formatos impressos, e recursos eletrônicos (CD-ROM, Internet, dentre outros). Os
usuários tornaram-se mais exigentes, pois um número considerável deles tem
acesso aos computadores e, também, à Internet, possibilitando ao usuário o
conhecimento de outras fontes de informação e dando-lhe mais autonomia na
busca da informação. O serviço de referência na biblioteca híbrida exige
inovações como: a expansão de fronteiras além do seu balcão de atendimento e
da sua coleção de referência; compartilhamento de recursos informacionais; e o
serviço de referência virtual, realizado por meio de correio eletrônico (e-mail).
Para Arellano (2001) o perfil e as tarefas do novo bibliotecário de referência
surgem caracterizando um tipo de profissional que não mais realiza seu trabalho
usando apenas obras em papel e bases de dados em CD-ROM, mas que procura

�implementar iniciativas buscando atender os usuários, como casos de criação de
sites contendo links para obras mais consultadas na área da referência e para
algumas bases de dados da rede e outras atividades desenvolvidas por
bibliotecários responsáveis por serviços de referências digitais em tempo real.
O papel do especialista da informação não é apenas o de “oferecer
respostas” mas sim preparar o usuário e estudantes de todos os níveis para
resolver efetivamente suas necessidades de informação (KASOWITZ, 1998 apud
ARELLANO, 2001).
Já existe e funcionam vários projetos de bibliotecas virtuais, nos EUA, com
serviços de referências on-line, inclusive funcionando 24 horas, disponibilizados
na Internet. Os serviços oferecidos são inúmeros, tais como mecanismos pelo
quais as pessoas podem enviar perguntas e obter resposta através de e-mail,
chats ou formato web, a bases de dados, telefone, videoconferência, páginas de
FAQs ou mural. As pessoas que servem nestes serviços de referência virtual são
especialistas da informação, pois realizam trabalho similar ao oferecido na
biblioteca física.
Nesse novo cenário, o bibliotecário de referência carece de novas aptidões
e/ou competências necessárias ao atendimento de um serviço compatível às
exigências demandadas pelos usuários. Além do domínio das fontes de
informação impressas, o bibliotecário deve ser um especialista no uso de
ferramentas inteligentes; deve entender processos computacionais, formatos,
padrões, linguagens e softwares. Deve trabalhar em parceria; estar atento às
novas fontes de informação disponíveis na rede; necessita do domínio de idiomas
estrangeiros, especialmente a língua inglesa, favorita na Internet.
Isso exige reflexões sobre a formação do profissional da informação.
Percebemos que existe certa incompatibilidade entre os currículos dos cursos de
Biblioteconomia no Brasil e as exigências demandadas pelo mercado de trabalho.
Propomos um novo formato para a formação de profissionais competentes e
críticos (MILANESI, 2002).

�Nossa experiência com o serviço de referencia em bibliotecas universitárias
consiste, na orientação à utilização das fontes de informação, impressas e bases
de dados em CD-ROM e on-line, instrução no uso da biblioteca e dos catálogos.
Constatamos que os usuários necessitam realmente da orientação do
bibliotecário, pois, sem essa, as buscas tornam-se lentas e imprecisas. Podemos
afirmar ainda, que a experiência no uso das obras em formato impresso facilita o
manuseio dos formatos eletrônicos. Existe também a necessidade de treinamento
ao usuário para uso das obras de referência no formato eletrônico.
A nossa vivência na biblioteca corrobora as percepções de Grogan (1995),
quando esclarece que nas buscas informatizadas os usuários, muitas vezes,
detêm um comportamento ingênuo como: acreditar que o computador pode
“pensar” como um ser humano ou disponibilizar o texto integral de todos os
artigos. Outra crença do usuário é que a busca no computador exclui a busca em
outras fontes. Como em buscas realizadas nos recursos impressos, os usuários
desconhecem a maioria das fontes disponíveis e as estratégias possíveis. O
profissional do serviço de referência é a peça chave para obtenção de um bom
resultado na busca pela informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nos dias atuais, onde visualizamos a biblioteca híbrida, composta de
recursos informacionais impressos e eletrônicos, continua em voga a premissa de
Grogan (1995) de que são importantes para o serviço de referência tanto os
recursos informacionais disponíveis quanto o elemento humano. O bibliotecário
de referência constitui a mola mestra para o funcionamento do serviço e,
conseqüentemente, para a imagem da biblioteca.
O novo cenário pautado nas Novas Tecnologias da Informação e da
Comunicação (NTICs) aponta a existência de um descompasso entre a profissão
de bibliotecário, em sua feição tradicional, e as exigências da sociedade atual. O
novo mercado de trabalho demanda novas competências do bibliotecário como:
conhecimento aprofundado de informática (programas, padrões, linguagens,

�softwares

etc);

educação

continuada;

domínio

de

línguas

estrangeiras,

especialmente o inglês; espírito crítico; criatividade, dentre outras.
No serviço de referência percebemos, de forma mais nítida, as novas
exigências da sociedade atual. O contato direto com os usuários possibilita
visualizar, com mais clareza, a competência ou o despreparo dos bibliotecários.
Os usuários da biblioteca estão a cada dia mais exigentes, mais especializados,
requerem mais autonomia em suas buscas de informação. E os bibliotecários
cada vez mais necessitam desenvolver novas competências, organizar o serviço
de referência, tanto no espaço de sua biblioteca quanto a nível externo da
organização. Dentro da biblioteca, o bibliotecário de referência necessita definir
metas e objetivos do serviço, analisar as ferramentas de trabalho existentes, os
recursos financeiros, avaliar os serviços prestados; treinar pessoal para o serviço;
conhecer as técnicas de busca em fontes informativas tradicionais e não
convencionais, ser persistente e curioso, além disso, deve possuir qualidades
para lidar com o público. A nível externo da biblioteca, compete ao bibliotecário de
referência estabelecer redes de cooperação com instituições capazes de fornecer
dados ou compartilhar recursos com o serviço de referência e implantar
estratégias de marketing para divulgar o serviço e ampliar a sua atuação.
Sugerimos o redimensionamento do serviço de referência, pautado nas
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTICs). Faz-se necessário
que as bibliotecas universitárias brasileiras implantem serviços de referências
virtuais, que funcionem 24 horas por dia, para melhor assessorar os
pesquisadores na busca da informação em tempo real. Buscando atuar nesse
novo cenário, o bibliotecário deve tomar consciência de seu papel de conhecedor
das

NTICs

investindo

em

sua

educação

continuada.

Ressaltamos

a

responsabilidade dos cursos de Biblioteconomia em atualizar seus currículos de
acordo com um novo Projeto Político Pedagógico, para que possam contribuir
para a formação de um profissional mais integrado às exigências do atual
mercado de trabalho.

�ABSTRACT

Suggests the re-sizing of the Reference Service offered by the University’s Library
in the present days. It presents a parallel between the traditional services and the
new possibilities offered by the New Information and
Communication
Technologies ( NICT ). It inserts in this context the reference librarian who acts
on the Reference Service and evaluates the necessary competencies and / or
abilities which are suitable for offering a service that can fulfill the demanded
needs of the users. The study is based on the literature about the Reference
Service, specially over Denis Grogan studies (1955) and is also based on the
experience of the authors on users attendance at Universities libraries. Has the
reference librarian the competencies required by the Reference Service in the
actual scenery? Does he know the potential of the NICT’s on the search for
information? Does he know how to use these technologies, so that he can provide
precisely and efficiently the required information? The study points out to a
Reference Service which goes over the physical frontiers of the libraries and for
the importance of having a competent reference librarian, with the main
competencies, such as the foreign languages and the NICT’s knowledge, so that
the library’s users can be directed accurately on their information researches.

KEYWORDS : Reference Service. Information Technology. Reference Librarian

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, E. A. A construção social da informação: práticas informacionais no
contexto de Organizações Não-Governamentais/ONGs brasileiras. Brasília, UNB,
1998. 221f. 30-31. Tese (Doutorado em Ciência da Informação).- Universidade de
Brasília,DF, 1998.
ARELLANO, M. Á. M. Serviços de referência virtual. Ciência da Informação,
Brasília, DF, v.30, n.2, p.7-18, maio/ago. 2001.
CHOWDHURY, G. G. Digital libraries and references services: present and future.
Journal of Documentation, London, v.58, n. 3, p. 258-283, 2002.
CUENCA, A. M. B. O usuário da busca informatizada: avaliação da capacitação
no acesso a bases de dados em bibliotecas. Ciência da Informação, Brasília,
DF, v. 28, n.3, p., set./dez. 1999.
GROGAN, D. A prática do serviço de referência. Brasília, D.F.: Briquet de
Lemos, 1995.

�LÉVY, P. A conexão planetária: o mercado, o ciberespaço, a consciência. São
Paulo: Ed. 34, 2001.
LOPES, R. R. Velho. Serviço de referência: desafio do presente, necessidade
primordial do futuro. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação,
São Paulo, v.24, n.1/4, p. 63-75, jan./dez. 1991.
MACEDO, N. D. Princípios e reflexões sobre o serviço de referência e informação.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v.23,
n.1/4, p. 9-37, jan./dez. 1990.
MARCHIORI, P.Z. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, Brasília,DF,
v. 26, n. 2, p. 115-124, maio/ago. 1997.
MILANESI, L. A formação do informador. Informação &amp; Informação. Londrina,
v.7, n.1, p.7-40, jan./jun. 2002.
PINHEIRO, L. V. R. Comunidades científicas e infra-estrutura tecnológica no
Brasil para o uso de recursos eletrônicos de comunicação e informação na
pesquisa. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 32, n.3, p. 62-73., set./dez.
2003.
RAMALHO, F.A. Configuração das bibliotecas universitárias do Brasil face às
novas tecnologias da informação. Informação &amp; Sociedade: estudos, João
Pessoa, v. 2, n. 1, p. 38-54, 1992.
YONG, S. Tecnologias de Informação. Revista de Administração Pública, Rio
de Janeiro, v. 32, n. 1, p. 78-87, jan./mar. 1992.
∗

Universidade Federal da Paraíba, CCSA/ DBD – Brasil – dbd@ccsa.ufpb.br
Professora Assistente do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da UFPB, Mestre em
Ciência da Informação pela UFPB. E-mail: paivaeb@hotmail.com
∗∗
Universidade Federal da Paraíba, CCSA/ DBD – Brasil – dbd@ccsa.ufpb.br Professora
Substituta do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da UFPB, Bibliotecária do
CCS/UFPB.E-mail: belbib@ig.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52588">
                <text>Redimensionamento do serviço de referência na biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52589">
                <text>Paiva, Eliane Bezerra; Lima, Izabel França de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52590">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52591">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52592">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52594">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52595">
                <text>Sugere o redimensionamento do Serviço de Referência oferecido pela Biblioteca Universitária, nos dias atuais. Apresenta um paralelo entre os serviços tradicionais e as possibilidades oferecidas pelo uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTICs). Insere, neste contexto, o profissional bibliotecário que atua no Serviço de Referência e avalia as competências e/ou aptidões necessárias à prestação de um serviço que atenda às novas exigências demandadas pelos usuários. O estudo baseia-se na literatura sobre o Serviço de Referência, especialmente nos estudos de Denis Grogan (1995), e em reflexões resultantes da experiência das autoras no atendimento aos usuários em Bibliotecas Universitárias. O profissional bibliotecário detém as competências exigidas para o Serviço de Referência no cenário atual? Conhece o potencial das NTICs na busca pela informação? Sabe utilizar essas tecnologias e assim atender, com precisão e rapidez, quando solicitado? O estudo aponta para um Serviço de Referência que ultrapassa as fronteiras físicas da biblioteca e para a necessidade de um profissional munido de competências como o domínio de línguas estrangeiras e das NTICs, para que os usuários possam ser melhor orientados em suas buscas de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68248">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4746" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3815">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4746/SNBU2004_028.pdf</src>
        <authentication>d7f409b45030abaf18ebdcf395caec89</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52623">
                    <text>CIRCULAÇÃO AUTOMATIZADA NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFRGS:
GERÊNCIA DA IMPLANTAÇÃO
Janise Silva Borges da Costa∗
Carla Metzler Saatkamp
Caterina Groposo Pavão
Lais Freitas Caregnato
Zaida Horowitz
Zita Prates de Oliveira

RESUMO

Relato do planejamento, metodologia e avaliação da implantação da circulação
automatizada no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul. Aborda aspectos relativos à definição de políticas e procedimentos,
elaboração da documentação técnica e operacional do sistema, treinamento da
equipe de operadores e divulgação do serviço aos usuários. Enfatiza a
necessidade de unificar procedimentos, otimizar as rotinas e avaliá-las com o
objetivo de atender às demandas dos operadores do sistema e de qualificar o
serviço de circulação oferecido aos usuários.
PALAVRAS-CHAVE: Circulação automatizada.
bibliotecas. Bibliotecas universitárias.

UFRGS.

Automação

de

1 INTRODUÇÃO

A implantação da circulação automatizada na Universidade Federal do Rio
Grande do Sul - UFRGS concretizou um desejo antigo das bibliotecas e de seus
usuários. As primeiras visando agilizar e controlar o crescente volume de
transações de circulação e os últimos buscando rapidez e eficiência no
atendimento.
Além de incorporar os conceitos de controle, rapidez e eficiência ao serviço
das bibliotecas, a circulação automatizada reforçou o caráter sistêmico do
trabalho bibliotecário no Sistema de Bibliotecas da UFRGS - SBU. As bibliotecas
que possuíam políticas, rotinas e prazos diferenciados no empréstimo manual
passaram a se confrontar com a necessidade de agir e decidir de forma comum,

�uma vez que decisões particulares acabam afetando as rotinas e os usuários das
demais bibliotecas.
A implantação da circulação automatizada ocorreu entre junho de 2002 e
junho de 2003. A disponibilidade de equipamentos e infra-estrutura de rede, o
número de obras registradas na base de dados e procedimentos de circulação
consolidados foram fatores decisivos para a implantação do módulo de Circulação
de Coleções na UFRGS.
O processo foi planejado e coordenado pela Comissão de Automação,
responsável pela implantação do software Aleph no SBU, e exigiu a realização de
inúmeros levantamentos de dados e controles, em função das peculiaridades das
bibliotecas: a dispersão geográfica (32 bibliotecas distribuídas em quatro campi e
1 em outro município); o volume de acervo na base bibliográfica (30 bibliotecas
com acervos parciais na base SABi); a diversidade dos procedimentos de
empréstimo, de equipamentos e instalações; o grande número de operadores e
gerentes a serem treinados e a implantação escalonada do módulo, com
operação simultânea de circulação manual e automatizada nas diferentes
bibliotecas.

2 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

2.1 DO SISTEMA

O sistema utilizou o software Aleph 500, versão 11.5, e o banco de dados
Oracle, instalado em equipamento SUN Ultra 450, com sistema operacional
Solaris.

2.2 DO MÓDULO

O módulo de Circulação de Coleções implantado na UFRGS tem como
características principais:

�- cadastro único de usuários do Sistema de Bibliotecas, integrado com
outros bancos de dados da Universidade;
- realização do empréstimo utilizando a leitura de código de barras do
cartão de identificação do usuário e da etiqueta colocada em cada documento;
- opção de uso de correio eletrônico como recurso de comunicação com o
usuário para o envio de correspondências (lembrete, avisos de reserva e de
atraso na devolução de documentos);
- possibilidade de renovação e de reserva de documentos em qualquer
equipamento com acesso à Internet;
- identificação e impedimento do usuário em débito de documento ou de
taxa por atraso em utilizar o empréstimo em qualquer das bibliotecas do SBU e
- geração de relatórios com dados administrativos e estatísticos como
apoio aos procedimentos de gerência da biblioteca e de desenvolvimento de
coleções.

3

METODOLOGIA DE IMPLANTAÇÃO

A implantação da circulação automatizada envolveu uma série de
atividades de coleta de dados, de definições do sistema, de elaboração de
documentação e de treinamento das equipes responsáveis pela operação do
módulo.

3.1 COLETA DE DADOS

O trabalho de implantação foi precedido por coleta de dados relativos ao
número do acervo total e do acervo processado na base SABi, volume mensal e
anual de empréstimos e equipamentos (micros, leitoras de código de barras e
impressoras)

disponíveis

em

cada

biblioteca.

Foi

efetuado,

ainda,

um

levantamento dos controles de empréstimo e de caixa, dos impressos e
correspondências utilizados, no empréstimo manual, pelas bibliotecas. Estas
informações foram utilizadas para estabelecer o cronograma de implantação e

�para adequar os impressos e relatórios gerados pelo sistema às necessidades
das bibliotecas do SBU, sem prejuízo de dados e informações disponíveis até
então.

3.2 DEFINIÇÕES

Após análise criteriosa da documentação enviada pelas bibliotecas foram
feitas as definições do sistema que englobam a parametrização de tabelas; a
customização de telas das interfaces GUI (utilizada pelos operadores do sistema)
e WEB (utilizada pela comunidade usuária do sistema) e as correspondências,
impressos e relatórios a serem emitidos através do sistema.
O cronograma de implantação da circulação automatizada foi elaborado
com base no número de usuários da unidade acadêmica que já possuía cartão de
identificação, no percentual do acervo registrado na base SABi, na disponibilidade
e adequação de equipamentos, no volume mensal de transações de circulação e
no número de operadores a serem treinados.

3.3 DOCUMENTAÇÃO &amp; DIVULGAÇÃO

Para subsidiar o processo de implantação, a operação e a divulgação do
módulo de Circulação de Coleções foram elaborados documentos e impressos.
O novo Regulamento de Circulação de Coleções proposto pela Biblioteca
Central (BC), órgão coordenador do SBU, para regular as transações de
circulação manual/automatizada nas bibliotecas foi analisado pela Comissão de
Automação, com vistas a adequar as possibilidades do SABi às normas previstas
pela BC para categorias de usuários, prazos de empréstimo e penalidades na
circulação de documentos.
Também foram elaborados:
- manuais de operação dos módulos de Circulação de Coleções &amp; Caixa e
de Tarefas &amp; Serviços;

�- treinamentos para operadores e para gerentes dos módulos (incluindo
parte teórica e prática);
- listas de verificações a serem realizadas com as bibliotecas na reunião
preparatória e na visita de instalação dos equipamentos naquelas agendadas
para implantação;
- pauta para reunião preparatória de implantação;
- questionário de implantação a ser preenchido pelas bibliotecas;
- cartazes e lembretes a serem afixados pelas bibliotecas, antes e durante
a implantação, e
- folhetos de divulgação a serem distribuídos aos usuários (Informações
sobre a circulação automatizada e Guia do usuário WEB).

3.4 TREINAMENTO DAS EQUIPES

Nesta etapa teve início a participação direta das bibliotecas no processo de
implantação, mediante a:
- realização de reunião preparatória da Comissão com cada grupo de 3
bibliotecas agendadas para implantação, quando foram repassadas instruções
para o treinamento e para instalação dos equipamentos no balcão de empréstimo,
entregues listas para correções e consistências de registros bibliográficos e de
itens na base SABi, definidas as datas de implantação em cada biblioteca e
esclarecidas possíveis dúvidas.
- realização de treinamentos com 12h aula (9 horas para operadores e
gerentes e 3 horas para gerentes). O Quadro 1 apresenta os números da
atividade.

QUADRO 1 - Treinamentos oferecidos ao SBU em 2002-2003
Informações
Treinamento
Módulos de Circulação de
Coleções &amp; Caixa e de
Tarefas &amp; Serviços

Nº de

Nº de

Percentual
por
participantes
categoria

treinamentos

Categoria

11

Bibliotecário

62

31%

Auxiliar

96

48%

�Tarefas &amp; Serviços

Bolsista
Total

41

21%

199

100%

3.5 IMPLANTAÇÃO DO MÓDULO

A efetiva implantação do módulo de Circulação de Coleções em cada
biblioteca constou de entrevista para verificação da instalação dos equipamentos
no balcão de empréstimo e da conclusão das atividades de consistência da base,
imprescindíveis para o bom funcionamento do mesmo.
O início da operação aconteceu com o acompanhamento, durante dois
dias, por membros da Comissão de Automação, o que contribuiu para a revisão
dos treinamentos e manuais e, conseqüentemente, a realização de eventuais
alterações e ajustes para as próximas implantações. O Quadro 2 apresenta a
situação das bibliotecas no período da implantação.

QUADRO 2 - Implantação do módulo de Circulação de Coleções no SBU:
jun. 2002-jun. 2003
Números iniciais da implantação
Bibliotecas

Terminais

Operadores

33

60

199

Além do treinamento e do acompanhamento acima mencionados, os
operadores mantêm contato direto com a Comissão de Automação, por telefone
ou correio eletrônico, a fim de dirimir dúvidas sobre políticas e procedimentos ou
operação do módulo, o que tem contribuído para a consolidação e padronização
das ações no SBU.

�4

AVALIAÇÃO

O processo de avaliação foi realizado com o intuito de identificar problemas
e possíveis soluções a serem adotadas, alterações nas responsabilidades/rotinas
de gerentes e operadores e para dirimir eventuais dúvidas sobre a operação da
circulação.
A avaliação foi realizada mediante entrevista com o bibliotecário-chefe e,
pelo menos, um representante dos operadores, após um intervalo mínimo de dois
meses de uso efetivo do sistema na biblioteca. Na oportunidade, foram
detectadas alterações significativas na organização do espaço físico do balcão de
empréstimo, nos turnos e atividades dos operadores, os quais passaram a
desempenhar outras funções de administração, auxílio ao usuário e manutenção,
além da circulação propriamente dita.
Os pontos positivos da automação da circulação foram associados à
imagem do serviço (padronizou e profissionalizou o atendimento no SBU), à
operação (agilidade, maior controle dos procedimentos, redução do estresse no
atendimento) e ao usuário (mais satisfeito, responsável e cuidadoso no controle
de seus empréstimos).
A avaliação identificou a necessidade dos gerentes adaptarem-se às
práticas administrativas requeridas para a eficiente gerência do serviço, uma vez
que os relatórios disponíveis para geração de informações de caixa, circulação e
usuários vinham sendo subutilizados como instrumentos gerenciais.
A avaliação deu origem ao Encontro sobre Circulação para uniformizar
políticas definidas para a operação da circulação e esclarecer pontos
problemáticos da utilização do módulo. O documento final, contendo as decisões
do Encontro, foi divulgado a todas as bibliotecas da Universidade para imediata
adoção.
Outro subproduto das entrevistas de avaliação foi uma lista de sugestões
de alterações e melhorias de políticas e procedimentos de circulação feitos por
gerentes e operadores. As mesmas foram analisadas e algumas implementadas

�de imediato. Outras aproveitadas na customização da versão 14.2 do Aleph,
implantada na UFRGS no início de 2004.

5

CONSIDERAÇÕES FINAIS DA IMPLANTAÇÃO

A implantação do módulo de Circulação de Coleções proporcionou
significativa melhoria na operação do serviço de empréstimo, com maior rapidez
no atendimento e controles mais eficientes das transações de circulação para
bibliotecas e usuários.
O início da operação do módulo provocou, também, várias alterações nas
habilidades e conhecimentos requeridos da equipe da biblioteca para sua correta
operação e gerência. O treinamento dos auxiliares, encarregados do balcão de
empréstimo, reforçou a necessidade de pessoal com conhecimentos básicos de
Windows ou com disposição para esta aprendizagem. Por sua vez, os
bibliotecários, responsáveis pela gerência do serviço, precisaram redefinir suas
rotinas para acompanhar, de forma regular e sistemática, o trabalho realizado
pela equipe do setor de empréstimo. O sistema possibilita a geração de relatórios
de monitoria os quais, sendo emitidos regularmente, subsidiam o correto e
sistêmico funcionamento da circulação em todas as bibliotecas do SBU.
A integração de informações propiciada pela circulação automatizada
alterou também as relações biblioteca-biblioteca e biblioteca-usuário. As
bibliotecas que realizavam cadastros, controles e rotinas de circulação/caixa, de
forma independente, passaram a contar com um sistema integrado, onde é
possível visualizar todos os empréstimos de um usuário realizados em todas as
bibliotecas e as ações corretas ou incorretas realizadas em uma delas passam a
afetar o trabalho nas demais, ou seja, um procedimento de devolução não
efetuado numa biblioteca do SBU impede que o usuário retire documentos nas
demais. Já a relação biblioteca-usuário foi fortalecida pelo acesso facilitado a
esse último das informações sobre transações de circulação (empréstimos,
reservas e débitos) via Internet e pela ampliação do canal de comunicação
através do uso do correio eletrônico para o envio de correspondências alertando o

�usuário sobre a data de vencimento de seus empréstimos, documentos em atraso
e reservas disponíveis/canceladas.

6

MÓDULO DE CIRCULAÇÃO DE COLEÇÕES EM 2004

Em março de 2004 o sistema SABi migrou para a versão 14.2 do Aleph,
implantada em equipamento 2x Pentium IV XEON 2.8 MHz SMP, com sistema
operacional Linux.
No módulo de Circulação de Coleções foram incorporadas as facilidades
de renovação e consulta a histórico de empréstimos do usuário via Internet. A
consolidação da circulação automatizada em todas as bibliotecas, a partir de julho
de 2003, e as facilidades de coleta de dados estatísticos permitem estabelecer
um panorama mais apurado do crescimento das transações de circulação no
SBU, conforme apresentado no Quadro 3.

QUADRO 3 - Transações de circulação no SBU em 2002-2004
Transações

jun. 2002/jun. 2003

jul. 2003/jun. 2004

Empréstimos

208.828

456.967

Renovações

164.700

794.407

Consultas na sede

76.512

141.055

Reservas

4.620

30.425

Observa-se um crescimento expressivo no número de renovações (382%)
o qual deve-se, sobretudo, à possibilidade de renovação pela Internet. O
incremento de 558% na reserva de documentos deve-se à divulgação e
familiaridade do usuário no uso dos recursos do sistema.
A adoção do cadastro único de usuários permitiu dimensionar corretamente
a parcela da comunidade universitária também usuária do SABi. O alto percentual
identificado (84%) autoriza a afirmar que a maioria dos integrantes da
comunidade universitária realiza algum tipo de transação de circulação (Quadro
4).

�QUADRO 4 - Relação de usuários ativos do SABi x comunidade da UFRGS - 2004
Usuários ativos
do SABi
882

Comunidade da
UFRGS
2.547

Percentual
SABi x UFRGS

Docentes

1.476

2.597

57%

Alunos

25.487

27.961

91%

27.845

33.105

84%

Categoria de usuários
Serv. técnico-administrativos

Total

35%

As informações relativas aos usuários por categoria, associadas às
estatísticas de consulta geradas pelo módulo específico do SABi, fornecem
subsídios importantes para aquisição e desenvolvimento de coleções no SBU.
É importante mencionar que, passado um ano do final da implantação da
circulação automatizada no SBU, as políticas relativas a este serviço, assim como
a operação do módulo, estão consolidados e são eventuais os casos em que é
executado algum procedimento não recomendado, apesar do grande número e da
rotatividade de pessoas envolvidas nesta atividade junto às bibliotecas.

AUTOMATED CIRCULATION IN THE UFRGS LIBRARY SYSTEM: MANAGING
IMPLEMENTATION

ABSTRACT
This paper relates the planning, methodology and evaluation of the
implementation of automated circulation in the Federal University of Rio Grande
do Sul Library System. Aspects related to the definition of policies e procedures,
technical and operational documentation, training of the operating team, and
communication with the patrons are described. The need for procedure unification,
routine optimization and evaluation are emphasized in order to fulfill the operators‘
needs and to qualify the circulation services offered to the patrons.
KEYWORDS: Automated circulation. UFRGS. Library automation. University
library.

�REFERÊNCIAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Comissão de
Automação. Avaliação da implantação do módulo de circulação e caixa: relatório
final. Porto Alegre, set. 2003.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Comissão de
Automação. Relatório de Atividades 2002. Porto Alegre, 2002.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Comissão de
Automação. Relatório de Atividades 2003. Porto Alegre, 2003.

∗

Bibliotecária de sistemas. janise@cpd.ufrgs.br; Programadora. lala@cpd.ufrgs.br; Bibliotecária
de sistemas. caterina@cpd.ufrgs.br; Bibliotecária de sistemas. lais@cpd.ufrgs.br; Analista de
sistemas. zaida@cpd.ufrgs.br; Bibliotecária de sistemas. zita@cpd.ufrgs.br;
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Centro de Processamento de Dados
Rua Ramiro Barcelos, 2574. 90035-003 Porto Alegre, RS, Brasil. Tel: +55 (51) 3316-5029/33165071. Fax: +55 (51) 3331-1215. E-mail: comissao@cpd.ufrgs.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52606">
                <text>Circulação automatizada no Sistema de Bibliotecas da UFRGS: gerência da implantação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52607">
                <text>Costa, Janise Silva Borges da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52608">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52609">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52610">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52612">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52613">
                <text>Relato do planejamento, metodologia e avaliação da implantação da circulação automatizada no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Aborda aspectos relativos à definição de políticas e procedimentos, elaboração da documentação técnica e operacional do sistema, treinamento da equipe de operadores e divulgação do serviço aos usuários. Enfatiza a necessidade de unificar procedimentos, otimizar as rotinas e avaliá-las com o objetivo de atender às demandas dos operadores do sistema e de qualificar o serviço de circulação oferecido aos usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68250">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4748" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3817">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4748/SNBU2004_029.pdf</src>
        <authentication>65184e5a726fddd38994d1f92f5df5e1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52641">
                    <text>PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS PARA BIBLIOTECAS:
REQUISITOS BÁSICOS
Juliana de Souza Moraes∗
Gláucia Maria Saia Cristianini∗∗

RESUMO

Construir edifícios específicos para bibliotecas não é algo rotineiro neste país. Em
geral as edificações brasileiras destinadas a serem quaisquer tipos de serviços de
informação são edifícios adaptados, que originalmente foram construídos para
abrigar outros tipos de serviços, com funções completamente diferenciadas das
bibliotecas. Quando há a oportunidade de construção de um edifício específico e
exclusivo para abrigar uma biblioteca surge a necessidade de se levantar
requisitos básicos que um edifício desta natureza deve atender. Considerando as
mudanças tecnológicas, os paradigmas e conceitos que envolvem as bibliotecas
nas últimas décadas, muitos são os pontos a serem enfocados para o
planejamento de uma edificação dessa natureza. Diante da literatura não
atualizada e pouco abrangente sobre o assunto, o objetivo deste artigo é relatar
um conjunto de requisitos necessários em edificações de bibliotecas. Foram
enfocados desde os pontos tradicionais, tais como espaçamentos adequados
entre estantes até a concepção de prédios inteligentes com o uso de tecnologia
wireless. Apresenta ainda a questão de espaços multifuncionais que dêem
suporte para diferentes programas e atividades culturais, assim como a ampliação
da área para acesso às coleções virtuais, implicando em maior número de
recursos tecnológicos de ponta. Intenta-se com este artigo facilitar o planejamento
de futuras construções de edifícios para bibliotecas, apresentando padrões
específicos para este fim e que podem dar diretrizes para o projeto destes
edifícios, assim como contribuir para elucidar questões e sanar dúvidas.

PALAVRAS-CHAVE: Arquitetura de Bibliotecas. Edifícios inteligentes para
bibliotecas

1 INTRODUÇÃO
Construir edifícios específicos para bibliotecas não é algo rotineiro neste
país. Em geral as edificações brasileiras destinadas a serem quaisquer tipos de
serviços de informação são edifícios adaptados, que originalmente foram
construídos para abrigar outros tipos de serviços, com funções completamente
diferenciadas das bibliotecas. Quando há a oportunidade de construção de um

�edifício específico e exclusivo para abrigar uma biblioteca surge a necessidade de
se levantar requisitos básicos que um edifício desta natureza deve atender.
As mudanças, os paradigmas e os conceitos ocorridos nos últimos anos,
no que se referem às bibliotecas, são muitos e interferem diretamente nos
serviços e espaços oferecidos para os usuários.
Na área de arquitetura e construção não é diferente, quando o assunto é
adequação de edifícios, também ocorrem mudanças, seja na distância entre os
pisos ou nos recursos modernos para adequação de iluminação e ventilação.
Muitos são os recursos que devem ser considerados para a perfeita
adequação de um edifício próprio para bibliotecas, assim, intenta-se com este
artigo a obtenção de um levantamento básico de pontos relevantes para a
concepção de um edifício de biblioteca, com o intuito de facilitar o planejamento
de futuras construções, apresentando padrões específicos para este fim e que
podem dar diretrizes para o projeto destes edifícios, assim como contribuir para
elucidar questões e sanar dúvidas.

2 CONCEPÇÃO DO PRÉDIO PARA BIBLIOTECAS
Tem-se conhecimento de muitos casos de bibliotecas que estão abrigadas
em prédios adaptados, assim como percebido por Cruz (2000) nas unidades da
UNESP, até aquele momento, os edifícios que abrigavam as bibliotecas não eram
projetados para esse fim. Esta realidade está se alterando, atualmente, assim
como na UNESP, muitos projetos específicos para bibliotecas passaram a fazer
parte da gestão das unidades acadêmicas.
A prática de reforma em edifícios é conhecida na área de arquitetura e
construção como retrofit, de acordo com Ghisi (1997) é um termo utilizado para
definir qualquer tipo de reforma. Rocha (2004) entende por retrofit a renovação
completa de um prédio, ou seja, colocá-lo em forma novamente.
O retrofit deve ser considerado em função das seguintes necessidades: o
edifício é um marco da arquitetura, o edifício está muito bem localizado, o edifício

�é um marco histórico para empresa ou ainda, pelo retrofit ser mais rápido que a
construção. Em um retrofit deve-se pesar itens que são importantes,
imprescindíveis, desejáveis e possíveis, caso contrário o prédio estará limitado a
soluções obsoletas que não atendem as condições necessárias para colocar esse
edifício “em forma” novamente (ROCHA, 2004).
Seja para uma proposta de retrofit em um edifício ou para a elaboração de
um novo projeto arquitetônico de biblioteca, existe a necessidade de um
planejamento minucioso de forma a atender os requisitos básicos e condições
necessárias exigidas para um prédio dessa natureza.

3 PLANEJAMENTO
O primeiro passo para qualquer planejamento é a designação de uma
equipe que participará de todos os processos durante o desenvolvimento do
projeto até a conclusão da obra. A equipe deverá ser constituída por profissionais
de todas as áreas envolvidas e também de usuários da mesma. Assim, sugere-se
a formação de uma equipe multidisciplinar composta por profissionais de
arquitetura e engenharia, bibliotecários e representantes das categorias da
comunidade acadêmica.
A partir daí podem-se considerar as seguintes variáveis para a
continuidade do projeto da construção:
- Conceitual – análise do modelo proposto para a biblioteca, o que a biblioteca
representa no contexto institucional, qual o impacto que se pretende com essa
construção;
- Institucional – objetivos da instituição, objetivos da construção, tipo de usuário e
tipo de informação gerenciada pela biblioteca;
- Tecnológica – quais os recursos tecnológicos que devem ser considerados.
Neste caso o conhecimento dos tipos de usuários e informações a serem
gerenciadas pela biblioteca são imprescindíveis para a definição dos recursos;

�- Financeira – qual a verba designada para a construção, levantamento dos
valores possíveis para cada etapa do projeto de modo a definir espaços e
materiais adequados ao orçamento;
- Temporal – tempo previsto para a conclusão da obra e ainda o tempo de vida útil
para o projeto proposto. Deve-se considerar a previsão de crescimento da
comunidade envolvida assim como o crescimento natural do acervo.
Na área de arquitetura existem as características que fazem parte de um
partido arquitetônico. É considerado partido arquitetônico uma série de fatores
determinantes de uma construção, tais como o programa do edifício, a topografia
do terreno, as condições locais, as verbas disponíveis, a legislação e,
principalmente, a intenção plástica do autor do projeto (HOUAISS, 2001).
Dessa maneira, devem se complementar as características sugeridas com
os fatores determinantes para a construção e assim efetuar o planejamento
cercando todas os itens apresentados.

4 NECESSIDADES BÁSICAS
Dentre as necessidades básicas para a construção de edifícios para
bibliotecas faz-se necessário distinguir as exigências básicas. Algumas exigências
são bem conhecidas para os profissionais da arquitetura e engenharia, como por
exemplo, o cuidado na fundação e reforço nas estruturas para suportar o peso,
bem superior ao obtido em outras construções. Outras exigências, nem sempre
lembradas por arquitetos que não tenham prática na construção de bibliotecas e
que devem ser apresentadas pelos bibliotecários, como por exemplo, direcionar o
fluxo de entrada e saída única na área reservada para o acervo, caso não tenha
esta possibilidade, recomenda-se que o edifício apresente uma abertura principal,
assim como notamos em museus e outros edifícios públicos.
Entre exigências e necessidades estão os espaços ocupados pelos
serviços e produtos oferecidos por uma biblioteca. Esses espaços devem

�considerados a partir do modelo proposto inicialmente, baseado nos espaços e
recursos financeiros disponíveis e dos objetivos apresentados.
Os espaços previstos para abrigar uma biblioteca são apresentados em
quatro áreas básicas, a área administrativa, o acervo, a área destinada ao usuário
e a área de infra-estrutura geral.

•

A área administrativa prevê a sala da direção, sala de reprografia, sala de
informática, recepção, setor de atendimento ao usuário, prevendo os
serviços de referência e circulação e empréstimo, setor de tratamento da
informação.

•

A área disponível para o acervo deve contemplar espaços diferenciados
para os diferentes tipos de material, como periódicos, livros, teses,
exposição de novas aquisições, documentos eletrônicos, multimídias e
outros. Vale ressaltar a importância da ampliação destinada para acesso
às coleções digitais e virtuais.

•

A área destinada ao usuário deve considerar um espaço para estudo em
grupo e outro para estudo individual, sendo que este último deve estar
distante de qualquer atividade que demande ruído.

•

A área de infra-estrutura geral apresenta os espaços reservados para
guarda-volumes

(escaninhos),

sala

de

informática,

copa/cozinha,

sanitários, depósito para material de limpeza, área de serviço.
Outros espaços que podem ser considerados na biblioteca em função das
variáveis apresentadas são: área para exposições, anfiteatros ou auditórios,
espaços multifuncionais que dêem suporte para diferentes programas e atividades
culturais, salas de treinamento, sala para reparo e restauração de material
bibliográfico, sala de monitoramento eletrônico e digital, videoteca.
Assim como todo o projeto deve se basear em três fatores primordiais, o
livro, o leitor e o funcionário, os espaços devem ser projetados em cima dos
mesmos fatores, ou seja, número total do acervo, número de usuários e número
de funcionários.

�As decisões devem ser embasadas de acordo com o mobiliário já
disponível, checando ainda a possibilidade da aquisição de novos mobiliários,
assim como prevendo o crescimento da coleção que além do espaço requer o
móvel para a disposição do material.
Para o dimensionamento dos espaços, muitas são as considerações
apresentadas em função da tipologia da biblioteca e os objetivos da instituição. A
seguir estão dispostos alguns parâmetros, apresentados por diversos autores,
com considerações variadas a respeito do dimensionamento a ser considerado
para a previsão de espaços e mobiliários de uma biblioteca.
Moraes (2000) diz que de um modo geral, o espaço para o acervo pode ser
calculado com base em uma variação média de 200 volumes/m2, considerando-se
a área frontal das estantes e a área de circulação local. O dimensionamento dos
postos de leitura deve ser calculado tendo por base uma área aproximada de 1,5
m2/posto de leitura.
De acordo com Metcalf (1965) uma área, considerada mínima, para um
espaço exclusivo para a Referência, deve ser provida de aproximadamente 2,8 m2
para cada leitor e uma média de 100 livros/m2. A área administrativa apresenta
tamanhos variáveis em função dos trabalhos a serem desenvolvidos, necessidade
de atendimento e reunião com o grupo de funcionários, mas apresenta um
espaço, não muito grande para o profissional, variando entre 11,5 m2 a 23
m2/pessoa.
Gascuel (1987) considera que para bibliotecas, com o perfil da biblioteca
universitária, costuma-se calcular uma área de 3 m2 por estudante e 6 m2 por
pesquisador. A distância mínima de passagem entre mesas e sofás, que
permitam a passagem de uma pessoa é de 0,60 m2, assim, uma mesa situada
próxima de outra mesa deverá manter uma distância do equivalente a 1,20 m2, o
que possibilita uma abertura suficiente para a passagem de duas pessoas
simultaneamente. A partir destes dados, para o cálculo de área para leitores, é
possível usar a medida da mesa disponível, acrescida da distância mínima entre
as mesmas.

�Para as estantes, a altura recomendada é de aproximadamente 1,85 m
(GASCUEL, 1987; METCALF, 1965) e o espaçamento entre as mesmas variam.
Para a definição dos espaçamentos entre as estantes é necessário considerar o
uso do acervo, ou seja, se o acervo for de livre acesso, este espaçamento deve
permitir a passagem de, pelo menos, duas pessoas, ou ainda uma pessoa e um
carrinho, se o acervo não for de livre acesso, o espaço pode estar limitado a uma
pessoa.
Baseado nas considerações apresentadas por Gascuel (1987), sugere-se
que para um acervo fechado o espaço mínimo entre as estantes seja de 0,90 m, o
suficiente para possibilitar a passagem de uma pessoa ou o curvamento da
mesma para guarda ou localização de material entre as estantes. Para acervos
abertos sugere-se um espaço mínimo entre as estantes de 1,50 m, o que
possibilitará a passagem de uma pessoa, concomitante com o curvamento de
outra pessoa.
Metcalf (1965) considera o espaço de aproximadamente 1,00 m entre
estantes paralelas, assim como entre estantes e mesas de leitores, para
corredores,

perpendiculares

às

estantes,

o

espaço

sugerido

é

de

aproximadamente 1,40 m.
Independentemente da distribuição dos espaços deve se considerar as
diversas exigências que visam atender às diferentes formas de atividades
existentes no local. Recentemente um grupo de arquiteto apresentou um conjunto
de intenções, emoções e ações que compõem o caminho para a realização do
trabalho no século 21 e resumiram em dez mandamentos as principais tendências
na organização física das empresas, os novos conceitos de ocupação e os
recursos tecnológicos que podem ser utilizados (DEZ, 2004).
Muitas propostas dentre os mandamentos apresentados podem servir de
referência para a execução do projeto biblioteca, a saber:
- Flexibilidade - Relativa ao ambiente, seus espaços e componentes. O espaço
deve atender aos diversos tipos de atividades e possibilitar os contatos. Permitir

�tanto a integração do trabalho em grupo quanto a concentração no pensar, não se
deve ver a biblioteca somente como um lugar de silêncio absoluto;
- Mobilidade – Com as novas tecnologias que permitem a realização do trabalho
fora dos domínios da empresa, a jornada se dilui, mas também se amplia. É o
trabalho em movimento, possibilitando também a continuidade do trabalho do
pesquisador através dos recursos disponibilizados pela biblioteca;
- Comunicação - Como facilitador do trabalho criativo, exige a sinergia de
múltiplas mentes. A própria estrutura da biblioteca exige uma comunicação entre
os processos;
- Integração - Reunir as pessoas com o objetivo de socializar e viver os valores da
instituição, inspirar e realizar trocas, obter orientações e feedback. A convivência
social do trabalho é importante inclusive para o bem-estar individual;
- Privacidade - Visa garantir o trabalho individual e a realização das atividades
baseadas em idéias. Muitos processos exigem concentração, raciocínio e
tranqüilidade, assim como muitos usuários necessitam de um espaço deste
gênero na biblioteca para realização de trabalhos, leitura e estudo;
- Bem-estar e qualidade de vida - São requisitos básicos para a produtividade.
Cuidar da saúde mental é tão importante quanto da saúde física. Mente sã e
corpo saudável aumentam a sensação de prazer e o comprometimento no
trabalho, como também propiciarão o mesmo sentimento por parte dos usuários
que sentirão prazer em permanecerem na biblioteca. Ressaltam-se neste item a
parte de iluminação e ventilação;
- Conhecimento - É a capacidade única dos humanos de transformar a
informação em pensamento produtivo. O conhecimento que realiza, impulsiona e
experimenta é o grande diferencial das empresas inovadoras deste início de
século. São espaços reservados para treinamentos e apresentações;

�- Agilidade - É necessária na obtenção da informação. No ambiente da biblioteca
pode-se entender como a disponibilidade de recursos tecnológicos para
atendimento aos usuários;
- Segurança e ética - Segurança física, patrimonial, da informação, dos
processos. Com ela, vem a ética na condução do trabalho, nas relações com
funcionários, colaboradores, fornecedores e clientes. Apresentam-se os aparatos
necessários para o monitoramento de todos os ambientes, assim como sistemas
antifurtos, alarmes de incêndio e sistemas de detecção de fumaça, saídas de
emergência sinalizadas;
- Efetividade - É a qualidade de efetivo, verdadeiro, real. É a apresentação da sua
biblioteca. Por meio de sua imagem corporativa, a biblioteca deve mostrar a
efetividade de sua existência e de seu propósito. A idéia de se apresentar um
espaço multimídia e futurístico convidando os usuários a fazerem uso de seus
serviços.

5 EDIFÍCIOS INTELIGENTES E DOMÓTICA
A rápida evolução tecnológica das telecomunicações, eletrônica e
informática tem alterado constantemente a rotina e os serviços da biblioteca.
Muitos são os recursos oferecidos diariamente para o uso direto em automação
de bibliotecas, segurança de acervo entre outros. Existe ainda a necessidade de
dotar a biblioteca de equipamentos para uso de tais recursos, tanto para o
bibliotecário como para o usuário.
Segundo Henning (2004) as transformações tecnológicas, sociais e
artísticas irão modificar o conceito das bibliotecas, assim, as edificações devem
propiciar estas transformações.
Dentre os novos conceitos que surgem na área de edificações, os termos
“edifício inteligente” e “domótica” apresentam características específicas que
refletem a aplicação das novas tecnologias na área de construções.

�Domótica (domus + robótica) é definida, segundo o dicionário francês
“Larrouse”, como um conjunto de serviços proporcionados por sistemas
tecnológicos integrados, com o fim de satisfazer as necessidades básicas de
segurança, comunicação, gestão de energia e conforto do homem (DOMOTICA,
2004).
Um exemplo que facilita a compreensão do conceito de domótica é a
detecção de um incêndio, ante o qual se procede uma desconexão automática da
rede elétrica, se realizam uma série de chamadas de aviso, se disparam os
alarmes, se acionam os extintores, etc. Isto só é possível se todo o sistema está
integrado, caso contrário se tratará de atividades automatizadas isoladas, mas
não será domótica (GARRIDO, 2004).
É difícil apresentar com exatidão uma definição para edifícios inteligentes,
muitas são as interpretações encontradas sobre o tema.
Um dos conceitos apresentado por Frazatto (2001) é que o edifício
inteligente é “aquele que conjuga de forma racional e econômica, os recursos
técnicos e tecnológicos disponíveis de forma a proporcionar um meio ideal ao
desenvolvimento de uma atividade humana”.
Para Garrido (2004a) o termo edifício inteligente pode significar coisas
distintas, mas, para a maioria, trata-se de um edifício dotado de altas tecnologias
de controle e de telecomunicações. Deve apresentar uma tecnologia eletrônica
capaz de propor alternativas de processamento de informação, que podem
propiciar a capacidade de autogerenciamento, tomando decisões e fazendo que
suas infraestruturas respondam automaticamente, e de forma diferencial, a
qualquer acontecimento que possa ocorrer tanto no interior como no exterior do
mesmo.
Monteiro (2004) apresenta o conceito de que o edifício inteligente procura
aproveitar ao máximo os recursos tecnológicos existentes para controlar
instalações elétricas, hidráulicas e de climatização artificial. Deve prover o edifício
com sistema de segurança interno e perimetral eficiente. Dentro ainda do mesmo
conceito, primeiramente é necessário explorar os recursos chamados de

�passivos, como luz natural e ventilação, para somente depois complementa-los
com recursos ativos, como iluminação e ar-condicionado.
De acordo com a mesma autora, outro item privilegiado em um edifício
inteligente são as instalações para dados, com infra-estrutura de comunicações
por cabeamento estruturado ou por sistema wireless (sem fio).
Monteiro (2004) apresenta ainda muitos recursos de construção e também
equipamentos disponíveis, inclusive no Brasil, que possibilitam a perfeita
integração e racionalização do uso de recursos naturais e artificiais. Dessa
maneira conclui que a grande dificuldade dos projetos de edifícios inteligentes não
está na falta de recursos, mas, sim em prepará-los para as inovações futuras.
Como as necessidades dos usuários são mutáveis e a tecnologia não pára de
evoluir, os projetos “inteligentes” devem prever que, com o tempo, os dispositivos
de automação podem ser substituídos, adaptados ou mesmo expandidos.

6 CONCLUSÃO
Como

na

elaboração

de

programas

de

computadores

para

o

desenvolvimento de softwares para bibliotecas, os bibliotecários devem passar
toda a informação necessária para os analistas e, ao término do trabalho o
programa deve “rodar” de acordo com o que era previsto inicialmente. Assim é o
trabalho de construção da biblioteca, todas as informações devem ser planejadas
e repassadas ao arquiteto, com o intuito de que não faltem espaços fundamentais
e que a infra-estrutura atenda todos os requisitos propostos inicialmente.
É importante encarar com seriedade o momento do planejamento do
edifício das bibliotecas não somente pela questão profissional e ética, mas
também entendendo-o como uma forma concreta e visível de valorização da
informação como insumo primordial para o desenvolvimento do ensino e da
pesquisa de ponta, assim como do trabalho bibliotecário.

�REFERÊNCIAS

CRUZ, M.I.A.; INOUE, C.R.; CONTIN, R.C.C. Biblioteca do Lageado: partido
arquitetônico de biblioteca para a UNESP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
Clicdata Multimídia, 2000. CD-ROM.
DEZ mandamentos do escritório do futuro. Disponível em:
&lt;http://arquitetura.abril.com.br/livre/escritorios/2004/intro.shtml&gt; Acesso em: 5
maio 2004.
DOMÓTICA VIVA. Qué es domótica? Disponível em:
&lt;http://www.domoticaviva.com/portada/quesdomotica.htm&gt; Acesso em: 12 julho
2004.
FRAZATTO, C.W.P. Edifícios inteligentes: conceitos e avaliação. Disponível em:
&lt;http://www.bicsi.com.br/download/bicsi2001/br0115.pdf&gt; Acesso em: 12 julho
2004.
GARRIDO, L. Domótica: definición y componentes. Disponível em:
&lt;http://www.luisdegarrido.com/domoticaset.htm&gt; Acesso em: 12 julho 2004.
GARRIDO, L. Edifícios inteligentes. Disponível em:
&lt;http://www.luisdegarrido.com/edificiosset.htm&gt; Acesso em: 12 julho 2004a.
GASCUEL, J. Um espaço para o livro: como criar, animar ou renovar uma
biblioteca. Lisboa: Dom Quixote, 1987.
GHISI, E. Desenvolvimento de uma metodologia para retrofit em sistemas de
iluminação: estudo de caso na Universidade Federal de Santa Catarina.
Florianópolis, 1997. 246 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Curso de
Pós-Graduação em Engenharia Civil. Universidade Federal de Santa Catarina.
HENNING, W. Construção de bibliotecas na Alemanha: conceitos e exemplos.
Disponível em: &lt;http://www.goethe.de/br/sap/bibl/priarch.htm&gt; Acesso em: 2 julho
2004.
HOUAISS, A. Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Rio de
Janeiro: Objetiva, 2001. CD-ROM.

�METCALF, K.D. Planning academic and research library buildings. New York:
McGraw-Hill, 1965.
MONTEIRO, P. Os recursos dos edifícios inteligentes no Brasil. Disponível
em:&lt;http://www.auditorioecia.com.br/artigos/art_prediosinteligentes.htm&gt; Acesso
em 2 julho 2004.
MORAES, L.S.; SALVADOR, E.V.; MARTINS, F.A.S. Projeto arquitetônico da
Biblioteca Comunitária da UFSCar: belo e funcional. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais...
Florianópolis: Clicdata Multimídia, 2000. CD-ROM.
ROCHA, E. Retrofit. Disponível em: &lt;http://www.edorocha.com.br/&gt; Acesso em
30 abril 2004.

∗

jumoraes@icmc.usp.br Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de
São Paulo. Av. Trabalhador São-Carlense, 400 – CP 668 – CEP 13560-970 – São Carlos – SP –
Brasil.
∗∗
gláucia@icmc.usp.br Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de
São Paulo. Av. Trabalhador São-Carlense, 400 – CP 668 – CEP 13560-970 – São Carlos – SP –
Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52624">
                <text>Planejamento da construção de edifícios para bibliotecas: requisitos básicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52625">
                <text>Moraes, Juliana de Souza; Cristianini, Gláucia Maria Saia </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52626">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52627">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52628">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52630">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52631">
                <text>Construir edifícios específicos para bibliotecas não é algo rotineiro neste país. Em geral as edificações brasileiras destinadas a serem quaisquer tipos de serviços de informação são edifícios adaptados, que originalmente foram construídos para abrigar outros tipos de serviços, com funções completamente diferenciadas das bibliotecas. Quando há a oportunidade de construção de um edifício específico e exclusivo para abrigar uma biblioteca surge a necessidade de se levantar requisitos básicos que um edifício desta natureza deve atender. Considerando as mudanças tecnológicas, os paradigmas e conceitos que envolvem as bibliotecas nas últimas décadas, muitos são os pontos a serem enfocados para o planejamento de uma edificação dessa natureza. Diante da literatura não atualizada e pouco abrangente sobre o assunto, o objetivo deste artigo é relatar um conjunto de requisitos necessários em edificações de bibliotecas. Foram enfocados desde os pontos tradicionais, tais como espaçamentos adequados entre estantes até a concepção de prédios inteligentes com o uso de tecnologia wireless. Apresenta ainda a questão de espaços multifuncionais que dêem suporte para diferentes programas e atividades culturais, assim como a ampliação da área para acesso às coleções virtuais, implicando em maior número de recursos tecnológicos de ponta. Intenta-se com este artigo facilitar o planejamento de futuras construções de edifícios para bibliotecas, apresentando padrões específicos para este fim e que podem dar diretrizes para o projeto destes edifícios, assim como contribuir para elucidar questões e sanar dúvidas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68252">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4750" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3819">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4750/SNBU2004_030.pdf</src>
        <authentication>df62ea0d559f9019e058ec6633d1e593</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52659">
                    <text>REPENSANDO O ESPAÇO FÍSICO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
EM TEMPOS DE COLEÇÕES VIRTUAIS
Juliana de Souza Moraes∗
Maria Inês Conte
Marcelo Dozena
Sandra Maria La Farina

RESUMO
Com a constante evolução dos suportes da informação, a crescente
substituição do meio convencional para os meios eletrônicos, especificamente
no contexto acadêmico, é inevitável. Passamos do papel para a microficha, o
CD-ROM e atualmente para os formatos com acesso remoto ou eletrônico. São
muitas as vantagens do acesso eletrônico, e a economia do espaço físico é
uma das vantagens que não há como contestar. Com a necessidade das
bibliotecas universitárias destacarem seus produtos e serviços, novas
propostas e novas atividades proporcionadas pelo novo uso do espaço físico é
um diferencial que atrai a confiança e reforça o interesse dos usuários pela
biblioteca universitária. Não é apenas uma questão de bom atendimento, novos
produtos e serviços, profissionais atualizados e capacitados, mas uma nova
postura assumida diante das mudanças. Este trabalho traz um breve histórico
sobre os suportes da informação e as mudanças advindas desta evolução,
aborda a questão da substituição do suporte papel para o eletrônico com
ênfase para a informação técnico-científica presente nas bibliotecas
universitárias e comenta suas vantagens. Ao término, tece algumas reflexões
sobre o uso do espaço físico das bibliotecas universitárias, e suas
conseqüências, tendo como parâmetro a presença do meio eletrônico no
ambiente acadêmico.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas universitárias. Coleções virtuais. Espaço
físico. Meios eletrônicos.

1 O CONTEXTO
O cenário de uma biblioteca reflete o contexto sócio-econômico e
tecnológico em que vive. Assim, a cada mudança na sociedade, na economia e
nos recursos tecnológicos desenvolvidos, mudanças também são sentidas no
ambiente das bibliotecas, seja num curto ou médio espaço de tempo.
O desenvolvimento dos diferentes suportes da informação existentes
trouxe, cada qual em seu momento, mudanças no cotidiano das bibliotecas.

�Processos técnicos, comportamento dos usuários, produtos e serviços
oferecidos, estilo de gerenciamento, capacitação dos bibliotecários são os
pontos que, de forma geral, sentem mais rapidamente as mudanças dos
suportes da informação e se reformulam para atender às novas exigências e
não ficarem à margem da história.
Neste trabalho entende-se por suportes da informação “todos os meios
que guardam informação”, definido por Pedro (1996).
Toda vez que um novo suporte da informação é criado um ciclo é
novamente iniciado. Há uma corrida em busca de conhecimento sobre o novo
suporte, sobre como operá-lo, sobre suas vantagens e desvantagens, sobre
quais serão os pré-requisitos instrumentais, sobre seu custo-benefício, sobre
quais habilidades o profissional bibliotecário necessitará ter, enfim sobre quais
serão as mudanças decorrentes do seu uso.
Hoje falamos do suporte digital, do suporte eletrônico, da informação
digital, da informação eletrônica, da biblioteca digital, portanto, temos em mãos
um novo suporte para a informação para ser investigado e plenamente
utilizado. Assim como toda novidade, a chegada do novo suporte traz muitas
discussões, inquietações, dúvidas e questionamentos, e poucas certezas ainda
se têm sobre ele. Todavia, o suporte digital tem um ponto indiscutível: a
economia do espaço físico é uma grande vantagem para as bibliotecas,
lembrando que este sempre foi um problema insolúvel para todas elas, e
conseqüência do volume de informações produzido e registrado somente em
papel até uma década atrás. Certamente que o advento da informação digital
não solucionará este problema imediatamente, há uma inércia a ser vencida no
tocante ao uso deste tipo de suporte motivada por fatores sociais, econômicos,
psicológicos e tecnológicos; no entanto, há ambientes específicos em que a
troca do suporte impresso pelo digital está se dando com uma maior rapidez,
como é o caso das bibliotecas universitárias. Para Cunha (2000) daqui a alguns
anos a totalidade das bibliotecas universitárias estará automatizada, e muitas
serão completamente digitais. Neste sentido as bibliotecas universitárias
devem rever sua estrutura geral e os modelos seguidos até então. E, neste

�processo de revisão, repensar especificamente o uso dos seus espaços físicos
– tão aclamados antes da era digital – para mantê-los como espaços atuantes
e de apoio ao ensino e à pesquisa, agregando novos valores ao já conhecido e
consolidado valor das bibliotecas universitárias.

2 OS SUPORTES DA INFORMAÇÃO
A evolução dos suportes da informação é parte inseparável da história
do registro do conhecimento, e também parte importante da história da
evolução do homem, ao mesmo tempo sendo sua propulsora e conseqüência.
Pedra, madeira, pele, pano, papel, microfilmes, fita magnética,
disquete, disco magnético, disco óptico e o suporte digital
formam a seqüência natural da evolução dos suportes da
informação, tendo como referencial o desenvolvimento
tecnológico. (PEDRO, 1996)

A durabilidade dos suportes, no entanto, não tem relação direta com
maior ou menor tecnologia abarcada neles. É relativamente simples
compreender o processo de produção do papel e reproduzi-lo, e mesmo assim,
ele tem durabilidade comprovada de centenas de anos! Os microfilmes,
considerados como o futuro das bibliotecas há várias décadas atrás, foram
deixados de lado em função dos equipamentos necessários para sua leitura e
do desconforto causado ao seu usuário. E certamente, os microfilmes têm mais
tecnologia abarcada do que o papel. Ironicamente, em meio ao alvoroço com a
entrada do suporte digital – já assinalado como o novo futuro das bibliotecas e
o sucessor definitivo do papel, está a questão da durabilidade deste novo
suporte. Entre muitos debates e estudos, ainda não se têm consenso e
respostas objetivas e definitivas.
Segundo o National Media Laboratory a durabilidade de um mesmo
suporte varia de acordo com a temperatura e umidade relativa do ar do local
onde está armazenado. A durabilidade do CD-ROM, por exemplo, será de dois
anos se este estiver guardado num local com 40º. C e 80% de umidade relativa

�do ar, ou será de duzentos anos se estiver em local com 10º. C e 25%
(REVISTA Veja errou..., 1998).
Cunha (1999) em seu artigo sobre as bibliotecas digitais, cita o estudo
de Van Bogart a respeito da expectativa de vida das mídias digitais cujo
resultado indica que tais suportes podem durar entre um e cem anos.
Se a durabilidade for o único fator para a sucessão e ou substituição dos
antigos suportes da informação pelos novos, podemos dizer que muitos
suportes ficaram para trás perdidos no tempo e na história, e o mais
preocupante: muitas informações foram perdidas.
Todavia, outros fatores, além da durabilidade, são
considerados. O peso, a transportabilidade, a fidelidade, a
facilidade de gravação, o espaço ocupado, a durabilidade, a
segurança contra acessos indevidos, a densidade, a rapidez de
acesso e a atitude psicológica dos usuários, são outros fatores
que assumem valores diferentes para cada um dos suportes e
o conjunto das vantagens e desvantagens é que pesa na
tomada de decisão por um ou outro suporte. Assim, a
substituição entre suportes nunca é absoluta (PEDRO, 1996).

Há ainda a questão do custo-benefício de aquisição e uso do novo
suporte em relação ao objetivo que a organização tenta atingir.
As bibliotecas universitárias, responsáveis pelo suporte ao ensino e à
pesquisa, são organizações que prezam fortemente a questão da agilidade e
da precisão no acesso à informação. Assim, todo novo suporte que aumenta
sobremaneira a capacidade de armazenamento, a rapidez e a multiplicidade de
acesso simultâneo à produção científica é bem-vindo neste ambiente.
Diante do suporte digital, as bibliotecas universitárias têm sido
incentivadas a adquirirem informações neste meio, como os periódicos
eletrônicos, e também a produzirem suas próprias informações neste formato,
como por exemplo, a criação das bibliotecas digitais de teses e dissertações de
várias universidades.
A informação técnico-científica, a partir do suporte digital, privilegia as
necessidades dos usuários e não a completeza dos assuntos. Para atender a

�essas novas necessidades, são utilizados não somente os recursos
documentários locais, mas, principalmente pelo acesso virtual, acessível via
comutação bibliográfica, consórcios, rede e vendedores comerciais. O
compartilhamento de recursos é uma ação crítica, e a comutação bibliográfica
passa a ser uma forma essencial na nova estrutura da biblioteca universitária.
Hoje quaisquer bibliotecas têm coleções híbridas, ou seja, coleções que
são compostas por diferentes suportes de informação, e entre as bibliotecas
universitárias, especificamente, é crescente o número que possuem também
coleções digitais. Decorre desta heterogeneidade de suporte, um novo
comportamento por parte dos usuários frente ao acesso à informação, o que
implica na necessidade de mudanças no cenário geral das bibliotecas
universitárias.

3 AS COLEÇÕES VIRTUAIS
A biblioteca digital pode ser entendida como o conjunto de documentos
criados, adquiridos, distribuídos e armazenados sob a forma digital (CUNHA,
1999). Neste trabalho faremos uso deste conceito quando nos referirmos à
coleção virtual. Dentre os aspectos a serem observados, Nascimento (2000)
destaca as condições de espaço físico, tempo, formato, custo, grau de
confiabilidade, tecnologia disponível, recurso humano qualificado, abrangência
e profundidade das demandas de informação, por parte dos usuários.
Assim, essa tendência mundial revela, não apenas o
desenvolvimento de coleção de uma biblioteca, mas uma
mudança do modelo de comunicação científica ao longo dos
últimos 300 anos que interfere diretamente na condução da
gestão da biblioteca. [...] Essa revolução eletrônica encaminha
a biblioteca para o estabelecimento de uma nova postura
gerencial que contempla a leitura do espaço externo [...]; no
entendimento, não mais apenas dos mecanismos de
organização dos acervos, mas, particularmente, no
conhecimento de recursos de tecnologia da informação, como
hardwares, periféricos e softwares. Também, neste cenário,
ainda se insere no plano do ambiente interno uma comunidade
acadêmica distinta e difusa, em decorrência da diversidade de

�características das diferentes áreas do conhecimento [...] que
coexistem no contexto universitário (NASCIMENTO, 2000).

A convergência e o uso integrado das tecnologias de
comunicação e de conteúdos em formato digital têm
contribuído grandemente para este novo ambiente de acesso,
disseminação, cooperação ou compartilhamento e promoção
do conhecimento em escala globalizada. (OLIVEIRA, 2002)

Cunha (1999) coloca que no caso dos periódicos científicos a tendência
é que as bibliotecas permaneçam com coleções híbridas, um percentual em
papel e outro digital. Os títulos de menor circulação, extremamente
especializados talvez serão completamente migrados para o formato digital, já
os títulos de maior saída, de conteúdos generalistas serão produzidos nos dois
suportes, atendendo as diferentes circunstâncias em que se encontram os seus
leitores. Há editores que permitem o livre acesso aos textos completos de suas
revistas eletrônicas. Para outros, o acesso é restrito, sendo regulamentado por
meio de assinaturas, consórcios ou parcerias.
O SIBi/USP (Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo)

mantém

atualmente

o

acesso

regulamentado

aos

títulos

do

Portal.periódicos.Capes; às revistas eletrônicas do Institute of Physics (IOP); ao
JSTOR - Journal Storage - The Scholarly Journal Archive; e aos títulos da
editora Springer Verlag. O acesso aos títulos assinados pela USP presentes
nestes sites é controlado pelo número de IP (Internet Protocol), limitando o uso
a computadores instalados nas dependências da USP (bibliotecas, salas próaluno, salas de docentes/pesquisadores etc). O acesso também pode ser feito
por meio do serviço de acesso discado, que permite o uso da internet por
conexão via USPnet. No caso do Portal.periódicos.Capes, além do acesso em
equipamentos instalados na USP, também é permitido em equipamentos
instalados nas instituições consorciadas.
Na lista de revistas eletrônicas do SIBi/USP também figuram alguns
títulos assinados por bibliotecas da USP na forma impressa, que possuem
também a versão on-line, que pode ser consultada em equipamentos da USP
ou da biblioteca que assina o título, conforme política de cada editor.

�Além dos títulos com acesso regulamentado, o SIBi/USP também
compila títulos com livre acesso, como os da SciELO - Scientific Electronic
Library Online.
São muitas as vantagens dessa substituição em termos de dinheiro,
controle de cadastramento e patrimônio, acesso, guarda, custo de edição e
custo final, maior volume de trabalhos técnico-científicos publicados; rapidez no
lançamento de novas edições, maior amplitude de “distribuição” e completeza
das coleções.
Algumas preocupações sobre o uso do suporte eletrônico são citadas
por Abramo, Barata e Goldman (2004), como a propriedade do material
adquirido, a continuidade dos formatos eletrônicos nas próximas décadas, o
mito do acesso público e a garantia da integridade das informações on-line.
Além da questão da obsolescência dos equipamentos e produtos tecnológicos
e a dos direitos autorais. Romero (2003) indica duas desvantagens deste tipo
de suporte. A primeira questiona o próprio suporte e sua longevidade, é a
preocupação - comum a todos - sobre como se dará a conservação e a
manutenção destas informações em meio digital; a segunda questiona a
resistência existente no meio acadêmico para aceitar novos suportes para a
informação.
Os estudos de Cox (1998) revelam que as vantagens e desvantagens
entre a revista impressa e a revista eletrônica ainda não são muito claras. Do
ponto de vista financeiro, as publicações eletrônicas eliminam papel,
impressão, encadernação, armazenagem e custos de distribuição.
Entretanto, o novo formato exige altos investimentos de capital em
equipamentos, alta tecnologia, recursos humanos qualificados e com novas
habilidades para preparar dados para o ambiente eletrônico. Outro aspecto
relevante relatado por Cox (1998) diz respeito à insegurança do futuro, quanto
às formas de divulgação para atingir o cliente.

�As despesas de marketing não são óbvias no presente, como
os usuários serão identificados e atingidos com informações
sobre os produtos; os próximos anos trarão mudanças nesta
percepção de como usarmos a Internet como um meio de
distribuição da informação. (COX, 1998)

A preservação da informação digital é um assunto complexo e recente e
não se atém somente aos estudos das mídias, técnicas de backup, técnicas de
migração, técnicas de autenticidade, etc. Innarelli (2004) alerta que este
assunto deve ser estudado de forma interdisciplinar e institucionalmente,
cabendo aos profissionais da informação, a garantia da preservação e
manutenção do documento digital de forma íntegra e autêntica.
Neste contexto, vale salientar que a interrupção das assinaturas de
periódicos impressos pode não significar redução de custos. Marchiori (1997)
alerta:
uma grande parte dos recursos irá para os custos do
empréstimo interbibliotecário, outra parte para o acesso
bibliográfico, outra parte para o pagamento de royalties, outra
para fotocópias, outra para o pagamento de serviços
comerciais e outra para o desenvolvimento de mecanismos de
busca e disponibilidade de informação cada vez mais rápida...

Entendemos que este movimento de substituição é um processo natural
decorrente da evolução dos suportes da informação e será mais acentuado na
esfera técnico-científica em função do comportamento deste tipo de
informação, onde a agilidade de produção e publicação são vitais para a
manutenção do ciclo da produção científica. Todavia, como a história mostra
que nenhum suporte existente substituiu seu anterior, acreditamos que o papel
não será definitivamente substituído pelo eletrônico. O contexto, juntamente
com os objetivos propostos é que definirão o melhor suporte a ser utilizado.

4

O

QUE

FAZER

COM

UNIVERSITÁRIAS (BU’S)?

O

ESPAÇO

FÍSICO

DAS

BIBLIOTECAS

�Dessa forma, as bibliotecas universitárias devem avaliar
cuidadosamente os seus espaços, levando em conta que o
programa de disponibilidade da informação, combinará, por
alguns anos, numa forma híbrida, o uso tradicional do suporte
em papel com a ampla gama dos suportes digitais. O prédio,
portanto, precisa combinar elementos que fazem uma
biblioteca funcionar num ambiente de rápida mudança, e ao
mesmo tempo, manter-se como o centro intelectual do campus.
(CUNHA, 1999)

De qualquer forma, a biblioteca universitária atual não é mais
sustentada pelo modelo tradicional. As coleções de periódicos
científicos impressos misturam-se com as coleções eletrônicas;
o espaço físico restrito se expande para o infinito; o trabalho
anteriormente isolado do bibliotecário se propaga para a
parceria com fornecedores, com outras bibliotecas e, mais do
que nunca com os usuários. Esse usuário universitário, ao
mesmo tempo em que ele é o produtor do conhecimento, que
desencadeia todo o processo de desenvolvimento da ciência e
da tecnologia, pode tornar-se o publicador científico e,
simultaneamente utilizar-se dos acervos das bibliotecas.
(NASCIMENTO, 2000)

A criação de salas com pontos de acesso nos quais o próprio usuário
ligará o seu equipamento portátil e, por si mesmo, utilizará o sistema da
biblioteca para acessar a informação será mais freqüente. Assim é necessário
rever a missão das BU’S – talvez elas devam partir para bibliotecas
comunitárias.
As BU’S poderão tornar-se também centros culturais, com programas e
atividades de cultura mais freqüentes; inclusive com setores próprios para o
desenvolvimento de ações culturais mais específicas. Estas mudanças
acarretam, incondicionalmente, mudanças na atuação do bibliotecário das
BU’S.
Neste cenário de novo suporte e novas sociabilidades, Morigi e Pavan
(2004) trazem o questionamento sobre o novo profissional. Apontam que na
medida em que os bibliotecários passam a empregar as tecnologias de
informação e comunicação, de forma ampliada, tais ferramentas passam a se
constituir elementos de sua prática profissional. A amplitude do seu uso passa
a interferir na relação com os usuários da informação, bem como nas formas

�de interpretar suas práticas, levando o profissional a construir novos modos de
subjetivação de sua profissão e suas práticas. Assim, a relação entre
tecnologia e sociabilidade, percebida a partir da prática profissional, poderá ser
responsável pela construção da identidade social dos bibliotecários no contexto
atual.

5 CONCLUSÕES
•

com o desenvolvimento tecnológico e a criação de novas mídias, a troca
de suporte da informação é fato e algo que acontecerá continuamente;

•

a troca de suporte, do papel pelo eletrônico, nas BU’s não põe em risco
a existência do ambiente “biblioteca” e a profissão do bibliotecário, e é
sim um movimento que veio para transformar o cenário existente
trazendo desafios e novas competências;

•

o espaço físico das BUs deve ser reavaliado e revisto, deve ser atrativo
e destinado a assuntos de interesse da comunidade universitária, ou
seja, deve ser estimulado seu uso;

•

o profissional pode agora dedicar seu tempo para atividades de
gerenciamento, para o planejamento e o desenvolvimento de novos
serviços, para pensar em parcerias e trabalhos cooperativos... entre
outras atividades;

•

os novos projetos de prédios para as BU’S já devem analisar o aspecto
das coleções virtuais.

ABSTRACTS
With the constant evolution of the information supports, the growing
replacement from the conventional media to the electronic one, especially in the
academic context, is inevitable. We have passed from the paper to the
microfiche, then to the CD-ROM and currently to the electronic formats or to the
remote access. There are many advantages in using the electronic access, and

�saving physical space is one of the advantages that we can’t contest. Along
with the need of the university libraries to put their products and services in
disposal, new proposals and new activities provided by the use of the physical
space is an aspect that attracts the assurance and intensifies the attention of
the users to the university libraries. It isn’t only a matter of good attendance, of
new products and services, capable and updated professionals, but a new
posture assumed in front of the changes. This work brings a brief summary
about the information supports and the changes happened during this evolution,
englobes the matter of the replacement of the paper support by the electronic
with emphasis to the technical scientific information that is to be found in the
university libraries, and clarifies their advantages. At the end it makes some
considerations about the use of the physical space of the university libraries,
and about the consequences of this, having the existence of the electronic
media in the academic sphere as a parameter.
KEYWORDS: University libraries. Virtual collections. Physical space. Electronic
media.

REFERÊNCIAS
ABRAMO, Luís Raul Weber; BARATA, João C. A.; GOLDMAN, Carla.
Patrimônio ameaçado. Folha de SP, São Paulo, p. A3, 21 jun. 2004.
COX, John E. The changing economic model of scholarly publishing:
uncertainty, complexity, and multimedia serials. Library acquisitions: practice &amp;
theory, New York, v. 22, n. 2, p. 161-166, Summer 1998.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária em
2010. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 1, p. 71-89, jan./abr. 2000.
CUNHA, Murilo Bastos da. Desafios na construção de uma biblioteca digital.
Ciência da Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 257-268, set./dez. 1999.
INARELLI, Humberto Celeste. Documentos digitais e sua fragilidade em
relação ao suporte. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS
DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. Anais... Campinas: UNICAMP. 2004.
Disponível em: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8397 Acesso em 17
jul. 2004.
MARCHIORI, Patricia Zeni. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva
de gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, Brasília,
v. 26, n. 2, p. 115-124, maio/ago. 1997.
MORIGI, Valdir; PAVAN, Cleusa. Tecnologias de informação e comunicação:
novas sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ciência da Informação,
Brasília, v. 33, n. 1, 2004. Disponível em:
http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=99&gt; Acesso em 17
jul. 2004.

�NASCIMENTO, Maria Alice Rebello do. Gestão da coleção de periódicos
científicos das bibliotecas universitárias brasileiras: a multiplicidade de suportes
e formatos e a diversidade de interesses e expectativas da comunidade
acadêmica. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC,
2000. Disponível em: http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t086.doc
Acesso em: 15 jul. 2004.
OLIVEIRA, Adriana Carla Silva de. Informação digital no contexto universitário:
proposta de criação da biblioteca digital da Universidade Potiguar. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002,
Recife. Anais... Recife: UFPE, 2002. Disponível em:
http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/5.a.pdf Acesso em 15 jul. 2004.
PEDRO, José Maria. A evolução dos suportes da informação. Semanário
Económico, Lisboa, n. 492, 14 jun. 1996.
REVISTA Veja errou sobre a durabilidade das mídias. Mundo da Imagem, São
Paulo, n. 26, p. 12-13, mar./abr., 1998.
ROMERO, Joaquín M. A. Las revistas digitales y la vida acadêmica.
DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, v. 4, n. 3, jun 2003.
Disponível em: http://www.dgz.org.br/jun03/F_I_art.htm Acesso em: 19 jul.
2004.
∗

jumoraes@icmc.usp.br Universidade de São Paulo. Instituto de Ciências Matemáticas e de
Computação. Av. Trabalhador São-Carlense, 400. São Carlos, SP – Brasil;
inesc@ib.usp.br Universidade de São Paulo. Instituto de Biociências. Rua do Matão, 303, São
Paulo, SP – Brasil;
dozena@usp.br Universidade de São Paulo. Faculdade de Zootecnia e Engenharia de
Alimentos. Av. Duque de Caxias Norte, 225. Pirassununga, SP – Brasil;
sandraro@usp.br Universidade de São Paulo Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade. Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 São Paulo, SP – Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52642">
                <text>Repensando o espaço físico das bibliotecas universitárias em tempos de coleções virtuais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52643">
                <text>Moraes, Juliana de Souza; Conte, Maria Inês; Dozena, Marcelo; La Farina, Sandra Maria </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52644">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52645">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52646">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52648">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52649">
                <text>Com a constante evolução dos suportes da informação, a crescente substituição do meio convencional para os meios eletrônicos, especificamente no contexto acadêmico, é inevitável. Passamos do papel para a microficha, o CD-ROM e atualmente para os formatos com acesso remoto ou eletrônico. São muitas as vantagens do acesso eletrônico, e a economia do espaço físico é uma das vantagens que não há como contestar. Com a necessidade das bibliotecas universitárias destacarem seus produtos e serviços, novas propostas e novas atividades proporcionadas pelo novo uso do espaço físico é um diferencial que atrai a confiança e reforça o interesse dos usuários pela biblioteca universitária. Não é apenas uma questão de bom atendimento, novos produtos e serviços, profissionais atualizados e capacitados, mas uma nova postura assumida diante das mudanças. Este trabalho traz um breve histórico sobre os suportes da informação e as mudanças advindas desta evolução, aborda a questão da substituição do suporte papel para o eletrônico com ênfase para a informação técnico-científica presente nas bibliotecas universitárias e comenta suas vantagens. Ao término, tece algumas reflexões sobre o uso do espaço físico das bibliotecas universitárias, e suas conseqüências, tendo como parâmetro a presença do meio eletrônico no ambiente acadêmico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68254">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4752" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3821">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4752/SNBU2004_031.pdf</src>
        <authentication>12658b26f3de37d31ab2e7ff749a5345</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52677">
                    <text>ESTUDO DA ESCOLHA E IMPLEMENTAÇÃO DO SOFTWARE DE
GERENCIAMENTO DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ UNITAU

Liana Nunes Rosa Palacios∗
Daniela Augusta de Souza Barreto∗∗

RESUMO
Este estudo faz uma análise da trajetória do processo de sistematização e
informatização do acervo do Sistema Integrado de Bibliotecas - SIBi da
Universidade de Taubaté – UNITAU. Apresenta procedimento de avaliação e
seleção dos softwares de gerenciamento e automação de Bibliotecas, o mais
adequado ao perfil e as necessidades da instituição, que foi adotado de acordo
com critérios pré-definidos, e que deu suporte à tomada de decisão no processo
de escolha do mesmo. Aduz a respeito do procedimento adotado em relação à
plataforma, hardware utilizado, linguagem do software, idioma empregado na
interface e as ferramentas disponíveis nos softwares. Indica os métodos utilizados
após a escolha do software, o processo de implementação e automação nas
bibliotecas. Expõe também a metodologia adotada no provimento dos processos
e serviços, o cronograma de execução; bem como a determinação das diretrizes
para inserção dos dados no sistema. Analisa o caminho percorrido até o presente,
as atualizações e novas funções para atender as necessidades da nossa
clientela, a alteração da filosofia de trabalho ocorrida ao se escolher uma
ferramenta tecnológica que deu maior agilidade e qualidade aos serviços
prestados e novos valores informacionais que foram adicionados como reflexo
dessa mudança.
PALAVRAS-CHAVE: informatização. Software de gerenciamento de bibliotecas.
Avaliação e seleção de software.

�1 INTRODUÇÃO
O SIBi – Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de Taubaté é
composto pela Coordenadoria Geral, 14 Bibliotecas Setoriais e pelo Centro de
Pesquisa Bibliográfica - CPB. Engloba ainda o Setor de Obras Raras e o Setor de
Reencadernação. É hierarquicamente subordinado à Pró-reitoria de Extensão e
Relações Comunitárias. O SIBi presta serviços à toda a comunidade acadêmica;
alunos de 1° e 2° graus, graduação, pós-graduação, pesquisadores, professores e
funcionários da Universidade; bem como a comunidade externa de Taubaté e
região.
O Sistema Integrado de Bibliotecas, doravante denominado SIBi, da
Universidade de Taubaté, denominada UNITAU, tinha de acervo, no final de 1995,
aproximadamente 90.000 exemplares de livros, 85.000 exemplares de periódicos,
2.500 teses, dissertações, monografias e trabalhos de conclusão de curso, além
dos acervos de jornais, mapas, fitas de vídeos, CD-ROM, catálogos, folhetos e
outras mídias. Todo material até então só tinham tratamento manual, o acervo da
UNITAU nunca tinha sido informatizado.
Foi sempre uma constante a preocupação da UNITAU com a qualidade da
prestação de serviços bem como sua adequação a realidade e as novas
exigências tecnológicas, cada dia mais veloz e integrada. A informação
organizada e precisa é um serviço essencial a ser prestado aos clientes. Foi com
o objetivo de dar continuidade à prestação dos serviços existentes e atender
melhor as novas necessidades de nossos clientes, bem como prover uma maior
disponibilidade e abrangência de novos recursos, que o desenvolvimento e
aprimoramento de acesso às tecnologias de informação se fez necessário;
alcançando serviços de melhor qualidade e a conquista de novos clientes.
Planejou-se a aquisição de um sistema de Gerenciamento de serviços em
Bibliotecas que atendesse a todas as necessidades dos serviços prestados pelo
SIBi.
Desde 1999, todas as unidades do SIBi encontram-se em contínuo
processo de informatização e atualização, a trajetória do processo de

�sistematização e automação do acervo do Sistema Integrado de Bibliotecas é
objeto deste estudo.

2

PROCEDIMENTOS

ANTERIORES

À

AVALIAÇÃO

E

SELEÇÃO

DO

SOFTWARE
No ano de 1995 foi apresentado à Pró-reitoria de Extensão e Relações
Comunitárias o Projeto de informatização das Bibliotecas da UNITAU que previa,
em linhas gerais, a necessidade de equipamentos e recursos humanos por
unidade, o tempo aproximado para a inserção dos dados e o plano de ação para
definir que software deveria ser adquirido.
Dentro do plano de ação, primeiramente foi feito um levantamento dos
softwares utilizados pelas bibliotecas universitárias brasileiras. Logo em seguida
foram criadas comissões de três a cinco profissionais da informação, para que
participassem de congressos, simpósios, jornadas, seminários, cursos, em que o
tema central fosse a informatização de bibliotecas e o uso das novas tecnologias
da informação; além de visitas a instituições que se destacaram no processo de
informatização. As informações coletadas eram levadas a reuniões com outros
profissionais da Instituição. Baseados nestas informações fizemos um documento
sobre os fatores que norteariam a escolha do software.

3 ESCOLHA DO SOFTWARE
O Plano de Ação, num segundo momento, previa que os softwares fossem
testados e confrontados, embasados nas informações já documentadas e as
necessidades da UNITAU. Chegamos a cinco softwares: MICROISIS, NOVALIB,
ALEPH, SÁBIO e SOPHIA.
Os softwares escolhidos foram escolhidos pelas seguintes características:
•

Sistema operacional Windows 95 ou superior;

•

Linguagem C++ ou Delphi;

•

Estar protegido contra Bug do milênio, inserção dos quatro dígitos;

�•

Operar em ambiente de rede: internet e intranet, permitindo que diversos
usuários utilizem simultaneamente o sistema;

•

Todos os relatórios do sistema devem poder ser visualizados antes de serem
impressos;

•

Todos os relatórios devem ser exportados para diversos formatos de
aplicativos;

•

Operar com leitora de código de barras e cartão magnético para empréstimos
e devolução;

•

Interface em português;

•

Opção para formato MARC;

•

Gerenciar aquisições de periódicos e outros materiais;

•

Ser capaz de importar e exportar dados;

•

Opção para relatórios em gráficos;

•

Interface amigável em todos os módulos;

•

Apresentar recursos que facilitem e agilizem a inserção de dados;
Visando a escolha do melhor e o mais adequado software às nossas

necessidades, foram testados e avaliados, por uma comissão de bibliotecárias, os
cinco softwares escolhidos, durante 12 meses, média de dois meses e meio para
cada software. Foram levados em conta os parâmetros:
•

Módulos de gerenciamento existentes;

•

Importação e Exportação de Dados;

•

Relatórios gerados;

•

Controle de Aquisição;

•

Consulta;

•

Empréstimo;

•

Cadastro rápido;

•

Custo X benefício;

•

Praticidade no uso;

•

Interface;

•

Configurações permitidas;

Os resultados dessas testes e avaliações foram os seguintes:

�ALEPH:

Software pesado; considerado o mais eficiente deles por muitos;
atendia parcialmente aos parâmetros já delimitados, interface em
inglês; plataforma parcialmente em Windows; parte do programa em
DOS; custo elevado.

MICROISIS:

Plataforma em DOS; em processo de adequação à plataforma
Windows; maleável; trabalhoso; linguagem obsoleta e interface
pouco amigável; Gratuito.

NOVALIB:

Software espanhol; atual; plataforma Windows; atendia aos
parâmetros já delimitados; interface amigável, em espanhol;
deixaram de ter representação no Brasil; custo elevado.

SÁBIO:

Software fácil de manejar; atendia aos parâmetros já delimitados;
linguagem

de

programação

flexível;

interface

amigável,

em

português; indicado pela comissão como apto a ser adquirido. Custo
acessível.
SOPHIA:

Software configurável, atendia aos parâmetros já delimitados;
linguagem

de

programação

flexível;

interface

amigável,

em

português; custo acessível; indicado pela comissão como apto a ser
adquirido. Venceu a licitação por ter alguns diferenciais a mais que o
Sábio, módulo de cadastramento rápido, menor preço, proximidade
da manutenção e pelo contrato de venda, que garantia as alterações
necessárias, respeitando as características das Bibliotecas da
Universidade e todas as suas novas versões.
A Pró-reitoria de Extensão e Relações Comunitárias, a Coordenadoria do
SIBi e a Coordenadoria de Informática da UNITAU, aprovaram a indicação de
compra do software, mediante reuniões posteriores à avaliação, em que foram
discutidas as plataformas operacionais exigidas pelos sistemas escolhidos e os
servidores existente na UNITAU, a necessidade de compra de computadores e
softwares com as configurações compatíveis com os softwares indicados.
No final do ano de 1997 foi feita a licitação para compra do software e o
suporte necessário, hardware e software.

�4 O PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO E AUTOMAÇÃO NAS BIBLIOTECAS:
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO, DETERMINAÇÃO DAS DIRETRIZES E
METODOLOGIA PARA A INSERÇÃO DOS DADOS NO SISTEMA
A partir da aquisição do SophiA Biblioteca, do treinamento do pessoal
técnico do Sibi, a informatização do acervo das unidades do SIBi teve início na
UNITAU.
De acordo com o projeto apresentado, foi escolhido uma unidade do SIBi,
Biblioteca de Odontologia, de pequeno porte e com um computador, para que
fosse a Biblioteca Modelo. Nesta biblioteca foi inserido todos os dados por meio
do módulo de cadastro rápido, verificada a eficácia dos procedimentos e normas a
serem adotadas, o tempo e o número mínimo necessário de pessoal técnico à ser
utilizado na inserção dos dados. Este processo durou seis meses.
Foi elaborado um cronograma e um manual de procedimentos para esta
etapa do processo, e distribuído às unidades do SIBi para que iniciassem a
informatização, baseado nos resultados da Informatização da Biblioteca Modelo:
•

As bibliotecas foram classificadas em pequeno, médio e grande porte;

•

Definidos os recursos humanos disponíveis e capacitados, por unidade, de
acordo com sua classificação;

•

Número de equipamentos por unidade, de acordo com sua classificação;

•

Previsto o cronograma da entrada de dados: seis meses para pequeno porte,
doze meses para as de médio porte e vinte e quatro meses para as de grande
porte;

•

Previsto o número mínimo de pessoal técnico para inserção dos dados no
cadastro rápido: um para pequeno porte, dois para as de médio porte e 3 para
as de grande porte;

•

Adotado o Formato MARC-21 (Machine Readable Cataloging Format - 21th
century) para importação e exportação de dados;

•

Adotado o Código de Catalogação Anglo-Americano - AACR2 para registro e
descrição dos diversos tipos de documentos e materiais;

•

Adotada a Tabela Cuttler;

•

Adotada a Classificação Decimal de Dewey;

•

Adotada para Referência NBR 6023NBR6023 da ABNT;

�•

Tipo de documentos e mídias que deveriam ser inseridos na base de dados
do SophiA Biblioteca;
A metodologia de trabalho adotada para informatizar as Bibliotecas da

UNITAU foi estudada por uma comissão e após reuniões com os outros
profissionais da informação, responsáveis por cada unidade, adotou-se os
procedimentos abaixo relacionados:
•

Planilhar todos os documentos ou materiais com os dados à serem inseridos,
com exceção das publicações seriadas;

•

Tratar os dados atuais em primeiro lugar;

•

Tratar os dados com mais de cinco anos depois de uma avaliação criteriosa
por parte de especialistas na área.

•

Digitar os dados no software;

•

Disponibilizar o acervo em terminais de consulta;

•

Inserir os periódicos científicos com os artigos;

•

Registrar os usuários e fornecer um cartão com código de barras;

•

Emprestar e receber automaticamente;

•

Adotar um cabeçalho de assuntos unificado nas quatorze unidades do SIBi.

•

Criticar;

•

Avaliar;

5

CONSIDERAÇÕES

SOBRE

OS

REFLEXOS

DO

PROCESSO

DE

INFORMATIZAÇÃO SOBRE SIBI/UNITAU
A UNITAU possui uma característica física peculiar, apesar de ser uma
instituição sediada no município de Taubaté/SP, suas unidades localizam-se em
departamentos

distintos,

distantes

quilômetros

entre

si,

dificultando

a

comunicação das pessoas; com o advento da informatização esta distância foi
encurtada e hoje, a comunicação, a troca de idéias e sugestões tornou-se uma
constante unindo o grupo em torno de um propósito único.
O treinamento e capacitação dos funcionários do SIBi foi fundamental para
o bom andamento de todo o processo. O pessoal técnico e administrativo foi
informado e integrado ao processo de transição que passariam todas as

�unidades, participaram da reestruturação de suas atividades, apreenderam a
nova maneira de apresentar e difundir os serviços prestados e o modo de operar
as rotinas do sistema, muito diferentes das até então praticadas.
Funcionários treinados e motivados transformaram-se em excelentes
gerentes em seu espaço, detectando as falhas no software, no hardware, nos
processos; nas rotinas, sugerindo diversas alterações no software e soluções nos
procedimentos.
As decisões tomadas de forma consensual, com a participação de todos,
amplamente documentada, garantiram o sucesso da informatização e do
funcionamento do software.
A flexibilidade do software adotado, a centralização de decisões e o fato do
sistema permitir configurações gerais e locais permitiram maior controle sobre os
processos e a qualidade dos serviços.
Diante a nova situação, foram apresentados projetos pela Coordenadoria e
pelas unidades do SIBi, alguns já implantados e outros em andamento, citamos
em linhas gerais o objeto destes:
•

Reformar e ampliar o espaço físico das unidades do SIBi;

•

Ampliar serviços prestados;

•

Prestar serviços especializados para usuários com necessidades especiais;

•

Treinar usuários;

•

Aperfeiçoar o cabeçalho de assunto;

•

Integrar as unidades do SIBi em rede intranet;

•

Tornar disponível os serviços na Internet.

6 CONCLUSÃO
O novo ambiente das Bibliotecas, o desenvolvimento tecnológico, o uso da
internet, as redes locais, a multiplicidade das fontes de informações, a
quantidade, velocidade e qualidade com que a informação chega aos nossos
usuários, foi de longe o grande ganho da nossa comunidade.

�O SIBi, mais ainda do que antes, é parte do processo de aprendizagem
dos alunos bem como tem um papel essencial nas tarefas dos docentes.
As constantes atualizações do software SophiA, fruto de uma parceria que
só nos enriquece, faz com que os serviços oferecidos pelo SIBi evolua sempre,
oferecendo cada vez mais e melhores serviços.

REFERÊNCIAS
ALBERTIN, Alberto Luiz. Administração de Informática: funções e fatores
críticos de sucesso. São Paulo: Atlas, 1996.
BIO, Sérgio Rodrigues. Sistemas de Informação: um enfoque. São Paulo: Atlas,
1996.
COSTA, Marília M. Damiani. HEEMANN, Vivian. Automação em bibliotecas: o
uso de novas tecnologias. São Paulo: UNICAMP, 1994.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero. IMPERATRIZ, Inês Maria de Morais.
ROSETTO, Márcia. Subsídios para a análise, seleção e aquisição de software
para gerenciamento de bibliotecas: experiência do Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP (SIBi/USP). São Paulo: SIBi /USP, 1996.
MELLO, Ivo Soares. Administração de sistemas de informação. São Paulo: Pioneira,
1999.
∗

Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela FATEA – Lorena/SP; Bibliotecária
Encarregada / Coordenadoria do SIBi da Universidade de Taubaté; Responsável Técnica pelo
Suporte e Informatização das Bibliotecas, Assinatura e Renovação de Periódicos, Patrimônio. Email: palacios@unitau.br UNITAU – Universidade de Taubaté. Rua Daniel Danelli, s/n. Jardim
Morumbi -Cep: 12060-440. Taubaté/SP-Brasil. sibi@unitau.br
∗∗
Profissional da Informação, Bacharel em Biblioteconomia pela Unesp;Bibliotecária responsável
pela unidade do SIBi Departamento de Engenharias da UNITAU. E-mail: daniela@unitau.br
UNITAU – Universidade de Taubaté. Rua Daniel Danelli, s/n. Jardim Morumbi -Cep: 12060-440.
Taubaté/SP-Brasil. sibi@unitau.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52660">
                <text>Estudo da escolha e implementação do software de gerenciamento de Bibliotecas da Universidade de Taubaté- UNITAU.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52661">
                <text>Palacios, Liana Nunes Rosa; Barreto, Daniela Augusta de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52662">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52663">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52664">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52666">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52667">
                <text>Este estudo faz uma análise da trajetória do processo de sistematização e informatização do acervo do Sistema Integrado de Bibliotecas - SIBi da Universidade de Taubaté – UNITAU. Apresenta procedimento de avaliação e seleção dos softwares de gerenciamento e automação de Bibliotecas, o mais adequado ao perfil e as necessidades da instituição, que foi adotado de acordo com critérios pré-definidos, e que deu suporte à tomada de decisão no processo de escolha do mesmo. Aduz a respeito do procedimento adotado em relação à plataforma, hardware utilizado, linguagem do software, idioma empregado na interface e as ferramentas disponíveis nos softwares. Indica os métodos utilizados após a escolha do software, o processo de implementação e automação nas bibliotecas. Expõe também a metodologia adotada no provimento dos processos e serviços, o cronograma de execução; bem como a determinação das diretrizes para inserção dos dados no sistema. Analisa o caminho percorrido até o presente, as atualizações e novas funções para atender as necessidades da nossa clientela, a alteração da filosofia de trabalho ocorrida ao se escolher uma ferramenta tecnológica que deu maior agilidade e qualidade aos serviços prestados e novos valores informacionais que foram adicionados como reflexo dessa mudança.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68256">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4754" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3823">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4754/SNBU2004_032.pdf</src>
        <authentication>d130a16f5743e822fafa088e217df562</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52695">
                    <text>MONITORAMENTO DAS INFORMAÇÕES GERADAS NA UDESC: UM
INSTRUMENTO ESTRATÉGICO PARA A GESTÃO DAS BIBLIOTECAS

Lúcia Marengo∗

RESUMO
O estudo verificou a utilização das informações geradas no ambiente interno da
Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC e se esta é utilizada como
recurso estratégico na gestão do sistema de bibliotecas setoriais da instituição.
Dissertou sobre a importância da gestão da informação nas organizações, seus
pressupostos e processos de gerenciamento. Considerando a informação
organizacional interna um insumo à gestão, foram relacionadas as atividades e
serviços oferecidos nas bibliotecas setoriais da UDESC para verificar quais as
informações são utilizadas e como poderiam ser melhor aproveitadas. O estudo
demonstrou que há pouco intercâmbio de informações entre biblioteca e demais
setores, sendo que a maior parte das informações geradas na instituição não são
utilizadas pelas bibliotecas, e o valor da informação institucional não é
reconhecido pela biblioteca e estas gerenciam ambientes de informação de forma
isolada. Por fim, conclui-se que há concentração na utilização de informações
cadastrais por parte da bibliotecas, sem considerar informações ligadas às
questões mais amplas das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
PALAVRAS-CHAVE: Gerenciamento da informação. Biblioteca Universitária.
Gestão de bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO
Uma estrutura institucional, como a universitária, compreende uma
coletividade

na

qual

inserem

docentes-cientistas,

discentes

e

técnicos-

administrativos. Para uma biblioteca universitária a utilização de fontes de
informação institucionais são fundamentais para o planejamento dos seus
serviços e produtos, inclusive para a formação do acervo. Seu ambiente
multidisciplinar possibilita o intercâmbio entre especialistas de diferentes ramos do
conhecimento, porém, torna-se necessário criar iniciativas e ações efetivas que
contextualizam as informações existentes, agregando valor às mesmas.
A

convivência

acadêmico-administrativa

interdisciplinar

deve

ser

estimulada e a biblioteca entendida como um centro gerenciador de informação

�tem como atributo a socialização da informação. Para tanto, é conhecendo as
demandas e fontes de informação que estará contribuindo no atendimento às
necessidades da instituição.
Gerir o conhecimento institucional significa dizer que é compartilhar e
capturar o conhecimento e esse existe nas pessoas e na interação entre elas. Um
fator de dificuldade em se estabelecer os limites de atuação das bibliotecas
universitárias,

refere-se

à

característica

da

fragmentação

funcional

da

universidade. Geralmente o processo de formação do profissional é tratado de
forma isolada e conseqüentemente todo o cotidiano universitário reproduz-se
desta forma isolada e fragmentada.
Inserida nesse contexto, encontram-se as bibliotecas universitárias,
todavia, concebidas como um sistema que contribua para a socialização da
informação. Assim sendo, necessitam considerar e congregar as diferentes
instâncias

do

ambiente

universitário.

Neste

sentido,

devem

buscar

o

gerenciamento de todas as informações produzidas, observando três processos
distintos:
• O da demanda, ou seja, onde e quem produz e necessita de informação
do ambiente interno da universidade;
• O das fontes documentais (acervos, catálogos, currículos, programas de
disciplinas, projetos, cadastros)
• O da disseminação da informação organizada e tratada.

A proposta desse estudo é apontar para a importância da criação de um
serviço de monitoração das informações das informações geradas na UDESC
como uma ferramenta de auxílio ao processo decisório das bibliotecas, bem como
provê-las de subsídios para o desenvolvimento da atividade de planejamento.
Desenvolver

produtos

que

possibilitem

identificar

e

satisfazer

as

necessidades dos usuários das bibliotecas universitárias, assim como as de suas
respectivas áreas e demandas, faz-se necessário. É nesse sentido que a
sistematização da informação produzidas na UDESC se torna relevante.

�Ainda, com a aplicação estratégica do recurso informacional gerado na
UDESC, através de ações adequadas, e que estimulem a valorização das
oportunidades para a gestão do conhecimento, espera-se:
•

envolver as diferentes instâncias da universidade no processo de
disponibilização e aproveitamento de informações sistematizadas pelas
bibliotecas;

•

otimizar o provimento de suporte informacional à comunidade acadêmica;

•

estabelecer um instrumento de coleta e processamento das informações
geradas nas diferentes instâncias da UDESC;

•

redimensionar a relevância do papel e da participação da biblioteca na
dinâmica operacional e educativa na UDESC;

•

implementar uma metodologia de gerenciamento de informação que dê
suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão;

•

implantar a cultura do compartilhamento da informação.

1.1 OS PRESSUPOSTOS DE UMA POLÍTICA INSTITUCIONAL PARA GESTÃO
DA INFORMAÇÃO
Uma política institucional deve considerar a relevância em gerenciar o fluxo
de informação da organização, sendo que tal iniciativa deve permear todas as
atividades, rotinas e procedimentos envolvidos da organização (BEUREN, 2000).
Geralmente, atribui-se importância à identificação dos agentes que
necessitam de informações para tomadas de decisão e que se beneficiarão da
gestão do fluxo da informação produzida. Devem ser então, considerados todos
os setores, pois mesmo que cada unidade possui objetivos definidos, não
impossibilita o compartilhamento e a agregação do valor para todas as partes
envolvidas.
Beuren (2000) salienta que cada tomador de decisão apresenta
características pessoais distintas e específicas, assim sendo, mesmo que
decisões tenham alguns aspectos em comum, as informações estarão sujeitas

�aos diferentes níveis de gestão, de ambientes e momentos. Portanto há de se
considerar que ao gerenciar (organizar, tratar, armazenar e disseminar) as
informações deve-se atentar às suas especificidades.
Há de se considerar também o processo de tratamento e sistematização da
informação, no que consiste em identificar o volume de informação necessário, a
confiabilidade, a relevância, a flexibilidade, a seletividade e o custo para que seja
possível definir a estratégia da coleta, armazenagem e disseminação.
De fato, para alguns autores (GLAUTIER &amp; UDERDOWN apud BEUREN,
2000, p. 20), o processo de decisão requer um conjunto de variáveis, porém se
desencadeia através de uma seqüência definida que consiste em:
- reconhecer a existência de um problema ou necessidade;
- definir todas as alternativas de solução para o problema;
- coletar todas as informações relevantes para as alternativas de solução;
- avaliar e classificar o mérito das alternativas de solução;
- decidir sobre a melhor alternativa de solução, selecionando a mais bem
classificada;
- validar a decisão por meio das informações de feedback.
No universo acadêmico coexistem atividades diversificadas de caráter
pedagógico e administrativo. O desenvolvimento dessas atividades gera e exige
uma dinamicidade de informação, onde cada setor, em níveis distintos, necessita
compartilhar informação e conhecer os diferentes processos adotados.
Portanto, é relevante para um sistema de informações perceber esse
cenário universitário, inclusive como se dá o processo de tomada de decisão e de
identificação da maneira como o gestor constrói sua estratégia decisória, pois, tais
aspectos auxiliarão na concepção de um sistema gerenciador de informação na
organização.

�Neste cenário, a sistematização da coleta, organização, análise e utilização
de informação permite a diminuição de tempo, riscos, erros e auxilia na tomada
de decisão.
Muitos são as alternativas surgidas na criação de sistemas de informação
estruturados para a monitoração e obtenção da informação cujo objetivo é obter
maior proveito do capital informacional e intelectual existente na organização e de
informações externas. Tais sistemas estruturados são comumente chamados de
sistemas de informação (SI), criados na sua maioria para dar suporte às
atividades desenvolvidas em diversos setores e unidades das organizações, com
possibilidades de estruturar, uniformizar, agilizar e atribuir qualidade a diversas
funções, tarefas e processos. Dávalos &amp; Lopez (2002/2003, p. 267) conceituam
um SI “como um conjunto de componentes inter-relacionados, desenvolvidos para
coletar, processar, armazenar e distribuir informação, facilitando a coordenação, o
controle, a análise, a visualização e o processo decisório nas organizações”.
Esses sistemas permitem a interação com o ambiente e geralmente
constituem-se em três atividades básicas:
- Entrada (input): consiste na coleta de dados e informações internas ou externas
à organização;
- Processamento: corresponde ao tratamento, classificação, análise das
informações, tornando-as mais significativas;
- Saída: refere-se à distribuição da informação processada. Um fator importante
nessa atividade é o feedback, onde se verifica e avalia-se se saída das
informações estão atendendo aos objetivos do sistema e usuários.
As várias classificações atribuídas aos diferentes sistemas, segundo Mussi
(2002) referem-se à área funcional da organização que o sistema abrange:
produção, vendas e marketing, finanças e contabilidade, recursos humanos; ao
nível organizacional ao qual o sistema fornece suporte: estratégico, tático,
operacional; e ao nível de abrangência em que o sistema foi aplicado:
organizacional, grupal, individual.

�Embora a adoção tecnológica de determinados sistemas de integração
facilite e esteja sendo utilizada como uma ferramenta eficiente nas organizações,
entende-se que as ações direcionadas ao processo de gerenciamento da
informação são atividades que antecedem todo e qualquer processo de
informatização da informação.
A operacionalização do gerenciamento de informações na organização
deve partir de uma sistematização da informação, no que exige também a
monitoração da informação. Para Vieira (1999, p. 176) monitoração consiste na
“investigação do ambiente em busca de informação pertinente, envolvendo vigiar,
observar, verificar e manter-se a par dos desenvolvimentos dentro dae uma área
estabelecida”. Para a autora, a monitoração do ambiente é uma das técnicas de
inteligência na busca pela garantia da competitividade.
Wanderley (1999, p. 190) acrescenta a “monitoração permanente do
ambiente de atuação da organização mediante coleta, análise e validação de
informações sobre concorrentes, clientes, parceiros, fornecedores e demais
atores, visa à diminuição de riscos na tomada de decisão”.
Assim, o processo de monitoramento e sistematização constante de
informações tem como objetivo descobrir oportunidades e reduzir riscos. Para
Valentin (2003) monitoramento informacional é uma técnica de observação e
acompanhamento constante de dados, informação e conhecimento relevantes ao
negócio da organização.
Entretanto, a atividade de gestão da informação em uma organização não
é tarefa fácil, pois alguns pressupostos devem ser considerados. É necessário
conhecer claramente quais são os objetivos da organização. Deve ainda, ser de
interesse e iniciativa das instâncias superiores, onde se estabelecerá uma cultura
organizacional predisposta e orientada para tal.
O envolvimento e comprometimento de todos os membros da organização
são fundamentais na medida que o processo de resgate da imensa quantidade e
variedade de informações existentes devem ser fiéis para que seja possível desta

�forma, definir quais informações deverão ser compartilhadas e com que
finalidade.

1.2 OS PROCESSOS PARA O GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO.
Para dar início ao processo de gerenciamento da informação, alguns
autores descrevem etapas que facilitam a estruturação, monitoramento e
tratamento da informação. Entretanto, nomeiam suas ações com diferentes
terminologias, sendo que o princípio que as norteiam é o processo de gestão da
informação.
Beuren (2000, p. 60) salienta que não existe um único padrão de
procedimento em relação à divisão das etapas na fase de execução do
gerenciamento da informação. A autora cita que alguns elementos são comuns,
porém há um conjunto de tarefas que interagem no processo. Mesmo não tendo
uma rígida seqüência de passos e de terminologia, algumas etapas são
destacadas por alguns autores, conforme mostra o quadro a seguir:
Quadro 1 - Diferentes etapas para o processo de gerenciamento da informação
BATTAGLIA
(1999)

BEUREN
(2000)

JAKOBIAK
(apud
Dornelas,
2000)

DAVENPORT
(2001)

VALENTIM
(2003)

1.
Planejamento
e
coordenação

1.
Identificação
das
necessida-des
e requisitos de
informação

1. Busca,
coleta e
difusão da informação

1.
Determinação
das
exigências da
informação

1. Diagnóstico
organizacional

2. Coleta,
processament
oe
armazenamen
to

2. Coleta e
entrada de
informações

2. tratamento
da informação

2. Obtenção
de
informação:
exploração,
classificação,
formatação e
estruturação

2. construção
das redes
informacionais

3. Análise e
validação ds

3.
Classificação

3. Análise e
validação da

3. Distribuição

3.
Identificação

�informações

e
armazenamen
to da
informação

informação

das fontes
informacionais

4.
Disseminação
e distribuição
das
informações

4. Tratamento
e
apresentação
da informação

4. Utilização/
disseminação
da informação

5. avaliação
do processo

5. Desenvolvimento de
produ-tos e
serviços de
informação

5. Tratamento
da informação

6. Distribuição
e
disseminação
das
informações

6.
Disseminação
da informação

4. uso da
informação

4. Coleta de
dados

7. Avaliação
do
monitorament
o
a) Identificação de necessidade e requisitos de informação:
Essa etapa consiste em conhecer as diversas formas que pode tornar a
informação mais estratégica.
Davenport (2001, p. 176) comenta que determinar as exigências ou
necessidades de informação é difícil, pois “envolve identificar como os gerentes e
os funcionários percebem seus ambientes informacionais.”
Alguns

autores

apontam

como

primeira

etapa

do

processo

de

gerenciamento a necessidade do planejamento. Para Wanderley (1999), é a fase
na qual são definidas as bases para o sistema. Define-se qual a utilidade e
necessidade da organização, usuários/clientes, setores envolvidos e com que
finalidade utilizar as informações.
Valentim (2003, p. 1) recomenda que nessa etapa deve-se estabelecer um
cronograma de contatos, conhecendo cada setor e suas especificidades, as

�lideranças e suas necessidades. Para tanto, sugere a elaboração de um
diagnóstico de cada setor, definindo o perfil das pessoas, das atividades e do
fluxo de informação.
Algumas ferramentas podem ser utilizadas para facilitar a definição das
necessidades. Wanderley (1999) sugere a realização de “entrevistas, pesquisas
e/ ou a aplicação do método de definição dos Fatores Críticos de Sucesso – FCS.
Para Davenport (2001, p. 176), a função da aplicação do método é “deduzir as
exigências informacionais de fatores que devem ‘funcionar bem’ para que o
negócio tenha bom desempenho. ”

b) Coleta, tratamento e armazenamento de informações:
A coleta de informações é a busca das fontes de informação conforme às
necessidades

levantadas

anteriormente.

Durante o processo de coleta,

tratamento e armazenamento é importante ter conhecimento dos diferentes tipos
de informação existentes na organização.
Jakobiak (apud Battaglia, 1999, p. 207) ressalta a necessidade de
“classificar as informações em diferentes tipos, formas, classes e suportes.
Valentim (2003), além de citar alguns tipos de informação como as
estratégicas, políticas, econômicas, legais, tecnológicas, entre outras, menciona
que estas deverão ser capturadas tanto no ambiente interno como no externo, e
também deverão ser observados os diferentes níveis informacionais, quais sejam:
a) estruturado: informações que já estão sistematizadas em algum tipo de
suporte.
b) estruturável: informações produzidas e que se encontram sem seleção,
tratamento e acesso.
c) não estruturado: informações produzidas externamente e estão sem
sistematização, sem filtros e sem tratamento.

�As informações estruturadas podem ser internas ou externas. As internas
são aquelas “que estão necessariamente consolidadas/sistematizadas em algum
tipo se suporte (arquivos, bibliotecas, banco de dados, sistemas, etc)”. Sendo que
as externas se encontram fora da organização, porém também organizadas em
algum suporte.
Quanto às informações estruturáveis são aquelas que se encontram nos
diferentes setores da organização, porém sem estarem selecionadas, tratadas e
acessíveis.
Uma outra classificação em relação às informações é que elas podem ser
coletadas em fontes formais ou informais. Battaglia (1999, p. 207) afirma que as
fontes formais “são informações geralmente publicadas e são de domínio público”,
enquanto as informais, geralmente “não são publicadas e envolvem o futuro
próximo ou presente”. Têm origem em notícias, idéias, rumores, conversas
telefônicas, reuniões, entrevistas, enfim, informações que tenham importância
significativa ao contexto organizacional. Portanto, é na seleção e coleta das
informações quando se define a relevância da estrutura desejada.
Beuren (2000, p. 69) complementa ainda que para conseguir maior
eficiência na coleta da informação “é aconselhável que ocorra um processo
interfuncional, ou seja, que as pessoas de diferentes funções e setores auxiliem
nesta tarefa.”
O tratamento da informação consiste na definição de mecanismos de
registro e organização da informação. Neste processo ocorre concomitantemente
a definição, e a classificação e armazenamento das informações.
Para o armazenamento das informações, os recursos da tecnologia da
informação são diversos, no que permitirá a expansão dos acessos e
compartilhamento, tendo sempre como alvo o usuário. O profissional responsável
“pode buscar metodologias e representações diferenciadas para colocar à
disposição dos usuários, dentro de um único sistema, uma variedade de fontes e
estilos de informação (BEUREN, 2000, p. 70)”.

�Caso o sistema de gerenciamento da informação for um recurso
implantado com uma abrangência específica e para determinados usuários da
organização, como por exemplo, para suporte à biblioteca, no sentido de ampliar
sua participação nas diferentes instâncias da organização, o tratamento e
armazenamento das informações precisam ser definidos de acordo com
determinada especificidade, observando os objetivos da biblioteca. Para tanto, é
preciso definir os usuários potencias e criar mecanismos adequados e amigáveis.
Por outro lado, se o sistema de gerenciamento da informação for criado
para a utilização de toda a organização, a análise e tratamento das informações
requerem a contribuição de todos os envolvidos, formando assim, “equipes
multidisciplinares, que possibilitem uma ação integrada, visando agregar valor às
informações, da melhor forma possível.” (VALENTIM, 2003, p. 1).
No que se refere à atividade de classificação, Davenport (2001) recomenda
que se defina os esquemas iniciais, ou seja, as categorias que serão mais úteis e
procure manter contato com diferentes opiniões, monitorando o método de coleta
para verificar a necessidade de novas categorias. Tal alerta é feito pelo autor em
função da mudança constante no ambiente informacional, resultando maior
dificuldade em definir as categorias e seus significados. Sugere ainda que a
atualização seja feita a intervalos regulares.
c) Disseminação e distribuição da informação:
A partir da estruturação das informações a etapa seguinte consiste no
processo de disseminação e distribuição, ou seja, do uso efetivo dos produtos e
serviços gerados.
Alguns autores referenciam a importância e o desafio intrínseco nesta
etapa. Davenport (2001, p. 194) comenta que o uso da informação “é algo
bastante pessoal”, pois depende de “como o usuário procura, absorve e digere a
informação”. Beuner (2000, p. 71) complementa enfatizando a importância da
interação humana, onde a ligação usuário e gestores da disseminação e
distribuição da informação seja constante, na tentativa de “identificar e antecipar
outras informações não previstas.”

�Assim sendo, a avaliação é realizada atentando para as questões
mencionadas que estará sendo feita a avaliação e verificação da eficiência e
eficácia dos produtos e serviços disponíveis.

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL
Analisar o monitoramento das informações geradas na UDESC e sua
incorporação e interação no âmbito das bibliotecas setoriais.
2. 2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Caracterizar a UDESC e seu sistema de bibliotecas;
Identificar as informações produzidas pela UDESC e que são utilizadas pelas
bibliotecas setoriais;
Verificar como a biblioteca incorpora e interage com as informações geradas;
Demonstrar como os recursos informacionais produzidos pela UDESC
contribuem para a tomada de decisão no âmbito da biblioteca.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O trabalho envolveu quatro fases, assim distribuídas:
• Coleta e análise do referencial teórico e da literatura complementar a esse
referencial básico;
• Levantamento das informações sobre a instituição;
• Levantamento das informações utilizadas pelo conjunto de bibliotecas na
gestão dos serviços;

�• Definição de ações a serem desenvolvidos para a melhor utilização das
informações na instituição.

As técnicas de coleta de dados foram à observação, a análise documental,
a pesquisa bibliográfica e o questionário.
Os questionários foram elaborados, com perguntas fechadas e semiestruturadas para serem aplicados aos bibliotecários gestores e técnicos, cujo
objetivo foi verificar:
• Quais as informações que as bibliotecas necessitam para exercer sua
função;
• Quais as informações produzidas/geradas nos diferentes setores da
instituição e que estão sendo utilizadas atualmente no planejamento e oferecimento
dos serviços das bibliotecas;
• De que forma as bibliotecas capturam/resgatma as informações produzidas
na instituição e de que forma essas informações produzidas poderiam ser melhor
utilizadas;
• Quais são os principais provedores de informação da instituição para as
bibliotecas.

4 RESULTADOS
De acordo com os resultados obtidos, constata-se, que a maioria das
bibliotecas utilizam eventualmente informações sobre a estrutura acadêmica e
raramente as informações relativas à estrutura administrativa da UDESC, ou seja,
informações sobre situação financeira, orçamentária, planejamento, assuntos
interinstitucionais e internacionais e sobre programas e serviços de extensão. As
informações de caráter administrativo mais utilizadas dizem respeito aos dados
sobre processos e formas de aquisição.
A recuperação das informações em todos os setores é de fácil acesso, pois
estão geralmente organizadas e conseqüentemente com pouca dificuldade de

�fornecimento. De maneira geral os setores que possuem mais informações
relevantes para a maioria das bibliotecas é a Direção Geral, a Secretaria
Acadêmica, a Direção de Ensino e a Coordenação de Pós-Graduação.
A grande maioria das bibliotecas não participa da elaboração do
planejamento orçamentário da UDESC e da definição e elaboração do calendário
acadêmico.
Em relação às informações sobre a área de recursos humanos os dados
demonstram que algumas bibliotecas procuram informações na instituição sobre
remanejamento, habilidades e competências dos profissionais disponíveis e a
maioria define critérios para a seleção desses profissionais.
Nem sempre as bibliotecas conhecem todas as publicações da instituição e
raramente acompanham o processo, pois a maioria não procura se informar sobre
as recentes publicações.
Sempre que possível, as bibliotecas definem seus horários de acordo com
o fluxo de trabalho da comunidade acadêmica, sendo que algumas sempre criam
horários conforme determinada demanda.
A maioria das bibliotecas tem conhecimento dos cursos e horários dos
cursos de pós-graduação. Porém, raramente oferecem serviços extra-rotineiros
para atender determinada demanda, bem como recebem informações sobre
eventos programados pela instituição. E em relação aos eventos promovidos
pelos Centros, raramente as bibliotecas participam oferecendo serviços ao público
participante.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES

Diante do exposto, pode-se afirmar que:
•

O estudo demonstrou que um grande número de informações oriundas dos

diferentes setores está sendo subutilizado;

�•

O valor da informação institucional não é reconhecido pela instituição e

pela biblioteca;
•

Poucos

elementos

organizacionais

definidos

e

administrados

adequadamente pelas bibliotecas;
•

Pouco intercâmbio entre biblioteca e demais setores;

•

As bibliotecas gerenciam ambientes de informação de forma isolada. Há

concentração quase que exclusiva nas informações cadastrais, sem considerar as
questões mais amplas das atividades de ensino, pesquisa e extensão;
•

Nichos informacionais administrados por pequenos grupos de forma não

integrada ou produtiva em termos organizacionais.

REFERÊNCIAS
BATTAGLIA, M. da G. A inteligência competitiva modelando o sistema de
informação de clientes: FINEP. Ci. Inf., Brasília, v.29, n. 2, p. 200-214, maio./ago.
1999.
BEUREN,I. M. Gerenciamento da informação: um recurso estratégico no
processo de gestão empresarial. 2 ed. São Paulo:Atlas, 2000.
DÁVALOS, R.V.; LOPEZ, O.C.V. Uma abordagem da implantação de um sistema
integrado de gestão na UNISUL. Episteme, Tubarão, v.10, n.28/29, p. 263-282,
nov./jun. 2002/2003.
DAVENPORT, T. H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta
para o sucesso na era da informação. São Paulo:Futura, 2001.
DORNELAS, J. S., VARGAS, M. V. Contribuições para a análise de informações
sobre groupware a partir de uso de base de dados. Cad. UNICEN, Cuiabá,v. 4, p.
87-118, 2000.
MUSSI, C. C. O compartilhamento do conhecimento no processo de
implementação de sistemas de informação: o caso da Universidade do Sul de
Santa Catarina. 2002. Dissertação (Mestrado). UFSC.
VALENTIM, L. Métodos e técnicas de prospecção e monitoramento informacional
2. junho 2003 artigo capturado em
htpp://www.ofaj.com.br/colunaicgc_mv0603html. p. 1-3.

�VALENTIM, L. Prospecção e monitoramento informacional no processo de
inteligência competitiva. abril 2003 artigo capturado em
htpp://www.ofaj.com.br/colunaicgc_mv0403html. p. 1-2.
VIEIRA, Anna Soledade. Monitoração da competitividade científica e tecnológica
dos estados brasileiros:um instrumento de macropolítica de informação. Ci.Inf.,
Brasília, v.28, n.2, p. 174-189, mai./ago., 1999.
WANDERLEY, A. V. M. Um instrumento de macropolítica de informação:
concepção de um sistema de inteligência de negócios para a gestão de
investimentos de engenharia. Ci.Inf., Brasília, v.29, n.2, p. 190-199, mai./ago.,
1999.

∗

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA –UDESC. AV. MADRE BENVENUTA,
2007, 88035-001 - ITACORUBI – FLORIANÓPOLIS, SC. BRASIL. www.udesc.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52678">
                <text>Monitoramento das informações geradas na UDESC: um instrumento estratégico para a gestão das bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52679">
                <text>Marengo, Lúcia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52680">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52681">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52682">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52684">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52685">
                <text>O estudo verificou a utilização das informações geradas no ambiente interno da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC e se esta é utilizada como recurso estratégico na gestão do sistema de bibliotecas setoriais da instituição. Dissertou sobre a importância da gestão da informação nas organizações, seus pressupostos e processos de gerenciamento. Considerando a informação organizacional interna um insumo à gestão, foram relacionadas as atividades e serviços oferecidos nas bibliotecas setoriais da UDESC para verificar quais as informações são utilizadas e como poderiam ser melhor aproveitadas. O estudo demonstrou que há pouco intercâmbio de informações entre biblioteca e demai setores, sendo que a maior parte das informações geradas na instituição não são utilizadas pelas bibliotecas, e o valor da informação institucional não é reconhecido pela biblioteca e estas gerenciam ambientes de informação de forma isolada. Por fim, conclui-se que há concentração na utilização de informações cadastrais por parte da bibliotecas, sem considerar informações ligadas às questões mais amplas das atividades de ensino, pesquisa e extensão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68258">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4756" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3824">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4756/SNBU2004_033.pdf</src>
        <authentication>455ead3f743a02404b250f98a4dc71e7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52704">
                    <text>O PROCESSO DE APLICAÇÃO DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE
COLEÇÕES NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DO CEART/UDESC

Lúcia Marengo∗
Maria Juçara Corrêa∗∗

RESUMO
A formalização da Política de Desenvolvimento de Coleções da UDESC foi
desenvolvida com o objetivo de servir como um instrumento norteador das
decisões em relação à aquisição dos acervos das Bibliotecas Setoriais da
UDESC. Um levantamento da situação da biblioteca setorial do CEART/UDESC
revelou que as atividades relacionadas com o processo de seleção e aquisição de
materiais restringiam-se apenas ao levantamento da demanda de usuários
através de sugestões de professores e alunos de cada curso ministrado no Centro
de Ensino. A aplicação da Política de Desenvolvimento de Coleções na Biblioteca
Setorial da UDESC deveu-se ao fato de considerar importante a existência de um
instrumento formal para definir critérios e prioridades com relação à seleção e
aquisição do material que compõem o seu acervo. A formalização de uma política
possibilitou que a comunidade acadêmica participasse do processo, além de
responsabiliza-la pelo complexo processo de decisões. Foram estabelecidas as
etapas necessárias para a formalização, onde através de Portaria, foi criada a
Comissão Permanente de Seleção de Coleções e todos os membros foram
nomeados para atuar como órgão de assessoramento técnico e científico. A
prioridade foi realizar uma avaliação da coleção de todos os materiais existentes
na biblioteca, bem como, analisar, selecionar e priorizar as futuras aquisições. O
trabalho da Comissão revelou a importância de uma articulação com a
comunidade acadêmica, visando a efetivação de iniciativas, programas, técnicas
e ferramentas que melhorem o processo de seleção e aquisição do acervo

1 INTRODUÇÃO
Tendo em vista que as coleções só podem ser desenvolvidas
racionalmente se contarem com um documento resultante de planejamento e que
sirva de apoio para o processo decisório em termos de seleção e aquisição, a
Biblioteca Universitária da UDESC criou a Política de Desenvolvimento de
Coleções da Biblioteca Universitária, e passou a ser o instrumento que estabelece
critérios para todas as Bibliotecas Setoriais da UDESC.

�A Política define critérios para a composição do acervo das bibliotecas
setoriais, servindo também como um instrumento para planejamento, avaliação e
como um guia de ação, funcionando como diretriz para as decisões

dos

bibliotecários e comunidade universitária em relação à seleção do material a ser
incorporado ao acervo.
Para a formação do acervo das Bibliotecas Setorias da UDESC considerase importante obter o máximo de materiais de informação relevantes a toda
comunidade acadêmica (docente e discente), a fim de permitir subsídio
informacional que possa gerar conhecimento e consequentemente crescimento
profissional.
Para tanto, a Biblioteca do Centro de Artes - Ceart no processo de
definição para a aquisição dos materiais de informação, levou em consideração
os objetivos e diretrizes estabelecidos da biblioteca, definindo como prioridade o
atendimento aos programas de ensino do Centro de Ensino, observando suas
necessidades informacionais; o suporte informacional aos programas de pesquisa
e extensão do Centro e o fornecimento de obras de referência em áreas de
assunto específicas, gerais e/ou afins.
A responsabilidade pela formação do acervo é da Comissão de Seleção
que, conforme recomenda a Política de Desenvolvimento de Coleções da UDESC
– PDC, deve ser composta pela Chefia da Biblioteca Setorial do Centro de
Ensino; um docente, Chefe de cada Departamento do Centro; um discente,
representante do Diretório Acadêmico; um representante da Direção Assistente
de Ensino; um representante da Direção Assistente de Pesquisa e Extensão.
Sendo que a Comissão de Seleção é presidida pela Chefia da Biblioteca Setorial
do Centro.
Assim sendo, para a implantação da PDC ba Biblioteca do Ceart, todos os
membros da Comissão de Seleção foram nomeados, através de Portaria, por ato
do Diretor Geral do Centro, cujas atribuições são:
a) Traçar/atualizar a política de desenvolvimento de coleção;

�b) Avaliar e definir o material para o descarte e/ou remanejamento;
c) Analisar sugestões/solicitações para aquisição;
d) Avaliar a coleção de todos os materiais existentes na biblioteca (periódicos,
livros, multimeios), quando necessário;
e) Manter contato, formal ou informal, com o maior número possível de
membros da comunidade universitária, com o fim de coletar sugestões para
atualização do acervo;
Para

orientar

a

seleção

qualitativa

e

quantitativa

a

Biblioteca

responsabilizou-se pela pesquisa/procura de materiais existentes no acervo e de
novos materiais, novidades editoriais, contatos com editoras e livrarias, em
diversas fontes de informação, tais como: bibliografias gerais e especializadas;
catálogos, listas e propagandas diversas de editores e livreiros; diretórios de
periódicos; lista básica de publicações recomendada pela MEC; sugestões dos
usuários; bases de dados; sites de editoras e de livrarias e de outras bibliotecas.
Assim, a partir da formação da Comissão foram estabelecidos os
procedimentos necessários para a aplicação da PDC.

1.1 CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DOS MATERIAIS: SELEÇÃO QUALITATIVA E
QUANTITATIVA
Os

materiais

de

informação

foram

criteriosamente

analisados

e

selecionados de acordo com o objetivo e função da Biblioteca Setorial, sendo
observados os seguintes critérios: adequação ao currículo acadêmico e às linhas
de pesquisa; qualidade do conteúdo; autoridade do autor e/ou editor; demanda;
atualidade da obra; quantidade (excesso/escassez) de material sobre o assunto
na coleção da Biblioteca; idioma acessível; custo justificável; número de usuários
potenciais que poderão utilizar o material; condições físicas do material;
conveniência do formato e compatibilização com equipamentos existentes.

�Coube à Biblioteca manter o corpo docente, informado sobre novos
lançamentos do mercado, que poderiam ter utilidade na área de atuação dos
mesmos.
Para a garantia da qualidade do processo de seleção de materiais
observou-se os seguintes aspectos:
-

as bibliografias básicas dos programas das disciplinas dos Cursos devem
ser atualizadas periodicamente pelos docentes, cabendo ao Diretor
Assistente de Ensino de cada Centro encaminhá-las à Biblioteca para que
sejam incluídas nas listagens a serem analisadas pela Comissão.

-

criação de um sistema da coleta de sugestões de materiais oriundas de
participações em cursos, congressos, seminários, viagens de estudos,
treinamentos, etc. por parte do corpo docente;

-

sugestões do corpo discente poderão ser encaminhadas via Diretório
Acadêmico, na sua representação junto à Comissão. Essas sugestões
serão analisadas pela comissão de seleção, seguindo os mesmos critérios
acima mencionados.

Observando ainda:
-

cursos em implantação e/ou em fase de reconhecimento, disciplinas novas
e/ou alterações de currículos;

-

renovação de assinaturas de periódicos científicos e de referência que já
façam parte de lista básica, conforme indicações dos docentes;

-

atualização das obras para cursos de graduação;

-

cursos de pós-graduação em fase de reconhecimento, credenciamento ou
recredenciamento;

-

áreas de desenvolvimento de pesquisas.

Foram também considerados os seguintes níveis para a cobertura do acervo:
a) Nível Geral – materiais de consulta, literatura corrente e periódicos que dêem
suporte aos programas das disciplinas de formação geral e instrumentais dos

�cursos de graduação e pós-graduação do Centro de Ensino, tais como
enciclopédias e dicionários gerais e especializados, manuais, anuários,
diretórios, índices e abstracts, e periódicos técnicos e jornais diários.
b) Nível de ensino – materiais que dêem suporte ao processo ensinoaprendizagem dos programas das disciplinas de formação profissional dos
currículos dos cursos de graduação e pós-graduação, incluindo materiais
bibliográficos como livros, periódicos e materiais especiais como partituras,
iconográficos e audiovisuais.
c) Nível de pesquisa – materiais com nível de profundidade capaz de apoiar os
programas e projetos de ensino, pesquisa e extensão em nível de graduação
como trabalhos de conclusão de curso, relatórios de pesquisa e extensão, e
em nível de pós-graduação como monografias e dissertações.
A seleção quantitativa foi baseada nos critérios abaixo, de acordo com o
tipo de material:
1.1.1 Livros
Deverão adquiridos 5 (cinco) exemplares por título. Os casos especiais que
requererem uma maior quantidade, serão apreciados pela Comissão de Seleção.
A solicitação de quantidade maior do que a estipulada, deverá ser encaminhada à
Comissão de Seleção com a respectiva justificativa.
Ressalta-se

a

necessidade

da

Comissão

considerar

as

relações

proporcionais de número de cursos x alunos graduação e pós-graduação x
número de docentes x estatísticas de uso (empréstimo e consulta).

1.1.2 Coleção de Referência – Importados e Nacionais
As obras de referência (impressas ou eletrônicas), se constituem em
importante instrumento de disseminação e pesquisa, que fornece a informação
propriamente dita e/ou indica onde a mesma pode ser encontrada.

�As obras de referência na área científica e especializada deverão ser
freqüentemente atualizadas, pois retratam o panorama e desenvolvimento da
pesquisa nacional e/ou internacional.
Para obras de referência de periodicidade anual e com assuntos referentes
exclusivamente ao ano em questão, deverão ser substituídas a cada nova edição
(ano). Por exemplo, Almanaque Abril.
Será dada atenção especial à aquisição desse tipo de material, cabendo ao
Setor de Referência e ao Bibliotecário de Referência dar subsídios para a tomada
de decisão, após consultar, quando necessário, os especialistas no assunto/área.

1.1.3 Periódicos
A assinatura de títulos de periódicos (impressos ou eletrônicos) será
efetuada de acordo com as sugestões encaminhadas à Comissão de Seleção.
A cada ano a biblioteca realizará uma avaliação da coleção de periódicos,
enviando listagem dos títulos aos departamentos para análise e sugestão sobre a
continuidade ou cancelamento das assinaturas.
A renovação de assinaturas de periódicos técnico-científicos terão
prioridade, com objetivo de manter a continuidade da coleção, seguido de novas
sugestões.
Para a definição dos títulos de periódicos a serem incluídos no acervo,
observar-se-á os seguintes critérios:
-

Título publicado na área e sem que haja equivalente disponível na
Biblioteca.

-

Quando houver necessidade de novo título em decorrência de alteração de
currículo.

-

Quando houver a implantação de novos cursos.

-

Títulos necessários ao desenvolvimento de pesquisa.

�-

Quando um novo título é mais abrangente do que o já existente no acervo
da Biblioteca

-

Quando não mais existir interesse em um título o departamento, deverá
encaminhar os motivos devidamente justificados.

1.1.4 Jornais e Revistas de Caráter Informativo
Serão adquiridos os principais jornais de informações gerais (locais,
estaduais e nacionais) e revistas de caráter informativo de âmbito nacional.
O número mínimo de assinaturas deverá ser de 1 (uma) para Jornal diário
e 1 (uma) para revista semanal de informações gerais e atuais.

1.1.5 Trabalhos de Conclusão de Curso/Relatórios de Estágios
Os Trabalhos de Conclusão de Cursos de Graduação, relatórios de
pesquisas e relatórios de estágios, serão mantidos na Biblioteca pelo período de 2
(dois) anos. Após este período, serão descartados.

1.1.6 Teses, Dissertações, Monografias
A biblioteca receberá e manterá em seu acervo 1 (um) exemplar de todas
as Teses, Dissertações, Monografias produzidas pelos docentes do Centro de
Ensino que deverão ser encaminhadas pelo Setor competente no Centro de
Ensino.
Será mantido 1 (um) exemplar de monografia, dissertação ou tese,
recebido pelo Biblioteca, e que não é produção docente local, desde que o
mesmo refira-se ao assunto de interesse do Centro de Ensino.

1.1.7 Multimeios

�Serão adquiridos de acordo com os critérios:
- Demanda do titulo especifico;
- Importância e valor do titulo;
- Número de exemplares existentes;
- Cobertura do assunto por outros títulos;
- Possibilidade de adquirir outro título similar atualizado.

1.2 PRIORIDADES DE AQUISIÇÃO
Devido às restrições orçamentárias e à grande quantidade de documentos
produzidos nas diversas áreas do conhecimento, torna-se impossível para
qualquer biblioteca adquirir todo material de informação disponível no mercado
editorial. Assim, ficaram estabelecidas as seguintes prioridades para aquisição:
1. Obras que façam parte das listas bibliográficas básicas das disciplinas dos
Cursos de Graduação, na seguinte ordem:
a) cursos em fase de implantação e/ou em fase de reconhecimento,
disciplinas novas e/ou alterações de cirrículos;
b) atualização das obras;
c) demais solicitações dos Colegiados dos Cursos e/ou Departamentos.
2. Periódicos Nacionais cujos títulos já fazem parte da lista básica, conforme
indicação dos docentes;
3. Periódicos importados;
4. Material destinado a atender as linhas de pesquisa e de extensão;
5. Reposição de obras desaparecidas e/ou danificadas.
6. Obras indicadas pelos Colegiados dos Cursos de Pós-Graduação;
6.1 A aquisição de materiais de pós-graduação, nível especialização, deverá ser
custeada pelos próprios cursos, como também a definição seus critérios e
prioridades deverão ser atribuições dos coordenadores dos mesmos.

�Alguns itens ainda não foram definidos como os relativos à doações
solicitadas pela Biblioteca, doações oferecidas à biblioteca, o intercâmbio de
publicações, o desbaste do material e o remanejamento.
A Comissão definiu que a Biblioteca deverá proceder a avaliação do
seu acervo sempre que necessário, sendo empregados métodos quantitativos e
qualitativos, cujos resultados serão comparados e analisados, assegurando o
alcance dos objetivos da avaliação da coleção. Caberá à Comissão de Seleção
determinar os métodos de avaliação e sua periodicidade que poderão ser:
-

distribuição

percentual

por

área:

através

de

estatísticas

serão

estabelecidos percentuais de materiais existentes em cada área do
conhecimento e comparados com os cursos oferecidos e pesquisas em
desenvolvimento. A análise dos resultados demonstrará quais os cursos
que devam ter a sua coleção implementada e quais as áreas de pesquisa
desprovidas que necessitem de providências especiais.
-

estatísticas de empréstimos e consultas: a análise de estatísticas de uso
do material permitirá a determinação dos títulos que requerem duplicações
e daqueles cuja duplicação é desnecessária.
As Bibliotecas universitárias têm como caraterística a dinamicidade e

flexibilidade de suas ações, assim sua política de seleção deve também ser
flexível e dinâmica. Portanto, a cada 2 (dois) anos, a política de desenvolvimento
de coleções devera ser revisada pela Comissão, com a finalidade de garantir a
sua adequação à comunidade universitária, aos objetivos da Biblioteca e aos da
própria Instituição.

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

�Implantar a comissão de política de desenvolvimento de coleções na biblioteca
setorial do Centro de Artes – CEART/UDESC, propiciando o crescimento
racional e equilibrado das diferentes áreas do acervo, adequando-o às
necessidades dos cursos de graduação e pós-graduação do Centro de Artes.

2. 2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

-

Instituir a comissão, através de portaria, conforme recomendação do PDC;

-

Estabelecer estratégias de ação aos membros da comissão;

-

Avaliar a coleção existente.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A formalização da Política de Desenvolvimento de Coleções da UDESC foi
desenvolvida com o objetivo de servir como um instrumento norteador das
decisões em relação à aquisição dos acervos das Bibliotecas Setoriais da
UDESC.
Um levantamento da situação da biblioteca setorial do CEART/UDESC
revelou que as atividades relacionadas com o processo de seleção e aquisição de
materiais restringiam-se apenas ao levantamento da demanda de usuários
através de sugestões de professores e alunos.
A aplicação da Política de Desenvolvimento de Coleções na Biblioteca
Setorial da UDESC deveu-se ao fato de considerar importante a existência de um
instrumento formal para definir critérios e prioridades com relação à seleção e
aquisição do material que compõem o seu acervo.
A formalização de uma política possibilitou que a comunidade acadêmica
participasse do processo, além de responsabiliza-la pelo complexo processo de
decisões. Foram estabelecidas as etapas necessárias para a formalização, onde
através de Portaria, foi criada a Comissão Permanente de Seleção de Coleções e

�todos os membros foram nomeados para atuar como órgão de assessoramento
técnico e científico.
A prioridade foi realizar uma avaliação da coleção de todos os materiais
existentes na biblioteca, bem como, analisar, selecionar e priorizar as futuras
aquisições. O trabalho da Comissão revelou a importância de uma articulação
com a comunidade acadêmica, visando a efetivação de iniciativas, programas,
técnicas e ferramentas que melhorem o processo de seleção e aquisição do
acervo.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Cristina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços
de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2000. 112 p.
CASTRO FILHO, Claudio Marcondes; SOUZA, Djair Rodrigues de. Política de
desenvolvimento de coleções das Bibliotecas da FESPSP. Sobre Sites.
Disponível em: http://www.sobresites.com/biblioteconomia. Acesso em: 18 jun.
2004.
MIRANDA, Antônio . Seleção de material bibliográfico em bibliotecas
universitárias brasileiras; idéias para um modelo operacional. In IV Bienal
Internacional do livro e IV Assembléia das Comissões permanentes da FEBAB.
São Paulo, 1978.
VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação: princípios e
técnicas. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.

∗

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA –UDESC. AV. MADRE BENVENUTA,
2007. 88035-001. ITACORUBI – FLORIANÓPOLIS, SC –BRASIL. www.udesc.br
∗∗
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA –UDESC. AV. MADRE BENVENUTA,
2007. 88035-001. ITACORUBI – FLORIANÓPOLIS, SC –BRASIL. www.udesc.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52696">
                <text>O processo de aplicação da Política de Desenvolvimento de Coleções na Biblioteca Universitária do CEART/UDESC.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52697">
                <text>Marengo, Lúcia; Corrêa, Maria Juçara</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52698">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52699">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52700">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52702">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52703">
                <text>A formalização da Política de Desenvolvimento de Coleções da UDESC foi desenvolvida com o objetivo de servir como um instrumento norteador das decisões em relação à aquisição dos acervos das Bibliotecas Setoriais da UDESC. Um levantamento da situação da biblioteca setorial do CEART/UDESC revelou que as atividades relacionadas com o processo de seleção e aquisição de materiais restringiam-se apenas ao levantamento da demanda de usuários através de sugestões de professores e alunos de cada curso ministrado no Centro de Ensino. A aplicação da Política de Desenvolvimento de Coleções na Biblioteca Setorial da UDESC deveu-se ao fato de considerar importante a existência de um instrumento formal para definir critérios e prioridades com relação à seleção e aquisição do material que compõem o seu acervo. A formalização de uma política possibilitou que a comunidade acadêmica participasse do processo, além de responsabiliza-la pelo complexo processo de decisões. Foram estabelecidas as etapas necessárias para a formalização, onde através de Portaria, foi criada a Comissão Permanente de Seleção de Coleções e todos os membros foram nomeados para atuar como órgão de assessoramento técnico e científico. A prioridade foi realizar uma avaliação da coleção de todos os materiais existentes na biblioteca, bem como, analisar, selecionar e priorizar as futuras aquisições. O trabalho da Comissão revelou a importância de uma articulação com a comunidade acadêmica, visando a efetivação de iniciativas, programas, técnicas e ferramentas que melhorem o processo de seleção e aquisição do acervo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68260">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4757" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3826">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4757/SNBU2004_034.pdf</src>
        <authentication>8ebfe65fcceec5c5aa99c54def4e7a7f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52723">
                    <text>PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Luiz Atílio Vicentini∗
Valéria Santos Gouveia Martins
Marilda Truzzi
Eliana Marciela Marquetis
Clarinda Rodrigues Lucas
Sueli Fátima Faria
Márcia Regina S. Marcondes
Heloísa Maria Ceccotti
Ana Carolina Padovan Aleixo
Márcia Ap. Pillon D’Aloia
Valkíria S. Vicente
Rachel Fullin de Mello

RESUMO
Ao longo do tempo, as mudanças nas Bibliotecas Universitárias intensificaram-se
como resultado da evolução da Biblioteconomia e da Ciência da Informação,
traduzidas pelas vantagens de incorporação de novos métodos de trabalho e de
tecnologias no ciclo de produtos e serviços, gerando impactos e necessidades de
mudanças contínuas. Atualmente as organizações necessitam responder de
forma pró-ativa às mudanças estruturais para garantir o “status” em sua área de
atuação e o atendimento das exigências de seus clientes. Essa resposta, muitas
vezes, só é possível a medida em que a instituição apresentar-se suficientemente
flexível para reestruturar as suas atividades, procurando atender as condições de
mudanças e adaptar-se às tensões externas. Adaptar-se a novas exigências
requer, inclusive, a revisão do Modelo de Gestão, no sentido de refletir os anseios
da comunidade interna e externa, visando alcançar os propósitos globais de
inovação, assim como atingir êxito na missão. Assim, o objetivo do trabalho é
apresentar o ponto de partida para esse Novo Modelo de Gestão, culminando na
elaboração do Planejamento Estratégico do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP
(SBU). O desenvolvimento do trabalho foi realizado em etapas, tendo como
método o Modelo para Melhorias, a metodologia FORPLAD e os fundamentos do
Modelo Conceitual do autor Eliezer Arantes da Costa. Como resultado, o presente
trabalho demonstrará que, a partir da introdução do Planejamento Estratégico, o
SBU poderá melhor operacionalizar as mudanças, com o intuito de obter o rápido
desenvolvimento de suas atividades, bem como o estabelecimento de um Plano
de Metas Anual, passando a atuar com resultados e indicadores a serem
atingidos.
PALAVRAS-CHAVE: Planejamento Estratégico. Modelo de Gestão - Bibliotecas

Universitárias. Gestão pela Qualidade.

�1 INTRODUÇÃO
As mudanças nas Bibliotecas Universitárias, ao longo do tempo,
intensificaram-se como resultado da evolução da Biblioteconomia e da Ciência da
Informação, traduzidas pelas vantagens de incorporação de novos métodos de
trabalho e de tecnologias no ciclo de produtos e serviços – que gerou impactos e
necessidades de mudanças contínuas.
Na tentativa de garantir seu “status” em sua área de atuação, visando
atender as exigências de seus clientes, as organizações necessitam responder de
forma pró-ativa às mudanças estruturais e funcionais.

Muitas vezes essa

resposta só é possível se a instituição for suficientemente flexível para
reestruturar as suas atividades, procurando atender as condições de mudanças e
adaptar-se às tensões externas.
Assim se coloca uma Universidade, como uma instituição pluralista que se
constrói na sua rotina universitária de ensino e pesquisa, na repetição,
socialização, transmissão, preservação e geração de conhecimento.
A UNICAMP passa por um processo de Planejamento Estratégico,
implantando proposta aprovada por seu Conselho Universitário – CONSU, cujo
produto será de fundamental importância para nortear as futuras tomadas de
decisões em todas as suas instâncias. Nesse contexto, encontra-se o Sistema de
Bibliotecas da Unicamp – SBU, que tem como seu principal cliente a UNICAMP,
com suas áreas acadêmicas e administrativas.
Ao reconhecer a importância desse novo momento, o SBU tem se
esforçado no trabalho coletivo e integrado, através da atuação de suas
Bibliotecas, na construção e manutenção de serviços e produtos para sustentação
das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Adaptar-se às novas exigências requer, inclusive, revisão do modelo de
gestão, modelo que possa refletir os anseios de sua comunidade interna e
externa para atingir os propósitos globais de inovação e êxito da sua missão.

�2 OBJETIVOS

O ponto de partida para esse Novo Modelo de Gestão deve ser
estabelecido por meio da implantação do Planejamento Estratégico para o SBU,
resgatando ações já estabelecidas na Visão do Futuro, e que venha atender às
diretrizes do Planejamento Estratégico da Universidade.

2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
A partir da introdução do seu Planejamento Estratégico, o SBU poderá
operacionalizar:
•

mudanças para obter desenvolvimento rápido, contemplando os aspectos
relacionados e inerentes as suas atividades, utilizando-se de novas
tecnologias;

•

estabelecimento de um Plano de Metas Anual, passando a atuar com
resultados a serem atingidos e que venham responder questões sistêmicas
apontadas pela comunidade para revisão de processos e estabelecimento
de diretrizes e padrões.

3 SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP (SBU)
A Biblioteca Central foi criada em 11 de junho de 1989, como órgão
complementar da Universidade, através da “Deliberação CONSU A-38/89”. Após
um processo de revisão a deliberação, ora citada, foi substituída em 25 de
novembro de 2003, pela “Deliberação CONSU A-30/03“, onde obteve sua
aprovação no Conselho Universitário, criando oficialmente o Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP, diretamente subordinado à Coordenadoria Geral da
Universidade, tendo como objetivo:
•

dar suporte aos programas de ensino, pesquisa e extensão;

•

definir a política de desenvolvimento dos diferentes acervos que compõem
as bibliotecas da Universidade;

�•

possibilitar a comunidade universitária e à comunidade científica o acesso
à informação armazenada e gerada na UNICAMP;

•

promover intercâmbio de experiências e acervos.
Para atender à demanda informacional da Universidade, conta com uma

biblioteca central, 20 bibliotecas seccionais alojadas nas unidades de ensino e
pesquisa, mais 2 arquivos, alojados em centros de pesquisa, distribuídos nas
áreas de Humanidades e Artes, Tecnológicas, Exatas e Biomédicas.
Tendo em vista sua dimensão e amplitude, o Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP possui em sua composição várias instâncias de representatividade da
comunidade, tais como:
Órgão Colegiado: instância máxima do SBU. Constituído por membros
docentes, bibliotecários e discentes da Universidade, deve deliberar sobre
as políticas de manutenção e desenvolvimento dos recursos do Sistema.
Coordenadoria do SBU: responsável pela implementação das políticas de
desenvolvimento e pela coordenação das atividades de interesse conjunto
das bibliotecas da Universidade. Esta coordenadoria é constituída pelo
coordenador, coordenador associado, assessor técnico de planejamento,
diretores técnicos de serviços e grupos técnicos;
Bibliotecas Seccionais: tem como finalidade principal atender necessidades
de professores, pesquisadores e estudantes da UNICAMP; para tanto,
devem assegurar a difusão de informações culturais e científicas e o
desenvolvimento das políticas do SBU.
Comissões de Biblioteca. Constituída por docentes de departamentos e
discentes da Unidade, são responsáveis pela aplicação dos recursos
financeiros alocados para materiais bibliográficos, apreciar o plano anual
de atividades, estudar e propor política de desenvolvimento da biblioteca.
A fim de atingir seus objetivos sistêmicos, compete ao SBU: adotar padrões
e/ou critérios de organização e administração na área biblioteconômica;
acompanhar e adotar os avanços tecnológicos pertinentes à área de informação;
promover o aperfeiçoamento do pessoal técnico e auxiliar; cadastrar e disseminar

�as informações bibliográficas geradas por sua comunidade universitária,
assessorando quanto à apresentação técnica das publicações; oferecer
atendimento, através de seu acervo, produtos e serviços, como dar acesso a
documentos não existentes no próprio acervo através de serviços de intercâmbio,
programa de capacitação do usuário etc.; integrar-se a sistemas nacionais e
internacionais de informação, visando o acesso à produção científica e à
divulgação da produção gerada pela Universidade.
O SBU gerencia e desenvolve sua própria coleção, compreendendo
acervos de Coleções Especiais e Obras Raras, entre outras coleções, tais como:
obras graduação, obras fundamentais, lazer, biblioteconomia, publicações
seriadas, dissertações e teses defendidas na Universidade, assim como
publicações em meio eletrônico, ou seja, bases de dados referenciais e em texto
completo.
Ao longo do tempo, também tem procurado agregar valores em seus
produtos e serviços, utilizando, para tanto, as novas tecnologias - que vêm
possibilitando

integrar

rotinas

de

trabalho

e,

entre

outros

fatores,

a

disponibilização aos usuários de seus acervos online, via redes internas e
interface Web, para a pesquisa e localização dos documentos.
O SBU, em seu processo de gestão, vem desenvolvendo um trabalho com
a comunidade interna, no sentido de atuar com as questões sistêmicas,
objetivando revisar e proporcionar maior integração nos processos/atividades,
estabelecer manuais de procedimentos, diretrizes e políticas sistêmicas; formar
núcleos de competência nas diversas áreas que envolvem o trabalho bibliotecário,
criando condições de melhoria no aperfeiçoamento/capacitação e na educação
continuada das equipes técnico-administrativas; estabelecer padrões/indicadores
de qualidade de desempenho esperados; motivar a equipe do SBU, melhorar as
condições de prestação de serviços, visando a satisfação dos usuários internos e
externos à Universidade, criando instrumentos de avaliação contínua.
Tendo em vista todo este processo de mudança, o SBU também vem
reformulando sua estrutura organizacional, para que seu processo de gestão seja
coerente com as necessidades atuais, de tal forma que os níveis decisórios

�tenham maior participação e meios facilitadores que agilizem a comunicação
entres os órgãos deliberativos e as equipes de trabalho.

4 METODOLOGIA UTILIZADA
O desenvolvimento do trabalho foi realizado em etapas, tendo como
método o Modelo para Melhorias, a metodologia do Fórum de Pró-Reitores de
Planejamento e Administração (FORPLAD) e os fundamentos do Modelo
Conceitual referente ao Processo de Planejamento Estratégico, demonstrado na
Figura 1.

Clique para editar o estilo do
título mestre

– Segundo nível

Terceiro nível

Formulação
De Cenário s

Estratégi as
Setoriai s
(unidades)

– Quarto nível
» Quinto nível

Análise do Ambiente
Interno:
Pontos Fortes, fr acos e a
melhorar

Projetos e Planos d e Ação

Avaliação da
Vulnerab ilidad e

Metas e Objetivos

Sensibilização

Clique para editar os estilos do texto mestre

Estratégi as
Funcionais
(meios)

Cronograma de Implantação

Formulação do Propósito:
Visão , Missão, Princípios e Valores

Ameaças/
Oportunidades

Orçamentos:
Receitas, Despesas e Investimentos

Estratégi as
Corporativas
(entidade)

Análise do Ambiente
Externo:

Gestão d e Pro cesso: Lider ança, Decisõ es, Acompanham ento e Correções
Gestão d e Pessoas: Motivação , Capacitação e Reconhecim ento

Figura 1 – Seqüência Conceitual do Processo de Planejamento Estratégico
Fonte: Costa, 2002.

4.1 SISTEMATIZAÇÃO DAS ETAPAS
A primeira etapa, denominada “Sensibilização”, utilizou, além dos meios
formais de comunicação do SBU, os materiais elaborados e distribuídos pela
Coordenadoria Geral da Universidade, em consonância com os procedimentos
adotados por toda a Universidade, com o intuito de reforçar a importância e o

�comprometimento na elaboração deste trabalho. Desta forma, esta etapa
consistiu nas seguintes fases:
•

Sensibilização
•

Ciclo de Palestras;

•

Informativos em reuniões de Seccionais e Colegiado do SBU;

•

Posters com o fluxo do Planejamento Estratégico (PLANES) afixados
em lugares estratégicos;

•

Formação de um grupo de trabalho composto por membros do
Colegiado do SBU;

•

Curso para multiplicadores, atingindo diretores, supervisores e técnicos.

A segunda etapa consistiu no levantamento de fontes internas já
consolidadas e que permitiram resgatar uma série de informações relevantes para
composição do documento inicial, tais como: diagnósticos, necessidades de
melhoria apontadas em ocasiões de planejamento anual ou plano diretor, teia de
tendências, metas de curto, médio e longo prazo, descritos em documentos
diversos e de acordo com as necessidades de priorização das ações na
Universidade.
A terceira etapa consistiu na análise do documento inicial pelo Grupo de
Trabalho do PLANES, formado pelos seguintes integrantes: Coordenador do
SBU; Facilitador; Área de Planejamento; Membros Titulares e Suplementes das
Áreas Tecnológicas, Humanas, Biomédicas, Exatas e Conhecimentos Gerais que
fazem parte do Órgão Colegiado do SBU.
Para que todo o SBU pudesse ter suas considerações apontadas no
planejamento estratégico de forma visível, todas as bibliotecas foram consultadas
por meio dos membros, representantes de área.
Nesta etapa, houve ainda a necessidade de realização de um Workshop
onde o grupo de trabalho pôde abstrair das responsabilidades usuais e focar,
através de dinâmica de grupo, as interligações necessárias e as inter-relações do
PLANES do SBU.

�A quarta etapa consistiu na aprovação do PLANES do SBU pelo Órgão
Colegiado, onde foi largamente debatido com propostas e alterações.

5 RESULTADOS
A sistematização do diagnóstico realizado no SBU levou em consideração
o cenário, demonstrado na Figura 2, o ambiente externo e interno, sendo
segmentado em:
•

Ambiente Externo: Oportunidades e Ameaças;

•

Formulação dos cenários: teia de tendências;

•

Ambiente Interno: Pontos Fortes, Pontos A Melhorar e Pontos Fracos.

título mestre

Cenários/Tendências – 2003/2006

Clique para editar os estilos do texto mestre

Tecnologia de Inform ação e comunicação

Atuação junto ao setor produtivo

Capacitação do p essoal d e biblioteca

Redução da mão-de-obra do sist ema

– Segundo nível

Impacto da biblioteca virtual

Terceiro nível

Integração com r edes cooperativas
Qualidad e total do sistema

– Quarto nível
Biblioteca como sistem a avan çado de informação
» Quinto nível

Novos
suportes
convencionais

informacionais

além

dos

Captação extern a de r ecur sos fin anceiros e materiai s
Necessidad e
de
investim ento
equipamentos de informáti ca

contínuo

Capacitação do u suário frente às novas tecnologias

Equipes multidisciplin ares

Integração em rede do SBU

Modernização dos serviços gráfico s

Aquisição consor ciad a

Biblioteca formativa

Acesso democr ático à informação

Aumento no volume d a informação

Crescim ento da importância da informação

Biblioteca como fonte de informação institucional

Acervos region ais e lo cais

Ética n a man ipulação da informação

Apoio político e financeiro

Aplicação de mar keting de servi ços bib liotecários

Apoio ao ensino

em

9

Figura 2 – Cenários/Tendências do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP 2003/06

A

sistematização

envolveu,

ainda,

a

inter-relação

das

questões

estratégicas do SBU no ambiente externo e interno, para que o grupo de trabalho
pudesse estar pontuando a vulnerabilidade, os impactos positivos e negativos em
relação às ações que seriam descritas no plano de metas.

�A apresentação do ambiente interno, além de sua segmentação, acima
citada, foi subdivida em grandes categorias, visando facilitar uma síntese e uma
visão global. Desta forma, os pontos fortes, a melhorar e fracos foram
estruturados de acordo com os 10Ms (extensão dos quatro M de Ishikawa),
possibilitando um check list mais abrangente do autodiagnóstico.
O plano de priorização das ações o autodiagnóstico foi lançado no gráfico
de radar, visando identificar os pontos críticos, estabelecendo, assim, os prazos
das ações, demonstrados na Figura 3.

Clique para editar o estilo do
título mestre
Recursos
Recursos
(Mone
(Money)
y)

G
Gestão
estão
(Management)
(Management)

Métodos
Métodos

Mão
Mão de
de obra
obra

Clique para editar os estilos do texto mestre
– Segundo nível
Mensagem
Mensagem

Terceiro nível
– Quarto nível
» Quinto nível

Máquinas
Máquinas

Meio
Meio Físico
Físico

Meio
Meio Ambiente
Ambiente

Marketing
Marketing
Materiais
Materiais

17

Figura 3 – Identificação dos Pontos Fortes e Fracos versus Priorização das Ações

A partir do diagnóstico foi possível formular o propósito do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP, ou seja, sua Visão, Missão, Princípios, Valores e
Objetivos, conforme descrição a seguir:
•

Visão
o

O SBU, como um sistema avançado de informação, viabilizando as
políticas e os recursos informacionais.

�•

Missão
o

Prover o acesso da informação, subsidiando o ensino, a pesquisa e
a extensão, contribuindo para a educação universitária e formação
profissional do indivíduo, para que o conhecimento adquirido seja
aplicado no desenvolvimento da sociedade.

•

Princípios
o O SBU, para o cumprimento de sua missão, deve obedecer aos
seguintes princípios: garantir políticas que contribuam para o melhor
acesso dos usuários aos recursos informacionais; atualizar e
preservar continuamente o acervo; ter o compromisso sócio-cultural
de prover acesso à informação e compartilhar seus recursos
informacionais; promover a integração das bibliotecas da UNICAMP.

•

Valores
o O SBU tem buscado com afinco: satisfação do usuário; competência
profissional; cooperação para o desenvolvimento da informação
científica, tecnológica e artística; qualidade dos serviços e produtos.

•

Objetivos
o O SBU tem como objetivos estratégicos: dar suporte às atividades
de

ensino,

pesquisa

desenvolvimento

dos

e

extensão;

diferentes

definir

acervos

que

a

política

de

compõem

as

bibliotecas da Universidade; possibilitar à comunidade Universitária
e a comunidade científica o acesso à informação armazenada e
gerada pela comunidade da UNICAMP; promover intercâmbio de
experiências e acervos; proporcionar educação continuada aos
profissionais das Bibliotecas.

5.1 QUESTÕES ESTRATÉGICAS
As questões estratégicas foram definidas a partir do diagnóstico do
ambiente, onde se procurou retratar e condensar as necessidades do SBU em

�nove grandes eixos temáticos. Também foram definidas as estratégias
corporativas, setoriais e funcionais, caminhos que podem auxiliar no cumprimento
da missão e, conseqüentemente, dos objetivos do SBU, representadas na Figura
4.
Questões Estratégicas
Q1 – Compartilhamento

Estratégias
•

(Biblioteca como sistema
avançado de informação –

instituições para fins de projetos em consórcios;
•

Biblioteca integrada com
demais unidades produtoras

Revisão dos programas cooperativos, visando
aumentar a eficiência das bibliotecas;

•

de informação)

Q2 – Tecnologia da

Continuidade de políticas de parcerias com outras

Aprovação pelo Órgão Colegiado do documento da
integração das bibliotecas do COCEN ao SBU.

•

Informação

Garantir a visibilidade do SBU junto às instâncias
da Universidade;

•

Obter recursos para o processamento técnico da
coleção retrospectiva da UNICAMP do catálogo
manual através da contratação de serviços
terceirizados;

• Obter recursos para duplicar o número de licenças
de usuários simultâneos;
• Alocar Recursos Humanos, para implantar o Portal
do SBU;
• Obter recursos financeiros e alocar pessoal para
implantação da Intranet do SBU.
Q3 – Desenvolvimento de

•

Coleções

Definição de uma política de desenvolvimento de
coleção, racionalizando/otimizando o uso do
material bibliográfico;

• Manutenção e atualização dos acervos;
• Regulamentação para o SBU quanto a: definição de
raridade para acervos, aquisição de acervos,
descarte de material bibliográfico;
• Desenvolvimento de programa de conservação de
material bibliográfico.
Q4 – Apoio Político e
Financeiro

•

Expansão de recurso financeiro para implementar
infra-estrutura das bibliotecas;

�•

Expansão de recursos financeiros para renovação e
ampliação do quadro funcional (RH);

•

Expansão de recursos financeiros para implementar
uma política de desenvolvimento de coleção;

• Gestão junto ao CONSU para garantir a aprovação
do novo Regimento do SBU;
• Criar meios facilitadores para captação de recursos
junto às agências de fomento;
• Lobby do Órgão Colegiado junto aos representantes
do CONSU, Congregações, Comissões de
Bibliotecas, etc.
Q5 – Qualidade Total do

•

Sistema

Contratação de novos estagiários de
Biblioteconomia para catalogação retrospectiva;

•

Viabilização de grupos de trabalho/estudos para
revisão de fluxos e processos (melhoria contínua);

•

Implementação da Biblioteca Digital com a
produção científica gerada na Universidade.

Q6 – Recursos Humanos

•

Contratação/qualificação e re-alocação dos
profissionais especializados;

•

Promoção sistemática de cursos e treinamentos
objetivando a constante qualificação dos
profissionais do SBU, com apoio da AFPU e Escola
de Extensão;

•

Desenvolvimento de programa de capacitação
sobre conservação de material bibliográfico através
da AFPU;

• Integração do SBU nos programas relativos à
qualidade de vida, desenvolvidos pela PRDU.
Q7 – Produtos e Serviços

•

Divulgação/treinamento para a comunidade
acadêmica;

•

Formação de GT;

• Alocação de recursos financeiros para a
implantação de um programa de marketing.

�Q8 – Infra-estrutura

•

Formação de GT para elaboração de diagnóstico;

•

Modernização dos equipamentos de informática
para fins de otimização do Software VIRTUA;

• Implantação do Programa de Atualização
Tecnológica para o SBU.
Q9 – Padrões e Normas

•

Trabalho com os gestores das bibliotecas, Órgão
Colegiado e outras instâncias da universidade na
definição e revisão de procedimentos, diretrizes,
serviços cooperativos, padrões, etc.;

• Formação de GT.
Figura 4 - Questões Estratégicas e Estratégias

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente Modelo de Gestão, através de um planejamento estratégico,
vem possibilitando às organizações estabelecer perspectivas de curto, médio e
longo prazo; agir sobre sua área de atuação; desenvolver diferenciais
competitivos; antecipar-se a situações desfavoráveis; desenvolver serviços e
produtos adequados às necessidades de seus clientes.
Ressalta-se, ainda, que a organização, ao implantar o seu planejamento
estratégico como estratégia de gestão, acaba por aplicar os conceitos de
qualidade como forma de organizar e planejar ações, projetos e programas, e
procedimentos para acompanhar e avaliar o andamento de todos os trabalhos
afins, uma vez que a qualidade é um preceito, e não um serviço adicional. É a
base de qualquer sistema de produção de trabalho, garantindo a homogeneidade
de resultados, a redução de perdas, a adequação de produtos e serviços aos
interesses do mercado, a diminuição de custos e a maximização de resultados.
A qualidade responde pelo sucesso ou fracasso de um empreendimento
sujeito à competição e concorrência, pois terá uma influência decisiva na escolha
e satisfação dos clientes e na rentabilidade e competitividade do negócio.
Huidobro (1995) já ressaltava que:

�[...] la gestión de calidad es algo totalmente opuesto al
seccionalismo, pues trata de mentalizar a todos los componentes
de la biblioteca o serviço de documentación de que forman una
entidad compacta cuya única razón de ser es tener, mantener y
adquirir clientes.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços
de informação. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2000. 112p.
BARBALHO, Célia S.; BERAQUET, Vera Silvia Marão.
Planejamento
estratégico para unidades de informação. São Paulo: Polis/APB, 1995.
(Coleção Palavra-Chave, 5).
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão pela qualidade: referencial teórico.
Revista Transinformação. v.8, n.3, set./dez. 1996.
CAMP, Robert C. Benchmarking o caminho da qualidade total: identificando,
analisando e adaptando as melhores práticas da administração que levam à
maximização da performance empresarial. 3. ed. São Paulo: Pioneira, 1989.
250p.
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 6.ed. Rio
de Janeiro: Campus, 2000. 700p.
COSTA, Eliezer Arantes da. Gestão estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002.
292p.
MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à administração. 5. ed. São
Paulo: Atlas, 2000. 546p.

∗

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) vicentin@unicamp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52705">
                <text>Planejamento estratégico do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52706">
                <text>Vicentini, Luiz Atílio et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52707">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52708">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52709">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52711">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52712">
                <text>Ao longo do tempo, as mudanças nas Bibliotecas Universitárias intensificaram-se como resultado da evolução da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, traduzidas pelas vantagens de incorporação de novos métodos de trabalho e de tecnologias no ciclo de produtos e serviços, gerando impactos e necessidades de mudanças contínuas. Atualmente as organizações necessitam responder de forma pró-ativa às mudanças estruturais para garantir o “status” em sua área de atuação e o atendimento das exigências de seus clientes. Essa resposta, muitas vezes, só é possível a medida em que a instituição apresentar-se suficientemente flexível para reestruturar as suas atividades, procurando atender as condições de mudanças e adaptar-se às tensões externas. Adaptar-se a novas exigências requer, inclusive, a revisão do Modelo de Gestão, no sentido de refletir os anseios da comunidade interna e externa, visando alcançar os propósitos globais de inovação, assim como atingir êxito na missão. Assim, o objetivo do trabalho é apresentar o ponto de partida para esse Novo Modelo de Gestão, culminando na elaboração do Planejamento Estratégico do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU). O desenvolvimento do trabalho foi realizado em etapas, tendo como método o Modelo para Melhorias, a metodologia FORPLAD e os fundamentos do Modelo Conceitual do autor Eliezer Arantes da Costa. Como resultado, o presente trabalho demonstrará que, a partir da introdução do Planejamento Estratégico, o SBU poderá melhor operacionalizar as mudanças, com o intuito de obter o rápido desenvolvimento de suas atividades, bem como o estabelecimento de um Plano de Metas Anual, passando a atuar com resultados e indicadores a serem atingidos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68261">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4760" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3828">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4760/SNBU2004_035.pdf</src>
        <authentication>b5cc5db4f1d377fced44fc86cffc6124</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52749">
                    <text>GERENCIAMENTO DA LITERATURA CINZENTA PARA CONSTRUÇÃO DE UMA
BASE DE DADOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO – UFMA E
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA1
Maria do Rosário Guimarães Almeida ∗
Cláudia Maria Pinho de Abreu Pecegueiro
Georgete Lopes Freitas
Raimunda de Jesus Ribeiro
Neide Daiane Silva Santos

RESUMO
Recuperação da Literatura Cinzenta na Universidade Federal do Maranhão - UFMA
e na Universidade Estadual do Maranhão - UEMA. A Literatura Cinzenta contém
informação de importância para um número considerável de usuários, escapa aos
circuitos editoriais, representando fonte de informações inéditas. A pesquisa
compõe-se de: descrição, objetivando o levantamento das teses e dissertações dos
professores e técnicos. Análise e digitação das variáveis: instituição, autor, título,
orientador, biblioteca, área, resumo e palavras chave, para fins de alimentação da
base de dados. Integração no Projeto de Bibliotecas Digitais em Universidades
desenvolvido pela Biblioteca Central da UFMA objetivando o acesso pelo Sistema de
Literatura Cinzenta na Europa (SIGLE), Centro Latino- Americano e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde (BIREME) e o Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia (IBICT) e a Networked Digital Library of Thesis and
Dissertations (NDLTD); estabelece normas e padrões técnicos de controle,
divulgação e transferência de informação cinzenta. Encontram-se digitadas 78% de
dissertações e 15% teses referentes às áreas de: Humanas, Saúde, Engenharias,
Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Agrárias, Sociais Aplicadas, Lingüística,
Letras e Arte. Ressalta-se que este percentual corresponde a 27.27% do total de
documentos cinzentos disponibilizados na listagem do Processamento Técnico da
UFMA. Verifica-se que o maior registro de documentos dá-se em Ciências da Saúde
39,29%; a maior quantidade de Literatura Cinzenta digitada é de Engenharia 9,92%;
e que 100% dos documentos coletados encontram-se no suporte papel.
PALAVRAS-CHAVE: Literatura Cinzenta. Literatura Cinzenta – Projeto de Pesquisa.
Literatura Cinzenta – Universidade Federal do Maranhão. Literatura Cinzenta –
Universidade Estadual do Maranhão.

1 JUSTIFICATIVA

1

Projeto financiado pelo Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Maranhão – FAPEMA.

�O desenvolvimento da Ciência e Tecnologia reflete a geração de
conhecimento bem como a divulgação e sua conseqüente utilização pelos
pesquisadores. Tem como ponto de partida o conhecimento científico, que inspira
confiabilidade por meio de suas técnicas e métodos utilizados, os quais servem tanto
para comunicar os resultados de pesquisa como para se informar acerca dos
assuntos em estudo por outros cientistas ou seus pares, garantindo assim a geração
da literatura cinzenta.
A comunicação científica é formada pelos canais formais e informais. Os
formais englobam publicações com maior divulgação tais como os livros e periódicos
ao passo que os informais conglomeram as atividades do colégio invisível, trabalhos
apresentados em congressos e outros com características semelhantes.
Ainda, dentre os canais formais de divulgação do conhecimento, destacam-se
as teses e dissertações que se constituem em um dos tipos de Literatura Cinzenta.
A Literatura Cinzenta é conceituada por Almeida (2002, p.37), como:
[...] o conjunto de documentos independentemente de sua tipologia e
suporte ou formato impresso ou eletrônico, emitidos por centros
universitários, centros de pesquisa, empresas, indústrias, sociedades
acadêmicas, públicas e privadas, sem intenção de serem publicadas
e que são de vital importância na transferência do conhecimento.

Nesse sentido, a recuperação da Literatura Cinzenta ou não convencional
armazenada nas organizações provenientes sublima o objetivo de construir uma
base de dados multidisciplinar nas áreas científicas do conhecimento para coletar a
documentação cinzenta, inicialmente teses e dissertações, contidas no acervo da
UFMA e da UEMA concernente ao período de 1998 - 2003.
Trabalhos dessa natureza contribuem para o controle dos registros do
conhecimento em âmbito local, regional, nacional e internacional, uma vez que
busca alimentar bases de dados internacionais como o Sistema de Literatura
Cinzenta na Europa (SIGLE), o Centro Latino- Americano e do Caribe de Informação
em Ciências da Saúde (BIREME) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT).

�Este estudo fundamenta-se na pesquisa descritiva, com o compromisso de
apresentar os fatos, inter-relacioná-los e explicá-los à luz da Literatura Cinzenta, por
representar uma fonte de informações inéditas.

2 LITERATURA CINZENTA
A Literatura Cinzenta assume um importante papel na difusão do
conhecimento, visto que contém informações jamais encontradas em outro local,
além de ser mais disponível (ainda que a uma comunidade restrita) que a literatura
convencional.
Essa literatura é conhecida por essa terminologia deste 1980, “[...] podemos
compará-la

com

a

massa

cinzenta

do

cérebro,

caracterizada

pela

sua

intelectualidade”. (WILLMOTT, 2002, p.1). Por esta particularidade, é considerada
como documentos sumamente valiosos para um considerável número de usuários
por constituir-se matéria prima das bases de dados especializados.
Deve ser classificada por categorias de documentos, tais como: atas de
congresso, normas, relatórios, patentes, literatura comercial, teses, boletins,
publicações oficiais, dentre outros. Distingue-se dos documentos brancos por suas
características, quais sejam: não estar disponível através dos canais formais ou
comerciais, o que dificulta o seu acesso; tiragem reduzida e; a demora na
conversão, em livros ou artigos de periódicos.
Com o advento da tecnologia da informação, os suportes de divulgação da
Literatura Cinzenta vêm sendo alterados e atualmente, tal qual a literatura branca,
pode ser encontrada em suporte papel, magnético e eletrônico.
O

crescimento

da

utilização

dessa

tecnologia

de

informação

nas

investigações científicas como também nas publicações eletrônicas possibilitaram o
surgimento de novos gêneros de documentos, alguns produzidos à margem dos
circuitos comerciais. Em se tratando especificamente da Literatura Cinzenta,
destacam-se sobretudo, os dados e recursos disponíveis através da Internet
mediante FTP ou WAIS , Newsgroups , Discussion Lists,

assim como versões

preliminares de artigos de periódicos e capítulos de livros , comunicações de
conferências científicas, software, bases de dados e compilações eletrônicas.

�No entanto, torna-se um grave problema o controle desse tipo de informação
no que tange o suporte eletrônico dos documentos cinzentos, bem como o impacto
no acesso e no rápido desenvolvimento e proliferação da documentação. Porém,
apesar da presença da sociedade da informação e do conhecimento, necessita-se
de instrumentos para democratizar tanto o acesso tradicional – papel, como o
acesso eletrônico – disponibilidade de computadores ao alcance dos usuários de
informação.
O desenvolvimento tecnológico por outro lado trouxe também novas
oportunidades no campo da gestão-organização, divulgação e armazenamento de
documentos cinzentos. Encontram-se hodiernamente diversos projetos e iniciativas
com o objetivo de promover esse tipo de publicação, uns bastantes relevantes como
a GreyNet , que visa o acesso a relatórios de investigação científica e promove
congresso internacional e a Networked Digital Library of Thesis and Dissertations
(NDLTD) - uma biblioteca digital de teses e dissertações, Scholarship University of
Califórnia - repositórios digitais especialmente voltados para publicação de versões
preliminares de documentos científicos elaborados por docentes ligados às
instituições acadêmicas promotoras.
A Literatura Cinzenta possui a característica ímpar de fornecer informação
atualizada à comunidade científica, fato justificado pela urgência e necessidade de
muitos pesquisadores adquirirem a informação mais atualizada possível. Vale a
pena ressaltar que esse tipo de literatura, às vezes, só é conhecida pela
comunidade circundante do universo da organização produtora.

3 OBJETIVOS
Constituem-se objetivos da pesquisa

3.1 GERAL
Construir uma base de dados digital dos documentos cinzentos indexados ou
por indexar na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e na Universidade
Estadual do Maranhão (UEMA), para alimentar o Sistema de Literatura Cinzenta na

�Europa (SIGLE), o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências
da Saúde (BIREME) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT).

3.2 ESPECÍFICOS

a) Identificar as unidades que produzem Literatura Cinzenta na UFMA e na
UEMA;
b) estabelecer normas e padrões de descrição bibliográfica e indexação para
Literatura Cinzenta compatível com outros sistemas existentes;
c) criar e implantar normas para recuperação, análise, disseminação, acesso e
uso da Literatura Cinzenta produzida na UFMA e na UEMA;
d) construir um programa de elaboração da base de dados digital (dissertações e
teses);
e) desenvolver mecanismos que possibilitem a interface de comunicação com as
outras unidades similares de produção, tratamento e divulgação da Literatura
Cinzenta.

4 MÉTODOS E PROCEDIMENTOS
A pesquisa compreende três etapas: a primeira é classificada como descritiva
e tem por objetivo fazer um levantamento das teses e dissertações dos professores
e técnicos das universidades – UFMA e UEMA. A segunda etapa contempla a
análise e a digitação das variáveis: instituição, autor, título, orientador, biblioteca,
área, resumo e palavras chave, para fins de alimentação da base de dados. A
terceira, visa à digitalização para migrar para o Projeto de Bibliotecas Digitais em
Universidades: um serviço para disponibilidade e acessibilidade de teses
/dissertações produzidas na UFMA e pode ser acessado pelo Sistema de Literatura
Cinzenta na Europa (SIGLE), Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação
em Ciências da Saúde (BIREME) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e

�Tecnologia (IBICT) e a Networked Digital Library of Thesis and Dissertations
(NDLTD).

4.1 UNIVERSO DA PESQUISA
Constituem universo da pesquisa os documentos cinzentos (dissertações e
teses), disponíveis na UFMA e na UEMA.

4.2 MATERIAL
A Literatura Cinzenta (dissertações e teses) levantada na UFMA e na UEMA,
a partir da listagem do acervo obtida nas bibliotecas centrais das universidades.

4.3 COLETA DE DADOS
Para

a

realização

desta

pesquisa

foram

utilizados

os

seguintes

procedimentos:
a) pesquisa da literatura para acesso à documentação disponível;
b) pesquisa de campo seguindo os seguintes passos:
- contato com os Pesquisadores, Coordenadores de Cursos e Chefes de
Departamentos, Unidades ou Núcleos de Pós-Graduação da UFMA e da
UEMA, a fim de localizar e recuperar a literatura disponível ou seja a
Literatura Cinzenta (dissertações e teses);
- identificação dos suportes em que a Literatura Cinzenta se apresenta;
- reunião com os pesquisadores e técnicos envolvidos na pesquisa, para
a construção de um programa de elaboração da base de dados;
- pretensão de quantificar, através de estudos bibliométricos, a Literatura
Cinzenta produzida na UFMA e na UEMA.
c) Tendo em vista os objetivos propostos nesta pesquisa, foram reunidos e
analisados os dados coletados nas dissertações e teses da UFMA e UEMA
correspondentes ao período de 1998-2003.

�5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na

primeira

fase,

foram

coletados

e

identificados

os

documentos

concernentes à UFMA e à UEMA.
Para o desenvolvimento das ações dividiram-se os resultados parciais da
pesquisa em 3 (três) etapas:
a) levantamento bibliográfico sobre o tema em pauta para maior
aprofundamento do referencial teórico sobre Literatura Cinzenta;
b) conferência da listagem das dissertações e teses através de uma
listagem obtida pelo Relatório da Biblioteca Central da UFMA;
c) construção e alimentação da base, através dos dados obtidos nas
dissertações e teses encontradas na UFMA e na UEMA.

Em virtude de uma parte dos documentos produzidos pelos professores dos
Departamentos não estar disponível nas bibliotecas responsáveis pelo seu
armazenamento, percebeu-se a necessidade de estabelecer um contato direto com
os pesquisadores.
Destaca-se que o Departamento de Pós-Graduação da UFMA e UEMA não
possuem indexados em seu banco de dados, o nome de todos os professores e
técnicos que concluíram o mestrado e o doutorado, o que dificultou o levantamento
dos dados dos pesquisadores.
Conseguiu-se o relatório por meio de um ofício encaminhado ao Sistema de
Automação de Recursos Humanos. Esse relatório trouxe lacunas significativas na
construção dos dados dos professores e técnicos, tais como a falta de informação do
ano correspondente à defesa e /ou conclusão do mestrado e doutorado dos seus
docentes e ou técnicos.
A partir do material disponível realizou-se uma contagem totalizando os
especialistas, mestres e doutores em exercício na UFMA e na UEMA. Para este
estudo o Colégio Universitário da UFMA categoriza-se como Departamento.
Pode-se verificar que do total de 43 (quarenta e três) departamentos
existentes na UFMA, o Colégio Universitário foi o que apresentou o maior número de

�especialistas, um percentual 19,18%; no Departamento de Sociologia e Antropologia
concentra-se o maior número de doutores, representando 8,42% dos professores
com esse nível de graduação na UFMA; no Departamento de Engenharia Elétrica, o
maior número de mestres, agrupando 4,48% dos mestres da UFMA. 25,48% dos
Departamentos não contam com professores doutores em seu quadro, 4,65% dos
Departamentos não apresentam professores especialistas e, 11,62% não possuem
mestres.
Após a localização da Literatura Cinzenta, empreendeu-se a digitação dos
dados em uma planilha (Anexo A), na base de dados, construída pelos integrantes
da pesquisa, cujo campo de preenchimento relaciona-se às áreas do conhecimento
do documento descrito. Adota-se a classificação do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para as áreas do conhecimento e
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a Norma Registrada
Brasileira – NBR 6030/2002, para as referências.
Alguns ajustes tais como palavras-chave e resumo, dentre outros, foram
efetuados para adequar e padronizar a digitação dos dados. Os pesquisadores
dividiram-se em duas frentes de trabalho: UFMA e UEMA.
Dentre o quantitativo dos documentos, alistamos:

INDEXADOS

ÁREA
UF MA

UEMA

83

1

ENGENHARIAS

-

10

BIOLÓGICAS

-

5

SAÚDE

124

-

SOCIAIS E HUMANAS

134

2

AGRÁRIAS

-

24

LETRAS

-

5

341

47

EXATAS E TECNOLOGIA

TOTAL

Quadro 1 - Quantitativo das dissertações e teses indexadas

�Esses dados correspondem à porcentagem dos documentos digitados, em
relação ao comparativo desses com os potencialmente levantados pelo Relatório da
Biblioteca Central da UFMA e da UEMA (Quadro 2).
DISSERTAÇÕES

TESES

TOTAL

ÁREA

%
UFMA UEMA

UFMA

UEMA

UFMA

UEMA

Saúde

24

00

11

00

35

00

25,00%

Humanas

01

01

00

00

01

01

1,43%

Engenharias

36

07

01

03

37

10

33,57%

Exatas e da Terra

07

01

01

00

08

01

6,43%

Biológica

01

02

02

03

03

05

5,71%

Agrária

00

16

00

08

00

24

17,15%

Social Aplicada

09

01

00

00

09

01

7,14%

Lingüística, Letras e Artes

00

03

00

02

00

05

3,57%

TOTAL

78

31

15

16

93

47

100%

Quadro 2 - Porcentagem dos documentos digitados em relação ao quantitativo

Através da análise do quadro 2 verifica-se que a área de maior registro de
documentos é a de Engenharia, com 33,57%, seguida por Ciências da Saúde com
25,00%. Identificou-se que 100% dos documentos coletados encontram-se no
suporte papel.
Para armazenar a Literatura Cinzenta de acordo com as normas e descrição
bibliográfica, desenvolveu-se junto ao Departamento de Engenharia Elétrica da
UFMA uma planilha para construir e alimentar a base de dados, que possibilitará a
disseminação dessas informações.

6 CONCLUSÃO
As atividades de controle, armazenamento e disseminação da Literatura
Cinzenta da UFMA e da UEMA mostram-se essenciais para alunos, professores,
pesquisadores e demais usuários.

�A gestão da literatura cinzenta possui uma abrangência de âmbito
internacional. Por isso, precisa-se divulgá-la para que os próprios usuários tenham
consciência da importância que estes documentos possuem.
Assim, a disponibilização dos documentos cinzentos devidamente tratados,
armazenados

e

organizados

é

característica

de

gestores

informacionais

preocupados em antecipar aos usuários uma produção científica atualizada e de
qualidade.

ABSTRACT
The recovery of Grey Literature at the Federal University of Maranhão and at the
State University of Maranhão. It is a known fact that Grey Literature contains
information of great importance to a considerable number of users. The bulk of
scientific material currently covered by this type of literature, escapes the editorial
circuits, and represents an extraordinary source of richness of unique information.
The goal is to build a database to supplement the System Information of Grey
Literature in Europe – SIGLE and the Information Center for Latin America and the
Caribbean – BIREME, from the grey documents indexed or by indexing such at the
Federal University of Maranhão – UFMA and at the State University of Maranhão –
UEMA which would facilitate the identification of the producers; establish norms and
technical work for the control, divulgence and transfer of grey literature.
KEY WORDS: Grey Literature. Grey literature – Research project. Grey Literature –
Federal University of Maranhão. Grey Literature – State University of Maranhão.

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e
documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
______. NBR 10520: informação e documentação – citações em documentos –
apresentação Rio de Janeiro, 2002.
______. NBR 6028: informação e documentação – resumo – apresentação. Rio de
Janeiro, 2003.
______. NBR 6022: NBR 6023: informação e documentação –artigos em publicação
periódica. Rio de Janeiro, 2003.

�ALMEIDA, Maria do Rosário Guimarães. Control and access for grey litrature in
Brazil: a proposal. In: INTERNATIONAL CONFERENCE IN GREY LITERATURE, 4.,
1999, Washington, D. C. Proceedings... Amsterdam: GreyNet, 1999. p.181-198.
ALMEIDA, Maria do Rosário Guimarães. Literatura Cinzenta: teoria e prática.São
Luís: UFMA; Fundação Sousândrade, 2000. 174P.
ALVAREZ-OSSORIO, José R. Pérez. Introducción a la información y
documentación científica. Madrid: ALHAMBRA,1988. 107p.
AMAT NOGUERA, Nuria. Documentación científica y nuevas tecnologías de la
información. Madrid: Pirámide, 1988. 527p.
CORREA , Ana Maria Ramalho; CASTRO, Miguel de. Repositório digitais de
Literatura Cinzenta Cientifica: estudo de caso sobre as percepções e atitudes das
comunidades cientifica da Matemática e das Ciências Agrárias as em Portugal.
Disponível em :
HThttp://www.isegi.url.pt/ensino/docentes/acorreia/preprint/capsio.pdf. Acesso em 18
out. 2002
CURRÁS, Emilia. Sistema experto hipermidia para el reconocimiento, indización y
recuperción de literartura gris. SCIRE: representación y organizaci´n del
conocimiento, Madrid, v.4, n.1, p.117-130, ene./jun. 1998.
DI CESARE, Rosa, SALA, Cesare. The use of grey literature in the agricultural
economics field: a quantitative analysis. In:INTERNATIONAL CONFERENCE ON
GREY LITERATURE, 2. , Washington, 1995. Conference Proceedings...
Washington, D.C. Transatlantic/ GreyNet, 1995. 333p.
FARACE, Dominic. Grey Literature and publishing. NewsBriefNews, Amsterdam,
TransAtlantic/ GreyNet, v9, n.1, 2000.
FARACE, Dominic. Grey matters in the world of network information.. GL5
announcement. Amsterdam, 2003.
GOMES, Sandra; MENDONÇA, Marilia; SOUZA, Clarice. In: CAMPELLO,Bernadete
Santos; CEDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannete Margarite (Orgs.). Fonte
de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Ed da UFMG,
2000. 319p.cap.6, p.97.
MULLER, Susana Pinheiro Machado.A ciência, o sistema de comunicação cientifica
e a literatura .In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CEDÓN, Beatriz Valadares;

�KREMER, Jeannete Margarite (Orgs.). Fonte de informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte: Ed da UFMG, 2000. 319p. cap. 1, p. 21-22
ROSEMBERG, Dulcinéia Sarmento. A literatura e os canais intermediários de
informação na formação continuada de professores universitários. Disponível em:
http://www.ced.ufsc.br/bibliote/encontro. Acesso em: 21 fev. 2003
WILLMOTT, Ken; MASON, Moya k. Literatura Cinzenta: história, definição, aquisição
e catalogação. Disponível em: www.http.216.239.39.120/Translate.c? HL=PT &amp; FL =
EM &amp; U = http://MOYAK.com.research/res... Acesso em: 29 nov.2002.

ANEXO A - Planilha da base de dados
INSTITUIÇÃO:
BIBLIOTECA:

Autor:
Título:
Unidade:

Área:

Natureza:

Sub-Área:

Área de Concentração:

Orientador:

Co-Orientador:
Programa:
Defesa:

Data:

Local:
Resumo

Abstract

�Referência Bibliográfica

Descritores Relacionados:

∗

Drª em Ciência da Informação – Coordenadora dos projetos Gerenciamento da Literatura Cinzenta
para construção de uma base de dados da Universidade Federal do Maranhão – UFMA e
Universidade Estadual do Maranhão – UEMA e do Gerenciamento da Literatura Cinzenta na
Região Norte / CNPq mrga@elo.com.br;
Ms. em Ciência da Informação – Universidade de Brasília; Prof. do Departamento de
Biblioteconomia-UFMA pecegueiro@ufma..br;
Ms. em Biblioteconomia – Pontifícia Universidade Católica de Campinas; Prof. do Departamento de
Biblioteconomia-UFMA georgete.lopes@zipmail.com.br;
Ms. em Ciência da Informação – Universidade de Brasília; Bibliotecária do Núcleo de Bibliotecas –
UFMA. raioluar@yahoo.com.br
Aluna do curso de graduação em Biblioteconomia da UFMA e bolsista do CNPq/PNOPG.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52732">
                <text>Gerenciamento da literatura cinzenta para construção de uma base de dados da Universidade Federal do Maranhão – UFMA e Universidade Estadual do Maranhão – UEMA1.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52733">
                <text>Almeida, Maria do Rosário Guimarães; Pecegueiro, Cláudia Maria Pinho de Abreu; Freitas, Georgete Lopes; Ribeiro, Raimunda de Jesus; Santos, Neide Daiane Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52734">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52735">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52736">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52738">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52739">
                <text>Recuperação da Literatura Cinzenta na Universidade Federal do Maranhão - UFMA e na Universidade Estadual do Maranhão - UEMA. A Literatura Cinzenta contém informação de importância para um número considerável de usuários, escapa aos circuitos editoriais, representando fonte de informações inéditas. A pesquisa compõe-se de: descrição, objetivando o levantamento das teses e dissertações dos professores e técnicos. Análise e digitação das variáveis: instituição, autor, título, orientador, biblioteca, área, resumo e palavras chave, para fins de alimentação da base de dados. Integração no Projeto de Bibliotecas Digitais em Universidades desenvolvido pela Biblioteca Central da UFMA objetivando o acesso pelo Sistema de Literatura Cinzenta na Europa (SIGLE), Centro Latino- Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e a Networked Digital Library of Thesis and Dissertations (NDLTD); estabelece normas e padrões técnicos de controle, divulgação e transferência de informação cinzenta. Encontram-se digitadas 78% de dissertações e 15% teses referentes às áreas de: Humanas, Saúde, Engenharias, Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Agrárias, Sociais Aplicadas, Lingüística, Letras e Arte. Ressalta-se que este percentual corresponde a 27.27% do total de documentos cinzentos disponibilizados na listagem do Processamento Técnico da UFMA. Verifica-se que o maior registro de documentos dá-se em Ciências da Saúde 39,29%; a maior quantidade de Literatura Cinzenta digitada é de Engenharia 9,92%; e que 100% dos documentos coletados encontram-se no suporte papel.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68264">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4762" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3831">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4762/SNBU2004_036.pdf</src>
        <authentication>cef4dd05651fd16eabb2d5a3daf26de3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52767">
                    <text>O IMPACTO DA TECNOLOGIA SOBRE OS SERVIÇOS DE REFERÊNCIA E
INSTRUÇÃO BIBLIOGRÁFICA EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS.

Maria Irani Coito∗
Hellen Sato
Célia Silva Cruz Morales
Isabel Pereira De Matos

RESUMO
Apresenta as características dos serviços de referência frente ao perfil dos usuários
com relação ao advento das tecnologias nas bibliotecas universitárias. As
tecnologias de informação e comunicação ocasionaram mudanças de paradigmas
na estrutura organizacional das Bibliotecas, criando novas parcerias colaborativa e
habilidades para a equipe dos profissionais da informação. Este cenário requer uma
nova visão da biblioteca: uma postura profissional com inovação e criatividade no
oferecimento de serviços e produtos. Os impactos em ciência e tecnologia
apresentam, a cada dia, novas mídias de publicações eletrônicas e multiplicidade
de recursos informacionais. Os efeitos da tecnologia, atrelados à velocidade de
comunicação e ao acesso às redes de dados, requerem qualidade nos serviços de
informação. Estas mudanças requerem aprendizagem constante destas habilidades
para enfrentar os desafios e a competitividade com os nossos concorrentes da área
de informação. O Serviço de Referência deve habilitar o usuário a encontrar toda e
qualquer informação necessária à sua pesquisa com a maior agilidade possível.
Sendo assim, torna-se extremamente necessária a capacitação dos Bibliotecários,
Técnicos e Auxiliares que atuam na Seção de Referência. Estes precisam saber
usar, na sua prática de trabalho, as ferramentas de informação e comunicação, a fim
de instruírem os usuários de forma eficiente.
PALAVRAS – CHAVES: Serviços de Referência. Instrução Bibliográfica. Tecnologia
de informação e comunicação. Gestão de Serviços de Informação. Serviço de
Referencia Virtual.

INTRODUÇÃO

A maior preocupação de uma biblioteca universitária é o desenvolvimento de
serviços de informação para uma clientela específica onde a sociedade vive numa
transformação constante pela evolução da tecnologia de informação e comunicação
(tic). O desafio para o Bibliotecário é fornecer, da melhor forma, a informação para
os seus usuários.

�A importância das tecnologias da informação (TI) na vida das pessoas é cada
vez maior. Na última década, o Serviço de Referência em bibliotecas universitárias
está diretamente orientado para os efeitos da tecnologia como interação entre
bibliotecários e usuários, tanto interno quanto externamente à Biblioteca. Este
impacto das tecnologias trouxe mudanças nas atividades e nos perfis dos
profissionais que as executam. Uma das conseqüências mais importantes da
interação entre o sistema de Informação e seus usuários é a mudança na estrutura
organizacional das Bibliotecas. Esta mudança requererá uma nova postura
organizacional com novas habilidades da equipe de profissionais da informação e
aprendizagem constante destas habilidades, como parceria colaborativa, focalizando
a competitividade e as novas ferramentas de trabalho com uma liderança firme e
forte.
Esta nova estrutura organizacional requer inovação e criatividade nos
serviços das bibliotecas para despertar, no usuário, o interesse pela biblioteca em
seus serviços e produtos. Os profissionais da informação precisam ter uma visão da
biblioteca do futuro frente a esta nova postura profissional e enfrentar os desafios
deste cenário que está em constante mudança.
Segundo Abbas (1997),
os bibliotecários precisam aceitar as mudanças e se prepararem para
o futuro [...] precisam estar convencidos de que a internet é somente
o caminho para fazerem seu trabalho [...] o ambiente de trabalho dos
bibliotecários sempre irá mudar [...] os bibliotecários não devem
perder de vista a missão e os propósitos da biblioteca: haverá
sempre um lugar para as bibliotecas e para os bibliotecários.

De acordo com a idéia do autor, que futuro é este? O futuro é agora. A
maioria das bibliotecas universitárias brasileiras já oferece serviços em suas homepages, e, apesar dos Bibliotecários se adaptarem aos desafios da informação em
meio eletrônico, é necessário que busquemos nossos usuários. As mudanças estão
acontecendo a cada dia, com velocidade de abrangência global e social na vida das
pessoas através de novos produtos de informação, novas mídias e agentes
produtores de fontes de informação oferecendo produtos aos seus clientes,
utilizando estratégias para conquistar o interesse do usuário em usar seus serviços.

�Um Serviço de Informação não deve limitar-se a fornecer somente o que o
usuário pede, mas surpreendê-los com novos serviços. Deve estimular e influenciar
o interesse do usuário, indo além das paredes da biblioteca com serviços on-line.
Entretanto, um serviço de marketing deve ser planejado e desenvolvido, tendo como
ponto de partida os perfis de seus usuários.
A Biblioteca deve ser vista pela maioria de seus usuários como atual e
relevante às suas necessidades. Precisa oferecer serviços, materiais, equipamentos,
informação e apresentar serviços novos de qualidade, visando melhorias no
atendimento ao cliente.
Os usuários, que encontram satisfação de suas necessidades em outros
cenários de informação, geralmente não terão interesse nos serviços das
bibliotecas. Os concorrentes mostrarão que podem entregar estes novos serviços e
produtos para os usuários de bibliotecas; haja vista o progresso acelerado dos
meios de editoração e distribuição de publicações em meios eletrônicos.
As Editoras científicas, possuidoras de documentos nos vários suportes de
escrita, estão produzindo materiais didáticos de educação aos recursos on-line para
aprendizagem e adaptabilidade, proporcionando facilidades no uso de seus
produtos. Oferecem Serviços de Alertas para manter seus clientes informados em
suas áreas de trabalho. Vendem e entregam diretamente pacotes de serviços aos
usuários que navegam em suas páginas eletrônicas.
O desafio para os bibliotecários é direcionar seus serviços para os usuários
internos e externos à Biblioteca no formato eletrônico, utilizando o ciberespaço para
entrega destes serviços, produtos e manuais de instrução. Precisamos caminhar
lado a lado com os nossos concorrentes. Temos que aprender rapidamente os
caminhos para manter nossos postos de trabalho em sintonia com o mercado de
serviços e produtos na área de informação.

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DAS BIBLIOTECAS

�ORGANIZAÇÃO E MÉTODO DO TRABALHO

O objetivo deste trabalho foi estabelecer uma relação positiva entre
informação, tecnologia e serviço de referência. Procurou-se, neste estudo, levantar
alguns dados sobre os serviços de referência através da literatura citada,
considerando os impactos da tecnologia nas organizações.
O desenvolvimento acelerado da informática e da eletrônica digital propiciou
grandes avanços em todas as áreas do conhecimento e entre estas, a área de
Ciência da Informação. Este avanço das tecnologias, na atividade dos serviços da
biblioteca,

trouxe

consigo

um

novo

paradigma

nos

procedimentos

de

processamento, armazenamento e recuperação da informação em meio eletrônico.
O acesso remoto possibilitou o desenvolvimento de oportunidades de criar
novos serviços e novas competências estruturais nos processos de gerência das
bibliotecas.
Carmo (2001), salienta que “o impacto da tecnologia está permeando a cadeia de
valores dos profissionais da informação com novas ênfases ao remodelamento das
atividades e à resolução de problemas”. Estes valores estão afetando o escopo

competitivo na área de ciência da informação e reformulando novo formato de
apresentação de produtos e serviços das Bibliotecas direcionados às necessidades
e perfis dos seus usuários.
Neste contexto, o Serviço de Referência desempenha um papel de suma
importância em planejar os serviços neste novo cenário (que já não é mais novo),
redesenhando os processos, criando instrumentos para administrar este modelo de
Serviço de Referência, encontrar novos caminhos e criar mecanismos gerenciais
para responder efetivamente às expectações e inovações no qual interage com os
serviços tradicionais e os serviços virtuais (FIGUEIREDO, 1999).
Centrado nos mesmos pontos de análise de Figueiredo, Estrin (1998),
complementa que é necessário a prática da reengenharia dos programas de
serviços das bibliotecas para:

�mudança organizacional onde a prática da gerência utiliza as
teorias dos processos, das tecnologias emergentes, dos diversos
estilos de aprendizagem e das influências pedagógicas da instituição
para desenvolver o programa de serviços da Biblioteca”;
Prática da gerência instrutiva, que coordena, educa e conduz
os bibliotecários desta nova era, a fornecerem os meios e criarem
produtos originais para educar os usuários através de programa
educacional no ensino da Instrução da Biblioteca.

O mesmo autor afirma que há a necessidade de aplicar a reengenharia dos
processos em redesenhar a estrutura organizacional da biblioteca tendo em vista “os
serviços técnicos, serviços ao público, a gerência da coleção e relata: muitas organizações,
envolvidas em transformações, estão fazendo a re-engenharia dos processos [...] as
organizações bem sucedidas de amanhã, se re-estruturam hoje” .

Hammer e Champy citados por Estrin (1998), definem a reengenharia como o
“fundamento de repensar e redesenhar os processos de um negócio para conseguir
melhorias em medidas críticas do desempenho tais como o custo, a qualidade, o serviço, e
a velocidade [...] As organizações devem ser projetadas em torno dos produtos e dos
clientes”.

Os processos de uma organização – a biblioteca – são as seqüências
específicas das atividades para realizar os objetivos descritos no planejamento dos
serviços da Biblioteca. Como gerentes de Biblioteca sabemos que o ciclo vital de
uma organização – Biblioteca – passa por vários estados gerenciais ao longo de sua
vida útil. Os impactos das mudanças, quanto à forma de gerir as organizações, exige
constante revisão do plano de trabalho, dos objetivos e da missão da Biblioteca .
Esta,

como organização, é um Sistema de Informação no qual os papéis da

gerência requerem uma estratégia de competência dos bibliotecários e da equipe de
funcionários para desempenharem bem suas funções, tendo em mente que a
organização não existe por si só, ela interage com outras organizações, com as
pessoas, com o ambiente externo e com as tecnologias que influenciam as
atividades de comunicação e informação entre os indivíduos.
Esta nova configuração entre Sistema de Informação e Tecnologia da
Informação pressupõe a capacitação dos profissionais da informação com reflexão
crítica a respeito das mudanças que vem ocorrendo na gestão de pessoas nas
organizações. Estes profissionais utilizam o conhecimento como estratégias

�competitivas voltadas para a aprendizagem e o aprimoramento da equipe com foco
nos perfis e necessidades de seus clientes.
IMPACTO DA TECNOLOGIA DE INFORMACAO E COMUNICACAO - TIC

SERVIÇOS DE REFERÊNCIA
O Serviço de Referência Informação SRI é praticado pela maioria das
bibliotecas universitárias em um ambiente híbrido, ou seja, serviços oferecidos pelo
método tradicional no balcão de Referencia e serviços oferecidos em ambiente online. Consiste no atendimento aos usuários face-a-face, acesso físico aos materiais
da biblioteca e no acesso remoto aos catálogos em meio eletrônico das bibliotecas
virtuais. Este serviço se configura em uma variedade de atividades como entrevista
na mesa de referencia, instrução sobre o uso dos recursos da biblioteca, orientação
sobre pesquisa bibliográfica em meio eletrônico, tutoriais de acesso às bases de
dados on-line, perguntas e respostas, atendimento on-line e outras atribuições que
foram incorporadas ao serviço de referência de acordo com as necessidades
pedagógicas da Instituição. Figueiredo (1992, 1999) descreve a evolução dos
Serviços de referência focando vários estudos, desde o aparecimento do serviço,
tipos de tarefas que o evolvem, e a forma como o SR era exercido pelos
Bibliotecários de Referência e aos novos ambientes mediados por redes de
computadores, os serviços virtuais.
Macedo (1999) também descreve as principais tarefas do Serviço de
referencia para contraponto aos novos ambientes informacionais mediados por
redes digitais em cinco linhas de ações:
1a. Linha: Serviço de Referência e Informação;
2a. Linha: Educação do usuário;
3a. Linha: Alerta e Disseminação da Informação;
4a. Linha: Divulgação e Comunicação Visual;
5a. Linha: Administração/Supervisão do Serviço de Referência e
Informação.

Qualquer que for o projeto da biblioteca, as linhas de Macedo aplicam ao
serviço de referência virtual. A autora ainda desenha um perfil de atribuições do
bibliotecário de referência como: função gerencial; função informacional; função

�educacional, função de disseminação da informação e função promocional e de
divulgação, caracterizando-os de acordo com o tipo de biblioteca.

INSTRUÇÃO BIBLIOGRÁFICA

Os programas de Instrução Bibliográfica oferecem aos Bibliotecários, a
possibilidade de trabalhar as ferramentas de pesquisas com os usuários, ensinandoos a usá-las efetivamente e habilitando-os no uso dos recursos da biblioteca para
encontrarem eles mesmos, a informação que necessitam.
É necessário treinar os usuários e prepará-los para fazer o melhor proveito
das ferramentas de tecnologia existentes na Biblioteca. É necessário treinar os
novos usuários para operar os equipamentos de tecnologia de comunicação,
principalmente computadores e periféricos.
O estudo realizado por Nahl (1999) apresenta as dificuldades encontradas
pelos novos usuários nos primeiros contatos com as bases de dados on-line, como
construir a estratégia de pesquisa e orienta como preparar e escrever a instrução. A
autora ainda menciona a necessidade de estender a assistência aos usuários
mesmo depois do treinamento, incluindo material impresso sobre a Instrução.
Salienta também a importância de disponibilizar a Instrução em ambiente on-line
para uso dos usuários. Devido à complexidade da busca on-line ela afirma que é
necessário descobrir qual tipo de Instrução que deverá ser escrito, em que nível e
com que freqüência a Instrução deverá ser dada ao usuário.
Visando ajudar as organizações em determinar padrões de qualidade para a
força tarefa da Biblioteca e também de um modelo objetivo de Instrução
Bibliográfica, a ACRL (1987) esboçou um modelo de programas instrutivos para
ajudar os Bibliotecários a escreverem as instruções de que necessitam com o fim de
habilitar os bibliotecários a organizarem seus próprios programas de instrução e
relata: “[...] o papel da Instrução Bibliográfica é fornecer não somente as habilidades
específicas

aos estudantes, mas prepará-los para fazerem uso eficaz do sistema de

informação, das fontes de informação, dos recursos da biblioteca e a ensinar como eles
mesmos poderão fazer usos destas habilidades ao longo de toda vida”.

�Outros estudos sobre a Instrução Bibliográfica reportam para a necessidade
dos Bibliotecários ficarem atentos às mudanças tecnológicas, às mudanças na forma
de planejar o serviço de referência, à necessidade de um serviço de marketing e à
avaliação constante da Instrução Bibliográfica tendo sempre em mente a missão e a
visão da Biblioteca e da Instituição como um todo (ACRL, 1987, 2003; ESTRIN,
1998; MOSS, 1997; SAIA, 1995).
Moss (1997) reporta em seu estudo que as bibliotecas devem providenciar
aos usuários off-campus (usuários distanciados com vínculo com a Instituição ou
mesmos para aqueles que não tem vínculo com a Instituição – usuários remotos) os
mesmos serviços de referência que são oferecidos para os usuários on-campus
(usuários presenciais). A autora também salienta em seu trabalho, estudos de
autores que desenvolveram projeto de serviços de referência para usuários remotos,
detalhando as tarefas e as responsabilidades das pessoas para executá-las.
Bing et al. (1997), fala ainda que o ensino à distância e personalizado é de
fundamental importância. Os recursos multimídia e hipermídia agilizam e permitem a
individualização e modificação do processo de aprendizagem.
Como deverá ser o processo? Análise, estratégia e tecnologia. Para um bom
desempenho no Sistema Informacional da Biblioteca os usuários devem:
• Desenvolver as habilidades necessárias para o uso das novas tecnologias;
• Conhecer várias fontes de referência;
• Possuir acesso físico e virtual a estas fontes;
Devem ainda ter conhecimento dos tipos de materiais que irão encontrar, como:
•

Catálogos de bibliotecas, índices, periódicos, teses, citações, vocabulário

controlado,

operadores

booleanos,

abstracts,

dicionários,

almanaques,

enciclopédias, atlas, discussões on-line, sites, etc.

O objetivo do Serviço de Referência é oferecer ao usuário as habilidades para
saber o que irá procurar, como procurar, o que irá encontrar e como irá usar. Tanto
os bibliotecários quanto os técnicos de bibliotecas devem desenvolver um processo
de aprendizagem contínua da tecnologia de informática e das fontes de referência
nos diversos tipos de suporte na biblioteca e por acesso remoto para saberem
orientar os usuários a encontrar a informação que necessita.

�SERVICO DE REFERENCIA VIRTUAL

Em nenhum outro momento da história a tecnologia de comunicação afetou a
forma de trabalho dos bibliotecários de referência como a era da Sociedade da
Informação. O serviço de referência teve que se modernizar, resultando no
aparecimento da chamada referencia virtual ou on-line. O atendimento aos usuários,
na mesa de referência, extrapolou as paredes da Biblioteca, visto que tanto as
questões podem se originar de um usuário remoto, quanto às respostas podem ser
encontradas além do domínio físico da mesma. O serviço de referência virtual é uma
extensão do serviço de referência tradicional.
Os Web Sites das Bibliotecas permitem aos usuários o acesso rápido aos
seus serviços/produtos, links para informações sobre vários assuntos e outros
serviços cooperativos. As bibliotecas recebem perguntas de usuários sobre
questões/pedidos de referencia através de e-mail, telefone e formulários
disponibilizados em suas home pages. Além destes serviços, encontramos projetos
de módulos de capacitação dos usuários com vínculos com a instituição, através do
Ensino a Distância.
Há também bibliotecas universitárias que promovem cursos de capacitação
por Ensino a Distância para o staff da biblioteca e para profissionais em geral da
área por acesso remoto.
Cunha (2004) afirma que ocorreu uma evolução do conceito de biblioteca:
“ – Biblioteca tradicional: onde a maioria dos itens é constituída de
documentos

em papel;

- Biblioteca digital/virtual: informação sendo armazenada de forma
eletrônica disseminada independente de sua localização física ou do
tempo.”

Esta evolução ocasionou mudanças na estrutura organizacional das
bibliotecas, observa-se que há uma grande preocupação dos profissionais da

�informação em planejar serviços de referência virtual para atender aos usuários offcampus e aos usuários remotos em geral.
A ACRL e a IFLA publicam manuais como guias de elaboração de serviços de
referencia virtual, estes manuais orientam como planejar e construir serviços para
bibliotecas pequenas aos mais arrojados serviços de referência virtual utilizando
sistemas inteligentes.
A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América (Library of
Congress), definiu a referência virtual como a combinação de uma variedade das
tecnologias para realizar objetivos amplos da referência. Assim, pode-se dizer que o
serviço de referência virtual é a combinação do uso do computador e a tecnologia
das comunicações usando os padrões da biblioteca – os softwares como agentes
inteligentes – em fornecer o serviço de referência em qualquer lugar a qualquer
momento, ou seja, a provisão de auxílio pessoal aos usuários, usando padrões da
web através de software interativo.
A Library of Congress desenvolveu um serviço cooperativo de referência
digital,

através de um projeto piloto chamado de Collaborative Digital Reference

Service (CDRS) para testar um serviço de referência qualificado por uma rede de
bibliotecas digitais no fornecimento de seus serviços em suas áreas de assunto,
mediados por computadores. O objetivo do CDRS é fornecer serviço especializado
para os usuários em qualquer lugar e a qualquer momento (MISSINGHAM, 2000).
Este novo modelo possibilitou ao bibliotecário trabalhar em ambiente virtual
mais ágil: “24/7 Reference Project anywhere anytime” (http://www.247ref.org) da
Metropolitan Cooperative Library System funciona 24 horas por dia, sete dias da
semana, em qualquer lugar e a qualquer momento.
O trabalho de Arellano (2001) analisou os serviços de referência virtual
realizados por bibliotecas norte-americanas e identificou as principais características
dos tipos de serviços fornecidos, tipos de suporte e funcionamento, softwares
chamados de “sistemas inteligentes” usados nos serviços de referência em tempo
real internet-chat e videoconferência e nos serviços de referência assíncronos como
o correio eletrônico, formulário na Web e os serviços chamados “AskA”. O autor

�ainda descreve uma lista de serviços tipo “AskA” e uma lista de serviços de
referência em “Chat”.
Horn (2001) apresenta um estudo sobre os vários tipos de serviço de
referência eletrônica por sistemas inteligentes. A autora discute questões de como
elaborar serviços de referência eletrônica, como organizar a equipe de trabalho
(Bibliotecários e Auxiliares) com as atribuições de cada membro da equipe. O
bibliotecário deverá determinar quantas horas por dia e quantos dias na semana
poderão fornecer serviços on-line. Horn salienta que os serviços on-line deverão ser
padronizados e que se deve fazer um rodízio entre a equipe, nos diversos tipos de
serviço. Deve-se planejar um serviço pequeno, fazer avaliações e ampliar os
mesmos de acordo com a quantidade do staff e as necessidades dos usuários.
Paralelo a estes serviços, Laura Zick realizou um estudo sobre o
comportamento

dos

bibliotecários

em

relação

aos

sistemas

inteligentes,

operacionalizando os serviços junto aos bibliotecários. A autora observou uma
preocupação dos bibliotecários em relação ao futuro da profissão: “os agentes e os
bibliotecários enfrentam os mesmos desafios e os mesmos objetivos, ambos possuem certo
domínio da informação” . Os bibliotecários não devem temer, considerando que estes

sistemas se tornem um concorrente em seu espaço de trabalho, deve trabalhar junto
aos sistemas buscando as mesmas metas com qualidade no fornecimento de
serviços aos usuários.
Diante destes avanços é necessário o acompanhamento e a aprendizagem
constantes das tecnologias nos serviços de informação. Devemos trabalhar este
novo ambiente de forma que os sistemas inteligentes se tornem uma ferramenta de
trabalho e não mais um concorrente na Ciência da informação. Devemos educar os
usuários a utilizarem os agentes como ferramentas e não como os profissionais da
informação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo em vista o contexto atual dos Serviços de Informação, a explosão da
informação e a falta de critérios para organizar estas informações, os bibliotecários
devem assumir os serviços de referência virtual, visando garantir aos usuários um

�serviço de referência virtual de excelência. O Serviço de Referência das bibliotecas,
em especial as Universitárias, é a porta de entrada para os usuários, pois irá
direcioná-los na recuperação das informações que satisfaçam suas necessidades
atuais.
Como salienta Bastos Junior (2000), “a informação configura-se como um
componente essencial a todos os processos de inovação. Ela deve ser tanto quanto
possível constante, atualizada, precisa, capaz de ser difundida e utilizada por aqueles que
tomam decisões na organização”.

O sucesso do serviço de referência virtual depende da capacitação da equipe
de Bibliotecários, dos Técnicos e dos Auxiliares através de um processo de autoaprendizagem das tecnologias de comunicação e informação. Há também a
necessidade de aprendizagem quanto ao uso de computadores, ambientes de redes
e internet e dos instrumentos de telecomunicações utilizados nos serviços de
referência virtual.
A supervisão da biblioteca deve manter uma administração eficiente e
estruturada para garantir o bom desempenho da referência. Há a necessidade de
um trabalho conjunto entre bibliotecários e o pessoal técnico de informática.
Neste contexto é necessário que os profissionais da biblioteca estejam
completamente envolvidos e preparados para oferecer este serviço. É preciso que
haja um envolvimento da equipe da biblioteca como um todo.
É uma nova visão de biblioteca, onde se exige um envolvimento da equipe
para estas competências: Bibliotecários, Técnicos, Auxiliares e a própria Instituição
como um todo. Seria como uma orquestra onde o sucesso depende da sintonia de
todos os músicos.
Pois como afirma Frota (1994) "O mundo hoje é muito mais dialógico, menos por
força de uma ascendência da cultura universalizante do que pela força descomunal da
informação".

THE IMPACT OF TECHNOLOGY ON THE REFERENCE SERVICES AND
BIBLIOGRAPHIC INSTRUCTION IN UNIVERSITY LIBRARIES.

�ABSTRACT
This work presents the characteristics of reference services facing the profile of users
with relation to the advent of technologies in university libraries. The technologies of
information and communication caused paradigms changes in the organizational
structure of libraries creating new collaborative parthership and challenges for the
team of information professionals. This scenary requires a new vision of library: a
position professional of innovation and creativity in the providing services and
products. The impact in the science and technology presents each day, new eletronic
publication medias and multiplicity information resources. The hardness effect of
technology face the speed of communication and the access to the data nets, require
quality in the information services. This changes require constant skill learnings face
the challenges and the competitivity among our competitors in providing information
area. The reference services must qualify the user to find any necessary information
to its research with largest possibility of speed. Being thus, Its necessary the
qualification of the librarian, assistant technicians who deals in the Reference
Department. They need to know how to use, in practical their work, the information
tools and communication in order to instruct the users eficiently.

KEYWORDS: Reference services. Bibliographic instruction. Technology of
information and communication. Management of information services. Virtual
reference services.

REFERÊNCIAS

ABBAS, J. The library profession and the internet: implications and scenarios for
change. Katharine Sharp Review, n. 5, Summer, p. 1-9, 1997. Disponível em:
http://edfu.lis.uiuc.edu/review/5/abbas.pdf. Acesso em: 18 out. 2001.
ARELLANO, M. A. M. Serviços de referencia virtual. Ciência da Informação,
Brasília, v. 30, n. 2, p. 7-15, maio-ago. 2001.
ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH LIBRARIES. Model statement of
objectives for academic bibliographic instruction. May, 1987. Disponível em:
http://www.ala.org/cfapps/archive.cfm?path=acrl/guides/msobi.html. Acesso em: 13
mar. 2003.
ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH LIBRARIES. Guidelines for
instruction programs in academic libraries. June 2003. Disponível em:

�http://www.ala.org/ACRLPrinterTemplate.cfm?Section=acrlstandards&amp;Template=/Co
ntentMana.html. Acesso em 07 maio 2004.
BASTOS JUNIOR, P. A. Inovação: garantia de competitividade sustentável às
organizações. Revista Eletrônica de Administração &amp; Negócios, set./out. 2000.
Disponível em: http://www.terravista.pt/enseada/5831/trabalho/t2000095.html.
Acesso em: 03 mar. 2003.
BING, J. et al. The design of a distance library service sistem. 1997. Disponível em :
http://www.fcae.nova.edu/~huttonm/isd2.html. Acesso em: 05 mar. 2003.
CARMO, R. M. Gestão da tecnologia da informação. Revista Eletrônica de
Administração &amp; Negócios, jan./fev.,2001. Disponível em:
http://www.terravista.pt/enseada/5831/trabalho/t20001207.html. Acesso em: 03 mar.
2003
CUNHA, M. B. A era da referência virtual. Disponível em:
http://irc.embaixadaamericana.org.br/download/Murilo.ppt. Acesso em: 29 jun. 2004.
ESTRIN, J. W. From bibliographic instruction to instructional management: a
process-oriented approach for reengineering library instruction programs. Katharine
Sharp Review, n. 6, Winter, p. 1-10, 1998. Disponível em:
http://edfu.lis.uiuc.edu/review/6/estrin_bi.pdf. Acesso em 18 out. 2001.
FIGUEIREDO, N. M. Serviços de referência e informação. São Paulo: Polis:APB,
1992. 167 p. (Coleção Palavra Chave, 3)
FIGUEIREDO, N. M. Paradigmas modernos da ciência da informação. São
Paulo: Polis: APB, 1999. 168 p. (Coleção Palavra Chave, 10).
FROTA, M.; Frota, M. H. Acesso à informação: uma estratégia para a
competitividade. Brasília: CNPQ,1994. 159 p.
HORN, J. The future is now: reference services for the eletronic era. In: NATIONAL
CONFERENCE OF ACRL, 10. Denver. Proceedings... Denver: ACRL, 2001. p.
320-327.
MACEDO, N. D.; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referência
convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas. Partes I e II.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo,
v. 1, n. 1, p. 38-72, 1999.

�MISSINGHAM, R. Virtual services for virtual readers: reference reborn in the Elibrary. 2000. Disponível em:
http://conferences.alia.org.au/alia2000/proceedings/roxanne.missingham.html.
Acesso em: 05 abr. 2004.
MOSS, M. M. Reference services for remote users. Katharine Sharp Review, n. 5,
Summer, p. 1-8, 1997. Disponível em: http://edfu.lis.uiuc.edu/review/5/moss.pdf.
Acesso em: 18 out. 2001.
NAHL, D. Creating user-centered instructions for novice end-users. Reference
Services Review, Bradford, v. 27, n. 3, p.280-286, 1999.
REMÓN, D. S. El servicio de referencia virtual en la getión de información.
ACIMED,La Habana, v. 11, n. 2, 2003. Disponível em:
http://www.infomed.sld.cu/revistas/aci/vol11_2_03/acisu0203.htm. Acesso em 25
maio 2004.
SAIA, D. Advocacy for bibliographic instruction: a challenge for the future. Katharine
Sharp Review, n. 1, Summer, p. 1-8, 1995. Disponível em:
http://edfu.lis.uiuc.edu/review/summer11995/saia.html. Acesso em: 18 out. 2001.
ZICK, L. The work of information mediators: a comparison of librarians and intelligent
software agents. First Monday, Chicago, n. 5, May 2000. Disponível em:
http://firstsmonday.org/issus/issue5_5/zick/index.html. Acesso em: 29 abr.2004.

∗

Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara – UNESP. Endereço: Rodovia Araraquara Jaú, km 1 – Caixa Postal 502 – CEP: 14801-902 – Araraquara, SP – Brasil. irani@fcfar.unesp.br
Faculdade de Ciências Agrárias de Botucatu – UNESP. Endereço: Fazenda Experimental Lageado
C.P. 237 – CEP 18603-970 Botucatu, SP - Brasil. hellensato@fca.unesp.br
Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Faculdade de Ciências e Faculdade de Engenharia
– UNESP. Endereço: Avenida Luiz Edmundo C. Coube, S/N – CEP: 17033-360 - Bauru, SP – Brasil.
morales@bauru.unesp.br
Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. Endereço: Rua José Bonifácio 1.193 - Vila
Mendonça – CEP: 16015-050 - Araçatuba, SP – Brasil. isabel@foa.unesp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52750">
                <text>O impacto da tecnologia sobre os serviços de referência e instrução bibliográfica em bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52751">
                <text>Coito, Maria Irani; Sato, Hellen; Morales, Célia Silva Cruz;  De Matos, Isabel Pereira </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52752">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52753">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52754">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52756">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52757">
                <text>Apresenta as características dos serviços de referência frente ao perfil dos usuários com relação ao advento das tecnologias nas bibliotecas universitárias. As tecnologias de informação e comunicação ocasionaram mudanças de paradigmas na estrutura organizacional das Bibliotecas, criando novas parcerias colaborativa e habilidades para a equipe dos profissionais da informação. Este cenário requer uma nova visão da biblioteca: uma postura profissional com inovação e criatividade no oferecimento de serviços e produtos. Os impactos em ciência e tecnologia apresentam, a cada dia, novas mídias de publicações eletrônicas e multiplicidade de recursos informacionais. Os efeitos da tecnologia, atrelados à velocidade de comunicação e ao acesso às redes de dados, requerem qualidade nos serviços de informação. Estas mudanças requerem aprendizagem constante destas habilidades para enfrentar os desafios e a competitividade com os nossos concorrentes da área de informação. O Serviço de Referência deve habilitar o usuário a encontrar toda e qualquer informação necessária à sua pesquisa com a maior agilidade possível. Sendo assim, torna-se extremamente necessária a capacitação dos Bibliotecários, Técnicos e Auxiliares que atuam na Seção de Referência. Estes precisam saber usar, na sua prática de trabalho, as ferramentas de informação e comunicação, a fim de instruírem os usuários de forma eficiente.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68266">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4764" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3833">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4764/SNBU2004_037.pdf</src>
        <authentication>dfe97bc78b31fb75fd1f9c48098c100f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52785">
                    <text>"PERSPECTIVA TEÓRICA DE CONDUTAS E PRÁTICAS PROFISSIONAIS PARA
O ALCANCE DA INOVAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA"
Mariângela Spotti Lopes Fujita∗

RESUMO
Nos anos 90 o fenômeno da globalização modificou o cenário político, econômico e
social, acometendo, por extensão o mercado de trabalho profissional em todas as
áreas. A maior contribuição, porém, para as transformações é, sem dúvida,
ocasionada pela revolução tecnológica da comunicação que ampliou de forma
excepcional a capacidade de produção, acumulação e veiculação de dados e
informação.
Para a área da Biblioteconomia esta situação está sendo
particularmente propícia para mudanças fundamentais quanto à inserção do
bibliotecário em um contexto mais amplo de atuação profissional. A dinâmica social e
as intensas evoluções científico e tecnológicas transformam, em ritmo acelerado, o
contexto e o ambiente do bibliotecário. Para enfrentar os desafios evidenciam-se as
condutas e práticas profissionais em perspectiva teórica, identificando tendências e
perspectivas que apresentarão maior inovação tecnológica.

1 INTRODUÇÃO
O desafio mais presente na vida do bibliotecário é, sem dúvida nenhuma, a
exigência de ser um profissional atualizado com as inovações científicas e
tecnológicas do mercado de trabalho. Esse desafio, da mesma forma, é válido para
examinarmos a responsabilidade quanto à situação curricular e de conteúdo dos
cursos de Biblioteconomia.
A evolução da área de Biblioteconomia, tem sido muito rápida e a formação e
capacitação de seus profissionais tem que, necessariamente

acompanhar esse

ritmo. Acreditamos que isto seja um ponto bastante polêmico para um profissional
em qualquer área do conhecimento. Como acompanhar todas as mudanças sem ter
todas as condições materiais para tal? E, principalmente, a cada inovação devemos
mudar todo nosso conhecimento ou o currículo e objetivos do curso?

�É preciso acompanhar as mudanças, isto é uma certeza, mas sem quebrar
princípios importantes da formação profissional: postura e condutas éticas, espírito
crítico, planejamento, visão gerencial, espírito de equipe, flexibilidade para operar
mudanças, consciência do papel social da profissão e, principalmente, habilidades
para atividade de criação.
A postura, as condutas e as práticas profissionais devem ser apoiadas por
uma sólida formação científica para um acompanhamento equilibrado das mudanças
cada vez mais vertiginosas.

Entendemos que o profissional com uma formação

científica é capaz de assimilar as mudanças necessárias ao seu ambiente de
trabalho de forma estratégica e condizente com seus próprios objetivos, ou seja, um
profissional mais permeável à mudanças, mas ao mesmo tempo, essencialmente
analítico e consciente de seus objetivos profissionais.
Baseada na atuação acadêmica da docência e da pesquisa junto ao Curso de
Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP – Campus de
Marília, e mais recentemente, na visão profissional adquirida a partir da experiência
de coordenação da rede de 23 bibliotecas da UNESP, pretendo demonstrar, de
forma panorâmica, o contexto de inovações científicas e tecnológicas da biblioteca e
apontar, em perspectiva teórica, as condutas e práticas profissionais a serem
definidas pelos bibliotecários e Escolas de biblioteconomia.
Com essas considerações e aproveitando um momento bastante oportuno de
minha carreira, ouso delinear, a partir de uma visão bastante abrangente, a dinâmica
social do contexto do bibliotecário e suas funções, as principais mudanças ocorridas
e as perspectivas para assimilação desse contexto profissional, identificando
condutas e práticas profissionais apoiadas em formação teórica.

2 O BIBLIOTECÁRIO E SUAS FUNÇÕES DENTRO DA DINÂMICA SOCIAL

Nos anos 90 e início do século XXI o fenômeno da globalização modificou o
cenário político, econômico e social, acometendo, por extensão o mercado de

�trabalho profissional em todas as áreas.

A maior contribuição, porém, para as

transformações é, sem dúvida, ocasionada pela revolução tecnológica da
comunicação que ampliou de forma excepcional a capacidade de produção,
acumulação e veiculação de dados e informação. Meadows (1999, p.37) considera
que “O resultado global, se isso viesse a ser feito sistematicamente, seria aumentar
ainda mais o volume de informação científica em circulação, prolongando a fase de
crescimento exponencial.”
Nesse sentido, Van Reenen (2002, p.3) considera que “Acesso ao
conhecimento é provavelmente o mais crítico componente para o sucesso no
desenvolvimento da economia eletrônica global”
Em um contexto mais amplo, entende-se que os profissionais modificaram
suas condutas, uma vez que na era da informação podem trabalhar em qualquer
lugar em função da facilidade propiciada pela conectividade eletrônica e seus
horários e sistemáticas de trabalhos são mais flexibilizados. Contudo, à eles são
cada vez mais exigidos que sejam mais inovadores, aprendam mais rapidamente e
continuamente, colaborativos no trabalho em grupo e tenham mais tolerância à
experimentações e decisões mais arriscadas (VAN REENEN, 2002, p.4).
De modo que, para a área da Biblioteconomia na América Latina, esta
situação está sendo particularmente propícia para mudanças fundamentais quanto à
inserção do bibliotecário em um contexto mais amplo de atuação profissional.
Estamos em um contexto maior do que o da biblioteca. Estamos em um
contexto cujos objetivos maiores são o desenvolvimento educacional, social, político
e econômico da comunidade.
Portanto, a comunidade está reforçando cada vez mais sua infraestrutura
física, material e de recursos humanos para alcance de seus objetivos porque
depende disso para obter recursos financeiros significativos. Isso favorece a
existência de uma dinâmica de intenso relacionamento social e econômico,
caracterizando-se, também, pelo alto grau de inter-conectividade institucional para

�troca de conhecimento. Por isso, tenham a certeza de que esta dinâmica está se
confirmando cada vez mais na comunidade em que vivemos.
Neil (1981) citado por Espinosa et al.(1994) em seu artigo futurista intitulado
“Bibliotecas no ano de 2010” enunciou quatro princípios sobre o desenvolvimento de
atividades no dinâmico contexto tecnológico-documentário:
1)

o primeiro consiste no direito ao conhecimento gerado pelo nosso
contexto social, ao qual todos devem ter acesso, de forma que
possam entende-lo e utiliza-lo adequadamente;

2)

para responder a este desafio, os bibliotecários devem estar
preparados para apresentar a informação na forma e no meio mais
conveniente para o usuário;

3)

os bibliotecários devem tomar parte ativa nessa mudança social,
conhecendo os problemas de seu próprio âmbito social e
organizando os grupos e informação necessários para atingir esses
objetivos;

4)

para

dotar

a

sociedade

dos

conhecimentos

e

informação

necessários, os bibliotecários responsáveis pelos serviços de
informação devem adotar como prioritário o princípio de uso e não
de pertinência ou propriedade da mesma informação.
Torna-se importante que os profissionais reflitam sobre a importância de sua
atuação no contexto da comunidade social em que se inserem, a trajetória
percorrida, os caminhos para o aprimoramento e alcance de uma vanguarda visando
o futuro.
As

funções

dos

bibliotecários,

a

partir

desse

contexto,

ocorrem

necessariamente no ambiente em que atuam, a biblioteca: cenário onde estão
aparecendo as inovações científicas e tecnológicas em função da dinâmica de
comunicação da informação. A esse respeito Figueiredo (1999, p.11) esclarece que

�Nos últimos dez anos, houve o aparecimento de recursos eletrônicos,
incluindo os catálogos on line, bases de dados bibliográficas, bases
de dados numéricas, CD-ROM, recursos com textos integrais e, mais
recentemente, a capacidade de explorar a riqueza da informação em
formato mútiplo que está disponível na Internet. Cada avanço
tecnológico tem implicações maiores para os serviços de informação
e, sem dúvida, oferece acesso aperfeiçoado à informação e maior
flexibilidade para seu uso.

As funções básicas da biblioteca e dos bibliotecários, derivam dessa dinâmica
social e novamente, em um movimento circular, fornecem insumos para sua
continuidade. Dentro dessa dinâmica, indicamos as funções de:

ARMAZENAGEM DO CONHECIMENTO:

desenvolvimento de coleções, memória da
produção

científica

e

tecnológica,

preservação e conservação;
ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO:

qualidade de tratamento temático e descritivo
que favoreça o intercâmbio de registros entre
bibliotecas e sua recuperação;

ACESSO AO CONHECIMENTO:

a exigência de informação transcende o valor,
o lugar e a forma e necessita de ACESSO.
Por isso devemos pensar não só em fornecer
a informação, mas possibilitar o acesso
simultâneo de todos

Para o desempenho dessas três funções, rapidamente podemos inferir que há
necessidade da existência de requisitos tanto por parte da infra-estrutura física e de
materiais quanto dos profissionais:
REQUISITOS PARA DESEMPENHO DAS FUNÇÕES BÁSICAS:
→ VISÃO SISTÊMICA PARA ADMINISTRAÇÃO
→ PESSOAS COM CONHECIMENTO TEÓRICO-PRÁTICO
→ POLÍTICA DE REDE E SISTEMA DE INFORMAÇÃO
→ TECNOLOGIA DE COMUNICAÇÃO DE DADOS PARA CONEXÃO COM OUTROS
SISTEMAS DE INFORMAÇÀO

�Os dois primeiros requisitos dizem respeito ao bibliotecário e às pessoas do
sistema de informação e sua contínua interação administrativa dotada de
conhecimento tanto teórico quanto prático. Os dois últimos requisitos estão atrelados
às condições materiais e políticas do sistema de informação que determinarão as
inovações científicas e tecnológicas. É evidente que esses requisitos não devem
existir isoladamente pois tal condição torna inviável o desenvolvimento e assimilação
das inovações.

3 AS MUDANÇAS DOS PARADIGMAS DA INFORMAÇÃO

Além de considerarmos o contexto e a dinâmica do ambiente do bibliotecário é
preciso chamar a atenção para o que, inegavelmente, creditamos como um dos mais
importantes fatores determinantes para a existência de inovação: os paradigmas de
informação.
•

FORMA: a diversidade de formatos exige tratamento temático e descritivo
compatíveis com conseqüente modificação de Normas, diretrizes, manuais e
metodologias; a co-existência do formato impresso e do formato eletrônico:
evolução semelhante à ocorrida com o documento manuscrito para o documento
impresso, em ritmo acelerado;

•

ACESSO: evolução tecnológica da comunicação de dados facilitou o acesso
simultâneo de todos a todos os registros;

•

VALOR: a informação registrada, tratada e disseminada por meio do aparato
tecnológico de comunicações tem um valor mais alto.

A mudança dos principais paradigmas da informação, ao mesmo tempo, é
derivado e, também, é determinante de inovações. Consideramos que a mudança de
forma e acesso foram propiciados pela evolução tecnológica da comunicação de
dados produzindo, em conseqüência, uma readequação de valor à informação.

�4 CONDUTAS E PRÁTICAS PROFISSIONAIS

Essas mudanças nos revelam a necessidade de revermos nossas condutas e
práticas profissionais de modo a determinar as principais tendências para uma rápida
acomodação e absorção das inovações científicas e tecnológicas produzidas.
Nossas condutas e práticas profissionais estão vinculadas ao conhecimento teórico e
prático de recursos materiais, comunicação, interação com o usuário e organização
da informação:

a) Recursos materiais necessários à biblioteca atual
•

acervo bibliográfico retrospectivo e atualizado que atenda as necessidades de
conhecimento da comunidade;

•

Diversidade de formatos de documentos: livros, periódicos, teses, mapas, plantas
arquitetônicas e de engenharia, partituras musicais e outros;

•

Fontes de informação eletrônicas: catálogos coletivos e bibliografias;(Bases de
dados em CD-ROM e disponíveis online, WEB OF SCIENCE, periódicos
eletrônicos das principais editorais Elsevier);

•

Novas estruturas arquitetônicas de edifícios de bibliotecas dotadas de infraestrutura elétrica compatível com redes de alta velocidade;

•

Rede eletrônica de comunicações de dados com capacidade de armazenagem e
fluxo intenso;

•

Parque de informática com equipamentos dotados de interfaces adequadas e
área de memória para armazenagem, organização e acesso à informação;

•

Programa de informatização de bibliotecas que proporcione um sistema integrado
para formação de um banco de dados bibliográficos para acesso online e
automação do controle de empréstimo, catalogação, aquisição, empréstimo entre
bibliotecas, controle de autoridades;

b) Potencial de comunicação e compartilhamento
•

Elos de Auto-conhecimento e comunicação: listas de discussão.

�•

Trabalho cooperativo entre redes de bibliotecas nacionais e internacionais;

•

Comutação eletrônica;

•

Empréstimo entre bibliotecas;

•

Organização de consórcios para aquisição de materiais bibliográficos

c) Interatividade com o usuário: outras perspectivas
•

Empréstimo automatizado de documentos para agilizar e dar eficiência ao
principal serviço de interação;

•

O acesso eletrônico à distância não obriga o usuário a frequentar fisicamente a
biblioteca, mas sua freqüência é virtual e pode ser controlada pelo número de
acessos e de captura de documentos eletrônicos;

•

Programa de educação do usuário constante e massivo pois a comunidade não
tem consciência do potencial de recursos e fontes de informação disponíveis e,
provavelmente, não sabem como usar;

d) Identificação de necessidades a serem discutidas para a organização da
informação:
•

Divulgação e valorização da biblioteca e do pessoal da biblioteca no ambiente em
que se insere;

•

Adoção de política administrativa nas bibliotecas;

•

Incorporação dos objetivos institucionais no desenvolvimento dos serviços das
bibliotecas;

•

Política de desenvolvimento de coleções nucleares tendo em vista a
racionalização e compartilhamento;

•

Avaliação contínua da qualidade no tratamento temático e descritivo da coleção
bibliográfica para o acesso à distância;

•

Tratamento descritivo realizado de forma eletrônica em formatos de intercâmbio
bibliográfico que substitui o catálogo de fichas catalográficas;

•

Necessidade de plano de capacitação de recursos humanos de bibliotecas;

�5 BIBLIOTECA E INOVAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA: tendências e
perspectivas

Após os principais delineamentos realizados, considero que as principais
tendências de inovação científica e tecnológica no contexto da biblioteca dizem
respeito, principalmente, à:
a) Gerência simultânea da coleção impressa e da coleção eletrônica, com
política de desenvolvimento de coleções que inclua um plano de preservação
e conservação de documentos impressos e eletrônicos;

A gerência de uma biblioteca com duas coleções, a impressa e a eletrônica,
envolve condutas e práticas profissionais alicerçadas a partir de fundamentação
teórica, que envolva conhecimentos de outras áreas de interface (como, por
exemplo, a Análise de sistemas, Terminologia, Computação, Lingüística, Lógica), a
fim manter mecanismos de acesso e ligação entre as duas coleções de modo a
estabelecer um convívio harmônico em um mesmo ambiente. Antes disso, porém, é
preciso que as condutas e práticas profissionais tornem possível a existência da
coleção eletrônica no ambiente da biblioteca, pois do contrário, ela fará parte de
outro contexto profissional.
Inclui-se a conservação e preservação das coleções impressa e
eletrônica, ressaltando-se que para a coleção eletrônica é preciso acompanhar os
estudos e discussões sobre as metodologias disponíveis para conservação e
preservação tendo em vista os suportes e espaço de memória eletrônicos atualmente
disponíveis para suportar uma coleção eletrônica que se expande de forma
espantosa.

b) Coleção eletrônica com documentos digitalizados considerados de interesse
para a comunidade e sociedade: armazenagem, organização e disseminação
da memória da comunidade;

�Para o desenvolvimento da coleção eletrônica da biblioteca poderá ser
previsto um programa para digitalização daqueles documentos impressos muito
utilizados e raros e dos que contém a memória da comunidade para ampla
divulgação (teses e trabalhos acadêmicos, por exemplo). Seria uma estratégia para
potencializar o uso de uma coleção impressa que não pode ser mais expandido de
forma impressa.

c) Serviço de apoio ao usuário
Com a existência de duas coleções, a impressa e a eletrônica, a perspectiva
de uso à distância da biblioteca, do aumento da coleção eletrônica e recursos
eletrônicos é necessário apoiar o usuário no acesso à informação, de forma a
capacita-lo em estratégias de buscas eficientes, no uso de interfaces de sistemas de
recuperação da informação, no aproveitamento dos recursos e fontes de informação
impressas e eletrônicas e na obtenção do documento, seja eletrônico ou impresso.
Assim, as principais perspectivas a serem exploradas para a adequação de
condutas e práticas profissionais à uma constante inovação científica e tecnológica
seriam:
•

Entrosamento da prática profissional com o conhecimento teórico e experimental:
experimentações práticas realizadas com respaldo teórico e de outras
experimentações;

•

Exigência de plano de automação integrada dos serviços de bibliotecas

•

Ênfase na cooperação e racionalização de serviços;

•

Capacitação periódica e constante de bibliotecários e auxiliares para a
implantação de novas rotinas de serviço que incorporem as inovações
tecnológicas e metodológicas;

•

Treinamento em serviço como forma de capacitação de grande efeito
multiplicador e de entrosamento da equipe de trabalho;

•

Proposta de educação continuada com freqüência a cursos, eventos e encontros;

•

Estímulo ao aperfeiçoamento profissional mediante publicação de trabalhos;

�•

Inserção do profissional no convívio institucional para articulação de objetivos e
necessidades mediante participação em reuniões

•

Incentivo à formação de uma comissão de biblioteca interessada em biblioteca e
na prestação de serviços de informação à comunidade;

•

Parceria com o pessoal de informática;

•

Elaboração, análise e avaliação sistemática de instrumentos reguladores e
normativos do funcionamento da biblioteca e do desempenho de seus serviços
por parte da equipe: regimento, regulamento, manuais de serviço e plano anual
de atividades;

•

Implantação de modelo de gestão participativa dentro da biblioteca, onde a
comissão técnica da biblioteca desempenha papel fundamental;

•

Estímulo à liderança, auto-confiança profissional, iniciativa, compromisso e
responsabilidade

pelo

trabalho,

consciência

de

si

e

de

todos

para

responsabilidade quanto à tomada de decisões;
•

Elaboração de um planejamento estratégico de biblioteca para uma visão de
futuro.

6 PERSPECTIVA TEÓRICA DE CONDUTAS E PRÁTICAS PROFISSIONAIS:
considerações finais

A proposta contida nesta conferência advém, como relatei inicialmente, de
uma vivência acadêmica e, mais recentemente, de gerência administrativa de uma
rede de bibliotecas, em que a primeira, indubitavelmente, influenciou e fortaleceu a
segunda. Com isto em mente e considerando o texto deste trabalho, encaminho
minhas sugestões finais aos responsáveis pela formação do profissional bibliotecário,
para que considerem a necessidade de:

•

Formação do pesquisador no currículo do Curso de Biblioteconomia como
proposta pedagógica a partir do Trabalho de Conclusão de Curso como processo

�de iniciação científica em escala proporcional ao Mestrado, proporcionando um
contexto dinâmico entre orientandos e orientadores;
•

propiciar formação acadêmica de excelência do corpo docente com a finalidade
de incrementar as atividades de pesquisa na graduação, definir e consolidar
linhas de pesquisa e avaliar criteriosamente a estrutura curricular;

•

alavancar a formação de Grupos de Pesquisa para sustentar a geração de
conhecimentos e a formação em graduação e pós-graduação;

•

fortalecimento da pesquisa está no trabalho dos docentes ligados às linhas de
pesquisa dos Departamentos, dos Grupos de Pesquisa e dos programas de PósGraduação. O Conjunto das linhas de pesquisa é a estrutura potencial para o
desenvolvimento de pesquisas e o ponto de partida para a geração de
conhecimento e sua divulgação;

•

solicitação de bolsas e auxílios a projetos de pesquisa, junto às agências de
fomento à pesquisa, é importante sob o ponto de vista da avaliação e do
aperfeiçoamento da atividade de pesquisa de docentes, alunos de graduação e
pós-graduação.

O movimento constante de solicitações estabelece vínculos

necessários entre pesquisadores e agências de fomento e reverte em maior
desenvolvimento das linhas de pesquisa;
•

divulgação científica, por meio de publicações e realização de eventos nos coloca
em contato com a comunidade externa tanto próxima, como distante;

•

formação de política de integração da Graduação com a Pós-Graduação com
vistas à inserção das pesquisas de iniciação científica em linhas de pesquisa da
pós-graduação e dos grupos de pesquisa; vinculação à projetos de pesquisa
integrados; acompanhamento da iniciação científica pela pós-graduação através
de eventos, publicações e discussões; divulgação da pós-graduação junto à
graduação dentro das disciplinas; participação dos pós-graduandos na vida do
Campus; abertura dos canais seletivos da pós-graduação para recém-graduados.
A construção de conhecimentos através da pesquisa é, antes de tudo, o

pensar de forma crítica. O conhecimento construído em pesquisa é difundido e
ampliado no ensino (e vice-versa) e socializado na atuação profissional, contexto em

�que novamente receberemos subsídios que impliquem na criação de novos
conhecimentos.

Tudo isso, de forma contínua, em um contexto dinâmico, onde,

naturalmente, convivemos com os elementos que põem em funcionamento o
processo de construção de conhecimentos: a reflexão e a discussão sobre os
saberes teóricos e metodológicos e a motivação para a busca de soluções, ainda
que parciais e temporárias para problemas existentes em nosso mundo a cada
contribuição da Ciência e da Tecnologia.
Não se pode esquecer que a formação do profissional cidadão, comprometido
com o contexto social e a melhoria das condições de vida do homem pressupõe o
espírito crítico e a postura investigativa que o conduzirão à liberdade do pensar e à
ousadia e coragem para agir.

REFERÊNCIAS

ESPINOSA, B. et al. Tecnologia documentales: memoria opticas. Madrid:
TECNIDOC, 1994.
FIGUEIREDO, N. M. de Paradigmas modernos da ciência da informação. São
Paulo: Polis: APB, 1999.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Tradução de Antonio Agenor Briquet
de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos Livros, 1999. Tradução de: Communicating
Research.
NEILL, S. D. Libraries in the year 2010. Futurist, oct. 1981.
VAN REENEN, J. Work and productivity in 21st century. In: ______ (Ed.). Digital
libraries and virtual workplaces important initiatives for latin america in the
information age. Washington, DC: Inter-American Agency for Cooperation and
Development, 2002.

�∗

Professora Adjunta do Departamento de Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciências
da UNESP - Campus de Marília (goldstar@flash.tv.br); Coordenadora da Coordenadoria Geral de
Bibliotecas da UNESP. Rua Sebastião Braz de Oliveira, 103, Marília, SP – 17.525-300

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52768">
                <text>Perspectiva teórica de condutas e práticas profissionais para o alcance da inovação científica e tecnológica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52769">
                <text>Fujita, Mariângela Spotti Lopes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52770">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52771">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52772">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52774">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52775">
                <text>Nos anos 90 o fenômeno da globalização modificou o cenário político, econômico e social, acometendo, por extensão o mercado de trabalho profissional em todas as áreas. A maior contribuição, porém, para as transformações é, sem dúvida, ocasionada pela revolução tecnológica da comunicação que ampliou de forma excepcional a capacidade de produção, acumulação e veiculação de dados e informação. Para a área da Biblioteconomia esta situação está sendo particularmente propícia para mudanças fundamentais quanto à inserção do bibliotecário em um contexto mais amplo de atuação profissional. A dinâmica social e as intensas evoluções científico e tecnológicas transformam, em ritmo acelerado, o contexto e o ambiente do bibliotecário. Para enfrentar os desafios evidenciam-se as condutas e práticas profissionais em perspectiva teórica, identificando tendências e perspectivas que apresentarão maior inovação tecnológica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68268">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4766" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3835">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4766/SNBU2004_038.pdf</src>
        <authentication>9b854bcd04ed7dc2cf5ef6c5d475c621</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52803">
                    <text>NUM MUNDO DE DESIGUALDADES, CAMINHAR É PRECISO: CRIANDO A
BIBLIOTECA COMUNITÁRIA E OS CURSOS PROFISSIONALIZANTES NO
BAIRRO SÃO JOSÉ
Marilia Mesquita Guedes Pereira∗
Raquel de Melo∗∗
Lindjane Santos Pereira∗∗∗
Regina Fernandes Gomes∗∗∗∗

RESUMO
A pesquisa busca discutir a execução de um projeto de extensão comunitário, frente
as barreiras de etiologias várias, de ordem institucionais e pessoais. Demonstra
também, que um serviço de extensão viabilizado pela Biblioteca Central da UFPB,
junto à comunidade da Associação Unificada dos Moradores do Bairro São José é de
fundamental importância em termos de aspirações individuais, profissionais e sociais.
É importante na construção do objeto, executar parcerias com instituições diversas,
ressaltando – se que será elaborado e aplicado um questionário com a comunidade,
no sentido de detectar as necessidades de criação de uma Biblioteca Comunitária e
a viabilidade dos Cursos Profissionalizantes, nos mais variados aspectos frente à sua
problemática, assim como o Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos, seguindo o
método Paulo Freire, do Programa BBEducar da Fundação Banco do Brasil e a
parceria da Secretaria de Educação do Município com a UFPB. Considerá-se
também que o Projeto da criação de uma Biblioteca Comunitária, precisa surgir do
chão da comunidade sendo uma necessidade de vida pela comunidade devendo ser
vivenciada por ela e não por imposição de uma entidade.
PALAVRAS – CHAVES: Informação e Cidadania – Biblioteca Comunitária. Serviço
de Extensão – Informação Utilitária.

1 JUSTIFICATIVA

Considerando que executar um Projeto de Extensão Comunitária, não é
tarefa das mais fáceis, das menos espinhosas , mesmo que o nosso empenho
seja dos mais fortes , pois acontece muitas vezes , pela frente barreiras de
etiologias várias , de ordem institucionais e pessoais.

�Pretendemos usar os nossos serviços de extensão junto com os dirigentes
da

ASSOCIAÇÃO UNIFICADA DOS MORADORES DO BAIRRO SÃO JOSÉ,

iniciando um projeto de extensão, no sentido de amenizar o sofrimento dessa
população excluída . A escolha desse campo justifica - se pelo fato de sabermos
que vivem em condições sub-humanas nesse bairro, onde são violentamente
maltratados pela pobreza e vítimas de injustiças sociais . Portanto , o nosso
objetivo

maior

tem

significação

profissional , porém ,

a

nossa

maior

contribuição será o início de transformação social ou melhor um novo despertar
para uma vida melhor e mais digna , resgatando, dessa forma, a cidadania
dessa população marginalizada .
Considerando que a nossa proposta é uma tentativa de se conseguir uma
maior organização dentro da comunidade , procurando assim, um espaço de
luta e reivindicações no que se refere a ajudar os jovens e os adultos
carentes , ensinando - lhes uma profissão , assim como implantando uma
Biblioteca Comunitária . A falta de uma formação profissional coloca esses
elementos

menos favorecidos

numa

posição

de

desvantagem

frente

a

competição para o mercado de trabalho na indústria e comércio , levando - os
à ocupações não produtivas ou de pouca utilidade social .
Com o intuito de minimizar a gravidade que o atual quadro social nos mostra,
implantaremos um programa de preparação para o trabalho dentro dos segmentos
mais carentes da população visando não apenas a melhoria de qualidade de vida
dessas pessoas, como também a interdição da produção da marginalidade, uma vez
que estas circunstâncias adversas (sub-habitação, desnutrição, desemprego, etc.)
geram o isolamento e a marginalidade.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Entendemos que a Comunidade é antes de tudo uma totalidade orgânica
que

cresce

continuamente

por via interna, e todos os

seus membros tem

�participação

ativa

em

seu

desenvolvimento

e

desempenham

papel

de

responsabilidade.
A ação da organização é o meio de promover o melhoramento geral e o
alcance de objetivos específicos Seu propósito é fazer com que os recursos da
comunidade preencham as necessidades do povo, estimulando a iniciativa de um
maior número de pessoas por meio de sua participação voluntária e responsável.
Necessitamos conhecer nitidamente sua organização, funcionamento, expressão
comum da cultura de seus habitantes.
Diante dessa concepção deveremos estudar as características da cultura de
um povo que estão determinadas por uma série de fatores geográficos, históricos,
culturais, políticos sociais e econômicos, responsáveis por suas diversas
manifestações . É necessário registrar a importância do estudo de cada um deles
para saber em que medida influi no funcionamento e organização desta Comunidade
(FEITOSA, 1987).

2.1 ASSOCIAÇÃO DE MORADORES

Ao iniciarmos o projeto de extensão deveremos ter um conceito sobre o que
é, realmente, uma Associação de Moradores . Segundo Feitosa,1987 " são grupos
que se formam em busca de melhoria nas suas condições de vida coletiva , criando
um espaço para desenvolver um trabalho comunitário ." Ë necessário observar e
ficarmos atentos para essas Associações formadas de cima para baixo, que são os
Programas Governamentais de Assistência Social, estando

por trás disso a

Burguesia Dominante. A Igreja quando assume uma postura progressista tem
realizado um trabalho sério.

2.2 ORGANIZAÇÃO POPULAR

�No decorrer da nossa experiência , deveremos ressaltar e termos como meta
que a organização comunitária é imprescindível para se chegar a associação
comunitária democrática , onde os participantes tem força suficiente para atingir os
objetivos determinantes . Por conseguinte , a nossa participação deve iniciar pela
reflexão e diálogo, fluindo sobre seus próprios conflitos numa perspectiva de
transformação de sua realidade . A participação do povo é fundamental para a
tomada de decisões , de acordo Feitosa, 1987.

2.3 PARTICIPAÇÃO POPULAR

Para se ter uma maior compreensão sobre esse assunto

deveremos

observar que durante muito tempo foi compreendida como associativismo, ou seja ,
bastaria que várias pessoas se juntassem para fazer alguma coisa , que isso já era
considerado participação. É da maior significância observar e questionar se
realmente as associações existentes estão ou não facilitando o acesso da população
aos processos decisórios da sociedade.
Aman ( apud FERREIRA,1999), analisa muito bem esse aspecto , afirmando
que :
Parece - nos indiscutível que o assessoramento pode e deve
constituir-se em eficaz veículo de participação popular
pois atomizadas e dispersas, as classes subalternas não tem voz,
nem representatividade , todavia, faz-se mister que as associações
efetivamente viabilizem: a reflexão crítica sobre a conexão da
problemática local com a regional e na nacional; as reivindicações
dos direitos do cidadão e das classes oprimidas; a pressão por
mudanças estruturais; a ação organizada de cunho transformador
que venha pelo menos a longo prazo, repercutir sobre o todo
societário.

Torna - se oportuno, enfatizar, como forma de articulação com o Ensino,
que com a viabilidade do Projeto de Extensão , dará oportunidade não só aos
professores

e /ou

alunos

universitários

de

diferentes

departamentos

da

Universidade Federal da Paraíba de colocar em prática a teoria apreendida

�descobrindo, dessa maneira, as necessidades de informações dessa população
marginalizada.
No que se refere à articulação da Pesquisa surgira trabalhos experimentais
sobre verificação de hábitos de leitura, trabalhos de comportamento social,
profissionalização, etc.

3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVOS GERAIS

3.1.1 Demonstrar que um serviço de extensão viabilizado pela Biblioteca Central
da UFPB,

junto à

comunidade

da ASSOCIAÇÃO

UNIFICADA

DOS

MORADORES DO BAIRRO SÃO JOSÉ é de fundamental importância em
termos de aspirações individuais, profissionais e sociais.

3.1.2 Implantar de acordo, com questionário elaborado, aplicado e coletado na
comunidade da ASSOCIAÇÃO UNIFICADA DOS MORADORES DO BAIRRO
SÃO JOSÉ, uma

Biblioteca Comunitária

e

o

Centro

de

Formação

Profissionalizante para jovens e adultos.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

3.2.1 Selecionar, registrar, processar e disseminar as informações contidas em
documentos dispersos em várias fontes.

3.2.2 Desenvolver o gosto e / ou habilidades artísticas.

3.2.3 Organizar concursos de Poesias Conto, Música, Capoeira, Futebol, Artes
Plásticas, etc.;

�3.2.4 Desenvolver o gosto pela Literatura de Cordel;

3.2.5 Oferecer cursos profissionalizantes para jovens e/ou adultos do Bairro São
José;

3.2.6 Promover atividades tendentes à integração de jovem e/ ou adulto no
mercado de trabalho;

3.2.7.Promover atividades de leitura, através da Biblioterapia (programa de leitura),
visando o desenvolvimento sadio da criança e do adolescente;

3.2.8

Promover

comportamento

discussões
social,

de

questões

profissionalização,

específicas
planejamento

como
familiar

sexualidade,
prevenção

higiene e saúde e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;

3.2.9 Visitar escolas do Bairro São José e instalar atividades de leituras;

3.2.10 Conscientizar a comunidade do Bairro São José para contar a história do
Bairro São José;

3.2.11 Mobilizar a comunidade para dar o nome a Biblioteca Comunitária do Bairro
São José;

3.2.12 Organizar um Vídeo do Bairro São José;

3.2.13 Levar para a comunidade as Danças Folclóricas dos outros Bairros, assim
como fazer apresentação dos Grupos da Raça Negra, da Raça Indígena, da Nau
Catarineta, etc.

�4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O foco inicial da proposta está voltada inicialmente, para se criar uma infra
estrutura de trabalho, que já estamos batalhando desde outubro de 1999, pois antes
de sermos apresentados aos dirigentes da ASSOCIAÇÃO UNIFICADA DE
MORADORES DO BAIRRO SÃO JOSÉ, visitamos, várias vezes, voluntariamente o
Bairro São José, no sentido de observar e escutar as pessoas, que moram naquela
Comunidade .
Nessa quarta feira, dia 18/01 do ano em curso, participamos pela primeira
vez de uma reunião junto com os dirigentes da ASSOCIAÇÃO UNIFICADA DE
MORADORES DO BAIRRO SÃO JOSÉ, onde justificamos uma permanência junto a
eles e tivemos a oportunidade de expor o trabalho, a nossa responsabilidade e o
nosso compromisso social em participar como Bibliotecária da UFPB; fazendo
serviços de extensão.
No presente capítulo, será descrito o percurso metodológico e do material
utilizado quanto ao levantamento dos dados, assim como o procedimento adotado
para a sua obtenção.
No planejamento e estruturação do Projeto de extensão será organizada
uma equipe com a Coordenadora do Projeto de Extensão, a Direção da
ASSOCIAÇÃO UNIFICADA DOS MORADORES DO BAIRRO SÃO JOSÉ, Alunos
extensionistas e/ou voluntários. Esta equipe elaborará um questionário preliminar no
sentido de se detectar as necessidades de informações e a viabilidade dos cursos
profissionalizantes dessa Associação nos mais variados aspectos frente à sua
problemática.

4.1 CORPUS

�O projeto de Extensão será realizado na ASSOCIAÇÃO UNIFICADA DOS
MORADORES DO BAIRRO SÃO JOSÉ onde serão selecionados pessoas da
Direção interessadas em participar não só na elaboração do questionário, assim
como na sua aplicação.
Conforme os resultados, iremos testar a viabilidade do Projeto de Extensão,
com referência a criação e implantação de uma Biblioteca Comunitária e de um
Centro de Formação para Profissionais para Jovens e/ou Adultos.

4.2 INSTRUMENTOS PARA O LEVANTAMENTO DE DADOS

No planejamento e execução do questionário, os instrumentos de coleta de
dados usados serão;
a) questionário
b) gravador

O questionário será aplicado à Comunidade do Bairro São José.
O gravador será utilizado durante a aplicação das entrevistas.

4.3 PROCEDIMENTOS

Para se iniciar o processo de coleta de dados, serão mantidos contatos de
informações com o corpo técnico da ASSOCIAÇÃO UNIFICADA DOS MORADORES
DO BAIRRO SÃO JOSÉ, objetivando com isso, permissão para se realizar o Projeto
de Extensão
A coleta de dados será realizada numa dependência dessa Associação,
salientando que os dados estatísticos detectados, serão submetidos à analise
estatística mais conveniente.

�O procedimento de coleta de dados empregado no Projeto de Extensão se
desenvolverá através da aplicação de um questionário junto à Comunidade do Bairro
São José.
O questionário será aplicado pelas bolsistas extensionistas e/ou voluntárias,
os líderes do Bairro interessados, com a colaboração da Direção da Associação
referenciada.
Após uma breve explicação sobre os objetivos do Projeto de Extensão serão
distribuídos os questionários para serem preenchidos. O tempo de aplicação do
questionário será de meia hora.

4.4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Efetuar - se uma análise dos resultados e discussão sobre a função dos
objetivos e do instrumento aplicado.
Na etapa inicial são descritos os dados colhidos do questionário e, numa
etapa posterior, será testada a eficiência e aceitação desse Plano Piloto.

4.5 LOCAL DE REALIZAÇÃO
O local de realização do Projeto de Extensão será na ASSOCIAÇÃO
UNIFICADA DOS MORADORES DO BAIRRO SÃO JOSÉ.

4.6 HORÁRIO DAS ATIVIDADES
O horário de desenvolvimento dos trabalhos compreenderá de 2ª, 4ª e 6ª
feiras das 8: 00 horas às 12:00 horas na ASSOCIAÇÃO UNIFICADA DOS
MORADORES DO BAIRRO SÃO JOSÉ. A orientação das bolsistas extensionistas
e/ou voluntárias dar-se- à sempre nas segundas feiras no Serviço Braille da
Biblioteca Central da UFPB.

�4.7 EQUIPE RESPONSÁVEL
Coordenadora do Projeto de Extensão - Marilia Mesquita Guedes Pereira Mestre em Biblioteconomia da UFPB. Bibliotecária do Serviço Braille da Biblioteca
Central da UFPB. Telefones: ( 83 ) 216 – 7101 ou 241-9398 FAX: (83) 216-7259
Email : marilliagp@bol.com.br
O número de Bolsistas extensionista seria uma aluna do Curso de
Graduação em Biblioteconomia e voluntários do Curso de Comunicação da UFPB;
que participariam das seguintes atividades:
a)Elaborar questionário para a comunidade do Bairro São José
b)Aplicar questionário para a comunidade do Bairro São José
c)Coletar os dados do questionário.
d)Implantar com as Editoras nacionais, ONGS, Instituições voltadas para
trabalhos sociais.
e)Executar campanhas para doação de livros, revistas, fitas cassetes,
CDROM, computador.
f)Registrar, o material documental, recebido por doação e compra..
g)Processar tecnicamente, o material documenta, recebido por doação e
compra..
h)Criar um Banco de Dados, do material documental, do perfil dos sócios da
Biblioteca Comunitária,
i)Abrir à Biblioteca Comunitária para consulta e empréstimo.
j)Visitar à Prefeitura Municipal para solicitação de um espaço no Bairro São
José.
k)Escrever a história do Bairro São José.
l)Organizar um Vídeo do Bairro São José.
m)Mobilizar a Comunidade do Bairro São José para dar um nome a
Biblioteca Comunitária do Bairro São José.

�n)Levar para a Comunidade as Danças Folclóricas dos outros Bairros, assim
como fazer apresentação dos Grupos de Raça Negra, da Raça Indígena, da
Nau Catarineta, etc.
o)Elaborar projetos, conforme as necessidades da Comunidade do Bairro
São José para dar inicio aos Cursos profissionalizantes.
p)Preparar Relatório Mensal Quadrimestral e Anual.

5 PRODUTOS ESPERADOS COM REFERÊNCIA A PRODUÇÃO CIENTIFICA DA
EXTENSÃO

Em seguida, exporemos em linhas gerais, os produtos esperados com
referência, a produção cientifica da Extensão, onde poderão surgir trabalhos
experimentais sobre a verificação dos hábitos de leitura, informação utilitária,
qualificação da mão de obra, verificação de nível de aprendizagem e cultural, no
sentido de instrução e condições de saúde e higiene.

6 PRODUTOS ESPERADOS PARCIAIS E FINAL

Esperamos trazer benefícios satisfatórios para a Comunidade do Bairro São
José, no sentido de melhoria de renda familiar com a qualificação da mão de obra,
assim como melhoria de nível de aprendizagem.

7 ACOMPANHAMENTO , CONTROLE E AVALIAÇÃO

7.1 ACOMPANHAMENTO

O Acompanhamento deverá ser feito através de formulários, dados
estatísticos, objetivando acompanhar as atividades, identificando forças restritivas
que bloqueiam o desenvolvimento do trabalho.

�7.2 AVALIAÇÃO

A Avaliação das atividades deverá ser mensalmente, através dos resultados
obtidos do Acompanhamento e das metas estabelecidas.

7.3 CONTROLE

O Controle decorrente da retroalimentação propiciada pela avaliação , que
segue sistematicamente à execução, indicando quais as modificações, diretrizes,
normas a serem desenvolvidas.

8 COMUNICAÇÃO E DIFUSÃO

Para o êxito do Projeto, necessário se faz, que se estabeleçam canais de
comunicações entre o Coordenador do Projeto, os participantes da Diretoria da
ASSOCIAÇÃO UNIFICADA DOS MORADORES DO BAIRRO SÃO JOSÉ,
Consultores, Executores e os diretamente beneficiados pelos serviços.
A participação da comunidade é feita através de :
a) divulgação por meios impressos dos objetivos que norteiam cada meta ;
b)reuniões, debates, etc; com a comunidade a ser envolvido no projeto.

REFERÊNCIAS

CADERNOS CEAS . Movimento de Bairro, n.75, 09/10/1981. Cap.1, p.14.
FEITOSA , Cléa Maria da Fonseca. A participação popular como forma de
transformação social. João Pessoa, 1987. 60 p.

�FERREIRA , Glória de Lourdes B. et al . Abordagem inicial do Serviço Social na
Comunidade Cidade Pe. Zé; relatório das atividades do estágio supervisionado
apresentado no término do Curso de Serviço Social . João Pessoa : s ed, sd, 35p.
FLUSSER, Victor. A biblioteca como instrumento de ação cultural. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,11. João
Pessoa,1982.Anais... João Pessoa, Associação Profissional de Bibliotecários da
Paraíba, 1982. v.2, p.167-195.
FREIRE, Paulo. Ação cultural para a liberdade e outros escritos. 8ed. Rio de
Janeiro, Paz e Terra, 1982.167p.
Freire, Paulo. Pedagogia do oprimido. 13ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1983.
220p.
SERVIÇO Social e Sociedade, n.5. São Paulo, Cortez, março 81. p.148.

∗

Coordenadora do Projeto de Extensão da UFPB Email: marilliagp@bol.com.br
Aluna Extensionista do Projeto de Extensão da UFPB
∗∗∗
Aluna Voluntária do Projeto de Extensão da UFPB
∗∗∗∗
Aluna - Voluntária do Projeto de Extensão da UFPB
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52786">
                <text>Num mundo de desigualdades, caminhar é preciso: criando a biblioteca comunitária e os cursos profissionalizantes no Bairro São José.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52787">
                <text>Pereira, Marilia Mesquita Guedes; Melo, Raquel de; Pereira, Lindjane Santos; Gomes, Regina Fernandes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52788">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52789">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52790">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52792">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52793">
                <text>A pesquisa busca discutir a execução de um projeto de extensão comunitário, frente as barreiras de etiologias várias, de ordem institucionais e pessoais. Demonstra também, que um serviço de extensão viabilizado pela Biblioteca Central da UFPB, junto à comunidade da Associação Unificada dos Moradores do Bairro São José é de fundamental importância em termos de aspirações individuais, profissionais e sociais. É importante na construção do objeto, executar parcerias com instituições diversas, ressaltando – se que será elaborado e aplicado um questionário com a comunidade, no sentido de detectar as necessidades de criação de uma Biblioteca Comunitária e a viabilidade dos Cursos Profissionalizantes, nos mais variados aspectos frente à sua problemática, assim como o Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos, seguindo o método Paulo Freire, do Programa BBEducar da Fundação Banco do Brasil e a parceria da Secretaria de Educação do Município com a UFPB. Considerá-se também que o Projeto da criação de uma Biblioteca Comunitária, precisa surgir do chão da comunidade sendo uma necessidade de vida pela comunidade devendo ser vivenciada por ela e não por imposição de uma entidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68270">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4768" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3837">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4768/SNBU2004_039.pdf</src>
        <authentication>37df390832a835faa94d432fd4e7fcc1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52821">
                    <text>ESTADO DA ARTE DAS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES
PARA RECURSOS ELETRÔNICOS EM BIBLIOTECAS AMERICANAS E
CANADENSES

Marynice de Medeiros Matos Autran∗
Francisca Arruda Ramalho∗∗
Eliane Bezerra Paiva∗∗∗

RESUMO
Tradicionalmente a política de desenvolvimento de coleções tem sido considerada
como um instrumento que orienta os bibliotecários nos processos de tomada de
decisão relativos às rotinas de seleção, aquisição, doação e permuta e no
estabelecimento de prioridades para as atividades de preservação, descarte e
avaliação das coleções. Entretanto, as novas tecnologias de informação e
comunicação trouxeram novos cenários introduzindo diferentes formatos para
serem agregados às coleções e, com isto, os profissionais bibliotecários,
habituados ao ambiente das bibliotecas tradicionais se vêem à frente de novas
terminologias – hardware, software, redes, web, formatos eletrônicos, digitais etc,
e com elas, a necessidade de conhecerem e utilizarem apropriadamente essa
variedade de formatos. A proposta deste trabalho é fazer uma revisão da literatura
sobre o estado da arte das políticas de desenvolvimento de coleções em
bibliotecas universitárias americanas e canadenses, disponíveis nos diretórios
AcqWeb´s Directory of Collection Development Policies on the Web e Electronic
Collections Development, com vistas a conhecer não apenas os recursos
eletrônicos disponíveis, mas, também, como são tratados e quais os meios legais
(direitos autorais) e critérios de seleção para sua inclusão nas políticas. Os
recursos eletrônicos estão disponíveis em formatos variados, incluindo, mas não
limitando a: CD-ROM, disquete, DVD, arquivos remotos ou acessíveis on-line,
sítios da web etc.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas Universitárias. Políticas de Desenvolvimento de
Coleções. Recursos Eletrônicos.

1 INTRODUÇÃO
A sociedade atual proporcionou à humanidade novas tecnologias baseadas
na informação. Essas tecnologias são responsáveis pelo acesso à informação
sem fronteiras e desempenham um papel relevante no âmbito das bibliotecas,
uma vez que proporcionam novas formas de acesso a informações armazenadas

�em suportes diversos o que leva a recuperação da informação em outros formatos
que não o impresso.
O Livro Verde, (TAKAHASHI, 2000, p3), em seu capítulo introdutório,” A
sociedade da informação,” coloca como nos adaptamos a essa sociedade e
passamos a viver “[...] uma nova era em que a informação flui a velocidade e em
quantidades há apenas poucos anos inimagináveis, assumindo valores sociais e
econômicos fundamentais.”
Coloca, ademais, que três fenômenos interrelacionados estão na origem da
transformação em curso:

a) A convergência da base tecnológica – que decorre do fato de se poder
representar e processar qualquer tipo de informação de uma única forma, a
digital. Pela digitalização e computação (a informática e suas aplicações)
as comunicações (transmissão e recepção de dados, voz imagens etc) e
os conteúdos (livros, filmes, pinturas, fotografias, música etc) aproximamse vertiginosamente. Essa convergência abre um extenso leque de
aplicações e capacidade de absorção do novo pelas pessoas.

b) A dinâmica da indústria – que tem proporcionado contínua queda dos
preços dos computadores permitindo a popularização crescente do uso
dessas máquinas.

c) O crescimento da Internet – que decorre dos dois primeiros fenômenos
citados, se configura como terceiro aspecto na base da revolução
tecnológica. A Internet atinge milhões de usuários, no mundo, e a rapidez
da disseminação dessa rede pode ser confirmada pela evolução da
conectividade internacional. No período de 1991 a 1998, a Internet se
disseminou

por,

praticamente,

quase

todo

mundo

proporcionando

conectividade a países até então fora de redes e substituindo tecnologias
mais antigas como Bitnet e Fidonet, entre outras.

�A Internet vem se firmando como um autêntico e expressivo meio de
comunicação. Cruz e Recuero ( 2004) consideram que:
É necessário que se compreenda que a Internet hoje, talvez seja o
maior conjunto de informações com livre acesso no
mundo.Qualquer pessoa pode acessar, encontrar, vender ou
comprar qualquer coisa sem sair de cadeira. Um conjunto tão
grande de informação e interação - o ciberespaço -, onde os
indivíduos não possuem o rosto, o nome ou a personalidade que
costumam ter habitualmente. Este espaço, onde a liberdade
individual reina absoluta, possui uma organização anárquica, em
outro português, na há fiscalização, leis ou autoridade. Para
muitos, é justamente neste ponto que reside a beleza da rede, na
possibilidade de se ter a liberdade que não se tem no mundo real,
argumentando que a rede organiza-se muito bem sozinha. Para
outros, tamanha liberdade assusta, e acham que é necessário que
se faça uma normalização a nível mundial.

Como parte desse contexto mais amplo – a Sociedade da informação – as
Bibliotecas

universitárias

devem

proporcionar

a

seus

usuários

formas

diversificadas de acesso a informação, disponível em formatos variados, incluindo
mas não limitando, CD-ROM, disquete, arquivos remotos ou acessíveis on-line,
web sites etc.
Sabe-se que qualquer tomada de decisão nesse sentido, passa pelo
processo de seleção e que sua efetivação deve se fundamentar em uma política
de formação e desenvolvimento de coleções. Nesse sentido é que, nesta
comunicação, se focaliza a temática política de desenvolvimento de recursos
eletrônicos, na Biblioteca universitária.

2 O PERCURSO DO DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES NO BRASIL

A temática desenvolvimento de coleções, no Brasil, tem sido tratada com a
profundidade que merece, salvo por alguns autores dentre os quais destacam-se
Vergueiro (1987;1989;1993;1997; 1997a) e Figueiredo (1979;1998;1999). Estes
autores abordam as fases do processo de desenvolvimento de coleções,
permeando todas as suas etapas, ou seja da seleção à avaliação. Há que se
fazer referência, também, a trabalhos isolados relatados na literatura nacional,
tais como os de Fiuza (1975); Lima (1987) Carvalho (1989); Andrade e Vergueiro

�(1996), e mais recentemente Carvalho (1999; 2001), alguns deles pontuando,
especificamente, o estabelecimento de políticas de desenvolvimento de coleções,
outros à seleção e aquisição e os demais à avaliação. Vergueiro corrobora com
esse pensamento e afirma que
[...] quando considerada a literatura especializada em
desenvolvimento de coleções publicada em língua portuguesa,
que a área ainda não se encontra sedimentada no país. A
inexistência de trabalhos introdutórios sobre o assunto que
possibilitem atingir o público estudantil e bibliotecários recémformados, de modo a modificar a visão existente, é quase total [...]
(VERGUEIRO, 1993, p.20)

O principal diagnóstico realizado sobre seleção e aquisição de material
bibliográfico nas bibliotecas universitárias brasileiras foi realizado, a pedido da
CAPES (Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior) por
Figueiredo (1998) e remonta aos idos de 1980. Neste diagnóstico, a autora relata
que foram enviados 573 questionários, sendo devolvidos apenas 151. A autora
conclui afirmando que
Podemos constatar que a atividade de seleção, apesar de ser
uma das funções mais intelectuais e a mais típica do profissional
bibliotecário, é executada de forma descuidada e secundária nas
nossas bibliotecas universitárias. (FIGUEIRÊDO, 1998, p.193).

Diante de tal conclusão, pergunta-se: o que realmente mudou 24 anos
depois?
Vergueiro, em texto clássico publicado em 1993, traça um panorama do
desenvolvimento de coleções no Brasil, abordando, inclusive, que só com a
reforma curricular ocorrida em 1982 “[...] é que se colocou no currículo mínimo
para os cursos de graduação em Biblioteconomia, entre as chamadas matérias
técnicas, a matéria Formação e Desenvolvimento de Coleções” (VERGUEIRO,
1993, p. 20, grifo do autor).
Comparando as afirmativas desses renomados autores brasileiros,
compreende-se que a pesquisa realizada por Figueiredo em 1989 antecedeu a
inclusão da disciplina Formação e Desenvolvimento de Coleções pelos cursos de

�graduação no país, portanto, não eram ainda conhecidos os princípios e as
diretrizes que norteiam esse processo.
Apesar dessa constatação, em 1993 Vergueiro fazia o seguinte
questionamento: “Estão as coleções sendo realmente desenvolvidas com critérios
neste país? Estão elas seguindo qualquer tipo de parâmetro para seu
desenvolvimento?” O próprio autor responde pontuando que
Pouco - ou quase nada – pode ser apresentado como um dado
realmente inquestionável , passível de ser transformado em regra
geral, de que as bibliotecas brasileiras têm sido objeto, digamos
assim, de um efetivo esforço em direção ao desenvolvimento de
suas coleções. (VERGUEIRO, 1993, p.19)

3 AS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES

Em busca de subsídios para fundamentar a inclusão de recursos
eletrônicos nas políticas de desenvolvimento de coleções ministrada na disciplina
Formação e Desenvolvimento de Coleções, pesquisou-se vários sítios de
bibliotecas universitárias brasileiras encontrando-se apenas periódicos e CDROM. Não obstante, Vergueiro (1997) e Figueiredo (1999) façam uma revisão
sobre os impactos que as tecnologias de informação e comunicação estão
causando nas bibliotecas.
Em contrapartida, optou-se por visitar sítios de bibliotecas americanas e
canadenses, onde foi encontrado um número vasto de políticas lidando
exclusivamente com o tratamento dado aos recursos eletrônicos, aos direitos
autorais e aos critérios de seleção.
Durante a pesquisa na Internet encontrou-se dois diretórios denominados
AcqWeb´s Directory of Collection Development Policies on the Web (2004) e
Electronic Collections Development (2004). No primeiro, encontram-se listados
vários endereços por tipo de biblioteca. No tipo escolhido, bibliotecas
universitárias, estão disponíveis 21 políticas de desenvolvimento de coleções,
sendo que 16 são americanas, quatro canadenses e uma neozelandesa. No

�segundo, observa-se que não há uma divisão por tipologia de bibliotecas,
abrangendo assim os vários tipos quer sejam nacionais, escolares, universitárias,
especializadas etc. Dando prosseguimento à pesquisa, visitou-se os sítios das
bibliotecas com o objetivo de identificar aquelas que tratavam de recursos
eletrônicos. Em ambos os diretórios, algumas páginas não estavam disponíveis,
adotando-se esta razão como motivo de exclusão. A partir de então utilizou-se
como critério de seleção:
a) A

presença

de

um

maior

número

de

bibliotecas

americanas e canadenses e
b) inclusão daquelas que

tratavam,ostensivamente, de

recursos eletrônicos, direitos autorais e critérios de
seleção.

Do universo de 21 políticas constantes do diretório AcqWeb´s Directory of
Collection Development Policies on the Web (2004), trabalhou-se com uma
amostra de dez políticas relativas às seguintes universidades:

Cornell University Library

University of Evansville Libraries

Dalhousie University Libraries

University of Pennsylvania Library

Drexel University Hagerty Library

University of Texas at Austin General
Libraries

Florida Atlantic University Libraries
Indiana University-Purdue University

Western Carolina University Library

St. Mary's University

No diretório Electronic Collections Development (2004), existe um universo
47 políticas de bibliotecas universitárias, entretanto encontrou-se dificuldade de
acesso na grande maioria dos endereços fornecidos. Assim, trabalhou-se com
uma amostra de onze políticas, das seguintes Universidades:
Bowling Green State University
Brandeis
University
Louisiana State University

Libraries

California
State
University Pomona
Columbia University

Polytechnic

�Northern Illinois University

University of South Carolina

University of Maryland

University of Washington

University
Asheville

of

North

Carolina

at

University of Wyoming

4 RECURSOS ELETRÔNICOS – ASPECTOS CONCEITUAIS
Neste trabalho a terminologia recursos eletrônicos e recursos digitais será
tratada como sinônimos, pois, no mérito, ambos os recursos necessitam de
utilizar computador, Internet ou outro meio eletrônico qualquer, para acesso à
informação
Inúmeros são os conceitos encontrados na literatura, porém, os aqui
apresentados foram extraídos das políticas objeto de estudo.
a) Recurso eletrônico é qualquer informação eletrônica disponível,
acessível através das estações de trabalho na biblioteca. (WEST
Virginia Libraries)
b) Recurso eletrônico é um conjunto de informação codificada por
métodos que requerem o uso de uma máquina (especialmente
um computador) para processamento.(CALIFORNIA State
Polytechnic University, Pomona)
c) Formato eletrônico é a categoria de materiais acessíveis por
computador, seja micro ou de grande porte, Internet, World
Wide Web, como: CD- ROM, arquivos legíveis por computador e
páginas da Web. (NORTHERN Illinois University)
Publicação eletrônica é qualquer texto completo que:
•

é arquivado, armazenado e transferido, digitalmente, e tornado
acessível ou disponível para o usuário de forma análoga,
usualmente através de disco ou de rede computação;

•

é planejado para ser lido ou interpretado de maneira similar a um
trabalho impresso ou escrito;

•

ao contrário dos índices ou resumos eletrônicos, inclui o corpo
principal ou as palavras originais de um texto (em oposição à
paráfrase, descrição, condensação ou outra representação) e

•

pode ser comprado, selecionado ou adquirido como um trabalho
completo e não apenas parte de uma coleção maior ou de uma
base de dados. (UNIVERSITY of Maryland)

e) Recursos eletrônicos são definidos como recursos que exigem
acesso por computador. Os exemplos incluem, mas não limitam
a: índice de periódicos, base de dados referenciais, documentos
em PDF (Adobe Acrobat) e arquivos multimídia. Os dados

�devem ser acessados via Internet, particularmente WWW, os
serviços em linha, CD-ROM ou disquete. (UNIVERSITY of North
Carolina)

5 RECURSOS ELETRÔNICOS IDENTIFICADOS E CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
ADOTADOS

Enquanto os princípios gerais de desenvolvimento de coleções se aplicam
a todos os suportes, independente do seu formato, os recursos eletrônicos
apresentam desafios novos e únicos para os responsáveis pela seleção e este
mérito merece considerações à parte. A maioria dos documentos eletrônicos são
publicações independentes, faltando, portanto, controle editorial. Diferentemente
de outros formatos que apresentam conteúdo familiar em nova mídia, a Internet
possibilita acesso a milhões de novos documentos criados e torna esses itens,
originalmente criados em outros formatos, novamente disponíveis para a coleção.
Ademais, a natureza fluidica da Internet é sem precedentes.
Há que se salientar, ainda, que os documentos eletrônicos podem ser
acessados de forma gratuita, através de “leasing”, acordo de licenciamento ou
adquiridos através de compra. Esses recursos são também denominados mídias
primárias e se classificam em três categorias:
a) magnético ⎨ fitas, disquetes, rolo de filmes
b) óptico

⎨ CD-ROM, DVD-ROM e

c) eletrônico ⎨ Internet e outros

Quanto aos critérios adotados, verificou-se que em todas as políticas
estudadas é consenso o estabelecimento de critérios gerais para os diversos tipos
de recursos eletrônicos, muito embora existam aqueles para recursos específicos.
Dentre os gerais, sem estabelecer uma ordem de prioridade, destacam-se:

a) autoridade dos colaboradores;

d)

audiência alvo;

b)

conveniência e precisão;

e)

cobertura;

c)

qualidade e singularidade da

f)

interface amigável contendo telas

informação;

introdutórias, tutoriais, “prompt” e

�menus, funções específicas de

m) independência de plataforma e

ajuda, facilidade de “download” e

disponibilidade em formatos

de impressão;

múltiplos (ASCI, PDF, HTM,

g)

preço;

h)

exigências tecnológicas;

i)

credibilidade do distribuidor;

j)

suporte ao cliente;

k) acessibilidade sob as condições
da lei de direitos autorais e dos
contratos de licença;

SGML etc);
n) uso do recurso por outras
bibliotecas;
o) busca por palavras-chave;
p) vantagem em relação ao material
impresso;
q) relevância para o currículo;

l) amplo acesso e maior flexibilidade
na busca;

Dentre a amostra estudada, poucas universidades apresentam uma política
exclusiva para os recursos eletrônicos. Em geral, as bibliotecas universitárias
adotam critérios específicos para esse tipo de recurso em itens registrados sob
várias denominações como: novos formatos, bases de dados on-line, sítios da
web, entre outros. Para os recursos específicos, como sítios da Web, periódicos e
base de dados, detalha-se abaixo aqueles encontrados:

�Recursos identificados Critérios de Seleção
Sítios da Web

•

Autoridade
do
sitio
–
compreende
credibilidade,
afiliação
institucional,
qualificação do autor ou do responsável pelo
sítio.
Preferência a sítios acadêmicos,
organizacionais e governamentais.

Bases de Dados

•

Compreende bases de dados textuais,
referenciais, numéricos, catálogos de
universidades;
Abrangência
Funcionalidade
Tipo de acesso
Qualidade da indexação
Mecanismos de busca
Preservação, armazenamento, estabilidade
do recurso baseado na Web
Autoridade
Atualidade

•
•
•
•
•
•
•
•

Periódicos

•

•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

Conteúdo - preferência aos que contêm texto
integral em detrimento daqueles que
apresentam apenas o sumário, resumo,
propaganda etc;
Confiabilidade – inclui durabilidade, links,
manutenção da URL e datas explícitas de
atualização e revisão;
Apresentação - projeto da interface,
plataformas disponíveis;
Funcionalidade – inclusão de links para
outros catálogos on-line;
Técnico – facilidade de instalação e
manutenção
Custo;
Administração – disponibilidade de relatórios
de uso
Equivalência à versão impressa, incluindo
ilustrações;
Disponibilidade via sítio da WWW;
Mecanismo de busca disponível no sítio da
Web;
Texto completo, disponível diretamente da
Web;
Artigos disponíveis em HTML
Custo

Quadro 1 - Recursos eletrônicos e critérios de seleção

�A diversidade de materiais encontrada é considerável, porém, como não é
objeto deste trabalho examinar cada um detalhadamente, optou-se por considerar
aqueles mais comuns nas bibliotecas brasileiras sem, contudo, deixar de
mencionar os demais, conforme abaixo relacionado.

a) on line books;

f) listas telefônicas;

b) serviços de alerta;

g) listas de discussão;

c) materiais digitalizados;

h) documentos oficiais;

d) comutação bibliográfica;

i) DVD-Rom;

e) jornais;

j) material digitalizado.

Quanto aos métodos de avaliação utilizados para esses recursos, é
aconselhado ter em mente que :
a) informação obtida através da Internet pode ou não ser exata,
segura e confiável ou pode não ser originada de uma fonte segura;
b) os links podem não ser mais válidos e algumas páginas, muitas
vezes, podem não estar disponíveis e essa indisponibilidade
sempre é imprevisível;
c) algumas informações obtidas via Internet podem ser consideradas
controversas por alguns usuários da biblioteca (WEST Virginia
University Libraries)

Por isso, alguns procedimentos devem ser observados quando da tomada
de decisão visando a avaliação e/ou

manutenção ou retirada do recurso da

coleção. Dentre os procedimentos, destacam-se:

a) estatísticas de circulação e uso gerada a partir dos sistemas
automatizados da biblioteca ou outros métodos de coleta;
b) disponibilidade de um produto melhor, baseado nos métodos de
avaliação

e

nos

critérios

estabelecidos

Desenvolvimento de Coleções;
c) retirada de materiais que se tornam obsoletos;
d) comparação com produtos similares;
e) consulta aos pares;

6 DIREITOS AUTORAIS

na

Política

de

�Os direitos autorais dizem respeito à propriedade intelectual de produções
bibliográficas, artísticas, culturais, científicas etc. Estão ligados à questão da
proteção e remuneração dos autores.
O ambiente do ciberespaço, a Internet, levanta questões acerca dos
direitos autorais nesse ambiente, em razão de que a proteção aos direitos do
autor é, na atualidade, territorial. Sendo a desterritorialidade uma característica da
Internet, os direitos autorais nesse ambiente têm sido objeto de estudo da classe
bibliotecária, apresentando-se como uma questão ainda não resolvida (DIAS;
PIRES, 2003). Assim sendo, consideramos relevante examinar como os direitos
autorais estão inseridos nas políticas de desenvolvimento das coleções das
bibliotecas americanas e canadenses, objeto de nosso estudo.
As políticas de desenvolvimento de coleções das Florida Atlantic University
(FAU) Libraries, University of Evansville Libraries, Indiana, e Hunter Library of
Western Carolina University não fazem menção explícita, à questão dos direitos
autorais em recursos eletrônicos. Constam das políticas de desenvolvimento de
coleções dessas bibliotecas itens relativos à liberdade intelectual (Intellectual
Freedom), de forma ampla, liberdade de expressão, pensamento, censura etc,
incluindo-se aí os direitos autorais. No seu Manual de Desenvolvimento de
Coleções as bibliotecas da University of Evansville aderem à legislação dos
direitos autorais existentes nos Estados Unidos. Portanto, a inclusão de materiais
inéditos ou copiados às coleções segue a legislação dos direitos autorais
vigentes. A política de desenvolvimento de coleções da Hunter Library of Western
Carolina University não se refere especificamente à expressão “direitos autorais”;
em um tópico denominado “Intellectual Freedom”

a referida biblioteca se

compromete a acatar os Princípios de Liberdade Intelectual adotado pela
Association of College and Reserach Libraries. Na declaração da política de
desenvolvimento de coleções das Florida Atlantic University (FAU) Libraries, no
item denominado Liberdade Intelectual (Intellectual Freedom), as bibliotecas se
apoiam nas declarações de direitos da American Library Association (ALA): Bill of
Rights, Inellectual Freedom Statement e Feedom To Read Statement e, também,
através da

Freedom To View Statement, da American Film and Video

�Association. As bibliotecas se comprometem a adquirir material que representam
diferentes opiniões e sem censura a respeito de questões controversas.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As políticas de desenvolvimento de coleções constituem um instrumento
que

orienta

os

bibliotecários

nas

atividades

relativas

à

formação

e

desenvolvimento das coleções, onde se incluem processos como: seleção,
aquisição, avaliação e descarte. O novo cenário, marcado pelas Novas
Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTICs), trouxe novos desafios
aos profissionais bibliotecários que atuam no desenvolvimento das coleções, em
virtude do surgimento de novos suportes da informação, os recursos eletrônicos.
O estudo realizado evidencia a preocupação das bibliotecas americanas e
canadenses com a inclusão dos recursos eletrônicos em suas políticas de
desenvolvimento de coleções. Percebeu-se a existência de diversos conceitos
para esses recursos, ficando claro que os mesmos estão disponíveis em formatos
variados, incluindo, mas não limitando a CD-ROM, disquete, DVD, arquivos
remotos ou acessíveis on line, sítios da web etc.
Outro ponto que merece destaque é que a grande maioria das bibliotecas
analisadas não possui uma política, especialmente voltada para os recursos
eletrônicos. Em geral, esse tipo de recurso está inserido nas políticas e submetido
aos mesmos critérios adotados para os recursos impressos, embora sejam
acrescidos alguns critérios específicos para os recursos eletrônicos.
Os direitos autorais ainda constituem uma questão indefinida nas políticas
das bibliotecas. A maior parte das políticas estudadas adere à legislação vigente
nos países e acatam a Declaração dos Direitos da Biblioteca, estabelecida pela
American Library Association (ALA).
Torna-se urgente a necessidade das Bibliotecas Universitárias se aliarem
às Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTICs), estabelecendo
um compasso com a sociedade atual, daí a importância das bibliotecas brasileiras

�agregarem valor às suas coleções adotando esses novos formatos e incluindo em
suas políticas de desenvolvimento de coleções os critérios aqui sugeridos..

ABSTRACT
Traditionally the collection development policies has been considered as a guide
to help librarians make decisions on the process of selection, acquisition, gift and
interchange and to establish priorities on the activities of preservation, weeding
and collection evaluation.
The new technologies of information and
communication brought different scenaries introducing new resources to be
added to the collections. Librarians used to traditional libraries environment, faces
new terminologies – hardware, software, net, web, electronic and digital formats
etc requiring to know and to use adequately these variety of formats.This work
proposal is a literature review about collection development policies state-of-theart in american and canadian libraries available in the directories AcqWeb´s
Directory of Collection Development Policies on the Web and Electronic
Collections Development aiming to know not only the electronic resources as well
as they has been treated, the copyright law and the selection criterias adopted.
Electronic resources are availabre in many different formats such as: CD-ROM,
floppy disk, DVD, either remote or on line files, web sites etc.
KEYWORDS: University Libraries. Collection Development Policies. Electronic
Resources.

REFERÊNCIAS
ACQWEB´S Directory of Collection Development Policies on the Web. Disponível
em: &lt;http://www.acqweb.library.vanderbilt.edu/acqweb/cd_policy.html&gt; Acesso
em: 29 maio 2004
ANDRADE, Diva Carraro; VERGUEIRO, Valdomiro de Castro. Aquisição de
materiais de informação. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1996.
CARVALHO, Maria Auxiliadora. Globalização e método impressionista.
Informação&amp;Sociedade: estudos, João Pessoa, v.9, n. 2, p.398-405, 1999.
CARVALHO, Maria Auxiliadora. Seleção e avaliação de coleções: construindo o
conhecimento. Informação&amp;Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 11, n.1, p. ,
2001.

�CARVALHO, Maria da Conceição. Uma política de desenvolvimento de coleção
para a biblioteca do Instituto de Educação de Minas Gerais. Revista da Escola
de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.9, n.2, p.195-216, 1980.
CRUZ, Claudia B.da. ; RECUERO, Raquel da C. Direito autoral na Internet
Disponível em: http://bvbv.hpg.ig.com.br/acervo/une/une28htmlT Acesso em: 2
jun. 2004
DIAS, Maria Matilde Kronka.; PIRES, Daniela. Formação e desenvolvimento de
coleções de serviços de informação. São Carlos: EDUFSCar, 2003
ELECTRONIC Collections Development. Disponível em:
&lt;http://www.library.yale.edu/~okerson/ecd.html&gt; Acesso em: 29 maio 2004
FIGUEIREDO, Nice de Menezes. Avaliação de coleções e estudo de usuários.
Brasília: ABDF, 1979.
FIGUEIREDO, Nice de Menezes. Desenvolvimento e avaliação de coleções.
2ed. rev. atual. Brasília: Thesaurus, 1998.
FIGUEIREDO, Nice de Menezes. Paradigmas modernos da ciência da
informação. São Paulo: Polis: APB, 1999.
FIUZA, M. M. Contribuição para tomada de decisão no processo de seleção em
bibliotecas. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte,
v.8, n.2, p.17-22, 1975
LIMA, Raimundo Martins et al. Caracterização do acervo e proposta de política
para seu desenvolvimento nas bibliotecas da Fundação Universidade do
Amazonas. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 15, n.2, p.293315, 1987.
TAKAHASHI, Tadeo. (Org.) Sociedade da informação no Brasil: livro
verde.Brasília: Ministério de Ciência e tecnologia,2000.
VERGUEIRO, Valdomiro de Castro. Estabelecimento de políticas para o
desenvolvimento de coleções. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasilia,
v. 15, n.3, p. 193-, 1987.
VERGUEIRO, Valdomiro de Castro. Desenvolvimento de coleções. São Paulo:
APB/Polis, 1989.

�VERGUEIRO, Valdomiro de Castro. Desenvolvimento de coleções: uma nova
visão para o planejamento de recursos informacionais. Ciência da Informação,
Brasília, v. 22, n. 1, p. 13-21, 1993.
VERGUEIRO, Valdomiro de Castro. O futuro das bibliotecas e o desenvolvimento
de coleções: perspectivas de atuação para uma realidade em efervescência.
Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.2, n. 1, p. 93-107,
1997
VERGUEIRO, Valdomiro de Castro. Seleção de materiais de informação. 2ed.
Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1997a.

∗

Universidade Federal da Paraíba/Departamento de Bibloteconomia e Documentação – Campus I
– Cidade Universitária – João Pessoa/PB-Brasil e-mail: marynice@terra.com.br
dbd@ccsa.ufpb.br
∗∗
Universidade Federal da Paraíba/Departamento de Bibloteconomia e Documentação – Campus
I – Cidade Universitária – João Pessoa/PB-Brasil e-mail: arfrancisca@hotmail.com
dbd@ccsa.ufpb.br
∗∗∗
Universidade Federal da Paraíba/Departamento de Bibloteconomia e Documentação – Campus
I – Cidade Universitária – João Pessoa/PB-Brasil e-mail: paivaeb@hotmail.com
dbd@ccsa.ufpb.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52804">
                <text>Estado da arte das Políticas de Desenvolvimento de Coleções para recursos eletrônicos em bibliotecas americanas e canadenses.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52805">
                <text>Autran, Marynice de Medeiros Matos; Ramalho, Francisca Arruda; Paiva, Eliane Bezerra</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52806">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52807">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52808">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52810">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52811">
                <text>Tradicionalmente a política de desenvolvimento de coleções tem sido considerada como um instrumento que orienta os bibliotecários nos processos de tomada de decisão relativos às rotinas de seleção, aquisição, doação e permuta e no estabelecimento de prioridades para as atividades de preservação, descarte e avaliação das coleções. Entretanto, as novas tecnologias de informação e comunicação trouxeram novos cenários introduzindo diferentes formatos para serem agregados às coleções e, com isto, os profissionais bibliotecários, habituados ao ambiente das bibliotecas tradicionais se vêem à frente de novas terminologias – hardware, software, redes, web, formatos eletrônicos, digitais etc, e com elas, a necessidade de conhecerem e utilizarem apropriadamente essa variedade de formatos. A proposta deste trabalho é fazer uma revisão da literatura sobre o estado da arte das políticas de desenvolvimento de coleções em bibliotecas universitárias americanas e canadenses, disponíveis nos diretórios AcqWeb ́s Directory of Collection Development Policies on the Web e Electronic Collections Development, com vistas a conhecer não apenas os recursos eletrônicos disponíveis, mas, também, como são tratados e quais os meios legais (direitos autorais) e critérios de seleção para sua inclusão nas políticas. Os recursos eletrônicos estão disponíveis em formatos variados, incluindo, mas não limitando a: CD-ROM, disquete, DVD, arquivos remotos ou acessíveis on-line, sítios da web etc. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68272">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4770" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3839">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4770/SNBU2004_040.pdf</src>
        <authentication>d4eb40938f94051c2f0ccbf87a17aa9e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52839">
                    <text>PERSPECTICAS PARA UMA BIBLIOTECA NO FUTURO: UTOPIA OU
REALIDADE
Robson Dias Martins∗

RESUMO
Vivemos numa nova sociedade da informação geradora de mudanças nos
suportes utilizados para o armazenamento das informações nas bibliotecas,
provocando uma alteração dos produtos e dos serviços oferecidos pelas
mesmas aos seus usuários e uma mudança comportamental dos gestores da
informação. Buscaremos analisar nesse trabalho como os novos tipos de
paradigmas podem ser unidos e cooperativos, formando um novo estilo de
biblioteca, onde vários suportes possam ser utilizados ao mesmo tempo,
transformando e instituindo a Biblioteca Universal.
Palavras-chave: Biblioteca Tradicional. Biblioteca Eletrônica. Biblioteca
Eletrônica Virtual. Biblioteca Polimídia. Biblioteca Interativa. Biblioteca Virtual.
Biblioteca de Realidade Virtual. Biblioteca Digital. Biblioteca Universal.

1 INTRODUÇÃO
Esse artigo pretende fazer reflexões sobre a evolução das bibliotecas
da era mineral até a era virtual. Procurando pressentir como será o ambiente
informacional do século XXI,

incorporando materiais, produtos e

serviços

eletrônicos, digitais e virtuais às bibliotecas tradicionais. Formulando um
novo tipo de biblioteca: A BIBLIOTECA UNIVERSAL, que

tem

como

características principais a junção de vários tipos de suportes dentro da
sociedade, na recuperação da informação. Esse artigo pretende, também,
demonstrar como a sociedade e o governo brasileiro estão envolvidos com as
perspectivas das bibliotecas

brasileiras

econômicas.

2 EVOLUÇÕES DOS SUPORTES

através

de

questões sociais e

�Desde a descoberta da escrita pelo homem as bibliotecas modificam
os suportes utilizados em seus acervos. Assim, as primeiras bibliotecas
eram constituídas por minerais escritos através de cuneiformes e hieróglifos
em tabletes de argila; depois surgiram as vegetais e animais, constituídas
de rolos de papiros e pergaminhos, conhecidas como

as

bibliotecas dos

babilônios, assírios, egipcíos, persas e chineses. Com o advento do papel,
descoberto pelos árabes surgiram as primeiras bibliotecas de papel e mais
tarde as bibliotecas dos livros propriamente ditos.
As bibliotecas restringem as informações às altas classes sociais,
ficando sob a tutela da nobreza, do clero e da magistratura as informações.
A princípio os livros eram acorrentados às prateleiras para não serem
emprestados. Afinal, os responsáveis pelas bibliotecas tinham medo de que
os livros não retornassem as mesmas ou voltassem danificados. Além
disso,

como

cita

Levacov

(1997),

.como

controlar

o

impacto

da

informação livremente distribuída?. Esse quadro perdurou até o século XVI,
quando as bibliotecas sofreram grandes transformações tendo como
características a Laicização - passaram

a

ter

caráter legal e civil; a

Democratização - passando de particulares para públicas e abertas a
todos; Especialização - especializada em diferentes áreas do conhecimento
e a Sociabilização século XVIII,

devendo ser dinâmica e circular. Contudo, só no

iniciou-se a democratização da informação para as outras

camadas da sociedade.
No século XIX, o volume da memória coletiva não cabe mais na
memória individual. A memória passa a estar representada nas fichas das
bibliotecas, dos arquivos e museus.
Durante o século XVIII e parte do século XIX os cadernos de notas e os
catálogos de obras eram os suportes da memória; no início do século XX
a documentação é a disciplina que organiza a memória das bibliotecas em
fichas. Trata-se, ainda que de maneira rudimentar, de um .verdadeiro córtex
cerebral exteriorizado., nas palavras de Leroi-Gourhan (1990)

apud Lucas

�(1998), tendo em vista a possibilidade de arranjos múltiplos por parte de um
pesquisador.
Na metade do século XX, a introdução dos computadores provoca
uma verdadeira revolução da memória:

a possibilidade

da memória

eletrônica, distinta da memória humana por sua duração. A memória
humana está sujeita ao esquecimento enquanto a memória das máquinas
é ilimitada,

dependendo de técnicas de armazenamento. Outro fator

importante é que os processos de estabilização da memória humana
acontecem de maneira distinta da estabilidade da memória das máquinas. São
maneiras diferentes, permeadas por fatores culturais, sociais e políticos dentre
outros.
Segundo Dyson (1994) apud Levacov (1997)
Da mesma forma como a Revolução industrial não eliminou
a agricultura, mas a marginalizou de forma crescente como
fonte de renda, trabalho e poder, a Revolução da Informação
faz migrar o capital para a própria informação, sua
distribuição e recuperação. A sociedade e a economia tornamse, cada vez mais, information-based. O declínio acentuado
dos custos de hardware e software e o crescimento
extraordinário do acesso comercial auxiliam e aceleram esta
transição. Ao subverter a economia de produção em
massa, as novas tecnologias da informação estão
diminuindo os custos da diversidade, tanto em produtos
quanto pessoal, desmassificando nossas instituições e
nossa cultura, bem como criando um novo potencial para
a liberdade humana, uma vez que eliminam a necessidade do
paradigma institucional central da vida moderna: a
burocratização.

Analisando

esse trecho do

texto, podemos

fazer

algumas

considerações: A primeira refere-se a Revolução Industrial que não terminou
com a

agricultura. Pelo contrário, atualmente,

a agricultura é

um

dos

principais mercados mundiais, devido a utilização de máquinas modernas. O
mesmo pode acontecer com as bibliotecas com o auxilio da tecnologia,
evitando o extermínio das mesmas; A segunda questão está baseada na
quantidade de pessoas que possue acesso a Internet no Brasil que ainda é

�muito pequena e a terceira é relativa a burocratização das bibliotecas que
não é uma realidade de todas as unidades de informação.
Verificamos então, que num primeiro

momento, a realidade das

bibliotecas brasileiras necessita de uma junção do tradicional como o digital e o
virtual. Assim, as bibliotecas ficarão fortalecidas na sociedade, dispondo
informações em todos os campos do conhecimento em suportes reais e
virtuais, onde quer

que

ela

esteja,

para

todos os cidadãos do país.

Analisando a história das bibliotecas verificamos que desde o seu
surgimento,

os homens que exercem o poder tentam destruí-las a fim de

permanecerem no poder e manipular a sociedade. Isso ocorreu com

a

Biblioteca de Alexandria, biblioteca mais famosa do mundo destruída por
motivos religiosos. Ocorreu na Idade Média, quando a Igreja Católica tentou
destruir as bibliotecas. Paradoxalmente, há isso, foram os mosteiros que
serviram como esconderijos dos livros salvando-os para a posteridade.
Durante a Segunda Guerra Mundial, quando Monte Cassino foi bombardeada o
maior repositório do conhecimento humano sobre a Europa foi destruído. A
destruição da Biblioteca Nacional do Camboja, por Khmer Vermelho, destruiu
as informações sobre a civilização Cambojana. Esse
mostra

a

realidade

panorama histórico

da sociedade que tenta através da manipulação de

alguns destruir esse repositório do conhecimento que denominamos de
Biblioteca. Contudo, esse artigo pretende demonstrar a importância de uma
adaptação das bibliotecas atuais com as novas tecnologias de mercado a fim
de uma construção de biblioteca atuante, onde as informações impressas e
digitais convivam

juntas para um maior fortalecimento dos acervos, onde

essas informações sejam disponibilizadas para todos. Enfim, a criação de um
novo modelo de Biblioteca: a BIBLIOTECA UNIVERSAL.

3 BIBLIOTECA CONVENCIONAL

Segundo Ferreira (1999), biblioteca é o lugar onde se guardam os
livros; estante. ou coleção pública ou privada de livros e documentos

�congêneres organizada para estudo, leitura ou consulta; ou edifício ou recinto
onde se estala essa coleção.
Para Cunha (1999),
A biblioteca tradicional é aquela onde a maioria dos itens do
seu acervo é constituída de documentos em papel. Ela existe
desde a invenção da escrita. É claro que, antes do advento da
imprensa, em 1440, o seu acervo era formado por outros tipos
de materiais [...] uma característica da biblioteca tradicional
é que tanto a coleção como o seu catálogo utilizam o papel
como suporte de registro da informação. Todavia, no final do
século XIX, houve uma grande revolução na biblioteca
com a introdução do catálogo em fichas e o abandono do
catálogo sob a forma de livro.

A

Biblioteca

Tradicional

poderia

ser

citada

também

como

a

Biblioteca Real. Então, o que é o Real? Segundo Ferreira (1999), real vem do
Latim Reale e significa .realidade. ou .bens materiais., pode ser também algo
que existe de fato. Para Lévy (1996) apud Souza (2000) .o real seria da ordem
do tenho, enquanto o virtual seria da ordem do .terás., ou da ilusão, o que
permite geralmente o uso de uma ironia fácil para evocar as diversas formas de
virtualização.

4 BIBLIOTECAS POLIMIDIA
Polimídia

significa

denotação

de

diferentes

tipos

de

meios

independentes para a armazenagem da informação. O papel, os microfilmes
e os discos compactos, por exemplo, são tecnologias fisicamente distintas,
que, tomadas em conjunto, constituem-se em facilidades de armazenamento
polimidia. Seguindo-se

este raciocínio, as bibliotecas

polimidias

seriam

instituições que armazenam informação utilizando uma extensa e variada
gama de mídias. Essencialmente, são similares às bibliotecas convencionais,
contendo livros que convivem com vídeos, fitas, CDs, CD-ROMs, microfilmes,
softwares de

computador

etc... Os processos de

gerenciamento

e

organização nestas bibliotecas serão praticamente manuais e, apesar de os
computadores estarem disponíveis para os usuários, esta tecnologia não será

�utilizada para a realização de qualquer forma de automação (MARCHIORI,
1997).

5 BIBLIOTECA INTERATIVA
Esse modelo de biblioteca visa a produção cultural, onde as pessoas
são membros criadores e, não apenas, consumidores de cultura, possuindo
uma concepção dinâmica de espaço dentro da própria unidade, existindo
interação entre os indivíduos que lhe acessam, havendo espaços grupais para
os mais diversos tipos de atividades, sejam elas através de informações
escritas, orais, audiovisuais e multimídia. (PERROTTI, 2001)

6 BIBLIOTECA DIGITAL
As Bibliotecas Digitais são bibliotecas que existem em forma digital, ou
seja, em disquetes, winchester, CDs etc...dispõem todos os recursos de uma
biblioteca eletrônica, oferecendo pesquisa e visualização dos documentos (Full
Text, vídeo etc..) tanto local como por meio de redes de computadores.
Conforme Cunha (1999), a biblioteca digital é definida por dezenas de
autores por encontrar uma ou várias das características seguintes:
1) acesso remoto pelo usuário, por meio de um computador
conectado a uma rede;
2) utilização simultânea do mesmo documento por duas ou
mais pessoas;
3) inclusão de produtos e serviços de uma biblioteca ou centro
de informação
4) existência de coleções de documentos correntes onde
se pode acessar não somente a referência bibliográfica ,
mas também o seu texto completo...
5) provisão de acesso em linha e outras fontes externas
de informação (bibliotecas, museus, bancos de dados,
instituições públicas e privadas
6) utilização de maneira que a biblioteca local não necessite
ser proprietária do documento solicitado pelo usuário;
7) utilização de diversos suportes de registro da
informação, tais como: texto, som, imagem e números;

�8) existência de unidade de
gerenciamento
do
conhecimento, que inclui sistema inteligente ou especialista
para ajudar na recuperação de informação mais relevante

Atkins apud Cunha (1994), considera que a biblioteca digital tem como
características a criação de novos e mais dinâmicos formatos, integrados
com a representação de dados, informação e conhecimento, que ela pode
apoiar

novas formas de grupos de colaboradores na criação e uso da

informação, novas práticas comunitárias, permitindo a personalização da
informação, incluindo a assistência no gerenciamento da informação quando
ocorrer excessos de dados.

7 BIBLIOTECA ELETRÔNICA

Sistema no qual o processo básico da biblioteca é o eletrônico, ou seja,
ampla utilização de máquinas, principalmente, microcomputadores.
Drabenstott e Macedo (1997), afirmam que a transmissão eletrônica
da informação

dá

novo

sentido

à

biblioteca,

integrando

múltiplas

tecnologias disponíveis, como, por exemplo: distribuição de documentos
por

meio

de telefacsímile; catálogo em linha para

acesso público;

compartilhamento por dados padronizados; inteligência artificial; sistemas
especialistas, imagens gráficas melhoradas tecnicamente,

artefato digital

óptico para sistemas de estocagem; teleconferência; hipermídia; artefato de
entrada, para processamento de voz; terminal de toque. Disco vídeo/ótico,
holografia; artefato de saída, para processamento de voz, painel plano;
processo de integração

com

múltiplas tecnologias para servir a único

propósito, alcançando o usuário final; sistema especialista de robótica para
recuperação

da informação;

transmissão por satélites, ISDN e LAN e

programa interface para usuário.

8 BIBLIOTECA ELETRÔNICA VIRTUAL

�Landoni et al (1993) apud Marchiori (1997), apresentam o conceito de
.biblioteca eletrônica virtual. (Virtual Eletronic Library . VEL), na qual existiriam
hiperlivros e livros visuais, podendo ser analisada como uma livraria com
uma gigantesca quantidade de livros, devido a conexão em rede por um
número crescente de bibliotecas. Gerando um intercâmbio entre vários tipos de
bibliotecas originando um .metabiblioteca., onde existiriam entradas para que
os leitores navegassem por várias bibliotecas, da mesma forma que circulariam
em uma em particular.

9 BIBLIOTECA VIRTUAL

Para Cunha (1994), as bibliotecas virtuais são:
Uma visão futurística feita por Vannevar Bush, nos anos 40,
quando o mesmo desenvolveu a idéia denominada Memex,
que seria um sistema automatizado e teria uma série de
características que somente foram alcançadas nos anos 90.
Variações sobre o mesmo tema foram feitas por Ted Nelson
quando desenvolveu o conceito de .Xanadu., Alan Kay com o
seu Dynabook e, por último, por Lancaster com a sua
paperless library.

Do ponto de vista da informação como subsídio às atividades
acadêmicas, a Internet proporciona novos recursos informacionais através
de versões eletrônicas, como documentos multimídia, listas de discussão,
fóruns eletrônicos, conferências em linha, imagens, banco de pre-prints etc.
Servindo como subsídio à pesquisa em canais de comunicação virtual.
Para TED NELSON, idealizador do Projeto XANADU, a biblioteca virtual
é uma grande

rede

mundial

depositária

de

todos

os documentos da

humanidade, onde seriam arquivados em uma estrutura universal de dados,
possibilitando acesso e associação para outros documentos afins, tendo
em comum uma característica digital e hipertextual, na qual os acessos são
feitos através de links. (LEVACOV, 1997)

�10 BIBLIOTECA DE REALIDADE VIRTUAL

Poulter (1994) apud Marchiori (1997), revela um novo tipo de biblioteca
caracterizada na tridimensionalidade das bibliotecas, ou seja, na criação de
ambientes imersos e

interativos

possível, ao entrar em

onde, conforme

uma biblioteca virtual,

o

mesmo,

.é então

circular entre as salas,

selecionar um livro nas estantes, .tocá-los., abri-lo e lê-lo..
Esse tipo de biblioteca está relacionado com o conceito de acesso, por
meios de redes, a recursos de informação disponíveis em sistemas de
base computadorizada, normalmente remotos, e que uma .biblioteca de
realidade .virtual. funciona como uma nova forma de catálogo on-line de
acesso público (OPAC), construída utilizando-se a tecnologia de realidade
virtual.

A

essência

da

biblioteca

de

realidade

virtual apresenta uma

aplicação de programas de computador para simular estruturas físicas de
bibliotecas, , ordenando os recursos de informação que ela contém: andares,
salas, estantes. Os dados bibliográficos podem ser acessados via uma
interface, que aparece na tela como uma sala com estantes na qual um
usuário pode navegar e controlar utilizando um aparelho especial, como
um mouse de três dimensões, por exemplo. Um software para realidade
virtual é um visualizador e um construtor de um mundo virtual em um
computador, que pode estar apenas na tela deste, ou exigir aparelhagem
especial, como luvas

e

capacetes, chamando-se assim de sistemas

imersivos. de realidade virtual. Já existem alguns softwares disponíveis para
a construção de tais .mundos.,

mas ainda

são caros,

consumidores de

memória, sendo raros para aplicações próprias em bibliotecas. (MARCHIORI,
1997)

11 BIBLIOTECA UNIVERSAL

A Biblioteca Universal aparece como modelo ideal para recuperação da
informação, onde quer que ela esteja, e, de automação dos serviços da

�biblioteca. A Biblioteca Universal seria uma junção dos outros modelos citados
anteriormente. Seria a união dos acervos reais e virtuais, seus paradigmas
estariam ligados a realidade e a virtualidade, seus objetivos passariam do
processo impresso, para o processo impresso, visual, audiovisual, oral,
tatual, multimídia e virtual, respeitando uma existência pacífica entre todos
os tipos de suportes. Nesse modelo de biblioteca o conceito de informação está
ligado onde ela está, seja na própria biblioteca (documentos reais) ou na rede
(documentos virtuais), alterando-se a cultura de materiais fixos nas estantes.
Sua produção está ligada

a pesquisa , as inovações tecnológicas, ao

compartilhamento de recursos e materiais, na expansão da informação, na
automação administrativa, no redirecionamento dos objetivos da biblioteca,
na reestruturação dos serviços e produtos oferecidos, partindo do princípio
que informação é um bem e, para isso, deve ser cobrada. Na participação da
mesma na geração de cursos e atividades extras afim de uma participação
ativa dentro

da

sociedade,

na

verificação

e

na importância

de uma

avaliação criteriosa na aquisição de materiais, optando pelo mais vantajosos.
Motivos para uma junção de todos os tipos de biblioteca:
*Falta de interesse e de investimentos por parte do governo na educação e na
cultura;
* Verba insuficiente para o desenvolvimento das bibliotecas brasileiras. Com
isso, torna-se necessário uma cooperação entre bibliotecas e entre sistemas
de recuperação da informação;
* Falta de interesse, por parte da iniciativa privada, na educação e na cultura.
Não se preocupando como o desenvolvimento de seus centros de
documentação considerando-os desnecessários;
* Analfabetismo (tradicional) da população - Pessoas que não sabem ler e
nem escrever necessitam de outros métodos para obterem informações.
Assim, eles necessitam de informações orais e audiovisuais;
* Analfabetismo (Funcional) . Pessoas que sabem ler e escrever mas, não
entendem o que lêem, necessitam dos mesmos suportes citados acima;

�* Analfabetismo (Tecnológico) da população . Pessoas que não sabem
operar computadores necessitam de informações impressas e de cursos de
aperfeiçoamento em utilização de equipamentos tecnológicos;
* Precariedade das redes de telecomunicações . Falta de telefonia em
vários municípios do país gera um gravíssimo problema no avanço das
bibliotecas tecnológicas;
*Falta de capacitação e valorização dos profissionais do setor . Os
bibliotecários não possuem preparo para esse novo mercado devido ao baixo
nível dos currículos acadêmicos e ao despreparo dos mesmos em relação às
novas tecnologias;
* Impossibilidade de digitalizar todos os materiais já escritos pela humanidade.
milhões de páginas de literatura, arte, história, filosofia, medicina e ciências
sociais e física que foram impressas em papel ao longo de toda a história
humana sejam convertidas ao formato eletrônico de forma abrangente;
* Possibilidade de adulteração nos textos disponíveis em rede . Falta de
segurança nos sistemas das bibliotecas. Conforme VERGUEIRO (1997),
.refere-se a confiabilidade da informação. Ainda não existem indicadores
que garantam que o texto recebido via Internet em um computador pessoal
é exatamente aquele produzido por seu autor.;
* Problemas relativos à Lei dos Direitos Autorais . Ainda não existe uma lei
específica sobre o assunto. Contudo, SOUZA (2000) faz o seguinte relato
Oppenheim apud Souza (2000), destaca a necessidade de elaboração
de sistemas eletrônicos de gestão dos direitos autorais que permitam identificar
ou sinalizar a obra protegida e controlar sua utilização. Segundo ele, os
sistemas seriam

constituídos a partir de mecanismos sólidos,

confiáveis,

econômicos e a prova de interferência que forneceriam aos editores as
novas

garantias de que necessitam

para

conceder

mais facilmente as

permissões para disponibilização de suas publicações; questões econômicas
ligadas aos periódicos . Uma das principais características da biblioteca virtual
é o acesso a periódicos on-line serem mais baratos, acessíveis e de fácil
armazenamento. Se verificarmos que quem vende quer ter lucros e que os
distribuidores estão barateando os custos da informação on-line nesse
momento para no futuro conseguir que as bibliotecas tenham assinatura on-

�line e aumentem seus preços. Outra questão importante, refere-se ao fato de
se perder todos os periódicos caso

não

seja

efetuadas

as

devidas

renovações dos mesmos. Afinal, a informação on-line só está acessível
enquanto paga. Fora isso,

está a questão da necessidade de pessoal

capacitado para disponibilizar esse tipo de serviço. Além de requerer
treinamento

contínuo,

manutenção

dos

serviços

e

equipamentos

e

consequentemente verbas; a falta de padronização das páginas na Internet .
Cada página está em um formato diferente; a alta de depósitos digitais que
garantam a disponibilidade e atualização dos textos; acrise na

Indústria

Editorial, com possibilidades de desemprego em massa; aadequabilidade do
livro – ele é extremamente adequado ao objetivo para o qual foi originalmente
criado, é portátil; pode ser utilizado das mais diversas formas de acordo com
interesses e objetivos do indivíduo; possui preço acessível para as camadas
médias da população. Ocusto do

livro - alguns tipos

de

materiais

de

informação representam uma opção mais econômica de produção em formato
eletrônico. (...) sem contar os custos internos da instituição para a utilização
de formatos eletrônicos...VERGUEIRO (1997). AInexistência de listagens com
os endereços eletrônicos das bibliotecas virtuais, dificultando, muitas vezes,
encontrar a biblioteca dentro da rede virtual e, consequentemente, a
informação; Oalto custo dos equipamentos tecnológicos o
dificuldades

para

que gera

várias bibliotecas em se adequar ao momento;

Anecessidade contínua de espaço para armazenar os materiais adquiridos nas
estantes e para acomodar os usuários, gerando necessidades de ampliação
das bibliotecas.
Com a junção de suportes evita-se essa necessidade:
.* Os tipos de papeis utilizados nos últimos anos são de fácil deterioração.
Por isso, serão necessários modificá-los e, talvez, digitá-los;
* Atualmente, o conhecimento é desatualizado rapidamente. Assim sendo,
sua disseminação através de meios eletrônicos são necessárias. Além
disso, evita-se a duplicação de materiais nos acervos;

�Penniman (1993) apud Lancaster (1994), afirma que as bibliotecas
devem ser ativas, enfatizando a distribuição das informações, avaliadas em
função dos seus serviços de distribuição, que devem ser feitas alianças de
pesquisas que assegurem às bibliotecas se tornarem sistemas de transmissão
em demanda no futuro e, que nossa profissão desenvolva as qualidades
necessárias de liderança.
Line (1993) apud Lancaster (1994), afirma que a tecnologia tornará a
biblioteca num lugar

onde irão menos

pessoas, mas

onde as

pessoas

disponibilizarão recursos utilizados à distância.
Conforme Santos (2000), alguns enfoques necessitam assumir outras
direções, que estabelecerão definitivamente um futuro para as bibliotecas para
tanto as bibliotecas deverão:

*formular políticas que visem à cooperação para tomar o
acesso cada vez mais aberto e levado aos locais longínquos
(DRABENSTOTT; BURMAN, 1997)
não centrar .se em si mesma como uma instituição, mas
como provedora da informação (DRABENSTOTT; BURMAN,
1997)
usar novas tecnologias de informática não apenas para
automatizar atividades bibliotecárias, dentro de quatro
paredes, mas fazendo uso delas para o aumento de
acesso a informação (DRABENSTOTT; BURMAN, 1997)
tornar a rede local de bibliotecas em rede de áreas para todos
os
tipos
de
fontes
provedoras
da
informação.
(DRABENSTOTT; BURMAN, 1997)

Iremos um pouco além do que relatou Santos (2000), verifica-se com
as novas mudanças nos paradigmas da sociedade e da biblioteca que são
necessários rever alguns aspectos dentro da biblioteca. Que são eles:
Objetivo Geral

. O

objetivo da

biblioteca deve estar direcionado

às

informações, disponibilizando-as aos usuários em quaisquer tipo de suporte
seja físico ou virtual. O acesso a biblioteca deve ser definido pelo acesso à
informação e, não pela aquisição cumulativa de materiais;

�Público Alvo . Deve-se estipular para que público a biblioteca está direcionada
para aquisição de materiais físicos e digitais de acordo com as necessidades
dos clientes.
Critérios de avaliação e credibilidade . Para que se forneça informações com
credibilidade através de sistemas virtuais, são necessários seguir alguns
critérios como cita Vassos (1997) apud Fachin (2000):
- Autoridade, Escopo, Outros recursos, Conteúdo, Propósito da Informação,
Atualidade, Público Alvo,

Endereço do documento, Corpo Editorial,

Identificação dos

Pesquisa e

objetivos,

seleção

de links e endereços,

Desenho e montagem da estrutura do site Criação da página padrão, definição
da homepage, organização de um diretório de trabalho e de copia, utilização
de editores de páginas, segurança, criação de paginas internas, webmasters
etc.. O desenvolvimento de coleções é um dos principais aspectos desse novo
tipo de biblioteca, deve ser verificado qual é o melhor tipo de suporte para a
biblioteca nesse momento.

13 CONCLUSÃO
Podemos verificar que a Biblioteca Universal, esse novo modelo de
biblioteca, pode ser uma utopia dentro da realidade brasileira. Todavia, não
podemos

deixar de apresentá-la como modelo ideal de recuperação e

disseminação da informação, devido, principalmente, aos vários tipos de
suportes capazes de recuperá-la e disseminá-la. Um único

modelo,

seja

tradicional, digital, eletrônico, virtual, polimídia ou interativo, descriminaria
as informações a um determinado grupo ou focalizaria a mesma. Assim sendo,
a informação necessita encontrar todos os leitores e todos os leitores devem
encontrar as informações como determinam duas das leis de Ranganathan. A
biblioteca universal vem suprir essa necessidade dentro de nossa sociedade
surgindo como modelo ideal para uma biblioteca moderna.

�PERSPECTIVES FOR A LIBRARY OF THE FUTURE: utopia or reality

ABSTRACT
This articles sets out to verify how changes in the supports used by
libraries transform the materials, products and services that they offer. It
discusses how the new types of paradigm can be unified and cooperate to form
a new type of library in which different kinds of support can be used, thus
creating the Universal Library.
KEY WORDS: Traditional Library. Electronic Library. Virtual Electronic Library.
Polymedia Library. Interactive Library. Virtual Library. Virtual Reality Library.
Digital Library. Universal Library.

REFERENCIAS

ARAÚJO, M. Internet: reflexões filosóficas de um informata. Campinas,
Transinformação, v. 9, n. 2, maio/ago., 1997. Disponível em:
&lt;http://www.puccamp.br/~biblio/franco92.html&gt;. Acesso em: 04 abr. 2001.
BLOCH, A. Poucos cinemas, teatros, museus e livrarias, os males do
Brasil são. O Globo, Rio de Janeiro, 18 abr. 2001. p. 15.
CLEMENTE, I. Um país sem acesso a cultura. Folha de São Paulo, São
Paulo, 18 abr. 2001. Cotidiano p. c3.
CUNHA, M.B.da. As tecnologias de informação e a integração das
bibliotecas brasileiras. Ci. Inf., Brasília, DF, v. 23, n. 2, p. 182-189, maio/ago.
1994.
CUNHA, M.B.da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ci. Inf.,
Brasilia, v. 28, n. 3, p. 257-268, set./dez. 1999.
DARNTON, R. O poder das bibliotecas. Folha de São Paulo, São Paulo, 15
abr. 2001. Caderno Mais, p. 4-7.

FACHIN, G.R.B. Biblioteca Virtual: serviço de informação on-line. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,
19., 2000, Porto Alegre. Anais...Porto Alegre: Associação Riograndense de
Bibliotecários, 2000. 1 CD.
FERNANDES, P. Livros à prova de tecnologia: o futuro da biblioteca no Brasil
e no mundo é discutido por intelectuais e autoridades, que se preocupam com

�o destino dessa tradicional provedora do conhecimento. Gazeta Mercantil, Rio
de Janeiro, 23, 24, 25 fev. 2001. Rio Cultura, p. 1.
FERREIRA, A.B.de H. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua
portuguesa 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
GUIMARÃES, J.A.C. Moderno profissional da informação: elementos para
sua formação no Brasil. Transinformação, Campinas, v. 9, n. 1, p. 124-137,
jan./abr. 1997.
LANCASTER, F. W. Ameaça ou oportunidade? O futuro dos serviços de
biblioteca à luz das inovações tecnológicas. Belo Horizonte, R. Esc. de
Biblioteconomia da UFMG, v. 23, n. 1, p. 7-27, jan./jun. 1994.
LEVACOV, M. Bibliotecas virtuais [r]evolução?. Ci. Inf., Brasília, DF, v. 26, n.
2, 1997. Disponível em: &lt;www.ibict.br/cionline/260297/26029702.htm&gt;. Acesso
em: 01 mar. 2001.
MARCHIORI, P.Z. Ciberteca ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ci. Inf., Brasília, DF, v. 26, n. 2,
1997. Disponível em: &lt;www.ibict.br/cionline/260297/26029701.htm&gt;. Acesso
em: 03 abr. 2001.
MARCONDES, C.H.; GOMES, S.L.R. O impacto da Internet nas bibliotecas
brasileira. Transinformação, Campinas, v. 9, n. 2. jul./ago.
MOURA, F. Festa das traças: bibliotecas do país deixam na mão o leitor que
quer ficar a par das novidades literárias. Veja, São Paulo, ano 34, n. 15, p. 136137, 18 abr. 2001.
SANTOS , G.C.; PASSOS, R. O papel das bibliotecas e dos bibliotecários às
portas do século XXI: considerações sobre a convivência da informação
impressa, virtual e digital. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
BRASILEIRAS, 11., 2000. Florianópolis. Anais...Florianópolis : UFSC, 2000. 1
CD.
SOUZA, M.A.de. A virtuosidade do virtual: convivendo com as novas
tecnologias. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 19. 2000, Porto Alegre. Anais...Porto Alegre: Associação
Riograndense de Bibliotecários, 2000. 1 CD.
VALENTIM, M.L. O Moderno profissional da informação: formação e
perspectiva profissional. Enc. Bibli : R. Bibliotec. Ci. Inf., Florianopólis, n. 9,
jun. 2000. Disponível em: &lt; http://www.ced.ufsc.br/bibliote/encontro/&gt;. Acesso
em: 02 abr. 2001.
ZILVETI, M. Dicas ajudam a montar .softeca.: conheça os programas básicos
para a biblioteca eletrônica da família e de profissionais. Folha de São Paulo,
São Paulo, 26 abr. 1995. P. 1-6.
DEPOIS de cinco anos, um debate sobre o programa federal de bibliotecas
públicas. Revista CFB, Brasília, ano 1, n. 1, abr. 2001. p. 1-5.

�PERROTTI, E. A Biblioteca Interativa. Revista CFB, Brasília, ano 1, n. 1, abr.
2001. p. 6.

∗

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rua São Francisco Xavier, 524/ 5º
andar Bloco B Sala 5002 Pavilhão Reitor João Lyra Filho – Maracana - Rio de Janeiro Brasil
Cep. 20550-013 Tel. 21 2587-7524. rdias@uerj.br, ctcb@uerj.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52822">
                <text>Perspecticas para uma biblioteca no futuro: utopia ou realidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52823">
                <text>Martins, Robson Dias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52824">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52825">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52826">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52828">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52829">
                <text>Vivemos numa nova sociedade da informação geradora de mudanças nos suportes utilizados para o armazenamento das informações nas bibliotecas, provocando uma alteração dos produtos e dos serviços oferecidos pelas mesmas aos seus usuários e uma mudança comportamental dos gestores da informação. Buscaremos analisar nesse trabalho como os novos tipos de paradigmas podem ser unidos e cooperativos, formando um novo estilo de biblioteca, onde vários suportes possam ser utilizados ao mesmo tempo, transformando e instituindo a Biblioteca Universal.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68274">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4772" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3841">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4772/SNBU2004_041.pdf</src>
        <authentication>1555121c94788095c451351ab9910d21</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52857">
                    <text>MEMÓRIA, CULTURA E PESQUISA EM REDE DIGITAL: A DIFUSÃO DO
ACERVO DA BIBLIOTECA DO CENTRO DE MEMÓRIA ATRAVÉS DA REVISTA
DIGITAL SARÁO

Rosaelena Scarpeline∗

RESUMO
A Biblioteca do Centro de Memória – Unicamp reforçando sua vocação de ser uma
ponte efetiva entre a UNICAMP e a cidade de Campinas e a região metropolitana,
lançou sua primeira revista digital ”Sarao: memória e vida cultural na cidade de
Campinas” Dedicada a memória e vida cultural da cidade e região, tem como
objetivo informar e divulgar trabalhos contemporâneos de caráter sócio, histórico e
cultural. Nasceu da necessidade de nossos pesquisadores compartilharem os
resultados de seus estudos, trabalhos e pesquisas, desenvolvidos com base em
nossos acervos, com público mais amplo e do interesse do Centro de Memória em
divulgar seus riscos e diversificados acervos. Abrindo espaço para a participação
das comunidades locais, científicas e artísticas, procurando expressar assim os
mais diversos olhares, a prioridade é trazer temas que trazem informações sobre a
vida e a convivência urbana. Ela também se empenha na divulgação regular dos
acervos que compõe o CMU, todos os temas tratados em suas seções são
acompanhados de e mais... com imagens, textos ou relação do material da
biblioteca., arquivo histórico e arquivo iconográfico, fazendo assim uma divulgação
efetiva dos acervos, enfocando a memória, a história, o patrimônio, a arquitetura e
a cultura, permitindo assim um diálogo permanente entre os diversos acervos e os
pesquisadores reis e em potenciais que se dedicam a estudar a nossa realidade
regional.
PALAVRAS-CHAVE: Revista Digital. Divulgação do acervo via Web. Acervos
Digitais.

INTRODUÇÃO
Saráo: memória e vida cultural de Campinas revista digital mensal do Centro
de Memória Unicamp, nasceu da necessidade dos pesquisadores compartilharem
os resultados de seus estudos, trabalhos e pesquisas referentes à cidade de
Campinas e região metropolitana com um público mais amplo, e do interesse do
Centro de Memória em divulgar seus ricos e diversificados acervos.
Também a efervescência das discussões sobre Campinas e sua vida
cultural, bem como as experiências ocorridas na região metropolitana estão

�presentes na Saráo que procura ser uma ponte efetiva entre a universidade e a
comunidade ampliada pela rede mundial de computadores (internet).
Com a idéia de se criar um órgão de divulgação que fosse ao mesmo tempo
moderno, barato e eficiente um grupo de pesquisadores juntamente com a equipe
da Biblioteca do CMU optou por um projeto de revista digital, por acreditar que no
meio eletrônico sua divulgação pudesse atingir um número muito maior de pessoas
não só dentro da universidade, em nossa cidade e em locais muito afastados,
como provou uma avaliação realizada após um ano de existência dessa revista
mensal.
Trata-se de uma produção multidisciplinar a cargo de um Conselho Editorial
reunindo membros internos e externos a Universidade, tendo a Biblioteca do
Centro de Memória sido escolhida para ser não só a catalisadora das informações
entre os usuários, pesquisadores e a comunidade geral, como também geradora do
produto final que é preparado para integrar a rede por um webdesing do próprio
Centro.
A proposta desta revista é dar prioridade a temas que trazem informações
sobre a memória, a vida atual e a convivência entre as várias culturas urbanas,
abrindo assim um espaço no mundo digital para tratar de nossa cidade e sua
região sob vários aspectos. Ela também se empenha na divulgação regular de
temas cujo interesse é partilhado por estudiosos, sejam eles amadores ou da
universidade enfocando assuntos ligados à memória, à história, ao patrimônio, à
arquitetura, a educação e à cultura construindo assim um diálogo permanente entre
os pesquisadores que se dedicam ao estudo da realidade local e regional e um
público muito mais amplo.
Sendo de suporte digital seu custo é baixo para a instituição, mesmo
demandando para sua elaboração um tempo grande no momento das pesquisas
ilustrativas ou complementares, do design gráfico, da formatação, entre outros.
A revista está fica hospedada dentro do portal da universidade, com
endereço próprio, ficando a disposição do internauta todos os números já
publicados(http://www.unicamp.br/sarao). Todos os textos de nossa revista podem
ser impressos no formato PDF, para tanto obtemos dos autores uma Cessão de

�Direitos Autorais.
Definiu-se como publico alvo:
•

Estudantes de 1° e 2° graus: em busca de conhecimentos gerais a respeito da

cidade e região;
•

Estudantes universitários: em busca de caminhos para nortear suas pesquisas;

•

Turismo: Agencias interessadas na cidade e região com relação ao seu

potencial turístico, cultural e de meio ambiente;
•

Organizações sociais mobilizadas que participem das discussões sobre temas

ligados à cidade e região;
•

Público em geral: interessado em memória, patrimônio e história sócio cultural

da cidade e da grande região metropolitana;
•

Campineiros e ex-moradores de Campinas vivendo no exterior e que desejam

manter contato rápido e atualizado com sua cidade de origem.

CARACTERÍSTICAS ESPECIFICAS

Editada com colaborações provindas de membros da universidade, e
pessoas da sociedade local e/ou regional, ela se vale do recurso do “e mais...”,
que existe para todas as seções da revista, através do qual divulgamos aspectos
dos nossos acervos bibliográficos, imagéticos, textuais e orais, que, de alguma
forma se relacionam com os artigos publicados nas várias seções da revista.
Seu conteúdo editorial ficou assim definido:
• Textos variados que não se relacionem entre si, tais como entrevistas, artigos de
opinião elaborados por especialistas, memórias ou outro tipo de relatos de
experiências de especial interesse, transcrição de inéditos ou raros;
• Temas específicos, escolhidos como pano de fundo, conforme a sua atualidade
ou cuja evocação histórica seja merecida;

�• Ou ainda apresentando ambas as estruturas em partes especificas;
• Aspectos da cultura local e regional no presente e no passado gestados nas
diferentes classes sociais e que mereçam maior conhecimento e divulgação;
• Divulgação de eventos culturais e científicos realizados na cidade e região.

COMPOSIÇÃO EDITORIAL

São seções da revista:
1. VITRINE - que sub-divide em:
Editorial - Onde apresentamos um breve relato do conteúdo da revista.
Quem somos - Apresentação da composição da revista: Conselho Consultivo,
Conselho Editorial e pessoal envolvido em sua produção.
Normas de publicação - Normas para envio de trabalhos para a publicação na
revista.
2. OLHARES – Ensaios elaborados sobre temas variados que se relacionem com a
cidade de Campinas e região (artigos reflexivos de caráter atemporal).
Em cada número da revista apresentamos três trabalhos, que podem vir
acompanhados de:
Mostra virtual - Exposições iconográficas ou fotográficas ligada ao(s) temas
desenvolvidos nos ensaios. As imagens podem vir do autor do texto e/ou serem
completadas com imagens fotográficas e iconográficas de nossos acervos.
Documentos textuais - Trabalhos publicados relacionados ao tema desenvolvido ou
que fazem referencia ao autor do trabalho ou ainda a personagem que esteja
sendo tratado no artigo, destacados dos acervos que compõe o CMU
...e mais - Leituras sugeridas referente ao tema desenvolvido, bibliografia
especializada preparadas pela Biblioteca do CMU.

�3. ESPAÇO MULTIMIDIA - Reservado a mostra de vídeo ou som, cartuns, poesias,
crônicas entrevistas podendo ou não estar relacionado aos temas tratados nos
artigos. Esta seção se subdivide em:
Exposição virtual - Exposição artística de telas, esculturas, fotografias ou
documentos iconográficos de artistas regionais ou relacionados a um tema ou data
comemorativa no mês.
Poemas/Crônicas - Espaço reservado a produção de literários regionais. Quando
há temas previamente definidos buscamos crônicas/poemas nos acervos da
Biblioteca do CMU, especialmente na coleção “Autores Campineiros”.
Música - Destinado ao estudo de músicas composta por músicos regionais onde é
feita uma pequena analise da música ou do compositor e disponibilizado um trecho
da mesma em Macromedia Flash versão 5.
Entrevista – Com um ou mais membros da sociedade sobre um tema previamente
definido ou que complete um assunto especifico. As entrevistas são realizadas pela
equipe do Laboratório de História Oral.
4. RESENHA - Apresentamos resenhas de livros recém lançados, resenhas
históricas de obras raras ou esgotadas e de Cds de autores regionais ou que
estejam de alguma forma relacionados à cidade ou a região metropolitana.
Preferencialmente de obras recém incorporadas aos diversos acervos de nosso
Centro.
5. GALERIA DE AUTORES CAMPINEIROS - Está seção da revista foi
desenvolvida com o objetivo de mostrar quem são nossos cronistas, historiadores,
literatos, músicos, etc. Está divida em:
Perfil - pequena biografia do autor
Mostra - Imagens iconográficas ou fotográfica do autor
Produção - Relação de obras, artigos, partituras, etc que fazem parte do acervo do
CMU
Crônica/poema - de autoria do homenageado

�6. SÉRIE – Espaço aberto para tratar de temas seqüenciais, assuntos correlatos
mais extensos, que é alterado quando se esgota um tema. Já publicamos a série
“Distritos de Campinas” que contou com um texto inicial, onde a proposta da série
foi explicada, uma planta dos Distritos da cidade e a cada número um pouco da
história de um deles.
Atualmente estamos com a série “Ruas de Campinas” onde a cada número
enfocamos uma rua da cidade, contando um pouco da história da nomenclatura da
rua, trazendo uma mostra visual antiga e/ou atual da mesma. Está série é
produzida pelo Arquivo Histórico do CMU, as pesquisas para sua composição são
realizadas em cima de arquivos pessoais de cronistas e historiados locais.
Uma nova série está sendo trabalhada Entrevista com Mulheres ligadas à arte e
cultura. Uma equipe do Laboratório de História Oral, juntamente com uma
conselheira da revista está coletando as histórias de vida de mulheres na terceira
idade de várias classes sociais, que tiveram influencia no desenvolvimento da arte
e cultura regionais. Será uma maneira de salientar o papel das lideranças
femininas nos processos culturais e registrar essas trajetórias ímpares.
7. PAINEL
Estudando a cidade - espaço aberto para resenhas de teses defendidas, trabalhos
em andamento, pesquisas cientificas, trabalhos acadêmicos desenvolvidos que
enfoquem a cidade e/ou região.
Circulando – (Agenda Cultural) – aberto à comunidade geral e destinado a informar
sobre a vida cultural da região (notícias factuais: eventos, exposições,
lançamentos, palestras, encontros, seminários, shows, exposições, cursos, etc.).
Espaço do internauta – reservado para o internauta se cadastrar ou dar sua opinião
sobre nossa revista
Links – Sugestões de links de Arquivos, Bibliotecas, Museus, Instituições
Memórias, Universidades, etc.
8. NÚMEROS ANTERIORES – Disponibilizamos todas as revistas até agora
publicadas, divididas em dois módulos, volume 1 (12 números) e volume 2 (10
números).

�AVALIAÇÃO NECESSÁRIA
Um balanço do primeiro ano de nossa revista mostrou, de maneira muito
clara, toda a abrangência que esse veículo pode apresentar ao mostrar como e por
quem a SARÁO vem sendo lida e quais de seus textos, além de lidos também tem
sido impressos.
Estão castradas em nosso main-list 580 pessoas; instituições, o acesso
mensal fica na media de 720 acessos, números especiais, encartes imagéticos,
edições comemorativas chegam próximo a 100 acessos.(dados relativos ao
primeiro ano de publicação)

R e la tó rio d e a c e s s o p o r re v is ta
140 0
120 0
100 0
80 0
60 0
40 0
20 0
0
N ú m e ro d e A c es s o s
Re v is t a 1

R e v is ta 2

Re v is t a 3

R e v is ta 4

R e v is ta 5

R e v is ta 6

Re v is t a 7

R e v is ta 8

Re v is t a 9

R e v is ta 1 0

R e v is ta 1 1

R e v is ta 1 2

Hoje, através de levantamentos automáticos que o servidor WEB da
Biblioteca nos fornece, podemos saber, por exemplo, que 76,26% dos acessos à
nossa revista eletrônica são feitos do Brasil, fato explicável, pois a língua
portuguesa, como sabem, constitui uma barreira significativa em contatos
internacionais.
Mas, também somos acessados por internautas vivendo no exterior, e para
nossa surpresa a Holanda é o país estrangeiro que mais tem lido nossa revista,
seguida por Suíça, Portugal, Espanha, França e Nova Zelândia.

�Na América Latina é o Paraguai que se destaca como o país mais
interessado (talvez porque lá se encontrem muitos brasiguaios saudosos), mas
também estão, entre os computados, acessos vindos da Colômbia, México e
Argentina.
Nos Estados Unidos é o público universitário que nos acessa mais (um
grande número de internautas da Universidade do Texas, que possui um curso de
português moderno e eficiente), mas também navegadores da Alemanha, HongKong, Canadá e Israel se fizeram presentes, acessando os conteúdos da SARÁO.
Esperávamos que os finais de semana ou as horas noturnas se mostrassem
como períodos com grande freqüência de acessos à nossa revista eletrônica, mas
parece que ela constitui uma pausa renovadora numa rotina de trabalho fatigante
ou um repositório de conteúdos que auxilia estudantes e jornalistas a conhecer
melhor a memória da cidade e região e sua vida cultural. Só assim podemos
explicar porque as quartas e quintas feiras são os dias com maior freqüência de
acessos e os horários do fim manhã e meio da tarde aparecem como os mais
procurados.

Relatório de acesso diário
25%
20%
15%
10%
5%
0%
Dom in go

Seg un da-feira

T erça-feira

Qu in ta-feira

Sexta-F eira

Sáb ado

Q u arta-feira

�Quanto ao público brasileiro que lê a Saráo, podemos perceber uma grande
concentração dele em espaços universitários, entre os quais o da nossa
universidade, é claro, se destaca muito, mas também somos acessados por
colegas da PUCCAMP, da UNESP e da PUC carioca.(Dados relativos a acessos
mensais. Como residencial e instituição foram considerados os acessos nacionais
e internacionais).

R e la tó r io d e a c e s s o s
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%
R e s id e n cia l

U N IC A M P

O u tr a s I n s t it u iç õ e s

U NE S P

P U C -C a m p in a s

Avaliando a aceitação que a SARÁO recebeu, através dos conteúdos mais
acessados percebemos que ela possui um público bem eclético que se interessa
por arquitetura, religião, música, poesia, fotografia, arte, cinema e política.

D o c u m e n to s m a is a c e s s a d o s
O lh a r e s
25 0
20 0
15 0
10 0
50
0
N ú m e ro d e A c e s s o s
A C a m p in a s n a ép o ca d e R a m o s d e A z e v e d o
D e c e n tr a lid a d e à f ro n t e ira : a tra je tó ria d a e st a ç ã o G u a n a b a r a
C am p in a s e a h is tó ria d o p ro t es t a n t is m o n o B r a sil

�D o c u m e n to s m a is a c e s s a d o s
E s p a ç o m u ltim íd ia - e x p o s iç ã o
1 80
1 60
1 40
1 20
1 00
80
60
40
20
0
N úm e ro d e A c e s s o s
C e m it ér io d a S a u d a d e : u m m u s e u d e a rt e a c é u a b e rto
A lg u n s m o m e n t o s d a s tra n s f o rm a ç õ e s d o e s p aç o u r b a n o c a m p in e ir o
P am a L o io la : a fe t o e p e rc e p ç ã o
O tr a b a lh o d e c a d a d ia

Com a introdução de recursos sonoro e musical procuramos tornar a viagem
através da SARÁO ainda mais interessante.

D o c u m e n to s m a is a c e s s a d o s
E s p a ç o m u ltim íd ia - m ú s ic a
70
60
50
40
30
20
10
0
N ú m e ro d e A c e s s os
Q u ilo m b o : q u a d r ilh a b ra s ile ira s o b r e o m o t iv o d o s n e g ro s
Um c o n c e rt o p ó s - m o d er n o
T rê s v id r aç a s c o lo r id a s, O p . 1 6

Como agente de divulgação dos acervos não só da Biblioteca, mas do
Centro de Memória (Arquivo Histórico, Documentação Iconográfica, Laboratório de
História Oral) os resultados são os melhores possíveis, pois ampliamos nosso
atendimento em aproximadamente 30%, recebemos muitas consulta de jornalistas
(imprensa falada e escrita) para discorrermos sobre os temas tratados na Saráo,
várias exposições virtuais se tornaram reais, pesquisa em andamento são

�publicadas no “Estudando a cidade” foram completadas por contato direto dos
internautas com os autores.
A resposta da comunidade acadêmica e não acadêmica foi imediata, fomos
contatados por várias pessoas e instituições interessadas em enviar contribuições,
fazer doações, desenvolver projetos conjuntos, fazer visitas orientadas ao CMU ou
para agradecer a oportunidade de divulgação de seus trabalhos, de suas
memórias, história de sua família, etc. As escolas de 1º e 2º graus também
responderam

solicitando

apresentação

da

revista

e

seu

uso

para

a

complementação de aulas a seus professores e educadores.
A Revista SARÁO é, portanto um produto intelectual cuidado, divulgado de
forma rápido e eficientemente, acessível a qualquer internauta do Brasil ou do
exterior que, estando saudoso de sua cidade ou curioso para conhecer um pouco
mais sobre a memória ou a vida cultural da “Princesa D’Oeste” e da região
metropolitana a qual fazemos parte, nele encontrará matérias interessantes
baseadas em pesquisas relevantes ou em informações atualizadas além de
entretenimento de alto nível. E através desse serviço prestado de forma agradável
o CMU e a equipe de sua Biblioteca, divulga a riqueza de seus muitos acervos e
atrai tanto pesquisadores como curiosos em busca dos mais diversas fins de
pesquisa, lazer ou conhecimento.

REFERÊNCIA
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembrança de velhos. São Paulo, Edusp, 1987.
BRITO, Marilza E. Memória e cultura: Centro de Memória da Eletricidade no Brasil.
Rio de Janeiro, C.M.E.B., 1989.
GONZALEZ, DE GÓMEZ, Maria Nélida. Novas fronteiras tecnológicas das ações
de informação: questões e abordagens. Ciência da Informação, v.33, n. 1, 2004.
KING, Donald W. e TENOPIR, Carol. A publicação de revistas eletrônicas:
economia da produção, distribuição e uso. Ciência da Informação, 1998, vol.27,
no.2

�LAPA, José Roberto A. Os cantos e os antros. São Paulo, Edusp, 1996.
MACEDO-ROUET, Mônica. Legibilidade de revistas eletrônicas de divulgação
científica. Ciência da informação, v. 32, n. 3, 2003.
MORIGI, Valdir José; PAVAN, Cleusa. Tecnologias de informação e comunicação:
novas sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, v.33, n.
1, 2004.
PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro. Comunidades científicas e infra-estrutura
tecnológica no Brasil para uso de recursos eletrônicos de comunicação e
informação na pesquisa. Ciência da informação, v.32, n. 3, 2003.
SIMSON, Olga R. M. von. Memória, cultura e poder na sociedade do
esquecimento: o exemplo do Centro de Memória da Unicamp. FARIA FILHO,
Luciano Mendes. Arquivos, fontes e novas tecnologias: questões para a história da
educação. Bragança Paulista, USF, 2000. p. 63-74.
SIMSON, Olga R. M.von. Imagem e memória. In: SAMAIN, Etienne. O fotográfico.
São Paulo, Hucitec, 1998. p. 21-34.

∗

Centro de Memória – Unicamp. rscarpel@unicamp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52840">
                <text>Memória, cultura e pesquisa em rede digital: a difusão do acervo da Biblioteca do Centro de Memória através da revista digital Saráo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52841">
                <text>Scarpeline, Rosaelena</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52842">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52843">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52844">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52846">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52847">
                <text>A Biblioteca do Centro de Memória – Unicamp reforçando sua vocação de ser uma ponte efetiva entre a UNICAMP e a cidade de Campinas e a região metropolitana, lançou sua primeira revista digital ”Sarao: memória e vida cultural na cidade de Campinas” Dedicada a memória e vida cultural da cidade e região, tem como objetivo informar e divulgar trabalhos contemporâneos de caráter sócio, histórico e cultural. Nasceu da necessidade de nossos pesquisadores compartilharem os resultados de seus estudos, trabalhos e pesquisas, desenvolvidos com base em nossos acervos, com público mais amplo e do interesse do Centro de Memória em divulgar seus riscos e diversificados acervos. Abrindo espaço para a participação das comunidades locais, científicas e artísticas, procurando expressar assim os mais diversos olhares, a prioridade é trazer temas que trazem informações sobre a vida e a convivência urbana. Ela também se empenha na divulgação regular dos acervos que  compõe o CMU, todos os temas tratados em suas seções são acompanhados de e mais... com imagens, textos ou relação do material da biblioteca., arquivo histórico e arquivo iconográfico, fazendo assim uma divulgação efetiva dos acervos, enfocando a memória, a história, o patrimônio, a arquitetura e a cultura, permitindo assim um diálogo permanente entre os diversos acervos e os pesquisadores reis e em potenciais que se dedicam a estudar a nossa realidade regional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68276">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4774" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3844">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4774/SNBU2004_042.pdf</src>
        <authentication>493585e80a1aa2a3384016de0534d482</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52884">
                    <text>SITES DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS COMO
INSTRUMENTOS DE RELAÇÕES PÚBLICAS

Sueli Angelica do Amaral∗
Tatiara Paranhos Guimarães∗∗

RESUMO
Os sites das bibliotecas universitárias brasileiras podem desempenhar várias funções
e dentre essas funções, a de manter o relacionamento com os seus diversos
públicos, desenvolvendo atividades de Relações Públicas. Foram pesquisados 65
sites de bibliotecas universitárias brasileiras com o objetivo de descrever o panorama
do uso desses sites como instrumentos de Relações Públicas. O estudo associou
dados sobre o processo de gerenciamento dos sites, coletados por meio de
questionários remetidos aos diretores das bibliotecas e sobre as funções
desempenhadas pelos sites, por meio de observação destes sites por checklist.
Verificou-se que a potencialidade dos sites pesquisados como instrumentos para
realização de atividades de Relações Públicas estava sendo pouco explorada.
Observou-se que as bibliotecas estavam realizando as atividades de Relações
Públicas de forma simétrica. No entanto, eram limitadas as oportunidades exploradas
pelos sites das bibliotecas estudadas para estabelecer relacionamentos pela
comunicação bidirecional.
PALAVRAS-CHAVE: Sites Web. Biblioteca Universitária. Relações Públicas.
Comunicação. Gerenciamento.

1 INTRODUÇÃO
No âmbito da Ciência da Informação entre os estudos sobre o planejamento,
criação e manutenção de sites de bibliotecas universitárias, são escassos os que
abordam a gerência do desempenho desses sites como instrumentos de Relações
Públicas.
Com relação às funções desempenhadas pelos sites das bibliotecas
universitárias brasileiras, pesquisa desenvolvida por Amaral e Guimarães (2002)

�evidenciou a insipiência do aproveitamento potencial do site para a visibilidade das
bibliotecas universitárias brasileiras, que ainda se mostravam timidamente aos seus
públicos e à sociedade em geral. As funções promocional e instrucional dos sites não
eram consideradas, a de comunicação era praticamente não desempenhada e as
funções de referência e de pesquisa eram pobremente exploradas. Até mesmo o
desempenho da função informacional dos sites, cujo índice de freqüência foi o de
maior ocorrência, ainda poderia ser mais explorado pelas bibliotecas estudadas.
Guimarães (2003) desenvolveu uma pesquisa para verificar como as
bibliotecas

universitárias

brasileiras

gerenciavam

seus

sites,

visando

o

desenvolvimento da atividade promocional de Relações Públicas. Os resultados do
estudo indicaram que era necessária a elaboração de um plano de Relações
Públicas para que o potencial dos sites pudesse ser melhor explorado, os esforços e
recursos disponíveis gerenciados de forma sistemática e a avaliação realizada como
base para o desenvolvimento e atualização do site como instrumento de Relações
Públicas.
O presente estudo teve como propósito apresentar o panorama descritivo do
uso dos sites das bibliotecas universitárias brasileiras, visando o desenvolvimento
das atividades promocionais de Relações Públicas, com o relato e discussão dos
resultados das duas pesquisas.

2 RELAÇÕES PÚBLICAS E SITES
Kies (1980, p.70) define Relações Públicas como um processo mútuo da
comunicação entre uma organização e seus diversos públicos, que permite
identificar, analisar e moldar a opinião pública a respeito da organização e de seus
objetivos. Conhecendo a opinião pública a seu respeito, a organização pode, através
de seu programa de Relações Públicas, enfrentar as concepções errôneas a seu

�respeito e prestar informações necessárias para obter a confiança e apoio do público
(KIES, 1980, p.70).
A direção e o propósito da comunicação que podem ser utilizados nas
Relações Públicas são apresentados por meio de quatro modelos propostos por
Grunig e Hunt (1984, p. 22). O quarto modelo, simétrico de duas mãos, se
caracteriza pela busca do equilíbrio entre os interesses da organização e dos
públicos. Utiliza pesquisas e a comunicação para administrar conflitos e melhorar o
entendimento com os públicos. Esse modelo é apresentado como ideal a ser
utilizado pelas bibliotecas no sentido de criar uma imagem positiva, formar opiniões e
mudar atitudes de seu público, procurando beneficiar tanto a organização quanto os
seus públicos.
Como processo organizacional, Relações Públicas compreendem quatro
funções básicas (Barber apud KIES, 1980, p. 71-72): a) coleta de dados a respeito
de opiniões e atitudes do público; b) planejamento: coordenar os esforços de
Relações Públicas dentro do planejamento global da organização; c) comunicação
interna entre os empregados da organização e comunicação externa com seus
vários públicos; d) avaliação da produtividade das Relações Públicas.
As Relações Públicas utilizam diversos meios e instrumentos para promover a
biblioteca. Alguns autores (WHITE e RAMAN, 2000; KENT e TAYLOR, 1998;
HUTTON, 1999) consideram a Web como mídia para a realização das atividades de
Relações Públicas.
Kent e Taylor (1998, p. 322) advertem que poucos artigos têm sido escritos
sobre o modo como a Web pode trazer vantagens para as Relações Públicas.
Hill e White (2000) analisaram a maneira como 13 profissionais de Relações
Públicas percebiam o site como ferramenta de comunicação. Todos os entrevistados
percebiam o site como ferramenta de melhoria dos relacionamentos já existentes,
basicamente por meio do e-mail.

�3 FUNÇÕES DESEMPENHADAS PELOS SITES DE BIBLIOTECAS E RELAÇÕES
PÚBLICAS
As possibilidades de uso dos sites, incorporando as facilidades que podem ser
propiciadas à comunidade interessada nem sempre é observada ou utilizada em sua
total potencialidade, até porque as funções desempenhadas pelos sites são descritas
na literatura de maneira variada.
Amaral e Guimarães (2002) propuseram uma classificação para as funções
dos sites de bibliotecas, a partir da análise comparativa das propostas apresentadas
por Brinkley (1999); Xiao, Pixey, Cornish (1997) e Cohen e Still (1999). Amaral e
Guimarães (2002) apresentaram também, alguns itens que poderiam indicar o
desempenho de cada uma das funções pelos sites, da seguinte maneira: (a) função
informacional: informações sobre a biblioteca existentes no site; (b) função
promocional: uso de ferramentas promocionais da Internet existentes no site
(ARAÚJO, 1999/2000); (c) função instrucional: instruções sobre o uso dos recursos
informacionais oferecidos pela biblioteca na forma tradicional e on-line existentes no
site; (d) função referencial: links para outras fontes de informação existentes no site;
(e) função de pesquisa: serviços e produtos oferecidos on-line no site da biblioteca;
(f) função de comunicação: mecanismos para estabelecer relacionamentos
(AMARAL e GUIMARÃES, 2002).
De forma direta ou indireta, as seis funções da classificação estão
relacionadas com o processo de Relações Públicas, uma vez que se referem
especificamente às funcionalidades que permitirem à biblioteca estabelecer
comunicação e relacionamento com seus diversos públicos.
Por outro lado, é cada vez maior o número de bibliotecas universitárias que
utilizam a Internet para alcançar seus objetivos de forma mais efetiva. Por outro lado,
Brinkley (1999, p.8-15) assegura que o “website é o melhor meio para promover e
publicar os serviços oferecidos pela biblioteca.”

�A promoção, enquanto etapa do processo de administração de marketing,
pode ser realizada por meio das diversas atividades promocionais. A atividade
promocional de Relações Públicas apóia organizações, no sentido de estabelecer, de
forma planejada, uma comunicação simétrica de duas vias, auxiliando na criação de
uma imagem positiva da organização, na criação de uma identidade corporativa, na
obtenção de entendimento mútuo, aceitação e apoio do público.
Nessa

perspectiva,

os

sites

das

bibliotecas

universitárias

deveriam

proporcionar não apenas a adequada disponibilidade dos produtos e serviços
informacionais, mas também possibilitar melhor relacionamento entre as unidades de
informação e seus usuários, por meio da utilização de todo potencial oferecido pela
Web.

4 SITES DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS
As bibliotecas universitárias brasileiras servem aos estabelecimentos de
ensino

superior

(IES),

incluindo

nesta

categoria

universidades

federais,

universidades estaduais, universidades municipais, faculdades, institutos, dentre
outras. Segundo lista fornecida pelo Ministério de Educação e Cultura em 2002, as
IES totalizavam, aproximadamente, 1500 unidades. Uma vez que toda IES,
obrigatoriamente,

tem

que

ter

uma

biblioteca,

a

dificuldade

de

atingir,

exaustivamente, todo este universo seria grande. Por outro lado, as bibliotecas
universitárias podem ser centralizadas ou setoriais, fato que poderia facultar a
existência de mais de uma biblioteca por instituição, ampliando ainda mais o
universo. Além disso, no caso das IES privadas, a denominação varia de escolas,
institutos, faculdades, entre outros, o que também dificultaria a identificação
exaustiva do universo.
O objeto de estudo das pesquisas eram os sites das bibliotecas universitárias,
logo critérios foram estabelecidos para a identificação destes, em relação ao

�propósito de estudá-los como instrumentos de Relações Públicas, considerando os
sites como “coleção de páginas da Web referentes a um assunto, instituição,
empresa, pessoa etc” (SOCIEDADE, 2000).
Na pesquisa de Amaral e Guimarães (2002) foram pesquisados 141 sites de
bibliotecas universitárias brasileiras, observados com a aplicação de um checklist
para verificação das funções desempenhadas pelos sites. Na pesquisa de
Guimarães (2003) foram pesquisados 65 sites, por meio de questionários enviados
aos diretores das bibliotecas, que poderiam respondê-lo ou delegar a tarefa ao
responsável pelo gerenciamento do site.
O presente estudo resultou da análise dos dados restrita aos 65 sites de
bibliotecas universitárias brasileiras comuns em ambas pesquisas (AMARAL e
GUIMARÃES 2002; GUIMARÃES, 2003), considerando apenas as bibliotecas de IES
denominadas universidades, do setor público ou privado.

4.1

FUNÇÕES

DESEMPENHADAS

PELOS

SITES

DAS

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS
Das 65 bibliotecas que participaram da pesquisa, 40 (63,5%) eram setoriais e
25 (36,5%) centrais. Com relação a sua natureza, 54 (82,5%) eram vinculadas a
universidades públicas e 11 (17,5%) a universidades privadas.
Com relação aos dados coletados, pôde-se perceber que os itens em que o
índice percentual de ocorrência foi verificado entre 87% e 58% eram os de
informações que podem ser consideradas relevantes para o desempenho da função
informacional. Isto porque, se referiam a: relação dos serviços oferecidos, nome da
biblioteca, nome da instituição, telefone geral, e-mail geral, endereço físico, horário
de funcionamento, equipe, e-mail setorial, número do fax, relação dos produtos
oferecidos, histórico, telefone setorial, fotos e/ou imagens da biblioteca. Os índices
de menores ocorrências, entre 51% e 6%, foram registrados sobre as informações

�de: seções da biblioteca, missão da biblioteca, informações sobre as instalações
físicas, estatísticas, notícias, novidades sobre a biblioteca, eventos realizados pela
ou na biblioteca. Neste contexto, cabe a exceção relativa à missão da biblioteca, que
embora estivesse presente em apenas 28% dos sites pesquisados, trata-se de
informação relevante.
O desempenho da função promocional era inexpressivo, uma vez que o item
indicativo desta função que obteve maior ocorrência, o selo com o logotipo da
instituição, constava em quase metade dos sites pesquisados (n=31). Com relação
ao logotipo da biblioteca, possivelmente as mesmas não possuíam seu próprio
logotipo, uma vez que este tipo de promoção foi pouco observado (n=14). As
animações e as janelas pop up obtiveram índice muito baixo de ocorrência, e
nenhum site utilizava o webcasting, o hot site e os banners, demonstrando que as
bibliotecas universitárias brasileiras ainda não utilizam os avanços tecnológicos
disponíveis para a promoção por meio dos sites.
Observou-se, com relação à função instrucional, pouca preocupação das
bibliotecas relativas às instruções a serem disponibilizadas para os seus usuários por
meio dos sites. A maior ocorrência dos itens indicativos do desempenho dessa
função foi observado em menos da metade das bibliotecas pesquisadas (n=24), que
disponibilizavam nos seus sites instruções sobre os serviços oferecidos. As
instruções sobre os produtos oferecidos pelas bibliotecas, instruções sobre o site, e
as FAQs (frequently asked questions) tiveram ocorrência quase nula. Disponibilizar
instruções sobre o uso da biblioteca e seus produtos e serviços significa ampliar as
condições do uso desses recursos informacionais, missão precípua da biblioteca.
Com relação à função referencial, o item que obteve ocorrência maior foi o
acesso a bases de dados (n=39), seguido do acesso a sites de Instituições (n=36). A
presença dos links para mecanismos de busca ainda é pouco explorada nos sites
das bibliotecas universitárias brasileiras (n=27).

�O desempenho da função de pesquisa foi percebido, significativamente, com a
disponibilidade dos catálogos on-line em 49 sites das bibliotecas pesquisadas. Os
demais serviços disponíveis nos sites tiveram inexpressiva ocorrência, demonstrando
que a oferta de serviços por meio dos sites ainda era pobre e incipiente.
Com relação à função de comunicação, 62 dos sites pesquisados
disponibilizavam links para efetivar contato com a biblioteca. Entretanto, como foi
observada também a ocorrência quase nula dos demais indicativos do desempenho
da função de comunicação por meio dos sites, isto pode significar a despreocupação
das bibliotecas universitárias brasileiras com o uso potencial dos seus sites como
meio de relacionamento efetivo com a sua clientela.

4.2 GERENCIAMENTO DOS SITES COMO INSTRUMENTOS DE RELAÇÕES
PÚBLICAS
Pode-se perceber no gráfico 1, que as equipes responsáveis pelo
gerenciamento dos sites das bibliotecas universitárias pesquisadas estava se
envolvendo muito mais com o gerenciamento do conteúdo, do que com o
gerenciamento tecnológico dos sites.
Gráfico 1 Gerenciamento do conteúdo e gerenciamento tecnológico do site

�Comparativo gerenciamento do conteúdo / gerenciamento
tecnológico
70
60
50
40
30
20
10
0

Gerência conteúdo

ut
ro
O

Em
pr

es
a

v.
/U
ni
lio
Bi
b

ni
ve
r
U

Bi
bl

io

si
da

de

te
ca

Gerência tecnológica

O alto índice de profissionais das bibliotecas que gerenciavam o conteúdo
desses sites já poderia ser esperado, uma vez que esses profissionais são os que,
em princípio, dominam os conteúdos dos sites Web de suas bibliotecas. Seria
aconselhável que as equipes das bibliotecas encarregadas do gerenciamento dos
sites

se

responsabilizassem

por

ambos

os

gerenciamentos,

agilizando

a

inclusão/exclusão de conteúdos, atualização de informações e dados e reformulação
de design nos sites.
Com relação aos recursos humanos, foi constatado que na maioria das
bibliotecas (74%) os bibliotecários integravam a equipe responsável pelo
gerenciamento do site. No que se refere ao número de funcionários envolvidos nesse
gerenciamento, 45% das bibliotecas contava com dois funcionários nesse processo,
20% com um e, somando-se o restante, em 35% das bibliotecas, a equipe era
composta de três a sete funcionários.
Pôde-se inferir que os bibliotecários estavam acompanhando a evolução
tecnológica relacionada com a utilização da Internet, uma vez que estavam se
envolvendo na gestão do conteúdo dos sites de suas bibliotecas. No entanto, o fato
de um grande número de bibliotecas (51%) não exercer o gerenciamento tecnológico
do site pode estar relacionado à falta de funcionários capacitados para tal.

�Grande parte das bibliotecas pesquisadas (n=50), não possuía orçamento
destinado para o gerenciamento do seu site. Dos 24% dos sites restantes, 14% (n=9)
não possuía percentual de orçamento definido e 9% (n=6) contava com até 10% do
orçamento anual da biblioteca.
A definição de orçamento para o gerenciamento do site Web possibilita o
planejamento prévio desse recurso e que o mesmo seja alocado de forma adequada
em investimentos e custeios necessários, requisitos imprescindíveis para que o site
possa alcançar o objetivo para qual foi desenvolvido (CLYDE, 2000).
Dos 80% (n=57) dos respondentes que relataram utilizar o site para o
processo de comunicação com os diversos públicos, 63% (n=36) respondeu que o
fazia disponibilizando informações sobre a biblioteca, 39% (n=22) utilizando o e-mail,
28% (n=16) disponibilizando serviços on-line, 16% (n=9) utilizando o formulário
eletrônico e 11% (n=6) não respondeu a questão. Esses dados foram confirmados
com as observações para verificação das funções desempenhadas pelos sites, uma
vez que poucas bibliotecas disponibilizavam formulários eletrônicos para coletar
sugestões de compras, opiniões sobre o site e os serviços da biblioteca, oferecer
oportunidades de cadastramento aos seus usuários, ou mesmo para coletar críticas
e reclamações.
Ao serem indagados sobre como utilizam o site para mudar opinião, atitude e
imagem da biblioteca, dos 39 respondentes (60% do total) que afirmaram utilizar o
site com essa finalidade, a disponibilização de informações e a divulgação da
biblioteca foi apontada por 74% (n=29) das bibliotecas, a melhora da comunicação
com os públicos por 21% (n=8) e a disponibilização de serviço on-line por 21% (n=8)
dos respondentes.
Mais uma vez os dados coletados confirmam que o processo de comunicação
das bibliotecas com os seus públicos considerava apenas a comunicação
unidirecional.

�Em 56 bibliotecas, a equipe coletava informações sobre os seus públicos, 74%
(n=37) utilizavam essas informações como insumo para o desenvolvimento do site e
das informações e mensagens transmitidas por meio do próprio site. O site como
instrumento de Relações Públicas deve disponibilizar serviços, produtos e
mensagens com base nos resultados de pesquisa prévia sobre a opinião e atitudes
dos públicos. Conhecer a opinião e atitudes dos seus públicos permite que as
bibliotecas disponibilizem informações necessárias para mudar concepções errôneas
e a obter apoio e confiança desses públicos.
O e-mail, a caixa de sugestões e o questionário eram os meios mais utilizados
pelas bibliotecas para coletar informações sobre os seus públicos. A caixa de
sugestões e o e-mail eram utilizados por muitas bibliotecas (mais de 50) com
freqüência diária. Pôde-se perceber que as equipes das bibliotecas estavam
explorando tanto o ambiente virtual, quanto o tradicional para coletar esse tipo de
informação.
Dentre as bibliotecas pesquisadas, 57 utilizavam o site para o processo de
comunicação com os seus diversos públicos. A maior parte das bibliotecas (60% ou
mais) identificou os usuários reais, os usuários potenciais, a sociedade em geral e
outras bibliotecas como seus públicos. Menos da metade se comunicava por meio do
site com os seus funcionários, com a Instituição mantenedora, com os seus
estagiários, com as editoras, com o governo ou com os seus fornecedores. Cinco
bibliotecas (8%) mencionaram outros públicos, entre os quais se inseriam Instituições
internacionais.
As bibliotecas deveriam rever os seus processo de comunicação por meio do
site, incluindo seu público interno como audiência. A instituição mantenedora, pouco
considerada pelas bibliotecas, também deveria ser incluída nesse processo, uma vez
que as bibliotecas são geralmente dependentes dos seus mantenedores para
sobreviverem.

�Sobre a modificação da rotina com base em sugestões enviadas pelos
públicos por meio dos sites, dentre 57 bibliotecas, a maior parte delas (89%, n=51)
realizava mudanças em sua rotina quando recebiam essas sugestões. Ao serem
questionadas sobre como a equipe da biblioteca realiza essas mudanças, 79%
(n=51) das bibliotecas informou que realizava essas mudanças, sendo que na maior
parte delas (84%, n=43), a equipe analisava as sugestões recebidas e dentro do
possível efetivava modificações.
Esses dados demonstraram que as equipes das bibliotecas, responsáveis pelo
gerenciamento dos sites, estavam preocupadas em realizar uma comunicação
simétrica, procurando ajustar os interesses da biblioteca com os de seus públicos.
Essa comunicação balanceada ajuda a obter uma compreensão mútua entre as
partes envolvidas, sendo muito relevante para que o processo de Relações Públicas
possa alcançar resultados positivos, aspecto comentado por Grunig e Hunt (1984).
A maioria das bibliotecas (74%, n=48) não utilizava nenhum procedimento
para verificar quais eram os públicos que estavam sendo efetivamente atingidos pelo
site. No entanto, a maioria delas (66%, n=43) verificava se as mensagens e
informações transmitidas por meio do site eram adequadas aos seus públicos.
Na avaliação do site pela equipe da biblioteca, a falta de conhecimento sobre
quais públicos estavam sendo efetivamente atingidos poderia gerar dificuldade no
processo de verificação da adequação do site aos diversos públicos da biblioteca.
Isso se deve ao fato de que, em primeiro lugar, é necessário identificar e conhecer os
públicos atingidos, para então adequar o site aos mesmos. Faz-se necessário que as
equipes responsáveis pelos sites das bibliotecas repensem o processo de avaliação,
com o intuito de obter um retrato real da situação dessa adequação do site aos seus
públicos.
Entre as bibliotecas, 33 avaliavam as mudanças ocorridas em opiniões,
atitudes dos públicos e imagem sobre a biblioteca após o uso do site, sendo que
94% (n=31) utilizava essas informações para melhorar o desempenho do próprio site.

�Dessa forma, pôde-se inferir que a maioria das bibliotecas que realizava
avaliação nas mudanças ocorridas em opiniões, atitudes dos públicos e imagem da
biblioteca após o uso do site, utilizava essas informações como insumo para o
desenvolvimento e aperfeiçoamento do seu site. A utilização dessas informações
proporciona que o site seja melhor planejado para desenvolver as atividades
promocionais de Relações Públicas, conforme recomendado por Wolfe (1997).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
De uma forma geral, pôde-se perceber que as próprias bibliotecas estavam
envolvidas com o gerenciamento do conteúdo de seus sites, contando, em sua
maioria, com os bibliotecários que fazem parte de seu quadro de recursos humanos
para realizarem esta atividade. No entanto, essas bibliotecas deveriam considerar o
gerenciamento do fator tecnológico na utilização do site como instrumento de
Relações Públicas, bem como definir os recursos financeiros específicos para esse
gerenciamento, podendo assim, alcançar melhores resultados.
No que diz respeito às atividades de Relações Públicas realizadas por meio do
site,

as

bibliotecas

universitárias

brasileiras

pesquisadas

exploravam

a

disponibilização de suas informações e utilizavam o e-mail para realização da
comunicação de duas vias com os seus públicos. Com o intuito de melhorar essa
comunicação, seria necessário que essas bibliotecas considerassem a utilização de
formulários eletrônicos e outros mecanismos que permitem a comunicação
bidirecional, podendo coletar feedback a respeito de seus públicos. Foi constatado
ainda, que os públicos mais considerados no processo de comunicação eram
geralmente os usuários, sociedade em geral e outras bibliotecas. No entanto, essa
pesquisa não verificou se a equipe da biblioteca utilizava a Intranet para realizar a
comunicação com seus funcionários e instituição mantenedora. Mesmo assim, esses
públicos não podem ser negligenciados, dada a sua importância.

�Referente ao propósito da comunicação, pôde ser observado que grande parte
das bibliotecas preocupava-se em atender aos interesses de ambas as partes
envolvidas neste processo, realizando, dessa forma, a comunicação simétrica.
Quanto à avaliação do site como instrumento de Relações Públicas, notou-se
que a avaliação era realizada de forma incipiente, uma vez que os públicos atingidos
não eram identificados por grande parte das bibliotecas. Apesar disso, grande parte
das bibliotecas universitárias brasileiras pesquisadas verificava a adequação do seu
site aos seus diversos públicos, mas não avaliava as mudanças ocorridas na opinião,
nas atitudes desses públicos e na imagem da biblioteca após o uso dos sites.
Os resultados da pesquisa sobre o gerenciamento dos 65 sites de bibliotecas
universitárias brasileiras como instrumento de Relações Públicas foram confirmados
com os resultados das observações desses sites relativas às funções por eles
desempenhadas.
Não se pode afirmar que ao desenvolverem esses sites o planejamento das
funções a serem desempenhadas corresponda ao panorama visualizado pela
pesquisa. Entretanto, como instrumento de planejamento, a classificação das
funções do site pode auxiliar os gerentes das bibliotecas a dimensionarem melhor os
objetivos que pretendem atingir com o uso do site como instrumento de Relações
Públicas, o que, em última instância, contribuirá para melhor alocação dos parcos
recursos disponíveis nas bibliotecas universitárias brasileiras.

REFERÊNCIAS
AMARAL, Sueli Angelica do &amp; GUIMARÃES, Tatiara Paranhos. Funções dos sites
das bibliotecas universitárias do Distrito Federal, Brasil. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 20. Fortaleza, Ceará,
Brasil, 2002. Anais do .... 20p.

�ARAÚJO, Wagner.Junqueira de. Ferramentas para a promoção em web sites de
unidades de informação. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 23/24, p. 89108, especial, 1999/2000.
BRINKLEY, Monica. The library web site in 1999: a virtual trip to the library. In:
INTERNET librarian &amp; libtech International 99. Proceedings. London, 1999. Ed. By
Carol Nixon and Heide Dengler. Medford, New Jersey : Information Today, 1999. p.815.
COHEN, Laura, B., STILL, Julie, M. A comparison of research university and two-year
college library web sites: content, functionality, and form. College and Research
Libraries, v. 60, n. 3, p. 275-289, May 1999.
CLYDE, L. A. A.A strategic planning approach to Web site management. The
electronic Library, v.18, n.2, p.97-108, 2000.
GRUNIG, James E., HUNT, Todd T. Managing public relations. New York: Rinehart
&amp; Winston, 1984.
GUIMARÃES, Tatiara P. Gerenciamento do site web das bibliotecas universitárias
brasileiras como instrumento de relações públicas. In: ENCONTRO NACIONAL DE
PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 5. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil,
2003. Anais do .... 20p.
HILL, Laura Newland, WHITE, Candance. Public relations practioner´s perception of
the World Wide web as a communications tool. Public Relations Review,v. 26, n.1,
p.31-51, Spring 2000.
HUTTON, James G. The definition, dimensions, and domanin of public relations.
Public Relations Review, v 25, n. 2, p. 199-214, Summer 1999.
KENT, Michael L., TAYLOR, Maureen. Building dialogic relationship through the
World Wide Web. Public Relations Review, v.24, n.3, p.321-334, Fall 1998.
KIES, Cosette, N. Relações públicas para bibliotecas brasileiras: processo,
princípios, planejamento de programa, técnicas de planejamento e sugestões.
Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, v. 9, n. 1, p. 69-98, Mar. 1980.
SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO NO BRASIL; livro verde. Organizado por tadao
Takahashi. Brasília: Ministério da Ciência e tecnologia, 2000. 203p
XIAO, Daniel; PIXEY, Anne Mosley; CORNISH, Alan. Library services through the
World Wide Web. The Public-Access Computer Systems Review, v.8, n.4, 1997.
WHITE, Candance, RAMAN, Niranjan. The World Wide Web as a Public Relations
medium: the use of research, planning and evaluation in Web site development.
Public Relations Review, v. 25, n. 4, p. 405-419, Winter, 2000.

�∗

Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília. Caixa Postal
04561 Brasília – DF – Brasil. samaral@unb.br
∗∗
Centro de Informação e Pesquisa da Embaixada dos Estados Unidos, QI 09, Conjunto 17, Lote L,
Casa Thomas Jefferson, Lago Sul – Brasília – DF – Brasil
- CEP: 71625-170
tatiaraguimaraes@yahoo.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52858">
                <text>Sites de bibliotecas universitárias brasileiras como instrumentos de relações públicas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52859">
                <text>Amaral, Sueli Angelica do; Guimarães, Tatiara Paranhos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52860">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52861">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52862">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52864">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52865">
                <text>Os sites das bibliotecas universitárias brasileiras podem desempenhar várias funções e dentre essas funções, a de manter o relacionamento com os seus diversos públicos, desenvolvendo atividades de Relações Públicas. Foram pesquisados 65 sites de bibliotecas universitárias brasileiras com o objetivo de descrever o panorama do uso desses sites como instrumentos de Relações Públicas. O estudo associou dados sobre o processo de gerenciamento dos sites, coletados por meio de questionários remetidos aos diretores das bibliotecas e sobre as funções desempenhadas pelos sites, por meio de observação destes sites por checklist. Verificou-se que a potencialidade dos sites pesquisados como instrumentos para realização de atividades de Relações Públicas estava sendo pouco explorada. Observou-se que as bibliotecas estavam realizando as atividades de Relações Públicas de forma simétrica. No entanto, eram limitadas as oportunidades exploradas pelos sites das bibliotecas estudadas para estabelecer relacionamentos pela comunicação bidirecional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68278">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4777" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3846">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4777/SNBU2004_043.pdf</src>
        <authentication>52ea3db2111bbc811f706867a7784ee5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52902">
                    <text>INFORMATIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UFPR: PROCEDIMENTOS PARA A
CONSTRUÇÃO DA BASE DE DADOS, ESPECIALMENTE QUANTO À
CONVERSÃO RETROSPECTIVA DE REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS
Wanda Maria Maia da Rocha Paranhos∗
Ligia Eliana Setenareski∗∗
Izabella Elias Fernandes∗∗∗

RESUMO
Embora a UFPR só tenha adquirido software gerenciador de bibliotecas em fins de
2000, implantando em 2001, a base de dados bibliográficos já estava sendo
constituída desde 1989, quando a UFPR tomou a decisão estratégica de participar
da Rede Bibliodata: com isso, todos os livros incorporados ao acervo a partir desta
época tiveram as suas representações (descritiva e temática) já produzidas em meio
magnético, apesar de, na prática cotidiana, para as 13 (depois 15) bibliotecas
componentes do SIBI/UFPR e os usuários, fossem utilizados os catálogos em fichas
como instrumentos convencionais de controle e de recuperação a partir de 1999foi
também mantido, para acesso pela Internet, um aplicativo com dados básicos
retirados dos registros completos, apenas para mais ampla divulgação dos títulos
disponíveis e respectiva biblioteca depositária, sem os serviços que o software
gerenciador integrado permitiria. A alimentação de dados bibliográficos no software
integrado adquirido exigiu encaminhamentos quanto a dois conjuntos de dados: os já
prontos em meio magnético, produzidos desde 1989, e os que constavam apenas
dos catálogos convencionais das bibliotecas, que precisavam ser convertidos. É
relatado em resumo este processo de informatização das bibliotecas da UFPR, com
mais detalhes a partir da aquisição do software integrado para o gerenciamento do
SIBI/UFPR. São descritos os procedimentos para obtenção de amostra do acervo de
livros, visando subsidiar as decisões sobre as alternativas para a convenção
retrospectiva a partir dos registros bibliográficos convencionais existentes, São
descritos os procedimentos adotados neste processo. Com o detalhamento de
especificações técnicas para a conversão de dados referentes a livros, teses e
dissertações, o fluxo de trabalho e os controles desenvolvidos, objetivando acelerar a
alimentação dos dados bibliográficos no software, mantendo tanto o padrão de
qualidade nos registros quanto o benefício para as outras bibliotecas mediante a
incorporação destes registros convertidos ao catálogo coletivo da Rede Bibliodata.
Ao ser implantado o software integrado no SIBI/UFPR, contava-se com 55.000
registros bibliográficos referentes a parte do acervo de livros, teses e dissertações.
Em 2004, após a inauguração do software em 6 das 15 bibliotecas do SIBI/UFPR,
uma vez ativado o serviço de empréstimo para a totalidade de seus acervos
específicos de livros, teses e dissertações, a base conta com 113.110 títulos
correspondentes a 201.500 exemplares. São comentados custos do processo de
informatização, em especial os relativos a conversão retrospectiva.

�1 A UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ E SEU SISTEMA DE BIBLIOTECAS
A Universidade Federal do Paraná - UFPR tem origem na fundação da
Universidade do Paraná, criada em 19 de dezembro de 1912 (por isso considerada a
mais antiga Universidade do Brasil, dentre as que estão em funcionamento).
Desde a sua fundação a UFPR conta com biblioteca e acervo bibliográfico que
inclui obras valiosas e raras, totalizando 220.411 títulos e 413.789 exemplares de
livros, 13.701 títulos de periódicos e 63.773 outros materiais (fitas de vídeo, folhetos,
multimídia) disponibilizado ao público, em julho/2004 em 15 unidades do seu Sistema
de Bibliotecas (SIBI). O SIBI/UFPR conta com 103 funcionários efetivos (34
bibliotecários), e conta com 105 outros colaboradores (estagiários e bolsistas).

2

O PROCESSO DE INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS DA UFPR –

PEQUENO HISTÓRICO 1989-2004
O processo de informatização da gestão de coleções e serviços das
bibliotecas da UFPR foi discretamente iniciado em 1989, quando o SIBI/UFPR tomou
a decisão estratégica de participar da Rede Bibliodata, passando a construir, desde
então, a sua base de dados bibliográficos de livros, teses e dissertações por esta
metodologia. Com esta decisão, todos os livros incorporados ao acervo a partir de
fins de 1989 passaram a ter as suas representações (descritiva e temática)
produzidas em meio magnético, com os instrumentos de trabalho (software para
produção de registros bibliográficos em formato padrão, autoridade para autorias e
assuntos, etc.) disponibilizados no Catálogo Coletivo da Rede Bibliodata (CCRB),
beneficiando todos os seus participantes e o público em geral. Embora o processo
técnico passasse a trabalhar nesta nova metodologia de produção de registros, na
prática cotidiana, para os funcionários e os usuários das então 13 bibliotecas (hoje
15), continuavam em uso os catálogos em fichas como os instrumentos
convencionais de controle e de recuperação; assim, as informações digitadas nos

�arquivos remetidos para o CCRB, na opção contratual escolhida, após o
processamento eram impressas em fichas para remessa à UFPR, desdobradas e
dirigidas às respectivas bibliotecas, para inclusão nos catálogos convencionais.
A partir de 1999, contando com pessoal técnico da área de informática estável
no SIBI, foi possível desenvolver outras soluções, como um aplicativo que
disponibilizava para o público um catálogo sobre a parte do acervo bibliográfico já
tratada no CCRB, para a qual existiam os dados em meio magnético (devolvidos à
UFPR em base ISIS), mediante indicação de autoria, título e biblioteca depositária. O
instrumento era modesto, sem associação a serviços prestados pelas bibliotecas,
mas ajudava na divulgação do acervo e na indicação de localização dos itens, o que
já

representava

um

benefício

para

os

usuários.

Houve

em

seguida

o

desenvolvimento local de aplicativo próprio para o serviço de empréstimo, implantado
em algumas bibliotecas, com referência a seus registros específicos (e não do
acervo total da instituição); útil, mas sem se constituir em uma solução global para o
conjunto do SIBI/UFPR, foi utilizado até a implantação do software integrado para a
gestão das bibliotecas da UFPR.

3 A ESCOLHA DO SOFTWARE INTEGRADO PARA GESTÃO DE BIBLIOTECAS
E DO SERVIDOR

A UFPR conseguiu adquirir o software gerenciador de bibliotecas em fins de
2000, mediante uso de recursos orçamentário-financeiros completados com recursos
de convênio com o MEC. Ao mesmo tempo em que se investia na elaboração de
documentos apresentados para captação de recursos, foram estabelecidos contatos
com fornecedores e agendadas demonstrações de vários produtos, para embasar o
processo de escolha do que melhor conviria à instituição, conciliando aspectos
técnicos com os limites financeiros. O processo de escolha e as decisões tomadas
envolveram várias instâncias da Universidade, em especial a sua Comissão Central
de Informática, que promoveu apreciação das alternativas sob os aspectos de

�Especificações técnicas básicas, Completeza do software, Empresa fornecedora do
software, patamar de preço do software, Forma de aquisição pela UFPR,
Disponibilidade financeira.
As diretrizes de ordem técnica e gerencial a orientar esta escolha, dentre
outros quesitos, foram: o produto precisava permitir a criação e a edição de registros
bibliográficos em formato MARC (Machine Readable Cataloguing) para itens e para
autoridade (entradas e assuntos), a importação e a exportação de registros
bibliográficos segundo a norma ISO2709, atender ao protocolo de comunicação
z39.50, função OPAC (Open Access Public Catalog) via Internet, capacidade de
implantação de políticas de empréstimo de material bibliográfico diferenciadas entre
as 15 bibliotecas do sistema (quanto a tipos de documentos no acervo, quantidade,
prazos incluindo períodos inferiores a um dia, ou em horas/minutos e tipos de
usuários); mecanismos de busca aperfeiçoados tanto na consulta local quanto via
OPAC, elaboração de relatórios com flexibilidade na escolha dos conteúdos e dos
formatos de apresentação, geração de estatísticas e exportação de resultados para
uso de outros aplicativos comuns para apresentação em tabelas e gráficos.
Ao final deste processo, que levou mais de 2 anos (1999-2001) a UFPR
escolheu o software Virtua para a gestão das bibliotecas, adquirindo inicialmente
uma versão em Unix, com licença para 32 usuários simultâneos, módulo básico de
Catalogação, OPAC (Open Public Access Catalog) e Empréstimo. Em 2003, com os
recursos financeiros complementares obtidos no projeto institucional da UFPR em
chamada do CT-Infra-01 (FINEP), a licença foi expandida para 128 usuários
simultâneos e para módulos adicionais de Periódicos, DSI (Disseminação Seletiva da
Informação), Sala de Reserva, Inventário e Tesaurus. Combinada com o orçamento
do SIBI/UFPR, os recursos viabilizaram também a aquisição de equipamentos
(servidores, estações de trabalho, impressoras, leitoras e coletor de dados em código
de barras), e serviços associados à conversão retrospectiva, comentados adiante.
Um aspecto importante a ressaltar quanto a produtos como este – de software
integrado para gestão de bibliotecas – dentro das chamadas Tecnologias de

�Informação e de Comunicação (TICs – software, hardware, e redes de comunicação)
é a necessidade de se acompanhar a atualização tecnológica e variedade de
alternativas típicas desta área. Um exemplo disso, com grande impacto econômico
no projeto, se deveu à relação entre software e hardware, na forma da escolha do
sistema operacional sob o qual o aplicativo Virtua operaria e o servidor onde seria
instalado.
O servidor originalmente definido para atender ao projeto de Informatização de
bibliotecas da UFPR, com base nas especificações do fornecedor do software Virtua,
era restrito a plataformas baseadas em sistemas operacionais Unix (HP UX, IBM
AIX, Solaris,...). O servidor precisava ser adquirido no exterior, para o qual existiam
pelo menos três principais fornecedores e, para o porte das necessidades da UFPR,
com custo médio estimado em R$110.000,00 em 2001.
O lançamento, por parte do fornecedor do software Virtua (VTLS Inc.), de uma
sua versão para uso em servidores rodando em ambiente Linux propiciou uma
mudança estratégica na configuração deste equipamento na implementação do
projeto.

De fato, o uso de sistema operacional Linux permite a compra de

plataformas baseadas em processadores da linha Pentium ou compatível. É notório
que tais servidores, além de serem disponibilizados por preços bem mais acessíveis,
possuem também maior número de distribuidores no Brasil, o que propicia, sem
prejuízo para o projeto e para os objetivos almejados, a compra do equipamento em
mercado interno. A confirmação da disponibilidade desta nova versão se deu em fins
de outubro de 2001, para liberação a partir de janeiro de 2002, obrigando-se a UFPR
a um ajuste em seu calendário. Também foi considerado que o servidor em questão
iria desempenhar um serviço crítico, que se pretende ininterrupto em 24 horas do
dia, todos os dias da semana. Nesta circunstância, seria comum e recomendável o
uso de um servidor de "backup" para assegurar o funcionamento dos serviços em
caso de falha. Com base nisso , a UFPR encaminhou os procedimentos burocráticos
para a troca de um único servidor inicialmente cotado para 2 servidores (principal e
back-up), o que foi aprovado. Ambos os servidores foram adquiridos no mercado
nacional, sem evasão de divisas, o principal por R$37.500,00 e o back-up por

�R$11.900,00 (preços de 2002), representando significativa economia no processo
com aumento na segurança.
Os servidores foram instalados em lugares diferentes, em formato que honra o
compromisso institucional com os objetivos do projeto, mediante a integração do
trabalho entre vários órgãos da instituição: o servidor principal foi instalado no Centro
de Computação Eletrônica (CCE) da UFPR, cujo quadro de funcionários cuida de
sua manutenção, assim como do gerenciamento do SGBD Oracle; o servidor backup foi instalado em outro prédio, sob os cuidados do Centro de Computação
Científica e Software Livre (C3SL), vinculado ao Departamento de Informática da
UFPR, que mantém o equipamento e supervisiona as rotinas estabelecidas para o
back-up das bases; o SIBI/UFPR cuida de todas as rotinas referentes aos dados
(acervo, usuários, etc.), que é de sua natureza. Desde a implantação do software em
janeiro de 2001 até junho/2004, nunca houve interrupção de serviço devido a
problemas com equipamentos.
O último (e importante) aspecto das TICs tem também grande impacto no
projeto de informatização das bibliotecas em geral: refere-se à rede de comunicação
disponível na instituição, componente essencial para este tipo de projeto, em
especial nas instituições com a dispersão geográfica (em prédios e em municípios)
apresentada pela UFPR. A Rede da UFPR tem backbone em multi-gigabits, com
mais de 20 km de fibras óticas ligando seus diversos prédios em Curitiba; em
julho/2004 a rede tem mais de 9.000 pontos, dos quais cerca de 200 servindo ao
Sistema de Bibliotecas da UFPR nas unidades em Curitiba, com ligações por satélite
no atendimento às três bibliotecas localizadas nos municípios de Paranaguá, Pontal
do Paraná e Palotina.

4 A CONSTRUÇÃO DA BASE DE DADOS BIBLIOGRÁFICA DO ACERVO DE
LIVROS, TESES E DISSERTAÇÕES DO SIBI/UFPR

�A alimentação de dados bibliográficos no software integrado adquirido, para
viabilizar o início das operações ao público, exigiu uma série de encaminhamentos
quanto a dois diferentes conjuntos de dados:
a)

os registros já prontos em meio magnético, produzidos desde 1989 e

incluídos no CCRB – item 4.1;
b)

os registros produzidos em fichas de papel, que constavam apenas dos

catálogos convencionais das bibliotecas, sujeitos à conversão em meio
magnético para serem integrados à base – item 4.2.

4.1 CONFERÊNCIA DA BASE BIBLIOGRÁFICA DA UFPR
Quando da implantação do Virtua na UFPR (2001), a UFPR contava com
cerca de 55.000 registros no CCRB referente ao seu acervo de livros, teses e
dissertações. Quando estes registros foram implantados no Virtua após duas cargas,
em julho e em outubro/2002, eles somavam 73.079 títulos, correspondentes a
133.348 exemplares.

Ocorre que desde 1989, quando este conjunto de dados

começou a ser construído, havia necessidade de se proceder a algumas alterações
neles, pelos seguintes motivos:
a)

infelizmente, em decorrência de danos ou furtos, exemplares de livros

ficam indisponíveis para uso, não devendo figurar no catálogo para o público
(podem figurar na base, ocultos para o público, se o software o permitir, para
efeito gerencial, por exemplo para apoio a processos de alienação, ou
reintegração à base pública quando retornados ao acervo);
b)

exemplares adicionais que foram incorporados ao acervo depois do

registro bibliográfico em meio magnético ter sido produzido, dele não
constavam;
c)

houve

subdivisão

de

bibliotecas

na

UFPR,

acompanhando

o

crescimento da instituição com a criação de novos cursos instalados em áreas
geográficas

distintas,

que

gerou

o

desmembramento

dos

acervos

bibliográficos; alguns dos registros referentes a certos itens do acervo, na
produção original, apontavam para uma biblioteca depositária, exigindo

�atualização da localização do item para a outra unidade, para onde havia sido
transferido.
Assim, se impunha uma revisão nos registros constantes da base,
confrontando-os com a coleção real, previamente à disponibilização da base para o
público, para evitar oferta de (a) item bibliográfico inexistente, (b) ausência de
indicação dos novos exemplares incorporados ao acervo (c) indicação equivocada de
localizações.
Houve planejamento específico para cotejar os dados carregados no Virtua
com a situação real dos exemplares nas bibliotecas, acrescentando-se o status do
exemplar na base, conforme tabela construída para este propósito, adiante indicada.
A primeira etapa de conferência referiu-se a cotejar os dados carregados no software
com as fichas do topográfico, tarefa executada pela equipe local das bibliotecas,
conforme suas características e calendários, com base em orientação contida nos
documentos produzidos pela equipe coordenadora do projeto. O resumo da
orientação para esta etapa, produzindo alimentação no Virtua da indicação do status
de cada exemplar, referia-se às seguintes situações:
•

o título e o exemplar não apareciam na base Virtua;

•

o título aparecia na base Virtua, mas faltava indicação de exemplares;

•

o exemplar estava indicado em registro de título errado;

•

o título constava da listagem de conferência, mas a ficha de topográfico

não foi localizada;
•

Anotações específicas para casos de títulos na categoria Referência e

exemplares (todos ou alguns) na categoria Consulta Local.

Antes de proceder às cargas dos dados bibliográficos a partir de arquivos
disponibilizados pela Rede Bibliodata, a UFPR solicitou à fornecedora do software a
inclusão, nos registros de exemplar, de número identificador para uso na etiqueta em
código de barras, atribuído em seqüência numérica por biblioteca, conforme a
ordenação da estante pelo número de chamada. A impressão de etiquetas foi

�providenciada junto a fornecedor local, em rolos cortados a cada 1.000 números,
encaminhados às respectivas bibliotecas conforme a planilha de numeração
atribuída pelo responsável pelas cargas, conhecida após sua efetivação. Inicialmente
as equipes das bibliotecas cotejaram o relatório, impresso a partir do software
contendo dados básicos para cada exemplar (número de chamada, autor, título,
registro patrimonial, número para código de barras), com as fichas de topográfico,
procedendo a anotações tanto na listagem quanto na base de dados sobre a
definição do status de cada exemplar conforme o QUADRO 1.

QUADRO 1 - STATUS DO EXEMPLAR PARA INCLUSÃO NA BASE BIBLIOGRÁFICA
SITUAÇÃO DO EXEMPLAR

Livro em preparo técnico/preparo físico até

STATUS PARA A BASE NO VIRTUA

Preparo Técnico

estar na estante.
Encadernação

Encadernação

Restauro (CT).

Restauração

Danificado, faltando páginas (não há como

Danificado

Alienado.

Alienado

Extraviado, furtado, baixado, faltou em

Não Disponível

repor).

inventários anteriores a 1998, irrecuperável (em
caráter permanente).
Sumiu há pouco tempo, não se sabe há

Não Localizado

quanto tempo está sumido, sumiu depois do
último inventário, é passível de ser recuperado.
Faltou pela 1.ª vez no inventário de 1998.

i1998

Faltou pela 1.ª vez no inventário de 1999.

i1999

Faltou pela 1.ª vez no inventário de 2000.

i2000

�Faltou pela 1.ª vez no inventário de 2001.

i2001

Faltou pela 1.ª vez no inventário de 2002.

i2002

Procedida a atualização da base no que tange ao status de cada exemplar, os
relatórios orientaram a afixação das etiquetas de código de barras. Inicialmente foi
procedida a uma revisão das estantes, para eventual correção na ordenação dos
exemplares. Depois, as equipes locais de 2 pessoas (1 bibliotecário e 1 auxiliar), em
trabalho simultâneo, cotejavam os dados da listagem com os exemplares nas
estantes, afixando a etiqueta de código de barras nos itens corretamente
identificados e adotando outros cuidados e controles nas demais situações, conforme
orientação no documento previamente preparado pela equipe de coordenação do
projeto, com os procedimentos específicos a serem adotados em cada caso:
Se a etiqueta correspondia a exemplar que estava emprestado na ocasião;
Se a etiqueta correspondia a exemplar que tinha status (na base Virtua) de
ALIENADO ou NÃO DISPONÍVEL, conforme anotação já feita na listagem
(primeira fase da conferência);
Se a etiqueta correspondia a exemplar que tinha status NÃO LOCALIZADO
(na Base Virtua), após o confronto da listagem com o topográfico;
Se a etiqueta correspondia a exemplar (pela anotação feita na listagem, após
a conferência com a Base de Dados no Virtua) transferido, com localização
em outra biblioteca;
Se a etiqueta tinha alguma falha de impressão no código de barras ou no
número em caracteres normais impresso logo abaixo dele;
Se ao afixar a etiqueta houve algum dano, impedindo seu uso;
Casos omissos, problemas ou dúvidas.

4.2 CONVERSÃO RETROSPECTIVA DO ACERVO DE LIVROS E DE TESES &amp;
DISSERTAÇÕES DA UFPR

�Foi obtida uma amostra do acervo de livros em oito bibliotecas cujos acervos
parciais precisavam ser convertidos (as bibliotecas formadas a partir de 1989 já
tinham todo o acervo de livros em meio magnético). Com base nos relatórios sobre o
tamanho dos acervos em cada uma destas 8 bibliotecas, cujo total chegou a 191.770
títulos, foi montada uma tabela para indicar, para a amostra definida com 2.500 itens
(95% de confiança, erro de 2%), a quantidade de registros a serem colhidos em cada
biblioteca: foi medido o espaço ocupado pelas fichas em cada gaveta do catálogo
topográfico de cada biblioteca (o menor com 1 gaveta, o maior com mais de 70
gavetas); obtido este total, aplicou-se amostragem proporcional: a menor biblioteca
compareceu com 91 itens na amostra, e a maior com 665 (nesta, a biblioteca mais
antiga da Universidade, na área Jurídica, a amostra referiu-se apenas à parte de seu
acervo representada na coleção circulante, para a qual estava disponível o catálogo
topográfico; para a outra parte do acervo, mais antiga e com obras de alto interesse
para pesquisa, que está representada apenas nos livros-tombo típicos da época e
em catálogo sistemático, sem topográfico, outra solução para a conversão está em
estudo. Definido o tamanho da amostra em cada biblioteca, a seleção das fichas foi
feita obtendo-se primeiro o intervalo a ser aplicado às fichas no catálogo topográfico;
representado pelo quociente do tamanho medido do catálogo topográfico, como se
as gavetas fossem contínuas, pelo número de registros da amostra.
As fichas obtidas no catálogo topográfico nem sempre estavam completas
(muitas sem pista, com descrição parcial), pois o uso é mais voltado para os dados
patrimoniais;

se

incompletas,

foram

buscadas,

quando

disponíveis,

as

correspondentes fichas principais nos catálogos públicos. As fichas (principais ou
topográficas) foram copiadas em papel (com 3 a 4 fichas/página), numeradas e
remetidas aos três potenciais fornecedores do serviço (no Brasil e no exterior) para
obtenção de orçamentos estimativos. O resultado indicou maior custo-benefício no
trabalho com fornecedor no país, porque os registros já conteriam as notas e pista
em português (nos registros obtidos junto a fornecedores estrangeiros haveria a
necessidade de re-trabalho nestes aspectos) e porque poderiam ser imediatamente
incluídos no CCRB, para benefício dos demais participantes da Rede.

�QUADRO 2 – PROCESSOS DE CONVERSÃO DE REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS NA UFPR

Número/Ano Títulos Convertidos
1 / 2002
2/ 2002

Finalidade

1.952 . Livros de 2 bibliotecas (BL, SA)
22.276 . Livros de 7 bibliotecas (AG, BL, CF, CT, JU,
SA, SB1/SB2);
. Teses&amp;Dissertações de todas bibliotecas

3 / 2003
4 / 2004

18.583 . Livros de 2 bibliotecas (HE, JU)
(Em andamento) . Livros de 3 bibliotecas (CT, HE, JU);
54.000 (livros) + . periódicos de todas as bibliotecas (com
13.000 (periódicos)

coleções)

Assim, para a conversão de registros bibliográficos que faltavam, a UFPR
optou pela produção dos registros seguindo a mesma metodologia praticada na
Rede Bibliodata, mas extraindo os dados a partir das fichas disponíveis nas
bibliotecas, recorrendo-se aos livros apenas em caráter excepcional. De 2002 até
2004 houve quatro processos de conversão retrospectiva, conforme os recursos
financeiros e humanos disponíveis a cada época e discriminados no QUADRO 2.
Com os recursos imediatamente disponibilizados pelo CT-Infra-01, foi
priorizada a conversão, nos dois primeiros processos, dos registros referentes às
bibliotecas de menor porte, objetivando viabilizar a oferta do serviço de empréstimo
mais rapidamente para segmentos mais amplos da comunidade universitária, ficando
os maiores acervos dependentes de recursos complementares. Foram adotados os
seguintes procedimentos para a seleção das fichas para a conversão:
•

Separação, no topográfico, das fichas referentes aos livros já tratados

na rede Bibliodata, e as demais correspondentes ao acervo a ser convertido;
•

Preparo, para cada biblioteca, de etiquetas numeradas em ordem

crescente (sigla da biblioteca-número de ordem-tipo de ficha) a ser afixada
em cada ficha selecionada. Para representar tipo de ficha, ficou

�convencionado usar ficha A para a ficha topográfica (seguida de B, C ...
conforme houvesse continuação dela), e P para a principal (seguida de Q, R
... conforme houvesse continuação dela);
•

Após numeradas as fichas topográficas, eram separadas em dois

conjuntos: fichas completas, com pista (para as quais não havia necessidade
de busca da ficha principal) e legível, e as fichas incompletas e/ou sem pista,
para as quais se buscou a ficha principal, identificada com a etiqueta
correspondente; havendo ilegibilidade de alguma ficha, era separada para se
buscar outra alternativa, ou se produzia uma nova ficha em substituição;
•

Foi providenciada a colocação de avisos para o público, orientando

sobre eventual indisponibilidade de acesso a partes do catálogo público,
enquanto a tarefa era desenvolvida;
•

Nos primeiros 2 processos de conversão, a equipe da UFPR procedeu

a prévia identificação dos registros a converter que já seriam encontrados no
CCRB (produzindo estimativas de custo por cooperação, e não por
implantação), e mediante uso de programa computacional de busca de
registros MARC gratuitos na Internet. Nos últimos, por falta de tempo e de
pessoal (já envolvido com outras tarefas e com o início da prestação de
serviços ao público), isso ficou a cargo do fornecedor;
•

As fichas foram escaneadas (fornecedor externo local) e devolvidas,

juntamente com software de recuperação pelo código da biblioteca e número
de identificação, à UFPR para a conferência de legibilidade e integridade de
reprodução;
•

As cópias escaneadas foram remetidas em CD, com o software de

recuperação,

para

uso

pelo

fornecedor

do

serviço

de

conversão

retrospectiva, ficando a UFPR com cópia para controle;
•

Após escaneadas, as fichas foram devolvidas ao catálogo, previamente

ordenando-se as fichas topográficas pela etiqueta (que acompanhava a
seqüência do número de chamada e era mais facilmente manuseada pelos

�auxiliares não técnicos envolvidos nas tarefas), e as fichas principais pela
entrada;
•

Após convertidos os registros, as equipes locais conferiram os arquivos

recebidos com as fichas enviadas, a partir dos controles desenvolvidos para
cada item, constantes do próprio registro MARC e das planilhas descritivas
convencionadas.
As orientações para o fornecedor do serviço foram detalhadas em documento
próprio de Especificação Técnica, anexado ao edital de licitação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CUSTOS DA INFORMATIZAÇÃO DO SIBI/UFPR
A implantação do software, a aquisição de equipamentos, a carga de dados e
a conferência da base ocorreu de janeiro/2001 a julho/2003, quando houve a
inauguração do software na primeira biblioteca. O tempo em cada biblioteca variou
conforme o seu tamanho e a equipe disponível. O acesso ao catálogo público só foi
disponibilizado após terminado o processo de conferência das cargas. O serviço de
empréstimo informatizado foi disponibilizado gradualmente nas bibliotecas, desde
que 100% do seu acervo de livros, teses e dissertações estivesse em máquina, de
forma a ser usada uma única metodologia (e não parte manual, parte informatizado),
o que já aconteceu em 6 das 15 bibliotecas do SIBI/UFPR até julho/2004. Esta
definição contribuiu para aumento da motivação das equipes locais, nas diversas
fases de execução e treinamento necessários.
Em

julho/2004,

a

base

bibliográfica

conta

com

118.386

títulos,

correspondentes a 210.932 exemplares; a base de usuários tem 41.796 registros e a
base de autoridades tem 391.475 entradas. Houve grande esforço para diminuir as
diferenças nas políticas de empréstimo adotadas pelas bibliotecas, já que uma
padronização completa era inviável para implantação imediata. A simplificação obtida
gerou a adoção de 24 classes de item, 30 categorias de usuários, representados em
25 matrizes com todas as variações praticadas, com prazos de empréstimo de 14, 21

�ou 30 dias (conforme os tipos de itens e de usuários), e limites de 2, 3 ou 5 livros, ou
teses ou outros materiais, nas quantidades por usuário.
QUADRO 3 – CUSTOS NO PROCESSO DE INFORMATIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UFPR

Item
Aquisição e manutenção (2 anos) do software

R$ (referência)
R$443.000,00

aplicativo e SGBD
Equipamentos (2 servidores e demais itens,

R$243.000,00

inclusive notebook para treinamento)
Construção da base bibliográfica (serviços

R$727.000,00

externos: escaneamento, impressão de etiquetas,
conversão de registros, equipe extra para conferência
e validação)
Total

R$1.413.000,00

Como a referência a custos de projetos de informatização são raros na
literatura, para destacar a importância da construção da base bibliográfica como
elemento de custo no projeto, conforme as opções metodológicas adotadas,
registrou-se no QUADRO 3, síntese quanto ao processo de informatização das
bibliotecas da UFPR até julho/2004 (excluídos os custos da equipe local pelo tempo
parcial nele envolvida).
O custo por registro bibliográfico produzido na forma relatada, mediante a
utilização do CCRB, com índice de cooperação médio de 70% (o índice varia
conforme a área de conhecimento do acervo da biblioteca, sendo maior nas ciências
humanas, sociais aplicadas e ciências exatas e biológicas básicas), incluídos os
custos com o preparo prévio dos catálogos e das fichas, o escaneamento, a
impressão de etiquetas de código de barras, a produção dos registros MARC a partir
das fichas e a conferência posterior por equipe extra contratada, foi em média de
R$7,50/registro. Caso a conversão tivesse sido feita com os mesmos recursos
técnicos e tecnológicos, apenas sem cooperação e reaproveitamento de registros, o
que implica em padronização de entradas e digitação dos dados de todas as fichas,

�o custo por registro teria sido de pelo menos R$10,20. Considerando os 97.000
registros de livros, teses e dissertações em referência (produzidos e em andamento),
a metodologia adotada representou uma economia estimada em R$271.000,00
(R$4,00 a mais nos 67.900 registros – 70% do total - que custaram menos nas
modalidades de cooperação e reaproveitamento viabilizadas pelo uso do CCRB e
pela coleta de registros MARC gratuitos na Internet. Somada à economia referente
aos servidores anteriormente relatada, a economia total (por enquanto) chega a
quase R$332.000,00. Isso demonstra que a construção da base bibliográfica (e não
equipamentos e software) pode ser o maior elemento de custo no projeto de
informatização de bibliotecas – aspecto comumente negligenciado quando da
elaboração e execução dos projetos, que merece ser bem dimensionado. Relevante
economia global no projeto, somada a apreço pela qualidade dos dados, é
conseguida com o uso de estratégias para cooperação e aproveitamento de registros
bibliográficos, juntamente com o uso de padrões.

REFERÊNCIAS
CÔRTE, Adelaide Ramos e et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e
arquivos: uma visão do cenário nacional. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Polis,
2002.
FERREIRA, Margarida F. MARC21: formato condensado para dados bibliográficos.
Marília : EX Libris/UNESP, 2000. 2 v.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero; IMPERATRIZ, Inês Maria de Morais; ROSETTO,
Márcia. Subsídios para análise, seleção e aquisição de softwares para
gerenciamento de bibliotecas: experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da
USP (SIBI/USP). São Paulo: SIBI/USP, 1996.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Infra-estrutura para pesquisa científica
e tecnológica em biodiversidade, computação científica, materiais, meio
ambiente e sociedade &amp; trabalho. Curitiba, 2001. 1 v.

�Proposta de financiamento apresentada à FINEP/CT-INFRA 01/2001.
VIANA, Michelângelo Mazzardo Marques. Características desejáveis em um
sistema de automação de bibliotecas. Disponível em:
&lt;http://planeta.terra.com.br/educacao/mique/sistema_bibliotecas.html &gt; Acesso em:
30 jul. 2004.

∗

paranhos@ufpr.br
ligia@ufpr.br
∗∗∗
bibbio@ufpr.br
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ . SISTEMA DE BIBLIOTECAS, RUA GENERAL
CARNEIRO, 370/380, CENTRO CEP: 80060-150 - CURITIBA – PARANÁ – BRASIL
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52885">
                <text>Informatização das bibliotecas da UFPR: procedimentos para a construção da base de dados, especialmente quanto à conversão retrospectiva de registros bibliográficos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52886">
                <text>Paranhos, Wanda Maria Maia da Rocha; Setenareski, Ligia Eliana; Fernandes, Izabella Elias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52887">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52888">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52889">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52891">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52892">
                <text>Embora a UFPR só tenha adquirido software gerenciador de bibliotecas em fins de 2000, implantando em 2001, a base de dados bibliográficos já estava sendo constituída desde 1989, quando a UFPR tomou a decisão estratégica de participar da Rede Bibliodata: com isso, todos os livros incorporados ao acervo a partir desta época tiveram as suas representações (descritiva e temática) já produzidas em meio magnético, apesar de, na prática cotidiana, para as 13 (depois 15) bibliotecas componentes do SIBI/UFPR e os usuários, fossem utilizados os catálogos em fichas como instrumentos convencionais de controle e de recuperação a partir de 1999 foi também mantido, para acesso pela Internet, um aplicativo com dados básicos retirados dos registros completos, apenas para mais ampla divulgação dos títulos disponíveis e respectiva biblioteca depositária, sem os serviços que o software gerenciador integrado permitiria. A alimentação de dados bibliográficos no software integrado adquirido exigiu encaminhamentos quanto a dois conjuntos de dados: os já prontos em meio magnético, produzidos desde 1989, e os que constavam apenas dos catálogos convencionais das bibliotecas, que precisavam ser convertidos. É relatado em resumo este processo de informatização das bibliotecas da UFPR, com mais detalhes a partir da aquisição do software integrado para o gerenciamento do SIBI/UFPR. São descritos os procedimentos para obtenção de amostra do acervo de livros, visando subsidiar as decisões sobre as alternativas para a convenção retrospectiva a partir dos registros bibliográficos convencionais existentes, São descritos os procedimentos adotados neste processo. Com o detalhamento de especificações técnicas para a conversão de dados referentes a livros, teses e dissertações, o fluxo de trabalho e os controles desenvolvidos, objetivando acelerar a alimentação dos dados bibliográficos no software, mantendo tanto o padrão de qualidade nos registros quanto o benefício para as outras bibliotecas mediante a incorporação destes registros convertidos ao catálogo coletivo da Rede Bibliodata. Ao ser implantado o software integrado no SIBI/UFPR, contava-se com 55.000 registros bibliográficos referentes a parte do acervo de livros, teses e dissertações. Em 2004, após a inauguração do software em 6 das 15 bibliotecas do SIBI/UFPR, uma vez ativado o serviço de empréstimo para a totalidade de seus acervos específicos de livros, teses e dissertações, a base conta com 113.110 títulos correspondentes a 201.500 exemplares. São comentados custos do processo de informatização, em especial os relativos a conversão retrospectiva.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68281">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4779" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3848">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4779/SNBU2004_044.pdf</src>
        <authentication>1da09f188307259952cbf286205a9964</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52920">
                    <text>INOVAÇÕES NO SISTEMA DE INFORMAÇÃO DA BIBLIOTECA DA DIBD /
ESALQ / USP: RESULTADO DA BUSCA DA MELHORIA CONTINUADA

Antonio Carlos Fabretti Facco∗
Marcia Regina Migliorato Saad∗∗
Pedro Luiz Schiavuzzo∗∗∗

RESUMO
O Sistema de Informação baseia-se em indicadores elaborados para o nível
operacional, tático e estratégico da Divisão de Biblioteca e Documentação da
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), os quais são analisados
para se tornarem informações e seu acúmulo se tornar conhecimento. Uma
consideração importante é que sua análise deve ser ágil o suficiente para que a
Organização possa implementar medidas corretivas, preventivas e preditivas.
Esse processo acontece a cada três meses e é chamado de Análise Crítica, cujos
resultados provocam mudanças de rumo e redefinição de políticas quando
realizado no nível estratégico, sendo as decisões comunicadas aos níveis tático e
operacional. O Sistema de Informação também necessita de uma atuação efetiva
por parte das lideranças junto às células de trabalho, questionando, através de
fatos e dados, se os respectivos processos estão ou não de acordo com os
requisitos propostos, o que pode significar uma solicitação à equipe no sentido de
propor ações corretivas e preventivas. Esses indicadores foram desenvolvidos no
aplicativo MS Excel e todas as planilhas estão interligadas através da rede local,
propiciando às unidades de trabalho o acesso fácil para atualização e geração de
relatórios e gráficos, os quais ficam expostos nos “Quadros de Administração
Visível” e seu objetivo é a tomada de decisão just in time.
PALAVRAS-CHAVE: Informações Gerenciais. Indicadores de Desempenho.
Sistema de Informação. Monitoramento.

1 INTRODUÇÃO

Um Sistema de Informação Gerencial para bibliotecas tem por objetivo
fornecer fatos e dados à alta administração para que esta possa tomar suas
decisões, despidas da intuição ou da emoção, buscando sempre o máximo de
eficácia dos processos.

�Outro objetivo é alimentar as células de trabalho com fatos e dados para
que elas possam, de forma ágil, corrigir as falhas que venham acontecer, tendo
como meta a eficiência nos processos.
Sistema de Informação Gerencial implantado em 2000 é uma das técnicas
do “Sistema DIBD de Gestão“ que, por sua vez, é uma adaptação do Sistema DIA
da empresa de Consultoria DIAGRAMA, responsável pela sua implantação na
Divisão de Biblioteca e Documentação da Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Queiroz” da Universidade de São Paulo, em Piracicaba.

2 GERENCIAMENTO DA ROTINA

O Sistema de Informação Gerencial tem início nas Unidades Gerenciais
Básicas (UGB’s)1, onde são realizados os processos rotineiros que possuem
indicadores de desempenho (requisitos) a serem negociados com a chefia para
se tornarem metas, as quais são monitoradas através de planilhas eletrônicas que
geram gráficos.
Por sua vez, estes gráficos são expostos nos quadros de Administração
Visível, próximos às áreas de abrangência das UGB’s, os quais servem de base
para a adoção de medidas corretivas, necessárias para os processos que
porventura escapem do controle (Figura 1).

1

Terminologia adotada para Seções e Setores da Biblioteca.

�Figura 1- Quadro de Administração Visível

A padronização da rotina serve como referência de método para execução
dos processos, na qual a equipe tem autonomia para utilizar-se dos fatores de
produção (máquinas, processos, pessoas e materiais), e também responde pelas
metas (indicadores) negociados com a Diretoria.
Esse é o ponto principal da valorização do ser humano, na busca da
obtenção máxima dos resultados das UGB’s, e representa a fonte da motivação e
inovação propostas pelos colaboradores nos processos produtivos.
O quadro de Administração Visível traz dois aspectos a serem
mencionados. Em primeiro lugar, representa um de espaço físico onde cada UGB
pode fixar os seus indicadores de desempenho (metas) e, com bases neles,
realizar o seu autocontrole.
O segundo aspecto é que a Diretoria Técnica e a Diretoria de Serviço, na
sua visitação pelas áreas, possam interagir de forma rápida com as UGB’s,
fazendo um reforço positivo quando as metas são atingidas, ou mesmo quando
não são, embora a UGB tenha demonstrado ações fortes para ajuste das

�mesmas; ou ainda quando as metas foram atingidas e a equipe ainda não tomou
nenhuma ação corretiva em relação a elas.

2.1 GERENCIAMENTO DA MELHORIA

Anualmente, desde 2000 a Divisão de Biblioteca e Documentação define o
escopo de políticas que deverão ser atendidas. Para cada uma delas, são
estabelecidos indicadores de desempenho de forma a medir sua eficácia.
Cada política deve contar com, no mínimo, um Plano de Ação (PDCA) que
sirva de suporte para a mesma (Figura 2), no qual os indicadores representam as
metas dos respectivos planos. As UGB’s monitoram suas metas, propiciando a
perambulação da Diretoria, como também a interação das UGB’s com as suas
chefias.

PROCEDIMENTO DE PLANEJAMENTO
PLA 027/02
Gerência: GTI

UGB: Monografias

Política : Nº 2
Objetivo: Efetuar a consistência do Módulo Monografias do DEDALUS
Meta: Consistência de no mínimo1950 monografias (Set/Nov) até 29/11/02
Métodos
Ação 01:

Ação 02:

Ação 03:

Separar diariamente monografias sem código de barra de
acordo com critérios

Efetuar a consistência das monografias de acordo com
critérios

Devolver as monografias corrigidas para guarda (estante
extra)

Executor

Data de
Controle

Lurdes, Thaís,
Ronaldo, Aírton,
Ubirajara,
Armando,
Raphael, Célia,
Roseli, Luciane,
Sidnei

02/09/02

Sidnei, Célia,
Luciane, Iara,
Geraldo, Cristina,
Roseli

29/11/02

Célia, Luciane,
Sidnei, Roseli

29/11/02

Ação 04:
Data Workshop: 04/12/02
Equipe:

________________
________________
________________
________________
________________
________________

________________
________________
________________
________________
________________

_______________
_______________
_______________
_______________
_______________

Aprovação: _____________________

Figura 2 – Plano de Ação (PDCA)

�O aspecto principal do gerenciamento da melhoria é a prestação de contas
(workshop), realizada pelas UGB’s no encerramento da execução dos planos,
geralmente a cada 3 meses, quando são apresentadas as evidências objetivas de
cada ação.
Neste caso, a função do Sistema de Informação é garantir que as políticas
contem com um gráfico de controle para monitorar suas metas, pois durante o
workshop este gráfico é apresentado como forma de demonstrar se a política foi
implementada ou não.

2.2 ANÁLISE CRÍTICA DA DIRETORIA

Outro aspecto importante é que o Sistema de Informação Gerencial serve
de base para que a Diretoria da DIBD possa medir a saúde da organização e, em
períodos regulares (trimestralmente), implemente modificações necessárias ou
reforce condutas assertivas, para buscar o máximo de eficácia. Para esta análise
não é necessário avaliar 100% dos indicadores, e sim, aqueles de maior impacto.
Cada diretora avalia previamente os indicadores de sua área e, juntamente
com sua equipe, define quais serão as melhores soluções para cada problema
encontrado. Estas soluções são discutidas durante as reuniões de Análise Crítica
realizadas a cada três meses, para se definir em conjunto a solução que será
implementada para que os indicadores da respectiva UGB voltem ao controle da
meta pré-estabelecida.
Na Análise Crítica são também discutidas possíveis alterações no rumo
das políticas estabelecidas no início do ano devido a fatores externos que possam
comprometer o cumprimento das mesmas, tais como problemas com recursos,
políticas do governo, licitações e alta do dólar, por exemplo.
Como conseqüência, a definição de uma nova política e um novo indicador
para monitorá-la, ou ainda, no caso desta política ser crítica para a organização,
deverá ser incorporada no escopo de indicadores da Biblioteca.

�2.3 A CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO

O Sistema de Informação foi elaborado nos aplicativos MS Excel e no MS
Word, os quais geram planilhas diárias, mensais e anuais (Figuras 3, 4 e 5), com
links que garantem o inter-relacionamento das tabelas e geram gráficos
relevantes ao sistema.

Figura 3 – Tela de acesso ao Sistema de Informação da DIBD

�Figura 4 – Planilha diária da UGB Seleção e Aquisição – Maio/2004

�Figura 5 – Planilha anual da UGB BS-Economia – 2004

�Através da rede local da Biblioteca o acesso é permitido a todos os
interessados: funcionários e chefias. Além disso, a flexibilidade do sistema
permitiu que até a presente data fossem realizadas muitas modificações nas
definições das planilhas.

2.4 METODOLOGIA

A metodologia adotada foi amplamente discutida com docentes da área de
estatística da ESALQ, consultores, líderes das UGB’s e Diretoria de Serviço.
Foram levantadas as principais tarefas que deveriam ser monitoradas por
indicadores, como também foi definido o layout dos gráficos.
As tarefas consideradas relevantes foram classificadas pelo seu grau de
importância, utilizando-se a Curva ABC (ISHIKAWA, 1991), onde “A” é um serviço
de suma importância para se atingir a meta, “B” é um serviço de risco menor e “C”
é um serviço que não afeta a meta.
Como metodologia da empresa DIAGRAMA, o Sistema de Informação é
uma das técnicas do modelo de gestão e como tal deve passar por auditorias e
avaliações trimestrais, buscando sempre a melhoria contínua do sistema.

2.5 RESULTADOS

A atualização on-line do sistema propicia à Diretoria interação rápida com
as UGB’s, de forma que quando os problemas ocorrem possam ser solucionados
de forma rápida e precisa.
Nos casos de sazonalidades, devido às quais as UGB’s não podem atingir
suas metas, a diretoria solicita o remanejamento temporário de pessoas para as
equipes sobrecarregadas, buscando sempre que as metas sejam atingidas
(Figuras 6 e 7).

�Estratificação Anual da Meta - Aquisição Disponibilizada

Meta Anual da Aquisição Disponibilizada: 75%

Aquisição Selecionada/ Disponibilizada / Pendência

1.000

-13%
Disponibilizada

Pendência

113%

889
787

800

600

400

200

0
Selecionada

Disponibilizada

Pendência
-102

-200

Estratificação Mensal da Aquisição Disponibilizada

Aquisição Selecionada/ Disponibilizada / Pendência

300
241

250

218

210

200

180
165

152

150

137

134

126

113

100

Selecionada

50

Disponibilizada

30

21

15
0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

Pendência

0
Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

-50
-76

-100

-92

-150

Figura 6 - Gráfico anual da UGB Seleção e Aquisição – 2004

Meta Anual de Seriados Processados: 90%

0,0%
Processado

Pendência

100,0%

1546

Meta Anual de Artigos Indexados: 75%

Seriados

Estratificação Anual da Meta - Artigos
Indexados

1600

4,5%

1400
1200

Indexado

1000

Pendência

800
600

95,5%

400
200

0

0
Selecionado

Processado

468

500
450
400
350
300
250
200
150
100
50
0

1546

447

Artigos Selecionados / Indexados /
Pendências

Seriados Selecionados/ Processados /
Pendências

Estratificação Anual da Meta Processados
1800

21

Pendência

Selecionado

Indexado

Pendência

Periódicos Selecionados / Processados /
Pendências

Estratificação Mensal de Seriados Processados
450
390 390

400
350
300

305 305
276 276

258 258

250
180 180

200

Selecionado
137 137

150

Processado

Pendência

100
50

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

0

0

Estratificação Mensal de Artigos Indexados
233

Artigos Selecionados / Indexados /
Pendências

250
200

135

150
100

83

98

83

50

98
70

0

82

70

0

61
21

0

Selecionado
0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0
-50

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

-100

-98
-150

Figura 7 - Gráfico anual da UGB Seriados – 2004

Dezembro

Indexado

Pendência

�Em um Sistema de Informação onde as metas são definidas pela própria
equipe pode-se notar o comprometimento das pessoas, pois os índices definidos
são sugeridos de acordo com o potencial e produtividade de cada um e evita que
a chefia faça cobranças desnecessárias já que as metas são negociadas
previamente em uma rodada de discussão e acordadas pelas partes envolvidas e
são expostas no quadro de Administração Visível (Figura 8).

Meta do Prazo de Entregas do Documento - Meta
90%

Prazo de Entrega do Documento - Meta: 2 Dias

Estrat. - Meta do Prazo de Entr. - Meta: 2 Dias

1200
1042
1000

0,6%
4,4%
1 Dia

12,9%

2 Dias

Meta

3 Dias

Fora

4 Dias
95,6%

5 Dias

Nº de Pedidos

1,3%
2,4%

800
600
400

82,8%

200
48
0
Meta

Estratificação da Meta Anual - Meta: 2 Dias

Estratificação da Meta Anual - Meta: 2 Dias

350

902

302

900

300

Nº de Pedidos

800

600
500
400

250

219

236

200
150

138

147

00

00

00

00

00

00

00

Novembro

Dezembro

13

Outubro

9

Setembro

17

2 Dias

7

4 Dias

5 Dias

Maio

14

3 Dias

0

Abril

26

Março

0

100
1 Dia

8

Agosto

1

140

Julho

50

200

Junho

100

300

Fevereiro

Nº de Pedidos

700

Janeiro

1000

Fora

Figura 8 - Gráfico anual da UGB Comutação – 2004

Com base nas informações obtidas pelo Sistema de Informação e
discutidas na Análise Crítica, citamos como exemplo algumas ações que foram
implementadas:
1. Alteração de horário de alguns serviços;
2. Investimentos em novos equipamentos de informática;
3. Remanejamento de equipes de atendimento em horário de pico.

�3 CONCLUSÕES

O Sistema de Informação Gerencial na DIBD é o indutor da inovação das
melhorias. Quanto à sua estruturação para produção de conhecimento:
a) Mantém os sensores críticos ligados às atividades;
b) Identifica a origem da busca da informação, seus parâmetros e benchmark;
c) Tem por base a tecnologia crítica do negócio permitindo a definição dos
processos que devem ser desenvolvidos;
d) Gera sensibilidade para selecionar o que é relevante do que não é;
e) É realimentador do sistema de planejamento;
f) Cria um ambiente favorável à criatividade induzindo o seu rumo.
A próxima evolução do Sistema de Informação é a inserção da DIBD no
Banco de Dados denominado MONITORADOR da empresa de consultoria
DIAGRAMA (http://www.monitorador.com), no qual cada organização alimenta as
suas planilhas de modo a obter informações precisas sobre as técnicas de
gestão, dos indicadores de desempenho, dos PDCA’s em andamento, do índice
dos 5 S, do índice de liderança, gerando um benchmark com outras organizações
cadastradas neste mesmo sistema.
O MONITORADOR começou a ser implantado no início de 2004, portanto
ainda não gerou dados confiáveis para servirem de parâmetro para a organização
e serem explicitados no presente momento.

ABSTRACT
The Information System is based on indicators made to operational, tactical and
strategical levels of the Documentation and Library Division of the “Luiz de
Queiroz” College of Agriculture that are analyzed to become information and the
accumulation of information becomes knowledge. An important subjective is that
this analysis should be quick enough for the Organization could implement
corrective, preventive and predictive actions. This process happens in every three
months and it is called Critical Analysis whose results provoke direction changes
and politics redefinition when realized on strategic level and the decisions are
communicated to tactics and operational levels. The Information System needs
also an effective action of leadership close to work cells, questing through the
facts and data if respective process are in agreement which proposed requisites or

�not, that could means a kind of solicitation to the team in order of offering
corrective and preventive actions. These indicators were developed on MS Excel
and all the plans were linked through the local net giving to the work units the easy
access to updating and generation of graphics and reports which stay shown at
Visible Administration Frames and the goal is the taken of decision “just in time”.

REFERÊNCIAS

ANDRIANI, C. S. Sistema de gestão: conceitos e linguagem. Campinas: FDA,
2001. 162p.
ANDRIANI, C. S. Gestão sistêmica com base nos valores humanos.
Campinas: Ed. Dialivros, 2004. 175 p.
CALEGARE, A.J.A. Os mandamentos da qualidade total. 3.ed. Barueri:
International Quality Systems, 1999. 110 p.
ISHIKAWA, K. Introduction to quality control. Tokyo: 3A Corp., 1991.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Queiroz”. Divisão de Biblioteca e Documentação – DIBD. Piracicaba, 2003.
15 p.

∗

acffacco@esalq.usp.br; Universidade de São Paulo / Escola Superior de Agricultura“Luiz de
Queiroz” Divisão de Biblioteca e Documentação Av. Pádua Dias, 11, Caixa Postal 9, PiracicabaSP Brasil 13418-900
∗∗
mrmsaad@esalq.usp.br; Universidade de São Paulo / Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Queiroz” Divisão de Biblioteca e Documentação Av. Pádua Dias, 11, Caixa Postal 9, PiracicabaSP Brasil 13418-900
∗∗∗
pedro@diagrama-dia.com.br ; DIAGRAMA – Consultoria em Gestão, Campinas-SP Brasil
http://www.diagrama-dia.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52903">
                <text>Inovações no Sistema de Informação da Biblioteca da DIBD/ESALQ /USP: resultados da busca da melhoria continuada.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52904">
                <text>Facco, Antonio Carlos Fabretti; Saad, Marcia Regina Migliorato; Schiavuzzo, Pedro Luiz</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52905">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52906">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52907">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52909">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52910">
                <text>O Sistema de Informação baseia-se em indicadores elaborados para o nível operacional, tático e estratégico da Divisão de Biblioteca e Documentação da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), os quais são analisados para se tornarem informações e seu acúmulo se tornar conhecimento. Uma consideração importante é que sua análise deve ser ágil o suficiente para que a Organização possa implementar medidas corretivas, preventivas e preditivas. Esse processo acontece a cada três meses e é chamado de Análise Crítica, cujos resultados provocam mudanças de rumo e redefinição de políticas quando realizado no nível estratégico, sendo as decisões comunicadas aos níveis tático e operacional. O Sistema de Informação também necessita de uma atuação efetiva por parte das lideranças junto às células de trabalho, questionando, através de fatos e dados, se os respectivos processos estão ou não de acordo com os requisitos propostos, o que pode significar uma solicitação à equipe no sentido de propor ações corretivas e preventivas. Esses indicadores foram desenvolvidos no aplicativo MS Excel e todas as planilhas estão interligadas através da rede local, propiciando às unidades de trabalho o acesso fácil para atualização e geração de relatórios e gráficos, os quais ficam expostos nos “Quadros de Administração Visível” e seu objetivo é a tomada de decisão just in time.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68283">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4781" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3850">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4781/SNBU2004_045.pdf</src>
        <authentication>3238337072c8e8ba85d0c8d80ae76987</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52938">
                    <text>O ESTABELECIMENTO DE UMA POLÍTICA INSTITUCIONAL PARA A
PUBLICAÇÃO DE PERIÓDICOS VISANDO A QUALIDADE: O CASO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA.

Daurecy Camilo∗
Sigrid Karin Weiss Dutra∗∗

RESUMO

O artigo apresenta os resultados das atividades realizadas pela Comissão de
Periódicos, instituída através de Portaria do Gabinete do Reitor, motivada pelas
discussões que ocorreram no âmbito do Conselho Editorial da Editora da
Universidade Federal de Santa Catarina, visando promover uma criteriosa análise
dos títulos editados. A biblioteca universitária contribuiu com a comissão, cujo
objetivo foi a identificação de todos os periódicos publicados pela universidade e
promover a avaliação da qualidade dos mesmos. Baseando-se em critérios do Qualis
(CAPES) e de indexadores internacionais os títulos publicados em 2003 foram
analisado. Os resultados apontaram para uma variável nos níveis qualitativos que
não contribuem para a imagem positiva da universidade. Foi sugerirda a criação de
uma comissão permanente, cujas atribuições devem ser a aplicação de normas
aprovadas pelo Conselho Universitário que norteiem as publicações existentes e a
criação de novas, amparadas em um programa de apoio a ser instituído.
PALAVRAS-CHAVE: Metodologia
Periódicos. Estudos de avaliação.

para

avaliação

de

periódicos.

Avaliação.

1 INTRODUÇÃO

O alto índice de publicações no meio científico e tecnológico, demanda por
parte da comunidade científica, a responsabilidade de monitorar e controlar a
produção, visando estabelecer critérios e padrões mínimos de qualidade.

�No âmbito das universidades, associada à avaliação do sistema de pósgraduação, em que os periódicos científicos produzidos contribuem para obtenção de
melhor pontuação, se faz necessário promover uma avaliação criteriosa dos títulos
publicados.
A integridade da literatura científica é absolutamente necessária para o
desenvolvimento da ciência.

Se nossa literatura e nossas revistas não tiverem

integridade, não podemos fazer ciência. É uma função primária, termos interesse
nas revistas e na disseminação da informação cientifica. As revistas devem
estabelecer e implementar critérios de qualidade para a realização e a divulgação da
pesquisa.
Com a implantação do QUALIS pela CAPES movimentou os editores
científicos das Instituições de Ensino Superior – IES, para reorganizar, normalizar os
periódicos científicos.

Existem diversas etapas a serem cumpridas e que, por isso

mesmo, quando pré-estabelecidas, chegam a melhor resultado. É necessário ter
controle de qualidade e buscar visibilidade, através de uma boa circulação, para
entrar nas linhas de financiamento de periódicos ofertados pelo CNPq.

2 AVALIAÇÃO DOS PERIÓDICOS PRODUZIDOS NA UFSC
Na Universidade Federal de Santa Catarina tem ocorrido um crescente
número de periódicos editados pelas unidades de ensino e programas de pósgraduação, visando avaliar a qualidade dos mesmos, foi instituída uma Comissão,
através de Portaria do Gabinete do Reitor, em setembro de 2003. O universo de
títulos é de 46, foram avaliados 27 títulos de periódicos que
formulários enviados.

3 OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO

responderam aos

�A pesquisa realizada teve como principal objetivo avaliar a qualidade e os
padrões de

normalização dos periódicos científicos editados na Universidade

Federal de Santa Catarina, considerando entre outros fatores, sua periodicidade,
distribuição, corpo editorial,

consultores (com participação de membros da

comunidade nacional e internacional) e indexação em bases de dados nacionais e
internacionais.

3.2 METODOLOGIA
Para realizar a coleta de dados, a comissão utilizou como instrumento uma
ficha de avaliação para obter uma caracterização exata de cada um dos periódicos,
com base em diversos modelos de fichas de avaliação utilizadas pelo Qualis
(CAPES), nas diversas áreas do conhecimento, e por diversos órgãos indexadores
de periódicos, estabelecendo pontos para os diferentes níveis de classificação.
A Comissão de avaliação, partindo de modelos julgados adequados, após
estudos realizados, formulou critérios, que contemplaram aspectos intrínsecos e
extrínsecos, que foram adotados, para avaliar os periódicos científicos editados na
Universidade Federal de Santa Catarina. Os formulários adotados seguem anexados
a este trabalho.
Após o envio dos formulários protocolados aos editores foram solicitados os
dois últimos fascículos para serem analisados, pois para medir, principalmente a
periodicidade e a abrangência não se pode tomar como base apenas um fascículo.

4 RESULTADOS
Numa avaliação de periódicos nenhum fator pode ser considerado de forma
isolada, a relação entre todos os itens permite determinar os pontos positivos e
negativos de uma publicação. Levando em consideração os itens que a comissão
avaliou na pesquisa, observou-se:

�a) Irregularidade na publicação e distribuição dos periódicos;
b) Falta de normalização dos artigos científicos e das revistas como um
todo;
c) Falta do corpo editorial;
d) Pouca penetração da língua portuguesa no exterior.

Visando estabelecer uma hieraquização dos títulos, baseada no atendimento
dos requisitos mínimos estabelecidos pelas principais iniciativas de avaliação
realizada, no âmbito da ciência no Brasil, como o Programa Qualis da CAPES, a
Comissão instituída na UFSC considerou aspectos formais, de natureza intrínseca,
como:
a) Normalização (aspecto físico e editorial);
NORMALIZAÇÃO

27%
CORRETO
INCORRETO
73%

Gráfico 1: Normalização

b) Publicação (tempo de publicação, periodicidade e regularidade);
PUBLICAÇÃO

12%

CORRETO
INCORRETO

88%

Gráfico 2: Publicação

�c) Circulação (indexação, formas de distribuição);
CIRCULAÇÃO

43%

CORRETO
INCORRETO

57%

Gráfico 3: Circulação

E, aspectos de natureza extrínseca, que se referem a:

a) Autoria de conteúdo (origem dos autores e características dos textos
publicados), e
AUTORIA E CONTEUDO

19%

CORRETO
INCORRETO
81%

Gráfico 4: Autoria e conteúdo

b) Gestão editorial (administração do periódico e assessoria técnica)
GESTAO EDITORIAL

CORRETO

46%
54%

Gráfico 5: Gestão editorial

INCORRETO

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Depois de ter realizado o trabalho, a Comissão apresentou recomendações, a
título de sugestões para instruir a discussão da matéria pelo Conselho Universitário
da UFSC.
Os periódicos avaliados, como segue na tabela anexa, estão distribuídos em
uma grande variedade de níveis qualitativos, e não contribuem igualmente, portanto,
para a imagem positiva que a Universidade possui hoje.
Uma política de apoio à publicação de periódicos na UFSC, deve guiar-se
fundamentalmente por avaliações como esta, fixando uma pontuação mínima a partir
da qual um periódico poderia pleitear apoio institucional.
Entende-se que é do interesse da instituição o apoio a esses veículos que
podem ser valiosos para a divulgação da pesquisa científica e ao trabalho de pósgraduação realizado na Universidade, assim como em outras instituições.
Tal política para orientar a publicação de periódicos, no entender da
Comissão, deveria ser atribuição de uma Comissão Permanente dos Periódicos,
cujas tarefas principais seriam :
a) aplicar normas aprovadas pelo Conselho Universitário a serem seguidas
pelos periódicos publicados na UFSC,
b) aprovar a criação de novos periódicos e avaliar os já existentes,
autorizando o uso da chancela da UFSC,
c) orientar e assessorar os responsáveis pela publicação dos periódicos,
d) implementar um programa de apoio à publicação de periódicos, inclusive
com recursos financeiros que sejam disponibilizados, com base em
avaliações qualitativas como esta que ora apresentamos e em projetos
específicos apresentados pelos periódicos (a exemplo do programa
existente no CNPq),
e) fazer avaliações periódicas (bienais) dos periódicos publicados na UFSC.

�As atividades sugeridas poderiam ser realizadas em parceria com a Editora da
UFSC, uma vez que alguns dos periódicos existentes já são publicados pela mesma,
resguardada a atribuição específica da Comissão Permanente dos Periódicos, cuja
criação foi sugerida pela comissão.
A Editora da UFSC e as comissões editoriais responsáveis pelos periódicos
não têm tido sempre condições materiais (sobretudo financeiras) para realizar seu
trabalho de publicação dos periódicos com a qualidade e periodicidade desejáveis, e
por isso uma política de apoio aos periódicos deveria também fortalecer o setor
correspondente da Editora da UFSC, assim como criar uma estrutura institucional
que efetivamente apoie o trabalho das comissões editoriais.

REFERÊNCIAS

KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero; FERREIRA, Maria Cecília Gonzaga. Avaliação de
periódicos científicos e técnicos. Ciência da Informação. Brasília, v. 27, n. 2, p.165175. Disponível em : &lt;http://www.scielo.br&gt;. Acesso em: 18 jul. 2004.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pró-Reitoria de Cultura e
Extensão. Comissão de Avaliação de Periódicos. Relatório final da comissão dos
periódicos-UFSC. Florianópolis, 2004. Material para publicação.
YAMAMOTO, Oswaldo. H. et al. Avaliação de periódicos científicos brasileiros da
área de psicologia. Ciência da Informação. Brasília, v. 31, n. 2, p. 163177,

�INDICADORES PARA AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS DA UFSC
Periódicos

Ediçoes avaliadas

Pontuação obtida

1 NORMALIZAÇÃO
1

Informação completa (data de íncio, periodicidade
Legenda bibliográfica
e ficha catalográfica Apenas legenda bibliográfica (nas primeiras páginas
dos artigos)

1,0
0,5

2

ISSN

3

Endereço

Completo

1,0
0,5
0,5

4

Normas de publicação

Completa (incluindo exemplos de referências)

1,0

5

Explicitação do perfil do periódico
Presença de normalização consistente em todos os
artigos (normas reconhecidas na área)

0,5

6

Linha editorial
Referências
bibliográficas

7

Vinculação
institucional do autor

Indicação completa

0,5

Indicação completa

0,5

Bilíngüe (idioma do artigo e inglês)

2,0
1,0

8
9
10

Presença (alto da capa e folha de rosto)
Presença em local incorreto

Endereço do autor para
correspondência
Resumos de artigos

Só no idioma do texto
Presença em todos os artigos (idioma do artigo e inglês)
Descritores (palavraschaves)

1,0

1,0

Presença em todos os artigos (idioma do artigo)

0,5

Informação regular

1,0

Publicação da nominata incluindo com Instituição

1,0

vinculação institucional
Publicação da nominata
último fascículo do ano

0,5
1,0
0,5

Data de recebimento

11

e de aceite dos
originais

12
13

Corpo
Científico

Editorial

Relação de
Pareceristas ad hoc
Comissão executiva e

14

Indicação precisa

Sem Instituição
no com Instituição
Sem Instituição

1,0

Editor Responsável

SUBTOTAL

13,0

0,0

�2 PUBLICAÇÃO

Menos de 05 anos

5,0
3,0
1,0

Sem atrasos

4,0

Atrasos eventuais

2,0

Atrasos constantes

0,0

10 anos ou mais

15

16

Tempo de publicação

05 a 09 anos

Regularidade
Proposta
periodicidade

de Quadrimestral

4,0

Trimestral

3,0

Semestral

2,0

17

1,0
13,0

Anual

SUBTOTAL MAXIMO

0,0

3 CIRCULAÇÃO
Indexadores internacionais

18

Indexação
Indexadores nacionais

Dois ou mais
Pelo menos um
Dois ou mais
Pelo menos um
Mas de 200

Assinaturas

19

de 100 a 199
de 50 a 99
até 50

formas de distribuição

Mas de 100
Permuta

de 50 a 99
até 50

Distribuição gratuita

5,0
2,0
4,0
2,0
4,0
3,0
2,0
1,0
4,0
3,0
2,0
1,0

Disponibilidade em

20

bibliotecas do sistema

Para cada 5 bibliotecas, 1 ponto (no máximo5)

nacional (fonte IBICT)
Veiculação virtual do Informações gerais

21

Sumários
periódico

SUBTOTAL MAXIMO

Resumos

5,0
1,0
1,0
1,0
26,0

0,0

�4 AUTORIA E CONTEÚDO
Publicação de mais de 60% de artigos de autores de
fora da UFSC e que tenham diferentes vinculações
excluir deste cálculo institucionais
Publicação de 40% a 59% de artigos de autores de
autores vinculados a fora da UFSC e que tenham diferentes vinculações
institucionais
instituições
Publicação de mais de 30% de artigos de autores de
fora da UFSC e que tenham diferentes vinculações
estrangeiras)
institucionais
Autoria internacional
Publicação de, pelo menos, 20% dos artigos
(autores vinculados a
instituições
Publicação de, pelo menos, 10% dos artigos
estrangeiras)
Mínimo de 60% de artigos originais e inéditos por
número
Artigos
De 50% a 59% de artigos originais e inéditos por
número
Documentação, artigo de divulgação, resenhas bibliográficas ou notas de
Autoria nacional (

22

23

24
25

pesquisa.

10,0
7,0
4,0
8,0
3,0
4,0
2,0
1,0
23,0

SUBTOTAL MAXIMO

0,0

5 GESTÃO EDITORIAL

26

27

28

29

Qualificação do
Corpo Editorial
Científico (fonte
Lattes/CNPq)
Composição do
Corpo Editorial
Científico (excluídos
do cálculo os
conselheiros
vinculados a
instituições
estrangeiras)
Corpo Editorial
Científico
(participação
estrangeira)
Pareceristas ad hoc

Para cada Conselheiro 1 ponto, (no máximo 4 pontos).
Mínimo de 70% de conselheiros de fora da UFSC e que

5,0

tenham diferentes vinculações institucionais
Mais de 10% de conselheiros vinculados a instituições
estrangeiras)
Até 10% de conselheiros vinculados a instituições
estrangeiras)
Diversidade institucional
ação (fonte Lattes/CNPq)

30

Procedimento de
Solicitar modelo de Ficha de Avaliação
avaliação de originais

31

Financiamento por agência de financiamento externa

SUBTOTAL MAXIMO

4,0

4,0
2,0
2,0
3,0
2,0
5,0
25,0

0,0

�INDICADORES PARA AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS DA UFSC
Periódicos

Ediçoes avaliadas

RESUMO DA PONTUAÇÃO
NORMALIZAÇÃO

(Máximo 13)

PUBLICAÇÃO

(Máximo 13)

CIRCULAÇÃO

(Máximo 26)

AUTORIA E CONTEÚDO

(Máximo 23)

GESTÃO EDITORIAL

(Máximo 25)

TOTAL

Pontuação obtida

PONTOS

0,0

�FORMULÁRIO DE CADASTRO

1. ISSN:

2. Ínicio/ano

3. Final/ano:

4. Título:
5. Periodicidade:
( ) bimestral ( ) trimestral

( ) quadrimestral (

) semestral

(

) anual

6. Centro:
7. Departamento
8. Editor responsável:
9. Telefone:

10. FAX:

11. E-mail:
13. Contato:
14. Indexado em :
(

) Medline

(

) LILACs

(

) PsycInfo

(

) Scielo

( ) Banco de Dados Nacionais de Enfermagem - BDEenf
( ) Culmulative Index to Nursing and Allied Health Literature – CINAHL
( ) Index de Enfermeria en Espanol – CUIDEN , Fundación Index, Granada, Espana
(

) Sociological Abstracts (

) Linguistics &amp; Language Behavior Abstracts - LLBA

(

) Social Planning / Policy &amp; Development Abstracts - PODA

(

) Public Affairs Information Service, Inc. – PAIS

(

) Nisc Pensylvania Abstracts, Inc. NISC

(

) Bibliografia Brasileira de Educação – BBE (Brasília, INEP)

(

) Sistema de Informação Bibliográficas em Educação – SIBE (Brasília, INEP)

�(

) Rede Latino-Americana de Informação e Documentação em Educação – REDUC

(

) Faculdade de Educação / UNICAMP (Campinas, SP) – EDUBASE

( ) Índice de Revista de Educación Superior e Investigassem Educativa – IRESIE (México,
UNAM)
( ) Organizacion de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura –
OEI
15. Números editados
16 Tipo de aquisição:
Compra ( )

Doação ( )

Permuta ( )

17.Continuação de:
18. Continuado por:
19. Suspensa de:
20. Idioma

por ( )

21 publicado por:

ing (
Editora (

)

Esp ( )
)

Depto (

frc (
)

)

itl (
Outros (

22. Área de conhecimento

23. Alteração de periodicidade:

24. Última avaliação Qualis
25. Descreva a pontualidade de divulgação dos três últimos números da revista

Comentários:

)
)

�∗

Bibliotecário Chefe da Divisão de Desenvolvimento de Coleções e Tratamento da Informação,
BU/UFSC. camilo@bu.ufsc.br; Universidade Federal de Santa Catarina. Biblioteca Universitária
Campus Universitário – Trindade. Florianópolis-SC-Brasil
∗∗
Diretora da Biblioteca Universitária da UFSC. sigrid@bu.ufsc.br. Universidade Federal de Santa
Catarina. Biblioteca Universitária. Campus Universitário – Trindade. Florianópolis-SC-Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52921">
                <text>O estabelecimento de uma política institucional para a publicação de periódicos visando a qualidade: o caso da Universidade Federal de Santa Catarina.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52922">
                <text>Camilo, Daurecy; Dutra, Sigrid Karin Weiss</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52923">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52924">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52925">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52927">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52928">
                <text>O artigo apresenta os resultados das atividades realizadas pela Comissão de Periódicos, instituída através de Portaria do Gabinete do Reitor, motivada pelas discussões que ocorreram no âmbito do Conselho Editorial da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina, visando promover uma criteriosa análise dos títulos editados. A biblioteca universitária contribuiu com a comissão, cujo objetivo foi a identificação de todos os periódicos publicados pela universidade e promover a avaliação da qualidade dos mesmos. Baseando-se em critérios do Qualis (CAPES) e de indexadores internacionais os títulos publicados em 2003 foram analisado. Os resultados apontaram para uma variável nos níveis qualitativos que não contribuem para a imagem positiva da universidade. Foi sugerida a criação de uma comissão permanente, cujas atribuições devem ser a aplicação de normas aprovadas pelo Conselho Universitário que norteiem as publicações existentes e a criação de novas, amparadas em um programa de apoio a ser instituído.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68285">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4783" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3852">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4783/SNBU2004_046.pdf</src>
        <authentication>ab8a0757f7cff057eeaff31cc6614cc0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52956">
                    <text>A DIBD E SUA TRAGETÓRIA NA CONQUISTA DO PRÊMIO PAULISTA DE
QUALIDADE DE GESTÃO

Marcia Regina Migliorato Saad∗
Maria Angela de Toledo Leme∗∗
Sandra H. M. G. Ribeiro dos Santos∗∗∗

RESUMO
Desde o início da implantação de seu modelo de gestão (1999), até a conquista
da medalha de bronze na última edição do Prêmio Paulista de Qualidade de
Gestão -PPQG (2003), a Divisão de Biblioteca e Documentação - DIBD - da
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", da Universidade de São Paulo ESALQ/USP, rompeu com velhos padrões, adotou novos paradigmas e aceitou,
juntamente com sua equipe o desafio de desenvolver e implantar um modelo de
gestão, anteriormente aplicado apenas nas organizações do Setor
Privado. Superando restrições orçamentárias e contando com apoios e parcerias,
adaptou para biblioteca o Sistema "Dia" de Gestão, da Empresa de Consultoria
Diagrama, baseado fundamentalmente em valores humanos. O sistema está
dividido em 12 processos estruturados e compatíveis com os requisitos do PPQG,
e que permitem uma visão sistêmica e toda a organização DIBD. Este trabalho
descreve a trajetória , desde a implantação do modelo até a conquista da
medalha.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão pela qualidade. Prêmio Paulista de Qualidade de
Gestão. Divisão de biblioteca e documentação da Escola Superior de Agricultura
“Luiz de Queiroz”.

1 INTRODUÇÃO

Desde a antiguidade a administração sempre existiu, e de alguma forma foi
ampliando seus conceitos e técnicas com experiências oriundas de todas as
partes do mundo.
O caminho da administração sempre passou pela produção, pela busca de
resultados, a qualquer preço e, somente com o tempo, começou a existir algum
tipo de preocupação com o fator humano envolvido.
A crise de motivação

nas organizações, ligada ao modelo da

produtividade, que é a base dos modelos atuais, pode ser vivenciada através de

�um novo paradigma, fundamentado na natureza humana. O aproveitamento da
potencialidade do ser humano, como alternativa para se obter melhorias e
inovações desejadas, é o fundamento do Sistema DIBD de Gestão.
Desde sua implantação até a conquista do prêmio, a Divisão de Biblioteca
e Documentação da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz’’ vem
trabalhando no sentido de romper com velhos modelos e se caracterizando por
uma gestão 100% humana, 0% paternalista. Neste sentido, o objetivo deste
trabalho é mostrar o modelo e sua compatibilização com os requisitos que
levaram ao Prêmio Paulista de Qualidade de Gestão.

2 O SISTEMA DIBD
O Sistema é uma adaptação do Sistema “Dia“ de Gestão, da empresa de
consultoria Diagrama, para os serviços e produtos de biblioteca. Está dividido em
12 processos, ou seja um conjunto de causas com o objetivo de produzir um
efeito específico, denominado produto ou processo.

O SISTEMA DIBD

1-Gestão Sistêmica
2-Política Básica
3- Informação
4- Planejamento
5-Gerenciamento
6-Atuação junto ao mercado
7- Definição do Produto
8- Produção
9- Envolvimento das Pessoas
10- Gerenciamento do
Crescimento do Ser Humano
11- Liderança
12- Auditoria.

05
04
04
06

07

08

03

08

09

10 11

12

02

Valores essenciais da Natureza HumanaÉtica

Figura 1 – O Sistema DIBD

�1. Gestão Sistêmica: permite ver todas as técnicas de gestão integradas;
2. Políticas de Longo Prazo: compreende Missão, Valores e Missão;
3. Informação: é a base de dados para determinação de novas políticas;
4. Planejamento: é o caminho para onde e como se quer chegar;
5. Gerenciamento: é o “fazer acontecer”, em todos os níveis da organização,
de forma efetiva;
6. Atuação no Mercado: é o entendimento dos valores, necessidades e
anseios dos clientes e trata da delimitação no mercado;
7. Definição do Produto: define o caminho para se ter um produto / serviço
adequado para os segmentos a serem atendidos;
8. Processos Produtivos: estabelece os processos críticos que devem ser
gerenciados com prioridade;
9. Envolvimento com as pessoas: o caminho para que o funcionário atue de
forma sinérgica em equipe, visando o produto, conforme o planejado e a
melhoria de procedimentos;
10. Gerenciamento do Crescimento do ser humano: objetiva o autogerenciamento, a auto realização das pessoas, através dos programas de
educação e treinamento
11. Liderança: estabelece a postura sistêmica de líderes
12. Auditoria: define os formatos de auditoria para o sistema de gestão, para
os produtos e para os procedimentos

3 SUBSISTEMAS DE GESTÃO

�- SISTEMA DE GESTÃO –
SUB-SISTEMAS
INTEGRAÇÃO
1-Processo Gestão Sistêmica

PLANEJAMENTO
2-Processo
Prazo
3-Processo
4-Processo
5-Processo

de Política de Longo
de Informação
de Planejamento
de Gerenciamento

PRODUTO
6-Processo de atuação no
mercado
7-Processo de definição do
produto
8-Processo produtivo

PESSOAS
9- Processo de envolvimento
10- Processo de Gerenciamento
do Crescimento do Ser
Humano
11- Processo de Liderança

AVALIAÇÃO
12- Processo de Auditoria e
“Shake Down”

SUBSISTEMA INTEGRAÇÃO

1 Processo de Gestão Sistêmica
Na DIBD, é o processo que integra todas as técnicas e ferramentas de
gestão, de forma simples e que permite

nterliga-las com os demais elementos

do sistema.

SUBSISTEMA PLANEJAMENTO
Trata-se da área de significado, dando sentido a tudo que é feito e porque
é feito.

2 Processo Política de Longo Prazo
Define a razão de ser da existência da organização, como no caso da
DIBD.

�MISSÃO

VALORES

Satisfazer
as expectativas de
nossos usuários,
obtendo o maior
número de recursos
disponíveis, gerando
um ambiente de
harmonia e liberdade,
fazendo emergir o
potencial dos
funcionários e
contribuindo para o
desenvolvimento da
informação, da
pesquisa e da
educação agrícola no
Brasil.

Respeitar o direito de
todos de acesso à
informação e
disponibilizá-la à
professores, alunos e
pesquisadores nos
seus mais diferentes
formatos, preservando
o patrimônio, a
qualidade do ambiente
de trabalho e a relação
amistosa entre
usuários e
colaboradores.

VISÃO
Ser um centro
de excelência
dentre as
bibliotecas
universitárias
brasileiras pela
qualidade de
serviço que
presta à
comunidade até
2003.

3 Processo de Informação
São os indicadores de desempenho críticos para a Biblioteca. Ocorrem no
nível e devem atender no estratégico, tático, operacional e deve atender à Missão
da Biblioteca, e assegurando a informação crítica no momento e lugar correto.

�Sistema de Informação - UGB- Comutação
P razo de Entrega da P ublicação - M eta: 3 Dias

M eta do P razo de Entrega da P ublic. - M eta 85%

Estrat. - M eta do P razo de Entr. - M eta: 3 Dias

1200

1 Dia

8 Dias
0,3%

9 Dias
0,0%

1 Dia
31,8%

4 Dias
6,8%

1000
800

Fora
14%

4 Dias

10 Dias
0,1%

5 Dias
3,5%

986

2 Dias
3 Dias

5 Dias

Meta

6 Dias

Fora

Nº de Pedidos

6 Dias
1,6%

7 Dias
1,3%

7 Dias
8 Dias

3 Dias
24,2%

Meta
86%

9 Dias

2 Dias
30,5%

362

10 Dias

Meta

281

300
Nº de Pedidos

Nº de Pedidos

370

350

276

200
150

50

Fora

Estratificação da Meta Anual - Meta: 3 Dias
400

348

250

100

154

0

350
300

400
200

E s t ra t if ic a ç ã o da M e t a A nua l - M e t a 3 D ia s

400

600

77

250
199
200
136

150
90

100

40
18

15

50

3

0

1

0

0

10

16

38
0 0

0 0

0 0

0 0

0 0

0 0

0 0

0 0

0

Figura 2 – Sistema de informação

4 Processo de Planejamento
São as diretrizes gerais para ano ou semestre. O que é fundamental no
momento, deve permear a biblioteca.

Desdobramento das
política do ano, que
são a base para o
planejamento anual
da DIBD

Figura 3 – Quadro do desdobramento das políticas

�5 Processo de Gerenciamento
O conceito fundamental é: só existe planejamento, a partir de um plano.
Este processo está dividido em 3 áreas:
a) estratégico: define as políticas; é a área da inovação – PDCA.
b) Rotina: dia a dia dos funcionários – SDCA.
c) Kaisen: melhoria das rotinas através dos funcionários.

SUBSISTEMA PRODUTO
6 Processo de Atuação no mercado
É a pesquisa junto ao cliente/usuário e o ajuste do produto as reais
necessidades.

7 Processo de Definição do Produto
É a definição dos requisitos o produto: qualidade técnica exigida,
atendimento,

prazos,

tecnologia.

Empréstimo-entre-Bibliotecas

é

um

dos

produtos, cujos requisitos são definidos neste processo.

8 Processo Produtivo
É a estruturação do processo, depois de definidos os requisitos e ouvido os
clientes. A técnica de aplicação mais usual é a função desdobramento da
qualidade – QFD.

SUBSISTEMA PESSOAS

9 Processo de Envolvimento das Pessoas
É envolvimento dos funcionários no gerenciamento de técnicas de gestão,
como por exemplo: marketing interno, administração visível.

�MARKETING INTERNO

Figura 4 – Logotipo do Marketing Interno

10 Processo Gerenciamento do Ser Humano
Está ligado ao programa de educação e treinamento: Motorista do Destino,
5s e Valores Humanos.

Figura 5 – 5 Sensos

�11 Processo de Liderança
É o processo que coloca o chefe como orientador da equipe. Fazendo um
paralelo com o futebol é o técnico que, antes da partida treina, orienta e no
momento do jogo, deixa jogar.
O excesso de proteção da chefia inibe o funcionário do ponto de vista
psicológico. O chefe não deve executar o trabalho do funcionário, caso contrário
irá perpetuar a dependência.

SUBSISTEMA AVALIAÇÃO

12 Processo de Auditoria
Faz o diagnóstico da situação e serve de base para o planejamento
objetivo, gerando evidências objetivas.
Na DIBD, a auditoria ocorre a cada 3 meses e é executada pela própria
equipe da Biblioteca, e os resultados servem de base para a reunião de Análise
Crítica da Direção.

4 PRÊMIO PAULISTA DE QUALIDADE DE GESTÃO – PPQG
É um reconhecimento anual, simbolizado por meio de troféus e medalhas
às melhores organizações públicas e privadas, do Estado de São Paulo, no que
se refere aos métodos de gestão, aos resultados obtidos e às perspectivas
futuras.

4.1 Objetivo do Prêmio
Avalia de forma independente, os métodos de gestão e os resultados
obtidos pelas Organizações Paulistas. Fomenta o uso de um modelo de gestão
alinhado aos critérios de excelência de Prêmio Nacional da Qualidade – PNQ.

�4.2 Referencial para Avaliação
Os critérios do PPQG estão alinhados aos 8 critérios de excelência e aos
27 itens de avaliação do PNQ e se fundamentam:
a) Liderança,
b) Visão de futuro,
c) Foco no cliente e no mercado,
d) Responsabilidade social e ética,
e) Decisões baseadas em fatos,
f) Valorização das pessoas,
g) Abordagem por processo,
h) Foco nos resultados,
i) Inovação,
j) Agilidade,
k) Aprendizado organizacional e Visão sistêmica.

4.3 Critérios de Avaliação
São 8 ítens a saber:
1) Liderança
2) Estratégia e Planos
3) Clientes
4) Sociedade
5) Informações e Conhecimento
6) Pessoas
7) Processos
8) Resultados

5 CONCLUSÃO
O Sistema DIBD de Gestão está atualmente estruturado de tal forma que
além de garantir o resultado esperado e planejado, alinha-se perfeitamente no
critério do PPQG, razão pela qual foi possível na primeira tentativa de concorrer
ao prêmio, receber a Medalha de Bronze.

�Esse sistema, originalmente igualmente implantado apenas em empresas
privadas e de setores distintos, adaptou-se perfeitamente aos produtos e serviços
comuns a qualquer biblioteca universitária.

ABSTRACT
Since the beginning of its administration pattern in 1999 to the bronze medal
conquest at the latest edition of the 'Paulista Award in Administration Quality'
(PPQG), DIBD, which is part “Luiz de Queiroz” College Agriculture (ESALQ),
University of São Paulo, has been breaking with old standards, adopting new
conceptions and, accepting, along with its team, the challenge of developing an
administration concept at the library applied earlier only in the Private Field.
Overcoming budget limitations and counting on supports and partnerships, DIBD
has adaptaded for the library the 'Administration Day' system, created by a
consultoring company (Diagrama), based mostly on human values. The system is
divided in 12 procedures that are compatible with PPQG's requirements. It creates
a systematical view of all DIBD's organization, improving and dynamizing the
services offered.

REFERÊNCIAS
ANDRIANI C.S. Gestão sistêmica com base em valores humanos. Campinas:
Diahinos, 2004. 175 p.
INSTITUTO PAULISTA DE QUALIDADE DE GESTÃO. Prêmio Paulista de
Qualidade da Gestão: regulamento do PPQG 2003. São Paulo, 2003. 77 p.
MARTINELLI, M. Conversado sobre educação em valores humanos. 2. ed.
São Paulo: Petrópolis, 1999. 137p.
MASLOW, A..H. Maslow no gerenciamento. Rio de Janeiro: Qualidade, 2000.
301 p.

∗

mrmsaad@esalq.usp.br
matleme@esalq.usp.br
∗∗∗
shmgrsan@esalq.usp.br
Universidade de São Paulo / Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
∗∗

Divisão de Biblioteca e Documentação. Av. Pádua Dias, 11, Caixa Postal 9, Piracicaba – SP – Brasil 13418900

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52939">
                <text>A DIBD e sua trajetória na conquista do Prêmio Paulista de Qualidade de Gestão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52940">
                <text>Saad, Marcia Regina Migliorato; Leme, Maria Angela de Toledo; Santos, Sandra H. M. G. Ribeiro dos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52941">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52942">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52943">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52945">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52946">
                <text>Desde o início da implantação de seu modelo de gestão (1999), até a conquista da medalha de bronze na última edição do Prêmio Paulista de Qualidade de Gestão -PPQG (2003), a Divisão de Biblioteca e Documentação - DIBD - da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", da Universidade de São Paulo - ESALQ/USP, rompeu com velhos padrões, adotou novos paradigmas e aceitou, juntamente com sua equipe o desafio de desenvolver e implantar um modelo de gestão, anteriormente aplicado apenas nas organizações do Setor Privado. Superando restrições orçamentárias e contando com apoios e parcerias, adaptou para biblioteca o Sistema "Dia" de Gestão, da Empresa de Consultoria Diagrama, baseado fundamentalmente em valores humanos. O sistema está dividido em 12 processos estruturados e compatíveis com os requisitos do PPQG, e que permitem uma visão sistêmica e toda a organização DIBD. Este trabalho descreve a trajetória , desde a implantação do modelo até a conquista da medalha.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68287">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4785" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3855">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4785/SNBU2004_047.pdf</src>
        <authentication>daaa933a337cdfd58a1a6dc1e0c6494c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="52983">
                    <text>METODOLOGIA DE IMPLANTAÇÃO E AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS ESPECIALIZADAS ATRAVÉS DA ÓTICA
DOS USUÁRIOS/CLIENTES: O CASO DOS 4 A.

Maria Guilhermina Cunha Salasário∗

RESUMO
Este trabalho visa demonstrar a viabilidade de uma metodologia de implantação e
avaliação da qualidade de bibliotecas universitárias especializadas, através da
ótica do usuário/cliente. O objetivo deste trabalho é garantir a qualidade dos
serviços partindo da identificação de determinantes (indicadores) que sanem as
necessidades do usuário/cliente. Esta avaliação baseia-se na indicação de quatro
determinantes de qualidade: Acervo, Acesso, Atendimento e Ambiente, os
quais são analisados, aprovados e validados pelos usuários/clientes de duas
bibliotecas universitárias especializadas, ambas do Curso de Engenharia
Mecânica da UFSC. A proposta de Avaliação da qualidade baseia-se na definição
destes determinantes (indicadores) os 4A, relacionados com os critérios
(qualidade, atualização, variedade...) e com os índices de importância e
satisfação, atribuídos pelo usuário/cliente. A partir desta analise identificou-se as
áreas criticas – baseando-se nos resultados da avaliação dos 4A, da identificação
dos parâmetros de desvios e da definição de áreas criticas. Apresentou soluções a partir da identificação das causas, da proposta de melhorias e da definição do
plano de implementação. Aplicou o plano de melhorias – tomando como principio
o desenvolvimento dos processos, a aplicação das melhorias e a analise dos
processos e, por fim, utilizou os indicadores de acompanhamento – reiniciando os
processos na implantação do sistema de operações e/ou na continuidade na
implantação do sistema da biblioteca universitária especializada. Após as
avaliações de qualidade, concluiu-se que a utilização geral dos determinantes:
Acervo; Acesso; Atendimento; Ambiente, são eficazes na avaliação de uma
biblioteca universitária especializada, pois mostraram as falhas e determinaram a
recuperação do bom desempenho dos processos das bibliotecas.
PALAVRAS-CHAVES: Avaliação de bibliotecas.
especializadas - Avaliação da qualidade.

Bibliotecas

universitárias

1 INTRODUÇÃO
Esta metodologia será apresentada em três etapas, as quais serão
avaliadas separadamente. Cada etapa corresponderá, implicitamente, a um tipo
de usuário.
Usuário potencial; Usuário real; Usuário participante.

�Usuário participante foi o termo encontrado para definir o usuário/cliente
que interage com os processos da biblioteca e com o bibliotecário. Sendo assim
metodologia é voltada ao usuário/cliente, salientando a importância deste na
implantação,

desempenho

e

avaliação

das

bibliotecas

universitárias

bibliotecas

universitárias

especializadas.

2 CARACTERIZAÇÃO DOS LOCAIS DE PESQUISA
Esta

pesquisa

foi

realizada

em

duas

especializadas, ambas do curso de Engenharia Mecânica da Universidade
Federal de Santa Catarina – EMC/UFSC:

2. 1BIBLIOTECA DO LABORATÓRIO DE MECÂNICA DE PRECISÃO – BIB/LMP
Situada no prédio B do Curso de Engenharia Mecânica da Universidade
Federal de Santa Catarina, esta biblioteca nasceu para buscar, organizar e
disponibilizar aos pesquisadores, estagiários e coordenadores, do Laboratório de
Mecânica

de

Precisão

do

Departamento

de

Engenharia

Mecânica

da

Universidade Federal de Santa Catarina, suporte informacional para o
desenvolvimento das pesquisas em Tecnologia da fabricação e áreas afins
realizadas no laboratório.

2.2 BIBLIOTECA DO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA BIB/EMC
A Biblioteca do EMC foi criada em outubro de 1993, vinculada ao
Departamento de Engenharia Mecânica, esteve sob a responsabilidade da
Bibliotecária Vera Lúcia Quadro Duarte de 1993 a 2000 quando, pelo seu
falecimento, assume a bibliotecária Maria Guilhermina da Cunha Salasário.
A biblioteca do EMC está localizada no Bloco A, andar térreo da
Engenharia Mecânica, na UFSC.
Esta biblioteca esta subordinada ao Departamento de Engenharia
Mecânica cujo curso foi criado pela Portaria 3849/GR, de 18/12/1960, e

�reconhecido pelo Decreto 75774, de 26/50/1975, iniciando suas atividades no
início de 1962.

2.3 POPULAÇÃO DA PESQUISA
A população estudada compreende os usuários/clientes das duas
bibliotecas

universitárias

especializadas

em

Engenharia

Mecânica

da

Universidade Federal de Santa Catarina – EMC/UFSC. (Bib/LMP e Bib/EMC):
A escolha das amostras foi aleatória, todavia, procurando obter um
percentual equilibrado em todas as categorias.

2.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS
Para a análise do local, implantação e avaliação das bibliotecas foram
utilizados os seguintes instrumentos para coleta e análise de resultado dos dados:
ficha de observações; ficha de anotações; tabelas comparativas; questionário;
relato das reuniões
Os pré testes referentes a avaliação das bibliotecas, foram realizados na
biblioteca EMC, no dia 03 de abril de 2003 durante o período matutino e na
biblioteca LMP no dia 03 de abril de 2003 durante o período vespertino. A
tabulação dos dados foi efetuada em planilha Microsoft Excel /Office 97.
Foram consideradas todas as respostas relacionadas aos determinantes e
critérios da avaliação das bibliotecas em questão.

3 RESULTADOS DA APLICAÇÃO DA METODOLOGIA

3.1 ETAPA 0 – RECONHECIMENTO DO AMBIENTE
Identificação dos recursos institucionais:

�Após entrevistas com os coordenadores e administradores e verificação
dos documentos disponíveis ficou conhecido que a biblioteca não tem autonomia
financeira, ou seja, todas as solicitações devem ser feitas via secretaria e/ou
coordenação do laboratório ou do departamento.
Informações disponíveis:
Partindo

da

análise

da

instituição,

da

sua

administração

e

do

reconhecimento de cursos e convênios concluiu-se, após entrevistas com os
coordenadores, reunião com a administração e secretaria ficou entendido que:
Apesar de se apresentar não hierárquica, a biblioteca estará subordinada a
administração tanto no LMP qto no Dpto de Eng. Mec. e é considerada como área
de apoio, deverá dar suporte às pesquisas desenvolvidas e aos projetos
realizados.
Usuários potenciais:
Após entrevistas com os coordenadores, reunião com a administração e
secretaria ficou entendido que serão usuários potenciais os professores, os
doutorandos, os mestrandos, os graduandos, os estagiários, os funcionários e os
pesquisadores, além dos alunos visitantes e/ou que fazem intercâmbio,
funcionários de empresas conveniadas, monitores dos professores e/ou
coordenadores, pesquisadores visitantes e/ou especiais veiculados ao LMP e/ou
departamento de Eng. Mec./UFSC.
Conhecimentos específicos:
Após entrevistas ficou entendido que as informações e/ou conhecimentos
oferecidos por esta biblioteca estarão voltados para Tecnologia da fabricação e
áreas afins à Engenharia Mecânica, Engenharia de Materiais e áreas afins.
3.2 ETAPA 1 – IMPLANTAÇÃO DA BIBLIOTECA

Fase 1 – Definição dos objetivos e funções:
As Bibliotecas têm como objetivo buscar, organizar e disponibilizar aos
pesquisadores, estagiários e coordenadores do Laboratório de Mecânica de

�Precisão e do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal
de Santa Catarina todo suporte informacional possível para o desenvolvimento
das pesquisas em Tecnologia da fabricação e áreas afins realizadas no
laboratório e da área de Engenharia Mecânica, estando também aberta ao público
em geral.
Fase 2 – Pré-projteto de implantação
Biblioteca 1 e 2: Nível de qualidade a ser alcançado – Metas: Criação de
um ambiente adequado ao tipo de biblioteca, usuários/clientes e instituição;
Desenvolvimento de um sistema de atendimento que atenda as expectativas do
usuário/cliente; Seleção de um acervo compatível com as áreas de estudo e de
pesquisas do Laboratório e do Departamento; Utilização de um sistema de acesso
que agilize o tempo entre a busca e o encontro da informação.
Metodologias que devem ser aplicadas – Processos
Ambiente: Biblioteca 1 – Decidiu-se, após reuniões com os coordenadores,
chefes de pesquisa e pessoal de apoio, instalar a biblioteca do LMP em uma sala
de 24 m2, próximo ao núcleo de processamento de dados do laboratório.
Biblioteca 2 – Nas reuniões preliminares ficou decidido que esta biblioteca,
não deveria ser vista como biblioteca setorial, mas uma sala de leitura, por este
motivo foi instalada em uma sala de 60 m2. com lugar de estudo para,
aproximadamente 16 usuários/clientes.
Atendimento: Biblioteca 1 – Esta biblioteca funcionará no período letivo de
segunda a sexta feira durante 4 horas diárias, em horário comercial, considerados
os períodos de aula do bolsista ou estagiário, em conformidade com os horários
do laboratório de Mecânica de Precisão - LMP.
Biblioteca 2 – Após reuniões ficou decidido que a biblioteca do EMC
atenderá ao público em geral. Esta biblioteca funcionará em todo período letivo,
de segunda a sexta feira, das 8:00 as 12:00 e das 14:00 as 18:00 horas.
Acesso:

�Biblioteca 1 – Após reuniões com os coordenadores, administração,
secretaria, pesquisadores e centro de processamento de dados do laboratório
ficou definido que: O sistema de classificação seria diferenciado tendo como
princípio o tipo de material e os números seriam substituídos por cores
organizadas em ordem cronológica e alfabética.
Biblioteca 2 – Após reuniões com a administração do departamento ficou
definido que o sistema de classificação seria o mesmo utilizado pela Biblioteca
Central da UFSC, ou seja CDU para os assuntos e tabela de Cutter para os
autores. Para que a classificação do acervo da biblioteca do EMC esteja em
conformidade com o sistema de bibliotecas da UFSC, utilizar-se-á a mesma
entrada da Biblioteca Central. Somente serão criadas novas entradas quando
certificado que não exista uma similar no sistema de consultas do programa
Pergamum.
Acervo:
Biblioteca 1 – Ficou decidido que esta biblioteca teria em seu acervo, teses,
dissertações,

catálogos,

relatórios,

periódicos,

artigos,

anais,

manuais,

monografias, patentes e normas sobre tecnologia de fabricação, engenharia
mecânica engenharia de materiais e áreas afins.
Usuários reais – Usuários/clientes:
Biblioteca 1 – Decidiu-se que todos os membros cadastrados no LMP
seriam, automaticamente usuários reais da sua biblioteca.
Biblioteca 2 – Para esta biblioteca passariam a ser considerados usuários
reais todos os professores, alunos e funcionários do departamento devidamente
cadastrados.
Tipos de serviços que serão disponibilizados – Produtos:
Serão disponibilizados pela biblioteca serviços de empréstimo, busca e
consulta ao acervo real desta biblioteca e buscas em outros sistemas de
informação em meios textuais e virtuais e/ou eletrônicos.
Fase 3 – Implantação:

�Quanto aos resultados esperados – Confirmou-se que, com as pesquisas
preliminares, o bibliotecário tem subsídios para desenvolver melhor o processo de
implantação de uma biblioteca universitária especializada.

3.3 ETAPA 2 – AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA BIBLIOTECA COM FOCO NO
USUÁRIO/CLIENTE
Fase 4 – Avaliação da qualidade
Definição dos determinantes da qualidade na ótica do usuário/cliente:
Com base em observações dos usuários/clientes das duas bibliotecas
universitária especializadas (LMP de 1998 a 2002 e EMC de 2000 a 2002) e da
análise de trabalhos voltados à avaliação das bibliotecas universitárias, foram
propostos os seguintes determinantes (indicadores de qualidade) para a avaliação
da qualidade de bibliotecas universitárias especializadas: Acervo; Acesso;
Atendimento; Ambiente.
Onde:
Determinante: É o que determina, delimita, defini ou distingue. Indicação
precisa daquilo que deve ser avaliado em uma biblioteca universitária
especializada.
Indicadores: Aquilo que o usuário/cliente e o profissional indica como algo
determinante na avaliação de qualidade da biblioteca universitária especializada.
Critérios: São os princípios utilizados no julgamento de cada indicador. Os
critérios permitem a distinção das falhas, essencial para a avaliação da qualidade
em uma biblioteca universitária especializada.
Índices: Para esta pesquisa, são as medidas (percentuais) que
determinam o grau de importância de cada indicador e/ou critério na avaliação da
qualidade em uma biblioteca universitária especializada.
Partindo dos conceitos acima e do pressuposto: acervo, atendimento,
acesso e ambiente são os determinantes para a avaliação da qualidade em uma

�biblioteca universitária especializada, iniciou-se a primeira etapa das entrevistas
com a finalidade de analisar estes determinantes (indicadores), conforme a ótica
do usuário/cliente.
Resultado da coleta dos dados:
As respostas dos usuários/clientes das bibliotecas pesquisadas, conforme
descrito na tabela abaixo, apontam.
Esta primeira parte da pesquisa foi realizada no período de 15 de abril a 15
de maio de 2003. Para chegar aos índices de análise de cada determinante
(indicador), solicitou-se que estes determinantes fossem listados conforme sua
importância na avaliação de uma biblioteca universitária especializada.
Como resultado, chegou-se a seguinte tabela:
Determinante Índice de importância para o usuário/cliente
Acervo
59, 6 %
Acesso
29, 4 %
Atendimento
5, 8 %
Ambiente
5, 2 %
Tabela 4: índice de importância de determinante à avaliação da biblioteca

Ou seja, para os usuários/clientes das bibliotecas pesquisadas, acervo é o
determinante (indicador) de qualidade, seguido do acesso, atendimento e
ambiente. Pelo índice, constatou-se que, para o usuário/cliente, o importante é
ter acervo direcionado ao tipo de biblioteca e acesso à ele.
Após a comprovação da importância dos determinantes, partiu-se para a
indicação, pelos usuários/clientes das bibliotecas universitárias especializadas
LMP e EMC, dos índices e critérios de análise de cada determinante (indicador).
Esta segunda parte da pesquisa questionou, junto aos mesmos
usuários/clientes, o que, dentro dos determinantes já apontados, deveria ser
observado quando da avaliação da biblioteca?
As respostas retratam a posição de 499 dos 820 usuários/clientes
(cadastrados na Biblioteca do Departamento de Engenharia Mecânica da
Universidade Federal de Santa Catarina), ou seja, mais que os 60% propostos,

�além dos, já determinados, 55 (100%) usuários/clientes da Biblioteca do
Laboratório de Mecânica de Precisão do curso de Pós-graduação de Engenharia
Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina.
Os usuários/clientes das bibliotecas colocaram, para cada determinante
proposto, em caso de avaliação da qualidade da biblioteca universitária
especializada, os seguintes critérios de análise:
Acervo:
Critério de análise
Grau de importância
Organização
14%
Atualização
14%
Quantidade
11%
Diversidade
10%
Acervo
9%
Qualidade
9%
Conservação
6%
Número de exemplares 6%
Especialização
6%
Disponibilidade
5%
Títulos
4%
Classificação
2%
Aquisição
1%
Catálogo
1%
Divulgação
1%
Manutenção
1%b
Total
100%
Tabela 5: critérios e grau de importância do acervo.

Acesso:
Critério de análise
Grau de importância
Sistema de busca informatizado
23%
Localização
13%
Empréstimo
13%
Facilidade
11%
Horário de funcionamento
11%
Tempo de acesso
10%
Agilidade
5%
Internet
5%
Forma de acesso
5%
Intercâmbio
2%
Freqüência
1%
Auto atendimento
1%
Total
100%
Tabela 6: Critérios e grau de importância do acesso

�Atendimento:
critério de análise
Grau de importância
Qualidade
35%
Horário de funcionamento 21%
Tempo de empréstimo
17%
Profissional Capacitado
17%
Atendimento personalizado 7%
Facilidade de empréstimo 3%
Total
100%
Tabela 7: Critérios e grau de importância do atendimento
Ambiente:
critério de análise
Grau de importância
Condições físicas
20%
Local de estudo
16%
Luminosidade
12%
Higiene
12%
Instalações
12%
Distribuição
12%
Climatização/Silêncio
8%
Disposição das estantes 8%
Total
100%
Tabela 8: indicadores e critérios e índices à ser analisados

Avaliando estes critérios o bibliotecário obtém informações para elaborar
um plano de ação que mantenha um bom desenvolvimento dos serviços
oferecidos aos usuários/clientes, principal foco da biblioteca universitária
especializada.
Entretanto, para seguir estes critérios é interessante responder e adaptar
as seguintes questões: Quem são os indicadores, os critérios e os índices?
Indicadores: 4A – Acervo, Acesso, Atendimento e Ambiente;
Critérios – Questões relacionadas a avaliação de qualidade de cada um
dos quatro indicadores;
Índices – Grau de satisfação dos usuários/clientes para cada um dos
critérios relacionados aos indicadores.
Partindo destes pressuposto e de estudos realizados, nos trabalhos sobre
avaliação de bibliotecas, criou-se as seguintes tabelas de medidas de avaliação
de qualidade de bibliotecas universitárias especializadas:

�Medidas de avaliação de qualidade – Geral
Indicadores
Grau de importância
Acervo
MI – Muito importante
I – Importante
PI – Pouco importante

Grau de satisfação
MS – Muito satisfeito
S – Satisfeito
PS – Pouco satisfeito
I - Insatisfeito
Acesso
MI – Muito importante
MS – Muito satisfeito
I – Importante
S – Satisfeito
PI – Pouco importante
PS – Pouco satisfeito
I - Insatisfeito
Atendimento MI – Muito importante
MS – Muito satisfeito
I – Importante
S – Satisfeito
PI – Pouco importante
PS – Pouco satisfeito
I - Insatisfeito
Ambiente
MI – Muito importante
MS – Muito satisfeito
I – Importante
S – Satisfeito
PI – Pouco importante
PS – Pouco satisfeito
I - Insatisfeito
Tabela 9: Medidas de avaliação de qualidade – Geral

Resultado
O – Ótimo
B – Bom
R – Regular
RU - Ruim
O – Ótimo
B – Bom
R – Regular
RU - Ruim
O – Ótimo
B – Bom
R – Regular
RU - Ruim
O – Ótimo
B – Bom
R – Regular
RU - Ruim

Onde a tabela 9 mostra a avaliação geral de cada indicador
Qual o grau de importância do indicador para o bom desenvolvimento da
biblioteca universitária especializada? Qual o grau de satisfação do usuário/cliente
quando da utilização e recepção dos serviços e/ou processos referentes a este
indicador? Qual o resultado da importância e da satisfação do usuário quando da
avaliação destes determinantes (indicadores)?
As tabelas seguintes referem-se a avaliação, de qualidade de bibliotecas
universitárias especializadas pelos critérios de análise de cada determinante
(indicador):
Medidas de avaliação de qualidade – Acervo
Acervo
Grau de importância
Organização
Atualização
Quantidade
Diversidade
Conservação
Número de exemplares
Especificidade
Disponibilidade
Títulos
Classificação
Catálogo
Divulgação
Autores
Manutenção
Editoras
Publicações internas

Grau de satisfação

Resultados

�Tabela 10: Medidas de avaliação de qualidade – Acervo
Medidas de avaliação de qualidade – Acesso
Acesso
Grau de importância
Grau de satisfação
Sistema
de
busca
informatizado
Localização
Empréstimo
Facilidade
Horário
de
funcionamento
Tempo de acesso
Agilidade
Internet
Forma de acesso
Intercâmbio
Freqüência
Auto atendimento
Tabela 11: Medidas de avaliação de qualidade – Acesso
Medidas de avaliação de qualidade – Atendimento
Atendimento
Grau de importância
Grau de satisfação
Qualidade
Horário de funcionamento
Tempo de empréstimo
Profissional Capacitado
Atendimento personalizado
Facilidade de empréstimo
Conhecimento
Tabela 12: Medidas de avaliação de qualidade – Atendimento
Medidas de avaliação de qualidade – Ambiente
Ambiente
Grau de importância
Grau de satisfação
Condições físicas
Local de estudo
Luminosidade
Higiene
Instalações
Distribuição
Climatização
Disposição das estantes
Silêncio
Tabela 13: Medidas de avaliação de qualidade – Ambiente

Resultados

Resultados

Resultados

Nas tabelas Observa-se quais critérios de análise o cliente/usuário avalia
em cada um dos indicadores tendo os critérios definidos, questiona-se o nível de
importância de cada critério para o bom desempenho dos processos da biblioteca,
em seguida mede-se o grau de satisfação do cliente/usuário para cada critério
listado. Por fim observa-se o grau de importância pelo grau de satisfação, como

�resultado satisfatório deve-se obter sempre maior grau de satisfação para os
critérios de maior importância.
Utilizou-se os critérios de análise citados pelos usuários/clientes das
bibliotecas pesquisadas. Os indicadores: Acervo, Acesso, Atendimento e
Ambiente passam a ser a base de avaliação da biblioteca universitária
especializada, sugeridas não pelos usuários/clientes, e pelos autores estudados.
Fase 5 – Identificação de criticidade
Após a identificação e definição dos indicadores, seus critérios e
importância no processo de avaliação da qualidade de da biblioteca universitária
especializada, o bibliotecário inicia a identificação dos pontos críticos.
No caso de não haver identificação de áreas criticas dá-se continuação aos
processos de implantação da biblioteca universitária especializada. Conforme
estava estabelecido no pré-projeto (Etapa 1 da metodologia).
Caso contrário parte-se para a identificação dos parâmetros de desvios.
Os quais são realizados mediante a avaliação dos determinantes de qualidade
propostos, ou seja, acervo, acesso, atendimento e ambiente.
O bibliotecário questiona, junto aos seus usuários/clientes, por meio de
questionários que visam identificar tabelas dos parâmetros de desvio, como estão
suas expectativas considerando o grau de importância de cada critério. Estas
tabelas medem o grau de importância do critério e o grau de satisfação dos
usuários em relação a este para o bom desempenho da biblioteca universitária
especializada.
Medidas de avaliação de qualidade – Acervo
Acervo
Grau de importância
Organização
MI
Atualização
MI
Quantidade
MI
Diversidade
I
Conservação
I
Número
de I
exemplares
Especificidade
MI
Disponibilidade
I
Títulos
I
Classificação
PI

Grau de satisfação
MS
I
I
S
PS
I

Resultados
O
B
R
B
R
RU

S
S
PS
S

O
B
R
B

�Catálogo
PI
S
B
Divulgação
PI
S
B
Autores
PI
S
B
Manutenção
PI
S
B
Editoras
PI
S
B
Publicações internas PI
S
B
Tabela 14: Medidas de avaliação de qualidade – Acervo da Biblioteca do EMC/UFSC
Medidas de avaliação de qualidade – Acervo
Acervo
Grau de importância
Grau de satisfação
Resultados
Organização
MI
MS
O
Atualização
MI
S
B
Quantidade
MI
S
R
Diversidade
I
S
B
Conservação
I
S
R
Número
de I
S
R
exemplares
Especificidade
MI
S
B
Disponibilidade
I
S
B
Títulos
PI
PS
R
Classificação
PI
S
B
Catálogo
PI
S
B
Divulgação
PI
S
B
Autores
PI
S
B
Manutenção
PI
S
B
Editoras
PI
S
B
Publicações internas PI
S
B
Tabela 15: Medidas de avaliação de qualidade – Acervo da Biblioteca do LMP/EMC/UFSC

No exemplo dado acima observa-se que tanto a Biblioteca do EMC/UFSC
como a Biblioteca do LMP/EMC/UFSC têm deficiências na quantidade de obras
oferecidas, na conservação destas, no número de exemplares oferecidos e nos
títulos oferecidos.
Tendo as áreas criticas definidas parte-se para a próxima fase, na qual se
apresenta soluções para sanar estas falhas.
Sugere-se, ao profissional da informação, que estas avaliações sejam
realizadas regularmente, pois é interessante que os usuários/clientes sejam
questionados nas mais diversificadas situações ambientais, temporais e
emocionais.
É importante que todas as questões abordadas tenham tom imparcial.
Fase 6- Apresentação de solução

�Identificação das causas das falhas: Partindo da análise dos processos de
fluxo da informação para a identificação das causas destas falhas:
Nos critérios avaliados observou-se que as falhas são causadas pela falta
de quantidade de obras no acervo o que acarretou deficiência nos títulos
disponíveis e no número de exemplares de cada título o que, por sua vez, gerou
problemas de conservação, já que os mesmas obras são utilizadas por muitos
usuários reduzindo o tempo para a conservação e restauração destes.
Ou seja, a causa das falhas no determinante acervo, está voltada para
insuficiência de títulos e exemplares.
De posse destes resultados o bibliotecário tem subsídios para ir até a
coordenadoria do Laboratório e/ou administração do Departamento reivindicar a
ampliação do acervo.
Para

isto

o

administrador

ou

gerente

da

biblioteca

universitária

especializada deve, em principio, mostrar aos seus subordinados a importância
destas

avaliações.

Não

esquecendo

de

salientar

a

necessidade

de

aperfeiçoamento na realização de cada tarefa quando da apresentação do
produto final, ou seja, a informação oferecida ao usuário/cliente deve ser
exatamente aquilo que ele necessita.
Propostas de melhorias:
Conscientização do funcionário quanto a importância do bom atendimento.
Sendo este estudo direcionado às bibliotecas universitárias especializadas
é inevitável que se deixe claro aos seus funcionários, estagiários e agregados que
esta biblioteca só existe porque visa sanar as necessidades, anseios e desejos
informacionais de seus usuários/clientes, mais especificamente, dos professores,
pesquisadores, funcionários, estagiários e alunos ligados, direta ou indiretamente,
ao departamento, área ou instituição a que se reporta.
Valorização do bibliotecário quanto aos processos.
Estando o foco da avaliação voltada ao usuário/cliente, os processos, da
mesma forma, devem ser tratados para que se tornem tão importantes quanto,

�assim os bibliotecários, tornam-se a ponte entre os dados e o conhecimento,
aqueles que desbloqueiam os caminhos do usuário/cliente ao conhecimento.
Definição do plano de implementação:
O plano de implementação desta metodologia, tem princípio no
aperfeiçoamento do profissional e na avaliação dos determinantes (indicadores) e
critérios propostos e validados pelos usuários/clientes.
Desta forma as decisões tomadas também estarão de acordo com a
avaliação e necessidades do usuário/cliente.
Planejamento dos processos.
Na ótica do processo o bibliotecário ou profissional da informação não deve
considerar a informação pelo dado, mas para o conhecimento. Desta forma os
dados transformam-se em informação e esta, quando agrega valor, gera
conhecimento. Salienta-se: A informação é considerada conhecimento quando
interfere

no

meio

ou

no

indivíduo,

neste

caso

no

usuário/cliente.

Esquematizando:

Figura 1: Esquema do processo em que o bibliotecário é a ponte entre o
dado/informação/conhecimento e o usuário/cliente e os indicadores o meio de
avaliação do sistema operacional.

�A partir do acima esquematizado vê-se o usuário/cliente que, além de ser
um dos

avaliadores da biblioteca, a partir da fluidez de seus processos de

serviços,

é aquele que necessita da transformação: Dado ⇒ informação ⇒

conhecimento que, por sua vez, gera meios de sobrevivência, profissionalismo,
adaptação, intelectualidade, lazer...

4 OBSERVAÇÕES GERAIS
Sendo assim planejar os processos quando do desenvolvimento do plano
de implementação de uma biblioteca universitária especializada é algo mais
complexo que encontrar e justificar determinadas falhas, é preveni-las.

REFERÊNCIAS
VERGUEIRO, Waldomiro; CARVALHO, Telma. Indicadores de qualidade em
bibliotecas Universitárias brasileiras: o ponto de vista dos clientes. Disponível
em: http://www.biblioestudantes.kit.net/artigos.htm. Acesso em: 14 jun. 2003.
SALASÁRIO, Maria Guilhermina da Cunha. Biblioteca especializada e informação:
da teoria à prática na Biblioteca do laboratório de Mecânica de Precisão –
LMP/UFSC. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis. v. 5,
n. 5, p. 104-119, 2000.
STUART, C.; DRAKE, M. A. TQM in researche libraries. Special libraries, v. 84,
n.3, p. 131-136, 1993.
TAYLOR, M. H.; WILSON, T. Q. A.: Quality assurance in libraries: the health
care sector. Ottawa: Canadian Library Association. 1990.
VERGUEIRO, W. C. S.; BELLUZZO, R. C. B.; CARVALHO, T.; REDDY, L. S. K.
La calidad en los servicios de información: búsqueda y definición de indicadores
en bibliotecas universitarias brasileras. In: CONGRESO INTERNACIONAL DE
INFORMACIÓN, LA HABANA, 1999. Habana. Anais... Habana: IDICT, 1999.
VOLPATO, Sílvia Maria Berté. A Trajetória de uma Biblioteca Especializada: o
Caso da Biblioteca do Curso de Pós Graduação em Administração da UFSC.

�1999. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Universidade Federal
de Santa Catarina, Florianópolis, 1999.

∗

BIBLIOTECA DO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA CATARINA. Campus Universitário – Trindade - Fpolis/SC – Brasil.
biblioteca.emc@emc.ufsc.br CRB 14/802 - ACB 450, Rua Manoel Pizzolatti, 308/404B – J.
Atlântico – Fpolis/SC – Brasil guilherminasalasar@hotmail.com
ASSOCIAÇÂO CATARINENSE DE BIBLIOTECÀRIOS, Rua Nunes Machado, 94/Sala33 – Centro
- Fpolis/SC – Brasil acb@newsite.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52957">
                <text>Metodologia de implantação e avaliação da qualidade de bibliotecas universitárias especializadas através da ótica dos usuários/clientes: o caso dos 4 A.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52958">
                <text>Salasário, Maria Guilhermina Cunha </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52959">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52960">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52961">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52963">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52964">
                <text>Este trabalho visa demonstrar a viabilidade de uma metodologia de implantação e avaliação da qualidade de bibliotecas universitárias especializadas, através da ótica do usuário/cliente. O objetivo deste trabalho é garantir a qualidade dos serviços partindo da identificação de determinantes (indicadores) que sanem as necessidades do usuário/cliente. Esta avaliação baseia-se na indicação de quatro determinantes de qualidade: Acervo, Acesso, Atendimento e Ambiente, os quais são analisados, aprovados e validados pelos usuários/clientes de duas bibliotecas universitárias especializadas, ambas do Curso de Engenharia Mecânica da UFSC. A proposta de Avaliação da qualidade baseia-se na definição destes determinantes (indicadores) os 4A, relacionados com os critérios (qualidade, atualização, variedade...) e com os índices de importância e satisfação, atribuídos pelo usuário/cliente. A partir desta analise identificou-se as áreas criticas – baseando-se nos resultados da avaliação dos 4A, da identificação dos parâmetros de desvios e da definição de áreas criticas. Apresentou soluções - a partir da identificação das causas, da proposta de melhorias e da definição do plano de implementação. Aplicou o plano de melhorias – tomando como principio o desenvolvimento dos processos, a aplicação das melhorias e a analise dos processos e, por fim, utilizou os indicadores de acompanhamento – reiniciando os processos na implantação do sistema de operações e/ou na continuidade na implantação do sistema da biblioteca universitária especializada. Após as avaliações de qualidade, concluiu-se que a utilização geral dos determinantes: Acervo; Acesso; Atendimento; Ambiente, são eficazes na avaliação de uma biblioteca universitária especializada, pois mostraram as falhas e determinaram a recuperação do bom desempenho dos processos das bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68289">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4788" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3857">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4788/SNBU2004_048.pdf</src>
        <authentication>161cab5d8b39cc95e81e908dd537fa58</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53001">
                    <text>1

APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE INDICADORES DE QUALIDADE PARA
PLANEJAMENTO DA GESTÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DA
UERJ
Nadia Lobo da Fonseca∗
Nysia Oliveira de Sá
Regina Serrão Lanzillotti
Anderson Martins Silva
Gabriel Fonseca da Silva

RESUMO
Enfoca estudo da Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ em parceria com o
Instituto de Matemática e Estatística da UERJ (IME) sobre indicadores para
planejamento da gestão de qualidade em bibliotecas universitárias. Empregaramse técnicas estatísticas de significância, que permitiram confrontar as posições
das gestoras - da Rede e de quatro bibliotecas – entre si e em relação à visão dos
clientes selecionados, por amostragem (alunos, professores, comunidade externa
e servidores) das bibliotecas: CB/A (Medicina) e CB/C (Saúde Pública) do Centro
Biomédico; CCS/C (Direito) do Centro de Ciências Sociais e CTC/D (Física) do
Centro de Tecnologia e Ciências. O critério de classificação da compatibilidade
dos indicadores foi o risco tolerado da existência de uma diferença, entre a
pontuação de cada uma das gestoras e as atribuídas pelas diferentes categorias
de clientes: se risco inferior a 10%, então os indicadores são compatíveis, ou seja,
agregam atributos passíveis de aferir a qualidade dos serviços prestados, como
acesso e efetividade. Se entre 10% e 20%, então precisam ser reavaliados, caso
dos indicadores segurança e instalações. Se acima de 20%, constatada a
divergência de visões, foram considerados incompatíveis, os indicadores
comunicação e credibilidade. O levantamento coube a graduandos de
Estatística bolsistas da Sub-reitoria de Extensão e Cultura vinculados ao projeto
IME/Rede Sirius, e a alunos voluntários. A participação nesse projeto beneficiou
todos os envolvidos sendo citados, entre outros: os alunos, pelo desenvolvimento
de habilidades e competências exigidas pelo mercado de trabalho, e os
profissionais pelo aprendizado decorrente de um trabalho multidisciplinar.
PALAVRAS-CHAVE: Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Gestão da

Qualidade. Indicadores de Qualidade.

1 ANTECEDENTES
A preocupação dos profissionais bibliotecários da Universidade do Estado
do Rio de Janeiro (UERJ) com o aprimoramento organizacional da Rede Sirius –
Rede de Bibliotecas UERJ implicou no desenvolvimento de vários estudos

�abordando a qualidade da prestação de serviços informacionais, em Bibliotecas
de Instituições de Ensino Superior (IES)1.
O empenho desses profissionais parte do pressuposto de que, na época
atual, mesmo prestadores de serviço na esfera pública necessitam atentar para o
fato de que até mesmo por uma questão de imposição legal – Código de Defesa
do Consumidor2 - cabe-lhes entender os usuários como clientes que precisam ser
conquistados a cada dia.
Esta postura determina a busca por critérios para avaliar e aprimorar a
prestação de serviços informacionais, tarefa complexa, em especial, na
universidade, à medida que ela mesma vem discutindo critérios internos de
avaliação, para fazer face às exigências dos órgãos competentes externos, como
Coordenação de Aperfeiçoamento para a Pesquisa (CAPES) e Ministério da
Educação e Cultura (MEC).
Dessa forma, verifica-se que a qualidade dos serviços bibliotecários na
área universitária necessita, entre outros fatores, de indicadores úteis e
confiáveis, que possibilitarão a avaliação desses serviços, impondo-se, então, sua
definição criteriosa.3
No entanto, além das já citadas, segundo Vergueiro, existe uma dificuldade
para o estabelecimento de indicadores de qualidade inerente à área das ciências
humanas e sociais. Dessa forma, na UERJ, o trabalho multidisciplinar, agregando
Estatísticos e Bibliotecários, apresentou-se como a estratégia mais adequada
para superar esses obstáculos e atender à especificidade da Rede Sirius – Rede
de Bibliotecas UERJ.
Esta Rede, tendo em vista o contexto em que se insere – a Universidade
do Estado do Rio de Janeiro - empenha-se em um trabalho de caráter
investigativo, em paralelo às atividades de suporte informacional ao ensino,
1Tais estudos foram publicados em periódicos e anais de eventos técnico-científicos da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Educação e
Estatística.
2BRASIL. Código de defesa do consumidor. Lei nº 8078, de 11 set.1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Disponível
em: http://www.mj.gov.br/DPDC/ servicos/legislacao/cdc.htm. Acesso em: 20 jul.2004

.

3Vergueiro, Waldomiro. Indicadores de qualidade em bibliotecas universitárias brasileiras: o ponto de vista dos clientes. Ciência da Informação,
Brasília, v.22, n.1, p.13-21, jan./abr. 1993.

�3

pesquisa, extensão, norteado por uma filosofia de gestão participativa,
cooperação e compartilhamento de recursos, o que exige atualização constante
de conhecimentos técnicos e aprimoramento de ferramentas gerenciais, tais como
indicadores de qualidade.
Em função disso, em 2002, foi elaborado um trabalho com a finalidade de
“desenvolver e implantar indicadores de gestão para a Rede Sirius, como
instrumento que permitirá aferir o seu comportamento”4.
O resultado dessa pesquisa validou seis indicadores: Comunicação,
Acesso, Efetividade, Credibilidade, Segurança e Instalações e, considerando a
diversidade de perfis das bibliotecas da UERJ, propôs para validação de seu
estudo, que este fosse replicado em todas as unidades de informação da Rede5.
Julgou-se pertinente, no entanto, reaplicar a metodologia em apenas quatro das
vinte e uma bibliotecas, em 2003, a partir de um enfoque diferenciado6.
Os critérios para a escolha dessas bibliotecas incluíram a predisposição
das gestoras e respectivas equipes, bem como da clientela, para um trabalho
deste tipo. Por outro lado, as selecionadas representam as três áreas do
conhecimento em que se organiza a UERJ, e que não haviam sido incluídas no
estudo citado: duas do Centro Biomédico, a CB/A (Medicina) e a CB/C (Saúde
Pública), uma do Centro de Ciências Sociais a CCS/C (Direito), e uma do Centro
de Tecnologia e Ciências, a CTC/D (Física).
Quanto aos indicadores, foram mantidos os elencados por Dias, conforme
a seguir:
a) Comunicação: Regulamento das bibliotecas; materiais de divulgação dos
produtos e serviços informacionais oferecidos; política de

4DIAS, Valéria Batista. Desenvolvimento de nndicadores de qualidade para planejamento da gestão em unidades de informação da Rede Sirius. Rio de
Janeiro: UERJ/SR1, 2002 (no prelo). p. 123.

6O objeto de estudo de Dias foi a biblioteca A do Centro de Educação e Humanidades -CEH/A (áreas de cobertura: Psicologia, Nutrição, Educação),
empregando a Análise Exploratória de Dados para aferir a distribuição das pontuações dos atributos de cada indicador, e a sua variabilidade em torno
da média, e a hierarquia da pontuação.

�desenvolvimento de coleções; Regimento da Rede Sirius;
participação em decisões7.

b) Acesso: sinalização do acervo; consulta local; circulação do acervo;
Serviço de Comutação Bibliográfica (COMUT); acesso a bases
eletrônicas locais e remotas; catálogos em fichas.

c) Efetividade: pronto atendimento pela disponibilidade de servidores;
respostas objetivas e concisas; orientação técnica de
Bibliotecários; retorno ao usuário sobre suas sugestões
para o acervo; treinamento de usuários.

d) Credibilidade: pronto atendimento das solicitações; cortesia por parte dos
servidores; confiança no atendimento das solicitações;
conhecimento dos assuntos abrangidos pela Biblioteca.

e) Segurança: suspensão por ultrapassar o prazo limite de devolução do
material do acervo; sistema eletrônico de segurança;
reposição de material extraviado pelo usuário.

f) Instalações: cabines para estudo individual ou em pequenos grupos;
Distribuição otimizada do acervo e do mobiliário da Biblioteca;
condições favoráveis à preservação do acervo e circulação
de usuários; área de alimentação próxima à Biblioteca;
condições ambientais facilitadoras do acesso de portadores
de

necessidades

especiais;

ambientes

favoráveis

à

permanência dos usuários.
O levantamento coube a graduandos de Estatística, bolsistas da Subreitoria de Extensão e Cultura vinculados ao projeto IME/Rede Sirius, e alunos
voluntários, que abordaram os sujeitos, aqui denominados clientes (alunos,

7Na Rede Sirius, existem duas instâncias de representatividade: as Comissões de Bibliotecas integradas por representantes docentes, discentes e
servidores, e o Órgão Colegiado, com atribuição consultiva e deliberativa.

�5

professores, a comunidade externa e servidores) com perfis e demandas
diferenciados.
Contribuíram para o bom desenvolvimento do trabalho as reuniões para
sensibilização das chefes das bibliotecas responsáveis pela preparação das
equipes que recepcionariam os alunos e acompanhamento da aplicação do
instrumento da pesquisa.
Inicialmente, são apresentadas as técnicas estatísticas de significância,
adotando-se como padrão, a visão das especialistas da área de Biblioteconomia gestoras da Rede e das quatro bibliotecas. Isto permitiu o confronto das posições
dessas gestoras entre si e em relação à visão dos usuários e servidores e, a partir
dos resultados desses confrontos, realizar inferências quanto à necessidade de
estudos pontuais para definição dos indicadores e respectivos atributos de cada
uma das bibliotecas da Rede Sirius.

2 METODOLOGIA
Empregou-se a amostragem aleatória simples, segundo Cochran8, com
seleção de usuários, sem reposição, ou seja, estes não podiam responder ao
questionário mais de uma vez, considerando-se um erro relativo de 10%,
coeficiente de variação da demanda dos freqüentadores de 30%, e nível de
significância de 5%, determinando 116 clientes para a CB/A, 90 para a CB/C e
115 para as CCS/C e CTC/D.
Foram realizados treinamentos para os alunos voluntários do curso de
Estatística do IME/UERJ que colaboraram na coleta das informações, pelos
bolsistas que lhes explicaram os objetivos do trabalho e a importância da
fidedignidade na execução da tarefa. Quanto às equipes das bibliotecas, o
treinamento coube às chefes de cada uma, visando a propiciar a integração
cliente/entrevistadores.

8COCHKAN, Willian G. Técnicas de Amostragem. Rio de Janeiro: USAID, 1965.

�Os graduandos aplicaram a Estatística Descritiva e Inferencial, utilizando a
planilha Excel e o aplicativo Statistica, além de exercitar a negociação com
clientes

e

apreender

padrões

adotados

na

comunicação

científica,

instrumentalizando-se para a elaboração de seus projetos de final de curso.
Optou-se por trabalhar com as Distribuições de Freqüência (DF) das
pontuações atribuídas pela gestora da Rede Sirius confrontadas com a
hierarquização

dos atributos pelos clientes. Contudo, quando o enfoque era

direcionado a uma determinada unidade de informação, adotou-se a freqüência
esperada para as bibliotecárias chefes. Estas freqüências correspondem ao
percentual da pontuação de cada atributo em relação ao total de pontos do
indicador.
Pretendia-se verificar a ocorrência, ou não, de um distanciamento entre
diferentes visões, então se avaliou, de acordo com Spiegel9, a diferença entre as
DFs (Estatística não Paramétrica - teste Qui-quadrado) e a significância para as
correlações (Pearson, r= 0,90), entre clientes e gestora da Rede; clientes e
bibliotecárias chefes e, entre estas e a gestora da Rede Sirius.
O critério de classificação da compatibilidade dos indicadores foi o risco
tolerado da existência de uma diferença, entre a pontuação de cada uma das
gestoras e as atribuídas pelas diferentes categorias de clientes: se risco inferior a
10%, então os indicadores são compatíveis, ou seja, agregam atributos passíveis
de aferir a qualidade dos serviços prestados. Se entre 10% e 20%, então,
precisam ser reavaliados e se acima de 20%, constatada a divergência de
visões, foram considerados incompatíveis.

3 RESULTADOS
As técnicas empregadas propiciaram apontar os indicadores que são
compatíveis para aferir o padrão de qualidade nas quatro Unidades de
Informação da Rede Sirius enfocadas nesta pesquisa.

9SPIGEL, Murray R. Estatística. 2.ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1969. 580p.

�7

Cabe ressaltar, que os resultados da implementação das técnicas
estatísticas elencados a seguir foram apresentados em seminário, ainda em 2003,
pelos bolsistas, à Gestora da Rede e às Bibliotecárias Chefes. No entanto, o
estudo não foi completado, em todas as suas etapas, tendo em vista que a
análise desses dados pelas gestoras deixou de ser efetivada, entre outros
motivos, porque o processo sucessório na universidade10 foi antecipado pela
Reitoria.
A apresentação dos resultados,a seguir, agregou o confronto entre as
visões:
a) dos clientes e a das bibliotecárias chefes;
b) dos clientes e a da gestora da Rede e
c) entre a das bibliotecárias chefes e a da gestora da Rede Sirius.
Os resultados permitiram verificar que a divergência mais acentuada
ocorreu entre as visões da gestora da Rede e a da clientela. Em relação às
chefes das bibliotecas observou-se uma convergência parcial entre elas e a
clientela. Apenas os indicadores acesso e efetividade são compatíveis, ou seja,
agregam atributos passíveis de aferir a qualidade dos serviços prestados, pois
apresentaram risco inferior a 10%.
Precisa ser reavaliado o atributo segurança, por estar inserido na faixa de
risco entre 10 e 20%, em relação às gestoras e aos servidores e, no caso da
Chefe da Biblioteca CB/A, de acordo com os professores. Quanto ao indicador
instalações, as opiniões divergiram acentuadamente entre a gestora e a
clientela, mas o mesmo não ocorreu em relação às Chefes das Bibliotecas.
Por estarem com risco acima de 20%, constatada a divergência de visões,
foram

considerados

incompatíveis,

os

indicadores

comunicação

e

credibilidade.
Seguem-se os resultados dos confrontos por indicador e respectivos
atributos.
10Eleições

diretas para Reitor e Diretores de Unidades Acadêmicas e Administrativas, entre elas a Rede Sirius.

�3.1 COMUNICAÇÃO
O conceito de comunicação adotado neste estudo é abrangente, pois
considera a interação entre as bibliotecas e os clientes, consubstanciada na
divulgação dos produtos e serviços informacionais, em documentos que se
referem à estrutura e às normas estabelecidas para a prestação desses serviços;
bem como às diretrizes adotadas para seleção, aquisição e descarte dos
materiais que compõem o acervo.
A interação ocorre também pela participação formal dos clientes em
decisões, nas Comissões de Bibliotecas integradas por docentes, discentes e
servidores, e no Órgão Colegiado da Rede Sirius, órgão consultivo e deliberativo
para questões de cunho administrativo referentes às bibliotecas.
Verificou-se que não há compatibilidade entre a valoração desses
atributos pela Gestora da Rede e a apontada pela clientela.
No que tange às Bibliotecárias Chefes, ocorreu o mesmo. No entanto,
houve compatibilidade de visões entre as gestoras com os servidores da CB/A,
CB/C e CCS/C, e entre estas e os alunos das bibliotecas CB/C e CTC/D.

3.2 ACESSO À INFORMAÇÃO
Para fins deste trabalho, incluiu-se neste indicador desde mecanismos
facilitadores da localização física dos documentos - como a sinalização e os
catálogos em fichas – até os serviços que os disponibilizam, na biblioteca ou
remotamente, como a consulta local, circulação, comutação bibliográfica
(COMUT) e acesso a bases eletrônicas.
Este indicador mostrou-se compatível para a maioria dos confrontos,
envolvendo a Gestora da Rede, exceto no que tange aos professores da CCS/C
e da CB/C e comunidade externa desta última biblioteca.
Chefes das bibliotecas: compatibilidade com todos os clientes somente
na CB/A. Nas demais, ocorreram divergências: com a comunidade externa, na

�9

CTC/D e CB/C; com professores da biblioteca e todos os professores
pesquisados: na CCS/C.

3.3 EFETIVIDADE
Os

atributos

deste

indicador

compreendem

fatores

relativos

ao

atendimento que propiciam o melhor uso dos recursos informacionais da
Biblioteca (servidores disponíveis, orientação de Bibliotecários, respostas
objetivas e concisas) aliados a treinamento de usuários e retorno ao usuário
sobre a decisão decorrente da sua sugestão para desenvolvimento do
acervo.
Gestora da Rede: compatível com a maioria dos usuários, menos no que
tange: à comunidade externa da CCS/C e CTC/D; professores da CB/A.
Chefes das bibliotecas: compatibilidade total com os clientes da CB/A e
CCS/C. Ocorreram divergências, entre as gestoras: da CB/C, em relação aos
professores e comunidade externa; da CTC/D , também comunidade externa, e
alunos.

3.4 CREDIBILIDADE
Entende-se como inerentes a este indicador, os seguintes atributos: pronto
atendimento das solicitações, cortesia por parte dos servidores, confiança no
atendimento das solicitações e conhecimento dos assuntos abrangidos pela
Biblioteca.
Gestora da Rede: incompatível totalmente para CTC/D, CCS/C.
Na CB/A houve apenas uma incompatibilidade: em relação aos servidores.
Na CB/C, ao contrário, só ocorreu uma adequação: em relação à comunidade
externa.
Chefes das bibliotecas: incompatível totalmente para CB/A. Para CCS/C
e CB/C, a incompatibilidade manifestou-se para quase todos os clientes, menos
para os alunos da primeira e para os servidores da segunda. Na CTC/D, as

�opiniões ficaram divididas, porque 50% dos clientes convergem com a visão da
gestora.

3.5 SEGURANÇA
Este indicador diz respeito aos mecanismos estabelecidos, visando a
resguardar o patrimônio bibliográfico, aqui representados pelos atributos:
suspensão por débito com a biblioteca; sistema eletrônico de segurança e
reposição de material extraviado pelo usuário.
Gestora da Rede: incompatível totalmente na CTC/D e CCS/C. Na CB/C, a
incompatibilidade manifestou-se para todos os clientes, menos para os
professores. O resultado da CB/A recomenda a reavaliação dos atributos, na
visão dos servidores, o que é reforçado pela ocorrência de incompatibilidade para
os demais clientes, a não ser para os professores.
Chefes das bibliotecas: Adequação total na CTC/D e CCS/C e
praticamente total na CB/C (à exceção dos servidores). Na CB/A, verificou-se a
incompatibilidade para a clientela, e necessidade de reavaliação dos atributos
para os professores.

3.6 INSTALAÇÕES
Embora os modernos recursos tecnológicos favoreçam o acesso virtual `a
informação, a realidade da universidade pública recomenda que sejam
observados atributos, tais como, cabines para estudo individual ou em pequenos
grupos; organização otimizada do acervo e do mobiliário nas dependências da
Biblioteca; condições ambientais favoráveis à preservação do acervo e à
permanência dos usuários ( entre elas uma área de alimentação próxima à
Biblioteca), bem como o acesso aos portadores de necessidades especiais.
Gestora da Rede: incompatível a não ser para os professores da CB/C e
CTC/D, comunidade externa, na CB/A e servidores, na CCS/C.

�11

Chefes das bibliotecas: compatível totalmente na CB/C e, parcialmente,
na CTC/D (50% compatível para alunos e professores), CB/A (onde apenas a
visão dos servidores não foi compatível) e CCS/C (excluindo a comunidade
externa).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tendo em vista o cenário delineado pela pesquisa, considerando também o
estudo realizado por Dias, verificou-se que a tarefa de estabelecer indicadores de
qualidade úteis e confiáveis apresenta dificuldades relacionadas, em princípio, às
especificidades de cada área do conhecimento e, em decorrência, aos perfis
diferenciados da clientela.
Conclui-se que, embora a metodologia aqui indicada possa ser aplicada em
outras unidades de informação de IES, tais dificuldades não podem ser relegadas
e exigem a ratificação dos indicadores e seus atributos. Este procedimento é
recomendável inclusive, na própria Rede Sirius, onde deverão ser desenvolvidos
estudos pontuais nas demais bibliotecas, pois apenas o próprio cliente pode
apontar quais são as suas reais necessidades, implicando no foco no cliente
como a estratégia de relacionamento mais adequada que qualquer outra.
Apesar disso, todos os envolvidos foram beneficiados com o estudo, a
começar pelas Unidades Acadêmica e Administrativa, que reforçaram sua
parceria. Os alunos puderam desenvolver habilidades e competências exigidas
pelo mercado de trabalho, e projetos de final de curso, envolvendo esta temática.
Isto assume maior relevância no momento em que o MEC aprimora e apresenta
seu instrumento de apreciação dos cursos de graduação: o Sistema Nacional de
Avaliação do Ensino Superior (SINAES), que é formado por três componentes
principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos
estudantes, em todos os aspectos que giram em torno desses três eixos: ensino,
pesquisa e extensão, dentre eles a responsabilidade social, desempenho dos
alunos, a gestão da instituição, o corpo docente, as instalações11.
11 MINISTERIO DA EDUCACAO E CULTURA. Lei nº 10861 de 14 abr. 2004. Institui o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior). Disponível em: http://www.mec.gov.br/legis/educsuperior.shtm. Acesso em : 14 jul.2004.

�Os servidores da Rede, no duplo papel de clientes e prestadores de
serviço, adquiriram uma visão ampliada da natureza dos serviços informacionais
que demandam e oferecem. Por outro lado, ao integrarem-se a um estudo
efetuado em bases científicas tiveram a oportunidade de desempenhar o papel de
atores no processo de aprimoramento das unidades de informação.
Em última instância, acredita-se que, gradativamente, com a realização de
tais estudos, estejam sendo disseminados, numa instituição pública, os princípios
da qualidade.

ABSTRACT
It focuses study of Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ in partnerships
association with Instituto de Matemática and Statistics of the UERJ (IME) on
pointers for planning of the management of quality in university libraries. Statistical
techniques of significance had been used, that had allowed to compare the
positions of the managers of Rede and the four libraries - between itself and
relation to the vision of the select costumers, for sampling (students, professors,
external community and servants) of the libraries CB/A(Medicine) and CB/C
(Public Health) of Centro Biomédico; CCS/C (Law) of Centro de Ciências Sociais
and CTC/D (Physics) of Centro de Tecnologia e Ciências. The criterion of
classification of the compatibility of the pointers was the tolerated risk of the
existence of a difference, between the punctuation of each one of the managers
and the attributed ones for the different categories of customers: if inferior risk
10%, then pointers are compatible, or either, add attributes to survey the quality of
the services, as access and effectiveness. If between 10% and 20%, then they
need to be reevaluated, case of the pointers security, installation. If above of 20%,
evidenced the divergence of points of views, they had been considered
incompatible, the pointers communication and credibility. The survey was made for
the students of Statistics scholarship of Sub-reitoria de Extensão e Cultura holders
of the project of IME/Rede Sirius, and volunteers. The participation in this project
benefited to all involved ones being cited, and others: the students, for the
development of abilities demanded for the market work, and the professionals for
the decurrent learning of a work multidiscipline.
KEYWORDS: Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Management of
quality. Pointers of quality.

the

�13

REFERÊNCIAS

BRASIL. Código de defesa do consumidor. Lei nº 8078 de 11 set. 1990. Dispõe
sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Disponível em:
http://www.mj.gov.br/DPDC/ servicos/legislacao/cdc.htm. Acesso em: 20 jul.2004.
COCHKAN, Willian G. Técnicas de Amostragem. Rio de Janeiro: USAID, 1965.
DIAS, Valéria Batista. Desenvolvimento de indicadores de qualidade para
planejamento da gestão em unidades de informação da Rede Sirius. Rio de
Janeiro, 2002 (no prelo).
SPIEGEL, Murray R. Estatística. 2.ed. Rio de Janeiro : Ao Livro Técnico, 1967.
VERGUEIRO, W. C.S.; CARVALHO, T. Indicadores de qualidade em bibliotecas
universitárias brasileiras: o ponto de vista dos clientes. Ciência da Informação,
Brasília, v.22, n.1, p.13-21, jan./abr. 1993.

∗

Bibliotecária. Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. nlobo@uerj.br; 2 Bibliotecária. Conselho
Regional de Biblioteconomia, 7ª Região (Av. Rio Branco, 277, 7° andar, sala 710. Centro – RJ.
Brasil). nysiasa@hotmail.br; 3 Docente. Instituto de Matemática e Estatística/ UERJ.
Departamento de Estatística. regina@ime.uerj.br; Graduandos de Estatística. Bolsistas da
Extensão.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro R. São Francisco Xavier, 524. Sala 3002, Bl.C Maracanã. Rio de Janeiro. RJ.CEP: 20530-013. Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52984">
                <text>Aplicação da metodologia de indicadores de qualidade para planejamento da gestão em bibliotecas universitárias da UERJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52985">
                <text>Fonseca, Nadia Lobo da; Sá, Nysia Oliveira de; Lanzilotti, Regina Serrão; Silva, Anderson Martins; Silva, Gabriel Fonseca da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52986">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52987">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52988">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52990">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="52991">
                <text>Enfoca estudo da Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ em parceria com o Instituto de Matemática e Estatística da UERJ (IME) sobre indicadores para planejamento da gestão de qualidade em bibliotecas universitárias. Empregaram-se técnicas estatísticas de significância, que permitiram confrontar as posições das gestoras - da Rede e de quatro bibliotecas – entre si e em relação à visão dos clientes selecionados, por amostragem (alunos, professores, comunidade externa e servidores) das bibliotecas: CB/A (Medicina) e CB/C (Saúde Pública) do Centro Biomédico; CCS/C (Direito) do Centro de Ciências Sociais e CTC/D (Física) do Centro de Tecnologia e Ciências. O critério de classificação da compdatibilidade dos indicadores foi o risco tolerado da existência de uma diferença, entre a pontuação de cada uma das gestoras e as atribuídas pelas diferentes categorias de clientes: se risco inferior a 10%, então os indicadores são compatíveis, ou seja,agregam atributos passíveis de aferir a qualidade dos serviços prestados, como acesso e efetividade. Se entre 10% e 20%, então precisam ser reavaliados, caso dos indicadores segurança e instalações. Se acima de 20%, constatada a ivergência de visões, foram considerados incompatíveis, os indicadores. Estatística bolsistas da Sub-reitoria de Extensão e Cultura vinculados ao projeto IME/Rede Sirius, e a alunos voluntários. A participação nesse projeto beneficiou todos os envolvidos sendo citados, entre outros: os alunos, pelo desenvolvimento de habilidades e competências exigidas pelo mercado de trabalho, e os profissionais pelo aprendizado decorrente de um trabalho multidisciplinar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68292">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4790" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3859">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4790/SNBU2004_049.pdf</src>
        <authentication>36a4eb61e8629b6337fb175610b2db5a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53019">
                    <text>ANÁLISE DOS PADRÕES E INDICADORES DE QUALIDADE PARA
DISPONIBILIZAÇÃO DAS TESES E DISSERTAÇÕES NA BIBLIOTECA DIGITAL DA
UNICAMP: ESTUDO DO CASO.
Regina Ap. Blanco Vicentini∗
Luiz Atílio Vicentini∗∗

RESUMO
O conteúdo da produção científica gerada nas universidades é ainda de acesso restrito
a sua comunidade. Este trabalho parte da premissa de que a publicação do conteúdo
das teses e dissertações nas bibliotecas digitais, tendo a Internet como um mecanismo
de comunicação de alcance mundial, instantâneo, interativo e multidirecional,
possibilitando o acesso ilimitado e sem fronteiras a esse importante repertório do
conhecimento gerado nas universidades, requer de seus idealizadores e planejadores
uma preocupação que extrapola a dos documentos impressos. Pretende-se com o
presente estudo analisar os padrões e indicadores de qualidade que nortearam a
implementação do Projeto da Biblioteca Digital da Universidade Estadual de Campinas,
para a disponibilização da sua produção científica, em texto completo, na Internet,
através de: identificação dos aspectos apontados na literatura como sendo impactantes
nos processos de desenvolvimento de Bibliotecas Digitais; caracterização em linhas
gerais das iniciativas de implementação de Bibliotecas Digitais no Brasil e no exterior;
analise, dentro da abordagem de gestão da qualidade, das dimensões ou
características importantes que constituem a Biblioteca Digital da Unicamp.
PALAVRAS CHAVE: Produção Científica. Teses e Dissertações. Biblioteca Digital.
Indicadores de Qualidade. Integração e Interoperabilidade. Metadados. Arquivos
Abertos. Software Livre.
1 INTRODUÇÃO

Os serviços e produtos oferecidos nas bibliotecas universitárias, atrelados as
atividades de ensino, pesquisa e extensão das universidades, são caracterizados
principalmente como a interface entre a informação e o pesquisador. O trinômio ensino,
pesquisa, extensão, têm nas bibliotecas um importante aliado para o desenvolvimento
das universidades. De acordo com Simon (1998, p. 48) “a razão de ser da Universidade
é a criação e a descoberta da informação (através da pesquisa), a sua transmissão

�(através do ensino e das atividades de extensão) e o seu registro (através da produção
de publicações que são coletadas em bibliotecas)”.
Partindo-se da premissa de que informação é insumo fundamental para a
pesquisa acadêmica, e as universidades são responsáveis pela produção e
disseminação do conhecimento, podemos avaliar a importância que as bibliotecas
universitárias ocupam no cenário do crescimento científico e tecnológico do país. O
volume e a qualidade dos seus acervos bibliográficos têm ao longo dos tempos
garantido aos pesquisadores informação para a concretização do seu trabalho de
pesquisa e de acordo com Chataignier e Silva (2001) a qualidade desses acervos é
destacada como um indicador das pesquisas desenvolvidas, o que as faz
freqüentemente serem apontadas como o coração dessas organizações.
A grande quantidade de informação produzida e disponível denominada como
fenômeno da explosão informacional, aliada ao surgimento da Internet, provocou uma
mudança no conceito de intermediação e acesso aos documentos nas bibliotecas. O
excesso e as facilidades de acesso à informação trouxeram como conseqüência à
dificuldade em encontrar informação relevante. Em Barboza, Nunes e Sena (2000),
encontrar informação relevante e com valor agregado é o grande desafio dos
pesquisadores e profissionais da informação.
Com os avanços tecnológicos nos processos de produção, registro e difusão do
conhecimento, as bibliotecas convivem, no mesmo espaço e tempo, atendendo
simultaneamente seus usuários, em duas realidades: a biblioteca tradicional impressa;
e a biblioteca digital, em meio eletrônico, acessível local ou remotamente. Esse meio
eletrônico não está mais restrito ao acesso a catálogos eletrônicos, mas sim as fontes
de informação de conteúdo em texto completo que facilitem e agilizem o processo de
transferência do conhecimento.
Segundo a literatura, as bibliotecas do século XXI apresentam três funções: a
agregadora, a criadora e a filtradora ou qualitativa. Na agregadora, enfatiza-se o
gerenciamento do acesso aos conteúdos intelectuais, na função criadora, devemos
fornecer o suporte para a geração da informação, tais como digitalizar, organizar e

�gerenciar as coleções disponíveis em papel (tese, dissertações, imagens, etc.) e, por
fim, a função qualitativa que tem como essência à orientação no uso dos recursos
informacionais de alta qualidade.
As bibliotecas digitais, foco do presente estudo são as que utilizam informação
no suporte digital, e por não apresentarem na literatura consenso em suas definições
estaremos utilizando como conceito o encontrado em Waters (1998, p. 1, tradução
nossa), que diz:
As bibliotecas digitais são organizações que oferecem os recursos,
incluindo pessoal especializado, na seleção e estrutura de acesso
intelectual para interpretar, distribuir e preservar a integridade dos
documentos digitalizados, garantindo sua permanência ao longo do
tempo e disponibilizando-os pronta e economicamente para uso de uma
comunidade definida ou de um conjunto de comunidades.

O conteúdo da produção científica gerada nas universidades é ainda de acesso
restrito a sua comunidade, e de acordo com Baggio (2000) o conhecimento acumulado
e não compartilhado com a sociedade tende a agravar o abismo que separa ricos e
pobres. A publicação do conteúdo das teses e dissertações nas bibliotecas digitais,
tendo a Internet como um mecanismo de comunicação de alcance mundial,
instantâneo, interativo e multidirecional que possibilita o acesso ilimitado e sem
fronteiras a esse importante repertório do conhecimento, requer de seus idealizadores e
planejadores uma preocupação que extrapola a dos documentos impressos.

2 OBJETIVO
O presente estudo objetiva analisar os padrões e indicadores de qualidade que
nortearam a implementação do Projeto da Biblioteca Digital na Unicamp, para a
disponibilização da produção científica, em texto completo, na Internet. O estudo foi
fundamentado nos aspectos apontados na literatura como sendo impactantes nos
processos de desenvolvimento de Bibliotecas Digitais; nas iniciativas de implementação
de Bibliotecas Digitais de instituições congêneres, no Brasil e no Exterior e nas
abordagens de gestão da qualidade.

�3 JUSTIFICATIVA
Atualmente, a tendência mundial das unidades de informação é dispor seus
acervos de forma eletrônica/digital, visando à conservação e/ou a disponibilização de
seus conteúdos, possibilitando o compartilhamento de recursos informacionais. A
Unesco lidera a promoção da livre circulação de idéias no contexto de facilidade ao
acesso à informação científica em países em desenvolvimento e desde 1999 tem
patrocinado iniciativas de capacitação e construção de bibliotecas digitais de teses e
dissertações. A consolidação dessas iniciativas pode ser comprovada com a
implantação da Networked Digital Library of Theses and Dissertations que congrega um
catálogo coletivo de acesso unificado constituído por 183 universidades (incluindo 7
consórcios) e 27 instituições.
No Brasil, essas iniciativas têm se intensificado com maior ênfase a partir de
2000. No cenário nacional são importantes os projetos de Bibliotecas Digitais de Teses
e Dissertações da Universidade São Paulo, da Universidade Estadual de São Paulo, da
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, do Programa de Pós-Graduação em
Engenharia da Produção da Universidade Federal de Santa Catarina, do Instituto
Brasileiro em Informação em Ciência e Tecnologia e o da Universidade Estadual de
Campinas, objeto deste trabalho, e tantos outros.
A Unicamp em sua missão de pesquisa, ensino, e extensão, vêm procurando
suprir sua comunidade interna e externa de instrumentos capazes de criar e disseminar
o conhecimento na ciência, contribuindo para o desenvolvimento social, científico e
econômico do país. É crescente a evolução da sua produção intelectual de acordo com
a Figura 1 onde se demonstra o nº de teses defendidas de 1994 a 2003. Esses
números aliados à importância no cenário nacional e internacional apontam para a
responsabilidade do seu Sistema de Bibliotecas em difundir e disseminar essa
produção, em consonância com as modernas tecnologias de transferência do
conhecimento.

�FIGURA 1 – Evolução da Produção Científica
Fonte: Unicamp – Pós Graduação, 2004

A concretização da Biblioteca Digital da Unicamp deverá propiciar difusão
internacional dos trabalhos científicos e acadêmicos, ampliando o conhecimento de
domínio público, o que provocará impacto positivo na formação científica das gerações
atuais e futuras, além de criar competências na implementação de projetos
universitários para por à disposição do público, na Internet em texto completo.

4 DIMENSÕES DA QUALIDADE
Segundo Hayes (2001) as pessoas avaliam um produto ou serviço em termos de
varias dimensões ou características, cuja composição descreve o produto ou serviço na
sua totalidade. O autor apresenta como exemplo da sua afirmação o resultado de uma
avaliação de um serviço recebido, de acordo com o esquema abaixo:

Serviço recebido

Fornecedor

Aspectos do serviço

Rápido

Presteza

Disponível

Disponibilidade

�Desagradável

Profissionalismo

As três características identificadas nesse exemplo, “são um subconjunto de
todas as dimensões possíveis pelas quais um serviço pode ser descrito”.
A literatura destaca o conceito generalizado da qualidade com uma forte
conotação de atendimento às especificações, assim Juran (1962), conceitua qualidade
como uma adequação ao uso do produto e Crosby (1979) como conformidade aos
requisitos e especificações. Esses conceitos tem como ponto comum à conformidade
às especificações no processo de fabricação e evoluíram gradativamente integrando-se
às necessidades do cliente abrangendo serviços e produtos.
Ora, se o ponto comum dos conceitos da qualidade dos serviços e produtos
convergem para o atendimento das necessidades do cliente, o entendimento de quais
aspectos da qualidade são percebidos e apontados pelos clientes é de fundamental
importância para o processo de gestão da qualidade. Hayes (2001) fala sobre a
necessidade da identificação das dimensões da qualidade, que descrevem um serviço
ou produto, de tal modo que se possa saber como o cliente define a qualidade desse
serviço ou produto.
Garvin (1998, p. 58) afirma que [...] “as abordagens da qualidade baseadas no
usuário, no produto e na produção podem ser combinadas e coordenadas”. Entretanto,
alerta para um problema comum encontrado nas abordagens da qualidade: “todas elas
são vagas e imprecisas quando se trata de descrever os elementos básicos da
qualidade do produto”. Hayes (2001) considera a existência de algumas dimensões da
qualidade como padrões, mais adverte para a necessidade de cada empresa identificar
as dimensões da qualidade que melhor se apliquem à especificidade de seu produto ou
serviço, garantindo o conhecimento da definição correta da qualidade relacionada ao
seu negócio.
A identificação das dimensões da qualidade de um serviço ou produto de acordo
com Hayes (2001) consiste em dois métodos:

�1) Sistemática de desenvolvimento da dimensão da qualidade – o fornecedor
estabelece as dimensões da qualidade; são as pessoas que fornecem o
serviço ou produto que tenham condições de entender o objetivo e função do
serviço ou produto.
2) Sistemática dos incidentes críticos – envolve os clientes na determinação das
dimensões da qualidade; enfoca a obtenção de informações de clientes acerca
dos serviços e produtos que recebem.
Um dos processos para identificar as necessidades dos clientes através do
desenvolvimento das dimensões da qualidade são as literaturas especializadas, que
podem conter informações relativas a algumas dimensões da qualidade.
Zeithaml, Parasuraman e Berry (1993) identificaram dez dimensões da
qualidade, entretanto as tentativas para medir essas dimensões, revelaram que os
clientes só são capazes de distinguir cinco delas: tangibilidade, confiabilidade, presteza,
garantia e empatia. Em Garvin (1992) cada categoria é estanque e distinta, pois um
produto pode ser bem cotado em uma dimensão, mais mal classificado em outra.
Porém, as dimensões em algumas situações se inter-relacionam (a melhora de uma
depende da outra) ou duas dimensões podem andar juntas (confiabilidade e
conformidade) o que reforça a importância do entendimento dos elementos básicos que
definem as dimensões ou categorias da qualidade.
Essas abordagens conduzem ao entendimento de que os atributos segundo os
quais os clientes avaliam a qualidade, estão diretamente relacionados com a natureza
do serviço ou produto oferecido, o que nos leva a concluir que a identificação das
dimensões da qualidade da Biblioteca Digital da Unicamp é fator preponderante para o
estabelecimento dos seus indicadores, a fim de subsidiar ações de melhoria contínua
em concordância com as necessidades dos usuários.

5 METODOLOGIA
O instrumento de pesquisa adotado consiste na sistemática de desenvolvimento
das dimensões da qualidade de serviços e produtos de acordo com as abordagens
identificadas em Garvin (1992) e Hayes (2001).

�6 IDENTIFICAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA QUALIDADE

As dimensões da qualidade identificadas para a análise da Biblioteca Digital
foram focadas nos itens: Desempenho, Conformidade e Durabilidade. O resultado deste
estudo é apontado no Quadro 1 contendo as variáveis e suas características utilizadas
na análise do caso em questão.
Categorias
Desempenho

Conformidade

Variáveis
Armazenamento dos
Documentos

Mecanismo de Busca
Controle de Acesso
Cadastro de
Visitantes
Estatísticas
Atores
Arquitetura da
Informação
Metadados
Integração e
interoperabilidade

Durabilidade

Implementações
Segurança
Preservação

Características
Integridade do documento digital; Espaço em disco;
Controle de vírus; Facilidade e rapidez na inserção;
Dados de conteúdo e informações adicionais;
Indexação dos arquivos;Integração de dados.
Grau de recuperação dos documentos.
Registro de visitas e downloads.
Identificação dos usuários que acessam as teses e
dissertações.
Indicadores de downloads.
Ações realizadas pelos personagens; Definição de
quem faz o que?
Grau de organização das informações.
Padrões para a descrição dos dados.
Utilização de protocolo de comunicação e protocolo
de coleta automática dos metadados (harvesting);
Utilização de tecnologia de software livre.
Realização de upgrade de software e hardware.
Política de backup; Documentação do software e da
metodologia.
Política de preservação do documento digital.

QUADRO 1 – Características da Qualidade da Biblioteca Digital da UNICAMP
Fonte: Elaborado pelo autor

7 INDICADORES DA QUALIDADE

A seguir foram analisadas as categorias da qualidade identificadas no presente
estudo:
1) Desempenho - De acordo com Garvin (1992) as características operacionais básicas
de um produto é responsável pelo seu desempenho. No projeto da Biblioteca Digital

�foram identificadas as variáveis mais importantes referentes a esta categoria que serão
caracterizadas a seguir:

a) Armazenamentos dos Documentos - variável que garante a qualidade e a integridade
do documento digital publicado na Biblioteca Digital. Para o armazenamento dos
documentos o sistema contempla em suas funcionalidades alguns requisitos de
controle, necessários para garantia do desempenho da Biblioteca Digital:

controle de upload - somente documentos autenticados são inseridos no banco
digital;
compressão dos arquivos – objetiva a economia do espaço ocupado pelos
documentos, garantindo a performance de acesso ao banco digital;
identificação de vírus – o servidor da Biblioteca Digital possui um sistema de antivirus ativado pelo controle de upload, garantindo a integridade do arquivo inserido,
do banco digital e dos downloads a serem realizados posteriormente;
publicação do documento - a inserção do documento digital é de fácil e rápida
operacionalização em virtude da integração da Biblioteca Digital com o Banco
Referencial Acervus (catálogo automatizado), que através do protocolo de
comunicação Z39.50, permite a transferência dos metadados, evitando o retrabalho
na descrição das teses e dissertações no banco digital;
metadados – a descrição dos dados das teses e dissertações na Biblioteca Digital é
realizada através da marcação (identificação) dos metadados que são extraídos da
Base Referencial Acervus, cujo padrão de descrição de dados utilizado é o formato
MARC (Machine Readeble Card). Os dados de identificação do documento digital
dividem-se em dois: 1) dados de conteúdo: título, autor, palavra-chave, código de
identificação, idioma, data e local de publicação, orientador, instituição e nível de
defesa; 2) dados do arquivo digital: formato do documento, tamanho e categoria do
documento, data de criação e atualização, visitas e downloads. Todos os dados de
conteúdo e do arquivo digital são indexados no banco digital; permitindo a sua
recuperação.

�b) Mecanismo de Busca: de acordo com os idealizadores do Nou-Rau o indexador
utilizado (software htdig) para o mecanismo de busca, é uma das partes mais
importantes do sistema, pois mantém uma base de dados própria otimizada para
realizar as buscas. Essa característica garante a performance no tempo de resposta
quando da submissão de uma pesquisa, independentemente da quantidade de
documentos no banco digital. O sistema recupera palavras encontradas tanto nos
campos indexados, quanto no conteúdo do documento em PDF.

c) Controle de Acesso: o sistema Nou-Rau realiza o registro de todas as visitas e
downloads de cada arquivo, com a identificação do usuário que está executando o
download. Depois de autorizado o primeiro download o sistema permite ao usuário a
realização de novos downloads sem a necessidade de nova autenticação da senha. O
controle de acesso permite o reconhecimento das teses e dissertações mais visitadas e
com maior número de downloads, podendo obter-se os resultados por unidade de
defesa, orientador e assunto.

d) Cadastro de Visitantes: o acesso às teses e dissertações é liberado após o
preenchimento do formulário de registro, onde o visitante se identifica através do nome,
instituição, endereço de e-mail, login e senha, automaticamente autenticada pelo
sistema.

e) Estatísticas: o sistema Nou-Rau permite o registro do número de downloads
realizados por documento, e, apresenta dados estatísticos das teses e dissertações
mais acessadas, por unidade de defesa, por área do conhecimento, por domínios,
instituição e pelos termos (assuntos) mais utilizados para as buscas no banco digital.

2) Conformidade – essa categoria da qualidade é definida em Garvin (1992) como “o
grau em que o projeto e as características operacionais de um produto estão de acordo
com padrões preestabelecidos”. A conformidade é um requisito que sempre foi bastante
abordado na literatura sobre tratamento da informação. A premissa básica da
organização de qualquer acervo documental é a classificação dos assuntos por área do

�conhecimento, utilizando-se de códigos de classificação universal, que são os padrões
para a ciência da biblioteconomia. Outro exemplo ainda de instrumento normalizador
são os cabeçalhos de assuntos, os vocabulários controlados ou ainda os thesaurus,
utilizados para a indexação em bases e sistemas de recuperação da informação. Foram
destacados abaixo os requisitos de conformidade da Biblioteca Digital da Unicamp,
necessários ao estabelecimento de especificações técnicas para a padronização dos
dados, que garantam a qualidade do fluxo e da recuperação das informações pelos
seus usuários:

a) Usuários: o Nou-Rau prevê o gerenciamento das ações desenvolvidas na Biblioteca
Digital, através da definição dos possíveis papéis que os usuários (internos e externos)
possam ter dentro do sistema. A atribuição dos papéis dos personagens (administrador,
responsável, colaborador e visitante), permite a definição das atividades que serão
realizadas no ambiente da Biblioteca Digital de maneira sistêmica e padronizada,
permitindo a descentralização das tarefas de maneira a garantir a autonomia controlada
de cada papel desempenhado. O sistema prevê quem faz o que, quando e como?

b) Arquitetura da Informação: o sistema possui uma árvore hierárquica para a
organização das informações que serão definidas em níveis (1° nível, 2° nível, etc.).
Para cada especificidade dos assuntos podem-se criar tópicos que conterão os
documentos relacionados, podendo ainda ser organizado hierarquicamente, dentro de
sub-tópicos, ou seja, um tópico pode conter um ou mais sub-tópicos, dependendo da
sua necessidade. São previstos também a definição de categorias que correspondem a
tipos de documentos válidos e os limites de tamanho, podendo ainda especificar um ou
mais formatos a serem aceitos dentro de cada categoria. O sistema já tem como padrão
os formatos de documentos mais utilizados, que pode ser modificados ou incluídos
outros formatos existentes.

c) Metadados: a literatura identifica formatos para descrição de dados bibliográficos de
acordo com as recomendações estabelecidas pela norma ISO 2709 e também dos
metadados. A Unicamp adota o formato MARC para descrição do seu acervo

�bibliográfico e o formato MTD-BR (Padrão Brasileiro de Metadados de Teses e
Dissertações) da Biblioteca Digital Brasileira, baseado nos padrões internacionais do
Dublin Core. Os metadados constituem-se em uma nova forma de estruturar e
disponibilizar informação eletrônica através da Internet. Inclui informações descritas
tradicionalmente, como os catálogos de bibliotecas (autor, título, assunto, etc.), e sobre
recursos eletrônicos. Gils (2001) relaciona a idéia de metadados às citações
bibliográficas, entretanto seu conceito torna-se mais amplo em razão das suas
características: descrever, identificar e definir o recurso eletrônico; apresentar diferentes
níveis de especificidade, estrutura e complexidade; objetivando modelar e filtrar o
acesso, estabelecer termos e condições para o uso, autenticação e avaliação,
preservação e interoperabilidade das publicações eletrônicas.

d) Integração e Interoperabilidade: esses itens são identificados nas ações de
implementação de sistemas de acesso, disseminação e cooperação de repositórios
informacionais, tendo sido amplamente discutidos na literatura e pelos gestores de
Bibliotecas Digitais nacionais e internacionais, como recursos fundamentais para a
promoção do conhecimento para a sociedade. Marcondes e Sayão (2001) citam que
apesar de existirem diferentes denominações para a integração e interoperabilidade
entre Bibliotecas Digitais, todas elas convergem para a possibilidade dos usuários
interagirem em recursos informacionais heterogêneos, armazenados em diferentes
servidores na rede, através de uma interface única para a recuperação das informações
demandadas. Os projetos da Biblioteca Digital Brasileira e o da Networked Digital
Library of Theses and Dissertations tem como premissa básica à questão da
interoperabilidade de recursos informacionais digitais, baseando suas implementações
em uma arquitetura que viabilize a integração dos diferentes repositórios de informação,
cujos conteúdos encontram-se armazenados nos servidores das instituições detentoras,
como é o caso da Unicamp. O Nou-Rau utiliza o protocolo de comunicação Z39.50 para
a captura dos dados da Base Acervus, cuja função primordial é o aproveitamento da
catalogação já realizada, tornando simplificado e dinâmico o processo de publicação da
tese no banco digital, e também o protocolo de coleta automática dos dados

�(harvesting) necessários para a integração dos metadados a Biblioteca Digital
Brasileira.

3) Durabilidade – diz respeito à vida útil do produto e de acordo com Garvin (1992)
“pode-se definir durabilidade como o uso proporcionado por um produto até ele se
deteriorar fisicamente”. As variáveis e características identificadas nessa categoria da
qualidade da Biblioteca Digital são analisadas a seguir:

a) Novas implementações: O projeto da Biblioteca Digital prevê a médio e longo prazo a
realização de upgrade no software e hardware, objetivando manter a qualidade do
sistema, independente do crescimento do seu banco digital. Entretanto o Nou-Rau
possui uma característica de leveza considerada importante para o dimensionamento
da capacidade do servidor. Tanto o sistema operacional quanto os aplicativos que o
suportam ocupam 1.7 Gb do total dimensionado. O espaço ocupado pelo banco digital
está em torno de 8Gb para o total de teses e dissertações armazenadas, ou seja, o
espaço utilizado representa muito pouco do espaço existente no servidor.

b) Segurança – a adoção de políticas de backup constante visando garantir a
integridade física dos documentos digitais, e a documentação do software e da
metodologia da Biblioteca Digital são requisitos fundamentais para garantir a
continuidade no seu desenvolvimento e as manutenções que se fizerem necessárias.
Outro aspecto importante é o fato do Nou-Rau estar baseado em tecnologia de software
livre, o que permite o desenvolvimento de novas funcionalidades e o aperfeiçoamento
do sistema a medida de suas demandas.

c) Preservação do Documento Digital: Não existe ainda uma política de preservação do
documento digital, em formato e mídia adequada para garantir o acesso contínuo dos
materiais digitais para gerações futuras. Essa preocupação tem sido objeto de
discussões pelos pesquisadores da área da arquivologia e pelos responsáveis dos
repositórios que utilizam a web como ambiente informacional. A UNICAMP através do
seu Sistema de Arquivos – SIARQ têm como proposta a questão da padronização dos

�documentos eletrônicos, dentro do Projeto de Gestão, Acesso e Preservação de
Documentos Arquivísticos Eletrônicos. A Comissão Central de Avaliação de
Documentos, órgão permanente do SIARQ tem se deparado com a problemática da
gestão e da preservação de documentos eletrônicos gerados pela universidade - tanto
aqueles que nascem e "são arquivados" eletronicamente em bancos de dados, como
aqueles que são "arquivados" em mídias soltas. Foi criado um Grupo de Trabalho,
nomeado através da Portaria GR-104/2003, constituído por representantes da
Coordenadoria Geral de Informática, Procuradoria Geral, Instituto de Filosofia e
Ciências Humanas, Instituto de Computação, Centro de Computação, Diretoria Geral de
Recursos Humanos, Biblioteca Central e Arquivo Central do SIARQ, cujo objetivo é
elaborar normas que determinem padrões básicos que garantam a gestão, a
preservação e o acesso de documentos arquivísticos em meio eletrônico, gerados em
cumprimentos das funções da Unicamp, a serem utilizadas pelos órgãos e unidades na
produção e/ou na gestão de sistemas informatizados.

8 RESULTADOS E DISCUSSÃO
O desenvolvimento de Bibliotecas Digitais tem sido freqüentemente abordado
pela comunidade científica no país, mais especificamente da área de Ciência da
Informação, através da publicação de artigos e nas comunicações apresentadas em
eventos. A que se fazer menção ao número especial da Revista Ciência da Informação,
publicado em 2001 e ao I e II Simpósio Internacional de Bibliotecas Digitais, ocorrido em
2003 e 2004, na Unicamp.
A análise dos padrões e indicadores que nortearam a implementação do Projeto
da Biblioteca Digital na Universidade Estadual de Campinas para a disponibilização da
sua produção científica, em texto completo, na Internet, resultou que os mesmos são
adequados, conforme síntese demonstrada no Quadro 2 , e atendem aos princípios
relatados na literatura sobre o desenvolvimento de Bibliotecas Digitais. Verificou-se que
o Projeto apresenta consonância com as iniciativas de outras instituições, tanto a nível

�nacional quanto internacional, possibilitando a visibilidade e a difusão da produção
científica da Unicamp em redes de Bibliotecas Digitais.

DESEMPENHO
Aplicado
Não
Características
Aplicado
Integridade do documento digital; Espaço em disco;
X
Controle de vírus; Facilidade e rapidez na inserção;
Dados de conteúdo e informações adicionais;
Indexação dos arquivos;
Integração de dados.
Mecanismo de Busca Grau de recuperação dos documentos.
X
Controle de Acesso
Registro de quem realiza visitas e downloads.
X
Cadastro de Visitantes Identificação dos usuários que acessam as teses e
X
dissertações.
Estatísticas
Indicadores de downloads.
X
A análise das variáveis deste indicador demonstram alto grau de eficácia nas
COMENTÁRIOS
suas características responsáveis pelo nível do desempenho da Biblioteca
Digital. As facilidades contempladas no Nou-Rau atendem as premissas básicas
necessárias para a operacionalização das atividades necessárias ao
funcionamento da Biblioteca Digital.
CONFORMIDADE
Não
Variáveis
Características
Aplicado Aplicado
Atores
Ações realizadas pelos personagens;
X
Definição de quem faz o que?
Arquitetura da
Grau de organização das informações.
X
Informação
Metadados
Padrões para a descrição dos dados.
X
Integração e
Utilização de protocolo de comunicação e protocolo de
X
interoperabilidade
coleta automática dos metadados (harvesting);
Utilização de tecnologia de software livre.
Este indicador é o que apresenta maior grau de atendimento aos requisitos para
COMENTÁRIOS
construção de Bibliotecas Digitais, possibilitando a total integração da Biblioteca
Digital da UNICAMP com as redes nacionais e internacionais de disseminação
da produção científica gerada nas Universidades.
DURABILIDADE
Aplicado
Não
Variáveis
Características
Aplicado
Novas
Realização de upgrade de software e hardware.
X
Implementações
Segurança
Política de backup.
X
Documentação do software e da metodologia.
Preservação do
Política de preservação do documento digital.
X
documento
Este indicador demonstra o nível de segurança com relação ao Nou-Rau e a
COMENTÁRIOS
Biblioteca Digital, entretanto ainda necessita de política mais definida com
relação à preservação do documento digital.
Variáveis
Armazenamento dos
Documentos

QUADRO 2 - Análise dos Indicadores de Qualidade identificados na Biblioteca Digital
Fonte: Elaborado pelo autor

�9 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo demonstrou que o Projeto da Biblioteca Digital da Unicamp
segue as tendências identificadas na literatura e nas iniciativas de instituições nacionais
e internacionais, na adoção de padrões e formatos para disponibilização de
documentos em texto completo, utilizando a web como mecanismo de comunicação. A
metodologia adotada permitirá uma maior visibilidade da produção científica gerada na
Universidade e também à sua integração e compartilhamento á redes informacionais de
alcance mundial.
Outro aspecto importante do Projeto é a adoção da tecnologia de software livre e
arquivos abertos, acompanhando a tendência da comunidade científica na criação de
repositórios de conhecimento acessíveis a qualquer cidadão do mundo. Encontrar
mecanismos de divulgação científica, que sejam dinâmicos, flexíveis e com custos que
levem em conta a realidade econômica e social do país, devem ser ações estratégicas
na implementação de Bibliotecas Digitais principalmente nas universidades e institutos
de pesquisa.

REFERÊNCIAS

BAGGIO, R. A sociedade da informação e a infoexclusão. Ciência da Informação,
Brasília, v. 29, n. 2, p. 16-21, 2000.
BARBOZA, Elza Maria Ferraz; NUNES, Eny Marcelino de Almeida; SENA, Nathália
Kneipp. Web sites governamentais, uma esplanada à parte. Ciência da Informação,
Brasília, v. 29, n. 1, p. 118-125, jan./abr. 2000.
CHATAIGNIER, Maria Cecilia Pragana; SILVA, Margareth Prevot da. Biblioteca Digital:
a experiência do IMPA. Ciência da Informação, Brasília, .v. 30, n. 3, p. 7-12, set./dez.
2001.

�GARVIN, David A. Gerenciando a qualidade: a visão estratégica e competitiva.
Tradução de Engº João Ferreira de Souza. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1992.
HAYES, Bob E. Medindo a satisfação do cliente: desenvolvimento e uso de
questionários. Tradução de Luiz Liske. Rio de Janeiro: Qualitymark Ed., 2001. 228 p.
JURAN, J. M. Juran planejando para a qualidade. Tradução de João Mario Csillag. 3.
ed. São Paulo: Pioneira, 1995. 394 p.
MARCONDES, Carlos Henrique; SAYÃO, Luis Fernando. Integração e
interoperabilidade no acesso a recursos informacionais eletrônicos em C&amp;T: a proposta
da Biblioteca Digital Brasileira. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 3, p. 24-33,
set./dez. 2001.
SIMON, Imre. Universidade diante de novas tecnologias de informação e comunicação.
In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL UNIVERSIDADE E NOVAS TECNOLOGIAS –
IMPACTOS E IMPLICAÇÕES, 1998, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 1999. p. 4749.
WATERS, Donald J. What are Digital Libraries?. CLIR Issues, n. 4, July/August, 1998.
Disponível em: http://clir.org/pubs/issues/issues04.html. Acesso em: 21 jan. 2004.
ZEITHAML, Valarie A.; PARASURAMAN, A.; BERRY, Leonard L. Calidad Total em la
Gestion de Servicios: como lograr el equilíbrio entre lãs percepciones y las
expectativas de los consumidores. Traduccion de Cláudio L. Soriano. Madrid: Ediciones
Diaz de Santos, 1993. 256 p.
∗

Bibliotecária - Responsável pela Seção de Referência da Diretoria de Serviços ao Público; Mestre em
Gestão da Qualidade pela Faculdade de Engenharia Mecânica - Unicamp; Especialista em Sistemas
Automatizados de Informação - PUC Campinas. rblanco@unicamp.br; Universidade Estadual de
CampinasBiblioteca Central Cidade Universitária “Prof. Zeferino Vaz” Barão Geraldo – Campinas – SP
∗∗
Bibliotecário - Coordenador do Sistema de Bibliotecas; Especialista em Gestão de Negócios e
Tecnologias da Informação – FGV ; Sistemas de Informação em Ciência e Tecnologia - PUC Campinas.
vicentin@unicamp.br; Universidade Estadual de CampinasBiblioteca Central Cidade Universitária “Prof.
Zeferino Vaz” Barão Geraldo – Campinas – SP

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53002">
                <text>Análise dos padrões e indicadores de qualidade para disponibilização das teses e dissertações na Biblioteca Digital da UNICAMP: estudo do caso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53003">
                <text>Vicentini, Regina A. Blanco; Vicentini, Luiz Atílio</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53004">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53005">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53006">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53008">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53009">
                <text>O conteúdo da produção científica gerada nas universidades é ainda de acesso restrito a sua comunidade. Este trabalho parte da premissa de que a publicação do conteúdo das teses e dissertações nas bibliotecas digitais, tendo a Internet como um mecanismo de comunicação de alcance mundial, instantâneo, interativo e multidirecional, possibilitando o acesso ilimitado e sem fronteiras a esse importante repertório do conhecimento gerado nas universidades, requer de seus idealizadores e planejadores uma preocupação que extrapola a dos documentos impressos. Pretende-se com o presente estudo analisar os padrões e indicadores de qualidade que nortearam a implementação do Projeto da Biblioteca Digital da Universidade Estadual de Campinas, para a disponibilização da sua produção científica, em texto completo, na Internet, através de: identificação dos aspectos apontados na literatura como sendo impactantes nos processos de desenvolvimento de Bibliotecas Digitais; caracterização em linhas gerais das iniciativas de implementação de Bibliotecas Digitais no Brasil e no exterior; analise, dentro da abordagem de gestão da qualidade, das dimensões ou características importantes que constituem a Biblioteca Digital da Unicamp.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68294">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4792" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3861">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4792/SNBU2004_050.pdf</src>
        <authentication>c9a59c17169f0df40c013b605c735a5e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53045">
                    <text>A GESTÃO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS DA UNICAMP: ESTUDO
DOS INDICADORES DE QUALIDADE DA CORE COLLECTION
Regina Ap. Blanco Vicentini∗
Maria de Lourdes Fernandes Villas Boas
Sonia Regina C. Vosgrau
Valéria dos Santos Gouveia Martins

RESUMO
É consenso entre a comunidade científica à importância dos periódicos como
veículo de comunicação das pesquisas. Os pesquisadores ao publicarem o
resultado de seus trabalhos almejam que estes possam servir de base a outros,
sendo a citação a medida clássica do prestígio e do valor de uma contribuição
para a ciência. Entretanto, a produção deste veículo de comunicação científica
tornou-se um negócio que movimenta vultosas somas, dominado pelos grandes
editores científicos. Os custos das assinaturas de periódicos, cada vez mais
elevados para bibliotecas, que atuam como intermediárias no ciclo desta
comunicação, vem tendo reflexos para os países em desenvolvimento, com
recursos escassos a serem investidos na ciência e em apoio bibliográfico. À
medida que os periódicos se tornam crescentemente mais caros, aumenta a
responsabilidade dos gestores, que devem incluir no processo de seleção,
aquisição, tratamento e disponibilização para a comunidade científica, os
princípios da gestão da qualidade, buscando a sua otimização como estratégia
para a relação custo benefício. A partir desta abordagem, pretende-se analisar a
“core collection” de periódicos assinados pela Unicamp, objetivando identificar o
seu uso pela comunidade acadêmica. A linha geral que conduzirá o presente
trabalho será a da pesquisa descritiva utilizando-se da abordagem qualitativa,
aliando ferramentas de gestão da qualidade.Os instrumentos para avaliação da
medição do impacto são: a base de produção científica da universidade; o uso
dos títulos nas teses defendidas; o índice do Journal Citation Reports, etc. Os
resultados serão utilizados para análise dos indicadores de qualidade que
nortearão as ações de manutenção da coleção.
PALAVRAS CHAVE: Periódicos - Avaliação de coleção. Periódicos - Core
collection. Core collection - Indicadores de qualidade. Core collection - Fator de
impacto. Bibliotecas universitárias - Desenvolvimento de coleção. Universidade
Estadual de Campinas.

1 INTRODUÇÃO
A missão da Universidade retrata um ambiente onde deve “Criar e
disseminar o conhecimento na ciência, tecnologia, na cultura e nas artes, através
do ensino, da pesquisa e da extensão...”, traduzindo, desta forma, estratégias que

�possam formar competências, gerar conhecimentos e disseminá-los. Um dos
veículos pelo qual a ciência é transmitida e divulgada tem sido as publicações
científicas, possibilitando, inclusive, a troca de experiência entre os pares. No
universo acadêmico e científico é impossível imaginar a ciência e o conhecimento
sem este mecanismo de divulgação “a publicação científica”.
Segundo Mueller (2000, p. 76-77) o periódico científico possui quatro
funções:
[...] comunicação formal dos resultados da pesquisa original para
a comunidade científica e demais interessados; preservação do
conhecimento registrado; estabelecimento da propriedade
intelectual e a manutenção do padrão da qualidade na ciência.

Através dos artigos de periódicos, o pesquisador expõe suas idéias ao
mesmo tempo em que se submete à avaliação de seus pares. A grande maioria
das publicações periódicas submetem os artigos recebidos para publicação à
avaliação de parecereistas (referee) que são responsáveis pela publicação ou não
do artigo. O nível do corpo de referee é fator preponderante na credibilidade do
periódico. Isso é refletido no preço final da publicação pois a qualidade de uma
produção cientifica pode ser avaliada pelo prestigio do periódico onde foi
publicada.
A preferência dos pesquisadores pela publicação periódica justifica-se pela
rápida comunicação do conhecimento que ela proporciona devido a sua
publicação em intervalos regulares, alguns até semanais ou quinzenais, o que vai
ao encontro do avanço muito rápido que vemos hoje com as ciências.
Os pesquisadores ao publicarem o resultado de seus trabalhos almejam
que estes possam servir de base a outros, sendo a citação a medida clássica do
prestigio e do valor de uma contribuição para a ciência. De acordo com Forattini
(1996)

um título de periódico é considerado indispensável à disseminação,

quando os artigos nele contidos possuam três atributos: competição (índice de
citação), impacto (alcance dos objetivos) e internacionalidade (indexação em
órgãos especializados).

�As bibliotecas universitárias têm encontrado dificuldades em manter a
coleção de periódicos científicos atualizada, devido à explosão informacional e ao
aumento exagerado nos preços das assinaturas, pelos editores comerciais. Os
custos das assinaturas de periódicos, cada vez mais elevados para as bibliotecas
que atuam como intermediárias no ciclo da comunicação científica, vem tendo
reflexos para os países em desenvolvimento, com recursos escassos a serem
investidos na ciência e em apoio bibliográfico. Ä medida que os periódicos se
tornam crescentemente mais caros, aumenta a responsabilidade dos gestores,
que

devem

incluir

no

processo

de

seleção,

aquisição,

tratamento

e

disponibilização para a comunidade, os princípios da gestão da qualidade,
buscando a sua otimização como estratégia para a relação custo benefício.
Os altos custos de manutenção da coleção de periódicos e a importância
deste acervo, considerado básico para a Universidade por servir de subsídio as
pesquisas, levam-nos a analisar a representatividade destes títulos no cenário
científico mundial (estado da arte dos títulos), bem como seu impacto de uso pela
comunidade.

2 OBJETIVO
A partir desta abordagem, pretende-se analisar a core collection de
periódicos assinados pela Unicamp, objetivando verificar seu impacto e identificar
o seu uso pela comunidade acadêmica.

3 METODOLOGIA
A linha geral que conduzirá

o presente trabalho será a da pesquisa

descritiva utilizando-se da abordagem qualitativa, aliando ferramentas de gestão
da qualidade. Para o desenvolvimento da presente pesquisa foi estabelecido os
parâmetros descritos a seguir, visando os resultados a serem utilizados para
análise dos indicadores de qualidade que nortearão as ações de manutenção da
coleção.

�A coleção de periódicos da Unicamp é composta de aproximadamente
5000 títulos estrangeiros e 200 títulos nacionais. Estes números referem-se a
títulos adquiridos com verba orçamentária da Universidade. A coleção dos títulos
estrangeiros está dividida em 5 prioridades estabelecidas de A até E.
A amostragem terá como universo a pesquisa em 282 títulos de periódicos
da área de exatas, representando 23.67% do total do universo de 1.191 títulos
comprados, considerados o núcleo da coleção de periódicos da Universidade,
prioridade A. A seleção de tal amostragem se fundamenta no alto custo desta
coleção se comparada as demais áreas do conhecimento.
Os instrumentos utilizados para avaliação de medição de impacto serão:

A base de produção cientifica da Universidade (SIPEX);
Lista Qualis, utilizando a última versão da lista enviada pela
CAPES;
O uso dos títulos destes periódicos nas teses defendidas, referente
ao período de 2003, tendo como amostragem 400 teses,
representando 49.2%, do total de 813 teses no ano;
Índice de citação referente ao Journal Citation Reports (JCR), web
version, editado pela ISI. Baseado nos critérios usados pela Capes
para definição da Lista Qualis dividiu-se o fator de impacto em treis
níveis:
o A revistas com parâmetro de impacto igual ou superior a
1;
o B revistas com parâmetro de impacto igual ou superior a
0,5 e menor que 1;
o C revistas com parâmetro de impacto inferior a 0,5.
Catálogo Coletivo Nacional (CCN).

A indexação dos títulos em obras de referência, não foi utilizada neste
estudo, pois conforme Mueller (1991, pg. 113):

�Esse critério se baseia no fato de que a inclusão de um titulo de
periódico em obras de referência do tipo abstracts (periódicos de
resumo), índices, ou bases de dados bibliográficos, denota ser
aquele título suficientemente importante para sua área, a ponto de
merecer ter seus artigos regularmente resumidos e divulgados. É
um critério excelente para a formação de listas básicas. Mas, para
a avaliação de listas já tomadas, como foi o caso, nem sempre é
significativo, pois a escolha inicial de títulos geralmente privilegia
periódicos indexados nessas bibliografias e bases. Se isso ocorre,
o critério não discrimina.

Desta forma, como a pesquisa está avaliando uma lista de títulos já
consagrada como essencial, desconsideramos este critério, baseado na literatura
acima.

4 INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
Tendo em vista que diferentes estudos de avaliação de periódicos são
encontrados na literatura para determinar parâmetros mensuráveis sobre a
distribuição de títulos de periódicos mais produtivos, a seleção dos instrumentos
de avaliação, utilizados nesta pesquisa, levou em conta a sua relevância perante
a comunidade acadêmica que os utiliza como ferramentas de avaliação quando
da escolha do periódico para a divulgação da produção científica:

5 SIPEX - SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE PESQUISA E EXTENSÃO
Sistema que registra e disponibiliza

as informações relativas a

pesquisadores, produção intelectual, pesquisas e atividades de extensão da
Universidade. Através deste sistema são elaborados relatórios de atividades dos
docentes, dos órgãos da Unicamp e a produção do anuário de pesquisa
institucional. O sistema apoia diretamente atividades importantes para a
universidade tais como à avaliação trienal de docentes, coleta de dados para a
Capes e a integração com a Plataforma Lattes. Também possibilita a integração
com a Fapesp, carregando automaticamente os projetos desta instituição.

�6 TESES
São documentos originados das atividades dos cursos de pós-graduação,
mestrado e doutorado. Consiste em um trabalho de pesquisa , que demonstre
capacidade de sistematização e domínio de um determinado tema e metodologia
científica, ou que envolva uma revisão bibliográfica adequada, sistematização
das

informações

existentes,

planejamento

e

realização

de

trabalho

necessariamente original.

7 FATOR DE IMPACTO
O conceito de Fator de Impacto conforme Streht e Santos (2002, p. 36) foi
proposto por Eugene Garfield em artigo publicado na Science de 1995. Com o
objetivo de fornecer informações sobre pesquisas correntes o próprio Eugene
fundou o Institute for Scientific Information onde o Journal Citation Reports é a
única fonte de referência sobre dados de citações de periódicos internacionais
que permite a comparação de periódicos científicos através de parâmetros
quantitativos.
Um indicador de qualidade muito aceito pela comunidade cientifica é o
numero de citações que um trabalho publicado recebe; assim a relevância de um
trabalho cientifico pode ser indicada pelo numero de pesquisadores interessados
no problema, que é na maioria das vezes proporcional ao numero de artigos
sobre o problema.
Segundo Mueler (1991, p. 112 ):

[...] A freqüência é calculada com base na contagem de vezes em
que artigos de um determinado periódico são citados em outros
documentos, durante determinado tempo. Parte-se do principio de
que há relação entre freqüência de citação e qualidade do
periódico citado, da mesma forma que um autor muito citado
normalmente ocupa lugar destacado em sua área.

8 LISTA QUALIS
Qualis é o resultado do processo de classificação dos veículos utilizados
pelos programas de pós graduação, para a divulgação da produção intelectual de

�seus docentes e alunos. Este processo foi concebido pela Capes para atender a
necessidades específicas do sistema de avaliação e baseia-se em informações
das comissões de áreas, compostas por especialistas da comunidade, para
qualificação da produção científica, docente e discente dos programos de pósgraduação.
Dentro do conjunto de aspectos que caracterizam o desempenho dos
programas de mestrado e doutorado, os especialistas consideram a pesquisa e a
produção científica de docentes e alunos como os indicadores mais relevantes na
determinação do padrão de qualidade dos cursos.

Ela é composta ,

exclusivamente, pelos títulos dos periódicos utilizados pelos programas- de pósgraduação.
Os veículos de divulgação citados pelos programas de pós-graduação são
enquadrados em categorias indicativas da qualidade A, B ou C.
9 CCN – CATÁLOGO COLETIVO NACIONAL
O Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN), coordenado
pelo IBICT, é uma rede cooperativa de unidades de informação localizadas no
Brasil com o objetivo de reunir, em um único Catálogo Nacional de acesso
público, as informações sobre publicações periódicas técnico científicas presentes
em centenas de catálogos distribuídos nas diversas bibliotecas do país. O CCN é
aberto à livre participação das bibliotecas que possuam acervos automatizados e
relevantes de publicações periódicas em C&amp;T.

10 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Os instrumentos de avaliação foram divididos em duas vertentes: uso da
coleção (SIPEX e Teses) e fator de impacto (JCR e Qualis). Para a análise dos
resultados foi elaborada a tabela de classificação abaixo:

Nível

Ótimo

80 a 100%

Bom

50 a 79%

Regular

30 a 49%

�Ruim

0 a 29%

Tabela 1 – Classificação do Indicador de Desempenho
Fonte: Elaborado pelo autor

A coleção de periódicos da Unicamp é composta de aproximadamente 5000
títulos estrangeiros e 200 títulos nacionais. Estes números referem-se a títulos
adquiridos com verba orçamentária da Universidade. A coleção dos títulos
estrangeiros está dividida em 5 prioridades estabelecidas de A até E.
11 DISCUSSÃO

Gráfico 1 – Os dados demonstram que no cômputo geral ao se medir a citação
dos títulos nos instrumentos de avaliação, observou-se que 95,03% estão
representados portanto podem ser classificados no nível “Ótimo”.

100,00%
90,00%
80,00%
70,00%
60,00%

Percent.

50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
Teses

CCN

QUALIS

ISI

SIPEX

0,00%

GRÁFICO 1 – Análise Geral dos Instrumentos de Avaliação

Gráfico 2 - Do total de títulos analisados, 63,12% estão representados no JCR.
De acordo com a tabela adotada para análise desse índice os títulos ficaram
assim representados:
1) A

72%

2) B

20%

�3) C

8%

Observou-se com estes resultados que a qualidade da coleção corresponde
neste indicador ao nível “Bom” de classificação da tabela adotada.

8%

20%
[0 - 0,5)
[0,5 - 1)
&gt;=1

72%

GRÁFICO 2 – Análise da coleção sob a perspectiva do JCR

Gráfico 3 – Do total de títulos analisados 60,99% estão representados na Lista
Qualis o que corresponde ao nível “Bom” da tabela adotada. De acordo com a
tabela da Qualis os títulos ficaram assim representados:
1) A

55,31%

2) B

2,48%

3) C

3,19%

Dos 172 títulos presentes na Qualis, 90,69% estão classificados com conceito A.
O Gráfico 3 também demonstrou como resultado, bastante significativo, que 39%
dos títulos analisados não constam da Qualis.

�60,00%

55,32%

50,00%

39,01%

40,00%

Percent.
30,00%
20,00%
10,00%

2,48%

3,19%

B

C

0,00%

A

Não Consta

GRÁFICO 3 – Percentual dos títulos na lista Qualis

Gráfico 4 – Das 400 teses tabuladas observou-se que 60,64% dos títulos foram
citados nas referências bibliográficas, sendo 56,74% das teses da área de exatas
e 23,76% da área tecnológica. De acordo com a classificação adotada este
indicador de desempenho pode ser classificado no nível “Bom”.
Outro fator relevante observado é que 19,86% dos títulos da core collection da
área de exatas, foram citados também na área tecnológicas, o que demonstrou a
interdisciplinariedade da coleção.

70,00%
60,00%
50,00%

Percent.
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%

�GRÁFICO 4 – Percentual de citações da coleção nas teses e dissertações

Gráfico 5 – Os dados obtidos demonstraram que 53,19% dos títulos da core
collection foram utilizados como meio de publicação da produção científica da
Unicamp, ressaltando que apesar desta representatividade a Universidade ainda
assina estes títulos, cujos artigos são produzidos pelos seus próprios
pesquisadores.

54,00%
52,00%
50,00%
48,00%

Percent.

46,00%
44,00%
42,00%
Consta

Não Consta

GRÁFICO 5 – Percentual de citações da coleção na produção científica- SIPEX

Gráfico 6 – Este gráfico demonstra que 91,49% dos títulos analisados estão
inseridos no CCN, considerando os indicadores a seguir:

1 – título único no Brasil
2 – título mais completo no Brasil
3 – título único no Cruesp
4 – título não representado nos indicadores 1, 2 e 3
5 – títulos que não constam do CCN

�No cômputo geral este índice corresponde ao nível “Ótimo” da tabela de
classificação adotada o que confirma a missão da Universidade no respaldo social
ao desenvolvimento científico e tecnológico.

70,00%
60,00%
50,00%
40,00%

Percent.
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%
1

2

3

4

5

GRÁFICO 6 – Percentual dos títulos no CCN

12 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O procedimento de avaliação de listas básicas de títulos de periódicos é
uma importante ferramenta para orientar as atividades de desenvolvimento de
coleções, servindo de parâmetro para avaliação da penetração da pesquisa
produzida.

Os resultados obtidos através do presente trabalho demonstraram que a
core collection analisada atende às atividades de ensino, pesquisa e extensão da
Universidade, cujos indicadores identificados corresponderam aos níveis Bom e
Ótimo.

A avaliação periódica das coleções devem contemplar instrumentos
consagrados pela comunidade científica e de diferentes abordagens, que levem
em conta os parâmetros quantitativos e qualitativos, para que o núcleo da coleção

�atenda as expectativas de inovação tecnológica, garantindo a qualidade das
pesquisas desenvolvidas pela Universidade.

REFERÊNCIAS
FORATTINI,. A tríade da publicação científica. Revista de Saúde Pública, v. 30,
n. 1, p. 3-12, 1996.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico. In: CAMPELLO,
Bernadete Santos; CENDÒN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite
(Org.). Fontes de Informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte:
UFMG, 2000. p. 75-76.
STREHT, Letícia; SANTOS, Carlos Alberto dos. Indicadores de qualidade da
atividade científica. Ciência Hoje, v. 31, n. 186, 2002. p. 36.

∗

Bibliotecária Mestre em Gestão da Qualidade. Responsável pela Seção de Referência da
Diretoria de Serviços ao Público - /Biblioteca Central - Unicamp. rblanco@unicamp.br;
Bibliotecária. Chefe da Área de Publicações Seriados - Biblioteca Central Unicamp.lvboas@unicamp.br; Bibliotecário Especialista em IES. Diretora Área Tratamento da
Informação - Biblioteca Central - Unicamp. soninha@unicamp.br; Bibliotecário Mestre em Gestão
da Qualidade. Assessor Técnico de Planejamento - Biblioteca Central Unicamp.
valeria@unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas. Sistema de Bibliotecas. Cidade Universitária “Prof. Zeferino
Vaz”. Barão Geraldo – Campinas – SP

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53020">
                <text>A gestão da coleção de periódicos da UNICAMP: estudo dos indicadores de qualidade da Core Collection.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53021">
                <text>Vicentini, Regina A. Blanco; Villas Boas, Maria de Lourdes Fernandes; Vosgrau, Sonia Regina C.; Martins, Valéria dos Santos Gouveia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53022">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53023">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53024">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53026">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53027">
                <text>É consenso entre a comunidade científica à importância dos periódicos como veículo de comunicação das pesquisas. Os pesquisadores ao publicarem o resultado de seus trabalhos almejam que estes possam servir de base a outros, sendo a citação a medida clássica do prestígio e do valor de uma contribuição para a ciência. Entretanto, a produção deste veículo de comunicação científica ornou-se um negócio que movimenta vultosas somas, dominado pelos grandes editores científicos. Os custos das assinaturas de periódicos, cada vez mais elevados para bibliotecas, que atuam como intermediárias no ciclo desta comunicação, vem tendo reflexos para os países em desenvolvimento, com recursos escassos a serem investidos na ciência e em apoio bibliográfico. À medida que os periódicos se tornam crescentemente mais caros, aumenta a responsabilidade dos gestores, que devem incluir no processo de seleção, aquisição, tratamento e disponibilização para a comunidade científica, os princípios da gestão da qualidade, buscando a sua otimização como estratégia para a relação custo benefício. A partir desta abordagem, pretende-se analisar a core collection” de periódicos assinados pela Unicamp, objetivando identificar o seu uso pela comunidade acadêmica. A linha geral que conduzirá o presente trabalho será a da pesquisa descritiva utilizando-se da abordagem qualitativa, aliando ferramentas de gestão da qualidade.Os instrumentos para avaliação da medição do impacto são: a base de produção científica da universidade; o uso dos títulos nas teses defendidas; o índice do Journal Citation Reports, etc. Os resultados serão utilizados para análise dos indicadores de qualidade que nortearão as ações de manutenção da coleção. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68296">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4795" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3864">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4795/SNBU2004_051.pdf</src>
        <authentication>0d095bbe6ba0fb9b765c4fc352df5a75</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53072">
                    <text>A GESTÃO DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA NA OTIMIZAÇÃO DOS
RECURSOS INFORMACIONAIS: ESTRATÉGIA PARA O DESENVOLVIMENTO
DA PESQUISA NA UNICAMP.
Regina Ap. Blanco Vicentini∗
Vera Lucia de Lima
Leonardo Fernandes Souto
Célia Maria Ribeiro

RESUMO

Tradicionalmente, o serviço de referência tem exercido o papel de intermediário
entre as fontes de informação e o usuário. O atual estágio de desenvolvimento
das tecnologias de informação e comunicação propiciaram um avanço no
paradigma do acesso à informação. Frente às novas tecnologias, em especial à
Internet, as bibliotecas virtuais, digitais e eletrônicas têm modificado a natureza do
processo de gestão, buscando a otimização dos seus recursos informacionais e a
melhoria no atendimento às necessidades dos seus usuários. O presente trabalho
objetiva analisar a gestão do Serviço de Referência, através do estabelecimento
de estratégias para melhoria da pesquisa na Universidade, com foco em duas
abordagens: a primeira abordagem diz respeito ao papel de provedor de
informação e a segunda abordagem centrada no usuário da informação.
Pretende-se demonstrar a importância do Serviço de Referência neste novo
paradigma do acesso à informação - intermediação - mediação.
PALAVRAS CHAVE: Serviço de Referência. Gestão de Processos. Bases de
Dados. Periódicos Eletrônicos. Capacitação de Usuários.

1 INTRODUÇÃO

O

desenvolvimento

crescente

das

tecnologias

de

informação

e

comunicação trouxe mudanças significativas nos serviços de bibliotecas e nas
relações entre os profissionais e usuários desses serviços. As atividades das
bibliotecas

contam

com

ferramentas

sofisticadas

que

propiciam

um

gerenciamento pró-ativo das unidades de informação, em contrapartida os
usuários estão cada vez mais exigentes com relação ao que esperam dos
serviços que lhes são oferecidos.
Se por um lado temos os mais variados recursos para localização e
obtenção dos documentos, por outro lado temos usuários extremamente ansiosos
sobre qual a melhor fonte de informação e a mais relevante para o seu trabalho

�de pesquisa. Trata-se de encontrar aquela informação que é significativa num
universo informacional que extrapola as paredes das bibliotecas, adquirindo
dimensões ilimitadas no paradigma do acesso.
Esse é o maior desafio que estamos enfrentando no nosso dia-a-dia com
nossos usuários. Orientá-los e conduzi-los nessa estrada tumultuada e com
tráfego intenso - Internet, Redes de Informação, Bases de Dados, Periódicos
Eletrônicos, Transmissão de Dados. Trata-se de uma relação bilateral onde o
relacionamento entre os atores (bibliotecários e usuários) é de fundamental
importância para o sucesso ou fracasso da biblioteca.
A Gestão do Serviço de Referência alcançará o sucesso, a qualidade e o
reconhecimento, a partir da mudança do foco - de serviço para o usuário,
reconhecendo a sua realidade e necessidades, realizando avaliações e análises
constantes

para disponibilizar novos serviços. Os diferentes processos

intercalados na biblioteca são alterados e necessitam de estabelecer novas
funções, competências, habilidades e atitudes em seu fazer – pensar – saber.
O Serviço de Referência deve identificar quais são suas necessidades,
promover uma interação entre o fornecedor e o usuário da informação, dar ênfase
ao receber e analisar as solicitações de serviço, detalhar as necessidades de
cada usuário, especificar o tipo de pesquisa ou de material bibliográfico
necessário mais adequado àquele usuário.
Conforme afirma Lovelock (1995), a melhoria da qualidade em serviços só
é possível com profundo entendimento do processo. Assim, o processo assume
uma importância primordial na gestão de serviços, pois é ele o determinante da
natureza das interações entre o usuário e a organização, conhecidas como
"momentos da verdade".
Gonçalves (2000, p. 14) ressalta que o “processo é um conceito
fundamental no projeto dos meios pelos quais uma empresa pretende produzir e
entregar seus produtos e serviços aos seus clientes. Além disso, muitos dos
processos nas empresas são repetitivos e envolve, no seu conjunto, a maioria das
pessoas da organização”.

�A atual realidade requer dos bibliotecários, domínios em tecnologias da
informação e comunicação e em ferramentas de gestão de serviços de
informação, desde sua pesquisa, seu tratamento e, principalmente, sua
disseminação aos usuários, que a cada dia tornam-se mais exigentes e
apressados na obtenção de informações pontuais e relevantes, ou seja, a
informação exclusiva, eficiente e direcionada à sua necessidade.
O avanço tecnológico também requer mudança no perfil do bibliotecário de
referência, exigindo dele atualização constante, para o aperfeiçoamento
profissional

e

para

enfrentar

o

desafio

da

tecnologia

da

informação,

desenvolvendo habilidades para o bom uso das ferramentas da informação e
promover treinamentos para a educação do usuário na utilização dos recursos
informacionais que a biblioteca dispõe.
O bibliotecário, passa a ser um “educador”, capacitando os usuários a se
tornarem permanentemente autônomos para realizarem suas buscas nos
sistemas de informação automatizados de forma eficiente e eficaz (CUENCA,
1999).
Para Oliveira (2000), “a educação de usuários de bibliotecas, de modo
geral,

entende-se

como

o

processo

pelo

qual

o

usuário

interioriza

comportamentos adequados com relação ao uso da biblioteca e desenvolve
habilidades de interação”.
As

incorporações

de

inovações

tecnológicas

geram

transições

e

transformações nas funções, atividades e tarefas do contexto organizacional.
Necessita-se acompanhar as alterações, isto é apreender constantemente, e
providenciar novos rumos na gestão da informação e esses fluxos são
influenciados principalmente pelo uso da Internet e seus recursos.
Os usuários da biblioteca ainda não estão totalmente familiarizados com
essas tecnologias. Estão mais interessados em se capacitar no uso das novas
tecnologias para realizar, com mais autonomia, seu levantamento bibliográfico,
efetuando buscas mais eficientes e recuperando informações relevantes,
tornando-se mais ativo e exigente quanto à qualidade dos serviços e produtos
oferecidos pela biblioteca.

�A importância da educação dos usuários no uso da tecnologia é evidente e
o treinamento é visto como um processo para desenvolver a proficiência no uso
dos recursos informacionais. No âmbito da Biblioteca é importante a inclusão de
uma disciplina específica nos cursos de graduação e de pós-graduação, que
abordasse sobre o acesso às fontes de informação.

2 OBJETIVO

O presente trabalho objetiva analisar a gestão do Serviço de Referência,
através do estabelecimento de estratégias para melhoria da pesquisa na
Universidade, com foco em duas abordagens: a primeira abordagem diz respeito
ao papel de provedor de informação e a segunda abordagem centrada no usuário
da informação.

3 SERVIÇOS DE REFERÊNCIA
No início da década de 90, a Internet deixou de ser uma província
acessível por um pequeno e seleto grupo de entusiastas do computador, para ser
tornar um recurso de consumo por milhões de usuários. A Internet evoluiu de um
simples canal de texto para distribuir serviços digitalizados de informações
impressas, voz e vídeo.
Na área científica as grandes agregadoras de informações, as Editoras,
passaram a oferecer seus produtos antes, com ênfase na publicação impressa,
hoje com ênfase na publicação eletrônica. Essa proliferação de recursos on-line
tem sido avassaladora, exigindo das Bibliotecas Universitárias e, principalmente
de seus Serviços de Referência o estabelecimento de novas estratégias no
atendimento da sua comunidade.
Como exemplo desse universo eletrônico destaca-se, o Portal de
Periódicos da Capes, modelo de acesso a periódicos eletrônicos que teve a sua
origem no Brasil através do ProBE – Programa Biblioteca Eletrônica que atendeu
de 1999 a 2002 as Universidades e Institutos de Pesquisa do Estado de São

�Paulo.

Outro exemplo nessa linha de produtos on-line, está o Consórcio

CRUESP/Bibliotecas, que implantou em 1999 o ERL – Electronic Reference
Library, através da aquisição de mais de 40 bases de dados para as 3
Universidades Estaduais Paulistas (UNICAMP,.USP e UNESP).
Com o advento dessas novas opções de acesso a informação disponíveis
aos usuários, os serviços de referência das Bibliotecas Universitárias tiveram de
adaptar-se a essa nova realidade, procurando novas estratégias para a geração
de produtos e serviços à comunidade.
A Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central, através do seu
Serviço de Referência tem buscado uma gestão pró-ativa na condução da sua
estratégia de ação, através de serviços focados nas necessidades dos usuários
do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.

4 PERIÓDICOS ELETRÔNICOS
A Universidade tem disponibilizado para os seus pesquisadores, um
número cada vez maior de serviços de informação on-line. Entretanto, a
diversidade de editores e produtores dessas bases de dados, as diferenças nas
suas interfaces de recuperação da informação e a própria velocidade com que as
mudanças ocorrem, têm impulsionado as bibliotecas no sentido de proporcionar
aos seus usuários o conhecimento e os acessos a essa importante "fonte de
informações".
Pensando em tornar visíveis esses acessos e facilitar a identificação dos
títulos de periódicos que já se encontram em formato eletrônico, o Serviço de
Referência, disponibilizou em 2003 a página de "Periódicos Eletrônicos" do
Sistema de Bibliotecas da Unicamp, com acesso direto (link) a títulos de
periódicos eletrônicos, tornando conhecida à coleção de periódicos assinados
pela Universidade, cujos conteúdos podem ser acessados em texto completo na
Web.

�Essa página contém links para acessos à: periódicos que fazem parte do
Portal Capes; periódicos assinados pela Unicamp – (coleção impressa + on-line);
periódicos com acesso gratuito. A Figura 1 apresenta uma visão da estrutura
funcional da página de Periódicos Eletrônicos.

FIGURA 1 – Estrutura funcional de Periódicos Eletrônico

Outro aspecto importante do uso desse tipo de ferramenta, é a sua
utilização por parte da comunidade. Um dos fatores de queixa por parte da
comunidade é a variedade de interfaces de acesso. A linkagem direta existente na
página de Periódicos Eletrônicos vem minimizar essa tarefa por parte do usuário.
Além da questão do acesso, facilidade para o usuário; os dados
estatísticos de acesso título a título, conforme Figura 2

poderão em breve

subsidiar a tomada de decisão nas futuras renovações da coleção eletrônica,
como também auxiliar em um processo de racionalização das assinaturas
impressas.

�Página dinâmica da estatística de acesso
aos periódicos eletrônicos. Informações
mensais, acumuladas por ano, total de
acessos e os títulos mais acessados

FIGURA 2 – Módulo de estatística de acesso

5 BASES DE DADOS

No corrente ano, 2004, com a experiência obtida na elaboração da página
de Periódicos Eletrônicos, foi elaborado um novo produto on-line a toda
comunidade da Universidade; o acesso direto e organizado a Bases de Dados
assinadas pela Unicamp ou com acesso através do Portal de Periódicos da
Capes.
A página de Bases de Dados está organizada, conforme Figura 3 por área
do conhecimento, através de lista alfabética por nome da base, por área do
conhecimento. As bases de dados possuem informações detalhadas sobre o
conteúdo indexado, período de abrangência, origem da assinatura e editores.
Com a preocupação constante em antecipar-se às exigências de toda a
comunidade usuária o Sistema de Bibliotecas da Unicamp espera estar
colaborando com esse novo produto a constante melhoria do ensino e a pesquisa
na Universidade.

�Página inicial

Página por fornecedor e base

Página por área do conhecimento

Página com estatística

FIGURA 3 – Estrutura funcional da página de bases de dados

6 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS

O Serviço de Referência da Biblioteca Central da Universidade Estadual de
Campinas têm como compromisso maior capacitar a comunidade no uso dos
recursos informacionais disponíveis nas suas 19 bibliotecas. Desde 2001 oferece
treinamentos diários através do seu "Programa de Capacitação de Usuários em
Informação Científica e Tecnológica".
O programa conta com cinco módulos instrucionais que tratam de questões
que vão desde o reconhecimento de fontes de informação, o uso dos catálogos
eletrônicos, acesso às bases de dados e periódicos eletrônicos, a otimização dos
recursos de busca utilizando estratégias de pesquisa, o reconhecimento das
interfaces utilizadas pelos editores e fornecedores de, bem como a elaboração e a
normalização dos trabalhos científicos.

�A partir de 2004, os treinamentos para acesso às bases de dados e
periódicos eletrônicos serão aplicados por área do conhecimento tendo-se
estabelecida uma divisão de acordo com as áreas de ensino da universidade:
•

Exatas e Tecnológicas (ET)

•

Humanas e Artes (HA)

•

Biológicas (B)
Em sua fase inicial o programa contou com uma equipe de bibliotecários

das diversas áreas do conhecimento os quais foram responsáveis pelo
desenvolvimento e aplicação dos módulos instrucionais. Vale ressaltar a
importância da união e racionalização de esforços da equipe que, hoje, permite às
bibliotecas da Unicamp contar com uma metodologia e material de treinamentos
que servirão de apoio em suas atividades de capacitação de usuários.

7 METODOLOGIA DO PROGRAMA

Módulo 1 – Fontes de Informação
Ementa: Apresentar os serviços oferecidos pelo SBU - Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP e as fontes de informação existentes, impressas e/ou eletrônicas,
identificando os vários tipos de documentos, com a finalidade de ajudar no
processo de escolha das fontes, quando da elaboração da pesquisa bibliográfica.

�Conteúdo Programático:
Comunicação Científica: canais formais e informais; Suportes da Informação:
impresso e eletrônico; Fontes de Informação: definição, tipos - primária,
secundária, terciária; Obras de Referência: catálogos, dicionários, enciclopédias,
bibliografias, biografias, índices, abstract; Uso de Thesaurus na definição dos
descritores de assunto; Serviços e Produtos oferecidos no Sistema de Bibliotecas
da Unicamp; Tratamento da Informação: catalogação, classificação e indexação;
Acesso à Informação; Levantamento Bibliográfico - Comutação Bibliográfica;
Orientação para: Normalização Bibliográfica, Pesquisas em Bases de Dados,
Localização

de

Documentos

no

Acervo

da

UNICAMP,

Localização

de

Documentos no Brasil e no Exterior; Capacitação de Usuários; Visita Orientada;
Empréstimo entre Bibliotecas - Empréstimo Domiciliar; Acesso à Internet; Acervo
Físico e Digital

Módulo 2 – Catálogos Eletrônicos
Ementa: Através deste treinamento pretende-se apresentar os Catálogos
Eletrônicos de Bibliotecas das principais instituições de ensino nacionais e
internacionais disponíveis na Web.
Conteúdo Programático:
Catálogos da Unicamp: Base Acervus (livros e teses), Base de Periódicos
(coleção impressa de revistas): Pontos de Acesso (índices, palavras-chave,
avançada) Funcionalidades (salvar, enviar e imprimir resultados da pesquisa);
Outros Catálogos: Catálogo Unibibliweb (Cruesp Bibliotecas); Catálogo do Centro
Latino Americano de Informações em Ciências da Saúde – BIREME; Catálogo
Coletivo Nacional de Publicações Periódicas; Catálogo da British Library;
Catálogos de Teses e Dissertações: Banco de Teses – CAPES, Biblioteca Digital
de Teses e Dissertações – IBICT, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da
UUNICAMP, USP e UNESP.
Módulo 3 – Bases de Dados
Ementa: Através deste treinamento pretende-se apresentar Bancos e Bases de
Dados que serão utilizadas para o levantamento bibliográfico, apresentando suas

�diferenças, conteúdos, abrangência, pontos de acesso e recuperação da
informação científica e tecnológica, que estão disponíveis para os pesquisadores
da Unicamp. Para um melhor aproveitamento desse módulo as turmas serão
divididas por área de necessidades:
Conteúdo Programático:
Bases de Dados - factuais, referênciais e full text: Estratégia de pesquisa peradores booleanos, de truncamento - símbolos e utilização, Interfaces de
recuperação da informação, Pesquisa por campos: título, autor, abstract,
descritores de assunto, texto completo; Acesso às Bases de Dados.

Módulo 4 – Periódicos Eletrônicos
Ementa: Serão apresentados os editores e fornecedores de revistas eletrônicas,
disponíveis através do Portal de Periódicos da Capes, Portal do SBU e periódicos
de acesso gratuito. Para um melhor aproveitamento desse módulo as turmas
serão divididas por área de necessidades:
Conteúdo Programático:
Definição, fornecedores e editores; Conteúdo e Abrangência; Ponto de acesso,
Interface de pesquisa, Estratégia de pesquisa; Localizando, salvando, enviando
documentos em meio eletrônico; Recuperando artigos em texto completo.

Módulo 5 – Elaboração de Trabalhos Científicos
Ementa: Apresentação e estruturação de trabalhos científicos (trabalho de
conclusão de curso, dissertação e tese), resumo, palavras-chave, referência e
citação de fontes de pesquisa em textos acadêmicos, documentos impressos e
eletrônicos, utilizando as normas de documentação da ABNT-Associação
Brasileira de Normas Técnicas e outras de âmbito internacional.
Conteúdo Programático:
Referência

e

conceituação;

Citação
tipos,

Bibliográfica

estrutura

e

(ABNT):

aplicação

objetivos
das

da

referências

normalização,
e

citações;

conceituação e utilização das notas de rodapé; outras normas de documentação;
resumo e palavra-chave, conceituação, tipologia, utilização, localização; redação
e estilo; vocabulário controlado.

�O Programa conta com uma página disponível na web com todas as
informações sobre os módulos instrucionais, calendário previamente estabelecido
para o ano letivo, formulário de inscrição online e os resultados alcançados. A
Figura 4 apresenta alguns indicadores do período de 2001 a 2003.

FIGURA 4 – Indicadores do Programa de Capacitação
RESULTADOS 2001 - 2003
Usuários Atendidos
Ano

Graduaçã
o

2003
2002
2001

253
315
115

Aluno
Docent Funcionári
Tota
Especia
e
o
l
l
114(1) 389(2) 249(3)
27
115
64
1211
73
240
131
44
4
101
968
8
127
61
20
162
41
534
(1)Especialização (2)Mestrado (3)Doutorado
Pos-Graduação

TREINAMENTOS ESPECIAIS 2003
Área Atendida

Data

Usuários
Atendidos

FCM
Pós-graduação Enfermagem
NEPO
Metodologia de Pesquisa em Gênero,
Sexualidade e Saúde Reprodutiva
FCM
Pós-graduação lato sensu Serviço Social Programa FUNDAP/FCM/UNICAMP

14 e
21/03

20

25 e
26/03

20

26 e
27/06

16

8 CONCLUSÃO
As novas tecnologias de informação têm exercido influências diferenciadas
em todos os ramos de atividades, na cultura, lazer, ensino, pesquisa e na
formação de cidadãos que tem acesso hoje muito rápido as informações do que
tinha há 10 anos atrás.

As experiências relatadas neste trabalho refletem as necessidades
presenciadas da comunidade acadêmica da Unicamp, uma comunidade que atua
em uma universidade que tem a pesquisa científica como elemento de destaque

�em suas atividades. Comunidade que atua, tanto no uso dos recursos eletrônicos
como também nos recursos impressos.
Dos recursos e produtos apresentados, há muito a ser feito, melhorando e
oferecendo novas opções de acesso as informações em meio eletrônico, como na
capacitação para uso desses recursos. Os periódicos e bases de dados on-line
estão e continuarão presentes no dia a dia da Universidade, permitindo o acesso
mais ágil e otimizado as informações requeridas.

O conhecimento dessa

comunidade “expertise” no uso dos recursos eletrônicos nem sempre é adequado,
ou seja, o usuário muitas vezes subutiliza as bases disponíveis para pesquisa online.

Uma das soluções para essa subutilização dos serviços on-line é a

capacitação.
Os serviços de referência das Bibliotecas Universitárias, hoje, podem ser
considerados, e eram anteriormente, os filtros da necessidade da comunidade da
Universidade. A diferença atual é a sua atuação, saímos do serviço meramente
de balcão para um atendimento remoto e sem paredes, otimizando a informação.

REFERÊNCIAS

CUENCA, A.M.B. O usuário final da busca informatizada : avaliação da
capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da
Informação, Brasília, v.28, n.3, p.293-301, set./dez. 1999.
GIRELLO, M. A Utilização do Serviço de Treinamento e Consulta às Bases de
Dados pelos Usuários da Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Piracicaba –
UNICAMP. Disponível em:&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=1200&gt;.
Acesso em: 07 jul. 2004.

GONÇALVES, José Ernesto Lima. As empresas são grandes coleções de
processos. Revista de Administração de Empresas, v. 40, n. 1, p. 6-19,
Jan./Mar. 2000.

�OLIVEIRA, S. F. J. de. A contribuição dos esforços de educação de usuário para
a formação dos usuários de informação tecnológica. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19., 2000, Porto
Alegre. Anais... Porto Alegre: ARB, 2000. 1 CD-Rom.

∗

Bibliotecária responsável pela Seção de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da
Biblioteca Central - UNICAMP ; Mestranda em Gestão da Qualidade pela Faculdade de
Engenharia Mecânica da UNICAMP; Especialista em Sistemas Introdução Automatizados de
Informação pela PUC Campinas.rblanco@unicamp.br;
Bibliotecária de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central – UNICAMP.
veralima@unicamp.br;
Bibliotecário de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central - UNICAMP;
Doutorando em Ciências da Comunicação - USP/ECA; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da
Informação – PUCCAMP. lfsouto@unicamp.br ; leofernandess@bol.com.br ;
Bibliotecária de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central - Unicamp ;
Mestranda em Ciência da Informação – PUC Campinas ; Especialista em Geração de Bases de
Dados e Acesso a Banco de Dados – UFRJ/ECO; Bibliotecária Especialista em IES – UFMG.
celiam@unicamp.br;
Universidade Estadual de Campinas. Biblioteca Central. Cidade Universitária “Prof. Zeferino Vaz”
Barão Geraldo – Campinas – SP

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53046">
                <text>A gestão do serviço de referência na otimização dos recursos informacionais: estratégia para o desenvolvimento da pesquisa na UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53047">
                <text>Vicentini, Regina A. Blanco; Lima, Vera Lucia de; Souto, Leonardo Fernandes; Ribeiro, Célia Maria </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53048">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53049">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53050">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53052">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53053">
                <text>Tradicionalmente, o serviço de referência tem exercido o papel de intermediário entre as fontes de informação e o usuário. O atual estágio de desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação propiciaram um avanço no paradigma do acesso à informação. Frente às novas tecnologias, em especial à Internet, as bibliotecas virtuais, digitais e eletrônicas têm modificado a natureza do processo de gestão, buscando a otimização dos seus recursos informacionais e a melhoria no atendimento às necessidades dos seus usuários. O presente trabalho objetiva analisar a gestão do Serviço de Referência, através do estabelecimento de estratégias para melhoria da pesquisa na Universidade, com foco em duas abordagens: a primeira abordagem diz respeito ao papel de provedor de informação e a segunda abordagem centrada no usuário da informação. Pretende-se demonstrar a importância do Serviço de Referência neste novo paradigma do acesso à informação - intermediação - mediação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68299">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4798" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3867">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4798/SNBU2004_052.pdf</src>
        <authentication>356224a7720e70bc980e5a0084ba6fac</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53099">
                    <text>GUIA PARA IMPLANTAÇÃO DA NORMA NBR ISO 9001:2000 EM
BIBLIOTECAS

Valéria dos Santos Gouveia Martins∗
Luciane Politi Lotti∗∗

RESUMO
Face à necessidade premente de controle e gestão do conhecimento, não
somente daquele oriundo de informações as quais constituem a própria razão de
ser de uma Biblioteca, mas também do conhecimento gerado por sua própria
estrutura, o presente trabalho possui como objetivo a proposição de um guia para
implantação da Norma NBR ISO 9001:2000, vista pela ótica da tecnologia da
informação, que possibilite a gestão por processos em uma Biblioteca. Para tanto,
o método a ser utilizado será uma análise comparativa e integrativa entre a
Norma NBR ISO 9001:2000 e uma estrutura organizacional básica de uma
Biblioteca para desmembramento dos seus requisitos e sugestão de documentos
que possam cobrir todas as necessidades operacionais ou mesmo um possível
processo de certificação. Como resultado será proposto um guia para implantação
da Norma NBR ISO 9001:2000 visando à operacionalização por processos de
uma Biblioteca bem como demais sugestões a título de melhoria contínua para
itens não cobertos pela Norma NBR ISO 9001:2000.

PALAVRAS-CHAVE: Gestão pela Qualidade. Processo de Certificação. Norma
ISO NBR 9001:2000. Gestão por processos. Bibliotecas Universitárias.

1 INTRODUÇÃO
O sistema de qualidade ISO 9000 tem sido largamente implementado por
vários tipos de segmento de negócios, e por organizações públicas em todo o
mundo, com vistas à obtenção de um mesmo tipo de certificação cujo objetivo é o
surgimento de um ambiente uniforme de sistemas da qualidade para garantia da
produção e fornecimento de produtos que visem à satisfação das necessidades
dos clientes. Nesta concepção, as normas ISO, da família 9000, têm-se
transformado em guias visando à manutenção e a uniformização destes sistemas
de qualidade.

�Segundo Feigenbaum (1994), a definição de sistema da qualidade traz
explícito seu caráter global por toda a organização, sendo um sistema efetivo de
integração dos esforços de concepção, desenvolvimento, manutenção e
aperfeiçoamento da qualidade dos diferentes subsistemas da organização, tendo
como estrutura proposta os elementos, tais como: base de apoio (organização),
pilares de sustentação (procedimentos e técnicas, medição e correção) e como
cobertura à mudança cultural.

2 UNIDADES DE INFORMAÇÃO E O PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO
Para as Unidades de Informação, segundo Barbalho (1996), as
certificações podem ser realizadas em três níveis, ou seja:
[...] 1° nível quando todos os elementos das normas de
certificação são aplicados; 2° nível quando os pontos essenciais
estabelecidos pelas normas são aplicados e onde há evidência de
um processo contínuo de melhoria em direção ao nível 1; 3° nível
quando a aplicação dos pontos essenciais exige a cooperação de
bibliotecas maiores para subsidiar os serviços e que haja um
progresso contínuo de melhorias para o nível 2.

Barbalho (1996) ressalta, ainda, que os pontos avaliados para
certificação nos sistemas de informação em bibliotecas são: filosofia (cultura);
acomodação e equipamentos; coleção da biblioteca; finanças; recursos humanos;
serviços básicos; cooperação entre bibliotecas e tecnologia da Informação.
O processo de certificação recomenda, ainda, a busca da melhoria
contínua, que deve ser considerado como premissa básica no cotidiano das
Unidades de Informação, para que se tenha como resultado o estímulo na
renovação dos processos inerentes às atividades desenvolvidas pela biblioteca,
trazendo como contrapartida uma grande motivação dos recursos humanos
envolvidos. Para focalizar a melhoria nas Unidades de Informação, algumas
atividades

devem

fazer

parte

do

planejamento

estratégico,

tendo

acompanhamento através dos resultados obtidos, avaliações periódicas de

�acordo com as mudanças da organização, e comparativos de desempenho
através de indicadores estabelecidos.
Assim, e de forma geral, certificar o sistema de gestão da qualidade de
uma organização de acordo com os seus requisitos, significa que a organização
reune as condições que satisfazem à diversidade e complexidade dos conceitos
da qualidade que, resumidamente, conforme Barbalho (1996) seriam:
[...] Qualidade consiste nas características que o produto deve ter
para satisfazer as necessidades do consumidor; Qualidade
consiste na inexistência de não-conformidade; Qualidade é
adequação ao uso; e Qualidade está relacionada à capacidade da
organização de satisfazer a requisitos pré-determinados e
pressupostos.

3 A FAMÍLIA DAS NORMAS ISO 9000 NAS ÁREAS DE SERVIÇOS
Historicamente, os sistemas de qualidade formais e seus procedimentos
estiveram restritos às indústrias de manufatura e de processamento, porém nos
últimos anos têm-se expandido rapidamente no setor de serviços, na medida em
que as organizações procuram aumentar sua reputação como fornecedores de
serviços de qualidade. A série das normas internacional ISO 9000, apesar de ter
seu princípio aplicado na indústria, possui atualmente seus princípios no
segmento de serviços. Entretanto, há que se reconhecer que a interpretação da
norma para o setor de serviços ainda constitui uma tarefa complexa.
A série das normas ISO é elaborada pela federação mundial – ISO –
International Organization for Standartization, sendo que seu representante legal
no Brasil é a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas a quem cabe o
papel de fórum Nacional de Normalização e que também pode ser considerado
um órgão certificador, que é aquele que, após a execução da auditoria pode
conferir à organização aspirante o Certificado do Sistema de Gestão da
Qualidade.
Recentemente, as normas da família ISO 9000 passaram por uma revisão
cujo resultado final pode ser observado no Quadro 1, demonstrando o status atual

�de cada família dentro da nova concepção. Em linhas gerais, a revisão efetuada
trocou a perspectiva da versão de 1994, que era calcada sob o ponto de vista do
cliente, que exigia uma série de comprovações para o produto sem muito
privilegiar a importância de um sistema de gestão da qualidade implementado;
pela versão de 2000, que foi elaborada sob o ponto de vista da organização
proprietária do negócio, que precisa do cliente para se manter, desejando garantir
a eles que possui um sistema de gestão da qualidade voltado para a sua
satisfação.
Nesta nova versão, o escopo inclui: I. requisitos adicionais de satisfação
dos clientes, II. Melhoria contínua como requisito formal e III. Novo foco na
responsabilidade da administração e garantia de recursos. E, para que as
organizações pudessem absorver estas alterações, foi concedido um período
para a “transição”, da versão antiga para a nova, com prazo findo em dezembro
de 2003 sendo que, para aquelas que já possuíam a versão de 1994 implantadas,
não foi requerido à alteração da estrutura de documentos para atendimento ao
novo modelo, mas tão somente a elaboração de uma tabela de correlação,
adequando os itens antigos aos novos.
Quadro 1 - Revisão da Norma ISO Família 9000
Até 2000
8402- Gestão da Qualidade e Garantia da
Qualidade – Terminologia
9000-1 – Gestão da Qualidade e Garantia da
Qualidade - Parte 1: Diretrizes para Seleção e
Uso
9000-2 – Parte 2: Diretrizes para Aplicação das
ISO 9001, 9002, 9003
9000-3 – Parte 3: Diretrizes para Aplicação da
ISO 9001 em Desenvolvimento, Fornecimento e
Manutenção de “Software”
9000-4 – Parte 4: Guia para a Gestão de
Programa de Dependabilidade
9001 – Sistemas da Qualidade – Modelo para
Garantia da Qualidade para
Produto/Desenvolvimento, Produção, Instalação
e Serviços Associados.

Situação Atual 2004
Nova ISO 9000 – Sistemas de Gestão a
Qualidade – Fundamentos e Vocabulário
Nova ISO 9000
Nova ISO 9000
Incorporada às novas ISO 9001 e 9004

Será a norma IEC
Nova ISO 9001-Sistemas de Gestão da
Qualidade - Requisitos

�9002 – Sistemas da Qualidade – Modelo para
Garantia da Qualidade em Produção, Instalação
e Serviços Associados

Incorporada à nova ISO 9001

9003 – Sistemas da Qualidade – Modelo para
Garantia da Qualidade em Inspeção e Ensaios
Finais

Incorporada à nova ISO 9001

9004-1 – Gestão da Qualidade e Elementos do
Sistema da Qualidade – Parte 1: Diretrizes

Nova ISO 9004

9004-2 – Parte 2: Diretrizes para Serviços
9004-3 – Parte 3: Diretrizes para Materiais
Processados

Incorporada às Novas ISO 9001 e 9004

9004-4 – Parte 4: Diretrizes para Melhoria da
Qualidade

Incorporadas às novas ISO 9001 e 9004
e a TR sobre Técnicas da Qualidade

Incorporada às Novas ISO 9001 e 9004

3.1 ABORDAGENS DA NORMA NBR ISO 9001:2000
A Figura 1 demonstra o sentido que o fluxo dos requisitos da norma
assumem para dar origem ao modelo de sistema de gestão da qualidade,
baseado

na

abordagem

de

processos,

que

leva

ao

desenvolvimento,

implementação e melhoria contínua da eficácia deste sistema o que resulta no
aumento da satisfação dos clientes.
Melhoria contínua do sistema
de gestão da qualidade

Responsabilidade
CLIENTE

análise e

recursos

Entrada

melhoria

Realização
do produto

Produto

Legenda:
agregação de valor
informação

Figura 1 - Modelo de Sistema de Gestão da Qualidade
Fonte: Norma NBR ISO 9001:2000, p.3.

4 JUSTIFICATIVA

Satisfação

Medição

Gestão de

Requisitos

CLIENTE

da administração

Saída

�Segundo Okland (1994), em um cenário de crescente competição
internacional e expectativas dos clientes, mais e mais clientes do setor de
serviços estão exigindo evidências objetivas da qualidade e consistência de
seus fornecedores, tornando a forma de confirmação e certificação por terceira
parte independentemente de conformidade com normas reconhecidas.
Uma organização, assim como um sistema de informação em bibliotecas,
começa com fluxos de insumos – pessoas, energia, materiais ou informações – a
partir de fontes situadas no ambiente externo, sendo estes insumos então
convertidos, por meio de um sistema técnico e/ou humano, em saídas
(produtos/serviços) que são fornecidas aos usuários.
Se a certificação em ambientes de bibliotecas depende, fundamentalmente,
da percepção de seus colaboradores da importância da transferência da
informação para seus clientes, sendo realizado mediante uma prestação de
serviço, a importância da implantação da norma, ou mesmo da certificação, se dá
quando assegura a integração entre os requisitos desta norma e o ambiente de
gestão, visando a quem se presta ao serviço de “informar”.
5 OBJETIVO
O presente trabalho tem como objetivo a proposição de um guia para
implantação da Norma NBR ISO 9001:2000, vista pela ótica da tecnologia da
informação, que possibilite a gestão por processos em uma Biblioteca.
6 MÉTODO
O método a ser utilizado consta da pesquisa descritiva e análise
interpretativa para a divisão dos requisitos da norma perante os componentes da
estrutura organizacional de uma biblioteca.
7 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Seguindo a proposta de atribuir o contexto de uma filosofia de gestão
abrangente a NBR ISO 9001:2000, o redesenho do seu fluxo possui como

�resultado a realocação de seus requisitos de acordo com os níveis de atuação de
uma estrutura organizacional.
Para Martins (2004), é necessário que os níveis de atuação da estrutura
organizacional respondam às questões que envolvem seu sistema de gestão,
caracterizado conforme segue:
•

Estratégico – componente básico de qualquer estratégia institucional, visando
assegurar a competitividade de qualquer empreendimento, a capacidade
sustentada de sobreviver, desenvolver e se aprimorar ao longo dos anos de
operação, mantendo níveis adequados de satisfação do cliente;

•

Gerencial – implica no conhecimento dos conceitos básicos de qualidade, de
como organizar e planejar ações, projetos e programas de qualidade, e de
como proceder para acompanhar e avaliar o andamento de todos os trabalhos,
a fim de averiguar se os critérios e os princípios da qualidade estão sendo
aplicados;

•

Operacional – engloba o conhecimento e o uso de ferramentas de trabalho,
normas e padrões, instrumentos, procedimentos e práticas que conduzam ao
controle e à garantia da qualidade.
Se aliarmos os requisitos da norma às áreas que comumente são alvos de

avaliação nos momentos de certificação, conforme Barbalho (1996), temos no
Quadro 2 o indicativo de como os requisitos podem ser enquadrados na estrutura
de uma biblioteca.
Quadro 2 - Correlação entre Requisitos, Áreas de Avaliação e Nível da Estrutura
Requisitos da Norma
4 Sistema de Gestão da
Qualidade
5 Responsabilidade da
Administração
6 Gestão de Recursos
7 Realização do Produto
8 Medição, análise e
melhoria

Área na Estrutura
(alvo para avaliação e certificação)
Filosofia (cultura)

Nível da
Estrutura
Estratégico

Acomodação, equipamentos e tecnologia Estratégico
da Informação.
Coleção da biblioteca; finanças; recursos Gerencial
humanos; serviços básicos; cooperação Operacional
entre bibliotecas.

Fonte: adaptação da fonte Barbalho (1996)

�A Figura 2 demonstra a reordenação dos requisitos da norma de acordo com
os níveis da estrutura organizacional proposta sendo que, da junção entre as
atividades a serem desempenhadas por estes níveis e dos requisitos a serem
contemplados, surgem os processos que podem ser utilizados na busca da
certificação do sistema e na ordenação mais coerente destes processos para
aproximar a gestão pela qualidade ao cotidiano dos colaboradores, evitando o
engessamento desnecessário da organização e a motivação do capital humano
envolvido.
Requisitos

Nível
Estratégico

CLIENTE

Responsabilidade
da administração
Gestão de
recursos
Realização do produto

Nível
Gerencial

Saída

Produto
Medição
análise e
melhoria

Nível
Operacional

Melhoria contínua do sistema de gestão da qualidade

Legenda:
agregação de valor

Satisfação

CLIENTE

informação

Figura 2 - Redesenho do Fluxo de Requisitos da Norma NBR ISO 9001:2000
7.1 GUIA PARA IMPLANTAÇÃO DOS REQUISITOS
O guia consta da apresentação dos requisitos, documentos sugeridos para
sua evidência, sua interpretação e, por fim, a sugestão de processos contendo a
reordenação dos requisitos para um sistema de gestão da qualidade mais
abrangente e integrado à estrutura operacional das bibliotecas.

�Requisitos da ISO 9001:2000
4 Sistema de gestão da
qualidade
4.1 Requisitos gerais
4.2 Requisitos de
documentação
4.2.1Generalidades
4.2.2 Manual da qualidade

4.2.3 Controle de documentos

4.2.4 Controle de registros

Tipo de Documento
Manual da Qualidade
Manual da Qualidade
Manual da Qualidade
Manual da Qualidade
Manual da Qualidade

Procedimento para
Controle de Documentos
e Dados
Procedimento para
Controle de Registros

5 Responsabilidade da Administração
5.1 Comprometimento da
Manual da Qualidade
direção
5.2 Foco no cliente
Estabelecimento de
Convênio, Interface com
Cliente
5.3
Política da qualidade
Manual da Qualidade
5.4 Planejamento
5.4.1 Objetivos da qualidade
Objetivos da organização
5.4.2 Planejamento do sistema Manual da Qualidade
de gestão da qualidade
5.5 Responsabilidade, autoridade e comunicação
5.5.1 Responsabilidade e
Níveis Mínimos de
autoridade
Autoridade
Estrutura Organizacional

Interpretação
Mapeamento das interações dos processos
da organização. (evidências)
São todos os documentos necessários para
traduzir o sistema de gestão da qualidade na
seguinte ordem hierárquica: política e
objetivos da qualidade, manual da qualidade,
procedimentos, processos operacionais e
registro. (evidências)
Agregam as normas, diretivas, modelos de
documentos, padrões, instruções, entre
outros e revelam a forma como se encontram
disponibilizados para consulta e
normatização do sistema de gestão da
qualidade.(procedimentos documentados)
Estabelecimento da missão, visão, objetivos,
metas, propósitos, valores da organização.
(evidências)

Planejamento estratégico:elaboração,
acompanhamento, ação preventiva e
corretiva, divulgação. (evidências)
Pode incluir também processos de
estabelecimento de cargos que engloba as
atividades a serem desenvolvidas por cada
colaborador bem como as (evidências)

Integração
Tecnologia da
Informação:
todos os itens
com o tipo de
documento de
Manual da
Qualidade
podem ser
substituidos pela
intranet
Processo de
Normatização
englobando os
itens: 4.23 e
4.2.4

Processo
Estratégico
englobando os
itens: 5.1, 5.2,
5.3, 5.4.1 e 5.4.2

Processo de
Regulamentos
englobando os
itens 5 5 1 e

Nível

Sistêmico

Estratégico

Estratégico

Estratégico

�5.5.2 Representante da direção

Manual da Qualidade

5.5.3 Comunicação interna

Manual da Qualidade

5.6
Análise crítica pela
direção
5.6.1 Generalidades
5.6.2 Entradas para análise
crítica
5.6.3 Saídas da análise crítica
6 Gestão de Recursos
6.1Provisão de recursos

Processos Estratégicos
Processos Estratégicos
Processos Estratégicos

Indicação de um membro da organização
para: assegurar o estabelecimento, a
implantação e a manutenção dos
documentos do sistema de gestão da
qualidade incluindo a disseminação da
cultura da qualidade e a comunicação de
desvios nos procedimentos e processos.
Processo do nível estratégico referente aos
veículos de comunicação a serem utilizados
pela organização para comunicar aos
coloboradores a eficácia do sistema de
gestão da qualidade. (evidências)
Estes itens fazem parte do processo de
auditoria interna em seu desenvolvimento,
controle e manutenção referente ao nível
geral de eficiência do sistema de gestão da
qualidade.(prodecimento documentado)

Processos Estratégicos
Processos Estratégicos

Recrutamento, Seleção e Admissão de
recursos humanos. (evidências)

6.2 Recursos Humanos
6.2.1 Generalidades
6.2.2 Competência,
conscientização e treinamento

Manual da Qualidade
Procedimento para
Gestão de Competência

Processos envolvidos: Concessão de Bolsa
de Estudos e Política de Treinamentos.
(evidências)

6.3 Infra-estrutura

Manual da Qualidade

Planejamento estratégico para definição,
processo de aquisição (prestação de
serviços ou fornecimento) e Tecnologia da
informação. (evidências)

itens 5.5.1 e
5.5.2

Processo de
Comunicação
Interna
englobando o
item 5.5.3

Estratégico

Processo de
Auditoria Interna
englobando os
itens: 5.6.2 e
5.6.3

Estratégico

Processo de
Desenvolviment
o de Habilidades
englobando os
itens: 6.2.1 e
6.2.2
Processo de
Projeções
Econômicas
englobando os

Estratégico

Estratégico

�6.4 Ambiente de trabalho

Manual da Qualidade

Conformidade do sistema de gestão da
qualidade e, para prestação de serviços de
terceiros, critérios para assegurar a
qualidade de terceiros contratados.
(evidências)

englobando os
itens: 6.1, 6.3 e
6.4

7 Realização do Produto
7.1 Planejamento da realização
do produto

Manual da Qualidade

São os processos de negócio voltados para a
realização da finalidade da organização, que
são os processos relacionados aos clientes,
internos e externos. (evidências)

Todos os
processos para
a realização dos
serviços da
biblioteca,
voltados para os
clientes internos
ou externos,
podem ser
descritos
conforme as
seguintes
etapas:
- Processo de
Desenvolviment
o Geral do
serviço: 7.3.7,
7.3.4,
7.2.3,7.5.4.
- Processo de
Iniciação: 7.3.1;
- Processo de
Planejamento:
7.1,7.2.2;
- Processo de
Execução:
7.3.2,7.2.1;

7.2 Processos relacionados a clientes
7.2.1 Determinação de
Processo de Negócio
requisitos relacionados ao
produto
7.2.2 Análise crítica dos
Estabelecimento de
requisitos relacionados ao
Convênio com Associado
produto
Interface – Associado

7.2.3 Comunicação com o
cliente

7.3 Projeto e desenvolvimento
7.3.1 Planejamento do projeto e
desenvolvimento
7.3.2 Entradas de projeto e
desenvolvimento
7.3.3 Saídas de projeto e
desenvolvimento
7.3.4 Análise Crítica de projeto
e desenvolvimento

Manual da Qualidade
Estabelecimento de
Convênio com Cliente
Interface – Cliente
Processo de Projeto

Forma de tratamento dos requisitos
solicitados pelo cliente, usualmente, liga-se
ao departamento de Marketing que são os
primeiros a contatarem o cliente e
entenderem suas necessidades. Observa
também os requisitos regulamentares e
estatutários para a conformidade do produto
e a capacidade da organização para o
atendimento dos requisitos. (evidências)
Forma de manter contato direto com o
cliente: reuniões, relatórios de
acompanhamento, retroalimentação das
reclamações. (evidências)
Pode ser dividido conforme as seguintes
etapas: início, desenvolvimento, execução,
controle e encerramento. (evidências)

Gerencial

�- Processo de
Controle:
7.3.3,7.3.5,
7.3.6;
- Processo de
Encerramento:
7.5.3.

7.3.5 Verificação de projeto e
desenvolvimento
7.3.6 Validação de projeto e
desenvolvimento
7.3.7 Controle de alterações de
projeto e desenvolvimento
7.4 Aquisição
7.4.1 Processo de aquisição
7.4.2 Informações de aquisição
7.4.3 Verificação do produto
adquirido

Contratação de Serviços
Aquisição de Materiais,
Fornecimentos

7.5 Produção e fornecimento de serviço
7.5.1 Controle de produção e
fornecimento de serviço
7.5.2 Validação dos processos
de produção e fornecimento de
serviço
Recursos Humanos,
7.5.3 Identificação e
Acomodação e
rastreabilidade
Equipamentos, Finanças,
7.5.4 Propriedade do cliente
Coleções, Cooperação
7.5.5 Preservação do Produto
entre Bibliotecas.
7.6 Controle de dispositivos de
medição e monitoramento
8 Medição, análise e melhoria

Avaliação de fornecedores com base na
capacidade para atender as necessidades da
organização, sistema de avaliação contínua
destes fornecedores e tipo de controle a ser
exercido mediante o produto ou serviço a ser
adquirido. (evidência)
Processos para realização dos serviços
inerentes à organização. Constituem a
descrição dos processos que são utilizados
para a realização do produto interno,
(utilizado pelas áreas), como externo
(servindo como suporte para a realização de
produtos originário dos projetos).
(evidências)

Processo de
Suprimentos,
englobando os
itens: 7.5.1,
7.4.1, 7.4.2,
7.4.3, 7.5.2.

Processo de
Encerramento
Proc.Des.Geral
Processo de
“Pós Prestação
Serviços”: 7.5.4

Gerencial

Gerencial
Gerencial
Gerencial

�8.1

Generalidades

Manual da Qualidade

8.2.1 Satisfação dos clientes
8.2.2 Auditoria interna

Processos Gerenciais
Procedimento para
Auditoria Interna do SGQ

8.2.3 Medição e
monitoramento de processos
8.2.4 Medição e
monitoramento de produto
8.3 Controle de produto nãoconforme

Processos Gerenciais

8.4

Análise de dados

8.5 Melhorias
8.5.1 Melhoria contínua
8.5.2 Ação corretiva
8.5.3 Ação preventiva

Controle de Projeto
Relatório de Atividades
Procedimento de
Tratamento de NãoConformidades
Manual da Qualidade

Processos Gerenciais
Procedimento de Ações
Corretivas e Preventivas

Processo de
Qualidade do
Serviço
Prestado: 8.1,
7.6, 8.5.3, 8.5.2,
8.2.1, 8.3, 8.2.4.

Trata-se da forma como serão medidos os
requisitos do item 5. (procedimento
documentado)
Forma de monitorar os requisitos 7.5
(evidências)
Forma de medir os requisitos 7.2
(evidências)
Utilizado tanto para o controle dos requisitos
7.2 e 7.5 (evidências)
Possui como entrada todas as demais
medições e deve também buscar
informações no processo de planejamento
estratégico. (evidências)

Processo de
Melhorias e
Garantias: 8.2.2,
8.2.3, 8.4, 8.5.1

Operacional

Operacional

Análise, acompanhamento e adequação da
política da qualidade para suportar o sistema
de gestão. Deve priorizar e controlar o prazo
para resolução de não-conformidades, dando
sugestões para melhorias a serem
realizadas. (procedimento documentado)

Nota: as numerações em negrito somente constam como item na Norma, o item 0.0 refere-se a Introdução, o 1.0 ao Objetivo, o 2.0 à Referência
Normativa e o 3.0 as Definições, que não possuem designação de requisitos a serem cumpridos.

�7.2 DICAS PARA IMPLANTAÇÃO
Na ordem teríamos: o comprometimento da administração com a gestão
pela qualidade, se possível, com inclusão prevista como meta em seu
planejamento estratégico, escolha de um departamento para gerenciar o processo
de implantação da norma dentro da biblioteca bem como o preparo, oficial, do
membro que será designado como auditor interno. A implantação pode ocorrer
mediante a aplicação de um “projeto interno” à biblioteca, sendo uma equipe
multifuncional, com membros de todos os departamentos, com considerável visão
de suas atividades pertinentes deve ser formada para desenvolvimento das
atividades requeridas pelo projeto o que incluiu, principalmente, o desenho dos
processos. Uso contínuo de “propaganda” junto aos colaboradores a título de dar
informação sobre o desenvolvimento do projeto e para que seja criada a cultura
da qualidade.

7.3 COMPLEMENTOS À NORMA NBR ISO 9001:2000
Comparativamente ao Prêmio Nacional da Qualidade – FPNQ/2003 a NBR
ISO 9001:2000 deixa de cobrir os seguintes tópicos: questão ambiental, gestão do
capital intelectual e da informação, planejamento estratégico, gestão da saúde e
ocupacional, faltas estas que podem ser sanadas a partir de um processo de
melhoria contínua em que o sistema de gestão das bibliotecas possam também
garantir sua capacidade de inovação.

7.4 UTILIZAÇÃO DE TI PARA A CERTIFICAÇÃO NBR ISO 9001:2000
A criação de uma rede interna pode economizar a utilização de papel e pode
agilizar a elaboração de diferentes documentos pelas áreas. A TI é um
instrumento ímpar no que tange à possibilidade de criar paralelismo visual de
procedimentos comuns aos departamentos o que implica em menor retrabalho e
um processo menos traumático quando da necessidade de atualização destas
documentações. Em termos práticos, isto ajuda na identificação dos papéis e
responsabilidades a serem desempenhados pelos colaboradores dentro de uma

�organização, assim como auxilia no redimensionamento do fluxo de tarefas e
estabelecimento de processos necessários para o atingimento dos objetivos
almejados, clarificando a troca de informações entre as áreas o que potencializa a
agilidade organizacional, vez que normatiza as atividades repetitivas, colabora
para a análise comparada entre os departamentos e evita o retrabalho que é
típico de uma instituição que opera ad hoc.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A qualidade é a base de qualquer sistema de produção de trabalho,
garantindo a homogeneidade de resultados, a redução de perdas, a adequação
de produtos e serviços aos interesses do mercado, a diminuição de custos e a
maximização de resultados, respondendo também pelo sucesso ou fracasso de
um empreendimento sujeito à competição e concorrência, pois terá uma influência
decisiva na escolha e satisfação dos clientes e na rentabilidade e competitividade
do negócio.
Huidobro (1995) já ressaltava que:
[...] la gestión de calidad es algo totalmente opuesto al
seccionalismo, pues trata de mentalizar a todos los componentes
de la biblioteca o serviço de documentación de que forman una
entidad compacta cuya única razón de ser es tener, mantener y
adquirir clientes”.

REFERÊNCIA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR IS0 9001: sistemas
de gestão da qualidade : requisitos. Rio de Janeiro, 2000.
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão pela qualidade: referencial teórico.
Revista Transinformação. v.8, n.3, set./dez. 1996.
FEIGENBAUM, Armand V. Controle da qualidade total: gestão e sistemas. São
Paulo: Makron Books, 1994. v. 1.
FUNDAÇÃO PARA O PRÊMIO NACIONAL DA QUALIDADE (FPNQ). Critérios
de excelência. São Paulo: FPNQ, 2003.

�HUIDOBRO, E. Garcia-Morales. Aportaciones de la gestion de calidad a
bibliotecas y servicios de documentacion. Rev. Esp. Cient., v. 18, n. 1, 1995.
MARTINS, V. S. G. Sistemas de Informação das Bibliotecas da UNICAMP:
identificação e avaliação dos principais indicadores para gestão estratégica. 2004.
132 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Gestão da Qualidade Total) – FEM.
UNICAMP, Campinas, 2004.
OKLAND, John S. Gerenciamento da qualidade total. São Paulo: Nobel, 1994.

∗

Bibliotecário Mestre em Gestão da Qualidade. Assessor Técnico de Planejamento - Biblioteca
Central - Unicamp. valeria@unicamp.br.
∗∗
Economista Mestre em Gestão da Qualidade. Analista de RH – Diretoria Geral de Recursos
Humanos da UNICAMP. lucianelotti@aol.com.br
Universidade Estadual de Campinas. Cidade Universitária “Prof. Zeferino Vaz” Barão Geraldo –
Campinas – SP

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53073">
                <text>Guia para implantação da Norma NBR ISO 9001:2000 em bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53074">
                <text>Martins, Valéria dos Santos Gouveia, Lotti, Luciane Politi </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53075">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53076">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53077">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53079">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53080">
                <text>Face à necessidade premente de controle e gestão do conhecimento, não somente daquele oriundo de informações as quais constituem a própria razão de ser de uma Biblioteca, mas também do conhecimento gerado por sua própria estrutura, o presente trabalho possui como objetivo a proposição de um guia para implantação da Norma NBR ISO 9001:2000, vista pela ótica da tecnologia da informação, que possibilite a gestão por processos em uma Biblioteca. Para tanto, o método a ser utilizado será uma análise comparativa e integrativa entre a Norma NBR ISO 9001:2000 e uma estrutura organizacional básica de uma Biblioteca para desmembramento dos seus requisitos e sugestão de documentos que possam cobrir todas as necessidades operacionais ou mesmo um possível processo de certificação. Como resultado será proposto um guia para implantação da Norma NBR ISO 9001:2000 visando à operacionalização por processos de uma Biblioteca bem como demais sugestões a título de melhoria contínua para itens não cobertos pela Norma NBR ISO 9001:2000.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68302">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4801" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3870">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4801/SNBU2004_053.pdf</src>
        <authentication>39efac06551b439bfaee886dff2139c3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53126">
                    <text>PLANEJAMENTO DA PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE ACERVO: O
CASO DA BIBLIOTECA DAS FACULDADES DE NUTRIÇÃO E ODONTOLOGIA
DA UFF
Ana Rosa dos Santos∗
Anderclébio de Lima Macedo∗∗

RESUMO
Relata a experiência da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia da
Universidade Federal Fluminense no desenvolvimento de um Planejamento da
Preservação e Conservação do Acervo. Esse Planejamento deu origem aos
Programas de Conservação e Preservação. Destaca-se a Oficina de Pequenos
Reparos, que desenvolve o trabalho de conservação. Apresenta os Programas de
capacitação do pessoal e dos usuários/clientes criados de forma a contribuir com
a preservação. Conclui que o Planejamento permitiu o estabelecimento de uma
estratégia para uma ação coordenada de preservação e conservação do acervo,
e garantiu maior e melhor acesso a informação, fazendo com que a biblioteca
cumpra assim suas funções.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão em serviços de informação. Conservação e
preservação de documentos.

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho relata a experiência da Biblioteca das Faculdades de Nutrição
e Odontologia da Universidade Federal Fluminense no desenvolvimento de um
Planejamento de Preservação e Conservação de Acervo.
A Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia (BNO) tem como
missão apoiar às atividades de ensino, pesquisa e extensão das Faculdades de
Nutrição e Odontologia, proporcionando o acesso aos recursos informacionais e
dando assessoria técnica, por meio de redes e sistemas, facilitando o acesso à
informação; atendendo a comunidade universitária, e a comunidade em geral,
também. Esta Biblioteca está subordinada ao Núcleo de Documentação (NDC),
Sistema de Bibliotecas e Arquivos.

�Nosso acervo está em torno de trinta mil exemplares, entre livros,
periódicos, trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses. Seu acesso
era restrito; depois da reforma realizada em 2003, foi implantado o “livre acesso”.
Já era notada a deterioração das coleções, principalmente de livros, que pela
política dos últimos governos, a muito não são adquiridos. Com o livre acesso, a
tendência seria que esse estado se agravasse, ainda mais, era preciso que fosse
tomada uma providência, surgiu então a idéia do planejamento para a
preservação e conservação do acervo.
Primeiro

foi

desenvolvido

um

pequeno

projeto,

apresentado

a

Universidade, que garantiu um bolsista para o desempenho do trabalho de
conservação, que há algum tempo vem sendo desenvolvido, em nosso Sistema
de Bibliotecas e Arquivos, através das “Oficinas de Pequenos Reparos”,
coordenadas pelo Laboratório de Conservação e Restauração (LACORD). A
reforma da biblioteca nos proporcionou também uma pequena oficina. Tendo o
bolsista e a oficina, começamos estabelecer os Programas de Preservação e
Conservação. Era importante também capacitar o staff e os usuários/clientes
para que esses pudessem contribuir. Precisaríamos determinar algumas das
políticas e procedimentos para reencadernação e restauração de itens que não se
encaixassem no Programa de Conservação, enfim, todo um planejamento que
nos permitisse o desenvolvimento de ações coordenadas de preservação e
conservação de nosso acervo.
Apresentaremos a seguir uma síntese desse planejamento, que garantiu
maior e melhor acesso a informação, fazendo com que a biblioteca cumpra assim
suas

funções,

garantindo

a

preservação,

sem

maiores

prejuízos

da

acessibilidade.

2 PLANEJAMENTO DE PRESERVAÇAO E CONSERVAÇÃO DE ACERVOS

Após a inauguração, começamos o levantamento das atuais condições do
acervo. Com a reforma ficou evidenciada a má situação das coleções, e tendo

�em vista a continuidade das políticas de aquisição dos últimos governos, que não
garantiu a renovação do acervo, teríamos que tomar uma providência a fim de
melhorar essas condições. A coleção de livros estava mais prejudicada, e
decidimos iniciar o Planejamento de Preservação e Conservação, usando essa
coleção como base, para o planejamento das outras coleções.
Nesse planejamento usamos as seguintes definições, de Sá Apud
Sarmento, 2003:
- PRESERVAÇÃO: é uma consciência, mentalidade, política
(individual ou coletiva, particular ou institucional) com o objetivo de
proteger e salvaguardar o Patrimônio. Resguardar o bem cultural,
prevenindo possíveis malefícios e proporcionando a este
condições adequadas de “saúde”. É o controle ambiental,
composto por técnicas preventivas que envolvam o manuseio,
acondicionamento, transporte e exposição;
- CONSERVAÇÃO: É o conjunto de intervenções diretas,
realizadas na própria estrutura física do bem cultural, com a
finalidade de tratamento, impedindo, retardando ou inibindo a
ação nefasta ocasionada pela ausência de uma preservação. É
composta por tratamentos curativos, mecânicos e/ou químicos,
tais como: higienização ou desinfestação de insetos ou
microorganismos, seguidos ou não de pequenos reparos;

- RESTAURAÇÃO: É um tratamento bem mais complexo e
profundo, constituído de intervenções mecânicas e químicas,
estruturais e/ou estéticas, com a finalidade de revitalizar um bem
cultural, resgatando seus valores históricos e artísticos.
Respeitando-se, ao máximo, a integridade e as características
históricas, estéticas e formais do bem cultural, deve ser feito por
especialistas.

Foram estabelecidas algumas políticas:
- Os livros da bibliografia básica eram os mais danificados, teriam que ser a
nossa prioridade, mas não poderiam ser retirados de circulação por muito tempo
devido a sua demanda. Por isso seriam reparados em nossa oficina, só em casos
críticos seriam retirados para uma operação de conservação, ou reencadernação
no LACORD.
- Os outros livros de uso corrente, deveriam sofrer intervenções de acordo
com seu estado, mas seria observada também a sua procura naquele momento.

�Para avaliar essa demanda se usaria o controle de empréstimo, e a lista de
reserva.
- Os itens históricos e/ou raros deveriam ser restaurados, para tal seriam
enviados para o LACORD.
- A encadernação comercial seria utilizada como uma opção, em caso de
materiais que apresentassem boas condições internas, com danos apenas na
capa e nas junções das folhas. Este tipo de dano pode ser melhor resolvido com
essa encadernação, que nesse caso tem menor custo e prazo.
As outras coleções, como periódicos, trabalhos de conclusão de curso,
dissertações e teses, seguiriam esses princípios gerais, indicados aos livros,
observando suas particularidades.
Como nosso acervo tem o papel como suporte principal, precisávamos
saber os fatores de degradação desse material; segundo Luccas (1995), eles se
subdividem em:
- Fatores internos estão ligados a composição, tipos de colagem, tipo de fibras,
resíduos químicos, partículas metálicas. Nossa interferência em relação aos
fatores internos é limitada.
- Fatores externos são agentes físicos e agentes biológicos, como radiação
ultravioleta, temperatura, umidade, poluição atmosférica, microorganismos,
insetos, roedores, manuseio e o acondicionamento indevido. Podemos tomar
algumas medidas, que minorizem a ação desses fatores:
Agentes físicos:
- A luz solar e as lâmpadas fluorescentes, quando diretas, são prejudiciais,
recomenda-se medidas que bloqueiem ou minimizem esse tipo de ação.
- Quanto à temperatura, pesquisa e experiência indicam que quanto menor,
melhor para o papel. Quando o ambiente é dividido com pessoas, deve girar em
torno de 18o a 22o C.
- Em relação à umidade, a ideal seria entre 45 e 55%.

�Agentes biológicos:
- Para o problema dos fungos é preciso cuidar da umidade, usando
desumidificadores e sílica gel.
- Quanto aos insetos, como baratas, traças, piolho de livro, cupins, brocas,
precisamos manter a limpeza, e dedetização cuidadosa, e fumigação.
- Em relação à poluição atmosférica, pode-se usar os filtros próprios para ar
condicionado.
Ação do homem
O manuseio e o acondicionamento indevido são fatores externos de grande
impacto.
Por exemplo, não devemos:
- colocar clips, ou fazer orelhas para marcar página;
- molhar o dedo com saliva para virar páginas; fazer
anotações;
- folhear livros com as mãos sujas;
- usar fitas adesivas para consertar rasgos;
-

colocar livros nas estantes sem o uso de bibliocantos.

Seguindo indicações de Gomes e Motta (1997, p. 103) devemos também
Evitar deixar livros inclinados ou colocados de borco, apoiados no
corte da frente. Estantes muito cheias fazem com que se retire o
livro puxando-se pela cabeça da lombada, o que irá fragilizá-la
rapidamente, além de impedir a circulação de ar entre os livros e
facilitar a ação dos insetos.

Com o Planejamento da Preservação e Conservação do Acervo da
Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia, estabelecemos os
Programas de Preservação, de Conservação, e o de Capacitação do Pessoal e

�dos Usuários/clientes, tendo como diretriz maior preservação, sem prejuízo da
acessibilidade.
3 PROGRAMA DE PRESERVAÇÃO

Este programa foi desenvolvido com o objetivo de criar e manter ações
preservativas de modo a resguardar o todo nosso acervo, prevenindo possíveis
danos. Nele estão previstas medidas de controle ambiental, e preventivas que
envolvem o manuseio, acondicionamento, transporte, limpeza, e etc.
Como exemplo dessas ações, destacamos: a manutenção das janelas e
brises fechados na área do acervo; a limpeza periódica do ambiente; e a seleção
dos materiais com danos, de acordo com as prescrições do planejamento.
Na reforma foi instalado um portal eletrônico semelhante aos das lojas de
departamento; o acervo foi protegido com etiquetas eletromagnéticas, que emitem
um som quando se ultrapassa o portal.

Foram colocadas também câmeras

monitorando os ambientes da biblioteca. Com o “livre acesso” a probabiblidade
de vandalismo, e outros delitos aumenta. Acreditamos que toda essa
preocupação com a segurança possa contribuir com o nosso Programa de
Preservação de nossas coleções.
Esse programa só poderia ter êxito com a cooperação de todos, daí surgiu
a idéia de um programa de conscientização do pessoal e dos usuários/clientes.

3.1

PROGRAMA

DE

CAPACITAÇÃO

DO

PESSOAL

E

DOS

USUÁRIOS/CLIENTES: PRESERVANDO

O Programa de Capacitação do Pessoal e dos Usuários/clientes tem como
objetivo a conscientização de todos a partir da necessidade de preservação das
coleções.

�O staff foi orientado, estando apto a selecionar os itens danificados, e
encaminhá-los para a nossa “Oficina de pequenos reparos”. Bem como agir de
maneira

preservativa,

e

incentivar

aos

usuários/clientes

essa

prática.

Implementamos uma ação educativa, estimulando a participação nos Programas.
Por estarmos com um staff muito reduzido, não pudemos incentivar a participação
nos cursos oferecidos pelo LACORD.

Dessa forma toda ação pedagógica foi

desenvolvida em nossa biblioteca. Como a chefia já havia sido qualificada pelo
LACORD, podia então, transmitir alguns ensinamentos recebidos. Nosso bolsista
trouxe as contribuições que recebeu do pessoal do LACORD, e contamos
também com um dos membros de nossa equipe que já havia trabalhado nesse
mesmo Laboratório. O maior desafio era conseguir que práticas costumeiras,
como uso de durex, clips, e erros no manuseio perdessem seu uso. Mas todos se
mostraram bastante solícitos, e com o conhecimento das técnicas de preservação
e conservação pode-se substituir velhas ações, e assim todos vêm contribuindo
para o sucesso dos Programas de Preservação e Conservação de nosso acervo.
Os nossos usuários/clientes, maiores interessados, também se mostraram
prontos a colaborar. Estamos desenvolvendo uma estratégia de marketing, a fim
de incentivar essa colaboração. Cartazes, marcadores de livros, com mensagens
esclarecedoras, e estimuladoras da preservação são algumas das idéias traçadas
para implementação desta estratégia.

4 PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO

Este programa objetiva realizar trabalho de conservação, que há algum
tempo vem sendo desenvolvido, em nosso Sistema de Bibliotecas e Arquivos
(NDC), através das “Oficinas de Pequenos Reparos”, coordenadas pelo
Laboratório de Conservação e Restauração (LACORD). Com a reforma, ocorrida
em 2003, ganhamos uma pequena oficina, onde são realizados os “pequenos
reparos”, como folhas soltas, e outros pequenos trabalhos de conservação. Os

�trabalhos mais complexos são efetuados no LACORD, que possui toda a
estrutura, para tal.
Os pequenos reparos são efetuados pelo bolsista sob orientação do
pessoal do LACORD. Contamos também com a colaboração de uma de nossas
funcionárias que já havia trabalhado nesse Laboratório, que pôde assim contribuir
com sua experiência para o nosso Programa. Toda seleção dos itens, como já foi
dita é efetuada pelos funcionários do balcão que fazem a triagem desse material,
direcionando-os para o devido procedimento de conservação ou restauração, de
acordo com as políticas definidas.
O êxito desse Programa trouxe melhores condições de uso do nosso
acervo, garantindo melhor acesso à informação.

Com a nossa “Oficina de

pequenos reparos” os itens podem ser reparados logo nos primeiros momentos,
evitando que o dano seja agravado. Infelizmente nossa coleção já estava muito
deteriorada, pois não tínhamos nem a oficina, nem uma pessoa dedicada ao
trabalho que já vinha sendo desenvolvido pelo LACORD. Com o Planejamento da
Preservação e da Conservação pode-se melhor cumprir os papeis da biblioteca
de preservar e disseminar a informação.

5 CONCLUSÃO

A Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia pôde estabelecer
ações coordenadas de preservação e conservação de suas coleções com o
Planejamento da Preservação e Conservação de Acervo, através dos Programas
de Preservação e de Conservação, assim como o de Capacitação do Pessoal e
dos Usuários/Clientes, minorizando assim o efeito das políticas, ou melhor, da
falta de política de aquisição dos últimos governos, que precarizou nossas
coleções.
Por meio dessas ações podemos desenvolver melhor a função de
preservação e guarda da informação, o futuro; buscando menor prejuízo ao

�acesso, o presente.

Podemos perceber que essas funções podem ser

complementares, que podem ser exercidas concomitantemente.
Com o Planejamento garantimos a preservação sem maiores prejuízos do
acesso. Os sucessos dos Programas criados nesse Planejamento só poderiam
ser obtidos com a colaboração de todos. E essa deve ser buscada sempre, a fim
de continuar garantir esse bom trabalho.

ABSTRACTS
The experience of the Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia da
Universidade Federal Fluminense in the development of a Planning of
Preservation and Conservation of the collections,. Of this Planning it was born the
Programs of Preservation and Conservation. It is distinguished “Oficina de
Pequenos Reparos”, that develops the work of conservation. It presents the
Programs of capacitation of the staff and the users bred of form to contribute with
preservation. It concludes that the Planning it established a strategies for one
action coordinated of preservation and conservation, and guaranteed greater and
better access information, making with that the library fulfills to thus its functions.
KEYWORDS: Library planning. preservation.

REFERÊNCIAS
GOMES, Sônia de Conti; MOTTA, Rosemary Tofani. Técnicas alternativas de
conservação: recuperação de livros, revistas, folhetos e mapas. 2 ed. Minas
Gerais: UFMG, 1997.
LUCCAS, Lucy; SERIPIERRI, Dione. Conservar para não restaurar. Brasília:
Thesaurus, 1995.
SARMENTO, Adriana Godoy da Silveira. Preservar para não restaurar. In:
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL,
INFORMAÇÃO E ÉTICA, 2. 2003, Florianópolis. Anais eletrônico. Florianópolis:
Associação Catarinense de Bibliotecários, 2003. Disponível em:
http://www.ciberetica.org.Br/trabalhos/anais/1-20-c1-20.pdf. Acesso em: 05 mar.
2004.

�CASSARES, Norma Cianflone. Como Fazer Conservação Preventiva em Arquivos
e Bibliotecas. São Paulo: Arquivo do Estado e Imprensa Oficial, 2000. 80 p.
HAZEN, Dan, et al. Planejamento de preservação e gerenciamento de programas.
2.ed. Rio de Janeiro : Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos,
2001.
MERRILL-OLDHAM, Jan, SCOTT, Jutta Reed. Programa de planejamento de
preservação. Rio de Janeiro : Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e
Arquivos : Arquivo Nacional, 2001. 142p.
MILEVSKI, Robert J. Manual de pequenos reparos em livros. Rio de Janeiro :
Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos : Arquivo Nacional,
2001. 50p
OGDEN, Sherelyn (Ed.). Armazenagem e manuseio. 2.ed. Rio de Janeiro :
Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos, 2001.
OGDEN, Sherelyn (Ed.). Meio ambiente. 2.ed. Rio de Janeiro : Projeto
Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos, 2001.
OGDEN, Sherelyn (Ed.). Procedimento de conservação. 2.ed. Rio de Janeiro :
Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos, 2001.
OGDEN, Sherelyn; GARLICK, Karin. Planejamento e prioridades. 2.ed. Rio de
Janeiro : Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos, 2001.
POLÍTICA de preservação de acervos institucionais. Rio de Janeiro: Museu de
Astronomia, 1995. 33p.
REILLY, James M.; NISHIMURA, Douglas W., ZINN, Edward. Novas ferramentas
para preservação. Rio de Janeiro: Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas
e Arquivos: Arquivo Nacional, 1997. 47 p.
TRIKLEY, Michael. Considerações sobre a preservação na construção de
bibliotecas. Rio de Janeiro: Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e
Arquivos: Arquivo Nacional, 2001. 120p.
WEBER, Harmut. Preservação de acervos arquivísticos e materiais raros de
bibliotecas. In: A INFORMAÇÃO: tendências para o novo milênio. Brasília:
IBICT, 1999.

�∗

Bibliotecária–chefe. Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia. Núcleo
Documentação.Universidade Federal Fluminense Rua São Paulo, 30, 5ºandar – Niterói – Rio
Janeiro – Brasil ndcars@vm.uff.br
∗∗
Bolsista de Treinamento UFF. Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia. Núcleo
Documentação. Universidade Federal Fluminense Rua São Paulo, 30, 5ºandar – Niterói – Rio
Janeiro – Brasil anderclebio@yahoo.com.br

de
de
de
de

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53100">
                <text>Planejamento da preservação e conservação de acervo: o caso da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia da UFF.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53101">
                <text>Santos, Ana Rosa dos; Macedo, Anderclébio de Lima</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53102">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53103">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53104">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53106">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53107">
                <text>Relata a experiência da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia da Universidade Federal Fluminense no desenvolvimento de um Planejamento da Preservação e Conservação do Acervo. Esse Planejamento deu origem aos Programas de Conservação e Preservação. Destaca-se a Oficina de Pequenos Reparos, que desenvolve o trabalho de conservação. Apresenta os Programas de capacitação do pessoal e dos usuários/clientes criados de forma a contribuir com a preservação. Conclui que o Planejamento permitiu o estabelecimento de uma estratégia para uma ação coordenada de preservação e conservação do acervo, e garantiu maior e melhor acesso a informação, fazendo com que a biblioteca cumpra assim suas funções.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68305">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4804" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3873">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4804/SNBU2004_054.pdf</src>
        <authentication>4c86cbac8e6cba54231120ca13731686</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53151">
                    <text>TRANSFORMAÇÃO DE MODELOS ORGANIZACIONAIS, TECNOLOGIA E
PODER NAS UNIDADES DE INFORMAÇÃO DAS UNIVERSIDADES

Cristina Amélia Carvalho∗
Sueli Goulart∗∗

RESUMO
As mudanças societárias conduziram a uma sociedade assentada em
organizações e estas passaram a ter um papel central na formatação dos
processos de mudança social, na sua velocidade e no seu alcance. Este artigo
discute como a transformação evolutiva dos modelos de gestão, da tecnologia e
dos modus operandi das unidades de informação alteram o arranjo de poder e
deslocam os núcleos de decisão nos cenários das organizações de ensino
universitário. Esta explicação é construída com base na compreensão do
processo de passagem do modelo fordista para o modelo pós-fordista de
produção e na emergência da sociedade da informação. Trata-se do resultado de
investigações anteriores das autoras sobre o tema somadas aos dados
apresentados por outras duas pesquisadoras que lhes antecederam no mesmo
campo de estudo, compondo um quadro em três períodos de tempo seqüenciais.

1 INTRODUÇÃO
Nas organizações, construções sociais formadas em torno do alcance de
objetivos de eficiência e eficácia, dimensões basilares do modelo burocrático, as
mudanças fazem parte do cotidiano das organizações. Assim, as organizações
dependem de sua capacidade de mudar para sobreviver na sociedade
competitiva que ajudaram a criar.
As dimensões cultural, econômica, política e legal, os contextos
institucionais e a tecnologia são elementos capazes, não somente de provocar
mudanças mas, também, de definir os rumos que elas poderão assumir. Isso
reforça a importância, nos estudos das mudanças no âmbito organizacional, de
estabelecer um vínculo de compreensão com o que, em paralelo, ocorre na
sociedade em cada momento.

�Este artigo discute como a transformação evolutiva dos modelos de gestão,
da tecnologia e dos modus operandi das unidades de informação alteram o
arranjo de poder e deslocam os núcleos de decisão nos cenários das
organizações de ensino universitário. Esta explicação é construída com base na
compreensão do processo de passagem do modelo fordista para o modelo pósfordista de produção e na emergência da sociedade da informação.
Para isso, trata do resultado de investigações anteriores das autoras sobre
o tema somado aos dados apresentados por outras duas pesquisadoras que lhes
antecederam no mesmo campo de estudo, compondo um quadro em três
períodos de tempo seqüenciais. Assim, os dados que suportam a análise
interpretativa são oriundos das pesquisas realizadas por Ferreira (1980), na
década de 70, por Mercadante (1990), nos anos 80 e por Carvalho e Goulart
(2003a, 2003b).

2 A SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA:
INFORMACIONAL

PÓS-MODERNA, GLOBAL E

O conjunto de elementos que dava suporte ao modelo fordista e à
sociedade moderna começou a dar sinais de enfraquecimento, a partir do final da
década de 60. Estrutura produtiva e tecnológica rígida, base da produção
homogênea, de larga escala exigia mercado consumidor de grandes proporções.
Super especialização dos trabalhadores, padronização das tarefas, separação
entre planejamento e operação, pensar e agir, constituíram instrumentos para que
o modelo de produção estivesse à altura da permanente ampliação dos
mercados.
A emergência de crises financeiras (esgotamento da capacidade de
investimento público), de mercado (esgotamento da capacidade de consumo) e
sociais (conflitos capital-trabalho, aumento do desemprego) colocaram em cheque
o modelo vigente. Vários fenômenos sociais atingem seu apogeu na década de
70 e trazem no bojo as sementes de um novo modelo de produção. Contrapondose à rigidez do modelo fordista, se estabelece o modelo pós-fordista de produção
com base no que Clegg (1990) denomina de consumo pós-moderno que se

�sustenta na diferenciação constante e crescente do consumo. Tal diferenciação
confronta o esquema modernista de consumo de massa e exige flexibilidade dos
processos, dos mercados, dos produtos traçando novos rumos na estruturação da
produção.
A organização do trabalho molda-se às exigências deste tipo de produção
e, assim, impõe a multifuncionalidade dos trabalhadores e a visão integral do
produto, agora não mais dividido em partes atomizadas. O modelo de gestão
organizacional que emerge exige maior participação dos trabalhadores nas
decisões como forma de obter não apenas o comprometimento, mas também o
usufruto de seus estoques de conhecimento. Novos arranjos interorganizacionais
são construídos, baseados em redes e cadeias produtivas, essenciais ao princípio
da segmentação da produção na economia globalizada.
Tais transformações são amplamente favorecidas pelo desenvolvimento
das tecnologias de informação que permitem a distribuição geográfica da
produção e do consumo, consolidando o fenômeno da globalização, cujos
reflexos atingem todos os setores da sociedade.
Subjacente ao novo modelo de produção está o conhecimento que, ao se
tornar mercadoria-chave, desloca o eixo das relações produtivas, antes
vinculados primeiro à terra e depois ao capital, para a tecnologia de geração,
distribuição e uso de informação e conhecimento.
As organizações públicas são, em razão das transformações ocorridas no
contexto, igualmente submetidas a processos de reestruturação nos quais são
fundamentais os redesenhos estruturais que possam acomodar as forças que
emergem das novas interações, as práticas e tecnologias de gestão e novos
aparatos tecnológicos surgidos da sofisticação das demandas por novos serviços.
Em que pese a perenidade institucional das universidades, “associada à
rigidez funcional e organizacional, à relativa impermeabilidade às pressões
externas, enfim à aversão à mudança” (SANTOS, 1997, p. 187), também essas
organizações vem tentando se amoldar às pressões do novo contexto social,
econômico, tecnológico e político.

�3

FORDISMO, PÓS-FORDISMO E SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO:
REFERÊNCIAS ESTRUTURAIS DAS UNIDADES DE INFORMAÇÃO
O Brasil, como os demais países periféricos, apóia seu sistema científico e

tecnológico nas universidades. A produção de conhecimento em ciência e
tecnologia (C&amp;T) gerado nas organizações universitárias depende do acesso à
informação, da qualidade deste acesso e da rapidez na apropriação do novo
conhecimento gerado, para além das fronteiras organizacionais e nacionais.
Dessa forma, os serviços e produtos informacionais oferecidos pelas bibliotecas
universitárias têm caráter central na qualidade acadêmica.
Embora sejam organizações tão antigas quanto as próprias universidades,
as bibliotecas vêem sua relevância ampliada a partir da década de 50,
provavelmente como conseqüência da criação de dois órgãos de vital importância
e influência no redirecionamento da prática bibliotecária: o Conselho Nacional de
Pesquisa, atual Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq) e o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, atual Instituto
Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica (IBICT). Estes marcos que
tiveram lugar nos anos 50, somados aos investimentos em pesquisa e pósgraduação, à consolidação dos campi universitários e à regulamentação da
profissão de bibliotecário, ocorridos ao longo da década de 60, passaram a exigir
das bibliotecas universitárias novas formas de suas políticas de ação e novas
práticas de gestão.
Referenciadas ao modelo fordista e em seus pressupostos fundamentais
de modernidade, homogeneidade e totalidade, as bibliotecas universitárias
buscaram moldar suas estruturas com o intuito de racionalizar práticas e
processos. Isto é ilustrado nas pesquisas de Ferreira (1980) e Mercadante (1990)
que descrevem as estruturas organizacionais e as principais tendências dos
modelos de gestão nas décadas de 70 e 80.
Ferreira (1980) classifica os modelos estruturais, utilizando como referência
a centralização como principal dimensão de análise. Com uma amostra de 17
bibliotecas

centrais

e

133

setoriais,

a

autora

descreve

modelos

�(des)centralizados, ressaltando (des)vantagens de cada um para a política de
acesso à informação das universidades. O cenário que emerge dos dados
analisados mostra que a maioria das bibliotecas pesquisadas tendia à
centralização ou estava em fase de transição para este modelo. Os principais
argumentos para a referida opção de formatação organizacional dizem respeito à
redução do número de bibliotecas; à reunião das coleções; à integração dos
serviços bibliotecários e dos pesquisadores; aos custos de manutenção e
desenvolvimento dos produtos e serviços, assim como dos processos de gestão e
controle e do desempenho orçamentário-financeiro. Ao final, a autora recomenda
que o processo de centralização das bibliotecas seja concebido como um sistema
e este, por sua vez, como subsistema do sistema universitário. Acrescenta que as
instâncias de decisão e gestão governamental e das universidades identifiquem e
viabilizem os sistemas de bibliotecas como subsistemas nacionais de informação
imprescindíveis ao desenvolvimento do ensino superior e da pesquisa no Brasil.
A pesquisa de Mercadante (1990), realizada na década seguinte, traçou
comparação

entre

modelos

organizacionais

adotados

pelas

bibliotecas

universitárias, identificando as principais variáveis determinantes a fim de orientálas quanto à adequação da estrutura adotada, sugerindo mudanças e adaptações
necessárias. A pesquisa incorpora 78 instituições, entre bibliotecas universitárias.
No estudo, a coordenação sistematizada como referência do modelo
estrutural, é identificada na regulamentação oficial da maioria das instituições,
constituindo-se, no entanto, mais discurso do que prática. A política de informação
das universidades é formulada pelo sistema composto pelo conjunto das
bibliotecas setoriais coordenados pelas bibliotecas centrais que surgem, pela
primeira vez, exercendo funções efetivas de coordenação. O momento histórico
da instituição, a capacidade de cada segmento do sistema, a política de ensino e
pesquisa da instituição e o desenvolvimento das áreas priorizadas pela instituição
são os principais indutores desse modelo.
Em suas conclusões, Mercadante (1990) recomendava a integração das
bibliotecas descentralizadas a estruturas administrativas modernas, sob uma
única coordenação, assegurando o mínimo de participação em programas

�nacionais cooperativos. Para os sistemas já estruturados, sugeriu a adoção de
medidas que assegurassem a delegação de competências ao órgão coordenador
para

definir

políticas

de

informação

em

nível

institucional,

garantir

representatividade junto ao Conselho Universitário e avaliar, periodicamente, as
condições de desempenho do sistema. Recomendava, ainda, a formalização dos
sistemas já constituídos por meio da aprovação institucional de regimentos, a
inclusão de representações de usuários em seu processo de gestão, a
participação na política orçamentário-financeira da universidade, a coordenação
centralizada

dos

serviços

de

aquisição

e

processamento

técnico,

o

estabelecimento de políticas e planos de serviços aos usuários e a integração a
redes e serviços cooperativos.
Em síntese, o contexto caracterizado por Mercadante (1990) remete à
busca de coordenação das ações em estrutura sistêmica, com ênfase na
articulação de recursos complementares e no fortalecimento das relações
interorganizacionais. Nota-se, também, que as recomendações da primeira
pesquisa repercutiram na segunda, sobretudo na concepção organizacional
sistêmica.
O período compreendido entre meados da década de 80 e o início da
década de 90 foi marcado por intensa atividade no conjunto das unidades de
informação das universidades e pelo fortalecimento de suas demandas frente às
administrações das Instituições de Ensino Superior (IES) e das atividades
informacionais em nível nacional. É factível atribuir os avanços do período ao
estabelecimento do I Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBu),
programa estabelecido no âmbito da Secretaria de Ensino Superior do Ministério
da Educação (SESu/MEC). Suas diretrizes, ações e programas visavam fomentar
o compartilhamento de recursos e experiências por meio da atuação cooperativa
entre as bibliotecas, a realização de estudos e diagnósticos e a capacitação dos
profissionais (BRASIL, 1986).
Disseminados como modelo organizacional adequado e funcional às
universidades, os sistemas de bibliotecas encontram, nas novas tecnologias de
informação e comunicação, suportes e desafios suficientes que dão partida a

�novas configurações. No contexto da sociedade globalizada e informacional,
mudanças radicais vinculadas ao elemento central que a define – o conhecimento
– afetam significativamente as unidades de informação das universidades e
exigem novos modelos.
Tradicionalmente referenciadas ao modelo fordista de produção, as
unidades de informação das universidades passam a ter seus papéis e estruturas
fortemente

questionados

no

modelo

pós-fordista,

cujos

pressupostos

fundamentais são a pós-modernidade, a pluralidade, a especificidade, a
globalização e a virtualidade.
Traduzidos para as unidades de informação, estes pressupostos implicam
alterações na oferta de serviços (atendimento específico a públicos heterogêneos;
múltiplos formatos e suportes; procedimentos auto-explicativos para usuários); no
trabalho

(profissionais

polivalentes,

valorização

de

conhecimentos

complementares, terceirização), e em seu espaço e estrutura (formação de
consórcios e redes; conexão a fontes virtuais de informação; ampliação da noção
de territorialidade).
As transformações estruturais e tecnológicas e a mudança no modus
operandi das organizações alteram também o arranjo de poder e deslocam os
núcleos de decisão nos cenários organizacionais. É o que se discute na seção
seguinte.

4 PODER DETERMINANDO A AÇÃO: O CENÁRIO NAS UNIVERSIDADE E
NAS UNIDADES DE INFORMAÇÃO
As organizações constituem coalizões de interesses díspares, o que
implica entendê-las igualmente como coalizões de objetivos múltiplos. Assim,
aflora, naturalmente, a dinâmica e o poder de construção dos processos de
negociação. Estes visam construir arranjos que reflitam a capacidade de
influência, de persuasão, de poder enfim, dos atores envolvidos, mas têm também
o intuito de dar ordem às divergências e aos conflitos de modo a garantir a
sobrevivência organizacional e o alcance de seus objetivos globais.

�O uso das fontes de poder, tais como a autoridade formal, o controle sobre
recursos escassos, o controle do processo decisório, dos limites, do
conhecimento, da tecnologia, o uso da estrutura organizacional e a habilidade de
lidar com a incerteza modelam a dinâmica da vida organizacional, na medida em
que proporcionam aos membros da organização diversidade de meios para tentar
exercer influência.
Na discussão sobre cada uma das fontes, Morgan (1996) aponta a
autoridade formal como a fonte mais óbvia de poder nas organizações
burocráticas, legitimada em termos dos direitos e obrigações referentes às
posições organizacionais. Entretanto, é no controle dos recursos que a escassez
e a dependência são elementos-chave. Neste ponto, “o poder repousa sobre o
controle daqueles recursos dos quais a organização depende para dar
continuidade às suas operações correntes, ou para criar novas iniciativas”
(MORGAN, 1996, p.167).
A dinâmica e a distribuição do poder nas organizações são decorrentes,
também, de seu caráter situacional e histórico, além dos aspectos relacional e
estrutural, vez que membros com baixo domínio de fontes estruturais de poder
exercem influência mediante sua habilidade de mobilizar recursos, mesmo que
limitados, em situações e ocasiões específicas (PETTIGREW e MACNULTY,
1995). Sob tal ângulo, presume-se que todos os membros ou grupos
organizacionais detêm algum tipo e grau de poder, tornando-os capazes de
interferir no curso das ações organizacionais na medida em que, de fato, lancem
mão de suas habilidades para participar do jogo político que se desenvolve na
organização.
Mintzberg (1983), ao tratar do poder organizacional, enfatiza a atuação de
influenciadores internos e externos e das coalizões que estabelecem. Mediante os
sistemas de influência que utilizam, direção do fluxo de poder e metas
favorecidas, são geradas diferentes configurações capazes de descrever o
comportamento organizacional. Apesar das mais variadas possibilidades de
combinação de poder interno e externo, identificam-se conjuntos básicos de
relações, denominados como tipos genuínos ou naturais. Essas configurações

�identificam as organizações como instrumento, sistema fechado, autocrática,
missionária, meritocrática ou arena política, de acordo com as características das
coalizões e a origem do fluxo de poder.
As universidades representam locus de significativo potencial para a
análise das variáveis poder e tecnologia em função de algumas características
organizacionais, tais como: a amplitude e multiplicidade de seus objetivos e a
decorrente dificuldade de avaliação de resultados, a capacidade reativa e a
diferenciação dos clientes, a obscuridade da tecnologia na tarefa educacional, a
categorização de seus membros e a profissionalização. Esta última tem
implicações sobre a ação organizacional, uma vez que, em geral, os profissionais
requerem autonomia no exercício de suas atividades, enfrentam conflitos de
lealdade entre a organização a que pertencem e a comunidade científica a que se
vinculam e entre rotinas burocráticas e valores profissionais, creditam legitimidade
quase que exclusivamente à avaliação pelos pares e se encontram em ambiente
profissional altamente fragmentado, inerente ao grau de especialização das áreas
do conhecimento (MACHADO-DA-SILVA, 1991). Outra característica singular das
universidades, especialmente as públicas, é a relação ambígua que mantêm com
o ambiente, marcada tanto por graus relativamente altos de independência no que
se refere às atividades que desenvolvem, como por dependência financeira e
funcional.
Assim, no âmbito de estruturas formais burocráticas, ocorrem interações
entre grupos de interesse internos e externos, possibilitando a ocorrência de jogos
de poder com vistas a determinar a ação organizacional. Por isto, o autor
supracitado considera adequados os modelos burocrático e político para a análise
de instituições de ensino superior brasileiras. A concepção das organizações em
termos destes dois modelos permite definir a estrutura organizacional “como
consistindo na dinâmica das relações entre arcabouço estrutural e padrões de
interação” (MACHADO-DA-SILVA, 1991, p. 81).
Admitindo que os diversos grupos de interesse detêm algum tipo e grau de
poder e que o contexto institucional exerce influência significativa sobre o curso
das ações organizacionais, inferimos que mudanças no ambiente institucional

�acarretam alteração no núcleo decisório determinante de suas ações e
estratégias e das relações entre esse e o ambiente. As relações internas e
externas de poder se configuram, então, como elementos decisivos na definição
das ações e dos resultados organizacionais. Desta forma, as configurações de
poder se constituem em um dos fatores determinantes das diferenças na ação e
nos resultados de organizações estruturalmente tão homogêneas frente a um
mesmo contexto institucional, como é o caso das universidades públicas
brasileiras.
A bibliotecas universitária, como componente da organização universitária
é igualmente afetada por quaisquer modificações sobre esta, exigindo reações do
mesmo nível para a superação dos desafios. Como nas demais organizações,
entre as estratégias de superação está a busca pela melhoria de desempenho e
de resultados capazes de justificar e avalizar a demanda por recursos na tentativa
de sobreviver dentro de um determinado padrão de qualidade. Embora estas
unidades sejam tradicionalmente concebidas como investimento, vêm crescendo
as pressões por melhoria de desempenho e adoção de práticas administrativas
racionais em função do volume de recursos necessários para manutenção e
desenvolvimento de suas atividades, do crescente enxugamento no orçamento
público e do impacto da qualidade dos serviços bibliotecários sobre o processo de
avaliação a que as universidades estão submetidas.
Esse contexto, marcado pela passagem do modelo fordista para o modelo
pós-fordista de produção, ao formatar um novo cenário para as universidades e
suas unidades de informação, altera a correlação de forças e novos interesses
assumem predomínio sobre outros que não se ajustam mais ao novo modelo. No
caso das unidades de informação no Brasil, instituições especializadas
apresentam-se como veículos dos procedimentos inovadores. Essas fontes
externas de pressão materializam-se nas instâncias de legislação e normalização
(ministérios e secretarias), nas agências de fomento e financiamento e nas redes
informacionais temáticas especializadas.
Embora as pesquisas realizadas nas décadas de 70 e 80, aqui relatadas,
não tivessem foco nas questões de poder, estudos realizados na presente década

�numa organização universitária (CARVALHO e GOULART, 2003a, 2003b)
recuperaram os elementos que formataram aquelas configurações, ilustrados pela
análise da implantação e desenvolvimento do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Alagoas (SIBI/UFAL).

5 A IMPLANTAÇÃO DO SIBI / UFAL: ESTRUTURA, TECNOLOGIA E JOGOS
DE PODER
Correspondendo à situação identificada na pesquisa de Ferreira (1980), a
instalação dos serviços bibliotecários no campus da UFAL inicia-se em 1975, com
a criação da Biblioteca Central. No entanto, até o final da década de 80, esta
unidade não exercia nenhum papel de coordenação, figurando apenas como mais
uma biblioteca (a de maior acervo), das 15 setoriais até então existentes, embora
a UFAL contasse com somente três profissionais bibliotecários em seu quadro
funcional.
Os serviços oferecidos e a tecnologia utilizada são os mais elementares
possíveis, restringindo-se à consulta, empréstimos e manutenção de catálogos
manuais, locais e isolados, embora as bibliotecas universitárias brasileiras já
tivessem iniciado o processo de automação de seus serviços e a formação de
rede de catalogação cooperativa.
No cenário descrito na primeira pesquisa (FERREIRA, 1980), materializado
na situação das bibliotecas da UFAL, inferimos que os detentores do poder eram
os professores que mantinham o controle até sobre as coleções, uma vez que
atribuíam a formação dos acervos à suas próprias doações, definiam regras de
funcionamento

e

alocavam

pessoal

que

julgavam

disponível

na

área

administrativa. Hierarquicamente, o poder se concentrava no Reitor e nas chefias
de departamento. As habilidades requeridas eram, à época, meramente
funcionais.
Em 1985, inicia-se o processo de modernização e melhorias das condições
de funcionamento, com a construção de um novo prédio para a Biblioteca Central,
no âmbito do acordo MEC-BID III. Definido o projeto de construção do prédio, por

�uma consultoria externa, o corpo técnico local é convocado para elaborar a
proposta de implantação de sistema integrado. Aliás, trata-se de período
coincidente

com

o

recém-aprovado

I

Plano

Nacional

de

Bibliotecas

Universitárias/PNBu.
Ao final da década de 80, formaliza-se o SIBI/UFAL, com a aprovação de
seu regimento. O SIBI/UFAL passou a ser composto pela Biblioteca Central
(unidade coordenadora), sete bibliotecas setoriais (vinculadas tecnicamente e
administrativamente) e Órgão Colegiado (representações da comunidade
acadêmica com função de assessoria). Definida como órgão suplementar na
estrutura universitária, a Biblioteca Central vinculou-se diretamente ao Reitor e
organizou-se

em

quatro

divisões:

Administrativa,

Serviços

ao

Usuário,

Desenvolvimento de Coleções e Tratamento Técnico. Integrou-se, como grande
parte das demais bibliotecas universitárias, às mais representativas redes de
cooperação e prestação de serviços informacionais.
Ali, foi perceptível a atuação relevante de grupos e instituições cuja
convergência de interesses, num momento específico, possibilitou a criação de
nova e moderna estrutura para os serviços informacionais na UFAL. Notou-se,
também, a preponderância de elementos institucionais em sua implantação, uma
vez que se adotou estrutura compatível com padrões nacionais, orientou-se por
questões normativas, configurando procedimentos isomórficos em busca de
legitimidade (CARVALHO e GOULART, 2003a, 2003b).
A evolução para o modelo organizacional descrito na pesquisa de
Mercadante (1990) mostra a valorização das habilidades profissionais específicas,
impulsionada pelo fortalecimento da pós-graduação no Brasil, estabelecimento de
políticas nacionais de informação e definitivo reconhecimento da centralidade das
universidades para o desenvolvimento científico e tecnológico do País.
O cenário do período mostra, então, um deslocamento do núcleo de poder,
agora fortemente assentado em bases profissionais. Neste aspecto, destaca-se
que o quadro de bibliotecários na UFAL chega a atingir o total de 17 profissionais,
entre efetivos e temporários, contratados mediante convênios com a Financiadora

�de Estudos e Projetos (FINEP) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Ensino Superior (CAPES). Entre outras ações, no sentido de valorizar e dotar
de poder o sistema formado pelo conjunto das unidades de informação,
estabelece-se, pelo Conselho Universitário, o percentual de 8% do orçamento de
custeio e capital da Universidade para o SIBI/UFAL.
Habilidades técnicas e políticas foram determinantes para o direcionamento
destas ações, que se efetivaram na medida em que interesses internos
(Administração

Central

da

Universidade,

Programas

de

Pós-Graduação,

Dirigentes do SIBI) e externos (CAPES, PNBu) confluíram, entendendo a política
informacional como ação estratégica para melhoria do desempenho acadêmico,
modernizando estrutural e tecnologicamente as unidades de informação.
Tanto quanto as organizações que as abrigam, as unidades de informação
das universidades brasileiras vêm sofrendo os impactos das mudanças em curso,
sejam elas de natureza administrativa ou tecnológica. As primeiras impõem
severas restrições orçamentárias e organizativas, com reflexos importantes sobre
o quadro de pessoal, a infra-estrutura física e o financiamento de serviços e
coleções. As últimas oferecem possibilidades de crescimento e melhoria da oferta
de serviços em função do potencial das novas tecnologias de informação e
comunicação que modificam, sobremaneira, os processos de geração, acesso,
disseminação e uso de informações e conhecimentos, questões basilares no
estabelecimento de funções e objetivos das bibliotecas.
O novo cenário constituído no bojo da sociedade da informação parece
também promover novo deslocamento no núcleo de poder nas organizações
universitárias, especificamente em suas unidades de informação. Pressões
normativas e legais em nível nacional, competitividade internacional, globalização,
são elementos importantes hoje na definição de políticas institucionais de
informação. Assim, agências e redes especializadas adquirem capacidade de
intervenção e controle sobre as ações organizacionais nas unidades de
informação.

�A figura abaixo mostra a transformação evolutiva do modelo societal, das
mudanças organizacionais e tecnológicas e a alteração no arranjo de poder nas
unidades de informação das universidades, situando-as no macro-ambiente e
referenciadas a contextos específicos.

Figura 1 – Mudanças societárias, organizacionais, tecnológicas e
configuração de poder nas unidades de informação
M odelo s societais
S o c ie da de da info rm a ç ã o
P ó s-fo rd ism o
A m b ie n te v irtua l

S o c ie da de ind u st ria l
F o rd is m o
A m b ie n te fís ic o

C ontextos de R e fe rên cia
Lo c a l

N ac iona l

G loba l

E stru tu ras organizacion ais
O rga niz aç ã o
fe c ha da

O rga niz aç ã o
a berta

O rga niz aç ã o
e m rede

O rigen s e fon te s de pode r
Inte rna

Inte rna / e xte rna

E xterna

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No Brasil, a sinalização de que a universidade é um dos elementos centrais
na definição do ritmo de desenvolvimento é identificado, mediante a constatação
de que 90% da pesquisa em ciência e tecnologia são realizados no âmbito das
instituições públicas de ensino superior (TRINDADE, 2000). O suporte à produção
científica depende, em grande parte, da capacidade dos sistemas de informação
em garantir acesso e disseminação do conhecimento. Por essa razão, as
unidades de informação das universidades, ao incorporarem novos modelos e
tecnologias, têm papel decisivo no desenvolvimento do País. No entanto,
enquanto partes de organizações complexas retratam, na sua ação, intenções e
interesses dos grupos ou coalizões dominantes. A ação destes atores reflete-se

�nas áreas estratégicas do planejamento, da administração, dos recursos humanos
e da infra-estrutura, fundamentais para a definição do perfil estrutural e
tecnológico que têm essas unidades.
O estágio de evolução das tecnologias de informação e comunicação
permite agilizar a produção e disseminação de conhecimentos, ampliar
significativamente as possibilidades de acesso, tanto quanto a interconexão entre
produtores e usuários de informação. Ao mesmo tempo, permite formas mais
sofisticadas e difusas de controle, sinalizando a possibilidade de predomínio de
pressões e influências externas. O fortalecimento de grupos e coalizões internas,
capacitadas a estabelecer conversação com grupos e coalizões externas e a
apropriar-se

de

conhecimento

e

tecnologia,

representam

elementos

imprescindíveis para a inserção competente do país na sociedade da informação.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Superior.
nacional de bibliotecas universitárias : (1o PNBu). Brasília, abr. 1986.

Plano

CARVALHO, Cristina Amélia; GOULART, Sueli. Contexto de referência em
transformação: as bibliotecas universitárias sob o signo da sociedade da
informação. In: CARVALHO, Cristina Amélia; VIEIRA, Marcelo Milano Falcão.
Organizações, cultura e desenvolvimento local: a agenda de pesquisa do
Observatório da Realidade Organizacional. Recife: EDUFEPE, 2003a. Cap. 15, p.
289-305.
______ .
Formalismo no processo de institucionalização das bibliotecas
universitárias. RAP: Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 37, n. 4,
p. 921-938, jul./ago. 2003.
CLEGG, Stewart R.
Modern organizations: organization studies in the
postmodern world. London : Sage, 1990.
FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras : análise de
estruturas centralizadas e descentralizadas. São Paulo : Pioneira, 1980.
MACHADO-DA-SILVA, Clóvis.
Modelos burocrático e político e estrutura
organizacional de universidades. In: Universidade Federal de Santa Catarina.
Curso de Pós-Graduação em Administração.
Temas de administração
universitária. Florianópolis : CPGA, 1991.

�MERCADANTE, Leila M. Z.
Análise de modelos organizacionais de
bibliotecas universitárias nacionais. Brasília : PNBU, 1990.
MINTZBERG, Henry. Power in and around organizations. Englewood Cliffs :
Prentice Hall, 1983.
MORGAN, Gareth. Imagens da organização. São Paulo : Atlas, 1996.
PETTIGREW, Andrew; McNULTY. Power and influence in and around the
boardroom. Human Relations, v. 48, n. 8, p. 845-873, 1995.
SANTOS, Boaventura de Souza. Da idéia de universidade à universidade de
idéias. In: ______. Pela mão de Alice : o social e o político na pós-modernidade.
3. ed. São Paulo : Cortez, 1997. p. 187-233.
TRINDADE, Hélgio. Saber e poder: os dilemas da universidade brasileira. In:
DOSSIÊ Brasil: dilemas e desafios. São Paulo : USP, 2000. Disponível em
&lt;http://www.usp.br/iea/revista/online/dilemasdesafios&gt;. Acesso em 02 fev. 2003.

∗

Doutora em Ciências Econômicas e Empresariais pela Universidade de Córdoba – Espanha;
Professora do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco. Av. dos Economistas, s/n – Cidade Universitária 50670-901 - Recife – PE – Brasil e-mail: cris_carvalho@uol.com.br
∗∗
Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco; Bibliotecária da Universidade Federal de Alagoas. Campus A. C. Simões – Tabuleiro
do Martins. 57072-970 – Maceió – AL – Brasil - e-mail: sueligoulart@uol.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53127">
                <text>Transformação de modelos organizacionais, tecnologia e poder nas unidades de informação das universidades.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53128">
                <text>Carvalho, Cristina Amélia; Goulart, Sueli</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53129">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53130">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53131">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53133">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53134">
                <text>As mudanças societárias conduziram a uma sociedade assentada em organizações e estas passaram a ter um papel central na formatação dos processos de mudança social, na sua velocidade e no seu alcance. Este artigo discute como a transformação evolutiva dos modelos de gestão, da tecnologia e dos modus operandi das unidades de informação alteram o arranjo de poder e deslocam os núcleos de decisão nos cenários das organizações de ensino universitário. Esta explicação é construída com base na compreensão do processo de passagem do modelo fordista para o modelo pós-fordista de produção e na emergência da sociedade da informação. Trata-se do resultado de investigações anteriores das autoras sobre o tema somadas aos dados apresentados por outras duas pesquisadoras que lhes antecederam no mesmo campo de estudo, compondo um quadro em três períodos de tempo seqüenciais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68308">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4807" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3876">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4807/SNBU2004_055.pdf</src>
        <authentication>0df0c9ec6acaa5f3d063ab271c0e22e2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53171">
                    <text>TENDÊNCIAS INOVADORAS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
RUMO À CONSTITUIÇÃO DE LEARNING LIBRARIES

Elisabeth Adriana Dudziak∗

RESUMO

O objetivo deste trabalho é identificar mudanças na trajetória das organizações
bibliotecárias, procurando evidenciar possíveis tendências atuais em direção a
práticas organizacionais ligadas à inovação e ao aprendizado, bem como
evidenciar as circunstâncias necessárias para sua transformação em learning
organization (organização que aprende). Inicialmente apresenta-se o modelo
organizacional tradicional de biblioteca e discute-se a necessidade de repensar tal
modelo. São apresentadas as tendências atuais das organizações bibliotecárias e
suas ligações com a inovação e o aprendizado. Discute-se o conceito de inovação
e seus desdobramentos nas organizações. Sublinha-se a importância do
aprendizado e define-se organização que aprende. Por fim, é discutido o conceito
de learning library (biblioteca que aprende). Adverte-se que não há nenhuma
receita pronta para a criação de organizações que aprendem mas identificam-se
algumas das circunstâncias necessárias, destacando-se a importância do
envolvimento das lideranças, a ampla comunicação, a horizontalidade da
estrutura organizacional e a gestão do conhecimento como bases para a
deflagração e posterior consolidação dos processos de inovação e aprendizagem.

1 INTRODUÇÃO
As megatendências que transformam a sociedade neste início de século
forjaram um cenário onde a informação, o conhecimento e o aprendizado têm se
destacado. O advento da globalização inseriu as organizações em um contexto
competitivo, levando à apropriação do conhecimento como ativo distintivo que
proporciona a inovação, gerando um movimento pró-ativo com relação às
demandas do mercado. Os modelos vêm sofrendo alterações, que se refletem na
ênfase do trabalho em equipe, a cooperação, as parcerias, a flexibilidade e o
estabelecimento de redes de aprendizagem. Como conseqüência, surgem
distintos desafios estratégicos, relacionais e negociais.

�As organizações têm sido submetidas a mudanças externas e internas. Se
antes atuavam local ou regionalmente, hoje se deparam com a realidade do
mercado globalizado. Os modelos tradicionais de gestão são colocados em xeque
e existe, mais do que nunca, a necessidade de superação destes modelos.
A opção pelo estudo das condições de mudança e compreensão da
dinâmica das organizações que são capazes de superar-se em ambientes
turbulentos e gerar contribuições significativas para a economia e a sociedade é o
que norteia o presente trabalho: as organizações flexíveis, qualificantes,
inovadoras, capazes de aprender. Busca-se compreender mais especificamente a
dinâmica que envolve as bibliotecas e seu potencial de transformação.
Quando

as

organizações

mobilizam

conhecimento,

tecnologias

e

competências para criar novas realidades internas e externas, estão na verdade
atuando como organismos complexos inovadores e aprendentes. O conhecimento
torna-se o diferencial competitivo que gera valor e garante a sustentabilidade das
empresas e organizações.
O crescimento do setor de serviços, a automação e o desenvolvimento de
novas tecnologias informacionais e comunicacionais, alteram os processos e
estruturas das organizações e, a globalização, como conseqüência, acirra a
competição

e

aumenta

a

velocidade

das

transformações,

levando

ao

desenvolvimento (CASTELLS, 1996). O cerne da Sociedade do Conhecimento
reside no conhecimento como diferencial competitivo, mais importante que o
capital, as matérias-primas ou o trabalho (DRUCKER, 1999).
À luz da complexidade e observando o contexto dinâmico, evidencia-se um
direcionamento das organizações à capacidade de reação e maior agilidade de
resposta, aproximando organização, clientes e fornecedores. Flexibilidade e
agilidade de resposta implicam em inovação, valorização da comunicação, ênfase
na gestão por processos, trabalho em equipes e autonomia. Isto nos remete ao
conceito de organização que aprende preconizado por Senge (1999), Garvin
(2002), Watkins e Marsirck (1996), a organização qualificante explicitada por
Zarifian (1997), as organizações flexíveis e o trabalho em grupos semi-autônomos
de Salerno (1991), Marx (1998), e as organizações de inovação de Tidd et al

�(2001), cuja tônica é a inovação, a integração relacional, o conhecimento e a
aprendizagem que gera competência, em um ciclo renovador.
Figura 1: Perspectiva de análise das organizações inovadoras

Fonte: elaborado pelo autor

Observa-se na literatura uma convergência de conceitos e práticas em torno de
uma tipologia de organização que parece reunir certas características comuns,
evidenciando um direcionamento à uma gestão baseada na pró-atividade, no
aprendizado e na flexibilidade. Diferentes denominações terminam por construir
um paradigma comum de organização: as organizações capazes de aprender.
Neste contexto, como ficam as Bibliotecas?

2 A BIBLIOTECA COMO ORGANIZAÇÃO

Essencialmente, as bibliotecas universitárias são organizações que
nascem e se desenvolvem no âmbito da comunidade acadêmica e a esta dão
suporte informacional. Esta é a visão tradicional.

“caracteriza-se como uma

organização própria, dependente da universidade [instituição] à qual pertence”
(CARVALHO apud LUZ, 1989,p.27) cujo objetivo é suprir as necessidades de

�informação da comunidade acadêmica, no desenvolvimento das atividades de
ensino, pesquisa e extensão e, para tanto, deve manter coleções organizadas e
atualizadas que satisfaçam as necessidades de seus usuários (LUZ, 1989).
Historicamente apoiadas numa estrutura hierárquico-burocrática, as
bibliotecas enfrentam o desafio de se transformarem em organizações mais
flexíveis e dinâmicas, capazes de inovar e buscar a mudança necessária. Às suas
funções tradicionais devem ser incorporadas novas funções, compatíveis com os
outros paradigmas da informação e novos papéis devem ser assumidos por elas,
o que certamente afetará sua estrutura, sua cultura, bem como sua interação com
os ambientes interno e externo.
De

acordo

com

Fujino

(2000),

vários

autores

têm

demonstrado

preocupação com relação à redefinição dos objetivos da biblioteca no âmbito das
instituições educacionais, uma vez que, de maneira geral, a biblioteca tem
permanecido alheia aos processos, restrita a aspectos administrativos e
operacionais. Ainda segundo Fujino (2000), a abordagem na literatura a respeito
da participação da biblioteca na consecução dos objetivos educacionais, é
superficial, quando é mencionado. Geralmente a biblioteca é considerada apenas
como um serviço administrativo, de apoio ao ensino e à pesquisa. De acordo com
Obata:
Constata-se que as bibliotecas não oferecem serviços de
informação que sejam capazes de transformá-las em instrumentos
indissociáveis do processo educacional. A escola, por sua vez,
tem ignorado a biblioteca no seu projeto pedagógico e educativo,
não considerando que a biblioteca tenha natureza educativa. Este
estranhamento entre as duas instituições é reflexo de uma
situação mais global: a própria dissociação entre biblioteca e
sociedade. Obata (1999,p.94)

A consonância entre as atividades desenvolvidas pela biblioteca e os
programas de ensino, pesquisa e extensão implementados pelas instituições
educacionais forma a base sobre a qual os modelos tradicionais de bibliotecas
têm se desenvolvido. Quando esta consonância existe, é alcançada por meio do
entendimento das estruturas curriculares, bem como a interação com a
comunidade e a integração ao modelo político-educacional almejado pela

�instituição. A clareza com relação aos objetivos e atividades pertinentes à
biblioteca, como serviço de informação que é, dentro de sua comunidade também
são fatores determinantes nessa integração.
Mais do que conceber a biblioteca universitária como repositório de
informações, trata-se de discuti-la e entendê-la como uma organização produtora
de serviço, suas relações com a clientela, para então redefinir sua atuação. O
negócio das unidades de informação é o de disseminar informações precisas e
prestar correta assistência a seus clientes, para que tomem suas decisões,
executem ações que assegurarão seu desenvolvimento. Neste sentido, cresce a
importância da gestão do conhecimento e do papel do gestor como facilitador de
processos, segundo pelo menos duas dimensões: a estratégica e a operacional
(DUDZIAK, 2001).
Não se desconhece, porém, a situação pouco favorável das bibliotecas no
contexto nacional: a pouca tradição, a carência de recursos materiais, o
despreparo no que tange ao ensino e a pesquisa, a escassez de recursos
humanos qualificados, orçamentos limitados e desvinculados do planejamento
educacional da instituição, ausência de planejamento bibliotecário, uma situação
que vem sendo levantada e discutida por diversos autores. Vários estudos têm
sido feitos com vistas a mudar este cenário, bem como algumas iniciativas têm se
efetivado, como o estabelecimento de consórcios, a cooperação entre bibliotecas,
o direcionamento ao usuário, os incentivos governamentais, a educação
continuada, visando o aprimoramento profissional.
Se esta realidade se aplica às empresas, também pode se aplicar às
instituições governamentais. No atual cenário, cresce a importância da inserção e
participação da Universidade no contexto da Ciência e Tecnologia. Discutir seu
papel implica em realizar uma revisão sobre sua atuação em relação à inovação e
ao desenvolvimento. Ao considerarmos a tríplice hélice Universidade – Governo –
Empresas, o componente relacional é muito importante. E, neste sentido, a
comunicação

entre

os

interlocutores

é

essencial,

considerando

suas

características particulares e identidades. O modo como a informação circula,
como o conhecimento é construído e o quanto o aprendizado foi capaz de gerar a
mudança, são os elementos que permitem esse diálogo. Neste ponto novamente

�torna-se essencial destacar o papel dos sistemas de informação (dentre os quais
estão as bibliotecas) e da tecnologia.
Por outro lado, observa-se que uma das maiores mudanças recentes
sentidas na Educação foi a alteração do paradigma de ensino para o paradigma
do aprendizado. Apesar de ainda não totalmente assumido, a mudança de foco
do ensino para o aprendizado tem gerado movimentos inquestionáveis na
dinâmica das instituições e em suas identidades.
Os desafios e escolhas relacionados à Universidade encontram-se
rebatidos nas instituições acadêmicas que a compõe: as faculdades, as escolas,
os institutos, as bibliotecas. Como organizações acadêmicas combinam educação
e prestação de serviços e devem estar alinhadas com o projeto de Universidade
almejado. Se a partir das partes tem-se a síntese do todo, o todo está
necessariamente expresso em cada uma das partes. O desafio está em enxergar
novos espaços geradores de inovação e novas identidades dentro da própria
Universidade.
Diante deste quadro geral, observa-se a biblioteca como organização
potencialmente inovadora, na medida em que parece reunir a gama de elementos
constituintes da inovação: informação, conhecimento, tecnologia, competências.
Neste momento surgem inquietações: as bibliotecas, a exemplo da Universidade
são de fato e em seu íntimo inquietas e inquietadoras1? Até que ponto a
existência de vários elementos potencialmente dinâmicos ligados a ela, as tornam
organizações dinâmicas, produtoras de inovação e geradoras de novas
realidades?
Forjadas

historicamente

pelo

desejo

de

organizar

e

controlar

o

conhecimento, hoje têm como missão prover o acesso democrático a toda e
qualquer informação. Neste sentido, as bibliotecas são instituições culturais
únicas, ambíguas e instigantes que neste momento estão em evidência enquanto
sistemas de informação e gestão de conhecimento.

1

Conferência proferida pelo Prof. Plonski – FEA – USP, 2003.

�Como instituições educacionais, dão suporte às atividades de ensino. Mas,
diante do atual cenário, seria possível conceber uma reorganização, a redefinição
de lógicas capaz de gerar um movimento que influenciasse o todo? Seria viável
criar uma inovação de valor?

2

Se sim, como seriam estas “novas e renovadas”

bibliotecas? Seriam bibliotecas ensinantes...ou melhor dizendo, bibliotecas
aprendentes, centros de aprendizado? Como inseri-las no contexto da criação de
conhecimento? E isso leva à questão essencial: Qual é o papel da biblioteca na
sociedade do conhecimento? Será preciso criar uma nova identidade?
A chave para um novo conceito de biblioteca, mais adequado ao momento
atual e consonante com a competência em informação, é sua transformação de
organização taylorista em uma organização mais flexível, inovadora, qualificante e
aprendente, em uma Learning Library. A partir do referencial teórico em torno das
organizações que aprendem é possível apontar caminhos para a constituição de
bibliotecas que aprendem e, portanto, inovam constantemente.

3 LEARNING ORGANIZATIONS E INOVAÇÃO

As abordagens em torno das organizações que aprendem se iniciaram em
fins da década de 70, enfocando discussões mais conceituais que pragmáticas.
Numerosos autores nos oferecem definições e talvez o mais citado seja Senge,
que define organização que aprende como aquela que continuamente expande
sua capacidade de criar o futuro (SENGE, 1999). Baseando seus estudos em
cinco disciplinas, sugere que os processos de inovação e aprendizagem
organizacional se dão a partir do domínio pessoal (auto-conhecimento), dos
modelos mentais dos membros da organização (idéias enraizadas), das visões
partilhadas (objetivos comuns), da aprendizagem do grupo (o coletivo) e do
pensamento sistêmico (visão relacional). Estes elementos se somam na criação
da cultura da organização e se refletem em sua identidade e forma de atuação.

2

A inovação de valor é a essência da estratégia na economia do conhecimento e consiste em buscar um
valor novo e superior para o cliente, redefinindo o foco, buscando novos arranjos e mercados.

�Dependendo da cultura organizacional vigente, podem surgir barreiras à
transformação de seu modo de atuação. Tais obstáculos se traduzem a partir da
visão dos indivíduos e seus modelos mentais dentro da organização, da
dificuldade em lidar com conflitos, de diferenças surgidas a partir da educação
formal e informal, a hierarquização e a departamentalização, assim como a
estreita ligação entre aprendizado-poder-controle associados ao processo
decisório, à informação e ao conhecimento dentro da organização (SENGE,
1999).
Se a organização está submetida a pressões para que se mantenham as
estruturas e idéias arraigadas, sua transformação e adaptabilidade ao contexto
ficam comprometidas. Uma organização que não é capaz de proporcionar a livre
circulação de informações e o compartilhamento de idéias não está apta a
sobreviver.
O fato é que a criação e os insights são importantes porém, sem uma
estrutura adequada, nada acontece. Tampouco a construção de conhecimento
por si transforma nada, uma vez que este conhecimento necessita ser
compartilhado, difundido, alimentando a memória organizacional que dará suporte
às mudanças políticas, aos procedimentos e à visão necessários à transformação
contínua das organizações (GARVIN, 2002). Desta forma, tornam-se essenciais
as relações de aprendizagem estabelecidas na organização e entre organizações
e instituições, entendendo a real dimensão dos sistemas de processamento de
informação (SANKAR, 2003).
Apesar

das

diferentes

concepções

existentes,

basicamente

as

organizações que aprendem são aquelas que: lembram e aprendem (memória,
ação e re-ação); transformam-se continuamente; admitem o conflito e o erro como
oportunidades de aprendizado; são peritas em criação, aquisição e transferência
de conhecimento; valorizam o aprendizado aplicado na produção ou modificação
de disposições individuais e coletivas de natureza social e/ou política, de
compreensão do trabalho, das atividades e tarefas desenvolvidas pelo grupo;
estão estreitamente ligadas aos processos de inovação; assumem riscos
explorando diferentes formas de criação de produtos e/ou serviços.

�Desta forma, pensar em organização que aprende é pensar em um
processo, em uma capacidade de reagir e agir frente à mudança, buscando essa
mudança (WATKINS E MARSICK, 1996). O processo de aprendizagem
organizacional forma a base da inovação, e a incorporação dos processos de
inovação transformam e são transformados pelo aprendizado, criando o
significado da organização que aprende.
O aprendizado ocorre pela comunicação (enquanto diálogo), o erro como
oportunidade de aprender e a orientação é participativa. O conteúdo da
organização deve ser coerente com seus processos pelo princípio da coresponsabilidade (MARX, 1998; SALERNO, 1991). Neste ponto, cresce a
importância da memória organizacional como fonte de avaliação e aprendizado. A
ênfase na inovação, no aprendizado e na visão do todo inter-relacionado,
aproxima o conceito de organização que aprende do conceito de organização
qualificante definido por Zarifian(1990, 1997) aquela organização que vai além do
esperado na qualidade, cria qualidade de vida e gera novas demandas pela
introdução contínua de produtos e serviços inovadores.
A organização inovadora tem como ênfase a condução rápida e pertinente
da inovação, enfatizando o espírito empreendedor, a aprendizagem pela
transferência sistemática de experiências, estimulando-se as competências como
fontes de valor para a organização. A inovação envolve riscos e aprendizado, não
sendo tarefa fácil. Intimamente ligada ao empreendedorismo, a inovação assume
três níveis distintos: a inovação incremental, a radical e a transformacional. A
inovação incremental é o processo inicial que poderá vir a se tornar
transformacional, o nível mais complexo e elevado da inovação. Segundo Tidd et
al (2001) o processo de inovação envolve uma série de componentes, dentro de
uma trajetória circular auto-renovadora:
-

Visão, liderança e desejo de inovar e aprender pela articulação clara de
idéias

entre

os

membros

do

grupo

de

trabalho

e

o

real

comprometimento das lideranças;
-

Estrutura apropriada: o design da organização deve ser propício à
criatividade, o menos hierarquizada possível;

�-

Indivíduos chave: energizadores e facilitadores da inovação; Efetivo
trabalho em equipes semi-autônomas: uso apropriado de equipes
locais, inter-funcionais e inter-organizacionais para a resolução de
problemas, o que certamente exige investimentos; ênfase no trabalho
cooperativo por projetos;

-

Contínuo e longo desenvolvimento individual: comprometimento a longo
prazo com a educação e o treinamento a fim de criar alto grau de
competência e habilidades de aprendizado efetivo; Comunicação
extensiva: dentro e entre a organização e o ambiente externo;
Participação de toda a organização nas práticas inovadoras; Clima
criativo: abordagem positiva às idéias criativas, apoiadas por sistemas
de recompensa e reconhecimento; Gestão do conhecimento e
competências.

Observa-se

que

a

constituição

das

Learning

Organizations dá-se principalmente a partir de sua capacidade de
transformar-se, remetendo-nos ao que Morgan (1999) chama de fluxo
em transformação, a partir da percepção do quanto a organização é
influenciada pela interdependência sistêmica na construção de sua
identidade.
A sobrevivência e inovação das organizações não é dependente somente
da capacidade de gerir competências e gerar conhecimentos estrategicamente
essenciais; trata-se também de administrar esse conhecimento, de modo a prover
uma vantagem sustentável pelo direcionamento aos processos de aprendizado e
inovação, criando novos conhecimentos (FLEURY e FLEURY, 2000; PRAHALAD,
C.K.e HAMEL, 1990). O potencial de geração de novas idéias e de
conhecimentos torna-se ilimitado quando se aglutinam processos e dinâmicas
relacionais, que proporcionam o aprendizado e a constituição de comunidades de
prática (WENGER, 1998).

�4 LEARNING LIBRARIES: ESTRATÉGIA, PROCESSOS E ESTRUTURA

Para que a organização bibliotecária se atualize e possa fazer frente aos
desafios atuais torna-se necessária sua transformação e a mudança em direção à
abordagem que preconiza a orientação aos clientes e suas atividades. As
atenções são focalizadas nas condições de atividades dos usuários, buscando
colocá-los no centro dos processos, ajudando-os a conseguir seus objetivos.
Desta forma, todas as operações se voltam à satisfação do cliente a partir da
compreensão de suas necessecidades. Neste sentido, a visão é a da estratégia
que cria o design organização e não o contrário, assumindo, como explicitado por
Aranda (2002) a orientação ao cliente e a satisfação de suas expectativas.
O conceito de Learning Library neste cenário volta-se para uma orientação
ao serviço, entendendo que deve haver uma visão holística da organização
bibliotecária. Assim, o layout de operações é híbrido, a entrega é puxada,
tendendo à customização, enquanto alguns processos gerais podem ser prédefinidos. Os investimentos em tecnologia de informação e comunicação
objetivam balancear redução de processos e customização. O grau de contato
com o cliente deve ser alto, considerando-se a importância da entrega de serviço
enquanto um processo que envolve toda a organização. Os membros são
aprendizes, as trocas são extensas, quase se constituindo em comunidades de
prática (WENGER, 1998). Objetiva-se também a alta adaptabilidade e
versatilidade dos membros, voltados para a exploração do ambiente, com vistas a
criar oportunidades de inovação e crescimento.
Neste ponto vislumbra-se uma nova arquitetura cuja base se encontra na
estrutura organizacional mais integrada e horizontalizada, baseada na gestão por
processos e em equipes. Neste modelo a fragmentação e setorização são
sobrepujadas pelas atividades integradoras necessárias à consecução da gestão
do negócio. A ampla comunicação e extensa circulação de informações, assim
como o engajamento das lideranças na visão da inovação estratégica, são os
caminhos para a formação das Learning Libraries (FOWLER, 1998; KATSIRIKOU
e SEFERTZI, 2000; ROWLEY, 1997; SHIN e KIM, 2002). Alguns pontos podem

�ser destacados, a partir da revisão documental (RADNOR e NOKE, 2002;
ROTWELL, 1992; PLONSKI, 2004):
-

Boa comunicação interna e externa; Administração qualificada baseada
em liderança mais do que em chefia; Dirigibilidade, não controle;

-

Busca pela flexibilização em geral, de métodos e de modos de pensar;

-

Participação dos trabalhadores inclusive na definição estratégica;

-

Gestão por processos, enfatizando a entrega ao cliente e integrando
atividades e departamentos;

-

Valorização dos indivíduos-chave, criativos, inovadores, integradores;

-

Visão compartilhada de aprendizado e inovação; Resgate da memória e
da trajetória; Gestão de conhecimento e das competências individuais e
coletivas;

5 CONCLUSÕES

Existe um consenso e uma preocupação em relação às demandas
mercadológicas atuais, principalmente em função do chamado impacto das novas
tecnologias de informação que determinaram novos cenários para as bibliotecas.
A criação de produtos e serviços baseados em suportes tecnológicos tem
demandado muita reflexão na literatura da biblioteconomia.
Há fortes indicativos para a constituição de bibliotecas híbridas, a
convivência entre biblioteca como acesso remoto - bibliotecas digitais e virtuais - e
biblioteca como espaço de aprendizado e encontro - biblioteca presencial, com
adição de valor ao serviço e incorporação de facilidades, como por exemplo o
self-service, a web-reference, chats, funcionamento 24 horas, videoconferências,
suporte aos estudantes, cibercafés em bibliotecas, integração entre livrarias e

�bibliotecas, centros culturais, entre outras iniciativas (KING, 2000; MARTIN, 2002;
FOX, 1997; AKEROYD, 2001)
A real busca por novos modelos organizacionais mais flexíveis e
adaptáveis às demandas atuais ainda é incipiente e é uma longa trajetória. O
planejamento e a implementação de políticas nas bibliotecas sofre forte influência
da comunidade a qual atende, assim como as dificuldades de obtenção de
recursos. Apesar de terem surgidos novos temas como a gestão de competências
e a gestão de conhecimento, apenas engatinhamos neste cenário. O ideário da
Biblioteca, baseado que está no imaginário da sociedade, também dificulta sua
transformação e a de seus profissionais. A cultura organizacional também é fator
que necessita ser explorado e melhor entendido.
A centralização no cliente e nos serviços são os caminhos que têm gerado
a mudança e criado um certo movimento em direção à transformação através do
conhecimento, interação e diálogo com a comunidade, à procura de elementos
que melhorem a qualidade e o oferecimento de serviços realmente desejados,
assim como o aprendizado interno.
Entretanto, mudar a visão para a orientação ao cliente e ao serviço
pressupõem mudanças não só de ordem estrutural, mas de processos e
comportamentos. Muitos são os obstáculos a serem superados em qualquer
processo de transformação. Basicamente, trata-se da superação de antigos e
ineficientes modelos de organização, assim como a criação de uma nova cultura
organizacional.
A transformação das Bibliotecas passa necessariamente pela maior
interação com a comunidade que a cerca, uma vez que existe forte
interdependência. A abertura dos canais de informação e comunicação, de modo
a proporcionar maior participação das equipes nos processos decisórios é fator
chave para seu direcionamento e construção como Learning Library.

�REFERÊNCIAS

AKEROYD, J. The future of academic libraries. Aslib Proceedings, v. 53, n.3, p.
79-85, 2003.
ARANDA, D.A. Relationship between operations strategy and size in engineering
consulting firms. Int. J. Service Industry Management, v.13, n.2, p. 263-285,
2002.
CASTELLS, M. The rise of the network society. Oxford: Blackwell, 1996.
DRUCKER, P. Sociedade pós-capitalista. São Paulo: Pioneira, 1999.
DUDZIAK, E.A. Information literacy e o papel educacional das bibliotecas.
São Paulo, 2001. Dissertação (Mestrado) - ECA- USP.
FLEURY, A . C.C.; FLEURY, M.T.L. Estratégias empresariais e a formação de
competências. São Paulo : Atlas, 2000.
FOWLER, R. The University Library as learning organization for innovation: na
Exploratory study. College and Research Libraries, p. 220-231, May 1998.
FOX, R. Tomorrow’s library today. Communications of the ACM, v.40, n.1,
Jan.1997.
FUJINO,
A.
Serviços
de
informação
no
processo
de
cooperaçãouniversidade-empresa proposta de um modelo de mediação
institucional para micro e pequenas empresas. São Paulo. Tese (Doutorado) ECA,USP.
GARVIN, D. A . Learning in action: a guide to putting the learning organization to
work. Boston : Harvard School, 2002.
KATSIRIKOU, A.; SEFERTZI, E. Innovation in the every day life in libraries.
Technovation, v. 20, p. 705-709, 2000.
KING, H. The academic library in the 21st century – what need for a physical
place? In: IATUL CONFERENCE, 10, 2000. Proceedings. Disponível em:

�http://www.iatul.org/conference/proceedings/vol10/papers/kim_full.html Acesso: 16
Jan2004.
LUZ, G.M.S. (1989) Bibliotecas Universitárias: um modelo de avaliação
dedesempenho. São Paulo. Tese (Doutorado) – ECA, USP.
MARTIN, R.R.
Restructuring the University of Vermont Libraries:
challenges,opportunities,
and
change.
Disponível
em:
http://www.ala.org/acrl/pil/martin.html. Acesso: 17 May 2002.
MARX, R. Trabalho em grupos e
dacompetição. São Paulo: Atlas, 1998.

autonomia

como

instrumentos

MORGAN, G. Imagens da organização. São Paulo: Atlas, 1999.
OBATA, R.K. (1999) Biblioteca interativa: construção de novas relações
entrebiblioteca e Educação. Revista Brasileira de Biblioteconomia, São Paulo,
v.1,n.1, p.91-103, 1999.
PLONSKI, G.A . Mantras da inovação. In: FLEURY, A . C.;FLEURY, M.T.
PolíticaIndustrial: 1 e 2. São Paulo: Publifolha, 2004.
PRAHALAD, C.K.; HAMEL, G. The core competence of the corporation.
HarvardBusiness Review, July, 1990.
RADNOR, Z.J. ; NOKE, H. Innovation compass: a self-audit tool for the
newProduct development process. Creativity and Innovation Management,
v.11,n.2, p. 122-132, June 2002.
ROTHWELL, R. Successful industrial innovation: critical factors for the 1990’s. R
&amp; D Management, v.223, p. 221-239, 1992.
ROWLEY, J. The library as a learning organization. Library Management,
v.18,n.2, p. 88-91, 1997.
SALERNO, M.S. Projeto de organizações integradas e flexíveis: processos,
grupos, gestão democrática via espaços de comunicação-negociação. São Paulo:
Atlas, 1999.

�SANKAR, Y. Designing the learning organization as an information-processing
system: some design principles from systems paradigm and cybernetics.
International Journal of Organization Theory and Behavior, v.6, n.4, p. 501521, Winter 2003.
SENGE, P. A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. 5.ed.
São Paulo: Best Seller, 1999.
SHIN, E-F.; KIM, Y-S. Restructuring library organizations for the twenty-first
century. Aslib Proceedings, v. 54, n. 4, p. 260-266, 2002.
TIDD, J. BESSANT, J. ; PAVITT, K. Managing innovation: integrating
technological, market and organizational change. 2.ed. Chichester: John Wiley,
2001.
WATKINS, K.E. ; MARSICK, V.J. Creating the learning organization.
Alexandria: ASTD, 1996.
WENGER, E. Communities of practice: learning, meaning and identity.
Cambridge: Cambridge Univ. Press, 1998.
ZARIFIAN, P. As novas abordagens da produtividade. In: SOARES, R.M.S.M.
Gestão da empresa, automação e competitividade: novos padrões de
organização e de relações de trabalho. Brasília: IPEA/IPLAN, 1990.
ZARIFIAN, P. Organização e sistemas de gestão: à procura de uma nova
coerência. Gestão &amp; Produção, v.4, n.1, 1997.

∗

Escola Politécnica da USP Serviço de Bibliotecas Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav.3, n.158
05508-900-São Paulo-SP-Brasil e-mail: elisabeth.dudziak@poli.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53152">
                <text>Tendências inovadoras em bibliotecas universitárias: rumo à constituição de learning libraries.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53153">
                <text>Dudziak, Elisabeth Adriana</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53154">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53155">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53156">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53158">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53159">
                <text>O objetivo deste trabalho é identificar mudanças na trajetória das organizações bibliotecárias, procurando evidenciar possíveis tendências atuais em direção a práticas organizacionais ligadas à inovação e ao aprendizado, bem como evidenciar as circunstâncias necessárias para sua transformação em learning organization (organização que aprende). Inicialmente apresenta-se o modelo organizacional tradicional de biblioteca e discute-se a necessidade de repensar tal modelo. São apresentadas as tendências atuais das organizações bibliotecárias e suas ligações com a inovação e o aprendizado. Discute-se o conceito de inovação e seus desdobramentos nas organizações. Sublinha-se a importância do aprendizado e define-se organização que aprende. Por fim, é discutido o conceito de learning library (biblioteca que aprende). Adverte-se que não há nenhuma receita pronta para a criação de organizações que aprendem mas identificam-se algumas das circunstâncias necessárias, destacando-se a importância do envolvimento das lideranças, a ampla comunicação, a horizontalidade da estrutura organizacional e a gestão do conhecimento como bases para a deflagração e posterior consolidação dos processos de inovação e aprendizagem.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68311">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4810" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3879">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4810/SNBU2004_056.pdf</src>
        <authentication>b09fb6bc5aeae96ded88808dfa5e2abf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53197">
                    <text>PROJETO: INSTRUMENTO PARA PLANEJAMENTO E GESTÃO DE
BIBLIOTECAS
Lourdes de Souza Moraes∗

RESUMO
A biblioteca, como todas as organizações, passa por profundas mudanças neste
novo cenário desenhado pela sociedade da informação e mais, enfrenta novos
desafios impostos pelo advento das tecnologias de informação, somados aos
tradicionais processos e funções da biblioteca tomada no seu conceito mais clássico.
Assim, a biblioteca como uma organização moderna exige novos métodos,
instrumentos e ferramentas de planejamento e gestão. Esta nova forma, pode ser a
administração por projetos que consiste em identificar problemas que podem ser
solucionados como se fossem projetos, ou seja, descaracterizando-os como
atividades de rotinas e utilizando de forma bastante otimizada a infra-estrutura
existente – pessoal, física e de informática. O grande desafio no emprego desta
ferramenta está na habilidade do gestor da biblioteca em identificar com bastante
precisão os problemas existentes que poderiam ser transformados em projetos para
a sua solução, tomando o conceito básico de projeto - é um conjunto de atividades
ou ações que devem ser executadas de maneira coordenada e lógica com início,
meio e fim, de modo a permitir atingir determinados objetivos, e que para tanto são
definidos alguns parâmetros de tempo, custos, recursos e qualidade de produtos e
serviços. Outro ponto essencial para o uso desta ferramenta em bibliotecas é
adequar a estrutura organizacional, que na maioria das bibliotecas, é funcional, isto
é, as bibliotecas são estruturadas por funções (aquisição, processamento técnico,
referência em outras) para o modelo matricial que é uma combinação, com imensas
vantagens, da organização funcional com organização por projetos. Este trabalho
tem, portanto, como objetivo iniciar e incentivar os gestores de bibliotecas na
identificação, conhecimento e uso de novas e modernas ferramentas de
planejamento e gestão que podem ser aplicadas em bibliotecas.
PALAVRAS-CHAVE: Projetos. Administração por Projetos. Planejamento e Gestão
de Bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO

�Quem planeja por uma qualidade de vida melhor deve utilizar o planejamento
como uma atividade dinâmica e permanente em sua organização.

FURUSHO,

1997.
O mundo passa, em todos os campos de atividades, por grandes
transformações e em alta velocidade. Os efeitos dessas mudanças e transformações
refletem diretamente sobre as organizações sociais – todas elas, independente do
tipo e de seus objetivos.
As relações de trabalho dentro das organizações se transformam também, e o
desafio maior está na administração, no gerenciamento e na utilização de modernas
ferramentas de planejamento e gestão para buscar o desenvolvimento e a
sobrevivência neste cenário de grandes competições.
Administrar é uma arte, já dizia há muito tempo,
entretanto é uma arte que pode ser aprendida. Assim,

a sabedoria popular,
administrar (e mais

modernamente também gerenciar) é uma disciplina aplicada que disponibiliza
constantemente novos processos, metodologia e ferramentas para o planejamento e
gestão de organizações.
Por coincidência, quando da elaboração desta introdução (que é sempre a
última parte do trabalho redigida) foi apresentada, na lista de discussão de Aldo
Barreto

(aldobar@globo.com)

uma

boa

discussão

sobre

exatamente

as

organizações, ou mais especificamente, sobre a gestão do conhecimento, ou ainda
como nomeou o seu autor – o espaço do conhecimento. Ana Malin1, trazendo uma
boa contribuição, faz uma reflexão sobre o espaço da gestão. Diz ela

que “a

administração, como disciplina e prática, nasce preocupada com métodos e com a
racionalidade do trabalho, depois se volta para os princípios gerais e, no pós guerra,
passa a dar ênfase aos meios na busca de eficiência e resultados. É no bojo desse
último movimento, identificado como Neoclássico, que a idéia de gerenciar, como um
tipo específico de trabalho, aparece”.

E diz mais sobre as organizações-

“concomitantemente, a sociedade passou a se estruturar em torno de organizações:

�grupos de especialistas trabalhando em conjunto para um objetivo comum. Para
melhor entendimento, enquanto a sociedade, a comunidade e a família são – existem
para o seu próprio fim – as organizações fazem, têm resultados concretos em cima
de uma missão clara, concentrada e comum”.
Assim, torna-se como função genérica e obrigatória a gestão nas
organizações.

O planejamento estratégico e a administração por projetos são

alguns processos que se apresentam para enfrentar os novos desafios na
administração, no gerenciamento e na gestão.
A Biblioteca, como uma organização social, está inserida nesse cenário, que
desafia a implantação de modernas e criativas formas de atender novas demandas e
necessidades de informação da sua comunidade usuária, ou seja, de seus clientes.
E mais, tudo isso processado em uma velocidade fantástica para acompanhar a
revolução causada pela tecnologia de informação que a cada dia traz novidades na
produção, armazenamento, tratamento, disponibilização e uso da informação.
Esse processo, portanto, exige dos profissionais gestores de Bibliotecas, além
de uma base sólida e atualizada na área de gerenciamento, uma postura bastante
ágil e criativa na forma de administrar a sua organização.
Em 1995, quando estava em alta a discussão e reflexão sobre os novos
paradigmas da área de biblioteconomia (ainda eram relativamente recentes as
discussões sobre ciência da informação), Valentim (1995) elaborou um quadro
bastante interessante sobre essas mudanças que deveriam ocorrer nas bibliotecas,
ou seja, o que deveria mudar do antigo para o novo modelo na busca do novo
paradigma. Entre 18 itens levantados, dos quais o mais importante é enfoque no
acervo mudando para o enfoque informação, outros três são bastantes interessantes
e relativos à administração – motivação individual para motivação de equipe;
estrutura hierárquica para estrutura horizontal e trabalho desenvolvido em serviço
para trabalho desenvolvido em projetos.

1

Comentários de Ana Malin na lista de discussão de Aldo Barreto do dia 12 de julho de 2004

�Assim, essa mudança de paradigma tão discutida e perseguida pelas
Bibliotecas passa obrigatoriamente pela forma de sua organização e gerenciamento
como uma organização que tem como parâmetro a instituição e a comunidade a que
serve e também, a sociedade de informação e do conhecimento que se apresenta.
A Biblioteca para se manter viva e em constante desenvolvimento necessita
ser gerida como uma organização, necessita portanto, da utilização por seus
gestores de novas ferramentas de planejamento e gestão que segundo Valeriano
(2001, p.15) são dois processos que podem responder aos desafios que se
apresentam – “o gerenciamento estratégico e a administração por projetos”.
Nesta direção, o presente trabalho propõe introduzir o método de projetos na
administração e gerenciamento de Biblioteca, tomando-a não somente como uma
organização que coleta, processa, armazena, dissemina e disponibiliza a informação
e o conhecimento, mas, sobretudo, como uma organização que usa a informação
para construir significados, criar conhecimentos e tomar decisões.
Como proposta mais ampla pretende-se introduzir no ambiente de bibliotecas
a cultura de planejamento e gestão, e em especial,

o método de projeto que

segundo Lück (2003, p.13) “é, certamente, de grande utilidade para todos os que
pretendem orientar seu trabalho para a promoção de resultados efetivos, mediante
ações organizadas, concentradas e sistematizadas, de modo que possam também
aprender com essa prática. Trata-se de uma ferramenta básica do gestor, que não
apenas fundamenta, direciona e organiza a ação de sua responsabilidade, como
também possibilita o seu monitoramento e avaliação, condições fundamentais da
eficácia e melhoria contínua”.

2 PROJETOS: CONCEITOS BÁSICOS

1.1 O QUE É PROJETO?

�Há várias definições sobre projeto, mas todos autores passam sempre a
mesma idéia ou conceito – é uma atividade planejada com um determinado objetivo
e que tem começo, meio e fim. Não é portanto, uma atividade de rotina ou operação
corrente.
Algumas definições de projeto:
“ é um empreendimento com começo, meio e fim definidos, dirigidos por
pessoas, para cumprir metas estabelecidas dentro de parâmetros de custo, tempo e
qualidade”. DINSMORE (1992, p.19).
“é um empreendimento temporário realizado para criar um produto ou serviço
singular. Compreende ações não rotineiras, não repetitivas que visam à criação de
bens ou serviços singulares sendo que cada projeto consiste em um “pacote de
trabalho” distinto dos demais trabalhos”. VALERIANO (2001, p.12-13).
“é um empreendimento não repetitivo, caracterizado por uma seqüência clara
e lógica de eventos, com início, meio e fim, que se destina a atingir um objetivo claro
e definido, sendo conduzido por pessoas dentro de parâmetros predefinidos de
tempo, custo, recursos envolvidos e qualidade.” VARGAS (2003, p.5).
Outros autores ainda colocam que projeto é a menor parte de uma atividade
social

ou

econômica

que

pode

ser

planejada,

analisada

e

administrada

separadamente. É um problema programado para ser resolvido. E ainda mais, é um
trabalho ou um conjunto de atividades que tem começo, meio e fim, e é executado
uma única vez e não deve ser confundido com as atividades de rotina que são
repetitivas e contínuas. Portanto, um projeto deve ser elaborado para resolver
problemas muito bem definidos, bem identificados e específicos.

1.2 CARACTERÍSTICAS DO PROJETO

�De acordo com as definições colocadas, há duas principais características dos
projetos – a temporalidade e a individualidade. Assim, realmente um trabalho que
não tenha bem definido seu tempo de início e término, como também muito bem
definido o seu objetivo não pode ser considerado um projeto. Vargas (2003) coloca
que a partir dessas duas características pode-se descrever outras características
como: empreendimento não repetitivo; seqüência clara e lógica de eventos; início,
meio e fim; objetivo claro e definido; conduzido por pessoas; projetos utilizam
recursos e parâmetros pré-definidos.

1.3 ELABORAÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS
Elaborar um projeto significa planejar. Planejar ações para atingir resultados
definidos, ou seja, resolver problemas bem identicados. Levantar os recursos
necessários para a sua implantação é também uma atividade de extrema importância
para o sucesso do projeto. Um projeto é sempre formalizado por meio de um
documento, o que pode, por muitas vezes levar a uma idéia muito simples de um
projeto - reduzi-lo ao documento. Mas, o trabalho de elaboração de um projeto deve
ser entendido como um processo ou uma necessidade que canaliza todos os
esforços e recursos para a solução de um problema ou de uma necessidade
(devidamente identificado e avaliado como importante naquela organização) e que
portanto pode ser traduzido como uma sinergia para a realização de um conjunto de
atividades planejadas e organizadas para atingir uma determinada meta.
As fases de um projeto podem ser resumidamente colocadas como: a
identificação da necessidade e do problema (não há como elaborar um projeto sem
realmente definir o seu objetivo); o planejamento (é o momento de selecionar as
melhores estratégias de ação para atingir os objetivos propostos); a execução ( é o
momento de realizar aquilo que foi planejado); a avaliação e controle (é uma
atividade sempre presente, desde o planejamento até a finalização) e a finalização (o
término do projeto é vital para que ele seja realmente um projeto. Geralmente se
finaliza um projeto após a avaliação e a execução de relatórios finais de atividades

�onde são discutidos os resultados e as dificuldades apresentadas na sua execução,
além da demonstração de desempenhos financeiros, entre outras formas de
prestação de contas).
A elaboração de um projeto é um processo de maturação de idéias, como
coloca Lück (2003). Assim, um projeto só pode ser elaborado após serem efetuados
estudos preliminares, levantamento de dados e informações para ter domínio da área
e segurança do que está-se propondo e a forma de atingir ao proposto. O importante
nesta fase é ter bem clara a idéia central do projeto (de onde está e aonde quer
chegar) e também qual é a infra-estrutura necessária para a sua execução com
sucesso.
Na elaboração do documento final – o projeto só se materializa no documento
– deve haver a preocupação de apresentar todos os elementos do projeto, colocados
de forma clara e simples, com base nos dados e informações coletadas e, deve
apresentar uma boa revisão da literatura na área. Alguns autores apresentam a
seguinte estrutura de um projeto: - identificação do projeto (título, unidade
proponente, unidade executora, programa, equipe, coordenação, início e término,
duração, custos, financiamentos); objetivos; justificativa; estratégia de ação ou
memorial descritivo (metas, ações e atividades); orçamento, cronograma físicofinanceiro (quando há financiamento e liberação programada de recursos);
cronograma de atividades e fontes de informação (referências bibliográficas).
Após a aprovação

inicia-se efetivamente o processo de gestão, aqui

entendida como parte específica do gerenciamento geral do projeto, como por
exemplo a gestão de processos técnicos, gestão de recursos (financeiros e de
pessoal), gestão de informática e telecomunicação entre muitas outras, tudo sob a
coordenação do gerente do projeto.

1.4 PROJETOS E PROGRAMAS: QUAL A DIFERENÇA?

�Um projeto é, como já foi colocado, um conjunto de atividades que tem uma
certa temporalidade e uma certa individualidade, ou seja, aquele determinado projeto
só existe uma vez – foi elaborado, executado, avaliado e finalizado.
Porém um projeto pode fazer parte de um programa, que por sua vez faz
parte de um plano maior da organização. Assim pode-se dizer que um programa é
um conjunto de projetos e atividades de rotina (alguns autores chamam de
operações correntes) que tem como finalidade agrupar ações por áreas afins e
objetivos estabelecidos para determinadas áreas da organização.
Programa é então um conjunto de ações que busca definir e implantar uma
determinada política com relação a uma

área de atuação da organização. Os

programas devem ter um gerente assim como os projetos.

3 ADMINISTRAÇÃO POR PROJETOS EM BIBLIOTECAS
É obvio que a proposta que se faz aqui de utilizar o projeto como uma
ferramenta de planejamento e gestão em Bibliotecas não deve ser comparada às
tarefas de administração por projetos aplicadas às grandes e complexas
organizações, como por exemplo uma indústria automotiva, que tem como grande
objetivo o desenvolvimento de produtos competitivos no mercado . Assim quando
tomamos a literatura na área de projetos, a primeira reação é adversa ao uso ou
aplicação da ferramenta na área de administração de bibliotecas (e outras unidades
de informação) tomada no seu modelo mais clássico e presencial. Essa reação vem
justamente da impressão que se tem - de muita complexidade nos processos de
planejamento estratégico e nos processos de gerenciamento de projetos, sendo que
muitos deles necessitam de ferramentas informatizadas para a sua elaboração e
gerenciamento. Trabalhos como os citados aqui (Vargas, Valeriano, Vasconcellos e
Lück) têm propostas de trabalho com grandes organizações e quando colocam as
vantagens do uso dessas ferramentas, evidenciam que elas devem ser usadas
quando há complexidade do problema a ser resolvido.

�Entretanto, em uma análise mais cuidadosa, o método de administração por
projetos pode ser aplicado a organizações sem muita complexidade como as
Bibliotecas; é apenas uma questão de criar uma cultura de planejamento nas
atividades que são chamadas de rotineiras, ou seja, ter um olhar criativo para as
atividades que parecem não ter fim e que portanto não serão nunca administradas
por meio de projetos.
Assim, se a Biblioteca não tem como meta desenvolver e colocar no mercado
um produto competitivo, de baixo custo e de alta qualidade, ela tem como grande
meta colocar à disposição de sua comunidade usuária produtos, serviços e acervos
de qualidade. Assim o que poderia ser uma atividade de rotina – como o
processamento técnico de um acervo recém adquirido pode se transformar em um
projeto (sem grande complexidade) mas que tem muito bem definidos os seus
objetivos, a sua estratégia de ação e os recursos necessários para a sua execução,
e o que é mais importante pode ter um começo, um meio e ser finalizado.

3.1 O QUE É ADMINISTRAÇÃO POR PROJETOS?
No ambiente de bibliotecas, quando se fala em projetos logo se associa à
tarefa de busca ou captação de recursos para a implantação de serviços e produtos,
atualização e manutenção de acervo ou mesmo para

investimentos em infra-

estrutura física (espaços físicos e mobiliários) e informática. Não há nada de errado,
pois realmente para buscar financiamentos,

tanto internos como externos à

instituição é preciso elaborar e apresentar um projeto, que certamente será
formatado de acordo com os termos de referência exigidos pela instituição
financiadora. Porém,

projetos não devem ser utilizados somente na busca de

recursos, mas devem ser utilizados como
gestão de Bibliotecas, ou ainda,

ferramentas para o

planejamento e

os projetos podem ser utilizados para as duas

finalidades – é apenas uma questão de formalização do documento a ser
apresentado, mas a concepção e conteúdo seguem a mesma metodologia
elaboração, apresentação e gerenciamento de projetos.

de

�Segundo Valeriano (2001, p.92) “a administração por projetos consiste em
identificar problemas da organização como passíveis de serem resolvidos como se
fossem projetos, podendo empregar, assim, todas as ferramentas e processo
desenvolvidos e de eficiência comprovada em projetos de extrema complexidade”.
A implantação da administração por projetos não é processo simples e
necessita que a organização esteja preparada para algumas mudanças, dentre elas
a sua estrutura organizacional. As Bibliotecas que não têm experiência nenhuma em
projetos e possui uma estrutura organizacional tradicional, muito formal e
verticalizada terão bastante dificuldades em implantar esse método. Nesses casos
deve haver um esforço maior por parte do dirigente, além de um tempo maior para
adotar a metodologia de projetos e capacitar a equipe.
Alguns requisitos para a implantação da administração por projetos em
Bibliotecas:
estrutura matricial
-

o ideal é que a Biblioteca tenha uma organização matricial. Estrutura matricial é a
sobreposição da estrutura de projetos à estrutura departamental. Apresenta as
vantagens das duas estruturas:
formação de

mantém a chefia da unidade,

equipe multidisciplinar,

promove a

conta com o trabalho de especialista e

integra os vários departamentos da organização em torno de um mesmo objetivo.
Traz

uma única desvantagem – a perda da unicidade de chefia, pois o

profissional tem que se reportar à duas chefias ao mesmo tempo, a chefia do
departamento e o coordenador ou gerente do projeto. Essa situação necessita de
uma atenção especial por parte do administrador da organização, pois não é fácil
romper alguns dogmas consolidados na estrutura hierarquizada e departamental.
A figura abaixo mostra uma estrutura matricial:

�Figura 1 – Estrutura matricial

Direção da Biblioteca

Assessorias
Conselhos /
Comissões
Secretaria

Depto.
Desenvolvimento
de Coleções

Depto.
Processamento
Técnico

Depto. de
Referência

Depto. de Ação
Cultural

Programa X
Projeto A

Projeto B

Projeto C

não resistir à prática de planejamento
-

há uma resistência muito grande por parte dos administradores de Biblioteca
(como na maioria das organizações sem grande complexidade) em planejar as
suas atividades. Mas para implantar a administração por projetos é preciso utilizar
e acreditar no planejamento como uma atividade essencial para uma boa e
eficiente administração. E muitos planejam apenas quando da elaboração de um
projeto ou um plano de ação, tomam este planejamento como documento que

�formaliza o seu trabalho junto às instâncias superiores ou aos órgãos de
planejamento da instituição. O planejamento deve ser o roteiro das atividades a
serem realizadas e das metas estabelecidas, é sem dúvida uma carta de
orientação para o caminho a ser percorrido.
equipes multidisciplinares

-

esta sobreposição das duas estruturas orienta para a formação de equipes
multidisciplinares compostas por profissionais dos mais variados departamentos e
em alguns casos profissionais especialmente contratados para o desenvolvimento
do projeto. Essa equipe é formada à medida da identificação do problema ou da
necessidade de elaboração e implantação de novos projetos, porém os membros
não perdem seu vínculo com o seu departamento de origem. Há necessidade de
coordenadores ou gerentes dos projetos, que no caso das Bibliotecas dificilmente
serão contratados para essa função, assim poderá ser dada a oportunidade para
os profissionais do quadro de exercer a função de gerente de projetos. Para
tanto há necessidade de investimentos na capacitação do pessoal técnico nas
áreas de projetos, planejamento e gestão.

programas de atividades da Biblioteca

-

como uma organização a Biblioteca deve ter um plano de ação onde estarão
identificados os programas que reunirão um conjunto de projetos de uma
determinada área. As Bibliotecas poderão, à medida da suas necessidades e
especificidades, apresentar programas voltados às:

-

atividades de extensão (projetos artísticos, culturais e educacionais extensivos à
comunidade externa; realização de eventos técnico-científico e culturais)

-

atividades de manutenção e conservação de acervo (projetos de campanha de
conscientização e educação de usuários na conservação do acervo; projetos
para recuperação de acervos especiais)

�-

atividades de processamento técnico/tratamento da informação (projetos força
tarefa para reclassificação de acervos; projetos para disponibilização de acervos
especiais; projetos para avaliação de acervos; projetos de implantação de
ferramenta de controle de acervo e catálogos)

-

atividades de assistência e orientação aos usuários (projetos

de estudo de

usuários; projetos voltados à melhoria da qualidade de atendimento ao usuário
presencial; projetos para implantação de novos serviços e produtos virtuais)
-

atividades de capacitação de sua equipe de profissionais.

3.2 ALGUMAS QUESTÕES PARA REFLEXÃO

-

Você e a sua equipe têm resistência ao planejamento? Não acredita que é bom
planejar? Você pensa assim: não perco tempo com planejamento, já faço de uma
vez. Você sabia que pessoas que planejam (sem exageros) a sua vida são mais
felizes?

-

Quais os problemas que você tem na sua biblioteca que poderiam ser
transformados em projetos e consequentemente solucionados?

-

Por que a sua biblioteca não tem uma estrutura matricial? É fácil, não precisa
nem alterar o estatuto e regimento; é só sobrepor na sua estrutura departamental
uma estrutura de projetos.

-

Você planeja as atividades da sua Biblioteca ou vai desenvolvendo as atividades
dentro de padrões já estabelecidos pela rotina? Com freqüência percebe que
poderia ter tido mais sucesso com determinadas atividades se tivesse
estabelecido outros padrões?

-

Você e a sua equipe estão capacitados para trabalhar com projetos?

-

Quando você vai solicitar recursos junto à direção da sua instituição apresenta
essa solicitação em forma de projetos?

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�É certo que não é fácil administrar uma Biblioteca em meio de situações tão
adversas como vivemos em nosso país. Se for colocado ainda que, a maioria das
Bibliotecas brasileiras está vinculada a alguma instituição pública, onde não há uma
previsão de investimentos e tão pouco de infra-estrutura básica, fica bastante difícil
defender uma postura de incentivo do uso de novas e modernas ferramentas de
planejamento e gestão. Entretanto, o uso de métodos que levam os administradores
a planejar as suas atividades envolvendo todo o pessoal ativo no busca das metas
estabelecidas proporciona formas bastantes eficientes e gratificantes no trabalho de
rotina, o qual, com bastante criatividade pode ser tornar um projeto, que tem começo,
meio e fim, e mais, tem um responsável pela sua execução.
Valeriano (2001, p.20) diz que as organizações, com o tempo, superam as
dificuldades de trabalhar com projetos e assim os obstáculos vão sendo vencidos e
“não existindo mais a estranheza no fato de alguém trabalhar simultaneamente no
seu departamento e em um projeto e, com freqüência em vários projetos ao mesmo
tempo”.
Da mesma forma que a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem, o
uso exagerado da prática de gestão por projetos pode ser uma desastre para a
administração, pois atividades de rotinas continuam existindo nas Bibliotecas e tem
que ser geridas como tais. Assim, a habilidade de identificar a necessidade de um
projeto é fundamental para o sucesso na aplicação dessa ferramenta. A finalização
de um projeto traz para o administrador da Biblioteca, o coordenador do projeto e
para toda equipe envolvida uma sensação bastante agradável de “dever cumprido
com eficiência” o que estimula a identificação de novas necessidades e problemas e
consequentemente novos projetos que vão dando uma cara nova na administração
de uma das mais antigas organizações sociais – a Biblioteca.

�REFERÊNCIAS

DEMO, P. Pesquisa e construção do conhecimento.
Brasileiro, 1994.
DINSMORE, P. C.

Rio de Janeiro: Tempo

Gerência de programas e projetos. São Paulo: Pini, 1992.

FURUSHO, V.Y. Planejamento em informática.
GERSDORFF, R.C.J. Von
Janeiro: Zahar, 1979.

Bate Byte, p.14, ago.1977.

Identificação e elaboração de projetos.

Rio de

LÜCK, H. Metodologia de projetos: uma ferramenta de planejamento e gestão.
2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
MALAGODI, M.E., CESNIK, F.S. Projetos culturais: elaboração, administração,
aspectos legais, busca de patrocínio. 3. ed. São Paulo: Escrituras, 1999.
MIRANDA, J.L.C., GUSMÃO, H.R.
1999.

Projetos e monografias. Niteroi: Intertexto,

VALENTIM, M. L.P.
Assumindo um novo paradigma na biblioteconomia.
Informação e Informação, v.0, n.0, p.02-07, jul./dez.1995.
VALERIANO, D.L. Gerência em projetos: pesquisa, desenvolvimento e engenharia.
São Paulo: Makron Books, 1998.
VALERIANO, D.L. Gerenciamento estratégico e administração por projetos.
São Paulo: Makron Books, 2001.
VARGAS, R.V. Análise de valor agregado (EVA) em projetos.
Brasport, 2002.

Rio de Janeiro:

VARGAS, R.V.
Gerenciamento de projetos: estabelecendo diferenciais
competitivos. 5. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2003.

�VARGAS, R.V.
2003.

Manual prático de plano de projeto.

VASCONCELLOS, E., HEMSLEY, J.R.
tradicionais, estruturas para inovação,
Pioneira, 1997.
TOFFLER, A. A terceira onda.

∗

19. ed.

Rio de Janeiro: Brasport,

Estrutura das organizações: estruturas
estrutura matricial.
3.ed.
São Paulo:

Rio de Janeiro: Record, 1993.

Universidade Federal de São Carlos - Biblioteca Comunitária. Rodovia Washington Luís, Km235
CEP: 3565-905 – São Carlos, SP – Brasil lourdes@power.ufscar.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53180">
                <text>Projeto: instrumento para planejamento e gestão de bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53181">
                <text>Moraes, Lourdes de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53182">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53183">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53184">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53186">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53187">
                <text>A biblioteca, como todas as organizações, passa por profundas mudanças neste novo cenário desenhado pela sociedade da informação e mais, enfrenta novos desafios impostos pelo advento das tecnologias de informação, somados aos tradicionais processos e funções da biblioteca tomada no seu conceito mais clássico. Assim, a biblioteca como uma organização moderna exige novos métodos, instrumentos e ferramentas de planejamento e gestão. Esta nova forma, pode ser a administração por projetos que consiste em identificar problemas que podem ser solucionados como se fossem projetos, ou seja, descaracterizando-os como atividades de rotinas e utilizando de forma bastante otimizada a infra-estrutura existente – pessoal, física e de informática. O grande desafio no emprego desta ferramenta está na habilidade do gestor da biblioteca em identificar com bastante precisão os problemas existentes que poderiam ser transformados em projetos para a sua solução, tomando o conceito básico de projeto - é um conjunto de atividades ou ações que devem ser executadas de maneira coordenada e lógica com início, meio e fim, de modo a permitir atingir determinados objetivos, e que para tanto são definidos alguns parâmetros de tempo, custos, recursos e qualidade de produtos e serviços. Outro ponto essencial para o uso desta ferramenta em bibliotecas é adequar a estrutura organizacional, que na maioria das bibliotecas, é funcional, isto é, as bibliotecas são estruturadas por funções (aquisição, processamento técnico, referência em outras) para o modelo matricial que é uma combinação, com imensas vantagens, da organização funcional com organização por projetos. Este trabalho tem, portanto, como objetivo iniciar e incentivar os gestores de bibliotecas na identificação, conhecimento e uso de novas e modernas ferramentas de planejamento e gestão que podem ser aplicadas em bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68314">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4812" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3880">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4812/SNBU2004_057.pdf</src>
        <authentication>5f863cab0deaf42fb1c75e37b13d9d51</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53206">
                    <text>ESPAÇO DE CULTURA, LAZER E LEITURA DO CIDADÃO: UMA PARCERIA
DA BIBLIOTECA CENTRAL E HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNICAMP
Luis Atílio Vicentini∗
Valeria S. G. Martins
Maria Solange P. Ribeiro
Danielle T. Ferreira
Aparecido D.Alves
Sandra Regina de A Terra
Mirian Franzoloso S. Martins
Maria Rita Fraga Stahl
Sandra Regina Biella

RESUMO
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP – SBU, como provedora do acesso e
recuperação da informação, bem como suporte ao ensino, a pesquisa e a
extensão, possui outra importante função que é trabalhar em prol da sociedade e
cidadania. Assim, através deste trabalho, procuraremos contribuir para esse
propósito através de uma parceria com o Hospital das Clínicas da Unicamp. O
presente trabalho intitulado “ESPAÇO DE CULTURA, LAZER E LEITURA DO
CIDADÃO”, tem como objetivo implementar um espaço que forneça suporte
informacional aos pacientes e acompanhantes do ambulatório, inicialmente, que
utilizam o serviço hospitalar da universidade, minimizando o problema da
ociosidade ocasionada pela necessidade de permanência por períodos muito
longos no hospital. Como aspectos metodológicos levaremos o material de leitura
diretamente ao usuário enquanto aguarda seu atendimento, sendo este
acompanhado por monitores com treinamento específico e supervisionado pelo
assistente social e bibliotecário. Portanto, esta proposta tornaria real o objetivo da
Universidade e da Biblioteca Central, de não apenas atuar no contexto interno,
mas promover um trabalho de ação sócio-cultural que ultrapasse os limites do seu
espaço, atuando de maneira efetiva para que a integração entre Universidade e
Sociedade possa se dar de forma marcante e eficaz.

PALAVRAS-CHAVE: Incentivo a leitura. Leitura e cidadania. Biblioterapia.

�1 INTRODUÇÃO

O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP - SBU é constituído por 1 Biblioteca
Central e 20 Bibliotecas Seccionais, tendo como missão prover o acesso e a
recuperação da informação, subsidiando o ensino, a pesquisa e a extensão,
contribuindo para a educação universitária e a formação profissional do indivíduo,
para que o conhecimento adquirido seja aplicado no desenvolvimento da
sociedade.
A Biblioteca Central enquanto coordenadora técnica do SBU é responsável
pelo estabelecimento da política informacional da Universidade, cujo acervo é
composto de 625.652 volumes entre livros, teses e outros materiais, 16.259 títulos
de periódicos que cobrem as áreas de Biomédicas, Exatas, Humanas, Artes e
Tecnológicas.
Entretanto, o SBU entende não ser somente este o seu papel dentro da
Universidade. A Biblioteca Universitária é um organismo que não esta somente a
serviço de sua comunidade acadêmica, mas sim a serviço da sociedade como um
todo, devendo abrir seus serviços e exercer a sua função de apoio a extensão na
Universidade.
Para Wanderley (1984), uma das direções dadas a extensão universitária é
a,
dedicada ao relacionamento da universidade com a comunidade,
tomando comunidade ou em sentido restrito de bairro, cidade ou
região onde ela está inserida, ou em sentido amplo de sociedade
nacional, que compreende também uma multiplicidade de serviços
de toda natureza, nos campos do ensino, da pesquisa e dos
serviços propriamente ditos.

A Biblioteca Central, através da presente proposta ora intitulada de
“ESPAÇO DE CULTURA, LAZER E LEITURA DO CIDADÃO” pretende
implementar um espaço que forneça suporte informacional aos pacientes e
acompanhantes do ambulatório, inicialmente, e num segundo momento, pacientes
do PS, ENFERMARIA e ONCO/AIDS do Hospital das Clínicas da UNICAMP.

�O projeto já foi aceito pela Comissão de ética do Hospital das Clínicas para
ser desenvolvido. Em caso de aceitação pela comunidade e sucesso da iniciativa,
pretende-se, em um segundo momento estender esse serviço aos pacientes
internados no HC, que por motivos da distância ou doença encontram-se
impossibilitados de usufruir, desconhecem os meios pelos quais podem ter acesso
à informação e/ou não tem acesso à informação disponível, bem como desfrutar
do prazer e o alívio que a leitura de um livro ou revista proporciona.
Em muitos países a biblioteca é considerada elemento indispensável em
hospitais. A leitura é usada na profilaxia, reabilitação e terapia propriamente dita.
Indivíduos que por motivo de doença acham-se impedidos de no futuro
exercerem a profissão, são dirigidos através do livro para novos interesses e
também, por seu intermédio, são preparados para tarefas que possam executar,
apesar de suas limitações. Isto concorre para diminuição da ansiedade, ajuda-os a
aceitarem suas novas condições de vida e faz com que encarem positivamente o
restabelecimento e volta à comunidade.
Em alguns hospitais, a preparação do doente para a terapia é feita através
da leitura programada e orientada. A adaptação à vida hospitalar é auxiliada pela
participação em grupos de leitura que visam promover o contato entre pacientes e
proporcionar-lhes oportunidade de comunicação.
Assim, ressaltamos a atividade da biblioterapia, que é particularmente
indicada para aqueles que deverão manter-se no leito por vasto período de tempo,
sem exercerem qualquer atividade. Definida por Alves (1982), a “Biblioterapia é
um programa de atividades selecionadas que envolvem materiais de leitura
planejada, sendo utilizada de forma conduzida e controlada, para tratamento de
problemas emocionais, sob orientação médica”.
Esta proposta tornaria real o objetivo da Universidade, de não apenas atuar
no contexto acadêmico, mais sim deve ter a capacidade de estender sua missão
de apoio ao ensino, pesquisa e extensão para novas fronteiras, tornando-se,
também, um centro catalisador de apoio às atividades de caráter cultural e social.

�2 CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA
O HC recebe uma população de cerca de 4000 usuários/dia que procuram
atendimento nos diversos serviços ambulatoriais. Esta demanda faz com que
exista a permanência de várias horas nas instalações internas do hospital. Um dos
motivos do longo tempo de espera no atendimento de consultas e de
procedimentos ocorre devido à rotina de uma instituição de ensino com suas
características próprias.
O tempo de espera em excesso gera cansaço, desanimo e ansiedade,
esperar passivamente tem caráter estático, desanimador pode estar ligado ao
sentimento de abandono. Segundo U. Ehrhardt, “quanto mais longa a espera,
mais inquieta se fica e tanto mais decai o sentimento de valorização pessoal. Se o
tempo de espera ultrapassa um limite de tolerância individual, a pessoa se
encontra num estado desolador, não consegue mais se propor adequadamente,
nem a suas aptidões”.
Esta realidade sugere ações que melhorem a qualidade da espera. Assim,
o Serviço Social de ambulatório apóia, dentro de sua programação de Sala de
Espera, a criação do Espaço de Cultura, Lazer e Leitura do Cidadão.

3 JUSTIFICATIVA
Através deste projeto o SBU - aqui representado pela Biblioteca Central
pretende estender sua área de atuação, hoje restrita ao atendimento dos
programas de ensino, pesquisa e extensão; tradicionais da Universidade. A
preocupação com a cultura e lazer de uma comunidade também deve existir em
uma Universidade que reflete e agrega valores nos serviços prestados a milhares
de pessoas que diariamente circulam em suas instalações. Nesta perspectiva fica
evidenciado o papel social que a Universidade deve assumir para a solução de
problemas em todos os segmentos sociais.

�A Biblioteca Central pretende promover um trabalho de ação sócio-cultural
que ultrapasse os limites do seu espaço físico, atuando de maneira efetiva para
que a integração entre Universidade e Sociedade

possa se dar de forma

marcante e eficaz.
O SBU está estruturado para atender essa nova demanda através da
disponibilização das coleções depositadas na Biblioteca Central, coleções essas
que entendemos serem apropriadas para a implementação desse projeto.

4 OBJETIVO GERAL
Implementar um ESPAÇO DE CULTURA, LAZER E LEITURA que forneça
suporte informacional aos pacientes e acompanhantes que se utilizam o serviço
hospitalar ambulatorial da universidade, minimizando o problema da ociosidade
ocasionada pela necessidade de permanência por períodos muito longos no
hospital.

4.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Estudo da necessidade de informação como terapia e lazer: atividades de
interesse, acervo, caracterização do usuário; elaborados com a equipe de
profissionais do HC, os bibliotecários da BC e a própria comunidade que utiliza
esses serviços de saúde.

•

Acolher o usuário no momento de espera do atendimento médico, contribuindo
para a diminuição da ansiedade e propiciando um atendimento humanizado.

•

Incentivar o hábito de leitura.

•

Estimular a reflexão por meio da leitura ou escuta.

•

Socializar informações através do acesso a imprensa escrita.

�•

Propiciar momentos de lazer.

5 METODOLOGIA
Pretende-se atender, inicialmente, através do presente projeto o quadrante
ambulatorial, com um equipamento móvel ou outro meio, atingindo em média 100
usuários, de acordo com uma agenda pré-estabelecida.
Para tanto, traçaram-se algumas estratégias metodológicas:
- Fazer levantamento do perfil do usuário através de entrevista programada
(Anexo1)
- Levar material de leitura diretamente no local de espera através de equipamento
móvel que permita o aceso facilitado ao usuário enquanto aguarda seu
atendimento.
- O trabalho será acompanhado por monitores com treinamento específico e
supervisionado pelo assistente social e bibliotecário.
- O usuário será esclarecido sobre o projeto e receberá o material de leitura.
- O material de leitura deverá ser devolvido no mesmo dia.
- O material deverá ser catalogado de acordo com normas do Sistema.
- A retirada e devolução do material poderá se controlado caso o material a ser
emprestado exija controle por meio de ficha, constando a catalogação do material,
data, nome e matrícula do usuário.
- O local da visita do Espaço de Cultura, Lazer seguirá agenda semanal nos
ambulatórios.
- O monitor será responsável pela organização, zelo e acondicionamento do
acervo.

�Para atender as estratégias metodológicas serão necessários recursos de
infra-estrutura e humanos que compreendem:
•

Estante carrinho biblioteca;

•

Assinatura de jornais e revistas de interesse geral;

•

Coleções: coleção de Lazer;

•

Materiais bibliográficos doados;

•

Mobiliários doados;

•

Um assistente social e um bibliotecário como coordenadores e supervisores do

programa;
•

Um docente da área médica como colaborador;

•

Três alunos bolsistas do SAE/Unicamp como monitores das área de

Pedagogia, Ciências Sociais e Medicina;
•

Alunos da Unicamp matriculados nas disciplina “Trabalhos Comunitários”;

•

Estagiário de Biblioteconomia;

•

Voluntários;

•

Equipamento móvel que possibilite visualizar e acondicionar o acervo;

•

Acervo de livros infantis e para adultos, periódicos, magazines renovados

freqüentemente e jornais do dia;
•

Jaleco personalizado com logotipo do programa.
Para o desenvolvimento do projeto, o Serviço Social dos Ambulatórios do

HC/Unicamp, contará com a colaboração da Biblioteca Central da Unicamp, da
Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Serviço de Apoio ao Estudante da
Unicamp.

�Para o presente projeto, esta sendo verificado a viabilidade de patrocínios
do CNPq, Instituições financeiras privadas, Laboratórios de Medicamentos e
outros órgãos que queiram colaborar. Esta parceria contempla a divulgação da
marca do patrocinador.

6 ETAPAS DE EXECUÇÃO

ATIVIDADES (2004)
Reunião

BC/HC

para

delineamento

das Março

atividades iniciais do projeto
Apresentação do projeto para o coordenador

Abril

HC
Infra-estrutura para o projeto (sala, carrinho,

Julho

materiais bibliográfico, estantes, etc.)
Formulação de instrumento para coleta de

Julho

dados visando conhecer o perfil do usuário
Inauguração oficial do projeto

Agosto
Setembro

Avaliação das atividades iniciais do projeto

Setembro

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com relação à avaliação do projeto, as Fases de execução desde sua
elaboração

será

avaliado

trimestralmente

verificando

o

cumprimento

do

cronograma estabelecido. A avaliação verificará a execução do programa e o nível
de satisfação do usuário. As alterações, se necessárias, ocorrerão à medida que

�cada etapa seja cumprida. Após seis meses de execução será feita avaliação
para definir a continuidade do projeto.
Consideramos este um grande passo do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp, com relação ao trabalho social fora do âmbito acadêmico e esperamos o
pleno sucesso e divulgação do mesmo para que se somem atitudes semelhantes
em benefício da comunidade como um todo.

REFERÊNCIAS

ALVES, Maria helena Hees. A aplicação da biblioterapia no processo de
reintegração social. Revista brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São
Paulo, v.15, n.1/2, p.54-61, jan./jun. 1982.
ASSIS, Doralina Fernandes et al. Estudos de usuários como suporte para a
criação de uma biblioteca no hospital universitário “Cassiano Antonio Moraes”
(HUCAM). In: Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 16,
Salvador, 1991. Anais Salvador : Associação Profissional dos Bibliotecários do
Estado da Bahia/APBEB, 1991. 682 p. p. 530-539.
LIMA, Justino Alves. Bibliotecas Universitárias e movimentos populares: uma
proposta de articulação. In:
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação, 16, Salvador, 1991. Anais Salvador : Associação Profissional
dos Bibliotecários do Estado da Bahia/APBEB, 1991. 682 p. p. 653-661.
NASCIMENTO, Maria Alice Rebello.
Compartilhamento e integração?: a
articulação da biblioteca universitária com a sociedade através da estratégia de
extensão. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 8, Campinas,
1994. Anais... Campinas : UNICAMP, 1994. 359p. p.155-164.
RATTON, Angela Maria Lima.
Biblioterapia.
Revista da Escola de
Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte,
v.4, n.2, p. 198-214, 1975.
WANDERLEY, Luiz Eduardo. O que é universidade?
Brasiliense, 1984. (Coleção Primeiros Passos).

2.ed.

São Paulo

�Anexo 1

ENTREVISTA para os acompanhantes dos pacientes do H.C.
1 ) Veio como acompanhante ou é paciente?

2) Veio apenas para uma consulta esporádica ou vem freqüentemente para algum
tipo de tratamento?
_______________________________________________________________

3) O que faz, quando espera o atendimento do paciente?

4) Gosta de ler? Que tipo de leitura chama mais a sua atenção?
Romance ______

Gibi _________

Jornal ________

Folheto_______

Revista________

Quais?_____________________________

Outros____________________________________________________________
5) Se houvesse um espaço de leitura ou uma biblioteca itinerante dentro do
Hospital , você faria uso?
__________________________________________________________________
6) Escolaridade:

7) Idade: _______anos
8) Localização da residência (Estado, cidade e bairro)
__________________________________________________________________
______
9) Sexo:

( )M

( )F

10) Qual o tempo médio de espera?

�∗

Coordenador do SBU/Unicamp (vicentin@unicamp.br)
ATD Planejamento SBU/Unicamp (valeria#@unicamp.br)
Bibliotecária BAE/Unicamp (solange@bae.unicamp.br)
Bibliotecária do Depto. de TI/Unicamp (danif@unicamp.br)
Estagiário BC/Unicamp (horunefer@yahoo.com.br)
Assistente Social do Hospital das Clínicas/Unicamp
Assistente Social do Hospital das Clínicas/Unicamp
Assistente Social do Hospital das Clínicas/Unicamp
Assistente Social do Hospital das Clínicas/Unicamp

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53198">
                <text>Espaço de cultura, lazer e leitura do cidadão: uma parceria da Biblioteca Central e Hospital das Clínicas da UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53199">
                <text>Vicentini, Luiz Atílio et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53200">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53201">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53202">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53204">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53205">
                <text>O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP – SBU, como provedora do acesso e recuperação da informação, bem como suporte ao ensino, a pesquisa e a extensão, possui outra importante função que é trabalhar em prol da sociedade e cidadania. Assim, através deste trabalho, procuraremos contribuir para esse propósito através de uma parceria com o Hospital das Clínicas da Unicamp. O presente trabalho intitulado “ESPAÇO DE CULTURA, LAZER E LEITURA DO CIDADÃO”, tem como objetivo implementar um espaço que forneça suporte informacional aos pacientes e acompanhantes do ambulatório, inicialmente, que utilizam o serviço hospitalar da universidade, minimizando o problema da ociosidade ocasionada pela necessidade de permanência por períodos muito longos no hospital. Como aspectos metodológicos levaremos o material de leitura diretamente ao usuário enquanto aguarda seu atendimento, sendo este acompanhado por monitores com treinamento específico e supervisionado pelo assistente social e bibliotecário. Portanto, esta proposta tornaria real o objetivo da Universidade e da Biblioteca Central, de não apenas atuar no contexto interno, mas promover um trabalho de ação sócio-cultural que ultrapasse os limites do seu espaço, atuando de maneira efetiva para que a integração entre Universidade e Sociedade possa se dar de forma marcante e eficaz. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68316">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4813" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3882">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4813/SNBU2004_058.pdf</src>
        <authentication>cc6e272c48ebe2d89734f34fcf966c48</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53224">
                    <text>PRESERVAÇÃO DE ACERVO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
proposta de um modelo para implantação de uma divisão

Maria Aparecida Lopes∗

RESUMO
As bibliotecas universitárias, arquivos e museus cabe a tarefa de reunir, organizar
e disseminar os registros do conhecimento, bem como procurar mantê-los em
bom estado de conservação, para utilização presente e futura. Não se pode deter
o processo de envelhecimento natural dos materiais, mas sim providenciar para
que seu tempo de vida útil possa ser prolongado. Portanto, é necessário que se
conheça o estado de conservação de uma coleção, bem como as condições
ambientais do seu local de guarda, para propor medidas que venham contribuir
para retardar o seu envelhecimento. O presente trabalho é parte da dissertação
de Mestrado em Ciência da Informação realizado na UNESP/Marília, que teve
como sujeito a Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina. As
informações obtidas demonstram que a biblioteca investigada apresenta
problemas tais como: falta de espaço físico, infiltrações por ocasião das chuvas e
grande quantidade de livros danificados no aguardo de serem recuperados. Os
resultados do estudo conduziram à formulação de uma proposta de
gerenciamento da preservação de acervos, por meio da criação de uma Divisão
de Preservação e Conservação em bibliotecas universitárias. Essa proposta
resultou, entre outras iniciativas, na implantação de um Grupo de Ensino
PALAVRAS-CHAVE:

biblioteca

universitária;

gerenciamento

de

acervo;

preservação de acervo; conservação de documentos.

1 INTRODUÇÃO

Informação, aliada às novas tecnologias, é de grande importância para a
geração do conhecimento, passando a ser fator principal de competitividade entre
as organizações, em todas as esferas: política, científica, cultural e educacional. A
presença das redes de comunicação vem contribuindo para o aumento do volume
de novas informações e idéias que estão disponíveis para um número cada vez

�maior de pessoas, incluindo as comunidades universitárias que vem crescendo a
cada dia.
A biblioteca universitária no contexto da universidade, desempenha papel
fundamental, atuando como centro do saber da vida acadêmica e fonte principal
para o fomento do ensino, da pesquisa e da extensão.
Para atender a busca constante de informações e estabelecer uma boa
relação com a comunidade acadêmica, a biblioteca universitária necessita
conhecer suas limitações e desenvolver suas potencialidades. Sendo uma
organização, possui uma estrutura formal e utiliza recursos que devem passar por
mudanças, após a realização de estudos, adaptando-se para o recebimento das
inovações tecnológicas, uma vez que estas permitem o acesso às informações de
forma cada vez mais rápida.
Para cumprir com a missão maior de difundir o conhecimento, precisa
constantemente desenvolver novos mecanismos de ação, para enfrentar os
desafios com a busca da qualidade dos seus serviços e produtos disponíveis à
sua clientela.
Entre as grandes questões que preocupam os gestores no planejamento e
estabelecimento de políticas e programas para as bibliotecas universitárias,
encontra-se a preocupação com a preservação de sua coleção, tanto das
especiais e ou raras, quanto as de uso contínuo, pois preservar documentos é
fator primordial para se perpetuar a história. Por meio deles, pode-se comprovar a
evidência de algum fato ou acontecimento.
Apesar de a preservação apresentar várias dificuldades, as instituições que
são responsáveis pela guarda de documentos devem procurar encontrar soluções
para problemas referentes a ela. Estes problemas estão relacionados com a
manutenção das condições físicas dos diversos suportes da informação, uma vez
que, ainda hoje, nas bibliotecas, a maioria são em papel.
Com o alto custo dos livros e sua baixa expectativa de vida útil, as
atenções devem estar voltadas não só para a reunião dos materiais e sua
disponibilidade ao usuário, mas também para a fase intermediária, representada

�pela armazenagem, manutenção e cuidados com os diferentes tipos de
documentos que contêm a informação.
Vários fatores interferem para a degradação dos documentos, os quais vão
desde temperatura e umidade relativa do ar, iluminação e qualidade do ar
inadequadas, ataques de agentes biológicos, até mesmo a ação do homem pelo
manuseio incorreto. Além disso, não devem ser desconsiderados

os danos

causados por situações circunstanciais, como incêndios e inundações.
As bibliotecas universitárias, especialmente as de natureza pública,
apresentam grandes dificuldades em desenvolver sua coleção, uma vez que os
recursos financeiros são escassos em relação à alta demanda do seu acervo.
Desta forma, precisam procurar manter a coleção em boas condições
físicas, adotando medidas que minimizem a ação de agentes que provocam a
degradação dos edifícios e dos documentos que abrigam, medidas estas, que
devem ser adotadas desde o processo de aquisição, da incorporação do material
ao acervo, até o manuseio pelo usuário. Para tanto, a preservação deve ser
tratada pelo gerente de biblioteca com o mesmo empenho que se dá às outras
atividades, como: seleção e aquisição, serviço de referência e circulação,
tratamento técnico e outros, pois a preservação exige estabelecimento de
políticas,

programas

e

planos

de

ação

que

são,

portanto,

atividades

administrativas.
É bem verdade que não se pode deter o processo de envelhecimento
natural dos materiais, mas sim, providenciar para que seu tempo de vida útil
possa ser prolongado. Para isso, é necessário que se conheça o estado de
conservação da coleção, e as condições ambientais do seu local de guarda, para
propor medidas que venham contribuir para retardar o seu envelhecimento.
A proposta deste trabalho é apresentar uma contribuição para as questões
relativas ao gerenciamento de acervos, oferecendo diretrizes para a criação de
uma Divisão

de Preservação e Conservação que poderá ser implantada em

outras unidades de informação de médio e grande porte, compatível com seus
modelos de estrutura organizacional.

�2 UM MODELO DE DIVISÃO DE PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Considerando os vários problemas que os bibliotecários enfrentam com
relação à conservação das coleções, a preservação deve ocupar posição de
destaque na administração das bibliotecas, sendo, portanto, um aspecto a ser
planejado.
Cabe aqui ressaltar a importância de se ter uma Divisão de Preservação
nas bibliotecas universitárias, visto que, para Maciel e Mendonça (2000, p. 69)
[...] o desdobramento da estrutura de uma biblioteca em divisões
ou departamentos, seções e setores, surge em decorrência da
necessária organização do trabalho dentro de suas dependências,
tendo em vista a qualidade dos serviços prestados, a satisfação
da clientela externa e interna e o mínimo de custos.

Com respaldo na literatura pertinente, em especial, nas análises que
efetuamos durante a elaboração da dissertação de Mestrado em Ciência da
Informação na UNESP/Marília, cujo título é - “Preservação de acervo em
Bibliotecas Universitárias: proposta de um modelo para implantação de uma
divisão” -, apresentaremos subsídios para a criação e implantação de uma
Divisão de Preservação nas bibliotecas universitárias de médio e grande porte.
Divisão esta, que contribuirá no sentido de centralizar a coordenação das ações
podendo trazer benefícios para o gerenciamento da preservação, uma vez que o
setor será responsável pelo desenvolvimento de uma política de preservação, o
planejamento de atividades pertinentes à área, a coordenação dos trabalhos a
serem desenvolvidos, o treinamento de pessoal e usuários por meio de cursos,
palestras e exposições. Supervisionará também, estágios, no qual os alunos de
Biblioteconomia e Arquivologia poderão pôr em prática os conhecimentos teóricos
adquiridos durante os cursos.
Ao gerenciar uma biblioteca universitária, o profissional da informação
passa a enfrentar inúmeras dificuldades e desafios, dentre os quais a carência de
recursos financeiros para a atualização e expansão de sua coleção. Portanto, a
importância da conservação de documentos, torna-se mais evidente.

�Historicamente sabe-se que essas instituições tiveram
dificuldades de ordem financeira e política e isto se estende até
hoje devido, em parte, ao fato de serem órgãos ligados, na
maioria das vezes, a um organismo estatal, seja federal, estadual
ou municipal, o que evidencia uma dependência não só financeira
mas ideológica que compromete sobremaneira suas ações
(BARBALHO, 2000).

Para a implantação de uma

divisão que trate especificamente da

Preservação, além de recursos humanos e financeiros, se faz necessário um
planejamento estratégico para que suas atividades sejam independentes, mas
possam também interagir com as demais divisões da biblioteca, levando a
alcançar os seus objetivos.
Centralizar as responsabilidades relativas à preservação em uma Divisão
específica exige um planejamento

envolvendo todo pessoal, respeitando as

características e a missão proposta pela Instituição.
A Divisão de Preservação aqui sugerida, deve ser implantada seguindo a
estrutura organizacional de cada instituição e o seu coordenador deverá ter
trânsito livre às outras Divisões da Biblioteca, facilitando a comunicação entre as
mesmas. Esta Divisão será responsável pelo planejamento, organização, direção
e controle das atividades voltadas à preservação das coleções. Sendo de sua
competência as seguintes atribuições:

a) Desenvolver juntamente com as demais divisões uma Política
de Preservação, que vai estabelecer as linhas de conduta para
a tomada de decisão;
b) Colaborar com a Direção da BU, na elaboração do orçamento
destinado à Preservação e elaborar projetos para captação de
recursos;
c) Avaliar o estado físico das obras adquiridas por compra,
doação e permuta, bem como daquelas alocadas nos
depósitos;
d) Encaminhar periodicamente a Direção da BU, relação de
material de expediente, material permanente e equipamentos

�necessários ao bom andamento da Divisão, bem como os
relatórios anuais de atividades;
e) Representar a Divisão na Comissão de Bibliotecas;
f) Estabelecer prioridades a curto prazo e as ações que deverão
ser desenvolvidas a médio e longo prazo. Elaborar planos de
ações das atividades de rotina a serem executadas a curto,
médio e longo prazo, buscando uma melhor conservação do
acervo;
g) Orientar usuários e funcionários, sobre a importância da
conservação

preventiva,

e

ainda,

organizar

cursos,

treinamentos, palestras e exposições visando a atualização dos
funcionários da BU e

também difundir para a comunidade

externa os benefícios da conservação;
h) Orientar

estagiários

dos

cursos

de

Biblioteconomia

e

Arquivologia da UEL na área de Preservação;
i) Estabelecer periodicidade de procedimentos de manutenção do
prédio,

especificamente

no

que

se

refere

à

limpeza,

dedetização, vistorias na parte elétrica, hidráulica, telhados e
calhas e também, para vistoria do acervo, no que diz respeito
ao ataque de agentes biológicos. Bem como, zelar pela guarda
e manutenção dos materiais e equipamentos alocados na
Divisão.
Para auxiliar no desenvolvimento das atividades acima mencionadas,
deverão estar vinculadas à Divisão, duas seções: a de Higienização, Reparos e
Encadernação e a de Orientação de Pessoal e Usuários.
A Seção de Higienização, Reparos e Encadernação deverá ficar
responsável pela higienização, reparos e encadernação dos materiais adquiridos
pela BU, bem como daqueles alocados nos depósitos e acervo geral. Terá como
atribuições:

a) Higienizar os materiais recebidos por doação que serão
incorporados ao acervo, e dos materiais retirados do acervo

�para serem recuperados. Isolamento dos materiais infestados
por agentes biológicos, para avaliação e tratamento por
especialistas;
b) Executar reparos dos materiais que compõem o acervo, bem
como daqueles recebidos por doação que são de interesse da
BU e encadernação das obras que necessitam deste
tratamento;
c) Elaborar

os

relatórios

e

estatísticas

das

atividades

desenvolvidas, visando um melhor controle e avaliação das
metas a serem atingidas;
d) Criar manual de serviços a serem executados.

No que diz respeito a Seção de Orientação de Pessoal e Usuários, a
reciclagem de pessoal se faz necessário. Quando se trata de conservação de
acervos é fundamental que os funcionários tomem conhecimento de medidas a
serem adotadas visando melhorias do estado físico da coleção. As campanhas
educativas e de conscientização de usuários, voltadas para a preservação do
acervo devem ser constantes, pois as bibliotecas universitárias recebem a cada
ano novos usuários.
Para tanto, serão de responsabilidade desta seção, o planejamento, a
organização e a execução de eventos, voltados à área de Preservação, como:
cursos práticos de higienização do ambiente e acervo; cursos práticos de reparos
e encadernação; exposições e campanhas educativas para funcionários e
usuários; ciclos de palestras e grupos de estudos para funcionários e outros
eventos destinados à comunidade externa.
Quanto ao quadro de pessoal da divisão proposta, deverá ser compatível
com a estrutura da Unidade de Informação. Considerando que esta Divisão terá
várias atribuições, o quadro de pessoal deverá ser formado por um chefe de
Divisão. O chefe de Divisão deve ser um profissional com conhecimentos na área
de preservação e técnicas de tratamento para supervisionar as atividades
implantadas e que tenha uma visão ampla da Unidade de Informação.

�A Seção de Higienização, Reparos e Encadernação, deverá contar com
técnicos em conservação e restauro capacitados para executar os trabalhos.
Cabe ainda a este profissional orientar e avaliar os serviços dos auxiliares, que
deverão receber treinamentos para desenvolver as tarefas pertinentes à seção.
A Seção de Orientação de Pessoal deverá estar sob a responsabilidade de
um funcionário de nível técnico, com habilidades para organizar e executar as
atividades pertinentes à seção. Para propor os cursos, treinamentos e palestras é
importante que este profissional sob a orientação do chefe da Divisão, realize um
diagnóstico para identificar os problemas, podendo assim, planejar e implementar
programas de educação de pessoal e usuários voltados para a preservação. Para
executar tais atividades deverá contar com auxiliares, em maior ou menor
número, conforme as atividades a serem desenvolvidas.
Para o desenvolvimento das atividades na Divisão em questão, propõe-se
que a ela, seja destinado espaço próprio, dividido em três salas, sendo uma para
a chefia, uma para a Seção de Orientação de Pessoal e outra para a Seção de
Higienização, Reparos e Encadernação. Vale ressaltar a necessidade da
realização de um estudo no momento da distribuição física, propiciando o uso
racional do espaço, oferecendo melhores condições de trabalho.
As duas primeiras salas, deverão possuir espaço suficiente para acomodar
mobiliário,

equipamentos

e

materiais

de

consumo

necessários

ao

desenvolvimento dos trabalhos como: escrivaninhas e cadeiras para os
funcionários,

computador,

impressora,

mesas

e

cadeiras

para

esses

equipamentos, armários de madeira fechados, arquivos e material de consumo.
Para abrigar a Seção de Higienização, Reparos e Encadernação, sugerese um espaço que permita uma subdivisão em áreas compatíveis com cada uma
das atividades, sendo: sala para abertura das caixas dos materiais recebidos por
doação; sala para higienização de documentos e sala para a oficina de reparos e
encadernação.
A área física destinada a esta seção deverá apresentar características
básicas como: instalação de rede elétrica e hidráulica compatíveis com os
equipamentos a serem instalados, entre eles: deionizador, mesa de higienização,

�máquina para reenfibragem; iluminação natural e artificial necessárias para o bom
desenvolvimento dos trabalhos e estar distantes das áreas destinadas a cozinha e
alimentação.
Para um bom desenvolvimento das atividades a serem executadas a seção
de

reparos

e

encadernação

deverá

adquirir

mobiliários,

equipamentos,

instrumentos e material de consumo apropriados para esta seção.
Cabe salientar que, o modelo proposto foi estruturado de acordo com as
informações obtidas na biblioteca pesquisada, ou seja Biblioteca Central da
Universidade Estadual de Londrina. No entanto, pode ser adaptada para outras
unidades de informação de médio e grande porte tendo em vista seus objetivos e
necessidades. A divisão será responsável pela tomada de decisão no que se
refere à preservação da coleção, atuando sempre em conjunto com as outras
divisões, buscando desenvolver ações para preservar, conservar e recuperar o
acervo da instituição, contribuindo assim para o cumprimento da principal missão
da biblioteca universitária, de tornar a informação disponível e acessível à sua
comunidade.

3

PRESERVAÇÃO

DO

ACERVO

BIBLIOGRÁFICO

DO

SISTEMA

DE

BIBLIOTECAS DA UEL: um projeto de ensino em andamento

O estudo realizado na Biblioteca Central da UEL estimulou uma reflexão
sobre a aplicação dos fundamentos de preservação no órgão. Com o intuito de
incorporar nos seus processos administrativos as questões relativas à
conservação do patrimônio bibliográfico, vem desenvolvendo ações com o
propósito de conscientizar os funcionários sobre a importância de se adotar
medidas preventivas.
Os resultados da pesquisa demonstraram que os tipos de danos
encontrados nos materiais bibliográficos da Biblioteca em questão, são na maioria
provocados

pelo

elemento

humano,

em conseqüência do manuseio e

acondicionamento incorretos e até do vandalismo.

�O grande número de livros danificados, aguardando os processos de
recuperação, mostra que o caso exige uma solução a curto prazo. Os materiais
danificados, retirados das estantes e enviados à oficina para reparos, são em
número bem maior do que os recuperados, pois o setor conta com apenas dois
funcionários que não conseguem atender à demanda, e o órgão, por sua vez,
não tem uma previsão orçamentária

específica para solicitar serviços de

terceiros.
Além disso, a Biblioteca não possui em seu quadro de funcionários um
especialista na área de preservação, mas está consciente dos problemas, e para
minimizá-los, elaborou em 2004 em parceria com o Departamento de Ciência da
Informação um Projeto de Ensino – “Preservação do Acervo Bibliográfico do
Sistema de Bibliotecas da UEL”, composto por 11 alunos do curso de
Biblioteconomia e 09 funcionários, com orientação da autora da referida
dissertação e apoio da Direção da Biblioteca Central.
Ao

iniciarmos

o

referido

projeto,

foram

selecionados

alunos

de

Biblioteconomia e Arquivologia e convidados funcionários de cada uma das
divisões da Biblioteca, visando capacitá-los e transformá-los em multiplicadores.
Para o desenvolvimento do mesmo, foram estabelecidas as seguintes
fases:

a) Primeira Fase
Oficina de Encadernação e Pequenos Reparos
Nessa fase os alunos e funcionários serão orientados a realizar a higienização do
material, a reconstituição do suporte e a encadernação do material.

b) Segunda Fase
Diagnóstico e Seleção das Obras a serem recuperadas
Nessa fase os participantes aprenderão a diagnosticar as obras danificadas
pertencentes ao acervo da Biblioteca Central, visando avaliar o custo/benefício na
recuperação das mesmas.

�c) Terceira Fase
A equipe aplicará aos conhecimentos teóricos e práticos adquiridos nas fases
anteriores.
Pretendemos que esse Projeto de Ensino seja contínuo, uma vez que trará
benefícios a uma grande parcela de usuários, visto que os livros danificados
serão recuperados e estarão disponíveis nas estantes em menor espaço de
tempo, otimizando as pesquisas e a leitura. Além disso, os acadêmicos
envolvidos terão a oportunidade de passar por experiências que tendem a
beneficiá-los na vida profissional. Destacamos também que os funcionários da
referida

biblioteca,

poderão

atualizar

seus

conhecimentos

na

área

de

preservação.
Tendo em vista que, o acervo bibliográfico das bibliotecas universitárias
constituem patrimônio público e, portanto, esforços devem ser empreendidos no
sentido de mantê-los conservados. Assim, as atividades desenvolvidas exigem
amplos estudos e planejamentos, de acordo com uma política básica de
preservação, para garantir a disponibilidade ao uso da informação e a sua
transmissão às futuras gerações.
Pois, medidas preventivas constituem a forma menos onerosa para a
conservação do edifício, dos equipamentos e conseqüentemente da coleção que
abriga. Para tanto, devem ser implantados programas em que farão parte desde a
encadernação de livros novos, reparos e tratamentos, educação de funcionários e
usuários, manutenção dos depósitos, prevenção para desastres, controle
ambiental e incluindo também a reformatação, isto é, a mudança do suporte da
informação quando necessária.
A título de finalização, é possível afirmar que a conservação do patrimônio
cultural exige basicamente três aspectos fundamentais: administração segura,
recursos adequados e conhecimento técnico-científico para o desenvolvimento de
iniciativas que possam viabilizar a durabilidade do documento em bom estado de
conservação, possibilitando o
usuários.

acesso à informação por um maior número de

�REFERÊNCIAS

BARBALHO,C.R.S. et al. Organização, sistemas e métodos. 5.ed. São Paulo:
McGraw-Hill; Makron,1991. 2v.
LOPES, M. A. Preservação de acervo em bibliotecas universitárias: proposta
de um modelo para implantação de uma divisão. 2002. 140f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação) – Faculdade de Filosofia e Ciências,
Universidade Estadual Paulista, Marília, 2002.
MACIEL; A. C.; MENDONÇA, M.A.R. Biblioteca como organizações. Rio de
Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.

∗

Universidade Estadual de Londrina. Departamento de Ciência da Informação, Campus
Universitário - Paraná/Brasil – Email: maplopes@sercomtel.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53207">
                <text>Preservação de acervo em bibliotecas universitárias: proposta de um modelo para implantação de uma divisão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53208">
                <text>Lopes, Maria Aparecida</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53209">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53210">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53211">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53213">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53214">
                <text>As bibliotecas universitárias, arquivos e museus cabe a tarefa de reunir, organizar e disseminar os registros do conhecimento, bem como procurar mantê-los em bom estado de conservação, para utilização presente e futura. Não se pode deter o processo de envelhecimento natural dos materiais, mas sim providenciar para que seu tempo de vida útil possa ser prolongado. Portanto, é necessário que se conheça o estado de conservação de uma coleção, bem como as condições ambientais do seu local de guarda, para propor medidas que venham contribuir para retardar o seu envelhecimento. O presente trabalho é parte da dissertação de Mestrado em Ciência da Informação realizado na UNESP/Marília, que teve como sujeito a Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina. As informações obtidas demonstram que a biblioteca investigada apresenta problemas tais como: falta de espaço físico, infiltrações por ocasião das chuvas e grande quantidade de livros danificados no aguardo de serem recuperados. Os resultados do estudo conduziram à formulação de uma proposta de gerenciamento da preservação de acervos, por meio da criação de uma Divisão de Preservação e Conservação em bibliotecas universitárias. Essa proposta resultou, entre outras iniciativas, na implantação de um Grupo de Ensino.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68317">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4815" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3884">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4815/SNBU2004_059.pdf</src>
        <authentication>81c74420a984e53edad961c37d1e07b4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53242">
                    <text>IMPACTO DOS PROJETOS FINANCIADOS PARA AS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS DA UFF

Maria da Penha Franco Sampaio∗
Clarice Muhlethaler de Souza∗∗

RESUMO
Apresenta os aspectos mais relevantes do impacto dos projetos financiados para
as bibliotecas universitárias da UFF – Universidade Federal Fluminense, através
de recursos da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) aplicados no período
de 2000-2004. Descreve a forma de construção dos projetos. Apresenta os
aspectos mais relevantes da execução dos projetos, os resultados da aplicação
dos recursos na melhoria da infra-estrutura e serviços das bibliotecas e o impacto
positivo do financiamento na valorização das bibliotecas, como integrantes da
infra-estrutura de pesquisa da Universidade.

1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
Como ocorre com a maioria dos sistema de bibliotecas de Instituições
Federais de Ensino Superior (IFES) a manutenção e desenvolvimento da infraestrutura tecnológica, física e acervo está cada vez mais difícil.
Vários são os fatores que dificultam a manutenção e o desenvolvimento
das atividades básicas das bibliotecas destas instituições.
Uma das formas que historicamente vem ocorrendo é o apoio das agências
de fomento com a criação de programas de apoio ao ensino e a pesquisa, e
alguns raros específicos de apoio às bibliotecas, centros de informação e coleções
raras.
Participar desse Programas e Editais nem sempre é muito fácil. Exige uma
parceria com pesquisadores da instituição e em alguns casos é necessário que a

�Administração Superior da instituição coloque como prioridade as atividades e
Serviços de informação.
A participação do Sistema de Bibliotecas e Arquivos, coordenado pelo
Núcleo de Documentação (NDC ) da

Universidade Federal Fluminense (UFF)

nesses programas possibilitou historicamente várias ações que mudaram a face
do Sistema.
Pretendemos abordar como ocorreu a participação) do NDC no Edital CT
INFRA 01/2001 e o impacto da aplicação dos recursos no Sistema.

1.1 O SISTEMA DE BIBLIOTECAS E ARQUIVOS DA UFF
O Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense,
coordenado pelo

Núcleo de Documentação, nasceu centralizado em seus

aspectos técnico e administrativo. Idealizado pelas professoras e bibliotecárias
Hagar Espanha Gomes e Célia Ribeiro Zaher, em 1967, apenas em 1969 foi
apresentado ao Conselho Universitário pelo professor e bibliotecário Paulo PY, em
reunião do Conselho Universitário, na seção ordinária ocorrida em 20 de agosto
de 1969. Criado em 22 de setembro deste mesmo ano, através do art.17 do
Estatuto da UFF, publicado no Diário Oficial da União.
O que motivou a sua criação foi à constatação da necessidade de um
controle efetivo e de utilização racional do material bibliográfico existente na
Universidade.
Ao longo dos anos que se seguiram à gestão do primeiro Diretor do NDC,
Paulo PY Cordeiro (1969-1976), este Órgão Suplementar, manteve-se vinculado
ao Reitor, na estrutura formal
informal,

até aos nossos dias.

Contudo, na estrutura

ele fica apoiado politicamente a uma das quatro

Pró-Reitorias.

Atualmente, encontra-se vinculado à Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos.

�Durante esta trajetória modificações ocorreram na localização da sua sede
e na sua estrutura. Os nove Diretores que já atuaram no NDC, cada um com seu
estilo, empreenderam várias ações, mas

mantiveram o NDC como o órgão

coordenador administrativa e tecnicamente do Sistema de Bibliotecas e Arquivos
da Universidade. Contudo, implantaram uma descentralização de forma gradual,
iniciada

com

os

serviços

processamento técnico.

de

comutação

bibliográfica,

seguindo-se

o

Hoje apenas a aquisição de livros e publicações

periódicas internacionais mantém-se centralizada. Os demais serviços técnicos
estão sendo realizados nas 25 bibliotecas do Sistema.

1.2 A SITUAÇÃO DAS IFES
As Instituições Federais de Ensino Superior do país têm enfrentado um
clima permanente de debate sobre questões relativas à carreira docente e sua
remuneração, às formas de financiamento e ao papel das IFES no sistema de
ensino superior do país.
De forma emblemática esse debate tem sido identificado na mídia através
de “sucateamento do ensino superior” ou “privatização da Universidade pública”.
Entretanto, entendemos que a situação das universidades públicas deva ser
analisada a partir do entendimento de sua verdadeira missão, e para além dos
chavões e palavras de ordem, considerando por princípio que é a sociedade que
financia seus objetivos.
Indicadores oficiais demonstram que as IFES alcançaram desenvolvimento
significativo no período de 1994 a 2000, no qual ocorreu um crescimento
quantitativo e qualitativo na graduação e na pós-graduação. As matrículas na
graduação cresceram 31,2%, o número de vagas 38% e de formandos 38,3%.
Além disso, as Universidades vêm se transformando para atender aos estímulos
das políticas públicas e das demandas mais urgentes da sociedade e acompanhar
as inovações. Esse crescimento se deve à universalização do ensino fundamental
e à expansão do ensino médio no mesmo período.

�Na pós-graduação o número de cursos cresceu 30,4%, o de matrículas
60,3% com a expectativa de 18 mil titulados/ano a partir de 2000.
Entretanto, as IFES não poderão absorver essa demanda se não forem
feitas profundas mudanças no seu perfil de desempenho e de financiamento.
No período de 1994-2001 a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (Capes/MEC) investiu investiu R$ 1,3 bilhão na pós-graduação
brasileira e em seu relatório Avaliação dos Programas de Pós-Graduação 2001
registrou os resultados da avaliação de 2.357 cursos em todo os país, dos quais
135 foram considerados de excelência, 57% entre os níveis médio e muito bom e
apenas 81 foram desqualificados.
O avanço mais notável nas IFES diz respeito ao seu corpo docente que é
hoje mais qualificado, como conseqüência de uma política deliberada de estímulo
à titulação, com concessão de bolsa e manutenção dos salários aos professores
afastados da docência e inscritos em programas de pós-graduação.
De 1994 a 2000, o percentual de professores doutores passou de 22% para
39% e o percentual total de professores com titulação de mestrado ou doutorado,
que em 1994 era próximo de 60%, no final de 2000 subiu para mais de 75% do
total do corpo docente.
Em relação à distribuição de recursos de financiamento entre as IFES,
mudanças profundas vêm ocorrendo nos critérios de alocação. Após uma série de
estudos e discussões, o MEC adotou uma nova sistemática de financiamento, que
passou a privilegiar exclusivamente o desempenho acadêmico-institucional em
substituição ao modelo anterior, pautado basicamente por critérios históricos que
pouco tinham a ver com a avaliação.
Recursos adicionais foram repassados através de programas especiais, tais
como o de modernização dos laboratórios destinados ao ensino de graduação e
aos hospitais universitários (2000-2003); recuperação e ampliação do acervo

�bibliográfico, (1997-2001); e informatização das metodologias de ensino e dos
procedimentos burocráticos inerentes às instituições públicas (1999-2001)..
Em 1999, a criação do Fundo de Apoio à Infra-estrutura Geral de Pesquisa
das Instituições Públicas (CT-Infra) e dos fundos setoriais, antiga reivindicação da
comunidade científica, foi uma iniciativa que transformou de maneira substantiva o
cenário do financiamento e da gestão da pesquisa.

1.3

FUNDOS

DE

APOIO

AO

DESENVOLVIMENTO

CIENTÍFICO

E

TECNOLÓGICO
Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia :
Os Fundos de Apoio ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico
constituem um mecanismo inovador de estímulo ao fortalecimento
do sistema de C&amp;T nacional. Os Fundos têm como objetivo
garantir a ampliação e a estabilidade do financiamento para a
área e, em simultâneo, a criação de um novo modelo de gestão,
fundado na participação de vários segmentos sociais, no
estabelecimento de estratégias de longo prazo, na definição de
prioridades e com foco nos resultados.
Foram implementados a partir de 1999, como uma espécie de
taxa sobre as empresas estatais privatizadas. Seus recursos
advêm de contribuições incidentes sobre o faturamento de
empresas e/ou sobre o resultado da exploração de recursos
naturais pertencentes à União.
Os Fundos têm como objetivo garantir a ampliação e a
estabilidade do financiamento para a área de Ciência e
Tecnologia. Uma das premissas básicas é apoiar o
desenvolvimento
e
consolidação
de
parcerias
entre
Universidades, Centros de Pesquisa e o Setor Produtivo, visando
induzir o aumento do investimento privado em C&amp;T e impulsionar
o desenvolvimento tecnológico dos setores considerados. Outra é
o incentivo à geração de conhecimento e inovações que
contribuam para a solução dos grandes problemas nacionais.
Também é objetivo dos Fundos a redução das desigualdades
regionais por meio da destinação de, no mínimo, 30% dos
recursos para projetos a serem implementados nas regiões Norte,
Nordeste e Centro Oeste, estimulando um desenvolvimento mais
harmônico para o País.
A gestão dos Fundos envolve a participação de vários segmentos
sociais – governo, academia e setor privado - para o
estabelecimento de estratégias de longo prazo, a definição de
prioridades e o monitoramento das ações executadas.

�São passíveis de apoio todos os itens financiáveis pelo FNDCT: custeio de
passagens, diárias, material de consumo, serviços de terceiros, investimento em
obras civis, instalações, equipamentos e bolsas de desenvolvimento tecnológico
(através de acordo firmado com CNPq).
A princípio, podem participar todos os grupos de pesquisas em
universidades, institutos e centros de pesquisas, individualmente ou associados a
empresas, e que estiverem de acordo com as exigências estabelecidas nos
documentos básico e operativo de cada Fundo e respeitando as normas de cada
edital ou chamada.
Os Comitês Gestores dos respectivos Fundos estabelecem um calendário
anual de atividades, contendo as previsões de lançamento de convocação de
propostas. Estes calendários estão disponíveis nas páginas eletrônicas do CNPq,
FINEP, MCT e são amplamente divulgados frente a usuários potenciais.
A participação se dá por meio da submissão de propostas de apoio
financeiro, por ocasião do lançamento dos instrumentos de convocação. A
convocação de propostas poderá ser feita de três maneiras distintas, dependendo
do tipo de demanda em questão e das diretrizes e orientações dos Comitês
Gestores: por meio de editais públicos, cartas-convite ou encomendas.

1.3.1 CT-Infra - Fundo de Infra-Estrutura

O Fundo Setorial de Infra-Estrutura foi instituído pela Lei n° 10.197, de 14
de fevereiro de 2001 e regulamentado pelo Decerto 3.087, de 26 de abril de 2001,
para viabilizar a modernização e ampliação da infra-estrutura e dos serviços de
apoio à pesquisa desenvolvida em instituições públicas de ensino superior e de
pesquisas brasileiras, por meio de criação e reforma de laboratórios e compra de
equipamentos, por exemplo, entre outras ações.

�Entende-se como infra-estrutura de P&amp;D o conjunto de condições materiais
de apoio e instalações físicas para a implementação de atividades de pesquisa e
desenvolvimento.
Os recursos desse Fundo são oriundos de 20% dos recursos destinados a
cada Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, sendo que
pelo menos 30% deve ser aplicado em instituições nas regiões Norte, Nordeste e
Centro-Oeste.
Os órgãos executores do Fundo de Infra-Estrutura são a Financiadora de
Estudos e Projetos - FINEP e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico – CNPq.
O CT-Infra está estabelecido mediante as seguintes modalidades de ação:
Sistêmica: compreendendo o apoio a investimentos na otimização de infraestrutura de uso difuso e universal, que passa a ser compartilhado por várias
instituições, como por exemplo, redes de informática (acopladas às ações da
RNP), acervos bibliográficos, bibliotecas digitais e biotérios compartilhados.
Institucional: voltada ao apoio a planos de desenvolvimento institucional da infraestrutura de pesquisa que visem proporcionar condições para sua expansão e
consolidação e que associem os investimentos à melhoria da gestão da infraestrutura e à definição de estratégicas institucionais.
Fomento Qualificado: compreendendo o apoio a investimentos em infra-estrutura
para uso comum de instituições em áreas temáticas relevantes como, por
exemplo, Oceanografia, Biologia Molecular e Biodiversidade, aprovados por
mecanismos concorrenciais.
Projetos Inovadores: referentes ao apoio a projetos de infra-estrutura associados a
novas modalidades de atuação em C&amp;T, como por exemplo, a constituição de
redes acadêmicas de pesquisa.

�Até julho de 2002 o Fundo Setorial CT-INFRA alocou, através de três
editais, recursos da ordem de 280 milhões de reais: os Editais 01/2001 e 03/2001
observaram a modalidade Institucional; o Edital 02/2001, embora observasse a
característica institucional, foi motivado pela conjuntura nacional de escassez de
energia e atendeu os projetos que visavam à conservação de energia nas
instituições de ensino superior e de pesquisa.
Com esses três editais, a região Sudeste ficou com 53% dos recursos,
seguida da região Sul com 18%, a região Nordeste com 17%, a região CentroOeste com 7% e a região Norte com 5%.

1.3.1.1 CT- Infra Edital 01/2001

O Edital CT-INFRA 01/2001 previa a distribuição de 150 milhões de reais
entre as instituições públicas de ensino superior e de pesquisa. Foram priorizadas
as instituições federais às quais couberam 80% dos recursos.
O critério Número de Doutores foi tomado como referência de valor máximo
a ser disputado pelas instituições, levando-se em conta que este é um indicador
importante para dimensionar o potencial de pesquisa e de demanda de infraestrutura adequada ao desenvolvimento de P&amp;D.

INSTITUIÇÃO EXECUTORA
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

UF REG. VINCULAÇÃO
RJ

SE

FED.
TOTAIS

N.º

VALOR

VALOR

DOUT.

SOLICITADO (R$)

APROVADO R$

1.128

14.999.244,76

1.720.000,00

55.802

415.738.770,62

150.000.000,00

Quadro 1 . Resultados do EDITAL CT -INFRA 01/2001

Todos os planos institucionais contemplados no Edital CT-INFRA 01/2001
foram analisados em relação a:

�a) existência de plano de desenvolvimento institucional ou planejamento
estratégico anterior;
b) proposta de ações estratégicas;
c) compatibilidade da proposta apresentada com as ações estratégicas;
d) tipo de demanda;
e) aspectos relevantes ou destaques de cada projeto.

Foram construídas planilhas contendo dados cadastrais das instituições,
número de doutores, valor solicitado, valor obtido, itens contemplados e tipo de
demanda.
Para uma oferta de R$ 150 milhões, a demanda bruta apresentada foi de
R$ 550.735.816,45, o que significa que apenas 27,2% da demanda poderia ser
atendida. Com a não aprovação de alguns projetos, o atendimento médio nos
projetos aprovados foi de 36%. O valor médio concedido, considerando 68
instituições contempladas, foi de R$ 2.202.532.31. Instituições contempladas
foram agrupadas em três segmentos: Instituições Federais de Ensino Superior
(IFES), Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) e Instituições de
Pesquisa (IP). Os recursos do edital foram alocados, na sua grande maioria, nas
IFES (70%), seguidas pelos IP (17%) e IEES (12%). As instituições de ensino
superior federais e estaduais obtiveram, juntas, 83% do total dos recursos.
Os itens contemplados foram agregados dentro da seguinte classificação:
Material

permanente:

equipamentos

de

uso

exclusivo

em

laboratórios,

equipamentos denominados de eletrodomésticos (como geladeira, freezer,
aparelhos de ar condicionado), veículos (carros, caminhões, ônibus, tratores,
barcos), equipamentos de manutenção (máquinas e ferramentas), equipamentos
de áudio-visual, livros, equipamentos de informática, licenças de uso de softwares,
instalação de redes lógicas para uso compartilhado de informações;
Obras: ampliações de prédios e laboratórios, reformas de espaços físicos
existentes, as edificações novas, construção e a ampliação de infra-estrutura geral

�das instituições ou de determinados conjuntos de laboratórios, construção e
ampliação de rede elétrica, rede de esgoto, rede de captação de resíduos
químicos ou biológicos, rede hidráulica e rede de escoamento de águas pluviais.
Serviços: despesas de importação (taxas, impostos, desembaraços, transporte),
assinatura de periódicos e outros serviços (instalação de equipamentos, serviços
gráficos, consultorias, catalogação, instalação de mobiliários, implantação de
softwares, serviços de marceneiro e de eletricista e medições).
Os equipamentos de uso geral de pesquisa consumiram recursos mais
expressivos dentro da categoria, seguidos de equipamentos de informática e
redes lógicas. O segundo lugar entre os investimentos do Edital CT-INFRA
01/2001, foi ocupado pela categoria Obras representando 41,10% dos recursos
totais, ou seja, cerca de 63 milhões de Reais.
Adotando-se o valor médio de R$ 750,00 por m2 para edificações novas e
ampliações e de R$ 400,00 por m2 para reformas de áreas construídas, pode-se
concluir que através do Edital CT-INFRA 01/2001 foram construídos ou
recuperados cerca de 83.000 m2 de área.
De um modo geral, as instituições fizeram um exercício de formulação de
políticas de desenvolvimento institucional de pesquisa, muitas delas obtendo
resultados bastante interessantes. Algumas instituições já possuíam algum tipo de
planejamento estratégico por ter sido induzido por outro tipo de demanda ou por
ter amadurecido a prática de gestão institucional. Aparentemente as instituições
que têm missão com foco específico tiveram maior facilidade no delineamento de
suas ações estratégicas, a julgar pelo seu maior sucesso em conseguir maior
percentual relativo dos recursos. Algumas instituições de porte acadêmico
razoável não lograram sucesso no estabelecimento de prioridades e de ações
estratégicas.
Houve uma demanda muito grande de Material Permanente de custo
relativamente baixo (menor do que R$ 5.000,00).

�Pode-se considerar alto o percentual de recursos destinados às Obras –
edificações e recursos de infra-estrutura.

A inexistência de linhas de

financiamento para infra-estrutura básica das instituições durante a última década
pode ser a explicação.

2 O PROJETO DE INFRA-ESTRUTURA DA UFF
A Universidade Federal Fluminense, em 2001, instituiu Comissão eleita
no âmbito

Conselho Universitário com o objetivo de elaborar um Projeto

Institucional para concorrer ao Edital CT-INFRA 01/2001 do CNPq/FINEP. Com
esta finalidade abriu um Edital Interno para que todo a comunidade acadêmica
pudesse participar.
Nesta ocasião, o Núcleo de Documentação foi convidado para elaborar uma
proposta de projeto para a participação no Projeto Institucional, consolidando as
solicitações apresentadas nos projetos oriundos de todas as unidades acadêmicas
e administrativas que tratasse de aspectos de infra-estrutura de bibliotecas
(acervo e infra-estrutura física), que concorram ao edital interno.
Os projetos apresentados em número de 24 foram avaliados.
selecionados foram

Os

incorporados ao Projeto Institucional e encaminhados à

FINEP em atendimento ao Edital CT-INFRA 01/2001.
Os recursos solicitados pela UFF foram da ordem de 14.999.244,76.

Os

recursos aprovados foram R$ 1.720.000,00, 1,64 % do valor recebido por as
demais IFES que tiveram recursos aprovados no Edital.

INSTITUIÇÃO EXECUTORA

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
TOTAIS IFES

UF REG. VÍNCULO

RJ

SE

FED.

No.

SOLICITADO

DOUT.

(R$)

916
17.323

14.999.244,76
274.057.824,68

%
APROVADO R$ Aprovad
o IFES
1.720.000,00
105.014.234,00

Quadro 2. Resultados do EDITAL CT-INFRA 01/2001 – Instituições Federais de Ensino Superior

1,64%
100%

�Dentro destes recursos o valor solicitados à FINEP para modernização da
infra-estrutura de apoio à pesquisa nas bibliotecas da UFF foi de R$ 3.000.000,00,
sendo liberados R$ 1.119.970,70, representando 70% do valor obtido pela UFF.

2.1 A PARTICIPAÇÃO DO NDC

O NDC ao participar da Comissão, como convidado, teve um espaço
privilegiado para apresentar à Comissão de Consolidação do Projeto Institucional
CT-Infra 01/2001 as necessidades de modernização da infra-estrutura de apoio à
pesquisa nas bibliotecas e laboratórios da UFF. A missão representou um desafio
por estar o NDC elaborando proposta que concorreu internamente com projetos
dos melhores grupos de pesquisa da Universidade e, externamente, com projetos
de todo o Brasil.
O

NDC

concorreu

no

âmbito

da

Universidade

com

o

Projeto:

Modernização da Infra Estrutura de Apoio À Pesquisa nas Bibliotecas da
UFF.

2.1.1 A construção do Projeto
Ao elaborar o Projeto Modernização da Infra Estrutura de Apoio À
Pesquisa nas Bibliotecas da UFF o

NDC observou que era necessário

apresentar uma proposta de forma que abrangesse não apenas aquelas unidades
que haviam incorporado a biblioteca em seu projeto, mas uma proposta mais
abrangente onde todo o Sistema de Bibliotecas seria contemplado. Com esta
filosofia elaborou o Projeto aos moldes do Edital. Na ocasião a Direção do NDC
optou por apresentar à Comissão Interna da UFF o projeto na íntegra, embora o
valor solicitado, R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), representasse um terço
do valor máximo a ser pleiteado pela UFF, ou seja R$ 15.000.000.00 (quinze
milhões de reais), pelo Edital, segundo as suas características. Por definição da

�Comissão Interna da UFF, coube ao NDC participar do Edital concorrendo a R$
3.000.000,00 (três milhões de reais).
A elaboração do Projeto ocorreu de forma tranqüila porque o NDC já
possuía um Banco de Projetos que apontava para as principais necessidades do
Sistema de Bibliotecas e Arquivos da UFF tendo por base o seu Planejamento
Estratégico.
Diante deste fato, foi apenas necessário atualizar os valores e adequar o
que necessitávamos ao modelo estabelecido pelo Edital.
Tivemos que relacionar os objetivos, as atividades relacionadas a eles e as
metas físicas e financeiras de cada atividade estabelecida. Especificamos

o

equipamento e os serviços, detalhadamente. Estabelecemos preço baseado no
preço de mercado, com 25% por cento de acréscimo destinado a manter o valor
real dos itens solicitados. O Projeto foi aprovado parcialmente, com restrição para
a atualização do acervo bibliográfico, atividade orçada em R$ 1.800.000,00.

2.1.2 Aspectos Relevantes da Execução dos Projetos

Com a aplicação do recurso, descobrimos que a FINEP é muito exigente
no tocante a mudança das metas físicas.

Assim sendo,

a descrição muito

detalhada na especificação dos itens a serem adquiridos, dificulta na hora de
adquirir um equipamento, pois é natural estes sofrerem desatualização,
principalmente os de informática que ficam obsoletos a cada 6 meses, sendo
natural a mudança na especificação. Para qualquer proposta de alteração de
metas, atividades e especificação só poderá ser implementada após a autorização
formal da FINEP, o que atrasa o processo de obtenção do bem ou serviço.
Outro aspecto aprendido é que entre a elaboração do Projeto e sua
aplicação, o tempo transcorrido é muito grande devido a diversos fatores, a
liberação do recurso e entraves burocráticos, principalmente, os inerentes à lei

�8.666/96. O conhecimento desta lei é necessário por facilitar na definição das
estratégias de aquisição e contratação dos serviços.

2.1.3 Os Resultados da Aplicação dos Recursos
A aplicação dos recursos dos investimentos

oriundos do CT- INFRA

01/2001 no Sistema de Bibliotecas e Arquivos da UFF estão visíveis em todo o
sistema. Todas as bibliotecas foram afetadas pelos investimentos transformando –
as em unidades informatizadas e possibilitando acesso aos recursos de
informação disponíveis na Web e no próprio sistema NDC.
Os

bibliotecas

reformadas

estão

completamente

transformadas

possibilitando ambientes funcionais, protegidos e diferenciados para estudo em
grupo e individual e livre.

CT INFRA 01/2001 NDC – Investimentos por metas

METAS

INVESTIMENTO - R$

%

1- INFORMATIZAÇÃO

632.093,90

50,84

2- PRESERVAÇÃO DO ACERVO

311.379,00

25,04

3- MODERNIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES FISICAS

299.817,22

24,11

1.243.290,12

100,00

TOTAL

�2.1.3.1 Resultados finais atingido

Os resultados físicos são apresentados abaixo por meta do Projeto:
META FÍSICA 1: Informatização das bibliotecas e melhoria das condições
de acesso à informação especializada em apoio à pesquisa na UF

-

Disponibilização do acesso através da WEB aos catálogos das bibliotecas;
-

Implementação da comutação eletrônica em 19 (dezenove) bibliotecas;

-

Informatização do Empréstimo em 19 unidades do sistema

- Adequação do aplicativo Argonauta
- Modulo empréstimo
- Implantação do módulo vocabulário sistematizado;
-

Disponibilização das Teses e Dissertações em meio eletrônico na WEB;

�-

Aquisição de 152

facilitar o acesso às informações especializadas em

apoio a pesquisa e viabilizar o empréstimo informatizado.

META FÍSICA 2: Melhoria das condições de segurança e conservação do
patrimônio bibliográfico da UFF
a - Proteção do patrimônio bibliográfico de uso corrente, raro e/ou
valioso, mediante:
- 5 sistemas de anti-furto eletromagnético e
- 19 sistemas digitais de câmeras
b - Conservação e restauração do patrimônio bibliográfico de uso
corrente, raro e/ou
valioso, adquirindo:
- Aquisição de equipamentos para a digitalização,

-

Conservação e restauração do patrimônio bibliográfico;

META FÍSICA 3: Melhoria das instalações físicas de apoio à pesquisa nas
bibliotecas da UFF
Reforma e ampliação nas Instalações Físicas de 5 Bibliotecas com as
seguinte melhorias:
- Área reformada – m2 1.930 m2, com valor médio de R$ 150,00/
m2;
- ampliação da área útil da biblioteca em 316 m2;
- ampliação dos postos de estudo em 106%;
- criação de ambientes de estudo individual, em grupo e livre;
- instalação de guarda volume de auto atendimento;
- pintura de estantes, arquivos e recuperação e de mobiliários;
- aquisição de 80 cadeiras, 40 mesas

�- aquisição e instalação de bancada e balcão;
- sinalização padronizada do NDC nos diversos ambientes;
- sala para conservação de publicações

3 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

Com a plena consecução das metas propostas
esperado foi obtido. Obteve-se

no projeto o impacto

a modernização e otimização dos meios de

acesso à informação, bem como, os serviços de informação essenciais à
pesquisa.
Os recursos do CT-INFRA 01/2001 viabilizou a modernização e da infraestrutura dos serviços de apoio à pesquisa desenvolvidas nas bibliotecas e
laboratórios da UFF.
No NDC ocorreu uma demanda muito grande de Informática e Material
Permanente de custo relativamente baixo (menor do que R$ 5.000,00). Tendência
Apresentada nos projetos em geral do Ct-INFRA I , segundo os especialistas este
fato ocorreu por haver um estrangulamento histórico deste tipo de investimento
nas agencias de fomento do país.
Outro fato apontado pelos analistas do CT Infra em geral, foi o alto
percentual de investimentos em Obras – edificações, no NDC foi investido 24%
de todo o recurso.
O CT INFRA apresenta-se como investimento que visa à expansão e à+
consolidação da atividade científica, associadas à gestão qualificada e à definição
de estratégias institucionais, uma ação benéfica para as universidades públicas
enfrentarem a crise de financiamento da infra-estrutura.

�REFERÊNCIAS
Brasil. Ministério da Ciência e Tecnologia. Temas em C&amp;T. Fundos Setoriais.
[online] Disponível na Internet via WWW. URL:
http://www.mct.gov.br/Fontes/Fundos/info/geral.htm. Arquivo capturado em 18 de
abril de 2004.
CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS. CT-Infra. Secretaria
Técnica. Avaliação das Ações do CT-Infra no Âmbito Institucional. 2002 . [online]
Disponível na Internet via WWW. URL:
http://www.finep.gov.br/fundos_setoriais/ct_infra/documentos/ctinfra04aval_edital01_2001.zip Arquivo capturado em 18 de abril de 2004.
CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS. CT-Infra. Secretaria
Técnica. Avaliação das Ações do CT-Infra no Âmbito Institucional.
Universidade Federal Fluminense. 2002 . [online] Disponível na Internet via
WWW.URL:http://www.finep.gov.br/fundos_setoriais/ct_infra/documentos/ctinfra04aval_edital01_2001.zip Arquivo capturado em 18 de abril de 2004.
CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS. Projeto BRA/00/045
.Projeto de avaliação das ações do fundo setorial CT – Infra no âmbito das
instituições: investimentos realizados com os recursos do edital CT-INFRA
01/2001. Relatório. 2002 . [online] Disponível na Internet via WWW. URL:
http://ww.sbpcnet.org.br/documentos/RELAT-CT-INFRA-EDITAL-01-2001.pdf.
Arquivo capturado em 18 de abril de 2004.
GONZALEZ DE GOMEZ, Maria Nélida. As relações entre ciência, Estado e
sociedade: um domínio de visibilidade para as questões da informação. Ci. Inf.
[online]. jan./abr. 2003, vol.32, no.1 [citado 18 Abril 2004], p.60-76. [online]
Disponível na Internet via WWW. URL:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652003000100007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso. ISSN 0100-1965
GUIMARAES, REINALDO. Pesquisa no Brasil: a reforma tardia. São Paulo
Perspec. [online]. out./dez 2002, vol.16, no.4 [citado 18 Abril 2004], p.41-47.
Disponível na Internet via WWW: URL:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010288392002000400008&amp;lng=pt&amp;nrm=iso. ISSN 0102-8839.

SITUAÇÃO das universidades federais. [online] Disponível na Internet via WWW.
URL: http://www.abecin.org.br/Textos/SituacaoUniversidadesFederais.doc Arquivo
capturado em 24 de abril de 2004.

�VALENTIM, Marta Lígia Pomim. Informação em ciência e tecnologia: políticas,
programas e ações governamentais - uma revisão de literatura. Ci. Inf. [online].
set./dez. 2002, vol.31, no.3 [citado 24 Abril 2004], p.92-102. Disponível na Internet
via WWW. URL: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652002000300010&amp;lng=pt&amp;nrm=iso. ISSN 0100-1965.

∗

Diretora do Núcleo de Documentação da UFF (2003-2006). Coordenadora do Convênio
FNDCT/MCT/FINEP/CT-INFRA1(2000) e CT-INFRA3 (2003) Modernização da infra-estrutura de
pesquisa da UFF. Professor Assistente do Departamento da Ciência da Informação da
Universidade Federal Fluminense (2000-2003), Mestre em Ciência da Informação, 1994 (UFPb),
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação, 1977 (UFF) e Especialização em Administração de
Bibliotecas, 1985 (AEAS).
∗∗
Consultora autônoma especialista em tecnologias da informação e planejamento e administração
de serviços de informação. Professor Adjunto aposentada do quadro permanente do Departamento
de Ciência da Informação da Universidade Federal Fluminense. Ex-Diretora do Núcleo de
Documentação (1998-2003). Coordenadora do Convênio FNDCT/MCT/FINEP/CT-INFRA1(2000) e
CT-INFRA3 (2003) Modernização da infra-estrutura de pesquisa da UFF. Mestre em Ciência da
Informação (1983-UFRJ/ECO/IBICT) e Bacharel em Biblioteconomia e Documentação (1974-UFF).

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53225">
                <text>Impacto dos projetos financiados para as bibliotecas universitárias da UFF.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53226">
                <text>Sampaio, Maria da Penha Franco; Souza, Clarice Muhlethaler de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53227">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53228">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53229">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53231">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53232">
                <text>Apresenta os aspectos mais relevantes do impacto dos projetos financiados para as bibliotecas universitárias da UFF – Universidade Federal Fluminense, através de recursos da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) aplicados no período de 2000-2004. Descreve a forma de construção dos projetos. Apresenta os aspectos mais relevantes da execução dos projetos, os resultados da aplicação os recursos na melhoria da infra-estrutura e serviços das bibliotecas e o impacto positivo do financiamento na valorização das bibliotecas, como integrantes da infra-estrutura de pesquisa da Universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68319">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4817" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3886">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4817/SNBU2004_060.pdf</src>
        <authentication>72f098d5c63c87feb9d2a9253590fcaf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53260">
                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NA SOCIEDADE GLOBAL:
REFLEXÕES E PERSPECTIVAS

Maria Eugenia Albino Andrade∗
Ivone Job∗∗

RESUMO
A Biblioteca Universitária, na sociedade contemporânea, assume papel de
destaque ao se discutir a centralidade da informação, num mundo em que os
fluxos informacionais contribuem para configurar novos esquemas de poder e
novos atores econômicos. A Biblioteca se insere neste contexto por sua atuação
demonstrada em produtos e serviços, que devem refletir sua função no
desenvolvimento cientifico e tecnológico e o conhecimento acumulado pela
biblioteconomia. Mas é também inserida nesta realidade ao se conviver com os
produtos informacionais e culturais, com a utilização de tecnologias de informação
e comunicação, e por acompanhar as mudanças de comportamento do seu
usuário visto como consumidor de bens e serviços e não como cidadão, sujeito de
direito e dentre esses, o direito à informação. Discutem-se implicações dessa
mudança na atuação da biblioteca universitária e sobre as possibilidades de um
fazer mais reflexivo do profissional bibliotecário. As possibilidades que são
oferecidas pela atual tecnologia da informação são questionadas com o intuito de
que o profissional reveja seu planejamento e o redirecione para a realidade da
universidade brasileira.
PALAVRAS-CHAVE:

Biblioteca

universitária

e

globalização.

Biblioteca

universitária e sociedade da informação. Bibliotecário. Usuário-cidadão

1

INTRODUÇÃO
Nós, enquanto profissionais bibliotecários e enquanto usuários da

informação, não ficamos imunes à globalização e à sociedade da informação em
nosso ambiente de trabalho. Somos influenciados pelo discurso veiculado pela
mídia, pelo governo, por empresáros e por parcela da academia, num processo
de introjeção de valores que se refletem em nossas crenças e em nosso
comportamento individual e coletivo. Entretanto, faz-se necessário refletir sobre o
mesmo para que possamos nos inserir na sociedade de maneira mais consciente

�e para atuarmos no sentido de construir uma sociedade mais justa e democrática.
Este trabalho de inculcação foi denominado de “gota-a-gota simbólico” por
Bourdier (1998) , e tem sido realizado por varias décadas e de forma constante de
modo que o assimilamos como natural e, portanto, torna-se não passível de
questionamento.
Os bibliotecários e os usuários das bibliotecas universitárias, como sujeitos
históricos, vivenciam este processo. Além disso, este discurso também se reflete
na própria concepção de biblioteca universitária e na realização do seu papel
social que ocorre em sua inserção no ensino superior.
Este trabalho tem por objetivo analisar a biblioteca universitária frente às
modificações sociais, políticas, econômicas e culturais que estamos vivendo e
que se refletem na sua atuação, bem como nos seus usuários e no universo de
informação em que trabalha. Primeiramente, abordaremos a situação atual no
tópico a sociedade global da informação. Em seguida, discutiremos a biblioteca
universitária neste contexto e seus usuários, bem como o profissional bibliotecário
que nela atua. Por último, apresentamos as considerações finais.

2

A SOCIEDADE GLOBAL DA INFORMAÇÃO
Neste tópico abordamos as duas faces mais fortes do momento atual, a

saber: globalização e sociedade da informação.Embora, com nomes distintos,
retratam aspectos da vida atual e os nomes reforçam determinados aspectos. A
globalização se refere mais à dimensão econômica em relação íntima com a
política, que cria condições para realizá-la em todas as esferas da vida social.
A globalização nos tem sido apresentada como uma realidade libertadora
em que há livre fluxo de informações, de mercadorias e de pessoas. Além disso, é
descrita como a possibilidade de acesso amplo a bens e serviços, por todos,
independentemente de sua localização espacial. Entre os bens a que se tem
acesso, inclui -se a informação, que passa, nos discursos, a não se submeter a
barreiras de qualquer ordem, como qualquer outra mercadoria. Em contraposição
a este universo ilimitado de oportunidades, temos a outra face da globalização

�advinda de sua instauração nos diferentes países centrais e periféricos. Para
Santos:
Trata-se de nova fase da história humana. Cada época se
caracteriza pelo aparecimento de um conjunto de novas
possibilidades concretas, que modificam equilíbrios preexistentes
e procuram impor sua lei. Esse conjunto é sistêmico: podemos,
pois, admitir que a globalização constitui um paradigma para a
compreensão
dos
diferentes
aspectos
da
realidade
contemporânea.” (SANTOS, 1994, p.48).

O mesmo autor, em obra posterior, alerta-nos que “ a globalização é, de
certa forma, o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista.”
(SANTOS, 2002, p.23). Esclarece, ainda, que, para entender esta fase da história,
deve-se levar em consideração dois elementos fundamentais: o estado das
técnicas e o estado da política. Embora estes dois estados nunca tenham sido
separados na história da humanidade, no século XX, graças ao avanço das
ciências e das técnicas, principalmente as da comunicação e computação, as
técnicas da informação e da comunicação passaram a ser líderes, transmitindo a
idéia de uma existência planetária comum a todos. Cabe indagar como se
configura esta técnica no mundo globalizado. Santos afirma que:
A globalização não é apenas a existência desse novo sistema de
técnicas. Ela também é o resultado das ações que asseguram a
emergência de um mercado dito global, responsável pelo
essencial dos processos atualmente eficazes. Os fatores que
contribuem para explicar a arquitetura da globalização atual são: a
unicidade da técnica, a convergência dos momentos, a
cognoscibilidade do planeta e a existência de um motor único na
historia, representado pela mais -valia globalizada. Um mercado
global utilizando esse sistema de técnicas avançadas resulta nessa
globalização perversa. Isto poderia ser diferente se o seu uso político
fosse diferente. ( SANTOS, 2002, p. 24).

Desta maneira, a globalização se caracteriza pela difusão instantânea da
notícia. A partir daí, nos é dado a acreditar que o mundo está ao alcance das
nossas mãos a qualquer momento. As distâncias parecem menores devido à
facilidade de acesso às informações bem como devido aos avanços técnicos dos
meios de locomoção.A partir desses pressupostos decorrentes, principalmente,
do uso das TICs, ocorrem mudanças nas noções de tempo e espaço, que passam
a ser vistos como contraídos. O planeta se torna homogêneo por força do

�mercado. É decantada a morte do Estado, suplantado pelo poder das empresas
transnacionais (BAUMAN, 1999; SANTOS, 2002).
Portanto, a globolização é um processo que se estende a todos em bases
materiais e intangíveis, e que se expande com que o acréscimo de outras
características. Há a instalação da competitividade em nível das empresas, dos
países e dos indivíduos, suprimindo a solidariedade e a fraternidade, com a
implantação da ética pragmática e

do individualismo. São exacerbados d

consumo, o narcisismo, o imediatismo, o egoísmo e cresce a difusão de
pensamento e de práticas totalitários. (SANTOS, 2002, p.54; BAUMAN, 1999).
Paralelamente à noção de globalização, observamos a difusão do conceito de
sociedade da informação.
A sociedade da informação, assim como a globalização, tem como base
material para sua concretude, o emprego das tecnologias da informação e da
comunicação - TICs. Também tem como pressuposto básico, a livre circulação de
pessoas, bens e serviços. O mesmo ideário que sustenta a globalização suporta
esta proposta. A sociedade da informação propaga a centralidade da informação
no desenho de uma nova sociedade. A informação é apresentada ora como
mercadoria, ora como bem. Este último é divulgado, principalmente por influência
de órgãos transnacionais, como a UNESCO e seus discursos sobre novas ordens
mundiais.
A preocupação em acompanhar as tendências predominantes, os governos
de diversos países têm lançado programas que visam estender o uso das TICs.
No caso brasileiro, temos o Programa Sociedade da Informação, cuja proposta foi
apresentada no documento denominado Livro Verde.
Um ponto comum a esses programas diz respeito ao fato dos países terem
optado por uma concepção de sociedade da informação que privilegia o técnico e
o econômico, conforme análise de Webster (1997). Essa noção de sociedade de
informação se baseia no estudo do sociológico americano Daniel Bell (1977) e
dos que se dedicaram a divulgar e popularizar suas idéias, tais como Drucker e
Toffler. Bell preconiza que a nova sociedade tem a sua centralidade na
informação e nas atividades a ela relacionadas, que passam a ter maior

�representatividade no produto nacional bruto dos países centrais. Porém, essa
concepção tem se estendido a todas as nações, independemente de serem
centrais ou periféricas. Bell elege a universidade como locus privilegiado da
produção do conhecimento, que se caracteriza por estreita união com o setor
produtivo. O conhecimento deve ser útil à produção de bens pela indústria. A
divulgação e a aceitação deste ponto dizem respeito, de maneira direta, às
bibliotecas universitárias.

3

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E OS DESAFIOS DA ATUALIDADE
Tradicionalmente, as bibliotecas universitárias têm utilizado os avanços

provenientes das tecnologias da informação e da comunicação-TICs, tais como a
rede internet, o correio eletrônico, as bases de dados on-line e em cd, colocando
seu usuário a par das novas TICs e dos seus empregos.
Contudo, é importante ressaltar o trabalho desenvolvido nas bibliotecas
universitárias porque elas estão muito próximas dos produtores do conhecimento,
decorrente da produção cientifica. Além disso, não podemos nos esquecer de que
as bibliotecas universitárias são detentoras de informações imprescindíveis para a
comunidade de pesquisadores e professores São, também, espaços propícios
para a recepção dos novos avanços das tecnologias da informação, para atender
seu público, cada vez mais sedento de

novidades. A biblioteca universitária

desempenha seu papel social ao atender as necessidades informacionais de seus
usuários. Ela atua como instrumento de comunicação ao intermediar a relação
entre a fonte de informação e seu usuário. Cabe-lhe criar mecanismos no sentido
de participar do processo de transferência da informação para que seu público, de
forma consciente e crítica, utilize-se das novas informações, possibilitando-o a
inserção e a efetiva participação no desenvolvimento de conhecimentos,
principalmente, por meio de pesquisas científicas.
Entretanto, atualmente, faz-se necessário refletir sobre a informação não
apenas em termos de produção de conhecimentos científicos, pois a biblioteca
universitária em sua interação com o usuário encontra oprtunidades de atuar de

�forma mais ampla ao considerar que a informação deveria ser usada para o
exercício da cidadania. Na época atual, encontramos muitas fontes que utilizam
cidadão e consumidor como sinônimos, como entes inseparáveis, atribuindo o
caráter de consumidor ao cidadão. Consumidor, cliente, usuário, assim como
povo significam, na linguagem pós-moderna, opinião pública. Consumidor, essa
metáfora tirada do estômago, pouco a pouco se expandiu , ganhando inclusive o
estatuto de categoria sociológica. (ORTIZ, 1996, p. 148). Não se pode negar o
perigo que este modo de olhar

pode trazer ao ambiente em que vivemos e

trabalhamos. O cidadão é cidadão a qualquer momento. Enquanto o consumo
traz a idéia de volátil descartável e passageiro, tomando como base a
comparação com produtos comerciais que encontramos nos shoppings centers.
Esta lógica tem sido empregada em relação à informação em seus múltiplos tipos,
incluindo aí a informação científica e tecnológica. Encontramos, na literatura, a
idéia de que nós usamos a informação como consumidores de bens e serviços,
oferecidos tanto pelo setor privado quanto pelo público, igualmente como
cidadãos. Neste caso a utilizamos para exercer nossos direitos e nossas
responsabilidades. (MOORE, 1999, p.104). Nas bibliotecas universitárias, essa
dupla visão da informação pode ser vista nos produtos disponibilizados aos
usuários. Mas, mais do que isto, o fornecimento cuidadoso de informações pode ir
além de respostas técnicas, contribuindo para o reforço da cidadania. Mesmo
quando a visão é apenas do consumidor, pode-se a partir dela contribuir para que
cidadãos se formem.
O acesso à informação pelos cidadãos traz em si a possibilidade de ele
poder exercer seus direitos fundamentais, tais como, ser tratado como ser
humano, ter liberdade de expressão, de reunião, de proteção jurídica, entre outros
direitos sociais. Mas existe uma grande diferença entre ter direito e poder exercêlo. Se todos têm direito à informação significa que este direito independe do poder
financeiro do usuário, de seu nível de escolaridade, de sua possibilidade ter e de
operar um computador, de sus habilidade em se comunicar em outro idioma e
nem de qualquer outro fator susceptível de limitar seu acesso à informação
desejada. (MOORE, 1999). Em relação ao domínio de outros idiomas, o inglês
tem se imposto no mundo como língua universal. Sua utilização é cobrada ao se

�usar informações, principalmente as disponíveis em bibliotecas universitárias, e
as TICs e o seu uso nos leva a crer que dilui a barreira da nacionalidade, selando
o destino ‘cosmopolita’ dos produto e das corporações. (ORTIZ, 1996, p.155),
Cabe à biblioteca universitária estar ciente desta situação para não reforçar as
diferenças sociais existentes. Senão, ao invés da sociedade de informação atingir
seu objetivo de capacitar todos igualmente ao acesso de bens e serviços,
aprofunda-se o fosso existente entre os que possuem acesso e os que não
possuem, tornando mais pobres, os pobres e mais ricos, os ricos, inclusive em
termos informacionais. Como exemplo, podemos citar o caso dos deficientes
físicos que não têm acesso à maioria das bibliotecas universitárias que ficam em
andares superiores, possuem portas estreitas, sem falar na inexistência de
material em Braille.
Outro problema que se apresenta aos cidadãos é em relação aos códigos,
símbolos, sinais que encontramos em bibliotecas, que constituem linguagem
altamente especializada, como por exemplo, nas bases de dados, nos tutoriais,
nos catálogos, no arquivamento do acervo. Isto tudo necessita do elemento
humano, do serviço de referência para que seja atendido o direito básico à
informação. Considerando a situação sócio-econômica brasileira, deve-se
repensar a gratuidade dos serviços como aspecto básico para que seja garantido
o atendimento ao cidadão. Cabe lembrar que parcela significativa dos estudantes
universitários da rede federal possuem limitações de ordem econômica. Diante
disso, o cuidado em selecionar o acervo e no planejamento de atividades revestese de caráter de importância fundamental para que a biblioteca universitária
participe efetivamente da realização da cidadania de seus usuários. Além disso,
os governos devem repensar seus orçamentos destinados às bibliotecas e aos
serviços de informação ligados ao setor público.
Sabe-se que as modernas tecnologias de informação trouxeram grandes
avanços para os serviços de biblioteca. Mas nos parece que há uma mitificação
do computador, acreditando-se que caso se dissemine o

conhecimento

disponível em rede, resolver-se-iam os problemas sociais. Além dos problemas
apontados acima, que restringem o acesso à informação, pagamos muito caro
pela comercialização dessas tecnologias. Quem mais lucrou com a indústria da

�informação foram, e continuam sendo, os grandes conglomerados transnacionais
que vendem máquinas, softwares, bancos de dados e outros produtos a preços
elevados. Nos países do terceiro mundo, estamos reforçando uma dependência
tecnológica externa, que colabora para a alta concentração de renda aos países
do primeiro mundo. Milton Santos chama a atenção para a unicidade da técnica :
a cibernética, a informática, a eletrônica se comunicam entre si. A técnica da
informação assegura este comércio, apagando o tempo e as ações locais. O que
vale é a simultaneidade das ações, a convergência dos momentos e a
aceleração. (SANTOS, 2002).
Um ponto central na atuação das bibliotecas universitárias diz respeito ao
profissional bibliotecário. A postura que adota é determinante para facilitar a
inclusão do usuário na denominada sociedade da informação. Contudo, o aspecto
mais importante não diz respeito apenas a facilitar o uso das TICs e produtos e
serviços informacionais disponíveis em meio digital, o imprescindível é auxiliá-lo
no acesso à informação e na leitura de seu conteúdo , entendendo-o no contexto
de sua produção e desua utilização. Dessa maneira, a biblioteca universitária
estará considerando seu usuário não apenas como consumidor, mas como
cidadão. Estará contribuindo para que possa exercer seus direitos e deveres de
cidadão de um país, pois a cidadania é local, como nos alerta Santos (2002).
É possível fazer essas colocações, ao se observar que, dentre os tipos de
bibliotecas, a universitária apresenta uma situação ímpar no Brasil. O seu
desenvolvimento se deve muito aos esforços empreendidos pelos profissionais
que nela atuam. Por longo período de tempo, eles têm se articulado para
estabelecer cooperação através de sistemas e redes. Essas bibliotecas se
rganizaram em sistemas e redes de informação não só em âmbito das
universidades, mas, estenderam suas atuações em redes de abrangência
nacional. O que se ampliou com a utilização das tecnologias da informação e da
comunicação. Por outro lado, os bibliotecários desses sistemas e redes se
reunem, regularmente, em eventos promovidos pela categoria. A isso soma-se o
fato de que, em 1978, instalou-se um grupo de trabalho encarregado de promover
estudos periódicos com representantes de bibliotecas universitárias, a fim de que
fosse estruturado um esquema de ação baseado na realidade presente e

�necessidades imediatas e visasse elaborar um projeto destinado à formação de
um Sistema Nacional de Bibliotecas Universitárias. (COMISSÃO, 2004) Em 1987,
em Porto Alegre, RS, criou-se a Comissão Brasileira de Bibliotecas UniversitáriasCBBU, ligada à FEBAB- Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários.
Seu objetivo é:
A CBBU tem como principal meta a elaboração de diagnóstico da
situação das BUs com a finalidade de mapear características e
disponibilidades visando a intensificação de intercâmbio e a
criação de programas cooperativos, propiciando as condições
adequadas ao atendimento das necessidades da comunidade
científica brasileira.( COMISSÃO, 2004).

Contudo, cabe lembrar que os debates devem se estender para além dos
encontros profissionais. Faz-se necessário que sejam considerados ao se
planejar os serviços e produtos e, mais ainda, torna-se imprescindível que seja
incorporado ao cotidiano das bibliotecas universitárias no contato direto de todos
os funcionários envolvidos no atendimento aos usuários.

4

CONCLUSÃO
Podemos afirmar que o cenário da biblioteca universitária brasileira, apesar

das barreiras com depara, se desenha de forma favorável devido, principalmente,
aos esforços dos profissionais bibliotecários. Esperamos que a discussão e a
revisão das bases filosóficas da biblioteca universitária constem das pautas dos
encontros

de

classe,

abrangendo

a

possibilidade

de

se

trabalhar

o

aprofundamento da cidadania dos usuários por meio dos serviços e produtos que
lhes são oferecidos.
Acima de tudo, esta é uma opção política de umprofissional que tem se
mostrado consciente. O objetivo do nosso trabalho é contribuir para ampliar o
debate ao levantarmos pontos merecedores de reflexão pela classe bibliotecária.
Nós podemos e devemos trabalhar para construir uma sociedade onde a
cidadania seja um valor maior. A biblioteca universitária pode e deve participar da
produção de conhecimentos científicos e técnicos que considerem não apenas o

�estágio do campo em que se insere, mas, que contemplem a nossa realidade
nacional.

ABSTRACT
This paper discusses the relevant role of the university library, nowadays, when
the information is the major resource in the information society. The university
library’ services and products should reflect its function in the scientific
development as well the state-of-art of the librarian knowledge. The university
library should regard its user as a consumer and as a citizen in the globalized
world. Thus, the ways that the librarian performs his social role reflects his vision
concerning to the uses of information technology and how it affect the brazilian
society.
Key-words: University library and globalization. University library and information
society. Librarian. User- citizen.

REFERÊNCIAS
BAUMAN, Zigmunt. Globalização: as conseqüências humanas. Rio de Janeiro: J.
Zahar, 1999.
BELL, Daniel. O advento da sociedade pós-industrial: uma tentativa de
previsão social. São Paulo: Cultrix, 1977.
BOURDIEU, Pierre. Contrafogos: táticas para enfrentar a invasão neoliberal. Rio
de Janeiro,Jorge Zahar, 1998.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e terra, 1999.
COMISSÃO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS. Ojetivos.
Disponível em: &lt;(http://www.bczm.ufrn.br/cbbu/obj.htm)&gt;. Acesso em 14 de
julho de 2004.

�CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária
brasileira em 2010. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 3, set./dez. 1999.
JEFFERSON, George; SMITH-BURNETT, G. C. K. The college library: a
collection of essays. London: CliveBingley, 1998.
MATTELART, Armand. História da sociedade da informação. São Paulo:
Loyola, 2002.
MOORE, Nick. A sociedade da informação. In: Informação: tendências para o
novo milênio. Brasíla: IBICT,1999. p.94-107
ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1996.
RATTNER, Henrique. Impactos sociais da automação: o caso do Japão. São
Paulo: Nobel, 1988.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à
consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2002.
SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico
informacional. São Paulo: Hucitec,1994.
WEBSTER, Frank. Theories of the information society. London:
Routledge,1997.

∗

Doutora em Ciência da Informação pela UFRJ. Professora da Escola de Ciência da Informação
da UFMG - Caixa Postal 1606. 30161-970
Belo Horizonte – MG – Brasil.
eugeniaandrade@eci.ufmg.br
∗∗
Ivone Job. Mestranda em Ciência da Informação na UFMG. Bibliotecária da Escola de Educação
Física da UFRGS. ivonejob@yahoo.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53243">
                <text>A biblioteca universitária na sociedade global: reflexões e perspectivas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53244">
                <text>Andrade, Maria Eugenia Albino; Job, Ivone</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53245">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53246">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53247">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53249">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53250">
                <text>A Biblioteca Universitária, na sociedade contemporânea, assume papel de destaque ao se discutir a centralidade da informação, num mundo em que os fluxos informacionais contribuem para configurar novos esquemas de poder e novos atores econômicos. A Biblioteca se insere neste contexto por sua atuação demonstrada em produtos e serviços, que devem refletir sua função no desenvolvimento cientifico e tecnológico e o conhecimento acumulado pela biblioteconomia. Mas é também inserida nesta realidade ao se conviver com os produtos informacionais e culturais, com a utilização de tecnologias de informação e comunicação, e por acompanhar as mudanças de comportamento do seu usuário visto como consumidor de bens e serviços e não como cidadão, sujeito de direito e dentre esses, o direito à informação. Discutem-se implicações dessa mudança na atuação da biblioteca universitária e sobre as possibilidades de um fazer mais reflexivo do profissional bibliotecário. As possibilidades que são oferecidas pela atual tecnologia da informação são questionadas com o intuito de que o profissional reveja seu planejamento e o redirecione para a realidade da universidade brasileira.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68321">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4819" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3888">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4819/SNBU2004_061.pdf</src>
        <authentication>893dc1c50709c7ed5eeb2e71c2524580</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53278">
                    <text>LITERATURA CINZENTA EM EDUCAÇÃO:
PROPOSTAS E DIRETRIZES DE IMPLEMENTAÇÃODE UM
PROJETO PARA DIVULGAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA
Rosemary Passos∗
Gildenir Carolino Santos∗∗

RESUMO
A existência da comunicação científica está relacionada ao fluxo de informações,
das quais decorrem a necessidade de organização e padronização desta mesma
informação para que o ato de comunicação se efetive. A divulgação de pesquisas
e resultados das investigações científicas, são primordiais na análise do
intercâmbio de informações entre os pares de uma comunidade; essenciais ao
desenvolvimento científico e determinantes do incremento de novas
investigações. Algumas pesquisas produzidas em universidades, são
caracterizadas como “literatura cinzenta”, o que significa tratar-se de literatura
informal, de difícil identificação e obtenção, mas com conteúdo de informações
relevantes. Dentre os documentos que compõem a categoria de literatura
cinzenta, figuram os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), pesquisas
realizadas por alunos de cursos de graduação como exigência para conclusão do
curso. O foco principal deste artigo é ressaltar a importância da divulgação da
literatura cinzenta produzida nas Instituições de Ensino Superior. No caso
específico do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da UNICAMP, os
TCC são partes integrantes do currículo e representam a produção intelectual de
cada aluno. Neste artigo são descritas as etapas do processamento técnico,
automação e disponibilização dessas monografias em catálogos on-line,
utilizando-se do formato MARC, visando o acesso a informação via Internet;
apresentam-se diretrizes e propostas, para que essas pesquisas de graduação
adquiram o caráter de documentos bibliográficos formais, através de sua
normatização e padronização, condições primordiais para que a documentação
científica atinja seu objetivo de disponibilizar o acesso a resultados de trabalhos
intelectuais, e garantir confiabilidade e veracidade de informações.
PALAVRAS–CHAVE: Comunicação científica. Literatura Cinzenta. Normalização.
Padronização. Trabalhos de conclusão de curso.

1 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E O FLUXO DE INFORMAÇÕES

O desenvolvimento de uma pesquisa científica envolve processos de
normalização, padronização e divulgação de documentos, utilizando-se de regras,
visando a promoção da comunicação científica. A existência da comunicação
científica relaciona-se ao fluxo de informações, das quais decorrem toda a

�necessidade de organização e padronização desta mesma informação para que o
ato de comunicação se efetive. (PASSOS, 2003).
Através da comunicação ocorre o processo de troca de informações
(dados). Os termos comunicação e informação são freqüentemente relacionados,
mas distintos entre si.
A informação é constituída por dados que dão origem à produção
de conhecimento, pode ser apresentada sob a forma escrita
(impressa ou numérica), oral ou audiovisual). A informação está
ligada à construção de signos lingüisticos que compõem um fluxo
de mensagem a ser transmitido e assimilado. (PASSOS, 2003,
p.26).

Citando Barreto (1998), o termo informação “significa conjunto de
estruturas significantes com a competência de gerar conhecimento no indivíduo,
em seu grupo, ou sociedade”.
Para Le Coadic (1996, p.13), “a comunicação é um ato, um processo, um
mecanismo e a informação é um produto, uma substância uma matéria”. A
comunicação é o processo intermediário que permite a troca de informações entre
pessoas.
A comunicação se realiza apenas se houver : a existência de dois pólos de
acesso, isto é, um emissor

e um receptor, uma mensagem, ou seja, a

informação, e um instrumento de transmissão, que é o canal utilizado para a
comunicação da informação. (PASSOS, 2003).
O processo de comunicação científica não envolve apenas a coleta de
informações e seu armazenamento. A divulgação de pesquisas, os resultados das
investigações científicas são importantes para análise do intercâmbio de
informações entre os pares de uma comunidade científica, essenciais ao
desenvolvimento científico e determinantes para o incremento de novas
investigações. A comunicação da ciência permite que ocorra o fluxo de idéias
entre as fontes geradoras e os receptores dessas idéias por meio de um canal.
(STUMPF, 2000).
A comunicação é, sem sombra de dúvidas, necessária e
fundamental para o progresso científico, mas se constitui também
base do sistema de recompensas que um cientista/pesquisador

�pode receber que é saber que seu trabalho foi lido e utilizado por
seus pares ou por outras pessoas interessadas. (MULLER,
CORNELSEN, 2003, p.1).

Os canais são meios através dos quais o conhecimento produzido pelos
cientistas adquire a forma de um produto para que seja possível disseminar o
trabalho de pesquisa realizado, tornando-se uma fonte para novas descobertas,
podem ser classificados como canais informais e formais. (STUMPF, 2000).
Nos canais formais, a informação é documentada , registrada em algum
tipo de suporte (gráfico, impresso, iconográficos, visuais, eletrônicos, entre
outros). Nesse canal reúnem-se

as representações da literatura que tornam

confiável o conhecimento científico produzido, isto porque a informações
reunidas pelos canais formais, já passaram por processo de avaliação, e o
registro em suporte permanente facilita sua divulgação e a submissão aos
processos de consulta e recuperação, disponibilizando o conhecimento veiculado
por estes canais. (STUMPF, 2000, p.111).
Os canais informais trazem a informação recente, geralmente destina-se a
públicos restritos e o acesso é limitado, tratam-se de documentos gerados em
listas de discussões, reuniões cientificas, relatórios de pesquisa

e até por

contatos pessoais. A informação nesse nível muitas vezes não é armazenada,
irrecuperável, ela caracteriza o início de uma pesquisa.
A produção de pesquisas científicas em algumas instituições de ensino,
acabam por fazer parte da categoria de documentos que compõem os canais
informais, por falta de divulgação em meios padronizados e formais, apresentam
estrutura que não favorecem sua publicação, e não são submetidas a um sistema
padrão de indexação em bases de dados, que possibilitem a recuperação da
informação produzida.
A tendência natural, é priorizar a disseminação das informações contidas
nos livros e periódicos, teses, entre outros, sem considerar a relevância de
trabalhos técnicos científicos produzidos na sala de aula dos cursos de graduação
com a finalidade de apresentação de um seminário ou até a formalização de um
trabalho de final de curso.

�2 DIVULGAÇÃO DA LITERATURA CINZENTA
A recuperação de documentos inclusos na categoria de “literatura
cinzenta”, é uma das principais dificuldades apontadas pela comunidade
científica, quando o assunto é levantamento de fontes.
A literatura cinzenta é definida por Santos e Ribeiro (2003), como um tipo
de literatura que não é adquirida através dos canais normais (livrarias), isto é,
esses documentos possivelmente não serão publicados de modo formal, embora
contenham informações de interesse a um número razoável de pessoas.
Fazem parte desta categoria as fontes primárias de informação, possuem
informações recentes, originais, nelas encontramos os relatórios técnicos, artigos
científicos, trabalhos apresentados em congressos, teses, monografias (TCC),
patentes e normas técnicas. Se considerarmos a produção, divulgação e controle,
verifica-se a dificuldade na organização que facilita a dispersão dessas fontes, o
que vêm a ser uma perda quando falamos em transferência de informação.
Por não serem produzidos em quantidade, pois tratam-se de trabalhos
originais, a divulgação é prejudicada, muitos desses trabalhos acabam circulando
apenas nas instituições na qual foram gerados, ou sequer são divulgados em
bancos de dados on-line, o que poderia ajudar a comunidade científica a
conhecer ao menos a existência de determinada informação.
As instituições de pesquisas, buscam criar meios de divulgação, da
produção científica da comunidade interna, além dos colégios invisíveis (pequena
comunidade informal de uma mesma

área científica). São realizados

investimentos em bancos de dados, criação de bibliotecas digitais, projetos para
indexação de artigos de periódicos, no intuito de favorecer a recuperação desta
produção.
Considerando, entretanto, que a eficiência na transferência da
informação depende de fatores relativos à “linguagem “entre o
autor (transmissor) e o leitor (receptor) do produto (mensagem), a
estrutura e apresentação formal de trabalhos científicos exigem a
adoção de normas que permitam atingir tal eficiência. (MULLER;
CORNELSEN, 2003, p.2).

�Além da preocupação com a transferência da informação, as questões de
normalização e padronização de trabalhos técnicos científicos necessitam ser
observadas, pois através desses fatores, as pesquisas desenvolvidas adquirem
qualidade

e

confiabilidade,

e

consequentemente

a

indexação

torna-se

imprescindível como recurso de recuperação da informação contida nesses
documentos.

3 TCC - NORMAS E PADRÕES

TCC é a sigla de Trabalho de Conclusão de Curso, conhecida mais
regularmente como monografia, trata-se de uma pesquisa científica inicial
elaborada por alunos de graduação no final de cada curso. Através do TCC
alunos têm o seu primeiro contato com o campo da pesquisa, onde os
conhecimentos teóricos adquiridos durante a graduação, são ampliados. (SOUZA;
EUBANK, 1998).
O TCC apresenta uma pesquisa sobre um tema específico ou particular,
para tanto segue normas metodológicas, e o seu desenvolvimento envolve rigor,
logicidade, coerência, profundidade e originalidade, Trata-se de um simples
exercício escolar ou um trabalho de conclusão do curso de graduação.(LEWIS,
1999).
Para Souza e Eubanks (1998, p.13), o TCC:
[...] é um pré requisito para o ingresso em programas de pós
graduação, [...] é o estudo de um fenômeno de qualquer ordem,
cuja principal preocupação é a simples e pura demonstração de
um assunto, enfocado sob vários ângulos, com o auxílio de
bibliografia pertinente.

Os

TCC,

além

de

apresentarem

uma

fundamentação

teórica

e

metodológica, para a realização da pesquisa, contam com uma estrutura física
que de acordo com Gonsalves (2003, p.21) :

O trabalho monográfico pode ser caracterizado a partir dos
seguintes pontos: é um trabalho escrito, organizado
sistematicamente e completo; versa sobre um tema específico; é
um estudo detalhado de
um objeto; trata o objeto em

�profundidade e não em alcance; possui uma metodologia
científica; revela-se como uma contribuição pessoal para o
desenvolvimento da ciência.

“É impossível conceber documentação sem normalização. A normalização
é condição primordial para que a documentação científica atinja o objetivo de
disponibilizar o acesso dos resultados de trabalhos intelectuais.” (PASSOS, 2003,
p.35).
Segundo Guinchat e Menou (1994) a utilização de normas, na
padronização de documentos bibliográficos, é a garantia de confiabilidade e
veracidade das informações adquiridas.

O papel da norma na comunicação

científica e o de colaborar com a cooperação entre unidades de informação,
facilitando as operações documentais, diminuindo o custo e o tempo necessário
para realizá-las, possibilitando o intercâmbio de informações.

Para que a grande quantidade de documentos possa ser utilizada
em qualquer parte do mundo, não basta apenas reuni-las em
bibliotecas e/ou serviços de documentação, mas questões como
divulgação, reprodução e produção, devem ser observadas
disciplinarmente, no sentido de facilitar a localização de
documentos. (PASSOS, 2003, p.35-36).

Fazer uso das normas, é o recurso ideal para promoção da comunicação
entre os pares da comunidade científica espalhados pelo mundo, As normas
permitem que se fale uma linguagem comum entre diferentes povos, e também é
o meio viável para organizar a quantidade incalculável de informações produzidas
a cada segundo.
4 OS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) NA FACULDADE DE
EDUCAÇÃO/UNICAMP - IMPLANTAÇÃO
Os TCC passaram a fazer parte obrigatória do currículo dos alunos do
curso de Pedagogia na Faculdade de Educação da UNICAMP em 1993, quando
foi implementado um curso distinto do anterior. Os TCC (FE/UNICAMP) estão
organizados e divididos em duas disciplinas, sob a responsabilidade da
Coordenação de Pedagogia.

�Com a implantação dos TCC o curso de pedagogia atingiu um ponto
significativo com relação ao eixo teórico - prático, proposto pelo novo currículo.
As pesquisas realizadas pelos alunos por ocasião da elaboração dos TCC,
proporcionam o estímulo do diálogo entre os alunos com os diferentes grupos de
pesquisa existentes na FE/UNICAMP, o que propicia o fortalecimento de vínculos
entre pesquisa e ensino, pós-graduação e graduação.
O TCC se constitui em um espaço curricular destinado a realização de
pesquisa/ensaio, que concretiza a produção intelectual de cada aluno do Curso
de Pedagogia, daí a sua importância para o currículo, para tanto a qualidade
acadêmica necessita de um suporte técnico e operacional

como suporte a

realização dessa pesquisa.
Os TCC são elaborados no período de 2 semestres, sob a orientação de
um professor - orientador, no final do trabalho, este é apreciado por um segundo
leitor.

Essas pesquisas são apresentadas para a comunidade acadêmica da

Faculdade e o trabalho escrito é entregue na biblioteca, que é a responsável pela
elaboração das fichas catalográficas, catalogação e indexação desses trabalhos.

5 O PROCESSAMENTO TÉCNICO DOS TCC

A princípio a realização do TCC na Faculdade de Educação, era
caracterizada apenas como um trabalho final de uma disciplina, não existia ainda
o caráter formal atual. Até o ano de 2003, os TCC eram divulgados apenas no
âmbito interno da Faculdade de Educação, estava disponíveis para recuperação
da informação em uma base local.
A partir do ano de 2003, com a implantação do software integrado de
funções Módulo Circulação do VIRTUA/VTLS, a Biblioteca da Faculdade de
Educação (BFE/UNICAMP), viu a oportunidade de disponibilizar os Trabalhos de
Conclusão de Curso dos alunos da Educação.
Foi solicitado ao responsável pela Diretoria de Tecnologia da Informação,
antigo Sistemas Automatizados do Sistemas de Bibliotecas da UNICAMP (SBU),
que analisasse a viabilidade, bem como

autorização para a inserção desses

documentos bibliográficos na base ACERVUS. A proposta foi aceita e autorizada,

�e para tanto foi confeccionada uma planilha de catalogação específica para esse
material. A seguir descrevemos os passos anteriores a disponibilização dos TCC
on-line.

5.1 FICHA CATALOGRÁFICA
Para elaboração da ficha catalográfica a BFE/UNICAMP utiliza-se de um
formulário padrão, que contém dados necessários a realização da catalogação.
Esse formulário é o mesmo utilizado para as fichas catalográficas de Tese e
Dissertações, contempla dos seguintes dados.
Sobrenome e nome do autor.
Indicação da notação do autor pela Tabela de Cutter.
Título e subtítulo do trabalho.
Nome do orientador.
Ano da conclusão.
Palavras-chave padrão.
Palavras-chave do autor (livre).

B275a

Barretta, Camila Marques.
Afeto, sentimentos e emoções : considerações: considerações de
Vygotsky e Wallon / Karina Silvia Emílio. -- Campinas, SP: [s.n.], 2004.
Orientador : Ana Luiza Bustamante Smolka.
Trabalho de conclusão de curso (graduação) – Universidade Estadual de
Campinas, Faculdade de Educação.
1.Vigotsky, L. S. (Lev Semenovich), 1896-1934. 2. Wallon, Henry,
1879-1962. 3. Afeto (Psicologia). 4. Emoções. I. Smolka, Ana Luiza
Bustamante. II. Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de
Educação. III. Título.

Figura 1 - Ficha catalográfica do TCC

�5.2 INDEXAÇÃO - CABEÇALHOS DE ASSUNTO PADRONIZADOS

Após o preenchimento da ficha catalográfica, é realizada uma entrevista
prévia com os alunos, para determinação dos assuntos que serão utilizados na
indexação na base de dados ACERVUS, para o estabelecimento de uma
linguagem controlada.
A indexação em bases de dados, é eficaz à organização e recuperação de
informação. O processo de indexação é constituído por duas etapas: a análise de
conteúdo, para extração de conceitos e a tradução desses conceitos para termos
de um vocabulário controlado.(SILVA, 2003).

Numa linguagem controlada é importante que as palavras do
vocabulário sejam normalizadas, para assegurar a coincidência
entre as formas das palavras usadas na indexação e na busca.
(AITCHISON; GILCHRIST, 1979, p.28).

De acordo com Silva (2003), a proposta do serviço de indexação é que as
informações sejam recuperadas e disponibilizadas aos usuários com segurança,
rapidez , eficiência e precisão. Mas essa proposta para ser efetiva, requer o
estabelecimento de critérios, e definição de políticas de indexação, adotados pelo
sistema, além da elaboração de um manual de procedimentos que deverá ser
utilizado durante a realização do processo.
No processo são utilizados as seguintes ferramentas como

fontes de

indexação :

1. Cabeçalhos de Assunto da Fundação Getúlio Vargas - Através do
CD do bibliodata é possível acessar a base de autoridades de assunto
da rede, onde os termos padronizados de acordo com a catalogação
do MARC, recebem a indicação do parágrafo 150 ou 550 , os não
autorizados são identificados pelo parágrafo 450 seguidos das
remissivas dos assuntos autorizados para substituição correta.

�2. BRASED - Thesaurus Brasileiro de Educação do INEP - O Thesaurus é
um instrumento que reúne termos escolhidos a partir de uma estrutura
conceitual previamente estabelecida, destinados à indexação e à
recuperação de documentos e informações num determinado campo do
saber. Não é simplesmente um dicionário, mas um instrumento que
garante aos documentalistas e aos pesquisadores o processamento e a
busca destas informações. (BRASIL, 2001).

3. Library of Congress Subject Headings (LCSH) - disponibiliza uma
base de autoridade de cabeçalhos de assunto on-line, que são utilizados
quando necessário implantar termos novos, que ainda não foram
traduzidos para o português.

5.3 CATALOGAÇÃO – UTILIZANDO O FORMATO MARC 21
A catalogação dos TCC da FE/UNICAMP, segue o Formato MARC 211 (Catalogação Legível por Máquina) desenvolvido e mantido pela Library of
Congress (Biblioteca do Congresso Norte Americano) em 1965.
A catalogação pelo formato MARC padroniza a representação descritiva
automatizada dos acervos bibliográficos, e possui padrão a nível internacional,
descreve e identifica o item, arranja esta informação em um registro bibliográfico e
fornece pontos de acesso para o registro bibliográfico dos TCC :
Entrada principal - (autor, título)
Entrada secundária - (orientador, instituições)
Entrada por assunto - (cabeçalhos de assuntos padronizados)
Número de chamada e número de classificação - (TCC/UNICAMP)
Números de controle - (códigos de barras)

1

Machine Readable Cataloging Format

�Figura 2 - Planilha de Catalogação TCC – MARC 21

As planilhas, elaboradas pela Diretoria de Tecnologia da Informação SBU,
são preenchidas on-line direto no editor MARC. Para realização desse processo é
necessário que o catalogador tenha em mãos todos os dados para
preenchimento da planilha, isto é, entradas de autores

corretas, apenas os

assuntos padronizados, número respectivo da notação do autor na tabela de
Cutter já pesquisado, pois esses procedimentos além de facilitarem a
catalogação, evitam conflitos no momento de transferência definitiva no registro
na base ACERVUS. O sistema a recuperação do registro acontece através das
entradas de

autor,

titulo, palavras chaves, e tipo de material TCC, e sua

apresentação é a seguinte :

�Ficha 3 - Módulo de exibição da ficha do TCC

6 RESULTADOS

Com a implantação dos TCC na base de dados ACERVUS, pudemos
observar que a qualidade da pesquisa entre os alunos de graduação e pósgraduação obteve uma melhora de 100% . Observou-se o aumento considerável
de empréstimos e circulação desses documentos.

A recuperação é totalmente on-line, a ficha matriz de cada TCC é
confeccionada apenas para fins de inventário.

Os professores orientadores das pesquisas dos alunos, conseguem
quantificar e visualizar sua produção anual, através dos recursos estatísticos
oferecidos pelo Módulo Circulação do VIRTUA/VTLS .

Ao indexarmos os TCC no sistema on-line da UNICAMP, atribuímos
qualidade aos trabalhos científicos dos alunos de graduação da FE. A biblioteca
disponibiliza em sua página um serviço para orientação aos alunos publicado
desde 1997, em forma de livro digital: “Como elaborar um TCC”2, em que consta
os princípios básicos para estruturação do trabalho de pesquisa.
2

Para saber mais acessar : http://www.bibli..fae.unicamp.br/tcc.html

�A Coordenação de Pedagogia e a BFE/UNICAMP envolveram-se com a
preocupação em estabelecer normas e padrões

dos trabalhos finais , com o

objetivo de não comprometer a catalogação e indexação dos mesmos.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Consideramos importante a aplicação de metodologias para catalogação,
classificação e indexação de documentos pertencentes a classe de literatura
cinzenta, visto a relevância declarada desses materiais para a promoção da
pesquisa e comunicação científica.

Para tanto, as unidades de informação ao estabelecer
tratamento técnico de materiais considerados informais,

prioridades no

fazendo uso de

ferramentas existentes para padronização, normalização e disponibilização
desses trabalhos em bases de dados, possibilitam que estes assumam todas as
características de documentos formais, reunindo em um único banco de dados,
documentos importantes para o desenvolvimento de pesquisas

científicas,

ampliando totalmente a sua divulgação na comunidade científica.

REFERÊNCIAS

AITCHISON, J. : GILCHRIST, A . Manual para construção de tesaurus. Rio de
Janeiro: BNG/Brasilat, 1979.
BARRETO, A.A. O mercado de informação no Brasil. Transinformação,
Campinas, SP, v.10, n.1, p.55-67, maio/ago. 1998.
______. Os destinos da Ciência da Informação: entre o cristal e a chama.
Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, v.9, n.2, p.371-382, 1999.
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos E Pesquisas
Educacionais. BRASED – Thesaurus de Educação. 2001. Disponível em: &lt;http:
//www.inep.cibec.gov.br/brased&gt;. Acesso: 04 abr. 2004.
GONSALVES, E.P. Conversas sobre iniciação científica. Campinas: Alínea,
2001.

�GUINCHOT, C.; MENEAU, M. Introdução geral às ciências técnicas de
informação e documentação. Brasília, DF : IBICT, 1994.
LE COADIC. A ciência da informação. Brasília, D.F. : Briquet de Lemos, 1996.
LEWIS, I. W. Trabalhos acadêmicos : orientações e normas. Manaus, EDUA,
1999.
MULLER, M.S.; CORNELSEN, J. M.
Normas e padrões para teses,
dissertações e monografias. 5.ed. Londrina, EDUEL, 2003.
PASSOS, R. Uso das ferramentas e suportes de pesquisas na recuperação
da informação: estudo da capacitação do professor - pesquisador. 2003. 171f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Programa de Pós-Graduação
em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Pontifícia Universidade Católica de
Campinas, Campinas, SP.
SANTOS, G.C.;
RIBEIRO, C.M. Acrônimos, siglas e termos técnicos:
Arquivística, Biblioteconomia, Documentação e Informática. Campinas, SP :
Átomo, 2003.
SILVA, S.F.N. Política de indexação para serviços de análise em bibliotecas :
proposta para elaboração de diretrizes. 2003. 72f. Trabalho de Conclusão de
Curso (Graduação). Faculdade de Filosofia e Ciências - Universidade Estadual
Paulista. . Marília, 2003.
SOUZA, l. T. ; EUBANK, M. S. Manual de TCC. 2.ed. Franca : Universidade de
Franca, 1998.
STUMPF, I.R.C. A comunicação da ciência na universidade: o caso da UFRGS In:
MUELLER, S.P.M.; PASSOS, E.J.L. (Org.). Comunicação científica. Brasília :
UnB, 2000.

∗

Bibliotecária da Faculdade de Educação da UNICAMP; Mestre em Biblioteconomia e
Ciência da Informação pela PUC-Campinas – bibrose@unicamp.br ; Universidade Estadual
de Campinas - Faculdade de Educação Av. Bertrand Russell, 801 – Cidade Universitária
13083-865 Campinas – SP – Brasil
∗∗
Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação da UNICAMP; Mestre em
Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP – gilbfe@unicamp.br; Universidade
Estadual de Campinas - Faculdade de Educação Av. Bertrand Russell, 801 – Cidade
Universitária 13083-865 Campinas – SP – Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53261">
                <text>Literatura cinzenta em educação: propostas e diretrizes de implementação de um projeto para divulgação da produção acadêmica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53262">
                <text>Passos, Rosemary; Santos, Gildenir Carolino</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53263">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53264">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53265">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53267">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53268">
                <text>A existência da comunicação científica está relacionada ao fluxo de informações, das quais decorrem a necessidade de organização e padronização desta mesma informação para que o ato de comunicação se efetive. A divulgação de pesquisas e resultados das investigações científicas, são primordiais na análise do intercâmbio de informações entre os pares de uma comunidade; essenciais ao desenvolvimento científico e determinantes do incremento de novas investigações. Algumas pesquisas produzidas em universidades, são caracterizadas como “literatura cinzenta”, o que significa tratar-se de literatura informal, de difícil identificação e obtenção, mas com conteúdo de informações relevantes. Dentre os documentos que compõem a categoria de literatura cinzenta, figuram os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), pesquisas realizadas por alunos de cursos de graduação como exigência para conclusão do curso. O foco principal deste artigo é ressaltar a importância da divulgação da literatura cinzenta produzida nas Instituições de Ensino Superior. No caso específico do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da UNICAMP, os CC são partes integrantes do currículo e representam a produção intelectual de cada aluno. Neste artigo são descritas as etapas do processamento técnico, automação e disponibilização dessas monografias em catálogos on-line, utilizando-se do formato MARC, visando o acesso a informação via Internet; apresentam-se diretrizes e propostas, para que essas pesquisas de graduação adquiram o caráter de documentos bibliográficos formais, através de sua normatização e padronização, condições primordiais para que a documentação científica atinja seu objetivo de disponibilizar o acesso a resultados de trabalhos intelectuais, e garantir confiabilidade e veracidade de informações.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68323">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4821" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3890">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4821/SNBU2004_062.pdf</src>
        <authentication>43d8732e61384c1319c9b6424be1bd46</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53296">
                    <text>CUIDADOS COM O AMBIENTE FÍSICO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS :
PREOCUPAÇÃO SUPÉRFLUA OU NECESSÁRIA?

Sueli Angelica do Amaral∗
Lígia Sardinha Fortes∗∗

RESUMO
Na era da oferta dos serviços no ciberespaço, serão esquecidos os estudos sobre
atmosfera para promover a biblioteca, direcionando esforços no planejamento do
espaço físico, com a preocupação de oferecer um ambiente que propicie conforto e
estimule o uso dos recursos informacionais, ainda que as bibliotecas continuem a
oferecer produtos e serviços de informação no ambiente tradicional? Para responder
essa questão, as bibliotecas universitárias foram escolhidas, por serem organizações
importantes na formação de profissionais. A pesquisa foi limitada à cidade de
Brasília, visando a coleta de dados nas visitas in loco, para comparar os resultados
obtidos dos questionários respondidos pelos gerentes e os observados durante as
visitas. A opinião dos gerentes sobre os cuidados relativos ao ambiente é importante,
pois eles são responsáveis por essas decisões. O objetivo do estudo foi conhecer a
opinião dos gerentes de 21 bibliotecas universitárias de Brasília, sobre os cuidados e
as atividades desenvolvidas para tornar o ambiente físico adequado ao uso dos
recursos informacionais disponíveis. Por meio de registros fotográficos de
observações realizadas em 16 dessas bibliotecas, foi verificado se a realidade in loco
refletia a opinião dos gerentes. Apesar da disponibilidade de produtos e serviços online dispensar a ida dos usuários às bibliotecas, verificou-se que as bibliotecas
universitárias de Brasília ainda são locais freqüentados, considerando o papel que
desempenham no contexto universitário, como suporte informacional valorizado para
o apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão no aperfeiçoamento e
construção de novos conhecimentos.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas universitárias. Promoção. Ambiente físico.

1 INTRODUÇÃO
Bibliotecas são instituições sem fins lucrativos, que dependem da organização
mantenedora e nem sempre possuem meios para investir na melhoria e

�aprimoramento de seus recursos, além de terem dificuldades de promover seus
produtos e serviços.
Na era da oferta dos serviços no ciberespaço, serão esquecidos os estudos
para promover a biblioteca universitária, direcionando esforços para o planejamento
do espaço físico, com a preocupação de oferecer um ambiente que propicie conforto
e estimule o uso dos recursos informacionais, ainda que as bibliotecas continuem a
oferecer produtos e serviços de informação no ambiente tradicional?

2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E PROMOÇÃO
No contexto universitário, é necessário que a biblioteca esteja estruturada de
modo a permitir que sua função seja exercida em plenitude. Assim, é preciso que ela
esteja situada em local de fácil acesso, tenha condições ambientais adequadas,
estacionamentos amplos, acervo diversificado e atualizado, e, principalmente, que
seu edifício permita ampliações futuras, garantindo a prestação dos serviços
informacionais no seu ambiente físico de maneira satisfatória para os seus usuários.
Neste sentido, a biblioteca pode valer-se das técnicas de marketing como
orientação voltada para o atendimento das necessidades de informação dos seus
usuários, buscando sempre a satisfação destes e respeitando os objetivos
organizacionais, ao desenvolver suas atividades de promoção.
Embora a prática da promoção em bibliotecas seja recomendada, ainda existe
pouca literatura nacional de Ciência da Informação sobre este tema, apesar do
reconhecimento de sua importância.
Entre as atividades de promoção realizadas em bibliotecas, pode-se destacar
a atmosfera como o “esforço da biblioteca em planejar o seu espaço de forma a criar
sua imagem específica, em alguns casos, um padrão de comportamento para os
usuários da biblioteca” (SANNWALD, 1981, p. 6-12).

�Com base neste princípio, muitas bibliotecas reservam espaços para os seus
usuários utilizarem como salas de leitura, salas de pesquisa, salas de estudo,
auditórios para exibições e audições, estimulando os leitores ao relaxamento e ao
entretenimento no uso desses espaços como ambientes agradáveis da biblioteca.
Amaral (1998, p. 20) assegura que: “a organização deve pensar em como a
atmosfera do estabelecimento poderá promover o relacionamento desejado com os
seus clientes. Todas as impressões e sugestões visuais ou de outra espécie,
emanadas do estabelecimento físico podem ser consideradas quando o cliente entra
em contato com o pessoal e o estabelecimento físico da organização. É nessa
oportunidade que o consumidor define a organização. A forma de vestir do pessoal, o
ambiente físico quanto à iluminação, ventilação, mobiliário, entre outras são
condições observadas e podem afetar o interesse e a percepção do cliente, favorável
ou desfavoravelmente”.

3 ARQUITETURA E AMBIENTAÇÃO DO PRÉDIO DA BIBLIOTECA
De acordo com Almeida (2000, p.97), “a complexidade do planejamento do
espaço físico está relacionada às funções da unidade de informação, à existência ou
não de acervo e, em caso positivo, à sua diversidade; à natureza e à quantidade de
serviços prestados; ao tipo e à quantidade de usuários e funcionários, bem como às
perspectivas futuras, ou seja, às atividades e serviços previstos”.
Trinkley (2001, p.25) assegura que o prédio “deve servir como um ‘envelope’ –
barreira entre um ambiente interno controlado e um ambiente externo instável – e
como um ‘filtro’ – permitindo a entrada controlada de luz, calor, umidade e outros
elementos do meio ambiente.”
Faulkner-Brown (1999, p.84) recomenda que o prédio de uma biblioteca seja:
flexível; compacto; acessível; susceptível de ampliação; variado; organizado;
confortável; dotado de meio ambiente constante; seguro e econômico.

�Os edifícios inteligentes têm condições ideais de uso. Usam a natureza como
meio de descanso para os usuários e se preocupam com a ergonomia do prédio
como um todo, dos móveis, a combinação das cores, dos hábitos dos usuários, entre
outros fatores. Esses edifícios dispõem de um espaço mais agradável e descontraído
para seus usuários.
O ambiente da biblioteca, segundo Pereira; Berto; Barros (2001, p.1) “deve ser
um local quente no inverno e fresco no verão, a temperatura e a umidade do ar
precisam ser controladas, já que a temperatura do ambiente da biblioteca está
diretamente ligada à preservação do acervo”.
Outro fator a ser estudado no ambiente da biblioteca é a luz. De acordo com
Anselmo e Chiarello (2001, p.1), “a luz é utilizada em bibliotecas de duas maneiras,
como iluminação ambiental e como iluminação de serviço. A iluminação ambiental
define a expectativa geral do visitante, transmitindo uma atmosfera psicológica no
espaço interno. ”
O tratamento acústico do ambiente da biblioteca compreende o isolamento e
o condicionamento acústico, protegendo o ambiente contra ruídos e sons de impacto
e garantindo a boa distribuição de som (COSTA; ZIEGLER; ROLLO, 2001, p.1).
Outro fator relevante envolve a segurança com as instalações elétricas, contra
inundações, contra incêndios e contra furtos. Tem por finalidade cuidar da saúde dos
funcionários dos usuários, bem como preservar o acervo de possíveis furtos e danos
causados por incêndios e inundações.

4 O GERENTE DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E A PROMOÇÃO
O papel dos gerentes é fundamental nas decisões sobre os cuidados relativos
ao ambiente físico da biblioteca universitária. Como a consulta aos gerentes de todas
as bibliotecas universitárias brasileiras resultaria em dificuldades para atingir a
exaustividade deste universo, limitou-se o âmbito geográfico da pesquisa à cidade de

�Brasília. Os gerentes das bibliotecas universitárias desta cidade foram consultados
sobre os aspectos referentes aos cuidados relativos ao espaço físico de suas
bibliotecas.
O cadastro das bibliotecas universitárias de Brasília totalizou o registro de 30
unidades. Foram entregues, pessoalmente, aos gerentes dessas bibliotecas os
questionários a serem respondidos, embora somente 21 tenham enviado as
respostas.
A análise dos dados coletados permitiu a determinação de visitas in loco, para
observar a realidade descrita pelos gerentes. Dentre as 21 bibliotecas, 16
autorizaram a realização das visitas e o seu registro por meio de fotografias.

5 RESULTADOS DA PESQUISA
Quanto ao planejamento dos prédios, os resultados mostraram que a
proporção era de equilíbrio entre bibliotecas planejadas (n= 10) e não planejadas
(n=11). Os prédios apresentavam boas estruturas físicas, alguns de construções
novas, evidenciando a preocupação com o planejamento do ambiente físico.
No que se refere à localização no campus, havia uma grande variação. Boa
parte das bibliotecas (n=9) estava instalada no mesmo prédio em que funcionava a
universidade ou faculdade, quatro em prédio próprio, oito em prédios adaptados.
Quanto à localização da biblioteca em relação às demais unidades da
instituição de ensino superior (IES) havia maior número de bibliotecas próximas às
demais unidades (n=16) do que distantes (n=5).
As facilidades de acesso para portadores de deficiências, como rampas e
elevadores existiam em treze bibliotecas. Cinco bibliotecas (19%) não possuíam
essas especificidades, justificando esta condição pelo fato de não possuírem alunos
portadores de necessidades especiais. Duas bibliotecas informaram que o

�atendimento de usuários especiais era personalizado e realizado por seus
funcionários.
Salas de estudos individual e coletiva estavam disponíveis em 18 bibliotecas.
Somente três bibliotecas dispunham de salas para seminários ou auditórios.
A sinalização interna, que direciona o usuário dentro da biblioteca, era
realizada em todas as bibliotecas, variando sua tipologia entre elas. Verificou-se que
a maior parte (n=12) usava sistemas de placas e seis bibliotecas utilizavam sistema
de adesivos. Três bibliotecas usavam cartazes feitos em editores de texto ou print art
ou utilizavam sistemas de cores para identificação do acervo.
Os sistemas de segurança e de acústica também foram pesquisados. As
bibliotecas se preocupavam mais com a segurança do acervo do que com a
segurança do ambiente para os usuários e os funcionários, sendo que sete
bibliotecas não possuíam nenhum tipo de sistema de segurança.
Quanto à acústica, grande parte das bibliotecas (n=15) não possuía
isolamento acústico. Este número pode se justificar pela falta de planejamento dos
prédios ou pela necessidade de algumas bibliotecas funcionarem em espaços
adaptados.
Em relação aos sistemas de ventilação e iluminação, todas as bibliotecas
visitadas (n=16) apresentaram boas condições, utilizando tanto a luz natural, quanto
a artificial.
Os serviços de limpeza também fazem parte da lista das condições básicas
para o funcionamento de qualquer estabelecimento e principalmente aqueles que
prestam serviços à comunidade, seja ela qual for. A freqüência de realização da
limpeza no acervo e nos locais reservados aos usuários e aos funcionários variava
de mensal (n=8) a semanal (n=5). Uma das bibliotecas não realizava esta tarefa e
sete realizavam diariamente.

�O conforto dos usuários é imprescindível em um sistema de prestação de
serviços, ainda mais quando este oferece seu próprio interior para a acomodação de
seus clientes O mobiliário foi considerado suficiente quantitativamente em 16
bibliotecas, em 19 bibliotecas o mobiliário atendia às necessidades de padronização
e manutenção.
Nove bibliotecas ofereciam produtos e serviços eletrônicos por meio dos seus
sites, sendo os principais serviços: consulta ao acervo, reservas de livros e consulta
a bases de dados para pesquisa.
Questionados a respeito da possibilidade de a oferta de produtos e serviços
eletrônicos contribuir para evitar a presença do usuário na biblioteca, oito gerentes
afirmaram que mesmo promovendo os serviços eletrônicos, a freqüência dos
usuários à biblioteca continuava a mesma ou até mesmo acima do esperado.
Sobre a possibilidade de que a não presença do usuário à biblioteca poderia
interferir na preocupação da biblioteca com os cuidados relativos ao ambiente físico,
os gerentes, em sua totalidade, responderam que a oferta de produtos e serviços
eletrônicos não devia ser vista como forma de evitar a presença dos usuários e sim
como mais uma maneira de facilitar o acesso à informação e a satisfação de seus
usuários, informando que ambos ambientes deveriam ser motivo de constante
preocupação e manutenção.
Contudo, os resultados da pesquisa permitiram responder ao problema em
estudo, ou seja, a manutenção do espaço físico das bibliotecas universitárias de
Brasília, na opinião dos seus gerentes, é uma preocupação necessária, mesmo na
era de produtos e serviços eletrônicos, quando o acesso à informação pode ser
realizado na própria casa ou no trabalho, sem que o usuário tenha que se locomover
até uma biblioteca.
Esta etapa do projeto permitiu concluir que a preocupação com o ambiente
físico das bibliotecas universitárias é um fator importante em vista da necessidade de

�se manter o usuário em contato com o ambiente universitário, principalmente para
desenvolver seus conhecimentos. A partir desta necessidade de contato, foi possível
perceber que grande parte das bibliotecas universitárias de Brasília começou a tratar
melhor o ambiente físico, preocupando-se com um planejamento de seus espaços
físicos a fim de oferecer as melhores condições possíveis para o bem estar de seus
clientes, começando pela ampliação de seus espaços físicos e da oferta de produtos
e serviços de modo a atender satisfatoriamente as necessidades de conforto
ambiental dos seus usuários e dos seus funcionários.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As visitas às 16 bibliotecas para registro fotográfico da realidade vivenciada no
espaço físico dessas bibliotecas confirmaram as respostas dos gerentes aos
questionários. A preocupação com relação ao espaço físico ainda existia nessas
bibliotecas universitárias, já que a presença dos usuários no ambiente tradicional da
biblioteca, apesar da era eletrônica, permanecia em relativo crescimento.
A maior parte das bibliotecas buscava a melhoria de seus prédios, planejando
reformas para adequar a biblioteca o mais próximo do ideal. Existem vários tipos de
adaptações, como pela localização, pelo espaço disponível, até mesmo para evitar
uma nova construção.
Com relação ao acesso à biblioteca por portadores de necessidades
especiais, existem algumas adaptações que têm sido exigidas pelo Ministério da
Educação (MEC), como rampas e elevadores. Apesar de grande parte das
bibliotecas estarem localizadas no térreo dos edifícios que as abrigam, as rampas
adaptadas por recomendações do MEC são improvisações mal feitas, e até mesmo,
as que não foram adaptadas não facilitam em nada a locomoção dos usuários, como
acontecia em duas bibliotecas visitadas.

�Considerando os espaços disponíveis para os usuários, existiam salas de
estudos em grupos, e em quantidade menor os espaços para estudos individuais em
cabines, as maiores bibliotecas disponibilizavam salas ou auditórios para seminários
e até estimulam que as aulas fossem ministradas pelos professores dentro da
biblioteca, como ocorria em uma das bibliotecas estudadas.
Quanto à ergonomia, os mobiliários das bibliotecas mais novas, ou que foram
reformadas recentemente, atendem melhor, às necessidades de conforto, tanto dos
usuários, quanto dos funcionários. Mas ainda havia muitos móveis desconfortáveis e
estragados. Percebeu-se que a preocupação com relação aos móveis está
aumentando e os gerentes estão buscando melhorar as condições relativas ao
conforto ambiental em suas bibliotecas.
Percebeu-se que os gerentes das bibliotecas das IES de Brasília estavam
preocupados com a adequação do espaço físico e o uso dos recursos disponíveis
para alcançar condições que atendam de forma satisfatória, as necessidades de
seus usuários relacionadas com o conforto ambiental.
É importante, também, que se formem comissões de planejamento de prédios
e do próprio ambiente físico das bibliotecas. Essas comissões devem ser compostas
por bibliotecários e arquitetos, que pudessem analisar de forma mais específica as
estruturas das bibliotecas para que as bibliotecas universitárias não fossem apenas
locais adaptados, mas sim espaços planejados de acordo com às necessidades
arquitetônicas, de localização e acesso, de ambientação e de comunicação.
Observou-se que a área destinada para ser ocupada pela biblioteca nem
sempre é bem dimensionada. Grande parte das bibliotecas se frustra em relação a
este ponto. Geralmente adaptações são feitas para que elas possam funcionar em
prédios não planejados para abrigá-las. A preocupação dos gerentes das bibliotecas
universitárias de Brasília ficou evidenciada nesta pesquisa. Entretanto, será que as
IES estão se preocupando em planejar os prédios de suas bibliotecas dentro dos
padrões aceitáveis de localização, acessibilidade às instalações, oferecendo locais

�propícios e aconchegantes, com boas acomodações, ambientação e lay-out
adequado ao desenvolvimento das funções que devem ser desempenhadas?

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Cristina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2000.
AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing: abordagem em unidades de informação.
Brasília: Thesaurus, 1998. 244p.
AMARAL, Sueli Angélica do. Promoção: o marketing visível da informação. Brasília:
Brasília Jurídica, 2002.
ANSELMO, Marcos Paulo; CHIARELLO, Luciano. Segurança da biblioteca.
Disponível em: &lt; http://campus.fortunecity.com/mcat/102/segura.htm &gt;. Acesso em:
16 out. 2001. (Coletânea de trabalhos elaborados por alunos da disciplina
Organização da biblioteca I – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade
de Biblioteconomia e Comunicação, Departamento de Ciência da Informação)
COSTA, André; ZIEGLER, Andréia; ROLLO, Fernanda. Acústica. Disponível em: &lt;
http://campus.fortunecity.com/mcat/102/acustica.htm &gt;. Acesso em: 16 out. 2001.
(Coletânea de trabalhos elaborados por alunos da disciplina Organização da
biblioteca I – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação, Departamento de Ciência da Informação)
FAULKNER-BROWN, Harry. Design de grandes edifícios para bibliotecas. In: A
informação: tendências para o novo milênio. Brasília: IBICT, 1999. p. 82-93.
FORTES, Lìgia Sardinha Fortes; SILVA, Kelly Lemos da; BEZERRA, Fernanda Maria
Costa. Adequação do espaço físico das bibliotecas universitárias e uso dos
recursos disponíveis: preocupação supérflua ou necessária? Brasília: UnB, 2002.
(Projeto Interinstitucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC)
PEREIRA, Ana Guimarães ; BERTO, Luciane ; BARROS, Rosinaura. Ventilação,
umidade e temperatura. Disponível em:
&lt;http://campus.fortunecity.com/mcat/102/mobilia.htm &gt;. Acesso em: 16 out. 2001.
(Coletânea de trabalhos elaborados por alunos da disciplina Organização da
biblioteca I – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação, Departamento de Ciência da Informação)
POZO, Grazieli; MILANI, Márcia; ARAUJO, Sabrina. Mobiliário e equipamentos de
uma biblioteca. Disponível em:
&lt;http://campus.fortunecity.com/mcat/102/ventila.htm&gt;. Acesso em: 16 out. 2001.

�(Coletânea de trabalhos elaborados por alunos da disciplina Organização da
biblioteca I – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação, Departamento de Ciência da Informação)
SANNWALD, William W. A strategic marketing plan for public libraries. In: EISNER,
Joseph Beyond PR: marketing for libraries. New York : Library Journal, 1981.
TRINKLEY, Michael. Considerações sobre preservação na construção e reforma
de bibliotecas: planejamento para preservação. 2.ed. Rio de Janeiro: Projeto
Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos , 2001. (Projeto Conservação
Preventiva em Bibliotecas e Arquivos; 38)

∗

Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília Caixa Postal
04561 Brasília – DF – Brasil samaral@unb.br
∗∗
SQS 405 Bloco J Apartamento 302, 70239-100 - Brasília – DF – Brasil ligia_unb@yahoo.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53279">
                <text>Cuidados com o ambiente físico das bibliotecas universitárias : preocupação supérflua ou necessária?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53280">
                <text>Amaral, Sueli Angelica do; Fortes, Lígia Sardinha</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53281">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53282">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53283">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53285">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53286">
                <text>Na era da oferta dos serviços no ciberespaço, serão esquecidos os estudos sobre atmosfera para promover a biblioteca, direcionando esforços no planejamento do espaço físico, com a preocupação de oferecer um ambiente que propicie conforto e estimule o uso dos recursos informacionais, ainda que as bibliotecas continuem a oferecer produtos e serviços de informação no ambiente tradicional? Para responder essa questão, as bibliotecas universitárias foram escolhidas, por serem organizações importantes na formação de profissionais. A pesquisa foi limitada à cidade de Brasília, visando a coleta de dados nas visitas in loco, para comparar os resultados obtidos dos questionários respondidos pelos gerentes e os observados durante as visitas. A opinião dos gerentes sobre os cuidados relativos ao ambiente é importante, pois eles são responsáveis por essas decisões. O objetivo do estudo foi conhecer a opinião dos gerentes de 21 bibliotecas universitárias de Brasília, sobre os cuidados e as atividades desenvolvidas para tornar o ambiente físico adequado ao uso dos recursos informacionais disponíveis. Por meio de registros fotográficos de observações realizadas em 16 dessas bibliotecas, foi verificado se a realidade in loco refletia a opinião dos gerentes. Apesar da disponibilidade de produtos e serviços on-line dispensar a ida dos usuários às bibliotecas, verificou-se que as bibliotecas universitárias de Brasília ainda são locais freqüentados, considerando o papel que desempenham no contexto universitário, como suporte informacional valorizado para o apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão no aperfeiçoamento e construção de novos conhecimentos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68325">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4823" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3892">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4823/SNBU2004_063.pdf</src>
        <authentication>08994793f88ad14f0cb586cf24ebfacb</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53314">
                    <text>REVISITANDO OS CAMINHOS TRILHADOS PELA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA DA UFC
Ana Lúcia Martins∗
Lídia Eugênia Cavalcante∗∗
Nadsa Maria Cid Gurgel∗∗∗

RESUMO
Reconstrói a memória das Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará - UFC,
pesquisando em jornais e documentos publicados pela mesma nos primeiros
anos após sua fundação. Contextualiza a UFC e seu movimento fundador no
Brasil pós II guerra, destacando o espírito empreendedor do Prof. Antonio Martins
Filho (fundador da UFC que, no momento, comemoramos seu centenário de
nascimento, juntamente com o cinqüentenário da Universidade) e da Bibliotecária
Maria da Conceição Souza, a primeira Diretora da Biblioteca Central (criada em
1957). Em sua gestão, foram dados os primeiros passos para a capacitação de
pessoal em virtude da não existência, no Ceará, do Curso de Biblioteconomia e,
para capacitar os profissionais das bibliotecas setoriais, Maria da Conceição
Souza foi fazer o Curso da Biblioteca Nacional. Apresenta, ainda, relatos orais
realizados com bibliotecárias, personagens que determinaram o crescimento da
Biblioteca Universitária e do Curso de Biblioteconomia da UFC, construindo a
história da profissão no Estado. Mostra como atuavam os profissionais
bibliotecários e sua interação com o Curso, de acordo com uma cultura
empreendedora implantada pelo Prof. Antônio Martins Filho para criar, no Ceará,
uma universidade que nada devesse às demais instituições implantadas no País.

1 INTRODUÇÃO
Mergulhar no passado das bibliotecas da Universidade Federal do Ceará e
resgatar os fatos ocorridos desde sua criação é uma tarefa gratificante, pois nos
leva a percorrer vários territórios sociais e políticos os quais foram trilhados por
empreendedores cearenses, que viam na criação de uma universidade no Ceará
um fator indispensável ao desenvolvimento do Estado e do Nordeste.
Nesse sentido, o eixo condutor do processo de criação das bibliotecas da
UFC passa por todo um construto histórico local e nacional permeado de
acontecimentos que fazem parte também da fundação da Universidade e não

�ocorre como um fato isolado, mas como parte de um todo que é necessário
compreender para fundamentar o panorama biblioteconômico no País e no
Estado, já que as bibliotecas, em primeira instância, possuem uma função social
que as tornam indispensáveis ao desenvolvimento de qualquer sociedade.
Neste ano de 2004, em que comemoramos o cinqüentenário da
Universidade Federal do Ceará, consideramos o momento propício para
aprofundarmos o assunto. Contar a história da UFC, ou de suas unidades, é
revisitar a história do Ceará, na qual o fazer bibliotecário se encontra inserido
como parte de um panorama intelectual, social, científico e tecnológico.
O presente estudo é, portanto, não uma tese cientifica, mas um relato da
memória pessoal e coletiva de profissionais que, como tantos outros, entraram
nas bibliotecas da UFC e se encantaram com o fazer daqueles que lhes
antecederam, abrindo caminhos para o desenvolvimento científico, tecnológico e
cultural do Ceará.
Ao realizar uma pesquisa de cunho histórico, precisamos nos debruçar
sobre fontes que auxiliam a compreender os fatos ocorridos no passado. Assim,
fomos buscar as informações aqui registradas nos documentos da UFC que
guardam dados institucionais de sua fundação e de suas bibliotecas como
informativos, relatórios, boletins, despachos, portarias e jornais que datam desde
1956. Um outro caminho metodológico indispensável para esta pesquisa foi o uso
da história oral. Por meio de entrevistas e relatos de experiências dos primeiros
bibliotecários da Universidade compomos a trajetória a qual trataremos a seguir.

2 A UFC E SEU MOVIMENTO FUNDADOR
O Brasil pós II Grande Guerra insere-se no conjunto dos países capitalistas
liderados pelos Estados Unidos, divididos em desenvolvidos, em desenvolvimento
e em subdesenvolvidos.

Trata-se de um período de grande efervescência

mundial com mudanças em todas as áreas. O Nordeste brasileiro, que se tornara
vanguarda em vários movimentos políticos e sociais, estava em ebulição. No
Ceará, na década de 40, surgia um grupo de intelectuais denominado Grupo Clã

�– Clube de Literatura e Arte, que tinham a intenção de dar maior visibilidade à
produção intelectual do Ceará, assim explicitada na Revista Clã:
Aqui, na medida do possível, recolhemos o trabalho dos nossos
homens de letras e de pensamento, pois a pretensão que nos
anima é sermos porta de saída da melhor produção intelectual da
gente cearense, de tal modo que ela possa aparecer lá fora, nítida
na sua pureza, numa demonstração convincente de que a gloriosa
Província de Alencar continua a viver, a se agitar, na procura
sempre insatisfeita de rumos novos para a cultura brasileira.
(REVISTA CLÃ)

Um dos componentes desse grupo, se destaca pelo espírito empreendedor
que demonstrou na luta pela criação da Universidade Federal do Ceará, o
Professor Antonio Martins Filho, que tinha a visão de tornar o Estado um centro
difusor de cultura e ressentia-se da falta de uma instituição que congregasse toda
a intelectualidade cearense. Como professor da Faculdade de Direito, onde surgiu
pela primeira vez a idéia de uma universidade para o Ceará, ele tomou para si a
responsabilidade de lutar por ela, inclusive custeando passagem e hospedagem
para o Rio de Janeiro, onde estava concentrado o poder.

Era um período

conturbado da política nacional e havia a preocupação de que um novo golpe
político dificultasse tais objetivos, o que fez intensificar o movimento próuniversidade do Ceará.
O Professor Martins Filho tinha pressa em conseguir a fundação da
universidade mas, com a morte do então Presidente Getúlio Vargas, em 24 de
agosto de 1954, a criação da mesma foi retardada, sendo sancionada a Lei nº
2.373, em 16 de dezembro de 1954 e instalada no dia 25 de junho de 1955. A
Universidade do Ceará fundada graças ao árduo trabalho do Dr. Martins, tinha
como concepção filosófica: “Como Universidade cultivamos o saber. Como
Universidade do Ceará servimos ao meio.

Realizamos assim o UNIVERSAL

PELO REGIONAL.” (MARTINS)
A visão do Prof. Martins Filho era a de que a Universidade constituía-se em
uma necessidade, tendo em vista que daria ao ensino superior uma unidade
administrativa e didática; criaria um ambiente favorável para a aprendizagem
técnico-científica, bem como fomentaria a pesquisa, formando profissionais da
mais alta qualificação, gerando e difundindo conhecimentos, preservando e

�divulgando os valores artísticos e culturais, constituindo-se assim em instituição
estratégica para o desenvolvimento do Ceará e do Nordeste.

3 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E O CURSO DE BIBLIOTECONOMIA DA
UFC
Na fundação da UFC existiam a Faculdade de Direito (criada em 1903),
Faculdade de Farmácia e Odontologia (fundada em 1916), a Escola de
Agronomia (instalada em 1918), posteriormente incorporando também a
Faculdade de Medicina.

Algumas dessas escolas eram estaduais outras

particulares, tendo sido incorporadas e/ou agregadas à Universidade, trazendo
consigo suas respectivas bibliotecas.
O mesmo desafio enfrentado pelo Prof. Martins Filho em aglutinar as várias
unidades isoladas em uma Universidade encontrou a Bibliotecária Conceição
Souza, quando iniciou o trabalho em torno das bibliotecas advindas dessas
unidades. Naquele período, o movimento bibliotecário no País encontrava-se em
fase de ajustes e mudanças.
Segundo a Bibliotecária Cleide Ancilon de Alencar Pereira, que, em relato
oral nos conta:
Os Institutos e Escolas tinham biblioteca, quer dizer, tinham
acervo, um acervo especial. Como a Faculdade de Medicina, a
Agronomia e a Farmácia, mas não tinham bibliotecários, porque
além da Conceição, que ficou na Central, tinha eu que, era para
ter assumido as três da Saúde, mas fiquei monopolizada pela
Medicina e a Maria das Dores que assumiu a Biblioteca da
Agronomia”. (PEREIRA)

A Biblioteconomia, como aliás muitas outras áreas, sofreram fortes
influências da revolução científica e técnica que se seguiu a Segunda Guerra
Mundial (1942-1945), quando foi despendido um enorme esforço no sentido de
acelerar o processo de recuperação dos países devastados pela guerra.

�... sua função evolui para um campo de atividade bem mais
complexo e amplo em função principalmente da proliferação de
periódicos especializados, necessários aos pesquisadores no seu
trabalho incessante de recuperação da sociedade através de sua
industrialização. (CYSNE, 1993, p. 53).

É importante salientar que a criação do IBBD (Instituto Brasileiro de
Bibliografia e Documentação), em 1954, também teve influência inquestionável
no desenvolvimento da Biblioteconomia no Brasil, como afirma Castro (2002, p.
246):
Sob a direção de Lydia de Queiroz Sambaquy, o IBBD
implementou suas atividades, seja através de acordos com
universidades e institutos de pesquisa brasileiros e estrangeiros,
seja incentivando a criação de bibliotecas especializadas e
Escolas de Biblioteconomia ou publicando livros e bibliografias
nos variados campos do saber. (Universidade do Ceará. Anais. t.
3, pg. 268 e 277.)

A criação das bibliotecas da UFC também teve forte influência do IBBD
quando, em 1957, foi apresentada ao Conselho Universitário uma proposta de
acordo entre a Universidade e aquele Instituto, com o objetivo principal de
possibilitar

a

permuta

de

documentos

e

bibliografias

necessários

aos

pesquisadores e estudiosos. Na ocasião, o Conselho Universitário ponderou que
um serviço daquela natureza, “para funcionar nas bases em que era proposto,
exigia pessoal especializado, implicando, possivelmente, em despesas que não
estão previstas no Orçamento da Universidade para o corrente exercício”.
(Universidade do Ceará. Anais. t. 3, pg. 268 e 277). Assim, para a formação de
um quadro de profissionais qualificados, seria necessário enviar pessoas para
fazerem um dos cursos da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, o que implicaria
em despesas conforme acima citado.
Em visita ao Rio de Janeiro, o Reitor da Universidade do Ceará manteve
entendimentos com a Presidente do IBBD, Professora Lydia de Queiroz
Sambaquy a fim de acertar as bases do acordo a ser firmado. A não existência de
uma Biblioteca Central na UFC foi considerada pela Presidente do IBBD “como
uma situação vantajosa, pois assim se poderia planejar a instalação da referida

�Biblioteca

Central

de

conformidade

com

as

diretrizes

modernas

de

biblioteconomia.” (Universidade do Ceará. Anais. t. 3, pg. 268 e 277).
Ainda no ano de 1957 foi, enfim, firmado o convênio com o IBBD com o
objetivo de permitir a troca de elementos bibliográficos e possibilitar uma perfeita
organização do Serviço Central de Informações e Documentação da Universidade
do Ceará, que deveria funcionar junto à Biblioteca Central. O acordo previa
também a elaboração de um Catálogo Coletivo do Estado do Ceará, bem como a
participação na coleta de dados destinados ao Catálogo do IBBD.
Em 1958 foi instalada a Biblioteca Central – uma biblioteca de cultura geral
que,
Pela sua própria natureza, consideradas as condições do meio,
tende a converter-se muito breve na maior organização de
pesquisas e informações bibliográficas do Estado. Centralizando
todos os serviços técnico-biblioteconômicos das unidades
universitárias, fácil lhe será tornar-se igualmente um grande e útil
setor de divulgação cultural. A Biblioteca iniciou os seus trabalhos
pelo tombamento ou registro de livros, assim como pela respectiva
classificação e catalogação.” (Anais da Universidade do Ceará, t.5
, ano 1959 pg. 19.)

A Biblioteca Central passou a funcionar junto ao Departamento de
Educação e Cultura, tendo como primeira diretora Maria da Conceição Souza,
que permaneceu no cargo até o ano de 1969. A bibliotecária dirigiu ainda o
Catálogo Coletivo Regional, sendo a representante da Universidade junto ao
mesmo. Foi sócia fundadora da Associação dos Bibliotecários do Ceará,
organizou as bibliotecas do Instituto do Ceará, da Academia Cearense de Letras e
do Colégio Militar, bem como bibliotecas de particulares. Publicou várias
bibliografias, sendo bastante conceituada pela intelectualidade local, que assim se
expressava a seu respeito:
Além de inúmeros trabalhos em jornais e revistas, nos quais tem
demonstrado os seus grandes conhecimentos da Biblioteconomia,
assunto em que se tornou autoridade, constantemente consultada
e a quem os intelectuais cearenses e mesmo de outros Estados
recorrem para esclarecer as suas dúvidas no tocante à sua
especialidade. Tem-se dito que ‘é o Pronto-Socorro desses
intelectuais.” (GIRÃO, 1987, p. 218-19)

�Os documentos pesquisados da época, mostram a emergência de
capacitar profissionais para organizar as bibliotecas, o que se configurou como
uma das grandes metas da bibliotecária Conceição de Souza à frente da
Biblioteca da UFC. Assim, realizava treinamentos, participava de estágios no
IBBD, fazia cursos, sendo a primeira bibliotecária do Ceará a fazer o Curso de
Biblioteconomia da Biblioteca Nacional, abrindo caminho para outras pioneiras
cearenses, que também foram buscar profissionalização na Biblioteca Nacional.
Como resultado do seu envolvimento nacional com instituições e profissionais da
área, trouxe para Fortaleza o Curso de Introdução à Documentação,
O serviço de Documentação, Estatística e Divulgação planejou e
adotou as providências necessárias para realizar, em princípios de
1959, um Curso de Introdução à documentação, a ser ministrado
pelo Professor Edson Nery da Fonseca, Presidente da Associação
Brasileira de bibliotecários. Esse Curso, que se destina a
funcionários especializados da Universidade, assim como dos
diversos órgãos públicos do Estado e da União, existentes em
Fortaleza, está dividido em 10 etapas e será ministrado em 20
aulas que abrangem os mais variados aspectos da
Documentação. (Universidade do Ceará. Boletim 15, nov./dez.,
1958. p.27).

No Plano de Atividades para o ano de 1959 da Universidade foi prevista a
construção de um prédio para a Biblioteca Central e a organização definitiva da
Biblioteca, incluindo a preparação e o aperfeiçoamento de pessoal para as
Bibliotecas das Escolas, o que significava um amplo avanço da atividade
biblioteconômica no Ceará.
Em face da grande dificuldade de pessoal bibliotecário especializado no
Estado, Conceição de Souza une esforços com os gestores da UFC, com
empenho pessoal do ex-reitor Prof. Antônio Martins Filho e, nacionalmente, conta
com a colaboração da bibliotecária Lydia de Queiroz Sambaquy para, em 1964,
quando o ensino superior em Biblioteconomia já estava em expansão no País,
fundar o Curso de Biblioteconomia e Documentação, da Universidade Federal do
Ceará, fato que se concretizou com a realização do 4º Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação, realizado em Fortaleza. Conforme relato da
Bibliotecária Cleide Ancilon:

�Nessa ocasião, Dona Lydia de Queiroz Sambaquy sugeriu o
curso, mas na época, Dr. Martins não se entusiasmou muito.
Acontece que um ano ou dois depois, ela voltou aqui ao Ceará na
companhia do marido dela, Júlio Sambaquy, que tinha sido
nomeado Ministro da Educação. Ela aproveitou a oportunidade e
voltou a carga, a essa altura ela era a mulher do Ministro. Então
ele prometeu criar o curso. (PEREIRA)
No mês de fevereiro [1964] foi criado, por deliberação do
Conselho Universitário, o Curso de Biblioteconomia e
Documentação, que passará a funcionar junto à Biblioteca Central
da Universidade do Ceará. ... tendo decorrido a sua criação da
idéia de que fosse instalado no Ceará uma Escola de
Biblioteconomia e Documentação nos moldes da que existe no
Rio de Janeiro. (Universidade do Ceará. Boletim 46. v. 9, n.1,
jan/fev., 1964. p. 16.)

O curso surge, então, interagindo com a Biblioteca Central, já que além dos
professores serem os profissionais bibliotecários das bibliotecas da UFC, o
mesmo “funcionaria na Biblioteca Central, onde seriam instalados os serviços de
administração e coordenação geral.” (Universidade do Ceará. Boletim 46. v. 9,
n.1, jan/fev., 1964).
Para a implantação do Curso, alguns membros da comunidade
universitária foram convocados e mandados ao Rio de Janeiro
para fazer o programa do Curso de Biblioteconomia da Biblioteca
Nacional. O Reitor Martins Filho, idealizador do projeto, tinha
pressa e interesse em formar bibliotecárias para preencher as
lacunas existentes na própria universidade. Muito embora não
tenha sido criado com a intenção primeira de responder às
necessidades de informação, preservação e difusão da cultura
cearense, a iniciativa trouxe benefícios para o Estado e
desenvolvimento para a área no Ceará. (CYSNE, 1993, p. 66).

Com a denominação de Curso de Biblioteconomia e Documentação fica
clara a influência do IBBD enfatizando os fundamentos de uma área voltada para
a preservação e organização de documentos.
No ano de 1969, quando Conceição Souza encerrou sua gestão na
Biblioteca Central da UFC, surge o Serviço de Bibliografia e Documentação
(SBD), sob o comando da Bibliotecária Cleide Ancilon de Alencar Pereira,
passando a Biblioteca a ser incorporada ao referido Serviço conforme Portaria nº
326, de 7 de agosto de 1969. Em 1970, a Bibliotecária Cleide Ancilon pede

�desligamento do SBD por entender que a Universidade não estava em condições
de atender às necessidades de recursos materiais e humanos. Quando
entrevistada, ela diz: “a única coisa que funcionou no SBD foi o serviço de
permuta de publicações, o intercâmbio com as publicações da Universidade.”
(PEREIRA)
A Universidade foi se expandindo a cada ano, com novos cursos, contando
também com expressivo contingente de pesquisadores e professores e, por sua
vez, as bibliotecas seguiram esse mesmo processo, passando a exigir uma
reestruturação. Nesse caso, a Biblioteca Central passaria a coordenar todas as
bibliotecas da UFC em forma de sistema.

4 CONCLUSÕES
Ao traçar a evolução histórica e social das bibliotecas da Universidade
Federal

do

Ceará

pretendemos

reconstituir

a

trajetória

fundadora

e

empreendedora de pessoas que viram a criação da biblioteca como um elemento
fundamental ao desenvolvimento local e regional.

A partir do estudo dos

documentos localizados sobre esta temática vislumbramos uma pesquisa bem
mais ampla do que esta que ora apresentamos. Entretanto, o caráter embrionário
deste estudo nos leva a algumas conclusões:
As relações entre o fazer biblioteconômico e os saberes advindos por meio
da história desse fazer nos auxiliam a compreender as práticas profissionais
desenvolvidas no passado e o que elas representam no presente como
importante instrumento para análise dos investimentos realizados ao longo do
tempo, em face das mudanças ocorridas na sociedade.
No caso da memória histórica da criação das bibliotecas da UFC
observamos o envolvimento pessoal e profissional em prol de um objetivo social
quer seja o desenvolvimento por meio da educação ou o fortalecimento da
sociedade que advém da formação cultural, científica e tecnológica de seus
habitantes.

�No período em estudo, observamos ainda que a formação e a prática
profissional do bibliotecário se davam a partir de um modelo técnico, de caráter
nacional, preocupado especialmente com a organização, o tratamento e a
preservação do documento. Entretanto, vale salientar, que o crescimento da
Biblioteconomia no Brasil se deu pelas mãos de profissionais dedicados a um
fazer cotidiano do passado que reflete no crescimento profissional da área
indispensável à constituição da nossa história no presente.

FONTES PESQUISADAS

ANTEPROJETO DE REGIMENTO DO SERVIÇO DE BIBLIOGRAFIA E
DOCUMENTAÇÃO DA UNIVERSIADE FEDERAL DO CEARÁ. 1969.
CLÃ – Revista trimestral. Fortaleza: Edições Clã. Nº 0 – 4; 1946-1948.
PEREIRA, Cleide Ancilon de Alencar. Entrevista oral concedida em 07 de Julho
de 2004.
UNIVERSIDADE DO CEARÁ. Anais. t. 3, pg. 268 e 277.
__________.______. t.5, 1959 p.19
UNIVERSIDADE DO CEARÁ. Boletim 1. Julho 1956
Boletim 2. Agosto-Setembro 1956
Boletim 3. Out., nov., dez. 1956
Boletim 4.Jan., fev., 1957
Boletim 5. mar., abr., 1957
Boletim 10. jan, fev., 1958
Boletim 11. março,abril, 1958
Boletim 12. maio, junho, 1958
Boletim 13. jul.,ago., 1958
Boletim 14. set.,out., 1958
Boletim 15. nov.,dez., 1958

�Boletim 46. v. 9, n.1, jan/fev., 1964
Boletim 47. v. 9, n.2, mar./abr., 1964
Boletim 48. v. 9, n.3, maio/jun., 1964
Boletim 49. v. 9, n.4, jun./ago., 1964
Boletim 50. v. 9, n.5, set./out., 1964
Boletim 58 v. 11, n.1, jan/fev., 1966
Boletim 59 v. 11, n.2, mar/abril, 1966
Boletim 60 v. 11, n.3, maio/jun., 1966
Boletim 61 v. 11, n.4, jul./ago., 1966
Boletim 62 v. 11, n.5, set./out., 1966
Boletim 63 v. 11, n.6, nov./dez., 1966
UNIVERSIDADE DO CEARÁ. IV CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. 7 a 14 de julho de 1963. Boletim
Informativo. N.7. fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 1963.32 p.

REFERÊNCIAS
CASTRO, César. História da biblioteconomia brasileira. Brasília: Thesaurus,
2000. 288 p.
____. Movimento fundador da biblioteconomia no Maranhão. São Luís:
Imprensa Universitária, 2000. 118p.
CYSNE, Maria do Rosário de Fátima Portela. Biblioteconomia: dimensão social
e educativa. Fortaleza: EUFC, 1993.
GIRÃO, Raimundo. Dicionário da Literatura Cearense. Fortaleza: IOCE, 1987.
p.218-219.)
MARTINS FILHO, Antonio. Historia abreviada da UFC: 1944 a 1967. Fortaleza:
UFC/Casa de José Alencar, 1996. 219p.
_____. Uma universidade para o Ceará. Fortaleza: Instituto do Ceará, 1949.
82p.
SOUZA, Francisco das Chagas. Organização do conhecimento na sociedade.
Florianópolis: UFSC/NUP, 1998.

�SARACEVIC, Tefko. Ciência da Informação: origens, evolução e relações.
Trabalho apresentado na International conference on Conceptions of Library and
Information Science, University of Tampere, Finland, 1991. Tradução de Ana
Maria P. Cardoso.

∗

Biblioteca Universitária – UFC, alucia@ufc.br
Departamento de Ciências da Informação – UFC, lídia@ufc.br
∗∗∗
Biblioteca Universitária – UFC, nadsa@ufc.br - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
∗∗

Campus do Pici, s/n - Caixa Postal: 6025 - CEP: 60.451-970 - Fortaleza - Ceará – Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53297">
                <text>Revisitando os caminhos trilhados pela biblioteca universitária da UFC.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53298">
                <text>Martins, Ana Lúcia; Cavalcante, Lídia Eugênia; Gurgel, Nadsa Maria Cid </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53299">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53300">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53301">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53303">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53304">
                <text>Reconstrói a memória das Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará - UFC, pesquisando em jornais e documentos publicados pela mesma nos primeiros anos após sua fundação. Contextualiza a UFC e seu movimento fundador no Brasil pós II guerra, destacando o espírito empreendedor do Prof. Antonio Martins Filho (fundador da UFC que, no momento, comemoramos seu centenário de nascimento, juntamente com o cinqüentenário da Universidade) e da Bibliotecária Maria da Conceição Souza, a primeira Diretora da Biblioteca Central (criada em 1957). Em sua gestão, foram dados os primeiros passos para a capacitação de pessoal em virtude da não existência, no Ceará, do Curso de Biblioteconomia e, para capacitar os profissionais das bibliotecas setoriais, Maria da Conceição Souza foi fazer o Curso da Biblioteca Nacional. Apresenta, ainda, relatos orais realizados com bibliotecárias, personagens que determinaram o crescimento da Biblioteca Universitária e do Curso de Biblioteconomia da UFC, construindo a história da profissão no Estado. Mostra como atuavam os profissionais bibliotecários e sua interação com o Curso, de acordo com uma cultura empreendedora implantada pelo Prof. Antônio Martins Filho para criar, no Ceará, uma universidade que nada devesse às demais instituições implantadas no País.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68327">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4826" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3894">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4826/SNBU2004_064.pdf</src>
        <authentication>f587e7adc3cc94197e21b4e4525e9091</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53332">
                    <text>O EMPREENDEDORISMO NA INTERNET: ESTUDO DE CASO

Eliane Ferreira da Silva

∗

RESUMO
O empreendedorismo tem suscitado interesse em todo o mundo, desde ações em
governos nacionais, organizações multinacionais e até na iniciativa privada e na
ação individual. A história revela que esse sempre foi um tema fundamental na
sociedade. Conseqüentemente, torna-se de interesse para os pesquisadores e a
educação em geral. Dentre os muitos frutos de uma ação empreendedora, este
artigo chama a atenção para um caso em especial que, além de um exemplo
coroado de êxito, inspirou o tema de uma pesquisa de doutorado. O trabalho
mostra como surgiu a idéia para o tema e inicia um breve estudo que faz uma
abordagem sobre as questões relativas ao empreendedorismo. Desta forma,
remete-nos para a história, a conceituação e os pressupostos com ele
relacionados. Insere-se, portanto, no âmbito da pesquisa qualitativa e
interpretativista, maneira bastante usada na pesquisa em Ciências Sociais. A
metodologia busca subsídios na Análise de Conteúdo e tem como objetivos
introduzir a reflexão sobre um tema relevante e atual para os educadores, assim
como para todos os leitores, que podem também ser empreendedores em
potencial, e contribuir para novos estudos e ações empreendedoras.

PONTO DE PARTIDA
Quase diariamente nossos hóspedes pediam para acessar a Internet para
leitura de e-mails, conferência bancária, etc. Temporariamente, eu cedia o
computador e me afastava um pouco; aproveitava para ler alguma outra coisa.
Além das consultas comuns, eles também se reuniam em frente ao computador
para rir. Eu andava muito ocupada com a minha dissertação de mestrado. A
distância, eu percebia que inclusive o meu marido estava familiarizado e
participava em comentar o que todos estavam vendo e achando engraçado. Não
demorou muito, certa vez, de longe me chamaram e perguntaram: “Não vai ver a
charge do dia?” Eu realmente fiquei curiosa. Charge?! Mas como, charge? Que
coincidência! Eu estava trabalhando também com charge e história em
quadrinhos, mas era a impressa, tradicional. Eu descobri que todo aquele

�interesse e conversa animada envolvia a leitura da charge eletrônica. Logo
percebi que se tratava de uma idéia pioneira. Reunia a noção de charge com as
possibilidades de aplicação dos recursos das novas tecnologias. Uma

forma

inovadora de utilizar uma concepção já existente. Uma leitura cativante. Com
certeza, prende a atenção do leitor.
Realmente, tratava-se de um site inovador, uma ação empreendedora. O
chargista utilizava o antigo gênero textual, agora vestido com tecnologia, para
criar charges animadas com som e movimento. Também aproveitava o princípio
do Karaokê para introduzir uma outra renovação da charge animada, a chamada
“chargeokê”.
Castells (2000, p. 392) faz alusão a novos meios de comunicação
eletrônica que não divergem das culturas tradicionais; de fato absorvem-nas. Ele
dá como exemplo a invenção do Karaokê pelos japoneses. Esse novo meio de
comunicação demonstra a rapidez com que se propaga e difunde a comunicação
em meio eletrônico. Segundo o citado autor, é comum no Japão, na Espanha e
em outros lugares as pessoas cantarem juntos em bares. A máquina de Karaokê
estende e amplia esse hábito, incorpora recursos tecnológicos, todavia mantêm
um padrão social e cultural muito difundido. Nessa visão, o chargista Maurício
Ricardo Quirino retoma a antiga concepção da charge de uma forma original,
temperada com humor e apropriando-se do princípio do Karaokê para a
configuração de uma nova derivação da charge. Os internautas, ao cantarem,
interagem com a criação do chargista.
Com isso, as leituras das charges passavam a ser participativas. Ao leitor
abria-se a oportunidade para cantar junto com os personagens, ao som de uma
música famosa, com uma nova letra que transmitia as informações e idéias do
chargista.
A idéia desse feito empreendedor me inspirou para o projeto de doutorado.
A partir daí, outros trabalhos estão sendo desenvolvidos, assim como este artigo.
Assim, analisamos a questão do empreendedorismo, tendo em vista o
exemplo da criação das charges de um modo geral e, especialmente o nosso

�objeto de estudo – a charge eletrônica. A metodologia empregada é a Análise de
conteúdo que, segundo Bardin (1977, p. 214) é um método que pode ser aplicado
a uma grande diversidade de materiais, ou suportes de comunicação, bem como
permite abordar uma ampla variedade de investigações, como: representações,
ideologias, comportamentos, opiniões, crenças, propósitos, valores, etc..
É relevante, por se tratar de uma pesquisa que pode contribuir para o
ensino do empreendedorismo e a educação de um modo geral. Ao mesmo tempo,
incentiva os educadores para maior integração na prática educativa e o uso de
meios que possibilitem aos alunos condições de participação ativa e crítica.
Dessa forma, os educadores podem vincular o ensino com a vida concreta e com
outras possibilidades de leitura dos acontecimentos e informações de sua época
histórica.
Nessa perspectiva, inicialmente abordaremos a definição do termo
“empreendedorismo”, sua importância histórica e seu conceito na opinião de
alguns importantes estudiosos do assunto. A seguir, faremos uma breve
retrospectiva histórica para mostrar que a criação do fenômeno charge estava
intimamente ligada ao perfil de sujeitos considerados como empreendedores para
suas épocas (HORN, 1999; MIRALLES, 1984). Finalmente, terminaremos por
enfocar o nosso caso atual de empreendedorismo conforme dito: a charge
eletrônica.
Mas, afinal, o que é um empreendedor e qual é o seu papel? Como era
usado o termo no passado? O empreendedor atual, dessa nossa era do
empreendedorismo, difere do empreendedor do passado? Como vemos o
chargista empreendedor do passado e o de agora? Em que diferem? Ao procurar
responder a essas perguntas, observamos de perto o caso atual do “charge.com”,
retomamos do passado outros exemplos de chargistas, fazemos algumas
conexões oportunas e chamamos a atenção para o papel dos educadores.
O dicionário Aurélio registra empreendedor como alguém ativo, arrojado.
Dornelas (2001, p. 15) define-o como aquele que faz as coisas acontecerem, se
antecipa aos fatos e tem uma visão futura. Ele também considera que há algumas

�habilidades técnicas, gerenciais e de cunho pessoal que são requeridas.
Podemos observar que todas elas envolvem uma boa educação desde cedo. Isto
aumenta ainda mais a importância da Educação na formação do indivíduo, visto
que as habilidades técnicas e gerenciais podem ser adquiridas. Quanto às
qualidades pessoais, elas podem ser incentivadas, melhoradas e desenvolvidas.
Sendo assim, os educadores podem contribuir com programas de capacitação e
criar possibilidades de inserir o tema no âmbito do ensino.
Segundo Dornelas (2001, p. 27), o termo empreendedor (entrepreneur)
possui suas raízes na França e significa em sua essência “aquele que assume
riscos e começa algo novo”. O citado autor também identifica o primeiro uso da
palavra empreendedorismo como tendo sido atribuída à pessoa de Marco Pólo.
O seu feito empreendedor foi assinar um contrato para vender as mercadorias de
um homem rico.
Em uma observação histórica sobre o surgimento do empreendedorismo,
Dornelas (2001, p. 27) também faz referência ao uso do termo em outros períodos
da história. Podemos citar a Idade Média, o Século XVII e o Século XVIII pela
importância do avanço na ampliação do significado do termo. Na idade Média, o
termo era empregado para referir-se ao indivíduo que “gerenciava grandes
projetos de produção”.
No século XVII, segundo Dornelas (2001, p. 28), foram associados “os
primeiros indícios de relação entre assumir riscos e empreendedorismo”.
Enquanto que, no século XVIII, o citado autor menciona ter ocorrido uma
importante diferenciação entre o capitalista e o empreendedor, “provavelmente
devido ao início da industrialização”.
Ao observarmos as concepções de outros autores, o que chama a atenção
de Bernardi (2003: p. 64) são as virtudes do sujeito, tais como: otimismo,
persistência, criatividade, dinamismo, senso de oportunidade, para citar apenas
algumas da sua relação. Leite (2002, p. 51) distingue o empreendedor como ágil,
persistente e, em geral, trabalha com um tipo de capital intangível: boas idéias.
Ele é capaz de estimular a criação do futuro (LEITE, 2002, p. 167).

�Leite (2002) concorda com os demais autores ao mencionar a palavra
empreendedorismo e seu conceito. Ela foi empregada no século XVII, na França.
Naquela ocasião, o uso atribuído era para descrever um sujeito que assumia o
risco de criar um novo empreendimento (LEITE, 2002, p. 51).
Historicamente, o papel do empreendedor mostrou-se fundamental para a
sociedade. Segundo Leite (2002, p. 51) o empreendedor é um dos ativos mais
importantes de qualquer economia.
São muitos os exemplos empreendedores de artistas do passado. Em uma
observação histórica sobre o surgimento do empreendedorismo na criação da
charge, passaremos agora a chamar a atenção para alguns relacionados com a
sua criação e produção.
O primeiro aconteceu na França, a partir do século XVII, com o trabalho do
italiano Agostino Carracci, quando foi lançada a moda da caricatura. (LIMA, 1963;
AGOSTINHO, 1993; HAUTENCOUER, 1963).
Somente no século XVIII aproveitaram a idéia de incluir os elementos
cômicos como uma característica explícita e sempre presente. Sobretudo na
Inglaterra, as charges florescem nos trabalhos de artista como: William Hogarth
(1697-1764), escritor inglês de sátiras. Por ser diferente e inovador para a sua
época, atraiu a admiração pelos seus trabalhos também no exterior. Ele passou a
ser muito conhecido por suas estampas e pinturas satíricas. (FONSECA, 1999;
SOUZA, 1986).
Thomas Rowlandson foi um outro renomado pintor e empreendedor
caricaturista inglês. Ele ilustrou a vida da Inglaterra no século XVIII. Essa iniciativa
serve como testemunho histórico de pormenores de sua época na preservação da
memória. (The Columbia…, 2003; WOOD, 2000).
Já o empreendedor inglês James Gilbray foi o precursor da charge política.
Ele tem seu nome associado a caricaturas políticas de intensa expressividade.
Elas foram especialmente dirigidas contra o rei George III, da Inglaterra e
Napoleão I, da França. Seu trabalho empreendedor influenciou outros chargistas

�a utilizarem crítica mordaz, feroz. A partir daí, aparece a produção freqüente do
vulgar, do obsceno, do indecente, do imoral e do grosseiro associados à charge.
(The Columbia…, 2003; HAUSER, 1961).
Também na Inglaterra, no final do século XIX, foi criada uma publicação
empreendedora - a Revista Punch. Essa idéia inovadora foi um marco histórico,
pois desde então, na linguagem jornalística, passaram a usar a charge como
parceira fundamental para a informação e comunicação fácil e rápida dos leitores.
(FONSECA, 1999).
A história revela que sempre houve empreendedores. No entanto, o
momento atual, segundo Dornelas (2001, p. 21), pode ser chamado de era do
empreendedorismo. Cada vez mais estão surgindo novos empreendedores, nas
mais diversas áreas. Eles buscam alcançar novos paradigmas para eliminar
barreiras e implementar idéias inovadoras no uso das novas tecnologias. Esse é o
caso de chargistas como Maurício Ricardo Quirino, o idealizador do atual
“charges.com”.
Nesse

cenário

de

reflexões,

passaremos

ao

nosso

exemplo,

o

“charges.com” (como é conhecido), fruto de um ato empreendedor, um trabalho
pioneiro no Brasil, criação do jornalista e cartunista Maurício Ricardo Quirino,
publicado em fevereiro de 2000. Originalmente, ele fez parte do portal “zip.net”,
que deixou de existir. Um pouco da sua história pode ser lida no próprio site.
Por tornar-se um sucesso na Internet, despertou o interesse de grandes
portais; em dezembro de 2001, passou a ser veiculado pelo portal “Globo.com”.
Daí em diante, ficou consagrado nacional e internacionalmente e recebe especial
atenção dos próprios brasileiros que residem no exterior, para se manterem
atualizados, além de fazer sucesso em Portugal e em alguns outros países de
língua portuguesa.
O próprio site possui um tesauro para a recuperação da informação da
charge, com entradas por assunto ou data de publicação on-line. No caso da
“charges-okê”, ainda possui a possibilidade de se recuperar a informação através
do nome da música envolvida no tema. Como se trata de músicas populares e de

�sucesso, torna-se apropriada esta possibilidade, pois, geralmente, as pessoas
guardam na memória a música e a letra com seu refrão, senão alguma parte dela.
Além disso, ao se conectar, é possível visualizar o arquivo pela tela do
computador, onde aparece uma imagem ilustrativa da charge e seu título. Os
arquivos do site são organizados em ordem cronológica, da mais recente até a
mais antiga disponível. Com isso, o leitor obtém um indício do tema tratado em
cada charge e o que pode estar sendo envolvido em seu tema.
Ao utilizar os recursos das novas tecnologias, da interatividade e da
multimídia, o site insere-se no novo quadro de leitura e escrita incrementado pela
Internet e possibilita a transmissão das memórias históricas e culturais do país,
propagadas pela comunidade virtual, em tempo real, até as partes mais distantes
e de difícil acesso.

CONCLUSÃO

Certamente, o avanço tecnológico contribuiu para inovação da técnica e do
produto final. Podemos dizer, com o exemplo da charge eletrônica, que o
incremento do empreendedorismo torna-se uma conseqüência das rápidas
mudanças tecnológicas, uma busca para conseguir o melhor uso, inventar e
inovar com os recursos disponíveis.
Por isso, o contexto atual da nossa sociedade da informação, com a
rapidez das mudanças tecnológicas, alimentou as necessidades de reflexões
sobre as novas relações de trabalho e a importância do papel do empreendedor,
uma tentativa de identificar o que o difere do passado. Isso faz surgir uma
renovação de conceitos antes enraizados. Por conseguinte, maior ênfase para a
pesquisa e o ensino sobre o assunto.
Nesse breve estudo, podemos concluir que uma diferença relevante
observada no processo empreendedor foi o avanço tecnológico como recurso
para inovação. Por outro lado, a pesquisa e o ensino sobre a cultura

�empreendedora passaram a despertar interesse em todo o mundo. O tema não é
novo. No entanto, mais recentemente, está obtendo destaque, em especial, nos
países capitalistas como, por exemplo, os Estados Unidos da América.
No Brasil, as escolas e as universidades passaram a demonstrar vivo
interesse pelo seu ensino. De certa forma, em decorrência da globalização, há
uma injunção das exigências das empresas, que, por sua vez, também atuam
sobre seus funcionários. Tudo isso age como força motivadora para conhecer o
processo empreededor e sua revolução histórica.
Um aspecto vital que podemos constatar é que foi derrubado o mito de que
o empreendedor já nasce como tal. Para os estudiosos, é perfeitamente possível
desenvolver o espírito empreendedor. Bhide (2002, p. 63) afirma que as pessoas
que procuram oportunidades de empreendedorismo são bem sucedidas e
normalmente geram muitas idéias.
Quando questionado sobre a possibilidade de ensinar empreendedorismo,
Dornelas (2001, p. 38) diz acreditar que o processo empreendedor pode ser
ensinado e entendido por qualquer pessoa. No entanto, ser bem-sucedido é o
resultado de uma série de fatores. Com certeza, podemos perceber que o ensino
do empreendedorismo pode transformar pessoas e idéias e também ajuda na
formação de melhores profissionais. Por isso, a educação assume um papel
fundamental em sintonia com o seu tempo e com as necessidades de um sempre
crescente número de pessoas desejosas de inserir-se nesses novos contextos.
Os exemplos aqui mencionados mostraram ser empreendedores, pois os
diversos chargistas mostraram a sua capacidade voltada para a inovação, fizeram
investimentos, expandiram novos mercados, produtos e técnicas. Realmente,
podemos dizer, apoiados por Leite 2002, p. 168), que esses chargistas
desbravaram novos mercados.
O mais importante de tudo o que merece ser destacado é a influência de
uma ação empreendedora. Nos diversos exemplos mencionados, podemos
constatar que uma ação empreendedora dá frutos. Ela influencia, inspira, e
promove novos empreendedores e ações empreendedoras.

�REFERÊCIAS

AGOSTINHO, Alcione Torres. A charge. São Paulo: USP, 1993.
BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.
BERNARDI, Luiz Antonio. Manual de empreendedorismo e gestão: fundamentos,
estratégias e dinâmicas. São Paulo: Atlas, 2003.
BHIDE, Amar. Como os empreendedores constroem estratégias que dão certo.
In: HARVARD Busineess Review. Empreendedorismo e estratégia. 3. ed. Rio de
Janeiro: Campus, 2002. cap. 3.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede - a era da informação: economia,
sociedade e cultura, v. 1. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
CHARGES. com: banco de dados. Disponível em: &lt;http://www.charges.com.br&gt;.
Acesso em: 10 de maio de 2004.
DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando idéias em
negócios. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001.
FONSECA, Joaquim. Caricatura: a imagem gráfica do humor. Porto Alegre: Artes
e Ofícios, 1999.
HAUSER, Arnold. Introduccion a la Historia Del Arte. Madrid: Guadarrama, 1961.
HAUTECOEUR, LOUIS. História geral da arte. São Paulo: Difusão Européia do
Livro, 1963.
HORN, Maurice. The World encyclopedia of cartoons: contemporary graphic
artists. London: Chelsea House Pub, 1999.
LEITE, Emanuel. O fenômeno do empreendedorismo. Recife: Bagaço, 2002.
LIMA, Herman. História da caricatura no Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio,
1963.

�MIRALLES, José Maria. Artistas que revolucionaram o mundo. Lisboa:
Civilização, 1984.
NOVO Aurélio: século XXI dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Lexicon
Informática [2002?]. 1 CD.
SOUZA, Luciana Coutinho P. de. Charge política: o poder e a fenda. São Paulo:
PUC, 1986.
WOOD, Art. Great cartoonists: and their art. North Belmont, Australia: Pelican Pub
Co, 2000.

∗

Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE – BRASIL
e-mail: abilio_silva@uol.com.br . Endereço para contato: Alameda das Mansões, 1170 ap. 802 – Candelária
NATAL – RN – BRASIL - CEP 59067-010 - telefones: 206 8385 9418 6673.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53324">
                <text>O Empreendedorismo na internet: estudo de caso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53325">
                <text>Silva, Eliane Ferreira da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53326">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53327">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53328">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53330">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53331">
                <text>O empreendedorismo tem suscitado interesse em todo o mundo, desde ações em governos nacionais, organizações multinacionais e até na iniciativa privada e na ação individual. A história revela que esse sempre foi um tema fundamental na sociedade. Conseqüentemente, torna-se de interesse para os pesquisadores e a educação em geral. Dentre os muitos frutos de uma ação empreendedora, este artigo chama a atenção para um caso em especial que, além de um exemplo coroado de êxito, inspirou o tema de uma pesquisa de doutorado. O trabalho mostra como surgiu a idéia para o tema e inicia um breve estudo que faz uma abordagem sobre as questões relativas ao empreendedorismo. Desta forma, remete-nos para a história, a conceituação e os pressupostos com ele relacionados. Insere-se, portanto, no âmbito da pesquisa qualitativa e interpretativista, maneira bastante usada na pesquisa em Ciências Sociais. A metodologia busca subsídios na Análise de Conteúdo e tem como objetivos introduzir a reflexão sobre um tema relevante e atual para os educadores, assim como para todos os leitores, que podem também ser empreendedores em potencial, e contribuir para novos estudos e ações empreendedoras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68330">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4827" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3896">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4827/SNBU2004_065.pdf</src>
        <authentication>ceee483e453392920036240cda543780</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53350">
                    <text>EMPREENDEDORISMO NA BIBLIOTECA: POSTURA QUE FAZ A DIFERENÇA
Ivani Baptista*
Márcia Bortolocci Espejo**

RESUMO

A sociedade se transforma rapidamente em curto período de tempo e os
profissionais de todas as áreas do conhecimento, têm procurado acompanhar
estas transformações. O profissional bibliotecário, além de gerenciar e disseminar
a informação, precisa ter uma postura inovadora, ou seja, oferecer um diferencial
na prestação dos seus serviços. A escassez de equipamentos e materiais
bibliográficos, e a limitação de recursos para manutenção e implementação dos
serviços existentes, exigem deste profissional além das habilidades gerenciais,
encarando a biblioteca como uma subunidade organizacional, a criatividade que
provém de um espírito empreendedor. Desprovidos da postura empreendedora,
alguns bibliotecários tendem a não corresponder às expectativas dos usuários e
das instituições às quais pertencem tornando o seu ambiente de trabalho
desapropriado. Sob outra perspectiva, os bibliotecários empreendedores
permanecem atentos às necessidades dos usuários, sendo criativos em qualquer
circunstância imbuídos do seu papel de informar para o desenvolvimento
científico, social, político, sócio-econômico, e como conseqüência destes fatores,
contribuir para a construção da cidadania. Mas o que vem a ser um bibliotecário
empreendedor? Os empreendedores são apontados como pessoas com
capacidades, habilidades e atitudes próprias, que formam suas características de
identificação que, conforme alguns autores podemos destacar: visão, inovação,
disciplina, persistência para o aprendizado constante e a paixão pelo trabalho.
Este ensaio tem a pretensão de levar à reflexão do bibliotecário as características,
habilidades e valores que este profissional deve ter no exercício da profissão
destacando a experiência da Biblioteca da Faculdade Nobel que trabalha
interagindo com: equipe, direção, docentes e usuários tendo resultados
surpreendentes.
PALAVRAS-CHAVE: Empreendedorismo. Bibliotecário. Empreendedor.

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Durante muitos anos, a concepção sobre os serviços bibliotecários era
puramente tecnicista. Esta idéia permaneceu na mente destes profissionais por
muito tempo como atividade principal, tendo em vista a estrutura curricular dos

�cursos de Biblioteconomia que se concentrava na organização da Biblioteca
evidenciando a catalogação, a classificação e localização ao alcance do usuário.
Entretanto estes serviços não perderam a sua importância pois o processo
técnico é um serviço padronizado de materiais bibliográficos e especiais e são
indispensáveis para trabalhar em redes de cooperação. Vergueiro (1988, p.208) já
citava a “evidência de que o domínio das técnicas documentais é imprescindível
ao bibliotecário”.
A Biblioteconomia tradicional se concentrava primordialmente com o
aperfeiçoamento técnico. Mesmo acompanhando os avanços científicos e
tecnológicos, otimizando os serviços, falta na formação do bibliotecário a visão
inovadora tendo em vista as mudanças que ocorrem na sociedade. Embora a
cada ano os cursos de Biblioteconomia vêm renovando a grade curricular, é
preciso que o profissional tenha predisposição para acompanhar as novas
tendências usando a criatividade, o dinamismo e a capacidade para trabalhar em
equipe.
Desprovidos da postura inovadora, alguns profissionais insistem em
permanecer nos mesmos padrões sem muitas mudanças alegando que sempre
funcionou desta forma. Não usam a criatividade para proporcionar melhorias no
atendimento ou fazer avaliações para detectar as reais necessidades dos seus
usuários.
No presente artigo, evidencia-se a importância do perfil empreendedor
deste profissional da informação, utilizando-se da experiência ocorrida na
Biblioteca da Faculdade Nobel, de Maringá-PR. A seguir, são relatados os
conceitos e as características que compõem o indivíduo empreendedor.

2 EMPREENDEDORISMO : CONCEITOS E PERFIL DO EMPREENDEDOR

Para uma pessoa ser considerada empreendedora, deve possuir algumas
habilidades técnicas, gerenciais e algumas características pessoais. No campo
técnico, deve-se ser capaz de captar informações, ter oratória, liderança, trabalhar

�em equipe, entre outros fatores. As habilidades gerenciais fazem com que o
empreendedor saiba lidar com marketing, finanças, logística, produção, tomada
de decisão, e negociação na unidade gerenciada. Deve possuir, como
características pessoais, disciplina, persistência, habilidade de correr riscos,
inovar, e outras características inerentes a este indivíduo (DORNELAS, 2001).
Birley e Musyka (2001) acreditam que os empreendedores recebem
influências de origens diversificadas e variáveis no decorrer do tempo. Eles
podem ser influenciados pela carga genética, pela formação familiar, pelas
experiências profissionais anteriores e pelo ambiente econômico em que estão
inseridos.
Kets de Vries (2001, p.4), a partir de uma abordagem comportamentalista,
define algumas das características do empreendedor, a saber:
Os empreendedores parecem ser orientados para realização,
gostam de assumir responsabilidades por suas decisões e não
gostam de trabalho repetitivo e rotineiro.(...) possuem altos níveis
de energia e altos graus de perseverança e imaginação que,
combinados com a disposição de correr riscos moderados e
calculados, os capacitam a transformar o que freqüentemente
começa como uma idéia (visão) simples e mal definida em algo
concreto.

Degen (1989, p.1), embasado na visão econômica de empreendedorismo,
define o empreendedor como sendo
o agente do processo de destruição criativa que, de acordo com
Joseph A. Schumpeter, é o impulso fundamental que aciona e
mantém em marcha o motor capitalista, constantemente criando
novos produtos, novos métodos de produção, novos mercados e,
implacavelmente, sobrepondo-se aos antigos métodos menos
eficientes e mais caros.

Para finalidade desta pesquisa, utiliza-se como definição de empreendedor
a descrita por Filion (1999, p.19)
O empreendedor é uma pessoa criativa, marcada pela capacidade
de estabelecer e atingir objetivos e que mantém alto nível de
consciência do ambiente em que vive, usando-a para detectar
oportunidades de negócios. Um empreendedor que continua a
aprender a respeito de possíveis oportunidades de negócios e a
tomar decisões moderadamente arriscadas que objetivam a
inovação, continuará a desempenhar um papel empreendedor.

�Não há consenso, na literatura, sobre o perfil do empreendedor. Alguns
estudiosos desenvolveram teorias que destacam características próprias do
empreendedor.
levantamento

À

luz

das

destas

considerações,

características

mais

procurou-se

freqüentemente

realizar
citadas

um
como

empreendedoras, para que se possa estabelecer o perfil do empreendedor
(Quadro 1).
QUADRO
1Características
mais
frequentimente
empreendedores, segundo os comportamentalistas
Inovação
Liderança
Riscos
moderados
Independência
Criatividade
Energia
Tenacidade
Originalidade

percebidas

nos

Características Empreendedoras
Otimismo
Tolerância à ambigüidade e à
incerteza
Orientação para resultados
Iniciativa
Flexibilidade
Capacidade de aprendizagem
Habilidade para conduzir
situações
Necessidade de realização
Autoconsciência
Autoconfiança
Envolvimento a longo prazo

Habilidade na utilização de
recursos
Sensibilidade a outros
Agressividade
Tendência a confiar nas pessoas
Dinheiro como medida de
desempenho

Fonte: elaborado a partir de Filion (1999)

Os empreendedores são apontados como pessoas com capacidades,
habilidades e atitudes próprias, que formam suas características de identificação.
Na década de 60, McClelland (1961) cita o empreendedor como um corredor de
risco, cuja necessidade principal é a de realização.
Em 1971, as pesquisas de Hornaday (1982) apontam as necessidades de
realização, autonomia, agressividade, poder, reconhecimento, inovação e
independência como atributos empreendedores. Em 1978, Timmons (1984) relata
que a autoconfiança, a orientação por metas, a propensão a correr riscos
moderados, a centralização do controle da organização, a criatividade e a
inovação são características empreendedoras.

�Drucker (1986) cita a inovação e capacidade para conviver com riscos e
incertezas, bem como a constante busca por mudanças como características do
empreendedor. O empreendedor também pode ser compreendido como um ser
social, produto do meio que vive, sendo um fenômeno regional (Filion,1999).
Farrel (1993) relata a principal característica empreendedora como sendo a
capacidade de aprender a utilizar uma estratégia de fazer as coisas de maneira
simples, tornando-se competitivo. Amabile (1998) destaca a motivação como um
dos principais requisitos ao indivíduo empreendedor.
Dolabela (1999) define a principal característica empreendedora como
sendo a visão, pois o empreendedor é aquele que imagina, desenvolve e realiza
visões. O empreendedor é visto por Sexton &amp; Landstöm (2000) como uma figura
enérgica e ambiciosa. Os trabalhos de Dornelas (2001) explicitam que as
características principais do empreendedor, para este autor, são motivação
singular, paixão pelo trabalho e necessidade de deixar um legado para outros.
Ressalta-se, entretanto, que o individuo não deve possuir todas as
características anteriormente citadas para ser denominado empreendedor, mas a
presença de grande parte delas denota um perfil voltado ao empreendedorismo.
Neste artigo, focaliza-se as competências do indivíduo empreendedor na
biblioteca. Assim sendo, no tópico seguinte, ressalta-se o desenvolvimento do
serviço do profissional bibliotecário no decorrer dos anos, no sentido de
demonstrar a importância deste como empreendedor nas instituições de ensino
superior nos dias de hoje.

3 O SERVIÇO BIBLIOTECÁRIO : DO TRADICIONAL AO EMPREENDEDOR

Dornelas (2001, p.54) afirma que “a informação é a base de novas idéias”,
portanto o papel do bibliotecário é justamente levar estas informações à
comunidade acadêmica.

�Os serviços da Biblioteca devem estar acompanhados das novas
tendências tendo em vista a evolução científica e tecnológica, pois estamos na
era da multidisciplinaridade e a postura do bibliotecário deve ser mais flexível e
ágil no acompanhamento destes progressos.
No entanto, este profissional ao desempenhar sua função, depara-se com
situações de contrastes que dificultam a sua atuação ou determinam novas
posturas. Por um lado, vemos instituições privadas, altamente capitalizadas com
estrutura física, informática e acervo no padrão mais moderno possível onde
predomina a visão burocrática da informação, visto que as idéias inovadoras do
bibliotecário são tolhidas em sua gênese, por parte dos dirigentes.
Por outro lado, nos deparamos com instituições públicas sem recursos e
que precisam desenvolver atividades criativas em conjunto com a comunidade
universitária e a sociedade. Também pode-se citar exemplos de bibliotecas que
independente de sua estrutura se tornam marasmos, por falta de iniciativas
inovadoras.
Além disso há de se ressaltar que muitos professores adotam como padrão
um único livro, limitando a pesquisa e o pensamento dos seus alunos. É claro que
são necessários parâmetros curriculares básicos, inclusive determinados pelo
Ministério da Educação e Cultura. Contudo, não se pode limitar o pensamento do
aluno-pesquisador ao básico. É preciso incentivar sempre a busca pela pesquisa
ampla , sendo este o papel do professor tendo como coadjuvante o bibliotecário.
À luz deste cenário, percebe-se que o serviço do bibliotecário é necessário
para as instituições de ensino, pois oferecem subsídios à pesquisa, ao ensino e à
extensão, pilares da educação. É possível elencar alguns serviços bibliotecários,
a saber:
Segundo legislação da profissão, “ são atribuições do Bibliotecário
a organização, direção e execução dos serviços técnicos de
repartições públicas federais, estaduais,municipais e autárquicas,
bem como de empresas particulares, concernentes às matérias e
atividades seguintes:
I - O ensino das disciplinas específicas de Biblioteconomia;
II - a fiscalização de estabelecimentos de ensino de Biblioteconomia; reconhecidos, equiparados ou em via de equiparação;
III – administração e direção de bibliotecas;

�IV – organização e direção dos serviços de documentação;
V – execução dos serviços de classificação e catalogação de
manuscritos e de livros raros ou preciosos, de mapotecas, de
publicações oficiais e seriadas, de bibliografia e referência.
(BIBLIOTECÁRIO, 1988, p.12)

O bibliotecário tradicional, preocupado com os serviços internos por vezes
não percebe o que existe à sua volta. Não está motivado para mudar a postura,
não vende bem a sua imagem perante aos seus dirigentes e conseqüentemente
não consegue o retorno desejado, pois não aplica conhecimentos de marketing,
negociação e planejamento, entendendo a biblioteca como uma subunidade
dentro de uma organização, e que precisa estar integrada com o todo.
Pessoas inovadoras transformam a sua unidade de informação em
espaços culturais vivos difundindo além da cultura, a conscientização da
necessidade de leitura para o desenvolvimento pessoal.

Além disso, o

profissional bibliotecário deve se preocupar com o destino da informação, a
função desta e para quem será útil. O chamado bibliotecário empreendedor, é
capaz de se antever às solicitações dos usuários da biblioteca:
•

realizando.pesquisas de opinião;

•

analisando as sugestões feitas através de entrevistas estruturadas ou
simplesmente entrevistas informais no decorrer do atendimento;

•

oferecendo palestras, treinamentos, ligados às suas competências e
habilidades;

•

observando comportamentos, vivenciando o cotidiano dos usuários;

•

formulando novas estratégias de busca e recuperação da informação
conforme necessidades dos usuários;

•

atualizando bancos de dados de novidades para disseminar entre os
docentes, entre outros.
Trabalhar em equipe é uma das atitudes do bibliotecário empreendedor. O

contato com os coordenadores de curso, professores e direção, para que haja um
objetivo comum, é imprescindível para que a informação atenda às necessidades
e anseios dos usuários.

�Além disso, identificar os ponto fortes e fracos para implementação do
acervo por exemplo,deve ser preocupação constante do bibliotecário. Maciel
(2000, p. 17) cita que “ o processo de desenvolvimento de coleções deverá contar
com o bibliotecário como coordenador, figura central do processo que poderá,
com muita valia, ser assessorado por membros da comunidade envolvida”.

4 ASPECTOS METODOLÓGICOS

O presente artigo resulta da experiência de trabalho na Faculdade Nobel,
em Maringá – PR, cuja biblioteca tem sido um organismo vivo na organização
como um todo, e tem representado um ambiente salutar na construção do
conhecimento.
Os relatos docentes, discentes, de coordenadores de curso e da direção
chamaram a atenção das pesquisadoras, observadoras participantes do
processo, uma sendo bibliotecária e outra coordenadora de um curso da
instituição de ensino em questão, que recentemente passou pelo reconhecimento
de curso.
A postura inovadora, criativa, pró-ativa da bibliotecária fazem a diferença
no cotidiano escolar. No tópico seguinte, relata-se algumas atividades realizadas
pela bibliotecária e suas auxiliares na Faculdade Nobel, demonstradas pela
observação participativa das autoras, que demonstram as características
empreendedoras anteriormente citadas no presente artigo.

5 EMPREENDEDORISMO NA BIBLIOTECA DA FACULDADE NOBEL

Uma biblioteca é parte integrante da instituição de ensino, e não um órgão
isolado da mesma. Diante do exposto, a bibliotecária da Faculdade Nobel
conhece os componentes deste sistema, tais como Diretores, Coordenadores de
Curso, professores, funcionários e alunos, bem como seus anseios diante da
biblioteca. Participa das reuniões de colegiado e também das reuniões de direção,

�para que compreenda a missão, os objetivos e as metas da instituição para a qual
presta o seu serviço.
Apresenta constantemente quadros demonstrativos sobre a situação da
Biblioteca tais como gastos com livros e com periódicos por curso, envia
periodicamente listagens das últimas aquisições por e-mail aos docentes, envia
referências de artigos recém publicados em revistas por disciplina, deposita nas
mesas dos coordenadores últimos lançamentos, eventos na área, lista de
endereços eletrônicos específicos das suas áreas.
Destarte isto, troca idéias sobre necessidades e mudanças conforme
opinião de alunos, elabora diagnósticos para verificar o pouco uso de bibliografias
básicas comparando o uso constante das complementares. Demonstra que o uso
da criatividade é simples, desde que haja uma predisposição para tal. Por fim,
pode-se elencar as atividades realizadas, citadas pelos entrevistados, no quadro
abaixo (Quadro II).

QUADRO II – Atividades do serviço bibliotecário que podem ser relacionadas ao
perfil empreendedor
Atividade Bibliotecária

Característica empreendedora
correlata
Exposição de autores maringaenses e de Criatividade
outras cidades;
Promoção de cursos aos funcionários e
eventos culturais.
Desenvolvimento
de
novos
sistemas Inovação
especialistas e serviços de Biblioteca Virtual;
Criação
de
novos
suportes
para
armazenamento de materiais especiais.
Elaboração de projetos para captação de Independência, Iniciativa
recursos
Argumentação para defender idéias e Flexibilidade
discussões para chegar ao consenso
Relatórios mensais de consultas aos livros e Orientação para resultados
empréstimos dos alunos por curso com
subsidio para planos de ensino aos docentes;
Listagens mensais de livros novos aos
docentes por e-mail e por área
Elaboração de políticas de aquisição e de Habilidade na utilização de recursos
serviços.
Cuidados em fazer fluir o fluxo entre fontes e Habilidade para conduzir situações

�receptador
Participação
nos
seminários
de
Empreendedorismo
do
curso
de
Administração
e
outros
seminários
semelhantes
Reuniões periódicas com pessoal de apoio,
ouvindo dificuldades para o desempenho das
atividades e juntos encontrar soluções
Criação de novos produtos e serviços
Projetos visando a cidadania, beneficiando a
comunidade interna e externa
Auto-avaliação de atitudes
Renovar constantemente serviços
Discussões amplas com equipe para
readequação de espaços e de serviços
Elaboração de projetos para beneficiar
comunidade carente no bairro que se situa
nos arredores da Faculdade

Capacidade de aprendizagem

Liderança

Necessidade de realização
Sensibilidade a outros
Autoconsciência
Energia
Tendência a confiar nas pessoas
Envolvimento a longo prazo

Fonte: elaborado pelas autoras.

6 CONCLUSÕES

Atender aos vários segmentos (usuários, direção, coordenadores de cursos
e equipe de apoio) adequando a padronização de serviços com as necessidades
dos mesmos a contento, não é tarefa fácil, principalmente se o bibliotecário é
único. É preciso “jogo de cintura”, estabelecendo prioridades, prazos e ter uma
equipe coesa que colabore de forma .participativa. Quando se fala em equipe
coesa, abrange-se funcionários da biblioteca, secretaria, limpeza, coordenadores
de cursos , diretores, alunos, cada qual com sua contribuição efetiva.
Muitas vezes as idéias brilhantes de bibliotecários se desvanecem, por
conta do acúmulo de atividades que uma Biblioteca exige e sem o apoio da
equipe. Porém se o mesmo colocar em prática suas idéias, planejar, seguir metas
e contar com auxílio da equipe mencionada anteriormente, é possível a realização
de várias atividades simultaneamente desde que bem estruturadas. Os resultados
são visíveis na Biblioteca da Faculdade Nobel.
Pode-se recordar e enfatizar as cinco Leis de Ranganathan apud
FIGUEIREDO(1992, p.186): “(1) livros são para o uso; (2) a cada leitor o seu livro;

�(3) a cada livro o seu leitor; (4) economize o tempo do leitor , e (5) uma biblioteca
é um organismo em crescimento.” Acrescenta-se a isso que o bibliotecário
empreendedor, a partir do momento em que apresenta inovação, criatividade,
espírito de liderança, entre outros fatores, é um indivíduo em constante
crescimento e valorizado pelo mercado de trabalho.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Cristina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços
de informação. Brasília: Briquet de Lemos Livros, 2000.
BIBLIOTECÁRIO e técnico em biblioteconomia: legislação. Recife [ s.n.], 1988.
BIRLEY, S. ; MUSYKA,D. Dominando os desafios do empreendedor. São
Paulo: Makron Books, 2001.
DEGEN, R. J. O empreendedor: fundamentos da iniciativa empresarial. São
Paulo: McGraw-Hill, 1989.
DOLABELA, F. O segredo de Luisa. São Paulo: Cultura Editores Associados,
1999.
DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios.
Rio de Janeiro: Campus, 2001.
DRUCKER, P.F. Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios. São
Paulo: 1986.
FARREL,
L.C.
Entrepreneurship:
empreendedoras. São Paulo: Atlas, 1993.

fundamentos

das

organizações

FIGUEIREDO, Nice Menezes de. A modernidade das cinco leis de Ranganathan.
Ciência da Informação, Brasília, v.21, n.3, p.186-191, set./dez. 1992.
FILION, L. J. Empreendedorismo: empreendedores e proprietários – gerentes de
pequenos negócios. Revista de Administração, São Paulo, v. 34, n. 2, p. 5-28,
abr../jun. 1999.

�HORNADAY, J. A. Research about living entrepreneurs. In: KENT, C.A. et al.
Encyclopedia of Entrepreneurship. Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1982.
KETS de VRIES, M.F.R. Rebeldes criativos com causa. In: BIRLEY, S; MUSYKA,
D. Dominando os desafios do empreendedor. São Paulo: Makron Books, 2001.
MACIEL, Alba Costa. Planejamento de bibliotecas: o diagnóstico. 2. ed. Niterói:
EDUFF, 1997.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. Rio de Janeiro: Interciência, 2000.
McCLELLAND, D.C. The achieving society. Van Nostrand: Princeton, 1961.
SEXTON, D. L.; LANDSTRÖM, H. The Blackwell
Entrepreneurship. Oxford: Blackwell Publishers, 2000.

Handbook

of

TIMMONS, J. A. New venture creation, entrepreneurship for the 21st Century.
Irwin. In: DOLABELA, F. Oficina do empreendedor: a metodologia de ensino
que ajuda a transformar conhecimento em riqueza. São Paulo: Cultura, 1999.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro S. Bibliotecário e mudança social: por um
bibliotecário ao lado do povo. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília,
v.16, n.2, p. 207-215, 1988.

_______________
* (Faculdades Nobel, Brasil, ivani@faculdade.nobel.br)
** (Faculdades Nobel, Brasil, marcia@nobel.br) Faculdade Nobel: Av. Mandacaru Lote 144 Q-48
Fone: (44)3026-2322/ CEP:87083-170 – Maringá - Pr

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53333">
                <text>Empreendedorismo na biblioteca: postura que faz a diferença.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53334">
                <text>Baptita, Ivani; Espejo, Márcia Bortolocci</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53335">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53336">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53337">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53339">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53340">
                <text>A sociedade se transforma rapidamente em curto período de tempo e os profissionais de todas as áreas do conhecimento, têm procurado acompanhar estas transformações. O profissional bibliotecário, além de gerenciar e disseminar a informação, precisa ter uma postura inovadora, ou seja, oferecer um diferencial na prestação dos seus serviços. A escassez de equipamentos e materiais bibliográficos, e a limitação de recursos para manutenção e implementação dos serviços existentes, exigem deste profissional além das habilidades gerenciais, encarando a biblioteca como uma subunidade organizacional, a criatividade que provém de um espírito empreendedor. Desprovidos da postura empreendedora, alguns bibliotecários tendem a não corresponder às expectativas dos usuários e das instituições às quais pertencem tornando o seu ambiente de trabalho desapropriado. Sob outra perspectiva, os bibliotecários empreendedores permanecem atentos às necessidades dos usuários, sendo criativos em qualquer circunstância imbuídos do seu papel de informar para o desenvolvimento científico, social, político, sócio-econômico, e como conseqüência destes fatores, contribuir para a construção da cidadania. Mas o que vem a ser um bibliotecário empreendedor? Os empreendedores são apontados como pessoas com capacidades, habilidades e atitudes próprias, que formam suas características de identificação que, conforme alguns autores podemos destacar: visão, inovação, disciplina, persistência para o aprendizado constante e a paixão pelo trabalho. Este ensaio tem a pretensão de levar à reflexão do bibliotecário as características, habilidades e valores que este profissional deve ter no exercício da profissão destacando a experiência da Biblioteca da Faculdade Nobel que trabalha interagindo com: equipe, direção, docentes e usuários tendo resultados surpreendentes.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68331">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4829" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3898">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4829/SNBU2004_066.pdf</src>
        <authentication>c0114ffed0f0d7da3ae3ed5b9656bf93</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53368">
                    <text>DESENVOLVIMENTO DO PORTAL DE CAPACITAÇÃO DE EQUIPES DO
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO
Márcia Elísa Garcia de Grandi∗
Mariza Leal de Meirelles Do Coutto
Ângela Maria Belloni Cuenca
Aparecida Angélica Z. Paulovic Sabadini
Hellen Cristina Damaso
Juliana Akie Takahashi
Luzia Marilda Zoppei Murgia e Moraes

RESUMO
A partir da formalização de uma política de capacitação contínua das equipes do
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) e do
Planejamento Estratégico para o ano de 2003, definiu-se um projeto para
desenvolvimento e implementação do Portal de Capacitação de Equipes do
SIBi/USP. Partiu-se do pressuposto que a construção do Portal propicia a adoção
de novas práticas facilitadoras na formação de competências e habilidades, a
promoção de uma cultura de aprendizagem, o desenvolvimento de talentos
alinhados com a missão e objetivos da instituição e estímulo ao aprimoramento
individual e organizacional. O escopo do projeto compreendeu: identificação e
definição dos conteúdos para o Portal; estabelecimento da estrutura da
informação; elaboração do projeto gráfico e de navegação; definição de
plataformas, ferramentas e bases de dados para implementação e manutenção. O
Portal foi inaugurado em dezembro de 2003, em caráter experimental, estando
prevista a inserção de ajustes, a partir das sugestões dos usuários, a atualização
dos conteúdos, além da elaboração de manuais e fluxos para operacionalização
das rotinas de manutenção.

1 INTRODUÇÃO

Iniciativas de capacitação das equipes bibliotecárias estiveram sempre
presentes na trajetória do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de
São Paulo (SIBi/USP), desde a sua criação. As equipes bibliotecárias do
SIBi/USP se encontram distribuídas pelas 39 bibliotecas situadas nas Unidades
de ensino e pesquisa, Centros, Hospitais e Museus da Universidade, além de seu

�próprio

Departamento

Técnico.

Totalizam

757

funcionários,

sendo

303

bibliotecários, 271 técnicos e 183 auxiliares de documentação e informação.
Nos Planejamentos Estratégicos dos anos de 2002 e 2003, a capacitação
contínua das equipes foi estabelecida como estratégia sistêmica. Para
implementação da estratégia, em 2002, foi desenvolvido o projeto CRESCER –
“Institucionalizar procedimentos para capacitação contínua de equipes”, que
resultou na elaboração do documento “Diretrizes para Capacitação de Equipes do
SIBi/USP” e no delineamento do “Plano para Capacitação de Equipes do
SIBi/USP

–

2002”,

conforme

descrito

no

relatório

final

do

Projeto

(UNIVERSIDADE, 2003).
Em paralelo à formalização da política e do programa piloto de capacitação
- 2002, foi definido, como subprojeto, o desenvolvimento e implementação do
Portal de Capacitação do SIBi/USP, tendo em vista as novas metodologias de
educação e atualização continuadas. Um primeiro esboço do conteúdo do Portal
foi delineado, ficando para a segunda etapa a implementação do Portal
propriamente dito. Esta segunda etapa foi recomendada como projeto a ser
desenvolvido pelo SIBi/USP em 2003.
Confirmando as recomendações do Grupo do Projeto Crescer, em 2002, o
Planejamento Estratégico para 2003 definiu como estratégia: “Incrementar o
Processo de Capacitação”, estabelecendo como um dos projetos para esse fim a
criação do Portal de Capacitação para as Equipes do SIBi/USP.

2 REVISÃO DA LITERATURA

Segundo Brandão, Borges e Rodriguez y Rodriguez (2001), com o
crescente aumento dos concorrentes aliado a um processo de automação cada
vez mais acelerado, o homem assume um papel de maior relevância nas
organizações, necessitando de uma atuação voltada para o planejamento, a
criação e a permanente inovação. Assim, a educação que antes era tida apenas
como uma das etapas da vida, passa a ser entendida como um processo
permanente.

�Para os autores, um novo conceito introduzido na gestão do conhecimento
é o de Universidade Corporativa, "onde as empresas buscam se organizar no
sentido de acelerar ainda mais o processo de acúmulo e transmissão dos
conhecimentos fundamentais às suas estratégias empresariais." (p. 136).
Segundo

Eboli

(2001),

o

comprometimento

das

organizações

contemporâneas com a educação e desenvolvimento das pessoas vem
adquirindo uma relevância cada vez maior no cenário internacional, a ponto de se
apresentar como uma vantagem competitiva sustentável, culminando com o
surgimento

das

universidades

corporativas

como

instrumentos

para

“o

alinhamento e o desenvolvimento dos talentos humanos em relação às
estratégias empresariais.” (p. 103). As universidades corporativas, segundo a
autora, podem ser vistas como um “sistema de desenvolvimento de indivíduos
pautado pela gestão de pessoas por competências.” (p. 104).

2.1 PORTAIS: CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS

Segundo Dias (2001), o portal web passou por rápidas evoluções, pois "há
três ou quatro anos, o que hoje é chamado de portal era conhecido como
máquina de busca, cujo objetivo era facilitar o acesso às informações contidas em
documentos espalhados pela Internet.” (p. 53).
Descreve que os portais podem ser classificados de acordo com o contexto
de sua utilização (público ou corporativo) ou de acordo com suas funções (suporte
à decisão e/ou processamento corporativo). Dentre os diferentes tipos de portais
classificados pela autora, destacamos: 1) portal público: também denominado
portal Internet, portal web ou portal de consumidores; 2) portal corporativo: tem o
propósito de expor e fornecer informações específicas, dentro de determinado
contexto; 3) portal de informações ou de conteúdo: organiza grandes acervos de
conteúdo a partir dos temas ou assuntos neles contidos; 4) portal de negócios:
dispõe para os usuários corporativos, informações necessárias para a tomada de
decisões de negócios da instituição; 5) portal de especialistas: relaciona e une
pessoas com base em suas habilidades e experiência, por meio de comunicação
em tempo real, educação a distância e manutenção de cadastro automático de
especialistas; 6) portal do conhecimento: é um ponto de convergência dos portais

�de informações, cooperativos e de especialistas, sendo capaz de implementar
tudo que os outros tipos de portais implementam e de fornecer conteúdo
personalizado de acordo com a atividade de cada usuário; 7) portal de
informações empresariais - EIP: utiliza metadados e a linguagem XML (Extensible
Markup Language) para integrar os dados não estruturados aos dados
estruturados das bases de dados do data warehouse.
De acordo com Tavares (2002), todos os portais requerem "...
características avançadas de personalização, permitindo que o portal disponibilize
informações relevantes para cada usuário, aumentando sua eficiência e
produtividade." (p. xv). Para o autor, o portal corporativo permite que os recursos
ativos de uma corporação trabalhem em conjunto "aumentando a produtividade,
promovendo colaboração e facilitando a canalização dos conhecimentos tácitos e
explícitos de uma organização ..." (p. xvi).
Para Dias, a terminologia relacionada com os portais corporativos ainda
não se estabilizou. Os termos "portal corporativo", "portal de informações
corporativas", "portal de negócios" e "portal de informações empresarias" são
utilizados na literatura, algumas vezes, como sinônimos (2001, p. 51).
Para Terra e Gordon (2002), os portais corporativos devem ser
implementados com "um foco em Gestão do Conhecimento", podendo assim
causar mudanças no funcionamento das empresas. Os autores ressaltam que
atualmente a implementação dos portais corporativos é executada basicamente
para atender às necessidades dos funcionários, das comunidades, e até mesmo
da extensa rede que vai além das paredes das organizações. Esses portais, em
muitos aspectos, afirmam Terra e Gordon (2002, p. xvii) “representam uma das
primeiras grandes ondas de TI [Tecnologia de Informação] a ter como base a
necessidade de uma ampla base de usuários.”

2.2 CONSIDERAÇÕES RELEVANTES NA CONSTRUÇÃO DE UM SITE

De acordo com o texto “Portais Corporativos” (2003), é muito difícil criar um
portal que execute todas as tarefas em sua plenitude, pois a construção de um
portal requer várias camadas de tecnologia, o que o torna um tanto complexo.
“Não se trata apenas de uma página Web com um punhado de links para sites

�interessantes. É uma página que dá aos usuários dados de fontes estruturadas,
(...) assim como dados não estruturados de documentos, e-mail e páginas Web.”
Um portal corporativo deve incluir também, “ferramenta de pesquisa e muitas
listagens de páginas de informações baseadas em intranet, divididas em
categorias e classificadas de maneira inteligente.
Moretti et al. (2002, p. 33-34) fazem algumas considerações básicas sobre
a concepção de páginas Web, baseadas no trabalho de Bax (1997). São elas: 1)
utilizar a linguagem e o vocabulário dos usuários; 2) evitar que os visitantes
fiquem confusos e frustrados, limitando o tamanho das páginas; 3) limitar cada
página a um único conceito ou idéia; 4) balancear estética e funcionalidade; 5)
enfatizar a qualidade da informação e limitar o uso de imagens; 6) não basear a
concepção da aparência das páginas num determinado navegador em particular;
7) limitar o uso das marcas HTML mais recentes; 8) manter um padrão de cores e
formas consistente para que o site adquira identidade própria, incluindo: datas e
responsáveis pela manutenção, e-mail para contato, URL; 9) facilitar a
navegação, utilizando marcas de orientação nas páginas; 10) incluir ligações para
os programas na Internet que os visitantes necessitarão para navegação no site.

2.3 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD)

A educação a distância, segundo Alves, Santos e Zambalde (s.d.), pode
ser definida como uma atividade de ensino e aprendizado sem que haja
proximidade física entre tutor (professor no novo ambiente) e aprendizes (alunos
no novo ambiente), cuja comunicação bidirecional entre os vários sujeitos desse
processo (professor, alunos, monitores, administração) seja realizada por meio de
algum recurso tecnológico intermediário tais como: cartas, textos impressos,
televisão, radiodifusão ou ambientes computacionais.
O Decreto Federal no. 2.494 que regulamenta a LDB, diz que "a educação
a distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a
mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em
diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e
veiculados pelos diversos meios de comunicação." (BRASIL, 2003).

�Para Moran (2003) a educação a distância “é um processo de ensinoaprendizagem, mediado por tecnologias, no qual professores e alunos estão
separados espacial e/ou temporalmente.” O autor acrescenta que apesar de não
estarem juntos (professores e alunos), de maneira presencial, “eles podem estar
conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a
Internet (...)”, podendo utilizar também outros recursos, como o “correio, o rádio, a
televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.
Com a aplicação de novas tecnologias na Educação a Distância,
especialmente aquelas ligadas a Internet, a EAD vem crescendo e causando
grandes mudanças na sociedade atual. De acordo com Azevedo (2003),
atualmente podemos falar de uma “EAD antes e depois da Internet”. Segundo o
autor, antes da Internet tínhamos uma Educação a Distância que “utilizava
apenas tecnologias de comunicação de um-para-muitos (rádio, TV) ou de umpara-um (ensino via correspondência). Com a criação da Internet, foi possível a
interação das três possibilidades de comunicação na mídia: “um-para-muitos, umpara-um e, sobretudo, muitos-para-muitos” afirma o autor.
A “informática”, afirmam os autores, tem papel fundamental na educação
moderna e a Internet impõe características importantes na educação a distância:
1) necessidade de alta velocidade; 2) independência de tempo; 3) independência
de espaço; 4) comunicação síncrona; 5) comunicação assíncrona; 6) aprendizado
linear; 7) aprendizado não-linear.
No entanto, os autores enfatizam que não é recomendável um total
afastamento da relação professor-aluno, pois o princípio fundamental na
educação é continuar a ser o vínculo entre aluno e professor. A Internet pode
fornecer condições para suprir essa ausência de contato real do ensino
presencial. Os autores incentivam a "criação de grupos de discussão entre os
participantes" e orientam que "todas as páginas dos cursos devem ter um link
para o e-mail do instrutor."
Naves (1998) ressalta a importância que a EAD passou a ter nos últimos
anos, provocando "a adesão de universidades, instituições de ensino em geral,
instituições governamentais, instituições de pesquisa, fundações, empresas de
iniciativa privada e até mesmo de profissionais educadores”.

�Kischinevsky (2003), por outro lado, destaca que todas as grandes
empresas estão "investindo pesado no ensino a distância através de suas
intranets, com a esperança de diminuir os custos diretos e indiretos de
treinamento."
Azevedo (2003) menciona que as mais caras universidades do mundo
começam a "montar seus campi virtuais e a oferecer Educação a Distância via
Internet."
Na mesma linha, Litto (2003b) aponta que "as mais importantes
universidades do mundo, com as quais a Universidade de São Paulo tem
convênios para ensino e pesquisa já fazem amplo uso de EAD". É o caso das
universidades da "Califórnia, MIT, Cornell, Harvard, Michigan, Indiana, Stanford,
Oxford, Cambridge e muitas outras."
No Brasil, dentro do ambiente acadêmico, Litto (1993a) cita como exemplo
de educação a distância as iniciativas da Universidade Federal Fluminense (UFF)
e da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Fora do ambiente
acadêmico, o autor cita como exemplos de educação a distância aplicada ao
treinamento corporativo as iniciativas da Petrobrás, Caixa Econômica e Embratel.
Na área da ciência da informação, algumas bibliotecas de universidades de
países em desenvolvimento, como as da Yale University Library, Syracuse
University, University of Florida, Cornell University e University of Califórnia –
Berkeley, oferecem cursos presenciais e à distância, em programas de
orientação, eventos e workshops da universidade, em treinamentos específicos
para níveis diferenciados, leitura de textos no próprio site, além de outras
possibilidades.

3 OBJETIVO GERAL
• Propor e desenvolver o Portal de Capacitação das equipes do SIBi/USP.

3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Definir o conteúdo do Portal de Capacitação;
• Definir a estrutura de informação para o Portal de Capacitação;

�• Definir e desenvolver conteúdos para módulos de Ensino a Distância (EAD)
para capacitação contínua das equipes;
• Definir plataforma e ferramentas para implementação do Portal;
• Implementar, no mínimo, um módulo de EAD;
• Estabelecer fluxos para operacionalização e atualização do Portal de
Capacitação.

4 ESTRATÉGIAS
• Análise da literatura especializada;
• Levantamento e análise de portais de capacitação nacionais e estrangeiros;
• Consulta a especialistas;
• Reuniões

periódicas

presenciais

da

equipe

do

projeto

e

troca

de

informações/tarefas, via rede.

5 ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
• Identificação e definição do conteúdo;
• Estabelecimento da estrutura do Portal;
• Desenvolvimento do projeto gráfico do Portal;
• Elaboração de conteúdos para o Portal;
• Definição e modelagem de bases de dados para manutenção do Portal;
• Estabelecimento de padrões e procedimentos para descrição das informações
nas bases de dados;
• Definição de plataformas e ferramentas para implementação do Portal;
• Desenvolvimento do protótipo do Portal;
• Inclusão do Portal de Capacitação na Rede de Serviço do SIBi/USP (SIBiNet);
• Inauguração e divulgação do Portal;
• Elaboração de fluxos de operacionalidade e rotinas de manutenção do Portal.

6 IMPLEMENTAÇÃO DO PORTAL DE CAPACITAÇÃO DE EQUIPES DO
SIBI/USP
O Portal de Capacitação foi implementado pelo Departamento Técnico do
SIBi/USP, a partir do delineamento de estrutura de informação, desenvolvido pela
equipe responsável pelo Projeto.

�O Projeto gráfico do Portal, realizado pela equipe de informática do
SIBi/USP, priorizou em sua concepção facilidades de navegação, adequação de
linguagem, ênfase para informação sem ilustrações, identidade visual com base
na adoção de formas, cores, tipos gráficos de modo a contrabalançar estética e
funcionalidade.
O layout do Portal se compõe de quatro áreas (frames), algumas mantidas
de forma dinâmica, através de banco de dados: superior – logotipo; esquerda –
notícias; inferior – links relevantes, mapa do site, fale conosco e créditos; central –
informações que variam de acordo com a navegação. A área central conta com
barra de menu, com opções e sub-opções, que permitem a navegação por todo o
website. No topo da área central, o usuário dispõe de orientação, localizando-o
quanto à navegação para atingir aquela informação disponível.
Na escolha das ferramentas para desenvolver o Portal foram consideradas
opções para Servidores WEB, funcionais em plataforma MS Windows e
plataforma UNIX (ou LINUX). Para tanto escolheu-se a linguagem de
programação dinâmica PHP com banco de dados MySQL. Já no lado do cliente,
considerou-se a utilização de MS Internet Explorer versão 5.5 (ou superior) ou
Netscape versão 6 (ou superior). Esta definição do usuário alvo direcionou a
escolha das ferramentas a serem adotadas no apoio ao HTML básico. Foram
usados comandos Javascript para desenvolvimento do menu de navegação e
rolagem na área de notícias.
As bases de dados inicialmente previstas para as áreas de Currículos,
Eventos Experiências bem sucedidas adotam padrão Dublin Core para o formato
de dados. As rotinas de manutenção do Portal devem definir outras áreas a serem
estruturadas na forma de banco de dados para incremento das páginas
dinâmicas.
O Portal de Capacitação foi inaugurado em Dezembro de 2003, em caráter
experimental, apresentando a seguinte estrutura:

•

Conheça o Portal
-

Histórico - Linha do Tempo das iniciativas de capacitação do SIBi/USP

-

Proposta - Premissas e Objetivos do Portal

�•

Oportunidades de Treinamento
-

Cursos / Manuais / Tutoriais

-

Programa de Integração
- Por dentro da Biblioteca
- Por dentro do SIBi/USP
- Por dentro da USP

•

Sala de Leitura
-

Publicações Eletrônicas

-

Conhecimento Gerado no Sistema

-

Textos de Interesse

-

Sites de Interesse

•

•

•

-

Instituições

-

Cursos em biblioteconomia e ciência da informação

-

Bibliotecas virtuais e Portais

Curiosidades

Eventos
-

Eventos da Área

-

Eventos USP

Competências
-

Banco de Currículos

-

Experiências bem Sucedidas

Carreiras
-

Funções em bibliotecas

-

Plano de desenvolvimento

•

Notícias

•

Novidades no site

7 CONCLUSÕES

A institucionalização de procedimentos para capacitação contínua das
equipes bibliotecárias do SIBi/USP prevê, entre outras vertentes de atuação, um
Portal de Capacitação como forma de otimizar o uso do recursos de moderna

�tecnologia para práticas inovadoras no desenvolvimento de competências e
talentos, alinhados com os interesses institucionais.
O Portal promove um ambiente de oportunidades de aprendizagem
permanente para o funcionário, evidenciando o comprometimento da instituição e
de suas equipes com a cultura de aperfeiçoamento contínuo.
A partir do desenvolvimento de projeto específico, o Portal de Capacitação
do SIBi/USP adota facilidades de navegação, estrutura de informação para
atender às necessidades de aprimoramento pessoal e profissional do usuário,
bem como conferir maior agilidade à disseminação de práticas e conhecimento
gerados na instituição.
Apresenta características de um portal de informações ou de conteúdos,
com tendências para uma universidade corporativa, quando da implementação
plena dos recursos de EAD, bancos de dados para manutenção permanente de
páginas dinâmicas, previstos no escopo inicial. O projeto gráfico prioriza
facilidades de navegação, dividido em áreas, sendo desenvolvido em ambiente
cliente/servidor e com recursos de moderna tecnologia.
Ao final da etapa experimental, prevista ainda para 2004, serão feitos os
ajustes sugeridos pelos usuários e estabelecidos os fluxos de operacionalidade e
procedimentos de manutenção.
A metodologia de projeto, usada para implementação do Portal, propicia a
participação de vários profissionais, proporcionando a construção coletiva e maior
precisão no cumprimento das etapas.
O Portal de Capacitação das equipes do SIBi/USP é o espaço virtual de
aperfeiçoamento de seus profissionais cujos resultados se refletem no
fortalecimento do Sistema. Para um aprimoramento contínuo, é necessário
manter-se em sintonia com o ambiente local e global, em constante movimento,
como uma organização em permanente processo de aprendizagem, sensível ao
seu contexto.

�REFERÊNCIAS

ALVES, R. M.; SANTOS, A. B. dos; ZAMBALDE, A. L. Ensino a distância:
aspectos teóricos e práticos de implantação e uso de um ambiente virtual de
aprendizado. Lavras, MG: Universidade Federal de Lavras/Fundação de Apoio ao
Ensino, Pesquisa e Extensão, s.d. Disponível em: &lt;http://www.ied.ufla.br&gt;.
Acesso em: 24 jun. 2003.
AZEVEDO, W. Panorama atual da educação a distância no Brasil. 2003.
Disponível em: &lt;http://www.estudefacil.com.br/biblioteca/txtintegral.html&gt;. Acesso
em: 25 jun. 2003.
BRANDÃO, M. C. de M.; BORGES, J. L. P.; RODRIGUEZ y RODRIGUEZ, M. V.
Universidades corporativas: um estudo de caso. Transinformação, v. 13, n. 2, p.
131-141, 2001.
BRASIL. Decreto no. 2.494, de 10 de fevereiro de 1998. Regulamenta o Art. 80
do LDB no. 939/96. EAD-Legislação. Disponível em:
&lt;http://www.centrorefeducacional.com.br/eadlegisl.htm&gt;. Acesso em: 26 jun.
2003.
CORNELL UNIVERSITY. Disponível em: &lt;http://campusgw.library.cornell.edu&gt;.
Acesso em: 26 jun. 2003.
DIAS, C. A. Portal corporativo: conceitos e características. Ciência da
Informação, v. 13, n. 1, p. 50-60, 2001.
EBOLI, M. Um novo olhar sobre a educação corporativa: desenvolvimento de
talentos no século XXI. In: DUTRA, J. (Org.). Gestão por competências: um
modelo avançado para o gerenciamento de pessoas. São Paulo: Ed. Gente,
2001. p. 97-115.
KISCHINEVSKY, A. Ensino à distância em intranets. 2003. Revista TI.
Disponível em: &lt;http://www.timaster.com.br/revista/artigos/main&gt;. Acesso em: 26
jun. 2003.
LITTO, F. M. EAD em pauta. Revista TI. 2003a. Disponível em:
&lt;http://www.timaster.com.br/revista/artigos/main&gt;. Acesso em: 26 jun. 2003.
LITTO, F. M. Educação a distância e a USP. Jornal da USP, São Paulo, n. 639,
22 a 27 abr. 2003b.

�MORAN, J. M. O que é educação a distância. 2003. Disponível em:
&lt;http://www.estudefacil.com.br/biblioteca/txtintegral.html&gt;. Acesso em: 25 jun.
2003.
MORETTI, A. B et al. Proposta de conteúdo mínimo para as home pages das
bibliotecas da USP. São Paulo: Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo, 2002. Trabalho apresentado ao Programa de
Administração da Inovação Científica e Tecnológica nos Serviços de Informação PROTAP II/SIBi/USP.
NAVES, C. H. T. Educação continuada e à distância de profissionais da ciência
da informação no Brasil via Internet. 1998. Dissertação (Mestrado em Ciência
da Informação) - Universidade de Brasília. Disponível em:
&lt;http://www.intelecto.net&gt;. Acesso em: 24 jun. 2003.
PORTAIS corporativos. Textos extraídos da publicação The Delphi Group,
Boston. Disponível em:
&lt;http://www.eb.ufmg.br/bax/Fiemg/Modulo4/Bax/Textos/portais_corporativos.htm
&gt;. Acesso em: 26 jun. 2003.
SYRACUSE UNIVERSITY. Disponível em: &lt;http://libwww.syr.edu&gt;. Acesso em:
26 jun. 2003.
TAVARES, F. Apresentação. In: TERRA, J. C. C.; GORDON, C. Portais
corporativos: a revolução na gestão do conhecimento. Trad. Érica Saubermann e
Rodrigo Baroni. São Paulo: Negócio Ed., 2002. p. xv-xvi.
TERRA, J. C. C.; GORDON, C. Portais corporativos: a revolução na gestão do
conhecimento. Trad. Érica Saubermann e Rodrigo Baroni. São Paulo: Negócio
Ed., 2002.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS.
Projeto Crescer: institucionalizar procedimentos para capacitação contínua de
equipes – relatório final [e anexos]. São Paulo, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.usp.br/gestao/proc02.htm&gt;. Acesso em: 07 jul 2004.
UNIVERSITY OF CALIFORNIA – BERKELEY. Disponível em:
&lt;http://www.lib.berkeley.edu&gt;. Acesso em: 26 jun. 2003.
UNIVERSITY OF FLORIDA. Disponível em: &lt;http://web.uflib.ufl.edu&gt;. Acesso
em: 26 jun. 2003.
YALE UNIVERSITY LIBRARY. Disponível em: &lt;http://www.library.yale.edu&gt;.
Acesso em: 26 jun. 2003.

�∗

Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas /
USP. Av. Prof. Lineu Prestes, trav. 12, 350 – 05508-900 – São Paulo, SP – Brasil –
megrandi@usp.br )
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. Av. Prof. Luciano Gualberto,
trav. J, 374 – 1º andar – 05508-010 – São Paulo, SP – Brasil – marizadc@usp.br
Biblioteca/Centro de Informação e Referência da Faculdade de Saúde Pública /USP. Av. Dr.
Arnaldo, 715 – 01246-904 – São Paulo, SP – Brasil - abcuenca@usp.br
Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Psicologia USP. R. Prof. Mello Moraes, 1721
– BL. C – 05508-030 – São Paulo, SP – Brasil – angelica@usp.br
Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Geociências/USP. R. do Lago, 562 – 05508080 – São Paulo, SP – Brasil – hellend@usp.br
Biblioteca “Wanda de Aguiar Horta” da Escola de Enfermagem/USP. Av. Dr. Enéas de Carvalho
Aguiar, 419 – 05403-906 – São Paulo, SP – Brasil – julytkbr@usp.br
Serviço de Documentação Odontológica da Faculdade de Odontologia/USP – Av. Prof. Lineu
Prestes, 2227 – 05508-000 – São Paulo, SP – Brasil - luziam@usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53351">
                <text>Desenvolvimento do Portal de Capacitação de equipes do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53352">
                <text>Grandi, Márcia Elísa Garcia de et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53353">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53354">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53355">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53357">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53358">
                <text>A partir da formalização de uma política de capacitação contínua das equipes do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) e do planejamento Estratégico para o ano de 2003, definiu-se um projeto para desenvolvimento e implementação do Portal de Capacitação de Equipes do SIBi/USP. Partiu-se do pressuposto que a construção do Portal propicia a adoção de novas práticas facilitadoras na formação de competências e habilidades, a promoção de uma cultura de aprendizagem, o desenvolvimento de talentos alinhados com a missão e objetivos da instituição e estímulo ao aprimoramento individual e organizacional. O escopo do projeto compreendeu: identificação e definição dos conteúdos para o Portal; estabelecimento da estrutura da informação; elaboração do projeto gráfico e de navegação; definição de plataformas, ferramentas e bases de dados para implementação e manutenção. O Portal foi inaugurado em dezembro de 2003, em caráter experimental, estando prevista a inserção de ajustes, a partir das sugestões dos usuários, a atualização dos conteúdos, além da elaboração de manuais e fluxos para operacionalização das rotinas de manutenção.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68333">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4831" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3901">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4831/SNBU2004_067.pdf</src>
        <authentication>e6904c9059ee5bff8f2b96e059238583</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53386">
                    <text>DIRETRIZES PARA A CAPACITAÇÃO DE EQUIPES DO SISTEMA
INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Márcia Elísa Garcia de Grandi∗
Mariza Leal de Meirelles Do Coutto
Ângela Maria Belloni Cuenca
Aparecida Angélica Z. Paulovic Sabadini
Hellen Cristina Damaso
Juliana Akie Takahashi
Luzia Marilda Zoppei Murgia e Moraes

RESUMO
Relata o desenvolvimento de projeto para estabelecimento de diretrizes e
procedimentos com vistas à formalização do processo de capacitação contínua
das equipes do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(SIBi/USP), visando a promoção de mudanças organizacionais e formação de
competências para o aprimoramento dos produtos e serviços oferecidos. No
escopo do projeto foi previsto o planejamento e implementação imediata de um
programa de capacitação como teste do processo. O projeto foi definido a partir
do planejamento estratégico do SIBi/USP para o ano de 2002, tendo como
premissas que a capacitação contínua de equipes possibilita a promoção de uma
cultura de aprendizagem organizacional, o desenvolvimento de talentos alinhados
com a missão e objetivos do Sistema e estímulo ao crescimento individual e
organizacional. Os resultados do projeto compreenderam a elaboração de
documento sobre a política de capacitação, com a validação pelas instâncias
competentes, a implementação imediata de um programa a partir das
necessidades detectadas e estabelecimento do fluxo do processo de capacitação
do Sistema.

1 INTRODUÇÃO
O Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo –
SIBi/USP tem suas equipes bibliotecárias distribuídas em 39 bibliotecas
especializadas, situadas nas Unidades de ensino e pesquisa, Centros, Hospitais
e Museus da USP, bem como em seu próprio Departamento Técnico. O quadro
funcional totaliza 757 funcionários, sendo 303 bibliotecários, 271 técnicos e 183
auxiliares de documentação e informação.

�Desde a criação do SIBi/USP, a preocupação com a capacitação das
equipes bibliotecárias acompanhou as atividades desenvolvidas para estabelecer
procedimentos sistêmicos padronizados para os processos instituídos na área de
informatização dos acervos, aquisição e acesso à informação.
Em

1996,

foi

implementado

o

projeto

“Capacitação

de

equipes

bibliotecárias do SIBi/USP: desenvolvimento de modelo metodológico para
ambientes em processo de remodelação apoiado em princípios de gestão da
qualidade” (BELLUZZO et al, 1996), integrante do Programa Gestão de
Qualidade e Produtividade da USP. Esse projeto justificou a inclusão do SIBi/USP
como unidade orçamentária para alocação de recursos financeiros com vistas ao
desenvolvimento de programas de treinamento e desenvolvimento de RH, o que
ocorre desde 1997.
A execução daquele projeto proporcionou um clima organizacional
favorável ao aprimoramento e desenvolvimento de RH no SIBi/USP, gerando,
também a expectativa de uma política de implantação de capacitação
permanente das equipes de modo a promover mudanças comportamentais,
especialmente quanto ao trabalho integrado e à qualidade de produtos e serviços.
Em 2002, o Planejamento Estratégico do SIBi/USP estabeleceu a área de
capacitação como uma das estratégias sistêmicas, resultando na proposição do
Projeto CRESCER – Institucionalizar procedimentos para capacitação contínua
de equipes, de acordo com o novo modelo de gestão, o qual adotou a
metodologia de projetos para a implantação das ações definidas como
prioritárias.

2 REVISÃO DA LITERATURA
A criação do espaço virtual exige do profissional da informação, além das
capacidades específicas de sua formação, níveis cada vez mais altos de
educação, capacidade de trabalho em equipe e de comunicação no ambiente de
trabalho para enfrentar as mudanças contínuas (PROSDÓCIMO; OHIRA, 2000).
Na mesma linha de pensamento, Souza; Pardini e Braga (2000) comentam as

�mudanças ocorridas no âmbito do trabalho do bibliotecário com a introdução da
tecnologia da informação e seus reflexos no perfil do bibliotecário, enfatizando a
importância da atualização profissional.
Busca-se no profissional habilidades técnicas, para entender da área de
atuação e conhecer as tecnologias;

habilidades sociais, que o leve a buscar

interação, promover a cooperação e ter facilidade de comunicação; habilidades
culturais, para absorver o aprendizado, compreender o contexto e entender de
gerenciamento; e habilidades emocionais que propiciam o envolvimento e o
desenvolvimento da auto-estima e da criatividade (NASCIMENTO, 2000).
Hommerging e Vergueiro (2000) acrescentam a essas habilidades, as
seguintes características: maior exposição e participação nas políticas internas da
organização; iniciativa na busca de soluções de problemas; atuação como
elemento de marketing; abandono do papel de guardião da informação para
tornar-se aliado na construção da informação inteligente e competitiva,
estabelecendo parcerias com tomadores de decisão.
Já Cavalcanti (2000) focaliza a formação do funcionário no princípio de
aprendizagem contínua, fundamentalmente na formação cultural, na formação
estratégica (a curto ou

médio prazo) e na aprendizagem que potencializa o

desenvolvimento profissional.
Oliveira et al. (2000) discutem as habilidades gerais exigidas do profissional
da informação, destacando a mudança de papel de gerenciador de coleções para
refinador de informação.
Valentim (2000) conclui que a qualidade da atuação do profissional está
condicionada à sua capacidade de remodelar os sistemas de informação onde
atua, a partir de interação entre os seus componentes.
Giesecke et al. (1999) propõem um conjunto de competências a serem
desenvolvidas por profissionais atuando em bibliotecas universitárias, onde estão
incluídas habilidades interpessoais, gerenciais e técnicas.
Em pesquisa sobre as exigências do mercado de trabalho do profissional
bibliotecário no Reino Unido foram destacadas, entre outras, as seguintes

�categorias: capacidade de trabalhar sob pressão; flexibilidade; capacidade de
lidar com usuários diversos; habilidades de comunicação escrita; espírito
inquisitivo; reflexão; dedicação; liderança e inovação (GOULDING et al., 1999).
Um estudo sobre o tema "Motivação do pessoal de biblioteca da USP"
(MARQUES;

CAMPOS;

TRIMER,

2001)

mostrou

que

a

categoria

"Capacitação/Treinamento de pessoal” foi citada por 100% dos entrevistados
como necessidade de atualização, e como forma de garantir a qualidade de
serviços prestados e de geração de produtos.

2.1 A QUEM CABE CAPACITAR?

Vários autores têm opinado sobre a responsabilidade da atualização do
profissional bibliotecário. Cunha (1984) e Zanaga (1989) postulam que a
responsabilidade deve ser compartilhada pelas escolas, empresas e pelo próprio
bibliotecário. Tarapanoff et al. (1988) afirmam que cabe ao próprio profissional o
desenvolvimento de atividades de educação continuada, vendo nesta a
possibilidade de cobrir lacunas de sua formação e de se atualizar em relação à
demanda específica. Já Guimarães (1997) é de opinião que a classe bibliotecária
deveria publicar mais suas experiências na área da informação para a garantia da
atualização do bibliotecário, de modo a desafiá-lo e colocá-lo em contato com os
desenvolvimentos científicos aplicáveis à sua área de atuação.
Bukenya (1999) analisa os programas de educação continuada na África
do Sul e do Leste, apontando a necessidade de esforços concentrados e
cooperativos na coordenação destes programas, em nível nacional e regional,
para evitar duplicações, lacunas ou falta de cobertura de áreas críticas.
A Association of College and Research Libraries – ACRL (2000) postula
que,

embora

o

desenvolvimento

profissional

possa

ser

visto

como

responsabilidade do indivíduo, só poderá ser concretizado a partir de parcerias
com associações e instituições que compartilhem objetivos e valores comuns com
os profissionais bibliotecários. Os esforços em busca da excelência pessoal e
organizacional constituem, assim, uma ação conjunta entre os bibliotecários, as

�instituições onde atuam, as associações de bibliotecas e de classe e as
instituições de ensino na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação.
A Library Support Staff Interests Round Table, da American Library
Association – LSSIRT, em estudo sobre as necessidades de capacitação contínua
de

profissionais de nível técnico atuantes em bibliotecas americanas, faz

recomendações sobre necessidades e competências a serem atingidas e define
as responsabilidades que devem ser divididas entre os próprios profissionais, as
suas instituições e as organizações de classe locais e regionais (AMERICAN
LIBRARY ASSOCIATION, 2000).

2.2 PLANEJAMENTO

E

IMPLEMENTAÇÃO

DE

PROGRAMAS

DE

CAPACITAÇÃO
O desenvolvimento de programas de capacitação deve ter como objetivo
maximizar o potencial de aprendizagem e a capacidade produtiva dos indivíduos
que fazem parte das organizações, proporcionando a aquisição de novas
habilidades, novos conhecimentos e mudanças comportamentais e de atitudes
(TACHIZAWA; FERREIRA; FORTUNA, 2001).
Para garantir a eficácia de um programa de treinamento é necessário que o
mesmo esteja atrelado aos objetivos e estratégias da organização, prevendo-se
para sua elaboração as seguintes fases: 1) diagnóstico das necessidades de
treinamento; 2) estabelecimento da programação a partir do diagnóstico efetuado;
3) implementação e execução; 4) avaliação dos resultados. O programa deve
adotar em todas as suas etapas critérios básicos de eficácia, tendo em vista a 1)
relevância - priorização do desenvolvimento de conhecimentos e habilidades mais
importantes para o desempenho das tarefas; 2) transferibilidade - aplicação dos
conceitos no trabalho cotidiano; 3) alinhamento sistêmico - difusão dos
comportamentos à organização como um todo (TACHIZAWA; FERREIRA;
FORTUNA, 2001).
Ao discorrer sobre as condições básicas para o desenvolvimento eficaz de
projetos de universidades corporativas, Eboli (2001) observa que os mesmos

�devem

estar

pautados

na

identificação

das

competências

essenciais,

pressupondo o envolvimento de todos os segmentos da organização; aplicação
de múltiplas formas de aprendizagem; adoção de conceitos de gestão do
conhecimento; avaliação contínua dos resultados, tendo em vista os objetivos do
negócio.
Gerrard (2000), por sua vez, analisa os elementos necessários para
implementação de programas eficazes de treinamento e desenvolvimento de
pessoal em bibliotecas e serviços de informação, destacando: 1) obtenção do
apoio de dirigentes e da equipe; 2) revisão de possíveis práticas de capacitação já
em andamento; 3) levantamento de necessidades; 4) implementação; 5)
avaliação.
Belluzzo (1995) propõe uma metodologia para planejamento de programas
de capacitação em bibliotecas universitárias, compreendida por: 1) análise da
biblioteca universitária como organização; 2) análise dos processos e atividades;
3) determinação das condições de melhoria dos recursos humanos, com o
levantamento dos problemas e deficiências para os quais serão adotadas ações
estratégicas.
Algumas iniciativas de programas de capacitação desenvolvidos em
sistemas de informação são verificadas na literatura da área. Santos, Sampaio e
Bastos (2000) relatam avaliação das atividades desenvolvidas no Núcleo de
Documentação da Universidade Federal Fluminense, enquanto que Grandi e
Ferrari (2000) mencionam programa de capacitação da equipe de bibliotecários,
técnicos e auxiliares implementado em uma biblioteca universitária.
Belluzzo et al. (1996) descrevem o Programa de Capacitação de Equipes
Bibliotecárias da Universidade de São Paulo, concebido com o objetivo de
estimular a formação de cultura de conhecimento e aprendizagem, a promoção de
mudanças comportamentais em relação ao trabalho integrado e à qualidade dos
serviços prestados.

3 OBJETIVOS

�Conforme previsto no Planejamento Estratégico do SIBi/USP para o ano de
2002, estabeleceu-se uma equipe, formada por profissionais de diferentes
Bibliotecas, para desenvolvimento do projeto referente à institucionalização do
processo de capacitação contínua das equipes do Sistema, tendo como
premissas que a capacitação contínua de equipes possibilita: a promoção de uma
cultura de aprendizagem na organização; o desenvolvimento de talentos
alinhados com a missão e objetivos do Sistema; o estímulo ao desenvolvimento
individual e organizacional, contribuindo para imprimir flexibilidade e agilidade ao
Sistema no enfrentamento de desafios e antecipação de cenários futuros.
A partir das premissas estabelecidas, foram delineados os seguintes
objetivos gerais e específicos do projeto:

3.1 OBJETIVOS GERAIS
• Estabelecer diretrizes e procedimentos para a formalização do processo de
capacitação contínua das equipes do SIBi/USP, preparando-as para o
desempenho de suas atividades em consonância com a missão do Sistema e
incentivando-as ao auto-desenvolvimento pessoal e profissional;
• Planejar e implementar um Programa de Capacitação para o 2º semestre de
2002, como teste do processo.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Propor mecanismos para identificação das necessidades de capacitação das
equipes, tendo em vista o desenvolvimento de competências e habilidades;
• Propor critérios para: 1) priorização das demandas a serem atendidas, de
acordo com missão e objetivos do Sistema; 2) distribuição dos recursos
alocados para o Programa; 3) definição da capacitação quanto a: tipos, público
alvo, Metodologia, prevendo-se, também, a formação de multiplicadores e
avaliação do programa a ser implantado;
• Propor infra-estrutura para operacionalidade de um Programa de Capacitação;

�• Definir prioridades para o Programa de Capacitação previsto para o ano em
curso;
• Elaborar o Programa de Capacitação para implementação imediata;
•

Desenvolver o Portal de Capacitação do SIBi/USP.

4 ESTRATÉGIAS

• Análise da literatura especializada;
• Levantamento de iniciativas em andamento (Bibliotecas do Sistema e
respectivas Unidades). Foi elaborado um questionário para rastreamento de
políticas ou procedimentos de Capacitação existentes nas Bibliotecas do
SIBi/USP;
• Levantamento

da

demanda

individual

de

capacitação,

existente

no

Departamento Técnico e nas Bibliotecas, por meio de um formulário enviado a
todos os integrantes do Sistema. Paralelamente, foi realizada uma consulta aos
demais Grupos de Projetos do SIBi/USP para levantamento das necessidades
identificadas como requisitos para implementação das ações nas áreas
específicas de cada Projeto;
• Consulta a especialistas;
• Reuniões periódicas do Grupo;
• Benchmarking, por meio da análise documental de políticas de Capacitação
identificadas em websites governamentais, de instituições congêneres e
empresariais, para estabelecimento de parâmetros comparativos e verificação
da aplicabilidade;
• Validação pela comunidade bibliotecária;
• Identificação de competências dentro do Sistema e/ou da Universidade para
desenvolvimento e implementação do programa com estabelecimento de
parcerias internas e externas.

5 RESULTADOS

�O Projeto foi desenvolvido dentro do prazo estipulado de 1 (um) ano,
período no qual foram cumpridos os objetivos propostos, exceto a implementação
do Portal de Capacitação do SIBi/USP, cuja consecução configurou-se em
subprojeto, adiado para o ano seguinte.

5.1 DIRETRIZES PARA A CAPACITAÇÃO

Conforme estabelecido, elaborou-se um documento com a “Proposta de
Diretrizes para Capacitação de Equipes do SIBi/USP”, o qual foi submetido à
equipe de avaliação do Projeto. Após a avaliação e incorporação das sugestões,
o documento foi apresentado às Diretoras de Bibliotecas, juntamente com o
“Plano de Capacitação para 2002”, sendo ambos validados pelo Sistema.
O documento final apresenta a seguinte estrutura: 1) premissas; 2)
objetivos;

3)

diretrizes;

4)

critérios;

5)

instrumentos

de

política;

6)

operacionalização do Programa de Capacitação.
Explicita-se nas Diretrizes o compromisso institucional com a capacitação
contínua das equipes, para promoção de uma cultura de aprendizagem e estímulo
ao

desenvolvimento

individual

e

organizacional.

Prevêem-se

ações

de

capacitação direcionadas aos três níveis funcionais (superior, técnico e básico) e
em três vertentes: 1) treinamento inicial; 2) treinamento em serviço; 3)
aperfeiçoamento. Alguns critérios, condicionados às políticas e planejamentos
institucionais, são estabelecidos para definição da relevância das ações a serem
implementadas, assim como para a subvenção e liberação de funcionários. Os
seguintes instrumentos são recomendados para implementação da Política de
Capacitação: 1) Plano Anual de Capacitação; 2) Relatórios de Execução e
Avaliação das ações e do Plano Anual de Capacitação; 3) Sistema de
Informações Gerenciais sobre as Ações de Capacitação do SIBi/USP. É proposta,
também, a criação de uma infra-estrutura administrativa junto ao Departamento
Técnico do SIBi/USP para coordenação e implementação do Programa de
Capacitação em fluxo contínuo, cujas responsabilidades incluem, entre outras, a
identificação das demandas, elaboração e execução dos Planos Anuais,

�avaliação contínua das ações implementadas, apoio às Bibliotecas no
desenvolvimento de Planos locais.

5.2 PLANO DE CAPACITAÇÃO

A partir do quadro de necessidades de capacitação identificadas nos
estudos mencionados, foi proposto pelo Grupo de projeto e implementado pelo
Departamento Tecnico do SIBi/USP, um Plano de Capacitação, que compreendeu
a execução de 08 cursos, desdobrados em 21 ocorrências e envolvendo 587
participantes dos três níveis funcionais, num total de 244 horas. Os conteúdos
abordados

foram:

Planejamento,

Técnicas

de

Liderança,

Marketing,

Administração de Projetos, Práticas em bases de dados, Qualidade no
Atendimento ao Público, Metadados, AACR2 e Front Page.

5.3 FLUXO DO PROCESSO DE CAPACITAÇÃO DE EQUIPES DO SIBI/USP

Após a execução do projeto, delineou-se um Fluxo do Processo de
Capacitação a ser adotado pelo Sistema, dentro do cronograma anual, com a
previsão

das

seguintes

etapas:

1)

Identificação

das

necessidades;

2)

Consolidação das necessidades identificadas; 3) Plano de treinamento; 4)
Elaboração do orçamento; 5) Elaboração do Plano Anual de Capacitação; 6)
Aprovação/Validação pela instância competente; 7) Execução; 8) Avaliação; 9)
Elaboração do relatório; 10) Disseminação dos resultados.

6 CONCLUSÕES

O desenvolvimento e resultados imediatos do Projeto evidenciam a
relevância representada pelo tema de capacitação contínua nas organizações em
geral e, especificamente, na área de bibliotecas e serviços de informação.
As atividades de capacitação desenvolvidas durante toda a trajetória do
SIBi/USP, e formalizadas a partir do presente projeto, inserem-se dentro de uma

�política voltada para a promoção de uma cultura de aprendizagem e de estímulo
ao desenvolvimento individual e organizacional.
Exige-se do moderno profissional da informação o comprometimento com o
crescimento e o aprimoramento contínuos, buscando o desenvolvimento de suas
habilidades técnicas, sociais, culturais e emocionais que contribuam para o
desempenho de suas atividades profissionais e realização pessoal, constituindose no capital humano da organização, a ser compartilhado com generosidade.
Assim, as Diretrizes propostas e a institucionalização da capacitação como
processo no SIBi/USP, visam a promoção de mudanças comportamentais,
especialmente quanto ao trabalho integrado e desenvolvimento de competências
para o aprimoramento do processo de produção de bens e serviços, em
consonância com a expectativa da clientela.
Cumpre ressaltar a importância da própria metodologia de Gestão de
Projetos adotada pelo SIBi/USP, que pressupõe a assimilação de conceitos como
a formação de equipes multidisciplinares e transorganizacionais e a busca por
melhores resultados de produtividade e eficiência. Constata-se, assim a
importância do crescimento profissional e individual contínuo, que permita a
adequação a novos desafios e participação nos processos de mudança impostos
às organizações atuais.
O

desenvolvimento

do

presente

projeto,

assim

como

de

outros

implementados no SIBi/USP, evidencia a importância do trabalho de construção
coletiva e contínua, onde as competências individuais são fundidas e focadas,
visando o crescimento e aprimoramento de um todo, que é o próprio Sistema e a
comunidade por ele atendida.

REFERÊNCIAS

AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. Library Support Staff Interests Round
Table. Task Force on Access to Continuing Education &amp; Training Opportunities:
final report. 2000. Disponível em: &lt;http://ala.org/ssirt/index.html&gt;. Acesso em:
25 mar. 2002.

�ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH LIBRARIES. ACRL Statement
on Professional Development, 2000. Disponível em: &lt;http://www.ala.org/acal&gt;.
Acesso em: 25 mar. 2002.
BELLUZZO, R. C. B. Da capacitação de recursos humanos a gestão da
qualidade em bibliotecas universitárias: paradigma teórico-prático para ambiente
de serviço de referência e informação. São Paulo, 1995. Tese (Doutorado em
Ciência da Informação) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São
Paulo, São Paulo, 1995.
BELLUZZO, R. C. B. et al. Capacitação de equipes bibliotecárias no Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo em face às novas
dinâmicas de gestão da qualidade. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9., Curitiba, 1996. Anais... Curitiba:
UFPR/PUCPR, 1996. (Publicado em disquete).
BUKENYA, I. M. N. K. New trends in library and information fields and the
implication for continuing education. Journal of Librarianship and Information
Science, v. 31, n. 2, p. 93-99, Jun. 1999.
CAVALCANTI, L. E. A biblioteca e o seu capital intelectual. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., Florianópolis, 2000.
Anais... Florianópolis, 2000. (Publicado em CD-ROM).
CUNHA, M. B. O desenvolvimento profissional e a educação continuada. Revista
de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 12, n. 2, p. 145-146, 1984.
EBOLI, M. Um novo olhar sobre a educação corporativa: desenvolvimento de
talentos no século XXI. In: DUTRA, J. (Org.). Gestão por competências: um
modelo avançado para o gerenciamento de pessoas. São Paulo: Editora Gente,
2001. p. 97-115.
GERRARD, A. L. Staff training and development programs in the library
environment.
2000.
Disponível
em:
&lt;http://www.slis.ualberta.ca/cap00/alg1/staff.htm&gt;. Acesso em: 03 abr. 2002.
GIESECKE, J. et al. Core competencies and learning organizations [at the
University of Nebraska]. Library Administration and Management, v.13, n. 3, p.
158-166, Summer 1999.
GOULDING, A. et al. Supply and demand: the workforce needs of library and
information services and personal qualities of new professionals. Journal of
Librarianship and Information Science, v. 31, n. 4, p. 212-223, Dec. 1999.

�GRANDI, M. E. G.; FERRARI, A. C. Desenvolvimento de equipes e capacitação
de usuários: a biblioteca universitária como espaço de aprendizagem. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11.,
Florianópolis, 2000. Anais... Florianópolis, 2000. (Publicado em CD-ROM).
GUIMARÃES, J. A. C. Moderno profissional da informação: elementos para sua
formação no Brasil. Transinformação, Campinas, v. 9, n. 1, p. 124-137, 1997.
HOMMERDING, N. S.; VERGUEIRO, V. Os bibliotecários e as intranets: um novo
espaço de atuação profissional. Disponível em:
&lt;http://embauba.ibict.br/cbbd2000/Default_sp.html&gt;. Acesso em: 13 maio 2002.
MARQUES, E. A.; CAMPOS, E. M.; TRIMER, N. F. Motivação de pessoal de
biblioteca da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2001. Trabalho de
conclusão de curso apresentado ao Programa da Administração da Inovação
Científica e Tecnológica nos Serviços de Informação / PROTAP-SIBi/USP.
NASCIMENTO, M. A. R. O profissional da informação e o paradigma da sociedade da
aprendizagem. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 19., Porto Alegre, 2000. Anais. Porto Alegre: PUCRS, 2000.
(Publicado em CD-ROM).
OLIVEIRA, A. M. et al. Gerenciamento do capital humano em bibliotecas ou
centros de informação: desafio imposto pela sociedade do conhecimento.
Transinformação, v. 12, n. 2, p. 7-16, jul./dez. 2000.
PROSDÓCIMO, Z. P. A.; OHIRA, M. L. B. Quem é o bibliotecário em exercício no
Estado de Santa Catarina: necessidade de educação continuada. Disponível em:
&lt;http://embauba.ibict.br/cbbd2000/Default_sp.html&gt;. Acesso em: 13 maio 2002.
SANTOS, A. R.; SAMPAIO, M. P. F.; BASTOS, V. N. R. Capacitação dos
recursos humanos em unidades de informação: relato de uma experiência. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11.,
Florianópolis, 2000. Anais... Florianópolis, 2000. (Publicado em CD-ROM).
SOUZA, M. A.; PARDINI, M. A.; BRAGA, M. F. Bibliotecário: polivalência de
futuro ou o futuro de um bibliotecário em tempo de bits. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19., Porto Alegre,
2000. Anais. Porto Alegre: PUCRS, 2000. (Publicado em CD-ROM).
TACHIZAWA, T.; FERREIRA, V. C. T.; FORTUNA, A. A. Gestão com pessoas.
São Paulo: FGV, 2001.

�TARAPANOFF, K.; SANTIAGO, S. H. L.; CORRÊA, A. A. Características e
tendências do profissional da informação. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, São Paulo, v. 21, n. 3/4, p. 60-84, jul./dez. 1988.
VALENTIM, M. L. P. O moderno profissional da informação: formação e
perspectiva profissional. Enc. Bibli: R. Bibliotecon. Ci. Inf., n. 9, jun. 2000.
Disponível em&lt;www.encontros-bibli.ufsc.br/Edicao_9/marta.html&gt;. Acesso em 06
jul. 2004.
ZANAGA, M. P. Educação contínua: atitudes e experiências dos bibliotecários do
Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. Transinformação, v. 3, n. 1, p. 55-74,
set./dez. 1989.

∗

Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas /
USP. Av. Prof. Lineu Prestes, trav. 12, 350 – 05508-900 – São Paulo, SP – Brasil –
megrandi@usp.br
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. Av. Prof. Luciano Gualberto,
trav. J, 374 – 1º andar – 05508-010 – São Paulo, SP – Brasil – marizadc@usp.br
Biblioteca/Centro de Informação e Referência da Faculdade de Saúde Pública /USP. Av. Dr.
Arnaldo, 715 – 01246-904 – São Paulo, SP – Brasil - abcuenca@usp.br
Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Psicologia USP. R. Prof. Mello Moraes,
1721 – BL. C – 05508-030 – São Paulo, SP – Brasil – angelica@usp.br
Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Geociências/USP. R. do Lago, 562 –
05508-080 – São Paulo, SP – Brasil – hellend@usp.br
Biblioteca “Wanda de Aguiar Horta” da Escola de Enfermagem/USP. Av. Dr. Enéas de Carvalho
Aguiar, 419 – 05403-906 – São Paulo, SP – Brasil – julytkbr@usp.br
Serviço de Documentação Odontológica da Faculdade de Odontologia/USP – Av. Prof. Lineu
Prestes, 2227 – 05508-000 – São Paulo, SP – Brasil - luziam@usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53369">
                <text>Diretrizes para a capacitação de equipes do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53370">
                <text>Grandi, Márcia Elísa Garcia de et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53371">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53372">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53373">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53375">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53376">
                <text>Relata o desenvolvimento de projeto para estabelecimento de diretrizes e procedimentos com vistas à formalização do processo de capacitação contínua as equipes do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP), visando a promoção de mudanças organizacionais e formação de competências para o aprimoramento dos produtos e serviços oferecidos. No escopo do projeto foi previsto o planejamento e implementação imediata de um programa de capacitação como teste do processo. O projeto foi definido a partir do planejamento estratégico do SIBi/USP para o ano de 2002, tendo como premissas que a capacitação contínua de equipes possibilita a promoção de uma cultura de aprendizagem organizacional, o desenvolvimento de talentos alinhados com a missão e objetivos do Sistema e estímulo ao crescimento individual e organizacional. Os resultados do projeto compreenderam a elaboração de documento sobre a política de capacitação, com a validação pelas instâncias competentes, a implementação imediata de um programa a partir das necessidades detectadas e estabelecimento do fluxo do processo de capacitação do Sistema.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68335">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4833" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3903">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4833/SNBU2004_068.pdf</src>
        <authentication>f3e85b753f04c1cbf755b28d67b1939d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53404">
                    <text>CURSO À DISTÂNCIA SOBRE QUALIDADE EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO:
PARCERIA BRASIL X PORTUGAL

Maria Imaculada Cardoso Sampaio*
Luiza Baptista Melo
Adriana Cybele Ferrari
Márcia Elisa Garcia de Grandi

RESUMO
Relata a experiência do primeiro curso à distância promovido pelo Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP), em parceira
com a Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
(BAD). O curso foi motivado pela consciência dos organizadores em relação à
importância do tema e à necessidade de maior integração entre brasileiros e
portuguesas. A procura da qualidade transformou-se numa questão de
sobrevivência para as empresas e instituições modernas. As bibliotecas e demais
serviços de informação não se podem furtar a esse novo paradigma e necessitam
perseguir a tão almejada qualidade nos serviços. A satisfação completa do
usuário/cliente deve ser o foco das ações dessas instituições, que precisam
empreender esforços no sentido de estabelecer processos que permitam ajustar a
prestação de serviços aos interesses da comunidade. A matéria ganha extrema
relevância entre os estudiosos, investigadores e profissionais da Ciência da
Informação, levando as equipes à formulação de estratégias que permitam
implementar ações que visam obter padrões de qualidade. Nesse sentido, o curso,
levado a cabo nos meses de abril e maio de 2004 permitiu discutir o assunto entre
os participantes e, principalmente, proporcionou a interação entre colegas dos dois
países, além de familiarizar a equipe do SIBi/USP com a metodologia da
educação à distância.

INTRODUÇÃO

O curso à distância “Gestão da Qualidade em Bibliotecas e Serviços de
Informação”, promovido pela Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas
e Documentalistas e pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de
São Paulo (SIBi/USP) foi suportado pela plataforma FORMARE, uma das

�plataformas mais utilizadas para ensino à distância atualmente, durante os dias 12
de abril a 14 de maio de 2004. Primeira experiência do SIBi/USP em relação à
educação à distância, o curso foi divido em quatro módulos, considerando o
enquadre da qualidade.

A IMPORTÂNCIA DE SE INVESTIR EM QUALIDADE

A procura da qualidade transformou-se numa questão de sobrevivência
para as empresas e instituições modernas. As bibliotecas e demais serviços de
informação já se conscientizaram da importância de inserir suas unidades nesse
novo paradigma e estão buscando caminhos que permitam atingir a tão almejada
qualidade nos serviços. A satisfação completa do usuário/cliente passa a ser o
foco das ações dessas instituições, e tem início vários empreendimentos no
sentido de se estabelecer processos que permitam ajustar a prestação de serviços
aos interesses da comunidade. A matéria ganhou extrema relevância entre os
estudiosos, investigadores e profissionais da Ciência da Informação, levando as
equipes à formulação de estratégias que permitam implementar ações que visam
obter padrões de qualidade.
O movimento pela busca da qualidade teve início na década de 1920,
desenvolvendo-se nas décadas subseqüentes, no Japão, e consolidando-se de
forma irreversível a partir de 1980, nos Estados Unidos e Europa. No novo milênio
a preocupação com a melhoria contínua das organizações é assimilada como um
fator de competitividade, conforme mencionado por Caminada (2004).
Bibliotecas e serviços de informação inserem-se também neste movimento
voltado para a excelência dos serviços prestados, com o desenvolvimento de
várias iniciativas na área a partir da década de 1990. Melo e Sampaio (2003)
relatam casos de avaliação de desempenho e qualidade em bibliotecas e serviços
de informação em Portugal e no Brasil, enfatizando que a implementação dessa
política como ferramenta de gestão possibilita o direcionamento definitivo do foco
para o serviço - fim, que é o atendimento ao usuário.

�As bibliotecas universitárias, ou de ensino superior em geral, têm por
missão o suporte às atividades de ensino, pesquisa ou extensão desenvolvidas
nas respectivas instituições. As instituições de ensino superior (IES) estão
pressionadas a realizar avaliações e garantir a qualidade com a incorporação de
novos modelos de gestão e aprimoramento da infra-estrutura, buscando a
profissionalização da gestão e adoção de processos de decisão ágeis e
prospectivos. Dessa forma, os padrões de qualidade exigidos das IES têm reflexos
imediatos na gestão de suas bibliotecas e serviços de informação, uma vez que
estas passaram a ter um grande peso nos processos de avaliação educacionais.
(OLIVEIRA, 2002).
Essa tendência não está restrita apenas ao Brasil, mas pode ser verificada
em cenários internacionais. Hernon (2002) enfatiza que as bibliotecas acadêmicas
estão sendo convocadas para realização de avaliação de desempenho, cujos
resultados devem ser utilizados no processo de planejamento como um esforço
para

manter

a

qualidade

exigida

pelas

partes

interessadas

(usuários,

mantenedores, sociedade em geral). Assim, impõe-se aos serviços de informação
de IES uma política orientada para obtenção de melhores resultados, onde as
avaliações de desempenho e da qualidade são vistas como uma indicação de
eficácia institucional.
No caso específico da Universidade de São Paulo, está em vigor, desde
1996, o Programa de Qualidade e Produtividade, derivado do decreto número
40.536, de 1995, que prevê que todos os órgãos estaduais desenvolvam o referido
programa. O Programa de Qualidade e Produtividade da USP foi desenvolvido
dentro de um modelo descentralizado e, entre outras iniciativas, destaca-se a
participação de uma das Bibliotecas do SIBi/USP- a Divisão de Bibliotecas e
Documentação Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ). A partir
do sistema de gestão da qualidade adotado pela Biblioteca, esta recebeu a
medalha de bronze do Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão, no ano de 2003
(CRUZ, 2004).

�Em 2002, foi implementado o Programa de Avaliação da Qualidade (PAQ),
do SIBi/USP, com o objetivo de operacionalizar, em fluxo contínuo, a avaliação
dos produtos e serviços oferecidos pelas 39 bibliotecas do Sistema. Os resultados
da avaliação, apoiada no modelo SERVQUAL, forneceram subsídios para planos
de ação das Bibliotecas em particular e do Sistema como um todo
(UNIVERSIDADE, 2003).
Como desdobramento das iniciativas relatadas, o SIBi/USP prepara-se para
implementar um Sistema de Gestão da Qualidade, baseado na metodologia
aplicada na Biblioteca da ESALQ, com previsão de início para o segundo
semestre de 2004.

CAPACITANDO PARA A QUALIDADE

Para a implementação de Programas de Qualidade, torna-se imprescindível
o conhecimento de conceitos, técnicas e modelos de avaliação, antes de se
aventurar num empreendimento tão importante, útil e enriquecedor desse
processo de gestão de serviços de documentação e informação.
A adoção de sistemas de Gestão da Qualidade não deve estar dissociada
de programas de capacitação contínua das equipes envolvidas no processo.
Desde a sua criação, o SIBi/USP, tem investido esforços no sentido de
proporcionar oportunidades de desenvolvimento profissional e individual dos
integrantes do Sistema.
Em 1998 foi realizado pelo SIBi/USP o “Seminário de Bibliotecas
Universitárias e Educação a Distância: perspectivas e reflexões” e nas
recomendações do evento salientou-se que a Educação a Distância (EAD) deveria
ser considerada como um processo de comunicação mediatizado, requerendo
cuidados na elaboração didática, na produção técnica e nos demais passos que a
constituem de forma a ocorrer a interatividade com qualidade (SEMINÁRIO, 1998).

�Pensou-se, também, que a EAD poderia ser utilizada tanto na capacitação
de equipes, quanto no treinamento de usuários e que as Bibliotecas do Sistema
deveriam desempenhar o papel de facilitadoras e mediadoras da interatividade
dos programas de EAD existentes na Universidade.
Em 2003 foi implementado o Portal de Capacitação de Equipes do
SIBi/USP,

com

o

objetivo

de

proporcionar

um

instrumento

de

auto-

desenvolvimento de modo a garantir a manutenção do processo de capacitação
de forma contínua, com a otimização de recursos computacionais existentes no
próprio ambiente de trabalho. Ao lado de recursos informacionais on-line está
previsto o desenvolvimento de módulos de EAD para atingir os três níveis
funcionais das Bibliotecas do Sistema (Superior, Técnico e Básico).
Assim, a participação do SIBi/USP como parceiro da BAD na organização
do curso em questão revelou-se oportuna, uma vez que permitiu o acesso e o
conhecimento de uma plataforma de EAD (Formare), com o envolvimento em
todas as etapas previstas na preparação, execução e avaliação de um módulo
instrucional, baseado nessa nova modalidade de ensino e aprendizagem.

OBJETIVOS DO CURSO
•

Proporcionar um panorama atualizado da gestão da qualidade em
bibliotecas e serviços de informação.

•

Dotar os participantes de noções e metodologias, em uso em vários países
do mundo, para a realização de programas de avaliação da qualidade e do
desempenho

dos

serviços

com

o

objetivo

de

criar

instrumentos

fundamentais para a obtenção da tão desejada qualidade na prestação de
serviços.

PARTICIPANTES

�Os monitores do curso foram brasileiros e portugueses especialistas e
estudiosos da matéria da qualidade. Cada grupo de monitores responsabilizou-se
por um determinado módulo da formação.
Os e-formandos foram distribuídos proporcionalmente entre os dois países
responsáveis pela organização da formação, totalizando 26 participantes, 13
brasileiros e 13 portugueses.
Módulos do curso

Módulo 1
Origens e conceito de qualidade em serviços
•

Breve histórico da obtenção da qualidade. Panorama

•

Conceito de qualidade em serviços

•

Legislação que assegura a qualidade. Prêmios nacionais e
internacionais

O primeiro módulo levou os e-formandos a compreenderem porque se
chegou ao panorama atual de elevada preocupação com a qualidade e como se
deu essa evolução, particularmente nos últimos vinte e cinco anos. Foram
introduzidos os conceitos de produtos e serviços e apresentado o cárater
específico da qualidade em serviços.
A qualidade foi discutida em seus vários aspectos, desde sua obtenção no
processo artesanal, passando pelo desinteresse individual pela qualidade,
característico da era da industrialização, quando operários, técnicos, engenheiros
e administradores passam gradativamente a cuidar apenas de uma parte da
atividade produtiva até chegar na época atual, quando há uma reformulação
significativa da gestão da qualidade, que é incorporada na edição de normas da
série ISO 9000:2000. Nessas normas a preocupação com a melhoria contínua das
organizações é acentuada, de modo a torná-las muito mais competitivas.

�Módulo 2
Metodologias e sistemas de avaliação da qualidade de serviços
•

ISO 9001:2000 – Sistemas de Gestão de Qualidade

•

Modelo EFQM (Europeu) (1999-2003)

•

CAF

–

Estrutura

Comum

de

Avaliação

da

Qualidade

das

Administrações Públicas da União Européia (2000)
•

Modelo SERVQUAL (Americano)

O módulo 2 levou ao conhecimento dos e-formandos os objetivos, estrutura
e implementação da ISO 9001:2000, capacitando-os para a escolha do melhor
procedimento para certificação das suas unidades de informação. Foram
apresentados vários modelos para avaliação da qualidade em serviços de
informação e discutidos as vantagens e desvantagens desses modelos.
A implementação de um sistema de gestão da qualidade é tarefa árdua e
exige o rompimento das inércias e rotinas solidificadas na unidade de informação.
Implica em envolver toda a equipe da unidade e implementar modos de trabalhos
novos e muitas outras tarefas (ALVES, 2004).
As normas ISO funcionam como um conjunto de requisitos normativos e
como orientações para a melhoria do desempenho, sendo a sua implementação
independente do tipo, dimensão e setor da organização.
O modelo EFQM é uma ferramenta não prescritiva, o que significa que cada
organização poderá utilizá-lo para avaliar o progresso da sua organização na
busca pela excelência. Pode-se dizer que o modelo estabelece critérios comuns a
todas aquelas organizações que fazem da excelência um desafio permanente.
O modelo LibQual+ é um conjunto de ferramentas que as bibliotecas
integrantes do consórcio utilizam para solicitar, rastrear e conhecer a opinião do
usuário em relação à qualidade dos serviços prestados.

�O módulo, extenso devido a relevância do tema, levou aos e-formandos
informações importantes para o processo de decisão em relação à opção de um
sistema de avaliação da qualidade em serviços de informação.
Módulo 3
Obtenção de dados e tratamento dos resultados
•

Como realizar pesquisas sobre a dimensão qualidade em serviços de
informação

•

Elaboração de instrumentos para coleta de dados (inquéritos,
questionários, entrevistas)

•

Organização e apresentação dos resultados

O módulo três apresentou aos e-formandos o como realizar pesquisas
sobre a dimensão da qualidade em serviços de informação. A realização de
pesquisa envolvendo a dimensão da qualidade implica, primeiramente, na
compreensão do conceito do termo “qualidade” e as situações que o envolvem
nas organizações prestadoras de serviços.
Os textos de apoio exploraram com profundidade os tipos de pesquisas que
podem ser realizadas para avaliar a qualidade de um serviço de informação, como
por exemplo: pesquisa exploratória, pesquisa descritiva, pesquisa explicativa,
pesquisa quantitativa, pesquisa qualitativa, pesquisa de campo, pesquisa
documental, pesquisa bibliográfica, pesquisa-ação, estudo de caso, pesquisa de
opinião, Os métodos qualitativos vêm sendo cada vez mais utilizados por
pesquisadores nos estados Unidos e no Brasil. O objeto da abordagem qualitativa
é descobrir o nível dos significados, motivos, aspirações, atitudes, crenças e
valores, que se expressam pela linguagem comum e na vida cotidiana (SAMPAIO;
BELLUZZO, 2004). Várias técnicas de pesquisa foram apresentadas como
alternativa para se ouvir o usuário/cliente no momento de avaliação dos serviços
oferecidos.

�O módulo mostrou aos e-formandos diversos instrumentos para a coleta,
organização e apresentação dos resultados das pesquisas com usuários. Foram
demonstrados alguns exemplos de pesquisas desenvolvidas visando medir a
percepção em relação à prestação de serviços. As várias possibilidades de análise
dos dados também foram apresentadas de modo a orientar os e-formandos nessa
importante etapa do processo de avaliação. Tão importante quanto a veracidade
das informações é a forma de apresentação das mesmas, por isso a forma de
comunicação dos resultados obtidos na pesquisa é de extrema relevância. Assim,
com a utilização de gráficos ou tabelas, a exposição de idéias e os resultados da
pesquisa tornam o processo mais compreensivo e visível aos olhos da pessoa que
estiver analisando os dados da investigação.
Módulo 4
Apreendendo com as melhores práticas (benchmarking)
•

Benchmarking e a gestão da qualidade
- Histórico
- Conceituação
- Contextualização
- Tipos de benchmarking
- Benefícios do benchmarking

•

Modelos de benchmarking

•

Aplicação do benchmarking em serviços de informação

•

Relatos de experiências

O módulo teve como objetivo levar ao conhecimento dos e-formandos os
conceitos e tipos básicos de benchmarking e sua inserção dentro dos programas
de gestão da qualidade.
O benchmarking é discutido no contexto de um processo contínuo,
implicando em adoção de pressupostos voltados para a cultura da aprendizagem

�organizacional e promoção de mudanças contínuas, visando a excelência dos
serviços e produtos disponibilizados aos clientes (FERRARI; GRANDI, 2004).
Os vários tipos de benchmarking, como por exemplo: interno, competitivo,
cooperativo, genérico, estratégico, funcional e operativo foram amplamente
discutidos. Os benefícios do benchmarking, em termos de melhoria dos processos
de maneira geral foram detalhados e demonstrados.

DINÂMICA DO CURSO

O curso online com 30 horas de duração, estruturado em 4 módulos, incluiu
abordagens teóricas, leituras, exercícios e avaliação do curso.
Inicialmente, os monitores se cadastraram na plataforma FORMARE e,
após orientação da coordenação, preparam seus textos de apoio e publicaram na
área da formação.
Os e-alunos receberam orientações em seus e-mails sobre a dinâmica do
curso, em relação à leitura dos textos, assistência aos slides, realização dos
trabalhos dos diferentes módulos e participação em “chats-aulas”. Quando o aluno
encontrava dúvidas sobre a realização do trabalho escrevia ao monitor buscando
orientação. Outra alternativa era colocar sua questão na área de mensagens e
compartilhar o problema com os colegas e outros monitores. A área de
mensagens transformou-se rapidamente em um fórum de discussão. Outro
momento de intensa integração entre os formandos foram os chats-aulas, que
contaram com a participação de convidados especiais, especialistas na área da
qualidade. O conteúdo do chat-aula era gravado e disponibilizado na plataforma
para que os alunos que não tiveram a oportunidade de participar da ação tivessem
acesso à discussão. Além dos textos de apoio à formação foram disponibilizados
vários textos complementares sobre o tema, inclusive uma bibliografia sobre o
assunto, o que possibilitou aos alunos um amplo conhecimento da matéria. Os

�certificados, emitidos em Portugal, foram encaminhados a todos os formandos por
correio.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O curso se apresentou como uma excelente oportunidade para o
aprimoramento profissional dos bibliotecários participantes, além de possibilitar a
troca de experiências entre colegas de dois países distantes, porém aproximados
pela língua.
O ensino à distância vem se firmando como um meio de facilitar o
aprendizado e centra-se em uma relação privilegiada entre aluno, monitor e
materiais didáticos. Por materiais didáticos entende-se desde os tradicionais
materiais que aparecem em forma de arquivos até os sofisticados audiovisuais
possíveis de serem preparados fazendo-se uso das tecnologias de informação.
Os avanços tecnológicos, juntamente com as mudanças comportamentais,
introduziram novos desafios e oportunidades para a educação e formação. Nesse
contexto o EAD aparece como uma possibilidade de levar o ensino aonde ele for
necessário, diminuindo as barreiras de acesso à educação. A otimização do tempo
do aluno e do tutor nesse tipo de ensino é outro ponto forte desse modelo de
educação.
A experiência vivenciada pelo SIBi/USP confirmou a hipótese de que os
bibliotecários necessitam andar ao lado dos avanços tecnológicos, valendo-se
desses recursos para sua capacitação profissional.
Com o sucesso da iniciativa estão previstos os seguintes desdobramentos:
•

Análise da possibilidade de adoção da Plataforma Formare no Portal de
Capacitação do SIBi/USP para desenvolvimento de módulos específicos
para a equipe interna e, futuramente, para interessados de outras
instituições brasileiras e outros países de língua portuguesa;

�•

Desenvolvimento

de

novos

conteúdos

na

área

de

Qualidade

direcionados para os demais níveis funcionais (Técnico e Básico);
•

Desmembramento dos módulos desenvolvidos para futuras iniciativas;

•

Adoção do Módulo I: Origens e conceito de qualidade em serviços,
como ação de capacitação condicional a todos os bibliotecários,
ingressantes ou já em atividade na USP.

REFERÊNCIAS
ALVES, A. ISO 9001:2000 – Sistemas de Gestão de Qualidade. 2004. (Texto do
módulo “Metodologias, sistemas e indicadores de avaliação da qualidade de
bibliotecas e serviços de informação”, publicado no curso ‘A qualidade em serviços
de informação’).
CAMINADA, A. Origens e conceito de qualidade em serviços. 2004. (Texto do
módulo “Origens e conceito de qualidade em serviços” do curso“, publicado no
curso ‘A qualidade em serviços de informação’, publicado no curso ‘A qualidade
em serviços de informação’).
CRUZ, H.N. A participação da USP no Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão.
Jornal da USP, n. 671, 12 –18 de Jan. 2004. Disponível em:
&lt;http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2004/jusp671/pag02.htm&gt;. Acesso em 07 Julho
2004.
FERRARI, A.; GRANDI, M. E. G. Benchmarking e a gestão da qualidade. 2004.
(Texto do módulo “Aprendendo com as melhores práticas (Benchmarking)”,
publicado no curso ‘A qualidade em serviços de informação’).
HERNON, P. Quality: new directions in the research.
Librarianship, v. 28, n. 4, p. 224-231, July 2002.

Journal of Academic

MELO, L.B., SAMPAIO, M.I.C.
Avaliação da qualidade em serviços de
informação: uma visão luso-brasileira. Páginas: Arquivos &amp; Bibliotecas, v.11, p.
37-60, 2003.

�OLIVEIRA, M.O. A biblioteca das instituições de ensino superior e os padrões de
qualidade do MEC: uma análise preliminar. Perspectivas Ciência da Informação
V. 7, n. 2, p. 207-221, jul./dez. 2002.
SAMPAIO, M. I. C.; BELLUZZO, R. C. B. Tipos de pesquisas que podem ser
realizadas para avaliar a qualidade de um serviço de informação. 2004. (Texto do
módulo “Obtenção de dados e tratamento dos resultados”, publicado no curso ‘A
qualidade em serviços de informação’)
SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA:
PERSPECTIVAS E REFLEXÕES, São Paulo. Anais... São Paulo: Universidade
de São Paulo. Sistema Integrado de Bibliotecas. Meta 9 – Qualidade e
Produtividade, 1998. Disponível em: &lt;http://www.usp.br/sibi/&gt;. Acesso em: 07 Julho
2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS.
EQUIPE PAQ. Relatório final da primeira etapa do Programa de Avaliação da
Qualidade dos produtos e serviços das bibliotecas do SIBi/USP. São Paulo:
SIBi/USP, 2003.

_______________
*Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
Rua Prof. Mello Moraes, 1721 – Bl. C. - 05508-030 – São Paulo – SP - Brasil - isampaio@usp.br;
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto – Departamento de Matemática Aplicada.
Biblioteca. Rua Campo Alegre, 687 – 4169-007 – Porto – Portugal – lbmelo@fc.up.pt;
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Av.
Prof. Luciano Gualberto, Trav. J, 374 – 1º andar. 05508-900 – São Paulo, SP – Brasil –
aferrari@usp.br;
Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, letras e Ciências Humanas. Av.
Prof. Lineu prestes, Trav. 12, 350 – 05508-900 – São Paulo, SP – Brasil - megrandi@usp.br.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53387">
                <text>Curso à distância sobre qualidade em serviços de informação: parceria Brasil X Portugual.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53388">
                <text>Sampaio, Maria Imaculada Cardoso; Melo, Luiza Baptista; Ferrari, Adiana Cybele; Grandi, Márcia Elisa Garcia de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53389">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53390">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53391">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53393">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53394">
                <text>Relata a experiência do primeiro curso à distância promovido pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP), em parceira com a Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD). O curso foi motivado pela consciência dos organizadores em relação à importância do tema e à necessidade de maior integração entre brasileiros e portuguesas. A procura da qualidade transformou-se numa questão de sobrevivência para as empresas e instituições modernas. As bibliotecas e demais serviços de informação não se podem furtar a esse novo paradigma e necessitam perseguir a tão almejada qualidade nos serviços. A satisfação completa do usuário/cliente deve ser o foco das ações dessas instituições, que precisam empreender esforços no sentido de estabelecer processos que permitam ajustar a prestação de serviços aos interesses da comunidade. A matéria ganha extrema relevância entre os estudiosos, investigadores e profissionais da Ciência da Informação, levando as equipes à formulação de estratégias que permitam implementar ações que visam obter padrões de qualidade. Nesse sentido, o curso, levado a cabo nos meses de abril e maio de 2004 permitiu discutir o assunto entre os participantes e, principalmente, proporcionou a interação entre colegas dos dois países, além de familiarizar a equipe do SIBi/USP com a metodologia da educação à distância.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68337">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4835" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3904">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4835/SNBU2004_069.pdf</src>
        <authentication>aa1731a4fde514bee255048717e694af</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53431">
                    <text>PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA:
INFORMAÇÃO DISPONÍVEL NO PERIÓDICO OPEN LEARNING DA
UNIVERSIDADE ABERTA DO REINO UNIDO

Ana Esmeralda Carelli∗
Lúcia Amaral Hidalgo
Maria Júlia Giannasi
Vilma Aparecida Gimenes da Cruz

RESUMO
A sociedade do conhecimento pressupõe cidadãos com conjunto de
competências e habilidades que ultrapassam a formação acadêmica
convencional, o esperado é a formação ao longo da vida. Assim a educação a
distância (EAD), constitui-se em oportunidade para esta formação. Com as
tecnologias de comunicação e informação, ampliaram-se as condições de
oferta de cursos a distância, sobretudo pelo potencial da Web. No cenário
brasileiro a educação a distância, ainda hoje, encontra resistência nos meios
educacionais, com isto a produção científica brasileira gerada nesta temática
constitui aquém do desejável. Considerando ainda a urgência de conhecimento
atual e compartilhamento das experiências, empreendeu-se um estudo de
produção científica, no período de 1999 a 2003, em um periódico científico
estrangeiro especializado em questões de EAD, Open Learning, dentro de
algumas variáveis dos artigos, como: autoria, abrangência geográfica, temática,
tratamento do tema e o tipo de referência utilizado na produção do artigo. Após
este estudo constatou-se que.autoria individual ainda é muito presente;
aspectos relativos a tecnologia tem sido uma temática bem focalizada, porém
com preocupação de maximizar o potencial da educação a distância; a
abrangência geográfica dos artigos contempla mais os países onde a Open
University é presente; os autores utilizam formas diversas para tratar seus
temas, porém o mais marcante é o relato de experiência dos programas de
EAD existentes nas diversas universidades. As referências de livros e de
periódicos constituem-se nas fontes mais utilizadas pelos autores no periódico
Open Learning. Destaca-se ainda que a educação a distância tem criado novas
oportunidades educacionais, especialmente no nível superior.

1 INTRODUÇÃO
No momento em que a educação a distância começa a ter destaque e
visibilidade no cenário da educação brasileira reveste-se de fundamental
importância buscar subsídios teóricos e pesquisas na área. Compartilhar

�experiências com Instituições de ensino com tradição nessa modalidade de
educação, como é o caso da Open University, criada na década de 70 e com
grande expansão a partir do avanço das tecnologias de informação e
comunicação (WANG ; LIU, 2003), é fundamental. As diferenças regionais são
significativas e, portanto, foram analisadas e consideradas nesse estudo.
Como parte de pesquisa em desenvolvimento no âmbito da realidade
brasileira sobre Ensino a Distância no Brasil (CARELLI et al., 2004) sentiu-se a
necessidade de obter maiores subsídios em publicações estrangeiras,
resultando no estudo em questão, de interesse para a comunidade envolvida
com a temática da área, considerando que o periódico constitui-se no meio
primário de disseminar os resultados de pesquisa e contribuir para o
desenvolvimento científico. Considera-se ainda que, “ao mesmo tempo que o
pesquisador está envolvido no seu próprio trabalho e na aquisição de
informações, está também produzindo e disseminando novas informações para
os demais” (TARGINO, 2000, p. 80).
Este estudo tem por objetivo analisar a produção de artigos do periódico
Open Learning, para estabelecer uma síntese dessa produção com vistas a
melhor compreender a realidade atual e a ênfase temática da literatura, como
subsídio à pesquisa ora em andamento.
O periódico Open Learning: the Journal of Open and Distance Learning,
é uma publicação da Open University, editado pela Carfax Publishing, parte do
Taylor &amp; Francis Group. Existe no formato impresso e também disponível
eletronicamente. É um periódico de âmbito internacional no campo da
aprendizagem aberta, flexível e a distância. Aceita para publicação três tipos de
artigos: estudos teóricos e baseadas em evidência, que reflitam o
desenvolvimento desse tipo de aprendizagem, na área de educação e
treinamento; pequenos artigos práticos que descrevam a implementação de
sistemas de aprendizagem aberta, flexível e a distância; e ainda, resenha de
livros.

�2 MATERIAL E MÉTODOS
A escolha do periódico Open Learning deu-se em função da quase
inexistência de publicações especializadas em educação a distância no Brasil
com o mérito científico dessa revista e ainda considerando a importância de se
compartilhar experiências na área de EAD, com outros países.
O periódico em questão, da Open University, é de periodicidade
quadrimestral e, no período compreendido nesse estudo, qual seja de 1999 a
2003, foram analisados 87 artigos das seções de artigos teóricos e relatos de
experiência, excluindo-se, dessa forma as resenhas de livros. Ressalta-se
ainda que não foram analisados os artigos compreendidos como editoriais.
Os aspectos compreendidos para análise foram: autoria (individual ou
coletiva), abrangência geográfica do artigo, ênfase temática, tratamento do
tema e o tipo de referência utilizada na produção do artigo.

3 RESULTADOS
Quanto ao aspecto autoria, observou-se, curiosamente, que 52 artigos
(59,77%) são de autoria individual, representando quase 60% dos artigos
analisados (conforme Tabela 1). Contrariamente ao que se observa na
literatura científica em geral, em que a autoria coletiva reflete a comunidade
científica, geralmente concebida em grupos, e ainda contrariando a tendência
atual no E-learning, com as comunidades virtuais de aprendizagem
favorecendo a autoria coletiva. Nesse caso particular prevaleceu a autoria
individual.
Por outro lado, também corrobora com os dados deste estudo, trabalho
sobre características dos periódicos eletrônicos na área da saúde de autoria de
Targino e Castro (2001).

�Na seqüência temos 26 artigos escritos por dois autores (29,88%); 7
artigos escritos por três autores (8,04%); um artigo com quatro autores (1,14%)
e um artigo apenas com oito autores (1,14%). Figura 1.
Quanto à área geográfica, que relaciona com as experiências por
países, observou-se que em 24 artigos (27%) não há indicação de área;
seguido de 23 deles do Reino Unido (26,43%) como era de se esperar sendo o
periódico daquela localidade e considerando também que a Open University
deve ser a maior produtora da literatura uma vez da grande experiência e
tradição na área. Na seqüência as áreas geográficas se diluem, mas ainda com
maior freqüência nos países onde existem a presença da Open University,
conforme pode-se observar na Figura 2.
Na ênfase temática dos artigos publicados, conforme se verifica na
Tabela 2, os recursos tecnológicos aparecem em primeiro lugar com 32
ocorrências. Como se pode verificar essa é a tônica da produção na área em
função dos recentes avanços nas tecnologias de informação e comunicação
que dão suporte para o desenvolvimento das políticas e práticas pedagógicas
em EAD. Na seqüência, destacam-se os mecanismos de aprendizagem, tais
como suportes, estratégias de ensino, motivação etc. que visam o maior
envolvimento do aluno com as tecnologias bem como com as propostas
pedagógicas, visando o aprendizado crítico e competente coerente com os
desafios da sociedade atual. Registram-se nessa temática 19 artigos. Outros
assuntos com menor ênfase podem ser visualizados na Tabela 2, sendo que
Gestão em EAD, um assunto de bastante interesse e importância na atualidade
brasileira, aparece em sete artigos.
Quando ao tipo de trabalho, que no nosso entendimento é importante
destacar, uma vez que retrata o olhar do autor sobre o tema em questão,
observou-se que relato de experiência é predominante entre os artigos
analisados no período, com 38 artigos (43,66%), sendo esperado esse
resultado também em função da tradição e acúmulo de experiência e
conhecimento já gerado nesses países. Pesquisa de campo aparece em
seguida, com 33 artigos (37,93%). Estudos teóricos aparecem em 16 artigos
(18,39%), sendo que os estudos históricos foram englobados nessa categoria.

�O respaldo científico que os autores recebem através da literatura
utilizada para produção dos seus artigos é visualizado nas referências
bibliográficas citadas e dessa forma, torna-se um aspecto relevante na análise.
Nesse sentido, os resultados (Tabela 3) apontam para o artigo de periódico
sendo citado em primeiro lugar, em 77 artigos, com 781 ocorrências, seguido
pelo livro, citado em 76 artigos, com 531 ocorrências, e por capítulos de livros
que aparecem em 70 artigos, correspondendo a 295 citações, característica
essa marcante na área de educação, ou seja, muita citação de livros e
capítulos, quando em outras áreas quase que prevalece a citação de artigos de
periódicos. Também é característico dos alunos de pós-graduação da área de
educação utilizar muito mais literatura publicada em livros do que periódicos ou
outros suportes de informação, conforme trabalho de Okiy (2003).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como

suporte

à

revisão

de

literatura

para

a

pesquisa

em

desenvolvimento no âmbito do EaD foi significativa a análise em questão;
porque permitiu trazer elementos para um estudo comparativo com a realidade
brasileira no âmbito das publicações. Considera-se ainda que o estudo ora
realizado, mesmo sendo uma síntese parcial, permitiu agregar novas
informações e possibilitou o conhecimento de outras realidades em diferentes
contextos socioeconômicos, educacionais e culturais, bem como vislumbrar
temáticas para novas pesquisas, expandindo a visão do potencial da EAD e de
sua representação na sociedade do conhecimento.
No contexto da educação a distância onde a tecnologia hoje, se faz
fortemente presente, facilitando e contribuindo de forma inegável para a
inclusão educacional, não se pode deixar de considerar significativo um olhar
crítico sobre essa tecnologia como suporte para os projetos pedagógicos. A
tecnologia deve se adequar ao projeto pedagógico de tal forma que se possa
explorar todo o seu potencial, a imensa gama de oportunidades que
proporciona a todos os sujeitos do processo (conteudistas, professores,
tutores, monitores, alunos etc.) em benefício da qualidade do ensino e

�aprendizagem e não o contrário, ou seja, o projeto pedagógico se adequar à
tecnologia. O projeto pedagógico, no nosso entendimento, deve prevalecer,
com ênfase para a qualidade, para a interatividade efetiva, no complexo meio
das comunidades virtuais de aprendizagem. No entanto, relatos de projetos
pedagógicos ainda são incipientes na literatura. Os relatos de experiências,
ainda que em maioria significativa no periódico analisado, não detalham os
projetos pedagógicos em sua essência, e sim, dão mais ênfase ao uso da
tecnologia.

REFERÊNCIAS
CARELLI, Ana Esmeralda; GIANNASI, Maria Júlia; CRUZ, Vilma Aparecida
Gimenes da; VALENTE, Silza Maria Pasello; HIDALGO, Lúcia Amaral. Ensino
a Distância no Brasil: discurso ou prática? Diagnóstico da situação, pesquisa
em desenvolvimento. Londrina: UEL, 2004. Pesquisa em andamento.
OKIY, Rose B. A citation analysis of education dissertations at the Delta State
University, Abraka, Nigeria. Collect. Build., v. 22, n. 4, p. 158-161, 2003.
OPEN LEARNING, London: Carfax Publishing; 1985 - .v. 14-18
TARGINO, Maria das Graças. Comunicação científica: uma revisão de seus
elementos básicos. Inf. &amp; Soc.: Est., João Pessoa, v. 10, n. 2, p. 37-85, 2000.
_______; CASTRO, Mônica Maria Machado Ribeiro Nunes. Perfil dos títulos e
artigos dos periódicos do grupo de publicações eletrônicas em medicina e
biologia (Grupo e-pub). Rev. Bibliotecon. Brasília, v. 25, n.1, p. 27-57, jan/jun
2001.
WANG, C. ; LIU, Z. Distance education: basic resources guide. Collect. Build.,
v.22, n.3, p. 120-130, 2003.

�TABELAS E FIGURAS
TABELA 1 – NÚMERO DE AUTORES POR ARTIGO PUBLICADO
Número de Autores por Artigo
1
2
3
4
8
Total

Número de Artigos
52
26
7
1
1
87

FIGURA 1 – NÚMERO DE AUTORES POR ARTIGO PUBLICADO

Autores por Artigo

60

50

40

Quantidade de Artigos 30

N.° de Autores por Artigo
Quantidade de Artigos

20

10

0
1

2

3
Número de Autores

4

5

�FIGURA 2 – DISTRIBUIÇÃO DOS ARTIGOS POR ÁREA GEOGRÁFICA
Área Geográfica

Não disponível
Reino Unido
Austrália
China
Canadá
India, China, Hong Kong
Nova Zelândia
México
Estados Unidos da América
Alemanha
Tanzânia
Outros

�TABELA 2 – ÊNFASE TEMÁTICA DOS ARTIGOS PUBLICADOS

Ênfase temática dos artigos
Recursos tecnológicos
Mecanismo de aprendizagem para o aluno
Gestão de Educação à Distância
Projeto pedagógico
Percepção do aluno
Capacitação de Tutor ou de Pessoa ou de Professor
Interatividade
Potencial da Educação à Distância e Democratização do
Ensino
Perfil
Estudos comparativos
Educação à Distância como Educação Continuada
Interface: Tecnologia/Projeto pedagógico/Indivíduo
Estudos teóricos
Avaliação da Aprendizagem ou da Proposta Pedagógica
Produção de material para a Educação à Distância
Habilidades e competências de alunos na Educação à
Distância
Avaliação de Projetos e Propostas de Educação à Distância
Metodologia de Pesquisa
TOTAIS

Número de Artigos
32
19
7
6
5
5
5
4
4
3
3
2
2
2
1
1
1
1
103

�TABELA 3 – CITAÇÕES DOS ARTIGOS ANALISADOS

Tipo de Citações
Artigo de periódico
Livro
Capítulo de livro
Trabalho de evento
Documento eletrônico
Relatório
Não identificado
Material instrucional
Tese
Material interno
Artigo de jornal
Documento oficial
Comunicação pessoal
Outros
Trabalho não publicado
Resenha de livros
Resumo de tese
TOTAL

∗

Número de Artigos

Número de referências

77
76
70
52
25
27
21
17
14
4
11
13
2
7
2
1
1

781
531
295
130
62
43
28
26
25
24
23
22
10
8
4
2
2
2.016

Universidade Estadual de Londrina, Campus Universitário, Caixa postal: 6001 – 86.051-990Londrina – Paraná – Brasil; carelliana@uel.br;
Universidade Estadual de Londrina, Campus Universitário, Caixa postal: 6001 – 86.051-990Londrina – Paraná – Brasil; luamaral@sercomtel.com.br;
Universidade Norte do Paraná, Rua Tietê 1208, 86025-230 – Londrina – Paraná – Brasil –
mjulia@unopar.br;
Universidade Norte do Paraná, Rua Tietê 1208, 86025-230 – Londrina – Paraná – Brasil –
gimenes@dilk.com.br.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53405">
                <text>Produção de conhecimento em educação a distância: informação disponível no periódico Open Learning da Universidade Aberta do Reino Unido.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53406">
                <text>Carelli, Ana Esmeralda; Hidalgo, Lúcia Amaral; Giannasi, Maria Júlia; Cruz, Vilma Aparecida Gimenes da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53407">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53408">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53409">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53411">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53412">
                <text>A sociedade do conhecimento pressupõe cidadãos com conjunto de competências e habilidades que ultrapassam a formação acadêmica convencional, o esperado é a formação ao longo da vida. Assim a educação a distância (EAD), constitui-se em oportunidade para esta formação. Com as tecnologias de comunicação e informação, ampliaram-se as condições de oferta de cursos a distância, sobretudo pelo potencial da Web. No cenário brasileiro a educação a distância, ainda hoje, encontra resistência nos meios educacionais, com isto a produção científica brasileira gerada nesta temática constitui aquém do desejável. Considerando ainda a urgência de conhecimento atual e compartilhamento das experiências, empreendeu-se um estudo de produção científica, no período de 1999 a 2003, em um periódico científico estrangeiro especializado em questões de EAD, Open Learning, dentro de algumas variáveis dos artigos, como: autoria, abrangência geográfica, temática, tratamento do tema e o tipo de referência utilizado na produção do artigo. Após este estudo constatou-se que.autoria individual ainda é muito presente; com preocupação de maximizar o potencial da educação a distância; a abrangência geográfica dos artigos contempla mais os países onde a Open University é presente; os autores utilizam formas diversas para tratar seus temas, porém o mais marcante é o relato de experiência dos programas de EAD existentes nas diversas universidades. As referências de livros e de periódicos constituem-se nas fontes mais utilizadas pelos autores no periódico Open Learning. Destaca-se ainda que a educação a distância tem criado novas oportunidades educacionais, especialmente no nível superior.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68339">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4838" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3907">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4838/SNBU2004_070.pdf</src>
        <authentication>c15b868aaae19c04d41b0cdf93ec84aa</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53440">
                    <text>DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS ATRAVÉS DO
INTRAEMPREENDEDORISMO E DO EMPOWERMENT
Antonio Costa Gomes Filho ∗
Astrid Honesko∗∗
Maria Luzia Fernandes∗∗∗

RESUMO
O estudo aborda as temáticas do intraempreendedorismo e do empowerment
como ação inovadora que vem atender a uma necessidade primordial da área
informacional. Enfatiza a importância da integração de ambas as teorias na
criação de um novo modelo de gestão baseado nestes princípios dentro das
unidades de informação, possibilitando o entendimento das diferentes formas e
estratégias de adaptação dos indivíduos em ambientes submetidos a processos
de mudanças estruturais. O artigo tem por objetivo apresentar uma visão
integrada para o desenvolvimento de recursos humanos. Os autores defendem
que a criatividade e a inovação podem ser melhoradas e aplicadas a partir do
desenvolvimento do conceito de intraempreendedorismo e que o poder para
inovar pode ser conseguido pelo empowerment sendo estas tecnologias
gerenciais capazes de implementar projetos inovadores em unidades de
informação. Os autores apresentam resultado de pesquisa efetuada na
Universidade Estadual de Ponta Grossa com alunos do curso Seqüencial em
Gestão e Organização da Informação Eletrônica, turma 2004, utilizando um
questionário como instrumento de coleta de dados, que mede o perfil
empreendedor dos pesquisados e o nível de empowerment encontrado nas
organizações em que os mesmos possuem vínculo empregatício. As
considerações finais procuram, de maneira superficial e despretensiosa
oportunizar o desafio a mudanças produtivas relevantes neste contexto para as
unidades de informação.
PALAVRAS-CHAVE: Empowerment.
Descentralização – Poder.

Intraempreendedorismo.

Criatividade.

1 INTRODUÇÃO
A época é de mudança. As novas tecnologias afetaram o ritmo das
organizações de forma radical quebrando paradigmas e exigindo das pessoas
soluções criativas para os problemas atuais.

�Segundo Araújo (2001) a realidade hoje sugere aos executivos, líderes ou
gestores a necessidade de compreensão das novas tecnologias – Arquitetura
Organizacional, Terceirização, Gestão pela Qualidade Total, Benchmarking,
Empowerment, Empreendedorismo e outras para aprimoramento e excelência de
processos, estruturas, produtos e serviços, de forma a permitir incrementos
organizacionais relevantes. Percebe-se ainda, que é fundamental preparar as
pessoas para aprenderem a agir e a pensar por conta própria, com criatividade,
liderança e visão de futuro, para inovar e ocupar seu espaço no mercado.
Cottam (1989) destaca que se um entrepreneur é aquele que organiza,
gerencia e assume os riscos de um negócio ou empresa através da inovação,
torna-se então necessário o estabelecimento de uma política nas organizações
para delegar autoridade, encorajar e facilitar a obtenção de inovação criativa e
sucesso aplicando o conceito de entrepreneurship na organização.
As pessoas desejam veemente o poder. Em pesquisa sobre clima
organizacional realizada junto a uma empresa de telecomunicações, Gomes
(2002, p. 101) afirma que “o clima dominante percebido na organização é
direcionado pelo motivo/necessidade de poder”.
Conhecer o usuário real, identificar as necessidades e gerar produtos e
serviços que os clientes e o mercado valorizam, mas que

nunca foram

solicitados, identificar aqueles clientes potenciais ou aqueles que deixaram de
utilizar os serviços da organização, pode se constituir em novos nichos de
mercado a serem explorados. Para que isso se torne realidade a participação do
empreendedor interno é essencial. Neste contexto, o empowerment permite a
delegação para a linha de frente do atendimento. Para Shiozawa (1993, p.111)
“cada um dos funcionários que atende está significando, aos olhos do cliente, a
empresa, seus produtos e serviços. A organização para a qualidade precisa
responsabilizar e dar autoridade a cada um desses funcionários”.
Sendo assim, as organizações que desejam manter-se competitivas devem
inovar constantemente, não só em produtos e serviços, mas também em formas
de gerenciamento. Dessa maneira, o intraempreendedorismo e o empowerment
podem ser especialmente úteis quando utilizados em conjunto.

�1.1 INTRAPRENEURSHIP VERSUS ENTREPRENEURSHIP
O conceito de gestão a partir do intrapreneurship (empreendedorismo interno)
dentro das organizações é, quase sempre, sinônimo de inovação iniciada e
implementada por empregados e tem sido sugerido como modelo de gestão para
estimular a inovação usando a energia criativa dos empregados dando a eles os
recursos e independência que eles necessitam para inovar dentro da organização.
Pinchot III (1989) faz uma distinção entre o trabalho entrepreneur e
intrapreneur: o intrapreneurship é a tomada de incumbência de uma inovação por um
empregado ou outro indivíduo trabalhando sob o controle da empresa, enquanto o
entrepreneurship é inovação feita por um dono de seu próprio negócio. Em outras
palavras, o intrapreneur é o entrepreneur que trabalha para alguém.

Filion (1999), usando uma síntese das várias teorias da literatura define o
empreendedor como “uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões”.
Para Champion (1988), intrapreneurs são pessoas criativas e inovadoras
que desenvolvem suas idéias dentro da organização, usando recursos
corporativos e o tempo da empresa, não para obter lucro pessoal, mas para o
progresso da organização. Precisam de liberdade para pensar e criar, dinheiro e
suporte institucional para tornar real suas idéias.
Qualquer pessoa pode ser inovadora, e a maioria dos produtos inovadores
foi criado por indivíduos que só queriam achar uma maneira mais prática de
resolver um problema ou transformar a própria vida e a vida dos outros.
A

definição

das

dez

características,

universalmente

comum

aos

empreendedores de sucesso compreendem que eles são levados pela
necessidade de realização. São utilizadas pelo Programa para Empresários e
Futuros Empreendedores (EMPRETEC - SEBRAE) e definidas em: 1.busca de
oportunidade e iniciativa; 2.persistência; 3.correr riscos calculados; 4.exigência de
qualidade

e

eficiência;

5.comprometimento;

6.busca

de

informações;

7.estabelecimento de metas; 8.planejamento e monitoramento sistemáticos;
9.persuasão e rede de contatos e; 10. independência e autoconfiança.

�Na interpretação de Dolabela (1999) empreendedores não nascem feitos,
mas é possível formá-los em moldes diferentes do ensino tradicional, ou seja, o
ambiente do empreendedor é o próprio mercado, pois ele aprende através do
processo interativo de tentativa e erro.
Presume-se,

portanto,

que

aquele

que

possui

características

empreendedoras tem mais chances de se tornar empreendedor. Dificilmente
alguém reúne todas essas características em perfeito equilíbrio. O indivíduo
poderá desenvolvê-las ou estabelecer parcerias com alguém que tenha
características complementares formando uma equipe empreendedora.
O conhecimento das habilidades empreendedoras e do mercado são
essenciais. Pinchot III (1989) destaca os pontos fundamentais para se tornar
empreendedor: confiança em si mesmo, elaboração de um plano de negócios,
conhecimento do empreendimento em que pretende inovar, estar pronto para
fazer qualquer trabalho necessário, montar uma equipe para vender sua idéia e
ouvir a dos outros e encontrar um padrinho protetor do empreendimento.
Formar empreendedores é equipar aqueles que visam transformar a sua
realidade e encontrar o seu talento. Prepará-los para a realização de seus
projetos e a descoberta de novos caminhos. Em todos os setores, onde as
oportunidades se referem àqueles que desejam não apenas montar o seu próprio
negócio, mas definir a sua própria trajetória profissional. O sucesso organizacional
reside, antes de tudo, nas atitudes empreendedoras.

1.2 O PODER E O SEU SIGNIFICADO NO PERFIL DO GESTOR MODERNO
O Dicionário de Ciências Sociais (1986, p.907) define poder como:
a) a capacidade de produzir determinada ocorrência ou;
b) a influência intencionalmente exercida por uma pessoa ou um
grupo, através de qualquer meio, sobre a conduta alheia. Nesta
acepção o termo corresponde à influência efetivamente exercida,
não bastando, como no item “a”, apenas a capacidade para tal.

Este é o significado de poder no sentido amplo da palavra. Entretanto,
como nesta pesquisa está sendo abordada a questão da relação empowerment –

�intrapreneurship, é preciso conceituar este termo dentro desta realidade. Assim
sendo, dentro deste aspecto, Srour (1998, p.137) afirma que poder é:
O mando, e por extensão, o poder consiste em ter a capacidade
de decidir e de obter a docilidade de outrem, de ditar ordens e de
vê-las cumpridas. Mas é também a faculdade de resistir e de
sabotar. Retrata o confronto entre forças sociais, cada qual
brandindo o seu cacife e exibindo seus músculos. Inclui a dialética
da obediência e da resistência, os pólos de domínio e da
constatação, a potência para sujeitar e o potencial para rebelarse.

Todavia, Fleury e Ficher (1992, p.38) afirmam que: “poder é elemento
fundamental para que a face controladora da organização se manifeste, e esta face
nem sempre é percebida como bela e agradável”.
Contudo, é preciso fazer uma observação de que o poder adquirido pelo
gerente, dentro da organização, no primeiro momento, é dado pela própria
organização para que ele possa desempenhar sua função de forma eficiente. Nesse
sentido, Montana (2003, p.247) divide este poder em vários tipos: o poder
carismático, o poder legítimo, o poder de referência, o poder coercitivo, de
especialização, premiador ou de informação, ou ainda, uma combinação dessas
formas e explica que o poder normalmente vem acompanhado do compromisso de
seu uso na intenção de atingir objetivos organizacionais.
Portanto, mesmo que o poder seja dado ao gerente pela organização, bem
como o espaço para ele o conquistar é preciso que seja utilizado de forma adequada.
Diante disso, Botelho (1991, p.156) alerta que administrar e conviver com o poder
tem uma conotação de difícil prática, uma vez que, aquilo que se vê com mais
freqüência é o uso do poder para satisfazer o ego pessoal ao invés de utilizá-lo para
obter resultados empresariais.
Em síntese, o gerente recebe o poder para exercer as atribuições pertinentes
ao seu cargo, porém está nas mãos deste gerente a forma de administrar este poder.
Se o gerente não agir com transparência, deixando claro o uso do poder em
questões éticas, poderá quebrar a confiança de seus colaboradores de forma
irrecuperável. É importante destacar que não havendo transparência no uso do

poder, geralmente, a primeira conseqüência é a existência de jogos de poder
dentro da empresa, visando sempre a auto-satisfação, já que a ética deixa de ser
aplicada.

�Acredita-se que as organizações com esse perfil e com gerentes que têm
esta postura tenderão a perder seu espaço dentro do mundo organizacional, pois
com o passar dos anos a tendência é que cada vez mais este comportamento
seja intolerável pelas organizações. Elas estarão descobrindo, na prática (se é
que não descobriram ainda), o quão maléfico é permitir tal conduta.
Assim, os conceitos de ética, transparência e poder são extremamente
importantes para entender o empowerment e a sua aplicação na prática das
organizações, que, pelo que parece, implica em uma reversão dos modelos
mentais dos líderes e da forma estrutural de organização do trabalho.
Para Scoth e Jaffe (1998) o empowerment não é um conjunto de técnicas,
mas uma forma fundamental diferente de trabalhar juntos, a partir da construção
de uma compreensão interna do relacionamento entre gestores e subordinados,
em que, cada um encontra a sua identidade a partir de atitudes, crenças e valores
louváveis,

necessitando,

para

sua

implementação,

consolidar-se

no

comportamento e na predisposição de toda a empresa, a começar pelo gerente e
depois pelos empregados.
Já para Araújo (2001) o empowerment é a criação ou o fortalecimento do
poder decisório nas mãos das pessoas da organização, consistindo, então, em
conceder às pessoas oportunidades de participar ativamente do processo de
tomada de decisão.
Tracy (1994) apresenta tecnologia para implementação do empowerment
através de dez passos: 1. o poder através da responsabilidade; 2. o poder através
da autoridade; 3. o poder através dos padrões de excelência; 4. o poder através
do treinamento e do desenvolvimento; 5. o poder através do conhecimento e da
informação; 6. o poder através do feedback; 7. o poder através do
reconhecimento; 8. o poder através da confiança; 9 . o

poder através da

permissão para errar e; 10. o poder através do respeito. E ainda, afirma que “o
poder supremo não provém da intimidação das pessoas pela força bruta, mas da
libertação delas de modo que sejam tudo que podem ser”.
Gomes Filho e Honesko (2004) alertam para o problema da estrutura
organizacional, afirmando que o empowerment implica em redução de níveis

�gerenciais, e que justamente os gerentes que tem o poder para mudar, são os
que se utilizam da estrutura para manter este poder, como concebido pela forma
tradicional, e, em muitos casos,

defendem a realidade atual como a mais

conveniente para sua atuação profissional, permanecendo o círculo vicioso.
Em relação ao clima favorável ao empowerment, pensa-se que a ruptura
da estrutura tradicional hierarquizada sofrendo fortes influências das forças
tecnológicas

está

levando

as

organizações

para

um

formato

mais

descentralizado, e que essa mudança exigirá profissionais empreendedores.
O novo profissional precisará, então, contar com uma gerência capaz de
implementar o empowerment, pois os intraempreendedores necessitam de
suporte gerencial para implementar suas idéias.
O primeiro passo para análise da situação passa pela sondagem do clima
organizacional, ou seja, se este favorece ou não a aplicação do empowerment.
Para Scott e Jaffe (1998, p. 23) “ainda não existe uma maneira estabelecida para
medi-lo precisamente”. No entanto, os autores complementam afirmando que
para melhorar o clima em relação ao empowerment, os itens seguintes têm sido
listados constantemente em pesquisas sobre o tema: 1. clareza de propósito; 2
estado de ânimo; 3. justiça; 4.reconhecimento; 5. trabalho em equipe; 6.
participação; 7. comunicação; 8. ambiente saudável.

2 MÉTODO
A pesquisa é de natureza exploratória/descritiva, uma vez que procura
explorar e descrever o fenômeno do empreendedorismo e do empowerment em
uma realidade observável, sendo esta, os alunos do curso seqüencial em Gestão
e Organização da Informação Eletrônica, ofertado pela Universidade Estadual de
Ponta Grossa-UEPG.
Para a definição da população alvo do estudo realizou-se um levantamento
preliminar do número de alunos do referido Curso.

A amostra é do tipo não-

probabilística, acidental, determinada de acordo com o índice de retorno dos

�questionários, que foi de 9 para um total de 27 questionários distribuídos (dos
quais, 4 não trabalham), perfazendo uma amostra de 39%.
Como instrumento de coleta de dados foi utilizado um questionário
estruturado dividido em cinco partes:
Parte 1 - caracterização dos pesquisados.
Parte

2

-

identifica

características

pessoais

inerentes

aos

empreendedores de sucesso predominantes nos profissionais pesquisados.
Utiliza como parâmetro as dez características usadas pelo Programa Empretec do
SEBRAE (2000) para treinamento de empreendedores;
Parte

3

-

investiga

a

opinião

dos

respondentes

sobre

o

empreendedorismo de uma forma geral e no seu ambiente de trabalho, sua
importância como forma de gestão e, ainda, o que os respondentes entendem por
ação empreendedora em suas empresas;
Parte 4 - investiga o ambiente de trabalho e o que é considerado como
essencial e como barreira à implantação do empreendedorismo.
Parte 5 - investiga se o clima organizacional é favorável a implementação
do empowerment. Utiliza o modelo de Scott e Jaffe (1998) testando oito itens
componentes do clima organizacional.
Os dados coletados foram tabulados utilizando-se procedimentos estatísticos
do Excel e refletem os resultados consolidados em maio/junho 2004.

3 RESULTADOS
Dos pesquisados, 67% trabalham na indústria, sendo que 17% estão
inseridos em uma grande empresa industrial. Os demais, ou seja, 33% atuam no
comércio, todos em pequenas empresas comerciais.
Com relação à escolaridade, todos possuem o segundo grau completo, e
no item relativo a tempo de serviço, nenhum deles atua há mais de quatro anos

�na empresa. No item – nível gerencial, nenhum dos pesquisados exerce algum
cargo em nível de gerência, sendo que 67% atuam na área administrativa, 17%
na área mercadológica e 16% na área de produção.
Baseando-se em estudos de Mello (apud O CAMINHO, 1996), que
considera como pontos fortes as características com percentual acima de 50%,
são avaliadas as atitudes e opiniões dos respondentes revelando seus pontos
fracos e fortes, conforme mostra o gráfico 1

80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Qualidade e
ef iciência
Percent ual

79%

Planejam. e
monit .

Persist ência Persuasão

sist emát . (1)
57%

54%

39%

Oport . e

Est abel. de

iniciat iva (2) met as (3)
35%

24%

Riscos

Compromet i

calculados

ment o

23%

22%

Independ. e
aut oconf ian
ça (4)
17%

Características

GRÁFICO 1- características empreendedora0s (pontos fortes e fracos) dos alunos do
curso sequencial em gestão e organização da informação eletrônica –
maio/junho -2004
(1) Característica Planejamento e monitoramento sistemático
(2) Característica oportunidade e iniciativa
(3) Característica estabelecimento de metas
(4) Característica independência e autoconfiança
NOTAS: - Características com percentual acima de 50% são consideradas como ponto forte.
- A característica busca de informações não está representada no gráfico por não ter sido tratada com a
mesma metodologia de Likert.

A característica busca de informações, embora não avaliada pela escala de
Likert, pode ser considerada como ponto forte, tendo em vista que os
respondentes, de forma unânime, têm mostrado interesse em se atualizar para

�exercer suas funções. A característica independência e autoconfiança foi o ponto
fraco que chamou a atenção. Segundo Somoggi (2000, p.67) isso deixa transparecer
que mesmo acreditando em suas idéias, os respondentes têm tido dificuldades para
colocá-las em prática. Isso implica dizer, baseando-se na opinião do autor, que uma
transição bem-sucedida para novos paradigmas requer dos profissionais uma
mudança fundamental na aproximação tradicional ao risco de transformar idéias em
projetos viáveis.

Ainda não se chegou ao nível de poder avaliar uma pessoa e então, com
certeza, afirmar se ela vai ou não ser bem-sucedida como empreendedora.
Entretanto, pode-se dizer se ela tem ou não as características e aptidões mais
comumente encontradas em entrepreneurs de sucesso, que permite aos
empreendedores em potencial e aos empreendedores de fato identificarem as
características que devem ser aperfeiçoadas para a obtenção do sucesso.
A constatação de que os profissionais pesquisados têm, no nível grupal,
grau positivo favorável fraco de empreendedorismo - possuindo poucas
características empreendedoras pessoais, algumas em maior e outras em menor
grau, mas nenhuma em grau desfavorável - provavelmente, pode justificar futuros
êxitos obtidos no cumprimento da missão a que se propõem em sua empresa.
Aqui vale lembrar que as características fracas podem ser aperfeiçoadas,
individualmente ou em grupo, formando-se assim, uma equipe empreendedora.
Quanto ao conhecimento do tema, os pesquisados demonstram possuir um
conhecimento teórico sobre o empreendedorismo, ligando-o à inovação e a
criação de novos produtos e serviços que atendam satisfatoriamente os seus
clientes. Entendem, também, a importância de uma gestão empreendedora para
as organizações, pois acreditam que os profissionais devam se atualizar, inovar,
ter conhecimento do mercado para estar à frente da concorrência e competir
neste mercado em constante mutação. Os profissionais, embora pareçam estar
compreendendo as marcas da nova cultura e do novo perfil, ainda não estão, de
maneira geral, processando as ações empreendedoras, pois as ações elencadas
estão ligadas de forma mais relevante a condições de administração propriamente
dita da empresa e sua permanência no mercado, sem necessariamente citar
situações que poderiam resultar em inovações para suas empresas.

�Por certo, as ações empreendedoras a serem implantadas não inventarão
nada. Entretanto, segundo Drucker (1987, p.29) ao aplicar o conceito de técnicas
gerenciais e de administração cria-se um novo mercado e um novo consumidor.
Isto é o novo empreendimento.
A realidade das empresas em que os respondentes exercem suas funções,
em sua maioria, apresenta ambiente participativo, pressupondo-se que há um
ambiente favorável à implantação do empreendedorismo.

Torna-se

importante,

dessa forma, incutir idéias de inovação, havendo de culminar esse esforço na
sensibilização institucional ambicionando o desenvolvimento da empresa e do próprio
profissional, para que paradigmas ultrapassados possam ser revistos e questionados.
Os

respondentes

parecem

estar

cientes

da

importância

da

gestão

empreendedora nas empresas, pois acreditam que, sem este tipo de gestão muitas
organizações estariam à mercê do fracasso. Compreendem, também, a necessidade
de colocar o cliente em primeiro lugar, o que é necessário e o que dificulta a
implantação de um ambiente propício à evolução do empreendedorismo.
O empowerment é a tecnologia gerencial capaz de favorecer a inovação no
ambiente empresarial, pois significa que as gerências delegarão poder não somente
para seus chefes imediatos, mas também para os funcionários que estão na linha de
frente do atendimento. Criteriosamente implementado, o empowerment possibilita o
fornecimento do poder necessário para que todos os níveis gerenciais possam se
tornar intraempreendedores.

O gráfico 2 mostra se as condições de clima organizacional possibilitam a
implementação do empowerment nas organizações pesquisadas, bem como os
itens a serem trabalhados para melhora desse clima organizacional.

�3.00 2.78
2.59
2.50

2.54

2.44

2.42

2.28

2.26
1.98

2.00
1.50
1.00
0.50

Pa
rti
ci
pa
Am
çã
bi
o
en
te
sa
ud
áv
Es
el
ta
do
de
an
Tr
im
ab
o
al
ho
em
eq
ui
pe
R
ec
on
he
ci
m
en
to
C
om
un
C
ic
la
aç
re
ão
za
de
pr
op
ós
ito
s

Ju
st
iç
a

0.00

GRÁFICO 2- itens do clima organizacional que favorecem ou dificultam a implementação
do empowerment nas organizações em que os alunos do curso sequencial
em gestão e organização da informação eletrônica atuam

A interpretação desses dados, segundo Scott e Jaffe(1998) é de que
quanto mais próximo de 2,00, melhor o clima no item analisado.
Dessa forma, evidencia-se, a partir dos dados pesquisados que os itens:
clareza de propósito, que nada mais é do que a transparência no discurso da
organização; comunicação, que são as informações repassadas pela empresa
para as ações diárias; reconhecimento, que é a recompensa pelo esforço
individual, são itens que favorecem a implementação do empowerment nas
empresas pesquisadas.
Já os itens: justiça, ou seja, a percepção de que a empresa está sendo
justa com os pesquisados, participação, que corresponde ao compartilhamento de
problemas organizacionais e opiniões com relação a soluções, ambiente
saudável, que nada mais é do que a pressão que a empresa faz para obter
resultados, são itens que não favorecem a implementação do empowerment nas
organizações pesquisadas.
Analisando o gráfico 2 de forma geral, o único item que, efetivamente está

�favorável a implementação do empowerment é o item clareza de propósitos. Os
demais

precisam

ser

trabalhados

primeiramente

no

nível

gerencial

e

posteriormente nos níveis operacionais.

4 CONCLUSÕES
As pessoas ou equipes que se destacaram em suas atividades,
conseguiram fazer uso de sua criatividade e inovação, foram capazes de quebrar
paradigmas, superando rotinas. No entanto, nos dias atuais, aquele que alcança
realce e destaque, precisa ser, além de tudo, criativo e inovador.
Por outro lado, o intraempreendedorismo só será viável se os ambientes
organizacionais forem favoráveis e crentes que estes profissionais são criadores e
geradores de novas idéias e de novas oportunidades.
Na pesquisa efetuada pode-se perceber através do gráfico 1 que, de
maneira geral, dentre dez características empreendedoras, apenas quatro estão
atualmente adequadas, é preciso desenvolver as outras características. Já no
gráfico 2, foi identificado apenas um item do clima organizacional (em um total de
oito) que, hoje estaria favorecendo a implementação do empowerment nas
empresas em que os pesquisados atuam.
Ao comparar o gráfico 1 com o gráfico 2, pode-se perceber porque a
característica empreendedora independência e autoconfianção obteve pontuação
tão baixa (17%). A conclusão óbvia é que o ambiente não favorece.
Portanto, o desafio dos gestores é melhorar os aspectos do clima
organizacional, delegando poder e permitindo que os seus colaboradores possam
desenvolver suas características empreendedoras. O sistema atual deve formar
empregados parceiros da organização. A gestão do órgão, setor ou organização,
deve

oferecer

oportunidades

para

os

funcionários

que

apresentaram

características empreendedoras colocarem suas idéias em prática, proporcionar
um ambiente de amparo no caso de falhas, e a oportunidade de desenvolveremse profissionalmente.

�Presume-se que o desenvolvimento de recursos humanos através do
intraempreendedorismo e do empowerment deva ser o principal alicerce da
mudança rumo às organizações do século XXI, dentre elas, as unidades de
informação, que não deverão ficar à margem do que está ocorrendo na sociedade
da informação.

ABSTRACTS
The study approaches the thematic of the intrapreneurship and of the
empowerment as innovative action that comes to assist to a primordial need of the
area information. It emphasizes the importance of the integration of both theories
in the creation of a new administration model based on these beginnings inside of
the units of information, facilitating the understanding in the different ways and
strategies of the individuals' adaptation in submitted atmospheres the processes of
structural changes. The article has for objective to present an vision integrated for
the development of human resources. The authors defend that the creativity and
the innovation can be improved and applied starting from the development of the
intrapreneurship concept and that the power to innovate can be gotten by the
empowerment being these managerial technologies capable to implement
innovative projects in units of information. The authors present research result
made in the State University of Ponta Grossa with students of the course
Seqüencial in Administration and Organization of the Electronic Information, group
2004, using a questionnaire as instrument of collection of data, that measures the
enterprising profile of those researched and the empowerment level found in the
organizations in that the same ones possess entail the employment. The final
considerations seek, of superficial way and unpretentious to appropriate the
challenge to important productive changes in this context for the units of
information.

KEY WORDS: Empowerment. Intrapreneurship. Creativity. Decentralization.
REFERÊNCIAS

ARAÚJO, L. C. G. Tecnologias de gestão organizacional. São Paulo: Atlas,
2001.
BOTELHO, E. F. Do gerente ao líder: a evolução do profissional. 2. ed. São
Paulo: Atlas, 1991.
O CAMINHO do sucesso: foco nítido nos clientes e no mercado, valorização do
capital humano e estratégia empreendedora dão a dianteira aos que formam

�equipes e criam valores. Pequenas Empresas Grandes Negócios, São Paulo,
v.10, n.115, p.42-47, ago. 1998.
CHAMPION, B. Intrapreneuring and the spirit of innovation in libraries. Journal of
Library Administration, New York, v. 9, n. 2, p. 35-43, Summer 1988.
COTTAM, K. M. The impact of the library “intrapreneur” on technology. Library
Trends, v. 37, n. 4, p. 521-531, Spring 1989.
DICIONÁRIO de Ciências Sociais. Rio de Janeiro: FGV, 1986.
DOLABELA, F. O segredo de Luísa. São Paulo: Cultura, 1999.
DRUCKER, Peter F. Inovação e espírito empreendedor (entrepreneurship):
práticas e princípios. 5. ed. São Paulo: Pioneira, 1987.
FLEURY, M. T. L. ; FICHER, R. M. Cultura e poder nas organizações. São
Paulo: Atlas, 1992.
FILION, L. J. Diferenças entre sistemas gerenciais de empreendedores e
operadores de pequenos negócios. Revista de Administração de Empresas,
São Paulo, v. 39, n. 4, p. 6-20, out./dez. 1999.
GOMES, F. R. Clima organizacional: um estudo em uma empresa de
telecomunicações. Revista de Administração de Empresas-RAE, São Paulo, v.
42, n. 2, p. 95-103, abr./jun. 2002.
GOMES FILHO, A. C.; HONESKO, A. Qualidade e empreendedorismo em
unidades de informação: uma proposta integrada. Guarapuava: UNICENTRO,
2004. (no prelo)
MONTANA, P. J.; CHARNOV B. H. Administração. 2. ed. São Paulo: Saraiva,
2003.
PINCHOT III, G. Intrapreneuring: por que você não precisa deixar a empresa
para tornar-se um empreendedor. São Paulo: Harbra, 1989.
PROGRAMA Empretec: programa para empresários e futuros empreendedores.
Disponível em: http://www.sebrae.com.br. Acesso em 27 de maio de 2004.

�SCOTT, C. D. ; JAFFE, D. Empowerment: um guia prático para o sucesso. Rio
de Janeiro: Qualitymark, 1998.
SHIOZAWA, R. S. C. Qualidade no atendimento e tecnologia da informação.
São Paulo: Atlas, 1993.
SOMOGGI, Laura. Quebre as regras: as empresas valorizam cada vez mais os
funcionários empreendedores – aqueles que fogem dos padrões, criam, inovam.
Você S.A, São Paulo, v.3, n.20, p.62-69, fev.2000.
SROUR, R. H. Poder, cultura e ética nas organizações. 2. ed. Rio de Janeiro:
Campus, 1998.
TRACY, D. 10 passos para o empowerment: um guia sensato para a gestão de
pessoas. Rio de Janeiro: Campus, 1994.

∗

Antonio Costa Gomes Filho – Universidade Estadual do Centro-Oeste - Guarapuava - Paraná
ACGFilho@unicentro.br
∗∗
Astrid Honesko – Universidade Estadual de Ponta Grossa - Ponta Grossa - Paraná
ahonesko@uepg.br
∗∗∗
Maria Luzia Fernandes Bertholino - Universidade Estadual de Ponta Grossa - Ponta Grossa – Paraná
mlbertho@uepg.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53432">
                <text>Desenvolvimento de recursos humanos através do intraempreendedorismo e do empowerment.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53433">
                <text>Gomes Filho, Antonio Costa; Honeski, Astrid; Fernandes, Maria Luzia </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53434">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53435">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53436">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53438">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53439">
                <text>O estudo aborda as temáticas do intraempreendedorismo e do empowerment como ação inovadora que vem atender a uma necessidade primordial da área informacional. Enfatiza a importância da integração de ambas as teorias na criação de um novo modelo de gestão baseado nestes princípios dentro das unidades de informação, possibilitando o entendimento das diferentes formas e estratégias de adaptação dos indivíduos em ambientes submetidos a processos de mudanças estruturais. O artigo tem por objetivo apresentar uma visão integrada para o desenvolvimento de recursos humanos. Os autores defendem que a criatividade e a inovação podem ser melhoradas e aplicadas a partir do desenvolvimento do conceito de intraempreendedorismo e que o poder para inovar pode ser conseguido pelo empowerment sendo estas tecnologias gerenciais capazes de implementar projetos inovadores em unidades de informação. Os autores apresentam resultado de pesquisa efetuada na Universidade Estadual de Ponta Grossa com alunos do curso Seqüencial em Gestão e Organização da Informação Eletrônica, turma 2004, utilizando um questionário como instrumento de coleta de dados, que mede o perfil empreendedor dos pesquisados e o nível de empowerment encontrado nas organizações em que os mesmos possuem vínculo empregatício. As considerações finais procuram, de maneira superficial e despretensiosa oportunizar o desafio a mudanças produtivas relevantes neste contexto para as unidades de  informação. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68342">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4839" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3908">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4839/SNBU2004_071.pdf</src>
        <authentication>09065b47068f2e5686769264a9aabf23</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53458">
                    <text>BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS INFORMATIZADAS: COMPETÊNCIAS
DO BIBLIOTECÁRIO

Camila Koerich Burin∗
Elaine Rosangela de Oliveira Lucas∗∗
Sandra Gorete Hoffmann∗∗∗

RESUMO
Com os novos conceitos de gestão baseados em competências surge a necessidade
dos profissionais da informação atualizarem-se constantemente para se adequarem aos
requisitos que o mercado de trabalho demanda desse profissional. Além da atualização
dos bibliotecários com relação às novas competências pessoais no uso da tecnologia
implantada nas bibliotecas universitárias, a atividade gerencial dos serviços por elas
oferecidos vem exigindo que o bibliotecário adquira uma postura de planejamento e
tomada de decisões mais dinâmica e flexível a nova realidade organizacional. São
apontadas as competências do bibliotecário de acordo com as orientações do Ministério
do Trabalho e Emprego confrontados com a revisão de literatura da área, dentro do
escopo das Bibliotecas Universitárias.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas Universitárias. Competências. Bibliotecário Gestor.

1 INTRODUÇÃO
Uma biblioteca é considerada o local onde se guardam documentos e se trabalha
com a informação. No princípio, as bibliotecas guardavam pergaminhos, plaquinhas de
argila etc. Hoje, isso não é mais possível, devido ao grande aumento de produção de
todas as áreas do conhecimento. Assim, as bibliotecas foram se especializando em
determinadas áreas, mas, mesmo assim, ainda não conseguem armazenar todos os
documentos que são produzidos, pois além de livros, possuem em seus acervos
informação eletrônica necessitando de tecnologia para disponibilização.

�As tecnologias trouxeram benefícios na prestação dos serviços oferecidos pelas
bibliotecas, aconteceram mudanças tanto para os profissionais, como também para o
desenvolvimento de suas atividades. O profissional bibliotecário deve se reciclar e se
atualizar, em função das inovações tecnológicas, oferecendo dessa forma, serviços
mais qualificados aos usuários. As bibliotecas universitárias por estarem situadas em
um sistema aberto sofrem também a ação dessas inovações, devendo, então,
adequarem-se a elas.
As universidades, centros de disseminação e elaboração de informação,
demandam cada vez mais a necessidade de se obter informação relevante e útil de
forma cada vez mais rápida e eficiente. A biblioteca universitária, tendo como função
armazenar e disponibilizar informações a comunidade acadêmica, é considerada,
conforme Silveira (1992), parte da universidade em que se insere, recebendo destas
influências quanto às características estruturais, organizacionais e comportamentais. A
biblioteca universitária já nasce subordinada a uma instituição de ensino superior, com
a função específica de apoiar as atividades desta instituição. Seu papel é contribuir
decisivamente para o ensino, a pesquisa e a extensão, assumindo, assim, a função
social de fornecer e promover a disseminação da informação, para o desenvolvimento
da educação, da ciência e da cultura.
A biblioteca universitária é parte de uma organização mais ampla em função da
qual existe e pela qual é financiada. Ela está sujeita, portanto, a receber influências do
ambiente externo e interno. Isso exige dos bibliotecários conhecimentos e habilidades
específicas, que os permitam atuar com eficiência neste cenário de mudanças instáveis.
(VOLPATO, 2003).
O gerente da biblioteca universitária, o bibliotecário, deve buscar adaptar-se às
mudanças que a tecnologia da informação vem trazendo e as quais exigem uma
postura mais flexível, especializada, inovadora, criativa e, principalmente, uma visão
estratégica. O profissional bibliotecário percebeu a necessidade de se desprender de
antigas regras e se adaptar a essas tecnologias.

�Para Blattmann (1999), o profissional que trabalha com as novas tecnologias
deve “ter uma grande capacidade analítica, além de dominar técnicas de busca
sistemática, para sintetizar as informações conforme as necessidades dos usuários”.
O uso dos recursos tecnológicos facilita a geração de novos conhecimentos,
nessa perspectiva questiona-se as competências e habilidades que esse profissional
deve desempenhar. Para Magalhães et al (1997) competência diz respeito ao “conjunto
de conhecimentos, habilidades e experiências que credenciam um profissional a
exercer uma determinada função”. De fato, a gestão baseada nas competências tem
como foco as habilidades necessárias à organização. As competências englobam um
jogo de habilidades, permitindo aos bibliotecários realizarem um trabalho eficaz.
Para Mello (2004)
a competência só pode ser constituída na prática. Não é só o saber,
mas o saber fazer. Aprende-se fazendo, numa situação que requeira
esse fazer determinado. Competência é a capacidade de mobilizar
conhecimentos, valores e decisões para agir de modo pertinente numa
determinada situação. Competências e habilidades pertencem à mesma
família. A diferença entre elas é determinada pelo contexto. Uma
habilidade, num contexto, pode ser uma competência, por envolver
outras subabilidades mais específicas.

A competência implica em conhecimento, que se possui para desenvolver
respostas criativas, inéditas, eficazes para perguntas novas. Na literatura ainda é
possível identificar autores que abordam a competência não somente como um
conjunto de qualificação que o indivíduo detém, mas também como o resultado ou
decorrência de tais qualificações aplicada no trabalho.As habilidades são consideradas
como algo menos extenso que as competências. Assim, a competência está constituída
por habilidades.
Assim, o profissional bibliotecário deve conhecer as competências e habilidades
necessárias para desempenhar com eficácia seus serviços frente a utilização desses
novos recursos informacionais.

�Segundo Guinchat (1994), não existe um novo profissional da informação, e sim
um profissional da informação lidando com as novas tecnologias e com novos contextos
de organização, interagindo com novas formas de gerenciamento e de planejamento.
O papel do administrador tem passado por importantes modificações, tais
mudanças têm sido em grande parte atribuídas às novas tecnologias, que alteram as
tomadas de decisões necessitando, assim, que o administrador tenha: maior
flexibilidade, maior agilidade nos processos organizacionais e, portanto, novas
estratégias de gestão, isso exige dos bibliotecários competências, conhecimentos e
habilidades específicas, permitindo atuar com eficiência neste cenário.
Para Santos citado por Pinto e Blattmann (2002) “este gerente deverá apresentar
o perfil de um líder, pois as duas facetas são imprescindíveis e complementares”. O
bibliotecário precisa ser gestor e não guardião da informação; saber manipular e
disseminar as novas tecnologias da informação sendo assim, esta é a nova visão do
papel que o gestor da informação deverá desempenhar dentro das organizações.
No campo da Administração, os estudos sobre gerência vêm crescendo
aumentando as publicações na

literatura científica, assim, o interesse dos

pesquisadores ganha espaço por estudos que envolvam novas formas de administrar e
trabalhar. Dentro do contexto histórico, econômico, político, social e tecnológico, entre
outros, que impõem mudanças na gestão das organizações têm procurado adotar a
abordagem gerencial como recurso de gestão para enfrentar futuros desafios.
O gerente da biblioteca universitária hoje deve preparar-se para atuar numa
organização complexa e dinâmica, pois a universidade passa por profundas
transformações, o que sugere uma nova postura profissional.
Segundo a CBO - Classificação Brasileira de Ocupação do Ministério do
Trabalho e Emprego, os profissionais da informação são aqueles que
disponibilizam informação em qualquer suporte; gerenciam unidades
como bibliotecas, centros de documentação, centros de informação e
correlatos, além de redes e sistemas de informação. Tratam
tecnicamente e desenvolvem recursos informacionais; disseminam
informação com o objetivo de facilitar o acesso e geração do

�conhecimento; desenvolvem estudos e pesquisas; realizam difusão
cultural; desenvolvem ações educativas. Podem prestar serviços de
assessoria e consultoria.

A CBO – Classificação Brasileira de Ocupação determina que os profissionais da
informação devam apresentar as seguintes competências: manter-se atualizado, liderar
equipes, trabalhar em equipe e em rede, demonstrar capacidade de análise e síntese,
demonstrar conhecimento de outros idiomas, demonstrar capacidade de comunicação,
demonstrar capacidade de negociação, agir com ética, demonstrar senso de
organização, demonstrar capacidade empreendedora, demonstrar raciocínio lógico,
demonstrar capacidade de concentração, demonstrar pró-atividade e demonstrar
criatividade. Assim, desempenhando suas funções com eficiência.

2 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A literatura especializada na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação
condiz com a descrição do profissional da informação elaborado pela CBO, autores
apresentam como competências fundamentais ao bom desempenho dos serviços
biblioteconômicos:

atualização

profissional,

capacidade

de

análise

e

síntese,

capacidade de comunicação, raciocínio lógico, pró-atividade e criatividade, ética, senso
de organização.
Este conjunto variado de competências será muito valioso para promover a
competitividade dos profissionais da informação no mercado de trabalho.
Entretanto, é evidente, que o profissional bibliotecário precisa estar preparado
para as novas mudanças e para isso precisa conhecer as competências e as
transformações necessárias à biblioteca, com vistas a oferecer serviços adequados às
necessidades informacionais de seus usuários, assim, será capaz de executá-los com
eficiência.

�REFERÊNCIAS
BLATTMANN, Ursula. Bibliotecário...Até quando? Fpolis, out. 1999. Disponível em
http://.ced.ufsc.br/bibliote/acb/18pbsc.html. Acesso em: 15 abr.2004.
BRASIL. Classificação brasileira de ocupações. 2. ed. Brasília: MTE, 2002. 3 v.
GUINCHAT, C., Menou, M. Introdução geral às ciências e técnicas da informação e
documentação. 2.ed. corr. Aum. Brasília: IBICT, 1994.504p.
MAGALHÃES, Sérgio, et all. Desenvolvimento de competências: o futuro agora!
Revista Treinamento &amp; Desenvolvimento, São Paulo, p. 12-14, jan.1997.
MELLO, Guimar Namo de. Afinal o que é competência. Escola on-line. Fundação
Victor Civita, 2004. Disponível em:
http://novaescola.abril.br/index.htm?ed/160_mar03/html/com_palavra Acessado: em 03
jun/2004.
PINTO, Marli Dias de Souza, BLATTMANN, Ursula. Habilidades e competências do
líder e a gestão da informação. 2002. Disponível em:
http://www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/habilidades.html Acessado: em 10 jun/2004.
SILVEIRA, Amelia. Marketing em bibliotecas universitárias. Florianópolis: Ed. da
UFSC, 1992. 197p. Originalmente apresentada como tese do autor (doutoradoUniversidade de São Paulo).
VOLPATO, Silvia Maria Berté; BORENSTEIN, Carlos Raul. A natureza do trabalho do
administrador de bibliotecas universitárias. 2002. Disponível em :
http://www.ciberetica.org.br/trabalhos/anais/43-43-c1-43.pdf. Acessado: 12 mai/2004.

∗

Universidade do Estado de Santa Catarina – Brasil e-mail: f4ckb@udesc.br
Universidade do Estado de Santa Catarina – Brasil e-mail: f2ero@udesc.br
∗∗∗
Universidade do Estado de Santa Catarina – Brasil e-mail: f4sgh@udesc.br
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53441">
                <text>Bibliotecas universitárias informatizadas: competências do bibliotecário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53442">
                <text>Burin, Camila Koerich; Lucas, Elaine Rosangela de Oliveira; Hoffmann, Sandra Gorete</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53443">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53444">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53445">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53447">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53448">
                <text>Com os novos conceitos de gestão baseados em competências surge a necessidade dos profissionais da informação atualizarem-se constantemente para se adequarem aos requisitos que o mercado de trabalho demanda desse profissional. Além da atualização dos bibliotecários com relação às novas competências pessoais no uso da tecnologia implantada nas bibliotecas universitárias, a atividade gerencial dos serviços por elas oferecidos vem exigindo que o bibliotecário adquira uma postura de planejamento e tomada de decisões mais dinâmica e flexível a nova realidade organizacional. São apontadas as competências do bibliotecário de acordo com as orientações do Ministério do Trabalho e Emprego confrontados com a revisão de literatura da área, dentro do escopo das Bibliotecas Universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68343">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4841" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3910">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4841/SNBU2004_072.pdf</src>
        <authentication>10cf984647a587f4dfc7f0f64c807eb6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53476">
                    <text>MELHORIA DA QUALIDADE NA GESTÃO DO CAPITAL INTELECTUAL DOS
BOLSISTAS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP
Célia Aparecida Rodrigues∗
Marilda Truzzi∗∗
Valéria dos Santos Gouveia Martins∗∗∗

RESUMO
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU) atua em parceria com o Serviço de
Apoio ao Estudante (SAE), no gerenciamento do Programa de Bolsa Trabalho da
Universidade e busca desenvolver um processo de trabalho sistêmico, envolvendo a
difusão da cultura institucional, bem como a integração e a capacitação do capital
humano. Este projeto tem como objetivo aliar o capital intelectual dos bolsistas às
necessidades das bibliotecas sejam estas, atividades rotineiras ou projetos especiais
em implementação. Os métodos utilizados para o gerenciamento desta atividade
compreendem dados quantitativos e qualitativos compilados através de questionários
e levantamento das necessidades junto às Bibliotecas Seccionais. Para viabilizar a
integração e a capacitação deste capital humano foi elaborado um protótipo de curso
aos bolsistas com vistas a proporcionar-lhes, ao término da Bolsa Trabalho, a
integração no ambiente de biblioteca universitária e a capacitação nos recursos
informacionais que interagem com a pesquisa bibliográfica. Devido ao
distanciamento geográfico da localização das bibliotecas e da incompatibilidade de
horários dos formadores e bolsistas para oferecerem um curso presencial, optou-se
por utilizar o ambiente para educação à distância denominado TELEDUC, que foi
desenvolvido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação da UNICAMP (NIED).
Desta forma, espera-se que este projeto piloto de gestão do capital intelectual dos
bolsistas do SBU venha a contribuir na melhoria da qualidade dessa gestão e a
experiência se consolide de tal forma que esta prática seja implementada e extensiva
a outras categorias profissionais ou de usuários.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão de Pessoas. Melhoria da Qualidade. Educação à
Distância e Bibliotecas Universitárias.

1 INTRODUÇÃO

�O desempenho humano depende de uma complexidade de fatores que atuam
interagindo entre si de maneira extremamente dinâmica. Em uma situação na qual os
objetivos e as metas foram devidamente explicitados, a tarefa foi desenhada e
redesenhada sob medida para a pessoa. Se ela está motivada para executá-la e
para atingir os objetivos e metas propostas, certamente dedicará um determinado
esforço individual proporcional à sua motivação. Esse esforço pessoal é eficaz na
medida em que a pessoa possua as habilidades adequadas para execução da tarefa
e as condições ambientais não lhe provoquem restrições ou limitações. Assim, o
desempenho é conseqüência do estado motivacional e do esforço individual para
realizar a tarefa.
Segundo Chiavenato (2003), a satisfação do indivíduo funciona como um
reforço positivo para um novo desempenho, enquanto a insatisfação ou frustração
funciona como um reforço negativo. Daí a necessidade do gerente se preocupar
com:
•

O desenvolvimento sistemático das habilidades e capacidades das pessoas
como base fundamental para um desempenho eficiente e eficaz;

•

A

remoção

contínua

das

restrições

ambientais

que

possam

afetar

negativamente o desempenho humano, como o excesso de regras e
regulamentos, a supervisão acirrada, os controles burocráticos, os métodos e
procedimentos mecânicos e tradicionais, etc.
•

A motivação e com o incentivo constante das pessoas para que dêem o
melhor de suas habilidades na execução das tarefas;

•

A orientação das pessoas no sentido de dedicarem seu esforço para um
desempenho excelente ou pelo menos gradativamente excelente;

•

A avaliação do resultado do desempenho alcançado e com a devida
recompensa imediata ou com a correção adequada, sempre buscando um
reforço positivo para um desempenho excelente. O mau desempenho dever
ser fruto de uma profunda avaliação para remover as causas e origens da
ineficiência ou ineficácia;

�•

A satisfação no trabalho, uma vez que essa satisfação é conseqüência do
sucesso no desempenho das tarefas e da recompensa percebida. A
recompensa pode ser representada por estímulos externos, como elogio do
gerente, reconhecimento do trabalho, imagem social do executante, prêmios
ou gratificações, oportunidades de promoção, etc., ou por estímulos
provocados pela própria tarefa, por meio de um delineamento de cargo que
promova variedade, identidade, significado, autonomia e retroação.

2 FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA DE BOLSA TRABALHO NO SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DA UNICAMP
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), além de ser o órgão
responsável pelo estabelecimento da política informacional na Universidade, atua
também na capacitação dos seus recursos humanos através de programas de
treinamento. Além do segmento do profissional bibliotecário e do pessoal de apoio, o
Sistema de Bibliotecas da Unicamp dispõe atualmente de um contingente de 60
bolsistas, que fazem parte do Programa de Bolsa Trabalho do Serviço de Apoio ao
Estudante da Unicamp.
O Serviço de Apoio ao Estudante (SAE), principal órgão de apoio ao estudante
na Unicamp, atua em várias frentes de assistência estudantil. Esta se dá por meio do
gerenciamento de bolsas-auxílio, orientação educacional, jurídica e psicológica,
assistência social, apoio a projetos acadêmicos e sociais, programa de intercâmbio
de estudantes no exterior. O SAE tem por missão prestar apoio ao estudante da
Unicamp por meio de ações, projetos e programas, procurando atendê-lo em suas
necessidades, para que possa desenvolver suas atividades, visando a excelência na
sua formação integral, pautada nas responsabilidades ética e social.
O Programa de Bolsa Trabalho possui como premissa aliar o capital intelectual
do aluno bolsista ao desenvolvimento de atividades na Universidade, relacionadas

�com sua área de estudo, e como contrapartida o aluno recebe uma remuneração
para seu auxílio pessoal em sua estada na Universidade.
Os estudantes contemplados com a bolsa trabalho desenvolvem atividades
nas bibliotecas do SBU sendo a Área de Planejamento do SBU a responsável pela
administração e gerenciamento abrangendo:
Levantamento de necessidades da quantidade de bolsistas por biblioteca;
Levantamento de perfil de conhecimento e horários para o desenvolvimento
das atividades nas bibliotecas através de formulários de coleta de dados;
Recepção dos alunos bolsistas e levantamento de perfil de conhecimento dos
candidatos, através de questionários;
Encaminhamento e acompanhamento do bolsista durante a realização da
bolsa trabalho nas bibliotecas.
Desta forma, tendo em vista a missão do SBU que prediz “Prover o acesso e a
recuperação da informação, subsidiando o ensino, a pesquisa e a extensão,
contribuindo para a educação universitária e formação profissional do indivíduo, para
que o conhecimento adquirido seja aplicado no desenvolvimento da sociedade”, e a
filosofia que envolve o programa de bolsa trabalho na universidade, foi elaborado um
projeto visando à reestruturação do funcionamento deste programa, no SBU, que
permitisse

ao

aluno

bolsista

sua

integração

e

capacitação

quando

do

desenvolvimento de suas atividades nas bibliotecas.

2.1 O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU)
A Biblioteca Central foi criada em 11 de junho de 1989, como órgão
complementar da Universidade, através da “Deliberação CONSU A-38/89”. Após um
processo de revisão a deliberação, ora citada, foi substituída em 25 de novembro de
2003, pela “Deliberação CONSU A-30/03“, onde obteve sua aprovação no Conselho
Universitário, criando oficialmente o Sistema de Bibliotecas da UNICAMP

�diretamente subordinado à Coordenadoria Geral da Universidade, tendo como
objetivo os itens a seguir:
•

Dar suporte aos programas de ensino, pesquisa e extensão;

•

Definir a política de desenvolvimento dos diferentes acervos que compõem as
bibliotecas da Universidade;

•

Possibilitar a comunidade universitária e à comunidade científica o acesso à
informação armazenada e gerada na UNICAMP;

•

Promover intercâmbio de experiências e acervos.
Para atender a demanda informacional da Universidade conta com uma

biblioteca central, 20 bibliotecas seccionais alocadas nas unidades de ensino e
pesquisa, distribuídas nas áreas de Humanidades e Artes, Tecnológicas, Exatas e
Biomédicas.
Tendo em vista sua dimensão e amplitude, demonstrado na Figura 1, o
Sistema de Bibliotecas da UNICAMP possui em sua composição várias instâncias de
representatividade da comunidade, tais como:
Órgão Colegiado, instância máxima do SBU, deve deliberar sobre as políticas
de manutenção e desenvolvimento dos recursos do Sistema. Constituído por
membros docentes, bibliotecários e discentes da Universidade;
Coordenadoria do SBU, responsável pela implementação das políticas de
desenvolvimento e pela coordenação das atividades de interesse conjunto das
bibliotecas da Universidade. Constituída pelo coordenador, coordenador
associado, assessor técnico de planejamento, diretores técnicos de serviços e
grupos técnicos;
Bibliotecas Seccionais tem como finalidade principal atender necessidades de
professores, pesquisadores e estudantes da UNICAMP; para tanto, devem
assegurar a difusão de informações culturais e científicas e o desenvolvimento
das políticas do SBU.

�Comissões de Biblioteca, responsável pela aplicação dos recursos financeiros
alocados para materiais bibliográficos, apreciar o plano anual de atividades,
estudar e propor política de desenvolvimento da biblioteca. Constituída por
docentes de departamentos e discentes da Unidade.
Ao longo do tempo, também tem procurado agregar valores em seus produtos
e serviços utilizando para tanto as novas tecnologias, que vem possibilitando integrar
rotinas de trabalho e entre outros fatores a disponibilização aos usuários de seus
acervos online, via redes internas e interface Web, para a pesquisa e localização dos
materiais bibliográficos.

Coordenação

Colegiado

BC

IEL

IQ

CESET/
CTL

IFGW

BAE

FEF

IG

FOP

IMECC

IA

FE

IB

FEA

FCM

IFCH

IE

CTC

CLE

CMU

NUDECRI

Figura 1 – Estrutura Funcional do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP

3 OBJETIVO GERAL
O presente projeto tem como objetivo aliar o capital intelectual dos bolsistas às
necessidades das bibliotecas, sejam estas atividades rotineiras ou projetos especiais
em implementação.

�3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Integrar os bolsistas envolvendo o SBU e o SAE;
Capacitar os bolsistas para facilitar a realização das atividades nas bibliotecas
proporcionando-lhes informação sobre o SBU, sua estrutura, recursos
informacionais, produtos e serviços disponíveis, tendo em vista que o
conhecimento apreendido facilitará o desenvolvimento de suas atividades
como bolsistas e também na vida acadêmica.

4 JUSTIFICATIVA
A importância do presente projeto pauta-se na melhoria da qualidade na
gestão do capital intelectual dos bolsistas, tendo em vista a bagagem de formação
educacional que a universidade está proporcionando a estes alunos, em suas áreas
de estudo, e o aproveitamento do ótimo nível de informação destes alunos.
A gestão do conhecimento tem como grande desafio articular o conhecimento
individual em conhecimento coletivo. O seu desenvolvimento se dá em um ambiente
flexível e dinâmico e que permita a objetivação, em todos os níveis da organização,
em aplicar o conhecimento para o benefício organizacional. (GUIZALBERTH, 2002).
Segundo Kaplan e Norton (2000), as oportunidades para a criação de valor
estão migrando da gestão de ativos tangíveis para a gestão de estratégias baseadas
no

conhecimento,

que

exploram

os

ativos

intangíveis

da

organização:

relacionamentos com os clientes, produtos e serviços inovadores, tecnologia da
informação e bancos de dados, além de capacidades, habilidades e motivação dos
empregados.

5 METODOLOGIA

�Devido ao distanciamento geográfico da localização das bibliotecas e da
incompatibilidade de horários das pessoas envolvidas, optou-se pelo método de
treinamento à distância, associando como ferramenta o software livre denominado
TELEDUC, o qual reflete um ambiente para a educação à distância.

5.1 APRESENTAÇÃO DA FERRAMENTA TELEDUC
O TelEduc (http://www.ead.unicamp.br) é um ambiente para a criação,
participação e administração de cursos na Web. Ele foi concebido tendo como alvo o
processo de formação de professores para informática educativa, baseado na
metodologia de formação contextualizada desenvolvida por pesquisadores do Núcleo
de Informática Aplicada à Educação da Unicamp (NIED). O TelEduc foi desenvolvido
de forma participativa, ou seja, todas as suas ferramentas foram idealizadas,
projetadas e depuradas segundo necessidades relatadas por seus usuários. Com
isso, ele apresenta características que o diferenciam dos demais ambientes para
educação à distância disponíveis no mercado, como a facilidade de uso por pessoas
não especialistas em computação, a flexibilidade quanto a como usá-lo, e um
conjunto enxuto de funcionalidades. O TelEduc foi concebido tendo como elemento
central a ferramenta que disponibiliza Atividades. Isso possibilita a ação onde o
aprendizado de conceitos em qualquer domínio do conhecimento é feito a partir da
resolução de problemas, com o subsídio de diferentes materiais didáticos como
textos, software, referências na Internet, dentre outros, que podem ser colocadas
para o aluno usando ferramentas como: Material de Apoio, Leituras, Perguntas
Freqüentes, etc.
A intensa comunicação entre os participantes do curso e ampla visibilidade
dos trabalhos desenvolvidos também são pontos importantes, por isso foi
desenvolvido um amplo conjunto de ferramentas de comunicação como o Correio
Eletrônico, Grupos de Discussão, Mural, Portfólio, Diário de Bordo, Bate-Papo etc.,
além de ferramentas de consulta às informações geradas em um curso como a
ferramenta Intermap, acessos, etc.

�6 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A elaboração do treinamento à distância contemplou diferentes etapas, tendo
seu conteúdo programático orientado pela estrutura do ambiente de educação à
distância TELEDUC, as quais explicitamos a seguir:
Estrutura do Ambiente
Contém informações sobre o funcionamento do ambiente TelEduc.

Agenda
Elaboração de agenda contemplando o objetivo do treinamento, datas de acesso,
tipos de materiais disponíveis, a partir de levantamento realizado identificando as
necessidades de aprendizagem dos bolsistas.

�Dinâmica do Curso
Contém informações sobre a metodologia e a organização geral do curso.

�Atividades
Apresenta o plano de atividades que serão propostas no desenvolvimento do curso.

�Material de Apoio
Apresenta informações úteis relacionadas à temática do curso, subsidiando o
desenvolvimento das atividades propostas.

Leituras
Apresenta artigos relacionados à temática do curso podendo incluir sugestões de
revistas, jornais, endereços na Web, etc.

�Mural
Espaço reservado para que todos os participantes possam disponibilizar informações
consideradas relevantes para o contexto do curso.

Fóruns de Discussão
Permite acesso a uma página que contém tópicos que estão em discussão naquele
momento do curso. O acompanhamento da discussão se dá por meio da
visualização de forma estruturada das mensagens já enviadas e, a participação, por
meio do envio de mensagens.

Bate-Papo
Permite uma conversa em tempo-real entre os alunos do curso e os formadores. Os
horários de bate-papo com a presença dos formadores são, geralmente, informados
na "Agenda". Se houver interesse do grupo de alunos, o bate-papo pode ser utilizado
em outros horários.

Correio
Trata-se de um sistema de correio eletrônico interno ao ambiente. Assim, todos os
participantes de um curso podem enviar e receber mensagens através deste correio.
Todos, a cada acesso, devem consultar seu conteúdo recurso a fim de verificar as
novas mensagens recebidas.

Grupos
Permite a criação de grupos de pessoas para facilitar a distribuição e/ou
desenvolvimento de tarefas.

Perfil
Trata-se de um espaço reservado para que cada participante do curso possa se
apresentar aos demais de maneira informal, descrevendo suas principais
características, além de permitir a edição de dados pessoais. O objetivo fundamental
do Perfil é fornecer um mecanismo para que os participantes possam se "conhecer a

�distância" visando ações de comprometimento entre o grupo. Além disso, favorece a
escolha de parceiros para o desenvolvimento de atividades do curso (formação de
grupos de pessoas com interesses em comum).

Portfólio
Nesta ferramenta os participantes do curso podem armazenar textos e arquivos
utilizados e/ou desenvolvidos durante o curso, bem como endereços da Internet.
Esses dados podem ser particulares, compartilhados apenas com os formadores ou
compartilhados com todos os participantes do curso. Cada participante pode ver os
demais portfólios e comentá-los se assim o desejar.

7 CONCLUSÃO
É importante ressaltar, que este Programa de Capacitação dirigido aos
bolsistas, inserido futuramente em um contexto macro, poderá significar o início de
um Programa de Gestão do Capital Intelectual para outros segmentos no Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP, envolvendo funcionários e a integração de usuários.
Outro aspecto interessante que deve ser observado, é que este tipo de
estrutura, única e padronizada, poderá proporcionar meios facilitadores de inserção
das bibliotecas no apoio ao ensino e a pesquisa através do EAD, o qual encontra-se
em expansão na Universidade.
Espera-se ao final do curso que o bolsista tenha uma melhor visibilidade do
SBU e esteja efetivamente integrado e capacitado para o desenvolvimento das
atividades nas bibliotecas, podendo, inclusive, futuramente beneficiar-se na sua vida
acadêmica e profissional dos conhecimentos adquiridos através da convivência neste
ambiente privilegiado de livros e de informação proporcionados pelas bibliotecas.

�REFERÊNCIAS
BETTIO, Raphael Winckler de; MARTINS RODRIGUES, Alejandro. Comunidades
virtuais de aprendizado: um modelo para WEB. Revista de Automação e
Tecnologia da Informação, Florianópilis, v.2, n.2, p.153-155, jul/dez. 2003.
CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando pessoas: como transformar gerentes em
gestores de pessoas. São Paulo: Prentice Hall. 2003. 271p.
GUIZALBERTH, Alex Gomes.
Gestão do Conhecimento: o capital humano
trabalhado em bibliotecas como um diferencial qualitativo. In: Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação, 20., 2002, Fortaleza. Anais... Fortaleza:
FEBAB, 2002. 1 CD-ROM.
KAPLAN, Robert S; NORTON, David P. Socorecards estratégicos em organizações
sem fins lucrativos, governamentais e de assistência médica. In: ORGANIZAÇÃO
orientada para a estratégia: como as empresas que adotam o balanced scorecard
prosperam no novo ambiente de negócios. Rio de Janeiro: Campus, 2000. cap. 5,
p.145-173.
OTSUKA, Joice Lee; Rocha, Heloisa Vieira da. Avaliação formativa em ambientes
de EaD. In: Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, 13, 2002, São
Leopoldo. Anais... São Leopoldo: SBIE, 2002.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Núcleo de Informática Aplicada à
Educação. TelEduc. Disponível em http://www.ead.unicamp.br/EAD/. Acesso em: 19
julho 2004.
∗

Bibliotecária – Área de Planejamento da Coordenadoria do Sistema de Bibliotecas Unicamp.
celiar@unicamp.br;
∗∗
Bibliotecária - Área de Planejamento da Coordenadoria do Sistema de Bibliotecas Unicamp.
Marilda@unicamp.br;
∗∗∗
Bibliotecário Mestre em Gestão da Qualidade – Assessor Técnico de Planejemento –
Coordenadoria do Sistema de Bibliotecas da Unicamp. valeria@unicamp.br;
Universidade Estadual de Campinas. Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. Cidade Universitária “Prof.
Zeferino Vaz” Barão Geraldo – Campinas – SP

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53459">
                <text>Melhoria da qualidade na gestão do capital intelectual dos bolsistas do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53460">
                <text>Rodrigues, Célia Aparecida; Truzzi, Marilda; Martins, Valéria dos Santos Gouveia </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53461">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53462">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53463">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53465">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53466">
                <text>O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU) atua em parceria com o Serviço de Apoio ao Estudante (SAE), no gerenciamento do Programa de Bolsa Trabalho da Universidade e busca desenvolver um processo de trabalho sistêmico, envolvendo a difusão da cultura institucional, bem como a integração e a capacitação do capital humano. Este projeto tem como objetivo aliar o capital intelectual dos bolsistas às necessidades das bibliotecas sejam estas, atividades rotineiras ou projetos especiais em implementação. Os métodos utilizados para o gerenciamento desta atividade compreendem dados quantitativos e qualitativos compilados através de questionários e levantamento das necessidades junto às Bibliotecas Seccionais. Para viabilizar a integração e a capacitação deste capital humano foi elaborado um protótipo de curso aos bolsistas com vistas a proporcionar-lhes, ao término da Bolsa Trabalho, a integração no ambiente de biblioteca universitária e a capacitação nos recursos informacionais que interagem com a pesquisa bibliográfica. Devido ao distanciamento geográfico da localização das bibliotecas e da incompatibilidade de horários dos formadores e bolsistas para oferecerem um curso presencial, optou-se por utilizar o ambiente para educação à distância denominado TELEDUC, que foi desenvolvido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação da UNICAMP (NIED). Desta forma, espera-se que este projeto piloto de gestão do capital intelectual dos bolsistas do SBU venha a contribuir na melhoria da qualidade dessa gestão e a experiência se consolide de tal forma que esta prática seja implementada e extensiva a outras categorias profissionais ou de usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68345">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4843" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3912">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4843/SNBU2004_073.pdf</src>
        <authentication>de2f24a1f97bd820514840737821d747</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53494">
                    <text>MOTIVAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS DE IES: SOB À PERSPECTIVA DE
MASLOW∗
Cicília Conceição de Maria∗∗

RESUMO
A presente pesquisa teve como finalidade identificar o posicionamento dos
bibliotecários universitários na hierarquia de Maslow. O estudo foi realizado dentro
das bibliotecas universitárias públicas e privadas nos maiores centros do Paraná:
Londrina, Maringá e Curitiba, verificando se as variáveis salário, turno de trabalho,
setor de atuação e tempo profissional interferem no posicionamento destes
profissionais na pirâmide hierárquica de Maslow. A amostra foi composta por 87
profissionais de IES (Instituição de Ensino Superior) particulares e públicas, sendo
83 profissionais do sexo feminino e 4 profissionais do sexo masculino. Para
posicionar estes profissionais na hierarquia de necessidades de Maslow foi
empregada a escala de “EHM” desenvolvida pelo Dr. Ramatis Monteiro Aguiar.
Contudo, verificamos que os bibliotecários que atuam no setor de atendimento
possuem suas necessidades básicas e de alto nível melhor preenchidas que os
bibliotecários que atuam no setor interno. Os dados levam à conclusão de que os
bibliotecários localizados na segunda faixa salarial (R$1.101,00 a R$ 2.200,00)
possuem suas necessidades humanas melhor preenchidas. Os bibliotecários de
IES (Instituição de Ensino Superior) públicas e particulares que exercem a
profissão há até 5 anos obtiveram melhores médias em todos os níveis de
necessidades humanas que bibliotecários com mais de 5 anos de exercício
profissional. Os bibliotecários que trabalham dia e noite, em dupla jornada,
registraram médias muito baixas em relação às necessidades de segurança
(3,79) e fisiológicas (3,86), ou seja, as menores médias deste estudo. Os
bibliotecários que atuam em bibliotecas de IES particulares e públicas obtiveram
médias superiores em todos os níveis de necessidades humanas de Maslow. Os
dados levam a concluir que as variáveis salário, tempo, turno e serviços
influenciam parcimoniosamente a posição dos sujeitos no nível de necessidades
humanas de Maslow.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecários. Capital humano. Hierarquia de necessidades
humanas de Maslow. Maslow. Pirâmide hierárquica de necessidades.

INTRODUÇÃO
As bibliotecas estão inseridas no contexto sócio-econômico, provocando
mudanças relevantes na sociedade gerando um conhecimento intangível para
historiadores, pesquisadores e educadores, contribuindo para o desenvolvimento

�científico e tecnológico da sociedade. Carvalho1 (1981) apud Estefano (1996)
destaca que “a biblioteca universitária, por sua vez, tem importância fundamental
para a sociedade (...) pois possibilita acesso ao conhecimento existente, de modo
a permitir que novos conhecimentos possam ser gerados”.
As bibliotecas são também intituladas unidades de informação. Podemos
denominá-las organizações no sentido empresarial, visto que são compostas pela
estrutura organizacional (divisões dos setores), por recursos humanos (pessoas),
recursos materiais (mobiliário), recursos financeiros (cargo de carreira) e bens
intangíveis (pessoas, sistemas integrados de bibliotecas, informações contidas
nos diversos materiais bibliográficos). Sob o ponto de vista de Chiavenato (1995),
podemos alocá-las no ramo de atividades de empresas de prestação de serviços.
As bibliotecas fornecem serviços especializados para uma clientela específica.
Logo, para a eficácia do seu desempenho, necessitam de profissionais
capacitados para a execução desses serviços.
Essa necessidade leva-nos a questionar se investir somente em novas
tecnologias e equipamentos de última geração é suficiente para que as bibliotecas
se tornem precursoras do desenvolvimento científico e tecnológico. Parece-nos
fundamental que os bibliotecários utilizem seu conhecimento em beneficio da
biblioteca ou empresa em que atuam e que estas envolvam seus funcionários na
determinação dos objetivos, metas e, principalmente, em sua missão.
Atualmente, vivemos em um ambiente globalizante em todos os setores
sócio-econômicos; no entanto, existem, ainda, profissionais acomodados e
bibliotecas tentando sobreviver em um mundo competitivo de forma isolada, o que
leva-nos a inquirir o porquê desse isolamento; se isso acontece em virtude da
falta de auto-estima ou da frustração das necessidades básicas e superiores que
não são preenchidas, causando um sentimento da falta de status por parte dos
responsáveis pelas bibliotecas. Assim sendo, sentimos a necessidade de estudar
um dos fatores críticos para o sucesso das bibliotecas universitárias: a motivação.

1

CARVALHO, Maria Carmen Romcy de. Estabelecimento de padrões para bibliotecas universitárias.
Fortaleza: UFC; Brasília: ABDF, 1981. (Coleção Biblioteconomia,1).

�Existem muitas teorias motivacionais convergentes, que se resvalam, em
terminologias diferenciadas. A teoria que estudaremos é a de Maslow, ou seja, a
Teoria da Hierarquia das Necessidades.
A Hierarquia de Necessidades de Maslow é muito discutida em diversas
organizações. Desenvolvida em meados dos anos 40 e durante os anos 50,
continua ainda bastante atual. Em um contexto moderno e desafiador, é uma
teoria elaborada de forma simples e lógica, que pode ser entendida por pessoas
que não tenham conhecimento profundo em psicologia. A teoria de Hierarquia de
Maslow perpassa o sentido de produção, inquirindo o homem em sua totalidade,
começando com suas necessidades básicas até as necessidades mais elevadas,
ou seja, das temporais para as atemporais.
As

necessidades

temporais

são

necessidades

básicas

para

a

sobrevivência dos seres humanos, isto é: fisiológicas (fome, sede, ar e sexo);
segurança (ausência de perigo); social, ou denominada necessidade de amor
(afiliação, aceitação, fazer parte de um grupo). As necessidades atemporais são
as que perpassam o tempo de vida dos indivíduos.
São elas: necessidade de estima (aprovação, reconhecimento dos outros)
e necessidade de auto-realização (realização das potencialidades próprias do
indivíduo). Nessa fase, o indivíduo não tenta provar para ninguém que é melhor, a
não ser para si mesmo, desenvolvendo toda a sua potencialidade, isto é, dando o
melhor que pode de si para a realização de uma tarefa.
A Pirâmide Hierárquica de Maslow é compostas pelas seguintes
necessidades:
Nec.
Auto-realização

Nec. De Estima

Nec. De Social

Nec. Segurança

Nec. Fisiológica

FIGURA - PIRÂMIDE HIERÁRQUICA DE NECESSIDADES DE MASLOW

�O desafio, portanto, é analisar a teoria de Maslow no que diz respeito a
categoria profissional bibliotecária, em um contexto histórico, passou por diversas
fases; os primeiros bibliotecários foram monges, uma educação subserviente e
silenciosa. Eram pessoas cultas que possuíam a arte de organizar os materiais
bibliográficos. O segundo momento foi de indivíduos leigos, letrados, que tinham
conhecimento da arte de organizar. No Brasil, os jesuítas foram os primeiros
bibliotecários. No primeiro momento histórico, ser bibliotecário era cargo
reservado apenas ao diretor da Biblioteca Nacional (cargo de status). Hoje, o
termo bibliotecário é utilizado para denominar toda e qualquer pessoa que
trabalha em biblioteca, isto é, usado amplamente para todas

pessoas

independente da função que exercem dentro da biblioteca, portanto, para nós não
é correto pois, para ser bibliotecário é necessário um curso superior em
biblioteconomia. E, nesse âmbito, queremos verificar, com este estudo, onde se
situam os bibliotecários das bibliotecas universitárias paranaenses em relação à
Pirâmide Hierárquica de Necessidades de Maslow.
A motivação, mais que um pressuposto para alcançar qualidade e
produtividade, é imprescindível para um trabalho com significado, agregando valor
à vida, como afirma Abraham Maslow (2000, p. 46):

Todos os seres humanos preferem trabalho com significado a
trabalho sem significado. Isto é o mesmo que enfatizar a grande
necessidade humana de um sistema de valores, um sistema de
compreensão do mundo e dele tomar ciência (...) se o trabalho
não tem significado a vida perde significado.

Maslow faz uma analogia entre o trabalho e a vida, apresentando o
trabalho como componente essencial à vida do ser humano. O trabalho, invenção
do homem e para o homem, reacende o sentindo de viver, resultando em
atividades empreendedoras, extrapolando o seu próprio universo. Neste sentido,
percebemos que todas as atividades possuem um significado, que o próprio
homem lhes dá. Dentre as diversas atividades, destacamos o trabalho
desenvolvido nas bibliotecas.
A Teoria de Hierarquia das Necessidades existente a quase sete décadas,
ela ainda possui muita aplicabilidade, haja vista que o capital humano converge

�para a realização pessoal no local de trabalho. Essa interatividade entre objetivos
pessoais e objetivos das empresas se entrelaçam para uma meta, uma missão.
Em um panorama histórico, a profissão de bibliotecário é a segunda mais
antiga do planeta, mas, ainda hoje, pouco conhecida. Não queremos, aqui,
verificar os atributos que tornam uma profissão conhecida ou não. Mas podemos,
a exemplo de Maslow, perguntar: “O que as pessoas pretendem da vida? De que
necessitam para serem felizes? O que faz com que procurem certos objetivos? E
em termos mais concretos, o que é que as faz seguirem fielmente Hitler ou
Estaline?” (Hoffman, 2001). Nessa linha de raciocínio, verificam-se grandes
líderes de movimentos extremistas que ceifaram muitas vidas. O que queremos
ressaltar não são os personagens que marcaram tais movimentos e sim sua
convicção naquilo que faziam.
O sucesso, o êxito da administração depende, portanto, não somente das
habilidades técnicas das pessoas, mas dos atributos humanos e, sobretudo, das
inter-relações, da satisfação no trabalho. Ao passo em que as necessidades
humanas vão sendo satisfeitas, concomitante, ou, paulatinamente, os seres
humanos vão descobrindo seu valor.
Este estudo parece ser único no contexto biblioteconômico. Levantamentos
bibliográficos que foram realizados nas bases Library Science Abstracts (Lisa),
resultaram em um artigo de Walker do ano de 1994; pesquisas na base Dedalus e
Eric revelaram que não existem estudos relacionando profissionais bibliotecários
com a Pirâmide Hierárquica de Necessidades de Maslow. Esta pesquisa,
portanto, poderá contribuir para uma melhor compreensão da gestão de pessoas
em unidades de informação. Escolhemos os bibliotecários por acreditarmos que
estes profissionais desempenham uma função vital na sociedade.

OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL

�O objetivo principal deste estudo é analisar em que nível, na Hierarquia de
Necessidades de Maslow, os bibliotecários de universidades privadas e públicas
do estado do Paraná se enquadram.
Objetivos específicos:
Para alcançar o objetivo geral exposto, delimitamos os seguintes objetivos
específicos:
•

verificar

se

níveis

salariais

dos

bibliotecários

de

universidades

paranaenses interferem na posição dos bibliotecários dentro da hierarquia
das Necessidades de Maslow;
•

verificar se o turno de trabalho e o tempo de serviço dos bibliotecários de
universidades parananeses interferem na posição dos bibliotecários na
hierarquia das necessidades de Maslow;

•

verificar

onde

se

posicionam

os

bibliotecários

de

universidades

paranaenses que desempenham funções administrativas, atendimento ao
público, interno, os que atuam concomitantemente no setor

interno -

atendimento dentro da hierarquia de Maslow;
•

verificar onde os bibliotecários de bibliotecas de IES - Instituição do Ensino
Superior (públicas e particulares) do estado do Paraná se posicionam na
Hierarquia de Necessidades de Maslow para realizar uma comparação
entre os participantes;

•

verificar onde os bibliotecários participantes desta pesquisa se posicionam
na Hierarquia de Necessidades de Maslow.

MÉTODO
Este estudo é de natureza exploratória qualitativa e quantitativa. Foi
realizada uma pesquisa bibliográfica retrospectiva de 1966 a 2003. Os recursos
bibliográficos foram catálogos de bibliotecas e as bases de dados na área de
Ciências Humanas: Encolit, Lisa, Eric, LLBA, MLA, Philosopher`s Index,
Sociological Abstracts, Web of Science .

�Para a mensuração dos dados quantitativos e análise qualitativa, foi
aplicado um questionário envolvendo bibliotecários de universidades públicas e
particulares do Estado do Paraná.

PARTICIPANTES

Um dos parâmetros para realização da pesquisa foi escolher
participantes devidamente

os

inscritos no CRB9 do Estado do Paraná, isto é,

profissionais que estivessem exercendo o cargo de bibliotecário. Pesquisa
realizada via telefone ao Conselho Regional de Biblioteconomia da Região 9,
levantamos que nas bibliotecas universitárias existem aproximadamente 150
profissionais, exercendo o cargo de Bibliotecário. A amostra foi composta de
oitenta e sete (87) bibliotecários, ou seja, 58% dos bibliotecários atuantes em
bibliotecas universitárias. Os participantes desta pesquisa procede de bibliotecas
localizadas nas regiões norte, noroeste e leste do estado, onde se localizam as
cidades de Curitiba, Londrina e Maringá.

INSTRUMENTO DE PESQUISA
O instrumento utilizado para coletar os dados foi um questionário composto
de duas partes: a primeira teve como objetivo coletar informações que
identificassem os indivíduos pesquisados, isto é, coletar informações sobre sexo,
idade, formação de origem, estado civil, renda e moradia dos sujeitos. A segunda
parte foi a Escala de Hierarquia de Maslow (EHM).
Esse instrumento foi desenvolvido a partir da escala de Lester, possuindo
50 itens. Dez itens foram constituídos para medir cada uma das cinco
necessidades - fisiológicas, segurança, social, auto-estima, auto-realização.

PROFISSIONAIS DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR (IES)

Conforme a informação obtida por telefone do Conselho Regional de
Biblioteconomia do Estado do Paraná, existem 150 bibliotecários trabalhando nas

�faculdades e universidades do estado.O número de participantes desta pesquisa
foi de 87

RESULTADOS

Constatamos que os bibliotecários não são profissionais frustrados, mas
sim profissionais que se escondem do público, haja vista a grande quantidade de
profissionais que atuam no setor interno.
Esse fato revela uma grande preocupação dos bibliotecários com as
tarefas conhecidas como tradicionais, refletindo, para a sociedade, sua
inexistência. Isso só não se repete no meio acadêmico. Neste sentido,
ressaltamos os dados do Ministério da Educação relativos ao número de
bibliotecários que saíram para o mercado de trabalho nos últimos dez anos,
apenas 7.233 alunos, de 1992 a 2001.
Isto significa que chega a 2% (24.304) dos que se formaram em
Administração de Cooperativas só no ano de 1992, e 28,7% (25.204) dos
formados em Pedagogia no ano de 1992; ou seja, significa que o número de
bibliotecários é muito pequeno comparado aos demais profissionais que saem
para o mercado de trabalho,

sem contar que esses profissionais raramente

aparecem em novelas e filmes. Logo, percebemos que a sociedade, como um
todo, os despreza ou não os conhece. Jung (1980) afirmou que “o inconsciente
coletivo é um reservatório de imagens latentes”. Desse modo, a imagem de que o
bibliotecário não existe está registrada em nosso psique, não vemos estes
profissionais em desenhos animados, tampouco em filmes e revistas. Os meios
de comunicação de massa apresentam imagens de várias profissões, tais como
músicos, médicos, advogados etc. E o bibliotecário, a sociedade conhece? O
próprio bibliotecário conhece a sua identidade profissional?
Em nosso estudo, verificamos que os bibliotecários que ganham até
R$1.100,00 invertem a ordem da pirâmide hierárquica de Maslow, ficando, então,
por ordem de maior carência: necessidade de segurança, necessidade fisiológica,
necessidade social, necessidade de estima e necessidade de auto-realização. Os
bibliotecários das IES (Instituição Ensino Superior) que ganham até R$2.200,00

�não inverteram a seqüência de necessidades da pirâmide hierárquica de Maslow,
permanecendo em ordem: fisiológica, necessidade de segurança, necessidade
social, necessidade de estima, necessidade de auto-realização. Por outro lado, os
que ganham salários até R$5.500,00, como os profissionais da primeira faixa
salarial, também inverteram a seqüência da pirâmide hierárquica de Maslow, ou
seja, ficando da seguinte forma a ordem de necessidades: necessidade
fisiológica, necessidade de segurança, necessidade social, necessidade de autorealização e necessidade de estima. Parece-nos, contudo, que o salário influencia
levemente quanto às prioridades das necessidades. Quanto menos o indivíduo
ganha, mais satisfeitas estão as necessidades fisiológicas; quanto maior a renda,
menos satisfeitas estão as necessidades fisiológicas.
O tempo de serviço foi um dos fatores motivacionais analisados em nossa
pesquisa. Vimos que somente os profissionais que atuam até 5 anos nas IES
invertem a seqüência de prioridade da pirâmide hierárquica de Maslow, ficando da
seguinte forma: necessidade de segurança, necessidade fisiológica, necessidade
social, necessidade de auto-realização e necessidade de estima. Neste item,
notamos que os 55 (63,22%) sujeitos pesquisados que atuam há mais de 5 anos
registraram médias inferiores para todos os níveis de Necessidades Humanas de
Maslow se comparados aos 32 (36,78%) sujeitos que atuam no período inferior a
5 anos.
O turno de trabalho corresponde aos períodos dia, dia e noite e noite. Os
bibliotecários que trabalham nos períodos dia e noite e os que trabalham somente
à noite inverteram a seqüência de prioridade da Pirâmide Hierárquica de Maslow.
Os que trabalham dia e noite registraram a seguinte seqüência de prioridade:
necessidade

de

segurança,

necessidade

fisiológica,

necessidade

social,

necessidade de estima e necessidade de auto-realização. A prioridade dos que
trabalham à noite foi: necessidade de segurança, necessidade fisiológica,
necessidade social, necessidade de estima e necessidade de auto-realização.
Quanto ao fator extrínseco turno, percebemos que a inversão foi somente
dentro de necessidades básicas (fisiológica e segurança) para os profissionais
que trabalham dia e noite e noite. As necessidades de níveis superiores não
tiveram inversão de seqüência.

�Os profissionais que trabalham de dia e noite obtiveram as menores
médias de todo o estudo dentro das necessidades básicas. Embora somente três
profissionais trabalhem à noite, as melhores médias foram para necessidades de
nível superior auto-realização (22,00) e necessidade de estima (20,33).
Os profissionais que atuam concomitantemente no setor interno e setor de
atendimento inverteram a ordem de prioridade da Pirâmide Hierárquica de
Maslow, ficando da seguinte forma: necessidade de segurança, necessidade
fisiológica, necessidade social, necessidade de estima e necessidade de autorealização. Os que atuam nos setores administrativo, interno e de atendimento
não inverteram a seqüência da pirâmide. Verificamos que os profissionais que
trabalham na administração e no atendimento obtiveram médias melhores que os
profissionais que trabalham com atividades não reveladas, como catalogação,
aquisição e indexação. Parece-nos que o meio ambiente em que o indivíduo atua
influencia seu estado motivacional. O setor interno revela um serviço amouco, de
pouco reconhecimento externo, cujo apreço é dado pelo próprio bibliotecário, e
enquanto que, para o usuário, o mais importante é encontrar a informação e nada
mais. Não queremos dizer que a classificação e a catalogação não são tarefas
inerentes à Biblioteconomia. Queremos dizer apenas que o produto não pode ficar
escondido no estoque. Para vendê-los, é necessário divulgação e exposição.
Verificamos que os bibliotecários de IES particulares possuem melhores
médias em todos os níveis de necessidades humanas de Maslow, comparados
aos bibliotecários de IES públicas. Antes dos resultados da pesquisa,
acreditávamos que, dentro das bibliotecas públicas, os profissionais estavam
altamente motivados, em virtude dos salários, do plano de carreira e da
estabilidade de emprego. Para nossa surpresa, constatamos que nas empresas
particulares, em que a oferta salarial não é tão rentável, quase não possui um
plano de carreira profissional e não existe estabilidade de emprego. Estes
profissionais registraram que suas necessidades humanas estão melhor
preenchidas que a dos profissionais que atuam em bibliotecas públicas.
Em nosso estudo, percebemos que os níveis salariais, tempo de exercício
profissional, turno e setores influenciam o posicionamento dos bibliotecários
dentro da Pirâmide Hierárquica de Maslow.

�Ao visitarmos as bibliotecas para aplicarmos os questionários, notamos que
a pouca preocupação com auto-imagem ainda está presente em nossas
bibliotecas. Poucos dos entrevistados sabem o que está acontecendo no mundo a
seu redor. A forma de vestir-se dos profissionais é bastante simples nas
instituições públicas, quase não existem diferenças entre as vestimentas do
porteiro e do bibliotecário, situação oposta aos funcionários das bibliotecas
particulares.
Por outro lado, relacionando com os pensadores Jung e Maslow,
transportamos para o passado e percebemos o quanto as bibliotecas e seu capital
humano eram concebidos de maneira insignificante; as bibliotecas eram locais de
pouca luz e ventilação, o capital humano era constituídos por pessoas quase que
sem conhecimento, pois o que importava era organizar a imensidão de materiais
que provinha de várias repúblicas. É lógico, não podemos nos esquecer de que a
Biblioteconomia no Brasil, antes de Dewey, tinha a importância direcionada mais
para o erudito do que para o pragmatismo.
Mas, para nós, o passado deprimente é uma simples lembrança, não existe
vitória sem o fracasso. Quando nascemos, as lágrimas vêm antes de
aprendermos a sorrir. E se hoje no Brasil a Biblioteconomia é uma profissão de
nível superior, foi graças ao empenho de grandes personalidades da época, ao
trabalho árduo desenvolvido com amor, visando a uma metanecessidade que era
a aprovação da lei 4.084/62, a crença impregnada da auto-eficácia dos
bibliotecários paulistas e dos bibliotecários cariocas.
Dentre essas personalidades, destacamos Laura Russo, que acreditou no
valor de sua profissão. Para nós, os fracassos do passado nos ensinam a
conhecer nossa identidade profissional e, através dos erros, podemos aprender a
não

cometê-los

mais.

No

passado,

os

bibliotecários

brigavam

com

documentalistas em relação a coisas mínimas e secundárias. Hoje, a realidade de
confronto é a ciência da informação, constituída por um grupo heterogêneo de
todas as áreas.
A necessidade de auto-realização, atualmente, é a competência para
atendermos às demandas sociais vigentes. Desdogmatizar a idéia de que o
bibliotecário ou profissional da informação é detentor do conhecimento ou da

�forma correta de utilizar esse conhecimento é um bom começo, a nosso ver. O
conhecimento está em todos os lugares. Se tentarmos sermos corretores do
poder do conhecimento hoje, morreremos no mercado do trabalho.
Para aprendermos, precisamos não saber. Essa postura nos ajuda a nos
sintonizarmos com os outros profissionais, a valorizar o nosso potencial e o
potencial do outro. Isto não significa nos transformarmos em ‘usurpadores’, mas
sim

procurarmos

adquirir

uma

visão

global

das

tarefas

desenvolvidas

cotidianamente, sob pontos de vista teóricos da informação e da comunicação,
procurando conceber esses pontos sempre sob um prisma tecnológico, político,
social e cultural do país e do mundo.
Muitas bibliotecas universitárias existem não porque a biblioteca é algo vital
para as universidades, mas sim para a aprovação dos cursos superiores. A
Hierarquia de Necessidades Humanas de Abraham Maslow ajuda-nos a entender
que a base estrutural de uma profissão está em procurar desenvolver
paulatinamente as necessidades básicas visando às metanecessidades, ou seja,
à necessidade de auto-realização.
Os

espaços

abertos

deixados

nesta

pesquisa

propiciarão

novas

investigações. Sugerimos então:
•

Comparação

do

profissional

profissionais

cientistas

da

bibliotecário
Informação,

com
na

os

demais

Hierarquia

de

Necessidades Humanas de Maslow;
•

Motivação como subsídio científico e tecnológico;

•

identidade profissional do bibliotecário;

•

auto-imagem do bibliotecário;

•

Necessidades fisiológicas da profissão da Biblioteconomia;

•

Necessidade de segurança da profissão da Biblioteconomia;

•

Necessidade social da profissão da Biblioteconomia;

•

Necessidade de estima da profissão da Biblioteconomia;

•

Necessidade de auto-realização da profissão da Biblioteconomia;

•

Inventário do termo motivação em uma visão cronológica;

•

Investigação das principais teorias motivacionais aplicadas às
bibliotecas e centros de documentação;

�•

Relação da auto-estima e educação continuada em uma perspectiva
de Maslow.

Concluímos que nossa pesquisa teve algumas limitações, falta de
referencial teórico sobre recursos humanos aplicados à Biblioteconomia,
motivação, identidade profissional ou até mesmo algo sobre estatística aplicada à
Biblioteconomia. Além dessas limitações, o próprio instrumento, que foi adaptado
para estudantes brasileiros. Reconhecemos a falta de um instrumento validado
para profissionais sob uma perspectiva de Maslow.

UNIVERSITY SCIENCE INFORMATION
PERSPECTIVE A OF MASLOW.

(

LIBRARIES)

:

UNDER

THE

ABSTRACT
The present research had as its purpose identify the position of the university
librarians into Maslow`s hierarchy. The study was carried through inside the public
and private university libraries in the largest centers of Paraná: Londrina, Maringá
and Curitiba, verifying if the variables wage, turn of work, sector of performance
and professional time interfere with the positioning of these professionals in the
hierarchic pyramid of Maslow. The sample was composed by 87 professionals of
private and public STI (Superior Teaching Institutions), being 83 female
professionals and 4 males. To locate these professionals Maslow`s hierarchy it
was used the EHM scale developed by Dr. Ramatis Monteiro Aguiar. However,
we verified that the librarians who act in the attendance sector possess its basic
and high level needs better fulfilled than the librarians who act in the internal
sector. The data lead to conclude that librarians located into second wage band
(R$ 1,101.00 to R$ 2,200.00), possess its human necessities better filled.
Librarians of public and private STI that exert the profession up to 5 years full
attained better averages in all the levels of human necessities than librarians with
more than 5 years of professional exercise. We notice that the librarians who work
day and night in double shift registered very low averages in relation to the
necessities of security (3,79) and physiological (3,86), being the lowest averages
of this study. The librarians who work in libraries of private STI reached superior
averages in all the levels of human necessities of Maslow. However, it seems that
the variables wage, time, turn, services, lightly influence the positioning of the
subjects in the level of human necessities of Maslow.
KEY-WORDS: librarians. Human capital. Maslow`s hierarchy of human needs.
Maslow. Hhierarchic pyramid of human needs.

�REFERÊNCIAS
AGUIAR, Ramatis Monteiro. A hierarquia das necessidades de Maslow em
estudantes de diferentes cursos universitários. 2001. 137f. Tese (Doutorado)
– Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.
BARROS, R. M. Funcionários infelizes, empresas fracassadas. Administração
de negócios, n.40, 1990.
BENNIS, Warren. Introdução. In: MASLOW, A . H. Maslow no gerenciamento.
Trad. Eliana Casquilho; Bagan Tecnologia e lingüistica. Rio de Janeiro:
Qualitymark, 2000. p.xx.
BERGAMINI, C. W. O que não e motivação. Revista de Administração, v.21,
n.4, p.3-8, 1986.
______. Motivação: mitos, crenças e mal-entendidos. In: BERGAMINI, C. W.;
CODA, R Psicodinâmica da vida organizacional: motivação e liderança. São
Paulo: Liv. Pioneira, 1990. p.25-35.
BRASIL. Ministério de Educação. Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995,
decreto n.2026, 10 de outubro de 1996, e lei nº 9.394, de 20 de dezembro de
1996, de diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: &lt;http:
www.mec.gov.br&gt;. Acesso em 29 nov. 2001.
______. Números de alunos concluintes da educação superior. por ano, segundo
dos cursos de graduações presenciais – Brasil. Censo 1993-2001. { Mensagem
pessoal} .Mensagem recebida por &lt; Dora@inep.gov.br &gt; em 8 abr. 2003.
CAMPBELL, E. Humanistic psychology: the end of innocence ( a view from inside
the parentheses). Journal of humanistic psychology, v.24, n.2, p.19-21, 1984.
CARRAZCO ESQUIVEL ,Andrea. El liderazgo en las bibliotecas del Sistema
Bibliotecario de la UNAM. Disponível em:
http://www.dgbiblio.unam.mx/servicios/dgb/publicdgb/bole/fulltext/volII1/lidera.html
. Acesso em: 18 de fevereiro de 2003.
CASTRO, Alfredo Pires de; MARIA, Valeria Jose. Motivação: como desenvolver e
utilizar esta energia. 4.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
CHAUÍ, Marilena de Souza. O que é ideologia. São Paulo: Cortez,1985.

�CHIAVENATO, I. A motivação humana. In: _____. Recursos humanos. 3.ed.
São Paulo: Atlas, 1994b. p.65-77.
DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: para que só a tecnologia
não basta para o sucesso na era da informação. Trad. de Bernadette Siqueira
Abraão. São Paulo: Futura, 2000.
DAVIS, Keith ; NEWSTROM, John W. Comportamento humano no
trabaho.Trad. Cecília Whitaker Bergamini.São Paulo: Pioneira.1998.
ESTEFANO, Elizete Vieira Vitorino. Satisfação dos recursos humanos no
trabalho: um estudo de caso na biblioteca central da Universidade Federal de
Santa Catarina. 1996. Dissertação (mestrado Engenharia da Produção) – Centro
de Tecnologia, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1996.
Disponível em: http://www.eps.ufsc.br/disserta97/estefano/ . Acesso em 18 fev.
2003.
FONSECA, Edson Nery da. A biblioteconomia brasileira no contexto mundial.
Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 1979. 112p.
FRICK, Willard B. Psicologia humanista: entrevistas com Maslow, Murphy e
Rogers. Trad. Eduardo D’Almeida. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1975.
GELLER, Leonard. Another look at self-actualization. Journal of humanistic
Psychology, v.24, n.2, p.95-106, 1984.
GIBSON, J. L et al. Organizações: comportamentos, estrutura, processos. Trad.
de Carlos Roberto Vieira de Araújo. São Paulo: Atlas,1981.
GISBURG, C. Toward a somatic understanding of self: a reply to Leonardo Geller.
Journal of Humanistic Psychology, v.24, n.2, p.88, 1984.
GROPP, Dorothy M. Bibliotecas do Rio de Janeiro e de São Paulo e o movimento
bibliotecário da capital paulista, Revista do Arquivo Nacional, 1940.
GUENTHER, Zenita C. Maslow/auto-realização e transcendência. Revista Escola
de Biblioteconomia, Belo Horizonte, v.12, n.2, p.264-278, set. 1983.
HERZBERG, Frederick. One more time: how do you motivate employees? No by
improving work conditions, raising salaries or shuffling tasks. Business Review,
Harward, jan. /fev. 1968.

�JESUS, Saul Neves de. Análise da motivação para profissão docente segundo o
modelo da discrepância motivacional: um estudo preliminar. Revista Portuguesa
de Educação, v.8, n.1, p.163-180, 1995.
JUNG, C. G. O desenvolvimento da personalidade. Trad. Frei Walimar do
Amaral. 6.ed. Petrópolis ; Vozes, 1998.
________. O eu e o incosciente. 16.ed. São Paulo: Vozes, 2000. 166p.
______.Sobre o vir-a-ser da personalidade. Viena: Centro de Integração e
Desenvolvimento, 1932. (Palestra de Jung feita na União Cultura).
KAZMIER, Leonard J. Estatística aplicada à economia e administração. Trad.
Carlos Augusto Crusis. São Paulo ; Makron Book , 1992.
KIMPARA, Minoru Martins. Motivação humana: motivos envolvidos no processo
educacional na UFAC, 2000. 161f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Educação,
Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
LE COADIC, Yves-François. A ciência da informação. Brasília, DF : Briquet de
Lemos, 1996.
MASLOW, Abraham H. Introdução a psicologia do ser. Trad. Álvaro Cabral.
2.ed. Rio de Janeiro: Eldorado,19--.
_______. Maslow no gerenciamento. Trad. Eliana Casquilho; Bagan Tecnologia
e lingüistica. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2000. 352p.
________. New introduction: religions, values and peak- experiences. Journal of
transpersonal Psychology, v.2, n.2, p.83-90,1970.
_______. Motivation and personality. 2nd. 2.ed. New York: Haper &amp; row, c1970.
______. The psychology of science: a reconnaissance. New York: Harper &amp;
Row, c1966.
MERLEAU-PONTY, M. Escrito estéticos. São Paulo: Abril Cultural, 1975. (
Coleção os Pensadores).
RUSSO, Laura Garcia Moreno. Deontologia e ética profissional. [S.l: sn], 1961.

�SACCHI JUNIOR, Nerio. Agentes que atuam como motivadores para funcionários
das bibliotecas XZ/Pelotas: um levantamento baseado na teoria de Herzberg. IN:
JORNADA SUL RIO-GRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 7. 1982. Porto Alegre. Anais... Brasília, DF: IBICT, 1982.
SAMBAQUY, Lydia de Q. A profissão de bibliotecário. IBBD Bol. Inform, Rio de
Janeiro, v.2, n.6, p.335-339, nov./dez. 1956.
SCHLEDER, Tânia Stoltz. O desenvolvimento humano na perspectiva de
Maslow e o processo criativo de adultos. 1992. 415f. Dissertação (Mestrado
em Educação) - Departamento de Teoria e Fundamentos da Educação,
Universidade Federal do Paraná.
WALKER ME. Maslow hierarchy and the sad: case hospital librarian, Bulletin of
the Medical Library Association, v.82, iss3, p.320-322, 1994.

∗

Dissertação de Mestrada defendida em 23/06/2003. Orientador: prof. Silas Marques de Oliveira
Ms Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Bibliotecária da
Universidade Estadual de Maringá (PR). Av. Colombo,5790 – Campus Universitário/ CEP 87020-900
ccmaria@pur.com.br ; ccmaria@uem.br.

∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53477">
                <text>Motivação dos bibliotecários de IES: sob à perspectiva de Maslow.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53478">
                <text>Maria, Cicília Conceição de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53479">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53480">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53481">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53483">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53484">
                <text>A presente pesquisa teve como finalidade identificar o posicionamento dos bibliotecários universitários na hierarquia de Maslow. O estudo foi realizado dentro das bibliotecas universitárias públicas e privadas nos maiores centros do Paraná: Londrina, Maringá e Curitiba, verificando se as variáveis salário, turno de trabalho, setor de atuação e tempo profissional interferem no posicionamento destes profissionais na pirâmide hierárquica de Maslow. A amostra foi composta por 87 profissionais de IES (Instituição de Ensino Superior) particulares e públicas, sendo 83 profissionais do sexo feminino e 4 profissionais do sexo masculino. Para posicionar estes profissionais na hierarquia de necessidades de Maslow foi empregada a escala de “EHM” desenvolvida pelo Dr. Ramatis Monteiro Aguiar. Contudo, verificamos que os bibliotecários que atuam no setor de atendimento possuem suas necessidades básicas e de alto nível melhor preenchidas que os bibliotecários que atuam no setor interno. Os dados levam à conclusão de que os bibliotecários localizados na segunda faixa salarial (R$1.101,00 a R$ 2.200,00) possuem suas necessidades humanas melhor preenchidas. Os bibliotecários de IES (Instituição de Ensino Superior) públicas e particulares que exercem a profissão há até 5 anos obtiveram melhores médias em todos os níveis de necessidades humanas que bibliotecários com mais de 5 anos de exercício profissional. Os bibliotecários que trabalham dia e noite, em dupla jornada, registraram médias muito baixas em relação às necessidades de segurança (3,79) e fisiológicas (3,86), ou seja, as menores médias deste estudo. Os bibliotecários que atuam em bibliotecas de IES particulares e públicas obtiveram médias superiores em todos os níveis de necessidades humanas de Maslow. Os dados levam a concluir que as variáveis salário, tempo, turno e serviços influenciam parcimoniosamente a posição dos sujeitos no nível de necessidades humanas de Maslow. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68347">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4845" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3914">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4845/SNBU2004_074.pdf</src>
        <authentication>2fd6afc9010116747237fbd728ce7e87</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53512">
                    <text>GESTÃO DE PESSOAS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS SOB A ÓTICA DAS
TEORIAS DA QUALIDADE: REFLEXÕES SOBRE A REALIDADE BRASILEIRA

Cláudio Marcondes de Castro Filho∗
Waldomiro Vergueiro∗∗

RESUMO
Propõe-se a avaliar a importância da gestão de pessoas nas bibliotecas
universitárias em geral, acompanhando as tendências expressas pelas teorias de
administração no final do século 20 e início do século 21 e dando especial ênfase às
teorias da qualidade. Analisa a prioridade dada ao tema na literatura da área de
Ciência da Informação, com especial atenção às preocupações dos profissionais das
bibliotecas universitárias, conforme expressas na bibliografia especializada nacional
e internacional. A partir de levantamento de casos disponíveis na literatura, discute
as implicações/limitações da realidade brasileira para a gestão de pessoas em
bibliotecas universitárias, enfocando: a) problemas estruturais: pouca disponibilidade
de recursos financeiros e humanos, ambiente físico desfavorável, condições de
trabalho nem sempre satisfatórias; b) cultura organizacional: comodismo, falta de
iniciativa, dependência; c) estilos gerenciais: autocráticos, centralizadores, com
pouco planejamento. Tendo por base a filosofia da qualidade, elabora proposições
para maior eficiência na gestão de pessoas nas bibliotecas universitárias brasileiras,
abrangendo questões de avaliação e planejamento estratégico, parcerias,
engajamento e participação dos funcionários (empowerment), motivação, etc.

1 INTRODUÇÃO
Em uma economia cada vez mais baseada em serviços, o conhecimento é um
fator decisivo para a sobrevivência organizacional. Esse conhecimento é encontrado
em sistemas de informação, bases de dados, compartilhamento de idéias e por
transmissão interpessoal.
Nesse ambiente, a gestão das pessoas torna-se fator essencial para a bem
sucedida concretização dos objetivos da instituição. Cada vez mais, o sucesso é
atingido pelas pessoas, e não mais por máquinas, estruturas ou recursos financeiros.

�Por outro lado, a gestão de pessoas está intimamente relacionada à estrutura da
organização, seu porte, diversidade, escala hierárquica e distribuição das pessoas
certas para os lugares certos.

Assim, a gestão de pessoas torna-se uma

responsabilidade central dos administradores, visando harmonizar os recursos
institucionais com o seu capital intelectual, obtendo o máximo de produtividade de
suas aplicações.
As bibliotecas universitárias não estão excluídas desse contexto, na medida
em que o aspecto de serviço de suas atividades passa a ter cada vez mais um peso
maior na sua atuação institucional. Assim, delas se espera que assumam a
vanguarda na preocupação com a gestão de pessoas, pois apenas a partir da correta
administração de seu capital intelectual poderão elas ser plenamente valorizadas e
dar uma contribuição relevante para a instituição universitária. Essa preocupação
deve ter como ponto de partida o conhecimento das contribuições ao tema das
principais teorias de administração no final do século 20 e início do século 21; nesse
aspecto, uma atenção especial pode ser dada às teorias da qualidade, que,
comprovadamente, oferecem subsídios valiosos para a gestão de pessoas. Neste
sentido, este trabalho se propõe a refletir sobre o atual panorama das bibliotecas
universitárias brasileiras no que diz respeito à questão da gestão de pessoas,
propondo, a partir da literatura especializada e de reflexão pessoal dos autores,
alternativas de encaminhamento para as bibliotecas universitárias.

2 A GESTÃO DE PESSOAS NA ADMINISTRAÇÃO CONTEMPORÂNEA
Com a era da informação no início de 90 e com a interação da tecnologia, as
pessoas passaram a ter informação em tempo real, o que facilita transformá-la em
negócio (produtos e serviços), conforme as necessidades das organizações e,
principalmente, dos seus clientes. Neste ambiente, necessita-se de agilidade,
inovação e equipes multifuncionais voltadas para missões específicas e com
objetivos concisos.

�As organizações estão mudando os seus conceitos e alterando suas práticas
gerenciais, investindo nas pessoas, em vez de investirem somente em seus produtos
e serviços, pois é cada vez mais evidente que são as pessoas que os estudam,
criam, desenvolvem e melhoram; portanto, são elas que significam o diferencial
competitivo e garantem o sucesso organizacional. Com esta afirmativa, concordam
muitos autores, destacando-se Chiavenato (1999, p.6), que afirma ser a gestão de
pessoas “uma área muito sensível à mentalidade que predomina nas organizações”.
No entanto, a gestão das pessoas, depende de vários aspectos da organização,
como cultura, estrutura, ambiente, o negócio, a tecnologia utilizada na organização,
entre

outros.

Além

disso,

ainda

segundo

Chiavenato,

a

administração

contemporânea também deve enfocar a gestão de pessoas sob três aspectos
importantes, ou seja:
a)

as pessoas como seres humanos;

b)

as pessoas como ativadores inteligentes de recursos organizacionais; e

c)

as pessoas como parceiras na organização.
Sob esse ponto de vista, os componentes da organização passam a ser

tratados como pessoas e não mais como meros recursos organizacionais (os
chamados “recursos humanos”). Compreende-se, assim, que são as pessoas ativas
que alavancam as organizações: são elas – e não as empresas -, que estão em
constante renovação, que aceitam os desafios, partilham a reciprocidade de
dedicação, responsabilidade, comprometimento e riscos, interferindo no processo de
trabalho e atingindo mais autonomia nas decisões.
A gestão de pessoas, mais que um instrumento de controle, deve partir de
uma visão humanista do ser humano, contribuindo para a eficácia organizacional, ou
seja, ajudando a organização a alcançar seus objetivos e realizar sua missão;
proporcionando-lhe

competitividade e empregados bem treinados e motivados;

aumentando a auto-atualização, a satisfação dos empregados e mantendo qualidade
de vida no trabalho; administrando a mudança e se comprometendo com a

�manutenção de políticas éticas e um comportamento socialmente responsável
(Chiavenato, 1999).
As principais teorias de administração do final do século 20 contemplam a
especificidade da gestão de pessoas, entendendo-a como fundamental ao sucesso
organizacional. No âmbito das preocupações que norteiam a qualidade em serviços,
por exemplo, evidencia-se a necessidade de contar com profissionais “motivados e
conscientizados da importância de um atendimento de alto nível para a satisfação
dos clientes” (Vergueiro, 2002, p. 107). Isto vai também se refletir na área de
informação, na medida em que, cada vez mais, tanto as instituições tradicionais –
bibliotecas, centros de documentação, etc. -, como a atuação dos profissionais são
vistas como predominantemente caracterizadas como prestação de serviços.
A percepção da Biblioteconomia e Ciência da Informação como pertencentes
à esfera dos serviços tem se ampliado em todas as áreas de atuação, desde
bibliotecas públicas às unidades de informação de empresas ou instituições do
Terceiro Setor. Nas bibliotecas universitárias esta percepção demanda especial
prioridade dos profissionais, principalmente devido à especificidade dos clientes
(estudantes, professores, pesquisadores, funcionários, etc.) e seu nível cada vez
mais de exigência em relação aos serviços e produtos que recebem. Desta forma, a
gestão, capacitação e motivação da equipe transformam-se em fatores essenciais
para a qualidade do serviço da unidade de informação.

3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E GESTÃO DE PESSOAS: A REALIDADE
BRASILEIRA
Do profissional de informação se espera a execução das tarefas, atenção aos
acontecimentos, comprometimento com a organização a que se dedica e habilidades
para trabalhar em equipe. Na biblioteca universitária, além dessas “exigências”
básicas, pode-se dizer que ele também precisa ser versátil, flexível, dinâmico, com
perfil de empreendedor e se preocupar com o seu desenvolvimento profissional.

�Neste sentido, o grande desafio para as gerências é valorizar os funcionários como
seres humanos, com suas diferenças, criatividade e espaço para opiniões individuais
no trabalho em equipe; da mesma forma, o estabelecimento de um processo de
ajuda mútua, que priorize os objetivos do coletivo e diminua as ameaças que o novo
ambiente dos serviços de informação podem representar para alguns funcionários,
também parece ser uma medida necessária para garantir a melhoria dos serviços
aos clientes nas bibliotecas universitárias.
A realidade das bibliotecas universitárias brasileiras pode afetar decisivamente
na gestão das pessoas, do ponto de vista de sua ênfase na prestação de serviços.
Por um lado, as bibliotecas universitárias ligadas a instituições públicas parecem ter
atingido um maior grau de organização formal, estando integradas à estrutura de
suas instituições, bem como uma distribuição de tarefas ou departamentalização
mais visível; em universidades públicas, é comum deparar-se com unidades de
informação formalmente organizadas em divisões, seções ou setores, com
bibliotecários responsáveis por cada um deles. Por outro lado, grande parte das
unidades de informação ligadas a instituições particulares de ensino superior não
apresenta uma distribuição formal de setores constituintes, existindo apenas um
responsável pela unidade e funcionários – bibliotecários ou não -, que trabalham sob
sua supervisão.
Isto não acontece por acaso. De uma maneira geral, nas bibliotecas
universitárias particulares parece existir como preocupação o cumprimento daquilo
que é solicitado pelo Ministério da Educação em termos de pessoal e de acervo.
Desta forma, tem-se como resultado uma biblioteca mais centralizada, com poucos
recursos humanos, que têm tempo apenas para "apagar incêndios" e não para
propor produtos ou serviços, bem como melhorias no atendimento ao cliente da
unidade de informação. Esta realidade é diferenciada daquela muitas vezes
encontrada nas bibliotecas universitárias públicas, onde a descentralização de
serviços - ou seja, vários profissionais bibliotecários com equipes de assistentes e
auxiliares desenvolvendo setores específicos na biblioteca -, permite um maior
planejamento e ampliação das atividades em benefício dos clientes.

�No entanto, as bibliotecas ligadas a universidades públicas apresentam uma
rigidez na sua política de pessoal que pode representar um elemento desestimulador
para a permanência de profissionais mais capacitados. Por um lado, a
obrigatoriedade de um processo seletivo para contratação de novos profissionais
impede

o

aproveitamento,

em

cargos

imediatamente

superiores,

daqueles

profissionais de apoio que se capacitaram para o exercício de funções mais
especializadas, seja pela aquisição de uma formação superior ou pela própria
capacitação em serviço; por exemplo, é comum que, ao terminar o curso superior de
Biblioteconomia, muitos profissionais que atuam em bibliotecas universitárias da área
pública

como

auxiliares

tenham

que

buscar

outros

empregos

devido

à

impossibilidade de aproveitamento direto nos cargos eventualmente existentes, ainda
que tenham apresentado bom desempenho profissional em suas funções. Por outro
lado, a remuneração de funções no serviço público independe de características
específicas do desempenho individual, estando ligada a um sistema geral de cargos
e salários, o que pode desestimular iniciativas visando o aprimoramento do serviço.
Assim,

ainda

que

com

a

descentralização

as

equipes

possam

avaliar

potencialidades, aprimorando os serviços, e exista nas universidades públicas um
sistema de avaliação que premia pecuniariamente o tempo de serviço dos
funcionários, esses fatores podem não ser suficientes para motivar profissionais que
desejam ter suas qualidades/habilidades devidamente reconhecidas. A probabilidade
de esse reconhecimento acontecer nas unidades de informação ligadas a instituições
particulares de ensino superior pode ser maior, pois ali a progressão na carreira
ocorre por mérito e pelo desenvolvimento profissional.
No que diz respeito aos clientes, é importante salientar que as características
de contratação de docentes nas universidades públicas difere das instituições
particulares, o que afeta a forma de relacionamento com a unidade de informação.
Devido às jornadas de trabalho ali instituídas – parcial, completa ou dedicação
exclusiva -, bem como à obrigatoriedade de desenvolvimento da pesquisas, os
clientes das bibliotecas universitárias públicas estão mais presentes na instituição.
Isto não ocorre na maioria das instituições particulares de ensino superior, que

�contratam professores apenas para ministrar aulas, sem exigir uma participação
institucional ativa. Desta forma, é natural que o envolvimento - bem como as
exigências -, dos docentes em relação à unidade de informação ocorra de forma
mais intensa nas universidades públicas do que nas particulares. O mesmo poderia
ser afirmado em relação aos alunos.
Quanto ao suporte tecnológico, pode-se dizer que as bibliotecas universitárias
da área pública estão mais bem aparelhadas em termos de redes e sistemas de
informação para acesso a bases de dados automatizadas ou publicações eletrônicas.
No Brasil, nos últimos anos, essas bibliotecas universitárias apresentaram uma
crescente preocupação com a organização de sistemas cooperativos para acesso à
informação, em especial no que diz respeito à disponibilidade de documentos por via
eletrônica, evidenciada em projetos como o SciELO - Scientific Electronic Library
Online (SciELO Brasil, 2004) e os bancos de teses e dissertações do Programa de
Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal de Santa Catarina (2004) e
da Universidade de São Paulo (2004). Além disso, a parceria das três universidades
públicas do Estado de São Paulo –Universidade de Campinas (UNICAMP),
Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho” (UNESP) -, tornou possível a implementação e consolidação de um
sistema participativo de bibliotecas, racionalizando recursos, serviços e produtos. Já
na área das instituições particulares, o Laboratório de Automação de Museus,
Bibliotecas Digitais e Arquivos, da Pontifícia Universidade Católica de Rio de Janeiro
(PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, 2004) constitui
uma iniciativa isolada, ainda que nem por isso menos importante.
Ainda com relação ao suporte tecnológico, é importante destacar que pode ser
identificada nas unidades de informação de instituições particulares de ensino
superior a preocupação com a organização de laboratórios e salas de informática
para uso dos discentes, ampliando-se o número de equipamentos institucionalmente
disponíveis. No entanto, esses esforços e recursos na aquisição de tecnologia de
ponta também parecem ocorrer em função de preocupações com a imagem da
instituição junto ao público e do atendimento às exigências do Ministério da

�Educação anteriormente mencionadas, nem sempre representando reais melhorias
de serviços ou produtos dessas bibliotecas universitárias.

4 IMPLICAÇÕES/LIMITAÇÕES DA REALIDADE BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
Como

em

qualquer

outra

área

profissional,

também

as

bibliotecas

universitárias são afetadas pelo meio ambiente em que atuam, recebendo influência
direta de seu contexto econômico-social. De diversas maneiras, isto vai ter
conseqüências na constituição da equipe de trabalho e na própria administração da
biblioteca, podendo ser tanto um elemento limitador como facilitar o sucesso na
realização de seus objetivos institucionais.
Entre os fatores que mais interferem na gestão de pessoas em bibliotecas
universitárias brasileiras, pode-se mencionar:
a) Problemas estruturais
Em última instância, estão ligados à própria manutenção da biblioteca na
universidade. Em muitos casos, principalmente em instituições particulares de
ensino, tem-se a impressão de que a existência da unidade de informação é
decorrente apenas de uma determinação legal, não existindo uma percepção real
dos benefícios que ela pode trazer ao processo de ensino/aprendizagem ou ao
desenvolvimento da pesquisa acadêmica. Isto pode gerar uma situação de constante
incerteza quanto ao fornecimento dos recursos necessários – econômicos, materiais,
físicos e de pessoal -, ao desenvolvimento das atividades formalmente estabelecidas
para a biblioteca.
Muitas bibliotecas universitárias brasileiras não têm sequer um orçamento
próprio para responder a suas necessidades administrativas, o que dificulta o
planejamento de suas atividades. Assim, questões básicas - como a compra de
materiais de consumo, por exemplo -, podem muitas vezes depender de autorização

�do diretor da faculdade ou instituição mantenedora, tendo a gerência da unidade de
informação um mínimo de autonomia para a tomada de decisões de qualquer
espécie. Evidentemente, esta situação de dependência é comprometedora para a
eficiência da unidade de informação e influi diretamente no moral da equipe da
biblioteca,

uma

vez

que

definições

quanto

à

aquisição

de

acervo

ou

ampliação/atualização de parques tecnológicos ficam reféns de administradores que
muitas vezes desconhecem as especificidades do trabalho informacional e as
necessidades específicas dos clientes.
Por outro lado, é fácil verificar que muitas bibliotecas universitárias brasileiras
estão instaladas de forma precária, em espaços não apropriados para a acomodação
de acervos documentais, ao mesmo tempo em que não dispõem de ambientes
propícios à leitura e pesquisa, o que abrange desde a disponibilidade de mesas para
estudo, trabalhos em grupo ou utilização de equipamentos multimídia. Em termos
tecnológicos, ainda que muitas universidades brasileiras tenham nos últimos anos
investido na implantação de laboratórios de informática, os benefícios do
desenvolvimento da tecnologia de informação não tiveram o mesmo resultado nas
bibliotecas dessas instituições; em muitos casos, o avanço tecnológico dos primeiros
convive de forma quase escandalosa com o atraso destas últimas, criando uma
situação de disparidade que não tem qualquer justificativa administrativa. No entanto,
por uma questão de justiça, é importante salientar que esta realidade é muito mais
fácil de ser encontrada no ambiente das universidades ligadas à iniciativa particular
do que àquela da área pública.
Infelizmente, no que diz respeito a políticas de capacitação e educação
contínua, pode-se dizer que as bibliotecas universitárias brasileiras encontram-se
ainda em um estado embrionário, com poucas iniciativas sistematizadas nessa
direção. À exceção de alguns programas formais ligados a universidades públicas, a
realidade evidencia um quase total descaso ao aprimoramento profissional,
deixando-o a cargo do interesse e da iniciativa individuais. Ainda que a área
disponha de variadas oportunidades para capacitação – como o Seminário Nacional
de Bibliotecas Universitárias, o Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e

�Documentação, os cursos de especialização e pós-graduação lato e stricto sensu,
etc. -, falta à maioria das instituições a conscientização em relação à necessidade de
incentivar os profissionais das unidades de informação para a atualização de
conhecimentos e desenvolvimento de novas habilidades, com reflexos diretos na
qualidade dos serviços prestados.

b) Cultura organizacional
Segundo Grosser, cultura organizacional pode ser definida como
o conjunto de valores e crenças compartilhados por aqueles que
atuam numa organização, o qual exerce um impacto dramático no
comportamento dos empregados e na performance organizacional,
agindo como uma força unificadora, que mantém a coesão entre os
empregados (1991, p. 373).

Ela pode ser fraca ou forte: é forte quando suas idéias, regras, costumes,
técnicas, etc. são compartilhados por uma grande maioria dos funcionários e
disseminados aos novos funcionários, influenciando diretamente os comportamentos
gerados na instituição; é fraca quando sua interferência sobre o comportamento
individual não tem grandes conseqüências. Para Chiavenato (1999), a cultura
organizacional determina: a) como as pessoas interagem; b) as normas ou regras
que envolvem os grupos e seus comportamentos; c) a ética, o respeito pelas
pessoas; d) a filosofia administrativa; e) como as coisas funcionam; e, f) os
sentimentos das pessoas. Uma cultura é também forte quando os funcionários se
envolvem espontaneamente com a missão da instituição, isto é, atendendo bem os
clientes e mantendo elevada a produtividade.
Na biblioteca universitária brasileira, os efeitos da cultura organizacional
podem ser identificados desde a forma como os funcionários se relacionam entre si
como a maneira com a qual eles se relacionam com os clientes (professores, alunos,
pesquisadores, outros funcionários e público externo). Por exemplo, quando da
incorporação um novo funcionário à equipe da biblioteca, este em geral precisará de
um tempo para se adaptar à cultura organizacional vigente, devendo conhecer todos

�os setores da biblioteca, para ter conhecimento da filosofia administrativa e aprender
como deve agir para se sair bem e ser aceito pelo grupo, bem como a forma como a
preocupação com a qualidade de produtos e serviços é aplicada naquela
organização.
Aplicando às bibliotecas universitárias brasileiras as características da cultura
organizacional definidas por Chiavenato (1999), pode-se dizer que existem unidades
de informação que funcionam como: 1) "equipes de futebol", que valorizam o talento
e o comprometimento e oferecem reconhecimento individual; 2) "clubes", que
enfatizam a lealdade, o trabalho em grupo, acreditam em "generalistas" e no
progresso degrau a degrau da carreira profissional; 3) "fortalezas", que oferecem
pouca segurança no emprego, mentalidade de sobrevivência e estimulam o indivíduo
a fazer a sua diferença; e, 4) "acadêmicas", ou seja, aquelas que valorizam as
relações a longo prazo, enfatizam um desenvolvimento sistemático da carreira,
instituem o treinamento regular e o avanço profissional baseado no ganho de
experiência e habilidade de conhecimentos pessoais.
De

qualquer

maneira,

independente

das

características

da

cultura

organizacional e de sua classificação, cada biblioteca universitária deve buscar a
constituição de um grupo coeso de funcionários, com níveis adequados de
autoridade e responsabilidade e que estimule a qualidade na organização.

c) Estilos gerenciais
A existência de uma variedade de estilos gerenciais tende a influir
diferentemente na gestão de pessoas, pois, no exercício da chefia, cada indivíduo
terá comportamentos e modo de expressar próprios, causando diversas reações
entre os funcionários, ou seja, a personalidade do gerente vai intervém diretamente
na gestão de pessoas.
Especificamente em relação ao estilo gerencial dos administradores de
bibliotecas universitárias no Brasil, é importante mencionar pesquisa realizada na

�Universidade de São Paulo (FUNARO, 1997), que, entre outras coisas, assinalou o
desinteresse em fazer curso de pós-graduação por parte dos gerentes das
bibliotecas; a falta de treinamento e/ou inadequação da preparação formal recebida
para assumir a gerência; o contato com colegas como a forma mais freqüente de
atualização desses gerentes e a necessidade de aperfeiçoamento na gestão de
pessoas.
Já nas avaliações elaboradas pelo MEC sobre as bibliotecas universitárias do
setor privado quanto à gestão de pessoas, Balby (2002) cita a busca de maior
qualificação profissional pelos bibliotecários das instituições privadas, por meio de
educação continuada formal e informal, e, em algumas instituições, o recrutamento
de bibliotecários com qualificação acima da média para os postos diretivos, algumas
vezes em substituição a profissionais que, na visão dessas instituições, não
correspondem adequadamente às exigências dos novos tempos.
De uma certa forma, embora os estudos sobre estilos gerenciais de
bibliotecários nas universidades públicas brasileiras sejam ainda em número
insatisfatório para conclusões definitivas, pode-se imaginar que o pouco preparo
formal dos profissionais para o exercício da gerência conduza a estilos personalistas
extremos, passando de um rigor draconiano para uma leniência total na gestão de
pessoas. Nesse sentido, a colaboração das teorias da qualidade parece ser bastante
significativa.

5 PROPOSIÇÕES PARA MUDANÇA (MARKETING INTERNO, PARCERIAS,
EMPOWERMENT)
Por tudo o que foi anteriormente salientado, é possível acreditar que a
realidade das bibliotecas universitárias brasileiras em geral pode ser de pouca
permeabilidade à gestão de pessoas, adotando “estruturas de propriedade, sistemas
de governança e programas de incentivo corporativos ... firmemente plantados na era
industrial” (MANVILLE, OBER, 2003, p. 32), ao invés de abraçar propostas que

�contemplam a cooperação no desenvolvimento das atividades profissionais. Assim,
em ambientes deste tipo, as teorias da qualidade podem trazer benefícios,
permitindo que a gestão de pessoas se realize de forma harmoniosa e produtiva.
Surgidas no âmbito da reconstrução da indústria japonesa ao final da Segunda
Guerra Mundial, o sucesso da aplicação dessas teorias fez com que um novo modelo
administrativo

emergisse,

também

chamado

de

“revolução

da

qualidade”

(CARAVANTES e col., 1997; GREEN, 1995). Não tardou para que este sucesso
chamasse a atenção de administradores e pesquisadores para a possibilidade de
aplicação das propostas da qualidade também na área de serviços; no entanto,
desde o início, ficou evidente que esta transposição demandaria a adequação ou
adaptação de alguns de seus princípios, entre eles se destacando questões ligadas à
atenção e priorização das necessidades dos clientes, à criação de um ambiente
agradável para a fruição do serviço, ao enfoque nas chamadas horas ou momentos
da verdade (em que os clientes têm contato com os serviços de uma organização
qualquer), ao papel do prestador de serviços na garantia da qualidade, aos clientes
internos, etc. (ALBRECHT, 1993, c1994a, b; ALBRECHT, CRAWFORD, 1990;
CARLSON, 1994).
Na gestão de pessoas em bibliotecas universitárias, os benefícios que o
marketing interno pode trazer para a organização não podem ser menosprezados.
De fato, como se pode imaginar que os funcionários dediquem o melhor de si
àqueles cujas necessidades de informação devem atender se não estiverem
devidamente motivados para isso? Nesse sentido, encarar a equipe da biblioteca
como o, digamos assim, “primeiro mercado” a ser explorado representa uma postura
que traz benefícios tanto para a organização como para a própria equipe. Sob este
ponto de vista, entende-se por marketing interno ou endomarketing o conjunto de
“projetos e ações que uma empresa deve empreender para consolidar a base
cultural do comprometimento dos seus funcionários com o desenvolvimento
adequado de suas diversas tecnologias” (CERQUEIRA, 1994p. 51). Desta forma,
aplicar o marketing interno à biblioteca universitária significa “transmitir a todos os
níveis de pessoal a visão e a missão da biblioteca” (JAAFAR, 1998) de forma a que

�atuem como propagadores da cultura da universidade, além de contribuir para a
motivação permanente da equipe (SILVA; MOREIRA; DUARTE, 2000).
Sob vários aspectos, as teorias de qualidade enfatizam a gestão de pessoas
muito mais como um processo de parceria do que uma relação de subordinação dos
funcionários à organização, destacando a figura do cliente interno como uma
estratégia para implementação de um relacionamento mais igualitário e cooperativo
entre todos os membros da organização (ALBRECHT, c1994b). Nas bibliotecas
universitárias, isto vai incentivar um relacionamento mais aberto da equipe tanto com
a gerência como entre si, viabilizando a colaboração mútua, que, na prática, pode se
expressar, por exemplo, no processo de “rodízio” dos funcionários pelos diversos
setores da biblioteca, o que permitirá que todos tenham um domínio maior do
conjunto de atividades desenvolvidas para cumprimento da missão da biblioteca.
Além disso, essa relação de parceria interfere positivamente na motivação do grupo
de funcionários, fazendo com que cada um se sinta responsável pelo sucesso do
conjunto. A par disso, é importante que a gerência da biblioteca priorize esforços de
capacitação profissional e treinamento em serviço, que permitirão aos componentes
da equipe transitar sem constrangimento pelos diversos departamentos da biblioteca.
Por fim, é importante salientar que em todas as abordagens visando a
adequação das teorias da qualidade à prestação de serviços, o aspecto que mais
diretamente afeta a gestão de pessoas está relacionado com a importância de se ter
na linha de frente, no contato direto com os clientes, funcionários motivados e
preocupados em possibilitar que a experiência deles na utilização daquele serviço
específico se caracterize como um momento satisfatório e bem sucedido, criando
uma predisposição ao retorno e à utilização freqüente. Neste sentido, empresas
conscientes da importância da ampliação dessas experiências positivas esmeram-se
no estabelecimento de estratégias institucionais que permitam entender o valor do
serviço para o cliente, garantir a manutenção de pessoal devidamente motivado e
sistemas administrativos que funcionem como apoio a todos os prestadores de
serviços.

�Nas bibliotecas universitárias, esta preocupação vai se concretizar na
formulação de políticas ou sistemas administrativos que possibilitem o engajamento
e capacitação dos funcionários para as atividades que desenvolvem. Isto é
particularmente válido para as bibliotecas universitárias, que hoje se defrontam com
clientes – professores, alunos e pesquisadores -, cada vez mais exigentes; para
atendê-los

convenientemente

é

necessário

muito

mais

que

o

simples

estabelecimento de programas de treinamento e acompanhamento do pessoal em
serviço, mas, muito mais que isto, garantir um ambiente em que os responsáveis
pelo fornecimento da informação não se intimidem quando sentirem a necessidade
de quebrar algumas regras institucionais para prestar a seus clientes um serviço
diferenciado daquele que normalmente fornecem. A atuação da gerência da
biblioteca é decisiva para a criação desse ambiente, pois a maior ou menor
autonomia da equipe de funcionários é conseqüência direta da postura gerencial.
Infelizmente, no entanto, esta autonomia no trabalho não se atinge por simples
determinação superior: as estruturas hierárquicas tradicionais que distribuem os
funcionários como se estes estivessem em guetos, cada um deles ficando
responsável por um pedaço do todo organizacional e atuassem de forma
independente uns dos outros devem ser desafiadas na busca de um modelo que não
concorra para tolher a iniciativa do pessoal que atua na biblioteca universitária.
Em muitos ambientes de trabalho, esta tarefa pode obter grandes benefícios
pelo cultivo daquilo que os teóricos da qualidade costumam denominar de
empowerment, entendendo-se como tal a delegação de poder aos funcionários para
que eles tomem as decisões que os afetam diretamente, visando o benefício coletivo
(GREEN, 1995). A prática do empowerment incentiva a participação ativa das
pessoas em todos os níveis da organização, pois é uma abordagem baseada na
descentralização das decisões (TEIXEIRA FILHO, 2000).
A adoção de técnicas de empowerment ajuda no estabelecimento de um
enfoque gerencial baseado em equipes multiprofissionais, ainda que isto não se
constitua em tarefa das mais fáceis: em um ambiente no qual materiais e

�conhecimentos são vistos como posse a ser preservada, muitas pessoas podem ter
dificuldade para trabalhar de forma integrada. Isto também é válido para aquelas
bibliotecas universitárias em que o clima organizacional chega mesmo a influenciar a
incorporação de uma postura exclusivista em relação ao trabalho, com os
profissionais desenvolvendo suas atividades sem constituir uma verdadeira equipe.
Por outro lado, os próprios gerentes das bibliotecas universitárias algumas
vezes têm dificuldade para viabilizar esse objetivo e continuam a esperar e a cobrar
apenas um desempenho individual; em muitos casos, hesitam em adotar o trabalho
em equipe tanto porque este exige deles mudança em sua atitude gerencial, e
também porque “estilos autoritários e centralizadores de administração são por
definição quase que impermeáveis a esse tipo de trabalho” (VERGUEIRO, 2002,
p.109). Assim, as teorias da qualidade apontam para um estilo de administração
participativo, no qual o desempenho individual possa ser avaliado em sua relação
com o desempenho coletivo, considerando quanto cada um contribui para que o
esforço de todos atinja o objetivo desejado pela organização.
Sob este ponto de vista, aflora então a necessidade de se buscar novas
estruturas organizacionais que possibilitem um funcionamento eficiente dessas
equipes, bem como a devida preparação para uma postura participativa no trabalho.
No entanto, é importante lembrar que os funcionários podem encontrar dificuldade
para adaptação a uma estrutura administrativa na qual a iniciativa individual e a
coesão do grupo se transformam nos elementos a serem considerados na avaliação
do trabalho.

6 CONCLUSÃO
Sob a luz das teorias da qualidade, a gestão de pessoas em bibliotecas
universitárias pode implicar na necessidade de uma mudança da cultura
organizacional. Como se viu, este não é um objetivo fácil, pois exige uma busca
sistemática e, principalmente, perseverança de todos os envolvidos. Deste objetivo

�espera-se a participação tanto dos gerentes, que deverão adotar novas posturas de
comando, como dos funcionários, dos quais se almeja uma atitude pró-ativa em
benefício dos objetivos organizacionais. Os benefícios dessa mudança cultural serão
rapidamente sentidos pelos clientes das bibliotecas, que passarão a contar com o
atendimento de pessoas motivadas, capacitada e, acima de tudo, orgulhosas do
trabalho que realizam.

REFERÊNCIAS
ALBRECHT, Karl. A revolução dos serviços: como as empresas podem
revolucionar a maneira de tratar os seus clientes. 4.ed. São Paulo : Pioneira, c1994
(a).
ALBRECHT, Karl. Serviços internos: como resolver a crise de liderança do
gerenciamento de nível médio. São Paulo: Pioneira, c1994. (b)
ALBRECHT, Karl. A única coisa que importa: trazendo o poder do cliente para
dentro da sua empresa. São Paulo : Pioneira, 1993.
ALBRECHT, Karl; CRAWFORD, Lawrence J. The service advantage: how to
identify and fulfil customer needs. Homewood, Ill.: Dow Jones-Irwin, 1990.
BALBY, Cláudia Negrão. Estudos de uso de catálogos on-line (OPACs): revisão
metodológica e aplicação da técnica de análise de log de transações a um OPAC de
biblioteca universitária brasileira. São Paulo: Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo, 2002. [Tese de Doutorado]
CARAVANTES, Geraldo R.; CARAVANTES, Cláudia; BJUR, Wesley. Administração
e qualidade: a superação dos desafios. São Paulo: Makron Books, 1997.
CERQUEIRA, W. Endomarketing: educação e cultura para a qualidade. Rio de
Janeiro: Quality Mark, 1994.
CARLSON, Jan. Hora da verdade. 10.ed. Rio de Janeiro: COP, 1994.

�CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos
nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 1999.
CRUESP BIBLIOTECAS. Disponível em : &lt;http://www.cruesp.bc.unicamp.br/&gt;.
Acesso em: 07 de jun. 2004.
FUNARO, Vânia Martins Bueno de Oliveira. Estilo gerencial dos administradores
de bibliotecas: o caso da Universidade de São Paulo. Campinas: Faculdade de
Biblioteconomia da PUCCAMP, 1997. [Dissertação de Mestrado]
GREEN, Cynthia. Os caminhos da qualidade. São Paulo: Makron Books, 1995.
GROSSER, Kerry. Human networks in organizational information processing. Annual
Review of Information Science and Technology, Medford, v. 26, p. 349-402, 1991.
JAAFAR, Sharah Banun. Marketing de productos y servicios de las tecnologías de la
información em bibliotecas: la experiencia de Malásia. In: IFLA GENERAL
CONFERENCE, 64, Amsterdam, 1998. Disponível em:
&lt;http://www.google.com.br/search?q=cache:0MTN7UfeZYIJ:www.ifla.org/IV/ifla64/12
6-86s.htm+%22marketing+interno%22+bibliotecas&amp;hl=pt-BR&gt;. Acesso em: 06 jul.
2004.
MANVILLE, Brook; OBER, Josiah. Além do “empowerment”: construindo uma
empresa de cidadãos. Harvard Business Review, v. 81, n. 1, p. 32-37, jan. 2003.
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO. Laboratório de
Automação de Museus, Bibliotecas Digitais e Arquivos. Disponível em:
&lt;http://www.lambda.maxwell.ele.puc-rio.br&gt;. Acesso em: 07 Jun. 2004.
SCIELO Brazil: Scientific Electronic Library Online. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br&gt;. Acesso em: 07 Jun. 2004.
SILVA, Alzira Karla Araújo da; MOREIRA, Elaine Cristina; DUARTE, Emeide
Nóbrega. Aplicação de técnica de endomarketing em biblioteca universitária.
Informação &amp; Sociedade, v. 10, n. 2, 2000. Disponível em:
&lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/&gt;. Acesso em: 06 jul. 2004.

�TEIXEIRA FILHO, Jaime. Gerenciando Conhecimento. Rio de Janeiro: Senac,
2000.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Programa de Pós-Graduação
em Engenharia da Produção. Banco de Teses e Dissertações do PPGEP. Disponível
em: &lt;http://teses.eps.ufsc.br/&gt;. Acesso em: 07 Jun. 2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações.
Disponível em: &lt;http://www.teses.usp.br/&gt;. Acesso em: 7 Jun. 2004.
VERGUEIRO, Waldomiro. Qualidade em serviços de informação. São Paulo: Arte
e Ciência, 2002.

∗

Doutorando no Curso de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações
e Artes da Universidade de São Paulo, Professor da Escola de Biblioteconomia e Ciência da
Informação da FESPSP, Rua Aimberê 1300, apto. 32, São Paulo, SP, 05018-011, email:
claudiomarcondes@terra.com.br
∗∗
Professor Associado, Chefe do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, São
Paulo, SP, 05508-900, email: wdcsverg@usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53495">
                <text>Gestão de pessoas em bibliotecas universitárias sob a ótica das teorias da qualidade: reflexões sobre a realidade brasileira.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53496">
                <text>Castro Filho, Claudio Marcondes de, Vergueiro, Waldormiro</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53497">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53498">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53499">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53501">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53502">
                <text>Propõe-se a avaliar a importância da gestão de pessoas nas bibliotecas universitárias em geral, acompanhando as tendências expressas pelas teorias de administração no final do século 20 e início do século 21 e dando especial ênfase às teorias da qualidade. Analisa a prioridade dada ao tema na literatura da área de Ciência da Informação, com especial atenção às preocupações dos profissionais das  bibliotecas universitárias, conforme expressas na bibliografia especializada nacional e internacional. A partir de levantamento de casos disponíveis na literatura, discute as implicações/limitações da realidade brasileira para a gestão de pessoas em bibliotecas universitárias, enfocando: a) problemas estruturais: pouca disponibilidade de recursos financeiros e humanos, ambiente físico desfavorável, condições de trabalho nem sempre satisfatórias; b) cultura organizacional: comodismo, falta de iniciativa, dependência; c) estilos gerenciais: autocráticos, centralizadores, com pouco planejamento. Tendo por base a filosofia da qualidade, elabora proposições para maior eficiência na gestão de pessoas nas bibliotecas universitárias brasileiras, abrangendo questões de avaliação e planejamento estratégico, parcerias, engajamento e participação dos funcionários (empowerment), motivação, etc. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68349">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4847" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3916">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4847/SNBU2004_075.pdf</src>
        <authentication>3ed337d8a9abab956a7c69484ce0ad55</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53530">
                    <text>EVOLUÇÃO DO PERFIL DO CORPO DOCENTE DOS PROGRAMAS DE
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO.
Dinah Aguiar Población*
Daisy Pires Noronha
José Fernando Modesto Da Silva
Ana Paula Pereira Dos Prazeres
Érica Saito
Fernanda Mendes Queiroz
Laucivaldo C. De Oliveira
Leia Jacob
Tatiana Hyodo

RESUMO
Os Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação iniciados em 1970
no IBICT/UFRJ com o curso de mestrado evoluiu durante 30 anos contribuindo
para a consolidação da formação de recursos humanos dos profissionais da
informação. Durante esse período foram titulados mestres e doutores nos seis
Programas que se instalaram nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas
Gerais,Brasília e Paraíba.A partir de 2000 três novos Programas foram
credenciados, (Bahia, São Paulo e Santa Catarina) perfazendo, em abril de
2004, nove Programas.O perfil do corpo docente vinculado aos seis
Programas, em dezembro de 1999, é compatível com os objetivos das linhas
de pesquisa que predominaram durante essas três décadas. A partir de 2000
as grandes transformações que vêm ocorrendo na área de informação e o
delineamento das tendências socioeconômicas e tecnológicas do Brasil
influenciaram as novas estruturas das linhas de pesquisa e conseqüentemente
refletem-se no perfil do atual corpo docente da área de Ciência da Informação.
Análises comparativas permitem identificar as tendências das pesquisas e a
formação de grupos que são apoiados pelos órgãos de fomento.

1 INTRODUÇÃO
A consolidação da formação de recursos humanos dos profissionais da
informação nos últimos 30 anos tem sido influenciada pela atuação dos
Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação, iniciados nos anos
70 com curso de mestrado e, na década de 80 com o doutorado.
A titulação de mestres e doutores ao longo desse período tem
contribuído principalmente com o estabelecimento de massa crítica de
docentes voltados ao ensino e à pesquisa na área da Ciência da Informação,

�vindo ao encontro das grandes transformações sociais e delineamento de
tendências que vêm ocorrendo na área em diversos segmentos.
Partindo-se do pressuposto de que o avanço do conhecimento está
diretamente relacionado com a titulação dos pesquisadores, tem-se verificado
que o aprimoramento do docente tem sido um dos maiores investimentos
realizados pelos Programas de Pós-Graduação desde o seu estabelecimento.
A área de formação (graduação) e de titulação dos docentes (mestrado
e doutorado), obtidos tanto no Brasil como no exterior, define a vinculação dos
docentes nas diferentes linhas e grupos de pesquisa, além de contribuir para
definir as tendências da produção desses profissionais. Para Price (1963) a
identificação de tendências e o crescimento de áreas específicas têm como
ponto de partida as relações entre a formação e titulação do profissional e a
produção de documentos gerados na área.
Os profissionais da informação no contexto acadêmico têm sido objeto
de estudo de vários autores com abordagens diferenciadas, para se conhecer o
esforço que a área da Ciência da Informação vem realizando para identificar a
atuação desses profissionais no ensino e pesquisa, bem como o estado da
produção gerada (BARRETO, 1992; POBLACIÓN, 1993; WITTER, 1997;
MIRANDA, 1998; MUELLER e col., 2000; POBLACIÓN e NORONHA, 2002,
2003).
Em trabalho de Población e Noronha (2003) foi analisado o perfil
acadêmico dos 66 docentes/doutores dos 6 Programas de Pós-Graduação da
área da Ciência da Informação, credenciados em 1999 pela CAPES,
relacionando-o com diferentes categorias temáticas e a sua vinculação com
as linhas de pesquisa dos Programas. Nele foi detectado uma concentração
dos programas com linhas de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de
estudos nos seguintes grandes temas: Informação e Sociedade, Tratamento da
Informação e Comunicação Científica.
Dando continuidade a esse estudo, o presente artigo objetiva comparar
a evolução do perfil dos docentes dos Programas de Pós-Graduação em

�Ciência da Informação nos últimos cinco anos e relacionar a sua titulação com
a temática das linhas de pesquisa a que estão vinculados.

2 MÉTODO
O universo de estudo foi constituído pelo atual corpo docente vinculado
em abril de 2004 aos 9 Programas de Pós-Graduação da área da Ciência da
Informação. A comparação com os dados divulgados pelo NPC (Población e
Noronha, 2002) referente ao perfil dos docentes vinculados aos 6 Programas
existentes em dezembro de 1999 permitirá atingir os objetivos propostos desta
etapa da pesquisa.
A coleta de dados que permitiu traçar o perfil dos docentes foi realizada
consultando os currículos da Plataforma Lattes do CNPq e diretamente nos
sites dos Programas. O perfil dos docentes foi traçado mediante a análise dos
dados sobre a área da formação básica (graduação) e titulação (doutorado)
obtidas tanto em instituições nacionais como do exterior. Foram também
consideradas as linhas de pesquisa onde os docentes se engajavam.
Os dados coletados propiciaram a criação e manutenção de uma base
de dados denominada PRODIR (Diretório de Produtores Docentes/Doutores
em Ciência da Informação no Brasil) que serve como instrumento de trabalho
para o desenvolvimento dos projetos de pesquisa do NPC. A atualização
freqüente dos dados dessa base garante o acompanhamento das pesquisas
realizadas pelo NPC, com apoio do CNPq que estão disponíveis no site
www.eca.usp.br/nucleos/pc .

3 RESULTADO

Em dezembro de 1999 existiam 6 cursos de Pós-Graduação em Ciência
da Informação no Brasil, devidamente credenciados pela CAPES, sendo 3
Programas com níveis

Mestrado e Doutorado (IBICT, UFMG e UnB) e 2

Programas com nível Mestrado (PUCCAMP e UFPb) e um como Área de
Concentração, nível Mestrado e Doutorado (USP).

Estes Programas

�englobavam 22 linhas de pesquisa nas quais encontravam-se vinculados 66
docentes. Posteriormente foram criados 3 outros Programas de nível Mestrado
(UFBA, UFSC e UNESP), contando com 32 docentes, engajados em 6 linhas
de pesquisa, enquanto os 6 Programas anteriores ampliaram o número de
docentes

e

reformularam

as

respectivas

linhas

de

pesquisa.

Conseqüentemente, o da UFPb encontra-se em fase de reestruturação devido
ao descredenciamento da CAPES, sofrido em 2000. O curso da USP (área de
concentração do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação)
encontra-se atualmente em processo de mudança com a proposta de criação
de um Programa específico em Ciência da Informação, desvinculando-se assim
do Programa da área da Comunicação.
Para efeito da presente análise do perfil dos docentes foram
considerados

os 9 cursos de pós-graduação, independentemente de sua

situação oficial uma vez que todos ainda mantém atividades em andamento
(Tabela 1). Assim, a análise realizada recaiu sobre um total de 117 docentes,
vinculados às atuais 24 linhas de pesquisa. Para comparação esta população
foi agrupada de acordo com a situação em dois momentos: a de dezembro de
1999 e abril de 2004.
TABELA 1 – número de docentes e linhas de pesquisa dos programas de pósgraduação em dezembro de 1999 e abril de 2004.

�Programas de Pósgraduação
IBICT
M-1970/D-1992
USP
M-1972/D-1980
UFMG
M-1976/D-1997
UnB
M-1978/D-1992
UFPb
M-1972
PUCCAMP
M-1977
UNESP
M-1998
UFBA
M-1998
UFSC
M-2002
Total

Situação em dezembro de
1999
Número de
Linhas de
docentes
Pesquisa
11
6

Situação em
abril de 2004
Número de
Linhas de
docentes
Pesquisa
17
4

17

4

20

4

13

3

20

3

12

4

13

3

7

2

7

2

6

3

8

2

--

--

9

2

--

--

9

2

--

--

14

2

66

22

117

24

O perfil dos docentes/doutores traçado em dezembro de 1999, ao ser
comparado com os dados obtidos em abril de 2004, mostra as 2 principais
características dos programas: a) o corpo docente foi ampliado de 66 doutores
existentes em dezembro de 1999 e vinculados aos 6 Programas para 117 em
abril de 2004 vinculados aos 9 Programas atuais ( Tabelas 1 e 2); b) a
reformulação das linhas de pesquisa dos 6 Programas existentes em dezembro
de 1999 e incorporação de 2 linhas em cada um dos 3 novos Programas
resultaram na alteração de 22 para 24 linhas de pesquisa (Tabela 1).

TABELA 2 – docentes dos programas de pós-graduação em ciência da
informação com doutorado obtido nos períodos: até 1989 e de 1990 a 2004.
Situação da titulação dos docentes em 2004
Programas de Pósgraduação

Titulados até
1989

Titulados entre
1990 - 1999

Titulados entre
2000 - 2004

Total

IBICT

2

9

6

17

PUCCAMP

1

4

3

8

UFBA

2

4

3

9

UFMG

4

11

5

20

UFPb

--

5

2

7

UFSC

1

9

4

14

�UnB

6

7

--

13

UNESP

--

8

1

9

USP

8

9

3

20

Total

24

66

27

117

A Tabela 2 mostra que os Programas de Pós-Graduação estão
passando por uma renovação de seu corpo docente, incorporando ao seu
quadro doutores recém titulados. Dos 117 doutores, 23,1% titularam-se no
período de 2000-2004; 56,4% na última década e 20,5% com titulação anterior
aos anos 90. Apenas a UnB não mantém em seu quadro doutores titulados no
período de 2000-2004.

TABELA 3 – docentes dos programas de pós-graduação em ciência da
informação, segundo área e local de obtenção do título de doutor

Situação em 1999

Programas
de Pósgraduação

Situação em 2004
Total

CI*

Total

Outras**

Brasil

Exterior

Brasil

Exterior

IBICT

3

4

3

1

PUCCAMP

--

2

4

UFBA

--

--

--

UFMG

1

3

UFPb

2

UFSC

CI*

Outras**

Brasil

Exterior

Brasil

Exterior

11

10

2

5

--

17

--

6

1

2

5

--

8

--

--

1

--

4

4

9

4

5

13

6

2

6

6

20

1

2

2

7

2

1

2

2

7

--

--

--

--

--

1

3

7

3

14

UnB

3

5

3

1

12

3

6

1

3

13

UNESP

--

--

--

--

--

3

--

6

--

9

USP

10

1

5

1

17

13

1

5

1

20

Total

19
28,8%

16
24,2%

21
31,8%

10
15,2%

17
14,5%

41
35,1%

19
16,1%

117
100,0

66
40
100,0 34,2%

*CI – Ciência da informação
** Ou tras – Outras áreas do conhecimento

Em 1999, a maioria dos docentes (53,0%) era titulada na área da
Ciência da Informação com doutorado no Brasil ou no exterior. Atualmente este
perfil está mudando concentrando maior número de docentes (51,3%)
formados e titulados em outras áreas. Este quadro é conseqüência da
multidisciplinaridade da Ciência da Informação como também denota uma

�tendência dos dias atuais onde o entrosamento entre profissionais das
múltiplas especialidades, é fundamental para a concretização das diferentes
áreas.
A titulação no doutorado feita no exterior vem decrescendo com o passar
do tempo (39,4% em 1999 e 30,8% em abril de 2004) o que era esperado em
virtude da expansão dos cursos de pós-graduação, nesse nível, oferecidos no
Brasil. Os países de destino para titulação no exterior são os mesmos tanto
para os doutorados em Ciência da Informação como para as demais áreas
(Inglaterra, USA, Espanha e França). Em 2004 a representatividade de
docentes titulados no Brasil em Ciência da Informação é mais acentuada no
corpo docente da USP (13 docentes), embora fato semelhante já se observe no
IBICT (10) e UFMG (6), em oposição à UnB onde predomina o doutorado no
exterior obtido na área por 6 docentes (Tabela 3).
O Pós-Doutorado, continua ainda timidamente representado por 14
docentes (12%), sendo que destes, apenas 2 fizeram pós-doutorado neste
início de século; os demais, na década de 90. Em dezembro de 1999,
constavam 11 docentes (16,7%) com pós-doutorado feitos no exterior
(POBLACIÓN e NORONHA, 2002). Os pós doutorados vêm sendo realizados
preferivelmente no exterior, (Canadá, Estados Unidos, Espanha, Inglaterra,
Itália, Alemanha, Holanda); apenas 2 foram realizados no Brasil.
A Tabela 4 mostra as diferentes áreas de titulação dos docentes
doutores, por onde pode-se observar que a titulação no doutorado, na área da
Ciência da Informação, não é privilegiada nos 3 novos Programas, como
ocorreu nos cursos mais antigos. Vale destacar a presença, cada vez mais
marcante de docentes graduados em sistemas da computação, com titulação
na área de exatas (engenharia). Este fato vem comprovar a abertura da área
da ciência da Informação a outros especialistas principalmente àqueles
voltados às tecnologias da informação.

�TABELA 4 – Áreas de titulação (doutorado) dos docentes dos Programas de Pós-graduação em 2004.
Programas de Pósgraduação

IBICT

PUCCAMP

UFBA

UFMG

Áreas de titulação
(doutorado)

Número de
docentes

Ciência da informação

12

Comunicação

2

Engenharia

1

Economia agrária

1

Educação

1

Ciência da Informação

3

Engenharia

2

Total de
docentes

17

Programas de Pósgraduação

UFPb

8

Áreas de titulação
(doutorado)

Número de
docentes

Ciência da Informação

3

Educação

1

Engenharia

1

Filosofia

1

Sociologia

1

Ciência da informação

4

Engenharia

5

Educação

3

Lingüística

1

Comunicação

1

Demografia

1

Economia

1

Ciência da informação

1

Tecnologia
informação

Comunicação

3

Ciência da informação

9

Economia

2

Engenharia

1

Educação

1

Filosofia

1

História

1

Letras

1

Informática

1

Química

1

Ciência da informação

8

Educação

4

Ciência da informação

3

Comunicação

3

Educação

3

Engenharia

2

Letras

2

Administração

1

História

1

Arquitetura

1

Ciência da informação

14

Informática

1

Artes

1

Comunicação

1

Letras

1

Lingüística

1

Museologia

1

Saúde Publica

1

UFSC

9

UnB

UNESP
20

USP

da

Total de
docentes

7

14

1

13

9

20

�Vários Programas passaram nestes últimos anos por alterações em
suas Linhas de Pesquisa e na constituição de seu corpo docente. As Tabelas 5
a 13 mostram as mudanças ocorridas nas linhas de pesquisa e no número de
docentes, em dezembro de 1999 e abril de 2004, nos atuais Programas. As
maiores mudanças ocorreram no IBICT (Tabela 5), PUCCAMP (Tabela 6) e
UnB (Tabela 11). Os Programas da UFPb (Tabela 9) e da USP (Tabela 13)
ainda não apresentam alterações de linhas de pesquisa, portanto, continuam
com a mesma situação de dezembro de 1999.
O IBICT vem passando por uma série de modificações no período. Além
da mudança de parceria com a UFRJ para a UFF, também seu quadro de
docentes e linhas de pesquisa sofreram alterações. Assim, da equipe atual de
17 docentes/doutores, não foi possível identificar a vinculação de 8 docentes
nas linhas indicadas.
A PUCCAMP (Tabela 6) redimensionou suas linhas e apresentou uma
alteração bastante marcante na composição de seu corpo docente (apenas um
docentes da equipe de 1999 manteve-se no quadro atual).

�TABELA 5 - Número de docentes e áreas de titulação (Ciência da Informação e
Outras áreas) segundo Linhas de Pesquisa - IBICT
Linhas de Pesquisa do
IBICT
Processamento da
informação
Estrutura e fluxo da
informação
Informação, ciência e
sociedade
Informação, Tecnologia e
Sociedade
Teoria, Epistemologia,
Interdisciplinaridade e
Ciência da Informação
Informação, Cultura e
Sociedade
Teoria, epistemologia,
interdisciplinaridade em
Ciência da informação
Processamento e
Tecnologia da Informação
Configurações Sociais e
Políticas da Informação
Gestão da Informação
Linhas não identificadas
Total

Situação em 1999

Situação em 2004*

CI

Outras

CI

Outras

1

--

--

--

3

--

--

--

1

1

--

--

1

1

--

--

1
1

-1

---

---

--

--

3

--

--

--

2

1

---8

---3

4
1
6
16

1
2
2
6

*Em 2004, 5 docentes fazem parte de 2 linhas de pesquisa.

TABELA 6 - número de docentes e áreas de titulação (ciência da informação e
outras áreas) segundo linhas de pesquisa – puccamp .
Linhas de Pesquisa da
PUCCamp
Planejamento e
programa de leitura
Administração de sistemas
de informação
Informação para indústria
e negócios
Produção e disseminação
da informação
Gestão de serviço de
informação
Total

Situação em 1999

Situação em 2004

CI

Outras

CI

Outras

--

1

--

--

--

--

2
--

1
2

--

--

---

---

2
1

3
2

2

4

3

5

�TABELA 7 - número de docentes e áreas de titulação (ciência da informação e
outras áreas) segundo linhas de pesquisa – ufba

*

Linhas de Pesquisa da
UFBA

Situação em 1999

Situação em 2004

CI

Outras

CI

Outras

Teoria e gestão do
conhecimento
Informação e contextos
sócio-econômicos
Total

--

--

1

4

---

---

-1

4
8

TABELA 8 - número de docentes e áreas de titulação (ciência da informação e
outras áreas) segundo linhas de pesquisa – ufmg
Linhas de Pesquisa da
UFMG

Situação em 1999

Situação em 2004

CI

Outras

CI

Outras

Informação Gerencial e
Tecnológica

1

6

2

5

Informação, cultura e
sociedade

1

2

2

5

Tratamento da informação

1

2

--

--

Organização e uso da
informação

--

--

4

2

Total

3

10

8

12

TABELA 9 - número de docentes e áreas de titulação (ciência da informação e
outras áreas) segundo linhas de pesquisa – ufpb
Linhas de Pesquisa da
UFPb
Informação e Cidadania
Informação para o
desenvolvimento regional
Total

Situação em 1999

Situação em 2004

CI

Outras

CI

Outras

--

3

1

2

3
3

1
4

2
3

2
4

TABELA 10 - número de docentes e áreas de titulação (ciência da informação e
outras áreas) segundo linhas de pesquisa – ufsc
Linhas de Pesquisa
da UFSC

Situação em 1999

Situação em 2004

CI

Outras

CI

Outras

Fluxos da informação

--

--

2

6

Profissionais da
informação

--

--

2

4

Total

--

--

4

10

�TABELA 11 - número de docentes e áreas de titulação (ciência da informação e
outras áreas) segundo linhas de pesquisa – unb
Linhas de Pesquisa da
UnB

Situação em 1999

Situação em 2004

CI

Outras

CI

Outras

4

--

--

--

1

3

--

--

2
1
--

1
---

--5

--2

--8

--4

1
3
9

2
-4

Planejamento, Gerência,
Avaliação de Bibliotecas e
Sistemas de Informação
Processos e Linguagem de
Indexação
Formação Profissional e
Mercado de Trabalho
Comunicação Científica
Gestão da informação e do
conhecimento
Arquitetura da informação
Comunicação da Informação
Total

TABELA 12 - número de docentes e áreas de titulação (ciência da informação e
outras áreas) segundo linhas de pesquisa - unesp
Linhas de Pesquisa
da UNESP
Informação e tecnologia
Organização da
informação
Total

Situação em 1999

Situação em 2004

CI

Outras

CI

Outras

---

---

1
2

5
1

--

--

3

6

TABELA 13 - número de docentes e áreas de titulação (ciência da informação e
outras áreas) segundo linhas de pesquisa - usp
Linhas de Pesquisa
da USP
Ação Cultural
Análise documentária
Geração e uso da
informação
Informação, comunicação
e educação
Total

Situação em 1999

Situação em 2004

CI

Outras

CI

Outras

2
4
3

3
1
1

2
6
4

3
1
1

2
11

1
6

2
14

1
6

A Tabela 14 agrupa o número de linhas de pesquisa e de docentes
envolvidos, dos Programas existentes em 1999 e 2004, segundo 8 grandes
categorias temáticas.

�TABELA 14 – categorias temáticas: agrupamento das linhas de pesquisa dos
programas de pós-graduação em ciência da informação, segundo o número de
programas e de docentes.
Categorias
temáticas

Linhas de pesquisas

Programas

Número de docentes

1999

2004

1999

2004

1999

2004

Informação e
Sociedade

8

5

4

5

24

24

Tratamento da
Informação

4

3

4

3

13

13

Comunicação
científica

3

5

3

5

10

27

Informação
Especializada

2

4

2

4

9

20

Administração de
Bibliotecas

2

5

2

5

7

21

1

1

1

1

1

3

1

--

1

--

1

--

1

1

1

1

1

6

22

24

18

24

66

114*

Epistemologia
Planejamento e
Programas de
Leituras
Formação
Profissional
Total

* Do total de 117 docentes: 5 docentes em duas linhas de pesquisa e 8 docentes do IBICT em linhas não identificadas

Adotando-se a mesma metodologia anteriormente utilizada para análise
da situação dos Programas em 1999 (POBLACIÓN e NORONHA, 2003) foram
agrupadas as temáticas das linhas de pesquisa dos Programas de PósGraduação da área, procurando-se identificar a tendência das grandes
categorias que direcionam os estudos realizados.
Das 8 categorias criadas em 1999 são válidas 7 em 2004. A categoria
eliminada foi a de “Planejamento e Programas de Leitura” que constava como
linha de pesquisa do Programa de Pós-Graduação da PUCCAMP.
Por outro lado, observa-se que as categorias “Epistemologia” e
“Formação Profissional”, existentes cada uma em um Programa diferente em
1999, mantêm-se em 2004. No entanto, esses temas foram privilegiados com

�acréscimo de docentes, tendo a Epistemologia (IBICT) em 1999 contemplada
com um docente, passando, em 2004, para 3, enquanto a categoria Formação
Profissional (UFSC) designou, em 2004, 6 docentes.
Identificam-se as categorias “Informação e Sociedade” e “Tratamento da
Informação” com pequenas variações em número de Programas e linhas de
pesquisa, envolvendo, em 2004, o mesmo número de docentes apresentado
em 1999. Essa situação traz como conseqüência a alteração no ranking das
posições que ocupavam em relação às demais categorias quanto ao número
de docentes: Informação e Sociedade, de primeiro lugar passa a segundo em
2004, enquanto Tratamento da Informação cai de segundo para quinto lugar
em 2004.
Por outro lado, as maiores alterações em 2004, são apresentadas por 3
categorias temáticas: “Comunicação Científica”, “Administração de Bibliotecas”,
e “Informação Especializada” que englobam 58,3% das linhas de pesquisa
envolvendo a participação de 59,6% dos docentes. A Comunicação Científica
que, em 1999, ocupava o terceiro lugar obteve, em 2004, um aumento de
60,0% tanto no número de linhas de pesquisa como em número de Programas
(de 3 para 5) e de 170% em número de docentes (de 10 para 27), situação que
lhe confere em 2004 o primeiro lugar no ranking.
Fato semelhante ocorre com a categoria temática “Administração de
Biblioteca” que do quinto lugar, em 1999, passa para terceiro em 2004,
aumentando o número de docentes envolvidos de 7 em 1999 para 21 em 2004.
A única categoria que manteve a mesma posição no ranking nos dois
períodos, é “Informação Especializada”, que teve o quarto lugar garantido pelo
aumento em 100% (de 2 para 4) na inclusão dos Programas e das linhas de
pesquisa, com uma alocação de docentes em 2004 de 222% (de 9 para 20
docentes).
Pode-se

considerar

que

essas

alterações

são

decorrentes

do

credenciamento dos 3 novos Programas e das reformulações das linhas de
pesquisa que os 6 Programas, existentes desde a década de 70, vêm
realizando, para dar consistência ao ensino e pesquisa da área da informação.

�Com isso, o perfil do corpo docente evidencia a necessidade de acompanhar
as mudanças sócio culturais que vêm ocorrendo no país.
Estes resultados, de certa forma terão reflexo na produtividade da área
que, por sua vez mostra como a área da Ciência da Informação participa nos
avanços científicos e tecnológicos do país. Além disso, deve ser considerada a
formação e titulação dos docentes em outras áreas que interfere na
diversificação temática da produção gerada além de constituir-se em um
desafio na manutenção das ementas das linhas de pesquisa às quais os
docentes estão vinculados.
Certamente a consolidação dos Programas será atingida quando forem
visíveis os resultados dos grupos de pesquisa cadastrados pelo CNPq. Os
dados quantitativos mostram, em junho de 2004, que a área se coloca perante
a comunidade científica com 9 Programas de Pós-Graduação envolvendo 117
docentes que estão vinculados a 24 linhas de pesquisa e que participam de 79
Grupos de Pesquisa, cujos detalhamentos podem ser obtidos no Núcleo de
Produção Científica (NPC) sediado na ECA/USP.

REFERÊNCIAS
BARRETO, Aldo de Albuquerque. Pensando a pós-graduação em informação
no Brasil. In: Seminário Nacional dos Cursos de Pós-Graduação em Ciência da
Informação e Biblioteconomia, 12º, São Paulo, 1992. São Paulo, 1993. 24p.
MIRANDA, Antonio. Produção científica em ciência da informação [Editoral]
Ciência da Informação, Brasília, v.27, n.1, p.5-6, 1998.
MUELLER, Suzana P.M.; MIRANDA, Antonio; SUAIDEN, Emir. O estado da
arte da pesquisa em Ciência da Informação no Brasil: análise dos trabalhos
apresentados mo IV Enancib, Brasília, 2000. In: Encontro Nacional de Pesquisa
e Pós-Graduação em Ciência da Informação, 4ª, Brasília, 2000.
POBLACION, Dinah Aguiar. Investigación y estudios de posgrado en ciencia
de la información y biblioteconomia en Brasil: dos etapas (1979-1985 y 19861992). Ciencia de la Información, La Habana, v.24, n.1, p.16-21, mar. 1993.

�POBLACIÓN, Dinah Aguiar, NORONHA, Daisy Pires. Ciencia de la
información en Brasil: perfil y lineas de investigación de los docentes/doctores
de los programas de pós-grado del area. In: INFO-2002. La Habana, Cuba,
2002. 28p.
POBLACIÓN, Dinah Aguiar, NORONHA, Daisy Pires. Rumos da comunidade
brasileira de pesquisadores em Ciência da Informação: desafios do século XXI.
In: ENCONTRO NACIONAL DA ANCIB, 5º, Belo Horizonte, MG, nov. 2003.
Anais... [CD-ROM]
PRICE, Derek Solla. Little science, big science. New York: Columbia
University Press, 1968.
WITTER, Geraldina Porto (org.). Produção científica. Campinas: Átomo,
1997.

*

dinahmap@usp.br, Professora Doutora do CBD/ECA/USP. Coordenadora do Núcleo de Produção

Científica (NPC)
daisynor@usp.br, Professora Doutora do CBD/ECA/USP. Pesquisadora do Núcleo de Produção Científica
(NPC)
fmodesto@usp.br. Professor Doutor do CBD/ECA/USP. Pesquisador do Núcleo de Produção Científica
(NPC)
apprazbr@yahoo.com.br Bolsistas de Iniciação Científica do NPC (PIBIC/CNPq)
ericaizumisaito@yahoo.com Bolsistas de Iniciação Científica do NPC (PIBIC/CNPq)
femendesq@yahoo.com.br Bolsistas de Iniciação Científica do NPC (PIBIC/CNPq)
cbdwaldo@yahoo.co.uk Bolsistas de Iniciação Científica do NPC (PIBIC/CNPq)
leiausp@yahoo.com.br Bolsistas de Iniciação Científica do NPC (PIBIC/CNPq)
tatiana_hyodo@yahoo.com.br. Núcleo de Produção Científica (NPC) - www.eca.usp.br/nucleos/pc -

Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade
de São Paulo (CBD/ECA/USP), Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443/2º andar – Cidade Universitária.
05508-900 – SÃO PAULO, SP – Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53513">
                <text>Evolução do perfil do corpo docente dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53514">
                <text>Población, Dinah Aguiar et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53515">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53516">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53517">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53519">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53520">
                <text>Os Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação iniciados em 1970 no IBICT/UFRJ com o curso de mestrado evoluiu durante 30 anos contribuindo para a consolidação da formação de recursos humanos dos profissionais da informação. Durante esse período foram titulados mestres e doutores nos seis Programas que se instalaram nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais,Brasília e Paraíba.A partir de 2000 três novos Programas foram credenciados, (Bahia, São Paulo e Santa Catarina) perfazendo, em abril de 2004, nove Programas.O perfil do corpo docente vinculado aos seis Programas, em dezembro de 1999, é compatível com os objetivos das linhas de pesquisa que predominaram durante essas três décadas. A partir de 2000 as grandes transformações que vêm ocorrendo na área de informação e o delineamento das tendências socioeconômicas e tecnológicas do Brasil influenciaram as novas estruturas das linhas de pesquisa e conseqüentemente refletem-se no perfil do atual corpo docente da área de Ciência da Informação. Análises comparativas permitem identificar as tendências das pesquisas e a formação de grupos que são apoiados pelos órgãos de fomento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68351">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4849" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3918">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4849/SNBU2004_076.pdf</src>
        <authentication>8a8fb498ea807bd591879faf51dbdf4a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53548">
                    <text>ESTILOS DE LIDERANÇAS
NO ÂMBITO DE UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

Elaine Cristina Soares Lira∗
Eliane Maria Da Silva Jovanovich∗∗

RESUMO
Verificou-se os estilos de liderança sob ótica dos subordinados no âmbito de uma
biblioteca Universitária. Consistiu em realizar uma reflexão referente ao comportamento
do líder, utilizando-se dos estilos clássicos: autocrático, democrático e “laissez-faire”.
Utilizou-se como instrumento de coleta de dados o questionário para verificar os estilos
de liderança, características e comportamentos de um líder. A diversidade de estilos
existentes variaram de acordo com as situações, levando em consideração a realidade
do dia-a-dia dos grupos de trabalho e as circunstâncias ambientais nas quais se
encontram os líderes. O estilo predominante sob a ótica dos subordinados e na autoavaliação das chefias foi o estilo democrático. No entanto houve apontamentos para os
estilos autocrático e “laissez faire”.

1 INTRODUÇÃO

Tendo em vista a necessidade de acompanhar as mudanças ocorridas no mundo
nos últimos anos é necessário buscar soluções no diferencial competitivo. Deve-se
apostar nos colaboradores, o que deverá ocasionar uma mudança cultural profunda,
pois toda ação humana fundamenta-se em concepções, modelos, percepções, valores,
crenças, entre outros.
É necessário rever as formas de trabalho e os estilos de gestão até então
praticados, pois nenhuma organização existe ou funciona sem os recursos humanos. O
grande desafio dos líderes é conseguir que seus colaboradores aceitem as novas
responsabilidades, e que possam adaptar-se às circunstâncias modificadas, que
estejam preparados para trabalharem em equipe, sendo mais produtivos de maneira
que realizem seu trabalho de forma eficaz.

�Os profissionais bibliotecários precisam estar capacitados a responder
rapidamente as novas necessidades, precisam de competências que permitam uma
gestão eficiente e eficaz, que apresentem resultados de excelência dentro de uma
organização. Devem aprender a liderar e não apenas gerenciar as unidades de
informação. É necessário tomar decisões precisas e em tempo hábil. O estilo com que
os administradores dirigem o comportamento das pessoas condicionam os resultados
do empreendimento.
O líder deve proporcionar aos colaboradores um ambiente favorável à realização
das atividades com intuito de deixar florescer idéias e iniciativas, mas esse é ainda um
recurso utilizado em pequena escala na maioria das organizações. O potencial de cada
colaborador deve ser estimulado e aproveitado na medida em que as idéias vão
surgindo para melhorar o trabalho.
Pode-se dizer que os modelos convencionais de gestão e liderança já não
respondem

adequadamente

ao

ambiente

competitivo

instalado

nas

atuais

organizações. É a nova ordem mundial que impõe outras posturas, para que possamos
acompanhar as constantes transformações.
Para Davis e Newstrom (1992, p.150):
Liderança é o processo de encorajar os outros a trabalharem
entusiasticamente na direção dos objetivos. É o fator humano que
ajuda um grupo identificar para onde ele está indo e assim motivar-se
em direção aos objetivos. Sem liderança, uma organização seria
somente uma confusão entre pessoas e máquinas, do mesmo modo
uma orquestra sem maestro seria somente músicos e instrumentos.

É necessário que o gerenciamento esteja voltado para administração de
pessoas. Para ser um bom líder é preciso conhecer profundamente a área que atua,
comandar, dirigir, orientar e agir a favor da organização. As pessoas, os
acontecimentos não seguem uma ordem previsível. O ser humano tem características
individuais que o faz ser único.

�Sabemos que nem todas as pessoas possuem o dom da liderança e outros no
entanto já nascem tendo o poder e habilidade de convencer as pessoas. Segundo
Gardner (1990, p.17) "liderança é o processo de persuasão, ou de exemplo, através do
qual um indivíduo (ou equipes de liderança) induz um grupo a dedicar-se a objetivos
defendidos pelo líder ou partilhados pelo líder e seus seguidores."
A liderança resulta de um processo de aprendizagem: é necessário um bom
autoconhecimento e é fundamental para o líder uma noção exata de si mesmo,
evitando agir de forma rude com situações que venham a enfrentar, sendo capaz de
assumir responsabilidades pelas decisões que tomar, pois tomar decisões difíceis é
exigência diária da liderança. Os líderes precisam contratar e demitir, lançar novas
estratégias e arriscar. É necessário lidar com polaridades, ou seja, o seu potencial em
relação a outro ponto que surgem todas horas em nossas vidas. Assim temos que
mudar de atitudes, pois nem sempre existem soluções para as polaridades.
Em unidades de informação torna-se difícil resolver certos problemas, pois a
mesma está inserida num contexto maior, ou seja, uma universidade, uma empresa,
entre outras as quais estão quase sempre dependentes, tornando-se frustrante para o
líder exercer sua função, principalmente em empresas públicas. Para Gardner (1990,
p.25):
Em muitas de nossas grandes organizações empresariais,
governamentais e mesmo entre as sem fim lucrativos, ainda tornamos
muito difícil para os líderes potenciais nos escalões mais baixos, exercer
iniciativa. Ainda estamos em meio ao processo de descoberta de quanta
vitalidade e motivação encontram-se enterradas nesses níveis,
esperando para se livrar das amarras.

O líder deverá saber qual a sua postura diante de desafios, deverá incentivar e
motivar sua equipe e usar de bom senso, deve exercer o controle sobre os resultados,
trabalhando em equipe de forma compartilhada. Por isso o importante é gerar o respeito
e não apenas a obediência, fazendo com que as tarefas funcionem pelas equipes sem
gerar descontentamento.
Diante deste cenário, observa-se que as organizações estão sendo obrigadas a
rever

o

relacionamento

humano,

tentando

encontrar

respostas

e

buscando

�continuamente o trabalho em equipe, delegando responsabilidades de forma a manter
um bom relacionamento para que a equipe seja formada de

colaboradores e não

apenas de subordinados.
Neste sentido, esta pesquisa consiste em realizar uma reflexão referente ao
papel do líder e estilos de liderança, utilizando-se dos três estilos clássicos de
liderança: autocrático, democrático e “laissez-faire”. A pesquisa foi realizada na
Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina com as chefias das divisões
da biblioteca sob a ótica dos colaboradores.

2 TEORIZAÇÃO
A ênfase dada as relações humanas trouxe uma nova postura de tratamento e
consideração ao indivíduo, mostrando que a participação dos colaboradores no
processo de decisão faz com que a empresa cresça, o que estimulou muitos estudos
acerca da liderança. Sendo assim, o papel do líder é indispensável, devendo motivar
sua equipe de trabalho. Afinal o entusiasmo e inspiração faz com que todos se unam
em torno dos objetivos da organização.
O líder não pode ser uma pessoa estática, deve encarar os desafios
preponderantes. Ele mesmo deve descobrir uma maneira própria de enfrentar desafios
e situações sabendo combinar bom senso, coerência e dinamismo na escolha da
decisão certa.
Segundo Hersey e Blanchard (1986, p.86), “liderança é a atividade que leva a
influenciar as pessoas para que tenham disposições para lutar por objetivo de grupo”.
Tannenbaum, Wescheler e Massarik (1970, p.42), descrevem a liderança como
“influência interpessoal exercida numa situação, por intermédio do processo de
comunicação, para que seja atingida uma meta ou metas específicas”.

�Para Dubrin (2001, p.80), “liderança é um processo que tem como finalidade
influenciar as atividades do indivíduo ou de um grupo, nos esforços para realização de
um objetivo em determinada situação".
Algumas características e atributos da liderança, originaram-se de algumas
pesquisas nos quais observou-se que os verdadeiros líderes são aqueles que nascem
com certas características que os colocam em predisposição à liderança. A liderança
está sempre personificada numa figura individual ou de um grupo. A figura humana dos
líderes permite definir a liderança como função, papel ou tarefa, que qualquer pessoa
precisa desempenhar. Suas características pessoais são indispensáveis para um bom
desempenho do grupo. Bennis (apud BOYETT; BOYETT 1999, p.19), apresentam
algumas características:
-

Visão orientada: Ter uma clara idéia do que quer fazer – profissional
e pessoalmente – e força para persistir diante de adversidades, até
fracassos

-

Paixão: Possuir uma paixão subjacente pelas promessas da vida,
associada a uma paixão muito especial por uma vocação, uma
profissão, um curso de ação. Amor pelo que faz;

-

Integridade:

Sua

integridade

deriva

do

autoconhecimento,

honestidade e maturidade. Conhecer seus pontos fortes e fracos,
agir de acordo com seus princípios e aprender com a experiência e
aprender a trabalhar com os outros;
- Confiança: Conquistar a confiança das pessoas;
- Curiosidade: Ficar se perguntado sobre tudo e querer aprender o
máximo que puder;
- Ousadia: Estar disposto acorrer riscos, experimentar e tentar
coisas novas.

Há controvérsia entre os que defendem que uma pessoa já nasce com
determinados traços de personalidade para liderar e os que acreditam que a habilidade
de liderança é algo adquirido. Na maioria das vezes, estas pessoas percebem que os

�líderes possuem características pessoais que lhes proporcionam esta habilidade, mas
cientificamente não podemos afirmar que eles já nasceram com estas características.
Hoje sabe-se que algumas qualidades inatas até facilitam o ajustamento profissional do
líder. No entanto, pessoas comuns podem ser treinadas e se tornarem excepcionais
lideranças.
James Kouses, afirma que o líder se torna líder através de um processo que
envolve uma crença, uma finalidade e as disposições de atingí-la, e que de forma
alguma está relacionada a um dom natural: “É claro que os líderes devem ser
energéticos e entusiasmados. Mas o dinamismo de um líder não provém de poderes
especiais. Ele provém de uma forte crença numa finalidade e da disposição para
expressar convicção". (KOUSES, 1991, p.78)
Uma liderança ideal é algo difícil de ser definido, tendo em vista que um estilo
adotado por um líder pode ser extremamente eficaz em determinada situação e, num
outro momento, o mesmo estilo poderá ser totalmente inadequado.
Um líder de personalidade forte pode ser um agente impulsionador para uma
equipe composta de pessoas mais dependentes e que possuem uma tarefa a ser
cumprida num curto espaço de tempo. Por outro lado, este estilo de liderança poderia
causar a desmotivação em pessoas mais maduras, que se realizam ao efetuar suas
atividades com autonomia.
Esta dificuldade em definir um estilo ideal de liderança não nos impede de
analisar e aprender sobre as muitas formas de liderar conforme alguns estilos de
liderança que serão expostos a seguir.
Segundo Fiedler e Chemers (1981, p.43), um dos primeiros e mais famosos
estudos sobre o estilo de liderança foi realizado por Lewin, Lippitt e White (1939), que
formaram grupos de meninos em idade escolar, nos quais os líderes desses grupos
eram adultos, do sexo masculino. O líder foi treinado para comportar-se com os
meninos de seu grupo, de acordo com um dos três estilos de liderança:

�- Democrático: no qual as decisões do grupo eram tomadas por
votação da maioria, e onde a crítica e a punição eram mínimas;
- Autocrático: aqui as decisões eram tomadas pelo líder, sem a
participação dos meninos que eram colocados sob severa disciplina
e supervisão;
- Liberal: cuja participação do líder reduzia-se ao mínimo, permitindo
que as atividades fossem feitas sem supervisão.

Concluiu-se, que os grupos dos líderes democráticos eram mais satisfeitos e
funcionavam de maneira positiva e bem ordenada. No entanto o número e o grau de
atos agressivos eram maiores nos grupos liderados autocraticamente.
Estas três divisões nos fazem refletir que um líder poderá estar inserido em um
ou outro estilo, mas não necessariamente um estilo vai ser efetivo, ele poderá variar
para atender aos anseios de uma empresa que vive num ambiente de intensas
transformações, que é o que acontece com as empresas de hoje.
Tannembaum e Schimidt (apud HERSEY; BLANCHARD, 1986, p.108),
evidenciando a grande diversidade existente de estilos de comportamento de líder,
entre os extremos autocrata x democrata apresentaram, num contínuo que vai de um
extremo ao outro, uma grande amplitude de estilos de liderança, no qual o
comportamento do líder autoritário

é orientado por tarefas e o democrático a

preocupação e com as relações humanas.
Esse contínuo, algumas vezes é ampliado para além do comportamento do líder
democrático a fim de incluir o estilo laissez faire ou liberal, que permitem que os
membros dos grupos façam o que desejam fazer.
A Survey Research Center da Universidade de Michigan abordou o estudo da
liderança identificando grupos de características que pareciam relacionados entre si. Os
estudos definiram dois conceitos:

�-

Orientação para o empregado: os líderes acentuam-se no aspecto
do relacionamento da sua função, acreditam que cada empregado é
importante, aceitando a individualidade e suas necessidades
pessoais;

-

Orientação para produção: enfatiza a produção e os aspectos
técnicos da função; os empregados são vistos como instrumento
pelos quais se atingem os objetivos da organização.

Iniciado em 1945 pelo Bureau of Business Resarch da Ohio State University,
tentaram identificar várias dimensões de comportamento do líder.

-

Estrutura de iniciação: refere-se ao comportamento do líder ao
delinear a relação entre ele e os membros do grupo de trabalho e ao
estabelecer

padrões

definidos

de

organização,

canais

de

comunicação e métodos de ação;
-

Estrutura de consideração: refere-se ao comportamento que
indica amizade, confiança mútua, afeto na relação entre o líder e os
membros de sua equipe.

Blake e Mouton (apud HERSEY; BLANCHARD, 1986, p.112) popularizaram os
conceitos teóricos de liderança dos estudos de Michigan e da Ohio State University que
se concentravam em realização de tarefas e desenvolvimento de relações pessoais em
Grid Gerencial.
No Grid Gerencial, nos quatro quadrantes identificados pelo estudo da equipe de
Ohio são localizados cinco diferentes tipos de liderança baseados em:

-

interesse por produção (tarefa)

-

por pessoas (relações)

�O interesse pela produção está ilustrado no eixo horizontal e por pessoa, no eixo
vertical, que vai de uma escala de 0 a 9. As pessoas se tornam mais importantes para o
líder a medida que sua avaliação sobe no eixo vertical.
O Grid Gerencial tende a ser um modelo de atitudes que mede valores e atitudes
de um gerente, enquanto o esquema da Ohio State University procura incluir conceitos
comportamentais (itens), bem como itens de atitudes.
Há uma diferença significativa entre os dois esquemas. O interesse por alguma
coisa é predisposição ou uma dimensão de atitude. O grid tende a ser um modelo de
atitude que mede predisposições de um administrador, enquanto o trabalho da
Universidade de Ohio tende a ser um modelo comportamental que examina como as
ações do líder são percebidas pelos outros.
A liderança situacional foi reconhecida na área da liderança há algum tempo. A
liderança tem de ser dinâmica, variando conforme a maturidade (de responsabilidades)
dos empregados e a sua experiência.
Hersey e Blanchard (1986, p.186) colocam que a liderança situacional baseia-se
“numa inter-relação entre a quantidade de orientação e direção (comportamento de
tarefa) que o líder oferece, a quantidade de apoio sócio-emocional (comportamento de
relacionamento) dado pelo líder e o nível de prontidão (maturidade) dos colaboradores
no desempenho de uma tarefa, função ou objetivo específico".
Os autores relacionam maturidade dos colaboradores e comportamento do líder.
Com isso, determina qual o estilo mais adequado a ser adotado de acordo com o grau
de maturidade existente.
Para complementar a conceito de liderança situacional Cury (2000, p.174) coloca
que “o ponto chave da teoria da liderança situacional é que a medida que aumenta a
preparação de um membro do grupo, um líder deveria apoiar-se mais no
comportamento de relacionamento e menos no comportamento de tarefa”.

�Cury (2000, p.176) coloca que os administradores que iniciam um ou mais
empreendimentos inovadores mostram algumas semelhanças no estilo de liderança. De
modo geral, tendem a ser orientados para tarefa e carismáticos. Além disso, possuem
características e comportamentos pessoais como: forte necessidade de realização;
elevado entusiasmo e criatividade; estão sempre correndo (sempre com muito serviço);
perspectiva visionária; pouca vontade com a hierarquia e burocracia e interesse muito
mais forte em tratar com clientes.

3 LÍDER X GERENTE
Uma das maneiras de explicar o verdadeiro papel e responsabilidade do líder é
comparando o gerente e o líder, pois existem diferenças significativas. Como sabemos,
liderar não significa gerenciar/chefiar, pois existem empresas bem gerenciadas e
pessimamente lideradas, algumas distorções existem quanto se objetiva diferenciar
chefe de líder, pois nem sempre o chefe é um líder e nem tão pouco um líder exerce a
função de chefe.
os administradores precisam ser líderes, mas os líderes precisam
também ser bons administradores. Os trabalhadores precisam ser
estimulados e persuadidos, mas eles também precisam de assistência
no desenvolvimento de um ambiente de trabalho que flua sem
sobressaltos. (CURY, 2000, p.168).

4 LIDERANÇA X BIBLIOTECA
As bibliotecas universitárias, dentro deste contexto, têm sofrido várias
modificações, o que torna necessário o incessante trabalho de revisão das
competências do profissional da informação, que passa a ter um papel chave dentro de
toda e qualquer organização principalmente no que tange as novas formas de gestão.

�As mudanças curriculares, a educação continuada, congressos, simpósios, os
cursos em nível de pós-graduação, estão contribuindo para essa nova postura do
profissional, no entanto, muito ainda tem que ser feito e incorporado por estes
profissionais.
Dentro dessas novas formas de gestão as unidades de informação terão que
contar com lideranças diferenciadas em termos de valores e crenças que estão
habituadas a conviver nos últimos anos, pois muitas organizações estão cheias de
gerentes/chefes e vazias de líderes. Em organizações com vocação castradora da
capacidade de inovar os líderes raramente sobrevivem.
A maioria das unidades de informação estão inseridas num contexto maior,
principalmente no setor público, o que torna difícil o exercício da liderança onde
o profissional sente-se desmotivado, pois os altos salários e os programas de
investimento de valorização de suas competências estão no setor privado que
reconhece a importância da capacidade de liderança.
No entanto, Bacon (1999, p.83) coloca que “o desafio a ser enfrentado pelo setor
público é o desafio de desenvolver e cultivar líderes, apesar das limitações específicas
com que tem que lidar no gerenciamento dos recursos humanos”.

5 METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo levantamento, pois tem como
objetivo buscar informações de natureza factual de uma instituição em particular,
visando à identificação, caracterização e interpretação do problema em estudo.
Na primeira parte foram utilizados dois tipos de questionários sendo um para os
colaboradores e outro para as chefias. A segunda parte teve como objetivo identificar
quais seriam as características e comportamentos ideais de um líder na ótica dos
colaboradores e também na ótica das chefias. Foram pesquisados 64 colaboradores,
onde 5 pessoas ocupavam o cargo de chefia.

�5.1 AVALIAÇÃO DOS COLABORADORES

Pelos resultados aferidos, pode-se constatar que, para os colaboradores, o estilo
que predomina nas chefias é o estilo democrático. No entanto também foi possível
detectar em algumas divisões outros estilos de liderança, como os estilos autocrático e
“laissez faire”, que oscilou de acordo com as variáveis que foram apresentadas.
Na visão dos colaboradores, ser justo (68%) é uma das características mais
importantes para um líder. Em segundo lugar, ser honesto (58%) foi uma característica
representativa. No entanto, valorizar as pessoas (50%), criar condições para o sucesso
dos colaboradores (42%), ser comunicativo (40%), ser eficiente (34%), competente
(32%), participativo (28%), organizado e sincero (26%), apresentaram percentuais
relevantes na opinião dos colaboradores.

5.2 AVALIAÇÃO DAS CHEFIAS
Na auto-avaliação das chefias, acredita-se estar liderando de maneira
democrática, o estilo "laissez faire" também se fez presente em algumas situações,
porém nenhuma chefia julgou-se ser autocrática.
Para as chefias, ter flexibilidade (80%) é uma das características mais
importantes para um líder; ser honesto, justo, competente, participativo, bom
negociador (60%) vem logo a seguir com um percentual relevante. Um líder eficiente,
comprometido, que assumi riscos, que tem visão de futuro, que é cooperativo, que
envolve o subordinado nas atividades, intuitivo, que cria condições para o sucesso das
pessoas e comunicativo foram características apontadas com um índice de (40%).
Entre as características e comportamentos apontados pelos colaboradores e
pelas chefias evidenciam-se claras divergências de opiniões. No entanto, todas as
características e comportamentos são importantes para que o líder torne-se um líder
ideal.

�Em suma, fica patente que as chefias valorizam muito mais as características e
comportamentos que visam o bom andamento organizacional e administrativo. Para os
colaboradores, revelam-se primordiais as características e comportamentos que
marcadamente privilegiam as relações humanas.
É interessante salientar, que o estilo de liderança

predominante em cada

indivíduo varia de acordo com o ambiente, com as variáveis internas e externas,
maturidade e responsabilidades dos seus liderados, entre outras, o que pode-se
chamar de flutuação de estilos de liderança.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o estudo, podemos perceber que a liderança é um fator importante dentro
de qualquer organização, um “líder surge como um meio para consecução dos objetivos
desejados por um grupo. O grupo pode elegê-lo ou aceitá-lo espontaneamente, porque
ele possui e controla meios como habilidade pessoal, conhecimento, dinheiro etc.", ou
seja, através dele o grupo poderá atingir os objetivos bem como satisfazer suas
necessidades. (CHIAVENATO, 1979, p.164).
Para isso a

biblioteca deverá se preocupar com uma gestão muito mais

dinâmica, onde a presença de líder muitas vezes se fará necessário. Líder é aquele que
tem seguidores, que tem visão e sabe transmitir aos demais as suas metas, é aquele
que produz resultados.
A diversidade de estilos existentes variam de acordo com as situações, são
levados em consideração a realidade do dia-a-dia dos grupos de trabalho das
organizações e as circunstâncias ambientais nas quais se encontram os líderes.
A liderança depende da situação, líderes diferentes e situações diferentes
exigem decisões e comportamentos diferentes.
O resultado da pesquisa mostrou que os colaboradores divergem das chefias em
várias situações e embora os índices apontados não apresentem muita variação no
decorrer das análises, pode-se constatar que: sob a ótica dos colaboradores os estilos

�de liderança das chefias variam em maior grau, apesar da prevalência do estilo
democrático.
Na auto-avaliação das chefias, esta variação se apresenta com menos
significância, elas se apresentam mais auto-condescendentes, considerando-se menos
autocráticas do que julgam seus colaboradores.
Percebeu-se através dos resultados que as chefias possuem uma visão de seus
atos, enquanto para seus colaboradores a forma pela qual estão sendo liderados é
diferente, o que reflete diretamente no alcance dos objetivos da organização. Toda
atuação deve ser dinâmica, variando conforme a maturidade e experiência dos
colaboradores.
A percepção de como as coisas estão sendo encaminhadas deve ser avaliada
pelas chefias constantemente, para que não ocorra divergência, pois as mudanças
também são constantes e estar em sintonia com os colaboradores faz com que a
organização atinja com facilidade e tranqüilidade os objetivos almejados. Também é
necessário criar entre os colaboradores o senso de participação, de responsabilidade
para que líderes (chefes) e colaboradores caminhem juntos em busca da meta proposta
pela organização.

REFERÊNCIAS

BACON, K. Além da capacitação: desenvolvimento de líderes para o setor público.
Revista do Serviço Publico, Brasília, ano 50, n.4, out./dez. 1999.
BARBALHO, C. R. S.; FREITAS, K. A. A. Estilos gerenciais no contexto das bibliotecas:
de instituições de ensino superior em Manaus. Disponível em
http://acd.ufrj.br/sibi/snbu/snbu2002/oralpdf/27.a.pdf Acesso em 18 jan. 2003.
BOYETT, J.; BOYETT, J. O Guia dos gurus: os melhores conceitos e práticas de
negócios. 7.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

�CHIAVENATO, I. Teoria geral da administração. São Paulo: McGraw-Hill, 1979. v.1
CURY, A. Organização e métodos: uma visão holística. 7.ed. São Paulo: Atlas, 2000.
DAVIS, K.; NEWSTRON, J. W. Comportamento humano no trabalho: uma
abordagem psicológica. São Paulo: Pioneira, 1992.
DUBRIN, A. J. Princípios de administração. 4.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2001.
FIEDLER, F. E.; CHEMERS, M. Liderança &amp; administração eficaz. São Paulo:
Pioneira, 1981.
GARDNER, J. W. Liderança. Rio de Janeiro: Record, 1990.
HERSEY, P.; BLANCHARD, K. H. Psicologia para administradores: a teoria e as
técnicas da liderança situacional. São Paulo: EPU, 1986.
KOUSES, J. M.; POSNER, B. Z. O desafio da liderança. Rio de Janeiro: Campus,
1991.
TANNENBAUM, R.; WESCHELER, I. R.; MASSARIK, F. Liderança e organização:
uma abordagem á ciência do comportamento. São Paulo: Atlas, 1970.

∗

Universidade Estadual de Maringá – Paraná – Brasil. liroll@yahoo.com.br
Universidade Estadual de Maringá – Paraná – Brasil. emsjovanovich@uem.br

∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53531">
                <text>Estilos de lideranças no âmbito de uma biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53532">
                <text>Lira, Elaine Cristina Soares; Jovanovich, Eliane Maria Da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53533">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53534">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53535">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53537">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53538">
                <text>Verificou-se os estilos de liderança sob ótica dos subordinados no âmbito de uma biblioteca Universitária. Consistiu em realizar uma reflexão referente ao comportamento do líder, utilizando-se dos estilos clássicos: autocrático, democrático e “laissez-faire”. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados o questionário para verificar os estilos de liderança, características e comportamentos de um líder. A diversidade de estilos existentes variaram de acordo com as situações, levando em consideração a realidade do dia-a-dia dos grupos de trabalho e as circunstâncias ambientais nas quais se encontram os líderes. O estilo predominante sob a ótica dos subordinados e na auto-avaliação das chefias foi o estilo democrático. No entanto houve apontamentos para os estilos autocrático e “laissez faire”.                  </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68353">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4851" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3920">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4851/SNBU2004_077.pdf</src>
        <authentication>5243987d10650510d2be99a64d8e5476</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53566">
                    <text>GESTÃO DE COMPETÊNCIAS: UM OLHAR SOBRE O PROFISSIONAL
BIBLIOTECÁRIO QUE ATUA EM BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÕES DE
ENSINO SUPERIOR PRIVADO
Elda Cristiane Bulhões de Farias∗
Daisy Cristiane Santos de Lima∗∗
Maria Isabel Rocha de Lucena∗∗∗

RESUMO
Trata da atuação do profissional bibliotecário em bibliotecas de Instituições de
Ensino Superior Privado. Mostra a gestão de competências como ferramenta
fundamental para formação de profissionais altamente qualificados que atendam
as necessidades da biblioteca universitária. Enfoca a importância do
desenvolvimento de competências exigidas para o profissional bibliotecário
buscando acompanhar os avanços tecnológicos, e direcionar ações para melhor
atender seus clientes. Elenca as habilidades básicas a serem empregadas em
face às barreiras tecnológicas, lingüísticas e culturais. Finaliza mostrando o novo
reposicionamento que deve ser adotado por este profissional no cenário atual,
onde a informação estratégica torna-se um fator de grande importância para o
desenvolvimento científico e tecnológico.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecário-competência. Instituições de Ensino Superior
Privado. Gestão de competência.

1 INTRODUÇÃO
Os últimos anos têm trazido inúmeras renovações nos conceitos e formas
em todas as áreas do conhecimento humano. A informação tem, a cada dia,
ocupado um lugar de destaque, sendo portanto o principal recurso da sociedade
no século 21. Sem dúvida, vivemos a era da informação e como profissionais
responsáveis, principalmente, em viabilizar o acesso a esse produto tão valioso,
nos preocupamos em unir esforços para mostrar à sociedade, especialmente para
nossos usuários, o papel de nossa profissão no atual contexto.
No mundo inteiro, as organizações têm se posicionado para colocar em
ação certas ferramentas gerenciais compostas por processo de qualidade total.
No entanto, o que tem sido enfocado nos dias de hoje é, a competitividade, em
praticamente todos os segmentos, que vem fazendo com que o ser humano, seja

�cada vez mais um diferencial de sucesso. Sem dúvida a escolha do profissional
melhor capacitado para as funções exigidas traz bons resultados para a empresa.
Por isso é fundamental a seleção de colaboradores, isto é, profissionais altamente
qualificados que atendam as exigências do mercado.
Temos observado que o desenvolvimento da formação e da prática do
profissional bibliotecário sofreu diferentes e significativas influências que
marcaram o seu pensar e seu fazer. Aquele profissional eminentemente técnico
diante de um cenário de constantes e profundas mudanças tem rompido com
essa concepção e tem buscado um perfil profissional de natureza mais
interdisciplinar, procurando acompanhar os avanços tecnológicos e se preparando
para enfrentar com responsabilidade e criatividade os problemas de sua prática
profissional, produzindo e defendendo conhecimentos, como também refletindo
criticamente sobre a realidade que o envolve.
No que diz respeito às mudanças tecnológicas em geral, um novo desafio
se apresenta aos profissionais de hoje. Até a alguns anos, uma tecnologia, tanto
em sua forma mecânica quanto conceitual, permanecia em uso por décadas ou
mesmo séculos. A educação e a formação de um profissional, por sua vez,
necessitava de 20 a 30 anos para se dar de forma consistente. O panorama dos
últimos anos produziu uma modificação radical nesta relação. Nos tempos atuais,
uma tecnologia informacional, por exemplo, chega a ficar obsoleta em poucos
meses. Entretanto, o tempo necessário para a formação do profissional continua
com o mesmo ritmo de antes e, não obstante todos os esforços para se manter
uma formação contínua, eles são insuficientes para que uma pessoa possa
acompanhar este ritmo da evolução tecnológica, como também das informações,
que são cada vez mais abundantes.
A única maneira de suprir esta necessidade de atualização é através da
coletivização dos conhecimentos e competências das pessoas. Para que isto
aconteça, é imprescindível que haja um processo de reconhecimento desses
conhecimentos e competências em sua diversidade, bem como a sua
identificação, validação e mobilização efetivas. Ao valorizarmos uma pessoa pelos
seus conhecimentos e competências, propiciamos o seu auto-reconhecimento a

�partir de uma perspectiva nova, possibilitando seu engajamento positivo e
construtivo nos projetos coletivos e organizacionais.
Nas Instituições Privadas de Ensino Superior, a atuação do profissional
bibliotecário tem sofrido grandes mudanças, principalmente, em virtude das
demandas oriundas das novas tecnologias, da constante preocupação do
profissional no processo de satisfação de seus clientes em direcionar ações para
melhor atendê-lo e no processo de planejamento e avaliação das bibliotecas
universitárias, quando em meados da década de 80, foi estabelecido, no âmbito
do Ministério da Educação – MEC, por meio da Secretaria da Educação Superior,
Sesu, o I Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias, apontando diretrizes de
ação para subsidiar o planejamento e a atividade bibliotecária nas Universidades.
(Brasil. Ministério da Educação, 1986), visando a melhoria da qualidade dos
serviços prestados pelas bibliotecas universitárias bem como o fortalecimento de
suas demandas frente às administrações das Instituições de Ensino Superior –
IES.
A gestão de competências surge no cenário atual como uma tendência de
construir uma nova realidade frente a essas exigências. Diante deste cenário de
grandes mudanças, o profissional bibliotecário com atuação em Instituições de
Ensino Superior Privado, tem-se destacado e lutado para dominar seu campo de
ação, capitalizando saberes e conhecimentos que objetivam no desenvolvimento
de competências. Portanto, a gestão de competências é hoje um forte instrumento
de direcionamento do esforço intelectual das pessoas no sentido de atender os
objetivos estratégicos organizacionais.

2 GESTÃO DE COMPETÊNCIAS: CONCEITOS
Ultimamente temos observado que uma preocupação, por que não dizer
uma inquietação tem sido destaque: a identificação, verificação e promoção das
competências do profissional bibliotecário. Essas competências nos remetem a
algumas indagações, mas afinal que são competências? Para Magalhães et al
(1997, p. 14) competências diz respeito ao “conjunto de conhecimentos,

�habilidades e experiências que credenciam um profissional a exercer uma
determinada função”.
No domínio de senso comum, a competência é compreendida como um
saber ou fazer qualquer coisa bem. Em termos organizacionais a competência
concentra-se na análise da contribuição do indivíduo para a organização, logo a
gestão baseada em competências tem como foco as habilidades e qualificações
que o profissional detém, sendo estas aplicadas no ambiente de trabalho.
Para Teixeira (2002, p.33) “competência é um estado quantitativo e
temporal de uma pessoa para executar uma tarefa ou missão”. Com isso o autor
ressalta não há uma competência absoluta e sim uma competência relativa.
A competência de uma pessoa pode variar de acordo com a tarefa que ela
venha a desempenhar, ou seja, hoje ela pode ter competência para exercer tal
função, mas se a mesma exigir mais tarde conhecimentos adicionais, esta pessoa
pode vir a não ter mais competência para exerce-la.
Da mesma forma, quando afirmamos que alguém está competente para
realizar uma tarefa, estamos admitindo que essa pessoa detém um conjunto de
conhecimentos mínimos necessários para um desempenho satisfatório desta
tarefa. E estes conhecimentos podem ser de diversas ordens.
Dentro deste contexto Teixeira (2002) apresenta quatro formas de
expressão de competência:
a) Competência

para

executar:

conhecimentos

sobre

normas

e

procedimentos específicos;
b) Competência para planejar: capacidade para planejar cada passo do
processo;
c) Competência
imponderáveis;

para

prever:

poder

intuitivo

para

prever

fatores

�d) Competência para decidir: experiência acumulada na solução de
desvios de continuidade do processo.
Neste sentido vemos que as varias formas de expressão de competência
podem estar inseridas dentro do mesmo processo, onde uma pessoa pode
acumular várias competências. Como disse Teixeira (2002, p.33) “competência é
um estado específico, e não geral”. A competência está diretamente ligada ao
conhecimento, quanto mais conhecimento se é adquirido mais competência se
tem.
Para McLagan (apud SILVA ,1997), competência é um termo que abriga
diversos entendimentos. Ela inclui a execução de tarefas específicas, resultados,
outputs, características das pessoas que estão fazendo o trabalho, como
conhecimento, habilidades, atitudes, valores, orientações e comprometimentos. A
competência seria identificada pela possibilidade de flexibilizar o design de
trabalho, acelerar a adoção de novos valores e tecnologias, criar uma linguagem
comum para as práticas das pessoas, integrar estas práticas e ligá-las com as
estratégias de negócio, facilitando a mudança das atribuições da Gestão de
Pessoas, entre outras coisas.
Para Parry (apud SILVA, 1996), competência é uma quantidade de
conhecimentos, habilidades e atitudes relatadas, que afeta a maior parte do
trabalho de alguém, estando correlacionada com a performance no trabalho, que
pode ser medida por padrões aceitos e que pode ser melhorada através de
treinamento e desenvolvimento.
Este conceito de Parry é semelhante, em sua parte inicial, com a definição
de McLagan, mais vai um pouco além, pois traz em seu bojo algo semelhante a
uma definição operacional do conceito, aumentando suas possibilidades de uso e
seu poder empírico. Não são quaisquer conhecimentos que interessam para a
competência, mas aqueles que, de alguma forma, em algum grau, colaboram
para o trabalho de alguém, melhorando sua performance, que pode ser medida e
desenvolvida por treinamento.

�Dutra (1996), mostra que não só conhecimento e habilidades são fatores
que garantem a competência, mas o grau de comprometimento aliados a estes.
Seguindo esta linha de raciocínio, não é possível limitar a discussão sobre
gestão por competências apenas no âmbito das habilidades e conhecimentos
necessários para que se desempenhe melhor uma tarefa, ou apenas uma nova
postura sobre o trabalho. Estes e muitos outros fatores são considerados ou não
como relevantes para a competência de alguém à medida que tragam um
diferencial de valor agregado pelo bibliotecário para a Biblioteca Universitária. E,
sendo cada Biblioteca Universitária única em suas configurações, com pessoas
diferentes, cidades diferentes, estratégias diferentes, é difícil que se crie um
instrumental que possa ser indiscriminadamente aplicado a uma série de
instituições para que se consiga aumentar nela, as competências. Cada caso é
único e precisa de uma dinâmica própria para se desenvolver e crescer.
Antes de tudo, é preciso conhecer o objetivo e a missão da organização e
saber os caminhos por onde pretende trilhar, para que descubra uma estratégia
que irá guiar os destinos da mesma. A partir daí, o bibliotecário poderá ter uma
idéia clara do que será preciso desenvolver como competências. Na hora em que
se definem quais os níveis de agregação de valor, todo o processo se inicia. A
retenção das pessoas acontecerá à medida que a organização abre seus
horizontes, e então não será somente o salário que irá mantê-lo em seu emprego.

3 IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DE COMPETÊNCIAS

Para as organizações que desejam implementar o modelo de Gestão por
Competências, é necessário seguir as seguintes etapas:
a)

Sensibilização: Primeiramente é necessária a sensibilização de toda

a empresa, pois é fundamental obter o envolvimento e a adesão das pessoaschave da administração e dos postos de trabalho.
A Sensibilização pode ocorrer de várias formas, como por exemplo:

�•

Promoção de reuniões de apresentação e discussão do modelo para

prováveis adaptações à altura da empresa;
•

Realização de fóruns de discussão com o objetivo de detectar as

falhas do modelo vigente;
•

Oferta de seminários para os gestores e formadores de opinião, cujo

conteúdo esclareça objetivos, etapas, responsabilidade e resultados esperados;
•

Uso dos veículos internos de comunicação (jornais, boletins,

revistas) para divulgar matérias e artigos publicados na mídia.
b)

Definição de perfis: Esta etapa é responsável pela definição das

competências essenciais e básicas, tanto no plano de estratégia organizacional,
como em relação aos perfis de seus funcionários.
Ela deve ser cuidadosamente planejada, pois desta fase partem todas as
ações subseqüentes.
•

Avaliação de potencial e formação do banco de talentos

Nesta fase a empresa deve fazer um levantamento dos seus talentos em
potencial, através de uma avaliação geral das aptidões de seus funcionários, para
a formação de uma reserva de profissionais capacitados que poderão servir a
empresa num futuro próximo.
•

A gestão do desempenho

Esta é a etapa que fecha o ciclo do programa de gestão por competências.
Ela é responsável por avaliar os resultados e verificar se estes estarão também
presentes no dia-a-dia da empresa. A verificação do desempenho mantém o foco
nas competências definidas nos perfis, agregadas à atitudes e comportamentos
que só podem ser observados no cotidiano de trabalho.
Portanto, a gestão de competências é hoje um forte instrumento de
direcionamento do esforço intelectual das pessoas no sentido de atender os
objetivos estratégicos organizacionais.

�4 COMPETÊNCIAS DO BIBLIOTECÁRIO DE BIBLIOTECA DE INSTITUIÇÕES
DE ENSINO SUPERIOR

Diante de tantos conceitos que descrevem competências, podemos
destacar, abaixo, as competências necessárias para o profissional bibliotecário,
que atua em unidades de informação:
•

Competência intelectual – através dos conhecimentos adquiridos

são desenvolvidas atividades de planejamento, organização e controle;
•

Competência técnica – desenvolvimento de atividades técnicas que

envolvam tomadas de decisão baseadas em recursos materiais e humanos;
•

Competência psicossocial – atividades que envolvam a capacidade

de interação com pessoas, controle emocional e afetivo assim como conceitos
éticos e culturais.
Dentro deste contexto as competências ficam descritas da seguinte forma:
a. Competência intelectual – baseada em conhecimentos adquiridos:
•

Apoio às necessidades institucionais (gerentes e diretores de curso);

•

Planejamento de atividades;

•

Elaboração de projetos;

•

Planejamento para recebimento de comissões de avaliação (MEC);

•

Gerenciamento de pesssoas;

•

Previsão orçamentária;

•

Implementação de atividades cooperativas entre instituições;

•

Administração do compartilhamento de recursos informacionais;

�•

Planejamento de campanhas de divulgação e marketing;

•

Desenvolvimento de políticas de aquisição;

•

Avaliação de serviços e produtos;

•

Elaboração de procedimentos e regulamentos;

•

Avaliação de desempenho de funcionários;

•

Desenvolvimento de padrões de qualidade gerencial;

•

Seleção de suportes informacionais;

b. Competência técnica: desenvolvimento de atividades técnicas
•

Classificação, indexação e catalogação de acervos;

•

Controlar a conservação do patrimônio físico da biblioteca;

•

Coordenar serviços técnicos-auxiliares;

•

Disponibilizar informação em qualquer suporte;

•

Elaborar estratégias de busca;

•

Intercambiar informações e documentos;

•

Prestar serviços on-line;

•

Orientar normalização bibliográfica da produção científica da

universidade;
•

Compilar bibliografia;

•

Disseminar a informação;

•

Elaborar bibliografia;

•

Elaborar dossiês de informação

�•

Elaborar clipping de informação;

c. Competência psicossocial: atividades que envolvem capacidade de interação
emocional, ética e intelectual.
•

Promover ação cultural;

•

Promover atividades de fomento à leitura;

•

Promover projetos sociais;

•

Capacitar usuário;

•

Capacitar recursos humanos;

•

Orientar estágios curriculares;

•

Elaborar serviços de apoio para educação presencial e a distância;

•

Ministrar palestras;

Para que o profissional bibliotecário possa desenvolver competências, é
imprescindível que este possa desenvolver uma consciência crítica e caráter
criativo, capacidade de inovação e de liderança, de comunicação e de
relacionamento interpessoal.
Devendo assumir uma postura que permita o surgimento de novos papéis
que efetivamente não se desempenhava e não se conhecia. Essa postura deve
possibilitar a construção da identidade profissional com uma visão do mundo, que
leva em conta as infinitas possibilidades de combinação de variáveis numa situação
de trabalho.
Produzindo o caminho a ser trilhado, que não está pronto nem definido, mas
se gesta a partir da análise da situação. A formação do atual profissional da
informação, que até há pouco tempo, principalmente no Brasil, estava calcada no
aprendizado de métodos e técnicas para execução de tarefas, deverá dar lugar a
uma formação intelectual que dê conta dos processos de identificação e solução

�dos problemas. Aos profissionais aptos para enfrentar tais desafios, é necessário,
além da formação intelectual superior, desenvolver novas qualificações dinâmicas,
ou seja:
• O relacionamento interpessoal - o exercício profissional que deve ser
pautado no espírito de equipe, disponibilidade, liderança, expressão escrita e oral.
Deve ser desenvolvido na dinâmica da sala de aula, resultando na capacidade de
desenvolver parcerias, adotar a cooperação como principal estratégia da ação
profissional.
• Os traços de caráter, como iniciativa, eficiência e modéstia devem ser
aprimorados na resolução de desafios propostos em atividades didáticopedagógicas, levando o profissional a capacitar-se para flexibilizar processos de
trabalho, delegar decisões, inovar e competir por novos espaços e adotar novas
estruturas, mais horizontalizadas e com maior participação dos usuários, entidades
mantenedoras, e de sua própria equipe de trabalho.
• As habilidades intelectuais como espírito de análise e síntese, capacidade
de raciocínio e método, tão necessárias à práxis profissional, deverão ser
preocupação constante em todo processo de formação do profissional bibliotecário,
vivenciadas em propostas e situações desafiadoras capacitando-o a organizar,
recuperar e tornar disponível a informação. Deve-se atentar para o fato de criar,
renovar e adaptar serviços e produtos de acordo com necessidades identificadas e
não mantê-los indefinidamente sem rever suas finalidades.
• Formação acadêmica como cultura geral e conhecimentos técnicos serão
aprimorados durante o processo educacional, através dos conteúdos apresentados
de uma maneira coerente, continuada e sistêmica, gerando ao profissional uma
visão mais ampla da realidade que o cerca, motivando-o a preocupar-se com o
aprendizado e a educação continuados para fazer face às mudanças telemáticas,
gerenciais e comportamentais.
O profissional da informação deve ter desempenho superior e depende de
um aprendizado também mais elevado. O aprendizado além do formal

�(bacharelado, mestrado e doutorado), foge da esfera restrita das escolas, para ser
desenvolvido e praticado nas organizações sociais em geral.
A experiência da atuação e a educação continuada, a serem buscados pelo
próprio indivíduo, devem basear-se na observação e necessidades do dia-a-dia, e
estar norteados pela qualidade e pelo conhecimento.
Atingir o aprendizado exige integração do indivíduo no seu próprio ambiente
de trabalho, visando os objetivos organizacionais e buscando na educação formal e
informal a sua atualização e aperfeiçoamento em habilidades específicas,
desencadeando competências para ocupar o mercado emergente.
Aceitar essas responsabilidades e outras mais são os desafios do
profissional da informação para o futuro e devem orientar suas decisões
estratégicas, em especial a sua educação básica, continuada e o aprimoramento
pessoal.

5 CONCLUSÃO

No âmbito das Universidades privadas, o profissional bibliotecário constituise responsável pelo apoio direto na produção de resultados a missão básica da
Universidade, contribuindo na produção de resultados essenciais para a
sobrevivência institucional e no inter-relacionamento da comunidade acadêmica
em todos os níveis: alunos, professores, dirigentes e funcionários.
Portanto,

recomenda-se

ao

profissional

bibliotecário

uma

busca

permanente pela qualificação e aprimoramento de suas competências.
Constatou-se nesse breve estudo que para atuar na sociedade da
informação, o bibliotecário precisa está atento ao desenvolvimento científico e
tecnológico e desenvolver habilidades baseadas em competência que lhe
possibilite interagir com a interdisciplinaridade que o momento exige. Para tanto a
educação continuada e uma postura humana baseada em valores sólidos são

�ferramentas essenciais para que suas habilidades técnicas e humanas sejam
reconhecidas e valorizadas. Não é preciso apenas saber fazer e sim querer-saber
fazer bem.
O profissional da informação está cada vez mais consciente que a sua
atuação em qualquer esfera social é de suma importância para tomadas de
decisão que levem as instituições atingirem seus objetivos.
Hoje a inquietação tomou o lugar da quietude atribuída ao bibliotecário do
passado. O momento não permita que fiquemos sentados como guardiões de
acervos, precisamos conhecer as novas tecnologias e disponibiliza-las para os
usuários, antes que as informações nelas contidas fiquem obsoletas.
O mundo ligado em rede gira numa velocidade muito grande e para
acompanhá-lo é necessário que sejamos dinâmicos sem, contudo perdermos a
nossa capacidade humana de interagir com os outros, com

consciência de

respeito e cidadania.
Finalizando, a gestão por competência possibilita a este profissional o
entendimento de que a informação estratégica é ferramenta essencial para sua
atuação como colaborador da biblioteca universitária de Instituição de Ensino
Superior Privada.

MANAGEMENT OF COMPETENCES: AN LOOK ABOUT A LIBRARIAN
PROFESSIONAL ACTS IN LIBRARIES OF PRIVATE SUPERIOR HIGHER
EDUCATION SCHOOLS.

ABSTRACT
It deals with the professional librarian role in private higher education schools
libraries. It shows the administration competence as a fundamental tool for the
preparation of highly qualified professionals attending the university library
necessities. It puts in focus the importance of development of competences
required for the library professionals with the purpose of accompanying the
technological advances, and point out actions to better attend its clients. It lists the

�basic habilities to be employed in view of the technological, linguist and cultural
barriers. It ends showing the new reposture that should be adopted by this
professional in the actual stage, where the strategic information becomes a factor
of great importance for the scientific and technological development.
KEY-WORDS: Librarian - competence. Institutions of Private Higher Education.
Competence manage

REFERÊNCIAS
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão baseada nas competências. Rio
de Janeiro : UFRJ, 2002. Disponível em: &lt; www.sibi.ufrj.br/sabu/snbru/snbu2002&gt;
Acesso em : 12 maio 2004.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Superior. Plano
nacional de bibliotecas universitárias. Brasília, 1986.
DUTRA, Joel Souza. Administração de carreiras. São Paulo: Atlas, 1996.
FLEURY, Maria Tereza Leme, OLIVEIRA JÚNIOR, Moacir de Miranda. Gestão
estratégica do conhecimento: integrando aprendizagem, conhecimento e
competência. São Paulo: Atlas, 2001.
GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências e gestão dos talentos. São
Paulo: MAKRON Books, 2002.
MAGALHÃES, Sérgio et al. Desenvolvimento de competências: o futuro agora!
Revista treinamento &amp; desenvolvimento, São Paulo, p.12-14, jan. 1997.
SILVA,
Maria
Gorete
Rodrigues.
Competências
gerenciais
dos
coordenadores/orientadores do curso de graduação em administração de
empresas: um estudo de caso na Universidade de Caxias do Sul. Caxias do Sul:
UFRS,
2000.
Disponível
em
&lt;www.angrad.com/
angrad/pdfs/xiii_enangrad/Competências&gt;. Acesso em 30 jan.2004.
TEIXEIRA, Élson A. Criatividade: ousadia e competência. São Paulo: Makron
Books, 2002.
VALENTIN, Marta Lígia. Formação: competências e habilidades do profissional
da informação. São Paulo: Polis, 2002, p.117-132.
∗

Coordenadora da biblioteca Campus Floriano Peixoto. Universidade Potiguar. Av. Floriano Peixoto, 295.
Petrópolis. RN – Brasil. Graduada em Biblioteconomia pela UFPB. crisbulhoes@unp.br.
∗∗
Coordenadora da biblioteca campus João Medeiros. Universidade Potiguar. R. Dr. João Medeiros Filho,
1055. Conj. Sta. Catarina. RN – Brasil. Graduada em biblioteconomia pela UFRN. dcrislima@unp.br.
∗∗∗
Coordenadora da biblioteca campus Salgado Filho. Universidade Potiguar. Av. Salgado Filho, 1610.
Lagoa Nova. RN – Brasil. Graduada em Biblioteconomia pela UFRN. Isabellucena@unp.br.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53549">
                <text>Gestão de competências: um olhar sobre o profissional bibliotecário que atua em bibliotecas de instituições de ensino superior privado.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53550">
                <text>Farias, Elda Cristiane Bulhões de; Lima, Daisy Cristiane Santos de; Lucena, Maria Isabel Rocha de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53551">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53552">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53553">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53555">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53556">
                <text>Trata da atuação do profissional bibliotecário em bibliotecas de Instituições de Ensino Superior Privado. Mostra a gestão de competências como ferramenta fundamental para formação de profissionais altamente qualificados que atendam as necessidades da biblioteca universitária. Enfoca a importância do desenvolvimento de competências exigidas para o profissional bibliotecário buscando acompanhar os avanços tecnológicos, e direcionar ações para melhor atender seus clientes. Elenca as habilidades básicas a serem empregadas em face às barreiras tecnológicas, lingüísticas e culturais. Finaliza mostrando o novo reposicionamento que deve ser adotado por este profissional no cenário atual, onde a informação estratégica torna-se um fator de grande importância para o desenvolvimento científico e tecnológico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68355">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4853" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3922">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4853/SNBU2004_078.pdf</src>
        <authentication>dc4b8d0cb7d4ab71a92cc721ec9eccab</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53584">
                    <text>TÉCNICO EM BIBLIOTECONOMIA:
UM NOVO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Heloisa Maria Ceccotti∗
Aparecida Rosana de Godoy Oriani∗∗

RESUMO
A biblioteca, enquanto organização, deve proporcionar mudanças e melhorias
contínuas e permanentes, orientada para seu público alvo. Para um atendimento
de excelência é imprescindível pessoas qualificadas e treinadas, com o
envolvimento de todos os níveis funcionais. São inúmeros os trabalhos sobre a
profissão de bibliotecário. No entanto, há pouca menção sobre o pessoal técnico,
prestadores de serviços tão importantes quanto os especializados numa unidade
de informação. Não devem ser vistos como complemento ou apoio às rotinas;
precisam desfrutar de informações, conhecimentos e consciência da contribuição
de seu trabalho para os resultados finais. Com o intuito de formar técnicos em
biblioteconomia capacitados para atuar nos mais diversos tipos de biblioteca, o
Senac-SP/Piracicaba iniciou, em agosto de 2003, o Curso Técnico em
Biblioteconomia, com carga horária de 800h. O curso foi dividido em cinco
projetos: 1) Conhecendo a Biblioteca: visitas, seminários etc. para integrar os
alunos ao mundo da biblioteca; 2) Bibliotecando: desenvolvimento de
competências profissionais ligadas ao processamento técnico, adoção de uma
biblioteca, oficinas de conservação e reparos e aperfeiçoamento de funções
cognitivas básicas; 3) Criando e Recriando: desenvolvimento de competências
relacionadas à organização e ao preparo do espaço físico e do acervo; 4)
Fazendo e Acontecendo: desenvolvimento de competências de gestão da
biblioteca no âmbito do Técnico; 5) Deslumbrando o Usuário: atividades de
suporte à excelência dos serviços, valorizando a biblioteca como espaço cultural e
educacional. Este trabalho tem como objetivo traçar o perfil dos alunos
ingressantes, suas expectativas, assim como relatar as experiências vivenciadas
em um no do curso.
PALAVRAS-CHAVE:

Profissional

da

Informação.

Mercado

de

trabalho.

Biblioteca.

1 INTRODUÇÃO
Nunca se falou tanto em informação. Toda a sociedade moderna respira
informação. O mundo atual atravessa uma situação antes não vivenciada: o

�avanço constante e inabalável da importância da informação e da crescente
necessidade de seu controle.
As mudanças advindas com a sociedade da informação, e mais
recentemente com a sociedade do conhecimento, provocaram alterações
substanciais nos hábitos de uso da informação no dia-a-dia, tanto no
desenvolvimento de seus estudos e/ou carreiras, quanto na vida pessoal,
impulsionando as organizações/instituições na busca de um processo de
modernização de suas estruturas, principalmente de pessoal, para maior agilidade
e qualidade na prestação de serviços à comunidade usuária. As bibliotecas, ou
outras denominações afins, recebem interferência diária em seus processos de
trabalho, tornando a adequação de suas estruturas organizacionais e de
prestação de serviços imprescindíveis.
Ao longo do tempo, a missão das bibliotecas tem sido adquirir, organizar,
preservar e tornar disponível a informação. Saíram de uma situação em que
davam maior prioridade à administração e ao desenvolvimento de acervos – que
não deixa de ter sua importância – e partiram para a adoção de políticas que
atendam à demanda de informação produzida.
Os sistemas automatizados fazem parte da realidade de muitas unidades
de informação; porém, são concebidos, mantidos e alimentados por pessoa, o
que significa que estes sistemas não substituem completamente o homem, mas
exigem dele melhores qualificações.
Segundo Davenport (1998), a informação não pode ser considerada de
maneira isolada nas instituições; e que, para as bibliotecas, está reservado o
papel de repensar suas atividades e funções, adaptando-se aos novos modelos
organizacionais e extraindo das tecnologias disponíveis o substrato para melhoria
na prestação de serviços e na utilização eficaz de informações.
Com toda a comoção em torno da Ciência da Informação é mais que
urgente a adequação das pessoas que atuam nas bibliotecas. Se o MEC
recomenda três auxiliares para cada profissional bibliotecário e a literatura aponta
de três a quatro, este é o momento oportuno para o bibliotecário adaptar-se ao

�novo perfil exigido: o de gestor da informação, com espírito de equipe, criatividade
e liderança, assim como é o momento de reciclagem do pessoal auxiliar. Se a
sociedade exige um novo bibliotecário, também exige um novo auxiliar: muito
mais capaz e com maiores conhecimentos. Segundo Castello Branco (1999), o
novo auxiliar é cada vez mais “um interlocutor inteligente que possa, de verdade,
auxiliar os bibliotecários a realizar sua nova função de bibliotecário-educado”.

2

O

TÉCNICO

EM

BIBLIOTECONOMIA

COMO

PROFISSIONAL

DA

INFORMAÇÃO
A formação dos Técnicos em Biblioteconomia existe legalmente desde
1974 junto ao Conselho Estadual de Educação (CEE). No entanto, somente em
2002, a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) classificou, sob o código
3711, o Técnico em Biblioteconomia como Profissional da Informação. Emprega
os seguintes títulos: a) Auxiliar de biblioteca (código 3711-05) - Assistente de
biblioteca, Auxiliar de bibliotecário, Auxiliar de serviços Bibliotecários; b) Técnico
em biblioteconomia (código 3711-10) - Técnico de bilbioteca, Técnico de
documentação

e

informação,

Técnico

em

documentação,

Tratador

de

documentos (biblioteconomia).
Descreve as atividades deste profissional, de forma sumária, como:
atuam no tratamento, recuperação e disseminação da informação
e executam atividades especializadas e administrativas
relacionadas à rotina de unidades ou centros de documentação ou
informação, quer no atendimento ao usuário, quer na
administração do acervo, ou na manutenção de bancos de dados.
Participam da gestão administrativa, elaboração e realização de
projetos de extensão cultural. Colaboram no controle e na
conservação de equipamentos. Participam de treinamentos e
programas de atualização.

Para o exercício das ocupações, a CBO descreve que, para exercer a
função, é requisito a formação técnica em biblioteconomia em nível médio e entre
quatro e cinco anos de experiência para o exercício pleno das atividades.
Diferenciam os auxiliares dos técnicos e apontam a nomenclatura de auxiliar de
biblioteca para o técnico de nível médio, sem experiência profissional anterior, no

�início de carreira. Indica, ainda, a classificação de Auxiliares de serviços de
documentação, informação e pesquisa (código 4151) para profissionais sem
formação técnica profissionalizante.
Quanto

às

condições

gerais

para

o

exercício

do

Técnico

em

Biblioteconomia, a CBO declara:
Trabalham em bibliotecas, centros de documentação, arquivos,
por exemplo, em escolas de Ensino Fundamental, médio, superior
e profissional, associações profissionais, empresas, órgãos de
administração pública direta e indireta, institutos de pesquisa e
estatística, organizações não-governamentais etc. Seu vínculo de
trabalho predominante é como empregado com carteira e seu
trabalho se dá, em geral, em grupos com supervisão ocasional ou
permanente. Em algumas atividades, alguns profissionais podem
trabalhar em condições especiais, sujeitos aos efeitos de esforços
repetitivos e de microorganismos.

A Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia - Seção São Paulo
(CRB-8), Jeane dos Reis Passos, no artigo de Augusto (2003), comunicou que o
Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) estuda a criação de normas que
contemplem o exercício profissional em nível técnico. Quanto ao número de
bibliotecários na ativa registrados no CRB-8, informou que é de 4294 e que o
Conselho estima que trabalhem mais de 8 mil auxiliares ou técnicos nas
bibliotecas em todo o Estado .

3 CURSO TÉCNICO EM BIBLIOTECONOMIA SENAC/SP-PIRACICABA
O Curso de Técnico em Biblioteconomia atende ao disposto na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. De 1999 a 2003, o Senac já formou
600 técnicos. Em Piracicaba, iniciou-se em agosto de 2003, tendo carga horária
de 800h, com término previsto para início de dezembro de 2004. São ministradas
aulas de segunda a quinta-feira, das 19h às 22h e 30 min.
Como pré-requisito, o aluno deveria ter 17 anos completos e estar, no
mínimo, cursando a segunda série do Ensino Médio.

�A pretensão, quando da conclusão do curso, é que estes alunos
apresentem um perfil profissional adequado às atividades executadas em uma
biblioteca, como: prestar serviços presenciais e não presenciais aos usuários,
com atendimento de excelência; prestar serviços auxiliares de processamento
técnico; ser capaz de utilizar princípios e técnicas da área biblioteconômica e afins
para manter e organizar acervo e espaço físico; auxiliar nos processos de gestão
de

biblioteca;

ter

conhecimento

para

participar

do

planejamento

e

desenvolvimento de projetos de dinamização de atividades.
A Coordenadora do Curso do Senac, Maria Conceição Ferreira, informou
que 50% dos alunos do curso técnico procuram aprimoramento e ingressam na
graduação na área.

3.1 PROGRAMA
Os componentes curriculares foram divididos em Projetos:

3.1.1 Projeto 1 – Conhecendo a Biblioteca
Este projeto, de 80 horas/aulas, tem como objetivo apresentar a Biblioteca
para os alunos, ou seja, oferecer para observação a dimensão e diversidade dos
tipos de bibliotecas e arquivos, integrando-os ao ambiente da biblioteconomia.
Neste projeto, além da leitura e discussão de textos e experiências, foram
visitados os mais variados tipos de bibliotecas, com o intuito de favorecer uma
percepção clara do papel cultural e educacional da biblioteca enquanto instituição
disseminadora da informação.
Os relatórios apresentados pelas alunas ao final deste projeto apontaram
seus comentários que, via de regra, demonstravam o quanto foi surpreendente
conhecer o que, de fato, é uma biblioteca. As visitas ocorreram nas bibliotecas de
várias de instituições. Assim, puderam constatar as diferenças, não somente entre
os tipos de biblioteca, mas, também, como estas são “tratadas” pelas instituições.

�Estes relatórios apresentaram opiniões bastante significativas e críticas das
alunas com relação a tudo o que puderam observar – apesar de ser uma
observação ainda “ingênua”, uma vez que não tinham embasamento suficiente
para uma argüição mais profunda.

3.1.2 Projeto 2 – Bibliotecando
Este projeto, com 424 horas/aula, tem como objetivo desenvolver
competências profissionais quanto ao processamento técnico de acervo,
essenciais

ao

exercício

profissional,

incentivando

a

aprendizagem

com

autonomia, a busca de novos recursos e comprometimento com resultados e
desempenho. É subdividido em subprojetos:
Adotando (248 horas/aula): envolveu a adoção de uma biblioteca – no caso
deste Curso, a Biblioteca do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, a primeira cidade
geriátrica do país. Após exercícios e simulações em sala de aula, partiu-se para a
prática, in loco. Até o momento, no “Adotando”, as aulas de prática/trabalho na
Biblioteca do Lar dos Velhinhos resultou no preparo de mais de 2700 livros.
Iniciou-se separando o material, carimbando e tombando-os. Depois, fez-se a
notação de autor, classificação e etiquetagem. Para a notação foi escolhida a
Tabela PHA e para a classificação foi utilizada a CDD resumida e traduzida,
contida no livro de Heloisa Almeida Prado. A partir de agosto de 2004 será
iniciada uma catalogação simples do acervo em um software. Como o públicoalvo não tem domínio de informática, a intenção é manter listas atualizadas por
ordem de autor, título e assunto na biblioteca.
SOS Acervo (52 horas/aula) com visita à encadernadora, oficinas de
conservação e reparos, foram reparados os livros da biblioteca adotada,
utilizando-se várias técnicas;
Comunicação (17 horas/aula) – trabalhou-se com redação, com tipos de
linguagens e sua diferenciação, além de linguagem e comunicação da
informação;

�Inglês instrumental (31 horas/aula) - treinamento instrumental da língua
inglesa com a proposta do aluno ter noção de leitura e compreensão do essencial
para trabalhar com materiais bibliográficos, no desempenho das atividades de
uma biblioteca;
Programa

de

Enriquecimento

Instrumental

(PEI)

(77

horas/aula):

aperfiçoamento das funções cognitivas básicas para o profissional da área,
visando a modificação das estruturas mentais e a ampliação do potencial da
aprendizagem.

3.1.3 Projeto 3 – Criando e Recriando
Com 76 horas/aula, tem como objetivo desenvolver competências
relacionadas à organização e ao preparo do espaço físico e do acervo da
biblioteca, atendendo a princípios de ergonomia e comunicação visual.

3.1.4 Projeto 4 – Fazendo e Acontecendo
Com 80 horas/aula, este projeto pretende o desenvolvimento de
competências de gestão da biblioteca, no âmbito do Técnico, possibilitando a
captação e análise crítica das informações sobre seu funcionamento, subsidiando
decisões para elevação da qualidade e inovação da prática biblioteconômica.

3.1.5 Projeto 5 – Deslumbrando o Usuário
Com 140 horas/aula, este projeto, que será iniciado no segundo semestre
do presente ano, tem como objetivo proporcionar atividades que garantam
suporte à excelência dos serviços, no sentido de valorizar a biblioteca como
espaço cultural e educacional. Foi subdividido em:
Deslumbrando o Usuário Referência / Pesquisa, Internet (42 horas/aula),
focalizando o atendimento, procura articular as competências desenvolvidas nos
processos anteriores para dar suporte à excelência dos serviços.

�Ação Cultural / Dinamização (77 horas/aula), abrange ações que valorizem
a biblioteca como espaço cultural e educacional, como roda de leitura, hora do
conto, teatro etc.
Programa

de

Enriquecimento

Instrumental

(PEI)

(21

horas/aula):

aperfeiçoamento das funções cognitivas básicas para o profissional da área.

3.2 ALUNOS
O curso deu início com 21 alunos, sendo 1 do sexo masculino e 20 do sexo
feminino. Três destes abandonaram o curso, ficando com 18 alunos, todas do
sexo feminino.
Das 18 alunas, quanto à faixa etária, estão entre 20 e 50 anos de idade,
sendo a média de 30 anos.
Quanto ao estado civil, 9 (50%) são solteiras, 6 (33,3%) casadas e 3
(16,7%) divorciadas.
As alunas são, na sua maioria, 13 (72,2%), da cidade de Piracicaba. As
demais, 5 (27,8%), são de cidades vizinhas, como: 2 de Americana, 1 de Rio das
Pedras e 2 de São Pedro.
Quanto ao nível de formação, a classe conta de 11 (61%) alunas com
ensino secundário, sendo 1 também formada na área Técnica de Administração,
e 7 (39%) com ensino universitário, sendo: 3 (42,8%) em Pedagogia, 1 (14,3%)
em Administração, 1 (14,3%) em Letras, 1 (14,3%) em História e 1 (14,3%) em
Publicidade e Propaganda (Figura 1).

�100
Publ. Propag.

80

Letras

60

História

40

Administração
Pedagogia

20

2.Grau

0
2.Grau

Universitário

FIGURA 1 – Formação

Quando questionadas sobre seus conhecimentos em informática, com os
programas “Word”, “Excel”, “Power Point” e Internet, 5 (27,8%) declararam ter
bom conhecimento, 4 (22,2%) ter um conhecimento razoável, 7 (38,9%) conhecer
superficialmente e 2 (11,1%) conhecer muito pouco.
Quando do início do curso, apenas 4 (22,2%) das 18 alunas estavam
trabalhando dentro de Bibliotecas. Duas delas nos Núcleos de Comunicação e
Informação (NCI) do Senac, uma na Biblioteca da UNIMEP (universitária) e outra
como contadora de histórias na Biblioteca Pública Municipal de Piracicaba. Três
(16,7%) encontravam-se desempregadas e as demais, 11 (61,1%), exerciam
atividades diversas.
Praticamente um ano após o início do curso, a situação apresenta-se
invertida. Hoje são 11 das alunas executando atividades em Bibliotecas (Públicas,
Universitárias, Escolares e Especializada e Arquivo), sendo que nenhuma
encontra-se sem trabalho (Figura 2).

�12
10
8

Desempregada

6

Em Bibliotecas
Outras atividades

4
2
0
Ago.2003

Jul.2004

FIGURA 2 – Trabalho

4 RESULTADOS
Como em qualquer outro curso, as diferentes personalidades e
características pessoais vão se aflorando e tomando forma. Há sempre uma
novidade e, até mesmo, surpresa com determinadas habilidades das alunas.
Algumas extremamente dedicadas e interessadas, e outras nem tanto, o conjunto
apresenta-se bastante interessante.
Até o presente momento, um ano após o início do Curso, os resultados
estão sendo positivos. É possível perceber nítido desenvolvimento na maioria das
alunas.
Foi solicitado que cada uma descrevesse qual era o conceito e qual a visão
que tinham de biblioteca antes do início do curso. As respostas foram de um local
de guarda de livros e que procuravam a biblioteca quando era exigência da
escola. Quanto à visão, era de que tratava-se de um ambiente parado, frio e onde
se trabalhava pouco. Quando solicitados o conceito e a visão atual, ocorreu um
re-direcionamento no discurso. Apontaram a biblioteca como um local de cultura,
de lazer, de conhecimento, que vai além do espaço físico. Descreveram um
ambiente vivo e ativo, em que necessita de pessoas especializadas.

�Quando questionadas sobre suas expectativas, a maioria aponta para a
aprendizagem e absorção de conhecimentos, principalmente técnicos, para
aplicar no cotidiano.
Quanto à grade curricular, as alunas refletiram sobre alguns pontos, sendo
sugeridas mudanças na “ordem” dos projetos e/ou subprojetos, assim como
aumento de carga horária para Inglês Instrumental, Comunicação, Restauração e
inclusão de Literatura e Informática. Observaram, ainda, que o tempo é muito
curto para aprender tudo de que necessitam e que o curso auxilia de forma global
no crescimento pessoal.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O campo para profissionais da Ciência da Informação é muito extenso. No
entanto, são encontrados poucos cursos destinados ao pessoal auxiliar ou
técnico, sendo estes poucos de 60, 80h. Há ainda, algumas iniciativas de
instituições de grande porte para aprimoramento de seu pessoal de nível médio,
como no caso da UNICAMP, que recentemente promoveu reciclagem de seu
pessoal técnico, obtendo uma avaliação bastante satisfatória. Mas, infelizmente,
estes empreendimentos parecem ser casos isolados e raros.
Com a melhoria o nível de conhecimento e capacidade do pessoal técnico
da biblioteca, este torna-se parceiro do profissional bibliotecário, que poderá
otimizar seu trabalho, dedicando-se a funções mais gerenciais e administrativas.
Este trabalho teve a pretensão de contribuir para o fortalecimento da
proposta de capacitação constante do pessoal técnico da biblioteca, sendo o
início do despertar da necessidade de se estudar mais profundamente os
processos de uma biblioteca, que deve estar continuamente modernizando-se e
aperfeiçoando seus serviços.

�REFERÊNCIAS
AUGUSTO, Antonio. Biblioteconomia dá vez aos técnicos. Diário de São
Paulo, 7 dez. 2003.
CASTELLO BRANCO, Adylles. Cursos técnicos: para que e para quem? Boletim
Informativo das Bibliotecas da USP, São Paulo, v.7, n.2, abr.-jun. 1999.
CIANCONI, Regina de Barros. Gerência da informação: mudanças nos perfis
profissionais. Ciência da Informação, Brasília, v.20, n.2, p.204-207, jul./dez.
1991.
COSTA, Sely Maria de Souza. O papel dos profissionais da informação frente as
tecnologias da informação. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.19, n.1,
p.3-22, jan./jun. 1986.
DAVENPORT, T.H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta
para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998. 316p.
GUINCHAT, Claire; MENOU, Michel.
Introdução geral às ciências da
informação e documentação. 2.ed. corr. aum. Brasília: IBICT, 1994. 540p.
PRADO, Heloisa Almeida. Organização e administração de bibliotecas.
2.ed.rev. São Paulo: T.A. Queiroz, 2003.

∗

Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Av. Limeira, 901 – Areião/ Piracicaba – SP. CEP
13414-018 heloisac@fop.unicamp.br

∗∗

Fundação Municipal de Ensino / Escola de Engenharia de Piracicaba. Av. Monsenhor Martinho
Salgot, 560 – Areião/ Piracicaba – SP. CEP 13414-040 aroriani@eep.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53567">
                <text>Técnico em Biblioteconomia: um novo profissional da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53568">
                <text>Ceccotti, Heloisa Maria; Oriani, Aparecida Rosana de Godoy </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53569">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53570">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53571">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53573">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53574">
                <text>A biblioteca, enquanto organização, deve proporcionar mudanças e melhorias contínuas e permanentes, orientada para seu público alvo. Para um atendimento de excelência é imprescindível pessoas qualificadas e treinadas, com o envolvimento de todos os níveis funcionais. São inúmeros os trabalhos sobre a profissão de bibliotecário. No entanto, há pouca menção sobre o pessoal técnico, prestadores de serviços tão importantes quanto os especializados numa unidade de informação. Não devem ser vistos como complemento ou apoio às rotinas; precisam desfrutar de informações, conhecimentos e consciência da contribuição de seu trabalho para os resultados finais. Com o intuito de formar técnicos em biblioteconomia capacitados para atuar nos mais diversos tipos de biblioteca, o Senac-SP/Piracicaba iniciou, em agosto de 2003, o Curso Técnico em Biblioteconomia, com carga horária de 800h. O curso foi dividido em cinco projetos: 1) Conhecendo a Biblioteca: visitas, seminários etc. para integrar os alunos ao mundo da biblioteca; 2) Bibliotecando: desenvolvimento de competências profissionais ligadas ao processamento técnico, adoção de uma biblioteca, oficinas de conservação e reparos e aperfeiçoamento de funções cognitivas básicas; 3) Criando e Recriando: desenvolvimento de competências relacionadas à organização e ao preparo do espaço físico e do acervo; 4) Fazendo e Acontecendo: desenvolvimento de competências de gestão da biblioteca no âmbito do Técnico; 5) Deslumbrando o Usuário: atividades de suporte à excelência dos serviços, valorizando a biblioteca como espaço cultural e educacional. Este trabalho tem como objetivo traçar o perfil dos alunos ingressantes, suas expectativas, assim como relatar as experiências vivenciadas em um no do curso. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68357">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4855" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3924">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4855/SNBU2004_079.pdf</src>
        <authentication>edd5c7917a62cf8721913b3a6d8c2710</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53602">
                    <text>GESTÃO DE PESSOAS NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL: O CASO DO
NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Marcos Vinícius Mendonça Andrade ∗
Ana Rosa dos Santos∗∗

RESUMO
Aborda as principais tendências de Gestão de Pessoas com ênfase nos estudos e
nas experiências desenvolvidas no âmbito do Serviço Público Federal. Mostra
como o Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense, através
da sua Divisão de Desenvolvimento, vem implementando sua Gestão de Pessoal,
adotando um modelo calcado em duas estratégias: a valorização dos profissionais
e a modernização do fluxo de trabalho e do processo produtivo.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão de Pessoas. Serviço Público Federal. Recursos
Humanos. Universidades.

1 INTRODUÇÃO
Os avanços observados nas últimas décadas têm levado as organizações
– sejam elas públicas ou privadas – a buscarem novas formas de gestão com o
intuito de melhorar o desempenho, alcançar resultados e atingir a missão
institucional para o pleno atendimento das necessidades dos clientes.
Nota-se que o sucesso das organizações modernas depende, e muito, do
investimento

nas

pessoas,

com

a

identificação,

aproveitamento

e

desenvolvimento do capital intelectual.
No Serviço Público Federal estas observações não se diferenciam muito. A
partir da década de 90, com as profundas mudanças nos cenários nacional e
internacional, o Estado teve a necessidade urgente de buscar novos paradigmas
para a Administração Pública Federal.
Observa-se que existe um grande esforço no sentido de mudar do antigo
modelo burocrático para um modelo de gestão gerencial que em muitos casos
grandes avanços aconteceram, como por exemplo, a introdução de novas

�técnicas orçamentárias, descentralização administrativa de alguns setores,
redução de hierarquias, implementação de instrumentos de avaliação de
desempenho organizacional.
Entretanto, algumas questões cruciais permanecem pendentes e precisam
ser enfrentadas. Um dos caminhos que poderão ser percorridos é o
aprimoramento da gestão de pessoas, tendo como premissas a valorização do
capital intelectual e a modernização do processo produtivo.
A

ênfase

investimento

em

nessas

duas

inovações

estratégias

tecnológicas,

passa
sobretudo

necessariamente
em

Tecnologia

pelo
da

Informação, e na definição de um novo perfil para os servidores públicos. Perfil
este que deve encarar o cidadão brasileiro, como cliente. “Reconhecer a
importância de se incentivar, informar e educar o cidadão para o exercício de sua
cidadania é essencial para a melhoria da qualidade dos serviços públicos”.
(PQSP, 2004)

2 O ESTUDO DE CASO
O presente trabalho tem por finalidade mostrar as principais tendências da
gestão de pessoas no Serviço Público Federal.
Pretende-se ainda analisar como tais tendências estariam influenciando as
políticas de desenvolvimento de recursos humanos nas inúmeras áreas onde a
Administração Pública atua, trazendo como exemplo o trabalho que vem sendo
implementado pela Divisão de Desenvolvimento do Núcleo de Documentação da
Universidade Federal Fluminense.
Convém destacar que este é um estudo preliminar, com caráter, na maioria
das vezes, expositivo, sem tratamento estatístico para algumas das questões
analisadas e que será aprofundado posteriormente. Alguns dados desta pesquisa
foram obtidos verbalmente, através de visitas e contatos telefônicos com os
setores envolvidos, como também por correio eletrônico.

�3 O SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL E O DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS
HUMANOS
Para garantir a prestação de serviços de qualidade em uma
organização pública torna-se necessária a constante revisão da
estrutura e o funcionamento do Estado, investindo em inovações
tecnológicas e definindo um novo perfil para os servidores
públicos(PQSP, 2004).

A informática, ou ainda de forma mais abrangente, a Tecnologia da
Informação (TI) oferece possibilidades de racionalização dos processos de
trabalho que podem ser utilizadas como suporte para uma nova atuação do
servidor público.
Há que se destacar que na Administração Pública a utilização maciça de TI
tem ainda outros papéis importantes. De acordo com Andrade (2002), por meio
dela pode-se consolidar uma parceria com a sociedade no controle social das
ações das organizações públicas; divulgar mais facilmente informações sobre
órgãos públicos; produtos e serviços oferecidos, dados estatísticos, campanhas
de interesse coletivo, aplicação de recursos públicos, entre outros.
Para que estas ações aconteçam é fundamental a implantação de um
modelo de gestão de recursos humanos que facilite a adoção dos princípios da
administração gerencial e capacite os servidores para que eles sejam agentes
estratégicos de mudança das organizações públicas. A revisão do perfil do
servidor traz dois benefícios diretos para o serviço público: cria incentivos para
que os próprios servidores busquem a melhoria contínua de sua qualificação e
que nas suas áreas de atuação trabalhem de maneira mais gerencial e
empreendedora, contribuindo para o alcance da missão da organização.
Na esfera do Serviço Público Federal existe a Secretaria de Recursos
Humanos – SRH que administra o Sistema de Pessoal Civil da Administração
Federal – SIPEC. Uma das suas atribuições é agir como “indutora das mudanças
na forma de gerir processos e pessoas, promovendo a participação efetiva dos
membros que compõe esse Sistema”. (Programa..., 2003)

�Atualmente suas quatro diretrizes básicas são:
•

Atuação e atribuição do SIPEC – intensificar a articulação e a
interoperabilidade entre os integrantes do Sistema;

•

Normatização – revisão e consolidação da legislação de RH;

•

Cadastro – tornar mais confiável e completo o sistema de cadastro,
viabilizando sua migração para um novo sistema mais robusto e confiável;

•

Qualificação dos Recursos Humanos – promover a capacitação dos
servidores que atuam na área de RH, dando origem ao Programa de
Modernização do SIPEC e, conseqüentemente, ao Plano de ação da SRH.
Para que a modernização do sistema responsável pela gestão de pessoas

fosse de fato consolidada, foram discutidas em diversos encontros, as definições
de missão, visão e macroobjetivos para o SIPEC. Tais definições tiveram por
finalidade orientar a implementação de um Plano de Ação para os próximos anos,
possibilitando a continuidade do processo de mudanças na Administração Federal
para a gestão de pessoas.

Plano de Ação do SIPEC – Principais pontos
Missão

Visão

Macroobjetivos

Formular e gerencias de forma integrada a política de RH do Poder
Executivo Federal
Curto Prazo – reconhecimento pelo sistema como agente de mudança
no Serviço Público Federal
Médio Prazo – reconhecimento no âmbito governamental como sistema
de vanguarda em práticas de gestão estratégica de pessoas
Longo Prazo – reconhecimento pela excelência na gestão de RH, no
Serviço Público e na Sociedade.
Provimento – (a) Criar mecanismos efetivos à reposição adequada de
pessoal; b) Introduzir o critério de competência para o provimento e
alocação de pessoas.
Capacitação – (a) Definir Plano de Capacitação Integrado; b) Aumentar o
investimento em capacitação de gerentes e técnicos; c) Propor dotação
orçamentária específica para atendimento à Política Nacional de
Capacitação.
Remuneração – a) Revisão dos Planos de Cargos e Salários; b)
Formular política capaz de remunerar competitivamente com o mercado
Avaliação – a) Desenvolver Sistema de Avaliação Institucional como foco
nos resultados; b) Definir diretrizes de Avaliação de Desempenho dos
Servidores Públicos Federais

Fonte: Sistema de Pessoal Civil. SIPEC. Disponível em: www.servidor.gov.br. Acesso em: 10/12/2003.

�As novas diretrizes apontam que a Administração terá que alcançar um
perfil para a força de trabalho compatível com as novas funções do Estado e de
suas necessidades da administração gerencial. Logo os servidores devem atuar
sob a ótica da gestão empreendedora, ao invés de fazê-lo sob a ótica da
administração voltada para processos.
O quadro a seguir ilustra os elementos básicos que deverão fazer parte do
perfil dos servidores:
Componente genérico

Componente específico

Associado ao modelo de gestão adotada Relativo às características técnicas das
pela administração pública gerencial
atividades a serem desenvolvidas pelo
servidor
• Foco nos resultados e no cidadão como • Conhecimento da missão e dos objetivos
institucionais das organizações em que
premissa de sua atuação;
atuam;
• Desenvolvimento responsável e ético de
• Dominar o conteúdo da área de negócio
suas atividades;
da organização;
• Capacidade de atuação baseada nos
• Capacidade de atuar como consultor
princípios da gestão empreendedora;
interno das organizações em que
• Capacidade de realização de tarefas que
trabalham.
incorporem inovações tecnológicas;
• Capacidade de trabalhar em rede;
• Capacidade de atuar de forma flexível.

A modelagem deste novo perfil de servidor está fortemente vinculada à
definição das habilidades e competências que deverão ser desenvolvidas,
requerendo um enorme esforço de capacitação. Abaixo estão listadas algumas
competências de suporte que foram identificadas para o atendimento das novas
necessidades da administração gerencial:
•

Visão sistêmica

•

Trabalho em equipe e relacionamento interpessoal

•

Planejamento

•

Capacidade empreendedora

•

Capacidade de adaptação e flexibilidade

•

Cultura da Qualidade

•

Criatividade e comunicação

�•

Liderança, Iniciativa e dinamismo
O desenvolvimento dessas habilidades e competências é importante, pois

envolvem elementos da personalidade das pessoas aplicados à sua práxis
profissional. Representando então um processo de integração entre as
características individuais e as qualidades requeridas para missões profissionais
específicas.
Com a implementação deste Plano de Ação, inúmeras políticas voltadas
para a Gestão de Pessoas foram implementadas, dentre várias, pode-se destacar
a Política Nacional de Valorização dos Servidores.
Evidencia-se então que na área de recursos humanos do Governo Federal
a capacitação dos servidores assume papel de destaque, justificando a ênfase
dada pelas diretrizes estratégicas do plano de ação para a qualificação de
pessoal.

4 A UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE E A SUA POLÍTICA DE
ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAL
Dentro da estrutura funcional da Universidade Federal Fluminense – UFF,
existe o Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos, que
juntamente com o Departamento de Administração de Pessoal e o Departamento
de Assuntos Comunitário integra a Superintendência de Recursos Humanos da
UFF.
Compete ao Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos –
DDRH promover, planejar, coordenar e controlar as atividades desenvolvidas
pelas Divisões e Serviços que lhe são subordinados, especialmente quanto à
seleção,

orientação,

avaliação

de

desempenho

funcional,

capacitação,

qualificação, acompanhamento do pessoal técnico-administrativo, assim como as
atividades relativas à preservação da saúde e da segurança no ambiente de
trabalho de todos os servidores da Universidade.

�Durante a última gestão da Alta Administração da Universidade (19992002) e em consonância com a Política Nacional de Valorização dos Servidores,
foram discutidas e aprovadas as premissas, as políticas e as diretrizes básicas de
gestão de recursos humanos, as quais se encontram em implementação na
Instituição.
As premissas básicas são listadas a seguir:
•

Admitir uma filosofia social de inspiração humanística – “o ser humano é o
sujeito, fundamento e fim da vida social”;

•

Reconhecer o potencial humano como o recurso estratégico mais
importante para o desenvolvimento e sucesso institucional;

•

Envolver e comprometer todos os servidores no trabalho de melhoria do
serviço público, com ênfase na participação dos mesmos no processo de
gestão;

•

Reconhecer que é necessário capacitar e profissionalizar o servidor para
que desenvolva e utilize seu pleno potencial de modo coerente e
convergente com os objetivos estratégicos da instituição;

•

Manter todos os esforços para criar e manter uma cultura organizacional
que conduza à excelência do desempenho a ao crescimento individual e
institucional;

•

Reconhecer os elementos da sociedade: os cidadãos, considerados
individualmente ou em suas entidades associativas, e as instituições de
direito público e privado como clientes naturais da instituição;

•

Centrar o foco das atividades das instituições nos cliente, conhecendo-os,
relacionando-se com eles, medindo-lhes o nível de satisfação e induzindoos ao controle social.
A partir das premissas básicas foram elaboradas quatro políticas de

Gestão de Recursos Humanos:

Política
Política de Sistemas de Trabalho

Princípios
A Instituição deve possuir estrutura e organização

�Política de Adequação da Força de
Trabalho

Política de Educação, Treinamento
e Desenvolvimento dos Servidores

Política de Bem-Estar e Satisfação
dos Servidores

do trabalho que tornem possível aos servidores o
exercício de poder e liberdade de decisão de modo
a proporcionar flexibilidade e agilidade no processo
de resposta aos requisitos mutáveis da sociedade
A Instituição deve manter a adequação de seu
quadro de servidores com as necessidade dos
exercícios das competências essenciais da
organização, evitando o excesso ou falta de pessoal,
e observando a coerência existente entre os perfis
profissionais dos servidores e a natureza das
atividades realizadas
Proporcionar
educação,
treinamento
e
desenvolvimento a todos os servidores de modo
estruturado e orientado objetivando atender aos
principais planos e às reais necessidades da
organização, incluindo o desenvolvimento do
conhecimento e da capacitação.
A Instituição deve se p preocupar, construir e manter
permanentemente um ambiente e clima de trabalho
propícios ao bem-estar, à motivação e à satisfação
de todos os servidores, através de sistemáticas
próprias.

Fonte: Universidade Federal Fluminense, 1999.

E, quanto às diretrizes básicas, podem ser destacadas:
•

Adotar e praticar o modelo referencial de “Administração Pública
Gerencial”, no que tange ao desenvolvimento e gestão de pessoas;

•

Estruturar o trabalho de todas as Unidades da Universidade, objetivando
melhorar o desempenho dos servidores e a eficiência e eficácia
organizacionais;

•

Valorizar o servidor por meio de mecanismos de profissionalização e
responsabilização;

•

Formular e coordenar a execução de um plano de capacitação anual
voltado para o desenvolvimento do servidor, compatível com as
necessidades da Instituição e com os recursos disponíveis;

•

Desenvolver ações no sentido da formação de gerentes com postura
participativa, capacitando-os para o exercício do papel de orientador e
estimulador do desenvolvimento e desempenho dos servidores;

•

Possuir instrumentos de avaliação da satisfação dos servidores e
indicadores organizacionais, bem como ações para identificação, análise e
solução de problemas e melhoria dos serviços.

�4.1 A GESTÃO DE PESSOAS NOS DIVERSOS SETORES DA UNIVERSIDADE
Baseadas nessas políticas e diretrizes, anualmente é elaborado um
programa de metas e ações que serão desenvolvidas, incluindo uma
programação de eventos para a capacitação dos servidores.
Com o intuito de investigar se grande parte dos elementos da política de
Recursos Humanos traçada para o Serviço Público Federal, e, conseqüentemente
para a Universidade Federal Fluminense são pertinentes e exeqüíveis, será
exposto como o Núcleo de Documentação, através da sua Divisão de
Desenvolvimento implementa suas ações de Gestão de Pessoal.

5 O NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO E SUA ESTRUTURA
O Núcleo de Documentação – NDC e um órgão suplementar que desde a
sua criação, em setembro de 1969, esteve vinculado diretamente ao Gabinete do
Reitor. Em dezembro de 1998, após uma reestruturação interna, passou a ser
subordinado à Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos – PROAC. É responsável
pela coordenação técnica e administrativa do Sistema de Bibliotecas, Arquivo e
Laboratórios. Apóia os programas de ensino, pesquisa e extensão da UFF e
desenvolve serviços e produtos que atendam às necessidades de informação da
comunidade.
Sua estrutura organizacional é constituída de vinte e duas bibliotecas (06
da área médica, 07 da área de ciências exatas e tecnológicas, 07 da área de
ciências humanas e sociais e 02 dos colégios agrícolas), do Arquivo Central, do
Centro de Memória Fluminense, do Laboratório de Reprografia e do Laboratório
de Conservação e Restauração de Documentos, além de três Divisões e seus
respectivos Serviços.
A estrutura administrativa é composta da Direção, Conselho Técnico,
Divisão de Desenvolvimento, Divisão de Bibliotecas e Divisão de Arquivos.

�No tocante ao gerenciamento dos recursos humanos, o NDC conta com a
Divisão de Desenvolvimento que coordena e orienta as atividades de
planejamento, desenvolvimento e controle dos recursos humanos, patrimoniais e
orçamentários, serviços e produtos do Sistema de Bibliotecas e arquivos do NDC
através dos setores: Serviço de Informação Referencial, Serviço de Informática e
Orçamentos.

5.1 POLÍTICA DE GESTÃO DE PESSOAL DESENVOLVIDA PELO NDC
Pelos dados obtidos e analisados, o NDC tem se orientado pelo Plano de
Capacitação dos Servidores da UFF e as iniciativas do desenvolvimento de um
programa de capacitação dos seus servidores está coerente com as Políticas e
Diretrizes de Recursos Humanos da UFF.
No tocante à gestão de pessoas, o NDC, desde a sua reestruturação tem
centrado esforços em duas estratégias básicas: a modernização dos fluxos e das
rotinas de trabalho, utilizando maciçamente de TI e num programa de capacitação
contínua dos seus servidores. Descritas a seguir.

5.1.1 A Reestruturação do processo produtivo
A modernização do processo produtivo refletiu um conjunto de ações que
visavam melhorar os processos já existentes, eliminando etapas desnecessárias,
racionalizando, e reavaliando tarefas. Envolveu ainda, a adoção de técnicas
modernas, inovações tecnológicas e informatização que otimizaram os trabalhos,
facilitando a integração e o compartilhamento de informações entre suas
Unidades, melhorando sensivelmente a qualidade dos serviços prestados.
Este processo garantiu ainda a uniformização dos seus sistemas,
permitindo a redução de custos, facilitação e racionalização dos processos de
trabalho, flexibilidade de comunicação. Isto garantiu ao NDC um visível aumento
na qualidade dos serviços prestados.

�Como exemplo de algumas ações de modernização do processo produtivo,
pode-se citar:
•

A criação de infra-estrutura para conexão de todas as Unidades do NDC
através da Rede UFF;

•

Investimentos em Tecnologia da Informação, sobretudo na aquisição de
equipamentos de informática;

•

O desenvolvimento do software “Status NDC” – que, paulatinamente, vem
padronizando as informações gerenciais;

•

A adoção do software Biblioteca Argonauta – que possibilita o
gerenciamento de todo o acervo bibliográfico e arquivístico.

5.1.2 Programa de Capacitação Contínua
O treinamento é provavelmente a função de gestão de pessoal mais
destacas na literatura teórica e prática sobre a melhoria da qualidade. Na
chamada Era do Conhecimento, o treinamento é apresentado como o mais
importante fator crítico de sucesso.
Segundo dados do Relatório de Gestão do NDC do ano de 2001, naquele
ano, cada servidor, participou em média de 6 cursos e eventos dentro do
Programa de Capacitação.
Os cursos e eventos programados envolvem diversos setores da
Universidade, como a Divisão de Treinamento e Aperfeiçoamento – DTA, o
Serviços de Psicologia Aplicada – SPA, a Pró-Reitoria de Extensão – PROEX e
outras instituições externas, como a Fundação Getúlio Vargas, o Conselho
Regional de Biblioteconomia e o Institute for Scientific Information – ISI. As áreas
priorizadas foram as de informática de gestão pela qualidade total.
É importante frisar que ao final de cada etapa do programa de treinamento
são feitas avaliações que permitem avaliar os aspectos favoráveis e

�desfavoráveis do seu desenvolvimento, permitindo a reavaliação constante do
programa.

6 ALGUMAS AÇÕES PARA CONSOLIDAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE
GESTÃO DE PESSOAS NO NDC
A idéia de que o serviço público desperdiça seus talentos parece ser
consenso entre os estudiosos do assunto.
Segundo Carr; Littman (1992), a gestão de pessoas no serviço público
ainda está muito vinculada ao paradigma mecanicista, tendo absorvido pouco do
paradigma holístico, que abrange muito mais profundamente as áreas de atuação
humana.
Com vistas à melhoria contínua do processo de Gestão de Pessoas que
vem sendo desenvolvido pelo Núcleo de Documentação e sua posterior
consolidação, sugere-se algumas ações, que dentro da visão holística, todos são
interativamente responsáveis pelos seus resultados. São elas:
a) No âmbito das ações organizacionais:
•

Difundir a missão do NDC para todos os níveis institucionais –
inclusive nos demais setores da Universidade – deixando claro as
estratégias e resultados esperados;

•

Procurar redistribuir o funcionalismo, evitando desequilíbrios
entre área-fim e área-meio;

•

Promover maior compartilhamento de informações, inclusive
sobre os processos de trabalho;

•

Promover maior integração entre os diversos grupos da
organização.

b) No tocante às ações relacionadas com a valorização profissional:

�•

Criar nas equipes de trabalho uma consciência profissional,
proporcionando meios para o resgate da auto-estima;

•

Intensificar o treinamento;

•

Investir no desenvolvimento profissional e pessoal não só por
intermédio de cursos, mas também de inovações no sistema de
trabalho;

•

Permitir que o funcionalismo busque o seu próprio crescimento
profissional;

c) No tocante às ações relacionadas com o desempenho dos servidores:
•

Reconhecer por meio de prêmios ou simplesmente por
intermédio de elogio, oferecer feedback quanto ao desempenho;

d) No tocante às ações relacionadas com o comprometimento dos servidores:
•

Criar espaço para para o servidor se expressar e opinar sobre
qualquer aspecto no NDC;

•

Levar o funcionário a interagir com a comunidade, pois, a cada
dia, os limites do serviço público, especialmente na área social,
vai sendo apagada , em proveito de uma total integração
comunitária. Significa portanto, enfatizar a responsabilidade
social da organização e do trabalho de cada servidor.

e) No tocante às ações relacionadas com as condições de trabalho e o gem
estar do servidor:
•

Criar ambientes físicos de trabalho seguros e agradáveis;

•

Avaliar constantemente o bem-estar e a satisfação dos
servidores;

•

Disponibilizar recursos (materiais, tecnológicos equipamentos,
etc.) essenciais à execução do trabalho;

•

Promover um clima organizacional positivo o que inclui estimular
as relações interpessoais.

�f) No tocante às ações relacionadas ao programa de treinamento:
•

Intensa

formação

e

instrução

absolutamente

concentrada

naquelas capacidades primordiais da instituição;
•

Apoio e estímulo ao investimento pessoal do funcionário em seu
desenvolvimento;

•

Divulgação dos propósitos e objetivos

•

Pensamento sistêmico

•

Sinalização de continuidade do trabalho

•

Contabilização sistemática dos resultados

•

Adequação das práticas de treinamento às diferenças individuais
das pessoas.

7 CONCLUSÃO
Como já mencionado anteriormente, pretendeu-se com a realização deste
estudo, investigar as políticas de gestão de pessoas do Serviço Público Federal,
bem como averiguar se esta política está sendo assimilada e aplicada nas mais
diversas partes da Administração Pública. Para tanto se escolheu o Núcleo de
Documentação da Universidade Federal Fluminense.
Observou-se que a Direção do NDC, através da sua Divisão de
Desenvolvimento está baseando sua política de gestão de pessoas em duas
estratégias: a valorização das pessoas e a constante modernização do seu
processo produtivo.
Em relação à primeira estratégia, a ação básica está relacionada ao
desenvolvimento e implantação de um programa de treinamento. E, no que se
refere à segunda, o elemento básico é a reestruturação do processo produtivo via
informatização.
É correto afirmar que funcionários mais capacitados têm um espírito crítico
mais aguçado, aumentando as probabilidades de se diagnosticar problemas e
sugerir aperfeiçoamentos.

�A importância do treinamento também é mencionada na literatura sobre
qualidade. Deming, por exemplo, em seus 14 pontos relativos a como formar e
desenvolver a qualidade, cita dois pontos ligados à atividade de treinamento:
instituir o treinamento em serviço permanentemente e instituir um sólido programa
de educação e aperfeiçoamento.
Face ao exposto, a modernização ou a reestruturação do processo
produtivo deixou de ser uma opção e passou a ser uma questão crítica no alcance
da qualidade nos serviços (públicos!). A rapidez nas decisões, tão importante na
atualidade, só é possível com a racionalização das atividades e com a ajuda das
mais recentes tecnologias. “A tecnologia é uma das chaves mais importantes para
se melhorar a eficiência”. (Andrade, 2002)

ABSTRACT
It approaches the main trends in personnel administration emphasizing studies
and experiments development in public services. It shows how the Núcleo de
Documentação from Universidade Federal Fluminense though its Development
Division is accomplishing its personnel administration, adopting a model based in
two strategies: valorization of the professionals; modernization of the work flow
and the process.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Marcos Vinícius M. Gerenciamento eletrônico da informação:
ferramenta para a gerência eficiente dos processos de trabalho. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12, Recife, 2002. Anais...
Recife, UFPE, 2002. (formato eletrônico)
ANGELONI, Maria Terezinha (org.). Organizações do conhecimento: infraestrutura, pessoas e tecnologias. São Paulo: Saraiva, 2003
BATISTA, Emerson de º Sistemas de informação: o uso consciente da tecnologia
para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2003.
CARR, David K, LITTMAN, Ian D. Excelência nos serviços públicos: gestão da

�qualidade total na década de 90. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1992.
MACIEL, Alba Costa, MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. A função gerencial
na biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 11, , 2002. Anais... Recife, UFPE, 2002. (formato eletrônico)
O’BRIEN, James A. Sistemas de informação: e as decisões gerenciais na era da
Internet. São Paulo: Saraiva, 2001.
PQGF. PRÊMIO QUALIDADE DO GOVERNO FEDERAL. Disponível em
http://www.mct.gov.br/Temas/info/Dsi/qualidad/pqgf.htm. Acesso em 30 nov 2002
PQSP. PROGRAMA DA QUALIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO. disponível em:
http://www.pqsp.planejamento.gov.br. Acesso em: 25 abr. 2004.
PROGRAMA da Qualidade e Participação na Administração Pública. Cadernos
MARE, Brasília, 1998. disponível em: www.servidor.gov.br. Acesso em: 10 jan.
2003.
SAMPAIO, Maria da Penha F. et. al. Padrões mínimos de recursos humanos para
o Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12, Recife, 2002.
Anais... Recife, UFPE, 2002. (formato eletrônico)

SANTOS, Ana Rosa dos, SAMPAIO, Maria da Penha Franco, BASTOS, Vanja
Nadja. Capacitação dos recursos humanos em unidade de informação: relato de
uma
experiência.
In:
SEMINÁRIO
NACIONAL
DE
BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 11, , 2002. Anais... Recife, UFPE, 2002. (formato eletrônico)
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Núcleo de Documentação - Sistema
de Bibliotecas e Arquivos. Disponível em: http://www.ndc.uff.br. Acesso em: 18
fev. 2004
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Núcleo de Documentação. Relatório
de atividades 2002. Capturado em http://www.ndc.uff.br, em 10 jan. 2003.
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Plano de Capacitação dos Servidores
da UFF. Niterói: s.n, 1999. 29 p.
WALTON, Richard E. Tecnologia de informação: o uso de TI pelas empresas que

�obtêm vantagem competitiva. São Paulo: Atlas, 1998.
YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2001.

∗

Biblioteca da Escola de Arquitetura e Urbanismo (BAU) Núcleo de Documentação / Universidade Federal
Fluminense. Rua Passo da Pátria, 156 - Campus da Praia Vermelha/ Casarão – Ingá - Niterói – Rio de
Janeiro – Brasil marcosvinicius@vm.uff.br
∗∗
Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia Núcleo de Documentação / Universidade Federal
Fluminense. Rua São Paulo, 30, 5ºandar – Niterói – Rio de Janeiro – Brasil ndcars@vm.uff.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53585">
                <text>Gestão de pessoas no Serviço Público Federal: o caso do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53586">
                <text>Andrade, Marcos Vinícius Mendonça; Santos, Ana Rosa dos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53587">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53588">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53589">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53591">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53592">
                <text>Aborda as principais tendências de Gestão de Pessoas com ênfase nos estudos e nas experiências desenvolvidas no âmbito do Serviço Público Federal. Mostra como o Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense, através da sua Divisão de Desenvolvimento, vem implementando sua Gestão de Pessoal, adotando um modelo calcado em duas estratégias: a valorização dos profissionais e a modernização do fluxo de trabalho e do processo produtivo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68359">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4857" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3927">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4857/SNBU2004_080.pdf</src>
        <authentication>047b329f30691f5be6cb062804f9af9d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53629">
                    <text>GESTÃO DE CONHECIMENTO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: MAPEAMENTO DE
COMPETÊNCIAS
Maria Angélica Ferraz Messina-Ramos∗
Marta Araújo Tavares Ferreira∗∗

RESUMO
Apresenta a importância do conhecimento dentro das organizações. Oferece uma
estrutura básica sobre a qual o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal
de Minas Gerais possa desenvolver atividades de Gestão de Conhecimento com
destaque para o mapeamento de competências. Foi proposto um modelo de
formulário que permitirá a construção de um catálogo para localizar pessoas –
fontes de conhecimento - não só pelos seus nomes, mas também por suas
competências, um catálogo que vise conhecer e desenvolver o capital intelectual
presente nas bibliotecas da Universidade. Essa prática permite facilitar o acesso,
a troca e o compartilhamento do conhecimento existente em qualquer
organização. Dentre as principais aplicações para um sistema deste tipo estão:
preenchimento de cargos; remanejamentos de pessoa de acordo com suas
característica; formação de equipes de projeto; formação de grupos de estudo;
formação de grupos de treinamento; implantação de política de Recursos
Humanos mais assertiva; indicação de necessidade de capacitação;
desenvolvimento de comunidades de prática; seleção de consultores; ou ainda,
simplesmente, indicar quem pode resolver um problema ou tirar uma dúvida de
um companheiro.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão do conhecimento – Bibliotecas. Gerenciamento de
informação – Bibliotecas. Mapeamento de competências - Bibliotecas

1 INTRODUÇÃO
Hoje, mais do que sempre, o conhecimento é visto como o principal
elemento diferenciador entre as organizações, e deve ser tratado de forma
adequada, sob o risco de perder-se.
Procurar descobrir dentro das organizações onde estão as suas
competências vitais, os seus conhecimentos, as suas habilidades e a melhor
forma de repassá-los para os todos os funcionários é uma responsabilidade não
apenas da alta gerência, mas também de todos os níveis hierárquicos de uma

�organização. Probst (2002, p. 34) alerta que “o compartilhamento e a distribuição
do conhecimento em uma organização são uma condição prévia vital pra
transformar informações ou experiências isoladas em algo que toda a
organização possa utilizar”. Também em defesa do compartilhamento do
conhecimento, Terra e Gordon (2002, p. 31) afirmam que “os meios pelos quais
nós obtemos e compartilhamos conhecimento, são determinantes críticos de
sucesso ou fracasso”.
A

preocupação

com

esse

diversificado

“patrimônio”

denominado

conhecimento tem sido tão marcante, que a maioria das grandes organizações
passou a adotar práticas para tratar da melhor forma possível essa riqueza. O
conjunto dessa prática é comumente chamado de Gestão do Conhecimento –
GC.
Neste contexto, deve-se ressaltar a importância do Sistema de Bibliotecas
da Universidade Federal de Minas Gerais – SB/UFMG – criar ou mesmo propor
ações sistemáticas de forma a garantir a criação, utilização, transferência e a
retenção do conhecimento nele existente.
Será demonstrada ao longo desse trabalho a importância de se praticar
atividades de Gestão do Conhecimento, dando ênfase na atividade de
mapeamento de competências, que busca criar “catálogos” facilitem encontrar as
pessoas – fontes de conhecimento - não só pelos nomes, mas também por suas
competências. Essa prática permite acima de tudo facilitar o acesso, a troca e o
compartilhamento do conhecimento existente em qualquer organização.
Este artigo pretende ainda apresentar a forma como o SB/UFMG buscará
alcançar este objetivo. Foi criado um modelo de formulário que, se aplicado online conforme pretensão da atual diretoria, permitirá ao sistema identificar quemsabe-o-quê, ou seja, construir um mapa de competência que ajude as pessoas a
encontrarem seus especialistas no sistema, um catálogo que visará desenvolver o
capital intelectual presente no SB/UFMG.

�2 METODOLOGIA
Para a realização do projeto, foi feito um estudo preliminar na literatura,
destacando os vários conceitos considerados fundamentais e que envolvem direta
ou indiretamente as práticas de Gestão do Conhecimento.
Em seguida foi criado um grupo de estudos formado por 10 bibliotecários
do SB/UFMG, para categorizar as competências existentes no sistema.
Posteriormente, efetuou-se uma visita técnica ao SERPRO com o objetivo
de conhecer os processos de GC implantados naquela organização, e,
especialmente, obter informações sobre “Sistema Perfil”, por ser similar ao que se
pretende implantar no SB/UFMG. A partir dessas informações, pôde-se selecionar
as melhores práticas para implantação de um catálogo de competências para o
SB/UFMG de forma a maximizar as chances de sucesso e minimizar os riscos do
projeto.
Cabe destacar que o Serpro é a maior empresa pública de prestação de
serviços em tecnologia da informação do Brasil. Uma de suas preocupações ao
implementar o projeto de GC foi revelar, impulsionar e criar Capital Intelectual
dentro da empresa. Para isso o Serpro criou e disponibiliza o Sistema Perfil que
permite a seus funcionários registrar seus conhecimentos e suas habilidades em
um banco de dados de perfis.
Para a criação do formulário pessoal a ser preenchido por cada um dos
funcionários do SB/UFMG, levou-se em conta não apenas as informações
consideradas indispensáveis para demonstrar sua competência, mas também
aquelas necessárias à identificação e à localização do funcionário em questão.

3 A GESTÃO DO CONHECIMENTO
O tema “Gestão do Conhecimento” tem sido amplamente divulgado e
discutido na sociedade do conhecimento como forma de agregar valor às práticas
administrativas dentro das organizações. Pode-se definir essa atividade como:

�Processo sistemático, articulado e intencional, apoiado na
geração, codificação, disseminação e apropriação de
conhecimentos, com o propósito de atingir a ‘excelência
organizacional’ que consiste em cumprir seus propósitos da
melhor forma possível, encantando seus clientes (internos e
externos), engajada em um processo interminável de melhoria
contínua. (OLIVEIRA, 2002, p. 83)

Ou
Processo sistemático de identificação [grifo nosso], criação,
renovação e aplicação dos conhecimentos que são estratégicos
na vida de uma organização. É a administração dos ativos de
conhecimento das organizações. Permite à organização saber o
que ela sabe.(SANTOS, 2001, p. 32)

3.1 COMPETÊNCIA
Sveiby (1998, p. 420) considera que a competência de um indivíduo
engloba cinco elementos mutuamente dependentes. São eles: O conhecimento
explícito, a habilidade, a experiência, os julgamentos de valor, a rede social. O
conhecimento explícito“ envolve conhecimentos dos fatos e é adquirido
principalmente pela informação, quase sempre formal”. A habilidade é a “arte de
‘saber fazer’ envolve uma proficiência prática – física e mental – e é adquirida,
sobretudo por treinamento e prática. Inclui o conhecimento de regras de
procedimento

e

habilidades

de

comunicação”.

A

experiência

é

principalmente pela reflexão sobre os erros e sucessos da pessoa.

obtida
“Os

julgamentos de valor são percepções do que o indivíduo acredita estar certo. Eles
agem como filtros conscientes e inconscientes para o processo de saber de cada
indivíduo”. A rede social é para o autor “formada pelas relações do indivíduo com
outros seres humanos dentro de um ambiente e uma cultura transmitidos pela
tradição”.
Um conceito normalmente utilizado pelos profissionais de Recursos
Humanos é o de Parry1 citado por Fleury e Fleury (2001, p. 19). Parry estabelece
que competência é o “conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes que
afetam a maior parte do trabalho de uma pessoa, e que se relacionam com o

1

Parry, S. B. The quest for competencies. Training. P. 48-56,July 1996.

�desempenho no trabalho; a competência pode ser mensurada, quando
comparada com padrões estabelecidos e desenvolvida por meio de treinamento” .
Fleury e Fleury acrescentam que esta definição é de fácil operacionalização pelos
responsáveis pela gestão de RH nas organizações, porém é muito voltada para
as tarefas realizadas.
Zarifian2 apud Fleury e Fleury (2001, p. 19) procura não se prender apenas
à qualificação do indivíduo ao caracterizar competência. Para ele competência
“refere-se à capacidade de a pessoa assumir iniciativas, ir além das atividades
prescritas, ser capaz de compreender e dominar novas situações no trabalho, ser
responsável e ser reconhecida por isso”. Fleury e Fleury (2001, p. 21) apoiados
nos diversos autores que citaram em seu livro, procuraram contribuir para a
construção do conceito de competência, e para isso, adotaram sua própria
definição de competência: “um saber agir responsável e reconhecido, que implica
mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem
valor econômico à organização e valor social ao indivíduo.”

3.2 MAPEAMENTO DE COMPETÊNCIAS
Macedo et al. (2001, p. 68) explicam que o mapeamento de competência,
como uma prática da GC instituída na organização, é uma atividade gerencial
responsável

pela

identificação

das

competências

institucionais

e

das

competências individuais das pessoas que nela trabalham, através do registro dos
currículos de todos os empregados.
Stewart (1997, p. 131) de uma forma brincalhona deixa claro o que é
mapear competências questionando: “Mas quem somos nós? ... Alguém na
empresa conhece muito de marcas registradas – mas não sei quem. Tenho
certeza de que alguém sabe como funciona um instrumento de cirurgia intestinal.
Alguém conhece blues, Beowulf, equações, um bistrô de Left Bank que serve
rosquinhas maravilhosas. Como analisar as declarações financeiras de empresas

2

Zarifian, P. Compétences et organization qualifiante em milieu industriel. In: MINET, Francis, PARLIER,
Michel, WITTE, Serge. La competéncie: mythe, construction ou realité? Paris: Liaisons, 1994.

�imobiliárias ou mesmo se Herb Kelleher, da southwest Airline, ainda fuma True
mentolada. Mas o catálogo telefônico em minha sala não me ajuda a encontralas.”
Na prática o mapeamento de competências inclui a identificação e a
localização das pessoas ligadas à organização e, que detêm conhecimentos
relevantes para o bom funcionamento do negócio. Normalmente esse
conhecimento encontra-se disperso pela organização e essa atividade torna
possível, dentre outras coisas, o estabelecimento de rede de contato com
especialistas. Um catálogo de competências seria então um link não para o
conhecimento, mas para os indivíduos que o detêm.
Conforme

especificado

na

metodologia,

algumas

definições

foram

destacadas por se ajustarem claramente ao escopo deste artigo. Porém, todas
possuem valor e contribuem para o aprimoramento do trabalho.

4

A GESTÃO DO CONHECIMENTO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA

UFMG: DESCOBRINDO TALENTOS E FACILITANDO O ACESSO AO
CONHECIMENTO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFMG
Até o presente momento, não se têm notícias de qualquer processo
sistemático de Gestão do Conhecimento no SB/UFMG. Sabe-se que existem
determinadas atividades, a exemplo dos grupos de estudos, que levam à criação
e transferência de conhecimento, porém essas ações não são sistemáticas e
possuem objetivos específicos, normalmente ligados às necessidades técnicas do
sistema.
Um sistema de gerenciamento de competências é uma das práticas de GC
que visa armazenar dados sobre as competências de profissionais. Permite um
levantamento sistemático e o armazenamento em banco de dados das
competências dos funcionários nas áreas que interessam à empresa. Existem
inúmeras aplicações para um sistema deste tipo e, sem a pretensão de exaustão,
foi possível destacar as seguintes funções: preenchimento de cargos;
remanejamentos de pessoa de acordo com suas característica; formação de

�equipes de projeto; formação de grupos de estudo; formação de grupos de
treinamento; implantação de política de Recursos Humanos mais assertiva;
indicação de necessidade de capacitação; desenvolvimento de comunidades de
prática; seleção de consultores; ou ainda, simplesmente, indicar quem pode
resolver um problema ou tirar uma dúvida de um companheiro.
A identificação de todo esse pessoal torna-se possível através do
mapeamento das competências institucionais e individuais dos funcionários. A
estratégia utilizada no SB/UFMG para tornar possível essa tarefa de mapeamento
compreendeu: 1- a categorização das competências; 2- a elaboração de uma lista
de conhecimentos; 3- o desenho de um formulário pessoal para entrada de dados
no catálogo; 4- a definição de níveis de conhecimento; 5- a criação de um sistema
de validação de dados.
Cada uma dessas etapas será tratada separadamente a seguir.

4.1 A CATEGORIZAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS
Para categorizar a competências do SB/UFMG foi criado, conforme
descrito na metodologia, um grupo de estudos composto de dez bibliotecários do
Sistema chegando-se às seguintes conclusões:
1- A categorização das competências do SB/UFMG teria como base o
macroprocesso do Sistema;
2- O macroprocesso foi estabelecido a partir da missão do sistema, que é prover
a comunidade universitária da informação necessária para desenvolver suas
atividades de ensino, pesquisa e extensão. Dessa forma, o macroprocesso do
Sistema ficou definido como a “Gestão dos recursos informacionais necessários à
comunidade universitária no desenvolvimento de suas atividades de ensino
pesquisa e extensão”;
3- A partir do enunciado do macroprocesso, foi possível estabelecer quatro
categorias de processos, responsáveis e indispensáveis ao cumprimento da

�missão do Sistema. São eles: Desenvolvimento e formação de acervo;
Tratamento da informação; Atendimento ao usuário; Administração.

4.2 ELABORAÇÃO DA “LISTA DE CONHECIMENTOS”

Para padronizar a entrada das competências no catálogo é imprescindível
a criação de uma “Lista de conhecimentos”. Essa lista, juntamente com outras
informações pré-estabelecidas determinará a competência do funcionário.
Esse projeto prevê apenas o desenvolvimento de uma metodologia para a
construção da “Lista de Conhecimento” (figuras 1 e 2) A elaboração final ficará a
cargo da Biblioteca Universitária, que deverá criar um grupo para executar essa
atividade.
A idéia é que a “Lista do conhecimento” seja construída a partir da
somatória das várias atividades desenvolvidas no sistema – atividades estas
ligadas aos processos de Desenvolvimento e formação de acervo; Tratamento da
informação; Atendimento ao usuário; Administração – e dos conhecimentos
específicos necessários para a sua realização.

�MACROPROCESSO
Gestão dos recursos informacionais necessários à comunidade universitária no
desenvolvimento das suas atividades de ensino pesquisa e extensão.

PROCESSOS

Desenvolvimento e
formação de recursos
informanionais .

Tratamento da
informação

Atendimento ao
usuário

Administração

ATIVIDADES

Aquisição, seleção e
descarte de material
bibliográfico;
criação de bases de
dados...

Catalogação de
monografis, de
periódicos, de
materiais especiais...

Acesso/pesquisa em
base dados;
pesquisa
bibliográfica;
normalização
bibliográfica;
empréstimo...

Estudo de usuário,
projetos,
planejamento;
administração de RH,
e financeira;
administração de
sistemas, de rede...

REGRAS – NORMAS – PADRÕES – FERRAMENTAS - SOFTWARES

AACR2; NBR 6023; NBR 10520;
MARC 21; XML; Cabeçalhos de
assuntos; Tesauros; CDU; CDD,
Cutter; VTLS; Pergamum; Micro
Isis; Winisis...

Lista de
conhecimentos

FIGURA 1 – Elaboração da Lista de “Conhecimento”

�1- Desenvolvimento e formação de recursos informacionais
Aquisição, seleção e descarte de material bibliográfico;
Conservação e preservação de acervo;
Criação de bases de dados;
SIBRADID;
BDENF
BBO (Bibliografia Brasileira de Odontologia)...
2- Tratamento da Informação (Processamento Técnico)
Catalogação de Monografias
Catalogação de Periódicos
Catalogação de Materiais Especiais
Material Cartográfico
Partituras
Audiovisuais
Fitas
Vídeos
Diapositivos (Slides)
Microfilmes
Filmes
Transparências
Arquivos legíveis por máquina
CD-Rom
Disquetes
Material em Braille
Patentes
Modelos moleculares
Pinturas
Desenho
Fotografias
Catalogação de material de arquivo...
3- Atendimento ao usuário
Acesso/pesquisa em base de dados
CCN
Chemical Abstract
LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde)
Portal Capes
Pesquisa bibliográfica;
Normalização bibliográfica;
Auxílio ao usuário portador de necessidades especiais;
4- Administação
Administração de RH
Administração financeira
Estudo de usuário
Projetos
FIGURA 2 – Estrutura Hierárquica da “Lista de Conhecimentos”.

�Ao preencher o seu formulário o funcionário deverá localizar na “Lista de
conhecimentos” aquele(s) que melhor determina(m) sua competência e/ou
habilidade. Ele deverá então importar esses dados diretamente para a sua ficha.
A importação desses dados diretamente para a planilha do funcionário é
fundamental e deve ser priorizada.
Se ao preencher o seu formulário o funcionário não localizar na lista o(s)
conhecimento(s) que determina(m) de forma mais concreta sua competência e/ou
habilidade, ele poderá propor a inclusão de um novo tema. Este será analisado e,
se aceito, passará a fazer parte da lista.
O acesso à lista será por link inserido no formulário pessoal.

4.3 A CRIAÇÃO DO FORMULÁRIO PESSOAL PARA ENTRADA DE DADOS NO
CATÁLOGO

Para consolidar o projeto foi preciso desenvolver um esboço do formulário
que permitirá ao funcionário entrar com os seus dados pessoais. Ver figura 3.

Catálogo de Competências do SB/UFMG
Formulário pessoal

Nome:
Telefone:
E-mail:
Lotação:

Alessandra da Silva
3499.2345
Alessandra@ufmg.br
Biblioteca universitária/DPD

Formação formal:
Cargo:

Bacharel em biblioteconomia
Mestre em...
Bibliotecária

Atividade(s) já desenvolvida(s) no Sistema
com tempo de duração:
Atividade atual:

Atendimento ao usuário – 2 anos

Aquisição de periódicos nacional

�Experiência(s) profissional(is) anteriores
e/ou projeto(s)/área(s) em que trabalhou tempo/duração
Perspectiva(s) profissional(is):
Publicações:
Preferências:

Biblioteca escolar da rede pública – 2 anos.
Projeto: Digitalização de obras raras – 1 ano.

Administração de bibliotecas

Manual do serviço de referência do SB/UFMG
Tipo de atividade: (Selecione)
Administração
Tratamento da informação
Atendimento ao usuário
Horário: (Selecione)
Manhã-tarde
Tarde-noite
Público alvo: (Selecione)
Infantil
Graduando
Pós-Graduando

Possui Currículo Lattes :
Sim
Não

Acesso à Lista de conhecimentos:


MARC 21

Ferramenta de Busca

Pesquisar

- Desenvolvimento e formação de acervo
Aquisição de monografias
Aquisição de periódicos
Permuta
- Divulgação
- Ferramentas de trabalho
Catálogo de autoridade
ISBD
- Gerência
De bibliotecas
De sistemas
- Normas
AACR2
ABNT
-Padrão
MARC 21

MARC 21 - Conhece 
- Aplica ฀

Item de validação:
Descreva aqui as informações que
justificam a escolha deste nível de
conhecimento

- Domina ฀

Base de conhecimentos

- Redes de informação
BDENF
CCN
FG
SIBRADID

FIGURA 3 – Formulário pessoal

�O preenchimento do formulário pessoal, assim como sua atualização, ficará
a cargo de cada funcionário.

4.4 DEFINIÇÃO DO NÍVEL DE CONHECIMENTO
Para determinar, com segurança, o grau de conhecimento do funcionário
dentro de um determinado assunto foi fundamental estabelecer uma estrutura
simples e prática, mas que ao mesmo tempo, oferecesse segurança, consistência
e controle de dados. optou-se então por adotar o modelo do serpro, já testado e
aprovado, onde a competência do funcionário é caracterizada de forma mais
precisa por três níveis de conhecimento: 1- domina; 2- conhece; 3- aplica
Domina - significa que o funcionário conhece profundamente o assunto, já
aplicou ou aplica atividades relacionadas ao assunto e, é capaz de prestar
consultoria e repassar seus conhecimentos para outra pessoa;
Conhece - significa que o funcionário estudou o assunto, através de curso
formal ou não e tem a capacidade para oferecer explicações conceituais sobre o
mesmo, além de estar apto a aplicar esse conhecimento;
Aplica - significa que o funcionário realiza ou realizou tarefas relacionadas
ao assunto.
Ao fazer uso da lista de conhecimento e registrar na planilha a sua
competência o funcionário deverá selecionar um dos níveis de conhecimento aqui
apresentados, informando assim o seu grau de conhecimento sobre um
determinado assunto. os níveis de conhecimento estarão visíveis e devidamente
identificados no formulário. o significado de cada uma deverá aparecer com a
proximidade do “mouse” do campo.

4.5 A CRIAÇÃO DE UM SISTEMA DE VALIDAÇÃO DE DADOS
Uma preocupação surgida durante os encontros da equipe responsável
pela categorização das competências foi a necessidade da adoção de alguma

�forma de validação das informações inseridas no formulário. Essa apreensão
originou o acréscimo de um campo denominado “item de validação”. Nesse
campo o funcionário poderá descrever livremente os cursos, as experiências ou
qualquer outra informação que comprove o seu grau de conhecimento naquele
determinado assunto.

5 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA
As Parcerias institucionais serão necessárias durante todo o processo de
implantação do projeto, especialmente para as atividades referentes à compra
e/ou desenvolvimento de softwares.
Sugere-se que o Catálogo de competências fique hospedado na página da
Biblioteca Universitária.
Seguindo o exemplo do Serpro, propõe-se a criação de um grupo para
trabalhar a política, diretrizes e práticas advindas desse processo. Sugere-se que
esse grupo seja o mesmo que colaborou com a categorização das competências.
Finalmente, dois cuidados especiais devem ser tomados: primeiro, garantir
a preservação e continuidade do processo; segundo, trabalhar a questão da
cultura organizacional com bastante cautela. A maioria das inovações ou
mudanças organizacionais são vistas com receio e possivelmente, seguidas de
reações desfavoráveis.

6 CONCLUSÃO
Contextualizada a importância do conhecimento como principal recurso
para tornar as organizações mais eficazes e adaptáveis ao século XXI, é urgente
a adoção de modelos e práticas modernas de gestão de conhecimento não
apenas nas instituições privadas, como também nas instituições públicas
brasileiras. A criação de um catálogo de competências no SB/UFMG vem ao
encontro das necessidades atuais do sistema, de forma a promover o melhor

�aproveitamento de pessoal e aumentar sua produtividade. Além disso, será um
auxiliar na identificação, renovação e aplicação dos conhecimentos existentes.
As práticas de gestão de conhecimento exigem mais do que uma boa infraestrutura de tecnologia de informação. Exigem envolvimento da alta liderança,
responsabilidade, comprometimento dos profissionais envolvidos, coordenação e
alinhamento com a missão e objetivos da instituição.
A identificação e o desenvolvimento de competências não pode ser visto
como algo estático, mas sim como um processo contínuo e estratégico. A
organização por sua vez, deve estar sempre em desenvolvimento e pronta a
adotar novas ações e novos modelos segundo as exigências e as transformações
da sociedade.
A proposta aqui apresentada é o ponto de partida para a criação do
catálogo de competências para o SB/UFMG. Durante a sua implantação, deverse-á considerar alterações ou inclusões de itens que se mostrarem relevantes.

REFERÊNCIAS

DAVENPORT, T. H. Ecologia da informação. São Paulo: Futura, 1998. 316 p.
FLEURY, Afonso; FLEURY, Maria Tereza Leme. Estratégias empresariais e
formação de competências: um quebra-cabeça caleidoscópico da indústria
brasileira. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2001. 169 p.
MACEDO, Claudio Cyrne de et al. Estratégia de integração das práticas de gestão
do conhecimento ao modelo de Gestão do SERPRO. In: SANTOS, Antônio
Raimundo dos Santos et al. (Org.). Gestão do conhecimento: uma experiência
para o sucesso empresarial. Curitiba: Champagnat, 2001. 267 p.
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa:
como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. 3. ed. Rio de
Janeiro: Campus, 1977. 358 p.

�OLIVEIRA, Luciel Henrique de. Gestão do conhecimento como fonte de vantagem
competitiva sustentável para as Instituições de Ensino Superior (IES). Revista
Acadêmica da FACECA – RAF, ., v. 1, n. 2, jan./jul. 2002.
PROBST, Gilbert; RAUB, Steffen; ROMHARDT, Kai. Gestão do conhecimento:
os elementos construtivos do sucesso. Porto Alegre: Bookman, 2002.
SANTOS, Antônio Raimundo dos et al. (Org.). Gestão do conhecimento: uma
experiência para o sucesso empresarial. Curitiba: Champagnat, 2001. 267 p.
STEWART, Thomas A. Será que alguém aqui sabe…? Fortune, p. 102-103, set.
1997.
SVEIBY, Karl Erik. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando
patrimônios de conhecimento. Rio de janeiro: Campus, 1998.
TERRA, José Cláudio Cyriney; GORDON, Cindy. Portais corporativos: a
revolução na gestão do conhecimento. São Paulo: Negócio Editora, 2002. 453 p.

*

Bibliotecária – Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.
Av. Antônio Carlos, 6.627 – Pampulha – Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil.
Especialista em Gestão Estratégica da Informação pela Escola de Ciência da Informação/UFMG.
Aprovada e classificada em Concurso Público para o Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais.

E-mail: ferrazmessina@terra.com.br

∗∗

Professora da Escola de Ciência da Informação da UFMG
Av. Antônio Carlos, 6.627 – Pampulha – Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil
Doutora em Engenharia Industrial e Gestão da Inovação Tecnológica pela École Centrale de Paris.
Hmaraujo@ufmg.br H

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53603">
                <text>Gestão de conhecimento no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais: mapeamento de competências.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53604">
                <text>Messina-Ramos, Maria Angélica Ferraz; Ferreira, Marta Araújo Tavares</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53605">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53606">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53607">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53609">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53610">
                <text>Apresenta a importância do conhecimento dentro das organizações. Oferece uma estrutura básica sobre a qual o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais possa desenvolver atividades de Gestão de Conhecimento com destaque para o mapeamento de competências. Foi proposto um modelo de formulário que permitirá a construção de um catálogo para localizar pessoas – fontes de conhecimento - não só pelos seus nomes, mas também por suas competências, um catálogo que vise conhecer e desenvolver o capital intelectual presente nas bibliotecas da Universidade. Essa prática permite facilitar o acesso, a troca e o compartilhamento do conhecimento existente em qualquer organização. Dentre as principais aplicações para um sistema deste tipo estão: preenchimento de cargos; remanejamentos de pessoa de acordo com suas característica; formação de equipes de projeto; formação de grupos de estudo; formação de grupos de treinamento; implantação de política de Recursos Humanos mais assertiva; indicação de necessidade de capacitação; desenvolvimento de comunidades de prática; seleção de consultores; ou ainda, simplesmente, indicar quem pode resolver um problema ou tirar uma dúvida de um companheiro. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68361">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4860" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3929">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4860/SNBU2004_081.pdf</src>
        <authentication>c44e878462f161fd3bef62cf4c030bd3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53647">
                    <text>A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL IMPULSIONA AS PESSOAS A MELHORAR
SUAS HABILIDADES E PROSPERAR NA VIDA E NO TRABALHO

Maria Aparecida Pardini∗

RESUMO
Em determinados momentos e por inúmeras vezes, ouvimos dizer que a
biblioteca é o coração da universidade. Cada vez mais trabalhamos e nos
equipamos com as novas tecnologias, mas, o ser humano é o maior patrimônio
existente. É ele que desenvolve e trabalha com esta tecnologia fazendo a
biblioteca prosperar. Para trabalharmos bem em conjunto, necessitamos da
Inteligência Emocional e isto nós podemos aprender e ensinar constantemente. A
emoção e a motivação são estritamente relacionadas e tudo gira em torno de
relacionamento. A comunicação é essencial, principalmente se for clara e franca e
nos permita tomar decisões com maturidade, confiabilidade e integridade. É
necessário escutarmos mais as opiniões alheias, aos instintos, a intuição e
sentirmos a sensação de que estamos no caminho certo.
PALAVRAS-CHAVE: Relacionamento em bibliotecas universitárias. Recursos
humanos - emoção e razão. Motivação no trabalho.

1 INTRODUÇÃO
Pretende-se passar um pouco daquilo que se pode, através da Inteligência
emocional. Conseguimos dar inteligência às nossas emoções, pois a inteligência
vem antes da emoção. Vamos escutar as nossas emoções com mais atenção e
nos importarmos mais, inclusive com a intuição. Para isso, não precisamos ter o
melhor Q.I, aliás, ele não tem nada a ver com a inteligência emocional. A
inteligência emocional pode ser melhorada constantemente, porque temos
capacidade de aprender e podemos estruturar o cérebro, pois o pensamento
também vem antes das emoções. Diante de determinadas situações precisamos
refletir: eu domino isso ou isso me domina? Temos centros emocionais da
memória e o cérebro guarda tudo. Aprendemos algo na infância e armazenamos,
assim como temos neurônios inibidos que só dizem não e muitas vezes morremos
sem conhecermos algumas de nossas habilidades. Em determinados momentos,

�saímos de nós por falta de controle ou deficiência de neurônio que inibe os
impulsos. Precisamos estar conscientes do que está acontecendo, embora nem
sempre sabemos o que sentimos. Mas sabemos que precisamos tomar decisões
sensatas, algo que não nos faça arrepender futuramente.
A intuição tem informações valiosas. Quando enfrentamos uma decisão, o
instinto se manifesta em nosso corpo, a emoção flui e até o intestino reage. Você
já sentiu isso? Emoções e instintos são sempre fortes em nossa vida. Às vezes
não consideramos esses importantes fatores. Será fácil conseguirmos ficar
zangados, com a pessoa certa, pelo motivo certo e na hora certa? Isso não é fácil,
mas podemos aprender. Para isso, precisamos ficar atentos aos nossos impulsos,
aprendendo lidar com as nossas emoções. Através do intelectual emocional,
podemos não nos deixar levar por algumas indagações ou provocações, que
começam num momento de tensão e nos faz perder o controle.
Nesse processo de transição onde o desenvolvimento humano cresce de
forma aritmética enquanto o tecnológico cresce de forma geométrica, onde
enfrentamos o novo constantemente, nos sentimos diante de situações polêmicas
que nos leva a sentirmos medo. Aí podemos ser dominados pela raiva, ira ou
tristeza. Mas se estamos dispostos a superar a tristeza e cumprir o novo papel
exigido pela sociedade, começamos buscar uma situação de ânimo e alegria, que
faz parte da aceitação das mudanças. Nós construímos a nossa estrada e todos
buscamos a felicidade. Evitar algumas situações faz parte da nossa capacidade
de lidar com as pessoas, da nossa vontade de estar num ambiente bom, de
agirmos com amadurecimento e responsabilidade. O medo, desde sempre existiu,
e não há quem não o sinta. Desde os primeiros livros da Bíblia, encontramos
citações sobre o medo.

Determinadas pessoas querem sempre mostrar que não têm
medo de nada e mesmo que alguma coisa os aflija, “engolem”
aquele mal com um “pouquinho” de tempero: dizem que podem
resolver tudo. Seu orgulho é tão grande que têm medo de dizer
que estão com “medo” de resolver sozinhos tal situação. [...] Saiba
que o medo existe como forma de defesa e instinto de
sobrevivência no mundo racional. (CAIRO, 1999, p.188)

�Se nos libertarmos do medo excessivo, que está enraizado em nossa
mente desde crianças, (é tanto medo, medo de errar, medo de ser julgado, medo
do não, medo do sim, medo da solidão, medo até de ter medo) encontraremos
soluções para os transtornos que nos deixam em conflito. Quem sabe começando
por uma faxina mental que nos ajudará a libertar-nos de coisas velhas, que
permanecem ocupando lugar em nossa vida, conseguiremos adquirir coragem
para encarar o novo. Quando fazemos uma faxina em nossa casa, tiramos tudo
do lugar, limpamos e vamos cuidadosamente arrumando de forma agradável,
descartando ou mantendo o que queremos. Assim é com os nossos sentimentos.
Se imaginarmos o nosso coração como um fichário cheio de lembranças, onde
algumas são boas, (nos lembram bons momentos, boas atitudes) e outras
lembranças são tristes, (nos levam a momentos desagradáveis do passado,
atitudes que não queremos mais repetir) fizermos uma seleção, descartarmos o
que não queremos mais e organizar o que nos faz bem, poderemos certamente
levar uma vida mais serena, tranqüila e próspera. Precisamos colocar ordem
nisso de forma a não permitir que os outros passem por cima dos nossos sonhos,
objetivos, ideais. Temos direito ao prazer, conforto, sucesso e, isso, cabe a cada
um de nós alcançarmos.
É preciso dimensionar os problemas antes de resolvê-los. Às vezes é
preciso nos desfazer daquilo que não queremos mais, nos esforçar para
mantermos o que temos (por ser importante para nós) e lutarmos para
alcançarmos o que queremos. Num momento de medo, devemos nos unir e nos
ajudarmos mutuamente até que passe aquela necessidade. É com o coração
aberto que conseguiremos compartilhar da tristeza do outro, cativando-o com
empatia e lealdade, na tentativa de ajudá-lo a descobrir o caminho da solução.
Com certeza, a melhoria alcançada beneficiará ambas as partes.
Que vocês sejam grandes empreendedores. Se empreenderem,
não tenham medo de falhar. Se falharem, não tenham medo de
chorar. Se chorarem, repensem as suas vidas, mas não desistam.
Dêem sempre uma nova chance a si mesmo. [...] Os perdedores
vêem os raios. Os vencedores vêem a chuva, e com ela a
oportunidade de cultivar. Os perdedores paralisam-se diante de
suas perdas e frustrações. Os vencedores vêem a oportunidade
de mudar tudo de novo. Nunca desista dos seus sonhos.
(CURY, 2003, p. 80)

�2 MÁGOA E PERDÃO

A mágoa nos limita e nos impede de alcançarmos a felicidade. É
importante

encontrarmos

maneiras

que

nos

conduzam

a

paz

interior,

proporcionando-nos a vontade de conhecermos coisas novas, oferecidas e
apresentadas no nosso cotidiano. Se tivermos um colega pessimista, ou com
idéias negativas, sempre enxergando maldade onde ela não existe e, muitas
vezes, com capacidade de fermentar o ambiente e tentarmos falar com ele sobre
otimismo e com otimismo, é bem provável que consigamos aos poucos, ajudá-lo a
substituir o negativismo pelo positivismo. Se ele confiar em nossa fala e conseguir
enxergar que temos boas intenções de melhoria para com o ambiente de trabalho
e na qualidade de vida das pessoas, já podemos nos sentir vitoriosos, porque é
muito mais fácil compartilhar das fofocas, do que mostrar o outro lado da moeda.
Acabamos não sendo entendidos muitas vezes, e isso nos magoa. Há
exercícios diários que nos ajudará a libertar-nos do orgulho e da mágoa se
agirmos

com cautela, amor e sabedoria. Assim, conseguiremos encontrar

soluções positivas e saudáveis. Lutando pelo nosso ideal, buscando motivação,
atuando com emoção, poderemos atingir os objetivos com mais facilidade e
menos sofrimento. O otimista chega mais facilmente ao sucesso. Para que o outro
perceba quando não gostamos de algo, é necessário que falemos e selecionemos
o que nos agrada ou não. Quem sabe já é chegada a hora de dividirmos as
responsabilidades, compartilharmos alguns problemas e libertar-nos de outros,
delegarmos responsabilidades, solicitarmos ajuda quando necessário, pedirmos
desculpas e não desistirmos de recomeçar. Às vezes é necessário irmos para a
casa, tomarmos um banho gostoso, contemplarmos a natureza, lermos algo
interessante, assistirmos a um bom filme, enfim, nos livrarmos de sentimentos de
posse, de desânimo e de tristeza que nos debilitam. Vamos aceitar ajuda e
opiniões alheias. Atuar de forma saudável é uma questão de inteligência.
Perdoar verdadeiramente também é questão de inteligência! Será que
conseguiremos ter a sensibilidade de descobrirmos o que a pessoa sente sem
que ela nos diga? A base disso tudo está na atenção e empatia. Sempre há
pessoas capazes de se solidarizarem com os outros, basta estarmos mais

�abertos e dispostos a querer ajudar ou receber ajuda! A arte do relacionamento
está na nutrição de bons momentos e não no veneno das intrigas e da maldade.

Felicidade é o fator que harmoniza razão e sentimentos. Emoções
descontroladas: ”o ódio que cega”; “o medo que inibe” e idéias
desordenadas, “a obsessividade”, “o preconceito”, “o fanatismo”,
comprometem o desenvolvimento da inteligência, na verdade,
emburrecem. Pensamentos e emoções negativas estreitam a
visão. A felicidade equilibra, dá sentido, direciona, abre
perspectivas e descortina á transcendência. Faz ver claro, facilita
a compreensão, ajuda a aprendizagem. A felicidade torna as
pessoas tolerantes e desenvolve a humildade de espírito,
indispensável á abertura para aprender. (MATOS, 1997, p. 121)

Se mantivermos raiva, mágoa e rancor, estaremos mantendo uma situação
do passado, que influencia o presente e compromete não só o futuro, mas as
relações de maneira geral. Quantas vezes você se machucou com suas próprias
atitudes? TVocê se perdoou, ou se culpa até hoje pelo que fez e pelo que não
fez? Perdoar, ou seja, aceitar o perdão, está diretamente ligado com a
capacidade que cada um tem de perdoar a si mesmo, pois requer enfrentar os
próprios medos, julgamentos, injustiças, limitações, olhar para a própria vida e
lembrar de quantas vezes já errou e desejou ser perdoado. Somos seres
humanos, estamos em constante processo de aprendizagem e evolução. E nesse
caminho muitos erros e acertos acontecem. O perdão, na visão da psicologia, é
dar a cada um o direito de ser como é, e também a nós o direito de sermos como
somos. Se tivermos uma visão diferente da vida, e se desejarmos transmitir esta
visão, é nobre de nossa parte, mas não podemos exigir que o outro a acate. À
medida que formos trabalhando a mágoa e os nossos valores diante disso, ela vai
perdendo o significado, vai desaparecendo. Seja gentil com você. Não permita
que ninguém torne a vida insuportável, nem para você, nem para os outros. Você
já percebeu que quando estamos de bom humor, ouvimos até desaforo e
dizemos: Sabe que você tem razão? A pessoa saudável não faz o mal
conscientemente a ninguém. Mas quando está de mal consigo mesmo, agride o
outro e acaba prejudicando não somente o outro, mas também a si mesmo. Se no
passado tivemos atitudes que nos levaram a um presente doloroso, podemos no
presente construir um futuro melhor. Pense nisso!

�3 EMOÇÃO E RAZÃO
A razão fecha todas as portas e janelas e se tranca em
pensamentos curtos para não dar “de cara” com o medo pelo
corredor. Peça a sua razão que abra as janelas e cumprimente as
emoções. Elas podem ser amigas, pois as emoções carinhosas
conhecem os caminhos que a razão jamais ousou pisar. (CAIRO,
1999, p.188)

As emoções são contagiosas e devemos usá-las para melhorar o nosso
ambiente. Só as pessoas de bom coração têm o poder de contagiar. Então envie
onda de bem estar. Descubra como fazer e faça a diferença! Não deixe que uma
pessoa que ainda não aprendeu a amar contamine aquele que se deixa levar.
Assim como na matemática o negativo mais negativo dá positivo, um fraco mais
um fraco, não são apenas dois fracos, mas sim, um forte. Quando perceber que
isso está crescendo, aja com inteligência emocional. Não somos grandes
conhecedores de tudo, mas temos sabedoria para melhorar algumas coisas
necessárias. Não tenha medo de se arriscar. Pelo menos tente!
Saber controlar as emoções e respeitar os sentimentos dos outros, melhora
as nossas habilidades intelectuais. Na verdade, podemos usar as emoções como
uma oportunidade para aprimorarmos os nossos desempenhos enquanto pessoa
e profissional. Você pode, ao acordar, acreditar que algo bom vai acontecer hoje,
permitindo a possibilidade de ver a luz ao fundo do túnel. O nosso sistema
imunológico tem muito a ver com a Inteligência Emocional. Estresse, doença
grave, risco de saúde, tem tudo a ver como reagimos aos acontecimentos.
Quando o nosso corpo está estressado, ele rouba as nossas energias. Aí é fugir
ou lutar! Então podemos reagir para melhorar, e o relaxamento, seja através da
respiração, de um momento de oração, de um contato carinhoso, ou seja, através
da Inteligência emocional, nos dá a oportunidade de melhorarmos. Dessa forma,
começamos encontrar os melhores caminhos. Caso contrário, nos enchemos de
raiva, de crítica e nos desabafamos de forma nada inteligente, emitindo e
recebendo o contra ataque, aumentando o desconforto que nos leva ao
desespero, ao desânimo e ao desgosto. As mensagens dolorosas aumentam o
nosso batimento cardíaco e nos leva ao estresse. Se houver uma comunicação

�clara e saudável, partes do sofrimento podem ser aliviadas. Podemos dizer o que
podemos sabemos fazer melhor, para trabalharmos bem em conjunto.
Precisamos da Inteligência Emocional que nada mais é do que desenvolver
habilidades que possam ser aprendidas constantemente. Há pessoas que não
dimensionam quando as suas atitudes são indelicadas, acham que é apenas um
desentendimento ou que o outro é melindroso. Reflita, tente colocar-se no lugar
do outro, porque uma emoção leva a outra. Então procure se relaxar, distrair, e
quando se sentir melhor retorne para conversar. Entre os indivíduos, há
convicções que devem ser canalizadas de forma inteligente para que
harmoniosamente atinjam os objetivos, não só da biblioteca, mas da universidade
como um todo. Podemos fazer com que a biblioteca onde atuamos, possa ser
exemplo. A Inteligência Emocional, consciência do dever e da obrigação não faz
de você exceção, mas exemplo. Uma pessoa emocionalmente inteligente procura
contornar as situações ou os limites de forma a encontrar soluções e não deixa
criar barreiras através de situações de tensões que nos levam a enxergar as
situações de forma exagerada.
A inteligência, somada às nossas emoções, pode melhorar a nossas
habilidades para prosperarmos no trabalho. Somos pessoas que se importam,
que têm gestos e atitudes especiais com a vida. Seja alguém, com quem as
pessoas se sintam bem! Talvez aí esteja o grande segredo. Isso é uma questão
de maturidade, que hoje podemos chamar de Inteligência Emocional. Que pena
que exploramos uma parte demasiadamente pequena da nossa capacidade.
Temos tanto talento guardado, vamos explorá-lo para o nosso bem e o bem
daqueles que nos rodeiam!
Depois das colocações propostas, acreditamos que diante de situações
difíceis, embora tenhamos reações fortes, reconheçamos que podemos melhorar.
Em determinados momentos, devemos deixar a poeira assentar,
percebermos se fizemos algo realmente inadequado, e não reagirmos no ímpeto.
Já sabemos que conseguimos controlar os nossos impulsos agindo de forma
inteligente. Escutando os nossos instintos, a nossa intuição, e, observando os
nossos impulsos para tomarmos decisões sensatas, teremos maior chance de

�não nos arrependermos depois. A emoção, quando saudável, nos move para
frente, nos impulsiona. A motivação é apenas emoção, e o otimismo é muito
importante porque é fator facilitador. Dizem que a maior diferença entre um
otimista e um pessimista está no que eles dizem a si mesmo em momentos
difíceis. É preciso ter habilidade, ter empatia para se entender com as pessoas.
Desde sempre nos solidarizamos com o outro, seja um bebê, uma criança, um
jovem, um adulto ou um idoso. Deve ser horrível não conseguirmos sentir a
aflição do outro, não percebermos a dificuldade ou a tristeza de alguém que
convive conosco horas, dias, meses e até vários anos. Precisamos saber lidar
com as emoções interagindo com dedicação, lealdade, nutrindo bons sentimentos
e tentando não destilar veneno.
Você já experimentou dizer bom dia ao motorista do ônibus que leva
centenas de pessoas todos os dias ao trabalho, inclusive você ou pessoas que
convivem com você? Com certeza ele sentirá sua cordialidade e enviará ondas de
bem estar a todos os demais que se utilizarem desse transporte durante seu turno
de trabalho. Nós podemos fazer as pessoas se sentirem melhores ou piores. Essa
interação faz bem também à nossa saúde. Saiba que as pessoas que sofrem de
mau humor, têm o dobro do risco em contrair doença grave do que as pessoas
alegres. Todos nós podemos fazer algo na tentativa de mudarmos para melhor a
nossa vida. Será que nos momentos difíceis conseguimos pensar que algo bom
pode acontecer? Será que conseguimos nos acalmar e buscar na memória um
positivismo que nos levará ao relaxamento? Se usarmos palavras positivas,
ouvirmos uma música suave, serena, ou desenvolvermos uma atividade que nos
acalme, conseguiremos lidar melhor com os problemas e preservaremos a saúde.
Quando alguém nos desagrada, devemos dizer o que sentimos no momento
ocorrido, para não guardarmos aquele sentimento, que acaba se tornando em
ressentimento. Se o alimentarmos, ele vai crescendo, até que atacamos o outro
que por sua vez, se defende ou contra ataca. Precisamos ser realistas, sem
ironias ou desrespeitos, para que nossas colocações não sejam dolorosas aos
olhos do outro. Se não agirmos de forma solidária, poderemos nos comparar a um
piloto que ao notar um problema no avião, estando ele em operação, avisa os
seus co-pilotos, que, se eles não o ajudaram em nada, o avião poderá cai

�causando uma tragédia. A comunicação deve ser clara e franca, tanto na família
quanto no trabalho, para que tenhamos bom êxito. Para trabalharmos bem em
conjunto, necessitamos de Inteligência Emocional e como já sabemos, ela pode
ser ensinada e aprendida sempre. Quando a razão e a emoção estão dominadas
pelo negativismo, a nossa inteligência acaba sendo bloqueada expondo-nos à
desesperança.
Em um ambiente integrado por valores que comprometem um acreditar,
sentir, refletir coletivamente, a alegria e o humor traduzem o estado de felicidade
grupal. Problema sempre haverá, mas se houver um compromisso solidário para
somar as potencialidades, abre-se aí a inteligência grupal. Não devemos
esquecer do bom dia, por favor, e obrigado. Devemos ter claro em nossa mente,
que o mesmo trabalho e esforço que temos para imaginar que podemos
conseguir algo, é igual ao que temos quando pensamos o contrário. O homem é
maior que o profissional, por que antes de ser qualquer coisa, ele é uma pessoa
que tem sonhos, crenças, carências, frustrações, talento, medo, limite, ousadia,
esforço, determinação, coragem, emoção e razão. É muito triste constatarmos o
quanto há de pessoas extremamente responsáveis pela infelicidade do outro. Se
agirmos inteligentemente, não desejaremos que o nosso próximo se dê mal
simplesmente porque queremos nos dar bem. Ele também poderá se tornar um
vencedor! Uma emoção leva a outra, um fato leva a outro, uma alegria nos
conduz a maiores alegrias. Pessoas alegres têm o poder de contagiar com sua
alegria e assim por diante. Precisamos fazer a diferença com nossos atos.
Podemos ajudar o outro a se acalmar para depois conversarmos. Há princípios
básicos que não nos permite perder o controle.
Devemos desencorajar a prática das fofocas e das rodinhas de
fermentações no ambiente de trabalho, porque isso não é bom nem para os
funcionários, nem para a Instituição. Se não dissermos para as pessoas aquilo
que é devido a ela, nem sempre ela saberá quando precisa ajustar o seu
comportamento. Ter senso de humor é muito bom, não precisamos ser
carrancudos simplesmente porque trabalhamos com seriedade! Tente descobrir o
que mais te irrita e procure buscar caminhos que o leve a viver melhor. Perceba
os sinais do seu corpo que mostra o que não está bem. Tente encontrar

�oportunidades melhores e não repita os mesmos erros. Cada pessoa é um ser
único e isso nos dá a oportunidade de não vivermos na mesmice, de
aprendermos a lidar com as diferenças e descobrirmos o que cada um tem a
oferecer. Somos parte do todo, temos uma razão para existir, devemos tornar os
nossos momentos mais agradáveis. Temos hábitos diferentes, experiências
diferentes, trajetórias diferentes e projetamos o futuro de maneira diferente.
Temos medo do que não conhecemos. Quando as mudanças ocorrem de forma
natural, muitas vezes nós nem as sentimos. Devemos trabalhar de forma
integrada, porque cada um inter-relaciona-se com o outro e ambos são a soma
daquele ambiente. Isso pode ser muito vantajoso, possibilitando a oportunidade
de atingirmos as metas de forma harmoniosa. Dessa forma, criamos vínculo com
o ambiente e os colegas do trabalho e acabamos vestindo a camisa da instituição.
É muito bom poder desempenhar as atividades com a sensação de liberdade. A
Inteligência Emocional nos permite atuarmos na busca da realização pessoal e
profissional com criatividade, descobrindo, encorajando e contribuindo na
realização das mais diversas áreas. Basta dar responsabilidades por iniciativa e
inovação, permissão para falhar porque aprendemos também com os erros,
estabelecer limites, pois a falta dele pode levar a situações delicadas.
É comprovado que todos nós temos necessidade de estima, de segurança
e proteção, e necessidades sociais. Todos merecemos e

queremos ser

respeitados. O funcionário é ao mesmo tempo humano e único além de
profissional. Todos nós quando saímos de casa, saímos completos, ninguém
deixa o coração em casa quando vai para o trabalho! Precisamos enfatizar a
importância de trabalhar em equipe, incentivar o compartilhamento, apoiar e
fortalecer a capacidade que as pessoas têm de interagir enquanto equipe.
Acompanhar a mudança é tão importante quanto a nossa adaptação com tudo o
que ocorre em nosso meio. Se observarmos os membros de uma família,
veremos que tanto quanto em uma equipe de trabalho, ambos discutem aspectos
positivos e negativos, concordam e discordam, dividem responsabilidades, se
respeitam, se estimam e se castigam quando necessário. A coragem para vencer
é fortalecida na amizade, no companheirismo, na cumplicidade e na
camaradagem, e o nosso ambiente de trabalho merece extensão de tudo isso.

�Os laços entre os funcionários de uma organização e até a própria
organização se fortalecem através de atividades que não seja apenas com o
trabalho. Cabe aqui um exemplo prático de integração em biblioteca universitária:
trabalho onde a interação flui de maneiras mais diversas possíveis. A iniciativa e
liberdade de ação acontecem de maneira às vezes surpreendente, não que não
haja problemas, pois todo local, onde existem pessoas reunidas, tal probabilidade
existe. Mas, em todas as oportunidades, surgem idéias de algo a fazer em
determinados períodos. Época de frio passa-se uma lista com os dizeres: - quem
quer tomar um caldo quente no dia tal? E os interessados colocam seus nomes
na lista, e o melhor ainda é que praticamente 100% participam. Esse funcionário
faz a compra dos ingredientes, e no dia combinado estamos lá, na cozinha da
biblioteca, tomando o caldo quente, num clima de descontração. Quanto custa
isso? Em termos financeiros, quase nada. Em satisfação pessoal, o valor é muito
grande, alguém se dedicou a fazer o melhor caldinho e todos compartilharam!
Digo até que o alimento aqueceu o corpo e a alma, atingindo inclusive o coração
porque tudo é preparado com muito carinho e dedicação. Nesse momento surgem
os elogios, as trocas de receitas e os bate-papos descontraídos. No período de
festa junina, outra lista é passada, onde constam os ingredientes típicos da época
a serem comprados e lá estão todos na cozinha, num envolvimento total para
cortar os temperos, cozinhar, enfim, preparar a melhor festa junina dos
funcionários desta Biblioteca. Sem falar da decoração: bandeirinhas e balões que
enfeitam desde a entrada da biblioteca até a cozinha onde se concretiza o fato.
Nesse período já se inicia o planejamento das festividades do fim do ano, ou seja,
como será a árvore de natal deste ano? Isso é maravilhoso! Só precisa de
dedicação, carinho e desejo de união. Em que momento tua inspiração te revela
informações valiosas? Talvez no momento de descanso, não é? Aí está a
importância de alternar trabalho e descanso.
Precisamos entender o que esperam de nós para que com a soma dos
esforços, conseguiremos superar as fraquezas, obter sucesso, corrigir erros,
estabelecer metas e cumpri-las. Mas é necessário que os objetivos sejam
colocados de maneira clara. É comprovado através de literatura que ruídos na
comunicação é um dos maiores problemas que enfrentamos atualmente.

Se

�conhecermos as diferentes etapas do trabalho desenvolvido pelos nossos
colegas, entenderemos melhor quão valioso e indispensável é cada passo e
saberemos nos posicionar melhor

diante de cada situação, ajudando-nos

mutuamente ao invés de criticarmos por não entendermos tal importância. Mas
precisamos expressar as nossas dificuldades, ouvir as colocações, solicitar idéias,
buscar soluções para respondermos através de nossas ações. Dê liberdade,
deixe os funcionários decorarem os seus espaços, pois se sentirão confortáveis
num ambiente que lhes ofereça bem-estar e com certeza, isso fará a diferença,
eles se tornarão mais produtivos e criativos. Pode parecer simples, mas com as
ferramentas necessárias e liberdade de ação, o desempenho pode passar de bom
para ótimo e excelente. Sempre que surgir conflito, não o camufle, tente
solucionar de forma que ele não venha se tornar um problema sério. Faça dele
uma ponte. Os traços da personalidade que cada um traz para o trabalho devem
ser respeitados, entendidos, mas trabalhados sempre que necessário. Às vezes é
necessário ajudarmos o outro a enxergar o que tem a oferecer. Ajustes existem
para serem feitos sempre que possível, entre o talento, o comportamento e as
ações. Alimente bons sentimentos, demonstre confiança no trabalho da pessoa,
elogie sempre que merecer recompensa e não tente mostrar só o incorreto, se
esforce para enxergar o correto e valorizá-lo por isso. A convivência nos ensina
muito e nos ajuda a melhorarmos. Se fizermos parte de um coral e nos
emprenhamos em conhecer a totalidade da apresentação, não nos limitando
somente a nossa parte, haverá maior sincronismo e o sucesso da apresentação
será motivo de orgulho para todos. Assim deve ser numa equipe, trabalhar de
forma integrada com objetivos comuns. O fato de nos comunicarmos com respeito
e compreensão no trabalho nos proporciona a possibilidade de nos ajudarmos
mutuamente. Dessa forma todos saem ganhando, porque a confiança e o
entusiasmo não ocorrem apenas com aqueles funcionários, mas atinge a melhoria
da qualidade também da empresa. Até para elogiar alguém você deve fazê-lo de
forma inteligente. Cuidado para não elogiar apenas uma pessoa, quando outras
mais estiverem envolvidas na tarefa. Isso pode desestimular aquela que não se
sentiu tão valorizada quanto à outra. Dizem que devemos comemorar as vitórias,
por menores que elas sejam.

�4 HEMISFÉRIOS CEREBRAIS

Precisamos trabalhar os dois lados do cérebro para melhorarmos a nossa
inteligência. Segundo Ribeiro (2002, p. 47):
No hemisfério esquerdo, tudo na vida delas é organizado,
detalhado, certinho. Tudo é tão organizado que a visão do mundo
dessas pessoas é extremamente limitada: elas vêem apenas a
árvore, mas não conseguem ver a floresta. No outro extremo,
estão as pessoas sonhadoras, cheias de preocupações sociais,
mas que nunca conseguem concretizar seus ideais. [...]
desenvolvendo apenas o lado direito do cérebro, você consegue
ver a floresta, mas não vê a árvore.

Dizem que todas as boas idéias vêm do lado direito do cérebro, mas para
que elas possam fluir, é necessário estarmos relaxados. Não dá para nos
aprofundarmos no assunto, neste momento. Mas, é importante que conheçamos
um pouco sobre as funções dos hemisférios e quanto de responsabilidade
podemos assumir quando temos consciência dos fatos.
O hemisfério direito é então responsável pelos seguintes
comportamentos: apreensão das idéias globais e principais dos
problemas, lidar intuitivamente com fatos e situações simultâneos,
aprender através da experiência e do contato direto com o
material, elaborar pensamentos através de imagens ou sonhar
acordado, responder positivamente a apelos emocionais, usar
analogias e metáforas, sumarizar o material estudado, lembrar
facilmente de rostos, interpretar linguagem corporal, usar de
humor, improvisar, desenhar as próprias idéias, sintetizar imagens
e outros processamentos da mesma natureza. (WECHSLER,
1998, p. 43)

Podemos perceber que segundo o autor, praticamente, o lado direito do
cérebro percebe os problemas e busca soluções, enquanto o lado esquerdo
analisa e avalia a solução encontrada e elabora a produção final. Se a partir
dessa consciência nos interessarmos para conhecer tais funções mais
profundamente, teremos a chance de nos aprimorarmos sempre mais.

�5 CONCLUSÃO
Que possamos, depois da leitura desse texto, demonstrar melhor
compreensão na posição ou necessidade dos outros ou da empresa, tanto quanto
esperamos que compreendam as nossas, e que consigamos utilizar a Inteligência
Emocional, para enfrentarmos os desafios que constantemente surgem em
nossas vidas. Que saibamos fazer afirmações positivas sobre as pessoas ou os
fatos. Que amadureçamos idéias com sensibilidade e tenhamos humor sobre nós
mesmos. Que ouçamos, reflitamos, apoiamos, concordamos, discordamos, mas
tentando sempre agir positivamente, porque quando trabalhamos utilizando a
Inteligência Emocional, respeitamos e contornamos mais os limites. Como diz o
nosso grande poeta Fernando Pessoa: “Fazer da interrupção um caminho novo;
da queda, um passo de dança; do medo, uma escada; do sonho, uma ponte; da
procura, um encontro”.

REFERÊNCIAS

CAIRO, C. Mal-estares em geral. In: ______. Linguagem do corpo: aprenda a
ouvi-lo para uma vida saudável. São Paulo: Mercuryo, 1999. p. 179-190.
CURY, A. Bons professores educam para uma profissão, professores fascinantes
educam para a vida. In: ______. Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio
de Janeiro: Sextante, 2003. p. 79-81.
MATOS, F. G. de. Fator QF: quociente de felicidade. Ciclo de felicidade no
trabalho. São Paulo: Makron Books, 1997.
RIBEIRO, L. Funcionamento do cérebro. In: ______. Inteligência aplicada. São
Paulo: Arx, 2002. p. 41-54.
WESCSLER, S. M. O conceito da criatividade. In: ______. Criatividade:
descobrindo e encorajando. Campinas: Psy, 1998. p. 25-69.
∗

Bibliotecária CRB-8/4944. Seção Técnica de Referência Atendimento ao usuário e
Documentação. Instituto de Biociências/UNESP/Rio Claro/SP. Av. 24A, nº 1515, Bairro: Bela
Vista - CEP.: 13506-900 - Rio Claro - SP – Brasil mpardini@rc.unesp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53630">
                <text>A inteligência emocional impulsiona as pessoas a melhorar suas habilidades e prosperar na vida e no trabalho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53631">
                <text>Pardini, Maria Aparecida</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53632">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53633">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53634">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53636">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53637">
                <text>Em determinados momentos e por inúmeras vezes, ouvimos dizer que a biblioteca é o coração da universidade. Cada vez mais trabalhamos e nos equipamos com as novas tecnologias, mas, o ser humano é o maior patrimônio existente. É ele que desenvolve e trabalha com esta tecnologia fazendo a biblioteca prosperar. Para trabalharmos bem em conjunto, necessitamos da Inteligência Emocional e isto nós podemos aprender e ensinar constantemente. A emoção e a motivação são estritamente relacionadas e tudo gira em torno de relacionamento. A comunicação é essencial, principalmente se for clara e franca e nos permita tomar decisões com maturidade, confiabilidade e integridade. É necessário escutarmos mais as opiniões alheias, aos instintos, a intuição e sentirmos a sensação de que estamos no caminho certo. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68364">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4862" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3931">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4862/SNBU2004_082.pdf</src>
        <authentication>42c087499aa203dd3668c146313ac204</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53665">
                    <text>CONFLITOS, TENSÕES E AFETOS NAS RELAÇÕES HUMANAS EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Maria Aparecida Pardini∗

RESUMO
Sabe-se que tanto na família, quanto na escola ou no trabalho, ou seja, lugares
onde se encontram mais de um indivíduo, os problemas com relações humanas
acontecem. Este trabalho tem o objetivo de mostrar que podemos, através de
afeto, toque, carinho, coragem, confiabilidade e determinação evitar situações de
stress. Vamos conhecer coisas simples, que podem nos levar a momentos
prazerosos, criativos e talvez mágicos?
PALAVRAS-CHAVE: Relacionamento em bibliotecas universitárias. Habilidade
para lidar com pessoas. Motivação no trabalho. Relaxamento. Stress no trabalho.

INTRODUÇÃO

Diante de tantas situações vivenciadas, no decorrer de longos anos
atuando em bibliotecas universitárias, passando-se por situações de conflitos,
tensões e afetos nas relações humanas no ambiente de trabalho, não se pode
deixar de contribuir com experiências vividas, amadurecimentos adquiridos
através de conflito e tensão e a importância do afeto para se sentir amado e
encorajado quando parece que todo esforço dispensado no dia-a-dia, toda
dedicação profissional e pessoal, não valeu a pena. Fica presente entre tantas
outras coisas, o fator humano, tão pouco ressaltado, trabalhado e considerado por
muitos profissionais da nossa área de atuação. Quando se ouve dizer: eu preciso
de máquinas, bons equipamentos e alguém que execute aquilo que eu mando; ou,
não quero trabalhar a auto-estima das pessoas, quero que executem o serviço
porque eu sou a porta de entrada e saída dessa biblioteca; você só permanece lá
até que outra porta se abra. Mas se você não tiver a coragem de ir a luta,

�enfrentará uma situação de insatisfação tamanha que o levará ao estresse, ao
pessimismo, ao esgotamento e provavelmente a um tratamento de saúde.
Sabemos que o toque de ternura (seja através de um olhar, um sorriso, um
aperto de mão, um abraço amigável ou um gesto carinhoso) nos leva a momentos
mágicos, melhorando inclusive o nosso desempenho, causando uma enorme
sensação de bem-estar.
Em observação as palavras de Davis ( [199-], p. 37) podemos sentir :
a potência do ato de tocar outra pessoa, ainda que por menos de
um segundo, é surpreendente. Pode fazer as pessoas sentirem-se
melhor e até começarem a associar essas boas sensações a
outros estímulos.[...] NA Universidade de Perdue, no Estado de
Indiana, pediu-se a bibliotecários que tocassem as mãos de
determinados freqüentadores quando lhes apresentassem a
carteira de sócio e não tocassem nas de outros. Dos
freqüentadores questionados logo em seguida, os que haviam sido
tocados, mesmo aqueles que nem o perceberam, nutriam
sentimentos mais positivos com relação a si mesmos, à biblioteca
e aos funcionários que os atenderam.

De que adiantará atingirmos o público externo se com o público interno, que
convive

conosco

diariamente,

não

conseguimos

compartilhar

os

bons

sentimentos? Temos muito a acrescentar se quisermos. Se cada um de nós, no
ambiente de trabalho, der um pouquinho mais de si no desempenho das tarefas,
em pouco tempo sentiremos o quanto de nós há naquele lugar. É muito fácil deixar
o ambiente com a nossa cara. Basta sabermos se queremos ser colaboradores ou
apenas empregados, funcionários ou servidores. Isso não dá para ocorrer se não
tivermos liberdade de ação. E para isso, não é necessário ter cargo! Mas é
necessário ter iniciativa, vontade de viver num ambiente saudável e ter um líder
que seja aberto às colaborações, que saiba valorizar, agradecer, incentivar e
arregaçar as mangas juntamente com a equipe. Então, sem custos adicionais, é
traçada a meta, estabelecida a chegada de onde e quando se pretende e a
largada continua em busca do sucesso. Vocês já ouviram dizer que o único lugar
aonde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário? Gosto dessa colocação e

�acredito nela! Prefiro estar no grupo de pessoas que batalham para vencer! Afinal,
ganho para trabalhar, não é mesmo? Fui contratada para essa finalidade e sabia
disso quando me candidatei!
Às vezes cansamos e até começamos a comparar as nossas atitudes com
as de outros colegas e começamos a questionar: como pode? Será que ninguém
vai tomar providências? Por que só enxergam algumas atitudes? Porque permitem
que fulano faça tais coisas? Não sabemos muito bem lidar com as diferenças.
Então entra o bom senso: bom, estou fazendo a minha parte e com isso também
estou adquirindo mais conhecimentos e crescimento pessoal e profissional. É
muito bom trabalhar de forma harmoniosa. Então nos envolvemos com os
objetivos propostos e tentamos desempenhar da melhor forma possível aquilo que
nos cabe. Mas quando somamos, tudo fica mais fácil. Se cansarmos, que sejamos
como os gansos, troquemos de posição e continuemos encorajando a vencer as
barreiras do caminho e a superar os desafios comuns em toda batalha, nos
revezando nas tarefas difíceis, ajudando o colega quando ele necessita e
reconhecendo quando precisamos recomeçar.

Diz um ditado popular que o

trabalho nos livra de três grandes males: “o tédio, o vício e a pobreza”. A ajuda
mútua deve ser própria de uma equipe. Às vezes o que falta é alguém que nos
lembre as regras. Não se assustem com a colocação, mas já ouvi administrador
dizer: - aqui não somos pessoas, somos profissionais! Você deve ter achado um
absurdo... eu também! Não se enquadre nessa linha, não tenha medo de pedir um
abraço, ou de dizer que não está bem, que precisa falar para quem possa ouvi-lo
com atenção, carinho e respeito. Quer maior intimidade do que a convivência
diária pode nos proporcionar se formos abertos, francos e honestos nos nossos
sentimentos? De repente, o outro esteja precisando tanto quanto ou mais que
você daquele afeto, mas não consegue se expressar como você. Pense nisso,
será um ato de coragem e não de fracasso, pode acreditar! Tomara que
consigamos sempre dar um pouquinho de nós para o crescimento mútuo. Estudos
mostram que foi comprovado que o toque sincero e afetivo chega restabelecer
saúde, proporcionar harmonia, bons sentimentos, equilíbrio e pode significar muito

�para uma pessoa cansada, desanimada ou carente. Podemos através dele sentir
que alguém se preocupa conosco, nos dá aconchego, ternura, autoconfiança.

ALGUNS BENEFÍCIOS QUE O CONTATO FÍSICO PODE PROPORCIONAR:
•

Nenhum gasto com medicação.

•

Sem efeitos colaterais.

•

Liberta-se da solidão.

•

Compartilha-se com o outro.

•

Oferece-se amor e cuidado.

•

Alivia-se ou elimina-se dor e tensão.

•

Pode-se curar enfermidades.

•

Melhora-se a circulação sangüínea.

•

Incentiva-se a viver melhor.

•

Equilíbrio no corpo e na mente.

•

Consciência corporal e valorização.

•

Gera confiabilidade e coragem.

•

Mostra-se a importância do ser humano, sua capacidade de viver bem e de
forma saudável, em busca de crescimento pessoal e profissional.

O PODER DO TOQUE
No livro de Davis ([199-], p. 28-30), encontra-se o poema “Por favor, me
toque”, o qual nos leva a refletir a importância do toque afetivo em todas as fazes
da vida de qualquer ser humano. Podemos até não ter a coragem de assumir tal
necessidade, mas o poema nos confirma quão verdadeiros são esses sentimentos
o qual compartilho com vocês:
Se sou seu bebê, por favor, me toque!
Preciso de seu afago de uma maneira que talvez nunca saiba.
Não se limite a me banhar, trocar minha fralda e me alimentar,

�Mas me embale estreitado, beije meu rosto
e acaricie meu corpo,
seu carinho gentil e confortador, transmite segurança e amor!
Se sou sua criança, por favor me toque!
Ainda que eu resista e até o rejeite.
Insista, descubra um jeito de atender minha necessidade.
Seu abraço de boa noite ajuda a adoçar meus sonhos.
Seu carinho de dia me diz o que você sente de verdade.
Se sou seu adolescente, por favor me toque!
Não pense que eu, por estar quase crescido,
já não precise saber que você ainda se importa.
Necessito de seus braços carinhosos,
preciso de uma voz terna.
Quando a vida fica difícil, a criança em mim volta a precisar.
Se sou seu amigo, por favor me toque!
Nada como um abraço afetuoso para eu saber que você se importa.
Um gesto de carinho quando estou deprimido me garante que sou
amado, e me reafirma que não estou só.
Seu gesto de conforto talvez seja o único que eu consiga.
Se sou seu parceiro sexual, por favor me toque!
Talvez você pense que sua paixão basta,
mas só seus braços detém meus temores.
Preciso de seu toque terno e confortador,
Para me lembrar de que sou amado apenas porque sou eu.
Se sou seu filho adulto, por favor me toque!
Embora eu possa até ter minha própria família para abraçar,
ainda preciso dos braços de mamãe e papai quando me
machuco. Como pai, a visão é diferente, eu os estimo mais.
Se sou seu pai idoso, por favor, me toque!
Do jeito que me tocaram quando era bem pequeno.
Segure minha mão, dê-me força.
E aqueça meu corpo cansado com sua proximidade.
Minha pele, ainda que muito enrugada, adora ser afagada.
Não tenha medo.
Apenas me toque.

Temos a responsabilidade de nos tornarmos pessoas mais sensíveis e
sensatas, reconhecendo que somos dotados de amor e respeito, podendo
proporcionar a nós e aos outros os melhores momentos. Sabemos que temos
estruturas para algumas coisas e não as temos para outras. Através de bons
sentimentos podemos proporcionar confiança e cooperação entre as pessoas. E
através do diálogo, podemos expressar emoções que interligam o eu ao eu e ao

�outro e nos faça um conjunto de interações positivas no ambiente de trabalho.
Tudo começa em nós e nos nossos pensamentos e se eles forem positivos, ótimo
para você e para os outros. Se for negativo, será como um veneno que destrói e
mata a coragem, a vontade e o entusiasmo. Vamos manter um diálogo saudável,
analisando os serviços desenvolvidos e aperfeiçoando-os de forma solidária. Um
bom relacionamento se torna sólido na reciprocidade, na confiança e na lealdade.
Procure manter ao seu redor tudo o que te faça bem: limpeza, som, objetos que
alegram o ambiente e, bons relacionamentos. As mudanças e os avanços ocorrem
tão rapidamente, que chegam a gerar ansiedade e insegurança, mas podemos
avaliar o quanto crescemos e evoluímos através deste desafio.

ESTRESSE NO TRABALHO

Sabe-se que há ausência de estresse e excesso de estresse no trabalho e
que momentos de estresses acontecem normalmente na vida do ser humano, o
que não deve acontecer é a permanência dele. A interferência no dia-a-dia do
trabalhador (telefonemas, reuniões inesperadas, posturas, condutas, problemas:
com equipamentos, com falta de pessoal, com barulho, fofocas, etc.) leva à falta
de produtividade e conseqüentemente ao estresse. Dessa forma, podemos
entender melhor as diferentes reações e comportamentos apresentados por
pessoas de uma equipe. Às vezes, o estresse já ocorre durante o trajeto
repetidamente de casa para o trabalho. Isso porque um determinado funcionário
consegue enxergar que o outro sai do trabalho todos os dias alguns minutos antes
do encerramento do expediente e não consegue enxergar que ele próprio, chega
atrasado todos os dias, no início do expediente e assim por diante. Há várias
causas a considerar. Se quiséssemos relatar, teríamos inúmeras colocações
comuns as mais diversas equipes existentes. Consta no livro publicado pelos
autores: Davis et al. (1996, p. 165) que os pesquisadores Robert Yerke e John
Dodson, em 1908,

�mostraram que os sintomas da ausência de estresse são bastante
semelhantes aos do excesso de estresse: eficiência reduzida,
irritação, uma sensação de urgência com relação ao tempo,
motivação diminuída, raciocínio insatisfatório e acidentes. Todos
temos uma “zona de desempenho” particular, dentro da qual
experimentamos o estresse controlado, que estimula a energia,
motivação tomada de decisões e produtividade. Em resumo, o
esgotamento não é simplesmente provocado pelo excesso do
estresse no seu emprego. Se o seu trabalho não exige nada de
você, você ficaria entediado. A administração do estresse no
trabalho, como a administração do estresse em geral, envolve a
descoberta dos tipos e quantidades adequados de desafio para
estimular o seu interesse e o seu desempenho, sem sobrecarregalo. Ela também requer o controle das áreas difíceis e inevitáveis do
seu trabalho. Finalmente ela inclui o equilíbrio entre as atividades
de lazer e aquelas relacionadas ao trabalho, para que elas se
complementem. A administração do estresse no trabalho é um
processo dinâmico no qual você pode exercitar o seu controle
pessoal.

ALGUNS PASSOS IMPORTANTES PARA ADMINISTRAR O ESTRESSE NO
AMBIENTE DE TRABALHO
•

Identificar os sintomas

•

Identificar as fontes (falta de controle, falta de informação, causa e efeito,
conflito, carreira bloqueada, alienação, excesso, ausência, ambiente)

•

Identificar como reage aos fatores (o seu fator estressante no trabalho, os
seus sentimentos, os seus pensamentos, o seu comportamento)

•

Determinar objetivos para responder com maior eficiência

•

Motivar-se (encontre as maneiras)

•

Modificar o seu pensamento (liberte-se do pensamento que te deixa
ansioso, raivoso, depressivo)

•

Lidar com o seu chefe e seus colegas de trabalho (mostre como você se
sente em determinadas situações e como isso afeta o seu desempenho)

•

Negociar em situação de conflito (tente encontrar soluções que favoreça
ambos os lados)

•

Equilibre-se e regule o seu ritmo (planeje suas ações e linha de chegada)

�•

Mude de emprego ou de seção quando sentir que não vale mais a pena
dispensar esforços naquele local (você é precioso, busque ser feliz e
transmitir felicidade no ambiente de trabalho, quando sentir que já não
consegue mais conviver com aquela situação, saia em busca de algo
melhor; não fique querendo ser vitorioso no local onde será apenas mais
um teimoso)

•

Reconheça quando precisa mudar.

•

Medo do novo é normal, é preciso ter coragem de correr os riscos
necessários, determinação e persistência ao encontrar barreiras.

ELIMINANDO TENSÃO
Certa vez, em uma biblioteca onde eu trabalhava, foram abertas inscrições
para que os servidores da Universidade pudessem expor os seus trabalhos
manuais durante a “semana do livro e da biblioteca”. O convite fora entregue
pessoalmente, com o título MOSTRA DE TALENTOS. A exposição aconteceu e foi
um sucesso! Alguns servidores que não tiveram a coragem de mostrar os seus
talentos, quando da visita ao local, diziam: eu também faço essas coisas, não
participei da exposição porque achava que o meu trabalho não era significativo!
Perdeu a oportunidade de colaborar, de mostrar o seu talento, enquanto os outros
receberam encomendas, porque havia catalogação em cada objeto exposto o que
oportunizada as encomendas a quem se interessasse. Iniciou-se aí um espírito
empreendedor, pelo que me consta, porque as encomendas continuam sendo
atendidas até hoje. Essa atitude incentivou a outros servidores que tinham outras
habilidades sendo que sugeriram para uma próxima exposição fazer também um
dia para degustação, uma vez que alguns servidores têm habilidades culinárias.
Na verdade, criatividade nada mais é do que você ser capaz de externar aquilo
que há em seu interior. Isso acaba levando os servidores a uma motivação,
conseqüentemente a uma interação e ao bem-estar.

�A criatividade é o grande sinal de expressão que está alojado em nosso
íntimo. É a possibilidade de darmos forma à nossa idéia, aos nossos sentimentos
e às nossas linguagens. É a capacidade de proporcionarmos o encontro entre a
idéia e a realização. E quando essa realização acontece, o nosso coração palpita,
o nosso desejo de compartilhar cresce e a emoção toma conta daquele momento.
Entendendo-se a importância de compartilhar bons momentos e sabendose que o relaxamento é um bem necessário, segue um exercício de relaxamento
que poderá favorecer não apenas a você individualmente, mas a todos
mutuamente. É uma adaptação de “o eliminador de tensão”

do Manual de

relaxamento e reducação do stress. Davis et al. (1996, p. 187), sugere entre
outros, um exercício rápido, fácil, profundo e eficiente:
Feche os olhos, respire profundamente, visualize a sua tensão e
tente relaxar dando cor e forma para essa tensão. A tensão pode
ser uma bola vermelha e o relaxamento luzes azuis. Coloque toda
sua tensão dentro da bola vermelha, segure-a em suas mãos e
lance-a para as profundeza do abismo de onde não poderá mais
voltar. Sinta a proteção serena e suave dos raios azuis, tornandote seguro e confortável. Sinta-se numa floresta, fazendo uma longa
e agradável caminhada, receba os raios do sol, sinta o ar suave
pelo teu rosto, descendo pelo teu corpo. Enquanto caminha, sinta
os seus músculos soltos e relaxados. Ouça os cantos dos
pássaros, o barulho das folhas. Agora você vê um pequeno riacho
fazendo um ruído suave, borbulhante. E, perto do riacho, há um
trecho de grama alta, macia, iluminada e aquecida pela luz do sol.
É um lugar adorável para descansar e você rola suavemente sobre
a grama macia e aquecida. Você ouve o riacho borbulhante, os
pássaros cantando e o vento suave. Você está profundamente
relaxado. Cada parte do seu corpo, dos dedos dos pés até o topo
da cabeça, está solta e pesada. Respire profundamente, sinta-se
seguro, livre, sereno e consciente de que a vida te oferece
inúmeras possibilidades.

A IMPORTÂNCIA DO RISO
Quando rimos, mesmo que seja de nossos próprios atos, conseguimos
relaxar. O humor, só traz benefícios. Encontre alternativas bem humoradas, ria
dos seus erros, assuma-os e corrija-os. Isso te tornará relaxado. Você já observou

�o quanto sofre quando comete um erro? Tem medo das conseqüências, das
broncas e de mostrar-se incompetente. Quando você assume aquele erro,
encarando-o como um ato natural do ser humano e consegue dizer para o seu
chefe, ou para a sua equipe, para os seus colegas, enfim, a quem possa
interessar, que poderia ter evitado aquilo, (não sei se por equilíbrio emocional ou
por uma questão de bom senso, ou ainda por um ato de responsabilidade) a
situação é recebida de forma bem mais harmoniosa, as soluções são encontradas
e você terá aprendido mais uma lição. Seja benevolente com você e com os
outros! Através do filme ou do livro “Patch Adams o amor é contagioso”
conseguimos entender e sentir a importância do riso na vida das pessoas.
Por que será que as crianças adoram palhaços? Provavelmente porque as
fazem rir! Crianças são espontâneas, aceitam cócegas, gostam de brincadeiras
divertidas! Nós também gostamos, mas nos fechamos muitas vezes para não
sermos tachados de ridículos embora tenhamos um desejo profundo de gargalhar.
Quando

somos

cômicos

nas

colocações,

ou

temos

humor

no

nosso

comportamento, damos conotações alegres. Podemos dizer até que damos vida
para aquele ambiente. Você já percebeu como o riso contagia? E a gargalhada
então... nos liberta da tensão, nos dá conforto, relaxa os músculos, nos dá
estímulo e nos leva a outro estágio na vida. A felicidade não está longe de nós, ela
se encontra nas pequenas alegrias!

DIANTE DAS DIFICULDADES
Às vezes é necessário pararmos tudo o que estamos fazendo, para
conseguirmos seguir com determinadas tarefas, ou para nos aliviarmos de uma
tensão ocorrida por algum imprevisto, ou mesmo por situação que nos causa um
esforço maior. Neste momento, tornam-se necessários alguns minutos de
relaxamento, como por exemplo: dar uma voltinha até o café, ou até a porta e
respirar ar livre, observar uma planta, tomar uma água e, inclusive, fazer uma
prece. Sempre diante de um problema, procura-se um culpado. Neste momento,

�as pessoas ficam tensas e se defendem ou atacam. Se ao invés de encontrarmos
um culpado, procurássemos as causas e as soluções, evitaríamos o crescimento
das tensões. Se o problema for visto como mais um desafio, talvez o
enfrentaremos naturalmente. Sempre que dizemos: temos um problema, sabemos
que há algo a resolver. Se dizemos: temos mais um desafio, conseguimos
enfrentá-lo, sabe por quê? Problemas nós resolvemos, e desafio nós enfrentamos.
A nossa forma de ver as coisas também precisa ser clara e objetiva para nos
aliviarmos de “fardos” tão freqüentes. O importante é definirmos o problema para
enfrentá-lo e resolvê-lo eficazmente.
Podemos usufruir mais das oportunidades de desafios e momentos de
afetividade. Somos privilegiados tanto pessoal quanto profissionalmente porque
temos fácil acesso aos mais diversos tipos de informação, inclusive à literatura as
quais nos proporcionam crescimento constante. Através dela podemos como diz
nosso sábio Mário Quintana “estar só e ao mesmo tempo acompanhados
O ser humano é um ser sempre “incompleto”, que vive e luta para
se completar. Vai alcançando o seu objetivo ao longo da vida, de
muitas maneiras, muito especialmente através e a partir dos
vínculos que vai constituindo. Assim, as relações familiares,
sociais, de trabalho e os seus vínculos com a cultura o vão
“integrando” como se fossem abraços que, ao apertá-lo, os unem
cada vez mais nas suas próprias partes constitutivas. (GARCÍA
PINTOS, 1999, p. 13)

SONHOS
Sonhamos também acordados com aquilo que desejamos transformar em
realidade e às vezes nem nós mesmos acreditamos no nosso potencial. Cury, A.
(2002, p. 35) nos fala do sonho de uma forma simples e real:
Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm
alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace
metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos.
Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir. Não tenha medo dos
tropeços da jornada. Não se esqueça de que você, ainda que incompleto,
foi o maior aventureiro da história.

�A barreira muitas vezes está dentro de nós e

não dentro do nosso

ambiente de trabalho. Às vezes, a falta de diálogo ou integração no nosso
ambiente causam barreiras porque chocam com o nosso eu (personalidade, nível
de criatividade, etc.) mas num ato de coragem, expomos as nossas idéias mesmo
sabendo que estamos sendo julgados: tanto podemos ser elogiados quanto
criticados, mas é o risco que corremos quando queremos falar dos nossos sonhos.
Se você sonha em publicar um artigo, mas não tem coragem para submetê-lo à
apreciação, como saberá se ele será aceito? Se não o encaminhar, estará
perdendo a oportunidade de vê-lo publicado.
No ponto de vista de Souza (2003, p. 56-57) a empresa vencedora é a que
consegue compatibilizar pelos menos um trinômio de sonhos:
• Sonho do líder: ele próprio tem um sonho.
• Sonho da equipe: motivar os funcionários a abraçar a mesma
causa, ajudando os envolvidos na realização dos próprios
sonhos.
• Sonho do cliente: entender e antecipar o imaginário do cliente.
Diz que o verdadeiro líder não cria seguidores, cria outros líderes.
Obtém resultados incomuns de pessoas comuns. Sabe expressar
seus sonhos e motivar os funcionários e colaboradores a trabalhar
para torná-los realidade, transformando o sonho individual em
coletivo.

REVENDO CONCEITOS
Na introdução deste texto, foram mencionadas as importantes contribuições
com experiências ou vivências, durante anos de atuação em Bibliotecas
Universitárias. Às vezes pensamos, será que vale a pena tanta garra e
determinação? Acabamos, muitas vezes, por conta disso, sendo julgados de
forma injusta. Toma-se uma iniciativa, gera-se uma situação às vezes não
esperada, levando-nos à impressão de que estamos querendo aparecer. Se não
tomamos tal iniciativa temendo ser julgada dessa forma, acabamos sendo taxados
de não termos colaborado. Isso é gerado, quando quem deveria te incentivar, na
verdade, está cheio de melindres, tabus, iras e ressentimentos. Independente de

�cargo ou função, é bom que todos possamos contribuir, colaborar e participar para
que, com a soma do todo possamos conseguir não só atingir as metas, mas
superarmos as expectativas do nosso local de trabalho. Diante do exposto,
acabamos buscando entender porque tais situações ocorrem. Vale a pena
mencionar que no livro de Leonardo Boff, há uma fábula chamada “A águia e a
galinha”

que

podemos

encontrar

no

site:

http://geocities.yahoo.com.br/galileon/sabedoria/motivada/aguia.htm com a seguinte reflexão

a qual transcreve-se:

Esta parábola evoca dimensões profundas do espírito,
indispensáveis para o processo de realização humana: o
sentimento de auto-estima, a capacidade de dar a volta por cima
das dificuldades quase insuperáveis. Cada pessoa tem dentro de
si uma águia. Ela quer nascer. Sente o chamado das alturas.
Busca o sol. Uma águia tem dentro de si o chamado do infinito.
Seu coração sente os picos mais altos das montanhas. Por mais
que seja submetida a condições de escravidão, ela nunca deixará
de ouvir sua própria natureza de águia que a convoca para as
alturas sublimes. As pessoas que alçam vôo sublime são as que
se recusam a deitar-se, a suspirar e desejar que as coisas
mudem! Tais pessoas não reclamam sua sorte e tampouco
sonham, passivamente, com algum navio longínquo que vai
chegando para levá-la pra bem longe. Em vez disso, visualizam
em suas mentes que não são desistentes; não permitirão que as
circunstâncias da vida as empurrem lá para baixo, e as
mantenham subjugadas como as galinhas da fábula. A águia não
paira nas alturas, simplesmente para ver as pessoas de cima, mas
para estimulá-las a olhar para cima , ela sabe que quando precisa
de alimento, é lá embaixo que o encontra.

Cada vez mais tomamos conhecimento do quanto a solidão, o estresse, o
medo, a falta de fé e a angústia tomam dimensão na vida das pessoas pelas mais
diferentes causas. Será pela formação rígida do passado ou pela cobrança
constante dessa sociedade que nos cerca? Será que já nos deparamos com um
momento onde sentimos a necessidade de atingirmos a maturidade? O conflito é
desgastante! Conseguimos apontar o dedo para o erro do outro, mas não temos a
mesma disposição para reconhecermos os nossos. Precisamos com coragem e
determinação sair dessa situação, mas às vezes, mesmo sofrendo, preferimos

�permanecer numa situação de desgaste apenas porque temos medo de
enfrentarmos o novo. Que sejamos corajosos para assumirmos riscos e
buscarmos soluções ao invés de permanecermos nas condições de refugiados,
com medo de enfrentar mudanças e desafios. É importante reconhecermos as
nossas falhas ou fraquezas, tentarmos saber como somos vistos pelas pessoas
que nos cercam, como a nossa postura repercute nos outros, quais as nossas
barreiras e descobrirmos o caminho que nos proporcionará viver melhor conosco
e com os outros.
Diz um provérbio chinês que há três coisas que nunca voltam:
• A flecha lançada
• A palavra pronunciada
• A oportunidade perdida
Se quisermos, conseguiremos evitar algumas situações desagradáveis.
Como já dizia a minha avó na sua simplicidade e sabedoria: “quem fala o que
quer, deve estar preparado para ouvir o que não quer”.

CONCLUSÃO
Se não lutarmos para conseguirmos o que queremos, com certeza
estaremos deixando muitas oportunidades passarem. Situações desse tipo
ocorrem normalmente no dia-a-dia da vida de muitos e muitos trabalhadores.
Sempre encontramos pessoas que nos encorajam a continuar e pessoas que nos
desestimulam. Cabe a cada um de nós escolhermos qual caminho seguir. Quando
ocorre a Copa Mundial, os jogadores de ambos os times se unem, para trazerem a
taça para o Brasil, independente de qual time se originam. Nesse momento, todos
são jogadores do Brasil. Embora tenha apenas um goleiro, todos os demais
jogadores têm funções importantes para que o time vença. Para tal, cada um faz a
sua parte. Assim, se vencerem, todos se tornarão campeões. Quando se trata de

�biblioteca universitária, somos todos funcionários de uma biblioteca de um
determinado lugar, embora lotados em seções diferentes dentro dela. Se além da
nossa função principal, estivermos abertos para colaborarmos no todo, se
trabalharmos sem nos prendermos às individualidades, se atuarmos mais
livremente, um maior grau de satisfação poderá nos atingir mais diretamente.
Conforme vimos na citação de Davis, mencionada anteriormente, agora já
sabemos que todos temos “zona de desempenho”; que

a

administração do

estresse no trabalho, como a administração do estresse em geral, envolve a
descoberta dos tipos e quantidades adequados de desafios, para estimular o
nosso interesse e o nosso desempenho, sem nos sobrecarregar. Também
podemos, se estivermos dispostos, colaborarmos mais, nos familiarizarmos mais,
enfim, fazermos a diferença através de pequenos atos que servirão para melhorar
os aspectos do ambiente e, inclusive, o bem-estar das pessoas.
Quando permitimos que colaboradores façam aquilo de que
gostam e da forma como gostam de fazer, asseguramo-nos de que
eles estão contribuindo para que o propósito da organização seja
cumprido. Se esse quadro não se configurar, ou você ou eles terão
de deixar a organização. (KORDIS; RIBEIRO, 2004, p. 62)

REFERÊNCIAS

ÁGUIA ou galinha. Disponível em:
&lt;http://geocities.yahoo.com.br/galileon/sabedoria/motivada/aguia.htm&gt;. Acesso
em: 20 jun. 2004.
BOFF, L. A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana. 4. ed.
Petrópolis: Vozes, 1997. 206p.
CURY, A. Pais brilhantes, professores fascinantes. 4. ed. Rio de Janeiro:
Sextante, 2003. 171 p.
CURY, A. Você é insubstituível. Rio de Janeiro: Sextante, 2002. p. 35.
DAVIS, M.; ESHELMAN, E. R.; McKAY, M. Manual de relaxamento e
redução de stress. 2. ed. São Paulo: Summus, 1996. p. 165, 187.

�DAVIS, P. K. O contato físico. In: ______. O poder do toque. 10. ed. São
Paulo: Best Seller, [199-], p. 17-30.
GARCÍA PINTOS, C. A logoterapia em contos: o livro como recurso
terapêutico.São Paulo: PAULUS, 1999. 112 p.
KORDIS, P.; RIBEIRO, L. Uma janela no futuro: mudar para permanecer. São
Paulo: Temas de Hoje, 2004. 207 p.
SOUZA, C. Tipologia de sonhos: ideais, objetivos e metas nas diferentes
esferas da vida. In: ______. Você é do tamanho dos seus sonhos:
estratégias para concretizar projetos pessoais, empresariais e comunitários.
São Paulo: Gente, 2003. p. 50-72.

∗

Bibliotecária CRB-8/4944. Seção Técnica de Referência Atendimento ao usuário e Documentação. Instituto de
Biociências/UNESP/Rio Claro/SP. Av. 24A, nº 1515, Bairro: Bela Vista - CEP.: 13506-900 - Rio Claro - SP – Brasil.
e-mail: mpardini@rc.unesp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53648">
                <text>Conflitos, tensões e afetos nas relações humanas em bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53649">
                <text>Pardini, Maria Aparecida</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53650">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53651">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53652">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53654">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53655">
                <text>Sabe-se que tanto na família, quanto na escola ou no trabalho, ou seja, lugares onde se encontram mais de um indivíduo, os problemas com relações humanas acontecem. Este trabalho tem o objetivo de mostrar que podemos, através de afeto, toque, carinho, coragem, confiabilidade e determinação evitar situações de stress. Vamos conhecer coisas simples, que podem nos levar a momentos prazerosos, criativos e talvez mágicos?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68366">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4864" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3933">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4864/SNBU2004_083.pdf</src>
        <authentication>6a9ab1c95058ac81c43a6896da61e474</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53683">
                    <text>EM BUSCA DE EXPERIÊNCIAS DE LEITURA: QUEM CONTA UM CONTO...
AUMENTA UM PONTO
Maria Augusta Hermengarda Wurthmann Ribeiro∗
Carolina Gonçalves
Jessé Camatari Reis
Regina Maria Seneda
Maria Aparecida Pardini

RESUMO
O projeto Em busca de experiências de leitura: “Quem conta um conto... aumenta
um ponto”, coordenado pela Profª Drª Maria Augusta H. W. Ribeiro –
Departamento de Educação e presidente da Comissão de Biblioteca, foi
desenvolvido no anfiteatro da biblioteca, durante o ano de 2003, com a
colaboração dos bibliotecários. Foram realizados encontros com duração de uma
a duas horas, durante os quais foram lidos contos de autores diversos. Cada
participante recebia uma fotocópia e a leitura era feita individualmente,
oportunizando a todos a participação. Ao final, eram passados dados
bibliográficos do autor sobre a obra e a seguir abria-se um debate com a
participação de todos os presentes. Essas atividades de leitura objetivaram criar
espaços para a leitura e possibilitar experiências de leitura, na concepção de
Larrosa (1996), ou seja, estabelecer um diálogo entre o leitor e o texto. Os
comentários suscitados pelo texto eram anotados em Diário de Campo para
posteriores reflexões sobre a atividade. Essa atividade foi muito bem recebida
pelos participantes, pois havia uma troca intensa de experiências vividas que se
mesclavam com a estória em questão, muitos costumes eram revividos, revisão
de valores, enfim, uma experiência muito rica para todos.
PALAVRAS-CHAVE: Experiência de Leitura. Biblioteca. Formação do Leitor.
Intertextualidade. Larrosa.

Há ocasiões em que a aventura da palavra se dá em um ato de ler em público.
Larrosa

Originário de estudos feitos por um grupo de pessoas3 voltadas para o
mesmo interesse temático – o do ato de ler – o projeto que ora apresentamos –
Em busca de experiências de leitura: Quem conta um conto... aumenta um ponto
– caracteriza-se por abrir um espaço não-convencional para a leitura/escuta de
contos, propondo essa experiência leitora compartilhada como um dos possíveis

�jogos do ensinar e do aprender, valorizando a biblioteca como um espaço de
formação (LARROSA, 2002, p. 151).
A elaboração deste projeto esteve permeada por várias inquietações que
giraram em torno da questão da leitura na atualidade. Uma delas é a leitura
mecanicista. Como professores, observamos que entre nossos alunos sobressaia
esta modalidade de leitura, para adquirir um certo conhecimento rápido, o qual
lhes seria cobrado, pouco enriquecendo sua visão de mundo, sem significado
para a subjetividade do leitor. Sobre essa modalidade de leitura, Jorge Larrosa4
assim se expressa:
E não se reduz, tampouco, a um meio de se conseguir
conhecimento [...]. No segundo caso, [para adquirir conhecimento]
a leitura tampouco nos afeta, dado que aquilo que sabemos se
mantém exterior a nós. Se lemos para adquirir conhecimento,
depois da leitura sabemos algo que antes não sabíamos, temos
algo que antes não tínhamos, mas nós somos os mesmos que
antes, nada nos modificou. (LARROSA, 2002, p. 134)

Há também a questão da difusão rápida das informações, resultante do
processo de globalização. Benjamin (1987, p.114-115), ao discorrer sobre a
abertura do mercado literário, resultante da Primeira Guerra Mundial, elucida que
embora a informação nos chegue rapidamente, o mesmo não acontece com a
experiência dos fatos informados, causando um descompasso entre a informação
recebida e a sua incorporação pelo sujeito. Em suas palavras:
Não, está claro que as ações da experiência estão em baixa, e
isso numa geração que entre 1914 e 1918 viveu uma das mais
terríveis experiências da história. Talvez isso não seja tão
estranho como parece. Na época, já se podia notar que os
combatentes tinham voltado silenciosos do campo de batalha.
Mais pobres em experiências comunicáveis, e não mais ricos. Os
livros de guerra que inundaram o mercado literário nos dez anos
seguintes não continham experiências transmissíveis de boca em
boca [...] Porque nunca houve experiências mais radicalmente
desmoralizadas que a experiência estratégica pela guerra de
trincheiras (...), a experiência do corpo pela fome [...]

Constata-se que a experiência da construção/produção de sentidos que
estabelecemos com o mundo apresenta-se empobrecida, pois não nos colocamos
mais à escuta e dessa forma não nos apropriamos daquilo que nos rodeia porque
a nossa faculdade de receber informações, adormecida, já não nós suscita
3
4

Docentes e discentes do Departamento de Educação da UNESP/RC e de outra instituição.
Professor de Filosofia da Educação da Universidade de Barcelona.

�reações de conscientização, relação entre o “fazer e o pensar sobre o fazer”
(FREIRE, 2001, p. 43). Para Benjamin (1987), já não há mais experiência. No já
citado, Experiência e Pobreza de 1987, o autor faz uma reflexão sobre a
abundância de estímulos e a pobreza de experiências que caracteriza o nosso
mundo: “Pois qual o valor de todo o nosso patrimônio cultural, se a experiência
não mais o vincula a nós?” (BENJAMIN, 1987, p. 115).
Depreende-se de sua fala a enorme importância dada à experiência como
possibilidade de formação do indivíduo, o que também é ressaltado por Larrosa5 “
a impossibilidade de elaborar a experiência é a experiência do século XX “.
Outro entrave é o alto custo dos livros, que impede a compra dos mesmos.
Uma das soluções possíveis é a das cópias reprográficas de capítulos de obras
básicas para o conhecimento. Este tipo de recurso por ser limitado pela legislação
impede o acesso à obra completa chegando o aluno, em muitos casos, a não
conhecer o livro como um todo, nem em sua apresentação gráfica. Surgem,
então, outras maneiras de ler, entre elas, as econômicas, que têm na rapidez uma
de suas características, tentando dar conta da contínua mutabilidade das
informações que caracteriza a sociedade moderna.
McLuhan, citado por Jenny, versa que:
Antes do advento da eletricidade, a imprensa não conhecia rival,
no que toca quer à expansão quer à intensidade, no seu poder de
recuperar o passado e de servir de memória colectiva. Não só faz
reviver a Antiguidade, outrora reduzida ao pequeno caudal dos
manuscritos, como inebria os letrados de escolástica e de
aforismos sentenciosos. A mecânica rápida da imprensa põe ao
alcance de todos as iluminuras dos livros de horas. Estas “leituras
para todos” formam um público novo e dão origem a um
florescimento de géneros novos. Cervantes e Rabelais discernem
na evolução do público letrado o efeito duma mistura de géneros
numa escala colossal. Cervantes apresenta um D. Quixote
enlouquecido pela leitura dos romances recuperados por
Gutenberg, e Rabelais mostra o mundo sob a forma dum jacó
gargantuesco de que se nutrem os apetites insaciáveis dos
homens. (MCLUHAN apud JENNY, 1979, p. 9)

Atualmente, as cópias reprográficas começam a ser em parte responsáveis
pela massificação da leitura, ocupando o lugar do livro – o que não deveria, e
para sermos mais pedagógicos, não pode ocorrer. A biblioteca – espaço, por

�excelência, de formação, constituída em sua base, por livros – passa a ser
relegada a segundo plano.
Antigamente, não se podia ler certas obras. A proibição era evidente.
Nesse sentido, a leitura cumpria o seu papel (o de formação), porque ela era
atuante, tanto na de-formação (LARROSA, 2002) de indivíduos, tornando-os
acríticos, como na seleção de obras permitidas à leitura com vistas à formação de
determinada geração de leitores.
Hoje essa leitura é possível, já não há censura. Não há mais o que ser
proibitivo. Interatividade, correio eletrônico, livros virtuais: tudo parece estar a
serviço da difusão do conhecimento, e há a devida aparelhagem para tal feito.
Apesar disso, há uma apatia generalizada; a enxurrada de informações que
norteia o cotidiano das pessoas não contempla mais o tempo do ócio para pensar,
divagar... O que se tem atualmente é uma pobreza de sabedoria, diante de uma
carga enorme de informações acumuladas. A cultura já não tem mais sentido
histórico. Como Larrosa diz: “consumimos livros e obras de arte, mas sempre
como espectadores ou tratando de conseguir uma satisfação intranscendente e
instantânea. Sabemos muitas coisas mas nós mesmos não mudamos com o que
sabemos” (LARROSA, 2002, p. 136).
O que mudou? O sujeito não “lê” mais; a leitura atual “não forma nem
transforma o indivíduo, algumas vezes nem o deforma, porque é inócua”
(LARROSA, 2002, p. 134). E por que ela é inócua? Porque o sujeito é passivo. É
a leitura escolarizada tradicional encurralando percepções outras como a de
leitores críticos, atuantes, transformadores da realidade e de si mesmos.
Deveríamos, pois, encontrar formas possíveis – caminhos – de trabalhar a
leitura como um ato tão significativo que a mesma criasse as amarras para a sua
permanência, repetição ou continuidade.
Um primeiro caminho nos foi apontado em A importância do ato de ler, de
Paulo Freire, para quem a lousa primeira foi o chão de seu quintal e o giz, os
gravetos, numa indicação da estreita relação entre vida e leitura, que
transcendem o pedagógico, ampliando os sentidos do ato de ler no que concerne
ao sujeito e ao texto. “Refiro-me a que a leitura do mundo precede sempre a

�leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”
(FREIRE, 2003, p. 20) ou “A leitura verdadeira me compromete de imediato com
o texto que a mim se dá e a que me dou e de cuja compreensão fundamental me
vou tornando também sujeito” (FREIRE, 2001, p. 30).
Larrosa, o teórico mais importante deste projeto, ao teorizar sobre o ato de
ler, coloca a disponibilidade do leitor como condição sine qua non para que tal ato
seja significativo para ele:
E o que se pede aos que, no abrir-se o livro, são chamados à
leitura não é senão a disposição de entrar no que foi aberto. O
texto, já aberto, recebe àqueles que ele convoca, oferece
hospitalidade. Os leitores, agora dispostos à leitura, acolhem o
livro na medida em que esperam e ficam atentos. Hospitalidade do
livro e disponibilidade dos leitores. Mútua entrega: condição de um
duplo devir. (LARROSA, 2003, p. 139)

Este jogo, proposto por Larrosa, do ensinar e do aprender, centra-se, para
nós, na prática de leitura. Participantes do jogo: o leitor que lê, os leitores que
escutam, o texto lido, vivificado e imortalizado por uma voz (ZUMTHOR, 1997) e o
texto escutado, que se devem imbricar para que a experiência da leitura
realmente aconteça, numa aventura da palavra e do diálogo, resultando em
formação do sujeito (LARROSA, 2002, 2003). Aventura que só se materializa
quando ligada à subjetividade de cada leitor, na experiência, tal como já
preconizara Larrosa: “Pensar a leitura como formação implica pensá-la como uma
atividade que tem a ver com a subjetividade do leitor” (LARROSA, 2002, p. 133).
É pela escuta de uma voz proclamada que o leitor, para nós, se converte em
sujeito, partícipe dessa prática de leitura que é de todos e ao mesmo tempo, de
ninguém.
Com Proust (1991), retomamos a experiência prazerosa, personalíssima da
auto-entrega à leitura; com Jouve, reconhecemos a leitura “como um complexo e
rico fenômeno” (JOUVE, 2002).
De Pennac (1998), em sua obra, Como um romance, nos apropriamos da
experiência de leitura proposta por Larrosa. Com ele e com seus alunos vamos
lendo O perfume de Suskind. Primeiro, a constatação da falta de prazer na leitura
pela reação dos alunos à situação, depois, tal como seus leitores, também nos
envolvemos com o texto. De repente, o diálogo entre texto e leitor vai-se

�estabelecendo, aos poucos, porque há o momento de cada um: os mais
resistentes relutam, por mais tempo, antes de se colocarem à escuta do texto
vivificado pela voz do professor Pennac, em sala de aula.
São autores que tratam do prazer e da gratuidade do ato de ler. Para
esses, o momento da leitura é intenso e, quando vivido em plenitude, propicia ao
leitor uma experiência enriquecedora do entrelaçamento entre leitura e vida, da
qual não há como não sair modificado.
Essa concepção de experiência de leitura sobre a qual assentamos este
projeto, ancora-se principalmente, como já referendado, em Larrosa (2002, 2003).
Tais assertivas foram buscadas na entrevista Literatura, experiência e formação,
de Jorge Larrosa, concedida a Alfredo Veiga-Neto, em 1995, em Porto Alegre
(RS), na qual ele entrelaça vida, experiência e formação do sujeito/leitor.
Partindo das premissas dos autores ora apresentados, apontamos como
grande objetivo deste projeto a leitura como formação. Para isso, propusemos a
criação de um espaço social para o compartilhamento da leitura de contos. As
atividades foram organizadas em encontros mensais, com duração aproximada
de duas horas, e foram realizadas durante os meses de janeiro a dezembro de
2003. Os comentários levantados foram anotados em Diário de Campo, para
posterior leitura, bem como o recolhimento de assinaturas dos presentes em
Livro-Ata.
A criação do espaço social, neste projeto, tornou-se relevante ao
elegermos a biblioteca como “locus” para o desenvolvimento das atividades. Não
só passear por entre os livros, como sentir toda a ambientação do lugar,
privilegiada, no nosso caso porque rodeada externamente por árvores de
diferentes espécies. No interior, alternam-se o verde do jardim e o cinza das
estantes cobertas por livros. Em meio a elas, parecia não haver espaço para uma
“aventura da palavra e do diálogo” (LARROSA, 2002, p. 142) – as nossas
atividades de leitura de contos; a sensação era a de que tudo já estava escrito,
lido, dito e ouvido. Algumas mesas rodeavam os corredores da biblioteca, e
estudantes solitários perdiam-se em suas leituras, numa posição quase de
inconsciência, ou de uma consciência duplamente atravessada por fatores de

�obrigatoriedade dos estudos, dada à posição física de encurvamento que
personificavam. Vez ou outra, estudantes passavam, apressados; uma expressão
lívida (ou doentia) no rosto e alguns “tabletes” (ou comprimidos) de conhecimento
nos braços (os livros), prontos para serem devorados. Para acompanhar, algumas
folhas xerocadas e pronto – o estudante estaria devidamente aparelhado para
alguma atividade curricular.
O anfiteatro da biblioteca, local onde as atividades ocorreram, é uma sala
pequena, com cinqüenta cadeiras almofadadas, na cor bordô; aparelhos
eletroeletrônicos à frente (televisão, vídeo-cassete, microcomputador, multimídia,
caixas acústicas, retroprojetor, etc) indicavam uma sala de apresentações
acadêmicas, com mesas e uma lousa branca e duas portas, uma para o jardim,
outra para o interior. O lugar é extremamente aconchegante.
Fechamos estas considerações sobre a escolha do local, com o
pensamento de Larrosa sobre a biblioteca, vista por ele “como espaço de
formação”. “E isso não significa produzir eruditos, ou prosélitos, ou em geral
pessoas que sabem, mas é manter aberto um espaço em que cada um possa
encontrar sua própria inquietude” (LARROSA,2002, p.151).
Outro objetivo por nós elencado é o de sensibilizar para atitudes de escuta
(ou de leitura) os membros destinatários do projeto, atitude que pressupõe não
apenas uma postura pedagógica – é preciso escutar (ler) o texto – mas sim
investigativa – escutar (ler) que gera diálogo com o texto, caminho para a leitura
como formação. Pensá-la nessa concepção seria “intentar pensar essa misteriosa
atividade, que é a leitura, como algo que tem a ver com aquilo que nos faz ser o
que somos” (LARROSA, 2002, p. 134). E o que nos faz ser o que somos? A
relação de produção de sentidos que estabelecemos com o mundo, diretamente
ligada à capacidade de cada indivíduo de pôr-se à escuta, de apropriar-se do que
o rodeia e a “faculdade de receber informações sobre as mudanças no meio
(externo ou interno) e a ela reagir através de sensações” (HOUAISS, 2001, p.
2546).
“Sempre que se produz um novo conhecimento também se inventa um
novo e peculiar caminho” (COSTA, 2002, p. 15). Nesse sentido, a experiência de

�leitura, tal como Larrosa a concebe – relação íntima estabelecida entre o texto e a
subjetividade de quem se predispõe à sua escuta, propiciando-lhe a apropriação,
sem estar preso às amarras de interpretações outras, que não as vivenciadas por
ele – foi pensada como “caminho metodológico” – a travessia – para colocar em
pauta a problemática da formação.
Parafraseávamos João Guimarães Rosa, dando importância à travessia, ou
seja, à experiência (LARROSA, 2002) ou ainda, nas palavras de Costa (2002,
p.16) “não importa o método que utilizamos para chegar ao conhecimento; o que
de fato faz diferença são as interrogações que podem ser formuladas dentro de
uma ou outra maneira de conceber as relações entre saber e poder”. Essas
interrogações tiveram espaço nas atividades de leitura e por isso definiram nossa
travessia pedagógica, levando-nos a optar pela experiência de leitura como a
expressa por Larrosa.
O tipo de texto escolhido foi o conto, por ser de gênero erudito, forma
concisa e pelo seu modo singular de narrar os acontecimentos. Na literatura, o
conto é tido como gênero de maior destaque em termos de vigor e criatividade
(MOISÉS, 1979). Também há a estreita relação entre gênero narrativo e vida,
como a estabelecida por Larrosa: “Se a vida humana tem uma forma, ainda que
seja fragmentária, ainda que seja misteriosa, essa forma é a de que seja uma
narrativa: a vida humana se parece a uma novela” (LARROSA, 2002, p.145).
Outras características também embasaram a nossa escolha: por serem curtos,
em sua maior parte, permitindo a leitura de um texto completo em cada encontro;
por terem uma unidade dramática, além da diversidade de temas e autores. Ao
escolhermos um determinado gênero literário para o desenvolvimento das
atividades de leitura, devemos nos lembrar de Chartier (1996, p.11) para quem “a
reflexão a propósito do suporte material é fundamental para a determinação de
sua efetuação nas práticas [de leitura]”
Quanto aos participantes, o público destinatário do projeto consistiu na
comunidade unespiana, formada por funcionários, docentes e discentes, ou por
pessoas pertencentes à comunidade externa ao Campus. A cada sessão de
leitura o público variava, uma vez que a atividade era aberta a quem dela
quisesse participar. Cada um vinha de um canto e tinha um determinado vínculo

�com a universidade. A maioria, no entanto, era constituída por funcionários da
própria biblioteca, na faixa etária de 30 a 45 anos e, predominantemente, formada
por pessoas do sexo feminino.
A seguir, apresentamos um quadro com as reuniões ocorridas, todas no
Anfiteatro da Biblioteca da UNESP – campus de Rio Claro, com os contos lidos, a
data e horário de cada uma das atividades, além do número de participantes.

CONTO

DATA

HORÁRIO

Nº
PARTICIPANTES

O primeiro beijo (LISPECTOR, 1994)

27/01

16:00h-18:00h

03

A igreja do diabo (ASSIS, 1971)

10/02

13:00h-14:30h

04

O peru de natal (ANDRADE, 1988)

24/03

17:00h-18:45h

01

O Rouxinol e a Rosa (WILDE, 1964)

14/04

16:30h-18:30h

08

Vestido preto (MEIRELES, 1967)

19/05

16:00h-18:00h

06

Os cavalinhos de Platiplanto (VEIGA,

23/06

15:00h-17:00h

05

07/07

13:00h-14:30h

06

11/08

16:00h-18:00h

10

Flor, telefone, moça (ANDRADE, 1973)

15/09

13:00h-14:30h

05

O espelho (GUITRY,1958)

22/10

14:30h-16:30h

25

A mulher do vizinho (SABINO, 2000)

17/11

16:00h-18:00h

06

Um apólogo (ASSIS, 1961)

01/12

16:00h-18:30h

07

2000
Felicidade clandestina (LISPECTOR,
1994)
A bela e a fera ou a ferida grande
demais (LISPECTOR, 1996)

Das doze sessões de leitura ocorridas no Anfiteatro da Biblioteca, da
UNESP/Campus de Rio Claro, com um total de 86 participantes, será descrita
uma sessão na qual a atividade de leitura e os posteriores diálogos ‘giraram’ em
torno da leitura do conto O espelho, de Sacha Guitry, de 1958, presente na
coletânea Maravilhas do conto francês e transcrito a seguir com algumas das
relações acordadas entre a comunidade unespiana participante do projeto e nós,
pesquisadores do projeto. Este ato de leitura pública do conto é, segundo Larrosa
(2002), “duplo devir “ – o do ensinar e o do aprender.

�O Espelho3
Esta aconteceu na China. Um chinês preparava-se para ir ao mercado, que fica a alguns
dias de viagem. Está anoitecendo. O chinês despede-se da mulher.
- Até à volta, Mel de Crisântemo. Que quer que eu lhe traga do mercado?
- Eu queria um pente.
- Um pente? Está bem. Mas tenho que comprar tanta coisa, como é que vou me lembrar?
- Não precisará mais do que olhar para a lua. Veja a lua é crescente. Pois bem, o pente
que eu quero é exatamente da forma da lua crescente.
- Até à volta.
E o chinês parte. Chega ao mercado. Faz suas compras. Terminando-as, já bem tarde,
lembra-se da promessa, mas não se lembra muito bem do objeto desejado pela mulher.
Encontra-se nesse momento, junto de um mercador e lhe diz:
- Pois veja só: prometi levar um presente a minha mulher, mas não me lembro mais o que
foi. Ah! Sim, espera.
Estou-me lembrando agora que ela me disse para olhar a lua.
- Olhe, é lua cheia. (A lua, que estava no seu primeiro quarto no dia da partida do chinês,
agora era cheia).
- Deve ser um objeto redondo.
E o chinês compra um espelho, paga-o, faz um pacote e põe-se a caminho para a volta.
Ao chegar em casa, diz-lhe a mulher:
- Bom dia, meu marido. Trouxe-me o que eu lhe pedi?
- Naturalmente. Aqui está.
E o chinês dá o pacote à mulher, que apressadamente o abre. Essa mulher nunca tinha
visto um espelho. E vendo nele um vulto de mulher, fica indignada:
- Meu marido comprou outra mulher!
E Mel de Crisântemo chora todas as lágrimas de seu pequenino coração. Os seus olhos
chamam a atenção de sua mãe.
- Ah! Mamãe, mamãe – grita ela. – Venha ver. Meu marido trouxe para casa outra
mulher.
A mãe toma o espelho, olha-o e diz à filha:
- Fica sossegada: ela é tão velha e tão feia!

Como resultados, podemos apresentar alguns objetivos alcançados: a
criação de um espaço social – o da biblioteca - para a leitura de 12 contos –
momento singular para sensibilização dos participantes por meio da escuta do
texto – e após essa leitura/escuta do texto, a tradução do mesmo pelas vozes
proclamadas/vivificadas dos participantes ao opinarem sobre ele. Os comentários
suscitados foram transcritos em Diário de Campo, objetivando o registro das falas.
Essa leitura em voz alta, característica das atividades criadas, aponta para
a consecução de outro objetivo: a sensibilização do sujeito para atividades de
leitura/escuta. Seria, segundo Larrosa, uma lição, “lectio, leitura”.

3

GUITRY, Sacha. O Espelho. In: RIEDELI, Diaulas (Org.). Maravilhas do Conto Francês. 3. ed.
São Paulo: Cultrix, 1958. p. 319-320.

�Uma lição é uma leitura e, ao mesmo tempo, uma convocação à
leitura, uma chamada à leitura. Uma lição é a leitura e o
comentário público de um texto cuja função é abrir o texto a uma
leitura comum. Por isso, o começo da lição é abrir o livro, num
abrir que é, ao mesmo tempo, um convocar. E o que se pede aos
que, no abrir-se o livro, são chamados à leitura não é senão a
disposição de entrar no que foi aberto. (LARROSA, 2003, p. 139)

Partindo da disponibilidade do leitor em “entrar” no texto, apostamos que
ele tenha se posto à escuta, ou seja, entrado em diálogo com o mesmo, revelado
no seu comentário, “ponta visível do iceberg”, porque o que o leitor fala é, de uma
certa maneira, eternizado no Diário de Campo pela escrita, tradução da leitura
dos leitores. Embora haja intenção do “relator” em registrar as falas do modo
mais fiel possível, há sempre uma carga de subjetividade nessa atuação. O
comentário anotado aparece, então, como tradução do nível anterior (o do
comentário falado). O Diário de Campo, por sua vez, contém as traduções da
leitura dos leitores, desvelando a presença de uma prática de leitura, além das
escolarizadas, apontando para um novo caminho investigativo.
Outro objetivo atingido foram os próprios encontros com o público,
traduzidos por “intertextualidades”4: os comentários feitos e registrados em Diário
de Campo que versaram, no caso do conto O espelho, usado para exemplificar a
atividade, sobre:
-

situações já vivenciadas: “lembrei de uma aula de psicologia, onde tinha um
espelho numa caixa. Você nem sempre vê o que quer ver – o espelho e o
inesperado”; “tenho uma aluna que nasceu na China e seus pais não falam
português. A aluna não queria ser chamada pelo nome ‘Yo’, ela quer ser igual
aos colegas, por isso a mudança do nome”;

-

lembranças de filmes: “O nome da moça é bonito e dá outro significado à
mulher; no filme A Princesinha, tem também um nome todo pomposo”;

-

comentários sobre o próprio conto lido: “o final é inesperado!”; “o espelho é o
inesperado”; “eu achei bonito ela falar da lua, que depois estava cheia”; “na
nossa cabeça, nós fazemos um outro texto, às vezes até mais elaborado”;

4

Jorge Larrosa, em comunicação pessoal no VII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de
Educadores (Águas de Lindóia, SP, 2003), indicou-nos a “intertextualidade” como nome para os
comentários orais transcritos. Como ícone, resgatou a forma do Talmude: livro contendo
comentários de várias pessoas sobre a Torá.

�-

comentários sobre a atividade: “fazer a leitura em grupo é bom porque cada
um interpreta de uma forma a mesma coisa. É muito rico!”

-

referência a outros textos lidos: “o conto lembra os contos das Mil e Uma
Noites”
Esses relatos acima citados ancoram-se subjetivamente na narrativa,

quando ocorre a experiência de leitura, tal como nas palavras de Benjamin (1975,
p.66) “A experiência propicia ao narrador a matéria narrada, quer esta experiência
seja própria ou relatada. E, por sua vez, transforma-se na experiência daqueles
que ouvem a estória”. Dessa forma, cada atividade de leitura de conto pode ser
vista como uma riquíssima troca de intertextualidades, à medida que os relatos de
cada sujeito constróem outros textos sobre o texto lido e compõem na leitura
compartilhada as experiências de cada um e de todos ao mesmo tempo – a
palavra que “é de todos e não é de ninguém” (LARROSA, 2003, p. 143).
Encerrando estas reflexões sobre o projeto poderíamos, mais uma vez
recorrer a Larrosa, desejando que os participantes tenham “aberto um espaço em
que cada um possa encontrar sua própria inquietude” e queimado “as palavras
sábias para que, como a fumaça, desapareçam da Casa do Estudo [a biblioteca]
e deixem nela um vazio no qual [cada um] se perca“ (LARROSA, 2003, p. 205)
para se encontrar.

REFERÊNCIAS
BENJAMIN, W. Experiência e pobreza. In: OBRAS escolhidas: magia e técnica, arte
e política. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. p. 114-119.
______. O narrador. In: OS PENSADORES. São Paulo: Abril Cultural, 1975. p. 6381.
CHARTIER, R. Práticas da leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 1996.
COSTA, M. V. Novos olhares na pesquisa em educação. In: ______. Caminhos
investigativos: novos olhares na pesquisa em educação. Rio de Janeiro: DP&amp;A,
2002.

�FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 44. ed.
São Paulo: Cortez, 2003.
______. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
HOUAISS, A.; VILLAR, M. S.; FRANCO, F. M. M. Dicionário Houaiss da língua
Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
JENNY, L. A estratégia da forma. In: POÉTIQUE. Coimbra: Almedina, n. 27, 1979, p.
5-49.
JOUVE, V. A leitura. São Paulo: Editora da UNESP, 2002.
LARROSA, J. Literatura, experiência e formação. In: COSTA, M. V. Caminhos
investigativos: novos olhares na pesquisa em educação. Rio de Janeiro: DP&amp;A,
2002. p. 133-160.
______. Pedagogia Profana: danças, piruetas e mascaradas. 4. ed. Belo Horizonte:
Autêntica, 2003.
MOISÉS, M. A criação literária: formas em prosa, o conto, a novela, o romance, o
ensaio, a crônica, o teatro e outras expressões híbradas, a crítica literária. 9. ed.
São Paulo : Edições Melhoramentos, 1979. 368 p.
PENNAC, D. Como um romance. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
PROUST, M. Sobre a leitura. Campinas: Pontes, 1991.
ZUMTHOR, P. Introdução à poesia oral. São Paulo: Hucitec, 1997.

∗

e-mail: mahwr@rc.unesp.br
e-mail: carolgon@rc.unesp.br
e-mail: jessecr@rc.unesp.br
e-mail: rmseneda@rc.unesp.br
e-mail: mpardini@rc.unesp.br
UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Avenida 24-A nº 1515, Bela
Vista – Caixa Postal 199 – CEP 13506-900 – Rio Claro - São Paulo – Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53666">
                <text>Em busca de experiências de leitura: quem conta um conto...aumenta um ponto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53667">
                <text>Ribeiro, Maria Augusta Hermengarda Wurthmann; Gonçalves, Carolina; Reis, Jessé Camatari; Seneda, Regina Maria;  Pardini, Maria Aparecida</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53668">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53669">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53670">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53672">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53673">
                <text>O projeto Em busca de experiências de leitura: “Quem conta um conto... aumenta um ponto”, coordenado pela Profa Dra Maria Augusta H. W. Ribeiro – Departamento de Educação e presidente da Comissão de Biblioteca, foi desenvolvido no anfiteatro da biblioteca, durante o ano de 2003, com a colaboração dos bibliotecários. Foram realizados encontros com duração de uma a duas horas, durante os quais foram lidos contos de autores diversos. Cada participante recebia uma fotocópia e a leitura era feita individualmente, oportunizando a todos a participação. Ao final, eram passados dados bibliográficos do autor sobre a obra e a seguir abria-se um debate com a participação de todos os presentes. Essas atividades de leitura objetivaram criar espaços para a leitura e possibilitar experiências de leitura, na concepção de Larrosa (1996), ou seja, estabelecer um diálogo entre o leitor e o texto. Os comentários suscitados pelo texto eram anotados em Diário de Campo para posteriores reflexões sobre a atividade. Essa atividade foi muito bem recebida pelos participantes, pois havia uma troca intensa de experiências vividas que se mesclavam com a estória em questão, muitos costumes eram revividos, revisão de valores, enfim, uma experiência muito rica para todos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68368">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4866" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3935">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4866/SNBU2004_084.pdf</src>
        <authentication>d19e7dac2a3eb9006430ffd6b1634e73</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53701">
                    <text>MOTIVAÇÃO PARA O TRABALHO EM BIBLIOTECAS E SERVIÇOS DE
INFORMAÇÃO: INÍCIO DE UMA DISCUSSÃO
Maria Imaculada Cardoso Sampaio∗
Daisy Pires Noronha∗∗

RESUMO
Discute a motivação enquanto mola propulsora das mudanças sociais, culturais, e
organizacionais, uma vez que o agente principal de todas as transformações é o
ser humano, sujeito que intelectual, afetiva e emocionalmente é movido pela
motivação. A motivação tem sido objeto de estudo nas várias ciências, mas é a
Psicologia, especialmente a psicologia existencial humanista, que encontrou na
matéria vasto campo de estudo e investigação. As teorias da motivação humana
de Maslow e Herzberg, embora desenvolvidas na primeira metade do século
passado, até hoje fundamentam as discussões sobre os motivos da natureza
humana. A psicologia organizacional encontrou no estudo da motivação os
subsídios ideais para operar com as organizações e seus sujeitos, entretanto, as
bibliotecas e os serviços de informação ainda não descobriram a importância de
trabalhar a motivação humana como elemento de ruptura do modelo estabelecido
nessas instituições.
PALAVRAS-CHAVE: Motivação. Bibliotecas. Serviços de Informação.

1 INTRODUÇÃO

O segredo para se atingir níveis máximos de avanço e desenvolvimento em
todos os ambientes é o casamento da tecnologia com os recursos humanos.
Nunca foi tão importante investir em relacionamento interpessoal, interesse pelo
trabalho, engajamento no processo produtivo, (Haak, 1997). Sendo assim, é
impossível alterar-se estruturas e processos se o elemento humano não tem
dentro de si vontade para tanto. Afinal, é a motivação do indivíduo que provoca as
mudanças. Não se fala em motivação de animais, porque nenhum animal parece
ser dotado dessa classe de ação, só o homem tem clara visão de seus objetivos e
sabe traçar os caminhos para atingi-los.

�Ver sentido no trabalho, gostar do que faz, envolver-se profundamente com
as atividades aparece como a grande mola propulsora das mais profundas
transformações nas organizações.
Provocar a motivação nas pessoas para que produzam mais e com melhor
qualidade tem sido um dos maiores desafios encontrados pelos gerentes e
administradores. Empresas têm investido e se empenhado nesse objetivo, pois
cada vez mais, torna-se evidente que o sucesso de qualquer negócio depende,
unicamente, da vontade de seus recursos humanos.
A motivação tem sido objeto de destaque nos estudos das várias ciências,
mas é a psicologia, especialmente a psicologia existencial humanista, que
encontrou na matéria vasto campo de estudo e investigação. É evidente que a
concepção de motivação aqui não se refere aos fatores fisiológicos, como é da
natureza da psicologia experimental estudar. A psicologia experimental da
motivação interessa-se pelas necessidades e pulsões (drives) de base
estritamente fisiológica, tal como a fome, a sede, a sexualidade, a necessidade de
oxigênio, de sono, etc (Nuttin, 1983). É na terceira força de Maslow, ou seja, na
psicologia humanista que esta explanação buscará seus fundamentos e definições
para a motivação. Esta breve discussão pretende analisar algumas teorias da
motivação e tecer rápidas considerações sobre a motivação no trabalho,
principalmente no trabalho em bibliotecas e serviços de informações.

2 CONCEITO DE MOTIVAÇÃO
O conceito de motivação é amplo e a sua definição deve considerar todos
os fatores que suscitam e dirigem a conduta do ser humano. Em geral, motivação
é um termo empregado para designar os fenômenos envolvidos nas ações de
incentivo e impulsos.

�De acordo com Doron e Parot (1991, p.514), é graças a motivação que as
necessidades se transformam em objetivos, planos e projetos. Os autores afirmam
que a motivação envolve:
1. a canalização das necessidades (aprendizagem);
2. a elaboração cognitiva (objetivos e projetos);
3. a motivação instrumental (meios e fins);
4. a personalização (autonomia funcional)

Ainda segundo os autores, “o estudo da motivação para o trabalho focaliza
as condições responsáveis pelos seus objetivos, pela qualidade e pela intensidade
do comportamento nesta atividade” (p.514).
Bergamini (1978, p.11) explica:
a freqüência com que se vem utilizando, devida ou indevidamente
o termo ‘motivação’, não apenas dentro dos círculos científicos,
como também por pessoas sem formação humanística específica,
evidencia que esse assunto não caracteriza mais uma pura
curiosidade intelectual do cientista do comportamento, mas sim
uma problemática objetivamente manipulada no dia a dia de
trabalho, fora ou dentro do contexto empresarial.

Para Dorsch (1976), a motivação é um conceito que explica a conexão e os
modelos de relação entre os sucessivos estados do acontecer psíquico. Cada
acontecimento da vida psíquica é motivação para o acontecimento seguinte, que
por sua vez foi motivado pelo precedente. Ainda segundo o autor, a motivação é
impulsora e sustenta a força da ação e assinala a direção. O rumo do acontecer
psíquico é dirigido pela motivação mais forte, tornando sem efeito as motivações
mais fracas. A motivação tem base afetiva, emocional e intelectual, os pontos de
vista arraigados e os objetivos mais significativos são potentes criadores de
motivações.
A motivação é um termo usado para cobrir explorações sobre o “por quê”
do comportamento. Muitos psicólogos têm tentado listar as motivações e
necessidades que explicam a direção, o vigor e a persistência do comportamento.
Um motivo é uma necessidade ou desejo que inclui energia e direção para se

�cumprir um objetivo (THE ENCYCLOPEDIC DICTIONARY OF PSYCHOLOGY,
1986).
Pode-se concluir das explicações anteriores que a motivação é a grandeza
que dirige as ações humanas e sua força reside no mais íntimo das pessoas,
podendo ser alterada, porém jamais exterminada.

3 AS TEORIAS DAS MOTIVAÇÕES HUMANAS
As motivações, ou motivos, no ser humano não são estáticos, mas sim
forças dinâmicas e persistentes capazes de interferências no comportamento
humano. As teorias mais reconhecidas na psicologia sobre motivação são aquelas
que se relacionam com as necessidades humanas. As teorias do crescimento e
da individuação de Maslow (1968) postulam que o futuro também existe agora na
pessoa, sob a forma de ideais, esperanças, deveres, tarefas, planos, metas,
potenciais idealizados, missão, fé, destino, etc. Para aquele que o futuro não
existe resta o concreto, o vazio, as impotências e a desesperança. Essa pessoa
necessita “encher o tempo” com coisas e pensamentos, pois sua existência ficou
sem sentido e sem direção (baixa motivação).
A psicologia existencial humanista se interessa pela natureza humana,
principalmente pelo seu potencial positivo, assim como, pelo modo como essa
natureza é criada e revelada no ser existencial (Santos, 1991). A psicologia trata,
diretamente, com o interior humano e nenhuma força é mais interna no homem do
que a motivação.
Na década de cinquenta Maslow lançou sua teoria da motivação. De acordo
com essa teoria “O ser humano está motivado por certo número de necessidades
básicas que abrangem todas as espécies, quer dizer, urgências aparentemente
imutáveis e de origem genética ou instintiva” (Santos, 1991, p.31, apud Mosqueira,
1982).

�Segundo Maslow (1968) as necessidades básicas do ser humano são, tanto
de origem fisiológica quanto de ordem psíquicas. As necessidades vão surgindo à
medida em que outras necessidades básicas e urgentes vão sendo satisfeitas. O
mesmo autor (p.248) explica que o mundo é extremamente belo e fascinante.
“Explorá-lo, manipulá-lo, interatuar com ele, contemplá-lo, desfrutá-lo, são tudo
espécies motivadas de ação (necessidades cognitivas, motoras e estéticas)”.
As necessidades básicas definidas por Maslow (1968) são de ordem
fisiológica e psíquica, e pregam que o ser humano, quando satisfaz suas
necessidades mais urgentes, elege outras mais elevadas para perseguir. O teórico
hierarquiza essas necessidades, de acordo com suas urgências:
•

Fisiológicas = são as mais preementes e urgentes, pois determinam
a sobrevivência. Ninguém consegue pensar em amor se sua fome
não for saciada.

•

Segurança = Uma vez satisfeitas as necessidades fisiológicas surge
o desejo de estabilidade e fuga do perigo.

•

Amor = Satifeitas as necessidades fisiológicas e de segurança surge
a necessidade de associação, amor, afeição e de participação. A
necessidade de dar e receber afeto é uma importante força
motivadora no comportamento humano.

•

Estima = são aquelas relacionadas à auto-estima e ao respeito das
outras pessoas. Pode-se citar aqui a auto-confiança, valor, força,
prestígio, poder, capacidade e utilidade.

•

Auto-realização = é a necessidade que se encontra no topo da
pirâmide, se imaginarmos as necessidades de Maslow assim
representadas. Trata-se do desejo de realizar-se através de seu
próprio desempenho e do sentimento de “dever cumprido”.

Assunto que desperta interesse entre os estudiosos do comportamento
humano, a motivação tem se apresentado como uma forma de responder
complexas questões em relação à natureza humana.

�Um provérbio popular diz: “alguém pode levar um cavalo até a água, porém
não pode obrigá-lo a beber dessa água”, explicando de forma simples que
ninguém tem poder sobre o desejo ou vontade do animal ou do homem.
Outra teoria também fundamental para a Psicologia trata da motivação
humana e contribui para o estabelecimento do tema na área. Trata-se da teoria de
Herzberg, que na década de 50, em parceria com uma equipe de Psicólogos do
Serviço Psicológico de Pittsburg (Estados Unidos), empreendeu um estudo com
engenheiros e contadores da região, entrevistando-os com a finalidade de
aprender sobre suas satisfações e insatisfações com o trabalho que exerciam.
Após a análise dos resultados, o autor postulou sua teoria, estabelecendo dois
conjuntos de fatores:
Fatores motivadores = uma vez presentes no ambiente esses fatores são
responsáveis por grande satisfação no trabalho. Os fatores motivacionais foram
classificados em: reconhecimento, realização, possibilidade de crescimento,
progresso, responsabilidade e o trabalho em si.
Fatores de higiene = quando esses fatores estão presentes no ambiente de
trabalho não são responsáveis por intensa satisfação, porém a ausência dessas
variáveis provoca grande insatisfação. Tratam do ambiente organizacional,
incluindo elementos administrativos e de política de pessoal.
Outras teorias sobre a motivação têm preenchido o imaginário dos
estudiosos da psicologia, porém as duas referenciadas aqui continuam atuais,
provocando muita discussão, críticas e elogios por parte dos estudiosos,
principalmente aqueles que trabalham com a psicologia organizacional.
Angelini (1973, p.3), explica que Young (1936), iniciou sua obra sobre
motivação afirmando: "all behavior is motivated", certificando que nenhum
comportamento existe sem uma causa motivadora. Vernon (1973, p.11),
argumenta que a "motivação é encarada como uma espécie de força interna, que
emerge, regula e sustenta todas as nossas ações mais importantes”. O ser

�humano tem motivos para se conformar, aderir a grupos ou provocar mudanças.
Os fatores motivacionais, capazes da operação de grandes mudanças, são
dimensões passíveis de medições e devem ser analisadas quando se deseja
entender as transformações e propor estratégias inovadoras.
Rogers (1970) explica que a pessoa não é um ser estático, mas sim um
elemento que surge e desabrocha, como verdadeiramente emergente e em
evolução. Só o humano tem a subjetividade para sentir, avaliar, escolher,
acreditar, atuar, não como autônomo, mas sim como pessoas operantes e ativas.
Pérez-Ramos (1990, p.128) fez uma breve revisão sobre o tema em
questão, agrupando os modelos teóricos em “teorias de processo” e “teorias de
conteúdo”. Segundo o autor,
as teorias de processo’ focalizam sua atenção nas sucessivas
etapas do fenômeno motivacional, nas percepções e perspectivas
do indivíduo, no estabelecimento de metas e objetivos pessoais e,
principalmente, nos mecanismos conscientes da tomada de
decisões. Já as ‘teorias de conteúdo’ partem da determinação das
necessidades humanas para explicar o fenômeno motivacional.

O breve resumo aqui apresentado sobre as teorias das motivações
humanas permite concluir que o tema é instigante e complexo e que o assunto
não se esgota em poucas linhas. Entender a lógica do comportamento humano
tem sido o sonho de estudiosos e pensadores ao longo dos tempos, entretanto,
quanto mais se tenta enveredar por essas searas mais será comprovada a
complexidade da natureza humana.

4 MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
A psicologia organizacional há muito descobriu a importância da motivação
para o bom desempenho das atividades no ambiente de trabalho. Não importa a
função ou o cargo dentro da organização, o trabalhador só é produtivo e produz
com qualidade se estiver motivado pelo desejo de trabalhar, o gerente só

�consegue bons resultados com sua equipe se o elemento humano sob sua
responsabilidade estiver motivado para provocar bons resultados.
Haak (1997) pesquisou sobre os programas de qualidade e a motivação
para o trabalho, aplicando um estudo exploratório no setor de serviços.
Sachuk (1998) estudou a motivação e o processo de indução dos indivíduos
na organização.
“A

motivação

e

a

satisfação

possuem

componentes

cognitivos,

comportamentais e afetivos, mas o que predomina na motivação é seu
componente comportamental”, de acordo com estudos desenvolvidos por Carlotto
(1999, p.80). Ainda segundo o autor, o rendimento no trabalho também é fruto da
motivação, além da habilidade do indivíduo, moderada por determinantes
situacionais.
Em estudo exploratório sobre necessidades motivacionais e ambiente da
organização, Kubo e Saka (2002) identificaram três chaves motivadoras que
impactam os analistas de uma empresa japonesa: incentivo financeiro,
desenvolvimento profissional e autonomia no trabalho. Os autores concluem que o
tradicional sistema de gerenciamento japonês é incompatível com as expectativas
dos analistas da empresa. Os tempos são de mudança, principalmente no tange
ao humano. Não se admite mais a análise do ambiente isolado do homem. É
consenso na administração moderna que a ênfase de qualquer plano que busque
estudar o ambiente de trabalho deve, obrigatoriamente, voltar seu foco para o
agente humano.

5 A MOTIVAÇÃO NO TRABALHO BIBLIOTECÁRIO
As bibliotecas se apresentam como um vasto laboratório para estudos
sobre o comportamento humano, pois poucos ambientes são tão ricos em
interação e relacionamento interpessoal. Entretanto, observa-se que poucos são

�os estudos sobre os recursos humanos em bibliotecas e seus aspectos
motivacionais.
Wahba (1978) levou a cabo um estudo sobre motivação, performance e
satisfação no trabalho com duzentos bibliotecários, em vinte e três bibliotecas
universitárias da área metropolitana de New York e concluiu que a satisfação no
trabalho está diretamente ligada à motivação dos bibliotecários. O mesmo estudo
notou que salário não é um elemento de motivação para os bibliotecários sujeitos
do estudo e que os bibliotecários estavam extremamente insatisfeitos com seus
salários e promoções.
Apoiados na teoria de Maslow, Herzberg e McDouglas, Biscoe e Stone
(1980) desenvolveram um estudo cujo objetivo era examinar a motivação e o
desenvolvimento de bibliotecários de bibliotecas universitários americanas e
concluíram que o desenvolvimento integrado da equipe não é garantia de
motivação completa, mas, certamente, ajuda as pessoas a produzirem mais e com
mais qualidade. A integração da equipe, aliada a um programa de aprendizagem
contínuo, assegura uma equipe envolviada com a organização e voltada para os
objetivos da empresa.
Um estudo realizado com bibliotecários, em Pelotas, Rio Grande do Sul,
chegou a resultados diferentes daqueles descritos por Herzberg em sua teoria.
Sacchi (1982), autor da pesquisa, afirma que os sujeitos de sua pesquisa
apontaram como motivadores, praticamente todos os fatores, quer de higiene ou
de motivação, levando o autor a concluir que:
•
Carências, em determinadas condições de trabalho, levam
os indivíduos a opinarem dessa maneira.
•
Faz-se necessária a aplicação de técnicas de
enriquecimento da tarefa.
•
Faz-se necessário a atuação frente aos fatores de higiene.
(SACCHI, 1982, p.357).

�A partir de seu estudo sobre como motivar equipes bibliotecárias,
Olorunsola (1992) oferece algumas sugestões que podem oferecer resultados
positivos em relação ao trabalho em bibliotecas:
1) o gerente da biblioteca pode tentar criar uma atmosfera em que a equipe se
sinta totalmente integrada, gerando um ambiente satisfatório de trabalho.
2) O gerente precisa estar familiarizado com as necessidades de seus
subordinados e com os motivos que levam à satisfação.
3) Os superiores devem encorajar seus subordinados a buscarem suas próprias
motivações.
Segundo Olorunsola (1992), a idéia básica é dar aos trabalhadores todas as
possibilidades e oportunidades para que eles próprios tomem decisões sobre seus
objetivos, regras e métodos de fazer seus trabalhos. Ainda de acordo com o autor,
os fatores motivacionais que envolvem os trabalhadores em uma biblioteca são os
mesmos que agem em qualquer outra organização, ou seja: interesse pelo
trabalho, boa aceitação às mudanças, orgulho do que faz, vontade de executar,
consciência da importância de seu trabalho.
Nakamura (1994) empreendeu um estudo de caso dos recursos humanos
em bibliotecas universitárias federais e em centros de documentação e informação
do sistema SEBRAE, considerando os fatores motivacionais que influenciam
bibliotecários e pessoal de apoio no ambiente de trabalho.
Trabalhar diretamente com o público requer habilidades e espírito de
solidariedade, é o caso dos bibliotecários de referência que necessitam interagir
com

os

usuários.

Nesse

caso,

o

profissional

naturalmente

motivado

desempenhará suas atividades com qualidade e presteza. É nesse sentido que
Cranford (1999) ofereceu um guia com dez pontos para motivar a equipe de
bibliotecários do serviço de referência. Os passos para encorajar os bibliotecários
são: reiterar a importância da linha de frente, deixar a equipe manifestar seus
sentimentos, dar oportunidades para a equipe se desenvolver, comunicar com
clareza as mensagens à equipe, empregar o reforço positivo, incentivar o senso

�de comunidade, transmitir as conseqüências por erros e trabalhos sem qualidade,
reconhecer que ninguém é perfeito (mas enfatizar que a perfeição pode ser uma
meta a ser perseguida), deixar a equipe saber quais são as metas e praticar o que
é pregado.
Segundo Green, Chivers e Mynott (2000) para que os gerentes de
bibliotecas possam motivar suas equipes de bibliotecários necessitam desenvolver
habilidades ligadas à psicologia e sociologia. Essas habilidades incluem efetiva
comunicação com a equipe, incentivo aos bons relacionamentos interpessoais,
envolvimento da equipe nos processos de decisão, promoções na carreira,
reconhecimento dos progressos dos funcionários e a promoção de programas de
treinamento.
Brito e Vergueiro (2001) explicam que as mudanças fundamentais
experimentadas na área da informação sempre estiveram relacionadas às
pessoas e não com a tecnologia, e afirmam ainda que: "No futuro, as melhores
organizações serão aquelas que descobrirem como despertar o empenho e a
capacidade de aprender das pessoas, em todos os níveis da organização"( p.250).
Pors e Johannsen (2002) focaram seus estudos na satisfação dos diretores
de bibliotecas no contexto de recrutamento e necessidades de se criar um
ambiente de trabalho atrativo, partindo do pressuposto que satisfação no trabalho
é um ponto central das teorias da motivação. A análise das correlações entre os
fatores intrínsecos e extrínsecos da motivação apontou que o nível da atividade
desenvolvida

pelos

diretores

tem

impacto

direto

na

motivação

desses

bibliotecários.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Um breve olhar na literatura permite identificar que, embora ainda de forma
tímida, os fatores motivacionais que emergem nos bibliotecários e naqueles

�profissionais que têm na informação seus objetos de trabalho vêm recebendo a
atenção de pesquisadores e estudiosos.
Sendo a informação o insumo básico da era atual, o profissional que tem
nesse insumo a essência do seu trabalho necessita estar motivado para aprender
sempre, principalmente no que diz respeito ao ambiente virtual. Além dessa
disposição para interagir com o novo, o profissional da informação necessita ter
vocação e boa vontade para intermediar os processos de busca por informação,
agindo, muitas vezes, como professor e instrutor na matéria. A acomodação e a
falta de criatividade são predicados que o mediador da informação jamais deve
trazer em se perfil.
Considerando a importância do tema, o interesse pelo motivos que levam o
profissional a desempenhar seu papel com satisfação e qualidade merece maiores
estudos e pesquisas, uma vez que configuram-se como determinantes para o bom
andamento do trabalho.
Espera-se com este ensaio suscitar o interesse na discussão por um tema
tão instigante e apaixonado: a motivação humana.

REFERÊNCIAS

ANGELINI, A. L. Motivação humana: o motivo da realização. Rio de Janeiro:
Livraria José Olympio Editora, 1973.
BERGAMINI, C. W. Objetivos motivacionais e estilos de comportamento. Revista
de Administração, v.13, n.1, p.11-32, 1978.
BISCOE, E. L.; Stone, E. W. Motivation and staff development. Journal of
Library Administration, v.1, n.1, p. 55-72, 1980.
BRITO, G. F.; VERGUEIRO, W. As Learning Organizations e os profissionais da
informação. Perspectivas em Ciência da Informação, v.6, n.2, p. 249-60, 2001.

�CARLOTTO, M. S. Contextualizando a motivação no trabalho. Alethéia, n. 9,
p.77-84, jan./jun, 1999.
CRANFORD, J. L. Public and reference services. Arkansas Libraries, v. 56, n.
2, p. 16-26, 1999.
DORON, R.; PAROT, F. Dicionário de Psicologia. Tradução de Odilon Soares
Leme. São Paulo: Ática, 1991.
DORSCH, F. Diccionario de Psicología. Barcelona: Editorial Herder, 1976.
ENCYCLOPEDIC DICTIONARY OF PSYCHOLOGY. Cambridge,: MIT Press,
1986.
GREEN, J.; CHIVERS, B.; MYNOTT, G. In the librarian's chair: an analysis of
factors which influence the motivation of library staff and contribute to the effective
delivery of services, Library Review, v.49, n.8/9, p.380-386, 2000.
HAAK, M. K. Programas de qualidade e a motivação para o trabalho: um
estudo exploratório no setor de serviços, 1997. Dissertação (Mestrado em
Economia e Administração) – Faculdade de Economia e Administração,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997.
KUBO, I.; SAKA, A. An inquiry into the motivations of knowledge workers in the
Japanese financial industry. Journal of Knowledge Management, v.6, n.3, p.
262-271, 2002.
MASLOW, A. A. Introdução à psicologia do ser. Tradução de Álvaro Cabral.
Rio de Janeiro: Eldorado, 1968.
NAKAMURA, J. Fatores motivacionais: estudo de casos dos recursos humanos
em bibliotecas universitárias federais e em centros de documentação e informação
do sistema SEBRAE, 1994. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) –
Departamento de Ciência da Informação e Docuementação da Universidade de
Brasília, Brasília, 1994
NUTTIN, J. Teoria da motivação humana: da necessidade ao projeto de ação.
São Paulo: Loyola, 1983.

�OLORUNSOLA, R. Motivating library staff: a look at Frederick Herzeberg`s
motivating-hygiene theory. Library Review, v.41, n.2, p.25-28, 1992.
PORS, N. O.; JOHANNSEN, C. G. Job satisfaction and motivational strategies
among library directors. New Library, v.103, n.1177, p.199-208,2002.
PÉREZ-RAMOS, J. Motivação no trabalho: abordagens teóricas. Psicologia
USP, v.1, n.2, p.127-140, 1990.
ROGERS, C. R. Tornar-se pessoa. Tradução de M. J. C. Ferreira. Lisboa:
Moraes Editores, 1970.
SACCHI JÚNIOR, N. Agentes que atuam como motivadores para os funcionários
das bibliotecas X7/Pelotas: um levantamento baseado na teoria de Herzberg. In:
JORNADA RIOGRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 7.
Associação Riograndense de Biblioteconomia, 1982. p.357-375.
SACHUK, M. I. A motivação e o processo de indução dos indivíduos na
organização. Tese (Doutorado em Economia) - FGV/EAESP, São Paulo, 1998
SANTOS, M. L. C. Fatores motivacionais e suas influências no
comportamento humano. 1991. Dissertação (Mestrado em Administração) Curso de Mestrado em Administração, Centro de Ciências Sociais Aplicadas,
Universidade Federal da Pará, João Pessoa, 1991.
THE ENCYCLOPEDIC Dictionary of psychology. 3.ed. S.l: S.n., 1986.
VERNON, M. D. Motivação humana. Tradução de Luiz Carlos Lucchetti.
Petrópolis: Vozes, 1973.
WAHBA, S. P. Motivation, performance and job satisfaction of librarians. Law
Library Journal, v.71, n.2, p.270-278, 1978.

∗

Mestranda da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP); Diretora do
Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
(SBD/IPUSP); Coordenadora da ReBAP e BVS-Psi – isampaio@usp.br .

∗∗

Professora Doutora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) –
daisynor@usp.br-Endereço: Universidade de São Paulo - Instituto de Psicologia - Serviço de Biblioteca e
Documentação – Av. Prof. Mello Moraes, 1721 – Bloco C – 05508-030 – São Paulo – SP - Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53684">
                <text>Motivação para o trabalho em bibliotecas e serviços de informação: início de uma discussão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53685">
                <text>Sampaio, Maria Imaculada Cardoso; Noronha, Daisy Pires</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53686">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53687">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53688">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53690">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53691">
                <text>Discute a motivação enquanto mola propulsora das mudanças sociais, culturais, e organizacionais, uma vez que o agente principal de todas as transformações é o ser humano, sujeito que intelectual, afetiva e emocionalmente é movido pela motivação. A motivação tem sido objeto de estudo nas várias ciências, mas é a Psicologia, especialmente a psicologia existencial humanista, que encontrou na matéria vasto campo de estudo e investigação. As teorias da motivação humana de Maslow e Herzberg, embora desenvolvidas na primeira metade do século passado, até hoje fundamentam as discussões sobre os motivos da natureza humana. A psicologia organizacional encontrou no estudo da motivação os subsídios ideais para operar com as organizações e seus sujeitos, entretanto, as bibliotecas e os serviços de informação ainda não descobriram a importância de trabalhar a motivação humana como elemento de ruptura do modelo estabelecido nessas instituições.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68370">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4868" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3937">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4868/SNBU2004_085.pdf</src>
        <authentication>eaf7f43069048e37ca3092ff5e2efd82</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53719">
                    <text>A LITERATURA INDICADA EM CONCURSOS PÚBLICOS PARA
BIBLIOTECÁRIOS: UM ESTUDO BIBLIOMÉTRICO
Maria José Moreira∗
Neusa Cardim da Silva∗∗

RESUMO
Estudo bibliométrico que arrola a literatura indicada em concursos públicos para o
preenchimento de vagas no cargo de bibliotecário. O estudo limita-se aos
concursos realizados no Estado do Rio de Janeiro, no período compreendido
entre 2001-2004. Os indicadores considerados para a investigação foram os
autores mais citados, os assuntos mais requeridos, a procedência da literatura
(brasileira, estrangeira (original, tradução)), tipos de publicação, data das
publicações entre outros. São analisadas 27 listas de referências de editais de
concursos, oferecidos por instituições públicas federais, estaduais e municipais.
Dentre os resultados destaca-se o concurso da Universidade Federal Fluminense
(UFF) que, nas referências do seu edital, não incluiu obras versando sobre
catalogação, classificação e normas da ABNT, que tratam de processos técnicos
documentais, tão inerentes às práticas do profissional bibliotecário.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliometria. Bibliotecários – Concursos.

1 INTRODUÇÃO

A Constituição Federal Brasileira de 1988, em seu art. 37, determina que
“[...] a investidura em emprego público depende de aprovação prévia em concurso
público de provas ou de provas e títulos[...]”1.
Paralelamente, o profissional bibliotecário começou a ter mais espaço na
chamada “Sociedade da Informação”. Novas oportunidades surgiram e seu
campo de atuação expandiu-se, em virtude do crescimento da área, do aumento
de pessoal qualificado e do número significativo de concursos públicos oferecidos.

1

BRASIL. Constituição (1988) Constituição [da] República Federativa do Brasil, 1988. Brasília, DF:
Senado Federal, Centro Gráfico, 1988. p. 36

�No Estado do Rio de Janeiro, de 2001 a meados de 2004, período coberto
por este trabalho, dos concursos públicos oferecidos, 27 foram eleitos por
possuírem bibliografia.
Tomando-se por base a Bibliometria “termo usado para descrever todos os
estudos que buscam quantificar o processo de comunicação escrita”2, foi possível,
pautando-se nas bibliografias indicadas nos editais dos concursos públicos para
bibliotecários, identificar os autores mais citados, os assuntos mais requeridos, a
procedência da literatura (nacional/estrangeira), tipos de publicação e atualidade
da bibliografia.
A Bibliometria vem demonstrando, ao longo dos anos, “a ampla gama de
aplicações que possibilitam seu desenvolvimento” 3, contribuindo, dessa forma,
para o aprimoramento de vários campos do saber.
Sendo assim, a utilização da Bibliometria, “[...] como ferramenta capaz de
medir e facilitar a análise da informação armazenada”4, permitiu revelar os
concursos públicos como um novo campo de análise quantitativa, mostrando-os
como participante efetivo no processo de avaliação da informação a ser analisada
neste trabalho.

2 METODOLOGIA

Para desenvolver os objetivos traçados, adotou-se uma metodologia que
incluiu a reunião dos editais dos concursos públicos realizados no Estado do Rio
de Janeiro, entre 2001-2004, o levantamento bibliográfico sobre Bibliometria e o
estudo bibliométrico propriamente dito.

2

PRITCHARD apud RAVICHANDRA, R. I. K. Métodos quantitativos em Biblioteconomia e Ciência
da Informação. Brasília, DF: ABDF, 1986. p. 179
3
MUGNAINI, R.;QUONIAM, L. M. Bibliometria em países em desenvolvimento: nota para
discussão. Disponível em: &lt; file://E:\Acesso\Bibliometria.htm&gt;. Acesso em: 06 fev. 2003
4
MUGNAINI, Rogério. A bibliometria na exploração de bases de dados: a importância da
Lingüística. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12, Recife, 2002.
Anais...Recife: UFP, 2002. 1 CDROM.

�A coleta dos editais já vinha sendo efetuada ao longo dos anos, na medida
em que os concursos iam sendo oferecidos. Dos editais foram selecionadas as
bibliografias. As referências contidas nas listas bibliográficas foram agrupadas,
num primeiro momento, por ano, acrescentando-se a cada uma delas os
concursos pertinentes. Assim, foram elaboradas quatro grandes listagens que,
consolidadas numa única contendo as referências comuns a todos os editais,
totalizaram 168 referências, que serviram de base para a consecução deste
trabalho.
O levantamento bibliográfico, embora negativo no tocante ao tema que se
pretendia desenvolver – concursos – , permitiu reunir material capaz de fornecer
subsídios teóricos mínimos nos esclarecimentos necessários. Utilizaram-se textos
impressos e eletrônicos.
E, finalmente, a parte do estudo bibliométrico propriamente dito que partiu
da listagem contendo as 168 referências bibliográficas, extraídas dos editais, e
ensejou reunir informações capazes de atender aos objetivos do estudo. Os
dados obtidos são apresentados sob a forma de tabelas, acompanhados das
respectivas freqüências e percentuais, além da análise correspondente.

3 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS

Neste item apresentam-se as tabelas com os dados extraídos das
bibliografias, seguidos de análise.

TABELA 1 – Distribuição de Instituição X Número de concursos por ano
Anos

2001

2002

2003

2004

Instituições

TOTAL
f

%

Federais

2

3

3

6

14

51,9

Estaduais

2

-

1

-

3

11,1

Municipais

3

1

5

1

10

37,0

7

4

9

7

27

100,0
n = 27

Total
Fonte: As autoras, 2004

�A Tabela 1 evidencia os concursos oferecidos no período 2001-2004 e as
respectivas esferas institucionais. A esfera federal, com a maioria significativa,
destaca-se com 51,9% do total; seguem as esferas municipal, com 37,0% e a
estadual com 11,1%. Os dados revelam o ano de 2003 como o mais profícuo, no
entanto, cabe ressaltar que os concursos de 2004 foram arrolados até o mês de
julho, o que configura uma análise parcial. Além disso, os concursos da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal Rural
do Rio de Janeiro (UFRRJ) e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF)
não indicaram bibliografias em seus editais.

TABELA 2 – Distribuição do número de referências X Esfera da instituição
Instituição

Federal

Estadual

Municipal

Referências

Total
f

%

Entre 10 e 20

6

-

5

11

40,8

Entre 21 e 28

4

1

3

8

29,6

Entre 31 e 44

4

2

2

8

29,6

Total
Fonte: As autoras, 2004

14

3

10

27

100
n = 27

A Tabela 2 revela a extensão das listas bibliográficas e o número de
instituições que as recomendaram. As instituições com listas bibliográficas mais
extensas foram a UNIRIO (44); MARINHA/2004 (42); UENF/ANGRA/SJBARRA/
COMLURB (38 cada); MARINHA/2003 (37). As listas mais reduzidas foram as da
FIOCRUZ / SGONÇALO / AERONÁUTICA/2004/ GUAPIMIRIM (10 cada).
Considerando-se que em 27 concursos apurou-se um total de 168 referências,
causa surpresa que instituições indiquem 44/42 referências nas suas bibliografias.

TABELA 3 – Responsabilidade de autoria
Responsabilidade

f

%

Autor pessoal

140

92,7

Autor entidade

11

6,6

Total

151

100,0

Fonte: As autoras, 2004

n = 151

�Na Tabela 3 foram incluídas as referências que possuíam autores
pessoais e institucionais, não sendo computadas as referências com entrada pelo
título, 17 ao todo. Verificou-se que a autoria pessoal é majoritária, com o
percentual de 92,7%, seguida do autor entidade com 7,3%.

TABELA 4 – Autor pessoal X Indicação em editais
Indicação

Autor pessoal
f
F. W. LANCASTER
Bernadete CAMPELLO
Alba MACIEL
Eliane MEY
Valdomiro VERGUEIRO
Nice FIGUEIREDO
Antônia M. C. M. RIBEIRO
Jaime ROBREDO
Annamaria CRUZ
D. ANDRADE/ V. VERGUEIRO
Claire GUINCHAT
Denis GROGAN
Maria A. R. PIEDADE
Adelaide R. CÔRTE/ Iêda M. de ALMEIDA
Maria Christina B. ALMEIDA
Kathryn K. SILBERGER
Murilo B. CUNHA
Betty FURRIE
Odilon P. da SILVA
Maria Luiza de A.. CAMPOS
Ives-François LE COADIC
Maria Luiza A. CAMPOS/ E. M. MENEZES
Célia R. S. BARBALHO
Vera DODEBEI
Ana Maria CINTRA
Maria Tereza R. MENDES
Fonte: As autoras, 2004

21
20
20
20
19
19
19
16
15
14
13
13
13
12
12
12
11
11
11
10
9
8
8
7
7
5

%
77,8
74,1
74,1
74,1
70,4
70,4
70,4
59,3
55,5
51,8
48,1
48,1
48,1
44,4
44,4
44,4
41,0
41,0
41,0
37,0
33,3
29,6
29,6
25,9
25,9
18,5
n = 27

Verifica-se pela Tabela 4 que o autor estrangeiro F. W. Lancaster figura
como líder absoluto na autoria pessoal, citado em 21 dos 27 concursos
analisados. Bem próximos, destacam-se Bernadete Campello, Alba Maciel e
Eliane Mey com 20 citações cada uma. Ressalte-se que foram considerados os

�autores pessoais com até 5 indicações. Dos 26 autores relacionados, 21 são
brasileiros e 5 são estrangeiros.

TABELA 5 – Autor Entidade X Indicação em editais
Indicação

Autor entidade

ABNT
CFB
Total

f

%

25

92,6

2

7,4

27

100,0

Fonte: As autoras, 2004

n =27

Somente dois autores entidade destacaram-se: a ABNT, presente em
quase todos os editais, com o percentual de 92,6% e o CFB, com 7,4% de
indicação. A ABNT só não foi indicada no edital da UFF.

TABELA 6 – Autor pessoal X Número de documentos indicados
Autor pessoal

Nº documentos Livros Artigo
periódico

Nice FIGUEIREDO
Murilo B. CUNHA
Valdomiro VERGUEIRO
Annamaria CRUZ
Antonia M, C. M. RIBEIRO
Bernadete CAMPELLO
Eliane MEY
F. W. LANCASTER
Alba MACIEL
Maria T. R. MENDES
R. M. R. CORRÊA
V. M. G. COSTA
Fonte: As autoras, 2004

8
2
2
5
4
4
4
2
3
3
3
3

1
5
3
1
-

Total %
9
7
5
5
4
4
4
3
3
3
3
3

6,4
5,0
3,5
3,5
2,8
2,8
2,8
2,1
2,1
2,1
2,1
2,1
n = 140

A Tabela 6 indica que nos editais arrolados foram identificados 140 autores
pessoais (Tabela 3). Desses, foram incluídos na tabela acima aqueles que
tiveram mais de três publicações indicadas, podendo ser livros ou artigos de
periódicos, conforme revelado. Dos citados, os únicos com autoria individual em

�todas as obras são Nice Figueiredo, Antônia Ribeiro e F. W. Lancaster. Os
demais possuem uma ou mais obras em colaboração. Constatou-se que Nice
Figueiredo possui o maior número de obras indicadas (9), todas sem colaboração,
e Murilo Cunha, o segundo em número de documentos, é o que mais se destaca
na produção de artigos técnico-científicos (5).

TABELA 7 – Autores pessoais X N° de documentos X Indicação em editais
Indicação

Documentos Editais %

Autores
Nice FIGUEIREDO
Murilo B. CUNHA
Valdomiro VERGUEIRO
Anamaria CRUZ
Antonia M. C. M. RIBEIRO
Bernadete CAMPELLO
Eliane MEY
F. W. LANCASTER
Alba MACIEL
Maria T. R. MENDES
R. M. R. CORRÊA
V. M. G. COSTA
Fonte: As autoras, 2004

9
7
5
5
4
4
4
3
3
3
3
3

19
11
19
15
17
20
20
21
20
5
15
15

70,3
40,7
70,3
55,5
62,9
74,0
74,0
77,7
74,7
18,5
55,5
55,5
n = 27

Na Tabela 7 pode-se observar a relação entre o número de documentos de
cada autor e a quantidade de indicações que eles tiveram em concursos: F. W.
Lancaster teve 3 obras indicadas em 21 concursos, enquanto Nice Figueiredo,
com 9, e Murilo Cunha, com 7 foram apontados em 19 e 11 concursos,
respectivamente. Percebe-se a importância de determinadas obras para a área,
pois a sua inclusão na maioria dos editais as referendam. Por outro lado, pode-se
inferir que isto talvez ocorra pela limitação da produção em assuntos específicos.

�TABELA 8 – Distribuição de assuntos X Indicação em concursos
Em concursos

Indicação
Assuntos

F

%

Normas de documentação

26

96,2

Catalogação

26

96,2

Serviço de referência

26

96,2

Indexação/Tesauros

24

88,8

Classificação (CDD/CDU)

22

81,4

Desenvolvimento de coleções

22

81,4

Informática/Internet

20

74,0

Administração de Bibliotecas

18

66,6

Planejamento

16

59,2

Preservação/Conservação

7

25,9

Profissional da Informação

6

22,2

Bibliotecas digitais/virtuais

5

18,5

Fonte: As autoras, 2004

n = 27

A Tabela 8 mostra os assuntos destacados segundo os títulos dos
documentos citados nas bibliografias. “Normas de documentação”, “Catalogação”
e “Serviço de Referência” foram identificados em 26 das 27 bibliografias
analisadas. Os dois primeiros incluem as publicações da ABNT, do CCAA2 e da
CDD/CDU, bem como obras cujos conteúdos versavam sobre os referidos
assuntos. Essas publicações só não foram detectadas na listagem da UFF. O
assunto “Serviço de Referência” não apareceu, pelo menos explicitamente, em
nenhum dos documentos relacionados no concurso oferecido pelo Pedro II .
A relação dos principais assuntos identificados revela o perfil tecnicista
exigido do profissional da informação, o que minimiza o papel do bibliotecário
enquanto mediador da informação e gestor de recursos informacionais. Isto é
reforçado quando se constata que o assunto “Profissional da Informação” foi
incluído em apenas 6 concursos, dentro de um universo de 27.
É importante ressaltar a indicação de obras sobre “Estatística” e
“Economia” nos concursos do IBGE e BNDES, respectivamente.

�A indicação de literatura sobre Bibliotecas Digitais/Virtuais, em apenas 5
concursos, preocupa na medida em que não se exige do profissional uma
qualificação que permita lidar com os recursos digitais. Desde a década de 90, as
Unidades de Informação vêm utilizando recursos eletrônicos para disseminar e
recuperar informações, sem restrições de tempo e lugar, otimizando o fluxo da
informação e possibilitando a geração de novos conhecimentos.

TABELA 9 – Distribuição de assuntos X Número de autores
Autores

f

%

Assuntos
Informática/Internet

13

14,4

Classificação

10

11,1

Indexação/Tesauros

10

11,1

Serviço de referência

10

11,1

Administração de bibliotecas

9

10,0

Preservação/cConservação

7

7,8

Normas de documentação

6

6,7

Catalogação

6

6,7

Bibliotecas digitais/virtuais

6

6,7

Profissional da Informação

5

5,6

Desenvolvimento de coleções

4

4,4

Planejamento de bibliotecas

4

4,4

90

100

Total
Fonte: As autoras, 2004

n=90

Os dados da Tabela 9 revelam o número de autores responsáveis por
assuntos extraídos dos títulos dos documentos relacionados nas bibliografias.
Estes com até 5 indicações bibliográficas. Esse critério demandou o aparecimento
de assuntos com 4 autores responsáveis.
Curiosamente a Tabela mostra que, em relação à “Informática/Internet”
destacam-se 13 autores (14,4%), embora não se constitua num dos assuntos
mais indicados nas bibliografias, conforme demonstrado na Tabela 8.

�Os

assuntos

“Classificação”,

“Indexação/Tesauros”

e

“Serviço

de

Referência” além de serem alguns dos mais indicados nas bibliografias (Tabela
8), apresentam cada um 10 autores.

TABELA 10 – Tipos de publicação
Tipo de Publicação

f

%

118

70,2

Artigos de periódicos

40

23,8

Internet

10

6,0

Total

168

100,0

Livros

Fonte: As autoras, 2004

n=168

Os dados da Tabela 10 revelam que o livro aparece com destaque em
todas as bibliografias arroladas, com um percentual significativo de 70,2%. No
entanto, percebe-se o baixo índice (23,8%) de artigos de periódicos e,
surpreendentemente, os 6,0% de documentos eletrônicos.

TABELA 11 – Publicações Periódica X Indicação em Editais
Indicação
Periódicos

f

%

10

37,0

7

25,9

Anais...

4

14,8

Transinformação

2

7,4

Diário Oficial da União

2

7,4

Ciência da Informação
R. Esc. Bibliotecon. UFMG
Perspectivas em Ci. Inf.

Fonte: As autoras, 2004

n = 27

Pela Tabela 11 verifica-se que a revista mais indicada, entre as
publicações periódicas, com 37,0%, foi a Ciência da Informação, seguida das
Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG/ Perspectivas em Ciência da
Informação, com 25,9%. Com percentuais menos expressivos, aparecem os
Anais de Congressos (14,8%), a revista Transinformação (7,4%) e o DOU (7,4%).

�TABELA 12 – Distribuição das referências x procedência
Procedência

f

%

Referências
Literatura nacional

142

84,5

Literatura estrangeira (tradução)

26

15,6

Total

168

100,0

Fonte: As autoras, 2004

n=168

A Tabela 12 buscou identificar na literatura indicada quantas referências
pertenciam a autores nacionais e quantas a autores estrangeiros. Os dados
revelam que a grande maioria é de autores nacionais (84,4%), enquanto apenas
15,6% são de literatura estrangeira.

TABELA 13 – Documentos por data de publicação
Data de publicação

f

%

1961 – 1970

5

3,0

1971 – 1980

7

4,1

1981 – 1990

27

16,0

1991 – 2000

104

62,0

2001 – 2004

25

14,9

Total

168

Fonte: As autoras, 2004

100,0
n = 168

A Tabela 13 apresenta os documentos arroladas nos editais por data de
publicação. Considerando-se que os últimos editais (2003-2004) constituem-se
num resultado parcial, não só pela impossibilidade de serem citados documentos
do ano de 2004, mas também porque a década está em curso. É curioso observar
que documentos publicados na década de 60 foram incluídos em concurso de
2004, ignorando-se a atualização dessa literatura.
No entanto, deve-se ressaltar o grande número de indicações do que foi
produzido na década de 90, o que representa um percentual de 62,0%, revelando

�um período de produção fértil na área, atrelado ao uso de recursos eletrônicos
para a produção e disseminação de documentos.

4 CONCLUSÃO
Este estudo não se aprofundou na revisão da literatura sobre Bibliometria,
logo, no que foi revisado, nada se encontrou com relação a estudos sobre
concursos, o que motivou o interesse pelo desenvolvimento deste trabalho.
Assim, espera-se, com este estudo, fornecer algum conhecimento em área
ainda pouco ou nada explorada e possibilitar abordagens mais aprofundadas,
que contribuam para o crescimento e desenvolvimento da Biblioteconomia e da
Ciência da Informação, assim como de seus profissionais.
O estudo envolveu concursos públicos realizados no Estado do Rio de
Janeiro, entre 2001-2004, a maioria procedente da esfera federal, seguida da
municipal e estadual.
O destaque de autor pessoal recaiu em F.W. Lancaster que, com apenas
três documentos, teve participação em vinte e um concursos, revelando a força e
o prestígio de sua obra entre as instituições brasileiras da área. Ressalte-se que a
autora pessoal, com maior número de documentos indicados em concursos, foi
Nice M. Figueiredo. Como autor entidade, destacou-se a ABNT, ausente apenas
do edital da UFF, revelando a importância das normas de documentação, que são
utilizadas em todas as áreas do conhecimento.
Verificou-se que o livro constitui-se no instrumento de estudo de maior
divulgação, aparecendo absoluto nos editais. Prevaleceu a indicação da literatura
nacional; quanto à de origem estrangeira, destacaram-se as traduções.
No tocante às datas de publicação, foram citados documentos a partir da
década de 60. Entretanto, a década de 90 apresentou o maior quantitativo de
indicações, podendo-se inferir que a produção científica teve, nesse período, seu
maior crescimento.

�Tomando-se como base os títulos dos documentos, destacaram-se os
seguintes assuntos: “Normas de Documentação”, “Catalogação” e “Serviço de
Referência”. Os três assuntos estiveram presentes em 26 editais analisados.
Causa surpresa que publicações sobre o Profissional da Informação tenham sido
solicitadas em apenas seis concursos.
Pode-se inferir que, apesar de as organizações contemporâneas
postularem que o indivíduo deva possuir capital intelectual – que faz a diferença
no ambiente competitivo –, no caso do bibliotecário identifica-se um perfil
tecnicista, a despeito das exigências dos novos tempos. Assuntos como “Ética”,
“Relações Interpessoais”, “Comunicação” e outros de igual importância na
formação humanista do profissional, principalmente daquele que lida com o
público, deveriam estar relacionados entre os mais relevantes.
Não se encontrando outros trabalhos de igual teor que pudessem servir de
modelo e comparação, ficam lançados os indicadores aqui utilizados como
instrumentos para pesquisas futuras.
ABSTRACT

It focuses a bibliometric study that enrolls the literature indicated in public
examination for the librarians. The study is limited the examination that occured in
Estado do Rio de Janeiro, between 2001-2004. The pointers considered for the
inquiry had been the cited authors, the required subjects, the origin of literature
(Brazilian, foreign (original, translation)), types of publication, date of publications
among others. The 27 bibliografic lists of proclamations, offered for federal, state
and municipal public institutions are analyzed. Among the results is distinguished
the examination of Universidade Federal Fluminense (UFF), it didn´t include
documents about cataloging, classification and rules technique of the ABNT, that
concerned to the role of librarians.
KEY -WORDS: Bibliometria. Librarians - Examination

REFERÊNCIAS
ALVARADO, Rubén U. A bibliometria no Brasil. Ci. Inf., Brasília, v. 13, n. 2, p. 91105, jul./ dez. 1984.

�BRASIL. Constituição (1988) Constituição [da] República Federativa do Brasil,
1988. Brasília, DF: Senado Federal, Centro Gráfico, 1988. p. 36
MUGNAINI, Rogério. A bibliometria na exploração de bases de dados: a
importância da lingüística. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12, Recife, 2002. Anais... Recife: UFP, 2002.
MUGNAINI, R.;QUONIAM, L. M. Bibliometria em países em desenvolvimento:
nota para discussão. Disponível em: &lt; file://E:\Acesso\Bibliometria.htm&gt;. Acesso
em: 06 fev. 2003 .
RAMALHO, Francisca A. et al. Produção científica: um enfoque centrado nas
dissertações de mestrado. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12, Recife, 2002. Anais... Recife: UFP, 2002.
RAVICHANDRA, R. I. K. Métodos quantitativos em Biblioteconomia e Ciência da
Informação. Brasília, DF: ABDF, 1986. p. 179

ANEXO A – Siglas das instituições responsáveis pelos editais do estudo
AER/2002

Aeronáutica

AER/2004

Aeronáutica

ANGRA

Município de Angra dos Reis

BNDES

Banco Nacional de Desenvolvimento Social

CBTU

Companhia Brasileira de Trens Urbanos

CEFET

Centro Federal de Educação tecnológica Celso Suckow da Fonseca

CONLURB

Companhia de Limpeza Urbana

EMBRAPA

Empresa Brasileira de Agropecuária

FIOCRUZ

Fundação Oswaldo Cruz

GUAPI

Município de Guapimirim

IBGE

Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

ITAO

Município de Itaocara

MAR/2003

Marinha do Brasil

MAR/2004

Marinha do Brasil

Miracema

Município de Miracema

OSTRAS

Município de Rio das Ostras

P II

Colégio Pedro II

Paracambi

Município de Paracambi

�PIRAÍ

Município de Barra do Piraí

SGONÇALO

Município de São Gonçalo

SJBARRA

Município de São João da Barra

TANGUÁ

Município de Tanguá

TRF

Tribunal Regional Federal

UENF

Universidade Estadual do Norte Fluminense

UERJ

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

UFF

Universidade Federal Fluminense

UNIRIO

Universidade Federal do Rio de Janeiro

∗

Bibliotecária. Mestre em Educação. Docente adjunta da Escola de Biblioteconomia da UNIRIO.
mjmoreira@unirio.br. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO) ESCOLA DE BIBLIOTECONOMIA. Endereço: Av. Pasteur, 458, prédio CCHS, 4º, sala 418 - Urca
– RJ - Brasil
∗∗
Bibliotecária – Núcleo PROTEC – UERJ. Especialista em Organização do Conhecimento para
Recuperação da Informação. cardim@uerj.br - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO (UERJ). REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ. Endereço: Rua São.
Francisco Xavier, 524, bl.B, sl 1028 - Maracanã –RJ - Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53702">
                <text>A literatura indicada em concursos públicos para bibliotecários: um estudo bibliométrico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53703">
                <text>Moreira, Maria José; Silva, Neusa Cardim da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53704">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53705">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53706">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53708">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53709">
                <text>Estudo bibliométrico que arrola a literatura indicada em concursos públicos para o preenchimento de vagas no cargo de bibliotecário. O estudo limita-se aos concursos realizados no Estado do Rio de Janeiro, no período compreendido entre 2001-2004. Os indicadores considerados para a investigação foram os autores mais citados, os assuntos mais requeridos, a procedência da literatura (brasileira, estrangeira (original, tradução)), tipos de publicação, data das publicações entre outros. São analisadas 27 listas de referências de editais de concursos, oferecidos por instituições públicas federais, estaduais e municipais. Dentre os resultados destaca-se o concurso da Universidade Federal Fluminense (UFF) que, nas referências do seu edital, não incluiu obras versando sobre catalogação, classificação e normas da ABNT, que tratam de processos técnicos documentais, tão inerentes às práticas do profissional bibliotecário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68372">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4870" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3939">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4870/SNBU2004_086.pdf</src>
        <authentication>74add6d0303362fd5df6c2c8b0c5940e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53737">
                    <text>PERFIL GERENCIAL DOS PROFISSIONAIS DA INFORMAÇÃO EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Marlene Gonçalves Curty ∗
Renata Gonçalves Curty ∗∗
Dirce Missae Suzuki Fernandes∗∗∗

RESUMO
O artigo discute a nova postura de atuação do profissional da informação frente às
demandas contemporâneas e emergentes, atendo-se especificamente ao perfil
gerencial, através de pesquisa realizada com profissionais que atuam em cargos
gerenciais de bibliotecas universitárias estaduais do Paraná (UEM, UEL e UEPG).
PALAVRAS-CHAVE: Perfil profissional. Perfil gerencial. Profissional da informação.
Gerência de Bibliotecas Universitárias.

1 INTRODUÇÃO

As transformações, a nível tanto cultural como social e tecnológico,
assinaladas pelas últimas décadas do século XX e acentuadas pelos primeiros anos
deste século, requerem revisão constante sobre os papéis desempenhados pelas
diferentes profissões em suas áreas específicas de trabalho.
A instantaneidade informacional, garantida pelos avanços tecnológicos e
pelas novas possibilidades de interação e comunicabilidade trazidas pelas
tecnologias de informação e comunicação (TIC´s), está afetando de forma
considerável os aspectos gerenciais das empresas, uma vez que os usuários
(internos/externos) de seus serviços estão a exigir-lhes mais dinamismo, inovação,
produtividade, competitividade e utilidade fim.
Dentre as novas requisições do mundo do trabalho atual, a figura do gerente
destaca-se como vital para todas as áreas de atuação humana e em todas as formas
de organizações, pois ele exerce papel fundamental no sistema de qualidade da
organização onde atua, e o êxito de um processo da qualidade reside no bom
gerenciamento dos recursos disponíveis. Suas atribuições ultrapassam a função de
tomar de decisões, e estende-se às funções de líder, alocador de recursos,

�negociador, minimizador de conflitos e riscos, e, ainda de empreendedor, e
envolvem características como flexibilidade e ser comunicativo.
Não obstante, estudos sobre o perfil dos profissionais de informação
demonstram

que

esse

mercado

tem

exigido

pessoas

com

qualificações

administrativas e gerenciais.
As bibliotecas universitárias estaduais, enquanto instituições públicas e
formadas por uma estrutura organizacional complexa, geralmente, operam com
disponibilidade de recursos mínimos e sob inúmeros empecilhos burocráticos, o que
torna mais desafiante o papel de gerenciá-las.
Sendo assim, o perfil desejável do gerente da informação e sua função bem
desempenhada constituem a grande preocupação que nos estimula ao estudo desse
tema. Justifica-se, por isso, uma pesquisa sobre o perfil do profissional da
informação que exerce cargo gerencial em BU´s no tocante ao conhecimento
de sua prática de atuação institucional e à detecção das necessidades de
treinamento desses profissionais, em busca de um gerenciamento mais eficiente e
eficaz das pessoas, dos equipamentos, recursos informacionais e financeiros
disponíveis e, por conseqüência, dos produtos e serviços oferecidos à comunidade
acadêmica. Neste sentido, as preocupações estarão voltadas para a função do
gerente de informação, sua importância profissional e seu adequado desempenho.
Embora o profissional de informação tenha sido objeto de estudo em diversas
pesquisas, a aplicação do grid gerencial, de forma comparativa, abre novas
perspectivas de pesquisa e estudo. Do ponto de vista institucional, o estudo do perfil
dos gerentes poderá servir como instrumento auxiliar na caracterização da categoria
funcional, podendo ser utilizado como base para o estabelecimento de programas de
treinamentos específicos voltados à atividade gerencial. Em vista disso, o artigo
possui como objetivo traçar o perfil dos profissionais da informação que ocupam
cargos gerenciais em bibliotecas de universidades estaduais do Paraná. Para tanto,
foram delineados os seguintes objetivos específicos: 1) identificar os gerentes das
instituições participantes; 2) caracterizar a atuação gerencial desses profissionais; 3)
identificar as habilidades e competências consideradas pelos gerentes como
necessárias para o exercício do cargo gerencial; 4) levantar as necessidades de

�aperfeiçoamento e reciclagem profissional; 5) detectar as principais barreiras e
dificuldades para o exercício do cargo gerencial.
2 REFERENCIAL TEÓRICO

O imperativo da atualidade, no que tange ao perfil de qualquer categoria
profissional, reside na polivalência, na transdisciplinaridade e na capacidade de
continuamente buscar e absorver novos conhecimentos.
Além de dominar conhecimentos específicos da sua área de atuação, o
mercado de trabalho exige cada vez mais pessoas capacitadas a assumir papéis
multifuncionais. Sob esse aspecto, enfaticamente, Almeida Júnior (2002, p. 133)
elucida que:
A época da valorização das especializações parece já ter findado. O
que o mercado procura atualmente é um profissional que tenha
conhecimentos e competências específicos, mas que os integre em
concepções mais gerais, com aplicações que ultrapassem o restrito
espaço determinado pelo campo que escolheu como de interesse e
preocupação.

Inúmeros autores, a exemplo de Pereira (2000), Morigi (2004), Nascimento
(2000), Tarapanoff (1999), Valentim (2000; 2002), apontam os novos rumos e
tendências de mercado e de atuação do profissional da informação, e apresentam
enfaticamente a necessidade do profissional da informação extrapolar as linhas de
conhecimento que delineavam seu raio de atuação e incorporar habilidades e
competências não antes assumidas, uma vez que a Biblioteconomia que há algum
tempo atuava “num ambiente estável, pouco afeito a mudanças, foi compelida a
assimilar os avanços tecnológicos para o tratamento da informação e inserir-se nas
redes globais de comunicação” (SANTOS, 2000, p. 111).
Paralelamente, aspectos referentes ao perfil e à atuação do profissional da
informação vêm sendo amplamente debatidos pela área, no sentido de consolidar
referenciais que permitam (re)pensar, (re)estruturar e (re)definir currículos
acadêmicos e na tentativa de adequar a formação, renovar as atribuições, as
aptidões e as habilidades desses profissionais às constantes modificações de
ambiência que enredam o fazer da categoria.

�A assertiva pode ser validada pela própria mudança na denominação do
profissional para ampliar seu espaço de atuação, passando esse profissional a ser
freqüentemente designado “profissional da informação”1 em substituição ao termo
bibliotecário, evidenciada através das freqüentes atualizações e reformulações
curriculares2 realizadas pelas universidades nacionais que passam a ofertar cursos
com ênfases e habilitações em gestão e gerência e, ainda, ressaltada por inúmeros
esforços empreendidos pelas associações3 vinculadas à Ciência da Informação.
Essas associações realizam periodicamente encontros e fóruns de discussão com
participação dos principais teóricos e pesquisadores da área, em uma reflexão
conjunta de pontos referenciais para o autoconhecimento da profissão. Exemplo
desses pontos são os conceitos e seus objetos de estudo e análise, os paradoxos e
desafios frente à Sociedade da Informação e do Conhecimento, os impactos e
avanços das TIC´s, bem como as relações de interatividade, virtualidade e
integração proporcionadas por esses avanços.
Dentre essas discussões, algumas emergem como resultado de uma
demanda conduzida pelo mercado e pela sociedade, que, de forma exponencial,
passa a requerer profissionais dotados de habilidades administrativas e consultoras
e com perfil gerencial, a fim de responder a necessidades organizacionais atuais e
futuras. Passamos do chamado ”paradigma do acervo” para o “paradigma da
informação” (VALENTIM, 1995 apud VALENTIM, 2000, p.136), no qual as atividades
inerentes ao profissional da informação dilatam-se, passando a introduzir no seu
cotidiano, redes de comunicação e informação, novos suportes informacionais,
novas perspectivas de atuação e, como resultado, maior expectativa e exigência por
parte dos clientes e usuários de seus serviços.

1

2

3

De acordo com Almeida Júnior (2000, p. 32), embora não exclusivo do bibliotecário, profissional da
informação é um termo recorrentemente utilizado na tentativa de equiparar-se às atuais
necessidades sociais e dissociar-se da conotação ultrapassada e retrógrada que o termo
“bibliotecário” congrega. Dentre as inúmeras novas denominações essa foi a mais bem aceita pela
categoria.
A intenção do presente artigo não é ater-se à discussão dos rumos da Ciência da informação em
termos curriculares, nem mesmo tratar essas alterações como únicas responsáveis pela mudança
de perfil do profissional da informação; porém a exposição desses fatos é necessária na medida em
que estas são reflexo das mudanças de demanda social e de mercado e, portanto, juntamente com
outros aspectos, influenciam diretamente o perfil profissional da categoria. Para exposição mais
aprofundada do tema, ver Souza (2002).
Por exemplo, a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação
(ANCIB) e a Associação Brasileira de Ensino em Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação (ABEBD).

�Dessa forma, além de estar apto a atuar sob os conteúdos específicos da
Biblioteconomia e da Ciência da Informação, o profissional da informação necessita
estar em sintonia com as áreas de administração e comunicação, dominar as TIC´s
disponíveis, ter fluência ou, ao menos, conhecimento instrumental de idiomas
estrangeiros, entre outras exigências. Prova disso pode ser evidenciada por estudos
como o de Cistianini e Moraes (2002), que, através de um confrontamento entre
currículos acadêmicos e ofertas de emprego para bibliotecários, constataram uma
expressiva busca por requisitos como informática, língua inglesa e aptidões
gerenciais e administrativas, assim como a inclusão de disciplinas que atendam a
esses requisitos nas grades curriculares dos cursos de Biblioteconomia.
A essas considerações, vale a pena ressaltar que aos profissionais da
informação não basta o conhecimento relacionado às novas TIC´s e a destreza na
utilização do computador, mas lhes é necessário agregar e acumular conhecimentos
gerais sobre a realidade econômica, social, política e cultural em relação ao
entendimento da informação e suas implicações em diversos contextos.
No que diz respeito especificamente ao aspecto gerencial exigido dos
profissionais da informação, alvo deste trabalho, com efeito, esse atributo foi
destacado como uma das categorias de competência desejáveis e exigidas aos
egressos das universidades de Biblioteconomia e Ciência da Informação, durante o
VI Encontro de Diretores de Escolas de Biblioteconomia e Ciência da Informação do
Mercosul, realizado em Montevidéu no ano de 2000. O documento resultante desse
evento contempla as seguintes atividades referentes às competências gerenciais:
• Dirigir, administrar, organizar e coordenar unidades, sistemas e

serviços de informação.
• Formular e gerir projetos de informação.
• Aplicar técnicas de marketing, liderança e relações públicas.
• Buscar registrar, avaliar e difundir a informação com fins
•
•
•
•
•

acadêmicos e profissionais.
Elaborar produtos de informação (bibliografias, catálogos, guias,
índices, DSI, etc.)
Assessorar no planejamento de recursos econômico-financeiros e
humanos do setor.
Planificar, coordenar e avaliar a preservação e conservação do
acervo documental.
Planificar e executar estudos e formação de usuários/clientes de
informação.
Planificar, constituir e manejar redes regionais e globais de
informação. (VALENTIM, 2000, p. 20).

�Com relação às atividades gerencias, Barbalho e Freitas (2002) expõem, com
propriedade, a complexidade que envolve o gerenciamento de unidades de
informação da atualidade, em detrimento da maior abrangência e diversificação que
as atividades administrativas congregam, afirmando que:
[...] o gestor de hoje precisa estar apto a perceber, refletir, decidir e
agir em condições totalmente diferentes do que antes tendo em vista
que seu cotidiano envolve diferentes contatos com uma realidade
complexa onde os processos necessitam de equipes de diferentes
áreas, perfis profissionais e linguagens, as situações apresentam
cada vez mais um número maior de variáveis de ação; o processo
decisório está comprimido pelo curto espaço de tempo, e os prazos
de ação/reação são cada vez mais exíguos, as situações de trabalho
com elementos externos ao seu ambiente nativo, e, por conseguinte
com outras culturas: clientes, fornecedores, parceiros, terceiros,
equipes de outras unidades organizacionais, inclusive do estrangeiro;
exige um perfil multicultural; as tecnologias da informação e da
comunicação estão a oferecer constantemente novas oportunidades
e ameaças e o ambiente de mercado é cada vez mais competitivo,
não só e relação aos competidores tradicionais, mas principalmente,
pelos novos entrantes e produtos substitutos.

Em se tratando especificamente dos profissionais que atuam no cargo
gerencial em bibliotecas universitárias estaduais, os processos decisórios, assim
como as demais atividades de gerenciamento, muitas vezes se tornam mais
complexos e são intensificados pelo fato de a gestão pública imbricar inúmeros
empecilhos burocráticos e orçamentários que fogem às competências dos
profissionais da informação. No entanto, apesar desses problemas e do fato de
essas instituições não possuírem fins lucrativos, elas não podem negligenciar o
ambiente no qual estão envoltas, pois sua função enquanto agente transformador,
fomentador e promotor do trinômio pesquisa-ensino-extensão somente é exercida
quando está balizada por constante e efetivo gerenciamento e pautada por projetos
de planejamento dos serviços oferecidos à comunidade usuária. Soma-se a isso a
permanente necessidade de a instituição retornar à sociedade contribuinte total
acessibilidade, transparência, simplificação operacional, resultados e respostas
eficazes e uma definição atualizada de seus papéis, como justificativa de seus
custos.

�3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O delineamento metodológico da pesquisa configura-se como quantitativo. A
pesquisa teve como instituições participantes as bibliotecas universitárias das
seguintes universidades estaduais situadas no Estado do Paraná: Universidade
Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade
Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
As razões determinantes para a escolha do universo de pesquisa foram as
seguintes: 1) a entidade mantenedora comum é o Governo do Estado; 2) elas estão
subordinadas a diretrizes públicas comuns para o ensino superior estadual, ainda
que possuam relativa autonomia; 3) são instituições geograficamente distintas
quanto a sua área de inserção e atuação (embora localizadas no mesmo estado),
pouco interferindo uma na outra; 4) objetivam atender ao trinômio clássico pesquisa,
ensino e extensão; e 5) têm suas estruturas informacionais em princípio voltadas
para atender ao item acima.
Indo ao encontro dos objetivos propostos, determinou-se que os sujeitos de
pesquisa seriam todos os profissionais que ocupam cargos gerenciais nas referidas
bibliotecas universitárias, totalizando-se, dessa forma, 5 (cinco) profissionais da
Universidade Estadual de Maringá, 8 (oito) profissionais pertencentes à Universidade
Estadual de Londrina e 6 (seis) profissionais atuantes na Universidade Estadual de
Ponta Grossa.
Como instrumento de coleta de dados, optou-se pelo questionário, dada a
possibilidade de esse instrumento atender satisfatoriamente aos propósitos da
pesquisa e pela praticidade garantida à coleta de dados, uma vez que as bibliotecas
e seus respectivos gerentes estão geograficamente dispersos. O questionário,
basicamente constituído de questões de múltipla escolha, estava estruturado em 4
módulos, que procuravam atender a aspectos temáticos referentes à caracterização
do respondente, à atuação institucional, à reciclagem e atualização profissional e por
fim, ao gerenciamento institucional. Precedia cada um dos questionários uma breve
explanação acerca do propósito do estudo e do instrumento, assim como a
descrição dos procedimentos de preenchimento e entrega dos questionários

�respondidos. Os questionários foram entregues pessoalmente aos 5 profissionais da
Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá, dada a possibilidade de a
pesquisadora aplicá-los in loco, enquanto os demais foram encaminhados via e-mail
a cada um dos profissionais participantes.

4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Do total de 19 questionários encaminhados via e-mail ou entregues
pessoalmente, houve um índice de revocação de 12 questionários (63%).
O módulo que buscou caracterizar os respondentes obteve os seguintes
resultados: quanto ao sexo, todos são profissionais do sexo feminino e sua faixa
etária concentra-se basicamente entre 41 a 50 anos (58%), entre 31 e 40 anos
(33,33%) e acima de 50 anos (8,33%).
Com relação à escolaridade e à formação profissional, todas as respondentes
informaram possuir graduação concluída em Biblioteconomia, 1 (uma) está com
especialização em curso, 9 (nove) possuem título de especialista e 2 (duas)
concluíram o Mestrado. Dentre as especialidades, linhas de pesquisa e áreas
estudadas

em

nível

de

pós-graduação

pelos

profissionais

destacam-se:

Administração Pública, Administração de Bibliotecas, Sistemas de Informação,
Marketing, Gerência de Unidades de Informação, Sistemas Automatizados em
Informação Científica e Tecnológica (C&amp;T).
Quando indagadas a respeito do tempo de atuação institucional, percebeu-se
um índice bem heterogêneo, sendo que nenhuma das respondentes atua há tempo
inferior a1 ano, 2 (duas) respondentes estão na instituição há mais de 15 anos,
outras 2 (duas) estão têm atuação como profissionais da biblioteca entre 11 e 15
anos e, em maior concentração, 5 (cinco) estão atuando por períodos de 6 a 10
anos e

4 (quatro) profissionais atuam há menos tempo, entre 1 e 5 anos. Na

condição de gerente, 50% das respondentes vêm exercendo esse cargo entre 6 e 10
anos na biblioteca, 4 (quatro) entre 1 e 5 anos, 1 (uma) de 11 a 15 anos e 1 (uma)
está como gerente da biblioteca em que atua há mais de 15 anos.

�A grande maioria (83,33%) não possui outros gerentes como seus
subordinados, sendo que as 2 (duas) demais respondentes afirmaram possuir 8 e 7
gerentes subordinados, respectivamente. Ainda com relação ao módulo de atuação
profissional, 58,33% afirmaram ter assumido o cargo por indicação do diretor da
unidade ou reitor da instituição, 16,66% em substituição ao antigo gerente após seu
afastamento ou cumprimento de mandato e 25%, por eleição.
Quanto à preparação através de treinamento específico antes de assumir o
cargo gerencial, mais da metade (58,33%) das respondentes afirmaram não ter
recebido treinamento algum. Aos 41,66% que afirmaram dispor de um treinamento
específico para auxiliar o desempenho de sua nova função, foi solicitado que
indicassem, entre as atividades relacionadas, qual ou quais foram realizadas
previamente, com o objetivo de prepará-las para o cargo em questão, sendo
observados os seguintes índices através do gráfico 1.

2
2
6

1
4

1
0

2

4

6

Outros
Leitura especializada
Cursos
Treinamento com gerentes de outras instituições
Treinamento em grupo (com profissionais da mesma instituição)
Treinamento individual

Gráfico 1: Treinamentos realizados antes de assumir cargo gerencial.

Na opção “outros“, as respondentes ressaltaram experiências passadas,
advindas de cargos gerenciais assumidos em outras instituições. Das 7 profissionais
que responderam afirmativamente com relação ao treinamento recebido, apenas
uma demonstrou-se insatisfeita, indicando que o treinamento teórico foi insuficiente
para enfrentar dificuldades e situações reais, onde o que impera é a experiência
própria e a intuição. Até mesmo as respondentes que se disseram satisfeitas
incluíram como observação que, apesar de terem sido bem ministrados por
profissionais competentes e dotados de know-how, poderiam ter havido mais
treinamentos.

�Sob o aspecto da atualização profissional, 100% das respondentes afirmaram
participar de eventos para se reciclarem com relação aos conteúdos de sua prática
profissional e 66,66%, em ambos os casos, utilizam-se de reuniões e discussões
com outros gerentes e da literatura especializada para renovar seus conhecimentos
e habilidades gerenciais.
Unanimemente, as bibliotecárias que exercem função de gerente afirmaram
sentir necessidade de obter mais informações, cursos e/ou treinamentos na área
gerencial, sendo destacadas as seguintes especialidades: Recursos Humanos e
Administração de Recursos Humanos, Gestão/Administração Pública, Novas
Tecnologias, Planejamento Estratégico, Motivação, Gerência de Conflitos.
Quando questionadas a respeito de participação recente em eventos sobre
novas TIC´s voltadas para a atividade gerencial em unidades de informação,

9

(nove) afirmaram não ter realizado nenhum curso orientado para a temática. Das 3
(três) pessoas que responderam afirmativamente, 2 (duas) realizaram cursos no
âmbito de sistemas gerenciais e 1 (uma) participou de um simpósio mais genérico,
que envolvia mais o aspecto teórico das TIC´s.
No bloco destinado ao tema gerenciamento institucional, as bibliotecárias
gerentes

foram

questionadas

sobre

o(s)

recurso(s)

considerado(s)

bem-

gerenciado(s) em sua gestão, do que resultando nos índices demonstrados pelo
gráfico 2.

4
10
6
9

0

5
Pessoas
Acervo impresso

10
Equipamentos
Acervo virtual

Gráfico 2: Recursos considerados bem gerenciados pela biblioteca

�Quanto às habilidades e competências julgadas necessárias pelos sujeitos da
pesquisa para a atuação gerencial, as respostas nos remetem ao gráfico 3.
Outras
A daptação a mudanças

3

8

9

0

5

Trabalho em equipe

10

Co municação

11
12
12
12
11
10
11
12
11

10

P o stura ética
Liderança
Flexibilidade
Criatividade
P ró -atividade
Espírito empreendedo r
Senso crítico

15

Visão sistêmica
Do mínio o peracio nal

Gráfico 3: Habilidades e competências necessárias para atuação gerencial.

Na opção “outras”, foi adicionado como característica essencial ao
profissional da informação que exerce função gerencial o equilíbrio emocional.
Com relação à(s) forma(s) como as profissionais investigadas estabelecem as
metas e prioridades institucionais, vislumbra-se que um número significativo
(33,33%) de profissionais não as estabelece antecipadamente, 41,66% as
estabelecem anualmente e de forma global (instituição como um todo), outros
33,33% realizam planejamento anual específico (para cada setor), e 16,66%
indicaram utilizar-se da sistemática da gestão por projetos. Como instrumentos de
suporte à atividade gerencial, a grande maioria (83,33%) indicou utilizar a
padronização de procedimentos, 25% apontaram manual de gerência, 16,66%, o
fluxograma de rotinas e outros 16,66 afirmaram não utilizar-se de nenhuma dessas
técnicas,

e

na

opção

”outros””

uma

respondente

acrescentou

o

regimento/regulamento interno da universidade e da biblioteca como instrumentos
utilizados na sua atividade gerencial.
A avaliação formal do desempenho da gerência, segundo as 11 respondentes
dessa questão, em 58,33% dos casos não ocorre; nos demais casos, é realizada
tanto sistematicamente quanto aleatoriamente com a participação dos outros
funcionários da instituição.
No que tange às limitações que influenciam o exercício do cargo gerencial
nas bibliotecas pesquisadas, cientes de que poderiam indicar um ou mais itens, em

�uma escala crescente, 25% das respondentes apontaram não-capacitação e
especialização dos funcionários, 33,33% apontaram a obsolescência e/ou
insuficiência de equipamentos, 66,66% indicaram a precariedade dos recursos
informacionais (desatualizados, insuficientes), 75% mencionaram a insuficiência de
recursos financeiros; e na opção “outros”,33,33% das respondentes relacionaram
como: desmotivação, achatamento salarial, fatores políticos que interferem no
andamento dos processos e burocracia. Enquanto fatores agravantes dessas
limitações, a ausência de uma política de RH institucional foi destacada por 58,33%
dos profissionais da informação envolvidos na pesquisa, a inexistência de
procedimentos administrativos/jurídicos adequados foi apontado por 33,33% dos
questionados, 25% indicaram o baixo padrão salarial como o que motiva contratação
de pessoal menos capacitado. No item ”outros,” 33,33% dos questionados
contribuíram acrescentando os seguintes pontos: 1) longo tempo sem aumento
salarial; 2) escassez de recursos humanos; 3) grande índice de exoneração e
aposentadoria no serviço público; 4) sucateamento da máquina pública; 5) falta de
recursos; 6) desatualização do sistema e, 7) infra-estrutura física precária.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados apresentados nos permitem realizar algumas analogias e
inferências com relação ao perfil de atuação dos profissionais que ocupam cargos
gerenciais em bibliotecas universitárias estaduais do Paraná.
Verificou-se que a grande maioria possui especialidade em áreas condizentes
ao cargo que ocupam e que grande parte destes possuem mais tempo de atuação
institucional do que como gerente. Como pontos de insuficiência, ficou patente que
embora em alguns casos tenham sido realizados treinamentos antes de assumirem
os cargos gerenciais, estes profissionais sentem necessidade de obter mais
informações sobre áreas correlatas ao seu fazer profissional. Com relação às
dificuldades enfrentadas na prática gerencial indicadas, constatou-se que a cultura
organizacional atua sobre e influencia diretamente o gerente, conduzindo-o para um
sentido de maior ou menor eficiência e eficácia.

�Pelas características apontadas como essenciais ao gerente, confirmou-se
que um bom gerente significa mais do que manter-se sob constante processo de
atualização, implica ter perfil e competências para trabalhar em equipe, aproveitar o
conhecimento organizacional para tomar decisões, reduzir conflitos ambientais e
obstáculos que possam prejudicar a produção do grupo, pensar criticamente e,
ainda, assumir responsabilidades. Entretanto, a competência gerencial não é
construída exclusivamente de características pessoais, pois depende diretamente de
uma convivência grupal. Na realidade ela representa a cultura da organização onde
se inclui a prática hierárquica, a convivência da formalização autoritária com o poder
e a oportunidade e, o incentivo à liberdade de inquirir em um ambiente propício de
cooperação.
Dessa forma, o gestor deve conceber um perfeito planejamento visando
assegurar o sucesso do empreendimento. Ao definir a missão a cumprir, o gestor
precisa envolver seus colaboradores de forma que estes sejam comparsas do
objetivo comum, a fim de atingir objetivos fins. Este tipo de engajamento equivale a
uma parte do sucesso. Seu compromisso não é com o poder, e sim com o êxito da
missão e da realização do grupo e dos beneficiários do trabalho a ser desenvolvido.
Para tanto, embora envoltos a um ambiente burocrático e com pouca disponibilidade
de recursos, os gerentes de bibliotecas universitárias precisam utilizar-se de
instrumentos de apoio, de constantes (re)avaliações da prática gerencial institucional
e prioritariamente, da criatividade e visão empreendedora para driblar os obstáculos
presentes na gestão pública.

REFERÊNCIAS
AGUIAR, A. de C. de. A cultura organizacional influenciando o comportamento do
capital humano da biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS , 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
[s.n.], 2000. 1 Cd-rom.
ALMEIDA JÚNIOR, O. F. de. Formação, formatação: profissionais da informação
produzidos em série. IN: VALENTIM, M. L. P. (Org.). Formação do profissional da
informação. São Paulo: Polis, 2002. p. 133-148.
ARRUDA, M. C. C. Reflexos do processo de globalização na capacitação
profissional. Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 8, n.1, 1998.

�Disponível em: &lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.br&gt;. Acesso em: 10 mar.
2004.
BARBOSA, R. R. Perspectivas profissionais e educacionais em Biblioteconomia e
Ciência da Informação. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 27, n. 1, p. 53-60,
jan./abr. 1998.
BARBALHO, C. R. S.; FREITAS, K. A. de A. Estilos gerenciais no contexto das
bibliotecas de instituições de ensino superior em Manaus. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS , 12., 2002, Pernambuco. Anais...
Pernambuco: [s.n.], 2002. 1 Cd-rom.
CARVALHO, K. de. O profissional da informação: o humano multifacetado.
DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 3, n. 5, out. 2002. Disponível em:
&lt;http://www.dgz.org.br&gt;. Acesso em: 4 abr. 2004.
CRISTIANINI, G. M. S.; MORAES, J. de S. M. O bibliotecário do século XXI: o que o
mercado pede e o que a escola forma. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS , 12., 2002, Pernambuco. Anais... Pernambuco:
[s.n.], 2002. 1 Cd-rom.
MENOU, M. O profissional da informação para bibliotecas universitárias do próximo
século. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS , 11.,
2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis: [s.n.], 2000. 1 Cd-rom.
MORIGI, V. J.; PAVAN, C. Tecnologias da informação e comunicação: novas
sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, DF, v.
33, n. 1, p. 117-125, jan./abr. 2004. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cienciadainformacao&gt;. Acesso em: 01 jun. 2004.
NASCIMENTO, C. M. P. do et. al. A biblioteca universitária hoje: gerência
compartilhada. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis: [s.n.], 2000. 1 Cd-rom.
PEREIRA, J. D. da S. Função gerencial do profissional da informação na área de
biblioteconomia: divulgação do assunto em periódicos nacionais. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS , 11., 2000, Florianópolis. Anais...
Florianópolis: [s.n.], 2000. 1 Cd-rom.
PINHEIRO, E. G., SOUSA, M. I. de J. (Con)Versando sobre administração do tempo
no contexto das bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS , 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
[s.n.], 2000. 1 Cd-rom.
VALENTIM, M. L. P. Formação: competências e habilidades do profissional da
informação. IN: VALENTIM, M. L. P. (Org.). Formação do profissional da
informação. São Paulo: Polis, 2002. p. 117-132.
VALENTIM, M. L. P. (Org.). O Profissional da informação: formação, perfil e
atuação profissional. São Paulo: Polis, 2000.

�VOLPATO, S. M. B.; BORENSTEIN, C. R.; SILVEIRA, A. A natureza do trabalho do
administrador de biblioteca universitária. In: CIBERÉTICA, 2., 2003, Florianópolis.
Anais...Florianópolis: [s.n.], 2003.
SANTOS, J. P. dos. O perfil do profissional bibliotecário. IN: VALENTIM, M. L. P.
(Org.). O Profissional da informação: formação, perfil e atuação profissional. São
Paulo: Polis, 2000. p. 107-117.
SOUZA, Francisco das Chagas de. Educação bibliotecápria, pesquisa em educação
bibliotecária e novas DCN (diretrizes curriculares nacionais) do curso de
biblioteconomia no Brasil. Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 12,
n. 2, 2002. Disponível em: &lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.br&gt;. Acesso em:
10 mar. 2004.
______. Modernização e Biblioteconomia nova no Brasil. Florianópolis,
NUP/CED/UFSC, 2003.
TARAPANOFF, Kira. O profissional da informação e a sociedade do conhecimento:
desafios e oportunidades. Transinformação, Campinas, v. 11, n. 1, p. 27-38,
jan./abr. 1999.

*Bibliotecária. Mestre em Ciência da Informação/PUCCAMP. Universidade Estadual de Maringá
(UEM) Av. Colombo, 5790. CEP: 87020-900. Maringá–PR–Brasil rjcurty@teracom.com.br.
**Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de SantaCatarina (UFSC). Cx.
postal 476 CEP: 88040-970 Florianópolis–SC–Brasil recurty@hotmail.com
∗∗∗ Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da UEL. Docente do Departamento de Ciência da
Informação da UEL. Universidade Estadual de Londrina dirce@uel.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53720">
                <text>Perfil gerencial dos profissionais da informação em bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53721">
                <text>Curty, Marlene Gonçalves;  Curty, Renata Gonçalves; Fernandes, Dirce Missae Suzuki</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53722">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53723">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53724">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53726">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53727">
                <text>O artigo discute a nova postura de atuação do profissional da informação frente às demandas contemporâneas e emergentes, atendo-se especificamente ao perfil gerencial, através de pesquisa realizada com profissionais que atuam em cargos gerenciais de bibliotecas universitárias estaduais do Paraná (UEM, UEL e UEPG).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68374">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4872" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3941">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4872/SNBU2004_087.pdf</src>
        <authentication>7e4c2078e5e8e062f203bfe832ae60df</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53755">
                    <text>ESTÁGIO LABORATIVO EDUCACIONAL NAS BIBLIOTECAS DA UERJ:
UM TRABALHO MULTIDISCIPLINAR PARA PROMOVER
A EDUCAÇÃO JUVENIL

Nadia Lobo da Fonseca∗

RESUMO
Apresenta um breve histórico da parceria entre a Rede Sirius – Rede de
Bibliotecas UERJ e a Superintendência de Recursos Humanos da universidade,
da qual resultou Estágio Laborativo Educacional nas Bibliotecas da UERJ (ELEB)
implementado a partir de 2002, como projeto-piloto. Multidisciplinar, o ELEB foi
desenvolvido por profissionais das áreas de Biblioteconomia, Psicologia,
Pedagogia e Serviço Social e favoreceu o treinamento de jovens adolescentes,
economicamente menos favorecidos, cursando o Ensino Médio, para o trabalho
em bibliotecas da Rede Sirius, como auxiliares das equipes. Descreve as etapas
da elaboração, o acompanhamento e a avaliação do ELEB, que visando a garantir
a viabilidade da experiência, reuniu os profissionais envolvidos no projeto,
supervisores dos estagiários, e os próprios estagiários. Relaciona dentre os
resultados positivos do ELEB, sua continuidade e ampliação, em 2003, e a
possibilidade de vir a ser constituído um banco de ex-estagiários, completandose, dessa forma, o ciclo de promoção do primeiro emprego - preparação para o
trabalho, supervisão em estágio laborativo, encaminhamento ao mercado –
pretendido pela universidade ao instituir convênio com a Fundação para a Infância
e Adolescência (FIA), para acolher esses adolescentes.
PALAVRAS-CHAVE: Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Educação de
jovens. Estágio em bibliotecas. Bibliotecas Universitárias.

1 INTRODUÇÃO
A literatura da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação é pródiga
em trabalhos que abordam o perfil do profissional da informação, face aos
desafios da Era da Informação, ou Era do Conhecimento, como preferem alguns.
As abordagens são diversas, mas parece haver consonância, entre os
autores, de que a época atual requer variadas habilidades e competências
profissionais,

ressaltando-se,

por

exemplo,

que

a

"nenhum

profissional

bibliotecário, atuando em qualquer nível da organização é permitido ignorar as

�questões e os problemas de ordem gerencial", pois a qualquer momento, "estes
podem ser recrutados para compartilhar decisões que, anteriormente, emanavam
unicamente das cúpulas administrativas”1.
Portanto, na qualidade de gestor dos recursos disponíveis, visando a
excelência na prestação de serviços, segundo Maciel e Mendonça, cabe ao
bibliotecário, como primeiro passo para o alcance de suas metas, a definição de
padrões de atendimento, para toda a organização, a começar pela
sua "linha de frente", ou seja, as pessoas que mantêm o contato
inicial com os usuários, hoje valorizadas como "cartão de visitas"
da empresa [...]2.

Contudo, em se tratando de bibliotecas de Instituições de Ensino Superior
(IES) públicas, para bem cumprir essa tarefa, os gestores se vêem confrontados
com diversos obstáculos, a começar pelo recrutamento de pessoal que, nesse
tipo de organização, se constitui em questão complexa, nem sempre
adequadamente equacionada. Inclui-se, entre esses obstáculos, o fato de as IES
não reconhecerem as bibliotecas como ambientes peculiares, que requerem
servidores administrativos com um perfil diferenciado daqueles que atuam em
outros setores da universidade. Também persiste, em algumas, a crença de que,
com a automação dos serviços, a instituição poderá dispensar pessoal, ou pelo
menos reduzir o seu quantitativo, quando, ao contrário, o que ocorre é o aumento
de atribuições devido, principalmente, à sofisticação da demanda.
Assim, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Rede Sirius
– Rede de Bibliotecas UERJ buscou, desde o início da sua implantação, em 1998,
a interlocução direta com o órgão gestor de pessoal - a Superintendência de
Recursos Humanos (SRH), visando a compatibilizar o quadro de servidores, com
as necessidades decorrentes do processo de automação dos serviços
informacionais e da estrutura em rede.

1

MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como organizações.
Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto : 2000. 96 p. p. 41.
2

FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para a Rede Sirius:
uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002,
Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom.
.

�Um das estratégias empregadas por bibliotecários e administrativos da
Rede Sirius foi promover estudos com o objetivo de aprimorar tecnologias de
gestão de pessoal, e solicitar assessoria à SRH. Esses estudos se caracterizaram
pelo rigor no levantamento dos dados, e no embasamento teórico, resultando em
uma proposta de dimensionamento de recursos humanos para as bibliotecas3,
que se antecipou ao trabalho da Comissão instituída pela Reitoria, para
equacionar o quadro de pessoal da universidade.
Em decorrência dessa postura pró-ativa, e de discussões posteriores, com
a SRH, os bibliotecários foram convidados a participar não só das várias etapas
do processo de recrutamento e seleção de pessoal para as bibliotecas, como
também da ambientação de servidores recém-admitidos para a universidade
como um todo, divulgando os serviços e produtos oferecidos pela Rede Sirius.
Em seus freqüentes contatos com os especialistas da SRH - pedagogos,
psicólogos e assistentes sociais – os bibliotecários elucidaram questões
referentes a aspectos da natureza do trabalho em unidades de informação e aos
vários papéis desempenhados, no exercício de suas atribuições técnicas.
Ressaltando-se, em particular, o de educadores comprometidos com
mudanças, tendo em vista o contexto - a UERJ, universidade pública – e desde
que, consoante Amorim e Gomes, “numa concepção ampla de educação, todo ser
humano é um educador, uma vez que, nas nossas relações sociais, estamos
permanentemente ensinando e sendo ensinados”4. Isso se concretiza, no
cotidiano, pelo desenvolvimento de competências informacionais, em jovens

3

FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para a Rede Sirius:
uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002,
Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom.
4
AMORIM, Ana Adelaide Moutinho de; GOMES, Cybele Silva. Didática para o ensino superior:
uma proposta em sintonia com a perspectiva e educação para a totalidade. 2. ed. rev. ampl. Rio
de Janeiro: Ed. Gama filho, 1999. p.37.

�usuários5, e em ações voltadas à comunidade externa, como o Estágio de
Biblioteconomia na Rede Sirius.6.
Por outro lado, a consciência de que "o novo modelo econômico interpõe
um novo perfil profissional que requer, além de maior qualificação profissional,
maior envolvimento emocional e social do trabalhador"7 favorece o entendimento
da informação também como a base do conhecimento e do compromisso,
constatada no aumento da atuação de bibliotecários, como instrutores e agentes
multiplicadores, nos diversos cursos e treinamentos do Plano de Desenvolvimento
de Pessoal da Rede8.
Tudo isso, mais as parcerias entre bibliotecários e docentes, concorre para
disseminar, na universidade, uma outra visão do fazer biblioteconômico,
culminando em iniciativas, propícias ao autodesenvolvimento das pessoas, como
o projeto Estágio Laborativo Educacional em Bibliotecas da UERJ (ELEB), tendo
em vista que, de acordo com Ribeiro, “a educação e o educar-se são um
processo de comprometimento com a realidade, com o cotidiano que está diante
de mim e acontece a todo instante”.
Com este trabalho procura-se descrever como esse conceito amplo de
educação fundamentou o ELEB e contribuiu para o alcance da meta estabelecida,
fator determinante para a continuidade e ampliação da proposta, abrindo
perspectivas de encaminhamento de ex-estagiários a outras IES. Finalmente,
reflete-se sobre desafios e oportunidades que se apresentam aos profissionais da
informação, em bibliotecas universitárias, na época atual.
5

A Rede Sirius congrega 21 bibliotecas, no Rio de Janeiro, e em outros municípios do Estado do
Rio de Janeiro, abertas ao público em geral, para consulta, no local ou on line. Entre elas, há duas
bibliotecas escolares, e a Biblioteca Comunitária. Esta direciona suas atividades a um público
infanto-juvenil, morador, ou estudante das proximidades.

6

Esse projeto, apresentado ao EIC – Programa de Estágio Interno Complementa/UERJ, em 1998,
garantiu a continuidade do estágio, na Rede Sirius, também para graduandos de Biblioteconomia,
atualmente, cerca de 21, que recebem uma bolsa, cujo valor é igual ao oferecido aos
estagiários/alunos da UERJ.
7

ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA, Donaldo Bello de.
Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis profissionais: o bibliotecário em questão.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v.29, n.3, p. 14-24, set./dez. 2000.

8

Elaborado por bibliotecários, a partir das necessidades gerenciais da Rede Sirius, e das
solicitações dos servidores.

�2

RECURSOS INSTITUCIONAIS x BENEFÍCIOS SOCIAIS
A UERJ, como IES pública do Brasil, enfrenta o desafio de equilibrar

necessidade de desenvolvimento e recursos financeiros cada vez mais escassos.
Nos últimos anos, até mesmo ações tradicionalmente implementadas, no campo
do Ensino, Pesquisa e Extensão, com a finalidade de retornar à comunidade parte
dos recursos nela investidos, correm o risco de serem prejudicadas.
Desse modo, as parcerias intra e extra universidade mostraram-se uma
estratégia fundamental, na captação de recursos para investimento, em especial,
nas bibliotecas9, garantindo a continuidade de ações de cunho social, como o
Programa Bolsa de Iniciação ao Trabalho (PBIT).
O PBIT - um dos vários os mecanismos instituídos com o objetivo de
aproximar a UERJ da sociedade - decorre de convênio firmado entre a UERJ - por
meio da Divisão de Seleção e Treinamento da Superintendência de Recursos
Humanos (SRH/ DESEN/DITREI) - e a Fundação para a Infância e Adolescência
(FIA). Atende a jovens entre 14 e 21 anos, desde 1987, oferecendo-lhes estágio
laborativo e educacional, em setores diversos da universidade, de forma que "as
exigências de aprendizado e amadurecimento profissional se sobreponham às
produtivas, consoante dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei
8069), da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação"10.
Em 2002, cogitou-se de ampliar as chances de inserção, no mercado de
trabalho, dos adolescentes egressos do PBIT. Bibliotecários foram solicitados a
contribuir para reorientar os rumos desse programa, com a experiência adquirida
na supervisão de estagiários, e sugeriram oferecer aos jovens noções básicas
esperadas de um auxiliar de biblioteca, pois a demanda por pessoal capacitado
indicava que esse tipo de treinamento atenderia ao cunho social pretendido pela
universidade, e na condição de apoio ao pessoal efetivo das bibliotecas, os jovens
9

Por meio de tais parcerias, com unidades acadêmicas, foram viabilizados estudos diversos, e o
desenvolvimento de instrumentos gerenciais para a Rede Sirius.

10

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rede Sirius - Rede de Bibliotecas
UERJ/SRH/DESEN/PBIT. Estágio Laborativo Educacional em Bibliotecas da UERJ. Rio de
Janeiro, 2002. datil. (Projeto piloto).

�poderiam desenvolver habilidades e competências úteis em qualquer outra área
profissional.

3 FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DE IMPLANTAÇÃO DO ELEB

Ao conceber o projeto, a equipe multiprofissional analisou dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)11, mostrando que, em 1999,
os menores de 19 anos constituíam 40,5% da população brasileira (64 milhões de
crianças e adolescentes), sendo que 68% dos jovens trabalhadores recebem 1
salário mínimo mensal, em atividades que não exigem qualificação específica, e
por vezes os coloca em situação de risco.
Isto porque, embora o Ensino Médio vise a "consolidação e o
aprofundamento

dos

conhecimentos

adquiridos

no

Ensino

Fundamental,

possibilitando o prosseguimento dos estudos"12, as condições sócio-econômicas
do país impelem muitos estudantes das classes trabalhadoras - tenham eles tido
acesso ou não ao ensino técnico profissionalizante - a buscarem seus primeiros
empregos, segundo Rizzini13, motivados pela necessidade de prestar auxílio à
família, ter acesso a bens de consumo e obter o reconhecimento do grupo de
origem.
Tendo em vista que a escolarização é um dos facilitadores do chamado
potencial para "treinabilidade", que aliado ao domínio de conteúdos diversos
(informática, redação, atendimento ao público, entre outros) determina o perfil dos
considerados aptos para ingresso no mercado de trabalho, o treinamento em
serviço apresenta-se como contribuição para elevar as chances de emprego e de
prosseguimento dos estudos de uma parcela, ainda que pequena, desses

11

IBGE. Censo demográfico 2000. Disponivel em: &lt; http://www.ibge.gov.br/&gt;. Acesso em: 14 jul.
2004.
12

SOUZA, Paulo N. Pereira de; SILVA, E. Brito da. Como entender e aplicar a nova LDB: lei no.
9.394/96. São Paulo: Pioneira, 1997. 140 p. p. 57.
13

RIZZINI, Irene; RIZZINI, Irma; Holanda, Fernanda R.B. de. A criança e o adolescente no
mundo do trabalho. Rio de Janeiro: USU, 1996.

�adolescentes, em consonância com o empenho da UERJ, em promover o acesso
à graduação, pelo sistema de cotas, de alunos de raça negra e escolas públicas,
a partir de 2002 - mesma época da implantação do ELEB.
Assim, mais que estimular a treinabilidade de parte do público potencial da
graduação, pretendeu-se divulgar uma área profissional de interesse social, e em
ascensão, e incutir, nesses jovens, valores, como o compromisso diante de seu
processo de formação e aprendizagem, oferecendo-lhes treinamentos, cursos e
sensibilizações sobre temas ligados à cidadania e à juventude, e a oportunidade
de vivenciar a dinâmica da universidade, pelo contato com a comunidade (interna
e externa) e fontes de informação diversificadas, em paralelo à complementação
da sua escolaridade.
Para atender a tais objetivos, a equipe multiprofissional14 (bibliotecária,
psicóloga, assistente social) formulou o projeto piloto, com base em um programa
de atividades pertinentes à organização e disseminação das fontes de
informação. A parte teórica foi ministrada acompanhando a prática nas
bibliotecas, favorecendo aos estagiários: conhecer a Rede Sirius em seu
conjunto; identificar os diferentes tipos de bibliotecas e públicos da UERJ;
integrar-se gradativamente às equipes das bibliotecas; desenvoltura no trato com
pesquisadores e público em geral e obter noções gerais sobre a importância e
finalidade do tratamento e da organização das fontes de informação, visando a
sua disseminação;
O conteúdo programático, dando ênfase ao fluxo da informação e
atendimento aos usuários, foi definido por bibliotecárias15 da Rede Sirius, com
experiência no magistério e apreciado pelas Chefes das oito bibliotecas
participantes do projeto piloto, todas localizadas, no Pavilhão João Lyra Filho
(Maracanã).
As responsabilidades dos integrantes do projeto foram assumidas de comum
acordo (Quadro).
14

Participaram: pela Rede Sirius, a Bibliotecária Nadia Lobo da Fonseca e pela SRH/DESEN/PBIT,
Simone Lessa, Assistente Social e Cláudia Alcântara, Psicóloga.
15

Cabe destacar a decisiva colaboração da Bibliotecária Alice Kirikztian também como instrutora.

�Quadro – ELEB: responsabilidade dos participantes
SRH/DESEN/DITREI/PBIT
Gerenciar o processo de seleção e contratação Propiciar a ambientação dos selecionados à
dos alunos.
UERJ.
Providenciar os recursos necessários para as
Promover cursos/treinamentos de acordo com
aulas teóricas (local, equipamentos, pagamento as necessidades de estágio.
da instrutoria).
Acompanhar a freqüência e o aproveitamento escolar.
Rede Sirius
Elaborar o programa de qualificação em
Estabelecer critérios para a seleção: bom
atividades pertinentes à organização e
desempenho em Língua Portuguesa; gosto pela
disseminação da informação.
leitura; senso de organização e habilidade para
lidar com o público.
Desenvolver instrumentos de avaliação técnica Indicar e orientar instrutores e supervisores,
dos estagiários.
quanto aos objetivos do projeto.
Encaminhar os alunos aos locais de estágio.
SRH/DESEN/DITREI/PBIT e Rede Sirius
Acompanhar o estágio, dando suporte aos supervisores e instrutores na resolução de situações
relacionadas aos estagiários.
Avaliar o projeto
ESTAGIÁRIOS
Atender ao público
Preparar material informacional
(circulação do acervo e orientação aos usuários) para circulação
Organizar estantes e guardar documentos
Colaborar na manutenção de catálogos
Apoiar a elaboração de produtos informacionais
Fonte: UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REDE SIRIUS - REDE DE BIBLIOTECAS
UERJ/SRH/DESEN/PBIT. Estágio Laborativo Educacional em Bibliotecas da UERJ. Rio de Janeiro, jun. 2002. datil.
(Projeto piloto).

A meta estabelecida foi: preparar, em serviço, a partir de julho de 2002,
cerca de 10 estagiários, alunos do Ensino Médio, Formação Geral, para
desempenharem tarefas auxiliares, em bibliotecas da UERJ, por um período de
dois anos, ou até completarem 18 anos (o que ocorresse primeiro), segundo os
termos do convênio UERJ/FIA, oferecendo-lhes 100 horas de aulas teóricas e
práticas, com uma bibliotecária experiente na regência de turmas do ensino
médio.

4 AVALIAÇÃO DO PROJETO
Os envolvidos no ELEB foram estimulados a entender a avaliação como
“processo de produzir informações sobre o valor dos resultados para saber se a
estratégia e a implementação continuam congruentes com os objetivos

�previstos”16, ou seja, processo contínuo de melhoria. Assim sendo, ao longo da
implantação do projeto, a instrutora fez observações, nas bibliotecas, enquanto a
DESEN/PBIT/SRH reunia os estagiários periodicamente, e mantinha
contato com os supervisores.
Em setembro de 2002, a Rede Sirius solicitou uma avaliação formal do
ELEB e dos estagiários, às supervisoras. O resultado17 foi apresentado à
SRH/DESEN/PBIT, indicando-se os pontos que deveriam ser aprimorados, e
pleiteando-se a continuidade e ampliação do projeto, em 2003, em função de uma
demanda 133% maior do que o número de vagas oferecidas, em 2002.
Demonstrou-se, assim, a eficácia da metodologia adotada, pois o
desempenho dos estagiários foi avaliado entre bom e excelente, em todos os
quesitos, sendo que o relacionamento entre eles e as equipes, nas bibliotecas, foi
um fator de satisfação para os adolescentes, que elogiaram a acolhida, e a
receptividade de todos, na transferência de conhecimentos sobre as rotinas e
peculiaridades de cada local.
Em seus contatos com a SRH, os estagiários verbalizavam seu interesse
pelo trabalho e as descobertas que o desempenho de suas tarefas lhes
permitiam. Isto contribuiu para que esse órgão visualizasse melhor as
especificidades das bibliotecas, e reforçou os argumentos da Rede, quanto à
necessidade de servidores com perfil adequado, determinando o treinamento de
outros 12 jovens, em 2003.
Embora o campo de estágio tenha continuado restrito às unidades
localizadas no Pavilhão João Lyra Filho (Campus Maracanã), por imposições do
convênio UERJ/FIA, outras bibliotecas passaram a receber estagiários. Dessa
forma, mesmo com alguns desligamentos, por idade, em julho de 2004, a Rede
contava com 21 estagiários do ELEB, cerca de 100% que no inicio do projeto.

16

SOUZA, Maria Zelia de Almeida; SOUZA, Vera Lucia de. Gestão de recursos
humanos. Rio de Janeiro: SENAI/DN, 1999. p.119.

17

REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ. Núcleo de Planejamento e Administração.
Estágio laborativo educacional em bibliotecas da UERJ (ELEB): uma parceria Rede Sirius e
SRH/DESEN/PBIT. Rio de Janeiro, set. 2002. datil. (Relatório).

�4.1 REPERCUSSÕES DO ELEB
A interlocução direta com o órgão gestor de recursos humanos – SRH –
mostrou-se viável e produtiva, podendo-se caracterizar a iniciativa da Rede Sirius
e da SRH/DESEN/PBIT como uma prática:
a) pró-ativa, pois políticas governamentais, vêm sendo implementadas, para
promover o primeiro emprego, face as condições socioeconômicas do país
desfavoráveis;
b) oportuna, no momento em que a UERJ abriu o debate, no Estado e no
país, em torno de estratégias que favoreçam a efetiva inclusão, na
universidade, de alunos oriundos do extrato social ao qual pertencem os
estagiários do ELEB;
c) inovadora, desde que não se tem notícia de trabalho similar, na UERJ, ou
em outras IES, .ratificando a universidade como espaço por excelência
para o exercício de uma
cosmovisão dialética, que considera a educação como um
processo pelo qual o ser humano (indivíduo e coletividade),
interagindo com a realidade total, aprende a desenvolver suas
potencialidades, cria cultura, atende às suas necessidades e se
torna agente de sua história18.

O ELEB, dado o seu caráter formativo, também contribui para consolidar,
externamente, a imagem da UERJ, como universidade que estimula a inovação,
consciente do seu papel social, e voltada para as necessidades da comunidade
do Estado do Rio de Janeiro.
A UERJ amplia, dessa forma, a sua ação educativa, demonstrando estar
em consonância com o novo instrumento de avaliação do MEC/Inep, o Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES)19. Formado por três
componentes principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do
desempenho dos estudantes, o SINAES avaliará todos os aspectos que giram
em torno desses três eixos: o ensino, a pesquisa, a extensão, dentre eles a
18

LO MÔNACO, Gaetano. Sociedade da Informação X Sociedade do Conhecimento.
Disponível em: &lt;http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/fala_gaetano.htm&gt;. Acesso em:14 de
jul. 2004.
19

MINISTERIO DA EDUCACAO E CULTURA. Lei Nº 10.861 de 14 de abril de 2004. Institui o
SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Disponível em:
&lt;http://www.mec.gov.br/legis/educsuperior.shtm&gt;. Acesso em: 14 jul. 2004.

�responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão da instituição, o
corpo docente, as instalações.
Por fim, a divulgação do ELEB, no Grupo de Compartilhamento de
Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro
(CBIES/RJ), no qual a UERJ é representada pela Diretora da Rede Sirius,
repercutiu favoravelmente, ressaltando-se a carência de pessoal de apoio
qualificado, no mercado.
Buscando antecipar-se à demanda pelos egressos do ELEB, a Rede Sirius
sugeriu o desdobramento do projeto, indicando meios de viabilizar o
encaminhamento desses jovens a postos de trabalho extra UERJ, com aval
institucional, a partir do desenvolvimento de um banco de dados, reunindo, entre
outras informações, as referentes ao desempenho dos estagiários, na
universidade.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A

implementação

do

ELEB

demonstra

que

a

cooperação

e

o

compartilhamento de recursos, por meio de parcerias, constituem-se em
estratégia à altura dos desafios com que se defrontam as IES na atualidade.
Congregando vários profissionais empenhados em buscar alternativas que
garantissem a continuidade de um programa de cunho social, o projeto reverteu
em benefícios profissionais e sociais para os envolvidos, e para a Universidade
que assim consolida-se como laboratório de idéias, propício à experimentação, à
inovação, onde o conceito de pluralidade emerge em toda a sua riqueza.
A Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ, por sua vez, ao buscar essa
parceria conquistou espaço para que se revelasse a potencialidade da atuação do
profissional bibliotecário, no ambiente acadêmico.
Infere-se dessa experiência que, da mesma forma que o acesso à
informação extrapola os limites físicos das bibliotecas, também o fazer dos
bibliotecários,

como

agentes

de

mudanças,

assume

outra

dimensão,

�incorporando-se o conceito de educação que coloca o homem como centro do
processo educativo.

ABSTRACT
It presents a historical briefing of the partnership enters Rede Sirius – Rede de
Bibliotecas UERJ and Superintendência deRecursos Humanos of the university, of
which resulted the project Estágio Laborativo Educational nas Bibliotecas da
UERJ (ELEB). This multidisciplinary project implemented in 2002, as project-pilot,
was developed by professionals of the areas of Librarianship, Psychology,
Pedagogy and Social Service, and favored the training of adolescents of lower
economic class attending a course of secondary level, for the work in libraries of
the Rede Sirius, as assistant of the teams. It describes the stages of the
elaboration, the accompaniment and the evaluation of the ELEB, that aiming to
guarantee the viability of the experience, congregated all professionals involved in
the project, supervisors of the trainees, and the proper trainees. It relates some
positive results of the ELEB, as its continuity and magnifying, in 2003, and the
possibility to come to be constituted a data base of former-trainees, completing
itself, of this form, the cycle of promotion of the first job - preparation for the work,
supervision in period of training, guiding to the market - intended by the university
when instituting accord with Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) to
receive these adolescents.
KEYWORDS: Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ. Education of adolescents.
Period of training in libraries. University libraries.

REFERÊNCIAS
AMORIM, Ana Adelaide Moutinho de; GOMES, Cybele Silva. Didática para o
ensino superior: uma proposta em sintonia com a perspectiva e educação para a
totalidade. 2. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: Ed. Gama Filho, 1999. p.37.
ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA,
Donaldo Bello de. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis
profissionais: o bibliotecário em questão. Ciência da Informação, Brasília, DF,
v.29, n.3, p. 14-24, set./dez. 2000.
IBGE. Censo demográfico 2000. Disponivel em: &lt; http://www.ibge.gov.br /&gt;.
Acesso em: 14 jul. 2004.

�FONSECA, Nadia Lobo da et al. Dimensionamento de recursos humanos para
a Rede Sirius: uma contribuição. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: SNBU, 2002, 1 CD-Rom.
LO MÔNACO, Gaetano. Sociedade da Informação X Sociedade do
Conhecimento. Disponível em:
&lt;http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/fala_gaetano.htm&gt;. Acesso em:14 de
jul. 2004.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.
MINISTERIO DA EDUCACAO E CULTURA. Lei Nº 10.861 de 14 de abril de
2004. Institui o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior).
Disponível em: http://www.mec.gov.br/legis/educsuperior.shtm. Acesso em: 14 jul.
2004.
SOUZA, Maria Zélia de Almeida; SOUZA, Vera Lucia de. Gestão de recursos
humanos. Rio de Janeiro: SENAI/DN, 1999.
SOUZA, Paulo N. Pereira de; SILVA, E. Brito da. Como entender e aplicar a
nova LDB: lei no. 9.394/96. São Paulo: Pioneira, 1997.
RIZZINI, Irene; RIZZINI, Irma; HOLANDA, Fernanda R.B. de. A criança e o
adolescente no mundo do trabalho. Rio de Janeiro: USU, 1996.
REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ. Núcleo de Planejamento e
Administração. Estágio laborativo educacional em bibliotecas da UERJ
(ELEB): uma parceria Rede Sirius e SRH/DESEN/PBIT. Rio de Janeiro, jun.
2002. datil. (Projeto piloto).
REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ. Núcleo de Planejamento e
Administração. Estágio laborativo educacional em bibliotecas da UERJ
(ELEB): uma parceria Rede Sirius e SRH/DESEN/PBIT. Rio de Janeiro, set. 2002.
datil. (Relatório).
∗

Bibliotecária. Especialista em Organização do Conhecimento para Recuperação da Informação.
nlobo@uerj.br
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REDE SIRIUS — Rede de Bibliotecas
UERJ. R. São Francisco Xavier, 524. S. 3002. Bl. C. Tijuca.
Rio de Janeiro. CEP: 20.530-013. R.J. Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53738">
                <text>Estágio laborativo educacional nas bibliotecas da UERJ: um trabalho multidisciplinar para promover a educação juvenil.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53739">
                <text>Fonseca, Nadia Lobo da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53740">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53741">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53742">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53744">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53745">
                <text>Apresenta um breve histórico da parceria entre a Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ e a Superintendência de Recursos Humanos da universidade, da qual resultou Estágio Laborativo Educacional nas Bibliotecas da UERJ (ELEB) implementado a partir de 2002, como projeto-piloto. Multidisciplinar, o ELEB foi desenvolvido por profissionais das áreas de Biblioteconomia, Psicologia, Pedagogia e Serviço Social e favoreceu o treinamento de jovens adolescentes, economicamente menos favorecidos, cursando o Ensino Médio, para o trabalho em bibliotecas da Rede Sirius, como auxiliares das equipes. Descreve as etapas da elaboração, o acompanhamento e a avaliação do ELEB, que visando a garantir a viabilidade da experiência, reuniu os profissionais envolvidos no projeto, supervisores dos estagiários, e os próprios estagiários. Relaciona dentre os resultados positivos do ELEB, sua continuidade e ampliação, em 2003, e a possibilidade de vir a ser constituído um banco de ex-estagiários, completando-se, dessa forma, o ciclo de promoção do primeiro emprego - preparação para o trabalho, supervisão em estágio laborativo, encaminhamento ao mercado – pretendido pela universidade ao instituir convênio com a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), para acolher esses adolescentes.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68376">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4874" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3943">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4874/SNBU2004_088.pdf</src>
        <authentication>40dada51f05bfb4eb3f35c6b4abb72a7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53773">
                    <text>OFICINAS PEDAGÓGICAS : CAMINHOS PARA
INTERAÇÃO ENTRE BIBLIOTECÁRIOS E PROFESSORES

Rosemary Passos∗
Gildenir Carolino Santos∗∗

RESUMO
A atuação do bibliotecário no contexto educacional das instituições de ensino
superior vem sendo assimilada gradativamente, em decorrência da necessidade
emergente de capacitação de usuários na utilização de ferramentas e suportes de
recuperação de informação, bem como a própria normalização de trabalhos
técnico-científicos. Os estudantes universitários necessitam adquirir habilidades e
domínio sobre as ferramentas de pesquisa, como principio básico da atividade de
pesquisa desenvolvida na graduação. As condições para esse aprendizado
podem ser proporcionadas por um ambiente de aprendizagem onde se torne
possível através do exercício de comunicação e colaboração entre dois
profissionais – professores e bibliotecários. Nesse ambiente de integração se
insere a figura do profissional da informação, como mediador entre ferramentas
de pesquisa, e a prática docente em sala de aula, em laboratórios de informática
e na própria biblioteca. O presente estudo descreve experiência realizada na
Faculdade de Educação da UNICAMP, por solicitação da Coordenação de
Pedagogia, com alunos de graduação no final do curso, que receberam
orientações específicas com os bibliotecários da Faculdade, para realização dos
Trabalhos de Conclusão de Curso, e apresenta a análise do relacionamento entre
profissionais, professores e bibliotecários no contexto educacional.
PALAVRAS-CHAVE: Professores. Bibliotecários. Relações. Educação. Oficinas
Pedagógicas. Usuários. Capacitação.

1 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO

A Biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de
Campinas (BFE/UNICAMP) foi fundada em 1972, inclui-se dentre as 20 (vinte)
bibliotecas que fazem parte do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU),
compreendendo as áreas de Ciências Humanas, Exatas e Tecnologia e 1 (uma)
Biblioteca Central (BC).

�Atualmente seu acervo1 é composto por:
Quase 42.000 (quarenta e dois mil) volumes de livros especializados na
área.
1.374 (mil trezentos e setenta e quatro) títulos de títulos de periódicos
nacionais e estrangeiros correntes e não correntes.
110.000 (cento e dez mil) microfichas do Sistema ERIC.
2.535 (dois mil e quinhentas e trinta e cinco) dissertações e teses
impressas.
500 (quinhentas) teses e dissertações digitais.
No ano de 2002, a BFE/UNICAMP recebeu novas instalações, passando a
ocupar um prédio de três andares com 1.668 m2, constituindo assim a mais nova
biblioteca do campus, permitindo assim maior participação no contexto da
pesquisa acadêmica.
Do total de 42.000 (quarenta e dois mil) volumes, 10.000 (dez mil) volumes
pertencem à coleção do Prof. Dr. Maurício Tragtenberg, adquirida com recursos
da Reitoria da Universidade.
A coleção passa atualmente por um processo de higienização foi
totalmente catalogada e está à disposição do público apenas para consulta, pois
se trata de uma coleção especial.
A BFE/UNICAMP conta com um quadro de funcionários especializados e
capacitados a atender toda clientela no período letivo de segunda à sexta em
horário letivo das 8h às 22h45 min, e aos sábados das 9h às 12h45 min,
permitindo o bom funcionamento de suas atividades.
A BFE/UNICAMP, através de projetos aprovados e financiados pela
FAPESP, conseguiu reformular toda a infra-estrutura da biblioteca, com a
aquisição de novos mobiliários da área de pesquisa e administrativa, bem como
equipamentos de informática, voltados para o acesso às bases de dados, e às
1

Dados extraídos do website da BFE/UNICAMP – http://www.bibli.fae.unicamp.br

�consultas locais, além de fornecer subsídios para a área administrativa. Neste
projeto FAPESP de infra-estrutura para a biblioteca, toda rede lógica de
informática, na BFE/UNICAMP, também foi beneficiada.
Com a melhoria de toda sua infra-estrutura, a BFE/UNICAMP adquire
condições de investir na divulgação da produção científica dos grupos de
pesquisa que compõem a Faculdade de Educação, através de sua revista digital
ETD – Educação Temática Digital2 com cadastro no IBICT (ISSN – 1517-3925), o
que possibilita o intercâmbio de informações entre a comunidade interna e
externa, contando atualmente com 10 (dez) fascículos já publicados. (SANTOS;
PASSOS, 2002).
Nesse contexto, a BFE/UNICAMP tem desenvolvido satisfatoriamente o
papel que cabe às bibliotecas universitárias, promovendo a disseminação de
informações, colaborando na construção de novos conhecimentos, tornando-se
uma base para a consolidação do processo de ensino e aprendizagem.

2 BIBLIOTECA COMO EXTENSÃO DA SALA DE AULA

A biblioteca por ser um serviço acadêmico está em função do corpo
docente e discente, complementando e ampliando o trabalho nas salas de aula,
ao facilitar e estimular o estudo, pesquisas em todos os níveis, na forma de
docência,

para

o

aperfeiçoamento

dos

alunos

(ALESSI,

1984).

Como

complemento das atividades desenvolvidas em sala de aula, é necessário que
alunos e professores se apropriem dos recursos oferecidos pela biblioteca.
“Diante da biblioteca ou feira de informações empacotadas com rótulos
sedutores à caça do leitor, é preciso educar para a seleção, discernimento, busca
de pertinência e contribuições para ampliação do conhecimento”. (SOARES,
2000, p.78).

2

Acesso ao periódico ETD – Educação Temática Digital: http://www.bibli.fae.unicamp.br/etd/index.html

�A princípio para que se introduza programas de estímulo a utilização da
biblioteca é necessário que se crie a necessidade de recorrer a ela. (NOGUEROL,
1999).
Para Noguerol (1999, p.5) a sala de aula é uma instituição de
aprendizagem, onde se realizam o intercâmbio oral de informações entre os
componentes da comunidade escolar. “Nesse intercâmbio se localizam a
captação, a elaboração e a comunicação da informação, atividades básicas para
aprendizagem”.
A biblioteca inclui-se como componente da comunidade escolar, nela
encontramos alternativas educacionais para localizar informações necessárias a
realização de pesquisas acadêmicas, acondicionadas em diferentes suportes e
localizadas através de diferentes ferramentas. (BARROS, 1987).
Assim sendo, para que a biblioteca desempenhe seu papel como agente
de transformação sócio – cultural - política, necessita se estabelecer, oferecendo
propostas, fazendo parte de grupos estruturados na comunidade, procurando
ousar em seu conteúdo e em sua forma de programação de apoio cultural científico e técnico, deve se tornar visível para a sua comunidade. (SOUZA,
1993).
Stahl (1997, p.294), comenta que os alunos necessitam adquirir
habilidades e domínio sobre as ferramentas de pesquisa, como sendo parte da
educação básica. Esse preparo proporciona maior acesso ao conhecimento e
preparo “para uma vida de aprendizagem e descoberta”, e essas condições
podem ser proporcionadas por um ambiente de aprendizagem em que ocorra o
ensino e a pesquisa, nos quais é possível exercitar a comunicação e a
colaboração de profissionais.
É, portanto, nesse ambiente de integração e colaboração que se insere o
profissional bibliotecário, como mediador entre as ferramentas de pesquisa, e a
prática docente em sala de aula, em laboratório de informática e na biblioteca.

�3 ASPECTOS DA ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO EM SALA DE AULA

Cada vez mais o bibliotecário está presente em sala de aula atuando como
colaborador no processo de ensino e aprendizagem. Essa posição, assumida pelo
profissional da informação, acontece até como uma exigência, pois não é mais
possível trabalhar apenas um segmento da Biblioteconomia, optar pelos
processos técnicos ou pela referência, estão sendo exigidos do profissional da
informação novas posturas profissionais.
A atuação do bibliotecário no contexto educacional, das instituições de
ensino superior, vem sendo assimilada gradativamente, em decorrência da
necessidade emergente de capacitação de usuários na utilização de ferramentas
e suportes de recuperação de informação, bem como a própria normalização de
trabalhos técnicos científicos.
Nesse ministério, o bibliotecário é o educador que maior tempo dedica aos
estudantes, mantendo um pessoal permanente à disposição para ensinar,
orientar, guiar e ajudar os alunos em seus estudos. (ALESSI, 1984).
Inicialmente, entre espaços e lugar, coloca uma distinção que
delimitará um campo. Um lugar é a ordem (seja qual for) segundo
a qual se distribuem elementos nas relações de coexistência. Aí
se acha, portanto excluída a possibilidade, para duas coisas, de
ocuparem o mesmo lugar. Aí impera a lei do ‘próprio’: os
elementos considerados se acham uns aos lado dos outros. Cada
um situado num lugar ‘próprio’ e distinto que define. Um lugar é,
portanto uma configuração instantânea de posições. Implica uma
indicação de estabilidade .(CERTEAU, 2002, p.201).

Refletindo sobre as palavras de Certeau (2002), encontramos a
configuração do pensamento que predomina sobre uma das dificuldades
encontradas pelo profissional bibliotecário, para que a sua figura seja associada
além do ambiente físico da biblioteca, pois o trabalho do bibliotecário quando
extrapola o balcão de atendimento, tende a ser visto com certa reserva, ainda que
por uma minoria.

�O lugar do bibliotecário é a biblioteca, o lugar do professor é a sala de aula,
essa concepção radical não pode ser aceita no momento em que se discute a
interdisciplinaridade entre profissionais, e principalmente

a socialização de

conhecimentos.
Silva (2001, p.67-68) refere-se a esta situação quando comenta que a:
Imagem do bibliotecário, na mente dos professores está
associada a de almoxarife, escrevente policial, que apenas
cumpre aquilo que as normas determinam”. O autor também
ressalta que os professores costumam “colocar a biblioteca e os
bibliotecários em uma posição subalterna à margem do processo
educativo, devendo, por isso mesmo, cumprir e nunca questionar
procedimentos oriundos da escola.

O comentário do autor, em sua obra, é pertinente, no sentido de alertar aos
profissionais bibliotecários, sobre a imagem que refletem perante profissionais
que compartilham o mesmo local de atuação profissional. E também um modo de
provocar uma reação sadia no profissional bibliotecário, para que este assuma
com segurança o papel de educador que lhe cabe, tornado-se um colaborador,
um parceiro do professor. Desse modo reverte-se um estereótipo, que só a ação
e demonstração de capacidade do profissional da informação poderão modificar.
Em sua tese de doutorado Santoro (2001), traz um relato sobre os
questionamentos feitos por docentes, com relação à atuação do profissional
bibliotecário em uma disciplina formal na Pós-Graduação.
Segundo a autora “regra geral, o bibliotecário é visto como um funcionário
capaz de atuar especificamente na organização interna da biblioteca”. Todavia a
responsabilidade social deste profissional em socializar a informação só é
efetivada “quando esse profissional sai do seu espaço para divulgar a informação
organizada e armazenada, junto à comunidade que atende.” (SANTORO, 2001,
p.68).
Para que o bibliotecário se torne um “agente das práticas educativas” em
sua totalidade, precisa superar a “concepção utilitarista” da biblioteca, colocando
maior ênfase no “caráter político e educativo do trabalho biblioteconômico”,
fazendo com que aflore as “funções sociais do bibliotecário”, persistindo em

�projetos de atuação, como foi o proposto pelas oficinas pedagógicas da
BFE/UNICAMP,

e

adequar

“procedimentos

pedagógicos”

que

possuam

características do contexto em que está inserida sua biblioteca. (SILVA, 2001,
p.74-75).
Professor e bibliotecário um ao lado do outro, [...] “... cada um situado num
lugar próprio e distinto que define. Um lugar é, portanto uma configuração
instantânea de posições. Implica uma indicação de estabilidade” (CERTEAU,
2002, p.201). Essa indicação de estabilidade que precisa ser modificada no
sentido de que prevaleça a consciência de ambos sobre a responsabilidade no
processo de aprendizagem.
Silva (2001, p.69) fala sobre o “divórcio existente entre esses profissionais”,
comparando-os a “duas linhas paralelas, que enrijecidas, nunca vão se cruzar”,
estabelecendo assim dificuldades para que esforços sejam compartilhados e
ações realizadas na promoção da formação de cidadãos que dependem desses
dois profissionais.
Para que o quadro, exposto possa ser alterado, é que a BFE/UNICAMP
vêm investindo na experiência de realizar oficinas pedagógicas, a qual
descrevemos a seguir. O princípio básico da instituição das oficinas na Faculdade
de Educação da UNICAMP (FE/UNICAMP) é salientar a importância da interação
entre professor e bibliotecário, na formação de professores, procurando
segmentar uma nova forma de procedimento e de atuação desses profissionais.

4 CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS

Em 1996, isto é, após 24 anos de sua fundação, a BFE/UNICAMP iniciou
suas atividades de capacitação de usuários, oferecendo um curso de
Normalização e Orientação Bibliográfica, aplicado por profissionais bibliotecários,
que foi solicitado por alunos da pós-graduação, e contou com a participação de
alguns alunos da graduação.

�A aceitação do curso foi muito boa, por ser a primeira vez que a biblioteca
se propunha a desenvolver tal atividade. A importância do curso foi percebida,
porque os alunos de graduação e pós apresentavam dúvidas e dificuldades
quanto ao uso de normas e padronização dos trabalhos técnicos científicos.
Com a aplicação dos cursos, aumentou o interesse de professores e
alunos com relação à aprendizagem da normalização de trabalhos técnicos
científicos, bem como aumento da demanda na utilização dos serviços oferecidos
pela biblioteca.
Além das visitas orientadas realizadas na BFE/UNICAMP, oferecidas aos
alunos ingressantes, os professores passaram a solicitar a aplicação do curso
através de ofício encaminhado à direção da biblioteca, dessa forma a BFE passou
a atender os 5 (cinco) Departamentos da Faculdade de Educação que se
subdivide em 35 grupos de pesquisa.
Com o incremento das bases de dados on-line, CDs para consultas
bibliográficas e automatização dos catálogos coletivos, a biblioteca desenvolveu
cursos para pesquisa na Internet e acesso a base de dados, todos direcionados
às necessidades específicas de cada grupo solicitante.
O desenvolvimento desta atividade começou a ir além do ambiente da
biblioteca, ou seja, em sala de aula, no laboratório de informática da Faculdade,
nas salas de reuniões, a presença dos bibliotecários da BFE/UNICAMP começou
a ser notada.
Outro fator relevante é que a partir das necessidades apresentadas pelos
alunos, a BFE/UNICAMP foi construindo suportes e ferramentas de recuperação
de informação, compondo uma página com links direcionados a área educacional,
bases de dados locais de interesse de nossa comunidade usuária.
O encaminhamento das atividades de capacitação de usuários ganhou um
aspecto “formal” pela primeira vez no ano de 2000, quando a Coordenação de
Pedagogia solicitou aos bibliotecários da BFE a elaboração de uma proposta de
trabalho para realização de atividades com alunos de graduação em fase de
elaboração do trabalho de conclusão de curso.

�O projeto para implantação de oficinas pedagógicas previa orientação e
atendimento aos alunos com referência a questões de estruturação e
normalização de monografias, ressaltamos que as atividades foram realizadas
sob a Coordenação da coordenadora da Graduação em exercício na época.
“Por suas intenções e convicções, muitos projetos gestados e postos em
prática pela biblioteca podem ser considerados educacionais, mesmo que a sua
denominação não explicite essa característica.” (BARROS, 1987, p.33).
A denominação de “oficinas pedagógicas” foi escolhida pela Coordenadora
para que justamente prevalecesse o aspecto informal da atividade, e assim
fossem evitados quaisquer imprevistos para que o projeto não se realizasse.
Alguns fatores negativos puderam ser observados durante a implantação das
oficinas, mas isso não foi impedimento para que elas acontecessem, dentre os
mais significativos citamos:
Questionamentos quanto à relevância do conteúdo aplicado nas
oficinas.
O aspecto informal atribuído às oficinas.
A não obrigatoriedade na freqüência dos alunos.
Dificuldade na aplicação de normas da ABNT3, nos trabalhos de
conclusão de seus alunos.
É importante salientar as dificuldades encontradas na implantação do
projeto das oficinas, para que possamos refletir a concepção da real importância
das palavras colaboração, interação, participação aplicadas em Instituições de
Ensino Superior.
De acordo com o documento elaborado pela Comissão Internacional sobre
a Educação para o século XXI – UNESCO, conhecido como “Relatório Jacques
Delors”, elaborado em 1993 por especialistas de diversos países, indica que as
“aprendizagens que serão pilares da educação nas próximas décadas, por serem
vias de acesso ao conhecimento e ao convívio social democrático [serão]:
3

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

�aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver junto e aprender a ser.”
(REFERENCIAIS..., 1998, p.25).

Aos profissionais envolvidos na área

educacional o “aprender a viver junto” necessita ser um exercício diário, e essa
prática pode ser observada durante a aplicação das oficinas.

5 CONSTITUIÇÃO DAS OFICINAS PEDAGÓGICAS

A palavra oficina traz em sua concepção um significado privilegiado, pois
as oficinas possuem uma função integradora,
Complexa e reflexiva, em que a teoria e a prática se unem como
uma força – motriz do processo pedagógico, orientado para uma
comunicação constante com a realidade social e com uma equipe
de trabalho dialógica, na qual cada um é um membro da equipe e
traz seus aportes específicos. (MEDIANO, 1997, p.104-105)4.

Essa integração entre um grupo pode converter as oficinas no lugar onde
ocorre o vínculo entre pessoas, maior participação e comunicação, local de
produção social, de fatos e de conhecimentos. (MEDIANO, 1997).
As oficinas são compostas por três instâncias básicas: trabalho de campo,
processo pedagógico e a relação teoria e prática. No trabalho de campo está a
resposta às necessidades e demandas que surgem da realidade na qual se está
trabalhando

ou

se

vai

trabalhar.

O

processo

pedagógico

analisa

o

desenvolvimento do aluno diante de sua vivência com o grupo, e na relação teoria
e prática temos a aproximação desses dois elementos concretizados nas ações
decorridas a partir das oficinas. (MEDIANO, 1997, p.106).
Na

experiência

realizada

na

BFE/UNICAMP,

observamos

o

desenvolvimento das três instâncias. O grupo de alunos que optou em freqüentar
as oficinas, obteve um rendimento diferenciado dos que não freqüentaram. Além
da elaboração da estrutura física do trabalho final, acrescentou-se a oficina uma
atividade que contemplava a postura adequada para apresentação do trabalho de

4

Cf. BETANCOURT, AM. El taller educativo. Santafé de Bogotá : Gente Nueva, 1991.

�conclusão diante da banca julgadora, onde os profissionais bibliotecários
contaram com a participação de um profissional formado em relações públicas.

6 DESCRIÇÃO DO PROJETO DE OFICINAS PEDAGÓGICAS

São atividades destinadas a oferecer as bases fundamentais, os princípios
e os instrumentos necessários e adequados à iniciação científica, oferecendo
capacitação suficiente aos alunos de graduação, para o prosseguimento de suas
atividades na pós-graduação.

6.1 JUSTIFICATIVA

O referido projeto se faz necessário, no sentido de oferecer um
aprofundamento

prático

quanto

às

questões

e

aplicações

de

técnicas

metodológicas e de orientação dos trabalhos técnico - científicos dos alunos,
assim como estabelecer normas de padronização comuns a todas as disciplinas
do curso de pedagogia, fazendo com que dessa forma a transmissão de
informações relativas a área de Metodologia Científica ocorra de maneira
uniforme.

6.2 OBJETIVOS

•

Proporcionar conhecimentos, desenvolver habilidades teóricos/práticas e
formar atitudes que capacitem o aluno a empregar o instrumental comum
aos acadêmicos, como pesquisadores iniciantes na pesquisa científica.

•

Compreender a importância da produção e divulgação de conhecimentos;

•

Utilizar princípios e normas metodológicas.

•

Elaborar e estruturar projetos, trabalhos e pesquisas científicas.

�6.3 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

•

Elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso.

•

Elaboração de Relatório Técnico Científico.

•

Elaboração de Referências Bibliográficas.

•

Elaboração de Citações Bibliográficas.

•

Orientação à Pesquisa Científica.

•

Ferramentas e Suportes Eletrônicos utilizados na pesquisa bibliográfica.

•

Apresentação de trabalhos científicos.

•

Realização de eventos (seminários, workshop, etc).

6.4 CARGA HORÁRIA

24 (trinta e seis) horas/aula

A convivência do grupo durante o período das oficinas, os resultados da
avaliação feita pela Coordenação de Graduação da FE/UNICAMP, foram
definitivos para que os bibliotecários da BFE/UNICAMP tivessem a confirmação
de que a atuação do profissional da informação também deve acontecer além da
biblioteca.
As oficinas da BFE/UNICAMP continuam a ser oferecidas, de acordo com a
necessidade apresentada para cada grupo de pesquisa, utilizando-se também, de
alguns módulos que compõem o Curso de Capacitação oferecido pelo Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP (SBU).

As oficinas foram construídas como um

ambiente neutro, onde o profissional bibliotecário tem a oportunidade de estender
o seu espaço restrito a biblioteca.

�A crescente demanda de solicitação dos cursos, oferecidos pela
BFE/UNICAMP, ainda não foram suficientes para que esta atividade fosse
formalizada como disciplina, o que poderia apresentar um ganho para a
Faculdade de Educação.
A iniciativa em estruturar uma Oficina Científica de Graduação em
Pedagogia, vem de encontro às necessidades de alunos, professores e
bibliotecários, na perspectiva de promover a divulgação da informação
organizada, bem como conciliar a adequação de procedimentos pedagógicos,
trazendo

aspectos

significativos

ao

propósito

maior

da

universidade,

ensino/pesquisa/extensão. A parceria e colaboração entre vários profissionais
demonstram a preocupação presente na busca do ensino com qualidade.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A FE/UNICAMP tem sido um referencial importante no contexto
educacional da cidade de Campinas. Destaca-se principalmente o apoio que tem
oferecido através de cursos de extensão aos professores da Rede Municipal de
Educação, sendo que muitos são formados nesta Faculdade.
Dessa forma podemos sentir a preocupação e responsabilidade da
Coordenação de Pedagogia da FE, em contribuir para a educação continuada de
seus futuros professores.
Durante o desenvolvimento da pesquisa, ficou notória a necessidade de
uma participação maior do bibliotecário junto ao professor em sala de aula,
colaborando no processo de ensino e aprendizado de seus alunos, no que se
refere à utilização de recursos para a recuperação da informação, e também a
estruturação dos trabalhos técnicos científicos, desenvolvidos no decorrer da
graduação.
A biblioteca e os bibliotecários utilizam-se de meios alternativos (oficinas,
cursos de capacitação, visitas orientadas) para se aproximar da sala de aula e
levar um pouco do conhecimento que é primordial na academia, que são os

�procedimentos de busca de informações, seleção de documentos, estruturação
de trabalhos científicos que auxiliam na produção científica do ensino superior.
Atualmente esses cursos são vistos como atividades oferecidas pelas
bibliotecas como complementação dos serviços por elas oferecidos, possuem um
caráter informal. Não são encarados com a obrigatoriedade necessária no que
concerne a responsabilidade das instituições de ensino superior na produção
científica de pesquisas relevantes e com qualidade exigidas pelas agências que
fomentam o desenvolvimento científico e tecnológico nessas instituições.
Esse fato faz com que muitas vezes as iniciativas das bibliotecas, em
buscar essa aproximação, não sejam vistas com seriedade e entusiasmo por
alguns, como sentimos quando iniciamos a atividade de capacitação com as
“oficinas pedagógicas” na BFE, isso muitas vezes acaba com o estímulo do
bibliotecário que sufoca e inibi dentro de si a sua identidade de educador.
A tarefa de construir uma oportunidade, para que haja o reconhecimento
da necessidade de efetivação de uma disciplina na grade curricular, que
contemple os aspectos relacionados à informação, biblioteca e serviços, é árdua e
exige

perseverança.

Essa

oportunidade

só

surgirá

se

os

profissionais

bibliotecários se colocarem como colaboradores do processo de ensino e
aprendizagem.
Através das solicitações dos professores, da Coordenação de Pedagogia,
para a aplicação do curso de capacitação de usuários, estamos construindo aos
poucos um relacionamento mais interativo que possa realmente contribuir para a
formação de professores autônomos nas questões informacionais, e através
desta participação junto ao corpo docente e discente da FE/UNICAMP, buscamos
construir a nossa identidade profissional dentro no contexto de nosso trabalho,
nos capacitando e qualificando, para a consolidação de nossa profissão, como
profissional da informação.
REFERÊNCIAS
ALESSI, C. Análise e caracterização do ensino da disciplina “Orientação
Bibliográfica” dos cursos de pós-graduação no país. 1984. 154f. Dissertação

�(Mestrado) – Pós Graduação em Biblioteconomia, Pontifícia Universidade Católica
de Campinas, Campinas, SP, 1984.
BARROS, M.H.T.C. Presença de elementos pedagógicos nos serviços
biblioteconômicos. 1987. 243f. Dissertação (Mestrado) – Pós Graduação em
Biblioteconomia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, SP.
CERTEAU, M. A invenção do cotidiano: artes de fazer.
Vozes, 2002.

7.ed. Petrópolis :

MEDIANO, Z. D. A formação em serviços de professores através de oficinas
pedagógicas. In: CANDAU, V.M.(Org.). Magistério: construção cotidiana.
Petrópolis: Vozes, 1997. p. 91-109.
NOGUEROL, A. Aprender na escola: técnicas de estudo e aprendizagem. Porto
Alegre: Artmed, 1999.
PASSOS, R. Uso das ferramentas e suportes de pesquisas na recuperação
da informação: estudo da capacitação do professor - pesquisador. 2003. 171f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação). Programa de Pós-Graduação
em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Pontifícia Universidade Católica de
Campinas, Campinas, SP.
REFERENCIAIS para formação de professores. Brasília, DF. Secretaria de
Educação Fundamental, 1999.
SANTORO, M.I. Avaliação da disciplina “Metodologia da pesquisa e redação
científica” da pós-graduação da FEM/UNICAMP: análise de dissertações e
teses. 2001. 220f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Educação, Universidade
Estadual de Campinas, Campinas, SP.
SANTOS, Gildenir Carolino; PASSOS, Rosemary. Gerenciamento e estruturação
de periódicos eletrônicos: a experiência do periódico ETD – Educação Temática
Digital da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002. Recife.
Anais eletrônicos... Recife: UFPE, 2002. (1 MINI CD-ROM).
SILVA, E.T. Leitura na escola e na biblioteca. 7.ed. Campinas, SP: Papirus,
2001.
SOARES, S.G. Arquitetura da identidade: sobre educação, ensino e
aprendizagem. São Paulo: Cortez, 2000.

�SOUZA, F.C. Biblioteconomia, educação e sociedade. Florianópolis, UFSC,
1993.
STAHL, M. M. Formação de professores para uso das novas tecnologias de
comunicação e informação. In: CANDAU, V.M. (Org.). Magistério: construção
cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1997. p. 292-317.
NOTA: Este artigo foi baseado na dissertação de mestrado de:
PASSOS, R. Uso das ferramentas e suportes de pesquisas na recuperação
da informação: estudo da capacitação do professor - pesquisador. 2003. 171f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação). Programa de Pós-Graduação
em Biblioteconomia e Ciência da Informação, Pontifícia Universidade Católica de
Campinas, Campinas, SP.

∗
Bibliotecária da Faculdade de Educação da UNICAMP; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação
pela PUC-Campinas – bibrose@unicamp.br
∗∗

Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação da UNICAMP; Mestre em
Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP – gilbfe@unicamp.br Universidade Estadual de
Campinas - Faculdade de Educação Av. Bertrand Russell, 801 – Cidade Universitária 13083-865
Campinas – SP – Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53756">
                <text>Oficinas pedagógicas : caminhos para interação entre bibliotecários e professores.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53757">
                <text>Passos, Rosemary; Santos, Gildenir Carolino</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53758">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53759">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53760">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53762">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53763">
                <text>A atuação do bibliotecário no contexto educacional das instituições de ensino superior vem sendo assimilada gradativamente, em decorrência da necessidade emergente de capacitação de usuários na utilização de ferramentas e suportes de recuperação de informação, bem como a própria normalização de trabalhos técnico-científicos. Os estudantes universitários necessitam adquirir habilidades e domínio sobre as ferramentas de pesquisa, como principio básico da atividade de pesquisa desenvolvida na graduação. As condições para esse aprendizado podem ser proporcionadas por um ambiente de aprendizagem onde se torne possível através do exercício de comunicação e colaboração entre dois profissionais – professores e bibliotecários. Nesse ambiente de integração se insere a figura do profissional da informação, como mediador entre ferramentas de pesquisa, e a prática docente em sala de aula, em laboratórios de informática e na própria biblioteca. O presente estudo descreve experiência realizada na Faculdade de Educação da UNICAMP, por solicitação da Coordenação de Pedagogia, com alunos de graduação no final do curso, que receberam orientações específicas com os bibliotecários da Faculdade, para realização dos Trabalhos de Conclusão de Curso, e apresenta a análise do relacionamento entre profissionais, professores e bibliotecários no contexto educacional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68378">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4876" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3945">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4876/SNBU2004_089.pdf</src>
        <authentication>00053c7356fb61ba69f2ae56913441d3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53791">
                    <text>DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: UMA
METODOLOGIA

Simone Faury Dib*
Neusa Cardim da Silva**
Cátia Barcelos***

RESUMO
Apresenta a metodologia utilizada para o desenvolvimento de equipes em
Unidades de Informação (UI), elaborada a partir de um trabalho de parceria entre
profissionais da área de Biblioteconomia e Psicologia, realizado na Biblioteca de
Ciências Sociais C (Direito), da Rede Sirius - Rede de Bibliotecas UERJ. A
metodologia é fundamentada nos conceitos de employeeship, gestão do
conhecimento e no modelo Pesquisa-Ação. Este, mediante um processo
cooperativo e compartilhado destaca o seu caráter participativo. A implementação
dessa metodologia contempla o desenvolvimento das competências técnicas e
das habilidades interpessoais no trabalho em equipe. Dentre os resultados
obtidos, a partir da utilização da metodologia, destacam-se melhorias na
integração dos membros da equipe e na execução dos processos de trabalho na
biblioteca, como também um maior comprometimento dos profissionais com os
objetivos e metas da biblioteca.
PALAVRAS-CHAVE: Cultura organizacional. Desenvolvimento de equipes.
Desenvolvimento de competências.

1 INTRODUÇÃO
O cenário no qual estão inseridas as organizações contemporâneas
caracteriza-se pela globalização, a competitividade, as mudanças aceleradas, a
revolução tecnológica, os sistemas integrados de informação e a produção
constante de novos conhecimentos. Para atuar nesse contexto, novos produtos e
serviços com valor agregado são desenvolvidos, e o foco no cliente norteia a
produção, cujos requisitos básicos de aceitabilidade são inovação, custo e
velocidade de entrega.
Estes aspectos promovem impactos, em maior ou menor intensidade, nas
estruturas organizacionais (arquitetura organizacional) e nos seus modelos de
gestão.

�Dessa forma, estruturas tradicionalmente hierarquizadas tendem à
diminuição de seus níveis hierárquicos, bem como os modelos de gestão
centralizadores tendem à descentralização, delegação de poderes e envolvimento
empregatício (compromisso profissional).
Assim, pode-se observar uma valorização do indivíduo e o fazer coletivo trabalho em equipe - nas organizações. Apesar de todo o aparato tecnológico e
das estratégias organizacionais, o indivíduo passa a ser o principal detentor das
competências técnicas e interpessoais, que se traduzem em um diferencial
competitivo e que agrega valor às organizações.
O trabalho em equipe passa a representar um espaço de integração e
complementaridade, elevando os padrões de desempenho e possibilitando
melhoria contínua.
Neste sentido, torna-se um grande desafio congregar as diferentes
contribuições individuais em prol de objetivos comuns, superar barreiras
interpessoais e potencializar os canais de comunicação, conferindo valor e
sentido ao trabalho realizado, fazendo o todo ser de fato mais do que a soma das
diferentes contribuições individuais.
Este artigo objetiva apresentar uma metodologia para o desenvolvimento
de equipes, que atuam em Unidades de Informação (UI), tendo por base um
Programa de Desenvolvimento de Equipes realizado em dois momentos (2001 e
2003), na Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito) da Rede Sirius - Rede de
Bibliotecas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O foco da metodologia
é o desenvolvimento de competências técnicas e interpessoais, essenciais ao
trabalho em equipe. A sua elaboração e execução foi resultado de uma parceria
entre profissionais da UERJ, das áreas de Biblioteconomia e Psicologia.

2 DESENVOLVER PARA CRESCER: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO EM
EQUIPE
Na atualidade, o trabalho em equipe tornou-se um diferencial competitivo,
pois possibilita, através do fazer coletivo, o desenvolvimento de serviços e

�produtos com valor agregado, na medida em que une pessoas com
conhecimentos complementares, tendo metas e objetivos em comum. Por outro
lado, trabalhar em equipe favorece também o crescimento pessoal de cada
indivíduo, uma vez que viabiliza a troca de experiências.
No entanto, para o alcance de resultados positivos, não basta apenas
reunir as pessoas e formar um grupo, é fundamental que as competências
técnicas e interpessoais de cada um estejam associadas à responsabilidade e ao
comprometimento mútuo com a qualidade dos relacionamentos e dos resultados
esperados.
Torna-se,

pois,

imprescindível

a

aplicação

de

um

programa

de

desenvolvimento de equipes que privilegie a aprendizagem e a interação de seus
participantes, não devendo ser entendido como um evento isolado, mas, sim,
como um processo contínuo de experimentação e troca.
Cabe ressaltar, ainda, que alguns aspectos são fundamentais para o
sucesso da equipe, dentre os quais o papel da liderança, a comunicação, a
consciência de toda a equipe sobre o seu propósito, sobre as potencialidades e o
papel profissional de cada um dos seus integrantes.
Como qualquer organização, as bibliotecas também devem investir em seu
capital humano, uma vez que as pessoas que atuam nessa área – bibliotecários,
auxiliares e estagiários de Biblioteconomia – possuem características muito
peculiares, devido às rotinas de trabalho, tanto no que se refere ao atendimento
ao público, quanto aos processos técnicos e gerenciais.
A maioria dos serviços operacionais desenvolvidos nas bibliotecas, se
constitui em tarefas mecânicas e rotineiras executadas geralmente pela mesma
pessoa. Isto, associado ao fato de que nem sempre há procedimentos
estabelecidos para esses serviços e que os integrantes da equipe desconhecem
alguns dos processos da biblioteca, concorre para o comprometimento do
desempenho das atividades e, conseqüentemente, da qualidade do atendimento
e da imagem da própria biblioteca.

�Assim, como é fundamental que exista sinergia entre as pessoas, para que
haja cooperação e comprometimento na realização dos objetivos propostos, o
conhecimento dos processos operacionais e técnicos deve ser comum a todos,
ainda que a atribuição de tarefas seja diferenciada, de acordo com as funções de
cada integrante da equipe.
Segundo Silva e Dib, “a capacitação da equipe se constitui em uma
necessidade constante e se revela sempre um ótimo investimento. No entanto,
não só o treinamento adequado da equipe é garantia de sucesso. É necessário o
estímulo ao desenvolvimento do lado emocional dos indivíduos, para que se
tornem integrados e garantam a sobrevivência e o crescimento das Unidades de
Informação”1.
Em equipe, o objetivo do trabalho deve superar a soma das metas
individuais, devendo seus integrantes trabalhar em conjunto, congregando
talentos e habilidades complementares, sendo o resultado do trabalho um fazer
realmente coletivo. A missão, a visão e os objetivos organizacionais devem ser
claros e aceitos por todos; os papéis devem ser definidos e as responsabilidades
devem ser compartilhadas, propiciando um ambiente equilibrado, tranqüilo,
criativo e, conseqüentemenre, com elevado padrão de desempenho.

3 ANTECEDENTES
A Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito) passou por mudanças que
afetaram radicalmente seu funcionamento, em virtude da união do acervo da
graduação e da pós-graduação, o que aumentou consideravelmente a demanda.
Associado a este fato, a rotatividade de pessoal – que afeta, em diferentes graus,
todas as bibliotecas da UERJ, influenciando o trabalho como um todo e
implicando descontinuidade e desgaste para os funcionários – acarretou
problemas,

com

reflexos

na

qualidade

dos

serviços

oferecidos

e

no

relacionamento da equipe.

1

SILVA, Neusa Cardim; DIB, Simone Faury. Desenvolvendo talentos: a experiência da Biblioteca
de Direito da UERJ. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 20, Fortaleza: UFC, 2002. Anais...Fortaleza: UFC, 2002. 1 CDRom

�Dessa forma, a gerência da biblioteca, procurando minimizar os efeitos
advindos dos fatos citados,buscou parceria junto à Superintendência de Recursos
Humanos (SRH) da UERJ para iniciar um processo de valorização do capital
humano, com o objetivo de conciliar a excelência na prestação de serviços com a
humanização do trabalho. Para isso, várias ações foram implementadas, visando
tanto ao aperfeiçoamento técnico dos funcionários quanto à integração da equipe.
Foi designada uma psicóloga para desenvolver projeto em parceria com os
bibliotecários, posto em prática em 2001, o qual apresentou resultados positivos,
induzindo a equipe a solicitar sua continuidade em 2003. Dentre esses resultados
- segundo avaliação dos próprios participantes - a integração do grupo, o
autoconhecimento, a busca pelo consenso, a valorização do servidor e suas
potencialidades, o esclarecimento de dúvidas quanto a processos da biblioteca
foram os mais relevantes.
Os resultados obtidos avalizaram a metodologia utilizada nos trabalhos, o
que motivou os seus mentores a divulgá-la, para que se constitua em mais um
instrumento ao alcance de outras unidades de informação que queiram investir no
desenvolvimento de suas equipes.

4 APORTE TEÓRICO
O ponto comum nos conceitos de employeeship, gestão do conhecimento e
no modelo de pesquisa-ação é o foco no indivíduo enquanto agente coresponsável pelo processo de mudanças, o que permitiu sua utilização para
embasar esta metodologia.
O employeeship contempla os valores dos indivíduos, na medida em que
prioriza a responsabilidade, lealdade e iniciativa. Nesse contexto, uma pessoa
que se sente responsável pelos resultados da organização demonstra lealdade às
outras, contribuindo para a criação e manutenção de um espírito de equipe, e
toma a iniciativa de melhorar e desenvolver continuamente suas atividades,

�favorecendo a evolução da organização como um todo. Segundo Moller,
employeeship “expressa aquilo que é preciso para ser um bom funcionário” 2.
Uma organização com employeeship aprende a todo momento e percebe
que investir em seu capital humano, na sua capacitação técnica e no
desenvolvimento do seu lado emocional, torna as pessoas aptas para
implementar mudanças3.
A gestão do conhecimento viabiliza a utilização do conhecimento no nível
organizacional mediante a identificação e disseminação dos diversos saberes que
o permeiam, contribuindo para o desempenho eficaz dos indivíduos e para a
geração de novos conhecimentos.
De acordo com Barbalho “... o staff constitui o núcleo básico da gestão do
conhecimento e da otimização do capital humano e intelectual através da gestão
das competências individuais, grupais e organizacionais. A base fundamental
deixa de ser o desenho dos cargos e passa a ser o conceito dinâmico de
habilidades e competências necessárias ao sucesso da organização e dos seus
parceiros – clientes, fornecedores, funcionários” 4.
A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social, com base empírica,
concebida e realizada em estreita associação com a resolução de um problema
coletivo. Para tanto, a participação das pessoas nele implicadas é absolutamente
necessária5.
O princípio fundamental desse modelo consiste em uma intervenção na
organização mediante a efetiva cooperação de seus integrantes, para definir o
problema e buscar soluções, sendo assim uma ferramenta para o processo de
mudança.

2

MOLLER, Klaus. Employeeship: como maximizar o desempenho pessoal e organizacional. São
Paulo: Pioneira, 1996.
3
SILVA, op. cit. p. 4
4
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão baseada nas competências. In: SEMINARIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12. Recife: UFPe, 2002. Anais... Recife:
UFPe, 2002. 1CD-ROM.
5
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2003.

�5 METODOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS
A metodologia proposta compõe-se de cinco etapas, que se constituem em
diagnóstico, planejamento, execução, avaliação e acompanhamento.
Para a realização do diagnóstico e planejamento, os profissionais
responsáveis – bibliotecários e psicólogos – , facilitadores do processo, devem
implementar ações integradas, através da elaboração e atuação conjunta.
O papel ativo do facilitador, tanto na condução dos problemas
apresentados quanto no acompanhamento e avaliação das ações é essencial,
incluindo uma atitude de escuta e elucidação dos várias aspectos do problema,
sem impor suas concepções6 .
Nas etapas de execução, avaliação e acompanhamento, os facilitadores
devem atuar em momentos diferenciados, tendo em vista as especificidades de
cada área. No entanto, é fundamental que exista um canal de comunicação direto
entre eles, para que possam trocar informações que auxiliem o planejamento das
ações que, embora com enfoques distintos, são em prol de um mesmo objetivo: o
desenvolvimento da equipe em termos técnicos e interpessoais.
Precedendo a realização da primeira etapa, é de suma importância que o
gestor da biblioteca reúna sua equipe, para apresentar a proposta de trabalho,
explicitando os objetivos e garantindo o apoio das instâncias superiores no
desenvolvimento da tarefa. Cabe ressaltar que é imprescindível o envolvimento e
a concordância da equipe, para que o trabalho seja iniciado.
No caso da implementação desta metodologia em unidades de informação
sugere-se que as ações direcionadas ao desenvolvimento das competências
técnicas da equipe sejam realizadas, prioritariamente, por biliotecários, uma vez
que estes profissionais detêm os conhecimentos técnicos necessários para este
fim. Assim como, a condução das ações voltadas para o desenvolvimento das
habilidades interpessoais, essenciais ao trabalho em equipe, sejam de
responsabilidade do psicólogo, que detém competências inerentes a sua
formação.
6

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2003.

�5.1 DIAGNÓSTICO
O objetivo do diagnóstico é realizar um “retrato da equipe”, mapeando suas
reais necessidades. Fundamenta-se, na análise da situação, na dinâmica e no
ambiente da equipe, considerando ainda aspectos externos que possam
promover impactos sobre ela.
A etapa do diagnóstico é de suma importância, na medida em que irá
nortear todo o trabalho posterior, além de possibilitar o envolvimento e
compromisso de todos os integrantes da equipe.
As ações pertinentes a essa etapa são:
a) elaborar instrumento para a coleta de dados, considerando os
aspetos técnicos e interpessoais;
b) realizar reunião com a equipe, para apresentar tanto a proposta
de trabalho quanto os objetivos dessa etapa, esclarecendo
dúvidas e registrando sugestões;
c) aplicar o instrumento para a coleta de dados;
d) consolidar e analisar os dados, elaborando um relatório para
apresentá-lo à equipe.
5.2 PLANEJAMENTO
O planejamento deve fundamentar-se no diagnóstico, considerando os
objetivos gerais e específicos definidos na proposta de trabalho e as reais
necessidades e especificidades da equipe.
Primeiramente deverá ser elaborado um plano de ações estratégicas que
contemple, entre outras informações, as metas a serem atingidas, os recursos
necessários para sua execução, as atividades a serem desenvolvidas, seus
responsáveis, um cronograma e instrumentos para avaliação. Em seguida, este
documento deverá ser apresentado à equipe, para análise e discussão. Assim,
ajustes e reformulações poderão ser realizados, se necessário. Depois de
consolidado, o plano de ação deve ser apresentado à equipe para que, a partir do
consenso, defina-se o início de sua implementação.

�5.3 EXECUÇÃO
É o momento efetivo de implementação do plano de ação elaborado no
planejamento. Nessa etapa, os papéis e responsabilidades de todos os
envolvidos devem estar claros, havendo um comprometimento de toda a equipe
com o trabalho a ser realizado.
Para o desenvolvimento das competências técnicas da equipe devem ser
realizadas reuniões para expor e discutir os processos operacionais e técnicos da
biblioteca, visando ao aperfeiçoamento profissional e à adoção das melhores
práticas. Para tanto, são utilizados recursos como treinamentos específicos e
demonstrações práticas de atividades inerentes à rotina da equipe, destacando o
papel e a importância de cada integrante para o seu próprio sucesso e o da UI.
Para o desenvolvimento de habilidades interpessoais, essenciais ao
trabalho em equipe, devem ser realizados encontros, baseados em uma
abordagem vivencial, através de técnicas de dinâmica de grupos, exercícios,
jogos, leituras de texto e apresentação de vídeo. Com base na utilização desses
recursos, objetiva-se estimular as pessoas com vistas à reflexão, formação de
conceitos e mudanças.
Ao longo dessa etapa, não se deve prescindir da elaboração periódica de
relatórios que fornecerão feedback sobre o trabalho realizado, compartilhando-se
os resultados com toda a equipe, reforçando assim a transparência no processo.

5.4 AVALIAÇÃO
A avaliação do trabalho possibilita verificar até que ponto os objetivos e as
metas estão sendo atingidos, devendo ser entendida como um processo contínuo.
Esta ação possibilita um acompanhamento efetivo, podendo, ao final, reconduzir a
um novo ciclo no processo de mudanças.
As avaliações devem ser elaboradas considerando a reação dos
participantes, o aprendizado, a aplicabilidade dos ensinamentos e o resultado do

�processo. Devem ser feitas após cada encontro, e os registros compilados,
analisados e apresentados à equipe.

5.5 ACOMPANHAMENTO
O acompanhamento dos resultados, mais do que uma ação, é uma postura
dos profissionais responsáveis pelo trabalho, pois fornece, a todo momento,
subsídios que fundamentarão alterações, se necessário.
Essa etapa possibilita a identificação dos gaps, o que favorece o
estabelecimento de ações corretivas que irão assegurar o andamento das
atividades de acordo com o planejamento, para o alcance dos objetivos. Cabe
ressaltar que, em alguns momentos, os resultados do acompanhamento podem
demandar a reformulação de estratégias, o que implicará rever e alterar o plano
de ação.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Equipes de trabalho quando entrosadas e comprometidas com a missão
institucional, constituem-se

no diferencial que agregará valor a qualquer

empreendimento.
No entanto, uma equipe precisa de ações que privilegiem o seu
desenvolvimento, cujo processo é permeado por elementos- chave, dentre os
quais cabe destacar:
a cooperação e participação de seus os integrantes na construção do próprio
processo de mudança, implementando ações convergentes às suas
especificidades;
a compreensão do indivíduo como agente de mudança, considerando sua
atuação e responsabilidade no processo;
a comunicação através de um canal aberto e claro, conferindo transparência e
credibilidade. A comunicação eficaz viabiliza, dentre outros aspectos, o
manejo das resistências, característica inerente ao processo de mudanças.
A metodologia apresentada foi elaborada e aplicada em equipes de UI, no
caso a Biblioteca de Direito da UERJ, em dois momentos. Os resultados positivos

�ensejaram a sua divulgação, com a qual se pretende apontar caminhos na busca
do desenvolvimento de equipes em UI, mediante ações que promovam um
espaço de troca, vivência e reflexão, instrumentalizando seus integrantes para a
resolução de problemas, bem como para uma adequada percepção e análise das
atividades que realizam.
Com isso, o processo de mudança, elemento constante em todas as
organizações, incorpora-se ao cotidiano, como estímulo ao crescimento pessoal e
coletivo.

ABSTRACT
The paper presents a methodology used for the development of teams in
Information Units, elaborated from a work of partnership between librarians and
psychologists. This methodology had been applied at Biblioteca de Ciências
Sociais C (Direito), of Rede Sirius- Rede de Bibliotecas UERJ. It´s based on the
concepts of employeeship, knowledge management and Action Research model,
that involves the whole team in a cooperative and shared process. Its
implementation contemplates techniques and interpersonal abilities of the team.
The results were evidenced by the integration of the team and the improvement of
tasks developed in the library, as well as a involvement of the professionals for the
reach of the goals proposals.
KEYWORD: Organizational culture. Development of teams. Development of
abilities.

REFERÊNCIAS
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão baseada nas competências. In:
SEMINARIO NACINAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12. Recife: UFPe,
2002. Anais... Recife: UFPe, 2002. 1CD-ROM.
BARBALHO, Célia Regina S.; BERAQUET, V. S. M. Planejamento estratégico
para unidades de informação. São Paulo: Polis: Associação Paulista de
Bibliotecários, 1995.
CIANCONI, R. Gestão da informação na sociedade do conhecimento. Brasília,
DF:SENAI/DN, 1999. (Série SENAI Formação de Formadores).

�KATZENBACH, Jon R. Equipes de alta performance: conceitos, princípios e
técnicas para potencializar o desempenho das equipes. Rio de Janeiro: Campus,
2001.
KATZENBACH, Jon R. A força e o poder das equipes. São Paulo: Makron. 1994.
MACIEL, A. C.; MENDONÇA, M. A. R. Bibliotecas como organizações. Rio de
Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.
MOLLER, Klaus. Employeeship: como maximizar o desempenho pessoal e
organizacional. São Paulo: Pioneira, 1996.
MOSCOVICI, Felá. Equipes dão certo: a multiplicação do talento humano. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1994.
MOSCOVICI, Felá. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. Rio de
Janeiro: José Olympio, 2003.
SILVA, Neusa Cardim; DIB, Simone Faury. Desenvolvendo talentos: a experiência
da Biblioteca de Direito da UERJ. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 20, Fortaleza: UFC, 2002.
Anais...Fortaleza: UFC, 2002. 1 CDRom
SPECTOR, Paul E. Psicologia das organizações. São Paulo: Saraiva, 2003.
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2003.

*

Bibliotecária – REDE SIRIUS/UERJ. Especialista em Inteligência Empresarial e Gestão do
Conhecimento – CRIE-COPPE/UFRJ sdib@uerj.br
**
Bibliotecária – REDE SIRIUS/UERJ. Especialista em Organização do Conhecimento para
Recuperação da Informação – UNIRIO cardim@uerj.br
***
Psicóloga – DESEN/SRH – UERJ. Especialista em Gestão de Recursos Humanos – FGV
catia@uerj.br UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.REDE SIRIUS – REDE DE
BIBLIOTECAS UERJ. Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524, bl. B, sala 1028. Maracanã
País: Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53774">
                <text>Desenvolvimento de equipes em unidades de informação: uma metodologia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53775">
                <text>Dib, Simone Faury; Silva, Neusa Cardim da; Barcelos, Cátia </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53776">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53777">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53778">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53780">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53781">
                <text>Apresenta a metodologia utilizada para o desenvolvimento de equipes em Unidades de Informação (UI), elaborada a partir de um trabalho de parceria entre profissionais da área de Biblioteconomia e Psicologia, realizado na Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito), da Rede Sirius - Rede de Bibliotecas UERJ. A metodologia é fundamentada nos conceitos de employeeship, gestão do conhecimento e no modelo Pesquisa-Ação. Este, mediante um processo cooperativo e compartilhado destaca o seu caráter participativo. A implementação dessa metodologia contempla o desenvolvimento das competências técnicas e das habilidades interpessoais no trabalho em equipe. Dentre os resultados obtidos, a partir da utilização da metodologia, destacam-se melhorias na integração dos membros da equipe e na execução dos processos de trabalho na biblioteca, como também um maior comprometimento dos profissionais com os objetivos e metas da biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68380">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4878" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3947">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4878/SNBU2004_090.pdf</src>
        <authentication>c8e5b9fc0905cf09ccbfdd87f97aff3b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53809">
                    <text>GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS: MAPEAMENTO DE COMPETÊNCIAS
DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Sueli de Fátima Faria∗
Vanda de Fátima Fulgêncio de Oliveira
Liliane Forner
Floriana Lúcia D’Astuto

RESUMO

O presente trabalho originou-se sob forma de projeto, por iniciativa de um grupo
de bibliotecários, para criação de um banco de talentos dos servidores não
docentes da UNICAMP, objetivando facilitar o compartilhamento do conhecimento
na gestão de pessoas. O projeto resultou em uma metodologia para mapeamento
de talentos (MAPTAL) que possibilita a sondagem das capacidades
organizacionais utilizando-se do modelo VECA - Verificação de Comportamento
Administrativo. Buscou-se, em um segundo momento, fazer uma análise das
competências do Profissional da Informação a partir da Classificação Brasileira de
Ocupações – CBO, e tecer proposições para mapeamento de competências
desses profissionais para aplicação na gestão estratégica de pessoas na área de
informação e bibliotecas, e no autogerenciamento da carreira visando atingir
metas profissionais.
PALAVRAS-CHAVE: Competências – mapeamento. Profissional da informação.
Gestão de pessoas

1 ESTRATÉGIAS ORGANIZACIONAIS E AS COMPETÊNCIAS HUMANAS

As organizações estão sendo desafiadas a lidar com ambientes cada vez
mais dinâmicos, demandando novas exigências de gestão e novos perfis de
lideranças. Grande ênfase tem se dado à questão das competências essenciais
da organização, que se referem ao aprendizado coletivo e das competências do
indivíduo. As mudanças não são decorrentes apenas dos avanços tecnológicos,
mas do ambiente que se tornou complexo, demandando transformações
permanentes para se garantir a vantagem competitiva.
Autores proeminentes como Peter Drucker, James Quinn, Alvin Tofler,
Robert Reich citados por Nonaka e Takeuchi (1977), anunciam uma nova

�economia à qual se referem como “Sociedade do Conhecimento”, e que se
distingue do passado pelo papel-chave que o conhecimento desempenha nela,
em que o trabalhador é o maior ativo para a vantagem competitiva atuando como
analistas simbólicos, equipados com conhecimento para identificar, solucionar e
avaliar novos problemas. Sveiby (2000, p. 66), compartilha dessa visão e infere
que a aptidão das pessoas que trabalham em sua equipe ou as relações que
mantém com clientes e fornecedores são ativos intangíveis, que embora de
difíceis medições, é o que importa medir. O autor preconiza a Gestão do
Conhecimento como uma ferramenta que traz benefícios tangíveis, cuja essência
é aproveitar os recursos que já existem na empresa para que as pessoas
procurem, encontrem e empreguem as melhores práticas, criando um ambiente
de aprendizado interativo, no qual as pessoas transfiram o conhecimento,
internalizem-no e apliquem-no para criar novos conhecimentos - formando a
espiral do conhecimento, formulada de Nonaka e Takeuchi (1977).
Albrecht (2004), coloca a Inteligência Organizacional como modelo para
integrar diversos níveis de inteligência individual, de equipe e organizacional,
capazes de “nutrir a cultura do conhecimento” para enfrentar a terceira onda. Os
programas de treinamentos a fim de trabalhar habilidades como pensamento
crítico, criativo, solução de problemas, tomada de decisões e ultimamente até
inteligência emocional são estratégias utilizadas nesse modelo.
O desenvolvimento do trabalho com o conhecimento em uma organização
está

diretamente

relacionado

ao

desenvolvimento

estratégico

de

suas

competências. Prahalad e Hamel (1990), formulam o core competences como
forma de integração do aprendizado coletivo da organização e coordenação das
diversas fases de produção e equipes múltiplas de tecnologias. E as
organizações,

autores,

enfatizam

novas

competências

organizacionais:

flexibilidade, inovação, horizontalidade, criatividade, agilidade, compartilhamento
de

informação,

aprendizagem,

gestão

do

conhecimento,

planejamento

participativo, empowerment e estratégia competitiva.
Com o deslocamento de ênfase, é crescente o reconhecimento por parte
das organizações de que seu capital intelectual deve ser gerida de forma

�sistemática. Estratégias, mapas do conhecimento, portfólios de iniciativas estão
sendo desenvolvidos para capturar e disseminar aquilo que aprendem ao longo
do tempo, facilitar o compartilhamento de idéias e experiências, eliminando as
barreiras funcionais e impulsionar melhores práticas e gerir seu capital intelectual.
A criação do conhecimento organizacional depende do conhecimento das
pessoas, da motivação, vontade de criar, agir, compartilhar e codificar seu próprio
conhecimento individual, enquanto que a gestão do conhecimento está em saber
o que os colaboradores sabem fazer bem e tirar proveito desse conhecimento
com a maior eficiência possível.

2 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO NA ERA DO CONHECIMENTO

O Conhecimento vem se tornando diferencial para as organizações que
buscam excelência, e sem ele a utilização do potencial humano fica precária,
inviabilizando todo o processo de geração de produtos e serviços condizentes
com as demandas internas e externas. Independente do modelo que adotam para
a criação do conhecimento organizacional, terão de fazer frente a muitos desafios.
A

Gestão

do

Conhecimento

defronta

alguns

destes

enumerados

porGontow (2004), entre os quais destacamos: alto volume de informações que
estão sendo criadas, armazenadas e distribuídas; a incrível velocidade com que
o conteúdo do conhecimento está mudando; a necessidade das organizações em
serem pró-ativas ao apoiar a criação e a reutilização do conhecimento (...). Nesse
contexto, o profissional da informação se insere como ativo e agente criativo,
capitalizando sua competência informacional para as estratégias da organização
em que atua. Esse evento pode ser uma oportunidade ímpar de aprendizagem,
mas para aproveitamento dessa mutação, necessário se faz dar maior peso à
lógica competência, que é investida da ação do trabalhador rumo a um
movimento de ação subjetiva do caráter cada vez mais socializado e
interdependente das atividades profissionais.

�Sendo a competência o foco deste, apresentamos uma definição centrada
na mudança de comportamento social dos seres humanos em relação ao trabalho
e sua organização, seguida da análise feita por Zarifian:

Competência profissional é uma combinação de conhecimentos,
de saber-fazer, de experiências e comportamentos que se exerce
em um contexto preciso. Ela é constatada quando de sua
utilização em situação profissional, a partir da qual é passível de
validação. Cabe à empresa identifica-la, avalia-la, validá-la e fazêla evoluir. (Medef, ex-CNPF1 apud ZARIFIAN, 2001)

A partir desse conceito, Zarifian (2001), que primeiro formalizou e deu um
conteúdo científico a essa noção – preconiza a competência alimentada sob três
aspectos multidimensionais: a tomada de iniciativa e de responsabilidade do
indivíduo; a inteligência prática das situações, que se apóia sobre os
conhecimentos adquiridos e os transforma; a faculdade de mobilizar redes de
atores em torno das mesmas situações.
Um breve percurso na literatura recente poderá nos dar um panorama
sobre essa temática no âmbito da Ciência da Informação. Em pesquisa realizada
junto a empresas de consultoria em recrutamento e seleção de recursos
humanos, sobre as qualificações dos profissionais da informação demandanda no
atual do mercado de trabalho, Ferreira (2003), aponta que as potencialidades
desses profissionais nem sempre são reconhecidas pelo mercado de trabalho;
que não é comum encontrar profissionais da informação ocupando posições
superiores; que as deficiências são decorrentes da falta de desenvolvimento
dessas habilidades durante o período de formação, e da auto-imagem por eles
mesmos; e que os profissionais devem desenvolver continuamente as habilidades
típicas da área além de atitudes comportamentais.
Marcial (2003), considera que os métodos da Ciência da informação serão
o foco para a base das atividades da Inteligência Competitiva apoiadas pela
Tecnologia da Informação, mostrando como o profissional da informação pode

1

Jornadas Internacionales de Deauville, 1998: objetivo competências, t.1, outubro de 1998.

�auxiliar no ciclo de produção de Inteligência, que é formado por quatro etapas:
planejamento, coleta, análise e disseminação.
A literatura é rica em análises e descrições das competências exigidas para
os profissionais da informação atuarem na nova sociedade, as quais destacamse: conhecimento do contexto ou capacidade de contextualização; capacidade de
conceituação; conhecimento da demanda ou do cliente; domínio de ferramentas e
de tecnologias de informação; adaptação ao novo, flexibilidade e abertura às
mudanças; capacidade de gerenciamento; lidar com contradições e conflitos;
relacionamento interpessoal, excelência na comunicação oral e escrita; lidar com
as diversas habilidades funcionais; capacidade de aprendizado próprio e de
facilitar o aprendizado dos outros; ter energia, criatividade, ser ético e visualizar o
sucesso. (MARCIAL, 2003; PESTANA 2003; FERREIRA,2003, ARRUDA, 2000).
Belluzzo (2004), pondera que a capacidade de comunicação e de
relacionamento interpessoal; capacidade de gestão de estoques de informação
para uso futuro e capacidade de inovação e de liderança são relevantes para
mobilizar as potencialidades individuais ou habilidades desenvolvidas em
determinado âmbito de atuação, a serviço da coletividade e do bem comum.
Além dos conhecimentos teóricos e práticos, são necessárias uma série de
atitudes que devem acompanhar os profissionais, as quais são fundamentais para
o desempenho adequado de suas funções. O guia de competências para os
bibliotecários europeus apresenta as principais na tabela (1) abaixo:

TABELA 1- Guide to competencies for european professionals in library and
information serviçes
1.

Adaptabilidade

4.

Comunicação

2.
analítica

Habilidade

3.
Prever ameaças
e oportunidades

5.

Habilidade

6.
investigativa

8.

Saber ouvir

crítica
7.

Tomada de

decisão

Mente

9.

Trabalhar em

12.

Sensibilidade

15.

Habilidade de

equipe
10.
13.

Iniciativa
Perseverança

11.
Habilidade
organizacional
14.

didática

Padronização
síntese

�3 PROJETO MAPTAL – MAPEAMENTO DE TALENTOS

A proposta de Mapeamento de Talentos para a UNICAMP vem ao encontro
do processo de revisão da missão da universidade, que culminará no seu
planejamento estratégico - em definição, podendo ser alinhado aos processos de
Gestão de Pessoas, para obtenção do conhecimento do potencial humano que a
instituição agrega, contribuindo para as ações de Recursos Humanos. O objetivo
foi criar um banco de dados do conhecimento dos servidores não docentes para
facilitar o compartilhamento na Gestão de Pessoas.
O desenvolvimento do projeto compreendeu quatro fases: 1) construção de
referências através da literatura, consultas a especialistas e visita a uma
instituição com prática em mapeamento de competências; 2) definição das
competências e primeira modelagem, 3) alinhamento do escopo com o set de
competências adotando a ferramenta de mensuração VECA – Verificação do
Comportamento Administrativo (ALBA, 2003); 4) aplicação de pré-teste em
amostra

aleatória

composta

por

bibliotecários,

alunos

e

estagiários;

e

realinhamento das ferramentas: questionário e busca.
O VECA é composto de 100 perguntas dispostas em frases, e define as 20
competências fundamentais para construção de todas as outras, onde 12
habilitam para resultados e 8 para relacionamentos. Optou-se por essa
ferramenta, essencialmente, pelo método de avaliação que ela propõe: evidencia
os Gap’s, os potenciais e as distorções das competências individuais e coletivas,
resultando em um inventário institucional sobre as habilidades, atitudes e
comportamentos presentes na atuação dos profissionais. No questionário as
competências são colocadas em uma escala de posições que vão de 0 a 10 – na
análise o centro é a área de maior eficácia daquela competência.
As tentativas de elaborar escores de competências remontam de algum
tempo, e algumas metodologias de desdobramentos de competências valem-se
da metáfora “árvore das competências”, na qual seus três componentes
combinados formam um todo, onde a raiz corresponde a atitudes e valores, que
se traduz em comprometimento, o tronco corresponde ao conhecimento que se

�traduz na flexibilidade aos desafios, e a copa corresponde às habilidades, que se
revela no talento e capacidade técnica (Gramigna, 2001).
Para o projeto foram utilizadas as competências fundamentais do modelo
VECA - acrescidas de outras três apontadas para o setor público – prestação de
serviços, de acordo com pesquisa com empresas-cliente realizada por
GRAMIGÑA (2002), e estruturadas mediante categorização acima.
A metodologia foi elaborada para levantamento do perfil dos principais
quadrantes de uma Carreira, traçando o mapa das competências e seus pontos
críticos – as deficiências e os excessos, e estruturada em um questionário
dividido em três tipos de questões para verificação de habilidades, conhecimentos
e atitudes.

4 O CÓDIGO DE OCUPAÇÕES BRASILEIRAS – CBO

Em 2002 o Ministério do Trabalho e Emprego - MTE disponibiliza à
sociedade a nova Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, que vem
substituir a anterior, de 1994. Esse documento reconhece, nomeia, codifica os
títulos e descreve as características das ocupações do mercado de trabalho
brasileiro.

A nova versão contém as ocupações organizadas e descritas por

famílias que constituem um conjunto de ocupações similares correspondente a
um domínio de trabalho mais amplo que aquele da ocupação. Uma das novidades
foi o método utilizado no processo de descrição, por meio de comitês de
profissionais que atuam nas famílias, partindo-se da premissa de que a melhor
descrição é aquela feita por quem exerce efetivamente cada ocupação.
Segundo o MTE, a CBO tem uma dimensão estratégica importante, na
medida em que, com a padronização de códigos e descrições, poderá ser
utilizada pelos mais diversos atores sociais do mercado de trabalho. Terá
relevância também para a integração das políticas públicas do MTE, sobretudo no
que concerne aos programas de qualificação profissional e intermediação da
mão-de-obra, bem como no controle de sua implementação.

�5 AS COMPETÊNCIAS DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO: CBO VERSUS
LITERATURA

Os Profissionais da Informação são codificados sob número 2612,
formando uma família que compõe:
•

2612-05-Bibliotecário,

Bibliógrafo,

Biblioteconomista,

Cientista

informação, Consultor de informação, Especialista de informação, Gerente de
informação, Gestor de informação.
•

2612-10- Documentalista - Analista de documentação, Especialista

de documentação, Gerente de documentação, Supervisor de controle de
processos documentais, Supervisor de controle documental, Técnico de
documentação, Técnico em suporte de documentação.
•

2612-15 - Analista de informações - Pesquisador de informações de

rede.
As competências definidas na CBO, estão descritas na tabela abaixo.
TABELA 2 - Competências pessoais do profissional da informação na cbo
1. Manter-se atualizado

2. Liderar equipes

3. Trabalhar em equipe e em
rede

4. Demonstrar capacidade de
análise e síntese

5. Demonstrar conhecimento
de outros idiomas

6. Demonstrar capacidade de
comunicação

7. Demonstrar capacidade de
negociação
9. Demonstrar senso de
organização
11. Demonstrar raciocínio lógico
13. Demonstrar pró-atividade

8. Agir com ética
10. Demonstrar capacidade
empreendedora
12. Demonstrar capacidade de
concentração
14. Demonstrar criatividade

Sendo um documento oficial, a CBO foi tomada como ponto de partida para
análise das competências dentro do propósito desse trabalho, que pressupõe a
definição dos perfis de competências básicas requeridas para este profissional
para o crescente universo da informação. Para tal buscou-se, primeiramente, a

�equivalência entre as competências apontadas na CBO e as competências
universais apontadas na literatura, fundamentadas na metodologia VECA
(Verificação do Comportamento Administrativo), formulada por ALBA (2003) e nas
investigações de Gramigna (2002). Em segundo, buscou-se a pertinência da CBO
com as asserções dos especialistas da área. Assim, apresentamos a tabela
abaixo e as correlações seguidas das nossas impressões.

TABELA 3 - Competências cbo versus literatura
CBO

LITERATURA

Manter-se atualizado.

Disposição para mudanças

Liderar equipes.

Liderança

Trabalhar em equipe e em rede.

Afetividade + Sociabilidade

Demonstrar capacidade de análise e

Analise e síntese/ou avaliação

1
2
3
4

síntese.
Demonstrar conhecimento de outros
idiomas.

Comunicação

5

Demonstrar capacidade de
comunicação.

Comunicação

6

Demonstrar capacidade de
negociação.

Negociação

7

Agir com ética.

Ética ou Liderança

8
Demonstrar senso de organização
9
0

Demonstrar capacidade
empreendedora
Demonstrar raciocínio lógico

1
2

Demonstrar capacidade de
concentração

Organização ou Planejamento e
Organização
Realização
Criatividade + outras capacidades
cognitivas
Atenção / Priorização

Demonstrar pró-atividade

Antecipar ameaças

Demonstrar criatividade

Flexibilidade / Criatividade

3
4

Analisando à luz da categorização da árvore das competências – acima
descrita, e sob as competências universais exigidas pelas organizações, verificouse:

�a) A

competência

CBO-01

“manter-se

atualizado”

pode

ser

equiparada à competência “disposição para mudanças” que é a
capacidade de gerar alternativas para o trabalho, alternando rotinas para
adequá-las às necessidades. Mensura a capacidade de inovar e propor
mudanças em suas estratégia de atuação. Manter-se atualizado é um prérequisito para tal, portanto, pode-se inferir que é um componente de
“atitude”.
b) A competência CBO-03 “trabalhar em equipe e em rede”, é
correlata à competência “afetividade” que é capacidade de estabelecer
compromissos com abertura e transparência, criando vínculos que
favorecem a atuação em equipes e o compartilhamento de estratégias e
interesses. Define a qualidade dos compromissos que estabelece as
pessoas. E também com “sociabilidade” que é a capacidade de adaptar-se
ao contexto e de ampliar sua rede de relacionamento, podendo ser
considerada uma “habilidade”.

c) A competência CBO-05 “conhecimento de idiomas” é considerada
um desdobramento da competência “comunicação”, ligado ao componente
“conhecimentos”;

d) A competência CBO-08 “ética” é apontada como um desdobramento
da competência “liderança” ligada ao componente “atitude” na estruturação
por categorias , e destacada sozinha em outras;
e) A competência CBO-10 “capacidade empreendedora” pode ser
equiparada à competência “realização” que traduz a disposição aos
desafios e capacidade de se automotivar frente às novas situações não
experimentadas. Mensura o grau de motivação com que se envolve com as
diversas situações de trabalho e a ambição para crescer;

f) A

competência

CBO-11

“raciocínio

lógico”

não

tem

sido

empregada no core competences das empresas investigadas. Arriscou-se
aqui a considerar que a indissociabilidade entre o consciente racional e as

�atividades criativas, pode levar as organizações a nomearem a criatividade
para representar as competências cognitivas.

g) A

competência

CBO-12

“demonstrar

capacidade

de

concentração” pode ser equiparada à competência “atenção /priorização”
que revela a visão global e percepção do contexto, capacidade de
finalização e forma com que define prioridades em seu trabalho. Mensura a
capacidade de atender demandas externas, refazendo sua programação de
trabalho;
h) A

competência

CBO-13

“demonstrar

pró-atividade”

tem

a

equivalência com a competência “antecipar ameaças” que revela a
capacidade para antecipar ameaças e oportunidades e promover ações
estratégicas.
Como o paralelo foi traçado com base em uma metodologia que utiliza uma
categorização das competências em habilidades (fazer), atitudes (querer fazer) e
conhecimento (saber), não pretendemos julgar a estrutura da CBO. O propósito é
desvendar se as competências estabelecidas oficialmente, afluem para as
preconizações contidas nos debates e experiências organizacionais.
No que concerne às competências universais 43% dos itens estabelecidos
na CBO são apresentados na área da Administração, e 57% dos itens foram
encontradas competências correlatas. Sob o prima da categorização que serviu
de base para essa análise, as competências: comunicação, liderança e
criatividade se repetem na CBO por terem mesmo valor e força que outras.
O que se pode observar é que as competências regulamentadas para o
Profissional da Informação correspondem às competências requeridas pelas
empresas líderes para quaisquer funções. Essa constatação aponta para uma
ampliação da envergadura da competência definida para esse profissional, pois a
síntese das diferentes competências que podem ser mobilizadas para um
conjunto de atividades, eleva o campo de responsabilidade do bibliotecário, que
permite que ele dê mais orientação e alcance de sua função.

�No que tange à Ciência da Informação, observamos indicativos de
naturezas diversas - voltados aos processos, resultados, relacionamentos; e entre
uma série de habilidades, conhecimentos e atitudes e até características pessoais
– que estão contempladas na CBO. Importante é que embora de forma esparsa,
elas alimentam a definição multidimensional de competência de Zarifian (2001).
Curioso notar, que o trabalho de Arruda (2000), já apresenta as competências
consideradas novas, em citações que remontam à década de 80. Isto revela que
a evolução do perfil dos profissionais anda a passos lentos, em paradoxo à
análise dos especialistas da geração anterior sobre as tendências conceituais.
A correlação de competências com base na classificação das ocupações
implica em diferenciar o conceito sobre sistema de classificação e o de
competências. A classificação fornece os elementos de regulação das relações
sociais em bases mais estáveis possível e conseqüentemente, estabelece um
princípio de hierarquia das categorias e dos salários em dado universo
profissional. A competência expressa autonomia de ação do indivíduo em uma
equipe ou rede de trabalho, que se engaja subjetiva e voluntariamente, em virtude
de suas iniciativas, na melhoria do valor produzido.
Em outras palavras, a classificação das ocupações deve conservar a parte
mais estável e duradoura das competências mobilizadas, sem a pretensão de dar
conta da parte mais flexível, singular e dinâmica delas. A parte mais estável é
constituída pela associação entre:
• os saberes gerais e profissionais que servem de referência a um
dado universo profissional; e
• as competências de fundo, que permitem, ao mesmo tempo, adquirir
e mobilizar ativamente esses saberes, competências que dependem das
práticas comunicacionais, da reflexão e da civilidade.
Na competência o que conta é utilização efetiva “sob iniciativa” e toda
utilização pressupõe transformação. (ZARUFIAN, 2001).

6 TECENDO POSIÇÕES

�No discurso dos especialistas da área da informação predomina a ênfase
de que o domínio de determinadas competências faz com que esses profissionais
e organizações que o empregam façam a diferença no mercado. É eminente a
indução ao repensar os fazeres e saberes diante da evolução das tendências.
Segundo a coordenadora da pesquisa da CBO 2002, nas áreas das
Ciências e das Artes – Liliana Segnini, a participação dos trabalhadores e
profissionais ativos no mercado descrevendo o que fazem na realização de seus
respectivos trabalhos, informa o quanto o desemprego possibilita acúmulo de
atividades e intensificação do trabalho para aqueles que permanecem
empregados. E sua declaração: “o contexto de desemprego fornece espaço
político para exigir que o trabalhador faça mais do que fazia para permanecer no
emprego (...) estamos diante de descrições freqüentemente apontadas, pelos
próprios participantes, como superestimadas” deixa claro um padrão de
competências idealizado para os trabalhadores na CBO. (SUGIMOTO, 2004, p.3).
Essa idealização, ao nosso ver, também se remete aos profissionais da
informação, tanto na CBO quanto no debate da classe, posto que uma pessoa
não reúne todas as competências necessárias para as complexidades da área.
Entendemos que para essa subjetividade, a Gestão do Conhecimento e a
Inteligência Organizacional orientam para as estratégias de compartilhamento.
Outra questão é que a sociedade atual está conectada em rede onde as
tecnologias de informação fazem a ponte entre indivíduos. No entanto, atrás das
tecnologias estão os seres humanos e estes devem ser compreendidos em suas
idiossincrasias. Nessa dialética, a gestão de pessoas poderá cumprir um papel
fundamental no alinhamento das pessoas e seus respectivos desempenhos e
competências às estratégias do negócio e metas organizacionais.
A gestão de pessoas pressupõe a gestão de talentos ou de competências,
cujo mapeamento surge como uma ferramenta para facilitar o gerenciamento das
competências individuais e institucionais. Sua característica se diferencia dos
bancos de currículos ou de produção técnico-científica, por dar ênfase às
capacidades tácitas. Através do mapeamento é possível levantar os pontos fortes,
que tornam as pessoas aptas para algumas tarefas e, os pontos fracos, que

�devem ser aperfeiçoados para que o profissional possa autogerenciar sua carreira
e investir no desenvolvimento daquelas consideradas importantes para o campo
que pretende atuar. Esse elemento, em especial, é que motivou a continuidade
desse estudo voltado para os profissionais da informação. E vimos, assim, propor
um mapeamento de competências entre os bibliotecários, para o que sugerimos
que a metodologia deva ser estruturada em um instrumento que possibilite a
verificação do comportamento organizacional ou social.
No caso de uma categoria profissional, acredita-se apropriado ampliar a
discussão para definir o núcleo de competências sob uma concepção abrangente
e ao mesmo tempo objetiva. Recomendamos os seguintes passos para por em
prática esse propósito: 1) definição das competências e seus desdobramentos; 2)
estruturação da metodologia; 3) definição das ferramentas armazenagem e busca
dos dados; 4) sensibilização das pessoas; 5) aplicação do modelo de verificação
de competências a princípio por adesão em determinada região como piloto; 6)
diagnóstico; 7) avaliação e devolutiva dos perfis; 8) divulgação e 9) avaliação.

7 CONCLUSÕES
A breve inserção na literatura aponta que o principal input dos
trabalhadores deixa de ser o esforço físico e passa a ser a capacidade de criar,
aprender e desenvolver novos conceitos, produtos e serviços baseados
estritamente no conhecimento. Para inserir-se nesse cenário, o bibliotecário já
atuante precisa buscar a compatibilização de suas competências com as
estratégias da organização em que atua, de forma que ele seja considerado em
sua singularidade, que poderá lhe remeter ao reconhecimento profissional. Esse
reconhecimento se enraíza na competência, e é assim que os indivíduos se coavaliam. Desenvolver esse tipo de recurso, fazendo dele a base de uma
estratégia competitiva assegura seu crescimento futuro. A proposta de
mapeamento de competências remete para uma ação com vistas à aprendizagem
da categoria sobre si mesma.

ABSTRACT

�The present work originated under project form, for initiative of a group of
librarians, for creation of a bank of talents of the workers of the UNICAMP,
objectifying to facilitate the sharing of the knowledge in the management of
people. The project resulted in a methodology for mapping of talents that makes
possible the sounding of the organizations capacities using VECA – Behavior
Administrative Verification. One searched, at as a moment, to make an analysis of
the abilities of the Professional of the Information from the Brazilian Classification
of Occupations -CBO, and to weave proposals for mapping of abilities of these
professionals for application in the strategical management of people in the area of
information and libraries, and in the auto management of the career aiming at to
reach professional goals.
KEY-WORDS:
management.

Abibities

–

mapping.

Information

Professional.

Peoples

REFERÊNCIAS
ALBA CONSULTORIA. Mapeamento de competências e estratégia gerencial.
São Paulo, 2003.
ALBRECHT, Karl. Um modelo de inteligência organizacional. São Paulo: HSM
Management, ano 8, v.3, n.44, maio-jun., 2004. p.30-34.
ASLIB CONSULTANCY PUBLICATIONS: The guide to competencies for
european professionals in library and information services. Disponível em:
http://ww.aslib.co.uk/pubs/2001/18/01/aptitudes.htm. Acesso em: 02 jun. 2004.
ARRUDA, Maria da Conçeição Calmon et al. Educação, trabalho e o
delineamento de novos perfis profissionais: o bibliotecário em questão. Ciência
da Informação, Brasília, v. 29, n. 3, p. 14-24, set./dez. 2000.
BELLUZZO, Regina Célia Baptista. As novas competências do profissional da
informação na sociedade do conhecimento. UNICAMP. Palestra. Campinas,
2004. Disponível em: http://www.unicamp.br/bc/ Acesso em: 03 jun. 2004.
CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÕES 2002: desafios e
possibilidades para o mercado de trabalho no país. 2004. Campinas.
Relatório...Campinas, Campinas, Faculdade de Educação. 2004. Disponível em:
&lt;http://www.fe.unicamp.br/gepedisc/RelatorioSeminario-CBO.pdf.&gt; Acesso: 21
jun..2004.

�FERREIRA, Danielle Thiago. Profissional da Informação: perfil de habilidades
demandadas pelo mercado de trabalho. Ciência da Informação, Brasília, v. 32,
n. 1, p. 42-49, jan./abr. 2003.
GONTOW, Rejane. A gestão do conhecimento e os processos de inovação nas
organizações. UNAERP. Palestra. Ribeirão Preto, 2004. Disponível em:
http://www.unaerp.br/biblioteca/diadobibli.ppt&gt; Acesso em: 16 jun. 2004.
GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências e gestão dos talentos. São
Paulo : Makron Books; Pearson Education do Brasil, 2002. 161p.
MARCIAL, Elaine. O papel do profissional da informação no trabalho de
Inteligência competitiva. ABRAIC. Brasília, 2003. Disponível em:
http://www.abraic. org.br Acesso em: 02 jun. 2004.
MINISTÉRIO DO TRABALHO: Classificação Brasileira de Ocupações, 2002,
Disponível em: &lt;http://www.mtecbo.gov.br/index.htm &gt;Acesso em: 30 maio 2004.
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Introdução ao conhecimento nas
organizações. In:______. Criação de conhecimento na empresa. 8.ed. Rio de
Janeiro: Campus, 1977.
PESTANA, Maria Cláudia et al. Desafios da sociedade do conhecimento e gestão
de pessoas em sistemas de informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 32,
n. 2, p.77-84, mai./ago. 2003.
PRAHALAD, C.K.; HAMEL, G. The core competence of the corporation. Harvard
Business Review, may-jun., 1990.
PROJETO MAPTAL. Monografia apresentada para Conclusão do Curso “Gestão
do Conhecimento para Profissionais da Informação”, orientado por GONTOW,
Rejane, UNICAMP, 2003. 18 p. impresso.
SUGIMOTO, Luiz. O Ofício de cada um. Jornal da Unicamp, Campinas, n. 256,
21 a 27 de jun. 2004.
SVEIBY, Karl E. O valor do intangível. HSM Management, São Paulo, v. 4, n. 22,
p. 66-69, set./out. 2000.

�ZARIFIAN, Philippe. Objetivo competências: por uma nova lógica. Tradução
de Maria Helena C.V. Trylinski. São Paulo, Atlas, 2001.

∗

Hsulaff@fea.unicamp.brH , UNICAMP/FEA, Campinas – BR
HVanda@unicamp.brH, UNICAMP/CAISM, Campinas – BR
Hliliane@iar.unicamp.brH, UNICAMP/IA,, Campinas – BR
Hflor@unicamp.brH, UNICAMP/BC, Campinas – BR

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53792">
                <text>Gestão estratégica de pessoas: mapeamento de competências do profissional da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53793">
                <text>Faria, Sueli de Fátima; Oliveira, Vanda de Fátima Fulgêncio de; Forner, Liliane; D'Astuto,Floriana Lúcia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53794">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53795">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53796">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53798">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53799">
                <text>O presente trabalho originou-se sob forma de projeto, por iniciativa de um grupo de bibliotecários, para criação de um banco de talentos dos servidores não docentes da UNICAMP, objetivando facilitar o compartilhamento do conhecimento na gestão de pessoas. O projeto resultou em uma metodologia para mapeamento de talentos (MAPTAL) que possibilita a sondagem das capacidades organizacionais utilizando-se do modelo VECA - Verificação de Comportamento Administrativo. Buscou-se, em um segundo momento, fazer uma análise das competências do Profissional da Informação a partir da Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, e tecer proposições para mapeamento de competências desses profissionais para aplicação na gestão estratégica de pessoas na área de informação e bibliotecas, e no autogerenciamento da carreira visando atingir metas profissionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68382">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4880" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3949">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4880/SNBU2004_091.pdf</src>
        <authentication>f915a4153252a3653c9cda0c1fea6324</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53827">
                    <text>COMUNIDADES DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA A DISTÂNCIA
VIA INTERNET E BIBLIOTECÁRIOS DE REFERÊNCIA DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS = COLLABORATIVE DISTANCE LEARNING
COMMUNITIES VIA INTERNET AND REFERENCE LIBRARIANS OF THE
BRAZILIAN UNIVERSITY LIBRARIES
Suely de Brito Clemente Soares∗
Prof. Dr. Sérgio Ferreira do Amaral∗∗

RESUMO
A web ampliou para “n” as formas de comunicação mediatizadas pelas
tecnologias entre os seres humanos. No entanto, a comunicação via web é
restringida pela infra-estrutura necessária para a interconectividade e pelo nível
de conhecimento de informática. A sociedade digital é um novo tipo de sociedade,
com uma linguagem, tradição e código de ética próprios. A leitura passa de linear
a hipertextual, exigindo novas habilidades e competências. A convergência das
mídias TV e internet, com a instalação da TV Digital Interativa, prevista para 2006,
no Brasil, deverá revolucionar ainda mais o ciberespaço brasileiro. Nesse
contexto, são discutidas as evidências de que as comunidades de aprendizagem
colaborativa a distância se apresentam como uma das soluções mais rápidas,
eficazes e baratas para a capacitação profissional, considerando-se as dimensões
continentais e diversidades ciberculturais do Brasil. Uma nova pedagogia se faz
necessária para o letramento digital, para capacitação profissional para e pelas
TIC. Uma pedagogia eletrônica, baseada nos princípios de uma comunidade
virtual, respeitando-se as preferências individuais de aprendizagem, e não uma
réplica informatizada da educação presencial. As comunidades virtuais, se bem
estruturadas e mediatizadas, se apresentam como uma solução viável. São
apresentados os resultados de um “case” deste tipo de comunidade, intitulada
CiberEduc, constituída para capacitação de bibliotecários de referência de
bibliotecas universitárias brasileiras nas TIC.
PALAVRAS-CHAVE: Comunidades virtuais de aprendizagem. Comunidades de
prática. Educação no ciberespaço. Capacitação profissional pelas TIC. Formação
profissional continuada.

1 INTRODUÇÃO

Ao longo da história da humanidade desenvolveram-se os mais diferentes
tipos de sociedade, com as características próprias ao tempo e espaço em que
foram construídas. Os valores, características peculiares de cada uma delas, são
as estratégias que foram desenvolvidas, ou impostas, visando sua manutenção,

�sobrevivência, preservação e continuidade como sociedade. A internet possibilitou
o nascimento e o desenvolvimento, tão rápido quanto ela mesma, de um novo tipo
de sociedade, que inexistiu em qualquer outro período da história da humanidade:
a sociedade digital, em rede, uma comunidade virtual. Criar laços de
relacionamentos pessoais, profissionais, políticos, econômicos, etc., desenvolver
as mais variadas formas de comunicação para finalidades inimagináveis (até
mesmo de terrorismo), ter uma tradição (ainda que de poucos anos, a
cibercultura), uma linguagem própria, (a internet tem um idioma próprio, os
emoticons, por exemplo), código de ética (a netiqueta), são algumas das
características da sociedade digital que está se desenvolvendo no ciberespaço.
As comunidades virtuais, diferentemente de qualquer outro tipo de
comunidade, não estão restritas ao tempo e espaço, e são mediatizadas pelas
TIC. A comunicação de qualquer tipo de informação, na sociedade em rede,
ocorre somente através da tecnologia. Este é o seu grande diferencial. A
comunicação, ainda que somente para essa sociedade digital, passou a ser
possível não mais somente no modelo unilateral, de um-para-um (telefone) ou de
um-para-muitos (rádio, televisão), para um modelo multilateral e atemporal, de
muitos-para-muitos, sem as restrições de tempo e espaço dos modelos
anteriores. A comunicação passa de um modelo horizontal para um modelo de
teia. Todas as estatísticas sobre a internet tem demonstrado a evolução
exponencial desta poderosa ferramenta, tanto para comunicação entre as
pessoas como para transferência de dados.
A comunicação via web, no entanto, é restringida seriamente pela infraestrutura necessária para a interconectividade (hardware/software) e pela
exigência de uma capacitação mínima em informática (peopleware). Ter instalada
a infra-estrutura tecnológica necessária e um certo grau de conhecimento de
informática são passaportes para este novo tipo de sociedade. Fazer parte deste
pequeno grande mundo virtual, ser cidadão do ciberespaço, praticar a
interatividade a qualquer tempo e de qualquer lugar, é um status alcançado por
uma fatia bem pequena de cidadãos do planeta terra. A comunicação via web
passa a ser não mais de transmissão, mas de interação virtual entre pessoas,
quando a linguagem é exercida de uma outra forma. Está sendo esperada uma

�nova revolução na comunicação, com a convergência das mídias TV e Internet, a
TV Digital Interativa, prevista para ser instalada no Brasil em 2006.
Na sociedade digital a estrutura do texto muda e a leitura passa de linear a
hipertextual, exigindo novas habilidades e competências. “A internalização da
estrutura do hipertexto como mediação para a produção de conhecimento implica
em novas formas de ler, escrever, pensar e aprender” (RAMAL, 2002). Será que
ler na Internet seria realmente ler? ou seria apenas folhear? (read or browse?).
Blattmann e Fragoso (2003) propõem o uso do termo zapear a informação, tanto
em bibliotecas como na internet, para o ato de fazer uma busca sistemática,
racional, seletiva, com objetivos específicos, em contraponto ao ato de clicar o
mouse aleatoriamente.
Neste contexto desenvolveu-se o CiberEduc, uma pesquisa de mestrado
que propôs o desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem
colaborativa a distância, no desafio de “colocar juntos”, virtualmente, profissionais
bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias brasileiras, que não se
conheciam pessoalmente, e que provavelmente nem venham a se conhecerem,
para discutirem um tema de interesse comum: as TIC aplicadas ao seu fazer
diário. É premente a necessidade de capacitação profissional nas TIC dos
profissionais em exercício na maioria das profissões, especialmente os que atuam
na área da Educação, pois estão diretamente envolvidos na formação de
pessoas, de cidadãos, que já estão vivendo em uma sociedade muito diferente
daquela em que, certamente, foram criados (GARCEZ, 2003).
Na nossa visão, entre os potenciais agentes formadores de pessoas que
integram uma comunidade acadêmica, está o profissional escolhido como sujeito
desta pesquisa, o bibliotecário de referência das bibliotecas universitárias. A
biblioteca universitária que não participa na formação de pessoas, não está
cumprindo integralmente seu papel. Não basta ser um repositório de informação,
um “templo do saber” ou mesmo uma biblioteca digital, provida das últimas
novidades tecnológicas. Ela não pode prescindir de profissionais atuantes no
atendimento as necessidades informacionais de seus usuários, que se disponham
a irem além do fornecimento, da intermediação na obtenção da informação ou de

�documentos, que estejam envolvidas diretamente na capacitação, também
tecnológica, destes usuários. Desenvolver pesquisas e elaborar relatórios sobre
seus resultados, para os mais diversos fins, elaborar trabalhos acadêmicos de
todos os tipos e níveis, produzir literatura técnico-científica de qualidade, desde os
mais corriqueiros seminários para as disciplinas curriculares até a produção de
patentes, não é tarefa fácil, requer um conhecimento desenvolvido durante toda
uma vida.
Entendemos que a formação de comunidades virtuais de aprendizagem,
formadas por pessoas motivadas, que têm interesses comuns, se bem
estruturadas, bem coordenadas, que estimulem a busca do conhecimento, é a
solução mais viável que se apresenta, a curto prazo, para a capacitação nas TIC.
Nesta linha, priorizamos, enfatizamos e discutimos duas vertentes do assunto
capacitação: comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via web e o
papel educacional dos bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias
brasileiras.

2 COMUNIDADES DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA A DISTÂNCIA VIA
INTERNET

As TIC, por natureza, têm potencial para promoverem um ambiente
colaborativo nas relações humanas, pois podem inverter o sistema préestabelecido, vigente até então, de individualismo, de exclusivismo, de
superioridade, de dependência. O documento “Declaração de Princípios”
(WORLD... 2003), assinado por representantes de nações do mundo, nos desafia
a construirmos neste milênio uma sociedade de informação baseada no princípio
de solidariedade e cooperação internacional. No item trinta e dois é mencionado o
papel do profissional bibliotecário. O tempo dirá até onde isso será possível!
As comunidades de aprendizagem a distância via internet representam
mais uma etapa na evolução da chamada “educação a distância”, que teve início
com o apóstolo Paulo escrevendo seus ensinamentos para igrejas distantes, na
maioria das vezes da prisão. As comunidades de aprendizagem sempre existiram,
ao longo de toda a história, desde a retransmissão exclusivamente oral, como de

�filósofos e até de Jesus Cristo, que nem sempre escreveram de próprio punho
seus pensamentos. A escrita, e, mais recentemente, as mídias como rádio, fita
cassete, videocassete e televisão foram acrescentando novas etapas na evolução
da educação a distância, chegando até ao uso da internet para fins educacionais.
Valente e Silva (2003) dividem, em três abordagens diferentes, a educação
a distância via internet, que são diferenciadas pelo nível de interação entre o
professor e o aprendiz: a) broadcast (instrucionista, sem nenhuma interação,
chamada “um-para-todos”, utilizada para treinamento de um grande número de
pessoas); b) sala de aula virtual (versão virtual da sala de aula presencial, “umpara-poucos”, o professor dá uma tarefa, o aluno a realiza no ambiente, professor
verifica se foi executada ou não), e c) estar junto virtual (múltiplas interações,
envolve

acompanhamento

e

assessoria

constante

na

construção

do

conhecimento, sem a preocupação de disponibização da informação e verificação
se foi aprendida ou não, prevendo uma constante reconstrução das atividades
conforme as interações e intervenções, seja de professores ou aprendizes).
A abordagem broadcast tem sido utilizada, na maioria das vezes, e com
raras exceções, como fonte de lucro, como “galinha de ovos de ouro”, por
instituições que oferecem titulação fácil e a um alto custo. Isso tem causado uma
verdadeira “aversão” à educação a distância em educadores que não a vêem com
bons olhos, por acreditarem que a EaD se resume só a essa modalidade. O
interessante é que o ensino broadcast não acontece só na EaD, acontece
também em aulas presenciais, em todos os níveis, do que se esquecem os
desafetos das novas tecnologias. Quanto à abordagem “sala de aula virtual”, essa
tem sido cada vez mais comum, até como ferramenta de apoio em disciplinas
presenciais oferecidas nas universidades.
As comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via internet,
para que sejam bem sucedidas, para que possam ser assim denominadas, terão
que adotar a abordagem do “estar junto virtual”. Essas comunidades poderão ser
desenvolvidas em ambientes de educação a distância. Esses ambientes dispõem
de recursos tecnológicos hipermídia para construção e reconstrução de

�conteúdos, interação síncrona e assíncrona entre seus membros, com o
armazenamento de todas estas funcionalidades.
As comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via internet não
são “listas de discussão”, não são “grupos de estudo” que se reúnem virtualmente
para discutirem um livro, um tema, um autor, mas são a soma de tudo isso, dentro
de um mesmo ambiente. Não são apenas comunidades de práticas, que são as
que

se

reúnem

virtualmente

para

construírem

um

produto,

discutirem

procedimentos específicos visando melhorias, atualmente muito utilizadas por
empresas, para capacitação de seus funcionários. As comunidades de
aprendizagem colaborativa a distância via internet são uma evolução de tudo isso.
Há pré-requisitos para que se possa participar dessas comunidades,
habilidades e competências prévias são requeridas. Habilidades em digitação,
utilização de recursos on-line e acesso regular a internet, de preferência em
banda larga, são pré-requisitos fundamentais. No entanto, o pré-requisito número
um é uma pré-disposição pessoal, de cada pessoa, para compartilhamento de
informações visando a construção coletiva do conhecimento. Esta é a chave do
sucesso dessas comunidades. Toda a tecnologia será inútil se estiver em mãos
de pessoas que não se dispõem a compartilharem o que sabem e a aprenderem
de outras o que não sabem. Hernandes e Fresneda (2003), Teixeira Filho (2002)1,
Palloff e Pratt (2002, 2004) e Rudasill (2002) apresentam em seus textos as
habilidades, competências e infra-estrutura

necessárias para construção de

comunidades de práticas, de salas de aula virtuais mas principalmente da
modalidade de comunidades onde se pratica o “estar junto virtual”.
A formação, a educação de pessoas, não é um “adestramento” para
execução de tarefas rotineiras e repetitivas, que coíbem o senso crítico e o
desenvolvimento

de

qualquer

processo

criativo.

As

comunidades

de

aprendizagem colaborativa a distância via internet são adequadas, portanto,
somente para pessoas que se dispõem a praticarem o “estar junto virtual”, em
toda sua plenitude.

�3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS E O PAPEL
EDUCACIONAL DE SEUS BIBLIOTECÁRIOS DE REFERÊNCIA

Devido ao crescente nível de exigência dos usuários das bibliotecas
universitárias, tanto dos informatas, pela familiaridade que já têm com os recursos
tecnológicos, porque acompanham e fazem uso das evoluções constantes das
mídias, como dos não informatas, pela expectativa que têm pelos serviços de
referência virtuais, os bibliotecários se vêem sempre pressionados a aprenderem,
no menor tempo possível, as inovações tecnológicas que se impõem, cada vez
mais em um menor espaço de tempo. Há que se enfatizar que a grande maioria
dos bibliotecários que já estão no mercado de trabalho, não aprenderam estas
novas tecnologias em seus cursos de graduação, porque, com certeza, a maioria
delas inexistiam. Por outro lado, há inovações tecnológicas sendo acrescentadas
tão velozmente ao dia-a-dia destes profissionais, que existe uma defasagem de
tempo relativamente grande, até que estas práticas sejam estabelecidas e
cheguem à academia, aos currículos dos cursos de Biblioteconomia. Desta forma,
ficam prejudicados, em conhecimento, também os atuais estudantes e recémformados, além dos mais antigos, que já estão no mercado de trabalho.
Os bibliotecários de referência, em geral, foram impelidos a reconfigurarem
suas atividades baseadas na cultura de cinco séculos de informação que,
primeiramente era impressa para depois ser distribuída, para uma nova cultura
de primeiro distribuir para depois imprimir, e somente sob demanda. Na prática,
o que significa isto? A busca, o processo de levantamento bibliográfico era, até há
alguns poucos anos atrás, do que foi produzido e impresso sobre determinado
assunto, o que dependia exclusivamente de um processo, até então usual, de
produção þ impressão þ distribuição þ arquivamento þ indexação þ localização þ
obtenção. Este caminho, tanto bibliotecários como pesquisadores conheciam
muito bem, e as bibliotecas estão estruturadas para caminhá-lo. O tempo
decorrido entre a produção e a obtenção de um artigo de periódico, por exemplo,
era de vários meses, e cerca de um ano para importação de um livro, no caso do
Brasil.

�Hoje, não mais. Tendo urgência e condições financeiras para tanto, os
próprios usuários contam hoje com a facilidade de importação direta de livros,
pela internet, tanto pela http://www.amazon.com como por outras editoras,
nacionais e internacionais, independentemente de qualquer ação da sua
biblioteca universitária. Quanto aos artigos de periódicos, contam com os textos
completos disponíveis em bases de dados on-line acessíveis dos computadores
de suas salas de trabalho, laboratórios, e até de suas casas. Aqueles que não
estão disponíveis on-line, já poderão ser solicitados, pelo próprio usuário,
diretamente para uma biblioteca fornecedora, pelo serviço COMUT on-line do
IBICT. E as bibliotecas digitais de dissertações, teses e servidores de arquivos
abertos também estão se proliferando no mundo. Esses e alguns outros serviços
não enumerados aqui, que eram totalmente dependentes da ação de uma
biblioteca, hoje não são mais. A Internet possibilitou esta independência para o
usuário, no entanto, uma grande parte deles ainda não tem o conhecimento
necessário de informática para executá-los.
Parafraseando Ramal (2000), quando afirma que “o computador vai
substituir o professor”, afirmo também que “o Google já substituiu o
bibliotecário”! Qual tipo de professor que o computador vai substituir? Aquele que
usa as mesmas fichas de aula, ano após ano, turma após turma, transmitindo de
forma maçante os mesmos conteúdos. Uma apresentação em PowerPoint faria
melhor efeito para transmissão daquele conteúdo.

Nesta mesma linha de

raciocínio, a internet já substituiu aquele bibliotecário que se preocupava mais
com as fichas do que com as pessoas, mais com o silêncio do que com a
interação que o ambiente biblioteca deve favorecer, mais com as funções de
preservação do que com as de disponibilização da informação. O slogan
“precisando de informação? procure um bibliotecário”, na prática, pelos
estudantes, já foi substituído por: “precisando de informação? Procure no Google.
Por que? Porque estamos em novos tempos que demandam novas competências
profissionais tanto de professores como de bibliotecários.
Os serviços bibliotecários de bibliotecas universitárias brasileiras que eram,
basicamente, de intermediação na obtenção da informação e dos documentos,
evoluíram para os de mediação, pela necessidade de oferecerem programas de

�capacitação de usuários para pesquisas em bases de dados on-line, por exemplo.
Intermediação traz embutido o significado do bibliotecário “estar entre” o usuário e
a informação e/ou documento. A mediação já pressupõe “estar ao lado” do
usuário, entendendo sua pesquisa, auxiliando-o, capacitando-o, fornecendo
facilitadores no processo de buscar, ele próprio, a informação e/ou documento de
que precisa. Somente um profissional capacitado nas TIC atinge este patamar.
As atividades de pesquisa de fontes de informação, os levantamentos
bibliográficos, foram tremendamente impactados pela internet na última década,
no Brasil. O processo de produção e obtenção dos documentos foi invertido na
sua ordem cronológica para produção þ arquivamento, indexação, distribuição,
localização, obtenção simultânea em bases de dados on-line de textos
completos þ impressão sob demanda. Basicamente, o tradicional imprimir &amp;
distribuir foi substituído pelo distribuir on-line &amp; imprimir sob demanda, pelo
próprio usuário, com um encurtamento impressionante de tempo entre a produção
e a obtenção do documento. Na comunidade acadêmica a informação digital
circula com muito mais rapidez entre pesquisadores do mundo inteiro.
No Brasil, tanto bibliotecários como pesquisadores mal incorporaram este
novo processo, e a partir de 1999, com a força e rapidez que a comunidade
acadêmica está aderindo ao movimento dos Open Archives, um novo processo
que já se alastra, exigindo uma nova e importante reestruturação nas atividades
de pesquisa, pois, nos servidores de arquivos abertos, as etapas de produção e
obtenção são simultâneas, já que, desde sua geração, o documento é
compartilhado on-line e de forma gratuita. A gratuidade também é um fator
importantíssimo que muda todo o cenário da pesquisa acadêmica, introduz um
novo

paradigma

na

produção

científica,

historicamente

acostumada

à

dependência da comercialização da informação técnico-científica, especialmente
em publicações periódicas indexadas. Publicar nos servidores de arquivos
abertos e/ou continuar a alimentar a indústria da informação acadêmica, é uma
discussão que cresce entre os pesquisadores, produtores de textos técnicocientíficos. Aderir ao movimento do software livre e publicar a produção
acadêmico-científica em servidores de arquivos abertos já é uma realidade que
está se implantando. E as bibliotecas terão que se adaptar a isto, incorporando as

�novas necessidades geradas por essa inovação. As bibliotecas digitais de
dissertações e teses, a partir de 2003, estão proliferando rapidamente no Brasil,
estando disponíveis, em texto integral, para download gratuito, mais de 7 mil, em
maio de 2004, com recuperação simultânea através de metabuscadores
institucionais, de divulgação, tanto nacionais como internacionais.
Em linhas gerais, as bibliotecas universitárias brasileiras acompanham, em
nível, o das instituições que as mantém, ou seja, vão desde meros depósitos de
livros, nem sempre com bibliotecários, a renomados centros de excelência, que
suprem com eficácia as necessidades informacionais de seus mais exigentes
pesquisadores e usuários em geral. Há bibliotecas e “bibliotecas” assim como
bibliotecários e “bibliotecários” ! As bibliotecas universitárias brasileiras refletem,
sem dúvida alguma, a importância que cada IES dá ao ensino e a pesquisa. Estas
duas funções básicas não podem prescindir de uma boa biblioteca.
Há bibliotecas universitárias brasileiras que são consideradas modelos,
oferecendo os mais diversificados serviços de referência aos seus usuários.
Participam das mais importantes redes de serviços cooperativos internacionais,
como os da OCLC (Online Computer Library Center), do ISTEC (Ibero American
Science &amp; Technology Education Consortium); e nacionais como o Catálogo
Coletivo Bibliodata da FGV, CCN do IBICT, LILACS da Bireme, entre outros. Além
destes, se destacam os serviços de comutação pelo COMUT do IBICT, LIGDOC
do ISTEC, DSC da British Library, pela OCLC, e serviços de empréstimos entre
bibliotecas nacionais e internacionais. Muitas delas prestam os serviços de
informação no nível das melhores bibliotecas universitárias do mundo, como por
exemplo, mantendo várias bibliotecas digitais temáticas, de dissertações e teses,
periódicos eletrônicos, entre outros.
Nesse ambiente atua o bibliotecário de referência. Acredito que este
profissional tenha potencial para ser um dos agentes de transformação do cenário
de analfabetismo digital que ainda é marcante, mesmo no ambiente universitário.
Ele tem um papel educacional a desempenhar, atuando junto dos professores,
participando ativamente das pesquisas que são desenvolvidas em seu meio
acadêmico, seja na busca das melhores fontes de informação, seja na

�normalização

dos

trabalhos

técnico-científicos,

mas

especialmente

na

aprendizagem e usufruto das ferramentas para pesquisas disponíveis na web.
Para as pesquisas, as bibliotecas universitárias precisam ter seus próprios
laboratórios de informática com bibliotecários capacitados para auxiliarem na
busca das melhores fontes de informação das áreas do conhecimento em que
atuam. Para que desempenhem este papel, precisam de capacitação nas TIC.
Para que se capacitem, a curto prazo, poderão construir comunidades de
aprendizagem colaborativa a distância via internet.
As bibliotecas devem ser, portanto, dentro das universidades, um espaço
de inovação tecnológica, de difusão da cultura digital, de formação de leitores
navegadores. No ambiente biblioteca, qual é o profissional com potencial para
capacitá-los? O bibliotecário de referência! Uma biblioteca com infra-estrutura
tecnológica instalada e que não atua na capacitação de seus usuários, através de
seus bibliotecários de referência, definitivamente, não está cumprindo a contento
o seu papel! Cumprir o papel de educador, interagir com os usuários de acordo
com seu nível, satisfazer suas necessidades informacionais, valoriza o
profissional bibliotecário de referência e aproxima-o, ao mesmo tempo, do corpo
docente, pela convergência dos objetivos a alcançarem. O que se observa,
entretanto, é que a desvalorização do profissional bibliotecário é decorrente da
desvalorização do profissional professor, no sistema educacional brasileiro, como
um todo. Defendemos que a socialização da infra-estrutura para pesquisa já
instalada em grande parte das bibliotecas universitárias brasileiras, com
computadores para acesso a internet, pesquisas em bases de dados on-line, é
fator preponderante neste processo.
As avaliações, tanto do MEC para credenciamento dos cursos de
graduação, quanto da CAPES para pontuação dos cursos de pós-graduação,
passam, invariavelmente, pelo ambiente biblioteca. A dicotomia “biblioteca e
informática” deixou de existir com a internet. Quanto mais fundidos estiverem,
melhor será para o desenvolvimento tanto da pesquisa quanto do ensino na
universidade. No entanto, isto requer uma mudança de mentalidade, tanto do
bibliotecário sobre si mesmo como da Instituição sobre o papel que o bibliotecário

�desempenha, passando a vê-lo como um educador, e não simplesmente como
um “guarda-livros”. Para que isto aconteça, é requerida deste profissional uma
nova mentalidade, uma visão sistêmica do todo onde ele está inserido, uma
noção mais profunda de que ele faz parte de um sistema de ensino, e que tem
importante contribuição a oferecer com o desempenho de suas funções de
mediação.
O papel educacional do bibliotecário de referência é uma via de duas
mãos. De um lado, o bibliotecário aprendiz, que reconhece e busca sanar as suas
próprias necessidades de aprendizagem e formação continuada; e de outro, o
bibliotecário educador, que demonstra interesse, empatia, conhecimento das
necessidades informacionais de seus usuários. Ser bibliotecário educador é
identificar e agir pro-ativamente na direção dos tópicos que tem habilidades e
competência para ensinar, através de treinamentos presenciais ou virtuais,
colocando-se a disposição para atendimentos personalizados seja pessoalmente,
por telefone, e-mails, chats, etc. Disposição, disponibilidade e disciplina são
características requeridas deste profissional. Ele teria que ser aquele que domina
todas a técnicas de busca, de garimpagem, de mineração da informação, esteja
ela em que formato estiver, e conhecimento das melhores fontes das áreas que
atende.
Os serviços de referência virtuais, cada vez mais presentes nas
homepages das principais bibliotecas do mundo, vão desde um simples link para
um e-mail, como “fale com o bibliotecário”, formulários on-line para que deixem
registradas as dúvidas, até os mais sofisticados, como chats com bibliotecários
disponíveis em horários pré-determinados e atendimentos personalizados de uma
rede de bibliotecários de referência, atendendo dúvidas de acordo com suas
áreas do conhecimento.
Para o gerenciamento dos serviços de referência virtuais foram
desenvolvidos softwares como o Question Point, pela OCLC

e Library of

Congress, que facilita os serviços tanto de atendimento por e-mail como por chat.
O 24/7 Reference, desenvolvido pelo Metropolitan Cooperative Library System
permite, entre outras facilidades, ao bibliotecário ver em tela o perfil daquele

�usuário, quantas vezes ele usou o software, dúvidas anteriores, e permite até
preencherem juntos formulários on-line ou pesquisarem simultaneamente o
mesmo site. Outros softwares para gerenciamento de serviços de referência online localizados foram: Karim: a knowledge Instant Messenger; Liveassistance;
Dokutek´s VRLplus e LSSI´s Virtual Reference Toolkit (MIKESELL, 2004).
A mediação destes softwares não substitui, de forma alguma o profissional
bibliotecário, pelo contrário, exige que a biblioteca se reprograme, estabelecendo
rodízios para que tenha sempre um de plantão para os atendimentos virtuais,
tendo estes softwares apenas como ferramentas para interação com usuários online. Eles não substituem, de forma alguma, as pessoas, são apenas ferramentas
facilitadoras para atendimentos a distância, não limitados pelo tempo ou espaço.
A biblioteca digital pressupõe um atendimento “24/7”, criando expectativas
de serviços de referência virtuais em tempo-real, a qualquer tempo (JANE,
McMILLAN, 2003). Ter acesso a um cibertecário e poder interagir com ele, e não
apenas com os objetos digitais via web, é a conseqüência natural do processo.
Mais recentemente, já estão sendo publicados relatos de experiências com
o uso de weblog pelos bibliotecários para interagirem, tanto entre eles mesmos
como com os usuários de suas bibliotecas, no atendimento as mais diversas
dúvidas, na divulgação de produtos e serviços, entre outros usos. (EMBREY,
2002; CLYDE, 2002). Esta prática, para serviços bibliotecários, ainda não está
muito evidente no Brasil, apesar de já estar fazendo muito sucesso entre
jornalistas, artistas e adolescentes brasileiros.

4 O “CASE” CIBEREDUC
Uma comunidade de aprendizagem colaborativa a distância, intitulado
CiberEduc, foi construída para capacitação de bibliotecários de referência de
bibliotecas universitárias brasileiras nas TIC aplicadas ao seu fazer diário, tendo
estado disponível em:
=137&amp;tipo_curso=A&amp;extremos=

http://teleduc.nied.unicamp.br/~teleduc/pagina_inicial/mostra_curso.php? &amp;cod_curso

�O ambiente utilizado foi o TelEduc, que dispõe de ferramentas de
administração, de coordenação e de comunicação, sendo que todas ficaram
inteiramente disponíveis para os participantes dessa pesquisa, desenvolvida
durante todo o segundo semestre de 2003. Participaram dessa comunidade
virtual 120 pessoas, que são bibliotecários de referência e/ou outros profissionais
envolvidos com as TIC.
O quadro 1 relaciona as ferramentas disponíveis no CiberEduc, pelo
número decrescente de acessos feitos pelas 120 pessoas inscritas nessa
comunidade. Ele ilustra as preferências a cada uma delas, pelo número de
acessos. A agenda é a página de entrada do TelEduc, portanto o acesso a ela é
obrigatório, por isso, de qualquer forma ocuparia a primeira posição. A partir da
página utilizada como agenda são oferecidos os acessos às demais ferramentas
relacionadas.

2.975

3.000

2.500

2.000

1.509
1.450
1.343

1.500

956
1.000

652

574

551

506 504
424 353

500

293

277 233

211 208

121

Interm ap

am biente
do
Estrutura

P erguntas Frequentes

Grupos

Acessos

Bate-P apo

Curso
do
Dinâm ica

Diário de Bordo

P arada O brigatória

P erfil

Mural

Leituras

Apoio
de
Material

de Discussão
Fóruns

Correio

P ortfólio

Ativ idades

Agenda

0

Quadro 1 – Preferências de acessos por ferramenta do CiberEduc

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As comunidades de aprendizagem colaborativas a distância via web foram
apresentadas como uma solução, viável e a curto prazo, para capacitação de
bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias brasileiras. Esses
profissionais têm um papel educacional a desempenhar, o de serem agentes que
atuem na disseminação do conhecimento necessário, entre seus usuários. A
capacitação desses capacitadores terá um efeito multiplicador exponencial se
feito a distância, via internet, através de comunidades virtuais.
A alfabetização digital dentro das universidades é uma necessidade que
poderá ser suprida rapidamente se as bibliotecas universitárias e seus
profissionais

estiverem

aptos

a

desempenharem

o

papel

de

agentes

multiplicadores da cibercultura. O bibliotecário de referência poderá também fazer
parte de uma equipe multidisciplinar, contribuindo com seus conhecimentos,
incluindo a biblioteca universitária como um ambiente a mais, dentro das
universidades, onde se desenvolve e se pratica a cibercultura, desde que
capacitado, motivado e com infra-estrutura instalada, para desempenhar mais
este papel.

ABSTRACT
The web amplified to “n” the communication ways mediated by the technologies
among human beings. However the communication via web brings restrictions
regarding the need of the infrastructure to the interconnectivity for the computing
knowledge. The digital society is a new kind of society with a language, tradition
as well as their own ethic code. The reading draws from linear to hypertextual
asking for new habilities and competences. The convergence of the medias TV
and internet with the installation of the interactive digital TV forecasted to 2006 in
Brazil will revolutionize still more the brazilian cyberspace. In this context are
discussed the evidences that the distance collaborative learning communities
show themselves as the faster solution, considering the continental dimension and
cybercultural diversities of Brazil. It´s necessary a new pedagogy to digital literacy,
to capacitation of the professionals to and throught the ICT. An electronic
pedagogy based on the virtual communities principles respecting the individual
learning preferences and not informatics replic of the presential education. The
virtual communities if structured and mediated so well present themselves as an
accessable solution. The results of a case of this kink of community are presented,

�named CiberEduc, made for the capacitation of reference librarians from brazilian
university libraries.
KEY-WORDS: Virtual communities of learning. Communities of practice.
Cyberspace learning. Professional capacitation by ICT. Continuing professional
capacitation.

REFERÊNCIAS
BLATTMANN, U.; FRAGOSO, M. G. (Org.) O zapear a informação em
bibliotecas e na internet. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
CLYDE, A. Shall we blog? Teacher Librarian, Seattle, v. 30, n. 1, p. 44-46, 2002.
EMBREY, T. You blog, we blog: a guide to how teacher-librarians can use
weblogs to build communication and research skills. Teacher Librarian, Seattle,
v. 30, n. 2, p. 7-9, 2002.
GARCEZ, E. M. S. Bibliotecários e pedagogos: uma integração necessária para
suscitar nos alunos do ensino básico o desenvolvimento de habilidades e
competências específicas à sociedade do conhecimento. In: CIBERÉTICA.
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL,
INFORMAÇÃO E ÉTICA, 2.; ENCONTRO NACIONAL DE INFORMAÇÃO E
DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA. ENIDJ, 8.; PAINEL BIBLIOTECONOMIA EM
SANTA CATARINA, 22., 2003, Florianópolis. Disponível em:
http://www.ciberetica.org.br/anais.php?opc=indexes &amp;tipo=Keyterm&amp;code=24
Acesso em: 22 abr 2004.
HERNANDES, C. A. M.; FRESNEDA, P. S. V. Fatores críticos de sucesso no
estabelecimento e na operação de comunidades de prática virtuais. In:
KMBRASIL, 2003, São Paulo. Anais. Disponível em:
http://www.offescola.hpg.ig.com.br/grupos/aprendizagem_em_rede/padroes_
sucesso_comunidades_virtuais.doc . Acesso em: 20 set 2003.
JANE, C.; McMILLAN, D. Online in real-time? Deciding whether to offer a real-time
virtual reference service. The Electronic Library, v. 21, n. 3, p.240-246, 2003.
MIKESELL, B. e-Services in libraries. Journal of library &amp; information services
in distance learning, New York, v. 1, n. 1, p. 111-131, 2004.

�PALLOFF, R. M.; PRATT, K. Collaboration online: learning together in
ommunity. 2004. In Press.
______ ; ______ . Construindo comunidades de aprendizagem no
ciberepaço: estratégias eficientes para a sala de aula on-line. Porto Alegre:
Artmed, 2002.
RAMAL, A. C. Ler e escrever na cultura digital. Conect@: revista on-line de
educação a distância, Rio de Janeiro, n. 4, fev. 2002. Disponível em:
http://www.revistaconecta.com/destaque/edicao04.htm#1 Acesso em 20 jun 2004.
______ . O professor do próximo milênio. Conect@: revista on-line de
educação a distância, Rio de Janeiro, n. 3, nov. 2000. Disponível em:
http://www.revistaconecta.com/conectados/ramal_proximo.htm Acesso em 20 jun
2004.
RUDASILL, L. Learning to teach in the virtual world. In: WARD, P. L. (Ed.)
Continuing professional education for the information society. München: K.
G. Saur, 2002. p. 196-204. The Fifth World Conference on Continuing
Professional Education for the Library and Information Science Professions
TEIXEIRA FILHO, J. Comunidades virtuais: como as comunidades de práticas
na internet estão mudando os negócios. Rio de Janeiro: Senac, 2002.
VALENTE, J. A.; SILVA, T. M. T. G. A capacitação de servidores do Estado via
cursos on-line: adequando soluções às diferentes demandas. In: SILVA, M.
Educação online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo:
Loyola, 2003. p. 485-500.
WORLD SUMMIT ON THE INFORMATION SOCIETY, Geneve, 2003 – Tunis
2005. Declaração de Princípios: construir a sociedade de informação: um
desafio global no novo milênio: Documento WSIS-03/GENEVA/DOC/4-E.
Disponível em:
http://osi.unesco.org.br/arquivos/documentos/CMSI_declaracaoprincipios_final.pdf
Acesso em: 10 jun 2004.

∗

Bibliotecária - Mestranda em Educação, Ciência e Tecnologia na Faculdade de Educação
da UNICAMP, Cidade Universitária, Campinas, SP, 13083-970, Brasil - suelybcs@unicamp.br
CVLattes: http://genos.cnpq.br:12010/dwlattes/owa/prc_imp_cv_int?f_cod=K4773387H6
∗∗
Orientador da pesquisa de mestrado em andamento – Coordenador do Grupo de Pesquisa TIC
Faculdade de Educação da UNICAMP, Cidade Universitária, Campinas, SP, 13083-970, Brasil amaral@unicamp.br CVLattes:
http://genos.cnpq.br:12010/dwlattes/owa/prc_imp_cv_int?f_cod=K4796840A8

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53810">
                <text>Comunidades de aprendizagem colaborativa a distância via internet e bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias brasileiras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53811">
                <text>Soares, Suely de Brito Clemente; Amaral, Sérgio Ferreira do</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53812">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53813">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53814">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53816">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53817">
                <text>A web ampliou para “n” as formas de comunicação mediatizadas pelas tecnologias entre os seres humanos. No entanto, a comunicação via web é restringida pela infra-estrutura necessária para a interconectividade e pelo nível de conhecimento de informática. A sociedade digital é um novo tipo de sociedade, com uma linguagem, tradição e código de ética próprios. A leitura passa de linear a hipertextual, exigindo novas habilidades e competências. A convergência das mídias TV e internet, com a instalação da TV Digital Interativa, prevista para 2006, no Brasil, deverá revolucionar ainda mais o ciberespaço brasileiro. Nesse contexto, são discutidas as evidências de que as comunidades de aprendizagem colaborativa a distância se apresentam como uma das soluções mais rápidas, eficazes e baratas para a capacitação profissional, considerando-se as dimensões continentais e diversidades ciberculturais do Brasil. Uma nova pedagogia se faz necessária para o letramento digital, para capacitação profissional para e pelas TIC. Uma pedagogia eletrônica, baseada nos princípios de uma comunidade virtual, respeitando-se as preferências individuais de aprendizagem, e não uma réplica informatizada da educação presencial. As comunidades virtuais, se bem estruturadas e mediatizadas, se apresentam como uma solução viável. São apresentados os resultados de um “case” deste tipo de comunidade, intitulada CiberEduc, constituída para capacitação de bibliotecários de referência de bibliotecas universitárias brasileiras nas TIC.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68384">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4882" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3951">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4882/SNBU2004_092.pdf</src>
        <authentication>a46c868dd9240082befde8ef25f286fa</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53845">
                    <text>ESTUDO DA IMPLEMENTAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO
INTEGRADO DE BIBLIOTECAS: O IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO
INDIVÍDUO
Zaira Regina Zafalon∗

RESUMO
Este trabalho apresenta os impactos causados nos indivíduos pela implantação de
uma nova tecnologia da informação em uma biblioteca de ensino superior,
enfocando o sistema de funções integradas Aleph500, no que tange especificamente
a percepção dos funcionários. Para tanto foi selecionado o caso das Bibliotecas José
Storópoli, do Centro Universitário Nove de Julho – Uninove. A finalidade é obter a
expressão dos próprios funcionários quanto ao impacto sentido quanto há uma
situação percebida e planejada pela alta administração da instituição, participando
de um processo total de reestruturação da Uninove.
PALAVRAS-CHAVE: Tecnologia - Impacto nos indivíduos. Tecnologia - Gestão de
pessoas. Bibliotecas universitárias. Sistemas de informação. Bibliotecas – Software.
Tecnologia da informação. Software de gerenciamento integrado.

INTRODUÇÃO
Este trabalho apresenta os impactos percebidos pelos funcionários de uma
biblioteca particular de uma instituição de ensino superior (IES), decorrente da
implantação de um sistema automatizado de informação, procurando estimular
questionamentos e análises acerca do uso de tecnologias, dos sistemas de
informação, do indivíduo e das mudanças que ocorrem na instituição, cabendo aí o
fato de que a biblioteca deve ser entendida como centro / sistema de informação.
Considera-se relevante este trabalho tendo em vista que a tecnologia e os
sistemas de informação se fazem necessários não só do ponto de vista de
gerenciamento da informação bem como para que o foco seja voltado às pessoas,
ao uso e disseminação das informações e para uma proposta de novos serviços,
tendo o ponto de vista dos funcionários que utilizam o sistema para o bom
atendimento de seu público, bem como as dificuldades enfrentadas no processo de
implementação do sistema.

�A análise foi feita a partir da aplicação de questionário a todos os funcionários
que trabalhavam nas bibliotecas da instituição no momento da coleta de dados da
pesquisa, contemplando, portanto, não somente aqueles que participaram do
processo de implantação. Esta opção foi feita para que se pudesse também analisar
o uso do software adotado, independente de terem utilizado o sistema legado.
Procurou-se diagnosticar as atitudes dos funcionários, processos de sensibilização e
a gestão contínua do clima e da cultura, visando facilitar a produtividade, qualidade e
vitalidade do processo.
De acordo com o apresentado por Silva e Fleury (2003, p. 162), tem-se
observado dificuldades na obtenção dos resultados esperados no processo de
implantação de novas tecnologias. Estas dificuldades aparecem não por deficiência
técnica ou tecnológica, mas pelo desconhecimento de como superar fatores
organizacionais e institucionais, ligados à cultura organizacional. Isso porque,
complementa Silva e Fleury (2003, p. 175), a adoção de novas tecnologias implica
adotar novos pontos de vista e assumir novos papéis.

METODOLOGIA
A análise foi feita junto aos funcionários do Sistema de Bibliotecas José
Storópoli, do Centro Universitário Nove de Julho – UNINOVE, pelo fato de terem
apresentado alteração quanto ao procedimento de trabalho nos últimos 2 anos,
devido à implementação do sistema Aleph500.
Para tanto a metodologia utilizada para a realização deste trabalho procurou
tratar de três vertentes: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de
campo.
A pesquisa bibliográfica teve ênfase para que houvesse no trabalho o
tratamento quanto ao referencial teórico na abordagem estabelecida. Sendo assim o
enfoque foi percebido quanto à tecnologia e sistemas de informação, a organização
e o individuo neste contexto, tecnologia no cenário organizacional e a Biblioteca
como um sistema de informação.

�A pesquisa documental foi vista como necessária para que pudesse ser
estabelecido o foco institucional na qual a pesquisa foi desenvolvida.
Por fim, a pesquisa de campo foi realizada junto aos funcionários sendo que
de 50 questionários entregues o retorno foi de 29. Foi escolhido o uso de questões
fechadas e abertas, por entender que permitiria a análise de uma maior percepção
por parte dos funcionários.

REFERENCIAL TEÓRICO
A tecnologia da informação exerce um fascínio especial nas pessoas,
provavelmente, pelo fato de tornar acessíveis produtos e serviços de elevado
conteúdo tecnológico, assimilados com relativa facilidade pelo usuário, mas cuja
concepção é extremamente complexa, fruto da aplicação intensiva do saber
científico em coisas que tornam mais prática e prazerosa a existência humana.
Valle (1996) diz que tecnologia da informação pode ser entendida como os
meios utilizados pelas empresas produtivas para alavancar e potencializar o
processo de criação e desenvolvimento de capacitação tecnológica.
Então, é de suma importância a forma de se tratar a informação. McGee
(1995, p. 3) diz que a informação será a força motriz na nova economia, onde o
sucesso é marcado pelo que se sabe e não pelo que se possui. Afinal a vantagem
competitiva poderia ser contrabalançada através do desenvolvimento e o uso efetivo
da informação, pois a concorrência baseia-se na capacidade de adquirir, tratar,
interpretar e utilizar a informação de forma eficaz. Portanto o seu uso é que cria valor
adicional.
Os sistemas de informação, aplicações desta tecnologia da informação, são
os responsáveis pela determinação dos métodos e procedimentos estabelecidos. Em
se tratando de sistemas de informação, são diversos os conceitos relacionados.
Oliveira (1999, p. 40), no entanto, afirma: “é o processo de transformação de dados
em

informações

que

são

utilizadas

na

estrutura

decisória

na

empresa,

�proporcionando, ainda, a sustentação administrativa para otimizar os resultados
esperados”.
Tendo em mente que todo e qualquer sistema de informação há que ser
composto por pessoas, informação e o uso que se faz delas, fica claro o paralelo que
deve ser estabelecido com as bibliotecas, também chamados de centros de
informação. O foco deve deixar de ser, entretanto, na informação e na forma de seu
armazenamento para estar no uso e nas atribuições e concepções percebidas pelo
indivíduo. Aí está o grande ponto quanto às mudanças percebidas pelas bibliotecas
nas últimas décadas.
O advento da era da informação e a velocidade com que vem se
estabelecendo, apresentam muitos desafios e oportunidades para a educação
superior. Simon (1997, p. 2) explicita que deve ser entendido que a informação é,
talvez, o insumo mais importante e mais palpável em torno do qual se situa o próprio
conceito da universidade. É um motivo determinante pela qual as universidades são
e serão profundamente afetadas pelo fenômeno em questão.
A Universidade, devendo ser vista como um lugar estratégico do saber
qualificado onde se deve alcançar a formação educacional avançada, é contribuinte
dinâmico no processo pela geração, difusão e intercâmbio de novas idéias e
conhecimentos, ampliando os recursos da pesquisa e do ensino.
Sendo assim, é importante analisar quais as áreas de interesse da
Universidade que serão mais afetadas. Simon (1997, p. 2) diz que será o
aprendizado cooperativo à distância, a biblioteca digital e a disseminação, cada vez
maior, do uso das tecnologias da web.
A informação e a universidade estão em um processo de ligação intrínseco e
aí se dá a criação e a descoberta da informação (através da pesquisa), a sua
transmissão (através do ensino e das atividades de extensão) e o seu registro
(através da produção de publicações que são coletadas em bibliotecas). Neste
contexto, cabe às bibliotecas universitárias tornarem disponível a informação, tanto
para apoio às atividades de ensino e pesquisa, como para subsídio à tomada de
decisão. Portanto, a grande mudança de paradigmas da biblioteca deve deixar de

�ser ‘propriedade’ para ser ‘acesso’ e mais, fornecer acesso aos recursos, por
conseguinte aumento de acervo menos tangível. Sendo assim, o que deve ficar claro
é que a biblioteca deve deixar de ser uma depositária de publicações e um local
físico para tornar-se uma entidade social, conforme exposto por Macedo e Modesto
(1999, p. 40), não devendo ater-se a livros ou documentos, mas à informação.
Se a tecnologia da informação é o que determina como os serviços serão no
futuro, cabe repensar qual o papel dos profissionais da informação. Cunha (1994)
frisa que deve haver uma mudança no papel dos bibliotecários / profissionais da
informação, diminuindo paulatinamente, a força do conceito de intermediário da
informação. Aranha (2000) afirma que os profissionais da informação deverão deixar
de ser porteiros (gatekeepers), meros organizadores e controladores de acesso às
estantes, para serem portais (gateways), mapeadores e auditores de fontes externas
e internas de informações relevantes aos usuários.
Se houve mudanças quanto às concepções de bibliotecas e quanto à
acessibilidade de informações é premente a necessidade de treinamento dos
recursos humanos nas bibliotecas. Cabe ao bibliotecário, então, estar sempre
preparado e atualizado sobre as novas tecnologias que afetam seu ambiente de
trabalho, tendo a responsabilidade de fornecer e orientar quanto ao uso das
tecnologias que armazenam a informação.

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
O Centro Universitário Nove de Julho - Uninove, a Uninove Infantil e o Colégio
Nove de Julho tiveram origem na Escola de Datilografia Anchieta, fundada em 1954
pelos professores José Storópoli e Lydia Patrício. Em 1956 foi fundada a Escola
Anglo Latino e em 1966 foi fundado o Colégio Nove de Julho. No início da década
seguinte, começou a funcionar a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Nove de
Julho - FFCL, estruturada, posteriormente, como Faculdades Integradas Nove de
Julho. Em 1997 foi credenciado o Centro Universitário Nove de Julho - Uninove e,
três anos depois, foi inaugurada a segunda unidade, denominada Memorial América
Latina. Em agosto de 2001 foi criado o Centro de Educação Tecnológica e Formação

�Específica – CETEFE e em 2002 os programas de mestrado stricto sensu foram
recomendados pela CAPES (MEC). Em 2004 teve a inauguração da terceira
unidade, denominada Vergueiro. Há ainda duas outras unidades sob a supervisão da
Uninove: a FAC - Faculdade São Roque e a FMR - Faculdade Marechal Rondon, em
São Manuel, estabelecidas por meio de convênio, que estabelece igual linha
pedagógica.
As bibliotecas das unidades da Uninove formam o Sistema de Bibliotecas
José Storópoli (SBJS), da qual participam: BJSVA – Biblioteca José Storópoli Vila
Maria – Prédio A; BJSVM – Biblioteca José Storópoli Vila Maria – Prédio I; BJSME –
Biblioteca José Storópoli Memorial; BJSVG – Biblioteca José Storópoli Vergueiro;
BJSPG – Biblioteca José Storópoli Pós-Graduação; BJSSR – Biblioteca José
Storópoli São Roque; BJSSM – Biblioteca José Storópoli São Manuel.
Seguindo os referenciais e padrões das bibliotecas universitárias brasileiras, o
SBJS, com o apoio da Reitoria e da Diretoria de Tecnologia da Informação, optou,
em abril de 2001, por adquirir um software de gestão integrada de bibliotecas,
preocupando-se em promover a melhoria quanto ao atendimento ao corpo discente e
docente da Uninove, possibilitando acesso unificado às informações do acervo
bibliográfico, disponibilizando um acesso global on line. Adotou-se então, em maio
de 2001, o sistema de gestão integrada de bibliotecas Aleph, versão 500, distribuído
no Brasil pela Ex Libris Brasil.
Houve então um realinhamento de estratégias, fluxos e rotinas dos serviços
realizados, em vista dos recursos tecnológicos disponíveis; capacitação de recursos
humanos, para garantia de eficiência e eficácia dos serviços meios e fins, visando ao
desempenho de funções técnicas e gerenciais, em atendimento à mudança cultural
da organização; avaliação dos serviços para o seu redimensionamento, sempre que
necessário. Os serviços bibliotecários foram avaliados e adequados às tendências
atuais, visando facilitar, ampliar e garantir o acesso à informação, assim como
permitir a preservação dos suportes dessa informação. Havia a premente
preocupação com a manutenção e atualização de acervos, a padronização de
registros de dados, a padronização dos meios de comunicação e consulta às
informações e o estabelecimento de um novo perfil profissional. Procurou-se

�identificar um novo perfil do profissional da informação, devendo atuar, agora, como
agente voltado à interação com o ensino de qualidade em suas demandas quanto ao
desenvolvimento do acervo e os demais integrantes da comunidade acadêmica,
atendendo aos novos desafios da ‘era da informação’.
O sistema Aleph500, conforme pesquisa de Côrte e Almeida (2001, p. 30), é
um software que caracteriza-se por ser desenhado especificamente para o
gerenciamento de bibliotecas e centros de documentação e informação bibliográfica
e que tem arquitetura baseada no modelo cliente/servidor de múltiplas camadas e
com transação embutida. É um sistema amigável e totalmente integrado, desenhado
com a filosofia de flexibilidade máxima, que é atingida com o uso de um grupo de
tabelas externas, que podem ser concebidas de acordo com as necessidades de
cada usuário e modificada sempre que necessária.
Deu-se então início à instalação de hardware e software, havendo
treinamentos da equipe técnica (bibliotecários e analistas) e a análise para a
migração dos dados do sistema legado, permitindo tratamento dos dados anteriores
em novo formato. Com relação à capacitação técnica das equipes bibliotecárias
foram programados treinamentos de operação e gerenciamento do software para o
grupo técnico multidisciplinar, responsável pela instalação e manutenção do sistema,
bem como treinamento das equipes técnicas das bibliotecas para armazenagem e
recuperação de dados.
Houve, portanto, um processo inovador de comprometimento no que tange a
administração de sistema de informação bibliográfica na Uninove, pois os avanços
obtidos no processo de modernização decorrem de um gerenciamento participativo,
com racionalização de esforços e investimentos, fortalecendo a cooperação e o
compartilhamento de informações entre as diversas áreas da Uninove. Este
processo favoreceu a promoção tanto de serviços-meio (técnicos) como de serviçosfim (usuários).
Apresenta-se a seguir o resultado da tabulação do resultado dos questionários
coletados junto aos funcionários do Sistema de Bibliotecas José Storópoli.

�TABELA 1 - CARACTERIZAÇÃO DOS SUJEITOS NA
EMPRESA QUANTO À UNIDADE
ADMINISTRATIVA
UNIDADE ADMINISTRATIVA
QTDE
%
Vila Maria – Prédio B
11
22,0
Memorial
10
20,0
Vila Maria – Prédio I
8
16,0
Não Responderam
21
42,0
TOTAL GERAL
29
100,0

Conforme observado na tabela 1 as respostas analisadas envolveram
funcionários da Vila Maria e Memorial, não tendo sido retornados questionários das
unidades do interior, São Manuel e São Roque.

TABELA 2 - CARACTERIZAÇÃO DOS SUJEITOS NA EMPRESA QUANTO À FUNÇÃO
CARGO
EXPERIÊNCIA NO PERMANÊNCIA
TEMPO NA
CARGO
NO CARGO
ORGANIZAÇÃO
DESCRIÇÃO
QTDE
%
MESES
MESES
MESES
Bibliotecária-chefe
1
3,4
340
20
20
Bibliotecária-responsável
2
6,9
77
17,5
35
Bibliotecária
2
6,9
12
10,5
10,5
Auxiliar
21
72,4
26,5
18
26,6
Monitor
3 10,33
34
35
39,3

A tabela 2 demonstra que, quanto aos cargos desempenhados, a maior
representatividade é de auxiliares de biblioteca, totalizando 72,4% dos respondentes.
Quanto à experiência no cargo, é notável a experiência apresentada pela
bibliotecária-chefe, seguida pela bibliotecária-responsável.
TABELA 3 - INFORMAÇÕES PESSOAIS
SUJEITOS
QTDE
SEXO
25
FEMININO
MASCULINO
4

SOBRE

OS

%
86,2
13,8

A tabela 3 mostra que 86,2% da população estudada é do sexo feminino,
sendo que a média de idade é de 34,2 anos.
TABELA 4 - NÍVEL DE ESCOLARIDADE DOS SUJEITOS
DESCRIÇÃO
QTDE
%

�Fundamental incompleto
Médio completo
Superior incompleto
Superior completo

1
14
7
7

3,4
48,2
24,1
24,1

A tabela 4 mostra o nível de escolaridade dos sujeitos estudados podendo ser
observado que 48,2% dos respondentes tem o ensino médio completo, sendo que a
outra parte divide-se entre o nível superior concluído e o nível superior incompleto.
Já dentre os que têm o nível superior concluído, a grande maioria é do curso de
biblioteconomia, embora também tenha sido observada a conclusão de outros
cursos. Existem ainda, entre os funcionários com nível superior completo, os que
realizaram cursos em nível de pós-graduação nas áreas de comunicação e
administração de recursos humanos.
TABELA 5 - SUJEITOS PRESENTES NA INSTITUIÇÃO ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA
ALEPH500
CARGOS
SIM
%
NÃO
%
N/R
%
TOTAL
%
Bibliotecária Chefe
0
0
1
3,4
0
0
1
3,4
Bibliotecária Responsável
2
6,9
0
0
0
0
2
6,9
Bibliotecária
0
0
2
6,9
0
0
2
6,9
Auxiliares de Biblioteca
15
51,7
5
17,2
1
3,4
21
72,4
Monitor
2
6,9
0
0
1
3,4
3
10,3
TOTAL GERAL
19
65,5
8
27,5
2
6,9
29
99,9

A tabela 5 demonstra que os profissionais que responderam ao questionário e
que já estavam trabalhando na instituição antes da implantação do sistema
Aleph500, são 6,9% com o cargo de bibliotecária-responsável, 6,9% como monitor e
51,7% como auxiliares de biblioteca.
TABELA 6 - FORMA DE EXECUÇÃO DO TRABALHO ANTES DA
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Manual
17
58,6
Não Respondido
12
41,4

Analisando a tabela 6, identifica-se que o trabalho antes da implantação do
sistema Aleph500 era feito de forma manual para 58,6% dos funcionários, tendo sido
observado nas respostas que se referiam à catalogação e empréstimos manuais.

�TABELA 7 - FORMA DE EXECUÇÃO DO TRABALHO DEPOIS DA
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Não Respondido
12
41,4
Agilidade na execução
11
37,9
Processos automatizados
9
31,0
Atendimento com qualidade
7
24,1
Distribuição e organização do serviço
4
13,8
Resposta inválida
3
10,3

Pode ser observado, conforme a tabela 7, que, após a implantação do
sistema Aleph500, houve maior agilidade no serviço, para 41,4% dos funcionários,
tendo se tornado rápido e prático permitindo melhoria no serviço. A automatização
dos serviços é citada por 31% dos respondentes. Quanto ao atendimento, para
24,1% verifica-se qualidade no resultado final, maior satisfação para todos,
favorecendo um atendimento sem filas, com maior qualidade e facilidade. Nota-se
também que para 13,8% houve maior distribuição e organização do serviço com
melhor controle de empréstimos e atrasos e maior facilidade nos serviços internos.
TABELA 8 - USO DA TECNOLOGIA ANTES DA IMPLANTAÇÃO
DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Não Respondido
13
44,8
Software precário
11
37,9
Inválida
5
17,2

Na tabela 8, identifica-se que quanto ao uso da tecnologia antes do sistema
Aleph500, ficar claro que o software anterior, na forma como estava implantado,
tinha um atendimento precário quanto às necessidades da biblioteca, pois só havia o
cadastro e a consulta.

TABELA 9 - USO DA TECNOLOGIA DEPOIS DA IMPLANTAÇÃO
DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Não Respondido
15
51,7
Funcionalidade do sistema
12
41,4
Inválida
2
6,9

�Na análise quanto ao uso da tecnologia posterior à implantação do sistema
Aleph500, conforme a tabela 9, os funcionários deixam claro que a mudança para
este sistema permitiu maior rapidez e agilidade, menos problemas e a execução
eficiente dos serviços, agilizando não somente a pesquisa, mas também o
empréstimo.
TABELA 10 - MUDANÇAS
TRABALHO
DESCRIÇÃO
Não Respondido
Serviço
Inválida
Atendimento
Solução de problemas

NA

EXECUÇÃO

QTDE

DO

%
13
8
4
2
2

44,8
27,6
13,8
6,9
6,9

Na tabela 10 pode ser verificada que, para 27,6% dos funcionários, houve
mudança na execução do trabalho. Para 6,9% foi percebida mudança específica
quanto ao atendimento e para outros 6,9% houve melhoria quanto à solução dos
problemas existentes, embora quando o sistema está fora do ar gere problemas,
gerando dependência do mesmo.
TABELA 11 - ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA EMPRESA ANTES DA IMPLANTACAO DO
SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Não Respondido

18

62,1

Inválida

8

27,6

Gerência / bibliotecários / auxiliares de biblioteca / monitores

3

10,3

Na tabela 11 procura-se identificar mudanças na estrutura organizacional da
empresa antes da implantação do sistema Aleph500, sendo que não houve resposta
por parte de 62,1% da população. Somente 10,3% conseguiu identificar que da
estrutura organizacional anterior fazia parte a gerência da biblioteca, os
bibliotecários, os auxiliares de biblioteca e as monitorias.
TABELA 12 - ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA EMPRESA DEPOIS DA IMPLANTACAO DO
SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Não Respondido
18
62,1
Inválida
8
27,6

�Gerência / bibliotecária responsável / bibliotecárias / auxiliares de
biblioteca / monitores / jovem cidadão
Gerência / bibliotecários / auxiliares de biblioteca / monitores

2

6,9

1

3,4

A tabela 12 analisa a estrutura organizacional da empresa depois da
implantação do sistema Aleph500, sendo que 6,9% afirmam que a estrutura foi
alterada para gerência da biblioteca, bibliotecária responsável, bibliotecárias,
auxiliares, monitorias e integrantes do projeto jovem cidadão. Para 27,6% das
respostas consideradas inválidas depois da implantação observa-se respostas em
que há a definição de níveis hierárquicos, com melhoria na relação intersetorial e
estruturação clara e definida, surgindo até a figura do bibliotecário de sistemas.
TABELA 13 - IMPORTÃNCIA DO PAPEL DE SISTEMAS
DE INFORMAÇÃO INTEGRADOS POR
COMPUTADOR
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Facilidades na execução das tarefas
13
44,8
Sem comentários
6
20,7
Integração intersetorial
4
13,8
Estabelece a estrutura organizacional
1
3,4
Integração entre bibliotecas
1
3,4
Informações mais completas
1
3,4
Desenvolvimento pessoal
1
3,4
Inválida
1
3,4
Não Respondido
1
3,4
TOTAL GERAL
29

A tabela 13 mostra que para 44,8% a importância do papel dos sistemas de
informação integrados por computador se dá pela facilidade na execução das
tarefas. Para 13,8% dos funcionários houve destaque a integração intersetorial
acerca de informações de alunos e professores.
TABELA 14 - NECESSIDADE DE PREPARO TÉCNICO
DAS PESSOAS PARA ACOMPANHAR O
USO DA TECNOLOGIA NA REALIZAÇÃO
DO TRABALHO
DESCRIÇÃO
QTDE
%
Execução das tarefas
13
44,8
Inválida
5
17,2
Aproveitamento das tecnologias
3
10,3
Desenvolvimento pessoal
3
10,3
Não há necessidade de preparo técnico
2
6,9
Não Respondido
2
6,9
Mercado de trabalho
1
3,4

�TOTAL GERAL

29

Na tabela 14 pode ser verificada que para 44,8% dos funcionários há a
necessidade do preparo técnico para que possam melhor executar as tarefas. Já
10,3% entendem que o treinamento é válido para que haja o aproveitamento das
tecnologias e para outros 10,3% para o desenvolvimento pessoal.
TABELA 15 - FATOR HUMANO NO TRABALHO
DESCRIÇÃO
QTDE
Valorização dos funcionários
17
Pouca valorização dos funcionários
8
Não Respondido
4
Não valorização dos funcionários
0
Outros
0

%
58,6
27,6
13,8
0,0
0,0

A tabela 15 permite identificar a percepção dos funcionários quanto à
valorização do fator humano no trabalho. Para 58,6% há na instituição valorização
dos funcionários, situação diferenciada para 27,6% que identificam que há pouca
valorização.
TABELA 16 - VALORIZAÇÃO DO TRABALHO
COM O USO DO SISTEMA
ALEPH500
QTDE
%
SIM
25
86,2
NÃO
3
10,3
Não Respondido
1
3,4

Na tabela 16 pode ser verificado que para 86,2% dos funcionários houve uma
maior valorização do trabalho com a implantação do sistema Aleph500, o que para
10,3% não ocorreu. Dentre as observações que detectaram maior valorização do
trabalho estão o aspecto de importância para as tarefas, conferindo maior agilidade e
rapidez, otimização do trabalho, eficiência, produtividade, melhor desenvolvimento
das atividades e melhor obtenção de resultados. Também foi comentada que esta
valorização ocorre pela facilidade de uso do sistema, divulgação do acervo, maior
exigência de conhecimentos técnicos, ampliação de conhecimentos, o que vem a
facilitar a valorização no mercado de trabalho, permitindo que o funcionário adquira
experiência.

�TABELA 17 - APROVEITAMENTO DA TECNOLOGIA
DESCRIÇÃO
QTDE
Se houvesse maior treinamento pessoal
Se fosse mais divulgada
Se fosse mais utilizada
Se o acesso fosse mais fácil
Outros

%
21
12
9
8
3

72,4
41,4
31,0
27,6
10,3

A tabela 17 permite que seja identificada a percepção por parte dos
funcionários quanto ao aproveitamento da tecnologia na qual 72,4% identificaram
que seria necessário maior treinamento pessoal e 41,4% que houvesse mais
divulgação da tecnologia. Já 31% afirmam que seria necessário maior uso.
TABELA 18 - PONTOS POSITIVOS PARA A ORGANIZAÇÃO COM A
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
%
38,5
Rapidez e agilidade
10
24,1
Facilidade
7
20,7
Controle da informação
6
17,2
Qualidade no atendimento
5
10,3
Aprendizado
3
10,3
Melhoria no atendimento
3
10,3
Não Respondido
3
6,9
Otimização do tempo
2
6,9
Praticidade
2
6,9
Satisfação pessoal
2
6,9
Conhecimento técnico das tarefas
2
6,9
Padronização e normalização dos dados
2
6,9
Eficiência
2
3,4
Trabalho em equipe
1
3,4
Segurança
1
3,4
Desburocratização
1
3,4
Consulta pela web
1
3,4
Motivação
1
3,4
Credibilidade ao setor e à instituição
1

A tabela 18 permite analisar os pontos positivos agregados à organização
com a implantação do sistema Aleph500, dentre os quais pode-se destacar: rapidez
e agilidade para 38,5%, facilidade para 24,1%, controle da informação para 20,7%,
qualidade no atendimento para 17,2%, aprendizado e melhoria no atendimento para
10,3%, respectivamente.

�TABELA 19 - PONTOS NEGATIVOS PARA A ORGANIZAÇÃO
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
QTDE
Não Respondido
Problemas quanto ao limite de licenças
Falta de treinamento
Falta de adaptação de alguns membros da equipe
Familiaridade heterogênea dos funcionários
Incompreensão do sistema de bloqueio
Catalogação poderia ser mais fácil
Não imprime comprovante de empréstimo
Manutenção de dados (exclusão) pelo próprio catalogador
Design da pagina WEB OPAC
Não imprime etiqueta de lombada
Invalida

COM

A

%
55,2
17,2
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4

16
5
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

A tabela 19 mostra os pontos tidos como negativos com a implantação do
sistema Aleph500 para a organização no qual pôde ser verificado que 55,2% não
respondeu a esta questão. Entretanto não há como ser identificada uma relação com
o motivo que os levou a não responder, haja vista o entendimento identificado de
que os sistemas de informação integrados por computador desempenham
importante papel na organização e que o sistema Aleph500 traz maior valorização ao
trabalho sendo que é necessário o preparo técnico do funcionário para acompanhar
o desenvolvimento da tecnologia. Porém pode ser verificado que o problema quanto
ao limite de licenças é sentido para 17,2% isso se deve ao fato de que a
disponibilização da quantidade de licenças não é suficiente para a quantidade de
funcionários que utiliza o software simultaneamente.
TABELA 20 - DIFICULDADES NO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO
DESCRIÇÃO
QTDE
Não Respondido
Sem dificuldades
Inválida
Falta de treinamento
Dificuldade com módulo de circulação
Insegurança com a mudança
Biblioteca em funcionamento
Ajustes necessários mesmo depois de implantada
Dados anteriores sem credibilidade
Rotinas do cotidiano ainda indisponíveis
Falta de tempo para conhecer todos os módulos
Pressão quanto ao cadastramento por motivo
reconhecimento de cursos

de

%
12
7
3
2
2
1
1
1
1
1
1
1

41,4
24,1
10,3
6,9
6,9
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4

�Quanto

às

dificuldades

percebidas

no

processo

de

implantação,

demonstrados na tabela 20, 41,4% dos funcionários não responderam a esta
questão e não foi conseguido estabelecer uma relação quanto a outros pontos que
poderiam ter causado a não obtenção de respostas. Isso porque identificaram que os
sistemas de informação integrados por computador desempenham importante papel
na organização e que o sistema Aleph500 traz maior valorização do trabalho sendo
que é necessário o preparo técnico do funcionário para acompanhar o
desenvolvimento da tecnologia. Entretanto, 24,1% disseram não ter constatado
dificuldades no processo de implantação, tendo em vista que o treinamento ajudou e
que a tecnologia tem o objetivo de aprimorar os processos.
TABELA 21 - ASPECTOS POSITIVOS QUANTO AO TREINAMENTO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO
Não Respondido

QTDE

%
16

Inválida

4

Envolvimento de grande parte da equipe

1

Benefícios e facilidade quanto à execução do trabalho

1

Maior interação com a tecnologia

1

Grande conhecimento por parte dos instrutores do treinamento

1

Vários treinamentos oferecidos pela bibliotecária de sistemas

1

Assistência constante

1

Atendeu as primeiras necessidades

1

Medo desapareceu

1

55,2
13,8
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4
3,4

A tabela 21 demonstra os aspectos concernentes ao treinamento do sistema
Aleph500, sendo que se verifica que 55,2% dos funcionários não responderam a
esta questão. Porém não se consegue identificar o motivo pelo qual não se obteve
respostas dos pesquisados quanto a este ponto, haja vista que foi identificado que
os sistemas de informação integrados por computador desempenham importante
papel na organização e que o sistema Aleph500 traz maior valorização do trabalho
sendo que é necessário o preparo técnico do funcionário para acompanhar o
desenvolvimento da tecnologia.

�TABELA 22 - ASPECTOS NEGATIVOS QUANTO AO TREINAMENTO DO SISTEMA ALEPH500
DESCRIÇÃO

QTDE

Não Respondido

%
16

Inválida

4

Pouco tempo de treinamento

3

Treinamentos gerais demais pela EXL

2

Detalhes inexplorados

1

Não extensivo a todos os funcionários

1

55,2
13,8
10,3
6,9
3,4
3,4

Já quanto aos aspectos negativos, demonstrados na tabela 22, o comentário
para 10,3% foi quanto ao pouco tempo de treinamento, para 6,9% referente à
abrangência geral demais por parte da Ex Libris tendo os detalhes inexplorados para
3,4% e que não foi extensivo a todos os funcionários. Foram consideradas inválidas
as respostas que abrangiam outros aspectos que não os concernentes ao
treinamento em si.

CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
Mediante a análise dos dados tratados neste trabalho pode ser concluído que
as mudanças organizacionais, no que tange a implementação de sistemas de
informação automatizados, desde que programadas efetivamente junto aos
dirigentes das áreas afetadas, tem um aspecto positivo a ser agregado, na visão dos
próprios funcionários, mesmo estando presentes pontos como insegurança e medo,
provenientes da alteração de processos oriundos dessa mudança.
Percebe-se também que, diante das novas situações de mudança e evolução
tecnológicas as bibliotecas devem mudar o seu foco e a sua forma de agir,
principalmente no que se refere ao atendimento e a oferta de melhores serviços aos
seus usuários, tanto relacionada à produção intelectual e acadêmico da comunidade,
como aquelas de natureza de provas e trabalhos acadêmicos.
A pretensão apresentada por este estudo era a de ter a expressão dos
próprios funcionários quanto ao impacto da implantação de nova tecnologia de
informação em um a situação percebida e planejada pela alta administração da

�Uninove,

participando

de

um

processo

de

remodelamento

da

estrutura

organizacional da própria Biblioteca. Sendo assim a questão que mais apresentava
incômodo era: diante de um processo total de reestruturação da Uninove, no que
tange especificamente a Biblioteca, como foi percebido pelos próprios funcionários o
tratamento e o impacto gerado por uma nova ferramenta tecnológica?
Não tem como ser negado que o impacto, mediante a análise dos dados
coletados, foi recebido de forma salutar, tendo em vista que a situação anteriormente
apresentada, não só quanto ao sistema legado, mas também quanto à administração
renovada da Biblioteca e o processo participativo das áreas envolvidas, tendo sido
geradas por esta nova situação, contribuíram para isso. Percebe-se então que a
presença da tecnologia da informação auxiliou o processo de reestruturação ocorrida
na empresa. O processo de mudança no comportamento do indivíduo no trabalho foi
afetado pela tecnologia da informação, considerando a necessidade de aprendizado
e acompanhamento da evolução tecnológica e até pela competitividade no mercado
de trabalho. Enfim, percebe-se que houve a preocupação por parte dos dirigentes
não só com o processo sistêmico nesta nova abordagem apresentada, mas também
com os colaboradores envolvidos.
Como recomendação deve ser entendido que as informações não devem, em
nenhum momento, ser centralizadas, pois a informática, não tem a pretensão de que
assim seja.

REFERÊNCIAS

ARANHA, F. E-service em bibliotecas: geração de valor para pesquisadores por
meio de cooperação indireta. In: RAE: Revista de Administração de Empresas, São
Paulo, v. 40, n. 4, p. 84-93, out./dez. 2000.
CUNHA, M. B. As tecnologias de informação e a integração das bibliotecas
brasileiras. In: Ciência da Informação, Brasília, v. 23, n. 2, p. 182-189, maio/ago.
1994.

�MACEDO, N. D. de; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referência
convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas. Parte I: do serviço
de referência convencional. In: Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, São Paulo, Nova Série, v.1, n.1, p.38-54, 1999.
MCGEE, J.; PRUSAK, L. Gerenciamento estratégico da informação: aumente a
competitividade e a eficiência de sua empresa utilizando a informação como
ferramenta estratégica. Rio de Janeiro: Campus, 1995.
OLIVEIRA, D. de P. R. de. Sistemas de informações gerenciais: estratégias, táticas,
operacionais. 6. ed. rev. atual. São Paulo: Atlas, 1999.
SILVA, S. M.; FLEURY, M. T. L. Cultura organizacional e tecnologia da informação:
um estudo de caso em organizações universitárias. In: RUBEN, G.; WAINER; J.;
DWYER, T. (orgs.) Informática, organizações e sociedade no Brasil. São Paulo:
Cortez, 2003. p. 161-185.
SIMON, I. A Universidade diante das novas tecnologias de informação e
comunicação. In: Jornal da USP, São Paulo, Seção Opinião, p.2, 12-18 maio 1997.
VALLE, B. de M. Tecnologia da informação no contexto organizacional. In: Ciência
da Informação, Brasília, v. 25, n. 1, 1996. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cionline/250196/25019601.htm&gt; Acesso em: 01 out. 1999.

∗

Bibliotecária de Sistemas; Mestranda em Comunicação e Semiótica;Especialista em Sistemas
Automatizados de Informação em C&amp;T; Especialista em Administração; Especialista em Docência
Superior;Professora do Centro de Tecnologia e Formação Específica Centro Universitário Nove de
Julho – Brasil zaira@uninove.br; zaira@zafalon.eti.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53828">
                <text>Estudo da implementação de um software de gerenciamento integrado de bibliotecas: o impacto das novas tecnologias no indivíduo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53829">
                <text>Zafalon, Zaira Regina</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53830">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53831">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53832">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53834">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53835">
                <text>Este trabalho apresenta os impactos causados nos indivíduos pela implantação de uma nova tecnologia da informação em uma biblioteca de ensino superior, enfocando o sistema de funções integradas Aleph500, no que tange especificamente a percepção dos funcionários. Para tanto foi selecionado o caso das Bibliotecas José Storópoli, do Centro Universitário Nove de Julho – Uninove. A finalidade é obter a expressão dos próprios funcionários quanto ao impacto sentido quanto há uma situação percebida e planejada pela alta administração da instituição, participando de um processo total de reestruturação da Uninove.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68386">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4884" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3953">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4884/SNBU2004_093.pdf</src>
        <authentication>c27820fec727e10bf17db7f5c32766b9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53863">
                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA, O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO E OS
ACERVOS DIGITAIS: A GESTÃO DOS SUPORTES PARA A INCLUSÃO SOCIAL
Alzira Karla Araújo da Silva∗
Christine Dantas Benício
Janieire Soares de Santana
Zailton Frederico Beuttenmüller

RESUMO
A biblioteca universitária perpassa por mudanças que precisam prover acesso à
totalidade da informação demandada por seus usuários, ao mesmo tempo em que
se depara com a falta de espaço físico, custo dos documentos, limitações
orçamentárias e crescimento acelerado na oferta de informação. Os acervos digitais
e o seu compartilhamento é uma resposta a essas questões, otimizando a biblioteca
com o uso das tecnologias da informação. Nesse contexto, discorre-se acerca do
papel da biblioteca universitária enquanto organização da aprendizagem que deve
possibilitar formas diversificadas de acesso ao conjunto de recursos informacionais
disponíveis, independentes do suporte e localização. Focaliza-se o profissional da
informação como agente intermediador desse processo, apresentando-lhe a web
como uma alternativa gratuita de acesso a acervos digitais de bibliotecas e
periódicos eletrônicos. Objetiva-se, portanto, apresentar alternativas de fontes que
podem ser compartilhadas na web pelas bibliotecas universitárias, permitindo o
acesso e o uso da informação digital gratuita. Tem como universo de pesquisa sites
da web que disponibilizam e-books multidisciplinares e artigos da área de
Biblioteconomia e Ciência da Informação para download gratuito. Como resultados,
obteve-se uma lista de bibliotecas e periódicos eletrônicos, gerando uma nova fonte
de busca e recuperação da informação para as bibliotecas universitárias e seus
usuários. Propõe-se que o profissional da informação indique e busque o acervo
digital desses sites, fortalecendo e complementando as informações existentes
fisicamente nas bibliotecas universitárias e que estas compartilhem desse acervo,
gerando uma nova fonte de acesso e inclusão social aos seus usuários.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Universitária. Acervo Digital. E-book. Periódico
Eletrônico. Profissional da Informação.

1 UNIVERSIDADE, BIBLIOTECA E PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Na Sociedade, atualmente, verificam-se mudanças e influências advindas das
novas tecnologias de informação, como a Internet, as redes e a informação digital.
Nas universidades, bem como nas bibliotecas, essas inovações pedem uma nova

�atitude a ser adotada pelo profissional da informação, que deve lidar com toda a
parafernália tecnológica a fim de atender as necessidades de seus usuários com
rapidez e precisão. Clama-se por ações que preencham lacunas e respondam
satisfatoriamente as demandas e aplicações da tecnologia no acesso e recuperação
da informação, uma vez que, nesse mundo digital, apenas o espaço físico das
bibliotecas não é mais suficiente para a recuperação das informações. Assim,
com a disseminação crescente do uso de fontes de informações online, a biblioteca universitária necessita também migrar para o
ambiente virtual, prestando serviços de qualidade que apóiem as
atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Nesta perspectiva, espera-se que as bibliotecas universitárias
estejam desenvolvendo ações que visem ao atendimento dos
usuários também em meio digital (ANDRADE et.al., 2004, p.2).

Nesse processo de mudanças, a Universidade, como instituição mantenedora
das bibliotecas universitárias (BUs), em seu papel educacional, deve atuar como
uma organização da aprendizagem que promove um ensino heurístico, crítico e
criativo do saber profissionalizante e especializante. Para tanto, deve acompanhar o
uso de recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem.
Às bibliotecas, está reservado o papel de transformar-se em uma organização
do conhecimento; espaço de expressão e aprendizado, sendo necessário um
repensar de funções e de atividades para a melhoria de produtos e serviços de
informação. A biblioteca universitária (BU), por sua vez, tende a ser uma
universidade em si mesma, funcionando como um verdadeiro serviço de informação
a disposição de seus usuários.
Para alcançar esses objetivos é preciso ultrapassar as barreiras que impedem
o fluxo de informação e inibir antigos problemas de espaço físico, limitação
orçamentária, dentre outros. Para que as BUs tornem-se pró-ativas é urgente uma
postura atuante da prática bibliotecária, adotando, por exemplo, ferramentas
tecnológicas como a Internet, as bases e os bancos de dados, o acervo digital
compartilhado etc, minimizando esses problemas e facilitando a recuperação da
informação e o atendimento às expectativas dos usuários. A tecnologia vem,
portanto, contribuir para o tratamento da informação no que se refere a sua
digitalização, organização, armazenamento e disseminação. Assim, as novas

�práticas em BUs devem voltar-se para a oferta de serviços de informações através
da web, disponibilizando, além do acesso físico, o acesso remoto à informação,
através dos acervos digitais disponíveis na Internet.
Nesse sentido, Universidade e biblioteca devem ser reconhecidas como
facilitadoras do compartilhamento de informações e geração de conhecimentos,
fazendo-se necessário uma mudança que focalize cada vez mais o ciclo
informacional - da geração ao uso – e acompanhe as transformações e
necessidades da sociedade. Nesse aspecto, a biblioteca universitária deveria ser a
concretização da atualização permanente e caberia ao profissional da informação –
o bibliotecário - atuar em seu papel de agente facilitador, educador e cultural,
trazendo informações úteis ao usuário.
A informação de que falamos pode estar na forma impressa, como
conhecemos tradicionalmente, ou na forma digital, como vem despontando com o
uso do computador e da Internet nas bibliotecas. Pode apresentar-se portanto, na
forma de livros e periódicos ou de e-books e periódicos eletrônicos, dentre outros
suportes. Tendo em vista essa dinâmica de fontes e considerando que o
bibliotecário atuante nas organizações do conhecimento poderá facilitar o acesso à
informação impressa ou digital, percebemos que se faz necessário estudos que
identifiquem e registrem as fontes de interesse a cada tipo de biblioteca e de
usuário,

bem como de necessidade de informação, permitindo diversificar e

aumentar o seu uso.
Diante do exposto, objetivamos apresentar o acervo digital como uma nova
fonte a ser disponibilizada pelas bibliotecas universitárias, possibilitando o acesso a
uma imensurável gama de informações. Focalizamos o profissional da informação
como um agente intermediador desse processo e destacamos os e-books e os
periódicos eletrônicos como fontes alternativas a serem compartilhadas na web e
utilizadas pelas bibliotecas. Como resultados disponibilizamos uma lista de e-books
multidisciplinares e artigos da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação para
download gratuito, permitindo que o profissional da informação indique os acervos
digitais aos usuários, no intuito de fortalecer e complementar as informações
existentes fisicamente nas bibliotecas universitárias, além de servir como meio de
atualização e educação continuada para os bibliotecários.

�2 O NOVO PERFIL DO BIBLIOTECÁRIO ATUANTE EM ESTRUTURAS
FLEXÍVEIS DE BIBLIOTECAS E SUPORTES
Com a aplicação das novas tecnologias nas bibliotecas, o conceito tradicional
de informação (o impresso) tem sido extrapolado. Fala-se nos novos suportes
informacionais (o eletrônico) como elemento que favorece a disseminação da
informação e a geração de conhecimento. Nesse contexto, muito se tem falado a
respeito do profissional da informação, refletindo a ebulição de um tempo em
constante mudança e despertando a sociedade para a indagação: quem é o
profissional da informação capaz de enfrentar os desafios e as dificuldades
provocadas pelas grandes transformações da era informacional e tecnológica?
As

discussões

afirmam

que

o

profissional

bibliotecário

precisa

se

descaracterizar do perfil tradicional e buscar entrosar-se com essa nova realidade,
possibilitando o exercício de sue papel não apenas como guardador de informação,
mas como disseminador da mesma, utilizando para tanto a tecnologia. Portanto, não
podemos mais conviver com a dicotomia apresentada por Barreto (2002), ao
enfatizar que o profissional da informação se encontra em um ponto entre o passado
e o futuro.
A passagem do profissional tradicional para o holístico requer ousadia e
conscientização por parte do bibliotecário para a mudança. Mueller (1995) nos
possibilita visualizar essa necessidade quando ele reflete acerca dos novos
paradigmas da sociedade afirmando que esse mundo de profundas e céleres
mudanças precisa de pessoas e organizações que ousem e mudem; não seria
diferente com a biblioteca e o profissional bibliotecário.
Nesse sentido, as mudanças oriundas das bibliotecas universitárias
tradicionais tendem para a construção de uma biblioteca atuante, em que as
informações impressas e digitais convivam juntas para um maior fortalecimento dos
acervos, formando a biblioteca do futuro, a biblioteca sem paredes.

Essa nova

realidade veio valorizar o bibliotecário, cuja imagem não é mais limitada aos edifícios
de bibliotecas, mas ampliada a todo espaço em que se trabalhe com a informação.

�O mercado, por sua vez, está a exigir um profissional com capacidade para
fazer “uso de novas técnicas de informação, manuseio de novas ferramentas
disponíveis para o processamento (tecnologias da informação), exercício de uma
liderança proativa” (ARAÚJO, 1998, p.12). O trabalho do bibliotecário estará, nesse
aspecto, voltado para “auxiliar os processos de geração e uso de informação [...]”
(ARAÚJO, 1998, p.12).
Nesse novo panorama o papel do profissional da informação é o de gateway
(guia) ou gatekkeper (orientador) do usuário, tornando-se o interprete dos meios e
das formas de acesso à informação e aos portais do conhecimento, organizando,
refinando e pesquisando a informação desejada através dos novos recursos
tecnológicos. Esse papel é imprescindível no desenvolvimento das atividades em
BUs.
Com essas diretrizes, os bibliotecários aparecerão ora como gestor de
conhecimento, realizando uma análise cuidadosa de conteúdos; ora como mediador
nos processos de busca da informação, auxiliando no processo de acesso a
informação, e, agora, a tecnologia (DUDZIAK, 2002), apresentando aos seus
usuários os novos recursos e fontes informacionais decorrentes e facilitadas pela
aplicação das tecnologias e o uso de novas fontes.
Dessa forma, as bibliotecas universitárias e os bibliotecários devem atuar
como potencializadores do acesso e uso da informação – seja ela impressa e/ou
digital, tornando-se agentes democratizadores do uso da tecnologia e de seus
recursos. Somamos a esse papel o de “[...] manter serviços voltados para a
necessidade de ter estoques de informação bem organizados [...]” (CARVALHO,
2003, p.12). Assim, a tecnologia combinada com a atuação do bibliotecário pode
facilitar o rompimento de barreiras geográficas e a livre circulação da informação.

3 OS ACERVOS DIGITAIS COMO FONTES ALTERNATIVAS DE INFORMAÇÃO:
E-BOOK E PERIÓDICO ELETRÔNICO
Diante do contexto apresentado, em que a biblioteca universitária e o
bibliotecário precisam intermediar o encontro com a informação utilizando a

�tecnologia como uma ferramenta facilitadora desse processo, a informação impressa
ganha um novo aliado: a informação digital, proporcionando novos processos de
geração/uso da informação. Nesse contexto, dois suportes têm se destacado quanto
à forma de registrar e disseminar a informação com o uso da tecnologia: o livro
eletrônico (e-book) e os periódicos eletrônicos.
O primeiro, o e-book (Electronic Book) está sendo utilizado para nomear o
livro em formato eletrônico, podendo ser baixado via Internet por meio de download.
O que o diferencia de um livro convencional é que, ao invés de ser impresso, ele é
disponibilizado em formato digital, vendido, baixado ou recebido via e-mail.
Acreditamos que essa fonte seja apenas a continuidade natural que deveria existir
na evolução entre o texto manuscrito, impresso até o digital.
Entendemos por e-book não só os livros eletrônicos, que usam tecnologia de
ponta e são lidos em minicomputadores portáteis, mas também os arquivos de livros
que podem ser acessados pela Internet, disponíveis em sites de Bibliotecas
Eletrônicas, livrarias e lojas virtuais. Assim, e-books são arquivos que chegam ao
consumidor pela própria rede, por meio de download (UEHARO, 2001),
caracterizados como um recurso informacional que usa tecnologia moderna para
registrar e permitir o acesso e o uso da informação digital. Além de preservar a
estrutura lógica e física do livro, fornece um texto completo e propicia a sua
consulta, possibilitando a conversão do eletrônico em papel e vice-versa.
Certamente, terão lugar garantido na história; tornando-se fontes valiosas se
utilizadas, por exemplo, em bibliotecas.
O segundo, o periódico eletrônico, tem merecido destaque na sociedade
acadêmica, uma vez que “o volume de conhecimento científico registrado em
periódicos científicos dobra a cada 15 a 17 anos” (TENOPIR; KING, 2001, p.18). O
seu uso nas Bibliotecas Universitárias tem expandido os horizontes do ensino e da
pesquisa, tornando praticamente ilimitada a liberdade dos educadores para
indicação do material bibliográfico.
Nesse estudo, será considerado periódico eletrônico (científico) aquele que
possui artigos com texto integral, disponibilizados via rede, com acesso on-line e
que pode ou não existir em versão impressa ou em qualquer outro tipo de suporte.

�Sua convergência e o uso integrado das tecnologias de comunicação e de
conteúdos em formato digital têm contribuído grandemente para este novo conceito,
transformando-o em um ambiente de acesso, disseminação, cooperação ou
compartilhamento e promoção do conhecimento em escala globalizada (OLIVEIRA,
2004).
Graças às tecnologias da informação e aos suportes dela oriundos, - como o
e-book e o periódico eletrônico - as bibliotecas estão preferindo o acesso ao
documento em detrimento à sua posse. E os usuários querem que esse acesso seja
fácil e com interfaces amigáveis. Para eles, a vantagem do acervo digital é sua
acessibilidade e a possibilidade de capturar o texto integral direto em seu
computador, obtendo respostas rápidas e eficientes que se transformam em
importantes ferramentas para a tomada de decisões. Aos bibliotecários, compete um
papel muito importante de transição, racionalização, divulgação e treinamento dos
usuários para melhorar o uso desses recursos. Assim, para implementar um acervo
digital nas BUs, precisam conhecer, indicar e compartilhar essas fontes como
alternativa complementar à insuficiência de seus acervos físicos, de modo que as
realidades impressas e digitais convivam simultaneamente.
Observamos, portanto, que o compartilhamento de informações digitais tem
sido a saída encontrada pelas BUs para driblar problemas existentes como: custo da
aquisição de material bibliográfico, despesas com processamento técnico e guarda
dos documentos e o crescimento vertiginoso da informação produzida no mundo.
Assim, os acervos digitais - e-books e periódicos eletrônicos - vêm se tornando uma
iniciativa que, além de solucionar problemas do cotidiano bibliotecário, otimiza a
biblioteca como prestadora de serviços de informação aos usuários.

4

PROPOSTAS

DE

ACERVOS

DIGITAIS

PARA

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS: O RESULTADO DE PESQUISAS
Com foco na afirmativa de que os acervos digitais são fontes indispensáveis
às BUs e que o seu compartilhamento e uso devem ser maximizados, partimos para
nossa pesquisa procurando identificar essas fontes na web. Para tanto, a

�abordagem utilizada na pesquisa e coleta dos dados tem caráter exploratório,
realizada através da investigação e observação de sites e da pesquisa documental
em artigos sobre o tema abordado. Desse modo, o universo pesquisado figura-se
num ambiente eletrônico composto por todos os sites que disponibilizam e-books e
periódicos eletrônicos através da Internet, recuperados na versão brasileira do
buscador Google1, bem como os endereços indicados pela literatura.
Dentre os sites identificados, o universo atende aos seguintes critérios: ser de
origem brasileira; disponibilizar para download gratuito e-books das diversas áreas
do conhecimento e; disponibilizar, na íntegra, o artigo de periódicos eletrônicos na
área de Biblioteconomia e Ciência da Informação. O estabelecimento desses
critérios possibilita uma delimitação dentre os inúmeros sites encontrados.
Para fins de coleta e análise dos sites que disponibilizam e-books
multidisciplinares pesquisamos no buscador Google, obtendo 182 (cento e oitenta e
dois) resultados e consideramos, ainda, a pesquisa realizada por Benício (2003)
sobre e-books2. Diante da coleta de dados realizada em maio/2004, selecionamos
aqueles mais significativos para a pesquisa, perfazendo uma amostra de 10 (dez)
sites.
Concomitante a pesquisa de e-books realizamos, no Google, a busca
para identificar periódicos eletrônicos na área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, alcançando 06 (seis) indicações. Para somar a esse resultado,
pesquisamos também na lista de periódicos do Portal de Referência da Universidade
Federal Fluminense (UFF)3, alcançando 26 (vinte e seis) resultados e; na relação
dos periódicos eletrônicos em Ciência da Informação do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)4, alcançando 44 (quarenta e quatro)
periódicos. Deste universo de 76 (setenta e seis) resultados, muitos se repetiram,
outros eram estrangeiros ou não disponibilizavam o artigo na íntegra, não atendendo
a nossos critérios. Assim, nossa amostra abrange 08 (oito) periódicos eletrônicos da
área em foco.
1

A escolha do Google se dá por fornecer os resultados mais relevantes, priorizando-os de acordo
com a proximidade dos termos pesquisados (http://www.google.com.br).
2
Os sites indicados por Benício são o eBookCult, Parnanet e Hotbook
3
Disponível no endereço http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/sites.asp?categorias=20
4
Disponível no endereço
http://www.ibict.br/secao.php?cat=Biblioteca%20do%20IBICT/fontes/documentos

�Diante dos resultados obtidos, apresentamos o quadro abaixo destacando o
nome,

o

endereço

e

um

resumo

do

sites

que

disponibilizam

e-books

multidisciplinares, contemplando um total de 10 (dez) sites, vejamos:

NOME

URL

INFORMAÇÕES

CPDA

http://www.cpda.com.br

CPDA significa cadastro de PDAs do Brasil. PDA é um
computador de dimensões reduzidas, podendo caber
num bolso ou na mão do utilizador. Disponibiliza e-books
em diversas áreas do conhecimento, sendo a grande
maioria escrita na língua portuguesa. Destaque para
literatura e biografias.

CULTVOX

http://www2.uol.com.br/cultvox/

Possui uma variada vitrine de títulos pagos e gratuitos de
autores nacionais e estrangeiros. Destaque para
Literatura brasileira, portuguesa e inglesa, além de
legislação brasileira.

eBookCult

www.ebookcult.com.br

Tem como princípios orientadores à universalização de
acesso, o aprendizado digital e o exercício da cidadania.
Os e-books disponibilizados são agrupados de acordo
com as áreas do conhecimento.

Fonte: Pesquisa exploratória realizada nos sites (2004) - Continua

QUADRO 1 – Sites que disponibilizam e-books multidisciplinares gratuitos

NOME

URL

INFORMAÇÕES

Ebooksbrasil

www.ebooksbrasil.com

Apesar de ser uma eBiblioteca Pública, já que está
aberta a todos os usuários da Internet, ela não é mantida
com recursos governamentais, não é um site comercial e
não faz parte de nenhum portal. Possui grande variedade
de títulos nacionais e estrangeiros. Os títulos são
inseridos no acervo aleatoriamente, não havendo
agrupamento por áreas.

Hotbook

http://www.hotbook.com.br

Fundado em fevereiro de 2000 o site prima pela
divulgação da tecnologia de publicação digital. São
considerados pioneiros na publicação de e-books no
Brasil. Os e-books disponibilizados são agrupados de
acordo com áreas do conhecimento.

IG LER

http://www.ig.com.br/paginas/igle
r/download.html

Apresenta mais de 200 livros da literatura brasileira e
portuguesa, além dos clássicos da literatura universal.

Neolivros

http://www.digibooks.cjb.net/

Publica e distribui na Internet apenas versões digitais de
livros. Disponibiliza um link para download gratuito.

Parnanet

http:/www.parnanet.com/livros/liv
ros.asp

Registrada em novembro de 2000, é a primeira
comunidade de desenvolvedores do Rio Grande do
Norte. É uma empresa especializada em marketing
através da Internet, reunindo profissionais de ambas as
áreas. Os e-books disponibilizados são agrupados de
acordo com as áreas do conhecimento.

�Virtual Book
Store

www.vbookstore.com.br

Disponibiliza obras de célebres autores nacionais e
internacionais, predominando a literatura. Apresenta
também resumos dos importantes clássicos da literatura
nacional e internacional, biografia e bibliografia de
grandes autores nacionais.

Virtual Books

http://virtualbooks.terra.com.br

Apresenta diversos títulos distribuídos em categorias,
das quais a literatura é predominante. Disponibiliza ebooks nos seguintes idiomas: português, inglês, francês,
espanhol, alemão e italiano.

Fonte: Pesquisa exploratória realizada nos sites (2004) - Conclusão

QUADRO 1 – Sites que disponibilizam e-books multidisciplinares gratuitos

Esse quadro revela que as bibliotecas eletrônicas de e-books têm procurado
diversificar seu acervo, agrupando em um mesmo site várias áreas do
conhecimento. Esse fato vem beneficiar os usuários de acervos digitais, pois esses
podem cada vez mais procurar fontes eletrônicas de acesso à informação. Ao
bibliotecário, cabe conhecer esses sites para poder sugerir e indicar o seu uso como
mais um canal de pesquisa. Destacamos, portanto, o seu papel de intermediador e
de profissional de referência. Essas funções podem ser enfatizadas para
profissionais que atuam em bibliotecas universitárias públicas, já que estas,
geralmente, mantêm um acervo muitas vezes inadequado e insuficiente à satisfação
das necessidades de informação de seus usuários. Os e-books, nesse prisma,
funcionam como uma nova fonte de consulta, pesquisa e leitura.
No que se refere aos resultados acerca dos periódicos eletrônicos na área de
Biblioteconomia e Ciência da Informação apresentamos a seguir um quadro com 08
(oito) periódicos que disponibilizam o texto na íntegra, vejamos:
PERIÓDICO

URL

INFORMAÇÕES

Ciência da
Informação

http://www.ibict.br/cionline

Editado pelo IBICT, tem periodicidade quadrimestral.
Publica trabalhos originais relacionados com a Ciência da
Informação ou que apresentem resultados de estudos e
pesquisas sobre as atividades do setor de informação. Nas
páginas da revista, encontra-se o Resumo e o respectivo
Abstract dos textos de cada edição, com exceção dos
Editoriais e Recensões. O conteúdo integral da revista,
pode ser visto, salvo e impresso a partir da edição 8 da
Ciência da Informação On-line (v.26, n.2, 1997). Texto
completo no formato PDF e acesso livre através dos sites
do SciELO e do IBICT.

Ciberlegenda

http://www.uff.br/mestcii/rep.ht
m

Revista do Mestrado em Comunicação, Imagem e
Informação da UFF. Disponibiliza artigos, entrevistas e
resenhas nas áreas de pesquisa do mestrado.

�DataGramaZ
ero

http://www.alternex.com.br/~p
atern/DGZero/
http://www.dgzero.org
http://www.dgz.org.br

Editado pelo Instituto de Adaptação e Inserção na
Sociedade de Informação – IASI (Organização não
Governamental). Reúne textos, por afinidade temática,
divulgando e promovendo perspectivas críticas em áreas
interdisciplinares da Ciência da Informação, como
Informação, Sociedade e Políticas Públicas, Informação e
Filosofia ou Informação e Comunicação. Apresenta o título
e o resumo. Clicando no título é mostrado o texto completo.
É um periódico on-line sem versão impressa.

Encontros
BIBLI:
Revista de
Biblioteconom
ia e Ciência
da
Informação
Informação &amp;
Sociedade:
estudos

http://www.ced.ufsc.br/bibliote/
encontro/

Publicada pelo Departamento de Ciência da Informação, da
Universidade Federal de Santa Catarina, foi disponibilizado
na WWW em 1996, com publicação semestral. Acesso ao
texto integral pela Internet no formato RTF e HTML.
Somente em versão eletrônica. Possui sistema de busca
por autor, título e palavras-chave.

http://www.informacaoesocied
ade.ufpb.br

Editado pelo Departamento de Biblioteconomia e
Documentação da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB), disponibiliza o texto completo a partir do v.1, n.1
de 1991, no formato PDF, mas é a partir do v.13, n.1, que
assume uma nova configuração, com a sua edição
exclusivamente eletrônica. Periodicidade anual.

Fonte: Pesquisa exploratória realizada nos sites (2004) - Continua

QUADRO 2 – Lista de periódicos brasileiros na área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação que disponibilizam o texto na íntegra

PERIÓDICO

URL

INFORMAÇÕES

In Texto

http://www.intexto.ufrgs.br/

Publicada pelo Curso de Pós-Graduação em Informação e
Comunicação da UFRGS.

Revista de
Biblioteconom
ia
de Brasília

http://www.unb.br/fa/cid/rbb/

Publicação do Departamento de Ciência da Informação e
Documentação da Faculdade de Estudos Sociais Aplicados
da Universidade de Brasília (CID/UNB) e da Associação
dos Bibliotecários do Distrito Federal (ABDF). Apenas o
v.25, n.1, de 2001 está disponível, na íntegra, no site em
formato PDF. Encontra-se encerrada.

Revista
Digital de
Biblioteconom
ia e Ciência
da
Informação

http://server01.bc.unicamp.br/r
evbib/sumario2.php

Disponibilizada pelo Sistema de Bibliotecas da Unicamp
desde julho de 2003, tem periodicidade semestral e o
objetivo de “oferecer mais um canal de divulgação da
produção científica do país na área” de Biblioteconomia e
Ciência da Informação. Abrange diferentes seções: Artigos,
Relatos, Projetos, Ensaios, etc. Disponibiliza o resumo e o
texto completo em PDF.

Fonte: Pesquisa exploratória realizada nos sites (2004) - Conclusão

QUADRO 2 – Lista de periódicos brasileiros na área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação que disponibilizam o texto na íntegra

Com base no quadro, apresentamos o endereço eletrônico e algumas
características dos periódicos que disponibilizam o artigo na íntegra na área

�destacada. Assim, disponibilizamos uma lista que pode ser disseminada a e por
profissionais bibliotecários, bibliotecas universitárias e usuários em busca de
informações na área, no intuito de tornar essa fonte mais consultada, minimizando
custos e distâncias. Destacamos, portanto, a importância de seu uso, uma vez que
os periódicos científicos são canais importantes de comunicação,
pois registram, divulgam e avaliam o conhecimento de determinada
área do saber. Se comparados com outras fontes de informação [...]
ainda mantém-se como canal de comunicação preferencial e ágil que
registra os resultados formais da pesquisa, estabelece prioridades da
descoberta científica e preserva o conhecimento (BOHN, 2003, p.1).

Nesse sentido, acreditamos estar possibilitando que as BUs agreguem esse
acervo digital ao seu acervo físico, de modo a somar informações e recursos a
serem disponibilizados aos usuários em busca de informação. Assim, o que
fisicamente não existir na biblioteca pode ser buscado on-line, suprindo deficiências
de acervos e indo de encontro as afirmações positivas reveladas por pesquisas
sobre periódicos brasileiros na área em questão ao destacarem que
[...] estes são importantes fontes de referência para a pesquisa
(FORESTI, 1990), para a comunicação e troca de informações entre
pares da comunidade científica na área de biblioteconomia e ciência
da informação (MENEZES e COUSINET, 1999). [Caracterizando-se]
[...] como canal preferencial para a publicação de trabalhos por
profissionais da área (RODRIGUES e MUALEM, 1993 e VALENTIM
e GUIMARÃES, 2002) (BOHN, 2003, p.1-2).

Os periódicos eletrônicos apresentam-se, pois, como uma fonte informacional
que desempenha papéis importantes na área como veículo de comunicação entre
profissionais, como meio para a expressão e registro documental e como fonte na
construção das competências do profissional da informação (BOHN, 2003).

5 CONCLUSÕES
Percebemos em nossa pesquisa que os acervos digitais vêm crescendo
substancialmente, trazendo, entre outros benefícios, a disponibilização de
informações on-line, o compartilhamento de informações e a minimização de custos.
Não foi nossa intenção questionar as barreiras, mas apresentar o e-book e o

�periódico eletrônico como suportes que podem complementar os acervos físicos das
bibliotecas, em especial das públicas universitárias.
Somado a essas vantagens, os sites que disponibilizam e-book e os de
periódicos eletrônicos facilitam a recuperação da informação. Para tanto, os
bibliotecários precisam elaborar listas que possam ser indicadas e consultadas por
eles, a fim de oferecer um serviço de orientação aos usuários que buscam uma
informação e não a localizam no acervo físico da biblioteca. Precisam, também,
conhecer os periódicos eletrônicos de sua área de interesse para que possam
manter-se atualizados.
Nessa perspectiva, a lista de sites que disponibilizam e-books e de periódicos
eletrônicos apresentada pode servir de fonte de pesquisa aos profissionais de
Biblioteconomia e Ciência da Informação para uso em bibliotecas universitárias ou
outras categorias de bibliotecas que dela possa fazer uso, servindo como uma
ferramenta de localização de informações. Consideramos, portanto, que os acervos
digitais devem ser utilizados como fontes complementares às existentes nas
bibliotecas.

THE ACADEMICAL LIBRARY, THE PROFESSIONAL OF THE INFORMATION
AND THE DIGITAL COLLECTIONS: THE ADMINISTRATION OF THE SUPPORTS
FOR THE SOCIAL INCLUSION

ABSTRACTS
The library academical raisin for changes that need to provide access to the totality of
the information disputed by their users, at the same time in that comes across the
lack of physical space, cost of the documents, budget limitations and accelerated
growth in the offer of information. The digital collections and his sharing is an answer
the those subjects, optimizing the library with the use of the technologies of the
information. In that context, discourse concerning the paper of the academical library
while organization of the learning that should make possible diversified forms of
access to the group of resources available informationais, independent of the support
and location. The professional of the information is focused as agent mediator of that
process, presenting the web as a free alternative of access to digital collections of
libraries and electronic newspapers. It is aimed at, therefore, to present alternatives
of sources that they can be shared in the web by the academical libraries, allowing
the access and the use of the free digital information. Has as universe of research
sites of the web that they offer e-books of several areas of the knowledge and goods

�of the area of Librarianship and Science of the Information for free download. As
results, it was obtained a list of libraries and electronic newspapers, generating a new
search source and recovery of the information for the academical libraries and their
users. Intends that the professional of the information indicates and look for the
digital collection of those sites, strengthening and complementing the existent
information physically in the academical libraries and that these share of that
collection, generating a new access source and social inclusion to their users.
KEYWORDS: Academical Library. Digital Collection. E-book. Electronic Newspaper.
Professional of the Information.

REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Eliany A. de. Perfil profissional do bibliotecário brasileiro: a construção de
novos paradigmas. In: ENCONTRO DE DOCENTES DOS CURSOS DE
BIBLIOTECONOMIA DA REGIÃO NORDESTE,1, João Pessoa, 1998. Anais... João
Pessoa, 1998.
ANDRADE, Maria Eugênia Albino et.al. A biblioteca universitária no meio digital:
análise das bibliotecas dos cursos de Direito em Minas Gerais. Disponível em:
&lt;http://www.biblioestudantes.hpg.ig.com.br/texto_95.pdf&gt;. Acesso em: 25 maio
2004. 10p.
BARRETO, Aldo de Albuquerque. Informação de transferências de tecnologia:
mecanismos e absorção de novas tecnologias. Brasília: IBICT, 2002, 64p.
BENÍCIO, Christine Dantas. Do livro impresso ao e-book: o paradigma do suporte
na Biblioteca Eletrônica. 2003. 142f. Trabalho e Conclusão de Curso (Graduação
em Biblioteconomia) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2003.
BOHN, Maria del Carmen Rivera. Autores e autoria em periódicos brasileiros de
Ciência da Informação. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis,
n.16, 2º sem. 2003. 19p.
CARVALHO, Kátia de. O profissional da informação: o humano multifacetado.
Revista Datagamazero, Salvador. v.3, n.5, out. 2003. Disponível em:
&lt;http://dgzero.org/out02/Art03.htm&gt;. Acesso em: 02 nov. 2003.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Information Literacy e o papel educacional das
bibliotecas e do bibliotecário na construção da competência em informação. In:
ENDOCOM, 12, CONGRESSO ANUAL EM CIÊNCIA DA COMUNICAÇÃO, 22,
Salvador, 2002. Disponível em: &lt;http://www.intercom.org.br/papers/xxvci/endocom/ENDOCOM_DUDZIAK.pdf&gt;. Acesso em: 26 maio 2004.
MUELLER, Susana P.M. Reflexão sobre a formação profissional para
biblioteconomia e sua relação com as demais profissões. Transinformação, São
Paulo, v.13, n.2, p. 175-185, maio/ago.1995.

�OLIVEIRA, Adriana Carla Silva de. Informação Digital no Contexto Universitário:
proposta de criação da Biblioteca Digital da Universidade Potiguar. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/5.a.pdf&gt;. Acesso em: 20 jun. 2004.
TENOPIR, Carol; KING, Donald W. A importância dos periódicos para o trabalho
científico Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v.25, n.1, p.15-26,
jan./jun. 2001.
UEHARO, Dalva. Em vez de papel, arquivos; em vez de livraria, a internet; em
vez de livros, e-books: será que o hábito da leitura eletrônica vai vingar no País?.
Disponível em: &lt; http://www.terra.com.br/revistas/ &gt;. Acesso em: 13 mar. 2001.

∗

Mestre em Ciência da Informação/UFPB, Professora Assistente do Departamento de
Biblioteconomia e Documentação/UFPB (Halzirakarla@click21.com.brH) - Centro de Ciências Sociais
Aplicadas - Campus I - Cidade Universitária - S/N - João Pessoa - Paraíba - Brasil - Cep: 58.059-900 Hdbd@ccsa.ufpb.brH
Bacharel em Biblioteconomia/UFPB (Hrenach2003@yahoo.com.brH)
Bacharel em Biblioteconomia/UFPB (Hjanieiresoares@click21.com.brH)
Bacharel em Biblioteconomia/UFPB (Hzailton_jp@click21.com.brH)

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53846">
                <text>A biblioteca universitária, o profissional da informação e os acervos digitais: a gestão dos suportes para a inclusão social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53847">
                <text>Silva, Alzira Karla Araújo da; Benício, Christine Dantas; Santana, Janieire Soares de; Beuttenmüller, Zailton Frederico</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53848">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53849">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53850">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53852">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53853">
                <text>A biblioteca universitária perpassa por mudanças que precisam prover acesso à totalidade da informação demandada por seus usuários, ao mesmo tempo em que se depara com a falta de espaço físico, custo dos documentos, limitações orçamentárias e crescimento acelerado na oferta de informação. Os acervos digitais e o seu compartilhamento é uma resposta a essas questões, otimizando a biblioteca com o uso das tecnologias da informação. Nesse contexto, discorre-se acerca do papel da biblioteca universitária enquanto organização da aprendizagem que deve possibilitar formas diversificadas de acesso ao conjunto de recursos informacionais  isponíveis, independentes do suporte e localização. Focaliza-se o profissional da informação como agente intermediador desse processo, apresentando-lhe a web como uma alternativa gratuita de acesso a acervos digitais de bibliotecas e periódicos eletrônicos. Objetiva-se, portanto, apresentar alternativas de fontes que podem ser compartilhadas na web pelas bibliotecas universitárias, permitindo o acesso e o uso da informação digital gratuita. Tem como universo de pesquisa sites da web que disponibilizam e-books multidisciplinares e artigos da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação para download gratuito. Como resultados, obteve-se uma lista de bibliotecas e periódicos eletrônicos, gerando uma nova fonte de busca e recuperação da informação para as bibliotecas universitárias e seus usuários. Propõe-se que o profissional da informação indique e busque o acervo digital desses sites, fortalecendo e complementando as informações existentes fisicamente nas bibliotecas universitárias e que estas compartilhem desse acervo, gerando uma nova fonte de acesso e inclusão social aos seus usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68388">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4886" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3955">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4886/SNBU2004_094.pdf</src>
        <authentication>b540cb209dfc93245c57c351a3d64546</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53881">
                    <text>BUSCANDO SOLUÇÕES PARA TRABALHAR O ACERVO FÍSICO, DIGITAL E
VIRTUAL NUM MESMO AMBIENTE: UTILIZANDO O SOFTWARE
PERGAMUM.

Ana Cláudia Philippi∗
Cristiane Salvan Machado
Eliane Back
Hadra Mônica Kuester
Marcio João Oliari
Terezinha da Graça Moreira

RESUMO
Conscientes da importância de seu papel no acesso e difusão do conhecimento e
desenvolvimento da pesquisa científica, a biblioteca universitária da Universidade
do Sul de Santa Catarina, em parceria com a biblioteca central do Centro
Universitário de Jaraguá do Sul, resolveu buscar soluções para a organização e
tratamento dos acervos digitais e virtuais. Objetivando a unicidade de
procedimentos, a facilidade no tratamento das obras e a eficiente recuperação
das informações, optaram por utilizar o software Pergamum – Sistema Integrado
de Bibliotecas. Este artigo propõe soluções para trabalhar o acervo físico, digital e
virtual utilizando o mesmo banco de dados para tratamento técnico da
informação.
PALAVRAS-CHAVES: Pergamum. Acervo físico. Acervo digital. Acervo virtual.

1 INTRODUÇÃO
Acompanhamos

no

cenário

mundial

o

permanente

processo

de

desenvolvimento humano, científico e tecnológico, ambos originados em grande
parte no espaço educacional, voltados para o crescimento da sociedade como um
todo.
A Universidade é peça estratégica neste processo, pois promove ações
concretas no que diz respeito à geração da identidade sóciocultural de uma
nação. Sendo assim, a Biblioteca Universitária, inserida neste contexto,
representa para a Universidade o agente capaz de atender às necessidades de
acesso à informação, bem como desenvolver atividades de orientação à utilização
da informação para um determinado grupo social ou a sociedade em geral.

�Comprometida

em

corresponder

às

expectativas

da

comunidade

acadêmica, acompanhando a evolução das práticas pedagógicas e com o
advento da tecnologia, a Biblioteca Universitária vem buscando a melhoria de
seus recursos e serviços. Neste contexto, Marcondes e Sayão (2002, p. 42)
afirmam que “no ciclo da comunicação científica, as bibliotecas têm um papel
fundamental. A elas cabem, neste ciclo, os papéis de coleta, registro estocagem e
disseminação da informação.”
A introdução e expansão das tecnologias da informação nas residências
brasileiras fortaleceu o uso da Internet para fins de estudo, podendo-se dizer até
mesmo que “virtualizou” a realização de inúmeras atividades que antes eram
obrigatoriamente presenciais.
Não podemos conceber o ensino sem o apoio da Biblioteca, que além de
possibilitar acesso à informação, favorece o desenvolvimento de potenciais,
capacitando pessoas a formarem suas próprias idéias e a tomarem suas próprias
decisões. Segundo Zaher (2004), "oferecer informação e democratizar o acesso a
coleções únicas e geograficamente distantes é também o nosso compromisso.
Valorizamos a biblioteca virtual de hoje como esse local privilegiado do saber."
A intensificação das pesquisas científicas e o desenvolvimento dos núcleos
de educação a distância têm exigido, cada vez mais, uma postura virtualizada dos
serviços oferecidos pelas bibliotecas universitárias.
Nesse contexto, as bibliotecas, de qualquer categoria, mas principalmente
as universitárias, vêm há algum tempo se preparando para atender a uma
demanda crescente de usuários virtuais. Levacov (1997, p. 126) confirma essa
realidade ao afirmar que “a biblioteca deixa de ser um tranqüilo depósito de livros
para tornar-se ponto focal de pesquisa variada, acessada a qualquer hora por
usuários virtuais de vários lugares do mundo.”
Até mesmo os softwares de gerenciamento de acervo, antes voltados ao
processamento técnico, evoluíram incorporando algumas funcionalidades que
objetivam atender a essa demanda, incentivada pela disponibilização de novos
serviços. Para Graeml (2003, p. 28)

�A tecnologia por si só não vale nada para o negócio. O que
importa é como a informação gerada por ela é capaz de
proporcionar melhor atendimento às necessidades de seus
clientes. São os novos produtos e serviços, ou o valor agregado a
eles e aos processos afetados pela TI, que garantem o retorno do
investimento para a empresa.

A explosão do digital e virtual trouxe aos usuários novas perspectivas de
acesso à informação. Estes que antes buscavam apenas informações
institucionais e referenciais nos sites disponibilizados pelas bibliotecas, buscam
agora textos completos que possam subsidiar a produção de seus trabalhos
acadêmicos e pesquisas científicas, a qualquer hora do dia, em qualquer lugar do
globo.
Tenopir e King (2001) e Silveira (1998) confirmam as expectativas dos
usuários em conseguirem os textos completos na Internet ao invés de
informações referenciais sobre o que buscam.
Além disso, as numerosas iniciativas de digitalização de acervos de
literatura cinzenta e periódicos científicos têm auxiliado no aumento exponencial
da busca por textos completos. As bibliotecas, percebendo que a informação está
caminhando no sentido de inversão das quantidades de acervo em suporte papel
e eletrônico, vêm disponibilizando cada vez mais informações digitais e virtuais. O
presente artigo tem como finalidade apresentar soluções para disponibilizar
acervo físico, digital e virtual utilizando o mesmo banco de dados para tratamento
técnico da informação.

2 JUSTIFICATIVA
As bibliotecas universitárias da UNISUL e da UNERJ sempre tiveram como
premissa atender às necessidades de seus usuários em relação à busca de
informações. Buscar formas de facilitar o acesso e difundir o conhecimento
registrado nos materiais adquiridos é atividade contínua nessas unidades de
informação.
Em função dessa preocupação com o atendimento ao usuário, percebeu-se
a crescente demanda por informação digital. Aos poucos foram implementadas

�algumas tentativas de seleção e organização de fontes de informação eletrônicas,
chegando às iniciativas de bibliotecas virtuais e digitalização do acervo de
literatura cinzenta.
Com o passar do tempo, essas formas de organização já não supriam as
necessidades dos usuários, dificultando muitas vezes a recuperação dos
materiais tão criteriosamente selecionados para disponibilização on-line. Foi então
que ficou clara a necessidade de catalogar essas fontes eletrônicas de
informação e não somente listá-las em outras páginas web como diretórios, sem
nenhuma representação, descritiva ou temática.
[...] mesmo no caso de acervos cuja íntegra dos textos se
encontra disponível em forma eletrônica, continua havendo a
necessidade de um mecanismo que permita aos usuários
identificar material de interesse, selecionar material que melhor
atenda as suas necessidades, encontrar grupos de documentos
similares, e localizar esse material. Como notado anteriormente,
há uma função de síntese que só o catálogo pode desempenhar
(DIAS, 2001).

A parceria foi criada com o objetivo de reunir esforços na busca por
soluções para o tratamento dos acervos digitais e virtuais. Estes acervos
deveriam estar cadastrados em um banco de dados. Para tanto, verificou-se as
informações que deveriam estar cadastradas no banco de dados para que
houvesse uma recuperação eficiente do material desejado. Como exemplo: título
do material, resumo, descritores e endereço virtual. Percebeu-se, então, que para
cadastro destas informações no banco de dados poderia ser utilizado o formato
MARC.
Ambas

as

bibliotecas

utilizam

o

Pergamum

como

software

de

gerenciamento do acervo físico, e com esta experiência percebeu-se que este
seria o melhor ambiente para realização das tarefas relativas ao tratamento e
organização de seus acervos virtuais e digitais, atendendo à necessidade
anteriormente especificada.
Podem ser citadas como vantagens na utilização do Pergamum:
interoperabilidade do software (compartilhamento de dados), o uso de padrões
internacionais para catalogação e intercâmbio dos dados, possibilidade de
migração para outras plataformas, a reutilização do cadastro de usuários das

�bibliotecas para validação do acesso a documentos eletrônicos com restrição de
acesso, a possibilidade de processamento técnico de materiais em qualquer
suporte ou qualquer tipo de fonte de informação, não há necessidade de
treinamento em novas ferramentas ou aplicativos, a reutilização do banco de
autoridades criados pelas bibliotecas para o processamento técnico do acervo
físico, utilização de software único para execução dos trabalhos das bibliotecas e
os futuros projetos de integração com outros projetos de bibliotecas digitais, como
é o caso da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IBICT.

3 METODOLOGIA PROPOSTA
Para

início

dos

trabalhos

de

processamento

técnico

do

acervo

exclusivamente digital e virtual, é necessária a criação de alguns tipos de
materiais com especificidades em relação à localização, bem como informações
sobre empréstimos e reservas. Materiais como: periódicos on-line, bases de
dados, livros eletrônicos, páginas da web. Nas informações sobre empréstimo
poderá ser visualizada a mensagem “Fonte de informação exclusivamente
eletrônica”. Fica a sugestão para flexibilização desta guia, pois já existem
iniciativas de empréstimo de obras digitais/virtuais; e que provavelmente, mais
tarde, deverá ser inserida como opção no sistema.
Para cada título de obra em suporte eletrônico deverá ser gerado
automaticamente um código específico que o identifique como virtual/digital.
Abaixo segue modelo de endereço eletrônico catalogado no software Pergamum
utilizando formato MARC para troca de dados.

61455
005

200209121437.0

007

cz cn#uuumuuun

008

020912s1996 spb # i o por#d

040

$a BlTbUSS $c BlTbUSS

082

04

$a 610 $2 21

245

00

$a Saúde &amp; Vida $h [periódico on line]

260

$a São Paulo : $b UNICAMP, $c 1996.

�505

0#

$a Revista eletrônica com informações em medicina e saúde para o público
em geral. Assuntos abordados, saúde dos adolescentes, filhos, homem e
da mulher. Apresenta artigos com texto completo.

538

$a Modo de acesso: World Wide Web

650

04

$a
$a
$a
$a
$a

856

$u http://www.nib.unicamp.br/svol/
4
Figura 1: Tabela de tratamento técnico da informação de acordo com o Marc21.

Saúde
Doenças
Mulheres - $x Saúde e higiene
Homem
Adolescentes - $x Saúde e higiene

Propõe-se a criação de uma interface personalizada para consulta aos
acervos digitais/virtuais com as seguintes opções de consulta: pesquisa por tipo
de material e área de conhecimento, possibilidade de consulta das grandes áreas
como árvore de diretório, pesquisa por índice retornando listagem dos termos a
seguir a partir do termo digitado, pesquisa por termo livre. Isso, para que se possa
abranger várias formas de recuperação da informação visando a proporcionar aos
usuários mecanismos eficientes na busca do material de seu interesse.

Figura 1: Exemplo de resultado de pesquisa no software Pergamum.

Para gerenciamento dos acervos propõe-se a elaboração de uma rotina de
checagem dos links quebrados, afastando-os da consulta, nos cadastros de

�páginas da web e criação de um relatório que liste os links afastados para
posterior verificação. Esta proposta deriva-se da constante alteração no endereço
virtual de sites de órgãos de classe, etc., gerando uma grande insatisfação aos
usuários quando acessam um link onde o resultado ao acesso aparece como
página não encontrada.
Atribuição para acervos específicos de acesso restrito utilizando login e
senha de usuários cadastrados no banco de usuários das bibliotecas. Nesta
recomendação se enquadram os periódicos on-line, bases de dados e páginas da
web de acesso pago e/ou restrito.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso das tecnologias da informação por todas as áreas da sociedade
implica melhorias no desenvolvimento dos serviços prestados. A obtenção de
informações úteis e relevantes via fontes de informação especializadas é outro
aspecto que contribui para otimização do uso das tecnologias da informação.
Outro fator decisivo no sucesso das iniciativas de inovações na prestação
dos serviços em bibliotecas universitárias é o trabalho cooperativo compartilhado.
Os novos projetos surgidos reforçam a necessidade de cooperação entre os
profissionais,

principalmente

para

o

desenvolvimento

de

projetos

sobre

construção de acervos virtuais e digitais, resultando, dentre as inúmeras
conseqüências,

em

aperfeiçoamento

dos

profissionais

envolvidos

e

fortalecimento da classe bibliotecária.
No caso da elaboração das propostas de adaptações no sistema
Pergamum, a união de esforços objetivando o mesmo fim, demonstrou o interesse
dos profissionais envolvidos em consolidar suas unidades de informação como
centros de excelência na prestação de serviços aos usuários. Ressaltamos aqui a
importância de conhecer e avaliar adequadamente o potencial do software
utilizado, visando à interoperabilidade e cooperação de dados.
Ao desenvolver as propostas para o sistema, confirmou-se a necessidade
de tratamento adequado das fontes de informação eletrônicas, permitindo aos

�usuários obter informação textual completa ou referencial, que é o caso das
páginas web, além de poupar seu tempo, pois encontrará reunidos em um único
catálogo, diversas fontes de informação.
Buscar soluções para esse tratamento contemplando a realidade de cada
biblioteca,

optando

por

recursos

já

existentes

é

ponto

positivo

para

implementação do projeto, pois minimiza tempo e custos para as instituições.
Como última consideração, ressaltamos a importância da avaliação
periódica dos processos e ferramentas utilizadas para atender à demanda
informacional dos usuários de cada unidade de informação. A evolução constante
dos meios e das tecnologias da informação propicia a obsolescência de projetos
engessados, reforçando a necessidade de buscar soluções que tenham como
pré-requisito a possibilidade de atualização contínua e flexibilidade para alteração
dos processos utilizados.

REFERÊNCIAS
DIAS, Eduardo Wense. Contexto digital e tratamento da informação.
DataGramaZero, v. 2, n. 5, artigo 1, out. 2001. Disponível em:
&lt;http://www.dgz.org.br/out01/Art_01.htm&gt;. Acesso em: 10 jul. 2004.
GRAEML, Alexandre Reis. Sistemas de informação: o alinhamento da estratégia
de TI com a estratégia corporativa. São Paulo: Atlas, 2003.
LEVACOV, Marília. Bibliotecas virtuais: (r)evolução? Ci. Inf., Brasília, v. 26, n. 2,
p.125-135, maio/ago. 1997.
MARCONDES, Carlos Henrique; SAYÃO, Luis Fernando. Documentos digitais e
novas formas de cooperação entre sistemas de informação em C&amp;T. Ci. Inf.
Brasília, v. 31, n. 3, p. 42-54, set./dez. 2002.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Gerenciando bibliotecas universitárias na era da
Internet: disponibilização de informações e comunicação interativa com usuários,
concretizada no site da Biblioteca da Escola de Biblioteconomia da UFMG. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998,
Fortaleza. Anais... Fortaleza: UNIFOR, 1998. 1 Disquete.

�TENOPIR, Carol; KING, Donald W., A importância dos periódicos para o trabalho
científico. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 25, n. 1, p.15-26, jan./jun.
2001.
ZAHER, Célia. Importância dos conteúdos digitais na formação da cidadania. In:
Simpósio Internacional de Bibliotecas Digitais, 2., 2004, Campinas, SP. Anais...
Disponível em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8388&gt;. Acesso em: 10
jul. 2004.

∗

anacp@unisul.br. Universidade do Sul de Santa Catarina – Av. José Acácio Moreira, 787 Dehon –
Tubarão, SC, Brasil;
csalvan@unisul.br Universidade do Sul de Santa Catarina – Av. José Acácio Moreira, 787 Dehon
– Tubarão, SC, Brasil
back@unisul.br. Universidade do Sul de Santa Catarina – Av. José Acácio Moreira, 787 Dehon –
Tubarão, SC, Brasil
hadra@unerj.br. Centro Universitário de Jaraguá do Sul – Rua dos Imigrantes, Bairro Rau –
89254-430 – Jaraguá do Sul, SC, Brasil.
Marcio@unerj.br. Centro Universitário de Jaraguá do Sul – Rua dos Imigrantes, Bairro Rau –
89254-430 – Jaraguá do Sul, SC, Brasil.
tgmoreira@unerj.br. Centro Universitário de Jaraguá do Sul – Rua dos Imigrantes, Bairro Rau –
89254-430 – Jaraguá do Sul, SC, Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53864">
                <text>Buscando soluções para trabalhar o acervo físico, digital e virtual num mesmo ambiente: utilizando o software Pergamum.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53865">
                <text>Philippi, Ana Cláudia et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53866">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53867">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53868">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53870">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53871">
                <text>Conscientes da importância de seu papel no acesso e difusão do conhecimento e desenvolvimento da pesquisa científica, a biblioteca universitária da Universidade do Sul de Santa Catarina, em parceria com a biblioteca central do Centro Universitário de Jaraguá do Sul, resolveu buscar soluções para a organização e tratamento dos acervos digitais e virtuais. Objetivando a unicidade de procedimentos, a facilidade no tratamento das obras e a eficiente recuperação das informações, optaram por utilizar o software Pergamum – Sistema Integrado de Bibliotecas. Este artigo propõe soluções para trabalhar o acervo físico, digital e virtual utilizando o mesmo banco de dados para tratamento técnico da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68390">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4888" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3957">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4888/SNBU2004_095.pdf</src>
        <authentication>590d9dbe38963ff93e9ee98969d509b9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53899">
                    <text>A SOCIALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO ATRAVÉS DA
INTEGRAÇÃO E INTEROPERABILIDADE DE ACERVOS
Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia∗
Gelci Rostirolla∗∗

RESUMO
Este artigo tem como objetivo discutir os aspectos relacionados à utilização das
tecnologias da informação e comunicação quanto ao acesso à informação.
Apresenta a evolução tecnológica da biblioteca e os aspectos relacionados à
comunicação científica na construção de novos conhecimentos. Focaliza a
Biblioteca Digital Brasileira como parâmetro para atingir a interoperabilidade no
acesso a fontes de informação eletrônica, como forma de minimizar barreiras na
comunicação e socialização do conhecimento produzido.
PALAVRAS-CHAVE: Sociedade da informação. Tecnologia da informação.
Biblioteca digital. Interoperabilidade. Comunicação científica. Acesso à
informação.

1 INTRODUÇÃO
A informação é um insumo fundamental para o desenvolvimento da ciência.
As técnicas e as tecnologias por sua vez, têm um papel fundamental, ou seja, são
o pilar do desenvolvimento de uma sociedade, contribuindo e agilizando o acesso
a informação.
A utilização de tecnologias de informação e comunicação inovadoras pelas
bibliotecas, transforma o ambiente de acesso, disseminação, cooperação e
promoção do conhecimento em escala global.
Novos recursos informacionais, disponibilizados aos pesquisadores,
superam o entendimento tradicional de informação bibliográfica, baseada em
documentos impressos como livros, artigos de periódicos, teses, anais, entre
outros.
Entretanto, de acordo com Marcondes e Sayão (2001) surgem novos
suportes informacionais que subsidiam a pesquisa, como: multimídia, lista de

�discussão, fóruns eletrônicos, teleconferências, imagens diversas, modelos
animados, bancos de preprints eletrônicos, e-prints, e demais suportes.
Os recursos informacionais utilizados, dinamizam e aperfeiçoam a forma de
disponibilizar e acessar a informação, através da operacionalidade dos recursos
existentes, aproximando os pares, propiciando uma relação interdisciplinar,
principalmente nos grandes centros, onde há maior facilidade no acesso às
tecnologias, devido à concentração de institutos de pesquisa e de pesquisadores,
eliminando barreiras e quebrando paradigmas, que estão sedimentados em
bibliotecas tradicionais.
Neste sentido, Targino (2000) afirma que a
comunicação científica eletrônica é em sua essência, a
transmissão de informações científicas através de meios
eletrônicos. (...) Tais canais favorecem a manutenção dos laços
informacionais em substituição ao contato face a face, e
incentivam a interdisciplinaridade, ao criarem oportunidades de
acompanhamento de áreas afins, rompendo a tradicional
segmentação das disciplinas acadêmicas.

A transformação e o aprimoramento do fluxo da informação tem repercutido
na pesquisa e na dinâmica dos pesquisadores, aproximando os pares de forma
imediata e eficiente, independente da área geográfica onde os mesmos se
encontrem.
Para Pinheiro (2002, p. 68),
O aumento do número de cientistas e de produção de pesquisas,
além do desenvolvimento de tecnologia, e o conseqüente
crescimento do volume desses registros, nas mais diversificadas
formas, foram alguns dos motores de propulsão da Ciência da
Informação.

Neste sentido, concorda-se que a Ciência da Informação, aliada aos
recursos

tecnológicos,

compartilhamento

de

possibilitam

a

conhecimento.

socialização
Espaço

para

da

informação
a

e

o

socialização

e

compartilhamento necessitam ser repensados na era digital, entre os quais estão
as bibliotecas digitais.

�Este artigo tem como objetivo discutir aspectos relacionados à utilização de
tecnologias de informação quanto ao acesso à informação.

2 BIBLIOTECA DIGITAL

A evolução tecnológica da biblioteca divide-se, segundo Cunha (2000), em
quatro fases: a primeira fase é a da biblioteca tradicional que vai desde Aristóteles
até a automação das bibliotecas; a segunda fase, diz respeito à biblioteca
automatizada em que se utilizavam dos computadores apenas para disponibilizar
seus catálogos, trabalhando acervos de forma isolada e quando muito
participavam de serviços cooperativos, como é o caso da catalogação
cooperativa; a terceira, é a fase da biblioteca eletrônica, que permite a
recuperação da informação, através de meios eletrônicos; a quarta e ultima fase,
é a da biblioteca digital, que disponibiliza seu acervo de forma eletrônica, só que
em tempo real (on-line), ou seja, é a denominada biblioteca virtual, a qual pode
ser acessada de qualquer parte do mundo.
Como se pode observar, a biblioteca tem sofrido mudanças ao longo do
tempo. Antes, era apenas uma guardiã de acervos compostos por livros e
periódicos. Após sucessivas mudanças, hoje as bibliotecas têm a finalidade de
ser uma organização intermediadora da informação:
[...] uma intermediária entre os recursos eletrônicos globais [...]. A
organização e a disseminação crescente da informação e do
conhecimento em redes de computadores tornam-se elementos
essenciais seja nos aspectos econômicos, nos sociais, nos
políticos, nos culturais e nos educacionais da sociedade.
(BLATTMANN, 2001, p.89).

Ou seja, as bibliotecas virtuais apresentam certas vantagens em relação às
tradicionais, tendo em vista a utilização dos meios eletrônicos, e também os
meios hipertextuais, facilitando a navegação entre as mais diversas bibliotecas,
independente da localização física.
A biblioteca mudou o seu papel passando a ser intermediadora da
informação, independentemente do suporte em que esta se encontre, pois ela tem
a responsabilidade do tratamento, guarda e disponibilização da informação, pois

�“(...) quer com o suporte papel, quer com o magnético, as bibliotecas sempre
trouxeram consigo a memória humana registrada, sendo-lhes acoplada a
responsabilidade de prover acesso às informações.”. (CARVALHO; KANISKI,
2000, p.37). Pode-se então afirmar que a biblioteca virtual é um espaço no qual
as pessoas comunicam, compartilham, e produzem novos conhecimentos e
produtos.
A discussão da criação de uma única biblioteca virtual mundial é remota,
mas não impossível, por envolver aspectos complexos relacionados com políticas
governamentais, entre outros, que no momento não são objeto deste trabalho.
Entretanto, arriscamos afirmar que existe a possibilidade da formação de muitas
bibliotecas digitais, com coleções especializadas, utilizando redes conjuntas.
Atualmente, esta é a realidade da Biblioteca Digital Brasileira - DBD, mantida pelo
Instituto Brasileiro de informação em Ciência e Tecnologia - IBICT, e que pretende
integrar em um único portal os mais importantes repositórios de informação digital
do país, de forma a permitir consultas simultâneas e unificadas aos conteúdos
informacionais destes acervos. O acervo da DBD é composto de documentos
digitais como texto completo, imagem, som, etc., armazenados em dois grandes
grupos : Biblioteca de Ciência e Tecnologia e Biblioteca Histórico-Cultural

2.1 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

A dinâmica nos serviços prestados nas bibliotecas vem passando por
mudanças ocasionadas pelo uso das tecnologias. Inicialmente as bibliotecas
disponibilizavam apenas seus catálogos como fonte de consulta e referência.
Esse recurso, passou a integrar catálogos coletivos on-line, promovendo a
catalogação cooperativa e indexação, facilitando o processo, ocasionando maior
rapidez na disponibilização do documento para o usuário. Rowley (2002, p.302)
lembra que "A digitalização de documentos permite hoje um atendimento muito
mais rápido e eficaz, embora o serviço de correios e o fax permaneçam como
opções". Entretanto, parafraseando Rowley a importância dos meios tradicionais
de fornecimento de documentos, leva a crer que enquanto o mercado editorial
manter a publicação em formato tradicional (impresso), os sistemas de correios e

�de fax continuarão a existir, facilitando a entrega de documentos no país e
exterior.
Os suportes digitais e o acesso em rede, ou seja virtual, aproxima os
interlocutores promovendo uma interação entre o autor e o leitor. As tecnologias
digitais, além de facilitar a disponibilização da informação em seus diferentes
suportes, otimizam a dinâmica ao acesso, através da interatividade desses
acervos, permitindo que o pesquisador não só acesse a informação, mas também
disponibilize suas publicações, de forma que haja uma avaliação imediata do que
foi publicado, independentemente do lugar onde este se encontre. Conforme
Marcondes e Sayão (2001, p.25) "Estudos recentes confirmam que as
publicações eletrônicas são muito mais citadas que as publicações em papel". O
que vem confirmar a facilidade no acesso, quebrando fronteiras e aproximando os
pesquisadores das múltiplas fontes disponibilizadas no meio digital.
Conforme afirma Dizard (1998), as tecnologias de informação vêm abrindo
várias possibilidades para os produtores e consumidores de fontes diversas,
democratizando a acessibilidade à informação, por uma sociedade que valoriza a
escolha e a variedade, garantindo o compartilhamento para criação de
conhecimento, ao contrário do que ocorria nas bibliotecas tradicionais que
tendiam ao isolamento. Neste sentido, Terra (2002, p.22) lembra que "O impacto
da Internet na capacidade humana de se comunicar tem grande reflexo: a
comunicação de um-para-muitos e muitos-para-muitos alcançou níveis jamais
atingidos ou previstos anteriormente". Esse compartilhamento, vem promover a
participação do indivíduo na sociedade do conhecimento.

2.2 A INTEROPERABILIDADE NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Muitas são as discussões sobre o acesso à informação na chamada
"sociedade do conhecimento”. Porém, o processo de geração do conhecimento
não pode ser herdado ou concedido, mas sim, criado e/ou absorvido pelo próprio
indivíduo, o qual poderá ou não, ser compartilhado.

�O

compartilhamento

da

informação

leva

à

produção

de

novos

conhecimentos, os quais podem ser absorvidos pelos indivíduos, que podem criar
novos conhecimentos, que podem ser disponibilizados, formando assim um ciclo
do conhecimento. Para que ocorra esse ciclo, Ziman (1979, p.135) afirma que
Os conceitos têm de ser absorvidos como um todo, de uma só
vez, e não aos pedaços. [...] Os diferentes fragmentos da
informação contidos nos diferentes trabalhos primários precisam
ser reunidos e fundidos numa só peça, compondo uma coerente
máquina intelectual que poderá ser utilizada em seu todo, seja em
proveito material dos pesquisadores, seja como subsídio para
futuras explorações científicas.

Os saberes e fazeres se transformam em conhecimento científico na
medida que novos conhecimentos são absorvidos e aprimorados pelo indivíduo.
De acordo com Ziman (1996, p.13), o
(...) conhecimento científico é o produto de um empreendimento
humano coletivo ao qual os cientistas fazem contribuições
individuais purificadas e ampliadas pela crítica mútua e pela
cooperação intelectual. (...) a meta da ciência é um consenso de
opinião racional sobre o campo mais amplo possível.

Através da integração e da interoperabilidade entre acervos, torna-se
possível o acesso a recursos informacionais eletrônicos, que possibilitará a
criação e recriação de novos conceitos. A biblioteca digital, proporcionará uma
interoperabilidade entre os diversos tipos de recursos informacionais na Internet,
possuindo várias outras dimensões entre comunidades internacionais e
interlingüística. Implicando em acesso às informações dispersas nos diversos
acervos e instituições, não importando onde a informação se encontre, será
localizada e disponibilizada ao usuário.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As tecnologias de informação e comunicação aliadas aos programas e
projetos

políticos,

educacionais,

sociais

e

econômicos

possibilitam

a

democratização da informação. Entretanto, a utilização inadequada das
tecnologias repercute em prejuízo para a sociedade, ampliando a exclusão digital.

�Percebe-se a importância de saber contextualizar, em saber usar a
informação ou conhecimento registrado.
A acessibilidade e a socialização da informação é possível desde que
ocorra a integração de acervos e a promoção do compartilhamento do
conhecimento. Isso depende do desenvolvimento de programas de capacitação
do usuário da informação, possibilitando sua autonomia na busca e acesso. Esta
autonomia

não

elimina

o

intermediário.

O

reconhecimento

do

papel

desempenhado pelo "mediador" no processo de transferência de informação,
desfaz a utopia de que a informação está acessível instantaneamente, por
qualquer um, a qualquer momento, em qualquer lugar.
Na previsão de Cunha (2000, p.75)
Até 2010, com a implantação em todo Brasil das redes de alta
velocidade, os usuários das bibliotecas terão acesso a grandes
arquivos de dados, utilizarão aplicações multimídia e outros tipos
de produtos/serviços que demandam alta confiabilidade e
velocidade de transmissão.

Esta previsão de Cunha já é uma realidade em várias bibliotecas
universitárias brasileiras. Lamenta-se porém, a falta de ações e de políticas
públicas que dinamizem este processo, garantindo a democratização do acesso à
informação.

REFERÊNCIAS

BIBLIOTECA DIGITAL BRASILEIRA. http://www.ibict.br/secao.php?cat=BDB
BLATTMANN, U. Modelo de gestão da informação digital online em
bibliotecas acadêmicas na educação à distância: biblioteca virtual.
Florianópolis, 2001.Tese (Doutorado em Engenharia da Produção) Programa de
Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Centro Tecnológico da UFSC,
Florianópolis,
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada; KANISKI, Ana Lúcia. A sociedade do
conhecimento e o acesso à informação: para que e para quem? Ci. Inf., Brasília,
v. 29, n. 3, p. 33-39, set./dez. 2000.

�CUNHA, M.B. da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em
2010. Ci. Inf., Brasília, v.29, n.1, p. 71-89, jan./abr. 2000.
DIZARD, W.P. A nova mídia: a comunicação de massa na era da informação.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
MARCONDES, C.H.; SAYÃO, L.F. Integração e interoperabilidade no acesso a
recursos informacionais eletrônicos em C&amp;T: a proposta da Biblioteca Digital
Brasileira. Ci. Inf., Brasília, v. 30, n.3, p.24-33, set./dez. 2001.
MEADOWS, A.J. A comunicação Científica. Brasília: Briquet de Lemos / Livros,
1999.
PINHEIRO, L.V.R. Gênese da ciência da informação: os sinais enunciadores da
nova mídia. In: AQUINO, Mirian de Albuquerque (Org). O Campo da ciência da
informação: gênese, conexões e especificidades. João Pessoa: Ed. Universitária,
2002.
ROWLEY, J. A biblioteca eletrônica. 2. ed. Brasília : Briquet de Lemos / Livros,
2002.
TARAPANOFF, K. ; ARAÚJO JR, R. H. de; CORMIER, P. M. J. Sociedade da
informação e inteligência em unidades de informação. Ci. Inf., Brasília, v. 29, n.3,
p.91-100, set./dez. 2000
TADAO, Takahashi (Org.). Sociedade da informação no Brasil : livro verde.
Brasília : Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000.
TARGINO, Maria das Graças. Comunicação cintífica: uma revisão de seus
elementos básicos. Revista Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa,
v.19, n.2, 2000. Disponível em:
http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/1020002.pdf. Acesso em: 10.05.04
TERRA, J.C.C; GORDON, C. Portais corporativos: a revolução na gestão do
conhecimento. São Paulo: Negócio Editora, 2002.
TRISKA, R. ; CAFÉ, L. Arquivos abertos: subprojeto da biblioteca Digital
Brasileira. Ci. Inf., Brasília, v. 30, n.3, p.92-96, set./dez. 2001.
ZIMAN, J. Conhecimento confiável: uma exploração dos fundamentos para a
crença na ciência. Campinas, SP: Papirus, 1996.

�ZIMAN, J. Conhecimento público. São Paulo: Itatiaia, 1979.

∗

Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina e Professora
do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco e-mail:
galvao@ufpe.br
∗∗
Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina e
Bibliotecária da Fundação da Universidade Regional de Blumenau
e-mail: gel@furb.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53882">
                <text>A socialização da informação através da integração e interoperabilidade de acervos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53883">
                <text>Correia, Anna Elizabeth Galvão Coutinho; Rostirolla, Gelci </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53884">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53885">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53886">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53888">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53889">
                <text>Este artigo tem como objetivo discutir os aspectos relacionados à utilização das tecnologias da informação e comunicação quanto ao acesso à informação. Apresenta a evolução tecnológica da biblioteca e os aspectos relacionados à comunicação científica na construção de novos conhecimentos. Focaliza a Biblioteca Digital Brasileira como parâmetro para atingir a interoperabilidade no acesso a fontes de informação eletrônica, como forma de minimizar barreiras na comunicação e socialização do conhecimento produzido.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68392">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4890" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3959">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4890/SNBU2004_096.pdf</src>
        <authentication>f10797a4427bbf5f16d022291d67a1b2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53917">
                    <text>SITUAÇÃO DOS PERIÓDICOS ELETRÔNICOS BRASILEIROS EM C&amp;T
Carlos Henrique Marcondes∗
Luis Fernando Sayão
Cláudio Márcio Ribeiro Maia
Marco Aurélio Ribeiro Dantas
Wilder Da Silva Faria

RESUMO
Relata resultados de projeto de pesquisa, apoiado pelo CNPq, cujo objetivo foi
desenvolver um quadro geral da situação dos periódicos eletrônicos brasileiros em
ciência e tecnologia. Utilizou-se no levantamento os instrumentos de controle
bibliográfico disponíveis, como listas do portal SciELO e a base de dados LatinIndex.
Para complementar o levantamento pesquisa extensiva na Web teve que ser feita para
identificar outros “sites” de periódicos eletrônicos brasileiros. Mecanismos de busca
como Google e AltaVista foram utilizados com este objetivo. Foram submetidas
consultas tais como “Brazilian Journal of”, “Brazilian Archives of” etc, para identificar
outros periódicos eletrônicos. Em cada “site”, informações sobre cada periódico
eletrônico foram coletadas e armazenadas numa base de dados, classificada por área
de conhecimento CAPES/CNPq. Após esta fase inicial uma pesquisa qualitativa foi
desenvolvida, baseada em questionários enviados aos editores dos periódicos
eletrônicos por correio eletrônico. Estes questionários solicitam informações acerca do
modelo de negócios do periódico eletrônico, dificuldades encontradas para manter o
periódico atualizado, existência de políticas relativas à preservação e acesso a longo
prazo, conhecimento dos editores de padrões tecnológicos relativos a publicações
eletrônicas, problemas enfrentados para lançar e manter o periódico eletrônico. O
universo de periódicos eletrônicos brasileiros se mostrou segmentado, variando de
periódicos consolidados, de alta qualidade, originários de periódicos em papel, como os
mantidos no portal SciELO, até periódicos “emergentes”, sem versão impressa,
recentemente disponibilizados na Web. Este universo abrange também diversas áreas
de conhecimento
PALAVRAS-CHAVE: informação em Ciência e Tecnologia. Comunicação Científica.
Publicações eletrônicas. Periódicos eletrônicos. Brasil.

�1 INTRODUÇÃO
Periódicos científicos vêm tendo um papel central no processo de comunicação
científica desde o seu surgimento no século XVII, com o Journal des Scavans e as
Philosophical Transactions of the Royal Society, publicados pela primeira vez em 1665
(Day, 1999; Meadows, 1999). Desde então, por mais de três séculos, os principais
atores do ciclo de comunicação científica – autores, editores, publicadores, bibliotecas,
usuários – vêem tendo seus papeis estabelecidos e institucionalizados, até a
configuração atual, estabelecida desde fins do século XIX.
Com o surgimento das publicações eletrônicas, a comunicação científica enfrenta
uma transição radical. De acordo com Harter (1997), “o primeiro jornal eletrônico
revisado e em texto completo , incluindo gráficos foi o Online Journal of Current Clinical
Trials (OJCCT)”, nos anos 90. O antigo paradigma de comunicação baseado no
periódico científico tem mudado com a emergência das publicações eletrônicas
acadêmicas diretamente na Web (Harnard). As facilidades de publicar diretamente na
Web também permitiram à comunidade científica questionar os mecanismos de
publicação vigentes, baseados nos periódicos científicos publicados por grandes
editoras (Lawrence). Hoje esta comunidade clama por mais visibilidade para os
resultados de pesquisas, por um ciclo mais rápido de publicação e poder acessar
livremente outras publicações Ela desenvolveu novas alternativas para publicar,
intercambiar e acessar os resultados das pesquisas científicas. Todo este processo
esta configurando um novo paradigma de comunicação científica: a publicação direta
de textos completos de artigos científicos em arquivos eletrônicos na Web de acesso
livre (Buckholtz, 2001). Nesta transição, novas formas de publicação parecem estar
coexistindo lado a lado com as antigas, baseadas nos tradicionais periódicos científicos
com contribuições avaliadas através de mecanismos de peer-review.
A ciência e a tecnologia nos paises em desenvolvimento enfrentam várias
barreiras para poderem exercer um papel efetivo no desenvolvimento de nossas
sociedades (Sayão, 1996; Ginsparg, 1996). Ela muitas vezes enfoca problemas
específicos de nossas sociedades, problemas estes que muitas vezes não existem nos

�paises desenvolvidos; as comunicações de resultados de pesquisa são escritas em
idiomas nativos, diferentes do inglês; nossos canais de comunicação, periódicos,
congressos, etc, são locais e muitas vezes, não regulares. A necessidade de periódicos
científicos de qualidade, regulares e consistentes é reconhecida tanto pelas agências
de fomento de C&amp;T brasileiras quanto pelos formuladores de políticas públicas. Várias
políticas públicas foram formuladas e desenvolvidas com este intuito no pais, nos anos
recentes.
Os periódicos eletrônicos no Brasil surgem com lançamento do portal Epub, na
UNICAMP, em 1997 (Sabattini, 1999), com um grupo de periódicos da área biomédica.
O cenário das políticas publicas relativas à periódicos científicos eletrônicos no Brasil se
inicia no ano seguinte quando é lançado o projeto SciELO (Packer, 2000) – Scientific
Electronic Library Online.. SciELO é um portal Web que incorpora os mais importantes
periódicos científicos brasileiros. SciELO é o resultado de uma parceria entre a
FAPESP (http://www.fapesp.br) – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São
Paulo –, a BIREME (http://www.bireme.br) - Centro Latino-americanos e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde e com editores de periódicos científicos nacionais.
Hoje SciELO é um importante componente das políticas públicas brasileiras relativas ao
desenvolvimento da ciência, disseminando por todo o mundo a literatura científica e
técnica publicada nos paises em desenvolvimento, aumentando sua visibilidade, que,
de outra maneira, estaria limitada às próprias fronteiras destes paises.
Políticas públicas relativas à aquisição centralizada de periódicos científicos
internacionais por bibliotecas universitárias, evoluíram desde os anos 80 em direção à
aquisição/subscrição de assinaturas de recursos eletrônicos e no uso destes recursos
através do portal CAPES de periódicos eletrônicos (http://www.periodicos.capes.gov.br),
em funcionamento desde 2000. Através deste portal a comunidade acadêmica
brasileira passou a ter acesso a periódicos internacionais em versão eletrônicas.
As facilidades para publicação direta na Web de resultados de pesquisa (King,
1998), (Heather, 2002) também começam a ser utilizadas pela comunidade acadêmica
brasileira. Vários periódicos eletrônicos acadêmicos foram lançados nos anos recentes,

�usando as facilidades oferecidas pela disponibilidade de servidores Web nas
universidades e em instituições de pesquisa. Estas mudanças começam a ser
percebidas em alguns artigos isolados (Targino, 2001) e esta, de alguma forma mais
centradas nos periódicos mantidos no portal SciELO (Packer, 2001), mas ainda não
existe um quadro geral desta realidade.
O objetivo desta pesquisa é justamente desenvolver um quadro geral da situação
dos periódicos acadêmicos eletrônicos no Brasil. A pesquisa também objetiva analisar
políticas públicas relativas a esta questão e sua adequação ao surgimento de
periódicos eletrônicos. Este trabalho esta estruturado da seguinte maneira: após esta
seção introdutória, a seção 2 expõe a metodologia usada para mapear e coletar dados
acerca do universo de periódicos acadêmicos eletrônicos no Brasil; a seção 3 expõe e
discute os resultados encontrados; finalmente, a seção 4 mostra as conclusões e indica
algumas novas direções da pesquisa.

2 METODOLOGIA

Com a crescente facilidade de publicar um periódico acadêmico na Web, a
primeira dificuldade da pesquisa foi mapear o universo de periódicos acadêmicos
eletrônicos no Brasil, em virtude da falta de um mecanismo de controle bibliográfico
deste

universo.

Atualmente

existem

dois

destes

mecanismos,

o

LatinIndex

(http://www.latindex.org) e o SciELO.(http://www.scielo.br); a pesquisa constatou que
ambos não incorporam a totalidade do universo de periódicos eletrônicos brasileiros em
C&amp;T.
O IBICT é agência brasileira que atribui o ISSN a um novo periódico. Como
subproduto desta atividade, o IBICT alimenta o LatinIndex, uma base de dados
internacional de periódicos científicos e técnicos da América Latina, Caribe, Portugal e
Espanha.

�As listas de periódicos do SciELO e do LatinIndex constituíram a base e o início
da pesquisa para identificar o universo das periódicos eletrônicos brasileiros. Uma vez
que SciELO e LatinIndex mantém um relativo controle bibliográfico sobre o universo
visado na pesquisa, a hipótese era que haveria muitos periódicos eletrônicos
“emergentes” não controlados nem pelo SciELO nem pelo IBICT ao alimentar o
LatinIndex.

Para

identificar

estes

periódicos

eletrônicos

foram

desenvolvidas

estratégias, usando mecanismos de busca como Google e AltaVista, aos quais foram
submetidas consultas como “Revista brasileira” e “Brazilian journal”, “Arquivos
brasileiros” e “Brazilian archives” (em português e inglês). Estas consultas permitiram
identificar um grande número de periódicos eletrônicos ainda não controlados. Após
esta fase, novas estratégias tiveram que ser desenvolvidas para identificar periódicos
eletrônicos cujo título não se enquadrava nestes padrões. Para isso, usou-se como
estratégia a navegação intensiva pelos “sites” das maiores universidades do pais, para
identificar aí eventuais periódicos eletrônicos.
Os dados coletados através da navegação direta pelos “sites” dos periódicos
eletrônicos identificados foram armazenados numa base de dados com os seguintes
campos:

IdPer
.Nome do periódico
URL
URLs anteriores
Grupo Editorial?
Afiliação à ABEC (S/N)?
Tipo de editor (universidades
e instituições de pesquisa,
editores
comerciais,
associações
científicas,
organizações
não
governamentais,
empresas,
outro tipo)
Email do editor
Idiomas
Incluído no SciELO (S/N)?
Incluído no LatinIndex (S/N)?

Escopo (conforme definido
pelo)
Área CAPES/CNPq
ISSN
Freqüência da publicação
Tem versão impressa (S/N)?
Data de início da versão
impressa
Data de início da versão
eletrônica
Tem corpo editorial (S/N)?
Avaliação através de “peerreview” (S/N)?
Fontes secundárias que
indexam o periódico
Acesso livre (gratuito) S/N?
Que instituição abriga o
“site”?

�Que instituição mantém o
periódico?
Formato digital dos textos

Texto completo (S/N)?
Observações
Data da coleta de dados

Cada periódico eletrônico identificado foi também classificado de acordo
com

a

Tabela

de

Áreas

do

Conhecimento

CAPES/CNPq

(http://www.cnpq.br/areas/tabconhecimento/index.htm), largamente utilizada pela
comunidade acadêmica brasileira.
Após esta fase de mapeamento do universo de periódicos eletrônicos
brasileiros, uma outra fase, qualitativa, vem sendo desenvolvida, baseada em
questionários enviados para os editores dos periódicos eletrônicos via correio
eletrônico. Questionários foram enviados para cada segmento específico do
universo de periódicos eletrônicos brasileiros. Estes questionários solicitavam
informações relacionadas com o modelo de sustentação do periódicos,
dificuldades para mantê-lo corrente, existência de políticas que garantam acesso e
preservação a longo prazo, uso de padrões de metadados, dificuldades para
lançar e manter o periódico.
A pesquisa considerou como periódicos eletrônicos aqueles publicados e
disponíveis na Web, mesmo que o periódico tivesse um aversão impressa. È
interessante que alguns periódicos do SciELO, a princípio, não quiseram
responder ao questionário, por considerarem que, apesar de serem publicados
num portal como o SciELO, seus periódicos seriam periódicos impressos.e
portanto o questionário não se aplicaria a eles.
A pesquisa considerou também um critério amplo para identificar periódicos
eletrônicos em ciência e tecnologia: aqueles cujas contribuições, segundo
estabelecido em seu “site”, fossem submetidas a um corpo editorial e, de alguma
maneira avaliadas. Este critério amplo foi útil para uma primeira identificação
ampla do universo de periódicos eletrônicos brasileiros em ciência e tecnologia.
Posteriormente, critérios mais rigorosos poderão ser utilizados, como sugerido por
Harter (1997).

�3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

O periódico científico é ainda o mais importante veículo para a comunicação
de resultados de pesquisa para a comunidade científica brasileira, mesmo sob a
forma de um periódico eletrônico. Novos mecanismos de publicação direta de
texto completos de artigos científicos em arquivos Web de livre acesso, novos
mecanismos de avaliação alternativos ao “peer-review” ainda não estão
disseminados pela comunidade científica brasileira (Marcondes, 2002), talvez
devido à complexidade de manter um servidor de arquivos abertos em
comparação com editar um periódico eletrônico..
Devido à existência de recursos de controle bibliográfico, constituídos pela
lista de periódicos mantida pelo SciELO e a lista de periódicos eletrônicos
brasileiros mantida pelo LatinIndex, a pesquisa teve com prioridade identificar
aqueles periódicos eletrônicos que não estivessem nestas duas listas. Foi
identificado um universo de quase 500 periódicos eletrônicos. Deste universo, 124
periódicos eletrônicos são mantidos no portal SciELO, aproximadamente 385
estão

incluídos

na

base

de

dados

LatinIndex

(http://www.latindex.org/busquedas/indicepais.html), incluindo aí os 124 periódicos
mantidos no SciELO, além de outros 176, e cerca de 89 periódicos eletrônicos
“emergentes”, não mantidos nem no SciELO nem no LatinIndex; destes,
aproximadamente 29 são periódicos somente publicados em versão eletrônica.
Identificação e mapeamento dos periódicos eletrônicos brasileiros teve
início em junho de 2003 e ainda não esta totalmente concluída. Os resultados aqui
apresentados ainda são parciais; até agora questionários foram mandados para
dois grupos: periódicos eletrônicos mantidos no SciELO e aqueles considerados
“emergentes”. Existe no entanto um outro importante grupo, o dos periódicos
eletrônicos mantidos no LatinIndex mas não incluídos no SciELO, cujo
levantamento de dados ainda não foi completado pela pesquisa. O questionário
enviado aos periódicos eletrônicos mantidos no SciELO e aos periódicos

�eletrônicos “emergentes” foi enviado por email em janeiro de 2004. 21
questionários foram respondidos, de um total de 124 periódicos eletrônicos
mantidos no SciELO; do grupo dos “emergentes”, de 89 questionários enviados e
16 foram respondidos. Alguns destes resultados são descritos a seguir.
Os periódicos eletrônicos pertencentes aos dois grupos pesquisados são
assim distribuídos, de acordo com a tabela de áreas do conhecimento
CAPES/CNPq:

TABELA 1 – Periódicos por Área de Conhecimento CAPES/CNPq
Área de conhecimento
Ciências da Saúde
Ciências Humanas
Ciências Sociais Aplicadas
Ciências Exatas e da Terra
Ciências Biológicas
Lingüística, Letras e Artes
Ciências Agrárias
Engenharias
Não identificados

Entre

os

periódicos

“emergentes”
27
20
17
8
5
5
3
3
3

eletrônicos

SciELO
43
25
6
16
28
1
19
9

“emergentes”

foi

encontrada

uma

quantidade significativa com datas do último fascículo publicado bastante
defasadas (Questão 1): 28 tinham a data do último fascículo no mesmo ano em
que foi feita a visita ao seu “site”, 22 apresentavam um atraso de 1 ano, 9 um
atraso de dois anos e 11 tinham um atraso de mais de 2 anos.
Dois 89 periódicos eletrônicos “emergentes”, 56 se proclamavam, através
das regras de submissão de artigos constantes no “site” como tendo seus artigos
avaliados segundo a sistemática “peer-review”.
Dos segmentos mapeados até agora, os periódicos eletrônicos do SciELO e
os “emergentes” (num total de 213 periódicos), 88 tinham como instituição editora
universidades e centros de pesquisa, 76 tinham como editor sociedades

�científicas, 14 tinham editores comerciais, 8 organizações não governamentais, 3
agências governamentais, 2 empresas em geral (não editoras e 17 outro tipo de
instituições.
O formato mais utilizado para publicação é o HTML, mas também é
bastante utilizado o PDF. Em vários periódicos que utilizam este último formato,
não se pode fazer “download” dos artigos individuais, mas somente do fascículo
inteiro; esta é uma forma bastante precária para um “periódico eletrônico”: o
usuário fica impedido de fazer um “browse” pelos diferentes artigos do fascículo.
Simplesmente, cada fascículo, ao terminar sua editoração em PDF, fica
disponibilizado como um todo no “site” do periódico.
Questionários enviados para estes dois grupos solicitavam informações
acerca do modelo de sustentação, sobre dificuldades em manter o periódico
regular, sobre a existência de políticas explícitas para garantir o acesso e a
preservação a longo prazo, sobre o uso de padrões de metadados, dificuldades
encontradas para lançar e manter a publicação.
As respostas à Questão 2 mostram que os editores dos periódicos
eletrônicos “emergentes” se mostram conscientes da visibilidade proporcionada
pela publicação eletrônica quando comparada com a publicação impressa.,
conforme ressalta Lawrence5. Motivações econômicas como o baixo custo da
publicação eletrônica comparado com a publicação impressa, a disponibilidade de
servidores web nas instituições e a facilidade de publicar eletronicamente também
tiveram respostas significativas.
A ABEC – Associação Brasileira de Editores Científicos (Questão 3) – uma
associação tradicional, era bastante desconhecida pelos editores dos periódicos
“emergentes”. No grupo de periódicos do SciELO, as respostas foram o oposto:
73,68% dos periódicos eram afiliados à ABEC. Os resultados foram similares na
Questão 4: apesar da maioria (75%) dos editores dos periódicos “emergentes”
terem conhecimento do Programa de Apoio às Publicações Científicas do MCT,
poucos deles (6,25%) haviam solicitado apoio deste programa. Ao contrário, os

�periódicos do SciELO não só conheciam o programa, como muitos haviam
solicitado apoio do mesmo. Este fato parece indicar a nível baixo de
profissionalização da atividade de editoração científica entre os editores do
periódicos “emergentes”.
Pousos dos editores de periódicos “emergentes” estavam a par da
existência

de

iniciativas

internacionais,

como

PURL

–

Persintent

(http://purl.oclc.org/), DOI – Digital Object Identifier (http://www.doi.org/)

URL
e

CrossRef (http://www.crossref.org/), objetivando garantir endereços permanentes
aos periódicos eletrônicos e a seus artigos, uma característica tecnológica
importante para garantir interoperabilidade e navegação entre artigos de
periódicos diferentes além de garantir acesso universal, agora e no futuro, aos
resultados das pesquisas (Questão 7). Padrões tecnológicos emergentes para
garantir interoperabilidade e acesso universal como Dublin Core Metadata
Initiative (http://dublincore.org) (Questão 8) e OAI-PMH - Open Archives Initiative
Protocol for Metadata Harvesting (http://www.openarchives.org/), (Questão 9) são
muito pouco conhecidos entre os editores dos dois grupos.
Apesar da maioria dos editores terem respondido positivamente à Questão
11, declarando disporem de mecanismos para medir a audiência, a maioria destes
mecanismos eram simples contadores de visitas. Nenhum dos editores respondeu
que possuía mecanismos mais sofisticados para medir a audiência como
contadores de “downloads” ou estatísticas de citação.
Nas respostas à Questão 12, poucos periódicos “emergentes” não
conheciam a existência de portais como SciELO e Epub (http://www.epub.org). A
maioria pretendia manter seu próprio “site”.
As maiores prioridades (Questão 13) do grupo “emergente” eram aumentar
a visibilidade de seus periódicos e garantir a regularidade. Poucos estavam
preocupados com a questão da preservação a longo prazo, aumentar a
interatividade, incorporar recursos hipertextuais e multimídia. Poucos também, em

�ambos os grupos, estavam preocupados em disporem de tecnologias para
cobrarem assinaturas.

4 CONCLUSÕES
Apesar do grande desenvolvimento nos anos recentes, os periódicos
eletrônicos ainda não parecem ser uma realidade totalmente naturalizada no
cenário da informação científica brasileira. A este respeito, uma das estratégias
para identificar periódicos eletrônicos usada pela pesquisa foi visitar os “sites” das
mais importantes associações científicas brasileiras, como ANPUH (Historia),
ANPUR (Planejamento Urbano e Regional), ANPOLL (Lingüística e Literatura),
ANPOF (Física), ANPOCS (Ciências Sociais), ANPED (Educação), ABRASCO
(Saúde Coletiva).

A maioria destas associações, embora tivessem “sites”

tecnologicamente avançados, onde se podia inclusive assinar eletronicamente os
periódicos destas associações, exceto por duas, todas as outras associações
mantinham seus periódicos impressos. Este fato pode indicar uma tendência ainda
conservadora de setores da comunidade científica brasileira com relação aos
periódicos eletrônicos.
A pesquisa também deve completar seu objetivo inicia, de mapear de forma
o mais completa possível o universo de periódicos eletrônicos brasileiros em C&amp;T.
Um grupo importante ainda deve ser mapeado e incluído na base de dados, os
periódicos incluídos no LatinIndex mas não no SciELO. A expectativa também é
manter atualizada a base de dados com os resultados da pesquisa, tornando-a
uma fonte de controle bibliográfico sobre o universo dos periódicos eletrônicos
brasileiros em C&amp;T.
A pesquisa indicou também que a facilidade de publicar eletronicamente na
Web parece resultar numa proliferação de periódicos acadêmicos e científicos,
Mais de 80% dos periódicos “emergentes” foram lançados após 2001. Não se tem
ainda como afirmar se esta tendência continua. Esta situação pode adquirir
contornos mais graves para os periódicos eletrônicos que para os impressos, em

�função da facilidade e baixo custo da publicação na web. Esta proliferação pode
resultar numa vida curta para muitos periódicos eletrônicos (a mesma tendência já
identificada na literatura de biblioteconomia para os periódicos impressos em
papel) e numa tendência a um declínio de qualidade.
Um periódico eletrônico é um dispositivo com muito maior potencial
cognitivo que um periódico impresso (Hutchin, 1999), (Lévy, 1993). A tecnologia
eletrônica pode incrementar a interatividade, prover facilidades de hipertextos e
hipermídia

(Chartier,

1998).

Pode

também

proporcionar

um

ambiente

informacional personalizado (Hyldegaard, 2004). Os periódicos eletrônicos
brasileiros, da mesma maneira que muitos periódicos eletrônicos internacionais,
são ainda concebidos baseados no modelo em papel, incorporando pouco das
facilidades tecnológicas citadas.
Se publicar eletronicamente um periódico pode ser simples, requerendo um
mínimo de habilidades relativas a “web design” e programação, o uso intensivo de
novas facilidade tecnológicas para ampliar a interatividade pode ser bastante mais
complexo. A necessidade de se manter atualizado com relação a padrões
tecnológicos relativos a preservação e acesso a longo prazo, como Dublin Core,
Open Archives, OAIS, etc, constitui, mais e mais, uma demanda .para editores e
publicadores científicos. Hoje, os editores dos periódicos eletrônicos brasileiros se
mostram ainda pouco familiarizados com estas questões. A organização destes
periódicos em portais, como o SciELO pode vir a dispensar os editores de
conhecerem profundamente estes aspectos, já que o provedor de tecnologia, no
caso o SciELO, se encarregaria destas questões (Marcondes, 2003).
Toda esta situação parece indicar a necessidade de uma maior
profissionalização da atividade de edição e publicação de periódicos eletrônicos.
Diferentemente dos periódicos internacionais, muitos deles agrupados em portais
(Simeão, 2003) como ScienceDirect, Gale, OVID, Blackwell, etc, os periódicos
eletrônicos brasileiros seguem um modelo tipo um-periódico-por-“site” Só existem
três portais de periódicos em C&amp;T na web brasileira: além dos SciELO e Epub, o

�único outro portal, o de uma editora comercial que publica vários periódicos
biomédicos, é o Cibersaude, http://www.cibersaude.com.br. Talvez um solução
alternativa seja estimular que estes periódicos eletrônicos em “sites” isolados se
juntem a portais como SciELO e Epub, que possam aportar aos mesmo maiores
facilidades tecnológicas.
Indica também a necessidade de se endereçar uma série questões
levantadas na pesquisa. Questões como a garantia de endereços eletrônicos
persistentes, como as citadas iniciativas PURL, DOI e CrossRef; mecanismos e
padrões para descrição e intercâmbio de metadados, como Dublin Core e Open
Archives; metodologias comuns para avaliar a audiência dos “sites” como as
propostas no Projeto COUNTER (http://www.projectcounter.org); de metodologias
para garantia de preservação a longo prazo destes conteúdos – como modelo
OASIS

–

the

Open

Archival

Information

System

Reference

Model,

http://www.dpconline.org/docs/lavoie_OAIS.pdf, agora também um padrão ISO .
Dada a fragilidade inerente às publicações digitais, sem que tais questões sejam
endereçadas, os periódicos brasileiros em C&amp;T se encontram numa situação
bastante precária a médio prazo, correm o risco de ficarem inacessíveis. Estas
questões estão claramente, como demonstrou a pesquisa, além da possibilidade,
capacidade técnica e de articulação dos editores de periódicos eletrônicos
brasileiros isolados, que são a grande maioria; devem portanto ser objeto de
políticas públicas de informação em C&amp;T.

REFERÊNCIAS
BUCKHOLTZ, Alison. Declaring independence: returning scientific publishing to
scientist. The Journal of Electronic Publishing, v. 7, n.1, August 2001.
Disponível em: &lt;http://www.press.umich.edu/jep/07-01/buckholtz.html&gt;. Acesso
em 11 jul. 2002.
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo : Ed.
UNESP, 1998).

�DAY, Michael. The scholarly journal in transition and the PubMed Central proposal.
Ariadne, v. 21, sept. 1999. Disponível
em:&lt;http://www..ariadne.ac.uk/issue21/pubmed/&gt;, acesso em: 10 mar. 2002.
GINSPARG, P. Winners and losers in the global research village. In:
CONFERENCE ON ELECTRONIC PUBLISHING IN SCIENCE, 1996, Paris.
Proceedings... Disponível em: &lt;http://xxx.lanl.gov/blurb/pg96unesco.html&gt;.
HARNARD, Stevan. The self-archiving initiative. Nature Web debates. Disponível
em: &lt;http://wwwnature.com/nature/debates/e-access/Articles/harnard.html&gt;.
HARTER, Stephen; HAK Joon Kim. Electronic Journals and Scholarly
Communication: a Citation and Reference Study. Journal of Electronic
Publishing, v.3, n.2, Dec. 1997. Disponível em:
&lt;http://www.press.umich.edu/jep/archive/harter.html&gt;
HEATHER, Joseph. An economic model for enhancements to a print journal.
Journal of Electronic Publishing, v.7 n.31, April 2002. Disponível em:
&lt;http://www.press.umich.edu/jep/07-03/joseph.html.
HUTCHIN, Edward. Cognitive artifacts. 1999. Disponível em:
&lt;http://mitpress.mit.edu/MITECS/work/ hutchins_r.html&gt;, visited in 02/12 /1999).
HYLDEGAARD, Jette; SEIDEN, Piet. My e-journal – exploring the usefulness of
personalized access to scholarly articles and services. Information Research, v.
9, n. 3, April, 2004. Disponível em: &lt;http://information.net/ir/9-3/paper181.html&gt;.
KING, Donald W., TENOPIR, Karol. A publicação de revistas eletrônicas:
economia da produção, distribuição e uso. Ciência da Informação, Brasília, v.27,
n.2, p. 176-182, maio/ago.1998. Disponível em: &lt;
http://www.ibict.br/cionline/270298/27029810.htm&gt;
LAWRENCE, Steve. Free online availability substantially increases a paper’s
impact. Nature Web debates. Disponível em:
&lt;http://www.nature.com/nature/debates/e-access/Articles/lawrence.html&gt;.
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da
informática. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1993. (Coleção Trans). 205 p.

�MARCONDES, Carlos Henrique, SAYAO, Luis Fernando. Integration and
interoperability in accessing information resources in science and technology: the
proposal of Brazilian Digital Library. In: INTERNATIONAL CONGRESS OF
ENTERPRISE INFORMATION SYSTEMS/WORKSHOP ON NEW
DEVELOPMENTS IN DIGITAL LIBRARIES, 2002, Ciudad Real, Spain,
Proceedings. Ciudad Real, Spain ICEIS Press, 2002. p.104-115. Disponível em:
&lt;http://arXiv.org/abs/cs.DL/0210029&gt;.
MARCONDES, Carlos Henrique, SAYÃO, Luis Fernando. The SCIELO Brazilian
scientific journal gateway and Open Archives: a Report on the Development of
the SciELO-Open Archives Data Provider Server.. D Lib Magazine, v.9, n.3, March,
2003. Disponível em:
&lt;http://www.dlib.org/dlib/march03/marcondes/03marcondes.html &gt;, DOI:
10.1045/march2003-marcondes.
MEADOWS, Arthur Jack. A comunicação científica. Brasília : Briquet de Lemos,
1999.
PACKER, Abel Laerte. SciELO - a Model for Cooperative Electronic Publishing in
Developing Countries. D-Lib Magazine [online]. 2000, vol. 6, no. 10. Disponível
em: &lt;http://www.dlib.org/dlib/october00/10inbrief.html#PACKER&gt;.
PACKER, Abel Laerte. The SciELO Model for electronic publishing and measuring
of usage and impact of Latin American and Caribbean scientific journals. In ICSUUNESCO International Conference: Electronic Publishing in Science, 2
Proceedings… Paris, 2001, pp. 19-23. Disponível em:
&lt;http://www.unesco.org/science/publication/electronic_publishing_2001
/proceedings_sess3.shtml#s3_packer&gt;
SABATTINI, Marccelo. As publicações eletrônicas dentro da comunicação
científica. Universidade Metodista de São Paulo, 1999. Disponível em:
&lt;http://bocc.ubi.pt/pag/sabattini-marcelo-publicacoes-electronicas.html&gt;, acesso
em: 05 maio 2004.
SAYÃO. Luis Fernando. Bases de dados: metáfora da memória científica. Ciência
da Informação, Brasília, v.25, n.3, 1996.
SIMEÃO, Elmira; MIRANDA, Antônio. O formato do periódico eletrônico e o
modelo extensivo de comunicação. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA
EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 5, Belo Horizonte, 2003, Anais... Belo Horizonte
: ECI;UFMG, 2003. CD-ROM.

�TARGINO, Maria das Graças; CASTRO, Mônica Maria Machado Ribeiro Nunes.
Perfil tos títulos e artigos do grupo de publicações eletrônicas em medicina e
biologia (grupo e-pub). Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.25, n.1, p.2756, jan./jun. 2001.

∗

Departamento de Ciência da Informação, Universidade Federal Fluminense R. Lara Vilela, 126 –
S. Domingos, Niterói/RJ email: marcon@vm.uff.br
Centro de Informações Nucleares, Comissão Nacional de Energia Nuclear R. Gen. Severiano, 90 –
Rio de Janeiro/RJ email: lsayao@cnen.gov.br
Bolsistas de Iniciação Científica, Universidade Federal Fluminense R. Lara Vilela, 126 – S.
Domingos,
Niterói/RJ
email:
cmarciomaia@ig.com.br;
marco_ar@bol.com.br;
wilderfaria@yahoo.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53900">
                <text>Situação dos periódicos eletrônicos brasileiros em C&amp;T.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53901">
                <text>Marcondes,Carlos Henrique; Sayão, Luis Fernando; Maia,Cláudio Márcio Ribeiro; Dantas, Marco Aurélio Ribeiro; Faria, Wilder Da Silva </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53902">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53903">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53904">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53906">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53907">
                <text>Relata resultados de projeto de pesquisa, apoiado pelo CNPq, cujo objetivo foi desenvolver um quadro geral da situação dos periódicos eletrônicos brasileiros em ciência e tecnologia. Utilizou-se no levantamento os instrumentos de controle bibliográfico disponíveis, como listas do portal SciELO e a base de dados LatinIndex. Para complementar o levantamento pesquisa extensiva na Web teve que ser feita para identificar outros “sites” de periódicos eletrônicos brasileiros. Mecanismos de busca como Google e AltaVista foram utilizados com este objetivo. Foram submetidas consultas tais como “Brazilian Journal of”, “Brazilian Archives of” etc, para identificar outros periódicos eletrônicos. Em cada “site”, informações sobre cada periódico eletrônico foram coletadas e armazenadas numa base de dados, classificada por área de conhecimento CAPES/CNPq. Após esta fase inicial uma pesquisa qualitativa foi desenvolvida, baseada em questionários enviados aos editores dos periódicos eletrônicos por correio eletrônico. Estes questionários solicitam informações acerca do modelo de negócios do periódico eletrônico, dificuldades encontradas para manter o periódico atualizado, existência de políticas relativas à preservação e acesso a longo prazo, conhecimento dos editores de padrões tecnológicos relativos a publicações eletrônicas, problemas enfrentados para lançar e manter o periódico eletrônico. O universo de periódicos eletrônicos brasileiros se mostrou segmentado, variando de periódicos consolidados, de alta qualidade, originários de periódicos em papel, como os mantidos no portal SciELO, até periódicos “emergentes”, sem versão impressa, recentemente disponibilizados na Web. Este universo abrange também diversas áreas de conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68394">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4892" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3961">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4892/SNBU2004_097.pdf</src>
        <authentication>6cee929d3a657cc62ebe1c6567994d06</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53935">
                    <text>EDITORAÇÃO DE PERIÓDICO CIENTÍFICO DIGITAL NA ÁREA DE
BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: UM RELATO DA
REVISTA DIGITAL DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP
Danielle Thiago Ferreira∗
Gildenir Carolino Santos∗∗
Leonardo Fernandes Souto∗∗∗

RESUMO

Relata a experiência da formação e estruturação da Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, periódico científico das áreas da
Biblioteconomia, Ciência da Informação e áreas afins, gerenciado pelo Sistema de
Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (SBU). A iniciativa deve-se ao
compartilhamento de uma macrovisão em relação aos princípios de
disseminação, o que motivou a apresentação deste projeto de editoração da
revista digital como uma publicação oficial do SBU. Parte do pressuposto de que
não há fundamentação no simples desenvolvimento de pesquisas/estudos se
estes não forem divulgados/disseminados. Desta forma, a revista tornou-se um
canal para a publicação de relatos de pesquisas e experiências, institucionais e
de profissionais da área e afins. Justifica-se a escolha do formato digital graças à
diminuição dos custos de produção/editoração, e ainda, à facilidade de acesso.
Descrevem-se as etapas do projeto de editoração e metodologia utilizada pelos
editores da revista em todos os processos, que vão desde as escolhas dos
artigos, normalizações, até sua disponibilização.
PALAVRAS-CHAVE: Publicação digital em Biblioteconomia. Publicação digital
em Ciência da Informação. Editoração eletrônica. Periódico eletrônico. Periódico
científico digital.

1 INTRODUÇÃO

O fato de compartilharmos uma macrovisão em relação aos princípios de
disseminação da informação é que nos motiva a apresentar a editoração de um
periódico científico digital. Consideramos que a divulgação científica, de forma
mais ampla, evidentemente, é um mecanismo de disseminação da informação.
Tal consideração baseia-se no fato de que não há fundamentação no
simples

desenvolvimento

de

pesquisas/estudos

se

estes

não

forem

�divulgados/disseminados. Assim, sentimo-nos à vontade para apresentar nossa
experiência com a Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação.

2 A PUBLICAÇÃO CIENTÍFICA ELETRÔNICA
A possibilidade de, com um simples clicar, podermos passar de uma
citação bibliográfica para um abstract ou um texto completo de um artigo, e até
tirar dúvidas ou discutir o texto diretamente com o autor, está promovendo uma
mudança considerável na forma de utilização da informação científica de
publicações seriadas.
A eletrônica está abalando as fundações do sistema de publicação
periódica tradicional. Cada vez mais, está parecendo ser insustentável manter,
como um meio básico de comunicação científica impressa, uma infinidade de
títulos de revistas científicas de alto preço, às vezes de baixa circulação.
Um requisito fundamental para o avanço da pesquisa científica em nossos
dias é a propagação rápida da informação revisada por pares, que é ainda o
indicador de qualidade aceitável no tradicional meio científico. Da mesma forma, o
avanço nas carreiras acadêmicas e na captação de recursos para a pesquisa está
associado à publicação em tempo recorde. Porém, algumas condições tornam
progressivamente difícil publicar em tempo hábil nas revistas convencionais em
papel. Nas revistas mais solicitadas, existem problemas de limitação de espaço.
Nas revistas menos conhecidas, tempo de espera para fechamento de uma
edição, escassez de recursos para manter uma periodicidade menor e constante.
Altos custos de publicação e altos preços de assinatura, inerentes às
publicações em papel, tornam inacessível sua aquisição por laboratórios ou
bibliotecas com limitados recursos financeiros. Revistas de menor circulação não
são facilmente encontradas em bibliotecas, ou nos índices de citação
bibliográfica. Em conseqüência, fica difícil, às vezes, garantir o caráter inédito de
um resultado e, à medida que novas descobertas são publicadas, falha-se
eventualmente em dar o devido crédito a um trabalho prévio de outros
pesquisadores.

�A demora na publicação do artigo, altos custos de aquisição e manutenção
de coleções, a rigidez do formato impresso em papel, a dificuldade na localização
de assuntos pertinentes ao pesquisador, e a dificuldade de acesso, são
apontados por Mueller (2000) como problemas crônicos da publicação científica.
Definitivamente o desenvolvimento da tecnologia da informação possibilitou
aos cientistas novas formas de comunicação. O compartilhamento de informações
ocorre praticamente de forma simultânea, utilizando-se os recursos das
telecomunicações e da Internet. (RUSSEL, 2000).
Em 1995, o número de revistas na Internet era de 306, ao todo, incluindo
todas as áreas. Em 1997, apenas algumas revistas científicas publicavam textos
completos, com ilustrações, nas páginas da Internet. Uma grande mudança
verificou-se, a partir de então, com a entrada na Internet dos grandes editores
científicos tradicionais. Até o início de 1999, a Reed-Elsevier já tinha mais de
1200 revistas on-line; a Springer tinha 360 e a Academic Press, 174. Hoje, é raro
encontrar-se uma boa revista sem sua versão para a Internet, o que representaria
até um risco para ela. (BUTTER, 1999, p.195-200).
A revolução digital inclui universidades em todas as partes do mundo e não
é só a forma acadêmica de publicar que está em mudança. A própria existência
das bibliotecas de pesquisa, como as conhecemos hoje, está em questão, com a
erosão de seus papéis tradicionais. Algumas editoras e seus novos serviços
eletrônicos estão entregando informação sofisticada diretamente aos usuários,
sem a mediação das bibliotecas, que passam a executar outras funções.
Como estão reagindo, a respeito das publicações eletrônicas, os
indexadores internacionais da literatura seriada científica? Tomemos o poderoso
Institute for Scientific Information (ISI), cujos serviços se irradiam a partir de sedes
situadas em países de quatro continentes - EUA, Japão, Singapura e Reino Unido
- com a proposição de fazer uma cobertura abrangente da mais importante e
influente pesquisa realizada em todo o mundo. O banco de dados do ISI cobre
cerca de 16 mil publicações internacionais nas áreas de ciências, ciências sociais,
artes e humanidades. O ISI disponibiliza para a comunidade científica as
conhecidas bases de dados de referências Current Contents e Web of Science.

�Para o ISI, são imprescindíveis nas revistas eletrônicas as mesmas
qualidades esperadas nos periódicos tradicionais em papel: conteúdo editorial de
valor, alta categoria dos autores e do corpo editorial, amparo financeiro, revisão
por pares e caráter internacional. Em suas duas formas básicas – a forma
tradicional de "edições" contendo uma coleção de artigos, ou a forma mais ágil de
publicação de um artigo por vez – um periódico eletrônico deve apresentar
também constância de periodicidade, embora os padrões para a avaliação dessa
característica nos períodos eletrônicos ainda estejam em desenvolvimento.
Segundo o ISI, um bom indicador da "saúde" de uma revista eletrônica é a
regularidade com que os artigos são enviados. Embora esse indicador dependa
da área de pesquisa, é de se esperar que pelo menos em seis meses alguma
atividade seja manifestada.
Uma vez que, através da publicação eletrônica, as informações têm meios
de serem repassadas do editor para o pesquisador mais rapidamente que suas
versões impressas, os periódicos eletrônicos contam com a preferência do ISI, em
sua avaliação para cobertura, desde que apresentem os requisitos mencionados.
Paralela a essa política de indexação a Revista Digital de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, já tem duas fontes de indexação de seus artigos:
Edubase – produzida pela Faculdade de Educação da UNICAMP; e uma base de
dados latino-americana: Latindex – produzida pelo Centro de Documentação
Latino Americana do México. Os editores da ISTA (Information Science and
Technology Abstracts) manifestaram interesse em também indexar a revista e
fizeram algumas sugestões de melhorias quanto à sua estrutura, sendo que as
mesmas já foram realizadas.

3 CARACTERÍSTICAS E VANTAGENS DA PUBLICAÇÃO ELETRÔNICA

A publicação eletrônica na Internet permite a disseminação em grande
escala da informação científica tradicional - ou seja, de trabalhos revisados por
pares de pesquisadores - em curto prazo, sem limitação de espaço e a um custo
baixo, além de abrir possibilidade para apresentações multimídia, incluindo

�sistemas de coordenadas tridimensionais para modelos, filmes, arquivos sonoros
ou ilustrações a cores sem custo extra. A possibilidade de comunicação eletrônica
entre pesquisadores e outros usuários da informação veiculada via Internet, seja
por correio eletrônico ou em fórum de discussão, tende a impulsionar a
comunicação global na ciência. O uso do e-mail, facilitando a transmissão de
trabalhos científicos a serem submetidos ao corpo editorial das revistas, para
avaliação e revisão, assim como para solicitação e envio de separatas, elimina,
não só os custos convencionais correspondentes da publicação impressa, como
também agiliza consideravelmente a comunicação.
A obtenção direta, no próprio ambiente da revista, de links para diferentes
partes do trabalho, ou para outros trabalhos, ou de links para fontes de consulta,
como bancos de dados sobre um determinado assunto, ou banco de dados de
referências bibliográficas, que já estão disponibilizados na Internet por grandes
sistemas gerenciadores de informação, públicos e privados, é uma vantagem
incomparável oferecida pelo ambiente de hipertexto.
A publicação de artigos de forma contínua, à medida que vão sendo
enviados e liberados pelo corpo editorial da revista, a facilidade de revisão on-line
e a possibilidade imediata da correção de possíveis erros nos trabalhos
publicados são outras vantagens das versões eletrônicas das revistas científicas.
Um dado fundamental que garante a confiabilidade do periódico digital é a
permanência/estabilidade do seu endereço na Internet.
Da mesma forma, devido à facilidade de alteração de textos ou outros
itens, facilidade que é inerente à publicação eletrônica, o periódico deve sempre
informar a data em que revisões ou erratas dos trabalhos publicados foram feitas
ou disponibilizadas na rede. Desse modo, as citações de artigos podem ser feitas
e acompanhadas de forma conveniente. As citações bibliográficas de revistas ou
de artigos on-line devem, portanto, incluir como seus elementos, além dos
elementos essenciais convencionais, o endereço da página da Internet onde se
encontra, a data em que os artigos foram disponibilizados - se possível - e a data
em que foram acessados para consulta, esta última sendo uma condição
praticamente indispensável.

�4 REVISTA DIGITAL DE BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
DA UNICAMP : METODOLOGIA
4.1 ÁREA

Como área científica de abrangência, a revista é voltada para os campos
interdisciplinares de Biblioteconomia, Ciência da Informação e áreas afins. A
justificativa está no fato de a UNICAMP ser considerada como referência nacional
na área de Biblioteconomia, em virtude do alto grau de serviços desenvolvidos e
de sua complexidade. Assim, a revista seria um canal para a publicação de
relatos de pesquisas e experiências institucionais, bem como instrumento para a
divulgação de pesquisas e experiências de profissionais da área.

4.2 SUPORTE
O Periódico possui formato digital. Tal escolha está no fato do mesmo
diminuir os custos de produção/editoração, e ainda, facilitar o acesso, pois, depois
de editada, a revista poderá ser consultada de qualquer local que disponha de um
terminal de computador e acesso à Internet. Outro fator que nos levou a escolher
este formato é que tivemos como referência uma outra publicação digital da
UNICAMP - a revista ETD - Educação Temática Digital, editada desde outubro de
1999 e que segue padrões normativos de publicação científica (SANTOS;
PASSOS, 2002) – gerenciada pela Biblioteca Prof. Joel Martins da Faculdade de
Educação e cuja estrutura inicial serviu de base para a Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação.

4.3 PERIODICIDADE
A circulação da revista possui periodicidade semestral, uma vez que é uma
forma mais adequada para que os profissionais possam enviar os seus trabalhos,

�e possamos gerenciá-la de forma mais segura. Além disso, também possui
número de cadastramento no IBICT1 do ISSN2.

4.4 RECURSOS HUMANOS

4.4.1 Editores
A gestão da revista possui como editores, bibliotecários do próprio Sistema
de

Bibliotecas

da

UNICAMP,

tendo

como

editores

responsáveis,

dois

bibliotecários da Biblioteca Central e um bibliotecário da Faculdade de Educação.

4.4.2 Conselho Editorial

O Conselho Editorial é composto por profissionais da UNICAMP e de
outras universidades, como: Universidade de Brasília, Pontifícia Universidade
Católica de Campinas, Universidade do Vale do Itajaí.
Neste processo de consolidação da revista, estamos convidando outros
profissionais de universidades e instituições estrangeiras para fazerem parte do
nosso Conselho Editorial.

4.4.3 Consultoria de normalização técnica

A revista ainda possui, outros profissionais da informação, que prestam
consultoria na fase de normalização bibliográfica dos artigos recebidos, contando
com profissionais da Faculdade de Educação Física, Colégio Técnico de
Campinas, Biblioteca Central (Processamento Técnico e Serviço ao Público).
Neste contexto, destacamos que a normalização bibliográfica é baseada de
acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e
1
2

Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica
ISSN – Número Internacional Padronizado de Publicações Seriadas.

�da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) para a publicação dos
artigos.

4.4.4 Diagramação e editoração eletrônica
Quanto à diagramação e editoração eletrônica, estas são executadas pelos
próprios editores, com a assessoria de um webdesigner da Biblioteca Central, no
que diz respeito à linguagem de programação (PHP).

4.4.5 Revisão dos abstracts
A revisão dos abstracts é feita por uma profissional da informação, que já
tem conhecimento em traduções de textos e resumos, e que atua junto à
Biblioteca Central da UNICAMP (BC/UNICAMP).

5 RECURSOS

5.1 FÍSICOS E MATERIAIS
Os recursos físicos e materiais são fornecidos pelo próprio Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP.
5.2 LÓGICOS
Para disponibilização on-line dos artigos, utilizamos a linguagem PHP3, o
editor de texto Word, o software PDF4 e o banco de dados MySQL5, alocado no
servidor da BC/UNICAMP.
Por tratar-se de uma revista científica, em formato eletrônico, a mesma
ficará hospedada no servidor e site do SBU, onde o endereço de acesso ao seu

3

Software livre disponível na Internet
PDF – Portable Document File – Software proprietário produzido pela empresa Adobe.
5
Software livre disponível na Internet
4

�conteúdo

passou

a

ser:

HThttp://server01.bc.unicamp.br/revbib/index.php,

tornando-se a revista oficial do Sistema.
A Revista já consta com dois números, sendo que o terceiro fascículo será
lançado no segundo semestre de 2004. Podemos observar, a seguir, a página
inicial da revista como forma de ilustração:

Figura 1 – Página principal da Revista Digital de Biblioteconomia e
Ciência da Informação

6 POLÍTICA DE SELEÇÃO DE ARTIGOS

A política de seleção dos artigos é definida, pelos membros do Conselho
Editorial e Editores.
Neste processo, os colaboradores submetem seus artigos que desejam
publicar ao Conselho Editorial da revista, onde são analisados e selecionados
para publicarem, desde que sigam as normas editoriais disponíveis no site da
revista.
Uma vez selecionados, os artigos são encaminhados aos consultores da
normalização técnica, e depois de verificados e normalizados, à revisora dos
abstracts para conferência.

�Estando prontos, os artigos seguem para os editores que dão a forma
técnica que compõe a estruturação lógica da revista digital. E por último o
webdesigner processa os artigos na linguagem PHP e deixa disponível para
acesso no site da revista.

7 CRONOGRAMA DA REVISTA
Desde o primeiro cronograma de execução do projeto inicial da revista, que
foi apresentado na Reunião dos Diretores do SBU, no dia 29 de outubro de 2002,
a revista desenvolveu uma estratégia de produção dos seus fascículos, onde o
lançamento oficial aconteceu em 13 de setembro de 2003, durante o III Ciclo de
Palestras, organizado pela FEBAB e realizado no auditório da BC/UNICAMP.
Historicamente falando, as fases da constituição da revista desde o seu
início até o momento seguiram e seguem as seguintes fases:
apresentação formal, do projeto, aos Diretores das Bibliotecas do SBU;
escolha do nome da publicação;
convite a pesquisadores da área para publicarem artigos no número
inicial;
recebimento dos artigos;
formatação e diagramação dos textos;
solicitação do Registro de ISSN;
divulgação e marketing;
lançamento oficial no III Ciclo de Palestras da FEBAB;
continuidade até o momento de novos fascículos.

Atualmente, por ser uma publicação semestral, a equipe da revista se
reúne para receber os artigos e verificar as providências que devem ser tomadas
para a devida estruturação da publicação, seguindo rigorosamente um calendário
pré-estabelecido pelos editores.

�8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O projeto da construção da revista digital foi consolidado. Acreditamos que,
hoje, o SBU disponibiliza, para a comunidade interna e externa, um instrumento
de veiculação científica que possibilita o crescimento pessoal de profissionais que
atuam em diferentes segmentos ligados à informação e, sobretudo, contribui para
o desenvolvimento da Ciência da Informação e suas áreas afins.

REFERÊNCIAS
BETTER, D. Briefing eletronic journals. Nature, v. 397, 1999. p.195-200.
MULLER, S. P. M. O periódico científico. In: CAMPELLO, B. S.; CENDON, B. V.;
KREMER, B. M. (Org.). Fontes de informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000. p. 73-95.
RUSSEL, J. M. Tecnologias eletrônicas de comunicação: bônus ou ônus para os
cientistas dos países em desenvolvimento? In: MUELLER, S. P. M.; PASSOS, E.
J. L. (Org.) Comunicação científica. Brasília: Depto. Ciência da Informação
Universidade de Brasília, 2000. p.123-138.
SANTOS, G.C. ; PASSOS, R. Gerenciamento e estruturação de periódicos
eletrônicos: a experiência do periódico ETD – Educação Temática Digital da
Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002. Recife. Anais
eletrônicos... Recife: UFPE, 2002. (1 MINI CD-ROM).

∗

Doutoranda em Ciências da Comunicação pela ECA/USP; Mestre em Biblioteconomia e Ciência
da Informação pela PUC-Campinas, Bibliotecária do Depto. de Tecnologia da Informação do
Sistema de Bibliotecas da/ UNICAMP - danif@unicamp.br
∗∗
Mestre em Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP; Diretor da Biblioteca da
Faculdade de Educação/UNICAMP - gilbfe@unicamp.br
∗∗∗
Doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP; Mestre em Biblioteconomia e
Ciência da Informação pela PUC-Campinas; Bibliotecário do Depto. de Serviços ao Público do
Sistema de Bibliotecas da/ UNICAMP - lfsouto@unicamp.br Universidade Estadual de
Campinas - Sistema de Bibliotecas. Av. Sérgio Buarque de Holanda, s/nº - Cidade Universitária.
13083-970 Campinas – SP – Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53918">
                <text>Editoração de periódico científico digital na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação: um relato da Revista Digital do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53919">
                <text>Ferreira, Danielle Thiago; Santos, Gildenir Carolino; Souto, Leonardo Fernandes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53920">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53921">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53922">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53924">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53925">
                <text>Relata a experiência da formação e estruturação da Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, periódico científico das áreas da Biblioteconomia, Ciência da Informação e áreas afins, gerenciado pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (SBU). A iniciativa deve-se ao compartilhamento de uma macrovisão em relação aos princípios de disseminação, o que motivou a apresentação deste projeto de editoração da revista digital como uma publicação oficial do SBU. Parte do pressuposto de que não há fundamentação no simples desenvolvimento de pesquisas/estudos se estes não forem divulgados/disseminados. Desta forma, a revista tornou-se um canal para a publicação de relatos de pesquisas e experiências, institucionais e de profissionais da área e afins. Justifica-se a escolha do formato digital graças à diminuição dos custos de produção/editoração, e ainda, à facilidade de acesso. Descrevem-se as etapas do projeto de editoração e metodologia utilizada pelos editores da revista em todos os processos, que vão desde as escolhas dos artigos, normalizações, até sua disponibilização.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68396">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4894" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3963">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4894/SNBU2004_098.pdf</src>
        <authentication>bfa557810a3e846a3e2ebc27ce7a8ad1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53953">
                    <text>ACERVOS DIGITAIS: A EXPERIÊNCIA DA PUC-RIO

Dolores Rodriguez Perez∗
Patrícia Lima∗∗

RESUMO
Este trabalho aborda diversas conceituações para bibliotecas virtuais e digitais.
Apresenta os objetivos da criação do acervo digital da Divisão de Bibliotecas e
Documentação (DBD) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRio). Descreve a metodologia utilizada no desenvolvimento desse acervo. Aponta as
medidas adotadas para a proteção dos direitos autorais na formação da coleção
digital. Apresenta a interoperabilidade dessa coleção com outros repositórios digitais.
Mostra os itens que compõem, atualmente, o acervo digital da DBD/PUC-Rio.
Menciona os aspectos que devem ser considerados em um projeto de Biblioteca
Digital. Destaca os pontos positivos e negativos dos acervos digitais.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas virtuais. Bibliotecas digitais. Coleções digitais
Desenvolvimento de coleções digitais. Planejamento de bibliotecas digitais.
Preservação digital. Direito autoral. Digitalização. Refreshing. Migração. Emulação.
Teses Digitais. BDTD. NDLTD. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Divisão de Bibliotecas e Documentação.

1 CONCEITUAÇÃO

O desenvolvimento das tecnologias da informação tem agilizado o acesso à
informação, implicando numa mudança de paradigmas, que levam as bibliotecas a
se adequarem a outras formas de responder às demandas de seus usuários.
Embora na literatura ainda exista muita discussão sobre os conceitos de
Biblioteca Virtual e Biblioteca Digital (BD), destacam-se a seguir algumas definições:

A noção da biblioteca virtual é [...] geralmente descrita como um
sistema pelo qual um usuário pode se conectar com bibliotecas e
bases de dados remotas, usando, como" caminho de passagem", o
catálogo on-line local ou uma rede de computadores. (FLEET &amp;
WALLACE apud MARCHIORI, 1997).

�[...] o conceito de ‘biblioteca virtual’ está relacionado com o conceito
de acesso, por meio de redes, a recursos de informação disponíveis
em sistemas de base computadorizada, normalmente remotos [...].
(POULTER apud MARCHIORI, 1997).

A Biblioteca virtual “baseia-se na troca de informações através de mídia online e criação de fontes de informação que não possuem necessariamente uma
propriedade física.” (SANTOS; RIBEIRO, 2003).

A biblioteca digital difere das demais, porque a informação que ela
contém existe apenas na forma digital, podendo residir em meios
diferentes de armazenagem, como as memórias eletrônicas (discos
magnéticos e óticos). Desta forma, a biblioteca digital não contém
livros na forma convencional e a informação pode ser acessada, em
locais específicos e remotamente, por meio de redes de
computadores. (MARCHIORI, 1997).
A biblioteca digital seria aquela que teria, além de seu catálogo, os
textos dos documentos de seu acervo armazenados de forma digital,
permitindo sua leitura na tela do monitor ou sua importação
(dow[n]load) para o disco rígido do computador (...)" (PEREIRA;
RUTINA apud OHIRA; PRADO, 2002)

2 ACERVOS DIGITAIS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA PUC-RIO

A Divisão de Bibliotecas e Documentação da Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro – DBD/PUC-Rio, acompanhando a evolução das
tecnologias de comunicação e informação e aplicando-as com o objetivo de ampliar
o acesso à informação e sua capacidade de uso, vem há três anos desenvolvendo o
seu acervo digital.

2.1 TIPOS DE DOCUMENTOS DIGITAIS

Atualmente o acervo digital do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio compõese dos seguintes itens:

�TIPO DE DOCUMENTO
Cap. de livro/artigos de periódico
Livros
Publicações da PUC
Teses e Dissertações da PUC
Teses externas à PUC-Rio
Total:

QTD.
6
7
146
2.186
2
2.347

%
0,25
0,29
6,22
93,14
0,10
100

Acervo Digital
2.186
2500
2000
1500
1000

6

7

146

2

500
0

0,25%

0,29% 6,22% 93,14% 0,10%
Cap. de livro/artigos de periódico
Livros
Publicações da PUC
Teses e Dissertações da PUC
Teses externas à PUC-Rio

2.2 METODOLOGIA DE DESENVOLVIMENTO DO ACERVO DIGITAL

Esta experiência teve início com publicações de autores da comunidade
acadêmica da PUC-Rio. Realizou-se a conversão de documentos, a partir do
formato tradicional (papel) para o formato digital, baseada na geração de arquivos
PDF (Portable Document Format), utilizando o software Adobe Acrobat Reader.
Hoje, já estão incluídos no acervo digital outras publicações de autores que
não pertencem à comunidade PUC.

2.2.1 Captura e armazenagem do acervo digital

�A captura das publicações digitais, geradas na PUC-Rio, é realizada
periodicamente pela Seção de Automação – SAT/DBD, através da coleta no sítio
dos Departamentos.
No momento, integram esse acervo:
Texto para discussão (Departamento de Economia);
Texto para discussão (Departamento de Administração); e
Monografias em Ciência da Computação (Departamento de Informática).

Além desses, fazem parte as teses e dissertações da Universidade, que têm
processo diferente de captura e será descrito no próximo item, assim como teses
externas à PUC-Rio.
A DBD obteve a devida autorização dos Departamentos para disponibilizar o
acesso às publicações, através do servidor da Biblioteca, ou, no caso de outros
documentos, os autores se dirigem à DBD para solicitar a viabilização do acesso.

2.2.1.1 Teses e dissertações digitais da PUC-Rio

Foi a partir da aprovação e decisão da Vice-Reitoria Acadêmica de digitalizar
as teses e dissertações da PUC-Rio, em 2002, que a biblioteca digital do sistema de
Bibliotecas adquiriu maior impulso.
O projeto piloto começou com a conversão do formato tradicional (papel) das
teses retrospectivas, para o formato digital e a geração dos arquivos PDF,
armazenados no servidor da DBD.
No segundo semestre de 2002, a Coordenação Central de Pós-Graduação CCPG, da Vice-Reitoria Acadêmica, adotou como norma para os cursos de pósgraduação, a apresentação do formato digital, como original (born digital) e cópia em
formato impresso.

2.2.1.1.1 Teses e dissertações retrospectivas

�Optou-se pela terceirização do serviço de digitalização das teses
retrospectivas.
Foram digitalizadas, até o momento, todas as teses do Departamento de
Filosofia (cerca de 250 volumes), Departamento de Economia (200 volumes) e
Departamento de Engenharia Elétrica (aproximadamente 800 volumes) e teses de
outros departamentos, apresentados no 1º semestre de 2002. Em 2004 prosseguiuse à digitalização com as teses do Departamento de Psicologia (568 volumes).
Nessa nova etapa, foram priorizadas as áreas cujas teses tiveram mais consulta
e/ou empréstimo nos últimos três anos.
Os arquivos PDF, recebidos em CD-ROM da empresa que faz a
digitalização, são armazenados no servidor da DBD, seguindo um padrão de
nomenclatura para posterior recuperação.
Nesse processo de digitalização retrospectiva, foram adotados vários
procedimentos para a interação com essa empresa, no preparo e envio das teses,
assim como na conferência dos arquivos PDF nos CD-ROMs.

2.2.1.1.2 Teses e dissertações novas

Foram estabelecidas normas e procedimentos com a DBD e a CCPG para a
criação das teses no formato digital. Cada tese é constituída de arquivos divididos
em parte pré-textual, capítulos e parte pós-textual. Todas as orientações estão
disponibilizadas no sítio da DBD e da CCPG.
As teses são certificadas na CCPG, para garantir que não tenham o seu
conteúdo alterado, e que a versão impressa seja reprodução fiel da eletrônica. Após,
os autores providenciam a cópia impressa. Os dois formatos são entregues nos
Departamentos pelos alunos da pós-graduação, que as enviam aos Decanatos
correspondentes.

�A DBD recebe as teses, periodicamente, dos Decanatos, em arquivos PDF
(suporte disquete ou CD-ROM) e um exemplar impresso. A forma digital é
armazenada no servidor e são criadas as páginas índices para a recuperação
eletrônica.

2.2.1.2 Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – BDTD

A PUC-Rio participava do extinto Sistema de Teses – SITE, coordenado pelo
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT.
O atual Projeto da BDTD, também coordenado pelo IBICT, visa integrar os
sistemas de informação de teses e dissertações, existentes nas Instituições de
Ensino Superior - IES brasileiras, assim como estimular o registro e a publicação de
teses e dissertações em meio eletrônico.

A BDTD deverá agregar os registros do

ex-SITE.
Considerando que a DBD/PUC-Rio já tem a base de teses retrospectivas no
IBICT e que, desde 2002, vem desenvolvendo a biblioteca digital de teses, está-se
interagindo com a Coordenação do Sistema Pergamum, sistema de automação de
bibliotecas, utilizado pela DBD/PUC-Rio, para viabilizar o fornecimento dos registros
das teses eletrônicas da PUC-Rio para a BDTD.
A BDTD é o sistema nacional que se integrará ao sistema internacional –
Networked Digital Library of Theses and Dissertations - NDLTD, da Virginia Tech.

2.2.1 Mudança de procedimentos

Instalaram-se, assim, dois processos de criação ou passagem para o
formato digital das teses da PUC-Rio: teses novas e teses retrospectivas.
Ocorreu, com isso, uma mudança nos procedimentos e uma mobilização de
vários participantes, a saber:

�a pós-graduação (coordenadores, secretarias, professores e alunos); e
os profissionais da Biblioteca (bibliotecários, auxiliares e equipe de informática).

2.2.2 Catalogação

A partir da criação do acervo digital, foram estudadas, identificadas e
estabelecidas as normas para a descrição bibliográfica. A maioria dos itens em
forma digital coexiste, na DBD, com a forma impressa.
Inicialmente, os dois formatos eram catalogados separadamente.

No

momento, visando à racionalização de esforços, é processada a forma impressa
com as notas específicas de acesso e endereço eletrônico.
Os suportes em disquete ou CD-ROM são considerados exemplares e
mantidos como cópia de segurança, de uso exclusivo da DBD.
Os itens da biblioteca digital do sistema de Bibliotecas da PUC-Rio estão
totalmente integrados ao catálogo on-line do Sistema Pergamum. Dessa maneira, na
consulta ao catálogo, pela Web, o usuário poderá acessar o acervo digital e
visualizá-lo em texto completo.

2.2.3 Proteção dos direitos autorais / patrimoniais

Ao implementar-se a biblioteca digital houve a preocupação com a proteção
dos direitos autorais e patrimoniais, visando garantir o uso legal dos itens da coleção
digital.
Todos os itens do acervo digital possuem a devida autorização e
especificação dos autores para controle do acesso.
No caso das teses retrospectivas, pela impossibilidade de obter a
autorização dos autores, o acesso foi facultado apenas aos usuários cadastrados no
Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio, que é a mesma regulamentação adotada para
as teses impressas.

�Nas teses novas, para os itens com autorização de publicação na Internet,
qualquer pessoa pode consultar e imprimir.

Para os itens com acesso autorizado

somente pela Intranet, é necessário que o usuário seja cadastrado no Sistema de
Bibliotecas e os que têm restrição, apenas é autorizada a consulta, sem permissão
para impressão.
A segurança dos arquivos visa proteger as informações contra atos
executados diretamente sobre a informação digital e é especificada pelas
propriedades do PDF.

2.2.4 Instalações físicas

O acervo digital do Sistema de Bibliotecas encontra-se no servidor LINUX
que é utilizado para prover o acesso a todo conteúdo Web da Biblioteca. Este
servidor conta com um software responsável pela pesquisa, autenticação e
recuperação dos arquivos.

2.2.6 Equipe

O número de profissionais da DBD não aumentou com o desenvolvimento
da biblioteca digital. Foram destacados alguns funcionários para se dedicarem às
novas tarefas, simultaneamente à execução de outras atividades:
um analista de sistemas;
um operador de redes;
seis bibliotecários do processamento técnico ; e
dois auxiliares de biblioteca.
Houve necessidade de orientar as pessoas para a execução dos novos
procedimentos.

3 NECESSIDADES PARA A CRIAÇÃO DE BIBLIOTECAS DIGITAIS

�A implantação de Bibliotecas Digitais requer um planejamento. A formação
de uma BD pode ter sua origem através da digitalização de documentos e/ou
integrar também documentos digitais originais (born digital). No planejamento de
uma BD com documentos digitalizados deverão ser considerados os seguintes
aspectos: objetivos da BD (acesso e preservação ou apenas acesso); missão e tipo
da instituição; que documentos constituirão a BD (tipos e prioridades); usuários da
BD; equipe técnica envolvida (quantidade e capacitação profissional); orçamento
disponível; tempo para a execução do projeto; considerações técnicas (qualidade da
imagem, padrões que serão utilizados, técnicas de compressão de arquivos,
armazenamento, hardware, software, atualização das mídias, tratamento técnico,
preservação; direitos autorais; fluxo de trabalho; interoperabilidade com outros
repositórios de informação)1.
Os critérios para a incorporação dos documentos digitais originais na BD
devem ser definidos na Política de Desenvolvimento de Coleções Digitais da
instituição, que deverá levar em conta alguns dos aspectos mencionados no
parágrafo anterior.

3.1 POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DIGITAIS

A Política de desenvolvimento de coleções digitais deve levar em
consideração a missão, os objetivos e as características da instituição.

Deve

abordar:
Seleção e aquisição de documentos, de acordo com o perfil dos usuários;
Constituição do acervo digital - tipos de documentos;
Longevidade (durabilidade da informação digital);
Infra-estrutura de hardware e software;
Sustentabilidade - permanência do acesso à BD (Por quanto tempo o acesso à
informação estará disponível ?)

1

Notas do curso Critérios de Seleção para Digitalização, ministrado pelo Prof. Howard Besser, professor da
Universidade de Nova York, de 24 a 26 de maio de 2004, promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa e pela
Associação Brasileira de Conservadores/Restauradores de Bens Culturais, realizado no Palácio Gustavo
Capanema, Rio de Janeiro.

�3.2 TRATAMENTO E DISPONIBILIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO

O tratamento das informações digitais deve seguir normas e padrões para a
descrição de seus registros, utilizando metadados que visem descrever as
informações

(metadados

busca/indexação),

de

visualizar

descrição),
e

preservar

realizar
os

buscas

objetos

(metadados

digitais

de

(metadados

administrativos), navegar pelos objetos digitais (metadados estruturais) e controlar o
acesso (metadados de termos e condições de controle de acesso).

3.3 DIREITO AUTORAL

A preocupação com o direito do autor deve ser uma constante na formação
de uma BD. A legislação sobre o assunto varia de país para país. A reprodução e
disponibilização na BD, de obras escritas até o século XIX, tem respaldo legal. No
entanto, todo o material produzido após este século está sujeito à lei de direitos
autorais.

3.4 RECURSOS HUMANOS

O Projeto de criação da BD requer uma equipe multidisciplinar, com
habilidades específicas, para a execução das atividades pertinentes aos vários
processos inerentes à sua gerência. A fim de alcançar êxito no desenvolvimento da
BD, por suas características já apontadas neste trabalho, é imprescindível que os
profissionais envolvidos com o projeto estejam constantemente atualizando seus
conhecimentos sobre o tema.

3.5 PRESERVAÇÃO DIGITAL

Não se pode prever a longevidade de um acervo digital. No entanto, a sua
sobrevivência

poderá

ser

mais

assegurada

com

a

adoção

de

padrões

compartilhados, metadados e procedimentos adequados. Destacam-se, a seguir
algumas técnicas de preservação digital:

�Refreshing (Atualização) - técnica necessária devido à volatilidade do suporte
físico. Através dela, faz-se cópia da informação de um suporte para outro, para
que esta seja salvaguardada. Exemplo: mudar a informação de um CD para um
DVD, ou de uma fita de vídeo para um DVD.

Migração (Migration) - técnica necessária devido às mudanças de configuração
de hardware e software. Esta técnica permite a passagem das informações de
um tipo de arquivo para outro. Exemplo: mudar um arquivo do formato .doc para
.html. A migração deve ser feita com os dois softwares coexistindo, para facilitar a
correção de possíveis falhas decorrentes do processo.

Emulação (Emulation) - técnica que usa o refreshing e a migração. Consiste na
guarda de softwares antigos para que os arquivos (no formato original) possam
ser lidos no futuro. Para garantir a leitura dos arquivos, é necessário desenvolver
um emulador (programa que garante a um software antigo interagir com novos
sistemas operacionais), permitindo, assim, a leitura dos arquivos nos formatos
antigos. A emulação, também, requer a migração das mídias. Exemplo:
Documentos produzidos no editor de textos WordStar, que rodavam no sistema
operacional DOS, poderão ser lidos,

atualmente, em Windows, graças ao

emulador.
O

uso

dessas

técnicas,

além

de

vantagens,

apresenta

algumas

desvantagens, mencionadas a seguir:

TÉCNICA

VANTAGENS

DESVANTAGENS

Refreshing

•

Possibilidade de
informação digital.

Migração

•

Possibilidade de preservar a •
informação digital;
Possibilidade de identificar
e
corrigir as falhas de formatação,
decorrentes do processo.

•

Emulação

•
•
•

preservar

a •

Possibilidade de preservar a •
informação digital;
Possibilidade de manter os •
formatos originais dos arquivos;
Não há perda da informação.

Mudança da estrutura física
(tamanho) dos arquivos, podendo
haver perda de informação;
Perda
de
informação
pela
mudança de configuração (negrito,
tabelas, quadros) do arquivo.

Necessidade de guardar os
softwares antigos;
Desenvolvimento de emuladores
para leitura dos arquivos antigos,
nos novos sistemas operacionais.

�Essas técnicas, embora necessárias para a preservação digital, envolvem
questões de direitos autorais. Quando se copia um arquivo de uma mídia para outra
(Refreshing), de uma certa maneira, o documento digital perde suas características
originais. O mesmo pode ser dito da Migração e da Emulação. Nesta última, não só
ocorre mudança nas características do documento original, como também, são
acessadas informações do programa fonte, necessárias para o desenvolvimento do
emulador.
Na preservação digital é importante manter um monitoramento dos arquivos
digitais. É recomendável rever esses arquivos a cada cinco anos.

4 ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DOS ACERVOS DIGITAIS

Um dos maiores benefícios dos acervos digitais é a ampliação da
capacidade de acesso e uso da informação, porém deve-se salientar que o
gerenciamento desses acervos, ainda, convive com problemas que vêm sendo
levantados e estudados por especialistas envolvidos em projetos de criação de
Bibliotecas Digitais.

4.1 ASPECTOS POSITIVOS DOS ACERVOS DIGITAIS

Destacam-se, a seguir, alguns aspectos positivos dos acervos digitais:
Difusão do conhecimento;
Ampliação da capacidade de acesso e uso das publicações;
Busca ininterrupta da informação (24/7), de qualquer lugar, com conexão à
Internet;
Compartilhamento da informação de modo instantâneo e fácil;
Integração ao catálogo on-line;
Economia de espaço de armazenamento nas prateleiras;
Inexistência de atrasos na devolução de documentos;
Inexistência de extravios, danos;

�Redução de custo para os alunos com a diminuição do número de cópias em
papel, para as teses e dissertações; e
Preservação dos originais para os documentos digitalizados.

4.2 ASPECTOS NEGATIVOS DOS ACERVOS DIGITAIS

Destacam-se, a seguir, alguns aspectos negativos dos acervos digitais:
Impossibilidade de prever a longevidade das informações digitais;
Vulnerabilidade das mídias;
Monitoramento periódico da infra-estrutura técnica e tecnológica dos acervos
digitais (software, hardware...);
Necessidade de interoperabilidade com outros repositórios digitais;
Problema da tradução (como garantir que a transferência de informação de um
formato codificado para outro será igual à original. Ex.: Uma pintura é igual à sua
imagem digital?).

5 CONCLUSÃO

A constituição de um acervo digital requer um planejamento e a adoção de
uma série de procedimentos, que a tornam uma tarefa complexa. No entanto, face
aos avanços da era digital, não se pode passar desapercebido a essas mudanças,
sem absorvê-las, no provimento de acesso aos recursos informacionais,
disponibilizados aos usuários.

Nesse processo, a Divisão de Bibliotecas e

Documentação da PUC-Rio passou por uma (r)evolução na política e rotinas de
trabalho, no comportamento das equipes e dos usuários. Para garantir o acesso ao
acervo digital será necessário um gerenciamento permanente da infra-estrutura
técnica e tecnológica (softwares, hardware...) e de questões como sustentabilidade,
preservação digital, direito autoral e interoperabilidade com outros repositórios
digitais. Estes temas ainda sofrem questionamento, e por isso, não é possível tecer
análises conclusivas, visto que demandam mais estudos. Neste trabalho, estes
assuntos foram abordados de maneira informativa, porém considerando-os
essenciais no desenvolvimento de coleções digitais. Embora existam dificuldades

�para a implantação e o monitoramento de uma Biblioteca Digital, os seus benefícios
justificam o objetivo maior dos Serviços de Informação, que é prover o acesso à
Informação.

ABSTRACTS
This work approaches several concepts of virtual and digital libraries. Presents the
aims for the creation of the digital collection of the Divisão de Bibliotecas e
Documentação (DBD) of the Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
(PUC-Rio). Describes the methodology applied on the development of this collection.
Points out the arrangements for the protection of the copyright on the digital
collection. Shows the interoperability of this collection with other digital repositories.
States the itens which compose, nowadays, the DBD/PUC-Rio digital collection.
Refers to the aspects which make part of a digital library project. Details the positive
and negative issues of digital collections.
KEYWORDS: Virtual libraries. Digital libraries. Digital collections. Development of
digital collections. Planning of digital libraries. Digital preservation. Copyright.
Digitalization. Refreshing. Migration. Emulation. Digital theses. BDTD; NDLTD.
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - Divisão de Bibliotecas e
Documentação.

REFERÊNCIAS
BESSER, Howard. Workshop on digital imaging for brazilian culture
conservators. Rio de Janeiro, 2004. Disponível em:
&lt;http://besser.tsoa.nyu.edu/howard/Talks/abracor04/&gt;. Acesso em: 14 jul. 2004.
MACHADO, Raymundo das Neves et al. Biblioteca do futuro na percepção de
profissionais da informação. Transinformação, Campinas, SP, v. 11, n. 3, p. 215222, set./dez. 1999.
MARCHIORI, Patricia Zeni. "Ciberteca" ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, Brasília, DF, v.
26, n. 2 , Maio/Ago. 1997. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019651997000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em 27 abr. 2004.
OHIRA, Maria Lourdes Blatt e PRADO, Noêmia Schoffen. Bibliotecas virtuais e
digitais: análise de artigos de periódicos brasileiros (1995/2000). Ciência da
Informação, Brasília, DF, v. 31, n. 1., jan. 2002. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652002000100007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em 27 abr. 2004.

�SANTOS, Gildenir Carolino; RIBEIRO, Célia Maria. Acrônimos, siglas e termos
técnicos: arquivística, biblioteconomia, documentação, informática. Campinas, SP:
Átomo, 2003. 277 p.

∗

Diretora Divisão de Bibliotecas e Documentação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro - PUC-Rio. Rua Marquês de São Vicente, 225 – Gávea 22453-900 - Rio de Janeiro - RJ Brasil dolores@dbd.puc-rio.br
∗∗
Bibliotecária Supervisora Seção de Processamento Técnico - Divisão de Bibliotecas e
Documentação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio. Rua Marquês de
São Vicente, 225 – Gávea 22453-900 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil patricia@dbd.puc-rio.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53936">
                <text>Acervos digitais: a experiência da PUC-RIO.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53937">
                <text>Perez, Dolores Rodriguez; Lima, Patrícia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53938">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53939">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53940">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53942">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53943">
                <text>Este trabalho aborda diversas conceituações para bibliotecas virtuais e digitais. Apresenta os objetivos da criação do acervo digital da Divisão de Bibliotecas e Documentação (DBD) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Descreve a metodologia utilizada no desenvolvimento desse acervo. Aponta as medidas adotadas para a proteção dos direitos autorais na formação da coleção digital. Apresenta a interoperabilidade dessa coleção com outros repositórios digitais. Mostra os itens que compõem, atualmente, o acervo digital da DBD/PUC-Rio. Menciona os aspectos que devem ser considerados em um projeto de Biblioteca Digital. Destaca os pontos positivos e negativos dos acervos digitais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68398">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4896" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3965">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4896/SNBU2004_099.pdf</src>
        <authentication>4752e912c6e50dda0e819dd50e0d3f5a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53980">
                    <text>A CONSOLIDAÇÃO DOS ACERVOS DIGITAIS NAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS

Elaine Aparecida Bianchin∗
Ledenice Simão Martins
Neusa Lourenço de Sá
Antonio Anastácio da Cruz
Rosemary Aparecida Bianco
Maria Silvia Fime da Costa
Cíntia Aparecida Pazzotto
Daniel Machado

RESUMO
A ciência atual é um trabalho coletivo, seu avanço requer mecanismos eficientes
de comunicação, as bibliotecas têm papel fundamental no processo de divulgação
científica, pois coletam, registram, estocam e disseminam informações. O
desenvolvimento tecnológico provocou importantes mudanças estruturais nas
bibliotecas, seus acervos digitais tornaram-se rápidas e eficientes ferramentas de
pesquisas bibliográficas. O espaço e o tempo deixaram de representar obstáculo
para o acesso à informação, pois esta pode estar disponível tanto em redes locais
como na Web, vinte e quatro horas por dia. Porém, as facilidades de acesso
requerem hardwares e softwares que se traduzem em gastos representativos e
inevitáveis, além disso, as novas mídias digitais também oferecem outro fator
preocupante, a obsolescência das tecnologias aplicadas neste tipo de suporte. A
Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp empenha-se constantemente na
atualização dos serviços oferecidos à comunidade científica como também à
sociedade em geral, em 1995 adquiriu seu primeiro exemplar do importante
acervo digital que hoje possui: obras de referência, bases de dados e
dissertações/teses digitalizadas. As consultas a este acervo têm aumentado
significativamente, tendo como fator fundamental o uso da Web como instrumento
de divulgação e o usuário o principal beneficiário, conseqüentemente a ciência.
Adicionalmente, observa-se que devido ao comportamento dos usuários, inclusive
daqueles mais conservadores, as bibliotecas digitais serão cada vez mais
requeridas e, portanto se fundamentarão e evoluirão. Pretende-se, aprofundar-se
nesta nova maneira de disponibilizar e acessar a informação, a qual alterou o
conceito de Biblioteca, como sempre fora conhecida, abordando-se as etapas
vivenciadas pela BIQ.

INTRODUÇÃO
Os avanços tecnológicos nos recursos computacionais e nos meios de
comunicação contribuíram para o desenvolvimento das bibliotecas, especialmente

�as universitárias. Surgiram novos suportes para o tratamento, armazenamento e
disseminação da informação. Neste contexto, estabeleceu-se a biblioteca digital.
[...] uma biblioteca digital é uma biblioteca que mantém toda, ou
uma parte substancial de sua coleção numa forma processável
pelo computador como uma alternativa, suplemento ou
complemento à forma impressa tradicional e material em
microfilme que, atualmente, domina os acervos bibliográficos. (
SAFFADY, 1995, p. 224 ).

Em decorrência da implantação destes novos recursos, mudaram a infraestrutura, as rotinas de trabalho, a capacitação dos recursos humanos e,
principalmente, o relacionamento entre a biblioteca e seus usuários. O layout que
se configurava no passado passou por transformações, atualmente, livros e
estantes dividem o mesmo espaço com microcomputadores, servidoras de rede,
scanners e impressoras.

Às rotinas de trabalho, acrescentaram-se novos

serviços, como o suporte aos usuários e treinamentos para o uso de versões
eletrônicas de obras de referência, geralmente em CD-ROMs. A geração, edição
e disponibilização de documentos eletrônicos na internet, como dissertações e
teses, também fazem parte das atribuições desta nova biblioteca. A expansão de
atividades e serviços oferecidos à sociedade, conseqüentemente, criaram a
necessidade do desenvolvimento de novas habilidades pelos profissionais de
informação.
O objetivo deste trabalho é relatar as etapas vivenciadas, inseridas neste
contexto de grandes transformações, durante a implantação da biblioteca digital
na Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp ( BIQ ) e, posteriormente, da
biblioteca virtual, cujo conteúdo oferecido seria as dissertações de mestrado e
teses de doutorado, em formato digital, visando o compartilhamento, via internet,
da produção científica gerada pelo Instituto de Química da Unicamp ( IQ ), ambos
foram trabalhos pioneiros na Universidade, os quais exigiram esforços conjuntos
para ultrapassar desafios técnicos e culturais. As mudanças implantadas
agradaram os usuários da BIQ a tal ponto que acabou por gerar expectativas por
outras facilidades tecnológicas que proporcionem ao usuário a comodidade de
não precisar se deslocar fisicamente até a biblioteca para utilizá-la. “A biblioteca
deixa de ser um tranqüilo depósito de livros para tornar-se o ponto focal de

�pesquisa variada, acessada a

qualquer hora por usuários virtuais de vários

lugares do mundo.” ( LEVACOV, 1997 )

ACERVO DIGITAL DA BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE QUÍMICA - UNICAMP
A biblioteca digital da BIQ iniciou-se com a aquisição de materiais
bibliográficos em CD-ROM e bases de dados, esses materiais foram solicitados
no Programa Emergencial da FAPESP- FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA
DO ESTADO DE SÃO PAULO, em 1994, através do projeto intitulado “Apoio à
Recuperação e Modernização da Infra-Estrutura da Biblioteca do Instituto de
Química - Unicamp”. A aquisição foi feita tendo em vista manter-se o alto nível de
serviços e oferta de informações armazenadas em formatos diversificados.
Buscava-se assim modernizar os recursos informacionais da BIQ para atender as
expectativas dos usuários. Neste sentido, as bases de dados em CD-ROMs
caracterizavam-se como uma nova cultura de acesso à informação que estava se
estabelecendo no Brasil. Os títulos adquiridos na época, eram os mais
preeminentes publicados na área de Química, a saber:
1. The active library on corrosion,
2. Properties of organic compounds,
3. Dictionary of natural products,
4. Interactive chemistry training software package,
5. HPLC, AAS, ICP, GC ( SoftBooks ),
6. Sadtler Complete 13C NMR

Todavia, com a aquisição desses novos materiais havia o grande desafio
de torná-los disponíveis para acesso através da rede do Instituto de Química,
sendo este tipo de acesso a principal vantagem em relação à forma impressa. A
maior dificuldade, naquele período, era a falta de conhecimentos, na
Universidade, sobre esta tecnologia. Posteriormente, com recursos do Programa
PADCT foi possível adquirir-se o 12th Collective Index do Chemical Abstracts e as
recém lançadas, no Brasil, torres de CD-ROM, pois o Chemical Abstracts
compreendia doze CD-ROMs que necessitavam ser acessados simultaneamente.

�Novamente, foram grandes os desafios desde a instalação até o pleno
funcionamento dos equipamentos e acesso, via rede, destes materiais
bibliográficos. As torres de CD-ROM não corresponderam e não atenderam as
necessidades, uma vez que se tornavam insuficientes à medida que novos CDROMs deviam ser instalados; desta forma, tão rápido possível, a partir do
lançamento, no Brasil, do Hard Disk, os materiais bibliográficos em CD-ROMs
adquiridos pela BIQ foram transferidos para estes HDs.
As facilidades de acesso à informação requerem hardwares e softwares
que se traduzem em gastos representativos e inevitáveis, porém os recursos
investidos retornam à sociedade através do desenvolvimento da ciência, e
conseqüentemente, do bem estar social.
Entretanto, as mudanças apontadas não poderiam ser plenamente
implantadas somente com investimentos materiais, é fundamental manter um
quadro de recursos humanos motivados a trabalhar com constantes inovações, as
quais requerem profissionais com aprendizagem rápida e contínua, além de
desenvolverem atividades multidisciplinares que envolvam, principalmente,
informática e comunicação.
Woodsworth ( 1989 apud MARTINS, 2000 ) afirma que o valor das
bibliotecas será mensurado por sua capacidade de prover acesso à informação
em todos os formatos possíveis.
A BIQ está inserida numa comunidade acadêmica científica das mais
produtivas do país, mantém-se numa posição de Biblioteca de Referência no
Brasil, na área de Química porque tem empenhado esforços e investido recursos
financeiros para se manter atualizada, acompanhando as mudanças ocorridas no
acesso à informação. Seu acervo compõe-se de obras impressas, microfilmes,
microfichas, fitas de vídeo e obras de referência, dissertações e teses em formato
digital, sendo estas três últimas o objeto de análise deste trabalho, os materiais
bibliográficos em formato digital são eficientes e rápidos instrumentos de pesquisa
bibliográfica, portanto são fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa
científica.

�Field ( 1996 apud BIANCHIN, 2002 ) aponta que a Biblioteca Universitária é
o local onde os usuários aprendem os instrumentos de pesquisa necessários para
pesquisa, para construir suas disciplinas, na qual os frutos de seus trabalhos de
pesquisa tornaram-se disponíveis.

OBRAS DE REFERÊNCIA EM CD-ROM
Atualmente, a maior parte do acervo digital da BIQ encontra-se instalada
em duas servidoras de rede, o que permite aos usuários acesso simultâneo a
várias obras de referência em formato eletrônico.
Há duas formas de acesso disponíveis, acesso remoto, ou seja, qualquer
microcomputador conectado à rede do do IQ pode acessar estes materiais
bibliográficos, ou acesso local, para os materiais bibliográficos que não tem
licença para rede, esses só podem ser consultados nos micros da BIQ. O acesso
via rede do IQ, de acordo com as licenças, atende somente a comunidade do
Instituto de Química, a lista com os títulos adquiridos pela BIQ e as formas de
acesso disponíveis para cada obra de referência, em CD-ROM, podem ser
verificadas na Tabela 1.
Este tipo de material é consultado, principalmente, pela comunidade do IQ
– UNICAMP que é composta por 74 docentes, 552 alunos de graduação e 482
alunos de pós graduação. Entretanto, tanto a comunidade acadêmica, que de
acordo com o Relatório Gerencial Estatístico do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp – dados de 2002 - possui 42724 usuários potenciais, como também toda
sociedade em geral podem fazer consultas utilizando os micros da BIQ.
Tabela 1 BIQ - Obras de Referência em CD-ROM
Título
AOAC - Official Methods of Analysis of AOAC
International
ASTM International - American Society for Testing and
Materials

Formas de Acesso
Remoto

Local

�Chemical Abstracts

Remoto

CRC Handbook of Chemistry and Physics

Remoto

Cosmetic and Personal Care Additives

Local

Mass Spectral Library NIST

Remoto

Merck Index

Remoto

Polymeric Materials Encyclopedia

Local

Sadtler Infra-Red

Local

Sadtler 13C Nuclear Magnetic Resonance

Local

The Combined Chemical Dictionary

Remoto

Ullmann's Encyclopedia of Industrial Chemistry

Remoto

Chemical Abstracts on CD-ROM

Dentre as obras de referência acima relacionadas, destacamos o Chemical
Abstracts on CD-ROM ( CA on CD ), que é considerado a mais importante obra
de referência na área de Química, pois indexa a literatura mundial nesta área ,
fornecendo informações bibliográficas completas e o resumo dos trabalhos
publicados nas respectivas revistas. É publicada desde 1907, a cada ano são
adicionadas ao Chemical Abstracts mais de 814000 referências, sua fonte é
composta por 9000 principais revistas científicas.
A BIQ é uma das poucas Bibliotecas do Brasil que possuem esta coleção
completa (impressa), isto é, todos os volumes, todos os fascículos desde o início
de sua publicação, a biblioteca também possui os anos 1987-2004 do Chemical
Abstracts em formato digital, cujo início da aquisição ocorreu em 1994. A partir
das instalações, efetivadas em 1996, os levantamentos bibliográficos tornaram-se
tão rápidos e interessantes que mesmo com todas as limitações do programa, na
época, os usuários não utilizaram mais a forma impressa.

DISSERTAÇÕES E TESES DIGITAIS
Em alguns anos, a biblioteca eletrônica evoluiu para biblioteca virtual, uma
biblioteca muito mais abrangente no que diz respeito ao número de usuários
atendidos, pois estes podem utilizá-la independentemente da distância e do

�tempo. Com o advento dessa nova biblioteca, vivemos um momento de
democratização da informação jamais visto em nossa história.
A Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp conta com um acervo de
dissertações e teses de qualidade, e de tal forma abrangente que é consultado
por cidadãos de todos os segmentos produtivos da sociedade. Impulsionados
pela tendência mundial das Bibliotecas em tornar disponível seus acervos
transformados em formato digital e compartilhados através da internet, a BIQ,
desde 2001, tem se empenhado em tornar disponível em seu web site
(http://biq.iqm.unicamp.br) os textos integrais, em formato digital, de dissertações
e teses defendidas neste Instituto. Novamente iniciamos um trabalho pioneiro na
Unicamp, diferentes desafios surgiram, desde os de caráter técnico, como o
estabelecimento de parâmetros adequados para a geração e disponibilidade de
arquivos via web, até aqueles pessoais, os mais difíceis de serem solucionados,
como receios apontados por alguns orientadores dos trabalhos em relação à essa
nova forma de compartilhar informações, para esses, o fato de estar na internet
facilitaria a cópia dos trabalhos e aumentaria os casos de plágio, como aponta
Masiero ( 2001, p. 38 ).
É importante ter sempre em mente que nem tudo que é divulgado
na forma digital será recebido pelo usuário se não for pensado o
aspecto da acessibilidade à essa informação, no momento em que
se concebeu o conteúdo da mesma.
( TORRES, 2002,
p. 87 )

Conscientes da diversidade de usuários da internet, os quais utilizam
tecnologias com qualidades distintas, optamos pela geração de documentos
eletrônicos, de teses e dissertações, com tamanho e formato que facilitam o
acesso .
Apesar das dificuldades enfrentadas, este serviço ultrapassou nossas
expectativas, os resultados são plenamente satisfatórios e denotam a
abrangência da literatura Química e a carência de informações científicas, em
textos integrais, disponíveis na web em língua portuguesa.

Atualmente, as

dissertações e teses digitais do IQ estão incorporadas à Biblioteca Digital de
Teses da UNICAMP ( http://libdigi.unicamp.br ).

�DOCUMENTOS ELETRÔNICOS - PROBLEMAS DE PRESERVAÇÃO
“Uma coisa é, portanto, a criação de depósitos digitais, e outra, distinta, é
garantir que tais registros estarão sempre disponíveis e atualizados.” ( LEVACOV,
1997 )
Tendo como referência o Anteprojeto de Carta para Preservação de
Patrimônio Arquivístico Digital, documento apresentado pelo Conselho Nacional
de Arquivos com o objetivo de atender às especificidades do documento
arquivístico digital, fonte de prova e de informação, necessitando de proteção
especial, faremos uma breve exposição sobre a fragilidade da informação digital,
em relação a preservação e acesso.
[...] a informação em formato digital é extremamente suscetível à
degradação física e à obsolescência tecnológica – de hardware,
software e formatos – estas novas facilidades trazem
conseqüências e desafios
importantes para assegurar sua
qualidade e integridade. ( ANTEPROJETO..., 2004 )

Segundo o documento citado, a preservação e o acesso estão intimamente
ligados, tendo a preservação o objetivo de garantir o acesso à informação e o
acesso depende dos documentos estarem em condições de serem utilizados e
compreendidos.
O desafio da preservação dos documentos arquivísticos digitais
está em garantir o acesso contínuo a seus conteúdos e
funcionalidades, por meio de recursos tecnológicos disponíveis à
época em que ocorrer a sua utilização.(ANTEPROJETO..., 2004 )

Diversos problemas foram gerados pelos documentos digitais, que de
acordo com o Anteprojeto citado são:
-.Incapacidade dos atuais sistemas eletrônicos de informação em
assegurar a preservação a longo prazo,
- Fragilidade intrínseca do armazenamento digital,
- Rápida obsolescência da tecnologia digital,
- Complexidade e custos da preservação digital,
- Multiplicidade de atores envolvidos,

�- Dependência social da informação digital

Adicionalmente, o documento sugere a implementação de ações
destinadas a manter a acessibilidade dos objetos digitais a longo prazo,
especialmente no que concerne a:
- Elaboração de estratégias e políticas
- Estabelecimento de normas,
- Promoção do conhecimento.

WEB COMO INSTRUMENTO DE DIVULGAÇÃO
Porém, não basta apenas adquirir essas novas ferramentas, é necessário
divulgar a aquisição e o conteúdo delas, Cuenca ( 1999, p. 294 ) afirma que o
desconhecimento da existência dessas é a principal razão de sua não utilização.
A web é um excelente veículo de divulgação no meio universitário. Desde
1998, a Biblioteca do Instituto de Química- Unicamp possui um web site com o
objetivo de atender não apenas a comunidade interna, mas também fazer uma
divulgação ampla do seu acervo, das ferramentas disponíveis destinadas à
pesquisa bibliográfica científica voltada para a área química, como também
informações de caráter administrativo.
Um indicativo de que o objetivo de divulgação ampla tem sido atingido, é o
número de visitas ao web site, que em 1999 era de 500 mensais e hoje ultrapassa
a marca de 17000 por mês. É interessante mencionar o fato de que usuários de
diversas regiões do país, tanto do segmento acadêmico, como industrial,
procuram obter contato com a BIQ através de e-mail ou telefone, a fim de solicitar
maiores informações sobre o acervo ou serviços prestados, cujo conhecimento se
deu através do site da BIQ na internet.

O USUÁRIO

�“Com a disponibilidade de acesso à informação, por meio das tecnologias
de informática e telecomunicação nas bibliotecas acadêmicas, houve significativa
mudança no perfil de seus usuários.” ( CUENCA, 1999, p. 293 )
Como pode ser observado no Gráfico 1, os empréstimos de dissertações e
teses impressas, efetuados pelos usuários da BIQ, não chegam a 100 unidades
por mês.
Gráfico 1 N° de Dissertações e Teses Impressas Emprestadas
....... .pela BIQ - 2004

100

91
74

68

Março Abril

Maio Junho

50

Março
Abril
Maio
Junho

30

0
Fonte: SUSAUT/BC-Unicamp

Enquanto que as dissertações e teses digitais, disponíveis para consulta no
site da BIQ, já ultrapassam 11000 visitas mensais ( Gráfico 2 ).

Gráfico 2 N° de Teses Digitais Visitadas no Site da BIQ - 2004

12000
11500

11517
10972

11808

10925

11000
10500

Março
Abril
Maio
Junho

10000
Março

Abril

Maio

Junho

Fonte: Webalizer Version 2.01

Diante da eficiência e economia de tempo proporcionadas pelas
ferramentas digitais, até os usuários mais conservadores têm se rendido à estas
tecnologias, estas ferramentas oferecidas pelas bibliotecas, principalmente
acadêmicas, não apenas foram incorporadas por seus usuários em suas rotinas

�de pesquisas bibliográficas, como também geram solicitações de novos serviços.
A demanda por materiais bibliográficos em formato digital têm aumentado
significativamente nos últimos anos, segundo Tenopir e Read ( 2000, p. 40 ) há
expectativa, por parte dos usuários, de ter acesso on line através de suas
bibliotecas. Entretanto, dados estatísticos de acesso à base de dados Chemical
Abstracts, gerados em servidor de rede da BIQ, durante um período de três
meses, ilustrados no Gráfico 3, apontam que o usuário, apesar de dispor deste
serviço vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, ininterruptamente, opta
por usá-lo durante o horário administrativo, que, na Unicamp, ocorre de segunda
a sexta-feira, das 8h30min às 17h30min.
De acordo com Tenopir e Read ( 2000, p. 46 ), a maioria dos usuários de
bibliotecas públicas acessam as bases de dados no horário que eles, tipicamente,
poderiam usar o prédio da biblioteca.

Porcentagem

Gráfico 3
2004

100
80
60
40
20
0

N° de Acessos ao Chemical Abstracts on CD-ROM -

82,3

88,4

90,4

Horário
Administrativo
Outros

17,7

Abril

11,6

Maio

9,6

Junho

Os dados coletados demonstram que no mês de abril/2004, 82,3 % dos
acessos ao CA on CD ocorreram em horário administrativo, 11,6 % ocorreram
após o horário administrativo, 5 % aos sábados e 1,1 % em feriado. No mês de
maio/2004, 88,4 % dos acessos ocorreram no horário administrativo, 9,8 % após
o horário administrativo e 1,8 % aos domingos. No mês de junho/2004, 90,4 %
dos acessos ocorreram em horário administrativo, 8,5 % após o horário
administrativo, 0,7 % aos sábados e 0,4 % aos domingos.

�CONCLUSÃO

As bibliotecas digitais são uma forma de democratizar o acesso à
informação, principalmente as de caráter científico, elas estão ajudando a acelerar
o desenvolvimento da ciência, que por conseqüência, deve melhorar a qualidade
de vida dos cidadãos.
Apesar de várias mudanças comportamentais serem observadas nos
usuários desta nova ferramenta de pesquisa bibliográfica, algumas outras ainda
prevalecem, como por exemplo, o uso de material disponível em rede,
ininterruptamente, ser consultado quase que exclusivamente em horário
administrativo.
Salientamos a importância de tornar crescente o número de obras digitais,
científicas ou não, disponíveis para consulta pública e gratuita na internet, porém,
não deixando de se levar em conta a qualidade, acessibilidade e preservação
dessas.
Em poucos anos as bibliotecas sofreram profundas transformações, as
quais mudaram-na, inclusive, conceitualmente. Quais serão as mudanças que o
futuro nos trará ?

REFERÊNCIAS

ANTEPROJETO de Carta para Preservação de Patrimônio Arquivístico Digital.
Disponível em: &lt;
http://www.arquivonacional.gov.br/conarq/cam_tec_doc_ele/download/carta-depreserva%E7ao%20anteprojeto.pdf &gt;. Acesso em: 08 jul. 2004
CUENCA, A. M. B. O usuário final da busca informatizada: avaliação da
capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da
Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 293-301, set./dez. 1999.
FIELD, K. The accountable academic library. Disponível em :
&lt;http://www.caut.ca/English/Bulletin/96&gt;. Acesso em: 21 jan. 2002. apud
BIANCHIN. E. A. et al. A participação da biblioteca universitária na formação do

�ser humano e na produção do conhecimento. In: XX CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIENCIA DA INFORMAÇÃO,
2002, Fortaleza-CE.
LEVACOV, M. Bibliotecas virtuais: (R)evolução? Ciência da Informação, Brasília,
v. 26, n. 2, set./dez. 1997.
MASIERO, P. C. et al. A biblioteca digital de teses e dissertações da
Universidade de São Paulo. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 3, p. 3441, set./dez. 2001.
SAFFADY, W. Digital library concepts and technologies for the management of

library collections: an analysis of methods and costs. Library Technology
Reports, v. 31, n. 3, p. 221-380, may/june. 1995
TENOPIR, C.; READ, E. J. Database use patterns in public libraries. Reference &amp;
User Services Quarterly, v. 40, n. 1, 2000.
TORRES, E. F. et al. A acessibilidade à informação no espaço digital. Ciência da
Informação, Brasília, v. 31, n. 3, p. 83-91, set./dez. 2002.
WOODSWORTH, A et al. The model research library: planning for the future. The
Journal of the Academic Librarianship, Boston , MA, v. 15, n. 3, p. 132-38,
1989. apud MARTINS, L. S. Captação de recursos financeiros para aquisição de
diferentes formatos de materiais bibliográficos: a experiência da biblioteca do IQUnicamp. In: XI SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE, I SIMPÓSIO DE DIRETORES DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE, 2000,
Florianópolis-SC.

∗

bianchin@iqm.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
ledenice@iqm.unicamp.br. Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
braso@iqm.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
toninho@iqm.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
bianco@iqm.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
silviafime@hotmail.com Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
cintiapazzotto@yahoo.com.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil
machado@iqm.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas / Campinas-São Paulo, Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53954">
                <text>A consolidação dos acervos digitais nas bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53955">
                <text>Bianchin, Elaine Aparecida et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53956">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53957">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53958">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53960">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53961">
                <text>A ciência atual é um trabalho coletivo, seu avanço requer mecanismos eficientes de comunicação, as bibliotecas têm papel fundamental no processo de divulgação científica, pois coletam, registram, estocam e disseminam informações. O desenvolvimento tecnológico provocou importantes mudanças estruturais nas bibliotecas, seus acervos digitais tornaram-se rápidas e eficientes ferramentas de pesquisas bibliográficas. O espaço e o tempo deixaram de representar obstáculo para o acesso à informação, pois esta pode estar disponível tanto em redes locais como na Web, vinte e quatro horas por dia. Porém, as facilidades de acesso requerem hardwares e softwares que se traduzem em gastos representativos e inevitáveis, além disso, as novas mídias digitais também oferecem outro fator preocupante, a obsolescência das tecnologias aplicadas neste tipo de suporte. A Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp empenha-se constantemente na atualização dos serviços oferecidos à comunidade científica como também à sociedade em geral, em 1995 adquiriu seu primeiro exemplar do importante acervo digital que hoje possui: obras de referência, bases de dados e dissertações/teses digitalizadas. As consultas a este acervo têm aumentado significativamente, tendo como fator fundamental o uso da Web como instrumento de divulgação e o usuário o principal beneficiário, conseqüentemente a ciência. Adicionalmente, observa-se que devido ao comportamento dos usuários, inclusive daqueles mais conservadores, as bibliotecas digitais serão cada vez mais requeridas e, portanto se fundamentarão e evoluirão. Pretende-se, aprofundar-se nesta nova maneira de disponibilizar e acessar a informação, a qual alterou o conceito de Biblioteca, como sempre fora conhecida, abordando-se as etapas vivenciadas pela BIQ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68400">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4899" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3968">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4899/SNBU2004_100.pdf</src>
        <authentication>7d3e61e0c73c21526883c83f8f2f5c32</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="53998">
                    <text>O USO DO PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO Z39.50 E A EXTENSÃO
BIBLIOTECA YAZ DA LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO PHP E SEUS
VINCULOS ENTRE A BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP, TÓPICOS
DISSERTAÇÕES E TESES, TCCs, PARTITURAS E MAPAS DIGITAIS QUE
UTILIZA SOFTWARE LIVRE E O SOFTWARE INTEGRADO DE FUNÇÕES –
VIRTUA
Gilmar Vicente∗
Carlos Eduardo Della Betta
Kleber Sacilotto de Souza
Daniela Feijó Simões

RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo analisar os vínculos dinâmicos do
protocolo de comunicação Z39.50, integrados a extensão Biblioteca YAZ da
linguagem de programação PHP, na coleta automática dos índices utilizados nas
Keyword Indexing Cataloging do Software Integrado de Funções - VIRTUA Módulo de Catalogação, na construção do Tópico de Dissertações e Teses,
TCCs, Partituras e Mapas Digitais da Biblioteca Digital da UNICAMP, que utiliza
software livre,
focando a padronização de dados bibliográficos MARC21
disponibilizados nestes ambientes digitais, evitando-se assim a duplicação de
documentos, conteúdos e rotinas de tratamento da informação.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca YAZ. Protocolo de Comunicação Z39.50.
Arquitetura Cliente-Servidor. Bibliotecas Digitais. Software Livre. Descrição
Bibliográfica. Comunicação de dados.

INTRODUÇÃO

A partir da Portaria GR Nº 85, de 2001 de 09 de novembro de 2001 que
dispõe sobre a criação da Biblioteca Digital da Universidade Estadual de
Campinas, o grupo técnico responsável pela implantação iniciou os estudos para
desenvolvimento de conteúdo do sistema, já que o Software Livre Nou-Rau que
seria utilizado, havia sido escolhido através de prospecção tecnológica realizada
em etapa anterior a criação da citada portaria e segundo a experiência dos
técnicos, atenderia as funcionalidades pretendidas para a disponibilização e
difusão da produção científica, acadêmica e intelectual da universidade em
formato eletrônico/digital.

�Vale salientar que alguns aspectos foram relevantes no transcorrer das
fases

de

desenvolvimento.

relacionados

a

qualidade,

Ressaltamos
consistência

a
e

preocupação
credibilidade

com

das

aspectos

informações

disponibilizadas e portanto estabelecer vínculos automáticos de coleta de dados
da

aplicação

em

desenvolvimento

ao

Catálogo

Automatizado

da

UNICAMP/ACERVUS/VIRTUA que baseia sua entrada e descrição de dados em
normas e padrões internacionais como AACR2 (Anglo American Cataloging Rules
2) e MARC21 (Machine Readable Cataloging) seria imprescindível.

OBJETIVO
O presente trabalho descreve as fases de implantação da Biblioteca Digital
da UNICAMP e a utilização da extensão biblioteca PHP/YAZ que através do
protocolo de comunicação Z39.50 permitiu a integração com o Software Integrado
de Funções VIRTUA da VTLS - Visionary Technology in Library Solutions,
gerenciador do Catálogo Automatizado da UNICAMP/ACERVUS/VIRTUA.

CARACTERIZAÇÃO DOS SOFTWARES

1. Software Nou-Rau

O Software Nou-Rau é desenvolvido em código aberto utilizando
ferramentas livres e gratuitas como: PHP, Perl, Apache, PostgreSQL entre outras,
rodando sobre sistema operacional GNU/Linux.
Tem por objetivo implementar um sistema on-line para arquivamento e
indexação de qualquer tipo de documento, provendo acesso controlado e
mecanismos eficientes de busca.

�Elementos principais:

1.1 Personagens

Visitante
•

Navega, busca e faz download de documentos.

Colaborador
•

Insere os documentos.

Responsável
•

Aprova documentos submetidos.

Administrador
•

Gerencia a aplicação, cadastro de colaboradores, responsáveis,
categorias e formatos.

1.2 Estrutura de tópicos
•

Agrupar documentos por tipo de material;

•

Os tópicos podem ser organizados hierarquicamente;

•

Dentro de um tópico pode existir um ou mais sub-tópicos.

1.3 Categorias e Formatos
•

Um tópico pode aceitar diversos tipos de materiais;

•

Teses, Dissertações, Artigos, Figuras, Tabelas, Entrevistas;

•

Uma categoria define um ou mais formatos válidos;

•

PDF, DOC, GIF, JPEG, MPEG, MP3.

2. Software VIRTUA

�O Software Integrado de Funções VIRTUA é de propriedade da
VTLS e tem seu desenvolvimento baseado em linguagens Delphi, Cobol e C++,
Banco de dados ORACLE e sistema operacional UNIX.

Possui estrutura de módulos que compreendem:

2.1 Client (Uso administrativo)

Catalogação
•

Módulo de entrada de dados.

OPAC
•

Módulo de pesquisa.

Circulação
•

Módulo de empréstimo.

Aquisição
•

Módulo de compras.

Relatórios
•

Infostation (Relatórios via WEB).

2.2 WEB

Chameleon iPortal
•

Catálogo de consulta via WEB, espelha o ambiente administrativo.

Integração dos Softwares
Para a utilização do Nou-Rau como software gerenciador da Biblioteca
Digital da UNICAMP foi implementado o módulo biblioteca PHP/YAZ, que integrou

�as funções do protocolo de comunicação Z39.50 ao Software Integrado de
Funções VIRTUA.
A extensão biblioteca PHP/YAZ oferece uma interface que faz a
implementação do protocolo Z39.50. Através das funções oferecidas pela
extensão é possível recuperar os registros bibliográficos já catalogados onde
foram utilizados os padrões AACR2 e MARC21 da base de dados.
Sob o ponto de vista técnico, a extensão biblioteca PHP/YAZ que utiliza o
protocolo de comunicação Z39.50, deve estar habilitada a emitir a requisição de
dados ao servidor da Base ACERVUS/VIRTA, através da porta de produção, que
retorna as informações solicitadas.
Segundo Moen (1995) citado por Rosetto (1997) Protocolo Z39.50 é:
Z39.50 é um protocolo de comunicação entre computadores
desenhado para permitir pesquisa e recuperação de informação documentos com textos completos, dados bibliográficos, imagens,
multimeios - em redes de computadores distribuídos. Baseado em
arquitetura cliente/servidor e operando sobre a rede Internet, o
protocolo permite um número crescente de aplicações. E como
esse ambiente é muito dinâmico, no qual o protocolo é aplicado, é
preciso que a norma seja constantemente analisada e atualizada
para proporcionar as mudanças de que os criadores, provedores e
usuários de informação necessitam.

Diagrama de comunicação utilizando o Protocolo de comunicação Z39.50
Z39.50 Client
PHP/YAZ

Z39.50 Server
VIRTUA

Bco Dados
Oracle

Relacional

Documental
Textual

Figura 1: Definição dos parágrafos, campos e sub-campos

�No processo de definição dos parágrafos e sub-campos a serem utilizados
como elementos de marcação de coleta automática, foram estabelecidas quatro
fases:
Primeira fase: Definição dos parágrafos e sub-campos do Tópico principal
Dissertações e Teses.
Os campos 001, 003 e 005 são códigos de controle do software
gerenciador do catálogo, campo 008 posições 35-7 definem a língua do título da
dissertação ou tese, campo 245 sub-campo \a define o título do trabalho, subcampo \b informa o subtítulo e o sub-campo \c a responsabilidade do trabalho,
campo 260 sub-campo \a define o local de publicação e o sub-campo \c a data de
publicação, campo 300 sub-campo \a define número de páginas e sub-campo \b
indica ilustração, campo 500 sub-campo \a informa o(s) orientador(es) do
trabalho, campo 502 \a informa o nível do trabalho e a titulação atribuída, campos
600, 610, 650, 651, sub-campos \a, \x, \y, \z informam o conteúdo dos assunto
definidos, campo 710 \a informa a instituição e faculdade/instituto onde ocorreu a
defesa e campo 856 \u indica a localização de acesso eletrônico.
Segunda fase: Definição dos parágrafos e sub-campos do Tópico principal
Trabalho de Conclusão de Cursos.
Os campos 001, 003 e 005 são códigos de controle do software
gerenciador do catálogo, campo 008 posições 35-7 definem a língua do título do
trabalho de conclusão de curso, campo 245 sub-campo \a define o título do
trabalho, sub-campo \b informa o subtítulo e o sub-campo \c a responsabilidade
do trabalho, campo 260 sub-campo \a define o local de publicação e o sub-campo
\c a data de publicação, campo 300 sub-campo \a define número de páginas e
sub-campo \b indica ilustração, campo 500 sub-campo \a informa o(s)
orientador(es) do trabalho, campo 502 \a informa o nível do trabalho e a titulação
atribuída, campos 600, 610, 650, 651,
conteúdo dos

sub-campos \a, \x, \y, \z informam o

assunto definidos, campo 710 \a informa a instituição e

faculdade/instituto onde ocorreu a defesa e campo 856 \u indica a localização de
acesso eletrônico.

�Terceira fase: Definição dos parágrafos e sub-campos do Tópico principal
Partituras digitais.
Os campos 001, 003 e 005 são códigos de controle do software
gerenciador do catálogo, campo 008 posições 35-7 definem a língua do título da
partitura, campo 245 sub-campo \a define o título do trabalho, sub-campo \b
informa subtítulo ou titulo equivalente e o sub-campo \c a responsabilidade do
trabalho, campo 260 sub-campo \a define o local de publicação e o sub-campo \c
a data de publicação, campo 300 sub-campo \a define número de páginas, vols e
sub-campo \b indica ilustração, campo 500 sub-campos \a formação instrumental,
duração (execução), data da composição, data arranjo, data da estréia, local da
estréia, interpretes, etc., campos 600, 610, 650, 651, sub-campos \a, \x, \y, \z,
informam o conteúdo dos assunto definidos, campo 697, sub-campo \a informa
conteúdo de assunto termo livre, campo 700 \a Entrada Secundária - Nome
Pessoal e campo 856 \u indica a localização de acesso eletrônico.
Quarta fase: Definição dos parágrafos e sub-campos do Tópico principal Mapas
digitais.
Os campos 001, 003 e 005 são códigos de controle do software
gerenciador do catálogo, campo 008 posições 35-7 definem a língua do título da
dissertação ou tese, campo 034 sub-campos \a, \b, \c, \d, \f \g definem
informações sobre dado cartográfico matemático, campo \a define autoria do
trabalho, campo 245 sub-campo \a define o título do trabalho, sub-campo \b
informa o subtítulo e o sub-campo \c a responsabilidade do trabalho, campo 255
sub-campo \a, \b, \c definem escala, projeção, coordenadas, campo 260 subcampo \a define o local de publicação e o sub-campo \c a data de publicação,
campo 300 sub-campo \a define número de páginas (folhas) e sub-campo \b
indica ilustração, campo 500 sub-campo \a definem informações especificas,
campos 600, 650, 651,

sub-campos \a, \x, \y, \z informam o conteúdo dos

assunto definidos, campo 653 \a Assunto termo livre, campo 710 \a informa a
instituição como entrada secundária e campo 856 \u indica a localização de
acesso eletrônico.

�O que é PHP/YAZ
O PHP/YAZ é uma extensão da linguagem de programação PHP que
implementa as funcionalidades do protocolo Z39.50 e SRW/SRU. Essa extensão
oferece uma interface ao toolkit YAZ, que é uma biblioteca desenvolvida em
C/C++ para aplicações de restauração de informações que utiliza os protocolos
Z39.50/SRW/SRU.
O módulo oculta a complexidade do protocolo de comunicação Z39.50,
portanto seu uso é facilitado. Os serviços suportados pela extensão são:
inicialização, pesquisa, apresentação, scan e ordenação. A extensão pode
trabalhar com os formatos GRS-1, MARC, SUTRS e XML.

Funções:

O PHP/YAZ oferece as seguintes funções:
yaz_addinfo - Retorna informações adicionais de erro
yaz_ccl_conf - Configura o parser CCL
yaz_ccl_parse - Chama o parser CCL
yaz_close - Encerra a conexão YAZ
yaz_connect - Prepara uma conexão com um servidor Z39.50
yaz_database - Especifica os bancos de dados de uma conexão
yaz_element - Especifica o Element-Set Name para a restauração
yaz_errno - Retorna o número do erro
yaz_error - Retorna a descrição do erro
yaz_es_result - Examina o resultado dos serviços estendidos
yaz_get_option - Retorna o valor da opção para conexão
yaz_hits - Retorna o número de hits da última pesquisa
yaz_itemorder - Prepara para uma ordenação de item Z39.50 com um pacote de
requisição ILL
yaz_present - Prepara para restauração (apresentação Z39.50)
yaz_range - Especifica o número máximo de registros para retornar
yaz_record - Retorna um registro

�yaz_scan-result - Retorna o resultado do Scan Response
yaz_scan - Prepara para um scan
yaz_schema - Especifica o esquema para a restauração
yaz_search - Prepara para uma pesquisa
yaz_set_option - Ajusta uma ou mais opção de conexão
yaz_sort - Ajusta o critério de ordenação
yaz_syntax - Especifica a sintaxe preferida para a restauração dos registros
yaz_wait - Espera o Z39.50 completar a requisição

Programação da Extensão Biblioteca PHP/YAZ

Finalizada as fases de definição dos parágrafos, campos e sub-campos a
serem utilizados como elementos de marcação de coleta automática, iniciou-se o
processo de programação da extensão biblioteca PHP/YAZ.
A rotina para o vínculo automático começa quando o responsável pelo
tópico acessa o arquivo teses.php relacionado ao tópico Dissertações e Teses,
tccs.php para o Trabalhos de Conclusão de Curso, partituras.php para Partituras
digitais e mapas.php para Mapas digitais. Quando o respectivo arquivo é aberto
no browser ele verifica se o usuário logado no Nou-Rau tem permissões para
inserir o documento no tópico relacionado. Se o usuário não estiver logado ele
será redirecionado para a página de login e depois de autenticado ele será
redirecionado de volta para o arquivo.
A biblioteca PHP/YAZ emite uma requisição através de busca pela autoria
do documento catalogado e retorna para confirmação com as informações do
código do documento no Catálogo Automatizado ACERVUS/UNICAMP/VIRTUA
(parágrafo 001 sub-campo \a) e título (parágrafo 245 sub-campo \a),
anteriormente definidos durante o processo de padronização de dados de
descrição bibliográfica.

�Após a verificação do documento a ser inserido, é feita a indicação do subtópico onde será efetivamente armazenado o documento digital em formato pdf ou
a indicação do link informado no parágrafo 856 da descrição bibliográfica.

ADMINISTRADOR
CRIA NOVO
USUÁRIO

O USUÁRIO
ESTÁ LOGADO?

NÃO

EFETUA LOGIN

NÃO

NEGA INSERÇÃO
DO DOCUMENTO

SIM
CRIA NOVO
TÓPICO
PRINCIPAL
USUÁRIO
RESPONSÁVEL
PELO TÓPICO?

ATRIBUI USUÁRIO
COMO
RESPONSÁVEL
PELO TÓPICO

SIM

INSERE
DOCUMENTO

Figura 2: Fluxograma de controle dos usuários responsáveis pelos tópicos

Código fonte utilizado
A seguinte função conecta no servidor Z39.50 e busca os registros no
formato MARC baseado nos critérios de pesquisa:
function z3950_search ($author){
// connects in the data base (UNICAMP)
$id = yaz_connect('192.168.0.1:5555/DEFAULT');
yaz_element($id, 'B');
// specify the Z39.50 resulting format
yaz_syntax($id, 'usmarc');
// do Z39.50 query and search
$aut_array = split("[ ,]+", $author);
$result = array();
$found = false;
$start = 1;
$number = 15;
while (!$found) {
yaz_range($id, $start, $number);
yaz_search($id, "rpn", "@and @attr 1=1003 {$aut_array[0]} @attr 1=1003
{$aut_array[1]}");

�yaz_wait(array("timeout" =&gt; 120));
$error = yaz_error($id);
if (!empty($error))
form("Por favor repita a procura [$error]");
$hits = yaz_hits($id);
if ($hits == 0)
break;
for ($i = $start; !$found &amp;&amp; $i &lt;= $start+$number-1; $i++) {
$marc = yaz_record($id, $i, "array");
if (is_array($marc)) {
$record = z3950_extract_marc_record($marc);
$result[$record['id']] = $record;}}
if (!$found)
$start += $number;
if ($start &gt; $hits)
break;}
return $result;}
A seguinte função recebe um registro no formato MARC e retorna os parágrafos
desejados em um array:
function z3950_extract_marc_record ($marc){
reset($marc);
$a = array(); // array to be returned
while (list($key, list($tag, $data)) = each($marc)) {
$data = utf8_decode($data); // transforma o conteudo de utf8 para latin1
$data = ereg_replace("[- .,:/]+$"," ", $data); // tira os lixo do final das frases
if (ereg("^\(3,([^)]*)\)\(3,@\)$", $tag, $res)) {
// this follows the (3,xxx)(3,@) format
if ($res[1] == '001')
$a['id'] = $data;
else if ($res[1] == '008') {
$a['UF'] = substr($data, 12, 4);
$a['Idioma'] = substr($data, 35, 3);}}
else if (ereg("^\(3,([^)]*)\)\(3,([^)]*)\)\(3,([^)]*)\)$", $tag, $res)) {
// this follows the (3,xxx)(3,xx)(3,x) format
if ($res[1] == '100')
$a['Citacao'] = $data;
else if ($res[1] == '245') {
if ($res[3] == 'a')
$a['Titulo'] = $data;
else if ($res[3] == 'c')
$a['Autor'] = $data;}
else if ($res[1] == '260') {
if ($res[3] == 'a')
$a['LocaldaPublicacao'] = $data;
else if ($res[3] == 'c')
$a['DatadaPublicacao'] = $data;}
else if ($res[1] == '500')

�$a['Orientador'] = $data;
else if ($res[1] == '502') {
$teste = split("-",$data);
$a['SiglaProvedor'] = $teste[0];}
else if ($res[1] == '650' &amp;&amp; $res[3] == 'a')
$a['Palavras-chave'] .= $data . ', ';
else if ($res[1] == '710') {
if ($res[3] == 'a')
$a['NomeInst'] = $data;}
else if ($res[1] == '856')
$a['Endereco'] = $data;}}
return $a;}
O seguinte trecho de código utiliza os dados do registro retornado pelas funções
acima e grava as informações no banco de dados do Nou-Rau
// build document data
$title = addslashes($record['Titulo']);
$author = addslashes($record['Autor']);
$keywords = addslashes($record['Palavras-chave']);
$info = "Idioma: {$record['Idioma']}\n
Data de Publicação: {$record['DatadaPublicacao']}\n
Local de Publicação: {$record['LocaldaPublicacao']}\n
Orientador: {$advisor[1]}\n
Instituição: {$record['NomeInst']}\n
Nível: {$record['SiglaProvedor']}";
$info = addslashes($info);
$did = db_simple_query("SELECT id FROM nr_document WHERE
code='$bibid'");
if (empty($did)) {
// insert new document
db_command("INSERT INTO nr_document (title, author, keywords, code, info,
topic_id, owner_id, category_id, status, filename, size, format_id, remote)
VALUES ('$title', '$author', '$keywords', '$bibid', '$info', '$tid', '{$session['uid']}', '6',
'a', '$file_name', '$file_size', '602', '$remote')");
$did = db_simple_query("SELECT CURRVAL('nr_document_seq')");}

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A estrutura da extensão biblioteca PHP/YAZ, somadas as funcionalidades
do Software Integrado de Funções Virtua, implementadas na Biblioteca Digital da
UNICAMP, tópico de Dissertações e Teses já disponibilizado, permitiu avanços
significativos, tornando a fonte de maior disponibilização deste tipo de material no

�Brasil, possui atualmente certa de 29.356 usuários cadastrados de diversas
partes do Brasil e do exterior.
Com esta metodologia foram agregados fatores considerados importantes
no contexto atual da sociedade da informação que necessitam cada vez mais de
instrumentos de disponibilização de informações rápidos, dinâmicos, eficazes,
com qualidade, consistência e credibilidade.
O vínculo automático de coleta de dados para a inserção de documentos
digitais, contribuiu para o aumento da produtividade, checando informações
existentes nos tópicos relacionados e evitando duplicações de documentos, pois a
verificação é efetuada através da identificação bibliográfica (Bib Id) que é o código
chave único dos registros.
Hoje dos 8.399 documentos indexados, 3.052 são dissertações de
mestrado e teses de doutorado, distribuídos em: 595 documentos da Área de
Humanidades, 315 da Área de Biomédicas, 1.543 da Área de Exatas e 599 da
Área de Tecnológicas, a contabilização de downloads chega a 227.361.
Os tópicos de TCCs, Partituras e Mapas digitais já estão delineados, e em
breve período serão mais uma fonte de consulta para os usuários.

REFERÊNCIAS
MOEN, William. ANSI/NISO Z39.50 Protocol: information retrieval in the
information infrastructure [on-line]. Disponível
em:&lt;http://www.internic.net/z3950/z3950.html&gt; Acesso em 15 jun. 2004.
ROSETTO, M., 1997 : Uso do protocolo z39.50 para recuperação de informações
em redes eletrônicas. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia Revista da Ciência da Informação. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S01001965199700020000
4&amp;lng=en&amp;nrm=iso &gt; Acesso em 19 jul de 2004.

BIBLIOGRAFIA CONSULTA

�MARCONDES, C. H.; SAYÃO, L. F. Integração e interoperabilidade no acesso a
recursos informacionais eletrônicos em C&amp;T: a proposta da Biblioteca Digital
Brasileira. Ciência da Informação On-line. Brasília, v. 30, n. 3, p. 24-33, set./dez.
2001.Disponívelem&lt;http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=22
4&amp;layout=abstract&gt;. Acesso em 15 jun. 2004.
MARC 21 : formato condensado para dados bibliográficos. Tradução e adaptação
de Margarida M Ferreira: UNESP- Marília Publicações, 2002. v.1

∗i

Bibliotecário - Diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação do SBU/UNICAMP gil@unicamp.br;
Estagiário de Informática da Diretoria de Tecnologia da Informação do SBU/UNICAMP carlosdb@unicamp.br;
Programador de Sistemas da Diretoria de Tecnologia da Informação do SBU/UNICAMP kleber@unicamp.br;
Programador de Sistemas da Diretoria de Tecnologia da Informação do SBU/UNICAMPdanfeijo@unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas. Sistema de Bibliotecas da UNICAMP - SBU
Av. Sergio Buarque de Holanda, s/n - Cidade Universitária “Prof. Zeferino Vaz”. CP. 6136
13081-970 - Campinas - SP – Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53981">
                <text>O uso do protocolo de comunicação Z39.50 e a extensão Biblioteca YAZ da linguagem de programação PHP e seus vinculos entre a Biblioteca Digital da UNICAMP, tópicos dissertações e teses, tccs, partituras e mapas digitais que utiliza software livre e o software integrado de funções – VIRTUA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53982">
                <text>Vicente, Gilmar; Betta, Carlos Eduardo Della; Souza, Kleber Sacilotto de; Simões, Daniela Feijó</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53983">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53984">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53985">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53987">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53988">
                <text>O presente trabalho tem como objetivo analisar os vínculos dinâmicos do protocolo de comunicação Z39.50, integrados a extensão Biblioteca YAZ da linguagem de programação PHP, na coleta automática dos índices utilizados nas Keyword Indexing Cataloging do Software Integrado de Funções - VIRTUA - Módulo de Catalogação, na construção do Tópico de Dissertações e Teses, TCCs, Partituras e Mapas Digitais da Biblioteca Digital da UNICAMP, que utiliza software livre, focando a padronização de dados bibliográficos MARC21 disponibilizados nestes ambientes digitais, evitando-se assim a duplicação de documentos, conteúdos e rotinas de tratamento da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68403">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4901" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3969">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4901/SNBU2004_101.pdf</src>
        <authentication>90f12dfb4f2bdb6375a4c9876d91e8c9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54007">
                    <text>A PRESERVAÇÃO DO ACERVO FOTOGRÁFICO EM SUPORTE DIGITAL
COMO FONTE DE INFORMAÇÃO HISTÓRICA E CULTURAL
Hadra Mônica Kuester∗
Marcio João Oliari
Rosilene da Silva Souza
Terezinha da Graça Moreira

RESUMO
Relata a elaboração e implementação do arquivo fotográfico digital do Centro
Universitário de Jaraguá do Sul. A iniciativa partiu da Biblioteca Central Padre
Elemar Scheid, unidade de informação consciente de seu papel como agente
cultural. Estão registradas nas fotografias: momentos históricos da instituição,
instalações físicas, eventos comemorativos, funcionários, entre outros. As
fotografias são cadastradas no software Pergamum, utilizando como padrão de
catalogação o Código de Catalogação Anglo-Americano – 2ª edição e formato
MARC21, que possibilitam o intercâmbio de informações entre diferentes
sistemas. A partir desse cadastro são extraídas as informações necessárias e a
imagem escaneada da fotografia para visualização on-line. A interface
desenvolvida para a visualização das fotografias possibilita a busca por títulos,
autor, assunto e termo livre.
PALAVRAS-CHAVE: Arquivo fotográfico digital. Centro Universitário de Jaraguá
do Sul. Fontes de informação histórica

1 INTRODUÇÃO

A globalização e a predominância dos países desenvolvidos vieram facilitar
a descaracterização cultural das nações, por isso, é de extrema importância a
preservação da memória e cultura dos povos submetidos ao domínio econômico e
cultural externo.
Nesse contexto, inúmeras organizações se conscientizaram para a
necessidade de preservar a história local e regional. As ações empreendidas vão
desde preservação arquitetônica, materiais impressos, materiais sonoros,
chegando aos materiais visuais.
O Centro Universitário de Jaraguá do Sul (UNERJ) como centro de
excelência em ensino superior, e instituição consciente de seu papel como agente

�cultural e difusor da história, iniciou através da Biblioteca Padre Elemar Scheid,
em agosto de 1997, a reunião das fotografias relativas aos eventos realizados ao
longo de sua história.
As excepcionais capacidades informativas e didáticas da
fotografia
abriram
novas
perspectivas
documentais
e
iconográficas, desbravadas já pelos primeiros fotógrafos que
percorreram o mundo, freqüentemente com o auxílio dos poderes
públicos. (CARTIER-BRESSON, [199-], p. 5)

Nessa época foi ampliado e reformado o espaço físico da biblioteca, sendo
inaugurada uma placa de bronze em homenagem ao fundador da instituição
padre Elemar Scheid.
Para ilustrar melhor o evento, foi montado um painel com fotos antigas,
contando um pouco da história da UNERJ, na época ainda Fundação Educacional
Regional Jaraguaense – FERJ. Em função da elaboração deste painel histórico,
iniciou-se a busca de fotografias relativas à instituição. As fotografias estavam
acondicionadas em caixas de papelão no setor de Almoxarifado, com poucas
identificações.
Após o início do trabalho de organização, foram recolhidas outras
fotografias dispersas nos diversos setores da UNERJ. Para dar prosseguimento
ao arquivo fotográfico foi convidada uma funcionária do Arquivo Histórico de
Jaraguá do Sul com o objetivo de capacitar os funcionários da biblioteca, agora
Biblioteca Padre Elemar Scheid.
Realizou-se o diagnóstico do arquivo, sendo solicitados os materiais
necessários para a implementação do projeto. Foram visitadas outras instituições
com arquivos fotográficos, para conhecer os procedimentos utilizados em relação
as fotografias, acondicionamento, organização, catalogação, etc.
Ao fim da capacitação foi designado um funcionário para gerenciar o
arquivo fotográfico. Iniciou-se então o processo de identificação de cada
fotografia, que demandou muito tempo, pois dependia de funcionários que

�estavam há muito tempo na instituição, de outros que já haviam deixado o quadro
funcional e até mesmo de pessoas da comunidade em geral.
O envolvimento das pessoas que, de uma maneira ou de outra,
participaram, ou vêm participando do processo de construção da história da
Instituição é de fundamental importância para que as mesmas percebam sua
inserção nesse micro universo e se conscientizem da importância da preservação
dessa memória social [...]. (SILVA, 2002, p. 5)
A partir deste momento foi acordado entre a biblioteca e os dirigentes da
instituição que a responsabilidade de guarda e organização das fotografias,
ficariam a cargo da biblioteca. Dessa maneira os setores de origem ficariam
responsáveis em encaminhar à biblioteca todas as fotografias referentes a
UNERJ.
A

identificação

facilitou

o

trabalho

de

organização

do

arquivo,

proporcionando subsídios aos funcionários para melhor reunir, selecionar e tratar
as fotografias. Verificou-se a necessidade de estabelecer uma tabela de
classificação para a recuperação das mesmas. Após estudo realizado, percebeuse que não seria adequado utilizar a classificação decimal de Dewey (CDD)
devido a ampla abordagem de assuntos tratados pela mesma, e do contexto
registrado nas imagens.
A partir do organograma da instituição foi criada uma tabela de
classificação, utilizando-se numeração progressiva, que reunisse as fotografias
afins. A opção pela numeração progressiva se deu pelo motivo de sua
flexibilidade, pois com as mudanças que poderiam ocorrer ao longo do tempo,
poderiam ser incluídas, alteradas e excluídas outras seções dentro de uma
mesma classificação inicial, conforme a necessidade.
No ano de 2001 surgiu a idéia de digitalização do arquivo com o intuito de
criar um CD-ROM, contendo as fotos históricas da FERJ até o momento da
transformação para UNERJ. Somente em 2002 foi elaborado um projeto para
aquisição dos equipamentos necessários a realização desta tarefa.

�Nesta

etapa

houve

grande

procura

pelas

fotos

da

instituição,

principalmente das instalações físicas, pois os alunos do curso de Arquitetura e
Urbanismo realizaram vários trabalhos. Surgiu a idéia de disponibilizar o acervo
fotográfico digitalizado de modo que qualquer pessoa pudesse ter acesso a cópia
das fotografias, sem necessidade de manuseio físico dos originais, visando a
preservação dos mesmos.
Ocorreu, então a hipótese de armazenamento de cópia digitalizada, por
meio de scanner.

Decidiu-se por armazená-las em servidor de arquivos,

utilizando banco de dados para armazenamento das informações descritivas das
fotos. Surgiu o problema de como registrar as fotografias para posterior
recuperação.
Após breve estudo, optou-se por utilizar o software Pergamum por questão
de concentração dos registros catalográficos no mesmo sistema e possibilidade
de vinculação de arquivos digitais para download e visualização via Internet.
Finalmente iniciou-se o cadastro e digitalização das fotografias. Sendo criada uma
interface web para visualização e cópia dos arquivos digitais.
Durante o decorrer da organização do arquivo fotográfico foram realizadas
inúmeras exposições de fotografias históricas de Jaraguá do Sul. Todas as fotos
expostas foram doadas pelo historiador Carlos Hoffmann a UNERJ, com a
preocupação de preservação e acessibilidade a um maior número de
interessados. Mais tarde, foi incorporado ao acervo fotográfico fotos do arquivo
particular do fundador da UNERJ, o padre Elemar Scheid (in memorian), doadas
pelo seu irmão Rubens Scheid.
Após essas doações foi divulgada na imprensa a iniciativa do arquivo
fotográfico e feito um convite às pessoas que possuíssem fotos antigas e que
estivessem interessadas em doá-las a UNERJ para guarda e organização. Além
disso foi solicitado auxílio na identificação de algumas fotos que já faziam parte do
acervo fotográfico.

�2 METODOLOGIA

As fotos são reunidas levando-se em consideração os fatos retratados.
Utiliza-se para acondicionamento físico cartolina branca, dividida em quatro partes
iguais, sendo feitos recortes de acordo com o tamanho das fotografias para
encaixe e papel manteiga para proteção. São guardadas em pastas suspensas,
observando-se o máximo de 20 folhas. A opção por esses materiais deu-se pelo
baixo custo e facilidade de obtenção.
Segue-se identificação, para posterior classificação de acordo com a tabela
elaborada. A catalogação das fotografias é feita no software Pergamum – Sistema
Integrado de Bibliotecas, utilizando como padrão de catalogação o Código de
Catalogação Anglo-Americano – 2ª edição (AACR2) e formato MARC21,
possibilitando o intercâmbio de informações entre diferentes sistemas.
Posteriormente são selecionadas as fotos para digitalização em extensão
JPG, utilizando o scanner EPSON Perfection 124OU, com resolução 600 dpi.
Procede-se a vinculação aos seus respectivos acervos no software de
gerenciamento. Foi desenvolvida uma interface web para visualização e cópia dos
arquivos eletrônicos.
No caso das fotografias digitais, é feito encaminhamento via e-mail para o
responsável pela organização do arquivo fotográfico, que procede com a
catalogação e vinculação do arquivo digital.
Para início da implementação do arquivo fotográfico digital foram
selecionadas as fotografias históricas de Jaraguá do Sul, pelo fato de ser a seção
do arquivo que contém menor número de fotografias e também por estarem
identificadas.
Posteriormente foi incluída a Galeria dos Reitores, que contém as fotos da
Reitora e dos Pró-Reitores da UNERJ. Dos eventos mais relevantes que
aconteceram recentemente e das fotografias digitais.

�Foi definido como critério para digitalização seguir a ordem da tabela de
classificação elaborada, interrompendo a ordem quando necessário ou solicitado
por algum setor, como nos casos de eventos, para uso do setor de marketing ou
de extensão.

3 RESULTADOS

Foram observados como resultados significativos a redução do manuseio
dos originais, preservando e aumentando a vida útil de uma fonte de informação
histórica e cultural significativa.
Recebimento de fotos doadas por cidadãos da região, interessados em
divulgar e preservar a história regional jaraguaense. Essas atitudes conferem
credibilidade à UNERJ, confirmando seu papel como agente cultura e instituição
preocupada em manter e difundir o registro histórico e cultural da região.
Maior acessibilidade pelos historiadores, curiosos e comunidade em geral
às imagens que relatam um pouco da história de seus antepassados, ou até
mesmo que possam auxiliar no desenvolvimento de pesquisas científicas
referentes a cultura da região no decorrer dos séculos.
O fortalecimento dos laços de integração da UNERJ com a comunidade
regional, criados através das seções de identificação das fotografias antigas. Essa
integração proporcionou maior divulgação do projeto dentre as pessoas excluídas
do mundo digital.
A experiência adquirida pela equipe na implementação do projeto,
possibilitando o conhecimento de novas técnicas no tratamento de materiais
iconográficos, provendo melhorias e adaptações de acordo com a realidade
vivenciada.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Disponibilizar aos usuários fontes de informação confiáveis e promover o
acesso eficiente ao seu acervo sempre foi o objetivo principal das bibliotecas.
Durante muito tempo ficou esquecido nas bibliotecas, neste caso principalmente
as universitárias, seu papel cultural.
Desde o início, quando foram recolhidas as primeiras fotografias do setor
de Almoxarifado, foi verificada a importância do material como fonte de
informação histórica e cultural. Dentro de uma instituição de ensino superior
caberia somente ao profissionais da informação, que estão em constante contato
com inúmeros meios de comunicação e fontes de informação, reconhecer o valor
e utilidade deste material.
Fica confirmado com a realização deste projeto que não é só papel dos
arquivos históricos, preservar e manter a história regional. Na história da
humanidade as bibliotecas foram pioneiras no tratamento de todos os materiais,
não havendo necessidade de omitir essa função dentre as muitas que já
desempenha.
De positivo para a instituição e para a equipe fica a perseverança para a
implementação de novos projetos, pois a cada problema surgido, encontrou-se
uma solução adequada ao contexto da biblioteca. O reconhecimento, ainda que
não imediato e inicialmente de poucas pessoas, somente reforça o espírito de
trabalho e inovação nas unidades de informação.
É perceptível através de iniciativas como essas que a cultura ainda não
ocupou seu lugar de destaque na sociedade, mas que depende das bibliotecas,
dos arquivos, sejam públicos ou privados, o alerta à comunidade do valor de sua
história, de sua cultura, de seus hábitos.

�REFERÊNCIAS
CARTIER-BRESSON, Anne. Uma nova disciplina: a conservação-restauração de
fotografias. In: CADERNOS técnicos de conservação fotográfica 1. Rio de
Janeiro: Ministério da Cultura, [199-].
SILVA, Maria do Carmo de Almeida. Memória institucional. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais...
Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.

TABELA DE CLASSIFICAÇÃO RESUMIDA DA UNERJ

1 FOTOS ANTIGAS
Arquivo particular do Padre Elemar Scheid
Fotos históricas de Jaraguá do Sul
2 REITORIA
3 PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO
4 PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
5 CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E JURÍDICAS
6 CENTRO DE EDUCAÇÃO E LETRAS
7 CENTRO DE TECNOLOGIA E ARTES
8 PRÓ-REITORA DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO
9 FUNCIONÁRIOS DA FERJ
10 ESPAÇO FÍSICO
11 VISITAS À UNERJ
12 ALUNOS DA UNERJ
13 EVENTOS ARTÍSTICOS
14 DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES
15 EMPRESA JÚNIOR
16 EDITORA DA UNERJ
17 CENTRO POLITÉCNICO GERALDO WERNINGHAUS
18 ASSOCIAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS E PROFESSORES

�∗

Graduanda em Biblioteconomia pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC,
auxiliar de biblioteca do Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ hadra@unerj.br;
Graduando em Ciências da Computação pela Fundação Universidade Regional de Blumenau –
FURB, analista de sistemas do Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ.
marcio@unerj.br;
Auxiliar de biblioteca do Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ. rosi@unerj.br;
Bibliotecária chefe da Biblioteca Central Padre Elemar Scheid do Centro Universitário de Jaraguá
do Sul – UNERJ tgmoreira@unerj.br - Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ. Rua dos
Imigrantes, 500 Bairro Rau – 89254430 – Jaraguá do Sul – SC, Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="53999">
                <text>A preservação do acervo fotográfico em suporte digital como fonte de informação histórica e cultural.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54000">
                <text>Kuester, Hadra Mônica; Oliari, Marcio João; Souza, Rosilene da Silva; Moreira, Terezinha da Graça</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54001">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54002">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54003">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54005">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54006">
                <text>Relata a elaboração e implementação do arquivo fotográfico digital do Centro Universitário de Jaraguá do Sul. A iniciativa partiu da Biblioteca Central Padre Elemar Scheid, unidade de informação consciente de seu papel como agente cultural. Estão registradas nas fotografias: momentos históricos da instituição, instalações físicas, eventos comemorativos, funcionários, entre outros. As fotografias são cadastradas no software Pergamum, utilizando como padrão de catalogação o Código de Catalogação Anglo-Americano – 2a edição e formato MARC21, que possibilitam o intercâmbio de informações entre diferentes sistemas. A partir desse cadastro são extraídas as informações necessárias e a imagem escaneada da fotografia para visualização on-line. A interface desenvolvida para a visualização das fotografias possibilita a busca por títulos, autor, assunto e termo livre.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68405">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4902" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3971">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4902/SNBU2004_102.pdf</src>
        <authentication>75213bea1a7acee037e6c326b8a550dd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54025">
                    <text>O PAPEL DA BIBLIOTECA NO MARKETING INSTITUCIONAL: CLIPPING
DIGITAL UNERJ

Hadra Mônica Kuester∗
Marcio João Oliari∗∗
Terezinha da Graça Moreira∗∗∗

RESUMO
Relata a elaboração e implementação de um clipping digital no Centro
Universitário de Jaraguá do Sul. A iniciativa partiu da Biblioteca Central Padre
Elemar Scheid, como uma tentativa de difusão das atividades do Centro
Universitário, aos acadêmicos e comunidade em geral. As notícias, selecionadas
diariamente nos periódicos locais e regionais, são cadastradas no software
Pergamum, utilizando como padrão de catalogação o Código de Catalogação
Anglo-Americano – 2ª edição e formato MARC21, que possibilitam o intercâmbio
de informações entre diferentes sistemas. A partir desse cadastro são extraídas
as informações necessárias e a imagem escaneada do recorte de periódico para
visualização on-line. A interface desenvolvida para a visualização das notícias
possibilita a seleção de notícias de acordo com sua data de publicação. O projeto
tem como vantagens: redução dos custos com cópias em suporte papel, redução
do tempo de acesso às informações, que antes eram entregues via malote,
registro digital, preservação da memória institucional e disponibilização da
informação para maior número de leitores.
PALAVRAS-CHAVE: Clipping digital. Centro Universitário de Jaraguá do Sul.
Marketing em bibliotecas universitárias.

1 INTRODUÇÃO
As últimas décadas evidenciaram um acelerado processo evolutivo na
administração das instituições. Ao reconhecer que o diferencial está no valor e
uso que dão às informações, as instituições em geral promoveram uma reviravolta
em suas formas de gerenciar. Aos poucos tomaram consciência da necessidade
de agregar conhecimento aos bens produzidos e serviços prestados, bem como
de estabelecer canais direto de comunicação com a sociedade, utilizando-se para
isso da filosofia do marketing.

�As unidades de informação não ficaram alheias às inúmeras mudanças
ocorridas

a

sua

volta.

Os

profissionais

conscientes

das

tendências

administrativas, adaptaram a filosofia do marketing ao seu ambiente de trabalho,
fazendo uso principalmente, das ferramentas de promoção de serviços e
comunicação com o público-alvo, no caso das unidades de informação, seus
usuários.
O marketing em unidades de informação pode ser entendido como
uma filosofia de gestão administrativa na qual todos os esforços
convergem em promover, com a máxima eficiência possível, a
satisfação de quem precisa e de quem utiliza produtos e serviços
de informação. É o ato de intercâmbio de bens e satisfação de
necessidades. (OTTONI, 1995, p. 1)

Constata-se através da literatura da área, que são constantes as iniciativas
para promoção de serviços que atendam as necessidades e expectativas dos
usuários, bem como das tentativas de integração com o ambiente em que estão
introduzidas. Apesar dos numerosos obstáculos, muitas bibliotecas buscam
formas alternativas para implementação de melhorias em seus serviços.
No contexto das bibliotecas universitárias a Internet tem se tornado uma
preciosa ferramenta na disponibilização e divulgação de novos serviços. Tirar o
máximo proveito da Internet significa utilizá-la para oferecer aos usuários as
informações necessárias para o desenvolvimento de suas pesquisas. De acordo
com Amaral e Guimarães (2002) as funções dos sites das bibliotecas estão
classificadas da seguinte forma: função informacional, promocional, instrucional,
referencial, de pesquisa e de comunicação.
O uso conjugado das funções informacional e promocional pode ser
considerada uma ferramenta de marketing muito útil para divulgação de
informações sobre a instituição como um todo. Cabe às bibliotecas tomar seu
papel frente ao marketing institucional, utilizando-se dos meios e ferramentas
disponíveis.

�2 JUSTIFICATIVA
No Centro Universitário de Jaraguá do Sul (UNERJ) sempre houve a
preocupação por parte dos dirigentes em preservar a memória institucional. Por
meio do arquivo fotográfico pode-se registrar a memória através das imagens da
instituição em determinados momentos. Outra forma encontrada foi a de reunir as
informações veiculadas nos periódicos locais e regionais.
Com o crescimento da UNERJ e a intensificação das atividades do setor de
marketing, tornou-se muito freqüente a veiculação de notícias sobre as atividades
realizadas que envolvem a UNERJ. Uma prática proposta por parte do setor de
marketing, resultou na produção diária de um clipping e sua circulação para leitura
nos setores. O processo foi incorporado aos serviços prestados pelo setor de
periódicos da Biblioteca Central e até pouco tempo vinha sendo feito apenas em
suporte papel.
As iniciativas de digitalização das informações em suporte papel trouxeram
novas perspectivas aos serviços oferecidos, principalmente no que diz respeito a
preservação de materiais frágeis, como é o caso dos jornais. Manter o arquivo
apenas em suporte papel não é o mais indicado nesses casos, pois com o tempo
torna-se mais difícil o manuseio dos recortes sem danificar o conteúdo escrito.
O tratamento das coleções de recortes de periódicos sempre
representou um desafio para os profissionais que lidam com a
organização de documentos. A dificuldade de manuseio dos
recortes, em geral, provoca grande desestímulo e restringe o
interesse do público pelos periódicos enquanto fonte de pesquisa.
(VERSIANI; COELHO, 2000, p. 12)

Outro fator importante na decisão de disponibilização digital é a
virtualização dos espaços e do ser humano. A revolução tecnológica resultou em
uma acomodação por parte dos pesquisadores e leitores em geral, pois a partir do
momento em que se posicionam frente a um monitor de computador, buscam
informações integrais, não somente resumos ou referências. Além disso, negar
aos usuários o texto completo de uma informação sobre a instituição é perder a
oportunidade de promover a UNERJ enquanto centro de excelência em ensino
superior consciente de seu papel na sociedade regional jaraguaense. Pazine e

�Scarpelini (2002, p. 3) observam as mesmas expectativas dos usuários em
relação as fontes de informação eletrônicas
Sendo a internet um espaço muito utilizado na disseminação da
informação, tanto para disponibilizar os serviços tradicionais como
para a inclusão das novas formas de busca, há cada vez mais por
parte dos pesquisadores anseios quanto ao uso dos serviços
eletrônicos.

Outros fatores relevantes para a criação do Clipping Digital da UNERJ, são
a redução dos custos com cópias em suporte papel, o êxito observado em
projetos de digitalização de hemerotecas, redução do tempo entre a clippagem
diária e o acesso à informação por parte dos setores e principalmente maior
alcance de leitores, visto que as notícias estarão disponíveis na rede mundial de
computadores, podendo ser acessada por qualquer pessoa, em qualquer lugar ou
horário.

3 METODOLOGIA
A idéia surgiu após observação de clippings digitais de outras
instituições, geralmente ligados aos setores de marketing ou comunicação. Após
breve estudo dos recursos necessários e disponíveis para implementação do
serviço, foi elaborada uma interface de acesso ao conteúdo dos recortes
previamente cadastrados.
Diariamente são selecionadas, a partir dos periódicos locais e regionais, as
notícias que dizem respeito a UNERJ para clippagem. Os recortes são
cadastrados no software Pergamum – Sistema Integrado de Bibliotecas, utilizando
como padrão de representação descritiva o Código de Catalogação AngloAmericano – 2ª edição e o formato MARC21.
Os recortes são digitalizados em extensão JPG, utilizando o scanner
EPSON Perfection 124OU, com resolução 300 dpi. Posteriormente as imagens
são vinculadas aos acervos correspondentes no sistema Pergamum. Foi
desenvolvida uma rotina de extração dos dados necessários para o Clipping,

�(Data, título, fonte, paginação e arquivo vinculado), que seleciona nas tabelas do
banco de dados do sistema de gerenciamento da Biblioteca as informações
conforme abaixo:
Titulo = MARC21 245 $a + $b
Fonte = MARC21 773 $t
Paginação = MARC21 773 $g
Data Bibliográfico = MARC21 773 $k
Arquivo = MARC21 856 $d + $f
O valor do campo data é obtido do parágrafo MARC21 773 $ k, mediante
uma rotina de conversão de datas para formato DD/MM/AAAA
001

34090

003

BlJsCU

005

Nov 13 2003 10:40AM

008

030923s2003 #scb#u#ne##b #0 b1por#d

040

$a BlJsCU $b por

082

$a 378 $2 21

091

$a FER- 4161 $d JO

245 00 $a Vestibular
260 # $a Jaraguá do Sul (SC) : $b Editora Elvética,
610 24 $a Fundação Educacional Regional Jaraguaense
650 04 $a Vestibular
773 0 $t Jaraguá News $g p. 24 $k 3 a 9 maio 2003
856 7 $d 000000 $f 000000D6.jpg
Para cada dia no intervalo de 3–9 maio 2003 gerar
{Titulo : Vestibular
Fonte : Jaraguá News
Paginacao : p. 24
Data Bibliografico : 3 a 9 maio 2003
Arquivo : 000000/000000D6.jpg
Data: DD/MM/AAAA }

�Uma interface WEB desenha um calendário, e por meio de um clique sobre
uma data especifica, envia a mesma como parâmetro, para uma consulta no
banco de dados do clipping. Os valores encontrados na consulta são listados em
formato link na tela de modo que o usuário possa visualizar a imagem contento o
texto digitalizado. O usuário também pode navegar pelo clipping visualizando
artigos de outros meses/anos, por meio de campos de seleção.
O acervo de recortes anterior ao projeto de digitalização, aproximadamente
4.200 recortes, será progressivamente digitalizado e disponibilizado de acordo
com o tempo e recursos disponíveis.
A divulgação foi feita através do suporte papel na imprensa local e regional
e também do suporte eletrônico através do envio de e-mail aos alunos,
funcionários e professores, comunicando sobre o novo serviço e o endereço para
acesso.

�Extração dos dados,
conversão de datas

Clipping

Pergamum

INTERNET

Usuário

Usuário

Usuário

�4 RESULTADOS
Após implementação inicial do projeto, foram constatados como resultados
o baixo índice inicial de adesão a leitura on-line, que confirmou a necessidade de
implementação gradual do clipping digital. A medida adotada foi de continuar
disponibilizando paralelamente ao clipping digital, as cópias impressas, por um
período de 3 (três) meses. O ser humano não está apto a interromper
imediatamente seus hábitos e ainda persiste a resistência ao uso das novas
tecnologias, quando implementadas ao seu cotidiano.
A agilidade no acesso as notícias, prevista no início do projeto, foi
comprovada através da disponibilização on-line do clipping antes da entregas das
cópias impressas, feitas via malote.
A partir da divulgação de disponibilização do clipping digital, mais leitores
passaram a se interessar pelo conteúdo dos artigos veiculados nos periódicos
locais e regionais, referentes a UNERJ.
Como último resultado, fica a preservação dos recortes de jornais mais
antigos, que datam de 1972. A simples manipulação para digitalização estava
danificando os recortes, que agora poderão ser utilizados sem nenhum prejuízo
de suas atribuições físicas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
É reconhecido o papel fundamental que as bibliotecas universitárias
desempenham no contexto do ensino superior brasileiro. Disponibilizar aos
acadêmicos e docentes as informações necessárias ao desenvolvimento de suas
pesquisas é o objetivo principal destas unidades de informação, que buscam
constantemente novas alternativas para continuar oferecendo serviços de
qualidade.

�A globalização acirrou a competitividade entre as instituições. Utilizar-se
das tecnologias e posicionar-se como setor de apoio a todas as atividades das
universidades é uma das estratégias que podem ser adotadas para promover a
importância das bibliotecas.
No caso do Clipping Digital UNERJ, ficou claro que tomar a iniciativa de
promover a instituição, mais do que promover somente seus serviços, agregou
valor aos serviços prestados pela biblioteca e conferiu confiabilidade para futuras
implementações de projetos. Disponibilizar a comunidade as notícias sobre a
UNERJ na Internet com texto integral, configurou-se como uma ação de
marketing proposta e promovida pela biblioteca.
Importante ressaltar que o clipping não é uma iniciativa inovadora, mas a
atitude de colocar a biblioteca como uma ”extensão” do setor de marketing, só
vem confirmar a postura dos novos profissionais da informação como agentes
culturais interessados em transformar suas unidades de informação em
verdadeiros centros multidisciplinares de prestação de serviços.

REFERÊNCIAS

AMARAL, Sueli Angelica do &amp; GUIMARÃES, Tatiara Paranhos. Funções dos sites
das bibliotecas universitárias do Distrito Federal, Brasil. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 20., 2002,
Fortaleza. Anais... São Paulo: FEBAB, 2002. 1 CD-ROM.
OTTONI, Heloisa Maria. Bases do marketing para unidades de informação. Ci.
Inf., Brasília, v. 25, n. 2, p. 1-11, 1995.
PAZINI, Elizabeth Maria Alcântara P.; SCARPELINE, Rosaelena. Hemeroteca
digital do CMU: projeto piloto. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.
SANTOS, Arlete Braz Gonçalves dos; LINS, Andrea Maria Lidington. Arquivo de
fichas de jornais: utilizando o fichário eletrônico cardfile. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais...
Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.

�VERSIANI, Luciana de Noronha; COELHO, Marisa C. Hemeroteca digitalizada:
preservação de documentos e difusão da informação. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19., 2000, Porto
Alegre. Anais... Porto Alegre: PUCRS, 2000. 1 CD-ROM.

∗

Graduanda em Biblioteconomia pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC,
auxiliar de biblioteca do Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ. hadra@unerj.br
∗∗
Graduando em Ciências da Computação pela Fundação Universidade Regional de Blumenau –
FURB, analista de sistemas do Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ. marcio@unerj.br
∗∗∗
Bibliotecária chefe da Biblioteca Central Padre Elemar Scheid do Centro Universitário de
Jaraguá do Sul – UNERJ. tgmoreira@unerj.br Centro Universitário de Jaraguá do Sul – UNERJ.
Rua dos Imigrantes, 500 Bairro Rau – 89254430 – Jaraguá do Sul – SC, Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54008">
                <text>O papel da biblioteca no marketing institucional: clipping digital UNERJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54009">
                <text>Kuester, Hadra Mônica; Oliari, Marcio João; Moreira, Terezinha da Graça</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54010">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54011">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54012">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54014">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54015">
                <text>Relata a elaboração e implementação de um clipping digital no Centro Universitário de Jaraguá do Sul. A iniciativa partiu da Biblioteca Central Padre Elemar Scheid, omo uma tentativa de difusão das atividades do Centro Universitário, aos acadêmicos e comunidade em geral. As notícias, selecionadas diariamente nos periódicos locais e regionais, são cadastradas no software Pergamum, utilizando como padrão de catalogação o Código de Catalogação Anglo-Americano – 2a edição e formato MARC21, que possibilitam o intercâmbio de informações entre diferentes sistemas. A partir desse cadastro são extraídas as informações necessárias e a imagem escaneada do recorte de periódico para visualização on-line. A interface desenvolvida para a visualização das notícias possibilita a seleção de notícias de acordo com sua data de publicação. O projeto tem como vantagens: redução dos custos com cópias em suporte papel, redução do tempo de acesso às informações, que antes eram entregues via malote registro digital, preservação da memória institucional e disponibilização da informação para maior número de leitores. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68406">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4904" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3973">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4904/SNBU2004_103.pdf</src>
        <authentication>dd66babac315454dffbc90d03707f5c3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54043">
                    <text>A REDE DE PROJETOS DO NÚCLEO TEMÁTICO DA SECA DA UFRN COMO
POSSIBILIDADE DE SOCIALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO1
Isa Maria Freire∗
Luciana Moreira Carvalho∗∗
Mônica Marques Carvalho∗∗∗

RESUMO
Aborda as metodologias utilizadas para a revitalização do Núcleo Temático da
Seca – Nut-Seca, na perspectiva da responsabilidade social da Ciência da
Informação. Propõe o tratamento dos estoques informacionais presentes no
Núcleo, a partir de ferramentas de organização, tratamento e disseminação da
informação. Utiliza para tanto, uma Rede de projetos denominados: oficina da
memória, mapas conceituais, sistema de recuperação da informação e biblioteca
digital, que possuem como objetivo final a transformação dos estoques
informacionais convencionais em objetos digitais. Conclui que através destas
práticas torna-se-á possível uma difusão mais ampliada desses estoques,
atingindo uma maior quantidade de usuários, locais e remotos.
PALAVRAS-CHAVE: Ciência da Informação. Responsabilidade Social. Sistema
de Recuperação da Informação. Biblioteca Digital. Seca e semi-árido.

1 INTRODUÇÃO

Por sua pluralidade temática, a “seca” pode ser concebida como objeto de
estudo multi, inter e transdisciplinar, à medida em que se busca estudar as
conseqüências físicas, sociais, econômicas e políticas do fenômeno, assim como
sua projeção sobre a natureza semi-árida, o homem e a sociedade sertaneja.
A cronologia da pesquisa sobre a seca do Núcleo Temático da Seca da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte se inicia em 1981, quando foi
criado o “Programa de Estudo sobre A Problemática da Seca no RN”, no âmbito
do “Projeto Rio Grande do Norte”. Em 1995, o “Programa” foi oficializado como
Núcleo Temático da Seca, através da Portaria nº 001/95-R da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Nas palavras de Carvalho, “O NUT-SECA (sic) representa um esforço no
sentido de recuperar as marcas que a seca vem imprimindo na história da região
1

As autoras participam do Grupo de Trabalho para Reativação do Núcleo Temático da Seca, numa parceria
entre a UFRN e o IBICT.

�nordestina e, de modo, particular, no Rio Grande do Norte” (apud Relatório, 2003,
p.7). A autora acrescenta que
Dadas as características da documentação reunida, e das
coleções que foram, ao longo do tempo, incorporadas e
nominadas, o NUT-SECA passou a ser um arquivo da história da
seca. Além disso, a demanda de consulta por estudiosos,
principalmente das ciências humanas, fortaleceu seu caráter de
Centro de Documentação em seca e semi-árido. (Carvalho, 1998,
p.10).

Os objetivos do Núcleo Temático da Seca em 1998, que constam da
minuta de Regimento Interno do Núcleo, podem ser resumidos em:
a) Oferecer

à

comunidade

universitária

e

norte-rio-grandense

informação sobre a temática do semi-árido.
b) Apoiar os programas de ensino, pesquisa e extensão em suas
necessidades de acesso à informação especializada em seca e
semi-árido.
c) Dinamizar a produção científica concernente a seca e semi-árido.
Nesse contexto, o potencial acadêmico do Nut-Seca se insere em uma
abordagem epistemológica ampla sob o paradigma de distintas áreas do
conhecimento, sem perder de vista uma articulação sistemática entre as variadas
dimensões do fenômeno com o objetivo de garantir uma percepção unitária da
questão. Dessa forma, e considerando a produção acadêmica que vem
acumulando ao longo do tempo, o Núcleo deve ser abordado como um valioso
espaço institucional de produção, ampliação e difusão de conhecimentos, bem
como de ensino, pesquisa e extensão.
Naquele momento histórico, a proposta de um Projeto Integrado de
Pesquisa sobre o Sistema de Recuperação da Informação sobre Seca, SemiÁrido e Sociedade Sertaneja (Núcleo Temático da Seca, 1995) considerou a
existência de duas Bases de Pesquisa (grupos de pesquisa) no Núcleo Temático
da Seca:
a) Base de Pesquisa 1, de caráter trans/multidisciplinar, que objetiva a
compreensão e interpretação da problemática da seca, em seus

�múltiplos aspectos, a partir da diversidade de disciplinas científicas
pertinentes.
b) Base de Pesquisa 2, de caráter trans/interdisciplinar, que visa a
estruturação e implementação de um Sistema de Recuperação da
Informação sobre Seca, Semi-Árido e Sociedade Sertaneja, no
próprio Núcleo Temático da Seca.
Agora, em um outro momento, os objetivos do Núcleo Temático da Seca
são retomados com a proposta de uma “rede de projetos” onde as Bases de
Pesquisa se articulem em níveis de organização e comunicação, de modo que
cada projeto específico possa se relacionar com outros projetos e contribuir para
além do seu próprio ponto na rede.

2 SOBRE O MÉTODO DE PROJETO

Para Lück, o método de projeto é uma “ferramenta básica do gestor, que
[...] fundamenta, direciona e organiza a ação de sua responsabilidade [e]
possibilita o seu monitoramento e avaliação” (LÜCK, 2001, p.13).

Nesse

contexto, projeto é visto como um “empreendimento com começo e fim definidos,
dirigidos por pessoas, para cumprir metas estabelecidas dentro de parâmetros de
custo, tempo e qualidade”. (DINSMORE, 1992, p.19). E elaborar projeto significa
planejar os caminhos para a ação em um empreendimento, considerando os
elementos

envolvidos

―

pressupostos,

objetivos,

metodologia

e

seus

procedimentos, clientes, recursos necessários e forma de implementação
QUADRO 1 – Natureza do método de projeto (adaptação)
Princípios do método de projeto

Contraposições

Visão de resultados e de ações concretas
Concentração e canalização de esforços e
energias

Visão genérica, inespecífica e difusa

Caracterização clara e objetiva do foco
Tempo e recursos delimitados
Apropriação e mobilização de recursos
Agilidade e versatilidade, na busca de
resultados
Fonte: Lück, op.cit., p.29

Ação dispersa e desconcentrada
Superficialidade no entendimento da
realidade
Ativismo e imediatismo

�Entretanto, no processo de elaboração do projeto o mais importante não é
o documento produzido pelo grupo responsável pelo planejamento, mas o
processo social e intelectual que esta atividade envolve, a possibilidade de ação
que mobiliza os participantes e cria a predisposição e determinação para agir
visando resultados positivos. Assim, a elaboração de um projeto em uma
organização representa um processo de promoção de sinergia para uma ação
organizada e consistente, correspondendo à definição de um “ideário” e seu
respectivo compromisso de ação.
Dentre os tipos de projetos citados por Lück, destacamos a categoria de
projetos como orientação articulada de inovação, melhoria e transformação
(op.cit., p.26). Nesta categoria, projeto é definido como
um conjunto organizado e encadeado de ações de abrangência e
escopo definidos, que focaliza aspectos específicos a serem
abordados num período determinado de tempo, por pessoas
associadas e articuladoras das condições promotoras de
resultados, com um determinado custo. (Lück, op.cit., p.27)

Nesse contexto, sua elaboração se justifica por sua implantação e
implementação efetivas, visando novas ações e realidades, e a fase de
planejamento deve ser implementada como a primeira iniciativa com vistas à
implantação das ações previstas. Dessa forma, as ações de planejamento
desenvolvem entre os participantes uma sinergia para o trabalho a ser
empreendido, além de gerar comprometimento com a efetiva construção de
condições para sua realização, com o propósito de promover benefícios às
pessoas e organizações.
No caso do Nut-Seca, a primeira fase de planejamento ocorreu ao mesmo
tempo em que os participantes produziam o Relatório da Comissão para
Reativação do Núcleo2, o que trouxe preciosos subsídios à discussão da “rede de
projetos”.

3 A REDE DE PROJETOS DO NUT-SECA

2

Ver em: www.nutseca.ufrn.br.

�O Projeto de Revitalização do Nut-Seca é o ponto focal da “rede de
projetos” que irão, efetivamente, realizar o processo de revitalização das
atividades. O projeto foi sugerido pela Comissão para Reativação do Núcleo
Temático da Seca em seu Relatório, e tem a finalidade de promover a retomada
das ações de pesquisa, ensino e extensão que em 20 anos tornaram o Nut-Seca
uma referência regional. Nossa premissa é a “responsabilidade social da Ciência
da Informação”, qual seja de “facilitar a comunicação do conhecimento para
aqueles que dele necessitam, na sociedade” (FREIRE, 2001). A implementação
do projeto será coordenada pelo Grupo de Trabalho para Reativação do NutSeca. São objetivos do Projeto de Revitalização:
a) Geral:
Tornar disponível, de forma ágil e mais abrangente, as informações
sobre Seca, Semi-Árido e Sociedade Sertaneja constantes do acervo
do Núcleo Temático da Seca.
b) Específicos:
•

Promover a articulação entre o Núcleo Temático da Seca e os
Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, de modo a implementar pesquisas na Base 1;

•

Propiciar oportunidades de treinamento e capacitação de discentes e
docentes, nas áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação, com
ênfase nas tecnologias digitais de organização e comunicação da
informação, de modo a implementar pesquisas na Base 2;

•

Organizar,

acondicionar

de

forma

apropriada,

e

realizar

o

processamento técnico dos documentos existentes no acervo do
Núcleo Temático da Seca;
•

Desenhar, propor e implementar um projeto de digitalização do acervo
do Núcleo Temático da Seca;

•

Desenvolver produtos de informação contendo os resultados de
pesquisas realizadas pelo Núcleo Temático da Seca, apresentadas
numa perspectiva educativa e adaptadas para um público variável do 1º
ao 3º graus;

�•

Implementar serviços diferenciados para atendimento ao usuário local e
remoto;

•

Implementar

uma

“rede

de

comunicação

científica”

entre

os

participantes do Projeto de Revitalização.
Para o projeto serão adotados, também, os métodos da “pesquisa
participante” (conforme proposto por Freire, 1998, para a Ciência da Informação)
e da “pesquisa-ação” (conforme desenvolvido por Thiollent, 2000, e adotado por
Espírito Santo, 2003).
A cada semestre serão realizadas Oficinas Científicas Temáticas, como
apoio às atividades dos projetos de pesquisa específicos, com a participação de
professores doutores do IBICT, e Seminários de Comunicação Científica, para
troca de conhecimentos entre os participantes do projeto e avaliação do processo
de revitalização. Para cada atividade e/ou evento, será elaborado projeto com
objetivo, recursos, procedimentos e mecanismos de avaliação. Os participantes
em iniciação científica serão considerados Pesquisadores Aprendizes, recebendo
treinamento específico para o trabalho com as informações disponíveis no acervo
do Núcleo Temático da Seca. A seguir, um esquema descritivo da “rede de
projetos”:
“REDE DE PROJETOS”

•
•

Base de Pesquisa 1:
Projeto Janelas da
Cultura Local
Projeto Sistema
Performante de
Visualização 3D dos
efeitos da seca

Base de Pesquisa 2:
● Projeto Sistema Recuperação
da Informação
● Projeto Biblioteca Virtual
● Projeto Produtos de
Informação Educativa

[Grupo de Trabalho]
•
•

Gerenciamento Técnico-Científico do Projeto de Revitalização
Atividades de articulação intra e interinstitucional

�•
•

Atividades de Treinamento e Capacitação
Coordenação da “rede de projetos”:
- Apoio ao desenvolvimento dos projetos
- Apoio à comunicação científica
- Acompanhamento das atividades e cronogramas

4 PROJETOS EM SINERGIA

4.1 PROJETO SISTEMA DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO

Em apoio às atividades de pesquisa, desde o início o Núcleo Temático da
Seca se organizou também como um Centro de Documentação e Informação
sobre a Seca e Semi-Árido. E ao longo dos 20 anos de atividades do Núcleo, o
Centro de Documentação se consolidou como uma Base de Pesquisa na área de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, tendo como campo de estudo o próprio
acervo do Núcleo.
O acervo do Nut-Seca é rico em informações sobre a seca e o semi-árido
nordestino, com a competência de subsidiar pesquisadores interessados em
assuntos que estejam direta ou indiretamente ligados a essas temáticas. Nele, é
possível encontrar e relacionar conhecimentos científicos produzidos por
economistas, biólogos, físicos, estatísticos, cientistas sociais, historiadores, que
pesquisaram sobre os vários aspectos do fenômeno da seca no Rio Grande do
Norte. Uma coleção merece destaque especial: os recortes de jornais, que
formam a Hemeroteca do Núcleo Temático da Seca, com sua riqueza de registros
de acontecimentos, notícias, vivências de gente que faz parte da história da
universidade e da sociedade norte-rio-grandense. São objetivos do projeto:
a) Geral:
Organizar um Sistema de Recuperação da Informação - SRI para o Núcleo
Temático da Seca.
b) Específicos:
•

Catalogar os itens bibliográficos utilizando o Código de Catalogação
Anglo Americano – AACR2R;

�•

Classificar e indexar estes itens, traduzindo-os para uma linguagem
documental;

•

Construir uma hemeroteca digitalizada a partir dos recortes de jornais;

•

Construir um catálogo de recuperação da informação in loco e
compatível com o sistema Aleph;

•

Disponibilizar a informação gerada pelo Núcleo para a comunidade de
usuários internos e externos à UFRN.

Levando em consideração a diversificação do acervo do Nut-Seca, a opção
para sua abordagem no Projeto SRI foi organizá-lo em categorias, de acordo com
suas características documentais. Dessa forma surgiu a seguinte seqüência de
organização, já sugerida por Ramalho (1998):
1. obras acadêmicas (ensaios, pesquisas, estudos publicados sobre a
forma de livros, artigos de revistas, teses, dissertações de mestrado,
monografias, obras de referência e textos mimeografados);
2. fontes primárias (cartas, documentação administrativa, textos de lei,
documentos cartoriais);
3. recortes de jornais, compreendendo um século de informações;
4. documentação não convencional, relacionada com vídeos, fotografias,
mapas, slides, etc.
O projeto se desenvolverá em articulação com o Projeto da Biblioteca
Digital do Núcleo Temático da Seca, iniciando pela discussão e definição de uma
Política de Informação Digital e pelo resgate da memória documental do Núcleo,
através de uma da Oficina da Memória com a professora Teresinha de Queiroz
Aranha, coordenadora do Nut-Seca desde sua primeira formulação institucional
na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como “Programa de Estudos
sobre A Problemática da Seca no Rio Grande do Norte”, em 1981.
A partir das informações geradas nessa etapa, será traçado o Mapa
Conceitual que visa esquematizar a organização dos documentos constantes do
acervo na perspectiva da sua indexação para recuperação da informação por
acesso local e remoto.

�4.2 PROJETO BIBLIOTECA DIGITAL

No atual contexto tecnológico e cultural, quando a consulta e o acesso a
catálogos eletrônicos de bibliotecas e unidades de informação pela Internet
tornou-se uma realidade, o Nut-Seca poderá se transformar em fonte de
informação e portal de acesso ao tesouro de informação e conhecimento
disponível em seu acervo. Nesse sentido, o desenvolvimento de um sistema
integrado, coordenado e sistematizado, com a função de veicular e vincular as
informações através de redes digitais de comunicação, torna-se essencial à
socialização da informação disponível no Núcleo. São objetivos do projeto:
a) Geral:
Implantar plataformas para a criação de uma Biblioteca Digital a partir do
acervo do Núcleo Temático da Seca.
b) Específicos:
•

Resgatar a memória documental do Núcleo Temático da Seca;

•

Discutir e propor uma Política de Informação Digital para o Núcleo;

•

Construir dos mapas conceituais do acervo do Núcleo;

•

Migrar os produtos informacionais gerados através do Projeto Sistema

de Recuperação da Informação do Núcleo Temático da Seca para uma
plataforma digital;
• Socializar de forma digital a produção científica do Núcleo, integrando-a
às redes nacionais e internacionais de pesquisa.

O projeto se desenvolverá em articulação com o Projeto SRI, iniciando
pela discussão e definição de uma Política de Informação Digital e pelo resgate
da memória documental do Núcleo, através da Oficina da Memória. Também em
articulação com o Projeto SRI, será traçado o Mapa Conceitual com os
esquemas de organização dos documentos constantes do acervo na perspectiva
da sua indexação para recuperação da informação on line. Outra atividade em
estreita colaboração com o Projeto SRI, será a digitalização da Hemeroteca do
Nut-Seca. O projeto receberá apoio tecnológico da Biblioteca Central Zila
Mamede da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no que diz respeito ao

�processo de construção de um catálogo de recuperação da informação in loco e
compatível com o sistema Aleph.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

No contexto sócio-cultural atual, a informação tem um valor que transcende
os tradicionais valores de uso ou de troca. No Nut-Seca, ao lado do acervo
documental

disponível

—

livros,

artigos

científicos,

revistas,

separatas,

dissertações e teses, relatórios de pesquisa e relatórios governamentais e gerais
e jornais —, também são encontrados registros de feições étnico-paisagísticas,
em

fotografias,

vídeos,

filmes

e

materiais

cartográficos

(p.ex.,

atlas

pluviométricos). Essa farta documentação, por si só, é reveladora das
potencialidades que o Nut-Seca detém para o conhecimento de um bioma único e
singular da paisagem brasileira: a caatinga. Nesse sentido, a “rede de projetos”
proposta tem como finalidade última a socialização da informação que está
organizada nos estoques de informação do Núcleo.
O processo foi iniciado com a implementação do sítio do Nut-Seca na
Internet (www.nutseca.ufrn.br), onde estão disponíveis o Relatório da Comissão,
vários textos produzidos por pesquisadores vinculados ao Núcleo e um vídeo
sobre o Vale do Assú (RN). Em continuidade, foi apresentada uma comunicação
no IX Seminário de Pesquisa do Centro de Ciências Sociais Aplicadas na UFRN,
com texto completo nos Anais, e publicado artigo no periódico Ciência da
Informação, cujos resumos são indexados em bases de dados internacionais.
Atualmente, estão em fase final de elaboração o projeto operacional da Biblioteca
Digital, com vistas à solicitação de recursos para digitalização do acervo, e o
roteiro da Oficina da Memória com a professora Terezinha de Queiroz Aranha.
Consideramos que o maior valor acadêmico do Nut-Seca reside na sua
capacidade de promover estudos e agregar saberes, do científico ao popular, ao
mesmo tempo em que propicia, também, seu compartilhamento com a
comunidade acadêmica e a sociedade, em geral. E nesse sentido foi elaborada a
proposta de uma “rede de projetos”, de modo a criar um campo de possibilidades
que promova a socialização da informação disponível no seu acervo para
usuários potenciais, na sociedade. Com isso, acreditamos estar contribuindo tanto

�para a geração de novos conhecimentos sobre a temática da seca e do semiárido, quanto para a produção de tecnologias de processamento e comunicação
da informação em acervos constituídos por materiais diversificados, como no caso
do Núcleo Temático da Seca da UFRN.

REFERÊNCIAS
AUSEBEL, D. Meaningful learning models. London: Aslib, 1990.
BARRETO, Aldo de A. A eficiência técnica, econômica e a viabilidade de produtos
e serviços de informação. Ciência da Informação, Brasília, v.25 n.3, se./dez.
1996.
CARVALHO, Luciana M.; CARVALHO, Mônica M.; FREIRE, Isa M. A prática da
responsabilidade social através do sistema de recuperação da informação do
Núcleo Temático da Seca/UFRN. In: Seminário de Pesquisa do CCSA, 9, 2003.
Natal. Anais... Natal: CCSA, 2003. 1 CD-ROM.
CARVALHO, Renata P.F. de. Núcleo Temático da Seca/RN: uso do acervo
informacional. João Pessoa: UFPB, 1998. (Dissertação, Mestrado em
Biblioteconomia).
DINSMORE, P.C. Gerência de programas e projetos. São Pauli: Pini, 1992.
ESPÍRITO SANTO, Carmelita. “Quissamã somos nós”: Pesquisa Participante
para Construção de Hipertexto sobre Identidade Cultural. 2003. 98 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação). Convênio CNPq/IBICT – UFRJ/ECO, Rio
de Janeiro, 2003.
FREIRE, Gustavo .H. de A. A construção de instrumento de comunicação
para comunicação de informação sobre saúde. 1998. 85 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação). Convênio CNPq/IBICT – UFRJ/ECO, 1998.
FREIRE, Isa M. O processo de reativação do Núcleo Temático da Seca. Ciência
da Informação, Brasília, v. 32, n. 3, set./dez. 2003.
______. A responsabilidade social da ciência da informação e/ou O olhar da
consciência possível sobre o campo científico. 2001. 162 f. Tese (Doutorado
em Ciência da Informação). Convênio CNPq/IBICT – UFRJ/ECO, 2001.

�FREIRE, Isa M.; ARAUJO, Vânia M.R.H. de. Tecendo a rede de Wersig com os
indícios de Ginzburg. DataGramaZero, v.2 n.4, 2001. Disponível
em:&lt;http://www.dgz.org.Br/ago01&gt;. Acesso em: 09 jun.2004.
LÜCK, Heloísa. Metodologia de projetos: Uma ferramenta de planejamento e
gestão. 2ed. Petrópolis: Ed. Vozes, 2003
Mapas Conceituais. Disponível em:
&lt;http://penta2.ufrgs.br/edutools/mapasconceituais/utilizamapasconceituais.html&gt;.
Acesso em: 09 maio 2003.
Mapeamento Conceitual. Disponível em:
&lt;http://www.geocities.com/Colosseum/8026/first.htm&gt;. Acesso em: 09 maio 2003.
NÚCLEO TEMÁTICO DA SECA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE. Projeto Integrado de Pesquisa sobre o Sistema de
Recuperação da Informação sobre Seca, Semi-Árido e Sociedade Sertaneja.
Natal, UFRN, 1995.
RELATÓRIO DA COMISSÃO DE REATIVAÇÃO DO NÚCLEO TEMÁTICO DA
SECA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. Natal,
UFRN, 2003. Disponível em: &lt;http://www.nutseca.ufrn.br&gt;. Acesso em: 09
jun.2004
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 10.ed. São Paulo: Cortez Ed.,
2000

∗

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Programa de Pós-Graduação em Ciência da
Informação - Convênio com a UFF. Rua Lauro Muller, 455 – 5º. Andar. CEP 22290-160 Rio de Janeiro RJ
Brasil. isa@ibict.br
∗∗
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Departamento de Biblioteconomia
Campus Universitário de Lagoa Nova. CEP 59000-000 Natal RN Brasil. lmoreirac@ufrnet.br
∗∗∗
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Departamento de Biblioteconomia
Campus Universitário de Lagoa Nova. CEP 59000-000 Natal RN Brasil. monicamcg@bol.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54026">
                <text>A rede de projetos do Núcleo Temático da Seca da UFRN como possibilidade de socialização da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54027">
                <text>Freire, Isa Maria; Carvalho, Luciana Moreira; Carvalho, Mônica Marques</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54028">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54029">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54030">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54032">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54033">
                <text>Aborda as metodologias utilizadas para a revitalização do Núcleo Temático da Seca – Nut-Seca, na perspectiva da responsabilidade social da Ciência da Informação. Propõe o tratamento dos estoques informacionais presentes no Núcleo, a partir de ferramentas de organização, tratamento e disseminação da informação. Utiliza para tanto, uma Rede de projetos denominados: oficina da memória, mapas conceituais, sistema de recuperação da informação e biblioteca digital, que possuem como objetivo final a transformação dos estoques informacionais convencionais em objetos digitais. Conclui que através destas práticas torna-se-á possível uma difusão mais ampliada desses estoques, atingindo uma maior quantidade de usuários, locais e remotos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68408">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4906" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3975">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4906/SNBU2004_104.pdf</src>
        <authentication>a1de012b182ac857f5e1e9a28964138e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54070">
                    <text>RECURSOS INFORMACIONAIS EM CIÊNCIAS DA SAÚDE:
O BIBLIOTECÁRIO COMO AGENTE DE INCLUSÃO DIGITAL:
RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA
Leonardo Fernandes Souto∗

RESUMO

Relata a experiência de uma disciplina ministrada no projeto Práticas de Formação
na PUCCAMP. As Práticas de Formação contribuem para a formação integral do ser
humano, possibilitam a flexibilidade curricular, incentivam a autonomia intelectual e
enfatizam o conhecimento transdisciplinar e interdisciplinar tendo, portanto, caráter
desportivo, religioso, artístico, cultural, lingüístico ou técnico-científico. A disciplina
Recursos Informacionais em Ciências da Saúde (RICS) foi ministrada no primeiro
semestre de 2003, objetivando instruir os alunos quanto ao conhecimento e uso de
recursos informacionais em Ciências da Saúde, disponíveis gratuitamente na
Internet. A disciplina foi dividida em quatro módulos abordando os seguintes temas:
comunicação científica, bases de dados, catálogos online, canais informais (listas de
discussão, eventos). O público alvo era formado por todos os alunos dos cursos de
graduação. Para avaliação da disciplina fez-se uso da técnica KWL e de um
questionário aberto. Para finalizar, é válido destacar que no contexto universitário o
bibliotecário pode desenvolver projetos semelhantes voltados para a inclusão digital,
de modo a atuar na educação do usuário dentro de seu processo formal de
aprendizagem, contribuindo assim para o desenvolvimento de sua competência
informacional.
PALAVRAS-CHAVE: Recursos informacionais. Ciências da Saúde. Inclusão digital.
Recursos informacionais. Capacitação. Competência Informacional.

1 INTRODUÇÃO
Falar de informação e a necessidade de mecanismos, procedimentos e
processos que facilitem seu uso/localização/acesso torna-se cada vez mais uma
constante na área da Ciência da Informação. Num primeiro momento, parece que o
tema está esgotado, demasiadamente explorado, mas na verdade, acreditamos que
ainda estamos bem longe de conseguirmos todas as respostas necessárias para
efetivamente atendermos às necessidades informacionais dos usuários e,
principalmente, dar-lhes meios para desenvolverem sua competência informacional.

�Diante disso, ousamos apresentar por meio deste documento o que
consideramos ser uma mínima contribuição aos interessados no processo de
assimilação conceitual, de atitudes e habilidades para a exploração dos recursos
informacionais disponibilizados na Internet.
Nossa preocupação está diretamente relacionada ao conceito de Information
Literacy, entendido por Dudziak (2003, p. 28) como “o processo contínuo de
internalização de fundamentos conceituais, atitudinais e de habilidades necessário à
compreensão e interação permanente com o universo informacional e sua dinâmica,
de modo a proporcionar um aprendizado ao longo da vida”.
Vários pesquisadores, desde a década de 70 do século passado até os dias
atuais, contribuíram para o avanço dos estudos sobre Information Literacy. Dentre
eles podemos citar: Zurkowski (1974), Taylor (1979), Breivik (1985),

Kuhlthau

(1991), Bruce (1997), Caregnato (2000), Belluzzo (2001), Dudziak (2001), Garfield
(2001), Hatschbach (2002).
Diante do fato de não existir uma tradução oficial em língua portuguesa para
referir-se à

Information Literacy, existe uma diversidade de expressões que a

representa, tais como: “alfabetização informacional, letramento, literacia, fluência
informacional, competência em informação” (DUDZIAK, 2003, p. 24). Apesar das
críticas feitas ao termo competência, em geral por educadores, é notória uma
tendência ao uso da expressão competência informacional.
Levando-se em consideração a expressão competência informacional e tudo
o que ela representa, certamente, grande parte da responsabilidade pelo seu
desenvolvimento em diferentes grupos de indivíduos é função das mais variadas
unidades de informação: bibliotecas escolares/públicas/universitárias, centros de
pesquisa, e outras. Esta responsabilidade está diretamente vinculada à função do
profissional da informação como agente educacional.
Dudziak, (2002a, p. 3), considera que há uma interface entre a Information
Literacy (ou competência em informação) e a Educação, que define o escopo da
Information Literacy Education. Para Dudziak (2002a, p. 6) “se a Information Literacy
liga-se à competência em informação, a Information Literacy Education é o caminho
que nos leva a esta competência”.

�A Information Literacy Education é um processo que se inicia com a
percepção da necessidade de informação, de socialização do acesso
físico e intelectual à informação; acontece lentamente e envolve toda
a comunidade educacional, tendo seu desenvolvimento neste
contexto. (DUDZIAK, 2002a, p. 6).

Quando falamos em comunidade educacional, obviamente estamos incluindo
o bibliotecário, ou qualquer outro profissional da informação envolvido com
atividades de educação.
Para Campello (2003, p. 34) “o bibliotecário é a figura central no discurso da
competência informacional”. Certamente, tal afirmação está vinculada ao papel de
educador deste profissional. Dudziak, Gabriel e Vilela (2000, p. 15) consideram que
“como educador, o bibliotecário deve estar apto a expressar-se e comunicar-se,
criando um ambiente que estimule o aprendizado, utilizando técnicas de transmissão
de informações efetivas, assumindo também seu papel de tutor”.
Para Dudziak, Gabriel e Vilela (2000, p. 12) o bibliotecário passa a ter
“destaque como educador/mediador do conhecimento, assumindo-se que a
educação de usuários de Bibliotecas deve estar inserida na missão da instituição
educacional à qual pertence, com docentes e bibliotecários trabalhando em
conjunto”.
Por envolver docentes, administradores, bibliotecários e estudantes
em busca da construção de um novo paradigma educacional mais
ligado às demandas atuais, à informação, ao aprendizado
independente e o aprendizado ao longo da vida, a Information
Literacy Education não é de fácil execução. (DUDZIAK, 2002a, p. 6).

Atualmente, a visão em relação à educação não pode mais estar centrada no
modelo tradicional de educação no qual o professor torna-se o “centro do saber” e o
aluno assume a condição passiva de ouvinte. A educação precisa ser pensada
frente à Sociedade da Informação.
Pensar a educação na Sociedade da Informação , denominação que
vem sendo usada para descrever o mundo e a ambiência em que
vivemos no mundo hoje, exige a inclusão de aspectos de natureza
vária, relativos às tecnologias da informação e da comunicação [...]
(BELLUZZO, 2001, p. 1).

Caregnato (2000, p. 53), ao falar da relação das bibliotecas universitárias com
a educação de usuários, considera que “elas devem estar preparadas, ou pelo

�menos motivadas, a oferecer serviços de qualidade para o desenvolvimento das
habilidades informacionais necessárias para o bom desempenho no ambiente digital
em rede”.
Na visão de Caregnato (2000, p. 53) novas e mais aprimoradas habilidades
de busca/seleção/síntese e uso de informações são necessárias devido às novas
formas de acesso surgidas a partir da disponibilidade da informação digital.
Neste contexto, temos o objetivo de por meio deste texto relatar nossa
experiência com o projeto “Recursos Informacionais em Ciências da Saúde –
RICS”, o qual corresponde a uma disciplina ministrada dentro do projeto “Práticas de
Formação” da Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP.
Acreditamos que esta experiência corresponde a um exemplo de inserção do
bibliotecário, no contexto universitário, como um agente educador, buscando
oferecer à comunidade discente da PUCCAMP uma oportunidade de desenvolver
sua competência informacional. A ousadia do projeto está no fato do mesmo
aproveitar uma abertura na política institucional da PUCCAMP de modo a adotar
uma postura pró-ativa, indo ao encontro do indivíduo em formação, dentro de seu
contexto, abrindo espaço para iniciativas semelhantes em outras instituições de
ensino superior.

2 PRÁTICAS DE FORMAÇÃO

Dentro de uma nova perspectiva de formação, as Práticas de Formação
valorizam o conhecimento transdisciplinar e interdisciplinar e têm por objetivo
“conciliar os conceitos que permeiam a sociedade pós-moderna com uma
perspectiva humanístico-cristã, priorizando os valores sociais, culturais e religiosos.
Possibilitam a flexibilidade curricular e incentivam a autonomia intelectual”
(PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS, 2004).
Com caráter desportivo, religioso, artístico, cultural, lingüístico ou técnicocientífico cada projeto (disciplina) desenvolve suas atividades, totalizando 17 ou 34
horas-atividade de 50 minutos.

Para aprovação o aluno precisa “obter conceito

�‘S’(Satisfatório) e freqüentar, pelo menos, 75% das atividades. Se não atender a um
desses requisitos, o crédito [disciplina] deverá ser cursado novamente” (PONTIFÍCIA
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS, 2004).
As Práticas de Formação podem ser desenvolvidas das mais diversas
maneiras, podendo ter “a forma de cursos de curta duração, oficinas de trabalho,
conferências, palestras, seminários, campeonatos, festivais, visitas científicas,
viagens, retiros espirituais, culturais, atividades desportivas, teatrais, musicais,
plásticas, estágios extra-curriculares” (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE
CAMPINAS, 2004).

3 O PROJETO – RECURSOS INFORMACIONAIS EM CIÊNCIAS DA SAÚDE –
RICS

Diante do crescente aumento da produção científica, é fundamental, para os
indivíduos envolvidos em ambientes acadêmicos e/ou inseridos no mercado de
trabalho, o domínio dos recursos informacionais e das técnicas de pesquisa da
informação em qualquer suporte.
Assim, voltando-nos para a capacitação de discentes interessados em
aprofundar seus conhecimentos em relação às fontes de informação em meio digital,
apresentamos a proposta do projeto de Práticas de Formação intitulado “Recursos
Informacionais em Ciências da Saúde-RICS” com o escopo de enfatizar a
importância dos sistemas de informação no contexto do ensino, pesquisa e
extensão.
A justificativa da apresentação do projeto está no fato do mesmo permitir aos
alunos de graduação, interessados nos processos de pesquisa, identificação de
fontes

de

informação

e

obtenção

de

documentos,

a

possibilidade

de

compreenderem, através de atividades pedagógicas planejadas, como funcionam os
mecanismos dos diferentes sistemas de informação.
Desta forma, o projeto Recursos Informacionais em Ciências da Saúde,
apresentado à Pontifícia Universidade Católica de Campinas/PUCCAMP teve por
pretensão apresentar os recursos informacionais em Ciências da Saúde de modo a

�oferecer à comunidade discente dessa instituição de ensino a oportunidade de
entender

e

utilizar

os

diversos

mecanismos

de

informação

disponíveis,

gratuitamente, na Internet.
Para isso, ao longo das aulas, adotamos os princípios de flexibilidade,
interação, relação passado/presente e contextualização descritos por Souto (2004,
p. 22) - quando do relato

de uma experiência de Educação de Usuários em

ambiente universitário - como norteadores da forma de apresentação dos conteúdos
ministrados.
Nossos objetivos específicos foram:
-

Apresentar, conceitualmente, tipos de documentos, categorias das fontes de
informação (primárias, secundárias e terciárias);

-

Capacitar os alunos matriculados, nesta Prática de Formação, quanto ao uso
das bases de dados disponibilizadas, gratuitamente, pela BIREME (Centro
Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde);

-

Apresentar as características e finalidades dos serviços de Comutação
Bibliográfica (COMUT, SCAD E BL) e destacar a importância das redes de
informação (pessoais e institucionais) como fontes de informação;
-

Apresentar os catálogos online das 3 universidades estaduais paulistas

(USP, UNESP e UNICAMP), o CCN (Catálogo Coletivo Nacional de
Publicações Seriadas), o SeCS (Seriados em Ciências da Saúde/Coleções
da Rede BIREME) e a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IBICT
(Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).
Vale destacar que ao longo do projeto ainda foram acrescentadas mais
algumas fontes a partir de demandas identificadas durante as aulas (Find Articles,
Pub Med, High Wire e Amedeo.com).
Foram oferecidas 60 vagas divididas em duas turmas independentes de no
máximo 30 alunos. A carga horária correspondeu a 17 horas-aula, sendo ministradas
de forma concentrada, em três dias de 4 h/a e um dia de 5 h/a, sendo escolhido o
sábado como o dia mais indicado. O projeto desenvolveu-se nos dias 22/03, 29/03,

�05/04 e 12/04 do ano de 2003. O espaço utilizado foi o Laboratório de Informática da
Faculdade de Biblioteconomia da PUCCAMP.
O conteúdo foi organizado segundo a estrutura que se segue:
MÓDULO

Módulo 1

CONTEÚDO

Tipos

de

METODOLOGIA

documentos, Exposição oral e uso de

categorias das fontes de recursos
informação

tecnológicos

(primárias, (Datashow

ou

secundárias e terciárias) e multimídia
serviços

de

canhão
para

Comutação apresentação

em

Power

Bibliográfica.

Acesso

ao Point ; ou retroprojetor) e

Amedeo.com

(destacando acesso prático através de

acesso a periódicos, livros e microcomputadores
SDI),

e

introdução

com

à acesso à Internet.

BIREME, Find Articles

e

Scielo.
Módulo 2

Bases de dados, gratuitas, Exposição oral e acesso
disponibilizadas

pela prático

através

de

BIREME,

Find microcomputadores

com

Scielo,

Articles, e introdução à Pub acesso à Internet.
Med e High Wire.
Módulo 3

Catálogos

online

universidades

das

3 Exposição oral e acesso

estaduais prático

através

de

paulistas, CCN, SeCS, High microcomputadores

com

Wire, Pub Med e a Biblioteca acesso à Internet.
Digital

de

Teses

e

Dissertações (IBICT).
Módulo 4

Redes

de

informação Exposição oral e acesso

(pessoais e institucionais – prático

através

de

listas de discussão, eventos, microcomputadores

com

diretórios),

como

por acesso à Internet.

exemplo: Medsaúde, Saúde
Total,

Instituto

EduMed,

Diretório de Grupos, Rede
SACI, Prossiga, RAEM.

�Não houve nenhum pré-requisito para inscrição na disciplina, pois, entendeuse que os alunos já dominavam os conceitos básicos de Informática. Inicialmente,
almejou-se como público alvo alunos dos cursos de Ciência da Informação,
Informática e outros que utilizassem a informação da saúde para estudo e prática.
Por ser uma disciplina integrante de um projeto maior (Práticas de Formação)
que objetivava complementar as atividades formais de ensino, escolheu-se como
forma de avaliação diária da disciplina, na busca do desenvolvimento do
pensamento crítico, a técnica conhecida por KWL – conhecer, querer, aprender –
(LUCENA; FUKS, 2000, p. 79), na qual os alunos são questionados tendo por base
o conteúdo ministrado, como por exemplo: O que você conhecia previamente sobre
o assunto? O que você quer que ainda seja abordado? O que você aprendeu com a
aula?
Consideramos que a partir da inversão das perguntas é possível identificar o
ponto inicial em que o aluno se encontrava em relação ao assunto, o ponto em que
ele chegou e o que não atendeu suas expectativas.

Informação
não
abordada/assimilada

Querer (W)

Aprender (L)
Informação assimilada

Conhecimento prévio
Figura 1 – Níveis de avaliação do conteúdo ministrado

Conhecer (K)

�Utilizamos, ainda, um instrumento de avaliação geral da disciplina, aplicado
no último dia de aula, objetivando ter uma visão geral da aceitação do conteúdo e do
impacto causado, composto por 5 questões voltadas para o conteúdo da Prática de
Formação, 1 questão relacionada ao material didático e 1 relacionada ao
desempenho do professor. Os alunos assinaram um documento autorizando a
análise das avaliações e a divulgação dos resultados.

ANÁLISE

Das duas turmas oferecidas (60 vagas), somente uma foi autorizada a iniciar
com os 27 alunos matriculados, pois a outra turma não atingiu o número mínimo de
alunos (20). O perfil da turma foi composto por 10 indivíduos do sexo masculino e 17
do sexo feminino. Dos 27 alunos matriculados, 23 concluíram a disciplina.
Os alunos foram originários das mais diversas áreas, inclusive de algumas
não diretamente ligadas à saúde: Medicina (3), Nutrição (2), Fonoaudiologia (2),
Fisioterapia (3), Ciência da Informação (2), Enfermagem (5), Psicologia (1), Ciências
Farmacêuticas (2), Pedagogia (2), História (1), Ciências Econômicas (1), Educação
Física (1), Ciências Biológicas (1), Odontologia (1).
Como nossa intenção consiste apenas em apresentar a visão do aluno em
relação ao conteúdo da Prática de Formação “Recursos Informacionais em Ciências
da Saúde”, não se constituindo em uma pesquisa quantitativa, apresentamos a
seguir a análise das avaliações diárias relatando alguns comentários e pontos
interessantes que se destacaram por repetição (freqüência) ou por relevância. É
válido relembrar que nas avaliações diárias os alunos responderam às seguintes
perguntas: O que você conhecia previamente sobre o assunto (1) ? O que você
aprendeu com a aula (2) ? O que você quer que ainda seja abordado (3)?

�Avaliação - Módulo 1

Questão 1
* Alguns alunos apesar de
conhecerem a BIREME
achavam que o acesso
era pago;
*
Scielo não era
totalmente desconhecido,
sendo que alguns alunos
já utilizavam seus textos;
* A maioria dos alunos
relatou que só fazia uso
de mecanismos de busca
da Internet;
* A maioria dos alunos
também
relatou
não
conhecer nenhum site
específico para pesquisa
na área da saúde.

Questão 2
* Uma constante em
relação a esta pergunta
em todos os módulos foi a
resposta
“tudo”
pela
maioria significativa dos
alunos, o que mostra um
profundo
desconhecimento
dos
recursos
informacionais
na
área
da
saúde
disponibilizados
gratuitamente na Internet;

Questão 3
* Diante do fato se ser
uma classe interdisciplinar
houve
uma
grande
solicitação de indicação
de
recursos
informacionais por áreas
específicas;

* Embora conteúdo do
módulo 4, neste módulo
apareceram solicitações
sobre
redes
de
informação
pessoais
listas
de
* Alguns comentários (chats,
destacaram a importância discussão);
de se aprender sobre os
recursos do Amedeo.com * Os alunos da área da
também
(acesso aos documentos saúde
interesse
e
SDI),
do
IBICT manifestaram
(Comutação)
e
de em recursos direcionados
seus
cursos
pesquisas em bases de para
dados
(muitos específicos.
desconheciam o recurso).

Avaliação - Módulo 2
Questão 1
* BIREME e Scielo já
eram de conhecimento de
muitos alunos apesar dos
mesmos, de forma geral,
não saberem utilizar seus
recursos.

Questão 2
*
Como já dito, uma
constante em relação a
esta pergunta em todos
os módulos foi a resposta
“tudo”
pela
maioria
significativa dos alunos,
destacando
o
desconhecimento do Find
Articles, da possibilidade
de pesquisa por campos
(autor, título, assunto) e
das opções de pesquisa
na BIREME.

Questão 3
*
Destacou-se
a
solicitação
por
informações
sobre
periódicos
eletrônicos
com
texto
completo,
disponibilizados
gratuitamente
e
chats/listas de discussão
científicos.

�Avaliação - Módulo 3
Questão 1
*
Uma
quantidade
significativa dos alunos
relatou o conhecimento
dos
sites
das
Universidades Estaduais
Paulistas, mas também
destacou
que
não
conhecia a possibilidade
de pesquisar os catálogos
das bibliotecas;

Questão 2
*
Como já dito, uma
constante em relação a
esta pergunta em todos
os módulos foi a resposta
“tudo”
pela
maioria
significativa dos alunos,
destacando neste módulo,
desconhecimento
dos
catálogos eletrônicos da
USP (Dedalus) e da
UNESP (Athena), e ainda
*
Dos
catálogos das bases de dados High
eletrônicos apresentados, Wire e Pub Med.
somente o do Sistema de
Bibliotecas da Unicamp
(Acervus) foi mencionado
como já conhecido (o que
é natural pela proximidade
da Universidade).

Questão 3
* Uma surpresa foi o
aparecimento
da
solicitação de orientações
sobre
pesquisas
no
catálogo da PUCCAMP,
uma vez que os alunos
eram vinculados a esta
instituição;
* Novamente apareceram
solicitações de redes de
informação
pessoais
(chats,
listas
de
discussão);

Avaliação - Módulo 4
Questão 1
* Os alunos relataram o
conhecimento sobre listas
e grupos de discussão
gerais,
mas
desconheciam
os/as
recursos/opções
apresentados (as);

Questão 2
* Como já dito, uma
constante em relação a
esta pergunta em todos
os módulos foi a resposta
“tudo”
pela
maioria
significativa dos alunos, o
que
neste
módulo
também se fez notado.
* A rede SACI também foi Contudo,
os
alunos
destacada por alguns enfatizaram
o
alunos como um recurso desconhecimento
dos
já conhecido.
procedimentos de criação
de
listas/grupos
de
discussão,
e
desconhecimento
da
maioria das listas/grupos
de
discussão
apresentados e, ainda,
do Prossiga.

Questão 3
*
Neste
módulo
destacaram-se
solicitações
de
informações sobre SDI e
formas/recursos
de
acessar periódicos com
texto
completo
na
Internet.

�Apresentamos, a seguir, a avaliação geral da disciplina, com base nas cinco
primeiras perguntas:
1) Qual a importância desta Prática de Formação?
2) Os temas abordados foram relevantes? Justifique.
3) O que poderia ser feito para melhorar esta Prática de formação?
4) Você recomendaria esta Prática de Formação para algum colega? Por quê?
5) Você acha que esta Prática de Formação deveria fazer parte do quadro de
disciplinas dos cursos da área de Ciências da saúde? Justifique.

Avaliação geral

Questão 1
* Dentre os principais
comentários
sobre
a
importância desta Prática
de
Formação,
destacaram-se: difusão do
conhecimento; relação do
conteúdo com a área de
origem
do
aluno;
aprender a pesquisar;
auxílio nas atividades de
aprendizagem
e
posteriormente
profissionais; e acréscimo
de
conhecimento
(o
comentário
mais
enfatizado).

Questão 2
Esta questão atingiu uma
unanimidade positiva, não
tendo nenhum comentário
com destaque, já que as
justificativas eram muito
abstratas.

Questão 3
Como
sugestões
destacaram-se: uso de
mais computadores para
as
aulas
práticas;
possibilidade
de
impressão durante as
aulas;
diminuição
da
carga horária diária; uso
de
outros
recursos
tecnológicos além do
data-show;
especificar
que o conteúdo da
disciplina não aborda
procedimentos
laboratoriais;
e
um
comentário que causou
surpresa por aparecer nas
respostas a esta questão
foi oferecer disciplinas
desta natureza a outras
áreas,
cobrindo
os
assuntos dos diferentes
cursos, o que indica o
interesse dos alunos que
não eram da área da
saúde.

�Questão 4
* A unanimidade também
se fez presente nesta
questão. Todos os alunos
responderam
que
recomendariam
esta
Prática de Formação a
outros colegas. As razões
que mais se destacaram
foram: o conteúdo aborda
informações
que
os
colegas não possuem; o
conteúdo é fundamental
para calouros; os alunos
precisam de orientações
quanto aos recursos de
pesquisa; pela riqueza de
informações da disciplina;
por tratar-se de recursos
gratuitos passíveis de
serem utilizados fora da
Universidade.

Questão 5
* Esta questão mostrou
uma certa indefinição por
parte dos alunos, embora,
tenha predominado a
resposta positiva quanto à
integração da disciplina
como
uma
disciplina
formal da grade curricular,
sendo que 2 alunos
mantiveram-se neutros.
*
13
alunos
manifestaram-se a favor
da
integração
da
disciplina destacando- se
como seus comentários:
necessidade de conhecer
recursos confiáveis para
pesquisa na Internet; falta
de conhecimento destes
recursos e necessidade
de conhecê-los para uma
melhor
iniciação
à
pesquisa.
* 8 alunos manifestaramse contra a integração da
disciplina destacando-se
como seus comentários:
nem todos os alunos têm
interesse no aprendizado
de técnicas de pesquisa;
a grade curricular já está
carregada; muitos alunos
têm mais interesse em
aulas práticas sobre as
atividades do dia a dia; a
disciplina poderia ser
dada como uma palestra;
fazer essa prática é um
diferencial, pois os bons
alunos vão atrás do que
lhes interessa de forma a
melhor
aproveitar
as
oportunidades
que
a
instituição oferece.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Se, portanto, considerarmos nosso papel como agentes
educacionais, ativamente envolvidos com a comunidade e o
ensino/aprendizado, veremos a real dimensão do momento atual e
da oportunidade que nos é apresentada (como profissionais e como
cidadãos). Não é tarefa fácil empreender tal jornada, principalmente
se observarmos nosso entorno, construído sobre uma cultura
refratária a mudanças.
A Information Literacy é a própria essência desta mudança. É uma
expressão realmente provocativa, difícil de ser definida, como uma
metáfora da própria vivência humana de aceitação de desafios e
revoluções silenciosas: a essência do aprendizado. É a oportunidade
que os bibliotecários têm de “fazer a diferença” na formação da
sociedade, trabalhando em parceria com outros profissionais,
realizando a difícil tarefa de transformar a visão da profissão e de
uma época. (DUDZIAK, 2002b, p. 13).

Ao ler o texto acima, escrito por Dudziak (2002b), percebemos a oportunidade
que atualmente têm os profissionais da informação, sobretudo os bibliotecários, de
delimitarem um novo espaço de atuação - espaço no qual seu papel como agentes
educacionais poderá ter um impacto significativo na formação dos indivíduos e na
transformação não apenas da sociedade, mas também da imagem que esta
sociedade tem da área da Ciência da Informação.
Se por um lado as tecnologias da informação/comunicação possibilitaram um
aumento das publicações científicas e demais possibilidades/meios de informação,
promovendo sua dispersão e a necessidade de identificação de fontes confiáveis de
informação, o domínio dos recursos desenvolvidos a partir destas mesmas
tecnologias pode ser a chave para que o bibliotecário consiga desenvolver
atividades que o aproxime ainda mais de sua comunidade acadêmica contribuindo
para o alcance do tão sonhado reconhecimento social. Esta aproximação pode ser
obtida a partir de projetos que ofereçam meios de se desenvolver a competência
informacional dos indivíduos que necessitam aprender meios que garantam sua
orientação e seu direcionamento dentro do ambiente da informação, esteja ela em
meio digital, ou registrada fisicamente.
Diante da emergência do tema – information literacy – e da carência
de base teórica sobre o mesmo no contexto brasileiro e, em face de
sua importância na atualidade para a capacidade de explorar os

�recursos de informação, tanto de forma individual quanto
coletivamente, é importante o entendimento de que as práticas, até
então recomendadas e tradicionalmente aceitas, acham-se
inadequadas em função do aumento exponencial de informação e da
generalização das redes eletrônicas. (BELLUZZO, 2004).

Por fim, temos a expectativa de que a apresentação desta experiência inicial
– a qual esperamos ser utilizada e melhorada com a contribuição dos profissionais
da área da Ciência da Informação – possa ser um “start” provocativo de mudanças
de posturas e atitudes dos profissionais bibliotecários mostrando-lhes a necessidade
e, sobretudo, possibilidade de ações pró-ativas voltadas para a ampliação da
competência informacional dos indivíduos não apenas da área das Ciências da
Saúde - mas de todas as áreas que carecem cada vez mais de informação no seu
dia

a

dia

acadêmico/profissional

-

de

modo

a

dominarem

os

recursos/conceitos/atitudes/habilidades que possibilitem a ampliação de sua
capacidade de aprender a aprender.
REFERÊNCIAS

BELLUZZO, R. C. B. Competência em informação: um diferencial na gestão de
pessoas. In.: SEMINÁRIO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO EM EDUCAÇÃO E
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, 3., 2004, Campinas. (No prelo).
______. A information literacy como competência necessária à fluência científica e
tecnológica na sociedade da informação: uma questão de educação. In.: SIMPÓSIO
DE ENGENHARIA DA PRODUÇÃO DA UNESP, 8., 2001, Bauru. Anais
eletrônicos... Bauru: UNESP, 2001. Disponível em:
&lt;http://www.simpep.feb.unesp.br/Anais%20VIII%20SIMPEP.htm&gt;. Acesso em: 25
jun. 2004.
BREIVIK, P. S. Putting libraries back in the information society. American Libraries,
v. 16, n. 1, 1985.
BRUCE, C. S. Seven faces of information literacy. Adelaide: Aslib, 1997.
CAMPELLO, B. O movimento da competência informacional: uma perspectiva para o
letramento informacional. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 3, p. 28-37,
set./dez. 2003.

�CAREGNATO, S. E. O desenvolvimento de habilidades informacionais: o papel das
bibliotecas universitárias no contexto da informação digital em rede. Revista de
Biblioteconomia e Comunicação, Porto Alegre, v. 8, p. 47-55, jan./dez. 2000.
DUDZIAK, E. A. Information literacy: princípios, filosofia e prática. Ciência da
Informação, Brasília, v. 32, n. 1, p. 23-35, jan./abr. 2003.
______. Information literacy education: integração pedagógica entre bibliotecários e
docentes visando a competência em informação e o aprendizado ao longo da vida.
In.: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002,
Recife. Anais... Recife: UFPE, 2002a.1 CD-ROM.
______. Information literacy: uma revolução silenciosa, diferentes concepções para a
competência em informação. In.: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 20., 2002, Fortaleza. Anais... Fortaleza:
FEBAB, 2002b. 1 CD-ROM.
______. A information literacy e o papel educacional das bibliotecas. 2001.
Dissertação (Mestrado) – ECA/USP, São Paulo, 2001.
______, GABRIEL, M. A., VILLELA, M. C. O. A educação de usuários de bibliotecas
universitárias frente à sociedade do conhecimento e sua inserção nos novos
paradigmas educacionais. In.: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais eletrônicos... Disponível em:
&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t060.doc&gt;. Acesso em: 02 jul. 2004.
GARFIELD, E. An Information Society? Journal of Information Science, v.1,
210, 2001.

p.

HATSCHBACH, M. H. L. Information literacy: aspectos conceituais e iniciativas em
ambiente digital para o estudante de nível superior. 2002. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação) – IBICT/UFRJ, Rio de Janeiro, 2002.
KUHLTHAU, C. C. Inside the search process: information seeking from the user's
perspective. Journal of the American Society for Information Science, v. 42, n.
5, p. 361-71, 1991.
LUCENA, C.; FUKS, H. Professores e aprendizes na Web: a educação na era da
Internet. Rio de Janeiro: Clube do Futuro, 2000.
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS. Práticas de formação.
Disponível em:

�&lt; http://www.puc-campinas.edu.br/graduacao/saiba_mais_praticas_formacao.asp &gt;.
Acesso em: 30 jun. 2004.
SOUTO, L. F. O leitor universitário e sua formação quanto ao uso de recursos
informacionais. BIBLIOS, v. 5, n. 17, p. 16-24, ene./mar. 2004.
TAYLOR, R. S. Reminiscing about the future. Library Journal, v. 104, p. 1895-1901,
Sept. 1979.
ZURKOWSKI, P. G. Information services environment relationships and
priorities. Washington D.C. : National Commission on Libraries, 1974.

∗

Bibliotecário de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central/UNICAMP ;
Doutorando em Ciências da Comunicação-USP/ECA ; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da
Informação-PUCCAMP
lfsouto@unicamp.br ; leofernandess@bol.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54044">
                <text>Recursos informacionais em Ciência da Saúde: o bibliotecário como agente de inclusão digital: relato de uma experiência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54045">
                <text>Souto, Leonardo Fernandes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54046">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54047">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54048">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54050">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54051">
                <text>Relata a experiência de uma disciplina ministrada no projeto Práticas de Formação na PUCCAMP. As Práticas de Formação contribuem para a formação integral do ser humano, possibilitam a flexibilidade curricular, incentivam a autonomia intelectual e enfatizam o conhecimento transdisciplinar e interdisciplinar tendo, portanto, caráter desportivo, religioso, artístico, cultural, lingüístico ou técnico-científico. A disciplina Recursos Informacionais em Ciências da Saúde (RICS) foi ministrada no primeiro semestre de 2003, objetivando instruir os alunos quanto ao conhecimento e uso de recursos informacionais em Ciências da Saúde, disponíveis gratuitamente na Internet. A disciplina foi dividida em quatro módulos abordando os seguintes temas: comunicação científica, bases de dados, catálogos online, canais informais (listas de discussão, eventos). O público alvo era formado por todos os alunos dos cursos de graduação. Para avaliação da disciplina fez-se uso da técnica KWL e de um questionário aberto. Para finalizar, é válido destacar que no contexto universitário o bibliotecário pode desenvolver projetos semelhantes voltados para a inclusão digital, de modo a atuar na educação do usuário dentro de seu processo formal de aprendizagem, contribuindo assim para o desenvolvimento de sua competência informacional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68410">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4909" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3978">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4909/SNBU2004_105.pdf</src>
        <authentication>5b747c28f79602f7a3ca87e5e2189f22</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54088">
                    <text>REFERÊNCIA VIRTUAL:
E-MAIL COMO FERRAMENTA DE INTERAÇÃO COM USUÁRIOS REMOTOS
DE BIBLIOTECAS DIGITAIS
Leonardo Fernandes Souto∗
Célia Maria Ribeiro
Regina Aparecida Blanco Vicentini
Vera Lúcia de Lima

RESUMO
Atualmente, é possível encontrar vários pesquisadores preocupados com a
questão da Referência Virtual e muitos projetos voltados para o desenvolvimento
de Bibliotecas Digitais. Nosso objetivo é demonstrar que estas duas tendências
podem e devem estar integradas de modo a oferecer aos usuários não apenas a
facilidade de acesso remoto aos documentos, mas também a orientação
necessária para seu uso. Para isso, após uma breve revisão de literatura sobre
Referência Virtual e Bibliotecas Digitais pretendemos relatar o uso do e-mail
como ferramenta de interação com usuários, a partir das demandas originárias da
Biblioteca Digital da Unicamp. Assim, esperamos demonstrar que apesar dos
acervos serem disponibilizados em formato digital isso não elimina a necessidade,
primeiro, de um profissional capacitado para orientar os usuários em suas
diversas
necessidades
informacionais
e,
segundo,
da
incorporação/desenvolvimento de novas ferramentas de comunicação/interação.
PALAVRAS-CHAVE: Referência Virtual. Bibliotecas Digitais. Serviços de
Informação – Interação. Tecnologias de Comunicação. Usuários Remotos Interação – E-mail.

1 INTRODUÇÃO
Podemos considerar que ciência e tecnologia caminham juntas. Isto porque
uma interfere de forma significativa no desenvolvimento da outra. Se por um lado,
hoje, podemos falar que a explosão informacional do conhecimento científico tem
como uma de suas causas uma maior possibilidade de divulgação e acesso
permitidos pela tecnologia, por outro, a aceleração do avanço tecnológico
depende de uma ampla divulgação deste mesmo conhecimento.

�Para Marcondes e Sayão (2002, p. 44), atualmente, a ciência “é uma
atividade altamente institucionalizada”.
Nesta ciência tão institucionalizada, não existe praticamente lugar
para o gênio isolado, capaz de dar conta de uma descoberta
científica do início ao fim. A ciência atual é fundamentalmente um
trabalho coletivo, em que pesquisadores e grupos de pesquisa
trabalham sobre resultados já obtidos por seus pares, e tem
como objetivo acrescentar um tijolo a mais em um vasto edifício.

Ao considerar a pesquisa científica como uma construção coletiva,
dependente de resultados previamente obtidos por outros pesquisadores,
percebemos

a

necessidade

de

os

pesquisadores

terem

meios/mecanismos/recursos para comunicarem suas “descobertas”, e assim,
permitirem que suas pesquisas possam ser utilizadas por outros pesquisadores.
Meadows (1999, p. vii) considera a comunicação como o próprio coração
da ciência e “tão vital quanto a própria pesquisa, pois a esta não cabe reivindicar
com legitimidade este nome enquanto não houver sido analisada e aceita pelos
pares. Isto exige, necessariamente, que seja comunicada”.
O surgimento da Internet e dos mecanismos de publicação direta
na rede tem sido visto pela comunidade acadêmica como uma
possível alternativa. O maior retorno que a comunidade
acadêmica almeja, publicando os resultados de suas pesquisas,
é que estes possam servir de bases a outras pesquisas, sendo
citados por outros trabalhos. (MARCONDES; SAYÃO, 2002, p.
45).

Pensando em colaborar com o processo de comunicação científica e
facilitar a localização e o acesso aos documentos, a partir da Internet, muitas
unidades de informação passaram a oferecer acesso remoto à informação. E,
ainda, investiram no desenvolvimento de atividades da referência neste novo
ambiente – o virtual.
Projetos de bibliotecas digitais e referência virtual são duas tendências
facilmente identificáveis na área de Ciência da Informação, a partir da análise de
artigos publicados sobre estes temas em periódicos da área. Nosso objetivo, com
este estudo, consiste em refletir sobre a necessidade de se interligar os projetos
de bibliotecas digitais com o serviço de referência virtual, de modo a permitir que

�os usuários remotos possam ter um canal de comunicação/interação direta com
profissionais da informação, sendo nosso foco, sobretudo, o uso do e-mail como
ferramenta de explicitação de dúvidas e necessidades.

2 BIBLIOTECAS

DIGITAIS

Ao analisarmos as publicações sobre bibliotecas digitais é possível
perceber uma imprecisão do termo, o qual assume diferentes formas, conforme
algumas identificadas por Ohira e Prado (2002, p. 73): biblioteca virtual, biblioteca
digital, biblioteca polímidia, biblioteca eletrônica e biblioteca do futuro. Porém, não
é nosso objetivo discutirmos os conceitos, nem tampouco analisarmos as
características e particularidades que os mesmos possuem.
Contudo, faz-se necessário especificar a concepção que norteia nossa
reflexão. Consideramos que a mais adequada neste contexto corresponde à
apresentada por Rosetto (2001) segundo Rosetto (2002, p. 497), a qual considera
que uma biblioteca digital é:
aquela que contempla documentos gerados ou transpostos para
o ambiente digital (eletrônico), um serviço de informação (em
todo tipo de formato), no qual todos os recursos são disponíveis
na forma de processamento eletrônico (aquisição, armazenagem,
preservação, recuperação e acesso através de tecnologias
digitais).

Para Schwartz

(2000, p. 387)

uma biblioteca digital é mais que os

recursos e a agregação de hardware e software que a gerencia. Ela é também
uma coleção de serviços desenvolvidos tendo em mente os usuários.
Ao falarmos de projetos de bibliotecas digitais não estamos preocupados
em teorizar sobre a questão técnica envolvida. Apesar de considerarmos
importantes os estudos relacionados a harvesting1 ou metadados2, nosso escopo
está centrado no uso e aplicações das bibliotecas digitais, no contexto

1
2

Para informações básicas sobre harvesting ver Marcondes e Sayão (2002).
Para informações sobre metadados ver Rosetto (2003).

�universitário,

como

um

dos

mecanismos

facilitadores

do

processo

de

comunicação científica.
Se pensarmos nos benefícios de uma biblioteca digital de uma
universidade, podemos considerar que:
•

oferece maior visibilidade da produção científica da instituição;

•

permite

acesso

remoto

do

material

antes

somente

consultado

presencialmente;
•

contribui para a preservação do documento original;

•

possibilita acesso simultâneo por diferentes usuários a um mesmo
documento;

•

permite o contato direto com o autor do documento (quando disponibilizado
o e-mail);

•

maior rapidez na divulgação da informação;

•

possibilita a integração de diferentes suportes (som, texto, imagem e
outros) com vínculo entre si.

Porém, evidentemente, do ponto de vista dos usuários, o uso/acesso a
uma biblioteca digital tem seus problemas. Acostumados a uma estrutura de
informação planejada para a consulta local do documento, ao fazer uso das
bibliotecas digitais, os usuários passam a ter contato com uma variedade de
interfaces de pesquisa e softwares que não fazem parte do seu cotidiano.
Diante disso, as pesquisas quanto à arquitetura da informação crescem a
cada dia. Para Camargo L., Vidotti e Camargo V. (2004, p. 6) “o uso de bibliotecas
digitais já é uma realidade, e a arquitetura da informação é um dos fatores
importantes, pois determina a disposição do conteúdo e a estratégia de
navegação do usuário”.
Em relação às bibliotecas digitais, é perceptível a segmentação de projetos
direcionados para áreas ou grupos específicos. Podemos identificar tal fato em
alguns dos trabalhos apresentados no II Simpósio Internacional de Bibliotecas
Digitais, ocorrido em maio de 2004, na Universidade Estadual de Campinas, como

�por exemplo, os relatos sobre: Biblioteca Digital Paulo Freire (BRENNAND et al,
2004), Biblioteca Digital de Peças Teatrais (SILVA, A.; SILVA, I.; ARANTES,
2004), Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Instituto de Física Gleb
Wataghin da UNICAMP (SPONCHIADO; VICENTE, 2004).
Observando esta tendência de segmentação de serviços, o que
percebemos é o desenvolvimento de serviços personalizados, direcionados para
públicos com interesses específicos. Nesta linha de ação podemos, ainda, citar o
projeto da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD)3, o qual
tem como foco o público interessado na produção científica brasileira de teses e
dissertações.

Diante

desses

exemplos

relatados

de

bibliotecas

digitais

percebemos que, frente à ramificação do conhecimento, tais iniciativas podem
tornar-se uma alternativa facilitadora para o processo de comunicação científica.
Contudo, essa tendência ao desenvolvimento de bibliotecas digitais
direcionadas para públicos específicos não elimina por completo as dificuldades
do processo de busca de documentos tendo em vista a quantidade de interfaces
de pesquisa, suas diferenças e características. Dessa forma, alertamos para a
importância de um canal de interação/comunicação que permita ao usuário
explicitar suas dúvidas e solicitar auxílio quando não conseguir sanar, por si só,
suas necessidades.

3 REFERÊNCIA VIRTUAL
O serviço de referência em uma biblioteca tradicional que possui sua
coleção física organizada tecnicamente é de suma importância para que os
usuários possam ser orientados quanto ao uso dos recursos disponíveis.
Ao pensarmos em oferecer não mais a coleção física, mas sim uma
coleção em suporte digital, precisamos ter claro que isto não significa uma total
independência de todos os usuários, sendo necessário, portanto, estendermos o

3

Para maiores informações acesse http://bdtd.ibict.br/bdtd/index.jsp .

�serviço de referência para o ambiente virtual, e isto requer o aprendizado e uso
das ferramentas de comunicação disponíveis.
Assim como as bibliotecas e outras instituições estão
preocupadas em disponibilizar parte de seu acervo via Internet, o
profissional deve se preparar para responder às necessidades do
usuário utilizando novas formas de contato, como por exemplo,
teleconferências, e-mails e chats. (PAIXÃO, 2004, p. 2).

Assim como Paixão (2004), vários pesquisadores (JESUDASON, 2000;
MÁRDERO ARELLANO, 2001; POWEL; BRADIGAN, 2001; STACY-BATES,
2003; STAHL, 2001) estão voltando seus esforços para estudos relacionados à
difusão da referência virtual. O oferecimento deste serviço tornou-se possível a
partir da Internet e das ferramentas de comunicação que surgiram a partir dela.
Segundo Márdero Arellano (2001, p. 8) “na Internet podem ser encontradas
bibliotecas que oferecem serviços de referência no tempo real via acesso à base
de dados, telefone, e-mail, formulário na Web, videoconferência, ‘Internet chat’,
páginas de FAQs ou Mural”. Neste momento, interessa-nos focar a aplicação do
e-mail como ferramenta para o oferecimento do serviço de referência virtual.
Os serviços de referência virtual via correio eletrônico surgiram
nos Estados Unidos no final da década de 1980, ao mesmo
tempo em que as bibliotecas começaram a colocar seus
catálogos na Internet. Alguns desses catálogos permitiam que os
usuários remotos submetessem suas perguntas através de links
que possibilitavam o pedido de consulta de um documento.
(MÁRDERO ARELLANO, 2001, p. 8)

Por não estarmos interagindo presencialmente com o usuário sobre sua
necessidade informacional ou dúvida, a “interação” por e-mail requer habilidades
especiais. Jesudason (2000) alerta que a referência por e-mail requer uma maior
necessidade da habilidade de comunicação escrita de forma clara e concisa por
parte dos bibliotecários.
Tratando-se de comunicação humana, cuja mediação recai sobre
os equipamentos tecnológicos, não mais se vê o corpo físico
presente nas ações interativas. As limitações impostas pelas
mídias eletrônicas foram vencidas por intermédio de mecanismos
lingüísticos que auxiliam na inteligibilidade dos significados no
decorrer de uma sessão comunicativa (marcadores discursivos,

�marcadores de prosseguimento, de troca de turnos, de
encerramento, etc.). Em contrapartida, as mídias interativas, para
alcançar uma melhor utilização do potencial humano na interação
eletrônico, oferecem mecanismos técnicos que acrescem à
interação a noção de presença. Os emoticons conduzem um
interagente a interpretações de ordem subjetiva – afetivas e/ou
comportamentais – dos significados que carrega, devendo desse
modo, exprimir aspectos que somente no presencial era possível.
(SOUZA, 2003, p. 29).

Já que falamos da comunicação humana mediada por computador, mais
precisamente por e-mail, é válido destacar que em determinadas situações o
conhecimento dos mecanismos técnicos, que permitem à interação eletrônica a
noção de presença, pode ser de grande ajuda.
Souza (2003, p. 35) ao falar sobre o discurso eletrônico considera que “o
discurso não se centra mais nas formulações da sociedade presencial, e sim, nas
reformulações do discurso social dentro de um outro universo, o virtual”. E que “a
comunicação interpessoal incorpora as novas maneiras de dizer e significar a
informação veiculada através da mediação do computador”.
Dessa forma, consideramos que a implantação de serviços de referência
virtual requer além do domínio das ferramentas de comunicação, habilidades
pessoais de comunicação e conhecimento dos recursos lingüísticos de interação
eletrônica.

4 BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP: análise das questões de referência
virtual demandadas por e-mail

“A Biblioteca Digital da UNICAMP, foi oficialmente instituída em
08/11/2001, através da portaria nº GR-85, que trata da estruturação da Biblioteca
Digital da UNICAMP” (SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP). Tem por
objetivo:
Disponibilizar e difundir a produção científica, acadêmica e
intelectual da Universidade em formato eletrônico/digital de:
artigos, fotografias, ilustrações, teses, obras de arte, registros

�sonoros, revistas, vídeos e outros documentos de interesse ao
desenvolvimento científico, tecnológico e sócio-cultural.
(SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP, 2004).

Atualmente é possível acessar na Biblioteca Digital da Unicamp4 vários
tipos de documentos: teses/dissertações, periódicos, trabalhos apresentados em
eventos, recortes de jornais (hemeroteca) e o catálogo referencial e fotográfico do
Arquivo Sérgio Buarque de Holanda.

FIGURA 1 – Página inicial da Biblioteca Digital da Unicamp
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp

Através da opção “Estatísticas” é possível ter acesso às informações de uso
dos documentos. Levando-se em consideração que a biblioteca digital está
disponível a 3 anos, o total de 230.371 downloads até o momento é muito
significativo.

FIGURA 2 – Total geral de downloads e de teses digitalizadas da Biblioteca Digital da Unicamp
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp

4

Acesso para a Biblioteca Digital da Unicamp: http://libdigi.unicamp.br/

�Observando a quantidade de downloads é possível concluir que muitos
usuários utilizam

a Biblioteca Digital da Unicamp. Como era de se esperar,

dúvidas aparecem quanto ao seu uso/acesso.
Um fato relevante, e comumente gerador de dúvidas quando falamos de
uma biblioteca digital, é que, em geral, um número significativo de usuários tem a
expectativa de encontrar documentos que supram todas as suas necessidades
informacionais. Contudo, na maioria das vezes, muitas bibliotecas digitais são
constituídas apenas por parte da coleção impressa de bibliotecas tradicionais, ou
com seu acervo direcionado para temas específicos.
O fato de a Biblioteca Digital da Unicamp ser gerenciada pelo Sistema de
Bibliotecas da Unicamp, localizado no prédio da Biblioteca Central, e estando a
Seção de Referência desta biblioteca envolvida com várias atividades
relacionadas à biblioteca digital, permite aos usuários utilizarem, além do e-mail,
o balcão de referência, ou o telefone para tirarem suas dúvidas. Contudo, o
enfoque deste estudo está centrado nas demandas por e-mail.
A Biblioteca Digital da Unicamp recebeu, no primeiro semestre de 2004, 151
e-mails através do link dúvidas e sugestões, os quais serviram como fonte de
análise qualitativa dos itens que se seguem, pois almejamos não quantificar, mas
identificar pontos que possam

caracterizar a demanda de informações dos

usuários da Biblioteca Digital da Unicamp de modo a contribuir para as reflexões
relacionadas às bibliotecas digitais.

Análise
Canais de Comunicação
Os usuários utilizam duas formas de contato, por e-mail, para solicitarem auxílio e
orientações:

�•

link dúvidas e sugestões: este link consta na página principal da
Biblioteca Digital da Unicamp e seria a opção esperada para os usuários
solicitarem auxílio ou orientações;

•

contato direto com o setor de referência: alguns usuários entram em
contato direto por e-mail com os bibliotecários solicitando informações
sobre uso/acesso da Biblioteca Digital da Unicamp.

Percebe-se que quando a biblioteca digital está vinculada a uma instituição de
ensino e, sobretudo, à biblioteca desta instituição, os usuários em algumas
situações preferem como canais de comunicação aqueles os quais já têm o hábito
de utilizar, como por exemplo: telefone e contato por e-mail com os bibliotecários
da biblioteca tradicional. Pretendemos, futuramente, analisar as solicitações,
sobre a biblioteca digital, feitas por e-mail e telefone, aos bibliotecários da
Biblioteca Central da Unicamp.

Categorias de usuários
Ao analisar os e-mails do link dúvidas e sugestões foi possível identificar
diferentes classes de usuários:
•

internos/externos: tanto usuários vinculados à Unicamp quanto usuários
vinculados a outras instituições, ou até mesmo não relacionados com o
ambiente universitário fazem uso da biblioteca digital;

•

usuários finais/mediadores: alguns usuários utilizam a biblioteca digital
como fonte de informação (estudantes, pesquisadores), enquanto outros
são mediadores que utilizam seu acervo para atender às necessidades
informacionais de outros indivíduos (profissionais da informação);

•

instituições públicas e privadas: as solicitações são enviadas por
usuários tanto de instituições públicas quanto privadas, pois o acervo da
biblioteca digital está disponível, gratuitamente, para uso.

�Categorias de questões solicitadas
•

cadastro: apesar do acervo estar disponível, gratuitamente, para acesso,
alguns materiais requerem o uso de senha, a qual é liberada,
automaticamente, quando do cadastro. Alguns usuários questionam se o
acesso é realmente gratuito e como fazê-lo;

•

consulta: muitos usuários não têm familiaridade com a interface de
consulta/pesquisa e solicitam informações mais detalhadas sobre como
pesquisar determinado assunto, ou encontrar e visualizar determinado
documento;

•

configuração: alguns usuários desconhecem os procedimentos de uso da
biblioteca

digital

questionando

sobre

a

configuração

(softwares,

características do computador) necessária para acessá-la;
•

disponibilidade de material: por ser uma biblioteca digital cujo acervo é
composto pela produção científica da própria universidade, muitos usuários
têm a expectativa de que ao consultá-la terão acesso a todos os
documentos produzidos na/pela instituição. Assim, principalmente no caso
das teses, é comum os usuários não localizarem o documento na biblioteca
digital e enviarem e-mails perguntando sobre como podem ter acesso
físico/digital.

•
Negociação da Questão

Muitos usuários conseguem explicitar suas dúvidas/necessidades de forma
clara. Contudo, às vezes, é necessário que o bibliotecário, antes de responder à
questão, interaja com o usuário tendo o objetivo de tornar mais compreensível
sua dúvida/necessidade. Em determinados casos tem-se a necessidade de fazer
uma entrevista de referência por telefone.

Tempo de Resposta

�O tempo médio de resposta às questões que não precisam de uma
“negociação”, isto é, uma melhor especificação/delimitação das necessidades
informacionais ou dúvidas do usuário, é de dois dias úteis.
Para as questões que precisam ser “negociadas” o tempo é indeterminado
porque depende da disponibilidade e interesse do usuário em responder aos
questionamentos feitos pelo bibliotecário.

Discussão

Em síntese, é possível observar que os usuários da Biblioteca Digital da
Unicamp fazem uso do e-mail como ferramenta de comunicação para
manifestarem suas dúvidas/necessidades.
Diante das diferentes categorias de usuários e de questões solicitadas e,
ainda, tendo em vista a necessidade de em determinados casos “negociar” com o
usuário de modo a identificar sua real necessidade, consideramos que atenção
especial deve ser dada à entrevista de referência em meio digital buscando
otimizar o processo de síntese da necessidade do usuário. Assim, fica evidente
que quando as bibliotecas digitais oferecerem a possibilidade de comunicação por
e-mail, o profissional da informação responsável pelas respostas aos usuários
precisa ser portador das características/habilidades de um bibliotecário de
referência.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para Stahl (2001, p. 30) a referencia digital representa uma grande
mudança na forma dos bibliotecários desenvolverem suas atividades e as
bibliotecas e serviços de referência serão revitalizados se pudermos tirar
vantagens das oportunidades que estão disponíveis. Numa visão futurista do
serviço de referência Drabenstott e Burman (1997, p. 190) consideram que:

�Desinstitucionalização à vista: grande parte dos bibliotecários de
referência estará atuando em postos de serviço fora da biblioteca,
servindo à comunidade. Sistemas gráficos eletrônicos ligarão
esses profissionais à biblioteca-sede. Estarão disponíveis os
bibliotecários itinerantes que irão diretamente ao local dos
clientes. Tecnologias de conversão liberarão o usuário final, sem
que este careça ir a locais particulares para solicitar assistência
às suas necessidades de informação. É bem verdade que
tecnologia alguma poderá substituir habilidades altamente
desenvolvidas pelo bibliotecário, que, entre outras coisas, analisa
um pedido de informação, identifica a real questão de referência
e negocia com o usuário até chegar à resposta certa. Nenhuma
máquina poderá competir com um profissional como bibliotecário:
criativo, flexível e rico em conhecimentos de seu mettier, aquele
que provê interação interpessoal, avalia a resposta, comunica,
sintetiza e faz julgamento. Seu desafio é basicamente ajudar o
usuário, sabendo discernir a pessoa certa para formular a
questão certa e encontrar a resposta adequada àquele caso, e,
para isso, deve se basear nos fundamentos bibliotecônomicos.

Dessa forma, esperamos que os bibliotecários saibam identificar as
oportunidades e aproveitá-las. Seja qual for o tipo de serviço prestado –
presencial/itinerante ou virtual – o domínio da tecnologia será essencial. Quando
falamos em tecnologia não nos restringimos apenas ao seu uso como meio de
prover coleções virtuais/digitais/eletrônicas, mas também do domínio das
ferramentas de interação que possam permitir que o bibliotecário continue a ser
aquele que “analisa um pedido de informação, identifica a real questão de
referência e negocia com o usuário até chegar à resposta certa” (DRABENSTOTT;
BURMAN, 1997, p. 190).

Nesse sentido, consideramos que o e-mail constitui-se em uma ferramenta
passível de colaborar em muito com as atividades da referência virtual. Contudo,
por ser um recurso de interação assíncrona ele pode não ser a opção mais
adequada para determinadas demandas ou tipos de usuários. Por isso,
recomendamos estudos sobre a viabilidade de aplicação de outras ferramentas,
que possam permitir a interação em tempo real.
A visão sobre as bibliotecas digitais precisa ser entendida não mais como
uma simples disponibilização de coleções em meio digital, mas como a
combinação de um conjunto composto por acervo, serviços, profissionais,
recursos

tecnológicos,

e,

sobretudo,

usuários.

Acreditamos

que

assim

�conseguiremos transpor o conceito de biblioteca para o ambiente virtual com uma
maior aproximação do significado que possui no mundo físico/presencial.

REFERÊNCIAS
BRENNAND, E. G. de G et al. Democratizando o acesso à informação através da
Biblioteca Digital Paulo Freire. In.: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. Anais eletrônicos... Disponível
em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8279&gt;. Acesso em: 01 jul. 2004.
CAMARGO, L., VIDOTTI, E; CAMARGO, V. Arquitetura da informação para
bibliotecas digitais: uma abordagem centrada no usuário. In.: SIMPÓSIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. Anais
eletrônicos... Disponível em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8285 &gt;.
Acesso em: 01 jul. 2004.
DRABENSTOTT, K. M.; BURMAN, C. M. Revisão analítica da biblioteca do futuro.
Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 2, p. 180-194, maio/ago. 1997.
JESUDASON, M. Outreach to student-athletes through e-mail reference service.
Reference Services Review, v. 28, n. 3, p. 262-267, 2000. Disponível
em:&lt;http://proquest.umi.com/pqdlink?index=5&amp;did=000000115722528&amp;SrchMode
=3&amp;sid=1&amp;Fmt=3&amp;VInst=PROD&amp;VType=PQD&amp;RQT=309&amp;VName=PQD&amp;TS=108
9656449&amp;clientId=63424&gt;. Acesso em: 05 jul. 2004.
MARCONDES, C. H.; SAYÃO, L. F. Documentos digitais e novas formas de
cooperação entre sistemas de informação em C&amp;T. Ciência da Informação,
Brasília, v. 31, n. 3, p. 42-54, set./dez 2002.
MARDERO ARELLANO, Miguel Ángel. Serviços de referência virtual. Ciência da
Informação, Brasília, v. 30, n. 2, p. 7-15, maio/ago. 2001.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999.
OHIRA, M. L. B; PRADO, N. S. Bibliotecas virtuais e digitais: análise de artigos de
periódicos brasileiros (1995/2000). Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 1,
p. 61-74, jan./abr. 2002.
PAIXÃO, C. S. Referência digital: um relato da experiência na Divisão Hispânica
da Library of Congress. In.: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS
DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. Anais eletrônicos... Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8289&gt;. Acesso em: 05 jul. 2004.
POWELL, C. A.; BRADIGAN, P. S. E-mail reference services: characteristics and
effects on overall reference services at an academic health sciences library.
Reference and User Services Quarterly, v. 41, n. 2, p. 170-178, Winter 2001.

�ROSETTO, M. Metadados e recuperação da informação: padrões para bibliotecas
digitais. In.: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL,
INFORMAÇÃO E ÉTICA – CIBERÉTICA, 2., 2003, Florianópolis. Anais
eletrônicos... Disponível em: &lt;http://www.ciberetica.org.br/trabalhos/anais/58-87p1-87.pdf &gt;. Acesso em: 01 jul. 2004.
______. Metadados: novos modelos para descrever recursos de informação
digital. In: INTEGRAR – CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS,
BIBLIOTECAS, CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1., 2002, São
Paulo. Anais... São Paulo: Imprensa Oficial, 2002. p. 485-498.
______. Gerenciamento de bibliotecas e sistemas de informação através de
software com funções integradas. São Paulo: SENAC, 2001. 27 p.
SCHWARTZ, Candy. Digital Libraries: an overview. Journal of Academic
Librarianship, v. 26, n. 6, p. 385-393, Nov. 2000.
SILVA, A. M.; SILVA, I. R. da; ARANTES, L. H. M. Biblioteca Digital de Peças
Teatrais. In.: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2.,
2004, Campinas. Anais eletrônicos... Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8292&gt;. Acesso em: 03 jul. 2004.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP. Biblioteca Digital da Unicamp:
apresentação, objetivo, instruções para autores, regulamentação, estatísticas.
Disponível em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/&gt;. Acesso em: 10 jul. 2004.
SOUZA, Paulo Rogério de. Interação, discurso e comunidade. In.: ______. E-mail
de apresentação pessoal e identidade nas comunidades online. 2003.
Dissertação (mestrado). Departamento de Letras Modernas. Faculdade de
Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. p.
13-66.
SPONCHIADO, R. A.; VICENTE, V. S. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
do Instituto de Física Gleb Wataghin - UNICAMP: relato de experiência. In.:
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas.
Anais eletrônicos... Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8263&gt;. Acesso em: 03 jul. 2004.
STACY-BATES, K. E-mail reference responses from academic ARL libraries: an
unobtrusive study. Reference and User Services Quarterly, v. 43, n. 1,
p. 59-70, Fall 2003.
STAHL, J. Online, virtual, e-mail, digital, real time: the next generation of reference
services. Art Documentation, v. 20, n. 1, p. 26-30, 2001.

�∗

Bibliotecário de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central/UNICAMP ;
Doutorando em Ciências da Comunicação-USP/ECA ; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da
Informação-PUCCAMP - lfsouto@unicamp.br ; leofernandess@bol.com.br
Bibliotecária de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central/UNICAMP;
Mestranda em Ciência da Informação – PUC Campinas ; Especialista em Geração de Bases de
Dados e Acesso a Banco de Dados – UFRJ/ECO ; Bibliotecária Especialista em IES – UFMG
celiam@unicamp.br
Bibliotecária responsável pela Seção de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da
Biblioteca Central/UNICAMP ; Mestranda em Gestão da Qualidade pela Faculdade de
Engenharia Mecânica da Unicamp ; Especialista em Sistemas Automatizados de Informação pela
PUCCAMP - rblanco@unicamp.br
Bibliotecária de Referência da Diretoria de Serviços ao Público da Biblioteca Central/UNICAMP
veralima@unicamp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54071">
                <text>Referência virtual: e-mail como ferramenta de interação com usuários remotos de bibliotecas digitais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54072">
                <text>Souto, Leonardo Fernandes; Ribeiro, Célia Maria;  Vicentini, Regina Aparecida Blanco; Lima, Vera Lúcia de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54073">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54074">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54075">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54077">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54078">
                <text>Atualmente, é possível encontrar vários pesquisadores preocupados com a questão da Referência Virtual e muitos projetos voltados para o desenvolvimento de Bibliotecas Digitais. Nosso objetivo é demonstrar que estas duas tendências odem e devem estar integradas de modo a oferecer aos usuários não apenas a facilidade de acesso remoto aos documentos, mas também a orientação necessária para seu uso. Para isso, após uma breve revisão de literatura sobre Referência Virtual e Bibliotecas Digitais pretendemos relatar o uso do e-mail como ferramenta de interação com usuários, a partir das demandas originárias da Biblioteca Digital da Unicamp. Assim, esperamos demonstrar que apesar dos acervos serem disponibilizados em formato digital isso não elimina a necessidade, primeiro, de um profissional capacitado para orientar os usuários em suas diversas necessidades informacionais e, segundo, da incorporação/desenvolvimento de novas ferramentas de comunicação/interação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68413">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4911" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3980">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4911/SNBU2004_106.pdf</src>
        <authentication>144c6a943db2803ade4ff53b87df76f5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54114">
                    <text>BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP COMO VEÍCULO DE DIVULGAÇÃO
DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA: A GESTÃO E O ACESSO ÀS
DISSERTAÇÕES E TESES

Luiz Atilio Vicentini∗
Rita Aparecida Sponchiado∗∗
Cláudio Dia∗∗∗

RESUMO
Apresenta-se a experiência do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, na
estruturação da Biblioteca Digital da Unicamp, e a sua utilização durante o
período de 2002 a 2004, demonstrando os dados de visitas e “downloads” às
dissertações e teses, identificando as mais consultadas, os domínios que mais
acessaram os documentos digitais, como forma de subsidiar o
desenvolvimento do ensino e pesquisa na Universidade. Apresenta ainda as
propostas de implementação dos dados do Banco Digital com diferentes tipos
de documentos e a integração com outros bancos utilizando o protocolo OAI –
Open Archives, tecnologias de desenvolvimento de software livre e as
parcerias com outras instituições na construção de Bibliotecas Digitais.
PALAVRAS CHAVES: Biblioteca Digital. Biblioteca Universitária. Ensino e
Pesquisa. Produção Científica. Integração e Interoperabilidade. Arquivos
abertos. Software Livre.

INTRODUÇÃO
A Internet destaca-se como uma grande vitrine para “consumidores de
informação” cada vez mais sabedores de como se beneficiar dessa tecnologia,
no seu dia a dia tanto no trabalho quanto no lazer.
As principais tendências para atender as características exigidas pelo
consumidor de informação são:
Auto-serviço: ele é auto-suficiente em seu caminho na busca pela
informação
Integração de tecnologias para facilitar o acesso a informação

�Navegação eficiente para localização da informação
A atual convergência digital conduz as Bibliotecas Universitárias a
buscar mecanismos para atualização e recuperação eficiente de informações.
O reposicionamento de mecanismos ágeis e eficazes tomou força a partir do
advento da Internet, cujas transformações filosóficas e as novas formas de
relacionamento advindas com essas novas tecnologias de informação, lançou
luzes

para

disponibilização

da

informação

científica

registrada

nas

Universidades.
As Bibliotecas do novo milênio devem dirigir seus esforços em um novo
conceito de estrutura, com a implantação de Bibliotecas Híbridas, trabalhando
fundamentalmente na “logística da informação” armazenada, coletada e
acessada.

Segundo Davenport (1998), “a informação não pode ser

considerada de maneira isolada nas instituições”.

Às bibliotecas está

reservado o papel de repensar suas atividades e funções, adaptando-se aos
novos modelos organizacionais e extraindo das tecnologias disponíveis o
substrato para a melhoria na prestação de serviços e na utilização eficaz de
informações.
Fomentar o ensino a pesquisa e extensão, como missão das
universidades, através ações pró-ativas para que a comunidade acadêmica
possa publicar seus trabalhos de forma rotineira, através de sistemas WEB,
difundindo o conhecimento, otimizando o fluxo de comunicação científica e
reduzindo o ciclo de geração de novos conhecimentos, surge como uma nova
tendência no meio científico nacional e internacional.
BIBLIOTECA DIGITAL
A estruturação de uma biblioteca digital propõem etapas a serem
exploradas, que influenciarão nas atuais funções das bibliotecas, desde a
revisão das instalações físicas, passando pela aquisição e desenvolvimento de
coleções, catalogação, classificação e indexação, principalmente no uso do
computador como instrumento de difusão da informação.

�A criação de uma biblioteca digital deve atender as características como
bem define Cunha (1999) “o conceito biblioteca digital aparenta algo
revolucionário, mas, na verdade, ele é resultado de um processo gradual e
evolutivo. A introdução de processos digitais nos diversos serviços comumente
existentes numa biblioteca já está provocando impactos, com reflexos positivos
e negativos, nas funções e serviços de uma biblioteca. Não existe uma
estratégia única a ser empregada na implementação de uma biblioteca digital.
As estratégias, tal como as bibliotecas nascem num determinado tempo e,
obviamente, sofrem influências da cultura e das situações econômicos financeiras”.
O SOFTWARE LIVRE
A adoção de Software Livre (código aberto) torna-se uma alternativa
viável para que as Universidades desenvolvam soluções (serviços e produtos)
a comunidade com maior velocidade a um custo muito baixo.
O software livre pode ser definido a partir das características a seguir:
O software livre pode ser utilizado, copiado e redistribuído livremente.
O software livre é distribuído livremente junto com o código fonte.
Alterações, melhorias, otimizações ou correções efetuadas, são
obrigatoriamente distribuídas gratuitamente na nova versão do
software.
O software livre propõe total liberdade de criar e inovar. Na Internet os
softwares estão disponíveis a “custo zero”. Com o código fonte disponível e um
pouco de conhecimento é fácil adequar o que existe às nossas necessidades.

A BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP
A Biblioteca Digital da Unicamp surgiu da iniciativa do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP no ano de 2001, através do interesse demonstrado
pela comunidade, e pelas 19 Bibliotecas do Sistema, ao vislumbrar a

�possibilidade de disponibilizar em formato digital a produção científica de
dissertações e teses da Universidade, com a estruturação da Biblioteca Digital
de Teses da UNICAMP.
Após várias iniciativas isoladas, foi apresentado à reitoria em agosto de
2001 uma proposta de criação da Biblioteca Digital de Teses da UNICAMP, tal
proposta foi aceita, e a ela estendeu-se a possibilidade de não armazenar
somente em dissertações e teses,

possibilitar a comunidade científica da

Universidade divulgar a sua produção na Internet através da Biblioteca Digital
da UNICAMP
A Biblioteca Digital da UNICAMP foi oficialmente instituída em
08/11/2001, através de portaria do Sr. Reitor de nº GR-85, que trata da
estruturação da Biblioteca Digital da UNICAMP, “através da produção Científica
- Acadêmica da Unicamp em formato eletrônico de: artigos, fotografias,
ilustrações, obras de arte, revistas, registros sonoros, teses, vídeos e outros
documentos de interesse ao desenvolvimento científico, tecnológico e sócio
cultural”.
A parceria entre o Sistema de Bibliotecas e o Centro de Computação da
Unicamp, que já vinha trabalhando no desenvolvimento do software NOU-RAU,
baseado em tecnologia de software livre, cuja proposta é o gerenciamento de
documentos digitais. A partir de várias customizações, o software foi adotado
como o gerenciador da Biblioteca Digital da Unicamp.
A INTEROPERABILIDADE NA BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP
Uma das características necessárias de uma Biblioteca Digital é a sua
estruturação para integração e interoperabilidade das informações dos
documentos digitais, através de metadados, possibilitando a captura e
disponibilização dos dados que irá permitir a integração com outros bancos
digitais e/ou referenciais.
A Biblioteca Digital da Unicamp está estruturada para a captura
automática dos metadados da base referencial Acervus (gerenciada pelo

�Software VIRTUA da VTLS Inc.) através do protocolo de comunicação Z39.50,
quando da inclusão das teses digitais.
Os dados das teses digitais podem ser extraídos no formato XML,
permitindo a sua exportação para outras bases de dados. Em fase de
implantação na Biblioteca Digital da Unicamp, está o protocolo OAI – Open
Archives visando a integração da Biblioteca Digital com outras Bibliotecas
Digitais Nacionais e Internacionais.
A GESTÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP
O modelo de gestão da Biblioteca Digital da Unicamp, é semidescentralizada, as áreas de Física e Química publicam as suas teses em seus
repositórios digitais, as demais áreas encaminham as teses para serem
disponibilizadas no banco digital controlado pela Biblioteca Central da
Unicamp.
O software gerenciador NOU-RAU está preparado para permitir a
publicação de forma descentralizada, esse modelo ainda não foi adotado na
Unicamp, é uma tendência que deverá estar em operação em breve. Muitos
aspetos influenciaram na escolha da metodologia semidescentralizada de
publicação na Unicamp:
•

Conscientização do pesquisador e das áreas geradoras das teses da
importância da divulgação desse conhecimento registrado.

•

O documento a ser publicado deve estar de acordo com os padrões
de qualidade que hoje são utilizados antes da sua publicação, tais
como a revisão do texto eletrônico enviado, bem como a sua
conversão para o formato PDF.

O NOU-RAU, software gerenciador da Biblioteca Digital da UNICAMP,
possui 4 perfis, permite a publicação de documentos de forma centralizada ou
descentralizada.

�Os perfis:

Visitante: é quem acessa o sistema em busca de informações. Não é
necessário estar cadastrado para consultar tópicos e efetuar buscas. A
Biblioteca Digital da UNICAMP, conta com um controle de acesso e downloads
para as teses. O controle de acesso permite visualizar quem está e quais teses
estào sendo acessadas, esse registro permitirá análises para tomadas de
decisões futuras.

Colaborador: é a pessoa cadastrada no sistema. Um colaborador pode
fazer “upload” de novos documentos, passando a ser o dono dos mesmos. Um
colaborador escolhe um tópico e uma categoria (associado ao seu nível de
acesso), submeter um arquivo e fornecer os dados necessários para o
cadastramento deste documento. Após ser aprovado, o documento pode ser
atualizado ou removido pelo seu dono.

Responsável: É quem administra um ou mais tópicos e aprova os
documentos submetidos. A atuação desse personagem na Biblioteca Digital é
função das bibliotecas, que são as responsáveis pela publicação não só das
teses como de outros tipos de documentos digitais já disponíveis para consulta.

Administrador: Cuida da manutenção do sistema e define novos
tópicos e cadastra seus responsáveis. Define novas categorias e formatos de
documentos. Uma mesma pessoa pode atuar com mais de um perfil, por
exemplo, um responsável por um tópico que também é um colaborador em
outro tópico.

O ACESSO A BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP
O acesso é livre, não existe restrição de visitas ou downloads aos
documentos arquivados. Existe uma única exigência para os downloads das
teses, o cadastramento de quem está fazendo este download. As informações

�registradas não compreendem dados que possam ser utilizados posteriormente
com outra finalidade.
Os dados solicitados são: nome completo, cadastro de uma senha,
confirmação da senha, nome da instituição ou empresa, e-mail válido.

O CONTEÚDO DA BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP

A Biblioteca Digital da Unicamp está estruturada por tópicos – tipos de
documentos ou evento de:
•
•
•
•
•

Arquivo de fotos
Congressos e Seminários
Dissertações e Teses
Hemeroteca
Periódicos eletrônicos da Universidade

Objeto principal da análise de uso, serão consideradas as dissertações e
teses, com maior conteúdo em páginas digitalizadas, e número expressivo de
downloads.
Essa escolha considerou que dissertações e teses, são o principal
“produto” de uma Universidade que tem a pesquisa como elemento de
destaque.

Hoje o banco digital de dissertações e
teses conta com 3035 documentos em
texto completo, este número representa
20% do total de teses defendidas nos
últimos 10 anos (13.810) e 13% do total
de teses já defendidas na Universidade
(22.000).
Fonte: www.prpg.unicamp.br

As teses estão organizadas por área de ensino e pesquisa da
Universidade, destacando o Instituto de Física que já contém todas as teses,

�desde a primeira defendida em 1969, digitalizadas e disponíveis para consulta
na Biblioteca Digital. Outras áreas de destaque são: Educação, Química,
Engenharia Elétrica e de Computação, Medicina entre outras.

No gráfico a seguir apresenta-se a distribuição das teses por Unidade de
ensino e pesquisa.
1%

% Teses por área
2%
1%

4%

1%
2%

10%

2%

14%
IQ

2%

FE

1%

4%
FEEC
IFGW

2%
38%

9%
3%

Artes

Biologia

Economia

1%

1%
1%

Educação

Educação Física

Engenharia Agrícola

Engenharia Civil

Engenharia Elétrica Computação

Engenharia Mecânica

Engenharia Química

Engenharia Alimentos

Estudos Linguagem

Filosofia Ciências Humanas

Física

Geociências

Computação

Matemática Estatística

Medicina

Odontologia

Química

0%

As 3035 teses existente na Biblioteca Digital para consulta (downloads)
representam aproximadamente 390.000 páginas digitalizadas.

Quantidade de teses

Um fator importante na
quantidade de teses
disponibilizadas até a presente
data, é a participação e o
interesse crescente da
comunidade, conforme pode ser
observado no gráfico ao lado
que demonstra o crescimento da
Biblioteca Digital.

3.500

3.000

2.500

2.000

1.500

1.000

500

Maio-02 Dez-02

mar/03

jul/03

Ago-03

Set-03

Out-03

nov/03

Dez-03

jan/04

Fev-04

mar/04

Abr-04 Maio-04 Jun-04

O acesso livre, navegabilidade, interface amigável, possibilidade de
cópia de documentos sem custo, independente se existe ou não um controle de

�downloads às teses, como se dá na Biblioteca Digital da Unicamp, não
inviabiliza o usuário na busca pelo conhecimento registrado nas teses.

Visitas - Mensal/Media dia
No gráfico ao lado pode ser
constatado as visitas mensais e
a média diária de visitantes que
acessam a Biblioteca Digital da
UNICAMP. A média mensal de
2004 tem ficado entre 50 e 60
mil visitas, com uma média
diária de 1800 visitantes.

2.500
2.000
1.500
1.000
500
3

/0
4
m
ar
/0
4
M
ai
o04

ja
n

/0
no
v

m
ai
/0
2
m
ar
/0
3

70.000
60.000
50.000
40.000
30.000
20.000
10.000
-

Total visitas

Visitas Dia

Importante destacar que o NOU-RAU permite boa navegabilidade,
recuperação rápida dos documentos, inclusive realizando a busca no conteúdo
do documento, quando não está formatado como imagem, sem perder a
performance ou desempenho na sua navegabilidade durante os acessos ao
grande número de usuário diário.

Hits na Biblioteca Digital

Fator de destaque é a quantidade

1.000.000

900.000

de HITS, que ocorre na Biblioteca

800.000

Digital, O número de hits tem

700.000

600.000

superado o índice de 700 mil mês,

500.000

sem prejudicar a navegabilidade

400.000

300.000

dos usuários que estão acessando

200.000

100.000

a Biblioteca Digital.

mai/02

out/02

mar/03

Out-03

nov/03

Dez-03

jan/04

Fev-04

mar/04

Abr-04

Maio-04

Junho-04

�OS DOWNLOADS EXECUTADOS NA BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP
Desde a implantação do controle de acesso às teses, ocorrida no final
do ano de 2002, a quantidade de downloads executadas nas teses tem
crescido dia a dia, hora a hora, minuto a minuto.
Importante destacar que o download do documento da Biblioteca Digital
independe do tamanho do arquivo. Cabe observar que se o usuário acessar a
Internet através de uma conexão de baixa velocidade com certeza terá
dificuldades em “baixar” os arquivos, diferente do usuário que utiliza uma
conexão de alta velocidade. Outra observação é que dois usuários podem
executar downloads de um mesmo documento simultaneamente sem
prejudicar a performance do sistema.
A Biblioteca Digital da Unicamp apresenta uma página com as teses
mais visitadas. A tese que obteve o maior número de downloads é intitulada
“Tecnologia e Educação”, que trata de tecnologias educacionais com recurso
de EAD, do pesquisador Marcus Vinicius Pasini Ozores. A tese foi defendida na
Faculdade de Educação da UNICAMP. Esta tese teve 6290 visitas, e 2289
downloads desde a sua publicação na Biblioteca Digital em 19 de junho de
2002, até 07 de julho de 2004.
A quantidade de downloads realizada até o mês de junho de 2004, foi
de 227.361, para um acervo de 3035 teses.
Outra informação surpreendente é a quantidade de downloads por
domínios comerciais (.com ou .com.br), maiores do que os downloads da
própria UNICAMP, ou outras Universidades brasileiras.
Também é destaque os downloads realizados por domínios do exterior,
principalmente de Portugal (com certeza pela semelhança da língua). Outros
países que executaram downloads: Espanha, Itália, Inglaterra, França.
Observa-se também nas estatísticas os downloads realizados por domínios dos
Estados Unidos, através da identificação .com e .edu.

�A seguir são apresentados gráficos que demonstram os downloads
realizados nas teses.

O gráfico ao lado
apresenta o número de
teses por área do
conhecimento, a
quantidade de teses e
downloads realizados.
Destaca-se os números
de downloads realizado
para as teses da área
de humanas, sendo a
área que não possui a
maior quantidade de
teses.

T eses p o r Ár ea d o C o nheciment o , q uant i d ad e d e t eses e d o wnlo ad s

101. 269
62.445
35. 582

28. 065

1539
586

592
289

H u ma n i d a d e s / A r t e s
45%

E xatas
27%

T e c n o l óg i c a s
16%

B i o m éd i c a s
12%

QT Teses

Dow nloads

% Dow nloads

Com o crescente cadastramento das teses por área do conhecimento, a
quantidade de downloads ficará mais equipara, não havendo grandes
diferenças entre uma área e outra na quantidade de downloads, ficando o
diferencial na quantidade de teses defendida anualmente em cada unidade de
ensino e pesquisa da Universidade.
O número de downloads é de 227.361. Conforme a sua distribuição por
área, atinge uma média de 76 downloads por tese. Veja a média de downloads
por área:
•

Biomédicas: 97

•

Humanidades e Artes: 171

•

Exatas: 41

•

Tecnológicas: 60

Quem acessa ou faz downloads nas teses?
Essa era uma questão que sempre gerou curiosidade. A informação dos
visitantes, domínios e do que é realizado download na Biblioteca Digital da

�Unicamp ficará restrita à Universidade, uma forma de preservar as informações
cadastradas, e manter a confiança dos usuários do sistema.

No gráfico a seguir apresenta-se dados de acesso e downloads por domínios,
destacando-se os domínios .com e .com.br que apresentam-se como os maiores
usuários da Biblioteca Digital da Unicamp.

13%

0%
1%

12%

61%
11%

2%

.COM e .COM.BR

.GOV

.BR

CRUESP

PORTUGAL

Inglaterra e França

OUTROS

INTEGRAÇÃO E PARCERIAS DA BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP

A equipe de desenvolvimento da Biblioteca Digital da Unicamp trabalhou
no último ano para que as bases de dados das teses pudessem ser integrado
ao projeto do IBICT, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – BDTD. A
integração das bases de dados ocorreu entre janeiro e fevereiro de 2004,
quando foram enviados os metadados de 2165 teses já publicadas na
Biblioteca Digital da Unicamp.
Está em fase final de desenvolvimento a implantação do protocolo OAI –
Open Archives, a partir dessa instalação o IBICT poderá realizar o harvesting
nos dados da Biblioteca Digital da Unicamp.

Esse trabalho está sendo

realizado em parceria com a equipe de desenvolvimento da BDTD do IBICT e
da área de TI do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.

�Uma

outra

equipe

de

desenvolvimento

está

trabalhando

na

documentação do software NOU-RAU, com o objetivo de facilitar o seu uso.
Simplificar a programação do código para que outras instituições possam
utilizar o NOU-RAU como software gerenciador de Bibliotecas Digitais. Outro
aspecto em fase de desenvolvimento é a tradução do software para a língua
espanhola, para difundir o NOU-RAU na América Latina.
Outras instituições estão utilizando o NOU-RAU como software
gerenciador de suas Bibliotecas Digitais. Em 2003, a UNESP através da CGB Coordenadoria Geral de Bibliotecas –
seguida

colocou

no

ar

a

conheceu o NOU-RAU, e logo em
Biblioteca

Digital

da

UNESP

(http://www.biblioteca.unesp.br). A UEL – Universidade Estadual de Londrina
está em fase de implantação de sua Biblioteca Digital e irá utilizar o NOU-RAU
como software gerenciador.
CONCLUSÃO
A elaboração do presente trabalho veio de encontro a uma necessidade
de conhecer um pouco mais sobre o uso da Biblioteca Digital da UNICAMP.
Quando do início do projeto com a Biblioteca Digital instalada com suas 150
teses, sempre surgia a dúvida - será que alguém vai acessar a Biblioteca
Digital? A Biblioteca Digital será um projeto que iniciado em uma Universidade
pública por iniciativa de Bibliotecários terá o apoio da comunidade? Enfim uma
série de questionamentos que sempre ocasionaram calorosas discussões, e
por muitas vezes, passando a impressão que o projeto não poderia ter
continuidade.
Hoje temos a certeza de que esse projeto, ainda é um projeto, está no
rumo certo, temos muito a fazer para melhorar a interatividade que uma
Biblioteca Digital deve ter. Temos alguns fatores a nosso favor, um deles é o
software NOU-RAU, por ter sido desenvolvido na própria Unicamp com
tecnologia de software livre, a cada dia vislumbramos novas aplicações a
serem agregadas a ele. Outro fator favorável, a facilidade que temos para
reavaliar nossa metodologia de publicação das teses. A equipe atual de

�preparação e publicação é composta por estudante de biblioteconomia e por
alunos da própria universidade, uma equipe dinâmica e entusiasmada e que
acredita no que está fazendo (deve ser o ímpeto da juventude!), a coordenação
de todas as atividades é realizada por Bibliotecários. Outro motivo que tem nos
levado a apostar nesse projeto, é o aumento da aceitação da comunidade para
a publicação das teses na Biblioteca Digital da Unicamp.
As avaliações, gráficos e dados apresentados neste trabalho, não
seguiram uma metodologia científica de medição, muito pelo contrário, os
dados desse trabalho, são os primeiros a serem demonstrados sobre a
Biblioteca Digital da Unicamp, o que nos leva a partir de agora a debruçarmonos sobre essa imensidão de números que cresce dia a dia, na estruturação de
futuros relatórios que a busca do conhecimento registrado nas milhares de
teses que estão e as serão publicadas na Biblioteca Digital da UNICAMP.
Finalizando, um projeto como o da Biblioteca Digital da UNICAMP, é
uma nova atividade nas funções dos Bibliotecários nas Universidades,
enfatizando o trabalho em equipe multidisciplinar, o espírito empreendedor e
inovador que um projeto como este exige para sua instalação.
REFERÊNCIAS
CUNHA, M. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da
Informação, v. 28, n. 3, p. 255-266, set./dez. 1999.
DAVENPORT, T. H. Ecologia da Informação: por que só a tecnologia não
basta para o sucesso na era da informação. Tradução de Bernadette Siqueira
Abrão. São Paulo: Futura, 1998. 316 p. Tradução de Information ecology.
HEEMANN, V. Mudança de hábito: impacto das novas tecnologias na
qualificação do profissional bibliotecário e no uso final. In: SEMINÁRIO
SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO, 5., 1994, São José dos Campos, Anais... São José dos
Campos: UNIVAP, 1994, p.172-176.
DE ROSA, Cathy; DEMPSEY, Lorcan; WILSON, Aline. Análisis del entorno
de 2003 por OCLC: reconocimiento de patrones. Dublin (Ohio): OCLC, 2004.
174 p.

�QUEIROZ, R. Software livre e inovação. Disponível em:
&lt;http://www.comciencia.br/200406/reportagens/11.shtml&gt;. Acesso em: 13 jul.
2004.

∗

Bibliotecário Coordenador do Sistema de Bibliotecas da Unicamp. Especialista em Sistemas
de Informação em Ciência e Tecnologia – PUC Campinas; Gestão de Negócios e Tecnologia
da Informação da Fundação Getúlio Vargas vicentin@unicamp.br
∗∗
Bibliotecária Diretora Técnica da Biblioteca do Instituto de Física da Unicamp. Graduação em
Biblioteconomia e Documentação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
library@ifi.unicamp.br
∗∗∗
Analista de Sistemas de Software Livre. Projeto de Software Livre CNPq. Centro de
Computação da Unicamp. dia@ccuec.unicamp.br Universidade Estadual de Campinas.
Biblioteca Central, Cidade Universitária “Prof. Zeferino Vaz” - Barão Geraldo - Campinas – São
Paulo

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54089">
                <text>Biblioteca digital da UNICAMP como veículo de divulgação da produção científica: a gestão e o acesso às dissertações e teses.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54090">
                <text>Vicentini, Luiz Atilio; Sponchiado, Rita Aparecida; Dia, Cláudio </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54091">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54092">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54093">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54095">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54096">
                <text>Apresenta-se a experiência do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, na estruturação da Biblioteca Digital da Unicamp, e a sua utilização durante o período de 2002 a 2004, demonstrando os dados de visitas e “downloads” às dissertações e teses, identificando as mais consultadas, os domínios que mais acessaram os documentos digitais, como forma de subsidiar o desenvolvimento do ensino e pesquisa na Universidade. Apresenta ainda as propostas de implementação dos dados do Banco Digital com diferentes tipos de documentos e a integração com outros bancos utilizando o protocolo OAI – Open Archives, tecnologias de desenvolvimento de software livre e as parcerias com outras instituições na construção de Bibliotecas Digitais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68415">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4914" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3983">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4914/SNBU2004_107.pdf</src>
        <authentication>50adaf04f9e0d5a83bea70db70837b27</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54141">
                    <text>AS BIBLIOTECAS DIGITAIS COMO MEIO DE UNIVERSALIZAÇÃO DA
INFORMAÇÃO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Magda Almada∗
Rute Brazil dos Santos∗∗

RESUMO
A Universidade é o alicerce para a produção de conhecimentos. É o grande
laboratório onde se realizam projetos e pesquisas em Ciência &amp; Tecnologia, que
objetivam o desenvolvimento da sociedade a nível social, econômico, político e
cultural. As teses e dissertações, produção científica (resultado dos projetos e
pesquisas) muitas vezes encontram-se disponibilizados somente aos pesquisadores
de uma área específica do conhecimento humano. A partir dessa realidade, a
proposta das bibliotecas digitais é a democratização do conhecimento e a
universalização da informação. Fazer com que o bem restrito torne-se o bem comum.
A intenção deste estudo é demonstrar como as Bibliotecas Universitárias através das
bibliotecas digitais podem facilitar o acesso ao conhecimento produzido nas
Universidades, disseminando e democratizando a informação.
PALAVRAS-CHAVE: Universidade. Bibliotecas Universitárias. Bibliotecas Digitais.
Conhecimento. Informação.

INTRODUÇÃO
O mundo tem passado por muitas transformações sociais e, atualmente
estamos vivendo e sobrevivendo numa das mais importantes transformações ou
revoluções: as conhecidas sociedades do conhecimento e da informação.
Sociedades estas, que tem levado pessoas e instituições (filantrópicas, públicas ou
privadas) a se beneficiarem dos recursos oferecidos pelas tecnologias de informação
e

disponibilizarem

na

Rede

global

de

computadores

(Internet)

diversas

informações/documentos que sanam as necessidades diárias de muitos cidadãos no
mundo inteiro. Cidadãos à procura de novas informações e construindo novos
conhecimentos.

�Castells (2003) define a Internet sendo o meio de comunicação que permite a
comunicação de muitos com muitos e a compara como o tecido de nossas vidas,
pois se a tecnologia da informação é hoje o que a eletricidade foi na Era Industrial.
Atualmente a Internet poderia ser equiparada tanto a uma rede elétrica quanto a um
motor elétrico, em razão de sua capacidade de distribuir a força da informação por
todo o domínio da atividade humana.
Através da Internet, internautas “navegam e linkam” entre milhares de
informações/documentos, até chegar àquele que é considerado o mais útil. A Internet
faz com que milhões de pessoas possam acessar simultaneamente milhares de
informações/documentos. Todos podem acessar o que está disponível (e é
permitido). Essa é uma das principais vantagens da Internet. Motivo pelo qual é
considerada um meio de comunicação e um meio de informação “democrático”. As
tecnologias de informação estão sendo aplicadas nos lares, nas empresa , nas
universidades... na vida de todos os cidadãos. O seu crescimento tem causado um
impacto muito grande na sociedade e tem produzido a necessidade de se obter
informações cada vez mais úteis e relevantes.
Também presentes no ambiente das unidades de informação, as tecnologias
de informação tem levado as bibliotecas universitárias (BU) a reverem seus produtos
e serviços e procurar uma qualificação. Proporcionar aos seus usuários o acesso a
uma informação de qualidade que atualmente se encontra armazenada em meio
virtual.
As Bibliotecas Universitárias podem ser consideradas uma das instituições
que mais se beneficiam dos recursos e ferramentas oferecidos pelas tecnologias da
informação, a começar pela Internet.
No Brasil com em diversos países a Internet iniciou no meio acadêmico, por
serem as universidades, em primeiro lugar, e sobretudo instituições científicas, onde
se produz e transfere o conhecimento.

�Em 1989, um projeto do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), apoiado
pela secretaria de Política de informática e Automação (SEPIN) e financiado/
coordenado/executado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), originou a Rede Nacional de Pesquisas (RNP), cujo objetivo
principal era promover e incentivar a troca de informações entre cientistas brasileiros
e estrangeiros e possibilitar um intercâmbio universal de conhecimentos. A RNP
possibilitou a interligação das principais universidades e centros de pesquisas do
país, o acesso aos catálogos em linha, grupos de discussão entre especialistas de
diversas áreas do conhecimento. Computadores interligados, apoiando a educação:
o ensino e a pesquisa científica e tecnológica.
Até 1995, as universidades e centros de pesquisas brasileiros eram maioria
na Internet. A partir da segunda metade da década de 90, percebe-se um crescente
interesse pelos processos e recursos das bibliotecas digitais (BD) no sistema de
bibliotecas universitárias (BU) brasileira. Fato constatado

em

levantamento

bibliográfico na literatura de biblioteconomia. Autores como Rowley (2002) entre
outros chama a atenção para as bibliotecas digitais no ambiente de bibliotecas
universitárias.
Em 2002, Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP), aprova recursos,
para a implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, um projeto do
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), órgão vinculado
ao MCT.
A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações é um sub-projeto da Biblioteca
Digital Brasileira.
Desde 1995, o IBICT oferece registros de teses e dissertações e tem, em sua
base de dados mais de 125 mil títulos. No entanto, essa base disponibiliza apenas
referência bibliográfica, sendo que o pesquisador que se interesse por determinado
documento, tem que buscá-lo por outro meio. A proposta atual da Biblioteca Digital
de Teses e Dissertações é de disponibilizar o texto completo da tese. Universalizar o

�conhecimento produzido nas instituições de ensino superior (universidades) e
democratizar o acesso a informação digital.

BIBLIOTECAS: PANORAMA DE SUA EVOLUÇÃO
Cunha (1999) apresenta a evolução das bibliotecas dividida por eras:
Era 1 - Tradicional moderna
Era 2 - Automatizada
Era 3 - Eletrônica
Era 4 - Digital e Virtual
Na Era da biblioteca tradicional moderna, os produtos e serviço eram
realizados de forma mecânica. Nesse momento temos a presença dos catálogos em
fichas, dividido em catálogos de autor título e assunto.
Na Era da biblioteca automatizada acontece a introdução dos computadores,
gerenciando todas as rotinas das bibliotecas e a inclusão de novos produtos e
serviços que muito colaboraram para o processamento técnico dos documentos,
para a disseminação e para a recuperação da informação. Um dos serviços que
mais se beneficiou dessa Era foi a catalogação. Surge a catalogação cooperativa,
onde as bibliotecas puderam compartilhar da descrição bibliográfica. Apesar da falta
de recurso, cabe ressaltar o importante papel das Bibliotecas universitárias
brasileiras nos primeiros sistemas e redes de cooperação, pois é justamente nessas
bibliotecas que se encontram os maiores recursos de informação em ciência e
tecnologia.
A integração de computadores e recursos eletrônicos à rotina de trabalho da
biblioteca universitária se fez necessário, principalmente porque a universidades
desempenha um papel significativo no desenvolvimento do país. Nesse contexto
encontram-se as bibliotecas universitárias, cuja participação é oferecer a infraestrutura informacional às atividades de ensino pesquisa e extensão realizadas nas

�universidades, contribuindo assim para o desenvolvimento político, econômico,
cultural e social da nação.
Na era da biblioteca eletrônica utiliza a informação no suporte digital com o
suporte em CD-ROM. A biblioteca eletrônica é o início da Era Digita e Virtual - a
biblioteca do futuro - pensada como uma nova estratégia para o resgate de
informações onde o texto completo de documentos está disponível on-line. Com o
surgimento da Rede Internet, a biblioteca adquire nova dimensão: deixa de ter
somente um espaço físico e ganha um novo espaço – o ciberespaço. (OHIRA, 2002).
Era Digital e Virtual é a era em estamos atualmente, onde através dos
recursos oferecidos pela tecnologia da informação, a Rede Internet se faz presente,
gerenciando rotinas, produtos e serviços das bibliotecas. A biblioteca é digital porque
o conteúdo dos documentos podem ser acessados em meio virtual. A biblioteca é
virtual porque não existe fisicamente mas está presente on-line. As informações
encontram-se armazenadas e podem ser acessadas via Internet. Nessas eras
encontram-se as sociedades do conhecimento e informação, causando um impacto
social, cultural e principalmente econômico, onde a informação passa a ser
considerada como um recurso estratégico, de agregação de valor e como elemento
de competição política e econômica entre os países... “Quem tem a informação tem o
poder”.

BIBLIOTECAS DIGITAIS: CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS
Verificando os trabalhos apresentados em eventos tais como: Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (CBBD), Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias (SNBU) e atualmente o Simpósio Internacional de
Bibliotecas Digitais (SIBD), somando-se aos cursos e grupos de trabalho em listas de
discussão sobre bibliotecas virtuais e digitais, aponta-se uma confusa inclinação no
tema ao que é proposto. Como se os conceitos e características fossem sinônimas e

�não parônimas como são. Para entender o que é biblioteca digital apresentamos
alguns conceitos que a caracteriza e a distingue do conceito biblioteca virtual:
A pesquisa teórica é relevante para que o profissional da informação tome
conhecimento no sentido que a dimensão e imensidão que as BD dentre suas
características podem democratizar a informação produzida no meio acadêmico.
"Biblioteca digital é diferente das demais porque a informação que ela contém
existe apenas na forma digital, podendo residir em meios diferentes de
armazenagem,

como

as

memórias

eletrônicas

(discos

magnéticos

e

óticos)".Marchiori (1997)
Acesso remoto pelo usuário, por meio de um computador conectado
a uma rede. Desta forma, a biblioteca digital não contém livros na
formaconvencional, e a informação pode ser acessada, em locais
específicos e remotamente, por meio de computadores. Marchiori
(1997)

Considerando outra consideração sobre conceito e/ou definição temos:
A utilização simultânea do mesmo documento por duas ou mais
pessoas e a existência de coleções de documentos correntes onde se
pode acessar não somente a referência bibliográfica, mas também o
seu texto completo, somando-se a maneira que a biblioteca local não
necessite ser proprietária do documento solicitado pelo usuário.
(CUNHA, 1999)

A biblioteca digital seria aquela que teria, além de seu catálogo, os
textos dos documentos de seu acervo armazenados de forma digital,
permitindo sua leitura na tela do monitor ou sua importação(dowload)
para o disco rígido do computador.(PEREIRA, LIMA,1999 apud
OHIRA, 2002).

A biblioteca digital tem como característica principal uma coleção de
documentos eminentemente digitais, independendo se forem criados
na forma digital ou digitalizados a partir de documentos impressos, e
permite, por meio de uso de redes de computadores, compartilhar a
informação
instantânea
e
facilmente.(MOREIRA
apud
MACHADO,1999).

�Cunha (2000) descreve: a “biblioteca digital é simplesmente um conjunto de
mecanismos eletrônicos que facilitam a localização da demanda informacional,
interligando recursos e usuários".
As bibliotecas digitais são bibliotecas que existem de forma digital, ou
seja em disquetes, winchester, CDs, etc. Dispõem de todos os
recursos de uma biblioteca eletrônica oferecendo pesquisa e
visualização dos documentos (full text, vídeo etc.), tanto local como
por meio de redes de computadores (CUNHA, 1999).

No site do IBICT encontramos os seguintes conceitos para caracterizar a
biblioteca digital e a biblioteca digital:
Biblioteca Digital
Coleção organizada de documentos, onde cada fonte de informação possui
dois atributos relacionados: os relativos ao seu conteúdo e os que identificam de
forma descritiva o documento. Coleção de serviços e de objetos de informação, sua
organização, estrutura e apresentação, que suporta o relacionamento dos
utilizadores com os objetos de informação, disponíveis direta ou indiretamente via
meio eletrônico/digital (LEINER, 1998)
Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD)
Integração das iniciativas brasileiras de publicação eletrônica e registro
bibliográfico de teses e dissertações, fornecendo aos usuários finais uma visão
integrada dessas iniciativas por meio de serviços e produtos de informação de valor
agregado.
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
Base do conhecimento científico de teses e dissertações, registrado,
organizado e armazenado em formato eletrônico, acessível pela Internet.

�Observa-se através das linhas mencionadas anteriormente que o destaque a
BD é ainda maior quando o desenvolvimento de suas atividades voltam-se a
complementar as áreas de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades.

AS

BIBLIOTECAS

DIGITAIS

COMO

MEIO

DE

UNIVERSALIZAÇÃO

DA

INFORMAÇÃO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A Internet fez com que as unidades de informação (bibliotecas) revissem seus
produtos e serviços, com o objetivo de melhor atender usuários que agora estão
mais qualificados e mais exigentes no uso da informação, diante da sociedade dessa
sociedade em constante transformação.
Nessa sociedade em transformação encontra-se a universidade; instituição
científica, social e cultural. A universidade é a instituição onde o ensino, a pesquisa e
a extensão estão interligados; é espaço de produção, transmissão preservação do
conhecimento humano. O conhecimento humano produzido nas universidades
encontram-se registrados nas produções acadêmicas (dissertações e teses).
As dissertações e teses, resultados de projetos e pesquisas desenvolvidas no
mestrado e doutorados, são consideradas os produtos mais importantes da vida
acadêmica. Encontram-se na estratégia do preparo dos que vão atuar no meio
social, no esforço. Algumas dessas produções tem contribuição imediata e muitas
delas revolucionam a sociedade devido a importância e relevância do estudo. Muitas
dissertações e teses são usadas como fontes para a formação de mais um Mestre ou
de mais um Doutor. Por isso, todas devem ser registradas, tratadas, preservadas, e
disseminadas. Todas as dissertações e teses pertencem ao patrimônio público
científico e cultural. Toda universidade deve cumprir o dever de colocar o acervo de
teses e dissertações produzidas nos seus programas de pós-graduação, à
disposição da humanidade. Universalizar o conhecimento e democratizar o acesso à
informação.

�Colocar toda a produção acadêmica produzida em meio acadêmico à
disposição da humanidade é possível através das bibliotecas digitais. Disponibilizar
um conhecimento que se transformará em informação e que irá produzir novos
conhecimentos que, quando disponibilizado na biblioteca digital torna-se universal. A
biblioteca digital torna o conhecimento público e faz dele democrático, pois todos
devem acessá-lo.
As Bibliotecas Universitárias por estarem ligadas as Instituições de Ensino
Superior tem fundamental importância na implantação das bibliotecas digitais
encontram-se presentes e atuantes na vida acadêmica, como suporte no processo
de pesquisa e ensino. Estar presente na organização e implementação das
bibliotecas digitais é maneira que as bibliotecas universitárias têm de potencializar
sua importância no meio acadêmico. Contribuir na implantação daquelas que são as
bibliotecas do presente. Contribuir para o acesso universal do conhecimento e para a
transformação da sociedade. Participar da criação das bibliotecas digitais, para que o
bem restrito (o conhecimento) torne-se um bem comum (informação).

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mudanças, transformações, quebra de paradigmas e tecnologias da
informação são palavras que fazem parte do vocabulário dos profissionais que
selecionam, tratam, recuperam e disseminam a informação. Estamos perplexos
diante das inovações que as tecnologias impuseram e/ou propuseram as bibliotecas,
contribuindo muito para a qualidade de todos os serviços e produtos que as mesmas
oferecem.
A implantação das bibliotecas digitais sem dúvida veio contribuir para a
qualidade das bibliotecas universitárias. Através dela a comunidade acadêmica
passou a ter acesso aos diversos documentos produzidos pelos pesquisadores de
um determinada Instituição de Ensino Superior em tempo real.

�Logo uma das principais qualidades da biblioteca digital é o intercâmbio de
conhecimentos produzidos pela comunidade e democratizado para sociedade
(humanidade).
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR6022: Informação e
documentação – Artigo em publicação periódica científica impressa – Apresentação.
Rio de Janeiro, 2003. 5p.
______. NBR6023: Informação e documentação – Referências – Elaboração.
Rio de Janeiro, 2002. 24p.
______. NBR6028: Resumo – tipo informativo. Rio de Janeiro, 2003.
______. NBR10520: Informação e documentação – Citações em documentos –
Apresentação. Rio de Janeiro, 2002. 7p.
BASURTO, Lourdes Feria, SANTILLAN, Maria. Gregoria Carvajal, MEDINA, Marco
Antonio Jauregui. La biblioteca electronica en Colima-Mexico. Ci. Inf., maio 1997,
vol.26, n.2. Disponível: em: http://www.scielo.br. Acesso: em 25 maio 2004.
CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet : reflexões sobre a Internet, os negócios
e a sociedade. Rio de Janeiro : J. Zahar, 2003. 243 p.
CHAGAS, Joseane, ARRUDA, Susana Margaret de. Glossário de Biblioteconomia
e ciências afins. Santa Catarina: Editora Cidade Futura, 2002. 229p.
CUNHA, Murilo Bastos da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ci.Inf.,
Brasília, v.28, n.3, p.257 – 268, set./dez. 1999.
______. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em 2010. Ci. Inf.,
Brasília, v.29, n.1, jan./abr. 2000. Disponível: em: http://www.scielo.br. Acesso: em 25
maio 2002.

�GONÇALVES, Eliane Maria Severo et al. Informatização da informação: a
experiência do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul. Ci. Inf., Brasília, 1998, vol.27, n.1, p. Disponível: em: http://www.scielo.br.
Acesso: em 25 maio 2004.
GONÇALVES, Marcos André; FOX, Edward A. Technology and research in a global
Networked University Digital Library (NUDL) Technology and research in a global
Networked University Digital Library (NUDL). Ci. Inf., dec./ 2001, vol.30, n.3, p.13-23.
Disponível: em: http://www.scielo.br. Acesso: em 25 maio 2004.
GONZALEZ, Marco; POHLMANN FILHO, Omer; BORGES, Karen Selbach
Informação digital no ensino presencial e no ensino a distância. Ci. Inf., ago./ 2001,
vol.30, n.2, p.101-111. Disponível: em: http://www.scielo.br. Acesso: em 25 maio
2004.
LEINER, B. M. The Scope of the digital library, D-Lib Magazine, 1998.
http://www.dlib.org/metrics/public/papers/dig-lib-scope.html. Acesso em 07 jul.2004.
MACHADO, R.N. Biblioteca do futuro na percepção do profissional da informação.
Revista Transinformação, Campinas, v.11, n.3, p.215 – 222, set./dez. 1999.
MARCHIORI, Patrícia Zeni. "Ciberteca" ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ci. Inf., Brasília, v. 26, n. 2, p.115-124,
maio/ago. 1997. Disponível na Internet http://www.ibict.br/cionline/26297/index.htm.
Acesso em 23 jun.2003.
_____. O impacto da Internet nas bibliotecas brasileiras. Revista Transinformação,
Campinas,
v.
9,
n.
2,
maio/ago.
1997.
Disponível
na
Internet.
http://www.puccamp.br/~biblio/marcondes92.html. Acesso em 18 ago 2003.
MARCONDES, Carlos Henrique; SAYÃO, Luís Fernando. Documentos digitais e
novas formas de cooperação entre sistemas de informação em C&amp;T. Ci. Inf., set./
2002, vol.31, n.3, p.42-54. Disponível: em: http://www.scielo.br. Acesso: em 25 maio
2004.
______. Integração e interoperabilidade no acesso a recursos informacionais
eletrônicos em C&amp;T: a proposta da Biblioteca Digital Brasileira. Ci. Inf., Brasília, dez./

�2001, vol.30, n.3, p.24-33. Disponível: em: http://www.scielo.br. Acesso: em 25 maio
2004.
MAZZONI, Alberto Angel, et al. Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade em bibliotecas universitárias. Ci. Inf., Brasília, ago./ 2001, vol.30, n.2,
p.29-34. Disponível: em: http://www.scielo.br. Acesso: em 25 maio 2004.
OHIRA, Maria Lourdes Blatt, PRADO, Noêmia Schoffen. Bibliotecas virtuais e
digitais: análise de artigos de periódicos brasileiros (1995/2000) Ci.Inf., Brasília, v.
31, n. 1, p. 61-74, jan./abr. 2002. Disponível em: http://www.ibict.br/cionline/. Acesso
em 05 jul. 2004.
PACHECO, Roberto Carlos dos Santos; KERN, Vinícius Medina. Transparência e
gestão do conhecimento por meio de um banco de teses e dissertações: a
experiência do PPGEP/UFSC. Ci. Inf., dez./ 2001, vol.30, n.3, p.64-72. Disponível:
em: http://www.scielo.br. Acesso: em 25 maio 2004.
PEREIRA, Maria de Nazaré Freitas. Bibliotecas virtuais: realidade, possibilidade ou
alvo de sonho. Ci.Inf, Brasília, v.24, n.1, jan./abr.,1995. Disponível: em:
http://www.scielo.br. Acesso: em 25 maio 2002.
ROWLEY, Jennifer. A Biblioteca eletrônica. Trad. de Antonio Agenor Briquet de
Lemos. Brasilia: Briquet de Lemos/Livros, 2002, 399p.
TAKAHASHI, Tadao (Org.). Sociedade da Informação no Brasil : livro verde.
Brasília : Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000.

∗

Especializanda em Gestão da Informação e Inteligência Competitiva – UNESA, Rua do Bispo, 83 –
Rio Comprido, Biblioteca Setorial Rebouças (UNESA), Rio de Janeiro Brasil CEP 20261-060
almada@lamce.ufrj.br
∗∗
Especializanda em Organização do Conhecimento para a Recuperação da Informação – UNIRIO,
Endereços: Ilha do Fundão CT Bloco I2000/I214. LAMCE – Biblioteca Caixa Postal 68552, Rio de
Janeiro CEP: 21949-900 Brasil rutebrasil@zipmail.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54115">
                <text>As bibliotecas digitais como meio de universalização da informação no Sistema de Bibliotecas Universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54116">
                <text>Almada, Magda; Santos, Rute Brazil dos </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54117">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54118">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54119">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54121">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54122">
                <text>A Universidade é o alicerce para a produção de conhecimentos. É o grande laboratório onde se realizam projetos e pesquisas em Ciência &amp; Tecnologia, que objetivam o desenvolvimento da sociedade a nível social, econômico, político e cultural. As teses e dissertações, produção científica (resultado dos projetos e pesquisas) muitas vezes encontram-se disponibilizados somente aos pesquisadores de uma área específica do conhecimento humano. A partir dessa realidade, a proposta das bibliotecas digitais é a democratização do conhecimento e a niversalização da informação. Fazer com que o bem restrito torne-se o bem comum. A intenção deste estudo é demonstrar como as Bibliotecas Universitárias através das bibliotecas digitais podem facilitar o acesso ao conhecimento produzido nas Universidades, disseminando e democratizando a informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68418">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4917" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3986">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4917/SNBU2004_108.pdf</src>
        <authentication>39c97257bb017f62fd9c342e86993fc2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54168">
                    <text>ESTRATÉGIAS DE IMPLANTAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E
DISSERTAÇÕES NA UNIRIO
Márcia Valéria da Silva de Brito Costa∗
Isabel Arino Grau
Paulo Roberto Pereira dos Santos
Eugênio Leitão de Carvalho Decourt

RESUMO
Relata as ações e estratégias para criação da biblioteca digital de teses e
dissertações do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO visando a integrar o atual
Sistema de Recuperação da Informação das Bibliotecas da Universidade ao
projeto da Biblioteca Digital de teses e dissertações - BDTD coordenado pelo
IBICT. Tornando disponível tanto o acesso da produção de conhecimento gerada
nos cursos de pós-graduação na UNIRIO, bem como as Teses e Dissertações dos
docentes e técnicos administrativos da universidade defendidas em outras
instituições. Para tanto, duas ações distintas foram necessárias: 1) atualização de
base de dados do acervo retrospectivo (migrando os dados referenciais do
software MicroIsis versão DOS 3.17 para o padrão Marc 21– recuperando tanto as
informações referenciais como o texto completo, num banco de dados usando o
software CARIBE para tratamento e exportação de dados), nesta estratégia foi
utilizado o Bibliodata da FGV como critico dos dados exportados assim como
arquivo de segurança das informações tratadas. 2) a implantação e o uso da
metodologia do IBICT (distribuída no pacote TEDE), nos programas de pósgraduação da Universidade no processo de elaboração e publicação das novas
T&amp;D eletrônicas. A metodologia desenvolvida possibilitou a integração dos
metadados do catálogo retrospectivo de T &amp;D, com os novos metadados gerados
no programa TEDE e desta forma oferecer o acesso através de uma única
ferramenta de busca.
PALAVRAS-CHAVE : Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - BDTD, TEDE,
documentos eletrônicos.

1 TENDÊNCIAS DA COMUNIDADE CIENTÍFICA BRASILEIRA

O surgimento da Internet e das novas tecnologias de comunicação – TIC’S,
disponíveis na web, tem provocado profundas mudanças nos serviços de busca e
recuperação da informação, principalmente nas bibliotecas universitárias, no
mundo acadêmico e das publicações científicas.

�Neste contexto, surge a Biblioteca Digital Brasileira - BDB, coordenada
pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Seu
objetivo é contribuir para aumentar o acesso à produção científica e tecnológica,
favorecer o fluxo de informação oriunda do setor industrial e relevante para seu
desenvolvimento, assim como tornar de caráter público as manifestações
artísticas e culturais da sociedade brasileira. Nesse projeto, vários subprojetos
estão sendo desenvolvidos visando à criação de conteúdos em várias áreas do
conhecimento.
Como um dos subprodutos da BDB temos a Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações – BDTD. Esse projeto inclui novos procedimentos referentes à
construção, ao controle e à tramitação das T&amp;D dentro das instituições, e vem
sendo implantado pelo IBICT através de convênio1 em algumas Universidades
brasileiras que reúnem os pré-requisitos necessários para adotar o sistema.
Trata-se de uma proposta inovadora que possibilita não somente a
publicação de textos eletrônicos diretamente na rede, mas também o envio de
comentários e sugestões aos documentos eletrônicos disponíveis no repositório
virtual, diminuindo assim o custo de acesso e divulgação a esses documentos.
A biblioteca digital local de teses e dissertações funciona da mesma forma
que uma biblioteca digital de qualquer tipo de informação. É necessário combinar
um sistema de representação da informação altamente padronizado (os
metadados) com um sistema de armazenamento dos textos completos. Através
da web, os computadores se combinam no ato da pesquisa e fornecem ao
usuário uma resposta completa

1 O convênio inclui o fornecimento de programa (Sistema TEDE) e treinamento, ficando a
aquisição de equipamentos e manutenção da base de dados a cargo das Universidades com
compromisso de fornecer acesso na web 24h/7d.

�Base de arquivos
com o
conteúdo completo
dos trabalhos
Base de registros
bibliográficos
(metadados)

FIGURA 1 – Pesquisa numa Biblioteca Digital
Funcionamento de uma biblioteca digital:
a. O usuário faz a busca no sistema da biblioteca digital incluindo os parâmetros
desejados;
b. como resposta, retorna a referência do documento com o link da íntegra do
documento original em PDF.

Este trabalho identifica as principais questões que surgiram no momento de
implantação deste serviço na UNIRIO. Iniciamos com esclarecimentos básicos
sobre o tema e finalizamos com a política adotada para segurança dos dados.

2 ALGUMAS QUESTÕES SOBRE AS BIBLIOTECAS DIGITAIS
2.1 O QUE É A BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES
NACIONAL – BDTD OU ELETRONIC THESES &amp; DISSERTATIONS - ETD ?

�É um portal de pesquisa na web que integrará todas as instituições de
ensino e pesquisa que possuam produção de Teses e Dissertações. Nesse portal,
o usuário terá acesso às informações referenciais e ao texto completo dos
documentos (T&amp;D) que possuam versão digitalizada. Este projeto é uma iniciativa
do IBICT no sentido de integrar, de forma nacional e internacional, os diversos
sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas IES brasileiras. O
projeto de implantação de ETD’S deverá ser desenvolvido no âmbito de cada IES
com ampla participação da comunidade acadêmica (cursos de pós-graduação,
alunos, administração da universidade e biblioteca) visando à criação de um novo
serviço e produto da Universidade.

FIGURA 2 – Envolvimento da Universidade na implantação da ETD’S
Fonte: PAVANI, Ana. VII curso de dirigentes de projetos de bibliotecas digitais de teses e
dissertações. (CD-ROM)

Este novo produto e serviço será baseado no uso da tecnologia no sentido
de “proporcionar meios de tratar a informação desde sua criação (ou passagem
para o formato digital) até sua utilização pelo usuário final, contemplando todos os

�aspectos de armazenamento, distribuição, segurança, etc.”2 O produto final serão
arquivos de dados em pdf, html ou xml que conterão a íntegra das T&amp;D.

2.2 COMO FUNCIONA A BDTD?

Para que o portal nacional de acesso às T&amp;Ds funcione de forma integrada
é necessária a adoção de padrões de comunicação, tratamento e armazenamento
das informações. Para tanto, as IES terão que adotar: um padrão nacional de
metadados (MTD-BR), arquivos abertos do banco de dados que contenha os
registros (referenciais e texto completo das T&amp;D) que possibilitem a coleta de
dados, e infra-estrutura de informática para: 1) armazenar e acessar os
documentos eletrônicos; e 2) conexão permanente à internet para garantir o
acesso ao banco de dados e a coleta dos metadados que será realizada
periodicamente pelo IBICT.

2.3 O QUE SÃO METADADOS?

A expressão metadados surgiu no contexto de Identificação de Objetos
Digitais (DO’s) e são dados sobre dados ou informações sobre informações. Esta
designação surgiu na área de Tecnologia de Informação e Comunicação – TIC’S.
Os metadados são atributos de descrição dos DO’s que permitem que se
saiba o que são os objetos sem ter que os “abrir” (ler, visualizar, ouvir, processar,
simular, etc.). Portanto, são equivalentes aos atributos que descrevem as obras
em uma biblioteca, seja através de um catálogo de cartões (fichas) ou de um
catálogo automatizado. Os metadados estão, sempre, sob a forma digital.

2.4 O QUE SÃO ARQUIVOS ABERTOS E A OPEN ARCHIVES INITIATIVE?

2

PAVANI, Ana. VII curso de dirigentes de projetos de bibliotecas digitais de teses e dissertações.
(CD-ROM)

�A OAI é uma organização não-governamental cujo objetivo é resolver
problemas de interoperabilidade de bibliotecas digitais, de maneira simples e sem
custo, para permitir o acesso à informação, principalmente a de cunho acadêmico,
onde:
a) Open (abertos): significa abertura do ponto de vista da arquitetura do
sistema, ou seja, de como as máquinas se comunicam; não quer dizer uso
gratuito e indiscriminado (as máquinas podem se comunicar e chegar até
um conteúdo e constatar que ele tem um preço ou condição de uso); e,
b) Archives (arquivos): significa armazenamento de informação ou conteúdo
em um computador.

2.5 O QUE É PROTOCOLO DE COLHEITA DE METADADOS?

O Protocolo de Colheita de Metadados na Iniciativa de Arquivos Abertos
(OAI-PMH) apresenta um ambiente de interoperabilidade, independente dos
programas de computador usados, baseado na “colheita” (harvesting) ou coleta
de metadados. Onde:
a) P = Protocol = Protocolo = maneira convencionada de realizar uma tarefa
ou de relacionar entidades;
b) M = Metadata = Metadados = informação sobre a informação, em especial
no âmbito de DO’s;
c) H = Harvesting = Colheita = pode ser também recolhimento ou coleta ou
captura.
Assim, MPH é uma maneira convencionada de colher metadados entre
sistemas de forma automatizada3.
A coleta necessita de dois atores: provedores de dados (sistemas que
possibilitam a busca a seus dados através do Protocolo) e provedores de serviço
3

Se não fosse automatizada, seria inviável frente ao número de repositórios de informação que
existem na Internet e volumes de conteúdos que abrigam! PAVANI, idem

�(sistemas que recolhem os dados dos outros e constroem bases integradas com
maiores facilidades de acesso ao público, agregando valor ao processo). Alguns
sistemas podem ser provedores de serviço em uma situação, ou seja, coletam
dados de provedores de dados, e provedores de dados em outra situação, ou
seja, deixam que os dados por eles coletados e armazenados sejam coletados
por outros provedores de serviço. Isto é o que ocorrerá no processo de coleta do
IBICT nas IES no Brasil e da Virginia Tech nos EUA.

2.6 COMO ACESSAR?

O acesso ao serviço será feito de duas formas. A primeira pelo portal da
BDTB – Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, que é hospedado pelo IBICT
http://www.ibict.br . E a segunda pela própria página do Sistema de Bibliotecas da
UNIRIO http://www.unirio.br. O acesso no site do IBICT apontará para os
computadores da universidade. Portanto, este é o motivo da manutenção, por
parte da UNIRIO, do acesso ao banco de dados 24h/7d (vinte e quatro horas por
dia, sete dias por semana).

3 AS VANTAGENS DE UMA BIBLIOTECA DIGITAL DE T&amp;D

Os benefícios de um Projeto de ETD – Teses e Dissertações Eletrônicas
poderão ser compartilhados em vários segmentos da comunidade acadêmica
local, assim como pela sociedade brasileira no todo. Visando a uma melhor
definição dos benefícios para cada segmento, dividimos em 4 as áreas de
beneficiários:
3.1 Universidade: o uso de teses e dissertações eletrônicas (T&amp;D) aumenta o
alcance dos resultados dos programas de pós-graduação; permite avaliar os
programas de pós-graduação pelo número de T&amp;D desenvolvidas e pelo número
de vezes em que estas são acessadas; aumenta o índice de citação; documenta,
em formato eletrônico, uma parte da história da universidade; apresenta uma

�forma alternativa de publicar o que já é publicado em papel; aumenta a
visibilidade da instituição.
3.2 Alunos e professores: reduz o custo e o tempo de pesquisa; facilita a revisão
bibliográfica; reduz o custo de produção da informação para os alunos, já que
permite diminuir o número de cópias fornecidas em papel.
3.3 Bibliotecas: permite acesso mais simples e rápido à informação ao concentrar
os conteúdos antes dispersos; reduz o espaço de armazenamento em relação
aos exemplares em papel; permite o compartilhamento da produção intelectual e
ajuda a coibir o plágio; cria a cultura das publicações digitais; permite que as
bibliotecas aperfeiçoem os serviços tradicionais de divulgação e estatística, entre
outros; oferece recursos para apoio a projetos de educação à distância; permite a
busca e o acesso de qualquer lugar e a qualquer momento; permite o acesso
simultâneo aos documentos; ajuda a preservar os originais.
3.4 Regionais e nacionais: aumenta a velocidade da circulação da informação;
serve de apoio à pesquisa no país; ajuda a mapear e difundir a produção
intelectual nacional e seus grupos de pesquisa; permite que as universidades
compartilhem conhecimento em bibliotecas digitais; a divulgação de T&amp;D de boa
qualidade fortalece os programas de pós-graduação, o corpo docente e as
universidades; permite que os resultados se tornem conhecidos nacional e
internacionalmente, fazendo com que os recursos públicos fornecidos à pósgraduação retornem ao público através de um maior acesso aos resultados das
pesquisas.

4 A BDTD NA UNIRIO
A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) é uma
Fundação de Direito Público integrante do Sistema Federal de Ensino Superior.
Tendo iniciado seu programa de Pós-graduação em 1984 atualmente dispõe de
seis programas de ensino de pós-graduação: Enfermagem (mestrado), Memória
Social e Documento (mestrado), Teatro (mestrado e doutorado) e Música
(mestrado e doutorado). Esses em funcionamento com produção de T&amp;D. Dois
programas iniciando suas atividades: Educação (mestrado) e Neurologia

�(mestrado), com previsão de crescimento para mais dois novos programas de
mestrado em Direito e em Museologia e Patrimônio.
Atualmente a Biblioteca Central da UNIRIO, órgão responsável pelo
armazenamento e processamento das Teses e Dissertações, encontra-se em
fase de atualização de seu catálogo eletrônico desenvolvido inicialmente in house
(1997) em MicroIsis para uma versão no software CARIBE. Este programa, que
utiliza o padrão internacional de intercâmbio (MARC), é o atual gerenciador dos
serviços de acesso à informação das bibliotecas da UNIRIO.
O objetivo principal é criar uma biblioteca digital para disponibilizar, através
da web, os textos completos das T&amp;D produzidas nos programas de pósgraduação da Universidade. Para tanto, pretende-se adotar a metodologia do
IBICT no processo de elaboração e acompanhamento de Teses e Dissertações
Eletrônicas. Isto requer a criação de uma infra-estrutura para sustentar os novos
serviços de produção e acesso à informação digitalizada, otimizar o uso dos
recursos disponíveis de informação nas bibliotecas da instituição, e integrar o
portal nacional e internacional de T&amp;D com a produção acadêmica da UNIRIO,
tanto a digital quanto a retrospectiva.
O Sistema de Bibliotecas pretende também enviar os metadados para o
Bibliodata. Além de ser uma alternativa para a segurança dos dados, conforme
será explicado mais adiante, esta solução também funciona como excelente
sistema de crítica da catalogação, uma vez que a FGV só aceita os dados que
estiverem de acordo com o padrão bibliográfico estabelecido. Isto é possível
mesmo considerando que há dados no sistema TEDE que não estão presentes
no formato para este tipo de material desenvolvido pelo Bibliodata. Assim como
também existem dados no Bibliodata que não estão presentes no MTD-BR. Estes
dados são complementares e possibilitam agregar valor à pesquisa e à geração
de produtos e serviços. Por exemplo, no caso da autoria, o TEDE permite
informar nome, forma pela qual a pessoa quer ser citada, endereço eletrônico
(plataforma Lattes), CPF, afiliação (instituição, sigla, país, UF, CNPJ e endereço
eletrônico). Já sobre o contribuidor, designado no Bibliodata por orientador ou coorientador, pode-se informar nome, forma pela qual a pessoa quer ser citada,

�papel desempenhado no trabalho, endereço eletrônico (plataforma Lattes), CPF,
afiliação (instituição, sigla, país, UF, CNPJ e endereço eletrônico ). O TEDE
também permite a inclusão de informações sobre a agência de fomento do
trabalho, sobre bolsas, sobre direitos (condições de distribuição, reprodução e
utilização da T&amp;D), dados que não constam do Bibliodata.

4.1 AÇÕES PARA TRATAMENTO DO ACERVO
4.1.1 Retrospectivo
O quantitativo de T&amp;D referente ao acervo retrospectivo
stricto sensu

da produção

é da ordem de 1.100 documentos existentes nas Bibliotecas

Setoriais e Central do Sistema. Atualmente, o catálogo eletrônico dessa
documentação só permite acesso aos dados referenciais de forma simplificada,
sendo necessário a implementação de padrões internacionais de intercâmbio de
dados, assim como implantar o recurso do texto completo.
Esse novo formato possibilitará a complementação dos registros
cadastrados anteriormente de forma simplificada, transformando o catálogo de
obras retrospectivas (T&amp;D) em uma base de dados com todos os metadados
necessários para o intercâmbio bibliográfico e incluindo o texto completo. Esta
base de dados não terá a obrigatoriedade de adotar os open archives.
Esses documentos, que em sua maioria encontram-se processados
(registros referenciais), podem ser recuperados num catálogo eletrônico
conhecido como base TCC. Esse catálogo original foi convertido para uma versão
no formato internacional de intercâmbio bibliográfico (metadados) no padrão
MARC. Esta conversão nos obrigou a rever todo o processo de catalogação, que
ocorrerá de forma descentralizada e padronizada nas bibliotecas setoriais. Para
tanto, estamos realizando os seguintes ajustes:
a) corrigir registro a registro distribuindo as informações dos subcampos
(utilizados no programa anterior) nos novos parágrafos;

�b) completar os dados faltantes e digitar novos parágrafos (520, 650, 700,
710);
c) iniciar processo de captura dos textos completos digitalizados que já
possuam registro referencial na base de dados para implementar o
parágrafo 856;
d) criar projeto para digitalizar 800 T&amp;D produzidas no âmbito dos
programas de pós-graduação stricto sensu da UNIRIO (texto completo)
que só possuímos no formato papel;
e) criar projeto para digitalizar 300 dissertações e teses de docentes e
técnicos-administrativos

que

defenderam

suas

T&amp;D

em

outros

programas de pós-graduação e queiram disponibilizar seus trabalhos de
forma digital na rede da UNIRIO;
f) no âmbito do processamento técnico será necessário disponibilizar para
as bibliotecas setoriais o acesso às listas de autoridade e de assuntos
da F.G.V. para representar os assuntos de forma padronizada;
g) implantar rotinas de exportação de dados para o Departamento de
Processamento Documental da BC e posterior envio à F.G.V.

4.1.2 Digital
Com a adoção do Sistema TEDE para registrar as T&amp;D desenvolvidas em
meio digital será necessário desenvolver uma interface que combine os dois
sistemas, CARIBE e TEDE, para compatibilizar a consulta, que deverá ocorrer
nos dois sistemas sem que o usuário perceba. O Sistema TEDE trabalhará com
open archives, o que possibilitará o processo de harvesting.
Para implantação do Sistema TEDE nas universidades, o IBICT fornece um
pacote onde está incluída uma sugestão de metodologia para implantação. Esta
metodologia inclui: formação de equipes, implantação do projeto piloto,
implantação do sistema. Seguindo as recomendações, a instituição receptora
deverá criar dois grupos de trabalho:

�a) um Comitê Gestor - CG para a definição de estratégia de implantação
do pacote na universidade; e
b) uma equipe técnica que se responsabilizará pela operação do pacote e
treinamento local.
O comitê gestor tem como objetivo estratégico a difusão e o planejamento
do projeto e acompanhamento do seu desenvolvimento no âmbito da UNIRIO, e
deve contar com representantes da pós-graduação, bibliotecas, do CPD e demais
profissionais

envolvidos

diretamente

na

implementação

do

sistema

na

Universidade.
A equipe técnica irá implantar efetivamente o pacote da TEDE nos
programas de pós-graduação da universidade. Os membros da equipe técnica
deverão ser treinados no uso do pacote completo do Sistema TEDE (módulos
autor, pós-graduação, biblioteca, busca e administração) para auxiliar a
comunidade acadêmica no uso do sistema e para utilização no dia a dia da pósgraduação.
A produção digital das T&amp;D passa por um processo de publicação direta na
rede, em que o autor e a pós-graduação assumem papel central, ficando a
biblioteca com o papel de divulgação do trabalho. Este processo parece ser
irreversível, uma vez que estabelece novas formas de socialização da informação
e de relacionamento entre os atores envolvidos no processo. Outra nova função
das bibliotecas que exige uma participação em conjunto com a comunidade
universitária é a criação de uma política de segurança para a informação. Este
será o tema do próximo item do trabalho.

5 POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A Política de Segurança é um conjunto de ações que compõe o processo
de segurança da informação, quer esta se encontre no ambiente computacional,
quer no ambiente convencional. Ela deverá definir de forma bem clara, através de

�documentação legal, o papel e a responsabilidade de cada membro envolvido na
construção e no uso da BDTD local.
Esta política envolve aspectos humanos, organizacionais e técnicos. Em
relação aos dois primeiros, é fundamental que ela seja amplamente divulgada. Já
os aspectos técnicos, segundo Pavani, se dividem em:
a) Segurança física: engloba ações e produtos que protegem a integridade
física

dos

computadores

e

equipamentos

periféricos

(sinistros,

vandalismo, sabotagem etc.); e
b) Segurança lógica: engloba ações e produtos que protegem as
informações contra atos executados (através de computadores e/ou
redes) diretamente sobre a informação digital. Neste item podemos incluir
normas para backups, controle de acesso e atualização tecnológica.
Questões de segurança também precisam ser previstas para aplicação de
elementos nos próprios documentos. Isto pode ser feito no momento da geração
da T&amp;D, utilizando-se desde os métodos mais simples, como a inclusão de marca
d’ água (visível ou não), até os mais complexos, como a variação de pixels. Podese também adotar medidas de segurança que atuam quando o documento é
distribuído, como a criptografia. Estas questões estão sendo discutidas no âmbito
da comunidade acadêmica.
No que diz respeito às rotinas das bibliotecas, a definição de uma política
de segurança da informação precisa ser pensada em função da estrutura da
biblioteca digital. A existência de uma base de dados com metadados e de outra
com os textos completos possibilita uma enorme variedade de alternativas.
Garantir a integridade do texto completo e o acesso às informações bibliográficas,
levando em consideração a atualização da tecnologia e as medidas preventivas
contra ataques de vírus e hackers, é prioritário para garantir a longevidade do
serviço e sua credibilidade.
No caso do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO, a política de segurança das
informações tratadas (dados bibliográficos ou metadados) foi definida no

�momento em que se optou pelo trabalho cooperativo da Rede Bibliodata, em
1987. No inicio, apenas o formato em papel era visível na forma de fichas, porém
o backup digital era mantido nos computadores da FGV em um formato que
garantiria o uso dos dados no futuro.
Essa opção mostrou-se acertada no momento em que surgiram os
primeiros programas gerenciadores de serviços de bibliotecas, entre eles o
MicroIsis. O uso dos registros armazenados na FGV possibilitou a criação dos
catálogos individuais de várias bibliotecas. Foram estes dados que, dez anos
após o inicio dos serviços de informatização, foram convertidos para o atual
programa gerenciador dos serviços das bibliotecas da UNIRIO. O uso dos dados
do Bibliodata no sistema CARIBE possibilitou a criação e manutenção de nossos
catálogos informatizados, tanto o local quanto o disponível via web.
A política de utilizar mais de um repositório de dados na web é confiável e
recomendada por especialistas. Em todos os aspectos do armazenamento dos
dados processados pelas bibliotecas da universidade, esta política tem se
mostrado acertada. Porém, essa opção não invalida nenhuma solução de
backups na própria instituição. Neste sentido, optamos por criar um mecanismo
que possibilite, após criar e publicar4 as T&amp;D no sistema TEDE, migrar os dados
para o programa CARIBE, complementá-los no padrão de catalogação adotado
no Sistema de Bibliotecas da UNIRIO e enviá-los para o Bibliodata.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
À medida em que o Comitê Gestor for dando prosseguimento a suas
atividades, os caminhos da BDTD na UNIRIO serão consolidados de acordo com
os recursos oferecidos pela universidade e a metodologia sugerida pelo IBICT.
Mas já foi possível determinar que é fundamental a conscientização e a
cooperação entre os setores responsáveis, assim como os esforços prévios de
padronização de entrada de dados do Sistema de Bibliotecas e de determinação
4

A publicação no sistema TEDE implica na disponibilização dos dados para o processo de
havesting por parte do IBICT.

�de uma política de segurança de dados envolvendo as três instâncias. Também
podemos afirmar, a partir de nossa experiência inicial e do andamento dos
trabalhos em outras instituições, que a BDTD é um sistema importante e válido e
que certamente cumprirá o que se propõe, já que a integração entre sistemas de
informação aumenta exponencialmente o acesso à produção científica mundial
com reflexos imediatos no aumento da qualidade da produção acadêmica
nacional e o conseqüente desenvolvimento do país.
REFERÊNCIAS
Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica - IBICT. Projeto
Biblioteca Digital brasileira. Apresentação BDB. Disponível em &lt;
http://www.ibict.br/secao.php?cat=BDB&gt; acesso em: abril 2004.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero. Ações para a construção de uma Biblioteca
Virtual : relato de experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.
(Versão adaptada de trabalho em publicação na Ciência da Informação, v. 26, n.
1, 1997.)
MARCONDES, Carlos Henrique e SAYAO, Luís Fernando. Integração e
interoperabilidade no acesso a recursos informacionais eletrônicos em C&amp;T: a
proposta da Biblioteca Digital Brasileira. Ci. Inf. [online]. set./dez. 2001, vol.30,
no.3 [citado 14 Julho 2004], p.24-33. Disponível na World Wide Web:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652001000300004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0100-1965.
_______________.Publicações eletrônicas e as mudanças na comunicação
acadêmica. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 20., 2002. Fortaleza. Anais...
Fortaleza : UFC, 2002. (1 CD- Rom).
PAVANI, Ana. VII curso de dirigentes de projetos de bibliotecas digitais de teses e
dissertações. Rio de Janeiro, UNESCO/FBN/CRB7. 2003 (1CD-ROM).
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Sistema de
Bibliotecas. Instruções para preenchimento da planilha MARC/CARIBE/TCC. Rio
de Janeiro, 2003.

�∗

Bibliotecária, Chefe da Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Humanas e Sociais da
UNIRIOmarciavc@unirio.br
Bibliotecária, Chefe da Biblioteca Setorial do Centro de Letras e Artes da UNIRIO
isagrau@unirio.br
Diretor do Centro de Processamento de Dados da UNIRIOprpsantos@unirio.br
Professor Adjunto do Departamento
UNIRIOedecourt@click21.com.br

de

Tecnologias

da

Informação

da

EB

da

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54142">
                <text>Estratégias de implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações na UNIRIO.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54143">
                <text>Costa, Márcia Valéria da Silva de Brito; Grau, Isabel Arino; Santos, Paulo Roberto Pereira dos; Decourt, Eugênio Leitão de Carvalho </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54144">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54145">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54146">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54148">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54149">
                <text>Relata as ações e estratégias para criação da biblioteca digital de teses e dissertações do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO visando a integrar o atual Sistema de Recuperação da Informação das Bibliotecas da Universidade ao projeto da Biblioteca Digital de teses e dissertações - BDTD coordenado pelo IBICT. Tornando disponível tanto o acesso da produção de conhecimento gerada nos cursos de pós-graduação na UNIRIO, bem como as Teses e Dissertações dos docentes e técnicos administrativos da universidade defendidas em outras instituições. Para tanto, duas ações distintas foram necessárias: 1) atualização de base de dados do acervo retrospectivo (migrando os dados referenciais do software MicroIsis versão DOS 3.17 para o padrão Marc 21– recuperando tanto as informações referenciais como o texto completo, num banco de dados usando o oftware CARIBE para tratamento e exportação de dados), nesta estratégia foi utilizado o Bibliodata da FGV como critico dos dados exportados assim como arquivo de segurança das informações tratadas. 2) a implantação e o uso da metodologia do IBICT (distribuída no pacote TEDE), nos programas de pós-graduação da Universidade no processo de elaboração e publicação das novas T&amp;D eletrônicas. A metodologia desenvolvida possibilitou a integração dos metadados do catálogo retrospectivo de T &amp;D, com os novos metadados gerados no programa TEDE e desta forma oferecer o acesso através de uma única ferramenta de busca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68421">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4920" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3989">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4920/SNBU2004_109.pdf</src>
        <authentication>3a74cef911f35c755e69fae9e83a8a98</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54195">
                    <text>ACESSO E USO DE FONTES DE INFORMAÇÃO ON-LINE NO AMBIENTE DE
ENSINO E PESQUISA
Margarida Maria de Oliveira Reis∗
Ursula Blattmann∗∗
Valéria Reis∗∗∗

RESUMO
A importância do acesso e uso de fontes de informação on-line no contexto do
ambiente de aprendizagem. Aborda conceitos, características, e tipos das fontes
de informação on-line. Contextualiza a importância de ações de alfabetização e do
letramento (information literacy) por parte dos bibliotecários como competências e
habilidades indispensáveis para o exercício da prática profissional na sociedade
do conhecimento. Focaliza a utilização das novas tecnologias da informação e
comunicação como instrumentos relevantes no acesso e uso de fontes de
informação auxiliando diretamente na melhoria da qualidade do processo de
aprendizagem. Apresenta questões referentes em como efetuar ações leitoras no
mundo digital; quais as características da seleção da oferta de produtos e serviços
on-line para auxiliar na alfabetização, letramento e minimizar os impactos da
divisão digital; por que o bibliotecário necessita estar presente na tomada de
decisões e no estabelecimento das políticas de acesso e de uso de fontes de
informação on-line. Enfatiza a importância de conhecer políticas públicas de
acesso e do uso das fontes de informação on-line. Aponta novas formas de
atuação dos bibliotecários na elaboração, análise, tratamento, disseminação,
recuperação e treinamento de conteúdos e das fontes de informação on-line.
PALAVRAS-CHAVE: Acesso e uso da informação on-line. Fontes de informação
on-line. Letramento. Ações leitoras.

1 INTRODUÇÃO
O acesso à informação tem alterado as maneiras das pessoas usarem
bibliotecas, esta mudança esta centrada no uso de fontes eletrônicas on-line. Isso
significa que desde o surgimento da interface mais amigável da informação
eletrônica em rede de computadores, muitas bibliotecas têm procurado atender
seus usuários de maneiras diferenciadas e estes estão deixando de usar a
biblioteca física e usando o acesso remoto às fontes de informação on-line.

�A preocupação dos bibliotecários está em como, onde, quando, qual tipo e
porque ofertar serviços e produtos on-line em atividades de ensino e pesquisa.
Definir quais equipamentos, disponibilizar computadores e estabelecer a conexão
com a web; gerenciar licenças de software e de acesso, além de ofertar
treinamento aos usuários para uso dos recursos das bibliotecas, com o intuito de
facilitar o acesso de bases de dados que disponibilizam por sua vez mais recursos
na integra - não só publicações periódicas como artigos de periódicos técnicos e
científicos, ampliando o acesso aos livros eletrônicos, as teses e dissertações, e
até mesmo a fontes de referência dicionários, enciclopédias, tesauros, bases de
dados entre outras fontes informacionais on-line.
Fontes básicas do cotidiano profissional do bibliotecário estão ao alcance
do clicar como o International Standard Book Number - ISBN - http://www.isbninternational.org/ . Agência internacional, oferece possibilidades de interação nos
idiomas inglês, espanhol e francês. Esse número internacional padronizado para
livros, adotado em 159 países. Usado em bibliotecas para aquisição de obras,
recuperação de informações, gerar estatísticas, padronização no depósito legal,
catálogos cooperativos entre outros. Também o Internacional Standard Serial
Numbering - ISSN - http://www.issn.org:8080/pub/ , com presença em 77 países,
indica dados estatísticos, por exemplo o cadastrado até 2003 reporta 1.125.507
registros, dentre os quais constata-se que o Brasil, possui cadastrados 10.001
publicações,
verificar

http://www.issn.org:8080/English/pub/tools/statistics.
determinado

número

do

Possibilita
ISSN:

http://www.issn.org:8080/English/pub/faqs/issn/issnchecking . No Brasil, a Rede
Bibliodata

da

Fundação

Getúlio

Vargas

-

http://www2.fgv.br/bibliodata/

,

disponibiliza em seu site produtos, serviços e informações de cursos, links,
atualizações na área e até indicação de eventos. Possibilita a consulta direta
http://www2.fgv.br/bibliodata/indexmodelo.asp?modelo=consultabase.asp . Basta
o cadastramento. Além de conhecer os recursos disponíveis é preciso saber
analisar e interpretar as informações para a tomada de decisões no cotidiano.

�Muitos são os impactos causados na maneira de administrar acervos e
estabelecer políticas desde o acesso as coleções, os credenciamentos para
acesso remoto até mesmo a organização da informação eletrônica para facilitar
aos usuários os recursos eletrônicos disponíveis .
Concorda-se com Plutchak (2004) que as mudanças tem alterado a
maneira de realizar o trabalho, provocam mudanças nas expectativas, no
desenvolvimento de novos métodos e nas maneiras dos relacionamentos – esses
elementos são dependentes , não em tecnologias, mas na habilidade das pessoas
em aprender como incorporar essas mudanças tecnológicas em seu modo de
trabalhar e viver na sociedade .
A importância do acesso e uso de fontes de informação on-line no contexto
do ambiente de aprendizagem apresenta novas formas de atuação aos
administradores de bibliotecas. O objetivo deste artigo é de provocar uma reflexão
sobre como a utilização intensiva das novas tecnologias da informação e
comunicação, vistas como instrumentos relevantes no acesso e uso de fontes de
informação, tem auxiliando diretamente na melhoria da qualidade do processo de
aprendizagem.
O bibliotecário precisa saber interagir satisfatoriamente no mundo Web, em
efetuar ações leitoras no mundo digital; entender quais as características da
seleção da oferta de produtos e serviços on-line para auxiliar na alfabetização,
letramento e minimizar os impactos da divisão digital. Pois o bibliotecário
necessita estar presente na tomada de decisões e no estabelecimento das
políticas de acesso e de uso de fontes de informação on-line.

2 FONTES DE INFORMAÇÃO ON-LINE
As bibliotecas têm alterado seus objetivos, ao longo do tempo, de guardiões
do conhecimento para espaços multiplicadores do acesso e dinamizadores do uso

�da informação. Tornando-se fundamentais no acesso, na recepção e geração do
conhecimento.
As fontes de informação on-line se caracterizam por serem eletrônicas,
disponíveis e acessíveis pelo uso da rede de computadores e não ocuparem
literalmente espaços físicos. Possibilitam flexibilidade e rapidez na interação pelos
mecanismos de busca e na apresentação das respostas, muitas com o formato de
referencia (para facilitar a citação do documento) e o mais importante na tela de
quem faz o uso da informação.
O bibliotecário acompanha as novas dimensões do acervo para tornar a
coleção acessível. Estes acervos são representados na quantidade de arquivos
digitais em bases de dados (quais são referenciais ou texto na íntegra – quantos
títulos de periódicos, numéricas, etc ), seu tamanho em bytes, estrutura (formatos
de interoperabilidade), localização (em milésimos de segundos oriunda da
velocidade de transmissão de dados) e os resultados (acessíveis em formatos
eletrônicos).
Para compreender esta evolução serão apresentados a seguir alguns
conceitos, características e as novas designações para dinamizar o espaço da
informação digital.
2.1 FONTES DE INFORMAÇÃO DIGITAIS
As tradicionais fontes de informação tem evoluído para o formato eletrônico
e apresentam uma diversidade de formatos no suporte (papel, vídeo, microfilme,
CD-ROM, DVD ou on-line) e nos diferentes tipos de documentos (livros, revistas,
teses, mapas, manuais, etc.).
Para Rowley (2002, p. 107) “arquivo é uma coleção de registros
similares,com relações definidas entre si. Registro é a informação contida na base
de dados e que diz respeito a um documento.“ As bases de dados de referencias
e de fontes remetem ou encaminham o usuário a outra fonte, como um

�documento, uma pessoa jurídica ou física, para que obtenha informações
adicionais, ou o texto completo de determinado documento.
Enquanto as bases de dados de textos na íntegra (full-text), contêm os
arquivos de dados originais e constituem um tipo de documento eletrônico, em
diferentes formatos (txt, html, pdf, doc, etc.). Para o usuário que tem acesso a
rede de computadores e conexão para este tipo de bases de dados de textos na
integra geralmente facilita o acesso, o uso e a disseminação. Certamente o
mecanismo precisa ter um sistema de busca para a recuperação confiável, veloz e
prático, caso contrário começam as dificuldades ao usuário da informação dos
arquivos eletrônicos on-line.
Estes dados precisam estar compatíveis em formato legível pelas
ferramentas de navegação e muitas vezes o usuário prefere mesmo o formato
impresso. Quando se libera arquivos de textos na íntegra na Internet são
necessárias considerações quanto a usabilidade e aplicar os critérios de avaliação
e elaboração de fontes de informação eletrônica on-line, caso contrário os
respectivos arquivos perdem a autenticidade, credibilidade, relevância entre outros
conforme expõem Lopes ( 2004).
É preciso saber diferenciar os tipos de fontes (primárias, secundárias e
terciárias), conhecer as bases de dados existentes e compreender as mudanças
que ocorrem quando são implementados bases de dados on-line nas bibliotecas
(GROOTE; DORSCH, 2003). Recomenda-se aplicar critérios na avaliação dessas
fontes de informação on-line como mostram os trabalhos de Cendón (2001, 2002,
2003) ou no caso de Oliveira (2004) quando menciona ser fundamental a definição
das necessidades informacionais bem como especificar quando e em que formato
a informação deverá ser disponibilizada.
Saber como interagir fontes de informação é uma preocupação básica para
garantir o acesso e o uso da informação crucial para desencadear o processo de
aprendizagem e de inovação.

�O bibliotecário terá um papel fundamental, conforme salienta Rowley (2002,
p. 164), no “gerenciamento e coordenação dos mecanismos destinados a manter
informada a equipe comercial sobre as mudanças no mercado, além de assumir
responsabilidade

por

uma

análise

mais

ampla

do

ambiente;

projeto,

implementação e, quando necessário, monitoramento e atualização de sistemas
de informação, bem como a atualização, na tomada de decisões adequadas, da
informação disponível em sistemas de informação.”
Lidar com os recursos informacionais e com as pessoas torna-se
fundamental. Mudanças profundas estão acontecendo na biblioteconomia, entre
as quais está a transição das fontes tradicionais para o formato digital. Será
necessário conhecer quais os recursos disponíveis, suas potencialidades,
vantagens, limitações, custos X benefícios para atender as necessidades das
pessoas.
É preciso entender a relação que se estabelece quando a interação digital
começa acontecer somente por telas em páginas interativas na Web, e-mail, por
senhas de acesso, ou quando muito por um telefonema. Será que as bibliotecas
estão preparadas para dar atendimento diferenciado e qualitativo?
O bibliotecário continua a organizar e administrar a biblioteca, mas de uma
maneira diferenciada, pois são alteradas as políticas de controle e uso dos
recursos e serviços informacionais. No começo as atividades estavam centradas
em disponibilizar catálogos, bases de dados on-line, reservas de equipamentos,
solicitação de levantamentos bibliográficos , mas aos poucos essa relação se
altera. O bibliotecário migra suas atividades para desenvolver conteúdos, trabalhar
em equipes na interface do acesso a plataformas, enfim, uma multiplicidade de
novas atividades e respectivas tarefas fazem parte do cotidiano profissional.
Algumas atividades são desdobradas, principalmente quando o bibliotecário
atua como educador. Nesse caso, podem ser oferecidas visitas presenciais e
virtuais, orientações na elaboração de trabalhos técnicos e científicos, auxiliar na
aplicação de padrões de editoração. Envolvidos até com as viabilidades de

�formatos, dimensionamento do espaço digital, interfaces gráficas, tudo para
facilitar o acesso e estimular o uso da informação seja digital ou nos formatos
impresso, em vídeo, em mapas entre outros.
Torna-se

fundamental

analisar

requisitos

estratégicos,

táticos

e

operacionais, estabelecer princípios para acessibilidade e segurança da
informação. São necessários serviços previamente organizados para servir a
comunidade virtual. Conhecer o contexto organizacional para saber onde atua e a
quem serve para depois sistematizar serviços e produtos informacionais eficientes.
2.2 AÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

O processo de alfabetização e de letramento envolvem dimensões da
leitura e da escrita, são fundamentais na sociedade do conhecimento. Na escola
são passados os primeiros passos do conhecimento do alfabeto, da leitura, da
escrita e a importância dos mesmos para o ser humano poder conviver com seus
semelhantes.
As bibliotecas precisam colaborar para melhorar a qualidade no processo
de aprendizagem e desenvolvimento da humanidade. A evolução do processo de
alfabetização consiste no letramento, conhecido internacionalmente como
information literacy. O letramento significa dar continuidade ao processo de
alfabetização e incorporar as funcionalidades para sobreviver na sociedade
moderna.
A importância de ações leitoras em ofertar livros, revistas, vídeos, mapas
em ambiente agradável e prazeroso para dar apoio (suporte) as atividades de
aprendizagem de conteúdos ou para satisfazer as necessidades informacionais,
de lazer e técnicas e cientificas.
Ao planejar as mudanças é necessário considerar o que, quais, como e por
que os recursos como os equipamentos, softwares, senhas e licenciamentos
serão utilizados. Quais as habilidades especificas no manuseio do conteúdo? Se

�existem interfaces de estruturas de buscas para efetuar a pesquisa, desvendar
como são apresentados os resultados, identificar as possibilidades de salvar,
imprimir ou até mesmo como enviá-los por e-mail.
Essas atividades para muitos já estão integradas ao cotidiano, para outros é
uma novidade, ou até mesmo assustador. No caso de estar incorporado nas
atividades e tarefas do cotidiano, geralmente o bibliotecário passa a exercer outro
papel - o de educador de multimídias, em ser o agente facilitador de processos
tecnológicos. Ensina o manusear do teclado, da interação pelas páginas de
hipermídia pelo mouse, do selecionar - recortar e colar , em auxiliar na busca
estabelecendo estratégias conforme cada recurso informacional, enfim o zapear a
informação dinamiza o acervo e seu uso. Mas para isso acontecer, houve
conquistas árduas internas na organização, desde o planejamento de recursos
técnicos, apoio financeiro e logístico, a quebra de rotinas e a se inserir em uma
nova forma de pensar, ver e agir em relação aos usuários e a suas necessidades
de informação e estabelecimento de políticas internas e externas até finalmente
liberar o equipamento pronto ao uso do leitor. (BLATTMANN; FRAGOSO, 2003)
Os ambientes das bibliotecas tradicionais transitam para bibliotecas
transformadas em pontes da divisão digital, para minimizar o distanciamento
existente entre os info-pobres e os info-ricos .
Rowley (2002, p. 17 ) alerta sobre o temor existente quanto ao “valor da
informação obtenha reconhecimento mais amplo e o acesso a ela se torne mais
imediato, segmentos inteiros da sociedade ver-se-ão privados dela. Isso talvez
nos faça retroceder ao conceito original de biblioteca pública, ou, nesse caso,
biblioteca pública eletrônica!”
Precisam ser criadas condições ideais e reais para , com muito cuidado ,
evitar que políticas públicas ou projetos idealizados em gabinetes, longe de serem
práticos e viáveis, sejam apenas mais um discurso. São necessárias ações
voltadas a minimizar o problema da falta de infra-estrutura tecnológica e a encurtar
o espaço entre as diferentes classes. Possibilitar o acesso aos produtos e serviços

�on-line vai desde dispor de um computador para muitas vezes a simples leitura de
arquivo, em ver uma mensagem ou até mesmo a inscrição em concursos públicos.
A realidade de um país de dimensão continental como o Brasil é rica na
diversidade e nos contrastes, longe dos grandes centros existem muitas
dificuldades de acesso físico e digital. As diferenças são perceptíveis nas
Universidades Federais, que lutam para sobreviver as crises financeiras, as
políticas orçamentárias, e certos recursos e privilégios destinados as grandes
Universidades o que faz com o gap cresça, as vezes se tornando quase
intransponível.

Um

destes

casos

é

o

Portal

de

Periódicos

Capes

–

www.periodicos.capes.gov.br , implantado em 2000, oferece acesso a mais de 70
bases de dados e a mais de 7.000 publicações cientificas com texto na íntegra.
Dinamizar ações leitoras, seja de acervos impressos ou digitais, apoiar
ações de alfabetização e do letramento (information literacy), podem ocorrer com
em palestras esclarecendo a importância dos recursos, em demonstrações dos
acervos disponíveis, participar na divulgação e elaboração de tutoriais explicando
a dinâmica do acervo, dos contextos, do que seja necessário para poder interagir
no mundo de telas ,dessa interação do indivíduo pelo vídeo. Explorar os recursos
existentes e desencadear o uso e principalmente estimular a inovação e a
criatividade tão importantes na sociedade do conhecimento.
O bibliotecário precisa conhecer não só a comunicação formal, mas a
comunicação visual e a não –verbal. No mundo digital arquivos de imagens e sons
são uma constante. São precisas habilidades de percepção, sensibilidade para
entender as necessidades e talento para desenvolver novas interfaces, produtos e
serviços para atender satisfatoriamente as pessoas.
Pode-se dizer que não basta a velocidade de transmissão da informação, é
preciso saber criar meios para que a transferência de conhecimento científico,
tecnológico e social envolva a todos os participantes. E a diversidade de recursos
é cada vez maior, ou seja, os documentos impressos; eletrônicos, digitais e
virtuais, as informações verbais ou não; visuais; formais e informais precisam ser

�consideradas fontes de informação dinâmicas e as mesmas precisam de
tratamento e orientação especifica.
2.3 DA PRÁTICA BIBLIOTECÁRIA

Ao realizar ações para minimizar a divisão digital, a biblioteca precisa dispor
de novas tecnologias da informação e comunicação como instrumentos relevantes
no acesso e uso de fontes de informação auxiliando diretamente na melhoria da
qualidade do processo de aprendizagem e desenvolvimento da educação, cultura
e economia de determinada comunidade.
Faz-se necessário uma política urgente que venha oferecer a comunidade
universitária e não universitária dentro das instituições de ensino, acesso a locais
equipados com computadores ligados a Internet com sites e portais com interface
amigável e de fácil localização e utilização, para todo e quaisquer usuário que
necessite ou tenha disponibilidade de tempo para acessar os produtos e serviços
on-line oferecidos pelas unidades de informação, mesmo que não possua grandes
habilidades em informática.
Um dos maiores entraves do acesso ao mundo computadorizado são os
problemas nos equipamentos, pois, os computadores adquiridos nas Instituições
públicas têm como requisito principal o menor preço de mercado estabelecido nas
normas de licitações públicas, o que acarreta muitas vezes incompatibilidade com
os serviços a executar, por se tratar de equipamentos de qualidade inferior e de
baixa capacidade de processamento e comunicação.
Ao implementar o uso de computadores com acesso a Internet,
principalmente a fontes de informação on-line, tem sido vista uma preferência pela
literatura disponível pelo clicar do mouse. Muitas pessoas começaram a utilizar os
mecanismos

de

busca

tipo

Google

http://www.google.com

ou

Yahoo

http://www.yahoo.com e limitando-se a esses ambientes que resgatam somente
uma quinta parte do que existe na Web. Para isso é fundamental conhecer outros
recursos informacionais, quais as melhores bases de dados disponíveis seja elas

�gratuitas ou pagas, saber quais as instituições vinculadas para facilitar o log-in e
orientar o acesso.
Tenopir e King (2001) mencionam “quando a base de dados Medline de
indexação e resumos foi oferecida gratuitamente na web através do sistema
PubMed, o número de usuários desse índice médico atingiu novos recordes: um
mês de buscas no PubMed equivaleu a um ano de buscas no Medline pago (7.6
milhões). Atualmente, 90% de todas as bases do Medline são realizadas no
PubMed, muitas das quais feitas por pessoas que nunca antes haviam se
interessado por literatura médica científica, e ocorrem entre meio milhão e um
milhão de buscas no PubMed por dia. O PubMed Central está começando a
fornecer alguns textos integrais gratuitamente e deverá expandir ainda mais o
público destinatário da literatura médica.”
Existem

demandas

informacionais

especificas

pelos

educadores,

educandos e pesquisadores. Para isso é preciso mapear quais os recursos
disponíveis, estabelecer critérios na avaliação dos recursos (requisitos de
confiabilidade, autenticidade e credibilidade) envolvendo aspectos sobre quem e
como pode ser acessado, analisar a relação custos X benefícios, categorizar as
limitações. É importante saber selecionar, analisar, organizar, disponibilizar,
recuperar e disseminar conteúdos em novos produtos e serviços .
Desde a mais tenra idade ações leitoras precisam estar presente no
processo de alfabetização e de letramento. A introdução de jogos eletrônicos
educativos, e material áudio visual faz a diferença tanto no estímulo ao aluno na
idade regular como o adolescente ou adulto a ser alfabetizado, por ser o
computador uma atração especial a quem não domina as letras. Tendo a
oportunidade de ser ao mesmo tempo alfabetizado nas letras e uma iniciação no
uso do computador.
2.4 Políticas públicas de acesso e do uso das fontes de informação on-line

�Ao disponibilizar recursos para viabilizar o uso, o bibliotecário poderá
exercer forte influência em como ensinar aos leitores a usarem o e-mail, listas de
discussões, recuperar e organizar a informação, aconselhar sobre as vantagens,
desvantagens e as limitações das tecnologias e dos recursos existentes. A melhor
maneira é explicar a importância do uso do e-mail é a fácil e rápida comunicação
entre as partes. Oferecendo as dicas de netqueta, formando um usuário
disciplinado.
Auxiliar na segurança e proteção do material e das pesoas. Os spams
(mensagens indesejadas) recebidas via e-mail, a liberação de conteúdos
produzidos, a aplicação de critérios na seleção, avaliação e disponibilização de
informações na Internet são apenas algumas atividades complementares ao
bibliotecário que atua para minimizar a divisão digital exisitente.
Certamente o bibliotecário confrontará com questões do tipo: como produzir
textos ou multimídia para determinado contexto? Como realizar a leitura digital de
fontes de referencias? Quais as estratégias de buscas a serem aplicadas na
recuperação da informação? Enfim , estabelecer diretrizes sobre quais recursos
precisam estar acessíveis e disponíveis?
Saber selecionar e aplicar critérios em fontes de informação tradicionais e
on-line é questão de sobrevivência. Não basta apenas localizar o documento , é
preciso saber como manusear e principalmente utilizar a fonte de informação para
gerar novos conhecimentos.
Como estimular ações leitoras de fontes de comunicação não verbal, visual,
e da multimídia? Quais os recursos necessários que as bibliotecas precisam ter
para desenvolver ações qualitativas na inclusão social? Eis oportunidades para
estimular crianças, adultos e idosos a realizarem visitas a bibliotecas, museus,
parques, teatros, monumentos históricos, exposições e as envolvendo em eventos
culturais, tanto físicos quanto virtuais. Precisa existir uma ação integradora
estimulando-os a ler, escrever, pintar e expressar sua forma de perceber o mundo.

�Para minimizar os impactos da divisão digital é crucial investir em qualidade
profissional de quem vai utilizar a infra-estrutura tecnológica; em disponibilizar
terminais com Internet em locais públicos como em todas instituições de ensino
(escolas, universidades), associações de bairro, quiosques em praças públicas,
estações rodoviárias, aeroportos, repartições públicas. Tudo isso é fundamental
para que cada pessoa possa estar incluída na sociedade digital. Em síntese : o
importante é que existam conteúdos que possam ser acessados e utilizado pelas
pessoas. Não basta disponibilizar recursos é preciso dinamizar os recursos para
gerar retornos para a sociedade.
A ponderação precisa estar presente também na política de livros
eletrônicos e impressos para o desenvolvimento de acervos. Recomenda-se
cuidados na adoção de implantação de uma política em portal de livros, pois a
maioria das universidades brasileiras não dispõe de uma infra-estrutura adequada:
como o leitor terá acesso ao portal? Os custos de impressão, de manutenção,
além das considerações sobre velocidade de download são apenas algumas
preocupações. Outras são de ordem fisiológica: como ficar horas na frente do
computador - lendo na tela (quem tem computador?
Preocupações florescem sobre o investimento no “portal de livros” por certo
a qualidade dos acervos das bibliotecas ficará prejudicada e ampliaria a exclusão
social, isto significa poucos terão acesso à informação resultando poucas
melhorias para a sociedade.
Os bibliotecários são facilitadores da Informação, e devem ser cada vez
mais bem preparados no domínio das tecnologias da informação e comunicação
para auxiliar o leitor a filtrar a informação, trabalhar na elaboração de conteúdos
digitais e orientar no manuseio de informações oferecidas on-line com eficiência e
eficácia. (SCHERRER.; JACOBSON, 2002)
As diferentes modalidades de acesso e uso da informação on-line
possibilitam no enriquecimento informacional e cultural, na produtividade e na

�competitividade dos usuários indiferente da aplicação, na realização de pesquisas,
nos estudos ou no desempenho profissional.
3 CONCLUSÕES

Aponta novas formas de atuação dos bibliotecários na elaboração, análise,
tratamento, disseminação, recuperação e treinamento de conteúdos e das fontes
de informação on-line. A aplicação de critérios na avaliação das fontes de
informação auxilia nos aspectos estratégicos, operacionais e informacionais das
organizações. Os critérios de seleção do conteúdo devem ser específicos para
toda a comunidade de usuários, principalmente pelo fato deles serem o propósito
básico de toda biblioteca.
Conhecer os tipos, as características e aplicações das fontes de informação
on-line para inserir no contexto e atender as necessidades atuais e futuras
demandas pela sociedade minimizando a exclusão social pela exclusão digital.
Acompanhar e atuar nas políticas públicas de acesso e uso da informação é
fundamental para dinamizar recursos para o desenvolvimento de coleções de
biblioteca.
Ao usuário é importante acessar e obter a informação em menor tempo
possível. A acessibilidade, a disponibilidade aliada à qualidade técnica são fatores
que influenciam na busca de informação, acesso e uso da informação.
A acessibilidade é um fator determinante para a maior utilização de uma
fonte de informação. Disponibilizar fontes relevantes e pertinentes na rede de
computadores e torná-las acessíveis para diferentes categorias de usuários
(crianças, adolescentes, adultos, idosos, pessoas portadoras de deficiências)
depende de planejamento coerente e competente, orientação e principalmente no
poder de execução. Nada adianta teorias excelentes se não são aplicáveis na
prática da realidade social.

�Disponibilizar de recursos operacionais para interação e consulta
(equipamentos e programas específicos) é somente um elemento dos ambientes
informacionais. A essência está no uso da informação para alavancar mudanças
pertinentes na sociedade.
ACCESS AND USE OF ON-LINE INFORMATION RESOURCES AT EDUCATION
AND RESEARCH ENVIRONMENT
ABSTRACT
The importance of access and use on-line information sources in the of the
learning environment context. Approaches concepts, characteristics, and types of
the information sources on-line. An overview about the importance to librarians
participate on actions to alfabetize (actions to read and write) and information
literacy , these actions are some competence from the librarians duties to build up
a knowledge society. The use of new information and communication technologies
are excellent instruments to facilitate access and use of on-line information
resources therone directly improvement on the quality of the learning process.
Some questions how to improve reading actions in the digital world; which are the
characteristics evaluation to on-line products and services for help the alfabetize
and information literacy actions , also to minimize the impacts of the digital division;
why librarians need to be present in the decisions process and participate on
establishment of the politics to access and use on-line information resources.
Emphasizes the importance to librarians know and doing public politics to offer
access and use of the information on-line resources. Indicated some librarians
performance actions such elaboration, analysis, treatment, dissemination, retrieval
and training to manege contents and on-line information resources.
KEYWORDS: Access and use of the on-line information resources. On-line
information resources. Information Literacy. Reading actions

REFERÊNCIAS
BLATTMANN, Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (orgs.). O zapear a informação em
bibliotecas e na Internet. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
CENDÓN, Beatriz Valadares. Bases de dados de informação para negócios no
Brasil. Ci. Inf., v.32, n.2, p.17-36, ago. 2003,

�CENDÓN, Beatriz Valadares. Bases de dados de informação para negócios. Ci.
Inf., vol.31, n.2, p.30-43, ago. 2002
CENDÓN, Beatriz Valadares. Ferramentas de busca na Web. Ci. Inf., v.30, n.1,
p.39-49, abr. 2001
GROOTE, Sandra L. de; DORSCH, Josephine L. Measuring use patterns of online
journals and databases. J. Med. Libr. Assoc.; v. 91, n. 2, p. 231–241, Apr., 2003
Disponível em: http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=153164
LOPES, Ilza Leite. Novos paradigmas para avaliação da qualidade da informação
em saúde recuperada na Web. Ci.Inf., v.33, n. 1, p. 81-90, jan./ abr. 2004.
Disponível em: &lt;
http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=54&amp;layout=html &gt;
OLIVEIRA, Silas Marques de. Fontes de informação utilizadas por executivos
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, SP, v. 1, n.
2, p.18-40, 2004. Disponível em
http://server01.bc.unicamp.br/revbib/artigos/art_9.pdf
PLUTCHAK , T. Scott . A singular moment in time . J. Med.Libr. Assoc., v. 92, n. 2,
p. 159–161, Apr. 2004 . Disponível em :
http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=385292
ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
2002. 399p. ISBN 858563720X
SCHERRER, C.S.; JACOBSON S. New measures for new roles: defining and
measuring the current practices of health sciences librarians. J Med Libr Assoc., v.
90 , n. 2, p. 164-72 Apr. 2002 Disponível em: &lt;
http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=100761 &gt;
TENOPIR , Carol; KING, Donald W. A importância dos periódicos para o trabalho
científico. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.25, n.1, jan.jun. 2001.
Disponível em: &lt; http://rbb.org.br/V25/N1/v25n1.tenopir.htm &gt;

�∗

Universidade Federal do Acre – endereço: Rua La Torre, 56 - Estação Experimental 69907-440
Rio Branco – Acre. País: Brasil mareis@ufac.br - mdeoliveirareis@yahoo.com.br
∗∗
Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Ciência da Informação. Endereço:
Campus Universitário – Trindade. 88049-910 Florianópolis Santa Catarina
- Brasil
ursula@ced.ufsc.br
∗∗∗
universidade Federal de Santa Catarina. Curso de Biblioteconomia. Endereço: Campus
Universitário – Trindade. 88049-910 Florianópolis Santa Catarina - Brasil valeriaufsc@bol.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54169">
                <text>Acesso e uso de fontes de informação on-line no ambiente de ensino e pesquisa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54170">
                <text>Reis, Margarida Maria de Oliveira; Blattmann, Ursula; Reis, Valéria </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54171">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54172">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54173">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54175">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54176">
                <text>A importância do acesso e uso de fontes de informação on-line no contexto do ambiente de aprendizagem. Aborda conceitos, características, e tipos das fontes de informação on-line. Contextualiza a importância de ações de alfabetização e do letramento (information literacy) por parte dos bibliotecários como competências e habilidades indispensáveis para o exercício da prática profissional na sociedade do conhecimento. Focaliza a utilização das novas tecnologias da informação e comunicação como instrumentos relevantes no acesso e uso de fontes de informação auxiliando diretamente na melhoria da qualidade do processo de aprendizagem. Apresenta questões referentes em como efetuar ações leitoras no mundo digital; quais as características da seleção da oferta de produtos e serviços on-line para auxiliar na alfabetização, letramento e minimizar os impactos da divisão digital; por que o bibliotecário necessita estar presente na tomada de decisões e no estabelecimento das políticas de acesso e de uso de fontes de informação on-line. Enfatiza a importância de conhecer políticas públicas de acesso e do uso das fontes de informação on-line. Aponta novas formas de atuação dos bibliotecários na elaboração, análise, tratamento, disseminação, recuperação e treinamento de conteúdos e das fontes de informação on-line.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68424">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4923" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3992">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4923/SNBU2004_110.pdf</src>
        <authentication>63dcf9681b426f521f7330e92ccad9f7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54222">
                    <text>AVALIAÇÃO DO TUTORIAL ON-LINE: "COMO FAZER REFERÊNCIAS:
BIBLIOGRÁFICAS, ELETRÔNICAS E DEMAIS FORMAIS DE DOCUMENTOS"
DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA
CATARINA E SEU IMPACTO NA WEB
Maria Bernardete Martins Alves∗
Susana M. de Arruda∗∗
TP

TP

PT

PT

RESUMO

Em respostas às mudanças determinadas pelo avanço tecnológico foi construído
um tutorial para dar suporte ao Programa de capacitação do usuário, cujo objetivo
é auxiliá-lo na elaboração de referências bibliográficas e demais formas de
documentos em qualquer suporte. Disponível na Web desde 1998, mostrou-se
altamente eficaz na sua proposta de ir além do espaço físico da Biblioteca para
alcançar o usuário remoto. Diante da repercussão positiva desse trabalho pelo
menos duas questões emergem: quantos e quais são as páginas ou sites que
estão apontando para o tutorial? Como instrumento para a coleta dos dados,
contagem dos links foram utilizados dois mecanismos de busca: o Altavista e o
AllTheWeb. A partir dos resultados da pesquisas foi possível identificar e
categorizar as páginas que apontam para a página do tutorial, usando as
categorias propostas na literatura da área.
PALAVRAS-CHAVE: Programa de capacitação do usuário. Tutorial on-line.
Mecanismos de busca. Impacto dos serviços e produtos na Web. Webmetria.
1 INTRODUÇÃO

As mudanças advindas da adoção das Tecnologias da Informação,
notadamente a Internet, afetam de maneira decisiva as Bibliotecas Universitárias,
(BUs) trazendo em seu bojo um enorme desafio tanto para os profissionais da
informação quando para seus usuários.
No rastro das novas tecnologias, novas formas de ensino e aprendizagem
estão sendo adotadas nas universidades, como o Ensino a Distância (EAD) e, em
conseqüência as BUs devem repensar o seu tradicional papel de apoio ao ensino
e a pesquisa. Uma conseqüência imediata, para as unidades de informação, é a
disponibilização dos tradicionais serviços de informação, agora em formato
eletrônico, nas suas homepages, alcançando, além dos usuários locais, os

�usuários remotos. "[...] o referencial mudou e não mais se concentra apenas na
posse do documento físico, mas na possibilidade de acesso à informação [...]"
(HYPOLITO; ROSSETO; COUTTO, 2000, p. 5).
Bertholino et al. (2000), analisou as homepages das Bibliotecas
universitárias e constatou essa mudança: as bibliotecas estão oferecendo aos
usuários remotos os mesmos serviços que são oferecidos nas bibliotecas
tradicionais e apontam os treinamento de usuários como um dos mais relevantes
serviços, oferecidos por 40% das BUs.
Em função disto, a capacitação dos usuários no uso das tecnologias de
informação, e dos serviços da biblioteca que agora estão sendo ofertados via
rede, é o desafio enfrentado pelos principais atores deste contexto, bibliotecários
e usuários. Isto implica em, não apenas capacitar os usuários a utilizar essas
tecnologias mas, principalmente por meio das tecnologias, torná-los capazes de
encontrar e selecionar a informação a qual necessitam para a construção do seu
conhecimento.
Nesse contexto, o Sistema de Bibliotecas (BU) da Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC), aproveitando os avanços na área de informação,
notadamente a Internet, concentrou seus esforços para modernizar o seu
Programa de Capacitação do Usuário - PCU, adequando-o à nova realidade.
Assim, a partir dos recursos da Internet, foi construído um tutorial para dar
suporte ao PCU. O objetivo do tutorial é auxiliar na elaboração de referências
bibliográficas e demais formas de documentos em qualquer suporte. Esse tutorial,
disponível na Web desde 1998, tem se mostrado altamente eficaz na sua
proposta de ir além do espaço físico da BU para alcançar o usuário remoto,
aquele que não pode ou não quer ir até a Biblioteca.
A experiência bem sucedida da BU/UFSC, na oferta dos serviços para
usuários remotos em apoio aos programas de EAD, foi apontada por Blattman e
Dutra (1999), Dutra, Franzoni e Lapoli (2000) e por Sadi e Reis (2000).
Na prática, o sucesso dessa experiência, relatada na literatura da área, é
confirmado pelo número de e-mails recebidos. Esses e-mails podem ser

�agrupados em três principais categorias: e-mails solicitando algum tipo de
informação, e-mails solicitando resposta a uma dúvida relacionada ao tutorial e/ou
solicitando auxílio referente às normas de documentação e e-mails pedindo
autorização para colocar em suas paginas um link apontando para o tutorial. O
alcance da oferta dos serviços on-line, pode ser dimensionado a partir desses emails, tendo em vista que parte dessas mensagens são oriundas de usuários
externos à UFSC. Isto reflete a expansão na oferta dos serviços e no atendimento
ao usuário.
Diante da repercussão positiva desse trabalho pelo menos duas questões
emergem: Quantos e Quais são as páginas ou sites que estão apontando para o
tutorial? Responder essas questões é um dos objetivos desse trabalho.

2 O PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS – PCU

2.1 HISTÓRICO
Desde 1969, quando foi criada pelo decreto lei n. 3.849 de 18 de
dezembro, a BU/UFSC mostrou-se comprometida com os treinamentos dos
usuários, no uso dos serviços e produtos por ela ofertados.
Em 1977, o Setor de Referência (SR) é criado ficando subordinado
hierarquicamente à Divisão de Assistência aos leitores (DAL). Em 1985, a DAL,
Divisão de Assistência aos Leitores passou a denominar-se DAU - Divisão de
Atendimento ao Usuário.
Na segunda metade da década de 80, com a abertura das redes públicas
de comunicação (a Rede Nacional de Pacotes, a RENPAC e a Rede Nacional de
Pesquisas a RNP) e, a conseqüente popularização dos microcomputadores
pessoais, surge a idéia das amplas redes de informação, evidenciando uma nova
geração de usuários aptos a conviver com os meios eletrônicos e preparados
para exigir qualidade dos produtos e serviços de informação.
Na década de 90, dando prosseguimento ao programa de capacitação dos
seus usuários a BU inicia um programa de orientação para o uso das normas de
documentação, com o intuito de orientá-los no uso, principalmente, das normas

�de referência e citação. O treinamento passa a ser ofertado, informalmente, na
própria biblioteca, no momento em que os usuários procuram o bibliotecário para
tirar dúvidas e corrigir possíveis erros em seus trabalhos acadêmicos e, em
palestras previamente agendadas. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA
CATARINA, 1993).
Paralelo aos treinamentos com as normas e em resposta à demanda dos
usuários no uso das novas tecnologias, a BU passa a oferecer também,
treinamentos para uso das bases de dados em CD-ROM. Usuários e
bibliotecários, eufóricos com as “facilidades do CD-ROM”, começam a preparar o
ambiente para aquilo que hoje, esta sendo apontado como o novo paradigma na
educação dos usuários, a alfabetização informacional cujo objetivo é estimular a
autonomia deles.

2.2 ATUALIZAÇÃO DO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DO USUÁRIO – PCU

Em 2001, quando atualizou o seu programa de capacitação, este passou a
ser ofertado em quatro módulos instrucionais, cujo objetivo foi propiciar aos
estudantes, envolvidos no processo de ensino/aprendizagem, os conhecimentos
para a aquisição de habilidades necessárias para a busca e uso da informação. A
partir da definição de um conteúdo programático, o programa foi estruturado em
quatro módulos instrucionais:
Modulo I: Acesso à Informação Disponível
Modulo II: Elaboração de Referências
Modulo III: Estrutura do Trabalho Acadêmico
Modulo IV: Citação
Os módulos não seguem uma seqüência rígida e podem ser oferecidos
individualmente, de acordo com a demanda. Há uma demanda maior no início e
final dos semestres. A carga horária para cada módulo varia de duas a quatro
horas. A metodologia utilizada compreende aulas expositivas com o auxilio de
apresentação em power-point para os módulos III e IV e, para os módulos I e II
alem das aulas expositivas, tipo seminários, utiliza-se o acesso on-line ao tutorial
http://bu.ufsc.br/framerefer.html, disponível na homepage da BU. Para o módulo

�IV além da página do Portal Capes, são usados outros recursos também
disponíveis na homepage, a página de acesso rápido às bases de dados on-line:
http://www.bu.ufsc.br/tutoriais.html.

2.3 TUTORIAL: “COMO FAZER REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS”

Assim, no afã de atender a demanda e aproveitando as facilidades das
novas tecnologias, um tutorial, baseado na NBR 6023/89, foi construído. O
objetivo desse serviço foi preparar um manual prático que pudesse servir de guia
tanto para os usuários quanto para os bibliotecários. Inicialmente o tutorial foi
preparado no formato impresso porém, imediatamente, para atender a demanda
dos cursos do Ensino a Distância, uma versão eletrônica foi disponibilizada na
homepage da BU. Com o título “Como fazer Referências Bibliográficas”, a
primeira versão foi disponibilizada em 1998. A partir daí, os treinamentos
passaram a ter como ferramenta de apoio, o tutorial eletrônico.
Cada atualização da NBR 6023 corresponde uma atualização do tutorial.
Desde sua construção em 1998, o tutorial passou por duas grandes atualizações,
em 2001, quando a NBR 6023 incluiu a normalização das referências eletrônicas
e 2003. Em 2001, para melhor adequar-se à nova versão da norma, o titulo do
tutorial mudou para: “Como fazer referências: bibliográficas, eletrônicas e
demais formas de documentos”.
A conseqüência imediata da oferta desse serviço foi o “Serviço de
Perguntas e Resposta” através do e-mail. Os e-mails das autoras do trabalho
estão disponíveis na página do tutorial. Esse serviço “informal” não se limita ao
conteúdo do tutorial. Responder e-mails com perguntas a respeito das principais
normas de documentação, tornou-se uma rotina. Além de responder as dúvidas,
os pedidos para colocar um link, apontando para a página do tutorial chamaram a
atenção para a importância desse serviço na Internet.

3 AVALIAÇÃO DO TUTORIAL

�A análise da literatura sobre webmetria, disciplina que utiliza técnicas da
bibliometria1 aplicadas ao ambiente Web, sugere que os sites na Internet podem
ser avaliados da mesma forma que os documentos impressos. Assim, buscou-se
na literatura, compreender a abrangência dessa disciplina e os limites de sua
aplicação. Além do termo webmetria, cunhado por Almind e Ingwersen (1997
apud OLIVEIRA et al. 2002), são usados outros termos, como a webometria,
usado por Vanti (2002) em um denso trabalho no qual a autora faz uma análise
conceitual dos métodos quantitativos usados para medir o impacto da informação
registrada, incluindo a informação disponível na Web.
Conforme Vanti (2002) as técnicas da webometria podem ser aplicadas
para: a) medir a distribuição das páginas na Internet, categorizando-as por paises,
tipos de paginas, instituições, temas, etc; b) medir e comparar a evolução das
páginas; c) calcular o tamanho de uma página, em bytes, por exemplo; d) o
número de links por páginas e , e) o número de links apontados para uma página
ou site.
Esta última técnica aplicada à Web, é o equivalente à análise de citação
usada para trabalhos publicados. Pela análise de citação é possível medir a
importância de uma página ou site. Isso significa que o número de links
apontados para uma página ou site pode ser usado como um indicador da
qualidade daquela página, afirma Oliveira ( 2002, p. 3). Para a autora, "pelo
menos em teoria, um site que é altamente apontado, é visto como uma boa fonte
de informação.”
A análise de citação também pode ser feita calculando-se o fator de
impacto das publicações. Esse índice é utilizado pelo Institute for Scientific
Information - ISI, para calcular o fator de impacto das publicações por ele
indexadas. Autores como Ingwersen (1998), usaram este índice para calcular o
fator de impacto das páginas Web. O autor definiu o fator de impacto na Web
como a quantidade de links apontados para uma página ou site, dividido pelo
número de páginas desse site. Links dentro do mesmo site são denominados de

1

Compreende um conjunto de métodos quantitativos para avaliar a produção, a difusão e uso da
informação.

�autolinks ou internos enquanto os links externos são aqueles apontados para uma
página ou site fora do espaço Web analisado. (VANTI, 2002).
Rousseau (1997), usou o neologismo "sitation", (resultado da junção das
palavras citação + site) - em português “sitação” -, para a relação entre páginas e
links e, para a relação entre páginas do mesmo site, ele usou a expressão
“autositação”. O termo "sitation", conforme Rousseau (1997) foi cunhado por
McKiernan em 1996.
No Brasil, Oliveira et al. (2000) usaram o fator de impacto para analisar as
páginas Web das bibliotecas das Universidades Estaduais do Paraná, apontando
o fator de impacto dos links interno e externo, classificando-os de acordo com as
categorias propostas por Cui (1999).
Qualquer que seja o estudo bibliométrico aplicado à Web, os mecanismos
de busca são peças fundamentais para a coleta dos dados sobre os links. Eles
foram comparados por Smith (1999) às bases de dados de citação criadas pelo
ISI. Para o autor, a seleção dos engenhos de busca deve considerar o tamanho
da sua base de dados tendo, em vista que é importante que ele cubra uma
grande área da Web, o que excluiria mecanismos de busca restritos a uma região
ou país ou a uma área. Pesquisas realizadas por Lawrence e Giles (1999 apud
PARK; THELWALL, 2003), indicam que a cobertura dos maiores mecanismos de
buscas não ultrapassa à 16% de páginas da Web.
Para Vaughan e Hysen (2002), a cobertura limitada dos mecanismos de
busca é a razão dos diferentes resultados apresentados por eles. No mesmo
trabalho os autores afirmam que somente dois mecanismos de busca tiveram um
bom desempenho na contagem dos links: o Altavista e o AllTheWeb.
Em um estudo sobre o fator de impacto das revistas da área de Ciência da
Informação, Vaughan e Hysen (2002) analisaram o help do Altavista e do
AllTheWeb e, constataram um problema relacionado ao uso da query "link: Url".
Eles chegaram a diferentes resultados usando a query "link: Url", quando
incluíram o http na url e quando o excluíram.

�4 METODOLOGIA

Numa etapa preliminar à coleta de dados, utilizou-se diferentes expressões
de busca: palavras do título, url, url com e sem www em diferentes tipos de
pesquisa (básica, avançada, com filtros, etc), para conhecer as potencialidades
dos diferentes mecanismos de busca, Altavista (2004), AllTheWeb (2004) e
Google (2004). Os resultados alcançados nessa etapa preliminar serviram tanto
para a seleção dos mecanismos que apresentaram os melhores resultados
quanto para mapear o conjunto de sites e documentos linkados ao tutorial.
A coleta de dados, propriamente dita, foi realizada, no mês de julho em
dois dias e em horários diferentes, utilizando-se apenas dois mecanismos de
busca: Altavista e AllTheWeb. Um terceiro mecanismo de busca, o Google usado
na etapa preliminar não foi utilizado por apresentar resultados bastante diversos
dos apresentados pelos primeiros. O Google, não retorna um conjunto abrangente
de resultados. A razão disso é que o Google não tem uma boa resposta para a
pesquisa "link: Url", forma de busca utilizada para a localização dos links que
apontam para a página do tutorial. Essa opção de busca recupera a partir do link
definido na programação. Os melhores resultados foram apresentados, pelo
Altavista e AllTheWeb.
Além disso, a escolha dessas ferramentas considerou as recomendações
dos autores aqui analisados:
Evitar usar mecanismos restritos a uma área, país ou localidade;
Considerar o tamanho e o alcance da base de dados;
Altavista e AllTheWeb, possuem recursos de busca com as mesmas
características de recuperação (OLIVEIRA, 2000).
Tanto no Altavista quanto no AllTheWeb, utilizou-se apenas a pesquisa
básica usando a expressão: "link:Url". Na pesquisa avançada a pesquisa
"link::Url" não retornou um resultado significativo, sendo por essa razão excluída.
Também em ambos os mecanismos, a exclusão do www retornou um melhor
resultado, corroborando com Vaughan e Hysen (2002) que apontaram resultados

�diferenciados tanto para o Altavista quanto para o AllTheWeb , quando excluíram
o http da Url.

5 RESULTADOS

O estudo exploratório, aqui realizado, identificou, as páginas e/ou sites que
apontam para o tutorial on-line: Como fazer referências. O estudo foi realizado
através das ferramentas de busca Altavista e AllTheWeb, considerados
adequados para esse tipo de pesquisa: contagem e identificação dos links que
apontam para uma página ou site.
A comparação entre dos links recuperados pelos dois mecanismos mostrou
que ambos tiveram praticamente a mesma quantidade de links recuperados, 50
para o AllTheWeb e 51 para o Altavista e que apenas dois links foram
recuperados por apenas um mecanismos ou seja, dos 51 links recuperados pelo
AllTheWeb, 49 também foram recuperados pela Altavista.
Excluídas as páginas duplicadas entre os mecanismos, as páginas com
problemas no acesso (apenas uma página), foram recuperadas um total de 51
páginas ou sites que apontam para a página do tutorial. Para a análise dos links
optou-se pelos resultados do Altavista. O conjunto de sites recuperados permitiu
conhecer

a

procedência

dessas

páginas

evidenciando

significativamente maior de páginas externas.

24%
Interno
Externo
76%

FIGURA 1: Procedência dos links.

um

número

�Dos 51 LINKS recuperados, 24% são LINKS internos, que incluem os links
dentro do espaço Web da BU e da UFSC. Os links externos, são os mais
representativos com 76% do total de 51 links encontrados para o tutorial. Esses
dados demonstram que a página do tutorial tem uma alta visibilidade externa, cujo
impacto pode ser comparado, por exemplo, à biblioteca da Universidade Estadual
de Londrina (UEL) que recebeu 56 links, dos quais 50% são links externos. Vale
ressaltar que o site da UEL possui 41 páginas, ocupando um espaço Web
significativamente maior do que o tutorial aqui referido, com apenas uma página.
Com o intuito de mapear os links externos à página do tutorial, eles foram
classificados de acordo com as categorias propostas por Cui (1999), traduzidas e
adaptadas por Oliveira, (2002,). A essa lista acrescentou-se mais uma categoria,
mais especificamente, as páginas pessoais:
Bibliotecas

Universitárias

(bibliotecas

ou

serviços

pertencentes

à

instituições de ensino superior) ;
Empresas Comerciais (organizações produtoras de bens e serviços), EC;
Ferramentas de busca (sites destinados a localizar informações na Web;
Órgãos governamentais (órgãos da Administração Municipal, Estadual ou
Federal);
Portais (sites cujo objetivo é fornecer informações sobre um assunto
específico);
Publicações (revistas, jornais ou outras publicações on-line (PDF);
Universidades (páginas pertencentes a outras instituições de ensino
superior: faculdades, departamentos, centros, centros acadêmicos;
Páginas pessoais.

LINKS
CATEGORIAS DAS PÁGINAS

GERAL

INTERNO

EXTERN
O

Universidades

20

8

12

Páginas Pessoais

11

0

11

Biblioteca Universitária

10

3

7

�Ferramentas de Busca

6

0

6

Portais

2

0

2

Publicações

1

1

0

Não Acessa

1

0

1

Total:

51

12

39

QUADRO 1 – Categorias dos Links

Dentre as categorias das páginas externas que apontam para o tutorial, as
universidades estão em primeiro lugar, com 30% de um total de 39 páginas. Em
seguida vem os links de páginas pessoais também representando 30%. As
bibliotecas universitárias são responsáveis por 18% dos links. As ferramentas de
busca, respondem por 15% dos links externos. Os percentuais das demais
categorias, Portais e Publicações, representam apenas 0,5% do total de links
externos, resultado insignificante.
Os resultados encontrados não chegam a causar surpresa. A maior
surpresa, fica por conta do número de links na categoria páginas pessoais,
respondendo por 30% dos links externos. Por se tratar de um tutorial, portanto,
uma ferramenta de apoio, principalmente, a estudantes e pesquisadores em geral,
é natural que as universidades e as bibliotecas universitárias sejam os principais
apontadores externos, respondendo, ambas, por 60% dos desses links.
Com relação aos mecanismos de busca, considerou-se que o resultado da
pesquisa “link:URL” - feita em ambos os mecanismos - foi semelhante,
evidenciando alta consistência entre os dois mecanismos. Todavia as pesquisas
preliminares

feitas

com

Altavista,

AllTheWeb

e

Google,

apontam

alta

inconsistência entre eles. Apesar disso, essas pesquisas recuperaram cerca de
cem (100) páginas, internas e externas, excluindo-se as duplicatas. Dentre essas
páginas, algumas não são propriamente páginas, são documentos em html ou
PDF, que fizeram uma cópia do tutorial omitindo os créditos, configurando-se
plágio.

�Embora esse não fosse o objetivo da pesquisa, esse resultado, a despeito
da surpresa, revelou que o plágio na Web está sendo praticado também, por
instituições educacionais e por profissionais da informação, dos quais se espera
um cuidado maior com o direito autoral.

6 CONSIDERAÇÕES FINAS

A importância da Web como espaço para a difusão da informação e do
conhecimento é inquestionável. Diante da expansão da Web, a necessidade de
avaliá-la deve ser encarada como uma forma de dimensionar a sua importância e
suas potencialidades. Para tanto surge um ramo da bibliometria, a webmetria,
uma área emergente com um enorme potencial a ser explorado. (VANI, 2002).
O resultado das pesquisas preliminares indica a existência de uma rede de
links bem mais densa do que os resultados obtidos nas pesquisas para coleta de
dados. Todavia a inconsistência dos resultados apontados pelos vários
mecanismos e o pouco tempo para uma avaliação criteriosa dos links levou a
optar-se por trabalhar com os resultados posteriores, quando usou-se uma
expressão de busca mais confiável. “link:url”.
A despeito dos problemas detectados com os mecanismos de busca, tais
como, o tamanho das bases, a cobertura, as formas de pesquisa, o uso deles
para os estudos da Web, é fundamental. Avaliar cuidadosamente os principais
mecanismos de busca disponíveis talvez não seja suficiente: é recomendável que
se busque outros software, como o ASPseek: Advanced Internet Search Engine,
por exemplo.
A pesquisa aqui realizada foi uma pesquisa de cunho exploratório,
apontando caminhos para futuros trabalhos. Estudos posteriores devem
considerar todas as recomendações anteriores.

ABSTRACT

�In answers the changes determined by the technological progress, a tutorial was
built to give support to the Program of the user's training whose objective is
auxiliary in the elaboration of bibliographical references and too much forms of
documents in any support. Available in the Web since 1998, it was shown highly
effective in its proposal of going besides the physical space of the Library to reach
the remote user. Before the positive repercussion of that work at least two subjects
emerge: How many and Which are the pages or sites that are pointing for the
tutorial?. As instrument for the collection of the data, contagem of the links that
pointed for the tutorial, two search mechanisms were used: Altavista and
AllTheWeb. Starting from the results of the researches it was possible to identify
and to classify the pages that point for the page of the tutorial, using the categories
proposals in the literature of the area.
KEYWORDS: Program of the user's training. Tutorial on-line. Search mechanisms.
Impact of the services and products in the Web. Webmetria.

REFERÊNCIAS
BERTHOLINO, Maria Luzia Fernandes et al. A Web como canal de divulgação de
produtos e serviços de bibliotecas universitárias: a análise de conteúdos de home
pages. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11. ,
2000, Florianópolis. Disponível em: &lt;
http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t003.doc&gt;. Acesso em: 17 maio 2004.
BLATTMAN, Ursula; DUTRA, Sigrid Karin Weiss. Atividades em bibliotecas
colaborando com a educação a distância. Disponível em:
&lt;http://www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/atividade_ead.html&gt;. Acesso em: 12 Jul.
2004.
CUI, Lei. Rating heallth Web sites using the principles of citation analysis: a
bibliometric approach. Journal of mrdical Internet resourch, v.1, n. 1, Ago.
1999. Disponível em:&lt;http://www.jmir.org/1999/1/e4/index.htm&gt; Acesso em: 14
Jul. 2004.
DUTRA, Sigrid Karim Weiss, FRANZONI, Ana Maria Bencciveni ; LAPOLI, Edis
Mafra. A bibliioteca universitária e seus serviços aos projetos de ensino a
distância: a experiência da UFSC. Disponível em: &lt;
http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/main.htm&gt; . Acesso em: 25 Jun. 2004.
HYPOLITO, Adriana; ROSETTO, Márcia; COUTTO, Maria Leal de Meirelles do.
Identificação e evolução de demanda da informação de usuários, via correio
eletrônico do departamento técnico do sistema integrado de bibliotecas da USP.
In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis.

�Disponível em: &lt; http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t094.doc&gt;. Acesso em:
12 jun. 2004.
INGWERSEN, Peter. The calculation of Web impact. factors. Journal of
Documentation, v. 54, n. 2, Mar. 1998. Disponível em:
&lt;www.periódicos.capes.gov.br &gt;. Acesso em: 12 jun. 2004.
OLIVEIRA, Sonia Maria Mraques de; OMELAS, Rosangelis Visoni Aranha de;
LUZ, Graça Maria Simões. Fator de impacto na Web das bibliotecas das
Universidades Estaduais do Paraná: uma proposta metodológica. In: SEMINÁRIO
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Disponível em: &lt;
http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/main.htm&gt; . Acesso em: 11 jul. 2004.
PARK, Han Woo; THELWAL, Mike. Hyperlink analyses of the world wide Web: a
review. Journal of computer mediated communication, v.8, n. 4, July, 2003.
Disponível em: &lt;http://www.ascusc.org/jcmc/vol8/issue4/park.html&gt;. Acesso em:
10 jun. 2004.
ROUSSEAU, Ronald. Sitations: an exploratory study. Cybermetrics, V. 1 , n. 1,
1997. Disponivel em:&lt; http://www.cindoc.csic.es/cybermetrics/articles/v1i1p1.htm&gt;
. Acesso em: 12 jul. 2004.
SADI, BENEDITA Silveira Campos; REIS, Manuela Gea Cabrera. Produtos e
serviços de informação disponíveis em bibliotecas acadêmicas: estudo para apoio
aos programas em educação a distância. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Disponível em: &lt;
http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t094.doc&gt;. Acesso em: 12 jun. 2004.
SMITH, Alastair G. The impact of Web sites: a comparison between Australasia
and Latin America. In: CONGRESO INTERNACIONAL DE INFORMACION, 1999,
Havana .Disponível em:
&lt;http://www.vuw.ac.nz/staff/alastair_smith/publns/austlat/&gt;. Acesso em: 13 jul.
2004.
SOUZA, et al. Biblioteca universitária da UFSC: memória oral e documental.
Florianópolis: [s.n.], 2002.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária.
Seção de Referência. Relatório. Florianópolis, 1993. Relatório Digitado.
VANTI, Nadia Aurora Peres. Da bibliometria à webometria: uma exploração
conceitual dos mecanismos utilizados para medir o registro da informação e a

�difusão do conhecimento. Ciência da Informação, Brasília, v,31, n.2, p.152-162,
maio/ago. 2002.
VAUGHAN, Liwen; HYSEN, Kathy. Relationship betwen links to journal Web sites
and impact factors. ASLIB Proceedings, v. 54, n. 6, p.356-361, 2002. Disponível
em: &lt;www.emeraldinsight.com/0001-253X.htm&gt;. Acesso em: 24 jun. 2004.
HTU

UTH

∗

Bibliotecária do Serviço de Acesso às Bases de Dados Biblioteca Central - Universidade Federal
de Santa Catarina, Florianópolis - SC – Brasil - berna@bu.ufsc.br
∗∗
Bibliotecária do Serviço de Acesso às Bases de Dados Biblioteca Central - Universidade Federal
de Santa Catarina, Florianópolis - SC – Brasil - susana@bu.ufsc.br
TP

PT

UTH

HTU

TP

PT

HTU

UTH

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54196">
                <text>Avaliação do tutorial on-line: "Como fazer referências: bibliográficas, eletrônicas e demais formais de documentos"da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina e seu impacto na web.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54197">
                <text>Alves, Maria Bernardete Martins, Arruda, Susana M. de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54198">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54199">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54200">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54202">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54203">
                <text>Em respostas às mudanças determinadas pelo avanço tecnológico foi construído um tutorial para dar suporte ao Programa de capacitação do usuário, cujo objetivo é auxiliá-lo na elaboração de referências bibliográficas e demais formas de documentos em qualquer suporte. Disponível na Web desde 1998, mostrou-se altamente eficaz na sua proposta de ir além do espaço físico da Biblioteca para alcançar o usuário remoto. Diante da repercussão positiva desse trabalho pelo menos duas questões emergem: quantos e quais são as páginas ou sites que estão apontando para o tutorial? Como instrumento para a coleta dos dados, contagem dos links foram utilizados dois mecanismos de busca: o Altavista e o AllTheWeb. A partir dos resultados da pesquisas foi possível identificar e categorizar as páginas que apontam para a página do tutorial, usando as categorias propostas na literatura da área.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68427">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4926" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3995">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4926/SNBU2004_111.pdf</src>
        <authentication>8691e7c045027f31fe33d2b9d1fcec3f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54249">
                    <text>PARADIGMAS PARA A CONSTRUÇÃO DE PORTAIS ACADÊMICOS:
O PORTAL DA AMAZÔNIA DA UFPA

Maria das Graças da Silva Pena∗
Luiz Otavio Maciel Silva∗∗

RESUMO
Estrutura organizacional e tecnológica para a construção de portais acadêmicos.
Aplicação de diretrizes e padrões para a formação de banco de dados,
organização eletrônica de dados, desenvolvimento de ferramenta própria ao
processo de alimentação e gerenciamento de conteúdos digitais. Nova versão
para um sistema de informação na Amazônia, com interface facilitadora à
navegação e comunicação, permitindo localizar a informação de modo ágil e
eficiente.
PALAVRAS-CHAVE: Portais Acadêmicos. Conteúdos Digitais. Sistema de
Informações. Metodologia de Portais. Tecnologia.

1 INTRODUÇÃO
A mudança de paradigmas, comprovadamente, trouxe grandes benefícios
aos sistemas de informação que sempre buscaram eficiência na dinâmica de seus
serviços e qualidade na apresentação de seus produtos. O uso de tecnologias
aplicadas à informação tornou-se um fator imprescindível para alcançar esses
objetivos.
A existência de ferramentas, tecnologias, linguagens e softwares livres de
código aberto, são recursos que permitem viabilizar ações auxiliares na
superação de barreiras, e facilitam o desenvolvimento de metodologias capazes
de disseminar informações e produtos para atender à demanda da sociedade.
Os portais surgem com identidade própria, dando continuidade às
atividades dos sistemas de informação. Agregam objetivos, criam e utilizam
ambientes web para disponibilizar conteúdos, ao mesmo tempo que propiciam um
espaço virtual para atividades extra-acadêmicas, de pesquisa, de ensino e de
extensão.

Durante

a

construção

dos

portais,

aspectos

relevantes

são

�considerados para o êxito do programa, sem os quais, corre-se o risco de não se
ter o acesso desejado, o que é provocado, principalmente, quando o caminho
para a informação que se está buscando não é facilmente identificado
(MOUTELLA, 2002).
A Arquitetura da Informação e Metadados são conceitos básicos e
fundamentais na concepção de portais e imprescindíveis para o seu sucesso. Isso
implica na organização da informação e na construção de interfaces, usando
recursos de multimídia, tecnologia que, somadas à informação precisa, permite ao
usuário localizar a informação desejada através de navegação inteligente e
atraente (MOUTELLA, 2002; MELLY, 2004; FROEHLICH, 2002).
Essas ações são processadas em um ambiente de trabalho que integra
quatro princípios funcionais e nos quais o Portal da Amazônia foi assentado:
metadados (conteúdos digitais) (FROEHLICH, 2002; SOUZA, 1997); visualidade
(layout e design gráfico) (VIANNA, 2000); desenvolvimento e programa
(gerenciamento e apresentação de conteúdos) e negócios (marketing e captação
de recursos). Esses princípios estão relacionados não só às atividades fim
inerentes a operacionalidade do portal, como também, a geração de seus
resultados e produtos (MORVILLE, 2004).
Nesse contexto está caracterizado o Portal da Amazônia, recém instalado
na UFPA que apropria experiências anteriores de sistematização da produção de
C&amp;T na região agregando-se outros objetivos afins que, igualmente, buscam na
Internet o caminho para sua divulgação.
Uma das recomendações observadas durante esse processo está contida
na famosa afirmação do guru da usuabalidade na Internet, Jacob Nielsen
“...nunca usar na construção de uma web uma tecnologia que tenha menos de
dois anos e três versões” (apud MOUTELLA, 2002). Da experiência advinda na
execução do projeto e progressiva instalação do Portal da Amazônia, segundo
essa premissa é que se conseguiu definir e estabelecer normas e procedimentos
para construção e manutenção de seus registros e programa.

�2 PORTAL DA AMAZÔNIA: NAVEGANDO ENTRE O RIO E A FLORESTA
Da união de vários objetivos, como o de revitalizar sistemas de informação
e ambientes interativos para ensino e aprendizado, é que são direcionados os
trabalhos do Portal da Amazônia: navegando entre o rio a floresta. Ele está sendo
construído no âmbito da UFPA, como mais um resultado do grande investimento
humano, financeiro e intelectual dos últimos anos, feito na Amazônia e na UFPA.
Trata-se de um projeto aprovado pelo CNPq, que atendeu ao edital 09/2001–
conteúdos digitais, cuja missão é a de “contribuir para o desenvolvimento sócioeconômico regional através da gestão de conhecimento sobre a Amazônia”.
Surgiu em nova versão às tentativas anteriores no uso de tecnologias
aplicadas aos serviços de informação, como os sistemas Informam (década de
80)∗ e Siamaz (década de 90)∗∗. Com linguagem atualizada procura atender a
expectativa da demanda de informação da sociedade sobre temas/subtemas
amazônicos existentes na Internet e, ao mesmo tempo, estimula a produção de
novos conteúdos, realizando ideais de cultura, história, economia, da academia e
do homem.
Além de constituir um referencial do universo de informações sobre a
Amazônia, o Portal integra variados temas específicos que se espraiam em
infinitos sítios na Internet e tem como objetivo principal facilitar o processo de
busca, evitando que o usuário se perca em sites genéricos e distantes de seus
interesses.
Constitui um laboratório de si mesmo, de pesquisa para o seu
desenvolvimento, envolvendo professores, técnicos e alunos da graduação, pósgraduação em todas as atividades que exerce, de ensino, pesquisa e extensão.
Verticalizado, trilíngue, com possibilidade de expansão, além dos dados
oficiais, acadêmicos, apresenta conteúdos informacionais inéditos sobre a cultura,
∗

Sistema de Informação Científica e Tecnológica da Amazônia Brasileira, criado em 1984, com o
objetivo de reunir em um banco de dados toda a produção em C&amp;T da região amazônica.
∗∗
Sistema de Informação da Amazônia, criado em 1989, com o objetivo de reunir a produção em
C&amp;T da Panamazônia

�história, economia, do homem em seu espaço temporal e oferece ainda, ambiente
para negócios, tornando-se um diferencial em meio aos portais pontocom, pontobr
e pontoedu.
Entre seus objetivos básicos estão:
incentivar a pesquisa, produção, criação e edição de temas pertinentes e
relevantes;
sistematizar e disponibilizar o conhecimento sobre a Amazônia já existente
na Internet em dimensões previamente estabelecidas;
facilitar o acesso e a consulta a informação;
utilizar o conhecimento temático nas atividades de ensino, pesquisa e
extensão;
construir ambientes interativos de aprendizagem; e
criar uma biblioteca virtual temática em assuntos determinados.
Para a sua implementação destacam-se como segmentos básicos: a
estrutura e organização da informação, identificação, indexação, alimentação,
atualização, fluxo da informação e dos serviços, centrados nas unidades de
produção

do

Portal:

conteúdos

(informação);

visualidade

(multimídia),

programação (tecnologia) e negócios.

2.1 ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Concebido para apresentar conteúdos sobre a Amazônia e sua natureza
exuberante, sua estrutura tem cinco grandes dimensões para conter sua
extensão, que pudessem ser inter-relacionadas, e de fácil localização durante a
navegação: (Figura 1)

�PRODUTOS E
SERVIÇOS
(bens e serviços,
bolsas, oportunidades)

CULTURAL
Artes, manifestações
populares, Culinária)

ECONÔMICA
(investimentos,
desenvolvimento,
agronegócios)

DIMENSÕES

HUMANA E
TERRITORIAL
(homem, espaço,
historia, geografia..)

ACADÊMICA
(produção científica,
projetos, publicações )

FIGURA 1
Estrutura da informação em dimensões

Diante da concepção da estrutura do portal em Dimensões, foi
desenvolvido um sistema com possibilidade e flexibilidade, suficientes para
capturar, reunir e sistematizar os conteúdos digitais sobre a Amazônia, visando:
Facilitar o acesso indicando claramente o caminho da informação;
Usar uma estrutura lógica e própria de navegação com uma interface
que permita localizar e utilizar a informação precisa;
Atender de modo eficiente às necessidades dos usuários com o
aplicação de recursos gráficos e multimídia, para uma busca eficiente.
(MOUTELLA, 2002)
Logo, a informação está organizada de forma (MELLY, 2004):
hierárquica - pode aprofundar de acordo com a necessidade do usuário;
indexada - faz a busca por palavras chave a informação pontual;
web site - gera páginas dinâmicas a partir do conteúdo do banco de
dados

�2.1.1 Identificação de Conteúdos
Com base na estrutura desenhada começou-se a identificar conteúdos em:
1a) produtos digitais da Região Amazônica disponíveis na Internet, como
bases de dados, bibliotecas virtuais, portais e outros;
2a) nas páginas e unidades de ensino e pesquisa da Instituições de ensino e
pesquisa da região; e
3a) edição de novas páginas/seções com temas pertinentes, criadas
diretamente para o Portal.
Nesse contexto, quatro categorias de documentos foram consideradas para
formar os conteúdos informacionais, segundo sua origem (ROSETTO, 2002):
1. Publicados na Internet (online)
2. formato digital (offline)
3. outros suportes (papel, vídeo, foto) para converter em digital
4. produzidos diretamente na forma digital para o Portal

2.1.2 Alimentação do Portal
Os conteúdos passam por um processo de análise, classificação e edição
antes de serem indexados no banco de dados.
A alimentação é efetivada pela atuação da equipe técnica do Portal e,
paralelamente, pela participação de âncoras, representantes das diversas
unidades produtoras de conteúdos (instituições consorciadas ao Portal), treinados
na metodologia para contribuir na formação do banco de dados.
Para alcançar essa diretriz foi desenhada uma única planilha com os
campos identificadores, comuns e obrigatórios, que são preenchidos segundo o

�tipo de conteúdo que se está cadastrando. Inicialmente cinco conteúdos foram
especificados: publicações, notícias, eventos, áudio visuais e galerias.

2.1.3 Fluxo do Serviço
Os passos desses serviços obedecem a uma seqüência de ações e
estudos que levam a sua forma final. Divididos em três etapas:
1a etapa – Identificação do Conteúdos
localização e identificação de conteúdos digitais;
processamento da informação – avaliação, criação, digitalização
e edição dos conteúdos;
cadastro no Sistema de Gerenciamento de Conteúdos Digitais –
SGCD;
revisão dos itens - checagem e verificação do registro;
2a etapa – Visualização - ilustração, criação e animação
tratamento e programação visual de conteúdos– criação,
desenho, imagem e animação;
3a. etapa - disponibilização nas páginas de acordo com o programa
desenvolvido.
Manutenção

e

registro

dos

conteúdos

no

Sistema

de

Gerenciamento de Conteúdos Digitais – SGCD
apresentação dos conteúdos no Sistema de Apresentação de
Conteúdos Digitais nas páginas e locais correspondentes– SACD.

2.1.4 Produtos
Os produtos do Portal apresentados até ao momento (julho/2004) são:
Web site do Portal: http://www.portaldaamazonia.org.br

�- Banco de Dados com conteúdos diversos (sites, links, páginas etc.)
Ferramenta desenvolvida usando software livre de código aberto, que
cria:
-

Metodologia desenvolvida com formato adequado para inclusão
de dados – sistema de gerenciamento e de apresentação de
conteúdos digitais.

-

Manual para preenchimento dos dados

Prestação de Serviços
-

treinamento dos âncoras na metodologia do Portal

-

atendimento a outras instituições.

Produtos acadêmicos
-

Trabalhos apresentados em eventos e publicados em anais e
defendidos em Tese.

3 UNIDADES DE PRODUÇÃO ESPECÍFICAS
Componentes básicos para a operacionalização do Portal, que estão afetos
às atividades pertinentes ao seu desempenho, com a finalidade específica de ser
um referencial ou sinalizar um caminho mais rápido para se chegar à informação
precisa de temas amazônicos. Fundamentalmente, estão reunidos os conteúdos
estritamente regionais, que mostram a Amazônia em diversos aspectos, que ao
serem (re)trabalhados (padrões de metadados) e, dependendo de suas
peculiaridades, recebem uma programação visual (multimídia, layout, ilustração)
adequada para, finalmente, serem cadastrados no programa de gerenciamento e
apresentação de conteúdos (navegação). O espaço comercial permite a
negociação da venda de banners, anúncios e propagandas, vitais para a sua
sustentação, tendo em vista o custo-benefício de seus serviços e produtos.
3.1 CONTEÚDOS DIGITAIS

�Responsável pela identificação e localização de conteúdos; organização e
descrição de dados eletrônicos com uso de metodologia adequada. Além dos
serviços os conteúdos digitais são reconhecidos no sistema como documentos:
textos, imagens e sons. Possuem especificidades que os caracterizam e
possibilitam sua classificação em diferentes tipos de documentos. No âmbito do
Portal, são os seguintes: publicação, notícia, evento, áudio visual e galeria.
Assim, uma vez estabelecidos os padrões de metadados para registro,
descrição e organização dos documentos eletrônicos, os atributos (propriedades)
comuns que os caracterizam, são importantes não só do ponto de vista do
sistema para sua apresentação no Portal, mas para o processo de busca, pois
esses atributos é que irão permitir a busca dos conteúdos mediante palavras ou
expressões relevantes, constantes da sua descrição. (SOUZA, 1997)
Os atributos que identificam cada tipo de conteúdo/documento orientaram e
definiram o trabalho de desenho das planilhas de registro em:
- campos comuns a serem preenchidos para os vários tipos de conteúdos,
como: Autoria, Título, Subtitulo, Local, Data, Resumo, Texto, Arquivo, Url,
Menu/tema, Cadastro de Contribuintes e Cadastro/edição de Relação entre
Conteúdos.
- campos diferenciadores, que são de preenchimento obrigatório e
personalizam cada tipo de conteúdo, como: Tipo, Volume, Fascículo, Página
inicial, Página final, Período, Fonte, Manchete, Resumo.
O Programa apresenta:
cinco 5 telas principais – (1) Edição – (2) Texto – (3) Menu/Tema –
(4)Contribuições – (5) Relacionamentos entre documentos; e
24 campos para preencher.
As telas 1 e 2 são de preenchimento obrigatório, possuem campos que
personalizam cada tipo de documento. Por outro lado as telas 3, 4 e 5 abrem
janelas permitindo fazer pesquisa. É o caso do:

�1) Menu/Tema - Busca das Dimensões para Associação do Conteúdo
2) Cadastro de Contribuintes - Digite parte/todo nome da pessoa-Cadastro
de Pessoa
3) Edição de Relação entre os Conteúdos - Pesquisa de Conteúdos.
Ao se inserir um novo conteúdo (documento) no Portal além de especificar
os seus atributos, é necessário associá-lo a um tema ou assunto, ou seja
dimensão, área, sub-área etc. de acordo com a organização do portal.
Essa organização possibilita a "navegação" pelos conteúdos do Portal,
percorrendo-se os caminhos dos menus apresentados nas dimensões - que são
links para os conteúdos (documentos) do Portal.

3.2 VISUALIDADE
Design gráfico para a criação e layout para apresentação das páginas web
do portal. Representa o lado artístico do Portal onde a criatividade é explorada
para dar contorno visual agradável e, ao mesmo tempo, beleza e estética da
formas. O traço deve estar em harmonia com a filosofia e o conteúdo do Portal
em imagem, texto, som e cor. Para cada tipo de conteúdo é trabalhado a sua
visualidade na página com a criação do layout, com desenho e animação e, para
tal, são utilizadas softwares apropriados:
-

para a edição de texto em HTML;

-

para

animação

e

computação

gráfica,

como

Flash,

Dreamweaver, Corel Draw, Front Page, como também desenhos
a mão livre.
A programação visual do portal obedeceu aos seguintes critérios:
•

as imagens, ilustrações são definidas a partir dos conteúdos, com
cuidado para não tornar o arquivo muito extenso;

�•

uso de escala de tons e cores regionais padrões com variações do
verde, terra, ocre;

•

o layout das páginas, estabelecendo formatos para apresentação das
páginas e do texto;

•

Criar logomarcas, animar páginas, criar sites, arquivos multimídias,
tratar e editar imagens.

3.3 DESENVOLVIMENTO E METODOLOGIA
Laboratório e fábrica para projeto, implementação, implantação e
manutenção de ferramentas para registro, gerenciamento e publicação de
documentos digitais na web, em um ciclo permanente de aperfeiçoamento e
atualização tecnológica.
Para registro das informações e formação do banco de dados foi
desenvolvida uma metodologia adequada usando linguagens e padrões técnicos
de comunicação que facilitam a localização da informação, com interfaces
acessíveis para navegação.
Foram desenvolvidos dois programas principais que funcionam de forma
integrada e juntos formam a base do Portal:
•

Sistemas de Gerenciamento de Conteúdos Digitais (SGCD) - possibilita
a manutenção do registro de documentos e a sua publicação no Portal
da Amazônia;

•

Sistema de Apresentação de Conteúdos Digitais (SACD) - possibilita a
navegação no Portal da Amazônia, dando acesso aos documentos
registrados no Portal.

Ambos são aplicativos, escrito em PHP, utilizando banco de dados MySQL,
para servidor web, Apache.

�A linguagem PHP se apresenta como ferramenta fundamental, pois ela
possibilita o desenvolvimento de sistemas dinâmicos para Web. A Orientação a
Objetos é o paradigma que foi utilizado para o desenvolvimento.
As ferramentas, tecnologias e conceitos existentes aplicados:
PHP(Hypertext Preprocessor), MySql, Padrões de Análise, Projeto e
Código, Arquitetura de Software em Três camadas, UML(Unifield Modeling
Language), GNU CVS(Sistema de Controle de Versões), XML(eXtensible Markup
Language), entre outros.
3.4 NEGÓCIOS, MARKETING E CAPTAÇÃO DE RECUSOS
Promove a venda da marca do Portal e objetiva estabelecer parcerias para
captação de recursos para sustentação dos programas do Portal
Há necessidade de continuo investimento de recursos externos, de
convênios e contratos, independente dos recursos orçamentários institucionais,
para sua sustentação. As empresas, indústrias e outros organismos têm aporte
para investir em pesquisa e desenvolvimento de projetos e tecnologias.
O Negócio se subdivide em duas linhas mestras:
1) Pesquisa – inclui bolsas, equipamentos, metodologia de portal,
informática e informação
2) Manutenção e Atualização – inclui marketing, manutenção do s
programas, trabalhos

4 ESTRUTURA ADMINISTRATIVA
A estrutura administrativa do Portal conta com um suporte computacional,
material e de recursos humanos suficientes para a execução das tarefas. Então
há unidades executivas e de produção com pessoal treinado para cumprimento
das etapas.

�4.1 UNIDADES EXECUTIVAS
Há a unidade administrativa e a de produção técnica que executam as
tarefas específicas.
A unidade agrupa professores, técnicos e bolsistas em:
Coordenação
unidades administrativas

Secretaria

Conteúdos Digitais
Visualidade
Desenvolvimento e programas
Marketing e captação de
recursos

unidades de produção específicas

4.2 RECURSOS HUMANOS
20 pessoas estão alocadas para o cumprimento das atividades:
•

Professores (5) das áreas de Letras, Comunicação, Informática,
Biblioteconomia.

•

Técnicos

(7):

Bibliotecários,

Analistas

de

Sistemas,

Jornalista,

Tradutores.
•

Apoio (1): Secretaria

•

Bolsista de graduação (5): Comunicação, Letras e Artes, Engenharia
Elétrica, Ciência da Computação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�Este trabalho tem por finalidade mostrar a experiência da UFPA na
elaboração de um Portal Acadêmico, sem entrar na discussão epistemológica do
que seja ou caracteriza um portal.
Portanto, qualquer iniciativa que venha a ser tomada para a construção de
portais ou implementação de serviços de informação tem como pressupostos
essenciais o tratamento de conteúdos (metadados), a questão da visualidade (uso
de multimídia) e o desenvolvimento de programa para construir uma ferramenta
computacional imprescindível para a operacionalidade do processo.
Com a Internet novos serviços surgem, desta feita, executados com apoio
dos recursos de tecnologia de informação, como computadores, redes e
programas. É uma nova maneira de executar serviços de informação e a
linguagem comum utilizada nesse contexto é a do compartilhamento de um
grandioso acervo de informação em âmbito universal. Por outro lado a nova
classe social dos internautas é, cada vez mais, exigente e de demanda crescente.
Pela dificuldade de se localizar a informação sobre a Amazônia na web e
diante da imensa quantidade de documentos inúteis e multiplicados, é que se
pensou na criação de um portal estruturado e capaz de estabelecer um
mecanismo inteligente de busca e recuperação da informação. Surge então o
Portal da Amazônia como um elemento chave no processo de organização e
recuperação de informação dimensionada sobre a Amazônia, como uma
ferramenta a mais de busca no mundo da informação mutimídia.
As novas tecnologias provocam o uso de técnicas de reengenharia para o
processo dinâmico da gestão da informação (cadeia produtiva e disseminativa) ao
mesmo tempo que facilitam viabilizar metas para colocar no mercado produtos
tangíveis de informação. Dentro desse contexto, o Portal da Amazônia, muito
mais que uma “ferramenta de busca” de informações sobre a região, procura
sistematizar as informações sobre a Amazônia, dando confiabilidade e
credibilidade das informações disponibilizadas neste portal, em função de ser um
projeto institucional da maior universidade pública da região.

�REFERÊNCIAS
CONSELHO NACIONAL DE PESQUISA. Brasília. Metodologia aplicada a
construção de portais web.
_______. Portal da Amazônia: navegando entre o rio e a floresta. BRASÍLIA,
2001. Projeto 551634/01-4. aprovado em 17/12/2001.
FROEHLICH, Thomas J. Arquitetura da informação (palestra com
videoconfer6encia). Campinas: embrapa Informática Agropecuária, 2002.
Dsisponível em: http://www.cnpm.embrapa.br/destaque/palest/ikma.html.. Acesso
em: 28/06/2004.
MELLY, Mylene. Estruturação da informação e organização de diretórios.
Disciplina Produção de web sites. São Paulo: Escola de Comunicação e Artes da
USP, 2004. Disponível em : http://www.eca.usp.br/prof/mylene/cje-566/estrutinf/.
Acesso em 28/06/2004.
MORVILLE, Peter. Software para arquitetos da informação. AIfIA em português.
Instituto Asilomar para Arquitetura da Informação. Tradução de Marcos Savieri,
2004. Disponível em:http://aifia.org/pt/translations/000345.html. Acesso em:
27.06.2004
MOUTELLA, Cristina. Usabilidade: Keep it simple, stupid. 2002. Disponível em:
http://www.iis.com.br/~moutella. Acesso em: 10/01/2004.
PINHEIRO, lena Vânia R. Comunidades científicas e infra-estrutura tecnológica
no Brasil para uso de recursos eletrônicos de comunicação e informação na
pesquisa. Ci. Informação, Brasília, v.32, n.3, p. 62-73, out., 2003. Disponível em:
http://www.cionline.ibict.br. Acesso em: 03/03/2004.
ROSETTO, Marci; NOGUEIRA, Adriana H. Aplicação de elementos metadados
Dublin Core para descrição de dados bibliográficos on-line da Biblioteca digital de
teses da USP. In: SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 12, 2002.
Recife, 2002. 1 CDR
SILVEIRA, Flavio R. Motivação e fatores críticos de sucesso para o planejamento
de sistemas interorganizacionais na sociedade da informação. Ci. Informação,
Brasília, v.32, n.2, p. 107-124, maio/ago. 2003. Disponível em:
http://www.cionline.ibict.br. Acesso em: 03/03/2004.

�SOUZA, Terezinha B.; CATRINO, Maria Elisabete; SANTOS, Paulo César .
Metadados: catalogando dados na internet. Transinformação, Campinas, v.9, n. 2,
maio/ago., 1997. Disponível em:http://www.pucampinas.br/~biblio/tbsouza92.html.
Acesso em: 08/11/2002.
VIANNA, Michelangelo MM. Webdesign. Criação, estruturação e design gráfico
profissional de sites e homes pages para a Internet. Disponível em:
http://karina.etcom.ufrgs.br/~mazzardo/webd3.htm. Acesso em: 27/06/2004.
________. A Internet e o bibliotecário: a adaptação de habilidades profissionais
frente
aos
novos
serviços.
Disponível
em:
http://planeta.terra.com.br/educacao/mk2001/artigo.htm Acesso em: 27/06/2004.

∗

Bibliotecária/Especialista. Universidade Federal do Pará – UFPA. Av. Augusto Correia, 1,
Campus Universitário – Guamá - Belém-Pará-Brasil - 66075-900. www.portaldaamazonia.org.br.
www.ufpa.br/bc. pena@ufpa.br
∗∗
Bibliotecário/Mestre. Universidade Federal do Pará – UFPA - Av. Augusto Correia, 1, Campus
Universitário – Guamá - Belém-Pará-Brasil - 66075-900. www.ufpa.br/bc. loms@ufpa.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54223">
                <text>Paradigmas para a construção de portais acadêmicos: o Portal da Amazônia da UFPA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54224">
                <text>Pena, Maria das Graças da Silva; Silva, Luiz Otavio Maciel</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54225">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54226">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54227">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54229">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54230">
                <text>Estrutura organizacional e tecnológica para a construção de portais acadêmicos. Aplicação de diretrizes e padrões para a formação de banco de dados, organização eletrônica de dados, desenvolvimento de ferramenta própria ao processo de alimentação e gerenciamento de conteúdos digitais. Nova versão para um sistema de informação na Amazônia, com interface facilitadora à navegação e comunicação, permitindo localizar a informação de modo ágil e eficiente.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68430">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4929" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="3998">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4929/SNBU2004_112.pdf</src>
        <authentication>b1cf7befbbd84cf5ad930b1f5bcafa94</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54276">
                    <text>ESTRATÉGIA DA UFF PARA ADESÃO DOS PROGRAMAS DE PÓSGRADUAÇÃO AO PROJETO BDTD

Maria Dulce Lagoeiro de Magalhães Gaudie Ley∗
Maria da Penha Franco Sampaio∗∗
Angela de Albuquerque Insfrán∗∗∗

RESUMO
Relata a experiência da Universidade Federal Fluminense - UFF na estratégia
aplicada para adesão dos programas de pós-graduação da Universidade no Projeto
da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – BDTD. A BDTD, iniciativa do
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia -IBICT, visa desenvolver
um catálogo coletivo com acesso unificado de teses e dissertações eletrônicas de
todas as IES brasileiras e sua integração na iniciativa internacional NDLTD Networked Digital Library of Theses and Dissertations – NDLTD, da Virginia Tech
University. A UFF como integrante do Projeto Piloto da BDTD, recebeu em 2003 o
Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações – TEDE,
desenvolvido pelo IBICT para propiciar as IES a disponibilização eletrônica da
descrição e dos textos completos das teses e dissertações defendidas em seu
âmbito. Na UFF, este projeto é coordenado pelo Núcleo de Documentação - NDC,
em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PROPP.

INTRODUÇÃO

Pode-se afirmar que a Internet constitui hoje o maior canal para divulgação da
informação científica, e também, caracteriza-se por ser um grande repositório de
informações desordenadas, onde tudo é possível publicar e os mecanismos de
busca oferecidos não são ainda suficientemente eficazes para permitir a
apresentação de resultados com grau de relevância satisfatório.
Neste ambiente, a máxima de Ranganathan (1931 apud LEITÃO, 2003, p. 15)
“Economizar o tempo do leitor”, tornou-se cada vez mais urgente. Segundo Tomaél
(2000, p. 5 ) “Nenhuma tecnologia da informação teve impacto tão forte nos
profissionais da informação como a Internet que vai mudando as funções, os
paradigmas e a cultura da biblioteca e dos bibliotecários”. O grande desafio atual do
profissional da informação é tornar visível na Rede, de forma ordenada e de fácil

�recuperação, os repositórios de informação científica registrados nos diferentes
suportes, permitindo o intercâmbio mais ágil da informação entre a comunidade
científica.
Dentro desta tônica Marcondes (2001, p. 2), discorre sobre novas soluções
para recuperação mais relevante da informação na Internet:
O desenvolvimento de esquemas de metadados como o Dublin Core
(Weibel3,1995) e sua utilização pelo próprio autor do documento
eletrônico para descrevê-lo e indexá-lo é uma possível solução;
juntamente com tags HTML especiais, as tags METAS, metadados
constituem uma possível solução para a explosão informacional
trazida pela Internet, tornando possível que páginas Web sejam
vasculhadas por programas especiais, chamados ‘aranhas” ou
agentes inteligentes, indexando-as com muito mais qualidade.

Os metadados são formas internacionalmente padronizadas de representação
dos conteúdos informacionais de documentos eletrônicos. Segundo Souza (1997, p.
2)

“a finalidade principal dos metadados é documentar e organizar de forma

estruturada os dados das organizações com o objetivo de minimizar duplicação de
esforços e facilitar a manutenção dos dados”. O Dublin Core destina-se a organizar
essas informações, estabelecendo padrões de descrição bibliográfica eletrônica
através de um conjunto de 15 elementos de metadados considerados mínimos para
facilitar a recuperação de documentos eletrônicos, como: autor, título, assunto,
descrição, colaboradores, data, etc.
È neste contexto da tecnologia de metadados que o Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT desenvolveu a iniciativa do Consórcio
Brasileiro de Teses Eletrônicas, dentro do projeto Biblioteca Digital Brasileira - BDB,
objetivando criar um catálogo coletivo das teses brasileiras em meio digital, que
contenha somente metadados das teses eletrônicas. Cabe a cada universidade
participante do projeto, manter os bancos com os documentos eletrônicos de teses,
cujos metadados serão coletados automaticamente através do protocolo Open
Archives Initiative Metadata Harvesting Protocol.-OAI MHP. O OAI-MHP permite a
interoperabilidade entre bibliotecas digitais e arquivos eletrônicos, possibilitando, no
contexto da BDB, que metadados de outros bancos de documentos eletrônicos ou
bibliotecas digitais possam ser integrados e acessados através de uma interface
única, operada pela instituição coordenadora do consórcio (IBICT). Este também

�vem sendo o padrão adotado pela Networked Digital Library of Theses and
Dissertations-NDLTD, da Virginia Tech University , que permitirá a integração das
teses eletrônicas brasileiras a esta iniciativa internacional.
O conjunto de metadados adotados pelo Consórcio, denominado Padrão
Brasileiro de Metadados de Teses e Dissertações - MTD-BR, baseia-se no conjunto
de 15 elementos de metadados Dublin Core, estendido para conter outros campos
específicos de teses ajustados à realidade brasileira, como nomes para citação,
CPF, etc. Os metadados das teses eletrônicas são codificados em XML como
formato de arquivo para intercâmbio de dados, conforme o OAI-MHP.

O QUE É A BDTD

A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - BDTD, consiste em uma das
ações do programa Biblioteca Digital Brasileira - BDB, a cargo do IBICT, objetivando
desenvolver um catálogo coletivo com acesso unificado de teses e dissertações
eletrônicas de todas as IES brasileiras e sua integração na iniciativa internacional
NDLTD, da Virginia Tech University.
A BDTD constitui-se num dos serviços da Biblioteca de C &amp; T a cargo do
IBICT,

que

atua

como

agregador

das

diversas

iniciativas

das

IES

de

desenvolvimento de bibliotecas digitais de teses e dissertações a nível nacional.
Enquanto as IES têm na BDTD o papel de provedor de dados, disponibilizando os
registros bibliográficos e textos completos das teses e dissertações eletrônicas
defendidas em seu âmbito, o IBICT opera, a nível nacional, como provedor de
serviço, agregando na BDTD as diversas iniciativas da IES e, a nível internacional,
como provedor de dados, respondendo pela publicação das teses e dissertações
defendidas por brasileiros no exterior.
O projeto da BDTD foi concebido para contemplar tanto as iniciativas das IES
brasileiras que já haviam implementado bibliotecas digitais de teses e dissertações
(USP, PUC-Rio, UFSC), como para aquelas que ainda não tinham desenvolvido
sistemas de bibliotecas digitais, permitindo uma visão integrada da produção de
ambas as vertentes.

�O PROJETO-PILOTO PARA IMPLANTAÇÃO DA BDTD

Para as IES que ainda não tinham iniciativas de publicação eletrônica da
produção acadêmica de teses e dissertações, o IBICT elaborou um projeto piloto
para implantação da BDT em quatro Universidades selecionadas: Universidade
Católica de Brasília - UCB, Universidade de Brasília - UnB, Universidade Federal do
Ceará - UFC e Universidade Federal Fluminense - UFF. O pacote incluía além do
fornecimento de infra-estrutura necessária à implantação da BDTD, também a
distribuição do Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações –
TEDE, sistema computacional desenvolvido pelo IBICT para permitir a publicação
eletrônica das teses e dissertações a nível local (no âmbito da Universidade) e sua
integração a BDTD nacional.
O plano de trabalho para implantação dos projetos-piloto foi organizado em
quatro seções principais: atividades de repasse, cronograma de atividades, custos e
avaliação dos resultados.
As atividades de repasse envolveram a definição de equipes do IBICT e das
IES participantes, a preparação do ambiente computacional, a visita de técnicos do
IBICT e o acompanhamento das atividades de adoção do pacote. A equipe do IBICT
que visitou as IES participantes do projeto-piloto no ato do repasse do pacote, era
composta do coordenador do projeto BDTD, de um profissional de informática e de
um profissional de informação, com as respectivas funções de apresentar o projeto
para a comunidade local, dar suporte nos problemas de instalação e operação do
TEDE e treinar o pessoal envolvido na alimentação da BDTD. Coube às IES
envolvidas definir equipe para gerência da BDTD a nível local, composta de um
coordenador do comitê de implantação e representantes de programas de pósgraduação, bibliotecas e técnicos de informática, com o mínimo de dois participantes
para cada segmento. A preparação do ambiente computacional para recebimento
do TEDE requereu a instalação dos seguintes sistemas: Plataforma Unix/Linux/BSD;
servidor Web Apache; sistema gerenciador de banco de dados MySQL; programa de
conversão de textos para o formato pdf. O plano continha toda a agenda da visita
técnica, com programação prevista para dois dias de atividade.

�O pacote foi repassado sem ônus para as IES envolvidas, compartilhando-se
somente os custos da visita técnica da equipe do IBICT. Após a implantação do
projeto-piloto nas quatro universidades selecionadas, o IBICT vem estendendo o
pacote a outras IES através de workshops produzidos em sua própria sede.

A BDTD na UFF
A primeira iniciativa de reunir e divulgar a produção intelectual de teses e
dissertações da Universidade foi do NDC, com a publicação do “Catálogo de Teses
e Dissertações da UFF”, que cobriu o período de 1970 a 1985.

As

teses/dissertações referentes aos anos de 1986 a 1992 chegaram a ser coletadas,
mas o catálogo não foi publicado. Após essa data a divulgação da produção
acadêmica de teses/dissertações restringiu-se ao catálogo eletrônico do sistema de
bibliotecas da UFF ( http://www.ndc.uff.br/argonauta ), implantado em 2000, que
arrola cerca de 4000 referências bibliográficas das teses/dissertações defendidas na
Universidade, abrangendo inclusive a produção já divulgada no extinto catálogo,
visto serem canais diferentes de informação.
Em 2003 tem inicio na UFF a implantação do Projeto-piloto da BDTD e, como
preconizava o plano de trabalho do IBICT, a Universidade determinou que a
gerência do projeto ficasse a cargo do Núcleo de Documentação - NDC, órgão
coordenador do Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade, em parceria
com a Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação - PROPP e os programas de pósgraduação da Universidade. Para participar do treinamento oficial, foram
selecionados seis programas de pós-graduação: educação, história, geologia e
geofísica marinha, geociências e geoquímica, física e matemática, juntamente com
cinco bibliotecas do sistema NDC que atendem aos respectivos cursos. O apoio de
informática para instalação e futuras correções do sistema TEDE, ficou a cargo de
um técnico com conhecimento da linguagem Linux lotado, na ocasião, no NDC.
O sistema TEDE para publicação das teses e dissertações eletrônicas (TDEs)
foi desenhado em quatro módulos, que devem ser alimentados sucessivamente
pelos atores, ou seja, o administrador do sistema, secretários dos programas de
pós-graduação, autores das TDEs e o bibliotecário. Assim sendo, o sistema seguirá
um fluxo de alimentação de forma que a liberação de um módulo posterior

�dependerá sempre do cumprimento correto das ações específicas do(s) módulo(s)
anterior(es).
Os módulos que compõem o sistema TEDE se apresentam na seguinte
ordem: Administração, Pós-graduação, Autor e Biblioteca. O módulo administração é
responsável pela customização do sistema e habilitação dos usuários que irão
operar os demais módulos. A publicação de uma TDE se inicia no módulo pósgraduação. O módulo Autor é utilizado para submissão da Tese ou Dissertação
Eletrônica. Cabe à Biblioteca depositária a finalização da catalogação e publicação
da TDE. Os usuários responsáveis pela operação de cada um destes módulos, com
exceção do módulo Autor, são selecionados no âmbito da função que exercem na
IES.
Por ocasião da implantação da BDTD, todos os secretários dos programas de
pós-graduação selecionados e bibliotecários catalogadores das bibliotecas que
atendem a estes cursos, foram devidamente treinados pelos técnicos do IBICT para
inserção de dados no sistema TEDE.
Alguns fatores contribuíram para o atraso na alimentação efetiva do banco de
teses, como por exemplo, a deflagração de uma greve nacional nas Universidades
Federais e o afastamento por aposentadoria da coordenadora do projeto na UFF.
Vencidas estas barreiras e selecionado o novo coordenador do projeto na
UFF, decidiu-se que a melhor estratégia para retomada dos trabalhos seria a
atuação do coordenador em todos os papéis que envolvem a publicação de uma
TDE, para que se familiarizasse com as rotinas de alimentação de todos os módulos
do sistema e obtivesse prática para a solução dos possíveis problemas.

Os

secretários dos programas de pós-graduação envolvidos no projeto piloto obtiveram
dos autores seus respectivos documentos eletrônicos, acompanhados das
autorizações assinadas para publicação. Os secretários, juntamente com o
coordenador da BDTD/UFF, inseriram os dados das TDEs correspondentes aos
módulos Pós-graduação e Autor. Após a inserção desses dados, os bibliotecários
catalogadores cumpriram as tarefas relativas ao módulo biblioteca, incluindo a
publicação das TDEs na BDTD/UFF.

�Para auxiliar o cumprimento das rotinas de alimentação da BDTD, foi
preparado um manual e uma apresentação em Power point pela nova coordenação
do projeto BDTD/UFF, contendo a descrição e demonstração de todos os passos
para alimentação de cada módulo do sistema TEDE. A opção de que nesta fase
de treinamento os secretários também exercessem as tarefas do autor, foi calcada
na necessidade de embasamento

destes membros, a fim de torná-los aptos a

repassar a metodologia aos futuros autores.
A aplicação desta metodologia não transcorreu sem percalços, destacandose, como exemplos, as dificuldades de agendamento com os secretários e
bibliotecários envolvidos, e a apresentação de suportes (CDs e disquetes) com
defeito, dados incompletos dos autores e/ou contribuidores .
Com base nesta experiência, aliada à necessidade de estender a BDTD aos
demais programas de pós-graduação da Universidade, é que se pensou em
estabelecer estratégias para adesão de novos programas. Buscou-se sensibilizar os
dirigentes, os coordenadores de programas de pós-graduação e demais envolvidos
na alimentação das TDEs, a fim de tornar claro que a BDTD

constitui uma

oportunidade de projetar a UFF a nível nacional e internacional, dando visibilidade a
sua produção acadêmica.

METODOLOGIA

PARA

PUBLICAÇÃO

DE

TESES

E

DISSERTAÇÕES

ELETRÔNICAS NA BDTD-UFF.

A BDTD foi projetada inicialmente para reunir somente as teses/dissertações
apresentadas

em

formato

eletrônico

(TDEs),

prevendo-se

futuramente

o

desenvolvimento do sistema para contemplar também as teses/dissertações em
papel.
Em face desta perspectiva, pretende-se sistematizar primeiramente a coleta e
publicação das atuais e futuras TDEs. A definição de uma

metodologia para

publicação das teses/dissertações em papel na BDTD será desenvolvida numa
segunda etapa, com o objetivo de preparar antecipadamente o ambiente para
publicação destes documentos tão logo o sistema permita.

�Sabemos que a partir da segunda metade da década de 90, o computador já
era uma ferramenta bastante utilizada na confecção dos trabalhos acadêmicos, mas
como a apresentação do produto final era em papel, não havia grande preocupação
dos autores em manter estes arquivos eletrônicos, sobretudo quando a digitação do
texto era efetuada por profissionais especializados, que lhes repassavam somente a
versão impressa do documento.
Diante desta premissa, nos concentraremos na coleta e na publicação
sistemática das TDEs a partir do ano 2000, deixando os documentos anteriores a
esta data para serem tratados juntamente com os em papel.
A coleta e a divulgação das TDEs a partir de 2000 se dividirá em duas etapas:

TDEs defendidas entre 2000-2003
Para recuperação e publicação das TDEs defendidas entre 2000 e 2003,
anteriores as ações sistematizadas para publicação na BDTD, as secretarias dos
programas de pós-graduação deverão adotar os seguintes procedimentos:
- levantar o universo de TDEs defendidas no período;
- enviar correspondência aos autores dos referidos documentos, contendo
os seguintes tópicos:
- informações sobre a BDTD;
- indagação sobre o desejo ou não em publicar sua TDE na BDTD;
- verificação da existência ou não do arquivo eletrônico do documento;
-para

os

autores

que

possuírem

os

arquivos

eletrônicos

de

teses/dissertações e optarem por publicá-las na BDTD, solicitar que indiquem a
opção de inserir os próprios dados e arquivos referentes ao módulo Autor do sistema
TEDE ou deixar estas funções a cargo da secretaria do programa de pós-graduação.
-

Assumir as rotinas do módulo Autor, para os autores que optarem pela
última alternativa acima.

TDEs defendidas a partir de 2004
Para as TDEs defendidas a partir, de 2004, após o estabelecimento das
ações sistematizadas para publicação na BDTD, as secretarias dos programas de

�pós-graduação deverão atuar, dentro dos períodos previamente estabelecidos, da
seguinte forma:
- Receber uma cópia dos arquivos eletrônicos da tese/dissertação
acompanhada do formulário de autorização para publicação na BDTD devidamente
assinado e com a indicação da modalidade de publicação selecionada;
- orientar o autor nos procedimentos de conversão dos arquivos em formato
PDF e inserção de dados e arquivos no módulo Autor do sistema TEDE;
- cumprir as etapas do módulo pós-graduação do sistema TEDE;
-

liberar a senha do autor para submissão da TDE no módulo Autor do

sistema TEDE;
- revisar os dados e arquivos submetidos pelo autor;
- liberar a TDE para publicação no módulo Biblioteca do sistema TEDE;
- enviar cópia dos arquivos da TEDE para a guarda da Biblioteca.
À Biblioteca Depositária caberá a finalização da catalogação e publicação da
TDE, além da guarda do suporte eletrônico e registro do documento no catálogo
eletrônico da UFF, que deverá disponibilizar link para o texto completo na BDTDUFF.

PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFF

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação-PROPP da UFF gerencia
atualmente 42 Programas de Pós-Graduação Stricto sensu (18 Cursos de Doutorado
e 42 de Mestrado), em áreas de pesquisa consolidadas, bem conceituadas na
CAPES e de grande impacto na comunidade científica, como o curso de História,
que é o único no país com conceito 7.
De acordo com a estrutura organizacional da UFF, os programas de pósgraduação estão distribuídos de acordo com quadro abaixo.

�MES
CENTROS
Ciências

TRADO

DOUT
ORADO

TOT
AL

11

03

14

Estudos

20

11

31

Estudos

04

01

05

Tecnológic

07

03

10

TOTAL

42

18

60

Médicas

Gerais

Sociais

o

Deste universo, somente 06 mestrados e 05 doutorados de 06 programas de
pós-graduação, selecionados para participar do projeto piloto da BDTD-UFF, estão
alimentando a BDTD.
Dentro deste contexto, após avaliação do Projeto piloto já apresentada neste
trabalho, foi estabelecida uma nova estratégia para adesão dos demais Programas
de Pós-graduação ao projeto BDTD/UFF estabelecendo novas

prioridades

e

normas para alimentação da BDTD, mantendo contudo os fluxos de alimentação por
módulos, de acordo com a instrução do IBICT.

AÇÕES PARA AMPLIAÇÃO DO PROJETO BDTD/UFF
Para criar um ambiente institucional propício para adesão dos demais
programas de pós-graduação à BDTD/UFF é necessário que seja implementada as
seguintes ações:

Normativas:

�Caberá a PROPP as seguintes ações:
-

criar

instrumentos normativos para determinar a obrigatoriedade da

entrega das TDEs em formato eletrônico, às secretarias dos programas de pósgraduação e estabelecer prazos para os envolvidos na publicação

das TDEs

cumprirem suas rotinas;
-

designar representante para acompanhar juntamente com a coordenação

da BDTD, a adesão e atuação dos programas de pós-graduação no projeto;
- informar periodicamente à coordenação da BDTD, o número de
teses/dissertações defendidas em cada programa de pós-graduação;
-

promover reuniões periódicas com os coordenadores dos programas de

pós-graduação, representante da PROPP e coordenador da BDTD, para avaliação
do desenvolvimento da base.

Infra-estrutura:

-

prover as secretarias dos programas de pós-graduação de insumos para agilizar

os procedimentos de alimentação da BDTD e atender as necessidades dos autores
(computadores e softwares, como o Adobe Acrobat Writer);
-

Manter no NDC equipe permanente de suporte a BDTD, formada por um

bibliotecário (coordenador do projeto), um profissional de informática e dois bolsistas
que deverão treinar e orientar os atores (secretários, autores e bibliotecários) na
alimentação da BDTD, divulgar a BDTD na Universidade, manter atualizados os
instrumentos para alimentação da BDTD (manuais e apresentações), solucionar
problemas de informática do sistema TEDE, colaborar com os programas de pósgraduação na inserção de dados das TDEs, etc.

Customização do sistema:
Alterações no site do sistema TEDE de forma a torná-lo mais interativo tanto
aos usuários responsáveis pela alimentação como àqueles que irão consultar as
TDEs , incluindo:

�-

novo designer da Homepage com destaques para o usuário pesquisador e

operacional;
-

informações gerais sobre a BDTD;
links para sites de interesse (BDTD Nacional, NDLTD e outros bancos de

teses/dissertações);
-

registro numérico de TDEs incluídas por programa de pós-graduação;

- destaque para a interface de busca e ajuda sobre como pesquisar;
-

instruções para os autores sobre como publicar suas TDEs e disponibilização do

formulário de autorização;
-

manual e apresentação dos procedimentos para alimentação dos módulos do

sistema TEDE;
-

integração da BDTD ao catálogo eletrônico da UFF, que passará a conter links no

registro bibliográfico das TDEs, para os documentos disponíveis em texto completo
na BDTD;
- canal de comunicação com os usuários, como e-mail, FAQs, espaço para notícias
de interesse, fórum de discussão para os operadores do sistema, etc.

Divulgação:

Divulgar a BDTD-UFF através das seguintes ações:
- noticiar a BDTD nos diversos canais de comunicação da UFF (boletins, informes,
sites, etc.);
-

incluir links para o site da BDTD-UFF nos sites da PROPP e dos programas de

pós-graduação;
-

elaborar folders e cartazes para divulgação nos cursos de pós-graduação;

-

agendar palestras sobre a BDTD para alunos dos cursos de pós-graduação.

�CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS ACÕES
Segundo semestre de 2004
AÇÕES
Jul.
Normativas

Ago.

Set.

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Infra-estrutura
Customização

x

Divulgação

Out.

Nov.

Dez.

x

x

x

x

Durante o período de implantação da nova proposta para adesão dos demais
programas de pós-graduação, a BDTD/UFF continuará trabalhando com os 06
cursos do projeto-piloto e mais aqueles que forem sensibilizados para adesão ao
projeto.

CONCLUSÃO
As ações arroladas neste trabalho são essenciais para o sucesso da
BDTD/UFF conforme aponta a bibliografia consultada.
Institucional,

onde

todos

os

segmentos

da

A

BDTD é um projeto

Universidade

devem

estar

envolvidos/sensibilizados, sobretudo a alta administração. Espera-se com esta
metodologia de trabalho atrair os demais programas de pós-graduação para o
projeto BDTD/UFF, para que a produção de teses e dissertações oriundas das
diversas áreas, esteja exposta para o grande público e cumpra o seu real papel,
contribuindo para o desenvolvimento científico do País, possibilitando assim, de
forma mais aparente, o retorno para a

sociedade dos recursos alocados na

Universidade.
Como recomendação ao IBICT, sugerimos que o sistema TEDE possa
permitir a alternativa de inserção de dados de forma descentralizada, além da
alimentação por módulos já disponível, tendo em vista as dificuldades estruturais
enfrentadas por alguns programas de pós-graduação o que poderá acarretar
lentidão na alimentação da BDTD.

�REFERÊNCIAS

FOGOLIN, D. F.; KEMPINAS, A. L. G. Implantação da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da Universidade Estadual Paulista – UNESP. In: SIMPÓSIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas, SP. [Anais
eletrônicos...] Campinas, SP: UNICAMP, 2004. Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?down=8267&gt;. Acesso em: 08 jun. 2004.

GALINDO, M.; PEREIRA,M. S.; LIMA, C. M. V. Bibliotecas Digitais e Metadados:
uma abordagem integradora. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS
DIGITAIS, 2., 2004, Campinas, SP. [Anais eletrônicos...] Campinas, SP: UNICAMP,
2004. Disponível em: &lt; http://libdigi.unicamp.br/document/?view=8283 &gt;. Acesso em:
09 jul. 2004.
LEITÃO, B. J. M. Grupos de Foco: o uso da metodologia de avaliação qualitativa
como suporte complementar à avaliação quantitativa realizada pelo Sistema de
Bibliotecas da USP. 2003. 142 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da
Comunicação)-Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 2003.
Disponível em: &lt; http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27148/tde-12082003150618/publico/barbarajulia.pdf&gt;. Acesso em: 08 jul. 2004.

MARCONDES, C. H. Representação e economia da informação. Ciência da
informação, Brasília, v. 30, n. 1, p. 61-70, jan./abr. 2001.
SILVA, N. C.; SÁ, N. O.; FURTADO, S. R. S. Bibliotecas digitais: do conceito às
práticas. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004,
Campinas, SP. [Anais eletrônicos...] Campinas, SP: UNICAMP, 2004. Disponível
em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8304&gt;. Acesso em: 08 jun. 2004.

SOUZA, T. B. de S.; CATARINO, M. E.; SANTOS, P. C. Metadados: catalogando
dados na Internet. Transinformação, Campinas, v. 9, n.2, maio/ago. 1997.
Disponível em: &lt;http://www.puccamp.br/~biblio/tbsouza92.html. Acesso em : 8 jun.
2004.

�SPONCHIADO, R. A.; VICENTE, V. S. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do
Instituto de Física Gleb Wataghin – Unicamp: relato de experiência. . In: SIMPÓSIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas, SP. [Anais
eletrônicos...] Campinas, SP: UNICAMP, 2004. Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=8263&gt;. Acesso em: 09 jul. 2004.

TOMAÉL, M. I. et al. Fontes de Informação na Internet: acesso e avaliação das
disponíveis nos sites de universidades. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2000, Florianópolis. Anais.... Florianópolis,Disponível em:
&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t138.doc&gt;. Acesso em: 08 jul. 2004.

∗

mdulce@ndc.uff.br
penha@ndc.uff.br
∗∗∗
angela@ndc.uff.br
Universidade Federal Fluminense – Núcleo de Documentação
Rua Visconde do Rio Branco s/nº - Térreo da Biblioteca Central do Gragoatá
24240-006 Niterói/RJ – Brasil http://www.ndc.uff.br
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54250">
                <text>Estratégia da UFF para adesão dos programas de Pós-graduação ao Projeto BDTD.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54251">
                <text>Ley, Maria Dulce Lagoeiro de Magalhães Gaudie; Sampaio, Maria da Penha Franco; Instrán, Angela de Albuquerque</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54252">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54253">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54254">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54256">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54257">
                <text>Relata a experiência da Universidade Federal Fluminense - UFF na estratégia aplicada para adesão dos programas de pós-graduação da Universidade no Projeto da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – BDTD. A BDTD, iniciativa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia -IBICT, visa desenvolver um catálogo coletivo com acesso unificado de teses e dissertações eletrônicas de todas as IES brasileiras e sua integração na iniciativa internacional NDLTD - Networked Digital Library of Theses and Dissertations – NDLTD, da Virginia Tech University. A UFF como integrante do Projeto Piloto da BDTD, recebeu em 2003 o Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações – TEDE, desenvolvido pelo IBICT para propiciar as IES a disponibilização eletrônica da descrição e dos textos completos das teses e dissertações defendidas em seu âmbito. Na UFF, este projeto é coordenado pelo Núcleo de Documentação - NDC, em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PROPP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68433">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4932" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4001">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4932/SNBU2004_113.pdf</src>
        <authentication>51853518130936573782f351eeb514ff</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54294">
                    <text>INCLUSÃO DIGITAL: COMPROMISSO SOCIAL DA BIBLIOTECA DO
COLÉGIO DE APLICAÇÃO, DA UFPE
Maria Engracia Paes Freire Falcão∗
Maria Auxiliadora Carvalho
Maria Marinês Gomes Vidal
Márcia Gonçalves de Oliveira

RESUMO

Trata da inclusão digital imposta pela sociedade da informação, como um dos maiores
desafios enfrentados pela sociedade atual. Descreve os objetivos de uma biblioteca
escolar e as funções exercidas pelo profissional formado em Biblioteconomia como
mediador entre a sociedade e o conhecimento registrado nos mais diferentes suportes.
Destaca a importância do conhecimento no uso do computador como fator
predominante para o desenvolvimento do cidadão. Propõe o treinamento no uso do
computador voltado para os usuários externos do Colégio de Aplicação da
Universidade Federal de Pernambuco, em parceria com alunos da graduação do
Departamento de Ciência da Informação e alunos do ensino médio do próprio colégio.
Considera que a biblioteca, por ser um centro prestador de serviços, deve estar atenta
às mudanças causadas pelos avanços tecnológicos ocorridos de forma global.
PALAVRAS-CHAVE: Inclusão Digital. Bibliotecários. Biblioteca Escolar. Tecnologia da
informação. Sociedade da Informação.

1 INTRODUÇÃO
Vivemos em uma sociedade na qual o computador é peça fundamental. Os
avanços tecnológicos têm transformado radicalmente a vida da sociedade atual por
exigir a utilização dos recursos do conhecimento advindos principalmente, da área
educacional. Essa exigência social tem sido um dos maiores desafios enfrentados pela
sociedade, pois grande parte dela não tem acesso à Educação menos ainda ao uso do
computador.
A Biblioteca Escolar, nesse contexto, tem como um dos principais objetivos o de
ser um centro dinâmico de informação para o processo de ensino-aprendizagem no
ambiente da escola, estimulando a construção do conhecimento, contribuindo para a

�habilidade e o interesse na busca e no uso da informação. É o que foi enfatizado em
recente encontro de ministros de Educação em Tarja, na Bolívia

Uma educação de qualidade para todos deve garantir não somente o
acesso e a permanência de crianças e jovens na escola, mas também
a igualdade de oportunidades para um desenvolvimento integral e uma
aprendizagem pertinente, que inclua o uso e a formação em
tecnologias. (DECLARAÇÃO..., 2003).

Para que a biblioteca se ajuste a essa nova situação educacional, é necessário
que o bibliotecário responsável por ela tenha a permanente iniciativa de procurar
recursos com a visão de sempre melhorar o atendimento a seu público, razão maior
da existência desse ambiente do saber.
Assim sendo, o bibliotecário deve mediar o conhecimento não somente
registrado nos suportes tradicionais, mas também, intervir como mediador dos novos
recursos da informática.
Atenta a essa tendência, a Biblioteca do Colégio de Aplicação ( CAp ) além de
dar apoio didático e informacional aos seus professores, alunos e funcionários, e atuar
também como laboratório de ensino aos alunos licenciandos da Universidade Federal
de Pernambuco e de outras instituições, coloca à disposição de seus usuários
microcomputadores ligados à internet.
No que se refere aos alunos do próprio Colégio, a utilização desses
equipamentos fica facilitada, pois, no currículo da Escola, há disciplinas ligadas à
informática e uso de computadores. Quanto aos usuários externos, a quem a
biblioteca se propõe estender seus serviços, o acesso a esta importante ferramenta
tecnológica acontece com dificuldade devido à falta de conhecimento de sua utilização
por parte desse público.
Por isso, foi elaborado um projeto a ser implantado pela Biblioteca CAp cuja
finalidade é promover a inclusão digital dos usuários externos, através de um
treinamento básico para o uso do computador.

�2 TECNOLOGIA E EXCLUSÃO DIGITAL
A tecnologia sempre exerceu um papel importante e decisivo na história
mundial. Hoje os computadores e as telecomunicações permitem a livre comunicação
e troca de informação entre as pessoas, fazendo surgir uma infinidade de soluções
digitais cada vez mais surpreendentes e poderosas. No entanto todos esses avanços
ainda não estão disponíveis a maior parte da população. Altos custos, falta de infraestrutura, ausência de capacitação e de uma política bem definida para inclusão digital
constituem-se obstáculos, nos países em desenvolvimento, tornando-se quase
impossível o acesso para a população de média e baixa renda.
O coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil e diretor da Akwan
Information Technologies assim se expressa sobre a tecnologia e a exclusão no Brasil:
O Brasil ainda sofre com a exclusão digital devido à escassez de
recursos e a distribuição de renda selvagem. Então, hoje, a Internet é
um fenômeno das classes média e alta. Não há um desafio
tecnológico, mas um problema social e político. A inclusão digital passa
pela universalização do acesso que, cinco ou seis anos atrás,
significava o acesso ao telefone. Mas os tempos mudaram e, hoje,
universalização de acesso está relacionada ao acesso à Internet. Por
que fazer universalização? Eu citaria três motivos que considero os
mais importantes. O primeiro seria o acesso às escolas, porque tudo
começa na educação. Dar às crianças e aos adolescentes a chance de
aprenderem a utilizar a Internet e as ferramentas corriqueiras, como
edição de texto. O segundo motivo seria a universalização do serviço
para a cidadania. O governo é um grande prestador de serviços e
precisa ter uma interface amigável com a população. E o terceiro
motivo seria a questão dos conteúdos. A língua inglesa tem uma
dominância imensa na Internet e isso se reproduz dentro do Brasil. A
linguagem, a problemática, os temas, os tópicos da Internet brasileira
são voltados para o Sudeste, que é a região mais desenvolvida do
país. É preciso que as regiões mais inóspitas, mais remotas, que
também são o Brasil, possam se expressar culturalmente e tenham
uma presença importante nesse universo. ( CAMPOS,2004 apud
DEBATE..., 2004 ).

Permitir a todos o acesso à informação é fator predominante para o
desenvolvimento individual e coletivo do cidadão; e o caminho a ser percorrido para
capacitar o cidadão ao uso crítico da informação é uma tarefa que as escolas, as

�universidades e todos os tipos de bibliotecas, públicas, universitárias e outras, devem
assumir.
Com a implementação de um programa de treinamento no uso do computador,
o Colégio de Aplicação da UFPE, por meio da biblioteca, estará dando um passo
importante no sentido de atuar como um centro dinâmico e atrativo capaz de
influenciar ampliando o acesso à informação e, portanto a cidadania.

3 INCLUSÃO DIGITAL, O GOVERNO E A SOCIEDADE
A Inclusão Digital tornou-se tema fundamental de discussão em encontros,
palestras e seminários tanto por parte do Governo como de organizações não
governamentais. A Segunda Oficina para Inclusão Digital, evento que se realizou em
Brasília, no período de 27 a 30 de maio de 2003, teve como objetivo definir as
estratégias de inclusão e equiparação de oportunidades das pessoas privadas da
cidadania em decorrência de sua exclusão do acesso aos recursos das tecnologias da
informação e comunicação. ( PONTES, 2003).
Felizmente, no âmbito da Cidade do Recife, ( PE ) e sua área metropolitana, é
possível se destacar promissoras iniciativas relacionadas à inclusão digital.
A Prefeitura de Recife apresentou projeto itinerante de inclusão digital na 55ª
Reunião Anual da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC), que
aconteceu de 13 a 18 de julho de 2003, cujo tema foi “Educação, Ciência e Tecnologia
para Inclusão Social”. Os participantes tiveram oportunidade de conhecer a escola
itinerante de informática, onde são ministrados cursos gratuitos sobre editores de
texto, planilhas eletrônicas e navegação na internet em ônibus equipados com
microcomputadores que percorrem comunidades da capital pernambucana.
Outro projeto oferecido pela Prefeitura do Recife, localizado no bairro da Várzea
é a Unidade de Tecnologia da Educação e Cidadania – UTEC5 Gregório Bezerra,
onde os cursos gratuitos de iniciação em informática e internet são oferecidos
mensalmente para a comunidade.

�Ressalta-se o trabalho realizado pelo Instituto Porto Digital para Inclusão Social,
organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover a qualidade de vida e o
bem-estar social através da utilização das tecnologias da informação e comunicação
(TIC). A biblioteca da instituição oferece às comunidades carentes o acesso à
informação, por intermédio de livros, periódicos, oficinas de leitura. O espaço também
é um Infocentro, isto é, espaço físico com computadores ligados à internet para uso
comunitário gratuito. O Instituto tem como meta instalar infocentros em bibliotecas
espalhadas no Estado de Pernambuco( INSTITUTO...,2003 ).
O Núcleo de Tecnologia da Informação ( NTI ) da Universidade Federal de
Pernambuco, também tem contribuído no sentido de assegurar a inclusão digital,
através de variadas ações e programas de treinamento com ênfase nas tecnologias de
processamento da informação. Esses programas são dirigidos ao corpo técnico e
docente. Além disso, os usuários da comunidade circunvizinha utilizam os serviços de
acesso à internet com isenção de custos. Esse ambiente chamado Praça Cândido
Pinto está projetado para atender a comunidade (BOLETIM..., 2003).
A despeito da relevância dos programas mencionados, muito ainda existe por
fazer. Ademais, alguns sofrem problemas de continuidade e constância nas suas
atividades.
Sobre as novas tecnologias da informação e a inclusão digital, cabe aos
bibliotecários refletirem sobre o seu uso e suas aplicabilidades e tentarem participar do
processo. No caso específico da Biblioteca do Colégio de Aplicação da UFPE, há uma
tomada de consciência, sobretudo, pelo seu caráter público.
Como entidade pública, a biblioteca tem a função de oferecer produtos e
serviços para sua comunidade, desenvolvendo essas funções no novo contexto da
sociedade do conhecimento. A questão, segundo Araújo (1996, p. 8), “exige do
bibliotecário uma postura proativa, ou seja, uma postura de antecipação às
necessidades de informação dos usuários”. Um exemplo de reação proativa, segundo
a mesma autora, seria o oferecimento de cursos de treinamento de usuários para

�fornecer as técnicas do manuseio do computador, assim como os instrumentos de
pesquisa.
É necessário que o bibliotecário se atualize e faça uma reciclagem
diante dessa nova ferramenta, uma vez que envolve questões de
natureza política ‘acesso à informação como direito do cidadão’ e a
natureza instrumental ‘aprendizado para utilização das novas
tecnologias da informação’ (ARAÚJO, 1996, p. 8 ).

A Biblioteca do Colégio de Aplicação tenta assumir responsabilidade da
inclusão digital, mediante posicionamento proativo, quando propôs ao Departamento
da Biblioteconomia o tema Inclusão Digital no estágio supervisionado.

4 COLÉGIO DE APLICAÇÃO, A BIBLIOTECA E SUA PROPOSTA DE INCLUSÃO
DIGITAL
O Colégio de Aplicação do Centro de Educação da Universidade Federal de
Pernambuco foi fundado em março de 1958, com o perfil técnico-pedagógico para
funcionar junto à Faculdade de Educação como um laboratório experimental,
atendendo aos acadêmicos das diversas habilitações, visando à elaboração de novas
técnicas pedagógicas e educacionais, municipais e privadas.
A Biblioteca do Colégio de Aplicação tem como missão principal subsidiar as
atividades didáticas desenvolvidas pelos professores do Colégio de Aplicação e
licenciados do Centro de Educação, como também complementar, através do apoio
informacional, o processo de ensino e pesquisa do ensino médio e fundamental. No
entanto, para que a biblioteca ofereça serviços de qualidade, é necessário que o
bibliotecário esteja atento às necessidades dos usuários e defina os recursos para
melhorar o seu atendimento.

4.1 O PROGRAMA DE INCLUSÃO DIGITAL

Prioritariamente, a Biblioteca do Colégio de Aplicação deveria atender aos
usuários do próprio estabelecimento, porém, com a carência de bibliotecas nos

�colégios da Rede Pública Estadual e Municipal, e nas comunidades circunvizinhas, os
alunos dos colégios adjacentes utilizam a Biblioteca do CAp para realizarem suas
pesquisas,que podem ser realizadas através de computadores disponibilizados pela
biblioteca. Contudo, foi observado que pela falta de conhecimentos básicos na área de
informática, tais usuários ficam à margem de realidade virtual. Tal situação reforçou a
idéia de implantar um Programa de Alfabetização Digital para Inclusão Social, através
de um treinamento básico de informática, para fornecer as técnicas do manuseio do
computador, assim como os instrumentos de pesquisa.

4.1.1 objetivos do programa de inclusão digital
A implantação de um Programa de Treinamento no uso do computador para os
usuários da comunidade externa, na Biblioteca do Colégio de Aplicação, tem como
principais objetivos:
a) capacitar os usuários externos na busca de informação, utilizando os
recursos oferecidos pela internet para pesquisa escolar;
b) habilitar os usuários externos na utilização de processador de texto;
c) criar oficinas durante os eventos que ocorrerem na UFPE, utilizando o
projeto para difundir conhecimento e estimular os usuários ao uso das
novas tecnologias;
d) estabelecer parceria entre o Departamento de Ciência da Informação
da UFPE e o Laboratório de Informática do CAp, através da Biblioteca
do CAp, com vistas à implantação do Programa;
e) integrar a Biblioteca do CAp, o Departamento de Ciência da
Informação e o Laboratório de Informática do CAp para as atividades
de ensino, pesquisa e extensão e a aproximação da Universidade à
sociedade.
4.1.2 justificativa para a implantação

�A biblioteca do CAp vem auxiliando os usuários externos em suas pesquisas,
inclusive quando precisam usar o computador. A procura por esse meio é freqüente e
requer uma ação mais efetiva, bem orientada e não apenas pontual, pois é notório o
desconhecimento quanto aos recursos de informática. Por isso, propõe-se oferecer
aos usuários externos e menos favorecidos, a possibilidade de aprenderem a
finalidade e o modo da utilização dos microcomputadores. Busca-se estabelecer o elo
entre os saberes produzidos pela humanidade e as necessidades de seu
compartilhamento por parte dos usuários, a exemplo da internet - um recurso que
permite a troca de informações entre produtores e consumidores de conhecimento.
Nesse

campo

de

atuação

biblioteca

e

bibliotecários

devem

assumir

responsabilidade social. Consciente dessa responsabilidade, foi fácil à Biblioteca do
CAp escolher o tema – Inclusão digital e social em Bibliotecas Escolares como objeto
de estudo em estágio supervisionado de estudantes de Biblioteconomia da UFPE.
Na elaboração de um programa de treinamento sobre o uso das tecnologias da
informação, e, com base nas leituras e observações de outras experiências, a intenção
não foi apenas de colocar os computadores à disposição dos usuários excluídos
digitalmente, mas também alfabetizá-los de forma que eles percebam que a
aprendizagem no uso de tais equipamentos serve, acima de tudo, para o seu
desenvolvimento individual e coletivo.

4.1.3 procedimentos para implantação

Após o levantamento de informações bibliográficas e também contextuais,
providenciou-se uma reunião com a participação do responsável pelas disciplinas
ligadas à Informática do Colégio de Aplicação a fim de se tomar ciência de como o
Laboratório de Informática poderia contribuir para a implantação de um Programa de
Treinamento no uso do computador na biblioteca.
A disciplina Informática, oferecida pelo Colégio de Aplicação, é ministrada no
período da tarde para os alunos do ensino fundamental e médio. As aulas de

�Introdução à Informática são voltadas para os alunos do ensino fundamental, já as
aulas, cujo conteúdo é Linguagem de Programação, são para os alunos de Ensino
Médio.
A solução encontrada para a implantação do Programa de Inclusão Digital na
biblioteca foi estabelecer parceria entre o Departamento de Informática do Colégio de
Aplicação - CAp e o Departamento de Ciência da Informação da UFPE, onde os
alunos de Biblioteconomia e os alunos de Informática do Colégio de Aplicação terão
envolvimento direto na ação.
O Programa de Treinamento deverá oferecer cursos de Iniciação à Informática
com aulas monitoradas pelos alunos do Colégio de Aplicação, sobre processador de
texto, com vista a auxiliar os usuários externos na apresentação digital dos resultados
de suas pesquisas escolares. Os alunos do Curso de Biblioteconomia da UFPE
contribuirão com aulas que ajudarão na busca da informação nos principais
buscadores existentes no mundo digital.
O Programa de Inclusão Digital oferecido pelo Colégio de Aplicação através de
sua biblioteca deverá ser divulgado, para que a comunidade tenha conhecimento de
sua existência.
Ao final de cada curso, será oferecido certificado de conclusão. Com essa
medida, espera-se incentivar os usuários a participarem de outros cursos e ampliar a
divulgação dos serviços prestados pela Biblioteca.

4.1.4 resultados esperados

O Programa de Inclusão Digital sob a coordenação da Biblioteca do CAp-UFPE
deverá apresentar como resultados:
a) usuários externos capacitados no uso do computador e na pesquisa escolar;
b) atitude positiva e satisfação desses usuários em relação à prestação de
atendimento de uma biblioteca escolar;

�c) melhoria do desempenho escolar e universitário dos alunos envolvidos com
o processo de ensino dos usuários externos;
d) melhoria da integração entre Biblioteca do CAp, Laboratório de Informática
do CAp e Departamento de Ciência da Informação da UFPE, assim como
dessas

unidades

de

informação

e

formação

com

a

comunidade

circunvizinha da UFPE;
e) visibilidade da função educativa e social da biblioteca pelos envolvidos e
beneficiados pelo programa de treinamento.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O analfabetismo digital só será erradicado ou reduzido a proporções mínimas,
se houver um comprometimento maior da sociedade no processo de formação dos
cidadãos.
A inclusão digital, pela inserção das pessoas nesse novo quadro, é missão de
todos, que devem estar unidos na luta pela questão, criando ações para disseminar o
conhecimento, pois prevalece a idéia de que a democracia plena só é possível com
oportunidades iguais para todos.
A biblioteca, por ser um centro prestador de serviços, deve estar atenta às
mudanças causadas pelos avanços tecnológicos que ocorrem de forma global.
A promoção de um treinamento na área de informática pela Biblioteca do CAp
aos seus usuários externos poderá contribuir para o crescimento da cidadania para os
menos favorecidos.
ABSTRACT

It discusses about digital inclusion imposed by society of information, such as one of
the greatest challenges faced by the actual society. It describes the school library aims
and functions operated by the graduated Librarianship as a mediator between society
and the registered knowledge on most different supports. It shows the main aspects
that object the programs support of digital inclusion. It demonstrates the importance
about computers use knowledge as a predominant factor for social and common
development of the citizens. It offers a training program model in the use of computers

�directed to extern users of the Colegio de Aplicação. It concludes that a library which is
a service center, must be diligent through changes caused by global technological
advances occurred.
KEYWORDS: Digital Inclusion Program. Librarian. School Library. Information
Technology. Information Society.

REFERÊNCIAS
ACESSO À INFORMAÇÃO PROMOVE INCLUSÃO DIGITAL. Atualizado em:
30/07/2003. Disponível em: http://www.comcienciabr/reportagens/cultura.html. Acesso
em: 10 jan. 2004.
ARAÚJO, Eliany Alvarenga. Sociedade da Informação: espaço da palavra onde o
silêncio mora, São Paulo, 1996. ( Ensaios APB, 31).
BOLETIM INFORMATIVO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Recife:
Incampus, 2003. nº 69.
BONETI, Wessler. Educação, exclusão e cidadania. Ijuí ,RS: UIJUI, 1997. 210 p.
COSTA, Maria de Fátima Oliveira; ANDRADE, Ivone Bastos Bonfim. Necessidade de
informação da comunidade do distrito de Taquara: uma experiência de extensão
universitária. Informação &amp; Sociedade: Estudos.
CUNHA, Rodrigo. Informatização nas escolas ainda é pequena. Atualizado em: 30 jul.
2003. Disponível em:&lt;http://www.comcienciabr/reportagens/cultura.html&gt;. Acesso em:
10 jan 2004.
DEBATE: inclusão digital, Revista Minas faz ciência, n. 15. Disponível em:
&lt;http://revista.fapeming.Br/15/debate.html.&gt; Acesso em: 20 fev. 2004.
DECLARAÇÃO de Tarja. IN: CONFERÊNCIA IBEROAMERICANA DE EDUCAÇÃO,
13., 2003, Tarj, Bolívia. Disponível em: &lt;http:// www.minedu.gov.br/dectar/docs/doc.
Acesso em: 20 jan 2004.
DUARTE, Emeide Nóbrega. Situação das Bibliotecas Escolares da rede privada do
ensino de 1º e 2º graus, face, as exigências da globalização da informatização: estudo

�realizado em João Pessoa. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
E DOCUMENTAÇÃO, 18., 1997, São Luís do Maranhão. Anais... São Luis do
Maranhão: FINEP, 1997. 3 disquetes.
GUIMARÃES, Maria Lúcia dos Santos. Informação e transferência de tecnologia.
Informação &amp; Sociedade: Estudos. João Pessoa, 2002. 1 CD-ROM.
INSTITUTO
PORTO
DIGITAL.
Recife,
2003.
&lt;htpp://www.portodigital.org.br.htm&gt;. Acesso: 10 jan. 2004.

Disponível

em:

PONTES, Gabriela Governo debate inclusão digital com sociedade civil e população.
Sociedade Digital.Rio de janeiro, v. 1, n.2 , p 1, jun. 2003. Disponível em &lt; http://
www.comunicação.pro.br /sete pontos/2/oficina.htm. Acesso em 10 jan 2004.
SOUZA, Flávio. Internet nas escolas ainda faz diferença: caminhos para promover a
inclusão digital dos alunos. Sociedade Digital, Rio de Janeiro,v. 1, n. 2, p. 1, jun. 2003.
Disponível em: http://www.comunicao.pro.br/setepontos/2/aprender.htm. Acesso em:
10 jan. 2004.
TECNOLOGIA e Sociedade: rede promove comunicação entre estudantes e mercado
de trabalho e debate nas relações humanas. Jornal da Unicamp, Campinas,SP, set.
2001. Disponível em: &lt;http://www.unicamp.br/unicamphoje/ju/set2001/htm. Acesso em:
10 jan.2004.
VILLALOBO, Ana Paula Oliveira et al. Projeto Multimídia para capacitação de
bibliotecários, auxiliares e usuários da Biblioteca da Fundação João Fernandes da
Cunha no uso da internet. Informação &amp; Sociedade :Estudos . 2002 .1 CD ROM.

∗

Bacharel em biblioteconomia pela UFPE. engraciafalcao@hotmail.com;
Professora do Departamento de Ciência da Informação da UFPE. Hdoramac@terra.com.brH;
Bibliotecária da Biblioteca Juvenil do Colégio de Aplicação. Hmarines.vidal@bol.com.brH;
Aluna do Curso de Biblioteconomia da UFPE .

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54277">
                <text>Inclusão digital: compromisso social da biblioteca do Colégio de Aplicação, da UFPE.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54278">
                <text>Falcão, Maria Engracia Paes Freire; Carvalho, Maria Auxiliadora; Vidal, Maria Marinês Gomes; Oliveira, Márcia Gonçalves de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54279">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54280">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54281">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54283">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54284">
                <text>Trata da inclusão digital imposta pela sociedade da informação, como um dos maiores desafios enfrentados pela sociedade atual. Descreve os objetivos de uma biblioteca escolar e as funções exercidas pelo profissional formado em Biblioteconomia como mediador entre a sociedade e o conhecimento registrado nos mais diferentes suportes. Destaca a importância do conhecimento no uso do computador como fator predominante para o desenvolvimento do cidadão. Propõe o treinamento no uso do computador voltado para os usuários externos do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, em parceria com alunos da graduação do Departamento de Ciência da Informação e alunos do ensino médio do próprio colégio. Considera que a biblioteca, por ser um centro prestador de serviços, deve estar atenta às mudanças causadas pelos avanços tecnológicos ocorridos de forma global. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68436">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4934" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4003">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4934/SNBU2004_114.pdf</src>
        <authentication>a9f91c3b26ba8c40fe887912f996be94</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54321">
                    <text>IMPLANTAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES DA
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – UNESP: A CUSTOMIZAÇÃO DO
SOFTWARE PARA A IDENTIDADE ACADÊMICA
Mariângela Spotti Lopes Fujita∗
Dilnei Fátima Fogolin
Ana Lúcia de Grava Kempinas
Renato César Gentil Vane

RESUMO

Descreve o projeto de implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
da Universidade Estadual Paulista - UNESP cujo objetivo é promover o
compartilhamento da produção científica gerada pela Unesp, através da
disponibilização dos textos integrais das Teses e dissertações por meio
eletrônico. Aborda aspectos administrativos e políticos adotados pela Unesp para
implementação da Biblioteca Digital. Apresenta metodologia e fluxo de trabalho
visando o bom funcionamento do sistema, bem como customizações necessárias
para o atendimento das necessidades e características da Unesp, surgidas
durante o planejamento e implantação do software Nou-Rau, desenvolvido pelo
Instituto Vale do Futuro em parceria com o Centro de Computação da Unicamp. É
destacado na customização do software: desenvolvimento da Interface Z39.50
para integração com o Banco de Dados Bibliográficos ATHENA, criação de
cadastros de usuários para visualização do texto completo, novo mecanismo de
pesquisa para o usuário, envio de estatística via e-mail aos usuários internos e
externos ao sistema, integração com a BDTD do IBICT, via protocolo OAI-PHM, e
disponibilização de novos tipos de documentos. Finaliza com resultados
apresentados até o momento.

INTRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho é relatar a experiência da implantação da
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Unesp – C@thedra, cujo projeto
visa o compartilhamento da produção científica gerada pela unesp, por meio da
disponibilização dos textos integrais das dissertações e teses pelo Portal
Bibliotecas Unesp através de sua biblioteca Digital.
Os últimos anos exigiram e continuam exigindo profundas mudanças na
atuação das Bibliotecas, diante das tecnologias disponíveis, da evolução dos

�meios de comunicação, das exigências e demanda da comunidade científica. A
informação necessita estar disponível em tempo real, simultaneamente para
todos interessados, em ambiente de trabalho. A biblioteca precisa acompanhar
o desenvolvimento de outros setores da Universidade para que esta se torne
competitiva no meio científico. Necessita, então, formar sua Biblioteca Digital,
visando não só otimizar e maximizar o acesso à informação em prol das
pesquisas desenvolvidas, como também participar de sistemas correlatos
nacionais e estrangeiros, através do estabelecimento de consórcios, parcerias,
grupos cooperativos, dentre outros, equiparando-se às bibliotecas do primeiro
mundo em produtos e serviços.
A disseminação da informação é parte do processo através do qual a
Biblioteca Universitária facilita ao usuário o acesso à informação mediante
produtos e serviços. Os avanços tecnológicos trouxeram inúmeras mudanças no
setor de informação científica que facilitam a introdução e disponibilização de
novos conteúdos informacionais como teses e dissertações produzidas nas
universidades brasileiras.
A formalização da comunicação científica [...] ocorreu em resposta
às necessidades de comunicação dos resultados da pesquisa
entre os pesquisadores. [....] para que os novos dados que obtém
e os novos conceitos que formula se tornem contribuições
científicas reconhecidas, devem ser comunicados em uma forma
que permita sua compreensão e comprovação por outros
pesquisadores [....] Igualmente, a ‘comunicabilidade’ é a
característica principal da produção científica, pois permitirá o
reconhecimento do pesquisador pelos pares e lhe garantirá
sucesso na sociedade científica. (LE COADIC, 1996. p.34)

Como parte do processo da formalização da comunicação científica entre
os pesquisadores, a produção científica brasileira está basicamente centrada nos
programas de pós-graduação das universidades. Entretanto, por possuírem
características que dificultavam sua disseminação e preservação, as teses e
dissertações não tinham uma boa divulgação ficando, na maioria das vezes,
restritas às estantes das bibliotecas das Unidades em que foram apresentadas,
diferentemente da proposta atual de divulgação em Portais de Biblioteca Digital.
Segundo Cunha (1999, p.258), as principais características da biblioteca
digital são:

�-

acesso remoto pelo usuário;

-

utilização simultânea do mesmo documento;

-

acesso a texto completo;

-

utilização de maneira que a biblioteca digital não necessite ser proprietária
do documento solicitado pelo usuário;

-

utilização de diversos suportes de registro da informação tais como texto,
som, imagem e números;
Atualmente, há uma carência de Bases de Dados Textuais Brasileiras e a

UNESP – Universidade Estadual Paulista, a exemplo de outras Instituições
congêneres, vem concentrando esforços no desenvolvimento de sua Biblioteca
Digital.
Este projeto visa o compartilhamento da produção científica gerada pela
Unesp, através da disponibilização dos textos integrais das dissertações e teses
pelo Portal Bibliotecas Unesp e pelo Portal biblioteca Digital.
A

implementação

da

Biblioteca

Digital

na

Unesp:

aspectos

administrativos e políticos
O Portal da Biblioteca Digital da Unesp vem para solidificar e reunir o
vasto conteúdo das 30 bibliotecas depositárias da produção científica da Unesp
em um único Portal. Isto possibilita e facilita o acesso ao texto completo deste
valioso material, de forma gratuita, resultando nas seguintes vantagens:
-

agilidade na divulgação e obtenção da informação;

-

disponibilização on-line das teses produzidas pela Unesp, para seus
próprios pesquisadores como para o de outras Instituições de pesquisa,
nacionais e estrangeiras (acesso pleno e fácil ao acervo);

-

uso simultâneo do mesmo documento por vários usuários, no próprio
ambiente de trabalho;

-

acesso ininterrupto;

-

preservação dos originais, eliminando o empréstimo e/ou xerox do texto
em papel;

-

facilidade e flexibilidade para atualização e manutenção do banco de
Bibliotecas Digitais;

�-

economia de gastos com xerox e correio
Para a concretização da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da

Unesp, por iniciativa da Coordenadoria Geral de Bibliotecas, órgão que viabiliza o
funcionamento sistêmico da rede de Bibliotecas da Unesp, constituída por 30
bibliotecas, localizadas em 26 cidades do Estado de São Paulo, alguns
procedimentos foram adotados, a saber: publicação da Portaria Unesp 538, de
13-11-2000 que dispõe sobre a criação de Bases de Dados Eletrônica de texto
Completo das Dissertações e Teses da Unesp; e da Resolução Unesp nº62, de
21-06-2002 que dispõe sobre a entrega dos originais das Dissertações e Teses
em formato eletrônico, na Biblioteca de cada Unidade, para publicação no Portal
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Unesp; envio de ofícios e e-mails ao
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, aos Diretores das Unidades,
Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação, às Diretoras de Bibliotecas e
Bibliotecários, à Diretoria Técnica Acadêmica, à Seção de Pós-Graduação, à
Congregação, aos Departamentos, aos Programas de Pós-Graduação, e as
Comissões de Pesquisa, Ensino e Extensão solicitando a colaboração dos
mesmos para que a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações

pudesse ser

viabilizada e filiação à NDLTD – Networked Digital Library of Theses and
Dissertations – da Virginia Tech.
Todos estes procedimentos foram realizados visando a importância e
necessidade do empenho político dentro da Universidade e de conscientização da
comunidade para que a Biblioteca Digital seja aceita pela comunidade
universitária, e que mesmo assim, é encontrada resistência, por parte dos
autores, em disponibilizar on-line o texto completo das teses e dissertações.

METODOLOGIA DO TRABALHO

O projeto Biblioteca Digital da Unesp foi dividido em duas fases:
-

A primeira fase está contemplando as teses/dissertações em arquivos
eletrônicos geradas nos programas de pós-graduação da Universidade, a

�partir de 2001 e todas as teses/dissertações dos docentes da Unesp que
estiverem em arquivos eletrônicos,
-

Na segunda fase será disponibilizado, de forma gradativa, o acervo de
todas teses/dissertações impressas publicadas até 2000. Esta fase está
sendo estudada de forma bastante minuciosa e criteriosa, pois a Unesp
possui grande parte do seu acervo de teses e dissertações em forma de
microfichas, o que facilitaria a entrada do texto completo no Portal
Bibliotecas Digitais, por meio da conversão para texto on-line.
Para a concretização desta primeira fase, o trabalho desenvolvido consiste

em disponibilizar o texto completo das teses e dissertações em arquivos
eletrônicos sendo necessário:
-

a conversão do arquivo eletrônico para o formato PDF, utilizando-se o
software Adobe Acrobat,

-

a inserção do arquivo convertido para o Portal Biblioteca Digital e,

-

a inserção do link no registro bibliográfico do Banco de Dados
Bibliográficos Athena para o texto completo,
sendo que o acesso à Biblioteca Digital pode ser feito diretamente no site

www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital ou por meio do Banco de Dados
Bibliográficos Athena, que serve como ferramenta de busca.
Considerando que a Coordenadoria Geral de Bibliotecas já contava com
infra-estrutura física, lógica e um parque computacional adequado para o
desenvolvimento dos trabalhos, e para que os objetivos da Biblioteca Digital
fossem atingidos e realizados a contento, definiu-se que as etapas da conversão
seriam de responsabilidade da CGB.
Decidiu-se, então, pela contratação de 3 bolsistas, alunos do curso de
Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia e Ciências, Câmpus de Marília, Unesp,
para integrar à equipe já

formada por duas bibliotecárias, dois analistas de

sistemas e duas auxiliares de biblioteca para inserção do maior número de teses
e dissertações, com texto completo, no Portal Biblioteca Digital. Ressalta-se que
os estagiários contam com a coordenação, orientação e supervisão de um
bibliotecário.

�Visando o bom funcionamento do sistema, foi adotado um fluxo de trabalho
como

demonstrado

no

quadro

abaixo,

definindo-se

as

atividades

e

responsabilidades, dos órgãos envolvidos, após a implantação do projeto.

Setor

Atividade/Responsabilidade

responsável
CGB

Disponibilizar o formulário de autorização para publicação da
tese/dissertação

AUTOR
SEÇÃO PG
AUTOR

Defender a dissertação/tese e realizar as alterações solicitadas
Homologar a dissertação/tese
Entregar à Seção de Pós-Graduação cópia da dissertação/tese
em formato
eletrônico e impressa, já corrigidas, com a devida “autorização”
preenchida e
assinada

SEÇÃO PG
BIBLIOTECA

Receber o material e encaminhar para a Biblioteca
Incorporar a cópia impressa e cadastrar o título no Banco
ATHENA
Enviar para a CGB o arquivo em formato eletrônico (disquete ou
CD-ROM)
juntamente com a “autorização” do autor

CGB

Controlar o recebimento do material
Conferir os dados, confirmar se já consta do Banco ATHENA
Converter o arquivo para PDF
Disponibilizar a dissertação/tese on-line

Quadro: Setores responsáveis pelas atividades da Biblioteca Digital

SISTEMA ADOTADO

A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNESP entrou em
funcionamento a partir de maio de 2003 e disponibiliza, atualmente, 900 teses
em texto completo, em formato PDF, de forma ágil e rápida, utilizando o

�software livre Nou-Rau desenvolvido pelo Instituto Vale do Futuro em parceria
com o Centro de Computação da Unicamp.
O Nou-Rau implementa um sistema on-line para armazenamento e
obtenção de qualquer tipo de documento, provendo acesso controlado e
mecanismos eficientes de busca tanto nas informações quanto no conteúdo dos
documentos (DESCRIÇÃO, 2004).
A organização do sistema é feita através de tópicos que representam um
assunto específico e serve para agrupar documentos relacionados. Para a
estruturação dos tópicos da BDTD da Unesp foi utilizada a tabela das Áreas de
Conhecimento – código CAPES.
Um “documento” corresponde a um arquivo submetido ao sistema,
juntamente com uma série de informações associadas que incluem título, nome
dos autores, e-mail para contato, palavras-chave, descrição e versão do
documento.
O mecanismo de busca é provido por uma ferramenta que mantém uma
base de dados própria, otimizada para fazer busca. O sistema alimenta essa
base de dados com o conteúdo dos documentos e com a informação associada,
de maneira que todos os dados mantidos pelo sistema podem se pesquisados.

CUSTOMIZAÇÃO DO SISTEMA
Ao longo do planejamento e execução do projeto da Biblioteca Digital,
algumas

customizações

foram

necessárias

para

o

atendimento

das

necessidades surgidas durante a implantação do sistema.
Os analistas de Sistema da CGB, ficaram responsáveis pela alteração no
visual e procedimentos técnicos de administração/manutenção, tais como:
-

integração com o Banco Athena/Aleph via protocolo Z39.50;

-

disponibilização de formulários de autorização (teses/dissertações);

�-

criação de cadastros de usuários para liberação de download/visualização
das teses;

-

programação de estatísticas diárias via e-mail;

-

Alteração na navegação, criação de links e tamanhos de campos
(formulários e bancos de dados).

3 Customizações na Biblioteca Digital Unesp

Adicionalmente, além da alteração na navegação, no lay-out visual e
procedimentos técnicos de administração de sistemas e suporte, segue alguns
desenvolvimentos que fiz na Biblioteca Digital da Unesp :

3 Interface Z39.50 para integração com banco de dados Athena

Foi desenvolvida interface que possibilita ao catalogador do documento na
Biblioteca Digital automaticamente “trazer” os dados bibliográficos da obra do
Banco de dados Athena no momento de catalogação / inserção do texto
completo. Isto é possível graças a comunicação estabelecida via protocolo Z39.
50 entre o Banco de Dados Athena (Catálogo Coletivo) e a Biblioteca Digital da
Unesp. Todo o processo é transparente ao usuário final.
Com esta interface desenvolvida se torna possível, com um mínimo de
configuração, a busca de dados de qualquer instituição do mundo que faça uso
deste protocolo.
Adicionalmente, com esta integração estabelecida, se torna possível
também ao usuário do Catálogo Athena, a partir do resultado de sua pesquisa,
ser levado automaticamente ao texto completo da obra em questão.

3 Criação de Cadastros de Usuários para Visualização /Visualização do texto
completo

�Foi criado o mecanismo (forms e customização no banco de dados) para
que usuários internos e externos à Universidade realizem um cadastro prévio no
sistema antes que possam visualizar ou fazer download de algum documento. Isto
estatísticamente nos está ajudando a conhecer melhor nossos usuários e suas
respectivas

instituições

e

deve

com

certeza

servir

de

alicerce

para

desenvolvermos em muito breve um sistema completo tipo DSI na Biblioteca
Digital. Em alguns meses de operação, já dispomos de mais de 2.500 usuários
devidamente cadastrados no sistema. Há muitos usuários externos e de
empresas privadas que utilizam a Biblioteca Digital.

3 Novo mecanismo de pesquisa “Busca Assistida”

No decorrer destes primeiros meses de operação do sistema “em
produção”, nossos usuários sentiram a necessidade de ter um mecanismo
adicional de busca que fosse mais seletivo e específico que possibilitasse a
Busca direta por Autor, Título ou Descrição da obra e não apenas varresse todo o
texto completo atrás de uma palavra ou expressão específica.
Hoje temos mais este tipo de busca no sistema, adicionalmente às buscas
simples e avançadas no texto completo que também são muito úteis, porém
suprem outras necessidades em termos de pesquisa.

3 Envio de Estatísticas via e-mail

Foram desenvolvidos e automatizados programas para extração de
estatísticas e consequente envio automático por e-mail para pessoas chaves no
projeto. Estamos expandindo este sistema para disponibilizar as estatísticas
gráficamente no próprio portal e, adicionalmente expandir o número de usuários
que recebem estatísticas por e-mail, cada vez mais personalizadas a seu perfil
(cadastrado no site).

�3 Novos Desenvolvimentos

Estão sendo desenvolvidos no momento os seguintes serviços na
Biblioteca Digital Unesp:

* Integração com IBICT, via protocolo OAI-PMH, onde a Unesp agirá como
repositório de dados e disponibilizará os seus metadados de teses e
dissertações de sua Biblioteca Digital para o procedimento de harvesting por
parte dos servidores do IBICT. Isto dará visibilidade mundial às teses inseridas
em nosso sistema.
* Implantação de funcionalidade DSI para os usuários internos / externos ao
sistema. O sistema, entre outras coisas, aprimorará sua comunicação com
seus usuários

e poderá, por exemplo, enviar e-mails automáticos a eles

sempre que for inserido novo documento de interesse de acordo com seus
respectivos perfis cadastrados.
* Disponibilização de novos tipos de documentos. Estamos realizando testes
das necessidades reais de storage e links (banda) para disponibilização na
prática de vídeos, imagens e voz em nosso ambiente da Unesp.

RESULTADOS

O Portal da Biblioteca digital vem para solidificar a produção científica da
Unesp possibilitando e facilitando o acesso ao texto completo de forma gratuita
resultando em agilidade na divulgação e obtenção dos documentos.
Na etapa em que se encontra o processo, os esforços devem se concentrar
na divulgação deste trabalho, motivando os autores a disponibilizarem sua
produção através desta nova ferramenta, buscando aumentar o empenho
administrativo das Unidades para rotinizar adequadamente o fluxo de trabalho
apresentado.

�A execução da etapa de conversão dos arquivos eletrônicos, realizada
por alunos do curso de Biblioteconomia, é de extrema relevância, pois conta com
mão de obra técnica especializada, e possibilita aos mesmos vivenciarem
situações profissionais reais, num contexto de tecnologia de ponta, o que muito
contribuirá na atuação destes alunos como profissionais.
A Biblioteca digital tem como proposta futura, a médio e longo prazo,
disponibilizar, também, outros tipos de materiais gerados pela comunidade
unespiana, tais como, fotografias, coleções especiais, obras raras, entre outros.
O futuro, sem dúvida, tende para modelos que extrapolam os limites
impostos pelo tempo e distância, isto garantirá para a Unesp que a vasta
produção de suas Unidades seja divulgada e disponibilizada em tempo real e
simultaneamente

para

vários

clientes

em

diversos

pontos

do

planeta,

possibilitando uma efetiva interação do usuário com a informação, inserindo a
Universidade na Sociedade de Informação e projetando-a na Comunidade
Científica nacional e internacional.

REFERÊNCIAS
CUNHA, M.B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ci. Inf. Br., v.28,
n.3, p.257-268, 1999.
DESCRIÇÃO do Nou-Rau. Disponível em: &lt;http://www.rau-tu-unicamp.br/nourau/des-pt.html&gt;. Acesso em: 25 mar. 2004.
LE COADIC, Yves-François. A ciência da informação. Brasília: Briquet de
Lemos, 1996. p.34.
∗

Unesp – Faculdade de Filosofia e Ciências – Docente do Curso de Biblioteconomia; UNESP –
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Coordenadora. Escritório de Marília, Av. Vicente Ferreira,
1278 – Cascata 17515-901 - Marília - SP - Brasil. E-mail: goldstar@ flash.tv. br ;
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Bibliotecária, Av. Vicente Ferreira, 1278 –
Cascata 17515-901 - Marília - SP – Brasil. E-mail: dilnei@marilia.unesp.br;
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Auxiliar de Biblioteca, Av. Vicente Ferreira, 1278 –
Cascata 17515-901 - Marília - SP – Brasil. E-mail: kempinas@marilia.unesp.br;
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Analista de Sistema, Alameda Santos, 647 –
Cerqueira César 01419-901 – São Paulo – SP. E-mail: renato@reitoria.unesp.br.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54295">
                <text>Implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual Paulista – UNESP: a customização do software para a identidade acadêmica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54296">
                <text>Fujita, Mariângela Spotti Lopes; Fogolin, Dilnei Fátima; Kempinas, Ana Lúcia de Grava; Vane, Renato César Gentil </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54297">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54298">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54299">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54301">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54302">
                <text>Descreve o projeto de implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual Paulista - UNESP cujo objetivo é promover o compartilhamento da produção científica gerada pela Unesp, através da disponibilização dos textos integrais das Teses e dissertações por meio eletrônico. Aborda aspectos administrativos e políticos adotados pela Unesp para implementação da Biblioteca Digital. Apresenta metodologia e fluxo de trabalho visando o bom funcionamento do sistema, bem como customizações necessárias para o atendimento das necessidades e características da Unesp, surgidas durante o planejamento e implantação do software Nou-Rau, desenvolvido pelo Instituto Vale do Futuro em parceria com o Centro de Computação da Unicamp. É destacado na customização do software: desenvolvimento da Interface Z39.50 ara integração com o Banco de Dados Bibliográficos ATHENA, criação de cadastros de usuários para visualização do texto completo, novo mecanismo de pesquisa para o usuário, envio de estatística via e-mail aos usuários internos e externos ao sistema, integração com a BDTD do IBICT, via protocolo OAI-PHM, e isponibilização de novos tipos de documentos. Finaliza com resultados apresentados até o momento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68438">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4937" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4006">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4937/SNBU2004_115.pdf</src>
        <authentication>2421a57364545bd365f834cd89c6b66c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54356">
                    <text>A MEMÓRIA ACADÊMICA EM IMAGENS FOTOGRÁFICAS:
REPRESENTAÇÃO DOCUMENTÁRIA E DIGITALIZAÇÃO DE FOTOGRAFIAS

Mariângela Spotti Lopes Fujita∗
Dilnei Fátima Fogolin
Tatiane Mendes de Souza
Rebeca Lilian Rodrigues

RESUMO
A preocupação com o resgate, preservação e difusão da memória histórica
acadêmica da Universidade, por meio de imagens fotográficas, se faz presente no
projeto “Memorial fotográfico da FFC”, em acordo firmado entre o Departamento
de Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC e a
Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da Universidade Estadual Paulista –
UNESP, com enfâse nos acontecimentos importantes da trajetória acadêmica no
período de 1959 até o momento. Destaca-se no histórico do projeto o
desenvolvimento de estudos teóricos e metodológicos por meio dos “Trabalhos de
Conclusão de Curso - TCC”, apresentados por alunos do Curso de
Biblioteconomia da FFC, propiciando a recuperação, o registro e a guarda dos
documentos fotográficos com a finalidade de torná-los acessíveis à Sociedade da
Informação e do conhecimento. A acessibilidade desses documentos históricos
depende de alguns procedimentos a serem executados para cada uma das
fotografias do memorial: a análise de conteúdo, a representação descritiva e a
digitalização. Para tanto detalha-se a representação descritiva das fotografias por
meio das regras catalográficas adotando-se o “Padrão de Qualidade de Registros
Bibliográficos” publicado pela Unesp elaborado com base no MARC21 e AACR2 e
a inserção das fotografias na Biblioteca Digital da UNESP, na base Retrat@, por
meio da digitalização das imagens fotográficas, através de equipamento scanner,
permitindo facilidade de transmissão de imagens para outros meios e suportes,
segurança de armazenagem, preservação da imagem e conservação da
fotografia.

1 INTRODUÇÃO
Atualmente a fotografia, com peculiaridades bem específicas na função de
representação da informação, ocupa um espaço bastante significativo na
produção e/ou fonte de pesquisa do conhecimento propondo uma nova
abordagem nos registros históricos não convencionais.

�Desta forma, consciente destas questões, o Departamento de Ciência da
Informação, da Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC, da Universidade
Estadual Paulista – Unesp, elaborou projeto intitulado “A memória acadêmica em
imagens fotográficas: análise de conteúdo e digitalização de fotografias”, que
norteia as atividades do Grupo de Pesquisa “Análise Documentária” na linha de
análise e síntese documentária articulada com as disciplinas curriculares do
Curso de Biblioteconomia de Marília “Análise temática de fotografias” (optativa) e
“Análise documentária” (obrigatória), resultando no desenvolvimento deste
trabalho.
Recorrendo à uma efetiva articulação entre os setores da Universidade, o
Departamento de Ciência da Informação firmou acordo, no ano de 2003,
estabelecendo uma relação de parceria, com a Coordenadoria Geral de
Bibliotecas – CGB, órgão que viabiliza o funcionamento sistêmico da Rede de
Bibliotecas da Unesp, constituída por 30 Bibliotecas, localizadas em 23 cidades
do Estado de São Paulo,

para a elaboração e supervisão das etapas da

representação descritiva e digitalização das imagens fotográficas.
O desenvolvimento deste trabalho tem como proposta resgatar a memória
acadêmica, através de imagens fotográficas, da Faculdade de Filosofia e Ciências
a partir da instalação dos primeiros cursos no primeiro prédio ocupado, da
realização das defesas públicas de mestrado e doutorado e outros eventos
marcantes que modificaram o cenário de ensino, cultura e ciência no interior
paulista, por meio da digitalização das fotografias mais significativas e a
representação descritiva propiciando a recuperação e divulgação do memorial no
Banco de Dados Bibliográficos Athena.
O Memorial de fotografias tem como objetivos:
- organizar por assuntos específicos as fotografias da trajetória acadêmica no
interior paulista da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp no período de
1959 a 1999;
- propiciar a recuperação adequada para organização de exposições fotográficas

�a fim de divulgar a memória acadêmica da universidade pública estadual no
interior paulista;
- preservar de forma digital a memória fotográfica para melhor acesso e uso da
imagem e conservação da fotografia original.
A preocupação primordial deste trabalho concentra-se na busca do
estabelecimento de procedimentos para o tratamento das imagens fotográficas
propiciando a recuperação, preservação, registro e a guarda destes documentos
com a finalidade de torná-los acessíveis à Sociedade de Informação e
Conhecimento.
A

acessibilidade

desses

documentos

históricos

depende

dos

procedimentos a serem executados para cada uma das fotografias do memorial: a
análise de conteúdo, a representação descritiva e a digitalização.

2 A ORGANIZAÇÃO DOCUMENTAL DE FOTOGRAFIAS EM BIBLIOTECA
DIGITAL: REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA E TEMÁTICA
Os últimos anos foram marcados por grandes mudanças no âmbito
acadêmico face à evolução das tecnologias e demanda da comunidade científica,
onde é imprescindível obter a informação em tempo real.
A Biblioteca Digital, visando otimizar e maximizar o acesso à informação, e
considerando todas as suas particularidades, surgiu para potencializar este
acesso e disseminação da produção científica e tecnológica para a Sociedade do
Conhecimento.
A Unesp, desde maio de 2003, efetivou a sua “Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações” disponibilizando, atualmente, em torno de 1050 teses em texto
completo, em formato PDF, de forma ágil e rápida, utilizando o software Nou-Rau
desenvolvido pelo Instituto Vale do Futuro em parceria com o Centro de
Computação da UNICAMP. O acesso à Biblioteca Digital pode ser feito
diretamente no site www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/T ou por meio do
Banco de Dados Bibliográficos Athena, que serve como ferramenta de busca.

�Com a Biblioteca Digital, a UNESP torna acessível, de forma gratuíta, sua
produção científica e posteriormente algumas coleções do seu acervo, como:
obras raras, mapas, coleções especiais, dentre outros, devido a diversificação de
interesses informacionais. (FUJITA, 2004).
Paralelamente à formação da base da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações e valendo-se dos recursos disponíveis de infra-estrutura e
customização do software já elaborado para o desenvolvimento desta base, a
Unesp está disponibilizando a memória acadêmica da FFC, por meio da
catalogação das fotos no Banco ATHENA e de uma base com imagens
fotográficas digitalizadas.
O memorial funciona como instrumento de recuperação, registro e guarda
de documentos fotográficos com a finalidade de torná-lo acessível à comunidade.
Esta acessibilidade depende, porém, de dois procedimentos a serem
executados para cada uma das fotografias do memorial: a análise de conteúdo e
a digitalização. A análise de conteúdo consiste da análise morfológica (forma do
conteúdo), do conteúdo temático (tema ou assunto) e do conteúdo icônico
(descrição da imagem visual) e permite que as fotografias sejam organizadas por
assuntos específicos para melhor acesso e recuperação.
Esta fase, de análise de conteúdo, é concretizada pelo desenvolvimento de
estudos teóricos e metodológicos por meio de pesquisas nos “Trabalhos de
Conclusão de Curso – TCC”, elaborados por alunos do curso de Biblioteconomia
da FFC onde são apresentadas propostas que valorizaram o acesso ao acervo da
memória fotográfica.
A digitalização consiste na captação da imagem em suporte original para
obter imagem digital através de equipamento scanner, permitindo facilidade de
transmissão de imagens para outros meios e suportes, segurança de
armazenagem, preservação da imagem e conservação da fotografia original.
Com a análise de conteúdo e a digitalização é possível dinamizar as
funções de memória social e acadêmica do arquivo de fotografias, realizando a

�divulgação através de exposições temáticas melhor elaboradas, bem como o
resgate, a qualquer tempo, da memória acadêmica para diversos fins.
A digitalização de fotos é importante tendo em vista que a tecnologia da
imagem digital propicia maior flexibilidade na utilização, preservação, recuperação
e divulgação da coleção, valorizando o documento fotográfico. O pesquisador
poderá obter a imagem de onde estiver, desde que conectado à Internet.
Para esta recuperação é necessário alguns procedimentos como a
identificação dos documentos e a representação descritiva.
Filippi (2002, p. 15) afirma que a organização de coleções de fotografias
envolve o arranjo físico e a identificação dos documentos. Na sua forma mais
abrangente, essa identificação resulta em um guia, e naquela mais detalhada, em
um catálogo.
Conforme citado no “Manual para catalogação de documentos fotográficos”
da Biblioteca Nacional (1997, p.3), esta organização da coleção de fotografias
juntamente com a análise permitem uma crescente utilziação dos documentos,
proporcionado a recuperação do seu conteúdo informativo.

3 METODOLOGIA

O memorial fotográfico contém, num total aproximado de 1500 fotos,
imagens organizadas a partir de duas vertentes:

1 – Coleção Fotográfica da Universidade
Contém as imagens dos acontecimentos importantes da trajetória acadêmica da
FFC no período de 1959 até 1999, preservando a memória da Universidade com
informações retrospectivas importantes à história da FFC;

2 – Coleção Fotográfica Social
Contém imagens da cidade de Marília

�A organização temática foi elaborada durante

o processo de pré-

classificação das fotografias com o levantamento e a seleção do conteúdo
temático permitindo que as fotografias fossem organizadas por assuntos
específicos para melhor acesso e recuperação.
Desta organização surgiu inicialmente um conjunto de 25 classes temáticas
com a possibilidade de alteração dos temas, considerando a avaliação periódica
de todo o processo.
As fotos do Memorial da FFC estão acondicionadas individualmente com
entrefolhamento em papel neutro, em envelopes permitindo padronização nas
embalagens e na identificação, e agrupadas em pastas suspensas, com hastes
de plásticos, evitando o excesso de fotos. Finalmente guardadas em armários de
aço inoxidável.
Para a organização e identificação das fotografias optou-se pela atribuição
de siglas, seguindo os títulos das classes temáticas, seguidas de números,
anotadas na borda direita superior dos envelopes. Desta forma os envelopes são
facilmente ordenados e localizados.
Com as fotografias devidamente organizadas por classes temáticas iniciouse a representação descritiva com a catalogação das fotografias classificadas nas
classes temáticas “Inauguração da FAFI”, “Inauguração do Campus”, “Primeiro
vestibular” por serem as mais antigas, consideradas históricas.
As

fotos

requerem

uma

leitura

e

uma

descrição

de

conteúdo

diferentemente dos documentos tradicionais, sendo que neste caso, na maioria
das vezes, os dados são atribuídos pelo próprio catalogador a partir de seu ponto
de vista pela análise das imagens.
O levantamento dos dados das imagens fotográficas, como data,
identificação do evento, local etc. depende da coleta de depoimentos detalhados
dos antigos funcionários e docentes de forma gradativa.

�Atualmente é de extrema importância a definição de padrões de qualidade
na organização dos documentos contribuindo de maneira decisiva na recuperação
da informação. Os acervos só poderão ser recuperados com qualidade,
segurança e rapidez se o registro ao ser inserido, obedecer a critérios rígidos no
que tange tanto a dados descritivos quanto a pontos de acesso.
A formação de um banco de dados bibliográficos consistente e
compartilhado, com registros catalográficos padronizados de acordo com normas
internacionais, foi objeto de interesse da CGB.
A criação de um registro bibliográfico em meio magnético exige a utilização
de ferramentas como: um código de catalogação e um formato de entrada. A CGB
optou pela utilização do AACR2 (Anglo American Cataloging Rules, 2nd edition) e o
formato MARC (Machine Readable Cataloging) desenvolvido pela US Library of
Congress

–

Biblioteca

do

Congresso

Norte-Americano

e

utilizado

internacionalmente, permitindo aos seus usuários a importação e exportação de
registros. O AACR2 é essencial para a perfeita entrada de dados bibliográficos no
formato MARC. (GATTI, 2002).
Preocupada com a padronização dos registros e a qualidade, consistência
e credibilidade, a CGB envidou esforços visando elaborar, para cada tipo de
material informacional, um padrão referencial de registros bibliográficos.
“Padrão de Qualidade de registros Bibliográficos” publicado em dois
volumes pela Unesp e elaborado com base no MARC21 e AACR2 constitui-se em
importante ferramenta na consolidação e credibilidade do Banco ATHENA.
Assim sendo, e dando continuidade à esta ferramenta, a CGB elaborou o
padrão de registros bibliográficos para fotografias, ainda não publicado, para que
possa servir de subsídios à catalogação deste tipo de material.

4 RESULTADOS

�Os resultados apresentados, de acordo com a metodologia adotada, são
altamente

afirmativos,

tendo

mostrado

significativa

importância

no

desenvolvimento do trabalho proposto.
O Padrão foi planejado para ser usado pelos bibliotecários da Rede de
Bibliotecas, fornecendo passos para uma representação descritiva exaustiva, para
cada tipo de material, trazendo uma seleção dos campos, subcampos,
indicadores, necessários para identificar os dados no registro bibliográfico MARC,
e que constam na elaboração do roteiro para a confecção da planilha eletrônica,
gerando o registro bibliográfico no processamento técnico dos materiais.
Os campos que compõem a planilha são detalhados com observações
pertinentes que caracterizam os dados específicos para a identificação das
fotografias, como mostrado no exemplo abaixo:
Área de descrição física

300
#

#

a
b
c

Extensão#: ponto espaço dois pontos
Outros detalhes físicos#; espaço ponto e vírgula (subcampo
relacionado com o campo 008, máximo de 4 ilustrações
separadas por vírgula)
Dimensões
Obs.1 Colocar .#– , após o último subcampo descrito, somente se
existir série (campo 440)
Obs.2 Registrar em algarismos arábicos, a quantidade de
documentos que está sendo catalogada e, em seguida, o termo
padronizado correspondente à designação genérica selecionado
da lista autorizada abaixo:
TERMO
Fotografia
Reprodução fotomecânica
Negativo
Diapositivo
Cartão-postal
Àlbum
Porta-fólio

TERMO PADRONIZADO
Foto
Reprod. Fotom.
Neg.
Diap.
Cartão-postal
Álbum
porta-fólio

Fonte: Manual para catalogação de documentos fotográficos.
2.ed. Rio de Janeiro : FUNARTE, Fundação Biblioteca Nacional,
1997.
Obs.3 Para as fotografias que se apresentam em outros suportes

�primários diferentes do papel, tais como couro, porcelana, tecido,
madeira etc., registrar o tipo de suporte após a designação
genérica ou específica.
Obs.4 Inserir indicação de cor das fotografias, conforme: p&amp;b
(preto e branco), sépia, ciano, verde.
Obs.5 Para fotografias monocromáticas, com diferentes
colorações, registrar o termo monocromático; para fotografias
coloridas, utilizar a abreviatura color.
Obs.6 As fotografias podem apresentar até três dimensões:
- a da imagem propriamente dita,
- a do suporte primário (papel, couro, porcelana etc.),
- a do suporte secundário (cartão-suporte, moldura etc.).
Obs.7 As dimensões referentes aos suportes primário e
secundário, quando significativamente maiores do que as da
imagem, devem ser registradas na área das Notas.
Obs.8 As dimensões devem ser indicadas em primeiro lugar a
altura e em seguida a largura.

Por se tratar de um tipo de material diferenciado, não dominado pelos
profissionais envolvidos, o Padrão para fotografias foi elaborado tendo como
parâmetros o “Manual de procedimentos para o acervo fotográfico” da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro e o “Manual para catalogação de
documentos fotográficos” da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, respeitando
sempre o conjunto de regras já estabelecido pela Unesp e priorizando o uso do
AACR2 e MARC21.
A seguir a planilha eletrônica elaborada, com os campos específicos, que
serve de subsídio para a catalogação das fotografias gerando o registro
bibliográfico:
1
LDR
001
002
007
008
040
043
045
084

2
#
#
#
#
#
#
#
#
#

3
#
#
#
#
#
#
#
#
#

4
#
#
#
#
#
a
a
a
a

5
Líder
Número de controle
Código de movimento
Campo fixo de descrição física
Campo fixo de dados – Informações gerais
Fonte de catalogação
Código de área geográfica
Código de período cronológico
Classificação

�245

0

?

260

#

#

300

#

#

440

#

?

500
#
520
#
530
#
585
#
590
#
600
*
610
*
611
1
650
#
651
#
690
#
700
*
710
*
856
#
LEGENDA:

#
#
#
#
#
4
4
4
4
4
#
#
#
#

2
a
b
c
a
b
c
a
b
c
a
v
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a

Título

Imprenta

Descrição física

Informação de série
Nota geral
Resumo
Nota de disponibilidade de forma física
Nota de exposição
Nota local
Assunto – nome pessoal
Assunto – Nome corporativo
Assunto – Nome do evento
Assunto – termo tópico
Assunto – Nome geográfico
Assunto – Termo livre
Entrada secundária – Nome pessoal
Entrada secundária – Nome corporativo
Acesso eletrônico com a fotografia digitalizada

1 = Campo MARC21
2 = Indicador 1
3 = Indicador 2
4 = Subcampos MARC21
5 = Texto
# = Indicador = branco
? = Número de caracteres a desprezar na alfabetação

Alguns procedimentos e o Padrão para fotografias, inicialmente adotado
em fase experimental na catalogação pelos bolsistas e supervisionado pelo
bibliotecário da CGB, sofreram adequações apresentando uma versão com
características peculiares à Universidade, conforme exemplos a seguir:
- Alterações/inclusões na classificação das classes temáticas;
- Entrevistas com antigos docentes e funcionários para auxiliar na identificação
dos dados para catalogação;
- inserção da marca dágua nas fotos digitalizadas;
- O campo 100, relacionado à autoria, foi excluído pela dificuldade apresentada na
identificação dos fotógrafos;

�- No campo 440, destinado à série, ficou definido que esta informação será
retirada das classes temáticas e do número da fotografia.
Ressalta-se que o “Padrão de qualidade dos registros bibliográficos” é um
processo dinâmico, ou seja, sofre mudanças, alterações, portanto, à medida em
que as normas AACR2 e MARC21 são atualizadas, o “Padrão” para elaboração
de registros fotográficos deve ser revisto e adequado à realidade da Unesp.
Os resultados, consolidados pela elaboração do “Padrão de Qualidade de
Registros Bibliográficos da Unesp para fotografias” e pelo manual de serviço para
funcionar como instrumento de pesquisa aos outros bolsistas, registrando com
detalhes toda tomada de decisão no desenvolvimento do trabalho, reforçam mais
uma vez que a política adotada nos últimos anos, de parceria e articulação entre
os setores da Universidade, tem se refletido em benefícios para toda a
comunidade acadêmica.

5 CONCLUSÕES

A memória acadêmica da FFC, representada por documentos fotográficos,
propõe o registro de sua memória, por meio da representação descritiva e
digitalização das fotografias, garantindo assim o acesso à informação a respeito
da história da Universidade.
O “Padrão de qualidade dos registros bibliográficos”, adotado pela Rede de
Bibliotecas da Unesp, permitiu aos bibliotecários assegurar a integridade de todo
o processo de catalogação do acervo bibliográfico.
Pode-se concluir que o Padrão é um agente facilitador no processamento
técnico dos materiais bibliográficos, pois a utilização da planilha eletrônica, com
os campos pré-definidos, baseados no MARC e AACR2, possibilita a otimização
de todo o processo.
As fotos em papel continuarão tendo um papel importantíssimo na
armazenagem dos documentos, permanecendo até mesmo como o meio

�preferido para consulta, mas sem dúvida nenhuma a imagem digital se
consolidará no processo de preservação da fotografia original e melhoria no
acesso ao conhecimento.
Cabe ressaltar que este trabalho cumprirá com o objetivo primordial de
preservação, registro e guarda dos documentos fotográficos subsidiando uma
infra-estrutura que permita maior amplitude ao acesso da informação científica e
tecnológica.
REFERÊNCIAS

FILIPPI, P. ; LIMA, S.F. ; CARVALHO, V.C. Como tratar coleções de
fotografias. São Paulo : Arquivo do Estado : Imprensa Oficial do Estado, 2002.
FUJITA, M.S.L. A Unesp tem uma biblioteca digital deteses e dissertações:
acesse já. Diário, Marília, 11 mar. 2004. Opinião, p. 2 A.
GATTI, C. A.de S. ; FOGOLIN, D.F. ; BUTTARELLO, M.J.S. Gestão do capital
humano frente aos processos de automação: a esperiência da Unesp. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA DOCUMENTAÇÃO E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 20., 2002, Fortaleza. Anais...Fortaleza : UFF, 2002.
1 CD-ROM.
MANUAL para catalogação de documentos fotográficos. 2.ed. Rio de Janeiro :
FUNARTE: Fundação Biblioteca Nacional, 1997.

∗

Unesp – Faculdade de Filosofia e Ciências – Docente do Curso de Biblioteconomia;
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Coordenadora.
Escritório de Marília. Av. Vicente Ferreira, 1278 – Cascata. 17515-901 - Marília - SP - Brasil. Email: goldstar@ flash.tv. br;
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Bibliotecária. Av. Vicente Ferreira, 1278 –
Cascata. 17515-901 - Marília - SP – Brasil. E-mail: dilnei@marilia.unesp.br.;
UNESP – Faculdade de Filosofia e Ciências – Discente do Curso de Biblioteconomia. Av. Hygino
Muzzi Filho, 737 – Campus Universitário. 17525-900 - Marília
- SP – Brasil. E-mail:
tatiane_mendes@ yahoo.com.Br.;
UNESP – Faculdade de Filosofia e Ciências – Discente do Curso de Biblioteconomia. Av. Hygino
Muzzi Filho, 737 – Campus Universitário. 17525-900 - Marília
- SP – Brasil. E-mail:
rerbys@yahoo.com.br.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54322">
                <text>A memória acadêmica em imagens fotográficas: representação documentária e digitalização de fotografias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54323">
                <text>Fujita, Mariângela Spotti Lopes; Fogolin, Dilnei Fátima; Souza, Tatiane Mendes de; Rodrigues, Rebeca Lilian</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54324">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54325">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54326">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54328">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54329">
                <text>A preocupação com o resgate, preservação e difusão da memória histórica acadêmica da Universidade, por meio de imagens fotográficas, se faz presente no projeto “Memorial fotográfico da FFC”, em acordo firmado entre o Departamento de Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC e a Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da Universidade Estadual Paulista – UNESP, com enfâse nos acontecimentos importantes da trajetória acadêmica no período de 1959 até o momento. Destaca-se no histórico do projeto o esenvolvimento de estudos teóricos e metodológicos por meio dos “Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC”, apresentados por alunos do Curso de Biblioteconomia da FFC, propiciando a recuperação, o registro e a guarda dos documentos fotográficos com a finalidade de torná-los acessíveis à Sociedade da Informação e do conhecimento. A acessibilidade desses documentos históricos depende de alguns procedimentos a serem executados para cada uma das fotografias do memorial: a análise de conteúdo, a representação descritiva e a digitalização. Para tanto detalha-se a representação descritiva das fotografias por meio das regras catalográficas adotando-se o “Padrão de Qualidade de Registros Bibliográficos” publicado pela Unesp elaborado com base no MARC21 e AACR2 e a inserção das fotografias na Biblioteca Digital da UNESP, na base Retrat@, por meio da digitalização das imagens fotográficas, através de equipamento scanner, permitindo facilidade de transmissão de imagens para outros meios e suportes, segurança de armazenagem, preservação da imagem e conservação da fotografia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68441">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4941" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4009">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4941/SNBU2004_116.pdf</src>
        <authentication>a53b5ad24cd26c0ce28f62ca6348232c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54383">
                    <text>E-BOOK E SEU IMPACTO NA SOCIEDADE

Marili Nogueira Loureiro∗
Maria Cristina Matoso∗∗

RESUMO
As bibliotecas que disponibilizavam o acesso aos documentos na forma
“tradicional”, deparam-se hoje com a era da digitalização, a era Virtual e com o
aparecimento do e-book: - o livro eletrônico. O livro já foi confeccionado em vários
suportes, sempre restritos a pequenos grupos de intelectuais. Com o advento da
imprensa no século XV por Gutenberg, a sua difusão deu-se de forma mais
ampla, pois a produção de livros no mundo aumentou de forma exponencial e
praticamente sem sofrer alterações drásticas, pois a cultura era a versão
impressa. Contemporaneamente, no mundo da multimídia, surgiu o formato
eletrônico com possibilidades de acesso quase ilimitado e isso nos leva a
reflexões, tais como o livro nasce virtualmente? Como fica a parcela da sociedade
sem condições de possuir equipamentos adequados para a leitura do e-book?
Não seria mais uma forma de exclusão social? Qual é a infra-estrutura necessária
para acessar os e-books. As bibliotecas universitárias de uma forma ou de outra
possuem recursos para acompanhar essa evolução, mas e a biblioteca escolar?
Sem esquecer o elemento principal desta cadeia bibliotecário-informaçãousuário. Qual será o perfil adequado para acessar essa inovação tecnológica? Em
relação aos Direitos Autorais, como será trabalhado um tema tão discutido no
meio virtual, onde tudo se copia. Como os autores serão resguardados em
relação a idéia original. Conclui-se que o livro eletrônico é mais um paradigma
que associa-se a maior indagação: será que a biblioteca sem papel vai suplantar
a biblioteca tradicional ou vão coexistir?
PALAVRAS-CHAVE: e-book. Biblioteca universitária. Direitos autorais. Exclusão
social.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Universitária (BU), sendo uma das instituições da Sociedade
da Informação, está em desenvolvimento e evolução constantes, buscando
renovar e melhorar seus serviços à comunidade usuária.

Isso deve-se ao

momento em que estamos vivendo. São tempos de mudanças, avanços
tecnológicos muito rápidos e todos estes fatores interferindo e renovando o
paradigma da transferência de informação.

�Nesse contexto, a Biblioteca Universitária tem sido uma das precursoras da
utilização da inovação tecnológica ao absorver para suas atividades os recursos
oferecidos pelos avanços tecnológicos. É importante destacar a função principal
da Biblioteca Universitária na visão de Ziman (1979), como a memória na qual
cada ítem está continuamente sendo reescrito à medida que novos resultados são
trazidos para ela.
Dos vários conteúdos que a BU registra, trata e dissemina à sua
comunidade, o livro é um dos principais “atores” alocado em seu acervo. Dado a
sua importância para o registro da extensão da memória e imaginação da
humanidade, como cita Borges (2004) em El Libro, faz-se necessário, apesar de
não pretendermos ir ao âmago da história do livro, embora esta seja fascinante,
apontar que o mesmo, no decorrer da história do homem, já possuiu vários
suportes a saber: tiras de seda, argila, tábuas, papiros, pergaminho e em papel,
sempre restritos a pequenos grupos de intelectuais.
Com o advento da imprensa no século XV - meados de 1450 por
Gutenberg, a sua difusão deu-se de forma mais ampla, pois a produção de livros
no mundo aumentou de forma exponencial e praticamente sem sofrer alterações
drásticas, pois a cultura era a versão impressa.
Assim, o livro trouxe várias vantagens, tais como o surgimento dos índices
e das bibliografias, que facilitavam a pesquisa. Aumentou o número de
alfabetizados, democratizou-se o conhecimento, a ficção tornou-se possível,
nasceu a propaganda, apareceram as bibliotecas públicas, despontou a idéia de
autoria. Os autores clássicos foram impressos.

A educação, a ciência e a

transferência de tecnologia ganharam importância.
Transcendendo o tempo e espaço, no decorrer da evolução do livro, entre
o momento em que Gutenberg publicou, em 1455, a famosa Bíblia de Gutenberg,
primeiro livro completo impresso na máquina de tipos móveis, e o advento do
computador com a editoração eletrônica passaram-se cerca de 550 anos.
Contemporaneamente, grandes alterações foram implementadas nos
procedimentos de produção, transmissão e uso do conhecimento. Na década de

�80, Castells (1999) apontou que novas tecnologias transformaram o mundo da
mídia, sendo a Internet a espinha dorsal da comunicação global.
Na perspectiva desse contexto, no final do século XX, as possibilidades
permitidas pelas inovações tecnológicas possibilitaram uma nova realidade para a
produção do livro impresso, a publicação sem o uso do papel, com custos
baixíssimos, o livro eletrônico.

2 A NOVA MÍDIA ENCONTRA O E-BOOK
Atualmente estão disponíveis várias ferramentas que dinamizaram a troca
e acesso à informação escrita. O desenvolvimento e a célere expansão das
inovações tecnológicas de informação proporcionou o surgimento de uma
sociedade de informação, digital ou de rede, em que a Internet e a World Wide
Web assumem importância em questões relacionadas a natureza do livro, em
relação a sua produção, transmissão e uso do conhecimento, dissociando-o do
suporte tradicional - impresso - para o formato eletrônico.
Com a evolução do livro impresso (analógico) para o formato eletrônico,
Chartier (1999) “nos lembra que muitas revoluções, dentre as quais a de
Gutenberg, vividas como ameaças, criaram, pelo contrário, um conjunto de
mutações que até agora tinham ocorrido em separado”.

Chartier vai além e

argumenta que muitas das categorias relacionadas com a cultura escrita estão a
modificar-se, pois está havendo mudanças nas técnicas de preparo do texto, no
suporte e nas práticas de leituras, com o surgimento do e-book.
Então o que são e-books?

Em uma definição simplista: são livros

eletrônicos para ler no computador (ou imprimir). É a versão digital do velho e
bom livro de papel. Furtado (2004), nos lembra que ao utilizarmos o termo e-book
implica o recurso a equipamentos de hardware e software. Porém, faz-se
necessário apresentarmos algumas vantagens e desvantagens, as quais estão no
Quadro 1.

�Quadro 1. Vantagens e desvantagens do e-book.
Vantagens
- espaço físico mínimo
- sem custo de frete

- som e imagem adaptáveis às
necessidades de cada leitor

- localização instantânea de páginas

- interatividade

- cruzamento automático de

- distribuição em minutos, a

referências

centenas de pessoas, em qualquer
parte do globo

- ferramentas de busca
- rompe barreiras de espaço
- cópia e colagem para facilitar a
pesquisa e recuperação
- citação e os arquivamentos de
trechos pertinentes

- impressão parcial de trechos
- - alteração de fontes (tamanho e
tipo)

Desvantagens
- dimensão cultural, social e econômica diferenciada entre os usuários
- exigência de suporte de hardware e software sem os quais não é possível o
acesso
- acompanhamento constante da evolução da informática e reciclagem
constante por parte do usuário
Diante desse universo apresentado entre os prós e contras, destacaremos
o seguinte: o livro impresso não consome energia, pois não depende de um
dispositivo eletrônico e não necessita de um back-up, porém uma edição de ebook apesar da necessidade de um aparato eletrônico, o seu alcance é mundial,
ou seja, o livro chegará a locais onde não existe uma livraria, necessitará apenas
de um micro e de uma linha telefônica.
À luz desse contexto, apresentaremos a seguir algumas iniciativas de livros
publicados por editoras comerciais na forma eletrônica ou digital e que podem ser
adquiridos na Internet, pois a proliferação dos e-books ocasionou a transição para
um mercado digital.

�2.1 COMERCIALIZAÇÃO
Visualizem um ambiente de trabalho de um aluno, de um professor, de um
pesquisador: temos uma visão de pilhas de papéis (livros, revistas, normas, entre
outros), tornando o espaço a sua volta um caos. Considerando que o volume e o
tempo de vida da informação mudaram radicalmente, Dowbor (2001) argumentou
que

as “infra-estuturas

avançadas das telecomunicações desempenham um

papel-chave na democratização da informação e do conhecimento”.
Gerando

um

contexto

diferenciado

ao

criar

inúmeros

sites

que

disponibilizam o e-book, muitas editoras inseridas no mercado cibernético
disponibilizam seus endereços na Web

versões

eletrônicas na íntegra e

reduzidas das obras originais o que nos permite fazer test-drive para uma análise
da obra. Na Internet, já estão disponíveis alguns sites que comercializam o ebook, os quais estão apresentados no Quadro 2.
Quadro 2. Alguns exemplos pró de domínio de livros digitais.
Livros digitais

Endereços

Rocket e-book

www.gemstar-ebook.com

e-books Brasil

www.ebookbrasil.com

Banres &amp; Noble

www.barnesandnoble.com

Ponto de Vista

www.angelfire.com

eBook Connections

www.ebook.connections.com

Eletric Books

www.eletricbook.com

Bitbooks

www.bitboks.com

DLSIJ Press

www.dlsijpress.com

Softbook

www.dlsijpress.com

Virtual Books

www.virtualbook-terra.com.br

NetLibrary

www.netlibrary.com

e-Books.org

www.e-books.org

Free e-Books

www.web-source.net

Net Books

www.net-books.com

�Ilustramos com algumas iniciativas. A pioneira do e-book foi o projeto Gutenberg
(www.promo.net/pg), implementado em 1971 por Michael Hart na University of
Illinois. Ele permite a importação do texto integral de milhares de obras,
principalmente literárias. Outra empresa é a Netlibrary (www.netlibrary.com).
Umas das primeiras empresas a comercializar livros e-books. Possui acervo nas
diversas áreas, com ênfase na língua inglesa. Alguns títulos são de acesso
gratuito (CUNHA, 2001, p.94).

2.1.1 Infolink do Brasil
Segundo dados colhidos em 14 de junho deste ano o acervo da Biblioteca
Virtual de texto completo de livros Ebrary era de aproximadamente 40 mil títulos,
sendo 36 mil em inglês, 4 mil em espanhol, 300 em Português provenientes de
mais de 150 editoras líderes no mercado incluindo: The MacGraw-Hill Companies,
John Wiley &amp; Sons, Cambridge University Press, Taylor &amp; Francis, Palgrave, entre
outras.
O acesso é feito na totalidade do conteúdo disponível na base de dados à
qual são adicionados novos títulos diariamente.
O acesso à tecnologia ebrary é feito através de DRM (Digital Rights
Manegement – Administração e Proteção de Direitos Digitais). O e-livro para
bibliotecas permite oferecer a seus clientes o acesso multi-usuário a conteúdos
que têm proteção aos direitos dos autores.
O e-livro para bibliotecas se integra aos recursos digitais e metodologia de
trabalho que cada biblioteca utiliza notadamente usando o formato MARC.

2.1.2 portal do livro
Em 5 março de 2004 foram nomeados pelo Presidente da República
Federativa do Brasil os novos diretores do Departamento de Políticas do Ensino
Superior da Secretaria de Educação Superior (Depes/SESu) e do Departamento

�de Projetos Especiais de Modernização e Qualificação do Ensino

Superior

(Depem) respectivamente Prof. Manuel Palácios e Prof. Oscar Acselrad.
Segundo seu novo diretor, Depes irá atuar em interface com o Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (INEP) no sistema
de avaliação da educação superior e participará ativamente da elaboração da
reforma universitária.
As duas metas apresentadas pelo diretor do Depem serão elaborar um
plano Nacional de Graduação e implantar

um programa

com políticas

específicas para o ensino de graduação.
O Ministério da Educação e o Ministério da Ciência e da Tecnologia estão
estudando a implantação de um Portal de Livros (grifo nosso) também
conhecido como Biblioteca Virtual, que estará disponível à comunidade
acadêmica e, possivelmente, a outros setores da sociedade. Neste Portal estarão
contidos textos integrais dos principais livros utilizados pelos cursos de
Graduação, possibilitando impressão parcial dos textos sem descumprimento da
Lei de Direitos Autorais.
Para tanto, no período de julho a agosto de 2004, a SESu/Depem
realizarão o levantamento da Bibliografia Básica adotada nos cursos de
Graduação das Instituições de Ensino Superior. As Instituições que subsidiaram
este levantamento foram selecionadas, por amostragem, dentre as filiadas ao
Fórum de Pró-Reitores de Graduação – FORGrad.
A nós, Bibliotecas Universitárias, cabe aguardar que o objetivo do futuro
Portal de Livros se concretize e que tenhamos acesso a bibliografias básicas
atualizadas fidedignas e condizentes com as temáticas abordadas em cada curso.

3 EXCLUSÃO SOCIAL
A revolução da digitalização, no novo contexto social que se configura o ebook e, em razão da presença cada vez maior de novas tecnologias na vida dos
cidadãos

e

consequentemente,

quem

não

tem

acesso

à

informação

�disponibilizada pelo e-book estará à margem da Sociedade da Informação,
instituindo-se uma nova modalidade de exclusão social.
Vale destacar que o termo exclusão de acordo com o Dicionário Aurélio,
origina-se do latim exclusione e significa ato de excluir, ato pelo qual alguém é
privado ou excluído de determinadas funções.
Nogueira (2004, p.28) aponta que o aparato informacional tecnológico,
imanente do processo de flexível produção consolidado na década de 1990, vem
se revelando incapaz de coibir a já conhecida exclusão pela falta de bens
simbólicos. O autor vai além e diz que uma nova face de exclusão surge com
essas mudanças e se caracteriza pela negação de bens simbólicos.
O resultado final dessa relação de negação do consumo, da educação, da
própria cultura de massa, da não conexão com o mundo exterior pela Internet
proporciona esta nova modalidade de exclusão, a exclusão digital ou
informacional.
Mas não é só isso. De acordo com Milagres e Cattelan (2004), em 2001 o
Brasil chegou a ter 11 milhões de micros e 35 milhões de linhas de telefone fixas.
Se considerarmos que os 11 milhões estão conectados a Internet, isso representa
apenas 5% da população brasileira. Temos o cenário pronto para um grave
problema social: o apartheid digital – a divisão entre os ricos e pobres, com
possibilidade de crescer ainda mais.
A sociedade de usuários de Informática e Telecomunicações do Espirito
Santo – SUCESU-ES www.sucesues.org.br/ em seu Boletim de Notícias
divulgado em 25 de março deste ano estimava que o Brasil teria 22 milhões de
microcomputadores em uso corporativo e doméstico até maio deste ano, um
crescimento de 10% frente ao número registrado em 2002 revelado na 15ª
Pesquisa Anual da Getúlio Vargas/ Escola de Administração de Empresas de
São Paulo.
Milagres e Cattelan (2004), apontam ainda que 80% dos internautas
pertencem às classes A e B, 16% à classe C e apenas 4% às classes D e E. e
que as maiores barreiras são o poder aquisitivo e a falta de instrução.

�As inovações tecnológicas desempenham um papel crucial na melhoria de
vida do cidadão, criando novas fontes de conhecimento, novos suportes para a
informação como o e-book, porém na medida em que se limita à elite, elas
tendem a aprofundar diferenças e a restringir ainda mais as oportunidades para
as camadas de menor renda. Daí a exclusão social.
Apesar da exclusão digital ser uma realidade da sociedade brasileira, a
Tecnologia da Informação, além de ser uma das maiores forças para tornar
possível as relações entre as pessoas em um mundo globalizado, sem paredes e
em tempo real, ela permite a criação de um ambiente de informação em rede,
abrindo as portas para a criação de novas oportunidades de melhoria, acelerando
o desenvolvimento social e requer por parte dos profissionais que dela farão uso
novas habilidades e novos conhecimentos.

4 O PERFIL DO BIBLIOTECÁRIO NA ERA VIRTUAL
O desafio destes profissionais da informação é imposto pela necessidade
dele se ajustar a uma nova tecnologia, permeando-a com as suas atribuições
rotineiras e incorporando-a aos novos serviços e produtos oferecidos pela
biblioteca hoje.
Cabe aqui uma “nota do que temos observado ao longo de nossa vida
profissional” – muitos docentes ensinam na Universidade compartilhando com o
aluno a construção do conhecimento que adquirem no decorrer de sua vida
universitária e nela não há muito espaço para as novas ferramentas didáticas que
temos atualmente. O papel da Universidade no novo século ainda tolhido por
tantos preconceitos de raças, de castas e de culturas é conceber a igualdade na
diferença, desenvolvendo o potencial humano para que ele possa interagir numa
sociedade a ser transformada. Os gestores do conhecimento passam por 3
etapas distintas: - 1ª dispõem de mecanismos culturais que

lhes permitem

visualizar o objetivo a ser percorrido; 2º determinam o caminho para atingir estas
metas traçando para isso um plano de ações e 3º avaliam os resultados
conseguidos nas atividades de planejamento, verificando se houve consistência
nos valores da missão e nas metas operacionais desenvolvidas.

�Diante do que já foi exposto, qual o perfil ideal do profissional da
informação? Com certeza será identificar, encontrar e/ou desenvolver e
implementar tecnologias e sistemas de informação que apoiem a comunicação e
a troca de idéias e experiências. Facilitar e incentivar as pessoas a se unirem e
participarem de grupos, equipes e redes. Criar uma arquitetura de informação que
inclua novas linguagens e categorias para identificar e alavancar perfis e
competências. Oportunizar uma arquitetura tecnológica que seja mais social,
aberta, flexível e que respeite e atenda às necessidades individuais e coletivas.
O profissional da informação mais do que nunca, necessita manejar a
racionalização do trabalho, diminuindo os custos para a instituição à qual está
ligado,

através

da

integração

institucional.

A

partir

de

parcerias

que

compartilharão de forma satisfatória os recursos existentes nas Unidades de
Informação com os avanços tecnológicos e outros recursos existentes fora da
instituição para orientar seus clientes, assegurarão a recuperação da informação
e ao mesmo tempo a qualidade dos serviços.
É importante que o profissional da informação assuma sua cidadania, já
que

esses

profissionais

além

de

serem

intermediários

entre

a

informação/conhecimento e os usuários/consulentes, são parte integrante do meio
em que vivem.

5 OS DIREITOS AUTORAIS E E-BOOKS
O livro digital obedece às mesmas leis e penalidades vigentes no país no
que se refere aos direitos do autor.
A Constituição Federal, em seu artigo 150, VI, “d”, concede imunidade
tributária a livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão como
cita Félix Soibelman, Rio de Janeiro. O objetivo era o de estimular a difusão da
cultura e do hábito da leitura reduzindo seus custos para o usuário final deste
produto. Porém, a Constituição foi elaborada há 16 anos – quando a construção
de sistemas de recuperação de informação, os produtos e serviços tecnológicos,
oferecidos hoje não fizeram parte dos estudos de 1988.

�A lei que regula os Direitos Autorais é a Lei nº 9.610 de 19 de fevereiro de
1988 e consta de 115 artigos. No seu artigo 5º considera entre outros, os itens de
: - publicações; transmissão ou emissão; distribuição; reprodução; contrafação –
a reprodução não autorizada - ; a obra propriamente dita: em co-autoria,
anônima, pseudônima, inédita, póstuma, originária,

derivada, coletiva e

audiovisual; editor; produtor; radiodifusão; artistas intérpretes ou executantes.
No capítulo III da Lei nº 9.610 que trata dos Direitos Patrimoniais do Autor e
de sua Duração, os Direitos do Autor dos livros eletrônicos estão assegurados no
Art. 29 item IX que trata da inclusão de obras em bases de dados, o
armazenamento

em computador, a microfilmagem e as demais formas de

arquivamento do gênero e no item X que prevê quaisquer outras modalidades de
utilização existentes ou que venham a ser inventadas. Maiores informações
podem ser adquiridas no site &lt; www.dgp.com.br/leis/leidraut.htm&gt;.

5 CONCLUSÃO
A integração tecnológica que permite o acesso ao e-book não deve
mascarar o fato de que parte da sociedade ocupa um universo de inacessibilidade
aos avanços tecnológicos difundidos na Sociedade de Informação da qual a
Biblioteca Universitária faz parte.
O futuro embora esteja sempre tão próximo é sempre imprevisível. Porém,
pelo novo que nos é apresentado diariamente, temos a certeza que as novas
gerações se defrontarão com o exacerbado volume de informações, no formato
digital.
Assim, para os indivíduos que cresceram às voltas com livros
convencionais, a criação do e-book é novo paradigma a ser assimilado. Porém
para as novas gerações, os usuários de hoje e do futuro, esta mudança que lhes
é apresentada rompe as barreiras do espaço e permitem-nos fazer parte de um
momento histórico: a era digital.
Destacando a imensa rede de comunicação científica e cultural, e se o
“mote” deste trabalho pode reforçar as ilhas de excelência destinadas a grupos

�privilegiados que é o meio universitário o grande números de cibernéticos conta
com inúmeras opções de e-books free, de domínio público. Porém isto vamos
contar em uma próxima oportunidade.
E-BOOK AND ITS IMPACT IN THE SOCIETY
ABSTRACT
The libraries that available the access to documents in "the traditional" form, are
come across today with the age of the digital, the Virtual age and with the
appearance of e-book: - the electronic book. The book already was confectioned
in silk straps, in clay, boards, papyruses, parchment and in paper, always
restricted the small groups of intellectuals. With the advent of the press in century
XV - middle of 1450 for Gutenberg, its diffusion was given of ampler form,
therefore the book production in the world practically increased of exponential form
and without suffering drastic alterations, therefore the culture was the version
printed. Contemporary, in the world of the multimedia, appeared the electronic
format with possibilities of almost limitless access and this in them takes the
reflections, such as the book is born virtually? If he will be positive, as is the parcel
of the society without conditions to possess equipment adjusted for the reading of
the book? It would not be plus a form of social exclusion? Which is the
infrastructure necessary to have access e-books. E the libraries as are? The
university libraries of one form or of another one they possess resources to follow
this evolution, but as it is the pertaining to school library? Without forgetting the
element main this chain librarian-information-user. Which will be the adjusted
profile to have access this technological innovation. Another investigation is in
relation to the aspect of the Copyrights, as a subject so argued in the virtual way
will be work, where everything is copied. As the authors will be protected in
relation to the original idea. One concludes that the electronic book is plus a
paradigm that associates it bigger investigation: he will be that the library without
paper goes to supplant the traditional library or go to coexist?
KEY WORDS: e-books. University library. Copyrights. Social exclusion.
REFERÊNCIAS
BORGES, J.L. El libro. In: O LIVRO: instrumento do homem. Disponível em:
&lt;http://www.educaterra.terra.com.br/voltaire/artigos/livro.htm&gt;. Acesso em: 19
maio 2004.
CASTELLS, M. A sociedade em rede – a era da informação: economia,
sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra. v.1.
CHARTIER, R. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Imprensa
Oficial, 1999.

�CUNHA, M.B. Para saber mais: fontes de informação em ciência e tecnologia.
Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2001. p.94-95.
DOWBOR, L. Tecnologias do conhecimento: os desafios da educação. Disponível
em: http://www.ppbr.com/ld. Acesso em: 1 jul 2004.
FURTADO, J.A. Livro e leitura no novo ambiente digital. Disponível em:
&lt;http://www.educ.fc.ul.pt/hyper/resources/afurtado/&gt;. Acesso em: 12 jul 2004.
MILAGRES, F.G.; CATTELAN, R.G. Exclusão digital: aspectos e desafios. São
Carlos: USP/Instituto de ciências Matemáticas e de Computação, 2004.
(Mimeografado).
NOGUEIRA, J.J.M. A exclusão social no mercado da informação no Brasil na
década de 1990. 2004. 76f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) –
Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2004.
ROSETTO, M. Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação: livro
eletrônico e a biblioteca na América Latina e Caribe. Ciência da Informação,
v.26, n.1, 19997. Disponível em: &lt;http://www. scielo.br&gt;. Acesso em: 2 jul 2004.
ZIMAN, J. Conhecimento público. São Paulo: Edusp, 1979. 164p. Coleção o
Homem e a Ciência, v.8)

∗

Bibliotecária. Especialista em Administração de Bibliotecas. Coordenadora do Projeto Biblioteca
&amp; Editora – Gbipes. Bibliotecária Encarregada, Seção de Aquisição, Sistema de Bibliotecas e
Informação, Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Rua Marechal Deodoro, 1099 – Centro
– 13020-904 – Campinas – SP – Brasil sbi@puc-campinas.edu.br
∗∗
Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Bibliotecária Responsável pelo Núcleo de
Editoração, Sistema de Bibliotecas e Informação, Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Av. John Boyd Dunlop, s/n, Bloco B-39, Jd. Ipaussurama, 13059-900, Campinas, SP, Brasil
revistasccv@puc-campinas.edu.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54357">
                <text>E-book e seu impacto na sociedade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54358">
                <text>Loureiro, Marili Nogueira; Matoso, Maria Cristina</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54359">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54360">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54361">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54363">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54364">
                <text>As bibliotecas que disponibilizavam o acesso aos documentos na forma “tradicional”, deparam-se hoje com a era da digitalização, a era Virtual e com o aparecimento do e-book: - o livro eletrônico. O livro já foi confeccionado em vários suportes, sempre restritos a pequenos grupos de intelectuais. Com o advento da imprensa no século XV por Gutenberg, a sua difusão deu-se de forma mais ampla, pois a produção de livros no mundo aumentou de forma exponencial e praticamente sem sofrer alterações drásticas, pois a cultura era a versão impressa. Contemporaneamente, no mundo da multimídia, surgiu o formato eletrônico com possibilidades de acesso quase ilimitado e isso nos leva a reflexões, tais como o livro nasce virtualmente? Como fica a parcela da sociedade sem condições de possuir equipamentos adequados para a leitura do e-book? Não seria mais uma forma de exclusão social? Qual é a infra-estrutura necessária para acessar os e-books. As bibliotecas universitárias de uma forma ou de outra possuem recursos para acompanhar essa evolução, mas e a biblioteca escolar? Sem esquecer o elemento principal desta cadeia bibliotecário-informação-usuário. Qual será o perfil adequado para acessar essa inovação tecnológica? Em relação aos Direitos Autorais, como será trabalhado um tema tão discutido no meio virtual, onde tudo se copia. Como os autores serão resguardados em relação a idéia original. Conclui-se que o livro eletrônico é mais um paradigma que associa-se a maior indagação: será que a biblioteca sem papel vai suplantar a biblioteca tradicional ou vão coexistir?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68445">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4944" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4012">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4944/SNBU2004_117.pdf</src>
        <authentication>8ca825f192473e53f9673a2edd10267c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54410">
                    <text>AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS ELETRÔNICOS BRASILEIROS EM CIÊNCIA E
TECNOLOGIA: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA BASEADA NA ANÁLISE
DE “LINKS” PARA O “SITE” DO PERIÓDICO.
Marília Alvarenga Rocha Mendonça∗
Carlos Henrique Marconde
Ana Carolina de Araújo Nogueira
Claúdia Maria Carvalho

RESUMO
Resultado preliminar de projeto de pesquisa patrocinado pelo CNPq/UFF, com a
finalidade de desenvolver uma metodologia de avaliação para periódicos eletrônicos
brasileiros em Ciência e Tecnologia, considerados “emergentes” pela pesquisa. A
metodologia proposta se espelha no fator de impacto utilizado pelo ISI – Institut for
Scientic Information, é baseada na análise quantitativa e qualitativa de “links”
efetuados para o “site” de um periódico eletrônico, obtido através da submissão de
sua URL ao “site” de busca Google. Considera não somente a quantidade de “links”
direcionados ao “site” mas, também, a existência de “sites” considerados autoridade
na área do periódico pesquisado. Propõe uma fórmula para calcular o grau de
relevância do periódico analisado, que deverá ser confirmado através da opinião de
especialista da área.
PALAVRAS-CHAVE: comunicação científica. publicações eletrônicas. periódicos
eletrônicos. Avaliação. Brasil.

INTRODUÇÃO

Desde o aparecimento do 1º periódico científico no século XVII, o Journal des
Sçavans, e do Philosophical Translations of the Royal Society, em 1885 (DAY, 1999;
MEADOWS, 1999), os periódicos científicos são considerados pela comunidade
científica, meios de disseminação dos resultados de suas pesquisas, assegurando
prioridade e qualidade, alem de prover e preservar o conhecimento científico.
A WORLD WIDE WEB vem crescendo expressivamente nos últimos anos,
tornando-se um novo meio de comunicação e um grande repositório de informações,
promovendo um crescimento na economia mundial do conhecimento. Cientistas e
estudiosos vêem a Web como um meio mais visível (LAWRENCE), rápido e barato

�para publicação de suas pesquisas, em comparação com os tradicionais periódicos
impressos (ODLYSKO, 1998). Sendo constituída por documentos eletrônicos,
páginas “lincadas”, isto é, conteúdos inter-relacionados, quando uma página é
exibida na tela de um navegador, um “link” nesta página permite navegar para
outras páginas, constituindo na assim chamada, teia global de bilhões de páginas
interconectadas. Um “link” não é apenas um auxílio para a navegação, permitindo ao
leitor, por exemplo, navegar até o fim da página, voltar à “home-page” etc. O criador
de uma página A, ao assinalar nesta um “link” para a página B, está indicando que
considera a página B, de alguma maneira, relacionada semanticamente a página A.
Kleinberg e Lawrence (2001) afirmam que, com relação ao crescimento não
planejado da Web, ela tem sido considerada como sem estrutura. Entretanto,
pesquisas recentes já consideram a WEB uma rede auto-organizada. A base para
auto-organização da WEB é sua estrutura de “links”. O estudo de estrutura de “links”
da WEB é conhecido como análise de “links”. A pesquisa sobre análise de “links”
encontrou interessantes “insigts” em áreaa como desenvolvimento de programas
crawlers, spiders e robots. Klimberg (1998) encontrou dois tipos de “sites”, baseada
nos estudos sobre “links” de e para um conjunto de “sites”: autoridades, “sites” os
quais são “lincados” de muitas outras páginas, e “hubs”, páginas que “lincam” para
muitas páginas.
Na área da Ciência da Informação, considerando o contexto da comunicação
científica e da Biblioteconomia, citação de um periódico científico para outro,
consiste em um conhecido mecanismo de avaliação da relevância de determinado
autor. Este mecanismo indica uma recomendação que se faz de um autor para outro
e, indiretamente, a recomendação para o periódico científico que publica o artigo.
Esta sistemática de citação consiste na base de cálculo de fator de impacto
(GARFIELD, 1994), reconhecido indicador da relevância de publicações científicas.
O ISI – Instituto de Informações Científicas, fundado por Eugene Garfield, é uma
instituição que coleta informações acerca de publicações científicas em todo o
mundo, realizando análises estatísticas dos dados obtidos, calculando o fator de
impacto de milhares de periódicos científicos. O fator de impacto consiste, então,
em um valioso indicador para avaliação de publicações científicas, auxiliando no

�planejamento de políticas científicas e de políticas específicas para bibliotecas
como, por exemplo, para o desenvolvimento de acervo.
Periódicos eletrônicos constituem uma recente realidade no cenário da Web
brasileira. Encontra-se em fase final de desenvolvimento, um projeto de pesquisa
patrocinado pelo CNPq – Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em
Ciência e Tecnologia, cujo objetivo é conhecer a situação dos periódicos eletrônicos
brasileiros em Ciência e Tecnologia (MARCONDES, 2003). Foram encontrados
cerca de 500 periódicos eletrônicos, em diferentes áreas do conhecimento. Destes,
aproximadamente 400 são periódicos impressos que possuem, também, uma
versão eletrônica e, 89 são publicados apenas eletronicamente. O universo desta
pesquisa é constituído pelos 89 periódicos científicos que apresentam, apenas, a
versão eletrônica.
O universo dos periódicos eletrônicos brasileiros apresenta diferentes níveis
de qualidade. Assim é que, para os periódicos acadêmicos existem políticas
públicas emanadas de agências brasileiras vinculadas ao desenvolvimento científico
e tecnológico. No caso específico dos periódicos eletrônicos, existe um projeto,
patrocinado por várias agências governamentais, denominado SciELO – Scientific
Electronic Library Online (PACKER, 2000), destinado a desenvolver um portal na
WEB, oferecendo a versão eletrônica dos mais importantes periódicos científicos
brasileiros, exigindo rígidos critérios de qualidade para os periódicos que o integram.
No cenário brasileiro dos periódicos eletrônicos, o portal SciELO cumpre um
papel de destaque. Produto de uma parceria entre diversas instituições, nacionais e
internacionais: -FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo
– http://www.fapesp.br), -BIREME ( Centro de Informação em Ciências da Saúde
para a América Latina e o Caribe – http://www.bireme.br), uma organização
pertencente à PAHO -

Organização Panamericana de Saóde e à WHO –

Organização Mundial de Saúde, todas elas relacionadas a comunicação científica,
juntamente com vários editores de publicações científicas. Atualmente, o portal
SciELO é considerado um importante componente das políticas públicas brasileiras,
no que diz respeito ao desenvolvimento da ciência disseminando, no mundo todo, a
literatura técnico-científica publicada nos países em desenvolvimento, aumentando,
assim, sua visibilidade, muito além de suas fronteiras.

�O projeto SciELO/Brasil teve início em 1998, com a migração, para versão
eletrônica, de um certo número de periódicos brasileiros impressos, considerados de
alta qualidade, pertencentes às áreas de Ciências da Saúde e Biologia. Hoje
existem outros portais SciELO, contendo periódicos eletrônicos de países da
América Latina e do Caribe. O portal SciELO arrola os mais importantes periódicos
científicos brasileiros, sendo a maioria deles periódicos acadêmicos publicados em
formato papel. Através da pesquisa verificou-se que, além dos periódicos eletrônicos
incluídos no SciELO existem, aproximadamente, 89 periódicos eletrônicos referentes
a diferentes áreas do conhecimento, que convencionou-se chamar de periódicos
eletrônicos emergentes. Diferentemente daqueles arrolados pelo SciELO, estes
periódicos são recentes, apresentam uma periodicidade irregular, não se
constituindo, portanto, em publicações sólidas. Falta, a estes periódicos, uma
metodologia de avaliação sistemática e consistente (PACKER, 2001). Acredita-se
que, uma das barreiras para o uso sistemático destes periódicos, ditos emergentes,
pela comunidade científica brasileira é a ausência de uma avaliação qualitativa.
Estes periódicos apresentam inúmeras dificuldades em atender aos critérios do ISI
(TESTA, 1997). Assim é que, esta pesquisa pretende desenvolver uma metodologia
de avaliação para ser utilizada nos periódicos eletrônicos brasileiros em Ciência e
Tecnologia, ditos emergentes , alternativo ao fator de impacto utilizado pelo ISI,
contemplando uma análise quantitativa e qualitativa dos “links” feitos ao “site” do
periódico.
Um “link” de uma página para outra, como acontece nos estudos
bibliométricos, é considerado análogo a uma citação. A hipótese com a qual se
trabalhou na pesquisa, considerando-se o significado de uma citação, difere um
pouco do significado de uma citação considerando os estudos bibliométricos.
Diferentemente dos “links” para um artigo de periódico, “links” para o “site” de um
periódico eletrônico são, geralmente, feitos pelos serviços de referencia eletrônica,
um serviço emergente oferecido, geralmente, pelas bibliotecas acadêmicas ou
universitárias. Serviços de referencia eletrônica sinalizam a existência de um
processo de avaliação dos “links” incluídos no serviço. Desta forma, este projeto
trabalha com a seguinte hipótese: “links” para o “site” de um periódico eletrônico,
levando-se em consideração o “site” que faz o “link”, significa uma recomendação

�para o periódico. Dependendo da natureza da instituição que lincou para o periódico
eletrônico, pode representar um forte indicador de sua relevância.

METODOLOGIA
A metodologia adotada a pesquisa considera os “links” direcionados ao “site”
de um periódico eletrônico, realizando uma análise quantitativa e qualitativa dos
mesmos. Os “links” para os “sites” dos periódicos eletrônicos analisados, foram
obtidos submetendo suas URL ao mecanismo de busca do Google, sendo
consideradas somente as 10 primeiras páginas resultantes. Quando um grupo de
periódicos eletrônicos pertencentes a uma área específica do conhecimento era
analisado, os resultados da pesquisa no Google eram colhidos em um mesmo dia. A
fórmula utilizada para pontuar os periódicos analisados considera três tipos de
“links”: o total de “links” (não considera os “links” repetidos), os “links” oriundos de
“sites” estrangeiros (pertencentes a “sites” fora do Brasil) e os “links” autoridades,
cada um deles recebendo um peso diferente.
Os “sites” autoridades (“links” autoridades) precisam ser, na realidade,
aprovados pelas comunidades de pesquisa e das bibliotecas, considerando as
específicas áreas do conhecimento. Nesta pesquisa, considerou-se “links”
autoridade os “sites” de bibliotecas universitárias com programas de pós-graduação,
os “sites” de programas de pós-graduação, os “sites” de associações científicas e os
“sites” de associações profissionais, considerando, em todos os casos, as
respectivas áreas de atuação.
A fórmula criada para pontuar os periódicos eletrônicos considera o total de
“links” efetuado para o “site“ do periódico eletrônico. Se o periódico está incluído no
portal SciELO, os “links” para o “site” do periódico eletrônico vindos de algum “site”
do SciELO não são considerados; isto porque existem diferentes páginas no “site”
do SciELO “lincando” para um periódico eletrônico, mostrando o escopo do
periódico, estatísticas de acesso, fator de impacto etc., em português, espanhol e
inglês. Também, para os periódicos não incluídos no SciELO, os “links” oriundos do
próprio “site” do periódico eletrônico não são considerados.

�Do total de “links” encontrados subtrai-se o total de “links” estrangeiros, o total
de “links” autoridade. O resultado encontrado é considerado o total bruto de “links”,
que é adicionado ao total de “links” estrangeiros, ao qual é atribuído peso 2, e
adicionado ao total de “links” autoridade, ao qual é atribuído peso 3. O resultado final
desta operação resulta na pontuação atribuída ao periódico eletrônico. A fórmula
utilizada é a seguinte:
Tl= total de “links” para o “site” do periódico eletrônico, encontrado através do
Google;
Ts= total de “links” oriundos do “site” do SciELO ou o total de “links” oriundos do
“site” do próprio periódico eletrônico;
Tr= total de “links” repetidos,
Te= total de “links” estrangeiros;
Ta= total de “links” autoridade;
To= total de outros “links”;
G = fórmula calculada para o periódico eletrônico;
Sendo que G é calculado da seguinte forma:
G= (Tl –Ts –Tr –Te -Ta) + 2 x Te + 3 x Ta + To
Depois de aplicada a fórmula proposta, procurou-se confirmar, através de
consulta a especialista da área de cada periódico analisado, o resultado obtido. Esta
metodologia foi aplicada, primeiramente, na área de conhecimento da Ciência da
Informação, por ser esta uma área familiar ao grupo de pesquisa. Após esta
experiência, a metodologia foi aplicada em periódicos eletrônicos brasileiros de
outras áreas do conhecimento, para que fosse possível comparar os fatores e os
pesos usados no cálculo de suas pontuações As

1

áreas pesquisadas foram:

Ciências da Saúde –Enfermagem (2 periódicos) e Saúde Pública (3 periódicos);
Humanidades – Educação (2 periódicos); Ciências Sociais Aplicadas – Ciência da
Informação e Administração (3 periódicos de cada); Ciências Agrárias – Agronomia e
Veterinária (3 periódicos).

1

Áreas do conhecimento de acordo com a classificação da CAPES/CNPq.

�RESULTADOS E COMENTÁRIOS
Para o desenvolvimento da presente pesquisa foram analisados um total de
16 (dezesseis) periódicos eletrônicos, extraídos do instrumento de busca no Google.
A fórmula para detectar a pontuação do periódico eletrônico foi aplicada no grupo de
periódicos selecionados, apresentando os resultados que se seguem:

TABELA 1 – Área: Ciências Sociais Aplicadas – Ciência da Informação
Incluído
no

Periódico
eletrônico

SciELO

Ciência

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

ples

da

sim

43

0

0

7

6

0

62

DatagramaZero

não

37

0

0

8

5

0

55

Informação

não

18

0

0

5

5

0

33

Informação

&amp;

Sociedade

O resultado obtido na área da Ciência da Informação confirma a avaliação de
relevância acerca dos periódicos analisados: Ciência da Informação é um periódico
tradicional e consolidado na área, publicado pelo IBICT desde 1970 na versão
impressa e, desde 1998 em versão eletrônica. DatagramaZero consiste em um novo
e inovativo periódico eletrônico, publicado desde 2001, possui uma consistente
política de divulgação entre os pesquisadores da área, editado por reconhecido
pesquisador da área de Ciência da Informação. Finalmente, o periódico Informação
&amp; Sociedade consiste em um periódico acadêmico, editado pelo Programa de PósGraduação em Ciência da Informação, da Universidade Federal da Paraíba. Não
possui uma cobertura nacional sendo considerado um periódico acadêmico de
âmbito regional, em virtude de seu escopo e de suas ligações com este programa de
pós-graduação. Desde o final de 2003 é editado apenas na versão eletrônica.

�TABELA 2 – Área: Ciências Sociais Aplicadas – Administração
Incluído
no

Periódico
eletrônico

SciELO

Administração

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

ples

não

10

0

0

1

1

1

6

não

5

0

0

2

0

1

5

não

36

16

0

2

6

6

21

On-line
Acadêmica

–

Revista Virtual
Revista
Eletrônica

de

Admonistração

O periódico que recebeu maior pontuação foi Revista Eletrônica de
Administração. Comparado com os outros dois analisados, recebeu mais “links”
autoridade (“sites” de vários cursos de graduação e pós-graduação), o que
representa um grau de maior significância, se comparado com os demais. O
feedback de especialista da área confirmou o resultado da pesquisa.
TABELA 3 – Área: Ciências da Saúde – Saúde Pública
Incluído
no

Periódico
eletrônico

SciELO

Cadernos

de

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

ples

sim

100

0

87

10

2

0

27

sim

100

0

94

6

0

0

12

sim

62

0

57

3

0

0

8

Saúde Pública
Revista

de

Saúde Pública
Revista

de

Saúde Coletiva

�Todos os periódicos analisados são arrolados no portal SciELO, significando
que também possuem versão impressa. O resultado da avaliação coincide com a
avaliação de especialista da área: Cadernos de Saúde Pública é o periódico mais
relevante entre os analisados.
TABELA 4 – Área: Ciências da Saúde – Enfermagem
Incluído
no

Periódico
eletrônico

SciELO

On-line

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

ples

não

29

0

0

27

1

1

58

sim

75

0

68

4

0

3

11

Brazilian
Journal

of

Nursing
Revista LatinoAmericana

de

Enfermagem

O resultado obtido nesta área causou uma surpresa. Dentre os dois
periódicos eletrônicos analisados, a Revista Latino-Americana de Enfermagem,
incluída no portal SciELO, recebeu uma pontuação bem menor da recebida pelo
periódico On-line Brazilian Journal of Nursing, não incluído no SciELO. Acredita-se
que isto ocorreu, pelo fato de o referido periódico ser publicado na língua inglesa, o
que o torna mais acessível à comunidade internacional, fato comprovado pelo total
de “links” estrangeiros apurado na pesquisa. No entanto, não houve o feedback de
especialista da área, para confirmar o resultado.

TABELA 5 – Área: Ciências Agrárias – Veterinária
Periódico
eletrônico

Incluído
no
SciELO

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

�Arquivos
Brasileiros

dade

ples

sim

25

0

10

9

1

0

21

sim

53

0

42

6

1

0

15

sim

22

0

14

4

1

0

11

de

Medicina
Veterinária

e

Zootecnia
Pesquisa
Veterinária
Brasileira
Brazilian
Journal

of

Veterinary
Research

and

Animal Science

Todos os periódicos analisados pertencem ao portal SciELO. Este grupo de
periódicos eletrônicos recebeu poucos “links”. Para avaliar estes periódicos contouse com o auxílio de especialista da área que, no entanto, não confirmou o resultado
obtido através da aplicação da metodologia de avaliação proposta, indicando o
periódico Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science como o mais
importante periódico eletrônico, dentre os três analisados.

TABELA 6 – Área: Humanidades – Educação
Incluído
no

Periódico
eletrônico

SciELO

Educação

Total

Total de

Total de

Total de

Total

Total

de
“links
”

“links”
repetido
s

“links”

“links”

de

SciELO

estran-

“links”

de
“links”

geiros

autoridade

sim-

Pontu
ação

ples

e

sim

67

0

60

7

0

0

14

&amp;

sim

11

0

2

6

0

2

14

Pesquisa
Educação
Sociedade

�Os dois periódicos eletrônicos analisados pertencem ao portal SciELO. O
resultado da pesquisa apontou os dois periódicos com o mesmo grau de relevância.
No entanto, especialista da área indicou o periódico Educação e Sociedade como
sendo o mais importante.

CONCLUSÕES
De uma maneira geral, o grupo de pesquisa sentiu certa dificuldade em
aplicar a fórmula desenvolvida para aferir graus indicativos de relevância em
periódicos eletrônicos brasileiros de áreas que não pertencem ao seu domínio de
conhecimento, como é o caso da área da Ciência da Informação. Por outro lado, os
periódicos científicos em formato eletrônico, ditos emergentes, representam uma
realidade não completamente familiar à maioria da comunidade acadêmica
brasileira. Conforme Brown (apud Hyldegaard, 2004), “as características das áreas
científicas afetaram a preferência de cientistas por fontes de informação”. Isto tem
dificultado encontrar parceiros na comunidade de pesquisa que conheçam os
periódicos eletrônicos “emergentes” selecionados para serem submetidos à fórmula
proposta e darem o feedback necessário para validar o resultado da pesquisa.
Foi também difícil encontrar, no universo dos periódicos eletrônicos
brasileiros, áreas do conhecimento que possuíssem mais de um periódico, caso
específico da Física (Brazilian Journal of Physics); um pesquisador desta área
informou que, a comunidade científica desta área prefere publicar em periódicos
internacionais e, preferencialmente, em periódicos impressos. A mesma situação foi
encontrada na área de Ciência da Computação. Estes tipos de problemas
dificultaram a aplicação da metodologia em algumas áreas do conhecimento. Assim,
considera-se como ideal para avaliar a metodologia proposta, a existência de mais
de um periódico eletrônico na área de conhecimento a ser analisada e, contar com a
assistência de pesquisadores da área, conhecedores dos periódicos analisados,
para ratificar o resultado encontrado através da aplicação da fórmula.
Embora os resultados obtidos através da aplicação da fórmula coincidirem
com a avaliação de relevância dos periódicos eletrônicos, na área de Ciência da
Informação, o grupo considerou a área atípica, talvez pelo fato de que, na prática, os

�profissionais atuantes em bibliotecas e em faculdades de biblioteconomia brasileiras
contarem com bons serviços de referência eletrônica. Há que se considerar também
que, os três periódicos eletrônicos, juntamente com outros três existentes na área,
são recomendados pelas principais escolas de biblioteconomia e bibliotecas
acadêmicas brasileiras, que possuem em suas “home-pages”, informações sobre
cursos de graduação e pós-graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação.
O conceito de autoridade também se mostrou satisfatório na área.
Considera-se também como hipótese a de “sites” de programas de pósgraduação em diferentes áreas serem considerados como autoridade. Isto foi
verificado em poucas áreas como, por exemplo, na Administração. Entretanto, em
muitos “sites” de cursos de graduação foram encontrados “links” para periódicos
eletrônicos em diferentes áreas, sendo considerados também como autoridades.
Constatou-se também que, com exceção da área de Ciência da Informação e
da área de Ciências da Saúde, mais precisamente na UNIFESP- Universidade
Federal de São Paulo, importante centro de pós-graduação e pesquisa em ciências
da saúde, parece haver poucos serviços de referência eletrônica nas bibliotecas
acadêmicas e universitárias, ou mesmo de centros de pesquisa brasileiros. E,
mesmo quando existem, eles não incluem os periódicos eletrônicos brasileiros, o
que evidencia a importância dada aos periódicos estrangeiros, pela comunidade de
pesquisa brasileira, em detrimento dos nacionais.
Acredita-se, após estes primeiros resultados obtidos, ser necessário definir
quais são as condições às quais a fórmula desenvolvida pode ser melhor aplicada.
O conceito de autoridade usado deve ser ampliado, talvez incluindo autoridades
estrangeiras. É necessário, também, contar com o apoio mais consistente de
pesquisadores das áreas específicas dos periódicos eletrônicos analisados. É
preciso estabelecer uma forma de se automatizar esta metodologia, após serem
feitas as devidas correções, para que a mesma possa ser publicamente avaliada em
um “site” da WEB. Acredita-se ainda que, a aplicação, de forma sistemática e
segura, da metodologia proposta, depende muito da implementação de um serviço
de referência eletrônica pelas bibliotecas universitárias brasileiras.

�Avaliação da qualidade é essencial para consolidar os periódicos eletrônicos
brasileiros em C &amp; T, ditos emergentes, junto à comunidade científica brasileira e,
um sistema de avaliação permanente é necessário para impingir este conceito de
qualidade. Estes periódicos encontram dificuldades em satisfazer os critérios de
qualidade estabelecidos pelo fator de impacto ISI por isso, acredita-se, ser
necessária a adoção de metodologias alternativas e de políticas públicas
contemplando este tema.
O uso da fórmula proposta para aferir graus de relevância aos periódicos
eletrônicos, com dito anteriormente, precisa ser mais do que uma simples
metodologia. Poderia ser adotada na forma de política pública, juntamente com
outras políticas envolvendo periódicos eletrônicos, como acontece nos portais do
SciELO e da CAPES. As comunidades de pesquisa e bibliotecária, pertencentes a
uma área do conhecimento precisam concordar com o grupo de instituições
consideradas autoridades. Um “site” da WEB poderia ser

desenvolvido com os

“links” aceitos pela comunidade. Desta forma, um editor pode submeter a este
“Website” o “link” do seu periódico eletrônico; a fórmula seria aplicada nele e, a
pontuação obtida ficaria disponível na WEB, para toda a comunidade de pesquisa.
Apesar destas considerações e, após ter sido ajustada e acordada pela
comunidade, quais seriam os “sites” considerados autoridade, a metodologia
proposta poderá ser um importante instrumento para avaliação de periódicos
eletrônicos.
REFERÊNCIAS
DAY, Michael. The scholarly journal in transition and the PubMed Central proposal.
Ariadne, v. 21, sept.1999. URL: &lt;http://www..ariadne.ac.uk/issue21/pubmed/&gt;.
GARFIELD, Eugene. The Impact Factor. Current Contents, June, 1994. URL
&lt;http://www.isinet.com/isi/hot/essays/journalcitationreports/7.html
HENZINGER, Monika. Link analysis in information retrieval. 2000 IEEE. URL:
&lt;http://research.microsoft.com/research/db/debull/A0sept/henzinge.ps&gt;

�HYLDEGAARD, Jette; SEIDEN, Piet. My e-journal – exploring the usefulness of
personalized access to scholarly articles and services. Information Research, v. 9,
n. 3, April, 2004. URL: &lt;http://information.net/ir/9-3/paper181.html&gt;.
KLEINBERG, Jon M. Authoritative Sources in a hyperlinked environment. Annual
ACM-SIAM symposium on Discrete algorithms, 9th, San Francisco, California, United
States. Proceedings… New York : ACM press, 1998. p. 668 – 677. URL:
&lt;http://doi.acm.org/10.1145/314613.315045&gt;
KLEINBERG, Jon M.; LAWRENCE, Steve. The structure of the Web. Science, v.294,
Nov. 2001, p.1849-1850 .
LAWRENCE, Steve. Free online availability substantially increases a paper’s impact.
Nature Web debates. URL: &lt;http://www.nature.com/nature/debates/eaccess/Articles/lawrence.html&gt;
MARCONDES, Carlos H.; SAYÃO, Luis F.; MAIA, Cláudio M.; DANTAS, Marco A. R.
Estado da arte dos periódicos acadêmicos eletrônicos. In: ENCONTRO NACIONAL
DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 5, 2003, Belo Horizonte. Belo
Horizonte : UFMG, 2003. CD-ROM.
MEADOWS, Arthur Jack. A comunicação científica. Brasília : Briquet de Lemos,
1999.
ODLYSKO, Andrew. The economic of electronic journals. Journal of
Electronic
Publishing,
v.4,
n.1,
Sept.
1998.
URL:
&lt;http://www.press.umich.edu/jep/04-01/odlyzko.html&gt;
PACKER, Abel Laerte. SciELO - a Model for Cooperative Electronic Publishing in
Developing Countries. D-Lib Magazine [online]. 2000, vol. 6, no. 10. URL:
&lt;http://www.dlib.org/dlib/october00/10inbrief.html#PACKER&gt;. ISSN 1082-9873.
PACKER, Abel Laerte. The SciELO Model for electronic publishing and measuring of
usage and impact of Latin American and Caribbean scientific journals. In ICSUUNESCO International Conference: Electronic Publishing in Science, 2 [online].
Paris,
2001,
pp.
19-23.
URL:
&lt;http://www.unesco.org/science/publication/electronic_publishing_2001
/proceedings_sess3.shtml#s3_packer&gt;.
TESTA, Janes. The ISI database: the journal selection process. 1997. URL:
&lt;http://www.isinet.com/essays/selectionofmaterialforcoverage/199701.html&gt;

�∗

Universidade Federal Fluminense/Departamento de Ciência da Informação Rua Lara Vilela, 126 –
Niterói, RJ – Brasil mariliaalvarenga@terra.com.br - marcon@vm.uff.br
Universidade Federal Fluminense/Curso de Biblioteconomia e Documentação Rua Lara Vilela, 126 –
Niterói, RJ – Brasil ana_canogueira@hotmail.com; senadorcaxias@ig.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54384">
                <text>Avaliação de periódicos eletrônicos brasileiros em Ciência e Tecnologia: uma proposta de metodologia baseada na análise de “links” para o “site” do periódico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54385">
                <text>Mendonça, Marília Alvarenga Rocha; Marcondes, Carlos Henrique, Nogueira, Ana Carolina de Araújo; Carvalho, Claúdia Maria </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54386">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54387">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54388">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54390">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54391">
                <text>Resultado preliminar de projeto de pesquisa patrocinado pelo CNPq/UFF, com a finalidade de desenvolver uma metodologia de avaliação para periódicos eletrônicos brasileiros em Ciência e Tecnologia, considerados “emergentes” pela pesquisa. A metodologia proposta se espelha no fator de impacto utilizado pelo ISI – Institut for Scientic Information, é baseada na análise quantitativa e qualitativa de “links” efetuados para o “site” de um periódico eletrônico, obtido através da submissão de sua URL ao “site” de busca Google. Considera não somente a quantidade de “links” direcionados ao “site” mas, também, a existência de “sites” considerados autoridade na área do periódico pesquisado. Propõe uma fórmula para calcular o grau de relevância do periódico analisado, que deverá ser confirmado através da opinião de especialista da área.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68448">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4947" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4015">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4947/SNBU2004_118.pdf</src>
        <authentication>4515bcc685d8c065e3c58801ed8933c7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54437">
                    <text>EDUCAÇÃO CONTINUADA DE BIBLIOTECÁRIOS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA :
FONTES DE INFORMAÇÃO ON-LINE

Marouva Fallgatter Faqueti∗
Ursula Blattmann∗∗

RESUMO
A educação à distância colabora na educação continuada de bibliotecários. A
importância de utilizar tecnologias da informação e comunicação como instrumentos no
processo de aprendizagem de bibliotecários. Relata o caso do curso de capacitação de
bibliotecários atuantes em instituições de ensino apontando a importância do
letramento, inclusão digital e atualização constante para dinamizar as competências e
habilidades profissionais. Indicação de serviços e produtos a serem incorporados no
cotidiano profissional com o intuito de aproximar o leitor de páginas e provocar esse
indivíduo ao processo de interação pelo vídeo. Enfatiza a importância de conhecer
aspectos de acesso, e uso das fontes de informação on-line. Traça considerações
sobre a importância do trabalho de bibliotecários na elaboração, análise e treinamento
de conteúdos e fontes de informação on-line. Reflexões sobre ações leitoras, os
impactos da divisão digital e o acesso e uso de fontes de informação na sociedade do
conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: Educação à distância. Educação continuada. Formação de
bibliotecários. Inclusão digital. Letramento. Recursos informacionais on-line.

1 INTRODUÇÃO
O uso de computadores interligados na Internet, no ambiente de bibliotecas,
possibilita ofertar serviços diferenciados como o acesso aos catálogos bibliográficos de
acervos, realizar levantamentos bibliográficos em coleções locais e remotas, elaborar
serviços de disseminação da informação e principalmente atuar na educação da
organização do conhecimento, proporcionando maneiras diferenciadas no acessar e
estimular o uso da informação.
O que está acontecendo não é o desaparecimento das bibliotecas, mas a
incorporação do manejo e uso de fontes de informação digital on-line no cotidiano do
bibliotecário.

�Espera-se do bibliotecário saber organizar conteúdos e disseminá-los de
maneiras dinâmicas, resultando não apenas em fichários eletrônicos on-line para
consultar autor, título, assunto, mas em desencadear e facilitar atividades de outras
formas de disseminação das informações; de auxiliar em levantamentos bibliográficos,
delimitando estratégias necessárias tal como especificar o tipo de documentos, período
coberto, idiomas, enfim novas perspectivas de atuação profissional em diferentes áreas
do saber, sejam estas técnicas, cientificas, artísticas ou sociais.
Segundo Blattmann e Fragoso (2003) o uso de fontes de informações on-line
contribui para fazer mudanças na biblioteconomia. A pergunta que emerge desse
contexto é como os bibliotecários conseguem acompanhar essas mudanças, conhecer
as novas técnicas e métodos principalmente quando acervos físicos se transformam em
acervos digitais a distância.
Os bibliotecários ao utilizarem os recursos tecnológicos podem ampliar sua
atuação profissional, isso pode ser notado principalmente quando compartilham
recursos da informática pela rede de computadores. Além de incorporar recursos
tecnológicos seja na seleção, aquisição, organização, disseminação, recuperação e no
armazenamento do acervo, acompanham a esses fluxos da informação - conhecidos
como processos - as preocupações com as características técnicas, especificações de
produtos e serviços, recomendações de manuseio e também como oferecer segurança
adequada os arquivos digitais em suportes da informação como em Digital Vídeo Disc DVDs.
Ao usar tecnologias surgem novas relações entre pessoas, na interação de
interfaces, nos trabalhos em equipes organizadas por tarefas ou atividades especificas;
nas possibilidades de participação ativa no desenvolvimento de conteúdos sejam estes
para diversos fins, tais como, no processo de educação à distância e na colaboração
da educação continuada de bibliotecários.
Este artigo visa esclarecer a importância do ser humano utilizar tecnologias da
informação e comunicação como instrumentos no processo de sua aprendizagem.
Também em relatar o caso do curso de capacitação de bibliotecários atuantes em

�instituições de ensino apontando a importância do letramento, inclusão digital e
atualização constante para dinamizar as competências e habilidades profissionais.
2 INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E APRENDIZAGEM
As pessoas estão cada vez mais em busca da qualidade, seja no ambiente
familiar (qualidade de vida), no trabalho (qualidade de produtos e serviços) ou mesmo
na educação (qualidade no processo de aprendizagem). Como tornar a qualidade algo
viável e integrada ao nosso cotidiano?
Ladislau Dowbor (2001) menciona “[...] quando o conhecimento se torna um
elemento chave de transformação social, a própria importância da educação muda
qualitativamente. Deixa de ser um complemento, e adquire uma nova centralidade no
processo.” Por estes motivos precisasse conhecer as técnicas, os recursos e entender
como o controle e principalmente o acesso e o uso da informação gera poder.
A educação formal pode exercer papel fundamental neste contexto quando se
propõe a utilizar diversos meios para o fortalecimento de uma consciência educativa ao
longo de toda a vida, em resposta ao desafio de uma realidade em mudança, onde
aprender deverá ser o cotidiano de todos. Esse “desenvolvimento” deve ser entendido
como a evolução da capacidade de raciocinar, imaginar e discernir, do sentido das
responsabilidades e permitindo que todos possam recolher, selecionar ordenar, gerir e
utilizar as mesmas informações.
O foco de interesse está nas mensagens (conteúdos informacionais), nos meios
(tecnologias) utilizados para o seu compartilhamento entre os sujeitos envolvidos e de
como este conjunto interfere na aprendizagem, na produção (no trabalho) e na
criatividade? Fica aqui a preocupação com relação a preservação da igualdade de
condições de acesso a dados e fatos para todos, bem como, as habilidades a serem
desenvolvidas para seu uso. Não basta proporcionar o acesso a informações em seus
diversos formatos, mas é importante promover o chamado “letramento”.

�2.1 LETRAMENTO OU INFORMATION LITERACY
A alfabetização e o letramento tem perspectivas diferentes de análise e
tratamento. A alfabetização está centrada em dois processos distintos conhecidos como
a leitura e a escrita. O indivíduo ao apropriar-se das habilidades e competências
oriundas da alfabetização pode interagir na sociedade da informação. Para isso é
importante a valoração da memória oral, da afetividade, da valoração da leitura e do
emprego coerente da escrita.
Magda Soares (2003) enfatiza a aprendizagem inicial da língua escrita como um
processo de codificação e decodificação de signos e a produção de sentidos e
comportamento social. A leitura pode ser entendida como a aquisição do processo de
leitura (fonemas/ palavra), trata-se de um fenômeno de múltiplas facetas. Precisa estar
intercalada como produção de sentido social.

Destaca a importância das práticas

sociais da escrita e da leitura, sendo que um processo depende do outro, e que é
preciso mais do que simplesmente ler e escrever.
A alfabetização e o letramento estão intercalados profundamente no processo de
aprendizagem do sujeito. O desvendar signos registrados, entender seus significados e
processá-los significa ler. Enquanto o saber em registrar os signos de determinada
cultura, intercalá-los em determinado contexto para gerar determinada compreensão
significa escrever.
O ser humano alfabetizado utiliza os recursos da leitura como da escrita para
sobreviver na sociedade da informação. Quanto ao processo de alfabetização muitos
autores têm apresentado teorias que vão desde a análise de métodos e técnicas como
o respectivo treinamento e manuseio. Mas não basta simplesmente saber ler e
escrever, e preciso dar continuidade a esse processo que se desencadeia no
letramento.
Buscar, selecionar e usar informações são atitudes primárias na vida.
Diariamente as pessoas se deparam com dados, informações as quais, são

�selecionadas utilizando-se critérios variáveis, descartando algumas, guardando outras
ou incorporando-as e transformando-as em conhecimento pessoal.
O domínio das habilidades no uso das informações são imprescindíveis na era
do Conhecimento. O letramento está relacionado diretamente na condição do letrado
como única possibilidade de ascensão social e até como mecanismo que propicia a
aquisição de poder. O bibliotecário precisa participar ativamente e estabelecer ações
leitoras para desempenhar seu papel social, educacional e colaborar na conquista da
cidadania por cada pessoa.
Magda Soares:
um indivíduo pode não saber ler e escrever, isto é ser analfabeto, mas
ser, de certa forma, letrado (atribuindo a este adjetivo sentido vinculado
a letramento ) [...] porque faz uso da escrita, envolve-se em práticas
sociais de leitura e de escrita.

Os indicadores de analfabetismo nacionais , conforme estudos disponíveis no
Ministério

da

Educação

do

Brasil

(http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/outras/news03_25.htm ) e no artigo de Pinto
et all (2000) e as informações do Relatório Brasileiro do Programa Internacional de
Avaliação

de

Estudantes

(Pisa)

http://www.inep.gov.br/download/internacional/pisa/PISA2000.pdf ) desenvolvido pela
OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico tem demonstrado
que a escola está fracassando no ensinar a ler e escrever.

É crucial que sejam

estabelecidas práticas sociais de leitura e escrita diferenciadas no ambiente escolar (em
todos os níveis – fundamental, médio e superior), e oferecer ações leitoras para a
sociedade, caso contrário a cidadania não passará de mero discurso demagógico.
Práticas sociais de leitura e escrita interferem significativamente na qualidade do
processo de alfabetização e letramento. A inclusão social deveria ser atendida por
práticas de acesso e uso da informação digital e com isso minimizar o fosso criado pela
divisão econômica e agora também pela divisão digital que ocorre em muitos ambientes

�principalmente quando se trata da educação continuada voltada ao apreender durante
toda vida.
Quais seriam as funções primordiais da escola e da biblioteca no processo de
alfabetização e do letramento? Quais as funções do Bibliotecário – esse profissional da
informação na sociedade da informação sob a ótica do letramento?
Ao

efetuar

reflexão

sobre

o

filme:

Central

do

Brasil

(

http://www.centraldobrasil.com.br/front.htm), no qual a personagem principal é leitora e
escritora de cartas para analfabetos, torna-se evidente a importância da presença e
atuação profissional do bibliotecário. Magda Soares (2003, p. 51) focaliza isso de
maneira única: "Quando um "alfabeto" ouve a leitura de uma noticia de jornal feita por
um " alfabetizado" que escreva, por ele, uma carta, não está fazendo uso da escrita? E
esse fazer uso da língua escrita não é uma das propriedades ou atributos da
alfabetização?"
Alguns questionamentos sobre a alfabetização e letramento:
a) Como bibliotecários participam nos processos de alfabetização e de letramento
na sociedade?
b) Como são utilizadas as fontes de informação tradicionais e digitais on-line?
c) Que recursos ou treinamentos precisam ser ofertados pela biblioteca?
d) Como conseguir parcerias para disponibilizar recursos tecnológicos, e espaço
físico, além de criar ambientes para produzir conhecimentos?
e) Quais as orientações a serem oferecidas na orientação dos usuários, seja para
conhecer as diferenças entre suportes da informação e tipo de conteúdo
informacional?
f) Por que o letramento - information literacy é importante na qualidade de vida da
sociedade moderna?

�3 EDUCAÇÃO CONTINUADA DE BIBLIOTECÁRIOS A DISTÂNCIA
O aumento da parafernália eletrônica, com suas características básicas de
redução de espaços para armazenamento das informações, redução do tempo de
acesso e uso da informação, e na velocidade de transmissão dos dados, seja pela
evolução direta dos produtos de informática ou pelas necessidades de recuperação
(estratégias de busca) e disseminação da informação digital, tudo colabora em
estimular novas fronteiras de atuação profissional.
A Educação Continuada desponta como uma necessidade impar entre os
profissionais a fim de se apropriarem das mudanças emergentes. O desafio é
transformar nossos bibliotecários cada vez mais capacitados a solucionar problemas e
a diagnosticar oportunidades. Para melhor servir a sociedade, os bibliotecários
necessitam estar atualizados a vida toda, transformando-se em alunos vitalícios.
Dada a posição estratégica em que os bibliotecários se encontram no processo
de busca e uso de informações, a Educação Continuada a Distância oferece
oportunidade de aprendizado com duplo impacto: a temática abordada nos processos
de capacitação e o contato vivencial com os novos paradigmas tecnológicos de
informação, comunicação e aprendizagem, os quais também podem ser seus
instrumentos de trabalho.

3.1 CURSO DE CAPACITAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
Existem demandas e ofertas de cursos na modalidade da educação à distância
no Brasil, entre os relatos estão Moro et al. (2003), Santos, Passos e Amaral (2003).
Cabe destacar pelos e-mails recebidos e analisando listas de discussões da área de
biblioteconomia, as solicitações variam desde cursos de atualização, de capacitação,
de mestrado, de graduação em Biblioteconomia e até mesmo de como organizar
acervos específicos.

�Torna-se necessário relatar experiências para identificar as práticas realizadas e
principalmente apontar metodologias adotadas para dinamizar o processo de
aprendizagem e quiçá estabelecer novas diretrizes na formação de bibliotecários cada
vez mais necessários na sociedade de conhecimento.
Será mesmo que muitas atividades não poderiam ser oferecidas a distância aos
bibliotecários que atuam no Brasil e em outros países lusófonos? Seriam questões de
reserva de mercado na formação de profissionais bibliotecários sendo um nicho
somente autorizado para determinadas Escolas e Cursos de Biblioteconomia?
Considerando as dimensões territoriais e principalmente a condição dos
contrastes da sociedade brasileira, não seria este o momento de ampliar a formação de
bibliotecários para atuarem em bibliotecas públicas (basta ver os programas como o
Fome de Ler - http://www.queroler.org.br ) que certamente faltará bibliotecário para
essas bibliotecas a serem criadas) ou nas escolas

de ensino fundamental, médio,

profissionalizante que se realmente estão preocupadas em oferecer ensino com
qualidade precisam de bibliotecas, de dinamizar acesso a acervos e principalmente de
oferecer praticas de ações leitoras. Certamente estas questões precisam ser discutidas
em fóruns não só de professores, mas principalmente com bibliotecários e pessoas
preocupadas com a alfabetização, o letramento e a cidadania. O mais importante é
ganhar maior visibilidade do que um bibliotecário pode fazer na sociedade brasileira.

3.2 CURSO DE CAPACITAÇÃO VIRTU@LIZANDO
A seguir está descrito etapas do Curso de Capacitação semi-presencial
realizado no ano de 2002 em Florianópolis.
Público-alvo: Ao todo eram 180 participantes, sendo 30 participantes - professores e
bibliotecários da Rede Municipal de Educação inscritos na disciplina Biblioteca digital e
gestão do conhecimento do programa de capacitação Virtualiz@ando, ministrado no

�Núcleo de Tecnologias Educacionais -

Prefeitura Municipal de Florianópolis - em

Florianópolis - Santa Catarina - Brasil.
Desenvolvido por: Gerência de Desenvolvimento Tecnológico, Laboratório de Ensino
a Distância, Programa de pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade
Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico - Campus Universitário, Trindade - CX.
Postal 5090 - CEP 88040-900, Florianópolis, SC – Brasil.
Período: O convite para desenvolver a disciplina aconteceu em fevereiro e o respectivo
planejamento da disciplina Biblioteca digital e gestão do conhecimento, ministrada por
Ursula Blattmann (Departamento de Ciência da Informação, UFSC). As atividades
preliminares ocorreram entre fevereiro, março e abril de 2002. A abertura do Programa
Virtu@lizando aconteceu em 15 de abril (no auditório da reitoria da UFSC) e seu
enceramento deu-se no dia 02 de setembro de 2002 (no auditório do LED).
Carga horária: 40 horas – aula teóricas e práticas – sendo 16 h/a presenciais e 24 h/a
on-line, sendo 6 encontros presenciais: 23/05, 20/06, 25/06, 01/07, 14/08 e 28/8/ e três
vídeo-chats 11/06, 06/08 e 21/08.
Elaboração do conteúdo: formatação para o ambiente, revisão, treinamento no uso
das ferramentas , apoio da estrutura didático –pedagógica na elaboração do material
on-line. No contato inicial foram planejados as etapas de distribuição de atividades
conforme cronogramas de execução. Definição dos dias da semana para os contatos
presenciais e a distância. Em março credenciamento dos participantes pelo CPF e
senha de acesso no ambiente VIASk (Virtual Institute of Advanced Studies).
Equipe de apoio: agente organizador, pedagoga, além da ministrante contou-se com
colaboradoras no conteúdo da disciplina a professora Gleisy R. B. Fachin e a
bibliotecária Marouva F. Faqueti, além dos serviços de uma revisora, de tutores
(especialistas em apoio tecnológico e de conteúdo) e a equipe do aplicativo educacional
(plataforma do software VIASk).

�Procedimentos técnicos de conteúdo: professor elabora conteúdo, passa para
revisora (português), análise para diagramação e facilidades no manuseio do conteúdo
(ilustrações, vídeo, hipertexto, transparências, textos – artigos e teses, complementares
em PDF ou DOC); nova discussão para verificar alterações e mudanças para depois o
material ser produzido e ser liberado na ferramenta de interface para a EAD o VIASk.
Abordagem metodológica: a disciplina desenvolvida por meio das aulas teóricas e
práticas, presenciais e on-line, utilizando a ferramenta VIASk, textos on-line, sites
direcionados, roteiros, exercícios práticos e de recuperação da informação digital online. Mapeamento e análise de serviços e produtos para bibliotecas escolares na rede
de computadores. Utiliza páginas de hipermídia (sites) e artigos, que permitem a
fundamentação teórica, além de exemplos reais. A disciplina teve como avaliação a
participação direta dos educandos, o estudo de textos, redação e apresentação de
trabalho sobre o tema "Bibliotecas Escolares e a Internet", além de exercícios práticos
on-line, durante as aulas presenciais e discussão nos chats.
Procedimentos técnicos de acesso aos equipamentos: a interação no VIASk
poderia ser realizada em qualquer computador (máquina) que tenha conexão com a
Internet. Os participantes não precisavam estar fisicamente no Núcleo de Tecnologias
Educacionais da Prefeitura Municipal de Florianópolis.
Como etapa de procedimentos todos participantes recebiam o treinamento no
ambiente virtual de aprendizagem VIASk – no qual focalizava-se a caracterização, os
fundamentos teóricos e arquitetura tecnológica para realizar satisfatoriamente a
interação no ambiente projetado. No Menu principal estavam disponibilizadas a
apresentação dos grupos e as ferramentas: Meu Espaço, Secretaria, Colaboração,
Apoio, Ajuda. No quadro 1 abaixo estão as possibilidades de interação no ambiente online.

�Menus de
interações
Meu Espaço

Possibilidades de interação
- Introdução– apresentando as características: Conhecendo as
Partes Básicas: Agenda, Contatos, Sites Favoritos, Anotações,
Biblioteca Pessoal, Desempenho, Dados Pessoais, Correio,
Página Pessoal
- Exploração orientada das Ferramentas, possibilitando o
manuseio das seguintes funcionalidades:
Agenda: agendamento de eventos, compromissos, visualização
dos agendamentos previstos no cronograma do curso
Contatos: criação e uso de lista de contatos
Sites Favoritos: armazenamento de
links, criação de
manipulação de pastas
Anotações: cadastramento de anotações, recuperação e consulta
de informação
Biblioteca Pessoal: arquivamento de diferentes mídias
(documentos, vídeos, imagens, sons, etc.); organização do
material em pastas
Desempenho: inclusão de desempenho de alunos nas disciplinas
cursadas, visualização de relatório gerados nas ferramentas do
grupo Colaboração e resultado de avaliações,
• Dados Pessoais: inclusão e alteração de dados cadastrais no
sistema
• Correio: trocas de mensagens eletrônicas
• Página Pessoal: criação de página pessoal, acesso a página
pessoal de outros participantes do curso

Secretaria

Introdução: características e funcionalidades
- Conhecendo as Ferramentas: Mural, Cronograma, Correção de
Atividades, Busca de Usuários
- Exploração orientada possibilitando a utilização destas
ferramentas:
• Mural: publicação de informações acadêmicas
• Cronograma: agendamentos de atividades relacionadas ao
curso/disciplinas
• Correção de Atividades: correção atividades propostas, inserção
de comentários e inclusão de notas

Colaboração

Busca de Usuários: busca de participantes do curso, tipos de
dados acessados na busca, por usuário
- Introdução : características das ferramentas e enfoque
colaborativo: grupo temático e grupo aberto
- Exploração orientada possibilitando a utilização destas
ferramentas:
• Fórum: inclusão de perguntas e respostas pertinentes a disciplina

�• Novidades: publicação notícias de interesse geral
• Discussões: manipulação de discussões acadêmicas
• Chat: mediação de conversações síncronas
• Videochat: iniciação de conversações síncronas utilizando vídeo
e áudio
Apoio

Introdução: características
Caracterização das ferramentas: Busca, Biblioteca, Sites
Sugeridos, Eventos, Projetos, Grupos, Log de Chat, Miner
Exploração orientada possibilitando a utilização destas
ferramentas:
• Busca: realização de pesquisas na Web
• Biblioteca: inclusão e exclusão de arquivos de diferentes mídias

(documentos, vídeos, imagens, sons, etc.); Organização de
material
• Sites Sugeridos: disponibilização de links
• Eventos: Publicação de eventos
• Projetos: formação de equipes de trabalho, troca de material

(arquivos, relatórios)
• Log de Chat: recuperação dos registros dos chats realizados
• Miner: Busca de arquivos no ambiente VIASK

Ajuda

Introdução das ferramentas do grupo Ajuda– apresentando a
proposta do grupo
Caracterização das ferramentas: Como usar, Por que Usar,
Dúvidas Freqüentes, Mapa do Site
Exploração orientada possibilitando a utilização destas
ferramentas:
• Como usar: passo a passo do uso das ferramentas
• Por que Usar : abordar aspectos pedagógicos de todas as

ferramentas
• Dúvidas Freqüentes: consulta e inclusão de respostas às dúvidas

freqüentes
• Mapa do Site: localização de todas a ferramentas dentro dos

grupos
QUADRO 1: VIASk e menu de interações

�Para cada curso (eram sete ao todo) havia uma estrutura semelhante, conforme
demonstra a figura 1 abaixo:

CURSO

I N D ICE

TÓPICOS DE DISCIPLINA

ITENS POR TÓPICO DE
DISCIPLINA (arquivos
html)

Organização da árvore

DISCIPLINA

FIGURA 1: Estrutura do conteúdo no VIASk – Organização de Tópicos e Subtópicos

RESUMO
As aulas presenciais aconteciam no Núcleo de Tecnologias Educacionais – Centro de
Florianópolis, nas quais o contato direto com os participantes poder-se-ia verificar o
processo de aprendizagem, compartilhamento das dificuldades existentes no manuseio
e exploração das ferramentas. Enquanto as aulas à distância baseavam-se no acesso e
no uso dos conteúdos (acompanhados pelo log registrado), na participação do vídeo –
Chat, na solicitação do apoio técnico (logístico ) e na avaliação final.

4 CONCLUSÕES
A educação à distância é uma modalidade de ensino que precisa ser incorporada
na formação e capacitação de bibliotecários no Brasil.
Observou-se que o ambiente VIASk oferece uma diversidade de recursos e
precisa ser adequado conforme as condições tecnológicas existentes. Foram

�encaminhadas sugestões para melhoria da plataforma principalmente o problema da
lentidão do sistema. Perceptível no uso do vídeo-chat (configuração mínima necessária
com áudio e vídeo), no diálogo realizado no Chat , pois em salas de bate-papo na Web
tradicional tudo é muito rápido e dinâmico.
Ao finalizar a disciplina pode-se perceber pela avaliação dos participantes a
importância de realizar atividades didático-pedagógicas para interação do educando
pelo vídeo em rede de computadores. Espera-se que tudo não acabe em apenas mais
um curso realizado e sim em implementações dos conteúdos trabalhados no cotidiano.
É importante que principalmente bibliotecários e educadores tomem iniciativas e
desencadeiam políticas para preservação da memória e uso da informação digital no
ambiente da rede municipal de educação. Eis a importância de conhecer ferramentas,
suportes, técnicas e tecnologias para saber o por que preservar, como preservar e
entender os processos e as atividades no armazenamento, em especificar tecnologias
necessárias para o acesso e estimular o uso da informação em diferentes suportes
digitais (DVD, on-line, formatos) , cabe lembrar que o essencial ainda está no conteúdo
transmitido, sua compreensão e na geração de mudanças aplicando os conhecimentos.
Espera-se que os educandos sejam multiplicadores em disponibilizar conteúdos
supostamente trabalhados pelos professores e alunos nas salas informatizadas das
escolas; desempenhar um papel na formulação de políticas internas e externas,
considerando onde e quem será responsável pela preservação e organização destas
informações no suporte digital.
Necessita-se traçar políticas de uso dos recursos tecnológicos nas Bibliotecas
das escolas na Rede Municipal de Educação, principalmente pelo fato destas
bibliotecas estarem abertas para a comunidade na qual estão localizadas e desta
maneira propiciar o acesso aos recursos da Internet e como imprimir, pesquisar e salvar
pesquisas realizadas na Web.
Percebeu-se a importância e satisfação na realização deste Curso conforme a
exposição oral e escrita dos participantes. Foram observados que existem dificuldades

�no planejamento de ações do próprio gabinete ou melhor na secretaria de planejamento
municipal. Os educandos mencionaram o fato que nem existia computador nas
bibliotecas e isso significa que pouco adianta oferecer cursos de capacitação se os
equipamentos ainda estão para serem adquiridos e os recursos cada vez mais
escassos e lentos.
Fica evidente a importância do trabalho de bibliotecários na educação à
distância. Os bibliotecários podem participar desse processo por dois prismas: como
educadores e como educandos. Muitas atividades podem ser realizadas nas
organizações como: a elaboração de conteúdos, análise de fontes de informação
tradicionais e on-line; treinamento no manuseio de recursos tecnológicos ; facilitar o
acesso e estimular ações para dinamizar o acesso e o uso de conteúdos. O
bibliotecário precisa exercer sua prática profissional seriamente e desta maneira
contribuirá significativamente para todos poderem sobreviver na Sociedade do
Conhecimento baseada na rede de relações e de computadores.
Agradecimentos aos membros do Laboratório de Ensino a Distância – UFSC: Regina
Bolzan, Blenda de Campos Rodrigues, Juliana Santana, Adria, Deucélia , Carol, Leslie
Christine Paas. E a colaboração de Gleisy R.B. Fachin.
ABSTRACT
The distance education collaborates in the librarians continued education. Show the
importance to use new technologies of information and communication as instruments in
the continued learning process to librarians. Reports the educational case, of the course
to capacitated librarians and teachers from the Florianópolis districtal schools; pointing
the importance of information literacy, digital inclusion and give some dynamics to
increase professional abilities. This course evaluate services and products to be
incorporated at the daily work, approach how to access, use and read webpages and to
provoke a individual reflection about te interaction process between the video –
computer – interfaces . Emphasizes the importance to know aspects of access, and use
of the on-line information resources. Give some conclusions about the importance of
librarians work at distance education process, like elaboration, analysis and training of
using contents and on-line information resources. Reflections about reading actions,
impacts of the digital division, access and use of on-line information resources to
survival at the knowledge society .
KEYWORDS: Distance education. Librarians education. Long-learning education. Digital
inclusion. Information literacy. Electronic resources.

�REFERÊNCIA
BLATTMANN, Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (orgs.). O zapear a informação em
bibliotecas e na Internet. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
DOWBOR , Ladislau. Tecnologias do conhecimento: os desafios da educação, 2001.
Artigo. Disponível em: &lt; http://ppbr.com/ld/tecnconhec.asp &gt;
MORO, Eliane L. da Silva et. Al. Bibliotec: experiência do curso de extensão em EAD
mediado por computador. Em questão, Porto Alegre, v. 9, n. 1, p. 149-162, jan./jun.
2003.
PINTO, J. M. R et all. Um olhar sobre os indicadores de analfabetismo no Brasil. R.
bras. Est. pedag., Brasília, v. 81, n. 199, p. 511-524, set./dez. 2000. Disponível em
&lt;http://www.inep.gov.br/download/cibec/2000/rbep/rbep199_010.pdf &gt;
SANTOS, Gildenir Carolino; PASSOS, Rosemary ; AMARAL, Sérgio Ferreira do.
Considerações sobre a Convivência da Informação Impressa, Virtual e Digital no Século
XXI: O Perfil dos Profissionais de Informação Diante das Tecnologias para Auxílio no
Ensino a Distância. 2003 Disponível em :
&lt;http://www.abed.org.br/congresso2001/13.zip &gt;
SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2003. 128p.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed Belo Horizonte:
Autêntica, 1998. 125p.

∗

Universidade Federal de Santa Catarina Biblioteca Setorial do Colégio Agrícola de Camboriú
Rua João da Costa, s/n, caixa postal 16 88340-000 – Camboriú, SC - Brasil e-mail: marouva@bu.ufsc.br
∗∗
Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Ciência da Informação
Campus Universitário – Trindade 89000-000 Florianópolis Santa Catarina - Brasil
E-mail: ursula@ced.ufsc.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54411">
                <text>Educação continuada de bibliotecários na educação a distância : fontes de informação on-line.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54412">
                <text>Faqueti, Marouva Fallgatter; Blattmann, Ursula </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54413">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54414">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54415">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54417">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54418">
                <text>A educação à distância colabora na educação continuada de bibliotecários. A importância de utilizar tecnologias da informação e comunicação como instrumentos no processo de aprendizagem de bibliotecários. Relata o caso do curso de capacitação de bibliotecários atuantes em instituições de ensino apontando a importância do letramento, inclusão digital e atualização constante para dinamizar as competências e habilidades profissionais. Indicação de serviços e produtos a serem incorporados no cotidiano profissional com o intuito de aproximar o leitor de páginas e provocar esse indivíduo ao processo de interação pelo vídeo. Enfatiza a importância de conhecer aspectos de acesso, e uso das fontes de informação on-line. Traça considerações sobre a importância do trabalho de bibliotecários na elaboração, análise e treinamento de conteúdos e fontes de informação on-line. Reflexões sobre ações leitoras, os impactos da divisão digital e o acesso e uso de fontes de informação na sociedade do conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68451">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4950" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4019">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4950/SNBU2004_119.pdf</src>
        <authentication>cf16e579e8fccd55562da979e0c3c233</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54473">
                    <text>USABILIDADE, COMUNICAÇÃO E ACESSIBILIDADE EM SITES DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS DE TESES E DISSERTAÇÕES: UMA ANÁLISE
PRELIMINAR

Neusa Cardim da Silva∗
Nysia Oliveira de Sá

RESUMO
Analisa as informações disponibilizadas nos 18 (dezoito) sites das Bibliotecas
Digitais de Teses e Dissertações (BDTD) existentes nas Instituições de Ensino
Superior (IES) que aderiram ao Projeto da BDTD do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e encontram-se relacionadas no seu
site. A análise baseou-se nos conceitos de usabilidade, comunicação e
acessibilidade, extraindo deles itens que permitissem avaliar como ocorre a relação
usuário-computador ao realizar o conjunto de tarefas que resultará na obtenção da
pesquisa. Esse estudo constitui-se numa das etapas preliminares, para a elaboração
do projeto de implantação da BDTD, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(UERJ), que, em 2003, promoveu a participação de oito bibliotecários no Curso de
Dirigentes de Projetos de Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações, patrocinado
pela UNESCO e pelo Conselho Regional de Biblioteconomia – 7ª Região (CRB-7).

PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. Interfaces de
usuário.

1 INTRODUÇÃO
A exigência de que docentes de universidade tenham título de mestre e/ou
doutor, expressa na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), nº 9394 de 20 de dezembro de
19961, impulsionou a expansão dos cursos de pós-graduação no Brasil. Assim, a
qualificação dos seus docentes e pesquisadores tem contribuído para a formação do
nosso patrimônio intelectual, a capacitação científica e o sistema educacional do
país.

1

BRASIL.Lei nº 9394, de 20 de dez. 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Disponível em: http://www.mec.gov.br/legis/pdf/LDB. Acesso em: 15 jul. 2004.

�Outra conseqüência foi o aumento da produção de teses e dissertações2 . No
entanto, a divulgação e o acesso a essa produção científica, restringiam-se ao
âmbito das bibliotecas depositárias e dos programas de pós, dificultando sua
localização e acesso.
Paralelamente, a explosão informacional impulsionou o surgimento das novas
tecnologias da informação, que criaram um espaço virtual com peculiaridades até
então impensáveis para a humanidade, como a possibilidade de se utilizarem
recursos eletrônicos que favorecem o aprimoramento e a agilidade do processo de
transferência de informação, principalmente no âmbito acadêmico.
Nesse contexto, surgem as bibliotecas digitais como “um conjunto de
mecanismos eletrônicos que facilitam a localização da demanda informacional,
interligando recursos e usuários”3.
No entanto, ainda hoje existem inúmeras denominações dadas às bibliotecas
que utilizam recursos eletrônicos4. Assim ocorre com a biblioteca digital, termo
empregado para conceitos distintos. Entende-se, aqui, biblioteca digital como aquela
construída em ambiente eletrônico, que armazena e organiza acervos de diversas
tipologias, transpostos ou produzidos em meio digital, permitindo aos usuários uma
relação direta e interativa com o objeto de informação da sua pesquisa, mediante o
acesso via computador. Portanto, a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
(BDTD) é a que possui um acervo de teses e dissertações, em texto completo,
disponível para o acesso público, onde quer que possa ser recuperado via
computador.
As bibliotecas digitais, assim como as tradicionais, ao planejarem seus
serviços e produtos, devem ter como foco o usuário, considerando suas
necessidades e especificidades na busca da informação.

Gonçalves afirma que

esse aspecto é pouco explorado, porque muitas vezes os sistemas são planejados
2

Ampliação do número de ingressantes nos cursos de mestrado e doutorado: doutorado 1996
(4.735discentes),1999 (7.903 discentes) e 2002 (9.833 discentes); mestrado 1996 (15.130
discentes),1999 (23.340 discentes) e 2002 (27.933 discentes). Fonte: CAPES. Relatório discente.
Disponível em: http:www.capes.gov.br. Acesso em: 15 jul 2004.
3
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária em 2010.Ciência da
Informação, Brasília, v.29, n.1, p. 78, jan./abr. 2000.
4
SILVA, Neusa C.; SÁ Nysia O.; FURTADO, Sandra S. Bibliotecas digitais: do conceito às práticas.
In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS,2., 2004, Campinas. Anais ...
Campinas: UNICAMP, 2004. Disponível em: http://libdigi.unicamp.br. Acesso em: 25 maio 2004.

�em “função de suas próprias tecnologias, ou do tipo de informação que irão
gerenciar, ignorando como e para que as pessoas farão uso do sistema ou das
informações nele contidas”5.
Isto provoca um distanciamento entre as necessidades dos usuários e a
unidade de informação, dificultando o aprimoramento dos serviços e das rotinas, a
partir do feedback dos usuários.
Acredita-se que verificar, com base nos fatores de usabilidade, comunicação
e acessibilidade, em que medida o usuário consegue interagir com o sistema e
completar, com sucesso, o conjunto de tarefas que resultará na obtenção da sua
pesquisa, contribuirá para identificar o grau de proficiência do sistema. O objetivo
deste estudo concentrou-se, portanto, em uma análise preliminar dos sites das
instituições cooperantes com o projeto BDTD do Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia (IBICT).
Em 2001, o IBICT reuniu especialistas das três Instituições de Ensino
Superior (IES), além da Biblioteca Regional de Medicina (Bireme), do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Iniciaram-se as

ações que culminariam na criação do Consórcio Brasileiro de Teses e Dissertações
e da BDTD, em nível nacional, coordenada pelo Instituto, com o objetivo de
“armazenar, organizar e prover acesso livre eletrônico, via internet, ao texto integral
de teses e dissertações defendidas nos programas de pós-graduação do sistema
nacional de pós-graduação”6

2 ESTUDOS DE AVALIAÇÃO DE SITES
A expansão dos recursos eletrônicos e a criação da WWW determinaram o
aparecimento de uma nova área, a de desenvolvimento de sistemas WEB. A
princípio, esses sistemas possuíam interfaces que se restringiam aos seus

5

GONÇALVES, Andréa Ferreira. Relacionamento com o usuário em uma biblioteca eletrônica: o caso
da SCIELO – Scientific Electronic Library Online. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,20., Fortaleza, 2002. Anais... Fortaleza, 2002.
6
INSTITUTO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações: antecedentes. Disponível em :&lt; http://www.ibict.br/projeto.htm&gt;. Acesso em: 16 de fev.
2004.

�aplicativos desenvolvidos para atender a objetivos e clientela específicos. A partir da
democratização da informação, através da grande rede, foi possível localizar
documentos nas máquinas de busca, cujo objetivo era facilitar o acesso às
informações disponíveis na Internet. Com a chegada do comércio eletrônico e,
conseqüentemente, da competitividade na web, as empresas foram compelidas a
iniciar projetos de interfaces, cujo quesito usabilidade é parte fundamental.
Além disso, cada dia mais pessoas se conectam em rede, muitas delas
inexperientes, com relação à informática, o que implica o desenvolvimento de
interfaces intuitivas e eficientes. Conseqüentemente, surgiram métodos para sua
avaliação, tendo por base conceitos como usabilidade, comunicação e
acessibilidade.
Essas avaliações constituem-se em objetos de estudo de áreas do
conhecimento,

como

Ciência

da

Informação,

Lingüística,

Comunicação

e

Informática, entre outras, focando a interação homem-máquina.
Um sistema interativo é considerado eficaz quando possibilita que os usuários
atinjam seus objetivos, “o desempenho do usuário é avaliado à medida que os
objetivos de uso do sistema são atingidos (eficácia) e os recursos (tempo, dinheiro e
esforço mental) são gastos para atingir tais objetivos (eficiência)”7.
Na área de Ciência da Informação, estudos para a análise de sites de
bibliotecas foram desenvolvidos, com enfoques diferenciados, entre eles os
realizados por Amaral e Guimarães8.
A partir da análise da literatura, constatou-se a importância dos fatores
usabilidade, comunicação e acessibilidade também na avaliação de sites
específicos, como os das bibliotecas digitais de teses e dissertações, cujo objetivo
primordial é divulgar a produção científica de mestres e doutores, favorecendo o
acesso às publicações e à comunicação entre os pares.

7

DIAS, Cláudia. Usabilidade na WEB: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta Books,
2003.
8
AMARAL, S. A.; GUIMARÃES, T. P. Sites das Bibliotecas Universitárias Brasileiras. In: SEMINARIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12. Recife: UFPe, 2002. Anais... Recife: UFPe,
2002. 1CD-ROM.

�2.1 FATOR USABILIDADE
Usabilidade é definida por Nielsen9 como a facilidade de uso, de interação e
de navegação de um site de modo que os usuários encontrem o que desejam de
forma intuitiva e rápida e queiram retornar quando houver novamente necessidade.
Usabilidade é uma disciplina
que vem sendo usada há décadas pela indústria de software cujas
equipes dedicaram anos de estudo e teste de interfaces para que
saíssemos do mundo procedural de letrinhas brilhantes em fundo
preto de um sistema DOS, para chegar a metáfora colorida do
desktop10.

Assim, estudos de usabilidade foram realizados por Nielsen11 e Dias12 e
outros autores que fornecem subsídios para o desenvolvimento de projetos de
interface, pois “interfaces inteligentes partem da premissa que os sistemas devem
adaptar-se às pessoas, e não ao contrário, sendo uma forma de melhorar o
aproveitamento de bibliotecas digitaise efetivando satisfatoriamente seu uso[...]”13.
De acordo com Dias14, o termo usabilidade apresenta várias definições com
abordagens diferentes: orientadas ao produto, orientadas ao usuário, baseadas no
desempenho do usuário, e orientadas ao contexto de uso. No entanto, a Norma ISO
9241-11 define usabilidade como “a capacidade de um produto ser usado por
usuários específicos para atingir objetivos específicos com eficácia, eficiência e
satisfação em um contexto de uso”15.
Dentre os aspectos utilizados por Nielsen e Dias para avaliação de
usabilidade, foram selecionados os que se referem à facilidade de aprendizado, à
eficiência do uso e flexibilidade e à consistência, por sua relação com o objeto
da pesquisa - sites de (BDTD) – que possuem objetivos e conteúdos específicos,
assim como uma clientela prioritariamente diferenciada.
9

NIELSEN, Jakob. Projetando websites. Rio de Janeiro: Campus, 2000. 416 p.
PÓVOA, Marcelo. Usabilidade de verdade: as verdades e os mitos em torno da usabilidade nos
projetos.Disponível em: http:// webinsider.uol.com.Br/vernoticia.php/id/2071. Acesso em: 7 mar. 2004.
11
Jacob Nielsen é diretor do Nielsen Norman Group, especialista em usabilidade de Web sites, tem
diversos livros publicados sobre a temática usabilidade.
12
DIAS, C. Usabilidade na WEB: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003.
13
GUZZO, C.H. Interfaces inteli(a)gentes em bibliotecas. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. Anais ... Campinas: UNICAMP, 2004. Disponível em:
http://libdigi.unicamp.br. Acesso em: 25 maio 2004.
14
DIAS, C. Usabilidade na WEB: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003.
15
ISO 9241- 11. Ergonomic requirements for Office work with visual display terminal, patr 11:
Guidance on usability. 1998. Apud: DIAS, Cláudia. Usabilidade na WEB: criando portais mais
acessíveis. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003.
10

�Facilidade de aprendizado – o sistema deve ser simples, facilitando o
aprendizado e conduzindo o usuário a realizar suas tarefas de forma ágil.16 Quando
o usuário principiante consegue atingir o seu objetivo em um curto espaço de tempo,
o sistema é considerado de fácil aprendizagem. Para tanto, devem ser observados
os seguintes requisitos:
a) a interface permite ao usuário identificar em que contexto está operando:
fornece serviço de busca nas páginas da BDTD, possibilita retorno à página anterior,
apresenta, em todas as páginas, os níveis anteriores da estrutura de navegação (em
forma de links);
b) a linguagem deve ser clara, objetiva e adequada aos usuários específicos
da BDTD;
c) o processo de busca e recuperação da informação segue uma ordem
lógica, relacionada à tarefa a ser realizada, permitindo que os usuários principiantes
encontrem facilmente o que buscam.
Eficiência de uso e flexibilidade – a eficiência do sistema é medida pela
duração do tempo de resposta, facilidade de o usuário interagir com ele, e alcançar
altos níveis de produtividade em sua pesquisa.
A flexibilidade diz respeito à interação usuário-sistema, considerando as
características de cada tipo de usuário e suas necessidades. A interface deve ser
flexível a tal ponto, que permita realizar a mesma tarefa de diferentes modos.
Requisitos a serem observados:
a) o sistema apresenta alternativas diversas para alcançar o mesmo objetivo
da maneira mais conveniente para os usuários, como: índices, campo de pesquisa
por autor, título, assunto e termos livres;
b) o sistema destaca as palavras encontradas nos documentos, após a busca,
e oferece a opção de palavras mais próximas ao termo de busca digitado, caso não
encontre documentos com o primeiro termo;
c) oferece a opção de impressão e/ou download de arquivo, e se o download
de arquivos for demorar mais que 10 segundos, é informado o tamanho do arquivo
ao usuário;
d) minimiza a quantidade de clicks necessários, não ultrapassando quatro.
Consistência –permite que o usuário, ao executar tarefas similares, siga uma
seqüência idêntica de ações, que resultam em efeitos iguais. Dessa forma, ao
16

Nielsen,J. Usability engineering. Boston, MA: Academic Press, 1993. Apud: DIAS, Cláudia.
Usabilidade na WEB: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003.

�aprender a executar uma tarefa em um determinado contexto, o usuário estará apto
a realizar tarefas idênticas em contextos similares. Os requisitos são:
a) manter a mesma terminologia e localização de elementos comuns nas
diversas páginas: conteúdo, ajuda aos usuários, e mensagens de erro;
b) usar um estilo padrão para o projeto das páginas ( leiaute, cores e fontes,
formatos de campos e mensagens);
c) evitar sair do padrão Web de cores para links: azul para link não visitado e
púrpura para link já visitado.

2.2 FATOR COMUNICAÇÃO
A comunicação refere-se aos mecanismos usados para estabelecer
relacionamentos com os usuários. Para esse fator, foram selecionados dois
aspectos: o instrucional e o informacional, a partir do estudo de Amaral:
a) instrucional – verificar as instruções sobre o uso dos recursos oferecidos
pela BDTD, tais como FAQs, procedimentos para disponibilizar a tese/dissertação,
procedimentos para normalizar a tese/dissertação; possuir arquivo de ajuda (prover
o usuário de informações sobre seu funcionamento),e mapa do site;
b) informacional – fornecer informações sobre a BDTD e a instituição que a
mantém, a equipe e novidades sobre a BDTD, e-mail, telefone, campo para
sugestões, estatísticas de uso, links para outros sites (LAttes,NDLTD, BDTD/IBICT).

2.3 FATOR ACESSIBILIDADE
Neste trabalho, a acessibilidade é entendida como facilidade em acessar
todos os recursos que a Biblioteca Digital oferece, avaliando-se os aspectos que
promovam o acesso fácil ao documento final, como a visibilidade da página da
BDTD, o acesso à pesquisa, o livre acesso ao texto completo e aos recursos de
multimídia. Para Nielsen e Dias, a acessibilidade refere-se às facilidades de acesso
a serem implementadas nos sites, para que os portadores de deficiências possam
utilizá-lo.

�3 METODOLOGIA
Foi realizado um estudo exploratório, em dezoito sites de BDTD, incluídos no
projeto do IBICT: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO);
Pontifícia Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Universidade Católica
de Brasília (UCB); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade de São Paulo (USP);
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Foram selecionados os sites que
disponibilizam suas teses e dissertações em texto integral, o que se coaduna com a
definição de Biblioteca Digital adotada neste trabalho.
A análise não pretendeu fazer juízo de valor sobre os sites disponibilizados, o
objetivo foi, a partir dessas experiências, obterem-se subsídios para compor o
projeto de implantação da BDTD na Rede Sirius/UERJ.
Os sites foram acessados através da home page da BDTD do IBICT, no item
Bibliotecas Cooperantes, com o objetivo de verificar a facilidade de encontrar as
BDTDs das Instituições. Constatou-se que, entre estes, três possuíam dupla
entrada: pela Biblioteca Digital da Instituição, e pelo site institucional (Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Universidade de São Paulo e Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro). Nesta última, ao se entrar pelo site da Biblioteca Digital,
este remete ao Projeto Maxwell, e pelo site institucional, o acesso é ao catálogo das
teses digitais existentes na Divisão de Biblioteca e Documentação (DBD).
A metodologia constou das seguintes etapas:
a) levantamento na literatura – para embasamento teórico, foram pesquisados
os temas pertinentes ao estudo, como usabilidade, arquitetura da informação,
biblioteca digital e análise de sites;
b) definição de critérios – tendo por base os fatores usabilidade, comunicação
e acessibilidade;
c) elaboração do instrumento para a coleta de dados – o formulário foi
estruturado em blocos, de acordo com os fatores citados, e com itens que
contemplassem os aspectos definidos;

�d) levantamento das bibliotecas digitais de dissertações e teses – foram
consultadas as BDTDs cooperantes da base nacional, mediante acesso ao site do
IBICT. Optou-se pela análise daquelas que disponibilizam o texto completo;
e) análise dos com base nos dados coletados e nas funções definidas para
avaliação.

4 RESULTADOS DAS ANÁLISES
Deve-se ressaltar que as potencialidades de uso dos sites não foram ainda
totalmente exploradas pelos especialistas, e que a qualidade de interação entre
usuário e sistema depende muito das características de ambos.
Usabilidade (facilidade de aprendizado)
Os resultados indicaram que mesmo usuários experientes devem encontrar
dificuldades para “navegar” pela BDTD, pois recursos como possibilidade de retorno
à página anterior, em todas as telas, e a apresentação dos níveis anteriores de
navegação foram identificados em apenas dois sites.
A linguagem utilizada para apresentação do objetivo e a orientação na busca
– textos curtos e objetivos – foram consideradas adequadas ao público a que se
destinam, em cinco sites.
A importância da apresentação de serviço de busca na página principal sua
importância justifica-se pelo interesse do usuário em localizar, o mais rápido
possível, a informação de que precisa. Isto só foi encontrado em três bibliotecas.
No que se refere à ordem lógica empregada no processo de busca da
informação, isto é, aquela que utiliza o mesmo processo mental do usuário –
intenções e comportamento –, favorecendo o sucesso da pesquisa, cinco bibliotecas
contemplam este aspecto.
Usabilidade (eficiência de uso)
A variedade de pontos de acesso de um documento facilita a sua localização.
No entanto, apenas dois pontos - autor e título - foram comuns a todas as

�bibliotecas. Cabe destacar que duas bibliotecas apresentam múltiplos pontos de
acesso, o que lhes confere um alto grau de eficiência.
Em se tratando de uma comunidade específica (pós-graduação), o recurso da
pesquisa avançada possibilita uma recuperação mais precisa e eficiente, mas este
foi apresentado por somente cinco BDTDs.
O destaque das palavras pesquisadas nos documentos, após a busca, só
ocorre em três bibliotecas, enquanto a opção de mostrar as palavras próximas ao
termo digitado, quando este não for encontrado, não é utilizada por nenhumadelas.
Todos os sites possibilitam o download ou impressão dos documentos
selecionados, porém são restritos a usuários institucionais em duas bibliotecas. O
tamanho dos arquivos, indicador que permite ao usuário saber o tempo de resposta
da sua pesquisa, foi encontrado em quatro sites.
Outro aspecto analisado, o tempo médio para obter o produto da pesquisa,
que não deve ultrapassar quatro níveis, ou seja, quatro cliks foi alcançado em quatro
bibliotecas. Para as demais, foram necessários entre oito e cinco cliks.
Usabilidade (consistência)
Em três bibliotecas, observou-se o uso da mesma terminologia e localização
(conteúdo, ajuda aos usuários e mensagem de erro), que facilitam o registro das
informações e o aprendizado. Duas não apresentavam a mesma terminologia.
Quanto à manutenção do leiaute, das cores, das fontes, dos formatos de
campo e das mensagens idênticos, todas as bibliotecas os apresentaram, mas o
padrão web para distinguir links não acessados (azul), dos que já foram consultados
(púrpura), é seguido por apenas duas bibliotecas.
Comunicação (instrucional)
Tratando-se de site específico no qual o usuário é um potencial produtor das
informações nele contidas, a inclusão de instruções para o depósito da tese ou
dissertação na BDTD é fundamental. Das oito bibliotecas, quatro oferecem este
recurso.

�Aspecto relevante, o formulário para autorização de inclusão da tese ou
dissertação, na BDTD, apareceu em cinco sites, nos quais é feita referência à Lei de
Direitos Autorais. Ressalte-se que apenas uma remete ao texto completo da Lei.
Duas

bibliotecas

disponibilizam

manuais,

que

orientam

quanto

à

apresentação de teses e dissertações.
Ainda como suporte ao usuário, foi pesquisada a existência do campo “Ajuda”
(prover o usuário de informações sobre o funcionamento da BDTD), só identificado
em três bibliotecas. O recurso de disponibilizar o mapa do site foi encontrado em
uma biblioteca.
Note-se que uma das bibliotecas exige o uso de senha, para acesso aos
aspectos instrucionais.
Comunicação (Informacional)
Os canais de comunicação, nas BDTDs, são extremamente importantes e,
muitas vezes constituem-se nas únicas formas de relacionamento com os usuários.
Apesar disso, as BDTDs não privilegiaram esses mecanismos de comunicação, pois
apenas quatro possuem o recurso do e-mail/fale conosco, e duas, o campo para
sugestões.
As informações sobre o objetivo da BDTD aparecem em seis bibliotecas, e
sobre a instituição mantenedora, em sete. Quanto a telefone para contato,
novidades sobre a BDTD e data indicando atualização da página, há somente em
uma biblioteca. Duas bibliotecas informam a composição da equipe responsável pela
BDTD.
Quanto às estatísticas de uso, cinco bibliotecas as apresentam, constituindose em valor agregado às informações que disponibilizam.
Por se tratar de uma biblioteca específica, com público definido, links
relevantes, como Lattes, BDTD, IBICT, NDLTD deveriam constar das páginas. No
entanto, o mais expressivo que se encontrou, nesse sentido, em quatro bibliotecas,
foram links para a BDTD/IBICT, da qual todas são cooperantes. Assim, observou-se
uma baixa incidência das ferramentas que possibilitariam um relacionamento efetivo
com o usuário.

�Acessibilidade
Como fator precípuo para a pesquisa e interação do usuário com o sistema, a
visibilidade do site e o vínculo desta com a instituição que a mantém, devem ser uma
preocupação da equipe que gerencia a biblioteca digital. A localização de cinco
delas pode se considerada fácil, por estarem direcionadas, prioritariamente, a um
público específico.
O acesso às informações é livre em todas as BDTDs, porém, ao texto
completo, só em seis delas. Em três, há necessidade de cadastramento prévio,
sendo que, em duas, é restrito a usuário institucional.
A inclusão do resumo das teses/dissertações, elemento relevante no
processo de seleção da informação pelo usuário, só não ocorreu em uma biblioteca;
em três, há resumo bilíngüe – português/inglês – que agrega valor à esta
informação.
A utilização de recursos multimídias nas BDTDs não pôde ser observado,
tendo sido excluído da análise.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As BDTDs têm particularidades que as distinguem de

outros sites de

bibliotecas, pois seus usuários são também produtores ou potenciais produtoresde
toda a informação ali armazenada ou disponibilizada. Assim, ao analisar as BDTDs,
coloca-se uma questão estratégica decorrente do duplo aspecto das necessidades
dos usuários, tanto como pesquisadores, quanto como produtores -

facilitar a

consulta e a inclusão de dados nessas bibliotecas.
Com base nesse pressuposto e em conceitos de usabilidade, comunicação
e acessibilidade avalizados por especialistas em desenvolvimento de interface e
em ciência da informação, cabe destacarem-se algumas observações:
a) baixa incidência de sites com procedimentos para incluir a produção dos
mestres e doutores na base;

�b) o acesso à página da BDTD nem sempre é direto, através de link com a
Biblioteca. Em duas instituições, as BDTDs estão vinculadas a programas de pósgraduação;
c) recursos como pesquisa avançada e uma ordem lógica na busca da
informação não são comuns a todas as bibliotecas;
d) a eficiência do uso “representada”, entre outros aspectos, pelos múltiplos
pontos de acesso oferecidos para recuperar a pesquisa, teve pouca expressão nos
sites analisados;
e) como medida de consistência, foi comum a todas a manutenção de um
estilo padrão para as suas páginas;
f) o fator comunicação não se efetiva na sua completude (instrucional e
informacional), em todas as BDTDs afetando o relacionamento com o usuário, o que
pode vir a se constituir em obstáculo ao seu crescimento e aprimoramento dos
serviços .
O fato de estas análises terem sido realizadas por profissionais da
informação habituados a pesquisas dessa natureza, exige que sejam consideradas
como tentativas de aproximação da realidade, não dispensando, portanto, a
avaliação pelos usuários reais, no intuito de entender o seu comportamento na
busca da informação, como interagem com a máquina, e suas necessidades reais,
pré-requisito para o aprimoramento de qualquer serviço.
Este procedimento contribuirá para o alcance do objetivo do IBICT - prover
livre acesso eletrônico, via internet, ao texto integral de teses e dissertações. Da
mesma forma, se forem estabelecidos e observados, pelas cooperantes, critérios/
padrões mínimos facilitadores do uso das BDTDs, bem como
desenvolvimento

de

estudos

interdisciplinares,

integrando

as

estimulado o
equipes

de

desenvolvimento das BDTDs e usuários, haverá a consolidação efetiva deste projeto
em nível nacional.
Outra inferência propiciada por este estudo diz respeito à necessidade de a
educação continuada ser encampada pelas IES, como uma vantagem competitiva um recurso estratégico e, portanto, parte integrante do planejamento institucional ,consubstanciada no estimulo à capacitação, para uso e apropriação das tecnologias

�de informação, aos profissionais (bibliotecários, técnicos em informática e outros)
que atuam no desenvolvimento e manutenção das BDTDs. Esse estímulo deve se
estender, também, aos docentes e discentes dos cursos de pós-graduação,
produtores e usuários do conhecimento, público prioritário nas BDTDs.
Uma rede se tece a partir de fios que se entrelaçam, assim sendo, a efetiva
implementação dessa rede, denominada BDTDs, não prescinde da construção
coletiva propiciada pela freqüente e sistemática troca de experiências e saberes,
intra e inter IES.
O estudo realizado reveste-se de importância por fazer parte de ações para
implantação de mais uma BDTD em IES, na UERJ.
ABSTRACT
It analyzes information
in eighteen sites of the digital libraries thesis and
dissertations in higher education institutions that had adhered to the project of the
BDTD of the Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) and
are related in its sites. The analysis was based on the concepts of usability,
communication and accessibility, selecting of them itens that they allowed to evaluate
as occurs the relation user-computer when carrying through the task set library that
will be result in the attainment of the research. This study consists in one of the
preliminary stages of the Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), that, in
2003, in the Curso de Dirigentes de Projetos de Bibliotecas Digitais de Teses e
Dissertações, sponsered for the UNESCO and Conselho Regional de
Biblioteconomia – 7ª Região (CRB-7).

REFERÊNCIAS
AMARAL, Sueli Angélica &amp; GUIMARÃES, Tatiana Paranhos. Sites das Bibliotecas
Universitárias Brasileiras. In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., Recife: UFPe, 2002. Anais... Recife: UFPe, 2002. CDROM.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira
em 2010. Ci. Inf., Brasília, v.29, n.1, p.71-89, ,jan./abr.2000.
DIAS, Cláudia. Usabilidade na WEB: criando portais mais acessíveis. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2003.

�GONÇALVES, Andréa Ferreira. Relacionamento com o usuário em uma biblioteca
eletrônica: o caso da SCIELO – Scientific Electronic Library Online. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,20.,
Fortaleza, 2002. Anais... Fortaleza,2002.
GUZZO, C.H. Interfaces inteli(a)gentes em bibliotecas. In: SIMPÓSIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS,2., 2004, Campinas. Anais ...
Campinas: UNICAMP, 2004. Disponível em: http://libdigi.unicamp.br. Acesso em: 25
maio 2004.
INSTITUTO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações: antecedentes. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/bdtd/projeto.htm&gt;. Acesso em: 16 fev. 2004.
NIELSEN, Jakob . Projetando websites. Rio de Janeiro: Campus, 2000. 416 p.
PACHECO, Roberto, KERN, Vinícius. Transparência e gestão do conhecimento por
meio de um banco de teses e dissertações: a experiência do PPGEP/UFSC. Ciência
da Informação, Brasília, v. 30, n. 3, p. 64-72, set./dez. 2001.
PÓVOA, Marcelo. Usabilidade de verdade: as verdades e os mitos em torno da
usabilidade nos projetos.Disponível em: http://
webinsider.uol.com.Br/vernoticia.php/id/2071. Acesso em: 7 mar. 2004.
SILVA, Neusa C; SÁ, Nysia O.; FURTADO, Sandra S. Bibliotecas digitais: do
conceito às práticas. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS
DIGITAIS,2., 2004, Campinas. Anais ... Campinas: UNICAMP, 2004. Disponível em:
http://libdigi.unicamp.br. Acesso em: 25 maio 2004.

∗

Bibliotecária – Núcleo PROTEC – UERJ Especialista em Organização do Conhecimento para
Recuperação da Informação cardim@uerj.br
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ
Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524, bl.B, sl 1028 Maracanã –RJ País: Brasil
Bibliotecária – Vice-presidente do CRB/7 Mestre em Memória Social e Documento
nysiasa@hotmail.com
CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA, 7ª Região
Av. Rio Branco, 277, 7° andar, sala 710 Centro – RJ País: Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54438">
                <text>Usabilidade, comunicação e acessibilidade em sites de Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações: uma análise preliminar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54439">
                <text>Silva, Neusa Cardim da; Sá, Nysia Oliveira de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54440">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54441">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54442">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54444">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54445">
                <text>Analisa as informações disponibilizadas nos 18 (dezoito) sites das Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações (BDTD) existentes nas Instituições de Ensino Superior (IES) que aderiram ao Projeto da BDTD do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e encontram-se relacionadas no seu site. A análise baseou-se nos conceitos de usabilidade, comunicação e acessibilidade, extraindo deles itens que permitissem avaliar como ocorre a relação usuário-computador ao realizar o conjunto de tarefas que resultará na obtenção da pesquisa. Esse estudo constitui-se numa das etapas preliminares, para a elaboração do projeto de implantação da BDTD, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que, em 2003, promoveu a participação de oito bibliotecários no Curso de Dirigentes de Projetos de Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações, patrocinado pela UNESCO e pelo Conselho Regional de Biblioteconomia – 7a Região (CRB-7).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68454">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4954" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4022">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4954/SNBU2004_120.pdf</src>
        <authentication>5889f9a48cd00ae5e6383f9bd7d82202</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54500">
                    <text>PANORAMA BRASILEIRO DAS BIBLIOTECAS DIGITAIS DE
TESES E DISSERTAÇÕES
Raimundo Muniz de Oliveira∗
Andréa Vasconcelos Carvalho de Aguiar∗∗

RESUMO
As bibliotecas de teses e dissertações têm um papel fundamental para o
desenvolvimento científico e cultural de um país. Nesse sentido, buscou-se, de modo
geral, analisar o panorama brasileiro das bibliotecas digitais de teses e dissertações.
Especificamente, objetivou-se caracterizar a sociedade da informação enquanto
contexto das BDTD; caracterizar os vários tipos de bibliotecas surgidos a partir da
inserção das novas tecnologias de informação e comunicação; identificar as
diretrizes norteadoras da implantação de BDTD; e levantar as BDTD existentes no
Brasil. Para tato, além de levantamento bibliográfico, realizou-se uma pesquisa nos
sites de instituições de ensino superior brasileiras que já dispõe de bibliotecas
digitais de teses e dissertações em funcionamento. A análise e interpretação destes
dados nos permite considerar que no Brasil as BDTD encontram-se num estágio
embrionário, sendo relevante pesquisar a histórica implantação e configuração desse
novo modelo de biblioteca.
PALAVRAS-CHAVES: Bibliotecas digitais de teses e dissertações. Teses on line.
Bibliotecas e novas tecnologias de informação e comunicação.

INTRODUÇÃO
O advento das novas tecnologias de informação e comunicação (NTIC) trouxe
grandes contribuições para as bibliotecas, padronizando seus produtos e serviços
facilitando a vida do usuário no momento da recuperação da informação e
impulsionando o surgimento de novas configurações de bibliotecas. Neste sentido
emergem as bibliotecas digitais que são nossas contemporâneas e constituem um
novo meio de disseminar informações.
Em 2001, o Instituto Brasileiro em Ciência e Tecnologia (IBICT) formou um
grupo de estudo para analisar questões tecnológicas e de conteúdo relacionadas

�com a publicação de teses e dissertações na Internet. O objetivo era integrar os
sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas Instituições de
Ensino Superior (IES) brasileiras permitindo o acesso à produção científica e
tecnológica com vistas ao desenvolvimento socioeconômico do país.
Assim, objetivamos, de modo geral, analisar o panorama brasileiro das
bibliotecas digitais de teses e dissertações. De modo específico, os objetivos são:
caracterizar a Sociedade da Informação enquanto contexto das BDTD; caracterizar
os vários tipos de bibliotecas surgidos a partir da inserção das Novas Tecnologias de
Informação e Comunicação (NTIC); identificar as diretrizes norteadoras da
implantação de BDTD; e levantar as BDTD existentes no Brasil.
Para tanto, realizamos uma pesquisa bibliográfica sobre o tema em tela, bem
como coletamos dados referentes a cada uma das BDTD em seus respectivos
websites.

SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
A

evolução

proporcionada

pela

associação

da

informática

com

as

telecomunicações através da Internet “forma uma verdadeira ‘superestrada’ de
informações e serviços freqüentemente chamada de ‘infovias’ ou ‘supervia’
(TAKAHASHI, 2000, p. 3). Os avanços tecnológicos nessa área revolucionam o
processo de acesso à informação. Essa transformação do cotidiano representa a
evolução da “Sociedade Pós-industrial” para a “Sociedade da Informação”.
Conforme Moore (1999) a Sociedade da Informação é originada e
fundamentada

em

dois

tipos

de

desenvolvimentos

interdependentes:

o

desenvolvimento econômico a longo prazo e a mudança tecnológica. No princípio, o
setor primário era o responsável pelo desenvolvimento. Em seguida, com o advento
das indústrias manufatureiras, o desenvolvimento foi impulsionado pelo setor
secundário. Atualmente, ele é fortalecido pela expansão do setor terciário, ou de

�serviços, que avança cada vez mais em direção ao uso da informação em seus mais
diversos segmentos.
A sociedade sempre esteve em mutação. Hoje está sendo moldada em meios
turbulentos, pois há, ao mesmo tempo e em constante interação, diferentes
condições socioeconômicas, culturais e tecnológicas. De acordo com Moore (1999,
p. 94), as sociedades da informação têm três características principais:
a) Utilização da informação como um recurso econômico: as empresas
recorrem cada vez mais à informação para aumentar sua eficácia, sua
competitividade, estimular a inovação e obter melhores resultados, ampliando
a qualidade dos bens e serviços que produzem.
b) Crescente uso da informação pelo público em geral: as pessoas
consomem intensamente informação em suas atividades: como critério para
escolher entre diferentes produtos, conhecer seus direitos, acessar os
serviços públicos, realizar suas atividades profissionais ou controlar suas
próprias vidas.
c) Desenvolvimento de informação na economia: uma parte importante deste
setor

refere-se

à

infra-estrutura

tecnológica,

a

saber:

rede

de

telecomunicações e computadores.

A BIBLIOTECA
COMUNICAÇÃO

E

AS

NOVAS

TECNOLOGIAS

DE

INFORMAÇÃO

E

Na sociedade contemporânea, as NTIC desempenham um papel fundamental
no processo de comunicação humana. Diante da explosão informacional, tais
recursos

tecnológicos

oferecem

novas

possibilidades

de

armazenamento,

processamento, recuperação e disseminação da informação. Neste sentido, é
necessário um esforço para se adaptar a esses avanços tecnológicos.

�Com a crescente e contínua produção de informação e com a busca
incessante pelo conhecimento é que surge, no cenário da sociedade da informação,
a necessidade premente do emprego de NTIC para o processamento e a difusão de
grandes volumes de documentos sobre o conhecimento humano.
A racionalização do conhecimento humano instiga o desenvolvimento de
novas formas de armazenamento desse conhecimento. Este cenário estimula a
evolução e o surgimento de novos tipos de bibliotecas, indo das bibliotecas
tradicionais até as de realidade virtual.
Bibliotecas tradicionais

No princípio, os serviços e produtos das bibliotecas tradicionais eram
oferecidos de forma manual. A evolução acontece com a introdução dos catálogos
em fichas e o abandono do catálogo sob a forma de livro. Os recursos tecnológicos
utilizados eram as microfichas e microfilmes, mas os serviços eram manuais. Neste
estágio, as NTIC ainda não integravam as bibliotecas.
Biblioteca moderna ou automatizada

Nesta, inicia-se o uso do computador em alguns setores, agilizando alguns
serviços, facilitando ainda mais a vida dos usuários, pois a máquina possibilita
rapidez no desempenho dos vários serviços. Dotados de memória, os computadores
armazenam

e

processam

grande

quantidade

de

informações,

além

de

proporcionarem uma recuperação mais rápida das informações.
Biblioteca polimídia

Inicia-se a introdução de vários suportes informacionais. São os multimeios
revolucionando as bibliotecas. Um conceito bastante elucidativo do que vem a ser
uma biblioteca polimídia é apresentado por Aguiar (2003, p. 3).

�O acervo da biblioteca começa a se transformar, tendo em vista que
os documentos no formato convencional passam a conviver com
vídeos, CD-ROMs, microfilmes, filmes, etc., ou seja, com outras
mídias. (...) Tendo em vista que estas novas mídias são tecnologias
complexas que requerem o computador para disponibilizar seus
conteúdos.

Biblioteca eletrônica

Os suportes tradicionais estão sendo auxiliados pelos avanços tecnológicos,
que permitem o acesso a banco de dados em um espaço físico específico, bem
como por meio de redes de computadores. O suporte eletrônico oferece uma
oportunidade para que a transmissão e uso das informações sejam mais fluentes.
Neste tipo de biblioteca,
Os computadores são empregados na armazenagem, tratamento,
recuperação e disponibilizaçao de registros. Inclui índices on-line,
buscas de textos na íntegra e digitalização de livros (os originais
podem ser impressos). Tem como característica marcante a utilização
dos meios eletrônicos para colocar as informações ao alcance do
público (AGUIUAR, 2003, p. 4).

Biblioteca digital

Neste tipo de biblioteca, característica dessa nova era dominada pelas NTIC,
há a opção de consulta ao acervo num determinado espaço físico ou através das
redes de informação. Referindo-se a este tipo de biblioteca Diniz (2000, p. 52) afirma:
Nesse contexto, surge um novo paradigma informacional, o texto
eletrônico, como um novo meio de informação e comunicação,
contribuindo para uma explosão na troca de conhecimentos em todo
o mundo, ao lado da possibilidade de maior rapidez na sua
disseminação para garantia do crescimento econômico, social e
político das nações e regiões.

Biblioteca virtual

�Consiste em um acervo digital, disponível para consulta apenas através das
redes de informação, podendo ser recuperado por várias formas de entradas (autor,
título, assunto). Constitui-se de informações que se encontram dispersas na Internet.
Essas

informações

são

organizadas

sistematicamente

facilitando

a

recuperação e evitando, com isso, a perda de tempo dos usuários em ferramentas de
buscas na Web.
Biblioteca de realidade virtual
A biblioteca de realidade virtual representa o tipo de biblioteca em que há
maior intensidade de uso de NTIC e ainda encontra-se em construção. Diferencia-se
das demais por direcionar o usuário a uma realidade paralela, a um mundo artificial
existente apenas no ciberespaço, proporcionando sensações, ações e reações
diversas.
Após termos caracterizado cada tipo de biblioteca em função do emprego das
NTIC, convém explicitar que a biblioteca contemporânea convive ao mesmo tempo
com as técnicas tradicionais e com as ferramentas eletrônicas. Hoje, a com a
Internet, a biblioteca ganha nova dimensão, deixa de existir somente no espaço físico
e ganha um novo ambiente: o ciberespaço.

BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES: DIRETRIZES PARA
IMPLANTAÇÃO

As bibliotecas digitais de teses e dissertações, como o próprio nome sugere,
têm como especificidade a disponibilização integral e digital da produção acadêmica,
marcadamente de teses e dissertações.
Abordaremos alguns princípios básicos que devem ser levados em
consideração para a implantação e manutenção das bibliotecas digitais de teses e
dissertações, os quais são apresentados a seguir.

�Adaptação para eventuais mudanças tecnológicas
A área tecnológica é marcada por mudanças repentinas. Essas mudanças
devem ser acompanhadas a fim de que as informações possam ser transportadas de
um suporte em extinção para outro que esteja em uso no momento. Nesse sentido,
as tecnologias utilizadas devem ser confiáveis, ter um padrão internacional,
administrado por instituições que tenham credibilidade mundial, afinal o acervo de
uma biblioteca tem que ser duradouro.
Profissionais envolvidos
A construção de uma biblioteca digital envolve diversas categorias
profissionais, principalmente nos campos da Informática e da Biblioteconomia. A
parceria dos profissionais destas áreas do conhecimento é necessária por
proporcionar, de um lado, o conhecimento dos limites e possibilidades da tecnologia
e, de outro, os saberes relativos à catalogação, indexação e gerenciamento
documental.
Configurações fáceis de usar
Atualmente, a maioria das bibliotecas digitais está disponível na Web,
utilizando protocolos básicos de comunicação como Hipertext Tranfer Protocol
(HTTP) e File Transfer Protocol (FTP), e as linguagens de marcação Extensible
Markup Language (XML) e Hypertext Markup Language (HTML). Todos esses
considerados de fácil interface para o usuário.
Livre acesso
O acesso às informações da biblioteca digital, bem como o acesso à própria
biblioteca digital, têm que ser livre seja através da rede, ou de uma central fixa, onde
os conteúdos estão disponíveis.

�Automação

A automação amplia a capacidade dos recursos humanos, facilitando a
validação dos dados, listas com opções selecionáveis, geração de relatórios e outros
mecanismos que reduzem tempo e trabalho.
Padrões internacionais
Para a implementação e manutenção de bibliotecas digitais, deve-se usar
sistemas padrões, pois esses propiciam interoperabilidade e portabilidade,
características muito importantes para um projeto de construção de bibliotecas
digitais.
No âmbito das unidades de informação, um dos padrões tecnológicos
utilizados mundialmente, além do MARC 21, é o protocolo Z39.50. Trata-se de um
protocolo de comunicação aberto que gerencia serviços on-line de consulta
simultânea e trata principalmente da pesquisa e recuperação de informação
eletrônica.
Qualidade
A questão da qualidade da biblioteca digital está vinculada à entrada e saída
de metadados. Se a entrada dos metadados não for correta, a saída também não
será, e isso comprometerá todo o sistema da biblioteca digital.
Preservação
A preservação e disseminação têm sido uma preocupação constante
das bibliotecas e arquivos há muito tempo. Em bibliotecas digitais não é diferente,
pois, como já foi explanado anteriormente, há bastante preocupação com as
constantes mudanças tecnológicas na atualidade.

�Panorama brasileiro das bibliotecas digitais de teses e dissertações
As teses e dissertações são documentos não publicados (pré-prints), que logo
após serem defendidos em bancas acadêmicas, são enviados aos departamentos, e
logo em seguida às bibliotecas, onde serão inseridos no acervo.
Com a inserção das NTIC nas bibliotecas torna-se possível a disponibilização
destes documentos em versão eletrônica com textos completos. Assim, em todo o
mundo, as instituições iniciaram ações em busca de concretizar esta idéia. “Seguindo
essa tendência, em 2001 o IBICT formou um grupo de estudo para analisar questões
tecnológicas e de conteúdo relacionadas com a publicação de teses e dissertações
na Internet” (IBICT), com a finalidade de propor padrões de metadados para o
intercâmbio das informações de teses e dissertações.
Como piloto do projeto, o IBICT selecionou as seguintes instituições: PUC-Rio,
PUC-MINAS, PUC-RS, UFRGS, UCB, UNB, UEL, UFF, UFSC, UNICAMP, USP,
UNESP, UNICAP e UFPE.
PANORAMA ATUAL
Apesar de o IBICT apontar as IES acima como as pioneiras na implantação de
projetos de BDTD no Brasil, na exaustiva pesquisa realizada nos sites das
bibliotecas universitárias, detectamos apenas oito instituições com projetos
implantados e em pleno funcionamento, são elas: PUC-Minas, UFRGS, UFSC, UFF,
UNICAP, USP, UNESP e UNICAMP. Contudo, outras podem ser disponibilizadas a
qualquer momento.
Foram pesquisadas, no período de 15 de junho a 15 de julho de 2003, as
BDTD brasileiras com vistas a analisar o panorama brasileiro atual.
DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

BDTD da Universidade Federal da Santa Catarina

�Esta biblioteca digital foi elaborada com o objetivo de subsidiar às pessoas
interessadas nas dissertações e teses defendidas no Programa de Engenharia de
Produção. Em termos de estatística a biblioteca em lide disponibiliza dados
referentes ao período de 1995 a 2000. O procedimento de inserção é através de
preenchimento de formulário disponibilizado no site.
BDTD da Pontifícia Universidade Católica de Minas
A Biblioteca Digital da PUC-Minas (BDP) foi desenvolvida por iniciativa da Próreitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, antecipando a recomendação do IBICT. A
BDP tem como objetivo disponibilizar, via Internet, as teses e as dissertações
produzidas nos Programas de Pós-graduação stricto sensu da PUC-Minas.
BDTD da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
A BDTD da UFRGS tem como objetivo divulgar a produção intelectual da
instituição. Seu acervo inicia-se pelas teses e dissertações defendidas a partir de
2001, porém as produções dos anos anteriores serão inseridas à medida que cada
programa de pós-graduação obtiver licença dos autores. Os programas de pósgraduação foram imbuídos da responsabilidade de providenciar, em consonância
com as leis de direitos autorais, a permissão para disponibilização do texto completo.
Os procedimentos de inserção, também são na forma de formulário de autorização.
O acervo desta biblioteca digital conta com 1095 publicações, com um arquivo
de 1.84GB de teses e dissertações digitalizadas, podendo ser consultada através do
endereço: &lt;http://www.biblioteca.ufrgs.br/bibliotecadigital/&gt;.
BDTD da Universidade de Campinas
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, objetivando disponibilizar as teses e
dissertações em formato digital, iniciou em 2001 o processo de digitalização desses
documentos.

�Essa se diferencia das demais bibliotecas digitais de teses e dissertações,
pois além das teses e dissertações, seu objetivo é difundir outras produções:
“artigos, fotografias, ilustrações, obras de arte, registros sonoros, revistas, vídeos e
outros documentos de interesse para o desenvolvimento científico, tecnológico e
sócio-cultural” (UNICAMP).
Os documentos somente são disponibilizados integralmente mediante
permissão do autor, via preenchimento de um formulário. Essa biblioteca digital
abrange as seguintes áreas:
BDTD da Universidade de São Paulo

Desde o início, a BDTD da USP contou com uma equipe multidisciplinar para
o seu desenvolvimento e implantação. Para isto foram pesquisadas iniciativas
semelhantes e referências relacionadas para um embasamento teórico.
Seu objetivo é disponibilizar mundialmente, pela Internet, seu conhecimento
produzido e acumulado durante anos de pesquisas, podendo ser acessado
gratuitamente os dados completos das teses e dissertações de interesse.
BDTD da Universidade Estadual Paulista

A Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB), órgão responsável pela Rede de
Bibliotecas da Unesp, vem informatizar as 22 bibliotecas existentes, com o objetivo
de facilitar o acesso às coleções, sendo que a preocupação inicial ficou apenas no
seu Banco de Dados Bibliográficos, o ATHENA.
Depois dessa fase, a preocupação se voltou para o acervo bibliográfico da
produção científica gerada na UNESP, visando a disponibilização eletrônica das
dissertações e teses, dos docentes e de seus programas de pós-graduação, através
da BDTD da UNESP disponibilizada através do Portal da CGB no endereço
&lt;www.cgb.unesp.br&gt;.

�BDTD da Universidade Federal Fluminense

Esta BDTD resulta do trabalho em conjunto da UFF com a Universidade
Católica do Distrito Federal e a Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o
IBICT. Pretende disponibilizar via Web todas as suas teses e dissertações no
endereço eletrônico &lt;http://www.bdtd.ndc.uff.br/&gt;. No entanto o projeto se encontra
em andamento, limitando as consultas no âmbito da instituição não sendo possível a
visualização das mesmas por usuários externos, pelo menos por enquanto.
BDTD da Universidade Católica de Pernambuco
Esta BDTD conta com 114 teses e 436 dissertações, defendidas no período
de 1994 a 2003, digitalizadas, com livre acesso para consulta em texto completo. O
acesso pode ser feito através do endereço &lt;www.unicap.br&gt;.
Na pesquisa realizada no site da biblioteca não foi possível obter informações
referentes aos direitos autorais, aos profissionais envolvidos, às tecnologias
utilizadas, aos critérios de inserção e nem a área de cobertura.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme apresentado, das instituições apontadas pelo IBICT como
iniciadoras do projeto das BDTD brasileiras, até o período de realização desta
pesquisa, apenas oito bibliotecas foram disponibilizadas. Contudo, espera-se que
num futuro próximo todas as BDTD estejam funcionando em um único portal
administrado pelo IBICT, compondo a Biblioteca Global de Teses e Dissertações.
A análise das BDTD disponibilizadas revela que a maioria se encontra num
estágio bastante embrionário. Além disso, é imprescindível registrar também que
apresentam dados insuficientes e pouco sistematizados em relação à sua
implantação, no que se refere aos profissionais envolvidos, às tecnologias

�empregadas, à questão dos direitos autorais, aos critérios e procedimentos de
inserção dos dados, entre outras.
Tais lacunas restringem as possibilidades de aprofundar a análise sobre o
panorama nacional destas bibliotecas e comprometem o conhecimento que o país
tem sobre a implantação desta nova configuração de biblioteca. Ademais, a
disponibilização desses dados possibilitaria o esclarecimento de outras instituições e
impulsionariam sua integração ao programa nacional de bibliotecas digitais de teses
e dissertações.
REFEREÊNCIAS
AGUIAR, Andréa Vasconcelos Carvalho de. Biblioteca virtual: o que é isto afinal.
[s.l.]: [s.n.], 2003.

CASTELLS, M. A sociedade em rede: economia, sociedade e cultura. São Paulo:
Paz e Terra, 2000.
CASTRO, César Augusto ; RIBEIRO, Maria Solange Pereira. Sociedade da
informação: dilema para os bibliotecários. Transformação, Campinas, v. 9, n. 1, p.
17-25, já./abr., 1997.
CORRADI, Alexsadro Mattos et al. Sistema de gerenciamento de bibliotecas
digitais: caracterização e desenvolvimento. 2003. Monografia (Graduação em
Engenharia da Computação) – Universidade Federal de Minas Gerais, Ouro Preto,
MG. Curso de Engenharia da Computação.
DINIZ, Isabel Cristina dos Santos. As expectativas dos bibliotecários diante da
biblioteca virtual: o caso das bibliotecas centrais das universidades federais do
Maranhão e da Paraíba. 2000. (Dissertação de Mestrado) Universidade Federal da
Paraíba.
INSTITUTO BRASILEIRO DE IFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (IBICT).
Bibliotecas digitais de teses e dissertações. Disponível em: www.ibict.br.

�MARANHÃO, Tarcila Barros Nunes. Informação, sociedade e tecnologia. In:
TARGINO, Maria das Graças ; CASTRO, Mônica Maria Machado Ribeiro Nunes de.
Desafiando os domínios da informação. Teresina: EDUFPI, 2002.
REUNIÃO sobre a implantação do consórcio de teses e dissertações. Disponível em
www.ibict.br. Acesso em: 30 jun. 2003.
ROSSETO, Márcia. Os novos materiais bibliográficos e a gestão da
innformação: livro eletrônico e biblioteca eletrônica na América Latia e Caribe.
Ciência da informação, Brasília, v. 26, n. 1, jan./abr., 1997.
SAYÃO, Luís Fernando. Integração e interoperabilidade no acesso a recursos
informacionais em C&amp;T: a proposta da biblioteca digitais brasileiras. In:
CONGRESSO INTERNACIOAL DE ARQQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE
DOCUMENTAÇÀO E MUSEUS, 1. São Paulo, 2002.
TAKAHASHI, Tadao (Org.). Sociedade da informação no Brasil: livro verde.
Brasília: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000.
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO. Biblioteca digital de teses e
dissertações. Disponível em: &lt;www.unicap.br&gt;. acesso em: 30 jun., 2003.
UNIVERSIDADE DE CAMP[INAS. Biblioteca digital de teses e dissertações.
Disponível em: &lt;www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/sbu/. acesso em: 30 jun., 2003.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Biblioteca digital de teses e dissertações.
Disponível em: &lt; www.teses.usp.br&gt;. Acesso em: 30 jun., 2003.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Biblioteca digital de teses e
dissertações. Disponível em: &lt;www.cgb.uesp.br&gt;. Acesso em: 30 jun., 2003.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca digital de teses e
dissertações. Disponível em: &lt; http://teses.eps.ufsc.br/teses.asp&gt;. Acesso em: 30
jun., 2003.

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca digital de teses
e dissertações. Disponível em: &lt;www. Biblioteca.ufrgs.br/bibliotecadigital/&gt;. Acesso
em: 30 jun., 2003.
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Biblioteca digital de teses e
dissertações. Disponível em: &lt;www.bdtd.ndc.uff.br/&gt;. Acesso em: 30 jun., 2003.

∗

Bibliotecário do Sistema de Bibliotecas da UFRN - SISBI
Professora assistente do Departamento de Biblioteconomia - UFRN

∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54474">
                <text>Panorama brasileiro das Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54475">
                <text>Oliveira, Raimundo Muniz de; Aguiar, Andréa Vasconcelos Carvalho de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54476">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54477">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54478">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54480">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54481">
                <text>As bibliotecas de teses e dissertações têm um papel fundamental para o desenvolvimento científico e cultural de um país. Nesse sentido, buscou-se, de modo geral, analisar o panorama brasileiro das bibliotecas digitais de teses e dissertações. Especificamente, objetivou-se caracterizar a sociedade da informação enquanto contexto das BDTD; caracterizar os vários tipos de bibliotecas surgidos a partir da inserção das novas tecnologias de informação e comunicação; identificar as diretrizes norteadoras da implantação de BDTD; e levantar as BDTD existentes no Brasil. Para tato, além de levantamento bibliográfico, realizou-se uma pesquisa nos sites de instituições de ensino superior brasileiras que já dispõe de bibliotecas digitais de teses e dissertações em funcionamento. A análise e interpretação destes dados nos permite considerar que no Brasil as BDTD encontram-se num estágio embrionário, sendo relevante pesquisar a histórica implantação e configuração desse novo modelo de biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68458">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4957" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4025">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4957/SNBU2004_121.pdf</src>
        <authentication>ba1cb413f2bee158528820ac145653b9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54518">
                    <text>CATÁLOGO DE DISSERTAÇÕES E TESES DO INSTITUTO DE MEDICINA
SOCIAL DA UERJ INTEGRADO À BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE
COLETIVA – BVSIMS
Regina Helena M. Tinoco Amato∗
Christina T.R. Bottari∗∗

RESUMO
Trata da criação do Catálogo de Dissertações e Teses da Biblioteca Biomédica C
e sua inserção na Web, através da Biblioteca Virtual em Saúde Coletiva –
BVSIMS, visando à organização e ao controle sistemático das dissertações e
teses produzidas pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Destaca o processo de elaboração do referido
catálogo, utilizando a metodologia LILACS, desenvolvida pela Rede BIREME, na
qual são estabelecidas normas e procedimentos para a inserção dos dados
bibliográficos provenientes dos centros cooperantes. Descreve as rotinas relativas
à elaboração de resumos, indexação, recuperação da informação, interface de
pesquisa e disponibilização on line. Finaliza apresentando as vantagens obtidas
na participação de uma Rede Cooperativa de Informação, por esta proporcionar a
padronização, disseminação e promoção de serviços e produtos relevantes à
área, bem como a redução de seus custos.
PALAVRAS-CHAVE : Biblioteca Virtual em Saúde; Redes cooperativas; Catálogo
de teses on line; Rede BIREME

INTRODUÇÃO
No decorrer dos anos, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
tem feito expressivos investimentos na reestruturação das suas atividades de
ensino, pesquisa e extensão. Observa-se a expansão de cursos de PósGraduação nas diversas unidades acadêmicas em consonância com as
necessidades específicas geradas pela sua comunidade de usuários.
No intuito de oferecer suporte adequado a essa demanda informacional
emergente, as bibliotecas integrantes da Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ
– estão buscando, constantemente, não só ampliar seus serviços junto à
comunidade acadêmica, como também adequar seus produtos às necessidades
advindas dessas mudanças.

�A Biblioteca Biomédica C (Biblioteca Carlos Gentille de Mello) foi instituída,
em 1973, por iniciativa do Instituto de Medicina Social (IMS), que precisava dispor
de uma infra-estrutra informacional capaz de satisfazer às exigências do seu
Curso de Mestrado em Medicina Social, cujas atividades tiveram início no ano
seguinte, em 1974. Posteriormente, o mesmo foi reformulado e ampliado para
Mestrado em Saúde Coletiva (1987), atuando nas seguintes áreas de
concentração: Ciências Humanas e Saúde; Epidemiologia; Política, Planejamento
e Administração em Saúde.
O Doutorado em Saúde Coletiva originou-se em 1991, sem definição de
área de concentração, mas ensejando a participação dos doutorandos em
projetos de pesquisa em andamento desenvolvidos no próprio IMS, direcionados
às linhas temáticas vigentes.
O objetivo desse trabalho é relatar a experiência da inserção do Catálogo
de Dissertações e Teses do Instituto de Medicina Social, gerado pelos
bibliotecários da Biblioteca Biomédica C, em uma base local em Microisis, e
migrado, a seguir, para a Biblioteca Virtual em Saúde Coletiva - BVSIMS,
implantada em fevereiro de 2004 e disponível na Internet no endereço:
&lt; http://www.bvsims.uerj.br &gt;.

REDE DE BIBLIOTECAS
Com o surgimento de novas tecnologias, sobretudo no campo das
telecomunicações, as bibliotecas têm, de modo geral, buscado a automatização
dos seus serviços, na tentativa de eliminar ou minimizar os obstáculos inerentes
ao acesso à informação, sejam esses de natureza espaço-temporal, econômica,
social ou tecnológica.
Trabalhar em regime de cooperação com outras unidades informacionais
se tornou praticamente uma questão de sobrevivência, numa sociedade em que
a informação é vista freqüentemente como insumo imprescindível à geração de
novos conhecimentos e à acumulação de riquezas (poder econômico). Para
GUINCHAT e MENOU (1994) :

�As redes interpessoais e as redes entre organismos originaram-se
da necessidade de comunicar, de adquirir, de verificar e de trocar
informações. Estas redes devem ser formalizadas para que seus
objetivos, como a repartição das tarefas e a multiplicação dos
recursos sejam atingidos plenamente. Isto significa o
estabelecimento de um acordo entre os participantes e a definição
de procedimentos comuns.

ROBREDO (1986) ressalta ainda que “o enfoque cooperativo através de
uma rede de bibliotecas ou centro de informação amplia, sobremaneira, a
quantidade e variedade das funções que podem ser realizadas dentro de um
esquema de redes.”
Consciente dessas questões e empenhada na busca de soluções que
viabilizassem a conquista desses objetivos, a Biblioteca Biomédica C firmou um
convênio, em 1994, com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação
em Ciências da Saúde – Rede Bireme, participando na qualidade de centro
cooperante, e comprometendo-se a coletar, processar e indexar toda a produção
científica do IMS na base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do
Caribe em Ciências da Saúde), gerenciada pela Rede e disponibilizada, via
Internet, no endereço: &lt; http://www.bireme.br &gt;.

REDE BIREME
A Biblioteca Regional de Medicina – BIREME surgiu em 1967 e,
desde então, vem atuando, como parceira-mor da Organização Pan-Americana
da Saúde (OPAS), no desenvolvimento de uma rede cooperativa de informações
técnico-científicas em Ciências da Saúde, na região da América Latina e do
Caribe. A mudança do nome original BIREME para Centro Latino-Americano e do
Caribe de Informação em Ciências da Saúde deu-se em 1982, como reflexo da
ampliação e do fortalecimento do seu papel junto aos demais centros
cooperantes, principalmente no tocante ao controle da literatura produzida pelos
países membros, através do gerenciamento da base de dados LILACS, como
complemento à literatura internacional produzida pela National Library of Medicine
(NLM), representada pela base de dados MEDLINE.

�A

Rede

BIREME

caracteriza-se

por

apresentar

uma

estrutura

descentralizada no que se refere às atividades de coleta e registro dos dados
selecionados pelos centros cooperantes. A descentralização é uma estratégia
adotada pela Rede, de modo a assegurar a sobrevivência do sistema e agilizar
seu funcionamento, além de estimular as iniciativas locais, favorecendo a
incorporação de novas áreas ligadas à Saúde, através das sub-redes
especializadas, constituídas pelas bibliotecas das escolas de medicina.
O fortalecimento da Rede BIREME e sua longevidade, a despeito da
estrutura descentralizada, foram assegurados pela utilização de um conjunto de
instrumentos que viabilizaram o desenvolvimento de uma metodologia única, a
metodologia LILACS, implementada através do software Microisis e pela criação
do vocabulário controlado DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) em três
idiomas, além de um conjunto de normas, guias e manuais, utilizados nos
procedimentos de seleção, descrição/indexação e disponibilização dos registros
bibliográficos nas bases (BIREME, 2004).
A adoção de uma política centralizada em relação às normas e padrões
propiciam a criação de novos produtos e serviços gerados pelos centros
cooperantes, garantindo o controle da qualidade da informação, a padronização
dos formatos dos registros bibliográficos e o compartilhamento dos recursos
tecnológicos e informacionais.
Atualmente, a ação da BIREME tem-se voltado para a criação e o
desenvolvimento do Sistema Latino-Americano e do Caribe em Ciências da
Saúde, com atuação destacada dos seus membros na construção e
operacionalização da Biblioteca Virtual em Saúde – BVS (BIREME, 2004).

O CATÁLOGO DE DISSERTAÇÕES E TESES E A BVSIMS
A idéia de criar a Biblioteca Virtual em Saúde Coletiva do Instituto de
Medicina Social (BVSIMS) surgiu no final de 2002, após a participação das
bibliotecárias da Biblioteca Biomédica C na I Reunião de Coordenação da

�Biblioteca Virtual em Saúde Brasil e na IX Reunião da Rede Brasileira de
Informação em Ciências da Saúde, promovidas pela BIREME, em Recife, na
Universidade Federal de Pernambuco, em 21 de outubro, quando foram relatadas
várias iniciativas de desenvolvimento de bibliotecas virtuais pelos centros
cooperantes.
Contando com um acervo considerável de dissertações e teses produzidas
pelo corpo de docentes, pesquisadores e discentes do IMS, com expressiva
demanda por parte da comunidade acadêmica do Brasil e do exterior, a biblioteca
decidiu reunir e disseminar essa informação especializada, já registrada em uma
base de dados local e na base LILACS, disponibilizando-a em sua Biblioteca
Virtual.
O projeto de desenvolvimento da BVSIMS contou com o apoio da
Biblioteca da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ), sob a
coordenação da bibliotecária Jussara Long, que prestou assessoria técnica no
decorrer do processo de implantação. O IMS procedeu à contratação de um
analista de sistemas que ficou responsável pelas tarefas de criação da home
page da BVSIMS, da instalação do software - fornecido gratuitamente pela
BIREME -, da inserção da base de dados do Catálogo de Dissertações e Teses,
da base local Acervo e de outros links de pesquisa relevantes.

PROCEDIMENTOS PARA IMPLANTAÇÃO
O projeto de implantação do Catálogo de Dissertações e Teses foi dividido
em duas etapas, das quais somente a primeira será objeto de estudo nesse
trabalho.
1ª Etapa
a) levantamento do quantitativo de teses e dissertações produzidas no IMS.
O levantamento resultou num total de cerca de 550 títulos, dos quais 330
são de Mestrado e 120 de Doutorado, incluindo teses e dissertações que

�não apresentam resumo, por terem sido elaboradas numa época em que
isso não era exigido pela Coordenação do Curso de Pós-Graduação do IMS.
b) verificação da integridade dos registros bibliográficos na base local
(Microisis).
Realizou-se uma conferência dos títulos contidos na base, cotejando-os com
uma listagem impressa, divulgada e atualizada semestralmente pela
Secretaria do IMS, para verificar possíveis inconsistências dos dados.
c) instalação do software LILDBI Web, versão LINUX.
Para efetuar a disponibilização na Internet da base local, elaborada em
Microisis, foi preciso instalar esse aplicativo, escrito em IsisScript, e que roda
na BVSIMS, numa plataforma Linux.
d) inserção da base de dados do Catálogo de Dissertações e Teses, da base
Acervo, e dos links de pesquisa.
Nesta fase, o analista procedeu à inclusão da base do Catálogo de
Dissertações e Teses - contendo apenas as referências e resumos -, a base
Acervo

- contendo folhetos, publicações seriadas, monografias e livros

(cerca de 6.746 registros bibliográficos), e diversos links de pesquisa
relacionados à área, tais como: Boletim Informativo da Biblioteca, Portal da
Capes, Scielo, ENSP/FIOCRUZ, Unati/UERJ, BVS Saúde Pública, além da
Revista Physis e da Série em Estudos e Saúde Coletiva, ambas produzidas
e mantidas pelo IMS.
2ª Etapa (em andamento)
a) seleção das teses e dissertações defendidas no IMS, a partir de 2002,
quando teve início a exigência não só da entrega de uma cópia em meio
eletrônico à biblioteca, como também da assinatura do autor em um termo de
autorização para disponibilização de seu texto completo na Internet;
b) separação dos capítulos das teses e dissertações e posterior conversão em
HTML;

�c) cadastramento das teses e dissertações usando o aplicativo Thesis Manager
(Metodologia Scielo/BIREME);
d) marcação das partes das teses e dissertações usando o aplicativo Mark-up
em integração com o editor de textos Word (versão 97);
e) envio dos dados para o Portal a ser criado em conjunto com algumas
instituições relacionadas à área da Saúde Pública, sob a coordenação da
Biblioteca da ENSP/FIOCRUZ;
f) criação do link de acesso na BVSIMS para obtenção das teses e
dissertações do IMS na íntegra (pdf), a partir do referido Portal.

ALIMENTAÇÃO DO CATÁLOGO DAS DISSERTAÇÕES E TESES NA BVSIMS

Para inserção dos registros bibliográficos na BVSIMS faz-se uso do
Programa de Descrição Bibliográfica e Indexação – LILDBI -, atualmente
disponível na versão Web, desenvolvido em Microisis e que tem por objetivo
auxiliar o bibliotecário no preenchimento dos campos do formulário destinado à
descrição do documento, do resumo e dos descritores de assunto. O LILDBI
permite o acesso on line às regras relativas ao preenchimento específico de cada
campo, segundo critérios definidos pela metodologia LILACS (Disponível em:
http://www.bireme.br/abd/P/componentes.htm). Além disso, caso o bibliotecário
deixe de preencher um campo considerado obrigatório, o programa “bloqueia” o
registro e, somente segue adiante, após as instruções na tela terem sido
cumpridas.
Cada tese/dissertação inserida na BVSIMS passa pelos seguintes
procedimentos:
a) o bibliotecário acessa, através de senha, uma página na web destinada
exclusivamente à alimentação dos dados;
b) a seguir, seleciona-se no menu do programa a opção de inserir um novo
documento com indexação;

�c) surge, na tela, uma planilha para descrição bibliográfica do documento
contendo 33 campos relativos às teses, dos quais 16 são obrigatórios
localização, autor, título, título traduzido, paginação, informação descritiva
(tabelas, gráficos, mapas, ilustrações, etc.), idioma do texto e do resumo,
editora, data de publicação, data normalizada, cidade e país de publicação,
descritores e resumo;
d) após o preenchimento da planilha, com a entrada dos dados, faz-se a
confirmação da inclusão do registro e, a seguir, a sua gravação e
certificação;
e) o registro é enviado para a base e disponibilizado na BVSIMS para consulta.

RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO NO CATÁLOGO DE DISSERTAÇÕES E
TESES

A recuperação é o processo de localizar documentos que tenham sido
objeto de armazenamento em um suporte de informação. No decorrer do
processo de recuperação da informação, o usuário procura descrever, através de
uma expressão de busca, o(s) assunto(s) de seu interesse, utilizando termos que,
em algumas ocasiões, possam ter sido atribuídos aos documentos por intermédio
de um índice. O êxito de um sistema de recuperação da informação vai depender,
em grande parte, da etapa de indexação e do armazenamento das informações.
Contudo, o conhecimento dos índices produzidos pela base e suas
limitações, bem como a familiarização com os recursos de busca oferecidos pelo
sistema é que vão ampliar, consideravelmente, a eficácia do processo de
recuperação da informação.
A recuperação da informação no Catálogo de Dissertações e Teses na
BVSIMS é realizada por meio de formulários de pesquisa livre, básico e
avançado. A expressão de busca é composta por termos pesquisados em índices,
que poderão ser combinados através do uso de operadores booleanos (AND, OR

�e AND NOT) e pela truncagem de termos à direita com uso do símbolo ($), no
caso de se usar o formulário livre.

Fonte: BVSIMS

FIGURA 1 : formulário básico de pesquisa

EXIBIÇÃO DOS RESULTADOS

A forma de exibição, gravação e impressão dos dados bibliográficos
poderá ser definida pelo usuário de acordo com as quatro modalidades
existentes:
detalhado = apresenta os dados completos do registro bibliográfico,
incluindo os descritores de assunto;
título = apresenta apenas o título referente ao resultado pesquisado;
citação = apresenta os dados resumidos - autor, título, local, editor , data e
paginação - dos resultados pesquisados;
longo = apresenta os dados completos do registro bibliográfico, sem a
inclusão dos descritores de assunto.

�Fonte : BVSIMS

FIGURA 2 : forma de exibição detalhado

DIVULGAÇÃO DO CÁTALOGO DE DISSERTAÇÕES E TESES

Em dezembro de 2003, a Biblioteca Biomédica C inaugurou suas novas
instalações, promovendo a Palestra "Pesquisa para Setor Saúde no Brasil”,
proferida pelo prof. Dr. Reinaldo Guimarães e tendo como debatedora a profª Drª.
Madel Therezinha Luz. Nessa ocasião, a biblioteca lançou oficialmente o “site” da
BVSIMS, com uma versão demo da base do seu Catálogo de Dissertações e
Teses.
Para o ano de 2004 foram adotadas as seguintes estratégias de
divulgação:

�FASE 1 - Divulgação interna
a) divulgação no âmbito do IMS, com demonstrações e treinamento dos alunos
no uso das base na BVSIMS através de agendamento na biblioteca;
b) avisos afixados nos murais existentes no IMS e no interior da biblioteca;
c) informação aos docentes sobre o produto,

por meio de

correio eletrônico,

distribuição de folders e através da Comissão da Biblioteca;
d) publicação de nota no UERJ em Questão, de circulação interna, e no Boletim
Acesso on line, elaborado pelo Núcleo de Memória, Informação e
Documentação da Rede Sirius;
e) divulgação, via Internet, na home page da biblioteca e da Rede Sirius.
FASE 2 - Divulgação externa
a) comunicação, por e-mail e mala direta às instituições/associações e às
bibliotecas atuantes na área da Saúde Coletiva, da disponibilização on line
do Catálogo de Dissertações e Teses da Biblioteca Biomédica C na BVSIMS;
b) participação no Portal a ser coordenado pela Biblioteca da ENSP/FIOCRUZ,
buscando reunir as teses e dissertações produzidas na área da Saúde
Pública.

CONCLUSÃO
A Biblioteca Biomédica C, na sua missão de oferecer suporte às
necessidades informacionais dos cursos de Pós-Graduação do Instituto de
Medicina Social, preocupa-se em acompanhar de perto a evolução das
tecnologias

da

informação,

buscando

implementar

produtos

e

serviços

diferenciados, adotando metodologias de trabalho compatíveis com essas
mudanças.

�A participação como centro cooperante da Rede BIREME tem facilitado,
significativamente, esse processo de transição para um novo modelo de
construção e propagação do conhecimento científico, propiciando a criação do
Catálogo de Dissertações e Teses e sua disponibilização através da BVSIMS. O
uso de metodologia e tecnologias comuns – metodologia LILACS – , o
estabelecimento de mecanismos de controle de qualidade na seleção de fontes
de informação e a disseminação de novas tecnologias de informação sem custos
para seus membros são fatores que contribuem, efetivamente, na promoção do
acesso à informação em Saúde e na integração com áreas correlatas.
Contudo, independente da tecnologia e dos meios multimídias adotados
pelas bibliotecas e redes cooperativas, o sucesso de iniciativas congêneres
depende ainda, em grande parte, da atuação do profissional bibliotecário, pois é
de sua competência buscar alternativas eficazes no processo de interação com o
usuário, seja este real ou virtual. A oferta de um serviço de referência bem
estruturado, com orientação e treinamento nas diversas fontes e ferramentas de
pesquisa existentes na Internet, se constitui num fator preponderante na
recuperação e disseminação de informação com qualidade e eficiência.
Pretende-se, com a iniciativa da disponibilização do Catálogo de
Dissertações e Teses, facultar à comunidade acadêmica e aos pesquisadores, em
geral, o acesso a essa informação especializada, de forma ampla e irrestrita, e, ao
mesmo tempo, atuar como um ambiente catalisador na abordagem de temáticas
relevantes à área da Saúde Coletiva.
ABSTRACT
The purpose of this paper is to stand out the creation of the thesis catalog of the
Biomedical Library C (Carlos Gentille de Mello), aiming the organization and a
systematic control of all the thesis and dissertations produced by the Social
Medicine Institute of the State University of Rio de Janeiro, and open up it in web
by the Virtual Library of Public Health – BVSIMS. Talks about it’s improvement
using LILACS’s methodology developed by “Rede BIREME”, which set up some
principles and technical procedures as a pattern to be followed by all it’s
members during the feeding’s process of the data base. Finally, argument the
advantages of beeing member of a network library system like the use of
LILACS’s methodology as a way to standardize all the bibliographic information
and its dissemination regarding Public Health and related areas.

�REFERÊNCIAS
BIREME. Manual de Descrição Bibliográfica – LILACS. 4.ed. rev. e ampl. São
Paulo:[s.n], 2000. Disponível em:&lt;http://www.bireme.br/abd/P/componentes.htm&gt;.
Acesso em: 5 jul.2004.
BIREME. Sobre a BIREME : fundamentos, missão, objetivos, estrutura orgânica.
Disponível em: &lt;http://www.bireme.br/bvs/bireme/homepage.htm&gt;. Acesso em: 5
jul.2004.
GUINCHAT, Claire, MENOU, Michel. Introdução geral às ciências e técnicas
da informação e documentação. 2.ed. corr. e aum. por Marie-France Blanquet.
Tradução de Míriam Vieira da Cunha. Brasília : IBICT, 1994. p.340
ROBREDO, Jaime, CUNHA, Murilo B. da. Documentação de hoje e amanhã:
uma abordagem informatizada da biblioteconomia e dos sistemas de informação.
São Paulo: Global, 1986. p.340

∗

Bibliotecária-chefe da Biblioteca Biomédica C. Especialista em Indexação e Recuperação da
Informação pela USU. tinoco@uerj.br
∗∗
Coordenadora do Núcleo de Processos Técnicos. Especialista em Indexação e Recuperação da
Informação pela USU. bottari@uerj.br. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rede Sirius –
Rede de Bibliotecas UERJ. Rua São Francisco Xavier, 524. Cep. 20550-013 - Maracanã. Rio de
Janeiro – RJ / Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54501">
                <text>Catálogo de dissertações e teses do Instituto de Medicina Social da UERJ integrado à Biblioteca Virtual em Saúde Coletiva – BVSIMS.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54502">
                <text>Amato, Regina Helena M. Tinoco; Bottari, Christina T.R. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54503">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54504">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54505">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54507">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54508">
                <text>Trata da criação do Catálogo de Dissertações e Teses da Biblioteca Biomédica e sua inserção na Web, através da Biblioteca Virtual em Saúde Coletiva – BVSIMS, visando à organização e ao controle sistemático das dissertações e teses produzidas pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Destaca o processo de elaboração do referido catálogo, utilizando a metodologia LILACS, desenvolvida pela Rede BIREME, na qual são estabelecidas normas e procedimentos para a inserção dos dados bibliográficos provenientes dos centros cooperantes. Descreve as rotinas relativas à elaboração de resumos, indexação, recuperação da informação, interface de pesquisa e disponibilização on line. Finaliza apresentando as vantagens obtidas na participação de uma Rede Cooperativa de Informação, por esta proporcionar a padronização, disseminação e promoção de serviços e produtos relevantes à área, bem como a redução de seus custos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68461">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4959" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4026">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4959/SNBU2004_122.pdf</src>
        <authentication>257f7edc5f4096e195a02b2fd548412e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54537">
                    <text>BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES
DO INSTITUTO DE FÍSICA GLEB WATAGHIN - UNICAMP :
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Rita Aparecida Sponchiado∗
∗∗
Valkíria Succi Vicente

RESUMO
Este artigo mostra o desenvolvimento do banco de dados de teses e dissertações
digitais do IFGW - Instituto de Física Gleb Wataghin - UNICAMP. É apresentada a
metodologia de criação de acervo digital com base na produção científica atual,
gerada em mídia eletrônica desde o final de 1999 e na retrospectiva em papel,
totalmente digitalizada. A Biblioteca Digital de Teses do IFGW, baseada em
modelos pesquisados, tem características próprias de apresentação e conteúdo.
Foram discutidos neste trabalho alguns dos aspectos mais importantes da
implementação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IFGW –
UNICAMP. Pretendeu-se mostrar as etapas da geração da informação, como
essa informação está organizada, quais as fases da sua implementação e as
soluções encontradas para alguns problemas. As informações consideradas
inéditas no trabalho, são decorrentes do escaneamento dos originais em papel,
pois a geração de documentos digitais tem ocorrido na maioria dos casos com
base em documentos já editados em algum tipo de mídia eletrônica. Neste caso
padrões mínimos foram desenvolvidos baseados na experimentação de técnicas
de digitalização, levando em conta qualidade de originais, idade dos documentos,
tipo de impressão, etc. A Biblioteca de Teses e Dissertações do IFGW da
UNICAMP 100% digital foi o principal resultado deste projeto.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Digital.

Digitalização.

Teses e dissertações.

Conversão de documentos em papel para formato digital.

1 INTRODUÇÃO
Nos últimos anos pudemos ver várias iniciativas de Instituições nacionais e
internacionais com relação ao trabalho de desenvolvimento e criação de
Bibliotecas Digitais com a disponibilização e acesso do conteúdo integral de seus
acervos.

�Teses e dissertações são importantes fontes de informação e o acesso a
esse tipo de documento deve ser facilitado. Biblioteca Digital tem sido um tema
cada vez mais discutido nas literaturas de ciência da informação e de informática.
CUNHA (2000) analisa a evolução das bibliotecas em: Biblioteca tradicional
moderna – Era I; Biblioteca Automatizada – Era II; Biblioteca Eletrônica – Era III;
Biblioteca Digital e Virtual – Era IV. E afirma que embora aparentemente novo e
revolucionário, o conceito de Biblioteca Digital representa um processo gradual e
evolutivo como resultado da utilização do computador de forma cada vez mais
crescente nas últimas décadas.
De acordo com KAHN e WILENSKY apud CATTELAN (1997) Bibliotecas
Digitais são sistemas que armazenam, acessam, disseminam e gerenciam
objetos digitais.
É a passagem do suporte em papel para a informação em forma eletrônica,
facilitando a comunicação e a consulta de seus conteúdos. O impacto das novas
tecnologias de informação e da Internet permite a concepção de um sistema de
informação global, baseado nos meios eletrônicos.
Segundo MACHADO (1999) “a biblioteca digital tem como característica
uma coleção de documentos eminentemente digitais, independendo se foram
criados na forma digital ou digitalizados a partir de documentos impressos, e
permite, por meio de redes de computadores, compartilhar a informação
instantânea e facilmente”.
MARCONDES (1997) afirma que antes da Internet, a tecnologia da
informação, sob a forma de bases de dados referenciais, catálogos coletivos e
serviços como o COMUT – Sistema de Comutação Bibliográfica – era utilizada
para identificar e/ou localizar informações e permitir o acesso ao recurso em
papel.
As teses e dissertações são importantes documentos que retratam o
resultado de pesquisas geradas em Universidades cujos resultados podem
alimentar novas pesquisas, pois os pesquisadores podem utilizar em suas
descobertas, os resultados obtidos por seus pares. Em sua grande maioria, os

�exemplares ficam restritos às Instituições que geraram essas pesquisas, o que
torna difícil a disseminação de seus conteúdos.
Com o avanço das tecnologias de informação, foi possível criar um
mecanismo para a disponibilização dos resultados das atividades de pesquisa
geradas na Universidade.
O objetivo principal de uma biblioteca digital de teses é a ampla divulgação
do conhecimento gerado por uma Instituição e maior visibilidade da produção
científica, possibilitando acesso simultâneo aos documentos por usuários
múltiplos, facilitando a integração de grupos de estudos com interesses comuns e
retornando para a sociedade o resultado dos trabalhos científicos, garantindo os
direitos intelectuais e permitindo ao pesquisador ter seu trabalho citado em um
maior número de vezes em outras pesquisas.
O Banco de Teses Digitais tem várias vantagens, das quais podemos citar:
facilidade na disseminação das informações e na preservação dos documentos;
inclusão de links para outros endereços eletrônicos; melhor acesso público às
pesquisas; disponibilidade de consultar o documento em qualquer momento e em
qualquer local com acesso à Internet; menor necessidade de consultar o exemplar
em papel, o que mantém o material no acervo em melhor estado de conservação;
acesso simultâneo por múltiplos usuários; rapidez e democratização da
informação.
Os usuários remotos das bibliotecas digitais obtém não apenas a
informação secundária e de referência, mas também a informação primária como
o conteúdo integral de recursos textuais e a seus dados.
Esse recurso eletrônico possui características que o diferenciam dos
demais como: a grande capacidade de armazenamento, a facilidade de
manipulação de seu conteúdo, a possibilidade de pesquisa e a transmissão
instantânea de informação.
Segundo MUELLER (2000) o crescimento das tecnologias da informação e
comunicação tornará os usuários mais independentes das fontes de informação,

�fazendo com que a intermediação dos bibliotecários e suas visitas à biblioteca
sejam menos freqüêntes.
Mas, HARICOMBE apud BEZERRA (2002) conclui afirmando que “essa
tendência, ironicamente parece ter aumentado o nível de ajuda prestada pelos
bibliotecários, na medida em que eles assumem novos papéis, tais como apoio
técnico para navegação na Web e recuperação de informação”.
MYERS apud CUNHA (2000) afirma que “muito embora a informação
esteja se tornando cada vez mais digital, as pessoas precisarão de um lugar para
estudo e reflexão, um lugar para aprenderem a ser indivíduos e não apenas parte
de uma massa”.
Para DERTOUZOS (1997) “as bibliotecas continuarão com a custódia dos
materiais educativos sólidos, com destaque para os livros, contudo, elas se
tornarão também gerenciadoras de linhas de comunicação com outros locais de
conhecimento, com a condição de que as bibliotecas físicas controlem a
qualidade das bibliotecas digitais, decidindo quais conhecimentos existentes em
outras instituições merecem menção pelos selecionadores e hiperorganizadores
da biblioteca local”.
O armazenamento digital aumenta as possibilidades de pontos de acesso
de determinados documentos. Vários termos de indexação podem ser incluídos e
diversos níveis de representação podem ser criados nos sistemas de Bibliotecas
Digitais, permitindo a varredura de palavras do texto. Essas características
permitem flexibilidade e recuperação da informação.

2 HISTÓRICO
O Instituto de Física Gleb Wataghin criado em 1967, teve sua primeira tese
de doutorado defendida em 1969 que foi orientada pelo seu primeiro Diretor o
Prof. Marcello Damy de Sousa Santos.

�O acervo de teses e dissertações da Biblioteca do Instituto de Física da
Unicamp, conta com 1.140 documentos produzidos pelos alunos de pósgraduação de 1969 até hoje.
Através de iniciativa própria, o IFGW em concordância com a Biblioteca e a
Coordenadoria

de

Pós-Graduação,

determinou

em

1999,

um

fluxo

de

procedimentos para facilitar o início de um projeto de digitalização das teses e
dissertações produzidas por seus alunos.
Em 2000 foi iniciado o trabalho de digitalização de originais em papel, em
2001 foi desenvolvida em PHP a interface de busca e em 2002 o banco de dados
foi disponibilizado com aproximadamente 180 documentos em texto integral.
Hoje a biblioteca digital está completa, com todas as 1132 Teses e
Dissertações disponíveis em texto completo, sendo 663 de mestrado e 469 de
doutorado.
Existem apenas 8 teses que ainda não foram disponibilizadas no Banco,
porque a pedido dos autores, estão aguardando a publicação de artigos em
revistas científicas, cujos resultados foram citados nessas teses.
A Biblioteca digital de Teses do IFGW, baseada em modelos pesquisados,
tem características próprias de apresentação e conteúdo.

3 MATERIAIS
O formato utilizado para disponibilizar os arquivos em texto completo foi o
PDF (Portable Document Format), que mantém o “lay out” original do documento,
garante a integridade do texto e permite transmissão rápida via rede.
Os recursos de hardware utilizados foram:
- Scaners:
2 Scaner Microtek 900 dpi
1 Scaner HP 6100 2400 dpi
1 Scaner ScanJet 5370C 1200 dpi

�1 Scaner HP 4C 2400 dpi
1 Scaner HP ScanJet 5470CXI 1200 dpi

- Microcomputadores:
1 Pentium 64 Mb – 233 MHz
1 Pentium 64 Mb – 200 MHz
1 AMD DURON 128 Mb – 1300 MHz
3 Pentium 32 MB – 166 Mhz

- Servidores
Repositório: Pentium III – 256 Mb – 550 MHZ – 3 discos de 18 Gb, sendo 1
disco de 18 Gb para as teses. (5.2 Gb é o espaço ocupado para armazenar
as 1132 teses).
Espelho: Pentium III – 256Mb – 450 MHZ – 3 discos de 30 Gb.

O software utilizado foi o Adobe Acrobat e os editores de texto utilizados
foram o MS World e Front Page.
Os recursos humanos: 9 pessoas estiveram diretamente envolvidas,
sendo: 1 bibliotecária coordenadora do projeto, 1 bibliotecária , 1 analista de
sistemas, 1 estagiário de informática, 1 estagiário de biblioteconomia e 4
bolsistas.

4 MÉTODOS
O sistema de busca foi desenvolvido localmente em PHP, os metadados
utilizados foram os campos do formato MARC do registro bibliográfico http://www.ifi.unicamp.br/ccjdr/teses/
Cada Tese/Dissertação é cadastrada no Sistema através dos dados: autor,
título, orientador, co-orientador, tipo de tese (Mestrado ou Doutorado), ano de
publicação e palavras-chave.

A interface de busca permite a pesquisa por

qualquer palavra contida em qualquer destes campos.

�O Resumo é apresentado separadamente do documento completo, em
português e inglês, no formato HTML (Hypertext Markup Language) cujo processo
inclui captura, revisão e correção do texto.

Procedimento 1 – acervo posterior a 1999, recebido em mídia eletrônica -PS
As Teses/Dissertações são entregues pela pós-graduação, em mídia
eletrônica (disquete, CD ou Zip-drive) no formato Post Script, acompanhada de
autorização do autor para disponibilização na internet.
Após conferência dos arquivos, o texto completo é tranformado em PDF
através de conversão utilizando-se o Adobe Distiller.

Para cada T/D são gerados 5 arquivos:
-

1 PDF do texto completo

-

1 PDF dos resumo

-

1 HTML do resumo

-

1 PDF do resumo em inglês

-

1 HTML do resumo em inglês

-

backup dos 5 arquivos

Procedimento 2 – acervo anterior a 1999 em papel:
As Teses/Dissertações são digitalizadas a partir do texto original em papel,
encadernado. Os padrões variam de acordo com a qualidade do documento
original.
A resolução média adotada é de 200 dpi, o formato a ser salvo o arquivo é
PDF. A cor que oferece melhor resultado qualitativo é “escala de cinzas”, porém
para originais de boa qualidade usa-se o “branco e preto” pois o arquivo gerado
fica menor.

Procedimentos alternativos:

�A Tese/Dissertação desencadernada oferece melhores condições de
trabalho. Caso o original esteja muito claro é aconselhável fotocopiar a T/D e
escanear as cópias em “branco e preto”.
Originais datilografados devem ser escaneados com baixa resolução
(75dpi) para não refletir o verso da página escaneada.
Para páginas com imagens utiliza-se resolução de 100 dpi, “escala de
cinzas”. Para páginas coloridas, 200 dpi, cor original. Todas as alterações de
padrões influenciam no tamanho do arquivo final que varia entre 198 Kb e 10.2
Mb.

5 RESULTADOS
Foram discutidos neste trabalho alguns dos aspectos mais importantes da
implementação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IFGW –
UNICAMP.
Pretendeu-se mostrar as etapas da geração da informação, como essa
informação está organizada, quais as etapas da sua implementação e as
soluções encontradas para alguns problemas.
Mostrou-se os recursos tecnológicos utilizados, o fluxo de informação, a
geração e organização dessa informação no Banco de Teses Digitais.
A Biblioteca de Teses e Dissertações do IFGW da UNICAMP 100% digital
foi o principal resultado deste projeto.
Sendo a primeira biblioteca específica do Brasil com seu acervo de 1132
Teses e Dissertações totalmente digitalizado, num total de 125 mil páginas,
desenvolveu um trabalho pioneiro de digitalização de documentos e gerou como
resultado a definição de alguns padrões de escaneamento de originais em papel,
parte destes já citados anteriormente nos métodos/procedimentos e outros como:

- Média do número de páginas das teses IFGW/UNICAMP = 110 Páginas
- Média do tamanho dos arquivos PDF: 6 Mb

�- Média de tempo para escanear/Digitar um Resumo/Abstract de tese = de 30
minutos a 60 minutos
- Média de tempo para escanear um Texto Integral = de 2 horas e 57 minutos
até 7 horas e 30 minutos

Outro resultado importante é a integração de sistemas, pois a Biblioteca
Digital de Teses e Dissertações permite uma interação com a Base
Acervus/Virtua, onde foi criada uma metodologia para catalogar o registro das
novas teses usando os dados da ficha catalográfica e disponibilizando esse
registro na Base Acervus/Virtua.
Informou-se que o documento estava disponível apenas em formato digital
e fez-se o link no parágrafo 856 (localização e acesso eletrônico) do formato
MARC. Dessa forma esse registro pôde ser disponibilizado também na Biblioteca
Digital da UNICAMP. Assim, as teses mais recentes foram inseridas na Biblioteca
Digital antes mesmo que o exemplar em papel chegasse ao acervo.
Por outro lado, destacou-se o desenvolvimento de um banco de dados
local e de uma interface de busca própria, porém com características técnicas
(metadados) suficientes para propiciar a integração com outros sistemas como a
Biblioteca Digital da UNICAMP e a Biblioteca Digital Brasileira (IBICT).

REFERÊNCIAS

BEZERRA, E. P. ; ARAÚJO, E. A. de ; BEZERRA, E. P. A análise da construção
de uma ferramenta tecnológica : Biblioteca Digital Paulo Freire. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 20., 2002, Fortaleza. Anais... Fortaleza: UFC, 2002. 1CD.
CATTELAN, P. Bibliotecas digitais : alternativa viável para gerenciar o caos na
Internet.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 18., 1997, São Luiz.. Anais... São Luiz: Collecta, 1997.
(versão eletrônica: disquete)
CUNHA, M. B. da Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira em
2010. Ciência da Informação, v.29, n.1, p. 71-89, jan/abril, 2000. &lt;Disponível
em: http://www.ibict.br/cionline/artigos/&gt;

�DERTOUZOS, M. O que será : como o novo mundo da informação
transformará nossas vidas. São Paulo : Companhia das Letras, 1997. 413p.
HARICOMBE, L.J. Introducion : service to remote users.
n.1, Summer, 1998.

Library Trends , 47,

KAHN, R. ; WILENSY, R. A framework for distributed digital object services,
1995. &lt;Diponível em: http://www.cnri.reston.va.us/home/cstr/arch/k-w.html &gt;
MACHADO, R. N.
Biblioteca do futuro na percepção de profissionais da
informação. Transinformação, v.11, n.3, p. 215-222, set/dez, 1999.
MARCONDES, C. H. ; GOMES, S. L. R. O impacto da Internet nas bibliotecas
brasileiras. Transinformação, v.9, n.2, p. 57-68, maio/ago, 1997.
MUELLER, S. P. M. Universidade e informação : a biblioteca universitária e os
programas de educação à distância – uma questão ainda não resolvida.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.1, n.4, agosto, 2000.
&lt;Disponível em: http://www.dgz.org.br/ago00/Art_01.htm &gt;
MYERS, J. E. Reference service in the virtual library. American Libraries,
v.25, n.7, p. 638, July/Aug, 1994.
CHATAIGNIER, M. C. P. ; SILVA, M. P. da. Biblioteca Digital : a experiência do
Impa. Ciência da Informação, v.30, n.3, p. 7-12, set/dez, 2001.
CUNHA, M. B. Desafios na construção de uma biblioteca digital.
Informação, v.28, n.3, p. 257-268, set/dez, 1999.

Ciência da

RODRIGUES, J. G. et al. Uso de metadados para a garantia de qualidade na
catalogação de recursos eletrônicos e seu acesso na Internet. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 20., Fortaleza, 2002. Anais... Fortaleza: UFC, 2002. 1CD.

�TABELA 1 – Número de Teses (Mestrado/Doutorado) inseridas por ano

�TABELA 2 – Total de Teses inseridas por ano

∗

library@ifi.unicamp.br UNICAMP – Biblioteca do Instituto de Física Gleb Wataghin, Cidade
Universitária Zeferino Vaz - Barão Geraldo – CP 6165 - 13083-970 – Campinas – SP Brasil
∗∗
valkiria@ifi.unicamp.br UNICAMP – Biblioteca do Instituto de Física Gleb Wataghin, Cidade
Universitária Zeferino Vaz - Barão Geraldo – CP 6165 - 13083-970 – Campinas – SP Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54519">
                <text>Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Instituto de Física Gleb Wataghin - UNICAMP: relato de experiência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54520">
                <text>Sponchiado, Rita Aparecida; Vicente, Valkíria Succi </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54521">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54522">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54523">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54525">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54526">
                <text>Este artigo mostra o desenvolvimento do banco de dados de teses e dissertações digitais do IFGW - Instituto de Física Gleb Wataghin - UNICAMP. É apresentada a metodologia de criação de acervo digital com base na produção científica atual, gerada em mídia eletrônica desde o final de 1999 e na retrospectiva em papel, totalmente digitalizada. A Biblioteca Digital de Teses do IFGW, baseada em modelos pesquisados, tem características próprias de apresentação e conteúdo. Foram discutidos neste trabalho alguns dos aspectos mais importantes da implementação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IFGW – UNICAMP. Pretendeu-se mostrar as etapas da geração da informação, como essa informação está organizada, quais as fases da sua implementação e as oluções encontradas para alguns problemas. As informações consideradas inéditas no trabalho, são decorrentes do escaneamento dos originais em papel, pois a geração de documentos digitais tem ocorrido na maioria dos casos com base em documentos já editados em algum tipo de mídia eletrônica. Neste caso padrões mínimos foram desenvolvidos baseados na experimentação de técnicas de digitalização, levando em conta qualidade de originais, idade dos documentos, tipo de impressão, etc. A Biblioteca de Teses e Dissertações do IFGW da UNICAMP 100% digital foi o principal resultado deste projeto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68463">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4961" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4030">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4961/SNBU2004_123.pdf</src>
        <authentication>178e4be5add13fe58b66bd165e4b4fe1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54581">
                    <text>FONTES DE INFORMAÇÃO ON-LINE NO CONTEXTO DA ÁREA DE CIÊNCIAS
DA SAÚDE
Silvana Beatriz Bueno∗
Ursula Blattmann∗∗

RESUMO
A importância do acesso e uso de fontes de informação on-line no contexto da
área de ciências da saúde. Apresenta a gestão da informação quanto aos
procedimentos adotados em um centro de informação na área médica referente a
descrição das atividades e ações desenvolvidas para organização de seu acervo
específico. Relata a experiência de estágio curricular, efetuado no Centro de
Estudos Dr. Ewaldo José Ramos Schaefer, Florianópolis – Santa Catarina. Entre
os resultados salienta-se o trabalho em ambiente de documentação médica, a
dinâmica em equipe, a utilização constante de novas tecnologias de informação e
comunicação e observação das mudanças e transformações no contexto do
cotidiano na área médica especializada em Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
Questões sobre a formação do bibliotecário para estar competitivo e participativo
no estabelecimento de políticas de acesso e de uso de fontes de informação online. Formação profissional.
PALAVRAS-CHAVE: Fontes de informação on-line. Gestão da informação.
Ciências da Saúde . Centro de Documentação Médica. Informação médica.

1 INTRODUÇÃO
O bibliotecário tem visto seu mercado de atuação profissional ampliar-se,
bem como diversificar cada vez mais decorrente do amplo uso das novas mídias
oriundas das tecnologias da informação e comunicação. A prática está pautada
no uso, manuseio e na disseminação da informação, em aplicar habilidades de
análise, interpretação e geração da informação estratificada são cruciais para o
desempenho eficaz. Ao agregar valor a informação, por mecanismos como a
indexação, o acesso a bases de dados on-line, a disponibilidade e acessibilidade
de produtos e serviços interativos de bibliotecas, se pode usufruir meios para
maior benefício da qualidade do ambiente de trabalho e de vida.

�Cruz (2001, p.3) menciona que na sociedade moderna, a profissão de
Bibliotecário vem sendo apontada entre as 10 profissões mais importantes para
os próximos anos. Seus campos de atuação são os mais diversos:
a) Documentação e Informação: bibliotecas públicas, especiais, hospitalares,
escolares, infantis, acadêmicas, especializadas e particulares; centros de
documentação; centros de análise de informação; centros de comutação
bibliográfica; arquivos; editoras; livrarias; centros de restauração de documentos e
de obras de arte; empresas (controle do fluxo de informação e documentação).
b) Comunicação e Informação: empresas de comunicação (da produção à
divulgação da informação); jornais; revistas; emissoras de rádio e televisão;
videotecas biblioterápicas; serviços de informação em aeroportos, rodoviárias;
tradução; organização de congressos, seminários e simpósios.
c) Cultura e Lazer: galerias de arte; centros de cultura; de lazer (informação,
estímulo à criatividade, promoções culturais, leitura como lazer, pesquisa).
Seja qual for o destino profissional, o Bibliotecário precisa ter boa educação
e ampliar sua cultura geral, facilidade de comunicação, saber utilizar as novas
tecnologias de informação e comunicação e interesse por manter-se sempre
atualizado. Estes requisitos na área de informações em saúde precisam ser
complementados pela formação especializada no uso de fontes e dos recursos
informacionais sejam estas tradicionais ou com recursos digitais.
Este artigo tem como objetivo descrever procedimentos adotados no
Centro de Estudos Dr. Ewaldo José Ramos Schaefer, Florianópolis – Santa
Catarina, instituição vinculada na área de ciências da saúde. O foco é resgatar
atividades e ações desenvolvidas na organização da informação e acervo
específico desta maneira facilitar a iniciação da prática bibliotecária em fontes de
informação da área de saúde.
Lopes (2004) apresenta critérios para avaliação de fontes de informação
eletrônica, salientando que “novos tipos de documentos e serviços (documentos
multimídia, serviços interativos e outros) e a própria utilização da Internet para
além

da

comunidade

acadêmica

provocaram

algumas

conseqüências

�fundamentais diretamente relacionadas com esse crescimento: a dificuldade de
acompanhamento das mais recentes novidades e desenvolvimentos e a
complexidade em se avaliar a qualidade da informação recuperada, diante da
descentralização do processo de produção da informação e da inexistência de
mecanismos de controle de qualidade dessa informação.”
As reflexões aqui apresentadas estão em analisar as atividades nesse
ambiente de documentação médica, apontar a importância da dinâmica em
equipe, a utilização constante de novas tecnologias de informação e comunicação
e observação das mudanças e transformações no contexto do cotidiano na área
médica especializada em Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

2 INFORMAÇÃO NA ÁREA DE SAÚDE
Os centros de informação na área de saúde requerem profissionais
competentes em desenvolver serviços e produtos de informação qualitativos. A
Medical Library Association – MLA – Associação de Bibliotecas Médicas http://www.mlanet.org/about/index.html, fundada em 1898, uma instituição sem
fins lucrativos, reúne mais de 1.100 instituições e 3.600 membros individuais na
área de informação em ciências da saúde. Possui 23 grupos especializados,
possui

boletins

Journal

of

http://www.pubmedcentral.gov

the

Medical

,

também

Library
o

Association:

MLA

JMLA

News,

–

mensal,

http://www.mlanet.org/publications/mlanews/ e a lista de discussões MEDLIB-L,
com 2.400 participantes, disponibiliza o arquivo de mensagens, e também
gerencia outras listas de temáticas exclusivas CANCERLIB – Câncer Libraries
Section Medical Library Association, DENTALIB – Dental Section Medical Library
Association,
association.

MLAICS

International

Cooperation

Section

Medical

Library

Em sua publicação Medical Library Association Policy Statement,

Role of Expert Searching in Health Sciences Libraries, destaca a importância dos
bibliotecários da área de ciências da saúde a continuarem desenvolvendo o papel
significativo na recuperação experiente e na avaliação da informação em oferecer
suporte ao conhecimento e evidencias no embasamento clínico, cientifico, e nas
decisões administrativas em todas as instituições de saúde. Estes bibliotecários

�têm

a

responsabilidade

de

treinar

os

próximos

profissionais

liberais,

especialmente da área de saúde (médicos) e usuários (end-users) nos melhores
métodos de recuperação para acessar e utilizar as praticas em bases do
conhecimento, pesquisa e na educação continuada, alem de auxiliar na
identificação quais necessidades informacionais precisam ser direcionadas aos
pesquisadores experientes.
Destes profissionais são exigidas além das competências, conhecer os
recursos informacionais disponíveis para desempenhar com habilidades em
pesquisar os conteúdos e tomar atitudes específicas quanto ao uso ético da
informação (leal, sigiloso e confidencial). Ao reportar atividades desenvolvidas
utilizando as novas tecnologias da informação e comunicação na formação
profissional espera-se buscar satisfação dos usuários no centro de informação.
Conforme coloca Moraes (1994, p. 30), na “prática, fica muito difícil
delimitar o campo de abrangência das informações em saúde”. Atividades e
tarefas precisam ser conhecidas claramente e isto implica, além de realizar
estudos sobre a área, explorar o campo de estágio. Ao escolher um Centro de
Estudos concentrados no diagnóstico médico por imagens necessita-se conhecer
quais atribuições o bibliotecário executa, utiliza fontes de informação com
peculiaridades, tal como a imagens das radiologias especificas de cada paciente.
Rey (1999, p. 419) define imagem como uma “figura ou concepção com
maior ou menor semelhança a uma realidade objetiva”, e ainda complementa
Fenelon (2002, p. 1) “de maneira simplista, imagem é a representação gráfica,
plástica, luminosa ou fotográfica de objetos ou pessoas.”
O bibliotecário precisa ter habilidades em utilizar os recursos na busca da
informação digital on-line nos sites mais relevantes como os serviços de buscas
nos Estados Unidos na MEDLINE, mantida pela National Library of Medicine http://www.nlm.nih.gov/ , ou no Brasil, a Biblioteca Virtual em Ciências da Saúde –
http://www.bvs.br/ - com orientações na busca e apoio na literatura técnica e
cientifica, bases de dados e demais informações relevantes na área.

�Para acesso público da informação MEDLINEplus - http://medlineplus.gov/
versão

inglês

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/medlineplus.html

e

versão em espanhol, disponibilizada uma base de dados on-line com o intuito de
ajudar

na

localização

da

informação

oficial

(http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/faq/what.html).
MEDLINEplus

contém

links

sobre
As

selecionados

saúde

páginas

com

do

critérios

(http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/criteria.html ) aos portais da Internet
com informação em
Animated

saúde . Disponibiliza a Enciclopédia Médica A.D.A.M. -

Dissection

of

Anatomy

for

(http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/encyclopedia.html)

Medicine
oferece

aos

usuários dos serviços de saúde uma ampla biblioteca com imagens médicas,
como também mais de 4.000 verbetes com informação sobre enfermidades,
exames, sintomas, lesões e procedimentos cirúrgicos.
Entre as ferramentas indispensáveis o bibliotecário precisa ter em sua
pasta de links favoritos acesso direto para dicionários , enciclopédias e tesauros.
Entre os dicionário on-line, recomenda-se o inglês Merrian-Webster OnLine http://www.m-w.com/ , facilita o acesso aos verbetes no momento em interagir nos
processos de busca sejam em fontes impressas, eletrônicas e on-line, além de
facilitar na pronúncia dos termos.
Serviços britânicos disponíveis como o National Health Service, NHS Direct
Online Encyclopaedia - http://www.nhsdirect.nhs.uk/resourceindex.asp, facilitam
as atividades de busca e recuperação da informação. Essa enciclopédia viabiliza
a interação on-line pelo índice alfabético da lista de tópicos, o índice de assuntos
remete a uma lista organizada dos tópicos por área, e estes assuntos apresentam
categorias e subcategorias. Com o uso da ferramenta de pesquisa para a busca
direta – Search - basta digitar o termo. Os resultados de busca são apresentados
conforme a relevância e a indicação do resumo sucinto e seu link de acesso. O
Subject Index apresenta os termos por tópicos como Introdução, Diagnóstico,
Referências, Sintomas, Tratamento, Links relacionados, Causas e complicações.
No ambiente de interação também são sugeridos tópicos
exemplo, anorexia nervosa veja o termo bulimia.

relacionados, por

�Ao

consultar

serviços

como

o

catálogo

cooperativo

eletrônico

-

Elektronische Zeitschriftenbibliothek – Biblioteca Eletrônica de publicações
periódicas cientificas

na Alemanha

(http://rzblx1.uni-regensburg.de/ezeit/ ) é

possível acessar o acervo de 243 bibliotecas nas diversas áreas do
conhecimento, são mais de 18 mil publicações cadastradas nas diversas áreas do
conhecimento. Certamente conhecer idiomas torna-se uma ferramenta importante
para consultar acervos, realizar pesquisas e buscar e obter a informação
desejada.
A atualização é uma das competências profissionais mais exigida nessa
área. Para isso torna-se fundamental participar do movimento associativo e de
grupos de interesse (listas de discussões) além da educação continuada
(freqüentar cursos, palestras, workshops etc.).
A Special Libraries Association (SLA) é uma associação internacional que
representa o interesse de profissionais da informação de 70 países ( www.sla.org
). Denominam seus associados de “bibliotecários especiais”, por serem
profissionais dinâmicos e orientados para mudanças relacionadas à informação.
Para a SLA, o desenvolvimento da carreira deve passar por competências,
habilidades e atitudes, e estas devem ser flexíveis para que permitam ao
bibliotecário desempenhar suas funções em uma variedade de ambientes
produzindo um continnum de serviços de informação com valor agregado para o
usuário.
Bauer (2003) apresenta um estudo sobre o movimento associativo na área
medica. Na Europa surge em 1986 a European Association for Health Information
and Libraries EAHIL – http://www.eahil.org , tem como objetivos de integrar e
disseminar as informações da área médica, congrega profissionais, utiliza uma
lista de discussão EAHIL-L, iniciada em fevereiro de 1997, e estes arquivos de
mesnagens podem ser pesquisados pelos membros. Existe uma seção na
International Federation of Library Association and Institutions – IFLA – Helth and
Biosciences Libraries Section com cerca de 70 membros.
disponíveis

no

boletim

Newsletter

of

the

IFLA

–

Informações
quadrimestral,

http://www.ifla.org/VII/s28/sbams.htm#3 . Entre as associações no idioma

�português estão a Associação Portuguesa de Documentação e Informação de
Saúde (APDIS) - http://www.apdis.org/ , desde 1984, o código de ética esta
http://www.apbad.pt/pcodetica.htm , constituído por diversos grupos de trabalho
http://www.apdis.org/grupos/grupos.htm , anualmente realizam conferências, a
Lista de Publicações Existentes em Bibliotecas e Serviços de Documentação e
Serviços de Documentação da Área da Saúde em Portugal foi atualizado em
2001/2002 e pode ser solicitado via on-line; o boletim Ponto de encontro da
APDIS surgiu em 1992.
No Brasil a BIREME - http://www.bvs.br/bvs/bireme/homepage.htm tem
desenvolvido liderança nacional e na América Latina e no Caribe quanto a
organização, disponibilização, recuperação da informação na área de ciências da
saúde. Entre os esforços reconhecidos esta a Biblioteca Virtual em Ciências da
Saúde – ( http://www.bvs.br/ ) facilitando o acesso e o uso da informação.
Também oferece treinamento, cursos e capacitação de pessoas envolvidas nessa
área. Em Santa Catarina, a Associação Catarinense de Bibliotecários possui
desde 1997, o Grupo de Bibliotecários de Informação em Ciências da Saúde –
GBICS/SC – http://www.geocities.com/gbicssc/index.html com objetivos: estimular
o intercâmbio de experiências profissionais; promover o entrosamento profissional
de seus membros através de programas cooperativos; promover pesquisas a fim
de aprimorar e divulgar os conhecimentos e experiências de seus membros;
incrementar o intercâmbio e cooperação entre o organismo de informação e
instituições afins; divulgar as normas bibliográficas com vistas a aplicação da
normalização de publicações da área de ciências da saúde.
Cabe ao bibliotecário conhecer grupos editoriais especializados da área,
pois facilita o acesso e a recuperação da informação. Entre os órgãos
publicadores encontra-se a Nature Publishing Group - http://www.nature.com/,
atua nas seguintes áreas: biotecnologia, câncer, química, clínica medica,
odontologia, desenvolvimento na biologia, descobertas sobre drogas – como na
área de bioinformática e farmacologia , ciências da terra, evolução e ecologia,
genética, imunologia, pesquisas medicas, microbiologia, biologia moleculares –
células , neurociência , farmacologia e física.

�Ao utilizar diretórios especializados, handbooks e bases de dados são
práticas que facilitam o acesso à informação pública e restrita. O Centro Latinoamericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde - conhecido como
Bireme, instituição componente da Organização Pan-americana da Saúde
(OPAS), vem desenvolvendo um programa revolucionário no campo da
informação expresso na Biblioteca Virtual de Saúde - BVS (GOLDBAUM, 2000,
p.1) ou a “SciELO – Scientific Electronic Library Online — http://www.scielo.br —
é uma biblioteca virtual de revistas científicas brasileiras em formato eletrônico.
Ela organiza e publica textos completos de revistas na Internet / Web, assim como
produz e publica indicadores do seu uso e impacto. A biblioteca opera com a
Metodologia SciELO, que é produto do Projeto para o Desenvolvimento de uma
Metodologia para a Preparação, Armazenamento, Disseminação e Avaliação de
Publicações Científicas em Formato Eletrônico, cuja primeira fase foi realizada
entre fevereiro de 1997 e março de 1998” (PACKER ET AL. 1998, p. 108)
Nas atividades cotidianas são necessárias competências, habilidades e
atitudes na busca, recuperação, disseminação e entrega da informação ao leitor.
A teoria auxilia na formação do profissional mas o estágio permite um olhar
técnico, prático, dinâmico e torna-se fundamental saber como e por que gerenciar
o fluxo da informação num ambiente no qual a velocidade transita em redes de
computadores e a informação faz literalmente o diferencial entre a vida e a morte.

3 DIAGNÓSTICO DA UNIDADE DE INFORMAÇÃO
Durante o primeiro semestre de 2003 foi realizado o estágio curricular do
Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina no Centro
de

Estudos

“Dr.

Ewaldo

José

Ramos

Schaefer”,

entidade

dotada

de

personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, associação formada
por médicos radiologistas, com sede e foro na cidade de Florianópolis, estado de
Santa Catarina, localiza-se no Edifício Comercial Irmãos Daux na rua Nereu
Ramos, nº 19, 5º andar, sala 502.

�O Centro de Estudos visa incentivar o aprofundamento e aprimoramento
científico, especialmente na área de radiologia e diagnóstico médico por imagem
e tem como missão atender aos profissionais na busca da informação para
acompanhar a evolução e a inovação na área médica. (ESTATUTO, 2002).
As atividades desenvolvidas compreendem: o atendimento ao usuário;
tratamento técnico do acervo; levantamento bibliográfico; digitalização de
documentos; editoração eletrônica e orientação nos trabalhos técnicos e
científicos.
Os usuários da área médica caracterizam-se por serem exigentes,
criteriosos, necessitam das informações rapidamente, requerem dinamismo e
iniciativa do profissional da informação. Têm como desejos e necessidades
informacionais obterem informações específicas, previamente selecionadas e um
serviço de análise da informação fidedigno. São leitores assíduos e preferem
literatura atual, freqüentam a biblioteca quando necessário. O atendimento é
realizado pessoalmente, por e-mail ou telefone e busca suprir com rapidez os
anseios dos usuários. Entre as tarefas, destacam-se: divulgação de informações
gerais sobre a biblioteca; divulgação de informações específicas da biblioteca;
orientação nas atividades de pesquisa às bases de dados específicos da área
médica, tanto virtual quanto impressa; e, auxílio na localização de documentos.
O

processamento

técnico

na

unidade

de

informação

tem

como

preocupação manter organizada a coleção bibliográfica de forma a criar
mecanismos de acesso a recuperação de informações nela contida. Organizar,
registrar, catalogar e classificar são atividades desenvolvidas para disponibilizar
as informações das obras adquiridas pelo Centro de Estudos.
Para diferenciação e organização dos documentos, os pontos fortes
adotados foram: a sinalização das estantes, a organização por assunto e o uso de
códigos próprios para localização dos diversos materiais existentes no Centro de
Estudos. A sinalização de alerta pode ser direcional e especial. A sinalização de
alerta chama a atenção para os serviços oferecidos. A sinalização direcional
identifica pontos principais do acervo, como a localização dos periódicos e livros.

�Os periódicos são identificados pela ordem alfabética de título e os livros
identificados pelos assuntos principais, tais como: pediatria, ginecologia e
obstetrícia, músculo-esquelético, entre outros. A sinalização especial traz
informações adicionais expostas em murais e painéis. (BUENO, 2002)
A indexação é livre, porém com consulta ao Dicionário de termos técnicos
de medicina e saúde e a tabela SDC da MedImagem de São Paulo. Essa tabela
relaciona termos médicos, organizados hierarquicamente do assunto mais geral
para o mais específico. Os livros da área são organizados na estante por assunto,
os periódicos por ordem alfabética de título e os materiais áudio visuais, as
apostilas, e as teses e dissertações recebem um código próprio de localização
como: APO + nº seqüencial: para apostilas; TD + nº seqüencial: para teses e
dissertações; FV + nº seqüencial: para fitas VHS; CD + nº seqüencial: para CD
Rom e CD de áudio.
A escolha do esquema de classificação, definido para permitir a facilidade
de recuperação por parte do usuário, e a notação para identificar o tipo de
material que o identifica, com adaptações adequadas à área de atuação do
Centro de Estudos.
O Centro de Estudos possui diversos materiais cujo tempo de vida útil é
muito curto, necessitam de espaço e tratamento adequados para serem
armazenados (jornais, folder’s, panfletos), tais materiais, depois de certo tempo,
perdem sua utilidade quando considerados desnecessários ou defasados em
relação às expectativas dos usuários. Periodicamente, estes documentos são
descartados ou permutados. Existem também documentos permanentes, como os
Filmes de exames de pacientes com os laudos médicos, estes são inseridos
gradativamente, classificados, catalogados, indexados e inseridos na base de
dados WinIsis. A classificação usada para localização é numérica crescente. Eles
recebem um número seqüencial. São envelopados e arquivados em gavetas
devidamente sinalizadas. A catalogação é feita primeiramente de forma manual
em uma planilha afixada no envelope do exame. Os dados dessa planilha são
digitados nos respectivos campos na base. Isso permite visualizar rapidamente as
informações principais do exame (paciente, diagnóstico, médico responsável, etc).

�O conhecimento prévio na área da saúde e das principais fontes geradoras
de informação facilita as atividades de atendimento e a prestação de demais
serviços. O Bibliotecário precisa estar atento às características dos seus usuários
e conhecendo o seu perfil e o contexto informacional e organizacional, mais
possibilidade terá de satisfazer as demandas de pesquisas.
A digitalização de documentos e imagens para arquivamento requer
cuidados na qualidade das fotografias digitais realizadas a partir de filmes de
radiografia

convencional,

ultra-sonografia,

tomografia

computadorizada,

ressonância magnética e mamografia. Utiliza-se uma câmara digital, esta oferece
a possibilidade de conferir, imediatamente, se a fotografia obtida ficou de boa
qualidade, este fator é de extrema importância, considerando os casos
fotografados de pacientes a serem estudados posteriormente pela equipe médica,
para tomada de decisões e diagnósticos mais precisos e devido estas
circunstâncias, deverão estar em perfeitas condições de visualização, como se
eles estivessem analisando o documento original.
Depois, a imagem é transportada para o computador, no qual poderão ser
melhoradas quanto à nitidez, brilho, contraste, tamanho e o nome do paciente
omitido, utilizando o software Adobe Photoshop. Após todas estas etapas, é
realizada a identificação das imagens e, posteriormente, o arquivamento no
computador destes materiais específicos.
Ao identificar as imagens de acordo com o tipo de exame realizado, são
utilizadas as codificações técnicas internas, por exemplo: CTG = Cintilografia
óssea; MM = Mamografia convencional; MMD = Mamografia digital; RM =
Ressonância magnética; TC = Tomografia computadorizada; USG = Ultrasonografia.

Cada imagem recebe sua identificação seguida de um número

seqüencial crescente conforme a quantidade, por exemplo: USG 01, USG 02,
USG 03 e assim sucessivamente.

Para arquivamento no computador, as

imagens (D) são armazenadas em uma pasta com o nome do paciente seguido
da data do exame (C), e esta por sua vez, fica armazenada em outra pasta com o
diagnóstico referente a este paciente (B) a qual faz parte de outra pasta
identificando a anatomia (A).

�Ao dar continuidade ao arquivamento e para recuperar as informações
referentes ao caso, é preenchida a Ficha para Documentos Digitalizados, com os
dados principais do paciente (nome, idade, história clínica, diagnóstico) e outros
dados para controle arquivístico (observações, tipo de arquivo). Recomenda-se
considerar que o
Arquivo especializado é o que tem sob sua custódia os
documentos resultantes da experiência humana num campo
específico, independentemente da forma física que apresentem,
como, por exemplo, os arquivos médicos ou hospitalares, os
arquivos de imprensa, os arquivos de engenharia e assim por
diante. (PAES, 1997, p. 23).

Quanto

às

atividades

de

Editoração

eletrônica

são

realizadas

periodicamente em aulas, palestras e reuniões científicas para discussões de
casos científicos. O Bibliotecário é o responsável pela elaboração técnica do
material. O usuário (médico) seleciona os textos, imagens e ilustrações para
serem inseridas em uma apresentação no Power Point. O Bibliotecário prepara a
apresentação, insere os textos e imagens e disponibiliza para o usuário em
disquete ou CD–ROM. Após a utilização do material, o mesmo retorna a unidade
de informação e é devidamente arquivado.
As atividades de apoio organizacional propiciam para a instituição a
redução no custo das operações, melhoria no acesso às informações,
descentralização e a facilitação do fluxo de informações.
As Atividades em eventos da área de ciências da saúde tem como cultura
a educação continuada, seja na participação e ou a organização de muitos
eventos técnico-cientificos. A informação repassada e gerada em eventos
contribui em muito para desenvolver competências e propiciar a troca de
experiências.
O Centro de Estudos é uma instituição autônoma, e com a perspectiva
futura de divulgar seus serviços a comunidade, constatou-se a necessidade de
produzir instrumentos para este fim. Os meios de marketing propostos para atingir

�este objetivo foram a confecção de um Folder e de um Boletim Informativo para
ampliar e consolidar a imagem dos serviços e atividades do Centro de Estudos.
O Folder proposto para o Centro de Estudos tem um designer atrativo,
disponibiliza informações essenciais como histórico e missão, serviços oferecidos,
acervo, atendimento, horário de funcionamento, endereço, categoria de usuários,
público a que se destina, requisitos para associação e equipe. Adotou-se este
instrumento por considerá-lo o meio mais rápido de divulgação e apresentação do
Centro de Estudos à comunidade aberta, para divulgar a associação científica e
dos

benefícios

proporcionados

na

área

de

atualização

em

medicina,

especificamente na Radiologia e Diagnóstico Médico por Imagem.
O Boletim Informativo tem o objetivo de divulgar serviços, notícias, eventos,
acontecimentos da área da saúde, novas aquisições, estudos realizados, entre
outros. Tem a finalidade de colaborar para o exercício das funções cotidianas e
promover o intercâmbio de informações, dando suporte informacional às
atividades científicas. A princípio, uma periodicidade trimestral, devido à demanda
de serviços existentes no Centro de Estudos.
Como documentos normativos o regimento interno facilita disciplinar as
atividades do Centro de Estudos, regendo normas para seu funcionamento,
orientando a todos os que freqüentam e utilizam suas dependências e serviços.
Como explica Azambuja (1996, p. 31–40), o documento normativo é um trabalho
de normalização aprovado por pessoa responsável pelo processo. Tem como
função básica estabelecer “o quê” e “como” fazer, tanto para o momento em que
se encontra a empresa, quanto para o futuro. Objetiva facilitar a execução das
tarefas, prevenção e busca de melhorias contínuas. Representa a organização
racional das ações gerenciais e operacionais, de processos vitais para o
funcionamento dos serviços. O regimento abrange: horários de funcionamento,
tipos de usuários, requisitos para inscrição, valor da mensalidade, serviços
oferecidos, normas para consulta e empréstimo, multas por atraso, entre outras
regras de boa conduta e das políticas estabelecidas (de seleção, de atividades no
atendimento, e administrativas).

�CONCLUSÕES
O campo da área de ciências da saúde é um espaço amplo para atuação
profissional do Bibliotecário, tanto na busca e recuperação de informações de
apoio aos profissionais da saúde, quanto na organização dos vários acervos
existentes nesta área.
O

estágio

curricular

e

os

extra-curriculares

permitem

melhorias

significativas no aprendizado e colocar em prática competências e habilidades no
exercício de uma profissão. Ao desenvolver e analisar atividades especificas
destacam-se a importância de conhecer e usar a língua inglesa, muito presente
em documentos da área médica; saber manusear a terminologia médica; e
fundamental o trabalho em equipe; saber buscar soluções para problemas
decorrentes da inovação tecnológica, isto é, acompanhar o avanço significativo
em hardware e software.
A utilização de um sistema de informação, manual, eletrônico ou híbrido
(manual e eletrônico) é imprescindível dentro de um centro de informação, seja
ele de caráter público ou privado. Os desafios diante de sua utilização, as
oportunidades na área da informação a nível global, a implementação deste
sistema de informação de forma adequada, com base no planejamento
estratégico reflete em atividades que agreguem valor a instituição, isto é, não
basta organizar os dados e as informações, necessita dinamizar e aplicar a
inteligência, análise e interpretação para apresentar aos tomadores de decisão
(poupar o tempo do leitor).
Apreender é o diferencial na Sociedade do Conhecimento. Cabe a cada
profissional ler, refletir, analisar, interpretar contextos, para buscar soluções
dinâmicas aos problemas existentes. O espírito investigativo precisa acompanhar
o ser humano em suas conquistas e prazeres.
Nas organizações as pessoas e as tecnologias da informação passam por
momentos de mudanças e transformações. São esses fatores que proporcionam
o desenvolvimento, a expansão e durabilidade, possibilitando a sobrevivência da
organização. O bibliotecário precisa saber agir com precisão e presteza.

�É importante que o Bibliotecário obtenha experiência prática em administrar
e gerenciar a unidade de informação, principalmente saber intervir quando
ocorrem situações inesperadas que dependem de decisões inovadoras e manter
seu posicionamento crítico, técnico e ético para a diversidade de ações a serem
realizadas no cotidiano.

ON-LINE INFORMATION RESOURCES ON THE HEALTH SCIENCES AREA

ABSTRACT
Points a vision about access and use on-line information in the health sciences
area. How to manage information, with procedures adopted in a information center
at medical area, some descriptions of the activities and actions developed for
organization of this specific collection. Refer to the curricular practice from a
librarianship student at the Studies Center Dr. Ewaldo Jose Ramos Schaefer,
Florianópolis – Santa Catarina. Results show the importance to work in an
environment of medical documentation, give an idea about the team work
dynamics, also perspective to use
new technologies of information and
communication, and experience between the changes and transformations in the
context at the medical area especially in Radiology and Image Diagnosis. Some
questions about the library science professional area to be qualified in this view,
have to participate in political decisions and establish procedures to facilitate
access and use of on-line information resources at the medical area.
KEYWORDS: Health Library. Information management. Medical collection.
Medical Information Center. Medical documentation.

REFERÊNCIAS
AZAMBUJA, Telmo Travassos de. Documentação de sistemas de qualidade: um
guia prático para a gestão das organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1996.
BAUER, Bruno. Internationale und nationale Vereinigungen im medizinischen
Bibliothekswesen. Medizin – bibliothek – information, v.3, n. p.45-54, Jan. 2003.
BUENO, Silvana Beatriz. Mapeamento: sinalização de bibliotecas. 2002. Trabalho
apresentado como requisito parcial para aprovação na Disciplina CIN 5338 –
Organização de bibliotecas, Curso de Biblioteconomia, Universidade Federal de
Santa Catarina, Florianópolis, 2002.

�CRUZ, Ana Cláudia. O mercado de trabalho está crescendo para os
Bibliotecários. Gazeta Mercantil, São Paulo, 26 mar. 2001. Notícia, p. 3.
FENELON, Sandro. O que o imaginologista precisa conhecer sobre fotografia
digital? Serviços &amp; Tecnologia, São Paulo, ano 2, n. 7, abr./mai. 2002.
CENTRO DE ESTUDOS DR. EWALDO SCHAEFER. Estatuto do Centro de
Estudos Dr. Ewaldo Schaefer. Florianópolis, 2002. 13p.
GOLDBAUM, Moisés. Biblioteca virtual em saúde pública. Rev. Saúde Pública.
[online]. v. 34, n.1 p.1-2. fev. 2000, Disponível na World Wide Web: &lt;
http://www.scielo.br/pdf/rsp/v34n1/1372.pdf &gt; Acesso em: 01 Dezembro 2003.
MEDICAL LIBRARY ASSOCIATION POLICY STATEMENT. Role of Expert
Searching in Health Sciences Libraries. 2003.
Disponível em:
http://www.mlanet.org/pdf/expert_search/policy_expert_search.pdf
(FINAL
DRAFT revised 9/3/03). Acesso em: 01 dez.2003.
LOPES, Ilza Leite. Novos paradigmas para avaliação da qualidade da informação
em saúde recuperada na Web. Ciência da Informação, v.33, n. 1, p. 81-90, jan./
abr.
2004.
Disponível
em:
&lt;
http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=54&amp;layout=html &gt;
MERRIAN-WEBSTER ONLINE. Disponível em : &lt; http://www.m-w.com/ &gt;. Acesso
em: 24 nov. 2003.
MORAES, Ilara Hammerli Sozzi de. Informações em saúde: da prática
fragmentada ao exercício da cidadania. São Paulo, Rio de Janeiro: HUCITEC,
ABRASCO, 1994.
NATIONAL HEALTH SERVICE. NHS Direct Online Encyclopaedia. Disponível
em:
&lt; http://www.nhsdirect.nhs.uk/resourceindex.asp &gt;. Acesso em: 24 nov.
2003.
NATURE PUBLISHING GROUP. &lt; http://www.nature.com/ &gt;. Acesso em: 24 nov.
2003.
PACKER, Abel Laerte et al. SciELO: uma metodologia para publicação eletrônica.
Ciência da Informação, Brasília, v. 27 n. 2, p.109-121, maio/ago. 1998. Disponível
em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci¾arttext&amp;pid=
S010019651998000200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 3 nov. 2003

�PAES, Marilena Leite. Arquivo: teoria e prática. 3 ed. Rio de Janeiro: FGV, 1997.
REY, Luís. Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, c1999.
UNITED STATES OF AMERICA. NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE. 2003.
Disponível em : &lt; http://www.nlm.nih.gov/ &gt; . Acesso em: 28 out. 2003
UNIVERSITÄTSBIBLIOTHEK REGENSBURG.[Catálogo cooperativo da biblioteca
eletrônica de periódicos]. Disponível http://rzblx1.uni-regensburg.de/ezeit/ Acesso
em: 25 nov. 2003.

∗

Centro de Estudos Dr. Ewaldo José Ramos Schaefer, Bacharel em Biblioteconomia pela
Universidade Federal de Santa Catarina. Endereço: Rua Padre Marcelino Champagnat, 237.
Bairro: Jardim Atlântico - Florianópolis – Santa Catarina – Brasil - Cep: 88 095-430. E-mail:
silvanabueno@yahoo.com.br
∗∗
Universidade Federal de Santa Catarina - Departamento de Ciência da Informação Endereço:
Campus Universitário – Trindade, 88049-910 Florianópolis - Santa Catarina - País: Brasil E-mail:
ursula@ced.ufsc.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54538">
                <text>Fontes de informação on-line no contexto da área de Ciências da Saúde.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54539">
                <text>Bueno, Silvana Beatriz; Blattmann, Ursula</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54540">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54541">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54542">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54544">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54545">
                <text>A importância do acesso e uso de fontes de informação on-line no contexto da área de ciências da saúde. Apresenta a gestão da informação quanto aos procedimentos adotados em um centro de informação na área médica referente a descrição das atividades e ações desenvolvidas para organização de seu acervo específico. Relata a experiência de estágio curricular, efetuado no Centro de Estudos Dr. Ewaldo José Ramos Schaefer, Florianópolis – Santa Catarina. Entre os resultados salienta-se o trabalho em ambiente de documentação médica, a dinâmica em equipe, a utilização constante de novas tecnologias de informação e comunicação e observação das mudanças e transformações no contexto do cotidiano na área médica especializada em Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Questões sobre a formação do bibliotecário para estar competitivo e participativo no estabelecimento de políticas de acesso e de uso de fontes de informação on-line. Formação profissional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68465">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4966" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4034">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4966/SNBU2004_124.pdf</src>
        <authentication>5d83c2b707cf20cacece14f5ace9acb7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54608">
                    <text>RECURSOS INTERATIVOS: APROXIMANDO A TECNOLOGIA DOS USUÁRIOS

Valéria Aparecida Moreira Novelli∗
Marilda Corrêa Leite dos Santos∗∗
Ricardo Camargo∗∗∗

RESUMO
As Bibliotecas estão cada vez mais utilizando as novas tecnologias para possibilitar o
acesso às informações digitais e virtuais e oferecer serviços off campus, os quais o
usuário não precisa ir até o local para pesquisar, reservar e/ou renovar o material
desejado. Para isto é necessário que os usuários conheçam e saibam utilizar estes
recursos informacionais. O Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de
Química da Universidade Estadual Paulista – UNESP objetivando tornar público a
coleção local e de outras unidades universitárias da Rede Unesp, sua localização e
respectiva disponibilidade no momento da consulta; orientar o acesso à informação
de forma presencial e/ou à distância 24 horas de qualquer computador conectado à
Internet e incentivar a utilização dos recursos interativos desenvolve o treinamento
Athena – Banco de Dados Bibliográficos da Rede de Bibliotecas da UNESP.
Realizado por categorias de usuários, mediante o cadastramento de senhas
individualizadas para utilização do sistema. A divulgação é realizada através de email, cartazes, home page da Biblioteca e Balcão de Atendimento. Os resultados
observados mostram maior interação entre usuário e bibliotecário; uso dos recursos
antes disponíveis apenas aos usuários presenciais; possibilidade de utilização do
serviço da Biblioteca remotamente; disseminação da coleção da universidade e seu
acesso para a comunidade universitária e também para a comunidade externa;
agilidade do serviço de circulação, de intercâmbio de informações e serviços na
Rede Unesp, principalmente o empréstimo entre bibliotecas e comutação. Conclui-se
que contribui para uma maior visibilidade da Biblioteca e melhoria dos serviços
oferecidos.
PALAVRAS-CHAVE: Athena. Recursos interativos. Treinamento de usuários.
1 INTRODUÇÃO
As Bibliotecas estão cada vez mais utilizando as novas tecnologias para
possibilitar o acesso às informações digitais e virtuais e também oferecer serviços off
campus, os quais o usuário não precisa ir até o local para pesquisar, reservar e/ou
renovar o material desejado.

�A utilização destes recursos e serviços de forma eficaz e satisfatória requer
que os usuários os conheçam e saibam manipulá-los adequadamente. Neste
processo torna-se fundamental o papel de mediador do bibliotecário, especialmente
o de referência, para guiar, orientar e educar o usuário, capacitando-o se tornar
autônomo para realizar estes acessos (ALVES; FAQUETI, 2002;

MACEDO;

MODESTO, 1999). O treinamento pode ser um dos instrumentos utilizados para
motivar e preparar os usuários para este novo ambiente tecnológico.
Nesse sentido e com a preocupação de orientar o acesso a informação de
forma presencial ou à distância e incentivar a utilização dos recursos interativos
disponíveis é desenvolvido no Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação, do
Instituto de Química, Universidade Estadual Paulista – UNESP o treinamento Athena
– Banco de Dados Bibliográficos da Rede de Bibliotecas da UNESP.

2 OBJETIVOS
Orientar o acesso à informação de forma presencial e/ou à distância (24 horas
de qualquer computador conectado à Internet);
incentivar a utilização dos recursos interativos disponíveis;
tornar público a coleção local e de outras unidades universitárias da Rede
UNESP, bem como sua localização e disponibilidade no momento da
consulta.

3 METODOLOGIA
3.1 O TREINAMENTO ATUAL

Em 1997 a Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) da UNESP adquiriu o
software ALEPH com todos os seus módulos principais, visando atender a
informatização de todas as funções das bibliotecas de sua Rede (FERREIRA;
MARTINELLI, 1999).

�A partir de então iniciou-se a formação do Athena – Banco de Dados
Bibliográficos da UNESP, composto pelo Catálogo Coletivo, com registros
bibliográficos do acervo de todas as 31 Bibliotecas da Rede e pelos Catálogos
Locais, representando o acervo específico de cada Unidade. O Athena possibilita a
consulta virtual do acervo local e das outras bibliotecas, informando sua localização,
respectiva disponibilidade no momento da pesquisa, permite também aos usuários a
interatividade nos serviços de atualização de dados cadastrais, renovação e reserva
de material bibliográfico de forma remota, 24 horas por dia de qualquer computador
conectado à Internet.
O processo de automação no Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
do Instituto de Química foi realizado por etapas e de forma gradativa. Inicialmente
trabalhou-se na formação da base local, cadastrou-se o material bibliográfico
disponível e utilizava-se o sistema de empréstimo manual. Depois por um período
experimental foi implantado o sistema de empréstimo informatizado em paralelo ao
sistema manual para os devidos testes, aprendizagem e acertos. Em julho de 2001
foi abolido o sistema de empréstimo manual, mas as reservas, renovações e
atualizações de dados cadastrais dos usuários eram efetuadas apenas no Balcão de
Atendimento para os ajustes necessários e possibilitar o posterior oferecimento
destes serviços on-line. A consulta aos registros bibliográficos do acervo já estava
disponibilizada via Internet.
Após este período inicial de utilização, avaliações, respectivas correções,
treinamentos e familiarização dos funcionários com o sistema planejou-se implantar,
divulgar os serviços on-line e também treinar os usuários no acesso ao Athena.
O treinamento iniciou-se em 2002 e desde então vem sendo realizado
periodicamente na Sala de Bases de Dados da Biblioteca (7 computadores em rede),
com a opção de agendamento de vários horários e a

finalidade de melhor

aproveitamento determinou-se um usuário por computador. Por medida de
segurança para o usuário na utilização do sistema adotou-se o cadastramento de

�senhas.
O oferecimento do treinamento ocorre do seguinte modo para as diferentes
categorias de usuários:
docentes: através de agendamento individual de horário;
alunos de graduação e de pós-graduação ingressantes: agendamento de
turmas de 7 alunos, sendo a participação obrigatória para que possam utilizar
os serviços interativos (reservas, renovações e atualização de dados
cadastrais);
alunos de graduação e de pós-graduação veteranos: agendamento em dias
estabelecidos pela Biblioteca por turmas compostas por 7 alunos.

O conteúdo programático do treinamento contempla os itens abaixo
especificados:
Conceituação;
Pesquisas no Catálogo local e Catálogo coletivo por tipo de material (livros,
periódicos,

dissertações,

teses

e

outros),

respectiva

localização

e

disponibilidade;
Serviços interativos via web: informações do usuário; reservas e renovações
de empréstimos.
São distribuídos 2 folders (Reserva e Renovação) para os usuários como
instrumentos complementares e ilustrativos ao ensino.
A divulgação é realizada através de correio eletrônico; cartazes afixados na
Biblioteca e em lugares estratégicos, de grande circulação de usuários no Instituto de
Química, como Diretório Acadêmico, Departamentos, Corredores; Web site da
Biblioteca e no próprio Balcão de Atendimento1 onde geralmente são agendados os
treinamentos.
Após a efetivação de vários treinamentos as reservas de materiais
1

Local onde são realizados os empréstimos e devoluções de materiais bibliográficos.

�bibliográficos deixaram de ser efetuadas no Balcão de Atendimento e realizadas
apenas via Web para uma melhor eficácia no sistema, pois o usuário poderá
pesquisar se a Biblioteca tem o material desejado, se está disponível ou emprestado
naquele momento e neste caso se tiver interesse poderá efetuar de imediato a sua
respectiva reserva, o que possibilita a utilização potencial dos recursos disponíveis.

3.2 PROPOSTA DE ENSINO A DISTÂNCIA (EAD)
Até o momento o treinamento Athena vem sendo realizado de forma
presencial, implicando em agendamentos de horários; disponibilidade do bibliotecário
instrutor, dos usuários e dos computadores.
Visando melhorias no oferecimento do treinamento, aperfeiçoar o uso das
novas tecnologias da informação e comunicação e enfocar o usuário elaboramos
uma proposta de Ensino a Distância (EAD) a ser implantada no próximo semestre
escolar.
O EAD de acordo com Chaves (1999, p. 6) “é o ensino que ocorre quando o
ensinante e o aprendente estão separados (no tempo ou no espaço)” com a
intervenção de alguma tecnologia. E apresenta algumas vantagens em relação ao
ensino presencial como maior alcance de usuários; maior flexibilidade para os
bibliotecários envolvidos e para os usuários, pois estes podem determinar o tempo e
horário que vão dedicar ao ensino, já que os recursos estão disponíveis 24 h por dia
durante toda a semana e poderão ser utilizados de acordo com a conveniência de
cada um.
Para desenvolver o treinamento on-line serão utilizadas as seguintes
ferramentas:
Ambiente de EAD;
Flash para facilitar a visualização, através de animações;
MySQL para armazenar as informações dos usuários na forma de banco de
dados;

�Linguagem PHP para interagir com o banco de dados e gerenciar acessos de
pessoas cadastradas;
Dreamweaver para editar a linguagem html;
Correio eletrônico para comunicação do usuário com o bibliotecário,
minimizando o isolamento e a ausência de contato presencial.

4 RESULTADOS E COMENTÁRIOS
Os resultados alcançados na experiência vivenciada nos mostram indicadores
referentes à Biblioteca e aos usuários, especificados a seguir:

Quanto à Biblioteca:
-

exercer o seu papel de facilitadora e mediadora do acesso a
informação;

-

maior interação entre usuário e bibliotecário;

-

divulgação e expansão dos recursos

disponíveis aos usuários

presenciais e virtuais;
-

disseminação do acervo da Universidade e de seu acesso para a
comunidade universitária e indiretamente para a comunidade externa,
contribuindo para facilitar a socialização da informação;

-

dinamização do serviço de circulação (consultas, empréstimos,
reservas e renovações);

-

agilização do intercâmbio de informações e acervos na Rede UNESP,
principalmente dos serviços de Empréstimo Entre Bibliotecas e
Comutação;

-

maior visibilidade e interatividade.

Quanto aos usuários:
-

conhecimento sobre a possibilidade de utilizar o serviço da Biblioteca,
off campus, 24 horas por dia, de qualquer computador conectado à

�Internet;
-

localização e verificação de informações de forma muito mais rápida, e
dinâmica, sabendo de imediato se a Biblioteca local ou as de outras
Unidades tem o material de seu interesse, sua localização e respectiva
disponibilidade no momento da consulta;

-

autonomia para realizar suas renovações, reservas e atualização de
dados cadastrais;

-

possibilidade de utilizar o Athena como fonte de pesquisa para
elaborar bibliografias de seu interesse (autores, títulos, assuntos) e
completar dados de referências;

-

conhecimento e aproximação da tecnologia da informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando os objetivos propostos neste

trabalho, ou seja, orientar o

acesso da informação de forma presencial ou virtual e incentivar a utilização dos
recursos interativos disponíveis podemos dizer que estão sendo alcançados com
êxito.
Podemos verificar que a grande maioria dos docentes, alunos de graduação
e de pós-graduação veteranos e 100% dos alunos ingressantes de graduação (a
partir de 2003) participaram do treinamento, estão fazendo uso e familiarizados com
o Athena.
Pretendemos, portanto, dar continuidade a este trabalho e também oferecer
treinamentos à distância, o que possibilitará maior alcance de usuários e reduzir as
limitações de lugar e horários existentes no treinamento presencial.
Finalmente, pelo presente trabalho, concluímos que o bibliotecário pode e
deve preparar e motivar os usuários para a utilização dos novos ambientes digitais e
virtuais, agindo como orientador e facilitador. E que o treinamento contribui também
para uma maior visibilidade e melhoria dos serviços oferecidos pela Biblioteca.

�REFERÊNCIAS

ALVES, M. B. M.; FAQUETI, M. F. Mudanças no serviço de referência, em
bibliotecas universitárias, sob o impacto das novas tecnologias. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife:
UFPe, 2002. 15 p. 1 CD-ROM.
CHAVES, E. O. C. Tecnologia na educação, ensino a distância e aprendizagem
mediada pela tecnologia: conceituação básica. 1999. Disponível em:
&lt;http://www.chaves.com.br/TEXTSELF/EDTECH/EAD.htm&gt;. Acesso em: 7 jul. 2004.
FERREIRA, M. M.; MARTINELLI, A. T. Formação da base de dados Athena. In:
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECNONOMIA “PROF. DR. PAULO
TARCÍSIO MAYRINK”, 3., 1999, Marília. Anais... Marília: Faculdade de Filosofia e
Ciências da Unesp, 1999. p. 25-31.
MACEDO, N. D. de; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referência
convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas: parte I. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação: Nova Série, São Paulo, v. 1,
n. 1, p. 38-54, 1999.

�ANEXO A – Tela principal do Athena

�ANEXO B – Tela de acesso aos recursos interativos

��ANEXO D– Tela de acesso à situação dos empréstimos dos usuários

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54582">
                <text>Recursos interativos: aproximando a tecnologia dos usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54583">
                <text>Novelli, Valéria Aparecida Moreira; Santos, Marilda Corrêa Leite dos; Camargo, Ricardo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54584">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54585">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54586">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54588">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54589">
                <text>As Bibliotecas estão cada vez mais utilizando as novas tecnologias para possibilitar o acesso às informações digitais e virtuais e oferecer serviços off campus, os quais o usuário não precisa ir até o local para pesquisar, reservar e/ou renovar o material desejado. Para isto é necessário que os usuários conheçam e saibam utilizar estes recursos informacionais. O Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista – UNESP objetivando tornar público a coleção local e de outras unidades universitárias da Rede Unesp, sua localização e respectiva disponibilidade no momento da consulta; orientar o acesso à informação de forma presencial e/ou à distância 24 horas de qualquer computador conectado à Internet e incentivar a utilização dos recursos interativos desenvolve o treinamento Athena – Banco de Dados Bibliográficos da Rede de Bibliotecas da UNESP. Realizado por categorias de usuários, mediante o cadastramento de senhas individualizadas para utilização do sistema. A divulgação é realizada através de e-mail, cartazes, home page da Biblioteca e Balcão de Atendimento. Os resultados observados mostram maior interação entre usuário e bibliotecário; uso dos recursos antes disponíveis apenas aos usuários presenciais; possibilidade de utilização do serviço da Biblioteca remotamente; disseminação da coleção da universidade e seu acesso para a comunidade universitária e também para a comunidade externa; agilidade do serviço de circulação, de intercâmbio de informações e serviços na Rede Unesp, principalmente o empréstimo entre bibliotecas e comutação. Conclui-se que contribui para uma maior visibilidade da Biblioteca e melhoria dos serviços oferecidos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68470">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4969" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4037">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4969/SNBU2004_125.pdf</src>
        <authentication>fb5781500e755053505da015ae0a8d7a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54635">
                    <text>BIBLIOTECA DIGITAL X BIBLIOTECA VIRTUAL: ASPECTOS
NORTEADORES PARA PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO EM UMA IES

Zaira Regina Zafalon∗

RESUMO
O objetivo deste trabalho é traçar aspectos norteadores diante da necessidade
da implantação de uma biblioteca não-física (aquela em que o acesso não é
feito fisicamente, mas utilizando-se de meios tecnológicos) em uma Instituição
de Ensino Superior (IES), bem como estratégias no gerenciamento dos
recursos informacionais disponíveis na instituição para uso nas bibliotecas. O
intuito também é formalizar e sistematizar este processo de implantação,
apresentando tanto aspectos institucionais como profissionais. Apresenta
também a necessidade de uma preocupação com a melhoria contínua,
enfocando, principalmente a maior divulgação do acervo, tanto físico como
digital, permitindo, portanto, um melhor atendimento às necessidades do seu
real público, tanto presencial como a distância e uma oferta bem mais atrativa
aos usuários potenciais, envolvendo discentes, docentes e funcionários. A
metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, com foco
institucional, nos quais procurou-se identificar pontos relevantes que poderiam
orientar o desenvolvimento e implantação de bibliotecas virtuais. Foi também
considerada a vivência em uma IES com tal necessidade. Constata-se que o
diferencial observado para a proposta desta situação está entre a oferta e a
demanda das IES que focam qualidade da prestação de seus serviços, sendo
necessário, portanto, um processo constante de aperfeiçoamento e o
estabelecimento de estratégias.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca digital. Biblioteca virtual. IES. Produção
discente. Produção docente. Qualidade no atendimento. Automação de
bibliotecas.

INTRODUÇÃO
Tendo em vista a atual situação na qual as Instituições de Ensino
Superior (IES) estão inseridas (político-educacacional e sócio-econômicocultural) percebe-se a necessidade de difusão da produção científica e
tecnológica, dado o avanço das instituições no que tange a educação superior,
a qualificação do corpo docente e a necessidade constante de produção,

�difusão e troca de informação científica e tecnológica, bem como a
disponibilização de informações que fomentem situação com acesso
centralizado.
Objetiva-se, portanto, atender a demanda percebida utilizando-se da
implementação de uma biblioteca não-física na qual pode ser disponibilizada
um acervo acadêmico e institucional de qualidade, em ambiente web, que
esteja à disposição do corpo docente, discente e administrativo de uma IES,
bem como a comunidade em geral, focando pesquisa e disseminação da
produção intelectual da mesma, atrelada à qualidade do atendimento.
Especificamente ainda pretende-se envolver ações que abranjam o
ensino a distância, os usuários finais, a melhoria tanto dos processos
administrativos como dos relatórios (análise de produtividade e qualidade dos
registros bibliográficos; cadastramento de informações no registro bibliográfico
quanto a cursos e disciplinas oferecidos pela IES; promoção de análise de
desenvolvimento de coleções do acervo digital tendo em vista a relação custo x
uso x benefício), e, principalmente, nos serviços e treinamentos.
Considera-se a análise deste trabalho relevante tendo em vista a
modernização percebida não só quanto às novas tecnologias disponíveis,
como também nas atividades de ensino e as atividades biblioteconômicas, sem
deixar de considerar a percepção sentida pelo público que freqüenta as
universidades, centros universitários e faculdades.

REFERENCIAL TEÓRICO
Pesquisando a bibliografia específica na área de biblioteconomia e
ciência da informação, foi possível traçar um perfil comparativo quanto às
conceituações concernentes às bibliotecas físicas e não-físicas.
A biblioteca tradicional, apresentada por Cunha (1999, p. 258), tem
como principal característica o fato de que a coleção e o catálogo ainda têm o
papel como suporte ao registro de informação.

�Já biblioteca polimídia, para Barker (1994, apud MARCHIORI, 1997, p.
118), são as bibliotecas que agrupam acervo independente do seu suporte
físico. A automação não se faz presente no gerenciamento e tampouco na
organização, mas para estarem disponíveis aos usuários, não envolvendo,
portanto, os processos biblioteconômicos.
A biblioteca digital, de acordo com Barker (1994, apud MARCHIORI,
1997, p. 118), agrega acervo somente no formato digital, podendo diferir
quanto aos meios de armazenagem (discos magnéticos e óticos). O diferencial
percebido seria o custo relativamente baixo e a grande oferta de
compartilhamento e acesso. Entretanto, Cunha (2000, p. 78) apresenta a
terminologia de biblioteca digital para denotar o conjunto de mecanismos
eletrônicos que facilitam a localização de demanda informacional.
Landoni (1993, apud MARCHIORI, 1997, p. 119) afirma que o período
vivido pelas bibliotecas é o eletrônico, devido à estratégia para o resgate de
informações com acesso eletrônico a texto completo, e Barker (1994, apud
MARCHIORI, 1997, p. 119) afirma que a biblioteca eletrônica faz uma ampla
utilização dos recursos computacionais na armazenagem, recuperação e
disponibilidade de informação, podendo incluir a digitalização de livros.
No que tange a biblioteca virtual, Barker (1994, citado por MARCHIORI,
1997, p. 118) afirma que para que exista a biblioteca virtual é necessária a
disponibilização de um software que reproduz o ambiente físico de uma
biblioteca, em duas ou três dimensões, permitindo adentrar salas, selecionar
obras, ‘tocá-las’ e ‘folheá-las’, visão confirmada por Cunha (1999, p. 258) ao
afirmar que a biblioteca virtual utiliza recursos de realidade virtual. Já Poulter
(1994, apud MARCHIORI, 1997, p. 118) afirma que a biblioteca virtual está
relacionada ao acesso, por meio de redes, a recursos de informação
disponíveis

em

sistemas

computadorizados,

e

Powell

(1994,

apud

MARCHIORI, 1997, p. 119) expõe que a esta é uma biblioteca mais tradicional
que transformou alguns de seus pontos significativos de canais de busca de
informação em formato eletrônico, para que muitos de seus clientes não
precisem visitar fisicamente a biblioteca para obter a informação. Também de
acordo com Cunha (2000, p. 78) a biblioteca virtual implica que haja a

�existência da biblioteca no ciberespaço, envolvendo financiamento de acesso e
padronização de fluxos para melhor navegação do usuário.
Entretanto, foi exposto na BIB_VIRTUAL (2004), por Petersen, de uma
forma muito satisfatória, a relação entre o virtual e o real bem como entre o
digital e o material. Para ele a biblioteca virtual é aquela que de fato não tem
uma sede material, factível de ser freqüentada ou que exista geograficamente,
ou seja, faz referência a dados digitais ou materiais, apresentados ou
representados, tendo à disposição mecanismos de navegação neste mundo
apresentado. A dicotomia entre o material e o digital também fica clara quando
trata que digital seria tão somente o suporte, traçando aqui a analogia com os
valores binários. Em suma: a biblioteca é virtual, por não existir em algum lugar
geográfico que se possa freqüentar, e é digital pelo fato das informações
estarem sob a forma digital, não existindo, portanto, uma definição pura de
biblioteca digital ou biblioteca virtual, mas algo complementar: biblioteca digital
virtual.
Sendo assim, há concordância com o exposto por Dertouzos (1997,
apud CUNHA, 2000, p. 78), quando diz que a biblioteca terá a custódia do
material impresso e também fará o gerenciamento de linhas de comunicação
com outros locais de conhecimento.
Aqui será utilizada o termo biblioteca virtual dada à sua abrangência
tanto conceitual como nos aspectos de acesso, gestão e veiculação da
informação.
Para estas bibliotecas existe então a necessidade de mudança
paradigmática de organização do documento para disponibilidade de
informação, sendo que no que tange o gerenciamento, a preocupação com o
uso da tecnologia deverá estar aliada à eficiência, qualidade, serviço ao cliente
e retorno de investimentos.
Segundo Cloyes (1994, apud MARCHIORI, 1997, p. 120), as condições
para o estabelecimento desta nova biblioteca são:
-

Elaboração de um cuidadoso planejamento estratégico;

�-

Respeito à existência concomitante de documentos impressos,
eletrônicos e óticos;

-

Modificação do conceito de acesso às estantes para acesso à
informação;

-

Envolvimento do usuário no acesso direto à informação;

-

Reorganização do fluxo de trabalho e das responsabilidades da
biblioteca;

-

Modificação da cultura de circulação física nas estantes;

-

Utilização de novas abordagens de qualidade total e de reengenharia
para minimização de erros;

-

Exigência de flexibilidade nas habilidades, capacidades e educação
continuada do pessoal da biblioteca;

-

Revisão dos itens de orçamento, devendo estar voltados ao acesso e
não só à aquisição;

-

Identificação das condições para acesso às redes, outras bibliotecas
e bases comerciais;

-

Modificação do desenvolvimento de coleções;

-

Estabelecimento de parcerias profissionais e institucionais.

Tendo essa orientação de como deve ser a designação do tipo de
biblioteca a ser adotado há que se ter planejamento que abranja as
contextualizações necessárias, o profissional que deverá estar envolvido e a
pertinência requerida.

CONTEXTUALIZAÇÃO
É necessária também a avaliação da contextualização da IES no que
tange a implementação das bibliotecas virtuais. Para tanto, as abordagens
institucional, regional, nacional e internacional são pertinentes.
A abordagem institucional poderá tratar da disponibilização de um ponto
único de acesso às informações acadêmico-institucionais, com acesso pela
web, bem como, oferecer informação, controle, divulgação e acesso à

�produção docente, discente e administrativa o que faz com que o atendimento
às necessidades do público com as mais variadas necessidades informacionais
fique favorecido, para análise do MEC e INEP e outros órgãos reguladores.
Na

abordagem

regional

poderão

ser

tratados

os

convênios

interinstitucionais não somente quanto às consultas e disponibilização de
conteúdo, mas também o estabelecimento de consórcios, bem como a análise
do referencial competitivo entre as IES de uma mesma região ou que atendem
um

determinado

nicho.

Verifica-se

uma

tendência

de

que

grandes

universidades criem e estabeleçam bibliotecas virtuais, fato em constante
desenvolvimento tendo em vista o início há cerca de 10 anos com as
bibliotecas virtuais temáticas e a crescente disponibilização de bases de dados
com acesso eletrônico, sendo sempre percebido o objetivo de compartilhar
informações no nível universitário promovendo melhoria no processo
educacional.
Quanto à abordagem nacional a análise poderá estar voltada às
situações já programadas, como a UniRede (Universidade Virtual Pública do
Brasil) e a BDTD (Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, do IBICT).
A UniRede surgiu da necessidade de “oferecer um conjunto de
aplicações voltadas para a recuperação do ensino superior público,
disseminando educação assistida por meios interativos via Internet” (CUNHA,
2000, p. 77)
No Brasil são produzidos anualmente cerca de 30 mil trabalhos
científicos e a BDTD já tem em seu banco de dados 158.000 registros
referenciais e mais 6.800 em texto completo de dissertações e teses. As
instituições participantes são: USP, UFSC e PUC-Rio (as três primeiras
universidades a se engajarem no projeto) e ainda a UCB, UNICAP, UNICAMP
e INPE.
O foco internacional também pode ser observado quanto à participação
da BDTD, por ser uma iniciativa vinculada a Networked Digital Library of
Theses and Dissertations (NDLTD), que já interliga os bancos de dados

�científicos de 100 instituições do mundo, como também os convênios que
poderão ser traçados.

O PROFISSIONAL E A BIBLIOTECA
É necessário, para o pleno alcance dos objetivos traçados neste projeto,
que haja preocupação concernente ao perfil, às habilidades e às funções do
profissional bibliotecário, à abrangência requerida, os recursos e as estratégias
para a implementação.
Blattmann (2000) define que o bibliotecário no ambiente web, deve ter o
perfil de gerente/gestor do conhecimento e o profissional da tecnologia com
foco na informação (coleta, identificação, organização) até mesmo porque o
bibliotecário deve manter o foco no usuário que fará uso da informação. Faz
também

parte

desta

atividade

fazer

o

gerenciamento

da

estrutura

organizacional (saber onde e a quem recorrer no caso de necessidades de
informações) e ter o entendimento dos diversos formatos, seus recursos,
ferramentas e tipos de documentos. Deve também saber avaliar os impactos
sobre os "documentos físicos/suporte papel" e apresentar apoio necessário no
sentido de que centros de informação e documentação, bibliotecas e arquivos
utilizem documentos eletrônicos ou digitalizados a serem manuseados em
serviços automatizados ou na informatização de processos.
Também são apresentadas por Blattmann (2000) as habilidades que
estão centradas principalmente na facilidade de comunicação (verbal, escrita e
no uso das telecomunicações como e-mail, fax e telefone), capacidade em
organizar informações digitais e saber negociar com os seus usuários e
principalmente com os provedores de informações (editoras e publicadoras,
empresas de licenciamento de softwares e de fornecimento de hardware).
Deverão ainda ter visão de futuro sobre a implementação e apoio para o uso de
tecnologias emergentes nas bibliotecas, saber como interagir nos serviços
técnicos e automatizados, conhecer ou estar familiarizado com as tecnologias

�emergentes nas áreas de catalogação e no processo de aquisição eletrônica,
como por exemplo, a assinatura de periódicos online.
Como funções do profissional bibliotecário voltado para a web
apresentam-se:
-

o gerenciamento de arquivos digitais (envolvendo planejamento,
análise, design, construção, armazenamento e segurança),

-

a coordenação da integração de bases de dados e promoção de
iniciativas sobre a informação digital nas instituições/empresas
(atendendo assim a demanda de seus usuários),

-

o acompanhamento, gerenciamento e coordenação em todas as
atividades de automação na unidade de informação.

Quanto à abrangência da implantação de uma biblioteca virtual em uma
IES é possível incluir os acervos de teses e dissertações, produção docente,
produção discente (incluindo trabalhos de alunos de graduação, tecnologia,
formação específica e educação continuada), publicações institucionais
(incluindo e-print´s), bases de dados, e-book´s, registros acadêmicos (GED) e
até base do conhecimento institucional.
Verificou-se que, em outras instituições que trabalharam com as
bibliotecas digitais, foram necessárias algumas iniciativas:
-

Instituir legalmente a criação da biblioteca virtual, com objetivos e
missão claros;

-

Assinar convênios com outras instituições;

-

Definir a política de publicações;

-

Participar de redes de bibliotecas digitais e virtuais;

-

Estabelecer política de cessão dos direitos autorais quanto às
publicações da e pela instituição, com participação efetiva da
área jurídica;

-

Estabelecer os critérios acerca dos documentos que farão parte
dos tópicos específicos para a construção da biblioteca virtual;

-

Estabelecer a integração entre a base referencial e a base virtual.

�Quanto aos recursos necessários, podem ser identificados:
-

Recursos humanos: envolvimento de colaboradores das áreas de
RH, Tecnologia, Marketing, Biblioteca, Avaliação institucional,
Gestores Acadêmicos, Ensino a Distância, Secretaria de
Registros Acadêmicos, Política Editorial e Docentes;

-

Recursos tecnológicos: software de gerenciamento de bibliotecas,
espaço em disco para armazenagem, softwares livres e gratuitos,
entre outros;

-

Recursos motivacionais: incentivo para o novo, incentivo ao corpo
docente para a colaboração nesta solução, participação em
ambientes macro-estratégicos, entre outros.

Como

estratégia

modernização

seria

para

importante

o

desenvolvimento
a

determinação

deste
de

programa

equipe

básica

de
e

multidisciplinar, determinação de equipes para sub-projetos, estabelecimento
de prioridades às metas estabelecidas, participação e envolvimento das áreas
relacionadas, conscientização dos processos (e não somente dos objetivos).
Ainda como definição estratégica poderia ser traçado um plano de
qualidade em prestação de serviços de biblioteca no atendimento não
presencial, que teria como foco:
-

Relacionamento com clientes: planejamento e práticas de gestão
de padrões de trabalho;

-

Ciclo de controle: atividades concernentes à medição de
desempenho das práticas de gestão, realizadas a partir de
comparação com dados estatísticos de anos anteriores, no
mesmo período ou ainda quanto às metas estabelecidas;

-

Ciclo

de

aprendizado:

as

rotinas

de

trabalho,

sempre

direcionadas aos clientes, dividem-se naquelas com objetivos de
longo e de curto prazo. Entre aquelas de curto prazo encontra-se
basicamente o atendimento, onde, por meio de conversas
constantes são avaliados erros e parabenizados os acertos,
apresentando também o empréstimo diário relacionado com o

�tipo de material e o tipo de cliente. Dentre as atividades com
objetivos de longo prazo apresenta-se a implementação de novos
atributos para atendimento aos serviços, incluindo novas
ferramentas de busca e auto-atendimento, alcançando-se assim
uma melhor utilização do acervo.

CONCLUSÃO
Atualmente constata-se que o diferencial quanto a oferta e a demanda
das instituições de ensino superior, tanto as particulares como as públicas, está
na qualidade da prestação de seus serviços: tanto os diretos (relacionados
diretamente ao público discente e docente) como os indiretos (no que se refere
ao atendimento da comunidade em geral). Há que ser uma permanente,
portanto, a busca e a implementação de novas estratégias para que este fato
ocorra, fazendo com que as instituições notadas quanto à qualidade
educacional continuem ativas e com o diferencial observado em crescimento.
Neste contexto, a implantação e o desenvolvimento de bibliotecas
virtuais, tanto para uso pela própria IES, com o foco voltado a todas as áreas e
competências da instituição, como a participação em redes cooperativas, o que
eleva a observância nacional da IES, deve fazer parte do Plano de
Desenvolvimento Institucional, apresentando, portanto, novas estratégias.

REFERÊNCIAS

BIB_VIRTUAL Lista de discussão e divulgação sobre bibliotecas e informação
digital na Internet. Lista mantida por IBICT. Disponível em:
&lt;https://listas.ibict.br/mailman/listinfo/bib_virtual&gt; . Acesso em: 02/06/2004.
Mensagem postada por Flavio Petersen, em 02/06/2004, às 01:32, intitulada
Dúvidas.
BLATTMANN, U., FACHIN, G. R. B., VARKAVIS, G. J. Bibliotecário na posição
do arquiteto da informação em ambiente web. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais

�eletrônicos... Florianópolis: SNBU, 2000. Disponível em:
http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t146.doc
CUNHA, M. B. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em
2010. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n.1, p. 71-89, jan./abr. 2000.
CUNHA, M. B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da
Informação, Brasília, v. 28, n.3, p. 257-268, set./dez. 1999.
IBICT. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. Disponível em:
&lt;http://bdtd.ibict.br/bdtd/apresentacao/apresentacao.jsp&gt; . Acesso em: 16
jun.2004.
MARCHIORI, P. Z. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, v.26, n.2,
p. 115-124, maio/ago. 1997.

∗

Bibliotecária de Sistemas; Mestranda em Comunicação e Semiótica; Especialista em
Sistemas Automatizados de Informação em C&amp;T; Especialista em Administração; Especialista
em Docência Superior; Professora do Centro de Tecnologia e Formação Específica do Centro
Universitário Nove de Julho – Brasil. zaira@uninove.br zaira@zafalon.eti.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54609">
                <text>Biblioteca digital x Biblioteca virtual: aspectos norteadores para proposta de implantação em uma IES.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54610">
                <text>Zafalon, Zaira Regina</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54611">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54612">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54613">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54615">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54616">
                <text>O objetivo deste trabalho é traçar aspectos norteadores diante da necessidade da implantação de uma biblioteca não-física (aquela em que o acesso não é feito fisicamente, mas utilizando-se de meios tecnológicos) em uma Instituição de Ensino Superior (IES), bem como estratégias no gerenciamento dos recursos informacionais disponíveis na instituição para uso nas bibliotecas. O intuito também é formalizar e sistematizar este processo de implantação, apresentando tanto aspectos institucionais como profissionais. Apresenta também a necessidade de uma preocupação com a melhoria contínua, enfocando, principalmente a maior divulgação do acervo, tanto físico como digital, permitindo, portanto, um melhor atendimento às necessidades do seu real público, tanto presencial como a distância e uma oferta bem mais atrativa aos usuários potenciais, envolvendo discentes, docentes e funcionários. A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, com foco institucional, nos quais procurou-se identificar pontos relevantes que poderiam orientar o desenvolvimento e implantação de bibliotecas virtuais. Foi também considerada a vivência em uma IES com tal necessidade. Constata-se que o diferencial observado para a proposta desta situação está entre a oferta e a demanda das IES que focam qualidade da prestação de seus serviços, sendo necessário, portanto, um processo constante de aperfeiçoamento e o estabelecimento de estratégias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68473">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4972" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4040">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4972/SNBU2004_126.pdf</src>
        <authentication>7a1ae1105e544d01546e61fd2443b839</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54662">
                    <text>CATÁLOGO COLETIVO PARA INTEGRAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DO
SISTEMA ACAFE
Alberto Pereira de Jesus∗
Cristiane Salvan Machado
Grazielle de Oliveira Gomes
José Francisco da Silva
Salete Cecília de Souza

RESUMO
A era da informação exige das bibliotecas universitárias uma nova atitude que
implica no rompimento das barreiras de acesso à informação. A Internet tornou-se
uma ferramenta significativamente poderosa, permitindo o surgimento de
possibilidades, oportunidades e desafios. Isoladamente as bibliotecas da
Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE) possuem, em sua
maioria, um grande acervo, porém, nada comparável a sua disponibilização em
um único sistema on-line de pesquisa. Diante dessa situação, construiu-se um
catálogo coletivo para a integração das Bibliotecas do Sistema ACAFE, do qual
fazem parte 15 universidades, contemplando 66 bibliotecas e um acervo de
aproximadamente 530.000 títulos de livros. O objetivo do Projeto Sistema
Integrado de Bibliotecas do Sistema ACAFE (SINBAC) é a unificação dos
metadados das instituições, identificando tecnologias de integração e
interoperabilidade dos diferentes sistemas legados das Instituições de Ensino
Superior (IES). Este sistema possibilita uma única interface WEB de consulta,
facilitando a recuperação e a localização física e geográfica dos materiais
bibliográficos, bem como o gerenciamento centralizado de empréstimos e
comutação entre as bibliotecas do Sistema ACAFE. Esta cooperação permite a
ampliação e manutenção da infra-estrutura básica para o fomento à pesquisa,
otimizando investimentos e disponibilizando acervos de excelência em todas as
áreas de conhecimento. Com este trabalho, destacam-se os benefícios
proporcionados através do trabalho cooperativo de pessoas e instituições,
conquistando benefícios comuns, fornecendo à sociedade crescimento,
desenvolvimento e democratização do acesso a recursos, serviços e a
informação.
PALAVRAS CHAVES: Cooperação em redes. Serviços de informação. Sistemas
de recuperação de informações. Empréstimos entre bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO
A Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE), com
sede em Florianópolis(SC), conforme seu estatuto artigo 1º, é uma sociedade

�civil, sem fins lucrativos, criada em 2 de maio de 1974, em assembléia geral dos
dirigentes das 18 fundações educacionais do Estado de Santa Catarina,
instituídas por lei dos Poderes Públicos Estadual e Municipais. Ao longo dos seus
30 anos de existência, esse sistema teve como objetivo maior integrar e fortalecer
as instituições de ensino superior em suas atividades de ensino, pesquisa e
extensão. Em sua missão redefinida em 2003 fica evidente o seu compromisso de
“promover a integração, a cooperação e o desenvolvimento das instituições de
ensino superior (IES)

filiadas visando o fortalecimento da educação superior

comunitária no Estado de Santa Catarina”.
Entre as Fundações Educacionais participantes, há 11 universidades, 2
centros universitários e 3 faculdades, todas geridas por órgãos colegiados
(conselhos consultivos e deliberativos) formados por representantes do Poder
Público Estadual, Municipais e demais segmentos da Sociedade.
De caráter comunitário regional, estas IES vêm a cada dia, ampliando sua
área de atuação em todas as regiões do Estado de Santa Catarina, com o
compromisso de prover por meio do Ensino Superior o atendimento das
demandas sociais, econômicas e culturais, elevando assim a capacidade de
promoção da pesquisa científica, seu permanente desenvolvimento tecnológico,
como também, auxiliando na preservação e promoção da cultura catarinense. De
acordo com o Perfil ACAFE 30 anos publicado pela ACAFE em 2004, ela está
presente em 64 cidades catarinenses, possui 9803 professores além de um
expressivo corpo de servidores técnico-administrativos;

l73.872 mil alunos

matriculados, 744 cursos de graduação, 400 grupos de pesquisa e mais de 1
milhão de livros nas bibliotecas em todas as regiões do estado de Santa Catarina,
conforme o mapa abaixo:

�Figura 1 - Mapa geográfico do Sistema ACAFE, 2003.

Para que os objetivos da Acafe se concretizem o sistema está estruturado
com órgãos colegiados e executivos. Esses espaços democráticos são
constituídos por representantes de todas as instituições de ensino superior do
estado, que se reúnem em câmaras setoriais para discutirem as mais diversas
questões

relativas ao pleno funcionamento das instituições filiadas, propondo

políticas de atuação conjunta, formando a mais abrangente rede de educação
superior do estado, sem dúvida, um modelo ímpar para todo o país.

2 CÂMARA SETORIAL DE BIBLIOTECAS ACAFE

Em 2001 foi constituída a Câmara Setorial de Bibliotecas do Sistema
ACAFE com os seguintes objetivos:

�a) promover a integração e a melhoria dos serviços prestados pelas
bibliotecas do Sistema ACAFE;
b) promover estudos que permitam obter um abrangente diagnóstico dos
recursos disponíveis e as condições de funcionamento das bibliotecas;
c) incentivar a construção de bibliotecas digitais;
d) promover atividades de cooperação que possibilitem a ampliação dos
recursos e serviços informacionais no âmbito do Sistema ACAFE;
e) organizar serviços que otimizem o uso e ampliem a disponibilidade de
recursos informacionais on-line através da RCT - 2.
Neste pequeno período de existência, a Câmara já se consolidou e vem
promovendo várias ações visando à consecução de seus objetivos, das quais
destacam-se:
a) elaboração de diagnóstico das bibliotecas do Sistema;
b) celebração de convênio visando o funcionamento do serviço de
empréstimo entre bibliotecas e comutação bibliográfica;
c) construção de site contendo informações sobre a Câmara; que, por sua
vez deverá tornar-se um portal de serviços oferecidos pelas bibliotecas;
d) educação continuada para os colaboradores das Bibliotecas por meio de
cursos, palestras e da troca de experiência entre os membros da Câmara;
e) construção de catálogo coletivo do acervo das bibliotecas.
As bibliotecas universitárias mantidas pelas IES do Sistema ACAFE
acompanharam o desenvolvimento das suas instituições ocupando um espaço
relevante no processo educacional do Estado. Pela natureza comunitária das
organizações, as bibliotecas universitárias estão abertas e oferecem serviços para
o público interno (professores, alunos e funcionários) bem como toda comunidade
local e regional. Neste sentido, podemos afirmar com segurança que, estando
presentes em todas as regiões, os seus serviços se estendem a toda a
comunidade catarinense. Segundo Morigi e Pavan (2004, p. 121) “as bibliotecas
como instituições sociais são partes integrantes da sociedade e também
acompanham os processos de desenvolvimento econômico social e tecnológico.”

�Em pesquisa realizada em 2002, as IES mantinham 66 bibliotecas com um
acervo aproximado de mais de 530.000 títulos de livros e 13.500 títulos de
periódicos. Atualmente o atendimento ao público, estas Bibliotecas contam com
um grupo de 64 bibliotecários, 214 auxiliares e 217 bolsistas. A grande maioria
oferece um conjunto de serviços onde destacam-se: empréstimo domiciliar
consulta local, consulta via Internet, levantamento bibliográfico, comutação
bibliográfica, visitas orientadas, consulta local e remota a bases de dados,
treinamento de usuários e acesso público a Internet.
A era da informação exige das bibliotecas universitárias uma nova atitude
implicando no rompimento das barreiras de acesso as informações. A Internet
tornou-se uma ferramenta significativamente poderosa permitindo o surgimento
de uma gama de possibilidades e desafios. De um lado as bibliotecas podem
disponibilizar serviços personalizados de acesso à informação com uma rapidez
sem precedentes, mas, entretanto, são obrigadas a ajustar-se a um regime de
competição acirrada com outras organizações cujas mantenedoras estão
envolvidas. Logo, mais do que nunca é necessário a união de esforços num
trabalho cooperativo que permita a superação deste momento de dificuldades.
Cooperação bibliotecária é qualquer atividade realizada entre
duas ou mais bibliotecas com objetivo de facilitar, promover e
melhorar os processos da biblioteca, o uso de recursos ou os
serviços aos usuários (CARVALHO apud MARKUSON, 1999, p.
148.)

A integração de sistemas de bibliotecas, na forma como se apresenta o
Sistema Integrado de Bibliotecas do Sistema ACAFE (SINBAC), não é algo
comum de acontecer na história das bibliotecas. Integrar sistemas, linguagens e
formatos distintos por meio de um único banco de dados é algo complexo para
sua realização. A Internet vem se tornando, cada vez mais, uma ferramenta
extremamente útil e necessária nos serviços das bibliotecas universitárias
brasileiras, no sentido de dar amplitude, visibilidade e trabalhar na disseminação
das informações contidas nos seus acervos. Neste

sentido,

como

afirma

Bertholino (1999), “a Internet é reflexo de uma economia de mercado
mundializada oportunizando espaços importantes para setores distantes de

�centros de decisão econômica.”Estes setores participam com informação técnica
e intelectual, permitindo a criação de novos espaços comunicacionais,
autorizando uma comunicação, em grande escala, de memórias compartilhadas e
hipertextos comunitários.
Os acervos das bibliotecas universitárias que compõem o Sistema ACAFE,
em mais de 90%, já estão disponíveis na Internet, inclusive para serviços de
renovação e reserva de materiais emprestados.
A utilização destes serviços em rede gera mudança de hábitos e rotinas
bibliotecárias. Para Steele (apud MARCHIORI, 1997),
a pouco menos de dez anos, ninguém poderia predizer o impacto
fenomenal da interconectividade global que, em conjunto com os
desenvolvimentos de sistemas abertos e do poder dos
microcomputadores, modificaria o gerenciamento das bibliotecas.
Pela primeira vez, em uma centena de anos, estas enfrentam o
grande desafio de rever e “redesenhar” seus serviços.

3 CATÁLOGO COLETIVO PARA INTEGRAÇÃO DAS BIBLIOTECAS
O Catalogo Coletivo construído, congrega os acervos das IES do Sistema
ACAFE e é inédito para o Estado e região sul do país, no entanto, um percentual
considerável de bibliotecas universitárias ainda não dispõem estrutura mínima de
automação para serem inseridas no mesmo. Logo, a idéia de construção de um
catálogo tornou-se um desafio instigante que juntamente com a Câmara Setorial
de Tecnologias da Informação e Comunicação com apoio da ACAFE foi
desenvolvido. A criação deste novo serviço oportuniza a ACAFE um diferencial
competitivo ao Sistema educacional tanto regional como no âmbito nacional.
Com o foco na construção do catálogo coletivo dos acervos desencadeou
uma série de ações como:
a) identificar tecnologias de integração e interoperabilidade dos sistemas
legados das IES;
b) integrar metadados bibliográficos das IES do sistema ACAFE;

�c) disponibilizar de forma centralizada os acervos das IES numa interface
WEB;
d) facilitar a recuperação e a localização física e geográfica dos materiais
bibliográficos;
e) promover a comutação e o empréstimo de materiais bibliográficos entre as
IES do Sistema ACAFE.
Isoladamente, hoje as Bibliotecas das IES possuem, em sua maioria, um
grande acervo. Porém, nada comparável a disponibilização de um único sistema
de pesquisa, que futuramente, irá oportunizar acesso aos acervos e a diversos
serviços como empréstimo entre bibliotecas, comutação bibliográfica, entre outros
que possibilitarão e facilitarão a busca das informações que a comunidade
acadêmica necessita.
De acordo com Carvalho (1999, p.149) “o compartilhamento dos serviços
bibliotecários, inicialmente entre bibliotecas e na atualidade entre sistemas e
redes de informação, vem sendo um recurso facilitador para a localização de
documentos utilizando, para tanto, catálogos coletivos, bibliografias, bases de
dados,

entre

outros

em

combinação

com

as

novas

tecnologias

de

armazenamento e comunicação de dados.”
Por meio dessa cooperação serão permitidas a ampliação e manutenção
da infra-estrutura básica para o desenvolvimento da pesquisa, otimizando
investimentos em aquisição de material bibliográfico, disponibilizando acervos de
excelência em todas as áreas de conhecimento e proporcionando a utilização em
sua totalidade. Outro aspecto relevante a ser mencionado é a disponibilização dos
acervos regionais ofertando à comunidade o acesso ao conhecimento da cultura
regional catarinense.

4 METODOLOGIA
O SINBAC centraliza os metadados de todas as bibliotecas universitárias
do sistema ACAFE, integrando seus acervos e oferecendo diversos serviços.

�Sendo assim, para o desenvolvimento do projeto do piloto foram seguidas as
etapas:
a) Identificar os software utilizados nas bibliotecas;
b) Selecionar 4 IES com software diferentes;
c) Identificação do problema e possíveis soluções;
d) Selecionar o material bibliográfico a ser primeiramente disponibilizado;
e) Avaliação quanto à aquisição comercial ou desenvolvimento próprio;
f) Identificação das necessidades de informações a serem contempladas;
g) Seleção dos metadados bibliográficos a serem apresentados;
h) Identificação das tecnologias a serem utilizadas;
i) Definição da infra-estrutura necessária;
j) Análise e modelagem;
k) Implementação;
l) Implantação, validação e testes do projeto piloto;
m) Avaliação dos resultados;
n) Projeção e proposta para implantação em todo o sistema ACAFE.
A partir destas etapas, adotou-se a centralização dos dados, devido à
situação atual das bibliotecas, porem, nem todos os sistemas possuem serviço
Web; as mesmas apresentam diferentes estágios de automação exigindo uma
adequação

tecnológica,

investimento

para

aquisição

de

softwares

e

computadores. Por isso levado em conta o tempo de processamento e os
constantes problemas de fluxo da Internet.
Quanto

à

estrutura

tecnológica,

optou-se

pela

centralização

das

informações em um servidor que recebe os dados das bibliotecas, armazena e
indexa os mesmos para as futuras pesquisas. As tecnologias foram adotadas
visando minimizar custos, gerar facilidade, agilidade, sendo utilizado:
a) XML para suporte a importação e exportação de dados;

�b) JAVA para desenvolvimento do servidor de importação de dados;
c) JSP/Servlets para desenvolvimento do sistema de consulta;
d) SQL Server para dar suporte ao armazenamento de informações e a
indexação.
e) Para uma melhor visualização da infra-estrutura tecnológica do sistema
segue abaixo a figura:

Gera XML

Processa
XML

Faz Consulta
Pedido Empréstimo

Figura 2 - Infra-estrutura do sistema

Quanto à infra-estrutura apresentada pode-se dizer que:
a) servidor central de banco de dados e WEB, localizado na ACAFE. (Recebe
os arquivos de dados das bibliotecas, processa, armazena e indexa);
b) as bibliotecas geram um arquivo XML diariamente com os dados sobre
seus acervos e disponibilizam em um local para acesso do servidor central;
c) usuários por meio de um browser acessa o sistema de consulta e realizam,
quando do seu interesse, o pedido de empréstimo interbibliotecário.

�Após a avaliação de mercado optou-se pelo desenvolvimento de uma
solução própria. A etapa seguinte foi levantamento das informações a serem
contempladas no catálogo, das quais deveriam possibilitar ao usuário pesquisar a
obra contemplando uma referência bibliográfica, identificar a sua localização e
possibilitar a solicitação de empréstimo. Os requisitos selecionados foram:
biblioteca, campus (localização geográfica), obra que contém título e subtítulo,
autores, assuntos, local de publicação, editora, data de publicação, formato,
idioma, edição.

5 APLICAÇÃO DO PROJETO PILOTO E SUA EFETIVAÇÃO COMO
CATÁLOGO
O SINBAC centraliza os meta-dados de todas a bibliotecas universitárias
do sistema ACAFE, integrando seus acervos e oferecendo diversos serviços. Foi
instituída uma comissão formada por quatro universidades sendo elas
Universidade

Regional

de

Blumenau

(FURB),

Universidade

do

Planalto

Catarinense (UNIPLAC), Universidade do sul de santa Catarina (UNISUL) e
Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) envolvendo bibliotecários e analistas de
sistemas das IES acima citadas, sendo indicados pelas Câmaras de Biblioteca e
Tecnologia da Informação. Tais ações contaram com o apoio imprescindível dos
gestores da ACAFE.
Primeiramente foi trabalhado com o acervo de livros e a posteriore outros
materiais. Paralelamente a esta migração de dados foi desenvolvido os módulos
de consulta e controle de empréstimo via WEB. Após o sucesso destas etapas,
aconteceram diversos testes e treinamentos nas universidades. Em maio de 2004
iniciou-se a migração dos dados das demais IES que pertencem ao Sistema
ACAFE. A seguir apresenta-se o sistema desenvolvido:
Ao entrar no sistema é apresentada a tela de login (Figura 3) onde devem
ser informados o e-mail e senha do bibliotecário, após validação é apresenta a
tela principal do sistema (Figura 4) a qual é divida em duas partes: menu lateral
(opções do sistema) e corpo principal (opção selecionada).

�Figura 3 – Tela de login

Selecione o campo a ser pesquisado

Informe as palavras
chaves para procura

Figura 4 – Tela principal e busca básica

Nas opções do menu lateral, o sistema disponibiliza a busca integrada ao
acervo através das opções de pesquisa básica (Figura 4) e avançada,
recuperando os títulos de interesse (Figura 5) possibilitando uma interface para a
solicitação de pedidos (Figura 6) e o controle dos pedidos enviados (Figura 7) e
recebidos (Figura 8) pela biblioteca. Todos os avisos aos usuários são feitos pelo
e-mail.

�Figura 5 – Tela resultado da busca

In fo r m a çõ e s
a d i c i o n a is s o b r e a
s o l ic it a ç ã o
S e le c io n e a fo r m a d e e n v id o

Figura 6 – Tela de confirmação do pedido

Figura 7 – Tela pedidos enviados

�Figura 8 – Tela de pedidos recebidos

6 CONCLUSÃO
A universidade é um organismo dinamizador que favorece o processo de
geração, difusão e intercâmbio de informação para geração do conhecimento.
Neste sentido, as bibliotecas universitárias são desafiadas a proporcionar a
disseminação das informações produzidas pela academia e acompanham o ritmo
dessa produção. Com a evolução das tecnologias da informação têm as
bibliotecas, ferramentas adequadas e bem estruturadas para dinamizar essa
geração, compartilhando acervos e serviços colocando em prática o papel de
agentes disseminadores de informações.
É possível elencar resultados positivos do trabalho desenvolvido:
a) A boa receptividade por parte dos gestores das Universidades envolvidas
bem como, dos órgãos dirigentes da ACAFE.

�b) Principalmente pela razão de ser da biblioteca: USUÁRIO FINAL, onde o
mesmo tem acesso livre para a consulta ao catálogo coletivo e a
possibilidade de recuperar a obra de seu interesse.
c) O trabalho cooperativo entre várias instituições da ACAFE com métodos e
ferramentas de trabalhos distintos é extremamente positivo, resgatando a
importância da cooperação entre bibliotecas e organizações educacionais.
d) A partir do intercâmbio dos dados foi identificada uma necessidade de
melhorar

as

informações

disponíveis

nas

bases

de

dados

com

conseqüência a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de
melhoria na operacionalidade do SINBAC, buscando uma unicidade na
catalogação de dados bibliográficos das IES que compõem o Sistema.
e) Promoveu-se a integração das instituições do Estado de Santa Catarina, a
partir do intercâmbio tanto inter como intra-institucional, a fim de revitalizar
o sistema universitário.
f) Favorecimento quanto a visibilidade da produção científica no Estado de
Santa Catarina.
g) Oompartilhamento dos acervos das IES agrega valor na sua totalidade.
h) Futuramente poderá ser identificado acervo de referência tanto regional
como institucionalmente, haja visto que as universidades possuem centros
de excelência em diferentes áreas do conhecimento. Nesta linha de
pensamento,

poderemos

até

ousar

no

planejamento

quanto

ao

compartilhamento de acervos e na aquisição planificada do sistema.
i) Interação vivenciada comprova a importância da união de esforços em prol
da melhoria dos serviços prestados pelas Bibliotecas das IES.
j) O processo de produção do saber conclui-se quando os resultados são
postos à disposição da sociedade, por meio da sua veiculação em
publicações de bom nível. Só assim o saber produzido será devidamente
avaliado, criticado, repetido e por fim utilizado.

REFERÊNCIAS

�BERTHOLINO, M. L. F.; OLIVEIRA, N. M. Infra-estrutura de informação: o uso da
Internet por bibliotecários de instituições brasileiras de ensino superior. In:
RAMOS, M. E. M. (Org.). Tecnologias e novas formas de gestão em
bibliotecas universitárias. Ponta Grossa: UEPG, 1999. 257 p.
CARVALHO, Maria Carvalho Romcy. Compartilhamento de recursos e acesso
à informação no Brasil: um estudo nas áreas de química e engenharia química.
1999. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Universidade de Brasília,
Brasília, 1999.
MARCHIORI, P. Z. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, Brasília, v.
26, n. 2, p.115-124, 1997.
MORIGI, Valdir José; PAVAN, Cleusa. Tecnologias de informação e comunicação:
novas sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ciência da Informação. v. 33,
n. 1, p. 117-125, jan./abr. 2004.

∗

Universidade Regional de Blumenau - FURB (www.furb.br ) – Brasil albertop@furbl.br
Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul (www.unisul.br) - Brasil csalvan@unisul.br
Universidade do Vale do Itajaí – Univali ( www.univali.br ) – Brasil grazielle@univali.br
Universidade do Planalto Catarinense – Uniplac(www.uniplac.br ) – Brasil francisco@uniplac.net
Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul (www.unisul.br ) – Brasil salete@unisul.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54636">
                <text>Catálogo coletivo para integração das Bibliotecas do Sistema ACAFE.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54637">
                <text>Jesus, Alberto Pereira de; Machado, Cristiane Salvan; Gomes, Grazielle de Oliveira; Silva, José Francisco da; Souza, Salete Cecília de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54638">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54639">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54640">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54642">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54643">
                <text>A era da informação exige das bibliotecas universitárias uma nova atitude que implica no rompimento das barreiras de acesso à informação. A Internet tornou-se uma ferramenta significativamente poderosa, permitindo o surgimento de possibilidades, oportunidades e desafios. Isoladamente as bibliotecas da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE) possuem, em sua maioria, um grande acervo, porém, nada comparável a sua disponibilização em um único sistema on-line de pesquisa. Diante dessa situação, construiu-se um catálogo coletivo para a integração das Bibliotecas do Sistema ACAFE, do qual fazem parte 15 universidades, contemplando 66 bibliotecas e um acervo de aproximadamente 530.000 títulos de livros. O objetivo do Projeto Sistema Integrado de Bibliotecas do Sistema ACAFE (SINBAC) é a unificação dos metadados das instituições, identificando tecnologias de integração e interoperabilidade dos diferentes sistemas legados das Instituições de Ensino Superior (IES). Este sistema possibilita uma única interface WEB de consulta, facilitando a recuperação e a localização física e geográfica dos materiais bibliográficos, bem como o gerenciamento centralizado de empréstimos e comutação entre as bibliotecas do Sistema ACAFE. Esta cooperação permite a ampliação e manutenção da infra-estrutura básica para o fomento à pesquisa, otimizando investimentos e disponibilizando acervos de excelência em todas as áreas de conhecimento. Com este trabalho, destacam-se os benefícios proporcionados através do trabalho cooperativo de pessoas e instituições, conquistando benefícios comuns, fornecendo à sociedade crescimento, desenvolvimento e democratização do acesso a recursos, serviços e a informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68476">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4975" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4042">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4975/SNBU2004_127.pdf</src>
        <authentication>f4919af5e3987ee0185018944da786a5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54689">
                    <text>INTERBIB – ESTUDO DE CASO SOBRE COMUNIDADE DE USUÁRIOS DE
SOFTWARE PADRÃO PARA INTERCÂMBIO DE INFORMAÇÕES E
EMPRÉSTIMO ENTRE BIBLIOTECAS AUTOMATIZADO
Camila Dias Denículi
Daniela Barreto
Leila Rabelo

RESUMO
A automação de bibliotecas tem sido difundida em todos os estados brasileiros. O
acervo total dessas bibliotecas constitui num volume imenso e diversificado de
informações. No entanto, as bibliotecas, embora automatizadas, operam de forma
isolada, o que não permite a integração de todo esse universo informacional. A
especialização das bibliotecas restringe os assuntos contemplados pelo acervo. A
comunicação entre bibliotecas especializadas, com acervos distintos, pode
auxiliar a democratização da informação nas bibliotecas, diversificando o acervo
de uma biblioteca sem ampliação do acervo físico, disponibilizando ao usuário
final uma maior diversidade de informações a partir de sua biblioteca de origem.
Bibliotecas em todo o mundo, já usufruem das vantagens que as redes de
bibliotecas podem trazer para o trabalho cooperativo entre bibliotecários e
prestação de serviço para os usuários finais. No Brasil ainda são poucas as
iniciativas neste sentido. A proposta deste trabalho é apresentar um projeto,
denominado Interbib, para intercâmbio de informações e serviços em uma rede de
bibliotecas usuárias de um software comum. Isso é possibilitado através da
padronização de procedimentos e uso da Internet como meio de comunicação
entre os sistemas. O software utilizado é o SophiA. Este projeto integra,
inicialmente, algumas bibliotecas da cidade de São Paulo e Vale do Paraiba
“unificando” os acervos em uma interface de pesquisa, disponivel para o
bibliotecário e usuário final, permitindo além do compartilhamento de registros
bibliográficos, empréstimo automatizado inter-institucional.

1 INTRODUÇÃO
O Sophia biblioteca é um software para gestão de bibliotecas, criado e
desenvolvido pela Prima Informática desde mil novecentos e noventa e sete.
No ano de dois mil e quatro o Sophia biblioteca tornou-se um dos sistemas
comerciais mais vendidos no Brasil, totalizando mais de trezentas instituições
usuárias.1
1

Fonte: CÔRTE, Adelaide Ramos et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e arquivos. 2
ed. São Paulo : Polis, 2002. P. 149-153

�A idéia do Interbib é integrar as bibliotecas. O nome do projeto deriva da
palavra integração associada a bibliotecas.

Mais do que uma ferramenta o

Interbib é um conceito que motiva as bibliotecas a intercambiarem informações e
prestarem serviços umas a outras.

2 MOTIVAÇÃO
O SophiA é um sistema amplamente utilizado por bibliotecas em
praticamente todos os estados nacionais. O acervo total destas bibliotecas
ultrapassa os três milhões de exemplares2, com dezenas de milhares de usuários.
No entanto, os sistemas operam de forma isolada, apenas desfrutando dos
serviços de importação de registros de fontes externas, tais como a Rede
Bibliodata e catálogos internacionais por intermédio do protocolo Z39.503.
Ainda, existe uma demanda de troca de informações e serviços entre
bibliotecas que é reprimida pela falta de padrões de serviços no mercado e pela
inexistência de sistemas que controlem este serviço de forma automatizada.
Como exemplo desta demanda,citamos o empréstimo de materiais entre
bibliotecas, o intercâmbio de registros bibliográficos, análise de disponibilidade de
exemplares, dentre outros.
A intenção do INTERBIB é trazer para os usuários do sistema SophiA
alguns dos principais serviços que uma rede de relacionamentos entre bibliotecas
pode oferecer, notadamente o empréstimo entre bibliotecas e intercâmbio de
registros bibliográficos.
Grande tempo do trabalho dos bibliotecários é dedicado à catalogação do
acervo. Este trabalho é repetido em cada biblioteca para um mesmo item
bibliográfico. Através do intercâmbio de registros bibliográficos pode-se atingir
padronização na catalogação e otimização do trabalho. É simples: se 10
bibliotecários, de 10 instituições distintas, dedicam 20 minutos para catalogar
certo item , temos uma hora e quarenta minutos despendidos neste trabalho e 10
2

Dados fornecidos pelos clientes SophiA, contabilizados a partir do número de clientes e tamanho
dos acervos.
3
Protocolo de comunicação via internet que possibilita busca de intercâmbio de informações entre
sistemas de informação distintos.

�catalogações distintas. Com o compartilhamento deste registro teríamos apenas
20 minutos despendidos com este trabalho e uma única catalogação, o que traz
padronização que reflete diminuição do trabalho e recuperação da informação
eficiente.
Caso a utilização do padrão não seja de interesse de alguma instituição : O
Interbib deixa livre a edição da catalogação antes de importá-la para a base, o
que não engessa a instituição que pode complementar, aprimorar e corrigir a
catalogação feita por um outro colega antes de optar por utilizar o registro em sua
instituição.
Mesmo com a edição do registro, o tempo de trabalho desta catalogação é
reduzido, pois grande parte do trabalho já foi feita.
A proposta do Interbib então não é a de definir regras de catalogação, tão
pouco administrar e atestar qualidade dos registros disponíveis na rede. O
objetivo é interligar as bibliotecas e aprimorar a comunicação e permitir o
intercâmbio dos registros existentes. Não haverá registros bibliográficos únicos
para cada item bibliográfico, o que permite que cada instituição faça a opção pela
catalogação que mais se assimila com a utilizada pela biblioteca. Além da
liberdade da escolha do registro bibliográfico, cada biblioteca pode editar o
registro, complementando-o ou corrigindo-o de acordo com seus interesses antes
de importá-lo para sua base. E assim continua a contribuição daquela biblioteca
para o Interbib. No ato de alterar o registro o bibliotecário gera mais uma opção
de catalogação para os demais colegas.
A especialização das bibliotecas restringe os assuntos contemplados pelo
acervo. Bibliotecas universitárias se limitam à aquisição de obras e periódicos que
abordam assuntos de interesse dos cursos ministrados pela instituição. Todo este
procedimento faz parte da análise do acervo e escolha de itens para aquisição. A
comunicação entre bibliotecas especializadas, com acervos distintos, pode
auxiliar a democratização da informação nas bibliotecas, diversificando o acervo
de uma biblioteca sem a necessidade de ampliar o acervo físico. Pois o interesse
do usuário não se limita ao curso que ele faz, mas o acervo da biblioteca deve se
restringir à sua especialidade e público alvo.

�Através de uma consulta integrada, o usuário pesquisa os temas de
interesse, sejam eles contemplados ou não por sua biblioteca de origem.
O assunto pode não ser encontrado na biblioteca de origem do usuário,
mas pode ser encontrado em alguma das bibliotecas do Interbib. Através da
parceria entre as bibliotecas, é possível para o usuário solicitar a obra para
empréstimo ou mesmo uma cópia de parte do item.
A Avaliação do acervo e disponibilização de itens para descarte é rotina
nos centros de informação. A partir da avaliação do acervo, o bibliotecário
visualiza quais itens não são mais interessantes para o acervo local,
disponibilizando-o para descarte. Estas obras continuam sendo interessantes e
pertinentes a algum outro tipo de acervo, talvez não mais o acervo local, mas o
acervo de alguma outra biblioteca. Encontrar a biblioteca, que se interessa pelo
acervo a ser descartado, torna o processo de descarte moroso. Muitas vezes, a
fim de agilizar esse processo, as obras a serem doadas são enviadas para
bibliotecas públicas sem nenhum critério, quando poderiam ser enviadas para
instituições onde seriam mais úteis.
Através do Interbib, pretende-se divulgar as obras disponíveis para doação
em cada instituição. De forma automatizada, as bibliotecas participantes podem
divulgar o acervo disponível para descarte e consultar o acervo de outras
instituições. A solicitação dos itens e aquisição entre as bibliotecas pode ser feita
de forma on-line e ágil. Esta prática simples revoluciona o processo de descarte e
aquisição,

sem

prejuízos

para

nenhuma

das

instituições

envolvidas

e

reaproveitamento de informações e obras.
O Interbib propõe apresentar um modelo para intercâmbio de informações
e serviços na comunidade de usuários do software SophiA, através de uma
padronização de procedimentos e do uso da Internet como meio de transporte e
comunicação entre os sistemas SophiA.
A Internet é hoje o padrão de fato de meio de transporte de informações
entre sistemas automatizados e está presente em praticamente todos os clientes
atuais do SophiA Biblioteca . O trabalho apresenta as extensões efetuadas no
sistema SophiA com uso da Internet e os benefícios que os usuários terão com
uso desta integração.

�3 ANÁLISE DO QUADRO ATUAL

3.1 FATORES POSITIVOS

- A maioria das bibliotecas usuárias do software SophiA possuem acesso aos
meios eletrônicos como Internet e E-Mail;
- Já existe integração entre algumas bibliotecas
- Todas as bibliotecas possuem software gerenciador idêntico com módulos
integrados para os Sistemas de Bibliotecas;
- Há interesse por parte dos bibliotecários na construção de um trabalho
cooperativo;
-

Intercâmbio de informações é padronizado

-

Não há imposição de regras

-

Configuração flexível de relacionamentos entre as bibliotecas

-

Visibilidade de informações básicas, em tela ou outro meio de consulta, sobre
a disponibilidade de empréstimo e/ou restrições;

-

Existência de penalidades com configuração flexível

-

Muitas Bibliotecas em uma mesma cidade (ex. São Paulo)

-

Estabelecimento de acordos formais entre as instituições com respeito a
danos e perdas de materiais bibliográficos

3.2 FATORES NEGATIVOS

- Morosidade do Empréstimo entre bibliotecas (EEB)
- Morosidade no fluxo do malote entre as instituições
- Prazo de devolução do EEB excedendo muito o estipulado pelas bibliotecas o
que prejudica o usuário local
- Existência de bibliotecas usuárias SophiA que não realizam o EEB.

4 PROJETO
O Interbib segue padrões estabelecidos na Internet para intercâmbio das
informações entre os bibliotecários. São utilizados os protocolos HTTP e/ou
TCP/IP para troca de informações nos formatos binários ou XML.

�Cada Biblioteca terá seu código e sua sigla na rede. Dependendo da opção
de empréstimo adotada pelas bibliotecas, esse código pode passar a ser
impresso na carteirinha de seus usuários para que eles mesmos possam retirar
livros em outras bibliotecas.
Dentre as funcionalidades, o Interbib permitirá aos usuários:
-

Pesquisa no acervo (registros bibliográficos, coleções de periódicos e
quantidade e disponibilidade de exemplares) pelo bibliotecário e por
usuários externos de outras bibliotecas.

-

Possibilidade de compartilhar ou não parte do acervo na rede. (definição de
acervo sigiloso)

-

Permuta temporária ou definitiva de coleções de obras

-

Permuta de assinatura de periódicos.

-

Importação de registros bibliográficos e coleções de periódicos.

-

Reservas e empréstimos entre bibliotecas com autorização do bibliotecário.

-

Comunicação de mensagens entre bibliotecários.

-

Configuração de permissão de serviços.

-

Indexação dos artigos de periódicos.

-

Compartilhamento de vocabulário controlado de autoridades.

-

Solicitação de fotocópias de parte dos itens (observando-se as leis de
direitos autorais)

-

Consórcios para aquisições de equipamentos e assinaturas de serviços .

-

Promoção de eventos de integração entre os bibliotecários.

-

Acesso a teses e dissertações em texto completo das instituições das
bibliotecas parceiras, através do recurso de mídias do SophiA.

-

Divulgação de materiais para permuta ou doação na rede.

5 VANTAGENS AO BIBLIOTECÁRIO USUÁRIO DO SERVIÇO INTERBIB
Identificam-se como vantagens, para os bibliotecários que fazem a desão
ao Interbib, os seguintes pontos:
-

Acesso on-line à informação

-

Integração e agilização dos serviços de empréstimo interbibliotecas

�-

Ampliação do acervo físico, sem a necessidade de novas aquisições

-

Intercâmbio de registros bibliográficos

-

Intercâmbio de registros com dados de informação da indexação de
periódicos.

-

Escolha dos registros bibliográficos dentre diversas bibliotecas

-

Valorização da instituição como provedor do serviço ao usuário final, pois
através do terminal de consulta da biblioteca ele terá acesso ao acervo de
diversas outras instituições

-

Trabalho cooperativo entre os bibliotecários

-

Intercâmbio de experiências dos profissionais

-

Parcerias para compras a preços melhores – criação de consórcios

-

Fortalecimento do relacionamento entre os profissionais – criação de redes

-

Padronização da interface de pesquisa entre diversos acervos

-

Disponibilizar materiais para doação ou permuta

-

Adquirir materiais através de doação e permuta na rede.

6 FUNÇÕES DO INTERBIB NAS BIBLIOTECAS

6.1 PESQUISA (FIGURA ILUSTRATIVA - VER ANEXO I)
O Bibliotecário poderá realizar uma busca em bibliotecas externas através de
uma tela de pesquisa acionada de dentro do Software SophiA a partir de dois
módulos:
-

Módulo Gerente: Pesquisa para o bibliotecário

-

Terminal de consulta rede: Pesquisa para o usuário Final. A pesquisa será
disponibilizada no mesmo terminal em que o usuário pesquisa o acervo local.
Na apresentação dos resultados o usuário poderá visualizar em qual biblioteca
existe o título desejado, bem como os exemplares disponíveis.

6.2 IMPORTAÇÃO/ INTERCÂMBIO DE REGISTROS
Os registros poderão ser importados por um protocolo interno (mesmo
quando a biblioteca não trabalhar com MARC). A importação será on-line,
diretamente do módulo de pesquisa.

�6.3 RESERVA E EMPRÉSTIMO

As bibliotecas poderão definir ou não entre si convênios de empréstimo.
Um usuário local poderá realizar empréstimos de outras bibliotecas a partir
da busca no terminal de consultas local de sua biblioteca de origem, conforme
transação abaixo:

6.3.1 Transação para empréstimo:

-

Usuário: no terminal de consultas, elabora pesquisa, indica bibliotecas
externas, seleciona título e solicita empréstimo com senha.

-

Sistema: verifica se há exemplares disponíveis, se bibliotecas têm
convênio de empréstimo e se usuário não tem restrições locais. Caso
tenha alguma restrição, informa usuário. Caso não tenha restrição, registra
solicitação de empréstimo para o bibliotecário local.

-

Usuário: seleciona forma de recebimento do material.

-

Sistema: registra para o bibliotecário local e remoto a forma de retirada do
material. Finaliza a transação apresentando ao usuário o número do
protocolo.

-

Bibliotecário remoto: possui lista de solicitações pendentes e ativas. Os
empréstimos são pré-liberados e obedecem a limites de quantidades de
itens para empréstimo, conforme acordo entre as instituições.

-

Bibliotecário local: recebe notificação de empréstimo . O bibliotecário
local possui lista de empréstimos ativos de outras bibliotecas.

-

Usuário e bibliotecários: recebem notificação por e-mail da efetivação do
empréstimo, com prazo de devolução.

�No sistema local, os bibliotecários podem visualizar:

6.3.2 Listas de Controle de circulação entre bibliotecas

6.3.2.1 Lista de Empréstimos concedidos:

-

Contém a lista de todos os exemplares emprestados para usuários de
bibliotecas externas. Apresenta.

-

Biblioteca solicitante, nome do usuário externo, endereço do usuário
externo, título solicitado, número do protocolo, situação do protocolo
(pendente, liberado, negado, emprestado, devolvido), tombo emprestado,
prazo de devolução e data de devolução.

-

Armazena histórico.

6.3.2.2 Empréstimos solicitados:

-

contém a lista de todos os exemplares emprestados de outras bibliotecas
externas para usuários locais. Apresenta:

-

Biblioteca fornecedora, código e nome usuário local, título solicitado, número
do protocolo, situação do protocolo (pendente, liberado, negado, emprestado,
devolvido), prazo de devolução e data de devolução.

-

sistema cria cadastro temporário do aluno no sistema da biblioteca
fornecedora.

Há armazenamento de histórico de circulação entre bibliotecas.

6.3.3 Penalidades
O atraso na devolução de itens implica em penalidade para toda instituição
e não somente para os usuários que atrasaram a devolução. A Responsabilidade
do empréstimo é das instituições.

�6.4

DISPONIBILIZAR ITENS PARA DOAÇÃO (FIGURA ILUSTRATIVA – VER

ANEXO II)
O sistema exibirá uma lista de intens disponíveis para doação das
instituições integrantes da rede.
Instituições participantes da rede podem solicitar o material que esta
disponível.
Os bibliotecários podem aprovar ou não as solicitações. No caso de
solicitação não aprovada, ele pode informar o motivo. No caso da solicitação
aprovada, os bibliotecários devem entrar em acordo para entrega dos materiais.
É possível que as instituições solicitem apenas parte dos exemplares
divulgados.
No caso de acordo fechado entre as instituições, sobre a doação o sistema
já faz baixa automática do exemplar doado, no sistema Sophia da biblioteca que
está cedendo o material e já o incorpora ao sistema Sophia da biblioteca que está
recebendo.

7 CONCLUSÃO
A idéia do Interbib não se limita a um projeto de sistema. Trata-se
principalmente em um projeto de parceria e comunicação entre instituições que
tem por obejtivo comum disponibilizar e democratizar informação.
O sistema adotado para integrar as bibliotecas e permitir que elas realizem
entre si uma série de trabalhos em cooperação, agiliza e permite que todos os
processos de comunicação sejam automatizados e registrados, visando agilizar a
troca de informações entre as bibliotecas.
Porém mais do que um sistema, o Interbib é um ideal de aprimoramento de
comunicação entre as bibliotecas, parceria e reaproveitamento de recursos
materiais, para uma melhor utilização.
Através do bom uso desta integração as bibliotecas devem atingir as
seguintes metas:

�-

Agilizar o EEB.

-

Agilizar processo de descarte.

-

Aprimorar a rede de relacionamentos entre bibliotecas.

-

Agilizar o processo de catalogação.

-

Reaproveitar recursos materiais.

-

Ampliar serviços aos usuários.

-

Ampliar acervo físico, valendo-se do acervo das bibliotecas parceiras.

O sucesso deste projeto depende substancialmente do empenho dos
bibliotecários em interagir e utilizar os serviços disponíveis. A previsão de início
de implantação nas bibliotecas clientes Sophia é Agosto do ano de dois mil e
quatro. Inicialmente serão dez instituições participantes que darão o primeiro
passo para que esta integração aconteça.

REFERÊNCIA

CÔRTE, Adelaide Ramos et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e
arquivos. 2 ed. São Paulo : Polis, 2002. P. 149-153
ROSETTO, Márcia. Uso do Protocolo Z39.50 para recupera de informa em
redes eletrônicas. Ci. Inf., Maio/Ago. 1997, vol.26, no.2

�Lista de Anexos
I.

Figura ilustrativa da pesquisa entre bibliotecas atrvés do Interbib

�II.

Figura ilustrativa do serviço de doação e permuta entre as bibliotecas

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54663">
                <text>INTERBIB – Estudo de caso sobre comunidade de usuários de software padrão para intercâmbio de informações e empréstimo entre bibliotecas automatizado.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54664">
                <text>Denículi,Camila Dias; Barreto, Daniela; Rabelo, Leila </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54665">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54666">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54667">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54669">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54670">
                <text>A automação de bibliotecas tem sido difundida em todos os estados brasileiros. O acervo total dessas bibliotecas constitui num volume imenso e diversificado de informações. No entanto, as bibliotecas, embora automatizadas, operam de forma isolada, o que não permite a integração de todo esse universo informacional. A especialização das bibliotecas restringe os assuntos contemplados pelo acervo. A comunicação entre bibliotecas especializadas, com acervos distintos, pode auxiliar a democratização da informação nas bibliotecas, diversificando o acervo de uma biblioteca sem ampliação do acervo físico, disponibilizando ao usuário final uma maior diversidade de informações a partir de sua biblioteca de origem. Bibliotecas em todo o mundo, já usufruem das vantagens que as redes de bibliotecas podem trazer para o trabalho cooperativo entre bibliotecários e prestação de serviço para os usuários finais. No Brasil ainda são poucas as iniciativas neste sentido. A proposta deste trabalho é apresentar um projeto, denominado Interbib, para intercâmbio de informações e serviços em uma rede de bibliotecas usuárias de um software comum. Isso é possibilitado através da padronização de procedimentos e uso da Internet como meio de comunicação entre os sistemas. O software utilizado é o SophiA. Este projeto integra, inicialmente, algumas bibliotecas da cidade de São Paulo e Vale do Paraiba “unificando” os acervos em uma interface de pesquisa, disponivel para o bibliotecário e usuário final, permitindo além do compartilhamento de registros bibliográficos, empréstimo automatizado inter-institucional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68479">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4978" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4046">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4978/SNBU2004_128.pdf</src>
        <authentication>a41c9a68c4500b4c5841f990e79005fe</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54725">
                    <text>COMPARTILHAMENTO ENTRE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
INSTRUMENTO EFICAZ NO INTERCÂMBIO DE RECURSOS INFORMACIONAIS∗

Cláudia Aragon∗
Volmer A. Geronimo∗∗

RESUMO
Trabalho desenvolvido em duas unidades de informação em ensino superior, a
Biblioteca da ESPM e a Biblioteca da Faculdade de Medicina de Petrópolis e FASE,
integrantes do Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino
Superior do Rio de Janeiro, objetivou identificar os benefícios experimentados pelas
duas instituições com a participação no consórcio. Dentre os resultados alcançados
destacam-se: o intercâmbio do conhecimento científico, tecnológico e acadêmico; a
aquisição compartilhada de softwares e bases de dados; o catálogo coletivo on-line
de periódicos; a facilidade na busca e acesso à informação. Este estudo demonstra
que consórcios de bibliotecas são ferramentas eficazes no intercâmbio de recursos
informacionais e contribuem para melhoria na qualidade da educação superior e
para o desenvolvimento sócio-econômico do país.
PALAVRAS-CHAVES: Consórcios. Bibliotecas Universitárias. Compartilhamento de
acervos.

1 INTRODUÇÃO

As tecnologias de informação ampliaram, de maneira significativa, a produção
de informação. Face a esta realidade, unidades de informação estão sendo levadas
a refletir sobre os velhos conceitos de: aquisição, armazenamento, organização e
disseminação de tamanha gama de informação e conhecimento.
A formação de consórcios, redes ou compartilhamento de acervos, apresentase como uma das alternativas de solução para as questões mencionadas e outras.
Segundo Silva (2000, p. 2)

∗

Trabalho apresentado no XIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 2004.

�diante de problemas como o custo da aquisição de material
bibliográfico, despesas com processamento técnico e guarda dos
documentos e o crescimento vertiginoso da informação produzida no
mundo, o compartilhamento de acervos é uma iniciativa que, além de
solucionar problemas do cotidiano bibliotecário, otimiza a biblioteca
como prestadora de serviços aos usuários.

Marcondes e Sayão (2002, p. 42) afirmam que, com a explosão informacional,
a imensa quantidade de informações produzidas e disponibilizadas por diferentes
meios traz dificuldades para sua identificação e acesso. E a cooperação foi a saída
encontrada pelas bibliotecas.
O primeiro movimento para criação de redes de informação surgiu nos Estados
Unidos, em meados do século XIX, com a fundação da American Library Association
(ALA), iniciando o programa de catalogação cooperativa.
A distribuição de fichas catalográficas pela Library of Congress (LC), em
1901, foi mais um passo no sentido de viabilizar a formação de redes e consórcios.
No fim da década de 60, a LC desenvolveu o formato MARC (MachineReadable Cataloging), sistema que utilizava números, letras e símbolos para
identificar diferentes tipos de informação, visando comunicar o dado bibliográfico e
de autoridade entre usuários e, segundo Vosgrau et al (2002, p. 2), surge um novo
conceito de padrões e compartilhamentos.
As primeiras iniciativas brasileiras para a formação de consórcios são
percebidas com o Bibliodada, que procurou reunir registros de produção nacional em
uma única central, a Catalogação Cooperativa (CALCO), o intercâmbio de bibliotecas
universitárias (PNBU), o Grupo de Bibliotecários de Informação e Documentação
Biomédica do Rio de Janeiro (GBIDB-RJ), atualmente denominado Associação dos
Profissionais de Informação e Documentação em Ciências da Saúde do Estado do
Rio de Janeiro (APCIS-RJ), que, no início de sua formação, já desenvolvia e
publicava vários trabalhos cooperativos.
O consórcio Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituição de Ensino
Superior do Estado do Rio de Janeiro (CBIES/RJ) surge em 2000 para atender as
demandas provenientes de unidades de informação em ensino superior.

�Este estudo reflete a experiência de duas bibliotecas na participação no
CBIES/RJ. Analisa recursos existentes em seus acervos e os compara aos do
consórcio. Visa demonstrar que a opção pelo compartilhamento de acervos redunda
em benefícios para os que aderem a ele.

2 COMPARTILHAMENTO ENTRE BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÕES DO ENSINO
SUPERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (CBIES/RJ)
A reflexão sobre acesso e disponibilidade de informações necessárias à
completitude de estudos e pesquisas levou unidades de informação em ensino
superior à percepção de que suas coleções não poderiam reunir todo conhecimento
produzido pela sociedade em função da falta de recursos financeiros, capital
humano e espaço físico para armazenamento da informação.
Como resultado, observamos processo de desterritorialização das unidades
de informação em ensino superior, que passam a formar redes e consórcios visando
intercâmbio de informações.
O Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do
Estado do Rio de Janeiro foi criado em 1999 e contempla modelos de consórcios
internacionais. Seu objetivo vai além do intercâmbio de informações, passando por
captação de recursos e desenvolvimento de coleções.
Os princípios básicos que nortearam a criação do consórcio segundo Souza
(2000, p. 5), foi a crença de que “nenhuma universidade ou centro de pesquisa
pode ser tudo para todos; [de que] juntas poderão experimentar e progredir mais do
que sozinhas, ultrapassando as barreiras locais [e que] cooperação voluntária
promove ação efetiva, ao mesmo tempo que mantém autonomia e diversidade
institucional.”
A rede reúne 34 instituições de ensino superior, públicas e privadas –
universidades, faculdades e institutos e centros de pesquisas - totalizando 164
unidades de informação. Atende alunos da graduação, pós-graduação lato sensu e
stricto senso e extensão, em todas as áreas de conhecimento.

�Oferece à comunidade acadêmica de seus afiliados produtos e serviços:
empréstimo entre unidades, consulta aos catálogos das bibliotecas na internet
através de homepage institucional, catálogo coletivo de periódicos, intercâmbio de
informações através da digitalização ou fotocópias de artigos, teses e bases de
dados de textos completos, sem finalidade comercial, para fins de pesquisas e
estudos.
Promove palestras que visam à atualização profissional dos representantes
das instituições de ensino superior na figura do bibliotecário e facilita encontros com
editores,

livreiros,

representantes

de

empresas

de

bases

de

dados,

de

equipamentos para bibliotecas, de softwares para gerenciamento da informação e
soluções para bibliotecas, objetivando aquisição planificada; visita guiada às
unidades afiliadas e espaço para discussão.
Acessibilidade, disponibilidade e disseminação da informação são os
principais objetivos de unidades de informação em ensino superior. Para melhor
atingi-los se integram em redes, como o Compartilhamento de Bibliotecas, que
reúnem competências e habilidades na busca por soluções coletivas para problemas
comuns.
Forma uma grande rede de relacionamentos interpessoais que proporciona
troca de experiências e informações e gera oportunidades.

3 BIBLIOTECA DA ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING DO
RIO DE JANEIRO (ESPM)
A Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro foi fundada
em 1974 com cursos profissionalizantes. A partir de 1980, passa a oferecer também
cursos de pós-graduação. Em 1995, autorizadas as Faculdades de Comunicação
Social e Administração de Empresas, oferece cursos de graduação com habilitação
em publicidade e marketing. Em 2003, é criada a Faculdade de Design.
A partir de 1995, a sala de leitura, mantida para atender as demandas
provenientes dos cursos profissionalizantes e de pós-graduação, passa a ter status

�de biblioteca. Sua organização e serviços foram definidos visando a promover o
acesso e disseminar informação nas áreas de atuação da ESPM.
A Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro tem como missão estimular o estudo, a
pesquisa e extensão e prover de informação, de maneira eficiente e eficaz, nas áreas
de administração, comunicação, design e marketing, a comunidade universitária da
ESPM.
É integrante do Sistema de Bibliotecas da ESPM (SBE), formado pelas
unidades de São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Campinas, com as quais
mantém intercâmbio de informações e empréstimo entre bibliotecas.
Seu acervo conta atualmente com mais de 18.000 volumes de monografias,
4.255 títulos de periódicos, nacionais e estrangeiros; acesso a 10 bases de dados nas
áreas de Educação, Marketing, Negócio e Comunicação; 702 títulos de vídeos, CDRom e DVD’s.
Totalmente informatizada, disponibiliza seu catálogo em estações locais de
consulta e em estações on-line, possibilitando ao usuário maior conforto e eficiência
em suas pesquisas, facilitando acesso à informação.
Afiliou-se ao CBIES/RJ em 2001, objetivando tornar acessível aos seus
usuários um maior número de informações necessárias ao seu desenvolvimento
intelectual e para facilitar acesso à informação, de maneira a contribuir para melhor
fundamentar estudos e pesquisas e elevar o desempenho dos cursos de graduação,
pós-graduação e extensão.

4

BIBLIOTECAS

DA

FACULDADE

DE

MEDICINA

DE

PETRÓPOLIS

E

FACULDADE ARTHUR SÁ EARP NETO (FMP/FASE)
As Bibliotecas da FMP/FASE têm seu acervo formado nas áreas das ciências
biológicas, saúde, exatas e da terra, humanas, sociais aplicadas e lingüística, visando
a respaldar os cursos de Medicina, Administração Hospitalar, Administração em
Sistemas de Informação, Enfermagem e Nutrição.

�Sua coleção reúne livros, teses, vídeos, CD’s, DVD’s e publicações em outros
formatos. O acervo geral é composto de mais de 13.000 volumes. Possui bases de
dados referencias e em texto completo de acesso on-line, 730 títulos de periódicos
técnicos-científicos nacionais e estrangeiros.
A Biblioteca Central Prof. Charles A. Esbérard e a Setorial de Administração
possuem seus dados registrados eletronicamente em base de dados de natureza
bibliográfica, desenvolvidos para administração e gerenciamento de coleções e
serviços de bibliotecas.
Filiou-se ao CBIES/RJ, em setembro de 2000, objetivando acessibilidade e
disponibilidade de informações aos seus usuários.
As Bibliotecas FMP/FASE e a Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro são
integrantes do CBIES/RJ e têm em comum o curso de graduação em Administração,
o que as torna parceiras na discussão de problemas inerentes à área, na troca de
idéias e no intercâmbio de informações.

5 ANÁLISE DOS DADOS
Para desenvolver este estudo foram estabelecidas algumas etapas descritas
a seguir: levantamento de dados estatísticos das coleções e número de usuários das
unidades de informação no ano de 2004; levantamento de dados estatísticos do
CBIES/RJ no mesmo período; comparação dos dados.
Os dados do CBIES/RJ utilizados para exame das questões apresentadas se
originaram de trabalhos apresentados em congressos pela coordenação do
Compartilhamento e de relatórios anuais das Bibliotecas ESPM e FMP/FASE.
A análise dos dados e descrição geral sintetizam as informações básicas
sobre o estudo e estão expostas a seguir:

�Gráfico 1 – Títulos de Monografias

3 .4 9 8 .7 0 6

6 .2 0 5

ESPM

6 .0 1 6

F MP /F AS E

C B IE S /R J

_________________________________________

O gráfico 1 demonstra que o consórcio de unidades de ensino superior tornou
disponível e acessível a usuários das Bibliotecas da ESPM e FMP/FASE 3.486.485
títulos de monografias em todas as áreas do conhecimento. O gráfico 2 indica que
estes mesmos usuários passaram a possuir um número maior de itens disponíveis
para empréstimo domiciliar.

Gráfico 2: Volumes de Monografias

4.942.616

18.100

ESPM

12.387

FMP/FASE

C BIES/R J

_________________________________________

�Os demais gráficos que se seguem descrevem variáveis quantitativas de
títulos de periódicos, base de dados, títulos de vídeos e títulos de CD’s. As
informações em periódicos e bases de dados de textos completos estão acessíveis
através de serviços de comutação.

Gráfico 3: Títulos de Periódicos

97.503

730

4.255

ESPM

FMP/FASE CBIES/RJ

_____________________________________

Gráfico 4: Bases de Dados

10 4

ESPM
FMP/FASE
CBIES/RJ
287

__________________________________________

�Gráfico 5: Títulos de Vídeos

702

220

ESPM
FMP/FASE
CBIES/RJ
38.324

_____________________________________________

Gráfico 6: Títulos de CD’s

213

56

ESPM
FMP /FAS E
C B IE S /R J
6.349

_____________________________________________

O próximos gráficos indicam número de usuários – docentes e discentes –
das Bibliotecas ESPM e FMP/FASE, que se beneficiam dos recursos informacionais
disponibilizados pelo CBIES/RJ, que contribuem para a qualidade de pesquisas e
estudos.

�Demonstra, também, número total de usuários do consórcio que possuem à
disposição as coleções das Bibliotecas da ESPM e FMP/FASE. Podem utilizar os
serviços de empréstimo entre bibliotecas e intercâmbio de informações para acesso
aos itens das coleções.

Gráfico 7: Corpo Discente

257.946

ESPM
FMP/FASE
CBIES/RJ
1.650 1.196

_________________________________________

Gráfico 8: Corpo Docente

20.854

ESPM
FMP/FASE
CBIES/RJ
120

220

______________________________________________

�O estudo apontou, também, pontos fortes e fracos do CBIES/RJ descritos a
seguir:
Pontos Fortes:
Empréstimo entre Bibliotecas;
Aquisição compartilhada;
Intercâmbio do conhecimento científico, tecnológico e acadêmico;
Catálogo coletivo on-line de periódicos;
Facilidade na busca e acesso à informação através do endereço eletrônico;
Parceria entre as bibliotecas integrantes do consórcio;
Visita guiada às unidades afiliadas;
Desterritorialização da informação;
Capacitação de recursos humanos;
Espaço para discussões (lista de discussão);
Importante argumento na negociação de atualização de coleções;
Troca de experiências, idéias e informações através de relacionamentos
interpessoais.
Pontos fracos:
Não possuir característica jurídica;
Falta de apoio das agências de fomento;
Falta de recursos financeiros e, consequentemente, capital intelectual para apoio
aos projetos em desenvolvimento.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os benefícios experimentados pelas duas unidades de informação, ao se
integrarem no CBIES/RJ, refletem no aprimoramento intelectual de seus usuários,
que passam a ter a sua disposição, um número maior de informações, atualizadas e
relevantes, em vários suportes, além de novos serviços e produtos. O que confirma
o compartilhamento de bibliotecas como instrumento eficaz no intercâmbio de
recursos informacionais.

�Esta iniciativa contribui para melhoria na qualidade da educação superior e
para o desenvolvimento sócio-econômico do país.
O consórcio possibilita ainda, que as unidades de informação em ensino
superior, ESPM e FMP/FASE, com características e objetivos equivalentes, venham,
estreitando suas relações no futuro, celebrar novas formas de cooperações.

REFERÊNCIA
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. Disponível em: &lt;http://www.ala.org/&gt; Acesso
em: 16 Maio. 2004.
CUNHA, L.G.C. Sistemas e redes de informação. Ci. Inf., Brasília, v. 6, n. 1, p. 3543, 1977.
ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING. Biblioteca. Relatório
anual: exercício 2003. Rio de Janeiro, 2004.
FACULDADE DE MEDICINA DE PETRÓPOLIS E FASE. Biblioteca. Relatório
anual: exercício 2003. Petrópolis, 2004.
LIBRARY OF CONGRESS. Disponível em: &lt;http://www.loc.gov/&gt; Acesso em: 16
Maio. 2004.
MARCONDES, Carlos Henrique e SAYAO, Luis Fernando. Documentos digitais e
novas formas de cooperação entre sistemas de informação em C&amp;T. Ci. Inf. [online].
set./dez. 2002, vol. 31, no. 3, p. 42-54. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/&gt;.
Acesso em: 16 Jun. 2004.
SILVA, Tereza da. Compartilhar é a solução. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: UFPe, 2002.
1CD-ROM.
SOUZA, Clarice Mullethaler.
et al. Compartilhamento entre Bibliotecas de
Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro. Janeiro. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000,
Florianópolis.
Disponível
em:
&lt;
http://geocities.yahoo.com.br/csouza952/producaointelectual2.htm&gt;. Acesso em: 10
Maio 2004.

�VIANNA, M. J. G. M.; SAMPAIO, M. da P. F. Compartilhamento entre Bibliotecas das
Instituições de Ensino Superior do Rio de Janeiro: CBIES/RJ: experiência pioneira. In:
Congresso Internacional em Biblioteconomia, 2., 2004, Rio de Janeiro. Anais... Rio
de Janeiro, 2004. Documento recebido na lista de discussão do CBIES/RJ em 14
Jun. 2004.
VOSGRAU, Sonia C. R. et al. Formato MARC 21 holdings para publicações
seriadas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12.,
2002, Recife. Anais... Recife: UFPe, 2002. 1CD-ROM.

∗

Especializanda em Organização do Conhecimento para a Recuperação da Informação – UNIRIO.
Bibliotecária e Documentalista – UFF. Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro. Rua do Rosário, 90,
Centro, 20041 002, Rio de Janeiro, RJ., Brasil
Conselheira Regional – CRB-7 claudiaaragon@espm.br
∗∗
Bibliotecário Documentalista – USU. Biblioteca da Faculdade de Medicina de Petrópolis e FASE. Rua
Machado Fagundes, 326 , Cascatinha, 25716 970, Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil. Biblioteca@fog.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54690">
                <text>Compartilhamento entre bibliotecas universitárias: instrumento eficaz no intercâmbio de recursos informacionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54691">
                <text>Aragon, Cláudia; Geronimo, Volmer A. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54692">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54693">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54694">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54696">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54697">
                <text>Trabalho desenvolvido em duas unidades de informação em ensino superior, a Biblioteca da ESPM e a Biblioteca da Faculdade de Medicina de Petrópolis e FASE, integrantes do Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino uperior do Rio de Janeiro, objetivou identificar os benefícios experimentados pelas duas instituições com a participação no consórcio. Dentre os resultados alcançados destacam-se: o intercâmbio do conhecimento científico, tecnológico e acadêmico; a aquisição compartilhada de softwares e bases de dados; o catálogo coletivo on-line de periódicos; a facilidade na busca e acesso à informação. Este estudo demonstra que consórcios de bibliotecas são ferramentas eficazes no intercâmbio de recursos informacionais e contribuem para melhoria na qualidade da educação superior e para o desenvolvimento sócio-econômico do país.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68482">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4982" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4050">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4982/SNBU2004_129.pdf</src>
        <authentication>f2d6f47c58e5cb7cab6f01471f71503d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54752">
                    <text>REDE DE INTERCÂMBIO DE DADOS PARA ACERVOS BIBLIOGRÁFICOS
BASEADA EM WEB SERVICES

Enio Bueno∗

RESUMO
A inclusão de uma obra em um acervo bibliográfico requer a atenção de um
bibliotecário ou de um funcionário que possua conhecimentos em biblioteconomia, isto
se faz necessário dada à diversidade das obras e a complexidade das normas que
regem o processo de classificação ou catalogação de um acervo. Graças à
informatização das bibliotecas e a expansão da Internet, surgiram vários acervos on
line disponíveis na web, e é prática comum entre bibliotecas consultar outros acervos
procurando por obras já cadastradas. No entanto, trocar efetivamente registros,
classificados ou catalogados entre bibliotecas, implica em participar de redes
dedicadas, o que exige uma infra-estrutura robusta e geralmente envolve altos custos.
Isto dificulta o acesso a estas redes para bibliotecas de pequeno e médio porte, que
são justamente as mais carentes de profissionais especializados. Este trabalho propõe
viabilizar a criação de uma rede de acervos bibliográficos baseada em web services, o
objetivo principal é agilizar e baratear o processo de inclusão e manutenção de obras
em um acervo de qualquer porte. Como os web services são baseados em tecnologias
abertas e usam como protocolo de transporte o HTTP e a porta 80, qualquer biblioteca
que tenha acesso à internet estará apta a participar da rede como cliente. Para
hospedar o web service, disponibilizando as obras do seu acervo, é necessária à
instalação de um servidor web. A rede foi concebida para trocar dados entre os
sistemas que estão em funcionamento na Biblioteca Universitária da UNIPLAC,
Biblioteca Pública Municipal de Lages, Biblioteca Pública Municipal de Florianópolis e
na empresa Método Informática Ltda. Atualmente, existem dois web services ativos,
um hospedado na UNIPLAC e outro na Método Informática, portanto, as obras destes
dois acervos já estão disponíveis para as outras bibliotecas.

PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca. Acervo Bibliográfico. Web Service. SOAP. Internet.

1INTRODUÇÃO
Todo acervo bibliográfico, seja ele de uma biblioteca universitária, pública ou
privada, é composto por dois elementos fundamentais: as obras que compõem o
acervo físico em si; e a forma como estas são classificadas ou catalogadas.

�O primeiro elemento depende única e exclusivamente dos recursos e anseios
da instituição ou empresa que o mantém.
O segundo, a classificação ou catalogação das obras, diferente do primeiro,
recebeu um incremento significativo em suas funcionalidades com a adoção de
tecnologias voltadas à informação. Pode-se dizer que um grande acervo é de fato
grande se possuir ferramentas que permitam explorá-lo adequadamente.
As informações que compõem cada registro de um acervo são complexas e
bastante diversificadas. Antes que uma informação seja inserida é necessário um
processo de preparação dos dados. Este processo é feito por um bibliotecário ou por
um funcionário com conhecimentos em biblioteconomia.
Quando a gerência de uma biblioteca opta por um determinado sistema para
gerir suas informações, o que faz desta adoção um sucesso ou um fracasso é o grau
de importância e recursos destinados à alimentação da base de dados.
Infelizmente, na maioria dos casos, a carga inicial de dados no sistema se dá
por meio de importações de dados já existentes em sistemas legados, que
normalmente não contemplam todos os aspectos tratados pelo novo sistema.
Se, por um lado, os programadores evitam ao máximo o uso de importações,
por saberem o risco de inserir dados inconsistentes, por outro, eles tem consciência do
quão oneroso seria recadastrar um acervo inteiro a partir do zero.
Uma alternativa para minimizar os custos de classificação é a criação de redes
entre bibliotecas. Estas redes visam o compartilhamento de informações bibliográficas
acerca dos seus acervos.
Existem hoje vários tipos de redes com muitas variações no que tange a sua
abrangência e seus objetivos. As redes internacionais são uma imensa fonte de
pesquisas, mas são as redes regionalizadas que mais atendem as particularidades de
cada biblioteca.

�1.1

DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

A primeira impressão que um observador casual teria ao observar as rotinas do
cadastro de um acervo seria de que o grande problema do processo está na digitação
das informações. Mas é a obtenção destas informações que consome mais recursos
da equipe técnica de uma biblioteca.
A equipe técnica de uma biblioteca torna-se mais produtiva quando tem acesso
a alguma rede, ou acervo on line, que compartilhe informações bibliográficas. Redes
com este propósito já existem, no entanto, seu enfoque principal é o pesquisador e
não a troca de dados entre os sistemas das bibliotecas. O ideal seria o uso de uma
ferramenta que permitisse a inclusão do dado pesquisado automaticamente na base
de dados da biblioteca que está fazendo a pesquisa, evitando assim a necessidade de
um funcionário re-digitar a informação pesquisada. Isto tornaria o processo mais ágil,
menos oneroso e reduziria os problemas relacionados a erros de digitação e a falta de
padronização dos dados.
Quando uma biblioteca informatiza seu acervo, sua preocupação principal é o
cadastro das suas obras. Nesta fase, surgem várias ferramentas voltadas ao cadastro
e as transações de empréstimos e consultas do acervo.
Quando o primeiro desafio é vencido e o acervo já usufrui destes benefícios,
surge a necessidade da troca de dados com outras bibliotecas, para isto faz-se
necessário o uso de ferramentas que agrupam e disponibilizam estas informações.
Estas duas etapas se repetem em quase todos os processos de informatização
de acervos. Sem dúvida seria bem mais eficiente se ambas as etapas fossem tratadas
juntas desde o início do cadastro. Isto possibilitaria que o cadastro se valesse dos
dados já cadastrados por outras instituições, evitando os problemas futuros que
surgem com a falta de padronização entre os dados de diferentes bibliotecas.

�2

2.1

A REDE DE ACERVOS BIBLIOGRÁFICOS

BASE DE DADOS

A rede de intercâmbio de dados apresentada neste trabalho foi projetada para
que um cliente qualquer possa fazer uma solicitação de uma determinada obra ao web
service, e este por sua vez, retorne os dados desta obra ao solicitante.
Como o web service, que retorna estes dados, foi implementado sobre um
sistema de gestão de bibliotecas já existente, nenhuma tabela foi acrescentada no
banco de dados com o fim específico de prover o serviço.
O referido sistema é composto por várias tabelas, que podem ser divididas em
quatro grandes grupos: Cadastro de obras; Movimentação do acervo (empréstimos,
reservas etc.); Estatísticas; Controle de usuários.

�FIGURA 1 – Tabelas referentes ao cadastro de obras.

O web service fará uso somente das tabelas que têm alguma relação com o
cadastro das obras. A figura 1 ilustra as tabelas que compõem este grupo. Em
amarelo está a tabela "ACERVO" que armazena as obras propriamente ditas. Em
cinza escuro estão as tabelas que tem vínculo direto com a tabela acervo, por
exemplo, na tabela acervo existe um campo chamado "ID_TIPO_DOCUMENTO",
como uma obra só pode ser de um tipo (livro, folheto etc.), este campo contém uma
chave estrangeira apontando para a tabela "TIPO_DOCUMENTO" em uma relação de
N para um, ou seja, várias obras podem ser do tipo livro, mas uma obra só pode ser
de um tipo. Em cinza claro estão as tabelas que permitem mais de uma ocorrência
para uma mesma obra, é o caso da tabela "TITULO_SECUNDARIO", ela permite que
uma obra possua vários títulos secundários em uma relação de um para N.

2.2

A INTERAÇÃO DO WEB SERVICE COM A BASE DE DADOS

Para oferecer um serviço que disponibilize todos os dados referentes a uma
obra, o web service precisa acessar um grande número de tabelas. Como o sistema
existente foi implementado baseado no paradigma de programação orientada a
objetos, e as funcionalidades providas pelo web service já eram, de uma maneira ou
de outra, contempladas pelas classes existentes, o web service irá dispor de uma
classe, descendente de TRemotable que interagirá com as demais classes do sistema
e será responsável pela aquisição dos dados oferecidos pelos serviços do web
service.

2.3

CLASSES DO SISTEMA LEGADO

�O sistema em uso nas bibliotecas possui uma série de classes, ilustradas na
figura 2, que são responsáveis pela manipulação das informações na base de dados.
Todas as classes são descendentes da classe eb_base, que é a responsável
por inserir, alterar, deletar e buscar registros no SGDB. Estas classes possibilitam que
o web service, sempre que necessitar, acesse os dados referentes a um autor, uma
editora ou qualquer informação do sistema, simplesmente usando as funcionalidades
providas por uma das classes já existentes, ao invés de fazer um acesso direto aos
dados.

FIGURA 2 – Classes do sistema legado.

�2.4

MÓDULO DE INCLUSÃO DE DADOS

Como o objetivo principal deste trabalho é prover um mecanismo que possibilite
a equipe técnica de um acervo incluir uma obra com mais agilidade e de forma
padronizada, é no módulo de inclusão de dados que residirá o cliente do web service.

2.4.1 Dificuldades na inclusão dos dados

O fato da base de dados do acervo ser bastante normalizada implica em uma
série de cuidados para possibilitar a inclusão de uma obra.
Por exemplo, para incluir uma obra cujo autor seja "TANENBAUM, Andrew S.",
antes de sugerir este autor é necessário verificar se ele já esta cadastrado na base
local, caso esteja, é necessário descobrir qual o seu código (ID) na tabela autores da
base local, caso não esteja cadastrado o módulo de inclusão deve perguntar ao
digitador se ele deseja incluir o autor na tabela de autores. Isto irá ocorrer com todos
os campos que ao invés de gravar o seu conteúdo diretamente na tabela acervo,
fazem uma referência (chave estrangeira) a outra tabela.

3

3.1

IMPLEMENTAÇÃO

FERRAMENTAS UTILIZADAS

Dentre as ferramentas utilizadas para a implementação, cabe citar o SGDB e a
ferramenta de desenvolvimento de aplicação.

�3.1.1 Firebird

O Firebird é o SGDB utilizado pelo sistema de gestão já existente e em uso
pelas bibliotecas já citadas. A adoção de um SGDB robusto se faz necessária por
existirem no sistema tabelas volumosas, algumas com mais de um milhão de registros
e outras que possuem poucos registros, porém, compostos por campos que
comportam uma grande quantidade de informações.

3.1.2 Delphi

O Delphi foi escolhido por suportar todas as tecnologias necessárias para o
desenvolvimento do trabalho, ele permite acesso nativo ao SGDB Firebird, a criação
de CGIs, suporta XML e todas as tecnologias necessárias ao desenvolvimento de um
web service. Ou seja, com ele é possível usar uma única ferramenta para criar a
aplicação desktop, a parte web, e o web service do sistema.

3.2

O WEB SERCIVE

Para dar uma idéia geral do funcionamento do web service, a figura 3 ilustra a
seguinte situação: a aplicação cliente dispara uma requisição, solicitando ao web
service as informações sobre a obra 33979. O web service recebe a mensagem
SOAP, busca os dados referentes a obra e retorna uma resposta ao cliente.

�FIGURA 3 – Troca de mensagens SOAP.

No exemplo acima, a aplicação cliente envia uma mensagem SOAP para
solicitar o serviço desejado.

FIGURA 4 – Requisição de serviço no formato SOAP.

A mensagem de requisição acima informa ao servidor web service que o cliente
deseja acessar o serviço get_obra que se encontra na interface Iacervo, passando
como parâmetro o número inteiro 33979.
O servidor recebe esta requisição, invoca o método get da classe teb_acervo,
passando como parâmetro o ID da obra desejada, no caso 33979, e envia a resposta
também no formato SOAP ao cliente. A figura 5 representa um fragmento da resposta
enviada pelo servidor, para tornar o exemplo mais legível, alguns dos parâmetros

�retornados foram omitidos, apenas os campos referentes ao ID da obra local, ISBN, e
título foram preservados.

FIGURA 5 – Fragmento da resposta SOAP retornada pelo servidor.

Esta resposta é interpretada pelo cliente web service que deve converter os
parâmetros recebidos no padrão XML para os tipos equivalentes na linguagem de
programação em que foi desenvolvido.
No caso do Delphi, tomando como exemplo o parâmetro “titulo”, a informação
"Ensino didático da linguagem XML" recebida no formato xsd:string é convertida para
o formato string pascal.

3.2.1 O Servidor

Quando é criado um web service no Delphi, deve-se escolher o tipo de
aplicação web no qual o servidor será baseado (CGI, ISAPI etc.), no caso deste
trabalho foi usado CGI. Depois de definido o tipo de servidor o Delphi cria
automaticamente um TWebModule com três componentes. Estes três componentes se
encarregam de prover as funcionalidades básicas do servidor e estão representados
na figura 6.

�• THTTPSoapDispatcher: é o responsável por receber e enviar as mensagens. Ele interage com
objeto
especificado
na
sua
propriedade
Dispatcher,
no
nosso
caso
o
HTTPSoapPascalInvoker1.
• THTTPSoapPascalInvoker: ele interpreta a requisição SOAP vinda de um
THTTPSoapDispatcher e executa a interface correspondente.
• TWSDLHTMLPublish: é o responsável por publicar uma lista de documentos WSDL que
descrevem o web service.

FIGURA 6 – TWebModule do web service.

Estes três componentes em conjunto tornam transparente para o desenvolvedor
todas as transformações XML que se fazem necessárias para a implementação de um
web service. Após a definição do servidor, o passo seguinte é criar as interfaces que
estarão disponíveis aos clientes.

3.2.1.1 A interface Iacervo

As interfaces dos web services, no Delphi, devem ser descendentes de
IInvokable. Quando criamos uma interface chamada "acervo", por exemplo, o Delphi
cria uma unit "acervoIntf" e uma unit "acervoImpl". Como os nomes sugerem a
interface e a implementação ficam em unit's diferentes.
Nesta interface está definida a classe teb_ws_acervo, que será retornada como
parâmetro ao solicitante do serviço com todos os dados de uma obra. Segue abaixo
na figura 7 um trecho desta classe e do método get que a compõe. Ele recebe como
parâmetro uma string representando o código (ID) da obra na base onde está situado
o servidor web service, alimenta todas as propriedades da classe e retorna um valor

�booleano informando se a operação foi realizada com sucesso. Para viabilizar a
implementação do web service foi concebida uma interface, chamada Iacervo, que
disponibiliza quatro serviços, são eles:
• get_obra: é o principal serviço oferecido pelo web service, este serviço recebe como parâmetro
o código (ID) da obra desejada, instancia um objeto do tipo teb_ws_acervo, usa o método get
para alimentar suas propriedades e retorna a própria classe como resposta do serviço.
• download: recebe uma string com o caminho da imagem desejada, carrega o arquivo em um
TFileStream, ajusta o tamanho do array dinâmico de bytes, que será retornado como resposta
do serviço, para o tamanho do arquivo e escreve o conteúdo do TFileStream no array.
• busca_obras_por_autor: recebe o nome de uma autor como parâmetro de entrada, instância
um objeto do tipo teb_acervo e executa o método get_xml_por_autor e retorna uma string XML
como resposta ao serviço.
• busca_obras_por_titulo: recebe um título como parâmetro de entrada, instância um objeto do
tipo teb_acervo e executa o método get_xml_por_titulo e retorna uma string XML como
resposta ao serviço.

teb_ws_acervo = class(TRemotable)
private
...
fid : string;
feventos_secundarios : string;
...
public
function get(id_: string) : boolean;
published
property id : string read fid write fid;
property id_operador : string read fid_operador write fid_operador;
end;
function teb_ws_acervo.get(id_: string):boolean;
var
acervo : teb_acervo; //classe que manipula os dados do acervo
begin
acervo := teb_acervo.criar;
acervo.origem := 'ACERVO'; //define a tabela onde os dados estão
acervo.get(id_); //busca os dados referentes a obra desejada
//seta as propriedades
//as linhas abaixo transferem o conteudo das propriedades da classe
//teb_acervo para a classe teb_ws_acervo
id := acervo.id;
data_cadastro := acervo.data_cadastro;
id_operador := acervo.id_operador;

�FIGURA 7 – Trecho da classe teb_ws_acervo

3.2.2 O Cliente
O cliente web service foi adicionado ao módulo de inclusão e é composto por
três partes principais.

FIGURA 8 – Cliente web service.

Na parte superior da tela estão todos os web services disponíveis na rede de
intercâmbio de dados, o operador deve selecionar qual biblioteca ele deseja solicitar a
obra. Na parte central estão as opções de busca por título e por autor. O resultado da
busca,

que

na

verdade

é

uma

string

XML

retornada

pelo

método

busca_obras_por_titulo ou pelo método busca_obras_por_autor, é apresentado na
parte inferior da tela no formato HTML.
Ao clicar sobre uma obra ou digitar seu código (ID), uma chamada ao serviço
get_obra é realizada, este serviço retorna um objeto do tipo teb_ws_acervo com as
informações referentes a obra.
O módulo de inclusão de obras alimenta as propriedades de um objeto do tipo
teb_acervo com as propriedades vindas do objeto retornado pelo web service, após
todas as propriedades serem alimentadas o objeto aguarda que o usuário confirme a

�inclusão da obra no acervo, sendo que, neste ponto o registro ainda está editável,
sendo passível de alterações, se necessárias antes da confirmação da inclusão da
obra.

FIGURA 9 – Módulo de inclusão de obras alimentado pelo web service.

4

CONCLUSÃO
A rede de intercâmbio de dados para acervos bibliográficos foi concebida com o

intuito de ser uma ferramenta para auxiliar o setor técnico de uma biblioteca em uma
das suas tarefas mais morosas, o cadastro de uma nova obra no acervo. O grande
diferencial desta rede para as já existentes foi a adoção de web services para interligar
os acervos.
Um desafio constante na manutenção de um acervo é a padronização das
informações bibliográficas, a utilização de uma rede de intercâmbio de informações

�bibliográficas reduz as disparidades decorrentes de vícios de digitação, ou mesmo de
posicionamentos divergentes entre os responsáveis pela catalogação das obras. Isto
se agrava ainda mais quando várias bibliotecas estão envolvidas no processo, por
mais que todas utilizem as mesmas diretrizes para cadastrar suas obras, fazer parte
de uma rede implicará em algumas mudanças na formatação do acervo.
O uso de uma única ferramenta de desenvolvimento para tratar de todos os
aspectos relativos ao sistema resultou em uma grande produtividade no sistema como
um todo, pois, os módulos desktop, web, e de web services puderam compartilhar das
mesmas classes, isto possibilitou que para incluir uma obra, para responder a uma
consulta web ou para executar um web service, uma mesma classe fosse usada.
Um ponto a destacar na criação de web services usando o Delphi, foi a
transparência propiciada pela ferramenta no que tange as transformações XML
necessárias para a especificação, publicação e execução dos web services.
A maior vantagem do uso de web services é sem dúvidas o fato desta
tecnologia usar o protocolo HTTP na porta 80 para trocar mensagens, isto garante a
tecnologia uma simplicidade que além de superar as limitações das tecnologias
tradicionais de objetos distribuídos, cria uma infinidade de novas perspectivas para as
aplicações web.

NET DATA EXCHANGE FOR BIBLIOGRAPHICAL COLLECTIONS BASED IN WEB
SERVICES

ABSTRACT
A The inclusion of a book in a bibliographical collection requires the attention of a
librarian or an employee with knowledge in librarianship, this makes necessary given to
the diversity of the collection and the complexity of the norms that conduct the process
of classification or tabulation of a collection. Thanks to the informatization of the
libraries and the expansion of the Internet, on line collections for consultation had
appeared, and is practical common among libraries to consult other collections looking
for books already registered. However, to exchange records between libraries
effectively, implies in participating of dedicated nets that demand a robust infrastructure

�and generally involve high costs. This makes it difficult the access to the these nets for
small and medium libraries, that are exactly most devoid of specialized professionals.
This work propose the creation of a net of bibliographical collections based in web
services, the main objective is make more agile and to reduce costs the process of
inclusion and maintenance of collections of any size. As web services are based on
open technologies and use as transport protocol the HTTP and port 80, any library that
has access the internet will be apt to participate of the net as customer, to house the
web service, and make available your collection, makes necessary the installation of a
web server. The net was designed to change data between the systems that are in
functioning in the University Library of the UNIPLAC, Public Library of Lages, Public
Library of Florianópolis and in the company Método Informática Ltda. Currently there
are two web services active, one housed in the UNIPLAC and another one in the
Método Informática, therefore, the collection of these two already are available for the
other libraries.
KEY-WORDS: Library. Bibliographical Collection. Web Service. SOAP. Internet.

REFERÊNCIAS
ALBUQUERQUE, F. TCP/IP Internet: Programação de sistemas distribuídos HTML,
Javascript e Java. São Paulo: Axcel Books, 2001.
CAMELO, D. M. Web Service. Disciplina Web Service do curso de Especialização de
Sistemas de informação e aplicações Web – CESF/FUCAPI. 2002. Disponível em:
&lt;http://www.dizai.com.br/dino/selfpromotion/arquivos/ articles/WebServices.pdf&gt;.
Acessado em: 15 mar 2003.
FERREIRA, M. M. Introdução aos formatos bibliográfico e de autoridade
USMARC. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, [199-]. 109 p.
FURGERI, S. Ensino didático da linguagem XML: Aprenda a criar padrões e
documentos inteligentes com a XML. São Paulo: Érica, 2001. 277 p.
DE LUCCA, J. Integração de aplicativos com web services. In: ESCOLA DE
INFORMÁTICA DA SBC - SANTA CATARINA, 11., 2003, Lages. Anais ... Lages:
UNIPLAC/SBC, 2003. p. 1-40.
MENDES, F. V. Web Services: Dos conceitos à implementação. Clube Delphi, Rio de
Janeiro, RJ, ano III. ed. 27, p. 29-33, abr 2002.

�RAY, E. T. Aprendendo XML. Rio de Janeiro: Campus, 2001. 372 p.

∗

Desenvolvedor de sistemas do núcleo de informática da Universidade do Planalto Catarinense.
www.uniplac.net E-mail: enio@uniplac.net

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54726">
                <text>Rede de intercâmbio de dados para acervos bibliográficos baseada em Web services.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54727">
                <text>Bueno, Enio</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54728">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54729">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54730">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54732">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54733">
                <text>A inclusão de uma obra em um acervo bibliográfico requer a atenção de um bibliotecário ou de um funcionário que possua conhecimentos em biblioteconomia, isto se faz necessário dada à diversidade das obras e a complexidade das normas que regem o processo de classificação ou catalogação de um acervo. Graças à informatização das bibliotecas e a expansão da Internet, surgiram vários acervos on line disponíveis na web, e é prática comum entre bibliotecas consultar outros acervos procurando por obras já cadastradas. No entanto, trocar efetivamente registros, classificados ou catalogados entre bibliotecas, implica em participar de redes dedicadas, o que exige uma infra-estrutura robusta e geralmente envolve altos custos. Isto dificulta o acesso a estas redes para bibliotecas de pequeno e médio porte, que são justamente as mais carentes de profissionais especializados. Este trabalho propõe viabilizar a criação de uma rede de acervos bibliográficos baseada em web services, o objetivo principal é agilizar e baratear o processo de inclusão e manutenção de obras em um acervo de qualquer porte. Como os web services são baseados em tecnologias abertas e usam como protocolo de transporte o HTTP e a porta 80, qualquer biblioteca que tenha acesso à internet estará apta a participar da rede como cliente. Para hospedar o web service, disponibilizando as obras do seu acervo, é necessária à instalação de um servidor web. A rede foi concebida para trocar dados entre os sistemas que estão em funcionamento na Biblioteca Universitária da UNIPLAC, Biblioteca Pública Municipal de Lages, Biblioteca Pública Municipal de Florianópolis e na empresa Método Informática Ltda. Atualmente, existem dois web services ativos, um hospedado na UNIPLAC e outro na Método Informática, portanto, as obras destes dois acervos já estão disponíveis.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68486">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4985" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4053">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4985/SNBU2004_130.pdf</src>
        <authentication>e2821f4049695171d8e35a236e6adb00</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54779">
                    <text>A HORA DO CONTO VIA INTERNET: PROPOSTA PARA
IMPLANTAÇÃO DE UM PROJETO SOCIO-EDUCACIONAL
NAS ESCOLAS COM O APOIO DA UNIVERSIDADE
Gildenir Carolino Santos*
Márcia Aparecida Pillon D’Alóia**

RESUMO
Uma das possibilidades de desenvolver a criatividade e o despertar do hábito da
leitura em crianças, é a aplicação da hora do conto nas salas de aula. Pensando
desta forma, a condição do sujeito para contribuir com o desenvolvimento de sua
capacidade motora desde pequeno é muito grande, e desta forma melhorará o seu
desempenho no convívio sócio-educacional. Assim, temos como propósito para
atingir em maior escala com o despertar do hábito de leitura, a proposta de
implantação da hora do conto via Internet, utilizando a capacidade das crianças
juntamente com o professor de publicar na rede, os trabalhos produzidos em sala de
aula, ou seja, a redação, na forma de conto, para que uma maioria possa acessar e
realizar a leitura eletrônica navegando na Internet. Esta proposta é uma tentativa
inédita de participação interativa entre Escola-Universidade, juntamente com a
contribuição do profissional da informação, professores e alunos empenhados não
somente em construir o texto digital, mas também de disponibilizar os contos no
ambiente da biblioteca digital escolar, produto que já está nascendo no interior da
Universidade.
PALAVRAS-CHAVE: Hora do conto na Internet. Escola-Universidade – Parceiria.
Educação. Leitura na Internet. Hábito da leitura digital. Sociedade da informação.

1 INTRODUÇÃO
A proposta de estar desenvolvendo esse trabalho busca refletir o interesse
das crianças diante dos livros de contos de fadas, assim como também esses contos
reproduzidos por elas e disponibilizados na Internet como material de estudo.
Com advento da Internet, as pesquisas via computador, assim como também
a própria aprendizagem as crianças ficam fascinadas por esses equipamentos
passando horas em busca de conhecimento e diversão.
Procuraremos, portanto, pesquisar o real interesse da criança mediante os
contos de fadas e qual a relação com as estórias disponibilizadas por outras

�crianças na Internet. Esperaremos, porém que os resultados sejam a formação de
crianças leitoras independentes de quaisquer suportes que sejam, como por
exemplo livros de estórias, estórias contadas e ou mesmo as estórias
disponibilizadas através da Internet.
Assim sendo, nosso objetivo é pesquisar a formação de leitores em crianças
de escola municipal, assim como também a preparação do professor para a
atividade da hora do conto, como essa atividade é desenvolvida, quais os recursos
materiais disponíveis como livros infantis, computador, rede de acesso à Internet.
Como as crianças de classe média baixa encaram o incentivo à leitura na escola e o
acesso a Internet.
O desenvolvimento desse trabalho dar-se-á na Escola Estadual “Prof. Físico
Sérgio Pereira Porto”, criada a partir de um convênio (protocolo de cooperação
técnica) entre a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Secretaria
Estadual de Educação assinado em

11/01/1990, onde a escola atende

prioritariamente aos filhos dos servidores da UNICAMP, e é uma escola totalmente
atípica, sem o envolvimento da comunidade. Ela está ligada diretamente às normas
estabelecidas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, e por isso,
estaremos pretendendo inserir nas atividades mensais para as 3ª e 4ª séries do
ensino fundamental a hora do conto e a disponibilização das estórias pela Internet.
Assim como também treinar os professores para que para que eles dêem
continuidade a essa atividade tão importante para a formação de leitores. (SANTOS,
2002, p.14).

2 A HORA DO CONTO COMO INCENTIVO À LEITURA NAS SALAS DE AULA

A Hora do Conto vem a ser uma motivação para a leitura podendo contribuir
para a formação de leitores. Esta motivação poderá ser desenvolvida através das
histórias contadas, assim como também através leituras de livros de histórias.
Os livros de histórias infantis, os contos fantásticos para crianças trazem em
si o confronto do real com o imaginário. Traçar um limite entre o real e o imaginário

�torna-se um processo difícil à medida que o sonho e a realidade, para as crianças,
fundem-se e se completam.
É no processo estabelecido entre o real e o imaginário que a criança, em
contato com as histórias, com os contos de fadas e as experiências familiares
(histórias contadas de pais para filhos), vivência as diferentes possibilidades de
relacionamento no contexto social.
A presença de um espaço do maravilhoso, preparado e introduzido no inicio
do texto por uma identificação de tempo e de lugar o “Era uma vez...” representa o
traço mais característico e definidor dos chamados contos de fadas.
Essa é a abertura dos contos mais comum utilizada, constituindo-se em um
universo detentor de liberdade onde os sonhos e a fantasia realizam-se. Para a
criança a realidade encontra-se vinculada ao fantástico, a partir do mágico. Podemos
perceber melhor a realidade e desenvolver a criatividade, pois a obra fantástica
encontra-se sua fonte na experiência cotidiana a partir de personagens conhecidos e
acontecimentos vividos. São as lições de moral que os contos, implicitamente,
trazem em si. Assim o imaginário na criança é uma mistura de várias histórias, pois
encontramos elementos da história particular (cotidiano), do conto tradicional (fadas,
mágicos, bruxas) e invenções pessoais da criança.
Segundo Válio (1993,P.82) o:
‘Era uma vez’ que transporta o ouvinte ou leitor para o mundo da
fantasia, providencia o desenrolar das histórias para um tempo e
local indeterminado, tornado-as diretas, onde nada se explica ou
justifica, acontece. A seqüência narrativa completa-se pela
casualidade dos acontecimentos, em um contínuo, sem causas ou
efeitos ou porquês. Expressões que podem ser consideradas se
sentido, explicam-se ou justificam-se pela brincadeira dos sons, pelo
ritmo, pela rima.

No contato com os livros de conto “fantásticos” e em seus primeiros textos, a
criança tem uma visão animista do mundo, ao dar vida aos animais, pedras, plantas
e outros objetos, este processo ocorre na pré-escola e por volta dos sete anos.

�As descobertas essenciais sobre as condições humanas – a vida, a
morte, o trabalho, a amizade, o amor, o sofrimento – são feitas pela
criança, geralmente ao nível do simbólico que lhe propõe inicialmente
as lendas, mitos que se aprendem intuitivamente para em seguida
decifrá-los, pouco a pouco, no palco do intelecto. Embora a distância
introduzida pelo símbolo sirva, em muitos casos, para tornar-se
proporcional às forças da criança, para tornar progressiva tal
descoberta-choque. (HELD 1980 p.95).

As histórias dos livros infantis possibilitam às crianças o confronto entre o seu
mundo e o exterior, criando em sua imaginação paradigmas, de modo que
contribuam para entender as situações diárias dando suporte para lutar contra suas
dificuldades. (BETTELHEIN, 1980).
O autor citado mostra que os contos de fadas interferem no desenvolvimento
da personalidade e ajuda o indivíduo, através do final feliz (o bem vence o mal), a ter
confiança, segurança na solução de seus problemas.
A criança no seu dia a dia defronta-se com diversos problemas, tenta superálos entrando no mundo dos contos e dos mitos, sendo assim, a história fantástica, o
conto de fadas permite à criança liberdade psíquica. Held (1980), propõe em seu
trabalho uma “pedagogia do imaginário”, onde a imaginação da criança e a literatura
fantástica sejam incentivadas.
Na publicação Gramática da Fantasia, Rodari (1982), o autor trabalha t com
os conceitos de “imaginação”, “fantasia” e “criatividade”, nos quais, através dos jogos
infantis, manifesta-se a imaginação criativa no processo de reelaboração da
realidade cotidiana, na qual a criança combina entre si a experiência vivida no
sentido de construir uma outra realidade. Sendo a realidade a fonte que fornece
subsídios para a imaginação, o autor sugere que seja enriquecido o ambiente
(escola/biblioteca) onde as crianças se encontram. A proposta de Rodari – em
Gramática da Fantasia – vem a ser subsídio para professores e bibliotecários, onde
a hora do conto é o centro do trabalho.
A imaginação da criança, estimulada a inventar palavras, aplicará
seus instrumentos sobre todos os traços da experiência, que
provocarão sua intervenção criativa.
As fábulas servem à
matemática, servem à poesia, à música, à utopia, à política, em
suma, ao homem inteiro e não só ao fabulista. Servem exatamente
porque, na experiência, na aparência, não servem para nada.

(RODARI, 1982 p. 139).

�Seria possível um processo educativo onde biblioteca e escola trabalhassem
juntas pelo desenvolvimento da “fantasia”, da “criatividade”, onde a criança teria a
possibilidade de ultrapassar as barreiras da realidade fazendo novas descobertas,
onde houvesse sempre um narrador a contar histórias?

3

A HORA DO CONTO E A APROXIMAÇÃO DO CONVÍVIO SÓCIO-EDUCACIONAL
Se a hora do conto é entendida como um ato de socialização do próprio

processo da palavra – a enunciação que visa à comunicação, a biblioteca e ou a
sala de aula são locais ideais onde o ato da fala pode exteriorizar-se. A hora do
conto pode-se dizer, é a forma exata onde ocorre o processo socializador frente à
enunciação. O bibliotecário e o professor agente dessa socialização transmite para
um grupo de criança de níveis sociais diferenciados uma situação, isto é, uma
história, um conto, um relato ou mesmo a leitura de um clássico infantil. Esse
discurso expresso é refletido no interior de cada indivíduo, confrontando com suas
experiências de vida.
A atividade mental reordena os fatos exteriozando-os para o grupo através de
gestos e pela resposta verbal dos participantes na situação da enunciação. Através
do ato da fala há a interação do grupo frente a situação proposta, criando o mundo
interior e provavelmente uma nova situação.
A hora do conto revela paradigmas de comportamento social, de modo que a
criança possa desenvolver-se dentro do sistema social. Assim, através das histórias
contadas, as crianças interiorizam determinados paradigmas sociais já estabelecidos
pelo contexto social. O ato da fala é estabelecido através da interação verbal,
realizado entre as crianças e o contador de histórias, como um processo pelo qual
elas possam adquirir um repertório, envolvendo–se socialmente na seqüência
narrativa.
Preocupado com a formação do leitor e não com a aprendizagem da leitura
ou escrita, Foucambert (1994, p. 24), entende que mais que alfabetizar agora é
“necessário leiturizar”, isto é, conceder “a escrita como linguagem específica de um
modo de pensar e não como uma espécie de duplo do oral, conseguido por meio de

�um sistema de transição”. Segundo o autor, tanto a alfabetização como a leiturização
são formas diferentes de encontro com a escrita, considerando esta como sendo
uma linguagem para os olhos, pois o texto escrito já está pronto, não há como você
intervir, sendo que a linguagem oral é uma linguagem para o ouvido, nessa há a
oportunidade de ser corrigido quando há erros. Essa preocupação com a formação
de leitores, para o autor citado, é que a informação não seja apenas de domínio das
pessoas, mas que todas tenham acesso a essa informação, assim como também à
sua análise crítica e á sua produção, pois esse é o papel principal da leiturização.
Pesquisando a relação do bibliotecário professor/contador de história, na
biblioteca pública de Los Angeles, Sierra (1990), verificou que os bibliotecários
contadores de histórias são diferentes dos contadores tradicionais, pois, o ato de
contar é adquirido quando adulto, como parte, ou como resultado, da escolha
profissional. O contador tradicional absorve seus repertórios da família e dos
membros da comunidade e começa ainda quando criança. O bibliotecário contador
de histórias apresenta para as crianças através de seu desempenho, a dinâmica e a
essencial interação do livro. Sierra sugere que para os novos bibliotecários de
bibliotecas infantis é necessário um treinamento para se tornarem contadores de
histórias, cujo objetivo é manter o potencial que os contadores testem em si, sendo
uma oportunidade de se observar suas experiências no conto, estimulando e
desenvolvendo a confiança em cada indivíduo e em seu estilo pessoal.
O papel do bibliotecário quanto do professor não é ensinar padrões de leitura
ou mesmo o que ler, mas sim oportunizar materiais de leitura e promover o acesso a
esse material, com base não apenas no entendimento padronizado das
necessidades de leitura, como também se fazer entender que uma das funções
principais da leitura é facilitar um contínuo desenvolvimento da habilidade do
pensamento. Para desenvolver a habilidade do conhecimento, Nitecki (1986 p. 229),
define três tipos de leitura – “a leitura de entretenimento, a informativa e a leitura
criativa ou exploratória”, esta no meio educacional provê oportunidade para explorar
várias relações entre a linguagem através da experiência do leitor. A leitura criativa
provê efeitos de enriquecimento intelectual.
É bem provável que a hora do conto venha proporcionar à criança caminhos
que levarão ao prazer da leitura, entendendo-a como uma nova visão e como uma

�forma de estímulo ligada ao divertimento. Conquistar as crianças para o mundo da
leitura, do prazer, da imaginação é o objetivo da hora do conto.

4 O DESPERTAR DO HÁBITO DE LEITURA : A LEITURA ELETRÔNICA

A leitura, um dos veículos de comunicação humana, apresenta-se em todos
os segmentos sociais. A sociedade tem na leitura uma das “molas mestras”
fundamentais para o seu desenvolvimento. Através da leitura o homem entende o
processo histórico e faz-se compreender nas mudanças sociais presentes e futuras.
O tempo e as necessidades do homem fez com que mudanças tecnológicas
ocorressem em todos os setores sociais, como a invenção do arado, da roda, que
foram úteis para a humanidade. Com o aparecimento da escrita, a leitura surgiu
também para fazer com que os homens pudessem entender melhor e registrar esses
avanços contribuindo inclusive para aperfeiçoá-los. Com a invenção da imprensa, o
homem conquistou um outro espaço. Os livros, o jornal, entre outras formas de
materiais impressos, tornaram–se instrumentos nos quais a memória, os fatos e os
acontecimentos são registrados. Desse modo o conhecimento passou a ser
interpretado ou lido pelas pessoas ou por diferentes grupos sociais, cujos textos
poderão cada vez mais produzir outros através da leitura e suas interpretações.
O estudo realizado por Bamberger (1987) mostra-nos determinadas
preocupações com relação à leitura em diferentes países, onde analisou diferentes
fatores que influenciam o hábito de leitura como: importância e oportunidade de
acesso ao livro e à leitura, interesses de leitura no contexto social, as escolas e as
habilidades como os meios adequados para a disseminação e difusão do livro, da
escrita e da leitura através deles o indivíduo poderá adquirir o hábito de ler.
A linguagem estabelecida como um veículo de comunicação, é o
intermediário da criança com o mundo, e a leitura faz com que a criança obtenha o
domínio lingüístico como também a formação e compreensão do imaginário, fazendo
a entender-se no mundo dentro do seu universo infantil. Acreditamos que o contato
da criança com o livro infantil, o mundo “fantástico”, o “maravilhoso”, assim como as
viagens imaginárias fazem com que gradativamente o interesse pela leitura seja
despertado.

�Conforme Rabelo (1987 p. 13), o hábito de ler é a “disposição duradoura para
leitura adquirida como conseqüência de leituras constantes e repetidas” É evidente
que o indivíduo executando determinadas tarefas freqüentes e uniformes
desenvolverá o hábito a partir de uma determinada ação.
A definição do hábito de leitura para Gaspar (1980, p.32) vem a ser como
uma atividade em que o indivíduo realiza “como ocupação do tempo disponível, sem
que seja uma obrigação com finalidades recreacionais, culturais, educacionais e
informativas, em intervalos de tempo regulares”.
Acredita Gaspar, que para a leitura tornar-se um hábito, deveria ser iniciada e
estimulada o mais cedo possível. Diante deste fato, a escola, a biblioteca, os pais
são os primeiros incentivadores da criança. A partir do momento em que o autor
relaciona-se com a criança, brincando, explorando as rimas, versos, adivinhações,
cantigas de roda, brincadeiras populares e do folclore ou mostrando livro e revistas
ilustradas, relacionando os nomes às figuras, estimulando o raciocínio lógico,
provavelmente estará contribuindo para a formação de um futuro leitor.
Em Pesquisa realizada por Magalhães (1980), sobre a leitura recreativa na
escola de 1º grau, verificou-se que a leitura como atividade de lazer destaca-se em
segundo lugar nas atividades recreativas, não sendo, porém considerada como lazer
principal dos alunos pesquisados. O interesse desses alunos volta-se para os livros
de aventura, história de amor. Quanto ao trabalho em sala de aula, os resultados da
pesquisa revelam que o professor de Português faz indicações de livros para leitura
obrigatória, exige a leitura, escolhe os livros de literatura e desenvolve atividades de
verificação de leitura. Nessa pesquisa um dado relevante foi constatado pela autora,
verificou-se que, à medida que a idade dos alunos aumenta, assim como também o
seu grau de escolaridade, os alunos afastam-se cada vez mais dos livros.
Assim, a leitura neste estudo, baseia-se na leitura eletrônica, no navegar, no
encontrar novas idéias, buscando como inspiração e pano de fundo a Internet,
principal instrumento para o mundo cibernético e grande repositório de textos e
outros trabalhos.
De acordo com Castells (2002), a Internet é a “espinha dorsal da
comunicação global mediada por computadores (CMC): é a rede que liga a maior

�parte das redes, e isto indica que o significado da leitura eletrônica é um
emaranhado no universo da teia global”.

5 O DESENVOLVIMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR DIGITAL

A biblioteca escolar é um órgão atrelado a escola. É, portanto, uma instituição
educativa que precisa de lideranças com formação bibliotecária e comprometida com
as questões educacionais. Não se fazem líderes com treinamento rápido e sem
formação adequada para tal. A educação é um processo que demanda tempo. Para
que uma pessoa assuma a responsabilidade por uma biblioteca escolar e sua
dinamização requer uma formação filosófica, teórica e técnica evitando que repitam
os prejuízos que já foram detectados, no próprio estado, com relação às perdas de
acervos e de sua utilização.
Por esta razão, o desenvolvimento de uma biblioteca escolar digital (BED),
com as crianças, faz-se necessário porque as bibliotecas em geral, não têm
merecido o enfretamento científico devido, o que continua a despertar os
sentimentos de preocupação e de indignação por não estar existindo atualmente nas
escolas públicas brasileiras.
Em seu livro, Silva (1999, p.13), crítica bravamente sobre a situação da
biblioteca escolar brasileira, onde a mesma encontra-se sob o mais profundo
silêncio; silenciam as autoridades, ignoram-na os pesquisadores, calam-se
professores, omitem-se os bibliotecários.
Neste sentido, tomou-se a iniciativa neste estudo, de desenvolver uma
metodologia para a construção da BED, que tentasse de certa forma amenizar a
destruição da biblioteca escolar tradicional, por motivos diferenciados de opiniões. A
proposta deste estudo é tentar resgatar o que se usa na Internet hoje como fonte de
pesquisa, e trazê-la para a sala de aula, permitindo que essa interação de
computador e alunos (crianças) aconteça com um único propósito: a construção de
textos através da hora do conto, a partir dos textos lidos pelos alunos, em que os
mesmos redigirão sua estória ou conto, onde farão a inserção de dados, aprenderão
a processar os documentos de forma a resgatar a informação, monitorados e tendo

�como facilitadores o profissional bibliotecário e o professor responsável pela classe
selecionada para iniciar o estudo base da escola.
Certamente supririam a lacuna não só em relação ao processo de
desenvolvimento da leitura do aluno (crianças), como também, em relação à leitura
do professor e de sua atualização profissional.

6 MATERIAIS E MÉTODOS

Aqui pretendemos apresentar neste estudo, os procedimentos utilizados no
trabalho de campo e seu delineamento metodológico, buscando atender ao
problema deste estudo, que se refere à busca dos pressupostos básicos que
auxiliam

o

professor,

juntamente

com

o

profissional

bibliotecário,

no

desenvolvimento de uma metodologia, baseada no uso da Internet, através do
computador, que interfira no hábito de leitura dos alunos (crianças) através da hora
do conto via Internet, produzindo no final do estudo, um ambiente construcionista de
aprendizagem com as crianças, através de uma BED.
Esse estudo, conforme já citado, realizar-se-á na Escola Estadual “Prof.
Físico Sérgio Pereira Porto” – UNICAMP, sendo um projeto piloto que após análise e
avaliação dos dados será divulgado para a rede de ensino municipal de CampinasSP. Nessa escola as crianças já vivenciaram experiências de pesquisas explorando
a Internet.
O estudo proposto pretende melhorar a prática educativa real existente e por
isso recorremos à observação do sujeito-objeto pelo método construtivista, por
considerarmos que é, através das anotações e demonstração diferenciada de cada
um dos alunos, a maneira de podermos avaliar a fase do ensino-aprendizagem
aplicada a essa metodologia.
A técnica adotada centra-se em criar uma metodologia de um ambiente
construcionista de aprendizagem com as crianças, através de uma BED, pelos
alunos da escola envolvida, percepcionada numa perspectiva de estudo de caso.
Isto, porque segundo Lüdke e André (1988, p.21):

�o estudo de caso é o estudo de um caso, seja ele simples e
específico [...] o estudo de caso é sempre bem delimitado, devendo
ter seus contornos claramente definidos no desenrolar do estudo. O
caso pode ser similar a outros, mas ao mesmo tempo distinto, pois
tem um interesse próprio, singular.

Para a atividade base da hora do conto serão utilizados livros de literatura
infantil, utilizaremos os clássicos como Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve,
Cinderela, Rapunzel e o Patinho Feio. Após contar essas histórias as crianças irão
produzir a que mais gostou.

Essas histórias serão então disponibilizadas numa

página da internet para consulta das próprias crianças e de outras. Será investigado
então após consulta das crianças em seus textos na Internet, como a criança
interpretou a história e a sua relação com o “maravilhoso” via Internet.

7 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Martinez (1996) refere que diversos estudos realizados demonstram que
alunos apoiados pela educação mediada com tecnologia necessitaram de um terço
menos de tempo do que os estudantes que utilizaram métodos tradicionais para
superar etapas de ensino.
Assim sendo, para que o sujeito interaja com um ambiente computadorizado
precisa organizar esta nova realidade, entender o funcionamento da máquina, do
software a ser utilizado (BEHAR, 1998). Para isto, deve possuir um modelo mental
do funcionamento do mesmo, construir os seus próprios conceitos em relação ao
programa para poder operá-lo, manipulá-lo e, para isso, utiliza as estruturas lógicas
e construtivas do seu pensamento (BEHAR, 1998).
Com base na reflexão de Portal (2001), os resultados do estudo nos remetem
para a reflexão de que, a cada um de nós educadores, cabem fazer uma leitura dos
referenciais que norteiam o projeto tecnológico de nossas práticas pedagógicas,
para que possamos rever nossa capacidade de desempenho educacional,
elaborando um projeto tecnológico que não se produza numa mera incorporação de
artefatos tecnológicos, mas como uma prática social que, para seu desenvolvimento,
dependa essencialmente do humano, das relações sociais, da capacidade de

�comunicação, de negociação, de inclusão do outro, possibilitando a formação do
laço sócio-educacional

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Finalmente o presente estudo não se finaliza aqui, representa apenas uma
etapa de uma pesquisa mais ampla, onde a metodologia apresentada poderá ser
estendida e aplicada em escolas públicas, deficientes de bibliotecas escolares
presenciais. O compartilhamento de saberes e união dos conhecimentos técnicos e
teóricos dos bibliotecários, professores e alunos, demonstrará que é possível aplicar
na realidade a construção de um projeto necessário para a complementação do
ensino nos dias de hoje.
Acreditamos que incentivar as crianças nas séries iniciais à leitura de livros
infantis ou mesmo o contar histórias, isto é, desenvolver a hora do conto na sala de
aula ajudará na formação de futuros leitores.

REFERÊNCIAS

BAMBERGER, R. Como incentivar o hábito de leitura. 3.ed. São Paulo: Àtica,
1987. 109p.

BEHAR, P. A. Informática &amp; educação. 1992. 80p. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Computação) – Instituto de informática, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre.

BETTELHEIN, B. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1980. 366p. (Série Literatura e Teoria Literária; v.24).

CASTELLS, M. A sociedade em rede. 6.ed. total. rev. ampl. Rio de Janeiro: Paz
e Terra, 2002.

�FOUCAMBERT, J. A leitura em questão. Trad. de Bruno Charles Magne. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1994. 157p. (original em francês de 1989).

GASPAR, A.C. Estudos sobre hábito de leituras e uso da biblioteca pública
“Benedito Leite” (BPBL) na comunidade urbano de São Luis do Maranhão – Brasil.
Brasília, DF, 1980, 136f. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) – Faculdade de
Estudos Sociais Aplicados, Universidade de Brasília.

LÜDKE, M.; ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas.
São Paulo: EPU, 1988. (Temas básicos de educação e ensino).

MAGALHÃES, M. H. de A. Leitura recreativa na escola de 1º grau da rede
municipal de ensino de Belo Horizonte. Belo Horizonte, 1980 116f. Dissertação
(Mestrado em Biblioteconomia) Departamento de Biblioteconomia, Universidade
Federal de Minas Gerais.

MARTINEZ, M. Q. La World Wide Web como poderosa herramienta didáctica en
la educación a distancia.
Disponível em: &lt;http://phoenix.sce.fct.
unl.pt/ribie/cong_1996/congresso_html/120/ponecol.html&gt;. Acesso em: 01 jul. 2003.

NITECKI, J. Z. Creating reading: of letters, words and thoughs. Canadian Library
Journal. p. 229-233. Aug. 1986.

RABELO, O. Atividades de leitura em bibliotecas; equívocos de uma prática. Rev.
Esc. Bibliotecon. da UFMG, Belo Horizonte, v. 16, n. 2, p. 130-42, set. 1987.

PORTAL, L. L. F. Educação à distância: uma opção estratégico-metodológica em
busca de espaços de distância ou de relacionamento para a aprendizagem.
Educação, Porto Alegre, v.24, n.44, p.93-115, ago. 2001.

RODARI, G. Gramática da Fantasia. Trad. de Antonio Negrini. São Paulo: Summus,
1982. 160p. (Série Novas Buscas em Educação; v.11).

SANTOS, G. C. Estudo da interlocução entre biblioteca-escola-tecnologia,
baseada na Internet: um estudo de caso na Escola Estadual Prof. Físico Sérgio

�Pereira Porto – UNICAMP. 2002. 181f. Dissertação (Mestrado em Educação) –
Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

SANTOS, G. C. ; AMARAL, S.F. do. Metodologia para a construção de bibliotecas
escolares digitais, direcionadas para a rede de escolas públicas In: CONGRESSO
DE LEITURA DO BRASIL, 14., 2003, Campinas, SP. Anais eletrônicos...
Campinas, SP: Graf. FE; ALB, 2003. (CO2010 – Publicado em CD-ROM).

SILVA, W.C. da. Miséria da biblioteca escolar. 2.ed. São Paulo: Cortez, 1999.
(Coleção questões da nossa época; v.45)

SIERRA, J. Its it really storytelling? Librarians and oral narrative tradition. Journal of
Youth services in libraries. Fall, 1990. p.41-49.

VÁLIO, E. B. M. Leitura Infantil: fantasia e realidade. Rev. Letras da PUCCAMP, v.
12, n.1/2, p. 72-83, dez. 1993.

PILLON, M. A. Hora do conto na biblioteca pública: um incentivo ao hábito da
leitura.
1995. 87f. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) – Pontifícia
Universidade Católica de Campinas, Campinas, SP.

SANTOS, G. C. Estudo da interlocução entre biblioteca-escola-tecnologia,
baseada na Internet: um estudo de caso na Escola Estadual Prof. Físico Sérgio
Pereira Porto – UNICAMP. 2002. 181f. Dissertação (Mestrado em Educação) –
Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

_______________
*

Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP ; Mestre em Educação –
Faculdade de Educação/UNICAMP - gilbfe@unicamp.br
**
Bibliotecária-Diretora da Biblioteca do Instituto de Matemática, Estatística e Computação
Científica/UNICAMP ; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação – PUC-Campinas pillon@ime.unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas – Sistema de Bibliotecas
Av. Sérgio Buarque de Holanda, s/n° – Cidade Universitária 13083-970 Campinas – SP – Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54753">
                <text>A hora do conto via internet: proposta para implantação de um projeto socio-educacional nas escolas com o apoio da Universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54754">
                <text>Santos, Gildenir Carolino; D'Alóia, Márcia Aparecida Pillon </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54755">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54756">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54757">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54759">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54760">
                <text>Uma das possibilidades de desenvolver a criatividade e o despertar do hábito da leitura em crianças, é a aplicação da hora do conto nas salas de aula. Pensando desta forma, a condição do sujeito para contribuir com o desenvolvimento de sua capacidade motora desde pequeno é muito grande, e desta forma melhorará o seu desempenho no convívio sócio-educacional. Assim, temos como propósito para atingir em maior escala com o despertar do hábito de leitura, a proposta de implantação da hora do conto via Internet, utilizando a capacidade das crianças juntamente com o professor de publicar na rede, os trabalhos produzidos em sala de aula, ou seja, a redação, na forma de conto, para que uma maioria possa acessar e realizar a leitura eletrônica navegando na Internet. Esta proposta é uma tentativa inédita de participação interativa entre Escola-Universidade, juntamente com a contribuição do profissional da informação, professores e alunos empenhados não somente em construir o texto digital, mas também de disponibilizar os contos no ambiente da biblioteca digital escolar, produto que já está nascendo no interior da Universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68489">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4988" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4056">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4988/SNBU2004_131.pdf</src>
        <authentication>5386b5e81d93c4b7bcae396cd344aee0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54806">
                    <text>PROPOSTAS E ESTRATÉGIAS PARA CONSTRUÇÃO DE UM
VOCABULÁRIO CONTROLADO SISTEMATIZADO,
UTILIZANDO COMO PARTIDA A BASE DE DADOS ACERVUS-UNICAMP
Gildenir Carolino Santos∗
Maria Lúcia Nery Dutra de Castro
Gilmar Vicente
Sonia Regina Casselhas Vosgrau

RESUMO
Os grandes desenvolvimentos científicos têm provocado o surgimento de novos
conceitos, de novas áreas de especialização, proporcionando o aparecimento de
novos termos, que deverão ser analisados e incorporados aos cabeçalhos de
assuntos e/ou descritores. A padronização do vocabulário técnico-científico, sem
dúvida, fará com que a comunicação entre especialistas melhore de forma
considerável. Atualmente com o desenvolvimento da área de informática, e com a
preocupação dos profissionais envolvidos nessas mudanças tecnológicas,
justifica-se a existência da criação de um Vocabulário Controlado Sistematizado
(VCS-ACERVUS) do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), com o objetivo
final de facilitar o acesso às informações, já que a falta de uniformidade e a pouca
especificidade tem afetado na recuperação da informação e na catalogação das
obras do SBU. A proposta deste trabalho surgiu da necessidade que temos
observado desde a automação dos acervos das bibliotecas do SBU, de se
estabelecer critérios para a formação do VCS-ACERVUS que garanta a qualidade
no acesso à informação pelos usuários, já que a recuperação de assuntos é a
forma de acesso mais procurada pela comunidade acadêmica. Para desenvolver
essa metodologia, estrategicamente serão utilizados descritores especializados
nas diversas áreas (Exatas, Humanas, Biomédicas e Tecnológicas), a partir da
extração dos dados na base corrente, com a inclusão de remissivas, revisão dos
descritores, com o gerenciamento feito por bibliotecários e docentes especialistas
nas diversas áreas citadas, para verificação, e esclarecimentos quanto à
conceituação e especificidade dos descritores a serem indexados, além de definir
uma política de recursos financeiro e estruturais para manutenção do VCSACERVUS.
PALAVRAS-CHAVE: Vocabulário controlado sistematizado. Bases de dados.
Cabeçalho de assuntos. Indexação.

1 INTRODUÇÃO
Em todo sistema de recuperação da informação é necessário o controle da
terminologia para assegurar a coincidência de perguntas e respostas, isto é, que

�os documentos relevantes sobre um determinado assunto pesquisado sejam
recuperados.
Os instrumentos de representação da informação para indexação,
armazenamento e recuperação de documentos são considerados como
linguagens documentárias, sendo um processo evolutivo, e que necessita de
regras explícitas para o seu uso.
Nesse sentido, as facilidades geradas pelo meio eletrônico e a habilidade
que os usuários demonstram com as novas tecnologias, mais especificamente
com o ambiente Web nos levam a disponibilizar ferramentas que facilitem a
recuperação da informação e que apresentem estratégias de busca para os
usuários da melhor maneira possível, e consequentemente agilizem os serviços
da referência.
Podemos chamar de Vocabulário Controlado, uma ferramenta que facilita a
busca

de

pesquisas

através

das

palavras

ou

termos

padronizados

hierarquicamente com suposto feedback de como encontrá-los na base de dados.
Entretanto, faz-se necessário que os bibliotecários de referência e
processos técnicos se articulem para construir nas suas instituições um
mecanismo de recuperação de termos que facilitem o acesso e a recuperação da
informação para o usuário, simplificando cada vez mais o trajeto de suas
pesquisas acadêmicas no âmbito das bibliotecas, seja presencialmente ou
virtualmente.
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), que iniciou a automação de
sua coleção de livros e teses no final da década de 80, preocupado com a
questão de qualidade de sua base de dados ACERVUS e imbuído também da
responsabilidade de integrar os novos serviços e disponibilizar a informação por
meio eletrônico, pretende oferecer à comunidade acadêmica a construção de um
Vocabulário Controlado Sistematizado, denominado VCS-ACERVUS, utilizando
uma metodologia dinâmica que contemple as necessidades do Sistema, bem
como se destacando no contexto biblioteconômico na criação de um vocabulário,
assim como já foi realizado por outra universidade pública, a Universidade de São
Paulo (USP), no momento da aquisição do software integrado de funções utilizado

�pelo Sistema de Bibliotecas (SIBi-USP) através do banco bibliográfico DEDALUS,
que contempla agregar ao software, a extensão do Vocabulário Controlado do
SIBi/USP1. (UNIVERSIDADE..., 2002).

2 JUSTIFICATIVA

Devido ao grande avanço da ciência e ao espantoso crescimento de novos
descritores e termos, sentiu-se a necessidade de uma expansão nos cabeçalhos
de assunto, uma vez que os descritores usados até então não mais estavam
representando de maneira satisfatória os assuntos solicitados pelos nossos
usuários, principalmente nas dissertações de mestrado e teses de doutorado.
Como muitas ações isoladas começaram a ser desenvolvidas no SBU, a
Diretoria de Processos Técnicos, hoje Tratamento da Informação, desenvolveu
uma estrutura local que permitisse a inclusão de novos termos na base
ACERVUS, com o preenchimento de um formulário ( ANEXO 1) contendo:
Cabeçalhos de assunto em português.
Termos correspondente em inglês na LC ou em outros bases da área.
Fontes de pesquisas (anexando as referências de abstracts).
Nome do professor.
Nome do bibliotecário responsável.
Data da solicitação.

Mediante esses procedimentos os novos termos solicitados começaram a
ser inseridos na base ACERVUS, para futura estruturação dos termos
relacionados.
Com isso sentimos a necessidade da criação de um Vocabulário
Controlado Sistematizado da base ACERVUS, tendo como ponto de partida as
linguagens efetivamente utilizadas pelas Bibliotecas do Sistema. A elaboração
desse vocabulário,será fundamentada no princípio de que um instrumento

1

Para saber mais detalhes, acessar o Vocabulário Controlado do SIBi/USP em:
http://143.107.73.99/Vocab/SIBIX652.dll/Index2

�dinâmico, capaz de ser atualizado de forma criteriosa, requer uma estrutura de
relações lógico-semânticas explícitas entre as áreas, subáreas e a terminologia
propriamente dita, em seus diferentes níveis e a apresentação de regras de
utilização igualmente explícitas e compartilhadas.

3 OBJETIVOS

Construir um vocabulário controlado sistematizado, visando a melhoria
e a ampliação de novas terminologias, adotadas nas diversas áreas do
conhecimento do SBU.
Facilitar a inclusão de novos termos oriundos de pesquisas relevantes
dos docentes e pesquisadores da universidade, bem como estudantes
de graduação e pós-graduação, a partir da avaliação da terminologia a
serem incluídas no VCS-ACERVUS, mediante padrões e normas
internacionais.
Atualizar constantemente a terminologia e suas relações, de acordo
com a evolução dos conhecimentos utilizada no vocabulário.

4 DEFININDO CONCEITOS: UMA PEQUENA REVISÃO DE LITERATURA

Para melhor entendimento sobre o tema pesquisado, é necessário buscar
na literatura algumas definições sobre o que seria o instrumento tesauro, também
considerado por alguns especialistas como vocabulário controlado.
Segundo Vickery2 (1960) citado por Dodebei (2002, p.64), a palavra
tesauro (latim = thesauru, grego = thesaurós) teve origem na Grécia significando
Treasury or Storehouse (tesouro ou armazenagem / repositório), sendo que, em
1963, o Oxford English Dictionary definiu a expressão inglesa como dicionário,
enciclopédia e similares.

2

Cf. VICKERY, B. C. Thesaurus: a new world in documentation. Journal of Documentation, [S.l.], v. 16,
n.4, p.181-189, Dec. 1960.

�Já em 1852, o termo ‘tesauro’ tem origem no dicionário analógico de Peter
Mark Roget, intitulado ‘Thesaurus of English words and phases’, onde foi
publicado, pela primeira vez, em Londres. (GOMES, 1990).
Assim, Roget chamou seu dicionário analógico de thesaurus, que é um
nome usado para designar vocabulário, dicionário, mas a forma de apresentação
foi tão original que a palavra thesaurus ficou, na área de documentação,
associada à forma de organização do vocabulário de indexação/recuperação.
Segundo Gomes (1990, p.14), “o tesauro documentário surgiu da
necessidade de manipular grande quantidade de documentos especializados. Era
preciso trabalhar com vocabulário mais específico e com uma estrutura mais
depurada do que aquela presente nos cabeçalhos de assunto”.
Apesar de tudo, Gomes (1990, p.15) esclarece que “o tesauro não deve ser
confundido com ‘vocabulário controlado’ porque este contém apenas as relações
sinonímicas, quase sinonímicas, bem como controle de polissemia, além de não
diferenciar rigorosamente ‘termo’ de ‘palavra’.”
Lancaster (1993, p.14), define o vocabulário controlado como um
instrumento que “é essencialmente uma lista de termos autorizados”. Em geral, o
indexador somente pode atribuir a um documento termos que constem da lista
adotada pela instituição para a qual trabalha.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP),
que construiu o Thesaurus Brasileiro de Educação – BRASED, comenta que
thesaurus é uma ferramenta que reúne termos escolhidos a partir de uma
estrutura conceitual previamente estabelecida, destinada a indexação e a
recuperação de documentos e de informações, num determinado campo do
saber. Não é simplesmente um dicionário, mas um instrumento que garante aos
documentalistas e aos pesquisadores o processamento e a busca dessas
informações. (BRASIL, 2001).
Assim como Lancaster (1993), Gusmão (1985) concorda dizendo que
vocabulário controlado é uma lista de termos elaborada para fins de indexação;

�ele existe para assegurar a coincidência de perguntas e respostas, isto é, o termo
escolhido pelo indexador deve ser o mesmo procurado pelo pesquisador.
No entendimento de Campello, Cendon e Kremer (2000), tesauros são
listas de palavras de uma determinada área, apresentando o relacionamento
entre os termos utilizados naquele assunto ou área do conhecimento. Os
relacionamentos entre termos, mas comumente apresentados nos tesauros, são
do tipo hierárquico (do geral = TG para o específico = TE) de equivalência (termos
sinônimos) e de associação (termos realcionados = TR). Os tesauros servem
principalmente para a indexação de documentos e catálogos e bases de dados.

5 SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP - APRESENTAÇÃO

O SBU é composto por 1 Biblioteca Central (Coordenadora do Sistema) e
20 Bibliotecas Seccionais, integrando aproximadamente mais de 80 bibliotecários.
O acervo das bibliotecas concentra mais de 800.000 itens bibliográficos entre
livros, títulos de periódicos, teses e outros materiais abrangendo as áreas de
Biomédicas, Exatas, Humanidades e Tecnológicas, com uma circulação anual de
1.424.376 materiais bibliográficos, distribuídos em uma área construída de
21.629m². As coleções das bibliotecas estão à disposição de toda a comunidade
interna e externa a Universidade, para consulta local.
A base de dados ACERVUS possibilita a localização dos materiais
bibliográficos através de equipamentos ligados em rede, permitindo também aos
usuários do Sistema o acesso à base de dados referenciais on-line e em CDROM, de aproximadamente 4.000 títulos de periódicos em texto completo.
As

bibliotecas

do

SBU

caracterizam-se

pela

descentralização

e

especialização de seus acervos. O acesso global a esse fundo informacional
requer, desse modo, uma linguagem comum de representação temática, que
contemple a especificidade, em cada acervo, de itens bibliográficos gerais e
especializados, voltados para o ensino (igualmente presentes nas várias
bibliotecas), que respondem às demandas dos programas de pós-graduação e da
produção de conhecimento pelas diferentes linhas de pesquisa.

�5.1 BREVE HISTÓRICO DO CABEÇALHO DE ASSUNTO DA REDEBIBLIODATA
UTILIZADO PELO SBU

A Base ACERVUS é a base de dados bibliográficos do SBU, integrada
desde 1989 à Rede Nacional de Catalogação Cooperativa Bibliodata/Calco da
Fundação Getúlio Vargas (FGV), interliga todas as bibliotecas do Sistema e pode
ser consultada livremente por qualquer computador ligado à rede UNICAMP.
Oferece várias opções de pesquisa, como busca por índices, palavras-chaves e
pesquisa avançada. No inicio da automação e da definição da importância do
processo cooperativo, se fez necessário um instrumento de normalização da
linguagem de indexação que pudesse ser comum à FGV e as instituições
cooperantes.
Em 1977, o Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica
(IBICT) publicava a Lista Geral de Cabeçalhos de Assunto, que foi adotada pela
FGV com a intenção de torná-la padrão para à Rede de Catalogação Cooperativa
que pretendia construir uma linguagem padronizada na Rede. Quando o
Bibliodata se estabeleceu efetivamente, verificou-se a descontinuidade desta
publicação. Então, tomou-se como fonte básica a Library of Congress Subject
Headings (LCSH) respeitando as características da língua portuguesa.
Devido à importância desse instrumento para os processos de indexação à
FGV

enquanto

coordenadora

da

Rede,decidiu

se

responsabilizar

pelo

desenvolvimento e manutenção da Lista de Cabeçalhos de Assunto para uso das
bibliotecas da Rede. Nessa época os cabeçalhos eram gerados em microfichas.
O objetivo desse cabeçalho sempre foi o estabelecimento de regras que
mantivessem a coerência na formação de uma linguagem de indexação
coordenada, fundamentada na LCSH, onde em 1996, deixou de ser produzida em
microficha, passando a ser adotado um novo formato: CD-ROM.

6 INSTRUMENTOS DE TRATAMENTO E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO

�No cenário atual da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, áreas nas
quais estamos inseridos como profissionais da informação, tentamos e buscamos
soluções para as indagações e aflições dos nossos usuários em qualquer unidade
de informação, seja ela uma biblioteca (universitária, pública, especializada, etc.),
centro de informação, arquivo, museu e afins. Devemos sempre estar
acompanhados com os instrumentos de tratamento e recuperação da informação
nos diversos setores como o processamento técnico ou tratamento da informação
(catalogação, classificação e indexação) e a referência.
Entre as diversas áreas de uma unidade de informação, a catalogação é
uma das mais importantes, uma vez que inicia a transformação dos dados,
usando como instrumental básico os códigos de catalogação, as tabelas de
individualização de autores, os sistemas de classificação bibliográfica e o Formato
MARC 213, integrado e definido para identificar e descrever formas diferentes de
material bibliográfico em meio eletrônico.
Ainda existem unidades de informação que mantém em seus ambientes o
famoso catálogo bibliográfico, onde são armazenadas alfabeticamente fichas com
medidas expressas de 7,5 X 12,5 cm, nas quais existem pontos de acessos por
autoria, título e assunto.
Assim, o VCS-ACERVUS irá utilizar uma linguagem pré–coordenada,
fundamentada na LCSH, respeitando particularidades da língua portuguesa
devido a sua multidisciplinaridade onde os termos são estudados por
especialistas de diversas áreas. (OLIVEIRA; ALVES; VICENTE, 1997).
Hoje em dia diferenciamos este meio de recuperação pelo meio eletrônico
onde os pontos de acesso continuam os mesmos, porém, utilizando as novas
tecnologias que exigem outros controles.
Depois da catalogação, a Referência é de grande importância, pois através
dela estarão disponíveis os catálogos bibliográficos de recuperação eletrônica
denominados na literatura como Catálogo Público em Linha (OPAC)4.

3
4

MARC – Machine Readable Cataloging
Online Public Access Catalog

�7 METODOLOGIA PARA A CONSTRUÇÃO DO VCS-ACERVUS

A metodologia utilizada neste projeto será detalhada em quatros etapas,
conforme os tópicos a seguir que darão clareza à estruturação do VCSACERVUS construído.

7.1 COMPOSIÇÃO DE LISTAGEM DOS CABEÇALHOS DE ASSUNTO
UTILIZADOS NA BASE (EXTRAÇÃO)
Para iniciarmos o trabalho de verificação dos cabeçalhos de assuntos para
a construção VCS-ACERVUS, iremos utilizar os descritores já existentes na base
ACERVUS através da extração dos mesmos em formato de listagem, além da
extração das remissivas.
Essa extração será solicitada à Diretoria de Tecnologia da Informação,
antigo setor de Sistemas Automatizados da Biblioteca Central, que é atualmente
responsável pelos serviços de automação do SBU. Na extração será possível
analisar os descritores, tanto nos seus conceitos quanto na coordenação
gramatical.

7.2 ANÁLISE DOS CONCEITOS

A fase da análise dos conceitos possibilitará a filtragem dos termos por
especialistas, que verificarão as remissivas inconsistentes, a terminologia, os
sinônimos, a hierarquia correspondente, o gênero e o grau do descritor na cadeia
do assunto principal e os que entraram na base sem a devida pesquisa prévia.
Essa fase é mais criteriosa, pois demanda tempo e dedicação do profissional que
irá executar esta triagem através da análise dos conceitos.

�7.3 ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DO VOCABULÁRIO

A fase seguinte será a organização da estrutura do vocabulário quanto à
hierarquia adequada a cada termo, além da construção das remissivas
necessárias ligadas aos termos principais, estabelecimento das sinonímias e as
relações lógicas e ontológicas.

7.4 TREINAMENTO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

Inicialmente será criado um grupo multidisciplinar, que terá tarefa de
analisar, revisar, ampliar e validar os termos que cobrirão as diversas áreas do
conhecimento. A partir da constituição desse grupo formado por especialistas de
áreas,

bibliotecários

e

docentes,

serão

realizados

treinamentos

para

operacionalizar o uso do aplicativo que gerenciará o VCS-ACERVUS.

8 VOCABULÁRIO SISTEMATIZADO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNICAMP

Procuraremos apontar os preceitos que levarão a estruturar o VCSACERVUS do SBU, quais serão os elementos necessários a definir, a aceitação
dos descritores utilizados nas diversas áreas do conhecimento, já que estamos
com mais de vinte bibliotecas divididas nas áreas de Humanas, Exatas, Biológicas
e Tecnológicas, bem como montar a estrutura do vocabulário que será base para
a pesquisa na UNICAMP.

8.1 ELEMENTOS DO VCS-ACERVUS

A partir da extração de uma lista dos dados existentes na Base local,
estaremos estudando e avaliando os descritores e a estrutura até então adotadas,
para as possíveis modificações e alterações.

�8.2 ESTRUTURA DO VOCABULÁRIO

A estrutura do vocabulário constará dos seguintes tópicos:

8.2.1 Descritores utilizados nas áreas a partir da base local.
8.2.2 Elaboração da matrix conceitual5 do VCS-ACERVUS que será extraída do
formato MARC 21 (TABELA1) que possui campos definidos e que pode ser
comparado à estrutura de um tesauro hierárquico (TABELA2), conforme a
seguir:

Tabela 1
Estruturação de cabeçalho do formato MARC 21
Campo

Designação

1XX

Cabeçalho estabelecido

2XX

Nota Explicativa – Remissiva VER

3XX

Nota Explicativa – Remissiva VER TAMBÉM

4XX

Remissiva VER

5XX

Remissiva VER TAMBÉM

6XX

Séries e Notas

7XX

Entradas de ligação

9XX

Implementação local

Tabela 2
Comparação do formato MARC 21 e tesauro
MARC 21

5

Tesauro

1XX

Termo geral (TG) / Termo específico (TE)

4XX

Usado para (Não utilizado) (UP)

5XX

Termo relacionado (TR) / Termo associativo (TA)

2XX
3XX

Nota de escopo

Matrix conceitual – definição da estruturação de cada termo incluído na base de dados ACERVUS.

�8.2.3 Organizar os registros em dois tipos: Registro Temporário e Registro
Definitivo.

8.2.3.1 Registro Temporário– constará da seguinte estrutura: 1XX

6XX que

será analisado, validado e integrado ao registro definitivo.

8.2.3.2 Registro Definitivo – mesma estrutura do registro provisório, agregandose a classificação bibliográfica do termo, para facilitar no momento da catalogação;
sua estrutura será a mesma do registro provisório, expandindo-se com termos
relacionados (remissivas) e termos não utilizados.

8.2.4 Utilização do software integrado de funções VIRTUA/VTLS para controle,
alimentação e validação do VCS-ACERVUS.

8.2.5 A manutenção do VCS-ACERVUS, será feita através do Virtua, onde os
cabeçalhos serão analisados pesquisados e validados em rede, observando os
seguintes tópicos:

Cabeçalho estabelecido;
Remissiva;
Fontes de pesquisa;
Responsabilidade pela inclusão.

9

AÇÕES FUTURAS

Teremos com os procedimentos iniciais na elaboração do Vocabulário
Controlado Sistematizado duas ações futuras, que seguem abaixo mais
explicitadas no contexto deste trabalho.

9.1 CONSTITUIÇÃO DE EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DAS ÁREAS PARA
COORDENAR O VCS- ACERVUS

�Para o desenvolvimento da proposta, haverá a participação efetiva de uma
comissão formada por bibliotecários das áreas envolvidas (Humanas, Exatas,
Biológicas, Tecnológicas) com a colaboração de docentes das várias unidades e
especialistas convidados da Unicamp na estruturação dos conceitos e adequação
dos termos que serão utilizados. A equipe também terá a participação de
analistas de sistemas e bibliotecários da Diretoria de Tecnologia da Informação,
para efetuar os procedimentos e ajustes periódicos que se fizerem necessários na
manutenção dos vocabulários.

9.2 CONSTRUÇÃO DO SISTEMA EM REDE PARA VALIDAÇÃO E AJUSTES
NECESSÁRIOS DOS VOCABULÁRIOS, PELA EQUIPE
Os cabeçalhos serão analisados, pesquisados e validados em rede, para
posterior inclusão na Base ACERVUS (VIRTUA). A estrutura do software terá os
tópicos já mencionados anteriormente.

10 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As inovações tecnológicas introduziram mudanças fundamentais no campo
da organização e do tratamento da informação. Interpretá-las, transformando
significativamente e estruturando sistemas de informação que contribuam para a
compreensão das especificidades das diversas áreas do conhecimento tem sido o
grande desafio para o campo da organização e do tratamento da informação na
atualidade.
Entretanto,

é

importante

a

compreensão,

pelos

profissionais,

o

entendimento do caráter dinâmico do conhecimento em sua interface humana,
mais que adotar as estruturas rígidas, perceber que tanto a proposição dos
esquemas conceituais quanto à utilização dos mesmos são resultados de
processos

de

produção

de

sentidos

distintos,

passíveis

de

múltiplas

interpretações e traduções. Nesse sentido, o desenvolvimento de novas
estratégias de abordagem da informação, só será possível consolidar através da
parceria autor, mediador e leitor. Essa equipe multidisciplinar possui maiores

�possibilidades de construir uma ferramenta interativa que acompanhe a rapidez
da evolução do conhecimento nas diversas áreas, criando impacto junto à nossa
comunidade na recuperação da informação.
Assim a criação de um Vocabulário Controlado Sistematizado vem em
resposta às nossas necessidades de ampliar a qualidade dos nossos serviços,
oferecendo um instrumento dinâmico e eficaz.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos E Pesquisas
Educacionais. BRASED – Thesaurus de Educação. 2001. Disponível em: &lt;http:
//www.inep.cibec.gov.br/brased&gt;. Acesso: 04 abr. 2004.
CARVALHO, A. R. M. C.; MARCONDES, M. R. S.; ALVES, M.C. Utilização do
formato MARC/USMARC na implementação do software Virtua. Campinas:
UNICAMP, 1999. (Apostila).
FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Rede Bibliodata. Cabeçalho de assuntos.
Rio de Janeiro: FGV, 1979-2003.
GOMES, H. E. Classificação, tesauro e terminologia: fundamentos comuns.
Disponível em: &lt;http://www.biblioestudantes.hpg.ig.com.br/141.htm#3.2&gt;. Acesso
em: 26 maio 2004.
______. (Coord.). Manual de elaboração de tesaurus monolíngues. Brasília: O
Programa Nacional de Bibliotecas das Instituições de Ensino Superior, 1990.
GUSMÃO, H. R. Tesauros: análise e utilização. Niterói: UFF, 1985.
LANCASTER, F.W. Indexação e resumos. Brasília: Briquet de Lemos, 1999.
LIBRARY OF CONGRESS. Subject heading. Washington: OCLC, 2000.
OLIVEIRA, N.M.; ALVES, M. Das d . R. ; VICENTE, G. O cabeçalho de assunto
da Rede Bibliodata/Calco : uso e recuperação na Base ACERVUS/UNICAMP.
Transiformação, v.9, n.1, jan./abr.,1977.

�UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.
Sistema de Bibliotecas.
Vocabulário
controlado do SIBi/USP.
São Paulo, 2002.
Disponível em:
&lt;http://143.107.73.99/Vocab/SIBIX652.dll/Index2&gt;. Acesso em: 15 jul. 2004.
AITCHISON, J.; GILCHRIST, A. Manual para construção de tesaurus. Rio de
Janeiro: BNG/BRASILART, 1979.
BRASIL, M.I. Vocabulário sistematizado: a experiência da Fundação Casa Rui
Barbosa. In: INTEGRAR: CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS,
BIBLIOTECAS, CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1., 2002, São
Paulo. Textos... São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2002. p.81-93.
LUCAS, Clarinda Rodrigues. Leitura e interpretação em biblioteconomia.
Campinas: Ed. UNICAMP, 2000. Cap.5-6.

ANEXO 1
ABERTURA DE CABEÇALHO DE ASSUNTO
Cabeçalho de assunto solicitado (português)

Termo correspondente em inglês na LC (Library of Congress)

Obc: Caso os termos ainda não estejam autorizados na LC, anexar referências de outras fontes de
pesquisa na área.
Fontes de pesquisa:
(Anexar referências de abstracts da área)

Nome do autor:

Título da Tese:

Nome do orientador:

Nome do bibliotecário responsável:

�Unidade :

E-mail do bibliotecário responsável:

Data:

∗

Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP; Mestre em educação pela
Faculdade de Educação/UNICAMP – gilbfe@unicamp.br;
Bibliotecária-Chefe da Catalogação do Sistema de Bibliotecas/UNICAMP – maluci@unicamp.br;
Bibliotecário-Diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação do Sistema de Biblioteca/UNICAMP –
gil@unicamp.br;
Bibliotecária-Diretora da Diretoria de Tratamento da Informação do Sistema de Biblioteca/UNICAMP –
soninha@unicamp.br;

Universidade Estadual de Campinas - Sistema de Bibliotecas. Av. Sérgio Buarque de Holanda,
s/nº - Cidade Universitária. 13083-970 Campinas – SP - Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54780">
                <text>Propostas e estratégias para construção de um vocabulário controlado sistematizado, utilizando como partida a base de dados Acervus-UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54781">
                <text>Santos, Gildenir Carolino; Castro, Maria Lúcia Nery Dutra de; Vicente, Gilmar; Vosgrau, Sonia Regina Casselhas</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54782">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54783">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54784">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54786">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54787">
                <text>Os grandes desenvolvimentos científicos têm provocado o surgimento de novos conceitos, de novas áreas de especialização, proporcionando o aparecimento de novos termos, que deverão ser analisados e incorporados aos cabeçalhos de assuntos e/ou descritores. A padronização do vocabulário técnico-científico, sem dúvida, fará com que a comunicação entre especialistas melhore de forma considerável. Atualmente com o desenvolvimento da área de informática, e com a preocupação dos profissionais envolvidos nessas mudanças tecnológicas, justifica-se a existência da criação de um Vocabulário Controlado Sistematizado (VCS-ACERVUS) do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), com o objetivo final de facilitar o acesso às informações, já que a falta de uniformidade e a pouca especificidade tem afetado na recuperação da informação e na catalogação das obras do SBU. A proposta deste trabalho surgiu da necessidade que temos observado desde a automação dos acervos das bibliotecas do SBU, de se estabelecer critérios para a formação do VCS-ACERVUS que garanta a qualidade no acesso à informação pelos usuários, já que a recuperação de assuntos é a forma de acesso mais procurada pela comunidade acadêmica. Para desenvolver essa metodologia, estrategicamente serão utilizados descritores especializados nas diversas áreas (Exatas, Humanas, Biomédicas e Tecnológicas), a partir da extração dos dados na base corrente, com a inclusão de remissivas, revisão dos descritores, com o gerenciamento feito por bibliotecários e docentes especialistas nas diversas áreas citadas, para verificação, e esclarecimentos quanto à conceituação e especificidade dos descritores a serem indexados, além de definir uma política de recursos financeiro e estruturais para manutenção do VCS- ACERVUS.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68492">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4991" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4059">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4991/SNBU2004_132.pdf</src>
        <authentication>2ee0f460623e3e3f482d09a9bf2dfa60</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54833">
                    <text>FONTE DE INDEXAÇÃO PARA PERIÓDICOS NACIONAIS
EM EDUCAÇÃO: ANÁLISE DA BASE DE DADOS EDUBASE –
FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UNICAMP
Gildenir Carolino Santos∗
Rosemary Passos∗∗

RESUMO

O presente artigo descreve a progressão da base de dados Edubase (artigos de
periódicos), gerenciada pela Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP
(BFE-UNICAMP), idealizada inicialmente como uma base local, na área
educacional, a partir da plataforma Micro CDS/ISIS em ambiente DOS e
atualmente em plataforma WWWISIS, com os objetivos principais de facilitar o
acesso às fontes de informação existentes na BFE-UNICAMP; substituir as
buscas manuais; promover economia de tempo e de trabalho exaustivo e suprir a
necessidade de recuperação de periódicos na área educacional, tornando-se
mais uma ferramenta de pesquisa. A indexação dos títulos de periódicos
nacionais, na área de humanas, ainda não possui representação significativa nas
bases de dados existentes. Nessa perspectiva, a Edubase começou a ser
utilizada como fonte de indexação, a partir do ano de 2000, por ocasião do
“Seminário de Publicações Periódicas em Educação”, realizado na Faculdade de
Educação da USP, quando foi recomendada para se tornar um veículo de
colaboração no processo de intercâmbio na comunicação científica entre
Instituições do Ensino Superior (IES) em Educação. Assim, a BFE-UNICAMP
disponibilizou o serviço de indexação na Edubase para IES, que possuíssem
publicações no campo educacional, recebendo como forma de permuta pela
indexação, as publicações que são analisadas e indexadas na Edubase. Dessa
forma a Edubase tornou-se um canal de divulgação cooperativa, contribuindo
para a qualificação de periódicos para a avaliação no programa QUALIS da
CAPES, proporcionando através das permutas o desenvolvimento do acervo de
periódicos entre instituições que compartilham do desenvolvimento desta base de
dados.
PALAVRAS-CHAVE: Indexação em educação. Educação - Fonte de informação.
Indexação – Critérios. Educação - Base de dados.

1 INTRODUÇÃO
A indexação de periódicos nacionais em bases de dados, principalmente os
da área de humanas, ainda não atingiu o que se pode chamar de situação ideal.
As unidades de informação buscam suprir as necessidades de seus usuários,
adquirindo bases de dados internacionais, que favorecem a pesquisa científica

�nos quesitos tempo e recuperação de documentos, em se tratando de
levantamentos bibliográficos internacionais, visto que os periódicos internacionais,
em determinados títulos, estão disponíveis muitas vezes em texto completo. As
linguagens de indexação são fundamentais para o processo de busca em bases
de dados. Portanto, linguagem de indexação e linguagem de busca devem ser
relacionadas entre si. (BERTHOLINO, 1999, p.150).
Muitas instituições produzem suas próprias bases de dados e as
disponibilizam em meio digital (CD-ROM) e online. As bases de dados constituem
ferramentas fundamentais ao serviço de referência, para organizar, estruturar e
disponibilizar a informação, atendendo às necessidades de clientes através de
bases locais (catálogos, CD-ROM) ou acessadas remotamente.; possuem um
sistema de recuperação de informação, com interfaces e comandos baseados em
menus que tornam os sistemas mais acessíveis, de acordo com o pacote de
software utilizado. (BERTHOLINO, 1999, p.150).
Se analisarmos o caso especifico de periódicos da área da educação o
quadro é ainda mais critico, pois além de uma oferta reduzida de títulos
indexados, os mesmos são apresentados em sua maioria na forma de referência,
não trazendo sequer resumo e/ou palavras chaves, que são fundamentais no
momento da seleção de documentos recuperados.
Estudos realizados apontam para a necessidade de aumentar e melhorar a
disseminação da informação produzida na área educacional, a criação de
mecanismos para estabelecimento de um sistema de permuta entre as bibliotecas
de universidades que mantém cursos de mestrado e doutorado em educação,
possam possuir em suas coleções as publicações da área educacional, com
importância considerável, suprindo desse modo, falhas na coleção, facilitando
aquisições e novas permutas. (ORTEGA; FAVERO; GARCIA, 1998, p.167)

Com o uso intensivo de tecnologias de informação, os métodos
tradicionais de produção de publicações científicas ganharam
mais flexibilidade e novas possibilidades nos aspectos técnicos,
além de maior eficiência nos aspectos gerenciais e econômicos.
Entre outras perspectivas, vislumbra-se a publicação direta do
autor na Internet, além da criação de bases de dados de artigos
produzidos por comunidades de autores, por exemplo, as
formadas por cientistas de uma universidade ou instituto de

�pesquisa, membros de sociedades científicas e outros. (PACKER,
1998, p.110-111).

As bases de dados proliferam cada vez mais através da interação das
redes de telecomunicação, ampliando os recursos bibliográficos das bibliotecas e
dos centros de informação, permitindo assim, a cooperação através de redes e a
divulgação de acervos, tornando-se uma importante fonte de informação para
localização de documentos e informações desejadas. (BERTHOLINO, 1999,
p.147).

2 PERIODICOS NACIONAIS EM EDUCAÇÃO: FINALIDADES E OBJETIVOS
Os levantamentos e estudos relativos aos periódicos da área educacional
vêm ocorrendo desde a década de 1980, quando várias iniciativas, especialmente
do CNPq e do INEP1, estimularam editores de periódicos a realizar seminários
nos quais foram discutidos os rumos dessas publicações especializadas. Houve,
inclusive, na segunda metade da década de 1980, vários encontros de editores,
nos quais se elaboraram documentos e recomendações a respeito a produção e
circulação das informações educacionais. A realização desses encontros foi
retomada em 2000, por iniciativa da Faculdade de Educação da Universidade de
São Paulo (FE/USP), que reavivou o Fórum de Editores de Periódicos
Educacionais. (RELATÓRIO..., 2001).
No ano de 1992, como um dos estudos da Avaliação e Perspectivas na
Área de Educação, realizada pela ANPED2 por força de contrato com o CNPq, foi
realizado um primeiro mapeamento da situação dos periódicos brasileiros de
Educação e uma primeira tentativa de classificação dos mesmos. Em 1998, esse
levantamento foi atualizado, com a inclusão de maior número de periódicos,
permitindo a criação de novos critérios de classificação, em razão da diversidade
de publicações encontradas nas bibliotecas adotadas como referenciais para
composição do universo a ser examinado. O relatório final deste levantamento foi
publicado no fascículo da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos n.193,

1
2

INEP – Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos.
ANPED – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação.

�editado em abril de 2000, inclusive com seus anexos, contendo as informações
básicas sobre cada periódico, e uma segunda tentativa de classificação.
(RELATÓRIO..., 2001).
Até o momento nenhum periódico em educação havia sido avaliado, esse
procedimento foi solicitado pela CAPES, visando subsidiar o Comitê de
Consultores no processo de avaliação da produção científica da área, com o
objetivo de instituir a elaboração do Qualis – sistema adotado pela CAPES como
instrumentos para subsidiar a avaliação dos programas de pós-graduação
brasileiros – da área de Educação. (RELATÓRIO..., 2001).
Atrelado a isso, no Relatório da Avaliação dos Periódicos Brasileiro em
Educação publicado pela ANPED em 2001, destacam-se algumas considerações
referentes aos aspectos normativos de publicações periódicas, onde os
problemas detectados se resumem à não - existência de informações que
identifiquem o periódico, tais como, o ISSN, a instituição, editores responsáveis e
o conselho editorial, aliado à ausência de resumos e palavras-chave, instruções
para colaboradores, de nominata de consultores e pareceristas externos. A falta
dessas informações gera problemas que comprometem a inserção do periódico
em circuitos ampliados de leitores, colaboradores, assinaturas, permutas, entre
outros fatores. A carência mais séria apontada no relatório consiste na indexação
do periódico em centros de referências importantes. Se há indexações fáceis de
serem obtidas, a indexação em centros internacionais de referência depende da
qualidade do periódico e é concedida em função desses aspectos normativos e
outras exigências. (AVALIAÇÃO..., 2001).
Consequentemente, a partir do Seminário de Publicações Periódicas em
Educação, realizado na FE/USP, em agosto de 2000, quando educadores e
editores de publicações em Educação reuniram-se para discutir sobre a
necessidade da ampliação da divulgação científica na área educacional e destes
aspectos normativos, ficou estabelecido e acordado a realização de estudos
sobre formas para o encaminhamento de publicações para instituições
provedoras de bases de dados nacionais e internacionais que indexassem os
artigos e o conteúdo das publicações em fontes impressas e eletrônicas.

�A pedido da direção atual da Faculdade de Educação da UNICAMP, a
BFE-UNICAMP prevendo a importância do seminário sobre periódicos em
educação, havia elaborado um roteiro das Fontes de indexação em Educação”3,
onde foram elencadas as bases nacionais e internacionais para indexar
periódicos da área de Educação e literatura afins. Neste roteiro constavam duas
fontes elaboradas pela BFE-UNICAMP: Edubase e Sumários Correntes de
Periódicos On-line, esta última encontra-se com a atualização interrompida.
O roteiro foi apresentado no Seminário e encaminhado aos editores através
do e-mail do Fórum de Editores em Educação, para que os mesmos tomassem
providências quanto à indexação das publicações nas referidas bases. A partir
deste ato, a Edubase ficou reconhecida nacionalmente, a Faculdade de
Educação, ofereceu os serviços da Edubase, como um veículo para estar
colaborando no processo de comunicação entre instituições do ensino superior, e
como mantenedora e gestora da base de dados, a BFE-UNICAMP, passou a
indexar artigos de revistas publicadas por instituições afins aos propósitos de
pesquisa da Faculdade de Educação da UNICAMP, recebendo como forma de
permuta pela indexação, as publicações que são analisadas para serem
indexadas na Edubase.
A finalidade especifica da base, é a indexação dos títulos dos periódicos
nacionais em Educação, que através de seu editor ou responsável pelo periódico
das instituições de ensino superior solicitam a indexação dos artigos
publicados, como dito anteriormente, para efeito de divulgação e qualificação dos
mesmos, através do sistema Qualis, indicador da CAPES que permite avaliar os
periódicos segundo um rank de graduação e pontuação, dos periódicos mais
importantes e significativos na área de atuação, no nosso caso a Educação.
Alvarenga ressalta que:
O problema da comunicação dos resultados de pesquisas na área
da educação tem sido objeto de reflexão por parte de
pesquisadores que integram a comunidade específica no Brasil.
Estudos ressaltam o problema da divulgação dos resultados de
pesquisa, assinalando o caráter social das publicações, enquanto
registro escrito do que é produzido no campo da educação,
3

O roteiro pode ser acessado na URL: Hhttp://www.bibli.fae.unicamp.br/roteiro.htmlH

�identificando-se carências no processo da pesquisa, tanto no meio
universitário, como em outros espaços: entre professores e alunos
dos diversos níveis de ensino, e entre membros de outros
segmentos da sociedade em geral, que têm a educação como
objeto de estudo. (2000, p.127),

3 EDUBASE : PERSPECTIVA HISTÓRICA E PROGRESSÃO
A Edubase começou a ser estruturada em setembro de 1994, quando se
idealizou um instrumento de recuperação da informação de documentos para
atender as necessidades internas dos usuários da BFE-UNICAMP, a principio a
Edubase foi instalada em um microcomputador com processador 286 da Itautec,
monocromático.
A Edubase é uma base de dados de artigos de periódicos nacionais em
Educação, desenvolvida e criada pelo bibliotecário - diretor da Biblioteca da
Faculdade de Educação da UNICAMP. Constam na base, além de artigos de
periódicos: anais de eventos, relatórios técnico - científicos, textos e capítulos de
livros relacionados à Educação. (SILVA, 2003).
Inicialmente foi desenvolvida em ambiente DOS através do software Micro
CDS/ISIS da Unesco, com parceria da BIREME, onde hoje se encontra migrada
em ambiente Web pelo WWWISIS. (SANTOS; PASSOS, 1997; EDUBASE, 2003).
A BFE-UNICAMP tem buscado um constante aperfeiçoamento na estrutura
do seu Serviço de Referência, preocupando-se em disponibilizar o maior número
de informações dos documentos bibliográficos que compões o acervo da
Biblioteca.
A preocupação em proporcionar agilidade e rapidez na disseminação e
recuperação de informações deu origem ao projeto “Indexação de Artigos de
Periódicos Nacionais em Educação”, com financiamento FAEP – Fundo de Apoio
ao Ensino e à Pesquisa.

�O projeto executado englobava a contratação de um profissional por um
período de três meses para realizar os serviços de indexação e alimentação da
base de dados Edubase, ocorrido no ano de 1997. (SANTOS; PASSOS, 1997).
A partir do momento em que a Edubase passou a ser disponível on-line em
1998, através da plataforma WWWISIS, houve o aumento do acesso e da
requisição de documentos pela comunidade externa, o que nos levou a legitimar a
Edubase como base de dados em Educação, solicitando o seu registro junto ao
IBICT, seguindo o exemplo de bases de dados internacionais que possuem o
ISSN.
A partir dessa iniciativa, podemos então, viabilizar a continuidade de
indexação, destinando a este serviço um profissional bibliotecário da própria
biblioteca até o atual momento para realização da manutenção.

3.1 FORMAS DE PESQUISA

Hoje, a interface via web da Edubase foi totalmente reformulada e consta
com o serviço de busca em três níveis: a)pesquisa simples, b) pesquisa detalhada
e c) pesquisa avançada.
Nas figuras a seguir, poderemos verificar as telas de pesquisa da Edubase
na web4 e suas respectivas finalidades:

a) Pesquisa simples: é aquela que permite ao usuário realizar em uma
única busca a pesquisa em todos os campos, permitindo também que
se selecione o Tipo de material (artigo, capítulo, evento, relatório, texto,
outro) desejado. Tem a opção de escolha dos resultados da busca por
limitação de registros entre 10, 20, 30 ou sem paginação.

4

Hhttp://www.bibli.fae.unicamp.br/fae/default.htmH

�Figura 1 – Tela da Edubase na pesquisa simples
b) Pesquisa detalhada - permite ao usuário realizar a busca por todos os
campos ou campos isolados como Autor, Título, Palavra-chave e
Idioma, permitindo também que se selecione o Tipo de material (artigo,
capítulo, evento, relatório, texto, outro) desejado. Existe também a
opção de escolha dos resultados da busca por limitação de registros
entre 10, 20, 30 ou sem paginação. É possível também, utilizar
operadores booleanos (E, OU, NÃO) entre os campos selecionados.
Neste tipo de pesquisa é permitido escolher o Formato de Apresentação
dos registros: Longo, Curto ou Referência Bibliográfica.

Figura 2 – Tela da Edubase na pesquisa detalhada

�c) Pesquisa avançada - A pesquisa avançada é identificada como aquela
que permite ao usuário realizar a busca selecionando todos os campos
ou campos isolados como Autor, Título, Palavra-chave através de
palavras (termos) contidas no campo, permitindo também que se
selecione o Tipo de material (artigo, capítulo, evento, relatório, texto,
outro) desejado. Mais uma vez, existe a opção de escolha dos
resultados da busca por limitação de registros entre 10, 20, 30 ou sem
paginação. Pode-se utilizar operadores booleanos (E, OU, NÃO) entre
os campos selecionados. Neste tipo de pesquisa é permitido escolher o
Formato de Apresentação dos registros: Longo, Curto ou Referência
Bibliográfica.

Figura 3 – Tela da Edubase na pesquisa avançada

4 EDUBASE COMO FONTE DE INDEXAÇÃO

A cooperação entre bibliotecas ocorre no compartilhamento de seus
recursos, no meio biblioteconômico, são comuns os Empréstimos entre
Bibliotecas (EEBs), a Comutação bibliográfica (COMUT), catalogação cooperativa
(CD Bibliodata), entre outros, mas existem outras formas de compartilhamento de
recursos, com o objetivo de melhora no custo e na eficiência dos serviços

�oferecidos por cada unidade de informação, como podemos observar no caso
específico da Edubase.
A Edubase a partir do Seminário realizado na Faculdade de Educação da
USP em 2000, passa a ser uma fonte de indexação nacional de periódicos em
Educação, destacando-se assim, por disponibilizar informações não mais
localmente na sua instituição e sim de uma forma compartilhada pela Internet.
Ressaltamos, que dentre as bases de dados nacionais em Educação existe
a BBE – Bibliografia Brasileira de Educação do INEP que indexação todo o tipo de
literatura pertinente ao campo educacional, fazendo parte de um cenário rico de
informações a serem disponibilizadas aos usuários.
Nesta perspectiva, a Edubase empenha-se como uma fonte de indexação
no que diz respeito a:
•

dimensão informacional de um canal bibliográfico;

•

contribui para a qualificação dos periódicos na avaliação do Qualis da
CAPES;

•

completeza da coleção da Biblioteca da Faculdade de Educação, bem
como as coleções das instituições participantes da base de dados.

•

troca de informações institucionais;

•

divulgação e marketing dos serviços;

•

permuta com outras publicações existentes na Faculdade.

A Edubase conta com a inclusão de 37 títulos5 aprovados para indexação,
com

exceção

de

cinco

publicações

produzidas

na

própria

UNICAMP,

encaminhadas de todas as regiões do Brasil6.

5 PROCEDIMENTOS E CRITERIOS DE INDEXAÇÃO
Atualmente, a base é alimentada quinzenalmente por um profissional
bibliotecário com o auxílio de um bolsista. A padronização dos assuntos é

5
6

Listagem dos títulos indexados na Edubase no Anexo 1 no final deste artigo.
Anexo 2 demonstra o panorama das indexações por tipo de instituição de ensino superior.

�controlada através do cabeçalho de assuntos da Rede Bibliodata e quando não
encontrados, consulta-se o Thesaurus BRASED7 do INEP.
O cadastro de autoridades da Rede Bibliodata permite a entrada correta do
autor, tornando possível à unificação da de entrada de autorias. Os formatos de
saída são padronizados segundo as normas de referências bibliográficas da
ABNT, através da norma NBR6023/2002.
No caso das bases de dados que operam principalmente com artigos de
periódicos, os critérios de seleção comumente estão centrados no na estrutura do
próprio periódico e não no artigo: ou seja, nem todos os periódicos serão incluídos
na base.
Para o recebimento dos periódicos no intuito de indexação, após avaliação
e seleção dos assuntos correlatos as temáticas que compõem o acervo da área
da Educação, são considerados os procedimentos e critérios adotados pela
coordenação da Edubase para que o periódico seja aprovado, com o objetivo de
indexação na base, sendo necessário que o referido periódico contenha os
seguintes elementos essenciais aos periódicos técnico–científicos 8:
•

resumo dos artigos em português;

•

palavras-chave dos artigos em português;

•

resumo em outra língua (abstract – inglês ou espanhol) dos artigos;

•

palavras-chave em outra língua (inglês ou espanhol) dos artigos;

•

legenda bibliográfica;

•

indicação de normas para as referências e citações bibliográficas;

•

indicação de contribuição de autores com artigos;

•

ficha catalográfica e expediente da revista (conselho editorial, comissão
editorial, etc);

•

informação da periodicidade do periódico;

•

divisão física: introdução, desenvolvimento e conclusão, etc.;

•

referências bibliográficas dos artigos, segundo a ABNT
(NBR6023/2002);

7
8

BRASED – Thesauro Brasileiro de Educação, elaborado pelo INEP.
Consulte os critérios da Edubase em: Hhttp://www.bibli.fae.unicamp.br/fae/default.htmH

�•

citações bibliográficas dos artigos, de acordo com a ABNT
(NBR10521/2002).

Em outras bases de dados nacionais e estrangeiras mais conhecidas na
área de Educação, a indexação é aceita mediante uma solicitação por escrito, e
dependendo da relevância do periódico, ele é aceito para ser indexado nestas
bases as quais podemos destacar: ERIC, Contents Page in Education, etc.
(SANTOS; PASSOS, 2002).
6 RESULTADOS ALCANÇADOS
Como resultados obtidos, destacamos a entrada dos títulos novos e
ampliação do acervo da BFE-UNICAMP, com a troca de serviços e destaque na
literatura nacional para uma base que foi estruturada a partir de um serviço
interno oferecido aos usuários da BFE-UNICAMP e hoje amplia seu espaço
equiparando-se as demais bases da área, nos quesitos de infra-estrutura e
procedimentos normativos relativos a estabilização de bases de dados nos
moldes internacionais.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Edubase é uma base de dados que permite o gerenciamento de
informação técnico-científica no campo educacional desde 1994, principalmente
no que se refere à automação de bibliotecas e recuperação de informação.
Agora com o acesso via web, o usuário conectado à Internet tem grande
vantagem, que é o acesso fácil e irrestrito às informações de referência dos
documentos das bases institucionais da Faculdade de Educação da UNICAMP.
Isto também permite que os editores, representados através de suas
publicações doadas para indexação, percebam que estas publicações tornaramse ponto de referência em suas instituições por estarem qualificadas no programa
Qualis da CAPES, seguindo os critérios de indexação e estruturação para
publicação científica na área da Educação.

�Apesar dos pequenos atrasos na inserção de todos os números on-line dos
periódicos citados, a alimentação e manutenção da base de dados Edubase é
importantíssima e deve ser contínua permitindo a interação instantânea com o
usuário final num sistema de busca dinâmico através da indexação adequada e
padronizada dos termos a serem recuperados.
REFERÊNCIAS

ALVARENGA, L. Alguns enunciados sobre a comunicação e o uso de fontes de
informação entre pesquisadores brasileiros da área da educação. In: MULLER,
S.P.M. ; PASSOS, E.J.L. (Org.). Comunicação científica. Brasília: Depart.
Ciência da Informação, Univ. Brasília, 2000.
AVALIAÇÃO de periódicos da área educacional de Educação em 2001: notas
aos editores. Rio de Janeiro: [ANPEd], 2001. 3f. (Anexo D – Documento enviado
aos Editores de periódicos da área da Educação).
BERTHOLINO, Maria Luzia Fernandes. Buscas em bases de dados. In: RAMOS,
Maria Etelvina Madalozzo (Org.). Tecnologias e novas formas de gestão em
bibliotecas universitárias. Ponta Grossa: Ed. UEPG, 1999.
EDUBASE. In: SANTOS, Gildenir Carolino; RIBEIRO, Célia Maria. Acrônimos,
siglas e termos técnicos: Arquivística, Biblioteconomia, Documentação,
Informática. Campinas, SP: Átomo, 2003. p. 92.
LANCASTER, F.W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília, DF: Briquet
de Lemos, 1996.
ORTEGA, Cristina Dotta; FAVERO, Osmar; GARCIA, Walter. Análise dos
periódicos brasileiros de educação. Revista Brasileira de Estudos
Pedagógicos, Brasília, n.193, p. 161-191, set. /dez., 1998.
PACKER, Abel Laerte. SciELO: uma metodologia para publicação eletrônica. Ci.
Inf., Brasília, v. 27, n. 2, p. 110-111, maio/ago. 1998.
RELATÓRIO da avaliação dos periódicos brasileiros de Educação: realizado
em 2001/1º semestre (1ª fase). Rio de Janeiro: [s.n.], 2001. 4f. Disponível em:
&lt;http: //www.anped.org.br&gt;.

�SANTOS, Gildenir Carolino; PASSOS, Rosemary. Desenvolvimento de base de
dados em educação “Edubase”, gerenciado pelo software Micro CDs/ISIS. In:
SEMINÁRIO SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO, 6., 1997, Águas de Lindóia. Anais... São Paulo: [s.n.], 1997,
p.127-130.
______. Gerenciamento e estruturação de periódicos eletrônicos: a experiência
do periódico ETD – Educação Temática Digital da Faculdade de Educação da
Universidade Estadual de Campinas.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002. Recife.
Anais eletrônicos...
Recife: UFPE, 2002. (1 MINI CD-ROM).
SILVA, S.F. do N. da. Política de indexação para serviços de análise em
bibliotecas: proposta para elaboração de diretrizes. 2003. 72f. Monografia
(Trabalho de conclusão de curso) – Faculdade de Filosofia e Ciências,
Universidade Estadual Paulista, Marília, SP. 2003.

ANEXO 1 - TÍTULOS INDEXADOS NA EDUBASE
Título
1.

Acta Científica: Ciências Humanas

2.

Avaliação

3.

Caderno Brasileiro de Ensino de Física

4. Contemporaneidade e Educação: Revista
da FAEEBA
5. Contrapontos: Revista de Educação da
UNIVALI
6.

Educação &amp; Linguagem

7.
8.

Educação e Pesquisa
Educação em Movimento

9. Educar em Revista
10. Ensaio : Avaliação e Políticas Públicas em
Educação
11. Entretextos/Entresexos
12. Escritos sobre Educação
13. ETD - Educação Temática Digital
14. Integração: Ensino-Pesquisa-Extensão
15. Inter-Ação: Revista da Faculdade de
Educação da UFG
16. Leitura: Teoria &amp; Prática
17. Linguagens, Educação e Sociedade
18. Movimento
19. Perspectiva

Instituição
Centro Universitário Adventista de
São Paulo
Rede de Avaliação Institucional da
Educação Superior (RAIES)
Universidade Federal de Santa
Catarina
Universidade Estadual da Bahia
Universidade do Vale do Itajaí
Universidade Metodista de São
Paulo
Universidade de São Paulo
Associação de Educação Católica
do Paraná
Universidade Federal do Paraná
Fundação Cesgranrio
Universidade Estadual de Campinas
Instituto Superior Anísio Teixeira
Universidade Estadual de Campinas
Universidade São Judas Tadeu
Universidade Federal de Goiás

Associação de Leitura do Brasil
Universidade Federal do Piauí
Universidade Federal Fluminense
Universidade Federal de Santa
Catarina
20. Pro-Posições
Universidade Estadual de Campinas
21. Quaestio: Revista de Estudos de Educação Universidade de Sorocaba
22. Razão e Fé: Revista Inter e Transdisciplinar Universidade Católica de Pelotas
de...

Cidade/Estado
Engenheiro Coelho(SP)
Campinas (SP)
Florianópolis (SC)
Salvador (BA)
Itajaí (SC)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
Curitiba (PR)
Curitiba (PR)
Rio de Janeiro (RJ)
Campinas (SP)
Ibirité (MG)
Campinas (SP)
São Paulo (SP)
Goiânia (GO)
Campinas (SP)
Teresina (PI)
Niterói (RJ)
Florianópolis (SC)
Campinas (SP)
Sorocaba (SP)
Pelotas (RS)

�23. Revista ARAUCÁRIAS
24. Revista Brasileira de Educação
25. Revista Brasileira de Sexualidade Humana
26. Revista Ciência Geográfica
27. Revista de Educação da Faculdade de
Pirassununga
28. Revista Diálogo Educacional

Faculdades Integradas Católicas de
Palmas
Associação de Pós-Graduação em
Educação (ANPEd)
Sociedade Brasileira de Sexualidade
Humana
Associação dos Geógrafos
Brasileiros
Centro Universitário Anhanguera

Pontifícia Universidade Católica do
Paraná
29. Revista Katálysis
Universidade Federal de Santa
Catarina
30. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência Universidade Estadual de Campinas
da Informação
31. Revista PLURES - Humanidades
Centro Universitário Moura Lacerda
32. Sementes: Caderno de Pesquisa
Universidade do Estado da Bahia
33. Teias: Revista da Faculdade de Educação
Universidade Estadual do Rio de
Janeiro
34. Teoria e Prática da Educação
Universidade Estadual de Maringá
35. Terceira Idade (A)
SESC-SP
36. Textos sobre Envelhecimento
Universidade do Estado do Rio de
Janeiro
37. Zetetiké
Universidade Estadual de Campinas

Tocantins (PL)
Rio de Janeiro (RJ)
Rio de Janeiro (SP)
Bauru (SP)
Pirassununga (SP)
Curitiba (PR)
Florianópolis (SP)
Campinas (SP)
Ribeirão Preto (SP)
Salvador (BA)
Rio de Janeiro (RJ)
Maringá (PR)
São Paulo (SP)
Rio de Janeiro (SP)
Campinas (SP)

ANEXO 2 – Panorama de indexação por tipo de instituição

12
10

11

12

8
Quantidade

7

6

7

4
2
0

1
Tipos de IES

Estaduais

∗

Particulares

Federais

Organizações

Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação da UNICAMP;
Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP – gilbfe@unicamp.br

Mestre em

∗∗
Bibliotecária da Faculdade de Educação da UNICAMP; Mestre em Biblioteconomia e Ciência da
Informação pela PUC-Campinas – bibrose@unicamp.br

Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação. Av. Bertrand Russell, 801 –
Cidade Universitária. 13083-865 Campinas – SP – Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54807">
                <text>Fonte de indexação para periódicos nacionais em educação: análise da base de dados Edubase – Faculdade de Educação/UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54808">
                <text>Santos, Gildenir Carolino; Passos, Rosemary</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54809">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54810">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54811">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54813">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54814">
                <text>O presente artigo descreve a progressão da base de dados Edubase (artigos de periódicos), gerenciada pela Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP (BFE-UNICAMP), idealizada inicialmente como uma base local, na área educacional, a partir da plataforma Micro CDS/ISIS em ambiente DOS e atualmente em plataforma WWWISIS, com os objetivos principais de facilitar o acesso às fontes de informação existentes na BFE-UNICAMP; substituir as buscas manuais; promover economia de tempo e de trabalho exaustivo e suprir a necessidade de recuperação de periódicos na área educacional, tornando-se mais uma ferramenta de pesquisa. A indexação dos títulos de periódicos nacionais, na área de humanas, ainda não possui representação significativa nas bases de dados existentes. Nessa perspectiva, a Edubase começou a ser utilizada como fonte de indexação, a partir do ano de 2000, por ocasião do “Seminário de Publicações Periódicas em Educação”, realizado na Faculdade de Educação da USP, quando foi recomendada para se tornar um veículo de eolaboração no processo de intercâmbio na comunicação científica entre Instituições do Ensino Superior (IES) em Educação. Assim, a BFE-UNICAMP disponibilizou o serviço de indexação na Edubase para IES, que possuíssem publicações no campo educacional, recebendo como forma de permuta pela indexação, as publicações que são analisadas e indexadas na Edubase. Dessa forma a Edubase tornou-se um canal de divulgação cooperativa, contribuindo para a qualificação de periódicos para a avaliação no programa QUALIS da CAPES, proporcionando através das permutas o desenvolvimento do acervo de periódicos entre instituições que compartilham do desenvolvimento desta base de dados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68495">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4994" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4062">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4994/SNBU2004_133.pdf</src>
        <authentication>d6c63154a6b797ea333545a50ed47a74</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54860">
                    <text>PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE MODELO DE REFERÊNCIA DA
REDE DE BIBLIOTECAS DA UNESP

Maria Constancia Martinhão Souto∗
Maria Ferraz Souto
Maria Ligia Campos
Mariângela Spotti Lopes Fujita

RESUMO
A estrutura organizacional das Bibliotecas das Unidades da Rede Unesp
apresenta um Serviço Técnico composto por duas Seções: STATI - Seção
Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação e STRAUD - Seção Técnica de
Referência, Atendimento ao Usuário e Documentação. Na década de 90, as
Bibliotecas da UNESP iniciaram o processo unificado de automatização, com o
intuito de que as atividades técnicas rotineiras fossem informatizadas,
possibilitando que funcionassem em Redes entre si e com outros sistemas
similares nacionais e internacionais. Para tanto, numa primeira fase foi dada
ênfase especial para a automação das STATI, enquanto as STRAUD ficaram
parcialmente à parte. Cada Biblioteca automatizava e desenvolvia esses serviços
por conta própria, sem a adoção de um padrão mínimo comum dentro da
Universidade, resultando em grandes diferenças no atendimento ao usuário e na
utilização dos recursos informacionais disponíveis. Visando minimizar essas
diferenças, atender melhor às necessidades informacionais dos usuários e
maximizar a utilização das fontes de informação disponibilizadas pela Reitoria,
justificando os altos investimentos efetuados, a Coordenadoria Geral de
Bibliotecas da Unesp elaborou em 2003, o "Projeto de Implantação de Modelo de
Referência da Rede de Bibliotecas da Unesp", para ser implantado em 2004. A
primeira etapa do Projeto compreendeu a aplicação de três questionários, em três
Bibliotecas selecionadas da Rede Unesp, para um projeto piloto, avaliando-se:
infra-estrutura física e de equipamentos; fontes de referência: freqüência de uso e
qualidade; e divulgação dos serviços e produtos oferecidos. Dois questionários
foram respondidos aleatoriamente, por 5,8% de usuários, divididos
eqüitativamente entre as categorias docentes e discentes da graduação e pósgraduação e o terceiro pelo bibliotecário de referência. Após os ajustes
necessários, os questionários foram aplicados nas 22 Bibliotecas componentes da
Rede Unesp.
PALAVRAS-CHAVE: Serviço de Referência: modelo. Serviço de Referência:
otimização. Bases de dados: otimização do uso. Bases de Dados: divulgação.

�1 INTRODUÇÃO

Por ocasião do início desse Projeto - 1. semestre de 2003, a Rede de
Bibliotecas da Unesp era composta por 22 Bibliotecas, sendo 19 de Unidades
Universitárias e 3 de Unidades Complementares, dispersas em 16 cidades do
Estado de São Paulo. Atualmente , conta com mais 8, acrescidas no 2. semestre
de 2003 com a criação das Unidades Diferenciadas, totalizando 24 cidades.
Em razão da história da Unesp, criada em 1976, com a junção dos antigos
Institutos Isolados de Ensino Superior do Estado de São Paulo, incorporação de
algumas Escolas particulares e criação de outras, essas Bibliotecas apresentam
características específicas e peculiares, justificadas pelas áreas dos cursos que
oferecem, região geográfica em que se situam e do próprio histórico de cada uma.
A estrutura organizacional das Bibliotecas das Unidades Universitárias da
Rede Unesp apresenta um Serviço Técnico composto por duas Seções: STATISeção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação, e STRAUD - Seção
Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e Documentação. Na década de
90, as Bibliotecas da Unesp iniciaram o processo unificado de automação, com o
intuito

de

que

as

atividades

técnicas

rotineiras

fossem

informatizadas,

possibilitando que funcionassem em Redes entre si e com outros sistemas
similares nacionais e internacionais. Para tanto, numa primeira fase foi dada
ênfase especial para a automação das STATIs, enquanto as STRAUDs ficaram
parcialmente à parte.
Como até o final de 1980, o suporte físico básico da informação era o papel
- material impresso, isto exigia que cada Biblioteca tivesse a posse do material.
Assim, cada Biblioteca oferecia a sua comunidade um Serviço de Referência
próprio, que atendesse às necessidades específicas de cada área, tipo de usuário,
especificidade da coleção, dentre outros.

�Vale ressaltar que algumas Bibliotecas ofereciam serviços e produtos mais
complexos, mais eficazes, mais ágeis, resultando em grandes diferenças dentro
da Universidade.
No entanto, a partir da década de 90, com o advento das novas tecnologias
em informação, o suporte físico da informação em meio eletrônico e a internet
invadem as Bibliotecas, principalmente as universitárias. Passa a ser muito mais
importante o acesso à informação do que a posse do documento. Isso causa um
grande impacto não só na estrutura organizacional da Biblioteca, como também
nas atitudes dos administradores, bibliotecários e usuários, exigindo mudanças
radicais no modus operandi.
O usuário torna-se mais exigente, o bibliotecário e o usuário necessitam
serem capacitados no uso das novas tecnologias, os investimentos são altíssimos.
Surgem os consórcios e sistemas cooperativos, visando racionalizar custos e
compartilhar recursos.
Nesse cenário, de consórcios e sistemas cooperativos em suporte
eletrônico, via internet; permitindo compartilhar fontes de informação on line, tanto
referenciais como textuais, a UNESP encontra um ambiente ideal, por sua
característica multicampi, pois esses novos mecanismos anulam o fator distância
geográfica e tempo cronológico, por meio do uso da intranet e internet.
Considerando a missão da Rede de Bibliotecas da Unesp " Disponibilizar a
informação, apoiando as atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo
para a melhoria da qualidade de vida do cidadão", e tentando buscar soluções que
divulgassem e otimizassem o uso da novas ferramentas disponibilizadas, bem
como minimizar as diferenças entre as várias Bibliotecas, a Coordenadoria Geral
de Bibliotecas - CGB iniciou em 2003 o "Projeto de Implantação de Modelo de
Referência da Rede de Bibliotecas da Unesp", visando criar mecanismos mínimos
comuns de funcionamento nas STRAUDs - Seção Técnica de Referência,
Atendimento ao Usuário e Documentação.

�2 SERVIÇO DE REFERÊNCIA

Ao longo do tempo, assiste-se a um processo contínuo de mudanças na
organização biblioteca.
As inovações tecnológicas nos meios de informação e comunicação
causaram, sem dúvida, grande impacto nas organizações e suas respectivas
equipes de atuação, não poupando nem mesmo as mais estáticas e
conservadoras, conforme afirma Camargo e Correa (2004, p.11):
...não há profissional que não se sinta pressionado a aprender
sempre mais, mesmo aqueles que trabalham em instituições que,
por séculos, pareciam estar protegidas dos efeitos da aceleração
do tempo, como as bibliotecas. (O grifo é nosso).

Segundo Figueiredo (1999, p.88):
O serviço de informação é um processo interativo, processo que
não está amarrado a um local físico, ou mesmo a uma pessoa com
um nível particular para poder acontecer. Essa definição é
colocada para se contrapor àquela de que o serviço de referência
é um auxílio prestado pelo bibliotecário de referência numa
mesa(de referência)...

Esta afirmação ilustra claramente as transformações sofridas pelo então
serviço de referência das bibliotecas impressas, e hoje na Sociedade do
Conhecimento, chamado de serviço da informação.
É indiscutível os impactos que as tecnologias que contribuíram para a
explosão da informação provocaram no serviço de referência/informação, entre
eles, de acordo com Figueiredo (1999, p.89) "...aumento da demanda para um
serviço personalizado e para o treinamento de como acessar as fontes de
informação, fazendo uso das tecnologias disponíveis".
Surge, então, a necessidade de se delinear novos modelos, modelos estes
padronizados de ferramentas para administrar, acessar, recuperar e distribuir a
informação, resultando em otimização e maximização do seu uso.

�Enfatiza-se a importância de uma efetiva interação entre os vários
segmentos da organização, confirmada por Figueiredo (1999, p.14) "Parte-se do
princípio que quanto melhor se entenderem os processos humanos envolvidos na
busca de informação, melhor poderá ser o sistema para o usuário."
Observa-se nesse panorama, onde convivem as bibliotecas impressa e
digital:
-

a necessidade de se estabelecer padrões mínimos de funcionamento,
principalmente no que tange à disseminação e uso da informação para que
os recursos investidos não sejam subutilzados, conforme afirma Figueiredo
(1999, p.167):
Nota-se que é sempre presente a preocupação com o usuário
final, no sentido de que ele deverá se beneficiar da aplicação da
tecnologia, ou, caso contrário, será sem sentido todo este
investimento. Não se admite mais, após fracassos anteriores, a
criação de um produto/serviço com o qual o usuário não seja
beneficiado e que seja apenas uma glorificação da tecnologia.

- a importância do papel do bibliotecário de referência na recuperação e
disponibilização da informação, como muito bem declarou Craiz Silverstein
(2004 apud DENICULI, 2004) diz:
...que o objetivo final (para melhoria do buscador Google) é fazer
uma versão eletrônica de um bibliotecário: alguém que conheça,
entenda suas perguntas, traga respostas confiáveis, saiba quantas
línguas você fala, forneça a quantidade ideal de resultados e
sugira novas abordagens para o problema...

Enfim, a história, mais uma vez, confirma uma das leis propostas por
Ranganathan, de que a Biblioteca é um organismo crescente, podendo isto ser
ilustrado com as afirmações de:
- Cunha (2000) “O que se pode prever, com alto grau de certeza, é que a
Universidade futura não será a mesma do momento atual e como resultado
dessas mudanças, suas bibliotecas serão afetadas pelos impactos dessas
transformações.” (O grifo é nosso); e

�- Diaz (2002) “ A introdução contínua de novas tecnologias, no dia-a dia do ser
humano produz alterações na forma de execução do trabalho e processos
relacionados”.

3 METODOLOGIA
A primeira etapa do Projeto compreendeu a aplicação de três questionários,
em três Bibliotecas selecionadas da Rede Unesp, para um projeto piloto,
buscando elementos para elaboração dos questionários definitivos, abrangendo:
infra-estrutura física e de equipamentos, fontes de referência: freqüência de uso e
qualidade, divulgação dos serviços e produtos oferecidos.
Após os ajustes necessários aos questionários, estes foram aplicados na
seguinte conformidade:
bibliotecário-chefe da STRAUD :
acesso e obtenção da informação;
infra-estrutura física e de pessoal : ambiente, equipamentos,
disponibilidade e qualificação de equipe.
usuário : docente, discente (graduação e pós-graduação)
acesso e obtenção da informação

Foram aplicados 1909 questionários, divididos entre as três categorias de
usuários, conforme quadro abaixo:

Unidades
FOA
FCFAr
FCLAr
FOAr
IQAr
Assis

Docentes
7
3

Alunos de
Graduação
30
23

Alunos de PósGraduação
5
12

8
5
4
7

102
18
20
77

41
8
20
19

Bibliotecários* TOTAL
1
43
1
39
1
152
1
32
1
45
1
104

�Bauru
FCA-Bot
Botucatu

18
4
25

206
31
87

12
26
90

1
1
1

237
62
203

Franca
Guaratinguetá

5
7

67
63

18
12

1
1

91
83

Ilha Solteira
Jaboticabal
Marília
P.Prudente
Rio Claro
São J. Campos
São J.R.Preto
IFT-SP

10
10
7
9
13
4
9
2

67
52
76
112
111
16
74
-

19
55
20
11
57
5
27
3

97
118
104
133
182
26
111
6

IA-SP

3

30

6

1
1
1
1
1
1
1
1
1

160

1.262

466

21

1909

TOTAL

40

* Observa-se que, por ocasião da aplicação dos questionários, nas 22 Bibliotecas da Rede, uma
encontrava-se desativa temporariamente por estar em reforma, razão pela qual o questionário não
foi aplicado na Unidade, resultando a aplicação em 21 Bibliotecas.

Para o questionário aplicado aos usuários, decidiu-se que 5,8% de
usuários, divididos eqüitativamente entre as categorias docentes e discentes da
graduação e pós-graduação seria a porcentagem ideal para medir o grau de
satisfação do usuário. Os questionários foram deixados nas bibliotecas, ficando
sob a responsabilidade da bibliotecária da STRAUD, aplicá-los e enviá-los à
Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Para a apresentação deste trabalho, selecionou-se três bibliotecas, sendo
uma de cada área do conhecimento: Instituto de Química de Araraquara-IQAr,
Faculdade de Odontologia de São José dos Campos-FOSJC e Campus de Rio
Claro: área de humanas.

4 RESULTADOS

�Apresenta-se a seguir, a avaliação das questões respondidas pelos
usuários das bibliotecas selecionadas para avaliação quanto à:
a) freqüência de uso dos produtos/serviços:
os usuários precisam receber mais informações sobre as bases de dados,

-

com relação a conteúdo, abrangência, enfim, fatores facilitadores para o
treinamento;
-

atualização constante dos links com informações adicionais;

-

informação da cobertura de cada base para evitar exaustão na pesquisa;

b) infra-estrutura da Biblioteca, nos itens:
número de computadores: as máquinas existentes estão muito defasadas,

-

exigindo constante manutenção, o que prejudica em muito os
ambiente de leitura:

-

usuários;

constatou-se uma insatisfação dos usuários, com

relação ao barulho existente na biblioteca, principalmente nos dias em que
esta se encontra muito movimentada e com as salas individuais de estudo
ocupadas.

c) obtenção da informação desejada e avaliação dos produtos/serviços, o
resultado mostra que a biblioteca deve continuar administrando treinamentos
para o usuário, mas entende que deve haver uma padronização básica nos
treinamentos para melhorar a compreensão do usuário.

d)

obtenção

do

documento

desejado,

como

você

considera

os

produtos/serviços, pode-se destacar que:

Acervo - Melhorou muito nos últimos quatro anos devido a verba
destinada a compra de livros didáticos para a graduação e também as aquisições
com verba do FapLivros Fapesp – para pós-graduação;

�Empréstimo domiciliar - importante ressaltar a qualificação da equipe,
boas instalações físicas, facilidade na renovação pelo software Aleph 500 que
permite ao usuário renovar e reservar à distância, desde que a obra não tenha
reserva;
Empréstimo entre bibliotecas-EEB - serviço realizado entre as
bibliotecas da UNESP, USP e UNICAMP que possibilita, sem nenhum custo
adicional, a obtenção de obras não encontradas na biblioteca local. Este serviço
ainda é bastante prejudicado em virtude da morosidade existente na reposta na
rede de bibliotecas da Unesp.
Reposição nas estantes (material bibliográfico) – a guarda de material
bibliográfico nas estantes é um trabalho que já está bastante estruturado e para
isso

as

bibliotecas

trabalham

em

turnos

para

que

os

livros

estejam

constantemente repostos nas estantes, o que facilita para o usuário. As consultas
deixadas sobre as mesas são recolhidas durante todo o período em que o Serviço
de Biblioteca está aberto.
Comut - as pesquisas para recuperação dos artigos solicitados são
exaustivas, passando por todas as fontes de busca disponíveis.

f) divulgação dos produtos/serviços (treinamento, cartazes, e-mails etc) são
oferecidos treinamentos diários ou quando solicitado pelos usuários. As bibliotecas
utilizam os e-mails dos usuários para enviar mensagens para grupos de pessoas
ou para todos os usuários do sistema.

5 CONCLUSÃO
No cenário atual, de múltiplas velozes e radicais mudanças tecnólogicas, a
Biblioteca é uma das organizações que sofre maior impacto causado por essas
transformações. Tem, portanto, que se modificar a todo momento para se adequar
às inovações tecnológicas. A Biblioteca Universitária é tangida, impelida, obrigada

�a mudar, pois é dentro da Universidade que ocorrem o embasamento teórico e o
estímulo para as novas descobertas. É nela que a informação - conhecimento
científico - é gerada em benefício da sociedade.
A informação, por sua vez, é recurso básico, e significa todo o
conhecimento científico, tecnológico e cultural registrado em qualquer forma que
viabiliza a transferência de conhecimento, através dos diferentes canais de
comunicação. Com isso, as bibliotecas, como instituições sociais, têm o
compromisso de promover a organização e o pleno uso da informação.
A transferência da informação ocupa um papel vital nas funções das
bibliotecas, isto porque hoje é um dos mais importantes agentes de transformação
social. Neste contexto, onde o nível de importância e o desenvolvimento da
informação

atingem

proporções

incalculáveis,

as

responsabilidades

das

bibliotecas têm aumentado, a ponto de se exigir dessas instituições uma
organização que possibilite uma prestação de serviços realmente eficaz.
Reconhecendo as limitações de um trabalho isolado e todas as dificuldades de
ordem econômica impostas pelo crescimento acelerado da informação, na
manutenção de uma coleção completa e atualizada, bem como na sua utilização,
as bibliotecas têm optado pelo desenvolvimento de trabalhos cooperativos com
instituições similares.
Assim sendo, apesar das mudanças contínuas na Sociedade, pode se
afirmar que a Biblioteca ao longo do tempo sempre se adequou e no futuro,
também, se adequará às novas realidades. Para isso é necessário capacitação
contínua, não só da equipe técnica, como também dos usuários; um marketing
bastante agressivo e ágil, que se utilize de todos os canais de informação
disponíveis., sendo imprescindível que se estabeleçam padrões mínimos comuns
de funcionamento, no qual clientes externos e internos interajam num efetivo
processo sinérgico, para que as Redes de Informação locais e remotas atinjam o
seu objetivo principal de democratizar a informação, isto é, disponibilizar o maior

�número de informação para um maior número de usuários, resultando então em
reais benefícios para a sociedade.

IMPLANTATION PROJECT OF A REFERENCE MODEL IN UNESP LIBRARIES
NETWORK

ABSTRACT
The organization structure of Unesp Libraries Network has a technical service
formed by two sections: STATI - Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da
Informação - Acquisition Technical and Information Treatment Section and
STRAUD - Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e
Documentação - Reference Technical Section, User Assistance and
Documentation. In the nineties, Unesp libraries started an unified process of
automatization for the purpose of computerizing the usual technical activities
allowing the libraries to work in network and with other national and international
similar systems. At first, it was given special emphasis to the STATIs
automatization while the STRAUDs were put partially apart. Each library
automatized and developed these services by themselves without adopting a
minimum common pattern whose result was great differences in the user
assistance and in the use of the available information. To minimize these
differences, to consider better the users' information needs and to maximize the
use of the available information sources, Coordenadoria Geral de Bibliotecas da
Unesp prepared the "Implantation project of a reference model in Unesp Libraries
Network" to be implanted in 2004. The project's first stage consisted of the
application of three questionnaires in three selected libraries of Unesp Libraries
Network to evaluate: physical and equipament infrastructure; reference sources:
use frequency and quality, and propagation of offered services and products. Two
questionnaires were answered randomly by 5,8% of users, divided equally
between the professors, undergraduated and graduated students. The third
questionnaire was answered by reference librarians. After the necessary
adjustments they were applied in the 22 libraries of Unesp Libraries Network.
KEY WORDS: Reference service:model. Reference service: optimization. Data
basis: use optimization. Data basis: propagation.

REFERÊNCIAS
COORDENADORIA GERAL DE BIBLIOTECAS. Universidade Estadual Paulista.
Disponível em: &lt; http://www.bibliotecas.unesp.br &gt;. Acesso em: 15 de jul. de
2004.

�CUNHA, M.B. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em 2010.
Ci. Inf. Brasília, v.29, n.1, jan./abr., 2000. Disponível em: &lt; http://scielo.br&gt;.
Acesso em: 12 jul. 2004.
DENICULI, C.D. O que faz um bibliotecário? (Bib_virtual). Mensagem
recebida por &lt;Bib _virtual@ibict.br&gt; em 29 jun.2004.
DIAZ, G. A. Periódicos eletrônicos: considerações relativas à aceitação deste
recurso pelos usuários. Ci. Inf. Brasília, v.31, n.3, set./dez. 2002. Disponível em
&lt;http//:www.scielo.br&gt; Acesso em: 12 jul. 2004.
EUCLIDES, M.L. Prospecção de informação em sistemas informacionais: a
capacitação do usuário em estratégia de busca. 2000. 32f., TCC (Especialista em
Uso Estratégico das Tecnologias em Informação). Faculdade de Filosofia e
Ciências, UNESP, Marilia.
FIGUEIREDO, N. M. de Paradigmas modernos da Ciência da Informação: em
usuários / coleções / referência &amp; informação. São Paulo : Polis : APB, 1999.
169p. (Coleção Palavra-chave, 10).
GRAEFF, C.M.P.; LIMA, Y.M.C. As bases de dados da biblioteca do senado
federal e sua operação por uma rede de bibliotecas. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v.13, n.2, p.169-178, jul./dez. 1985.
SILVA, E.L. Compartilhamento de recursos e o papel das redes de
informação. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v.14, n.2, p.209225, jul./dez. 1986.
SAMPAIO, M.I.C.; DE GRANDI, M.E.G.; VILLELA, M.C.; BARSOTTI, R.
Percepção do cliente em relaçao à qualidade dos produtos e serviços
oferecidos pelo SIBi/USP. São Paulo, 2001. 85f.

�∗

Universidade Estadual Paulista - UNESP - Coordenadoria Geral de bibliotecas/Reitoiria msouto@flash.tv.br
Universidade Estadual Paulista - UNESP - Coordenadoria Geral de
Bibliotecas/Reitoria - mferraz@reitoria.unesp.br
Universidade Estadual Paulista – UNESP - Coordenadoria Geral de Bibliotecas/Reitoria ligiacgb@marilia.unesp.br
Universidade Estadual Paulista - UNESP - Faculdade de Ciências e Filosofia de Marilia -Depto. de
Ciências da Informação e Coordenadoria Geral de Bibliotecas - cgb@reitoria.unesp.br.
Universidade Estadual Paulista – UNESP Alameda Santos, 647. São Paulo - Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54834">
                <text>Projeto de implantação de modelo de referência da Rede de Bibliotecas da UNESP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54835">
                <text>Souto, Maria Constancia Martinhão; Souto, Maria Ferraz; Campos, Maria Ligia, Fujita, Mariângela Spotti Lopes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54836">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54837">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54838">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54840">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54841">
                <text>A estrutura organizacional das Bibliotecas das Unidades da Rede Unesp apresenta um Serviço Técnico composto por duas Seções: STATI - Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação e STRAUD - Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e Documentação. Na década de 90, as Bibliotecas da UNESP iniciaram o processo unificado de automatização, com o intuito de que as atividades técnicas rotineiras fossem informatizadas, possibilitando que funcionassem em Redes entre si e com outros sistemas similares nacionais e internacionais. Para tanto, numa primeira fase foi dada ênfase especial para a automação das STATI, enquanto as STRAUD ficaram parcialmente à parte. Cada Biblioteca automatizava e desenvolvia esses serviços por conta própria, sem a adoção de um padrão mínimo comum dentro da Universidade, resultando em grandes diferenças no atendimento ao usuário e na utilização dos recursos informacionais disponíveis. Visando minimizar essas diferenças, atender melhor às necessidades informacionais dos usuários e maximizar a utilização das fontes de informação disponibilizadas pela Reitoria, justificando os altos investimentos efetuados, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp elaborou em 2003, o "Projeto de Implantação de Modelo de Referência da Rede de Bibliotecas da Unesp", para ser implantado em 2004. A primeira etapa do Projeto compreendeu a aplicação de três questionários, em três Bibliotecas selecionadas da Rede Unesp, para um projeto piloto, avaliando-se: infra-estrutura física e de equipamentos; fontes de referência: freqüência de uso e qualidade; e divulgação dos serviços e produtos oferecidos. Dois questionários foram respondidos aleatoriamente, por 5,8% de usuários, divididos eqüitativamente entre as categorias docentes e discentes da graduação e pós-graduação e o terceiro pelo bibliotecário de referência. Após os ajustes necessários, os questionários foram aplicados nas 22 Bibliotecas componentes da Rede Unesp.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68498">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="4997" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4067">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/4997/SNBU2004_134.pdf</src>
        <authentication>b9d0e6bea7bae1ab94ae7420a1d27db9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54896">
                    <text>OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO UNIVERSITÁRIOS BRASILEIROS
FRENTE AOS DESAFIOS DA GLOBALIZAÇÃO NO CONTEXTO DA
INTEGRAÇÃO DO MERCOSUL.
Maria de Fátima Garbelini∗
María Dolores Ayuso García∗∗

RESUMO

As bibliotecas universitárias são o mais representativo de um país como canal de
comunicação para a produção do conhecimento, facilitando a integração e
cooperação tanto no país de origem como em âmbito internacional. O trabalho
apresenta um estudo descritivo das bibliotecas universitárias públicas brasileiras,
apresentando seus recursos bibliográficos, humanos e financeiros; seus serviços,
usuários e participação em sistemas e redes de informação cooperativa. Aborda
ainda um estudo dos sistemas de informação da América Latina, estabelecendo
umas análises que inclui a contextualização dos novos desafios, organismos e
políticas de integração na sociedade global.

1 INTRODUÇÃO
Neste novo século, as atividades humanas tiveram grandes mudanças.
Com a globalização existe uma grande adoção de políticas econômicas de livre
mercado, praticamente a totalidade das nações do mundo se beneficia das
infinitas possibilidades que oferece o desaparecimento das fronteiras estatais.
Para os países latinos americanos existe um grande desafio em quase todos os
aspectos: social, econômico, político, educacional, meio ambiente, etc. Os
desafios são grandes porque estes países, todavia não estão preparados para a
grande competitividade por suas dificuldades econômicas, ao equiparar e integrar
com os países desenvolvidos.
Os estados nacionais atualmente estão agrupados por razões de natureza
econômica e não ideológica e política, desenham uma nova geopolítica, cujos
limites estão demarcados por blocos econômicos mundiais. Como exemplo de
integração temos a União Européia e na América Latina desde 1991 o Mercosul

�que participam Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Estes países estão
empreendendo esforços para definição de políticas em diversas áreas como a
implantação de sistemas nacionais de informação. Segundo Cunha e Robredo
(1993, p. 9) a integração dos países e sua colaboração econômica, política e
social é uma das características das relações multinacionais do século XXI.
Nos países desenvolvidos as atividades relacionadas à produção,
tratamento e difusão da informação atualmente ocupam uma posição destacada .
A utilização generalizada das novas tecnologias, característica da sociedade
global, tem contribuído para o fortalecimento e o valor da informação. A maior
capacidade ou menor capacidade dos países para atuar neste marco determinará
a posição de cada um dos países neste cenário mundial que segundo Silva (1993,
p. 25) estará marcado pela existência de dois blocos: os países produtores de
informação, de um lado, e os consumidores, de outro.
A informação é considerada atualmente como o mais famoso efeito da
chamada sociedade global e os sistemas de informação são um dos mais
representativos por sua natureza de recolher, tratar, armazenar e divulgar a
informação em todas as áreas do conhecimento. Para Ramalho (1999, p. 11) a
biblioteca tradicional como o maior exemplo de um sistema de informação, não é
mais o único canal de comunicação entre os produtos de informação e seus
usuários, as novas tecnologias e os novos usos e costumes (publicações
eletrônicas, informação sem papel, canais diretos de comunicação entre
científicos), impõe uma situação de integração das bibliotecas com outros
sistemas.Como todos os sistemas de informação, a biblioteca universitária não
pode ficar a margem desta nova realidade de integração e cooperação. Serão
necessários novos projetos, programas para o estabelecimento de infra-estrutura
informativas nacionais, regionais e internacionais com o principal objetivo de
evitar duplicações desnecessárias dos recursos disponíveis e facilitar a integração
entre os sistemas de informação (MAGÁN WALS, 2002).
As bibliotecas universitárias são os sistemas de informação mais
representativos de um país quanto à produção da informação e do conhecimento
no contexto da sociedade global e com muitas possibilidades para uma integração

�frente aos desafios da globalização. Por isto, decidimos realizar uma pesquisa
com um estudo descritivo das bibliotecas universitárias públicas brasileiras
destacando seus recursos humanos, recursos bibliográficos e outros suportes,
recursos financeiros, serviços, usuários, tecnologias de informação e participação
em redes e sistemas de informação, na perspectiva de poder colaborar com as
políticas de informação para uma maior integração e cooperação a nível nacional
e internacional.

2 AS UNIDADES DE INFORMAÇÃO NA AMÉRICA LATINA E A SOCIEDADE
GLOBAL
Podemos observar que um dos efeitos da globalização, especialmente na
América Latina tem apresentado um pouco de perversidade avaliando do ponto
de vista das oportunidades, possivelmente nem todas as regiões do mundo
possam participar das mudanças no âmbito mundial. O que parece estar
colaborando para esta possível “unificação” são as redes de informação e
comunicação porque transmitem informações, aproximam espaços geográficos e
pessoas com a finalidade de compartilhar informações e técnicas industriais,
políticas, comerciais, etc.
Os países da América Latina buscam recuperar importantes etapas de seu
desenvolvimento retardado al longo do século XX. Exemplos de integração como
o Mercosul é uma boa atitude porque não pode existir uma globalização sem uma
quantidade correspondente de regionalização que possa possibilitar ser mais e
somar mais. Não temos dúvidas que a dinâmica do processo da globalização
deve gerar novas possibilidades de desenvolvimento local, regional, nacional e
internacional. No entanto será necessário capacitar o cidadão, o consumidor, o
empresário, o executivo, o trabalhador, o usuário de sistemas de informação para
uma educação mais criativa, uma qualificação profissional mais específica para
uma convivência em este novo ambiente cognitivo. Para Miranda (1997, p. 62)
muitos aspectos necessitam ser revisado para adaptarem-se os sistemas de
informação nesta sociedade pós-industrial e este novo cenário com muitas
tendências ainda de desigualdades.

�As bibliotecas universitárias brasileiras apesar das dificuldades de recursos
financeiros foram às pioneiras nos projetos de tecnologias da informação e
cooperação

bibliotecária.

Apesar

de

tantos

recursos

de

informação

e

comunicação de dados no momento atual, ainda é necessário segundo o
pensamento de Rubens Borba de Moraes, que exista um sistema de bibliotecas
trabalhando em conjunto, suprindo as deficiências uma da outra, cooperando de
verdade seguindo esta nova ordem mundial de cooperação e integração.

2.1 CONTRATES REGIONAIS E NECESSIDADES DE INFORMAÇÃO

Em todos os países da América Latina existem muitos problemas e
diferenças culturais, econômicas, sociais entre outras. Para Suaiden (1993) em
muitos países a biblioteca se desenvolve graças ao empenho dos bibliotecários
que acreditam em sua instituição como agente de transformação da sociedade.
Os sistemas de informação têm um papel muito importante e é um grande meio
de ajuda ao desenvolvimento do país, mas infelizmente os recursos que o
governo oferece a estes sistemas são insuficientes para atender a grande
demanda de informação.
Na América Latina, e nos países que pertencem ao Mercosul em especial,
o sistema educativo tem o grande desafio da integração com um papel importante
das universidades, dos pesquisadores sociais e todos aqueles que estão
inseridos na produção e na difusão do conhecimento. Assim, os sistemas de
informação têm a sua função neste processo de difusão da informação e
conhecimento facilitando a cooperação para integração seja em âmbito local,
regional, nacional ou internacional. Para Argenti (1994, p. 257) temos que ter
políticas de informação nas áreas científicas e tecnológicas para desenvolver a
qualidade e competitividade e criar estudos comuns, pesquisar de modo que seja
em benefício comum.

�3 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Os sistemas de informação são a memória humana registrada, cuja origem
remota das bibliotecas de terracota na Babilônia, o pergaminho em Pérgamo e do
papiro em Alexandria (Araújo, 1995). Foram grandes as transformações até
chegarmos nos modernos sistemas com bases de dados em registros magnéticos
capazes de enviar informações a qualquer parte do mundo. Para O`Brien (1999,
p. 42) sistema de informação é qualquer combinação de uma fonte de informação
junto com qualquer acesso e ou os mecanismos da recuperação, manipulação ou
uso da informação, como também conectar o usuário a uma fonte de informação
pertinente a necessidade de informação e conhecimento.Um dos maiores
desafios dos sistemas de informação é o crescimento exponencial de informação
iniciado no século XVI que chegou ao seu apogeu no século XX, com a chamada
explosão da informação. Este fenômeno da explosão da informação exige dos
sistemas de informação o acompanhamento das tecnologias apropriadas para
que possam processar e recuperar a informação visando uma interconexão
global.
As organizações para Killingworth, Hayden e Schellemberger (2001, p. 81)
enfrentam várias tendências que exigem dos sistemas de informação mais
eficiência porque existe uma economia global ativa, um uso aumentado das
tecnologias e uma melhor efetividade orgânica, e com isto, nas organizações se
necessita uma constante decisão que tenha o acesso rápido ao conhecimento
necessário para responder de maneira eficaz a estas novas tendências. Segundo
Cunha (2000, p. 78) saímos dos manuscritos a utilização de textos
impressos,acesso à base de dados bibliográficos armazenados em grandes
bancos de dados, o uso do CD-ROM e o nascimento da biblioteca digital, significa
que

os

sistemas

de

informação

em

especial

as

bibliotecas

acompanharam e parecem vencer estes novos desafios e paradigmas..

3.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA ERA GLOBAL

sempre

�A Internet é uma das tecnologias mais representativas desta nova
sociedade global em que vivemos, modificou as formas tradicionais de
organização e busca de informação, possibilitando o acesso em linha em tempo
real de informações e documentos. Os sistemas de informação tiveram que
introduzir novas atividades, manejar novas ferramentas com as novas tecnologias
de informação e conhecimento, conhecer novas fontes de informação e organizar
seus acervos e recursos não somente para o usuário particular e específico senão
para toda a sociedade seja regional, nacional ou internacional.Os sistemas de
informação em especial as bibliotecas durante séculos desempenharam um papel
discreto na transmissão de informação orientando-se primeiro ao armazenamento
e conservação do patrimônio documental da humanidade. Com as novas
tecnologias interativas, as bibliotecas podem aumentar o grau de satisfação do
usuário, desenhando sistemas de recuperação de informação mais interativos
com o usuário. (COLE; MANDELBALTT, 2000).
Para Mey, Chowdhury e Foo (2001, p. 264) existem alguns problemas que
os usuários estão enfrentando com os sistemas de informação totalmente
digitalizados: não sabem que fonte de informação é apropriada; onde e como
localizar e mesmo recuperar a informação; os sistemas de informação esperam
que os usuários saibam o que eles querem e que formulem a pergunta para
representar a informação e às vezes perdem tempo e energia buscando páginas
web a outro recurso de informação. Estes são alguns dos desafios para os
profissionais da informação nesta nova dinâmica na gestão dos sistemas de
informação.
Todas as mudanças das novas tecnologias da informação e comunicação
que estamos vivendo estão pressionando os sistemas de informação quanto as
suas estruturadas consideradas tradicionais, porque necessitam ampliar as
possibilidades de acesso à informação, em função da globalização dos acervos,
permitindo que qualquer usuário possa ser independente em suas buscas de
informação.Existe uma grande necessidade de mudanças nos métodos de gerar,
produzir e comercializar bens e serviços. As atividades dos bibliotecários e
documentalistas terão que atender estas novas tendências e pensar sobre uma
perspectiva mais internacional e de colaboração.

�4 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO – BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Segundo definição da American Library Asociation (ALA) a biblioteca
universitária é aquela estabelecida, mantida e administrada por uma universidade,
para cumprir as necessidades de informação de seus estudantes e apoiar
programas educativos de investigação e outros serviços.
Para Norezo e Vaughan (2000, p. 421) as bibliotecas universitárias são um
fenômeno do século XXI em relação à educação superior e que enfrenta
numerosos desafios e está em mudanças constates dentro de si mesma, por
todos os recursos tecnológicos que esta nova era oferece. A biblioteca
universitária deve possuir material de referência bibliográficos e eletrônicos; um
serviço de informação para apoio a pesquisa e ainda favorecendo o acesso à
cultura do seu entorno e época. Para Owusu-Ansah (2001, p. 282) é dever da
biblioteca universitária contribuir ao êxito de aprender, a efetividade da pesquisa,
e a preservação dos futuros clientes da indústria da informação, através de sua
organização e recuperação da informação para os membros do corpo acadêmico
da universidade.
A biblioteca universitária para acompanhar estas novas mudanças e
desafios terá que determinar novas estruturas e funções para adequar as novas
necessidades destes novos usuários em educação superior. Segundo Yankova
(2002, p. 28) a biblioteca universitária está considerada como elemento
fundamental nos programas educativos e científicos no desenvolvimento da
universidade, sendo considerada o “coração da universidade”.
A alfabetização da informação é atualmente uma nova realidade nas
universidades e a base para a aprendizagem porque capacita os usuários no
domínio dos conteúdos e amplia suas investigações, tornando-os mais autosuficientes e assumindo maior controle sobre sua aprendizagem. Para a
Association of College &amp; Research Libraries (2001) a alfabetização em informação
é um conjunto de habilidades que capacitam os indivíduos para reconhecer
quanto se necessita informação e possuir a capacidade de localizar, avaliar e
utilizar e maneira eficaz a informação adequada. A globalização da informação, a

�limitação de recursos e a obrigação de responder a demanda da comunidade
científica estão obrigando as bibliotecas a adotarem uma atitude cooperativa
como única forma talvez sobrevivência.

5

BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS PÚBLICAS BRASILEIRAS – ESTUDO

DESCRITIVO
A biblioteca universitária brasileira se forma através da chegada das ordens
religiosas com os Jesuítas, Franciscanos, Carmelitas e Beneditinos em especial
os Jesuítas que tinham sob sua responsabilidade o ensino em seus colégios e
seminários e possuíam acervo no âmbito universitário. Segundo Ramalho (1999,
p. 297) a partir da criação da primeira universidade brasileira em 1920, as
bibliotecas se formaram sem existir entre elas nenhuma cooperação já que as
próprias universidades se haviam formado mediante a reunião de Escolas
Superiores que seguiam sendo independentes entre si. Acredita-se que a partir de
1978 com a realização do Primeiro Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias tenha sido um grande marco para o fortalecimento da cooperação
entre as bibliotecas universitárias e o inicio de estudos conjuntos e análises
sistemáticos da atuação da biblioteca universitária brasileira como um suporte
para o ensino superior e a investigação para o desenvolvimento nacional.
As bibliotecas universitárias brasileiras em sua grande maioria estão
constituídas de sistemas de bibliotecas. Quanto ao processo de automação foi
grande parte influenciada por organismos internacionais, especialmente a
UNESCO e dos Estados Unidos, o que pode refletir na concepção de redes e
sistemas na adoção de normas e padrões técnicos e de tecnologias. As
bibliotecas universitárias brasileiras foram as primeiras a ter o acesso a Internet
no Brasil. Em todos os sistemas de bibliotecas universitárias brasileiras pudemos
encontrar grandes esforços para facilitar e modernizar seus produtos e serviços
com a finalidade de agilizar a atenção al usuário em buscas de fontes,
documentos e informações dentro do próprio sistema e em outros sistemas de
bibliotecas.

�Realizamos um estudo descritivo das bibliotecas universitárias durante o
ano de 2002, pertencentes a instituições públicas de ensino superior. A pesquisa
procurou investigar as bibliotecas quanto aos seus recursos bibliográficos,
audiovisuais, humanos e financeiros; seus serviços, usuários e sua participação
em sistemas e redes de informação cooperativa.

5.1 METODOLOGIA
Usamos como fonte para seleção das bibliotecas o Guia de Bibliotecas de
Instituições

de

Ensino

Superior

da

Comissão

Brasileira

de

Bibliotecas

Universitárias que apresentava uma lista de bibliotecas divididas pelas regiões do
Brasil. Neste Guia estavam registradas 1.014 bibliotecas sendo 712 bibliotecas
pertencentes a instituições públicas. Para a amostra foram selecionadas 10
bibliotecas de cada estado brasileiro e nos estados que não possuíam esta
quantidade de bibliotecas o critério foi o de selecionar todas as bibliotecas
existentes no estado. A amostra foi aleatória com um total de 179 bibliotecas.
Quanto aos dados se efetuou através de um questionário (Anexo1)
enviado por correio às bibliotecas que contemplava dados quantitativos e
qualitativos, com perguntas abertas e fechadas. Foram respondidos 38
questionários, representando 21,2% da amostra, quantidade que possibilitou
apenas apresentar um estudo descritivo. Com a grande extensão geográfica do
Brasil e o procedimento de enviar os questionários por correio, consideramos boa
à receptividade e retorno das bibliotecas. Os dados foram registrados em arquivos
automatizados para a tabulação estatística utilizando o Programa Statiscal
Package for the Social Sciences – SSP para Windows versão 10.0.

5.2 RESULTADOS
Destacaremos os principais resultados da pesquisa apresentando em
forma de texto, figura e tabela na mesma seqüência das perguntas que estão no
questionário. Na tabela 1 se representa o número de bibliotecas que responderam
o questionário por região.

�Tabela 1 Número de bibliotecas que responderam o questionário por Região.

REGIÕES DO BRASIL

Nº BIBLIOTECAS
01
12
08
13
04

Região Norte
Região Nordeste
Região Sudeste
Região Sul
Região Centro Oeste

5.2.1 Identificação
A primeira parte do questionário foi dedicada à identificação da biblioteca e
destacamos a variável se a biblioteca possuía página web, 50% das bibliotecas
responderam que sim e 50% que ainda não possuíam página web. Quanto as
horas de funcionamento apresentamos na tabela 2 abaixo

Tabela 2 Horas de funcionamento das bibliotecas.

HORÁRIO
Média horário de abertura
Média horário de fechar
Horas de funcionamento

SEGUNDA A SEXTA

SÁBADO

7:38
21:00
13:30

8:00
14:00
6:00

5.2.2 Acervo da biblioteca
Quanto ao acervo da biblioteca de acordo com a tabela 2 foi tabulada uma
média, mínima e máxima de materiais existentes nas bibliotecas pesquisadas.

Tabela 3 Media, mínimo e máximo número de materiais nos acervos das bibliotecas.

MATERIAL
Livros
Títulos de Revistas Nacionais
Títulos de Revistas Estrangeiras
Audiovisual
Obras Raras
Cartográfico
Base de Dados em CD-ROM
Teses

MÉDIA

MÍNIMO

MÁXIMO

54.095
638
341
1.835
664
274
46
1.308

606
54
06
05
56
30
01
36

17.669
3.000
1.279
1.228
3.000
1.500
560
6.578

�5.2.3 Recursos Humanos
O quadro de pessoal que trabalha nas bibliotecas foi assim identificado:
49,27% são bibliotecários, 32,15 pessoal administrativo pertencente ao quadro de
funcionários e 20,58% pessoal com contrato temporário.
5.2.4 Fontes de Recursos
Quanto as fontes de recursos, 54,5% provem do Governo Federal, 28,8%
da própria instituição, 15,2% através de convênios e 2% doações.
5.2.5 Serviços
Neste item do questionário as perguntas foram divididas em respostas
múltiplas e para que biblioteca identificasse outros serviços que não estavam na
lista conforme apresentamos nas tabelas 4 e 5.
Tabela 4 Serviços bibliotecários e de informação oferecidos pelas bibliotecas.

SERVIÇOS
Referência
Buscas bibliográficas
Empréstimo entre bibliotecas
Atividades culturais
Serviço de alerta corrente
Hemeroteca
Difusão seletiva da informação
Divulgação de novas aquisições
TOTAL

PORCENTAGEM
21,1
19,4
17,8
11,1
8,9
8,9
7,8
5,0
100

Tabela 5 Outros serviços oferecidos pelas bibliotecas.

OUTROS SERVIÇOS
Empréstimo
Reprografia e Comutação bibliográfica
Normalização de trabalhos científicos
Treinamento de usuários
Preservação da coleção
Visitas guiadas
Acesso a Internet
Promoção de eventos

PORCENTAGEM
50
11,9
11,8
5,3
3,9
3,9
2,6
2,6

�Treinamento para uso de base de dados
Orientação
na
elaboração
de
bibliográficas
Divulgação de eventos
Exposições
Clipping eletrônico
Restauração da coleção
TOTAL

fontes

1,5
1,3
1,3
1,3
1,3
1,3
100

5.2.6 Tecnologia da Informação
Quanto a este item as perguntas foram abertas, ressaltamos das quatro
partes divididas no questionário os serviços que estavam automatizados nas
bibliotecas conforme apresentamos na tabela 6 e a participação da biblioteca em
redes e sistemas figura 1.
Tabela 6 Serviços automatizados nas bibliotecas.

SERVIÇOS AUTOMATIZADOS
Empréstimo
Catalogação
Busca bibliográfica
Classificação
Consulta
Levantamento bibliográfico
Indexação de revistas
Referencia
Aquisição
TOTAL

ATHENA

2,2

INFORMAN

2,2

REDE SIRIUS

2,2

REDARTE

2,2

PORTCOM

2,2

ISTEC
REDE PERGAMUN
REBAE
REDE ANTARES
BIREME

PORCENTAGEM
22,6
18,3
12,2
11,3
9,6
8,7
7
6,1
4,2
100

4,3
4,4
8,5
16,1
16,1

SISTEMA DA PRÓPRIA INSTITUIÇÃO

Figura 1 Redes e sistemas de cooperação que participam as bibliotecas.

39,6

�6 CONCLUSÃO
Com a globalização existem grandes mudanças do ponto de vista cultural,
econômico e políticos, mas infelizmente em muitos casos de maneira negativa
pelas novas formas de inter relação e interdependência que ocorre nos chamados
efeitos da globalização. Por outra parte com as telecomunicações e as novas
tecnologias, está sendo possível que muitas nações possam integrar com os
países vizinhos, permitindo uma maior abertura e dinamismo em muitas áreas do
conhecimento. O projeto de integração como exemplo o Mercosul acreditamos ser
importantes políticas de cooperação para que estes países possam participar de
maneira mais competitiva e rápida na economia globalizada.
As universidades compartem os destinos de um país por ser o sistema
mais representativo quanto à produção da informação e do conhecimento e as
bibliotecas universitárias que apóiam a universidade nesta missão, atualmente
estão com grandes desafios em suas atividades pelas mudanças tecnológicas e
os novos modelos e tendências no ensino e na pesquisa como também os seus
usuários com novas habilidades na busca de informação.
As bibliotecas universitárias públicas brasileiras mesmo pertencendo a um
país com uma grande dimensão geográfica e dificuldades de desenvolvimento
nas diversas áreas cultural, social, econômica e política, buscam gerar projetos e
esforços para acompanhar estes novos desafios e exigências da sociedade atual
conforme pudemos comprovar na pesquisa realizada, apesar de todas as
dificuldades com recursos humanos, materiais e financeiros como quaisquer
outras unidades de informação latino-americana demonstrando assim uma grande
capacidade para participar na cooperação e integração nacional e internacional
de recursos informacionais em uma sociedade global.
REFERÊNCIAS

AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. Association of College and Research
Libraries. Estándares para la edición 2001 de las bibliotecas de la universidad.
ALA/CRL, 2001. Disponible em &lt;http://www.ala.org&gt; Acesso em: 23 de maio
2002.

�ARAUJO, V. M. R. H. Sistemas de informação: uma nova abordagem teóricoconceitual. Ciência da Informação, Brasilia, ano 24, n.1, p.54-76. 1995.
ARGENTI, Gisela. Educación en ciencia y tecnología e integración. O Mercosul e
a Comunidade Européia: uma abordagem comparativa. Porto Alegre: UFRS,
1994.
BURT, P .V.; KINNUCAN, M. T. Information models and modeling techniques for
information systems. Annual Review of Information Science and Technology, ano.
25, n.10, p.174-208. 1990.
CUNHA, M. B. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em 2000.
Ciência da Informação, Brasília, ano 29, n.1, p.71-89. 2000.
CUNHA, M. B; ROBREDO, J. Necessidade de integração das políticas de
informação no Mercosul. Ciência da Informação, Brasília, ano 15, n.7, p.9 –12.
1993.
COLE, C.; MANDELBLATT. Using kitsch’s discourse comprehension theory to
model the user’s coding of an informative message from an enabling information
retrieval systems. Journal of the American Society for Information Science, ano
51, n.11, p.1033-1046. 2000.
KILLINGSWORTH, B. S.; HAYDEN, M. B. ; SCHELLENBERGER, R. A network
expert systems management system for multiple domains. Journal of Information
Science, ano 27, n. 2, p.81-92. 2001.
MAGÁN WALS, José Antonio. La cooperación bibliotecaria: aspectos básicos. In:
Tratado básico de biblioteconomía. Madrid: Editorial Complutense, 2002. p. 277299.
MIRANDA, A. L. C. .Globalización y sistemas de información: nuevos paradigmas
y nuevos desafíos. Ciência da Informação, Brasília, ano 3, n.3, p.308-313. 1996.
NOZERO, V. A. ; VAUGHAN, J. Utilization of process improvement to manage
change in an academic library. The Journal of Academic Librarianship, ano 26,
n.6, p.416-421. 2000.
O´BRIEN, James A. Management information systems: managing information
technology in the internet worked enterprise. Madrid: McGraw-Hill,1999.

�OWUSU-ANSAH, E. The academic library in the enterprise of colleges and
universities: toward a new paradigm. The Journal of Academic Librarianship, ano
27, n.4, p. 282-294.2001.
RAMALHO, Francisca Arruda. Receptividad de las bibliotecas universitarias de
España y Brasil ante las nuevas tecnologías de la información. Madrid:
Universidad Complutense de Madrid, 1999. Tese.
SILVA, L. A. G.. Políticas e sistemas nacionais de informação no Mercosul: uma
abordagem preliminar. Ciência da Informação, Brasília, ano 22, n.1, p.71-76.
1993.

ANEXO 1
QUESTIONÁRIO
1.

IDENTIFICAÇÃO
Nome da Biblioteca____________________________________________________________________
Instituição mantenedora_________________________________________________________________
Endereço____________________________________________________________________________
Telefone__________________________ Fax____________________ Página WEB_________________
Horário de
Funcionamento_______________________________________________________________

2.

COLEÇÃO DA BIBLIOTECA
Número total de volumes__________________________
Número total de títulos de periódicos: nacionais_____________ estrangeiros_____________
Número total de material especial:
Audiovisual_______________
Obras raras_______________
Cartográfico_______________
Base de dados em CD-ROM_______
Teses_________

3.

RECURSOS HUMANOS
Número total de pessoal técnico ( Bibliotecário )___________
Número total de pessoal administrativo_______
Número total de pessoal de apoio ( contratos temporários, estagiários )_______

4.

RECURSOS FINANCEIROS ( Valor anual )

�Fontes de recursos________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
Orçamento anual____________________
Gastos com material bibliográfico__________
Gastos com material audiovisual__________
Gastos com material cartográfico__________
Gastos com material informático___________
Gastos com pessoal de apoio ( contratos temporários, estagiários )______________

5.

SERVIÇOS
Quais serviços bibliotecários e de informação estão sendo oferecidos? ( Marque todas as possíveis
respostas ).

1. Referência

( )

2. Busca bibliográfica

( )

3. Serviço de alerta corrente

( )

4. Disseminação seletiva da informação

( )

5. Serviço de recortes de jornais

( )

6. Empréstimo entre bibliotecas

( )

7. Atividades culturais

( )

8. Atividades de incentivo a leitura

( )

9. Outros, quais? ___________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
10. Quais os produtos gerados pela biblioteca?____________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

6.

USUÁRIO ( Marque todas as possíveis respostas )

( ) Professor

( ) Estudante

( ) Pesquisador

( ) Público em geral

Número de usuários / ano___________________
Número de empréstimo / ano_________________

7.

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Quais os serviços automatizados?_____________________________________________________
_________________________________________________________________________________

�_________________________________________________________________________________
Quais os materiais com o tratamento técnico já automatizados?______________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
A biblioteca participa de redes de cooperação bibliográfica? Se positivo, quais?__________________
_________________________________________________________________________________
8.

A biblioteca recebe colaboração de recursos financeiros de organismos nacionais ou internacionais? Se
positivo, quais organismos?____________________________________________________________

9.

∗

A biblioteca pertence a algum sistema ou rede de bibliotecas? Se positivo, quais?

Profa. Dra. Universidade Federal de Goiás - Curso de Biblioteconomia. Campus Samambaia,
Caixa Postal 131 cep: 74.000 Goiânia – Goiás – Brasil mgarbelini@hotmail.com
∗∗
Profa. Dra. Universidad de Murcia – Espanha. Facultad de Ciencias de la Documentación
Campus Universitário Espinardo. 30100 Murcia – Espanha mayu@um.es

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54861">
                <text>Os sistemas de informação universitários brasileiros frente aos desafios da globalização no contexto da integração do Mercosul.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54862">
                <text>Garbelini, Maria de Fátima; Garcia, María Dolores Ayuso</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54863">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54864">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54865">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54867">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54868">
                <text>As bibliotecas universitárias são o mais representativo de um país como canal de comunicação para a produção do conhecimento, facilitando a integração e cooperação tanto no país de origem como em âmbito internacional. O trabalho apresenta um estudo descritivo das bibliotecas universitárias públicas brasileiras, apresentando seus recursos bibliográficos, humanos e financeiros; seus serviços, usuários e participação em sistemas e redes de informação cooperativa. Aborda ainda um estudo dos sistemas de informação da América Latina, estabelecendo umas análises que inclui a contextualização dos novos desafios, organismos e políticas de integração na sociedade global.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68501">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5001" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4068">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5001/SNBU2004_135.pdf</src>
        <authentication>3bb5ae8b9644cd18fc0c10092d6db021</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54914">
                    <text>BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA EM REDE: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA
CENTRAL DA UNICAP NA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA PERGAMUN
Simone Rosa∗
Andréa Lins∗∗

RESUMO
Incorporar novas tecnologias em bibliotecas universitárias amplia sua capacidade de
serviços e estimula a comunidade científica na produção do conhecimento, abrindo
novos caminhos para o acesso à informação. A Biblioteca Central da Universidade
Católica de Pernambuco – UNICAP, nos últimos três anos vêm investindo
maciçamente na aquisição de recursos tecnológicos e capacitação de pessoal para
avançar e modernizar seus produtos, processos e serviços informacionais. Uma de
suas principais ações, foi a implantação do Sistema Integrado de BibliotecasPERGAMUM, totalmente operacionalizado em rede, visando o compartilhamento de
serviços, bem como o intercâmbio de informações. Pretende-se mostrar com esse
trabalho o processo de implantação, iniciado em julho de 2003 e seu
desenvolvimento nesses sete meses. Serão apresentados também os principais
serviços oferecidos após a implantação e os resultados de todo esse processo. Com
isso, atualmente a biblioteca apresenta-se com ferramentas de estratégias
fundamentais para competir no mercado, tornando-se uma instituição parte de uma
Rede Nacional de Bibliotecas, onde o usuário pode recuperar a informação de forma
rápida e eficiente.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Central da Universidade Católica de Pernambuco – BC/UNICAP
trabalha com um compromisso de proporcionar o acesso à informação, através da
excelência na qualidade de atendimento que presta à comunidade científica,
disponibilizando seu acervo, bem como outros serviços. A partir dessa premissa, foi
apresentado um projeto de atualização tecnológica e modernização da Biblioteca
Central para que pudesse construir uma infra-estrutura adequada para adquirir um
novo sistema que estivesse compatível aos avanços tecnológicos. A escolha do
software Pergamum, desenvolvido pela Divisão de Processamento de Dados da

�Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR, foi concretizada após uma
exaustiva fase de reuniões junto à Pró-Reitoria de Graduação e Extensão e
Administrativa, em que foram feitos estudos, análises e visitas técnicas.

2 ETAPAS PARA O PROCESSO DECISÓRIO NA IMPLEMENTAÇÃO DE UM
SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE BIBLIOTECA
A primeira etapa do processo iniciou em 2002, com a apresentação de um
projeto de atualização tecnológica e modernização da Biblioteca Central,
desenvolvido por uma equipe de profissionais da UNICAP: Jaíse da Costa Leão
(Diretora da Biblioteca), Gerson Florentino da Silva (Chefe da DIFIC-Divisão de
Finanças), Gilson Gonçalves de Vasconcelos (Chefe da DISUP-Divisão de Suporte),
Leonardo Alexandre Vieira Peretti (Chefe do NIC -Núcleo de Informática), Marcos
Torres da Costa (Chefe da DISEN-Divisão de Desenvolvimento), Mário Buarque
(Engenheiro) e Tereza Cristina Guimarães de Faria (Chefe da DAPAC-Divisão de
Apoio Acadêmico). Através de estudos e análise dos requisitos de hardware, a
equipe recomendou neste projeto, a aquisição de novos equipamentos para a
Biblioteca e o Núcleo de Informática, Setor que dar suporte tecnológico para a
Universidade, com o objetivo de proporcionar uma infra-estrutura adequada para o
perfeito funcionamento de um novo sistema de gerenciamento de bibliotecas.
Partindo da premissa que o Software Pergamum seria a solução adotada, os
requisitos de hardware e suporte técnico exigidos são:
Plataforma de servidor para o software : Pentium IV 2Ghz, 512 Mb de
RAM, monitor SVGA, 4Gd de disco rígido, controlador de disco SCSI,
Windows NT 4.0;
Plataforma mínima para os software clientes : Pentium 300Mhz, 64MB
de RAM, Monitor SVGA, Drive 1.44", 1MB de placa de vídeo, 1.96Gd
de disco rígido, adaptador de rede, todos utilizando Windows 95 ou
superior.

�Considerando que o sistema recomendado funciona em rede, também foi de
responsabilidade da equipe, a adoção da plataforma RISC e SGBD Oracle, por
oferecer maior segurança e confiabilidade na solução.
Desta forma, para implementar o projeto de atualização tecnológica (ambiente
Risc e Oracle), alguns equipamentos foram adquiridos: 17 computadores Pentium IV;
17 licenças de uso do Microsoft Office XP Stde; 7 impressoras jato de tinta (HP
930c); 1 gravador de cd-rom; 4 estabilizadores; 1 switch 3Com SuperStack III de 24
portas; 1 Patch Panel; 7 pontos de rede e de força;3 mesas para micro (padrão
UNICAP); 3 cadeiras ergonômicas Giroflex; 5 mesas para impressoras. E quanto à
modernização da BC: licenciamento do Software Pergamum; treinamento e
instalação do Pergamum; licenciamento do software Oracle; instalação e
customização do Oracle; servidor BD-RS/6000 P610 (2 Power III 450 Mhz); servidor
firewall – RS/6000 P610 (1 Power III); servidor Biblioteca Digital);

instalação do

firewall; 24 computadores Pentium IV; 24 licenças de uso do Microsoft Office XP
Stde; 4 estabilizadores; 2 impressoras jato de tinta (código de barra); 19 leitoras de
código de barras (portátil); 26 pontos de rede e de força; pontos de redes e de força
dos servidores; 2 patch panel; 2 switch 3Com SuperStack III de 24 portas; 6 mesas
de micro (padrão UNICAP); 6 cadeiras ergonômicas Giroflex; 11 bancadas para
computadores; 5 bibliotecários contratados para prestação de serviço; 5 bolsistas
universitários e 2 treinamentos em Oracle.
A segunda etapa do processo foi realizada em 2003 com a aquisição do
Pergamum, sistema informatizado de gerenciamento de Bibliotecas, em linguagem
Delphi, implementado na arquitetura cliente/servidor, interface WEB utilizando PHP
ou ASP, cujo sistema gerenciador de banco de dados é: Sybase, SqlServer ou
Oracle, desenvolvido no formato Machine Readable Cataloging - MARC.
O Sistema é um software de gestão de Bibliotecas por funcionar de forma
integrada desde a aquisição de obras até o atendimento ao usuário, apresentando
todas as principais funções que uma Biblioteca precisa.

�Algumas considerações foram relevantes para a tomada de decisão. A análise
das informações coletadas realizada pela equipe da UNICAP, resultou na
identificação dos requisitos imprescindíveis e desejáveis do Pergamum para atender
às necessidades da Biblioteca e seus usuários:
a) Requisitos relacionados à tecnologia – identificam a capacidade dos recursos
tecnológicos, intercâmbio de dados:
Requisitos imprescindíveis
Acesso simultâneo de usuários às bases de dados.
Armazenamento, recuperação e classificação correta dos caracteres da língua
portuguesa.
Arquitetura de rede – cliente/servidor.
Auditoria no sistema.
Capacidade de atualização dos dados em tempo real.
Capacidade de elaboração de estatística com geração automática de gráficos.
Capacidade de suportar acima de 16 milhões de registros bibliográficos.
Disponibilidade de help on-line sensível ao conteúdo em língua portuguesa.
Garantia de manutenção e disponibilidade de novas versões.
Gestão de bases de dados com diferentes tipos de documentos.
Interface gráfica.
Leitura de código de barras.
Níveis diferenciados de acesso aos documentos.
Padrão ISO 2709.
Protocolo de comunicação Z39.50.
Recuperação de bases de dados textuais.
Segurança na forma de registro e de gerenciamento dos dados.
Senha para as funções que atualizam dados.
Tabela de parâmetros para personalizar o funcionamento dos sistemas.
Requisitos desejáveis
Acesso à bases de dados via browser internet/intranet.

�b)

Requisitos relacionados ao processo de seleção e aquisição –

aquisição de materiais bibliográficos por doação, permuta e compra:
Requisitos imprescindíveis
Controle de todo o processo de aquisição.
Controle de listas de sugestões, seleção, aquisição, reclamações e recebimento.
Controle de assinatura de periódicos: início, vencimento, renovação e datas
previstas para recebimento dos fascículos; controle de recebimento de fascículos
de periódicos e seriados.
Identificação de dados do processo de aquisição (número de processo, preço,
número da nota fiscal ou fatura, outros).
Identificação da modalidade de aquisição (doação, compra, permuta, depósito
legal).
Requisitos desejáveis
Controle de dados de recebimento do material
adquirido
Controle contábil e financeiro dos recursos orçamentários para aquisição de
material bibliográfico
Controle de fornecedores por compra, doação e permuta; emissão de cartas de
cobrança, reclamações e agradecimentos de doações.
Elaboração de lista de duplicatas
Estatística mensal e acumulada de documentos
recebidos.
Cadastro de entidades com as quais mantém intercâmbio de publicações.
Controle da situação (status) do documento bibliográfico (encomendado,
aguardando autorização, aguardando nota fiscal, encaminhamento para
pagamento e outros).
Identificação do usuário que sugeriu o título para aquisição.

c)

Requisitos relacionados ao Processamento Técnico dos documentos –

registro das informações bibliográficas, segundo padrões internacionais:
Requisitos imprescindíveis
Atualização em tempo real ao banco de dados, nos registros de autoridade e
demais índices, após o envio de novo registro ao servidor;
Campos e códigos de catalogação de qualquer tipo de documento, de acordo com a
AACR2;
Código de barras para cada documento;
Construção automática de lista de autoridades a partir dos registros incluídos;
Construção de remissivas para autores/assuntos;

�Consulta ao tesauro, lista de autoridades e lista de editoras, durante o
cadastramento de um registro;
Exportação de dados para alimentação de bases de dados de catalogação
cooperativa;
Correção de todos os registros associados a um autor ou assunto mediante
alteração na lista de autoridade ou tesauro;
Formato MARC dos registros bibliográficos
Geração de etiquetas para bolso e lombada dos documentos;
Importação de dados de centros de catalogação cooperativa on-line e cd-rom;
Possibilidade de duplicação de um registro para inclusão de novas edições;
Processamento de materiais especiais, obras novas e outros;

d) Requisitos relacionados ao processo de empréstimo de documentos - uso
e circulação dos documentos da biblioteca:
Requisitos imprescindíveis
Controle de usuários pessoais e institucionais;
Categorização de usuários e de materiais para fins de definição automática de
prazos e condições de empréstimos e uso;
Cadastro de usuários, com inclusão, exclusão e alteração de nomes e endereços,
com categorização de usuários;
Rotina completa de empréstimo para qualquer tipo de documento;
Controle de devoluções, renovações, atrasos;
Código de barras para cada leitor
Realização de empréstimo, devolução e reserva, on-line;
Reserva de documentos, com prazos diferenciados por tipos de materiais e
usuários;
Registro de solicitação de fotocópias;
Categorização de empréstimo: empréstimo domiciliar, especial e empréstimo entre
bibliotecas;
Senha para os empréstimos
Definição de parâmetro para reserva de livros, com senhas de segurança
Controle dos leitores em atraso
Bloqueio automático de empréstimo sempre que o usuário estiver em atraso ou com
dados cadastrais desatualizados;
Cobrança personalizada, com prazos diferenciados por tipos de materiais e
usuários;
Aplicação de multas e/ou suspensões
Possibilidade de pesquisar a situação em que se encontra o exemplar: disponível,
encadernado, etc.
Relatórios do cadastro de usuários, por ordem alfabética, formação, unidade de
trabalho;
Emissão de relatórios referentes ao processo de empréstimo: assuntos mais
consultados no período, relação de obras reservadas no período.

�e) Requisitos relacionados ao processo de recuperação de informações recursos especiais de pesquisa para localizar documentos em múltiplas
bases de dados, com filtragem de resultados e combinações de conjuntos:
Requisitos imprescindíveis
Capacidade de ordenar e classificar os documentos pesquisados;
Capacidade de permitir que os resultados de pesquisa sejam gravados em
disquetes ou arquivos;
Indicação do status do documento pesquisado, se emprestado, em encadernação
ou disponível ; possibilidade de envio do resultado da pesquisa por e-mail, ao
usuário;
Recuperação através de operadores booleanos

f) Requisitos relacionados ao processo de divulgação da informação atividades de divulgação, contribuindo para o processo de disseminação
de informações:
Requisitos imprescindíveis
Emissão de listas de publicações por assuntos e autores;
Definição de instrumentos de alerta e disseminação seletiva de informações,
conforme perfil dos usuários;
Elaboração e impressão de bibliografias.
Diferentes formatos de visualização de registros on-line e em relatórios tipo
ABNT E AACR2;

g) Requisitos relacionados ao processo gerencial - acompanhamento e
avaliação das atividades da Biblioteca do ponto de vista gerencial:
Requisitos imprescindíveis
Gerenciamento integrado dos dados e funções da biblioteca;
Gerenciamento dos tipos de material bibliográfico e informacionais utilizados
em bibliotecas;
Contabiliza estatísticas de circulação, processamento técnico, seleção,
aquisição e intercâmbio;
Emite relatórios de circulação por assuntos mais consultados;
Emite relatórios de circulação por tipo de documentos, por período e
acumulado;
Emite relatórios de empréstimos, por períodos;
Emite relatórios de entrada e recebimento de documentos, por período;
Inventário com utilização do coletor de dados;
Listas de usuários por categoria

3 MIGRAÇÃO E TREINAMENTO DO SISTEMA PERGAMUM

�O processo de implantação do software na Biblioteca Central ocorreu no
período de 30/06 a 01/08/03. Em junho de 2003, a Biblioteca enviou para a PUC/PR,
a base de dados, SAB II, para efetuar o processo de migração para o Pergamum. A
base convertida em novo formato MARC, tem como objetivo permitir o intercâmbio
de informações entre os acervos de bibliotecas em nível nacional e internacional.
No início de julho/03, a UNICAP recebeu 2 técnicos da PUC/PR: Marelis de
Fátima e Joelson Ricardo, responsáveis em fazer o treinamento com a equipe de
funcionários da Biblioteca e do NIC. Paralelamente aos treinamentos, o técnico
Joelson prosseguia com as resoluções de pendências detectadas durante a
migração das bases. Os treinamentos ocorreram no Laboratório de Informática do
NIC com toda a equipe de funcionários envolvidos no processo, incluindo as 5
bibliotecárias contratadas para trabalhar temporariamente, com carga horária de 20h
semanais, no período de agosto a dezembro/2003.
No período de 30/06 a 04/07/03 as bibliotecárias da UNICAP participaram de
um treinamento sobre Catalogação utilizando o formato MARC 21, com carga horária
de 30h, cuja instrutora foi a Bibliotecária Marelis.
De 07 a 11/07/03 todos os funcionários envolvidos no processo, desde
bibliotecários à auxiliares administrativos, participaram dos treinamentos sobre a
utilização de cada módulo do sistema:
•

MÓDULO CATALOGAÇÃO
o Carga horária: 3h
o Participantes: Bibliotecários da UNICAP e bibliotecárias contratadas
temporariamente.
o Instrutora: Marelis

•

CATALOGAÇÃO E AQUISIÇÃO
o Carga horária: 6h

�o Participantes: Bibliotecários da UNICAP, bibliotecárias contratadas
temporariamente e auxiliares administrativos.
o Instrutora: Marelis
o e:
o Carga horária: 3h 30min
o Participantes: Bibliotecários da UNICAP, bibliotecárias contratadas
temporariamente

e

auxiliares

administrativos

do

Setor

de

Processamento Técnico e Aquisição.
•

CIRCULAÇÃO DE MATERIAIS
o Carga horária: 3h
o Participantes: Bibliotecários da UNICAP e auxiliares administrativos.
o Instrutores: Marelis e Joelson

•

AQUISIÇÃO
o Carga horária: 7h
o Participantes: Bibliotecários da UNICAP e auxiliares administrativos do
Setor de Aquisição.
o Instrutora: Marelis
Simultaneamente, os técnicos da área de tecnologia do NIC: Cristiana

Moreno, Eduardo Lins e Suzana Soriano participaram de um treinamento sobre
Oracle.
As instalações do software nos computadores da Biblioteca também
ocorreram nesse intervalo de tempo.

4 PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO
Em julho, a BC não disponibilizou o acesso do usuário ao cervo, com o intuito
de iniciar a implantação do software, permanecendo fechada até o dia 03/08/03. A

�partir de 17/07/03, em virtude da implantação do sistema, foram realizadas algumas
atividades, entre elas:
•

Revisão e organização das obras do acervo circulante da Biblioteca (148.000
obras destinadas ao empréstimo);

•

Conserto de obras danificadas;

•

Impressão das etiquetas com código de barras. Adotou-se o uso da régua 3M,
seguindo um requisito, prevendo facilitar um serviço futuro: o autoempréstimo;

•

Colagem das etiquetas impressas, dando prioridade às obras do acervo
circulante (trabalho concluído pelas prestadoras de serviço em agosto/03);

•

Instalação das leitoras de código de barras;

•

Instalação dos micros para atendimento aos usuários;

•

Cadastramento de login e senha para os funcionários operarem o sistema;

•

Definição de parâmetros: permissão dos acessos dos usuários (funcionários)
no sistema;

•

Definição de uma aplicação para controle de débitos dos usuários;

•

Definição do lay-out da página da Biblioteca Central, o acesso para consulta.
Neste processo de implantação, toda a equipe de funcionários da Biblioteca

esteve envolvida, incluindo estagiários, prestadores de serviço e bibliotecárias,
totalizando 13 novas contratações para apoio às atividades:
Recursos

Humanos

Auxiliares administrativos

22

Bibliotecários

13

Bibliotecários contratados

05

Estagiários

12

Recepcionistas

04

Total

56

�5 PÓS-IMPLANTAÇÃO
A Biblioteca Central da UNICAP oferece diversos serviços aos seus usuários,
entre eles: treinamento formal, orientação bibliográfica, orientação nos terminais e
localização de publicações, orientação bibliográfica, consulta local, empréstimo
domiciliar,

empréstimo

entre

bibliotecas,

comutação

bibliográfica

(comut),

normalização bibliográfica, elaboração/correção de referências e citações, cursos de
normalização, pesquisa nos arquivos de recortes de jornais, atendimento por
telefone, atendimento a alunos do ensino fundamental e médio, levantamento
bibliográfico, disponibilização de jornais locais e nacionais, catalogação na
publicação, exposição de novas aquisições, biblioteca digital e estação de pesquisa.
A partir de 4 agosto de 2003, o novo sistema teve uma boa aceitação da
comunidade acadêmica da UNICAP, a Biblioteca volta a disponibilizar seu acervo,
reabrindo para o público, passando a

ingressar no espaço virtual da Intranet e

Internet, oferecendo aos seus usuários alguns serviços e recursos de informação via
rede. Alguns serviços passaram a ser oferecidos também através da web: consulta
ao acervo (pesquisa rápida, básica e booleana), renovação de publicações, reserva,
cadastro de áreas de interesse.
Durante os meses de agosto a dezembro/2003, as 5 bibliotecárias contratadas
realizaram o processo de cadastro de títulos de periódicos no sistema. E a partir de
janeiro/2004 iniciaram o processo de catalogação das obras do acervo b (obras não
emprestadas nos últimos 5 anos) não cadastradas no sistema.
Em setembro/2003, a Biblioteca passa a utilizar o módulo de Aquisição. No
entanto, foi necessário solicitar alguns ajustes para adequação do Sistema aos
procedimentos de solicitação de pedido e compra realizado na Universidade.
Portanto, em outubro/2003, os bibliotecários e auxiliares dos Setores de Aquisição e
Processamento Técnico participaram de outro treinamento para discutir os ajustes
necessários exigidos pela Biblioteca.

�6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A decisão por um Sistema de Informação (SI) e/ou de Gestão de Informação
quase sempre é um desafio para a Universidade e as pessoas envolvidas no
planejamento. Levando-se em consideração que, “as informações organizadas e
planejadas nos SI geram informações eficientes e eficazes para a gestão da
empresa” (BALLONI, 2002).
Neste trabalho, alguns pontos importantes foram analisados desde a tomada
de decisão do sistema de informação (SI) até o processo de implantação.
Considerando que, o sistema adotado pela Universidade precisou se ajustar às
exigências da instituição e dos profissionais envolvidos, permitindo que a Biblioteca
Central da UNICAP trabalhe de forma ágil, alcançando seus objetivos com mais
qualidade, com vistas à otimização dos serviços de disseminação de informação e
produtos, oferecidos à comunidade, facilitando dessa forma à geração de
conhecimentos.
REFERÊNCIAS

BALLONI, Antonio José. Por que gestão em sistemas e tecnologias de
informação? Disponível
em:
http://www.revista.unicamp.br/infotec/artigos/balloni.html. Acesso em: 20 jun. 2004.
BERTUCCI, Liane Maria. Seleção: aspecto primordial do gerenciamento da
biblioteca
universitária
no
século
XXI.
Disponível
em:
&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t069.doc&gt;. Acesso em: 18 jun. 2004.
DIAS, Tânia Maria. Pergamum: sistema informatizado de biblioteca da PUC/PR.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 27, n. 3, p. 319-328, set. 1998.
GOMES, Geórgia R. R. Pergamum: sistema integrado para gerenciamento de
bibliotecas.
Disponível
em:
&lt;http://dois.mimas.ac.uk/DoIS/data/Papers/juljuljag6361.html&gt;. Acesso em: 02 jun.
2004.

�SILVA, Wellington Rodrigues da. SIABI: sistema de automação de bibliotecas.
Disponível em: &lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/143.a.pdf&gt;. Acesso
em: 06 jun. 2004.
SILVA, Zuleide Paiva da. O gerenciamento de informação em biblioteca
universitária: um estudo de caso na Biblioteca Central da UNEB. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/144.a.pdf&gt;. Acesso em: 10 jun. 2004.

∗

Universidade Católica de Pernambuco. Rua do Príncipe, 526 Boa Vista – Recife – PE – Brasil CEP:
50.050-900 e-mail: sro@hotmail.com
∗∗
Universidade Católica de Pernambuco. Rua do Príncipe, 526 Boa Vista – Recife – PE – Brasil CEP:
50.050-900 e-mail: bcref@unicap.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54897">
                <text>Biblioteca universitária em rede: a experiência da Biblioteca Central da UNICAP na implantação do Sistema Pergamum.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54898">
                <text>Rosa, Simone; Lins, Andréa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54899">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54900">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54901">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54903">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54904">
                <text>Incorporar novas tecnologias em bibliotecas universitárias amplia sua capacidade de serviços e estimula a comunidade científica na produção do conhecimento, abrindo novos caminhos para o acesso à informação. A Biblioteca Central da Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP, nos últimos três anos vêm investindo maciçamente na aquisição de recursos tecnológicos e capacitação de pessoal para avançar e modernizar seus produtos, processos e serviços informacionais. Uma de suas principais ações, foi a implantação do Sistema Integrado de Bibliotecas-PERGAMUM, totalmente operacionalizado em rede, visando o compartilhamento de serviços, bem como o intercâmbio de informações. Pretende-se mostrar com esse trabalho o processo de implantação, iniciado em julho de 2003 e seu esenvolvimento nesses sete meses. Serão apresentados também os principais serviços oferecidos após a implantação e os resultados de todo esse processo. Com isso, atualmente a biblioteca apresenta-se com ferramentas de estratégias fundamentais para competir no mercado, tornando-se uma instituição parte de uma Rede Nacional de Bibliotecas, onde o usuário pode recuperar a informação de forma rápida e eficiente.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68505">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5003" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4071">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5003/SNBU2004_136.pdf</src>
        <authentication>b3f0c0bfd5366bf9cd427df8a0e3b875</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54950">
                    <text>PROJETO DE UNIFICAÇÃO DE ACERVOS PARA A REDE DE
BIBLIOTECAS DA UNESP- UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA.

Vania Aparecida Marques Favato∗
Regina Maria Seneda
Sílvia Dias Degasperi
Margarida Morsoletto Ferreira
Mara Langraf Colucci
Diva de Oliveira Campos
Silvana Cristina Leoncio Curci

RESUMO
O presente artigo relata um histórico do processo de automação do acervo da
Rede de Bibliotecas da UNESP – na formação do Banco de Dados
Bibliográficos - ATHENA e apresenta o Projeto de Unificação de Acervos
visando a totalização da Base.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas – automação. Unificação acervos. Banco de
Dados Bibliográfico ATHENA. UNESP – Rede de Bibliotecas. ALEPH

INTRODUÇÃO

O advento da informática fez ressurgir o interesse em como os
indivíduos buscam e usam a informação. A informação passa a ser a palavrachave de uma nova era que se estabelece, a era quaternária, ou a era da do
telefone, da televisão e de computadores. Esses meios com enorme poder de
penetração na sociedade, caracterizados pela instantaneidade e rapidez
operacional, foram rapidamente incorporados pelos serviços de informação,
cuja missão é coletar, processar, recuperar e difundir a informação, a fim de
propiciar o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural.
Diante do grande volume de informações geradas e do surgimento dos
computadores, as Bibliotecas e Unidades de informação passaram a utilizar
essa nova ferramenta, iniciando a automação dos seus acervos com a
finalidade de facilitar o acesso e a recuperação da informação.

�A UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA E A REDE DE BIBLIOTECAS
UNESP
A UNESP - Universidade Estadual Paulista foi criada em 1976 e integra,
juntamente com a USP - Universidade de São Paulo e a UNICAMP Universidade Estadual de Campinas, o sistema estadual paulista de ensino
superior. A UNESP é uma instituição mantida com verbas públicas e tem uma
característica especial: ser multicampus, o que a diferencia das demais
Universidades Brasileiras. São 33 faculdades e institutos distribuídos por 23
cidades do Estado de São Paulo e oferece 162 cursos de graduação e 190 na
pós-graduação sendo 102 de mestrado e 88 de doutorado.
A Rede de Bibliotecas da UNESP é constituída por 29 bibliotecas e está
subordinada à Coordenadoria Geral de Bibliotecas cuja missão é: “Propiciar
uma efetiva interação entre a Rede de Bibliotecas, o meio acadêmico e
Instituições congêneres nacionais e internacionais, através de ações conjuntas,
facilitando a comunicação entre os vários segmentos da Universidade, visando
a democratização da informação em benefício da sociedade”. Através de três
grupos especializados: GATE (Grupo de Apoio Técnico Especializado); GA
(Grupo de Automação) e GFDC (Grupo de Formação e Desenvolvimento de
Coleções) a Coordenadoria Geral de Bibliotecas implementa ações integradas
para o desenvolvimento de toda a Rede de Bibliotecas da UNESP.
A missão da Rede de Bibliotecas da UNESP é: “Disponibilizar a
informação apoiando as atividades de ensino, pesquisa e extensão
contribuindo para a melhoria de vida do cidadão”.
O Objetivo da Rede é disponibilizar a informação permitindo o acesso de
todos ao mesmo tempo.

AUTOMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UNESP

�O primeiro passo para a automação das Bibliotecas teve início em 1994,
quando a UNESP iniciou a interligação de suas Unidades através de uma rede
computacional a partir da Reitoria em São Paulo.
No início do processo de automação, a maioria das bibliotecas tinha o
acervo representado em papel, mas algumas Bibliotecas já haviam iniciado o
processo de automação, de forma individual, utilizando o software Microisis e
outros sistemas domésticos.
Após realizar um levantamento dos disponíveis no mercado e que já
estavam sendo utilizados pelas bibliotecas universitárias do país, a
Universidade, em 1997, optou pelo software ALEPH, sistema integrado,
utilizado por diversas bibliotecas do país, incluindo a USP – Universidade de
São Paulo. O sistema ALEPH foi adquirido com todos os seus módulos
principais de maneira a atender a informatização de todas as funções das
bibliotecas.
Os registros que constituem a base de dados Athena provem de três
fontes distintas: duas bases de dados cooperativas e a catalogação original
realizada pelos Bibliotecários da UNESP. A base de dados Athena começou a
se formar através da utilização do programa de entrada de dados da Rede
Bibliodata, que reúne registros bibliográficos de várias bibliotecas brasileiras e
que permitia a recuperação de 50% do acervo existente na UNESP. A OCLC –
Online Computer Library Center, Rede norte americana que reúne 37,5 milhões
de registros de bibliotecas do mundo todo, através de contrato firmado com a
UNESP, autoriza a importação de registros bibliográficos.
Algumas ações foram definidas para acelerar o processo de automação
como:
-

formação de um laboratório de conversão em Marília (Laboratório de

Tecnologias Informacionais) que através de contratos com alunos de
Biblioteconomia, supervisionados pela CGB, realizam serviços de pesquisa nas
bases de dados cooperativas, cópia e/ou adaptação de registros encontrados.

�-

questões de treinamento, controle de qualidade e critérios que

norteavam a conversão foram centralizados na CGB/SP. Os treinamentos
foram realizados através de grupos multiplicadores que visitavam as
Bibliotecas por região;
-

cursos de aperfeiçoamento foram realizados visando a catalogação em

meio magnético: AACR2 e formato MARC.
O acervo da Rede de Bibliotecas da UNESP é composto por 654.581
livros, sendo 514.607 pertencentes á área de Humanas (76,28%) e 159.974
pertencentes as demais áreas do conhecimento (23,78%).

514.607 = 76,29 %

159.974 = 23,71 %

674.581 = 100%

Acervo
Acervo
ATHENA
ATHENA
Unificado
Unificado

Acervo
Acervo ATHENA
ATHENA depois
depois

Acervo
Acervo TOTAL
TOTAL
Livros das Demais

Livros demais

Livros das Humanas

Lirvros das Humanas - Migração

Livros - Total

Livros humanas

Figura 1 – Acervo total da Rede de Bibliotecas da UNESP

Após seis anos de intensos trabalhos de inserção de registros na Base
Bibliográfica ATHENA, constatou-se que houve um desaceleramento, isto é, a
Base começou a apresentar um crescimento muito lento, projetando como
conseqüência um tempo maior que o esperado para a totalização da Base.
Fazendo uma avaliação, verificou-se que a quantidade dos registros
inseridos pelas Bibliotecas tinham sido equivalentes, mas para algumas
Bibliotecas essa quantidade correspondia quase que à totalidade do acervo,
enquanto que para outras, representava uma parte muito pequena. Incluímos

�no primeiro grupo, as Bibliotecas das áreas de Saúde e Biológicas, que utilizam
mais periódicos que livros como material de pesquisa. As biblotecas de médio
porte da área de exatas também estavam num ritmo acelerado. Então onde
estava o problema? O problema estava centralizado nas biblotecas que
possuíam grandes acervos, isto é, as biblotecas da área de Ciências Humanas,
que pela própria especificidade da área, utilizam prioritariamente o acervo de
livros.

Acervo de LIVROS Unesp

Acervo de LIVROS ATHENA

Acervo de Livros
das Humanas:

514.607

76,28 %

ATHENA Livros das
Humanas

139.702

20,71 %

Acervo de Livros
das Demais:

159.974

23,72 %

ATHENA Livros das
Demais

122.866

18,21 %

Acervo Total de
Livros:

674.581

100 %

ATHENA Livros

262.568

38,92%

Tabela 1 – Compartilhamento de acervo

A fim de encontrar uma solução para totalização da Base de Dados
Athena, o grupo de Diretores das Biblotecas de Humanas, com apoio do Grupo
de Automação elaborou o Projeto de Unificação de Acervos, a fim de ser
submetido à aprovação do Fórum de Diretores de Bibliotecas da Rede UNESP.

PROJETO DE UNIFICAÇÃO DE ACERVOS
Para que o Projeto pudesse ser exeqüível, foram definidos alguns prérequisitos básicos necessários para a participação das Biblotecas da área de
Ciências Humanas no Projeto de Unificação de Acervos:
-

Ter um catálogo em meio magnético;

-

Estar usando o Módulo Circulação do ALEPH;

�-

Assinatura de um Termo de Compromisso, comprometendo-se a entrar
os novos registros, de forma completa e dentro dos padrões de
qualidade estabelecidos para a toda a Rede, bem como a correção dos
registros a serem utilizados pelas outras unidades;

-

Designar um profissional para rever fazer a catalogação do acervo
retrospectivo, que havia sido colocado na Base de forma resumida
através da conversão.
Após ter sido realizado o levantamento dos dados, pelo grupo de

automação e constatado que todas as seis Biblotecas atendiam os requisitos
acima descritos, foi constituída a equipe de trabalho para elaboração do projeto
com

os

seguintes

membros:

Margarida

M.

Ferreira

–

Grupo

de

Automação/CGB; Regina Maria Seneda – Biblioteca de Rio Claro; Diva de
Oliveira Campos – Biblioteca de Bauru; Sílvia Degaspari – Biblioteca de
Presidente Prudente; Vânia Aparecida Marques Favato – Biblioteca de Assis;
Silvana Cristina Leôncio Curci – Biblioteca de Franca e Mara Landgraf Colucci
– Biblioteca de Araraquara.

OBJETIVOS DO PROJETO DE UNIFICAÇÃO:

-

Centralizar no Banco de Dados Athena as informações bibliográficas,

atualmente dispersas em outros sistemas, proporcionando aos usuários maior
rapidez e facilidade nas pesquisas;
-

Colocar as Biblotecas da Rede no mesmo patamar de informatização

criando condições de implantação de políticas gerais para Rede.
É importante ressaltar que, apesar dos registros bibliográficos estarem
aquém do padrão estabelecido para os registros da Base ATHENA, esses
registros foram aceitos na Base como forma de zerar o retrospectivo de todas
as bibliotecas, dando visibilidade a todo o acervo existente nas bibliotecas da
Rede.

�OS PRINCIPAIS ARGUMENTOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO PROJETO:

-

Agilizar, centralizar e simplificar as pesquisas do banco ATHENA;

-

Compartilhamento de acervos;

-

Simplificação das rotinas de trabalho;

-

Otimização dos recursos humanos;

-

Visualização geral do acervo da UNESP;

-

Redução do tempo necessário para a disponibilização do acervo total da
Rede.

Simplificação e agilização nas pesquisas
A. Vários endereços para consultas e/ou pesquisas na Rede de Bibliotecas da
UNESP:
1. http://www.cgb.unesp.br:4505/ALEPH
2. http://www.fclar.unesp.br/infra/biblioteca/biblioteca.html para fazer pesquisa na
biblioteca da FCL-Araraquara

3. http://www2.rc.unesp.br/acervo/titulo.html para pesquisar na biblioteca de Rio Claro

4. http://www.franca.unesp.br/biblioteca para pesquisar na biblioteca de Franca

5. http://www.biblioteca.bauru.unesp.br/formbusca.html para fazer pesquisa em Bauru

6. Assis, Presidente Prudente não tem catálogo disponível na Internet

B. Simplificação do EEB
Todos passarão a acessar apenas o

http://www.cgb.unesp.br:4505/ALEPH

Tabela 2 – Centralização de pesquisa no Banco de Dados ATHENA

A conversão dos registros bibliográficos nos formatos acima descritos
para a Base Bibliográfica Athena possibilitaria um crescimento instantâneo,
conforme pode ser visualizado abaixo:

�Acervo Total de Livros:

674.581 = 100 %

ATHENA ATUAL

262.568

38,92 %

ATHENA Livros Humanas
(Unificação)

374.905

55,58 %

637.473

94,50%

ATHENA após UNIFICAÇÃO

ATHENA atual = 38,92 %
ATHENA unificada = 94,50 %

Tabela 3 – Visualização geral do acervo da UNESP

Outra contribuição importante do projeto, seria a simplificação das
rotinas de trabalho, até então duplicadas pela utilização de vários sistemas de
registros:

Padronização do processamento técnico
(uso de um só sistema)
Eliminação de consultas e empréstimos
em sistemas diferentes
(sistemas locais BuscaLivro, MicroISIS, etc)

Padronização das estatísticas da STATI
e da STRAUD
Possibilidade de implantação do
empréstimo centralizado

Tabela 4 – Simplicação das rotinas de trabalho

Podemos comparar na tabela abaixo, o potencial da Base Bibliográfica
Athena e a situação atual:

�6 7 4 .5 8 1 = 1 0 0 %

6 3 7 .4 7 3 = 9 4 ,5 %

37 4.90 5 = 55 ,5 8 %

7 00.0 00

6 00.0 00

2 6 2 .5 6 8

=

3 8 ,9 2 %

122 .866 = 1 8,21 %

2 00.0 00

Acervo
Acervo
ATHENA
ATHENA
Unificado
Unificado

13 9.70 2 = 20,7 1 %

3 00.0 00

1 39.7 02 = 20 ,71 %

4 00.0 00

12 2.86 6 = 18 ,2 1 %

15 9.97 4 = 23 ,7 1 %

51 4.60 7 = 76 ,2 9 %

5 00.0 00

1 00.0 00

0

Ac erv
o T o ta l
Acervo
TOTAL
Acervo
TOTAL
L iv r os das De m ai s

%

Livros demais

Ac e rv
o A T H EN A antes
A c eATHENA
rvo AT H EN Adepois
Acervo
ATHENA
Acervo
ATHENA
antes % Acervo
Acervo
ATHENA
depois %

L iv r os das Hu m an as

Li rv r os das Hu m an as - M ig raç ã o

Livros Migrados

L iv r os - T ota l

Livros após Unificação

Livros humanas

Figura 2 – Base ATHENA antes e depois da conversão

A conversão dos registros possibilitaria a quase totalização da Base de
Dados ATHENA como podemos observar:

Acervo
Acervo TOTAL
TOTAL

Acervo
Acervo ATHENA
ATHENA depois
depois

6 7 4 .5 8 1 = 1 0 0 %

6 3 7 .4 7 3 = 9 4 ,5 %
7 00.0 00

37 4.90 5 = 55 ,5 8 %

Acervo
Acervo ATHENA
ATHENA antes
antes
6 00.0 00

2 6 2 .5 6 8

13 9.70 2 = 20,7 1 %

122 .866 = 1 8,21 %

2 00.0 00

1 39.7 02 = 20 ,71 %

12 2.86 6 = 18 ,2 1 %

51 4.60 7 = 76 ,2 9 %

3 00.0 00

15 9.97 4 = 23 ,7 1 %

5 00.0 00

4 00.0 00

=

3 8 ,9 2 %

Acervo
Acervo
ATHENA
ATHENA
Unificado
Unificado

1 00.0 00

0

Ace rvo T o tal
L iv r os das De m ai s

Livros demais

%

Ace rvo A T H EN A

L iv r os das Hu m an as

Livros humanas

%

Li rv r os das Hu m an as - M ig raç ã o

A cervo AT H EN A

%

Livros Migrados

L iv r os - T ota l

Livros após Unificação

Figura 3 – Projeção da Base ATHENA após a unificação do acervo

�REVISÃO DE LITERATURA

Fazendo uma revisão na literatura existente sobre a automação nas
Bibliotecas e Unidades de Informações, encontramos dados importantes que
serviram de embasamento teórico para a fundamentação do Projeto.
Os

avanços

tecnológicos

do

pós,

Segunda

Guerra

Mundial,

possibilitaram um desenvolvimento econômico bastante acentuado e o advento
das redes eletrônicas de informação causaram mudanças significativas nas
formas de comunicação entre os povos. As inovações tecnológicas também
causaram mudanças de paradigmas para as Bibliotecas e Unidades de
Informação.
Na década de 60, se estabelece o marco das primeiras aplicações de
computador para tratamento, armazenamento e recuperação da informação
que trouxeram mudanças significativas na forma de fazer pesquisa. O fato de
poder acessar informações de forma eletrônica mudou o conceito de Biblioteca
Tradicional, cujo conceito era “colecionar” para ter “acesso”. A idéia de
exaustividade das coleções permitiria melhor atendimento, pelo fato de ter
disponível o documento quando da demanda do usuário.
Como datas significativas de automação de bibliotecas, em nível de
Brasil,

constatamos

que

em

1986

se

dá

a

popularização

dos

microcomputadores em Bibliotecas e Unidades de Informação através de
sistemas domésticos, isto é, cada qual realizando a automação de acervos de
forma individual.
Em 1993, com a entrada de sistemas comerciais, desenvolvidos por
empresas multinacionais de grande porte, desperta nas Universidades Públicas
o interesse em utilizar os modernos softwares de automação, desenvolvidos
especialmente para Bibliotecas. Inicia-se assim, a substituição dos sistemas
domésticos pelos sistemas comerciais.
Em outubro de 1997, a Universidade de São Paulo (USP) inaugura o seu
OPAC utilizando o software ALEPH; em dezembro de 1999 a Universidade

�Estadual de Campinas (UNICAMP) inaugura o seu OPAC utilizando o software
VTLS, e em 1993 a Universidade Estadual Paulista (UNESP) adquiri o software
ORTODCS, substituído em 1997 pelo software ALEPH. Em Janeiro de 2000,
surgem os primeiros provedores gratuitos de acesso discado.
Em estudos recentes realizados por Balby (2002) em sua tese de
doutorado, é citado que a informatização das Bibliotecas Universitárias (B.U.)
de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas é mais visível do que a
informatização de outros tipos de bibliotecas. No entanto as B.Us de IES
privadas têm se informatizado em grande escala nos últimos anos, em parte
para responder as pressões do MEC e tendem a finalizar os ciclos de
implantação mais cedo do que as B.Us de IES públicas. Dados revelam que
86% das IES brasileiras são privadas e nelas estão matriculados 64.9% dos
alunos que cursam ensino superior.
As tendências atuais em Bibliotecas IES privadas são:

Melhoria do acervo
Qualificação de Recursos Humanos
Informatização
Espaço físico
Maior participação em congressos e eventos da área (inclusive com
apresentação de trabalhos).

Balby (2002) enfoca, ainda, em sua pesquisa, o uso de catálogos on-line
(OPACS) e nos apresenta uma conceituação de OPAC como sendo catálogo
em linha de acesso público. Hildreth (1995 apud Balby, 2002) conceitua o
OPAC como sendo “lugar no tempo e no espaço onde o usuário e o sistema de
informação interagem e se comunicam para realizar tarefas úteis de busca de
informação”.
Em 2 anos de pesquisa analisando o OPAC da Biblioteca da
Universidade São Marcos, a autora constatou-se que as buscas dos usuários
no Banco de Dados Bibliográficos, 33% foram em título, 21% referia-se a

�assunto e 19% a autor. Esses dados foram recuperados a partir do log
transações (o que está por trás do computador, são os registros de uso das
buscas dos usuários).

CONCLUSÃO

A implantação do Projeto de Unificação de Acervos, visando centralizar
no Banco de dados Athena as informações bibliográficas dispersas em outros
sistemas, representava um grande avanço para o ensino e a pesquisa da
Universidade, uma vez que tornaria visível todo o valioso acervo das vinte e
três Bibliotecas da Rede de Bibliotecas da UNESP.
O fato dos registros apresentarem informações incompletas, não
inviabilizaria a recuperação da informação por parte dos usuários, pois
conforme

foi

comprovado

por

Balby

(2002)

as

buscas

são

feitas

prioritariamente por título, assunto e autoria.
Estudos também revelaram que algumas bibliotecas levariam cerca de
25 anos de trabalho para inserir os registros, até então existentes na Base
Athena, sem considerar as novas aquisições.
Após ter sido apresentado e discutido exaustivamente, na reunião
conjunta de Diretores de Bibliotecas, Coordenadoria Geral de Bibliotecas e
Presidentes das Comissões de Bibliotecas, no dia 29 de maio de 2003, em
Araçatuba, o Projeto de Unificação de Acervo foi aprovado.
A Coordenadoria Geral de Bibliotecas, através do grupo de automação,
se responsabilizou pelos procedimentos técnicos necessários para a
conversão dos registros.

REFERÊNCIA
BALBY, C. N. Estudos de uso de catálogos on line (OPACS) revisão
metodológica e aplicação da técnica de análise de log de transações a um

�OPAC de biblioteca universitária brasileira. 2002. 137 f. Tese (doutorado em
Ciências da Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade
de São Paulo. São Paulo, 2002.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
KRZYZANOWSKI, R. F. et. al. Conversão retrospectiva de catalogação de
registros bibliográficos do Banco Dedalus: uma experiência do SIBI/USP. In:
SEMINÁRIO DE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO, 6., 1997. Águas de Lindóia. Anais... São José dos
Campos: INPE, 1997. p.71-75.
FERREIRA, M.M.; MARTINELLI, A.T. Formação da Base de Dados ATHENA.
In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECONOMIA, 3., 1999, Marília.
Anais... Marília: Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, 1999. p.25-31.

∗

e-mail: vamfa@assis.unesp.br
e-mail: rmseneda@rc.unesp.br
e-mail: bibliote@prudente.unesp.br
e-mail: margot@reitoria.unesp.br
e-mail: coluccim@fclar.unesp.br
e-mail: sraud@bauru.unesp.br
e-mail: silvana@franca.unesp.br
Bibliotecários da Rede de Bibliotecas da UNESP – Universidade Estadual Paulista – Alameda
Santos, 647 – 10º andar – CEP 01419-901 – Cerqueira Cesar – São Paulo – SP – Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54915">
                <text>Projeto de unificação de acervos para a Rede de Bibliotecas da UNESP- Universidade Estadual Paulista.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54916">
                <text>Favato, Vania Aparecida Marques et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54917">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54918">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54919">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54921">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54922">
                <text>O presente artigo relata um histórico do processo de automação do acervo da Rede de Bibliotecas da UNESP – na formação do Banco de Dados Bibliográficos - ATHENA e apresenta o Projeto de Unificação de Acervos visando a totalização da Base.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68507">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5007" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4074">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5007/SNBU2004_137.pdf</src>
        <authentication>2c9d1886f4b42cd757793e56eb84633d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="54977">
                    <text>CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA COLEÇÕES DE PERIÓDICOS

Ana Cláudia Carvalho de Miranda∗

RESUMO

Trata do estabelecimento de critérios na avaliação das coleções de periódicos em
face da escassez de recursos orçamentários destinados à formação e
manutenção dos acervos. Os critérios abordados contribuem como diretrizes de
apoio na tomada de decisões do bibliotecário. O objetivo é dotá-lo de ferramentas
racionais para auxiliá-lo da forma mais adequada na busca pela melhor utilização
dos recursos disponibilizados. Dentre as decisões a serem tomadas, busca-se
àquelas que causarão o menor impacto negativo para a comunidade de usuários.
Por fim, demonstra a preciosa contribuição dos periódicos para o avanço das
pesquisas em geral, tornando este tipo de publicação de vital importância no
contexto da composição do acervo.
PALAVRAS CHAVES:
periódicos – critérios.

Periódicos.

Publicações

periódicas.

Avaliação

de

1 PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS
A invenção da imprensa por Gutemberg em 1448 originou a explosão
bibliográfica, contribuindo para o crescimento da divulgação do conhecimento
registrado, acarretando um aumento significante no volume de publicações
editadas no mundo. Abriu-se caminho para o surgimento dos periódicos, cujo
objetivo é contribuir para o avanço do conhecimento.
Os periódicos podem abordar assunto específico ou abranger mais de uma
área do conhecimento, dependendo da limitação de sua cobertura. Os periódicos
são considerados uma fonte de informação primária, pois abordam informações
novas, fatos, acontecimentos ou novas interpretações de teorias, sendo
indispensáveis na divulgação dos resultados de pesquisas e relatos de
experiências recentes, facilitando o acompanhamento constante dos avanços em
cada área, favorecendo a necessária realimentação do ciclo de geração de
comunicação e disseminação mais rápida de novos conhecimentos.

�Prado (1992, p. 103) adverte:
o periódico caminha muito mais a par da ciência do que
os livros, pois pesquisas, descobertas ou observações
chegarão, através dos periódicos, no mesmo mês ou na
mesma semana às mãos, ao passo que o livro, embora
com mais detalhes e estudo mais profundo só será
obtido, na melhor das hipóteses, meses depois.

Além da missão de divulgar os resultados de pesquisas e relatos das
experiências, os periódicos têm muitas outras como: preservar o conhecimento
garantindo a possibilidade de futuros acessos e manter o padrão de qualidade
dos artigos. Os periódicos que se prezam e buscam um melhor nível das suas
publicações possuem uma comissão, comitê ou conselho editorial formado por
especialistas que irão apreciar os artigos submetidos à publicação e verificar se
os mesmos estão enquadrados nas normas ou requisitos por eles estabelecidos.
Sob a existência dessa comissão, Vergueiro (1995) ressalta ser um indicador
relevante, pois confirma que a publicação trabalha com o critério de autoridade,
além de ser uma garantia de qualidade internacional. Os membros da comissão
devem ser autoridades científicas confiáveis, além de cederem sua reputação
para o periódico.
Alguns conceitos de publicações periódicas têm sido abordados pelos
estudiosos da Biblioteconomia, contudo, nenhum deles é estabelecido como
oficial. Pelo contrário, alguns autores entendem que a definição de publicação
periódica diferencia-se da de publicação seriada. A dificuldade na definição está
no ponto de vista de cada estudioso. A Associação Francesa de Normalização
(apud GUINCHAT; MENOU, 1994) define periódico como uma publicação que
conta com a colaboração de diversos autores, possuindo um título oficial, editada
em intervalos regulares delimitados anteriormente, contendo sumário e se
encadeando de forma cronológica por um período de tempo indeterminado.
Enquanto Prado (1992) considera as publicações periódicas como editadas em
partes com a participação de vários autores e sob a direção de uma ou diversas
pessoas, com uma entidade responsável. Conceitua porém, publicação seriada,
como irregulares, mas obedecendo uma seqüência e cita alguns exemplos
dessas publicações: anuários, atas de congressos, relatórios, etc. Já para

�Guinchat e Menou (1994), publicação seriada é uma publicação com duração
ilimitada, a priori, com periodicidade irregular e normalmente editada por uma
coletividade.
Por outro lado, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (1998)
considera os periódicos como um tipo de publicação seriada, definindo-a como
uma publicação em fascículo ou volume geralmente numerados cronológica e/ou
seqüencialmente, sem um período predeterminado de término, podendo ser
editada sob forma impressa ou não.
Mueller (2000) comenta o surgimento dos periódicos científicos no século
XVII, na Europa, em um período da história marcado por mudanças em toda
sociedade. Com o aparecimento da ciência moderna, ocorreu a necessidade de
acelerar a comunicação das experiências para possibilitar a troca com maior
velocidade de idéias e críticas entre todos os cientistas interessados no assunto
em questão. Isso contribui para o advento de um novo meio de comunicação que
rompe as fronteiras da comunicação oral e a correspondência pessoal, bem mais
ligeiro que os livros e tratados: o periódico científico.
Quanto aos primeiros periódicos científicos que se tem notícia, Muller
(2000) menciona o Journal de Sçavans como o primeiro do gênero a ser
publicado em 5 de janeiro de 1665, fundado pelo francês Denis de Sallo. O
segundo não demorou muito para aparecer. Em menos de três messes depois,
surgiu um novo periódico denominado Philosophical Transactions, fundado por
um grupo de ingleses ligados à Royal Society. Este tipo de publicação foi bem
aceita

na

época

pelos

pesquisadores.

Rapidamente,

outros

periódicos

começaram a serem publicados através das sociedades de cientistas do
continente europeu, buscando divulgar as pesquisas que estavam sendo
executadas por seus integrantes.
Cunha

(2001)

relaciona

algumas

características

das

publicações

periódicas:
a) Periodicidade: intervalo de tempo entre a publicação dos
fascículos;

�b) Publicações em partes sucessivas: seguem normalmente uma
sistematização, isto é, subdividem-se por ano, volume ou tomo,
número, fascículo ou caderno;
c) Continuidade da publicação indefinida: possuem uma duração
indeterminada, sendo esta sua principal característica;
d) Variedade de assuntos e autores: podem abordar artigos sobre
diversos assuntos ou sobre vários aspectos de um mesmo
assunto, e geralmente de diferentes autores.
Apesar dos periódicos serem uma publicação de grande aceitação, ainda
apresentam alguns obstáculos na satisfação dos seus usuários. Dentre elas as
principais são: custos elevados de atualização das coleções, quebrando a sua
continuidade; expansão no número dos títulos, causando dificuldade tanto na
seleção quanto na aquisição; atraso na publicação dos artigos que, muitas vezes,
ultrapassa um ano após o recebimento do original pelo editor etc.
Andrade e Vergueiro (1996) reconhecem o trabalho com as coleções de
periódicos como sendo minucioso no conjunto das atividades da biblioteca em
razão da sua periodicidade que requer um controle permanente e detalhado do
recebimento de todos os fascículos ou volumes durante a vigência da assinatura,
como também as possíveis cobranças dos atrasos ou falhas.
Para a formação e manutenção de uma coleção de periódicos que tenha
qualidade e satisfaça as necessidades dos usuários é suma importância termos
continuamente uma política de avaliação do acervo considerando a possível
escassez dos recursos financeiros, ocasionando cancelamento de assinaturas.

2 AVALIAÇÃO DAS COLEÇÕES DE PERIÓDICOS
No Brasil, como nos demais países em desenvolvimento, o nível dos
serviços oferecidos raramente satisfaz as expectativas da comunidade de
usuários. Acredita-se que tal cenário se configura em decorrência do crescimento
impetuoso do mercado editorial, do custo elevado das assinaturas / renovações

�dos periódicos e da escassez dos recursos financeiros para dar continuidade às
coleções, deixando claro a evidência da necessidade de estudos contínuos que
justifiquem a manutenção das assinaturas dos periódicos. Mueller (2000) destaca
que esta dificuldade se agravou no início da década de 90 por decisões políticas e
econômicas do país, cujas conseqüências foram sentidas ao longo de toda
década.
Esse quadro tem conduzido as bibliotecas a reavaliarem sua política de
desenvolvimento de coleções, na tentativa de se adequarem à realidade não
favorável, pois do contrário, as bibliotecas irão se distanciar dos reais interesses
do público por não conseguirem preservar uma coleção de periódicos que interaja
positivamente com os usuários e suas necessidades. Conseqüências danosas
poderão advir se não houver uma mudança nos paradigmas levados em
consideração na política de desenvolvimento de coleções, tais como: redução na
freqüência, perda da qualidade da coleção, cancelamento da renovação
assinaturas etc.
É preciso analisar freqüentemente os pontos fortes e fracos do acervo para
garantir a continuidade da coleção. Este processo de analisar as coleções,
elimina a nociva prática de se incorporar novos títulos sem uma análise adequada
que leve em conta o grau de utilidade e o valor contextual na formação do acervo.
Assim fazendo, estaremos evitando despesas onerosas com documentos
desnecessários aos interesses do público. O ato de avaliar uma coleção de
periódicos é um processo constante, pois requer um acompanhamento contínuo
de sua relevância para os usuários e do espaço disponível para armazená-lo.
Tendo em vista que essa coleção cresce rapidamente com a chegada quase que
diária dos novos fascículos, faz-se necessário um bom planejamento do espaço
para seu armazenamento.
Lancaster (1996) afirma que a avaliação é um elemento indispensável para
administração bem sucedida em qualquer empreendimento e reforça tal
pensamento com a citação da lei da Raganathan – A biblioteca é um organismo
em crescimento. Um crescimento saudável exige ajustes às mudanças que

�precisam ser realizadas além da adaptabilidade as novas condições sociais
cambiantes.
A avaliação da coleção de periódicos difere totalmente da executada com
os livros, tendo em vista que na primeira é determinado um comprometimento
com sua continuidade, por tempo indeterminado. Já para com os livros, essa
decisão não tem nenhuma importância. Sem falar em outros fatores específicos,
normalmente, não existe argumento para que a biblioteca opte por ter apenas
alguns fascículos de um título e outros não. Ela precisa obrigatoriamente adquirir
a coleção como um todo, desde o instante em que decide efetuar a assinatura.
Para julgar a qualidade de um periódico, Vergueiro (1995) destaca dois
indicadores: primeiramente, a opinião de um especialista e segundo, a análise
das informações da contracapa ou das páginas iniciais.
Precisamos estabelecer critérios de avaliação como apoio para subsidiar a
tomada de decisões quanto ao cancelamento das assinaturas face a escassez de
recursos financeiros.

3

CRITÉRIOS

DECISIVOS

QUANTO

AO

CANCELAMENTO

DAS

ASSINATURAS
Para definir-se os critérios a serem adotados na política é indispensável ter
conhecimento do estado atual da coleção, dos interesses informacionais da
comunidade a ser servida e dos recursos financeiros disponíveis para aquisição.
Segundo Miranda (2003) o estabelecimento de critérios assegura que o acervo é
produto de um planejamento voltado para as diretrizes e objetivo da instituição na
qual a biblioteca está inserida.
Lancaster (1996) sugere a elaboração de uma lista classificada dos títulos
que retrate as prioridades para permanência das assinaturas onde os títulos
relacionados ao final são os cotados a terem suas renovações suspensas com
menos prejuízo para os usuários. Quanto aos critérios para obter essa
classificação, Lancaster relaciona algumas medidas:

�a) Mediante os dados de uso real coletados na biblioteca –
verifica-se o grau de êxito obtido nas consultas realizadas;
b) Mediante dados de uso que já tenham sido coletados por outra
biblioteca – compara-se os dados obtidos na biblioteca com
outra da mesma especialidade;
c) Mediante as opiniões – colhe-se o parecer de alguns
especialistas da área da publicação bem como o dos usuários.
Nesta pesquisa são apontados os periódicos mais importantes
para uma melhor prestação de serviços oferecidos pela
biblioteca;
d) Mediante citações – o grau de importância de um periódico é
diretamente proporcional ao número de ocorrências das
citações feitas em publicações. O Journal Citation Reports
(JCR), editado pelo Institute Scientific Infomation, possui uma
lista de classificação de periódicos levando em consideração o
número de vezes que foram citados;
e) Fator impacto – divulgado pelo JCR o fator impacto representa
o cociente entre o número de citações recebidas por um
periódico e o número de artigos publicados por este periódico.
Quanto maior o fator impacto mais alto estará o título na lista
de classificação dos periódicos por prioridade, sendo menos
provável o cancelamento da assinatura;
f) Custo-eficácia – é o único critério que leva em conta o custo.
Um periódico muito consultado tendo um custo de aquisição
pequeno, terá uma boa relação custo-eficácia. Quanto menor a
relação custo-eficácia, mais alto estará o título na lista de
classificação por prioridade o título na lista de classificação;
g) Mediante o número de artigos publicados numa determinada
especialidade – a partir da escolha de uma área do
conhecimento, busca-se identificar as revistas mais produtivas
da área especifica estabelecida através da verificação do
número

de

consultas

realizadas

em

uma

biblioteca

�especializada na mesma área. Bem como por meio de buscas
feitas

em

bases

de

dados

da

área

correspondente,

identificando-se os periódicos básicos e os mais produtivos nos
mais variados aspectos. Determina-se a relevância de um título
de periódico comparando-se o número de artigos recuperados
e julgados importantes pelos usuários com o total de artigos
publicados em um delimitado período de tempo.

Além dos critérios relacionados acima, temos outros indispensáveis e de
grande valia no momento da decisão quanto ao cancelamento das assinaturas:

a) Conteúdo – o mérito de um periódico é avaliado através dos
seguintes

fatores

do

conteúdo:

validade,

importância,

originalidade do tema etc;
b) Número de assinantes – demonstra o grau relativo de interesse
pelo o periódico quando comparado aos periódicos da mesma
especialidade;
c) Influência – repercussão que o título representa para área que se
destina;
d) Média de uso no último ano – retrata fielmente o volume de
utilização dos títulos da coleção nos últimos doze meses;
e) Credibilidade – processo de revisão editorial, o contexto e o
comprometimento com temas atuais.
f) Afinidade com os interesses da instituição – adequação aos
objetivos da instituição;
g) Disponibilidade em outra biblioteca da mesma localidade – o
título de periódico não tão relevante e de fácil acesso e consulta
em bibliotecas da mesma localidade, torna menor o grau de sua
necessidade de aquisição. Sendo assim, poder-se-á dar
prioridade aos títulos mais relevantes e de menor oferta na
localidade considerada.

�h) Acesso on-line gratuito – rapidez no alcance dos artigos com
custo mínimo ou nenhum para a biblioteca, possibilitando a
impressão de cópias imediata dos artigos;
i) Regularidade da publicação – o periódico deve ser pontualmente
publicado obedecendo periodicidade estabelecida;
j) Título, resumo e palavras-chave em inglês – amplia as fronteiras
de acesso facilitando as buscas;
Antes de se optar pelo cancelamento de determinada assinatura é preciso
inicialmente analisar-se os possíveis motivos do pouco ou quase nenhum uso
do(s) título(s) passiveis de descontinuidade. Essa situação de subutilização pode
ter se dado em razão da falta de divulgação por parte da biblioteca. Aconselha-se
se for o caso, uma campanha ampla de divulgação em locais atraentes,
comunicação aos usuários por mala direta etc, em uma tentativa de alavancar as
consultas e dessa maneira mudar o perfil de subutilização do referido periódico
retirando-o da lista das assinaturas a serem canceladas.
A escolha dos critérios de avaliação vai, portanto, interferir na política de
desenvolvimento de coleções a ser adotada pela biblioteca. Conforme Miranda
(2003) enfatiza, a qualidade na política de desenvolvimento de coleções está
condicionada a sua flexibilidade para alterar-se ou ajustar-se sempre que
constatada a ineficácia ou obsolescência dos critérios utilizados no momento.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As publicações periódicas trazem sempre uma contribuição preciosa, pois
constituem uma das mais eficientes fontes de informações para o registro e
divulgação das últimas pesquisas, sendo indispensáveis para o avanço da ciência
e tecnologia.

�Os usuários que buscam estas publicações são bastante exigentes, pois
procuram sempre as notícias mais recentes nos mais variados campos da
atividade humana para se manterem atualizados.
O gerenciamento das coleções de periódicos envolve uma atividade
complexa diante desafios enfrentados pelos bibliotecários tais como: surgimento
de novos títulos de periódicos que se multiplicaram de forma exponencial nos
últimos anos, aumento considerável do custo das assinaturas, necessidade de
ampliação do espaço para armazenamento, dispersão da informação etc.
Considerando também o cenário nacional pouco favorável, em virtude da
escassez de recursos financeiros, atualmente, uma das maiores preocupações é
a necessidade emergencial de decisões estratégias para avaliar as coleções de
periódicos.
As decisões tomadas ao se optar pelo cancelamento de assinaturas,
devem ser executadas através do estabelecimento de critérios que irão facilitar
essa escolha, com a participação dos usuários, procurando reduzir ao máximo o
impacto negativo destas ações e objetivando manter a coleção atuante e
dinâmica, garantindo a manutenção dos interesses e demandas institucionais.
Diante do exposto, espera-se que os critérios apresentados no estudo
possam servir de auxílio para possíveis avaliações e cancelamento das
assinaturas nas coleções de periódicos. Busca-se corrigir falhas na política de
desenvolvimento de coleções de periódicos inserindo critérios de avaliação
compatíveis com as necessidades da comunidade de usuários.

CRITERIA TO AN EVALUATION OF PERIODICALS
ABSTRACT
Establishing criteria to an evaluation of periodicals due to lack of investments in
order to organize and maintain the archives. This criterion contributes to the
process of decision making of the librarian. The aim is to help him find the best
way to make use of the available resources approprietly. Within the decisionmaking possibilities, we seek those, which could cause the least negative impact.

�Finally, demonstrates the development of researches. Which makes this kind of
publication fundamental for the archive organization.
KEY WORDS: Periodicals. Periodical publications. Evaluation of periodicals –
criteria.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Diva; VERGUEIRO, Valdomiro. Aquisição de materiais de
informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1996.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10525: numeração
internacional para publicação seriadas – ISSN. Rio de Janeiro, 1988.
CUNHA, Murilo Bastos da. Para saber mais: fontes de informação em ciência e
tecnologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2001.
GUINCHAT, Claire; MENOU, Michel. Introdução às ciências e técnicas da
informação e documentação. Brasília: IBICT, 1994.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos, 1996.
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de. A qualidade enquanto instrumento na
política de desenvolvimento de coleções jurídicas. In: CIBERÉTICA, 2., 2003,
Florianópolis. Anais eletrônicos... Florianópolis: [s.n.], 2003. Disponível em:
&lt;http://www.ciberetica.org.br/trabalhos/anais/7-13-e1-13.pdf&gt;. Acesso em 15 jul.
2004.
MULLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico. In: CAMPELO,
Bernadete Santos (Org.). Fontes de informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte: UFMG, 2000.
PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas. 2.
ed. São Paulo: T. A. Queiroz, 1992.
ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos, 2002.

�VERGUEIRO, Valdomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções. São
Paulo: Polis, 1989. (Coleção Palavra-chave, 1).
______. Seleção de materiais de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.
______. ______. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos, 1997.

∗

Bacharel em Biblioteconomia pela UFC. Especialista em Gestão da Qualidade total pela UFRN. Bibliotecária Chefe da Biblioteca do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte . Tribunal de Justiça do Estado

do Rio Grande do Norte – Biblioteca. Praça Sete de Setembro, s/nº Cidade Alta, 59.025-300 Natal – RN – Brasil anaclaudia@tjrn.gov.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54951">
                <text>Critérios de avaliação para coleções de periódicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54952">
                <text>Miranda, Ana Cláudia Carvalho de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54953">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54954">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54955">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54957">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54958">
                <text>Trata do estabelecimento de critérios na avaliação das coleções de periódicos em face da escassez de recursos orçamentários destinados à formação e manutenção dos acervos. Os critérios abordados contribuem como diretrizes de apoio na tomada de decisões do bibliotecário. O objetivo é dotá-lo de ferramentas racionais para auxiliá-lo da forma mais adequada na busca pela melhor utilização dos recursos disponibilizados. Dentre as decisões a serem tomadas, busca-se àquelas que causarão o menor impacto negativo para a comunidade de usuários. Por fim, demonstra a preciosa contribuição dos periódicos para o avanço das pesquisas em geral, tornando este tipo de publicação de vital importância no contexto da composição do acervo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68511">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5010" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4078">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5010/SNBU2004_138.pdf</src>
        <authentication>0261a3db917e84ea9de1189ee4ae6e54</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55004">
                    <text>OS SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
NO APOIO ÀS ATIVIDADES DAS INCUBADORAS TECNOLÓGICAS

Astrid Honesko∗
Maria Luzia Fernandes Bertholino∗∗
Antonio Costa Gomes∗∗∗

RESUMO
Com a implantação das incubadoras tecnológicas nos ambientes universitários,
intensifica-se o interesse e a busca pela informação tecnológica. Assim, o
presente estudo busca identificar junto às incubadoras tecnológicas instaladas
na Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG e Universidade Estadual do
Centro-Oeste - UNICENTRO, a importância do uso dos serviços e recursos
informacionais disponíveis e oferecidos pelas bibliotecas destas instituições
para apoiar as atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Os
principais objetivos são: identificar as necessidades de informação dos
empreendedores das incubadoras tecnológicas e verificar o nível de
conhecimento e grau de importância atribuído pelos sujeitos, aos serviços e
recursos informacionais oferecidos pelas bibliotecas. Os sujeitos da pesquisa
foram os pesquisadores incubados na IntecPonta (Incubadora Tecnológica de
Ponta Grossa) e Integ (Incubadora Tecnológica de Guarapuava).Como
instrumento de coleta de dados foi utilizado um questionário com identificação
dos serviços e suas respectivas descrições, no qual destacam o conhecimento
dos serviços, a avaliação e o grau de importância atribuído, a freqüência de
uso e os canais de divulgação necessários para o conhecimento dos mesmos.
Diante dos resultados pode-se obter um perfil do tipo de fonte de informação de
interesse desse segmento ao qual esses empreendedores agregam valor para
o desenvolvimento de seus projetos e produtos, bem como traçar diretrizes
para oferta de serviços, pelas bibliotecas, que apóiem o uso da informação
tecnológica.
PALAVRAS-CHAVE: Incubadoras tecnológicas. Universidade. Serviços de
informação.

1 INTRODUÇÃO
Observa-se que as incubadoras de empresas no Brasil vêm conquistando
anualmente uma elevada taxa de crescimento e uma grande importância no
contexto de desenvolvimento econômico e regional onde estão inseridas.

A ciência, a

tecnologia e a

inovação, no cenário atual, reforçam a

necessidade de conhecer e entender a dinâmica de funcionamento de

�estruturas empreendedoras pró-ativas como as incubadoras, que constituem
ponto relevante em tal contexto.
Filion e Dolabela (2000, p.278) conceituam uma incubadora de empresa
como um “ambiente para o desenvolvimento de novos empreendimentos, cujos
resultados esperados deverão garantir, em prazo e tempo determinados,
autonomia e auto-sustentação da empresa”.
Para Leite (2000, p.388) uma incubadora de empresas “propicia
condições de desenvolvimento e crescimento das empresas nela instaladas,
para que estes empreendimentos, após determinado período, possam ser
desincubados, passando a ter uma experiência autônoma”. Esta afirmação
deixa transparecer que uma incubadora tem como objetivo principal produzir
empresas de sucesso que, ao deixarem o programa, estejam

financeira e

mercadologicamente consolidadas junto ao ambiente competitivo.
A incubadora pode ser parte de uma universidade ou de uma instituição
de ensino em geral, oferecendo um mecanismo de comercialização das
pesquisas que ajudam a universidade a arraigar a cultura empreendedora, cujo
objetivo maior é contribuir para o desenvolvimento econômico da sociedade.
Leite (2000, p.389) acredita que as incubadoras das universidades
representam uma fórmula que combina serviço comunitário com a criação e
aplicação prática do produto das pesquisas de seus quadros com programas
de incubação e não raro encorajam a transferência de tecnologia gerada em
seus laboratórios para as empresas nascentes.
Ainda na visão de Leite, (2000, p. 389-390), os “principais serviços e
facilidades oferecidos pelas incubadoras são:
auxílio na elaboração de propostas de identificação de
fontes de financiamento;
apoio na área de marketing e divulgação;
auxílio e registro da propriedade industrial;
assessoria jurídica;
estudos de mercado e consultoria gerencial;
apoio técnico, administrativo e comercial;
As principais facilidades oferecidas pelas incubadoras são:

�-

infra-estrutura administrativa (secretaria, digitação, fax,
telefone, dentre outros)
módulos alugados a um preço subsidiado;
acesso a laboratórios de pesquisa;
acesso a incentivos fiscais;
auxílio na busca de informações científico-tecnológicas.

Entre as principais razões para um empreendedor vir a incubar-se,
destacam-se a vinculação a uma entidade de renome e a possibilidade de
poder ter o suporte, manutenção e as informações necessárias à sua criação
ou desenvolvimento de produto, de forma que possa caminhar sozinha
futuramente e vir a obter financiamentos, que, dependendo da região e país,
podem ser subsidiados.
Uma outra vantagem é permitir que uma empresa ou projeto nascente
possa compartilhar experiências na condução de negócios, contribuindo para
reduzir a alta

"taxa de mortalidade", comum nos primeiros anos deste tipo de

empresas de base tecnológica. O diferencial das empresas que têm protótipo
incubado está na assessoria para a montagem de um plano e negócios,
essencial no mercado competitivo.
Independente da existência de outros tipos de incubadoras, este
trabalho foca, especificamente, a importância do uso da informação por parte
das incubadoras tecnológicas vinculadas total ou parcialmente a instituições
universitárias. Na visão acadêmica, as incubadoras tecnológicas podem ser
caracterizadas como ambientes que associam o estudo teórico à realização
prática, sendo ainda, consideradas como um laboratório de inovação e um local
de estudos para alunos e professores pesquisadores envolverem-se no
processo de incubação de empresas e projetos.
Dessa forma, a artigo sintetiza, a partir da pesquisa feita, qual a
relevância dos serviços prestados pelas

bibliotecas das universidades

pesquisadas no sentido de auxiliar a IntecPonta e a Integ no que tange ao
suporte informacional dado aos projetos por elas incubados. O seu principal
objetivo é verificar o nível de conhecimento dos serviços e produtos oferecidos
pelas bibliotecas universitárias que possam apoiar as atividades de pesquisa e
desenvolvimento de seus protótipos de produtos.

�2 INFORMAÇÃO PARA NEGÓCIOS
Encontrar a informação adequada para qualquer tipo de negócio requer
a habilidade de especialistas preparados para fornecê-la.

Não devem ser

vistas apenas como o componente essencial na tomada de decisões, mas
como uma ferramenta gerencial que deve ser bem usada para se obter os
efeitos desejados em uma empresa, pois ela será a chave para a maior
mudança industrial das próximas décadas: a transição do mundo desenvolvido
para uma economia da informação. A organização que conseguir incorporar
este conceito à sua cultura certamente será uma organização bem-sucedida.
O processo de mudança não é novidade. A revolução industrial foi
marcada pela aplicação de novas tecnologias e idéias, que mudaram o papel e
a função do trabalho humano. A revolução da informação é, novamente, a
aplicação de novas tecnologias e novas idéias. Esta revolução, porém, está
sendo liderada pelo que denominamos de infopreneurs (aqueles profissionais
que, além de trabalhar com tecnologia, trabalham com dados e informações) e
que estão expandindo a função da informação para agilizar os negócios
(WEITZEN, 1991, p.221).
A necessidade do acesso disciplinado à informação vai justificar o papel
da empresa no mercado dos negócios. Um exemplo da facilidade deste acesso
é o uso dos bancos de dados on-line. Eles podem não apenas ajudar a acessar
as informações, como também eliminam a duplicidade de pesquisa, introduzem
o intercâmbio de novas idéias, serviços e tecnologias, simulam cenários
econômicos, identificam apoio para uma ampla variedade

de situações de

resolução de problemas (WEITZEN, 1991, p.73).
Considerando-se a informação como um dos principais insumos para a
tomada de decisão em organizações, Céndon, (2002, p.30) afirma que:
O conjunto de informações usadas por administradores para a
tomada de decisões tem sido chamado de informação para
negócios e inclui dados mercadológicos, financeiros,
estatísticos, jurídicos, sobre empresas e produtos e outras
informações atuais sobre tendências nos cenários políticosocial, econômico e financeiro nos quais operam organizações
empresariais.

�Na tomada de decisões empresariais, a informação para negócios é
usada para a redução de incertezas e situações de risco, na avaliação dos
pontos fortes e fracos de uma empresa e de seus concorrentes, na
identificação de ameaças e oportunidades e conseqüente melhoria da
competitividade. Embora a necessidade dessas informações sempre estivesse
presente, com a globalização da economia sua importância tornou-se premente
e urgente. Segundo Shapiro e Varian (1999, p.61), a “internet oferece uma
forma muito barata de pesquisa de mercado, que se tornará de grande
significado à medida que o volume do comércio on-line crescer”.
Para Pereira e Santos (1995), ao planejar a futura empresa é preciso
acompanhar a evolução do mercado. O quadro abaixo detalha tais prioridades.
TIPO DE INFORMAÇÃO

FONTES DE BUSCA

Informações gerais sobre o mercado e perfil dos Publicações da Fundação IBGE, relatórios
futuros clientes.
especializados de pesquisa de mercado,
revistas especializadas, balcão Sebrae.
Informações sobre concorrentes, estratégias, Associações empresariais de classe (existente
práticas e preços.
por ramos).
Informações sobre os fornecedores, condições Associações de fornecedores, revistas técnicas,
de suprimento, variedades e preços praticados. associações empresariais – feiras técnicas
especializadas.
Informações
tecnológicas,
equipamentos, Instituto
de
Pesquisa
tecnológica
–
processos produtivos, marcas, patentes e universidades – balcão Sebrae – fornecedores –
normas técnicas.
instituto nacional de metrologia (Inmetro).
Informações fiscais, tributárias e de legalização Balcão
Sebrae,
boletins
especializados,
da empresa.
escritórios de contabilidade, escritórios de
advocacia.
QUADRO 1: Informações e fontes básicas para o planejamento de criação de uma empresa.
Fonte: PEREIRA, Heitor José; SANTOS, Sílvio Aparecido. Criando seu próprio negócio:
como desenvolver o potencial empreendedor. Brasília: SEBRAE, 1995, p.25.

Estas informações precisam ser pesquisadas pelo empreendedor, pois é
nesta fase que as mesmas se fazem necessárias para o planejamento de
qualquer empreendimento. Para se tomar a melhor decisão deve-se estar
pautado em informações coerentes e concretas. Hoje não é mais admissível
procurar administrar as organizações somente observando os acontecimentos
dentro da empresa, mas é necessário preencher a lacuna instituindo sistemas
que forneçam informações confiáveis e significativas.
A falta de tradição no país em manter bancos especializados de
informações gera dificuldades para um empreendedor reuni-las e sistematizálas. Há a necessidade de acumular, analisar, filtrar e selecionar informações

�úteis que confirmem suas suposições e apóiem suas decisões. Os infopreneurs
de maior sucesso saberão de qual informação seus clientes precisam, como
encontrá-la e formatá-la de forma econômica para facilitar as comunicações, a
tomada de decisão e a ação.
Céndon (2002, p.31) esclarece que o termo informação para negócios só
recentemente aparece na literatura brasileira, tendo em vista a falta de
conhecimento sobre as fontes e seus produtores, além da qualidade, forma de
acesso, organização, volume produzido e, mesmo sobre as necessidades de
informação dos empresários brasileiros, que ainda não estão totalmente
habituados a esta nova prática.
Entretanto, em outros países, as fontes de informação para negócios
têm sido organizadas e produzidas desde o século passado, sendo
rotineiramente fornecidas aos usuários por bibliotecas e outras organizações.
As novas tecnologias não só permitem maior facilidade de se obterem
dados atualizados, como também oferecem ao usuário maior flexibilidade na
busca e na manipulação dos dados. Mas podem, principalmente, facilitar o
acesso à informação, na medida em que o seu local de armazenamento se
torna irrelevante quando ela é disponibilizada por meio de redes. A tendência
atual, com a evolução das redes de comunicação, é que a informação em
forma eletrônica, tenha sua importância e volume gradualmente ampliados, o
que implica na importância do papel do prestador de informações.
No entender de Weitzen (1991, p.55) os quatro estágios básicos abaixo
são necessários para personalizar as informações:
1- Categorizar
as
prioridades
das
informações
organizacionais de acordo com as necessidades, os
problemas, os objetivos e as estratégias;
2- Identificar todas as fontes possíveis de informações;
3- Coletar as informações e armazená-las eletronicamente;
4- Determinar como a organização pode aplicar as
informações personalizadas para ampliar seu sistema de
informações já existente.

�De acordo com Gomes Filho e Honesko (2004), as bibliotecas precisam
encontrar seu espaço, definir seus clientes, suas estratégias de atuação, pois a
informação pode oscilar entre os tipos social e comercial. O oferecimento de uma
ou outra deve estar atrelado à missão da biblioteca. Há uma grande quantidade de
recursos para os profissionais atuantes nas bibliotecas olharem no mercado da
informação e que poderiam ser fornecidos para uma platéia mais ampla, de modo
que o pensamento inovador pudesse prevalecer.
Desta forma, lista-se aqui os serviços oferecidos pelas bibliotecas
envolvidas nesta pesquisa buscando verificar o interesse e os níveis de validade
para auxiliar os pesquisadores/empreendedores incubados nas Incubadoras
universitárias investigadas.

2.1 DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS DA BIBLIOTECA CENTRAL

2.1.1 Levantamento bibliográfico
O levantamento bibliográfico consiste na busca da informação sobre
temas especializados em bancos e bases de dados pagos e gratuitos, acervos
de bibliotecas, periódicos eletrônicos assinados, entre outros.

Mediante a

solicitação dos usuários a biblioteca faz a busca nas bases direcionadas ao
assunto e entrega por e-mail, gravado em disquete ou impresso os arquivos
com os resultados.

2.1.2 Comutação bibliográfica
A comutação bibliográfica é o serviço através do qual solicita-se e
fornece cópia na íntegra dos artigos publicados em periódicos técnicocientíficos, bem como dissertações, teses e anais de eventos. O usuário pode
solicitar o serviço na biblioteca, que encaminha os pedidos e repassa os
resultados em forma impressa e eletrônica.

�2.1.3 COMUTEX - Comut com o exterior
Serviço que obtêm fotocópias, na íntegra, de artigos e outros
documentos não existentes no Brasil. Por meio da British Library, os pedidos
são encaminhados por e-mail e recebidos por correio.

2.1.4 Empréstimo inter-bibliotecas
Este serviço consiste no empréstimo de documentos em acervos de
outras

bibliotecas

de

outras

instituições

do

Estado

ou

Centros

de

Documentação com os quais as universidades mantém convênio.

2.1.5 Orientação bibliográfica
Através deste serviço, as bibliotecárias do serviço de referência orientam
e divulgam os padrões das normas técnicas para a Informação e
Documentação seguindo padrões da Associação Brasileira de Normas
Técnicas - ABNT.

2.1.6 Serviço de alerta
Este serviço informa e divulga aos usuários a chegada de novos
materiais e /ou materiais relevantes na área de interesse de cada um.

2.1.7 Catalogação na fonte
A catalogação na fonte consiste na elaboração da ficha catalográfica que
será impressa nas publicações a serem editadas pelas editoras de suas
respectivas instituições. Neste sentido, as bibliotecas universitárias fornecem
serviços para o apoio ao ensino, pesquisa e extensão. Para os incubados, a
biblioteca terá valor na prestação de seus serviços buscando atender e obter

�respostas, disponibilizando informações de interesse para auxiliar nas
atividades dos mesmos direcionando-os às áreas já existentes nas instituições.

3 MÉTODO
A pesquisa foi realizada com pesquisadores das Incubadoras Tecnológicas
da Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG e Universidade Estadual do
Centro-Oeste - Unicentro - IntecPonta e Integ.

Foram identificados

oito

pesquisadores (incluindo professores, ex-acadêmicos e acadêmicos vinculados Às
instituições) para os quais foi aplicado um questionário com questões fechadas, no
qual apresentou-se uma breve descrição de cada serviço, devendo o respondente
atribuir graus de avaliação e de importância para os mesmos. A amostra foi
determinada por aqueles que possuem projetos nas incubadoras em fase de
incubação ou de pré-incubação.

3.1 INCUBADORA TECNOLÓGICA DE GUARAPUAVA
A INTEG - Incubadora Tecnológica de Guarapuava foi inaugurada em 06
de dezembro de 2002 e institucionalizada pelo convênio de cooperação entre a
Universidade Estadual do Centro-Oeste, o Sistema FIEP – Federação das
Indústrias do Estado do Paraná, o SEBRAE – Serviço de Apoio à Pequena
Empresa no Paraná, a Prefeitura Municipal de Guarapuava, a ACIG –
Associação Comercial e Industrial de Guarapuava, a SANEPAR- Companhia
de Saneamento do Paraná, Faculdades Guarapuava e Complexo de Ensino
Superior Campo Real, dentre outros.
Para atender o anseios da comunidade, esta incubadora se propõe a ser:
a) complemento relevante para os projetos e ações já existentes no município;
b) um meio propício e adequado para identificação de oportunidades
tecnológicas;

c) geradora e difusora de tecnologia;
d) um espaço que agrega empresa e empreendedor para geração de
novos produtos e/ou processos;

�e) um espaço destinado incentivar o espírito inovador e empreendedor;
f) um instrumento de geração de renda e empregos;
g) organização capaz de responder às necessidades tecnológicas oriundas
da demanda empresarial.

3.2 INTECPONTA – INCUBADORA TECNOLÓGICA DE PONTA GROSSA
A incubadora tecnológica de Ponta Grossa – IntecPonta foi criada mediante
convênio de cooperação técnica celebrado em 06 de novembro de 2001, entre a
Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, a unidade de Ponta Grossa do
Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná – Cefet-Pr, o sistema
Federação das Indústrias do Estado do Paraná -

FIEP/Pr., A associação

Comercial e Industrial de Ponta Grossa – ACIPG, Prefeitura Municipal de Ponta
Grossa (PMPG), o centro de Integração de Tecnologia do Paraná – CITPAR, o
Serviço de Apoio à pequena empresa no Paraná – SEBRAE-Pr, a Secretaria de
Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná – SETI, a
Secretaria de Estado da Indústria , do Comércio e do Turismo – SEIT e Instituto de
Tecnologia do Paraná – TECPAR.

Os seus objetivos são:
-

Dispor de apoio empresarial e de suporte tecnológico as empresas
residentes;

-

Instituir um programa de capacitação para equipe organizacional da
incubadora e para os empresários residentes;

-

Abrigar empreendimentos de origem spin-off da UEPG e da
comunidade industrial local;

-

Intensificar ações de integração com o gestor, ampliando a
participação da incubadora no seu escritório de patentes;

-

Participar na identificação de projetos inovadores desenvolvidos na
UEPG e em empresas interessadas em desenvolvimento tecnológico
de produtos em parceria com a universidade;

-

Assessorar as empresas da região quanto à busca de patentes;

�3.3 SUJEITOS DA PESQUISA
Os sujeitos da pesquisa foram quatro pesquisadores incubados pelo
Projeto Fênix, localizado na Integ e quatro pesquisadores com propostas de
projetos para inserção na IntecPonta.

3.4 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS
O instrumento de coleta de dados foi um questionário, com questões
fechadas, onde foram identificados os serviços com suas descrições, verificandose o conhecimento, avaliação, grau de importância, freqüência de uso e indicação
de canais de interesse para divulgação dos mesmos.

4 RESULTADOS
Os resultados estão descritos de acordo com a ordem das questões
contidas no questionário de coleta de dados, destacando os principais pontos
identificados.
A primeira questão identificou o tipo de informação utilizada para as
atividades desenvolvidas enquanto incubados, apresentando-se as opções:
informação científica, informação tecnológica, informações sobre patentes e
opção para acréscimo de outros tipos. O gráfico 1, a seguir, apresenta os
resultados.

12,5%

12,5%

12,5%

Administração
e produção

Legislação

Fomento

100%

Patentes

100%

Informação
tecnológica

100%

Informação
cientifica

120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%

GRÁFICO 1 - TIPO DE INFORMAÇÃO PARA AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

�A totalidade dos respondentes indicou que os três tipos principais de
informação buscadas são a científica, a tecnológica e informações sobre
patentes, havendo ainda destaque para informações relacionadas, em números
percentuais

proporcionais,

a

administração

e

produção,

informações

legislativas e informações sobre fomento para apoio financeiro às suas
pesquisas.
Os dados demonstram que as atividades desenvolvidas exigem
informações

para

negócios

centrada

em

informações

tecnológicas

e

informações sobre patentes. No entanto, 12,5% destacaram também como
importantes:

informações

sobre

legislação,

fomento

e

administração

(produção). Interessante destacar que a informação sobre mercado não foi
mencionada, demonstrando que os pesquisados, possivelmente por estarem
em fase embrionária no desenvolvimento de seus projetos,não estão buscando
esse tipo de informação.
A questão seguinte continha uma lista dos serviços oferecidos pelas
bibliotecas, quais sejam: levantamento bibliográfico, comutação bibliográfica,
comutex, empréstimo inter-bibliotecas, orientação bibliográfica, serviço de
alerta e catalogação na fonte. Foram destacados o levantamento bibliográfico e
a comutação bibliográfica, conhecidos por, respectivamente, 50% e 25% dos
respondentes que os avaliaram entre bom e regular.
Outra questão perguntava se os entrevistados utilizariam os serviços
listados. As respostas foram sintetizadas no gráfico 2.

�12,50%
13%

Catalogação na fonte

62,50%

12,50%
13%
12,50%

Serviço de Alerta

25,00%

38%
Nunca Utilizou

12,50%
12,50%

Orientação Bibliográfica

75%

Raro

Eventual

12,50%
Empréstimo inter-bibliotecas

50,00%

13%

Regular

25%

Frequente

12,50%
Comutex

50%

38%
12,50%
13%

Comutação Bibliográfica

12,50%
13%

Levantamento Bibliográfico

0%

10%

20%

37,50%
38%

25%
25%
25%
30%

40%

50%

60%

70%

80%

GRÁFICO 2 – FREQUÊNCIA DE USO DOS SERVIÇOS OFERECIDOS

Os serviços identificados como de provável uso freqüente foram
levantamento bibliográfico, empréstimo inter-bibliotecas e serviço de alerta.
Os demais serviços variaram em relação a periodicidade de uso entre as
condições rara, eventual e regularmente. Os índices obtidos para a condição
“nunca utilizou”, pode ser interpretada como o fato de realmente não ter
utilizado ainda o serviço e não de nunca utilizá-lo. Independente de conhecer
ou não, usar ou não os serviços, os mesmos receberam grau de importância
que variou de extremamente a pouco importante conforme o gráfico 3, a seguir:

87.5%

Catalogação na fonte

12.5%
Serviço de Alerta

12.5%

25%

62.5%

12.5%

Orientação Bibliográfica

12.5%
Empréstimo inter-bibliotecas

50%

25%

Pco. Imp.

12.5%

Comutex

12.5%

25%

Comutação Bibliográfica

50%

Mto. Imp.

50%

Ext. Imp.
62.5%

37.5%

25%
25%

Levantamento Bibliográfico

0%

Imp.

37.5%

12.5%

20%

50%

40%

60%

80%

100%

�GRÁFICO 3 - GRAU DE IMPORTÂNCIA ATRIBUÍDO AO SERVIÇO

Apesar das variações de grau de importância atribuídos para os serviços
elencados, a minoria recebeu indicação de ser pouco importante e nenhum
deles foi considerado sem importância. Os serviços considerados de extrema
importância, em maiores índices, foram: serviço de alerta e empréstimo interbibliotecas, indicados por 62,5% e 50% dos investigados respectivamente. A
comutação bibliográfica foi considerada muito importante por 37,5% , seguida
do serviço de alerta (25%) e Comutex (25%).
Considera-se, portanto, que mesmo sem terem o conhecimento ou
terem utilizado o serviço, valorizam os mesmos.
Os pesquisadores indicaram os meios para divulgação dos serviços
conforme descrito no gráfico 4, a seguir:

Catalogação na fonte

25,00%
25,00%

Serviço de Alerta

25,00%

Orientação Bibliográfica

25,00%
25%

75%

50,00%
Empréstimo inter-bibliotecas

0,00%

75%
12,50%
Comutex

0%

75%

Comutação Bibliográfica

25,00%

Levantamento Bibliográfico

25,00%
25%

Folders/Cartazes
Bol. Impr.
Bol. Elet.
E-mail
Home page

75%

75%
0%

10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

80%

GRÁFICO 4 - PRINCIPAIS CANAIS DE DIVULGAÇÃO

Os principais canais de divulgação sugeridos pelos pesquisadores foram
o e-mail e a home page, em maiores percentuais (75%), para quase todos os
serviços. Incluíram ainda boletins impressos e eletrônicos, folders e cartazes.

�5 CONCLUSÕES
Os incubados e pesquisadores candidatos a incubação na Integ e
IntecPonta, pouco conhecem os serviços oferecidos pelas bibliotecas
universitárias.
Apesar do desconhecimento, indicam uma freqüência de provável uso
significativo, atribuem graus de importância relevantes para os mesmos e
destacam canais, principalmente eletrônicos, como forma de divulgação dos
mesmos, especificamente o e-mail e home page da biblioteca. Destaca-se que
a Universidade Estadual de Ponta Grossa está mais avançada nesse item, pois
o usuário pode efetuar suas buscas através da home page da instituição.
Já no desenvolvimento dos projetos na incubadora, a incubadora
Tecnológica de Guarapuava está mais adiantada, possuindo quatro projetos
em fase de pré-incubação, com um deles transitando

para a incubação,

podendo beneficiar-se de subsídios advindos dos parceiros que sustentam
financeiramente a organização.
Entende-se, portanto que os serviços oferecidos pela Biblioteca,
enquanto

gerenciadora

da

informação,

podem

contribuir

para

o

desenvolvimento dos projetos nas incubadoras, porém as unidades de
informação não têm divulgado adequadamente seus serviços a esse segmento
específico, tendo em vista que os projetos de ambas as incubadoras ainda
estão em estágio inicial de incubação.
Caberá, então, às bibliotecas, divulgarem e criarem um canal de
comunicação com os pesquisadores das incubadoras, com estratégias de
marketing, principalmente por e-mail e boletins eletrônicos nas home pages,
oferecendo e disponibilizando recursos que venham de encontro aos objetivos
das incubadoras tais como: pesquisas em bancos de dados de patentes;
bancos e bases de dados especializados, intensificação da disseminação
seletiva da informação, bem como criação de boletins de alerta direcionados à
cada projeto das incubadoras.

�Abstracts
With the implantation of the technological incubators in the university
atmospheres, he/she intensifies the interest and the search for the technological
information. Thus, the present study search to identify the technological
incubators installed in the State University of Ponta Grossa close to - UEPG
and State University of the Center-west - UNICENTRO, the importance of the
use of the services and resources of the information available and offered by
the libraries of these institutions to support the research activities and
technological development. The main objectives are: to identify the needs of the
entrepreneurs' of the technological incubators information and to verify the
knowledge level and degree of importance attributed by the subjects, to the
services and resources of the information offered by the libraries. The subject
of the research were the researchers incubated in IntecPonta (Technological
Incubator of Ponta Grossa) and Integ (Technological Incubator of Guarapuava)
.How instrument of collection of data a questionnaire was used, with
identification of the services and its respective descriptions, in which highlight
the knowledge of the services, the evaluation and the attributed degree of
importance, the use frequency and the necessary popularization channels for
the knowledge of the same ones. Before the results it can be obtained a profile
of the type of source of information of interest of that segment to which those
enterprising ones join value for the development of its projects and products, as
well as to trace guidelines for offer of services, for the libraries, that support the
use of the technological information.
KEYWORDS: Technological incubators. University. Services of information.

REFERENCIAS

CÉNDON, B. V. Base de Dados de Informação para Negócios. Ciência da
Informação, Brasília, v. 31, n. 2. p. 30-43, maio/ago. 2002.
FILION, J. J.; DOLABELA, F. Boa idéia! E agora? São Paulo: Cultura, 2000.
GOMES FILHO, A.; HONESKO, A. Qualidade e empreendedorismo em
unidades de informação. Guarapuava: UNICENTRO, 2004. [No prelo].
LEITE, E. Fenômeno do empreendedorismo: criando riquezas.
Bagaço, 2000.

Recife:

PEREIRA, H. J.; SANTOS, Sílvio A . Criando seu próprio negócio: como
desenvolver o potencial empreendedor. Brasília: SEBRAE, 1995.

�SHAPIRO, Carl; VARIAN, Harl. A economia da informação: como os
princípios econômicos se aplicam a era da internet. Rio de Janeiro: Campus,
1999.
WEITZEN, H. Skip. O poder da informação: como transformar a informação
que você domina em um negócio lucrativo. São Paulo: Makron Books, 1991.

∗

Universidade Estadual de Ponta Grossa – Ponta Grossa – Paraná. ahonesko@uepg.br
Universidade Estadual de Ponta Grossa – Ponta Grossa – Paraná. mlbertho@uepg.br
∗∗∗
Universidade Estadual do Centro-Oeste – Guarapuava – Paraná. antoniocostapg@ig.com.br
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54978">
                <text>Os serviços de informação das bibliotecas universitárias no apoio às atividades das incubadoras tecnológicas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54979">
                <text>Honesko, Astrid; Bertholino, Maria Luzia Fernandes; Gomes, Antonio Costa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54980">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54981">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54982">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54984">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="54985">
                <text>Com a implantação das incubadoras tecnológicas nos ambientes universitários, intensifica-se o interesse e a busca pela informação tecnológica. Assim, o presente estudo busca identificar junto às incubadoras tecnológicas instaladas na Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG e Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO, a importância do uso dos serviços e recursos informacionais disponíveis e oferecidos pelas bibliotecas destas instituições para apoiar as atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Os principais objetivos são: identificar as necessidades de informação dos empreendedores das incubadoras tecnológicas e verificar o nível de conhecimento e grau de importância atribuído pelos sujeitos, aos serviços e recursos informacionais oferecidos pelas bibliotecas. Os sujeitos da pesquisa foram os pesquisadores incubados na IntecPonta (Incubadora Tecnológica de Ponta Grossa) e Integ (Incubadora Tecnológica de Guarapuava).Como instrumento de coleta de dados foi utilizado um questionário com identificação dos serviços e suas respectivas descrições, no qual destacam o conhecimento dos serviços, a avaliação e o grau de importância atribuído, a freqüência de uso e os canais de divulgação necessários para o conhecimento dos mesmos. Diante dos resultados pode-se obter um perfil do tipo de fonte de informação de interesse desse segmento ao qual esses empreendedores agregam valor para o desenvolvimento de seus projetos e produtos, bem como traçar diretrizes para oferta de serviços, pelas bibliotecas, que apóiem o uso da informação tecnológica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68514">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5013" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4081">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5013/SNBU2004_139.pdf</src>
        <authentication>9238d4a3632f6b34270e02c2ef28a3e0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55023">
                    <text>AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO IMPLANTADO NA BIBLIOTECA
NILO PEÇANHA - CEFET/PB

Beatriz Alves de Sousa∗
Izabel França de Lima∗∗

RESUMO
Relata pesquisa desenvolvida na Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB. Com
objetivo de avaliar o SISCOBI (Sistema de Controle Bibliográfico) implantado na
referida biblioteca. Através de técnicas e procedimentos metodológicos avaliaramse: o aspecto físico do sistema, as funções integradas pelo sistema e seu
desempenho. Os resultados mostraram os seguintes aspectos: a) trata-se de um
software em desenvolvimento, criado através de módulos integrados, o que
possibilita sua implantação parcial; b) possibilita expansão e/ou inclusão de novos
módulos; c) serviços
automatizados processos técnicos, circulação da
informação, recuperação da informação e emissão de relatórios estatísticos; d) a
necessidade de adaptação na estrutura do sistema, que permita cooperação e
compartilhamento de informação com outros sistemas; e) precisa de uma
padronização dos registros no banco de dados para formalizar a comunicação e
viabilizar a recuperação da informação.
PALAVRAS-CHAVE: Automação de biblioteca. Avaliação de software para
automação de biblioteca

1 INTRODUÇÃO
A complexidade dos serviços e produtos de informação, assim como a
necessidades dos usuários, cada vez mais, especifica e mutante tem exigido
mudanças profundas na gestão dos recursos informacionais. Tal fato tem
impulsionado as bibliotecas a redimensionarem suas funções, modernizarem suas
estruturas e adequar seus serviços para melhor atender a então denominada
sociedade da informação.
O uso das novas tecnologias da informação tornou-se imprescindíveis,
especificamente, no processo de automação dos serviços à medida que garantem
maior agilidade no tratamento e recuperação da informação, facilitam e otimizam
os serviços de circulação da informação registrada na biblioteca, criam

�oportunidades de acesso a outras fontes de informações o que permite um
processo integrado e eficiente de transferência de informação e do conhecimento.
Para Café et al (2001) O sucesso da informatização não foi fruto apenas de
uma transposição de esquemas físicos. A implantação desse processo nas
bibliotecas provocou mudanças de conceito de organização e de funcionamento.
“Desta forma, os antigos esquemas de tratamento do livro (ou de outros suportes)
foram revistos com objetivo de conceber um processamento integrado e
eficientes.”
Figueiredo (1994 citado por Côrte et al 1999) infere que a informatização
das bibliotecas beneficiam nos seguintes aspectos

“ a rapidez, agilidade e

eficácia no atendimento e prestação de serviços, isto é, a otimização das
atividades não só com relação aos usuários, como também no que diz respeito ao
controle e formação do acervo, levantamentos bibliográficos, catalogação,
empréstimos, comutação, reclamação de obras em atraso e processamento
técnico.”
Côrte et al (1999 p. 239), enfatizando a temática, atentou para o seguinte:
os avanços tecnológicos associados às necessidades dos usuários direcionaram
as bibliotecas para aquisição de software e hardware com capacidades de
interligar suas funções numa linguagem que permitisse a interação usuário
/máquina.
Guiada pelas mudanças e com objetivo de melhorar a qualidade dos
serviços oferecidos a Biblioteca Nilo Peçanha do CEFET/PB implantou um
sistema de automação de seus serviços e controle da informação, Trata-se de um
sistema desenvolvido na própria instituição. Sua construção acontece de forma
gradativa,

priorizando

algumas

funções

consideradas

mais

emergentes,

atendendo assim, as particularidades da referida biblioteca; sua implantação é
cuidadosamente disciplinada para não interferir no funcionamento da biblioteca
como todo.

�2 DESCRIÇÃO DO SISTEMA
2.1 DENOMINAÇÃO
SISCOBI (Sistema de Controle Bibliográfico) é um sistema especifico
desenvolvido pela GTI (Gerência de Tecnologia da Informação) do CEFET/PB
para controlar e gerenciar as informações da Biblioteca Nilo Peçanha.
Desenvolvido em padrão windows, na linguagem Delphi 5, possui uma
arquitetura cliente/servidor; opera em melhores condições no sistema operacional
windows, 1998 e 2000, no software de rede windows NT e no software de banco
de dados SQL Serve.
O servidor para residir o software precisa possuir as seguintes
potencialidades de um Pentium III 600 ou similar, memória Ram 128, HD 20 gb;
para estação de trabalho qualquer computador que tenha capacidade de conexão
com a rede pode operá-lo. Havendo atualização do software é possível a
migração dos dados de forma automática, atende ás exigências do MEC nos
relatórios exigidos para avaliação de acervos.

2.2 MÓDULOS IMPLANTADOS
O módulo ProDoc – É o aplicativo de processamento da coleção (banco de
dados), está dividido em quatro bases: acervo geral, periódicos no todo, artigo de
periódicos e multimeios. Desta forma, cobre todos os tipos de documentos. Os
dados são organizados de modo que permitam

sua conversão em qualquer

forma física de saída (autor, título, assunto, editor, área de conhecimento...),
listagem impressas ou consulta on-line. Com possibilidades de pesquisa por
qualquer um dos campos existentes nas planilhas.
O módulo CINFO - Controla todo processo de circulação da informação
empréstimo, devolução, renovação, reserva e multa por atraso. Gerencia

�automaticamente, faz alerta e bloqueia a operação quando houver

qualquer

irregularidade, seja com relação ao usuário e/ou com o registro do documento.
O módulo CRI - (Consulta, Recupera da informação) ë o ponto forte
do sistema permite que o usuário obtenha informação sobre qualquer documento
do acervo disponível ou emprestado permitindo a sua localização nas estantes. A
pesquisa pode ser feita por autor, título, assunto, editora, área do conhecimento.
O módulo Relat gera relatórios e estatísticas - Elaboração e impressão de
relatórios, representado em listas organizadas com entrada por autor, por título,
por assunto de acordo com a tabela do CNPq e do Sistema de Classificação
Decimal Universal (CDU); gera cartas de cobranças para usuários em atraso,
relatórios de multas por atraso e seus respectivos valores, relatórios e estatísticas
de circulação (empréstimos e devolução por período) e por usuários.

2.3 INTERFACE GRÁFICA
O SISCOBI apresenta uma interface gráfica agradável, as opções de
menus estão arranjadas por ordem funcional. Na inclusão ou recuperação de
textos, as letras maiúsculas e minúsculas são consideradas equivalentes,
também, é desconsiderado o uso de acento.

C E N T R O

F E D E R A L D E
E D U C A Ç Ã O
T E C N O L Ó G IC A
D A
P A R A ÍB A
G E R Ê N C I A
D E T E C N O L O G IA
D A
IN F O R M A Ç Ã O

A u t o r e s :
G ilb e r t o W ils o n D in iz d e
R o d r ig o B a s t o s L u s t o s a

S I S C O B I
S IS T E M

A

D E

C O N T R O L E

B IB L IO T E C A

N IL O
T r e in a m e n to

2.3.1 Interface Módulo PRODOC

B IB L IO G R A F IC O

P E Ç A N H A
S I C O I N F O

L u n a

�S IS C O B I
P R O D o c

T r e in a m e n to

S IC O IN F O

2.3.2 Interface Módulo CINFO

S IS C O B I
C In fo

T r e in a m e n to

S IC O IN F O

2.3.3 Interface Módulo CRI

S
S I S C O
C

T r e i n a m

2.3.4 Interface Módulo RELAT

e n t o

S I C O

I N

F O

B I
R

I

�S II S C
C

O
R

T r e i n a m

e n t o

S I C

O

I N

B II
e l a t

F O

2.4 SUPORTE TÉCNICO
A Correção de erros, quando surgem, dar-se em tempo hábil, esta é uma
das vantagens de se desenvolver um software em casa, pois como são
conhecidos o padrão de codificação, capacidade e compatibilidade do sistema,
facilita a identificação de falhas e solução imediata para o problema. Quanto ao
treinamento dos funcionários acontece a cada implantação de novo modulo é
apresentado o que faz o sistema, como obter os serviços através do seu
manuseio e como contornar situações diversas relacionadas aos serviços
oferecidos, em fim instrui como operar o sistema com segurança e eficiência.

3 AVALIAÇÃO DE SISTEMA DA INFORMAÇÃO
Em termos conceituais, a avaliação de um sistema é o processo de
determinar o valor ou o grau de sucesso na realização do objetivo prédeterminado; em termos operacionais, inclui a formulação de objetivos, indicação
de critérios adequados á mensuração, determinação e explicação do grau de
sucesso

ou

desempenho

do

sistema.(AMERICAN

PUBLIC

HEALTH

ASSOCIATION CITADO POR OBERHOFER, 1983).
Oberhofer(1983 Citado por Lima 2000 ), Considera a

avaliação como

sendo “ uma ferramenta auxiliar, que permite ao administrador verificar os efeitos
de seus serviços e fazer os ajustamentos necessários à implementação dos
mesmos.” Para Lancaster (1996, p.1), diz que a avaliação tem como finalidade
reunir dados úteis destinados a solucionar problemas ou tomadas de decisão.

�Tomando como base o ponto de vista dos autores supra-citados podemos
dizer que a avaliação de um sistema de informação é a forma encontrada para
examinar o seu desempenho, identificar as falhas e partir dos resultados formular
procedimentos que possibilitem solucionar os problemas existentes.
Para Gusmão (2000), a implantação de um sistema de automação de
biblioteca é um processo complexo, em que podem surgir problemas diversos,
que precisam ser contornados, Epstein citado por Krzyzanowski alerta para o fato
de que não existe um sistema ideal e, mesmo que a escolha seja bem planejada
poderá não atender completamente aos requisitos funcionais da Instituição. Fato
este que induz a biblioteca implementar formas para saber se o sistema está
atendido com presteza os objetivos para os quais foi criado.
Mediante o exposto consideramos a avaliação um dos caminhos para se
obter informações precisas a respeito de nível de desempenho e funcionalidade
de produtos ou serviços de uma biblioteca, desde que se estabeleça como uma
pratica continua onde se possa contar com a participação dos usuários/clientes.

4 METODOLOGIA
A pesquisa foi baseada na literatura corrente sobre a temática, na
observação direta constando da participação dos técnicos de informática que
estão desenvolvendo o sistema e na análise estatística de informações obtidas
através de entrevistas com funcionários que operam o sistema e de questionários
aplicados a os usuários que usam os serviços executados através do sistema. O
questionário foi composto por 06 questões com perguntas fechadas.

4.1 PROCEDIMENTOS
O estudo foi dividido em três etapas
Na primeira etapa avaliou-se a parte física do sistema arquitetura e
plataforma de funcionamento.

�Na segunda etapa avaliou-se o desempenho do sistema, forma e
operacionalização do mesmo sob o ponto de vista dos funcionários da Biblioteca.
Na terceira etapa foi avaliado segundo ponto de vista dos usuários da
Biblioteca.

5 ANÁLISE RESULTADOS

5.1 primeira etapa
Baseado em pesquisa realizada por Côrte et al (2002), na qual

foram

analisados aspectos considerados imprescindíveis ao um sistema de automação
de bibliotecas, em vinte quatro softwares de mercado, pode-se afirmar que o
SISCOBI nos módulos implantados (Processo técnico, Circulação, Recuperação
da Informação e Geração de relatórios) contempla os principais requisitos que um
software para automação de bibliotecas deve apresentar.
Os aspectos avaliados pelos autores estão relacionados com a tecnologia,
segurança e intercâmbio de dados; processamento técnico dos documentos,
processamento de seleção e aquisição dos documentos, controle de circulação,
processo de recuperação da informação e gerenciamento.
Nestes aspectos o SISCOBI se apresenta da seguinte forma:
Características Gerais
•

Integração de todas as funções da biblioteca.

•

Possibilidade de expansão ou inclusão de novos módulos sob demanda.

•

Quando há uma nova versão do software é possível a migração dos dados
de fora automática.

•

Software em língua portuguesa.
Características Ergonômicas

•

Após o término de uma transação, o sistema apresenta uma mensagem de
confirmação de execução, informando sucesso ou erro.

�•

As áreas ou campos de dados são bem definidos visualmente.

•

As funções mais empregadas são representadas em ícones de tela

•

As opções de menu estão arranjadas por ordem funcional.

•

Interface gráfica agradável.

•

O sistema executa o back-up.

•

Criação de registros independentes o que permite rapidez e segurança na
recuperação da informação.

•

Na localização de texto, letras maiúsculas e minúsculas são consideradas
equivalentes como default.

•

Na ocorrência de erros, o sistema avisa imediatamente ao usuário.

•

O sistema permite copiar e colar segmentos de texto de um lugar para
outro documento.

•

O sistema permite a visualização do texto em vídeo exatamente como o
mesmo será impresso.

•

O sistema permite refinamento/truncamento de pesquisas.

•

O sistema permite voltar rapidamente a uma ação anterior.

•

O sistema protege o conteúdo do banco de dados, não permitindo aos
usuários a modificação destas informações.

•

O vocabulário utilizado e mensagens de orientação são familiares ao
usuário, evitando palavras difíceis.

•

Os títulos de menus ou janelas estão localizados à esquerda.
Características tecnológicas

•

Acesso simultâneo e ilimitado de usuários ao módulo de pesquisa.

•

Acesso via bowser (internet).

•

Arquitetura de rede cliente/servidor.

•

Capacidade de suportar um número ilimitado de registros.

•

Compatibilidade com o sistema operacional Windows 1998 e 2000.

•

Compatibilidade com o software gerenciador de bancos de dados
relacional SQL Serve.

•

Compatibilidade com os softwares de rede de Microsoft Windows NT.

•

Níveis diferenciados de acesso ao sistema (adoção de senhas)

•

Permite auditoria no sistema

�•

Segurança na integridade dos registros
Processamento técnico

•

Atualização em tempo real na base de dados (inclusão, exclusão,
modificação) nos registros de autoridade e demais índices, após o envio de
novo registro ao servidor.

•

Compatibilidade dos campos com AACR2 (nível 2).

•

Entrada de dados por digitação local.

•

Cadastramento das áreas do conhecimento segundo tabela de áreas do
conhecimento do CNPq.

•

Indexação em tempo real com inclusão, exclusão e modificação dos dados.

•

Processamento de materiais especiais: fascículos de periódico, artigo.

de periódico, memória técnica, multimídia.

Controle de Circulação de documentos
•

Controle integrado do processo de circulação da informação.

•

Realização de empréstimos, devolução, renovação e reserva.

•

Categorização de empréstimo: domiciliar/especial

•

Definição automática de prazos e condições de empréstimos de acordo
com o perfil do usuário para cada tipo de documento

•

Definição de parâmetros para a reserva de livros

•

Possibilidade de identificar todos os empréstimos realizados de uma
determinada obra, por período, e por usuário.

•

Possibilidade de pesquisar o Status do documento: se este está
emprestado ou disponível na biblioteca

•

Possibilidade de pesquisar o usuário por categoria

•

Gera multa por atraso com respectivo valor a ser pago
Recuperação de informações

•

Apresentação das referências de acordo com as normas ABNT

•

Capacidade de ordenar e classificar os documentos pesquisados por título

•

Capacidade de ordenar e classificar os documentos pesquisados por tipo
de documento

�•

Indicação do Status do documento pesquisado (emprestado, disponível).

•

Interface de busca on-line

•

Pesquisa por campos específicos: autor, título, assunto, resumo, editora e
área do conhecimento.

•

Visualização de todos os registros recuperados
Processo gerencial/ Relatórios

•

Gera cartas de cobrança para usuários em atraso

•

Gera relatório de multas por atraso e valor da multa

•

Gera relatório e estatística de circulação (empréstimos e devolução por
período).

•

Gera relatório por tipo de documentos

•

Elaboração e impressão de relatórios por autor, por títulos e por áreas do
conhecimento.

Falhas observadas em relação aos softwares analisados
•

Não é compatível com o formato MARK, padrão ISO 2709, o que impede a
exportação de dados para alimentar a base de dados de catalogação
cooperativa.

•

Não utiliza o protocolo de comunicação Z39. 50.

•

Não gera etiquetas com código de barras.

•

Não gera etiquetas para bolsos e lombadas.

•

Só o módulo pesquisa que é auto-atendimento.

5.2 SEGUNDA ETAPA
Foram entrevistados todos os funcionários que utilizam o sistema na
execução de suas funções, num total de oito pesquisados.
Argüidos se o sistema é de fácil operação 100% dos pesquisados
responderam que sim, a interface é simples e o formato de leitura é de fácil
compreensão.

�Questionados sobre os resultados da operação se é confiável ou não, 70%
disseram que o sistema apresenta falhas em algumas rotinas. Os 30% restantes
consideram o sistema confiável.
Quanto ao tempo gasto na operação 85% afirmaram que a operação das
rotinas é lenta, em particular para o atendimento aos usuários, o restante 15%
acham normais.
Questionados se o sistema atende as necessidades da biblioteca foram
abordados os seguintes aspectos:
•

O sistema não atende a todas as funções da biblioteca;

•

O sistema não contempla o compartilhamento das informações o que
dificulta o processamento das informações;

•

O sistema é moroso e necessita de muita atenção na inclusão dos dados;

•

Apesar de ter potencial tecnológico, ainda existem tarefas simples como
reprodução de fichas, etiquetas e alguns relatórios que não são possível
de ser realizados através do sistema.

5.3 TERCEIRA ETAPA
Foram pesquisados 200 usuários, o que corresponde a 20% dos usuários
reais da biblioteca. O instrumento usado para coletar os dados foi um questionário
contendo seis perguntas de forma fechada onde o respondente marcaria a
alternativa que melhor representasse a sua opinião sobre o objeto em estudo n
caso o SISCOBI (Sistema de Controle da Biblioteca)
Na primeira pergunta procurou-se saber se os usuários utilizam o terminal
de pesquisa do acervo para procurar a informação desejada 20% responderam
que sempre buscam a informação no Sistema; 52% disseram algumas vezes;
27% responderam que nunca utilizaram este procedimento e 1% deixou de
responder a pergunta.

�A Segunda pergunta foi direcionada aos usuários que responderam a
alternativa nunca, na questão anterior, ou seja, 27% dos respondentes; destes
16,5% responderam não ter conhecimento do sistema e 10,5 disseram que não
conseguem encontrar a informação desejada. Os resultado obtidos indica a
necessidade de criar programas de treinamentos para os usuários

de forma

continua e contextualizados com as necessidades dos usuários, pois segundo
Alves

(2001

citado

por

Dutra;

Franzoni;

Lapolli,

2004),

treinamentos

desvinculados do conteúdo a ser aprendido rapidamente são esquecidos e
certamente é isto que ocorre neste caso, pois o terminal de pesquisa esta bem
localizado na biblioteca e bem sinalizado é impossível não se ter conhecimento,
está faltando motivação para usarem o sistema.
Perguntado se acham fácil usar o programa de pesquisa do acervo 68%
dos respondentes disseram que sim; 23% responderam não e o restante 9% não
marcou este item.
Questionados se quando usam o sistema encontram a informação que
procuram 14% responderam que sempre as encontram; 67% disseram algumas
vezes; 11,5% nunca encontraram e 7,5 dos questionados não responderam a
esta pergunta.
As duas últimas perguntas foram direcionadas ao módulo Cinfo,
especificamente, ao processo de empréstimo.

28% consideram o sistema

regular; 54% consideram o funcionamento do sistema bom; 15,5% ótimo e,
apenas, 2,5% não opinaram.
Com relação ao tempo gasto no processo de empréstimo e devolução de
livros, usando o Sistema 42% responderam regular; 43% consideram um tempo
bom; 12,5% consideram ótimo 2,5% não opinaram.

6

CONCLUSÃO
Entre outros aspectos, identificou-se a necessidade de adaptação na

estrutura do sistema, para que permita cooperação e compartilhamento de

�informações com outros sistemas, o que facilitará o processo de alimentação das
bases de dados e a recuperação da informação; verificou-se, também, que falta
uma padronização dos registros no banco de dados, o que tem comprometido a
pesquisa e, conseqüentemente, todos os serviços oferecidos.
Um outro ponto questionável versa sobre a morosidade, que interfere na
quantidade e na qualidade dos serviços, pois de acordo com os funcionários que
operam o sistema, o processo de execução de qualquer tarefa dá-se de forma
lenta, ao mesmo tempo em que exige muita atenção para evitar inclusão de
informações incorretas. Dados semelhantes foram encontrados por Gusmão e
Mendes (2000) em pesquisa realizada com funcionários de bibliotecas
universitárias, a referida pesquisa estudou o impacto da automação sobre os
funcionários dessas Instituições comparando os resultados observou-se que se
trata de um problema que afeta outros sistemas, mais precisa ser solucionado.
Com a pesquisa também foi observado a existência de alguns usuários que
desconhecem o sistema, no caso, 16,5% dos entrevistados. E

mais 10,5%

disseram que não usam o sistema porque não encontram a informação desejada.
Este fato mostra a necessidade de treinamento com os usuários.
Para obtenção dos benefícios e das outras vantagens que um sistema de
automação eficiente possa trazer para biblioteca sugere-se a implantação de
alguns

aplicativos,

o

aperfeiçoamento

de

rotinas

já

existentes,

e

acompanhamento periódico das etapas desenvolvidas.

REFERÊNCIAS

CAFÊ, Lígia; SANTOS, Christophe dos; MACEDO, Flávia. Proposta de um
método para escolha de software de automação de bibliotecas. Ciência da
Informação, Brasília, v. 30, n. 2, p.70-79, maio/ago.2001

CÔRTE Adelaide Ramos e. et al. Automação de bibliotecas e centros de
documentação: o processo de avaliação e seleção de softwares. Ciência da
Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 239-254’set./dez.1999.

um

�CÔRTE Adelaide Ramos e. et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e
arquivos: uma visão do cenário nacional. São Paulo: Polis, 2002.
DUTRA, Sigrid Karin Weiss; FRANZONI Ana Maria Bencciveni; LAPOLLI Edis
Mafra. A biblioteca universitária e seus serviços aos projetos de ensino à
distância: a experiência da UFSC. Disponível em: &lt;www sibi, ufrj Br+biblioteca
+universitária + artigo&gt;. Acesso em: 2 jul. 2004
GUSMÃO, Alexandre Oliveira de Meira; MENDES, Almir de Mel. Impacto da
automação sobre os funcionários das bibliotecas da Universidade Federal de
Pernambuco. Informação &amp; Sociedade: estudo, João Pessoa, v.10, n.2, p.223242, jul./dez. 2000
KRZYZANOWSKI, Rosali Fávero et al.Conversão retrospectiva de catalogação
de registros bibliográficos do banco DADALUS: uma experiência da SIBI/USP.
Disponível em &lt;http: //www.oclc.org /oclc/lac/port/971028.htm&gt; Acesso em:
05maio2004
LIMA, Lucrecia Camilo de. Avaliação da coleção de referência da Biblioteca
Nilo Peçanha do CEFET-PB. João Pessoa: 2000, 72p. Monografia
(Graduação em Biblioteconomia) Universidade Federal da Paraíba.

OBERHOFER, Cecília Alves conceitos e princípios para avaliação de sistema de
informação. Ciência da Informação, Brasília, v.12, n.1, p. 45-51, maio/ago. 1983
SOUSA, Beatriz Alves. Diagnostico e proposta de automatização para a
Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB. Principia, João Pessoa, v.3, n.7, p.86-96,
set.1999.

∗

Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB, Av. 1.º de Maio 720,
Jaguaribe, João Pessoa/PB - CEP 58015-430. e-mail: beatrizalvesjp@bol.com.br
∗∗
Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Biblioteca Setorial de Odontologia. E-mail:
belbib@ig.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55005">
                <text>Avaliação do sistema de informação implantado na Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55006">
                <text>Sousa, Beatriz Alves de; Lima, Izabel França de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55007">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55008">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55009">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55011">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55012">
                <text>Relata pesquisa desenvolvida na Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB. Com objetivo de avaliar o SISCOBI (Sistema de Controle Bibliográfico) implantado na referida biblioteca. Através de técnicas e procedimentos metodológicos avaliaram-se: o aspecto físico do sistema, as funções integradas pelo sistema e seu desempenho. Os resultados mostraram os seguintes aspectos: a) trata-se de um software em desenvolvimento, criado através de módulos integrados, o que possibilita sua implantação parcial; b) possibilita expansão e/ou inclusão de novos módulos; c) serviços automatizados processos técnicos, circulação da informação, recuperação da informação e emissão de relatórios estatísticos; d) a necessidade de adaptação na estrutura do sistema, que permita cooperação e compartilhamento de informação com outros sistemas; e) precisa de uma padronização dos registros no banco de dados para formalizar a comunicação e viabilizar a recuperação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68517">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5016" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4084">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5016/SNBU2004_140.pdf</src>
        <authentication>8585feb701802e3b8f3e341a9bcab056</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55050">
                    <text>AÇÕES DE MARKETING EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: EM BUSCA DA
MELHORIA DA QUALIDADE NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

Cíntia Almeida da Silva Santos∗
Teresinha das Graças Coletta∗∗

RESUMO
Apresenta uma proposta de ações de marketing através da identificação e avaliação
do conhecimento e uso de bases de dados referenciais disponíveis para acesso online no Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da
Universidade de São Paulo (SVBIBL/EESC/USP), pelos alunos de pós-graduação
em Engenharia de Produção Mecânica. Justifica-se a importância do estudo em
função do investimento da Universidade, que busca a melhoria da qualidade do
ensino e da pesquisa. A metodologia utilizada compreende a contextualização do
tema; o levantamento das bases disponíveis na SIBiNet (Rede de Serviços do
Sistema Integrado de Bibliotecas da USP); identificação das bases relevantes para a
área de estudo; coleta de dados através da aplicação de questionário e entrevista.
Os resultados demonstram quanto os usuários da área investigada conhecem o
serviço; a freqüência de uso das bases de dados, além de sugestões dos usuários
para motivar e incrementar a utilização do serviço. Em função dos dados obtidos
foram propostas ações de marketing para disseminar o conhecimento e uso dos
recursos na área.
PALAVRAS-CHAVE: Marketing em unidades de informação. Uso de bases de
dados on-line. Qualidade em serviços de informação.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas e unidades de informação estão passando por transformações
que certamente se tornarão marcos históricos dentro de seu contexto. À medida que
a informação passa a ser vista como produto com valor agregado, de caráter
competitivo e decisório, deve ser tratada de maneira eficiente e eficaz, para facilitar
o acesso e propiciar o uso adequado à gestão de todo negócio. Concomitantemente
a essa transformação, vê-se o impulso da automatização de serviços, fazendo com
que as unidades de informação busquem adaptar-se a essas mudanças para
dinamizar e potencializar os produtos e serviços que oferecem. Dentro desse
contexto em que as tecnologias desempenham grande papel na automatização de

�serviços, as bibliotecas e unidades de informação, em especial o setor de referência
é o que melhor reflete essas transformações.
As bibliotecas e unidades de informação que buscam entender os seus
usuários e fazer com que estes os entendam, automaticamente já estão envolvidas
em marketing. O marketing de serviços de informação engloba todo esse universo
de treinamento de usuários, divulgação de produtos e serviços, disseminação da
informação, entre outros, utilizando para isso ferramentas como promoção e
propaganda. E, nesse sentido, gerou-se aqui uma dúvida que impulsionou o
desenvolvimento desta pesquisa: as bibliotecas e unidades de informação (em
caráter especial as bibliotecas universitárias) trabalham de forma exploratória o
marketing? Elas proporcionam aos usuários a divulgação e formas de acesso e uso
dos produtos e serviços existentes? Elas investem constantemente em programas
de educação de usuários?
A essas questões buscou-se obter respostas, tomando como caso de estudo
a identificação e avaliação de uso das bases de dados referenciais disponíveis para
acesso on-line no Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia da Universidade
de São Paulo, Campus São Carlos, pelos alunos do Programa de Pós-graduação
em Engenharia de Produção Mecânica.

2 SERVIÇO DE BIBLIOTECA DA ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS
DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (SVBIBL/EESC-USP)
A Biblioteca da EESC, instalada em 03 prédios (4.000m²), dispõe de mais de
cem mil documentos. Caracteriza-se como uma das maiores e melhores bibliotecas
do país na área de engenharia. Atende regularmente a mais de 4000 usuários
inscritos (alunos de graduação, pós-graduação, docentes, funcionários do Campus
USP São Carlos) além da comunidade nacional e internacional da área.
Ressalta-se que localmente a Universidade de São Paulo (USP), fornece
anualmente dotação orçamentária para aquisição de livros e outros materiais não
periódicos, manutenção das assinaturas de periódicos e preservação do acervo

�(encadernação e restauração), propiciando à Biblioteca a contínua manutenção e
atualização de seu acervo.
Maiores

informações

sobre

a

Biblioteca

estão

disponíveis

em

http://www.eesc.usp.br/biblioteca.

3 O DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
O Departamento foi criado em 2001, mas a área de pós-graduação iniciou-se
em 1996, junto ao Departamento de Engenharia Mecânica e tem como diretriz a
“Gestão de Sistemas de Produção e Produtividade”.
Conta atualmente com um corpo docente de 19 doutores e um corpo discente
de 98 alunos matriculados. Para efeito deste estudo foi considerada apenas a
população discente, portanto 98 alunos foi o público alvo.
O Departamento dispõe de 6 laboratórios para desenvolvimento de pesquisa,
nas seguintes linhas:
1. Análise, Projeto e Gerenciamento de Sistemas de Produção
2. Pesquisa Operacional Aplicada aos Sistemas de Produção
3. Gestão do Processo de Mudança e Melhoria Organizacional
4. Gestão Estratégica da Tecnologia e da Informação
5. Análise Econômica-Financeira e Gestão de Custos
6. Análise Organizacional e Gestão de Recursos Humanos
Maiores

informações

sobre

o

Departamento

estão

disponíveis

em

http://tigre.prod.eesc.usp.br/producao/index.html.

4 METODOLOGIA
Por tratar-se de estudo de caso, a metodologia possui um caráter exploratório
contemplada da seguinte forma:

�a) Levantamento bibliográfico dos assuntos pertinentes à área: marketing
para unidades de informação; bibliotecas universitárias; bases de dados; divulgação
de produtos e serviços; gestão de sistemas de informação; usuários e qualidade de
serviços de informação;
b) Levantamento das bases de dados referenciais on-line disponíveis no
Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos através de busca na
SIBiNet – Rede de Serviços do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP)
e identificação de quais bases de dados referenciais eram relevantes através de
entrevista com professores da área;
c) Análise do uso das bases de dados referenciais relevantes identificadas,
através de:
•

Aplicação de questionário de múltipla escolha aos alunos matriculados
(mestrado e doutorado), abordados em salas de aula, por meio de
visitas;

•

Entrevista com 10% do público alvo, selecionado aleatoriamente,
realizada por meio de visitas ao Departamento durante o intervalo das
aulas e usando como base o questionário aplicado;

d) Análise dos dados: os dados foram analisados de forma quantitativa,
onde foi identificada a freqüência de uso do serviço, quantos alunos acessam e
qual o grau de utilização do serviço estudado;
e) Identificação das formas de divulgação existentes na Biblioteca para
acesso as bases de dados:
•

Checagem na SIBiNet a existência de tutoriais que auxiliam na
utilização das bases de dados;

•

Pesquisa junto ao Serviço de Referência da Biblioteca a existência de
material de divulgação do serviço estudado, tal como folhetos
explicativos, manuais, cursos e palestras;

�f)

Sugestões de ações de marketing em função dos dados obtidos,

trabalhando com a promoção de maneira a propiciar uma maior divulgação,
esclarecimento e utilização do serviço.

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Destaca-se a importância desse serviço à medida que propicia a seus
usuários melhoria da qualidade no desenvolvimento do ensino e da pesquisa,
principalmente aos alunos de pós-graduação, na agilização dos trabalhos de
mestrado e doutorado.
O serviço caracterizado pode ser acessado de duas formas: acesso
regulamentado (a partir de equipamentos existentes nos campi da USP) e acesso
público (a partir de quaisquer equipamentos, inclusive externos a USP).
Para efeito deste estudo, será detalhada a caracterização do serviço de
acesso e uso das bases de dados referenciais relevantes à área de Engenharia de
Produção, a saber: a) Compendex/EV2; b) Dissertation Abstracts-PROQUEST; c)
ERL (Electronic Reference Library); d) INSPEC; e) ECONLIT; f) APPLIED; g) JCR
(Journal Citation Report; h) WEB OF SCIENCE.

5.1 COLETA DE DADOS ATRAVÉS DO QUESTIONÁRIO
Conforme previsto, para a coleta de dados utilizou-se questionários e
entrevistas. O questionário (Apêndice ) foi aplicado a 74 alunos, num total de 75%
do público alvo. As respostas obtidas foram:
Questão 1: Da população estudada 68% são alunos regulares (50) e 32% são
especiais (24);
Questão 2: 84% da população (62) são cadastrados na Biblioteca e 16% não (12);
Questão 3: 46% da população (33) utilizam freqüentemente o serviço, 20% utilizam
pouco (15), 16% utilizam raramente (12), 9% não utilizam (7) e 9% afirmaram utilizar
muito o serviço;

�Questão 4: 27% da população utilizam 3 a 6 vezes por mês (20), 26% utilizam 1 a 3
vezes por mês (19), 16% utilizam de 6 a 9 vezes por mês (12), 16% disseram que
nunca utilizaram o serviço (12) e 15% afirmaram utilizar o serviço no Departamento
de Engenharia de Produção (11);
Questão 5: 54% disseram não conhecer o serviço (7), 31% não necessitam do
serviço (4), 15% alegam possuir dificuldades para utilizar o serviço, tais como
interfaces variadas, difícil entendimento (2), enquanto que barreira lingüística não foi
apontada por nenhum dos alunos;
Questão 6: Dentre as bases de dados específicas foram colocadas também como
alternativa buscadores abertos de Internet e a opção OUTRAS, para o aluno
escolher alguma base relevante não citada. O buscador Google ficou em primeiro
lugar atingindo 29% da população (48); em segundo está o Web of Science com
23% (38); o Compendex atingiu 13% (21); a opção OUTRAS ficou em quarto lugar
destacando várias opções, dentre elas foi mais citada a expressão EMERALD, que é
uma Editora que contém vários títulos de periódicos eletrônicos (texto integral) nas
áreas de administração, gerenciamento e negócios, e não é objeto de estudo desta
pesquisa; o buscador Cadê atingiu 8% da população (13); o buscador Yahoo e o
Dissertation Abstracts-Proquest atingiram 6% da população (9); o JCR atingiu 2%
(4); as bases INSPEC, Econlit e Computer Database atingiram cada uma 1% da
população (1), enquanto as bases ASFA, MedLine, Applied e Analytical Abstracts
não obtiveram nenhuma pontuação. Ressalta-se que podiam assinalar mais de uma
opção;
Questão 7: 69% informaram não possuir conhecimento de nenhuma base de dados
específica (51) e 31% (23) afirmaram possuir conhecimento de bases específicas,
aparecendo novamente o termo EMERALD, já explicado anteriormente;
Questão 8: 97% (72) disseram que o acesso a bases de dados auxilia no
desenvolvimento científico e apenas 2% (alunos) disseram que não;
Questão 9: para ampliar o uso do serviço 20% (39) dos alunos indicaram a
necessidade de maior divulgação visível; 18% (35) optaram pelo envio de
informativo para os alunos via email; 16% (33) escolheram a necessidade de
palestras; distribuição de informativos pelo interior do Serviço de Biblioteca e
treinamento específico ficaram com 13% (26 e 27 respectivamente); 9% (19)
optaram pela produção de tutoriais; 8% (16) escolheram a opção envio de
informativos ao Departamento de Engenharia de Produção e por último ficou a

�opção OUTRAS com apenas 3% (6) onde os alunos deram sugestões tais como
disponibilizar o serviço fora da USP. Ressalta-se que podiam assinalar mais de uma
opção.

5.2 COLETA DE DADOS ATRAVÉS DA ENTREVISTA

a) com 10% do público alvo (9 alunos): entrevista estruturada tendo como
base o questionário aplicado. Buscou-se detectar quais as maiores dificuldades dos
usuários em relação à utilização do serviço. Dos 9 entrevistados, todos ressaltaram
o importante trabalho realizado pelo Serviço de Biblioteca. Mas pode-se detectar que
uma grande parcela não sabe diferenciar o que são bases de dados e o que são
revistas eletrônicas, uma vez que no questionário houve um número relevante de
respostas que constatou este fato. Os alunos afirmaram que utilizam em suas
pesquisas buscadores de Internet aberta como Google e Cadê freqüentemente,
sendo que o Serviço de Biblioteca disponibiliza bases de dados científicas,
estruturadas e específicas para suas pesquisas;

b) Entrevista com docentes da área: a entrevista teve como base o
questionário aplicado aos discentes. Buscou-se saber qual a posição dos
professores com relação à pesquisa realizada e qual a importância do serviço de
acesso a bases de dados para os alunos. Todos os docentes se posicionaram a
favor da pesquisa realizada enfocando ser de grande relevância, pois em função dos
resultados a Biblioteca poderá, futuramente, implementar ações de marketing que
visem à melhoria da qualidade na prestação deste tipo de serviço, disponível
gratuitamente.

5.3 FORMAS DE DIVULGAÇÃO UTILIZADAS PELO SERVIÇO DE BIBLIOTECA
O Serviço de Biblioteca dispõe de:
•

Cartazes sobre as bases e incentivo ao acesso;

•

Vídeo sobre a Biblioteca;

�•

Programa de Educação ao Usuário (PEU), com palestras, cursos e visita
orientada;

•

Disciplinas sobre Pesquisa Bibliográfica na graduação e pós-graduação
ministrada pelos funcionários do Serviço de Biblioteca em parceria com
docentes dos Departamentos de Engenharia Mecânica, Engenharia de
Produção e Arquitetura;

•

Homepage: na fase de análise dos dados, foi lançada a nova homepage da
Biblioteca, onde há uma explanação sobre a Biblioteca e seus serviços.
Diante dos dados, verifica-se que existe uma divulgação do serviço de acesso

a bases de dados, porém deve ser mais agressiva, melhor estruturada, de maneira
que possa atingir mais diretamente o público alvo. Nesse contexto as bases de
dados referenciais devem ser mais utilizadas que os buscadores, como é o caso do
Google (apontado como mais utilizado).
Os resultados obtidos podem ser utilizados para uma melhor adequação das
ações de marketing junto ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de
Produção Mecânica e a Biblioteca. Inclusive, pesquisa semelhante pode ser
estendida aos demais 11 (onze) programas de Pós-graduação hoje em
desenvolvimento na EESC para verificar se esse resultado reflete a postura do
público alvo da pesquisa realizada ou é generalizado na EESC. Entende-se que
essa ação pode resultar positivamente para incrementar o uso efetivo desse tipo de
material por todos os alunos/ docentes/ pesquisadores, ligados às 12 (doze) áreas
de Pós-graduação.

6 PROPOSTA DE IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES DE MARKETING: MELHORIAS
NO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS
O Serviço de Biblioteca já apresenta uma preocupação em divulgar os
serviços oferecidos, mas é necessário que esta divulgação seja mais visível, mais
agressiva, para dessa forma atingir seu público. A questão número 9 do questionário
(Apêndice) apresenta sugestões de melhorias para o serviço de acesso a bases de
dados. Com base nas respostas obtidas, o Serviço de Biblioteca poderá tomar como
ações de marketing:

�•

Criação de informativos eletrônicos sobre a disponibilidade do serviço,
como utilizá-lo e as vantagens na sua utilização;

•

Aumento da divulgação visível com a criação e distribuição de cartazes em
ambientes fora da Biblioteca;

•

Distribuição de folders para os usuários reais e potenciais do Serviço de
Biblioteca, tanto interna como externamente;

•

Realização de palestras sobre o serviço, para atingir os discentes e
docentes da EESC.

Outras atividades, não menos importantes, também podem ser realizadas,
tais como:
•

Treinamento específico sobre o uso de cada Base de Dados durante o ano
todo;

•

Distribuição de informativos pelo interior do Serviço de Biblioteca;

•

Produção de tutoriais;

•

Envio de informativos ao Departamento de Engenharia de Produção.
Estas ações de marketing buscam auxiliar o Programa de Educação de

Usuários já existente no Serviço de Biblioteca, ou seja, o Serviço de Biblioteca já
apresenta a preocupação em propiciar aos usuários serviços com qualidade.
Ressalta-se que já existe, portanto, ações que buscam esta divulgação, mas não um
Plano de Marketing.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se verificar que o serviço de acesso a bases de dados, disponibilizado
pelo Serviço de Biblioteca atinge uma gama vasta de diferentes áreas, possuindo
um imenso universo a ser explorado. São mais de 45 bases de dados on-line, que
comportam informações de caráter relevante, diferenciado e atualizado para o
desenvolvimento do ensino e da pesquisa.
Com base na coleta de dados realizada pode-se atingir 75% do público alvo,
um número relativamente alto e constatou-se que 84% da população atingida são

�cadastradas no Serviço de Biblioteca, ficando nítida a importância do Serviço de
Biblioteca para o desenvolvimento científico dos usuários.
Detectou-se que das bases disponíveis 7 (sete) foram consideradas
relevantes para o Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção
Mecânica, mas com base nas respostas obtidas com a aplicação dos questionários,
apenas uma base de dados considerada relevante foi apontada como uma das mais
utilizadas: Web of Science. Percebeu-se com a aplicação dos questionários que os
usuários têm dificuldades em diferenciar o que são bases de dados e o que são
revistas eletrônicas. Detectou-se também, que o Serviço de Biblioteca possui formas
de divulgação do serviço estudado, mas não um Plano de Marketing. O serviço de
Biblioteca se preocupa com essa temática e o que foi apontado pelos usuários é que
exista uma divulgação mais visível e agressiva deste serviço.
Com base na análise realizada pode-se propor ações de marketing
complementares, que propiciem uma maior divulgação do serviço. Cabe ao Serviço
de Biblioteca analisar essas ações propostas, para uma posterior implementação
das mesmas.
O Serviço de Biblioteca a partir do momento que abriu suas portas para esta
pesquisa demonstrou de forma clara a sua atual preocupação com seus usuários.
Percebeu-se ainda mais esta preocupação, quando na etapa de análise dos dados,
foi lançada a nova homepage que tomou por base parte dos resultados obtidos até
aquele momento. A nova homepage apresenta detalhadamente os serviços
oferecidos, o horário de funcionamento e também uma maior explanação sobre o
Programa de Educação ao Usuário.
Conclui-se, portanto, que o marketing faz com que exista uma maior
proximidade entre a unidade de informação e os usuários, tendo a promoção como
principal ferramenta.

�REFERÊNCIAS

AMARAL, S.A. Marketing e desafio profissional em unidades de informação.
Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, p. 330-336, set./dez. 1996.
______. Marketing: abordagem em unidades de informação. Brasília: Thesaurus,
1998. 245p.
______. Promoção: o marketing visível de informação. Brasília: Brasília Jurídica,
2001. 168p.
COLETTA, T.G. Programa de educação de usuários. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza:
TECTREINA, 1998. 1 Disquete.
FIGUEIREDO, N.M. Metodologias para a promoção do uso da informação:
técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e especializadas.
São Paulo: Nobel, 1991. 144p.
______. Serviços de referência e informação. São Paulo: Polis, 1992. 167p.
(Coleção Palavras-chave, 3).
GROGAN, D. A Prática do serviço de referência. Brasília: Briquet de Lemos,
1995. 196p.
JORDAN, G.C. Uma metodologia para desenvolvimento de aplicações de
bases de dados. 2002. Disponível em: &lt;http://www.mat.ua.pt&gt;. Acesso em: 24
maio 2003.
KOTLER, P. Marketing. São Paulo: Atlas, 1996. 595p.
______. Marketing. Edição compacta. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1980. 589p.
______. Marketing para organizações que não visam o lucro. São Paulo: Atlas,
1978. 430p.
LOVELOCK, C.; WRIGHT, L. Serviços: marketing e gestão. São Paulo: Saraiva,
2001. 416p.

�MACEDO, N. D.; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referencia
convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas. Revista Brasileira
de Biblioteconomia e Documentação. São Paulo, v.1, n.1, p.55-72, 1o. semestre
1999.
MOURA, J.A.M. Os Frutos da qualidade: a experiência da Xerox do Brasil. São
Paulo: Makron Books, 1993. 103p.
SILVEIRA, A. Marketing em bibliotecas universitárias.
UFSC, 1992. 198p.

Florianópolis: Ed.da

VASCONCELOS, R.M.A.G. Perfil de marketing da biblioteca.
Biblioteconomia. Recife, n.9, p.5-22, dez. 1985.

Caderno de

VERGUEIRO, W. Qualidade em serviços de informação. São Paulo: Arte &amp;
Ciência, 2002. 124p.
FERREIRA, J.L. Tecnologia da internet. Coimbra: Universidade de Coimbra,
2003. Disponível em:&lt;http://www.eq.uc.pt/~jotge/aulas/internet&gt;. Acesso em: 10
maio 2003.

APENDICE
Questionário
Prezado senhor(a):
Este questionário é um instrumento metodológico do meu trabalho de conclusão de curso.
A sua participação é essencial para fundamentar e legitimar os aspectos contextuais
desse estudo, cujo objetivo é propor ações de marketing ao serviço de acesso a bases de
dados on-line, por meio de identificação e análise do uso deste serviço pelos alunos de
pós-graduação em Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos da
Universidade de São Paulo (EESC/USP), disponível no Serviço de Biblioteca. Essas
ações propiciarão uma maior e melhor utilização dos recursos e serviços existentes.

Cintia Almeida da Silva
Aluna do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, da UFSCar.
1) Aluno (a) da Pós-graduação em Engenharia de Produção:
( ) Regular
( ) Especial
2) Indique sua situação com relação ao Serviço de Biblioteca da EESC/USP:
( ) Cadastrado

�( ) Não cadastrado
3) Utiliza o Serviço de Biblioteca em qual proporção
( ) Nunca utilizou
( ) Raramente
( ) Pouco
( ) Freqüentemente
( ) Muito
4) Com referência ao serviço de acesso a bases de dados, quanto você usa por mês:
( ) 6 a 9 vezes
( ) 3 a 6 vezes
( ) 1 a 3 vezes
( ) Usa no Departamento
( ) Nunca utilizou
5) Se você “nunca utilizou”, justifique:
( ) Desconheço o serviço
( ) Não necessito do serviço
( )Tenho dificuldades para utilização (interfaces variadas e de difícil entendimento)
( ) Barreira lingüística (inglês)
6) Se utiliza o serviço, quais as bases de dados e/ou sites mais lhe interessam para
pesquisa ou levantamento bibliográfico em sua área
( ) Web of Science
( ) MedLine
( ) Cadê
( ) Econlit
( ) Dissertation Abstracts
( ) Applied
( ) Compendex
( ) Journal Citation Report
( ) Yahoo
( ) Google
( ) INSPEC
( ) Computer Database
( ) ASFA
( ) Analytical Abstracts
( ) OUTRAS
QUAIS?____________________________________
7) Você tem conhecimento da existência de bases de dados on-line específicas na área
de Engenharia de Produção
( ) Não
( ) Sim. Cite algumas________________________________________
__________________________________________________________
8) A utilização deste serviço ajuda no seu desenvolvimento científico
( ) Sim
( ) Não
9) O que pode ser feito pelo Serviço de Biblioteca para aumentar a utilização deste
serviço (Pode assinalar mais de um tópico)
( ) Maior divulgação visível (cartazes, folders)
( ) Treinamento específico
( ) Tutoriais sobre o uso das bases de dados
( ) Distribuição de informativos aos usuários
( ) Envio de informativos via e-mail
( ) Envio de informativos ao Departamento
( ) Palestras ministradas pelo Serviço de biblioteca
( ) Outros. Cite até dois:

�∗

Wanda Aparecida Machado Hoffmann. Universidade Federal de São Carlos. Departamento
de Biblioteconomia e Ciência da Informação.Rodovia Washington Luiz (SP-310), km 235,
13565.905 - São Carlos – SP, Brasil cintiasert@yahoo.com.br, wanda@nit.ufscar.br
∗∗
Edmundo Escrivão Filho. Universidade de São PauloEscola de Engenharia de São
Carlos. Serviço de Biblioteca e Departamento de Engenharia de Produção. Av. Trabalhador
São-Carlense, 40013566.582 – São Carlos – SP, Brasil coletta@sc.usp.br,
edesfi@prod.eesc.sc.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55032">
                <text>Ações de marketing em unidades de informação: em busca da melhoria da qualidade na prestação de serviços.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55033">
                <text>Santos, Cíntia Almeida da Silva: Coletta, Teresinha das Graças</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55034">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55035">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55036">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55038">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55039">
                <text>Apresenta uma proposta de ações de marketing através da identificação e avaliação do conhecimento e uso de bases de dados referenciais disponíveis para acesso on-line no Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (SVBIBL/EESC/USP), pelos alunos de pós-graduação em Engenharia de Produção Mecânica. Justifica-se a importância do estudo em função do investimento da Universidade, que busca a melhoria da qualidade do ensino e da pesquisa. A metodologia utilizada compreende a contextualização do tema; o levantamento das bases disponíveis na SIBiNet (Rede de Serviços do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP); identificação das bases relevantes para a área de estudo; coleta de dados através da aplicação de questionário e entrevista. Os resultados demonstram quanto os usuários da área investigada conhecem o serviço; a freqüência de uso das bases de dados, além de sugestões dos usuários para motivar e incrementar a utilização do serviço. Em função dos dados obtidos foram propostas ações de marketing para disseminar o conhecimento e uso dos recursos na área.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68520">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5019" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4086">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5019/SNBU2004_141.pdf</src>
        <authentication>a0e7282fa454712cdb7607c779d1c531</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55076">
                    <text>CLIPPING ELETRÔNICO: EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA ESPM DO RIO DE
JANEIRO NO INCENTIVO À LEITURA E NA DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO1

Cláudia Aragon∗

RESUMO
Estudo realizado com o objetivo de avaliar a circulação dos documentos na
Biblioteca da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM),
revelou que alunos de graduação, pouco utilizavam os periódicos assinados pela
biblioteca, na realização de trabalhos acadêmicos e em leituras diárias.
Considerando a importância da leitura na universidade, a Biblioteca ESPM Rio,
desenvolveu um produto informacional - Clipping Eletrônico -, visando incentivar a
leitura e a disseminação da informação entre a comunidade acadêmica. Optou-se
pelo meio eletrônico para a elaboração e distribuição do informativo, que se utiliza de
recursos hipertextuais para sua produção e da Internet para sua veiculação.
PALAVRAS-CHAVE: Clipping
Disseminação da informação.

eletrônico.

Produto

informacional.

Leitura.

INTRODUÇÃO

A Biblioteca da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro
(ESPM) é universitária, voltada para as áreas de administração, comunicação e
marketing, e integrante de um sistema de bibliotecas universitárias. Tem como
missão estimular estudo, pesquisa e extensão e prover de informação, de maneira
eficiente e eficaz, a comunidade universitária da ESPM.
Para alcançar seus objetivos e, evidentemente, os da ESPM, tem procurado
inovar em serviços e produtos que viabilizem o acesso, a disponibilização
disseminação da informação.

1

Trabalho apresentado no XIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 2004.
Introdução

e a

�Em 2001, realizou estudo do empréstimo de documentos, tendo como objetivo
principal, avaliar sua coleção.

Obteve como resultado a constatação de que os

recursos informacionais disponibilizados pela Biblioteca eram usados por alunos de
graduação, para atender às necessidades de seus trabalhos e estudos. Revelou,
ainda,

que as leituras desses alunos estavam relacionadas às indicações dos

professores nas bibliografias de suas disciplinas.
Considerando a importância da leitura na universidade, como prática contínua
que leve o indivíduo a pensar e repensar a realidade, a interagir com as situações, a
ampliar seus horizontes e a se reposicionar diante do real, a Biblioteca ESPM do Rio
de Janeiro procurou desenvolver um produto objetivando incentivar a leitura de
jornais entre os alunos de graduação.
Após o estudo, desenvolveu o Clipping Eletrônico, atendendo a necessidade
de incentivar a prática de leitura de jornais e revistas e ratificando sua finalidade
primordial na disseminação informação.

A LEITURA E A BIBLIOTECA ESPM DO RIO DE JANEIRO
A leitura proporciona conhecimento. E o conhecimento leva à liberdade e à
transformação, uma vez que leva o leitor à percepção das relações existentes no
mundo da natureza e no mundo dos homens. Conduz o leitor ao questionamento e
não apenas ao simples reter, memorizar ou produzir aquilo que leu, mas,
principalmente, ao compreender e ao criticar.
A prática da leitura reflexiva faz com que o leitor a interaja com as situações,
amplie seus horizontes, e recrie o real. Contribui para produção de seu próprio texto.
Na construção da própria cidadania.
Segundo Silva (1986), a leitura encontra-se categorizada em três tipos: leitura
informacional, leitura do conhecimento e leitura de prazer.

�A leitura informacional é aquela que provê o leitor de informações acerca dos
últimos acontecimentos. São aquelas leituras que os jornais e revistas oferecem
sobre os acontecimentos ocorridos no presente, aqui e no mundo. Contextualiza o
leitor, que, ao refletir sobre eles, irá se posicionar diante dos fatos.
A leitura do conhecimento está relacionada à área de atuação do leitor.
Relaciona-se com seus projetos, pesquisas e estudos. A educação continuada é
fundamental para o crescimento do profissional, do acompanhamento das constantes
mudanças e evoluções, e da multidisciplinaridade.
A leitura de prazer conduz o leitor pelo mundo da literatura. Esta prática deve
ser prazerosa, conduzindo sua busca ao encontro de conhecimentos dos mais
diversos e, segundo Queiróz (1990), é um ato de liberdade vivido pelo leitor quando
este cede “à escrita do outro, inscrevendo-se entre as suas palavras e os seus
silêncios”.
Sendo a ESPM uma Escola voltada para o mercado, a prática da leitura
informacional deve ser, evidentemente, estimulada. Aos alunos da Comunicação,
uma vez que necessitam de informações do mercado para contextualizar suas
companhas publicitárias, para a produção de textos de maneira a interagir com o
meio; aos alunos de Administração que devem buscar informações do mercado, nos
mais diversos setores, para seus planejamentos de marketing.
Sampaio apud Carelli (2002, p. 3) afirma que “caberia à universidade, como
agência formadora de profissionais que deverão ter maior probabilidade de intervir na
sociedade, dar um destaque especial ao ensino da leitura, para preparar leitores
críticos e criativos”.
Para Carelli (2002, p. 3) “é durante o 3º grau, que o indivíduo sente,
freqüentemente e com maior intensidade, a necessidade de ser um bom leitor, pois é
solicitado um volume maior de leituras como também as mesmas apresentam maior
complexidade” e, conforme Witter (1997, p 11), “é a última oportunidade para tornar o

�cidadão um leitor competente, crítico, freqüente, criativo que compreende e usa de
forma adequada as informações obtidas via texto”.
Marobin apud Carelli (1983, p. 102) afirma que “é através da leitura que o
estudante constrói, ele mesmo, o próprio curso universitário. Na leitura crítica e
constante, ele assume pessoalmente o processo de sua aprendizagem. Aprende a
discernir, discriminar, organizar, ordenar, compreender, explicitar, caracterizar,
formular, confrontar e interpretar, incorporar e assimilar os conteúdos apresentados.”
Considerando a leitura informacional fundamental no processo de ensinoaprendizagem, a Biblioteca da ESPM do Rio de Janeiro vem desenvolvendo
atividades e produtos que visam interferir, positivamente, no comportamento da
leitura da comunidade acadêmica.
Desenvolveu o produto denominado Clipping Eletrônico, que circula
diariamente com informações compiladas dos principais jornais e revistas nacionais,
bem como de portais e base de dados, todos disponíveis na Internet, objetivando
estimular o interesse pela leitura informacional.

CLIPPING ELETRÔNICO
Segundo a Oficina Brasileira de Clipping, a palavra Clipping tem sua origem
na língua inglesa e significa "corte" ou "recorte", designando especialmente um
recorte de jornal ou de revista. É o nome dado “ao serviço de pesquisa, coleta,
seleção e fornecimento de material publicado por um, ou por diversos meios de
comunicação... sobre qualquer assunto veiculado pela mídia. “
Para a Oficina Brasileira de Clipping, ocorreu uma evolução do clipping de
mídia impressa para o fornecimento de textos nas versões on-line disponíveis na
Internet; escanerização de notícias e imagens impressas; resumos de notícias e
gerenciamento de informações setoriais.

�O clipping eletrônico produzido pela Biblioteca da ESPM do Rio de Janeiro é
um produto informacional, desenvolvido com o objetivo de disseminar informação
nas áreas de atuação da ESPM e de incentivar a leitura informacional. Para
elaboração e implementação, contou com a participação de um bibliotecário, um
estagiário de biblioteconomia e um auxiliar de biblioteca.
Constitui-se de seleção, coleta e envio de matérias publicadas em diversos
meios de comunicação eletrônicos. Possui periodicidade diária e circula com
informações abrangendo as áreas de marketing, comunicação, design, educação,
publicidade, recursos humanos, comportamento, motivação, vendas, informática,
cultura, mercado financeiro, negócio, tendências do mercado, gestão etc., além de
informações pertinentes à Biblioteca.
Organiza-se como um sumário de links das principais notícias que circulam
nos mais relevantes jornais e revistas nacionais, bases de dados e portais de acesso
on-line. Utiliza linguagem de programação HTML (Hyper Text Markup Language)
para sua formatação, de um browser e aplicativo de correio eletrônico para seu
envio, garantindo entrega imediata e simultânea para um grande número de
destinatários.
A utilização de recursos hipertextuais para sua elaboração permite

maior

interatividade na leitura, ou seja, liberdade de escolha das páginas ou textos que
serão lidos.
Possibilita acesso a artigos na íntegra, quando estes não se encontram
disponibilizados na rede mundial para não-assinantes. São encaminhadas à
Biblioteca, diariamente, aproximadamente 30 (trinta) solicitações de artigos
veiculados no clipping.
Além dos artigos de jornais, revistas e portais, há espaço para divulgação de
eventos nas áreas de interesse da Escola, indicações de leitura, dicas culturais,
pensamentos, informações sobre a Biblioteca e a respeito da ESPM.

�A Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro não comercializa o produto, também não
cobra pelo envio dos artigos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Grandes mudanças têm ocorrido em nosso tempo, fruto dos avanços
tecnológicos, e têm modificado hábitos, como o de ler. Hoje, passamos muito tempo
diante de computadores para realização de nossas tarefas quotidianas. Essas
máquinas também nos permitem acesso a informações diárias em jornais, portais e
revistas, apenas para citar alguns. E, é cada vez mais freqüente, o uso desta
tecnologia para envio e recebimento de informações.
Este conhecimento é importante para o desenvolvimento de estudos, a
atualização profissional, para o acompanhamento do mercado, dos acontecimentos
diários, culturais e de lazer.
É necessário, portanto, estimular a leitura informacional entre alunos de
graduação e pós-graduação, conduzindo-os à reflexão de extrema importância para
a construção do seu conhecimento, da sua cidadania e, conseqüentemente, para a
produção do conhecimento.
Mas, as informações são tantas, estão em tantos lugares, que um bom serviço
de disseminação, que pesquise, que selecione aquelas de
disponibilize

e facilite o seu acesso,

interesse,

que

se faz importante e imprescindível para

economizar o tempo do leitor. Neste sentido, o clipping revelou-se um instrumento
de grande valia para o meio acadêmico da Escola. Depoimentos verbais e também
via e-mail ratificam a satisfação dos usuários com este produto.

DEPOIMENTOS SOBRE O CLIPPING ELETRÔNICO

�“Muito bom o trabalho de vocês...Parabéns!”
M. Helena Barbosa Penteado - Diretora do Sistema de Bibliotecas ESPM
“Em nossa correria diária é excepcional ter acesso a um resumo geral do que está
acontecendo. Obrigado.”
Raul Santa Helena Filho – Aluno do Curso de Administração

“Parabéns! Vocês conseguem fazer um clipping melhor do que o anterior em cada
edição!

Fantástico!

Conteúdo

extremamente

relevante,

excelente

nível

de

informação, síntese perfeita do que está sendo publicado, muito bom! Bacana saber
que a Biblioteca é mais do que o lugar onde temos acesso a livros, vocês estão
tornando a Biblioteca um parceiro importante na construção do nosso conhecimento!
Forte abraço e mais uma vez parabéns!”
Rodrigo Cotrim – Aluno de Comunicação Social

REFERÊNCIA

CARELLI, Ana Esmeralda et al. Leitura na universidade: resultados preliminares de
um estudo. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12.,
2002, Recife. Anais... Recife: UFPe, 2002. 1CD-ROM.
LUCAS, Clarinda Rodrigues. Leitura e interpretação em biblioteconomia. Campinas:
Ed. da UNICAMP, 2000. 91 p.
OFICINA BRASILEIRA DE CLIPPING. Que é clipping. Disponível em:
&lt;http://www.webclipping.com.br/&gt;. Acesso em: 2 Jul 2004.
QUEIRÓS, Bartolomeu Campos. O livro é passaporte, é bilhete de partida. In:
PRADO, Jason (Org.); CONDINI (Org.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio
de Janeiro: Argus, 1999.

�SILVA, Ezequiel Theodoro da. Leitura na escola e na biblioteca. 2. ed. Campinas:
Papirus, 1986. 115 p.
WITTER, Geraldina Porto (Org.). Psicologia: leitura e universidade. Campinas:
Alínea, 1997.

∗

Especializanda em Organização do Conhecimento para a Recuperação da Informação – UNIRIO.
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação – UFF. Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro, Rua do
claudiaaragon@espm.br
Rosário, 90, 9º andar, Centro, 20041 002, Rio de Janeiro, Brasil.
Conselheira Regional – CRB-7

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55058">
                <text>Clipping eletrônico: experiência da Biblioteca ESPM do Rio de Janeiro no incentivo à leitura e na disseminação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55060">
                <text>Aragon, Claudia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55062">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55065">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55066">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55070">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55072">
                <text>Estudo realizado com o objetivo de avaliar a circulação dos documentos na Biblioteca da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM), revelou que alunos de graduação, pouco utilizavam os periódicos assinados pela biblioteca, na realização de trabalhos acadêmicos e em leituras diárias. Considerando a importância da leitura na universidade, a Biblioteca ESPM Rio, desenvolveu um produto informacional - Clipping Eletrônico -, visando incentivar a leitura e a disseminação da informação entre a comunidade acadêmica. Optou-se pelo meio eletrônico para a elaboração e distribuição do informativo, que se utiliza de recursos hipertextuais para sua produção e da Internet para sua veiculação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68523">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5021" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4089">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5021/SNBU2004_142.pdf</src>
        <authentication>3c0a7059ada38de65272cab99f1bfd40</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55103">
                    <text>OPERACIONALIDADE E IMPLEMENTAÇÃO DO MÓDULO DE CIRCULAÇÃO
DO SOFTWARE INTEGRADO DE FUNÇÕES VIRTUA/VTLS: A EXPERIÊNCIA
DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Danielle Thiago Ferreira∗
Ademir Giacomo Pietrosanto∗∗
Gildenir Carolino Santos∗∗∗

RESUMO
O artigo apresenta um relato de experiência sobre a implantação do Módulo de
Circulação do Software de funções integradas VIRTUA/VTLS pelo Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP (SBU), a partir do estudo do formato MARC 21 aplicado
a este módulo. No ano de 2002, começamos com um Projeto Piloto do sistema de
empréstimo da coleção, que hoje conta com 14 Setoriais já utilizando o módulo de
circulação integrado, e que receberam infra-estrutura e treinamentos para a
equipe do setor de Atendimento/Circulação, fato detalhado neste artigo. Também
relata a atuação do grupo de estudos do Módulo de Circulação, formado pelas
Bibliotecas do SBU que utilizam o mesmo, procurando apresentar através desses
relatos, oriundos de reuniões e ocorrências diversificadas, a discussão e ênfase
na necessidade de gerar procedimentos e padrões para que o Módulo funcione
em perfeita harmonia em rede, facilitando a visualização, tanto da circulação
quanto da pesquisa bibliográfica nas bibliotecas. Destaca as vantagens de
utilização de um software de funções integradas voltado para o controle de
materiais bibliográfico e o controle de registros dos usuários do Sistema de
Bibliotecas, visto a experiência da UNICAMP.
PALAVRAS-CHAVE: Empréstimo automatizado. Sistema de circulação de
material. Circulação em rede. VIRTUA - Módulo circulação.

1 INTRODUÇÃO
O

Sistema

de

Bibliotecas

da

UNICAMP

(SBU),

conta

com

aproximadamente 583 mil livros, 16.232 mil títulos de periódicos entre correntes e
não correntes e 76.754 materiais não convencionais, que em breve deverão fazer
parte deste conjunto de informações. Este é o tamanho do acervo do SBU.
Espalhadas em 21 Bibliotecas Setoriais das áreas de Biológicas, Exatas,
Humanas e Tecnológicas, estas publicações precisavam estar disponíveis para os
nossos pesquisadores, professores e alunos, totalizando 37.500 usuários. Para

�isso, o sistema de consulta, com base no Software de funções integradas
VIRTUA, oriundo da Virginia Tech Library System Inc. (VTLS), está guiando com
muito mais eficácia o usuário, oferecendo opções de pesquisa, como busca por
índices, palavras-chave e pesquisa avançada através da base de dados
bibliográfica ACERVUS.
A consulta e o empréstimo de cada dia mudam, e muito, com a adoção
deste software. Mas há uma mudança mais profunda, que o usuário só vai sentir
com o tempo. É que, com o avanço no gerenciamento das informações, a
biblioteca ganha mais organização, qualidade e agilidade na atualização.
Processos anteriormente pensados separadamente, como um pedido de
empréstimo e uma operação de catalogação ou aquisição, por exemplo, agora
estão se tornando integrados.
A partir do recebimento físico, os servidores cadastram o material
bibliográfico uma única vez e os desdobramentos para outros módulos (aquisição,
catalogação, periódicos, OPAC1, autoridades, etc ), faz correções e completa
dados, eliminando a repetição do registro. Isto significa uma considerável
economia de tempo e reposicionamento de atitudes e atividades para o pessoal
da biblioteca. Estes procedimentos integrados permitem a disponibilização de
informações sobre o status (situação) da aquisição dos materiais, e ainda gera
relatórios estatísticos e gerenciais que permitem tomadas de decisões mais ágeis
nas atividades desenvolvidas no SBU.
O VIRTUA ainda tem a vantagem de nos colocar em um padrão
internacional, o que permite a conexão com outras bibliotecas em qualquer local
do mundo. A entrada de registros ocorre em formato de descrição com o padrão
internacional, e, portanto, transforma-se em linguagem comum do formato MARC2
21, utilizado pelas maiores bibliotecas e redes de bibliotecas, como a Library of
Congress (LC) e On-line Computer Library Center (OCLC), entre outras. Esta
integração fez com que o SBU tivesse um crescimento muito significativo nas
atividades de catalogação nos anos de 2001 a 2002, onde tivemos um aumento

1

Online Public Access Catalog

2

MARC – Machine Readable Cataloguing

�de produtividade de mais de 150%, ou seja, saltamos de 35.000 exemplares/ano
para 94.414 em 2002 e deveremos manter este crescimento para 2003.
O VIRTUA apresentou uma mudança muito anunciada, sendo não mais um
projeto, mas uma realidade: a biblioteca virtual, que permite ao usuário percorrer
as estantes de cada uma das bibliotecas da UNICAMP sem sair de sua cadeira,
realizando uma pesquisa refinada aonde quer que esteja. E também a Biblioteca
Digital de Teses, onde o usuário pode fazer a consulta dos textos de maneira
integral, função esta também integrada ao VIRTUA.
Com relação ao Módulo de Circulação, no ano de 2002, começamos com
um Projeto Piloto do sistema de empréstimo da coleção, que hoje conta com 14
Setoriais já utilizando o módulo de circulação integrado. O usuário futuramente
poderá verificar a distância sua situação junto ao SBU, fazer reserva e consulta
de disponibilidade. Pode não parecer, mas um grande salto é dado, no que diz
respeito ao gerenciamento pelo usuário de sua situação na biblioteca, facilitando
tanto para o próprio usuário quanto para a equipe de bibliotecários, onde segundo
Levacov (1997), o conceito de “lugar” tornou-se secundário, e o “acesso” passou
a ser mais importante. Agora é missão articular ainda mais o usuário diante deste
ambiente tecnológico do SBU.
A questão da interatividade do software continua sendo ao mesmo tempo
nosso dilema e objetivo, por isso surgiram os GT3 (Grupos de Trabalho formados
para estudar cada módulo de função do software). Estes Grupos e todos os
outros setores da Universidade (Centro de Computação) estão tentando encontrar
formas de através de parcerias, chegar ao desenvolvimento final do software,
sendo que as bibliotecas que se utilizam desta ferramenta também devem
continuar ajudando a fechar a versão definitiva do programa.
Desde sua compra e instalação entre 1997 e 1999, pouca coisa foi relatado
sobre a experiência do SBU, com relação ao software integrado de funções.
Porém no início do ano de 2000, tentou-se iniciar o projeto piloto da circulação,
mas não foi concluído, conforme apresentado no XI SNBU em Florianópolis.
(PIETROSANTO et al., 2000).

�Assim, procuraremos fazer um estudo visando as ações futuras e metas
que o Planejamento do Sistema sustenta para futuro próximo, como: aumento da
comunicação entre as Bibliotecas do SBU, propiciando a visibilidade dos acervos,
modernização de equipamentos de informática para fins de otimização do
software VIRTUA e instituir controle de qualidade para cada módulo de funções
do software.
Por isso, nosso objetivo é fazer relato de experiência, mais propriamente
do Módulo de Circulação, avaliando o software adquirido, bem como traçar um
paralelo da operacionalidade e interação do mesmo visando a contemplação do
gerenciamento do ambiente informacional de nosso Sistema de Bibliotecas, com
vista ao cliente final, sendo ele virtual ou local. Assim, vimos que é de extrema
importância e necessidade estar trazendo esta contribuição, para a troca de
experiências.

2 BREVE HISTÓRICO DA AUTOMAÇÃO NO SBU
Diante da expansão das bibliotecas no Brasil e no mundo na área da
tecnologia da informação, e por bem dizer da automação de bibliotecas, cabe
fazer um pequeno breve histórico da automação no SBU de forma sintetizada até
os dias atuais.
Em 1989, o SBU optou pela integração à Rede Bibliodata/CALCO, com a
finalidade de automatizar a função catalogação, integrando-se ao esforço nacional
de catalogação cooperativa.
Ocorre em 1992, a instalação da base local de monografias, com o
aproveitamento da função recuperação (pesquisa), do SAB, sistema desenvolvido
pela FURG (Fundação Universidade do Rio Grande do Sul), com apoio da IBM e
FGV (Bibliodata/CALCO).
Já no ano de 1995, é apresentado Projeto a FAPESP, visando a
modernização do Plano de Automação, compreendendo a compra de um software
integrado de funções, de hardware, de estrutura de rede lógica para o SBU. Parte
3

O Grupo de Trabalho iniciou o estudo do módulo Circulação, a partir do final do ano de 1998.

�dos recursos solicitados foi concedido, possibilitando que a BC iniciasse o
processo de seleção e aquisição do software integrado de funções.
Em 1996, foi apresentado projeto a FAPESP, visando a montagem de um
laboratório de informática para uso do Sistema de Bibliotecas nos treinamentos de
sistemas automatizados que estavam sendo estudados e adquiridos.
No ano de 1997, foram feitos estudos visando a seleção do software
integrado de funções a ser adquirido. Neste mesmo ano teve início do processo
de compra do software integrado de funções VIRTUA da VTLS – Virgínia Tech
Library System. O VIRTUA, quando da sua escolha, ainda era um software em
desenvolvimento, não tendo todas as suas funções finalizadas.
Em1998, foi adquirido o hardware para instalação da base de dados e do
software VIRTUA, dois computadores da IBM, modelo F40 RISC6000, sistema
operacional AIX. Em paralelo ocorreu a instalação de equipamentos da VTLS na
BC com o software VIRTUA para início dos testes e treinamentos.
Em 1999, tivemos a migração e carga da base ACERVUS, através dos
dados existentes na base do Bibliodata/CALCO, no formato a ser utilizado na
nova base ACERVUS/VIRTUA, até então com 163.000 itens bibliográficos. A
inauguração da base com software VIRTUA deu-se em dezembro deste mesmo
ano, com os módulos OPAC (Pesquisa) e Catalogação disponíveis, sendo que
este ainda utilizava os recursos de catalogação via Bibliodata/CALCO.
No ano de 2000, deu-se início aos estudos para implantação do Módulo
de Circulação do VIRTUA, mas foram detectados problemas de performance no
tempo de resposta do software quando da elaboração de pesquisas. Assim,
realizaram-se testes de hardware (IBM F40) e software para identificar os
possíveis problemas.
No inicio de 2001, devido aos problemas detectados de performance no
tempo de resposta nas pesquisas, ocorreu à paralisação dos testes para
implantação do Módulo de Circulação e de carga de periódicos. Foi detectado que
o problema de performance era ocasionado pela defasagem do Hardware (IBM
F40) que estava instalado o software VIRTUA. Tendo sido iniciado em maio o

�processo de licitação de um novo hardware para o software, optou-se por uma
plataforma mais atualizada. Em novembro deste mesmo ano (2000), foi concluída
a licitação para aquisição do hardware SUN E450. Para amenizar o problema de
performance na pesquisa na base ACERVUS, foi desenvolvido um aplicativo
chamado de “base alternativa”, que possibilita a pesquisa via web dos dados que
eram extraídos e atualizados mensalmente da base ACERVUS/VIRTUA.
Em janeiro de 2002, o novo equipamento foi recebido e a sua instalação
foi realizada no final de março. A migração da base ocorreu durante o mês de
abril, cessando o problema do tempo de resposta quando da realização de
pesquisas na base. Assim, iniciaram-se os trabalhos para implantação do módulo
de circulação, onde foram realizados dois “testes” ou “piloto” do Módulo de
Circulação em duas bibliotecas do Sistema: Instituto de Economia (IE) e Instituto
de Física (IFGW). Os testes começaram em outubro de 2002 e foram até
fevereiro de 2003.
Portanto, acorreu, além do “start” do Módulo de Circulação, também a
reformulação da metodologia de catalogação, priorizando a entrada de dados na
base ACERVUS/VIRTUA, utilizando os recursos de catalogação on-line do
software VIRTUA, e aplicação de recursos de captura de registros bibliográficos
em bibliotecas do mundo, metodologia denominada “copy cat”, com essa
alteração foi possível aumentar em 163% a produtividade de catalogação de
monografias. Ainda em 2002 foi possível disponibilizar a versão web do Unibibli,
que permite a busca simultânea nas bases bibliográficas da UNICAMP, USP e
UNESP. Esse novo produto só foi possível de ser disponibilizado através do
protocolo de comunicação Z39.50 existente no software VIRTUA, e também nos
softwares da USP e UNESP. (VICENTIN, 2003).

3 PROCEDIMENTO E METODOLOGIA
Os procedimentos e metodologias adotados na implantação do Módulo de
Circulação do VIRTUA no SBU ocorreram da seguinte forma:

�•

Elaboração de um manual do Módulo de Circulação, de forma didática e
informativa, com as principais atividades ligadas ao módulo: empréstimo,
devolução, renovação, reserva. (PIETROSANTO, 2003).

•

Treinamento intensivo do pessoal técnico-adminstrativo e de bibliotecários
responsáveis pela área de Circulação/Atendimento ao Público para
utilização do Módulo de Circulação de forma adequada na BC e nas
Bibliotecas Seccionais.

•

Instalação do software VIRTUA nas Bibliotecas Seccionais que iriam
utilizar o módulo, com as devidas identificações e senhas para operar com
o sistema.

•

Plantão da Diretoria de Tecnologia da Informação/BC, para atender as
necessidades das Bibliotecas Seccionais no primeiro momento da
implantação do Módulo de Circulação.

4 RELATOS DE EXPERIÊNCIA
Os relatos de experiência citados neste artigo envolvem apenas 2
bibliotecas (Instituto de Economia e Faculdade de Educação), mas vale lembrar
que contamos com 14 bibliotecas envolvidas com o Módulo de Circulação,
restando apenas 5 bibliotecas, para que o SBU tenha 100% de suas setoriais
trabalhando com a circulação em rede.

4.1 INSTITUTO DE ECONOMIA
O Centro de Documentação do Instituto de Economia da UNICAMP iniciou
a versão do Módulo de Circulação VIRTUA no final de 2002, tendo inicialmente
feito a colagem das etiquetas de código de barras, fazendo assim o inventário do
acervo. Nesse inventário foi constatado e perda de 212 livros.
Depois de alguns testes iniciou-se, propriamente dito, o uso do Módulo de
Circulação VIRTUA, dentro dos parâmetros estabelecidos, ou seja, atender a toda

�a comunidade acadêmica da UNICAMP (alunos, professores e funcionários), bem
como entidades externas à universidade.
Dentro da parametrização realizada no Sistem Client do VIRTUA, tivemos
excelentes resultados quando do empréstimo, devolução, renovação e reserva de
material emprestado. Essas quatro ações são básicas e fundamentais para o uso
desse módulo em qualquer biblioteca do SBU.
Os resultados obtidos foram significativos, pois tivemos mais controle de
todo o sistema de empréstimo, tanto on-line, como em relatórios de atrasos, o
qual se realiza mensalmente emitidos pela Diretoria de Tecnologia da Informação
da Biblioteca Central da UNICAMP.
O que também agilizou o serviço de empréstimo foi o controle de reserva
de títulos, feito através desse módulo que nos emite um recibo em nome do
usuário que fez a solicitação.

4.2 FACULDADE DE EDUCAÇÃO
A experiência da Biblioteca da Faculdade de Educação (BFE) com relação
ao empréstimo automatizado através do VIRTUA iniciou em fevereiro de 2004,
visto que éramos uma das bibliotecas para iniciar o projeto piloto no ano de 2000.
Os procedimentos adotados pela BFE para a circulação dos materiais, uma
vez que não temos o acervo totalmente informatizado, foi realizar internamente
uma catalogação simplificada (função circle on the fly do sistema), que possibilita
uma catalogação rápida contendo apenas o número de tombo, autor, título e data
do item bibliográfico, ou seja, deixando–o apto ao empréstimo e quando do
retorno deste, o material passará a ser catalogado detalhadamente com todos os
dados do formato MARC.
Anteriormente à implantação do Módulo de Circulação do VIRTUA em
nossa biblioteca, trabalhávamos com um sistema de empréstimo local, que
impossibilitava a comunicação em rede, onde hoje, esta possibilidade é realizada
pelo VIRTUA e esse acesso e manipulação dos dados, facilitam no trabalho dos

�auxiliares que conseguem enxergar de forma prática e em tempo real a situação
do usuário e da obra no momento da efetivação do empréstimo no balcão.
Atualmente, e desde a implantação do VIRTUA na Seção Circulante da
BFE, percebemos que os acessos e empréstimos de materiais dobraram em
relação ao antigo sistema. Isto se deve também, ao inicio da catalogação dos
trabalhos de conclusão de curso defendidos na Faculdade (TCC), de acordo com
o relatório estatístico de empréstimo mensal gerado pelo sistema, é um dos
materiais mais emprestados por todas as categorias de usuários.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Sabemos que o atendimento da circulação em rede é uma das melhores
soluções para o bom funcionamento das atividades e ao mesmo tempo do
controle patrimonial do acervo de qualquer biblioteca.
Com isso, após anos de estudo do software e tentativas de implantação, o
SBU consolida mais uma etapa de sua automação, rompendo limites e barreiras
existentes em todo tipo de funcionamento em rede, e em sistema, tentando
buscar para a nossa realidade, uma trajetória de qualidade e aprimoramento
operacional em nossos serviços e produtos compartilhados com as bibliotecas
que compõe o Sistema e também com as bibliotecas externas, grandes parceiras
na troca de idéias para o desenvolvimento e implementação dos nossos projetos.
Consolidar a integração e participação das Bibliotecas Seccionais no
Módulo de Circulação é uma tarefa não tão fácil, mas acreditamos que em curto
prazo estaremos com 100% de todo acervo automatizado e todas as bibliotecas
participando desta atividade continua no SBU.

REFERÊNCIAS
ARRUDA, M.C C. A informação em questão ou a questão da informação?
Boletim Senac, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.senac.br/informativo/BTS/263.htm&gt;. Acesso em: 26/11/2003.

�LEVACOV, M. Bibliotecas Virtuais: (r)evolução? Ciência da Informação, v.26, n.2
1997. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/260297/index.htm&gt;. Acesso em:
26/11/2003.
PIETROSANTO, Ademir Giacomo. Manual de circulação VIRTUA/VTLS: versão
2.0 – simplificada. Campinas: Graf. FE/Unicamp, 2003.
PIETROSANTO, Ademir Giacomo ; SANTOS, Gildenir Carolino ; PILLON, Márcia
Aparecida D´Alóia ; RODRIGUES, Célia Aparecida. Implementação de um módulo
de circulação através do Software de Funções Integradas VIRTUA/VTLS: a
experiência do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., Florianópolis, 2000. [Anais
eletrônicos...]. Florianópolis : UFSC, 2000.
VICENTIN, Luiz Atílio. A informatização do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP. Campinas, SP: SBU/UNICAMP, 2003. (Relatório).

∗

Bibliotecária da Diretoria de Tecnologia da Informação do Sistema de Bibliotecas da /UNICAMP –
Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela PUC-Campinas, Doutoranda em Ciência
da Informação pela USP – danif@unicamp.br
∗∗
Bibliotecário- Diretor do Centro de Documentação do Instituto de Economia/UNICAMP–
pietro@eco.unicamp.br
∗∗∗
Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP – Mestre em Educação pela da
Faculdade de Educação/UNICAMP – gilbfe@unicamp.br Universidade Estadual de Campinas -

Sistema de Bibliotecas Av. Sérgio Buarque de Holanda, s/nº - Cidade Universitária 13083-970
Campinas – SP – Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55077">
                <text>Operacionalidade e implementação do módulo de circulação do software integrado de funções VIRTUA/VTLS: a experiência do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55078">
                <text>Ferreira, Danielle Thiago; Pietrosanto, Ademir Giacomo; Santos, Gildenir Carolino</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55079">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55080">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55081">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55083">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55084">
                <text>O artigo apresenta um relato de experiência sobre a implantação do Módulo de Circulação do Software de funções integradas VIRTUA/VTLS pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), a partir do estudo do formato MARC 21 aplicado a este módulo. No ano de 2002, começamos com um Projeto Piloto do sistema de empréstimo da coleção, que hoje conta com 14 Setoriais já utilizando o módulo de circulação integrado, e que receberam infra-estrutura e treinamentos para a equipe do setor de Atendimento/Circulação, fato detalhado neste artigo. Também relata a atuação do grupo de estudos do Módulo de Circulação, formado pelas Bibliotecas do SBU que utilizam o mesmo, procurando apresentar através desses relatos, oriundos de reuniões e ocorrências diversificadas, a discussão e ênfase a necessidade de gerar procedimentos e padrões para que o Módulo funcione em perfeita harmonia em rede, facilitando a visualização, tanto da circulação quanto da pesquisa bibliográfica nas bibliotecas. Destaca as vantagens de utilização de um software de funções integradas voltado para o controle de materiais bibliográfico e o controle de registros dos usuários do Sistema de Bibliotecas, visto a experiência da UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68525">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5024" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4092">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5024/SNBU2004_143.pdf</src>
        <authentication>e7f2341965f2a6f1839dc485f3a05425</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55130">
                    <text>A VISÃO DOS PÓS-GRADUANDOS EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS NA
UTILIZAÇÃO DO PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES E RECURSOS DO
DIRETÓRIO DE BASES ON-LINE DA BIBLIOTECA CENTRAL-UEM: A
IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO REALIZADA POR BIBLIOTECÁRIOS.
Edilson Damasio∗

RESUMO
Mostra a importância da utilização dos recursos de pesquisa do Portal de
Periódicos da Capes e do diretório de Bases On-Line na página web da Biblioteca
Central visto pelos alunos do Mestrado em Ciências Farmacêuticas da
Universidade Estadual de Maringá. Na literatura em Biblioteconomia e Ciência da
Informação, a área de saúde é identificada com um dos grandes usuários de
recursos bibliográficos e também dos serviços de pesquisa e revisão. Identificouse qual a percepção destes usuários em relação ao grau de importância dos
recursos do Portal às suas necessidades de pesquisa. Avaliou-se também o grau
de importância do profissional bibliotecário como intermediário entre estes
recursos de pesquisa e a informação. No resultado constatou-se que a utilização
do Portal é de grande importância e a capacitação e intermédio do bibliotecário
como essencial para este fim. Identificou-se que os recursos do Portal e do
diretório de Bases On-Line devem estar atrelados também à capacitação de seus
usuários através de apresentações e cursos feitos pelos bibliotecários.
PALAVRAS-CHAVE: Capacitação para a utilização de bases de dados.
Treinamento de usuários. Portal de Periódicos da Capes. Usuários da área de
saúde. Recursos para recuperação da informação.

INTRODUÇÃO

A era da informação que vivemos atualmente, nos leva a considerá-la
essencial para todas as nossa atividades profissionais, técnicas e científicas. Com
a explosão dos acessos à Internet e sua democratização, a informação tournouse um bem de acesso a todos, principalmente quem participa das comunicadades
de pesquisadores nas Universidades e Centros de pesquisa, onde, utilizá-la já
uma necessidade.
No aspecto da informação técnico científica, esta sempre esteve
disponibilizada através de bancos de dados em papel, considerados periódicos de
referência, como o Index Medicus®, Biological Abstracts®, Chemical Abstracts®.

�Onde quem necessitasse de uma revisão bibliográfica ou técnica, deveria possuílos atualizados nos acervos de suas Bibliotecas.
Muitas universidades utilizaram e utilizam-nos de forma como uma obra
essencial para as revisões, desta forma, suprindo os projetos de pesquisa e os
pesquisadores com informações atualizadas, visando sua utilização também em
diversas atividades.
No momento estes recursos estão disponíveis para assinantes em portais
na Internet, através de acesso compartilhado entre várias instituições ou através
de assinaturas individuais. A Internet tornou-se o veículo de disseminação da
informação organizada também. Tendo a grande vantagem de busca on-line e em
tempo-real aos bancos de dados.
Diante desta situação, no Brasil à partir de 1999 temos o Portal de
Periódicos da Capes e diversos outros recursos. Desta forma o Portal tornou-se a
ferramenta essencial para as Instituições de pesquisa que queiram a informação
de forma atualizada e on-line.
Os recursos de busca e utilização do Portal e de vários outras bases de
dados, são muitas vezes desconhecidos pelos usuários da Instituições que
tenham o seu acesso. A Capes promove diversas jornadas de treinamento e
capacitação, voltado principalmente à bibliotecários, sendo realizado por
representantes dos editores e servidores da Capes, capacitando-os para a
utilização dos recursos do Portal de forma básica e até avançada.
Cuenca (1999a, p. 293) afirma que “[...] é necessário que as bibliotecas
ofereçam treinamentos e cursos específicos, como modalidade de programas
educativos”.
Desta forma, os bibliotecários estão capacitados, devendo também
capacitar seus possíveis usuários. Neste sentido a Universidade Estadual de
Maringá, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e Biblioteca Central-Serviço
de

Disseminação

da

Informação-SDI,

promovem

diversas

palestras,

demonstrações e por fim um projeto de capacitação voltado aos alunos e

�docentes dos cursos de pós-graduação strictu sensu (mestrado e doutorado),
visando que estes tenham uma independência para suas buscas e pesquisas
bibliográficas.

O PROGRAMA DE PERIÓDICOS DA CAPES
A necessidade de informação técnico-científica pelos Programas de PósGraduação do Brasil, sempre foi uma das preocupações da Capes. Atrelados a
esta necessidade, em meados da década de 1990, a Capes instituiu um
Programa de Aquisição de periódicos e bases de dados estrangeiros, destinado
às universidades que teriam cursos de Pós-Graduação stricto sensu no Brasil.
Neste programa, seu objetivo principal seria a fornecer subsídios para que
nossos pesquisadores tenham acesso fácil e compartilhado aos periódicos e
bases de dados internacionais atualizados, visando principalmente deixar nossos
pesquisadores e projetos de pesquisa em um nível de atualização internacional.
Até meados de 1999 este plano contemplava as Instituições participantes
com assinaturas individuais em papel e cd-rom de parte de suas necessidades de
publicações periódicas. Até o momento ele ainda disponibiliza recursos à algumas
necessidades individualizadas de Instituições, ao qual o Portal de Periódicos da
Capes não contempla.

O PORTAL .PERIÓDICOS. CAPES
Com a crescente necessidade de utilização de recursos on-line,
principalmente pelos pesquisadores das Universidades deste novo suporte
também para a publicações periódicas. Neste suporte, teríamos grande
vantagens como: -acesso compartilhado em rede a diversos títulos de periódicos;
-atualização em tempo-real das publicações e bases de dados; e principalmente a
disponibilização de uma assinatura, a diversas pessoas ao mesmo tempo, sem a
necessidade de tê-las em papel; -utilização de mecanismos de busca

�(automatizados) na Internet ao conteúdo textual dos periódicos e bases de dados;
-acesso às coleções retrospectivas em uma única busca de informação; -acesso
ao texto completo dos artigos e publicações em meio eletrônico, podendo serem
impressas ou salvas em seus computadores para qualquer utilização.
Atualmente o Portal .Periódicos. dispõe no momento de aproximadamente
7.600 periódicos com acesso ao conteúdo em texto completo de fascículos atuais
e coleções retrospectivas. Além disso dispõe de bases de dados referenciais e
de texto completo pertencentes aos principais editores científicos do mundo,
onde, existem bases de dados distribuídas por todas as áreas do conhecimento
(CAPES, 2004).
Nos recursos de Resumos, o Portal disponibiliza aproximadamente 70
bases de dados bibliográficas, distribuídas em multidisciplinares e por grandes
áreas do conhecimento. As bases de dados de Resumos e Referenciais,
contemplam principalmente a principal situação de necessidades informacionais
dos pesquisadores, encontrar referências bibliográficas de assuntos de seus
interesse. Por tratarem-se de bases de dados para revisão bibliográfica, revisão
diversos periódicos de acordo com suas áreas de abrangência, através da
disponibilização de milhares ou milhões de referências e resumos de publicações.
Destacam-se em importância a multidisciplinar Web of Science, base de dados
bibliográfica da ISI-Instictute of Scientific Information, revisando aproximadamente
9.000 publicações de todas as áreas do conhecimento, com possibilidade na
Science Citation Index, base de dados que faz parte do pacote, de busca
retrospectiva à partir do ano de 1945.

RECURSOS

ON-LINE

DA

PÁGINA

DA

BIBLIOTECA

CENTRAL

DA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
Além do Portal .Periódicos. Capes®, o Serviço de Disseminação da
Informação-SDI da Biblioteca Central, no início de 2003, disponibilizou atalhos
(hyperlinks) para diversas outras bases de dados e recursos, que não estão
disponibilizadas no Portal. Periódicos. Capes. Visa principalmente disponibilizar

�bases de dados de acesso livre na Internet, pois, grande parte do Portal são
assinaturas controladas pelos Editores para acesso somente nas Instituições
conveniadas.
Através desta necessidade de disponibilizar também outras bases de
dados que tenha acesso livre na Internet. E também como subsídio para que os
usuários tenham um acesso não controlado às bases de dados, podendo acessálas também de seus computadores pessoais. Outro objetivo deste diretório foi
disponibilizar as bases de dados produzidas no Brasil, simplesmente porque o
Portal e praticamente para revisão bibliográfica internacional.
O Diretório Bases On-Line está acessível via página da Biblioteca Central
da UEM no seguinte endereço http://www.bce.uem.br, e está disposto da seguinte
maneira: -bases multidisciplinares; -bases de dados da UEM; bases de dados por
área do conhecimento; -Teses; -Informações econômicas e estatísticas; Patentes; -Livros e revistas on-line.

PESQUISA BIBLIOGRÁFICA EM SAÚDE
Dente as áreas do conhecimento que utilizam as bases de dados
bibliográficas para pesquisa, destaca-se a área de saúde.
Iniciou-se através de publicações como o Indes Medicus® na década de
1950 e com a utilização dos recursos informatizados no início da década de 1970,
feitos pela United States - NLM – National Library of Medicine, desenvovendo as
primeiras versõess do MEDLINE®. Inicialmente disponibilizadas através de
acesso via Telnet para assinantes e chegando até o momento atual, com acesso
livre na Internet através da página da NLM. Esta base de dados também é
disponibilizada através de outros convênios e editores de informação científica,
disponibilizando-as através de sistemas on-line e cd-rom.
Na América-Latina e Caribe temos a iniciativa da Bireme – Centro LatinoAmericado

e

do

Caribe

de

Informação

em

Ciências

da

Saúde,

há

�aproximadamente 37 anos. Organizando informação em saúde, abrangendo
praticamente grande parte da produção técnico/científica da América-Latina e
Caribe.
Sua principal base de dados entre muitas é a LILACS® – Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde.
Estes são os principais recursos nacionais e internacionais para a revisão
bibliográfica em saúde atualmente. Sendo incomparáveis em seus recursos de
busca básica e avançada, permitindo diversas configurações e limites. Utilizados
pelos profissionais e pesquisadores na área de saúde em todo o mundo.

O BIBLIOTECÁRIO CAPACITANDO USUÁRIOS À BUSCA A RECURSOS
BIBLIOGRÁFICOS
Em praticamente todos os processos de organização da informação em
saúde o bibliotecário teve papel essencial, principalmente relacionado à
determinação de metodologias de planejamento das bases de dados e a
organização da terminologia e padronização dos assuntos, estes processos são
específicos da profissão bibliotecária.
Neste sentido o bibliotecário atua também como profissional que gerencia e
intermédia esta informação aos usuários em saúde. Atuando como elemento
essencial para buscas a recursos bibliográficos.
Castro e Lima (2002) afirmam que “Interagir com as fontes de informações
básicas em saúde é fundamental tanto para o bibliotecário, que é o divulgador
desses produtos e serviços, quanto para os profissionais da saúde, seus
principais consumidores”
No Serviço de Disseminação da Informação – SDI da Biblioteca Central da
UEM, foi identificado através de atendimento aos usuários, uma grande
necessidade de capacitação à utilização de pesquisas e buscas bibliográficas,

�destacando-se a área de saúde, que sempre tiveram uma maior procura do
profissional bibliotecário.
Os recursos oferecidos pelo SDI aos usuários são os seguintes: -busca
bibliográfica; -normalização de documentos; -capacitação à utilização dos
recursos de pesquisa bibliográfica (obras de referência, bases de dados on-line e
Portal .Periódicos. Capes).
Utilizam técnicas essenciais ao bom atendimento aos seus usuários da
área de saúde, que têm diversas formações e necessidades específicas,
conforme
Os bibliotecários usam uma técnica chamada de entrevista da
referência 'triagem' nos pedidos dos clientes e seleciona o
recurso mais direito para responder a cada pergunta. Em
algumas Instituições, os bibliotecários mesmo atendem a círculos
e executam buscas das bases de dados 'na mosca' durante
apresentações do caso: outros são membros de grupos
institucionais de revisão das facilidades e executam buscas
extensivas da revisão da literatura na preparação para
experimentações
clínicas.
Os
bibliotecários
oferecem
freqüentemente o treinamento formal e informal para profissionais
clínicos em procurar nas bases de dados e em busca e avaliação
dos recursos (GENNERMAN, CALIF, 2003, p. 184, tradução do
autor)1

Neste conceito de necessidade e do papel do bibliotecário em capacitar os
usuários em saúde, no início de 2003 foi idealizado um projeto de capacitação à
utilização dos recursos do Portal .Periódicos. Capes® em convênios entre a PróReitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e a Biblioteca Central, Serviço de
Disseminação da Informação – SDI. Neste programa o público alvo seriam os
alunos e docentes dos cursos de pós-graduação stricto sensu da Universidade
Estadual de Maringá, atualmente com 23 cursos de mestrado e 8 de doutorado.

1

Librarians use a technique called the reference interview to ´triage´ their customers request and
select the right resource to answer each question. At some institutions, librarians even attend
rounds and perform databases searches ´on the fly´ during case presentations: others are
members of theirs facility’s institutional review board and perform extensive literature review
searches in preparation for clinical trials. Librarians frequently offer formal and informal training for
clinical professionals in efficient database searching and resource evaluation

�Projeto

em

caráter

permanente

onde

já

foram

capacitados

aproximadamente 120 alunos e docentes, com certificados emitidos pela PróReitoria de Pesquisa e Pós-Graduação com carga horária de acordo com o nível
da capacitação, básica ou avançada, podendo ter 4, 8 ou 12 horas-aula.
Neste artigo expomos uma avaliação realizada com os alunos do Mestrado
em Ciências Farmacêuticas, com 21 alunos.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Esta pesquisa foi realizada em 2 etapas. Primeiramente a divulgação da
necessidade da avaliação aos alunos durante o curso de capacitação à utilização
do Portal.
Após buscou-se identificar na literatura critérios para avaliação de sites na
Internet, neste caso como um portal, ou seja, um conjunto de sites, utilizando
algumas metodologias apresentadas por McMurdo (1998) e a utilização da
pesquisa através de grupo focal, neste trabalho utilizado (DIAS, 2000).
Após a idealização do instrumento de pesquisa e a da identificação dos
critérios de avaliação, chegou-se ao seguinte instrumento (Anexo 1), com as
questões distribuídas na seguinte ordem:
-avaliação do curso de capacitação à utilização do Portal;
-recursos do Portal;
-interatividade e objetividade da página do Portal;
-textos completos;
-resumos;
-outras fontes;
-acesso ao Portal.
Foram definidos também critérios para a avaliação do Diretório Bases OnLine na página da Biblioteca Central, atribuindo a esta avaliação somente uma

�questão onde seria destinado notas de 0 a 10 a importância deste recurso, sendo
10 a maior nota.
No final uma questão aberta, visando identificar principalmente críticas e
sugestões.
Após elaborar o formulário com os critérios selecionados, direcionados à
avaliação dos recursos do Portal. Foram divididos em 8 grupos de questões,
conforme os recursos do Portal. Nos grupos de questões têm-se questões com
opção de respostas através de uma escala de Likert, com 4 preposições. (ÓtimoO; Bom-B; Regular-R; Fraco-F).
Os questionários prontos e pré-testados foram enviados aos e-mails do
grupo focal 21 alunos, onde deveriam ser respondidos e devolvidos ao e-mail do
Serviço de Disseminação da Informação-SDI. Do total foram respondidos 15
questionários.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O resultado desta avaliação será apresentada a seguir seguindo a ordem
das questões do questionário usado para avaliar os 2 recursos de pesquisa Portal
.Periódicos. Capes e Diretório Bases On-Line (Anexo 1). As questões estão com
seus valores em porcentagens, sendo que o valor e porcentagem estão
distribuídos na tabela abaixo para posterior acompanhamento dos resultados.

TABELA 1 – Valores e Porcentagens

15
14
13
12
11
3
2
1

100%
93%
86%
79%
72%
21%
14%
7%

�Critério 1 – O Curso.
Gráfico 1-Contribuição do tre inam ento
p/aquisição novos conhecim entos

7%

Gráfico 2-Contribuição treinament. p/desenvolv.
pesquisas

7%

7%
Ótimo (O)

Ótimo (O)

Bom (B)

Bom (B)

Regular (R)

86%

93%

Gráfico 3-Capacitação, habilidades e
com petências do Bibliotecário em
m inistrar o curso
7% 7%

Ótimo (O)

Bom (B)

Regular (R)
86%

No (Gráfico 1) identificamos que a contribuição do treinamento para a
aquisição de novos conhecimentos foi de caráter ótimo com 86% dos
respondentes, ficando considerado como importantíssimo os recursos de
pesquisa bibliográfica do Portal, na identificação de informações necessárias ao
desenvolvimento de novos conhecimentos aos usuários.
No (Gráfico 2) está clara a importância do treinamento para a utilização dos
recursos de informação. Faz-nos afirmar que sem a capacitação estes usuários
não poderiam utilizá-los adequadamente. Conforme afirma Castro e Lima (2002)
“Hoje, a capacitação do saber é mais veloz e autônoma. A pesquisa científica é
de fundamental importância para o desenvolvimento da comunidade de
profissionais da saúde”.
Conforme o (Gráfico 3), identificamos que o bibliotecário tem papel de
grande importância 86% no quesito de habilidades e competências para ministrar
o curso.

�Critério 2 – Recursos do Portal de Periódicos da Capes
Gráfico 4-Recursos do Portal de Periódicos da Capes
para suas pesquisas e Revisões Bibliográficas

Gráfico 5-As Bases de dados e periódicos
oferecidos são relevantes para o seu campo de
pesquisa

7%

7%

Ótimo (O)

Ótimo (O)

Bom (B)

Bom (B)

93%

93%

Nessas 2 variáveis avaliadas temos o mesmo resultado 93%
consideram Ótimo os recursos de bases de dados oferecidas e a importância para
suas pesquisas e revisões bibliográficas.

Critério 3 – Interatividade e objetividade da página do Portal

Neste critério as respostas foram considerada acima de 80% de ótimas
para as questões, menos para o quesito A linguagem técnica das bases de dados
(português e inglês) com porcentagem Bom de 72% com 12 respostas e 3 como
Regular. Leva-nos a crer que os usuários ainda necessitam de interfaces para as
o e acesso aos resumos em língua portuguesa, conforme sugestão de 1
respondente na questão aberta, afirmando que as bases de dados referenciais
deveriam ter mecanismos de tradução dos resumos para avaliação e revisão, este
mesmo não acha necessário a tradução dos artigos que seriam lidos na língua
original, somente achou importante os resumos.

Critério 3 – Textos Completos

Neste critério dividido em 6 variáveis, também tivemos uma grande
quantidade de questões Ótimo acima de 86% - 13 respostas. Somente 1 questão
teve 2 resultados Regular “Quantidade de bases de dados com acesso a buscas
e recuperação de artigos em texto completo”. Desta forma identificamos que os
usuários ainda necessitam de novos recursos, principalmente outras bases de
dados de texto completo.

Critério 4 – Resumo

�Neste critério dividido em 4 variáveis, também tivemos uma grande
quantidade de questões Ótimo acima de 86%

-

13 respostas. As demais

respostas foram no quesito Bom, não tendo nenhuma com o quesito Regular ou
Fraco. Leva-nos a

identificar que as Bases de dados de Resumos

disponibilizadas no Portal, que respondam a este curso são consideradas muito
compatíveis com as necessidades de informação destes usuários.

Critério 5 – Outras Fontes

Neste critério dividido em 03 variáveis aferindo a qualidade, quantidade e
utilidade destes recursos, também tivemos uma grande quantidade de questões
Ótimo acima de 86% - 13 respostas. Tivemos também uma sugestão na questão
aberta, de que a fonte de Referência Micromedex® deveria ter todas as bases de
dados disponíveis neste pacote e não somente parte das bases de dados. Esta
afirmação identifica que os usuários em Ciências Farmacêuticas necessitam da
base de dados Micromedex® com todos os seus recursos disponíveis.

Critério 6 – Acesso ao Portal

Nesse critério tivemos 2 questões com opção de respostas através de uma
escala de pontos de 0 a 10. Na questão “Acesso livre e gratuito a todos os
recursos do Portal” tivemos 100% de respostas com nota 10. Sendo identificado
que o acesso aos recursos do Portal nas Universidades é de caráter muito
importante para este grupo de pesquisadores. No quesito “Acesso livre e gratuito
a todos os recursos do Portal em outro local fora da Universidade (ex: computador
pessoal)”, tivemos 86% - 14 respostas com nota 10 e 1 resposta com nota 8.
Levamos a identificar que a maioria dos usuários sentem a necessidade de ter
acesso aos recursos do Portal também em computadores fora da Universidade,
no momento o acesso está somente disponibilizado aos computadores da rede
Intranet da UEM.
Critério – Recursos do Diretório Bases On-Line da Biblioteca Central

�Nesse quesito com questão única “As bases de dados de acesso livre,
disponibilizadas via página da Biblioteca Central (Bases On-Line), qual a sua
importância”, tivemos 86% - 14 respostas com nota 10 e 1 resposta com nota 9.
Levamos a identificar que a maioria dos usuários viram a importância da
disponibilização deste recurso adicional via página da Biblioteca Central.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Avaliando as informações levantadas dentro dos critérios de avaliação da
Capacitação, do Portal .Periódicos. Capes e do Diretório Bases On-Line, tivemos
o principal interesse de identificar a visão dos usuários após a capacitação, e
principalmente o programa de capacitação ao Portal, procurando identificar
variáveis que poderiam condicionar a melhoria constante dos serviços
bibliotecários prestados pela Biblioteca Central.
Diante de todos os critérios avaliados, tivemos uma grande quantidade de
respostas afirmando como Ótimo ao programa de capacitação, aos recursos do
Portal e ao Diretório Bases On-Line.
Ficou claro que este tipo de atividade educativa, prestado pelo profissional
bibliotecário é essencial para que seus usuários possam conhecer e utilizar os
recursos disponíveis para pesquisa bibliográfica em saúde.
O Portal .Periódicos. Capes também foi considerado uma ótima ferramenta
de pesquisa vista pelos pós-graduandos, sendo que esta iniciativa deve ter
continuidade sempre.
A iniciativa do diretório Bases On-Line também foi identificada como
importante instrumento para pesquisas bibliográficas. Principalmente pelo caráter
de acesso livre e público na Internet, possibilitando que seja um local para
identificar outros recursos para pesquisas.
Ficou identificada também a necessidade de que o Portal .Periódicos.
Capes seja acessado em computadores pessoais. Desta forma o pesquisador

�poderá ter acesso a todos os recursos fora da Instituição de Ensino. Este tipo de
acesso pode ser pela modalidade de usuários autorizados pelas Instituições de
Ensino, que devem serem responsáveis pelo controle dos acessos.
A capacitação aos recursos do Portal, realizado da Biblioteca Central da
Universidade Estadual de Maringá e a disponibilização de acessos a vários
recursos de informação com acesso on-line, é o caminho certo e exemplo para
outras Bibliotecas que queiram que seus usuários de referência, também possam
ter independência no acesso a uma grande quantidade conhecimento atualizado
disponibilizado pela Internet.

ABSTRACTS
It shows the importance of the use of the resources of research of the Portal de
Periódicos da Capes and the directory of On-Line Bases in the page web of the
Central Library seen by the students of the Master in Pharmaceutical Sciences of
the State University of Maringá. In literature in Librarianship and Information
Sciences, the health area is identified with one of the great users of bibliographical
resources and also of the services of research and revision. The perception of
these users in relation to the degree of importance of the resources of the Portal
de Periódicos da Capes to its necessities of research was identified to which. The
degree of importance of the professional librarian was also evaluated as
intermediate it enters these resources of research and the information. In the
result one evidenced that the use of the Portal de Periódicos da Capes is of great
importance and the qualification and intermediary of the librarian as essential. It
was identified that the resources of the Portal de Periódicos da Capes and the
directory of On-Line Bases must be joined also to the qualification of its users
through presentations and courses made for the librarians.
KEYWORDS: Qualification for the use of databases. Training of users. Portal de
Periódicos da Capes. Users of the health area. Resources for recovery of the
information.

REFERÊNCIAS
CASTRO, D. G. P.; LIMA, A. A. A interatividade do bibliotecário com os
profissionais da saúde no auxílio à pesquisa científica. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002. Anais... Recife:
Universidade Federal de Pernambuco. Sistema de Bibliotecas da UFPE, 2002. 1v.
cd-rom.

�CAPES. Portal .periódicos. capes. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.capes.gov.br&gt;. Acesso em: 01 mai. 2004.
CUENCA, A. M. B. O usuário final da busca informatizada: avaliação da
capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ci. Inf.,
Brasília, DF, v. 28, n. 3, p. 293-301, set./dez. 1999a.
_______. et al. Capacitação no uso das bases Medline e Lilacs: avaliação de
conteúdo, estrutura e metodologia. Ci. Inf., Brasília, DF, v. 28, n. 3, p. 340-346,
1999b.
DIAS, C. A. Grupo focal: técnica de coleta de dados em pesquisas qualitativas.
Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 10, n. 2, 2000.
GENNERMANN, K; CALIF, F. The health sciences library and professional
librarians: important resources for busy ED nurses and nurse managers. Journal
of Emergency Nursing, v. 29, no. 2, p. 183-186, apr. 2003.
McMURDO, G. Evaluating Web information and design. Journal of Information
Science, Oxford, v. 24, no. 3, p. 192-204, 1998.
STUMPF, I. R. C.; CORRÊA, C. H. W.; MESQUITA, R. M. A. Avaliação do portal
Portcom pelo PPGCOM/UFRGS. InTexto, Porto Alegre, n. 9. Disponível em:
&lt;http://www.intexto.ufrgs.br/n9/a-n9a1.html&gt;. Acesso em: 16 mai. 2004.

�ANEXO 1 – QUESTIONÁRIO ENVIADO VIA E-MAIL.
AVALIAÇÃO DO CURSO PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES: RECURSOS PARA A ÁREA DE
CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
BASES ON-LINE DA BIBLIOTECA CENTRAL
Você estará avaliando os 2 recursos utilizados para pesquisa bibliográfica e a importância da capacitação
pelos bibliotecários para a sua utilização, que foram repassados no curso realizado. Deverá avaliar visando a
importância para seu curso de Mestrado, suas pesquisas e a importância da capacitação. Se necessário
poderá acessar os recursos disponíveis na página do Portal Capes para alguma conferência
http://www.periodicos.capes.gov.br , ou a página do Bases On-Line http://www.bce.uem.br
O questionário está dividido em várias etapas com questões relacionadas, que deverão ser respondidas.
Para isso, clicar no botão RESPONDER de seu e-mail, preencher logo abaixo de cada questão a sua
resposta e ENVIAR preenchido para o e-mail bce-sdi@uem.br .
Identifique abaixo de cada questão a letra correspondente ao critério de importância:
Ótimo (O)
Bom (B)
Regular ( R)
Fraco (F)
O Curso: (capacitação para a utilização dos recursos de pesquisa em Ciências Farmacêuticas)
Contribuição do treinamento para a aquisição de novos conhecimentos
( )
Contribuição do treinamento para o desenvolvimento de suas pesquisas técnico-científicas
( )
Importância do treinamento para o curso de Mestrado
( )
Capacitação, habilidades e competências do Bibliotecário em ministrar o curso
( )
Recursos do Portal de Periódicos da Capes: (todos disponíveis)
Recursos do Portal de Periódicos da Capes para suas pesquisas e Revisões Bibliográficas
( )
As Bases de dados e periódicos oferecidos são relevantes para o seu campo de pesquisa
( )
Interatividade e Objetividade da Página do Portal: (disposição dos recursos na página do Portal)
As informações na página sobre os recursos e bases de dados
( )
A atualização constante dos recursos da página do Portal
( )
A linguagem técnica das bases de dados (português e inglês)
( )
Informações sobre o período assinado e outras informações dos periódicos
( )
A localização dos recursos, distribuída em lista alfabética, textos completos, resumos e outras fontes
Textos Completos: (bases de dados e recursos de acesso aos periódicos em texto completo)
Qualidade das revistas disponíveis com texto completo
( )
Quantidade de revistas com texto completo
( )
Qualidade das bases de dados com acesso a buscas e recuperação de artigos em texto completo
( )
Quantidade de bases de dados com acesso a buscas e recuperação de artigos em texto completo
( )
Recursos para pesquisa avançada, salvar, imprimir e enviar via e-mail
( )
Listagens de revistas por área do conhecimento
( )
Resumos: (bases de dados referenciais com acesso aos resumos de artigos)
Qualidade das bases de dados de resumos

�( )
Quantidade de bases de dados de resumos
( )
Quantidade de bases de dados em Ciências da Saúde
( )
Listagens de bases de dados por área do conhecimento
( )
Outras fontes: (recursos disponíveis neste diretório)
Qualidade dos recursos
( )
Quantidade de recursos
( )
Utilidade destes recursos
( )
Acesso ao Portal: (formas de acessar o Portal)
Acesso livre e gratuito a todos os recursos do Portal. Qual a importância numa escala de 0 a 10, sendo 10 a
maior nota.
( )
Acesso livre e gratuito a todos os recursos do Portal em outro local fora da Universidade (Ex: computador
pessoal). Qual a importância numa escala de 0 a 10, sendo 10 a maior nota.
( )
Recursos do Diretório de BASES ON-LINE da página da Biblioteca Central http://www.bce.uem.br
As Bases de dados de acesso livre, disponibilizadas via página da Biblioteca Central (Bases On-Line). Qual a
importância numa escala de 0 a 10, sendo 10 a maior nota.
( )
Se necessário escreva abaixo alguma sugestão, crítica, recomendação e comentário ao Portal, Bases OnLine e sobre o Curso.

∗

Bibliotecário Universidade Estadual de Maringá – UEM Av. Colombo, 5790
87020-900 - Maringá – PR. Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela PUCCampinas - Brasil. e-mail: edamasio@uem.br. home-page:
http://geocities.yahoo.com.br/edilson_damasio

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55104">
                <text>Visão dos pós-graduandos em Ciências Farmacêuticas na utilização do Portal de Periódicos da Capes e recursos do diretório de bases on-line da Biblioteca Central-UEM: a importância da capacitação realizada por bibliotecários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55105">
                <text>Damasio, Edilson</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55106">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55107">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55108">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55110">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55111">
                <text>Mostra a importância da utilização dos recursos de pesquisa do Portal de Periódicos da Capes e do diretório de Bases On-Line na página web da BibliotecaCentral visto pelos alunos do Mestrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Maringá. Na literatura em Biblioteconomia e Ciência da Informação, a área de saúde é identificada com um dos grandes usuários de recursos bibliográficos e também dos serviços de pesquisa e revisão. Identificou-se qual a percepção destes usuários em relação ao grau de importância dos recursos do Portal às suas necessidades de pesquisa. Avaliou-se também o grau de importância do profissional bibliotecário como intermediário entre estes recursos de pesquisa e a informação. No resultado constatou-se que a utilização do Portal é de grande importância e a capacitação e intermédio do bibliotecário como essencial para este fim. Identificou-se que os recursos do Portal e do diretório de Bases On-Line devem estar atrelados também à capacitação de seus usuários através de apresentações e cursos feitos pelos bibliotecários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68528">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5027" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4095">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5027/SNBU2004_144.pdf</src>
        <authentication>ee94ec57851548d8ece985eebd438b81</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55166">
                    <text>ANÁLISE DE SERVIÇO DE INDEXAÇÃO DE PERIÓDICOS: O USUÁRIO
COMO ELEMENTO DO PROCESSO AVALIATIVO
Eliane Bezerra Paiva∗
Francisca Arruda Ramalho ∗∗

RESUMO
A indexação consiste no tratamento documentário e objetiva facilitar o acesso à
informação.O excesso informacional, típico dos dias atuais, representa um desafio
e cria barreiras ao uso da informação desejada. Além disso, a escassez de
recursos financeiros contribui para ampliar a necessidade da avaliação do uso de
serviços de informação. Conhecendo essa realidade e com fundamentos nos
estudos de F. W. Lancaster sobre avaliação de sistemas de informação, realizouse uma pesquisa que focalizou o Serviço de Indexação de periódicos da
Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba e objetivou analisar a
situação em que se encontrava esse serviço em face das necessidades
informacionais dos seus usuários. A pesquisa de campo incluiu avaliação da
cobertura do Catálogo de Assunto e pesquisa com usuários da informação. Com
base nessa pesquisa elaborou-se uma comunicação que trata de questões
relevantes quanto à indexação de periódicos em uma biblioteca universitária.
Entende-se que qualquer indexação de periódicos deve atingir os
desejos/necessidades dos usuários. A partir desse entendimento discuti-se sobre
a necessidade de uma política de indexação para nortear a atividade de
indexação na Seção de Periódicos da Biblioteca Central e apresenta-se algumas
diretrizes para o estabelecimento dessa política. Nesse contexto, evidencia-se a
participação do usuário como elemento do processo avaliativo, o que contribui
para uma tomada de decisão que leve à qualidade do serviço de indexação em
uma biblioteca universitária. Conclui-se que o equilíbrio entre as normas de
indexação e os desejos/necessidades informacionais dos usuários resultará no
bom desempenho do Serviço de Indexação de periódicos.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação. Serviço de indexação. Biblioteca universitária.

1 INTRODUÇÃO
Visualiza-se, na atualidade, uma sociedade informacional onde a
informação adquiriu status inigualável, tornando-se insumo de fundamental
importância na geração do conhecimento e recurso estratégico para o
desenvolvimento econômico e social.
Vive-se cercado por um excessivo volume de informações, o que provoca
uma angústia típica dos dias atuais. O tempo torna-se curto demais, para
absorver o exorbitante volume de informações, e isso provoca uma sensação de

�insegurança, de incapacidade de se manter atualizado. Por maior que seja o
esforço empreendido, há sempre uma defasagem em relação à atualidade dos
fatos. O grande desafio reside em filtrar as informações significativas e acessar as
informações que interessam. Nesse contexto, a informação torna-se um
problema, exigindo estudo e controle.
A indexação surge como uma solução para os problemas de recuperação
da informação. O volume excessivo de informação, o qual permeia a sociedade
atual provoca a dispersão da informação e dificulta o acesso. Assim, a indexação
constitui um dos pilares fundamentais da arquitetura dos serviços de
armazenagem e recuperação da informação e representa uma maneira de
controlar essa dispersão.
Conhecendo essa realidade e com fundamentos nos estudos de F.W.
Lancaster sobre avaliação de sistemas de informação realizou-se uma pesquisa
que focalizou o Serviço de Indexação de Periódicos da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba e objetivou analisar a situação em que se
encontrava esse serviço em face das necessidades informacionais dos seus
usuários. Com base nessa pesquisa, elaborou-se esse trabalho, que trata de
questões relevantes quanto à indexação de periódicos em biblioteca universitária,
evidenciando-se a participação do usuário como elemento do processo avaliativo.
O trabalho está estruturado em 4 partes: a primeira, a introdução, apresenta os
objetivos do estudo e indica a estrutura do trabalho. A segunda parte descreve o
campo de estudo e a metodologia utilizada. Na terceira parte, apresenta-se a
análise e discussão dos dados e diretrizes para a implantação de uma política de
indexação. A última parte está dedicada às considerações finais do estudo.

2 A PESQUISA
A pesquisa realizou-se na Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba

e

objetivou

analisar

o

Serviço

de

Indexação

de

Periódicos,

especificamente, na área de Ciências Sociais (Economia, Antropologia,
Sociologia, Psicologia, Ciência Política, Educação e Administração), em face das
necessidades de informação dos usuários. Trata-se de um serviço de indexação

�de artigos de periódicos, em língua portuguesa, iniciado em 1986, com a
finalidade de recuperar e disseminar as informações potencialmente contidas nas
coleções de periódicos da biblioteca. A prática da indexação e as dificuldades
encontradas na implantação e desenvolvimento do serviço contribuíram para
investigação da temática.
A indexação se constitui em uma técnica de análise documentária que
condensa a informação significativa de um documento, através da atribuição de
termos, gerando uma linguagem intermediária entre o usuário e o documento
(VIEIRA, 1988). Indexar significa construir representações de documentos
publicados, de uma forma que permita a sua inclusão em algum tipo de base de
dados (em formato impresso, eletrônico, ou em fichas, como num catálogo
convencional de biblioteca).
O processo de indexação compreende várias etapas sucessivas que se
iniciam com a leitura do documento e se estende até a atribuição de termos que
identificam o seu conteúdo temático. Conforme Lancaster (1997) a indexação
compreende duas etapas principais:
a) Análise conceitual - que corresponde ao estabelecimento dos conceitos
tratados e seleção dos que serão indexados, tendo em vista os
objetivos do sistema. Significa a identificação dos tópicos estudados em
um documento.
b) Tradução – que corresponde à conversão da análise conceitual de um
documento em um determinado conjunto de termos indexadores, de
acordo com algum padrão consistente, ou seja, de acordo com a
linguagem documentária usada no sistema.
O Serviço de Indexação consiste na elaboração, em fichas catalográficas
padrão (7,5cm X 12,5cm),da referência bibliográfica do artigo de periódico,
acompanhada de um “termo” ou “palavra-chave”, correspondente ao assunto, e
um código de identificação da localização do periódico no acervo da Seção de
Periódicos da Biblioteca Central (BC) da UFPB. As fichas catalográficas
resultantes do Serviço de Indexação formaram o Catálogo de Assunto da Seção
de Periódicos.

�A metodologia adotada abrangeu uma pesquisa documental, visando
extrair informações sobre a implantação do Serviço de Indexação, e uma
pesquisa de campo, composta de duas partes: a) Avaliação da cobertura do
Catálogo de Assunto da Seção de Periódicos da BC, tomando como parâmetro os
títulos de periódicos indexados pela Rede Bibliodata, publicados pela Fundação
Getúlio Vargas(FGV); b) Pesquisa com os usuários do Serviço de Indexação. A
investigação abrangeu dois planos distintos e complementares de abordagem: um
quantitativo e outro qualitativo, fundamentados na Análise de Conteúdo de Bardin.
O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário, composto de
questões abertas e fechadas.

3 CONCEPÇÃO DOS USUÁRIOS SOBRE O SERVIÇO DE INDEXAÇÃO
A pesquisa desenvolveu-se junto a 154 usuários Seção de Periódicos da
Biblioteca Central da UFPB, sendo 123 usuários e 31 (20,1%) não usuários, do
Catálogo de Assunto da referida Seção. Além dos usuários vinculados a UFPB,
constatou-se o uso da Seção de Períodos por usuários provenientes de outras
instituições de ensino. Esse grupo de usuários está caracterizado como sendo a
maioria, tanto no grupo de usuários reais (81.3%) quanto aos não usuários
(64,5%), do sexo feminino. Os usuários estudados se inserem nas categorias:
estudantes de graduação, de pós-graduação, professores e pesquisadores e são
oriundos das áreas de Ciências da Saúde, Ciências Humanas e Sociais, Ciências
Exatas e Biológicas e Tecnologia. O grupo se configura de sujeitos que
freqüentam a Seção de Periódicos uma vez por: mês, uma vez por semana ou
mais de uma vez por semana. Entre estes há aqueles que não sabem avaliar a
sua freqüência à referida seção.
Buscando-se o porquê da não utilização do Serviço de Indexação detectouse que as razões mais fortes estão relacionadas a: desconhecimento do catálogo,
disponibilidade de outros meios para obtenção da informação e dificuldade para
entender o catálogo.O seguinte comentário indica a necessidade de divulgar o
serviço:

�“ Deve ser pensada uma maneira de divulgar o funcionamento da seção
pois muitos estudantes não sabem da existência dela e perdem um ótimo
subsídio para realização de trabalhos”(Aluno de graduação/Enfermagem)
A opinião do usuário constituiu o ponto de partida para a avaliação da
qualidade do Serviço de Indexação de Periódicos da UFPB. Ela representou uma
forma objetiva de se obter informações acerca da satisfação dos usuários e das
suas necessidades informacionais. Utilizou-se uma escala, baseada na Escala de
Likert (RICHARDSON et al., 1999) para mensurar a satisfação dos usuários em
relação ao serviço oferecido.A partir da satisfação dos usuários para com o
Serviço de Indexação identificaram-se as causas que a determinam. Assim,
chegou-se a níveis diversos de satisfação que vão de insatisfeito a satisfeito,
conforme o gráfico a seguir:
A SATISFAÇÃO DO USUÁRIO

6,5%

5,7%

2,4%
25,2%

31,7%
28,5%
5 - Muito Satisfeito
3 - Moderadamente Satisfeito
1 - Insatisfeito

4 - Moderadamente Satisfeito
2 - Moderadamente Satisfeito
0 - Não Marcou

GRÁFICO 1 A satisfação do usuário

Visando aprofundar e melhor avaliar a satisfação dos usuários solicitou-se
aos mesmos que justificassem essa sua satisfação. A análise da satisfação dos
usuários baseou-se em alguns determinantes dos serviços de biblioteca
apontados por Seay, Seaman e Cohen (1996) e, assim, identificou-se a satisfação
dos usuários, em relação ao Serviço de Indexação, através de cinco categorias,
estabelecidas partir dos depoimentos dos usuários, que são:
a) Apoio – Corresponde à disponibilidade e cortesia dos funcionários que atuam
no Serviço.

�b) Prontidão – Compreende a facilidade de acesso à informação.
c) Confiabilidade – Significa que os usuários encontram o que buscam.
Também se refere à organização do serviço e à qualidade das publicações.
d) Acesso – Refere-se à quantidade de funcionários, equipamentos e horas para
o funcionamento do serviço.
e) Elementos tangíveis – Inclui a manutenção da estrutura física: condições do
prédio e equipamentos.
Depois da categorização das justificativas apresentadas pelos usuários, em
relação à satisfação de suas necessidades informacionais, relacionaram-se as
categorias aos três grupos de usuários: a) os muito satisfeitos; b) os insatisfeitos;
e c) os moderadamente satisfeitos, como segue:

a) Usuários muito satisfeitos
As categorias apoio, prontidão e confiabilidade são determinantes para a
satisfação do usuário e são traduzidas como: o bom atendimento dos funcionários
(58,0%), precisão e rapidez na localização do material para pesquisa (25,8%) e
satisfação por encontrarem o que buscavam (29,0%), pela organização do serviço
(9,6%) e pela quantidade ou das publicações (9,6%). O que se revela nas falas:
“Pelo ótimo atendimento e pela abrangência dos artigos” (Aluno/graduação
Enfermagem).
“ A localização dos artigos no catálogo é prática, as indicações das letras do
alfabeto agiliza o processo de procura (Aluno Graduação/Pedagogia).
“Porque obtive publicações que me ajudarão na conclusão da monografia” (Aluno
pós-graduação/Nutrição)

b) Usuários insatisfeitos

�O fato de não terem encontrado o artigo ou termo desejado gerou a
insatisfação com o serviço. A não confiabilidade pode acarretar a insatisfação
com o serviço. Os usuários que se declararam insatisfeitos com o serviço de
Indexação (57,1%) alegaram que não encontraram o artigo ou termo que
desejavam

“ [...] não conseguI encontrar nem uma vez encontrar o artigo que procurava
(Aluno/Graduação/Medicina).
c) Usuários moderadamente satisfeitos

Os usuários declararam uma satisfação moderada em relação do serviço
de indexação, apresentando vários motivos. Observa-se que a satisfação
moderada está relacionada a percepção simultânea de aspectos positivos e
negativos do serviço.Os aspectos positivos referem-se à confiabilidade, à
prontidão e ao apoio, quando encontraram o material que buscavam (17,3%),
tiveram facilidade de acesso à informação (12,0%) e bom atendimento dos
funcionários do serviço de Indexação (13,3%):
“Moderadamente satisfeito, porque encontrei o assunto, mais [sic] gostaria que
tivesse mais.(Aluno graduação/Economia).
“Diferente de uma consulta aos outros meios de pesquisa da Biblioteca Central a
pesquisa aos periódicos pelo serviço de indexação nos proporciona o acesso
direto ao assunto ou tema pesquisado (Aluno graduação/Psicologia)
“Porque o atendimento é excelente” (Aluno graduação/Odontologia)

Os aspectos negativos do Serviço de Indexação, apontados pelos usuários
moderadamente satisfeitos, se relacionam a falhas de confiabilidade, prontidão,
apoio,

acesso

e

elementos

tangíveis.

Interfere

na

confiabilidade:

indisponibilidade de artigos desejados (11,0%), desatualização dos artigos de
periódicos (22,0%) e insuficiência de artigos indexados (17,0%):

�“Não encontraram os artigos (revistas) das fichas que separei tive que escolher
outros artigos” (Aluna graduação/Biblioteconomia)
“Porque os assuntos que encontrei em português estão ultrapassados” (Alunos
pós-graduação/Nutrição)
[...] “os recursos disponíveis são insuficientes e ultrapassados” (Aluno
graduação/Odontologia)
Os aspectos negativos relacionados à prontidão se referem a falhas na
ordenação dos catálogos e transcrição das fichas:
“As fichas muitas vezes se encontram fora de ordem, dificultando a localização
do tema procurado” (Aluno graduação/Enfermagem)
“ As fichas tem letras confusas” (Aluno graduação/Psicologia)
As falhas de transcrição e ordenação das fichas que compõem o Catálogo
de Assunto da Seção de periódicos dificultam o acesso e constituem uma barreira
ao uso da informação. Esse quadro aponta para a necessidade de informatizar o
Serviço de Indexação o que é corroborado nas falas de alguns usuários (11.0%).
“A questão mais importante é dispor do que se procura seja qual for a técnica
empregada

na

localização,

mas

a

informatização

melhoria

a

busca”

(Professor/Tecnologia Química e Alimentos).
Os aspectos negativos são relacionados ao apoio, se traduz na
comunicação entre usuário e profissional da informação, revelam problemas de
acesso, que se concentram, especialmente em questões administrativas, e se
referem a elementos tangíveis.
“[...] como vinha em horários inadequados ao funcionário (por ex. hora do
almoço) não encontro profissionais competentes para o atendimento e as vezes,
há um funcionário para toda a demanda de alunos”(Aluno pós-graduação/Serviço
Social).
[...] “a conservação das fichas favorece a proliferação de ácaros e mofo”
(Aluno/ graduação/Psicologia.)
A falta de silêncio, a presença de fungos e a precariedade no recinto da
Seção Periódicos da Biblioteca Central são condições adversas demonstradas na

�pesquisa. Essa constatação vem corroborar estudos anteriores que revelam que
os elementos do meio ambiente, como a estrutura física e condições de
equipamentos são determinantes dos serviços de Bibliotecas (SEAY; SEAMAN;
COHEN, 1996)
Pelos comentários apresentados pelos usuários observa-se que mais da
metade (68.2%) demonstra uma satisfação moderada em relação ao serviço
oferecido. O reconhecimento da importância do serviço de Indexação contribui
para gerar satisfação dos usuários. Todavia a satisfação dos mesmos não é plena
em razão de uma série de problemas: a indisponibilidade dos artigos desejados, a
desatualização dos periódicos, a insuficiência de artigos indexados, falhas na
ordenação do Catalogo de Assuntos, dificuldades de comunicação entre usuários
e profissionais da informação e carência de pessoal, dentre outros.
A insatisfação dos usuários em relação ao serviço refere-se, sobretudo, a
presença de material desatualizado e ao modo de operacionalização do serviço
especialmente, pelo fato de ser executado de forma manual. Uma parcela
considerável de usuários reivindica informatização do serviço corroborando com a
pesquisa de Ramalho (1992) que verificou que a aplicação de novas tecnologias
na biblioteca Universitária brasileira é um processo lento. Em uma época em que
essas tecnologias estão presentes no cotidiano das pessoas, e que, no próprio
ambiente da Biblioteca Central, outros serviços estão informatizados considera-se
pertinente a reivindicação dos usuários.
A satisfação dos usuários em relação ao Serviço de Indexação tem fatores
determinantes como: a disponibilidade do serviço em fornecer coleções que
atendam as demandas dos usuários, a disponibilidade dos funcionários para
atendimento; o reconhecimento dos funcionários sobre serviço e o apoio prestado
aos usuários; a quantidade de funcionários que atua no serviço e o tempo de
espera para atendimento e o horário de funcionamento da Seção de Periódicos.
Esses resultados vão ao encontro daqueles apresentados no estudo de Seay,
Seaman e Cohen (1996), que se referem aos determinantes de serviços de
bibliotecas.

�Alguns usuários (81.3%) apresentaram sugestões que envolvem aspectos
do serviço como: o Catalogo de Assuntos, a indexação, os profissionais da
informação, entre outros.
A informatização do serviço de indexação como forma de agilizar o
processo de busca da informação gerou várias sugestões (38,0%).
Os comentários dos usuários são enfáticos no que se refere: a atualização
dos periódicos, a informatização do serviço de indexação, do empréstimo dos
periódicos, divulgação do serviço e a ampliação do número de funcionários. A fala
do usuário, a seguir, resume esses comentários.
“A excelente qualidade no atendimento e a rapidez na coleta de dados e
pesquisas nos periódicos desse setor um dos poucos no Campus que oferece um
serviço [...] de ótima qualidade serviço este que gratifica a nossa condição de
estudante” (Aluno graduação/ Nutrição)

3.1 A RECUPERABILIDADE, PREVISIBILIDADE E ATUALIDADE DO SERVIÇO.
A recuperabilidade constitui um componente importante na avaliação da
qualidade do Serviço de Indexação de artigos de periódicos da BC, porque
possibilita não apenas avaliar o desempenho do Catálogo de Assunto e a
indexação e, também, a capacidade das pessoas que realizaram a busca. A
avaliação desse componente realizou-se a partir da busca /localização de artigos
pelos usuários participantes da pesquisa.
A maioria dos usuários (87,0%) localizou o artigo procurado. As buscas
empreendidas pelos usuários envolveram temas diversos e utilizaram 121 tópicos
diferentes para realizar suas buscas. Alguns temas foram utilizados por mais de
um usuário, como “drogas”, “violência”, “Sistema Único de Saúde” que foram
pesquisados cada um por cinco usuários diferentes: O tema “mulher” foi
pesquisado por quatro usuários e “gravidez na adolescência” por três.
A linguagem representa um elemento importante no processo de
recuperação da informação. Para analisar a linguagem do Catalogo de Assunto e

�sua adequação à linguagem do usuário realizou-se numa comparação entre as
respostas apresentadas pelos usuários em duas questões do questionário da
pesquisa. Essas respostas se referem aos termos procurados pelos usuários, no
momento da busca, e aqueles encontrados no Catálogo de Assunto. A
comparação demonstrou coincidência entre os termos de 93 buscas realizadas o
que representa 75.6% do total. Atribui-se esse índice de coincidência à utilização
da linguagem natural que, em geral, conta com a preferência dos usuários.
(LANCASTER,1997). A afirmação do usuário ratifica os dados analisados:
“ Porque sempre que preciso localizar algum artigo não tenho dificuldades pois o
cabeçalho é bastante lícito “.(Aluno/graduação/Enfermagem).
Verificou-se que a maioria dos usuários localizaram o artigo de periódico
desejado através do cabeçalho de assunto (81,7%), das fichas de referência (tipo
“Ver também”) (40,0%) e das fichas remissivas (Tipo “ Ver”) (1,6%).
A aferição da previsibilidade do serviço de indexação baseou-se nas
respostas dos usuários que levaram à seguinte constatação: os usuários
consideram o título do artigo o dado que fornece pista sobre o conteúdo temático
do artigo (58,8%), o que é seguido por aqueles que apontam o título do periódico
(16,9%) e pelos que consideram o sub-cabeçalho (14,2%).
A análise da atualidade do serviço de indexação fundamenta-se na idade
das referências contidas no catálogo de assunto o que reflete a data de
publicação das coleções contidas no acervo da seção e, também, o tempo
desprendido pelo serviço, para elaborar a indexação. A afirmação do usuário a
esse respeito demonstra um elevado grau de insatisfação quanto à atualidade do
Serviço de Indexação.
“Gostaria de encontrar artigos mais recentes” (Aluno/pós-graduação/Engenharia
de Produção)
Sobre essa afirmação aponta-se como causa as restrições orçamentárias
que as universidades públicas federais vem sofrendo nos últimos anos.É
necessário buscar soluções como intercâmbio, a disponibilização do Portal de

�Periódicos da CAPES, embora a literatura de Ciências Sociais, especialmente em
língua portuguesa, seja incipiente.

3.2 DIRETRIZES PARA UMA POLÍTICA DE INDEXAÇÃO
Os resultados da pesquisa apontam para a necessidade de diretrizes que
orientam a atividade de indexação para o que se apresentam os pontos a seguir
como prontuários:
A cobertura do Serviço de Indexação deve abranger títulos de periódicos das
Ciências Sociais, compreendendo os títulos de periódicos correntes da Rede
Bibliodata e aqueles publicados pela Fundação Joaquim Nabuco de Pesquisa
Sociais, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais
(ANPOCS), Instituto de Pesquisa do Rio de Janeiro (IUPERJ), além das
publicações da UFPB. Entende-se que esses títulos formam uma lista básica,
representativa das Ciências Sociais, tanto em nível regional, quanto nacional.
O nível de exaustividade e especificidade: deve-se optar por uma indexação
em maior profundidade, visando a alcançar uma taxa de revocação razoável e um
nível aceitável de precisão.
A linguagem: um mínimo de controle deve ser adotado, principalmente, através
do uso de fichas remissivas e de referência. A linguagem pré-coordenada pode
constituir uma boa opção, uma vez que facilita a estratégia de busca, evitando
falsas associações e relações incorretas. A representação dos assuntos
compostos pode-se realizar através de sintagmas ou frases, extraídos dos
próprios documentos, conforme a abordagem apresentada por Pinto (2002).
A estratégia de busca: na pesquisa, os usuários demonstraram insatisfação em
relação à busca delegada; percebe-se que eles desejam mais autonomia, para
utilizar o catálogo. A política deve priorizar a busca, conduzida pelo próprio
usuário, do Serviço de Indexação.
O tempo de resposta do sistema: deve-se fornecer informações tão atuais
quanto possíveis, para atender os desejos dos usuários. A informatização do
serviço pode agilizar o fornecimento de respostas aos usuários.

�A forma de saída: a política deverá contemplar a informatização do Serviço de
Indexação, para facilitar o processo de indexação dos periódicos e tornar a busca
mais rápida. O serviço pode apresentar os resultados da busca através de
referências bibliográficas, acompanhadas de um código que identifique o
documento no acervo da Seção de Periódicos.
Essas diretrizes para a política do Serviço de Indexação, pautadas no
trabalho de Carneiro (1985), são fruto de nossas percepções, no decorrer da
pesquisa, e denotam os desejos dos usuários.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a pesquisa realizada, ficou claro que a transferência de informação
para os usuários é a maior justificativa das atividades dos sistemas de
informação. A avaliação de serviços de bibliotecas universitárias constitui uma
atividade ampla e complexa, em virtude do grande número de variáveis
envolvidas. Além disso, a avaliação de serviços de informação deve ser um
processo contínuo. O mundo vive em constante movimento, mudança e
transformação, e os desejos/ necessidades informacionais dos usuários também
acompanham esse ritmo, por isso mudam com o passar do tempo. Convém que
as bibliotecas implantem programas permanentes de avaliação de serviços,
envolvendo usuários reais e potenciais, a fim de detectar os meios que levem à
melhoria da qualidade de seus serviços.
A pesquisa efetuada na UFPB ratificou a necessidade da implantação de
políticas para nortear serviços de indexação, existentes em bibliotecas
universitárias, e demonstrou que a participação dos usuários na elaboração
dessas políticas é de fundamental importância. A adoção de políticas de
indexação pode contribuir para melhorar os serviços e dinamizar os processos de
indexação, contribuindo para a satisfação dos usuários.
O usuário constitui o elemento chave do processo avaliativo; a razão de ser
dos sistemas de informação. A sua opinião do deve ser levada em conta,

�colaborando para uma tomada de decisão que leva a um serviço de indexação de
qualidade.
A qualidade de um serviço de indexação deve ser a meta que representa a
adaptação dos serviços aos desejos e necessidades dos usuários. A avaliação
contínua, portanto, concorre, para que o serviço atinja essa meta. Um grande
desafio que os serviços de informação enfrentam é coadunar as normas de
indexação e os desejos dos usuários. Nesse sentido, conclui-se que o equilíbrio
entre as normas de indexação e os desejos/necessidades informacionais dos
usuários resultará em um bom desempenho de serviços de indexação de
periódicos em bibliotecas universitárias.

ABSTRACT
The indexing consists on the documentary treatment in which the main aim is to
facilitate the information access. The informational excess, typical of the actual
days, represents a challenge and creates barriers to the use of the desired
information. Besides that, the shortage of the financial resources contributes to
enlarge the needs to evaluate of the use of the information services. Parting from
the knowledge of this reality and based on the F.W. Lancaster studies about the
evaluation of the information systems, there has been realized a research focused
on the Indexing Service of periodics of the Central Library of the Federal University
of Paraíba with the main objective of analyzing the situation in which the system
has been practiced to attend the informational needs of their users.The research
also included the evaluation that covered the Subject Catalogue and researches
among the information users. Based on these researches, it has been made a
communication about relevant questions over Periodical Indexing in an University
Library. It can be understood that the Periodical Indexing must reach the desire
and the real needs of the users. Parting from this common sense, it is made all the
discussion about an indexing politics to give directions for the indexing activities:
Periodical Section at the Central Library and some directions for the establishment
of this politics. In this context, it becomes evident the participation of the user as
an element of the evaluation process, which contributes to a decision point that
brings the quality of the Indexing Service in an University Library. It can be
concluded that the balance between the indexing rules and the informational
desires and needs of the users will result in a good performance of the Periodical
Indexing Service.
KEY WORDS: Evaluation. Indexing Service. University Librar.

�REFERÊNCIAS
FIGUEIREDO, Nice de Menezes. Paradigmas modernos da ciência da
informação. São Paulo: Polis:APB, 1999
LANCASTER, F.W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília, DF: Briquet
de Lemos, 1996.
______. Indexação e resumos: teoria e prática. Brasília, DF: Briquet de Lemos,
1997.
PAIVA, Eliane Bezerra. Entre as normas e os desejos: a indexação de
periódicos na Biblioteca Central da UFPB. 2002. 156f. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação). Universidade Federal da Paraíba.João Pessoa, 2002.
RAMALHO, Francisca Arruda. Configuração das bibliotecas universitárias do
Brasil face às novas tecnologias da informação. Informação &amp; Sociedade:
estudos, João Pessoa, v.2, n.1, p. 38-54, 1992.
SEAY, Thomas; SEAMAN, Sheila; COHEN, David. Measuring and Improving the
Quality of Public Services: A Hybrid Approach. Library Trends, v.44, n.3, p.464490, Winter, 1996.
VIEIRA, Simone Bastos. Indexação automática e manual: revisão de literatura.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v.17, n.1, p. 43 – 57, jan./jun. 1988.

∗

Professora Assistente do DBD/CCSA da Universidade Federal da Paraíba – Brasil. Mestre em Ciência da
Informação. E-mail: paivaeb@hotmail.com
∗∗
Professora Adjunta do DBD/CCSA da Universidade Federal da Paraíba – Brasil. Doutora em Ciências da
Informação. E-mail: arfrancisca@hotmail.com

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55131">
                <text>A análise de serviço de indexação de periódicos: o usuário como elemento do processo avaliativo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55132">
                <text>Paiva, Eliane Bezerra; Ramalho, Francisca Arruda </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55133">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55134">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55135">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55137">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55138">
                <text>A indexação consiste no tratamento documentário e objetiva facilitar o acesso à informação.O excesso informacional, típico dos dias atuais, representa um desafio e cria barreiras ao uso da informação desejada. Além disso, a escassez de recursos financeiros contribui para ampliar a necessidade da avaliação do uso de serviços de informação. Conhecendo essa realidade e com fundamentos nos estudos de F. W. Lancaster sobre avaliação de sistemas de informação, realizou-se uma pesquisa que focalizou o Serviço de Indexação de periódicos da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba e objetivou analisar a situação em que se encontrava esse serviço em face das necessidades informacionais dos seus usuários. A pesquisa de campo incluiu avaliação da cobertura do Catálogo de Assunto e pesquisa com usuários da informação. Com base nessa pesquisa elaborou-se uma comunicação que trata de questões relevantes quanto à indexação de periódicos em uma biblioteca universitária. Entende-se que qualquer indexação de periódicos deve atingir os desejos/necessidades dos usuários. A partir desse entendimento discuti-se sobre a necessidade de uma política de indexação para nortear a atividade de indexação na Seção de Periódicos da Biblioteca Central e apresenta-se algumas diretrizes para o estabelecimento dessa política. Nesse contexto, evidencia-se a participação do usuário como elemento do processo avaliativo, o que contribui para uma tomada de decisão que leve à qualidade do serviço de indexação em uma biblioteca universitária. Conclui-se que o equilíbrio entre as normas de indexação e os desejos/necessidades informacionais dos usuários resultará no om desempenho do Serviço de Indexação de periódicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68531">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5031" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4099">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5031/SNBU2004_145.pdf</src>
        <authentication>9ebd48c8adcdd62184c8fc33dd9305b3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55193">
                    <text>DISPONIBILIDADE DE BIBLIOGRAFIA BÁSICA: O CASO DE ESTUDO DO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MECÂNICA DA
EESC-USP
Flávia Helena Cassin ∗
Fernando César Almada Santos
Teresinha das Graças Coletta
Elizabeth Márcia Martucci

RESUMO
Avaliação da cobertura da bibliografia básica utilizada no curso de graduação em
Engenharia de Produção Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos-USP.
Abrange a caracterização da coleção e sua disponibilidade no Serviço de Biblioteca,
mediante análise das ementas das disciplinas e busca na Base de Dados
Bibliográficos da USP – DEDALUS, em âmbito local e global. A bibliografia indicada
é constituída basicamente de livros em língua portuguesa, publicados entre as
décadas de 70 e 80. No acervo local estão disponíveis 66 % dos itens e no Sistema
Integrado de Bibliotecas mais de 85 %, o que indica que a cobertura pode ser
considerada satisfatória. A metodologia adotada pode ser aplicada aos outros cursos
de graduação e programas de pós-graduação da EESC e demais instituições de
ensino. Estudos desta natureza contribuem para o planejamento de uma política de
desenvolvimento da coleção mais adequada às necessidades do ensino e pesquisa.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação de coleção. Ensino superior. Bibliografia básica –
disponibilidade.

1 INTRODUÇÃO
A informação é um dos recursos básicos para o desenvolvimento em qualquer
campo do conhecimento e da atividade humana. Enfatiza-se aos profissionais da
informação que para este recurso ser realmente importante e de valor, tem de ser
pertinente às necessidades dos usuários no momento que necessitam. Branco
(1978) considera o direito à informação como um dos mais importantes direitos
humanos. Partindo deste princípio, verifica-se como direito do aluno ter acesso
imediato à bibliografia básica indicada na sua área de formação.

�A avaliação do acervo ou de parte dele tem o intuito de melhorar as políticas
de

desenvolvimento

periodicamente

de

para

coleção,

detecção

de

portanto,
lacunas,

a

coleção

deve

possibilidades

de

ser

avaliada

substituição,

duplicações, obsolescência etc. Com isso, há maior probabilidade de mantê-la
atualizada e equilibrada de acordo com as necessidades da comunidade acadêmica
na qual a biblioteca está inserida. Segundo Lancaster (1996),
a avaliação do acervo não pode ser feita de forma isolada, mas
somente em função de sua utilidade para os usuários da biblioteca, e
que ao se avaliar um acervo procura-se determinar o que a biblioteca
deveria possuir e não possui, e o que possui mas não deveria
possuir, tendo em vista fatores de qualidade e adequação da
literatura publicada, na sua obsolescência, às mudanças de
interesses dos usuários e à necessidade de otimizar o custo de
recursos financeiros limitados.

Ao avaliar uma biblioteca universitária, é preciso reconhecer que sua coleção
tem forte tendência ao crescimento, pois as atividades de pesquisa exigem variada
gama de materiais de informação, que devem possuir qualidade tanto em nível de
graduação como de pós-graduação. Para Lancaster (1996), o tamanho do acervo
precisa estar relacionado com a quantidade, tamanho e complexidade dos
programas acadêmicos.
A biblioteca deve ter critérios para o estabelecimento de núcleos básicos da
coleção e identificação de novos títulos, além de verificar diferentes formas de
obtenção da informação que possam ser economicamente vantajosas para a
instituição. Deve, também, incrementar a comutação, o empréstimo entre bibliotecas,
a permuta e a doação.
Nesse sentido, o Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São
Carlos – SVBIBL/EESC-USP tem como prioridade o atendimento de seu corpo
docente, discente, pesquisadores e funcionários. Oferece, também, serviços à
comunidade externa. O acervo é formado com especificidade nas áreas de
Engenharia (Aeronáutica, Ambiental, Bioengenharia, Computação, Elétrica e
Eletrônica, Sistemas de Energia e Automação, Estruturas, Geotecnia, Hidráulica e
Saneamento,

Materiais,

Mecânica,

Mecatrônica,

Produção

e

Transportes),

�Arquitetura e Urbanismo, além de Bioengenharia, Ecologia e Meio Ambiente,
disponíveis em diversos suportes.
A Biblioteca oferece orientação para uso dos recursos disponíveis, servindo
de suporte à melhoria da qualidade da formação oferecida pela EESC para atender
a um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Para tanto, dispõe de pessoal
qualificado para o fornecimento regular dos seguintes serviços: consulta local e
remota, empréstimo local, empréstimo entre bibliotecas, levantamento bibliográfico
automatizado

(CD-ROM

e

on-line),

documentos,

comutação

bibliográfica

normalização

técnica,

nacional

internacional

e

reprodução
(manual

de
e

automatizada), educação formal e informal do usuário, serviço de alerta (painéis e
exposições), disseminação da informação, catalogação na fonte, solicitação de
ISSN/ISBN, acesso a bases de dados nacionais e internacionais (referenciais e de
texto completo) e uso da internet.
No intuito de suprir as necessidades e elevar o grau de satisfação dos
usuários, a biblioteca desenvolve estudos para um melhor acompanhamento do
desenvolvimento da coleção, em âmbito local e sistêmico. Nesse sentido, tem a
incumbência e responsabilidade de selecionar, adquirir e avaliar os materiais
bibliográficos, mantendo a interface usuário/biblioteca no que concerne à formação e
desenvolvimento da coleção como um todo. Segundo Andrade (1998),
cada Biblioteca do Sistema Integrado de Biblioteca da USP - SIBi
será responsável pela elaboração e manutenção de sua própria
política interna de desenvolvimento de acervo, de acordo com as
especificidades da área em que atua, o acervo deverá conter todo o
tipo de material informativo, independente de seu suporte físico, que
sirva de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão
desenvolvidas na Unidade, com visão da Universidade como um
todo.

Em função desse pressuposto e da ocorrência de diversas buscas frustradas
por parte dos usuários, quando da localização da bibliografia exigida pelos docentes
no início de cada semestre, considerou-se necessária uma avaliação imediata do
acervo, comparada com a bibliografia básica citada nos planos de ensino. Optou-se
pelo curso de Engenharia de Produção Mecânica devido ao interesse da
Coordenação momento da realização do trabalho. Os resultados obtidos na

�pesquisa são relevantes para identificar o grau de adequação e atualização do
acervo em comparação com a bibliografia básica contida nos planos de ensino.
Esses resultados devem fornecer subsídios para a melhoria na qualidade do acervo,
para melhor eficácia na aquisição de material bibliográfico e maior satisfação dos
usuários.
O problema de pesquisa recai no cotejo da bibliografia básica indicada nas
diferentes disciplinas da graduação do curso de Engenharia de Produção Mecânica
e nos recursos bibliográficos disponíveis no acervo da Biblioteca da EESC e no
SIBi/USP (Sistema Integrado de Bibliotecas da USP). Deve contribuir para o
desenvolvimento e aprimoramento da coleção específica da Biblioteca da EESC e
para despertar nos docentes a importância da atualização constante da bibliografia
inserida nas ementas, para que estas sirvam de subsídios à seleção e aquisição de
material bibliográfico para atendimento às reais necessidades dos alunos. A grade
curricular pode ser vista em:
http://sistemas1.usp.br:8080/jupiterweb/jupGradeCurricular?codcg=18&amp;codcur=1808
3&amp;codhab=0&amp;tipo=N

2 OBJETIVOS
O objetivo geral desta pesquisa é avaliar a cobertura da bibliografia básica do
curso de Engenharia de Produção da EESC/USP.
Para alcançar o objetivo geral, estabeleceu-se objetivos específicos:
a) levantar, sistematizar e caracterizar a bibliografia básica de todas as
disciplinas;
b) verificar a existência dos itens bibliográficos no acervo do Serviço de
Biblioteca da EESC e nas demais Bibliotecas do SIBi/USP.

3 METODOLOGIA

�Como método de trabalho, optou-se pela identificação da bibliografia indicada
nos planos de ensino das 53 disciplinas oferecidas no Curso de Engenharia de
Produção Mecânica da EESC/USP no ano de 2000 e verificação de disponibilidade
no acervo do Serviço de Biblioteca da EESC (local) e nas demais Bibliotecas
SIBi/USP (global).
Os planos de ensino foram obtidos junto à Coordenação do curso. Elaborouse uma lista geral por disciplina, com todas as referências indicadas. As referências
foram transportadas para um banco de dados, criado através do software Access, do
qual posteriormente foi elaborada uma listagem por ordem de disciplina.
As referências indicadas continham dados repetidos e vários tipos de
documentos como: livros, periódicos, teses, apostilas, manuais de softwares,
manuais eletrônicos de produtos estudados, roteiros de projetos. Optou-se por
trabalhar com os itens que continham as informações referenciadas da obra e que
estavam cadastradas no DEDALUS como os livros, os periódicos e as teses. Os
demais itens (no caso, as apostilas); ou que não possuíam referência bibliográfica
(no caso, os manuais de softwares, manuais eletrônicos de produtos estudados,
roteiros de projetos) foram descartados do presente estudo.
A partir destes dados, foram formulados gráficos de idioma, idade do
documento e de tipo de material, para caracterização geral da bibliografia indicada.
Para a elaboração dos gráficos, efetuou-se a coleta de dados do acervo local e
global de todos os itens bibliográficos.
A estruturação de pesquisa no DEDALUS, em um primeiro momento, foi feita
no acervo da EESC e o material não encontrado foi pesquisado nas outras
Bibliotecas da USP. Como prioridade pretendeu-se verificar o quanto o acervo da
EESC cobria a bibliografia indicada e o quanto o acervo da EESC mais os acervos
das Bibliotecas da USP cobriam a mesma bibliografia.

4 RESULTADOS

�4.1

CARACTERIZAÇÃO

DA

BIBLIOGRAFIA

BÁSICA

DO

CURSO

DE

ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
O número de referências bibliográficas indicadas nas 53 disciplinas perfez um
total de 294, considerando-se as indicações de livros, teses e periódicos, conforme
citado na metodologia. A metodologia utilizada para a análise das bibliografias, em
primeiro plano, foi a contagem dos documentos, resultando no valor citado.
Posteriormente sua separação por disciplinas e categorias, resultando nos dados
visualizados nos gráficos seguintes:

Teses
1.7 %

Peródicos
1.36 %

Livros
96.94 %
Gráfico 1 – Caracterização da bibliografia básica por tipo de material

Verificou-se que das 294 referências bibliográficas, 285 eram livros,
perfazendo um total de 96.94% do material indicado; 5 eram teses, com 1.7% e 4
eram periódicos, com 1.36%. Portanto, o livro foi o material mais indicado nas
bibliografias enquanto os menos indicados foram as teses e os periódicos.
Já no gráfico 2, que mostra os idiomas encontrados nas 294 referências
bibliográficas, 254 itens eram em português (86.39%), 39 em inglês (13.27%) e
apenas 1 em alemão (0.34%). Verificou-se, portanto que o idioma mais indicado nas
referências bibliográficas era da língua pátria, com um baixo percentual em língua
inglesa e apenas um item na língua alemã.

�Inglês
13.27 %

Alemão
0.34 %

Português
86.39 %

Gráfico 2 – Caracterização da bibliografia básica por idioma

Das 294 referências bibliográficas analisadas por idade do documento,
encontrou-se 90 referências sem data (30.61%); no período de 1990-99, encontrouse 79 referências (26.87%), na década de 80, um total de 72 referências (24.49%),
na década de 70, um total de 47 referências (15.99%) e nos anos de 1920-60, 6
referências (2.04%). Verificou-se que existe um número significativo de referências
sem o ano de publicação; que de 1990-99 houve indicação de poucos documentos
em relação às décadas de 70 e 80. Assim, pode-se concluir que muitos documentos
referenciados estão desatualizados.

1990-99
26.87 %

1980
24.49 %

sem data
30.61 %
1920-60
2.04 %
1970
15.99 %

Gráfico 3 – Caracterização da bibliografia básica por idade

�4.2 COBERTURA DA BIBLIOGRAFIA BÁSICA NO ACERVO LOCAL

Itens não
existentes
33.67 %

Itens
existentes
66.33 %

Gráfico 4 - Caracterização da bibliografia básica no acervo local

Dos 294 itens pesquisados no DEDALUS (Acervo Local), encontravam-se
disponíveis no acervo do SVBIBL um total de 195 itens, que correspondem a
66.33%; não foram identificados 99 itens, que correspondem a 33.67% de não
cobertura da bibliografia básica no acervo local. Pode-se concluir que o acervo local
não está cobrindo satisfatoriamente a área de estudo escolhida, ou que esta
cobertura poderia ser ampliada.

4.3 COBERTURA DA BIBLIOGRAFIA BÁSICA NO ACERVO GLOBAL

Itens não
existentes
14.63 %

Itens
existentes
85.37 %

Gráfico 5 - Caracterização da bibliografia básica no acervo global

Dos 294 itens pesquisados no DEDALUS (Acervo Global), encontravam-se
disponíveis nos acervos das Unidades da USP um total de 251 itens, que
correspondem a 85.37%; 43 itens não foram encontrados, com 14.63% de não

�cobertura. Pode-se concluir que o acervo global cobre satisfatoriamente a área de
estudo escolhida, mas que os itens não existentes devem ser priorizados na
aquisição para cobertura total da bibliografia básica.

5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Os dados foram analisados e apresentados com o objetivo de avaliar
criticamente a situação do acervo no que se refere ao atendimento às indicações
feitas nas bibliografias e para um possível planejamento do desenvolvimento da
coleção oferecida aos alunos e docentes do curso. E, espera-se que os resultados
sirvam de subsídio à Biblioteca e aos docentes para repensarem a importância da
interação entre a Biblioteca e o programa de ensino do curso.
Recomenda-se que a Biblioteca da EESC continue este estudo, através da
avaliação da bibliografia básica de todos os cursos oferecidos na Escola e que os
docentes do curso de Engenharia de Produção Mecânica bem como dos demais
cursos da EESC mantenham estreita relação de trabalho com a Biblioteca e viceversa.
Recomenda-se, também, que as bibliotecas universitárias procedam à
avaliação contínua de sua coleção, tanto da quantidade quanto da qualidade de
seus acervos, em consonância com os programas de ensino das unidades
universitárias nas quais estão inseridas.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, D. C. - Desenvolvimento de coleções: a prática na FFLCH/USP. IN:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas.
Anais.... Campinas, Unicamp, 1994. p. 259-269.
ANDRADE, D.C. - Política de desenvolvimento de acervos para o Sistema Integrado
de Bibliotecas da Universidade de São Paulo: subsídios [CD-ROM]. IN: Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias, 10.,1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza:
TECTREINA, 1998. 1 Disquete.

�BRANCO, C. C. - Informação como direito humano. Bol. ABDF. Nova Série, v.1,
n.1, p.4-5, março/maio 1978 (Entrevista)
CASSIN, F.H. Avaliação da cobertura da bibliografia básica no ano de 2000 de
um curso superior: um estudo de caso no curso de graduação da Engenharia
de Produção da EESC-USP. 2001. 25 f. Trabalho de Conclusão de Curso de
Especialização (Monografia) – Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, Marília,
2001.
COSTA, A. F. C. da. Projeto para estudo da adequação das facilidades de
informação disponíveis na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) para
usuários da áreas de Física. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.10, n.2,
p.79-108, 1982.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos, 1996. 356 p.

∗

(EESC) cassinp@sc.usp.br
(EESC) almada@prod.eesc.sc.usp.br
(EESC) coletta@sc.usp.br Escola de Engenharia de são Carlos – Universidade de são Paulo. Av.
Trabalhador São Carlense, 400. CEP: 13566-590 – São Carlos – SP, Brasil
(FESC) fescpmsc@terra.com.br Fundação Educacional de São Carlos. Rua São Sebastião, 2828 – Vila Nery.
CEP: 13560-230 – São Carlos – SP, Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55167">
                <text>Disponibilidade de bibliografia básica: o caso de estudo do Curso de Graduação em Engenharia de Produção Mecânica da EESC-USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55168">
                <text>Cassin, Flávia Helena; Santos, Fernando César Almada; Coletta, Teresinha das Graças; Martucci, Elizabeth Márcia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55169">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55170">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55171">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55173">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55174">
                <text>Avaliação da cobertura da bibliografia básica utilizada no curso de graduação em Engenharia de Produção Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos-USP. Abrange a caracterização da coleção e sua disponibilidade no Serviço de Biblioteca, mediante análise das ementas das disciplinas e busca na Base de Dados Bibliográficos da USP – DEDALUS, em âmbito local e global. A bibliografia indicada é constituída basicamente de livros em língua portuguesa, publicados entre as décadas de 70 e 80. No acervo local estão disponíveis 66 % dos itens e no Sistema Integrado de Bibliotecas mais de 85 %, o que indica que a cobertura pode ser considerada satisfatória. A metodologia adotada pode ser aplicada aos outros cursos de graduação e programas de pós-graduação da EESC e demais instituições de ensino. Estudos desta natureza contribuem para o planejamento de uma política de desenvolvimento da coleção mais adequada às necessidades do ensino e pesquisa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68535">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5034" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4101">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5034/SNBU2004_146.pdf</src>
        <authentication>2085b7ddd09a929c081e31e096f095e2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55211">
                    <text>O TREINAMENTO DE USUÁRIOS NO CONTEXTO
INFORMACIONAL CONTEMPORÂNEO
Francisca Rosaline Leite Mota∗
∗∗
Ivone Job

RESUMO
O treinamento de usuários é um dos serviços tradicionais oferecidos pelas
bibliotecas visando a intermediação entre bibliotecário e o cliente e sua
instrumentalização para localizar informações. Partindo-se do pressuposto de que
as bibliotecas são espaços que favorecem resposta às indagações das pessoas
que as procuram, a intermediação do profissional é imprescindível para que as
mesmas atinjam atinja seus objetivos junto à comunidade. Para que o leitor possa
satisfazer suas necessidades de conhecimento é básico que entenda a
organização do espaço, do acervo, das tecnologias e dos serviços oferecidos.
Com o advento do computador as bibliotecas se tornaram, também, para muitos,
mais um lugar onde podem ter acesso às modernas tecnologias através de
consulta a bases de dados, internet, correio eletrônico e outros mecanismos que a
informática oferece. Muitos sistemas apresentam hoje uma boa interface com o
usuário e tutoriais que facilitam o entendimento da metodologia de uso. Este
trabalho pretende fazer uma reflexão acerca destes serviços e a atual tendência
do “self-service” nas bibliotecas. Abre-se a possibilidade de se perder o contato
humano mais direto, substituindo-se o treinamento de usuários, pelos tutoriais e
manuais localizados nos sítios. O serviço de referência e o treinamento de
usuários são uma prática nas bibliotecas atualmente? No espaço do das
bibliotecas há uma tendência a que o usuário, com as atuais facilidades virtuais,
substitua o profissional? E os bibliotecários optam por uma prática desvinculada
da comunicação humana? Todas estas questões serão abordadas no decorrer
deste estudo.
PALAVRAS-CHAVE: Treinamento de Usuários. Interface Amigável. Metodologias
Presenciais. Metodologias Virtuais.

1 INTRODUÇÃO
Os estudos, relativos às metodologias utilizadas para a realização de
programas de treinamento de usuários, podem ser considerados incipientes.

�Sabe-se que tais programas constituem-se enquanto serviços tradicionais
oferecidos pelas bibliotecas visando a intermediação entre bibliotecário e o cliente
e sua instrumentalização para localizar informações.
O volume de informações produzidas na sociedade como um todo, aumenta
cada dia mais. No entanto, percebe-se que muitas destas informações não são
recuperadas por diversos fatores. Entre os quais, podemos citar, a falta de
mecanismos eficientes de busca (tanto off-line quanto on-line), o uso inadequado
ou ainda, falta de conhecimento acerca da utilização de tais mecanismos. Dentro
deste contexto, entra em cena a figura do profissional da informação como
mediador no processo de comunicação e interação entre usuário e informação.
Este trabalho faz algumas reflexões acerca dos serviços de treinamento de
usuários de bibliotecas universitárias, chamando atenção para os possíveis riscos
e benefícios da atual tendência “self-service”. Apresenta ainda considerações
acerca de algumas metodologias presenciais e virtuais, utilizadas para o
treinamento de usuários.

2 TREINAMENTO DE USUÁRIOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A busca de informação é uma constante na vida do ser humano.
Diariamente surgem questões que necessitam de respostas. E tais respostas
poderão ser encontradas em diversos segmentos e instituições sociais como, por
exemplo, as bibliotecas. Em boa parte das vezes, para se ter acesso à informação
desejada, se faz necessário a presença de um mediador.
Temos a seguinte situação: O usuário possui uma necessidade de
informação. A informação existe e está armazenada em uma base de dados (que
pode ser tanto on-line quanto off-line). Na maioria dos casos o usuário não possui
conhecimento acerca das ferramentas que possibilitem o acesso à informação.
Neste momento entra em cena a figura do profissional da informação como
mediador do processo de busca e recuperação da informação.

�No entanto, em algumas situações não há possibilidades de tal mediação
acontecer. Isto por vários motivos, como a ausência do profissional de referência
na Unidade de Informação ou biblioteca, a falta de domínio de determinadas
ferramentas por parte do profissional, entre outras coisas. Daí a necessidade de
um usuário autônomo capaz de preencher a lacuna existente entre ele e a
informação. Para tanto é necessário se estabelecer uma política constante de
treinamento de usuários e principalmente dos profissionais bibliotecários e demais
profissionais que constituem a equipe da biblioteca. Estes treinamentos por sua
vez, consistem, de acordo com BELLUZZO &amp; MACEDO (1990) na realização de
ações e/ou estratégias de natureza repetitiva, com o intuito de desenvolver
determinadas habilidades no usuário, fazendo com que os mesmos se tornem
capazes de acessar e recuperar as informações que necessitam, utilizando de
maneira conveniente e inteligente todos os recursos disponíveis nas bibliotecas e
outras unidades de informação.
Muito embora, os estudos relativos ao treinamento de usuários, sejam ainda
escassos, as reflexões em torno de tal temática são de suma importância, tanto
para os usuários quanto para os profissionais da informação. Isto por que, um bom
treinamento pode contribuir sobremaneira para o aprendizado qualitativo dos
usuários da biblioteca, criando deste modo, um maior vínculo entre estes e a
instituição. Percebe-se, entretanto, que o interesse pelo treinamento de usuários
tem ocorrido principalmente no ambiente universitário. Segundo OTTA (1990) a
maioria dos trabalhos levantados são de caráter mais prático do que teórico, onde
geralmente o que existe é tão somente a divulgação de serviços de treinamento
e/ou orientação realizados em algumas bibliotecas universitárias brasileiras.
Talvez essa falta de maiores estudos contribua para a ausência de
compreensão da necessidade de se promover não só treinamento de usuários
mas, sobretudo a educação do usuário. Esta por sua vez deve ser entendida
como:

�o processo pelo qual o usuário interioriza comportamentos
adequados com relação ao uso da biblioteca e desenvolve
habilidades de interação permanente com as unidades de
informação. Logo, é importante salientar que a ação educadora na
biblioteca deverá deslocar o seu interesse do conteúdo do simples
uso da informação para a formação de atitudes de valorização da
mesma. Ao invés de instilar informações apenas sobre “como fazer
uma pesquisa bibliográfica”, ou simplesmente aprimorar as
“técnicas de elaboração trabalho científico”, os bibliotecários
precisam se conscientizar de que devem promover a educação da
vontade do usuário, mediante o desenvolvimento orientado de sua
inteligência para novas formas de pensar, agir e sentir em relação
a biblioteca. (BELLUZZO, MACEDO, 1990, p.87)

Assim, o usuário se sentirá mais firme e confiante de que conseguirá obter
respostas para suas demandas informacionais e reconhecerá a importância do
papel do bibliotecário neste processo.

3 INTERFACE COM USUÁRIO
Durante muitos anos, o usuário da informação foi legado a segundo plano.
De acordo com FERREIRA (1996) até por volta da década de 70 a maioria dos
estudos centravam-se no uso de sistemas de informação e não nos usuários de
tais sistemas (as novas tecnologias prometiam resolver todos os problemas
independentemente do fator humano). Os usuários por sua vez eram vistos como
meros receptores.
No entanto, percebeu-se que a ênfase só no aparato tecnológico não seria
suficiente para resolver os problemas relativos ao fluxo informacional e as
demandas de informação. Assim, a partir da década de 80 surgiram novas
abordagens onde se buscou adequar tais tecnologias no sentido das mesmas se
apresentarem de forma mais acessível aos usuários. “As assim chamadas
interfaces “amigáveis” foram criadas para ajudar o usuário inexperiente de bases
de dados a fazer pesquisa produtiva sem ajuda ou intervenção de um especialista
em informação” (LANCASTER, 1994, p.9). Vale ressaltar ainda que de acordo

�com (LE COADIC,1996, p.50) “embora certas fontes dispensem o contato direto
com os usuários, tal contato é muitas vezes necessário pra descobrir suas
necessidades de informação, conhecer suas opiniões e seus comportamentos. É
preciso, então, observar, perguntar”.

4 METODOLOGIAS PRESENCIAIS E VIRTUAIS
O serviço de referência de uma biblioteca apresenta uma série de
atividades que se caracterizam por prestar um atendimento especializado aos
seus usuários. Dentre estas atividades estão as que denominamos genericamente
de treinamento. Mesmo que este termo não seja o mais adequado, por poder
significar, num de seus sentidos, adestramento, é o que se tornou usual na
linguagem biblioteconômica.
Este serviço engloba: orientação sobre normalização técnica aplicada a
trabalhos técnico-científicos; orientação sobre uso de bases de dados disponíveis
na biblioteca em forma eletrônica e em papel, orientação sobre a disposição e
potencialidades do acervo, conhecimento do catálogo e seu manuseio ou outras
informações com o objetivo de familiarizar o usuário com os instrumentos de
busca disponíveis no ambiente; engloba também as visitas orientadas com o
objetivo de traçar um panorama breve dos serviços da biblioteca. Outras
atividades, desempenhadas no ambiente da biblioteca, são possíveis de acordo
com a necessidade dos usuários e que possibilitem dar visibilidade as inúmeras
possibilidades que a biblioteca oferece.
Tradicionalmente

estas

atividades

são

desenvolvidas

em

grupo,

bibliotecário e usuários. Com o advento das modernas tecnologias da informação
foram se criando novas formas de comunicação no ambiente da biblioteca. O meio
virtual, nas bibliotecas universitárias é uma realidade.
Surgiram então formas virtuais de treinamento, principalmente através dos
tutoriais, e é uma das preocupações atuais de áreas com a informática,

�computação: como atender o cliente de forma satisfatória, as suas dúvidas, a
“amigabilidade” da linguagem, interfaces com o usuário, etc
O treinamento virtual prescinde do território, espaço físico da biblioteca,
pode-se dizer que fazem parte do mundo do ciberespaço. Pelas dificuldades de
presença constante do bibliotecário no atendimento a todas as demandas dos
usuários se tornou também um instrumento de auxilio e até de substituição da
presença do profissional, ao lado do usuário.
O que nos preocupa nesta mudança de comportamentos, e que estas
tecnologias trazem, é o desaparecimento do fator aprendizagem, o papel de
educador do bibliotecário. Afirmam (LASTRES, FERRAZ, 1996, p.23) que:

“a

realidade virtual passa a ocupar espaço em atividades onde a presença física era
prerrogativa de indivíduos qualificados e elemento decisivo de qualidade como no
ensino, conferências, consultorias, consultas médicas e cirurgias” .
Num sistema de recuperação de informações, sabe-se pela experiência,
que nem sempre o usuário consegue formular sua dúvida. O profissional deve
auxiliar na estratégia de busca e isto se faz conversando com a pessoa.
Os treinamentos de usuários não se caracterizam somente numa
transmissão de informações. Eles revelam significados para um processo de
aprendizagem. A promoção de conhecimentos, a capacitação das pessoas
envolvidas, a troca de experiências são preponderantes para que a pessoa
obtenha o conhecimento. Não basta clicar em ícones ou digitar palavras-chave
para responder às inquietações que acompanham uma pesquisa. O conhecimento
não se dá de forma automática, são necessárias mudanças contínuas,
aprimoramentos, e isto parece difícil acontecer sem a interatividade entre pessoas
porque o conhecimento acontece nas relações sociais.
Outro aspecto a enfatizar é que um tutorial ou um modelo –padrão de
instrução nem sempre atende a todas as expectativas. Deve variar conforme o
contexto. Alguns conhecem a linguagem apresentada, outros desconhecem

�totalmente, alguns fazem uso inadequado, não sabem explorar os recursos
oferecidos, enfim muitas dificuldades se apresentam no uso destes instrumentos.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante de tudo o que foi exposto, podemos elencar algumas considerações
que são de suma importância para o desenvolvimento a recuperação da
informação e o treinamento de usuários. É preciso, pois, entender a importância
do trabalho realizado pelo profissional bibliotecário e que este possua domínio das
novas ferramentas tecnológicas e consiga desenvolver certas habilidades e assim
seja capaz de elaborar e promover serviços de treinamento de usuários com uma
maior qualidade. É preciso ainda conhecer os principais programas de treinamento
de usuários, conhecer e manusear as principais bases de dados existentes nas
diversas áreas do conhecimento humano, obter uma visão mais ampla sobre as
possibilidades de utilização das ferramentas de busca da informação em bases de
dados impressas e on-line, entender a importância do serviço de referência e,
sobretudo compreender melhor as necessidades de informação dos usuários de
bibliotecas tradicionais e virtuais. E por fim, entender que somente com a
presença de um profissional a subjetividade, as inquietações, a origem da dúvida,
as diferenças individuais podem ser melhor percebidas por meio da comunicação
face-a-face. Podemos considerar, ainda que, os tutoriais, são instrumentos de
auxílio ao treinamento dos usuários, mas não substitutos. se dar presencialmente.
O “self-service” em biblioteca ajudaria nas tarefas rotineiras, mas não poderia
responder por toda a demanda de quem a procura.
ABSTRACT
The training of users is one of the traditional services offered by the libraries aiming
at the through between librarian and the customer and its instrumentalização to
locate information. Breaking itself of the estimated one of that the libraries are
spaces that favor reply to the investigations of the people who look them, the
through of the professional are essential so that the same ones reach its objectives
together to the community. So that the reader can satisfy its necessities of
knowledge are basic that it understands the organization of the space, the quantity,

�the technologies and the offered services. With the advent of the computer the
libraries if had become, also, for many, plus a place where the databases can have
access to the modern technologies through consultation, Internet, e-mail and other
mechanisms that computer science offers. Many systems today present a good
interface with the user and tutorial that facilitate the agreement of the use
methodology. This work intends to make a reflection about of these services and
the current trend of the "self-service" in the libraries. It confides possibility of if
losing the human contact more direct, substituting the training of users, for tutorial
and the manual ones located in the small farms. The service of reference and the
training of users are one practical one in the libraries currently? In the space of the
one of the libraries has a trend the one that the user, with the current virtual
substitutes the professional? E the librarians opt to one practical one disentailed of
the communication human being? All these questions will be boarded in elapsing
of this study.
KEY - WORDS: Training of Users. Friendly Interface. Actual Methodologies. Virtual
Methodologies.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA JÚNIOR, O. F. Avaliação de serviços desenvolvidos no serviço de
referência e informação em bibliotecas públicas. São Paulo: ECA/USP, 1999.
(Tese de Doutorado).
BELLUZZO, R. C. B., MACEDO, N. D. Da Educação de usuários ao treinamento
do bibliotecário. R. Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo,
v.23, n.1/4, p.78-111, jan./dez. 1990.
BEZERRA, F. M. P.; COSTA, R. M. Criatividade e inovação no treinamento de
usuário da biblioteca de ciências e tecnologia da Universidade Federal do
Ceará. Disponível em: http://www.biblioteca.ufc.br/artcriativi.html Acesso em: 20
mar. 2004
CAMPOS, C. M., MAGALHÃES, M. H. A. Treinamento de usuários da biblioteca
universitária: o curso na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Revista
de Biblioteconomia, Brasília, v.17.n.1, p.85-88, jan./jun.1989.
CUENCA, Angela Maria Belloni, ALVAREZ, Maria do Carmo Avamilano, FERRAZ,
Maria Lucia Evangelista de Faria et al. Capacitação no uso das bases Medline e
Lilacs: avaliação de conteúdo, estrutura e metodologia. Ciência da Informação,
Brasília , v.28, n.3, p.340-346, set./dez. 1999.

�CUENCA, Angela Maria Belloni. O usuário final da busca informatizada: avaliação
da capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da
Informação, Brasília, v.28, n.3, p.293-301, Set./Dez., 1999. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019651999000300007&amp;lng =en&amp;nrm=iso&gt; . Acesso em: 04 jun. 2004.
FERREIRA, S. M. Novos paradigmas e novas percepções do usuário. Ciência da
Informação, Brasília ,v.25, n.2, p.217-223, maio/ago.1996.
FIGUEIREDO, N. M. de. Textos avançados em referência &amp; informação. São
Paulo: Polis-APB, 1996. 124p. (Coleção Palavra-chave, nº 6).
GARCEZ, E. M. S; RADOS, G. J. V. Necessidades e expectativas dos usuários na
educação à distância: estudo preliminar. Ciência da Informação, Brasília, v. 31,
n. 1, p. 13-26, jan./abr. 2002. Disponível em:
http://www.ibict.br/cionline/310102/3110203.pdf . Acesso em : 05 jun. 2003.
GONZALEZ, Saray Córdoba. La formación de usuarios con metodos participativos
para estudiantes universitários. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n.1, p....
1998.
GROGAN, D. A prática do serviço de referência. Brasília: Briquet de Lemos,
1995. 198p.
LASTRES, Helena M.; FERRAZ, João Carlos. Economia da informação, do
conhecimento e do aprendizado. In: LASTRES, Helena M.; ALBAGLI, Sarita (org.).
Informação, Globalização na era do conhecimento. São Paulo, Campus, 1996.
p. 41-69.
LIMA, G. A. B.; MENDONÇA, A. E. M. A utilização do MicroIsis no Brasil.
Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.3, n.2, p.125-136,
jul/dez. 1998.
LOPES, R. R. V. Acesso a bases de dados em linha e em CD-ROM: algumas
considerações sobre sua implantação em países em desenvolvimento. Ciência da
Informação, Brasília, v.20, n.2, p.217-219, jul/dez. 2001.
MAZZONI, Alberto Angel, TORRES, Elisabeth Fátima, OLIVEIRA, Rubia de et al.
Aspectos que interferem na construção da acessibilidade em bibliotecas

�universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v.30, n.2, p.29-34, maio/ago.
2001. ISSN 0100-1965.
MIRANDA, A. Treinamento no uso da biblioteca com recursos audiovisuais:
revisão de literatura nacional. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, São Paulo, v.23. n.1/4, p.58-77, jan./dez.1990.
OTA, M. E. C. Educação de usuários em bibliotecas universitárias brasileiras:
revisão de literatura nacional. Revista de Biblioteconomia e Documentação,
Brasília, v.23, n.1-4, p.58-77, jan./dez. 1990.
VALENTIM, M. L. P. Formação: competências e habilidades do profissional da
informação. In: VALENTIM, M. L. (Org.). Formação do profissional da
informação. São Paulo: Polis, 2002. p.117-147.

∗

Universidade Federal de Minas Gerais – Brasil. Av. Antônio Carlos, 6227. Tel: (5531) 3213-0221.
E-mail: rosalinemota@ufmg.br
∗∗
Universidade Federal de Minas Gerais – Brasil. Av. Antônio Carlos, 6227. Tel: (5531) 3214-2087.
E-mail: ivonejob@yahoo.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55194">
                <text>O treinamento de usuários no contexto informacional contemporâneo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55195">
                <text>Mota, Francisca Rosaline Leite; Job, Ivone </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55196">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55197">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55198">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55200">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55201">
                <text>O treinamento de usuários é um dos serviços tradicionais oferecidos pelas bibliotecas visando a intermediação entre bibliotecário e o cliente e sua instrumentalização para localizar informações. Partindo-se do pressuposto de que as bibliotecas são espaços que favorecem resposta às indagações das pessoas que as procuram, a intermediação do profissional é imprescindível para que as mesmas atinjam atinja seus objetivos junto à comunidade. Para que o leitor possa satisfazer suas necessidades de conhecimento é básico que entenda a organização do espaço, do acervo, das tecnologias e dos serviços oferecidos. Com o advento do computador as bibliotecas se tornaram, também, para muitos, mais um lugar onde podem ter acesso às modernas tecnologias através de consulta a bases de dados, internet, correio eletrônico e outros mecanismos que a informática oferece. Muitos sistemas apresentam hoje uma boa interface com o usuário e tutoriais que facilitam o entendimento da metodologia de uso. Este trabalho pretende fazer uma reflexão acerca destes serviços e a atual tendência do “self-service” nas bibliotecas. Abre-se a possibilidade de se perder o contato humano mais direto, substituindo-se o treinamento de usuários, pelos tutoriais e manuais localizados nos sítios. O serviço de referência e o treinamento de usuários são uma prática nas bibliotecas atualmente? No espaço do das bibliotecas há uma tendência a que o usuário, com as atuais facilidades virtuais, substitua o profissional? E os bibliotecários optam por uma prática desvinculada da comunicação humana? Todas estas questões serão abordadas no decorrer deste estudo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68538">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5036" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4104">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5036/SNBU2004_147.pdf</src>
        <authentication>cfb0fb624de111160e229d9027931dfb</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55239">
                    <text>ATENDIMENTO DE EXCELÊNCIA: SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO
PERSONALIZADA AO USUÁRIO DE BIBLIOTECA
Kátia M. de Andrade Ferraz∗
Eliana Maria Garcia
Sandra H.M.G. Ribeiro dos Santos
Silvia Maria Zinsly
Ligiana Clemente do Carmo

RESUMO
A Divisão de Biblioteca e Documentação – DIBD da Escola Superior de
Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo, com o objetivo de
disponibilizar mais um serviço diferenciado à comunidade, redimensionou, em
2002, seu programa de capacitação de usuários, reforçando a sua missão na
transferência de informação e na orientação do uso dos recursos disponíveis.
Desenvolveu, então, uma metodologia de capacitação de usuários, cujo programa
contemplou o atendimento personalizado considerando cada perfil, seus objetivos
e interesses, bem como o seu tempo disponível. O propósito foi promover um
aprendizado efetivo através de um atendimento de excelência: “O Algo Mais”,
através do serviço “Marque uma Hora com a Bibliotecária de Referência”.
PALAVRAS-CHAVE: Capacitação de usuários. Orientação personalizada.
Atendimento de excelência.

1 INTRODUÇÃO
A Divisão de Biblioteca e Documentação (DIBD) da Escola Superior de
Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), inserida no Sistema Integrado de
Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP), redimensionou em 2002 o
seu Programa de Capacitação de Usuários, com o objetivo de disponibilizar um
serviço diferenciado à sua comunidade.
As transformações tecnológicas trouxeram novas atividades e desafios
para o bibliotecário de referência, incluindo uma nova visão referente ao
atendimento prestado aos usuários (GADELHA, 2002). Para que essas mudanças
pudessem ser acompanhadas, foi preciso que muitos paradigmas fossem
revistos, modificados e assimilados, principalmente a postura do profissional

�diante dos treinamentos ministrados. De acordo com Barros (1999), é importante
rever a visão dos bibliotecários em relação aos serviços de referência que eles
oferecem frente aos que o usuário recebe e julga realmente importante.
Para Tyckoson (2003), o futuro do serviço de referência, bem como dos
bibliotecários, não é um processo revolucionário, mas sim evolutivo. A biblioteca
passa a ser medida pelos serviços prestados, pela responsabilidade dos
bibliotecários de referência na promoção da biblioteca junto à comunidade e pela
valorização dos serviços personalizados.
Experiências de bibliotecas que oferecem estes treinamentos que
evidenciam a importância, a necessidade e a pertinência de ministrá-los aos seus
usuários, com enfoque na orientação do uso das bases de dados têm sido
descritas na literatura nacional e internacional por vários autores, como Cuenca
(1999); Marquetis (2002) e The Ohio State University (2004). Para aproveitar a
experiência desta universidade norte-americana mencionada, folder de seus
treinamentos agendados foi consultado e serviu de modelo para a DIBD.
Impulsionada por esta nova mentalidade, a equipe da DIBD determinou
como seu maior objetivo a satisfação do usuário, proporcionando a facilidade no
uso dos recursos disponibilizados e um serviço com a “sua marca” - a qualidade.
Foi pioneira dentre as bibliotecas da USP ao adotar formalmente um programa de
qualidade.
Neste contexto, analisou e aprimorou a metodologia utilizada no
atendimento de referência durante o processo de transferência de informações e
de orientação no uso dos recursos disponíveis aos seus usuários, tendo como
metas proporcionar um aprendizado eficaz, a assimilação dos conceitos
repassados durante os treinamentos ministrados, a satisfação do usuário e a sua
independência na utilização dos produtos e serviços da biblioteca.

2 DESENVOLVIMENTO

�2.1 METODOLOGIA
Com o redimensionamento do Programa de Capacitação de Usuários,
buscou-se adotar uma metodologia adequada à demanda exigida pela
comunidade acadêmica e que acompanhasse a velocidade em que as
informações são geradas, processadas e disseminadas através dos recursos
tecnológicos. Essa reestruturação gerou um programa inovador de atendimento
personalizado, considerando seu perfil, seus objetivos, seus interesses e o seu
tempo disponível.
Inicialmente foi definido o conteúdo do treinamento individualizado,
baseado nos questionários de avaliação dos seminários ministrados aos usuários,
nas solicitações/expectativas diárias manifestadas durante o atendimento e na
viabilidade do trabalho a ser desenvolvido na própria biblioteca. Os itens
selecionados foram:
•

Visita orientada: possibilita ao usuário conhecer todo o

ambiente e espaço físico da biblioteca, os acervos destinado às obras de
referência, livros, teses, periódicos, eventos, vídeos, livros-texto e reserva
temporária, além da área destinada aos estudos em grupo / individual, do
expositor de novas publicações, do mural com notícias sobre área agrícola
(eventos, cursos, estágios etc), complementada por uma visita às seções
destinadas ao atendimento, como Referência, Circulação e Empréstimo,
Fotocópias e Comutação Bibliográfica;
•

Apresentação da Home page da DIBD (disponível em

inglês/português): o bibliotecário navega pelos sites disponibilizados na
home page, descreve cada item, orienta sobre as suas características
individuais e também destina um tempo para as dúvidas e/ou
esclarecimentos dos usuários;
•

Orientação aos usuários: esta opção restringe-se ao

procedimento referente à localização e/ou recuperação do material
disponível no acervo local. O bibliotecário orienta sobre o conteúdo das
bases de dados, como o usuário deve proceder à pesquisa para a
localização da publicação, quais as informações devem ser anotadas, a

�organização das estantes e, conseqüentemente, a recuperação do material
desejado no acervo da biblioteca, incluindo o procedimento adequado para
as ocasiões em que o material não esteja disponível;
•

Localização das publicações de interesse: o profissional

orienta sobre as bases de dados que disponibilizam material bibliográfico,
com atenção especial aos serviços de “Empréstimo-entre-bibliotecas”,
solicitação de cópias em outras bibliotecas e consulta às revistas
eletrônicas;
•

Pesquisa em Bases de Dados: o bibliotecário demonstra as

bases de dados (nacionais e internacionais) mais importantes na área de
atuação da biblioteca. Comenta sobre o conteúdo de cada base e orienta
sobre a pesquisa, com ênfase à explanação da “lógica booleana” para a
elaboração de estratégias de busca a serem utilizadas durante a
recuperação do assunto de interesse;
•

Normalização: ocorre orientação e esclarecimentos de

questões relacionados às normas para elaboração de dissertações e teses
adotadas pela ESALQ. Inclui estrutura do trabalho, formatação, citações no
texto e referências bibliográficas de acordo com a ABNT.
Após a seleção do conteúdo do treinamento, definiu-se que um folder de
divulgação desse novo serviço seria elaborado. Desse modo, a informação
poderia veicular em toda a comunidade do Campus de Piracicaba e atingiria
também os usuários de outras instituições que apresentassem demanda pelos
serviços e produtos oferecidos pela DIBD.
Redigiu-se o folder em linguagem simples, com a explanação de cada item,
para que o usuário fosse informado sobre o teor de cada um e pudesse selecionar
aquilo que realmente lhe interessasse no momento de sua pesquisa na biblioteca,
podendo inclusive poder optar por vários itens simultaneamente, uma vez que o
tempo utilizado em cada um aparece delimitado ao final de sua descrição no
folder.
Os dias e horários dedicados às atividades de treinamento foram
determinados pelas quatro bibliotecárias responsáveis de modo que fossem

�incorporados à sua rotina do serviço de atendimento, sem que houvesse
nenhuma interferência em outras atividades desenvolvidas. Objetivou-se também
que, simultaneamente, atendessem às expectativas dos usuários, que poderiam
agendar o treinamento adequando as opções oferecidas às suas atividades de
pesquisa.
Essa possibilidade que o usuário passou a ter de “marcar um horário com o
Bibliotecário de Referência” evidencia a preocupação de se oferecer um
Atendimento de Excelência, cujo “Algo Mais” fez com que o usuário se sentisse
valorizado, tratado de modo “especial” e respeitado, estabelecendo uma relação
de proximidade e fidelidade com a biblioteca.
Pensando nas características pessoais dos usuários e nas suas
preferências de aprendizado, possibilitou-se não somente o treinamento
individualizado, mas também em grupos pequenos, buscando com isso atingir
todos os perfis de usuários.

2.2 DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
Considerou-se, como prioritária, a divulgação do serviço ao maior número
possível de usuários, independente de categoria ou horário de freqüência na
biblioteca. A força maior de sua divulgação estava na certeza de que o maior
atrativo para o usuário seria a própria inovação do serviço, que propiciaria:
• Maior aproximação do usuário com a biblioteca e com seus
profissionais;
• A busca dos serviços de seu interesse (por ele próprio);
• A solução para os seus problemas/dificuldades (de cunho pessoal);
• A perspectiva de que poderia encontrar exatamente a informação
desejada;
• A certeza de que poderia aprender algo até então desconhecido;
• A possibilidade de esclarecer dúvidas “de longa data”;

�• A possibilidade de utilizar o serviço oferecido adequando-o a sua
disponibilidade;
• Treinamento

personalizado

complementar

ao

agendado

pela

instituição como parte do calendário oficial (que muitas vezes não parece
adequado ao momento de seu interesse ou de sua disponibilidade).
Outro ponto estratégico utilizado na divulgação do treinamento foi a
elaboração de um folder com um layout moderno e diferenciado, porém simples
em sua essência, com uma linguagem acessível e com um certo apelo visual para
que atraísse e “encantasse” o usuário.
Além do folder, idéias complementares foram implementadas. Marcadores
de livro contendo os itens discriminados no próprio folder foram elaborados, cuja
finalidade foi também divulgar o conteúdo dos treinamentos, o endereço
eletrônico e URL da biblioteca, além de dicas básicas para acessar as principais
bases de dados disponibilizadas aos usuários. Com este recurso, o usuário teria
em mãos instruções rápidas para resgatar no momento em que houvesse
interesse, além de se tornar um divulgador do serviço em potencial.
Alguns fatores foram considerados para a elaboração do folder :
a) Capa:
• Título: algo que explicitasse a idéia de
inovação e modernidade: “Como
Navegar no Mundo de Informações?:
É só agendar com as Bibliotecárias de
Referência da DIBD”;
•

Meta: descrita de modo claro para
ciência do usuário: “Disponibilizar
mais um serviço personalizado para a
comunidade da ESALQ”;

•

Endereço eletrônico para contato:
facilitar a aproximação do usuário.

b) Ilustração:
• Mensagem: associação da foto da
biblioteca a uma bússola e a um
mouse, evidenciando o rumo que o
usuário poderá seguir utilizando os
recursos tecnológicos disponíveis, a

�partir das orientações da biblioteca da
ESALQ;
•

Coerência com o título: ilustração e
título deveriam emitir a mesma
mensagem ao usuário;

•

Cores: preto e branco para que a
ilustração não ofuscasse a mensagem.

c) Formato:
• Praticidade
e
facilidade
de
manuseio;
• Facilidade de leitura: letras legíveis e
com destaque para os temas;
• Parte destacável: formulário de
inscrição com dados relevantes para a
biblioteca sobre o usuário e para
agendar o dia e horário de interesse
para o treinamento.
Figura 1 – Folder para agendamento do
treinamento personalizado

Figura 2 – Marcadores de livros elaborados para a divulgação dos serviços

�Acreditando que materiais adicionais de divulgação “encantariam” o usuário
e o aproximaria ainda mais da biblioteca, réguas e magnetos também foram
utilizados para a divulgação do endereço eletrônico da biblioteca, que foram
entregues juntamente com o folder de divulgação do serviço de atendimento
personalizado.

Figura 3 - Régua e magneto confeccionados.

Para a distribuição deste kit (folder, marcadores de livro, régua e magneto)
aos usuários, algumas considerações foram ponderadas, dentre elas:
• Público-alvo: para quem seria entregue;
• Veiculação: como seria distribuído;
• Local: onde seria distribuído.
Esses itens foram cuidadosamente analisados e determinados para que o
kit distribuído não se tornasse um material descartável. Considerou-se,
inicialmente, que os alunos de pós-graduação e de graduação envolvidos com
pesquisa deveriam receber o folder por evidenciarem maior interesse pelos
treinamentos.
Esse público foi contemplado com o kit através da Biblioteca Central e das
Bibliotecas Setoriais, cujos treinamentos são também ministrados pelas
bibliotecárias das referidas unidades em seu próprio local de trabalho. O material
foi também entregue durante alguns seminários já programados - cujos conteúdos
são mais abrangentes que os dos treinamentos agendados -, com o intuito de
atingir o usuário que demonstrasse interesse por itens mais específicos ou que
desejasse aprofundar seus conhecimentos.

�2.3 TREINAMENTO

Para ministrar o treinamento, as bibliotecárias de referência adotaram a
seguinte postura em relação ao usuário:
•

Adequaram-se ao ritmo de aprendizado do usuário;

•

Responderam especificamente às suas questões e/ou dúvidas;

•

Repetiram a orientação até que o usuário explicitasse a sua compreensão;

•

Propuseram algumas simulações de pesquisas, de preferência da área de
interesse do usuário para que observassem o seu grau de dificuldade e
pudessem fixar atenção na explanação sobre o assunto;

•

No início do treinamento, fez-se necessária uma pesquisa com o usuário
para que se pudesse determinar seu perfil e definir o procedimento
adequado à sua explanação: o que dizer e como dizer.

2.4 RESULTADOS
Uma atividade muito rica e prazerosa foi obtida com este serviço, com
benefícios para ambos os lados: o profissional da informação passou a ter em
suas mãos a real necessidade de seu usuário, podendo esclarecer todas as suas
dúvidas e orientá-lo de forma direcionada; e o usuário, por sua vez, tornou-se
capacitado para utilizar os serviços e produtos disponibilizados pela biblioteca de
maneira eficaz e produtiva. O resultado foi extremamente positivo. Os usuários se
“encantaram” com o trabalho e a procura pelo serviço cresce a cada dia.
A biblioteca já havia planejado um modo de compilar os resultados do
trabalho, avaliando a procura pelo novo serviço e a satisfação do usuário,
explicitados

através

de

questionários

de

avaliação

entregues

após

os

treinamentos ministrados entre 2002 e 2004. Dentre todos os treinamentos
personalizados que foram ministrados na DIBD, constatou-se que o usuário
selecionou simultaneamente mais que um item dentre as opções que lhe foram
disponibilizadas.

�O grau de interesse dos usuários nos itens disponibilizados para o
treinamento seguiu a seguinte prioridade:
• Pesquisa em Bases de Dados (100%);
• Apresentação da home page da DIBD (74,5%);
• Orientação aos usuários (53,8%);
• Localização das publicações de interesse (53,8%);
• Visita orientada (38,5%);
• Normalização (28,2%).
O grau de satisfação dos usuários em relação ao conteúdo do treinamento
foi satisfatório. Dos entrevistados, 84,6% o classificaram como ótimo e 15,4%
como bom.

15,4%

84,6%

Ótimo
Bom

Figura 4 – Conteúdo do treinamento: grau de satisfação do usuário

A avaliação a respeito da palestrante (didática e postura) foi também
positiva, considerada por 82% dos usuários como ótima, por 15,4% como boa e
por 2,6% como regular (Figura 2).

15,4%

2,6%

Ótimo
82%

Bom
Regular

Figura 5 – Opinião do usuário sobre as palestrantes

�Curiosamente, pôde-se observar o papel de agente multiplicador que o
usuário passou a exercer. Uma vez convicto de seu conhecimento, assumiu
muitas vezes o papel de orientador de seu colega, explicando aquilo que havia
aprendido durante o treinamento agendado, fixando ainda mais o seu
conhecimento.
Importante observar que, a qualquer dúvida que surgia, ele já não esperava
ou prorrogava para solicitar ajuda, mas dirigia-se imediatamente ao profissional
que lhe ministrou o treinamento para que novamente pudesse lhe orientar,
evidenciando assim a “quebra” de qualquer bloqueio que poderia existir entre ele
e o profissional de referência.
Com a reestruturação do Programa de Capacitação de Usuários da DIBD,
todas as categorias de usuários foram beneficiadas.
Comprovou-se através dos dados pessoais fornecidos nos formulários de
inscrição para o treinamento personalizado que o novo serviço atendeu o aluno
que está ingressando na Universidade, o usuário assíduo da biblioteca cuja
pesquisa encontra-se em estágio avançado, o docente e também o usuário de
outra instituição que procura a biblioteca para utilizar-se dos recursos
disponibilizados.

9%

3%

Pós-graduação

26%
62%

Docentes
Graduação
Outras instituições

Figura 6 – Categorias de usuários dos treinamentos agendados

3 CONCLUSÕES
Observou-se que as mudanças sempre são bem-vindas e que o usuário de
biblioteca universitária necessita de orientação e/ou atualização na utilização dos

�recursos disponíveis. Para isso, é preciso estar atento às suas expectativas, aos
seus anseios e aos seus interesses que variam de acordo com a fase de sua
pesquisa e com as rápidas inovações que surgem no âmbito dos recursos
informacionais.
A presença do profissional ao lado do usuário é outro fator importante a ser
comentado. Alguns depoimentos de usuários criticaram sistemas de informação
somente informatizados onde o fator humano não aparece. Há uma grande
procura do usuário pela orientação direta do profissional que o acompanha, troca
idéias, experiências de pesquisa e menciona dicas provenientes do uso constante
dos recursos disponibilizados.
Desta forma, o profissional da informação sente-se mais gratificado,
valorizado e ciente da responsabilidade da profissão que exerce; o usuário, por
sua vez, sente-se especial, tendo um tratamento diferenciado, um Atendimento de
Excelência – “O Algo Mais”. Com isso, as suas pesquisas tornam-se mais
produtivas, tendo em vista que executa suas buscas por informações em menor
período de tempo.
Todas as inovações que são implementadas no ambiente universitário
causam algum impacto no usuário, muitas vezes acostumado à rotina do
atendimento tradicional. Diante do leque de possibilidades que lhe é apresentado,
o usuário passa a interagir mais efetivamente com a biblioteca, deixando de ter
uma atitude passiva para intensificar sua participação nos serviços que lhe são
oferecidos. Passa a ter uma visão mais crítica e adota uma postura mais exigente
que é a mola propulsora para a evolução e qualidade dos serviços prestados.
Para o usuário, pudemos destacar os seguintes benefícios:
• Treinamento eficaz e direcionado que atende às suas expectativas;
• Satisfação;
• Uma maior aproximação com a biblioteca e bibliotecário;
• Maior facilidade na utilização dos recursos tecnológicos;
• “Quebra” de barreiras referentes à proximidade com o profissional;

�• Qualidade do serviço;
• Atitude

ativa

como

agente

multiplicador

dos

conhecimentos

adquiridos;
• Maior agilidade na elaboração das pesquisas sem desperdício de
tempo;
• Auto-suficiente para elaborar suas pesquisas;
• Possibilidade de adequação de tempo: treinamento/disponibilidade;
• Acesso à informação de interesse.
Para o profissional da Informação, observamos:
• Maior valorização decorrente do reconhecimento profissional;
• Maior interação com os usuários;
• Possibilidade de feedback imediato (retorno) dos serviços prestados;
• Conhecimento do perfil e interesse do usuário;
• Ampliação

de

sua

área

de

atuação

tradicional,

assumindo/reafirmando a postura de educador e orientador (enfoque na
educação do usuário);
• Possibilidade de inovação em suas atividades;
• Maior flexibilidade no exercício profissional;
• Atualização frente às novas tecnologias;
• Valorização do lado humano para orientação dos serviços
disponibilizados

em

detrimento

dos

serviços

de

auto-aprendizagem

(somente recursos tecnológicos);
• Presença requisitada e imprescindível.
• Para a realização dessas atividades, foi imprescindível:

�• Ter audácia para inovar com a assimilação de novos paradigmas;
• Utilização do Marketing associado à eficiência do serviço;
• Utilização da técnica “Benchmarking” para a melhoria dos seus
serviços;
• Transformação de pensamentos e idéias em ações;
• Consciência da importância da prestação de serviços com
qualidade.

EXCELLENT ATTENTION: PERSONAL INSTRUCTION SERVICE TO LIBRARY
USER

ABSTRACT
The Division of Library and Documentation - DIBD of the “Luiz de Queiroz” College
of Agriculture of University of São Paulo in order of becoming available on more
differentiated service to community re-structured it’s program on 2002 regarding
the users capacitation, keeping strong the information transference mission as well
as in a using of available resources. It was developed a kind of users methodology
capacitation whose program offers a personal attention considering the user's
profile, its goals, interests and available time in order of promoting an effective
learning. Even so it could enjoy of an excellence attention: "The anything else"
through the service named "Set an Appointment with Reference Librarian".
REFERÊNCIAS
BARROS, C.D.A.C. Ouvindo as quatro vozes. BQ-Qualidade, São Paulo, p. 14, maio
1999.
CUENCA, A.M.B. O usuário final da busca informatizada: avaliação da capacitação no
acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da Informação, Brasília,
v.28, n.3, p.293-30, 01 set./dez. 1999.
GADELHA, M.M. Novas tendências do serviço de referência nas bibliotecas
universitárias. In: SEMINÁRIO UNIVERSITÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
12., 2002, Recife. Anais ... Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.

�MARQUETIS, E.M. Avaliação do programa de capacitação de usuários do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP. In: SEMINÁRIO UNIVERSITÁRIO DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais ... Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.
THE OHIO STATE UNIVERSITY. University libraries: instruction services. Disponível
em: &lt;http://library.osu.edu/sites/learn/index.html&gt;. Acesso em: 10 July 2004.
TYCKOSON, D. On the desirableness of personal relations between librarians and
readers: the past and future of reference service. Reference Services Review, Bradford,
v.31, n.1, p.12-16, 2003.

∗

Universidade de São Paulo - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. Divisão de
Biblioteca e Documentação. Av. Pádua Dias, 11, Piracicaba – SP – Brasil. kmaferra@esalq.usp.br
emgarcia@esalq.usp.br
shmgrsan@esalq.usp.br
smzinsly@esalq.usp.br
ligiana@esalq.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55212">
                <text>Atendimento de excelência: serviço de orientação personalizada ao usuário de biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55213">
                <text>Ferraz, Kátia M. de Andrade; Garcia, Eliana Maria; Santos, Sandra H.M.G. Ribeiro dos; Zinsly, Silvia Maria; Carmo, Ligiana Clemente do </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55214">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55215">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55216">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55218">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55219">
                <text>A Divisão de Biblioteca e Documentação – DIBD da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo, com o objetivo de disponibilizar mais um serviço diferenciado à comunidade, redimensionou, em 2002, seu programa de capacitação de usuários, reforçando a sua missão na transferência de informação e na orientação do uso dos recursos disponíveis. Desenvolveu, então, uma metodologia de capacitação de usuários, cujo programa contemplou o atendimento personalizado considerando cada perfil, seus objetivos e interesses, bem como o seu tempo disponível. O propósito foi promover um aprendizado efetivo através de um atendimento de excelência: “O Algo Mais”, através do serviço “Marque uma Hora com a Bibliotecária de Referência”.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68540">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5040" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4107">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5040/SNBU2004_148.pdf</src>
        <authentication>0189938ded45067b45986888bc48287b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55265">
                    <text>A APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL PARA A CIDADANIA SOB O FOCO DO
USUÁRIO FINAL DE PROGRAMAS NACIONAIS DE INFORMAÇÃO E/OU
INCLUSÃO DIGITAL: ANÁLISE DE ALGUMAS EXPERIÊNCIAS
BRASILEIRAS1
Ferreira, Sueli Mara Soares Pinto∗
Dudziak, Elisabeth Adriana∗∗

RESUMO
O objetivo do trabalho é analisar a percepção de usuários brasileiros quanto ao
impacto gerado pelos programas nacionais de informação e as TICs (tecnologias
de informação e comunicação) nos processos decisórios, em torno do exercício
pleno de sua cidadania, a fim de identificar os níveis de apropriação informacional
em que se encontram. Inicialmente, são explorados os pontos conceituais e
empíricos a respeito da fluência em informação e seus níveis de apropriação: a
digital (concepção com ênfase na tecnologia da informação); a informacional
propriamente dita (concepção com ênfase nos processos cognitivos) e a social
(concepção com ênfase no aprendizado direcionado à inclusão social, que
consiste em uma perspectiva integrada de aprendizado e exercício de cidadania).
Em segundo lugar, a partir dos objetivos e escopo dos Programas Nacionais de
Informação é traçado um panorama sobre eles e o respectivo impacto das
tecnologias de informação e comunicação no Brasil. Finalmente, aprofundou-se a
pesquisa com estudos de caso em algumas iniciativas implementadas em
diferentes regiões do Brasil, buscando-se compreender como usuários finais de
telecentros e bibliotecas têm se utilizado deles e que mudanças estão sendo
geradas nas condições de suas atividades e no exercício de sua cidadania, de
acordo com diferentes níveis de apropriação: digital, informacional ou social. Para
o estudo foram consideradas as variáveis: motivação, compreensão,
dificuldades/lacunas ou limitações, uso das informações/ conhecimentos obtidos,
projeção/impacto no dia-a-dia e valorização/ recomendação do programa. Os
resultados apontam para a existência de diferentes e simultâneos níveis de
apropriação nas várias regiões analisadas, mas de maneira geral com
predominância do foco ainda para a inclusão digital.

1 INTRODUÇÃO

1

Resultado de pesquisa conjunta desenvolvida por profissionais e pesquisadores de
diversos países da América Latina, coordenada pela Profa. Dra. Sueli Mara S.P. Ferreira
da Universidade de São Paulo e apresentada neste trabalho em formato resumido. Email:
smferrei@usp.br.

�O estudo parte da premissa de que existe uma necessidade de
participação ativa de toda a população nos processos decisórios em torno do
pleno exercício da cidadania. A fim de alcançar este objetivo, torna-se necessário
promover a ampla e irrestrita inclusão digital, informacional e social em todas as
camadas da sociedade. Os Programas Nacionais de Informação implementados
na América Latina são o primeiro passo em busca desta atuação cidadã.
Observa-se que os programas governamentais em geral têm atendido as
demandas

relativas

ao

oferecimento

da

necessária

infra-estrutura

na

implementação de telecentros e o amplo acesso a microcomputadores e a
Internet. O papel dos agentes multiplicadores das propostas governamentais tem
sido essencial neste processo e tem se centrado na capacitação técnica e
apropriação primeira da tecnologia, enfatizando o desenvolvimento das
habilidades dos usuários no uso dos equipamentos e ferramentas de acesso.
Assume-se, porém, que a capacitação para a cidadania (objetivo último da
inclusão digital e informacional) baseia-se no alcance de um patamar superior de
apropriação, não só dos meios (ferramentas e instrumentos de acesso) como
também do efetivo acesso intelectual à informação e ao conhecimento. Parte-se
da reflexão sobre as informações e acontecimentos, direcionando a produção de
uma mudança pessoal pelo processo do aprendizado. Logra-se aqui não somente
a aquisição de habilidades, como também a construção de conhecimentos e
valores, elementos fundamentais ao pleno exercício da cidadania. O aprendizado
é o nível mais elevado de apropriação informacional, onde reside o poder de
mudança e a possibilidade de adoção de novas posturas enquanto sujeito (ator
social / cidadão). Entretanto, neste momento torna-se necessário avançar nos
estudos de modo a verificar o real impacto de tais programas na comunidade,
analisar de que modo os usuários finais têm se apropriado dos programas
nacionais de informação para que possam ser incluídos na chamada sociedade
da informação, do conhecimento e da aprendizagem. Neste sentido, esta
pesquisa teve como objetivo analisar a percepção dos usuários latino-americanos
quanto ao impacto que programas governamentais de inclusão digital e
informacional geram no exercício de sua cidadania, de modo a mapear e
sistematizar diferentes níveis de apropriação informacional.

�2 REFERENCIAL TEÓRICO
Mudanças tecnológicas, econômicas, políticas e sociais transformaram a
visão atual de mundo e, por conseqüência, de educação. Neste ambiente,
promovendo o acesso à informação e à comunicação que ignora fronteiras, a rede
mundial Internet ganhou popularidade, indiscutivelmente integrada ao dia a dia da
sociedade (LEVY, 1999). Nesse contexto assistimos a emergência da Sociedade
da Informação. Um novo quadro mundial se formou, baseado na Tecnologia da
Informação e da Comunicação, sinalizando os processos de inclusão digital. Três
concepções de apropriação informacional emergiram: a digital (concepção com
ênfase na tecnologia da informação); a informacional propriamente dita
(concepção com ênfase nos processos cognitivos) e a social (concepção com
ênfase no aprendizado direcionado à inclusão social, que consiste em uma
perspectiva integrada de aprendizado e exercício de cidadania). Tais concepções
determinam diferentes níveis de complexidade da apropriação informacional. O
Quadro 1 abaixo sintetiza e compara as três concepções.
Quadro comparativo entre as Concepções de Apropriação
Inclusão digital

Inclusão informacional

Inclusão social

Ênfase no Acesso

Ênfase no Conhecimento

Ênfase no Aprendizado

Sociedade da Informação

Sociedade do Conhecimento

Sociedade de Aprendizagem

acesso e

acesso, processos e

processos/habilidades e

relações/habilidades,

conhecimentos

conhecimentos e atitudes

o que

o que e como

o que, como e por que

acumulação do saber

construção do saber

fenômeno do saber

Usuários/indivíduos

Aprendizes/Cidadãos

Conhecedor

Autônomo

Acesso/ habilidades

sistemas de
informação/tecnologia
Expectador

Fonte: Adaptado de Dudziak, 2001.

�2.1 INCLUSÃO DIGITAL - APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL COM ÊNFASE NA
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Vários autores definem a apropriação informacional ou competência em
informação como a capacitação em tecnologia da informação, baseada numa
"alfabetização computacional" ou digital como habilidade primária. Associada à
Sociedade da Informação, a competência em informação é definida como a
aplicação de técnicas e procedimentos ligados ao processamento e distribuição
de informações com base no desenvolvimento de habilidades no uso de
ferramentas e suportes tecnológicos (TAYLOR, 1979).

O máximo de avanço

neste nível de apropriação é o aprendizado de uso dos componentes de
hardware, aplicativos e programas, mecanismos de busca e uso de informações
em ambientes eletrônicos, muitas vezes como finalidade em si mesmos. Neste
nível, a apropriação é carente de aprofundamento, pois o foco está na aquisição
de habilidades e conhecimentos praticamente mecânicos.

2.2 INCLUSÃO INFORMACIONAL - APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL COM
ÊNFASE NOS PROCESSOS COGNITIVOS
O olhar sobre a apropriação informacional enquanto processo de busca da
informação para construção de conhecimento envolve o uso, interpretação e
busca de significados, a construção de modelos mentais, não apenas a busca de
respostas às perguntas, com a incorporação da noção de processo, uma vez que
o indivíduo está ativamente construindo um novo entendimento a partir das
informações encontradas (KUHLTHAU,1993). As necessidades informacionais
são definidas segundo a existência de gaps ou lacunas informacionais que fazem
o aprendiz buscar a informação (FERREIRA, 1996). Esse nível de entendimento
da apropriação ajusta-se perfeitamente à chamada Sociedade do Conhecimento,
Dessa forma considera-se que o indivíduo competente em informação sabe como
o conhecimento é organizado, como achar a informação e como usá-la para a
realização de tarefas ou resolução de problemas (DOYLE,1994). A biblioteca é
concebida como um espaço de aprendizado e, o profissional da informação
aparece ora como gestor do conhecimento, ora como mediador nos processos de

�busca da informação (RADER, 1997; KULTHAU, 1993). A dimensão social, de
interação com a comunidade e o ambiente começam a ser explorados.

2.3 INCLUSÃO SOCIAL - APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL COM ÊNFASE NA
CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA
Considerando que a apropriação informacional emerge do processo de
aprendizado, ela deve englobar além de uma série de habilidades e
conhecimentos, a noção de valores e atitudes ligados à dimensão social e
situacional, incluindo a ética, a autonomia, a responsabilidade, a criatividade, o
pensamento crítico e o aprender a aprender, enfatizando o cidadão, o ser social,
admitindo uma visão sistêmica da realidade. A apropriação informacional nesse
nível considera a dimensão social e ecológica do aprendiz, entendendo-o não
mais como usuário, nem mais como indivíduo, antes como sujeito que alcança
uma identidade pessoal a partir de sua atuação como transformador social,
segundo Alain Touraine (citado em CASTELLS, 1999). Pressupõe-se a
incorporação de novas habilidades, conhecimentos e atitudes (BREIVIK,1985),
um estado permanente de mudança, a própria essência do aprendizado como
fenômeno social e exercício da cidadania. (OWENS, 1976; HAMELINK, 1976).

3

PANORAMA

BRASILEIRO

DOS

PROGRAMAS

NACIONAIS

DE

INFORMAÇÃO
O Programa Sociedade de Informação, criado em 1995, tem como missão
articular e coordenar o desenvolvimento e a utilização de produtos e serviços
avançados de computação, comunicação e conteúdos e suas aplicações visando
à universalização do acesso e à inclusão de todos os brasileiros na Sociedade da
Informação. Com o lançamento do Livro Verde e a finalidade precípua de
promover o acesso universal à informação, o Programa considera ser essencial a
promoção da alfabetização digital (habilidades de uso de computadores e
internet), como também a capacitação das pessoas para a utilização dessas

�mídias em favor dos interesses e necessidades individuais e comunitários, com
responsabilidade e senso de cidadania.
O Programa está estruturado segundo sete linhas de ação: mercado,
trabalho e oportunidades, universalização de serviços para a cidadania, educação
na sociedade da informação, conteúdos e identidade cultural, governo ao alcance
de todos, P &amp; D, tecnologias chave e aplicações, infra-estrutura avançada e novos
serviços (SOCINFO, 2004). No Brasil, diversas são as iniciativas em torno do
acesso à internet, atualmente existem vários programas e telecentros, iniciativas
governamentais e não governamentais, totalizando 500 telecentros e cerca de
26% da população com acesso à internet. Também existem diversos cibercafés,
administrados por franquias comerciais ou empresas de telefonia, além do acesso
a partir das universidades e escolas públicas. Com apoio da UNESCO foi criado o
ProInfo, Programa Nacional de Informática na Educação, objetivando treinar
professores de escolas públicas instalando também 100.000 computadores a
partir do final de 1998. Diversas iniciativas em torno de Bibliotecas Digitais têm
sido implementadas, assim como eventos na área têm sido promovidos.

4 O ESTUDO DE CASO: METODOLOGIA DE TRABALHO
A pesquisa foi desenvolvida em três etapas: (a) a partir do referencial
teórico a respeito dos diferentes níveis de apropriação informacional, foi efetuada
pesquisa documental visando traçar um panorama geral sobre os diferentes
estágios de apropriação informacional; (b) estudos de casos de iniciativas
regionais brasileiras foram desenvolvidos; (c) por fim, a partir da análise de
resultados das observações e experiências coletadas junto aos usuários finais
dos estudos de casos, foram comparados diferentes níveis de apropriação
informacional. Para o desenvolvimento dos estudos de casos, inicialmente foram
convidados a participar profissionais e professores de diversos países latinoamericanos, dos quais derivaram vários estudos mais profundos. As experiências
analisadas no contexto brasileiro foram:

�•

PROGRAMA “INCLUSÃO DIGITAL” DO BANCO DO NORDESTE – CEARÁ - BRASIL

•

PROJETO “INTERNET CIDADÃ” DA PREFEITURA DE BELO HORIZONTE – MINAS
GERAIS – BRASIL

•

PROJETO “DIGITANDO O FUTURO” DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA –
PARANÁ - BRASIL

•

TELECENTRO

DE INFORMAÇÃO E

NEGÓCIOS

DA

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SÃO

CARLOS – SÃO PAULO – BRASIL

Devido à natureza exploratória e descritiva destes estudos utilizou-se
metodologia de estudo qualitativa, baseada em grupos de foco, uma vez que o
objetivo foi compreender fenômenos sociais atuais, através do método indutivo. A
coleta, a análise e a interpretação dos dados envolveram equipes regionais e,
neste texto, se apresentam os resumos dos resultados comparativos dos estudos
brasileiros, do ponto de vista dos usuários finais. Para a coleta de dados foram
definidas duas etapas estratégicas: (a) análise do programa/iniciativa selecionado;
(b) estudo junto aos usuários do programa/iniciativa selecionado. A seleção do
programa baseou-se nos dados de identificação, programa, proposta, etc. A
coleta de dados foi baseada em: - análise documental: documentos oficiais do
programa, sites, materiais divulgados pela mídia etc.; - entrevista: com
Coordenadores, Gestores, Docentes, Atendentes ou outros membros do staff do
Programa para obter informações mais detalhadas e/ou relevantes. Nenhum
roteiro pré-definido, único ou padronizado foi elaborado para o levantamento
destes dados ou entrevista a ser conduzida visando valorizar em cada
programa/iniciativa sua dinâmica própria que deveria ser identificada pelas
equipes

regionais

respectivas.

O

estudo

junto

aos

usuários

do

programa/iniciativa selecionado visou analisar sua percepção dos programas,
utilizando a metodologia do grupo de foco, com o objetivo de: analisar o impacto
que esse programa de inclusão digital gerou no exercício da cidadania das
comunidades envolvidas, de modo a mapear e sistematizar diferentes níveis de
apropriação informacional. Variáveis utilizadas:

�Motivação: buscou-se entender qual era a expectativa do usuário no momento
exatamente anterior a ele realmente ter começado a freqüentar o programa.
Compreensão: objetivou captar o que o usuário percebeu/sentiu e compreendeu
no início de seu envolvimento com o programa.
Dificuldades / gaps ou limitações: visou identificar quais foram: problemas e
barreiras.
Uso das informações / conhecimento obtidos: identificação do que foi realmente
útil ao usuário e onde foi aplicado. Os dados/sentimentos/ações e emoções
buscadas neste momento se referiram ao momento da pesquisa.
Projeção / impacto no dia a dia: buscou-se entender o que realmente mudou na
vida do usuário tanto em casa, nos estudos, profissionalmente, vida social etc.
Valorização / recomendação: pretendeu-se observar o valor que o usuário
denotou ao referido programa a ponto de o recomendar para outros usuários.

5 SÍNTESE DOS RESULTADOS OBTIDOS POR PROGRAMA ANALISADO

5.1 PROGRAMA “INCLUSÃO DIGITAL” DO BANCO DO NORDESTE – CEARÁ BRASIL
O Banco do Nordeste mantém o Centro Cultural desde 1998, o qual vem se
firmando no cenário cultural de Fortaleza, e também da Região. A ação cultural do
programa se dá a partir de duas vertentes: incentivo à produção e difusão de
manifestações culturais locais e a implementação de ações estratégicas e linhas
de financiamento. O “Projeto Inclusão Digital” faz parte das atividades
desenvolvidas por esta Biblioteca junto ao Programa de Biblioteca Digital iniciado
em julho de 2002 e tem como objetivo contribuir para a cidadania a partir do uso
de computadores e da internet. Disponibilizando doze computadores para o
público em geral, os usuários cadastrados fazem uso dos equipamentos
orientados e treinados pelos atendentes e bibliotecários. Como resultado, esperase despertar nos usuários a curiosidade, valorização e interesse pelos bens
culturais e informacionais, colaborando para o exercício de sua cidadania. O
estudo de percepção de usuários, desenvolvido como parte desta pesquisa, teve

�como foco os participantes do Projeto Crescer com Arte, da Fundação da Criança
e da Família Cidadã – FUNCI, da prefeitura municipal da cidade de Fortaleza
(CE), que trabalha com adolescentes em situação de risco.
Resultados: quanto à motivação, percebeu-se que os jovens se sentem
motivados a utilizar o programa, principalmente pela necessidade que têm de
realizar suas pesquisas escolares, pelo conforto proporcionado pelas instalações
e por se sentirem importantes e bem tratados pelas pessoas que trabalham no
ambiente. Já no que tange a compreensão, percebeu-se que esses jovens
internalizaram bem a essência do projeto de inclusão digital, inclusive valorizando
o conforto do ambiente e o atendimento agradável. Com relação ao uso das
informações obtidas, os adolescentes utilizam o programa como local para treinar
e aplicar os conhecimentos de computação adquiridos através de cursos e troca
de informações com amigos. Na variável projeção / impacto no dia-a-dia dos
participantes, ficou evidente que os jovens começaram a ter mais interesse nos
estudos. Como o laboratório está instalado dentro da biblioteca, o ambiente
propício para estudo foi considerado como estímulo despertado-os para isto.
Perceberam mudança em seus hábitos cotidianos.

5.2

PROJETO

“INTERNET

CIDADÃ”

DA

PREFEITURA

DE

BELO

HORIZONTE– MINAS GERAIS – BRASIL
O programa “Internet Cidadã”, iniciado em 1999, visa a implantação e
manutenção de estruturas de acesso público gratuito à Internet, com a
perspectiva de combate à exclusão digital. Seu raio de ação ou cliente potencial
são os cidadãos que não dispõem de acesso à Internet.O objetivo geral delineado
é o de implantar e avaliar modelo de uso de internet para consultas e pesquisa
em bibliotecas de oito escolas municipais, sendo uma em cada administração
regional. Os objetivos específicos: democratizar o acesso à internet, consolidar a
cultura do uso da tecnologia da informação como recurso de pesquisa nas
bibliotecas escolares, avançar na capacitação da comunidade escolar no uso das
tecnologias de informação. Para o desenvolvimento dos objetivos propostos, este
Programa iniciou-se com a ação das equipes da Secretaria Municipal de

�Educação e da Prodabel (Órgão de informatização da Prefeitura), para a conexão
à RMI (Rede Municipal de Informática), a seleção e capacitação de monitores e
definição de responsabilidades para a estruturação do espaço de Internet Cidadã.
Para avaliar a percepção dos usuários foram realizadas entrevistas semiestruturadas e grupos de foco com os usuários do programa. Resultados: do
ponto de vista da motivação, os adolescentes do primeiro grupo passaram a
utilizar os computadores a partir de informações divulgadas pelas suas próprias
escolas, enquanto os adultos tomaram conhecimento do programa porque são
frequentadores do Centro de Cultura e por que os computadores ficam
localizados

“próximos

as

instalações

sanitárias”.

Detectou-se

que

a

compreensão que têm do programa é que o uso do computador ajudou nas
pesquisas de trabalhos escolares e na obtenção de empregos. As principais
dificuldades apontadas foram do ponto de vista técnico e operacional, no que
tange ao uso dos componentes de hardware (mouse, por exemplo) e software.
Barreiras como lentidão dos equipamentos, número escasso de computadores
para a quantidade de usuários, etc. Em termos de uso real das informações
adquiridas, os usuários estão focados ainda nos mesmo problemas que os
levaram aos telecentros, qual seja busca de emprego, trabalhos escolares e
emails. O maior impacto percebido junto aos adolescentes é o aprendizado de
informática. Suas expectativas se referem à obtenção de uma colocação
profissional, Em relação a variável recomendação, a grande parte dos
participantes já trouxeram outros amigos, além de irmãos e primos.

5.3

PROJETO “DIGITANDO O FUTURO” DA PREFEITURA MUNICIPAL DE

CURITIBA – PARANÁ - BRASIL
A iniciativa é patrocinada pela Prefeitura Municipal de Curitiba juntamente
com o Instituto Curitiba de Informática e em parceria com o Comitê de
Democratização de Informática, a Microsoft do Brasil e a Brasil Telecom. O
projeto Digitando o Futuro iniciou-se em 2000, dentro do contexto do Programa de
Descentralização da Secretaria Municipal da Educação da Prefeitura Municipal de
Curitiba (PMC), com a finalidade de propiciar o acesso às novas tecnologias no

�processo ensino-aprendizagem a todos os alunos da rede de escolas públicas de
Curitiba. Para tanto, pretende: introduzir efetivamente a informática como
ferramenta pedagógica nas escolas da Rede Municipal de Ensino (RME); oferecer
cursos noturnos de informática para a população; e criar locais de acesso público
e gratuito à Internet. Do ponto de vista educacional, foram estabelecidos os
seguintes objetivos: Introduzir o computador como ferramenta auxiliar e
complementar no ensino, participação de docentes e formação de comunidades
virtuais. A PMC criou os Faróis do Saber, que consistem em bibliotecas
comunitárias integradas às escolas municipais e distribuídas nos bairros de
Curitiba, sendo equipadas com laboratórios de informática com acesso à Internet.
O projeto atinge desde estudantes, donas de casa, até profissionais liberais. Tais
usuários têm acesso à ambientes que, quando completos, contam com nove
microcomputadores conectados à Internet. O grupo responsável pela pesquisa
recortou, no âmbito do projeto Digitando o Futuro, o universo a ser contatado para
participar da dinâmica: jovens com idade entre 15 e 25 anos, freqüentadores dos
Faróis do Saber. Participaram do grupo de focos 05 jovens. Resultados: quanto
às motivações que levaram os participantes à “descobrirem” ou procurarem o
Programa, foi a notícia de que os Faróis ofereciam “Internet grátis!”. Quanto à
compreensão todos considerassem importante que o governo estivesse
disponibilizando computadores e Internet gratuita a toda a população da cidade.
Os entrevistados também consideram que o acesso à Internet pode melhorar a
sociedade. Em termos de dificuldades apontadas foram: - falta de flexibilidade no
uso do equipamento em termos de maior tempo de uso; - mais assistência no uso
individual no que se refere a habilidade de digitação e pesquisa na Internet, por
exemplo (muito embora o programa ofereça cursos regulares nestas áreas).
Quanto às expectativas, foi salientado o acesso gratuito à Internet. De maneira
geral, os adolescentes utilizam muito o programa para enviar/receber e-mail e
navegar na internet, mas alguns também mencionaram a oportunidade para
cadastrar currículos, procurar emprego. Quanto a projeção / impacto no dia-adia da vida dos participantes, a resposta foi “mudou tudo, pois se acesso ao que
nunca se pensou ter”. Outro ponto interessante foi a concordância geral de que
passaram a ter um vocabulário diferenciado das outras pessoas de seu grupo
familiar e de amigos.

�5.4

TELECENTRO DE INFORMAÇÃO E NEGÓCIOS DA FUNDAÇÃO

EDUCACIONAL SÃO CARLOS – SÃO PAULO – BRASIL
O programa Telecentro de Informação e Negócios é de âmbito nacional,
coordenado pelo Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
com o apoio do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas e da ONG CDI – Comitê para a Democratização da Informática,
responsável pela orientação pedagógica, que combina a promoção da cidadania e
a utilização de novas tecnologias. Visa a democratização do acesso à informática
e à internet ou a inclusão digital de empreendedores, micro e pequenos
empresários e trabalhadores desses segmentos, com a aplicação simultânea da
proposta político-pedagógica e da sistemática de trabalho do CDI e dos
conteúdos de empreendedorismo do SEBRAE. O programa tem como meta a
instalação de 81 telecentros comunitários em todo o país. Já estão implantados
40 telecentros, distribuídos em 19 Estados e no Distrito Federal. A Fundação
Educacional São Carlos, da Prefeitura Municipal de São Carlos – interior do
estado de São Paulo, foi uma das instituições selecionadas e inaugurou em 2004
o seu Telecentro de Informação e Negócios. Foram selecionados 13 usuários
para participar do grupo de foco, todos alunos da Oficina Avançada de Informática
para Maturidade. Resultados: No grupo estudado, de pessoas na terceira idade,
com bom nível de escolarização, com situação sócio-econômica já estável, com
tempo livre em virtude da aposentadoria, pode-se afirmar que aprender
informática advém de uma motivação interior mais abrangente de continuar a
aprender sempre. O convívio social também é fator motivacional. A expectativa
dos participantes era encontrar um ambiente acolhedor, capaz de oferecer um
bom ensino e professores. É perceptível o fator manter-se atualizado como
relevante; percebeu-se que todos querem continuar a aprender e socializar-se. As
principais dificuldades apontadas foram do ponto de vista técnico e operacional.
O uso se refere principalmente à localização, transcrição e distribuição de receitas
culinárias, usar e-mail, resolver problemas pessoais como preencher formulário
do imposto de renda. O impacto no dia-a-dia dos participantes está em viver o

�presente, mais atualizados, felizes, seguros e confiantes. Neste sentido, muitos
dos participantes já recomendaram o programa para outras pessoas.

6

ANÁLISE DOS RESULTADOS
Muito embora os programas analisados tenham sido projetados e

implementados em diferentes áreas regionais, voltados a públicos diversificados e
em contextos variados, é possível identificar alguns pontos de convergência no
que concerne aos níveis de apropriação informacional propostos e já
implementados, com a busca constante pela inclusão social. Pontos de destaque
dos Programas:
• contribuir com a construção da cidadania (projeto Inclusão Digital do Banco do
Nordeste);
• atuar na democratização e universalização do acesso a informação (projeto
Internet Cidadã da Prefeitura de Belo Horizonte, projeto Telecentro de
Informação e Negócios de São Carlos)
• consolidar a cultura do uso da tecnologia da informação como recurso de
pesquisa nas bibliotecas e nas escolas (projeto Internet Cidadã da Prefeitura
de Belo Horizonte; Projeto Digitando o Futuro da Prefeitura de Curitiba).
• capacitar comunidades específicas no uso das tecnologias de informação
(projeto Internet Cidadã da Prefeitura de Belo Horizonte, Projeto Digitando o
Futuro da Prefeitura de Curitiba.
Porém, do ponto de vista da implementação de atividades, a maioria dos
programas ainda estão no nível da inclusão digital e em diferentes estágios.
Alguns atuando na construção de suas infraestruturas de rede e sistemas de
informação/internet/intranet, outros iniciando atividades de capacitação no uso e
acesso à informação recorrendo a formação de habilidades de operação e
compreensão do funcionamento das TICs. A inclusão informacional também está
presente em alguns projetos que claramente mencionam a preocupação com
procedimentos avaliativos em relação as TICs, desmistificando o uso da
ferramenta como fim em si mesma, ou quando apresentam a preocupação com o

�desenvolvimento de conteúdos on-line garantindo as especificidades e os valores
culturais de cada região. Poucos projetos já deixam claramente exposto entre
seus objetivos a ênfase nos processos de aprendizagens ( exceto o Programa de
Curitiba). A análise dos resultados dos grupos de foco evidenciou que as
percepções e demandas dos participantes dos vários projetos estudados também
se enquadram mais no nível da inclusão digital. Ou seja, os usuários têm
consciência que estão buscando desenvolver habilidades para utilização de
recursos tecnológicos.
As expectativas, problemas e barreiras comentadas pelos participantes
evidenciam as dificuldades que ainda devem ser sanadas no sentido de
consolidar a inclusão digital proposta por todos os projetos e demandadas pelos
usuários (uso de mouse, compreensão do universo da informática, para
produção/organização e acesso de informação eletrônica e on-line e mesmo para
solução de problemas com uso de tecnologia). Neste contexto, é relevante
observar que alguns dos participantes não vinculam esta necessidade como algo
que lhe seja direito enquanto cidadão e, portanto, não necessariamente vinculam
os projetos que participam como sendo iniciativas públicas. Muito embora a
ênfase maior dos usuários tenha sido a tecnologia, muitos verbalizaram outros
desejos, anseios e até mudanças de hábitos que evidenciam:
• suas necessidades de compreensão do processo de busca da informação para
construção de conhecimento envolvendo o uso, interpretação, compreensão de
significados e construção de modelos mentais (apropriação informacional com
ênfase nos processos cognitivos). Exemplos: maior conhecimento para avaliar e
selecionar informações na Internet; identificação de problemas e busca
adequada de soluções na tomada de decisões, mais motivação nos estudos a
partir da compreensão do contexto e aplicação dos conceitos passados, entre
outros.
• e até mesmo a busca por mudanças pessoais, sociais e por mais clara noção de
valores ligados à dimensão situacional como o desenvolvimento de atitudes e
crenças pessoais como ética, autonomia, responsabilidade, criatividade,
pensamento crítico e aprender a aprender (apropriação informação com ênfase
na construção da cidadania). Exemplos: esperança que o projeto possa auxiliar

�na busca de empregos, auto-estima elevada, maior valorização entre amigos e
familiares, entre outros.

7

RECOMENDAÇÕES FINAIS
Estudos desta natureza, com pesquisas feitas por vários pesquisadores e

profissionais em distintas regiões seguindo uma metodologia e sistemática
acordada mutuamente se mostra válido não somente sob o aspecto técnico e
teórico de discussão, comparação conceitual e validação metodológica como
principalmente no sentido social em que a própria pesquisa se insere. O
aprendizado coletivo sobre o próprio tema, de formas de pesquisa integrada,
definições e parâmetros de pesquisa e os resultados encontrados com os estudos
junto aos usuários foram bastante significativos para toda a equipe e retorno as
suas respectivas comunidades. Em relação aos resultados encontrados são ainda
possíveis de serem feitas outras análises e ou ainda podem ser utilizadas como
parâmetros para novas pesquisas. A própria metodologia aqui detalhada pode ser
passível de uso em outros estudos. O estudo é um indicativo da potencialidade
das ações de inclusão digital e informacional para membros da comunidade
brasileira, expandido-os para outras dimensões mais amplas de inclusão social –
autonomia, integração e participação comunitária.

REFERÊNCIAS

BREIVIK, P.S. Putting libraries back in the information society.
Libraries, v.16, n.1, 1985.

American

CANCLINI, N.G.Culturas híbridas, poderes oblíquos. São Paulo:EDUSP, 1997.
CASTELLS, M. O poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 1999. (A era da
informação: economia, sociedade e cultura, v.2)
COMPARTEL AMI. Proyecto AMI.COMPARTEL. .(Acceso Masivo a la
Información). Disponível em: http://www.ami.net.co. Acesso em: 19 Maio 2004.

�DOYLE, C.S. Information Literacy in an Information Society: a concept for
theInformation age. New York: Syracuse University, 1994.
DUDZIAK, E.A. A information literacy e o papel educacional das bibliotecas.
São Paulo, 2001. Dissertação (Mestrado) – ECA, USP.
FERREIRA, Sueli Mara S. P. (1996). Novos paradigmas da informação e novas
percepções do usuário. Ciência da Informação, v. 25, n. 2, p.217-223, 1996.
HAMELINK, C. An alternative to news. J. of Communication, v.26, p.122, 1976.
KUHLTHAU, C.C. Seeking meaning. Norwood: Ablex, 1993.
LEVY, P. Cibercultura. São Paulo: Ed.34, 1999.
OWENS, M.R. State government and Libraries. Library Journal, v. 101, 1976.
SOCINFO. Programa Sociedade da Informação no Brasil. Livro Verde.
2004.Disponível em: http: http://diamante.socinfo.org.br/index.htm Acesso em: 20
Maio 2004.
TAYLOR, R.S. (1979) Reminiscing about the future. Library Journal, v. 104,
p.1895-01, Sept. 1979.

∗

Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP. Av. Prof. Prof.Lúcio M. Rodrigues, 443 - 05508900 – São Paulo – SP – Brasil. e-mail: smferrei@usp.br
∗∗
Escola Politécnica – EP/USP. Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav.3, n.158 - 05508-900 – São
Paulo – SP – Brasil. e-mail: elisabeth.dudziak@poli.usp.br
Colaboradores – autores dos estudos de casos: Elisabeth Márcia Martucci e Márcio Rodrigo
Falvo – São Carlos/São Paulo; Patrícia Zeni Marchiori, Sonia Maria Sauaf Mazza, Sérgio Luiz
Zacarias, Carlos A. Silvestre Inácio, Elisabeth Dominski Ribeiro, Anderson Adami, Daniela Victório
Del Puente – Curitiba/Paraná; Marta Pinheiro Aun, Mauro Araújo Câmara – Belo Horizonte/Minas
Gerais; Márcia Mello de Matos, Eliene G, Vieira do Nascimento, Nirlange Pessoa de Queiroz –
Fortaleza/Ceará

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55248">
                <text>Apropriação informacional para a cidadania sob o foco do usuário final de programas nacionais de informação e/ou inclusão digital: análise de algumas experiências brasileiras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55249">
                <text>Ferreira, Sueli Mara Soares Pinto; Dudziak, Elisabeth Adriana</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55250">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55251">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55252">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55254">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55255">
                <text>O objetivo do trabalho é analisar a percepção de usuários brasileiros quanto ao impacto gerado pelos programas nacionais de informação e as TICs (tecnologias de informação e comunicação) nos processos decisórios, em torno do exercício pleno de sua cidadania, a fim de identificar os níveis de apropriação informacional em que se encontram. Inicialmente, são explorados os pontos conceituais e empíricos a respeito da fluência em informação e seus níveis de apropriação: a digital (concepção com ênfase na tecnologia da informação); a informacional propriamente dita (concepção com ênfase nos processos cognitivos) e a social (concepção com ênfase no aprendizado direcionado à inclusão social, que consiste em uma perspectiva integrada de aprendizado e exercício de cidadania). Em segundo lugar, a partir dos objetivos e escopo dos Programas Nacionais de Informação é traçado um panorama sobre eles e o respectivo impacto das tecnologias de informação e comunicação no Brasil. Finalmente, aprofundou-se a pesquisa com estudos de caso em algumas iniciativas implementadas em diferentes regiões do Brasil, buscando-se compreender como usuários finais de telecentros e bibliotecas têm se utilizado deles e que mudanças estão sendo geradas nas condições de suas atividades e no exercício de sua cidadania, de acordo com diferentes níveis de apropriação: digital, informacional ou social. Para o estudo foram consideradas as variáveis: motivação, compreensão, dificuldades/lacunas ou limitações, uso das informações/ conhecimentos obtidos, projeção/impacto no dia-a-dia e valorização/ recomendação do programa. Os resultados apontam para a existência de diferentes e simultâneos níveis de apropriação nas várias regiões analisadas, mas de maneira geral com predominância do foco ainda para a inclusão digital.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68544">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5042" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4110">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5042/SNBU2004_149.pdf</src>
        <authentication>c2e574a542ea0df24dbb2bfe457b7fb7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55292">
                    <text>PESQUISA DE OPINIÃO DE USUÁRIO DE BIBLIOTECA SETORIAL

Marcia Regina Migliorato Saad∗
Ligiana Clemente do Carmo∗∗
Maria Cristina Olaio Villela∗∗∗

RESUMO
Este trabalho demonstra como um questionário pode ser simples e eficiente na
avaliação dos serviços de biblioteca e ainda, levantar questões para uma
pesquisa mais elaborada posteriormente. É composto de apenas 3 perguntas
abertas, visando conhecer preferências e necessidades do usuário, assim como
levantar pontos fortes e fracos, na visão dele (usuário), como também permite
sugestões de mudanças. A pesquisa foi realizada na Biblioteca Setorial de
Economia, Administração e Sociologia pertencente à Divisão de Biblioteca e
Documentação da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz”, Universidade
de São Paulo, como requisito da disciplina “Gestão pela Qualidade Total”, do
curso MBA - Gestão e Tecnologias da Qualidade da Escola Politécnica da USP,
em 2002. Os dados obtidos foram estratificados, usando-se Pareto para identificar
quais os itens vitais (30%) a serem mais rapidamente melhorados ou modificados.

1 INTRODUÇÃO
A revolução da Qualidade total trouxe como resultado um grande aumento
de produtividade nas empresas e organizações, tornando a competitividade entre
elas mais intensa e exasperada. Como conseqüência deste novo paradigma,
algumas empresas não se sustentaram e outras se fortaleceram.
Atualmente, o consumidor, quer seja de produtos quer de serviços, está
mais exigente e seletivo, tendo a oportunidade de poder escolher aquilo que
atende às suas necessidades e expectativas e de deixar de lado o que não
atende às suas exigências. Com este novo comportamento dos usuários ou
clientes, as organizações procuram adequar seus produtos e serviços aos
princípios da qualidade total, conseguindo assim vários benefícios que vão
permitir a sua sobrevivência num mercado cada vez mais competitivo.

�Com o avanço da tecnologia no mundo, as Bibliotecas tiveram que
acompanhar estas mudanças tornando-se Centros de Informações dinâmicos e
oferecendo aos usuários soluções rápidas e eficientes no acesso às informações.
Cada vez mais as bibliotecas e bibliotecários estão preocupados com seu usuário
e procuram inovar em serviços que atendam todas as suas expectativas e
necessidades. Incorporar qualidade nos produtos e serviços oferecidos é o
primeiro passo para reter um usuário.
As Bibliotecas que estão preocupadas em agradar seus clientes precisam
saber o que eles pensam a respeito dos serviços oferecidos, se estão satisfeitos,
se necessitam algo diferente do que está sendo oferecido no momento. Obter
essa opinião é muito importante para direcionar o planejamento de uma
Biblioteca, e a pesquisa é o melhor instrumento para se descobrir respostas para
essa questão.
Nossos objetivos foram, em primeira instância, conhecer as preferências
dos usuários da Biblioteca Setorial de Economia, Administração e Sociologia da
ESALQ/USP. Além das preferências, a pesquisa apontou os pontos negativos,
positivos e o que o usuário mudaria na biblioteca.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 METODOLOGIA
“A finalidade da pesquisa é descobrir respostas para questões mediante
aplicação de métodos científicos“ (SELLTIZ, C. et al. 1965). A técnica usada para
a coleta de dados foi a entrevista ou questionário. Tentou-se montar um ambiente
cordial para deixar o entrevistado à vontade, explicando inicialmente o objetivo da
pesquisa.
As entrevistas foram efetuadas durante 4 semanas num período de 2 horas
por dia. Procurou-se abordar o maior número possível de usuários, independente
de categoria ou horário de freqüência na biblioteca. Dos 190 inscritos, 19 usuários

�responderam ao questionário (10%), sendo 13 alunos de pós-graduação e 6

18
16
14
12
10
8
6
4
2
0

100%
80%

68,4%

60%
31,6%

40%
20%

Porcentagem

Valores obtidos

alunos de graduação.

0%
PósGraduação
graduação

Figura 1 - Categorias de usuários que responderam a pesquisa.

A razão da formulação das questões foi essencialmente prática e buscou
descobrir direções para poder executar melhorias. Foram apenas três perguntas:
1) O que você mais gosta na Biblioteca?
2) O que você menos gosta na Biblioteca?
3) O que você mudaria na Biblioteca?
ITENS
O que você mais gosta na BSE ?
Ambiente
Acervo
Organização
Horário de funcionamento
Atendimento
Acesso on-line
Total

CATEGORIA DE USUÁRIO
Pós-Graduação

Graduação

TOTAL

2
2
2
1
3
3
13

3

5
2
3
3
3
3
19

1
2

6

Quadro 1 – O que os usuários mais gostam na biblioteca.

�O que mais gosta - Pós-Graduação
Am biente
Acervo

2

3

Organização

2

Horário de
funcionam ento

3
1

2

Atendim ento
Acesso on-line

Figura 2 – O que os alunos de pós-graduação mais gostam na biblioteca.

O que mais gosta - Graduação

Ambiente

2
3

Organização

1

Horário de
funcionamento

Figura 3 - O que os alunos graduação mais gostam na biblioteca.

ITENS
O que você menos gosta na BSE ?
Prazo muito curto de empréstimo
Barulho
Qualidade equipamentos informática
Inconsistência das bases de dados
Falta de serviço de xerox no local
Espaço pequeno
Acervo
Horário de funcionamento
Total

CATEGORIA DE USUÁRIO
Pós-Graduação

Graduação

3
4
4
1
2
2
1
13

1
1

6

Quadro 2 – O que os usuários gostam menos na Biblioteca.

TOTAL
3
4
4
1
3
1
2
1
19

�O que menos gosta - Pós-Graduação
Prazo muito curto de
empréstimo
Barulho

1

2

3

Inconsistência das
bases de dados
Falta de serviço de
xerox no local
Acervo

2
4

1

Horário de
funcionamento

Figura 4 – O que os alunos de pós-graduação gostam menos na biblioteca.

O que menos gosta - Graduação

Qualidade
equipamentos
informática

1

Falta de serviço de
xerox no local

1
4

Espaço pequeno

Figura 5 - O que os alunos de graduação gostam menos na biblioteca.

ITENS
O que você mudaria na BSE ?
Aumentaria a sala de micros
Aumentar o acervo
Empréstimo / Reserva on-line
Alterar prazo de empréstimo
Aumentaria as fontes de acesso
Espaço reservado ao estudo individual
Horário
Total

CATEGORIA DE USUÁRIO
Pós-Graduação Graduação TOTAL
2
2
1
2
2
2
2
13

3
2
1

6

Quadro 3 – O que os usuários mudariam na biblioteca.

5
4
2
2
2
2
2
19

�O que mudaria - Pós-Graduação
Aumentaria a sala de
micros
Aumentar o acervo

2

2

Empréstimo / Reserva
on-line

2

2
2

2

1

Alterar prazo de
empréstimo
Aumentaria as fontes
de acesso
Espaço reservado ao
estudo individual
Horário

Figura 6 – O que os alunos de pós-graduação mudariam na biblioteca.

O que m udaria - Graduação

Aumentaria a
sala de micros
1
3

Aumentar o
acervo

2

Empréstimo /
Reserva on-line
Figura 7 - O que os alunos de graduação mudariam na biblioteca.

Após a obtenção dos dados, usou-se o Diagrama de Pareto para identificar
quais os itens vitais a serem mais rapidamente melhorados ou modificados. O
diagrama de Pareto visa dar uma estratificação das várias causas ou
características de reclamações, falhas ou outros problemas. Os números destas
causas são mostrados em ordem decrescente por meio de barras de variados
tamanhos.
Os Gráficos de Pareto são utilizados para a identificação de problemas
mais importantes e atua positivamente para o êxito da solução destes problemas,
indicando as opções para o início das melhorias.

�2.2 RESULTADOS
Os resultados permitiram a introdução de modificações que vão melhorar
os serviços prestados aos clientes. A pesquisa serviu também de abertura para
uma pesquisa mais ampla com perguntas fechadas, chamando assim atenção

84,2%

15,8%

10,5%

5,3%

Acesso on-line

Acervo

Horário de
funcionamento

52,6%
26,3%
15,8%

Organização

26,3%

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Porcentagem

94,7%

68,4%

Atendimento

18
16
14
12
10
8
6
4
2
0

Ambiente

Valores obtidos

para esta próxima etapa.

Figura 8 - Pontos positivos levantados pelos usuários.

Com relação às preferências pela Biblioteca, usuários de graduação
indicam ambiente e horário, não dando importância ainda à qualidade do acervo,
aos acessos via Internet. Essa preferência mostra que os alunos freqüentam a
biblioteca com o objetivo de estudar e não de pesquisar. Já os pós-graduandos
evidenciam atendimento e acesso a bancos de dados, porque demandam mais os
serviços oferecidos pelas bibliotecárias de referência no acesso às ferramentas
de busca.
Ambos preferem itens relativos a serviços, demonstrando que a biblioteca
tem um bom desempenho. O ambiente preferido indica que os requisitos do
Programa 5S foram consolidados, assim como a postura de atendimento e a
competência dos bibliotecários.

�Quanto aos itens negativos, tem-se: barulho causado pelos próprios alunos
e prazos de empréstimo (que merece uma revisão do regulamento). Para a
categoria de graduação, a qualidade dos equipamentos de informática é um item
negativo. Este item de infra-estrutura está ligado à Administração da ESALQ e

Acervo

57,9%
42,1%
21,1% 21,1%
15,8% 15,8% 10,5%

5,3%

5,3% 5,3%

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Porcentagem

94,7%
84,2% 89,5%

Espaço
pequeno

73,7%

Prazo muito
curto de
empréstimo

18
16
14
12
10
8
6
4
2
0

Barulho

Valores obtidos

aos recursos de orçamento, e não são resolvidos a curto prazo.

Figura 9 - Pontos negativos levantados pelos usuários.

Na última pergunta, sugestões de melhoria da infra-estrutura e de aumento
do número de obras no acervo foram mencionadas pelas duas categorias de
usuário, ficando os demais itens diluídos entre melhorias de serviço e infraestrutura.

�100%
80%

78,9%
68,4%

60%

57,9%
47,4%
26,3

40%

21,1%
10,5%

10,5%

10,5%

10,5%

10,5%

20%

Porcentagem

89,5%

Ampliaria
horário de
atendimento

Espaço
reservado a
estudo
indivicual

Aumentaria
as fontes de
acesso

Alteraria
prazo de
empréstimo

Aumentaria
o acervo

Empréstimo
/ Reserva online

0%
Aumentaria a
sala de
micros

Valores obtidos

18
16
14
12
10
8
6
4
2
0

Figura 10 - Sugestões de mudanças dos usuários.

3 CONCLUSÃO

Pode-se concluir que para esta Biblioteca Setorial a melhoria da infraestrutura de equipamentos de informática e o incentivo à manutenção do seu
acervo são fatos que devem ser discutidos, em primeiro lugar, com a Comissão
de Orçamento e Patrimônio da ESALQ e, em segundo, com o Departamento
Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas - DT/SIBi que propicia a atualização
do parque tecnológico das bibliotecas da USP.
Por outro lado, a qualidade da prestação de serviço, a postura do
bibliotecário no atendimento e a manutenção da qualidade do ambiente de
trabalho são dados positivos.
Entre 2002 e 2004 o planejamento estratégico da Divisão de Biblioteca e
Documentação, na qual esta biblioteca setorial está inserida, priorizou a definição
de ações que explicitassem as duas principais sugestões de mudanças
levantadas pelos usuários.
Dentro da melhoria de infra-estrutrura, a aquisição de equipamentos de
informática e software e a captação de recursos alternativos para manutenção de

�acervo pretendem atender as sugestões “Aumento da Sala de Micros” e “Aumento
do Acervo”.
O item “Empréstimo / Reserva on-line” tem sido atualmente contemplado
pela priorização das atividades da bibliotecária responsável pela consolidação da
circulação automatizada, já implantada na Biblioteca Central e na Biblioteca
Setorial de Agroindústria, Alimentos e Nutrição.
A “Alteração do prazo de empréstimo” deverá ser estudada por ocasião da
atualização do Regulamento da DIBD, visto que a redução dos prazos de
empréstimo fora solicitada pelos próprios alunos de pós-graduação anteriormente.
O “Aumento das fontes de acesso” tem sido contemplado pelo próprio
surgimento dos novos consórcios de assinaturas de bases de dados e pelos
treinamentos personalizados oferecidos pelas bibliotecárias de referência.
O item “Espaço reservado a estudo individual” será redefinido em breve por
ocasião da construção do novo prédio para a biblioteca. Por enquanto, além de se
fazer uma campanha eficaz de conscientização entre os alunos para manterem
silêncio nos lugares onde ele é exigido, este tema tem sido incluído na semana de
integração que ocorre no início de cada ano letivo. Outra forma de chamar a
atenção para a diferenciação dos espaços de estudos em grupo e individual foi
através da afixação de cartazes e distribuição de folders com este apelo.
A sugestão de “Ampliação do horário de atendimento” tem sido atendida
pela contratação de cinco monitores para atendimento no período noturno e aos
sábados.
USER OPINION RESEARCH IN SETORIAL LIBRARY
ABSTRACT
This work shows how a questionary could be simple and efficient regarding
library services testing, even so brings questions up heading to a better
research to be done posteriously. It contains just 3 opened questions in order
to know user’s preferences and needs as well as brings up strong and weak
points in users understanding as also allows changing suggestions. The
research was made at the Setorial Library of Economic, Administration and

�Sociology of the Division of Library and Documentation - DIBD of the “Luiz de
Queiroz” College of Agriculture, University of São Paulo, as a requisite of the
discipline “Total Quality Management” of the MBA Quality Technologies and
Management from USP Politecnic School in 2002. The collected data were
stratified using Pareto to identify which are the vital items (30%) to be quickly
improved or modified.

REFERÊNCIAS
CALEGARE, A.J.A. Os mandamentos da qualidade total. 3. ed. Barueri:
International Quality Systems - INTER-QUAL 1999. 110 p.
CAMPOS, V.F. Gerenciamento da rotina do trabalho do dia-a-dia. 8. ed.
Belo Horizonte: INDG Tecnologia e Serviços, 2004. 266 p.
PDCA: metodologia de solução de problemas.
Disponível
&lt;http://www.uneb.br/udo/pdca.pdf&gt;. Acesso em 07 jul. 2004.

em:

SELLTIZ, C. et al. Métodos de pesquisa das relações sociais. São Paulo:
Editora Herder, 1965.

∗

mrmsaad@esalq.usp.br
ligiana@esalq.usp.br. Universidade de São Paulo / Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Queiroz”. Divisão de Biblioteca e Documentação. Av. Pádua Dias, 11, Caixa Postal 9, Piracicaba SP Brasil 13418-900
∗∗∗
Universidade de São Paulo / Escola Politécnica .Serviço de Bibliotecas. Av. Prof. Luciano
Gualberto, Travessa 3, 380, 1º andar, São Paulo - SP Brasil 05508-900. Cristina
villela@poli.usp.br

∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55266">
                <text>Pesquisa de opinião de usuário de Biblioteca Setorial.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55267">
                <text>Saad, Marcia Regina Migliorato; Carmo, Ligiana Clemente do; Villela, Maria Cristina Olaio </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55268">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55269">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55270">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55272">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55273">
                <text>Este trabalho demonstra como um questionário pode ser simples e eficiente na avaliação dos serviços de biblioteca e ainda, levantar questões para uma pesquisa mais elaborada posteriormente. É composto de apenas 3 perguntas abertas, visando conhecer preferências e necessidades do usuário, assim como levantar pontos fortes e fracos, na visão dele (usuário), como também permite sugestões de mudanças. A pesquisa foi realizada na Biblioteca Setorial de Economia, Administração e Sociologia pertencente à Divisão de Biblioteca e Documentação da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo, como requisito da disciplina “Gestão pela Qualidade Total”, do curso MBA - Gestão e Tecnologias da Qualidade da Escola Politécnica da USP, em 2002. Os dados obtidos foram estratificados, usando-se Pareto para identificar quais os itens vitais (30%) a serem mais rapidamente melhorados ou modificados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68546">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5045" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4113">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5045/SNBU2004_150.pdf</src>
        <authentication>41cab0cb404e0c160a485d048ec4a535</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55319">
                    <text>AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS IMPRESSOS E ELETRÔNICOS DA
UNESP: PROGRAMA DE RACIONALIZAÇÃO DA COLEÇÃO NUCLEAR PARA A
PESQUISA DA UNESP.
Maria Ligia Campos∗
Margaret Alves Antunes∗∗
Mariângela Spotti Lopes Fujita∗∗∗

RESUMO
Em 2003 foi implantado pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas o Núcleo Básico da
Coleção de Periódicos Estrangeiros Impressos nas Bibliotecas da Unesp, definindose a coleção de cada Unidade Universitária e sua real adequação aos Programas de
Pesquisas existentes nas mesmas. Inicialmente foram estabelecidos 9 grupos de
acordo com as áreas temáticas. Foram realizadas reuniões com os respectivos
Grupos / Unidades (Diretor da Biblioteca, Presidente de Comissão de Biblioteca e
docentes representantes da área), para estabelecer uma única Unidade depositária
de título assinado em papel para mais de uma Unidade e que estão disponibilizados
para consulta on-line. Esta medida foi adotada para evitar a duplicação de
assinaturas em papel e incentivar a utilização dos recursos eletrônicos disponíveis à
comunidade unespiana, propiciando assim uma otimização dos recursos
orçamentários destinados à aquisição de material bibliográfico.
Este trabalho envolveu a comunidade docente de todas as Unidades e possibilitou
uma adequação das coleções de periódicos existentes nas mesmas, tendo em vista
a quantidade de títulos sem duplicação e duplicados e não eletrônicos que foram
considerados “inadequados”.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação de periódicos. Política de seleção. Gerência de
coleções.

1 INTRODUÇÃO
Este trabalho foi desenvolvido com a finalidade de estabelecer o núcleo básico
da coleção de periódicos estrangeiros impressos na Rede de Bibliotecas da UNESP,
definindo-se a coleção de cada Unidade Universitária e sua real adequação aos
Programas de Pesquisa existentes nas mesmas.

�A Rede de Bibliotecas da UNESP é constituída por 22 Bibliotecas, distribuídas
em 16 cidades do Estado de São Paulo onde se localizam as Unidades
Universitárias, além de 7 Bibliotecas pertencentes às Unidades Diferenciadas
recentemente criadas e que se localizam em outras 7 diferentes cidades do Estado.
Para coordenar o desenvolvimento das atividades da Rede de Bibliotecas da
Universidade, foi instituída, em 1993, uma nova estrutura organizacional para a
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – CGB, que tem como objetivo viabilizar o
funcionamento sistêmico da Rede, propondo políticas compatíveis com o
planejamento estratégico que atendam as necessidades informacionais de seus
usuários, estabelecendo diretrizes, normas e procedimentos para a Rede de
Bibliotecas.
Dentre as tarefas da Coordenadoria Geral de Bibliotecas está a aquisição de
material bibliográfico, destacando-se a aquisição de periódicos estrangeiros de forma
centralizada para todas as Bibliotecas da Rede UNESP, facilitando o contato com os
editores/fornecedores e possibilitando assim uma economia de recursos financeiros
dispendidos com taxas de remessas bancárias para efetivação do pagamento das
respectivas assinaturas.
Em 1998, juntamente com as outras universidades estaduais paulistas
(Universidade de São Paulo - USP, Universidade Estadual de Campinas –
UNICAMP) e universidades federais (Universidade Federal de São Carlos – UFSCar
e Universidade Federal de São Paulo – Unifesp) e o Centro Latino-Americano e do
Caribe de Informação em Ciências da Saúde -BIREME, a UNESP por meio da CGB,
participou

do

Projeto

de

Biblioteca

Eletrônica

de

Publicações

Cientificas

Internacionais no Estado de São Paulo, que foi apresentado e aprovado pela
FAPESP. Este consórcio entre as universidades disponibilizou, inicialmente, para a
comunidade cientifica das mesmas, o acesso a textos integrais de 606 periódicos da
editora Elsevier Science.

�A participação neste consórcio foi uma experiência altamente enriquecedora,
salientando a necessidade de se realizar uma adequação dos acervos de periódicos
nestas universidades, de forma que a proposta foi realizar estudos de avaliações das
coleções de periódicos existentes nas Unidades Universitárias da UNESP, contando
com a participação e envolvimento da comunidade docente em análises qualitativas
e em consonância com a metodologia de avaliação de acervo da área de
Biblioteconomia.

2 AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS NA UNESP:
PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS INICIAIS
Desde 1999, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas em conjunto com a Rede
de Bibliotecas da UNESP vem viabilizando uma política de aquisição de material
bibliográfico voltada para a atualização e qualificação dos acervos, culminando com
a implantação da Portaria UNESP 486/2000, de 18.10.2000, que “Estabelece as
Diretrizes para o Desenvolvimento de Acervos da Rede de Bibliotecas da
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho”.
No que tange à coleção de periódicos estrangeiros e sua adequação às linhas
de pesquisa desenvolvidas na universidade, foi realizada uma avaliação de
periódicos na Rede de Bibliotecas da UNESP, em 2000, com o objetivo de
“estabelecer a coleção básica de periódicos para as Unidades da UNESP, visando à
adequação da coleção às atividades de ensino e pesquisas científicas” (KIRIHATA et
all., 1999, 55).
Inicialmente foi feito um estudo piloto com a análise dos periódicos da
Faculdade de Ciências Farmacêuticas e do Instituto de Química – ambos do Campus
de Araraquara, com Bibliotecas distintas, que conforme conclusão de Coito1 “este
estudo inicial das coleções de duas Unidades da UNESP, evidenciou a necessidade
de se realizar análises periódicas dos títulos adquiridos por compra, a fim de permitir

�uma aquisição planificada, possibilitando uso intensivo e otimizando a relação
custo/benefício”.
Dando continuidade ao estabelecido pela Portaria 486/00 em seu Artigo 11,
Parágrafo Único, em 2002 foi realizada uma nova avaliação de periódicos em toda a
Rede de Bibliotecas da UNESP, seguindo a mesma metodologia proposta na
avaliação anterior.
Esta metodologia enfatizou a avaliação pelos pares, isto é, foi atribuído um
peso maior para a avaliação dada pelos docentes, que seguiu uma tabela com as
indicações de: imprescindível, importante, recomendável e dispensável; como
também a vinculação aos projetos de pesquisa desenvolvidos nas respectivas
Unidades.
As variáveis analisadas foram:
-

Avaliação de departamentos (DP), Grupos de Pesquisa (GP) e Programas de
Pós-Graduação (PPG) – Peso 2

-

Vinculação a Projetos de Pesquisa (PP) – Peso 3

-

Fator Impacto do ISI – Institute of Scientific Information

-

Vida Média da Publicação do ISI

-

Indexação do Ulrich’s

-

Tabulação dos resultados e aplicação da Lei de Bradford - distribuição dos títulos
por zonas
Considerando o resultado das duas avaliações realizadas e a crescente

disponibilização de periódicos eletrônicos por parte dos editores e a inclusão de
milhares

de

títulos

no

Portal

de

Periódicos

da

CAPES

–

http://www.periodicos.capes.gov.br/ , foi proposto à Rede de Bibliotecas da UNESP
uma racionalização de assinaturas de periódicos.
Com a inclusão de assinaturas de bases de dados on-line realizadas através
de consórcio firmado pelo CRUESP – Conselho de Reitores das Universidades

�Estaduais Paulistas, deixaram de ser assinados 13 títulos de periódicos de referência
constantes nas mesmas, propiciando para a UNESP uma economia da ordem de
US$ 42.081,83 referente a 32 assinaturas destes periódicos impressos, pois havia
duplicação dos mesmos, dada a dispersão de nossas Unidades Universitárias,
conforme demonstrado no Quadro 1:

ITEM

TÍTULO

Valor Unitário

Valor Total

Qtde.

US$

US$

Assinaturas

1

Animal Breeding Abstracts

1.240,00

3.720,00

3

2

Dairy Science Abstracts

1.215,00

2.430,00

2

3

Grasslands Forage Abstracts

990,00

2.970,00

3

4

Horticultural Abstracts

1.880,00

3.760,00

3

5

Index Veterinarius

1.785,00

5.355,00

3

6

Nutrition Abstracts Reviews. A

1.518,73

4.556,19

3

7

Plant Breeding Abstracts

1.663, 92

3.327,84

2

8

Review Agricultural Entomology

1.242,87

2.485,74

2

9

Review Medical Veterinary Entomology

741,97

1.483,94

2

10

Review Plant Pathology

1.119,46

2.238,92

2

11

Soils Fertilizers

1.649,40

3.298,80

2

12

Veterinary Bulletin

1.366,28

4.098,84

3

13

Weed Abstracts

785,52

2.356,56

3

TOTAL US$

42.081,83

32

Quadro 1: Periódicos de Referência que constam no Consórcio CRUESP

3

IMPLANTAÇÃO DO NÚCLEO BÁSICO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS:

ASPECTOS METODOLÓGICOS
Em 2003 decidiu-se em reunião do Fórum de Diretores de Bibliotecas e
Presidentes de Comissão de Biblioteca pela implantação do Núcleo Básico da
Coleção de Periódicos Estrangeiros Impressos nas Bibliotecas da Unesp, definindo-

�se a coleção de cada Unidade Universitária e sua real adequação aos Programas de
Pesquisas existentes nas mesmas.
Para a efetiva implantação o estudo do núcleo básico da coleção de
periódicos estrangeiros teve seu desenvolvimento em 2 etapas:
Etapa 1 :
a) definição do “núcleo básico impresso” de cada Unidade, informando a ordem de
prioridade dos títulos;
b) informação quanto aos títulos não adequados.
Os títulos de periódicos estrangeiros foram novamente “avaliados” pela
comunidade acadêmica e Comissão de Biblioteca, quanto às atividades de ensino e
pesquisas cientificas desenvolvidas nas respectivas Unidades. Esta nova avaliação
promoveu um engajamento muito grande entre bibliotecários e docentes, que tinham
as seguintes variáveis a considerar:
As assinaturas de periódicos estrangeiros são muito onerosas para a
Universidade, portanto deve-se manter apenas títulos de excelência para cada
Unidade;
A real utilização dos periódicos deve justificar o investimento que foi feito ao
adquiri-lo;
A indicação pelos docentes de alguns títulos considerados imprescindíveis, mas
que na pratica não são utilizados, e
A constatação de que somente a “Biblioteca” tem conhecimento dos títulos que
são realmente utilizados.
Cada Unidade reviu sua lista de periódicos, encaminhando a CGB listagem
em ordem de prioridade e informação quanto aos títulos inadequados. Estas
informações foram condensadas em um único arquivo.
Etapa 2:

�Passou-se então para outra fase do projeto, onde o resultado obtido na Etapa
1 foi submetido à avaliação por áreas especificas do conhecimento para determinar
qual a Unidade residente do titulo de periódico disponível eletronicamente e que não
mais teria a assinatura impressa duplicada.
Para estabelecer qual seria a Unidade residente da única assinatura impressa
do periódico disponível eletronicamente considerou-se aquela que possui maior
compatibilidade temática e completeza de coleção.
Para que este projeto pudesse ser desenvolvido foram estabelecidos 9 grupos
de acordo com as áreas temáticas e considerando os cursos de graduação da
universidade, a saber:
Grupo 1 – Odontologia
Grupo 2 – Agronomia, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem,
Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária,
Zootecnia
Grupo 3 – Engenharia de Alimentos, Nutrição, Química
Grupo 4 – Computação, Engenharias, Estatística, Física, Matemática
Grupo 5 – Letras, Pedagogia
Grupo 6 – Artes, Arquitetura, Desenho Industrial
Grupo 7 – Ecologia, Geociências, Geografia
Grupo 8 – Administração, Biblioteconomia, Direito, Economia
Grupo 9 – Ciências Sociais, Comunicação, Filosofia, Historia, Psicologia, Relações
Internacionais, Serviço Social.
Durante o mês de setembro de 2003 foram realizadas reuniões dos Grupos
em 4 diferentes cidades (São José do Rio Preto, Rio Claro, Bauru e Jaboticabal) e
áreas temáticas/dia, possibilitando a participação dos Diretores de Bibliotecas,

�Presidentes de Comissão de Biblioteca e docentes pertencentes às respectivas
áreas.

4 RESULTADOS DAS REUNIÕES POR ÁREAS TEMÁTICAS
Os resultados destas reuniões estão relacionados por área, conforme Quadro
2 e apresentam:
a) SITUAÇÃO 2003: a quantidade de títulos assinados com as respectivas
duplicações em 2003,
b) SITUAÇÃO NÚCLEO: a quantidade de títulos que deverá ser assinada para 2004
e suas respectivas duplicações.

GRUPO/ÁREA

SITUAÇÃO 2003

SITUAÇÃO NÚCLEO

QTDE

DUPL

QTDE

DUPL

GRUPO 1 - ODONTO

95

37

65

18

GRUPO 2 - AGRO

129

56

94

34

GRUPO 2 - BIO

326

121

225

60

GRUPO 2 - SAÚDE

39

19

24

6

GRUPO 2 - VET

86

34

69

25

GRUPO 3 – NUTR, QUIM

32

15

17

2

GRUPO 4 - EXATAS

208

90

101

13

GRUPO 5 – EDUC, LET

89

39

57

18

GRUPO 6 - ARTES

10

5

6

1

GRUPO 7 - GEO

36

17

18

3

GRUPO 8 – ADM, ECON

6

3

4

1

GRUPO 9 – PSIC, HUM

62

29

38

9

1118

465

718

190

TOTAL

Quadro 2: Assinaturas e Duplicações – Resultados por Grupos
Grupo 1 - Odontologia

�Houve uma redução de 32% na quantidade de assinaturas, que passou de 95
para 65, mas dada a característica dos periódicos da área de odontologia, que
apresentam muitas figuras coloridas e fotografias, alguns títulos ainda não
disponíveis

eletronicamente

terão

suas

duplicações

impressas

mantidas,

considerando a distancia entre as cidades onde estes cursos são ministrados:
Araçatuba, Araraquara e São José dos Campos, e a impossibilidade de se obter
copias que retratem fielmente a qualidade da publicação impressa.
Grupo 2 – Agronomia, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem,
Farmácia,

Fisioterapia,

Fonoaudiologia,

Medicina,

Medicina

Veterinária,

Zootecnia
Por se tratar de um grupo muito amplo, as áreas foram subdivididas em:
agronomia, biologia, saúde e veterinária.
Dentre estas subáreas, a que apresentou maior diminuição na quantidade de
assinaturas foi a subárea de Saúde, que permaneceu com apenas 6 duplicações,
contra as 19 mantidas anteriormente.
Na subárea de Biologia houve uma redução de aproximadamente 31% nas
assinaturas com a permanência de 50% das duplicações considerando-se que existe
na universidade 6 cursos de Ciências Biológicas.
A subárea de Agronomia apresentou uma diminuição de cerca de 27% nas
assinaturas e 40% nas duplicações. A quantidade de duplicações mantidas também
se deve a necessidade de manutenção dos 3 cursos de agronomia existentes na
UNESP.
Quanto à subárea de Veterinária, a diminuição foi a menor deste Grupo,
apresentando um índice de apenas 20% na quantidade de assinaturas e 26% nas
duplicações. Constatou-se a pouca quantidade de títulos eletrônicos nesta área.
Grupo 3 - Engenharia de Alimentos, Nutrição, Química

�Este foi o Grupo que apresentou a maior redução 86% na quantidade de
duplicações mantidas, com redução de cerca de 47% nas assinaturas.
Grupo 4 - Computação, Engenharias, Estatística, Física, Matemática
O Grupo de Exatas apesar de ser um dos maiores, foi o que apresentou uma
redução de pouco mais de 51% nas assinaturas, o maior percentual dentre todos os
grupos, com redução de mais de 85% nas duplicações. Este Grupo fez parte da 1ª
reunião realizada e o Coordenador da Área de Exatas da universidade teve efetiva
participação quanto à decisão de qual Unidade tem a maior compatibilidade temática
referente aos títulos analisados.
Grupo 5 – Letras, Pedagogia
Apresentou uma redução de aproximadamente 36% nas assinaturas e 54%
nas duplicações. Alguns títulos tiveram suas duplicações mantidas considerando-se
o baixo custo das assinaturas de periódicos nesta área, a não disponibilização de
periódicos eletrônicos e a biblioteca ser considerada o “laboratório” da área de
humanas.
Grupo 6 – Artes, Arquitetura, Desenho Industrial
Sendo o 2º menor Grupo estudado, apresentou redução de 40% nas
assinaturas e 80% nas duplicações.
Grupo 7 – Ecologia, Geociências, Geografia
Considerado um Grupo cuja área é bem especifica, apresentou redução de
50% nas assinaturas e cerca de 82% nas duplicações, atendo-se realmente a
compatibilidade temática em cada Unidade.
Grupo 8 – Administração, Biblioteconomia, Direito, Economia

�O menor Grupo estudado, apresentou uma diminuição de aproximadamente
33% nas assinaturas e 66% nas duplicações.
Grupo 9 – Ciências Sociais, Comunicação, Filosofia, Historia, Psicologia,
Relações Internacionais, Serviço Social
Apresentou um índice de cerca de 69% na redução das duplicações e 39%
nas assinaturas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A execução deste projeto possibilitou a UNESP estabelecer o núcleo básico
da coleção de periódicos científicos impressos e eletrônicos destinados as pesquisas
desenvolvidas na universidade, com o envolvimento da comunidade docente de
todas as Unidades Universitárias e possibilitando uma real adequação das coleções
de periódicos existentes nas mesmas, tendo em vista a quantidade de títulos sem
duplicação e duplicados e não eletrônicos que foram considerados “inadequados”,
conforme Quadro 3, abaixo:

SITUAÇÃO EM 2003

Qtde.

Valor US$

%

3.231.332,71

100,00

3677

100,00

Sem duplicação

137.855,53

4,27

148

4,03

Dupl. e eletrônicos

301.303,76

9,32

227

6,17

Dupl. e não eletrônicos

179.049,76

5,54

171

4,65

Total de excluídos (B)

618.209,05

19,13

546

14,85

2.613.123,66

80,87

3131

85,15

RENOVAÇÃO TOTAL (A)

Assinaturas

%

- EXCLUÍDOS

NÚCLEO BÁSICO (A – B)

Quadro 3 – Núcleo Básico de Periódicos na UNESP – Assinaturas e Valores em
Dólares

�Do total de 546 assinaturas excluídas, que correspondem a aproximadamente
15% do total geral de assinaturas da UNESP, 27% das assinaturas correspondem a
títulos sem duplicação, enquanto que 31% são títulos duplicados e não eletrônicos
(existe apenas o impresso) enquanto o maior percentual 42% correspondem a títulos
duplicados e disponíveis eletronicamente.
A economia de recursos orçamentários dispendidos para a manutenção da
coleção nuclear de periódicos na UNESP foi da ordem de 20%, valor este que
poderá vir a incrementar a coleção de bases de dados e periódicos on-line.
REFERÊNCIAS
COITO, M.I. et al. A importância da pesquisa científica como critério para
avaliação de periódicos em bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12, 2000, Florianópolis.
Memória... Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2000.
Disponível em: &lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/parallel.html&gt;. Acesso em:
07 jul. 2004.
KIRIHATA, J.H.T., ANTUNES, M.A., CAMPOS, M.L. Proposta de avaliação
de periódicos na UNESP.
In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECONOMIA, 3, 1999, Marília. Anais... Marília, Faculdade de
Filosofia e Ciências da Unesp, 1999. p.55-60.

∗

UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Avenida Vicente Ferreira, 1278 – Cascata. 17515-901
– Marília – SP – Brasil. ligiacgb@marilia.unesp.br.
∗∗
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas.Alameda Santos, 647 – 10º andar - Cerqueira César.
01419-901 – São Paulo – SP – Brasil. eti@reitoria.unesp.br.
∗∗∗
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Avenida Vicente Ferreira, 1278 – Cascata
17515-901 – Marília – SP – Brasil. goldstar@flash.tv.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55293">
                <text>Avaliação de periódicos científicos impressos e eletrônicos da UNESP: programa de racionalização da coleção nuclear para a pesquisa da UNESP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55294">
                <text>Campos, Maria Ligia; Antunes, Margaret Alves; Fujita, Mariângela Spotti Lopes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55295">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55296">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55297">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55299">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55300">
                <text>Em 2003 foi implantado pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas o Núcleo Básico da Coleção de Periódicos Estrangeiros Impressos nas Bibliotecas da Unesp, definindo-se a coleção de cada Unidade Universitária e sua real adequação aos Programas de Pesquisas existentes nas mesmas. Inicialmente foram estabelecidos 9 grupos de acordo com as áreas temáticas. Foram realizadas reuniões com os respectivos rupos / Unidades (Diretor da Biblioteca, Presidente de Comissão de Biblioteca e docentes representantes da área), para estabelecer uma única Unidade depositária de título assinado em papel para mais de uma Unidade e que estão disponibilizados para consulta on-line. Esta medida foi adotada para evitar a duplicação de assinaturas em papel e incentivar a utilização dos recursos eletrônicos disponíveis à comunidade unespiana, propiciando assim uma otimização dos recursos orçamentários destinados à aquisição de material bibliográfico. Este trabalho envolveu a comunidade docente de todas as Unidades e possibilitou uma adequação das coleções de periódicos existentes nas mesmas, tendo em vista a quantidade de títulos sem duplicação e duplicados e não eletrônicos que foram considerados “inadequados”.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68549">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5048" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4117">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5048/SNBU2004_151.pdf</src>
        <authentication>7e0c27f4899897d508f6605c5cb42eda</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55355">
                    <text>O USO DO SERVQUAL NA VERIFICAÇÃO DA QUALIDADE DOS SERVIÇOS DE
UNIDADES DE INFORMAÇÃO: O CASO DA BIBLIOTECA DO IPEN

Mery P. Zamudio Igami∗
Maria Imaculada Cardoso Sampaio∗∗
Waldomiro de Castro Santos Vergueiro∗∗∗

RESUMO
Discute os aspectos que mais afetam o desempenho das bibliotecas, destacando a
importância da satisfação da demanda dos usuários, enfatizando que, bibliotecas
não atuam para satisfação própria nem sobrevivem isoladamente. Considera que,
mo ambiente de bibliotecas especializadas e universitárias, este fator adquire uma
importância fundamental. Reflete sobre a importância da avaliação como instrumento
fundamental para o planejamento e tomada de decisão do administrador de
bibliotecas. Para efetuar uma avaliação da qualidade dos serviços da biblioteca
utiliza o modelo SERVQUAL; o qual identifica a diferença entre a expectativa do
usuário e a percepção do serviço usufruído. Relata e analisa o processo desta
avaliação realizada pela biblioteca do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares
– IPEN, São Paulo – entendendo que este tipo de avaliação qualitativa oferece
valiosos subsídios para o planejamento e adequação dos serviços que disponibiliza.
A pesquisa, realizada no segundo semestre de 2003, totalmente por via eletrônica,
incluiu 620 usuários pertencentes à comunidade científica do IPEN e obteve uma
adesão de 80% de respostas, média considerada bastante alta para esse tipo de
pesquisa. A análise dos resultados da pesquisa evidenciou que a qualidade dos
serviços oferecidos pela biblioteca do IPEN, esta bem próxima da expectativa dos
seus usuários, apontando, ainda, alguns serviços com pequeno espaço para
melhoria. Decorrente da pesquisa relaciona, também, os aspectos mais positivos da
biblioteca, os mais importantes para os usuários bem como os itens onde há ainda,
oportunidade para melhoria.

1

INTRODUÇÃO
Universalmente as bibliotecas se constituem em unidades sociais que prestam

serviços a uma comunidade; nesse sentido, atuam como sistemas abertos sujeitos
às influências do meio ambiente e precisam se adaptar a ele para sobreviver.
Bibliotecas não atuam para satisfação própria nem sobrevivem isoladamente.

�Muitos são os fatores externos que afetam o desempenho das bibliotecas: as
políticas governamentais, o surgimento de novas tecnologias para o tratamento da
informação, a mudança da demanda de informação por parte do usuário, as
restrições orçamentárias e assim por diante (HERNON, MCCLURE, 1990).
Um dos fatores que mais influenciam o desempenho das bibliotecas
especializadas

é

a

demanda

dos

usuários.

No

ambiente

de

bibliotecas

especializadas, este fator adquire uma importância fundamental. As bibliotecas
especializadas são criadas para atender, às necessidades de informação de uma
comunidade específica, portanto, quanto mais direcionados e adequados, os seus
serviços e produtos, maior será o índice de satisfação dos usuários, e,
conseqüentemente maior a importância atribuída à unidade de informação dentro da
sua comunidade (TAYLOR, 1986).
Adequar ou mudar os serviços de uma biblioteca são decisões que o
administrador deve assumir, por outro lado, determinar o que mudar e como mudar
são ações que devem se fundamentar nos resultados de um processo de avaliação.
A avaliação é uma ferramenta auxiliar que permite ao administrador, dentro do
programa de planejamento, verificar o desempenho da sua unidade e planejar os
ajustes necessários (IGAMI, 2003).
Neste sentido, este trabalho tem por objetivo avaliar uma unidade de
informação especializada - a biblioteca Terezine Arantes Ferraz, do Instituto de
Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), localizado em São Paulo, subordinado à
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) do Ministério da Ciência e
Tecnologia, sob o ponto de vista da satisfação de seus usuários, entendendo que
esse tipo de avaliação oferece subsídios valiosos para o planejamento e adequação
dos serviços que disponibiliza. Assim, optou-se por medir o grau de satisfação dos
usuários com relação à qualidade dos serviços prestados, descrevendo-se no
trabalho todas as etapas percorridas e os resultados obtidos neste processo de
avaliação

�2 A BIBLIOTECA DO IPEN
Trata-se de uma biblioteca especializada no provimento da informação
científica na área nuclear, e ciências relacionadas.
Criada em 1956, possui um acervo especializado em física nuclear,
radioquímica, engenharia nuclear, radiobiologia, proteção radiológica, produção de
radiofármacos para medicina, laser e suas aplicações e assuntos correlatos. A
comunidade científica atendida é composta, na grande maioria, por pesquisadores
(doutores, mestres), bolsistas de pós-graduação, iniciação científica tecnologistas e
público visitante.
Desde a sua criação, a biblioteca destacou-se pela sua especialização,
organização e política de atendimento aos usuários da instituição. Na última década,
devido a forte influência de fatores externos, como política governamental, restrições
orçamentárias, a unidade foi compelida a modificar o seu modelo de atuação, o
planejamento da unidade sofreu modificações constantes; ao mesmo tempo,
objetivando não diminuir o nível de qualidade dos seus serviços, optou-se pela
restrição do seu âmbito de atuação, concentrando-se na manutenção dos serviços
básicos

da

informação,

quais

sejam:

atendimento

individual,

empréstimo

interbibliotecas comutação bibliográfica
O auxílio proveniente de projetos apresentados a agências financiadoras da
pesquisa, nos últimos 10 anos com resultados positivos, minimizou os efeitos das
restrições orçamentárias, permitindo a modernização das instalações e infraestrutura interna da biblioteca, bem como a atualização parcial das coleções. Da
mesma forma, a rede de informática e o parque tecnológico de equipamentos foram
atualizados e expandidos, proporcionando maior conforto e agilidade para os
usuários da biblioteca.
Por meio de convênios, consórcios, acordos com instituições governamentais,
os usuários dispõem hoje de acesso às principais fontes de informação na área,

�bases de dados especializadas, periódicos eletrônicos, acervos eletrônicos de outras
bibliotecas e comutação bibliográfica em nível nacional e internacional.
Objetivando conhecer mais profundamente a satisfação dos usuários da
biblioteca Terezine Arantes Ferraz, iniciou-se um processo de avaliação qualitativa
dos serviços de informação oferecidos, uma vez que na última década, devido a
fatores internos, não foi possível efetuar nenhum tipo de avaliação direta abordando
o desempenho da unidade. Optou-se por medir o grau de satisfação dos usuários
com relação à qualidade dos serviços prestados.

3 AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE SERVIÇOS
A avaliação da qualidade de serviços é uma prática relativamente recente no
país, devido às novas formas de gestão das políticas públicas, os procedimentos
gerenciais preconizados pela moderna administração sugerem à prática de se
verificar, por meio de pesquisas, baseadas em metodologias científicas, o grau
satisfação dos usuários com a qualidade dos serviços. Esta nova postura gerencial
reconhece que a avaliação constitui uma importante ferramenta para a introdução de
melhorias na qualidade da gestão (IGAMI, 2003).
Por outro lado é importante salientar que qualidade em serviços é um conceito
abstrato e evasivo, objeto de inúmeros estudos e pesquisas. (HERNON et al, 1999),
contribuem para esclarecer este conceito, afirmando que a qualidade em serviços
está estreitamente relacionada com a expectativa e satisfação do usuário,
constituindo-se esta ultima, na reação emocional e pessoal ao serviço, por parte do
usuário.
Claramente, há uma estreita inter-relação entre os conceitos, a qualidade do
serviço servindo como antecedente à satisfação do usuário. Grande parte da
literatura na área é unânime em afirmar que os serviços possuem características
próprias

como

a

intangibilidade,

a

simultaneidade

e

a

heterogeneidade,

�características estas que os diferenciam dos produtos, assim, os métodos de
controle de qualidade aplicados à produção de bens não podem ser aplicados para
auferir a qualidade dos serviços (PARASURAMAM et al. 1985; SANTOS, 2001;
BACHMANN,

2002).

Tornou-se

necessário

então,

encontrar

métodos

que

possibilitassem a adequada consideração das características dos serviços na
avaliação de sua qualidade.

4 A METODOLOGIA DO SERVQUAL
Na busca para desenvolver ferramentas analíticas para medir a qualidade em
serviço, surgiu, em 1985, um dos primeiros trabalhos no tema denominado
SERVQUAL (Service Quality) desenvolvido pelos pesquisadores da área de
marketing, professores, Parasuraman, Berry e Zeithaml.
O SERVQUAL, fundamenta-se na teoria dos Gaps,

The Gaps models of

service quality, a qual explica as diferenças entre as expectativas dos clientes e
aquilo que eles realmente obtêm do serviço utilizado, O estudo exploratório destes
pesquisadores foi considerado uma inovação dentro da área de avaliação de
serviços e consistiu na realização de uma série de pesquisas qualitativas (grupos de
foco, entrevistas individuais) e quantitativas (estudos de clientes) realizadas com
quatro grupos de consumidores distintos: bancos, cartões de crédito, seguradoras e
serviços de conserto e manutenção.
Até 1996, o SERVQUAL, segundo Nitecki, (1996), já havia sido descrito em
mais de 100 artigos e sido tema de doutorado de mais de 20 teses. O modelo foi
aplicado em diferentes segmentos de empresas, bancos e indústrias, bem como em
serviços de profissionais (dentistas, advogados, médicos).

No entanto, a sua

aplicabilidade na área de bibliotecas é polêmica, ainda que, a maior parte dos
especialistas nesta área concorde com a sua aplicabilidade, com modificações, para
cada tipo de biblioteca.

�White, Abels (1995), comentam que o SERVQUAL é um instrumento de
avaliação flexível, abrangente e genérico orientado para uma avaliação macro do
desempenho da biblioteca, não para avaliar serviços específicos.
Em nível nacional, o SERVQUAL vem sendo utilizado em bibliotecas
universitárias desde a década passada (Vergueiro e Carvalho, 2000; e Sampaio et al.
2001). Este trabalho, aplicado em bibliotecas universitárias de odontologia, conclui
que o processo de definição de indicadores de qualidade constitui-se em estratégia
viável visando a qualidade de processos e serviços de informação de países em
desenvolvimento e sugere a realização de novos trabalhos envolvendo diferentes
áreas de conhecimento. Por sua vez, o trabalho de Sampaio et al. (2001) propõe um
modelo avaliação contínua de qualidade de produtos e serviços oferecidos aos
clientes do SIBI/USP.

A proposta sugere utilizar ainda uma das adaptações do

SERVQUAL, denominado LIBQUAL+, um projeto cujo piloto estava, em 2001, sendo
desenvolvido por um consórcio formado por mais de 12 bibliotecas americanas em
conjunto com a Association of Research Libraries (ARL).
O modelo do SERVQUAL fundamenta-se na premissa de que todos os
usuários de serviços possuem uma expectativa de qualidade do serviço que lhe é
ofertado. A diferença entre a expectativa e a percepção é denominada de gap (falha)
na qual reside a oportunidade para melhoria do serviço. Após anos de refinamento
da sua escala, o SERVQUAL utiliza atualmente cinco dimensões de abordagem,
destinadas a medir a diferença entre expectativa do usuário e a satisfação com
serviço usufruído, assim caracterizadas:
a) agilidade no atendimento - serviços executados com rapidez
b) confiabilidade , funcionários com conhecimento e capacidade para execução dos
serviços
c) qualidade no atendimento - atendimento personalizado, empenho em atender as
necessidades do usuário
d) instalações físicas e ambiente adequados

�e) garantia de serviços - serviços fornecidos com qualidade já na primeira vez
No ambiente bibliotecário o SERVQUAL vai procurar identificar a diferença
(gap) entre a expectativa do usuário com relação à qualidade de um serviço e a
opinião dele com relação aos serviços oferecidos pela biblioteca (COOK,
THOMPSON, 2000); assim, por exemplo, se um determinado usuário atribui uma
nota 6,46 como sendo a expectativa de qualidade de um determinado serviço e
atribuiu uma nota 5,83 para o que ele realmente percebe do mesmo serviço, isso
significa que entre 6,46 e 5,83 existe um espaço de 0,63 para melhoria do citado
serviço. agindo diretamente no “gap” identificado. A unidade prestadora de serviços
obteria, por meio de uma escala pre-estabelecida, um nível x de satisfação dos seus
usuários, podendo, desta forma, planejar ou redirecionar suas atividades para que,
em um determinado período de tempo, pudesse alcançar a um nível z de satisfação
dos seus usuários.

5 A PESQUISA NA BIBLIOTECA DO IPEN
No trabalho de pesquisa realizado na biblioteca Terezine Arantes Ferraz do
IPEN, optou-se por adotar o modelo do SERVQUAL, ao invés de utilizar a adaptação
do mesmo para o universo das bibliotecas, LIBQUAL+TM, por se considerar que este
último está ainda em fase de consolidação; nada impede, no entanto, que ele possa
ser adotado posteriormente, quando a pesquisa for repetida. A metodologia procurou
identificar a diferença (gap) entre a expectativa (aqui denominada como importância)
do usuário com relação aos serviços oferecidos pela biblioteca Terezine Arantes
Ferraz. Para tanto, foram utilizadas as 5 dimensões do SERVQUAL; a escolha das
características/atributos dos serviços e o mapeamento dos processos, foram
definidos pela equipe da biblioteca, considerando tanto a especificidade dos serviços
como o público alvo.
•

confiabilidade nos serviços prestados (D1)

•

instalações físicas (D2)

�•

qualidade no atendimento (D3)

•

agilidade no atendimento (D4)

•

garantia nos serviços (D5)
Toda a logística operacional da pesquisa foi definida e implementada em

conjunto com a equipe de informática e com a assessoria de um profissional da área
de estatística.
Foram promovidas palestras informativas tanto para os membros da Comissão
de Bibliotecas como para todos os integrantes das equipes participantes com o
objetivo de familiarizá-los com os conceitos e a metodologia do SERVQUAL.
Por se tratar de uma biblioteca especializada, o público-alvo selecionado
incluiu somente os usuários cadastrados na biblioteca até agosto de 2003, e que
tivessem informado o seu e-mail na época do cadastramento. Todos os usuários
foram estratificados em categorias, a fim de obter uma melhor representatividade do
universo de usuários. As categorias foram: alunos de pós-graduação, orientadores,
pesquisadores, tecnologistas, outros.
Foram identificados também funcionários e não funcionários, bem como o
grupo de orientadores e pesquisadores aposentados, mas que continuam
desenvolvendo as suas atividades acadêmicas no Instituto. Toda a pesquisa foi
viabilizada eletronicamente: inicialmente, foram enviados 700 formulários eletrônicos,
80 dos quais retornaram por diversos motivos (quota excedida, mudança de provedor
etc., etc.), apesar do grande esforço da equipe da biblioteca em recuperar o e-mail
correto e reenviar o formulário sobre a pesquisa.
Assim de um total de 620 formulários enviados e recebidos, sem problemas,
499 foram respondidos, atingindo o índice de 80% de respostas. Cabe algumas
considerações para justificar este alto índice de respostas obtido: É provável que o
esforço concentrado ,da coordenação da pesquisa, em, divulgar e enfatizar a
importância da mesma, junto aos usuários, tenha influenciado na predisposição dos
participantes; a pesquisa. Realizada no 2º semestre de 2003 estendeu-se por um

�período de 20 dias, foi precedida por uma ampla divulgação utilizando todas as
mídias disponíveis na instituição: Intranet, cartazes, memorandos, contatos pessoais,
seminários de familiarização com o modelo para grupos de usuários.
O pré-teste do formulário foi efetuado com os integrantes da Comissão de
Biblioteca e alunos de pós-graduação. Para tabulação dos dados foram utilizados
parâmetros estatísticos.

O formulário foi composto de três partes: A,B,C., como

segue:
Parte A avaliação dos serviços da biblioteca; foram selecionadas 5 dimensões
com 5 ou 6 atributos cada uma, num total de 27 itens. Nesta pesquisa a
expectativa foi denominada como importância, e a opinião do usuário como
satisfação. Assim, utilizando uma escala de graduação de Likert de 7 pontos,
solicitou-se ao usuário expressar a sua opinião
Na parte B foi solicitado ao usuário para indicar, na sua opinião, a importância
das dimensões selecionadas (nesta pesquisa denominadas critérios) para
determinar a qualidade dos serviços da biblioteca.
Na parte C foram solicitados dados de caracterização do respondente.

6 ANÁLISE DOS RESULTADOS
A consistência interna do questionário foi verificada por meio do teste Alfa de
Cronbach, o qual se baseia na correlação média entre os itens.

Os resultados

mostraram existir uma consistência interna muito boa (quase todos os valores foram
acima de 0,9, próximos ao valor máximo 1).
Os resultados foram analisados baseando-se na média dos resultados,
identificando sempre a diferença (gap) entre a importância e a satisfação do usuário.
De uma forma global, pela média dos resultados, observa-se que:
todas as importâncias médias ficaram entre 6 e 7 (escala de 1 a 7); o valor
mais baixo foi 5, 97

�(na escala de Likert, estes valores são denominados como: muito importante ou
imprescindível)
em cinco questões observa-se a satisfação

do usuário maior que a

importância

como por

exemplo nas questões: aparência física, disposição física, atendimento
personalizado, cortesia ao telefone , confidencialidade
Correlacionando estes resultados aos preceitos da qualidade, poderia-se afirmar que
nestes itens a biblioteca encantou o usuário
as questões da dimensão 4 (agilidade no atendimento) foram as que
consistentemente apresentaram um gap ,maior
a média da satisfação que o usuário atribui aos itens apresentados ficou entre
4.70 (acervo) e 6:56 (instalações físicas)
(na escala Likert corresponde a satisfeito e totalmente satisfeito).
Em linhas gerais, os resultados da pesquisa indicam que a atuação da
biblioteca está muito próxima da expectativa dos usuários, (em alguns itens até
mesmo ultrapassando-a, como, por exemplo, no item instalações físicas).
É interessante observar que a nota média máxima atribuída para a
importância dos usuários foi de 6,59 na escala de 1 a 7, trata-se de uma media alta
de expectativa, a qual demonstra o grau de exigência

que os usuários desta

biblioteca estabelecem com relação à qualidade dos serviços que a unidade oferece.
Usuários de bibliotecas especializadas tendem a estabelecerem vínculos mais
profundos com a sua unidade de informação, atitude que deve ser considerada
positiva uma vez que indica a validação da atuação da unidade pela comunidade
onde esta inserida.

�D1 / Q1
D5 / Q5
D5 / Q4
D5 / Q3

D1 / Q2
D1 / Q3

7
6

D1 / Q4

5
D5 / Q2

D1 / Q5

4
acervo
3

D5 / Q1

D2 / Q1

2
D4 / Q5

comut

1
0

D4 / Q4

D2 / Q2

equipamentos
D2 / Q3

D4 / Q3

D2 / Q4

interbb

D4 / Q2

D2 / Q5

cursos

D4 / Q1

D2 / Q6

D3 / Q6

D3 / Q1

D3 / Q5
D3 / Q4

Importância

D3 / Q2
D3 / Q3

Satisfação

Gráfico 1 Valores médios das questões importância e satisfação

Observa-se pelos resultados do gráfico 1 que há alguns pontos onde há
oportunidade de melhoria, notadamente no item atualização do acervo, resultado
altamente compatível com as já conhecidas limitações orçamentárias vigentes na
instituição, embora minimizadas pelo auxílio de recursos financeiros, obtidos para
esta finalidade, por meio de projetos apresentados às agências financiadoras da
pesquisa, no decorrer dos últimos 5 anos. Embora substanciais, estes auxílios não
foram suficientes para garantir a atualização das coleções.

Há também outros

pontos onde a unidade pode envidar esforços para melhorar o seu desempenho,
aproximando-se da expectativa considerada ideal para o usuário, tais como: a)
empréstimo interbibliotecas, b) serviço de comutação bibliográfica, c) modernização
dos equipamentos de informática disponíveis para consulta na biblioteca.
Os dois primeiros itens referem-se a atividades onde a biblioteca atua como
interface com outros sistemas de informação, cabendo aí, no caso do serviço de
empréstimo interbibliotecas, uma ação em conjunto, com as bibliotecas cedentes
para obter melhorias significativas, como (rapidez, simplificação de rotinas
operacionais, etc). É importante registrar que o COMUT já está, também,
trabalhando na otimização da sua logística operacional, e espera-se que a partir de

�2004 o próprio usuário já poderá usufruir desse serviço individualmente, entre outros
novos itens. Com relação à melhoria dos equipamentos de informática, estas, já
haviam sido incluídas no planejamento administrativo da instituição de 2002 e 2003,
sem sucesso, aguardando-se resultados positivos para 2004.
A análise global dos resultados também indicou que as dimensões 1 e 4
(confiabilidade e agilidade) são as que estão um pouco mais distantes do ideal dos
usuários, tanto para funcionários como para não funcionários.
A dimensão 2 (instalações físicas) foi a que menos se distanciou do ideal em
alguns pontos, até superou as expectativas dos usuários
No mesmo formulário, os usuários também foram solicitados a priorizar, pelo
grau de importância, os cinco critérios básicos fornecidos para avaliar a qualidade
dos serviços da biblioteca: os resultados mostraram equilíbrio entre os 5 critérios,
com uma ligeira vantagem para o critério confiabilidade, demonstrando o acerto da
seleção dos critérios

Dimensão 5
17,4%

garantia dos
serviços

Dimensão 1
22,5%

confiabilidade
dos serviços
prestados

Dimensão 4
19,9%

agilidade no
atendimento

Dimensão 2
18,7%

Instalações
físicas
Dimensão 3
21,5%
qualidade no atendimento

Gráfico 2 – Priorização das dimensões

Este resultado também confirma a tendência existente em nível internacional
em resultados obtidos em outras pesquisas, nas quais o item confiabilidade éi

�igualmente o mais requerido. Confiabilidade é interpretada neste modelo como a
capacidade que a biblioteca tem de cumprir o serviço prometido
Correlacionando os resultados aos diferentes grupos de usuários participantes
da pesquisa, observou-se que, de uma forma global e como já era esperado, 80%
dos usuários da biblioteca são provenientes dos centros de pesquisa, divididos em
alunos de pós-graduação (36%), pesquisadores e tecnologistas (41%.) e outros
(23%)Os resultados corroboram a característica de biblioteca especializada e
validam a missão da unidade, qual seja prover informação científica e apoio
bibliográfico à comunidade científica do IPEN
A análise objetiva dos resultados conduzem-nos a alguns questionamentos, e
permitem algumas definições quanto ao estabelecimento de prioridades para
melhoria:
Onde a biblioteca pode melhorar os seus serviços?
•

atualização do acervo

•

atualização do agilidade e facilidade do empréstimo interbibliotecas

•

programação de mais cursos sobre o uso das fontes de informação

•

agilidade dos serviços de comutação bibliográfica - COMUT

•

melhoria do estado de funcionamento dos equipamentos

•

simplificação das informações nos catálogos on-line

•

treinamento dos funcionários no manuseio das fontes de informação

•

e horário de funcionamento

•

Quais são os itens mais importantes para os usuários?

•

ambiente silencioso para estudo

•

funcionários com boa vontade para atender

•

informações confiáveis via web

•

funcionários capacitados para atendimento

•

atendimento solícito e cordial

�•

segurança na informação fornecida

•

facilidade de serviços interbibliotecas

•

coleções organizadas fisicamente

•

informações rápidas e confiáveis nos catálogos on-line

Quais são os itens onde a satisfação do usuário é maior?
•

aparência física da biblioteca

•

atendimento solícito e cordial

•

ambiente silencioso

•

funcionários com boa vontade para atender

•

disposição física dos móveis e equipamentos

•

segurança na informação fornecida

•

funcionários que cumprem o prometido

•

sinalização gráfica

•

cortesia ao telefone

7 CONSIDERAÇÕES GERAIS
Após análise dos resultados obtidos por meio da 1ª pesquisa de satisfação de
usuário com a qualidade dos serviços da biblioteca do IPEN, pode-se considerar que:
•

o alto índice de respostas fornecidas (80%) indica que já existia um acentuado
desejo dos usuários expressarem a sua opinião: é a primeira vez, nos últimos dez
anos, que a unidade de informação efetua uma pesquisa qualitativa junto a
usuário;

•

a metodologia utilizada é abrangente e genérica; no entanto, mostrou-se bastante
adequada para medir a qualidade dos serviços;

�•

mesmo nos itens onde os gaps foram maiores, há que se considerar que são
valores muito pequenos ainda assim, são indicadores onde a administração deve
concentrar seus esforços para obter uma melhoria na qualidade nos serviços;

•

qualquer processo de avaliação cria uma expectativa pelos resultados obtidos. A
divulgação da análise dos resultados e, principalmente, as medidas corretivas
que serão adotadas para atender os itens menos satisfatórios apontados pelos
usuários, constituem fatores críticos de sucesso e credibilidade. Uma avaliação
deve ser realizada não como um exercício intelectual, mas para reunir dados
úteis para tomar decisões e solucionar problemas. Novas pesquisas somente
serão bem sucedidas se as reivindicações resultantes desta primeira pesquisa
forem atendidas no todo ou em parte. Esta credibilidade poderá ser conferida
quando for realizada uma segunda pesquisa de satisfação. A literatura
especializada na área recomenda que se repita a experiência, pelo menos, a
cada dois anos

•

deve-se evidenciar que, dos 5 itens apontados como menos satisfatórios, 2
dependem de liberação orçamentária pela administração do IPEN e 2 dependem
de otimização operacional de sistemas externos, o que deve acontecer a médio
prazo; o item que aparentemente configura-se como de solução imediata
(programação de cursos), depende da disponibilidade de agenda por parte dos
alunos de PG e pesquisadores do IPEN;

•

seria oportuno aprofundar a pesquisa em um dos itens menos satisfatórios, ou
seja, a atualização do acervo, a fim de conhecer exatamente o grau de
insatisfação de cada centro e desenvolver coleções mais pertinentes e
atualizadas, compatíveis com as linhas de pesquisa de cada Centro do IPEN.

7 CONCLUSÃO

�Os resultados obtidos na pesquisa de satisfação dos usuários com os serviços
evidenciaram o seu grau de aprovação em relação aos serviços oferecidos pela
unidade.
A inovação promovida pela tecnologia de informação, notadamente nos
últimos dez anos, exigiu uma adequação das rotinas operacionais, da logística dos
processos e de acesso à informação. Atualmente, o papel da biblioteca está muito
mais direcionado à intermediação do acesso à informação especializada do que ao
histórico papel de estoque da informação (não, que esta última função não seja mais
necessária) apenas não atende mais à atual demanda do usuário e da sociedade
como um todo; deparamo-nos também com uma mudança significativa no
comportamento do usuário, mais auto suficiente no manuseio das fontes de
informação. Este contexto demanda um acompanhamento e uma constante
readequação de serviços. Nesse sentido os resultados de uma avaliação como a
realizada na biblioteca do IPEN podem trazer subsídios valiosos para a tomada de
decisão por parte do administrador da biblioteca.
Embora uma biblioteca possa operar continuamente em um nível aceitável de
qualidade, a sobrevivência e validação do seu desempenho dentro da Instituição
dependerá, fortemente, do grau de qualidade que os seus usuários lhe atribuem. Os
resultados obtidos nesta pesquisa indicam que, apesar de todas as dificuldades
financeiras, a acentuada falta de recursos humanos e as mudanças no patamar de
tecnologia de informação, a unidade conseguiu se adaptar e praticar uma política de
funcionamento satisfatória. Resta ainda, no entanto, ajustar alguns itens que
permitam garantir a manutenção e/ou elevação do grau de qualidade dos seus
serviços, alcançando assim um maior nível de satisfação dos usuários, finalidade
primeira de qualquer serviço de informação.
Agradecimentos aos usuários participantes da pesquisa bem como as equipes
da biblioteca e de informática do IPEN que efetivamente participaram na preparação
dos dados para a realização desta pesquisa.

�REFERÊNCIAS

BACHMANN, G. M. O estudo da analise fatorial na determinação dasdimensões
da qualidade percebida em uma biblioteca universitária. Curitiba, 2002.
Dissertação (Mestrado) Universidade Federal do Paraná.
COOK, C. THOMPSON, R. L. Reliability and validity of SERVQUAL scores used to
evaluate perceptions of library service quality. J. Acad. Librarianship, v.26, n.4,
p.248-58, 2000.
HERNON, P.; McCLURE, C. R. Evaluation and library decision making. Norwood
N. J.: Ablex, 1990.
HERNON, P.; NITECKI, D.; ALTMAN, E. Service quality and customer satisfaction:
na assessment and future directions. J. Academic Librarianship, v. 25, n.2, p.9-17,
1999.
IGAMI, M. P. Z.
A avaliação de desempenho na gestão das bibliotecas
especializadas nos institutos públicos de pesquisa. São Paulo 2003. Dissertação
(Mestrado) Universidade de São Paulo.
NITECKI, D. A. Changing the concept and measure of service quality in academic
libraries. J. Acad. Librarianship, v. 22 p. 181-190, 1996.
PARASURAMAN, A ; BERRY, L. ZEITHAML, V. A A conceptual model of service
quality and its implications for future research. J. Marketing, v. 49, p.41-50, 1985.
SAMPAIO, M. I.C.; REBELLO, M. A. F. R.; BEZERRA, M. A.; VILLELA, M. C. O.;
SANT'ANA, M. C. Proposta de avaliação contínua da qualidade dos produtos e
serviços oferecidos pelo SIBI/USP. São Paulo: 2001. (Monografia apresentada ao
Programa de Administração da Inovação Científica e Tecnológica nos serviços de
informação SIBI/USP - PROTAP)
SANTOS, J. A S. S. dos. Avaliação da satisfação de usuários de serviços de
informática terceirizados. São Paulo, 2001, Dissertação (Mestrado), Universidade
São Marcos.
TAYLOR, R. The value-added information system. Washington: Ablex, 1986, p.1-11.

�VERGUEIRO, W. C. S.; CARVALHO, T. Definição de indicadores de qualidade: a
visão dos administradores e clientes de bibliotecas universitárias. Perspectivas Ci.
Inf., v.6, n.1, p.27-40, 2000.
WHITE, M. D.; ABELS, E. G. measuring service quality in special libraries: lessons
from service marketing. Special Libr., v.86, n.1, p.36-45, 1995.
ZEITHAML, V. A; PARASURAMAN, A;. BERRY, L. Calidad total en la gestion de
servicios. Madrid: Diaz de Santos, 1993.

∗

Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – Av.Prof. Lineu Prestes, 2242, Cidade Universitária,
CEP 05508 –030 São Paulo –SP, Brasil – e-mail mery@ipen.br
∗∗
Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo –
Av. Prof. Mello Moraes, 1721 – Bl. C – São Paulo, SP, 05508-900 – e-mail isampaio@usp.br
∗∗∗
Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, São Paulo, SP, 05508-900, e-mail
wdcsverg@usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55320">
                <text>O uso do SERVQUAL na verificação da qualidade dos serviços de unidades de informação: o caso da biblioteca do IPEN.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55321">
                <text>Igami, Mery P. Zamudio; Sampaio, Maria Imaculada Cardoso; Vergueiro, Waldomiro de Castro Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55322">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55323">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55324">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55326">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55327">
                <text>Discute os aspectos que mais afetam o desempenho das bibliotecas, destacando a importância da satisfação da demanda dos usuários, enfatizando que, bibliotecas não atuam para satisfação própria nem sobrevivem isoladamente. Considera que, mo ambiente de bibliotecas especializadas e universitárias, este fator adquire uma importância fundamental. Reflete sobre a importância da avaliação como instrumento fundamental para o planejamento e tomada de decisão do administrador de bibliotecas. Para efetuar uma avaliação da qualidade dos serviços da biblioteca utiliza o modelo SERVQUAL; o qual identifica a diferença entre a expectativa do usuário e a percepção do serviço usufruído. Relata e analisa o processo desta avaliação realizada pela biblioteca do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – IPEN, São Paulo – entendendo que este tipo de avaliação qualitativa oferece valiosos subsídios para o planejamento e adequação dos serviços que disponibiliza. A pesquisa, realizada no segundo semestre de 2003, totalmente por via eletrônica, incluiu 620 usuários pertencentes à comunidade científica do IPEN e obteve uma adesão de 80% de respostas, média considerada bastante alta para esse tipo de pesquisa. A análise dos resultados da pesquisa evidenciou que a qualidade dos serviços oferecidos pela biblioteca do IPEN, esta bem próxima da expectativa dos seus usuários, apontando, ainda, alguns serviços com pequeno espaço para melhoria. Decorrente da pesquisa relaciona, também, os aspectos mais positivos da biblioteca, os mais importantes para os usuários bem como os itens onde há ainda, oportunidade para melhoria.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68552">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5052" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4120">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5052/SNBU2004_152.pdf</src>
        <authentication>094026ecd5ecbf47eb857bcd6836b39a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55382">
                    <text>QUALIDADE EM SERVIÇOS: DIMENSÕES PARA ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO
DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS BRASILEIRAS
Narcisa de Fátima Amboni∗

RESUMO
Estabelecer dimensões internas e externas para orientar e subsidiar a avaliação da
qualidade dos serviços prestados pelas bibliotecas universitárias federais brasileiras a
partir da experiência e vivência da autora junto a biblioteca da UFSC e dos
fundamentos teóricos e práticos discutidos pelos estudiosos da área considerados
neste estudo. O estudo é do tipo exploratório, descritivo e avaliativo. As técnicas de
coleta de dados foram a observação, a análise documental e a pesquisa bibliográfica.
informações coletadas são tratadas de forma qualitativa. As dimensões internas
estabelecidas são a liderança, propósitos, processos, pessoal, tecnologia, acervo,
instalações físicas, orçamento e finanças. As dimensões externas são as pertinentes ao
ambiente direto: usuários, fornecedores, concorrentes e grupos regulamentadores e as
do ambiente indireto denominadas de dimensões tecnológicas, legais, políticas,
econômicas, sociais e demográficas.
PALAVRAS-CHAVE:

bibliotecas

universitárias-Brasil.

Prestação

de

serviços.

Qualidade. Avaliação.

1 INTRODUÇÃO

O interesse pela qualidade do serviço aumentou exponencialmente durante os
anos 80. Na literatura de marketing de serviços, uma abordagem da qualidade
orientada para os serviços foi introduzida por Gronroos no idioma em inglês em 1982 (e
na Escandinávia alguns anos antes), com a introdução do conceito de Qualidade
Percebida do Serviço e o modelo de qualidade total do serviço. (GRONROOS, 1983).
Essa abordagem baseia-se na pesquisa sobre comportamento do público interno e
externo e dos efeitos das expectativas com relação ao desempenho dos bens na
avaliação pós-consumo.

�A abordagem da qualidade percebida do serviço ainda parece formar os
fundamentos da maioria das pesquisas correntes sobre qualidade do serviço e do
desenvolvimento da teoria sobre marketing de serviços.
Gummesson (1988) demonstra que as organizações tradicionais estão cada vez
mais devotas a questões relacionadas à qualidade dos produtos. Para provar sua
opinião, o autor mostra como os anais de 885 páginas provenientes da 42ª Conferência
Anual, realizada pela Sociedade Americana de Controle de Qualidade (ASQC), em
1988, incluem apenas três documentos num total de 145 que mencionam a palavra
serviços no título, e como a palavra serviços não foi mencionada em nenhum dos títulos
dos 102 documentos incluídos nas 1.167 páginas dos anais da 31ª Conferência Anual
da Organização Européia de Controle de Qualidade em 1987. (EOQC apud
GRONROOS, 1993).
A administração de serviços, como modelo e filosofia de gestão, está atraindo a
atenção de executivos e de muitas organizações, oferecendo um esquema unificador
de referência para que se pense a respeito do mercado, do usuário, do produto e da
organização (ALBRECHT, 1992, 1998; BERRY, 1996; DAVIDOU, 1991; GRONROOS,
1993; MOREIRA, 1996; NORMANN, 1993; TÉBOUL, 1991, 1999).
A adoção da filosofia de administração de serviços, segundo os autores, força os
dirigentes a reexaminarem alguns dos hábitos de pensar, premissas e crenças mais
fundamentais praticadas pela organização ao longo do tempo. Para que a
administração de serviços funcione, os executivos precisam inverter as suas visões do
mundo e encarar coisas antigas de novas maneiras. A imposição desta ampliação de
paradigmas é um dos maiores valores invisíveis dessa filosofia.
A administração de serviços propõe uma retomada de consciência em relação à
maneira de se encarar o usuário. Num estabelecimento de prestação de serviços,
usuários satisfeitos são como ativos. Se estiver pensando em comprar um
estabelecimento de serviços, como um consultório médico, um restaurante, ou uma

�corretora de seguros, você deve pagar não só pelo valor do equipamento e das
instalações. Também existe capital aplicado na satisfação dos usuários. Se o
empreendimento estiver em declínio, perdendo usuários, vale menos do que se ainda
desfrutasse da lealdade dos usuários, com garantia de vendas repetidas. As compras
futuras dos usuários possuem, certamente, valor presente que faz parte do capital
intangível do empreendimento.
A administração de serviços, segundo Albrecht (1992; 1998), é um conceito
organizacional de visão global que se empenha para fornecer um serviço superior,
capaz de ser a força motriz dos negócios. É um conceito de transformação, uma
filosofia, uma mentalidade, uma série de valores e atitudes, e que, mais cedo ou mais
tarde, será um conjunto de métodos. O principal motivo para se querer conhecer
profundamente o usuário e tornar o serviço a força motriz da organização é o de
buscar, diante dos concorrentes, um fator de diferenciação.
Miranda (apud CARVALHO, 1981), diz que a renovação da vida universitária só
é possível na medida em que o elemento humano (professor, aluno, pesquisador,
técnico administrativo) for reformado no universo das idéias e dos valores, do
conhecimento gerado, absorvido e disseminado.
Informação e qualidade possuem grande valor na sociedade. A informação,
devido ao seu caráter de reduzir incertezas e representar um certo poder em quem a
detém; a qualidade, por proporcionar a adequação ao uso (BARBALHO, 1995).
Entretanto, pouco se tem realizado e escrito sobre a gestão da qualidade em
bibliotecas. Trabalhos recentes, de autores brasileiros, resgatam os estudos que se
encontram na literatura nacional e estrangeira (por exemplo, BARBALHO,1995;
BELUZZO, MACEDO, 1993; NAKAMURA, 1994; ROCHA, GOMES, 1993)
Em relação à qualidade em bibliotecas, percebe-se que os estudos brasileiros
estão voltados para a motivação dos recursos humanos associada à melhoria da
qualidade dos serviços prestados por bibliotecas.

�1.1 OBJETIVO GERAL E RELEVÃNCIA
O presente trabalho tem por objetivo estabelecer dimensões internas e externas,
para orientar e subsidiar a avaliação da qualidade dos serviços prestados pelas
bibliotecas universitárias federais brasileiras.
O mesmo torna-se relevante no momento em que é exeqüível o aperfeiçoamento
significativo dos padrões de qualidade dos serviços, tanto por meio da reflexão quanto
pela implementação das dimensões como política e prática dos integrantes da
biblioteca em prol do incremento da qualidade de ensino, pesquisa, extensão e
administração nos ambientes políticos, sociais e técnicos. Sob este prisma, os serviços
prestados pelas bibliotecas universitárias federais brasileiras devem surpreender as
expectativas dos públicos internos e externos, como resultado da identificação do
conhecimento no contexto social particular em que acontece, produzindo sucessivas
relações sociais.

1.2 METODOLOGIA
A natureza da presente pesquisa é predominantemente qualitativa. Dois
aspectos contribuíram para o estabelecimento das dimensões internas e externas. O
primeiro está relacionado com os fundamentos teóricos e práticos discutidos pelos
estudiosos da área considerados neste estudo, enquanto que o segundo está ligado à
experiência e à vivência direta da autora com as bibliotecas universitárias federais
brasileiras, por estar atuando como Bibliotecária e gestora da BU/UFSC há mais de 20
anos. O estudo em pauta é do tipo exploratório, descritivo e avaliativo.
As técnicas de coleta de dados utilizadas para o desenvolvimento do presente
estudo foram a observação, a análise documental e a pesquisa bibliográfica.

2

DIMENSÕES INTERNAS E EXTERNAS

�As dimensões de qualidade em serviços devem ser vistas como orientadoras
para a prática avaliativa dos serviços prestados pelas bibliotecas universitárias federais
brasileiras e, acima de tudo, como um processo gerencial, que deve ser considerado
dinâmico, com uma função articuladora enquanto proposta de execução capaz de
integrar as dimensões que servem de parâmetros para orientar e subsidiar a avaliação
da qualidade dos serviços prestados por essas bibliotecas.
As dimensões internas envolvem as relativas à liderança, propósitos,
processos, pessoal, acervo, instalações físicas, tecnologias, orçamento e finanças.
•

Dimensão liderança: a liderança deve ser o elemento promotor da gestão,

responsável pelo estímulo aos colaboradores. Para a mudança dos resultados
institucionais, é imprescindível que a alta administração adote posturas e práticas,
atuando como um exemplo a ser seguido e patrocinando as ações necessárias e
adequadas a um estilo empreendedor de gestão. A chave consiste em ter uma
liderança autêntica em serviços. É necessária a existência de meios de comunicação
ágeis e eficazes, como por exemplo, boletins, informativos, cartazes, palestras, intranet,
práticas de visitação às unidades, cafés da manhã e reuniões.
•

Dimensão Propósitos - a definição de estratégias e dos planos para a biblioteca

fundamenta-se nos princípios da gestão pró-ativa e da constância de propósitos e no
conceito da visão de futuro como estratégia para o progressivo desenvolvimento
institucional. Seu propósito é o desenvolvimento da ação estratégica para o pleno
alcance da missão pública conferida à biblioteca e da visão de futuro estabelecida
(JULIO; SALIBI NETO, 2002; OLIVEIRA, 1994).
A dimensão propósito aborda como são estabelecidas as estratégias, os fatores
críticos para o sucesso e os principais planos de ação e como estes são desdobrados
em planos e metas para todos os segmentos da biblioteca, consideradas as
macroorientações de governo.

�A biblioteca deve possuir informações qualitativas e quantitativas para verificar a
adequação e a eficácia das estratégias implementadas.
•

Dimensão Processos - o fundamento desta dimensão é a noção de que toda

biblioteca precisa para atender à sua missão, funcionar como um organismo integrado,
com todas as suas ações sistematizadas e direcionadas à consecução de objetivos
comuns.
As grandes funções da biblioteca e/ou macroprocessos devem ser desdobradas
em funções ou processos menores. Precisam estar claramente definidas, estruturadas
e documentadas. A definição dos processos menores pressupõe o mapeamento ou
descrição das várias etapas envolvidas para o desenvolvimento das atividades.
De acordo com Carvalho (1995), por meio desta dimensão a biblioteca deve
verificar:
•

como os processos são definidos e estruturados, incorporando os requisitos dos
usuários e considerando os recursos institucionais disponíveis;

•

como são implementados, de forma a assegurar que as características para eles
definidas sejam compreendidas e mantidas por todos os agentes envolvidos;

•

como os processos são continuamente avaliados e analisados quanto à sua eficácia
e eficiência, e como são introduzidas as mudanças e inovações, quando
necessárias;

•

como a biblioteca assegura a inter-relação entre os seus diversos processos,
evitando conflitos e/ou superposições;

•

como são definidos e gerenciados os processos de apoio, de forma a otimizar o
desempenho dos processos diretamente ligados aos usuários, como por exemplo,
os processos concernentes ao empréstimo e devolução de material bibliográfico.

�•

como a biblioteca gerencia os processos relativos aos seus fornecedores e às
parcerias institucionais, de forma a assegurar que eles apresentem o desempenho
esperado, garantindo a qualidade de seus próprios processos internos.

•

Dimensão Pessoal - o capital humano é um desafio que hoje se apresenta como

uma das mais valiosas possibilidades e perspectivas para que as organizações possam
prestar um serviço de qualidade. (KANAANE, 1995).
De forma específica, a biblioteca deve avaliar o alinhamento entre o plano de
capacitação elaborado com as necessidades detectadas na biblioteca. A lógica inerente
é a de capacitar a pessoa certa, no assunto certo, na dose certa e no momento certo,
produzindo resultados que representem ganho coletivo – para o indivíduo, para a
biblioteca e para os usuários.
A qualidade de vida mostra como a biblioteca pode garantir um ambiente de
trabalho seguro, saudável e propício ao desenvolvimento, ao bem-estar, à motivação e
à satisfação dos colaboradores.
Ainda em relação à dimensão pessoal, as bibliotecas devem se pautar, segundo
Carvalho (1995), nos seguintes aspectos:
•

A biblioteca necessita de um número e de uma variedade suficiente de pessoal para
desenvolver, organizar e manter as coleções e prover serviços de referência e
informação para satisfazer às reais necessidades da universidade.

•

O tamanho e a qualificação do quadro de pessoal devem ser definidos por fatores,
tais como: tamanho e escopo das coleções, número de bibliotecas setoriais, número
de ponto de serviço, número de horas de funcionamento, média de aquisição, média
de circulação, natureza de processamento e a natureza da demanda por serviços.

•

Os bibliotecários devem desempenhar funções de liderança em relação aos serviços
prestados pela mesma.

�•

A relação entre o número de bibliotecários, auxiliares e outros servidores depende
da amplitude das operações e serviços oferecidos pela biblioteca e de sua carga
total de trabalho.

•

A biblioteca tem que desenvolver programas de motivação e assistir a todos os
membros do staff em seu crescimento e desenvolvimento profissional.

•

O desempenho do pessoal é determinado, em grande parte, pela qualidade da
coleção e serviços da biblioteca. A biblioteca deve contribuir para uma avaliação
contínua de desempenho e para um justo reconhecimento da eficiência do pessoal.
Dimensão Acervo - a literatura brasileira é escassa em estudos qualitativos e

quantitativos de acervos das bibliotecas universitárias federais brasileiras. Com a
criação e consolidação dos sistemas de bibliotecas universitárias, décadas de 70 e 80 e
com a atuação da Capes, a questão de informações sobre as bibliotecas passou a
demandar atenção primordial.

A partir de 1979, estudos e apresentações em

seminários nacionais de bibliotecas universitárias começaram a ser incentivados pelo
Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU) da Secretaria do Ensino
Superior - SESu visando à seleção coordenada e à aquisição cooperativa de acervos.
A problemática do acervo bibliográfico, apesar da sua crucial relevância para o
ensino e pesquisa, ainda não mereceu a atenção necessária. Com a implantação dos
cursos de pós-graduação, os orçamentos foram priorizados para a aquisição de
periódicos, bases de dados e, à medida que as verbas foram sendo reduzidas, os
recursos destinados à rubrica de material permanente, que engloba livros para a
graduação, acabaram extintos.
O livro ainda representa o principal instrumento da educação e ensino, mesmo
nos países desenvolvidos. O livro é considerado o veículo ideal de comunicação
científica. Lamentavelmente as bibliotecas universitárias federais brasileiras não
dispõem de orçamentos suficientes para aquisição e atualização de acervo.

�•

Dimensão Instalações físicas - o local de trabalho das bibliotecas

precisa ser estudado em termos de fluxos nos horários de maior movimentação,
instalações, como espaços para estudos individuais e em grupos, horários especiais,
dentre outros.
O layout das bibliotecas contempla os fatores de ambiência, iluminação,
temperatura, cores, ruídos e climatização. Esses componentes determinam aparência,
conforto, facilidade de fluxo para pessoas e materiais, maximização das áreas
disponíveis e o planejamento de ampliações, economia nas instalações e nos espaços
destinados ao desenvolvimento técnico, controle de qualidade e facilidades para
eventuais mudanças sem parar a produção, a prestação de serviços e a administração.
Carvalho (1995), reforça a questão ao afirmar que:
•

o local deve ter o tamanho e qualidades suficientes para abrigar o acervo e fornecer
o espaço necessário ao seu uso por alunos, professores e seu próprio pessoal.

•

As instalações devem ser atrativas e projetadas para promover o uso da biblioteca
de forma eficiente e eficaz.

•

Espaço adequado para o pessoal da biblioteca deve estar disponível.

•

A biblioteca bem equipada para encorajar o máximo uso por alunos, professores e
colaboradores.

•

Dimensão Tecnologia - a dimensão tecnologia é essencial ao estabelecimento de

mudanças nas estratégias de gerenciamento das bibliotecas. E a informação, insumo
imprescindível nesse cenário de mudanças, toma lugar de destaque à medida que
fortalece o crescimento organizacional e a qualidade dos serviços prestados pelas
bibliotecas.
As informações referem-se ao desempenho global da biblioteca dentro do seu
setor de atuação, aos seus processos finalísticos (incluindo custos operacionais e
resultados); aos usuários (perfis, universo potencial e universo atingido, necessidades,

�níveis de satisfação e insatisfação); aos colaboradores (como por exemplo: dados
sobre perfis profissionais, desempenho individual e de equipe, vínculo funcional,
movimentação e capacitação) ou, ainda, aos demais processos de apoio, como
acompanhamento das ações institucionais, compras e serviços gerais.
•

Dimensão Orçamento e finanças- orçamento é o processo que viabiliza a

estimação de receitas e despesas e que permite as bibliotecas viabilizarem as decisões
e estratégias oriundas do planejamento. O orçamento, além de ser o planejamento em
termos monetários, funciona também como ferramenta de controle, podendo ser
iniciado de maneira simples e prática e ganhar sofisticação com o decorrer do tempo.
Trata-se de uma forma de planejamento essencial às bibliotecas, já que:
Um sistema orçamentário traz vantagens para a biblioteca e para seus colaboradores.
Estas vantagens ultrapassam, em muito, o simples aspecto financeiro; do ponto de vista
de planejamento, o sistema orçamentário motiva o ambiente da biblioteca, pois permite
que cada colaborador tome plena consciência de sua própria missão; do ponto de vista
da análise de resultados, o sistema orçamentário incute no espírito de cada colaborador
a noção de custos, de economia, da racionalização e do lucro; todas essas ações são
realizadas através de diretrizes internas, cuja finalidade principal é a de maximizar a
utilização dos recursos. O orçamento também induz a minimização dos custos e a
contenção das despesas - A busca do menor custo (da mão-de-obra, dos materiais, dos
serviços de terceiros, dos encargos, das utilidades) passa a ser rotineira, sem que traga
efeitos negativos à prestação de serviços.
Já as dimensões externas envolvem aquelas do ambiente direto e do indireto.
As dimensões externas contribuem para a qualidade dos serviços prestados pelas
bibliotecas das universidades federais, desde que ocorra uma interação entre elas, ou
seja, não basta uma biblioteca ter um propósito bem definido se a mesma não possui
pessoal, acervo, instalações, tecnologia e recursos financeiros, dentre outros. Da
mesma forma, a biblioteca pode explorar as oportunidades de mercado, como
minimizar as ameaças desde que possua uma realidade interna que favoreça o

�estabelecimento de estratégias capazes de incrementar os padrões de qualidade dos
serviços e/ou para agregar valor aos serviços essenciais aos usuários, como o que foi
visto ao se abordar a tecnologia e redes cooperadas.
Neste sentido, as dimensões do ambiente direto como as do indireto podem
ajudar a inibir os níveis da qualidade dos serviços prestados em termos de
confiabilidade, credibilidade, responsividade e segurança, por exemplo.
•

Dimensões externas: ambiente direto - os elementos que integram o ambiente

direto, ou seja, os usuários, os fornecedores, os concorrentes e os órgãos
regulamentadores.
A atenção especial ao usuário é de importância estratégica para a implantação
de um estilo de gerenciamento eficaz, ao viabilizar a prestação do serviço/produto na
forma adequada ao seu usuário, pelo reconhecimento social em relação à atuação da
biblioteca, e por conseguinte, para a sua legitimidade enquanto responsável pela
disseminação de informações. (ALBRECHT, 1992).
Deve-se observar a descrição dos principais bens e serviços fornecidos, bem
como os respectivos fornecedores e como são definidos os principais processos
relacionados à aquisição de bens e serviços, levando-se em conta os requisitos de
desempenho da biblioteca e os tipos de fornecedores.
Os concorrentes representam as bibliotecas que concorrem entre si para a
obtenção de recursos necessários e para a conquista de mercados, visando à
colocação de seus produtos e serviços. Para aumentar sua participação no mercado, a
biblioteca tem que ganhar negócios de outras bibliotecas, ou seja, atuar de modo mais
efetivo com vista a satisfazer mais os usuários.
Os grupos regulamentadores encontram-se representados pelos governos,
sindicatos, associações entre organizações e associações entre classes. Reúnem

�instituições que impõem controles, limites ou restrições às atividades da biblioteca,
como será visto nos aspectos legais do ambiente indireto.
•

Dimensões externas: ambiente indireto - as variáveis do ambiente indireto,

denominadas de tecnológicas, políticas, econômicas, legais, sociais e demográficas,
também afetam a qualidade dos serviços prestados pelas bibliotecas universitárias
federais brasileiras.
As variáveis tecnológicas devem ser consideradas pelo fato de exercerem um
papel fundamental no desenvolvimento das ações de novos produtos e serviços
pretendidos pela biblioteca. Isto porque a tecnologia envolve a soma total dos
conhecimentos acumulados a respeito de como fazer as coisas: inclui invenções,
técnicas, aplicações e desenvolvimento.
A variável política deve ser analisada pelo fato de exercer uma influência
relevante sobre o funcionamento das bibliotecas. Isto porque a política nacional do
Ministério da Educação tanto contribui para a biblioteca, com autonomia, abreviar
soluções de seus problemas, quanto dificulta com a não-liberação de recursos para
investir em tecnologia, acervos e melhoria dos serviços.
As variáveis econômicas interferem na vida de uma biblioteca, do mesmo modo
como as variáveis tecnológicas e políticas. Por exemplo, a partir da crise econômica
que se abateu sobre o Brasil, após a década de 80, que teve como reflexos o processo
inflacionário e a diminuição dos orçamentos do Setor Público, as universidades
passaram a conviver com restrições orçamentárias que influenciaram diretamente o
desenvolvimento das bibliotecas. (GARCIA apud RUSSO, 2000)
As variáveis legais afetam as operações e, por sua vez, a qualidade dos
serviços prestados pelas bibliotecas.

Deve-se verificar as leis que estabelecem as

condições de operacionalização da biblioteca.

�As variáveis sociais é exemplificada através das pressões feitas pelos usuários
internos e externos onde se encontra localizada a biblioteca.
As variáveis demográficas, traduzidas pelo crescimento populacional e pelas
mudanças na estrutura das populações, devem ser consideradas pelas bibliotecas em
seus planos e em suas estratégias. Uma instituição pode analisar seu mercado atual e
prever seu mercado potencial futuro, em função dessas variáveis demográficas.

3 CONCLUSÕES
Conclui-se de forma geral que a qualidade dos serviços prestados pelas
bibliotecas pode ser resultado:
a) da liderança, ou seja, esta deve ser autêntica em todos os níveis da biblioteca,
assim como ter uma postura pró-ativa para facilitar a descoberta de novas
oportunidades junto ao meio.
b) de um sistema de informações sobre qualidade em serviços. As bibliotecas
precisam estabelecer um processo de pesquisa sobre a qualidade em serviços que
forneça informações oportunas e importantes para subsidiar o processo de tomada de
decisão.
c) da estratégia de serviços, com que os gestores podem avaliar o que deve ser
aprovado e recusado. A estratégia serve como guia de orientação. Uma estratégia de
serviços capta o que os usuários valorizam nos serviços prestados pelas bibliotecas.
d) do nível de comprometimento dos colaboradores internos e externos com os
princípios da excelência em serviços. As bibliotecas como organizações prestadoras de
serviços é que definem a sua razão de ser a partir da estratégia de serviços.
estratégia orienta e energiza a organização na criação de valor para os usuários.

A

�e) de uma estratégia tecnológica na implementação da estratégia de serviços. A
tecnologia é uma ferramenta básica à implementação da estratégia e para a qualidade
dos serviços, em particular.
f) da estrutura e da tecnologia como fatores vitais à implementação da estratégia
de serviços. Entretanto, as bibliotecas precisam de pessoas com atitudes,
conhecimentos e habilidades necessárias para tornar a estratégia numa realidade.
g) dos níveis de confiabilidade, surpresa, recuperação e integridade, dentre
outros fatores como por exemplo, cortesia, responsividade, acesso, credibilidade,
rapidez de resposta, segurança, comunicação e competência que refletem as
condições atuais das dimensões internas (liderança, propósitos, processos, acervo,
pessoal, instalações físicas, orçamento e finanças e tecnologia), as externas diretas
(usuários, fornecedores, concorrentes, grupos regulamentadores) e as externas
indiretas (demografia, tecnologia, legal, política, social, econômica) existentes nas
bibliotecas universitárias federais brasileiras.

ABSTRACTS
The purpose of this work is to establish internal and external dimensions to guide and
subsidize the evaluation of quality from the works took by the federal university’ libraries
in Brazil from the author’s experience at the UFSC’s library and based at theorical and
practical basis discussed by area researchers known in this studies. The research is an
exploratory, descriptive and evaluative kind. The techniques used to collect data were
the observation, the documental analysis and the bibliographic research. The collected
data are treating in a qualitative way. The intern dimensions established are the
leadership, purpose, processes, personal, technology, heap, physics facilities, budget
and finances. The extern dimensions are the pertinent to the direct environment: users,
suppliers, competitors, and regulation groups and from the indirect environment named
as technological, legal, political, economic, social and demographic dimensions.

REFERÊNCIAS
ALBRECHT, K. Serviços com qualidade: vantagem competitiva. São Paulo:
MakronBooks, 1992.

�______. Revolução nos serviços: como as organizações podem revolucionar a
maneira de tratar os seus usuários. São Paulo: Pioneira, 1998.
BARBALHO, C. R. S. Qualidade, unidades de informação: uma parceria em busca
demelhoria. 1995. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) - Departamento de PósGraduação em Biblioteconomia, Faculdade de Biblioteconomia, PUCCAMP,
Campinas,1995.
BELLUZO, R.C.B.; MACEDO, N.D. A gestão da qualidade em serviços de
informação:contribuição para uma base teórica. Ciência da Informação, Brasília, v.22,
n.2, p.124-132,maio/ago.,1993.
BERRY, L. L. Serviços de satisfação máxima: guia prático. Rio de Janeiro: Campus,
1996.
CARVALHO, M. C. R. de . Estatísticas e padrões para o planejamento e avaliação
de bibliotecas universitárias. Florianópolis: Imprensa Universitária/UFSC, 1995.
______. Estabelecimento de padrões para bibliotecas universitárias. Brasília:
ABDF, 1981.
DAVIDOW, W. H. Serviço total ao usuário: a arma decisiva. Rio de Janeiro: Campus,
1991.
GRONROOS, C. Marketing: gerenciamento e serviços – a competição por serviços na
hora da verdade. Rio de Janeiro: Campus, 1993.
GUMMESSON, E. Quality of services: lessons from de product sector. Chicago, III.:
American Marketing Association, 1988.
JULIO, C. A ; SALIBI NETO, J. (Org.). Estratégia e planejamento: autores e
conceitosimprescindíveis. São Paulo: Publifolha, 2002.
KANAANE, R. Comportamento humano nas organizações. São Paulo: Atlas, 1995.

�MOREIRA, D. A Dimensões do desempenho em manufatura e serviços. São
Paulo:Pioneira, 1996.
NAKAMURA, J. Fatores motivacionais: estudo de casos dos recursos humanos
embibliotecas universitárias federais e em centros de documentação do sistema
SEBRAE.
Brasília, 1994. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia e Documentação)
Universidade de Brasília, 1994.
NORMANN, R. Administração de serviços: estratégia e liderança na organização
deserviços. São Paulo: Atlas, 1993.
OLIVEIRA, M. A. A descoberta do usuário: em busca de um jeito brasileiro de
prestarserviços. São Paulo: Nobel, 1994.
ROCHA, E. da C.;GOMES, S. H. de A. Gestão da qualidade em unidades de
informação. Ciência da Informação, Brasília, v.22, n.2, p.142-152, maio/ago. 1993.
RUSSO, M. Bibliotecas universitárias frente à sociedade da informação. Rio de
Janeiro: CBBU, 2000.
TEBOUL, J. A Era dos serviços: uma nova abordagem de gerenciamento. Rio de
Janeiro: Qualitymark, 1999.
______. Gerenciando a dinâmica da qualidade. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1991.

∗

Bibliotecária – Biblioteca Universitária – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC - Caixa Postal:
476 – CEP 88010-970 - Florianópolis - Brasil narcisa@bu.ufsc.br
Professora - Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul – Rod. SC 401 - Km 19 - CEP 88052-840 Florianópolis - Santa Catarina - Brasil narcisa@unisul.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55356">
                <text>Qualidade em serviços: dimensões para orientação e avaliação das Bibliotecas Universitárias Federais Brasileiras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55357">
                <text>Amboni, Narcisa de Fátima</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55358">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55359">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55360">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55362">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55363">
                <text>Estabelecer dimensões internas e externas para orientar e subsidiar a avaliação da qualidade dos serviços prestados pelas bibliotecas universitárias federais brasileiras a partir da experiência e vivência da autora junto a biblioteca da UFSC e dos fundamentos teóricos e práticos discutidos pelos estudiosos da área considerados neste estudo. O estudo é do tipo exploratório, descritivo e avaliativo. As técnicas de coleta de dados foram a observação, a análise documental e a pesquisa bibliográfica. informações coletadas são tratadas de forma qualitativa. As dimensões internas estabelecidas são a liderança, propósitos, processos, pessoal, tecnologia, acervo, instalações físicas, orçamento e finanças. As dimensões externas são as pertinentes ao ambiente direto: usuários, fornecedores, concorrentes e grupos regulamentadores e as do ambiente indireto denominadas de dimensões tecnológicas, legais, políticas, econômicas, sociais e demográficas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68556">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5055" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4122">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5055/SNBU2004_153.pdf</src>
        <authentication>9d0f5bf4fe1d05b9c3bd039fa8211bf0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55400">
                    <text>PRESERVAÇÃO DE DOCUMENTOS EM BIBLIOTECAS: UMA NECESSIDADE
CONSTANTE
Rita Andrade de Oliveira∗
Ademir Henrique dos Santos∗∗
Adélia Tomaz∗∗∗

RESUMO
Este trabalho relata uma pesquisa sobre conservação e preservação de materiais
bibliográficos no acervo da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá. Como
resultado principal propõe medidas preventivas visando o controle dos processos de
envelhecimento mantendo, à distância na medida do possível, as fontes internas e externas
de deterioração. Como metodologia utilizou-se a descritiva, levantando as dificuldades no
exercício dos programas relativos à conservação e preservação dos materiais bibliográficos.

1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho constitui-se de uma pesquisa sobre Conservação e Preservação
de Materiais Bibliográficos em bibliotecas universitárias, utilizando-se como amostra o acervo
da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá.
Como objetivo propõe medidas preventivas visando o controle dos processos de
envelhecimento mantendo, à distância na medida do possível, as fontes internas e externas
de deterioração.
Para desenvolver este projeto utilizar-se-á a metodologia descritiva, levantando as
dificuldades no exercício dos programas relativos à Conservação e Preservação dos
Materiais Bibliográficos.

2 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

�A Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi criada em 1969. Com a expansão de
novos cursos, conseqüentemente do acervo, números de usuários e implantação de novos
serviços para atender a demanda foi necessário rever um novo projeto para ampliação do
espaço físico da Biblioteca Central.

Assim sendo, em 1990 iniciou-se o processo de

construção do novo prédio que fora inaugurado em outubro deste mesmo ano.
Mesmo assim este espaço, com o passar dos anos se torna cada dia insuficiente. O
setor de restauração instalado permanentemente em local inadequado (em decorrência da
falta de espaço) não dá conta do reparo de mais de 5.000 obras danificadas. É real a
constante preocupação que leva o questionamento da falta do estabelecimento de uma
política de conservação e preservação dos materiais bibliográficos.
Quanto aos ambientes físicos, diversos são os fatores prejudiciais ao acervo da
Biblioteca da UEM: o prédio é quadrilátero e em todos os seus lados repletos de janelas com
abertura parciais tipo basculante. Este tipo de janela além de prejudicar a ventilação do
ambiente, permite a entrada de grande parte da poeira já instalada, bem como grande
quantidade e variedade de insetos voadores.
Embora tenha proteção do tipo black-out, em alguns locais é insuficiente não
resolvendo o problema da deterioração fotoquímica.
A iluminação natural é intensa, visto que da nascente até o poente do sol é grande a
intensidade dos raios nos vidros das janelas, que não possuem a película protetora que
diminuía à incidência dos raios ultravioletas.
Quanto à luz artificial as lâmpadas são em quantidade satisfatória, porém por serem
lâmpadas fluorescentes deveriam portar filtros contra os raios UV.
Uma preocupação a mais em relação à conservação preventiva se faz necessária, no
que diz respeito ao treinamento dos funcionários diretamente envolvidos com o manuseio de
materiais bibliográficos.

�A reposição das obras nas estantes requer uma habilidade adquirida em treinamento,
pois obras com lombada superior a três cm de largura devem ser armazenadas com cuidado.
A higienização é outro fator de relevância, pois todo o prédio da biblioteca necessita
dela, visto que nos quatro pisos há estantes com materiais armazenados. No sub-solo o
depósito da aquisição e obras de reposição. No térreo o setor de periódicos, no 1º andar o
acervo geral, e no 3º piso um pequeno depósito com mais de 5.000 obras a espera de
restauração. Nota-se a importância e a necessidade do trabalho de higienização nas
estantes, mas infelizmente um único funcionário é destinado a esta tarefa, o que é
indiscutivelmente insuficiente. Para a execução desta tarefa, os procedimentos de
manutenção devem ser vistos com urgência.
Outro fator na conservação preventiva, diz respeito à climatização da biblioteca em
geral; uma vez que em todos os seus andares armazenam-se obras. A temperatura e a
umidade especificamente em Maringá são oscilantes, ou seja, o tempo todo tem variações
torna-se, portanto, um dos fatores que contribuem fortemente para a deterioração dos
materiais bibliográficos, além de favorecer a proliferação de agentes biológicos.
O manuseio constante dos materiais pelos funcionários e usuários é outro fator
determinante para que se recomende a aplicação de critérios, ou a adoção; de normas e
procedimentos básicos.
A prevenção também incide na área de incêndio e infiltrações. No caso de incêndio, os
funcionários poderiam realizar treinamento específico junto as especialistas da área, pois no
que se refere ao manuseio de extintores ou retiradas estratégicas não é de conhecimento de
funcionários. Fato agravado pela colocação de grades nas janelas.
Quanto ao transporte de materiais especificamente de livros, os carrinhos são
considerados inadequados, pois a colocação de livros com várias espessuras compromete
procedimentos básicos de conservação.
Os problemas elencados são grandes desafios que sugerem mudanças. Para que o
custo a longo prazo não se torne elevado, seria interessante que o “olhar” desta instituição se

�voltasse com carinho para a biblioteca e depositassem confiança naqueles que se
preocupam com o futuro do patrimônio intelectual.

3 JUSTIFICATIVA
Analisando, funções cujos setores, envolvem acervo, coleções especiais periódicos e
restauração, nota-se a insegurança no controle de conservação por isso é necessário
colaborar para a melhoria de alguns aspectos elencados no capítulo anterior.
Todas as ações de conservação preventiva visam cuidar do acervo da como um todo.
No entanto, será dada maior atenção para o acervo de livros. São realizadas seis guardas
diárias, perfazendo uma média de sessenta a noventa livros por dia; são retirados de
circulação de dez a quinze livros por dia, que necessitam de algum reparo. Com estes dados;
é feito o diagnóstico e a dimensão exata da necessidade de uma ação preservativa eficiente,
que pelo menos amenize os efeitos destrutivos nos materiais bibliográficos.
Apesar de serem parte do patrimônio cultural, os documentos dos arquivos, os
manuscritos, e os documentos impressos não sobrevivem por si mesmos; é necessária uma
vontade política para salvaguardar e proteger esta herança cultural. Por esta razão,
numerosos países, ditam regulamentos e leis para a proteção, conservação e utilização dos
arquivos. Da mesma forma, à nossa legislação exige que se conserve na Biblioteca Nacional,
pelo menos um exemplar de cada livro ou obra impressa.
Não obstante, muitas destas “destruições” são de origem humana. Os bens culturais
são tocados e manipulados, vê-se com tristeza encadernações manchadas de gordura,
páginas cobertas com manchas de canetas, lombadas maltratadas e deformadas.
Ainda é mais difícil, chegar à conclusão sobre os danos que estão sendo causados às
obras raras e especiais quando se trata dos fatores no âmbito do ambiente físico.
Se uma das finalidades das bibliotecas, é levar o conhecimento e informação através
de gerações, também tem como uma de suas finalidades estabelecer medidas preventivas e

�impedir ou limitar danos a documentos já armazenados em seu interior, prolongando suas
vidas.
Para que isso aconteça às bibliotecas devem ser apropriadamente climatizadas, com
depósitos seguros e bem equipados. Quanto aos livros deve-se procurar manter os depósitos
a uma temperatura entre 16 e 20ºC e a umidade relativa de 45 a 55%. Estas condições
proporcionam aos documentos ampla proteção contra o mofo e outros microorganismos e
pragas.
O ar não deve conter gases tóxicos ou oxidantes, nem pó, e deve ser renovado com a
freqüência necessária.
É preciso evitar a exposição demasiada e prolongada dos documentos a luz,
especialmente à luz natural e as iluminações artificiais com intensa radiação ultravioleta.
A luz tem duas fontes: a natural e a artificial. As bibliotecas e os arquivos
devem evitar a natural. A luz do sol tem alta porcentagem raios ultravioleta. A
luz danifica porque a energia em forma de luz é absorvida pelas moléculas
dentro de um objeto. Essa absorção da energia de luz pode desencadear
varias seqüências de reações químicas, e todas elas estão prejudiciais ao
papel. O termo geral para esse processo é deterioração fotoquímica (OGDEN,
1977).

Sob a denominação de medidas preventivas, devem incluir, igualmente a necessidade
de uma gestão eficaz, quanto a conservação, para garantir a adoção precaução necessária
no momento da retirada e do retorno dos livros (circulação), durante seu transporte e mesmo
quando de sua utilização para leitura.
A microfilmagem também é outra proteção conveniente para obras da coleção
especial, que além de ser uma medida eficaz também é econômica.Sobre o microfilme
Margaret Child, Assistent Director Smithsonian Institution Libraries, escreve:
A microfilmagem é importante porque proporcionam uma forma relativamente
barata de preservar o conteúdo informativo dos livros, periódicos, jornais. É a
única tecnologia comprovada que temos a disposição. É uma antiga
tecnologia que existe e se usa desde meados da década de 30. Se ela for
feita adequadamente e se os negativos forem armazenados de forma correta,

�sabemos que estas imagens vão sobreviver por vários séculos.Ninguém gosta
de microfilmagem, sou historiadora de profissão, e pessoalmente detesto
microfilmagem. A cabei com os olhos por causa dela. Mas não temos outra
escolha no momento. Há novas tecnologias no horizonte, mas só no
horizonte, e por enquanto o microfilme é a tecnologia testada e confiável que
temos (SLOW, 1987).

Com o advento do progresso cientifico e tecnológico desencadeado a partir do século
XIX, a rápida expansão dos limites de diversas áreas do conhecimento e suas inúmeras
relações vem contribuindo constantemente para o aumento e diversidade dos “suportes
originais” dos documentos.
É este crescimento de informações impressas desencadeia um processo de evolução
e aperfeiçoamento das técnicas de conservação.
Hoje, mais do que nunca, o homem se volta para a pesquisa, para a investigação e
divulgação constantes de todos os conhecimentos teóricos e práticos que viabilizam, para as
gerações futuras, a permanência a durabilidade de seu principal produto, que são os livros e
os documentos.
O processo irreversível de deterioração dos objetos culturais, não pode apenas ser
detido com o dinheiro, sobretudo em períodos economicamente difíceis. São também
necessários os conhecimentos, a imaginação e a determinação.
POLÍTICA DE PRESERVAÇÃO
É necessário estabelecer, em caráter de urgência, políticas de preservação para
qualquer acervo de biblioteca.
A política de acervo ajuda a determinar as prioridades de conservação. Os
objetivos e as prioridades de um programa de preservação devem estar
firmemente enfatizados no documento que afirma a missão da Instituição.
Devem ser fundamentadas, também, políticas de acervo coerentes e bem
definida (OGDEN, 1997, p.11).

A decisão sobre as prioridades, no planejamento para a preservação, requer algumas
ferramentas especializadas. Estas ferramentas, assim como outras que existem na área,

�ajudam o administrador a avaliar os componentes básicos do planejamento para preservação
(OGDEN, 1997, p. 3).
A ABP (Associação das Bibliotecas de Pesquisa) oferece um manual, o Programa de
Planejamento para Preservação que, embora focalize as maiores bibliotecas de pesquisa e
preveja, para sua realização, a assistência de um experiente administrador de preservação,
pode fornecer um útil resumo de procedimentos informações para a avaliação das matérias
que devem ser consideradas por qualquer instituição.

PRESERVAÇÃO ESTRUTURAL
O planejamento efetivo de um programa de preservação exige a revisão dos vários
sistemas e políticas empregadas, que vão desde aspectos relativos à seleção do local, à
construção do edifício.
Nesse sentido, devem ser evitadas zonas de risco, tais como aquelas sujeitas
a inundações ou áreas altamente sujeitas à poluição atmosférica, devem
também ser evitados terrenos pantanosos, excessivamente úmidos
(ALMEIDA, 2000, p. 97).

“A estrutura do edifício é também um filtro permitindo que quantidades
cuidadosamente controladas de luz, calor e outros elementos penetrem em seu interior”
(TRINKLEY, 1997, p. 16).
Este último aspecto é uma questão estrutural, não só na construção, mas também no
caso de reformas,
[...] Deve-se estimular o arquiteto a buscar soluções que melhorem a
eficiência térmica da estrutura já existente, que possa vir a contribuir para um
ambiente interno estável, com níveis aceitáveis de temperatura e umidade
relativa do ar (ALMEIDA, 2000, p. 98).

Neste aspecto Trinkley nos alerta para o fato relevante dos produtos químicos nos
acervos, os quais também afetam as pessoas, principalmente as alérgicas.

�O produto químico destacado por este autor é o formaldeído, pode causar danos aos
níveis de 0,05 a 0,5 ppm, aos olhos, que podem irritar-se, aos níveis de 1 ppm, irritará o
nariz, a garganta e os brônquios. O formaldeído é um gás incolor com odor detectável a uma
concentração de aproximadamente uma parte por milhão (ppm). Este gás pode ser
encontrado em alguns materiais têxteis, em aglomerados, compensados de madeira,
laminados baseados em papel ou fibra plástica e em determinadas tintas, fibras de vidro e
plásticos. Este mesmo gás afeta as coleções de bibliotecas de duas maneiras: a primeira na
presença de umidade, ele formará um ácido fraco denominado ácido fórmico. Em segundo o
formaldeído não apenas afeta o pH do papel, mas pode alterar sua cor, esmaecer pigmentos
e atacar a colagem utilizada em alguns papéis (TRINKLEY, 1997, p. 102).
Nota-se que os metais acabam sendo a opção para estantes e armários, desde que
tenham revestimentos de esmalte cozido de alta qualidade.
Um outro aspecto que nem sempre recebe a atenção necessária refere-se ao
acabamento interno e ao mobiliário. Arquitetos e bibliotecários preocupam-se geralmente
com a qualidade acústica, durabilidade, funcionalidade e a estética. Nem sempre aspectos
ligados à preservação são levados em consideração.
Ainda na parte estrutural interna do prédio, passamos a analisar a questão piso;
considera-se ideal aquele que, além de ser bonito e silencioso, não exale nenhum poluente
nocivo; não favoreça a infestação de insetos; seja impermeável e resistente a água; seja a
prova de fogo e seja de fácil manutenção. Há basicamente oito tipos ou classificações de
pisos: concreto, cerâmica, tijolo, pedra, madeira, vinil, cortiça, borracha, linóleo e carpete.
Trinkley (1997, p. 25) afirma que: “Para todos estes tipos de piso obviamente há
questões de preservação associadas, todas a serem discutidas entre bibliotecário, projetistas
e pelo arquiteto considerando todos os aspectos para que possa ser tomada a decisão final”.
Passamos então a verificar a parte de sobrecargas. Trata-se de questão importante
quando unidades armazenam acervos de documentos. Livros quando reunidos têm seu

�peso bastante elevado. Segue-se a mesma observação para jornais, revistas e outros
documentos em suporte de papel.
Livros normais pesam de 11,3 a 13,6 quilos por fileira em uma prateleira com
91,4 centímetros, ocupadas em três quartos de sua capacidade. Periódicos
encadernados num arranjo similar pesarão cerca de 25 quilos. Tirando uma
média, um corredor com estantes dos dois lados, com sete prateleiras e 5,5
metros de comprimento, com 91,4 centímetros entre as estantes, em um
quadrilátero de 6,9 metros de lado pesará entre 122 quilos e 269 quilos por
metro quadrado (somente os livros sem incluir o peso das estantes”
(TRINKLEY, 1997).

AGENTES AMBIENTAIS

ILUMINAÇÃO
Fundamental é do ponto de vista preservativo, com referência à iluminação (luz),
tanto natural quanto artificial; que se tomem providências quanto a sua interferência na vida
das coleções.
A luz não é inconveniente para a boa conservação do papel sempre que sua
intensidade for controlada. De outra forma, descolore as tintas, atua sobre os
ingredientes e impurezas do papel por reações fotomecânicas e de oxidação.
Os produtos resultantes desta ação atuam sobre a celulose, debilitando-a pela
ruptura· de suas cadeias moleculares. A luz tem uma ação fotossensitiva
branqueadora sobre os papéis de boa qualidade e produz amarelecimento e
escurecimento naqueles em cuja composição figura a lignina. A luz mais
prejudicial com base na quantidade de radiações ultravioleta é a luz do sol,
seguindo-se a fluorescente, e em último lugar a incandescente (GONÇALVES,
1989, p.163).

Para (ALMEIDA, 2000, p.101), toda luz é prejudicial aos acervos, pois isto provoca a
perca de cor, o desbotamento de corantes e pigmentos e resulta no desgaste dos
documentos impressos e também os materiais magnéticos.
A luz natural ou artificial, é um tipo de radiação eletromagnética capaz de
fragilizar os materiais constitutivos dos documentos, induzindo um processo
de envelhecimento acelerado. Além da radiação visível o ultravioleta e o
infravermelho são mais dois fatores de radiação (SPINELLI JUNIOR, 1997, p.
27).

�Em bibliotecas a luz é utilizada como iluminação ambiental e iluminação de serviço.
Em relação à primeira muitas vezes se usa a luz natural para efeitos estéticos e psicológicos,
mesmo sabendo do comprometimento com a conservação de materiais. Diante do exposto,
alternativas de aproveitamento controlado da luz natural, que vão desde o uso de abóbadas
e pátios internos, até o uso de persianas verticais para reduzir a entrada de luz ou a filtragem
de UV com placas acrílicas ou filmes.
Mesmo com todas as alternativas ao uso da luz natural ela não deve nunca ser
utilizada para a iluminação de serviço.Esta deve ser voltada para áreas de trabalho, de
armazenamento de acervos e de leitura e é controlada por três fatores:
•

Distribuição espacial das lâmpadas,

•

Intensidade de fontes de luz,

•

Distribuição espectral ou de cor de luzes.
“É importante ressaltar que, nas áreas de armazenamento, há necessidade de luz

apenas para encontrar o material, e não para lê-lo, o que pode reduzir significativamente os
danos causados às coleções” (ALMEIDA, 2000, p. 102)

TEMPERATURA E UMIDADE

A temperatura e a umidade também afetam a preservação dos materiais. A umidade
representa o vapor d água contido na atmosfera circunvizinha ao acervo bibliográfico e é
resultante da combinação dos fenômenos de evaporação e condensação da água. Os
fenômenos estão diretamente relacionados com as variações de temperatura ambiental.
As chuvas, lagos, rios, limpezas aquosas, infiltrações por janelas, paredes e tetos
defeituosos e inclusive a transpiração do corpo humano, são fontes de umidade.
A medição da umidade ambiental é feita através do uso de higrômetros, higrográfos,
psicrômetros e tiras de papéis especiais, já a medição de temperatura é realizada através de

�termômetros.

Os

termoigrômetros

e

termoigrógrafos

são

aparelhos

que

medem

simultaneamente a temperatura e a umidade.
Normas técnicas e critérios referentes à umidade relativa, temperatura,
iluminação, poluição e até mesmo exposição e armazenamento do acervo
devem considerar sempre as condições ideais para conservação do bem
cultural. Normas técnicas de temperatura e umidade relativa devem ser
estabelecidas em função da estabilização climática interna, do conforto
humano e da conservação do acervo. Essa preocupação deve ser igualmente
respeitada quando do transporte e empréstimo do bem cultural para outro
local, seguindo os valores recomendáveis; [...] (POLÍTICA DE
PRESERVAÇÃO DE ACERVOS INSTITUCIONAIS, 1995, p. 19).

CONCLUSÃO/RECOMENDAÇÕES

•

Conhecer as dificuldades, instaladas na área interna da biblioteca, especificamente no
acervo, referente à conservação e preservação de materiais bibliográficos;

•

Levantar aspectos inerentes à ação preventiva, para salvaguardar toda a espécie de
obras acervadas na Biblioteca Central da UEM;

•

Identificar os problemas com o objetivo de estabelecer programas de ações
preventivas.
REFERÊNCIAS

DI FRANCO LILI. M. Conservação e restauração: problemas da Biblioteca Nacional do Rio
de Janeiro. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília. v.3, n.2. p. 199-208. jul. 1975.
FOX, L. L. Microfilmagem de preservação: um guia para bibliotecários e arquivistas. 2.ed.
Rio de Janeiro: Ed. Arquivo Nacional, 2001. 53 p.
GOMES, S. C. G. A preservação do acervo antigo da biblioteca de São João Del Rei.
Revista da Escola de biblioteconomia da UFMG. Belo Horizonte, v.21, n.1, p. 39-58. Mar.
1990.

�GONÇALVES, N. P. S. A conservação preventiva na guarda das publicações oficiais.
Revista de Biblioteconomia de Brasília. Brasília, v.17, n. 9, p. 155-172, jan./ jun. 1989.
KREMER, J. M. Avaliação das condições de preservação e do estado de conservação da
coleção da Biblioteca da Escola de biblioteconomia da UFMG. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 23, n. 1, p. 136-173, jan./ jun. 1992.
LANE, S. S.; VAL, M. R. S. R. Preservação de acervos de bibliotecas. Parte II.
Originalmente apresentado como “Curso de Preservação de acervos” no VIII Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias. Campinas, UNICAMP, de 7 a 11 de novembro de
1994.
LIMA, J. A. Mobilizando para uma política de conservação e manutenção de acervos
contra o agente biológico humano. Publicado originalmente no IX Seminário Nacional de
bibliotecas Universitárias, 1996, Curitiba. Anais. Curitiba, 1996. (Disquete).
OGDEN, S. Caderno técnico: meio ambiente. Rio de Janeiro: Projeto conservação
preventiva em bibliotecas e arquivos: Arquivo Nacional, 1997. 36p.
OGDEN, Sherelyn. "A proteção de livros e papel contra o mofo". In: Caderno técnico emergências com pragas em arquivos e bibliotecas. Rio de Janeiro: Projeto conservação
preventiva em bibliotecas e arquivos, Arquivo Nacional, 1997. p.13-20.
OGDEN, Sherelyn. "Controle integrado de pragas". In: Caderno técnico - emergências com
pragas em arquivos e bibliotecas. Rio de Janeiro: Projeto conservação preventiva em
bibliotecas e arquivos, Arquivo Nacional, 1997. p.3-11.
OGDEN, Sherelyn. "Planejamento para preservação". In: Caderno técnico - planejamento
e prioridades. Rio de Janeiro: Projeto conservação preventiva em bibliotecas e arquivos,
Arquivo Nacional, 1997. p.3-10.
OGDEN, Sherelyn. "Políticas de desenvolvimento de coleção e preservação". In: Caderno
técnico - planejamento e prioridades. Rio de Janeiro: Projeto conservação preventiva em
bibliotecas e arquivos, Arquivo Nacional, 1997. p.11-14.
OGDEN, Sherelyn. Caderno técnico - administração de emergências. Rio de Janeiro:
Projeto conservação preventiva em bibliotecas e arquivos, Arquivo Nacional, 1997.

�OGDEN, Sherelyn. Caderno técnico - armazenagem e manuseio. Rio de Janeiro: Projeto
conservação preventiva em bibliotecas e arquivos, Arquivo Nacional, 1997.
OGDEN, Sherelyn. Caderno técnico - meio ambiente. Rio de Janeiro: Projeto conservação
preventiva em bibliotecas e arquivos, Arquivo Nacional, 1997.
OGDEN, Sherelyn. Caderno técnico- procedimentos de conservação. Rio de Janeiro:
Projeto conservação preventiva em bibliotecas e arquivos, Arquivo Nacional, 1997.
REILEY, J. M.; NISHIMURA, D. W.; ZIM, E. Novas ferramentas para preservação e
conservação preventiva em bibliotecas e arquivos. Rio de Janeiro: Ed. Arquivo Nacional,
2001. 44p.
SPINELLI, Junior. J. A conservação de acervos bibliográficos e documentais. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 1997.
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Noções sobre conservação de livros e documentos.
Brasília: Superior Tribunal de Justiça, 1997. 35p.
TRINKLEY, Michael. Considerações sobre a preservação na construção e reforma de
bibliotecas: planejamento para preservação. Arquivo Nacional, 1997.

∗

ritao2@bol,com.br
ahdsantos@uem.br
∗∗∗
atomaz@uem.br
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55383">
                <text>Preservação de documentos em bibliotecas: uma necessidade constante.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55384">
                <text>Oliveira, Rita Andrade de; Santos, Ademir Henrique dos; Tomaz, Adélia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55385">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55386">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55387">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55389">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55390">
                <text>Este trabalho relata uma pesquisa sobre conservação e preservação de materiais bibliográficos no acervo da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá. Como resultado principal propõe medidas preventivas visando o controle dos processos de envelhecimento mantendo, à distância na medida do possível, as fontes internas e externas de deterioração. Como metodologia utilizou-se a descritiva, levantando as dificuldades no exercício dos programas relativos à conservação e preservação dos materiais bibliográficos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68559">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5057" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4125">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5057/SNBU2004_154.pdf</src>
        <authentication>21d27dbab21bbf3fad76152779100995</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55427">
                    <text>PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES: ANÁLISE DO USO NA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA CATARINA
Sigrid Karin Weiss Dutra∗
Edis Mafra Lapolli∗∗

RESUMO
Após três anos de acesso ao portal de periódicos da CAPES a Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina realizou uma avaliação do
seu uso, do nível de conhecimento dos usuários sobre todos os recursos
disponibilizados, do grau de satisfação da comunidade acadêmica, do impacto sobre
a demanda do serviço de comutação bibliográfica e da participação no programa de
capacitação da biblioteca. A pesquisa pretendeu, também, colher sugestões para a
inclusão de novas áreas, editoras, links e títulos no portal. Para a sua realização
foram enviados 2000 questionários, via “e-mail”, para professores e alunos de pósgraduação, em nível de mestrado e doutorado. Através dos 452 questionários
respondidos, foi traçado o perfil do usuário do portal na Universidade Federal de
Santa Catarina, identificando um maior uso na área tecnológica e na área da saúde e
um certo grau de resistência ao uso da informação em suporte eletrônico. O
resultado da pesquisa apontou para a necessidade de atuação mais direta da
biblioteca nas atividades de pesquisa na instituição, nos cursos de pós-graduação e
para uma maior divulgação do programa de capacitação e treinamentos da
biblioteca.
PALAVRAS-CHAVE: Periódicos eletrônicos. Capacitação. Treinamento.

1 INTRODUÇÃO
As novas tecnologias da informação e comunicação – TIC, principalmente
com o advento da Internet, passaram a ser incorporadas ao universo da pesquisa e
trouxeram novas modalidades de acesso à informação no meio acadêmico, tornando
possível o acesso aos mesmos títulos de periódicos impressos em suporte
eletrônico.
A Coordenadoria de CAPES, em 2000 lançou para a comunidade acadêmica
e científica brasileira o portal de periódicos e a Biblioteca Universitária da

�Universidade Federal de Santa Catarina, assim como todas as IFES foi beneficiada
com o acesso à ampla produção científica internacional.
Entendendo que é de sua responsabilidade fazer com que a comunidade
universitária da UFSC utilize ampla e corretamente todos os recursos disponíveis, a
Biblioteca Universitária realizou pesquisa junto a seus usuários, visando conhecer a
realidade do uso do portal de periódicos da CAPES na UFSC e também colher
subsídios para melhorar seus serviços.

2 HISTÓRICO DO PROGRAMA DE APOIO À AQUISIÇÃO DE PERIÓDICOS
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES,
órgão do Ministério da Educação - MEC, através do Programa de Apoio a Aquisição
de Periódicos - PAAP, desde 1994 subsidiou as assinaturas de periódicos
estrangeiros para as instituições de ensino superior com programas de pósgraduação.

Este

programa

teve

um

papel

de

extrema

importância

no

desenvolvimento da pós-graduação no Brasil, promovendo e garantindo o acesso da
comunidade acadêmica brasileira à produção cientifica e tecnológica internacional.
Durante a última década aconteceram oscilações nos valores disponibilizados
pela CAPES, e em 1999, uma drástica redução orçamentária fez com que as
bibliotecas das Instituições Federais de Ensino Superior – IFES,
abalo significativo com os cortes

sofressem um

que ocorreram nas assinaturas de periódicos

técnico-científicos estrangeiros, que provocaram lacunas irrecuperáveis em suas
coleções. O acesso à determinados artigos só passou a ser viável através de
comutação bibliográfica e muitas vezes somente obtidos no exterior, com custos
relativamente altos para os pesquisadores.
No período 1995 , 1996 e 1997, os recursos do programa mantiveram-se no
patamar dos vinte milhões de dólares e, no contexto da crise econômica que gerou a
desvalorização cambial em 1999, houve uma queda significativa nos investimentos

�realizados, que ficaram em torno de 13 milhões de dólares em 1999 e 14 milhões de
dólares em 2000.
Até 1997, o programa tinha como objetivo a aquisição de periódicos impressos
adotando um esquema centralizado de licitação e aquisição direta pela CAPES.
Apesar de alguns pontos positivos, como a garantia de poder de negociação com os
fornecedores, esta centralização apresentava pontos negativos, como a dificuldade
de controle sobre a distribuição dos fascículos que era feita de forma direta dos
fornecedores às bibliotecas e, também, na efetivação de mudanças ou correções
demandas pelas IFES.
Já em 1998, na tentativa de minimizar os efeitos da redução de investimentos,
a CAPES descentralizou o esquema de aquisição e repassou os recursos
diretamente às instituições, iniciando, neste período, o delineamento de uma nova
ação do programa.

2.1 A AQUISIÇÃO DE PERIÓDOS NA UFSC
A Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, em 1996 recebia
R$632.138,00 (Seiscentos e trinta e dois mil cento e trinta e oito reais) do PAAP, e
assinava 1.210 títulos de periódicos

e em 2002 recebia apenas R$364.131

(Trezentos e sessenta e quatro mil e cento e trinta e um reais) passando a assinar
somente 293 títulos.
ANO

RECURSOS
CAPES

TÍTULOS
PERIÓDICOS

MESTRAN
DOS

DOUTORAN
DOS

PROFESSORES

1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002

R$ 632.138
R$ 632.112
R$ 614.231
R$ 756.295
R$ 206.498
R$ 330.912
R$ 364.131

1.210
1.165
1.057
666
139
461
293

2.394
2.593
2.978
3.979
5,462
6.057
5.562

626
856
950
1.454
1.645
1.946
1.642

1.703
1.713
1.671
1.660
1.658
1.630
1.633

QUADRO 1:COMPARATIVO ENTRE RECURSOS, PERÍÓDICOS, ALUNOS DE CURSOS
DE PÓS-GRADUAÇÃO E PROFESSORES/ 1996-2003
Fonte: elaborada pelo autor.

�3 MUDANÇAS NO PROGRAMA DE APOIO A AQUISIÇÃO DE PERIÓDICOS
Em 1999, com a aplicação de recursos totalmente descentralizada, além de
garantir a continuidade de assinatura de bases de dados referencias já existentes, a
CAPES assinou o “Web of Science”1, disponibilizando o acesso em rede para todas
as IIFES com programas de pós-graduação. Ainda neste mesmo ano, ocorreu forte
articulação das IFES no sentido de viabilizar as aquisições de forma mais econômica
e eficiente.
A partir desta perspectiva, considerando as deficiências nas ações que vinham
sendo desenvolvidas, associadas aos desafios impostos por uma nova realidade
levaram a CAPES a promover amplo debate com representantes da comunidade
acadêmica e sociedades científica. Nas reuniões com a Associação Nacional de
Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior

- ANDIFES, o Fórum de

Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação - FOPROP e a Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias - CBBU, foram definidas estratégias e linhas de ação do
programa, que culmiraram com o estabelecimento de um consórcio nacional de
acesso à periódicos eletrônicos, surgindo então o Portal de Periódicos da CAPES, a
partir do dia 10 de novembro de 2000.
O Portal provocou a ampla democratização de acesso à produção científica
mundial para todas as instituições federais de ensino superior e instituições privadas
com cursos de pós-graduação avaliados pela CAPES.
O benefício inicial a um universo de 550 mil alunos de pós-graduação e
professores das unidades federais com programas de pós-graduação e instituições
particulares de excelência (com nota maior ou igual a cinco), foi o acesso ao texto
integral de 1.500 revistas científicas da Academic Press, Elsevier e OVID, além de
dez bases de dados referenciais.

1

Banco de dados produzido pelo Institute for Scientific Information (ISI), contém informações sobre a
produção científica mundial a partir de 1974.

�4 O USO DO PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES NA UFSC
Em 2003, a Biblioteca Universitária da UFSC realizou avaliar, junto à sua
comunidade de usuários, sobre o uso do portal.periódicos, desde o nível de
conhecimento que os usuários possuem sobre todos os recursos disponíveis, o grau
de satisfação, o impacto sobre a demanda do serviço de comutação bibliográfica,
até a participação deles no programa de capacitação de usuários no uso das novas
tecnologias da informação, proporcionado, através de palestras, treinamentos e
tutoriais, pela biblioteca.
A pesquisa foi realizada em agosto e setembro de 2003 através da aplicação
de questionários com 10 questões, sendo 7 questões fechadas e 3 abertas, dirigido
via e-mail aos professores e alunos dos cursos de pós-graduação da UFSC. Foram
enviados 2000 questionários dos quais retornaram 452 respondidos.

TABELA 1 – POPULAÇÃO PESQUISADA POR UNIDADE DE ENSINO

200
180
160
94

140
120
100

professores
alunos

80
60
40
20

28
14
18

26
20

6
24

CCB

CCE

0
CCA

15
8

CCS

3
5

CDS

9
7

CED

10
12

CFH

35

CFM

97
10
14

CSE

1
4

CTC

CCJ

Centros de Ensino

Fonte: Elaborada pelo autor

A realização da pesquisa pretendeu investigar uma determinada população e
seu comportamento em uma determinada situação, ou seja, sua forma de acessar
informação acadêmica e científica, partindo de uma mudança do ambiente impresso
para ambiente digital.

�Dentro desta perspectiva se pretendeu principalmente:
a) Avaliar o índice de acessos;
b) Mensurar o grau de satisfação;
c) Identificar o nível de conhecimento sobre os recursos disponibilizados;
d) Levantar sugestões para inclusão de novos títulos, editoras e links;
e) Colher subsídios para avaliar e promover melhorias no programa de
capacitação, treinamento de usuários e tutoriais da biblioteca.

5 RESULTADOS

Os resultados da pesquisa são apresentados através de tabelas, que
expressam quantitativamente os dados coletados. Das questões abertas foram
subtraídas expressões de maior ocorrência para que pudessem ser quantificadas.

a) Você acessa o portal de periódicos da CAPES?

9,2%

Sim
Não

90,8%

Quadro: Índice de usuários do Portal na UFSC.

�b) Com que freqüência faz uso do portal?

6,5%

33,6%

1 vez por semana
1 vez por mês

41,2%

mais de uma vez por semana
a cada 3 meses
18,7%

Quadro: Índice de freqüência de acesso ao Portal na UFSC.

c) Na sua opinião o que representa o portal de periódicos para a
comunidade acadêmica e científica?

Seguem apresentados algumas manifestações mais relevantes dos usuários:
“Talvez seja o apoio mais significativo que a CAPES providenciou para o progresso
da ciência e do ensino superior no Brasil”. (M.S.)
“Representa uma virada de página na pesquisa brasileira”.
“É a coisa mais importante que aconteceu para a ciência brasileira nos últimos 30
anos”. (R.C.S)
“Nos coloca em pé de igualdade com instituições internacionais de alto nível”.
“O melhor serviço que o Brasil já fez em prol da pesquisa científica e tecnológica”.
(M.R.S)

�“Não há comparação com as antigas pesquisas através de Index e espera pelos
artigos desejados”. (S.M.T)
“Possibilidade de acesso sem construir grandes acervos físicos, sem exigir
deslocamento e trânsito desnecessário de papéis”. (T.P.O.)

“Particularmente estratégico para o desenvolvimento de grupos de pesquisa em
instituições fora da região sudeste, agora tanto faz estar na USP ou na Universidade Federal
de Rondônia”. (L.B.G.)

d) Você conhece todos os recursos disponibilizados pelo portal?

20,4%

Sim
Não
54,0%

Em parte
25,7%

Quadro: Índice do conhecimento sobre os recursos do Portal na UFSC

e) Qual o seu grau de satisfação na busca de informações no portal?
0,5%
4,4%

35,1%

Sempre encontra o artigo
desejado
As vezes encontra o artigo
desejado
60,0%

Raramente encontra o artigo
desejado
Nunca encontra o artigo
desejado

Quadro: Índice de satisfação na busca de informações no Portal na UFSC.

�f) No seu caso, como ficou o pedido de artigos via COMUT após o portal?

4,4%
15,1%

diminuiu
continuou na mesma
média
aumentou

80,5%

Quadro: Índice da demanda do COMUT após disponibilização do Portal na UFSC.

g) Baseado em sua experiência como usuário, que sugestões daria à
CAPES?

18,2%

Ampliar
3,6%

Manter

1,5%

Treinar
57,3%

Divulgar
19,4%

Outras

Quadro: Índice das principais sugestões apresentadas ao Portal na UFSC

�h) Você conhece o programa de treinamento no suo do portal e demais
serviços oferecidos pela biblioteca?

17,2%

Sim
Não

82,8%

Quadro: Índice do conhecimento dos serviços da biblioteca na UFSC.

i) Para você o que representa a biblioteca no seu processo de busca de
informação?

4%
3%

3%

12%

Mero local armazenador de
informação
É partícipe no processo

15%

É importante agente de
socialização do conhecimento
Imprescindível para sua
pesquisa
Prescindível para sua
pesquisa
Outra

63%
Quadro: Índice do significado da biblioteca no processo de busca de informação na UFSC

�6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O periódico eletrônico revolucionou a forma de aquisição nas bibliotecas.
Através do estabelecimento de consórcios, de forma compartilhada as instituições
passaram a ter a possibilidade de acesso simultâneo, em tempo real, a uma mesma
coleção, como é o caso do portal de periódicos da CAPES.
Neste contexto, fica muito evidente que as bibliotecas e seus profissionais
serão sempre imprescindíveis, pois igualmente como ocorria com os periódicos
impressos, os pesquisadores não assinarão tudo e as bibliotecas continuarão com a
sua tradição de disponibilizar informação, em diferentes suportes.
Diante dos resultados da pesquisa realizada, para a biblioteca da
Universidade Federal de Santa Catarina, um novo desafio se apresenta. Além de
promover uma maior visibilidade e presença da biblioteca na vida dos pesquisadores,
seus profissionais precisam se adaptar às interfaces eletrônicas, às novas
modalidades de ensino que se ampliam, e também auxiliar o usuário a quebrar as
suas barreiras com vistas ao uso da informação eletrônica, daí surgindo a
necessidade cada vez maior de investimentos nos programas de capacitação e
treinamentos no uso das novas tecnologias, seja de forma convencional ou através
de tutoriais disponibilizadas via web.
Cabe às bibliotecas e aos bibliotecários das instituições de ensino superior
que acessam o portal da CAPES, a missão de difundir, ampliar e otimizar o seu uso,
considerando os investimentos realizados em favor do desenvolvimento científico e
tecnológico do País, que ainda é realizado sobretudo através dos estudos e
pesquisas realizada nas IFES .
O papel da biblioteca é também extremamente importante, no sentido de
apontar para a CAPES as necessidades de ampliação, novas inserções, baseadas
nas demandas não atendidas nas bibliotecas. Neste sentido, a pesquisa conseguiu
colher sugestões dos usuários no que se refere à inclusão de novos títulos,
ampliação da cobertura em diversas áreas do conhecimento, editoras e links. A

�desvinculação do IP institucional, a inclusão de anais de congressos, a integração
com a plataforma Lattes, a garantia de acesso a coleções retrospectivas, a
possibilidade de uma única interface de pesquisa, foram alguns dos itens mais
apontados pelos usuários na pesquisa.

ABSTRACT
After three years of the existence of the gateway of periodicals of CAPES, the
University Library of the Federal University of Santa Catarina has made an evaluation
of its use, the level of knowledge of the users of all the resources which are
disposable, the degree of satisfaction of the academic community, the impact of the
use upon the demand of the service of bibliographic exchange and training programs
of the library. Through 2,000 questionnaires - sent per e-mail to professors and
postgraduate students at the magister and doctorate level - the research also
collected suggestions as for the inclusion of new areas, publishing houses, links and
titles at the gateway. Based on the 452 questionnaires which were returned was
drawn the profile of the users of the gateway at the Federal University of Santa
Catarina, concentrated at the technology and health areas. A certain degree of
resistance against information passed by electronic support appeared. The result of
the inquiry showed that the library should be more present at research activities at the
University, the postgraduate courses and divulgate more its program of formation and
training.
KEYWORDS: Electronic periodicals. Formation and training.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Assessoria de Comunicação Social. MEC amplia
acesso à produção científica internacional. Brasília. 2000. Folheto
______. _______._______. Portal. Brasília, 2000. Folheto.
______. _______. Diretoria de programas. Coordenação de Acesso à Informação
Científica e Tecnológica. Programa de apoio à aquisição de periódicos- PAAP.
Brasília. 2003. Apresentação power point.

�______. _______. CAPES: novos rumos do programa de apoio à aquisição de
periódicos. Brasília. 2000. Material promocional.
______. ______. Programa de apoio à aquisição de periódicos CAPES-MEC.
Brasília. 2001. Nota informativa ao Ministério da Educação em 2 fev. 2001.
Presidência da CAPES.
DIAS, Guilherme Ataíde. Periódicos eletrônicos: considerações relativas à aceitação
deste recurso pelos usuários. Ciência da Informação. Brasília, v. 31, n. 3, p. 18-25,
set./dez. 2002. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br&gt;. Acesso em: 18 jul. 2004.
CRUZ, Ângelo et al. Impacto dos periódicos eletrônicos
em bibliotecas
universitárias.Ciência da Informação. Brasília, v.32, n. 2, p. 47-53, maio/ago. 2003.
Disponível em : &lt;http://www.scielo.br&gt;. Acesso em: 18 jul. 2004.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero; FERREIRA, Maria Cecília Gonzaga. Avaliação de
periódicos científicos e técnicos. Ciência da Informação. Brasília, v. 27, n. 2, p.165175. Disponível em : &lt;http://www.scielo.br&gt;. Acesso em: 18 jul. 2004.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária.
Relatório de gestão: 1996-2004. Florianópolis, 2004. Relatório digitado.
_______. Gabinete do Reitor. Programa Integrado de Planejamento. UFSC em
números: 1996-2003. [Série histórica]. Material para publicação.

∗

Mestranda em Engenharia de Produção e Sistemas: Empreendedorismo; Diretora da Biblioteca
Universitária da UFSC. sigrid@bu.ufsc.br. Universidade Federal de Santa Catarina. Biblioteca
Universitária. Campus Universitário – Trindade. Florianópolis-SC-Brasil.
∗∗
Doutora em Engenharia de Produção e Sistemas, Profa. Do Curso de Pós-graduação em
Engenharia de Produção e Sistemas/UFSC. oriente@led.br
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas. Campus Universitário –
Trindade. Florianópolis-SC-Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55401">
                <text>Portal de Periódicos da Capes: análise do uso na Universidade Federal de Santa Catarina.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55402">
                <text>Dutra, Sigrid Karin Weiss; Lapolli, Edis Mafra </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55403">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55404">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55405">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55407">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55408">
                <text>Após três anos de acesso ao portal de periódicos da CAPES a Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina realizou uma avaliação do seu uso, do nível de conhecimento dos usuários sobre todos os recursos disponibilizados, do grau de satisfação da comunidade acadêmica, do impacto sobre a demanda do serviço de comutação bibliográfica e da participação no programa de capacitação da biblioteca. A pesquisa pretendeu, também, colher sugestões para a inclusão de novas áreas, editoras, links e títulos no portal. Para a sua realização foram enviados 2000 questionários, via “e-mail”, para professores e alunos de pós-graduação, em nível de mestrado e doutorado. Através dos 452 questionários respondidos, foi traçado o perfil do usuário do portal na Universidade Federal de Santa Catarina, identificando um maior uso na área tecnológica e na área da saúde e um certo grau de resistência ao uso da informação em suporte eletrônico. O resultado da pesquisa apontou para a necessidade de atuação mais direta da biblioteca nas atividades de pesquisa na instituição, nos cursos de pós-graduação e para uma maior divulgação do programa de capacitação e treinamentos da biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68561">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5060" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4128">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5060/SNBU2004_155.pdf</src>
        <authentication>a3e6947b3cb1c7614b7686127ffbd3a5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55454">
                    <text>DA BUSCA MANUAL AO LEVANTAMENTO ELETRÔNICO: A TRAJETÓRIA
DA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA NO SETOR DE PERIÓDICOS DA
BIBLIOTECA CENTRAL DA UFRRJ
Thais Castro Caldeira de Alvarenga∗
Paulo Sergio Alves Ribeiro∗∗

RESUMO
Neste trabalho, pretende-se mostrar como evoluiu a pesquisa bibliográfica em
periódicos da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
(BC/UFRRJ) nos últimos anos, influenciada pelo surgimento das novas
tecnologias de informação. Até fins da década de 80, tem-se a busca manual nos
abstracts em papel, passando pelo boom do acesso a bases de dados
bibliográficos em CD-ROM nos anos 90, até os levantamentos bibliográficos on
line dos dias atuais. Trata da criação do Núcleo de Pesquisas Bibliográficas
(NPB), em 1994, que deu o grande impulso à informatização da pesquisa na
BC/UFRRJ, alavancada ainda mais em 2000, com a disponibilização do Portal de
Periódicos da CAPES para toda a comunidade acadêmica brasileira. Apresenta
dados estatísticos do movimento de pesquisas bibliográficas no período em
questão. Avalia a repercussão do acesso on line a periódicos eletrônicos em texto
completo no Serviço COMUT. Trata da proposta da criação de um banco de sites
por área do conhecimento, de modo a auxiliar ainda mais a busca da informação
pelo usuário. Mostra como todas estas transformações vieram estabelecer uma
forma de atendimento mais personalizado ao usuário da BC/UFRRJ.
PALAVRAS-CHAVE: Pesquisa bibliográfica. Levantamento bibliográfico. Bases
de dados. Periódicos científicos. Periódicos eletrônicos.

1 INTRODUÇÃO
É sabido que a explosão informacional ocorrida a partir da segunda metade
do século passado, juntamente com o avanço tecnológico inquestionável desde
então,

provocou

uma

verdadeira

revolução

nos

sistemas

de

informação/bibliotecas. Isto fez com que os profissionais da área de informação
começassem a buscar novas formas de selecionar, indexar, armazenar,
disseminar, enfim, de tratar e recuperar a informação.
Hoje, a maior parte das bibliotecas lida tanto com o gerenciamento de seus
serviços quanto com a recuperação de informações, auxiliada pelos recursos da

�computação, procurando prestar serviços cada vez mais eficientes e rápidos aos
seus usuários.
A importância dos serviços de informação é evidente. Há a necessidade
cada vez maior em adequar os recursos informacionais das bibliotecas às
demandas de seus usuários.
Com o surgimento das novas tecnologias, as bibliotecas, especialmente as
universitárias e as especializadas, foram adquirindo um novo perfil. A transição
dos meios tradicionais para os informatizados vem sendo irreversível: os
catálogos em fichas, as listagens de cabeçalho de assunto, os abstracts
impressos estão sendo paulatinamente substituídos pelos catálogos on line, por
bases de dados em CD-ROM, por bancos/bases de dados bibliográficos on line,
até os documentos eletrônicos full text disponibilizados via rede, como os
periódicos eletrônicos.
Neste trabalho, pretende-se levantar questões relativas à busca da
informação pelos usuários em sistemas de informação e suas dificuldades,
particularizando-se com os periódicos da BC/UFRRJ. Enfatiza-se a importância
das estratégias de busca para a recuperação da informação e da adequação
demanda dos usuários/recursos e serviços oferecidos pelas bibliotecas.

2 ALGUMAS CONCEITUAÇÕES
Na década de 80, houve um aumento acentuado nos preços das
assinaturas dos periódicos científicos e também na quantidade de títulos novos
surgidos a cada ano, em decorrência do avanço acelerado em todas as áreas do
conhecimento humano. A cada dia foi ficando menos viável para qualquer
biblioteca

manter

uma

coleção

de

periódicos

atualizada,

atendendo

satisfatoriamente às necessidades dos usuários, principalmente devido ao alto
preço dos periódicos. Paralelamente, a introdução das novas tecnologias de
informação foi se concretizando no país.
A partir dos anos 90, com o boom da tecnologia do CD-ROM e a introdução
da Internet no meio acadêmico-científico nacional, via Rede Nacional de Pesquisa

�(RNP), permitindo acesso on line aos bancos/bases de dados bibliográficos, a
busca e a recuperação da informação tomaram grande impulso. Com os recursos
facilitadores da web, as pesquisas bibliográficas informatizadas adquiriram
agilidade, flexibilidade e economia.
Podemos considerar ser a BOL (Busca On Line) a modalidade de
busca bibliográfica mais econômica a ser adotada, seja por
entidades que ainda não possuam nenhuma estrutura na área de
informação, seja por aquelas que já possuam um acervo de
referência (coleção de abstracts) montado, uma vez que a
manutenção satisfatória desses acervos de referência mostrou-se
mais onerosa do que o investimento necessário para iniciar-se na
modalidade BOL. (REZENDE, 1990, p. 28).

Com relação à flexibilidade e agilidade das buscas bibliográficas:
Artigos de periódicos sempre foram indexados e pesquisados de
maneira convencional, contudo o meio eletrônico oferece uma
flexibilidade até então difícil de ser reproduzida no meio impresso,
seja pela busca de forma praticamente instantânea de qualquer
palavra isolada contida em um artigo de periódico, seja pelo uso
de expressões boleanas bastante elaboradas. (DIAS, 2002, p. 21).

Quanto aos periódicos eletrônicos e seu uso, os estudos são ainda
bastante

recentes

no

país.

Vantagens

e

desvantagens,

dúvidas

e

questionamentos são apontados por alguns autores sobre esta questão. Contudo,
é importante ressaltar o papel fundamental das bibliotecas e dos bibliotecários.
Neste contexto, sobre a permanência das bibliotecas,
ainda que o preço dos periódicos eletrônicos possa vir a ser
menor do que o dos impressos, os usuários não vão conseguir
comprar tudo o de que precisam, portanto continuarão a buscar a
biblioteca;
as pessoas que ainda têm dificuldades em lidar com o meio
eletrônico precisam de orientação segura do bibliotecário mais do
que com o texto impresso. (CRUZ et al., 2003, p. 49).

Entretanto, neste mesmo artigo, em relação à avaliação de uso do
periódico eletrônico em bibliotecas, é apontada uma nova tendência:
Salientamos a necessidade de se analisar não só o uso local na
biblioteca, mas também os acessos eletrônicos ao título, pois
existe uma tendência de diminuição do uso da coleção impressa.
Uma das maneiras de se medir o custo/benefício de um periódico
é por meio da avaliação de uso da coleção; a estatística de
acesso eletrônico ao documento também é muito importante, pois
registra como as novas tecnologias estão sendo incorporadas aos

�hábitos do pesquisador, que progressivamente optará por este
formato. (CRUZ et al., 2003, p. 52).

3 OS PERIÓDICOS DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL
RURAL DO RIO DE JANEIRO

3.1 BREVE HISTÓRICO
A Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
(BC/UFRRJ) fica localizada em Seropédica, no campus principal da Universidade.
Atualmente, está subdividida em três Divisões: Divisão de Processamento
Técnico, Divisão de Monografias e Divisão de Periódicos, além do Núcleo de
Formação e Desenvolvimento de Acervo, da Secretaria Administrativa e da
Diretoria. Esta estruturação vigora desde junho de 2001.
A Divisão de Periódicos é responsável pelo controle e acesso a toda a
coleção de periódicos da BC/UFRRJ (circulação e consulta local), pelo acesso às
bases de dados em CD-ROM e via Internet, pela comutação bibliográfica (Serviço
COMUT) e pela orientação no uso do Portal de Periódicos da CAPES.
Até 1993/94, o Setor de Periódicos da BC/UFRRJ (era esta a sua
denominação então) era responsável pelo registro, circulação e consulta local dos
periódicos impressos. A comutação bibliográfica era feita pelo Setor de
Intercâmbio e Divulgação, assim como o Serviço de Alerta. Neste período, frente
à realidade das novas tecnologias de informação, a BC/UFRRJ começou a
adquirir as bases de dados bibliográficos em CD-ROM, principalmente nas áreas
de interesse da Universidade, voltada para as Ciências Agrárias. A partir daí, as
pesquisas bibliográficas informatizadas neste suporte tiveram um impacto
bastante favorável sobre a comunidade acadêmica.
Em 1994, foi criado então o Núcleo de Pesquisas Bibliográficas (NPB),
para atender a esta nova e crescente demanda. O Serviço COMUT, nesta nova
estrutura, ficou também sendo feito por este Núcleo.
Alguns anos depois, começaram a surgir algumas bases de dados on line
de acesso gratuito, como a PubMed, do MEDLINE e a Web of Science,

�disponibilizada pela FAPESP à comunidade acadêmica nacional, que passaram a
ser bastante utilizadas no Núcleo. Até que, em novembro de 2000, foi instituído o
Portal de Periódicos da CAPES, iniciativa pioneira no Brasil, de grande impacto
no meio científico. Este Portal, desde sua criação até os dias de hoje, vem se
expandindo aceleradamente, abrigando várias bases de dados referenciais e
periódicos em texto completo. A disponibilização de todos estes recursos
informacionais à comunidade acadêmica da Universidade ficou a cargo do Núcleo
de Pesquisas Bibliográficas da BC/UFRRJ.
Em 2001, houve uma reestruturação administrativa na BC/UFRRJ e as
atividades deste Núcleo foram incorporadas pela Divisão de Periódicos, o que
permanece até hoje. Atualmente, o acervo total de periódicos da BC/UFRRJ é de
1.958 títulos e 175.410 fascículos (impressos e eletrônicos).∗

3.2 A BUSCA DA INFORMAÇÃO
Até o início da década de 90, toda a coleção de periódicos de referência
(usualmente chamados de “abstracts impressos”) da BC/UFRRJ era em papel.
Nesta época, esta coleção contava com cerca de 300 títulos. Hoje, existe um
acervo de 78 títulos de

abstracts impressos. Esta redução deveu-se

principalmente à utilização das bases de dados bibliográficas em CD-ROM e on
line. O quadro 1 mostra a quantidade de vezes que estes abstracts foram
consultados para pesquisas bibliográficas, de 1993 até meados de 2004.

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000 2001 2002 2003 2004

15.466 15.154 16.232 15.394 15.024 15.182 13.696 5.362 3.922 3.578 2.631

974
(até
junho)

Fonte: BC/UFRRJ.

Quadro 1. Número de consultas feitas nos abstracts impressos por ano.

O acesso informatizado à informação na BC/UFRRJ, iniciado efetivamente
em 1994, começou com o uso de bases de dados bibliográficas em CD-ROM e
∗

Dados de 2003.

�em disquetes, nas áreas do conhecimento de maior interesse da comunidade
universitária. Na etapa da entrevista, para se conhecer as necessidades dos
usuários, eram estabelecidas as estratégias de busca da informação desejada e
colocadas em formulário próprio, com identificação do usuário, objetivo da
pesquisa, palavras-chave em inglês, entre outros dados relevantes.
As pesquisas eram feitas normalmente em conjunto, com o bibliotecário e o
usuário ou, algumas vezes, apenas pelo bibliotecário, com base na estratégia de
busca formulada pelo usuário. Estes levantamentos bibliográficos eram feitos com
horário previamente agendado, já que os suportes utilizados (CD-ROM e
disquete) inviabilizam o acesso multi-usuário. Isto, sem dúvida, é um fator
limitante de sua utilização. No quadro 2, é mostrada a evolução do número de
pesquisas bibliográficas realizadas nas bases de dados em CD-ROM/disquete
nos últimos anos na BC/UFRRJ.
1993 1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

226

984

797

284

404

585

224

102

71

53

529

(até
junho)

2004
28
(até
junho)

Fonte:BC/UFRRJ.

Quadro 2. Número de pesquisas bibliográficas feitas nas bases de dados em CDROM/disquete por ano.

Com o início do uso das bases de dados bibliográficas on line na
BC/UFRRJ, em especial com a utilização do Portal de Periódicos da CAPES a
partir de 2000, a busca da informação foi extremamente agilizada, aumentando
significativamente a freqüência de usuários. Com a possibilidade de várias bases
serem acessadas simultaneamente de várias máquinas, a quantificação do
número de pesquisas bibliográficas on line ficou muito dificultada. Os usuários
começaram então a fazer sozinhos os levantamentos bibliográficos, apenas com
a orientação do bibliotecário.
Pode-se constatar este fato no quadro 2, com a diminuição das pesquisas
bibliográficas em CD-ROM a partir de 2000, justamente quando foram iniciados os
levantamentos on line, que não foram contabilizados.

�A partir da introdução das pesquisas on line na BC/UFRRJ, os abstracts
impressos praticamente deixaram de ser adquiridos a partir da segunda metade
da década de 90, visto que grande parte das bases de dados contempla o
conteúdo dos abstracts impressos. Apenas dois títulos continuam sendo
assinados, na forma impressa.

3.3 SERVIÇO COMUT X ARTIGOS DE PERIÓDICOS ELETRÔNICOS
A introdução do Portal de Periódicos da CAPES possibilitou, além do
acesso on line às bases de dados referenciais, também o acesso aos textos
completos de artigos de periódicos. Quando de sua implantação, eram cerca de
1500 títulos disponíveis, chegando atualmente a mais de 7.600 títulos de
periódicos disponibilizados em forma eletrônica.
Paralelamente a todas as inovações tecnológicas surgidas, a BC/UFRRJ
participa do Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT), do Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Este Serviço,
existente desde a década de 80, para resgate de cópias de artigos de periódicos
(item mais solicitado) em outras bibliotecas, vem tendo sua operacionalização
reformulada de tempos em tempos, sem perder sua concepção original de
intercâmbio de cópias entre bibliotecas, no menor intervalo de tempo possível,
agilizando o acesso à informação.
No quadro 3, vê-se que mesmo com o acesso on line a artigos de
periódicos em texto completo, a quantidade de artigos solicitados pelo Serviço
COMUT oscilou muito pouco ao longo dos últimos anos.
1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

159

312

513

451

461

437

571

432

397

433

209

2004
99
(até
junho)

Fonte: BC/UFRRJ.

Quadro 3. Número de artigos solicitados via COMUT por ano.

3.4 BANCO DE SITES

�A idéia da criação de um banco de sites por área do conhecimento surgiu
da demanda de grupos de usuários menos familiarizados com os recursos
informacionais proporcionados pela web, normalmente estudantes de graduação.
Diante da imensidão de informações disponibilizadas pelas ferramentas de
busca mais conhecidas, estes usuários sentem dificuldade em “filtrar” as
informações relevantes para sua pesquisa. Este banco, com sites selecionados e
analisados por bibliotecários, tem por objetivo direcionar e agilizar as buscas em
sites mais adequados e com maior confiabilidade nas informações levantadas.
O banco de sites está em fase de construção na BC/UFRRJ, devendo ser
implementado brevemente.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mesmo com a introdução das novas tecnologias para recuperação da
informação, que vieram aumentar significativamente a qualidade e rapidez das
buscas bibliográficas, pode-se perceber em diversos estudos realizados a
complexidade de todo este processo: da formulação da estratégia da busca até a
obtenção de informação essencialmente relevante.
Cabe destacar que esses estudos realizados em plena era do
acesso à informação por meios eletrônicos, em que os usuários
navegam na Internet com desenvoltura, ainda revelam as
dificuldades inerentes ao processo de recuperação da informação
em bases de dados. Apesar dos intensivos programas de
treinamento oferecidos pelos produtores das bases de dados,
pelos próprios sistemas de recuperação em linha, de toda a
documentação existente sobre as características de cada base de
dados e suas respectivas estruturas de informação, dos sistemas
amigáveis que oferecem “menus” para guiar o usuário em cada
etapa do processo de busca, das linguagens de busca com
recursos especiais para se aproximarem cada vez mais do usuário
inexperiente, o processo de busca continua apresentando um fator
de dificuldade que ainda não foi minimizado pelas novas
tecnologias disponíveis. (LOPES, 2002, p. 65).

A despeito de toda esta nova realidade nos serviços de informação, há dez
anos se previa:
É preciso se manter uma postura crítica em relação a cada
tecnologia de informação, não achar que ela é a “resposta” para

�todos os nossos problemas. É importante que continuemos a
avaliar as novas e antigas tecnologias, à luz da nossa missão
primordial que é a de ajudar nosso cliente a encontrar a
informação que precisa, na hora certa e no formato adequado.
(CUNHA, 1994, p. 120).

FROM MANUAL SEARCH TO ELECTRONIC SURVEY: THE PATH OF
BIBLIOGRAPHICAL RESEARCH IN THE SECTOR OF PERIODICALS OF THE
CENTRAL LIBRARY OF UFRRJ

ABSTRACT
An attempt is made to show how bibliographical research evolved in the
periodicals sector of the central library of UFRRJ (BC/UFRRJ) in the last years, as
influenced by the rise of new technologies of information. Up to the end of the
1980’s there is the manual search of abstracts in paper form, then going through
the boom of access to bibliographical data bases on CD-ROM in the 1990’s, to the
on-line bibliographical surveys in present days. This paper deals with the
implanting of the bibliographical research nucleus (NPB) in 1994, which boosted
the computer-based research at BC/UFRRJ. This was further implemented in
2000, with the availability of the Gateway to Periodicals of CAPES to the entire
Brazilian academic community. This paper also shows statistical data relating to
the flow of bibliographical research in this period. It also makes an assessment of
the widespread of on-line access to electronic journals in full text under the
COMUT Service. It presents the proposal for creating a site bank by knowledge
area, so as to further help in the search of information on the part of the user. It
shows how all of these changes came to establish a more customized fashion of
access to the users of BC/UFRRJ.
KEYWORDS: Bibliographical research. Bibliographical survey. Data bases.
Scientific periodicals. Eletronic journals.

REFERÊNCIAS
CRUZ, Ângelo Antonio Alves Correa da et al. Impacto dos periódicos eletrônicos
em bibliotecas universitárias. Ci. Inf., Brasília, v. 32, n. 2, p. 47-53, maio/ago.
2003.
CUNHA, Murilo Bastos. As tecnologias de informação e a integração das
bibliotecas brasileiras. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais... Campinas: UNICAMP, 1994. p.
105-122.

�DIAS, Guilherme Ataíde. Periódicos eletrônicos: considerações relativas à
aceitação deste recurso pelos usuários. Ci. Inf., Brasília, v. 31, n. 3, p. 18-25,
set./dez. 2002.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologias para a promoção do uso da
informação: técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e
especializadas. São Paulo: Nobel, 1991. 144 p.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero. Integração e compartilhamento das bibliotecas
brasileiras na busca e obtenção de informação: um desafio de muitas décadas. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994,
Campinas. Anais... Campinas: UNICAMP, 1994. p. 47-54.
LOPES, Ilza Leite. Estratégia e busca na recuperação da informação: revisão da
literatura. Ci. Inf., Brasília, v. 31, n. 2, p. 60-71, maio/ago. 2002.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico e as bibliotecas
universitárias: velhos problemas, novas soluções. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais... Campinas:
UNICAMP, 1994. p. 80-101.
REZENDE, Yara. Análise comparativa do custo de pesquisas bibliográficas em
abstracts impressos e em bases de dados on line. Ci. Inf., Brasília, v. 19, n. 1, p.
21-29, jan./jun. 1990.
SOARES, Suely de Brito Clemente; SANTOS, Eliza Aparecida dos; CRISTIANINI,
Gláucia Maria Saia. Levantamento bibliográfico informatizado local: a hora e a vez
do usuário! In: CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 2.; CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 17., 1994, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte:
Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais, Escola de Biblioteconomia da
UFMG, 1994. p. 223-233.
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca Central.
Disponível em: &lt;http://www.ufrrj.br&gt;. Acesso em: 8 jul. 2004.

∗

thais@ufrrj.br
Bibliotecária da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rodovia BR
465, Km 7, 23890-000, Seropédica, RJ, Brasil.
∗∗
pribeiro@ufrrj.br
Estudante do 6º período do Curso de Administração da Universidade Federal Rural do Rio de
Janeiro, Rodovia BR 465, Km 7, 23890-000, Seropédica, RJ, Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55428">
                <text>Da busca manual ao levantamento eletrônico: a trajetória da pesquisa bibliográfica no setor de periódicos da Biblioteca Central da UFRRJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55429">
                <text>Alvarenga, Thais Castro Caldeira de; Ribeiro, Paulo Sergio Alves</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55430">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55431">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55432">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55434">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55435">
                <text>Neste trabalho, pretende-se mostrar como evoluiu a pesquisa bibliográfica em periódicos da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (BC/UFRRJ) nos últimos anos, influenciada pelo surgimento das novas tecnologias de informação. Até fins da década de 80, tem-se a busca manual nos abstracts em papel, passando pelo boom do acesso a bases de dados bibliográficos em CD-ROM nos anos 90, até os levantamentos bibliográficos on line dos dias atuais. Trata da criação do Núcleo de Pesquisas Bibliográficas (NPB), em 1994, que deu o grande impulso à informatização da pesquisa na BC/UFRRJ, alavancada ainda mais em 2000, com a disponibilização do Portal de Periódicos da CAPES para toda a comunidade acadêmica brasileira. Apresenta dados estatísticos do movimento de pesquisas bibliográficas no período em questão. Avalia a repercussão do acesso on line a periódicos eletrônicos em texto completo no Serviço COMUT. Trata da proposta da criação de um banco de sites por área do conhecimento, de modo a auxiliar ainda mais a busca da informação pelo usuário. Mostra como todas estas transformações vieram estabelecer uma forma de atendimento mais personalizado ao usuário da BC/UFRRJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68564">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5063" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4131">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5063/SNBU2004_156.pdf</src>
        <authentication>b672277e2a31be9dd758958335f3bde9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55481">
                    <text>AVALIAÇÃO DO ACERVO DE PERIÓDICOS EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DE
UMA BIBLIOTECA ACADÊMICA: ANÁLISE PELOS PROFESSORES

Waldomiro Vergueiro∗
Daisy Pires Noronha∗∗

RESUMO
Ressalta a importância do periódico na produção do conhecimento científico.
Destaca a avaliação de títulos especializados como elemento essencial para o
desenvolvimento de coleções em bibliotecas acadêmicas e universitárias . Avaliar
uma relação de títulos de periódicos assinados por biblioteca acadêmica da
Universidade de São Paulo, visando adequação de coleção em função do alto custo
das assinaturas e da pouca disponibilidade de recursos financeiros. A partir da
listagem de títulos fornecida pela biblioteca, foi apontada a prioridade de cada título
segundo a opinião de cada docente, classificando-o segundo as categorias:
Imprescindível, Muito importante, Importante e De pouca importância. As respostas
foram objeto de análise quantitativa, buscando pontuar os títulos de acordo com sua
ordem de importância para os docentes, possibilitando a elaboração de um relatório,
posteriormente encaminhado à biblioteca da instituição. A partir das respostas de
40% do universo de docentes na época do levantamento de dados, os títulos
receberam uma pontuação de 0 a 10, que permitiu sua distribuição nas seguintes
categorias: imprescindível (16.7%); muito importantes (25,6%); importantes (33,3%),
e de pouca importância (24,4%). A metodologia mostrou-se adequada aos objetivos
pretendidos, permitindo uma efetiva determinação de um núcleo de periódicos de
qualidade sob o ponto de vista dos docentes/usuários. Concluiu-se que títulos
classificados como de pouca importância podem ser candidatos naturais a
descontinuidade de suas assinaturas. Os resultados apontaram para a pertinência da
manutenção desse tipo de análise pelas bibliotecas acadêmicas e universitárias, em
caráter rotineiro, para melhor adequação da coleção de periódicos.

1 INTRODUÇÃO

Toda ciência é resultado do conhecimento científico produzido pela pesquisa
que envolve o trabalho de coleta, sistematização e análise dos dados.

O novo

conhecimento

para

produzido,

engrandecimento

das

agregado

diferentes

aos

áreas

já

existentes,

do conhecimento.

contribui

o

Para tanto, é

�imprescindível uma ampla disseminação dos achados para toda comunidade
científica, o que é proporcionada por diferente veículos.
A produção acadêmica gerada no âmbito universitário pode ser conhecida por
diferentes recursos comunicacionais, formais ou informais. Dentre os recursos
formais de comunicação destacam-se os livros, artigos de periódicos, teses,
dissertações, entre outros. Destes, o periódico é tido como veículo de maior prestígio
para o registro e a divulgação do conhecimento científico, em substituição aos outros
meios de comunicação, que se tornaram inadequados para acompanhar o
crescimento das novas descobertas.

“A relação entre a ciência e o periódico

continua até hoje, e o crescimento da atividade científica em nossos dias faz-se
acompanhar por um acréscimo semelhante no número de periódicos científicos”
(Ohira et al, 2000). Além disso, o periódico científico tem como função a preservação
do conhecimento registrado, o que é garantido com a manutenção do acervo nas
bibliotecas que devem também possibilitar o acesso ao seu conteúdo, ao longo do
tempo.
A literatura tem mostrado estudos e discussões sobre os inúmeros problemas
que afetam o periódico científico, desde sua produção, editoração ao seu tratamento
e divulgação. Tais problemas têm contribuído, “inclusive para o desaparecimento de
alguns títulos” (Ohira et al, 2000). O impacto dos problemas decorrentes dos
periódicos nas bibliotecas tem levado ao desenvolvimento de estratégias como a
criação de programas de aquisição cooperativa, formação de redes de bibliotecas,
estabelecimento de consórcios interinstitucionais para assinatura de coleções, além
do incremento de serviços tradicionais, como empréstimos entre bibliotecas,
comutação bibliográfica, entre outros. Os sistemas de bibliotecas têm procurado
distribuir racionalmente as coleções de periódicos em suas bibliotecas, evitando
duplicações e conseqüentes custos adicionais, propiciando o acesso às informações
divulgadas pelos periódicos. O Consórcio CRUESP, que congrega as três
universidades

estaduais

(FERRARI,2000)

paulistas

é

um

exemplo

dessa

preocupação

�Um dos grandes problemas enfrentados pelas bibliotecas de países em
desenvolvimento é o custo na manutenção de seu acervo, principalmente de títulos
estrangeiros considerados de prestígio por figurarem em listas de periódicos
credenciados por indicadores de qualidade. O custo na manutenção e atualização
das coleções nas bibliotecas está cada vez mais alto, aliado ao aumento e
diversificação do número de títulos e o preço das assinaturas. É sabido que muitas
bibliotecas universitárias e de pesquisa de todo o mundo, em maior ou menor escala,
têm enfrentado esses problemas, diminuindo o número de assinaturas e/ou sendo
impedidas de assinar novos títulos. Em nosso meio, esse é um problema crônico,
onde as bibliotecas são forçadas a cortes significativos em suas coleções. Parte dos
problemas enfrentados pelas bibliotecas brasileiras foram solucionados com o
advento da internet e o crescimento das publicações eletrônicas.
Assim, com o avanço das tecnologias da informação, nota-se uma mudança
de comportamento dos bibliotecários, com atitudes que visam intensificar as buscas
de alternativas para cobrir a ausência de coleções de seu acervo, como a instituição
de consórcio inter institucional que permite o acesso a texto integral de artigos
publicados em periódicos de todo mundo. É o caso do portal de periódicos da
CAPES (http://www.periodicos.capes.gov.br), que abriu a possibilidade de acesso a
7622 títulos de periódicos especializados, a todos os usuários das bibliotecas das
universidades brasileiras. Pela política de racionalização de acervos adotada pela
Universidade de São Paulo (USP) em relação à assinatura dos periódicos que
possuem acesso eletrônico, é mantida apenas uma coleção em papel no âmbito da
universidade e sempre na Unidade que possuir a coleção completa e que a
prioridade seja 1. Desta forma, as bibliotecas da USP, além de disporem do acesso
aos artigos dos periódicos veiculados no portal Periódicos da CAPES e na página
eletrônica do Sistema de Bibliotecas da USP (www.usp.br/sibi), ainda mantêm a
coleção impressa de títulos especializados de interesse aos docentes/pesquisadores
dos diferentes departamentos.

�No entanto, algumas questões precisam ser bem equacionadas em relação à
seleção de títulos de periódicos a serem mantido nos acervos das bibliotecas
acadêmicas. Quais critérios, por exemplo, deverão ser considerados na decisão de
interrupção ou continuidade de uma assinatura? Que fatores deverão ser
dimensionados para a definição real do custo/preço de um determinado título para a
biblioteca? Como o acesso eletrônico ao título interfere na decisão de escolha de um
título? Todas essas questões merecem atenção especial por parte dos profissionais
responsáveis pela tomada de decisão de aquisição; neste sentido, este trabalho tem
por objetivo oferecer subsídios aos profissionais para avaliar a validade de
manutenção ou descontinuidade de itens específicos de uma coleção de títulos de
periódicos especializados. Para tanto, uma relação de títulos de periódicos assinados
por uma biblioteca acadêmica da Universidade de São Paulo, foi analisada visando a
adequação da coleção em função do alto custo das assinaturas e da pouca
disponibilidade de recursos financeiros.

2 PERIÓDICOS COMO OBJETO DE ESTUDO EM BIBLIOTECAS

Os periódicos têm sido objeto de estudo de avaliação em diferentes
abordagens: para identificação das características de seu título mediante indicadores
de qualidade pré-definidos; para obter dados em relação aos tipos de autorias dos
artigos, procedência institucional e titulação dos autores; para análise das citações
referenciadas nos artigos; uso de títulos do acervo; custo de manutenção; dispersão
de artigos em periódicos especializados; opinião dos usuários, entre outras. Todas
essas abordagens de avaliação têm, de uma maneira ou outra, contribuído com
subsídios

para

o

estabelecimento

de

indicadores do desenvolvimento do

conhecimento, a produção nacional ou local de uma área.
Assim, é necessário que as bibliotecas procurem avaliar com freqüência, as
revistas durante a sua existência no acervo, oferecendo títulos de qualidades e de

�repercussão em nível nacional e internacional, que sejam condizentes às
necessidades informacionais de seus usuários.
A literatura atual sobre periódicos científicos está mais voltada a estudos
sobre a transição do meio impresso para o eletrônico, mostrando, segundo Meadows
(1999), verifica-se uma competição entre as publicações impressas e as eletrônicas.
Por sua vez, Cruz (2004) levanta o seguinte questionamento: “perderemos o acesso
quando o periódico não for mais assinado? A assinatura impressa deve ser
cancelada?” Já para Krzyzanowski e Taruhn (1998), “as bibliotecas, por meio de
suas políticas de desenvolvimento, formação e manutenção de acervos, devem estar
abertas para esta transição .. trabalhando em busca de um novo equilíbrio”.
Neste cenário, as bibliotecas vêm trabalhando na manutenção de um acervo
de periódicos que se constitua em uma “fonte de vida universitária”, como produto de
diferentes processos de avaliação, tanto quantitativo como qualitativo, sem se
descartar a possibilidade de se aliar métodos diferenciados de avaliação. A
necessidade de se avaliar uma coleção é calcada no fato de que “nem sempre um
acervo extenso contém as publicações mais relevantes de uma área do
conhecimento científico” (PINTO-COELHO; BARBEITOS, 1997).
Alguns estudos têm se valido de métodos diferenciados para a seleção e
manutenção de títulos em acervos de bibliotecas especializadas. Haycock (2004),
em estudo sobre desenvolvimento de coleções de periódicos em educação,
procedeu à análise de citações utilizadas em teses da área, método esse que, além
de medir o uso da coleção pela comunidade acadêmica, serve também como
subsídio para a retenção e/ou descarte em coleções de bibliotecas. Para este autor,
no entanto, a análise de citação deve ser estudada junto a outros indicadores, para
melhor definição da utilização de periódicos pela comunidade acadêmica.
Pinto-Coelho e Barbeitos (1997), estudando a área da ecologia, elaboraram
uma análise do acervo de periódicos de biblioteca universitária, mediante confronto
de referências de bases de dados especializadas e a sua existência nos acervos de

�bibliotecas universitárias. Constataram que a maioria das bibliotecas universitárias
brasileiras possui um acervo bibliográfico deficiente para pesquisas na área da
ecologia, uma vez que “menos de um terço dos artigos procurados poderiam ser
encontrados na maioria de suas bibliotecas”.
Vale destacar, no entanto, que a falta de títulos no acervo de bibliotecas é um
problema parcial, que pode ser contornado pelos serviços de comutação bibliográfica
e/ou acesso eletrônico a bases de dados de texto completo.
Com o objetivo de colaborar para a definição de uma sistemática para dar
suporte à decisão de manutenção/interrupção de assinaturas de periódicos em
bibliotecas universitárias, descreve-se a seguir a metodologia aplicada pelo
Departamento

de

Biblioteconomia

e

Documentação

(CBD)

da

Escola

de

Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) na avaliação dos
títulos da área assinados pela biblioteca da escola.

3 METODOLOGIA

O trabalho de análise dos títulos de periódicos desenvolveu-se em função de
solicitação da diretoria da biblioteca da ECA-USP para a melhor definição da coleção
de periódicos científicos de seu acervo, devido ao alto custo envolvido nas
assinaturas e a pouca disponibilidade de recursos financeiros pela Universidade. O
pedido veio acompanhado de listagem de 78 (setenta e oito) títulos pertinentes ou de
interesse da área de Ciência da Informação, com respectivos custos de assinatura
em dólar.
A partir dessa solicitação, o CBD decidiu envolver o seu corpo docente no
processo

de

análise

desses

títulos,

solicitando

aos

professores

que

se

manifestassem segundo prioridades de interesse para eles. Assim, a partir da lista
(que foi encaminhada por e-mail a todos os 20 membros do corpo docente do CBD à

�época) os títulos deveriam ser classificados como segue: A – Títulos imprescindíveis;
B – Muito Importantes; C – Importantes; e D – De Pouca Importância. Periódicos
que, por não familiaridade do docente com o título, não se enquadrassem nessas
classificações, deveriam ser deixados em branco (classificado, portanto, na letra D).
Para determinação do valor de cada título para o Departamento, as categorias
foram pontuadas da seguinte forma:
A=3
B=2
C=1
D=0

Considerando-se que do universo de 20 docentes foram obtidas 8 respostas, a
nota máxima que um título poderia receber foi de 24 pontos. Assim, a fórmula para
cálculo da pontuação final de cada título ficou assim estipulada:
NF = N X 10

24
Onde:
NF = Nota final do título
N = Total de pontos recebido pelo periódico
10 = Nota máxima que um título pode receber
24 = Pontuação máxima para cada título
A partir das notas obtidas pelos títulos, individualmente, procedeu-se à
classificação do conjunto de títulos e sua distribuição nas categorias definidas.

4 RESULTADOS

�Como mencionado, os 78 títulos de periódicos em Ciência da Informação e
áreas correlatas, assinados pela biblioteca da ECA-USP, foram avaliados por 8
professores, equivalente a 40% do corpo docente do CBD.
Utilizando-se a fórmula indicada acima, os títulos obtiveram uma pontuação
que poderia ir de 0 a 10. No entanto, nenhum título recebeu 10 pontos, sendo a
maior pontuação obtida a de 8,76. Desta forma, os títulos foram distribuídos em
freqüência crescente de notas, agrupados da seguinte forma:
Nota Final do Título

Classificação

0 – 2.99

Pouco Importante

2.20 – 4.38

Importante

4.39 – 6.57

Muito Importante

6.58 – 8.76

Imprescindível

Em seguida, os títulos foram agrupados em tabelas segundo as classificações,
obtendo-se a seguinte tabela de classificação
Classificação

Número de títulos

Porcentagem

Imprescindível

13

16.7

Muito Importante

20

25.6

Importante

26

33.3

De pouca Importância

19

24.4

78

100

Total

Analisando-se os diversos agrupamentos de títulos, notou-se que os 13 títulos
classificados como imprescindíveis são periódicos específicos da área de Ciência da
Informação, o que representa um resultado esperado, uma vez que os professores
devem ter priorizado os títulos básicos à sua especialidade, no desenvolvimento de

�suas atividades de ensino e pesquisa. Nas demais categorias, por outro lado,
encontram-se títulos de áreas correlatas, distribuindo-se, respectivamente, em 3, 2 e
7 para Muito Importante, Importante e De pouca Importância. Os 19 títulos
considerados de pouca importância são títulos candidatos ao corte de assinatura,
podendo ser, eventualmente, substituídos por outros.
Os

resultados

obtidos

foram

encaminhados

aos

professores

para

conhecimento e à diretoria da Biblioteca da ECA, para as providências que
entendessem cabíveis.

5 CONCLUSÕES
É importante que as bibliotecas universitárias brasileiras mantenham um
processo contínuo e sistemático para avaliação de sua coleção de periódicos,
principalmente os obtidos via assinatura. Neste sentido, a metodologia utilizada pelo
Departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA-USP, na medida em que
possibilita a obtenção de uma avaliação qualitativa dos periódicos, realizada
diretamente por seus usuários, pode trazer benefícios àqueles que precisam decidir
sobre o desenvolvimento das coleções de periódicos, permitindo-lhe uma tomada de
decisão alicerçada em dados concretos.
No entanto, este método, por si só, não deve ser visto como auto-suficiente;
aliado a outros, a avaliação poderia definir a coleção “ideal” a ser mantida em uma
biblioteca. Assim, no caso da ECA, resta saber como os títulos considerados
“imprescindíveis” estão sendo de utilidade para os docentes: como fonte de citação
nos trabalhos de pesquisa? Como recomendação em bibliografias de cursos? Como
recurso para divulgação/publicação de seus trabalhos de pesquisa? Estes e outros
questionamentos podem ser esclarecidos em pesquisas futuras que tenham como
objeto de estudo a coleção de periódicos da Escola.

�Ações desta natureza visam distribuir racionalmente os recursos necessários
para coleções de periódicos, evitando duplicações e conseqüentes custos adicionais
ao acesso à informação por parte de docentes e alunos. Periódicos classificados
como de pouca importância pelos docentes constituem-se, em princípio, candidatos
naturais à descontinuidade de suas assinaturas. Por outro lado, a descontinuidade
de alguns títulos não pode ser encarada de forma isolada, mas como um elemento a
ser considerado na racionalização da coleção, implicando na necessidade de
identificação de outros títulos de interesse à comunidade.
Cabe aos gerentes de unidades de informação estar atentos a aspectos de
demanda e utilização de títulos que podem não estar sendo suficientemente
dimensionados pelos mecanismos tradicionais de avaliação de uso, principalmente
no que diz respeito a periódicos impressos também disponibilizados em formato
eletrônico. Ao mesmo tempo, consórcios interinstitucionais e demais programas de
aquisição planificada e de serviços de acesso ao documento primário, em âmbito
regional ou nacional, não podem ser desconsiderados no momento da decisão sobre
a continuidade/descontinuidade de qualquer título de uma coleção de biblioteca
universitária. Neste aspecto, os meios eletrônicos de acesso à informação têm um
impacto cada vez maior na constituição de acervos e serviços de informação,
implicando em uma postura aberta ao compartilhamento e à cooperação que apenas
gerará benefícios aos usuários das bibliotecas.

REFERÊNCIAS
CAPES. Periódicos: o portal brasileiro da informação científica. Disponível em:
http://www.periodicos.capes.gov.br/ Acesso em: 16 jun. 2004.
CRUZ, Ângelo Antonio Alves Correa de et al. Impacto dos periódicos eletrônicos em
bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 2, maio/ago.
2003. Disponível em: www.scielo.br. Acesso em: 03 jun. 2004.
FERRARI, Adriana Cybele, VICENTINI, Luiz Atílio, FUJITA, Mariângela Spotti Lopes.
O consórcio CRUESP/Bibliotecas: a gestão compartilhada e participativa no

�estabelecimento de diretrizes futuras. [Apresentado ao 12o. Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, Recife, 2002] Disponível em:
http://libdigi.unicamp.br/document/?view=1199. Acesso em: 16 jun. 2004.
HAYCOCK, Laurel A. Citation analysis of education dissertations for collection
development. Library Resources &amp; Technical Services, v. 48, n. 2, p.102-6, Apr.
2004. Disponível em www.usp.br/sibi. Acesso em: 03 jun. 2004.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero, TARUHN, Rosane. Biblioteca eletrônica de
revistas científicas internacionais: projeto de consórcio. Ciência da Informação,
Brasília, v. 27, n. 2, 1998. Disponível em: www.scielo.br. Acesso em: 03 jun. 2004.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
1999.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico. In: CAMPELLO,
Bernadete Santos et al. Fontes de informação para pesquisadores e profissionais.
Belo Horizonte : Ed. UFMG, 2000. P.73-95.
OHIRA, Maria de Lourdes Blatt et al. Periódicos brasileiros especializados em
Biblioteconomia e Ciência da Informação: evolução. Encontros Bibli, n.10, out. 2000.
Disponível em: &lt; www.ced.ufsc.br/bibliote/encontro &gt;. Acesso: 01 mar. 2004.
PINTO-COELHO, Ricardo, BARBEITOS, Marcos. Estão as bibliotecas universitárias
brasileiras adequadas ao ensino e à pesquisa em ecologia? Ciência da Informação,
Brasília, v. 26, n. 1, jan./abr. 1997. Disponível em: www.scielo.com.br. Acesso em: 03
jun. 2004.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Revistas
eletrônicas. Disponível em: www.usp.br/sibi. Acesso em: 16 jun. 2004.

∗

Professor Associado e Chefe do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443,
Butantã, São Paulo, SP, Brasil, 05508-900, e-mail: wdcsverg@usp.br
∗∗
Professora Doutora do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443,
Butantã, São Paulo, SP, Brasil, 05508-900, e-mail: daisynor@usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55455">
                <text>Avaliação do acervo de periódicos em Ciência da Informação de uma biblioteca acadêmica: análise pelos professores.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55456">
                <text>Vergueiro, Waldomiro; Noronha, Daisy Pires</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55457">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55458">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55459">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55461">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55462">
                <text>Ressalta a importância do periódico na produção do conhecimento científico. Destaca a avaliação de títulos especializados como elemento essencial para o desenvolvimento de coleções em bibliotecas acadêmicas e universitárias . Avaliar uma relação de títulos de periódicos assinados por biblioteca acadêmica da Universidade de São Paulo, visando adequação de coleção em função do alto custo das assinaturas e da pouca disponibilidade de recursos financeiros. A partir da listagem de títulos fornecida pela biblioteca, foi apontada a prioridade de cada título segundo a opinião de cada docente, classificando-o segundo as categorias: Imprescindível, Muito importante, Importante e De pouca importância. As respostas foram objeto de análise quantitativa, buscando pontuar os títulos de acordo com sua ordem de importância para os docentes, possibilitando a elaboração de um relatório, posteriormente encaminhado à biblioteca da instituição. A partir das respostas de 40% do universo de docentes na época do levantamento de dados, os títulos receberam uma pontuação de 0 a 10, que permitiu sua distribuição nas seguintes categorias: imprescindível (16.7%); muito importantes (25,6%); importantes (33,3%), e de pouca importância (24,4%). A metodologia mostrou-se adequada aos objetivos pretendidos, permitindo uma efetiva determinação de um núcleo de periódicos de qualidade sob o ponto de vista dos docentes/usuários. Concluiu-se que títulos classificados como de pouca importância podem ser candidatos naturais a descontinuidade de suas assinaturas. Os resultados apontaram para a pertinência da manutenção desse tipo de análise pelas bibliotecas acadêmicas e universitárias, em caráter rotineiro, para melhor adequação da coleção de periódicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68567">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5066" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4134">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5066/SNBU2004_157.pdf</src>
        <authentication>0e4b0c40223d0c269007ade4a6ac4cdf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55508">
                    <text>COLEÇÃO DE DISSERTAÇÕES E TESES: CONTRIBUIÇÃO DAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
CIENTÍFICO*

Ana Esmeralda Carelli∗

RESUMO
Resumo O mundo contemporâneo apresenta cenário diversificado e desafios
constantes para todas as profissões. No bojo destes desafios, os bibliotecários
têm enfrentado uma produção de informação sem precedente, tanto na
diversidade de formatos e de ambiente quanto na quantidade, e uma das tarefas
deste profissional tem sido elaborar formas de viabilizar o uso desta informação.
Os programas de Pós-graduação nas universidades contribuem com produção
das dissertações e teses que formam parte da coleção das bibliotecas
universitárias. Entretanto este tipo de material tem características peculiares que
dificultam o acesso. Assim proceder a estudo desta produção pode ser uma forma
a mais de maximizar o potencial desta coleção. Este trabalho analisa as
dissertações e teses sobre leitura, produzidas nos programas de Pós-graduação
comparando as áreas de Educação e Psicologia, apresentadas em quatro
Universidades paulistas (1990/1999), enfocando nível, título, autoria, tipologia,
temática, sujeitos, locais, materiais e delineamento. Os resultados indicam que a
produção brasileira de dissertações é numericamente superior à das teses. Os
títulos tendem a seguir os padrões esperados, em número de vocábulos. Na
autoria dos trabalhos predominou o gênero feminino. Nos trabalhos analisados
preponderam as pesquisas de campo. O tema mais pesquisado foi Ensino de
Leitura. Foram mais pesquisadas crianças, normais e sem especificação do
gênero e em grupos. As pesquisas tenderam mais a serem feitas no ensino
fundamental. Os testes/escalas e avaliação de leitura e outras habilidades e
material didático são os recursos mais utilizados. Os estudos de levantamento
predominam nas pesquisas educacionais analisadas.

INTRODUÇÃO
O século XXI, inaugurado recentemente, vem sendo marcado por
profundas mudanças. Witter (2002, p.213) destaca o impacto que todas estas
mudanças têm provocado na qualidade de vida humana, afirmando que a
... Ciência passou a ter um papel decisivo em todas as áreas de
atividade humana, afetando tanto a vida em sociedade como a
privada, embora nem todas pessoas percebam estas relações de
forma precisa.

�A ciência é produto da pesquisa. A geração de novos conhecimentos
científicos depende de condições definidas previamente. Meadows (1999) sugere
que, para a realização da pesquisa científica exige-se alto nível de conhecimento
especializado, obediência aos padrões apropriados de competência dos
envolvidos no processo e ainda, conforme propõe Buriti (1999), demanda senso
de observação, olhar crítico, análise apurada por meio de investigação
apropriada, gerando assim novas contribuições. Conclui afirmando que produzir
Ciência é realizar e divulgar pesquisas.
Diante da competitividade por novos avanços científicos, exigências de
inovação dos produtos no cenário científico e tecnológico, os governos de todos
os países, gradualmente perceberam a necessidade de analisar criticamente suas
políticas científicas e tecnológicas, em função desta conjuntura, o que implica
dizer, na produção científica decorrente.
Na maioria dos países desenvolvidos o financiamento das atividades de
pesquisa e desenvolvimento é resultante da parceria do Setor Público e Privado.
(Domingos, 1999). Com esta parceria, as pesquisas produzidas devem
corresponder às expectativas do governo, da iniciativa privada, da própria
sociedade, com o apoio de todos os segmentos. (Buriti, 1999).
Portanto o desenvolvimento da ciência deve estar atrelado a sociedade,
contemplando fundamentalmente, a solução de seus problemas. (Buffren, 1996;
Freitas, 1998). Cabe à sociedade definir a ciência, que precisa e deseja, impondo
limites e orientações e objeções a tudo que ameaça a humanidade.(Miranda,
2002, p.90).
O mesmo parecer compartilha Domingos (1999) ao comentar que o avanço
tecnológico das últimas décadas teve forte impacto no estilo e qualidade de vida.
Chama atenção inclusive para o fato de que algumas descobertas foram
catastróficas, lembrando então que o desenvolvimento da ciência deve ser visto
com prudência, não desvinculado dos interesses da sociedade.
Nesta relação entre ciência e sociedade, há uma influência mútua e o
contexto sócio-histórico deve ser considerado nesta análise, como sintetiza Witter
(1999).
A ciência pode ser caracterizada como atividade institucional, produzida
normalmente, nos institutos de pesquisa e nas universidades, principalmente nos

�cursos de pós-graduação evidenciando estreito vínculo entre atividades de
pesquisa e programas de pós-graduação.
Uma das funções inerentes da ciência é disseminar conhecimento.
(Macias-Chapula, 1998), sendo este um de seus aspectos de maior visibilidade,
acrescenta Spinak (1998). Vários outros autores enfatizam isto, quando Buriti
(1999) e Lima (1999) afirmam que a pesquisa só cumpre sua efetividade, para
geração de conhecimento, para o avanço da ciência e da sociedade, quando
publicada.
A produção do conhecimento científico ocupa papel essencial na pesquisa,
um componente desse conhecimento é a literatura científica.
A literatura científica explicita a relação da ciência, pesquisa e produção do
conhecimento como partes essenciais do sistema científico.
As formas textuais da produção da ciência podem assumir formas distintas,
como: artigos, livros, teses e dissertações e para cada um destes corresponde um
discurso específico, dentro do discurso científico.(Domingos, 1999).
Com o crescimento desta produção, e de todos estes formatos e outros, o
bibliotecário enfrenta o grande desafio para a formação e desenvolvimento de
coleção, que como sugerem Levell e Myers (2003), as atividades do
desenvolvimento de coleção são atividades importantes e contínuas de todas as
bibliotecas, sobretudo neste momento, com a incumbência de disponibilizar tanto
os recursos informacionais: impresso como os recursos disponíveis on-line. Agee
(2003, p.137) ilustra esta situação, ao afirmar que “a seleção de materiais é o
coração da aquisição acertada, e a melhor maneira de construir uma coleção de
qualidade”.
Neste contexto torna-se oportuno realizar estudos de produção cientifica,
considerando o crescimento vertiginoso da literatura, que é produzida em todas
as áreas do conhecimento.
Assim buscou-se estudar a produção das dissertações e teses sobre
leitura, de quatro Instituições de Ensino Superior (IES) paulistas nos programas
de Pós-Graduação em Educação e Psicologia, abrangendo a década de 90

�(1990-1999). Tendo por objetivo a descrição desta produção científica quanto aos
aspectos do: nível do trabalho; título, autoria, tipo de trabalho, classificação
temática; tipologia dos participantes das pesquisas analisadas e locais de
pesquisa.

RESULTADOS

Cabe inicialmente quantificar o total de trabalhos analisados, conforme
apresentado na Tabela 1, sendo um montante de 122 dissertações e teses. As
IES com maiores produções foram: a USP com 41 e a PUC-SP com 38 trabalhos.
As dissertações e teses têm se caracterizado como importantes
contribuições para o conhecimento científico, sobretudo pelos temas enfocados,
atualidade e relevância da bibliografia, e rigor metodológico destas pesquisas.
Estes trabalhos possibilitam a verticalização do conhecimento. As teses são
particularmente importantes porque além de serem trabalhos originais, no sentido
de novidade, trazem diferenciais e inovação, por vezes relevantes. Os resultados
obtidos nesta variável estão disponíveis na Tabela 2, onde está explicitado que as
dissertações têm maior produção em três das IES estudadas e somente a USP
tem maior produção de teses. A figura 1 facilita a visualização destes resultados.
A média global do número de vocábulos do título, dos trabalhos analisados,
está dentro do número máximo de 12 vocábulos recomendado pela Ciência, em
suas representações como APA, Comissões de Eventos Científicos, entre outras.
A tipologia de análise quanto à autoria não se aplica ao presente estudo.
Entretanto, foi possível fazer outro tipo de análise, a saber, a que se refere ao
gênero dos autores. Esta tipologia tem menos pistas a oferecer quanto ao
desenvolvimento científico e tecnológico, mas pode apresentar um quadro
referencial da produção por gênero, fornecendo subsídios para a Psicologia da
Ciência e a Sociologia da Ciência.
A Tabela 3 apresenta os resultados relativos a Autoria na documentação
analisada, há o predomínio da presença feminina representado por 105 ou

�(86,1%) dos trabalhos, enquanto que o gênero masculino dispõe de 13 ou 10,7%
das dissertações e teses. Entre os autores cujo sexo não se identificou verificouse que há poucos casos, um total de quatro trabalhos (3,3%).
Estes resultados obtidos com relação à autoria são similares aos
registrados por outros estudos de produção científica, como os de Domingos
(1999), Lima (1999) e Oliveira (1999).
Os resultados do estudo de Lima (1999), enfocando a produção de teses
em Administração Escolar, permitem constatar que 54% trabalhos eram de
autoria feminina, contra 44% do gênero masculino; 2% não foi identificado. A
autora atribui este resultado como tendência mundial do mercado de trabalho,
pois o campo educacional é predominantemente feminino.
Pode-se levantar algumas hipóteses para explicar o fato do predomínio da
presença feminina, na produção de dissertações e teses sobre leitura, talvez seja
decorrente da própria área de conhecimento, ou seja Educação e Psicologia, que
são áreas em que há um maior número de mulheres atuando, o que é confirmado
pelos resultados de estudos anteriores. O predomínio feminino em algumas áreas
do

conhecimento,

como

Psicologia,

Biblioteconomia,

Enfermagem

e

Fonoaudiologia, conforme é destacado por Domingos (1999), pode significar
problemas na sua visibilidade enquanto área de conhecimento. Lima (1999)
chama atenção para o fato de que a presença masculina predomina na produção
de ciência no Brasil, como um todo, porém na área educacional verifica-se
maioria feminina, o que tem reforçado a discriminação e a desigualdade nas
oportunidades de trabalho.
O tipo de pesquisa utilizado na produção das dissertações e teses foi
variável de análise neste estudo, conforme expresso na Tabela 4. Os resultados
mostram predomínio da categoria Pesquisa de Campo, em todas IES estudadas
correspondendo a 78 trabalhos (=63,9%); o segundo posto coube ao Estudo
Teórico (17=13,9%), vindo imediatamente após a categoria Pesquisa de
Laboratório (16 trabalhos ou 13,1%), enquanto que Pesquisa Documental ocupou
última posição abrangendo apenas 11 trabalhos ou 9,0%.

�Em geral, a produção de dissertações e teses sobre leitura, nas IES
estudadas, não difere do resultado obtido por outros estudos nacionais. Deve ser
destacada a quase ausência de pesquisas de laboratório, com exceção de
pesquisas em Psicologia da USP. O predomínio cabe aos estudos de campo
seguidos de perto pelos estudos teóricos, a figura 2 traz a síntese totais por tipo
de pesquisa.
A leitura é um tema estudado nas diversas áreas do conhecimento
humano, como Psicologia, Educação, Letras, Fisiologia, Biblioteconomia,
Comunicação, Sociologia e outras.
Neste trabalho, a leitura foi estudada dentro de duas áreas: Educação e
Psicologia. As dissertações e teses foram analisadas em seis áreas temáticas,
tendo por referencial o Summary of Insvestigations Relating to Reading,
conforme distribuição obtida na Tabela 5
No total, o tema mais enfocado nos 122 trabalhos foi Ensino de Leitura
(65,6%), seguindo-se Preparo e Prática de Professores (18%); Sociologia da
Leitura com 10,7%; Leitura de Leitores Atípicos (3,3%), Produção Científica em
Leitura com 2,5% e nenhum trabalho na categoria Fisiologia da Leitura
O tema geral, de maior produção foi Ensino de Leitura, este resultado é
similar ao obtido por Oliveira (1999) que, na análise da produção em periódicos
especializados em Leitura, constatou que o tema de maior destaque foi Ensino e
Aprendizagem de Leitura, seguido por Alfabetização e Comportamento de Leitura.
.A temática Sociologia da Leitura tem sido tratada nas dissertações e teses
brasileiras, aspecto que Oliveira também levantou na sua pesquisa, como tema
bastante focalizado no periódico nacional, o mesmo não ocorrendo na produção
estrangeira.
Importa lembrar que pesquisas em Leitura, na ciência brasileira, ainda são
bastante incipientes. Estudos de produção científica neste tema são raros,
sobretudo pela baixa produtividade nacional e, quando acontecem, baseiam-se
em fontes estrangeiras, que possibilitam comparações com dados mais
expressivos. Para exemplificar tal estratégia, cita-se Oliveira (1999) que estudou a

�produção científica veiculada no periódico nacional especializado em Leitura
comparando-o com dois títulos estrangeiros. Como sintetiza Witter (1999, p.19)
"há muito que fazer, pesquisar e atuar..." para assegurar a formação do leitor em
todos seus níveis.
O local de pesquisa é uma variável especificada para a coleta de dados.
No âmbito das pesquisas em leitura, prevalecem as instituições de ensino, da préescola ao nível universitário.
Os resultados encontrados estão dispostos na Figura 4. O local de
pesquisa em maior quantidade de trabalhos foram às escolas de ensino
fundamental com 52,5% equivalendo a 64 trabalhos, seguida da categoria Não
Cabe 23% o que equivale a 28 textos; estabelecimentos de ensino superior em
11% (9). Vale destacar e comentar a falta de realização de pesquisas no Ensino
Médio nas dissertações e teses estudadas; assim este local deve ser alvo de
investimentos, tornando-se um campo potencial promissor para realização de
estudos futuros.
Em materiais de coleta de dados prevaleceu a categoria testes/escalas e
avaliação de leitura outras habilidades, seguida de material didático.
Shanahan (2002, p.23) lembra que "a pesquisa pode nos ajudar a pensar
mais eficientemente no ensino". O ensino é a aplicação prática dos resultados de
pesquisa. Espera-se que haja este relacionamento; as pesquisas podem
comprovar a efetividade das diversas tecnologias de ensino.
Cabe ainda lembrar que, embora no estudo se tenha buscado instituições
de mérito reconhecido, a produção ainda é pequena, o que limitou as
possibilidades de análise.
A escolha de Educação e Psicologia foi feita por serem áreas mais
preocupadas com a leitura, isto não quer dizer que não haja produção mesmo
nacional, dedicada à leitura, mas vinculada a outras áreas de conhecimento.
mostrou-se satisfatória, havendo progressiva concordância entre os analisadores.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os estudos de produção devem ser instrumentos capazes de fornecer um
quadro de referência do desenvolvimento científico da área estudada. Podem
informar acerca dos vários aspectos da pesquisa, bem como dos enfoques
teórico-metodológicos, das tendências temáticas e, sobretudo devem ser uma
síntese da ciência.
Neste novo milênio, há muito que fazer, pesquisar, aprimorar em termos de
avanços necessários para uma área tão prioritária como a leitura. Existe o grande
desafio a ser vencido, o analfabetismo, e, sobretudo, o desafio de tornar o homem
um leitor e um leitor proficiente.

REFERÊNCIAS

AGEE, J. Selecting materials: a review of print and on-line resources. Collect.
Build., v.22, n.3, p. 120-130, 2003.
BUFREN, L. S. Linhas e tendências metodológicas nas dissertações do mestrado
em ciência da informação do IBICT - Universidade Federal do Rio de Janeiro
(1972-1995). In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
11, Curitiba, 1996, Anais ... 2 disquetes
BURITI, M. de A.. Produção científica em Periódicos de Psicologia do Esporte e
Educação Física – Prevenção.Campinas, 1999. Tese (Doutorado em Ciência).Instituto de Psicologia e Fonoaudiologia - PUC-Campinas. Campinas.
DOMINGOS, N. A. M. Produção científica: análise de resumos de dissertações
teses em Psicologia. Tese (Doutorado em Ciência).- - PUC-Campinas. Campinas
FREITAS, M. H. de O. Qualidade de dissertações de Biblioteconomia e
Ciência da Informação: objetivos e delineamento. Campinas, 1998. Dissertação
(Mestrado em Biblioteconomia. PUC-Campinas. Campinas.
LEVEL, A.; MYRES, S. Creating internal Web tools for collection development.
Collect. Build., v.22, n.4, p. 162-66, 2003.

�LIMA, M. F. de A psicologia em teses de Administração Escolar.Campinas,
1999. Tese (Doutorado em Ciência).- - PUC-Campinas.
MACIAS-CHAPULA, C. A. O papel da informetria e da cienciometria e sua
perspectiva nacional e internacional. Ci. Inf.,v. 27, n.2, p.134-40, 1998.
MEADOWS, A. J.. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
1999.
MIRANDA, E E. de. Harry Potter e o Genoma. Galileu., v.11, n.120, p.90, 2002.
OLIVEIRA, M. H. M. A.. Leitura e escrita: análise da produção com ênfase no
universitário. 1999Tese (Doutorado em Ciências). PUC-Campinas. Campinas.
SHANAHAN, T. What reading research says: the promises and limitations of
applying research to reading education. A. Farstrup, S. J. Samuels (eds.). What
research has to say about reading instruction. 3ed. Newark: IRA, 2002.
SPINAK, E. Indicadores cienciométricos. Ci. Inf., v. 27, n.2, p.141-48, 1998
WIENTRAUB, S. (ed.) Annual Summary Investigations relating to Reading.
Newark: IRA, 2000
WITTER, G. P. Alfabetização e leitura. inicial. In. G. P. Witter (org.) Leitura: textos
e pesquisas. Campinas: Alínea, 1999. Cap.4, p.58-66
WITTER, G. P. (org.) Produção científica sobre estresse e prevenção. In:
WITTER, G. P.(org.) Psicologia: Tópicos gerais. Campinas: Alínea, 2002
Cap.10, p.213-38

�APÊNDICE, TABELAS E FIGURAS
Tabela 1: Produção Nacional das Dissertações e Teses sobre leitura nas IES
paulistas: PUC-SP; PUC-Campinas, UNICAMP e USP (1990/ 1999)
Total PUCTotal PUCTotal
Total
Ano
Total USP
SP
Campinas
UNICAMP
Geral
14
1990
3
0
3
8
1991

2

0

4

4

10

1992

3

0

2

4

9

1993

6

2

2

2

12

1994

5

1

6

2

14

1995

7

2

4

6

19

1996

3

0

3

1

7

1997

3

4

1

3

11

1998

4

3

3

2

12

1999
TOTAL

2
38

1
13

2
30

9
41

14
122

Tabela 2 Nível do Trabalho nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUCCampinas, UNICAMP e USP
IES
PUC-SP

NÍVEL
Doutorado
Mestrado
F
%
F
%
6
15,8
32
84,2

Total
F
38

%
100,0

PUC-Campinas

1

7,7

12

92,3

13

100,0

UNICAMP

8

26,7

22

73,3

30

100,0

USP

28

68,3

13

31,7

41

100,0

TOTAL

43

35,2

79

64,8

122

100,0

�Doutorado

Nível do Trabalho

Mestrado

35
30
25

N° de
Trabalhos

20
15
10
5
0
PUC-SP

PUC-Campinas

UNICAMP

USP

IES

Figura 1: Nível do Trabalho nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUCCampinas, UNICAMP e USP

Tabela 3 - Autoria nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUCCampinas, UNICAMP e USP
Gênero
Autoria
Total
F
IES

F

M
%

F

N/I
%

F

%

F

%

PUC-SP

33 86,8

4 10,5

1

2,6

38 100,0

PUC-Campinas

12 92,3

1

7,7

0

0,0

13 100,0

UNICAMP

25 83,3

3 10,0

2

6,7

30 100,0

USP

35 85,4

5 12,2

1

2,4

41 100,0

Total

105 86,1

13 10,7

4

3,3

122 100,0

�Tabela 4 Tipo de Trabalho nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP,
PUC-Campinas, UNICAMP e USP
TIPO DE TRABALHO
PESQUISA PESQUISA
ESTUDO
PESQUISA DE LABORA- DOCUMENTEÓRICO DE CAMPO
TÓRIO
TAL
F
%
F
%
F
%
F
%
3
7,9
29 76,3
0
0,0
6 15,8

IES

PUC-SP
PUC-Campinas
UNICAMP
USP
TOTAL

TOTAL
F

%
38 100,0

0

0,0

10

76,9

2

15,4

1

7,7

13 100,0

11

36,7

15

50,0

4

13,3

-

0,0

30 100,0

3

7,3

24

58,5

10

24,4

4

9,8

41 100,0

17

13,9

78

63,9

16

13,1

11

9,0

122 100,0

Tipo de Trabalho

80
70
60
ESTUDO TEÓRICO

50

PESQUISA DE CAMPO
PESQUISA DE LABORATÓRIO

N° de Trabalhos 40

PESQUISA DOCUMENTAL
30
20
10
0
TOTAL

Figura 2: Totais dos Tipos de pesquisa nas dissertações e teses sobre leitura:
PUC-SP, PUC-Campinas, UNICAMP e USP

�Tabela 5 Classificação Temática Geral nas dissertações e teses sobre leitura: DAI, PUC-SP, PUC-Campinas,
UNICAMP e USP
CLASSIFICAÇÃO TEMÁTICA DO SUMMARY

IES

PREPARO E
PRODUÇÃO SOCIOLOLEITURA DE
ENSINO DA FISIOLOGIA
PRÁTICA DE
CIENTÍFICA
GIA DA
LEITORES
LEITURA DA LEITURA
PROFESSOEM LEITURA LEITURA
ATÍPICOS
RES
F

%

F

%

F

%

F

%

F

%

F

%

Total

F

%

PUC-SP

23

60,5

0

0,0

1

2,6

11

28,9

2

5,3

1

2,6

38 100,0

PUC-Campinas

10

76,9

0

0,0

1

7,7

1

7,7

1

7,7

0

0,0

13 100,0

UNICAMP

18

60,0

0

0,0

0

0,0

4

13,3

0

0,0

8

26,7

30 100,0

USP
TOTAL

29
80

70,7
65,6

0
0

0,0
0,0

2
4

4,9
3,3

6
22

14,6
18,0

0
3

0,0
2,5

4
13

9,8
10,7

41 100,0
122 100,0

�Classificação Temática

SOCIOLOGIA DA LEITURA

Temas

PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM
LEITURA
PREPARO E PRÁTICA DE
PROFESSORES
TOTAL

LEITURA DE LEITORES
ATÍPICOS

FISIOLOGIA DA LEITURA

ENSINO DA LEITURA
0

10

20

30

40

50

60

70

80

N° de Trabalhos

Figura 3: Totais na Temática geral pesquisada nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUC-Campinas, UNICAMP e USP

�Locais de Pesquisa

Sem especificar
Não cabe
Residência

Locais

Outra especifique
Laboratório
TOTAIS

Estabelecimento de ensino superior
Escola de ensino médio
Escola de ensino fundamental
Centro de educação infantil
0

10

20

30

40

50

60

70

N° de Trabalhos

Figura 4- Locais de pesquisa nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUC-Campinas, UNICAMP e USP

∗

carelliana@uel.br Universidade Estadual de Londrina – UEL. Departamento de Ciência da Informação. Campus Universitário, Caixa Postal: 6001 - 86.051990- Londrina – PR

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55482">
                <text>Coleção de dissertações e teses: contribuição das bibliotecas universitárias na construção do conhecimento científico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55483">
                <text>Carelli, Ana Esmeralda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55484">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55485">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55486">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55488">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55489">
                <text>O mundo contemporâneo apresenta cenário diversificado e desafios constantes para todas as profissões. No bojo destes desafios, os bibliotecários têm enfrentado uma produção de informação sem precedente, tanto na diversidade de formatos e de ambiente quanto na quantidade, e uma das tarefas deste profissional tem sido elaborar formas de viabilizar o uso desta informação. Os programas de Pós-graduação nas universidades contribuem com produção das dissertações e teses que formam parte da coleção das bibliotecas universitárias. Entretanto este tipo de material tem características peculiares que dificultam o acesso. Assim proceder a estudo desta produção pode ser uma forma a mais de maximizar o potencial desta coleção. Este trabalho analisa as dissertações e teses sobre leitura, produzidas nos programas de Pós-graduação comparando as áreas de Educação e Psicologia, apresentadas em quatro Universidades paulistas (1990/1999), enfocando nível, título, autoria, tipologia, temática, sujeitos, locais, materiais e delineamento. Os resultados indicam que a produção brasileira de dissertações é numericamente superior à das teses. Os títulos tendem a seguir os padrões esperados, em número de vocábulos. Na autoria dos trabalhos predominou o gênero feminino. Nos trabalhos analisados preponderam as pesquisas de campo. O tema mais pesquisado foi Ensino de Leitura. Foram mais pesquisadas crianças, normais e sem especificação do gênero e em grupos. As pesquisas tenderam mais a serem feitas no ensino fundamental. Os testes/escalas e avaliação de leitura e outras habilidades e material didático são os recursos mais utilizados. Os estudos de levantamento predominam nas pesquisas educacionais analisadas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68570">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5069" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4137">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5069/SNBU2004_158.pdf</src>
        <authentication>c971b22462ce313497cfb998ac098e9b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55535">
                    <text>ENSINO À DISTÂNCIA: COMO AS BIBLIOTECAS DO FUTURO PODEM
CONTRIBUIR PARA O APRENDIZADO DO ALUNO OFF-CAMPUS.
Andréa Pereira dos Santos∗
Suely Gomes∗∗

RESUMO
Discute a contribuição das bibliotecas do futuro para o Ensino à Distância. Definese o que se entende por ensino à distância e por bibliotecas do futuro: digitais,
virtuais e híbridas. Através da análise da literatura, tenta-se responder como as
bibliotecas do futuro podem contribuir para a formação do aluno off campus.
Conclui-se que apesar de mudar o modo como os serviços serão prestados o
trabalho do bibliotecário revela-se de significativa importância para o sucesso de
qualquer projeto pedagógico.
PALAVRAS-CHAVE: Ensino à Distância. Bibliotecas Híbridas. digitais e virtuais.
Bibliotecas e Ensino à Distância.

INTRODUÇÃO

As novas tecnologias da informação ampliaram as possibilidades de
comunicação entre os povos e nações. Acabaram-se as barreiras de espaço e
tempo. A informação chega ao receptor em qualquer lugar que este esteja.
Assim como a comunicação, a educação sofre também mudanças
significativas. Para se estar em uma faculdade não é mais preciso sair de casa.
Sua formação pode ser adquirida, bastando para isso um microcomputador,
conectado à rede através de linha telefônica e disposição para estudar.
A Internet revolucionou a educação, a comunicação e a informação.
Muitas escolas e faculdades usam a rede das redes para ampliar as
possibilidades de aprendizagem das pessoas. Pode-se buscar aperfeiçoamento,

�participando desde cursos simples, como utilização de um programa, até graus
mais elevados como a graduação e pós-graduação, sem sair de casa.
Depois dessa revolução, com a educação e a explosão de cursos via
Internet, percebeu-se uma preocupação quanto à qualidade desses cursos e
como estes oferecem informações complementares ao aprendizado dos alunos.
Ou seja, nos cursos comuns, presenciais, as pessoas que freqüentam uma
faculdade tem o direito de ter acesso a uma biblioteca. Então, os alunos de um
curso à distância também deveriam ter esse mesmo direito. Em outras palavras, a
instituição, tanto no caso do ensino presencial quanto no do ensino à distância,
tem a obrigação de oferecer condições adequadas para que aluno obtenha
sucesso no seu empreendimento, independente da natureza de seu vínculo com
a instituição.
Então a questão é: como? As bibliotecas sem paredes - sejam elas,
digitais, virtuais ou híbridas – têm sido apontadas como uma provável solução.
O objetivo do presente trabalho é, através da revisão da literatura, apontar
as contribuições das bibliotecas na formação do aluno off campus.

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

Ensino à distância é o termo utilizado para designar o método de instrução
na qual a interação entre aluno e professor ocorre de forma intermediada por
ferramentas tecnológicas, sejam convencionais (como correio, rádio, televisão)
sejam mais modernas como a Internet (NASCIMENTO TROMPIERI FILHO
(2002).
Holmber, citado por Belloni (1999), afirma que o termo
educação a distância cobre várias formas de estudo, em todos os
níveis, que não estão sob a supervisão contínua e imediata de
tutores presentes com seus alunos em salas de aula ou nos
mesmos lugares, mas que não obstante beneficiam-se do
planejamento, da orientação e do ensino oferecido por uma
organização tutorial.

�Ao contrário do que se possa imaginar, a institucionalização do ensino à
distância se deu em meados do século XIX nos Estados Unidos e Na Europa,
onde eram oferecidos, pelos correios, cursos de datilografia, taquigrafia, línguas
estrangeiras e instrução para adultos. O advento do rádio e da televisão
possibilitou a difusão e a diversificação dos cursos à distância por diversos
países.
No Brasil, os primeiros cursos à distância foram criados em 1904, “(...)
consagrados em 1939, com a criação do Instituto Monitor, e em 1941, com o
Instituto Universal Brasileiro” (Wilke).
Até recentemente, os cursos à distância eram depreciados, talvez por ter
se transformado em uma segunda oportunidade de estudos para aqueles que
fracassaram em uma instância escolar convencional. Transcorreram várias
décadas até que esta modalidade de ensino se estabelecesse como uma
modalidade de ensino competitiva (ABED).
Segundo a ABED, atualmente o ensino à distância não pode ser mais
reduzido aos cursos por correspondência (correios) ou à teleducação (rádio e
televisão).

Essa modalidade de ensino ganhou novas dimensões graças aos

sistemas integrados (computador, multimídia, redes locais, nacionais ou
internacionais, Internet e escolas virtuais) que viabilizam a autonomia do aluno em
relação a escolha do espaço e tempo para o estudo. Paralelamente, deixa de ser
visto como instrumento para resolver os problemas daqueles que não tinham
condições de freqüentar escolas convencionais e passa a ser uma opção para
assegurar melhores posições no mercado de trabalho, oportunizando o
aprendizado permanente e continuado, inclusive em nível de mestrado e
doutorado.
Enquanto que no exterior a concepção de universidade virtual ganhou força
na década de 701, no Brasil, esse movimento começa a ganhar impulso a partir
de 1996, com a reforma educacional promovida pela lei 9394/96 (LDB) (WILKE).

1

A Open University funciona desde 1971, na Inglaterra; a Universidade Nacional à Distância (Espanha) e a
Universidade Aberta (Portugual) foram fundadas em 1989.

�Além disso, o Conselho Nacional de Educação, através da Resolução no. 1,
de 3 de abril de 2001, estabelece as normas para funcionamento de cursos à
distância

nos

diversos

níveis:

fundamental,

médio,

técnico,

superior,

profissionalizante e pós-graduação. O trâmite para reconhecimento dessa
modalidade de ensino é o mesmo aplicável aos cursos presenciais.
Pesquisa

coordenada

por

Vianney

(apud

WILKE)

identifica

32

universidades que obtiveram autorização do MEC para atuarem em educação a
distância. Informa ainda que haviam 84.397 alunos matriculados em 60 cursos em
nível de graduação.
Como forma de garantir a qualidade, o MEC estabeleceu indicadores de
qualidade para a autorização de cursos de graduação à distância2. Assim, na
construção de um programa de graduação à distância, a instituição deverá, entre
outras medidas:
•

dispor de acervo atualizado, amplo e representativo de livros e periódicos,
acervo de imagens, áudio, vídeos, sites na Internet, à disposição de alunos
e professores;

•

adotar procedimentos que garantam o atendimento a cada aluno,
independente do local onde ele esteja (por exemplo: confeccionar
embalagens especiais para entrega e devolução segura dos livros,
periódicos e materiais didáticos);
Esses indicadores reforçam a necessidade de se pensar a infra estrutura

informacional de apoio aos alunos off campus.

BIBLIOTECAS DIGITAIS E VIRTUAIS E BIBLIOTECAS HÍBRIDAS
As bibliotecas, como organismos sociais e, portanto, reflexos de seu
contexto histórico social, sofreram, ao longo de suas existências, alterações
2

Para cursos de nível fundamental e médio, inclusive técnico, esses indicadores são definidos pelos Conselhos
Estaduais de Educação, órgãos responsáveis pela normatização, autorização e supervisão desses níveis de ensino
(conforme Decreto 2.561, de 27 abril de 1998).

�substanciais nas suas concepções. Cunha (2000, p. 75) identifica 4 etapas da
evolução

das

bibliotecas:

a

era

da

biblioteca

tradicional;

a

biblioteca

automatizada; a biblioteca eletrônica; a biblioteca digital e a biblioteca virtual

(fig.1)

Ohira e Prado (2002) caracterizam os três primeiros momentos da seguinte
forma:
•

No primeiro momento, tem-se uma biblioteca tradicional com seu espaço físico
bem delimitado, com seus serviços e produtos de forma mecânica (...). A
revolução na biblioteca aconteceu com a introdução dos catálogos em fichas e
o abandono do catálogo sob forma do livro. Esta etapa compreende de
Aristóteles até o início da automação em bibliotecas.

•

No segundo momento, a biblioteca contemporânea utiliza a tecnologia dos
computadores nos seus serviços meios e fim, considerados os primeiros
passos rumo à biblioteca eletrônica (...). Com o acesso on-line aos bancos de
dados por meio dos processos de recuperação e disseminação da informação.

•

Em terceiro momento, a biblioteca contemporânea utiliza a informação no
suporte digital com o advento do suporte em CD-ROM. Com o surgimento da

�Internet, a biblioteca ganha nova dimensão: deixa de ter somente um espaço
físico e ganha um novo espaço - o ciberespaço.
Neste terceiro momento da evolução das bibliotecas, ocorre uma confusão
terminológica. Tanto na literatura nacional quanto na internacional, não existe
consenso sobre a definição de biblioteca digital, eletrônica e virtual (OSHIRA;
PRADO, 2000). Alguns autores utilizam esses termos como sinônimos. Cunha
(1999) esclarece que o termo “biblioteca eletrônica” é o preferido dos britânicos
para se referirem à biblioteca digital e biblioteca virtual.
Para Marchiori (1997) e Cunha (1999) a biblioteca digital difere das demais
porque a informação que ela contém existe apenas na forma eletrônica, podendo
ser acessada em qualquer lugar por meio de redes de computadores.

Já

biblioteca virtual é conceituada como um tipo de biblioteca que para existir
depende da tecnologia da realidade virtual, i.e, de aplicação de programas que
simulem estruturas físicas da biblioteca (andares, salas, estantes), ordenando os
recursos de informação que ela contém. Para Macedo &amp; Modesto (1999, p. 52), a
biblioteca virtual é “mais uma ambiência da realidade não presencial, depende de
recursos mais complexos”. Assim, a maioria das bibliotecas denominadas virtuais
trata-se de bibliotecas eletrônicas.
Não cabe a esse trabalho tentar diferenciar todos esses tipos de
bibliotecas, mas sim apontar a importância delas no suporte a educação à
distância. Para facilitar o estudo chamaremos esse grupo de bibliotecas virtuais e
digitais.
Além desse grupo ainda existe um segundo tipo de biblioteca chamada
híbrida. Ohira e Prado (2002) definem biblioteca híbrida como uma fase de
transição da biblioteca tradicional para a digital. Garcez e Rados (2002), afirmam
que a
biblioteca híbrida é designada para agregar diferentes tecnologias,
diferentes fontes, refletindo o estado que hoje não é
completamente digital, nem completamente impresso, utilizando
tecnologias disponíveis para unir, em uma só biblioteca, o melhor
dos dois mundos (o impresso e o digital)

�Esses diferentes tipos de formatos de acesso à informação permitem ao
usuário várias maneiras em que ele pode conseguir a tal informação. Pois como
sabemos, por mais vasta que seja a gama de informações que conseguimos pela
Internet, pelas bibliotecas Virtuais e digitais, essas não substituem o livro
impresso. E é essa a vantagem de uma biblioteca híbrida, permitir que a
informação seja recuperada através de vários formatos. Uma vez que o universo
do mundo impresso ainda é maior que o do mundo virtual ou digital.
Independente da conceituação, observa-se que esses quatro momentos,
que caracterizam a história e a evolução das bibliotecas, deixam claro, que
apesar das mudanças, a função principal da biblioteca, seja ela com ou sem
paredes, continua sendo o de armazenar e disseminar a informação. O que na
verdade muda é a forma como armazenamos e disseminamos tais informações.
Hoje, mais fácil e rápido do que antigamente. Apesar de ainda passarmos por
problemas com a grande explosão informacional. Onde temos desde problemas
como plágio até problemas com a falta de veracidade das informações.
Compete às novas bibliotecas organizar e fiscalizar as informações
pertinentes a área de atuação do curso, dando a estas, informações suporte
tecnológico que permita aos usuários uma interface amigável, clara e precisa.
Com isso, busca-se evitar pesquisas exaustivas e grande quantidade de
referencias com baixa precisão.

BIBLIOTECAS

DIGITAIS,

VIRTUAIS

E

HÍBRIDAS

NA

EDUCAÇÃO

À

DISTÂNCIA.
O trabalho das bibliotecas e consequentemente o trabalho do bibliotecário
no Ensino à Distância, ao contrário do que se possa imaginar, será ainda mais
necessário e de grande importância do que até mesmo o trabalho daquele
bibliotecário que atende aos seus usuários presenciais. Isto porque, seja a
biblioteca híbrida, virtual ou digital, o bibliotecário terá de fazer todo trabalho de
operação de busca, recuperação (ir à estante, tirar cópia, escanear ou enviar pelo

�correio etc.). Com isso quebra aquela idéia de que o usuário não dependerá mais
do bibliotecário.
Nas bibliotecas essencialmente digitais ou virtuais, os bibliotecários devem
organizar as informações de maneira amigável e facilitada aos usuários. E estar
sempre conectado à Internet pronto para responder questionamentos dos
usuários e indicar, sempre que necessário, páginas da Web ou locais onde
podem ser acessadas informações, as quais, não estão disponíveis na biblioteca
virtual/digital ou híbrida da sua instituição de Ensino à Distância.
Rodrigues citado por Blattmann e Belli (2000), afirmam que
é comum a todas (bibliotecas digitais, eletrônicas e virtuais), a
ênfase colocada no acesso remoto ao conteúdo e aos serviços
das bibliotecas e outras fontes de informação, na possibilidade de
reproduzir, emular e ampliar os serviços das biblioteca
tradicionais, aproveitando as potencialidades do armazenamento
e comunicação digitais para desenvolver serviços mais
personalizados e amigáveis, para promover o acesso e utilização
de informação multimídia e reduzir as barreiras de distância
(geográfica e organizacional) e tempo noa acesso à informação.

Então seja ela qual for, a biblioteca deve respeitar essas características
citadas acima por Rodrigues, para que assim o ensino à distância não seja
frustrante para o aluno acima de tudo e com isso buscando atender
exclusivamente as necessidades do usuário. Garcez e Rados (2002) afirmam
que:
que os bens e serviços oferecidos aos usuários devem ser
integrados (biblioteca híbrida) proporcionando a flexibilização
necessária para a oferta de serviços de qualidade, que agreguem
valor, adaptados à diversidade de usuários e diferentes locais
para viabilizar o produto, com foco no cliente, já que cada pessoa
ou grupo tem uma diferente necessidade de informação. E este o
papel destas bibliotecas: identificar pequenos grupos de usuários
e oferecer serviços mais especializados de valor agregado, com
grande flexibilidade e criatividade em sua realização e forma, por
meio do diagnóstico do que o usuário deseja, realizado de forma
continuada.

A biblioteca que tem como dever dar suporte ao ensino á distância deve
oferecer serviços ao usuário de maneira que este possa se sentir como se

�estivesse sendo atendido na própria biblioteca. Como ser isto possível? Em um
primeiro momento poderia criar um serviço de consulta de referência em que o
bibliotecário estivesse conectado em um chat, sendo possível assim esclarecer
maiores dúvidas a respeito do sistema e também esclarecer ao usuário como ele
pode adquirir algumas informações.
Deve ser disponibilizado ao usuário a troca de informações via email e
também por telefone e as informações contidas no site devem ser interativas e de
fácil acesso. Pois como dito por Garcez e Rados (2002), "quanto maior a
habilidade de flexibilização, maior será a satisfação do cliente, uma vez que a
biblioteca estará excedendo as suas expectativas".
Pensando assim, chega-se a conclusão que a melhor biblioteca para
atender a essa flexibilização seria a biblioteca híbrida pois ela é, segundo Garcez
e Rados (2002),
designada para agregar diferentes tecnologias, diferentes fontes,
refletindo o estado que hoje não é completamente digital, nem
completamente impresso, utilizando tecnologias disponíveis para
unir, em uma só biblioteca, o melhor dos dois mundos (o impresso
e o digital).

Então como funcionaria o acesso a informações por alunos off-campus?
Garcez e Rados (2002), propõem um processo para atender tais alunos o
processo seria:
Acesso à informação, para o usuários off-campus, inicia-se via Internet,
correio eletrônico, telefone e fax, ou mesmo localmente em bibliotecas
consorciadas; o usuário efetua a busca por informação, que pode ser por
meio de acesso às bases de dados, como biblioteca híbrida (digital e
local), isto é, fontes internas e/ou catálagos Opac local (Online Public
Access Catalogue) (telnet/web) e Copac (Curl Online Public Access
Catalogue), recursos remotos da Web e canais informais, que estão
disponibilizados no home site das bibliotecas acadêmicas; escolhe a(s)
base(s) e efetua a pesquisa; obtém a informação, se estiver
disponibilizada, e/ou solicita a informação; se a informação não for
relevante, reinicia a pesquisa.

O documento do Guidelines for Distance Learning Library Services arrola
ainda alguns serviços essenciais que a biblioteca deve oferecer ao aluno offcampus:

�-serviços de referência;
-serviços bibliográficos e informacionais baseados em computador;
-acesso confiável, rápido e seguro às redes da instituição e outras, inclusive à
Internet;
-serviços de orientação;
-programa de instrução ao usuário destinado a habilitá-lo a usar com
independência recursos informacionais ao mesmo tempo em que satisfaz as
necessidades de alunos e professores dos programas à distância;
-auxílio com equipamento e midia não-impressa;
-acordos para empréstimos entre bibliotecas respeitando as práticas de "fair use"
da lei de copyright;
-serviço de entrega rápida de documentos tais como transmissão eletrônica e
malotes;
-accesso a serviços de reserva de materiais, respeitando as políticas de "fair use"
-horários adequados de serviços, tendo em vista maximizar oportunidades de
acesso pelos usuários;
-promoção de serviços bibliotecários para a comunidade dos cursos à distância,
incluindo políticas documentadas e atualizadas, regulamentos e procedimentos
para o desenvolvimento sistemático da administração dos recursos.
Apesar de Muller (2000), acrescentar que recomendações
estão

longe

da

realidade,

as

bibliotecas

podem

procurar

ainda

atender

as

recomendações mais desejadas pelos alunos off-campus. Como fazer isso?
Através de um planejamento bibliotecário unido ao estudo de usuários e adaptar
cada serviço à realidade da instituição. O que não se pode deixar nunca de lado é
a opinião do usuário, que é nosso objetivo final: atende-lo cada vez melhor.
Pela leitura feita em diversos artigos, acredita-se que a melhor
biblioteca a contribuir para ensino à distância seria a biblioteca híbrida que é a
mistura da biblioteca tradicional com a biblioteca digital. Isso porque, como já
afirmado anteriormente, a biblioteca Híbrida possui o melhor dos dois mundos. Já
que a realidade impressa impera sobre a digital e virtual.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como vimos, existem várias maneiras de aliar qualidade com comodidade;
ou seja, as novas tecnologias de informação e comunicação permite que
troquemos, enviemos e armazenemos informações em tempo real. O que resta
então, é podermos trabalhar de forma conjunta de modo a oferecer ao nosso
usuário a opção mais fácil, eficaz e eficiente do usuário conseguir o que quer.
É importante que saibamos administrar bem nossa biblioteca, seja ela
virtual, digital ou híbrida, para oferecer condições favoráveis ao ensino à
distância. Administrando-a bem, oferecendo serviços que satisfaçam às
necessidades dos usuários, conseqüentemente contribuiremos para um ensino de
qualidade e facilitaremos o acesso a informação.
O Guidelines for Distance Learning Library Services citado por Mueller
(2000) acrescenta ainda que
Os recursos e serviços bibliotecários nas instituições de ensino
superior devem satisfazer as necessidades de todo o corpo
docente, discente e técnico, onde quer que esses indivíduos
estejam localizados, seja no campus universitário principal, fora do
campus, em programas de ensino à distância ou extensão ou
quando não há nenhum campus; em disciplinas cursadas por
créditos ou não; em programas de educação continuada; em
disciplinas presenciais ou transmitidas eletronicamente; ou
qualquer outro meio de educação à distância.

É conveniente ressaltar as dificuldades para implantação de um serviço de
bibliotecas para o ensino à distância: colaboração entre as instâncias da
universidade, ou seja, nem todos os departamentos estão preparados para
atender os alunos off campus; infra estrutura tecnológica e humana para manter e
desenvolver o sistema. Nas universidades públicas a questão pessoal é uma das
maiores dificuldades, pois, com atendimento online, o prestador de serviço deve
fazer inclusive o papel que seria do aluno: tirar cópia, selecionar textos, folhear
livros etc.

�Cabe, então, aos coordenadores destes cursos estudarem a melhor
maneira, o melhor serviço e também o melhor tipo de biblioteca capaz de atender
a tais necessidades de informação.

DISTANCE TEACHING: AS THE FUTURE LIBRARIES CAN CONTRIBUTE TO
THE STUDENTS OFF CAMPUS
ABSTRACT
It discusses the contribution of future libraries for the distance teaching. It is
defined that understand for the distance teaching and the future libraries: digital,
virtual and hybrid. Through the analysis of the literature, It tries to answer as the
libraries of the future can contribute for the student's off campus formation. It is
ended that will be rendered the librarian's work in spite of changing the way as the
services is revealed of significant importance for the success of any pedagogic
project.
KEY WORDS: Distance teaching. Libraries: hybrid, digital and virtual. Libraries
and distance teaching.
REFERÊNCIAS
BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância. São Paulo: Autores associados,
1999.
BELLONI, Maria Luiza. Ensaio sobre a educação à distância no Brasil. Educ.
Soc., v.23, n.78, p.117-142, Abr. 2002.
BLATTMANN, Ursula; BELLI, Mauro José. As bibliotecas digitais na educação à
distância: revisão de literatura. Revista online Bibli. Prof. Joel Martins, Campinas,
v. 2, n. 1, out. 2000.
GARCEZ, Eliane Maria Stuart; RADOS, Gregório J. Varvakis. Biblioteca híbrida:
um novo enfoque no suporte à educação a distância. Ciência da Informação,
Brasília, v. 31, n. 2, p. 44-51, maio/ago. 2002.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA IBICT. Biblioteca Digital Brasileira: programa de implantação biênio 2001-2002.
disponível em: &lt;http//:www.ibict.br&gt;. Acesso em: 1 jan. de 2003.

�MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Universidade e informação: a biblioteca
universitária e os programas de educação a distância – uma questão ainda não
resolvida. Data Grama Zero – Revista de Ciência da Informação, v. 1, n. 4, ago.
2002. Disponível em: &lt;http//:www.dgzero.org/ago00/Art_01.htm&gt;. Acesso em: 1
jan. de 2003.
NASCIMENTO, Raimundo Benedito do; TROMPIERI FILHO, Nicolino. Correio
eletrônico como recurso didático no ensino superior: o caso da Universidade
Federal do Ceará. Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 02, p. 86-97,
maio/ago. 2002.
OHIRA, Maria Lourdes Blatt; PRADO, Noêmia Schoffen. Bibliotecas virtuais e
digitais: análise de artigos de periódicos brasileiros (1995/2000). Ciência da
Informação, Brasília, v. 31, n. 1, p. 61-74, jan./abr. 2002.
O QUE é Ensino a Distância?. Disponível em: &lt;http//:
http://www.ceset.unicamp.br/servicos/ensdis&gt;. Acesso em: 01 fev. 2003.
SOBRE a Educação à Distância. Disponível em:
&lt;http//www.unp.br/campusvirtual/OQUEEAD.ASP&gt;. Acesso em: 01 de fev. 2003.
BRASIL. Ministério de Educação. Secretaria de Ensino à distância. Indicadores de
qualidade para cursos de graduação à distância. Disponível em
http://www.webschool.com.br/ead_regulamentacao_05.php3. Acessado em 10
Jun. 2004
WILKE, Juliana. Estudo faz censo do ensino à distância. EAD Notícias.
Disponível em
&lt;http://www.rj.senac.br/psenac/ead/portalcte/areas/estudo%20faz%20censo.htm&gt;
Acessado em 10 Jul 2004.

∗

Bibliotecária Coordenadora da Biblioteca Jorge Félix de Souza do Centro Federal de Educação
Tecnológica de Goiás - Rua 75 no. 46 Setor Central - Goiânia Go - CEP 74055-110 – Brasil –
Fone : (62) 212-5050 ramal 106 andreaps@cefetgo.br
∗∗
Professora Doutora do Curso de Biblioteconomia da Faculdade de Comunicação e
Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás - Campus II Samambaia. CEP 74000 -000 –
Brasil – Fone: 521 1335 suely@facomb.ufg.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55509">
                <text>Ensino à distância: como as bibliotecas do futuro podem contribuir para o aprendizado do aluno off-campus.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55510">
                <text>Santos, Andréa Pereira dos; Gomes, Suely</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55511">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55512">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55513">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55515">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55516">
                <text>Discute a contribuição das bibliotecas do futuro para o Ensino à Distância. Define-se o que se entende por ensino à distância e por bibliotecas do futuro: digitais, virtuais e híbridas. Através da análise da literatura, tenta-se responder como as bibliotecas do futuro podem contribuir para a formação do aluno off campus. Conclui-se que apesar de mudar o modo como os serviços serão prestados o trabalho do bibliotecário revela-se de significativa importância para o sucesso de qualquer projeto pedagógico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68573">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5072" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4140">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5072/SNBU2004_159.pdf</src>
        <authentication>a89a3220e50be69d23aecbaedf47c1b8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55562">
                    <text>GESTÃO DA INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECA NILO PEÇANHA DO CEFET/PB:
PROPOSTA DE CRIAÇÃO DE UMA BIBLIOTECA DIGITAL

Beatriz Alves de Sousa∗

RESUMO
Trata-se da proposta de criação de uma biblioteca digital no Centro Federal de
Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB. Com objetivo de organizar e
disponibilizar no formato digital a produção intelectual da comunidade cefetiana
(Professores, Técnicos administrativos e Alunos). Propiciar consultas simultâneas e
unificadas dos conteúdos informacionais deste acervo, além de divulgar a produção
técnica e científica da Instituição. Estando as informações armazenadas
eletronicamente de forma digital, estas podem ser recuperadas facilmente para
atender a demanda, ser compartilhada ou reproduzida. Ademais, a difusão da
produção técnica e cientifica é de grande valia para os autores, haja vista a rapidez e
a facilidade com que estes trabalhos chegam ao público, concretizando o retorno do
esforço dispensado e sua valorização profissional.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca digital. Gestão da informação.

1 JUSTIFICATIVA
A quantidade e a diversidade de informações produzidas e suas tendências de
ampliação, no mundo moderno, tem obrigado as bibliotecas adotarem novas formas
de gerir seus trabalhos, associando aos conhecimentos técnico e administrativo as
novas tecnologias de informação, com a finalidade de se adequar a este novo
paradigma.
Atentas ao novo contexto e com o compromisso de oferecerem um serviço de
qualidade, as bibliotecas têm gerenciado seus recursos informacionais visando ao
uso das informações com critérios bem definidos de seleção e análise das mesmas,
daí a importância de iniciativas que Integrem, de forma consistente e padronizada, os

�acervos de documentos existentes na biblioteca presencial (mídia impressa) e mídia
eletrônica, utilizando-se dos recursos tecnológicos e suas aplicações.
As novas tecnologias da informação, incluindo catálogo on-line, bases de
dados, CD-ROM, recursos de multimídia e, mais recentemente, a revolução causada
pela Internet, têm proporcionado novas perspectivas para bibliotecas, uma vez que
promovem a disseminação e o intercâmbio das informações acumuladas, de forma
simultânea, interativa e com um alto grau de velocidade, podendo, ainda, reproduzilas quantas vezes forem necessárias.
Freund (1982) apresenta três aspectos que caracterizam os benefícios das
novas tecnologias nos serviços de informação, “novas formas de comunicação;
aproximação da ciência com a tecnologia e aumento da capacidade intelectual do
homem”.
Para Shimada (1992) “a introdução das novas tecnologias nos serviços de
biblioteca aperfeiçoariam a comunicação, aumentariam o aproveitamento das fontes
de informação, facilitariam o acesso à informação, assim como muitas outras
inovações”.
Shaw (1994 citada por Marchiori 1997), apresenta seis avanços para
bibliotecas produzidos pelas tecnologias e uso dos computadores, “as comunicações
em redes; as publicações eletrônicas; a hipermídia; o trabalho cooperativo; a
realidade virtual e os robôs de conhecimento” para a autora a Internet funciona como
canal de localização e recuperação da informação, auxiliando o bibliotecário a se
tornar um provedor da informação.
A Internet ensejou uma ampla difusão da informação. Supera os limites da
biblioteca seja físico ou geográfico, é de fato o principal meio de comunicação, e
suas tecnologias estão mudando a forma de circulação da informação no mundo. No
entanto, a grande quantidade de dados e informação disponíveis, a ausência de
organização e a falta de ordem na sua utilização, implicam falta de precisão e

�confiabilidade

das

informações

no

momento

de

sua

recuperação,

conseqüentemente, dificulta a realização de pesquisas de forma substantiva,
eficiente.
De acordo com Fernandez – Aballi (1999), o volume e a variedade de
informação manipulada pela rede constitui em falha na hora da busca, pois além de
faltar um tratamento técnico especifico, essas informações podem desaparecer da
rede sem deixar vestígio, basta para isso quem a colocou decidir eliminá-la ou trocar
a sua identificação. O autor chama atenção para relevância e pertinência das
informações em virtude dos mecanismos de busca ainda estarem compatíveis com
os padrões da informática e não com o conteúdo das informações.
Cronim e Mckim (1999), alerta para três problemas relacionados com
documentos disponíveis na Web “a legitimidade de autoria, a dificuldade de
estabelecer autenticidade e a vulnerabilidade das informações”. Para os autores
Pohlmann filho; Campos, Raabe (2003), o fato do volume de informação acessível
pela Internet crescer exponencialmente, impossibilita a sua organização e mesmo a
utilização de potentes indexadores não têm sido suficientes para busca de
informação desejáveis a uma pesquisa.
A informação disponibilizada, na Internet, além de não seguir nenhum critério
de ordenação, trata de uma infinidade de temas, sob diferentes enfoques, registrados
em diferentes idiomas o que para os autores Marcondes e Sayão (2002)
representam problemas para sua recuperação, ademais os mecanismos de busca
indexam de forma automática extraindo palavras e adicionando isoladamente junto
da página em uma base de dados de consulta sem se preocupar com interrelacionamento das páginas que formam os sites. “Os programas-robôs dos
mecanismos de busca só enxergam páginas HTML estáticas quando fazem sua
rotina de indexação, deixando de considerar grande quantidade de informação sob a
forma de registros contidos em bases de dados disponíveis na internet.”

�Diante destes fatos, uma quantidade enorme de informação contida na
Internet torna-se invisível e deixa de ser recuperada.
Seguindo este pressuposto, recuperar com eficiência as informações contidas
na Internet representa um grande desafio a ser enfrentado pelos núcleos
processadores de informação. Para Barker (1994 citado por Rosetto, 2002), a
proposta de construção de bibliotecas eletrônicas, virtuais e digitais entre outros
estudos representa bases eficientes para bibliotecas solucionarem estes problemas e
consolidarem suas funções.
Com o objetivo de expandir e aperfeiçoar os serviços de informação
oferecidos pela Biblioteca Nilo Peçanha – CEFET/PB e torná-los convenientes a
seus usuários, apresentamos esta proposta, que visa à criação de uma biblioteca
digital seu propósito é disponibilizar para os usuários desta biblioteca, a produção
intelectual da comunidade cefetiana (Professores, Técnicos administrativos e Alunos)
para o uso local ou reprodução por meio eletrônico.

2 CONCEITOS
A biblioteca digital é mais um subsídio à pesquisa e traz possibilidades de
convergências dos registros impressos x digitais
Segundo Marchiori (1997), a biblioteca digital se difere das demais porque
suas informações existem somente de forma digital, podendo residir em meios
diferentes de armazenagem, como as memórias eletrônicas (disquetes, winchester,
CD´s, Internet, etc.). Desta forma, esta biblioteca não contém livros na forma
convencional e a informação pode ser acessada em locais específicos ou
remotamente, por meio de redes de computadores.
Lemos (1998), conceitua biblioteca digital como sendo

�uma biblioteca que teria, além do seu catálogo, também os textos dos
documentos de seu acervo, armazenados de forma digital, permitindo
sua leitura na tela de um monitor ou sua importação para um disco
rígido que funciona como porta de acesso à Internet, sem desprezar
toda uma gama de opções que o sistema de hipertexto poderá
oferecer em termos de interligações de sites na Internet.

A biblioteca digital consiste em uma coleção de diferentes tipos de materiais
(recursos) armazenados, processados e transferidos via digital. Oferece serviços e
referências que são entregues, em meio digital, a uma ou várias comunidades de
usuários, por meio de redes de computadores. É suportada por sistemas e normas
internacionais

que

promovem

o

acesso

universal

e

efetivo

ao

conteúdo.(FERNANDEZ – ABALLI 1999).
Sem a idéia de definir o que seja uma biblioteca digital, em virtude de sua
evolução no processo de desenvolvimento tecnológico, e da sociedade em geral;
lançamos mão destes conceitos para embasar o projeto de construção da Biblioteca
Digital do CEFET/PB.

3 OBJETIVOS
GERAL
•

Organizar e disponibilizar em formato digital, a produção intelectual da
comunidade cefetiana (Professores, Técnicos administrativos e Alunos).

ESPECÍFICOS
•

Digitar e digitalizar os documentos produzidos pela comunidade do CEFET/PB
e torna-los acessíveis aos usuários;

•

propiciar aos usuários consultas simultâneas e unificadas aos conteúdos
informacionais deste acervo;

•

divulgar a comunidade a produção técnica e cientifica da Instituição;

�•

divulgar projetos, em andamento, desenvolvidos pelo CEFET/PB;

•

proporcionar o acesso à base de dados e links que disponibilize informações
sobre a temática definida para esta biblioteca.

4 ESTRUTURA DA BIBLIOTECA DIGITAL
4.1 FICHA TÉCNICA
•

Denominação
Biblioteca Digital CEFET/PB (bdcefet/pb)

•

Pessoal
Um bibliotecário especializado em análise da informação.
Um técnico em informática e suas aplicações.
Um digitador.

•

Equipamentos
Um microcomputador.
Um scanner.
Uma impressora.

•

Comunicação
Conexão com a Internet – Intranet.
Endereço.

4.2 FORMAÇÃO DO ACERVO
1. Processar a coleção existente na biblioteca,
2. solicitar dos autores suas produções a fim de incluí-las no acervo,

�3. reunir informações relevantes e pertinentes à temática proposta e armazená-las
eletronicamente.
Como ainda não existe no Brasil uma lei que preveja, especificamente, as
questões de direitos autorais relacionadas com edição de documentos digitais, esta
biblioteca obedecerá aos seguintes critérios:
1. A reprodução de parte de obras ou até mesmo da obra completa só pode ser feita
se a obra tiver fins didáticos ou científicos como permite a lei vigente,
devidamente referenciada.
2. Quando houver necessidade de disponibilizar uma informação que estiver
impressa, mas, não digitalizada, é necessário solicitar autorização ou do autor ou
do responsável pelo site em que se encontra a informação.

Com relação ao processo de seleção da coleção
1. Saber identificar o padrão de qualidade do documento principalmente a
precisão e a credibilidade das informações contidas no documento;
2. saber identificar o valor das informações, distinguindo as informações de
caráter efêmero das informações de caráter duradouro;
3. dar preferência a uma coleção que estimule a formação do pensamento
crítico, em detrimento dos materiais que já trazem conceitos formados;
Com relação ao processo de análise conceitual
É a base do processo de recuperação da informação, consiste em determinar
o conteúdo temático e informativo do documento, de forma que atenda tanto ao
objetivo do sistema de informação, como às necessidades do usuário.
•

Identificação da temática do documento;

•

delimitação das idéias (geral principal e secundárias);

•

identificar todo assunto mencionado no documento;

�•

identificar os termos possíveis que interessem aos usuários do sistema de
informação;

•

condicionar a quantidade de descritores utilizados para representar o
documento com eficiência;

•

particularizar o máximo a informação, escolhendo os conceitos mais
específicos;

•

elaborar link (itens de ponderação) para que os usuários possam selecionar
os termos que sejam mais apropriados aos seus objetivos;

•

precisão, relevância das informações para atender as necessidades dos
usuários.
Com relação ao processo de digitalização
•

Definir o tipo de imagem;

•

definir o tamanho dos artigos;

•

definir a forma de armazenamento;

•

padronizar e estruturar os mecanismos de identificação e busca das
informações eletrônicas;

•

definir o protocolo de comunicação de busca, e.

•

criar a interface.

4.3 ARQUITETURA

A arquitetura da biblioteca digital do CEFET/PB será construída por técnicos
da área de informática que se preocupará com:
•

Padrões de metadados e protocolos usados,

•

linguagem,

�•

interface,

•

banco de dados e suas aplicações

•

divulgação (URL)

A Biblioteca digital do CEFET/PB (bdcefetpb) permanecerá em constante
construção e tem a preocupação de servir de ponto de acesso a um conjunto de
informações pertinentes aos interesses da comunidade cefetiana, em particular,
professores e alunos dos cursos tecnológicos.
O acervo será organizado de forma que seus usuários possam acessar
através da web, para consulta local e dawnload.
REFERÊNCIAS

CRONIM, Blaise; MCKIM, Geoffrey. Internet. In: A INFORMÁTICA: tendência para o
novo milênio. Brasília: IBICT, 1999. 210p. p. 63-79.
FERNANDEZ
–
ABALLI,
Isidro.
Biblioteca
digital.
Disponível
em:
&lt;www.unesco.gov/web Word/publicacons unisist_24_1 rtf &gt;.Acesso em: 20 jan. 2004
FREUND, George Eduardo. Impactos da tecnologia da informação. Revista Ciência
da Informação, Brasília, v. 11, n.2, p.17-22, set./dez. 1982.
LEMOS, Antonio Agenor Briquet de. Bibliotecas. In: CAMPELLO, Bernadete santos;
CAMPOS, Carlita Maria. Fontes de informação especializada: característica e
utilização. Belo Horizonte: UFMG, 1988.139p.
MARCHIORI, Patrícia Z. "Ciberteca" ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Revista Ciência da Informação, v. 26,
n.2, p. 115 - 124, maio/ago. 1997.
MARCONDES, Carlos Henrique; SAYÃO Luis Fernando. Documentos digitais e
novas formas de cooperação entre sistemas de informação em C&amp;T. Revista
Ciência da Informação, Brasília, v.31, n.3, p.42-54, set./dez.2002.

�POHLMANN FILHO, Omer; CAMPOS, Márcia de Borba; RAABE, André. Guia para
Criação de bibliotecas virtuais. Disponível em:
&lt;http://www.bibdigital.pucrs.br/bibdigital/acervo/kits/kitbd001.pdf&gt;..Acesso em: 20
jan. 2004
ROSETTO, Márcia. Uso de protocolo Z39.50 para recuperação de informação
em redes eletrônicas. Disponível em: &lt;http://www.bdt.org/bdt/avifauna/aves&gt;.
Acesso em: 22 jun. 2002.
SHIMADA, Anara Márcia Sizuko. Introdução às novas tecnologias, com enfoque
especial em videotexto. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação,
São Pulo, v.25, n.1/2, jan./jun.1992.

∗

Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB. Av. 1. º de Maio 720, Jaguaribe,
João Pessoa/PB - CEP 58015-430. e-mail: beatrizalvesjp@bol.com.br CRB4/1090

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55536">
                <text>Gestão da informação na Biblioteca Nilo Peçanha do CEFET/PB: proposta de criação de uma biblioteca digital.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55537">
                <text>Sousa, Beatriz Alves de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55538">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55539">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55540">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55542">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55543">
                <text>Trata-se da proposta de criação de uma biblioteca digital no Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB. Com objetivo de organizar e disponibilizar no formato digital a produção intelectual da comunidade cefetiana (Professores, Técnicos administrativos e Alunos). Propiciar consultas simultâneas e unificadas dos conteúdos informacionais deste acervo, além de divulgar a produção técnica e científica da Instituição. Estando as informações armazenadas eletronicamente de forma digital, estas podem ser recuperadas facilmente para atender a demanda, ser compartilhada ou reproduzida. Ademais, a difusão da produção técnica e cientifica é de grande valia para os autores, haja vista a rapidez e a facilidade com que estes trabalhos chegam ao público, concretizando o retorno do esforço dispensado e sua valorização profissional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68576">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5075" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4143">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5075/SNBU2004_160.pdf</src>
        <authentication>05f8b15f23d115d96b01b48d882bfd1b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55589">
                    <text>O USO DE CORES NO SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA
UNIVALI – SIBIUN: DANDO SENTIDO AO DESCONHECIDO
Cristiani Regina Andretti∗
Grazielle de Oliveira Gomes∗∗

RESUMO
A sobrevivência das bibliotecas e o efetivo exercício de suas atividades dependem
não somente de boas idéias sobre mudanças e inovações, mas de cuidadosa
atenção sobre como estas mudanças e inovações serão implementadas e
gerenciadas.Mudar, inovar e criar; devem somatizar às atividades já existentes nas
bibliotecas, implementando sempre rotinas facilitadoras para satisfazer as
necessidades informacionais dos usuários.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas e usuários. Bibliotecas – Sistemas de
comunicação. Cores. Classificação Decimal Universal. Desenvolvimento
organizacional. Criatividade. Conhecimento.

1 INTRODUÇÃO
A busca pela satisfação do usuário atualmente denominado, cliente, é
provavelmente uma das principais preocupações das bibliotecas, como também, a
busca pela excelência nos serviços oferecidos.
De fato, as bibliotecas, têm que se adaptarem às exigências de satisfação de
seus usuários, que muitas vezes são colocados numa posição passiva, se ajustando
aos serviços da biblioteca. Enquanto que os profissionais envolvidos na área de
informação, necessitam estar a par das diferentes propostas existentes nesse
sentido, de maneira a adequá-las aos recursos e serviços que disponibilizam.
A informação é considerada uma ferramenta extremamente valiosa e útil nas
tomadas de decisões e as bibliotecas estão muito preocupadas em tornar a
informação cada vez mais fácil e rápida de ser recuperada.

�As bibliotecas são consideradas instrumentos essenciais ao processo de
ensino e aprendizagem; propiciando às pessoas, a oportunidade de se prepararem
para conviverem na sociedade da informação, oferecendo oportunidades de
educação continuada e autônoma; possuindo um espaço físico que atraia e agrade
ao usuário; com um acervo formado por uma variedade de materiais; oferecendo
serviços que apóiam a aprendizagem dos conteúdos curriculares, preparando os
alunos a conviverem nessa sociedade tão competitiva.
Mesmo vivendo em uma época, na qual a tecnologia da informação vem
crescendo constantemente, a biblioteca tradicional ou convencional ainda existe e
continuará a existir, convivendo com as bibliotecas digitais e virtuais. Por isso é que a
biblioteca ainda se preocupa com o bem estar de seus usuários em seu ambiente
físico, tocável e com paredes. Este ambiente precisa ter um espaço bem planejado,
estruturado, que propicie abrigar os setores e as suas coleções com fácil localização.
Por isso a sinalização de uma biblioteca se faz necessário. Para

Figueiredo

(1991, p.108), a finalidade de um sistema de sinalização é o de minimizar a
frustração do usuário, oferecendo oportunidades de:
•

“Identificar e localizar a biblioteca (dentro de um campus).

•

Orientar os usuários para acesso e uso dos recursos
humanos.

•

Melhorar

a

acessibilidade

pelo

direcionamento

dos

usuários para este recurso tão eficientemente quanto
possível.
•

Identificar recursos, áreas de serviços, acomodações, de
tal maneira que sejam imediatamente reconhecidos.

•

Informar sobre os regulamentos, horários, fatos especiais.

•

Prover informação instrucional, quando necessária.

•

Notificar mudanças ou condições temporárias.”

�A comunicação visual é um fator importante para tornar o ambiente de uma
biblioteca ainda mais dinâmico, atraente e convidativo ao estudo e a pesquisa. Ela
envolve a sinalização da biblioteca, seus setores e serviços para orientar e dirigir os
usuários a localizarem o que procuram.
Segundo Figueiredo (1991, p. 109), um sistema de sinalização pode ser do
tipo:
•

“Orientação – quadros/gráficos que permitam ao usuário
orientar-se no ambiente físico (planta com relações
especiais)”.

•

Direcional – provê informação para pontos principais e,
passo a passo, para materiais e serviços.

•

Identificação – marca áreas, postos de serviços e salas,
com graduação nos tamanhos das letras conforme a sua
importância relativa.

•

Instrucional – explica procedimentos ou uso de materiais,
coleções, equipamentos; pode incluir quadros, notícias e
impressos; deve estar de acordo com a sinalização
permanente.

•

Condicional

ou

comportamento

reguladora
ou

especifica

–

regulamenta

horários

ou

o

outras

informações mutáveis (área de fumantes, alimentação).
Sinais proibitivos devem ser menos destacados e os
condicionais, de fácil atualização.
•

De

alerta

–

informa

sobre

acontecimentos,

como

exposições ou mudanças por curto período nas rotinas da
biblioteca. É preciso ter formato relacionado à sinalização
permanente.”

�2 SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UNIVALI – SIBIUN
As Bibliotecas encontram-se como um espaço de inter-relacionamento com a
comunidade em geral, corpo discente, corpo docente, técnicos administrativos,
dirigentes e demais funcionários. As bibliotecas dão apoio ao ensino, a pesquisa e a
extensão, como também, à disseminação da produção científica da universidade.
Devem proporcionar flexibilidade no uso do acervo de livros, periódicos, multimeios,
entre outros e, desenvolver a produção de eventos que vão de encontro à
comunidade em geral.
O Sibiun está vinculado diretamente a Proen – Pró Reitoria de Ensino – e é
composto por nove bibliotecas sediadas em diferentes municípios catarinenses,
devido ao modelo multi-campi adotado pela Univali.
Atualmente

as

bibliotecas

do

Sibiun

estão

reestruturadas

e

com

procedimentos e serviços padronizados, criando condições para promover a
interação de suas bibliotecas e colaboradores, adequação do suporte técnico e
informacional, como também, a distribuição de recursos financeiros; tudo isso, para
um funcionamento eficaz e eficiente das bibliotecas na busca pela excelência no
atendimento de seus usuários.

3 O SISTEMA DE CORES NAS BIBLIOTECAS DA UNIVALI

O Sistema de cores foi implantado nas Bibliotecas da Univali no segundo
semestre de 1999. Criado para minimizar as dificuldades que os usuários sentiam
diante da organização do acervo das bibliotecas, acervo este, considerado tão
distante e inacessível para quem necessita dele para pesquisas, estudos e leituras
diárias. Era preciso aproximar este acervo de seu público, tornando-o acessível,
tangível e acolhedor. Uma equipe de bibliotecários, profissionais e alunos de
relações públicas, foi formada para criar o Sistema de Cores. Foram dias estudando
e discutindo as possibilidades de aceitação e facilidades que as cores trariam para

�tornar acessível algo tão desconhecido para os usuários. Era preciso criar condições
de adaptação e flexibilidade, como também, buscar o aumento da eficácia nos
serviços prestados, desenvolvendo a capacidade de gerar resultados. Todo trabalho
realizado entre os membros da equipe, esteve alicerçado no conhecimento de cada
pessoa envolvida, juntamente com a criatividade de cada uma, para avançar na
qualidade da prestação de serviços.
Como a maioria das bibliotecas universitárias brasileiras, o Sibiun, também
organiza, a sua coleção de livros, periódicos, literatura cinzenta, multimeios, obras de
referência, entre outros, por meio do uso do Sistema de Classificação Decimal
Universal - CDU.
Procurando tomar soluções alternativas e minimizar a falta de conhecimento
dos usuários quanto a esta organização do saber e melhorar a acessibilidade aos
documentos, facilitando a sua identificação e localização nas estantes, adotou-se um
sistema de cores, procurando tornar uma interface amigável, para dar sentido e
significado a CDU, sistema este apenas conhecido pelos bibliotecários.
A organização do conhecimento sempre foi um fator importante para o ser
humano no decorrer dos tempos, pois, através dela o saber é utilizado e
disseminado.
E a Biblioteconomia na prática de seu trabalho, realizou esta organização do
conhecimento por meio do Sistema de Classificação Decimal de Dewey – CDD e do
Sistema de Classificação Universal – CDU. Estes sistemas de classificação
bibliográfica foram elaborados com os objetivos de organizar os acervos das
bibliotecas e facilitar o acesso dos usuários à informação contida nos mesmos. A
primeira classificação que surgiu foi a CDD, fundamentada na classificação de
Francis Bacon, com dez classes baseadas na divisão do conhecimento em três
grandes grupos: memórias, imaginação e razão. Depois, da CDD surgiu a CDU, no
final do século XIX, em Bruxelas. Foi criada pelo Instituto Internacional de Bibliografia
(IBB), atual Federação Internacional da Documentação (FID), construída também
sob os princípios da divisão científica do conhecimento. A CDU aumentou a

�capacidade de síntese, possibilitando representar assuntos complexos e de classes
diferentes por meio da combinação de sinais; incorporando o princípio de análise por
facetas, princípio este, que permite uma análise multidimensional dos assuntos.
Ambas as classes são fundamentadas numa organização lógico-hierárquica,
fazendo com que os documentos sejam alocados e separados, obedecendo às
diversas áreas de assuntos existentes e classificáveis através do uso de suas
tabelas.
A CDU é constituída por uma classe geral e nove classes especiais. Cada
classe principal, por sua vez, é subdividida em 10 classes. As suas subdivisões são
também, subdivididas em 10 classes, dando espaços para novos assuntos e
formando sucessivamente outras 10 classes, cada vez mais específicas.
O homem desde os tempos primórdios aplicou o uso de cores em suas
atividades, ambientes e criações. A cor tem a capacidade de captar rapidamente a
atenção e a emoção das pessoas para um objeto ou situação.
Então nas Bibliotecas do Sibiun as cores foram atribuídas a CDU, onde cada
área do conhecimento ficou representada por uma cor, como segue no quadro 1:

ÁREAS PRINCIPAIS DA CDU
0 Generalidades.

CORES APLICADAS
Laranja

1 Filosofia.

Roxa

2 Religião – Teologia.

Azul

3 Ciências Sociais.

Vermelha

5 Ciências Puras.

Preta

6 Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia.

Verde

7 Belas Artes. Divertimentos. Desportos.
8 Lingüística. Literatura.
9 Geografia. Biografia. História.
Quadro 1 – Áreas da CDU e as cores aplicadas a cada área.

Marrom
Bordô
Amarela

�O usuário quando chega à biblioteca com a sua necessidade de informação,
procura um terminal de computador para realizar uma consulta e localizar o que
precisa. O banco de dados da biblioteca, denominado eLISA apresenta ao usuário, a
descrição física do documento, número de chamada e a cor da área na qual a obra
está inserida, podendo assim, a obra ser localizada com facilidade entre as estantes
e em qualquer setor da biblioteca, devido ao fato de cada estante possuir uma placa
com a cor, representando uma das diversas áreas do conhecimento.
Na entrada de cada setor da Biblioteca, o usuário também encontra banners
ou placas, com todas as áreas gerais do conhecimento e suas respectivas cores,
proporcionado-lhe localizar a obra desejada, não o deixando “perdido”, direcionandoo a área do conhecimento que procura, disponibilizando toda uma estrutura que
permita-lhe o seu auto-serviço, não o fazendo perder tempo no encontro da obra
desejada.

4 DO VALOR AGREGADO À INFORMAÇÃO E AO CONHECIMENTO

Toda organização precisa da inteligência das pessoas e que estas, tenham a
liberdade para que o produto a ser produzido derive dessa inteligência e que se
maximize. Costuma-se dizer, que cada trabalhador, deverá adicionar valor ao
produto ou serviço que está desenvolvendo. Cada funcionário precisa ser visto como
uma unidade importante dentro da empresa, no que diz respeito ao processamento
das informações e conhecimento. Pode-se considerar que a grande meta da
administração será a de tornar o conhecimento produtivo e não algo que só poucos
tem acesso.
A gestão do conhecimento envolve: desenvolvimento, preservação, utilidade e
compartilhamento do conhecimento, para gerar novos conhecimentos e oferecer
vantagem na competição do mercado. O relacionamento entre as pessoas,
juntamente com suas idéias, é que criam estruturas para se expressarem. As

�pessoas são verdadeiros agentes de transformações, porque têm a capacidade de
agir numa grande variedade de situações, seja em uma empresa, universidade ou
biblioteca. De fato o conhecimento cresce ao ser compartilhado e utilizado. Se
alguém nos transfere conhecimento, nós ganhamos e a pessoa que nos transferiu
também. O conhecimento é duplicado, cria valor e apresenta ou ressalta aquilo que é
intangível, ou seja, as idéias, a comunicação, a criatividade, a habilidade, a
inteligência, o talento e o próprio conhecimento.
Atualmente em nossa sociedade, o valor não é medido a partir de recursos
físicos, mas sim da inteligência das pessoas e seus relacionamentos.

5 O USO DA CRIATIVIDADE

A criatividade é inerente ao homem em todas as suas expressões. Ela não se
manifesta apenas nas artes, nas invenções e na ciência. A criatividade se apresenta
nas várias atividades humanas, ela não depende somente dos fatores intrapessoais,
do próprio indivíduo, mas dos fatores extrapessoais, ligados à educação e a
sociedade, nas quais o indivíduo está inserido.
Criar significa discernir, fazer algo diferente, mudar, ter novas idéias. É através
da imaginação criadora que os objetivos começam a tomar forma. É a imaginação
que gera o desejo, o qual constitui o ponto de partida para a determinação do
objetivo.
Amabile (1999) considera que “para ser criativa, uma idéia deve ser
adequada, ou seja, útil e executável”. Ainda há uma visão errada por parte das
organizações em associar criatividade com originalidade artística, ou que mesmo a
criação seja exclusiva das áreas de marketing e pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D).
Pensar criativamente exige alguns aspectos:

�Expertise: Conhecimento técnico ou intelectual. Tudo o que um indivíduo sabe
e pode fazer em seu trabalho; a maneira de abordar os problemas e a
capacidade de juntar idéias existentes em novas combinações.
Raciocínio criativo: Determina a flexibilidade e a imaginação das pessoas nas
abordagens dos problemas. Porém, não pode ser praticado se não houver um
terceiro elemento: a motivação. Dentro das organizações, identificamos dois
tipos de motivação:
Motivação Extrínseca: Uma recompensa material, a organização paga o
indivíduo para ser criativo. O dinheiro é o elemento motivador, mas por si só não
faz com que os indivíduos se apaixonem pelo trabalho e que passem a vê-lo
como uma atividade interessante.
Motivação Intrínseca: Quando o indivíduo é motivado principalmente pelo
interesse, pela satisfação e pelo desafio, não por pressões externas.
Os indivíduos que se engajam em várias atividades criativas, relatam que
buscam este estado; chegando a tolerar a dor física ou psicológica, em sua busca.
Esta busca de concretizar um sonho, um desejo ou até um conforto através da
criatividade, é considerada uma batalha de sobrevivência.
As práticas gerenciais que estimulam a criatividade dividem-se em seis
categorias: desafio, liberdade, recursos, características dos grupos de trabalho,
encorajamento pela supervisão e apoio organizacional. Evidenciamos aqui o critério
“características dos grupos de trabalho” que se faz necessário ter conhecimento
aprofundado do elemento humano e toda a sua diversidade, suas atitudes em
relação aos demais colegas de equipe e aos processos de colaboração, o modo
como solucionam problemas e principalmente, o que os motiva.
De acordo com Kao (1998), a criatividade é a condição essencial para se
estabelecer uma estratégia; entendida aqui como o conhecimento que permite
chegar às novas formas de crescimento; deve ser estimulada em todos desde a alta
gerência a funcionários, clientes, fornecedores, entre outros.

�Podemos dessa forma salientar que o Sibiun procurou agregar valor com a
criação do Sistema de cores em suas bibliotecas, ou seja, uniu o conhecimento e a
criatividade de seus funcionários para criar este sistema, visando familiarizar os
usuários quanto ao uso do acervo das bibliotecas.
O Sibiun precisou mudar, inovar, fazer diferente; para ser diferente. Precisou
abandonar a sua postura tradicional na organização do acervo, unindo a CDU ao
Sistema de Cores para que as áreas do conhecimento se tornassem mais visíveis,
acessíveis e conhecidas dos usuários.
O que aconteceu foi unir idéias existentes em novas combinações, usando o
conhecimento e a criatividade para atender melhor aos nossos usuários.

6 CONCLUSÃO
O Sibiun está sempre buscando novas formas de atender aos seus usuários,
estando atento às necessidades informacionais dos mesmos, procurando conhecer
como esses usuários, buscam e localizam a informação desejada. E o Sistema de
Cores retrata essa preocupação, na qual utiliza as cores e as adapta a um sistema
de classificação tão complexo quanto a CDU procurando aproximar a coleção da
biblioteca de seus usuários.
As bibliotecas devem sempre inovar e para isso precisam trabalhar a
criatividade de seus profissionais, bem como, o mais valioso tesouro, o
conhecimento dessas pessoas, na qual, vão gerar boas idéias e essas vão gerar
mudanças, inovações e novos serviços; somando às atividades já existentes nas
bibliotecas, para atenderem e satisfazerem as necessidades informacionais dos
usuários.
REFERÊNCIAS
ALENCAR, Eunice S. A Gerência da criatividade. São Paulo: Makron-Books, 1996.

�BAIRON, Sérgio. Multimídia. São Paulo: Global, 1995.
BENÍTEZ, Zaíra Ramos. Intuição e criatividade no planejamento estratégico.
Disponível em: www.members.xoom.com/. Acesso em 8/12/99.
CHAUÍ, Marilena. Convite a filosofia. 9. Ed. São Paulo: Ática, 1997. 440 p.
CUNHA, Murilo bastos da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira
em 2010. Ciência da Informação. V. 29, n. 1, p. 71-89, jan./abr. 2000.
DICIONÁRIO de psicologia. São Paulo: Ática, 1998.
DIMENSÕES da criatividade. Porto Alegre: Artmed, 1999.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologias para a promoção do uso da
informação : técnica aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e
especializadas. São Paulo : Nobel, 1991. 144 p.
FOLLEDO, Manuel; CASTRO, Durval M. de. Gerenciando o conhecimento.
Disponível em: www.members.xoom..com/-xmcm/durvalcastro/conhecimento.
Acesso em: 14/12/99.
GALVÃO, Marcelo. Criativa mente. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1992.
JENSEN, Bill. O desafio da simplicidade. HSM Management, São Paulo, v. 2, n. 9, p.
24-30, 1999.
Kao, John. Criatividade: arte e disciplina. HSM Management, São Paulo, v. 1, n. 6, p.
76-82, 1999.
KIELGAST, Soeren; HUBBARD, Bruce A. Valor agregado à informação: da teoria à
prática. Ciência da Informação, v. 26, n. 3, p. 23-44, set./dez. 1997.
LUCAS, Clarinda R. A organização do conhecimento e tecnologias da informação.
Transformação. Disponível em: www.puccamp.br/~biblio/. Acesso em: 21/10/99.

�MABIELE, Teresa M. Como não matar a criatividade. HSM Management, São Paulo,
v. 2, n. 12, p. 110-116, jan./fev., 1999.
MENEZES, Estera Muszkat, CAMPOS, Liene. Classificação Decimal Universal :
CDU : Instruções e exercícios. Florianópolis : UFSC, 1987.
RECORDER, Maria J., ABADAL, Ernest, CODINA, Luís. Informação eletrônica e
novas tecnologias. São Paulo; Summus, 1995.
STRATTON, Peter, HAYES, Nicky. Dicionário de psicologia. São Paulo: Pioneira,
243 p.
SVEIBY, Karl E. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando
patrimônios de conhecimentos. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
TAKASHIMA, N. Tadachi. Era da gestão da sabedoria: modismo ou tendência da
qualidade para o próximo milênio? Disponível em:
www.unikey.com.br/clipping/dez9903.htm. Acesso em 13/12/99.

∗

andretti@univali.br Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI Campus Sede Rua Uruguai, 458 Caixa
Postal 360 CEP: 88302-202 Itajaí SC Brasil
∗∗
grazielle@univali.br Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI Campus Sede Rua Uruguai, 458
Caixa Postal 360 CEP: 88302-202 Itajaí SC Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55563">
                <text>O uso de cores no Sistema Integrado de Bibliotecas da UNIVALI – SIBIUN: dando sentido ao desconhecido.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55564">
                <text>Andretti, Cristiani Regina; Gomes, Grazielle de Oliveira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55565">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55566">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55567">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55569">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55570">
                <text>A sobrevivência das bibliotecas e o efetivo exercício de suas atividades dependem não somente de boas idéias sobre mudanças e inovações, mas de cuidadosa atenção sobre como estas mudanças e inovações serão implementadas e gerenciadas.Mudar, inovar e criar; devem somatizar às atividades já existentes nasbibliotecas, implementando sempre rotinas facilitadoras para satisfazer as necessidades informacionais dos usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68579">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5078" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4147">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5078/SNBU2004_161.pdf</src>
        <authentication>7b0b05d395d45cee55053a1a058df0ab</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55625">
                    <text>GESTÃO DO CONHECIMENTO: A MÁGICA DA EVOLUÇÃO
ORGANIZACIONAL: A EXPERIÊNCIA DE UM SISTEMA DE BIBLIOTECAS
Cristiani Regina Andretti∗
Márcia Regina Coelho∗∗
Patricia Becker Marques∗∗∗

RESUMO
O artigo relata a experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade
do Vale do Itajaí - Sibiun com a Gestão do Conhecimento. Apresenta o Programa
de Gestão do Conhecimento - Progecon implantado por bibliotecários do Sibiun; a
estratégia utilizada, os planos e processos direcionados para a administração do
capital intelectual nas bibliotecas, criando ações para gerar, mapear, organizar e
utilizar o conhecimento e a capacidade das pessoas em se comunicarem e
compartilharem o que sabem. Atualmente o Progecon também vem sendo
realizado num Ambiente Virtual de Aprendizagem onde seus colaboradores
desenvolvem atividades, trocam idéias e compartilham conhecimentos, pela
Internet, facilitando o contato entre os mesmos já que as bibliotecas do Sistema
estão separadas geograficamente, distribuídas nos campi de vários municípios
catarinenses, devido ao modelo multi-campi adotado pela Univali.
PALAVRAS-CHAVE: Conhecimento. Gestão do conhecimento. Bibliotecas
Universitárias. Mudanças. Recursos humanos. Trabalho em equipe.

1 INTRODUÇÃO

As organizações buscam, dentre tantas teorias administrativas, aquelas
que

possam

agregar

novos

paradigmas,

para

o

aperfeiçoamento,

desenvolvimento e enriquecimento de todas as pessoas envolvidas, sendo estas,
colaboradores e gestores, visando o desempenho das habilidades, competências
e do conhecimento.
Utilizada como um instrumento de políticas importantes, a Gestão do
Conhecimento - GC, exige pensamento e ação de gestores e colaboradores.
Lembrando sempre, que o gestor de pessoas, de posse do conhecimento
estratégico, conseguirá compartilhar com seus colaboradores, ferramentas

�importantes para a compreensão de qualquer processo de gestão e seu
funcionamento ordenado.
Quando fala-se em conhecimento, pode-se firmemente reportar-se a GC,
que surgiu no final da década de 80 e que desde então vem se modificando,
atrelando novos conceitos e valores, atingindo as organizações e seus
trabalhadores

conforme

as

mudanças

tecnológicas,

sociais,

políticas

e

econômicas.
Ao fazer uso da pragmatização do conhecimento, o gerente de idéias,
estará abrindo um cenário novo, de utilização da criatividade e do pensamento
alheio, proporcionando, uma abertura aos demais, para liberarem seus
conhecimentos, no único intuito de gerar resultados enxutos para a organização e
conseqüentemente melhorias aos colaboradores.
A GC é um conjunto de estratégias, planos e processos, direcionados para
a administração do capital intelectual, criando ações para gerar, mapear,
organizar, utilizar o conhecimento e a capacidade das pessoas em se
comunicarem e compartilharem o que sabem, incluindo a identificação do
conhecimento existente, criação de novos, manutenção, proteção e disseminação
desses conhecimentos.
O conhecimento é inato ao ser humano. É um fenômeno inerente às
pessoas e que todas a qualquer momento, terão capacidade de agregar na
empresa grandes idéias, atendendo única e exclusivamente, o bem estar de
todos, gerando qualidade, satisfação, motivação e produção.
Sabe-se que hoje, teoricamente falando, as empresas estão buscando
caminhos para a formação de equipes coesas, criativas, transparentes, sinceras e
inovadoras; com perspectivas de uma evolução humana. Sempre no sentindo de:
querer mais, aprender mais, saber muito e distribuir infinitamente.
Com a GC, nasce um novo gestor, com uma nova forma de ver; o grande,
a alma, o pensante e o resultado. Um gestor que estimule a colaboração e que
estabeleça um clima favorável à motivação, inovação, escuta, criatividade e

�feedback gerencial.
A infra-estrutura, tão básica, porém tão necessária, deve ser levada em
conta, quando se pretende desenvolver um plano de GC. Não deixando de citar, a
existência de uma formação condizente, sobre cultura organizacional, gestão de
pessoas, sensibilidade humana, relacionamento interpessoal e conhecimento.

2 TRANSFORMANDO AS PESSOAS EM VERDADEIROS TALENTOS
O Sibiun está vinculado diretamente a Proen - Pró Reitoria de Ensino - e é
composto por nove bibliotecas sediadas em diferentes municípios catarinenses,
devido ao modelo multi-campi adotado pela Univali.
Atualmente as bibliotecas do Sibiun estão reestruturadas e com
procedimentos e serviços padronizados, criando condições para promover a
interação de suas bibliotecas e colaboradores, adequação do suporte técnico e
informacional, como também, a distribuição de recursos financeiros; tudo isso,
para um funcionamento eficaz e eficiente das bibliotecas na busca pela
excelência no atendimento de seus usuários.
O Programa de Gestão do Conhecimento - Progecon teve início em 2001,
e surgiu da necessidade das Bibliotecas do Sibiun inovarem; com a preocupação
de gerar, organizar, mapear, utilizar e compartilhar o conhecimento nelas
gerados. Como uma biblioteca é uma organização formada por pessoas com
conhecimentos diversificados, procurou-se aumentar a interatividade e o trabalho
interfuncional entre as mesmas e seus colaboradores, para transformar o
conhecimento individual em coletivo ou organizacional.
O Progecon possui uma Comissão, formada por bibliotecários, que
gerencia a GC no Sibiun. No início da criação desse programa, a Comissão ficou
responsável em desenvolver atividades, leituras e estudos acerca do tema em
questão.
A Comissão também envolveu e reuniu os colaboradores das bibliotecas

�do Sibiun em vários momentos, onde ocorreu uma série de atividades, como:
apresentações pessoais; apresentação do Sibiun enquanto organização, estrutura
administrativa, suas bibliotecas e setores. Em conjunto os colaboradores também
definiram, aspectos como: missão, valores, princípios, objetivos e metas do
Sibiun. Essas atividades foram realizadas no intuito de aproximar as pessoas,
como já mencionado, a maioria separada geograficamente.
Assim houve maior interatividade entre as pessoas, onde cada uma, tomou
ciência, que é um elo importante para o Sibiun, favorecendo a troca de
informações e geração de novos conhecimentos, fazendo-se firmar a GC nas
bibliotecas do Sistema.
Decorrente desse processo o Progecon criou equipes temáticas,
denominadas células. As células criadas pelo PROGECON são as apresentadas
a seguir:
CÉLULAS
CLIMA ORGANIZACIONAL E
ESTRESSE OCUPACIONAL
AÇÃO CULTURAL

MELHORIAS NO ATENDIMENTO

PROCESSAMENTO TÉCNICO

SISTEMA eLISA
5s

OBJETIVOS
Buscar soluções para administrar problemas como:
comunicação interna, clima organizacional, relações
interpessoais e assim conseqüentemente o estresse.
Promover o contato entre as comunidades de usuários
e os elementos culturais, buscando propiciar condições
de interação entre usuário, atividades culturais e
biblioteca.
Promover discussões e soluções para a melhoria no
atendimento ao usuário, buscando qualidade nos
serviços e produtos oferecidos pelo Sibiun.
Padronizar as atividades técnicas através da
elaboração de manuais, procedimentos, treinamentos e
cursos entre os bibliotecários.
Analisar o banco de dados eLISA, proporcionando
mudanças e melhorias.
Promover a qualidade de vida no trabalho dos
colaboradores do Sibiun.

Quadro 1 - Células do Progecon

Para mobilizar os colaboradores do Sibiun a participarem dessas células e
criar o comprometimento dos mesmos acerca da GC, foi enviado um convite por
e-mail, para que os colaboradores, escolhessem a célula em que gostariam de
fazer parte.

�Em respostas ao convite, os colaboradores, optaram pela célula que
tinham

maior

interesse

ou

familiaridade,

dando

início

às

atividades,

compreendendo: reuniões quinzenais, grupos de estudo, elaboração de projetos e
planejamento de trabalhos. Essas atividades promoveram a troca de informações,
conhecimentos e experiências entre os membros; para soluções, inovações e
melhorias nos recursos informacionais e serviços oferecidos, afim de, gerar
mudanças e atingir resultados.
Em 2002, em cada mês, houve uma programação com a apresentação de
palestras e cursos. As palestras foram apresentadas, por professores da Univali
das áreas de: Psicologia, Medicina e Administração, sobre os mais variados
temas: estresse organizacional e qualidade de vida no trabalho. Quanto aos
cursos, foram realizados em diferentes módulos, sobre o tema: excelência no
atendimento. Esses cursos foram criados e ministrados pelos colaboradores do
Sibiun.
Com o envolvimento das pessoas nas células, a criatividade e a motivação
de cada membro, as mudanças e as soluções começaram a acontecer,
decorrentes da ação do grupo, construindo assim um comprometimento para que
os objetivos fossem atingidos.
Dessa forma com as informações recebidas, troca de conhecimentos, num
processo dinâmico e contínuo, passou-se a agregar valor ao Sibiun. Foi
necessário construir o conhecimento no trabalho, sensibilizando os colaboradores
a inovarem e participarem de situações de mudança, não sendo meros
espectadores no processo de geração de conhecimento. Oportunizando aos
colaboradores serem agentes criativos, possuindo uma visão da realidade e das
situações, tendo a capacidade de compreendê-las e produzirem sentido do que
se compreendeu, construindo conhecimento que permita visualizar o surgimento
de novas necessidades e perspectivas.

�3 A GESTAO DO CONHECIMENTO NAS BIBLIOTECAS DA UNIVALI
Muitas são as organizações que adotaram a GC e muitas também são as
ações, desde a geração do conhecimento até a utilização do mesmo pelas
pessoas. O importante é que cada organização encontre o seu próprio caminho
para que a GC seja firmada e o conhecimento compartilhado entre os
colaboradores.
As organizações são diferentes e, no que diz respeito à gestão do
conhecimento não existe um método único nem uma receita
pronta para todas as organizações. No entanto observa-se que a
maioria das organizações percorre caminhos similares quando
decide investir na gestão do conhecimento. Ao analisar esses
caminhos verifica-se que os mesmos apresentam características
capazes de integrá-los em possibilidades de gerenciamento do
conhecimento. Dessa forma torna-se a gestão do conhecimento
como sendo o processo de promover e administrar a geração, o
compartilhamento, o armazenamento, a utilização e a mensuração
de conhecimentos, experiências e especializações nas
organizações, refletindo esses diferentes caminhos que as
organizações estão adotando. (GROTTO, 2001, p. 36)

Nas organizações que trabalham a GC o ser humano vem em primeiro
lugar, pois é dele que surgem as grandes idéias, os grandes projetos e serviços
para a sociedade.
Outro fator importante, para fazer a diferença e que deve ser lembrado na
GC é o investimento em Tecnologia da Informação – TI.
[...] a tecnologia da Informação [...] tem um grande valor no
processo de estender o alcance e a velocidade de transferência
do conhecimento. A tecnologia possibilita que as informações
estejam disponíveis às pessoas certas quando são acessadas e
procuradas por elas. No entanto, vale lembrar que a tecnologia da
informação não cria nem garante ou promove a geração de
conhecimento na cultura organizacional, a menos que a
organização estimule esta atividade. O CKO [Chief Knowledge
Officer] pode ser um caminho, só resta a própria organização
decidir. (PEREIRA, 2003)

Novos papéis estão surgindo com a implantação da GC nas organizações,
um deles e a de Gestor ou Diretor do Conhecimento, o CKO, profissional que

�deve estar capacitado para entender das tecnologias “para a captura,
armazenamento e transferência do conhecimento”. (PEREIRA, 2003)
Atualmente o Sibiun dispõe de uma Intranet utilizada para a GC na qual
armazena-se e dissemina-se o conhecimento explícito gerado por seus
colaboradores. Com o mapeamento eletrônico desse conhecimento; consultas
são facilitadas, porque o acesso à informação é melhorado, possibilitando o
compartilhamento do conhecimento para futuros projetos, pesquisas, cursos,
palestras, recursos informacionais ou serviços, bem como, auxílio às tomadas de
decisões dos gestores e diretores do conhecimento.
Problemas como a falta e ruído na comunicação, pouca informação ou
ainda, informações que estavam dispersas nos setores, engavetadas em
disquetes, CDs, nos próprios arquivos dos computadores ou nas cabeças de seus
colaboradores; levaram o Sibiun a reunir e disponibilizar as mesmas, em sua
Intranet e que fossem utilizadas por todos quando necessário, favorecendo a
troca de informações de forma organizada e precisa.
Na Intranet, o Sibiun também dispõe de um conjunto de dados sobre as
pessoas que nele trabalham, dados estes, que vão desde informações cadastrais
(nome, endereço, fone e outros) até informações sobre sua vida profissional
(formação

acadêmica,

experiência

profissional,

atividades

desenvolvidas,

atividades que estão aptos a desenvolver, idiomas de domínio e outros). O
armazenamento destas informações pode ser utilizado para identificação de
competências e habilidades.
Criar um repositório ou a memória do conhecimento gerado no Sibiun
proporcionou os seguintes objetivos:
-

Facilidade em localizar as informações e conhecimentos gerados;

-

Disponibilização de informações atualizadas;

-

Redução do retrabalho e custo na realização de novos projetos ou
serviços;

-

Aprendizagem com as experiências de outras pessoas;

�-

Conhecimento da produção intelectual dos colaboradores;

-

Maior transparência de relatórios, manuais de serviços, projetos, entre
outros;

-

Aumento na eficiência das pessoas no cumprimento de rotinas e
procedimentos;

-

Melhoria na comunicação organizacional.
Com a Intranet pode-se inserir informações online em um único ambiente

para que todos os colaboradores possam acessar, permitindo que as pesquisas
sejam feitas mediante consulta aos itens informacionais, facilitando a localização
e comparação de fontes do conhecimento. E com isso entender e usar
conhecimentos para criar e agregar valor, ajudar informações e conhecimentos a
fluir para as pessoas certas e que as mesmas possam agir eficaz e
eficientemente, com práticas que melhoram a capacidade das pessoas em
compartilhar o que sabem.

4 PROGECON EM AMBIENTE VIRTUAL
O Sibiun atualmente está utilizando o Ambiente Virtual de Aprendizagem à
distância do Teleduc desenvolvido conjuntamente pelo Núcleo de Informática
Aplicada à Educação (Nied) e pelo Instituto de Computação (IC) da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp).
A Comissão do Progecon acreditou que esse ambiente virtual seria
propício ao trabalho de GC entre as suas bibliotecas, por se tratar de um
ambiente de ensino/aprendizagem de alto nível, organizado, estruturado e
destinado a oferecer cursos e disciplinas de ensino superior por meio da Internet.
Com o uso dessa tecnologia, a participação das pessoas possibilita interações e
comunicações, fazendo-as atuantes no processo de disseminação e geração de
novos conhecimentos.
O Ambiente Virtual de Aprendizagem do Teleduc, Figura 1, proporciona

�condições

para

trocas

de

experiências,

novos

saberes,

inovações

e

compartilhamento das criatividades pessoais. Ressaltando, sempre que a Univali
utiliza-se de um modelo multi-campi, por estar distribuída em vários municípios.
Facilitando a disseminação rápida da comunicação entre as bibliotecas do Sibiun.

Figura 1 - Ambiente Virtual de Aprendizagem do Progecon

Toda e qualquer atividade virtual nesse processo, é o começo de um
grande salto na utilização da GC na Univali, principalmente como força dos
profissionais bibliotecários, na qual tiveram essa idéia, de utilizar o ambiente
virtual nas bibliotecas do Sibiun para trabalhar a GC.
A construção do Progecon nesse ambiente virtual foi e está sendo um
grande desafio para o Sibiun, pois é preciso agregar um perfil de construção de
forma que, a comunicação, aprendizado, troca de informações e de conhecimento
transpassem os espaços estabelecidos e formalizados das instituições e onde:
criatividade e habilidade individual são oportunizadas por um ambiente novo,
onde as pessoas possam criar e desenvolver novos conceitos para tornarem as
bibliotecas do Sibiun ativas na sociedade competitiva em que estamos inseridos.

�A dinâmica utilizada para a realização do Progecon no ambiente virtual,
está estruturada em unidades e atividades, como nas relacionadas no quadro 2 a
seguir, e proporciona aos seus colaboradores, pensarem e agirem coletivamente
em busca de melhorias para o Sibiun e seu ambiente de trabalho.
Unidade I
Unidade II

Relacionada à própria GC com atividades de leitura e
discussões referentes ao tema.
Distribuída em doze temas focalizando a pessoa em seu
ambiente de trabalho. Fazendo-a observá-lo e refletir sobre
como está funcionando esse ambiente. Os temas
abordados são: valorização do ser humano e do seu
conhecimento, criatividade, oportunidades em realizar as
suas e outras atividades, progressos e sucessos, trabalho
em equipe, companheirismo, entre outros.

Quadro 2 - Estrutura da dinâmica utilizada no ambiente virtual de aprendizagem

Sendo assim o Teleduc vem ao encontro da filosofia da GC, facilitando a
geração e o compartilhamento de conhecimentos entre os colaboradores das
bibliotecas do Sibiun.

5 CONCLUSÃO
A GC prima pela busca incansável do novo profissional. O perfil desse
profissional atrelado a sua criatividade, ao senso de liderança, a sua visão
estratégica e a sua capacidade de trabalhar em equipe são os pontos chaves
para as organizações que querem se destacar e se manter no mercado.
Os colaboradores do Sibiun sentiram a necessidade de estarem nesse
mercado e conquistarem melhorias para a organização em que estão inseridos.
Por isso cria-se o Progecon e com ele, consegue-se capturar, armazenar e
disseminar os conhecimentos gerados pelas pessoas integradas a esse Sistema.
A Intranet veio como uma ferramenta tecnológica, capaz de preencher a
necessidade de um ambiente mais integrado, onde o processamento das
informações e do conhecimento gerado pelos colaboradores torna-se de fácil
acesso, onde todos podem utilizar e alimentar.

�O Progecon no Ambiente Virtual do Teleduc é uma conquista para os
colaboradores do Sibiun, proporcionando maior contato e conseqüentemente
promovendo uma comunicação mais rápida, na qual a troca de informações e a
geração de novos conhecimentos favorecem a busca de soluções para a
organização.
As pessoas envolvidas nesse processo, tendem a ser mais receptivas,
criativas e aptas a trabalharem em equipe, construindo um novo ambiente de
trabalho, onde todos ganham e sintam que são valorizados.

REFERÊNCIAS

ABREU, Aline França de; GONÇALVES, Caio Marcio; PAGNOZZI, Leila.
Tecnologia da informação e educação corporativa: contribuições e desafios da
modalidade de ensino-aprendizagem a distancia no desenvolvimento de pessoas.
Rev. PEC, Curitiba, v.3, n.1, p. 47-58, jul. 2002-jul. 2003. Disponível em:
&lt;http://www.bomjesus.br/publicacoes/revista_pec_2003.asp&gt;. Acesso em: 25
maio 2004.

ARAÚJO, Ronaldo Marcos de Lima. As novas “qualidades pessoais” requeridas
pelo capital. Trabalho e Educação, Belo Horizonte, n. 5, jan./jun. 1999.

ARROYO, Miguel. Pedagogia das relações de trabalho. Trabalho e Educação,
Belo Horizonte, n. 2, ago./dez. 1997.

ASSMANN, Hugo. A metamorfose do aprender na sociedade da informação.
Ciência da Informação, v. 29, n. 2, p. 7-15, maio/ago., 2000.

COSTA, Marília Damiani; KRUCKEN, Lia; ABREU, Aline França de. Gestão da
informação ou gestão do conhecimento? Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, v. 5, n. 5, p. 26-41, 2000.

�GROTTO, Daniela. Um olhar sobre a gestão do conhecimento. Revista de
Ciências da Administração. Florianópolis, v. 3, n. 6, p. 31-37, set. 2001.

LÜCK, Heloísa. A construção do conhecimento no trabalho: uma condição para o
desenvolvimento da qualidade organizacional e profissional. Rev. FAE, v. 5, n. 1,
p. 1-13, jan./abr. 2002.

MALVEZZI, Sigmar. Da gestão da informação para a gestão do conhecimento: um
novo papel para o administrador. Marketing Industrial, [S.l.], maio/jul. 1996.

MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução a administração. São Paulo:
Atlas, 2000.

PEREIRA, Juliana. A gestão do conhecimento e o CKO (Chief Knowledge
Officer). Insight Informal, n.063, 18 dez. 2003. Disponível em:
&lt;http://www.informal.com.br/insight/insight63.htm&gt;. Acesso em: 25 maio 2004.

PIMENTA, Solange Maria. Participação e qualificação: uma nova sincronia da
gestão. Trabalho e Educação, Belo Horizonte, n. 4, ago./dez. 1998.

REZENDE, Yara. Informação para negócios: os novos agentes do conhecimento
e a gestão do capital intelectual. Ciência da Informação, v. 31, n. 1, p. 75-83,
jan./abr. 2002.

ROMANI, Claudia; BORSZCZ, Iraci. Banco de talentos: ferramenta para mapear o
conhecimento nas organizações. Revista de Ciências da Administração.
Florianópolis, v. 3, n. 6, p. 21-30, set. 2001.

TAGLIAPIETRA, Odacir Miguel, MIURA, Marcio Nakayama. Gestão do
conhecimento: valorização humana no mundo dos negócios como fator de
vantagem competitiva. Revista Angrad, v. 4, n. 4, p. 15-23, out./dez. 2003.

�TARAPANOFF, Kira; ARAÚJO JÚNIOR, Rogério Henrique; CORMIER, Patrícia
Marie Jeanne. Sociedade da informação e inteligência em unidades de
informação. Ciência da Informação, v. 29, n. 3, p. 91-100, set./dez. 2000.

TERRA, José Cláudio Yrineu. Gestão do conhecimento: o grande desafio
empresarial, uma abordagem no aprendizado e na criatividade. São Paulo:
Negocio, 2000.
VARGAS, Elisabeth. Gestão do conhecimento é efeito. Revista de Ciências da
Administração. Florianópolis, v. 3, n. 6, p. 39-46, set. 2001.

∗

andretti@univali.br
marcia@univali.br
∗∗∗
atriciab@univali.br
Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI Campus Sede. Rua Uruguai, 458 Caixa Postal 360 CEP:
88302-202 Itajaí - SC Brasil.
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55590">
                <text>Gestão do conhecimento: a mágica da evolução organizacional: a experiência de um sistema de bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55591">
                <text>Andretti, Cristiani Regina; Coelho, Márcia Regina; Marques, Patricia Becker </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55592">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55593">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55594">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55596">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55597">
                <text>O artigo relata a experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade do Vale do Itajaí - Sibiun com a Gestão do Conhecimento. Apresenta o Programa de Gestão do Conhecimento - Progecon implantado por bibliotecários do Sibiun; a estratégia utilizada, os planos e processos direcionados para a administração do capital intelectual nas bibliotecas, criando ações para gerar, mapear, organizar e utilizar o conhecimento e a capacidade das pessoas em se comunicarem e compartilharem o que sabem. Atualmente o Progecon também vem sendo realizado num Ambiente Virtual de Aprendizagem onde seus colaboradores desenvolvem atividades, trocam idéias e compartilham conhecimentos, pela Internet, facilitando o contato entre os mesmos já que as bibliotecas do Sistema estão separadas geograficamente, distribuídas nos campi de vários municípios catarinenses, devido ao modelo multi-campi adotado pela Univali.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68582">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5082" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4150">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5082/SNBU2004_162.pdf</src>
        <authentication>a7885beb50cb3c7f3d349e84802bdb9a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55652">
                    <text>AVALIAÇÃO DE SOFTWARE PARA BIBLIOTECAS:
UM ESTUDO DE CASO COM O GNUTECA

Elias Oliveira∗
Ronaldo Hailton da Silva∗∗

RESUMO
A contínua busca por gerir eficientemente escassos recursos não atinge somente as
corporações, mais do que nunca é também uma realidade para as bibliotecas. Neste
contexto, o custo é considerado como um dos principais fatores na hora da aquisição
de um software que atenda à boa parte dos requisitos mínimos para a administração
de uma biblioteca de médio porte. A preocupação com os requisitos essenciais de
funcionalidades existentes em um software candidato é amplamente documentada
na literatura e, não raramente, o tema aparece nas listas de discussões relacionadas
ao exercício da profissão de bibliotecário. Entretanto, existe uma lacuna na literatura
quanto a uma avaliação mais criteriosa de algum software de código aberto e
gratuíto, portanto pontencial alternativa para bibliotecas sem muito recursos
financeiros. Neste trabalho o GNUteca é avaliado sob a luz de metodologias já
consagradas na literatura da área. Os resultados são comparados com as
necessidades encontradas na realidade de bibliotecas universitárias da região
metropolitana do estado do Espírito Santo. A conclusão que se chega é que o
software é verdadeiramente uma boa alternativa de baixo custo para bibliotecas de
médio porte, por atender aos mais preementes requisitos demandados por grande
parte das bibliotecas analisadas.
PALAVRAS-CHAVES: Sistema de Informação Automatizada.
Universitária. Recuperação da Informação. Software Livre, GNUteca.

Biblioteca

1 INTRODUÇÃO
Com a revolução da informática, novas tecnologias foram desenvolvidas
visando principalmente os processos de transmissão e o armazenamento do
crescente volume de informação, desta que ficou conhecida como a sociedade da
informação. Grande parte da sociedade recebeu uma forte influência dos usos das
novas tecnologias de informação e muitas facilidades aos processos de
comunicação (televisão, rádio, computador, internet, satélite, entre outros). Segundo
Côrte, et al (2002, p. 18) “cada avanço tecnológico tem implicações maiores para o
processo de organização da informação e, sem dúvida, oferece acesso aperfeiçoado

�à informação e maior flexibilidade para o seu uso”.
No caso de um processo de informatização, os avanços tecnológicos estão
associados às exigências da sociedade. Como parte fundamental desse processo, a
biblioteca não deixaria de sofrer uma interferência diária em seus processos de
trabalho, tendo que incorporar então o uso desses novos recursos tecnológicos.
Cunha (1999) cita alguns exemplos de tecnologias que foram absorvidas pelas
bibliotecas, ou que foram primeiramente nelas testadas:

o microfilme, o cartão

perfurado nas margens, o computador, o disco ótico, entre outros.
Dessa forma, a automação trouxe não somente mudanças para o seio das
bibliotecas, com mudanças importantes em suas rotinas, como também para as
empresas desenvolvedoras de software. A partir de então muitas empresas
desenvolvedoras de software passaram a desenvolvê-los também para este
segmento do mercado e logo passamos a ver uma série de software feitos
especificamente para bibliotecas. Com pouco tempo, devido a existência de várias
opções de software no mercado, tornou-se imperativo o estabelecimento de critérios
para avaliação, seleção e implantação de um software nesta área.
No mercado há basicamente duas grandes categorias de software, quanto a
sua comercialização: o software livre e o não-livre. Um software livre dá direito de
qualquer um usá-lo, copiá-lo e distribuí-lo, seja na sua forma original ou já com as
modificações feitas pelo própio usuário. É importante não confundir software livre
com software grátis. Porque a liberdade associada ao software livre de copiar,
modificar e redistribuir, independe de sua gratuidade. Existem programas que
podem ser obtidos gratuitamente mas que não podem ser modificados, nem
redistribuídos.
Entre os software livres existentes no mercado Brasileiro, para automação de
bibliotecas, encontra-se o GNUteca. Por ser um software livre e de distribuição
gratuita, se apresenta como um boa alternativa para aquelas instituições desprovidas
de amplos recursos financeiros. Este software

tem como sistema operacional

hospedeiro o Linux, também livre e gratuito. O GNUteca não é muito conhecido,
talvez por ser um software livre de cunho não comercial. Ele tem sido divulgado

�quase que apenas pela equipe criadora, a cooperativa SOLIS1 (Cooperativa de
Soluções Livres) e alguns outros grupos de promoção de software livres, apesar de já
ser indicado no site do Conselho Regional de Biblioteconomia da 10ª Região.
Dado as características deste software, esperara-se que o interesse pelo
mesmo venha aumentar gradativamente, uma vez que Prado e Abreu (2002)
apontam o custo acessível como o segundo requisito mais exigido pelas Bibliotecas
Universitárias de Santa Catarina na seleção de um software para automação, sendo
antecedido apenas pelo módulo de controle de circulação. Este resultado é também
comprovado por Silva (2003) em bibliotecas de instituições de nível superior da
região metropolitana de Vitória, Espírito Santo.
A ausência de trabalhos na literatura a respeito da avaliação técnica do
GNUteca é o que motivou este trabalho. Este artigo busca portanto responder a
seguinte pergunta: “Será que o GNUteca poderia atender as necessidades básicas
de uma biblioteca?”. Com a análise desenvolvida e a metodologia apresentada aqui,
esta última uma mesclagem de outras existentes da literatura, esperamos estar
contribuindo para um melhor entendimento das características deste software.
Este trabalho está estruturado da seguinte forma. Na Seção 2 apresentamos
uma breve revisão da literatura sobre metodologias de avaliação de software para
bibliotecas. Procuramos nos referir àquelas já consagradas na literatura Brasileira.
Na Seção 3, uma pesquisa realizada na região metropolitana de Vitória sobre o nível
de informatização das bibliotecas universitárias é apresentada e discutida. Seção 4
discute as características do GNUteca sob as metodologias encontradas na
literatura para seleção de software para bibliotecas. Finalmente, na Seção 5,
apresentamos nossas conclusões e apontamos alguns caminhos para trabalhos
futuros.

2 REVISÃO DA LITERATURA

Encontramos na literatura alguns trabalhos que apresentam grupos de
critérios para avaliação, seleção e implantação de software para bibliotecas. Neles
1

www. solis.coop.br

�os pesquisadores relatam suas próprias experiências no intuito de auxiliar outras
instituições nesse processo , como é o caso de (DIAS, 1998; CÔRTE et al., 2002;
Krzyzanowski, 1996).
Côrte et al. (2002) sugerem que

uma solução caseira pode ser

contraproducente, uma vez constatada a presença de bons produtos no mercado. É
claro que, qualquer que seja o software, o mesmo deve privilegiar
[...] o compartilhamento de dados e intercâmbio de informações
adotando os formatos e padrões específicos ao intercâmbio de dados
bibliográficos; [...] deve estar pronto, testado, atendendo o nível de
satisfação exigido pelos usuários; [...] só terá a licença do produto em
si, e a atualização de versões será feita mediante contrato de
manutenção; [...] deve ser avaliado não só em seus aspectos
metodológicos e tecnológicos, mas também quanto à capacidade da
empresa fornecedora do produto responsabilizar-se pelo treinamento
técnico (CÔRTE, 2002 p.255).

Os autores Krzyzanowski, Imperatriz e Rosetto (1996) também contribuem
apresentando alguns subsídios para análise, seleção e aquisição de software de
gerenciamento de bibliotecas por meio de seu relato de experiência na implantação
do sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP). Segundo as autoras, é
fundamental que a biblioteca defina e especifique seus próprios requisitos de
automação, e em que medida o software deverá atendê-los. Desse modo, fica claro
que os critérios para a escolha de um software devam ser especificados por cada
instituição que, como sugere Café, dos Santos &amp; Macedo (2001), deve estabelecer
uma pontuação para os mesmos, de modo a melhor salientar suas especificidades.
Vale ressaltar que Epstein (apud KRZYZANOWSKI, IMPERATRIZ e
ROSETTO; 1996) considera que não existe um ‘sistema ideal’, um que atenda a
todos os requisitos funcionais e de desempenho, por isso é importante que a
biblioteca prepare seu próprio documento de Request for Proposals (RFP), o qual
especifique as funções básicas necessárias e solicite outras desejáveis somente no
caso em que as primeiras sejam atendidas.
Côrte et al. (2002) dividem os requisitos em sete grandes áreas: os que
devem ser relacionados à tecnologia, ao processamento técnico de seleção e
aquisição, ao processamento técnico dos documentos, ao processo de empréstimo
de documentos, ao processamento de recuperação de informações, ao de divulgação

�da informação, e ao processo gerencial.
Quais seriam, no entanto, as funções básicas a serem atendidas por um
software? Rowley (1994) por sua vez, lista algumas funções básicas: aquisição,
catalogação, catálogos em linha de acesso público e outras formas de catálogos,
controle de circulação, controle de publicações seriadas, informações gerenciais,
empréstimos entre bibliotecas e informação comunitária; sendo as cinco primeiras
as principais. Como pode se observar, os autores estão em acordo quanto as
funções básicas.
Café, dos Santos &amp; Macedo (2001), bem como Côrte et al. (1999), propõem
uma extensa lista de requisitos para software de bibliotecas. Tomando as indicações
de ambas as autoras, compilamos as seguintes categorias de requisitos:

1. Características gerais do software;
2. Ergonomia;
3. Tecnologia;
4. Seleção e aquisição;
5. Processamento técnico;

6. Circulação;
7. Processo de divulgação da informação;
8. Processo gerencial;
9. Requisitos gerais.

Tais categorias de requisitos foram utilizadas neste trabalho para analisar o
GNUteca, e podem ser observados nos Quadros 1 e 2 em anexo.
Entendemos, entretanto, que boa parte da literatura priveligia requisitos,
muitas das vezes, existentes somente na realidade de grandes bibliotecas. Diante
disso, procuramos também levar em consideração alguns dos pontos importantes
encontrados em uma pesquisa recente que investigou o processo de automação
ocorrido em instituições de ensino superior (IES) privadas de Vitória, Espírito Santo.
Esta comparação nos permitirá ter um panorama de como a escolha de um software
vem sendo realizada no cotidiano de bibliotecas de médio para pequeno porte. Na
próxima seção descrevemos, portanto, esta pesquisa realizada na região
metropolitana de Vitória.

3 O PANORAMA DA AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS DAS IES DE VITÓRIA

�Silva (2003) realizou uma pesquisa com as instituições de nível superior
privadas da Grande Vitória, visando obter dados sobre o processo e o nível de
informatização das mesmas. Os objetivos iniciais eram caracterizar os software de
acordo com requisitos e funções, verificar os critérios usados na escolha destes e
identificar requisitos considerados essenciais aos mesmos.
Segundo essa mesma pesquisa, quase a totalidade das bibliotecas são
informatizadas (94%), sendo que os software adotados por estas são PHL, Biblio
Up, Microisis, Sysemp e Pergamum. Esses software executam, entre outras funções
o controle de datas de recebimento do material adquirido, a importação e exportação
de dados, a consulta ao tesauro, a descrição diferenciada para multimeios, a
descrição completa de materiais bibliográficos, o bloqueio automático de empréstimo
para usuário com material em atraso, o cadastro de usuário, o controle de renovação
de periódico, a contabilização de estatísticas, a emissão de relatórios diversos, a
geração de catálogos, a busca por todos os tipos de materiais, a indicação do status
do documento pesquisado e a recuperação de material em suporte não
convencional. As funções executadas via Web são ainda tímidas.
Dentre

os

principais

motivos

que

levaram

estas

bibliotecas

a

se

informatizarem, de acordo com Silva (2003), destacam-se a busca da modernização
do acesso à informação, a necessidade de facilitar algumas funções do
processamento técnico, o controle da circulação e a necessidade de disponibilizar
serviços na Web, muito embora vem sendo pouco utilizado até o momento da
pesquisa. Esses motivos conferem com os apresentados por Figueiredo (1998) e
Côrte et al. (2002), sendo respectivamente, otimizar rotinas e serviços, e agilizar e
ampliar o acesso à informação.
Um dado intrigante é que, das instituições pesquisadas por Silva (2003),
apenas uma delas elaborou um Plano de Ação para a informatização da biblioteca,
que é uma ação primordial para o processo de automação. Krzyzanowski, Imperatriz
e Rosetto (1996) e Silva (2003) concordam que o planejamento conduz resultados
satisfatórios e evita problemas inesperados. A falta desse planejamento indica uma
falta de compreensão, por parte do profissional a frente do processo de
informatização, dos requisitos necessários para que o software selecionado atenda
às particularidades das instituições, como seria esperado.

�Note que nenhuma das instituições pesquisadas por Silva (2003) utilizou o
GNUteca, talvez em decorrência da pouca informação das funcionalidades existentes
neste software, mostrando assim ser relevante uma avaliação como a apresentada
neste trabalho.

4 AVALIANDO O GNUTECA
Nosso trabalho se propõe a analisar as funcionalidades existentes no
GNUteca bem como suas limitações, seguindo a proposta de Côrte et al. (2002);
Café, Santos e Macedo (2001) e Rowley (1994). Para tanto, também fizemos uso do
manual do produto (WEISHEIMER, S.R., 2004), e do própio software instalado para
teste e simulação em um computador Pentium IV 128Mbytes de memória.
O

GNUteca

foi

desenvolvido

para

gestão

de

acervo,

empréstimo,

comunicação e colaboração entre bibliotecas, pesquisas em bases bibliográficas e
administração do sistema de forma local e remota. O objetivo é, então, a criação de
um sistema integrado de administração de bibliotecas totalmente desenvolvido com
software livre, o que possibilita a realização de modificações, sempre que
necessário, como já foi dito anteriormente.
O GNUteca está voltado inicialmente para bibliotecas universitárias, uma vez
que foi criado por e para uma universidade: UNIVATES. No entanto, ele é
igualmente utilizado por bibliotecas escolares, sejam elas públicas ou privadas.
Apesar de ser distribuído gratuitamente, os treinamentos e alguns outros
atendimentos são realizados pela cooperativa SOLIS, os quais podem ser pagos.
A análise aqui apresentada se baseou nas categias propostas pelos autores
já citados acima. Por Côrte et al. (2002); Café, Santos e Macedo (2001), tiramos as
características gerais do software, ergonomia, tecnologia, seleção e aquisição,
processamento técnico, circulação, processo de divulgação da informação, processo
gerencial e requisitos gerais; e por Rowley (1994): aquisição, catalogação, catálogos
em linhas de acesso público e outras formas de catálogos, controle de circulação,
controle de publicações seriadas, informações gerenciais, empréstimos entre
bibliotecas e informação comunitária. O resultado detalhado da análise do GNUteca
conforme as categorias propostas pode ser visto nos Quadros 1 e 2 no Anexo.

�Verificou-se que o GNUteca cumpre a maior parte dos requisitos
considerados básicos a um software de automação para bibliotecas, mas ainda não
contempla outras como, por exemplo: aquisição, controle de periódicos, impressão
de etiquetas e empréstimo entre bibliotecas. As próximas versões do GNUteca, no
entanto, deverão ter incorporadas essas funções, visto já estarem no escopo do
projeto, como nos foi informado pela equipe de desenvolvimento do software. Dado
as características apresentadas pelo software (Quadro I), nós o consideramos um
software simples, porém que atende bem as necessidades mais imediatas de uma
biblioteca. Corrbora com nossa opinião o fato do número de instituições as quais
tem. Não esqueçamos que, caso o usuário sinta a necessidade de alguma
modificação no software, pelo fato de ser um software livre, o mesmo poderá fazê-lo
sem que com isso tenha que incorrer em custos de licenciamento.
Observando os resultados apresentados na pesquisa de Silva (2003), os
principais motivos para automação das bibliotecas por ela analisadas são atendidos
pelo GNUteca. Portanto, entendemos que este software seria plenamente capaz de
atender tais bibliotecas. A esta conclusão também chegariam seus dirigentes se o
processo de automação de uma biblioteca for bem planejado, com a execução de um
plano de ação e a elaboração de um RFP.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A proposta desse trabalho foi a de identificar os requisitos básicos e
complementares para seleção de um software para automação de bibliotecas e
aplicá-los ao GNUteca, de modo a verificar se o mesmo atenderia as necessidades
básicas de uma biblioteca, o que foi feito, observando as metodologias propostas
por Café, Santos e Macedo (2001), Côrte et al. (1999) e Rowley (1994).
Constatamos que este programa satisfaz a maioria dos requisitos básicos e
desejáveis a um software de automação de bibliotecas. Comparando com a prática
de uso de sistemas informatizados em bibliotecas universitárias da região
metropolitana de Vitória,

vemos que o GNUteca atenderia plenamente às

necessidades das bibliotecas analisadas em Silva (2003).
Ainda há, entretanto, importantes funcionalidades ainda não contempladas

�por esse software, tais como: aquisição, empréstimo entre bibliotecas e controle de
periódicos.
Outros requisitos desejáveis, mas também não atendidos ainda por esse
software são menu de ajuda interativo; compatibilidade com o protocolo Z39.50;
emissão de alguns tipos de relatórios e estatísticas; consultas interativas com
remissivas, via tesauro; e outras que, variando de acordo com particularidades de
cada instituição, poderiam ser desenvolvidas e inseridas no programa.
A análise realizada neste trabalho, bem como a de qualquer outro software é
muito importante para o incremento da produção do conhecimento. Segundo
Dziekaniak (2003), grande parte dos profissionais da informação
[...] desconhecem o que vem a ser tais tecnologias e como
funcionam, além de se realmente são necessárias em um sistema
informatizado para bibliotecas e, principalmente, como otimizá-los, a
fim de agregar valor à Biblioteconomia, para fazer um melhor uso
destas, questionando sua validade e buscando novas interpretações
e soluções para à área (DZIEKANIAK, 2003. p.222).

Cada vez mais é exigido dos profissionais da informação se posicionar de
maneira crítica de forma a interagir com máquinas sofisticadas e cada vez mais
inteligentes. Somente desta forma é que um bibliotecário poderá ser um agente no
processo de tomada de decisão. Se o bibliotecário não possuir conhecimento
específico para ser este agente capaz de reconhecer as necessidades tecnológicas
de sua unidade de informação, além de saber planejar eventuais adequações, como
poderá ele selecionar a melhor tecnologia para atendê-lo, considerando questões
como custo e benefício? Como poderá ele potencializar os resultados?

REFERÊNCIAS

CAFÉ, DOS SANTOS &amp; MACEDO, Lígia; SANTOS, Christophe dos; MACEDO,
Flávia. Proposta de um método para escolha de software de automação de
bibliotecas. Ciência da informação, Brasília, v. 30, n. 2, p. 70-79, 2001.
CÔRTE, Adelaide R e. et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e arquivos:
uma visão do cenário nacional. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Polis, 2002. 221 p.

�CÔRTE, Adelaide R e. et al. Automação de bibliotecas e centros de documentação:
o processo de avaliação e seleção de softwares. Ciência da Informação, Brasília, v.
28, n. 3, p. 241-256, 1999.
CUNHA, Murilo B. da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da
Informação, Brasilia, v. 28, n. 3, p. 257-268, 1999.
DIAS, Tânia Mara. Pergamum : automatized systems of the library of PUC/PR.
Ciência da Informação, Brasilia, v. 27, n. 3, p.319-328, 1998.
DZIEKANIAK, G. Análise do software Bibliotech sob a ótica da Biblioteconomia.
Santa Maria, 2003. 263fl. Dissertação (Mestrado em Engenharia da Produção) –
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de
Santa Maria, Santa Maria, 2003.
FIGUEIREDO, N. Situação da automação nas bibliotecas universitárias. In:
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 10, 1998, Fortaleza. Anais
eletrônicos. CD-ROM
KRZYZANOWSKI, R. F., IMPERATRIZ, I. M. De M. &amp; ROSETTO, M. Subsídios
para análise, seleção e aquisição de software para gerenciamento de
bibliotecas: experiência do sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(SIBi/USP). São Paulo: SIBi/USP, 1996 (Cadernos de Estudo 5).
PRADO, N. S.; ABREU, J. de. Informatização das bibliotecas universitárias do
estado de Santa Catarina: cenário atual. Revista ABC, Florianópolis, v.7, n.2,
jul/dez. 2002.
ROWLEY, J. Fundamentos dos sistemas de gerenciamento de bibliotecas. In:
___. Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1994a. Cap. 12.
p 229-235.
_____ Funções dos Sistemas de Gerenciamento de Bibliotecas. In: ___.
Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1994b. Cap. 13. p
236-260.
SILVA, R. F. O cenário de informatização das bibliotecas das instituições de
ensino superior privadas de Vitória 2003. 77f – Espírito Santo. Monografia
(Graduação) – Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Jurídicas
e Econômicas, Curso de Biblioteconomia, 2003.
WEISHEIMER, S. R. M DO USUÁRIO DO GNUTECA. DISPONÍVEL EM:
&lt;HTTP://WWW.GNUTECA.ORG.BR/&gt;. ACESSO EM: 14 JUL 2004.

�ANEXOS
REQUISITOS PARA AVALIAÇÃO E SELEÇÃO DE SOFTWARES PARA AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS
(Café, dos Santos e Macedo, 2001, p.76; Côrte et al., 1999, p.244-246)

do software
omia

Ergon

Caract. gerais

Integração de todas as funções da biblioteca.
Software em língua portuguesa.
Possibilidade de expansão ou inclusão de novos módulos sob demanda.

9

Documentação (manuais).
Preço do produto.

-

Possibilidade de customização (personalização) da interface.

9

Menu de ajuda interativo.

-

Arquitetura de rede cliente/servidor
Acesso via browser (Internet)

9

Acesso via Intranet
Velocidade de operação local (Intranet)



Velocidade de operação em rede (Internet)



Leitura de código de barras
Compatibilidade com o sistema operacional da biblioteca
Armazenamento, recuperação e classificação correta dos caracteres da língua portuguesa (Português Brasil):
maiúsculas, minúsculas, cedilia e caracteres especiais.
Data no formato dd/mm/aaaa (língua portuguesa)
Capacidade de suportar acima de 1 (16) milhão (ões) de registros bibliográficos
Atualização dos dados em tempo real
Segurança na integridade dos registros
Possibilidade de identificar alterações feitas no sistema e os responsáveis

9

Compatibilidade com o formato MARC
Protocolo de comunicação Z39.50
Padrão ISO 2709
Disponibilização on-line do acervo (OPAC)
Tecnologia

Importação e exportação de dados para alimentação de sistemas de catalogação cooperativa
Acesso on-line a catalogos coletivos
Acesso simultâneo de usuários
Acesso ilimitado de usuários
Número de licenças

-

Níveis diferenciados de acesso ao sistema (senhas).
Senha para as funções que atualizam dados.

9

Armazenamento e recuperação de documentos digitais em diversos formatos
Tratamento de texto e imagem conforme o DDIF (Digital Documentation Interchange Format)
Auditoria no sistema

-

Capacidade de elaboração de estatística com geração automática de gráficos.
Compatibilidade com software de banco de dados relacional e/ou textural.
Disponibilidade de help on-line sensível ao conteúdo da língua portuguesa.
Compatibilidade com os softwares de rede Novell Netware, Microsoft Windows NT ou OS/400.
Garantia de manutenção e disponibilização de novas versões.

9

Gestão de bases de dados com diferentes tipos de documentos.
Interface gráfica.
Recuperação de base de dados textuais.
Software cliente: sistema operacional Windows 95 ou superior.

A

e

Tabela de parâmetros para personalizar o funcionamento do sistema.


9

Tratamento de textos e imagens.

-

Controle integrado do processo de seleção e aquisição

∞

�Integração dos dados de pré-catalogação da aquisição para o processamento técnico
Controle de listas de:
Sugestão
Seleção
Aquisição
Reclamações
Recebimento
* Controle de fornecedores por compra, doação e permuta; emissão de cartas de cobrança, reclamações e
agradecimento de doações.
Controle de editores
* Cadastro de entidades com as quais mantém intercâmbio de publicações.
Mala direta de usuários, editoras e instituições com as quais a biblioteca mantém intercâmbio
Controle de assinatura de periódicos: início, vencimento, renovação e datas previstas para recebimento dos
fascículos; controle de recebimento de fascículos de periódicos e seriados.
Compatibilidade com o formato do CCN
Identificação de dados do processo de aquisição (número do processo, número do empenho, preço, número da nota
fiscal ou fatura, outros).
Identificação da modalidade de aquisição (doação, compra, permuta, depósito legal)
* Controle de datas de recebimento do material adquirido
* Elaboração de lista de duplicatas
* Identificação do usuário que sugeriu o título para aquisição
* Controle da situação (status) do documento (encomendado, aguardando autorização, aguardando nota fiscal etc.)
* Controle contábil e financeiro dos recursos orçamentários para aquisição de material bibliográfico.
Possibilidade de especificação da moeda de transação
* Elaboração de lista de desconsideratas.
* Estatística mensal e acumulada de documentos recebidos.
* Identificação do usuário que sugeriu o título para aquisição.
Compatibilidade dos campos com AACR2 (nível 2)
Controle da entrada de dados com regras de validação para os campos

9

Construção automática de lista de autoridades em formato MARC
Sistema de gerenciamento para construção de tesauro poli-hierárquico
Consultas interativas (com remissivas) durante o cadastramento de um registro:
Tesauro
lista de autoridades

∞

lista de editoras
lista de fornecedores

Processamento Técnico

Correção dos registros associados a um autor ou assunto mediante alteração na lista de autoridade ou tesauro
Possibilidade de duplicação de um registro para inclusão de novas edições
Processamento de materiais especiais
obras raras
memória técnica

9

Periódicos
Possibilidade de importação de dados de catálogos cooperativos on-line
Possibilidade de importação de dados de catálogos cooperativos em CD-ROM
Geração de etiquetas para bolso
Geração de etiquetas para lombada com número de chamada

∞

Geração de etiquetas com código de barras
Atualização em lote
Atualização on-line
Atualização em tempo real do banco de dados, nos registros de autoridade e demais índices, após envio de novo

9

registro ao servidor.
Capacidade de armazenar informação legislativa

-

Exportação de dados para alimentação de bases de dados de catalogação cooperativa.

9

Inclusão de referências, de alterações, revogações e publicações para atos normativos/legislação.

-

�Incorporação de textos digitados – sistema de gerenciamento de texto, imagem e som para inclusão de inteiro teor de
atos normativos e resumos de periódicos.

-

Controle integrado do processo de empréstimo

9

Categorização de empréstimo: empréstimo domiciliar, especial e empréstimo entre bibliotecas

;

Cadastro de perfis de usuários
Definição automática de prazos e condições de empréstimo de acordo com o perfil do usuário para cada tipo de

9

documento
Código de barras para cada usuário

∞

Definição de parâmetro para a reserva de livros, com senhas de segurança.

9

Emissão automática de cartas cobrança ou correio eletrônico para usuários em atraso

-

Aplicação de multas e suspensões com bloqueio automático de empréstimos
Possibilidade de pesquisar o status do documento (disponível, emprestado, em tratamento etc.)
Realização de empréstimo, devolução, renovação e reserva on-line.

9
;

Circulação

Cadastro de usuários com inclusão, exclusão e alteração de nomes e endereços, com categorização de usuários.
Cobrança personalizada; com prazos diferenciados por tipos de materiais e usuários.
Controle de devoluções, renovações, atrasos.
Controle de usuários pessoais e institucionais.

9

Controle de leitores em atraso
Emissão de relação de obras que estão em poder dos leitores.
Emissão de relatórios referentes ao processo de empréstimo: assuntos mais consultados no período, usuário que
maior número de empréstimo realizou.

-

Incidência de atrasos em relação aos períodos anteriores, unidade organizacional que mais consultou a biblioteca.

-

Emissão de senhas para empréstimo.

9

Registro de solicitação de fotocópias.

-

Relatórios de cadastro de usuários, por ordem alfabética, formação, unidade de trabalho.
Reserva de documentos com prazos diferenciados por tipos de materiais e usuários.

9

Rotina completa de empréstimo para qualquer tipo de documento.

informação

-

Diferentes formatos de visualização de registros on-line e em relatórios tipo ABNT e AACR2.

-

Elaboração e impressão de bibliografias em formato ABNT.

-

Definição de instrumentos de alerta e disseminação seletiva de informações, conforme perfil dos usuários.

-

Pesquisa por conceitos com utilização de tesauro ativo.

∞

Gerenciamento dos tipos de material bibliográfico e informacionais utilizados em bibliotecas.
Processo Gerencial

-

Geração de catálogo coletivo.

Gerenciamento integrado dos dados e funções da biblioteca.

9

Contabiliza estatísticas de circulação, processamento técnico, seleção, aquisição e intercâmbio, atualização de
tesauro e listas de autoridades, por período.

-

Emite relatórios de circulação por assuntos mais consultados.

-

Emite relatórios de circulação por tipo de documentos, por período e acumulado.

-

Emite relatórios de empréstimos, por períodos.

-

Emite relatórios de entrada e recebimento de documentos, por período.

-

Inventário com utilização do coletor de dados inteligente.

-

Lista de usuários, por categorias.

9

Treinamento em nível
Requisitos Gerais

Processo de

divulgação da

Emissão de listas de publicações por assuntos e autores.

Técnico
Gerencial

9

Operacional
Manuais e materiais didáticos em português.

9

Instalação

-

Testes

-

�Garantia

-

Suporte técnico
apoio técnico no período de implantação de novas versões

9

correção de erros do software licenciado.

-

fornecimento e implantação de versões atualizadas.

9

Manutenção

-

Treinamento e reciclagem de servidores

9

* requisitos desejáveis, mas não indispensáveis.
9 requisitos cumpridos
; o GNUTeca realiza, mas restrições, ou parcialmente
∞ requisitos não cumpridos, mas que estão no escopo do projeto, e serão implementados futuramente
 depende do servidor
 uma vez que o sistema operacional Linux é um software livre, essa opção não se caracteriza.

Quadro 1 – Requisitos básicos atendidos pelo GNUTeca, de acordo com o conjunto de itens propostos por Café,
Santos e Macedo (2001) e Côrte et al. (1999)
Os campos com as funções e requisitos básicos propostos por Rowley (1994), também foram
preenchidos de acordo com o observado no GNUTeca. Os resultados são mostrados no Quadro 2
abaixo.
Funções básicas a serem atendidas por um software para
automação de biblioteca
(ROWLEY, 1994b)

Requisitos a serem atendidas por um software para automação de
biblioteca, de acordo com as funções básicas
(ROWLEY, 1994b)
Encomendas
Recebimentos

Aquisição

reclamações quanto ao não recebimento de encomendas realizadas

∞

contabilidade de custos
consulta sobre a situação das encomendas
relatórios e estatísticas sobre as encomendas
entrada de dados

Catalogação

controle de autoridade

9

importação de registros de outras bases de dados
Catálogos em linhas de acesso público e outras formas de
catálogos

o acesso em linha
a interface de acesso público e outras formas de catálogos

9

definição de parâmetros refletindo as políticas de empréstimo, os
horários de funcionamento, etc.;
Empréstimo
Devolução
Renovação
Controle de circulação

Multas

9

Reservas
empréstimos por períodos curtos
manutenção de arquivos de leitores
consultas relativas aos leitores ou à situação dos documentos

Controle de publicações seriadas

notificações

-

relatórios e estatísticas sobre a utilização do acervo

;

encomendas, ou seja, efetivação e renovação de assinaturas
recebimento dos fascículos em separado
reclamações da unidade de informação quanto ao não recebimento
dos fascículos
encadernação, ou seja, controle de volumes que estejam sendo
encadernados
contabilidade de custos

∞

�catalogação de novos itens
controle de circulação se os itens forem circularem

9

consultas relativas às publicações seriadas
relatórios e estatísticas
Informações gerencias

-

relatórios e estatísticas

;

instrumentos de análise das informações estatísticas

-

entrada de dados
Empréstimo
Devolução
Empréstimos entre bibliotecas

Multas
manutenção do arquivo de leitores

∞

podendo fazê-lo no arquivo principal do controle de circulação
Consultas
relatórios e estatísticas
entrada de dados
Informação comunitária

acesso on-line

9

interface de acesso público

Quadro 2 - Requisitos básicos atendidos pelo GNUTeca, de acordo com os itens propostos por Rowley (1994)

∗

Professor do Departamento de Ciência da Informação UFES, Av Fernando Ferrari s/n – Goiabeiras,
Vitória, ES 29060 900 elias@npd.ufes.br
∗∗
Bibliotecário do Centro de Línguas, Av. Fernando Ferrari, s/n, Goiabeiras.
Vitória - ES - CEP:29075-910. (27) 3335 - 2880. Fax: (27) 3335 – 2874

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55626">
                <text>Avaliação de software para bibliotecas: um estudo de caso com o GNUTECA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55627">
                <text>Oliveira, Elias; Silva, Ronaldo Hailton da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55628">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55629">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55630">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55632">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55633">
                <text>A contínua busca por gerir eficientemente escassos recursos não atinge somente as corporações, mais do que nunca é também uma realidade para as bibliotecas. Neste contexto, o custo é considerado como um dos principais fatores na hora da aquisição de um software que atenda à boa parte dos requisitos mínimos para a administração de uma biblioteca de médio porte. A preocupação com os requisitos essenciais de funcionalidades existentes em um software candidato é amplamente documentada na literatura e, não raramente, o tema aparece nas listas de discussões relacionadas ao exercício da profissão de bibliotecário. Entretanto, existe uma lacuna na literatura quanto a uma avaliação mais criteriosa de algum software de código aberto e gratuíto, portanto pontencial alternativa para bibliotecas sem muito recursos financeiros. Neste trabalho o GNUteca é avaliado sob a luz de metodologias já consagradas na literatura da área. Os resultados são comparados com as necessidades encontradas na realidade de bibliotecas universitárias da região metropolitana do estado do Espírito Santo. A conclusão que se chega é que o software é verdadeiramente uma boa alternativa de baixo custo para bibliotecas de médio porte, por atender aos mais preementes requisitos demandados por grande parte das bibliotecas analisadas. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68586">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5085" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4152">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5085/SNBU2004_163.pdf</src>
        <authentication>c31b87a1252ff1561d20cc181ec4600d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55670">
                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO:
DO MODELO CONCEITUAL ÀS PRÁTICAS
Emeide Nóbrega Duarte∗
Alzira Karla Araújo da Silva∗∗

RESUMO
Apresenta projeto de pesquisa elaborado em consonância com as recomendações
dos enfoques teóricos que abordam as organizações da era do conhecimento.
Considera a biblioteca universitária como órgão que promove a aprendizagem,
podendo ser vista também como organização inteligente ou organização de
conhecimento. Para caracterizar-se como tal, enfatiza-se que essas organizações
devem procurar gerenciar suas dimensões infra-estrutura, pessoas e tecnologia, na
tentativa de captar, armazenar, gerar e compartilhar o conhecimento. Objetiva-se,
portanto, identificar as características da Biblioteca Universitária como organização
do conhecimento tomando-se como parâmetro um Modelo alternativo de
Organização
de
Conhecimento
apresentado
por
Angeloni
(2002).
Metodologicamente, caracteriza-se como estudo de campo, de nível exploratório
descritivo, de natureza qualitativa. Tem como universo de pesquisa as bibliotecas
universitárias do Estado da Paraíba, representadas em amostra pelas bibliotecas da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Centro Universitário de João Pessoa
(UNIPÊ), localizadas em João Pessoa/PB. Adota como sujeitos de pesquisa, os
bibliotecários, considerados pessoas-chave das bibliotecas; entendidas como
detentoras do conhecimento tácito organizacional. O instrumento de coleta de dados
constitui-se de uma entrevista semi-estruturada aplicando-se a técnica de grupo focal
e observação. Para análise dos dados adotada-se a análise de conteúdo do tipo
aberta. Com a implementação do projeto, busca-se responder a questão: até que
ponto as bibliotecas universitárias são consideradas organizações do conhecimento?
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Universitária.
Organização do Conhecimento.

Gestão

do

Conhecimento.

1 INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, a economia mundial tem sofrido grandes mudanças,
passando de uma economia industrial, caracterizada pela produção de bens
manufaturados em escala, para uma economia direcionada ao setor de serviços e

�baseada na informação e no conhecimento. Vive-se em um mundo de constantes
mutações, onde a velocidade das informações se torna mister para a obtenção de
uma organização flexível e adequada às mudanças, capaz de produzir uma dinâmica
própria de requalificações e obtenção de novos conhecimentos que rapidamente têm
se tornado obsoletos (LEVY,1992).
A informação e o conhecimento, portanto, são tão necessários à sobrevivência
das organizações como indispensáveis para toda e qualquer atividade humana,
sendo, cada vez mais, vistos como uma força importante e poderosa a ponto de dar
origem a expressões como: “Sociedade da Informação”, “Indústria da Informação”,
“Revolução da Informação”, “Era da Informação” e “Sociedade da Informação e do
Conhecimento” e ”Organizações de Conhecimento”. Esta nova sociedade requer um
novo tipo de organização, qual seja a organização de conhecimento, entendida por
Angeloni (2002), como aquela voltada para a criação, armazenamento e
compartilhamento do conhecimento.
Nesse processo de compartilhamento, as mudanças constantes no ambiente
externo às organizações e a necessidade de antecipar-se para manter a sua posição
são algumas das fortes razões para as organizações investirem num monitoramento
sistemático de informações e conhecimentos. Surge o trabalho do profissional da
informação, cujo conhecimento é parte integrante, não só na perspectiva do usuário,
que é proveniente do campo da informação e comunicação, como na perspectiva de
ser centralizada no indivíduo como criador de novo conhecimento.
Percebe-se, entretanto, que as pessoas têm usado conhecimento nas
organizações há muito tempo, mas seu reconhecimento enquanto um recurso que
precisa ser gerenciado é relativamente recente. Esta preocupação surgiu na década
de 90, e, atualmente, o campo da Administração encontra-se repleto de trabalhos
sobre a criação, armazenamento e uso do conhecimento nas organizações,
independente do porte e do setor de atuação.

Por esse motivo é conveniente

identificar até que ponto as bibliotecas universitárias se caracterizam como
organizações que buscam trabalhar o conhecimento - individual e/ou organizacional -

�como um bem mais valioso, em consonância com os pressupostos da Sociedade da
Informação e do Conhecimento, que ora o mundo vivencia, uma vez que deveria ser,
na sua essência, uma organização do conhecimento.
Considerando-se o contexto ora apresentado surgem duas questões: será que
a biblioteca universitária como instituição que se preocupa com os processos de
gestão da informação para a produção do conhecimento, visando o atendimento das
necessidades do usuário externo, estará também voltada para a preocupação do uso
da informação e do conhecimento na tomada de decisão, nos seus processos de
gestão? Adotam as bibliotecas universitárias atuais, variáveis que as caracterizam
como organizações do conhecimento?
Na tentativa de responder estes questionamentos, busca-se mapear as
atividades desenvolvidas na Biblioteca Central da UFPB (setor público) e na
Biblioteca Central do Centro Universitário de Ensino da Paraíba - UNIPÊ - (setor
privado) em conformidade com as dimensões do modelo alternativo de organizações
do conhecimento, apresentado por Angeloni (2002), servindo de parâmetro a este
estudo. Assim, tem-se como objetivo geral identificar as características da Biblioteca
Universitária como organização do conhecimento e como objetivo específico, mapear
as atividades facilitadoras da criação, circulação e uso do conhecimento
organizacional nas citadas Bibliotecas, bem como comparar os resultados
alcançados.

2 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
Na era da Sociedade da Informação, as unidades de informação apresentamse como importantes fontes organizadoras e aglutinadoras de informação. Dentre as
unidades existentes, destaca-se a Universidade como organização que promove a
formação para a vida e para o mercado de trabalho e, em sua ambiência, destacamse as Bibliotecas Universitárias como um espaço democratizador do acesso e do uso

�dessas informações. Ambas, caracterizando-se como organizações centradas no
conhecimento.
Na universidade, bem como na biblioteca universitária, a contribuição para
geração de conhecimento é uma de suas funções, proporcionando uma educação
centrada no aprendizado (CUNHA, 2000). Ao buscarem o desempenho, a
preservação e a disseminação do conhecimento, a universidade e a biblioteca
voltam-se para as necessidades educacionais, culturais, científicas e tecnológicas do
país, esperando que a sociedade agregue valor às informações, compartilhem idéias
e produzam novos conhecimentos, uma vez que,
Para que a biblioteca atinja suas metas, é necessário que
desempenhe suas três atividades fundamentais: apoio ao ensino, à
pesquisa e à extensão, e, sendo assim, ela tem como missão atuar
como mediadora entre a informação e a comunidade universitária,
promovendo a sua interação com o universo dos materiais
bibliográficos [e não bibliográficos] existentes e à disposição
(BOTELHO; NOVAIS; INOUE, 1999, p.87).

A biblioteca universitária é vista como suporte ao processo de ensinoaprendizagem, proporcionando a informação organizada e a geração de novos
conhecimentos, devendo ser “a concretização mais imediata de uma das
características da instituição à qual serve: a atualização permanente do
conhecimento” (MILANESI, 1983, p.69).

A biblioteca universitária é entendida,

portanto, como uma organização de conhecimento que reúne informações e
conhecimentos, disponibilizando-os para acesso e uso, possibilitando a agregação
de valor e a geração de novos conhecimentos (DUDZIAK; VILLELA; GABRIEL,
2002).
As práticas de gestão do conhecimento aplicadas nas organizações do
aprendizado citadas podem proporcionar o aumento do acesso à informação e ao
conhecimento, facilitando a sua criação e fluxo. No que se refere, especificamente,

�às bibliotecas universitárias, tem como benefícios de acordo com Dudziak; Villela;
Gabriel (2002, p.7) os seguintes fatores:
•
Construção de uma base documentada que ampara os
processos decisórios dentro da biblioteca;
•
Melhoria da comunicação e interconectividade entre todos os
setores da biblioteca, de modo que as informações e o conhecimento
possam fluir, de forma independente do desejo das pessoas, havendo
também a redução dos obstáculos inerentes à separação geográfica;
•
Disponibilização integrada de dados, informações e
conhecimentos importantes ao ambiente e funcionamento internos, e
ao core business da biblioteca (que é a busca constante pela
satisfação de seus clientes);
•
Racionalização de tarefas como conseqüência da padronização
de procedimentos e conhecimento de normas;
•
Maior eficiência dos setores, independentemente da
rotatividade de pessoas e/ou a eventual falta de algum membro da
equipe;
•
Compartilhamento de experiências entre todos os membros das
equipes bibliotecárias, onde conhecer o outro fortalece as relações
interpessoais, fomenta e qualifica o diálogo, havendo a valorização do
trabalho de todos;
•
Facilidade de compartilhamento de conhecimentos e troca de
experiências entre as bibliotecas (benchmarking), o que leva a um
maior aprendizado.

Nessa perspectiva, para que as bibliotecas universitárias denominem-se
organizações do conhecimento necessitam, segundo Ramos (1999), serem
responsáveis por parte importante da infra-estrutura de formação crítica na
instituição, ao passo que pretende proporcionar qualidade, produtividade e
competitividade através do uso de suas informações. Por sua vez, o bibliotecário profissional da informação -, atua não só como intermediador entre a informação e o
usuário, mas também como comunicador da informação e gestor do conhecimento,
no momento em que é reconhecido como o profissional que analisa conteúdos e
possibilita a sua efetiva recuperação.

Discute-se, a seguir, a respeito desse

profissional, destacando-o como aquele capacitado para atuar como gestor do
conhecimento em unidades de informação.

�3 OS TRABALHADORES DO CONHECIMENTO
Os profissionais da informação e do conhecimento são aqueles que trabalham
com o ciclo de vida da informação. Estão capacitados, entre outras coisas, para
trabalhar eficiente e eficazmente com a informação em organizações e unidades de
informação. (CRUZ; LONGO, 2001). Os bibliotecários estão entre os poucos
profissionais de uma organização que têm contato com pessoas de vários
departamentos. Assim, acabam entendendo várias necessidades de conhecimento
da organização. Como uma de suas tarefas básicas é o atendimento aos clientes e
possuem técnicas altamente desenvolvidas para encontrar aquilo que eles ainda não
sabem, esses fatores fazem dele corretores naturais do conhecimento.
Algumas funções de quem trabalha com gestão do conhecimento são
estritamente técnicas, como escrever textos para páginas na Internet, estruturar e
reestruturar bancos de dados que sejam repositórios do conhecimento, instalar e
manter pacotes de software orientados para o conhecimento. A tecnologia pura,
entretanto, não basta. É importante colocar forte ênfase no aspecto de como tornar o
conteúdo do conhecimento atraente e como persuadir os detentores do
conhecimento a disponibilizá-los através de diversos tipos de contato pessoal para a
socialização do conhecimento; estes são os papéis dos trabalhadores do
conhecimento, entre eles o bibliotecário.
Na “Sociedade da Informação e do Conhecimento” os bibliotecários
freqüentemente agem como corretores do conhecimento, disfarçados e apropriados,
por seu temperamento e seu papel de guia de informações, para a tarefa de criar
contatos pessoa-pessoa e pessoa-texto. Numa perspectiva inovadora, os corretores
do conhecimento são pessoas conhecidas como guardiões e demarcadores de área
que colocam em contato compradores e vendedores: aqueles que precisam do
conhecimento e aqueles que o possuem (DAVENPORT; PRUSAK, 1998). Estes
gostam de explorar suas organizações, descobrir o que as pessoas fazem e quem
sabe o quê; gostam de entender o quadro maior, o que lhes permite saber onde

�obter o conhecimento, especialmente se tal conhecimento estiver fora de sua área
oficial de responsabilidade.
O bibliotecário, assim como outros profissionais da informação, possuem os
requisitos necessários para atuarem como gestores e corretores do conhecimento,
por possuírem as seguintes habilidades e competências: trabalhar com o ciclo de
vida da informação (NEVES; LONGO, 1999/2000); administrar a quantidade
imensurável de dados disponíveis possibilitando transformá-los em informações
relevantes, para que estas possam ser usadas na produção de conhecimento novo
(SANTOS; MANTA, 2002); analisar a informação (qualidade, atualidade, precisão,
relevância e valor) (McGEE; PRUSAK, 1994) e ajudar a encontrar, dentro das
organizações, quem possa ajudar o usuário quando precisar localizar alguma
informação. (McGEE; PRUSAK, 1994).
Nesse contexto, é que surge o profissional “trabalhador do conhecimento”,
podendo ser denominado também como operário do conhecimento, corretor do
conhecimento, vendedor do conhecimento e profissional do conhecimento.

3.1 MODELOS CONCEITUAIS DE ORGANIZAÇÕES DO CONHECIMENTO
Dada a recente ascensão da gestão do conhecimento, pesquisas têm surgido,
cujos resultados apontam modelos que surgem como alternativas para construção de
uma organização do conhecimento. A este respeito, Santos et al. (2002) justificam o
conceito de “Modelos de gestão” como um conjunto próprio de concepções
filosóficas e idéias administrativas que operacionalizam as práticas gerenciais na
organização.

O

desenvolvimento

dos

modelos

para

as

organizações

do

conhecimento conta com subsídios teóricos das obras de diversos autores do
pensamento organizacional contemporâneo, como Ikujiro Nonaka, Peter M. Senge,
Thomas H. Davenport, Lawrence Prusak, Thomas C. Stewart, Edvinsonn, Hirotak

�Takeuchi, Karl Eric Sveiby, José Cláudio Cyrineu Terra, Maria Terezinha Angeloni,
entre outros.
Mais recentemente, em nível nacional, pesquisas propõem modelos para
gerenciar o conhecimento nas organizações, entre os quais, o proposto por Terra
(2000). Este modelo de gestão do conhecimento baseia-se nas seguintes
dimensões: fatores estratégicos e o papel da alta administração, cultura e
valores organizacionais, estrutura organizacional, administração de recursos
humanos, sistemas de informação, mensuração de resultados e aprendizado
com o ambiente.
Um modelo estratégico de gestão do conhecimento para empresas na
Sociedade do Conhecimento denominado "Capitais do Conhecimento” é fruto de
reflexão teórica e de observação prática sobre a questão. Teoricamente, o modelo é
baseado nos conceitos expostos por Sveiby (1998), Edvinsoon (1998) e Stewart
(1998) e empiricamente é fundamentado em experiências desenvolvidas por alguns
projetos de gestão. Apresentado por Cavalcanti; Gomes e Pereira (2001), o Modelo é
adotado no Centro de Referência em Inteligência Empresarial (CRIE) da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e compõe-se de três dimensões, a
saber:

Capital intelectual, Capital de relacionamento,

Capital estrutural e

Capital ambiental.
Angeloni (2002) ao definir as organizações do conhecimento como aquelas
voltadas para a criação, o armazenamento e compartilhamento do conhecimento,
através de um processo catalisador cíclico a partir de três dimensões, propõe um
Modelo de organização do conhecimento em que a primeira dimensão em formato de
átomo está relacionada à Infra-estrutura Organizacional, referindo-se à construção
de um ambiente favorável ao objetivo da organização do conhecimento. A segunda
Dimensão refere-se às Pessoas que, nas organizações do conhecimento, são
profissionais qualificados, como afirmam Sveiby (1998), Stewart (1998) e Davenport
e Prusak (1998), estando relacionada a características necessárias às atividades do

�conhecimento. A terceira dimensão diz respeito à Tecnologia, funcionando como
um suporte para a criação, disseminação e armazenamento do conhecimento.
Fundamentada nesses estudos, Duarte (2003) em pesquisa de tese procurou
compatibilizar as dimensões citadas nos modelos apresentados, o que possibilitou o
reconhecimento de cinco dimensões comuns e complementares, como: pessoas,
estrutura, tecnologia e sistema de informação, relacionamento no ambiente
externo e cultura organizacional. O mapeamento dessas dimensões na produção
científica que reflete a prática de gestão do conhecimento nas organizações
nacionais indicou que as dimensões organizacionais mais determinantes para
construção de um ambiente favorável ao uso do conhecimento estão centradas nos
Eixos Humano (Pessoas) e na Cultura Organizacional.
Entre os modelos conceituais apresentados, adota-se neste referencial,
autores nacionais, como: Terra (2000), Cavalcanti; Gomes e Pereira (2001) e
Angeloni (2002), e tem-se como parâmetro para identificar as características da
Biblioteca Universitária como organização do conhecimento, o Modelo apresentado
por Angeloni (2002) por ser um dos mais recentes e refletir a realidade nacional.
Neste Modelo, a dimensão Infra-estrutura Organizacional, referindo-se à
construção de um ambiente favorável ao objetivo da organização do conhecimento,
compõe-se pelas variáveis:
Visão holística – através da qual a visão organizacional deverá evitar o
deslumbramento dos acontecimentos e dos processos organizacionais de forma
fragmentada, contemplando-os, assim, de forma holística, buscando a interseção e
interação de cada parte com o todo;
Cultura - deve ser positiva em relação ao conhecimento, tendo como
princípios fundamentais a confiança, a franqueza e a colaboração, devendo estar
orientada para valores e crenças que viabilizem as atividades criadoras do
conhecimento;

�Estilo gerencial - deve estar fundamentado no desenvolvimento de práticas
organizacionais que fomentem princípios como participação, flexibilidade, autonomia
e apoio ao dirigente, estando os gestores conscientes do papel fundamental que
possuem como mola propulsora da organização;
Estrutura – a organização deve ser fundamentada em processos e em
estruturas que possibilitam a flexibilidade, a comunicação e a participação das
pessoas.
Com relação à dimensão Pessoas, nas organizações do conhecimento estas
são profissionais qualificados, como afirmam Sveiby (1998), Stewart (1998) e
Davenport e Prusak (1998), estando relacionada a características necessárias às
atividades do conhecimento, sendo composta por:
Aprendizagem - necessidade de contínuo aprendizado como forma de fazer
frente às mudanças macro e micro ambientais;
Modelos mentais - idéias profundamente enraizadas que moldam os atos e
decisões das pessoas e interferem neles, sendo necessário um processo de
contínua reflexão, criação e recriação desses modelos, passando as pessoas por
verdadeiros processos de desaprendizagem e aprendizagem;
Compartilhamento - as pessoas devem estar voltadas para a disseminação
do conhecimento, compartilhando experiências e idéias. Orientado para a construção
de um sentido compartilhado, criando uma imagem do futuro desejado e explicitando
a forma e os valores com que a organização espera chegar ao futuro;
Intuição - deve ser trabalhada em virtude da complexidade do ambiente
organizacional e das limitações do modelo racional de tomada de decisão;
Criatividade e inovação - as pessoas devem ser incentivadas a realizar
novas criações e as formas de colocá-las em prática é essencial para o atual
contexto organizacional.

�Concernente a dimensão Tecnologia, esta vem funcionando como um
suporte para a criação, disseminação e armazenamento do conhecimento, sendo
constituída das seguintes tecnologias básicas:
Internet - a ligação da empresa em redes facilita a integração, o
compartilhamento, armazenamento, a disseminação e facilidade de acesso ao
conhecimento. Através dela a empresa pode interligar pessoas e unidades, fazendo
o conhecimento fluir, possibilitando também sua criação;
Data warehousing - processo pelo qual as empresas extraem sentido e
significado dos seus dados através da utilização de bancos de dados. É um sistema
que guarda e organiza todas as informações que estão espalhadas por vários
sistemas dentro de uma empresa;
Groupware - base de apoio para o trabalho em grupo de pessoas, separadas
ou unidas pelo tempo e espaço, sendo uma interface da passagem do conhecimento;
Workflow - compreende o método e o conjunto de softwares para
automatizar e organizar o fluxo de documentos numa organização, pondo em fila,
com flexibilidade, e-mails, memorandos, relatórios, autorizações. Possibilita a
captação da “inteligência” de um determinado processo através de geração, controle
e automatização;
GED/EED - significa gestão eletrônica de documentos e edição eletrônica dos
dados que reagrupam informações, facilitando seu arquivamento, acesso, consulta e
difusão, tanto em nível interno como externo.
Considerando as variáveis definidas acerca do Modelo de Organização do
Conhecimento de Angeloni (2000), serão adotados os procedimentos metodológicos,
delineados na seção seguinte, para consecução dos objetivos definidos neste projeto
de pesquisa..

�4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
4.1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA
A escolha do ambiente onde se realizará a pesquisa, a caracterizam quanto
ao delineamento, como estudo de campo, que corresponde à coleta direta de
informação no local que acontecem os fenômenos. Quanto à natureza caracteriza-se
como pesquisa de abordagem qualitativa, de nível exploratório, uma vez que será
desenvolvida com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo, de
determinado fato que corresponde à existência ou não de práticas de GC na
biblioteca universitária. Objetiva, também, uma vez existindo, descrever as variáveis
que identifiquem as práticas de organizações do conhecimento nas Bibliotecas em
estudo, conforme as dimensões do Modelo de Organização do Conhecimento
apresentado por Angeloni (2002) adotado como parâmetro, caracterizando a
pesquisa como descritiva.

4.2 DEFINIÇÃO DO UNIVERSO, DA AMOSTRA E DOS SUJEITOS DA PESQUISA
O universo de pesquisa equivale às Bibliotecas Universitárias localizadas no
Estado da Paraíba. Dessa forma, diante da impossibilidade de atingir esse universo,
considerando a distância geográfica entre estas, além do curto espaço de tempo
para realização da pesquisa, definiu-se como amostra, as Bibliotecas Universitárias
da UFPB e a do UNIPÊ, localizadas na grande João Pessoa. Escolheu-se--se como
sujeitos a serem abordados, os bibliotecários que forem considerados pessoaschave das organizações, apontados pelos respectivos diretores nas duas
instituições, que deverão considerar os critérios de experiência e envolvimento com
as atividades da organização. Essa escolha se dá pelo fato de essas pessoas
geralmente serem consideradas detentoras do conhecimento tácito.

�4.3 DEFINIÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE COLETA E DE ANÁLISE DOS DADOS
O instrumento para coleta de dados consistirá da realização de uma entrevista
com as pessoas-chave da organização. A entrevista será semi-estruturada e deverá
ser realizada após uma visita pelos membros da equipe do projeto, às organizações
estudadas. A realização da entrevista deverá ser aplicada adotando-se a técnica de
grupo focal e a técnica de observação, paralelamente. Segundo Caplan (1990 citado
por Dias, 2000) os “grupos focais são pequenos grupos de pessoas reunidos para
avaliar conceitos ou identificar problemas”. Para não perder dados, as entrevistas
serão gravadas, caso os sujeitos concordem.
Será adotada a técnica de análise de conteúdo do tipo aberta, onde as
categorias se formarão após a coleta de dados. Na análise qualitativa serão feitas
citações diretas das frases que constarão indicadores que caracterizem as práticas
de GC identificadas com a aplicação das entrevistas e da observação. Os dados
coletados serão apresentados em forma de quadros registrando-se as categorias e
seus respectivos indicadores.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando que as organizações do tipo Bibliotecas Universitárias não
incidiram em nenhuma experiência oriunda da produção científica nacional
analisada, despertou-se a curiosidade em desenvolver este estudo para identificar as
características do comportamento dessas organizações na era da "Sociedade da
Informação e do Conhecimento”, procurando responder a seguinte questão: até que
ponto as bibliotecas universitárias são consideradas organizações do conhecimento?
Certamente, a implementação da pesquisa trará benefícios não só para as
Bibliotecas Universitárias, no despertar para novas formas de gestão, como para os
alunos envolvidos e o Departamento de Biblioteconomia da UFPB, por intermédio

�dos seus docentes, na obtenção dos conhecimentos que serão gerados acerca do
tema em estudo.
REFERÊNCIAS
ANGELONI, M. Terezinha.
(coord). Organizações do conhecimento: infraestrutura, pessoas e tecnologia. São Paulo: Saraiva, 2002. 215p.
BARRETO, Auta Rojas. Os trabalhadores do conhecimento - um novo profissional.
In: ISKM, 2, 2001. Anais… Curitiba, PUCPR/CITS, 2001. 586p.
BOTELHO, Cristina Maria; NOVAIS, Eunice Silva de; INOUE, Mary Tomoko. Eficácia
do uso do acervo da biblioteca central e das setoriais da Universidade Estadual de
Ponta Grossa. In: _____. Tecnologia e novas formas de gestão em bibliotecas
universitárias. Ponta Grossa: UEPG, 1999. p.85-100.
CAVALCANTI, Marcos; GOMES, Elizabeth Braz Pereira; PEREIRA NETO, André
Faria. Gestão de empresa na sociedade do conhecimento: um roteiro para a
ação. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
CRUZ, Neves Elizabete da; LONGO, Rose Mary Juliano. Atuação do profissional da
informação na gestão do conhecimento. In: ISKM, 2, 2001. Anais… Curitiba:
PUCPR/CITS, 2001. 586p.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira
em 2010. Ci. Inf., Brasília, v.29, n.1, p.71-89, jan./abr. 2000.
DIAS, Cláudia Augusto. Grupo focal: técnica de coleta de dados em pesquisa
qualitativa. Informação &amp; Sociedade: Estudos. João Pessoa: v.10, n.2, p.141-158,
2000.
DAVENPORT; Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial. 5.ed.
Rio de Janeiro: Campus, 1998. 237p.
DUARTE, Emeide Nóbrega. Análise da produção científica em gestão do
conhecimento: estratégias metodológicas e estratégias organizacionais. João
Pessoa: 2003. 300f. Tese (Doutorado em Administração), Universidade Federal da
Paraíba, 2004.

�DUDZIAK, Elisabeth Adriana; VILLELA, Maria Cristina Olaio; GABRIEL, Maria
Aparecida. Gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLITOECAS UNVIERSITÁRIAS, 11, Fortaleza, 2002. 1 CD-ROM.
EDVINSOON, Leif; MALONE, Michael S. Capital intelectual: descobrindo o valor
real de sua empresa pela identificação de seus valores internos. São Paulo: Makron
Books, 1998. 250p.
LEVY, Alberto C. Competitividade organizacional. São Paulo: McGraw-Hill, 1992.
287p.
McGEE, James; PRUSAK, Laurence. Gerenciamento estratégico da informação.
Rio de Janeiro: Campus, 1994. 244p.
MILANESI, Luis. O que é biblioteca. São Paulo: Brasiliense, 1983. (Coleção
Primeiros Passos, 94).
MINAYO, Maria Cecília. Ciência, técnica e arte: o desafio da pesquisa social.
In:_____. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 17.ed. Petrópolis: Vozes,
2000. p.9-29.
NEVES, Elisabete da Cruz; LONGO, Rose Mary Juliano. Atuação do profissional da
informação na gestão do conhecimento. R. Biblioteconomia, Brasília, v.23/24, n.2,
p.161-172, Especial 1999/2000.
RAMOS, Maria Etelvina Madalozzo. Por uma política de qualidade nos serviços de
informação em bibliotecas universitárias paranaenses. In: _____. Tecnologia e
novas formas de gestão em bibliotecas universitárias. Ponta Grossa: UEPG,
1999. p.9-44.
ROESCH, Sylvia Maria Azevedo. Projetos de estágio e de pesquisa em
administração. 2.ed. São Paulo: Atlas,1999. 301p.
SANTOS, Antônio Raimundo dos et al. Gestão do conhecimento como modelo
empresarial. In: _____ . Gestão do conhecimento: uma experiência para o sucesso
empresarial. Rio de Janeiro: PUC/SERPRO/ESAF, Cap.2. Disponível em:
&lt;http://www.serpro.gov.br/ publicacoes/gco&gt;. Acesso em: abr. 2002.

�SANTOS, Ana Rosa dos; MANTA, Luciana Demétrio. O bibliotecário na sociedade da
informação brasileira. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, Fortaleza, 2002. Anais...
Fortaleza, 2002. 14p.
STEWART, Thomas A. Capital intelectual: a nova vantagem competitiva das
empresas. Rio de Janeiro: Campus, 1998. 280p.
SVEIBY, Karl Erik. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando
patrimônios de conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1998. 237p.

∗

Professora do Departamento de Biblioteconomia e Documentação / UFPB - Campus I - João
Pessoa-PB (Doutora em Administração/UFPB - Brasil) emeide@hotmail.com
∗∗
Professora do Departamento de Biblioteconomia e Documentação / UFPB - Campus I - João
Pessoa-PB (Mestre em Ciência da Informação/UFPB - Brasil) alzirakarla@click21.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55653">
                <text>A biblioteca universitária como organização do conhecimento: do modelo conceitual às práticas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55654">
                <text>Duarte, Emeide Nóbrega; Silva, Alzira Karla Araújo da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55655">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55656">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55657">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55659">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55660">
                <text>Apresenta projeto de pesquisa elaborado em consonância com as recomendações dos enfoques teóricos que abordam as organizações da era do conhecimento. onsidera a biblioteca universitária como órgão que promove a aprendizagem, podendo ser vista também como organização inteligente ou organização de conhecimento. Para caracterizar-se como tal, enfatiza-se que essas organizações devem procurar gerenciar suas dimensões infra-estrutura, pessoas e tecnologia, na tentativa de captar, armazenar, gerar e compartilhar o conhecimento. Objetiva-se, portanto, identificar as características da Biblioteca Universitária  como organização do conhecimento tomando-se como parâmetro um Modelo alternativo de Organização de Conhecimento apresentado por Angeloni (2002). Metodologicamente, caracteriza-se como estudo de campo, de nível exploratório descritivo, de natureza qualitativa. Tem como universo de pesquisa as bibliotecas universitárias do Estado da Paraíba, representadas em amostra pelas bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), localizadas em João Pessoa/PB. Adota como sujeitos de pesquisa, os bibliotecários, considerados pessoas-chave das bibliotecas; entendidas como detentoras do conhecimento tácito organizacional. O instrumento de coleta de dados constitui-se de uma entrevista semi-estruturada aplicando-se a técnica de grupo focal e observação. Para análise dos dados adotada-se a análise de conteúdo do tipo aberta. Com a implementação do projeto, busca-se responder a questão: até que ponto as bibliotecas universitárias são consideradas organizações do conhecimento?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68589">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5087" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4157">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5087/SNBU2004_164.pdf</src>
        <authentication>8427e3ae67cfb2b16db9493fa11ce24b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55715">
                    <text>COMPORTAMENTO E CULTURA INFORMACIONAL VISTOS
ATRAVÉS DE UMA PUBLICAÇÃO DIGITAL
Gildenir Carolino Santos∗
Eliana Marciela Marquetis∗∗
Marilda Truzzi∗∗∗

RESUMO
O trabalho relata a experiência de editoração, pela Biblioteca da Faculdade de
Educação da Universidade Estadual de Campinas, do periódico ETD - Educação
Temática Digital. Usando os conceitos e princípios da gestão do conhecimento, é
mostrado o trabalho efetuado junto aos professores da referida faculdade para
utilizar o citado periódico quando da publicação de seus artigos. Apresenta as
dificuldades encontradas para aceitar a construir uma publicação digital na área
humanista da Educação, visto que a maioria dos professores e pesquisadores
desta Faculdade trabalha com mais intensidade com a publicação impressa, não
tendo em vista as vantagens de estarem publicando e buscando artigos pela
forma eletrônica. Apontam as áreas temáticas, ou seja, os Grupos de Pesquisa
que iniciaram o primeiro fascículo da revista digital e que continuam alimentandoa de forma constante com idéias e trabalhos de suas produções técnicocientíficas, onde hoje tem grande aceitação da comunidade acadêmica por
estarem não só encontrando artigos de qualidade, mas também produzindo de
forma digital os seus artigos, com os demais estados brasileiros, cuja editoração
está sob a responsabilidade da biblioteca da faculdade.
PALAVRAS-CHAVE: Periódico digital. Gestão do conhecimento. Publicação
digital em educação. Periódico eletrônico. Periódico científico.

1 INTRODUÇÃO

No mundo globalizado em que vivemos atualmente, a informação é de
fundamental

importância

para

a

geração

de

novos

conhecimentos,

desenvolvimento da sociedade, de produtos, sendo necessária à difusão e
compartilhamento dessas informações, de modo a que o desenvolvimento
humano tenha continuidade.
De acordo com Davenport e Prusak (1998, p. 6):
Conhecimento é uma mistura fluida de experiência condensada,
valores, informação contextual e insight experimentado, a qual
proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de
novas experiências e informações. Ele tem origem e é aplicado na

�mente dos conhecedores. Nas organizações, ele costuma estar
embutido não só em documentos ou repositórios, mas também em
rotinas, processos, práticas e normas organizacionais.

O conhecimento “é a fonte de poder de mais alta qualidade e a chave para
a futura mudança de poder” (NONATA ; TAKEUCHI, 1977, p. 5). Para se obter
conhecimento, gerá-lo e conseqüentemente ter o poder, a informação é
necessária. Porém, essa máxima tem mudado, como coloca Chait (1999, p. 124)
“conhecimento é poder, transformou-se em ‘compartilhar o conhecimento é
poder’. Conseqüentemente, não se trata de mudar a cultura e sim modificar
algumas regras para que as pessoas ajam de maneira diferente”.
Pela definição de conhecimento dada pelos autores, podemos constatar
que uma unidade de informação, bem como os produtos gerados por ela, são
fontes riquíssimas que contém conhecimento permitindo que as organizações
façam uso do mesmo, de modo a transformá-lo, transmitindo e gerando novos
conhecimentos. Desse modo, toda fonte de informação disponibilizada e
compartilhada contribuirá para todo o processo de geração do conhecimento,
permitindo a troca de conhecimento entre os indivíduos.
Com o advento das novas tecnologias, o compartilhamento e o acesso à
informação foram facilitados, contribuindo para mudanças no comportamento
quando da obtenção da informação. Para Gonçalves Filho (2001, p.56):

O maior valor da tecnologia na gerência do conhecimento é o de
estender o alcance e aumentar a velocidade da transferência do
conhecimento. A tecnologia da informação permite que o
conhecimento de um indivíduo ou de um grupo seja utilizado por
outros membros da organização ou por seus parceiros de negócio
em todo o mundo. A tecnologia também contribui na codificação
do conhecimento e, muitas vezes, na sua geração.

Desse modo, o presente trabalho tem por objetivo demonstrar como a
gestão do conhecimento está presente em uma unidade de informação, relatando
a experiência para se publicar um periódico eletrônico, a ETD - Educação
Temática Digital, editado pela Biblioteca da Faculdade de Educação da
Universidade Estadual de Campinas (BFE/UNICAMP), onde se trabalhou com os
conceitos usados na gestão do conhecimento, de modo a mudar o

�comportamento das pessoas envolvidas, bem como compartilhar as informações
geradas pelos grupos de pesquisa da citada faculdade.

2 TRABALHANDO CONCEITOS
É necessário antes de tudo, apresentarmos um referencial teórico sobre os
termos e defini-los de acordo com a situação em que se destaca o nosso trabalho.
A gestão do conhecimento é definida, segundo Rossatto (2003, p. 7) como
“um processo estratégico contínuo e dinâmico que visa gerir o capital intangível
da empresa e todos os pontos estratégicos a ele relacionados e estimular a
conversão do conhecimento.”
Teixeira Filho (2000, p. 97) entende a gestão do conhecimento “como uma
coleção de processos que governa a criação, disseminação e utilização do
conhecimento para atingir plenamente os objetivos da organização. Dessa forma,
ela está relacionada a processos e também a produtos na empresa”.
A gestão do conhecimento em seu sentido mais atual e de acordo com
Terra e Gordon (2002, p. 57) pode ser “considerada o esforço para melhorar o
desempenho humano e organizacional por meio da facilitação de conexões
significativas”, significando, na opinião dos mesmos autores,
[...] garantir que todos dentro da organização tenham acesso ao
conhecimento da organização, quando, onde e na forma que eles
necessitam; ajudar e motivar que detentores de conhecimentos
importantes compartilhem seu conhecimento, tornando mais
simples o processo para esses indivíduos codificarem parte de
seu conhecimento e/ou colaborarem com outros. (TERRA ;

GORDON, 2002, p.57).
A informação por si só na gestão do conhecimento acaba sendo irrelevante
e insignificante se não estiver em um contexto. Assim, Terra e Gordon (2002, p.
58) colocam que “uma das maiores preocupações da gestão do conhecimento é a
provisão de contexto para a informação disponível”. Os autores continuam
afirmando que se faz necessário o enriquecimento da informação, adicionando
detalhes tais como: “quem criou a informação? Qual a formação dos autores?
Onde e quando a informação foi criada? Por quanto tempo a informação vai

�continuar a ser relevante, válida e atualizada? Quem mais pode ter interesse ou
pode ter conhecimento correlato? Quando ela foi aplicada ou se mostrou ser útil?”
(TERRA; GORDON, 2002, p.58-59).
Algumas premissas (objetivos) são fundamentais para a gestão do
conhecimento e, de acordo com Davenport (2002) são elas:
Discutir a importância da administração comportamental e cultural.
Detalhar

os

tipos

essenciais

de

comportamento

informacional:

compartilhamento, administração de sobrecarga de informações, redução de
significados múltiplos.
Descrever como os gerentes podem começar a causar mudanças.
Para os fins do presente trabalho, nos deteremos apenas no segundo
objetivo, verificando o que se entende por comportamento informacional,
compartilhamento, administração de sobrecarga de informações e redução de
significados múltiplos.
Para Davenport (2002, p.110), comportamento informacional ”se refere ao
modo

como

os

indivíduos

lidam

com

a

informação”.

Incluindo-se

no

comportamento “a busca, o uso, a alteração, a troca, o acúmulo e até mesmo o
ato de ignorar os informes”.
Quanto à cultura em relação à informação, Davenport (2002, p.110)
entende como “o padrão de comportamento e atitudes que expressam a
orientação informacional de uma empresa”. Muitas vezes, as preferências por
determinados

canais

de

comunicação

são

determinadas

pela

cultura

informacional existentes nas organizações.
O compartilhamento das informações é o ato voluntário de colocar as
informações à disposição de outros, sendo diferente de relatar, pois isto é uma
troca involuntária de informações. O compartilhar implica em vontade.
(DAVENPORT, 2002, p. 115).
Para Nonaka e Takeuchi (1977, p. 8):

�Compartilhar a mesma compreensão a respeito do que a empresa
representa, que rumo está tomando, em que tipo de mundo quer
viver, e como transformar esse mundo em realidade torna-se
muito mais importante do que processar informações subjetivas. O
autores continuam conclusões, insights e palpites altamente
subjetivos são parte integrante do conhecimento.

Compartilhar, para Rossato (2003, p.14):
“é a categoria que agrupa as ações relacionadas à socialização,
as quais objetiva, estimulam, facilitam ou proporcionam a troca de
conhecimento tácito entre os indivíduos”. Segundo a mesma
autora “esses indivíduos e seus conhecimentos, competências,
habilidades, experiências e rede social constituem o capital
intelectual”.
Capital intelectual é o conjunto de conhecimentos, em sua maioria
tácitos, detidos pelos membros da organização que os capacita a
atuar em várias situações para criar ativos tangíveis e intangíveis,
que constituem a vantagem competitiva da empresa. Esses
conhecimentos constituem um ativo intangível de propriedade do
próprio indivíduo e não da organização, mas podem ser utilizados
por ela para gerar riqueza, sendo, porém, de difícil identificação e
compartilhamento. (ROSSATO, 2003, p.18).

A explosão bibliográfica e as novas tecnologias acarretam um acúmulo de
informações. A administração da sobrecarga de informações consiste em saber
fazer uso de forma integral de todas as informações que são geradas na
organização. A tendência do ser humano é ignorar certas informações e não fazer
uso delas, devido a processos cognitivos pré-estabelecidos.
Exemplificando, muitas pessoas preferem a forma impressa à digital e
assim, quando recebem alguma informação sob essa forma ela ignora, não
havendo um envolvimento maior da pessoa.
Devido ao grande volume de informações, muitas vezes um mesmo termo
tem vários significados. Para esses vários significados, Davenport (1998) coloca
como “significados múltiplos”, onde ele mesmo afirma que os significados
múltiplos possuem vantagem e desvantagem, como segue:
Vantagem: quando se pensa em uma nova maneira de definir um termo, isso
mostra o interesse do gerente com o negócio.

�Desvantagem: como compartilhar conhecimento se não falam uma linguagem
comum?
Assim, “os significados múltiplos devem ser gerenciados e controlados”
(DAVENPORT, 2002, p.126). Como exemplo podemos citar um tesauro para
controlar os significados múltiplos.
Com a finalidade de compartilhar os conhecimento gerado através das
pesquisas

desenvolvidas

na

Faculdade

de

Educação

da

UNICAMP

(FE/UNICAMP), foi criado o periódico ETD - Educação Temática Digital. Quando
da proposta de criação do periódico, vários conceitos presentes na gestão do
conhecimento foram utilizados, como veremos a seguir.

3 O PERIÓDICO CIENTÍFICO: ETD – EDUCAÇÃO TEMÁTICA DIGITAL
A FE/UNICAMP desde o início de suas atividades em 1972 tem
consolidado o seu papel na formação dos futuros educadores, com o intuito de
garantir novas formas de vinculação entre a teoria e a prática, valorizando o
espaço para a pesquisa na formação docente, com investimentos institucionais
que englobam a captação de recursos financeiros para a promoção projetos
relacionados a infra-estrutura da Faculdade, recursos humanos e materiais, no
sentido de criar condições favoráveis ao pleno desenvolvimento de pesquisas e
projetos educacionais. (SANTOS; PASSOS, 2002).
Nesse sentido a BFE/UNICAMP, tomou a iniciativa de promover a
divulgação da produção intelectual da Faculdade, idealizando a Revista On-line
da Biblioteca Prof. Joel Martins, atualmente ETD – Educação Temática Digital.
Inicialmente os bibliotecários da BFE/UNICAMP com a colaboração de 3
(três) alunos (1 de graduação e 2 de pós graduação), que participaram da revista
como voluntários, divulgaram o projeto da Revista, através de pequenas
apresentações para alguns grupos de pesquisa da Faculdade. A idéia tinha como
principal objetivo agregar as áreas temáticas destes grupos de pesquisa, bem
como divulgar a produção intelectual da Faculdade, promover o intercâmbio de
informações entre os pares da Academia. (SANTOS; PASSOS, 2002).

�A princípio foi acordado que como a Revista não possui um Comitê
Editorial para avaliação dos artigos, a responsabilidade pelo conteúdo das
informações seria de cada grupo, sendo que o Coordenador do Grupo ficaria
responsável pela revisão do teor de cada artigo a ser publicado, com relação à
normalização e padronização da estrutura do artigo, esta seria função dos
bibliotecários da BFE/UNICAMP.
Fazer a publicidade da revista na Faculdade de Educação/UNICAMP, foi
uma tarefa dispendiosa, pois a consolidação do produto que estava sendo
oferecido, dependia exclusivamente da colaboração dos artigos produzidos pelos
grupos participantes e principalmente no fator confiança, por se tratar de um
projeto inovador dentro da Instituição.
Acontece em 1999 a concretização do projeto da Revista On-line da
Biblioteca Prof. Joel Martins, como citado anteriormente, hoje com o nome de
ETD – Educação Temática Digital, como uma publicação quadrimestral
(atualmente semestral) composta por artigos produzidos por alguns dos vários
grupos de pesquisa da FE/UNICAMP e instituições convidadas, transformando a
Revista em uma fonte de pesquisa nos diversos canais e em formato digital, com
textos completos de artigos em português e inglês, com o formato HTML1 e PDF2
de acesso gratuito. (SANTOS; PASSOS, 2002).
O gerenciamento e diagramação eletrônica (tratamento técnico dos
documentos) da revista são realizados pelos próprios bibliotecários da
BFE/UNICAMP, juntamente com a colaboração de alunos voluntários e membros
da equipe técnica da revista.
A Comissão Editorial da revista, conta com a participação de um
representante de cada coordenador temático, além dos convidados de outras
instituições em cada área.
A revista possui normas para a sua estruturação, e adota para
padronização as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
que orienta com relação à descrição bibliográfica de dados coletados na Internet
ou em outro meio magnético.
1

HTML – Hypertext Markup Language.

�Como fonte de registro, a revista está cadastrada e patenteada, possuindo
o controle de ISSN3 indicada para publicações seriadas, e indexada nas bases de
dados bibliográficos da Biblioteca da Faculdade de Educação, Edubase e
Sumários Correntes de Periódicos On-line, estando também em processo de
indexação em outras bases, tanto nacionais e estrangeiras.

4 INSTITUIÇÃO ENVOLVIDA E TEMAS TRADADOS NA PUBLICAÇÃO
Como já mencionamos anteriormente, a instituição envolvida nesse
processo de gestão do conhecimento foi a Universidade Estadual de Campinas,
representada pela Faculdade de Educação com os Grupos de Pesquisa e Ensino
e a BFE/UNICAMP.
Os temas tratados pelos Grupos de Pesquisa4, desde o início da
construção da revista são os seguintes: Cidadania &amp; Movimentos Sociais
(GEMDEC); Comunicação e Tecnologia (TIC´s); Educação e Arte (LABORARTE);
Educação e Saúde (PRAESA); Educação na América Latina (GEPALC); Escola e
Diversidade (LEPED); Estudos Piagetianos &amp; Psicologia Genética (LPG);
Gerontologia (NEAPE); Gestão Educacional (LAGE); História da Educação
(HISTDBR); Filosofia da Educação (PAIDÉIA); Instituição Escolar e Organizações
Familiares (FOCUS); Leitura e Alfabetização (ALLE); Planejamento Educacional
(LAPPLANE); Surdos e Linguagem (GPPL), e tivemos a abertura da área
Biblioteconomia &amp; Ciência da Informação, representada pela BFE/UNICAMP.

5 RECURSOS MATERIAIS E HUMANOS EXISTENTES
A revista contou desde o início de sua constituição com recursos materiais
e humanos providos da BFE/UNICAMP sem nenhum recurso externo à biblioteca
ou à Faculdade.
Dessa forma, tivemos os seguintes recursos materiais (local, equipamentos
e software) e humanos:
2

PDF – Portable Document File – Tipo de arquivo do software Acrobat (Writer e Reader) da empresa Adobe.
International Standardization Serial Number.
4
Para saber mais sobre os Grupos de Pesquisa e Ensino e suas siglas, acessar: www.fae.unicamp.br
3

�Espaço físico da BFE/UNICAMP para as reuniões e estruturação da revista.
Utilização de um computador para a editoração da revista e do servidor da
Biblioteca para armazenagem da ETD.
Softwares utilizados: FrontPage para estruturação das páginas em HTML;
editor de texto Word para arranjos e estruturação dos textos (artigos) e Adobe
Acrobat Writer para estruturação dos textos no formato PDF referente a
questão de segurança dos artigos.
Os dois bibliotecários, juntamente com três alunos voluntários (graduação e
pós-graduação), executaram os serviços de editoração e normalização
técnica.

6 UTILIZANDO OS CONCEITOS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO PARA
CRIAÇÃO DO PERIÓDICO ETD
Nessa trajetória da construção do periódico ETD, aos dias atuais,
verificamos após todo esse processo, como foi administrada a mudança de
comportamento com a existência da publicação digital.
Antes de tudo, tínhamos que conscientizar os docentes e pesquisadores sobre a
disseminação seletiva da informação, e propor uma parceria no compartilhamento das
pesquisas em andamento, através de artigos digitais para a comunidade acadêmica,
sabendo que a clientela da área de humanas, não tem como preferência lidar e
operacionalizar a tecnologia de informação e comunicação por meio de uma publicação
digital, uma vez que eles gostam e trabalham com mais intensidade com a publica
impressa.
Em relação à mudança de comportamento (reações), podemos notar essa
diferença,

durante

a

apresentação

coletiva

aos

Grupos

de

Pesquisa

(aproximadamente 10 grupos presentes), que a equipe da BFE/UNICAMP fez
apresentando a proposta da construção da publicação digital, onde se
destacaram as seguintes reações:

�Medo da mudança do impresso para o digital.
Insegurança de disponibilizar o que era de interesse local ao público em geral
na Internet.
O que lucrariam com esse ato(do impresso para o digital).
Não havia confiança e nem crédito de que a infra-estrutura e a equipe
poderiam dar certo na construção da publicação digital.
Se o título pertencente à biblioteca não iria ficar restrito localmente.
Em

seguida,

os

bibliotecários

responsáveis pela reunião, deram

esclarecimentos e informações de como seria a publicação digital.
A produção gerada na publicação digital teria o mesmo valor acadêmico
tanto quanto a produção impressa encaminhada aos órgãos avaliadores, como o
Datacapes, Qualis5, ANPED, ou outro órgão de pesquisa.
Assim, após a apresentação, os docentes questionaram quanto aos direitos
autorais dos artigos, pois não se sentiam confortáveis disponibilizando artigos
pela Internet, já que a Internet não garante proteção aos direitos autorais, apenas
para formatos eletrônicos, de acordo com a lei nº 9.610/98.
Os bibliotecários esclareceram aos docentes e pesquisadores que os
artigos estariam num formato seguro PDF6, que é um tipo de arquivo de
compactação, que permite a visualização do documento da mesma forma do
original, sem modificações, difícil de serem copiados, poderiam apenas ser
impressos a longa distância.

Dessa forma também, citamos como exemplos

dois grandes diretórios de publicações digitais que estavam se consolidando no
período de 1999: ProBE7 e SciELO 8.
Os diretórios foram apresentados para os pesquisadores e docentes, e
colocada à missão de cada um deles, focalizando o nosso propósito inicial de nos
mostrar para o mercado da informação também.

5

Qualis – programa de avaliação de periódicos da CAPES/CNPq.
PDF – sigla de Portable Documento File, é um arquivo de domínio da empresa Adobe, que desenvolveu o
Acrobat Writer, programa para gerar o PDF, tornando-se um software proprietário.
7
ProBE – Programa Biblioteca Eletrônica - diretório que gerencia títulos de periódicos na integra, criada
pela FAPESP e administrado atualmente pelo CRUESP
8
SciELO – Scientific Electronic Library On-line – diretório de periódicos nacionais brasileiros na íntegra,
criado pela BIREME.
6

�Foi explicado que tanto para o ProBE, quanto para o SciELO, a intenção da
criação da revista digital era de impactar o mercado da informação, especialmente
na área de humanas que carece de tal artefato, onde a metodologia utilizada de
ambas as bases, não impediria o crescimento e futuramente a possível inclusão
da nossa publicação no SciELO.
Com isso, chegamos a convencer os Grupos de Pesquisa e docentes
presentes na reunião que o não compartilhamento não cria vantagens
competitivas.

7 GERENCIANDO E CONTROLANDO SIGNIFICADOS MÚLTIPLOS
Na questão do gerenciamento e controle dos significados múltiplos,
baseado nos fundamentos de Davenport (2002), podemos destacar alguns deles
que são apresentados na construção da revista digital e que só podemos
perceber, quando executamos todo o processo em sua finalização. Alguns desses
significados são:
Padronização das palavras-chave dada a cada artigo.
Utilização do Thesaurus BRASED9 para padronização dos termos.
Utilização da norma de referência bibliográfica na revisão bibliográfica dos
artigos pelos autores.

8 RESULTADOS ESPERADOS
Como resultados alcançados desta publicação digital, tivemos os
seguintes:
Credibilidade dos Grupos de Estudos e Pesquisa da FE.
Solicitação de instituições e Grupos externos para encaminhamentos de novos
artigos.
Fonte de referência para novos projetos editoriais.
Amplitude do Conselho Editorial no âmbito internacional
9

Para saber mais sobre o Thesaurus BRASED, acessar: http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/

�Periódico aceito para indexação em bases nacionais e internacionais.
Instrumento de compartilhamento de informações produzidas localmente.
Avaliação por órgãos de fomento à pesquisa, como a CAPES (Qualis).

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desde o início do projeto da revista, a proposta principal foi a de buscar o
aperfeiçoamento, para oferecer qualidade, tanto na construção da revista, quanto
na apresentação dos trabalhos, pesquisadores, pós-graduados, e outros
profissionais que decididamente firmaram um compromisso cultural e científico,
seja na área de educação, ensino superior, formação de professores,
biblioteconomia, estreitando os laços de conhecimentos diversos, que reunidos na
revista eletrônica, demonstram a preocupação de muitos com a história da
educação brasileira, com a política educacional e social do país, e com o
desenvolvimento da Ciência e Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC).
(SANTOS; PASSOS, 2002).
A gestão do conhecimento encontra-se fortemente presente no nosso diaa-dia e muitas vezes nem a percebemos. Todo o trabalho realizado, junto à
comunidade acadêmica da FE/UNICAMP, para a aceitação do periódico ETD Educação Temática Digital é um exemplo concreto do emprego da gestão do
conhecimento em unidades de informação. Trata-se de mais uma metodologia
para lidarmos com a explosão informacional que vivemos atualmente, sendo
perfeitamente aplicável e não sendo somente mais um modismo.
Podemos concluir o presente trabalhado, citando as palavras de Davenport
(1998):
É o uso da informação, não sua simples existência, que permite
aos gerentes tomar decisões melhores sobre produtos e
processos, aprender com os clientes e com a concorrência,
monitorar os resultados de seus atos. [...] Quando as pessoas
devem determinar por si mesmas como identificar e compartilhar a
informação, e até mesmo comportar-se diante dela, é improvável
que estejam fazendo o melhor uso possível daquilo que é,
inegavelmente, um importante recurso competitivo.

�REFERÊNCIAS
CHAIT, L.P. Se souber, conte a alguém. HSM Management, v. 14, p. 122-15,
maio/jun. 1999.
DAVENPORT, T.H. Cultura e comportamento em relação à informação. In:
______. Ecologia da informação: porque só a tecnologia não basta para o
sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 2002. Cap.6.
DAVENPORT, T.H.; PRUSAK, L. O que queremos dizer com conhecimento? In:
______. Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam o seu
capital intelectual. 5.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998. Cap.1.
GONÇALVES FILHO, C.; GONÇALVES, C.A. Gerência do conhecimento:
desafios e oportunidades para as organizações. Cadernos de Pesquisas em
Administração, São Paulo, v.8, n.1, p.47-59, 2001.
ROSSATTO, M.A. Gestão do conhecimento: a busca da humanização,
transparência, socialização e valorização do intangível.
Rio de Janeiro:
Interciência, 2003.
SANTOS, G.C. ; PASSOS, R. Gerenciamento e estruturação de periódicos
eletrônicos: a experiência do periódico ETD – Educação Temática Digital da
Faculdade de Educação da UNICAMP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., Recife. Anais eletrônicos... Recife: Ed.
UFPE, 2002. (Publicado em Mini CD-ROM).
SILVA, S.L. da. Informação e competitividade: a contextualização da gestão do
conhecimento nos processos organizacionais. Ciência da Informação, Brasília,
v.31, n.2, p.142-151, maio/ago. 2002
TEIXEIRA FILHO, J. Gerenciando conhecimento: como a empresa pode usar a
memória organizacional e a inteligência competitiva no desenvolvimento de
negócios. 2.ed. Rio de Janeiro: SENAC, 2001.
TERRA, J.C.; GORDON, C.. Gestão do conhecimento na era das redes. In:
______. Portais corporativos: a revolução da gestão do conhecimento. São
Paulo: Negócio, 2002. Cap. 3.

�ANEXO 1
Website do ETD – Educação Temática Digital

∗

Mestre em Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP; Bibliotecário-Diretor da Biblioteca
da Faculdade de Educação/UNICAMP - gilbfe@unicamp.br
∗∗
Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela PUC-Campinas; Doutora em
Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP; Bibliotecária-Chefe da Biblioteca do Centro de
Lógica e Epistemologia/UNICAMP – marciela@cle.unicamp.br
∗∗∗
Bibliotecária da Área de Planejamento da Biblioteca Central/UNICAMP – marilda@unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas - Sistema de Bibliotecas. Av. Sérgio Buarque de Holanda,
s/nº - Cidade Universitária. 13083-970 Campinas - SP

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55671">
                <text>Comportamento e cultura informacional vistos através de uma publicação digital.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55672">
                <text>Santos, Gildenir Carolino; Marquetis, Eliana Marciela; Truzzi, Marilda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55673">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55674">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55675">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55677">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55678">
                <text>O trabalho relata a experiência de editoração, pela Biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, do periódico ETD - Educação Temática Digital. Usando os conceitos e princípios da gestão do conhecimento, é ostrado o trabalho efetuado junto aos professores da referida faculdade para utilizar o citado periódico quando da publicação de seus artigos. Apresenta as dificuldades encontradas para aceitar a construir uma publicação digital na área humanista da Educação, visto que a maioria dos professores e pesquisadores desta Faculdade trabalha com mais intensidade com a publicação impressa, não tendo em vista as vantagens de estarem publicando e buscando artigos pela forma eletrônica. Apontam as áreas temáticas, ou seja, os Grupos de Pesquisa que iniciaram o primeiro fascículo da revista digital e que continuam alimentando-a de forma constante com idéias e trabalhos de suas produções técnico-científicas, onde hoje tem grande aceitação da comunidade acadêmica por estarem não só encontrando artigos de qualidade, mas também produzindo de forma digital os seus artigos, com os demais estados brasileiros, cuja editoração está sob a responsabilidade da biblioteca da faculdade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68591">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5092" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4160">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5092/SNBU2004_165.pdf</src>
        <authentication>b5784b147d95c0378bdd0267b31816bf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55734">
                    <text>A ANTECIPAÇÃO ÀS RECOMEDAÇÕES DO PORTAL.PERIODICOS.CAPES:
A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA CENTRAL DO CCS/UFRJ

Marco Tullio Azevedo Juric∗
Maria de Fátima Moreira Martins∗∗

RESUMO
Apresenta um relato de iniciativas desenvolvidas pela Biblioteca Central do
CCS/UFRJ desde 2001, com o objetivo de fomentar a utilização do Portal de
Periódicos Capes, iniciativas estas que se constituíram num avanço na direção
certa, isto é, caracterizando uma antecipação às recomendações dirigidas às
instituições participantes do próprio Portal de Periódicos Capes, publicadas no
site do Portal, no ano de 2003. Foram analisadas três recomendações: a)
ampliação da quantidade de equipamentos de informática para acesso ao Portal
nas bibliotecas; b) desenvolvimento de programas de divulgação e treinamento
por área do conhecimento dirigidos, tanto aos profissionais das bibliotecas como
aos usuários finais; c) sugerir aos docentes a inclusão de documentos do Portal
na bibliografia básica dos cursos. Numa segunda fase, foi realizada uma
comparação entre as recomendações e respectivas iniciativas, realizadas nos
anos anteriores pela Biblioteca Central do CCS. Os resultados objetivados
influenciaram positivamente o aprimoramento da utilização do Portal, seja pelo
aumento do número de microcomputadores destinados à pesquisa, seja através
do treinamento de usuários, ou através da melhoria de desempenho dos
profissionais da biblioteca, ou pela divulgação dos serviços oferecidos pelo Portal
à comunidade acadêmica. Neste contexto, a identificação dessas iniciativas busca
apresentar, com ênfase, o papel pioneiro e o envolvimento da equipe da
Biblioteca na demonstração da importância do acesso à informação científica e
tecnológica atualizada oferecida pelo Portal, possibilitando o aumento da
qualidade e da competitividade da produção acadêmica brasileira da UFRJ, em
nível internacional.
PALAVRAS-CHAVE: Portal de Periódicos CAPES. Treinamento de Usuário.
Gestão da Informação. Biblioteca Universitária. Tecnologia da Informação.

1 INTRODUÇÃO
Lancaster (1993), afirma que aqueles que lidam a informação como
atividade finalística encontram-se, mais do que nunca, desafiados: as inovações
tecnológicas vêm encurtando o tempo e o acesso às informações de forma
impossível de prever há pouco anos atrás.

�Mudanças na natureza da informação, em estratégias de pesquisa e na
estrutura de ensino superior, estão afetando tanto as universidades públicas como
as suas bibliotecas. Estas mudanças definem o novo contexto dentro do qual
nossas bibliotecas universitárias têm que operar.
Dessa forma, o desenvolvimento da tecnologia de informação está
provocando um impacto profundo nas estruturas organizacionais da biblioteca
universitária, exigindo que respondam, de maneira rápida e eficiente, as
necessidades informacionais de seus usuários.
A evolução econômica e tecnológica proporcionou aos usuários, benefícios
em relação aos produtos e serviços das bibliotecas universitárias, como, por
exemplo, a chamada “biblioteca virtual” e o estabelecimento de convênios e
consórcios institucionais (SANTUCCI, 1994).
De acordo com Cruz et al. (2003), a participação em consórcios se constitui
numa solução para resolver o problema enfrentado pelas instituições acadêmicas,
ocasionado pelo grande crescimento do número de publicações disponíveis e alto
custo das assinaturas.
Um exemplo disso se constitui no Portal de Periódicos da CAPES. O Portal
passa a ser a principal biblioteca virtual disponível no Brasil. O Portal visa atender
às Instituições Federais de Ensino Superior e de Pesquisa, que satisfazem os
critérios de produtividade estabelecidos pela CAPES. Hoje, o Portal atende a 130
órgãos, dentre os quais a Embrapa, 29 Cefet's e o Ministério da Ciência e
Tecnologia.
O Portal tem como a finalidade, promover o acesso à informação científica
e tecnológica internacional a instituições de ensino superior e de pesquisa do
país, oferecendo, aos seus usuários, acesso aos textos completos de artigos de
mais de 7.100 revistas internacionais, consulta a 20 (vinte) bases de dados com
acesso a texto completo, consulta a 29 (vinte e nove) bases de dados com
resumos de documentos em todas as áreas do conhecimento, consulta a 5 (cinco)
obras de referência internacionais e consulta a fontes de informação acadêmica,
com acesso gratuito na Internet.

�2 PORTAL DE PERIÓDICOS CAPES

2.1

HISTÓRICO
Em 1995, a CAPES/MEC (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de

Pessoal de Nível Superior), criou o Programa de Apoio à Aquisição de Periódicos
(PAAP), com repasse de US$ 22 milhões/ano (vinte e dois milhões de dólares por
ano). Esse valor foi mantido até fins de 1998. Em 1999, os recursos caíram para
US$ 13,5 milhões/ano (treze milhões e quinhentos mil dólares), e, em 2000,
apenas 35 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), receberam recursos,
totalizando cerca de US$ 12,5 milhões (doze milhões e quinhentos mil dólares).
Dessa forma, no final da década de 90, as bibliotecas amargaram um corte de
cerca de 70% nas assinaturas dos periódicos estrangeiros.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das principais
universidades da América Latina, sofreu, assim como todas as universidades
federais brasileiras, os sucessivos cortes ou reduções de verbas. Na verdade, os
recursos investidos, pelo Governo Federal, na renovação de periódicos foram
sendo reduzidos, no decorrer desses anos. Assim, em 1998, foram assinados,
para a UFRJ, 4.259 títulos; em 1999, apenas 2.156; e, em 2000, apenas 963,
interrompendo-se totalmente a formação de coleções. O gráfico, a seguir, ilustra a
crescente redução do fornecimento de recursos destinados para a aquisição de

Número de títulos de periódicos

periódicos pela CAPES, no período citado.

Gráfico 1 - Número de títulos de periódicos renovados
pelo PAAP/CAPES para UFRJ no período de 1998 a 2000
5.000
4.000
Total em 1998

3.000

Total em 1999
2.000

Total em 2000

1.000
0

Fonte: CAPES

UFRJ

�Os prejuízos, decorrentes dessa situação, são bem conhecidos. Mas é
sempre bom lembrar que eles afetaram, entre outras atividades da vida
acadêmica:
- a pesquisa científica;
- a preparação e atualização de aulas;
- estudos, preparação de Teses, Dissertações e Trabalhos de Cursos;
- atendimento à Programas de Comutação Bibliográfica (COMUT).
Em novembro de 2000, fazendo parte das reformulações do Programa de
Apoio à Aquisição de Periódicos (PAAP) da CAPES, foi criado o Consórcio
Nacional de Periódicos Eletrônicos, com custo de US$ 18,7 milhões/ano (dezoito
milhões e setecentos mil dólares). A partir daí, a comunidade acadêmica de 70
IFES, teria acesso eletrônico ao conteúdo integral de periódicos internacionais,
por meio de um Portal na Internet: http://www.periodicos.capes.gov.br.

2.2

O

PAPEL

DO

PORTAL

NO

PROCESSO

DE

PRODUÇÃO

DO

CONHECIMENTO
É de suma importância o Portal para o sucesso da ciência, da pesquisa e
da tecnologia brasileira, constituindo assim, em um instrumento da maior
importância, não apenas para a pós-graduação, mas também para toda a ciência
e tecnologia brasileira. Além disso, o Portal embute informações e assinaturas de
periódicos da área tecnológica da maior importância para um país que precisa
aumentar as suas patentes. É uma questão que está, hoje, sobre as mesas de
conversas a respeito do avanço da ciência e da tecnologia no Brasil.
Desta forma, o Portal, transcende muito a sua missão original. Ele é um
instrumento de garantia do conhecimento gerado em qualquer parte do mundo,
inclusive no Brasil.
Entre os aspectos favoráveis sobre o uso do Portal de periódicos encontrase a oportunidade dada ao pesquisador em obter documentos na íntegra e

�acessar bases de dados on line com maior comodidade e flexibilidade, ou seja,
ganhar tempo, podendo pesquisar em horários e espaços mais convenientes,
como em casa, na biblioteca, ou na instituição onde trabalha.
O Portal de periódicos é um instrumento valioso para a excelência
acadêmica das instituições de ensino e pesquisa brasileiras. Sua contribuição
efetiva para a democratização do acesso ao saber científico e tecnológico nas
variadas áreas do conhecimento, e a equalização de oportunidades nas diferentes
realidades regionais exigem que seu aprimoramento e ampliação sejam
continuamente perseguidos. Hoje, uma universidade localizada em Porto Velho,
por exemplo, que dificilmente poderia ter uma biblioteca sequer razoável, tem
acesso on-line aos periódicos que a CAPES mantém.
O Portal se apresenta como um avanço inestimável no sentido de
disponibilizar o melhor, ou quase isso, da ciência mundial. O serviço, inclusive,
oferece cópias digitais de trabalhos que ainda sequer foram distribuídos na versão
impressa.
Acessando o Portal pesquisadores podem obter cópias digitais dos
trabalhos publicados em algumas das melhores revistas científicas existentes,
suprindo parte da carência indiscutível de bibliotecas, da maior parte das
instituições universitárias brasileiras, sejam públicas ou privadas.

3 RECOMENDAÇÕES DA CAPES
A CAPES, desde a sua criação, incluiu, dentre suas proposições, as
estatísticas de uso das fontes de informação. Os dados são fornecidos pelos
Editores das bases constantes no Portal. Os dados disponibilizados demonstram
somente o número total de textos completos baixados (no ano de 2003, foram 7.4
milhões de textos baixados, acrescidos de 6.5 milhões de acessos a bases
referenciais, o que representa 40 mil acessos diários).
Em outubro de 2003, a CAPES publica, na página do Portal, o trabalho: “O
estudo de uso das publicações de texto completo”. O estudo consiste na análise

�de uso de 3.587 publicações disponíveis no Portal em maio/2003, dividido em 2
etapas: a primeira consiste na elaboração de um levantamento de uso por áreas
do conhecimento, e, a segunda, na análise dos dados e na elaboração das
recomendações - substituição de títulos, inclusão de novos títulos, reforço em
áreas específicas e à CAPES e as instituições participantes.
Neste trabalho, vamos destacar somente três recomendações propostas às
instituições participantes. São elas:
•

Desenvolver

programas

de

divulgação

e

treinamento

por

área

do

conhecimento, dirigidos tanto aos profissionais das bibliotecas quanto aos
usuários finais;
•

Sugerir, aos docentes, a inclusão de documentos do Portal na bibliografia
básica dos cursos;

•

Ampliar a quantidade de equipamentos de informática, para acesso ao Portal
nas bibliotecas.

4 A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA CENTRAL DO CCS/UFRJ
A Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde/UFRJ sempre
procurou, e ainda procura, estar atenta às demandas e necessidades que
emanam das comunidades acadêmico-científicas, dos serviços oferecidos às
comunidades, dos serviços técnicos inerentes ao bom funcionamento de uma
unidade de informação e dos aparatos tecnológicos que dão suporte aos novos
rumos da informação e comunicação.
Neste contexto, a Biblioteca Central do CCS busca adequar seus serviços
às novas modalidades tecnológicas, praticadas no domínio da informação
acadêmico-científica.
Os treinamentos de usuários, oferecidos pela biblioteca, a partir de 1995,
foram assumindo novos formatos, de acordo com as mudanças na forma de
apresentação da informação. O que antes era uma apresentação oral, baseada
em documentos impressos (Index Medicus, Excerpta Medica, International

�Pharmaceutical Abstracts, Biological Abstracts, etc.), passou a ser um
treinamento mais prático e mais dinâmico, onde os usuários executavam as
tarefas do treinamento diretamente nos microcomputadores situados em
laboratório de informática, para atender aos requisitos dos formatos eletrônicos
em CD-ROM.
No início do ano de 2000, a biblioteca recebe, num ato de total apoio e
engajamento

aos

anseios

e

necessidades

da

biblioteca,

5

(cinco)

microcomputadores, como doação do Hospital Universitário Clementino Fraga
Filho (HUCFF), na pessoa do diretor, Dr. Amâncio Paulino de Carvalho.
Acrescentados mais 3 (três) microcomputadores da biblioteca, aos 5 (cinco)
doados pelo HUCFF, foi possível criar um espaço específico para utilização nas
buscas e pesquisas, via Internet, dentro da biblioteca.
Em 2000, paralelo à criação do Portal de periódicos, a Biblioteca Central do
CCS/UFRJ apresenta, à Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa
do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), um projeto de criação da Biblioteca
Virtual em Saúde (BVS). Este consistiu em um projeto ousado e de vanguarda,
dentro do contexto das universidades públicas federais naquele período. O projeto
tinha como objetivo, a criação de uma área específica para a pesquisa
bibliográfica, via Internet. As principais razões que motivaram este projeto foram
a carência tecnológica disponível para a comunidade acadêmico-científica em
executar suas pesquisas bibliográficas, via Internet, e o surgimento da nova
modalidade de acesso on line aos textos completos de artigos de periódicos,
através do Portal de Periódicos.
O fato de que o projeto foi apresentado à FAPERJ, no mesmo ano em que
foi lançado o Portal, configura a atenção que a biblioteca sempre procurou dar
aos novos rumos e acontecimentos na área da informação. Mesmo antes de
apresentar este projeto, a biblioteca, por iniciativa própria, em 2000, já havia
instalado um serviço de assistência ao usuário, para a realização das pesquisas
bibliográficas, via Internet. Foi criada uma sala refrigerada e equipada com 8
(oito) computadores, todos conectados à Internet, por LAN, a 10Mbps. Eram
oferecidos, aos usuários, tanto os treinamentos para utilização de bases de dados

�assinadas pela UFRJ e do Portal CAPES, como também o auxílio na execução
das pesquisas em bases de dados on line, para aqueles que já tinham alguma
experiência em pesquisa bibliográfica, via Internet, tais como: a utilização de
descritores, utilização de operadores booleanos na construção correta das
buscas, e na seleção de bases de dados adequadas para as áreas específicas de
conhecimento.
Estas iniciativas objetivaram oferecer, aos usuários, ferramentas atuais e
capacitação para desenvolverem seus trabalhos e pesquisas, visto os novos
rumos que a informação e o processo de recuperação da informação tomaram.
Em fevereiro de 2002, a Biblioteca Central do CCS tem o privilégio de
inaugurar a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), fruto de uma iniciativa de visão e
intrepidez empreendedora e de alcance global no contexto universitário.
.A BVS está localizada no interior da Biblioteca Central do CCS, em um
espaço de 96 m², refrigerado, com piso elevado e instalações elétricas específicas
para atender aos requisitos do espaço.

Em seu interior, 25 (vinte e cinco)

microcomputadores modernos, dispostos em módulos de uso individual, oferecem
maior comodidade e privacidade para os usuários, durante suas consultas e
pesquisas.
A instalação da rede de computadores, utilizou cabeamento estruturado
UTP CAT 5E, entre as estações de trabalho e o Waring Closet. No interior do
Waring Closet, encontramos 2 (dois) Switchs 10/100Mbps, que oferecem
segmentação adequada para otimização da largura de banda e para fornecerem
conexão full-duplex, um servidor com OSR (operacional system) específico para
gerenciar a rede, com implementação de política de segurança, antivírus, firewall
e limitador de sites para navegar na Internet, dando segurança à rede e aos
usuários.

�Também foi criado um domínio próprio (Figura 1) para hospedar o site da
BVS, http:// www.bvs.ufrj.br, que tem, como objetivo, oferecer um caminho mais
curto entre as fontes e os usuários, incorporando pequena síntese de conteúdo
aos links das bases e/ou serviços.

FIGURA 1 - Tela de Abertura da Biblioteca Virtual em Saúde, que dá
acesso ao conteúdo do Portal de Periódicos CAPES

A BVS se constituiu numa fonte importante de consulta para alunos,
professores e pesquisadores da UFRJ, dando acesso imediato aos mais recentes
dados na área de ciência e tecnologia, no mundo inteiro.
Assim, o acesso ao Portal via BVS, assume uma importância vital no
cotidiano universitário da UFRJ, influenciando fortemente a qualidade da
educação.

�A

Biblioteca

Central

do

CCS

vem

ministrando,

periodicamente,

treinamentos aos alunos, professores e pesquisadores de Graduação e PósGraduação da área da Saúde da UFRJ, bem como aos profissionais da
informação da própria biblioteca, profissionais da informação integrantes do
Sistema de Bibliotecas da UFRJ e de outras instituições participantes, para
acesso e utilização do Portal.

5

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Acreditamos que o trabalho realizado pela equipe da BVS, tem sido

reconhecido pela comunidade acadêmica, não só como uma ilha de acesso ao
Portal, mas também como um instrumento importante para que se possa
empreender as buscas e pesquisas nas novas fontes de informação. Podemos
identificar alguns fatos, que mostram melhor resultado. São eles:
•

Aumento crescente do uso da BVS. Esse indicador aponta para o êxito
alcançado através dos treinamentos ministrados pela biblioteca;

•

Aumento de solicitações de treinamento, pelos cursos de graduação e pósgraduação.

A partir dos treinamentos ministrados aos usuários, vários

professores procuraram a Biblioteca para solicitar treinamento específico
para seus alunos, ou seja, aulas práticas, ministradas pelos bibliotecários,
de utilização do Portal CAPES. Dentre os cursos de graduação que nos
solicitaram tal treinamento, podemos destacar: Medicina, Odontologia,
Farmácia, Nutrição, Enfermagem, Biologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia,
Microbiologia e Imunologia. De igual modo os professores dos cursos de
Pós-Graduação em Epidemiologia Clínica, Saúde Coletiva, CAMI, Cirurgia
Geral, Ortopedia e Traumatologia, Odontologia Social e Radiologia, que
solicitaram treinamento com a mesma finalidade, ou seja, habilitar seus
alunos a utilizarem o Portal em suas buscas e pesquisas bibliográficas.
•

Alteração na postura do usuário mais exigente, na busca de informação
relevante. O usuário busca capacitação no acesso às bases de dados
principalmente para garantir sua autonomia na obtenção da informação;

�•

Alteração na postura dos professores mais conscientes da importância da
utilização das novas fontes de informação. Uma vez que os alunos de
graduação e pós-graduação foram capacitados a realizarem suas buscas e
pesquisas no Portal, através das aulas práticas ministradas na BVS por
bibliotecários, os professores adotaram a metodologia de solicitar, aos
seus alunos, material oriundo de buscas e pesquisas feitas através do
Portal como bibliografia básica;

•

Incentivo motivacional dos profissionais da informação da UFRJ,
integrantes do Sistema de Bibliotecas da UFRJ, uma vez que o profissional
vê, no treinamento, a possibilidade de ser eficiente e eficaz, procurando a
fazer o que faz com qualidade, para sua própria motivação.
Os resultados objetivados influenciaram, positivamente, o aprimoramento

da utilização do Portal, seja pelo aumento do número de microcomputadores
destinados à pesquisa, seja através do treinamento de usuários, ou através da
melhoria de desempenho dos profissionais da biblioteca, ou pela divulgação dos
serviços oferecidos pelo Portal à comunidade acadêmica.
Neste contexto, a identificação dessa iniciativa, busca apresentar, com
ênfase, o papel pioneiro e o envolvimento da equipe da Biblioteca, na
demonstração da importância do acesso à informação científica e tecnológica
atualizada, oferecida pelo Portal, possibilitando o aumento da qualidade e da
competitividade

da

produção

acadêmica

brasileira

da

UFRJ,

em

nível

internacional.

REFERÊNCIAS

CRUZ, Angelo Antonio Alves Correa da et al. Impacto dos periódicos eletrônicos
em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 2, p. 4753, set./dez. 2003.
LANCASTER, F. W. Libraries and the future. New York: Harwork, 1993.

�LE COADIC, J. F. A ciência da informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1996.
Cap. 1 e 5.
MIRANDA, Dely Bezerra de. O periódico científico como veículo de comunicação:
uma revisão de literatura. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, p. 377382, set./dez. 1996.
MUELLER, S. P. M. O periódico científico. In: CAMPELLO, B.S.; CENDON, B. V.
KREMER, B. M. (Org.) Fontes de informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000. p. 73-95.
SANTOS, Gildenir Caroline; PASSOS, Rosemary. O papel das bibliotecas e dos
bibliotecários às portas do século XXI: considerações sobre a convivência da
informação impressa, virtual e digital. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11, 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
UFSC, 2000.
SANTUCCI, G. Information highways worldwide: challenges and strategies. FID
News Bulletin, Sweden, v. 44, n. 10, p. 237-247, 1994.
SENA, Nathália Kneip Sena. Open archives: caminho alternativo para a
comunicação científica. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 3, p. 71-78,
set./dez. 2000.
TARGINO, Maria das Graças. Comunicação científica: o artigo de periódico nas
atividades de ensino e pesquisa do docente universitário brasileiro na pósgraduação. 1998. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Departamento
de Ciência da Informação e Documentação da Faculdade de Estudos Sociais
Aplicados da Universidade de Brasília, 1998.

∗

Bibliotecário – Biblioteca Central do CCS. E-mail: joe@eagle.ufrj.br
Bibliotecária – Biblioteca Central do CCS. Especialista em Gestão da Informação e Inteligência.
Competitiva. E-mail: fmartins@bib.ccs.ufrj.br

∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55716">
                <text>A antecipação às recomedações do Portal.Periodicos.Capes: a experiência da Biblioteca Central do CCS/UFRJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55717">
                <text>Juric, Marco Tullio Azevedo; Martins, Maria de Fátima Moreira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55718">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55719">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55720">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55722">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55723">
                <text>Apresenta um relato de iniciativas desenvolvidas pela Biblioteca Central do CCS/UFRJ desde 2001, com o objetivo de fomentar a utilização do Portal de Periódicos Capes, iniciativas estas que se constituíram num avanço na direção certa, isto é, caracterizando uma antecipação às recomendações dirigidas às instituições participantes do próprio Portal de Periódicos Capes, publicadas no site do Portal, no ano de 2003. Foram analisadas três recomendações: a) ampliação da quantidade de equipamentos de informática para acesso ao Portal nas bibliotecas; b) desenvolvimento de programas de divulgação e treinamento por área do conhecimento dirigidos, tanto aos profissionais das bibliotecas como aos usuários finais; c) sugerir aos docentes a inclusão de documentos do Portal na bibliografia básica dos cursos. Numa segunda fase, foi realizada uma comparação entre as recomendações e respectivas iniciativas, realizadas nos anos anteriores pela Biblioteca Central do CCS. Os resultados objetivados influenciaram positivamente o aprimoramento da utilização do Portal, seja pelo aumento do número de microcomputadores destinados à pesquisa, seja através do treinamento de usuários, ou através da melhoria de desempenho dos profissionais da biblioteca, ou pela divulgação dos serviços oferecidos pelo Portal à comunidade acadêmica. Neste contexto, a identificação dessas iniciativas busca apresentar, com ênfase, o papel pioneiro e o envolvimento da equipe da Biblioteca na demonstração da importância do acesso à informação científica e tecnológica atualizada oferecida pelo Portal, possibilitando o aumento da qualidade e da competitividade da produção acadêmica brasileira da UFRJ, em nível internacional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68596">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5095" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4161">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5095/SNBU2004_166.pdf</src>
        <authentication>6b1d146486afb1540a2a151d92a27a86</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55760">
                    <text>O USO DA BASE DE DADOS MINERVA NO DESENVOLVIMENTO DA GESTÃO
DA INFORMAÇÂO PARA O CONHECIMENTO NA UFRJ

Maria Irene da Fonseca e Sá∗
Paula Maria Abrantes Cotta de Mello∗∗

RESUMO
A era do conhecimento está exigindo novas habilidades organizacionais. Torna-se
necessário localizar de forma mais nítida e precisa os estoques e fluxos de
conhecimento. No passado criamos e aprendemos a gerenciar almoxarifados de
“coisas”. Atualmente, precisamos criar “almoxarifados e corredores” de
conhecimento. O recurso conhecimento se encontra em sua forma mais preciosa na
cabeça das pessoas, mas também, transformado e explicitado, no contexto
organizacional, em documentos, conteúdos não estruturados, processos, patentes e
práticas documentadas. Há um alto potencial e grandes oportunidades de
disseminação do conhecimento existente nas universidades e institutos de pesquisa
para a sociedade em geral. Pode-se entender o conhecimento como um fluxo
constante, no qual os profissionais registram e compartilham experiências e saberes.
Neste caso, a gestão do conhecimento tem o papel de sistematizar esse
compartilhamento, criando sistemas que permitam uma maior interação entre os
indivíduos e a ampliação da troca de conhecimentos. Dentro deste contexto, a UFRJ,
através da NCE – Núcleo de Computação Eletrônica e do SIBI – Sistema de
Bibliotecas e Informação, apresenta o uso da base de dados MINERVA, no sentido
de centralizar e estruturar o conhecimento gerado pela comunidade acadêmica da
UFRJ, permitindo sua disseminação, compartilhamento e uso, e propiciando
resultados positivos e benefícios, tanto interna quanto externamente.

1 INTRODUÇÃO
O Sistema de Bibliotecas e Informação, da Universidade Federal do Rio de
Janeiro - SiBI/UFRJ, oficializado em 1989 pelo Conselho Superior de Coordenação
Executiva - CSCE, é formado por 43 unidades de informação, situadas nos dois
campi da UFRJ – Ilha do Fundão e Praia Vermelha – e, ainda, em unidades isoladas
localizadas na cidade do Rio de Janeiro.

�PANORAMA DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS E INFORMAÇÃO – SiBI

O modelo do sistema reflete a estrutura da Universidade Federal do Rio de
Janeiro, que é, por sua origem, fragmentada em diversas unidades. A então
Universidade do Brasil, foi criada após a união das Escolas de Música, de Belas
Artes, Medicina e Direito. Seu inevitável e desejado crescimento, e o surgimento da
pós-graduação no Brasil na década de setenta, a caracterizou pela diversidade de
unidades hoje existentes e atuantes. Portanto, se explica o grande número de
bibliotecas na UFRJ, contemplando todas as áreas do conhecimento e

atendendo

�ao ensino, pesquisa e extensão. Como a UFRJ tem dois campi e 11 unidades
isoladas , suas bibliotecas seguem esse padrão, estando, em sua maioria,
geograficamente distantes umas das outras.
O SiBI tem como objetivo principal a integração de suas unidades de
informação à política educacional e administrativa da Universidade, servindo de
apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão, estimulando a colaboração
técnico-científica, cultural, literária e artística, através do desenvolvimento de
serviços e produtos de informação que atendam às exigências de relevância e
rapidez.
A Base Minerva é a forma de reunir logicamente os acervos dessas bibliotecas
representando-os num grande catálogo coletivo virtual para consulta remota.

2 INFORMATIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS
A história da informatização das bibliotecas da UFRJ, que pode ser
investigada em diversos trabalhos apresentados ao longo dos últimos 25 anos,
remonta à uma trajetória de pioneirismo e inovação. A fase de modernização e
remodelagem dos recursos computacionais, que coincide com a adoção de um novo
software gerenciador de bibliotecas, teve importante papel para o atual estágio de
gestão da informação na Universidade.
As primeiras providências nessa fase foram de: dotar as bibliotecas/unidades
de informação da Universidade, de infra-estrutura computacional adequada ao
funcionamento do software gerenciador dos serviços de biblioteca, promover
atividades de capacitação do pessoal das bibliotecas, com a finalidade de prepará-lo
a acompanhar o desenvolvimento tecnológico na área de informação e as
especificidades do software e converter os registros do acervo informatizado no
sistema anterior para o sistema atual.

�Vencidas essas etapas, que duraram aproximadamente 1 ano (1998) e
diversas investidas em treinamentos, foi consolidado o uso do software pelas
bibliotecas e o conseqüente aumento do número de registros na Base Minerva. O
gráfico a seguir ilustra esse crescimento.

1.200.000
1.100.000
1.000.000
900.000
800.000
700.000
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0

923.988
792.379
543.403
249.159
86.919
235.177

243.458

282.407

282.407

282.407

282.407

Dez. 1998

Dez. 1999

Dez. 2000

Dez. 2001

Dez. 2002

Dez. 2003

Conversão

Inclusão de Itens

3 BASE MINERVA
A Base Minerva, hoje com 1.300.000 itens, reúne acervos das 43 bibliotecas
do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ. Os dados que compõem a Base
estão armazenados num servidor localizado no Núcleo de Computação Eletrônica
que tem uma equipe destinada à gerência do sistema e oferece toda a infra-estrutura
técnica necessária ao perfeito funcionamento, monitorado por 24 horas/dia.
Como proposta inovadora, o SIBI está oferecendo à comunidade da UFRJ os
recursos da Base Minerva para registrar e divulgar informação contida, não só nas
bibliotecas, mas em outras unidades de informação tais como, arquivos, coleções
especializadas e museus.

�Essa iniciativa tem sido gradativamente adotada por algumas unidades da
UFRJ

que,

detentoras

de

acervos

importantes,

não

possuíam

apoio

técnico/computacional para disponibilizar seus conteúdos. Os projetos têm sido
realizados em parceria com o SIBI, que oferece suporte técnico e garante a
qualidade na catalogação dos registros. .Acredita-se que a crescente adesão a esse
projeto resultará na produção de um catálogo coletivo virtual das diversas coleções
da UFRJ, apresentando o seu patrimônio documental existente.
Atualmente temos 3 arquivos sendo integrados à Base Minerva: o Arquivo
Histórico do Museu Nacional, o Núcleo de Pesquisa e Documentação da Faculdade
de Arquitetura e o Centro de Línguas indígenas do Programa de Pós-Graduação em
Antropologia. A produção acadêmica discente; teses e dissertações, já está sendo
disponibilizada em texto integral; objetos pertencentes à família real, integrantes da
Coleção do Museu Nacional, estão sendo catalogados, fotografados e inseridos na
Base; a produção acadêmica docente está sendo catalogada, digitalizada (quando
não está em meio eletrônico) oferecendo acesso ao texto completo do artigo,

�capítulo de livro ou relatório de pesquisa produzidos. Além disso se; inseriu-se links
para curriculum Lattes e para as Bibliotecas virtuais existentes na Universidade.
Nesse projeto destacam-se as iniciativas de digitalização, tanto as referentes
às teses e dissertações, quanto de documentos históricos, raros, produção
acadêmica docente e “realia”.

TESE DIGITALIZADA TEXTO COMPLETO

TAÇA DO MUSEU REAL

�As novas formas de busca pela informação, ocasionadas pela independência
dos usuários, atualmente dotados de todos os recursos necessários para efetuar sua
pesquisa sem, necessariamente dirigir-se à biblioteca, destacam a importância de
uma eficaz gestão dos recursos informacionais disponibilizados nas bases de dados.

4 GESTÃO DO CONHECIMENTO
Rossatto (2003) conceitua gestão do conhecimento como “um processo
estratégico, contínuo e dinâmico que visa gerir o capital intangível da empresa e
todos os pontos estratégicos a ele relacionados e estimular a conversão do
conhecimento”.
Segundo Canavarro ( 2003) uma vertente da gestão do conhecimento referese às organizações, que veêm o conhecimento como um fluxo constante, onde os
profissionais registram e compartilham experiências e conhecimento. Sendo assim, o
papel da gestão do conhecimento seria o de sistematizar esse compartilhamento,
criando sistemas que permitam uma maior interação entre os indivíduos e a
ampliação da troca de conhecimentos.
“A assimilação da informação, como analisa Barreto(2004) é a finalização de
um processo de aceitação da informação que transcende o seu uso, um ato de
apropriação. Este é o destino final do surpreendente e muitas vezes raro fenômeno
da informação: criar conhecimento modificador e inovador do indivíduo e do seu
contexto. Entendemos o conhecimento como sendo uma passagem, um fluxo de
sensações que são apropriados pela consciência do receptor e este é um processo
que se realiza no mais oculto espaço de sua subjetividade. É um caminho pessoal e
diferenciado para cada indivíduo”.
Essa é a abordagem utilizada pelo SIBI na gestão da informação – científica,
tecnológica, cultural e artística - da Universidade Federal do Rio de Janeiro para a
utilização e o gerenciamento de uma ferramenta como a base Minerva, de forma a

�proporcionar o compartilhamento de toda a produção acadêmica e dos acervos,
fazendo-os interagir com os usuários e suas demandas de informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Analisando a aplicação das idéias apresentadas nos estudos sobre gestão da
informação para o conhecimento no gerenciamento da Base Minerva da UFRJ,
podemos fazer algumas considerações finais:
•

O uso da Base Minerva como apoio à gestão da informação não é um
processo estanque. Será influenciado por múltiplas decisões, principalmente
por aquelas que afetam o compromisso e a motivação das pessoas que
trabalham nas unidades de informação da Universidade;

•

As ferramentas de tecnologia de informação e comunicação são parte
integrante do projeto; são o meio para fazer acontecer, mas não determinam
os esforços da gestão da informação;

•

É praticamente impossível gerenciar todas as informações disponíveis,
necessárias ou desejáveis, mas sistematicamente, cada unidade de
informação deverá estar focada nos conhecimentos estratégicos de sua
Unidade;

•

O uso da base Minerva como apoio à gestão da informação para o
conhecimento na UFRJ deve ser considerada como o esforço para melhorar o
desempenho humano e organizacional através da facilitação de conexões
significativas entre pessoas, documentos e comunidades. Assim, a utilização
da base Minerva tem como objetivos: garantir que todos (interna e
externamente à UFRJ) tenham acesso ao conhecimento/produção científica
da UFRJ, quando, onde e na forma que necessitam e motivar o
compartilhamento da produção acadêmica e científica, utilizando o seu
potencial de codificação/catalogação e difusão da informação.

�REFERÊNCIAS
CANAVARRO, Marcela. Gestão do saber. T I Master, outubro 2003.Captado em
28/05/2004
http://www.timaster.com.br/revista/materiais/main_materia.asp?codigo=853

ROSSATTO, Maria Antonieta. Gestão do conhecimento: a busca da humanização,
transparência, socialização e valorização do intangível. Rio de Janeiro: Interciência,
2003.

RUSSO, Mariza. SÁ, Maria Irene da Fonseca e. A Base Minerva e as
oportunidades de desenvolvimento do conhecimento para portadores de
deficiência visual. Jan.2002

∗

Gerente de projeto do Núcleo de Computação eletrônica NCE/UFRJ Irene_as@nce.ufrj.br
Coordenadora do Sistema de Bibliotecas e Informação SIBI/UFRJ paulamello@sibi.ufrj.br

∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55743">
                <text>O uso da Base de Dados Minerva no desenvolvimento da gestão  da informaçâo para o conhecimento na UFRJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55744">
                <text>Sá, Maria Irene da Fonseca e; Mello, Paula Maria Abrantes Cotta de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55745">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55746">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55747">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55749">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55750">
                <text>A era do conhecimento está exigindo novas habilidades organizacionais. Torna-se necessário localizar de forma mais nítida e precisa os estoques e fluxos de conhecimento. No passado criamos e aprendemos a gerenciar almoxarifados de coisas”. Atualmente, precisamos criar “almoxarifados e corredores” de conhecimento. O recurso conhecimento se encontra em sua forma mais preciosa na cabeça das pessoas, mas também, transformado e explicitado, no contexto organizacional, em documentos, conteúdos não estruturados, processos, patentes e práticas documentadas. Há um alto potencial e grandes oportunidades de disseminação do conhecimento existente nas universidades e institutos de pesquisa para a sociedade em geral. Pode-se entender o conhecimento como um fluxo constante, no qual os profissionais registram e compartilham experiências e saberes. Neste caso, a gestão do conhecimento tem o papel de sistematizar esse compartilhamento, criando sistemas que permitam uma maior interação entre os indivíduos e a ampliação da troca de conhecimentos. Dentro deste contexto, a UFRJ, través da NCE – Núcleo de Computação Eletrônica e do SIBI – Sistema de Bibliotecas e Informação, apresenta o uso da base de dados MINERVA, no sentido e centralizar e estruturar o conhecimento externamente.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68599">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5097" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4166">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5097/SNBU2004_167.pdf</src>
        <authentication>1f2db9e2c38fab400f0ab43e5dfb652b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55778">
                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E A GERONTOCRACIA DO CONHECIMENTO
Maria Odaisa Espinheiro de Oliveira∗

RESUMO
A informação e o conhecimento, gerados desde a Antigüidade, precisam ser
organizados e disseminados por bibliotecas para melhor atender às necessidades de
seus usuários. Nesse contexto, o trabalho tem como objetivo refletir sobre a
biblioteca e a gerontocracia como termos voltados para a sabedoria. A biblioteca
universitária é o espaço para essa reflexão, em relação a gerontocracia do
conhecimento em serviços de informação. A análise é realizada por meio do estudo
comparativo dos dois termos. O resultado mostra que o olhar do dimensionamento
dos recursos de informação antigos é importante para redimensionar um outro
cenário, a fim de contribuir para o desenvolvimento de novas ações, nas prestações
de serviços, dentro de uma mudança de comportamento e, não somente, na
preocupação com a arquitetura da informação, colocando tecnologias e não pessoas
no centro do mundo da sabedoria.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Universitária. Gerontocracia do conhecimento.
Recursos de informação.

1 INTRODUÇÃO
As palavras Biblioteca e Gerontocracia nos levam a uma reflexão para o
mundo de hoje. Enquanto a primeira destaca-se por seu caráter de organizar e
armazenar os documentos para disseminar a informação, a segunda chama a
atenção pela força e poder dos mais velhos na produção e na gestão do
conhecimento. A gestão entendida como ação de dirigir e controlar os esforços de
um grupo de pessoas para um esforço comum, com a finalidade de atingir eficiência
e resultados.
A informação e o conhecimento são armazenados desde a Antigüidade.
Contudo, só mais recentemente a informação tem atraído estudiosos de diferentes

�domínios do saber, no sentido de compreender seus mecanismos de produção,
processamento, disseminação e uso.
A Biblioteca Universitária é o espaço escolhido para refletir sobre o saber e o
poder, uma vez que este tipo de biblioteca, é entendido como armazenadora e
disseminadora do conhecimento produzido pela universidade e de saberes de um
modo geral, organizados com a missão de ser a facilitadora do acesso a este
conhecimento e possuidora de uma gerontocracia para melhor gerenciar esse
conhecimento.
Na perspectiva dialética, este trabalho parte da concepção de que o que é novo
ficar velho e o que é velho se torna novo. Dessa maneira, estruturalmente, este
estudo está organizado em três partes. Na primeira, apresenta um panorama geral
acerca da biblioteca como forma de saber para entender a biblioteca no contexto da
universidade, como Biblioteca Universitária. Logo em seguida é apresentada uma
breve reflexão sobre o termo gerontocracia, para entender a gestão do conhecimento
em serviços de informação como forma de poder. Do exposto, na terceira parte,
procede-se à análise comparativa dos dois termos biblioteca e gerontocracia a título
de considerações finais, quanto ao olhar lançado na evolução do conhecimento a
partir dos conhecimentos antigos.

2 A BIBLIOTECA COMO FORMA DE SABER
A biblioteca tem sua história no registro da informação e o homem na criação
de sistemas rudimentares para não dispersá-la. A escrita é a memória do
conhecimento do homem. Na Antigüidade os assírios, os sumérios e os babilônios
tinham seus arquivos e nessa época estes povos usavam placas de argila para
registrar o conhecimento que formavam suas bibliotecas. A utilização do papiro como
suporte da escrita foi um avanço e que, posteriormente, foi substituído pelo
pergaminho. As maiores bibliotecas encontravam-se em Alexandria, no Egito e o

�Museion, fundado por Ptolomeu I (323-285 a C.), era parte essencial da academia de
sábios sob sua proteção. (GATES, 19--).
Por aproximadamente sete séculos, a Biblioteca de Alexandria reuniu o maior
acervo de cultura e ciência que existiu na Antigüidade, sendo importante na história
da humanidade e, particularmente na história do livro e da biblioteca. Hoje, a
Biblioteca Alexandrina, como é chamada, está localizada à beira-mar do
Mediterrâneo, no campus da Universidade de Alexandria, no local do antigo
complexo da Biblioteca e do Museu. Essa nova biblioteca foi criada para ser pública
e acadêmica. (SALEM, 2002).
Segundo o artigo intitulado “Egito inaugura nova Biblioteca de Alexandria”
publicado no Estadão.com.br (2002), o complexo de Alexandria inclui três museus,
seis galerias, cinco institutos de pesquisa, um salão de conferência e um planetário.
Este artigo revela que a nova biblioteca em termos de acervo não é a maior do
mundo, mas a idéia é de que seja uma referência em novas tecnologias.
No entanto, é observado no mesmo jornal que com toda esta modernidade, há
o receio de que, nos dias de hoje, a nova biblioteca não seja considerada como um
espaço de liberdade intelectual, tal como na Antigüidade. Isto pelo perigo do
fanatismo religioso existente atualmente no Egito, o qual já resultou em censura e
destruição de livros.

Vale ressaltar que a biblioteca antiga foi importante no

desenvolvimento científico em diversas áreas, como astronomia, matemática e
medicina, incluindo, também o legado de Homero e a tradução do Antigo
Testamento.
Assim, desde a Antigüidade até hoje, vamos encontrar os vários meios de
registrar e disseminar a informação, procurando melhor atender aos usuários. Nos
tempos antigos, os reis usavam placas de argila para registrar o conhecimento; na
idade média o surgimento da universidade acelerou a produção de manuscritos e
com a invenção da imprensa o pensamento humano registrado pela escrita atingiu a
um número maior de pessoas. Atualmente a internet, como rede de informação e

�comunicação, tem a função de facilitar a organização e disseminação da informação
para a geração de novos conhecimentos.
Não podemos esquecer que o mais antigo e maior sistema do homem para
armazenar informações e transmiti-las de uma pessoa para outra é a linguagem e
que a biblioteca reflete o saber, a memória e a representação. Price (1976) mostra a
ciência desde a Babilônia e seu crescimento exponencial. Surge, então, a chamada
explosão da informação. Mas a resposta à explosão informativa do século XX foi à
utilização do computador para ordenar a informação registrada. A biblioteca, então,
como instituição social, participa das mudanças tecnológicas, adaptando-se às novas
tecnologias, com a utilização de computadores e da internet para formação de redes
cooperativas.
Mas, no limiar do século XX foi delineada uma nova função para a biblioteca,
sobrepondo-se à idéia de biblioteca como uma forma de organização do saber. O
saber e o poder foram considerados trajetórias paralelas. Além disso, a informação
foi vista como elemento estratégico para o ensino e a pesquisa e os sistemas de
informação para apoiar-se no sistema integral de ensino, permitindo um fluxo
ascendente daqueles que se interessavam pela investigação (MILANESI, 1983).
Esta evolução fez com que os locais de guarda, organização, preservação e
disseminação dos acervos, sofressem modificações que vão se refletir na arquitetura
física, na arquitetura da informação e no desenvolvimento do saber fazer. A
biblioteca está passando de uma organização totalmente ligada ao material impresso
para outra a ser armazenada sob a forma digital.
Assim, a biblioteca digital conectada a uma rede está sendo o resultado desta
evolução. A biblioteca, apesar de sua palavra ser considerada etimologicamente
“depósito de livro”, não permaneceu estática no decorrer dos anos no tempo e no
espaço. Ela tem sua evolução e, dentre as inúmeras especificações do termo
biblioteca,

pode-se

encontrar:

tradicional,

pública,

escolar,

universitária,

�especializada, ambulante ou itinerante, infantil, municipal, estadual, nacional, digital,
virtual, eletrônica, sem paredes, do futuro, e outros.

2.1 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
A partir da queda do Império Romano até o século XII, a educação esteve nas
mãos dos mosteiros e a instrução era principalmente teológica. No entanto, o
aparecimento das escolas oficiais, o estudo da gramática latina, o surgimento da
escrita vernácula e as condições sociais e econômicas cada vez mais favoráveis
deram origem às universidades. (GATES, 19--). Como observa Martins (1996), a
fundação das universidades foi o grande acontecimento medieval que, de certa
forma, direciona o destino das civilizações. No continente europeu, as Bibliotecas
Universitárias da Idade Média ganharam o seu desenvolvimento no decorrer do
século XV.
Vale ressaltar que o ensino está ligado ao desenvolvimento das bibliotecas.
No século XVII, Comênius em seu pensamento educacional dava valor ao saber.
Para ele o saber tinha valor instrumental: saber para agir bem. Compreendeu o papel
do interesse na aprendizagem, partindo do princípio de que a escola deve ser
atrativa. (COMÊNIUS, 1978). Então, se a escola hoje não for atrativa como será a
biblioteca? Ou seja, se o aluno não tiver interesse pelo espaço escolar, deduz-se que
não terá interesse pela biblioteca.
As reformas do ensino procuram contribuir, também, com as bibliotecas. A
reforma do ensino de 1971 decretou a prática da pesquisa na escola, mas como
observa Milanesi (1983) a escola brasileira, com algumas variações, ainda leva o
aluno à reprodução de discursos. Para esse autor, o que é pior é que, esse sistema
de ensino no Brasil ainda domina as fases da escola e entra na Universidade.
A Universidade em seu Regimento e Estatuto, de um modo geral, diz que a
sua missão está no ensino, na pesquisa e na extensão. É neste espaço que se

�produz vários tipos de conhecimentos e esses conhecimentos armazenados em
bibliotecas contribuem para a geração de novos conhecimentos científicos, a partir
de experiências e teorias escritas.
Os estudos nos documentos mostram que a experiência passada, ao longo
dos anos, retrata a importância dos cientistas da informação e bibliotecários, para o
desenvolvimento das forças produtivas, decorrente do seu papel de facilitador da
comunicação e da informação para a geração do conhecimento.
No bojo desta discussão, é relevante ressaltar que para compreender a
Biblioteca Universitária é importante conhecer o seu caráter universal e diversificado.
Luck et al (2000) partem do princípio que universidades e bibliotecas se completam
com a missão de servir a sociedade. Mas, especificamente, ser a mediadora da
relação ensino-aprendizagem dos usuários aos quais servem.
Norteando-se por esse pressuposto, as autoras analisam a Biblioteca
Universitária no processo de mudança do modelo pedagógico e curricular, como
conseqüência da regulamentação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional. Consideram que a didática do aprender a aprender serve para motivar o
aluno a construir atitude de pesquisa, mas que para isso a Universidade deve existir
como ampliação do projeto pedagógico voltado para a pesquisa e a produção de
conhecimento. Neste contexto, essa biblioteca não deve esquecer o seu papel de
mediadora nesse processo de formação de profissionais, como também de poder de
conhecimento para melhor gerenciar a informação.

3 A GERONTOCRACIA COMO FORMA DE PODER
Gerontocracia etimologicamente é entendida como “o poder dos mais
velhos” e considerada também, como gestão ou administração (GERONTOCRACIA,
2001). É uma palavra de grande ressonância para as várias áreas do conhecimento
humano. Pode-se observar que o tema da velhice conta com uma literatura tão

�antiga como a humanidade. O envelhecimento é um processo de complexidade
infinita, que afeta a estrutura e mais que a estrutura, a arquitetura química e física da
célula. Contudo, desde os mais remotos tempos da humanidade, as pessoas
longevas com maior experiência de vida foram respeitadas nas sociedades
primitivas.
Do saber acumulado da experiência de vida emana a autoridade e, por este
motivo, é freqüente encontrar nos povos primitivos e ainda em muitos dos chamados
civilizados ou de tecnologia superior dos nossos dias, a gerontocracia como forma de
governo.
Para a antropologia a velhice pode ser enfocada de diversos modos: desde o
ponto de vista da antropologia física até o ponto de vista da antropologia cultural.
Esta última se concentra no papel que a maturidade desempenha em uma cultura,
em um grupo étnico.
Na área da medicina, pode-se encontrar ao final do século XXI, o poderoso
complexo médico-industrial que dominará a economia mundial e o poder está nas
mãos de uma gerontocracia de seres atentos, principalmente, a dos últimos avanços
da tecnologia médica que tem de permitir alargar a duração da vida humana.
As tecnologias e o saber são de grande importância para o século XXI. Os
políticos de Barcelona, na Espanha, falam da importância do conhecimento e do
progresso científico em um país rico e moderno. O pensamento é que Barcelona
deve converter-se em um dos “centros mundiais do conhecimento” e a “capital
européia das tecnologias da informação”. Mas, para não perder o trem do futuro e
não se deixar levar por euforias tecnológicas, Martín (2000) diz que apostaria em
outra das linhas que marcará o século XXI. Este professor da “Columbia University” e
visitante da Universidade “Pompeu Fabra”, pensa como atrair os melhores cientistas
do mundo para trabalharem em Barcelona. Para ele, se o século XX tem sido o
século da liberalização da mulher, o século XXI será o século da gerontocracia. Este
autor mostra que a primeira industria da Califórnia, não é a informação e sim o

�turismo, impulsionado, sobretudo, pela terceira idade.

Para Martín os catalães

deveriam atuar sem medo na carreira da gerontocracia.
Na área de Ciência Política, segundo Capdeville (2000?), a gerontocracia tem
recebido pouca atenção para entender o declínio do comunismo no mundo e muitos
aspectos da decadência política no México. Este autor observando a realidade
mexicana diz que as eleições de 2000 foram bem claras. “La juventud está llena de
futuro, la vejez está llena de pasado”. Analisando essa concepção política, observase que apesar dos problemas citados no governo dos mais velhos, a juventude
precisa ler mais para um futuro melhor a partir da experiência do passado. Daí a
importância do conhecimento.
Para a área da Biblioteconomia e Ciência da Informação o termo
gerontocracia é inovador. É considerado como o poder do conhecimento dos mais
velhos. Tal conceito contribuirá para ampliar, significativamente, a produção de
novos saberes científicos e tecnológicos. Para a gestão de Biblioteca Universitária o
poder do conhecimento é importante para melhor atender as necessidades da
biblioteca e de seus usuários, através dos serviços de informação. Pois o poder está
diretamente relacionado às diversas formas de conhecer.

3.1 A GERONTOCRACIA DO CONHECIMENTO
O conhecimento faz parte do ser humano. O próprio homem produz o seu
conhecimento para que seja disseminado na sociedade, mas como se vive numa
realidade multidimensional, não se estuda estas dimensões separadamente. Não se
pode compreender o ser humano somente através dos elementos que o constituem.
Há uma interação entre os indivíduos que formam um conjunto e a sociedade
possuidora de uma língua e de uma cultura que transmite aos indivíduos. Daí a
necessidade de um modo de conhecimento que permita compreender como as
organizações e os sistemas produzem.

�O nosso sistema de ensino privilegia a separação em vez de praticar a ligação.
Assim, o homem deveria estender seu poder de reflexão aos conhecimentos
científicos, bem como à literatura e à poesia, alimentando-se ao mesmo tempo de
ciência e de literatura como faziam os homens da ciência e da literatura no passado.
Morin (1999) observa que partimos de um pensamento complexo e o problema do
conhecimento torna-se um desafio para nós. Para este autor só podemos conhecer o
todo se conhecermos as partes que o compõem. Neste pensamento, uns dos
desafios do século XX era: “a compartimentação e a disjunção entre cultura
humanística e cultura científica, acompanhadas pela compartimentação entre as
diferentes ciências e disciplinas. (MORIN, 1999, p.39).
Isto porque, em sua concepção, a cultura humanista revitaliza as obras do
passado e a cultura científica só valoriza as aquisições do presente. Em sua análise
comparativa, entre o saber medieval e o contemporâneo, mostra que o primeiro era
demasiado bem organizado e coerente e o segundo disperso. Mas já existe uma
reorganização do saber em andamento como a ecologia científica e como a ecologia
da informação. Isto é em uma visão holística.
Para o desenvolvimento da tecnologia é importante o conhecimento. Como
explica Davenport (2000, p. 15) “só a tecnologia não basta para o sucesso na era da
informação”. Este autor mostra que pouca atenção é dada aos fatores humanos
quando são elaborados os projetos informacionais e com isso suas pesquisas
mostram que ninguém considera o ambiente informacional em suas empresas bemadministrado.
Isto leva a considerar que o conhecimento “é a informação mais valiosa e,
conseqüentemente, mais difícil de gerenciar” (DAVENPORT, 2000, p. 19). É aí que
entra a sabedoria. O planejamento ecológico permitirá evolução e interpretação,
precisando da abordagem ecológica do gerenciamento da informação mais
comportamental e mais prática dos que os grandes projetos realizados na arquitetura
da informação.

�Dessa maneira, um fato importante é que os padrões da arquitetura da
informação envolvem documentos e que uma evolução do SGML (Standard
Generalized Markup Language), começou a revolucionar a maneira de distribuir e
exibir informações. A criação do “world wide web” veio facilitar conectar documentos.
E, dessa forma, a evolução das tecnologias de informação e comunicação tornou-se
possível para indexação, recuperação, disseminação e uso da informação, na
grande rede, com a utilização das ferramentas de busca. Por meio da “web” pode-se
acessar documentos hipertextuais dos mais variados assuntos e de diferentes
arquiteturas de informações textuais, sonoras e imagéticas.
Esses são alguns dos acontecimentos que têm transformado o cenário social
da vida humana, em uma revolução tecnológica concentrada nas tecnologias da
informação, remodelando a base material da sociedade em ritmo acelerado neste
novo milênio. Como observa Castells (2000), a flexibilidade de gerenciamento foi um
processo de reestruturação do próprio capitalismo e a organização das empresas em
redes, tanto interna quanto em suas relações com outras empresas, foi um avanço.
Neste sentido, o conhecimento e a informação são elementos cruciais para o
desenvolvimento. No entanto, enfatiza este estudioso no assunto que, o importante
no modo informacional de desenvolvimento é a ação do conhecimento.
A gestão do conhecimento surge, então, como uma metodologia de gestão
que se preocupa tanto com o processo de inovação, como de produção para
determinar a vantagem competitiva da empresa. Pode ser entendida como a forma
de administração e aproveitamento do conhecimento das pessoas para a
organização da empresa. Porém, é interessante observar que cada vez temos maior
certeza que uma metodologia adequada, é importante não só para a gestão do
conhecimento como, também, para a gestão de recursos informacionais. Ambos são
projetos distintos, mas que se complementam.
Segundo Paula (2002), em sua experiência sobre a Gestão Integrada de
Recursos Informacionais, a gestão é modelada pela visão holística sob o enfoque
metodológico e tecnológico. Para ela as organizações cada vez mais necessitam de

�agilidade operacional, uma vez que esta operação está relacionada com a
competência e uso de tecnologia para a administração de suas funções, juntamente
com a gestão do conhecimento. Deve-se observar que o processo de globalização
do acesso à informação vem criando expectativas no mundo atual. Como observa
ZAHER (2002), o compartilhamento de recursos informacionais em redes, já é uma
temática discutida e já vem sendo praticada pelo profissional da informação. Cabe
lembrar que a forma e os instrumentos desse processo vem sendo alterado, em
especial, com a propagação da cultura digital, responsável por influências de
comportamentos individuais e em grupos.

4

CONSIDERAÇÕES GERAIS
Ao analisar os termos Biblioteca e Gerontocracia observa-se que ambos os

termos evoluíram. No decorrer do tempo o conceito de biblioteca passa de “depósito
de livros” para ser dinâmico visando ao usuário e o de gerontocracia de “velho”
passa a ser novo na dinâmica da gestão do conhecimento.
No estudo comparativo, infere-se que a palavra biblioteca tinha a concepção
de depósito de livro - uma idéia arcaica - que evoluiu e foi dada uma nova concepção
de saber e poder. A gerontocracia apesar de ter o velho em sua palavra (geron)
passa, também, a ter um conceito novo de saber e poder.
A mudança para a melhoria das bibliotecas universitárias observa-se que está
na maneira de atender seus usuários, a partir da compreensão do contexto em que a
Universidade está inserida e de sua contribuição para desenvolver a sociedade em
redes.
Assim, o conhecimento das bases de dados, no que diz respeito à
organização dos dados, critérios de busca, chaves de acesso, escopo, como
recursos e serviços, torna-se essencial para poder extrair maior número de
informações relevantes e, dessa maneira, o aprendizado é indispensável. Logo os

�serviços de informação que se realizam em meio ao funcionamento de redes e
serviços cooperativos, faz com que as bibliotecas avancem no contexto acadêmico e
científico.
Por fim, olhar o dimensionamento dos serviços – voltados à preocupação com
a arquitetura da informação que coloca tecnologias e não pessoas no centro do
mundo da sabedoria - torna-se importante para redimensionar um novo cenário, a fim
de contribuir para o desenvolvimento de novas ações nas prestações de serviços,
dentro de uma mudança de comportamento, em relação à inclusão social.

ABSTRACT

The information and the knowledge, generated since the Antiquity, need to be
organized and to be spread by libraries better to attend the necessities of its users. In
this context, the work has as objective to reflect about the library and the
gerontocracy as terms directed toward the wisdom. The university library is the space
for this reflection, in relation the gerontocracy of the knowledge in information
services. The analysis is realized by means of the comparative study the two terms.
The result shows that the look of the dimension of the old resources of information is
important to amplify one another scene, in order to contribute for the development of
new actions, in the renderings of services, inside of a change of behavior and, not
only, in the concern with the architecture of the information, placing technologies and
not people in the center the world of the wisdom.
KEYWORDS:
information.

University library. Gerontocracy of the knowledge. Resources of

REFERÊNCIAS

CAPDEVILLE, Rubén. Los problemas de la gerontocracia. 2000? Disponível em:
http://www.prodigyweb.net.mx/capde1/Articulos/Gerontocracia.htm. Acesso em: 30
abr. 2004.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 4. ed. Tradução: Roneide Venâncio
Majer, com a colaboração de Klauss Brandini Gerhardt. São Paulo: Paz e Terra,
2000. 617p. (A Era da Informação: economia, sociedade e cultura, v.1).

�COMÊNIUS, João Amos. Didática magna. Tradução de Nair Fortes Abu-Merhy. Rio
de Janeiro: Editora Rio, 1978. 299p.
EGITO inaugura nova Biblioteca de Alexandria. ESTADAO. com. Br , 16 out. 2002.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/divirtase/notícias/2002/out/16/66.htm.
Acesso em: 06 jul. 2004.
GATES, Jean Key. Como usar livros e bibliotecas. s..l.: Lidador, 19--, 258p.
GERONTOCRACIA. In: HOUAISS, Antonio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário
Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.1448.
LUCK, Éster Hermes et al. A biblioteca universitária e as diretrizes curriculares do
ensino de graduação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 11, 2000. Florianópolis. Anais eletrônicos... Disponível em:
http://snbu.bvs.br/snbu2000. html/. Acesso em: 25 maio, 2003.
MILANESI, Luiz. O que é biblioteca. São Paulo: Brasiliense, 1983. 107p. (Coleção
primeiros passos, 94).
MARTINS, Wilson. A palavra escrita: história do livro e da biblioteca. 2. ed. Ver.
Atual. São Paulo: Ática, 1996. 519p.
MARTÍN, Xavier. Gerontocracia. 2000. Disponível em:
http://www.columbia.edu/~xs23/catala/articles/gerontocracia/gerontocracia.htm.
Acesso em: 30 abr. 2004.
MORIN, Edgar. Da necessidade de um pensamento complexo. In: MARTINS,
Francisco Menezes; SILVA, Juremir Machado da (Orgs). Para navegar no século
21: tecnologias do imaginário e cibercultura. Porto Alegre: Edipucrs/Sulina, 1999.
288p.
PAULA, Rosália Paraíso Matta de. GIRI-Gestão Integrada de recursos
Informacionais e Conhecimento Empresarial: relato de uma experiência de 16 anos
de aplicação no mercado brasileiro. In: INTEGRAR – CONGRESSO
INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1. São Paulo, 2002. Textos... São Paulo: Imprensa
Oficial SP, 2002. p. 367-385.

�PRICE, Derek de Solla. A ciência desde a Babilônia. Tradução de Leonidas
Hegenberg e Octanny S. da Mota. Belo horizonte: Itatiaia, São Paulo: EDUSP, 1976.
189p. (O homem e a Ciência, v.2).
SALEM, Shawky. Information drive in Egypt with no barriers, no limits in the new
millennium: case study Biblioteca Alexandrina. In: INTEGRAR – CONGRESSO
INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1. São Paulo, 2002. Textos... São Paulo: Imprensa
Oficial SP, 2002. p. 499-510.
ZAHER, Célia Ribeiro. Capturando no espaço cibernético: a aquisição sem fronteiras.
In: INTEGRAR – CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS,
CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1. São Paulo, 2002. Textos... São
Paulo: Imprensa Oficial SP, 2002. p. 673-690.

∗

Universidade Federal do Pará – UFPA. Departamento de Biblioteconomia. Campus Universitário do
Guamá, Av. Augusto Correia, 1 - 66.075.010 - Belém - Pará – Brasil. E-mail: odaisa@ufpa.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55761">
                <text>A biblioteca universitária e a gerontocracia do conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55762">
                <text>Oliveira, Maria Odaisa Espinheiro de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55763">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55764">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55765">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55767">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55768">
                <text>A informação e o conhecimento, gerados desde a Antigüidade, precisam ser organizados e disseminados por bibliotecas para melhor atender às necessidades de seus usuários. Nesse contexto, o trabalho tem como objetivo refletir sobre abiblioteca e a gerontocracia como termos voltados para a sabedoria. A biblioteca universitária é o espaço para essa reflexão, em relação a gerontocracia do conhecimento em serviços de informação. A análise é realizada por meio do estudo comparativo dos dois termos. O resultado mostra que o olhar do dimensionamento dos recursos de informação antigos é importante para redimensionar um outro cenário, a fim de contribuir para o desenvolvimento de novas ações, nas prestações de serviços, dentro de uma mudança de comportamento e, não somente, na preocupação com a arquitetura da informação, colocando tecnologias e não pessoas no centro do mundo da sabedoria.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68601">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5099" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4168">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5099/SNBU2004_168.pdf</src>
        <authentication>ea02194776d370605ad1effe17f021b8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55814">
                    <text>APLICAÇÕES DE GESTÃO DO CONHECIMENTO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: MAPEAMENTO E DISCUSSÕES PRELIMINARES

Marília Damiani Costa∗
Gardênia de Castro∗∗

RESUMO
O objetivo principal deste artigo é apresentar e discutir as aplicações de gestão do
conhecimento (GC) em bibliotecas universitárias (BU’s), a partir das iniciativas
registradas na literatura corrente na área (nacional e internacional), com vistas à
otimização de propostas para este segmento no Brasil. Enfatizam-se as
bibliotecas universitárias como partes de organizações do conhecimento,
elencando enfoques e diversidades de propostas. Apresenta-se um mapa de
conhecimentos sobre o tema: gestão do conhecimento, apontando as
contribuições por focos e por países. E finalmente discute-se a participação das
BU’s em propostas de gestão do conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão do conhecimento. Gestão do conhecimento em
bibliotecas universitárias. Propostas de gestão do conhecimento.
1 INTRODUÇÃO
A crença de que uma economia baseada no conhecimento e na informação
possui recursos ilimitados tem sido um dos fatores responsáveis pela recente
atratividade pela gestão do conhecimento, tanto no ambiente acadêmico quanto
no das organizações privadas e públicas.
Essa busca das organizações pelo conhecimento, como fonte de recurso
inesgotável, traz a tona à necessidade de gerenciar informações para subsidiar a
criação de conhecimentos, bem como de gerenciar os ambientes para criação e
compartilhamento deste bem intangível, chave para a inovação e para a obtenção
de um diferencial competitivo.
As

organizações

do

conhecimento,

como

são

denominadas

as

organizações que atuam com base no conhecimento, baseiam suas ações na
compreensão do ambiente, de suas necessidades e são alavancadas pelas fontes
de informação disponíveis e pela competência de seus membros. (CHOO, 2003,
p. 31).

�Portanto, as bibliotecas, como partes das organizações do conhecimento,
devem estar preparadas para atuar no processo de gestão do conhecimento
(GC). As bibliotecas universitárias, no caso específico das Instituições de Ensino
Superior (IES), compõem a base para desenvolvimento das atividades de ensino,
pesquisa e extensão.
O presente trabalho propõe-se a apresentar e discutir as aplicações de
gestão do conhecimento (GC) em bibliotecas universitárias (BU’s), a partir das
iniciativas registradas na literatura corrente na área (nacional e internacional),
com vistas à otimização de propostas para este segmento no Brasil.

2 GESTÃO DO CONHECIMENTO: UM CONCEITO EM EVOLUÇÃO
A Gestão do Conhecimento (GC) é um conceito que surgiu no final da
década de 80, com a finalidade de gerenciar o conhecimento como um recurso
organizacional para obtenção de vantagem competitiva. É um tema que vem
ganhando espaço tanto no campo acadêmico quanto no organizacional, pois
transformar

o

conhecimento

individual

em

conhecimento

organizacional,

inserindo-o em produtos e serviços tem sido um dos grandes desafios, para a
competitividade.
Essa busca das organizações por trabalhar o capital humano e intelectual
(conhecimento) não constitui novidade, mas a proposta de gerenciá-lo é
inovadora, pois, “muitas empresas perceberam que necessitam de mais do que
apenas uma abordagem aleatória (e até mesmo inconsciente) do conhecimento
corporativo para vencer na economia atual e futura” (DAVENPORT; PRUSAK,
1998, p. ix).
A gestão do conhecimento é um conceito em evolução, está relacionada
com outras áreas do conhecimento, englobando conceitos e envolvendo diversas
atividades, como registra o mapa desenvolvido por Carvalho, Souza e Loureiro
(2002), evidenciando a sua complexidade e abrangência.

�FIGURA 1: Relações de Gestão do Conhecimento.
Fonte: CARVALHO, R. B. de; SOUZA, R. R.; LOUREIRO, R. (2002)

Por causa destas inúmeras relações, há uma multiplicidade de conceitos e
pontos de vista sobre GC. Esta dificuldade de definir gestão do conhecimento de
uma forma única também é abordada por Ives, Torrey e Gordon (1998) que
apontam à experiência e a formação dos profissionais que interagem na área de
gestão do conhecimento como razão para esta multiplicidade conceitual.
Miskie (1996) relaciona o conhecimento do indivíduo (sua habilidade
pessoal, intransferível) e o conhecimento explícito (que pode ser documentado e
facilmente difundido), definindo gestão do conhecimento como uma abordagem
estratégica, um modo de pensar (integrado, ciência e arte), que produz um
incremento na capacidade de ação de um indivíduo ou organização.
Para Davenport e Prusak (1998, p. 61) gestão do conhecimento é “o
conjunto de atividades relacionadas à geração, codificação e transferência do
conhecimento”, baseia-se em melhorar os recursos existentes na organização de
forma orientada para o conhecimento.

�Malhotra (1998) define gestão do conhecimento como um fator crítico para
a adaptação, sobrevivência e competência das organizações frente a mudanças
ambientais, que engloba processos organizacionais procurando combinar, de
forma sinérgica, a capacidade de processamento de dados e informações das
tecnologias de informação, e a capacidade criativa e inovativa dos seres
humanos.
Bukowitz e Willians (2002, p. 17) definem a gestão do conhecimento como
“o processo pelo qual a organização gera riqueza, a partir do seu conhecimento
ou capital intelectual”, e apontam as tecnologias de informação e comunicações
como uma das principais forças que levaram a gestão do conhecimento para o
primeiro plano e para o centro das organizações.
Diversos modelos de gestão do conhecimento podem ser recuperados na
literatura corrente, onde cada um trata o conhecimento de uma forma peculiar.
Neste sentido, Kakabadse, Kakabadse e Kouzmin (2003) apresentam um resumo
de diferentes abordagens de gestão do conhecimento, caracterizados em cinco
modelos: modelo de base filosófica, cognitivo, network, de comunidade e
quântico, registrados no quadro a seguir.

Tratamento
do
conhecimento

Metáfora
dominante

Modelo com
base
Filosófica

Modelo
Cognitivo

Modelo
Network

Conhecimento é
“convicção
verdadeira
justificada”

Conhecimento
é definido e
codificado
objetivamente
como conceitos
e fatos

Conhecimento
é externo a
quem adota
nas formas
explícitas e
implícitas

Conhecimento é
construído
socialmente e
baseado na
experiência

Sistemas de
possibilidades

Memória

Network

Comunidade

Paradoxo

Epistemologia

Modelo de
Comunidade

Modelo
Quântico

Foco

Formas de
saber

Captura e
armazenagem
do
conhecimento

Aquisição do
conhecimento

Criação e
aplicação do
conhecimento

Solução de
paradoxos e
temas
complexos

Objetivo
principal

Emancipação

Codificação e
captura do
conhecimento
explícito e da
informação –
exploração do

Vantagem
competitiva

Promover o
compartilhamento
do conhecimento

Sistemas de
aprendizado

�conhecimento

Alavanca
crítica

Questionamento,
reflexão
e debate

Tecnologia

Limite imediato

Comprometimento Tecnologia
e confiança

Principais
resultados

Novo
conhecimento

Padronização,
rotinização e
reciclagem do
conhecimento.

Consciência do Aplicação de
desenvolvimento novos
externo
conhecimentos

Criação de
multirealidades

Papel das
ferramentas
baseadas em
TI

Quase
irrelevante

Mecanismo
integrativo
crítico

Mecanismo
interativo
gratuito

Centrado no
conhecimento
crítico

Mecanismo de
suporte
integrativo

QUADRO 1: Modelos de Gestão do Conhecimento
Fonte: Traduzido de KAKABADSE, N. K.; KAKABADSE, A.; KOUZMIN, A. (2003, p. 81)

3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS COMO PARTES DE ORGANIZAÇÕES DO
CONHECIMENTO
As organizações do conhecimento, conforme caracteriza Sveiby (1998) são
organizações baseadas no conhecimento, isto é, transformam informações em
conhecimentos, seus ativos intangíveis são considerados mais valiosos que os
tangíveis e seus trabalhadores são profissionais altamente qualificados.
Para Choo (2003, p. 30) ”a organização que for capaz de integrar
eficientemente

os

processos

de

criação

de

significado,

construção

do

conhecimento e tomada de decisões pode ser considerada uma organização do
conhecimento”.
Neste sentido, as IES, são organizações do conhecimento que tem por
missão desenvolver as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
As bibliotecas universitárias (BUs) servem a comunidade acadêmica, como
uma universidade ou faculdade (Steveson, 1997, p. 84), e tradicionalmente são
conceituadas como bibliotecas de IES, destinadas a suprir as necessidades
informacionais de seus integrantes
acadêmicas (CARVALHO, 1981).

no desempenho de suas atividades

�Para Townley (2001, p. 44) as faculdades, universidades, e suas
bibliotecas são organizações sociais onde os trabalhadores transformam os
recursos informacionais através das funções de ensinar, pesquisar e de serviços.
Shanhong (2004) destaca a participação da biblioteca para a inovação do
conhecimento:
As funções convencionais de uma Biblioteca são de coletar,
processar, disseminar, armazenar e utilizar informação
documental para proporcionar serviços para a sociedade. Na era
da economia do conhecimento, a biblioteca se tornará a casa-dotesouro do conhecimento humano, participando na inovação do
conhecimento, e tornando-se um importante elo na corrente da
inovação. (SHANHONG, 2004, p.1).

No século 21, reforça Shanhong (2004) a biblioteca irá inevitavelmente
encarar os novos temas da gestão do conhecimento.

4 MAPEAMENTO E DISCUSSÃO SOBRE GESTÃO DO CONHECIMENTO EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Gestão do conhecimento não é um tema ou função que é habitualmente
abordado dentro da biblioteca. Muitos consideram gestão do conhecimento uma
atividade empresarial em que o uso do conhecimento cria valor empresarial em
termos de lucros ou alguma outra medida quantitativa. (JANTZ, p. 34, 2001)
Segundo Jantz (2001, p. 34) gestão do conhecimento em bibliotecas
universitárias “envolve organizar e prover acesso a recursos intangíveis que
ajudam os bibliotecários e administradores a desempenhar suas funções de forma
mais eficiente e efetivamente.”
Ao que Shanhong (2004) complementa
gestão do conhecimento em bibliotecas deveria ser focalizada em
pesquisa efetiva e desenvolvimento de conhecimento, criação de
bases de conhecimento, troca, e compartilhamento entre pessoal
da biblioteca (incluindo seus usuários), treinamento do pessoal
das bibliotecas, acelerando o processo explícito de conhecimento

�implícito e percebendo o seu compartilhamento. (SHANHONG,
2004, p. 2)

A gestão do conhecimento em bibliotecas se tornará cada vez mais
importante e esta nova forma de gestão terá três focos distintos: gerenciamento
dos recursos humanos, ponto central da GC nas bibliotecas; promover a inovação
do conhecimento; e a tecnologia da informação, como uma ferramenta para a GC
em bibliotecas. (SHANHONG, 2004, p. 2)
De acordo com Dudziak, Vilela e Gabriel (2002, p. 7-8) os benefícios do
uso da gestão do conhecimento em Bibliotecas Universitárias são:
a)Construção de uma base documentada que ampara os
processos decisórios dentro da biblioteca;
b)Melhoria da comunicação e interconectividade entre todos os
setores da Biblioteca, de modo que as informações e o
conhecimento possam fluir, de forma independente do desejo das
pessoas, havendo também a redução dos obstáculos inerentes à
separação geográfica;
c)Disponibilização integrada de dados, informações e
conhecimentos importantes ao ambiente e funcionamento
internos, e ao core business da biblioteca (que é a busca
constante pela satisfação de seus clientes);
d)Racionalização de tarefas como conseqüência da padronização
de procedimentos e conhecimento de normas;
e)Maior eficiência dos setores, independentemente da
rotatividade de pessoas e/ou a eventual falta de algum membro
da equipe;
f)Compartilhamento de experiências entre todos os membros das
equipes bibliotecárias, onde conhecer o outro fortalece as
relações interpessoais, fomenta e qualifica o diálogo, havendo a
valorização do trabalho de todos;
g)Facilidade de compartilhamento de conhecimentos e troca de
experiências entre as bibliotecas (benchmarking), o que leva a
um maior aprendizado. (DUDZIAK, VILELA E GABRIEL ,2002, p.
7-8)

Uma metodologia de implementação de projetos de GC em bibliotecas
universitárias também é descrita por Dudziak, Vilela e Gabriel (2002, p. 9-10),
destacando os seguintes procedimentos:
a) Colocação do foco da organização no ser humano, em seus
aspectos subjetivo e objetivo;
b) criação de um clima organizacional afeito à comunicação e à
inovação, de articulação de idéias e linguagem comuns a todos;
c) implementação de um planejamento estratégico;

�d) mapeamento do conhecimento individual e coletivo, com a
identificação de conhecimentos tácitos e explícitos;
e) identificação de dados (sua objetividade, exatidão,
confiabilidade), informações (confiabilidade) e o próprio
conhecimento (selecionado de acordo com sua aplicabilidade e
relevância a partir das metas e objetivos da organização);
f) escolha de matérias e idéias as mais apropriadas aos objetivos
(memória da organização, rotinas e procedimentos);
g) resgate das idéias e conhecimentos (a partir das pessoas,
documentos escritos, manuais técnicos, e-mails, memorandos,
relatórios, artigos, etc);
h) construção de uma relação preliminar entre dados, informações
e conhecimentos; sua interpretação e organização;
i) articulação entre as variáveis e indicadores que caracterizam
todos os atores do negócio, com a disponibilização do capital
intelectual da organização;
j) avaliação das relações elaboradas e realização de agrupamentos
e cruzamentos de dados, informações e conhecimentos;
k)
avaliação
de
sua
acessibilidade
(a
partir
de
terminologias/linguagens comuns aos membros da equipe);
l) avaliação da usabilidade e da qualidade de dados, informações e
conhecimentos, de modo que possam apoiar apropriadamente os
processos decisórios, e mesmo antecipar demandas, contribuindo
para a melhoria da qualidade dos serviços e produtos;
m) aprendizado através do processo e experiências adquiridas de
modo a criar um círculo virtuoso de melhoria contínua e
inovação.(DUDZIAK, VILELA E GABRIEL ,2002, p. 7-8)

Townley (2001) argumenta que a gestão do conhecimento está sendo
usada para melhorar as operações da biblioteca, permitindo gerar conhecimento
organizacional para instituições de ensino superior. O autor identifica quatro tipos
de projetos para aplicar gestão de conhecimento em bibliotecas: a) criar
repositórios de conhecimento, b) melhorar acesso de conhecimento; c) aumentar
o ambiente de conhecimento; e d) administrar conhecimento como um recurso.
O primeiro tipo de projeto visa à criação pelas bibliotecas de repositórios de
conhecimento, para a inserção de informações úteis sobre a operação de uma
biblioteca, as atividades dos usuários, e para alcançar objetivos organizacionais.
O segundo tipo de projeto procura melhorar o acesso de conhecimento, isto é,
melhorar o acesso e transferência de conhecimento organizacional, através de
uma rede de especializada em um determinado assunto, páginas amarelas,
biblioteca virtual, correio eletrônico e listservs. Já o terceiro processo criaria um
ambiente de criação e transferência de conhecimento, onde se pudesse

�compartilhar o conhecimento tácito sobre os usuários amparados por um
bibliotecário de referência. Por último administrar o conhecimento como um
recurso, ou seja, administrar o capital intelectual da biblioteca universitária. Este
tipo de projeto e o menos utilizado pelas bibliotecárias.
Já na visão de Shanhong (2004) a gestão do conhecimento em bibliotecas
universitárias deveria incluir os seguintes conteúdos: gestão da inovação do
conhecimento, gestão da disseminação do conhecimento, gestão da aplicação do
conhecimento e gestão dos recursos humanos.
Algumas iniciativas sobre a aplicação da GC em BU’s divulgadas na
literatura corrente da área, foram objeto dos mapeamentos deste estudo.
O mapeamento geográfico destas contribuições sobre gestão do
conhecimento em bibliotecas universitárias, estão registrados na figura 2, e nele
fica visível a contribuição do Estados Unidos, Brasil e China.

Figura 2 – Mapeamento geográfico das contribuições de GC em Bibliotecas Universitárias

Um mapeamento por autorias e enfoques, apresentados a seguir, permite
acompanhar as diversas abordagens, sobre gestão do conhecimento em
bibliotecas universitárias, registradas na literatura corrente e que embasaram este
artigo.

�AUTOR

ENFOQUE

ANO

TOWNLEY, C. T.

Aplicações de gestão do conhecimento em bibliotecas
universitárias, discute as semelhanças e diferenças
2001
entre gestão do conhecimento e práticas nas
bibliotecas universitárias.

JANTZ, R.

Ferramenta,
chamada
base
de
dados
de
conhecimento comum (CKDB), da Biblioteca New
Brunswick na Universidade Rutgers, para facilitar o 2001
gerenciamento e alocar o conhecimento informal dos
bibliotecários.

HERNÁNDEZ
BENVENUTO, R. I.
DUDZIAK, E. A.;
VILLELA, M. C. O.;
GABRIEL, M. A.

Modelo de aprendizagem organizacional na biblioteca
do Congresso Nacional da Republica do Chile.
2001
Fatores que possibilitam desenvolver sistemas de
gestão do conhecimento no âmbito da biblioteca
2002/2003
universitária.

BRANIN, J. J.

Projeto de banco de conhecimento na Universidade
do Estado de Ohio. Este banco de conhecimento tem
2003
como objetivo armazenar toda a produção científica
da instituição.

MATIAS, M.

Modelo de gestão do conhecimento centrado em
2003
usabilidade, denominado de uGECON.

PLAZA, R. T. T
(Coord.)

Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(SIBI/USP):
projeto
focado
na
gestão
de
competências de seu corpo técnico por intermédio de 2003
propostas de plano de carreira e do seu perfil
profissional.

SHANHONG, T.

Tipos de abordagens para a gestão do conhecimento
2004
em bibliotecas.

Quadro 2: Mapeamento de GC em Bibliotecas Universitárias

As duas iniciativas sobre GC em bibliotecas de universidades americanas,
registradas por Jantz (2001) e Branin (2003), são na linha de bases de
conhecimentos, uma para registrar o conhecimento tácito dos bibliotecários de
referência e a outra como repositório digita, para captar o conhecimento explícito
dos professores, funcionários e alunos da instituição.

�Jantz (2001) apresenta uma ferramenta, denominada base de dados de
conhecimento comum (CKDB) da Biblioteca New Brunswick na Universidade
Rutgers. Esta ferramenta foi desenvolvida por uma equipe de bibliotecários de
referência, com o objetivo de integração das bibliotecas, para facilitar o
gerenciamento e uso de conhecimento informal que todo o bibliotecário possui.,
isto é, tenta registrar o conhecimento tácito dos bibliotecários de referência,
alocando-o numa base de dados. Esta ferramenta visa facilitar a administração
das bibliotecas interna e externamente, com relação ao atendimento dos usuários,
melhorar

a

comunicação

entre

as

bibliotecas,

e

compartilhamento

do

conhecimento entre os bibliotecários de referência para as demais bibliotecas.
Branin (2003) apresenta o projeto de Banco de Conhecimento na
Universidade do Estado de Ohio, construído a partir das concepções que guiam a
biblioteconomia e a gestão do conhecimento. Este Banco de Conhecimento é um
repositório de conhecimento institucional digital, desenvolvido para captar o
conhecimento explicitado pelos professores, funcionários e alunos da instituição,
um “repositório de referência”, para abranger e coordenar uma multiplicidade de
serviços de informação existentes na universidade. Este projeto utiliza os
bibliotecários para gerenciar todos os tipos de informação. Em função disso,
enfatiza que os bibliotecários universitários ao trabalhar em administração,
referência, ou serviços técnicos, têm que assumir papéis novos como gerentes de
conhecimento. A instituição está criando banco de dados, teses e dissertação online, por isso Branin (2003) propõe um banco de conhecimento com o intuito de
armazenar toda produção científica da instituição.
No Brasil três trabalhos tratam especificamente de propostas de gestão do
conhecimento em bibliotecas universitárias. Destas três propostas, duas são
produtos de pesquisa de mestrado (HERNÁNDEZ BENVENUTO, 2001) e de
doutorado (MATIAS, 2003) e uma é produto do planejamento estratégico
desenvolvido em um sistema de bibliotecas (PLAZA, 2003).
Hernández Benvenuto (2001) apresenta a implementação de um modelo
de aprendizagem organizacional aplicado à biblioteca do Congresso da República
do Chile. Este modelo permitiu definir diferentes aspectos relacionados com a

�criação, captura, aplicação e armazenamento do conhecimento gerado na
biblioteca.
Matias (2003) propõe um modelo de gestão do conhecimento sobre o uso
de Sistemas de Recuperação de Informação (SRI) centrado em princípios de
usabilidade, denominado de uGECON, tendo por base a adequação de SRI aos
usuários e aos requisitos das tarefas. Este modelo tem como objetivo facilitar a
transferência de informação, adaptando as interfaces aos usuários, tarefas e
contextos, com base em registros log, e na abordagem ergonômica. O modelo
uGECON foi aplicado no sistema de recuperação de informação eLISA utilizado
pela biblioteca universitária do campus de São José da Universidade do Vale do
Itajaí (UNIVALI).
Plaza (2003) coordenou no Sistema de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo (SIBI/USP), foi desenvolvido um projeto focado na gestão de competências
de seu corpo técnico. Através deste projeto a gerência do SIBI/USP busca traçar
o perfil de seus profissionais que atuam em suas unidades para: a) conhecer seus
profissionais existentes e avaliar as lacunas de competências existentes na
organização como um todo para atender a nova realidade devido às mudanças
tecnológicas, políticas e sociais; b) buscar o desenvolvimento profissional através
de capacitação, aquisição de novos conhecimentos e a transferência destes para
a organização levando a novos desafios; c) melhoria da competitividade na
atração de talentos; d) inovação na gestão permitir avaliar as ações atuais de
preparação do profissional, identificar as necessidades globais e orientar as ações
de desenvolvimento coletivo alinhados com sua estratégia.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na era da economia do conhecimento, as bibliotecas têm uma importante
participação no processo de inovação e consolidação de novos conhecimentos e
gradativamente enfrentarão as questões ligadas à gestão do conhecimento nas
organizações em que estão inseridas.

�A literatura sobre gestão do conhecimento em bibliotecas aponta que as
propostas deveriam ser focalizadas em pesquisa efetiva e desenvolvimento de
conhecimento, criação de bases de conhecimento, troca e compartilhamento
entre os profissionais que atuam na biblioteca (incluindo seus usuários), e
capacitação profissional.
Neste estudo contatou-se que as iniciativas de abordagem de GC em
bibliotecas, tanto nacionais quanto internacionais estão procurando contemplar
estas expectativas, mas ainda há muito por fazer.
Como as bibliotecas universitárias são partes de organizações acadêmicas,
sugere-se que as mesmas devam integrar-se às propostas de GC das IES, bem
como os profissionais bibliotecários estar preparados para atuar como gestores
do conhecimento.

KNOWLEDGE MANAGEMENT APPLICATIONS IN ACADEMIC LIBRARIES:
MAPPING AND PRELIMINARY DISCUSSIONS

ABSTRACT
This article primary objective is to present and to discuss the applications of
knowledge management in academic libraries, starting from the initiatives
registered in the area literature (national and international), to a proposals
optimization for this segment in Brazil. The academic libraries are emphasized as
parts of knowledge organizations, showing a diversity of proposals and focuses.
Presents a knowledge map about the subject: knowledge management, pointing
the contributions by focuses and by countries. Finally it discuss the academic
libraries participation in knowledge management proposals.
KEYWORDS: Knowledge management. Knowledge management in academic
libraries. Knowledge management proposals.

REFERÊNCIAS
BRANIN, Joseph J. Knowledge management in academic libraries: building
the knowledge bank at the Ohio State University. 2003. Disponível:
&lt;http://www.lib.ohio-state.edu/KBinfo/KMinacadlib.pdf&gt;. Acesso em: 14 mar. 2004.

�BUKOWITZ, Wendi R.; WILLIAMS, Ruth L. Manual de gestão do
conhecimento: ferramentas e técnicas que criam valor para a empresa.
Tradução Carlos Alberto Silveira Netto Soares. 2. ed. rev. Porto Alegre: Bookman,
2002. Tradução de: The knowledge management fielbook.
CARVALHO, Maria C. R. de. Estabelecimento de padrões para
bibliotecasuniversitárias. Brasília: ABDF, 1981
CARVALHO, Rodrigo Baroni de; SOUZA, Renato Rocha; LOUREIRO, Rogério.
Como implantar gestão do conhecimento. In: Congresso Anual da Sociedade
Brasileira de Gestão do Conhecimento, 2, 2002, São Paulo. Anais... São Paulo:
UFCAR; SBGC, 2002.
CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações
usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar
decisões. Tradução Eliana Rocha. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2003.
Tradução de: The knowing organization.
DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial:
como as organizações gerenciam o seu capital intelectual. Tradução Lenke Peres.
Rio de Janeiro: Campus, 1998. Tradução de: Working knowledge.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana; VILLELA, Maria Cristina Olaio; GABRIEL, Maria
Aparecida. Gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias. In: Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias, 12., 2002, Recife. SNBU 2002: anais...
Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2002, p. 1-12.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana; VILLELA, Maria Cristina Olaio; GABRIEL, Maria
Aparecida. Gestão do conhecimento em organizações de serviço: o caso das
bibliotecas universitárias. In: Simpósio de Engenharia de Produção, 10., 2003,
Bauru. SIMPEP... Bauru: FEB/UNESP, 2003, p. 1-8.
HERNÁNDEZ BENVENUTO, Rodrigo Ignácio. Gestão do conhecimento:
aplicação de um modelo de aprendizagem organizacional na Biblioteca do
Congresso da República do Chile. Rio de Janeiro, 2001. 102f. Dissertação
(Mestrado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em
Engenharia de Produção, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
IVES, William; TORREY, Bem; GORDON, Cindy. Knowledge management: an
emerging discipline with a long history. Journal of Knowledge Management,
[S.I.], v.1, n.4, p.269-274, June 1998.

�JANTZ, Rantz. Knowledge management in academic libraries: special tools and
processes to support information professionals. Reference Services Review, v.
29, n. 1, p. 33-39, 2001.
KAKABADSE, Nada K.; KAKABADSE, Andrew; KOUZMIN, Alexander. Reviewing
the knowledge management literature: towards a taxanomy. Journal of
Knowledge Management, v. 7, n. 4, p. 75-91, 2003.
MALHOTRA, Y. Knowledge management for the new world of business.
Disponível em: &lt;http://www.brint.com/km/whatis.htm&gt; Acesso em: 10 dez. 1999.
MATIAS, Márcio. Modelo de gestão do conhecimento centrado em
usabilidade: uma aplicação em sistemas de informação de uma biblioteca
universitária. Florianópolis, 2003. 166f. Tese (Doutorado em Engenharia de
Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção,
Universidade Federal de Santa Catarina.
MISKIE, Ron. Documentation and training: the foundation of knowledge. KM
Metazine,[S.I.}, n.2, 1996. Disponível em:
&lt;http://www.ktic.com/topic6/12_KMDOC.htm &gt; Acesso em: 5 mar. 2000.
PLAZA, Rosa Tereza Tierno (Coord.).Gestão de competências no sistema
integrado de bibliotecas da USP: proposta de carreira e perfis profissionais para
o pessoal do SIBi/USP. São Paulo: 2003. 28p. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.usp.br/gestão/PROJ14.htm&gt;. Acesso em 04 out. 2003.
SHANHONG, Tang. Knowledge management in libraries in the 21st century.
Disponível em: &lt;http://www.ifla.org/IV/ifla66/papers/057-110e.htm&gt;. Acesso em:
07 mar. 2004.
STEVENSON, Janet. Dictionary of library and information management.
Middlesex: Peter Collin Publishing, 1997.
SVEIBY, Karl Eric. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando
patrimônio de conhecimentos. Tradução Luiz Euclydes Trindade Frazão Filho. 4.
ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998. Tradução de: The new organizational wealth.
TOWNLEY, Charles T. Knowledge management and academic libraries. College
&amp; Research Libraries, v. 62, n. 44-55, Jan. 2001.

�∗

Doutora em Engenharia de Produção, área de inteligência organizacional. Professora do
Departamento de Ciência da Informação, Universidade Federal de Santa Catarina
(PPGCIN/UFSC), Centro de Ciências da Educação, Campus Universitário, Trindade, Florianópolis,
Santa Catarina, Brasil, CEP: 88040-900, e-mail: marilia@cin.ufsc.br.
∗∗
Mestranda em Ciência da Informação do Programa de Pós-Graduação em Ciência da
Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGCIN/UFSC), Centro de Ciências da
Educação, Campus Universitário, Trindade, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, CEP: 88040-900,
e-mail: gardeniacastro@terra.com.br.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55779">
                <text>Aplicações de gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias: mapeamento e discussões preliminares.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55780">
                <text>Costa, Marília Damiani; Castro, Gardênia de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55781">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55782">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55783">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55785">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55786">
                <text>O objetivo principal deste artigo é apresentar e discutir as aplicações de gestão do conhecimento (GC) em bibliotecas universitárias (BU’s), a partir das iniciativas registradas na literatura corrente na área (nacional e internacional), com vistas à otimização de propostas para este segmento no Brasil. Enfatizam-se as bibliotecas universitárias como partes de organizações do conhecimento, elencando enfoques e diversidades de propostas. Apresenta-se um mapa de conhecimentos sobre o tema: gestão do conhecimento, apontando as ontribuições por focos e por países. E finalmente discute-se a participação das BU’s em propostas de gestão do conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68603">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5103" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4171">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5103/SNBU2004_169.pdf</src>
        <authentication>c4b2bc83bda386a70b3535f59f3319be</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55841">
                    <text>LABORATÓRIO DE ACESSIBILIDADE: CRIAÇÃO, IMPLANTAÇÃO E
INCLUSÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNICAMP.
Deise Tallarico Pupo∗
Fabiana Fator Gouvêa Bonilha∗∗
Sílvia Helena Rodrigues de Carvalho∗∗∗

RESUMO
Novas tecnologias da comunicação e informação – TIC’s, acervos digitalizados e
virtuais, transmissão eletrônica de documentos integram as bibliotecas
universitárias do século 21 e o cotidiano de ensino e aprendizagem nas
universidades. O impacto inicial das inovações tecnológicas evolui de ameaça
para poucos, a oportunidades para muitos: outros conceitos, novas relações e
processos de trabalho. Paralelamente, um movimento ganha força e desafia os
meios acadêmicos: a inclusão das pessoas com necessidades educacionais
especiais – PNEE, que devem propor alternativas e apontar caminhos para que
essa inclusão seja possível, e de fato ocorra em uma dimensão que transcenda o
nível do discurso e alcance a prática. A criação do Laboratório de Acessibilidade LAB da Biblioteca Central da Unicamp viabiliza a participação dos alunos
deficientes nas discussões que lhes dizem respeito, fazendo-os verdadeiros
agentes do processo de inclusão, com voz ativa na universidade, em ações
concretas, compatíveis com suas demandas. O LAB possui equipamentos
específicos e profissionais especializados em Pedagogia e Biblioteconomia, que,
garantindo acesso à informação das PNEE, reafirmam suas identidades enquanto
pesquisadores que contribuem com a geração e o avanço do conhecimento. O
uso de algumas ferramentas tecnológicas disponíveis no LAB possibilita a
pesquisa de mestrado de uma aluna do Instituto de Artes que visa implementar
um acervo de partituras transcritas para o Braille, onde estão sendo criados e
testados procedimentos para otimizar sua produção. Assim, a história do LAB é
construída a cada dia, a partir da demanda de seus usuários e de suas diferentes
áreas de atuação.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca acessível.
Biblioteca inclusiva.
Inclusão.
Acessibilidade. Pessoas com necessidades educacionais especiais. Alunos com
deficiência. Inclusão na universidade. Acessibilidade na universidade.

INTRODUÇÃO
A REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO: BREVES CONSIDERAÇÕES

�Popularmente, o termo informação refere-se aos fatos e opiniões, emitidas
e recebidas no decorrer da vida diária através da mídia, e de outros meios de
comunicação, transmitidas pelo discurso, instruções, cartas, documentos ou por
gestos e expressões artísticas. É também identificação de cada ser humano, que
possui sua própria informação em forma de código genético.

No século XX,

ocorreu um drástico aumento de interesse pelo “fenômeno informação”, objeto de
estudos de várias ciências como filosofia, física, biologia, lingüística, informação
e computação, engenharia elétrica e eletrônica, administração e ciências sociais.
O domínio tradicional das bibliotecas e arquivos estendeu-se para abrigar as
informações institucionais e governamentais debaixo do “guarda-chuva“ da gestão
da

informação

–

agregando-lhe

valor

de

economia

e

mercado.

Tais

considerações, contidas em artigo publicado na Enciclopaedia Britannica (1989,
p.554) esclarecem também que os seres humanos recebem informação pelos
sentidos, e para interpretá-la desenvolveram sistemas de linguagem, alfabetos,
estímulos ou símbolos, e regras de uso associadas, habilitando-os ao
reconhecimento de objetos, e entendimento das mensagens, lidas ou ouvidas,
compreendendo os sinais recebidos pelo tato ou olfato. A transmissão e recepção
dos sinais pelos sentidos são energia: ondas sonoras, luzes, estímulos químicos e
eletroquímicos. Em linguagem de engenharia, os humanos são receptores de
sinais analógicos. Até o advento da computação digital, a informação cognitiva
era armazenada e processada de forma analógica, basicamente através da
imprensa, fotografia e telefonia. As novas tecnologias facilitam a manipulação da
informação estocada, resultante de sua representação digital, cujos recursos
revolucionam

não

apenas

as

máquinas,

hardware

e

software

–

mas

principalmente conceitos, redefinindo a informação como “criação de valor e de
riqueza”. Peter Drucker (1998) relembra-nos que a primeira revolução da
informação foi a invenção da escrita, há 5000 anos; a segunda, aconteceu com a
invenção do livro escrito; a terceira, com a prensa de Gutenberg, entre 1450 e
1455; e em meados do século XX, a quarta revolução da informação iniciou-se
com a invenção do computador. Refletindo que “a primeira coisa a aprender é
termos um pouco de humildade”, e na transformação que a imprensa
proporcionou às instituições, particularmente no sistema educacional, Drucker nos
conduz a refletir sobre a reviravolta rápida e irreversível, ocasionada pelas

�tecnologias da informação e comunicação – TIC’s e sua contribuição como
ferramenta de acesso à informação digital por todos, principalmente às pessoas
com necessidades educacionais

especiais, na aurora do terceiro milênio – e

como a Biblioteca Central da Unicamp viabilizou esse possível atendimento pela
implantação de dois projetos de infra-estrutura.

ACESSIBILIDADE E QUEBRA DE BARREIRAS: ASPECTOS LEGAIS
Werneck (2003) define: “uma sociedade inclusiva é aquela capaz de
contemplar, sempre, todas as condições humanas, encontrando meios para que
cada cidadão, do mais privilegiado ao mais comprometido, exerça o direito de
contribuir com seu melhor talento para o bem comum”. Segundo a autora, o
conceito de sociedade inclusiva foi explicitado pela primeira vez em 14 de
dezembro de 1990, pela resolução 45/91, assinada pela Assembléia Geral da
Organização das Nações Unidas – ONU, que propõe ...”mudança no foco do
programa das Nações Unidas sobre deficiência passando da conscientização
para a ação, com o propósito de se concluir com êxito uma sociedade para todos
por volta do ano 2010”. Esse apelo da ONU ao mundo tem resultado em
movimentos contra a discriminação, em prol da diversidade humana numa
perspectiva inclusiva, tais como o Ano Europeu da Pessoa com Deficiência (2003)
e o Ano Ibero-Americano da Pessoa com Deficiência (2004). Para tanto, vários
eventos e iniciativas mobilizam-se em torno da melhora da qualidade de vida das
pessoas com deficiência, também no Brasil.
Nos Estados Unidos, o respaldo legal às ações inclusivas é relatado por
Norman Coombs (1994), professor de História do Rochester Institute of
Technology e diretor do Project EASI (Equal Access to Software and Information).
Cego desde os 8 anos, constatou que naquela instituição os alunos com
deficiência totalizavam 12%, representando aumento significativo ao longo de
uma década, atribuindo essa maior incidência a alguns fatores, tais como:
atitudes sociais mais positivas, gerando maior segurança das pessoas com
necessidades educativas especiais - PNEE, decorrentes da promulgação do ADA
– Americans with Disabilities Act, que contém, entre outros, os requisitos de

�incentivos legais ao trabalho e inclusão no ensino superior aos 43 milhões de
norte americanos com deficiência. (Commbs &amp; Cartwright, 1994). Abordagem
semelhante é contida em Ofiesh et al (2002), referindo-se ao Rehabilitation Act,
que preconiza o acesso de alunos PNEE aos currículos e demais serviços através
das adaptações e uso de tecnologia assistiva. – T.A. que através do site
www.entreamigos.com é definida como: “ qualquer ítem, peça de equipamento,ou
sistema de produtos, adquirido comercialmente ou desenvolvido artesanalmente,
produzido em série, modificado ou feito sob medida, que é usado para aumentar,
manter ou melhorar habilidades de pessoas com limitações funcionais, sejam
físicas ou sensoriais. A tecnologia é considerada assistiva quando usada para
auxiliar no desempenho funcional de atividades, reduzindo incapacidades para a
realização de atividades da vida diária e da vida prática, nos diversos domínios do
cotidiano. Hopkins (2004) reporta-se à tecnologia assistiva e sua utilização por
muitos profissionais da saúde, reabilitação e educação, e algumas estratégias e
ferramentas que são freqüentemente usadas em bibliotecas; os recursos de
“baixa tecnologia” tais como ampliadores de tela e de impressão, técnicas de
contrastes de cores, livros falados e vídeos, são alguns dos muitos materiais que
auxiliam na criação de bibliotecas inclusivas; há ainda outros recursos, mais
sofisticados, de “alta tecnologia”, que embora disponíveis, são opções mais caras.
O desenvolvimento de T.A., e a disponibilidade de equipamentos no Brasil,
aliados aos diversos movimentos de inclusão de PNEE ganharam força legal,
também em nosso país, que segundo dados do censo demográfico 2000,
divulgados pelo IBGE em maio de 2002, informam que 24,5 milhões de
brasileiros, ou 14,5% da população, têm algum tipo de deficiência.
A legislação brasileira vigente, (portaria n.º 3.284, de 7/11/2003) que
“dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências,
para instruir processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de
credenciamento de instituições”, a todos os níveis de ensino público e privado,
não surpreendeu a Unicamp em seus propósitos de atendimento aos alunos com
deficiência . A lei determina a garantia de equipamentos e TIC’s, para deficientes
visuais; eliminação de barreiras arquitetônicas aos deficientes físicos, e apoio
didático conforme necessidades dos deficientes auditivos.

Cabe aos diversos

�profissionais - da informação e computação, bibliotecários, educadores e tantos
outros, a responsabilidade de agir no cumprimento das leis e do dever profissional
e humano de buscar soluções, como agentes pró-ativos promovendo inclusão e
acessibilidade para todos. Lembra-nos Torres (2002) que o espaço digital passou
a ser a via mais transitável a todas as pessoas que buscam informações e
dispõem de acesso à Internet e aos computadores, o que pode tornar os espaços
inclusivos, se oferecer acessibilidade a todos, respeitando suas capacidades e
limitações.

A CRIAÇÃO DO LAB E A INCLUSÃO DE USUÁRIOS COM NECESSIDADES
ESPECIAIS
A preocupação com a acessibilidade de usuários com deficiência em
bibliotecas universitárias culminou com a aprovação de projetos de adequação e
modernização dos espaços destinados ao estudo e pesquisa na Unicamp.
(FAPESP, INFRA 4, processo Nº 1998/09212-9 e INFRA V, processo N.º
00/13033-4). A Coordenação da Biblioteca Central, acolhendo a idéia de abrigar
tais projetos, obteve apoio da Pró-Reitoria de Graduação,e, em parceria com o
Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel Porto -CEPRE,
implantou o Laboratório de Acessibilidade – LAB. Inaugurado oficialmente em
dezembro de 2002 e adaptado conforme normas brasileiras de acessibilidade
(NBR 9050-ABNT), tornou-se um espaço onde convergem trabalhos de diversos
grupos de pesquisadores da Unicamp. O LAB é composto de dois ambientes:
Laboratório de Apoio Didático, coordenado por uma pedagoga especializada em
deficiência visual e surdez; e a Sala de Acesso à Informação, coordenada por
uma bibliotecária, com especialização em andamento. Cumpre ressaltar que a
união da Biblioteconomia e Educação tem sido fundamental para garantir os
melhores resultados possíveis: agregam-se a experiência em atender, produzir e
adaptar material para os deficientes visuais, inerentes à pedagoga especialista, às
atividades da bibliotecária de referência no atendimento específico de busca e
disponibilização de material bibliográfico, impresso ou digitalizado, passível de
ser lido através de programas especiais de leitura de tela, ou transformados em
alfabeto Braille, para leitura tátil. Os deficientes físicos têm acesso garantido por

�elevador, e em caso de falta de energia, através de equipamentos de auxílio à
mobilidade, descritos no quadro “Tecnologia Assistiva”.

OBJETIVOS
Visando proporcionar aos usuários com deficiência, na Unicamp, um
ambiente adequado às suas necessidades educacionais especiais, que garantam
o direito de realizar estudos e pesquisas com maior autonomia e independência, o
LAB tem como objetivos específicos

•

Promover acessibilidade aos usuários com necessidades especiais aos

serviços e produtos do Sistema de Bibliotecas da Unicamp - SBU
•

Disponibilizar os equipamentos aos usuários com necessidades

especiais para estudos, pesquisa e lazer
•

Promover apoio didático considerando as necessidades específicas e

conforme disponibilidade de seus equipamentos e recursos humanos
•

Orientar quanto ao uso das TIC’s disponíveis

•

Proporcionar um ambiente adequado aos usuários, pesquisadores e

estudiosos em inclusão e acessibilidade
•

Criar e disseminar o uso de novas ferramentas de apoio que

complementem a educação dos usuários com necessidades especiais
•

Divulgar serviços e produtos interna e externamente

•

Estimular a autonomia e a independência acadêmica dos usuários,

•

Produzir material adaptado

ACERVO

O acervo, em desenvolvimento, é composto de:

�•

Manuais sobre as novas grafias Braille e normas técnicas de

produção de textos conforme recomendação do Ministério da Educação e Cultura
– MEC, e Secretaria de Educação Especial – SEESP
•

Normas técnicas, livros falados, material em alfabeto Braille adquirido

por doações diversas da Fundação Dorina Nowill
•

Material bibliográfico específico sobre acessibilidade, inclusão e

legislação doado pela SEESP – MEC.
•

Manual desenvolvido pelo CEPRE para usuários com baixa visão,

com propostas de melhor utilização do resíduo visual. A consulta, em Braille ou
em tinta, ampliada ou não, contendo procedimentos de edição e impressão de
textos, ler e enviar e-mails, etc, para usuários iniciantes.
•

Materiais produzidos a partir das pesquisas realizadas: Banco de

partituras Braille, artigos científicos, trabalhos apresentados em eventos, entre
outros.

TECNOLOGIA ASSISTIVA
DEFICIÊNCIA

SOFTWARE E

APRESENTADA

EQUIPAMENTOS

CARACTERÍSTICAS

Cegueira

e

visão

comprometida

- sintetizadores de voz e

Virtual Vision, Jaws, Dosvox

leitores de tela
- ampliações de tela p/acesso
Internet

Lentepro, Deltatalk, Monitivox,

Baixa visão

Lente Windows

- inversão de cores
-

diversos

tamanhos

/

localizações de tela
Baixa visão

Zoomtext

Deficiência motora

Motrix

- síntese de voz e ampliador de
tela
- síntese e comando de voz
- facilitadores de leitura/escrita

Cegos,

visão Winbraille,

Dosvox,

Braille -

programa

tradutor

para

�comprometida, baixa Fácil; TGD

impressão braille

visão
Goodfeel, Sharp Eye, Lime, - digitalização e impressão de

Cegos

partituras musicais em braille

Finale 2003

Scanners, Impressora Braille, - cópias com boa resolução
Máquina Perkins, Rotuladora
comprometida, baixa
- impressão braille
Braille, Gravadores, CDrom,
visão
- escrita braille
Cassete
Cegos,

visão

Deficientes

físicos

- equipamentos de auxílio à

severos /motricidade Stair Trac e Evacu Trac

mobilidade

emergencial

reduzida

para subir/descer escadas

RECURSOS HUMANOS E GRUPOS DE PESQUISA

Pedagoga

e

bibliotecária

de

referência,

bolsistas,

estagiários

e

pesquisadores compõem o ambiente, interagindo com os usuários. Agregou-se
ao LAB um importante projeto de pesquisa, coordenado pelas professoras
doutoras Maria Teresa Eglér Mantoan, da Faculdade de Educação e Maria Cecília
Calani

Baranauskas,

do

Instituto

de

Computação,

intitulado:

“Acesso,

permanência e prosseguimento da escolaridade de nível superior de pessoas com
deficiência:

ambientes

inclusivos”.

Esse

projeto

foi

apresentado

à

CAPES/SEESP/PROESP em 03-12-2003 e aprovado para o qüinqüênio 20042008, envolvendo as responsáveis pelo LAB e mais 11 pesquisadores iniciais: do
Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Professor Dr. Gabriel Porto
(CEPRE) Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Instituto de Artes (IA),
Faculdade de Engenharia Elétrica (FEEC), Faculdade de Educação (FE) e
Instituto de Computação (IC). Trata-se de um projeto de natureza interdisciplinar,
cuja amplitude e complexidade exigem a integração de áreas de conhecimento da
educação, da computação e atendimento educacional especializado, para a
planificação e execução de ações, cujo objetivo mais amplo é garantir aos alunos
com deficiência o direito de realizar seus estudos de nível superior em ambientes
inclusivos de ensino e aprendizagem. Além disso, este projeto pretende criar e

�disseminar o uso de novas ferramentas de apoio à aprendizagem e ao ensino,
que sirvam de complemento à educação superior de alunos com deficiência.

PESQUISA EM ANDAMENTO: MUSICOGRAFIA BRAILLE
A criação de um acervo de partituras transcritas para o Braille é parte de
um projeto de pesquisa, apoiado pela FAPESP, e desenvolvido dentro do
Programa de Mestrado em Música do Instituto de Artes – Unicamp. Esse trabalho
está sendo realizado dentro do Laboratório de Acessibilidade e visa a criação e
implementação de procedimentos que contribuam para uma maior eficácia do
processo de transcrição de partituras para o Braille. Pretende-se, ainda, realizar
seminários e oficinas através dos quais se possa divulgar o conhecimento na área
da Musicografia Braille, pois o trabalho tem por objetivo o intercâmbio com
instituições que realizam atividades correlatas, a fim de que haja uma troca de
experiências e de materiais produzidos. Para a consecução dos objetivos
propostos, esse projeto conta com o apoio da equipe técnica do Laboratório de
Acessibilidade, bem como com o auxílio de dois bolsistas provenientes do Serviço
de Apoio ao Estudante, SAE, da Unicamp. Devido à grande escassez de
partituras transcritas para o Braille no Brasil, a propõe-se criar um acervo de
músicas compiladas para esse sistema de escrita, o que consiste em um projeto
inédito, como também de enorme interesse e utilidade para os músicos
portadores de deficiência visual. Além disso, a falta de pessoas capacitadas para
lidar com a Musicografia Braille é um dos motivos pelos quais a produção de
partituras transcritas é tão pequena. Assim, cada pesquisador que penetrar nessa
área será mais uma pessoa apta a transcrever partituras, podendo atuar como
agente multiplicador desse conhecimento.

Desse modo, constata-se a

necessidade de que um maior número de pessoas sejam treinadas e habilitadas
para produzirem peças musicais em Braille.

Logo, através da inserção de

bolsistas e da realização de seminários e oficinas, pretende-se ampliar cada vez
mais a equipe de trabalho e formar um número cada vez maior de transcritores de
música. Por fim, deve-se notar que este trabalho de pesquisa poderá gerar novas
aquisições de conhecimento na área da informática aplicada à Música, o que se
reverte em ganhos para toda a comunidade, e não somente para os portadores

�de deficiência visual. A produção das partituras implica na digitalização das
mesmas, e, para tanto, são utilizados alguns softwares:
•

Sharp Eye, Lime e Goodfeel: Pacote de programas fabricados pela

empresa Dancing Dots. que constituem ferramentas para o escaneamento e
correção de partituras, bem como para conversão das músicas em caracteres
Braille. Dessa forma, por meio do Sharp Eye, as músicas podem ser escaneadas
e através do Lime, a correção do texto musical, mediante a comparação com a
partitura impressa. O GoodFeel, permite que os dados obtidos sejam
transformados em um arquivo em formato TXT passíveis de conversão ao
sistema Braille.
•

Braille Music Editor: Programa que atua como um editor de Música

em Braille, dispondo de um sintetizador de voz. Ele transforma o teclado do
computador em um teclado Braille, em que o usuário pode digitar caracteres de
Musicografia. Posteriormente, ele processa esses dados e os apresenta em
linguagem musical. O contato com esse software foi fruto de uma busca por
recursos tecnológicos eficazes, o qual, no momento, a Unicamp possui apenas
uma versão demonstrativa.
•

Finale 2003: Software amplamente utilizado pelas pessoas videntes para

digitalização de partituras. Ele possui uma interface com o Braille Music Editor,
através de um Plug-in, que possibilita a exportação e importação de arquivos.
•

Jaws: Programa que atua como um leitor das telas do Windows, por meio

de um sintetizador de voz.
•

Winbraille: Programa que possibilita a conversão de arquivos em formato

TXT para um formato composto por caracteres Braille. Por meio desse software,
os arquivos podem ser impressos nesse sistema de escrita.

MUSICOGRAFIA BRAILLE: ESTRATÉGIAS DE TRABALHO

�A transcrição de partituras para o Braille ainda requer um processo lento e
trabalhoso. Por isso, foram investigadas ações viáveis que pudessem otimizar e
agilizar essa produção. A ênfase do trabalho , sobretudo em seu início, recaiu
mais sobre a criação e testes de procedimentos, do que sobre a quantidade de
partituras a serem produzidas:

PROCEDIMENTO 1: EDIÇÃO DE PARTITURAS ATRAVÉS DO BRAILLE
MUSIC EDITOR
Algumas partituras foram ditadas integralmente para a pesquisadora por
outra pessoa, que passou por um treinamento relativo a algumas especificidades
da Musicografia Braille. As músicas produzidas foram editadas através do
software Braille Music Editor, sendo posteriormente processadas pelo programa,
para que se pudesse fazer a conferência da transcrição. Estes arquivos foram
salvos nos formatos PLY (extensão própria a esse software) , MID (para criar
interface com outros programas) e TXT (para possibilitar impressão em Braille).
Esse procedimento requer muita concentração por parte das pessoas envolvidas,
ainda que ele favoreça um maior controle sobre o trabalho realizado. Segundo a
descrição

do

software

Braille

Music

Editor,

encontrada

no

site:

http://www.dodiesis.com, o processamento das músicas editadas nesse programa
se faz de modo compatível com as regras estabelecidas no New International
Manual Of Braille Music, de 1997. Dessa forma, a utilização do procedimento
acima descrito possibilitou uma averiguação acerca desta compatibilidade,
concluindo-se que o programa obedece às principais convenções da Musicografia
Braille

PROCEDIMENTO 2: ESCANEAMENTO E CORREÇÃO DE PARTITURAS
Outras partituras foram escaneadas e submetidas a um reconhecimento
dos caracteres e à posterior correção do texto. Essa tarefa foi feita mediante a
utilização de diferentes recursos: primeiramente, as partituras foram escaneadas
por meio do software Sharp Eye, e corrigidas através do programa Lime e

�posteriormente, outras músicas foram escaneadas e corrigidas, utilizando-se do
dispositivo do Finale 2003, próprio para esses fins.

PROCEDIMENTO 3: UTILIZAÇÃO DE BIBLIOTECA VIRTUAL
Outras partituras encontravam-se disponíveis em uma Biblioteca Virtual,
hospedada no site do fabricante do Braille Music Editor. Assim, foi feito o
download de algumas delas e a conferência de seus conteúdos Esses arquivos
foram salvos nas mesmas extensões citadas no procedimento 1. Sem dúvida,
essa biblioteca virtual consiste em um recurso que auxiliou o aumento do acervo
de partituras produzidas. No entanto, nota-se que as partituras lá disponíveis são
quase todas de fácil transcrição e execução, de modo a fazerem parte de um
repertório para principiantes. Assim, grande parte das peças que compõem o
repertório básico de um músico não se encontra nesta biblioteca. Além disso,
convém ressaltar que muitas partituras lá disponíveis estavam incompletas.

PROCEDIMENTO 4 EXPORTAÇÃO DE ARQUIVOS MID
Outras partituras foram encontradas em formato MID, tendo sido extraídas
de sites ou enviadas por alunos. Através de um Plug-In do software Finale, os
arquivos foram convertidos para o formato PLY, e, em seguida, puderam ser
importados para o Braille Music Editor.

Freqüentemente, são encontradas na

Internet, partituras em formato MID, para download. Porém, uma vez que a
música é convertida para esse formato, ela perde algumas informações bastante
importantes, e além disso, muitas dessas partituras aparecem com uma notação
ritmica alterada, por não terem sido escritas com base em um metrônomo.

REALIZAÇÃO DE SEMINÁRIOS/OFICINAS
Foi realizado, no LAB, em abril de 2004, um seminário em que foram
abordados os principais mecanismos da leitura e escrita musical em Braille, bem
como os métodos de produção de partituras através dessa notação. O seminário

�foi destinado aos alunos da disciplina Recursos MID, ministrada pelo Professor
Dr. Claudiney Carrasco, no Instituto de Artes da Unicamp.

Futuramente,

pretende-se realizar oficinas mais ou menos específicas, que visam a propagação
dos conhecimentos obtidos na área de transcrição de partituras para o Braille.

MUSICOGRAFIA BRAILLE: RESULTADOS OBTIDOS
Ao longo do processo, foram produzidas e catalogadas algumas partituras,
como parte do acervo de músicas em Braille. A escolha pelas partituras a serem
transcritas foi feita com base no repertório comumente estudado por
instrumentistas. Procurou-se, até então, priorizar a transcrição de músicas
brasileiras, a fim de se favorecer a troca de materiais com instituições
estrangeiras. Concluindo, salientamos que ainda existem diversos empecilhos
dentro do processo de transcrição de partituras para o sistema Braille. Por isso,
dentro dessa pesquisa, pretende-se ainda continuar testando diferentes
procedimentos que otimizem este trabalho, bem como aperfeiçoar os métodos já
utilizados até então. Pode-se considerar que esse trabalho de pesquisa é dotado
de relevância social e científica, visto que através dele se pretende atender às
necessidades dos deficientes visuais, bem como disseminar os conhecimentos
adquiridos nesse campo.

LAB: ATIVIDADES E INICIATIVAS
O cotidiano do LAB, portanto, é relacionado ao apoio didático e
biblioteconômico às pesquisas em andamento e à transcrição e adaptação de
material para impressão Braille.

A atual troca de experiências é também

proporcionada pelo ingresso de 12 alunos deficientes visuais no Curso Supletivo,
sediado na Unicamp, que utiliza material do Telecurso 2000 – além dos usuários
externos, provenientes de associações e instituições de ensino e intercâmbio de
informações com grupos, instituições

e ONGs de e para pessoas com

necessidades especiais. A divulgação das atividades e iniciativas em eventos,
bem como nossa participação em grupos de trabalho em acessibilidade e

�inclusão, mais recentemente no grupo CB40 da ABNT, promovem maior
abrangência de tarefas, e ao mesmo tempo nos instigam a seguir além. Ações
recentes, como a construção do portal Web acessível, contatos com editoras
para solicitação de material em meio eletrônico, em atendimento às necessidades
dos usuários com deficiência visual e investimento em educação continuada e
especialização dos recursos humanos são decorrentes dessa sinergia.

CONCLUSÃO
Identificar a população com deficiência no âmbito da Unicamp, avaliar o
atendimento

educacional

especializado

existente

nesta

IES

e

produzir

conhecimentos que contribuam para a quebra de barreiras sociais e escolares à
inclusão no nível superior de educação constituem nossas metas. A realização de
oficinas envolvendo a comunidade universitária é parte das atividades de
conscientização de todos e identificação das PNEE, na perspectiva da inclusão e
do respeito à diversidade.Também há necessidade de ampliar, atualizar, aprimorar
e estender interna e externamente serviços e recursos existentes no LAB, para
que se torne um ambiente acadêmico difusor de práticas inclusivas. Com os
resultados deste projeto e das ações cotidianas do LAB, estamos provocando a
Unicamp para que se torne uma referência em políticas inclusivas para o ensino
superior de pessoas com deficiência. Conforme Mantoan (2003):
O mistério do aprender valoriza a profissão de ensinar, pois nos
faz humildes com relação ao que não sabemos do Novo, que é o
aluno que nos chega em cada turma: o menino inteligente, a
criança com deficiência, com dificuldades de toda ordem, o
menino de rua, o aluno do Supletivo, o candidato a um curso
superior, à pós-graduação... Por outro lado, são os alunos que nos
fazem profissionais apaixonados, inquietos, que precisam decifrar
esses misteriosos seres, que nos provocam o encontro com o
desconhecido, que nos colocam em perigo, que nos mostram os
nossos limites, mas que nos fazem ir além de nós mesmos.
Cumprir o direito de todo o aluno ser incluído em uma turma
escolar tem a ver, portanto, com o que entendemos por
acessibilidade na sua concepção mais abrangente, quando
reconhecemos e valorizamos as diferenças, sem paternalismo e
considerando o outro, como nosso complemento, como parte
constituinte da nossa identidade.

�REFERÊNCIAS
COOMBS, N., CARTWRIGHT, G.P. Project EASI: Equal Access to software and
information. Change, v.26, n.2, p.42-46, 1994
DRUCKER, P. A quarta revolução da informação. Exame, 26 ago. 1998. p.56-58
HOPKINS, J. School library accessibility: the role of assistive technology.
Teacher Librarian, v.31, n.1, p. 15-18
INFORMATION processing and information systems.
In: Enciclopaedia
Britannica. Chicago: Enciclopaedia Britannica, 1989. p.552-568.
MANTOAN, M.T.E., (coord.) Acesso, permanência e prosseguimento da
escolaridade de nível superior de pessoas com deficiência: ambientes
inclusivos. Projeto apresentado à CAPES/SEESP/PROESP, em 03/12/2003.
Mimeo.
OFIESH, N.S., et al. Service delivery for postsecondary students with disabilities:
a survey of assistive technology use across disabilities.
College Students
Journal, v.36, n.1, 2002. p.94-108
TORRES, E.F., MAZZONI, A.A., ALVES, J.B.M. A acessibilidade à informação no
espaço digital. Ciência da Informação, v.31, n.3, 2002.
WERNECK, C. Você é gente? O direito de nunca ser questionado sobre o seu
valor humano. Rio de Janeiro: WVA, 2003. p. 15-44

∗

Bibliotecária de Referência, Biblioteca Central, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil.
dtpupo@unicamp.br
∗∗
Mestranda em Musicografia Braille, Instituto de Artes, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil.
fbonilha@iar.unicamp.br
∗∗∗
Pedagoga especialista, Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel Porto,
FCM, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil scarvalho@fcm.unicamp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55815">
                <text>Laboratório de acessibilidade: criação, implantação e inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais na Biblioteca Central da UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55816">
                <text>Pupo, Deise Tallarico;bonilha, Fabiana Fator Gouvêa; Carvalho, Sílvia Helena Rodrigues de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55817">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55818">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55819">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55821">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55822">
                <text>Novas tecnologias da comunicação e informação – TIC’s, acervos digitalizados e virtuais, transmissão eletrônica de documentos integram as bibliotecas universitárias do século 21 e o cotidiano de ensino e aprendizagem nas universidades. O impacto inicial das inovações tecnológicas evolui de ameaça para poucos, a oportunidades para muitos: outros conceitos, novas relações e processos de trabalho. Paralelamente, um movimento ganha força e desafia os meios acadêmicos: a inclusão das pessoas com necessidades educacionais speciais – PNEE, que devem propor alternativas e apontar caminhos para que essa inclusão seja possível, e de fato ocorraeem uma dimensão que transcenda o nível do discurso e alcance a prática. A criação do Laboratório de Acessibilidade - LAB da Biblioteca Central da Unicamp viabiliza a participação dos alunos deficientes nas discussões que lhes dizem respeito, fazendo-os verdadeiros agentes do processo de inclusão, com voz ativa na universidade, em ações concretas, compatíveis com suas demandas. O LAB possui equipamentos específicos e profissionais especializados em Pedagogia e Biblioteconomia, que, garantindo acesso à informação das PNEE, reafirmam suas identidades enquanto pesquisadores que contribuem com a geração e o avanço do conhecimento. O uso de algumas ferramentas tecnológicas disponíveis no LAB possibilita a pesquisa de mestrado de uma aluna do Instituto de Artes que visa implementar um acervo de partituras transcritas para o Braille, onde estão sendo criados e testados procedimentos para otimizar sua produção. Assim, a história do LAB é construída a cada dia, a partir da demanda de seus usuários e de suas diferentes áreas de atuação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68607">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5106" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4174">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5106/SNBU2004_170.pdf</src>
        <authentication>71095ec87020872684031533590a108a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55868">
                    <text>A CHARGE ELETRÔNICA COMO INSTRUMENTO FACILITADOR NA
INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS
Eliane Ferreira da Silva∗

RESUMO
A reflexão sobre a inclusão digital surge com base no desenvolvimento das novas
tecnologias e tem implicações na sociedade e no quotidiano das pessoas. Sendo
assim, constitui um desafio ainda maior para os portadores de necessidades
especiais, vítimas de empecilhos e dificuldades de acesso ao meio físico e digital
e de interação com ele. Os desdobramentos são conseqüências sociais no
trabalho, na educação, no lazer e no acesso à informação para atualizar acerca
do que se passa no mundo. A inclusão dessas pessoas é uma questão de
consciência ética para a redução das desigualdades e contribui para a plenitude
da cidadania. Nessa perspectiva, apontamos para uma forma não tradicional de
inclusão social através da charge eletrônica como um instrumento de
representação áudio-visual da informação. Normalmente temperada com humor,
ela possui estratégias argumentativas que favorecem a compreensão da
realidade, estimulam o raciocínio crítico, a participação social e a inserção no
mundo, além de características como a abrangência planetária e a apresentação
da modalidade oral e escrita da língua e das imagens. Tudo isso facilita a leitura
para os que são portadores de necessidades especiais. No âmbito educacional,
esta é uma pesquisa exploratória e tem por objetivo ser um auxílio para o ensino e
a aprendizagem. Sua relevância reside na eleição de um tema que permita a
inclusão de questões de urgência social para desenvolver um trabalho educativo e
melhorar a qualidade de vida.

REFLEXÕES INICIAIS

A delimitação do tempo na história faz parte da consciência histórica da
humanidade e se reflete nos discursos e na comunicação. Vivemos em um tempo
marcado por grandes descobertas, transformações e contradições, o tempo da
modernidade, conforme denominado por Habermas (2002, p. 10).
Para Castells (2001, p. 31), a nova sociedade emergente é a sociedade
informacional. Embora marcada por variações consideráveis nos diversos países,
está relacionada ao passado e confere à humanidade sua história universal.

�Na época atual, encontramos rápidas transformações tecnológicas e fatores
sociais pré-existentes em um complexo processo de interação. Isso resulta em
uma forma paradoxal do ser na sociedade informacional. De um lado há o
progresso da ciência e da tecnologia; do outro, há uma crise da racionalidade. É
por isso que Habermas (2002, p. 412) apresenta a subjetividade como princípio da
modernidade. Esse princípio explicaria simultaneamente a superioridade do
mundo moderno e sua tendência à crise; trata-se de o mundo do progresso, bem
como do espírito alienado (HABERMAS, 2002, p. 25).
Contraditoriamente, na modernidade, a sociedade da informação revela sua
face traçada por dilemas de ordem moral e ética (DEMO, 2001). Surgem novas
questões como a inclusão digital dos portadores de necessidades especiais.
Embora

haja

muita

informação

e

conhecimento,

que

permitiriam

o

desenvolvimento individual, bem como das competências necessárias para a
participação social efetiva, isso não é o suficiente. Encontramos os excluídos
sociais e os não iniciados em computadores; os que não estão familiarizados com
as novas linguagens e as novas formas de comunicação. Além disso, há os que
têm essas barreiras aumentadas pelo acréscimo em suas dificuldades de inclusão,
por serem portadores de necessidades especiais.
A partir da década de 80, a revolução tecnológica da informação foi
implantada nos moldes da lógica e dos interesses do capitalismo avançado.
Segundo Castells (2001, p. 32), a estrutura social está unida ao surgimento de um
novo modo de desenvolvimento, o informacionalismo, historicamente moldado
pela reestruturação do modo capitalista de produção. Isso constitui um dos fatores
para as desigualdades continuarem crescentes e visíveis.
Para os que têm necessidades especiais, poder acessar de alguma forma a
tecnologia para entrar no mundo da informação é apenas o começo. Silveira
(2001, p. 5) identifica “a falta de crédito, a carência de tecnologia e a deficiência da
educação” como os “elementos essenciais do ciclo da pobreza”. Muitas vezes, os
que têm necessidades especiais pertencem a esse ciclo. O citado autor acredita

�que, para vencer as dificuldades, é necessário enfrentá-las. Esse seria o primeiro
passo para subjugá-las. Isso significa o combate à exclusão digital.
No entanto, a estatística que mostra as desigualdades é reveladora. Para
destacar apenas alguns pontos, segundo Silveira (2001, p. 18) salienta, os 24
países mais ricos do mundo abrigam 15% da população da Terra e concentram
71% de todas as linhas telefônicas.
No Brasil, o destaque é para São Paulo. Em 1996, a cidade detinha 41% de
todo o tráfego telefônico do país. Esses números revelam os extremos de
conectividade. Relativo à estatística das dificuldades dos portadores de
deficiência, o citado autor não faz nenhuma alusão. Obviamente elas existem. Mas
os portadores de necessidades especiais estão relacionados entre todos os
demais que sofrem com a exclusão social e digital.
As contradições são como realidades interdependentes, entrelaçadas como
os fios de uma teia. Todavia, este é um tempo de novas possibilidades de
interação e intervenção. Fatores como a criatividade, o empreendedorismo, a
pluralidade cultural, entre outros, podem afetar o avanço das aplicações
tecnológicas e sociais. O progresso atual está correlacionado aos eventos do
passado e proporcionam novas possibilidades de comunicação, transmissão da
informação, atualização dos discursos, construção de conhecimento. Tudo isso
pode e deve ser aproveitado a favor de todos.
Na sociedade da informação, há desafios, incertezas e temor. Contudo, ela
também fornece a base de sustentação às iniciativas que visam preparar a
sociedade como um todo para enfrentar e tomar partido nas tendências e
transformações (WERTHEIN, 2000, p. 73). Para enfatizar esse ponto, podemos
incluir a citação:
A flexibilidade que caracteriza a base do novo paradigma é, talvez,
o elemento que mais fortemente fundamenta as especulações
positivas da sociedade da informação. É ela que incorpora, na
essência do paradigma, a idéia de “aprendizagem”. (WERTHEIN,
2000, P. 73).

�(...) vários pontos remotos podem ser conectados graças à
telemática em teleconferências nas “salas de aulas virtuais” seja
sob a forma audiográfica mais simples ou em videoconferências.
(WERTHEIN, 2000, P. 74).

Muitas das novas tecnologias da informação estão sendo pensadas e
repensadas para integrá-las na educação e no mundo da informação. Nas
comunicações,

essas

tecnologias

proporcionam

uma

gama

enorme

de

comunidades virtuais. Na educação, apesar dos desafios e dificuldades, abre-se a
oportunidade para a elevação da capacidade educacional ser repensada e
revertida a favor da inclusão digital e social dos portadores de necessidades
especiais. No trabalho, pode gerar a criação de novas oportunidades econômicas
para tais. Nesse viés, destacamos:
(...) muitas das promessas do novo paradigma tecnológico foram e
estão sendo realizadas, particularmente no campo das aplicações
das novas tecnologias à educação. Educação à distância,
bibliotecas digitais, videoconferência, correio eletrônico, grupos de
“bate papo”, e também voto eletrônico, banco on-line, vídeo on
demand, comércio eletrônico trabalho à distância, são hoje parte
integrante da vida diária na maioria dos grandes centros urbanos
no mundo. (WERTHEIN, 2000, P. 75).

Diante de todo esse campo de aplicação, devemos estar atentos para
novas oportunidades. Por isso, torna-se apropriado chamar a atenção para este
artigo que anuncia uma nova pesquisa que estuda uma antiga forma de
comunicação

e

informação,

agora

estruturada

com

os

novos

recursos

tecnológicos, com repercussões sociais: a charge eletrônica.

COMUNICAÇÃO DA PESQUISA

Em diferentes épocas, as charges eram um testemunho sócio-históricocultural que revelava os problemas sociais e preservava a memória cultural, além
de refletir a cultura e as incoerências da sociedade. Na época atual, ela revela as
contradições da atual sociedade da informação e registra a interação dialética

�entre a sociedade da informação e a tecnologia. Agora, a charge em suporte
eletrônico também possui uma narrativa oral e pode ainda ter sua informação
entendida com a ajuda da música. Isso facilita a leitura para os que possuem
necessidades especiais no campo da visão.
Consideramos necessário um enfoque especial na educação para a
inclusão dessas pessoas no grande conteúdo informacional disponível em rede. É
preciso orientá-las sobre como obter conhecimento e compreender os novos
gêneros, as novas narrativas; lidar com a expectativa enciclopédica que as novas
tecnologias proporcionam, conforme garante Murray (2003):
“Tão importante quanto a enorme capacidade dos meios
eletrônicos é a expectativa enciclopédica que eles induzem. Uma
vez que toda forma de representação está migrando para o
formato eletrônico e todos os computadores do mundo são
potencialmente acessíveis entre si, podemos agora conceber uma
única e compreensível biblioteca global de pinturas, filmes, livros,
jornais, programas de televisão e bancos de dados, uma biblioteca
acessível de qualquer parte do globo.” (MURRAY, 2003, p. 88).

Isso suscita um amplo debate na sociedade e no campo educacional.
Devido à grande quantidade de informação, uma forma com que a educação pode
contribuir é fazer uso da linguagem iconográfica, no sentido de favorecer a
compreensão dos diversos usos da língua em meio eletrônico e da leitura
imagética. Com esse objetivo em mente, iniciamos esta pesquisa. Pretendemos
investigar possibilidades de ensino de cunho interdisciplinar na escola, tendo
como base da investigação o estudo teórico das potencialidades da charge
eletrônica como meio de informação e de educação.
Neste artigo, não pretendemos idealizar programas específicos, nem
conteúdos determinados em diferentes disciplinas. Apenas estamos relatando o
início da pesquisa, que está em fase de delimitação, coleta de dados e
levantamento bibliográfico pertinente. Com a comunicação da pesquisa através
deste artigo, desejamos abrir possibilidades de reflexões de usos para os
educadores e todos os interessados em novos instrumentos pedagógicos. A

�charge eletrônica facilita a exposição das contradições da atual sociedade da
informação e o faz de forma lúdica. Ela oferece um registro diário da interação
dialética entre a sociedade da informação e as novas tecnologias. Portanto, esse
arquivo das memórias da atual sociedade merece ser bem aproveitado.
Além disso, desejamos chamar a atenção para a importância do objeto de
estudo - a charge eletrônica - como fonte de informação, cultura e educação na
construção de: conhecimento, inclusão social pela compreensão do mundo vivido,
construção de identidade individual e coletiva, no caso dos portadores de
necessidades especiais. Ao mesmo tempo, incrementar uma maior integração na
prática educativa através do uso da charge eletrônica como meio que possibilita
aos alunos a aprendizagem através da linguagem iconográfica e o uso do lúdico
como recursos para a participação ativa e crítica (PARÂMETROS..., 2000;
GUIMARÃES, 1999). Dessa forma, os educadores podem vincular o ensino com a
vida concreta e com outras possibilidades de leitura dos acontecimentos e
informações de sua época histórica.
Na pesquisa, a metodologia empregada assume uma perspectiva de
investigação que se adequou à abordagem de base qualitativa e interpretativista.
Sendo assim, não se propõe a testar hipóteses, tampouco adotar métodos e
técnicas de estudos experimentais. Ao contrário, partilha a abordagem
interpretativista, que é vista hoje como a maneira mais adequada de produzir
conhecimento em Ciências Sociais. (TRIVIÑOS, 1987; CHIZZOTTI, 2001; GIL,
1999).
Por tratarmos da compreensão crítica do sentido das comunicações, seu
conteúdo manifesto e as significações implícitas e explícitas, revelados para uso
do professor, optamos pelo quadro metodológico da Análise de Conteúdo. Para
Bardin (1977, p. 30, 31), a Análise de Conteúdo é um conjunto de técnicas de
análise das comunicações, seja qual for a natureza do suporte. Segundo o citado
autor, esse método é marcado com rigor por uma variedade de formas
investigativas, adaptáveis à aplicação no campo das comunicações.

�Sendo assim, por se tratar da charge eletrônica, uma expressão artística de
comunicação e de idéias em um novo suporte, optamos por adotar esse método
na pesquisa.
A relevância desta pesquisa está no ineditismo concernente à área. Desde
o fim do século passado, Fazenda (1995) indica a importância de serem
realizados estudos para ampliar as abordagens no campo educacional, pela
realização de pesquisa não-convencional. Isso pode proporcionar a possibilidade
de novas formas de ensino interdisciplinar e a inclusão de cidadãos no cenário da
atual sociedade da informação.
Com esse tipo de pesquisa inovadora, é possível desenvolver formas
pedagógicas alternativas para o ensino e a integração-inclusão dos portadores de
necessidades especiais e, conseqüentemente, suas famílias.

Também um

instrumento alternativo nas mãos de profissionais que atuam nessa área.
A narrativa das charges possibilita experimentar novas formas de ser, viver
e ver o mundo, ultrapassando os limites e as barreiras do nosso universo imediato.
Conforme bem expressou Murray (2003) sobre a arte narrativa baseada em
formatos tecnológicos, procedimentais, participativos, enciclopédicos e espaciais:
“pode incrementar nosso repertório de ações, alargar os modelos
pelos quais apreendemos e interpretamos o mundo, transformar os
modos com que pensamos uns nos outros e como nos tratamos
mutuamente”. (MURRAY, 2003, p. 10).

Portanto, podemos perceber que, além de serem comunicativas, elas são,
primariamente, educativas. Ao transformarem os modos como pensamos e
tratamos o próximo, podem ser capazes de atuar nas esferas de interlocução mais
complexas e atuar como um estímulo à inclusão dos excluídos. Também podem
promover atividades complementares com o uso do lúdico, resgatando a alegria
no aprender (GUIMARÃES, 1999). De uma forma não-convencional, favorecem ao
estímulo ao raciocínio crítico; proporcionam condições para que o aluno portador
de necessidades especiais, através da leitura imagética das narrativas das

�charges eletrônicas, possa construir conhecimento que o capacite para um
processo de leitura e aprendizagem permanente, ao usar novas formas de
linguagens e de gêneros resultantes das novas tecnologias. Isso é algo de suma
importância, pois, conforme afirma Demo (1998, p. 9), “o futuro da educação
passará pela instrumentação eletrônica”. Essa pesquisa pode contribuir com uma
abordagem teórica para novas aplicações que favoreçam o desempenho no
campo prático, inclusive na educação formativa dos portadores de necessidades
especiais.

CONCLUSÃO
Referindo-se à exclusão social, Demo (2002, p. 16) afirma: “O que pode
‘curar’ a pobreza não são benefícios, mas a constituição de um sujeito social
capaz de história própria, individual e coletiva.”. Com isso, concluímos que a
educação é muito importante. Para incluir um sujeito social capaz de história
própria, individual e coletiva, faz-se necessário que a tônica seja dada à educação.
A escola desempenha um papel preponderante a favor da inserção do indivíduo
no mundo atual. Ela deve propiciar a capacitação de competências em função dos
novos saberes que requerem o domínio de novas tecnologias e linguagens.
A introdução de novos recursos pedagógicos que utilizam as novas
tecnologias e novas linguagens depende de novas pesquisas. Elas podem
estimular novas práticas pedagógicas, melhorar o ensino e a aprendizagem,
favorecer a inclusão digital e social, sobretudo quando pensamos na inclusão dos
portadores de necessidades especiais na sociedade da informação, que exige o
domínio das novas tecnologias e das novas linguagens.
A leitura das charges pelas pessoas em geral sempre foi muito popular e o
uso da tecnologia abriu novas oportunidades. Os professores podem ter nelas
exemplos de situações reais de comunicação para usar na prática escolar. Por
outro lado, esse é um gênero que não tem sido ensinado em sala de aula. Uma
pesquisa como esta constitui uma boa oportunidade para a escola estar em

�sintonia com o seu tempo e com as necessidades de um sempre crescente
número de profissionais e de pessoas desejosas de inserir-se no novo contexto
tecnológico. Os alunos podem ficar familiarizados com a leitura de imagens e a
alfabetização visual, pois a dinâmica do ensino com o uso das charges eletrônicas
favorece um contato constante com imagens.
No contexto atual, as novas demandas de trabalho e sua relação com o
conhecimento exigem aquisição e desenvolvimento de novas competências, um
processo contínuo em termos de aprendizagem. Isso renova as demandas da
escola. Apesar de estarmos no início dos estudos do gênero charge eletrônica, é
pretensão desta pesquisa contribuir para a prática pedagógica, estimular o
raciocínio e facilitar o entendimento crítico das informações. Uma forma de
aprender a aprender, (DEMO, 2002, p. 85), que propicia incluir todas as pessoas
sem distinção, para que eles possam exercer seus direitos e deveres. Ajuda a
formar cidadãos capazes de atuar com desenvoltura, competência e dignidade,
sobrepujando algumas barreiras dos portadores de necessidades especiais.

REFERÊNCIA

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70,1977.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede - a era da informação: economia,
sociedade e cultura, v. 1. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo :
Cortez Editora, 2001. DEMO, Pedro. Questões para a teleducação. Petrópolis:
Vozes, 1999.
DEMO, Pedro. Charme
2002.

da exclusão social. São Paulo: Editores Associados,

_______. Conhecimento moderno: sobre ética e intervenção do conhecimento.
Petrópolis: Vozes, 2001.
_______. Desafios modernos da educação. Petrópolis: Vozes, 2002.

�FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. A pesquisa em educação e as transformações
do conhecimento. Campus: Papirus, 1995.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de
Atlas,1999.

pesquisa social. São Paulo:

GUIMARÃES, Maria Luiza de Andrade. O tempo e o espaço da alegria na escola:
um mergulho nas atividades complementares. São Paulo: Arte &amp; Ciência, 1999.
HABERMAS, Jürgen. O discurso filosófico da modernidade. São Paulo: Martins
Fontes, 2002.
MURRAY, Janet H. Hamlet no Holodeck: o futuro da narrativa no ciberespaço. São
Paulo: Unesp, 2003.
PARÂMETROS Curriculares Nacionais: artes, língua portuguesa, apresentação
dos temas transversais. Brasília: Mec, 2000.
SILVEIRA, Sergio Amadeu da. Exclusão digital: a miséria na era da informação.
São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.
THE COLUMBIA Encyclopedia 2003: base de dados. Disponível
&lt;http//www.bartleby.com/65/&gt;. Acesso em: 15 de dezembro de 2003.

em:

TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa
qualitativa em educação. São Paulo : Atlas, 1987.
WERTHEIN, Jorge. Information society and its challenges. Ci. Inf. [online].
May/Aug.
2000,
vol.29,
no.2,
p.71-77.
Disponível
em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652000000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 28 de março de 2004.

∗

Eliane_silva@uol.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55842">
                <text>A charge eletrônica como instrumento facilitador na inclusão dos portadores de necessidades especiais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55843">
                <text>Silva, Eliane Ferreira da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55844">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55845">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55846">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55848">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55849">
                <text>A reflexão sobre a inclusão digital surge com base no desenvolvimento das novas tecnologias e tem implicações na sociedade e no quotidiano das pessoas. Sendo assim, constitui um desafio ainda maior para os portadores de necessidades especiais, vítimas de empecilhos e dificuldades de acesso ao meio físico e digital e de interação com ele. Os desdobramentos são conseqüências sociais no trabalho, na educação, no lazer e no acesso à informação para atualizar acerca do que se passa no mundo. A inclusão dessas pessoas é uma questão de consciência ética para a redução das desigualdades e contribui para a plenitude da cidadania. Nessa perspectiva, apontamos para uma forma não tradicional de inclusão social através da charge eletrônica como um instrumento de representação áudio-visual da informação. Normalmente temperada com humor, ela possui estratégias argumentativas que favorecem a compreensão da realidade, estimulam o raciocínio crítico, a participação social e a inserção no mundo, além de características como a abrangência planetária e a apresentação da modalidade oral e escrita da língua e das imagens. Tudo isso facilita a leitura para os que são portadores de necessidades especiais. No âmbito educacional, esta é uma pesquisa exploratória e tem por objetivo ser um auxílio para o ensino e a aprendizagem. Sua relevância reside na eleição de um tema que permita a inclusão de questões de urgência social para desenvolver um trabalho educativo e melhorar a qualidade de vida. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68610">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5109" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4177">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5109/SNBU2004_171.pdf</src>
        <authentication>fefbbe192390d63044eb7d025bc9fc06</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55886">
                    <text>A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, A GLOBALIZAÇÃO E O BINÔMIO
INCLUSÃO / EXCLUSÃO DE PESSOAS DEFICIENTES OU PORTADORAS DE
NECESSIDADES ESPECIAIS NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO

Júlia Gonçalves da Silveira∗
Maria Eugênia Albino Andrade∗∗

RESUMO

Aborda a questão da inclusão e exclusão dos deficientes físicos, pessoas
portadoras de necessidades especiais, no contexto da “Sociedade da Informação”
e da “Globalização”, a partir de análises da literatura selecionada e lida para a
construção deste trabalho. Destaca as dificuldades ou barreiras que limitam ações
e prejudicam atividades desta categoria de usuários potenciais de informação,
cidadãos que deveriam usufruir de igualdades de oportunidades em todas as
esferas da sociedade em que vivem. Ressalta ainda a problemática específica das
pessoas portadoras de necessidades especiais nos ambientes das bibliotecas
universitárias nacionais. Conclui, baseando na literatura vista, que não adianta
discursar a respeito de democratização da informação, direitos civis e políticos,
cidadania, recursos infindáveis de informação e de tecnologias contemporâneas
de comunicação, redes globalizadas, se o que presenciamos na realidade são
possibilidades de acesso injustas, desiguais e discriminatórias ao mundo da
informação, do conhecimento e da inclusão social. Considera como fator
preponderante para avançar, sob a perspectiva de alcançar uma sociedade mais
justa, a mudança atitudinal coletiva, especialmente daqueles que detêm poder de
decisão nas diversas esperas político-sociais.
PALAVRAS-CHAVE: Sociedade da Informação. Globalização. Deficientes Físicos
e Visuais. Portadores de Necessidades Especiais. Bibliotecas Universitárias –
Deficientes Físicos e Visuais.

1 INTRODUÇÃO

A

“Sociedade

da

Informação”

ou

“Sociedade

do

Conhecimento”,

caracterizada pela super valorização da informação e do saber, mercadorias
imprescindíveis no mundo altamente competitivo de hoje,

vem impulsionando

�mudanças na estrutura econômica , nas relações sociais, nas políticas, na cultura
e nos modos de produção e trabalho no contexto dos diversos países e
continentes.
O conceito de Sociedade da Informação não é técnico nem regulador, é
social e econômico, conforme conclusão de evento recentemente realizado na
Colômbia, abordando este tema. Também não é considerado novo, existe desde
que as pessoas se comunicam e trocam informações. Tornou-se mais evidente e
tem evoluído para a economia do conhecimento, graças aos avanços
tecnológicos. Pode ser entendido como a possibilidade que possui o ser humano
de aproveitar as tecnologias da informação para satisfazer necessidades da vida
cotidiana, para melhorar sua qualidade de vida e seus níveis de informação e
conhecimento. Ou seja, a finalidade da sociedade da Informação é o ser humano.
Este conceito é, sem dúvida, um conceito geral que requer adaptações de cada
país, de acordo com as particularidades sócio-econômicas e com as condições
específicas de seus cidadãos e suas regiões. Estas são, em síntese, as
conclusões acerca da Sociedade da Informação, declaradas durante o referido
evento.
Esta mesma sociedade, também denominada “Sociedade Pós-Industrial",
encontra-se fundamentada na tecno-ciência, especialmente na informática e mais
precisamente nas tecnologias de informação e de comunicação. O presente
estágio de desenvolvimento tecnológico que se conseguiu alcançar, deve servir
como ferramenta capaz de viabilizar o bem estar e a qualidade das vidas social e
particular, buscando a justiça social. Deve, da mesma forma, instigar reflexões
sobre o que temos visto acontecer em nossa sociedade, caracterizada como
altamente excludente, onde historicamente apenas parcelas privilegiadas da
população tem acesso real aos progressos técnicos e científicos obtidos desde os
primórdios, até o início deste Século XXI.
Constitui objetivo essencial deste trabalho analisar e discutir os conteúdos
expressos na literatura selecionada para leitura e estudo, referente à problemática
de inclusão e exclusão dos deficientes ou portadores de deficiências físicas na

�"Sociedade

da

"globalizados",

Informação",
nas

assim

instituições

como

nos

educacionais

ambientes

sociais

de

mais

modo

ditos
amplo,

particularmente nas bibliotecas universitárias.

2

GLOBALIZAÇÃO

E

ACESSO

AO

MUNDO

INFORMACIONAL,

OPORTUNIDADES SEM FRONTEIRAS E BARREIRAS?

Ao falar de globalização, um dos aspectos destacados como mais positivos
é a eliminação de fronteiras, ocasionando a integração entre os povos e levando a
se pressupor que a igualdade seja estabelecida. Entretanto, constata-se que
diferenças não foram eliminadas, mas se acentuaram como esclarece Milton
Santos:
“Mundo sem fronteiras?

Vivemos um novo período na história da humanidade...num
mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se
globais e o que acontece em qualquer parte habitada da Terra tem
relação com o acontecer em todos os demais...Daí a ilusão de
vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global...ao
contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza,
a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta
e onde se ampliam as fraturas sociais. (SANTOS, 2001)

O

fenômeno

da

globalização

econômica

acarretou

profundas

conseqüências na estrutura dos países, em suas relações sociais e nos modos de
produção e trabalho. Por outro lado, verificou-se significativa alteração nos
hábitos, valores, comportamentos e estilos de vida, fazendo emergir uma nova
cultura, esta chamada por alguns autores de pós-moderna, em que os campos
das artes, da arquitetura, da literatura e da produção científico-tecnológica foram
também afetados (CABRAL; SILVEIRA, 2002).
Na sociedade contemporânea informação e conhecimento constituem
forças propulsoras de desenvolvimento, onde o saber adquire caráter de principal
força de produção passando a ocupar posição de mercadoria informacional,
imprescindível à competição mundial pelo poder.

�Como base para implantação da globalização, temos o desenvolvimento de
tecnologias da informação e da comunicação que permitem a integração de
pessoas e de organizações dispersas pela superfície do planeta, possibilitando o
ressurgimento do conceito de “cidadão do mundo”. Este tem sido utilizado para
significar possibilidades de locomoção. Ao refletir sobre o mesmo, Ortiz (1996)
argumenta que todos nós somos cidadãos do mundo pelo fato deste vir até nós, e
não por circularmos livremente por todo o planeta. A vinda do mundo se dá pelo
consumo de bens produzidos nos diversos países, pela veiculação de notícias e
de informações de caráter mundial a que temos acesso ao ligar o aparelho de
televisão ou ao acessar redes de computadores.
Este contexto, leva-nos a concluir que as populações em geral devem estar
preparadas para utilizar serviços e sistemas associados a redes de comunicação e
informação,

e

educadas

para

consumir

informações

e

conhecimentos

competentemente. Entretanto, para que se alcance a sociedade da informação
descrita por diversos autores, faz-se necessário que haja a concretização dos
objetivos implícitos no desenvolvimento econômico e social, que subentendem o
desenvolvimento “contínuo do bem estar do povo, proporcionando a satisfação de
necessidades básicas e minimizando desigualdades de acesso a bens e serviços”.
(ATAÍDE, 1997, p. 268), o que abarcaria as conseqüências sociais ideais da era
da informação e do conhecimento. Entretanto, Shaff (1995, p. 49) alerta sobre a
possibilidade de a informação se transformar em fator de divisão entre as
pessoas, assumindo um caráter divisor de classes, sob determinadas condições,
materializadas na divisão entre informados e não-informados, entre os que
possuem e os que não possuem as informações adequadas. O autor considera
ser possível o surgimento de novas desigualdades sociais, vislumbrando,
inclusive, o renascimento de uma divisão quase classista da sociedade
informática, o que pode ser percebido através da seguinte afirmativa:

[...]é inevitável que o advento da sociedade informática possa
produzir uma nova divisão entre os que têm e os que não têm.
Esta situação criará, portanto, uma nova base que, através da
diferenciação social, poderá produzir algo semelhante à

�diferenciação existente entre as classes [...] a divisão se dará,
antes, entre aqueles que possuem informações pertinentes sobre
diversas esferas da vida social e aqueles que estarão privados
destas em razão de leis relativas a segredos oficiais.

À essa situação vislumbrada por Schaff, acrescentaríamos, como outro
fator preocupante, em relação à categoria de deficientes, o perigo de agravamento
das condições atuais de desigualdades sob as quais, via de regra, estão sujeitos
esses grupos de cidadãos. Os projetos nacionais de Sociedade da Informação não
tenderiam a reforçar a exclusão de grupos minoritários em detrimento de
atendimento prioritário dedicado às camadas historicamente favorecidas, que
geralmente impõem prejuízos aos socialmente mais fracos ou pobres?
Têm sido apregoados como benefícios da globalização e da Sociedade da
Informação, a igualdade de oportunidades de acesso às tecnologias de
informação e comunicação; porém, cabe indagar se eles estariam atingindo
minorias

historicamente

discriminadas

ou

estariam

favorecendo

grupos

tradicionalmente dominantes ou privilegiados? Como têm sido considerados os
deficientes na sociedade atual? Para responder a esta indagação, faz-se
necessário examinar os direitos que lhes são garantidos, bem como o reflexo
destes na vida cotidiana desses cidadãos.

3

DIREITOS

CIVIS

DOS

DEFICIENTES

FÍSICOS

NA

SOCIEDADE

CONTEMPORÂNEA

Os direitos dos deficientes são prescritos pela Organização das Nações
Unidas – ONU, e também estão presentes na Constituição Brasileira, como
apresentamos a seguir.
Na Declaração dos Direitos do Deficiente, promulgada pela ONU, vimos
expressas afirmativas de direitos civis desta categoria de cidadãos, destacando-se
a questão da igualdade e da autonomia, enfim que sejam levadas em conta suas

�necessidades particulares em todas as etapas do planejamento econômico e
social (DECLARAÇÃO, 1981).
Deficiente, conceitualmente definido ainda pela citada Declaração, como
"toda pessoa em estado de incapacidade de prover por si mesma, no todo ou em
parte, as necessidades de uma vida pessoal ou social normal, em conseqüência
de uma deficiência congênita ou não, de suas faculdades físicas ou mentais".
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de
outubro de 1988, registra no Capítulo III - Da Educação, da Cultura e do Desporto,
Seção I, Da Educação, Art. 205 " A educação, direito de todos e dever do Estado
e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,
visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho". No Artigo 206, determina os
princípios que devem nortear o ensino, onde destaca-se, como primeiro princípio,
a "igualdade de condições para o acesso e permanência na escola", e no Item III,
do Art. 208 prescreve que será dado "atendimento educacional especializado aos
portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino".
No contexto biblioteconômico, considera-se usuário deficiente ou usuário
portador de necessidades especiais, como aquele cliente de biblioteca que "...
apresenta limitação visual, auditiva, física ou mental leve, tendo, portanto,
necessidades de serviços e de produtos diferenciados, adaptados às suas
limitações e potencialidades". (FERREIRA ; GONÇALVES, 1993)
O ordenamento jurídico brasileiro, no plano federal, como destacado por
Leonardo (2001, p.151), assegura à pessoa portadora de deficiências uma série
de direitos. Apesar da existência de uma listagem formal desses direitos, este
autor considera que eles enfrentam uma situação inferiorizada, figurando entre
“categoria dos excluídos sociais, sendo segregada em todas as áreas e
defrontando-se com inúmeras espécies de barreiras”. Destaca, como fator de
intensificação dos discursos em favor da equiparação de oportunidades, a ação da
ONU, a partir de 1981, através da iniciativa de comemoração do “Ano

�Internacional das Pessoas Deficientes”, difundindo a idéia de inclusão social,
sustentando a necessidade de políticas públicas e sociais direcionadas para
efetivação dessa igualdade de oportunidades nas escolas, nos locais de trabalho,
nas repartições e nos logradouros públicos, nas edificações, entre outros. Afirma
que a sociedade brasileira necessita “avançar muito na prática cotidiana da
inclusão social dessas pessoas, para que a realidade se aproxime dos comandos
legais e a justiça social, no particular do deficiente, passe da vontade abstrata da
lei para a vontade concreta da sociedade brasileira”.
Temos visto no Brasil, assim como em outros países, grande empenho no
sentido de construir e viabilizar implantação dos programas denominados
“Sociedade da Informação”. Através de documentos que refletem expectativas
regionais e nacionais, divulgam-se “Programas Sociedade da Informação”, onde
encontram-se registradas questões sociais consideradas fundamentais e o
delineamento de políticas estratégicas que poderiam favorecer o desenvolvimento
social, cultural e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, através da utilização
de Tecnologias de Comunicação e Informação, as TIC. Sob essa perspectiva,
pressupõe-se que a maioria dos Programas fundamenta-se na Sociedade da
Informação “humanizada e humanizadora”, “...não interessada apenas na
tecnologia, mas nos processos sócio-econômicos: aprendizado, mudança cultural,
reorganização institucional e – crucialmente – no uso das TIC para atender às
necessidades do usuário e desenvolver aplicações.” (PHIPPS, 2000, p.110)
O documento “Sociedade da Informação no Brasil: Livro Verde”

torna

público, em sua apresentação, que “cabe ao sistema político promover políticas
de inclusão social, para que o salto tecnológico tenha paralelo quantitativo e
qualitativo nas dimensões humana, ética e econômica.” Resultante de trabalho
iniciado em 1999 pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, o Programa
Sociedade da Informação tem como finalidade básica “lançar os alicerces de um
projeto estratégico, de amplitude nacional, para integrar e coordenar o
desenvolvimento e a utilização de serviços avançados de computação,
comunicação e informação e de suas aplicações na sociedade. Essa iniciativa

�permitirá alavancar a pesquisa e a educação, bem como assegurar que a
economia brasileira tenha condições de competir no mercado mundial.”
(Embaixador Ronaldo Mota Sardenberg. Ministro de Estado de Ciência e
Tecnologia, autor da Apresentação do “Livro Verde”).
O documento expressa superficialmente preocupação com as pessoas
portadoras de deficiências.

Conforme texto registrado no “Livro Verde”,

reconhecem que esses cidadãos possuem dificuldades especiais de acesso à
formação básica e profissional,

“tendo poucas oportunidades de participar do

mercado de trabalho e do convívio social”. Menciona no Capítulo 2 – Mercado,
Trabalho e Oportunidades, aspectos relacionados ao trabalho para pessoas com
necessidades especiais.
Em termos de discursos, o prescrito vem aparentemente sendo mais ou
menos respeitado como determina a Carta Magna em relação aos procedimentos
que deveriam ser adotados por todo o sistema brasileiro de ensino público,
visando a inclusão dos deficientes no sistema social, inclusive e especialmente
pelas universidades, instituições estas que deveriam propor alternativas de
soluções de problemas sociais, considerando sua desejável característica de
instituição de “vanguarda”.

4

INCLUSÃO

DE

DEFICIENTES

FÍSICOS

NAS

UNIVERSIDADES

E

BIBLIOTECAS – USUÁRIOS REAIS, POTENCIAIS OU NÃO USUÁRIOS DA
INFORMAÇÃO ?

REALIDADE (1997) abordando a temática “deficientes físicos”, observa que
a sociedade de modo geral impõe a eles situação de extrema fragilidade e de
exclusão, considerando a incipiência de ações voltadas para sua inserção plena
em condições de igualdade de tratamento dispensado aos demais atores e
agentes sociais.

�No Brasil, não há restrições formais quanto ao fato de o deficiente físico se
integrar ao sistema social, incluindo sua possibilidade de freqüência regular às
universidades e bibliotecas. Isto ocorre em termos de discurso, pois na realidade o
que se vê são cidades, edifícios, escolas e bibliotecas que reforçam a
marginalização das pessoas de mobilidade limitada ou portadoras de outros tipos
de deficiência.
Algumas experiências de inclusão social dos deficientes já se fazem
presentes em bibliotecas universitárias brasileiras, como comprova a literatura da
área, em especial a destacada no final deste trabalho. Pupo e Vicentini (1998)
abordando a problemática de integração dos usuários portadores de deficiências à
biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, descrevem
projeto desenvolvido objetivando a inserção, no contexto da pesquisa, dos
professores,

alunos

de

pós-graduação

e

pesquisadores,

“detentores

de

deficiências físicas e visuais, oferecendo-lhes a oportunidade de estudar,
pesquisar e consultar bases e bancos de dados nacionais e internacionais”,
facilitando-lhes o acesso à informação. Enfim, buscando eliminar barreiras
arquitetônicas e dotando a biblioteca de infra-estrutura de tecnologias de
informação e comunicação apropriadas a essa clientela especial. Pereira e
Chagas (1998) bibliotecários do Serviço Braille da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraiba, relatam experiência junto a essa Instituição e
apontam o acréscimo ocorrido no contexto da literatura sobre o assunto nas duas
últimas décadas. Reflexo, provavelmente, da preocupação dessa e de outras
instituições de ensino superior com a problemática dos portadores de
necessidades especiais. Destacam ainda as dificuldades de toda ordem que
interferem nos resultados de trabalhos que visam superar as barreiras
intervenientes em atividades em prol dos deficientes visuais, especialmente
aquelas relacionadas às áreas “de recursos humanos e materiais”.
Considerando as questões especificas da Universidade Federal de Minas
Gerais - UFMG, em relação aos problemas enfrentados pelos usuários de suas
bibliotecas, Silveira (2001, p.248-254) expõe depoimentos de alguns alunos e

�membros da comunidade acadêmica, bem como apresenta sugestões para
solução das questões detectadas nesse contexto universitário. Os problemas
apontados acima são vivenciados pelos alunos e funcionários portadores de
alguma deficiência na UFMG. As barreiras são sentidas quando no ingresso na
universidade, por as provas conterem gráficos e mapas. No caso dos deficientes
visuais, há falta de material didático em Braille e gravações em número
insuficiente, que não cobre toda a literatura sobre os assuntos estudados. Apesar
de alguns alunos reconhecerem os esforços institucionais até então realizados,
demandam maior empenho por parte da UFMG para evitar que eles tenham que
depender da cooperação de colegas para lerem e gravarem os textos indicados
pelos professores. Os portadores de deficiências motoras destacam as barreiras
físicas criadas pela falta de rampas e de elevadores. Mesmo quando existem
elevadores nem sempre é possível utilizá-los, pois, para se ter acesso aos
mesmos, necessita-se de usar primeiro rampas ou escadas, como é o caso da
entrada principal do prédio da biblioteca central da universidade. Não podemos
esquecer dos direitos dos deficientes, nesses e em outros aspectos, como nos
alerta o depoimento a seguir:
O estudante que possui a deficiência visual requer uma atenção
maior no que diz respeito ao acesso à informação bibliográfica e
conteúdos pertinentes ao seu curso. Embora seja minoria, esse
aluno necessita de material didático, tanto quanto o aluno vidente.
Esse procedimento tem que ser encarado como um direito à
cidadania. (SILVEIRA, 2001, p. 251).

Nesse trabalho de Silveira (p. 247-248) anteriormente mencionado, há
registros de iniciativas e ações empreendidas também por outras universidades
nacionais, ressaltando atividades da USP (Disque Braille e Laboratório de Ensino
e Material Didático do Departamento de Geografia) e da UFRJ (Núcleo de
Computação Eletrônica ).
Portanto, considerando as poucas exceções, em relação ao montante das
instituições universitárias nacionais em funcionamento regular, é sob uma ótica de
inferioridade constitucional e de diferenciação explícita nas formas de tratamento
que vimos, geralmente, no Brasil serem considerados os portadores de

�deficiências. O que historicamente parece contribuir para segregá-los e fragilizálos em seus direitos civis, impedindo a sua inclusão de fato nas universidades e
sociedade de modo geral.
Conceitua-se inclusão social como o processo pelo qual a sociedade se
adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com
necessidades especiais e, simultaneamente,

estas se preparam para assumir

seus papéis na sociedade. A inclusão social constitui, então, um processo bilateral
no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria,
equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de
oportunidades para todos. (SASSAKI, 1997, p. 3).
Os praticantes da inclusão se baseiam no modelo social da deficiência. Por
este modelo, os problemas da pessoa com necessidades especiais não se
restrigem à ela, mas estão também na sociedade. Assim, a sociedade é chamada
a perceber que lhe cria problemas, causando-lhe incapacidade ou desvantagem
no desempenho de seus papéis sociais em virtude de seus ambientes restritivos;
suas políticas discriminatórias e suas atitudes preconceituosas que rejeitam a
minoria e todas as formas de diferenças; seus discutíveis padrões de normalidade;
seus objetos e outros bens inacessíveis do ponto de vista físico; seus prérequisitos atingíveis apenas pela maioria aparentemente homogênea; sua quase
total desinformação sobre necessidades especiais e sobre direitos das pessoas
que têm essas necessidades; suas práticas discriminatórias em muitos setores da
atividade humana.
O conceito de exclusão social é relativamente novo, como mostrado por
Parkinson, citado por Phipps (2000, p. 110), “entrando realmente em voga através
da Europa durante os anos 90”. Ressalta problemas e discriminações sociais,
onde pessoas são deixadas de fora das principais correntes políticas, econômicas
e sociais, sendo considerados socialmente excluídos “indivíduos ou comunidades
que estão relativamente isoladas e subaparelhadas, a quem faltam a capacidade,
a capacitação e oportunidade para participar”.

�Conforme Sassaki (1997) pode-se afirmar que há inclusão social efetiva
quando os sistemas sociais, dentre eles o educacional, incluindo seus diversos
subsistemas, estão plenamente estruturados para atender as necessidades de
cada cidadão, das maiorias às minorias, dos privilegiados aos marginalizados.
Destaca ainda que há inclusão social quando a sociedade se adapta para poder
incluir, sendo seu dever “eliminar todas as barreiras físicas, programáticas e
atitudinais para que as pessoas com necessidades especiais possam ter acesso
aos serviços, lugares, informações e bens necessários ao seu desenvolvimento
pessoal, social, educacional e profissional”.
Cabe, portanto, à sociedade de modo geral e à universidade em particular,
eliminar todas as barreiras físicas, programáticas e atitudinais para que as
pessoas com necessidades especiais que a freqüentam possam ter acesso aos
serviços, lugares, informações, tecnologias e bens necessários ao seu
desenvolvimento pessoal, social, educacional e profissional.
Consideradas como subsistemas vitais das instituições acadêmicas, as
bibliotecas universitárias devem prover acesso à comunidade acadêmica de
recursos de informação relevantes, de modo a subsidiá-la no desenvolvimento de
suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Deve-se atentar que a
comunidade acadêmica é diversificada também no tocante às condições físicas
dos cidadãos que a integram. Os deficientes físicos, alunos, professores e demais
funcionários, constituem parcela da comunidade universitária e, portanto,
constituem-se da mesma forma, usuários de suas bibliotecas. Consequentemente,
devem ser levados em conta em todas as etapas de seu planejamento global.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Agravando a situação de desigualdades sociais, onde estruturas absorvidas
de modelos capitalistas tendem a reforçar exclusão daqueles que não se adequam
aos interesses do sistema produtivo, o Brasil enfrenta hoje dificuldades
econômicas que atingem diversos setores sociais, incluindo aí os setores

�educacionais, historicamente não privilegiados no planejamento governamental.
Além de não priorizada devidamente, a área de Educação, através dos parcos
recursos recebidos, tem que promover sua redistribuição considerando inúmeras
frentes de trabalho pertinentes ao campo, e raramente atendendo necessidades
de camadas sociais minoritárias. Enfim, são repetidas e perpetuadas as
desigualdades de tratamento e de omissões presentes na sociedade de modo
geral. As universidades e bibliotecas representam "continuação de uma lógica
perversa, contra a qual a briga é política" (GUIMARÃES, 1985).
No contexto universitário brasileiro, verifica-se que a grande maioria das
bibliotecas reflete o descaso social mais amplo pelos deficientes físicos, sendo
seus objetivos voltados quase que exclusivamente para aqueles usuários
fisicamente "perfeitos". Isto pode ser comprovado pela breve literatura da área,
que apresenta um cenário bastante desolador com referência ao tratamento
ineficiente e ineficaz dispensado ao público constituído pelos usuários portadores
de necessidades especiais. As raras iniciativas para integração destes,
configuram-se, na maioria dos casos, como soluções de paternalismo, de medidas
assistencialistas, retirando do indivíduo o seu direito de conviver em igualdades de
condições com outros membros da comunidade universitária.
Vistas sob a ótica que bibliotecas são organizações sociais dinâmicas e
que, independentemente de sua classificação ou tipologia, devem centrar sua
missão na sua utilidade social e na sua capacidade de contribuir efetivamente
para o crescimento do ser humano, cabe-lhes promoverem as transformações
necessárias ao cumprimento adequado de sua missão perante a sociedade que
lhe destinaram servir. Cabe-lhes inclusive o dever de denunciar e impedir que
contradições e injustiças sociais aconteçam ou se reproduzam em seu espaço
mais próximo de atuação.
Não adianta discursar a respeito de Sociedade da Informação, de
Globalização, de democratização de informação, de direitos civis e políticos, de
cidadania, de uma infinidade de recursos tecnológicos para usuários de
bibliotecas, de redes de informação; se na realidade o que vimos acontecer são

�possibilidades de acesso injustas, discriminatórias e desiguais. O que parece
acontecer não apenas para pessoas portadoras de necessidades especiais, mas
também para outras camadas de excluídos e marginalizados sociais.
Assegurar ou não o direito de acesso à informação propriamente dita ou
aos locais onde se concentram tecnologias de comunicação e de informação
pode significar formas diversificadas de inserção ou de exclusão social dos
deficientes. Em se tratando das instituições públicas, em especial das
universidades e bibliotecas deveriam, talvez mais que outras, desempenhar papel
decisivo nesse processo, fornecendo suporte informacional e documental
adequado à aprendizagem, ao

ensino e pesquisa,

alocando recursos,

possibilitando acessos, em suma, disponibilizando o conhecimento de forma
igualitária a toda sua comunidade acadêmica.
Apesar das iniciativas destacadas na literatura lida em prol do deficiente,
que configuram e demonstram preocupações esparsas e dispersas para busca de
solução de problemas na sociedade de modo geral, temos que admitir que a
sociedade brasileira,

pelo elenco de barreiras e de dificuldades a que estão

submetidos seus cidadãos, portadores de necessidades especiais, não pode ainda
ser caracterizada como “Sociedade Inclusiva”.
Para alcançar uma sociedade mais justa, possibilitando e favorecendo a
inclusão de fato das pessoas portadoras de deficiências físicas no contexto social
e universitário e, em particular, na “Sociedade da Informação”, seria necessário
maior esforço no sentido de se avançar no processo de humanização social.
Enfim, conseguir uma mudança atitudinal coletiva, especialmente daqueles que
detêm poder de decisão nas diversas esferas político-sociais, priorizando e
praticando a inclusão calcada na solidariedade, isto é, considerando a inclusão
social dos “outros” como fim e não como meio.

INFORMATION SOCIETY, GLOBALIZATION AND THE BINOMY
INCLUSION/EXCLUSION OF THE HANDICAPPED PERSONS IN THE
BRAZILIAN UNIVERSITY LIBRARIES CONTEXT

�ABSTRACT
This paper discusses the inclusion and the exclusion of to blind or handicapped
users at Brazilian university libraries, in the context of the information society and
the globalization. It was developed based on selected literature. It points out the
barriers that difficulty the integral information access by this category of users. It
shows the reality of discrimination in the university context, that occurs in function
of historical, political and social factors.
KEYWORDS: Information Society. Globalization. Handicapped Users. University
Libraries - handicapped users. University Libraries – blind users.

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, E. Eliminando barreiras. UFMG: Boletim Informativo. Belo Horizonte,
v. 24, n. 1141, p. 4, 5 de março de 1997.
ATAÍDE, M. E. M. O lado perverso da globalização na sociedade da informação.
Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n.3, p.268-270, set./dez. 1997.
BAUMAN, Z. Globalização: as conseqüências humanas. Rio de Janeiro : Jorge
Zahar, 1999.
CABRAL, Ana Maria Rezende; SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Globalização do
conhecimento: a Biblioteca Universitária e instituições da sociedade civil. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 20, 2002, Fortaleza. Anais eletrônicos... Fortaleza:
Universidade Federal do Ceará, 2002. (Cd-Rom)
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil,
1988. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1988. 292 p.
DECLARAÇÃO dos Direitos do Deficiente. O Correio da Unesco. Rio de Janeiro,
v. 9, n.3, p.7, mar. 1981.
FERNANDES, Dirce Missae Suzuki; AGUIAR, Izabel Maria de. O deficiente visual
e a Biblioteca Central da UEL: relato de experiência. In: SEMINÁRIO NACIONAL

�DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11, Florianópolis. Anais...Florianópolis:
UFSC, 2000. (Cd-Rom).
FERREIRA, M. N., GONÇALVES, R. S. Projeto "Soma". São Paulo: APB, 1993.
(Ensaios APB, n.8).
GUIMARÃES, Marcelo Pinto. Construir para ir e vir. Belo Horizonte,
Coordenadoria de Apoio ao Deficiente, 1985.
LEONARDO, M. Cidadania na Sociedade Inclusiva (Mesa Redonda). In
SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOCIEDADE INCLUSIVA, 1, 1999, Belo
Horizonte. Anais...Belo Horizonte PUC Minas, 2001. p. 149-152.
M'BOW, Amadou-Mahtar. O Ano Internacional do Deficiente. Correio da Unesco,
Rio de Janeiro, v.9, n.3, p.4, mar. 1981.
MAGALHÃES, Gilberto da Costa et al. Deficientes físicos e visuais: barreiras na
utilização das bibliotecas da UFMG. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 5, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre:
Biblioteca Central da UFRGS, 1987, v.1, p.561-89.
OLIVEIRA, I. C. de. UFMG e os deficientes. UFMG: Boletim Informativo da
Universidade, Belo Horizonte, v. 14, n. 711, p. 4-5, 5 de junho de 1987.
ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. São Paulo: Editora Brasiliense, 1996.
PEREIRA, Marília Mesquita Guedes; CHAGAS, Paulo da Silva. Gerenciamento do
Serviço Braille na Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba: relato de
uma
experiência.
In:
SEMINÁRIO
NACIONAL
DE
BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 10, 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza : ABC, 1998. P. 187199, v.2, pt. 2.
PHIPPS, L. Controle social pelos excluídos: modelos para a sociedade da
informação. IP – Informática Pública, Belo Horizonte, v.2, n.1, p. 97-144, maio
2000.
PUPO, Deise Tallarico; VICENTINI, Regina Aparecida Blanco. A integração do
usuário de deficiência às atividades de ensino e pesquisa: o papel das bibliotecas

�virtuais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10,
1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: ABC, 1998. p. 20-38, v.3, pt.1.
REALIDADE brasileira. 2. Ed. Belo Horizonte: APUBH, 1997. p. 26
RODRIGUEZ ANTUNEZ, E., SILVA, FS, MAGALHÃES, G. da C., SILVEIRA, J.G.
da et al. Deficiente físico: esse desconhecido das bibliotecas da UFMG. Belo
Horizonte, 1985. (Projeto de Pesquisa apresentado à disciplina "Estudo de
Comportamento e Educação de Usuários".) 12 p.
SCHAFF, A. A sociedade informática: as conseqüências sociais da segunda
revolução industrial. São Paulo : Unesp; Brasiliense, 1995.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à
consciência universal. 5. ed. Rio de Janeiro : Record, 2001.
SASSAKI, Romeu Kazumi. Construindo uma sociedade para todos. Rio de
Janeiro: WVA, 1997.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Biblioteca inclusiva? Repensando sobre barreiras
de acesso aos deficientes físicos e visuais no sistema de bibliotecas da UFMG e
revendo trajetória institucional na busca de soluções. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE
BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS,
11.,
2000,
Florianópolis.
Anais...Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2000. (CD-Rom).
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Biblioteca inclusiva ? Repensando sobre barreiras
de acesso aos deficientes físicos e visuais no Sistema de Bibliotecas da UFMG e
revendo trajetória institucional na busca de soluções. In: SEMINÀRIO
INTERNACIONAL SOCIEDADE INCLUSIVA, 1, 1999, Belo Horizonte.
Anais...Belo Horizonte PUC Minas, 2001. p. 245-255.
TAKAHASHI, Tadao (Org.) Sociedade da informação no Brasil: livro verde. 25.
ed. Brasília : Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000. 203 p.
TOFLER, A.; TOFLER H. As cores da violência. Folha de São Paulo, 10 de maio
de 1992. Caderno MAIS. p. 4.
ZEFERINO, R. Projeto para a integração do deficiente visual à UFMG. Belo
Horizonte: Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1994 (Trabalho acadêmico).

�∗

Doutoranda do Curso de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Bibliotecária/Documentalista.
Escola de Ciência da Informação da UFMG. Av. Antônio Carlos, 6627. 31270-901 Belo
Horizonte/MG Brasil. juliags@eci.ufmg.br
∗∗
Doutora em Ciência da Informação pela UFRJ. Professora da ECI/UFMG. Escola de Ciência da
Informação da UFMG. Av. Antônio Carlos, 6627. 31270-901
Belo Horizonte/MG Brasil.
eugeniaandrade@eci.ufmg.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55869">
                <text>A sociedade da informação, a globalização e o binômio inclusão / exclusão de pessoas deficientes ou portadoras de necessidades especiais no contexto universitário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55870">
                <text>Silveira, Júlia Gonçalves da, Andrade, Maria Eugênia Albino </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55871">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55872">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55873">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55875">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55876">
                <text>Aborda a questão da inclusão e exclusão dos deficientes físicos, pessoas portadoras de necessidades especiais, no contexto da “Sociedade da Informação” e da “Globalização”, a partir de análises da literatura selecionada e lida para a construção deste trabalho. Destaca as dificuldades ou barreiras que limitam ações e prejudicam atividades desta categoria de usuários potenciais de informação, cidadãos que deveriam usufruir de igualdades de oportunidades em todas as esferas da sociedade em que vivem. Ressalta ainda a problemática específica das pessoas portadoras de necessidades especiais nos ambientes das bibliotecas universitárias nacionais. Conclui, baseando na literatura vista, que não adianta discursar a respeito de democratização da informação, direitos civis e políticos, cidadania, recursos infindáveis de informação e de tecnologias contemporâneas de comunicação, redes globalizadas, se o que presenciamos na realidade são possibilidades de acesso injustas, desiguais e discriminatórias ao mundo da informação, do conhecimento e da inclusão social. Considera como fator preponderante para avançar, sob a perspectiva de alcançar uma sociedade mais justa, a mudança atitudinal coletiva, especialmente daqueles que detêm poder de decisão nas diversas esperas político-sociais. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68613">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5111" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4180">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5111/SNBU2004_172.pdf</src>
        <authentication>482ed6facc4dd2807e88c55c835a38f0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55922">
                    <text>ACESSO A USUÁRIOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: REVISÃO DE LITERATURA

Marcos Vinícius Mendonça Andrade∗
Ana Rosa dos Santos∗∗

RESUMO
Revisão de literatura sobre acesso e Inclusão digital de usuários/clientes
portadores de necessidades especiais em bibliotecas universitárias. Apresenta
fontes primárias, como documentos sobre os direitos dos portadores de
necessidades especiais; e fontes secundárias que tratam desse assunto em
bibliotecas universitárias. Apresenta-se como um estudo teórico para subsidiar
os trabalhos do Grupo de Trabalho “Biblioteca Inclusiva”, recém implantado
pelo Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense,
que tenciona proporcionar a esses usuários/clientes um ambiente adequado,
promovendo sua inclusão na chamada sociedade da informação.
PALAVRAS-CHAVE: Portadores necessidades especiais. Inclusão digital.
cesso á informação. Bibliotecas universitárias.

1 INTRODUÇÃO
Signatário do acordo entre países iberoamericanos, o Brasil o declarou o
ano de 2004 como Ano Iberoamericano das Pessoas com Deficiência, e
através da Declaração de Santa Cruz de la Sierra -Bolívia, 15 de novembro de
2003 apontou: "A Inclusão Social como mola propulsora do desenvolvimento da
Comunidade Ibero-americana". Seguindo essas idéias, apresentaremos uma
revisão de literatura sobre acesso e Inclusão digital de usuários/clientes
portadores

de

necessidades

especiais

em

bibliotecas

universitárias.

Apontaremos as principais fontes primárias, legislação sobre os direitos dos
portadores de necessidades especiais; bem como algumas fontes secundárias
que trataram desse assunto em bibliotecas universitárias. Este é um estudo
teórico que subsidia os nossos trabalhos no Grupo de Trabalho “Biblioteca
Inclusiva”, recém implantado pelo Sistema de Bibliotecas e Arquivos da
Universidade Federal Fluminense.

�O Sistema de Bibliotecas e Arquivos - NDC é um órgão suplementar que
desde a sua criação, em setembro de 1969, esteve vinculado diretamente ao
Gabinete do Reitor. Em dezembro de 1998, após uma reestruturação interna,
passou a estar subordinado à Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos - PROAC.
É responsável pela coordenação técnica e administrativa do Sistema de
Bibliotecas, Arquivo e Laboratórios. E tem como função “proporcionar recursos
informacionais e assessoria técnica na área de documentação, por meio de
redes e sistemas, facilitando o acesso à informação em tempo hábil”. O NDC é
composto por vinte e quatro bibliotecas, um Arquivo Central; um Centro de
Memória Fluminense; um Laboratório de Reprografia e um Laboratório de
Conservação e Restauração de Documentos. Sua estrutura administrativa é
composta da Direção, Conselho Técnico, Divisão de Desenvolvimento, Divisão
de Bibliotecas e Divisão de Arquivos.
O nosso trabalho no grupo de trabalho Biblioteca Inclusiva tenciona
proporcionar a esses usuários/clientes um ambiente adequado, promovendo
sua inclusão na chamada sociedade da informação.
Apresentaremos a seguir a revisão proposta usando o suporte legislativo
oferecido pelo Sistema de Informação – SICORDE, da Coordenadoria Nacional
para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - CORDE, o órgão
“responsável pela gestão de políticas voltadas para integração da pessoa
portadora de deficiência, tendo como eixo focal à defesa de direitos e a
promoção da cidadania”, subordinada a Assessoria da Secretaria Especial dos
Direitos Humanos da Presidência da República (CORDE, 2004).
destacados

também

alguns

trabalhos

sobre

bibliotecas

Serão

universitárias

relacionados com o tema em questão.

2 REVISANDO DOCUMENTOS PRIMÁRIOS
A garantia do acesso à informação e inclusão digital dos portadores de
necessidades especiais se esbarram nos obstáculos do cotidiano, a Lei nº
10.098, de 19 de dezembro de 2000, que “estabelece normas gerais e critérios
básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de

�deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências”, se cumprida
pode diminuir as barreiras urbanísticas, arquitetônicas, de transporte e de
comunicação que prejudicam os dos portadores de necessidades especiais. O
Ministério Público Federal, pela Procuradoria da República em acordo com a
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, disponibilizou a NBR 9050
– Acessibilidade a Edificações Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos;
bem como outras normas referentes aos direitos das pessoas com deficiência,
facilitando o acesso as informações necessárias para adaptação dos espaços
aos portadores de necessidades especiais.
Destacaremos itens da norma da ABNT NBR 9050, 2004, p. 88, que
versam sobre biblioteca: *
8.7 Bibliotecas e centros de leitura
8.7.1 Nas bibliotecas e centros de leitura, os locais de
pesquisa, fichários, salas para estudo e leitura, terminais de
consulta, balcões de atendimento e áreas de convivência
devem ser acessíveis, conforme 9.5 e figura 1571*.
8.7.2 Pelo menos 5%, com no mínimo uma das mesas devem
ser acessíveis, conforme 9.3. Recomenda-se, além disso, que
pelo menos outros 10% sejam adaptáveis para acessibilidade.
8.7.3 A distância entre estantes de livros deve ser de no
mínimo 0,90 m de largura, conforme figura 158*. Nos
corredores entre as estantes, a cada 15 m, deve haver um
espaço que permita a manobra da cadeira de rodas.
Recomenda-se a rotação de 180°, conforme 4.3*.
8.7.4 A altura dos fichários deve atender às faixas de alcance
manual e parâmetros visuais, conforme 4.6 e 4.7*.
8.7.5 Recomenda-se que as bibliotecas possuam publicações
em Braille, ou outros recursos audiovisuais.
8.7.6 Pelo menos 5% do total de terminais de consulta por meio
de computadores e acesso à internet devem ser acessíveis a
P.C.R. e P.M.R. Recomenda-se, além disso, que pelo menos
outros 10% sejam adaptáveis para acessibilidade.

A política nacional para integração da pessoa portadora de deficiência é
balizada pela Lei N° 7.853 de 24 de outubro de 1989, que

�dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua
integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para
lntegração da Pessoa Portadora de Deficiência - Corde, institui
a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas
pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define
crimes, e dá outras providências,

e pelo Decreto no 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que regulamenta a Lei no
7.853, segundo a CORDE. Artigo 53 desse Decreto diz que
as bibliotecas, os museus, os locais de reuniões, conferências,
aulas e outros ambientes de natureza similar disporão de
espaços reservados para pessoa que utilize cadeira de rodas e
de lugares específicos para pessoa portadora de deficiência
auditiva e visual, inclusive acompanhante, de acordo com as
normas técnicas da ABNT, de modo a facilitar-lhes as
condições de acesso, circulação e comunicação.
Na Portaria nº 1.679, de 2 dezembro de 1999, que
Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas
portadoras de deficiências, para instruir os processos de
autorização e de reconhecimento de cursos, e de
credenciamento de instituições;

a biblioteca estava citada como um dos locais a serem avaliados,
devendo estar de acordo com a norma da ABNT 9050.

Esta portaria foi

renovada pela Portaria Ministerial MEC nº 3284 de 7/11/2003, que dispõe
sobre o mesmo tema.
A Lei nº 10753 de 30/10/2003, que “institui a Política Nacional do Livro”,
em seu artigo 1º, parágrafo I, “assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito
de acesso e uso do livro”; considerando como livros, “livros em meio digital,
magnético e ótico, para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual”;
“livros

impressos

no

Sistema

Braille”,

nos

parágrafos

VII

e

VIII,

respectivamente.
Pelo que vemos, as leis estão prontas, precisamos fazer cumprir. Cabe
a cada um de nós buscar esse cumprimento.

*

Os itens e figuras que não foram transcritos podem ser consultados no endereço:
http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/ABNT/NBR9050-31052004.pdf.

�3 REVISANDO DOCUMENTOS SECUNDÁRIOS...
Destacaremos alguns trabalhos sobre o tema acesso e/ou acessibilidade
e inclusão digital de portadores de necessidades especiais em bibliotecas
universitárias.
Pupo e Vicentini (1998, p. 7) dizem que
a reflexão sobre o dever institucional de contribuir para a
acessibilidade dos usuários de bibliotecas universitárias,
portando necessidades especiais, ganha uma conotação
peculiar, apontando para a satisfação de suas necessidades de
informação que poderão ser alcançadas - com apoio de infraestrutura, como também de adaptações arquitetônicas. Se
temos a capacidade de alterar a história, devemos persistir nos
esforços de realizar mudanças: a satisfação das necessidades
de saúde e autonomia a um maior número possível de pessoas
– no caso as PPD – para quem as escolhas, em máxima
medida, são negadas.

Também em 1998, Pupo e Vicentini (p. 9) reforçam que
Cabe à biblioteca universitária brasileira contribuir para a
elevação de consciência da necessidade de incorporar os
grupos minoritários, como é o caso dos deficientes – aos
intelectuais, pesquisadores e cientistas, permitindo ao portador
repensar a sua própria condição e a sua capacidade de
superação das limitações impostas.
Silveira (2000, p. 3-4), afirma que
no Brasil, praticamente, inexiste biblioteca universitária que
incorpore ao seu planejamento garantias de acesso pleno a
deficientes físicos, prevalecendo barreiras arquitetônicas em
suas instalações. Seu conjunto de recursos informacionais,
representado através de itens componentes de seus acervos,
também é projetado visando ao atendimento daquela
comunidade de usuários julgada fisicamente "normal",
resultando daí a acessibilidade parcial e, na maioria das vezes,
inacessibilidade total à informação disponibilizada pela
biblioteca, devido aos suportes utilizados para seu registro ou
pela inexistência de tecnologias alternativas especialmente
desenvolvidas para propiciar utilização por usuários deficientes
visuais

Nesse mesmo artigo ela

�destaca iniciativas em prol do deficiente na UFRJ, USP e
UFMG. Aponta projetos implementados e em andamento nas
bibliotecas da UFMG. Conclui que, nesta Universidade,
portadores de necessidades especiais ainda não possuem
tratamento igualitário em relação aos demais membros da
comunidade acadêmica (SILVEIRA, 2000, p. 1).

Em Fernandes e Aguiar (2000, p. 14) são apresentadas algumas
propostas para o atendimento das necessidades informacionais dos portadores
de necessidades especiais:
fornecer material didático especializado ou adaptado;
prover a biblioteca de recursos físicos e materiais para o
acesso do aluno: sinais sonoros de trânsito, rampa, mobiliários,
equipamentos e materiais adaptados, piso antiderrapante, área
espaçosa que permita boa locomoção, dentre outros;
prestar apoio pedagógico especializado ao aluno deficiente
visual;
divulgar, implementar e orientar quanto ao uso de
equipamentos e materiais especiais;
prestar orientação aos profissionais envolvidos no atendimento
ao aluno portador de deficiência visual;
estabelecer parcerias com outros órgãos de prestação de
serviços para o desenvolvimento de ações conjuntas;
desenvolver pesquisas para melhor conhecer as necessidades
dos deficientes visuais;
capacitar e apoiar recursos humanos para o atendimento aos
portadores de deficiência visual.

Pupo e Santos (2001, p. 4) dizem que
em conformidade com a literatura internacional e a nossa
realidade, deve-se
- realizar um censo, no campus, para identificar pessoas
deficientes;
- incentivar que os alunos com necessidades especiais
organizem-se em grupos para buscar soluções a suas
necessidades de informação;
- facilitar para os bibliotecários interessados discutirem e
proporem ajuda; a interação dos bibliotecários com usuários é
facilitada por cursos específicos;
- implantação de uma base de dados local, dedicada aos
assuntos da deficiência, que reuna também os centros e
núcleos de pesquisa e atendimento existentes na Universidade,
para troca de informações.

Coutto (2001, p. 2-3)
A prestação de serviço e os aperfeiçoamentos empreendidos
ou em fase de desenvolvimento, através do Programa Disque
Braille/Catálogo Coletivo de Livros em Braille e Livros Falados,
confirmam o compromisso do Sistema Integrado de Bibliotecas

�da USP, no apoio às atividades universitárias de cultura e
extensão aos diferentes segmentos da comunidade e em
especial, aos portadores de deficiência visual.

Mazzoni, et al (2001, p. 6) recomendam que
Para um bom atendimento às pessoas portadoras de
deficiência no espaço físico da biblioteca, é necessário que
seja preparada uma sala com recursos de acessibilidade, tanto
em termos de mobiliário, como em software e hardware. O
objetivo é que nesta sala exista a infraestrutura necessária aos
estudos e pesquisas das pessoas portadoras de deficiência,
mas não é aconselhável que esta sala seja de uso exclusivo
delas.
Os sistemas de sinalização devem ser concebidos de forma a
observar as necessidades de usuários cegos, com baixa visão,
daltônicos, surdos e com outros problemas.
Todos os serviços disponibilizados na forma digital devem
poder ser acessados também via Internet, observando a
acessibilidade no espaço digital.
A comutação de material bibliográfico deve incluir também
versões digitais.
Deve-se aumentar o acervo com obras digitais e tornar a
versão digital parte indissociável dos trabalhos acadêmicos de
mestrado e doutorado recebidos pela biblioteca.
Alocar pessoas portadoras de deficiência para atuar na
biblioteca, assim as dificuldades enfrentadas por estes usuários
serão mais bem compreendidas e mais facilmente
solucionadas.

Pupo, Carvalho e Chaves (2003, p.1) apresentam o Laboratório de
Acessibilidade da UNICAMP:
Partindo da necessidade de adaptar-se às leis de
acessibilidade, a UNICAMP através da Pró-reitoria de
Graduação, do Centro de Estudos e Pesquisas em
Reabilitação Dr. Gabriel Porto, da Faculdade de Ciências
Médicas e da Biblioteca Central, criou um laboratório de Apoio
Didático. O laboratório apóia a comunidade da Unicamp, com
deficiência visual, elaborando materiais didáticos, impressões e
transcrições em braille e orienta na utilização dos
equipamentos de informática com softwares especiais,
possibilitando a inclusão dos mesmos. Os resultados têm sido
satisfatórios e é grande a expectativa de sua utilização por
parte dos usuários.

Souto (2003, p. 12. Grifos e supressões nossos) fala que
são vários os problemas enfrentados quando buscamos a
integração e inclusão de portadores de necessidades
especiais, no que se refere ao acesso à Internet. Dentre eles
podemos destacar: [...] Diante do analfabetismo digital, das
dificuldades de comunicação interpessoal e do custo e

�disponibilidade dos equipamentos e materiais é perceptível que
o oferecimento de serviços de acesso à informação para
portadores de necessidades especiais requer um considerável
grau de investimento em recursos físicos, materiais e humanos.

Apresentamos algumas experiências das poucas registradas em nossa
literatura, acreditamos que existam outras, mas não muitas.

Algumas

universidades estão começando a desenvolver o trabalho de inclusão
buscando obedecer a legislação. Mas se a inclusão dos ditos “normais” é
complicada, dos especiais então. As bibliotecas, muitas vezes, são esquecidas
nos projetos universitários, mas com o aporte que as leis nos proporciona
podemos argumentar e conseguir a inclusão de nossas unidades de
informação nos projetos, alcançando assim uma estrutura que possa incluir,
realmente, todos, apesar da falta de verbas, mas com vontade, podemos
conseguir.

4 CONCLUSÃO
A legislação já é presente, cabe a nós fazer cumpri. Nesse ano que foi
considerado o Ano Iberoamericano das Pessoas com Deficiência, a busca da
inclusão dessas pessoas deve ser uma de nossas metas. Algumas iniciativas
foram apresentadas, mas muito ainda falta, e como foi mostrado não é um a
caminho fácil, mas é preciso começar.
Como foi dito essa revisão objetiva subsidiar a nossa participação no
Grupo de Trabalho “Biblioteca Inclusiva” de nosso Sistema de Bibliotecas e
Arquivos – NDC; esperamos que esse trabalho possa apoiar outros grupos que
estejam iniciando um trabalho sobre esse assunto.
Na Avaliação das Condições de Ensino, realizada pelo ao Ministério da
Educação – MEC, através do o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC deverão ser cobradas os requisitos de
acessibilidade das pessoas portadoras de necessidades especiais, dispostos
na Portaria nº 3284 de 7/11/2003, desse mesmo Ministério. Estamos prontos

�para essa cobrança? As experiências das bibliotecas apresentadas podem nos
auxiliar nesse apronte.
A Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de
Deficiência - CORDE que atua primeiro de forma normativa e reguladora das
ações desta área no âmbito federal e, e em o segundo como articuladora das
políticas públicas existentes, em nível federal, estadual e municipal; podendo
dar apoio a projetos através de convênio ou outros instrumentos congêneres.
O Sistema de Informações da CORDE, SICORDE nos oferece toda a
legislação pertinente ao tema em questão, facilitando o início dos trabalhos.
Enfim, precisamos dessa forma, começar o trabalho de inclusão dos portadores
de necessidades especiais nas bibliotecas universitárias, inserindo-os na
chamada sociedade da informação.
ABSTRACT

Revision on access and digital Inclusion of disablement in university libraries.
It presents documents on the rights of the disablement; emphasizing papers on
university libraries. It is presented as a theoretical study to subsidize the works
of the group Biblioteca Inclusiva, just implanted for the Sistema de Bibliotecas
e Arquivos da Universidade Federal Fluminense, that intends to provide to
these users an adjusted environment, promoting its inclusion in the call society
of the information.
KEYWORDS: Disablement. Inclusion digital. Access information. University
Libraries.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050:
Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
2.ed. Rio de Janeiro, 2004. Disponível em:&lt;
http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/ABNT/NBR905031052004.pdf&gt;. Acesso em: 08 jul. 2004.
COORDENADORIA NACIONAL PARA A INTEGRAÇÃO DA PESSOA
PORTADORA DE DEFICIÊNCIA - CORDE. Disponível em:&lt;
http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/principal.asp&gt;. Acesso em: 08
jul. 2004.

�COORDENADORIA NACIONAL PARA A INTEGRAÇÃO DA PESSOA
PORTADORA DE DEFICIÊNCIA – CORDE. SICORDE. Disponível em:&lt;
http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/sicorde/principal.asp&gt; Acesso em: 08
jul. 2004.
COUTTO, Mariza Leal de Meirelles do. Catálogo coletivo de livros em braille e
livros falados. In: SEMINÁRIO ATIID - ACESSIBILIDADE, TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÃO E INCLUSÃO DIGITAL, 1., 2001, São Paulo. Anais... São
Paulo, 2001. Disponível em: &lt; http://www.fsp.usp.br/acessibilidade&gt;. Acesso
em: 05 jul. 2004.
MAZZONI, Alberto Angel, TORRES, Elisabeth Fátima, OLIVEIRA, Rubia de et
al. Aspects that interfere in structuring the accessibility at public libraries. Ci.
Inf., May/Aug. 2001, vol.30, no.2, p.29-34 Disponível em: &lt; http://
http://www.scielo.br/&gt;. Acesso em: 05 jul. 2004.
FERNANDES, Dirce Missae Suzuki; AGUIAR, Izabel Maria de. O deficiente
visual e a biblioteca central da uel: relato de experiência. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11.,2000, Florianópolis.
Anais... Florianópolis, 2000. Disponível em:
&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/parallel.html&gt;. Acesso em: 05 jul. 2004.
PUPO, Deise Tallarico; SANTOS, Gildenir Carolino. As novas tecnologias
da informação: uma proposta de acesso e atendimento a usuários
com necessidades especiais em bibliotecas universitárias. In:
SEMINÁRIO ATIID - ACESSIBILIDADE, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E
INCLUSÃO DIGITAL, 1., 2001, São Paulo. Anais... São Paulo, 2001. Disponível

em: &lt; http://www.fsp.usp.br/acessibilidade&gt;. Acesso em: 05 jul. 2004.
PUPO, Deise Tallarico; VICENTINi, Regina Aparecida Blanco. A integração do
usuário portador de deficiência às atividades de ensino e pesquisa: o papel das
bibliotecas virtuais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 10.,1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: UFCe; UNIFOR,
1998.
Disponível em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=1122&gt;. Acesso em:
05 jul. 2004.
PUPO, Deise Tallarico; CARVALHO, Sílvia Helena; CHAVES Maycon.
Laboratório de acessibilidade: espaço de acesso à informação e de apoio
didático para pessoas com necessidades especiais, na unicamp. In:
SEMINÁRIO ATIID - ACESSIBILIDADE, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E
INCLUSÃO DIGITAL, 2., 2003, São Paulo. Anais... São Paulo, 2003.
Disponível em: &lt; http://www.fsp.usp.br/acessibilidade&gt;. Acesso em: 05 jul.
2004.

�SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Biblioteca inclusiva ? In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11.,2000, Florianópolis.
Anais... Florianópolis, 2000. Disponível em:
&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/parallel.html&gt;. Acesso em: 05 jul. 2004.
SOUTO, Leonardo Fernandes. Acesso à informação digital para portadores de
necessidades especiais em bibliotecas universitárias questão de ética e
cidadania. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PROPRIEDADE
INTELECTUAL, INFORMAÇÃO E ÉTICA. 2. 2003, Florianópolis. Anais...
Florianópolis, 2003. Disponível em:
http://www.ciberetica.org.br/trabalhos/anais/46-71-p1-71.pdf

∗

Biblioteca da Escola de Arquitetura e Urbanismo (BAU) - Núcleo de Documentação Universidade Federal Fluminense
Rua Passo da Pátria, 156 - Campus da Praia Vermelha/ Casarão – Ingá - iterói – Rio de
Janeiro – Brasil -marcosvinicius@vm.uff.br
∗∗
Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia-Núcleo de Documentação Universidade Federal Fluminense
Rua São Paulo, 30, 5ºandar – Niterói – Rio de Janeiro – Brasil
ndcars@vm.uff.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55887">
                <text>Acesso a usuários portadores de necessidades especiais em bibliotecas universitárias: revisão de literatura.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55888">
                <text>Andrade, Marcos Vinícius Mendonça; Santos, Ana Rosa dos </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55889">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55890">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55891">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55893">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55894">
                <text>Revisão de literatura sobre acesso e Inclusão digital de usuários/clientes portadores de necessidades especiais em bibliotecas universitárias. Apresenta fontes primárias, como documentos sobre os direitos dos portadores de necessidades especiais; e fontes secundárias que tratam desse assunto em bibliotecas universitárias. Apresenta-se como um estudo teórico para subsidiar os trabalhos do Grupo de Trabalho “Biblioteca Inclusiva”, recém implantado pelo Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense, que tenciona proporcionar a esses usuários/clientes um ambiente adequado, promovendo sua inclusão na chamada sociedade da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68615">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5115" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4182">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5115/SNBU2004_173.pdf</src>
        <authentication>4e12de5230094d8d61af39f9e8846a21</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55940">
                    <text>O DIFERENTE FAZ A DIFERENÇA! : A QUESTÃO DA HUMANIZAÇÃO DA
INFORMAÇÃO

Mirian Elisabete da Penha Neves∗
Solangel Bárbara∗∗

RESUMO

Aborda a questão das tecnologias surgidas no século XX que modificaram a
forma de se obter a informação, e de ser a "Internet" a grande responsável por
esta transformação, já que, permitiu o acesso a uma infinidade de informações e
conhecimento. O Surgimento da Sociedade da Informação que redefiniu o
conceito de biblioteca e os problemas advindos com sua criação a "infoexclusão".
Este trabalho tem por objetivo analisar a inclusão digital dos portadores de
necessidades especiais, as barreiras impostas a essa minoria em relação as suas
limitações na busca pela informação, e as políticas públicas de acesso deste
cidadão. Questiona o papel social das bibliotecas, e a importância de se buscar
estratégias que possam modificar a postura da sociedade para reversão do
quadro atual.
PALAVRAS-CHAVE: Inclusão digital. Portadores de necessidades especiais.
Sociedade da informação. Acessibilidade.

1 INTRODUÇÃO

Os avanços tecnológicos surgidos à partir da metade do século XX
modificaram

de maneira considerável a forma de se obter a informação. O

advento do computador possibilitou o tratamento, armazenamento e a
disseminação da informação em novos suportes.
Já na última década, o surgimento e a popularização da Internet, impactou
de forma substancial a difusão e recuperação da informação, porquanto criou,
espaço para a disponibilização e troca rápida da mesma, transformando-se assim
em pouco tempo, num grande repositório Universal do conhecimento Humano.
As alterações causadas pelo desenvolvimento das recentes tecnologias de
informação, alteraram substantivamente o comportamento da sociedade.

�À partir de então, estabeleceu-se uma valorização da informação e
consequentemente do conhecimento .
É flagrante o surgimento da “Sociedade da Informação”. Em razão
do papel crescente da informação, os seus insumos são de
fundamental importância para o desenvolvimento Econômico,
Social, Cultural e Político dos países em geral (ROSSETO, 2003.
p.2).

Às

inovações

tecnológicas

implementadas

contribuíram

para

o

desenvolvimento das bibliotecas, especialmente as universitárias. Houve uma
tendência mundial das bibliotecas em tornarem seus acervos disponíveis em
formato digital, propiciando o seu compartilhamento através da Internet.
Entretanto, devemos estar atentos para que essa informação seja
compartilhada pela sociedade como um todo, se não estaremos excluindo os que
estão impossibilitados de aceder à essa informação e consequentemente

ao

conhecimento, como é o caso das pessoas portadores de necessidades
especiais.
Gonzalez (2003. p.6) Inaugura-se com ela um novo conceito o de
“Infoexclusão” ou Exclusão digital – os que não tem acesso ao
mundo virtual se tornam “Infoexcluídos”- com grande
repercussões em suas oportunidades e qualidade de vida.

À Inclusão digital, vem despontando nos últimos tempos, como tema de
discussão entre os que buscam por oportunidades iguais à todos os cidadãos.
No sentido de ir ao encontro da inclusão digital dos portadores de
necessidades especiais, este trabalho objetiva analisar as barreiras impostas a
esse determinado grupo com relação as suas limitações na busca pela
informação, as políticas públicas de acesso, o papel social das bibliotecas, e faz
algumas recomendações que venham à contribuir para modificação do quadro
atual.

2 PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS
A luta pela igualdade dos direitos humanos em todos os seus aspectos,
foram sendo definidas e consolidadas neste século.

�O homem começou a observar que as pessoas possuíam habilidades
diferentes e algumas necessitavam de condições especiais para desempenhar
determinadas atividades.
Percebeu também que às imitações impostas a uma determinada pessoa
não diminuíam seu direito de cidadão, e,que estas também

faziam parte da

socieda com todos os seus direitos e oportunidades reconhecidos como ser
humano
É indiscutível os avanços alcançados por vários segmentos sociais, no
sentido, de terem garantidos os seus direitos de inclusão na Sociedade.
Entretanto, há ainda uma grande camada da população que não obteve acesso
esses direitos .
De acordo com o Censo (2000) do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, há, no Brasil, cerca de 24 milhões de portadores com algum tipo de
deficiência física, mental, sensorial, orgânica ou múltipla.
O Grupo de Trabalho sobre a pessoa com Necessidades Especiais da
UFPR , apresenta o seguinte conceito:
Pessoa Portadora com Necessidades Especiais é a que, por
apresentar, em caráter permanente ou temporário, alguma
deficiência física, sensorial, cognitiva, múltipla, ou é portadora de
conduta típica ou ainda de altas habilidades, necessita de
recursos especializados para superar ou minimizar suas
dificuldades.

Observa-se que não existem proibições que inviabilize aos portadores de
necessidades especiais de interargir-se ao sistema social, mas é indiscutível que
a própria Sociedade cria barreiras para esta inserção.
Entenda-se , aqui, como barreira qualquer entrave ou obstáculo que limite
ou impeça o acesso, a liberdade de movimento, circulação com segurança, que
dificulte ouimpossibilite a expressão ou recebimento de mensagens por
intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa.
Atualmente, percebe-se ser o acesso à informação, o maior obstáculo
enfrentado pelos portadores de necessidades especiais, e consequentemente os

�aspectos importantes relacionados a esses fatores como a educação, o trabalho e
o lazer.

2.1 OS AMPAROS LEGAIS
Cabe ao Poder Público a responsabilidade de elaboração, implementação
e do cumprimento dos amparos legais , que garantam à todo cidadão sua plena
integração na Sociedade.
Presente em várias Leis, Decretos e Portarias, a preocupação da Inclusão
social foi definitivamente incorporada à ordem do dia.
No Brasil,no caso específico dos portadores de necessidades especiais,
estes direitos estão estabelecidos na Constituição federal pela Lei nº 7853 de
24/10/1989, que dispõe sobre sua integração social e sobre o (CORDE) –
Coordenadoria Nacional para à Integração da Pessoa Portadora de Deficiência,
afirmando “ Ao Poder Público e seus orgãos cabe assegurar às pessoas
portadoras de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos
direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à previdência social, ao
amparo à infância, e a maternidade, e dos outros que, decorrentes da
Constituição e das Leis, propiciem o seu bem estar social e econômico...”.
No âmbito da educação, várias medidas também já foram implementadas.
Recentemente, às bibliotecas das Instituições de Ensino Superior passaram a ser
alvo de atenção explícita do MEC, - Ministério de Educação e Cultura, quando da
publicação da Portaria nº 1679 de 1999, à qual dispõe sobre a exigência de
requisitos de acessibilidade para instruir os processos de autorização e
reconhecimento de cursos, bem como do credenciamento de Instituições.
O artigo primeiro desta portaria determina, que sejam incluídos nos
instrumentos destinados a avaliar às condições de oferta de cursos superiores,
requisitos de acessibilidade, conforme às normas em vigor. Além da Norma Brasil
9050, da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, que trata da
“Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiência e Edificações, Espaço
Mobiliário e Equipamentos Urbanos”, outras indicações são feitas para um correto
atendimento às pessoas em situação de deficiência.

�Outra lei que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção
da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência, é a Lei nº 10.098 de 19
de Dezembro de 2000, que no seu capítulo VI, artigo nº 17 cita “ O Poder Público
promoverá a eliminação de barreiras

na Comunicação e estabelecerá

mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de
comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com
dificuldades de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação,
à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao
lazer”.
Alguns dos amparos citados acima, possibilitam uma visão geral dos
direitos que permeiam os portadores de necessidades especiais no âmbito da
União, Estados e Municípios.

3 BIBLIOTECAS
A informação no âmbito das Universidades, é insumo essencial , pois é a
partir das informações obtidas, que são gerados novos conhecimentos ou
produtos.
Neste contexto, a Biblioteca Universitária é uma das organizações
privilegiadas dentre aquelas cuja missão é a promoção do ser humano e do bem
estar social, já que, é sua a finalidade de oferecer informações, que são
necessárias a toda a Sociedade.
Assim sendo, ela interage com dois elementos primordiais; o Ser Humano
(Usuário) e o Conhecimento (Informação).
Considerando-se se a informação o instrumento chave para a plena
integração do indivíduo na Sociedade, é fundamental que as Bibliotecas
Universitárias estejam aptas para responder as necessidades de pesquisa da sua
comunidade Acadêmica e de outros segmentos da Sociedade
Segundo Neves (2002)
Neste sentido as novas tecnologias permitiram as bibliotecas
disporem seus acervos e serviços a todos os que buscassem seus
dados na Web, criando assim seus Web sites. A recuperação da

�informação, que antes dependia da presença física do usuário no
local de prestação de serviço – a própria biblioteca – passou a ser
disponibilizada on line. [...] foi vencida a necessidade de
deslocamento pessoal, assim, em qualquer horário e de qualquer
lugar do mundo, pessoas localizam o que buscam nas páginas
virtuais das bibliotecas.

Mas, como disponibilizá- las acessíveis a todos os indivíduos?

4 INCLUSÃO DIGITAL
A inclusão digital dos portadores de necessidades especiais é tema recente
e de bastante importância na atualidade, em especial, porque toca na questão da
democratização do acesso à informação.
Se nas Sociedades contemporâneas, a informação permeia a quase
totalidade das ações dos indivíduos e grupos, para os portadores de
necessidades especiais ela é gênero de primeira necessidade, direito de
cidadania, pois é certo que, é sobretudo a partir do acesso a informação, que ele
pode interferir e atuar na sociedade, visando a sua transformação, construindo
um mundo que lhe permita a independência e emancipação social.
Porém não basta só disponibilizar as informações, é necessário adaptá- las
ao mundo atual, torná- las acessíveis a todos.
Para entendermos a questão da acessibilidade no espaço digital, citamos o
texto retirado do site da PRODAM ( Companhia de Processamento de dados do
Município de São Paulo).
A acessibilidade da internet é a flexibilidade do acesso à
informação e interação dos usuários da mesma, que possuam
algum tipo de deficiência ou necessidade especial, no que se
refere aos mecanismos de navegação e apresentação das
páginas, operação de softwares, hardwares, e adaptação de
ambientes e situações. A Internet deve contribuir para melhorar a
qualidade de vida e bem estar de todos os cidadãos. Isso quer
dizer que todos devem ter, não só acesso às novas tecnologias de
informação, mas, sobretudo, que todos devam ter a efetiva
possibilidade de utilizá- las.O acesso aos benefícios da internet
deve, portanto, ser assegurado, tanto quanto possível, sem
discriminação ou exclusões, sendo necessário considerar as
características e exigências próprias dos cidadãos com
necessidades especiais. ...Neste contexto, cabe a todos assegurar
que a informação disponibilizada na Internet seja suscetível de ser

�compreendida e pesquisável pelos cidadãos com necessidades
especiais, determinando-se que sejam adotadas as soluções
técnicas adequadas a que este objetivo seja alcançado.

Segundo a Rede Saci (2002), os aspectos de acessibilidade em páginas de
internet consideram a variedade de contextos de interações que podem estar
relacionados a diversos tipos de deficiência dos usuários.
Para

dar

orientações

aos

desenvolvedores

de

Websites,

foram

desenvolvidas regras que explicam como fazer páginas acessíveis a pessoas com
necessidades especiais. O principal objetivo destas regras é promover a
acessibilidade. (W3C, 2002).
A maior parte das páginas de Internet podem tornar-se acessíveis, com
modificação de pequenos detalhes, que por estarem presentes, fazem com que
estas possuam uma acessibilidade prejudicada ou mesmo a total inacessibilidade.

5 POLÍTICAS PÚBLICAS
No Brasil, o Poder Público, vem já há algum tempo estabelecendo ações
no sentido de viabiliazar a democratização da informação.
O Programa Sociedade da Informação, idealizado em 1996, pretendia por
intermédio de serviços de computação, comunicação e informação, estruturar as
bases para uma ação de alcance nacional, voltada para a sociedade civil, para à
pesquisa, educação, e para o setor econômico, com o proposito de construir uma
Sociedade da Informação Brasileira. O fator chave estava concentrado numa
complexa plataforma tecnológica, pela qual era esperada a elevação do número
de cidadãos conectados a internet, possibilitando, desse modo, o amplo acesso à
informação, inclusive aquela produzida pelo próprio Estado e disponibilizada em
Web sites governamentais.
Neste sentido, à criação do programa Governo Eletrônico, - que preconiza
à universalização do acesso a Internet, disponibilizando informações na prestação
de serviços públicos, quer tornar os três mil sítios públicos brasileiros, acessíveis
aos portadores de necessidades especiais.

�Outra iniciativa do Governo em conjunto com Organizações Não
Governamentais (ONGs), e iniciativa privada

foi a promoção da Oficina para

Inclusão Digital. O documento final do encontro estabeleceu as premissas,
diretrizes, propostas e ações para o processo de Inclusão Digital no Brasil.
Dentre as diretrizes e propostas apresentadas, foram estabelecidas
prorrogativas específicas às pessoas portadoras de deficiência como: a
implementação e manutenção de páginas governamentais que atendam às
necessidades especiais dos usuários, dentro do conceito de acessibilidade e
desenho universal previstos no W3C/WAI.

6 CONCLUSÃO
Discorrer sobre a questão da inclusão digital dentro da realidade brasileira
constitui-se hoje num grande desafio.
Ao analisarmos de forma mais detida a inclusão digital do sportadores de
necessidades especiais, confrontamo-nos com algumas questões que precisam
ser abordadas.
O Brasil, ainda hoje, é considerado como o país dos contrastes.

Um país

que ainda vê muitos dos seus cidadãos morrerem de fome, sem saúde, sem
opotunidades de trabalho, sem educação básica. Um país onde as desigualdades
sociais acirram ainda mais o abismo entre os ricos e pobres.Um país, onde ainda
hoje, milhões de pessoas são privadas de acesso à informação no espaço digital,
pelo alto custo das tecnologias de informação e comunicação disponíveis no
mercado, e também, pelo fato das informações disponíveis não estarem em um
formato acessível à todos.
A inclusão digital é um meio de promover a melhoria da qualidade de vida,
garantir maior liberdade social, gerar conhecimento e troca de informações.
Hoje, já está implícito que a chave para se atingir a inclusão digital está
baseada no conceito de acessibilidade.

�No entanto, ainda é necessário reforçar para todos os segmentos da
sociedade, que acessibilidade abrange uma dimensão maior que a quebra das
barreiras arquitetônicas,é principalmente a independência na área digital.
Outra questão que precisa ser destacada, é a questão das políticas
governamentais concebidas para os portadores de necessidades especiais.
No Brasil, a legislação pertinente a estes cidadãos em especial, estão
estruturadas em conceitos assistencialistas, que promovem o seu bem estar
social e econômico. Quando estão mencionadas com a relação a acessibilidade,
em sua maioria são pertinentes à questão das barreiras arquitetônicas, à
comunicação , informação e sinalização. Não houve ainda, preocupação em
estabelecer legislação pertinente com relação ao mesmo no espaço digital.
Cabe ressaltar que, a acessibilidade a Web é parte integrante do projeto
brasileiro

de

inclusão

digital.

No

site

do

governo

eletrônico

(http://governoeletrônico. gov.br ), já é possível encontar alguns sites com esse
princípio.
Finalizando, não poderia deixar de mencionar a questão das bibliotecas,
em especial, às universitárias.
Repensando o compromisso das Universidades com a sociedade, e
considerando a função social que exerce a biblioteca, se faz necessário a reflexão
dos gestores do conhecimento, no sentido da democratização real da informação,
hoje também situada no espaço digital, possibilitando o acesso à todo e qualquer
cidadão sem discriminações , ou estaremos caindo no erro da exclusão.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Numa visão geral, percebe-se que a Sociedade como um todo, inicia uma
preocupação em oferecer as pessoas portadores de necessidades especiais,
mecanismos facilitadores de acesso à informação. Já é possível encontrar alguns
sites na Internet construídos com o princípio de acessibilidade.

�É primordial que todas às ações que apontem para a inclusão digital das
pessoas portadoras de necessidades especiais, sejam bem planejadas e
estruturadas, para que seus direitos sejam respeitados e efetivamente garantidos.
Podemos afirmar que, ainda há muitos desafios para assegurar que
cidadãos especiais, possam usufruir do compartilhamento do acesso à
informação, mas com certeza, estamos caminhando juntos para superá-los.
ABSTRACT
It approaches the question of the technologies appeared in century XX that they
had modified the form of if getting the information, and being "Internet" great the
responsible one for this transformation, since, allowed to the access to a infinity of
information and knowledge. The Sprouting of the Society of the Information that
redefined the concept of library and the problems happened with its creation
"infoexclusão". This work has for objective to analyze the digital inclusion of the
special carriers of necessities, the barriers imposed to this minority in relation its
limitations in the search for the information, and the public politics of access of this
citizen. It questions the social paper of the libraries, and the importance of if
searching strategies that can modify the position of the society for reversion of the
current picture.
KEY-WORDS: Digital inclusion. Special carriers of necessities. Society of the
Information. Accessibility.

REFERÊNCIAS

ACESSIBILIDADE BRASIL. Acessibilidade: uma chave para a inclusão social.
Disponível em: &lt;http://www.acessobrasil.org.br&gt; . Acesso em: 18 maio 2004.
BAGGIO, Rodrigo. A Sociedade da informação e a infoexclusão. Ciência da
Informação, Brasília,v.29, n.2, p.16-21, maio/ago. 2000. Disponível em :
&lt;http://www. scielo.br&gt;. Acesso em: 05abr.2004.
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada; KANISKI, Ana Lúcia. A sociedade do
conhecimento e o acesso à informação: para que e para quem? Ciência da
Informação, Brasília, v.29, n.3, p.33-39, set/dez.2000. Disponível em:
&lt;http://www.Scielo.br&gt; . Acesso em:11abr.2004.
GODOY, Andrea et. al. Cartilha da Inclusão. Disponível em:
&lt;http://www.sociedadeinclusiva.pucminas.br/socinc&gt;. Acesso em: 08 jun. 2004.

�MAZZONI, A. A. et. al. Aspectos que interferem na construção da acessibilidade
em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v.30, n.2, p.29-34,
2001. Disponível em: &lt;http://www.Scielo.br&gt;. Acesso em: 23 maio 2003.
MAZZONI, Alberto A.; TORRES, Elisabeth F. Tecnologias para apoio à
diversidade. Disponível em : &lt;http:// www.ufsc.br&gt;. Acesso em:16 abr.2004.
NEVES, Mirian Elisabete da Penha et.al. Acessibilidade da informação via rede
nas Bibliotecas Universitárias do Rio de Janeiro. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,12., 2002, Recife. Anais... Recife: UFPE, 2002.
1 CD Rom. Windows 3.1
OFICINA PARA INCLUSÃO DIGITAL. Relatório final. Brasília, 2001. Disponível
em: &lt;http://www.governoeletronico.gov.br/default2.cfm?idarea=10&gt;. Acesso em:
16 abr.2004.
PRODAM. O que é acessibilidade? Texto inspirado no documento da resolução
do conselho de ministros sobre acessibilidade dos sites da administração pública
na Internet pelos cidadãos Portugueses com necessidades especiais. Disponível
em : &lt;http://www.prodam.sp.gov.br/ acess&gt; .Acesso em :11abr. 2004.
PUPO, Deise Tallarico; VICENTINI, Regina Aparecida Blanco . A integração do
usuário portador de deficiência às atividades de ensino e pesquisa: o papel
das bibliotecas virtuais. Disponível em :&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?
view=1122&gt;. Acesso em: 26 maio 2004.
REDE SACI . Disponível em : &lt;http://www.saci.org.br&gt; .Acesso em: 16 abr.
2004.
ROSSETO, Márcia. Metadados e recuperação da informação: padrões para
Bibliotecas Digitais. In: CIBERÉTICA: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
PROPRIEDADE INTELECTUAL, INFORMAÇÃO E ÉTICA, 2, 2003, Florianópolis.
Anais eletrônicos... Florianópolis, 2003. Disponível em: &lt;http://www.ciberetica.
org. br/anais.php &gt;. Acesso em: 11abr. 2004.
SASSAKI, Romeu Kazumi. Quantas pessoas têm deficiência?. Disponível em :
&lt;http://www.iin.ola&gt;. Acesso em: 21 maio 2004.
SCARPA, Cateane. Acessibilidade a Web. In: FÓRUM DE INFORMÁTICA
APLICADA A PESSOAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS, 2.,
2003, Santa Catarina. Anais eletrônicos... Santa Catarina, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.cbcomp.univali.br/anais/pdf/2003/for267.pdf&gt; . Acesso em: 21 maio
2004.

�SOUTO, Leonardo Fernandes. Acesso à informação digital para portadores de
necessidades especiais em bibliotecas universitárias: questão de ética e
cidadania. In: CIBERÉTICA: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PROPRIEDADE
INTELECTUAL, INFORMAÇÃO E ÉTICA, 2., 2003, Florianópolis. Anais
eletrônicos... Florianópolis, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.ciberetica.org.br/anais.php&gt; . Acesso em : 11abr. 2004.
TORRES, Elisabeth Fátima; MAZZONI, Alberto Angel; ALVES, João Bosco da
Mota. A acessibilidade à informação no espaço digital. Ciência da Informação,
Brasília, v.31, n.3, p. 83 - 91, set./dez. 2002. Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br&gt;. Acesso em : 25 maio. 2004.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Grupo de trabalho da UFPR sobre a
pessoa com necessidades especiais. Coordenação da Profª. Ana Paula A. de
Pereira. Apresenta conceitos, legislação, sugestões pedagógicas, bibliografia
sobre a pessoa com necessidades especiais. Disponível em:
&lt;http://prograd.ufpr.br/~pne/&gt;. Acesso em: 11abr. 2004.
W3C : recomendações para acessibilidade em páginas Web . Disponível em:
&lt;http://W3.org/TR/WAI-WEBCONTENT&gt;. Acesso em : 14 abr. 2004.

∗

Bibliotecária da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro- UFRRJ
Rodovia Br 465, Km7, 23890-000, Seropédia, RJ, Brasil - mirianel@ufrrj.br
∗∗
solangelbarbara@yahoo.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55923">
                <text>O diferente faz a diferença! : a questão da humanização da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55924">
                <text>Neves, Mirian Elisabete da Penha; Barbara, Solangel </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55925">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55926">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55927">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55929">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55930">
                <text>Aborda a questão das tecnologias surgidas no século XX que modificaram a forma de se obter a informação, e de ser a "Internet" a grande responsável por esta transformação, já que, permitiu o acesso a uma infinidade de informações e conhecimento. O Surgimento da Sociedade da Informação que redefiniu o conceito de biblioteca e os problemas advindos com sua criação a "infoexclusão". Este trabalho tem por objetivo analisar a inclusão digital dos portadores de necessidades especiais, as barreiras impostas a essa minoria em relação as suas limitações na busca pela informação, e as políticas públicas de acesso deste cidadão. Questiona o papel social das bibliotecas, e a importância de se buscar estratégias que possam modificar a postura da sociedade para reversão do quadro atual.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68619">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5117" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4185">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5117/SNBU2004_174.pdf</src>
        <authentication>c310af51cba2b99d03f30c25ea82b124</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="55967">
                    <text>O PAPEL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO DE
USUÁRIO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL

Neide Maria Jardinette Zaninelli∗

RESUMO
As Bibliotecas Universitárias têm papel de suma importância no processo de
inclusão do Portador de Necessidades Educacionais Especiais (PNEE) no ensino
superior, estas devem garantir acesso pleno ao PNEE, eliminando as barreiras
existentes. A integração e inclusão do usuário PNEE ao sistema social, inclui a
possibilidade de freqüência às universidades e bibliotecas. Hoje, os recursos de
informática são primordiais ao acesso a informação, e por meio desses recursos o
usuário Deficiente Visual (DV) tem a possibilidade de acesso ao mundo da
informação. Permite também a utilização das diversas ferramentas disponíveis na
Internet, acesso a bancos de dados, pesquisa em periódicos eletrônicos, livros
digitalizados e outros. A Biblioteca Central da UEL (BC/UEL), visando a inclusão de
um aluno DV e, especificamente na intenção de favorecer acesso aos recursos
informacionais disponíveis na biblioteca e na internet, tomou algumas iniciativas
neste sentido. Dificuldades encontradas durante o atendimento a este usuário
serviram de estimulo à busca de alternativas que diminuíssem as barreiras
informacionais, arquitetônicas e atitudinais. Para implantação dessas alternativas
foram necessárias algumas adaptações, aquisições, treinamentos e oficina de
capacitação dos funcionários .
PALAVRAS-CHAVE:
Universitária.

Inclusão.

Acessibilidade.

Deficiência

Visual.

Biblioteca

1 INTRODUÇÃO

Hoje em dia, apenas uma pequena parte da população estudantil que chega
às universidades é portadora de deficiências e em conseqüência disso apresenta
problemas durante o processo de ensino/aprendizagem. Conforme dados fornecidos
pelo MEC (BRASIL, 2003), uma parcela próxima de 10% da população brasileira são
deficientes visuais e desta, menos de 1% têm acesso às Instituições de Ensino
Superior (IES).

�Percebe-se

um

aumento

considerável

destes

casos

às

instituições

universitárias, exigindo urgentemente que estas estejam preparadas para receberem
alunos com estas características. Diante dessa situação, as IES tem que adequar e
melhorar sua estrutura, tanto física quanto de serviços, para atender essa demanda.
Neste contexto, incluímos as bibliotecas universitárias, visto que são subunidades dentro da organização maior. Observa-se que a instituição de ensino
superior não está preparada, pois não sabe exatamente como agir eticamente, quais
os direitos dos Portadores de Necessidades Educacionais Especiais (PNEE) e quais
seus deveres em relação a este aluno, que por um lado está regularmente
matriculado e por outro apresenta uma diversidade de atuações não previstas até o
momento.
Para que o processo de inclusão se efetive, algumas IES estão tomando
providências para recepcionar o Portador de Necessidades Educacionais Especiais,
em atendimento à Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que determina:
Art. 1 Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de
obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na
construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de
comunicação (BRASIL, 2000).

Portanto, acessibilidade significa facilidade de interação, aproximação.
Considerando que a Constituição rege pelos princípios constitucionais de igualdade
da pessoa humana e da não discriminação, apresentamos o artigo 206, incisos I, II,
VI e VII os seguintes princípios:
[...] estabelecem como princípios no ensino a igualdade de condições
para o acesso e permanência na escola, a liberdade de aprender,
ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, gestão
democrática do ensino público e a garantia de padrão de qualidade
[...] e; art. 208, inciso III e § 2º que estabelecem que a educação será
efetivada garantindo o atendimento educacional especializado aos
portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de
ensino e que o não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder
público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da
autoridade competente [...] (CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA
PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA, 2002).

Em toda parte do mundo e em todos os níveis da sociedade há pessoas
portadoras de algum tipo de deficiência. Deficiência significa “perda ou limitação de

�oportunidades de participar da vida comunitária em condições de igualdade com as
demais pessoas” (COORDENADORIA NACIONAL PARA INTEGRAÇÃO DA PESSOA
PORTADORA DE DEFICIÊNCIA, 1996).

Destacamos aqui, os principais problemas sentidos por usuários deficientes
visuais, que são dificuldades em obter informações apresentadas visualmente. A
visão é, entre os órgãos dos sentidos, de grande importância para a interação do ser
humano. É um sistema altamente sofisticado e complexo que graças aos órgãos que
o integram permite a percepção de imagens (TRAVI, 2004). Atualmente os recursos
da informática possibilita a estes usuários interagir com o mundo da informação
usando de diversos recursos da informática, como; softwares, usando um dispositivo
diferente do teclado; distinguir rapidamente os links num documento; navegar
através de conceitos espaciais; distinguir entre outros sons uma voz produzida por
síntese, entre outros.
Com estes recursos citados, podemos afirmar que estamos a caminho de
permitir ao PNEE o compartilhamento e acessibilidade aos recursos tecnológicos e
informacionais disponíveis nas instituições de ensino, bem como os da rede de
computadores, atendendo dessa forma as recomendações estabelecidas na
legislação. De acordo com o Decreto de regulamentação das Leis 10.048 e 10.098,
Capítulo IV, Seção II, Art. 25.
Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa e
modalidade, públicos e privados, proporcionarão condições de
acesso e utilização dos ambientes ou compartimentos de uso
coletivo para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade
reduzida, inclusive salas de aula, bibliotecas, auditórios, ginásios e
parques de esporte, laboratórios, áreas de lazer e sanitários.
Parágrafo único. Nenhuma autorização de funcionamento, de
abertura ou renovação de curso será concedida pelo Poder Público
sem que o estabelecimento de ensino comprove [...] (BRASIL,
2004).

Neste sentido fica claro a urgência dos educadores, pesquisadores e demais
setores ligados principalmente a educação, juntarem esforços para pesquisar e
discutir esta temática, em todos os níveis e modalidades de ensino.
Contudo, nada impede o usuário com condições especiais de se integrar ao
sistema social, incluindo sua possibilidade de freqüência às universidades e
bibliotecas. Neste contexto, cabe aqui apresentar o trabalho gradativo que está

�sendo realizado na Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina
(BC/UEL) com um usuário portador de deficiência visual total.
Este trabalho tem como objetivo enfocar a importância das bibliotecas
universitárias no processo de ensino e inclusão de portador de deficiência visual
(DV), e apresentar os benefícios das tecnologias da comunicação e da informação
para o acesso ao mundo da informação. Com isso apresentamos a experiência da
Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina na busca de soluções para
alguns dos problemas encontrados para a inclusão do aluno portador de deficiência
visual.

2 O PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL

Em algumas famílias e comunidades, os PNEE não são bem aceitos por
diversas razões, principalmente pelo desconhecimento que é o maior gerador do
preconceito.
O fato de serem diferentes e por se saber pouco sobre a deficiência, cria um
certo temor, dificultando os relacionamentos e sua integração. É obrigação da
sociedade conhecer e informar- se sobre as necessidades específicas de cada
portador de deficiência, para que sejam eliminados os preconceitos e discriminação
em relação a estes, dando-lhes oportunidade de participação em atividades
culturais, sociais, religiosas, esportivas, e principalmente, de integração ao mundo
do saber e da informação.
O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição
da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após
tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da
resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo
de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira).
Há vários tipos de classificação. De acordo com a intensidade da deficiência,
temos a deficiência visual leve, moderada, profunda, severa e perda total da visão.
De acordo com a idade de início, a deficiência pode ser congênita ou adquirida. Se

�está associada a outro tipo, como surdez, por exemplo, a deficiência pode ser
múltipla ou não (PORTAL DA RETINA, 2004).
Cegueira: é a perda total e/ou resíduos mínimos de visão, que leva o
indivíduo a necessitar do "Sistema Braille", como meio de leitura e
escrita, além de outros equipamentos específicos para o
desenvolvimento educacional e integração social.
Visão subnormal: trata-se da pessoa que possui resíduo visual que a
possibilita ler impressos a tinta, de forma ampliada, ou com o uso de
equipamentos específicos (TIBOLA apud AGUIAR; FERNANDES,
2000).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1% da população
mundial apresenta algum grau de deficiência visual, sendo que mais de 90%
encontram-se nos países em desenvolvimento. Podemos constatar nos dados de
Evolução da Matrícula de Alunos com Necessidades Especiais da Secretaria de
Educação Especial (BRASIL, 2003) um aumento significativo de alunos portadores
de deficiência visual matriculados em 2000 à 2003, de 8.019 passou para 20.521, e
dentro destes apenas 1% estão matriculados em instituições de ensino superior. A
ênfase maior na LDB 9.394/96 em seu Capítulo V, aponta que a educação dos
portadores de necessidades especiais deve-se dar preferencialmente na rede
regular de ensino. E quanto a de ensino superior?
A Política Nacional de Educação Especial serve como fundamentação e
orientação ao processo de educação de pessoas portadoras de deficiências, de
condutas típicas e de altas habilidades, criando condições adequadas para o
desenvolvimento de suas potencialidades, com vistas ao exercício consciente da
cidadania. Na mesma linha de trabalho, encontra-se a Secretaria de Educação
Especial (SEESP) do Ministério da Educação, que tem como função identificar
oportunidades, estimular iniciativas, gerar alternativas e formular ações que
propiciem o acesso e permanência do aluno com necessidades educacionais
especiais no sistema de ensino, de forma a garantir o seu direito à educação.
Enfim, mais do que políticas públicas bem definidas e fundamentadas, o
portador de cegueira total, como o de visão subnormal precisam de atitudes de
vários seguimentos da sociedade e do Governo, o que significa um nova forma de
entender a educação de integração dessas pessoas, pois os mesmos carecem de
recursos especiais, sejam, didáticos e informacionais, para garantir suas

�possibilidades de desenvolvimento e participação na sociedade. Por integração
entende-se o “[...] processo dinâmico de participação das pessoas num contexto
relacional, legitimando sua integração nos grupos sociais (BRASIL, 1994). A
integração implica reciprocidade.
Então no contexto educacional, integração escolar é:
[...] processo gradual e dinâmico que pode tomar distintas formas,
segundo as necessidades e habilidades dos alunos. A integração
educativa (escolar) se refere ao processo de educar-ensinar junto a
crianças com e sem necessidades educativas especiais, durante
uma parte ou na totalidade do tempo de sua permanência na escola
(BRASIL, 1994).

3 DO ACESSO À INFORMAÇÃO E À COMUNICAÇÃO

Vivemos na sociedade da informação, e um dos fatores críticos para o
sucesso nesta sociedade é o acesso e utilização das tecnologias de informação e
comunicação. Estas tecnologias devem, portanto, estar disponíveis ao maior número
possível de cidadãos evitando-se assim a exclusão social. Neste contexto as
tecnologias de informação e comunicação têm um papel crucial a desempenhar, pois
têm o potencial de “quebrar” barreiras físicas e espaciais, servindo de suporte a um
grande número de atividades possíveis de serem realizadas por portadores de
deficiência.
Hoje, o portador de deficiência visual pode ter acesso a diversos programas
que o auxiliam na utilização do computador. Esses programas permitem aos
deficientes visuais utilizar o ambiente Windows, aplicativos Office, e navegar pela
Internet, por intermédio da tecnologia de síntese de voz, garantindo a leitura do
conteúdo. Milhões de pessoas acessam a internet todos os dias, em busca de
acesso a informação, entretenimento, trabalho, educação, comunicação e comércio,
entre outras atividades.
Para o aluno deficiente visual na universidade, o computador é absolutamente
necessário. Por meio dos recursos da informática o usuário portador de deficiência
visual tem a possibilidade de acesso ao mundo da informação, e a biblioteca pode
oferecer diversos serviços que concretize a inclusão destes, seja local, através do

�catálogo online da Biblioteca, onde será possível identificar todos livros, teses e
monografias constantes na coleção, ou mesmo acesso a acervos de outras
instituições. Permite também a utilização das diversas ferramentas de busca
disponíveis na Internet, acesso a bancos de dados bibliográficos, bem como à
pesquisa em periódicos eletrônicos com seus textos na íntegra, jornais, ou livros
digitalizados. Outro recurso que pode ser muito utilizado é o email, que possibilita
troca de idéias, informações e arquivos, participar de grupos de trabalhos, listas de
discussões e outros.
Todos esses recursos têm de certa forma, facilitado o trabalho e/ou atividades
do usuário PNEE, propiciando o acesso rápido e atualizado às informações,
localização de documentos e possibilitando a comunicação entre outros acadêmicos
e profissionais.
Neste contexto, a tecnologia da informática dispõe de recursos que
possibilitam ao deficiente visual ter melhores condições de acesso à educação, e
consequentemente, possibilita uma melhoria na qualidade de vida, seja através do
crescimento intelectual (acesso a informações e educação), pessoal (possibilidade
de se comunicar e formas de entretenimento com outros indivíduos em condições de
igualdade) e profissional (ter meios adequados para desenvolver uma atividade
profissional possibilitando a conquista da independência financeira) (RODRIGUES;
SOUZA FILHO; BORGES, 2003).

4

O PAPEL DAS BIBLIOTECAS NO PROCESSO DE INCLUSÃO
Apesar das dificuldades, principalmente de ordem material e de recursos

humanos, algumas instituições de ensino superior no Brasil estão interessadas e
empenhadas em trabalhar na área de Portadores de Necessidades Educacionais
Especiais, mas a burocracia ainda afeta algumas atividades específicas relacionadas
ao portador de deficiência visual, como a acessibilidade ao espaço físico e acesso à
informação.

�Sendo a biblioteca uma instituição voltada para suprir as necessidades
informacionais da comunidade, é fundamental que ela não se omita perante o
problema, procurando planejar e estruturar seus serviços, contribuindo assim para o
processo de inclusão do portador de deficiência visual na sociedade. Jaeger (1985)
aponta que:
as bibliotecas constituem os meios mais eficientes para a
reintegração dos cegos à vida ativa e à realização de um trabalho
socialmente útil, dentro de suas possibilidades intelectuais e
psíquicas, faz uma análise sobre os objetivos gerais e específicos de
uma biblioteca de livre acesso para cegos, sempre tendo em vista
oportunizar aos deficientes visuais o acesso aos recursos
bibliográficos e sonoros que possibilitam ao deficiente visual sua
vivência educativa e formação no nível cultural, integrando-se
socialmente na comunidade.

No Brasil, praticamente, inexiste biblioteca universitária que incorpore ao seu
planejamento garantias de acesso pleno aos portadores de deficiência, seja
barreiras arquitetônicas, atitudinais, ou mesmo recursos informacionais. Neste
contexto se enquadrava a BC/UEL que, para atender um usuário com DV
deparamos com diversas barreiras e dificuldades.
A Biblioteca Central da UEL, em 1996 formalizou a inscrição de Leitor com a
Fundação Dorina Nowill para Cegos. Através desta inscrição com a Organização
Leitora, a BC/UEL passou a receber doações e empréstimos de material em braille e
fitas gravadas. Esta ação surgiu da necessidade de servir como mecanismo
alimentador a uma categoria diferenciada, carente de informação bibliográfica, ou
seja, os usuários portadores de deficiência visual. Então podemos dizer que o
processo de atendimento aos portadores de deficiência visual iniciou-se a partir
desta data. No entanto, visando melhorar a qualidade do atendimento a esta
categoria, buscou-se oferecer novos recursos e ferramentas, para propiciar um
atendimento além dos limites físicos e geográficos do acervo da BC/UEL até então
formado.
As necessidades materiais para o deficiente visual incluem a falta de estrutura
física para acesso aos diversos locais, a falta de investimentos públicos para
melhoria das suas condições básicas e materiais didáticos não adaptados para o
seu uso.
Segundo Bruno (1999, apud AGUIAR; FERNANDES, 2000)

�a falta de investimentos em recursos humanos, em pesquisa
educacional e de acesso a tecnologias e equipamentos específicos
que assegurem educação qualitativa são fatores determinantes na
área da deficiência visual.

No sentido de incluir um aluno DV, e especificamente na intenção de
favorecer acesso aos recursos informacionais disponíveis na BC/UEL e na internet,
tomou-se algumas iniciativas, motivadas por sensibilidade e voluntarismo de alguns
dos integrantes da Biblioteca. Houve também a necessidade de algumas
adaptações, aquisições e treinamentos.
O primeiro passo foi adquirir o software que permitiria o acesso à internet, sua
instalação e disponibilização de um microcomputador. Sem uma tecnologia de
acesso adequada, os deficientes visuais podem ficar limitados quanto a quantidade
e a qualidade das informações que podem acessar, o que inibe, ou até mesmo
impossibilita que eles utilizem plenamente as potencialidades deste meio de
comunicação. Neste caso, o treinamento da bibliotecária que iria acompanhar e
orientar o usuário com esta condição especial, foi fundamental para início do
processo de inclusão.
Outra providência foi repassar o aprendizado aos demais funcionários da
Divisão de Atendimento, para que todos estivessem aptos para atendê-lo, tanto nos
recursos da informática como no atendimento geral. Percebemos também a
necessidade de preparar os demais funcionários da Biblioteca para o atendimento
ao usuário DV, tanto para os recursos informacionais como para o suporte
arquitetônico e atitudinal. Assim, foi possível uma maior capacitação para melhor
atender ao usuário DV, e aos futuros usuários com necessidades especiais,
buscando a qualidade no atendimento.
A partir destes procedimentos iniciamos outros projetos na Biblioteca e na
Universidade. Como exemplo, podemos citar a realização de uma oficina de
capacitação dos funcionários para o atendimento aos usuários portadores de
Deficiência Visual, contribuindo assim ao processo de inclusão dos PNEE no ensino
superior.

�Por sua vez, os bibliotecários devem estar conscientes de que o problema
maior não é prover informação para o deficiente visual

e sim criar condições

acessíveis para que ele se interesse e utilize os serviços e produtos oferecidos pelas
bibliotecas. Segundo Saumure e Given (2002) o importante é que biblioteca e
bibliotecário facilitem os caminhos dos usuários PNEE, criando condições para que
estes se sintam independentes na busca da informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em toda parte do mundo e em todos os níveis da sociedade há pessoas
portadoras de algum tipo de deficiência. Na literatura, as abordagens sobre a pessoa
portadora de deficiência visual tratam das dificuldades de convivência dessa pessoa
em sociedade. É consenso, que existem barreiras para a integração e inclusão do
deficiente à sociedade, visto que, a formação destas pessoas são as vezes
prejudicada por diversos fatores entre eles a falta de acesso a recursos tecnológicos
e informacionais.
Vimos que um dos fatores críticos para o êxito da sociedade da informação é
o acesso e utilização das tecnologias de informação e comunicação. Visto que, estas
tecnologias tem papel importante na inclusão do deficiente visual, tanto na
sociedade como no ensino, concluímos então que estas tecnologias devem estar
disponíveis ao maior número possível de cidadãos com todas as facilidades
necessárias ao seu uso.
Para viabilizar o uso da internet pelos deficientes visuais poucas iniciativas
concretas estão sendo realizadas no país, a maior parte das pesquisas e trabalhos
realizados, em relação ao desenvolvimento e elaboração de softwares para ao
acesso a internet, são realizados em outros países.
A responsabilidade das instituições de ensino superior é grande, e na questão
de informação e acessibilidade, as bibliotecas têm responsabilidade ainda maior,
visto que o profissional da informação deve exercer papel fundamental para
proporcionar a estes usuários acesso pleno a informação.

�Neste contexto, a Biblioteca Central da UEL, vivenciou esta situação, a partir
da freqüência de um usuário portador de deficiência visual total, e com seu
constante contato com os funcionários, surgiram questionamentos de como
poderiam atendê-lo de maneira adequada para sua condição, visando promover a
interação do mesmo com os funcionários, bem como, aos recursos informacionais
disponíveis na Biblioteca acessíveis a todos os usuários.
A Biblioteca Central da UEL, a partir deste contato com este usuário DV,
passou a se preocupar com adequação de infra-estrutura de atendimento para os
usuários portadores de deficiência visual, bem como, a outros usuários PNEE. Com
iniciativas tomadas pela BC/UEL em busca de suporte para o atendimento adequado
ao usuário DV, a Biblioteca mostra-se ainda preocupada em diminuir as barreiras
para acessibilidade do usuário de modo geral. A administração da BC/UEL está
consciente de que existem necessidades a serem atendidas em relação a
acessibilidade arquitetônica, atitudinal, equipamentos e materiais para ampliar e
melhorar as condições de atendimento dos usuários DV, seja com visão subnormal
ou cegueira total, para que possam se sentir independentes em busca de seus
conhecimentos. A BC/UEL pretende dar continuidade ao programa de capacitação
de seus funcionários para o atendimento desse público através de oficinas. Tem
ainda como meta buscar recursos para ampliar o número de equipamentos
direcionados para essa finalidade.
Entretanto, entre todos os fatores mencionados o que mais ressalta na sua
importância é a questão da acessibilidade atitudinal, na qual sem ela, nada adiantará
uma biblioteca estar equipada, com acessibilidade arquitetônica, se seus
funcionários não prestarem atendimento diferenciado aos usuários PNEE.
Com esta experiência ampliamos o atendimento aos usuários atuais e futuros,
proporcionando a inclusão destes, e oferecendo condições de igualdade de
oportunidades ao acesso às informações para sua qualificação acadêmica.
Observamos também que as atividades dos bibliotecários para com os
deficientes visuais, não devem se constituir em ações isoladas. Devem envolver a
participação de outros setores dentro da biblioteca, e de outros setores da
universidade, bem como procurar organismos que lidam com a problemática da
deficiência visual, buscando ampliar o raio de ação.

�REFERÊNCIAS

AGUIAR, Izabel Maria; FERNANDES, Dirce Missae Suzuki. O deficiente visual e a
biblioteca central da UEL: relato de experiência. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
UFSC, 2000. CD-ROM.
BRASIL. Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Diário Oficial da
União, Brasília, 20 dez. 2000.
BRASIL. Decreto de Regulamentação, Leis 10048 e 10098. Minuta de Decreto.
Regulamenta as Leis Federais no 10.048, de 8 de novembro de 2000 e no 10.098,
de 19 de dezembro de 2000, e dá outras providências. 2004. Disponível
em:&lt;http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/&gt;. Acesso em: 18 jun. 2004. Apresentado
por José Dirceu de Oliveira e Silva.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.
Censo Escolar. 2003.. Disponível
em:&lt;http://www.inep.gov.br/basica/censo/Escolar&gt;. Acesso em: 15 jul. 2004.
BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Desafios da Educação Especial.
Brasília, 1994.
BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Subsídios para organização e
funcionamento de serviços de educação especial : área de deficiência visual.
Brasília : SEESP, 1995.
CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE
DEFICIÊNCIA. Relatório da participação do Ministério Público do trabalho no
CONADE. Brasília, 2002.
COORDENADORIA NACIONAL PARA INTEGRAÇÃO DA PESSOA PORTADORA
DE DEFICIÊNCIA. Mídia e deficiência: manual de estilo. Brasília, 1996.
JAEGER, Leyla Gama, CUARTAS, Enriqueta G. D. de, PIZZATI, Margaret
Germano. Uma biblioteca de livre acesso para cegos. BIBLOS. Revista do
Departamento de Biblioteconomia e História, Rio Grande do Sul, v. 1, n. 1, p, 921, 1985.

�PORTAL DA RETINA. Tipos e causas de Deficiência Visual. Disponível em:
http://www.portaldaretina.com.br/home/saibamais.asp?id=28. Acesso em:19 jun.
2004.
RODRIGUES, Andréa dos Santos; SOUZA FILHO, Guido Lemos de; BORGES, José
Antônio. 2003. Acessibilidade na Internet para deficientes visuais. Disponível
em: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/textos/guido.doc. Acesso em: 10 de jun. 2004.
SAUMURE, Kirstie; GIVEN, Lisa M. Facilitating information acess for visually
impaired postsecondary students. Feliciter, Ottawa, v.48, n.5, p.222-224, 2002.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Biblioteca inclusiva ? repensando sobre barreiras de
acesso aos deficientes físicos e visuais no sistema de bibliotecas da UFMG e
revendo trajetória institucional na busca de soluções. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
UFSC, 2000. CD-ROM.
TRAVI, Giovanni Marcos. O Sistema Visual. Disponível em:
http://www.portaldaretina.com.br/home/artigos.asp?id=15. Acesso em:19 jun. 2004.

∗

Bibliotecária da Divisão de Referência da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina,
Campus Universitário – Londrina/PR/Brasil
Especialista em Sistema Automatizados de Informação C&amp;T.
Email. nemaza@uel.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55941">
                <text> Papel da biblioteca universitária no processo de inclusão de usuário portador de deficiência visual.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55942">
                <text>Zaninelli, Neide Maria Jardinette</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55943">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55944">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55945">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55947">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55948">
                <text>As Bibliotecas Universitárias têm papel de suma importância no processo de  inclusão do Portador de Necessidades Educacionais Especiais (PNEE) no ensino superior, estas devem garantir acesso pleno ao PNEE, eliminando as barreiras existentes. A integração e inclusão do usuário PNEE ao sistema social, inclui a possibilidade de freqüência às universidades e bibliotecas. Hoje, os recursos de informática são primordiais ao acesso a informação, e por meio desses recursos o usuário Deficiente Visual (DV) tem a possibilidade de acesso ao mundo da informação. Permite também a utilização das diversas ferramentas disponíveis na Internet, acesso a bancos de dados, pesquisa em periódicos eletrônicos, livros digitalizados e outros. A Biblioteca Central da UEL (BC/UEL), visando a inclusão de um aluno DV e, especificamente na intenção de favorecer acesso aos recursos informacionais disponíveis na biblioteca e na internet, tomou algumas iniciativas neste sentido. Dificuldades encontradas durante o atendimento a este usuário serviram de estimulo à busca de alternativas que diminuíssem as barreiras informacionais, arquitetônicas e atitudinais. Para implantação dessas alternativas foram necessárias algumas adaptações, aquisições, treinamentos e oficina de capacitação dos funcionários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68621">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5120" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4189">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5120/SNBU2004_175.pdf</src>
        <authentication>224f2ab78490d84e4c54974cb3f39368</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56003">
                    <text>REPRESENTAÇÃO DINÂMICA DE DOCUMENTOS COM A UTILIZAÇÃO DE
ALGORITMOS GENÉTICOS

Edberto Ferneda∗

RESUMO
O desenvolvimento dos Algoritmos Genéticos, campo da Ciência da Computação
ligado à Inteligência Artificial, é baseado na teoria evolucionista de Darwin e nas
descobertas sobre a reprodução humana e a genética. Entre suas diversas áreas
de aplicação está a Recuperação de Informação (Information Retrieval). Neste
domínio, a utilização dos algoritmos genéticos pode ser considerada um novo
paradigma, pois rompe com a forma tradicional de representação de documentos
em um sistema de informação ao incorporar a tais representações características
evolutivas, dinâmicas, tal como em diversos sistemas naturais. Este artigo
apresenta um método de aplicação dos algoritmos genéticos em sistemas de
informação no qual possíveis representações de um mesmo documento podem
ser vistas como um tipo de “código genético”. Neste código genético um
cromossomo é representado por uma seqüência de uns e zeros, correspondendo
respectivamente à presença ou ausência de um determinado termo de indexação
na representação do documento. O conjunto das buscas realizadas pelos
usuários é visto como o “meio ambiente” no qual os documentos estão inseridos.
Nesse ambiente, as representações competem entre si na busca de uma
representação ótima para cada documento do corpus do sistema de informação.
PALAVRAS-CHAVE: Representação de documentos, Recuperação de
Informação, Algoritmos genéticos.

1 INTRODUÇÃO
Desde o surgimento dos primeiros computadores eletrônicos diversos
métodos computacionais foram propostos na tentativa de gerenciar o constante e
acelerado aumento das informações científicas, principalmente a partir da
Segunda Guerra Mundial. A maioria desses métodos se caracteriza pela
utilização de modelos matemáticos, criados a partir de hipóteses extremamente
restritas e aplicados de forma absoluta nos sistemas de recuperação de
informação. Em tais sistemas cada documento é geralmente representado por um
conjunto de termos de indexação ou palavras-chave, associados a um número

�que indica o grau de relevância do termo para a descrição do conteúdo do
documento.
Ferneda (2003, cap.4) apresenta detalhadamente diversos modelos
matemáticos (“quantitativos”) e argumenta que o processo de representação e
recuperação de informação é inerentemente impreciso, sendo sua modelagem
matemática possível apenas por meio de simplificações teóricas e da adequação
de conceitos subjetivos tais como o próprio conceito de “informação” e o conceito
de “relevância”. Estas simplificações geram limitações qualitativas que podem ser
percebidas nas atuais ferramentas de busca na Web.
Tendo em vista as limitações e o esgotamento dos modelos matemáticos,
surgem novas abordagens para o problema do tratamento da informação. Essas
abordagens buscam reduzir o caráter impositivo e absoluto dos sistemas
computacionais, atribuindo-lhes características evolutivas, tal como percebidas
nos sistemas naturais.
Diversas obras recentes apresentam os sistemas evolutivos como
alternativas aos tradicionais sistemas computacionais. Segundo Johnson (2003),
esse tipo de sistema apresenta um comportamento “emergente” (“botton-up”),
permitindo solucionar problemas relativamente complexos com o auxílio de regras
simples, inspiradas em mecanismos da natureza. Bentlet (2002) apresenta
diversos modelos computacionais inspirados em processos biológicos, tais como
as Redes Neurais e os Algoritmos Genéticos. Cordón et al (2003) analisam a
aplicação da Computação Evolutiva no desenvolvimento de sistemas de
recuperação de informação.
Este artigo apresenta um exemplo simplificado da utilização dos algoritmos
genéticos na representação de documentos de um sistema de informação. A
aplicação dos conceitos dos Algoritmos Genéticos permite o desenvolvimento de
sistemas “auto-organizáveis”, nos quais os usuários, através de suas buscas, são
elementos participantes do processo de representação dos documentos do
corpus do sistema.

�2 ALGORITMOS GENÉTICOS

Sabe-se hoje que todos os organismos vivos são constituídos de células
que possuem o mesmo conjunto de cromossomos. Os cromossomos são cadeias
de DNA (ácido desoxirribonucléico) que servem como “molde” na “fabricação” de
seres vivos. Um cromossomo é formado por genes que ditam os aspectos da
hereditariedade dos indivíduos. Pode-se dizer que cada gene é responsável por
uma característica do ser vivo: altura, cor dos olhos, a cor dos cabelos, etc.
Durante a reprodução cada um dos pais passa metade de seus cromossomos aos
filhos, em um processo denominado crossover. Durante esse processo, o material
genético pode sofrer mutações, tendo como conseqüência uma diversificação nas
características de um indivíduo.
Sobre a inerente casualidade do processo de reprodução age a seleção
natural, que seleciona os indivíduos cujas características os fazem mais
adaptados ao meio ambiente onde vivem. Esses indivíduos possuem mais
chances de sobreviverem e se reproduzirem, transmitindo assim seu material
genético para gerações futuras.
A primeira tentativa de representar matematicamente a teoria da evolução
das espécies foi apresentada no livro The Genetic Theory of Natural Selection de
Fisher (1930). Segundo o autor, a aprendizagem e a evolução são formas de
adaptação que se diferem apenas na escala de tempo. A evolução, em vez de ser
o processo de uma vida, é o processo de várias gerações. Como é feita
simultaneamente por um conjunto de organismos, a evolução torna-se mais
poderosa do que a aprendizagem.
Em meados da década de 60, John Holland (1975), juntamente com seus
alunos da Universidade de Michigan, desenvolveu diversas pesquisas com o
objetivo de estudar o fenômeno da adaptação como ocorre na natureza e
desenvolver modelos que pudessem ser utilizados em sistemas computacionais.
Os Algoritmos Genéticos (MITCHELL, 2002) são técnicas que simulam o
processo de evolução natural em uma população de possíveis soluções para um
determinado problema. A cada iteração do algoritmo (“geração”), um novo

�conjunto de estruturas é criado através da troca de informações entre estruturas
selecionadas da geração anterior. O resultado tende a ser um aumento da
adaptação dos indivíduos ao meio ambiente, podendo acarretar também um
aumento da aptidão de toda a população a cada nova geração, aproximando-se
de uma solução ótima para o problema em questão. A estrutura funcional de um
algoritmo genético está representada na Figura 1.

Figura 1 Seqüência de execução de um algoritmo genético
Um algoritmo genético é estruturado de forma que as informações
referentes a um determinado sistema possam ser codificadas de maneira análoga
aos cromossomos biológicos. Busca-se implementar um processo iterativo que se
assemelhe ao processo de evolução natural.
A partir dos anos 80 os Algoritmos Genéticos receberam um grande
impulso em diversas áreas científicas devido principalmente à versatilidade e aos
excelentes resultados apresentados. A popularização dos computadores e o
aparecimento de sistemas cada vez mais rápidos e potentes também ajudaram
muito o seu desenvolvimento.

3 ALGORITMOS GENÉTICOS NA RECUPERAÇÃO DE INFORMAÇÃO

�A aplicação dos algoritmos genéticos em sistemas de informação
representa uma nova forma de pensar o processo de recuperação de informação
na qual as representações dos documentos do sistema são alteradas de acordo
com a necessidade de informação da comunidade de usuários, manifestada
através de suas buscas.
Gordon (1988) e Blair (1990, p.254) apresentam um modelo no qual cada
documento é representado por um conjunto de “cromossomos” binários. Segundo
Blair, a inerente indeterminação da representação de um documento pode ser
interpretada como um tipo de variabilidade genética que permite aos documentos
se adaptarem progressivamente ao meio ambiente. Entenda-se por “meio
ambiente” o conjunto das buscas realizadas pelos usuários do sistema de
informação.
3.1

CODIFICAÇÃO DOS INDIVÍDUOS
O ponto de partida para a utilização de um algoritmo genético consiste em

definir uma representação adequada dos indivíduos (soluções) envolvidos no
problema, de maneira que o algoritmo possa operá-los. No algoritmo proposto por
Holland (1975), cada cromossomo é representado por uma cadeia binária de
tamanho fixo, onde cada gene pode assumir o valor “0” (zero) ou o valor “1” (um),
como exemplificado na Figura 2.

Figura 2 Representação de um cromossomo de genes binários
Em um sistema de recuperação de informação os documentos são
geralmente representados por um conjunto de termos de indexação ou palavraschave. A representação de um documento pode ser visto como o seu “código
genético” no qual um gene binário de valor “1” representa a presença de um
determinado termo de indexação na representação do documento, o valor “0”
representa a sua ausência. A Figura 3 apresenta um exemplo de um documento
representado por apenas três de cinco possíveis termos: “algoritmos genéticos”,
“Recuperação de informação” e “WEB”.

�1 Algoritmos genéticos
Recuperação
de
1
informação
0 Banco de dados
1 WEB
0 Redes de computadores
Figura 3 Representação de um documento através de um cromossomo binário
3.2 POPULAÇÃO INICIAL
A tarefa de associar termos de indexação aos documentos de um sistema
de informação pode ser efetuada por profissionais da informação, como
bibliotecários, ou por especialistas da área de conhecimento do corpus
documental do sistema. Porém, mesmo utilizando uma equipe de profissionais
qualificados e uma política de indexação consistente, a subjetividade desse
processo pode levar a situações em que um mesmo documento pode ser
representado de diferentes formas. Um algoritmo genético utiliza essa variação de
forma pró-ativa, adequando progressivamente as representações de um mesmo
documento às necessidades dos usuários do sistema, observadas através de
suas buscas.
As diversas representações de um mesmo documento, a população inicial,
pode também ser conseguida através da geração automática de indivíduos,
obedecendo a certas condições pré-estabelecidas.
O número de indivíduos da população inicial pode afetar o desempenho e a
eficiência dos algoritmos genéticos. Populações muito pequenas podem perder a
diversidade necessária para convergir para uma boa solução do problema que se
deseja resolver. Por outro lado, se a população tiver um número excessivo de
indivíduos o algoritmo poderá perder grande parte de sua eficiência. Blair (1990,
p.256) sugere a utilização de aproximadamente dez indivíduos na representação
de um mesmo documento. O exemplo da Figura 4 apresenta o documento Doc1
representado por quatro indivíduos (cromossomos) contendo cinco termos de
indexação (genes): t1, t2, t3, t4 e t5.

�Figura 4. “Código genético” de um documento (Doc1).
A população inicial deve ser composta por um conjunto de indivíduos
razoavelmente plausível para a solução do problema em questão. Através da
competição esses indivíduos serão continuamente modificados, tornando-se
progressivamente mais efetivos na identificação de documentos relevantes.
3.3 CÁLCULO DO GRAU DE ADAPTAÇÃO (FITNESS)
Para a população inicial e a cada nova geração é calculado o grau de
adaptação (fitness) de cada indivíduo. Esse cálculo é feito através de uma função
de adaptação (função de fitness) que deve ser definida tendo em vista o tipo de
problema a ser resolvido. A função de fitness deve refletir a qualidade de cada
indivíduo em solucionar o problema. Uma função de fitness bastante utilizada é o
Coeficiente de Similaridade de Jaccard (van Rijsbergen, 1979). Esta função
calcula o valor da similaridade entre duas seqüências binárias e é definida como o
número de posições com valor “1” em ambas as seqüências, dividido pelo número
de posições com valor “1” em pelo menos uma das seqüências.

Quantidade de posições com "1" em ambas as seqüências
Quantidade de posições com "1" em pelo menos uma das seqüências

Da mesma forma dos documentos, as buscas dos usuários podem ser
também representadas através de uma seqüência binária, como por exemplo,
01110. Esta seqüência representa uma expressão de busca contendo os termos
t2, t3 e t4. Supondo que, após a execução da busca, o documento Doc1 tenha sido
considerado relevante pelo usuário, este documento apresentará os valores de
fitness descritos na Tabela 1.

�t1 t2 t3 t4 t5
Expressão de busca 0 1 1 1 0
1
1
1
1

fitness
0.4
0.2
0.5
0.5

fitness do documento

0.4

1
Doc1 2
3
4

1
1
0
0

0
0
0
1

1
1
1
1

1
0
1
0

Tabela 1. Cálculo do grau de adaptação (fitness) após uma busca.
Estes cálculos são feitos para todos os documentos recuperados e
considerados relevantes pelo usuário. O fitness dos documentos, calculado pela
média aritmética do fitness de cada indivíduo, pode ser utilizado no ordenamento
dos documentos resultantes das buscas futuras.
3.4 REPRODUÇÃO (CROSSOVER)
De acordo com a teoria de Darwin, os indivíduos mais adaptados (com
maior fitness) ao meio ambiente têm maior chance de se reproduzirem. Para
simular a seleção natural, um algoritmo genético pode utilizar alguns métodos
para selecionar aleatoriamente os indivíduos que deverão se reproduzir. Um dos
métodos mais utilizados é chamado de “Roleta” (Roulette Wheel).
No método da Roleta o fitness de cada indivíduo é utilizado para construir
uma “roleta” que fornecerá a base para o processo de seleção. Para cada
indivíduo é calculado o percentual do fitness em relação à soma do fitness dos
indivíduos. Dessa forma cada indivíduo terá chance de reprodução proporcional
ao seu fitness, como exemplificado na Tabela 2.
1
2
Doc1
3
4

10111
10101
00111
01101
total

fitness percentual
0.4
25%
0.2
12,5%
0.5
31,25%
0.5
31,25%
1.6
100%

Tabela 2. Formação da ”roleta” com as probabilidades de reprodução.
A roleta é “girada” quatro vezes a fim de selecionar dois casais de
indivíduos para reprodução. Para cada casal utiliza-se uma posição aleatória para

�a troca de “material genético”. Supondo-se que para o documento Doc1 foram
escolhidos os casais de cromossomos 3-4 e 4-1, e as posições 3 e 2,
respectivamente, a reprodução será executada conforme o exemplo da Figura 5.
3 0 0 1 1 1

0 0 1 0 1

4 0 1 1 0 1

0 1 1 1 1

4 0 1 1 0 1

0 1 1 1 1

1 1 0 1 1 1

1 0 1 0 1

Posição = 3

Posição = 2
Figura 5. Representação do processo de crossover.
Após a reprodução, o documento Doc1 será representado por quatro novos
cromossomos, conforme a Figura 6.
1
Doc1 2
3
4

t1
0
0
0
1

t2
0
1
1
0

t3
1
1
1
1

t4
0
1
1
0

t5
1
1
1
1

fitness
0.4
0.2
0.5
0.5

Figura 6. Representação do documento Doc1 após a reprodução.
3.5 MUTAÇÃO
A capacidade dos algoritmos genéticos provém da diversidade dos
indivíduos. As mutações ajudam a prevenir a estagnação das populações,
ajudando a preservar esta diversidade através das gerações. Para uma adequada
simulação do processo natural, a mutação inclui um parâmetro ao sistema: a
“probabilidade de mutação”. Este parâmetro regula a freqüência que as mutações
serão efetuadas.
Após a reprodução, e observada a freqüência de mutação, será
selecionado aleatoriamente um ou mais indivíduos que deverão sofrer uma
modificação compulsória em seus cromossomos. Para cada indivíduo será
escolhida aleatoriamente a posição (gene) onde esta mutação será efetuada.
Utilizando ainda o documento Doc1 como exemplo, e supondo terem sido
escolhidos os cromossomos 4 e 1 e os respectivos genes 3 e 4, a mutação será
processada da forma como representada na Figura 7.

�mutação no gene
4 1 0 1 0 1 Æ 1 0 0 0 1
3
mutação no gene
1 0 0 1 0 1 Æ 0 0 1 1 1
4
Figura 7. Representação do processo de mutação.
O processo de mutação deve obedecer a certos critérios. Um índice de
mutação muito alto destruirá os indivíduos mais adaptados, impedindo uma rápida
evolução da população. Após a operação de mutação, o documento Doc1 será
descrito por um novo conjunto de cromossomos, apresentado na Figura 8.
1
Doc1 2
3
4

t1
0
1
1
1

t2
0
0
0
0

t3
1
1
1
0

t4
1
1
0
0

t5
1
1
1
1

fitness
0.4
0.2
0.5
0.5

Figura 8. Representação do documento Doc1 após o processo de mutação.
Fecha-se assim um ciclo da evolução dos documentos, exemplificado
através do documento Doc1. Assim como o Doc1, todos os documentos do corpus
do sistema terão o seu “código genético” modificado em função da expressão de
busca do usuário.
Posteriormente, em uma nova busca, expressa pela seqüência 10011, por
exemplo, o documento Doc1 terá os valores de fitness apresentados na Tabela 3.

t1 t2 t3 t4 t5
Expressão de busca 1 0 0 1 1

10 0 1 1 1
Doc1 1 0 1 1 1
2

0.4
0.2

31 0 1 0 1
1 0 0 0 1
4

0.5
0.5

0.5
0.7
5
0.5
0.6
7

fitness do documento

(novo)
fitness
0.45
0.475
0.5
0.585

0,5025

Tabela 3. Fitness do documento Doc1 após uma segunda busca.

�O novo valor do fitness de cada cromossomo é calculado através da média
aritmética entre o fitness da busca anterior e o fitness da busca atual. A nova
configuração do documento Doc1 é apresentada na Figura 9.
1
Doc1 2
3
4

t1
0
1
1
1

t2
0
0
0
0

t3
1
1
1
0

t4
1
1
0
0

t5
1
1
1
1

fitness
0.4
0.2
0.5
0.5

Figura 9. Representação do documento Doc1 após uma segunda busca.
Para efeito didático, o exemplo utilizado para ilustrar o funcionamento dos
algoritmos genéticos foi bastante simplificado. Os algoritmos genéticos possuem
diversos parâmetros e funções que podem variar, dependendo do tipo de
aplicação a que se destinam. Essa variabilidade faz com que os algoritmos
genéticos se configurem como um campo experimental regido apenas por uma
idéia genérica, permitindo uma diversidade nas formas de implementação.
Gordon

(1988)

implementou

um

pequeno

sistema

contendo

18

documentos, cada um contendo 17 diferentes descrições fornecidas por usuários.
O pequeno sistema de Gordon obteve resultados expressivos. Após 40 gerações,
as descrições dos documentos estavam cerca de 19% mais aptas para identificar
documentos relevantes.
Vrajitoru (1998) apresenta uma proposta de algoritmo genético na qual
cada documento é representado por um único cromossomo não-binário e define
um operador de crossover específico, denominado “dissociated crossover”, que
obteve melhor desempenho do que outras forma de reprodução.
Apesar de utilizar funções relativamente simples, os algoritmos genéticos
exigem um processamento exaustivo e sua aplicação em grandes bases
documentais torna-se dependente do modelo de algoritmo e dos recursos
computacionais utilizados.

�4 CONCLUSÃO
A utilização dos algoritmos genéticos na recuperação de informação
apresenta-se

como

uma

possibilidade,

uma

proposição

para

futuras

implementações de sistemas com características evolutivas. Sua aplicação rompe
com a rigidez dos modelos puramente matemáticos, reconhecendo e agregando a
inerente indeterminação do processo de representação do conteúdo dos
documentos.
Os trabalhos práticos disponíveis na literatura apresentam apenas testes
utilizando pequenos protótipos de sistemas, não determinando sua aplicabilidade
em

sistemas

reais

(GORDON,

1988;

VRAJITORU,

2000).

Apesar

da

característica evolutiva representar uma forma inovadora de abordar o problema
da recuperação de informação, introduz diversos questionamentos relacionados
aos efeitos de sua inerente imprevisibilidade quando utilizado em situações reais.
No atual contexto da Web, cuja dinamicidade muitas vezes não permite
uma indexação adequada dos documentos a serem disponibilizados, os
algoritmos genéticos poderiam representar uma alternativa, ao permitir que as
representações dos documentos se configurem adequadamente ao longo de um
período, conforme a recuperação desses documentos pelos usuários. Diversos
projetos (MARTÍN-BAUTISTA, 1999; CHEN, 2001) buscam incorporar as idéias
evolutivas dos algoritmos genéticos ao contexto heterogêneo, complexo e
dinâmico da Internet.

REFERÊNCIAS
BENTLET, Peter J. Biologia Digital: como a natureza está transformando nossa
tecnologia e nossas vidas. São Paulo: Berkeley Brasil, 2002. 320p.
BLAIR, David C. Language and representation in information retrieval.
Amsterdam: Elsevier, 1990.
CHEN, Yi-Shin; SHAHABI , Cyrus. Automatically Improving the Accuracy of User
Profiles with Genetic AlgorithmT. IASTED International Conference on Artificial
Intelligence and Soft Computing. Cancun, Mexico, Mai.2001

�CORDÓN, Oscar; HERRERA-VIEDMA, Enrique.; LÓPEZ-PUJALTE, Cristina.;
LUQUE, María; ZARCO, Carmen. A Review on the Application of Evolutionary
Computation to Information Retrieval. International Journal of Approximate
Reasoning, v.34, n.2-3, p.241-264, nov.2003.
FERNEDA, Edberto. Recuperação de Informação: estudo sobre a contribuição
da Ciência da Computação para a Ciência da Informação. São Paulo, 2003. 147p.
Tese (doutorado em Ciência da Informação). Escola de Comunicação e Artes,
Universidade de São Paulo.
FISHER, Ronald. A. The Genetic Theory of Natural Selection. Oxford:
Clarendon Press, 1930.
GORDON, Michael. Probabilistic and genetic algorithms for document retrieval.
Communications of the ACM, v.31, n.10, p.1208-1218, out.1988.
HOLLAND, John H. Adaptation in Natural and Artificial Systems. University of
Michigan Press: Ann Arbor, 1975.
JOHNSON, Steven. Emergência: a dinâmica de rede em formigas, cérebros,
cidades e softwares. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. 231p.
MARTÍN-BAUTISTA, Maria J.; MIRANDA, María-Amparo V.; LARSEN , Henrik L.
A Fuzzy Genetic Algorithm Approach to an Adaptive Information Retrieval Agent.
Journal of the American Society for Information Science Journal (JASIS)
v.50, n.9, p.760-771. jul.1999.
MITCHELL, Melaine. An introduction to genetic algorithms. Cambridge: MIT
Press, 2002. 209p.
RIJSBERGEN, Cornelis J. Information retrieval. London: Butterworths,
1979. 152p.
VAN

VRAJITORU, Dana. Crossover improvement for the Genetic Algorithm in
Information Retrieval. Information Processing and Management, v.34, n.4.
p.405-415, 1998.
VRAJITORU, Dana. Large Population or Many Generations for Genetic
Algorithms? Implications in Information Retrieval. In: Crestani, F., Pasi, G. (eds.):
Soft Computing in Information Retrieval: Techniques and Applications.
Heidelberg: Physica-Verlag, p.199-222. 2000.

�∗

Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto. Curso de
Ciências da Informação e Documentação. Av. Bandeirantes, 3900
14.040-901 - Ribeirão Preto – SP – Brasil. ferneda@ffclrp.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55968">
                <text>Representação dinâmica de documentos com a utilização de algoritmos genéticos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55969">
                <text>Ferneda, Edberto</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55970">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55971">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55972">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55974">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="55975">
                <text>O desenvolvimento dos Algoritmos Genéticos, campo da Ciência da Computação ligado à Inteligência Artificial, é baseado na teoria evolucionista de Darwin e nas descobertas sobre a reprodução humana e a genética. Entre suas diversas áreas de aplicação está a Recuperação de Informação (Information Retrieval). Neste domínio, a utilização dos algoritmos genéticos pode ser considerada um novo paradigma, pois rompe com a forma tradicional de representação de documentos em um sistema de informação ao incorporar a tais representações características evolutivas, dinâmicas, tal como em diversos sistemas naturais. Este artigo apresenta um método de aplicação dos algoritmos genéticos em sistemas de informação no qual possíveis representações de um mesmo documento podem ser vistas como um tipo de “código genético”. Neste código genético um cromossomo é representado por uma seqüência de uns e zeros, correspondendo respectivamente à presença ou ausência de um determinado termo de indexação na representação do documento. O conjunto das buscas realizadas pelos usuários é visto como o “meio ambiente” no qual os documentos estão inseridos. Nesse ambiente, as representações competem entre si na busca de uma representação ótima para cada documento do corpus do sistema de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68624">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5124" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4192">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5124/SNBU2004_176.pdf</src>
        <authentication>e4f37763ce734ba2b727f3a1e201a182</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56030">
                    <text>A AUTOMAÇÃO DOS CATÁLOGOS DE MONOGRAFIAS DO SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DA UNICAMP: HISTÓRICO E ANÁLISE
Elaine Aparecida de Lima∗
Ana Regina Machado Moreira de Carvalho
Francisca Olinda Raposo Monsanto
Maria Lúcia Nery Dutra de Castro
Gilmar Vicente

RESUMO

Este estudo consiste de um histórico e análise da automação dos catálogos de
monografias da UNICAMP, a partir de 1989. Foram levantadas as diretrizes que
nortearam os processos de definição, desenvolvimento e implantação dos sistemas
de automação dos catálogos, utilizados ao longo dos anos, destacando-se a
cooperação com a rede BIBLIODATA/CALCO até os dias de hoje e o software atual,
o VIRTUA, o qual é a plataforma da Base ACERVUS, que contém os catálogos de
livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) da
UNICAMP. Foram apontados alguns dos principais ganhos obtidos com a sua
implantação, em vista da automação destes catálogos e, de forma geral, em relação
as suas outras funções integradas. Dentre as ferramentas utilizadas na automação
do catálogo de monografias da UNICAMP, achou-se também importante enfatizar o
aplicativo BOOKWHERE, que através da catalogação copiada, trouxe a agilização
deste processo. O histórico tem como objetivo principal apontar caminhos, no que
refere à adoção de novas tecnologias de automação dos catálogos de monografias,
além de ser um resgate do trabalho realizado pelo Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP (SBU).
PALAVRAS-CHAVE: Catalogação - Automação. Tecnologia da informação. Virtua
(Software). Bookwhere (Software). Universidade Estadual de Campinas.

1 INTRODUÇÃO
Este estudo consiste em um histórico e análise da automação dos catálogos
de monografias, especificamente de livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs Trabalhos de Conclusão de Curso do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU),
focalizando principalmente, os

recursos tecnológicos utilizados e as razões que

motivaram as mudanças ocorridas.

�A principal justificativa para sua elaboração é a importância de se relatar o
histórico da automação do SBU, que promoveu ao longo destes anos, a criação de
uma infra-estrutura mais eficiente no desenvolvimento de mecanismos, para rápido
acesso e recuperação da informação. Outra razão consiste no fato das bibliotecas
universitárias brasileiras serem precursoras no uso de tecnologias de informação no
País.
O relato desta experiência descreve como ocorreu o processo de seleção,
desenvolvimento, implantação e atualização dos softwares de gerenciamento dos
catálogos automatizados e esperamos que possa servir como subsídio à tomada de
decisões para a automação de outras bibliotecas.

2 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS – UNICAMP
A instalação oficial da UNICAMP data de 05 de outubro de 1966, apesar de ter
sido criada em 1962, sendo a Faculdade de Medicina, atualmente Faculdade de
Ciências Médicas (FCM), a primeira de suas Unidades a ser autorizada a funcionar,
em 1963. O campus principal está situado no distrito de Barão Geraldo, em
Campinas-SP e tem o nome de seu fundador e idealizador, Prof. Zeferino Vaz.
(UNICAMP, 2004)
Seu acervo geral de monografias era de 594.264 exemplares tombados, em
maio de 2004, sendo que 317.404 títulos e 529.535 itens já estavam disponíveis em
seus catálogos automatizados.
Nesse registro histórico da automação dos catálogos, assinalamos também
que, em 2004, houve a união da Seção de Monografias e Materiais Especiais com a
parte de recebimento e registro de Periódicos, motivada pelo Programa de
Certificação de Unidades e Órgãos, instituído pela UNICAMP.

�3 SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP – SBU
O Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) está diretamente subordinado à
Coordenadoria Geral da Universidade (CGU) e tem como incumbência: prover apoio
aos programas de ensino, pesquisa e extensão, definir a política de desenvolvimento
dos diferentes acervos que compõem as bibliotecas da Instituição, possibilitar às
comunidades universitária e científica o acesso à informação armazenada e gerada
na UNICAMP, promover o intercâmbio de experiências e acervos e proporcionar
educação continuada aos profissionais das Bibliotecas. (SBU, 2004a, p.14). O
Sistema é composto pela BC (Biblioteca Central), 18 bibliotecas seccionais, alocadas
nas unidades de ensino e pesquisa e 2 arquivos alocados em centros de pesquisa,
atendendo às áreas de Humanidades e Artes, Tecnológicas, Exatas e Biomédicas.

4 BREVE HISTÓRICO DA AUTOMAÇÃO DOS CATÁLOGOS
A

necessidade

de

aperfeiçoamento

e

modernização

das

práticas

biblioteconômicas sempre existiu, em função da própria evolução da ciência, com a
geração de um número cada vez maior de informações técnico-científicas e mesmo
dos avanços tecnológicos na área de informação. Em vista disto, datam da virada do
século XX, mais precisamente 1901, os primeiros passos em direção à cooperação
entre bibliotecas, com o início da publicação e venda de fichas catalográficas pela
Library of Congress - LC (EUA).
No final dos anos 60, com o desenvolvimento da computação iniciada na
década anterior, surgem o projeto MARC (Machine Readable Cataloging) e o MARC
II, desenvolvido pela LC, que serviu de base para outros formatos, inclusive o
internacional, que é o UNIMARC. O MARC é um formato, isto é, um padrão para
entrada de informações bibliográficas em computador, que reorientou os recursos
tecnológicos da época, na incorporação da catalogação tradicional, porém,
constituiu-se em um processo de mecanização, ou seja, de uso da máquina e não de
automação. No que se refere à automação, propriamente dita, surgiram sistemas de

�gerenciamento automatizado de informações científicas como o ISIS (Integrated
Scientific Information System). (MEY, 1995, p. 27, 29)
Em 1972, Alice Príncipe Barbosa apresentou sua dissertação de mestrado a
respeito do projeto CALCO (Catalogação Legível por Computador), baseado no
MARC II. Em 1977, a Biblioteca Nacional (BN) lança suas instruções para a
colocação das informações padronizadas nas planilhas manuais, as quais iriam
alimentar a entrada de dados no CALCO e por isso a FGV adotou esse formato, o
qual foi implantado em 1980. Ainda na década de 80, a Rede passou a chamar-se
BIBLIODATA/CALCO e houve a entrada da BN (1982), o que fez dela, a rede
nacional por excelência para acervos multidisciplinares. (MEY, 1995, p. 33).
Em 1995, a Rede já contava com 800 mil registros e 63 Instituições
cooperantes, o que correspondia a mais de 200 bibliotecas e tinha como padrões o
MARC e o AACR2 e por isto era perfeitamente compatível com sistemas
internacionais de intercâmbio de registros bibliográficos. Ambos os catálogos, o
coletivo, e de cabeçalhos autorizados de nomes e assuntos, eram em microfichas,
com atualizações periódicas. Ainda em 1995, foi lançado o catálogo coletivo em CDROM, em dois volumes: um para obras em português e outro para obras em inglês e
outras línguas.

5 A EXPERIÊNCIA DA AUTOMAÇÃO DOS CATÁLOGOS NO SBU (SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DA UNICAMP)
Durante o levantamento do histórico da automação do acervo de monografias
da UNICAMP foi encontrado um documento, datado de 1982, elaborado por
bibliotecários do Subsistema de Processamento Técnico (SPT) da Biblioteca Central,
intitulado “Fontes de Estudo de Fatos para a Análise do Sistema”, de especial
importância para esse histórico, pois descrevia e analisava as rotinas envoltas no
“processamento técnico” daquela época, de periódicos e “não periódicos (livros,
teses, monografias em geral, além de materiais audiovisuais, que incluíam

�microformas, partituras, diafilmes, transparências, filmes, microfilmes, discos, mapas,
fitas gravadas, microfichas)”, assim definidos, identificava as dificuldades e
recomendava a automação do processamento técnico de ambos os materiais e o
início imediato da automação pelos periódicos. Eles receberam prioridade devido à
necessidade de controle das assinaturas.
Assim, em 1982, deu-se início às ações para a automação das rotinas de
aquisição de assinatura dos periódicos. Em 1984 houve a automação do registro e
controle do recebimento dos periódicos, e o início da alimentação do Catálogo
Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN), mantido pelo IBICT e a partir de
1985, começaram várias outras iniciativas de automação para melhorar a área de
periódicos.
Para fins de delimitação desse estudo, porém, é necessário dizer que ele tem
como objetivo principal a automação dos catálogos de monografias, os quais podem
ser entendidos aqui, como os catálogos de livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs
da UNICAMP, atualmente disponíveis na Base ACERVUS, que tem como plataforma
o software VIRTUA, dos quais trataremos depois. Os materiais especiais, ou
audiovisuais, como eram discriminados em 1982, foram minimamente processados
em algumas unidades do Sistema. Atualmente, porém, estão sendo estudados os
parágrafos MARC a serem adotados e parametrizados no VIRTUA, referentes a
estes materiais, para sua conseqüente catalogação e disponibilização na Base e por
isto não foram abordados neste trabalho. Contudo, cabe citar que a partir de 2000,
devido às necessidades dos próprios usuários do Sistema, os CD-ROMs e fitascassete começaram a ser catalogados. Estes materiais também não foram
abordados por estarem em fase de estudos complementares.
Em 1989 o Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU), com o objetivo de
modernizar os catálogos de monografias e torná-los compatíveis com padrões
estabelecidos, começou o trabalho de automação com a integração à Rede
BIBLIODATA/CALCO da Fundação Getulio Vargas, por tratar-se de uma rede
nacional de catalogação cooperativa. A participação na Rede cooperativa propiciou o

�compartilhamento de serviços e acesso à informação e com isso, o acervo da
UNICAMP passou a estar visível para as outras instituições cooperantes.
Em princípio, o trabalho de catalogação cooperativa, era realizado pela Seção
de Processos Técnicos da Biblioteca Central da UNICAMP, da seguinte forma: o
material bibliográfico era catalogado em planilhas manuais fornecidas pela FGV e
depois era digitado e encaminhado em disquetes à Fundação, para a geração das
fichas catalográficas. No caso de serem detectados erros de inserção dos dados, a
FGV gerava relatórios de inconsistência, os quais eram encaminhados à Seção de
Processamento Técnico, para as devidas correções. Então, esses registros eram
novamente digitados em planilhas com as alterações necessárias e reenviados a
FGV. Este processo era lento, o que prejudicava a disponibilização dos registros
bibliográficos para nossos usuários, podendo, inclusive, gerar entradas duplicadas de
uma mesma obra, durante esse trâmite.
Nesta fase, o próprio trabalho de catalogação era dividido em dois grupos: ao
primeiro cabia a parte das diversas pesquisas nas microfichas e execução das fichas
de autoridades de nomes pessoais, entidades coletivas, assuntos tópicos e
geográficos, visando a padronização das entradas e a alimentação da Base de
Autoridades da Rede, além das informações referentes às obras pesquisadas, as
quais eram passadas para o outro grupo. O segundo, fazia a catalogação
propriamente dita, com a descrição bibliográfica feita nas planilhas adotadas pela
FGV. Havendo, ainda, o trabalho de digitação das mesmas, por um grupo de apoio,
após o qual, eram geradas longas listagens para serem conferidas e corrigidas,
antes de serem enviadas para a GV, em disquetes. Passamos, após algum tempo,
para a fase em que cada catalogador fazia todo o trabalho desde as pesquisas até o
preenchimento das planilhas, restando ainda, a digitação pela equipe de apoio.
A FGV criou, então, o sistema de catalogação via CD-ROM e os
catalogadores passaram a executar todas as rotinas, inclusive a validação dos dados
para a FGV e as próprias cargas de dados para a Base ACERVUS.

�Como resultado do trabalho integrado de catalogação cooperativa com o
BIBLIODATA/CALCO, todas as Bibliotecas da UNICAMP recebiam fichas com seus
devidos desdobramentos dos materiais catalogados. Trimestralmente, a BC recebia
da FGV, fita magnética com os dados atualizados da coleção, que eram enviados
para o CCUEC (Centro de Computação), que processava e disponibilizava a
atualização do catálogo coletivo via Stairs. Estes dados podiam ser acessados
através de softwares decodificadores como o Stairs da IBM, já citado, e Micro-Isis, da
UNESCO.
Em relação à escolha das obras a serem catalogadas, o Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP adotou os seguintes critérios: priorizar as aquisições novas,
adquiridas através de compra ou doação, títulos mais usados, identificados após
estudo de uso, teses geradas na UNICAMP, atuais ou antigas, e títulos equivalentes
de obras em línguas, editoras e edições diferentes, e segundo Zanaga (1994), com
cotas mensais para as diversas Bibliotecas do Sistema. Ainda, segundo a citada
autora, “quando todo o material novo se esgotava, eram enviadas a Seção de
Processos Técnicos da Biblioteca Central, fichas catalográficas de livros já
processados em épocas anteriores à adoção do CALCO”. Cabe, ainda, ressaltar que
o Instituto de Economia (IE) tomou a decisão de catalogar na sua biblioteca todo o
seu acervo, no momento em que a UNICAMP entrou no BIBLIODATA/CALCO.
Existiram também estudos e projetos de conversão retrospectiva, para que se
aproveitasse a catalogação anteriormente feita, desde que mantido o padrão MARC,
procurando assim, integrar a coleção corrente e a retrospectiva. Dentre estes
projetos de conversão, merece destaque o que foi feito com a Online Computer
Library Center - OCLC (USA), através do WorldCat, de onde foram adquiridos 10.000
registros de fichas catalográficas, já prontas e inicialmente identificadas, via CatCD1,

1

CD-ROM que apresentava diversas bases de dados e tem como funções a exportação,
manipulação e indexação por diversos pontos de acesso e a geração de fichas
catalográficas, conforme Oliveira. (1998, p. 42)

�por se tratarem de obras estrangeiras existentes em nossos catálogos, mas não
encontradas na Rede de cooperação.
Os dados foram analisados, comparando-se o formato CALCO com o
USMARC, e a metodologia para o processo de conversão foi desenvolvida pelos
catalogadores da BC, iniciando-se assim, o Projeto de Conversão Retrospectiva –
RECON, desenvolvido com o apoio da Fundação Vitae e IBICT/CNPq. Com este
projeto foram gerados arquivos de dados, os quais foram exportados para o catálogo
coletivo da Rede BIBLIODATA/CALCO.
Em 1992 começa a segunda fase da automação dos catálogos de
monografias da UNICAMP, com a implantação de uma Base local de monografias,
através do Sistema SABi (Sistema de Automação de Bibliotecas). Este Sistema foi o
resultado de um convênio entre a Fundação Universidade do Rio Grande-RS
(FURG), a Fundação Getúlio Vargas e a IBM do Brasil. Em uma segunda versão, o
SABi2 foi criado com o objetivo de desenvolver e implantar um sistema de
automação de bibliotecas, que permitisse a integração desse sistema ao processo de
catalogação cooperativa, baseado no padrão nacional de intercâmbio de
dados bibliográficos. Permitia a recuperação por: autor, título e termo livre, além do
acesso online.
Em 1993, como produto gerado, destaca-se a participação da UNICAMP no
Banco de dados das três Universidades Estaduais Paulistas, o UNIBIBLI,
inicialmente em CD-ROM e agora, também, via Internet, o UNIBIBLIWEB com “busca
integrada

nas

bases

referenciais

ACERVUS/UNICAMP,

DEDALUS/USP

e

ATHENA/UNESP” (SBU, 2004b).
Por volta deste período, passamos internamente, pela migração dos dados já
existentes na UNICAMP em formato MARC, para o formato HTML. A UNICAMP
através da Biblioteca Central e do Centro de Computação da Universidade –
CCUEC, realizou um convênio com a Altavista Inc., o qual permitiu a migração dos
dados da UNICAMP, em MARC, para o formato HTML e com isso foi feita a

�conversão de cerca de 143.000 registros bibliográficos e 219.333 registros de itens já
existentes. Nesta interface da Base ACERVUS com Altavista, na Web, o usuário
tinha opção de busca simples: autor, título, ou busca avançada, a qual permitia o uso
de operadores booleanos.
Já no final de 1996, a FGV fez a mudança do formato CALCO, uma variante
do MARC, para o formato MARC propriamente dito. Assim, passou a trabalhar em
um padrão internacionalmente reconhecido e compatível. Em 2000, a FGV atualizou
de MARC para MARC21.
Estatisticamente, a UNICAMP contribuiu com 177.977 implantações e 95.745
cooperações como participante da Rede BIBLIODATA/CALCO até maio de 2004.
Catalogamos, ainda, 23.025 obras através do sistema CopyCat do BookWhere.

6 SOFTWARE VIRTUA
A UNICAMP, iniciou em 1995, o processo de estudo, definição, aquisição e
implantação de um software de funções integradas, para a automação de seu
Sistema de Bibliotecas, modernizando e atualizando o plano de automação anterior,
iniciado com os periódicos em 1982, passando, portanto, a dar início a uma nova
reestruturação dos seus catálogos automatizados.
A proposta apresentada por Villalobos (1995, p. 6) para a aquisição de um
software integrado e da infra-estrutura física necessária para as bibliotecas da
UNICAMP, tinha como objetivo geral a modernização, a modificação de conceitos e
da arquitetura do “Plano de Automação do Sistema de Bibliotecas”, existente na
época. Os objetivos específicos que dela constavam resumem-se em:
­ Melhorar as condições de pesquisa e docência no que refere ao apoio bibliográfico
e informacional, através da maior rapidez e eficiência nos serviços aos usuários
internos e externos;

�­ Propiciar

as

integrações

do

Sistema

de

Bibliotecas

(trabalhando

com

centralização/descentralização das rotinas, conforme as necessidades e status de
cada biblioteca) e das funções de biblioteca, catalogação, aquisição, circulação e
controle dos materiais bibliográficos;
­ Disponibilizar os acervos bibliográficos das 19 bibliotecas do Sistema, inclusive o
retrospectivo desde 1990, facilitando o acesso interno (integração à Rede UNINET) e
externo (via Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP/INTERNET), através de um
sistema de recuperação mais potente e ágil (Online Public Access Cataloging –
OPAC).
Durante os procedimentos para a definição da proposta de compra do
software foi constituída uma comissão, chamada de “Grupo de Discussão”, na qual
estavam representadas as várias categorias da comunidade universitária. O pedido
de financiamento foi feito à FAPESP.
Para a escolha do software, o Grupo de Discussão analisou a literatura
especializada, as propostas dos fornecedores e fez testes para chegar a definição do
produto mais adequado, sempre tendo como critério básico a adoção de um sistema,
o qual privilegiasse “uma arquitetura aberta, com conceito cliente/servidor,
acompanhando assim, as tendências internacionais” (VILLALOBOS, 1995, p. 4)
As características exigidas do software foram: facilidade de uso, condições
dos fluxos de serviços, padrões, capacidade de importação e exportação de registros
de outras bases, suporte para clientes, performance, flexibilidade e adaptabilidade a
mudanças, recursos para integrar os bancos de dados já existentes, com ferramenta
para geração de arquivos e relatórios, base de dados distribuída, adoção de padrões
como interface gráfica Motif e Windows), Bosix, Protocolo TCP/IP, custos. Além de
possuir funções integradas de aquisição, catalogação, catálogo online de acesso
público, circulação, empréstimo entre bibliotecas e divulgação do acervo com regras
passíveis de serem parametrizadas e totalmente integradas.
O software que preencheu os requisitos foi o VIRTUA, fornecido pela VTLS
(Virginia Technical Library Science Inc.). Ele adotava o MARC, o que permitiu uma

�melhor interação com outras bases, para cooperação e intercâmbio de acervos e
serviços. Além de ser um software de gerenciamento de bibliotecas integrado, com a
capacidade para promover o relacionamento entre os módulos e/ou funções
desenvolvidas pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, dentre elas a catalogação.
Em março de 1997, teve início o processo de implantação do novo software,
primeiramente com os Grupos de Estudos por Funções – GEs (de catalogação,
periódicos, referência e circulação). Eram os grupos especialistas, os quais deveriam
estudar, traduzir e preparar a entrada do VIRTUA no Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP.
O VIRTUA foi implantado no SBU em 10 de dezembro de 1999, com os
módulos: catalogação, OPAC e relatórios. Em outubro de 2002, veio o módulo de
circulação, inicialmente com dois pilotos, o Instituto de Economia (IE) e o Instituto de
Física (IFGW). Nos anos seguintes, o módulo de circulação foi sendo incorporado
pelos demais Institutos e Faculdades.
O VIRTUA por ser um software de funções integradas, ainda está em fase de
estudos e implantações, porém contamos atualmente com a função de circulação, já
implantada, e existem outras funções com os estudos bem adiantados. Durante esta
fase de implantação, o VIRTUA coexistiu com o Altavista, aplicativo antes
responsável pela disponibilização do catálogo da UNICAMP, via Web.
Entre os ganhos obtidos com o VIRTUA pode-se destacar:
­ Autonomia no gerenciamento da Base ACERVUS, ou seja, independência para
fazer a atualização dos dados locais;
­ O crescimento exponencial do número de registros na Base ACERVUS, devido
às facilidades que ele oferece na hora de dar cargas aos bancos de dados dos
registros novos, quer sejam implantações, cooperações, catalogação copiada ou
itens idênticos aos já existentes. Sendo que esses últimos podem ser imediatamente
acrescentados à Base, ou seja, há uma atualização em tempo real dos dados
inseridos, para o usuário;

�­ Facilidade para utilização de outras fontes de pesquisas, tais como as Bibliotecas
Nacionais, quer sejam do Brasil ou de outros países, Cabeçalhos de assunto e
autoridades da Library of Congress, e também, o uso de aplicativos, que capturam e
importam registros de bases de dados de domínio público, disponíveis na Web ;
­ Quanto ao fator humano, sublinhamos o crescimento do grupo com a integração
e a troca de conhecimentos entre profissionais de diversas áreas, quando da escolha
e parametrização do software, e principalmente, a constatação de nossa autonomia
para gerar e administrar as informações que compõem a nossa Base ACERVUS;
­ A grande capacidade de armazenamento e importação de dados, além da
compatibilidade com sistemas que permitem a catalogação copiada, como é o caso
do aplicativo BookWhere, que veremos em seguida;
­ O VIRTUA também trás consigo a possibilidade da incorporação de novas TIs
(Tecnologias de Informação), por estar em constante evolução e definição de
políticas que atendam as novas formas de tratamento da informação. Haja vista, o
artigo de Kenney (2003), onde o presidente da VTLS, Carl Grant, discute alguns itens
relacionados ao futuro dos sistemas integrados de Bibliotecas: a) como colocar
informação na Web usando XML, b) o desenvolvimento dos sistemas, c)
metasearching, d) sistemas integrados versos sistemas com integração. A respeito
deste último item Carl Grant relata que: “The functional integration of systems is
absolutely where we are headed.”
Logo a seguir apresentamos uma tabela com a evolução da Base ACERVUS,
a partir da implantação do VIRTUA. Podemos observar que houve um crescimento
significativo no número de registros inseridos, com alguns fatores variantes, como os
projetos de catalogação, nos quais devido ao aumento do número de pessoas para a
alimentação da Base, ocorreu um crescimento proporcional na quantidade de
registros. Existem ainda variações nos números da inserção de autoridades, devido a
ajustes feitos, como a exclusão de duplicidades de entradas. Estas alterações dos
índices só foram possíveis com a autonomia proporcionada pelo VIRTUA.

�Tabela 1

Anos

Registros
Bibliográficos

Itens
Bibliográficos

Autoridades
(Autores
pessoais,
entidades,
assuntos e
outros)

1999

179.868

249.333

854.221

2000

24.613

32.634

835.730

2001

22.619

35.823

835.730

2002

44.819

93.957

835.729

2003

34.363

68.914

854.221

2004

9.285

18.368

854.221

Observações

Início do VIRTUA
Conversão de
Registros
Ajuste de
Autoridades

Projeto IFCH

Dados até Junho

Fonte: Módulo de relatórios do VIRTUA - emitidos pela área de Tecnologia de Informação SBU em junho de 2004.

7 BOOKWHERE
Desde 2001, o SBU vem fazendo uso de uma nova tecnologia, com o intuito
de agilizar o trabalho de catalogação do seu acervo bibliográfico, que é o aplicativo
BookWhere, desenvolvido pela Sea Change Corporation (Canadá), que usa o
protocolo de comunicação Z39.50 e o Internet Explorer, para acessar e importar
registros de diversas bases de dados de domínio público, disponíveis na Internet. Na
versão 3.3.0 do BookWhere, utilizada atualmente pela UNICAMP, existem cerca de
705 bases de dados, com a maioria dos registros catalogados em formato MARC.
O método para o uso do BookWhere foi desenvolvido pela Diretoria de
Processos Técnicos e tem como objetivo a importação e o tratamento do registro
bibliográfico selecionado, respeitando seu formato original e ao mesmo tempo
adequando aos padrões locais, como o AACR2, por exemplo. O tratamento do
registro consiste em manter a fonte da catalogação original, a qual é identificada no
parágrafo 040 e ainda confirmada pela indicação, no parágrafo 950, de que trata-se

�de uma catalogação copiada. Os campos de identificação local das Instituições das
quais os registros são importados, são excluídos e substituídos pelos campos
identificadores de nossa Instituição no VIRTUA. Outros campos são acrescentados
ou substituídos, conforme padrões locais, dentre eles, o número de chamada, notas
locais, cabeçalhos de assunto e número de tombo.
Os cabeçalhos de assunto em língua estrangeira são mantidos, mas com a
alteração dos indicadores, para que não sejam geradas entradas no índice de
assunto. Entretanto, eles são precedidos dos nossos cabeçalhos em língua
portuguesa.
O BookWhere está agilizando a catalogação do material bibliográfico, quer
seja das novas aquisições, ou mesmo do acervo retrospectivo do SBU, pois em
média foram catalogados 7% de todo o acervo, desde o início de sua utilização.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Algumas constatações podem ser feitas a partir do histórico da automação dos
catálogos de monografias da UNICAMP. Dentre elas, podemos citar a necessidade
de um período de adaptação, para a incorporação de uma nova tecnologia de
informação, no que refere a automação de catálogos, o que se deve às etapas de
desenvolvimento, parametrização, implantação e até mesmo, da efetiva utilização
dos catálogos automatizados. Neste contexto, surge a necessidade da busca de
saídas alternativas, para diminuir o tempo e os custos despendidos no processo de
automação dos catálogos.
Para esta agilização, sugestões válidas seriam o acompanhamento de
experiências de uso de tecnologias correlatas, tanto em âmbito nacional, como
internacional, e o estabelecimento de parcerias entre instituições envolvidas em
atividades paralelas.

�A Catalogação procurou sempre zelar pela qualidade da informação da Base,
e tão importante quanto o suporte neste processo, o VIRTUA também contribuiu com
a autonomia no tratamento dos catálogos, uma vez que passou a ser atualizada
primeiramente a Base ACERVUS e posteriormente a Rede BIBLIODATA da FGV,
eliminando assim a defasagem de dados, que até então ocorria, quando era feito o
processo inverso. Outro ponto importante que o VIRTUA proporcionou foi o
gerenciamento das bases de autoridades.
O VIRTUA ainda possibilitou o uso de aplicativos como o BookWhere, a
afirmação e reformulação de conceitos e a ampliação da gama de ferramentas, além
das possibilidades propiciadas por um banco de dados de grande porte, em sintonia
com as políticas mundiais de expansão e melhoria dos softwares integrados.

REFERÊNCIAS
KENNEY, B. The future of integrated library systems. Library Journal, jun., p. 36-40,
2003.
MEY, E. S. A. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.
OLIVEIRA, N. M.; et al. Compact Disc Cataloguing - CatCd: análise de um
instrumento para conversão retrospectiva no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.
Perspect. cienc. inf., Belo Horizonte, v. 3, n. 1, p. 41-46, jan./jun. 1998.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP. Planejamento estratégico: PLANES –
Fase II. Campinas, 2004. Disponível em: &lt;http://www.unicamp.br/bc/&gt;. Acesso em:
13 jun. 2004.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP. A evolução do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP. Campinas: SBU, 2004. 1 folder.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Biblioteca Central. Subsistema de
Processamento Técnico. Fontes de estudo de fatos para a análise do sistema.
Campinas, 1982.

�UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Portal da UNICAMP. Disponível em:
&lt;http://www.unicamp.br/&gt;. Acesso em: 21 abr. 2004.
VILLALOBOS, A. M. P. (Coord.). A informação como infra-estrutura para a
pesquisa na Universidade: modernização do plano de automação do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP. Campinas: UNICAMP, Coordenadoria Geral da
Universidade, Sistema de Bibliotecas, 1995.
ZANAGA, M. P. Conversão retrospectiva e cooperação no processamento técnico de
materiais bibliográficos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais... Campinas: UNICAMP, 1994. p.5968.

∗

Bibliotecária/Seção de Monografias e Materiais Especiais/SBU/UNICAMP: ellima@unicamp.br
Bibliotecária/Seção de Monografias e Materiais Especiais/SBU/UNICAMP: anare@unicamp.br;
Bibliotecária/Seção de Monografias e Materiais Especiais/SBU/UNICAMP: olinda@unicamp.br;
Maria Lúcia Nery Dutra de Castro Bibliotecária/Chefe da Seção de Monografias e Materiais
Especiais/SBU/UNICAMP: maluci@unicamp.br; Gilmar Vicente Bibliotecário/Diretor do
Departamento de Tecnologia da Informação/SBU/UNICAMP: gil@unicamp.br; Universidade
Estadual de Campinas Sistema de Bibliotecas da UNICAMP – SBU R. Sergio Buarque de
Holanda, s/nCaixa Postal 6136 13081- 970 - Campinas - SP - Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56004">
                <text>A automação dos catálogos de monografias do sistema de  bibliotecas da UNICAMP: histórico e análise</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56005">
                <text>Lima, Elaine Aparecida de; Carvalho, Ana Regina Machado Moreira de; Monsanto, Francisca Olinda Raposo; Castro, Maria Lúcia Nery Dutra de; Vicente, Gilmar</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56006">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56007">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56008">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56010">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56011">
                <text>Este estudo consiste de um histórico e análise da automação dos catálogos de monografias da UNICAMP, a partir de 1989. Foram levantadas as diretrizes que nortearam os processos de definição, desenvolvimento e implantação dos sistemas de automação dos catálogos, utilizados ao longo dos anos, destacando-se a cooperação com a rede BIBLIODATA/CALCO até os dias de hoje e o software atual, o VIRTUA, o qual é a plataforma da Base ACERVUS, que contém os catálogos de livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) da UNICAMP. Foram apontados alguns dos principais ganhos obtidos com a sua implantação, em vista da automação destes catálogos e, de forma geral, em relação as suas outras funções integradas. Dentre as ferramentas utilizadas na automação do catálogo de monografias da UNICAMP, achou-se também importante enfatizar o aplicativo BOOKWHERE, que através da catalogação copiada, trouxe a agilização deste processo. O histórico tem como objetivo principal apontar caminhos, no que refere à adoção de novas tecnologias de automação dos catálogos de monografias, além de ser um resgate do trabalho realizado pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68628">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5127" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4195">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5127/SNBU2004_177.pdf</src>
        <authentication>281f0e45bf816fc56959eb3db8603a2e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56057">
                    <text>INFORMATIZAÇÃO DO ACERVO DE BRINQUEDOS E JOGOS INFANTIS DO
LABORATÓRIO DE BRINQUEDOS (LABRINCA) DO COLÉGIO DE
APLICAÇÃO, DO CENTRO DE EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
SANTA CATARINA.
Elson Mattos∗
Gleisy Regina Bories Fachin∗∗
Leila Lira Peters∗∗∗

RESUMO
A Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),
visa a democratização do acesso e do uso de todo o acervo da universidade que
está distribuído em várias sub-unidades, iniciou tratamento técnico para a
inclusão de brinquedos na base de dados para um setor específico - o Laboratório
de Brinquedos do Colégio de Aplicação (LABRINCA). Para isso, através desta
biblioteca, foi feita uma pesquisa para o desenvolvimento de uma metodologia de
utilização do software gerenciador “Pergamum”. O LABRINCA que, em parceria
com outros departamentos desenvolve o projeto de extensão de uma
brinquedoteca, busca organizar, tratar e disponibilizar o acervo de brinquedos
para toda a comunidade escolar e universitária. Assim, pretende constituir-se
como espaço de estudo e de expressão da cultura infantil que manifesta-se,
sobretudo, através do brincar.
PALAVRAS-CHAVE: Brinquedoteca. Classificação de brinquedos. Brinquedoteca
– organização. Biblioteca escolar.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Universitária (BU), da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), procura disponibilizar todo o acervo existente no campus da universidade
através do software gerenciador Pergamum, e assim democratizar o acesso e o
uso de todo o acervo, distribuídos em vários locais dentro do campus.
Deste modo, iniciou o tratamento técnico dos vários acervos em seus
setores específicos e, neste trabalho, deparou-se com o Laboratório de
Brinquedos do Colégio de Aplicação (LABRINCA) da Universidade Federal de
Santa Catarina que, em parceria com outros departamentos, desenvolveu o
projeto de implantação de uma brinquedoteca. Compartilhando da idéia de
disponibilizar um espaço lúdico-pedagógico, passou-se a pesquisar sobre a

�importância desse local para o desenvolvimento de crianças em idade escolar e
sobre o tratamento de brinquedos para o seu uso e o seu empréstimo.
A seguir apresenta-se os estudos, bem como, as ferramentas utilizadas e
os primeiros resultados.

2 EIXOS TEÓRICOS NORTEADORES DO TRABALHO

Para conceituar de forma satisfatória a infância, o que nos auxiliaria na
compreensão do universo das crianças para o qual se voltaria o trabalho do
LABRINCA e, assim, propor metas claras e significativas para as atividades, foi de
fundamental importância perceber a multiplicidade histórico-social do conceito.
Assim, entendemos que, dependendo do meio social em que as crianças se
desenvolvem, estas são constituídas e constituem-se diferentemente, visto que
são sujeitos sociais e históricos. Em seu conhecido livro, Ariés (1981) ajuda a
esclarecer esta questão ao analisar, por meio de pinturas dos séculos passados,
os diferentes lugares sociais ocupados pelas crianças em diferentes contextos
históricos e sociais, pois as representações da infância podiam ser o adulto em
tamanho reduzido, em forma de figura angelical, junto às atividades da família ou
isolada.
Porém, com a revolução industrial e o desdobramento do capitalismo
consolida-se radicalmente um novo conceito de infância em que as crianças são
então destinadas às escolas e colocadas crescentemente no mundo do trabalho.
A pedagogia se manifesta por meio de uma nova linguagem: a escola está
separada da vida e apartada da realidade. A criança não deixa de ser tomada
como um indivíduo, todavia sua caracterização é confeccionada científica e
tecnicamente, isto é, seus gostos, seus interesses, formas de pensamento,
emoções etc, são dissecados e determinados nas suas peculiaridades pela
psicologia, sociologia, medicina e puericultura em particular. Nesse sentido, a
criança é, cada vez menos inserida no mundo dos adultos e seus modos de vida
são definidos, fundamentalmente, pela mídia, como um corpo que consome
coisas de criança (GHIRALDELLI Jr, 1996).

�Buscamos superar tais concepções de infância ao compreender as
crianças como atores sociais de plenos direitos, e não como meros componentes
acessórios da sociedade dos adultos. Por isto, “é de fundamental importância o
reconhecimento da capacidade da produção simbólica por parte das crianças e a
constituição de suas representações e crenças em sistemas organizados, isto é,
em culturas” (PINTO &amp; SARMENTO, 1997).
Visto que o direito de brincar é referenciado no Estatuto da Criança e do
Adolescente (1995), o tempo para a brincadeira deve ser garantido. Assim, as
brinquedotecas, como espaços propícios para o brincar, constituem uma
possibilidade singular para aquelas crianças que são vistas como “adultos
precoces”, que trabalham, que passam muitas horas na frente do aparelho de
televisão, que não têm condições de brincar em espaços amplos e ricos de
possibilidades, que permanecem sem acesso a jogos e brinquedos, ou seja,
perdendo o tempo e o espaço para o brincar, ou ainda vivendo sozinhas.
Segundo Vygotski (1987), a interação propiciada pelas brincadeiras
possibilita que as crianças aprendam, reproduzam e superem muitas regras de
convívio social, além de desenvolverem autonomia frente a estas. É brincando
que a criança começa a se apropriar de sua cultura. A ação de brincar auxilia o
processo de socialização da criança, fazendo com que ela se aproprie de hábitos
necessários a esse crescimento. Esperar a vez de jogar, observar as regras do
grupo, permitir que todos participem, são rotinas encontradas durante os jogos e
brincadeiras que contribuem no processo de socialização.
O brinquedo, por sua vez, é um importante objeto nas atividades lúdicas,
pois ele permite que as crianças se expressem através dele e criem formas
variadas de comunicação com o mundo externo. Segundo Benjamim (1985), os
brinquedos inicialmente eram feitos em oficinas por artesãos, a partir da matéria
prima da madeira, estanho, cera, etc., para apenas no século XIX surgirem as
indústrias especializadas na fabricação dos brinquedos. Entretanto é no século
XVIII que se começa a perceber a criança como consumidor em potencial, o que
leva à expansão da produção dos brinquedos.

�Para Benjamin (1985), o brinquedo traz em si a visão de mundo do adulto e
a indústria de brinquedos produz aquilo que, segundo a ótica dos maiores, a
criança desejaria ter. Na sua visão, os brinquedos são miniaturas do mundo
adulto que

não determinam a brincadeira da criança, mas são também

determinados por ela. É por meio das brincadeiras, e não no objeto em si, que a
criança cria o conteúdo imaginário. Por esta razão, sabe-se que apesar de os
adultos serem os responsáveis pelo acesso das crianças aos brinquedos, são as
crianças que determinarão a função lúdica que ele vai representar para elas.

3 LABORATÓRIO DE BRINQUEDOS DO COLÉGIO DE APLICAÇÃO

Como jogo, brincadeira

e aprendizagem estão estritamente ligados,

iniciou-se em 2002 o projeto de extensão do Laboratório de Brinquedos
(LABRINCA), do Colégio de Aplicação (CA), do Centro de Ciências da Educação
(CED), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A idéia inicial de montar um laboratório de produção de conhecimento
sobre o tema infância/ludicidade surgiu de dois fatores: da necessidade de um
espaço propício para arquivar as descrições de brincadeiras e de jogos
tradicionais pesquisados por alunos de Educação Física do Colégio de Aplicação
da Universidade Federal de Santa Catarina e, ao mesmo tempo, possibilitar o
acesso a uma variedade de jogos e brinquedos não disponíveis.
Dentre as opções pesquisadas, o espaço organizado em forma de
brinquedoteca foi o que mais se aproximou das expectativas iniciais. Na obra de
vários autores, como Santos (1997), Cunha (2001) e Kishimoto (1997), a
brinquedoteca caracteriza-se como um espaço de excelência do brincar e do
desenvolvimento infantil, por conter materiais lúdicos (jogos, brinquedos, livros
etc.) à disposição das crianças e servir como um espaço de interação social.
Além disso, deve conter um acervo de documentos e informações sobre esses
recursos e a respeito do papel do brincar no desenvolvimento/aprendizagem da
criança (SOLÉ, 1992).

�Além de atender as crianças do Colégio e da comunidade vizinha a UFSC,
houve o entendimento que esse espaço poderia servir também como eixo
articulador do conhecimento produzido pelos diferentes cursos sobre o tema
infância/ludicidade. Assim, através do contato com os diversos departamentos da
UFSC, como Psicologia, Metodologia do Ensino, Pedagogia, Biblioteconomia,
Educação Física e Arquitetura, algumas ações em comum foram encaminhadas.
Além de conseguir verbas para viabilizar a implantação da brinquedoteca –
denominada LABRINCA, Laboratório de Brinquedos do Colégio de Aplicação –, a
consolidação deste espaço objetiva a realização de estágios curriculares
obrigatórios e não obrigatórios, de natureza e aplicação interdisciplinar, e de
produção de conhecimento sobre o tema infância/ludicidade e suas expressões –
jogos, brinquedos, brincadeiras, fundamentais para a aprendizagem e o
desenvolvimento. Dessa forma, a sua execução possibilita que graduandos de
diversas fases de seu curso de formação entrem em contato com distintas tarefas
profissionais, tanto com os alunos do Colégio de Aplicação quanto com outras
crianças da comunidade.
O Colégio de Aplicação foi criado e se constitui como um campo de
experimentação – estágio curricular, em especial – e de pesquisa para os cursos
de graduação da UFSC. É uma instituição que tem por objetivo experimentar
novas formas de relação ensino-aprendizagem e é freqüentado por crianças dos
mais diferentes segmentos sócio-econômicos e de diferentes registros culturais,
assim como crianças com histórico de deficiência.
Assim, a estrutura do LABRINCA procura garantir o acesso a jogos e
brincadeiras não disponíveis a várias crianças da escola (envolvendo também sua
família),

inclusive

aqueles

brinquedos

que

são

ainda

geralmente

indisponibilizados: brinquedos para crianças com histórico de deficiência, não
manufaturados, antigos, etc. Também a comunidade vizinha da UFSC deve ser
atendida, e o espaço deve servir, a médio prazo, como referência para outras
escolas públicas.

Metas e objetivos do LABRINCA:

�O LABRINCA, como projeto interdisciplinar, propõe-se a:
1. Valorizar a cultura infantil garantindo o acesso a uma variedade de
brinquedos, brincadeiras e jogos num ambiente lúdico;
2. Proporcionar a exploração e criação de diversos materiais lúdicos e
cantos temáticos (casinha, vendinha, consultório médico etc.), a fim
de permitir a representação do imaginário pelas crianças, com vistas
à releitura e aproximação do real, à estimulação da plena
expressão, ao desenvolvimento das linguagens e da estruturação da
personalidade;
3. Proporcionar a interação criança-criança, criança-adulto e com pais
e professores;
4. Possibilitar às crianças o desenvolvimento da autonomia, da
criatividade e da cooperação por meio de atividades livres e/ou
direcionadas,

bem

como

a

responsabilidade,

por

meio

do

empréstimo de jogos e brinquedos e sua reorganização após as
brincadeiras;
5. Promover/organizar cursos e oficinas de atividades lúdicas (com
temas variados) para a comunidade em geral;
6. Desenvolver a experiência permanente de sistemas de organização,
catalogação e indexação de brinquedos e de jogos para utilização e
empréstimo;
7. Formar um acervo bibliográfico (jornais, revistas, livros, teses,
artigos etc.) sobre jogos, brinquedos e brincadeiras;
8. Elaborar um banco de dados sobre brincadeiras populares,
sobretudo as da cultura açoriana retratadas nas esculturas do
Franklin Cascaes, arquivadas no Museu do Brinquedo, setor de
Cultura Popular do Museu de Antropologia/UFSC;
9. Constituir um espaço privilegiado para a observação e pesquisa
sobre a interação de crianças em jogos de faz-de-conta e de regras,
bem como em processos de aprendizagem propiciados pelos jogos,
brinquedos e brincadeiras;
10. Desenvolver protótipos de brinquedos e jogos com materiais
variados, inclusive de sucata e recicláveis, com especial atenção

�para

o

desenvolvimento

de

recursos

para

crianças

com

necessidades especiais;
11. Desenvolver design de objetos, móveis e espaços lúdicos em
ambientes educacionais de forma econômica e viável;
12. Constituir-se em campo de estágio e pesquisa aos alunos e
professores de diferentes cursos de graduação e pós-graduação da
UFSC.
Para a organização do funcionamento do LABRINCA, reuniões
interdisciplinares aconteceram deste o ano de 2000. Pesquisas de campo para
o

reconhecimento

das

brinquedotecas

existentes

em

Florianópolis,

acompanhadas de pesquisa bibliográfica e de grupos de estudos sistemáticos
foram fundamentais, pois através das trocas de informações entre os
professores e alunos dos diferentes cursos e departamentos, o projeto foi aos
poucos, aproximando-se do almejado. Da mesma forma, o planejamento
arquitetônico e sua execução aconteceram concomitantemente.
Viagens de estudo a outros Estados foram e estão sendo organizadas
para ampliar o universo de referência de todos os envolvidos. Oficinas teóricopráticas também ocorreram no ano letivo de 2003, em que os professores
envolvidos relatam suas pesquisas e estudos sobre temáticas ligadas à cultura
infantil. Dessa forma, pretende-se ampliar as discussões e a formação, não
somente dos envolvidos com o LABRINCA, mas a todos os interessados
sobre temáticas tratadas.
O funcionamento da brinquedoteca junto às crianças iniciou no ano
letivo de 2003. Este aconteceu, inicialmente, junto aos alunos do CA, no
período regular de aula e nos horários das atividades de recuperação de
estudos (período contrário da aula de cada turma). O atendimento aos alunos
foi realizado pelos bolsistas – atualmente alunos de Pedagogia, Psicologia e
Biblioteconomia – que receberam bolsa de extensão ou de estágio não
obrigatório para realizarem as atividades. Estes trabalham com metade da
turma a cada vez, buscando-os na sala de aula para brincarem livremente. O
início do empréstimo de brinquedos acontecerá assim que o sistema de
catalogação e indexação, desenvolvido especialmente para isto, for concluído.

�4 PROCESSO TÉCNICO DE BRINQUEDOS

O LABRINCA, num projeto interdisciplinar, envolve profissionais de
diversas áreas do conhecimento humano e, dentre seus objetivos, destaca-se o
de desenvolver a experiência permanente de sistemas de organização,
catalogação e indexação de brinquedos e de jogos para utilização e empréstimo
de seu público-alvo.
De quase nada adiantaria possuir um acervo ilimitado de brinquedos e
jogos, de diferentes tipos e qualidades, se não soubéssemos o modo correto de
guardá-los, não facilitássemos o seu acesso, nem pudéssemos acompanhar sua
trajetória dentro da brinquedoteca. Torna-se, então, necessário, inseri-lo num
sistema que permita tais procedimentos, para que se possa desenvolver uma
maneira única de gerenciá-lo.
Partindo da adequação da planilha de inserção de dados existente, a
mesma foi reformulada aos padrões do Machine Readable Cataloging (MARC) e
do Código Anglo-american Cataloging Rules (AACR2).
Mas havia a questão da classificação e, classificar é o ato de analisar e
determinar o conteúdo do assunto de um documento, selecionar a categoria de
assunto sobre o qual deve ser arquivado e determinar o número da pasta de
arquivamento adequado para a recuperação subseqüente. (CASTRO, 1985, p.
227, apud ARRUDA, CHAGAS, 2002, p.57).
Buscando referências sobre classificação de brinquedos e por orientação
nas visitas executadas, optou-se pela classificação psicopedagógica dos
brinquedos e jogos, que fundamentou-se na Psicologia da Criança de Piaget,
Wallon

e

psicanalistas

como

Ericson,

Freud,

Klein

e

Winnicott

(KISHIMOTO,1997), a International Council of Children’s Play (ICCP), que tem
sua sede na Alemanha e é utilizada por diversas brinquedotecas em todo mundo.
A International Council of Children´s Play (ICCP), divide os brinquedos em
7 áreas específicas, sendo que cada classe de brinquedo possui uma cor

�específica, fixadas tanto no brinquedo quanto nas estantes, por fitas coloridas,
assim representada:
Classe 1: atividades sensórios-motoras;
Classe 2: atividades físicas;
Classe 3: atividades intelectuais;
Classe 4: representem o mundo técnico;
Classe 5: o desenvolvimento afetivo;
Classe 6: atividades criativas;
a) Classe 7: desenvolvem relações sociais.

Coube a Raquel Zumbano, do Conselho Consultivo da Fundação ABRINC
a alteração e atualização do ICCP para a realidade brasileira (KISHIMOTO,1997),
acrescentando-se cores, pela equipe do LABRINCA, para facilitar a organização
e busca do brinquedo, que por sua vez é fixada, tanto no brinquedo quando na
estante, ficando assim as categorias:
1) Vermelho: Brinquedos da primeira idade, denominado sensório-motores;
2) Azul escuro: Brinquedos para atividades físicas;
3) Amarelo: Brinquedos para atividades intelectuais;
4) Verde: Brinquedos que reproduzam o mundo técnico;
5) Rosa: Brinquedos para o desenvolvimento afetivo;
6) Azul claro: Brinquedos para atividade criativas; e
7) Cinza: Brinquedos para relações sociais.

Quanto à classificação de brinquedos, é bom lembrar que esse
procedimento

“ajudará

a

mantê-los organizados de forma funcional e,

principalmente, conhecendo cada brinquedo, ela ajudará a quem trabalha com
eles na indicação de seu empréstimo”(ALTMAN, 1998, p. 157). Deve-se observar
também a compatibilidade do sistema de classificação com os objetivos da
brinquedoteca (CUNHA, 2001).
Definida a classificação, partimos então para criação e organização de um
banco de dados, com uma diversidade de campos, atendendo a padronização
adotada, para o preenchimento de todas as informações que atendam aos

�brinquedos. Envolvendo os aspectos físicos e pedagógicos dos brinquedos e
jogos. Portanto, a definição de qual banco de dados se usaria dependeria da
análise sobre o qual responderia sobre o armazenamento, inter-relacionamento,
recuperação e manipulação simultânea de todo o acervo.
Um sistema de gerenciamento de dados conduz todo o direcionamento dos
trabalhos, no tratamento técnico de acervos. Conduz, igualmente, ao sucesso e a
busca da qualidade no atendimento ao usuário, além de proporcionar dados
estatísticos e a geração de relatórios para a boa administração da brinquedoteca.
Questões como: Que brinquedo é mais utilizado? Quem mais o utilizou? Quem foi
o último a utilizar determinado brinquedo? Em que data? Quantos empréstimos
são feitos diariamente? Quais e quantos títulos de brinquedos a brinquedoteca
possui? Quantos exemplares de determinado brinquedo a brinquedoteca possui
relacionando-o a determinada categoria? Quais e quantos brinquedos são
destinados à determinada idade? Qual o brinquedo mais caro? Qual o mais
barato?
Enfim, são perguntas importantes e pertinentes ao dia a dia de uma
brinquedoteca e, se for utilizado um bom gerenciador de banco de dados, o
acervo estará pronto para atender a demanda, com qualidade, rapidez e
eficiência, além da plena satisfação dos usuários e da equipe técnica, a qual
poderá apresentar os resultados de forma real, em sua prestação de contas e/ou
a qualquer momento, quando necessário.
Relata-se o quanto é importante, neste momento, o trabalho em parcerias,
os projetos multidisciplinares e o LABRINCA foi criado e está se desenvolvendo
pelo trabalho entre várias áreas. Neste momento, ocorreu a pergunta: até que
ponto o Pergamum (Gerenciador de Acervo da Biblioteca Universitária (BU) da
UFSC) que irá gerenciar o acervo de brinquedos e jogos infantis do LABRINCA,
está adequado para atender suas especificidades?
Coube ao bibliotecário integrante deste projeto as respostas. Em contato
com o Setor de Tratamento Técnico da BU e o Setor de Informática, iniciou-se a
viabilização do Pergamum como banco de dados para o LABRINCA. Muitos
ajustes se fizeram necessários, contatos com o proprietário do software, a

�Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Paraná, a alteração de códigos e
aberturas de campos. Enfim, com o conhecimento de cada um, em sua área
específica, o apoio da direção e funcionários da BU e da própria PUC/PR, a partir
de novembro de 2003, passou a inserir o acervo de brinquedos do LABRINCA no
banco de dados da BU, com acesso via Internet a toda a comunidade universitária
e em geral, através do endereço http://www.bu.ufsc.br.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O principal objetivo da brinquedoteca de propiciar a garantia do acesso a
uma variedade de jogos e brinquedos aos alunos do Colégio de Aplicação,
através de um espaço lúdico para a expressão e experimentação da cultura
infantil foi concretizado, tendo neste ano como principais usuários a participação
dos alunos do ensino fundamental do Colégio Aplicação da UFSC.
Um dos objetivos principais do LABRINCA constam alguns procedimentos
como: organização, catalogação e indexação dos brinquedos e de jogos para a
utilização e empréstimo está aos poucos se realizando.
Iniciado em 2002, inaugurado em maio de 2003, hoje, o LABRINCA atende
em torno de 300 usuários por semana, conta com 52 títulos de brinquedos
processados tecnicamente e disponibilizados

aos usuários, via Internet

(http://www.bu.ufsc.br), cabendo aqui ressaltar, a disponibilização da imagem
digitalizada dos brinquedos, das embalagens e dos manuais de instrução (regras),
com isso a criança conhecerá o brinquedo, saberá como brincar e identificá-lo na
estante, no momento da pesquisa.
Tem como recursos humanos, uma coordenadora e três alunos-bolsistas
(Educação Física, Biblioteconomia e Psicologia), que a cada semestre lutam para
manter a bolsa e/ou conseguir novas bolsas para continuar o trabalho e, vários
outros professores de outras áreas, citados anteriormente, que dedicam algum
tempo ao LABRINCA. Não esquecendo, o trabalho incansável do bibliotecário,

�responsável por todo o tratamento técnico do acervo e a busca constante pelo
padrões biblioteconômicos, adequando-os as tecnologias de ponta.
Atualmente, estuda-se a implantação de uma etiqueta de 1 x 2 cm, com a
cor respectiva do brinquedo, na tela do computador, no momento da pesquisa,
próximo ao número de classificação, para que a criança relacione com as tarjas
fixadas na estante e no próprio brinquedo. Na realidade, não se para de pensar e
recomeçar várias etapas, aperfeiçoando-as ao dia a dia da brinquedoteca. A
contribuição vem de vários lados, pois, as crianças, em seu brincar e depois
guardar, muitas vezes nos apresentam soluções não pensadas e, este, sem
dúvida é um dos grandes resultados, pois, neste ambiente de brincar, as crianças
tendem a descobrir-se e trazer à tona suas capacidades e habilidades
específicas.
Assim, o desenvolvimento dos estágios e pesquisas realizadas pelos
professores e alunos das disciplinas envolvidas dos cursos de graduação:
Psicologia da Aprendizagem, Metodologia do Ensino de Educação Física,
Literatura Infantil e Juvenil, Estágio Supervisionado de Biblioteconomia e
Educação Física, Recreação Infantil, Recreação e Lazer e Introdução ao Design
ocorreram por meio de viagem de estudos interdisciplinar, visitações ao
LABRINCA,

participação das Oficinas Lúdicas,

grupos de estudos e de

planejamento interdisciplinar ocorridas freqüentemente, sobretudo com os alunos
bolsistas envolvidos e das atividades por eles desenvolvidas.
Como conseqüência da consolidação deste espaço, o que se observou foi
a maior integração dos conteúdos sobre infância/ludicidade nas diferentes
disciplinas dos vários cursos e, conseqüentemente, o aumento na produção e
divulgação científicas sobre o tema. Da mesma forma, a implementação de
atividades práticas para os alunos do Colégio de Aplicação e comunidade próxima
à UFSC, como recurso metodológico para a formação docente/discente,
possibilitou uma maior articulação entre teoria e prática, além de ampliação do
universo de referências à comunidade pelos alunos, professores e pesquisadores
da UFSC.

�ABSTRACT
The University Library of the Federal University of Santa Catarina (UFSC)
intends to democratize the access and use of all the books and other
publications which are distributed among its various subunities and has began
to work technically with the inclusion of toys into the database of a specific
sector: the Laboratory of Toys of the Colégio de Aplicação (LABRINCA).
Therefore the library has done a research into the development of a methodology
for using the managing software "Pergamum". LABRINCA is also developing
together with other departments the extension project of a collection of toys
and is going to organize, deal with and make accessible all these toys to the
schoolchildren and the university community. So the laboratory has been thought
as a space for study and expression of infantile culture which manifests itself
mainly Through playing.
KEYWORDS: Toys collection. Classification of toys. Collection of toys –
organization. School library.

REFERÊNCIAS

ALTAMAN, Raquel Z. A classificação dos brinquedos. In. FRIEDMANN, Adriana
et al. O direito de brincar: a brinquedoteca. 4. ed. São Paulo: Edições Sociais:
ABRINQ, 1998. p. 153-157.
ARIÉS, P. História Social da Infância. Rio de Janeiro: Guanabara, 1981.
ARRUDA, Susana Margaret de; CHAGAS, Joseane. Glossário de
biblioteconomia. Florianópolis: Cidade Futura, 2002.
BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política : ensaios sobre literatura e
história da cultura. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1985.
CUNHA, Nylse H. S. Brinquedoteca: definição, histórico no Brasil e no mundo. In.
FRIEDMANN, Adriana et al. O direito de brincar: a brinquedoteca. 4. ed. São
Paulo: Edições Sociais: ABRINQ, 1998. p. 37-52.
_____. Brinquedoteca: um mergulho no brincar. 3. ed. São Paulo: Vetor, 2001.

�FLORIANÓPOLIS. Prefeitura Municipal. Conselho Municipal dos direitos da
criança e do adolescente. Estatuto da criança e do adolescente. Florianópolis:
EDEME, 1995.
FRIEDMANN, Adriana (Org.). O direito de brincar : a brinquedoteca. 4. ed. São
Paulo: Edições Sociais: Brincare, 1998. 256 p.
GUIRALDELLI Jr., P. Infância, educação e neoliberalismo. São Paulo: Cortez,
1996.
KISHIMOTO, T. M. Brinquedo e brincadeira uso e significações dentro de
contextos culturais. In.: SANTA, M.P.S.(org). A brinquedoteca: o lúdico em
diferentes contextos. Petrópolis: vozes, 1997.
______________. O brinquedo na educação: considerações históricas.
Disponível em: &lt; http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ &gt;. Acesso em 08 abr. 2003.
___________. Guia para seleção de brinquedos: faixa etária, funções
psicopedagógicas, fabricantes. São Paulo : LABRIMP/FEUPS/FUNDAÇÃO
ORSA, 1997.
___________. Escolarização e brincadeira na educação infantil. Disponível
em: &lt;http://www.fe.usp.br/laboratórios/labrimp/escola.htm&gt;. Acesso em 08 abr.
2003.
PARANÁ. Pontíficie Universidade Católica. Divisão de Bibliotecas e
Documentação. Pergamum. MARC 21: formato bibliográfico. Paraná: [s.n.], [2001
ou 2002]. 82 p . Do inglês Machine Readable Cataloging Record. (Registro de
catalogação legível por computador).
PINTO, M. &amp; SARMENTO, M. J. As crianças, contextos e identidades. In.:
PINTO, M., SARMENTO, M. J. (org.) As crianças e a infância: definindo conceitos,
delimitando o campo.) Portugal: Universidade do Minho, 1997
PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS. Conselho Municipal dos
direitos da criança e do adolescente. Estatuto da criança e do adolescente.
Florianópolis: EDEME Indústria Gráfica e Comunicações S.A., 1995.
RAMALHO, Marcia Terezinha de Borja. A brinquedoteca e o desenvolvimento
infantil. Vii, 122 f. Dissertação (Mestrado) – Centro Tecnológico, Universidade
Federal de Santa Catarina, 2000.

�SANTOS, Santa Marli Pires dos (Org.). Brinquedoteca: o lúdico em diferentes
contextos. 3. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1998.
SOLÉ, M. B. O jogo infantil (Organização da ludotecas). Lisboa: Instituto de
Apoio a Criança, 1992.
SOUZA, Ieda Maria de et al. Biblioteca Universitária da UFSC: memória oral e
documental. Florianópolis: [s.n.], 2002.
A TRAJETORIA das brinquedotecas. Disponível no endereço:
&lt;http://www.sinpro-rs.org.br/ extra/set97/capa4.htm&gt;. Acesso em 07 abr. 2003.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Centro de Ciências da
Educação. Colégio de Aplicação. Brinquedoteca Experimental com espaço
interdisciplinar de formação inicial e continuada. Florianópolis: UFSC, 2003.
____________________. Curso de Graduação em Pesquisa. LABRINCA:
laboratório de brinquedos do Colégio de Aplicação. Florianópolis: UFSC, 2002.
____________________.. LABRINCA: relato e reflexões sobre um projeto
interdisciplinar. Florianópolis: UFSC, 2003.
____________________. Pró-Reitoria de Ensino de Graduação. Projeto de
Extensão. Brinquedoteca experimental como espaço interdisciplinar de
formação inicial e continuada. Florianópolis: UFSC, 2002.
VYGOTSKI, L. S. Pensamento e Linguagem. SP: Martins Fontes, 1987.

∗

Bibliotecário – Coordenador do Serviço de Coleções Especiais da Biblioteca Universitária, UFSC
elson@bu.ufsc.br Universidade Federal de Santa Catarina, Biblioteca Universitária,
Campus Universitário – Trindade, Florianópolis-SC-Brasil
∗∗
Bibliotecária e Professora do Departamento de Ciências da Informação,
UFSC
gleisy@cin.ufsc.br Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Ciências da
Informação. Campus Universitário – Trindade, Florianópolis-SC-Brasil
∗∗∗
Professora de educação-física, Coordenadora do LABRINCA e das Séries Iniciais do Ensino
Fundamental do Colégio de Aplicação,UFSC leilapeters@yahoo.com.br Universidade Federal de
Santa Catarina, Colégio de Aplicação, Campus Universitário – Trindade, Florianópolis-SC-Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56031">
                <text>Informatização do acervo de brinquedos e jogos infantis do Laboratório de Brinquedos (LABRINCA) do Colégio de Aplicação, do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Catarina.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56032">
                <text>Mattos, Elson; Fachin, Gleisy Regina Bories; Peters, Leila Lira </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56033">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56034">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56035">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56037">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56038">
                <text>A Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), visa a democratização do acesso e do uso de todo o acervo da universidade que está distribuído em várias sub-unidades, iniciou tratamento técnico para a inclusão de brinquedos na base de dados para um setor específico - o Laboratório de Brinquedos do Colégio de Aplicação (LABRINCA). Para isso, através desta biblioteca, foi feita uma pesquisa para o desenvolvimento de uma metodologia de utilização do software gerenciador “Pergamum”. O LABRINCA que, em parceria com outros departamentos desenvolve o projeto de exten como espaço de estudo e de expressão da cultura infantil que manifesta-se, sobretudo, através do brincar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68631">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5130" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4198">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5130/SNBU2004_178.pdf</src>
        <authentication>c87cae2f122b02c9d6ccbde8a82d2a29</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56084">
                    <text>CONTEÚDOS DIGITAIS E PADRÕES DE REGISTROS: DESAFIOS PARA A
DEMOCRATIZAÇÃO DE ACERVOS ESPECIAIS

Gláucia Maria Saia Cristianini∗
Juliana de Souza Moraes
Lourdes de Souza Moraes
Elisa Yumi Nakagawa

RESUMO
Este trabalho apresenta a estrutura de um projeto de políticas públicas, apoiado
pela FAPESP, que visa o desenvolvimento de um sistema computacional
apropriado para armazenar, recuperar e divulgar os diferentes tipos de informação
contidos nos diversos acervos históricos da cidade de São Carlos e região. A
proposta é possibilitar e garantir o acesso às informações históricas da região aos
pesquisadores, educadores, alunos da rede pública e particular de ensino
(fundamental, médio e superior) e demais interessados. A estrutura do projeto
está fundamentada em ferramentas disponíveis como os softwares livres, tanto
para a construção do sistema computacional como para a disponibilização das
informações. Conseqüentemente, o sistema desenvolvido poderá ser utilizado
sem restrição na documentação de acervos de outras instituições de cunho
histórico, além de acervos de arquivos, museus e bibliotecas. A formação de uma
equipe multidisciplinar possibilitou a integração de áreas distintas para o
levantamento dos dados necessários relacionados aos tipos de informação de
interesse para o projeto, assim, o trabalho conta com a colaboração de
especialistas da área de Ciência da Computação, profissionais da
Biblioteconomia, dos museus e aqueles relacionados aos bens naturais e
arquitetônicos. Neste projeto são levantados também os requisitos exigidos para a
padronização dos dados visando o intercâmbio de informações. A cooperação
entre as universidades USP e UFSCar, as Divisões de Arquivo e Museu da
Prefeitura Municipal de São Carlos e a Fazenda Pinhal, assim como a soma de
seus conhecimentos, foi imprescindível para a realização deste projeto.
PALAVRAS-CHAVE: Conteúdos digitais. Padrões de registro de informação.
Software Livre. Democratização da informação.

1 INTRODUÇÃO

Muitas são as iniciativas para a disponibilização da informação através da
Internet, de acordo com Takahashi (2000) gigantescos acervos de informação,
sobre os mais variados temas, circulam em escala planetária e de forma
acelerada por meio da Internet e acrescenta ainda a importância em aumentar a

�quantidade e qualidade dos conteúdos nacionais que circulam nas redes
eletrônicas e nas novas mídias.
Este trabalho apresenta uma das milhares iniciativas propostas para o
aumento dos conteúdos digitais disponíveis na Internet. O objetivo primordial
desta iniciativa é armazenar, recuperar e divulgar os diferentes tipos de
informação contidos nos diversos acervos históricos da cidade de São Carlos
(São Paulo) e região.
Apoiado pela FAPESP, através de um projeto de políticas públicas, este
trabalho conta com uma equipe multidisciplinar de especialistas da área de
Ciência da Computação, profissionais da Biblioteconomia e Ciência da
Informação, dos museus e aqueles relacionados aos bens naturais e
arquitetônicos.
A importância deste projeto está na elaboração de um banco de dados
reunindo os mais diversos acervos, prevendo assim, uma padronização de dados
para a documentação de arquivos, museus, bibliotecas além de bens naturais e
arquitetônicos. Outra característica interessante será a utilização de software livre
para a implementação do sistema, o que possibilitará o uso irrestrito após a
conclusão do projeto.

2 DESCRIÇÃO E PADRONIZAÇÃO DE REGISTROS

Para disponibilizar uma informação visando uma recuperação adequada é
necessário um estudo sobre os padrões a serem adotados. Como apresentado
por Cunha (1999), os documentos digitais estão provocando a criação de novos
padrões para uma melhor descrição dos formatos e requisitos para seus acessos
e usos. As normas contidas no Código de Catalogação Anglo-Americano
(AACR2) e no formato MARC (Machine Readable Cataloging) mostram-se
insuficientes para atender às novas necessidades técnicas para documentos
bibliográficos.

�Para a descrição e padronização de registros de documentos de arquivo
existe a ISAD(G) - Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística –,
desenvolvida pela Comissão de Normas de Descrição do Conselho Internacional
de Arquivos. Segundo a comissão de elaboração esta norma estabelece diretrizes
gerais para a preparação de descrições arquivísticas e deve ser usada em
conjunto com as normas nacionais existentes ou como base para sua criação
(ICA, 2000). Assim, é preciso complementar a descrição dos documentos
segundo as necessidades e especificidades da instituição e do acervo.
Para a descrição de acervos museológicos não há conhecimento de
nenhuma norma específica para a descrição dos dados, assim como não foram
localizadas

informações

semelhantes

para

a

descrição

do

patrimônio

arquitetônico e dos recursos naturais.
Constatada

a

inexistência

de

normas

para

descrição

de

bens

arquitetônicos, museológicos e recursos naturais, recorreu-se a uma adaptação
de roteiros de inventários, fichas cadastrais de diversas instituições e informações
obtidas junto a especialistas das áreas.
Dentre o conjunto de fontes que serviram de subsídios para a descrição
destes bens incluem-se: fichas cadastrais dos bens do Museu de São Carlos;
roteiro de tombamento do CONDEPHAAT (PATRIMÔNIO, 1998), ficha de
inventário dos bens arquitetônicos da Fundação Pró-Memória – São Carlos;
roteiro para descrição de áreas verdes (FERNANDES e FURNIVAL, 1997) e o
CRIA – Centro de Referência em Informação Ambiental1.
As regras de descrição de documentos em geral devem permitir a
identificação do contexto e do conteúdo do documento a fim de permitir o acesso
aos mesmos, além de permitir a criação de processos relacionados ao registro e a
recuperação de elementos de informação específicos em cada fase de sua
gestão, ou seja, a criação, a avaliação, o registro de entrada, a conservação e o
arranjo.

1

http://www.cria.org.br

�Muitos são os pontos que devem ser considerados para a padronização
dos dados a serem inseridos no meio digital, a utilização de padrões na descrição
dos documentos deve ser seguida para que se mantenha a qualidade das
informações disponibilizadas e para que haja a possibilidade de integração de
várias redes de informação, nacionais e/ou internacionais.
Bullock (1999) argumenta que no meio digital deve-se considerar os
seguintes aspectos para se garantir a preservação do documento: fixar o objeto a
ser descrito como um todo; garantir a presença física da informação disponível;
preservar o conteúdo e a forma de apresentação da informação; preservar a
funcionalidade, a dinâmica dos recursos multimídia; preservar a autenticidade das
informações; manter a atualização das informações disponíveis; preservar a
proveniência de todo objeto descrito com o intuito de garantir o histórico e manter
a autenticidade da informação; preservar o contexto.
Assim, um sistema de informação pressupõe padronização e flexibilidade
ao mesmo tempo, ou seja, possibilita o acréscimo de informações sobre o
conteúdo ou contexto de criação do documento a qualquer tempo, sem prejuízo
da consistência das informações anteriormente disponibilizadas.
Ainda de acordo com Bullock (1999), para facilitar a preservação digital é
preciso adotar padrões atuais, ter conhecimento de mudanças de padrões e
providenciar alterações sempre que necessário.
Como apresentado, existem alguns padrões para a descrição de objetos
bibliográficos e padrões para a descrição de objetos de arquivos. A descrição de
objetos digitais também é realizada por meio de padrões pré-estabelecidos, o
MARC, o Dublin Core e a EAD (Encoded Archival Description) são conhecidos
exemplos de padrões para estes objetos.
Nos ambientes digitais costuma-se designar os dados que descrevem o
atributo de um recurso ou documento como metadados. Estes metadados
suportam um grande número de funções, como localização, descoberta,
conteúdo, documentação, avaliação, seleção, entre outras, e por isso é que

�conseguem fornecer o contexto para entender os dados do recurso ou documento
através do tempo (IKEMATU, 2004).
O Dublin Core, como definido por Souza (2000), é um conjunto de
elementos de metadados planejado para facilitar a descrição de recursos
eletrônicos. A idéia é que na elaboração de sites, os autores, sem conhecimento
de catalogação, sejam capazes de usar o Dublin Core para descrição de recursos
eletrônicos, tornando suas coleções mais visíveis pelos sistemas de recuperação.
O MARC é um formato de registro que permite a leitura por computador de
qualquer informação bibliográfica. Compreende um conjunto de padrões para
identificação, armazenamento e intercâmbio de dados de catalogação (LIBRARY,
2003).
Como apresentado por Weibel, no trabalho de Souza (2000), o Dublin Core
não tem a intenção de substituir modelos mais ricos como o código AACR2 ou o
MARC, mas apenas fornecer um conjunto básico de elementos de descrição que
podem ser usados por catalogadores ou não-catalogadores para simples
descrição de recursos de informação.
Nenhum dos padrões estudados atende de forma consensual todos os
objetos levantados para este projeto, assim, foram analisados todos os padrões
citados e identificados os elementos necessários para a descrição de cada item.

3 DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA

Devido à diversidade das informações envolvidas neste projeto e os
diferentes formatos apresentados é de fundamental importância a realização de
um planejamento criterioso no que concerne aos elementos de identificação e
descrição dos dados. Na área de Banco de Dados estes elementos são
denominados atributos, o conjunto de atributos é que irá definir a forma como as
informações serão registradas na base de dados.

�Vale ressaltar que a escolha de atributos corretos garante rapidez e
precisão

na

recuperação

das

informações

da

base

de

dados,

e

conseqüentemente, credibilidade ao sistema (NAKAGAWA, 2004).
Para a definição dos atributos foram estudados todos os padrões
mencionados

e

ainda

realizados

encontros,

reuniões,

workshops

com

especialistas de todas as áreas do conhecimento envolvidas no tema. A idéia é de
identificar iniciativas semelhantes, compartilhar conhecimento e garantir um
levantamento de atributos mais completo possível para poder dar continuidade ao
projeto e implementar o sistema.
Além da questão – e que representa um desafio – de definir um conjunto
de atributos que atenda simultaneamente todos os tipos de informação previstos
neste projeto, há a questão do software a ser utilizado.
É consenso entre os participantes do projeto o uso de software livre; tal
consenso está fundamentado nas vantagens tecnológicas e de custo, sem
esquecer da filosofia inerente a esta ferramenta e que converge com a do projeto:
a democratização do acesso à informação.
As principais atividades que norteiam o desenvolvimento do sistema de
software são a definição do conjunto de campos, o projeto e a implementação do
sistema. A definição do conjunto de campos não é uma tarefa trivial,
correspondendo a principal contribuição deste trabalho. Além disso, a definição do
conjunto de atributos é de extrema relevância para a modelagem da base de
dados do sistema. Para o projeto e a implementação do sistema, ferramentas de
software livre têm sido investigadas e utilizadas. A seguir é discutido em mais
detalhes o conjunto de atributos que foi definido, bem como as principais
questões relacionadas ao tema software livre e que são relevantes no contexto
deste

trabalho,

assim

como

as

atividades

implementação do sistema.

4 DEFINIÇÃO DO CONJUNTO DE ATRIBUTOS

relacionadas

ao

projeto

e

�Anteriormente à etapa de definição do conjunto final de atributos foi
necessário a reorganização dos participantes do projeto em grupos menores, os
quais ficaram responsáveis por estudar, pesquisar e avaliar os atributos
fundamentais para a descrição de um tipo específico de informação.
Os materiais bibliográficos e multimeios, os objetos museológicos, os
documentos de arquivo, os bens patrimoniais e os recursos naturais formaram os
cinco grupos responsáveis pela definição dos atributos destas informações
separadamente.
Finalizada esta etapa, os atributos específicos definidos para cada tipo de
informação foram confrontados entre si com o objetivo de levantar quais deles
poderiam ser utilizados para todos os tipos de informação ou pela maioria deles.
Foram encontrados atributos cujos conteúdos seriam idênticos, mas que
constavam com terminologias diferentes, próprias de cada área. Por outro lado,
foram identificados atributos excessivamente específicos e que serviriam apenas
à descrição de um tipo de informação e cujo interesse para o usuário era incerto.
Desta forma, os atributos que serviram à totalidade ou à maioria dos tipos
de informação tornaram-se parte do conjunto final de atributos. E aqueles cujo
uso seria destinado à minoria e não representaria prejuízo em termos de
divulgação da informação foram retirados.
Ficou evidenciado durante este processo que ainda é impossível de
descrever informações tão diferenciadas e com um alto grau de especificidade
num mesmo sistema, utilizando um único formato de registro.
Os atributos resultantes deste processo foram reunidos em grupos de
acordo com os conteúdos e as características semelhantes e ou relacionadas
entre si. Desse modo, os atributos vinculados à responsabilidade de criação da
informação, por exemplo, foram arranjados num mesmo grupo e a ele foi dada
uma denominação: “grupo autoria”. Este procedimento foi realizado com todos os
demais atributos, originando os grupos abaixo descritos.

�Grupo 1: identificação da instituição e da unidade detentora dos acervos compreende os atributos que representam os diversos dados de identificação da
instituição que detém a informação a ser descrita;
Grupo 2: identificação do bem patrimonial e nível de descrição – reúne os
atributos que indicam o tipo de informação que está sendo descrita, assim como a
localização física dela;
Grupo 3: título – compreende os atributos relacionados com a variedade de tipos
de títulos existentes para a informação descrita;
Grupo 4: autoria – agrega os atributos relacionados com a variedade de tipos de
responsabilidades atribuídas à criação da informação descrita;
Grupo 5: produção – contém os atributos que indicam o contexto no qual a
informação descrita foi produzida;
Grupo 6: descrição de conteúdo – compreende os atributos que representam a
temática da informação descrita e observações específicas;
Grupo 7: histórico e procedência – reúne os atributos que indicam a trajetória
“de vida” da informação descrita bem como sua forma de aquisição;
Grupo 8: descrição física – agrega os atributos relacionados aos detalhes
físicos e específicos do suporte da informação descrita e também suas condições
de conservação e apresentação nos dias de hoje;
Grupo 9: condições de uso – contém os atributos que instruem sobre a
possibilidade de acesso, reprodução, uso e proteção da informação descrita;
Grupo 10: identificação dos responsáveis pelo produto informacional –
compreende os atributos relacionados aos responsáveis pelo preenchimento de
todos os dados sobre a informação descrita, assim como sobre o contexto da
pesquisa realizada e necessária para o correto preenchimento dos dados.
Cada atributo significa um campo pertencente ao banco de dados e que
será preenchido. Além da definição dos campos, as funções e características
destes campos também foram definidas, tais como: tipo de indexação, tipo de
exibição, obrigatoriedade de preenchimento, tipo de preenchimento, tipo de
caracter (numérico, alfabético ou alfanumérico) e tamanho.

�5 SOFTWARE LIVRE: UMA VISÃO GERAL

Atualmente, software livre tem sido tema de grande repercussão nos mais
variados setores da sociedade, em especial, em virtude das inúmeras iniciativas
de diversos órgãos públicos em nível nacional, bem como empresas privadas,
para uso e disseminação desse tipo de software. Entende-se por software livre
aquele que fornece a seus usuários as seguintes liberdades (FSF, 2004a): (i)
executar o programa para qualquer propósito; (ii) estudar o funcionamento do
programa e modificá-lo, adaptando-o às suas necessidades; e (iii) redistribuir
cópias do código fonte, juntamente com as alterações que forem realizadas.
Assim, diferentemente de softwares proprietários que são geralmente produtos de
empresas privadas que almejam lucros com sua distribuição e não disponibilizam
o código-fonte de seus produtos, um software considerado livre é acompanhado
de uma permissão para uso, distribuição e redistribuição, realizando ou não
modificações, de forma gratuita ou cobrando uma taxa. Para que a modificação
seja possível, o código fonte deve acompanhar o software.
A forma como um software deve ser utilizado, distribuído e redistribuído é
ditado por sua licença. A licença de software é então um documento que
estabelece a forma como o proprietário do copyright permite o uso, a distribuição
e cópia de um software. Atualmente, pode-se identificar uma diversidade de
licenças tanto de software livre (FSF, 2004b; PERENS, 1999) quanto de softwares
proprietários. Dentre as licenças para software livre, a GLP (General Public
License ou Licença Pública Geral) (DIBONA, 1999) é reconhecidamente uma das
mais conhecidas e utilizadas, e tem servindo de base para a elaboração de outras
licenças de software livre. De modo geral, é reconhecida como a licença mais
rigorosa em termos de liberdade e foi desenvolvida para garantir a liberdade de
distribuir cópias do software, ter acesso ao código fonte, poder realizar
modificações no software ou utilizar partes dele em outros softwares livres; além
disso, e o mais importante, essa licença garante que o software continuará sendo
livre.

�Uma característica bastante interessante em software livre é seu processo
de desenvolvimento, se comparado com o de software proprietários. O trabalho
que melhor descreve esse processo foi escrito por Raymond (1999) e chamado
de “The Cathedral and the Bazaar". O Cathedral representa o modelo de
desenvolvimento utilizado comumente para o desenvolvimento de softwares
proprietários no qual os desenvolvedores do software trabalham utilizando uma
metodologia relativamente fechada e centralizada para desenvolver o software.
Por outro lado, o modelo Bazaar representa o trabalho cooperativo e, muitas
vezes, voluntário realizado de forma aberta pelos desenvolvedores, em que o
software é construído à medida que os requisitos são identificados. Os
desenvolvedores que participam desse modelo têm geralmente boa experiência
nas ferramentas utilizadas para a construção do software e capacidade de
trabalhar de forma cooperativa e distribuída. Eles utilizam freqüentemente um
sistema de controle de versões e diversos serviços disponibilizados pela Internet,
tais como site Web, correio eletrônico e lista de discussão utilizando correio
eletrônico. Além disso, geralmente são os próprios usuários dos softwares que
estão desenvolvendo e por isso, têm bom conhecimento de quais funcionalidades
são requeridas no software.
Segundo Davis (2000), algumas razões que fizeram com que softwares
livres despontassem nos últimos anos são a estabilidade, a portabilidade para
uma variedade de plataformas inclusive plataformas de hardware, suporte aos
usuários por parte dos desenvolvedores e acesso ao código fonte. Davis (2000)
diz ainda que talvez a principal vantagem da utilização é o baixo custo e,
diferentemente dos softwares proprietários, os usuários não têm custos para sua
utilização. Dessa forma, soluções livres tendem a facilitar e garantir o acesso à
tecnologia para um número cada vez maior de usuários.

6 DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA DE SOFTWARE

Atualmente, as atividades relacionadas ao desenvolvimento do sistema
são: levantamento de requisitos (identificação das funcionalidades do software),

�projeto e modelagem da base de dados e identificação dos requisitos de
implementação e implantação do sistema.
Uma vez que sistemas de software como o almejado não são largamente
conhecidos, brainstorms têm sido realizados em reuniões entre os membros do
projeto para a identificação e definição de requisitos do software. Além disso,
meios de comunicação eletrônicos, tais como correio eletrônico e sistema de
mensagem instantânea, também têm contribuído em muito para a realização
dessa atividade. Os requisitos identificados e considerados mais relevantes, são
descritos textualmente — baseando-se nas práticas recomendadas pela IEEE
para especificação de requisitos do software (IEEE, 1998) — sendo uma forma de
registrar para posterior verificação e documentação do software. Além disso,
questões relacionadas à usabilidade (facilidade de utilização do software) em
virtude da diversidade de usuários, bem como questões no tocante à segurança e
robustez têm sido consideradas em se tratando do volume de dados a serem
manipulados.
Quanto ao projeto do sistema, técnicas para modelagem da funcionalidade
do sistema não estão sendo utilizadas; por outro lado, modelos da base de dados
são construídos utilizando MER (Modelo Entidade-Relacionamento), como
resultado do conjunto de campos identificado, e também como uma forma de
documentar o sistema, uma vez que se trata de uma base de dados de razoável
complexidade

em

termos

do

número

de

tabelas,

relacionamentos

e

principalmente número de atributos.
Sendo o software livre um dos requisitos do ambiente de implementação e
implantação do sistema, uma pesquisa sobre ferramentas/tecnologias a serem
utilizadas tem sido conduzida. Para o ambiente de implantação do sistema
adotou-se uma plataforma de software livre, no caso o Linux1 e o Apache2; como
SGBD (Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados) adotou-se o PostgreSQL3
e para a implementação das funcionalidades do sistema está utilizando-se o
1

http://www.linux.org

2

http://httpd.apache.org

3

http://www.postgresql.org

�PHP1. Todas possuem uma vasta comunidade de usuário e uma experiência
consagrada na construção de uma diversidade de sistemas dos mais variados
domínios de aplicação.

7 CONCLUSÕES

Os desafios computacionais no tocante a este projeto concentram-se
principalmente na identificação dos requisitos do sistema de software, uma vez
que sistemas semelhantes como o proposto neste projeto não podem ser
identificados.

Ainda na mesma linha, a multidisciplinaridade do projeto tem

acarretado em uma diversidade de linguagens de comunicação entre os
membros. Assim, um esforço no sentido de unificar a terminologia tem sido
realizado, o que tem facilitado o entendimento, bem como a identificação mais fiel
dos requisitos do sistema. Além disso, o projeto e a implementação da base de
dados têm sido um outro desafio em virtude da complexidade e diversidade de
tabelas e atributos.
Vale ressaltar que, assim como as inúmeras iniciativas de diversos órgãos
públicos em nível nacional para uso de software livre, a Prefeitura Municipal de
São Carlos também está empenhada na adoção, utilização efetiva e
disseminação de software livre; além de estar apoiando fortemente para a
concretização desse projeto.

Posteriormente à implementação do sistema, este será disponibilizado
como software livre, ou seja, juntamente com uma licença de software livre,
contribuindo tanto para a comunidade de software livre com um sistema ainda não
encontrado nesse domínio de aplicação, quanto no sentido de facilitar a
implantação e posterior disponibilização de informações sobre os mais diversos
acervos para a comunidade em geral. Observa-se que um sistema como o
proposto não é encontrado nem como software livre, nem como software
1

http://www.php.net

�proprietário; aqueles identificados possuem funcionalidades ou bases de dados
limitadas.
Agradecimentos: Agradecemos a todos os membros do Projeto Memória
Virtual de São Carlos coordenado pelo Prof. Dr. José Carlos Maldonado.

REFERÊNCIAS
BULLOCK, A. Preservation of digital information: issues and current status.
Network Notes, n. 60, 1999. Disponível em:
&lt;http://www.collectionscanada.ca/9/1/p1-259-e.html&gt; Acesso em 30 abril 2004.
CUNHA, M.B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da
Informação, v.8, n.3, p. 257-268, 1999.
DAVIS, M.; O’DONOVAN, W.; FRITZ, J. Linux and open source in the academic
enterprise. In: SPECIAL INTEREST GROUP FOR UNIVERSITY &amp; COLLEGE
COMPUTING SERVICES, 28. Proceedings... Richmond: University of Virginia,
2000.
DIBONA, C.; OCKMAN, S.; STONE, M. (eds). Open Sources: Voices of the Open
Source Revolution. Massachusetts: O'Reilly &amp; Associates, 1999.
FSF – FREE SOFTWARE FOUNDATION. The Free Software Definition.
Disponível em: &lt;http://www.fsf.org/philosophy/free-sw.html&gt; Acesso em 30 abril
2004a.
FSF – FREE SOFTWARE FOUNDATION. Various licenses and comments
about them. Disponível em: &lt;http://www.gnu.org/licenses/license-list.pt.html &gt;
Acesso em 30 abril 2004b.
FERNANDES, L.S.; FURNIVAL, A.C. Informação para educação ambiental:
proposta para a criação de um centro de referência In: SEMINÁRIO DE CIÊNCIA
E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Anais... São Paulo: IEA/USP, 1997.
ICA – INTERNATIONAL COUNCIL ON ARCHIVES. ISAD(G): General
International Standard Archival Description. 2.ed. Ottawa: ICA, 2000. Disponível
em: &lt;http://www.ica.org/biblio/cds/isad_g_2e.pdf&gt; Acesso em: 30 abril 2004.

�IEEE – INSTITUTE OF ELECTRICAL AND ELECTRONICS ENGINEERS.
Recommended Practice for Software Requirements Specifications: IEEE Std
830-1998. New York: IEEE, 1998.
IKEMATU, R. S. Gestão de metadados: sua evolução na tecnologia da
informação. Disponível em:
&lt;http://www.pr.gov.br/batebyte/edicoes/2000/bb101/gestao.htm&gt; Acesso em: 30
abril 2004.
LIBRARY OF CONGRESS. Understanding MARC Bibliographic: MachineReadable Cataloging. Washington, DC: LC, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.loc.gov/marc/umb&gt; Acesso em: 30 abril 2004.
NAKAGAWA, E.Y. Software livre na informatização de acervos históricos. In:
WORKSHOP SOBRE SOFTWARE LIVRE, 5. Anais... Porto Alegre: PUC, 2004.
PATRIMONIO CULTURAL PAULISTA. CONDEPHAAT: Bens tombados 19681998. São Paulo: Impensa Oficial do Estado, 1998.
PERENS, B. The open source definition. In: DIBONA, C.; OCKMAN, S.; STONE,
M. (eds). Open Sources: Voices of the Open Source Revolution. Massachusetts:
O'Reilly &amp; Associates, 1999.
RAYMOND, E.S. The Cathedral and the Bazaar. Massachusetts: O'Reilly &amp;
Associates, 1999.
SOUZA, M.I.F.; VENDUSCRULO, L.G.; MELO, G.C. Metadados para descrição
de recursos para informação eletrônica: utilização do padrão Dublin Core. Ciência
da Informação, v.29, n.1, p.93-102, 2000.
TAKAHASHI, T. (org.) Sociedade da Informação no Brasil: Livro verde. Brasília:
Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000.

∗

Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo. Av.
Trabalhador São-Carlense, 400 – CP 668 – CEP 13560-970 – São Carlos – SP – Brasil
glaucia@icmc.usp.br ∗∗ Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de
São Paulo. Av. Trabalhador São-Carlense, 400 – CP 668 – CEP 13560-970 – São Carlos – SP –
Brasil jumoraes@icmc.usp.br e Elisa Yumi Nakagawa elisa@icmc.usp.br
Universidade Federal de São Carlos – Biblioteca Comunitária. Rod. Washington Luís, Km
235CEP 13565-905 – São Carlos – SP – Brasil lourdes@power.ufscar.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56058">
                <text>Conteúdos digitais e padrões de registros: desafios para a democratização de acervos especiais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56059">
                <text>Cristianini, Gláucia Maria Saia; Moraes, Juliana de Souza; Moraes, Lourdes de Souza; Nakagwa, Elisa Yumi </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56060">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56061">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56062">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56064">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56065">
                <text>Este trabalho apresenta a estrutura de um projeto de políticas públicas, apoiado pela FAPESP, que visa o desenvolvimento de um sistema computacional apropriado para armazenar, recuperar e divulgar os diferentes tipos de informação contidos nos diversos acervos históricos da cidade de São Carlos e região. A proposta é possibilitar e garantir o acesso às informações históricas da região aos pesquisadores, educadores, alunos da rede pública e particular de ensino fundamental, médio e superior) e demais interessados. A estrutura do projeto está fundamentada em ferramentas disponíveis como os softwares livres, tanto para a construção do sistema computacional como para a disponibilização das informações. Conseqüentemente, o sistema desenvolvido poderá ser utilizado sem restrição na documentação de acervos de outras instituições de cunho histórico, além de acervos de arquivos, museus e bibliotecas. A formação de uma equipe multidisciplinar possibilitou a integração de áreas distintas para o levantamento dos dados necessários relacionados aos tipos de informação de interesse para o projeto, assim, o trabalho conta com a colaboração de especialistas da área de Ciência da Computação, profissionais da iblioteconomia, dos museus e aqueles relacionados aos bens naturais e arquitetônicos. Neste projeto são levantados também os requisitos exigidos para a adronização dos dados visando o intercâmbio de informações. A cooperação entre as universidades USP e UFSCar, as Divisões de Arquivo e Museu da Prefeitura Municipal de São Carlos e a Fazenda Pinhal, assim como a soma de seus conhecimentos, foi imprescindível para a realização deste projeto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68634">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5133" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4201">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5133/SNBU2004_179.pdf</src>
        <authentication>adf3134bf0977add4390941e7eecf720</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56111">
                    <text>ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO NO CONTEXTO DAS
BIBLIOTECAS

1

Leonardo Vasconcelos Renault∗

RESUMO
Propõe uma nova leitura sobre a organização da informação no contexto das
bibliotecas, identificando diferentes fluxos de informação e conhecimento. Quanto
à informação são abordados os aspectos referentes à organização do acervo
físico e eletrônico. Quanto ao conhecimento, analisa as relações entre os usuários
e o sistemas de classificação e recuperação de informações das bibliotecas.
Discute também a interação dos atores da biblioteca na dinâmica de construção
do conhecimento, localizando a instituição biblioteca nas discussões acerca do
tema. Vislumbra portanto novos horizontes para a atuação das bibliotecas e,
sobretudo para o entendimento acerca do seja trabalhar com informação e
conhecimento no contexto atual. Por fim, analisa a arquitetura informacional das
bibliotecas e o significado dessa estrutura para os seus usuários.

1 INTRODUÇÃO

Muito se tem falado a respeito da informação em contextos que
transcendem o espaço físico. O apelo virtual é tão forte que existe uma verdadeira
avalanche de livros e autores debruçados sobre essa questão. Entre eles Pierre
Lévy, que apresenta uma boa definição do que seja o virtual.
A palavra virtual vem do latim medieval virtualis, derivado por sua
vez de virtus, força, potência. Na filosofia escolástica, é virtual o
que existe em potência e não em ato. O virtual tende a atualizarse, sem ter passado no entanto à concretização efetiva ou formal.
(LEVY, 1996)

Contudo, o ponto de partida desta reflexão é a organização da própria
biblioteca, o uso de seus instrumentos de classificação bibliográfica e os arranjos
que utiliza para os diversos tipos de suporte que abriga em seu acervo. Localizar
a biblioteca no contexto da gestão do conhecimento e ainda encontrar conexões
1

Esse trabalho contou com a colaboração da Professora Marta Araújo Tavares Ferreira no escopo
da disciplina, de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFMG, sobre a Criação do
Conhecimento nas empresas.

�entre a representação do conhecimento armazenado na biblioteca, através de
seus instrumentos de classificação e indexação, e a criação de um contexto de
aprendizado onde o conhecimento atua como facilitador do processo são
objetivos deste trabalho.
Desta forma, a interação da estrutura de conhecimento proporcionada pela
Biblioteca ou Centro de informação com os seus usuários, produzem outro
caminho a ser explorado, sob a ótica da Gestão do Conhecimento: o contexto da
aprendizagem e do compartilhamento de conhecimento.
Não há a menor dúvida que o retorno da “humanização” das relações que
envolvem informação e conhecimento é uma realidade que deve ter suas
possibilidades apresentadas e discutidas, sobretudo pelos bibliotecários, que
conviveram com teorias mecanicistas e erroneamente interpretadas como pilares
da Ciência da Informação e da Biblioteconomia.
Evidente que tal reflexão merece um maior aprofundamento, contudo fica
aqui apenas uma provocação e o apontamento de uma direção que pretendo me
ocupar mais tarde, sem contudo deixar de ser ágora2!?

2 INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E APRENDIZAGEM

Para tratar de unidades de representação do conhecimento, torna-se
necessário antes conceituar a informação como alicerce do trinômio: informação –
conhecimento - aprendizado. (LE COADIC, 1996) prescreve que “ a informação é
um conhecimento inscrito (gravado) sob a forma escrita (impressa ou numérica),
oral ou audiovisual.” Nessa abordagem, fica clara a idéia de que a informação já
estabelece a priori um conhecimento encerrado em seu suporte. Ou seja, trata-se
de uma visão que foca os suportes de registro do conhecimento. Falta-lhe
contudo uma explicação adequada sobre a relação entre informação e

2

Ágora, segundo o Dicionário Aurélio, tem o seguinte significado: “ [Do gr. agorá] S. f. Praça das
antigas cidades gregas, na qual se fazia o mercado e onde se reuniam, muitas vezes as
assembléias do povo. [Cf. agora]. Essa metáfora tem sido usado para os ambientes virtuais e tem
conotação semelhante ao “ Conceito de Ba” que será visto adiante.

�conhecimento, o que faz adiante em seu livro de maneira inapropriada:
Quando constatamos uma deficiência ou uma anomalia desse(s)
estado(s) de conhecimento, encontramo-nos em um estado
anômalo de conhecimento. Tentamos obter uma informação ou
informações que corrigirão essa anomalia. Disso resultará um

novo estado de conhecimento. (LE COADIC, 1996)
O equívoco aqui é o entendimento da falta de informação como uma
anomalia ou necessidade que precisa ser suprida mediante o ônus da ignorância.
Essa concepção está profundamente arraigada na teoria matemática da
informação de Shanon e Weaver e não contribui para o estabelecimento do
diálogo e da autonomia de pensamento preconizadas pela Gestão do
Conhecimento.
Antes porém de adentrar nos conceitos da Gestão do Conhecimento
iremos visitar os conceitos de um dos “pais” da Biblioteconomia:
Idéia para Ranganathan (1967, p.81) é um produto do
pensamento, da reflexão, da imaginação, que passou pela
intelecto, integrando com a ajuda da Lógica uma seleção de
conjuntos de apercepção, e/ou diretamente apreendida pela
intuição e depositada na memória. A informação se daria no
momento em que uma idéia é comunicada por outros ou obtida a
partir do estudo pessoal e da investigação. Conhecimento é
definido como a totalidade de idéias conservadas pela
Humanidade...(CAMPUS, 2001, p. 39)

Existem, dentro da filosofia ou mesmo da lingüística inúmeras abordagens
sobre o processo de comunicação do conhecimento, suas origens e relações com
o “estado das coisas” estabelecidas em nossa sociedade. Contudo, revisitar
Ranganathan torna-se muito interessante na medida em que estabeleceu as leis
da biblioteconomia e influencia diretamente as políticas das bibliotecas como um
todo. Ressalta-se aqui a eleição da idéia (e não de dados) como ponto de partida
para o conhecimento e ainda, a proposição do mesmo como construto social,
fruto das relações humanas.
Esse contexto é ideal para a abordagem do conhecimento e aprendizagem
sob o enfoque da Gestão do conhecimento (Criação do conhecimento na
empresa). Nonaka &amp; Takeuchi (1997) valorizam o conhecimento tácito3 como
3

NONAKA &amp; TAKEHUSHI utilizam a distinção preconizada por Michael Polanyi para o
conhecimento em tácito, para o conhecimento que está na “cabeça” das pessoas e explícito para o
conhecimento que está formalizado expresso em signos (palavras, números, imagens, etc.).

�essencial para a empresa. Ao contrário do que usualmente as bibliotecas fazem,
ao se concentrar no conhecimento explícito através do tratamento dado aos
suportes que abriga em seu acervo, deveriam, de acordo com essa idéia, se
concentrar em formas de transmissão e compartilhamento do conhecimento que
não está expresso em números e palavras.
O conceito de aprendizagem em organizações surge então como um fator
de viabilização da troca de conhecimentos. Nas palavras de Peter Senge (1998)
“organizações nas quais as pessoas expandem continuamente sua capacidade
de criar os resultados que realmente desejam, onde se estimulam padrões de
pensamento novos e abrangentes, a aspiração coletiva ganha liberdade e onde
as pessoas aprendem continuamente a aprender juntas.” Outros autores como
Nancy Dixon enfatizam a questão do aprender em conjunto, de se encarar o
aprendizado como um processo coletivo de construção do conhecimento. Essas
abordagens, no contexto da biblioteca, reforçam a importância da interação do
bibliotecário com seu cliente (usuário), com a empresa em que trabalha como um
todo e num contexto interdisciplinar com os “produtores” do conhecimento em sua
área de atuação.

3 CATEGORIZANDO A INFORMAÇÃO: DIFERENTES FLUXOS

Basicamente, as bibliotecas, no contexto atual, lidam com dois tipos de
informação: física (no sentido material) e eletrônica. No contexto físico, sobretudo
no que diz respeito aos suportes impressos, pode-se dizer que há um esforço
muito grande para

categorizar esse tipo de informação, atribuindo-lhes um

conceito, um lugar no tempo-espaço das prateleiras. Esforço que conta com um
suporte internacional para estabelecer padrões e compartilhá-los entre os
bibliotecários de todo o mundo, sobretudo para disponibilizar essa informação de
modo on-line através dos OPACs (catálogos de bibliotecas on-line). Na categoria
de informação eletrônica podemos citar as bases de dados, os periódicos on-line,
os portais corporativos e todo tipo de informação que esteja em meio eletrônico.
Primeiramente iremos tratar da classificação ou categorização dos

�assuntos sob um esquema de conhecimento. Para isso as bibliotecas utilizam,
com mais freqüência, a CDD e a CDU, que são classificações bibliográficas, cujos
propósitos cabem salientar:

“Os sistemas de classificação bibliográfica foram elaborados com o
objetivo de organizar os acervos de bibliotecas e facilitar o acesso dos
usuários à informação contida nesses acervos. “
(GIGANTE, 1996)

A autora citando WATERS (1994) salienta aspectos importantes da
mudança dos sistemas centrados nas bases de dados para os sistemas
centrados no usuário. Nessa perspectiva a classificação do acervo deixa de ter
um direcionamento técnico e passa a enxergar o seu usuário como uma pessoa
que interage com a estrutura de conhecimento que se apresenta nas bibliotecas.
Evidentemente este contexto não se descortina pelo simples fato de se conceber
o usuário como centro da atividade de classificação, mas indica um caminho, uma
possibilidade de um diálogo frutífero e um indício do estabelecimento da
construção de

um caminho de aprendizagem entre o bibliotecário e seus

usuários.
Então, este primeiro fluxo de informação que tem como meio de ligação a
classificação bibliográfica pode se tornar uma fonte importantíssima de troca entre
aqueles que demandam e os que alimentam esse sistema. Os usuários entram
em contato com um arquétipo de conhecimento, que embora esteja ultrapassado
em alguns aspectos, ainda representa um modelo que serve ao aprendizado,
proporcionando inclusive o questionamento,

que é um dos pressupostos da

investigação científica. Por outro lado, o bibliotecário também tem a oportunidade
de confrontar o modelo das classificações bibliográficas com a classificação
científica vigente, inclusive adaptando-as, quando necessário aos paradigmas
“atuais” da ciência, assunto, ou conjunto desses (caso de bibliotecas que
trabalham com vários domínios do conhecimento) em que trabalha.
Para os suportes eletrônicos as bibliotecas tem se utilizado das mais
diferenciadas metodologias para categorizar informações. O mais conhecido e
utilizado é a categorização dos suportes em temas (assuntos), para o qual se dá o

�nome de diretório. Esses seguem, na maioria das vezes, uma classificação
orientada para prática e focada em seu usuário. Fato é que, embora não hajam
metodologias ou esquemas definidos, esses arranjos são extremamente úteis
para encontrar a informação desejada e se tornam efetivamente completos
quando são fruto da interação constante do bibliotecário com seus usuários.
Mais relevante, entretanto, quando se trata dos tipos de informação que a
biblioteca comporta e suas respectivas categorizações é perceber a interação
usuário-bibliotecário

como

fundamental

para

o

estabelecimento

dessas

classificações e adiante, de um ambiente propício para troca de conhecimentos.

4 O CASO DO DEPARTAMENTO DE QUÍMICA DA UFMG

Universidades, sobretudo as públicas estão sempre à procura de recursos
para alavancar projetos ou mesmo manter um suporte mínimo à pesquisa, ensino
e extensão. Nesse contexto, torna-se imperativo a necessidade de se utilizar o
máximo dos recursos disponíveis em prol desses objetivos.
Compartilhar recursos parece ser uma solução muito adequada para este
tipo de cenário que se descortina em meio à questões políticas e econômicas,
que não cabem a este trabalho elucidar. Fato é que a pesquisa, sobretudo o
trabalho científico que se vale da experimentação em laboratórios, sofre com a
escassez de equipamentos, de materiais e por vezes de pessoal. Esse é o caso
do Departamento de Química da UFMG. Ou seja, uma instituição que tem em sua
estrutura o uso de laboratórios, tanto para o aprimoramento didático, quanto para
as questões de pesquisa e extensão, utilizando a biblioteca como suporte às
suas atividades.
Os laboratórios, no decorrer de suas atividades, utilizam muitos recursos
informacionais, que na maioria das vezes a biblioteca não possui em seu acervo.
Esse é o ponto de partida para a proposição de um modelo de compartilhamento
de informações. A partir daí podemos notar, quando da consulta ao site do
Departamento de
4

Química4, um delineamento dos laboratórios, constando

O endereço do site é http://www.qui.ufmg.br/infra/laboratorios/

�principalmente a localização (contato) e uma classificação de acordo com as
atividades dos mesmos.
Tal apresentação dos laboratórios, necessita ainda de um outro tratamento,
uma classificação mais aprimorada, pois não podemos claramente identificar
quais as atividades desenvolvidas pelos mesmos. Um usuário que queira saber
onde está sendo desenvolvido uma pesquisa sobre a “determinação de cobre em
Cachaça” ou simplesmente sobre sua melhoria para consumo, pode não
conseguir essa informação. Podemos identificar ainda a necessidade de se
compartilhar essas informações entre os alunos, professores e funcionários do
próprio departamento e assim contribuir para o aprimoramento da pesquisa, neste
caso já podemos falar em troca

de conhecimentos. Aprofundando a questão

podemos também associar os nomes de professores, funcionários e alunos às
atividades que desempenham em seus laboratórios.
Voltando à questão dos recursos informacionais que os laboratórios
utilizam, sugere-se a potencialização do uso dos mesmos através de sua
classificação e indexação. O intuito é fazer com que, pelo menos a comunidade
do Departamento de Química tenha acesso a essas informações com esse nível
de qualidade, para que possam compartilhá-las.
Para organizar as demandas podemos trabalhar com o conceito de
categorização de fontes de informação, como salienta Mueller (2000): “da mesma
forma, os documentos (ou fontes) produzidos ao longo do processo de pesquisa
podem ser classificados como primários, secundários e terciários”.

As fontes

primárias seriam então a informação produzida em sua fonte. No caso do
Departamento de Química seriam os resultados de pesquisas (publicadas ou
não), relatórios técnicos, e toda produção científica e técnica gerada através da
pesquisa nos laboratórios, incluindo-se professores, funcionários e alunos. Com
relação às fontes secundárias e terciárias, seriam originadas através do esforço
em trazer à tona as demandas dos laboratórios, pois as fontes secundárias e
terciárias são caracterizados pelos seguintes aspectos:
As fontes secundárias apresentam a informação filtrada e
organizada de acordo com um arranjo definido, dependendo de
sua finalidade. São representadas, por exemplo, pelas
enciclopédias, dicionários, manuais, tabelas, revisões de literatura,
tratados, certas monografias e livros-texto, anuários e outras.

�As fontes terciárias são aquelas que tem a função de guiar o
usuário para as fontes primárias e secundárias. São as
bibliografias, os serviços de indexação e resumos, os catálogos
coletivos, os guias de literatura, os diretórios e outras. (MUELLER,
2000)

Aplicando ao contexto do caso relatado aqui, poderíamos dizer que as
fontes secundárias seriam um primeiro relato das atividades desempenhadas nos
laboratórios, que poderia se dar através de meio impresso ou eletrônico. Neste
nível seriam interessantes compilações acerca das pesquisas que os laboratórios
desenvolvem ou mesmo os manuais de procedimentos que orientam a prática
nesses espaços de construção do conhecimento. Quanto às fontes terciárias,
podemos pensar em um diretório que categorize: laboratórios, pessoas e
conhecimentos desenvolvidos no âmbito do Departamento de Química. Com
relação ao formato, pode ser impresso ou eletrônico, preferencialmente eletrônico
pela facilidade em se definir perfis de uso e acesso a essas informações.
Os caminhos apontados para a troca de conhecimentos, contudo,
esbarram sempre numa questão anterior que é fazer com que as pessoas criem
uma cultura de compartilhar o que sabem. Para tal é necessário que haja um
ambiente propício para troca de conhecimentos, um ambiente de aprendizado.
Devem existir portanto processos mediadores para que a troca entre os indivíduos
participantes do processo de construção do conhecimento na empresa seja
facilitada.

5 CRIANDO UM CONTEXTO DE APRENDIZADO (ARQUITETURA DAS
BIBLIOTECAS)

Dentre as mais diversas abordagens sobre o aprendizado organizacional
(Learning organizations), a que mais se encaixa neste trabalho é a criação de
contexto de aprendizado, dentre as quais se destaca o “conceito de Ba” de
Nonaka e Konno (1998). Os autores definem o “conceito de Ba5” como sendo um
espaço compartilhado de relações emergentes que serve de base à criação do
5

Segundo Nonaka e Konno (1998), o conceito de Ba foi originalmente proposto pelo filósofo
japonês Kitaro Nihida, tendo sido posteriormente desenvolvido por Shimizu, e pode ser traduzido
como “lugar”.

�conhecimento, podendo o espaço ser físico, virtual ou mental.
Para que esse ambiente “aflore” existem alguns processos facilitadores que
Nonaka e Takeushi (1997) definiram em quatro momentos: socialização,
externalização, combinação e internalização. Esses conceitos são retomados por
Nonaka e Konno (1998) como base para a “criação do Ba” , ou o desenvolvimento
de bases para a criação do conhecimento.
Vejamos então qual o conceito que está por trás de cada “padrão de
conversão”, começando pela socialização que envolve o compartilhamento de
conhecimento tácito entre indivíduos (NONAKA; KONNO, 1998).

Pode nos

parecer estranho falar do compartilhamento de conhecimento tácito, contudo
quando observamos uma pessoa lidando com uma situação real em seu local de
trabalho podemos, através da observação, apreender a maneira (modo de
pensar) ou os mecanismos que o indivíduo busca para lidar com as demandas de
seu cotidiano.
Adiante nos “padrões de conversão” temos o movimento de externalização,
que pode ser definido como a expressão do conhecimento tácito e sua tradução
em uma forma compreensível, que possa ser entendida por outros (NONAKA;
KONNO, 1998). Nesse tipo de conversão do conhecimento é importante o uso de
metáforas, de analogias para que sua compreensão

possa ser facilitada.

Explicitado, o conhecimento passa a ser passível de combinação entre o
conhecimento explícito em conjuntos mais complexos de conhecimentos
explícitos. É o momento de combinar o conhecimento existente com o
“conhecimento criado”

ou novo. Tal interação se estabelece por meio de

encontros científicos por exemplo, e é nesta fase que os questionamentos vêm à
tona, seria a fase de validação do conhecimento. Quando o conhecimento é
reconhecido como tal, sobrevêm a fase de internalização que é conversão de
conhecimento explícito para conhecimento tácito da instituição.
No contexto das bibliotecas , além da relação normal de troca com a
equipe de trabalho, existe a particularidade da troca de conhecimentos com os
usuários. Evidentemente que cada comunidade de usuários poderia ser analisada
individualmente, contudo cabe salientar que a biblioteca possui um “staff” de
conhecimento itinerante. Existe uma troca permanente da Biblioteca (como um

�todo) com seus usuários, trazendo sempre “novas” temáticas para a mesma.
Nessa abordagem, a biblioteca encontra os seus caminhos de socialização
através da troca de conhecimento tácito entre os membros de sua equipe através
da observação do modo de fazer de cada um. Assim como o modo dos usuários
pesquisarem ou conceberem o conhecimento, dentro da estrutura que a biblioteca
fornece

(escopo),

produz

novos

caminhos

para

o

bibliotecário.

Esses

conhecimentos passam então a ser externalizados, através da mapeamento do
serviço de referência (atendimento aos usuários) e da proposição de projetos e
idéias (em geral) por parte da equipe da biblioteca. Surge então um arcabouço de
conhecimento ramificado em linguagens, classificações e conceitos. Desse ponto
em diante, o conhecimento passa a estar mais estruturado e pode ser confrontado
com o conhecimento já existente. Combinam-se “modelos prontos” de
organização do conhecimento, como as classificações bibliográficas, com o
modelo de organização vigente na ciência. Confrontam-se modos de entender e
estruturar o conhecimento dos usuários com as nossas visões ou metodologias.
Com isso o conhecimento formulado obtêm validação através do confronto com o
conhecimento que já existe ou se percebe como existente. Esse construto,
precisa agora ser internalizado para que possa se converter em ações,
retornando assim ao conhecimento tácito da instituição.
As bibliotecas, ao longo dos tempos, foi tida como o templo do saber ou o
espaço da aprendizagem e da formação humana. Pouca ênfase, contudo foi dada
à questão da troca, do compartilhamento de conhecimentos. Portanto é de suma
importância a adoção de práticas que contemplem essas noções acerca do
conhecimento, do contrário podem-se perder valiosas contribuições para o
enriquecimento e longevidade desse espaço milenar. Esse espaço deve buscar
em sua concepção estrutural, seja no meio físico, eletrônico ou ideacional, um
espaço adequado à troca de conhecimentos, sobretudo ao debate amplo e
permanente com sua comunidade de usuários.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho procurou apontar novas direções e questionamentos acerca

�da concepção de bibliotecas e sua relação com o conhecimento. Tendo-se em
vista que as concepções da Gestão do conhecimento com enfoque nas relações
humanas estão se consolidando em uma contribuição muito importante para a
Ciência da Informação, pois desloca o foco da concepção tecnicista que orienta,
ainda hoje, a prática de muitos profissionais da área, buscou-se a junção desses
temas com as teorias da Biblioteconomia, sabendo ser essa uma reflexão
necessária e produtiva.
Essa combinação, que pretendo retomar com maior profundidade em
estudos posteriores, toma uma proporção muito interessante se pensarmos que
muitas das teorias que subjazem a Gestão do Conhecimento, Tecnologia da
Informação e outras abordagens acerca da informação e conhecimento, foram
concebidas originalmente pela Biblioteconomia (Library Science) e depois pelo
que foi chamado de Biblioteconomia e Ciência da Informação (Library and
Information Science).
Pontuar a discussão sobre informação e conhecimento, no contexto da
sociedade de informação, sob a ótica da biblioteca, é no mínimo uma provocação
muito estimulante e necessária para se delinear os rumos da instituição biblioteca
para o século XXI, seja numa perspectiva de arquitetura virtual, física ou
ideacional.

REFERÊNCIAS

Baumgarten, Maíra (Org.). A era do conhecimento: matrix ou ágora? Porto
Alegre : Ed. Universidade/UFRGS; Brasília : Ed. UNB, 2001. 263p.
CAMPOS, Maria Luiza de Almeida. Linguagem documentária: teorias que
fundamentam sua elaboração. 5. ed. Rio de Janeiro: EdUFF, 2001. 133 p.
DIXON, Nancy M. Common knowledge : how companies thrive by sharing what
they know. Boston, Mass. : Harvard Business School Press, c2000. 188 p.
GIGANTE, Maristela Cid. Os sistemas de classificação bibliográfica como
interface biblioteca/usuário. Ciência da Informação, v.25, n.2, p.193-196,

�mai./ago. 1996.
LE COADIC, Yves-François. A ciencia da informação. 10th ed. Brasilia, DF:
Briquet de lemos, 1996. 119p.
LEVY, Pierre. O que é o virtual? São Paulo: Ed. 34, 1996. 160p.
Mueller, Suzana Pinheiro Machado. A ciência, o sistema de comunicação
científica e a literatura científica. In: CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER,
Jeannette Marguerite; CAMPELLO, Bernadete Santos. Fontes de informação
para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000. p. 2134.
NONAKA, Ikujiro; KONNO, Noboru. The concept of “Ba”: building a foundation for
knowledge creation. California Management Review, v.40, n.3, p. 40-54., 1998.
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa:
como as empresas japonesas geram a dinamica da inovação. 2. ed. Rio de
Janeiro: Campus, 1997. 358p.
SENGE, Peter M. A quinta disciplina: arte pratica da organização de
aprendizagem. 3.ed. São Paulo: Best Seller : Circulo do Livro, 1998. 443p.

∗

UFMG – ICEx – Departamento de Química – Biblioteca. Av. Antônio Carlos, 6627 Pampulha.
Belo Horizonte – Minas Gerais Cep: 31270-901

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56085">
                <text>Organização da informação e conhecimento no contexto das bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56086">
                <text>Renault, Leonardo Vasconcelos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56087">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56088">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56089">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56091">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56092">
                <text>Propõe uma nova leitura sobre a organização da informação no contexto das bibliotecas, identificando diferentes fluxos de informação e conhecimento. Quanto à informação são abordados os aspectos referentes à organização do acervo físico e eletrônico. Quanto ao conhecimento, analisa as relações entre os usuários e o sistemas de classificação e recuperação de informações das bibliotecas. Discute também a interação dos atores da biblioteca na dinâmica de construção do conhecimento, localizando a instituição biblioteca nas discussões acerca do tema. Vislumbra portanto novos horizontes para a atuação das bibliotecas e, sobretudo para o entendimento acerca do seja trabalhar com informação e conhecimento no contexto atual. Por fim, analisa a arquitetura informacional das bibliotecas e o significado dessa estrutura para os seus usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68637">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5136" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4204">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5136/SNBU2004_180.pdf</src>
        <authentication>30f0807a910a6c5ae7771d6d0e64cc69</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56138">
                    <text>A POLÍTICA DE FORMAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES
ESPECIALIZADAS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFRJ: UMA
EXPERIÊNCIA DA COLEÇÃO DO LAMCE

Magda Almada∗

RESUMO
Apresenta e informa o tratamento da formação e do desenvolvimento das coleções
no âmbito da Informação especializada, propondo critérios de qualidade para os
processos de seleção, aquisição e avaliação das informações. A qualidade é uma
estratégia utilizada na melhoria dos produtos e serviços, buscando alcançar a
satisfação dos clientes. A eficiência/eficácia e precisão da informação, neste caso
especializada, se renova em uma velocidade que torna a literatura ainda que
recente, ultrapassada e obsoleta, ocasionando, assim, uma maior dificuldades das
bibliotecas manterem suas publicações sempre atualizadas. Portanto, é necessário
que sejam criados mecanismos de controle, que seja efetuado um bom
desenvolvimento dos serviços oferecidos pelas mesmas. Essas formas é que são
elaboradas através da política de desenvolvimento de coleções; pois quando bem
planejada, estruturada, funciona como diretriz para auxiliar o bibliotecário na tomada
de decisões, tanto em relação ao processo de seleção e aquisição do material a ser
englobado ao determinado acervo, como na manutenção da qualidade e atualização
da coleção.
PALAVRAS-CHAVE: Política de desenvolvimento de coleções.
Universitária. Biblioteca Especializada. Informação Especializada.

Biblioteca

1 INTRODUÇÃO
Nos eventos, periódicos, livros, listas de discussão e linhas de Mestrado e
Doutorado sobre Biblioteconomia e Documentação, Ciência da Informação, no
Brasil,encontram-se

em

dificuldades

provenientes

da

carência

de

material

bibliográfico sobre Formação e Desenvolvimento de Coleção, Seleção e Avaliação
de Coleção ou Política de Desenvolvimento de Coleções em bibliotecas. Enfim, a
terminologia toma-se um sentido indiferente quando há a ausência de um gráfico
evolutivo na bibliografia sobre a temática, assim ocorrendo a falta de fontes mais
adequadas para um efetivo trabalho prático.

�Mas podemos constatar ao examinar alguns autores que estão no movimento
de preservação do assunto em questão, tais como: Miranda (2003), FESPSP (2002),
Machado, Silva (2002), Weitzel (2002, 2000), Vergueiro (1997, 1995, 1989), Andrade
(1996, 1992), Figueiredo (1993, 1982) entre outros também chamam a atenção para
a importância dos bibliotecários tomarem consciência e conhecimento do papel que
tal faceta exerce nas atividades desenvolvidas pela Biblioteconomia.
A necessidade de uma pretenciosa revisão teórica está na relevância que o
próprio assunto e/ou disciplina por si só implica tanto no ambiente acadêmico quanto
no profissional, ajudando no despertar da dimensão, imensidão e riqueza que a
política de formação tem nos campos da teoria e prática biblioteconômica.
Observando os trabalhos apresentados nos eventos dos últimos anos, exceto
os SNBU’s que têm em suas atividades de avaliação de coleção a temática que mais
predominou nas comunicações, somando-se a grande parte dos cursos de
Biblioteconomia e Documentação no país que estão tornando-se cada vez mais
Gestão da Informação que Biblioteconomia reflete uma pausa e/ou movimento sutil
no crescimento do tema aqui proposto. Isso sem descartar a importância de outros
temas já abordados, pois o desenvolvimento de coleções encontra-se na mesma
ordem de grandeza que o exercício das demais facetas.
Verifica-se através das linhas mencionadas anteriormente que a validade da
seleção e avaliação de coleções é ainda melhor e maior quando o desenvolvimento
de suas atividades formam-se uma parceria da área educacional com a profissional.

2 O DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES E O POSTO DE SERVIÇOS DE
INFORMAÇÃO DO LAMCE
No ambiente de “bibliotecas universitárias têm entre seus propósitos
informacionais de sua comunidade discente, docente e de
pesquisadores, refletidas em conteúdos programátciso ou em
projetos acadêmicos dos cursos oferecidos pela Unidade que a

�abriga. A nível nacional desempenha um papel de destaque, pois é
detentora dos maiores acervos em Ciência e Tecnologia do
país.”(MACHADO, SILVA, 2002, p.2)

Nas linhas de Miranda (2003) apresenta que através da explosão da
informação ocorrida após a Revolução Industrial, a produção e circulação da
informação acelerou vertiginosamente, tornando-se fundamental a realização de um
planejamento eficiente no tocante a ampliação dos acervos. Assim entra em ação o
processo de desenvolvimento das coleções. Desenvolver coleções tem como um dos
significados sistematizar e criar procedimentos para seleção, aquisição, avaliação e
desbastamento do acervo.
As coleções precisam evoluir harmoniosamente em todas as áreas do acervo,
evitando seu crescimento desordenado, sem metas ou objetivos definidos.
Entretanto, Figueiredo (1999) citada por Miranda (2003) recomenda que a coleção
precisa ser equilibrada, tomando por base os relatórios estatísticos em coleta regular:
onde for constatado maior uso, a coleção deverá ser fortalecida; em caso contrário, a
coleção poderá ser mais fraca e para área de assunto sem demanda, não é preciso
manter coleçào alguma. O importante é ter conhecimento de outras bibliotecas onde
os usuários possam ser encaminhados e atingirem a plena satisfação de suas
necessidades informacionais.
O desenvolvimento de coleções de ve estar totalmente sintonizado com os
objetivos de cada tipo de biblioteca. Os usuários mais uma vez desempenham
relevante papel nesta atividade.
Ao começo do processo de desenvolvimento de coleções, como primeiro
passo devemos fazer um estudo de uso e usuários a que se destina tal biblioteca,
com o intuito de estabelecer os perfis das necessidades informacionais.
A política de desenvolvimento de coleções é um documento que tende
estabelecer critérios para garantir a qualidade e credibilidade da coleção, na tomada

�de decisões relacionadas com a incorporação ou a retirada definitiva de materiais
pertencentes ao acervo.

3 POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES

A Política de Formação e do Desenvolvimento de Coleções é um tipo de
documento que aborda normas, planos e diretrizes para auxiliar a decisão de
incorporação ou rejeição de um determinado título à formação do acervo
dependendo da área específica do conhecimento. Ela registra os critérios para
seleção de todos od tipos de materiais, nas diversas formas de aquisição, além de
orientar na indicação do processo que se deve ter no descarte ou remanejo do
material.
Segundo Vergueiro (1989) citado por Miranda (2003), a política de
desenvolvimento de coleções irá funcionar como parâmetros que contribuirá na
tomada de decisão dos bibliotecários em relação à escolha do material a ser
incorporado ao acervo e à própria administração dos recursos informacionais. A
política fornecerá uma exposição do estado geral da coleção, demonstrando o
método para lacançar os objetivos e dar subsídios para os bibliotecários
argumentarem com as autoridades superiores, para a liberação de novas aquisições
como para recusas incoerentes ou sugestivo encaminhamento à outra coleção de
assunto correlato, primeiramente ao SIBI/UFRJ e após as coleções de outras
instituições.
A formação do acervo deve ser constituída através de uma política de
aquisição que, de acordo com seus recursos orçamentários deverá adquirir
diferentes tipos de materiais, tais como: Obras de Referência, Bibliografias, Índices,
Catálogos, Livros, Periódicos, Trabalhos, Acadêmicos, Folhetos, Mapas, Vídeos,
CD’s, DVD’s e outros. Assim atendendo algunas das seguintes finalidades: suprir os
programas do curso de Pós-Graduação da COPPE/UFRJ em Sistemas Petrolíferos;

�dar apoio aos programas de pesquisa e extensão da Instituição; atender o pessoal
dos serviços administrativos no exercício de suas atividades; fornecer obras de
informação que elevem o nível de conhecimento geral e específico de seus
colaboradores; resguardar materiais importantes que resgatem a história da
instituição, incluindo os documentos oficiais e publicações da própria Instituição, bem
como materiais sobre a mesma.
Na preparação da política é necessário que seja estabelecido os objetivos
para dar um maior direcionamento do acervo e até para se obter uma Política de
Planejamento Orçamentária Organizada tendo em vista alguns ítens básicos:
conhecer as necessidades e usos dos usuários, através da análise de uso das
coleções e sua atualidade; possibilitar um crescimento racional e equilibrado do
acervo na àrea específica de forma qualitativa e quantitativa; identificar os elementos
adequados à formação da coleção; determinar os critérios para duplicação de títulos;
estabelecer as prioridades de aquisição de material; acompanhar o surgimento dos
novos suportes de informação(convencional ou não-convencional); elaborar diretrizes
e planos para o descarte e reposição de material.
Um dos pilares mais importantes da política de desenvolvimento de coleções é
o processo de seleção, pois através dele são estabelecidos os critérios que visam
garantir a qualidade e o ajustamento para atender, a contento e sem medo do
exagero, as reais necessidades do cliente.

4 PROCESSO DE SELEÇÃO DO ACERVO

O processo de seleção da informação especializada (no caso Sistemas
Petrolíferos) torna-se cada vez mais criterioso, por alguns fatores tais como:
intensificaçào da interdisciplinaridade (acoplando áreas antes isoladas); variedade no
formato (relatórios, artigos de periódicos, anais de congresso, livros, patentes e
outros) e no suporte (papel, meio eletrônicos e outros).

�Para a biblioteca acompanhar essa evolução faz-se necessário uma contínua
e constante pesquisa explorativa na literatura específica frente às novas realidades
socioeconômicas. No objeto de compra para não ocorrer a aquisição de uma
publicação de pouco valor a agregar no acervo. Essa análise reporta a afirmação de
Campos (2002) citado por Miranda(2003) referente à 5ª Lei de Ranganathan “A
biblioteca é um organismo em crescimento”, tendo em vista que a biblioteca é uma
organização em desenvolvimento, pois a produção do conhecimento é uma ação
permamente. Nesse processo devemos saber refinar os documentos informacionais
que são lançados no mercado editorial para atender mais adequadamente o nosso
público potencialmente específico.
O procedimento na seleção é vital e por isso indispensável, visto que de nada
valeria ter um acervo imenso, todavia inadequado aos nossos consulentes; pois, sem
os mesmos, a biblioteca não passaria de um depósito de documentos e deixaria de
realizar seu papel de organizar, processar e disseminar as informações, objetivando
sua melhor qualificação aos pesquisadores, assim refletindo nos projetos que o
laboratório (LAMCE) estiver envolvido.
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
Na manutenção da qualidade a aquisição de novos materiais é necessário que
sejam estabelecidos critérios para seleção de materiais. Esses tomam como
parâmetros dois pesos e duas medidas: o interesse da comunidade a ser servida e
os recursos financeiros destinados para a aquisição. Vamos mencionar alguns
critérios até o momento estabelecido na biblioteca para o desenvolvimento do
acervo: a) número de usuários potenciais que poderão utilizar o material; b)
adequação do material aos objetivos e níveis educacionais do LAMCE; c) autoridade
do autor e/ou editor; d) edição atualizada; e) referência clássica que encontram-se
muitas das vezes esgotada (estabelecida como Obra Rara); f) qualidade técnica; g)
escassez do material sobre o assunto nas coleções da Posto de Serviços de
Informação; h) aparecimento do título em bibliografias; i) catálogos de editores e

�índices; j) indicação do título pelos professores e pesquisadores do LAMCE; k) custo
justificado; l) relevância/interesse/pertinência; m) trabalhos acadêmicos.
Os critérios acima mencionados encontram-se adotados no processo da
Formação e do Desenvolvimento de Coleções do LAMCE, cabendo esclarecer uma
vez mais referenciando através de uma das leis de Ranganathan “A cada livro o seu
leitor”, ou seja, cada coleção ajusta e aprimora seus parâmetros procurando atender
de acordo com sua realidade e suas metas.
Na aquisição é realizada a execução das decisões tomadas no processo de
seleção, ou seja, é o procedimento destinado a obtenção dos documentos. A
aquisição pode ocorrer através de três tradicionais modalidades: compra, doação e
permuta. A concretização desse processo por compra requer um trabalho delicado
por parte do bibliotecário encarregado para sua devida realização e correspondência
ideal com o material selecionado. Já em relação a doação e a permuta, não se exige
tanto empenho do profissional, mas todo material originário destas operações devem
ser analisados antes de serem inseridos ao acervo, para não criar uma coleção
imensa e fora da realidade aos interesses a que se destina. Em ambas podemos
perceber que se requer a avaliação dos usuários.
A maior dificuldade, normalmente, enfrentada pelas bibliotecas universitárias,
no processo de aquisição é a escassez financeira de recursos que leva forçosamente
o bibliotecário o que de imprescindível irá ser adquirido e desprezar os documentos
não prioritários ou não emergenciais.
Segundo outra sugestão de Miranda (2003) uma solução para melhor
gerenciar a falta de recursos financeiros é a aquisição compartilhada, decisão de
várias bibliotecas em estabelecer uma rede de aquisição para participarem de uma
troca entre si de informação; pois quando uma adquire, comunica as demais, não
sendo necessário adquiri-lo, principalmente, no que diz respeito às assinaturas de
periódicos e bases de dados em que os conteúdos são encaminhados para a
bilioteca. Isso está na dependência da obra; pois há publicação que são ferramentas

�de trabalho para determinado projeto que tal prática não teria validade. Saber
identificar o que importante do que é urgente, isso só acontece quando se conhece e
trabalho para e com os usuários.

6 AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO

A avaliação da coleção deve ser sistemática e entendida como um processo
empregado para determinar a importância e a adequação do acervo com os objetivos
da Biblioteca e da Instituição, possibilitando traçar linhas e limites quanto à aquisição,
à acessibilidade e ao descarte, sendo portanto, imprescindível ao bibliotecário seja
esse de quaisquer acervos em exigência.
Quando falamos em avaliação do acervo é mais que válido mencionarmos:
O que a biblioteca deveria possuir e não possuir e o que possui, mas
não deveria possuir, tendo em vista fatores de qualidade e
adequação da literatura publicada, sua observância, as mudanças de
interesses dos usuários e a necessidade de otimizar o uso de
recursos financeiros limitados. (LANCASTER, 1996, p.20)

Os

métodos

utilizados

para

avaliar o acervo do LAMCE são os

tradicionalmente usados: quantitativos (tamanho e crescimento) e qualitativos
(julgamento por especialistas, análise do uso real). Após comparação dos resultados,
frutos das análises, assegura-se o alcance dos objetivos da avaliação da coleção,
como também cria-se um adequado suporte para uma melhor qualidade da política
de desenvolvimento de coleções. Assim é criado a avaliação qualitativa por meio do
julgamento por especialistas num assunto pode trazer alguns problemas, conforme
destaca Lancaster (1996) citado por Miranda (2003): o especialista talvez não seja
completamente imparcial, como também, não está familiarizado co m o perfil da
comunidade que a biblioteca atende.

�Com isso são sugeridos os seguintes critérios: a) distribuição percentual do
acervo por área é uma das maneiras a ser realizada a verificação das estatísticas da
necessidade e do uso do material que consentirá na determinação das àreas que
devem ter a sua coleção inovada, renovada e implementada (seja em exemplares,
títulos, material em outros idiomas e outros) e quais as àreas de pesquisa
encontram-se desprovidas de materiais bibliográficos e especiais que necessitam de
providências. Retomando Miranda (2003) vimos que em contrapartida, se for
confirmada a sub-utilização dos recursos bibliográficos em alguma àrea, a Biblioteca
deverá aferir e começando o processo de avaliação, a causa do problema, podendo
ser a falta de qualidade do material existente, desatualização, falha/falta de
interesse, desconhecimento da existência da obra, etc.; b) Sugestões dos clientes é
um parâmetro seguro para se avaliar as coleções e, portanto, através da mesma
poder-se-á verificar se a coleção satisfaz aos usuários; determinar os tipos e níveis
de necessidade e de uso em relação às coleções e as mudanças de interesse por
parte dos usuários especializados.; c) Comparação das coleçòes com listas,
catálogos e bibliografias recomendadas é o emprego deste método incide na
comparação do acervo com listas, bibliografias recomendadas e/ou adotadas, para
examinar os itens não existentes na biblioteca e quais devem ser adquiridos.

7 DEBASTAMENTO DE MATERIAL BIBLIOGRÁFICO E ESPECÍFICO

É o processo pelo qual se exclui do acervo ativo, títulos e/ou exemplares,
partes

de

coleções,

quer

para

remanejamento,

descarte

ou

conservação

(restauração). É um processo contínuo e sistemático para que se conserve a
qualidade e adequação da coleção, ocorrendo sempre devido a necessidade de um
processo constante de avaliação da coleção e deve ser feito de acordo com as
expectativas do Posto de Serviços de Informação e com o julgamento da
Coordenação num prazo que varia entre 03 (três) e 05 (cinco) anos.
DESCARTE

�Depois de ser avaliado criteriosamente, o material desatualizado ou
inadequado é retirado ou não incluído na coleção ativa. Não tem fundamento guardar
material que não corresponda mais aos interesses dos usuários, além de possibilitar
a economia de espaço e organização/visualização do acervo, maior facilidade de
acesso ao acervo e mais eficiência no atendimento ao cliente.
Sem ser diferente dos demais processos, este também conta com a
participação especial do usuário; pois o cliente que contribuirá n aetapa do que é
para ser e por que descartar. No que refer-se a uma das características dos Postos
de Serviços de Informação o descarte é uma etapa primordial devido esses postos
não possuem acervo bibliográfico próprio, para empréstimo e assim possibilitam a
consulta local, restrita a obras de referência e a um acervo limitado de periódicos
correntes, cedido temporariamente pela biblioteca a qual estiverem subordinados”

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Podemos constatar que mediante a velocidade e intensidade com que se
modifica a informação(especializada), tendo como condição “Sine qua non” o
bibliotecário manter-se atualizado, visando ao acompanhamento das mais recentes
alterações e inserções na literatura do acervo. Assim atendendo mais e melhor as
solicitações/demandas dos usuários do LAMCE.
As linhas mencionadas no decorrer do trabalho nos ajuda a verificar que as
informações apontam na pretenciosa ênfase dada para a Política de Formação e
Desenvolvimento de Coleções e usuários(clientes). Observa uma atenção e
preocupação no que tange tal atividade a avaliação e seleção de materiais com a
comunidade a ser servida.
No entanto encontra-se uma fenda existente nos estudos pesquisados e
consultados tendo como centro de debate sobre Política de Formação de Coleções.
Textos dessa intenção de sinalizar, ou melhor, alertar precisam ser realizados uma

�vez que se verifica, através da literatura nacional, que existe não só uma car6encia
desse tipo de documento em nossas bibliotecas universitárias, ou seja, poucas são
as bibliotecas universitárias que desenvolve uma Política de Formação e do
Desenvolvimento de Coleções e que utilizam esse tipo de documento para direcionar
suas atividades, como também o “olhar” para o usuário parece ser segundo plano;
pois a grande parte dos critérios de qualidade e credibilidade mais política de
planejamento orçamentária organizada são voltadas a Seleção e Avaliação de
Coleções. Logo qual é a finalidade dessa rica atividade senão for para e com o
usuário que a própria atenda? Se o usuário é dado; pois trabalha com in(formação),
talvez seja por isso um dos motivos indireto da Formação e Desenvolvimento de
Coleções.
REFERÊNCIAS

ANDRADE, Diva; VERGUEIRO, Valdomiro. Aquisição de materiais de informação.
Brasília: Briquet de Lemos, 1996.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR6022: Informação e
documentação – Artigo em publicação periódica científica impressa – Apresentação.
Rio de Janeiro, 2003. 5p.
______. NBR6023: Informação e documentação – Referências – Elaboração.Rio de
Janeiro, 2002. 24p.
______. NBR6028: Informação e documentação – Resumo – Apresentação. Rio de
Janeiro, 2003.
______. NBR10520: Informação e documentação – Citações em documentos –
Apresentação. Rio de Janeiro, 2002. 7p.
CARVALHO, Maria Auxiliadora de. Seleção e avaliação de coleções: construindo
o
conhecimento.
Disponível
em&lt;
http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/1110113.pdf&gt;. Acesso em 14 jul. 2004.

�CAMPOS, Maria Luiza de Almeida. As cinco leis da biblioteconomia e o exercício
profissional. Disponível em: http://www.conexario.com/biti/mluiza/index.htm. Acesso
em 09 jul. 2004.
CHAGAS, Joseane, ARRUDA, Susana Margaret de. Glossário de Biblioteconomia
e ciências afins. Santa Catarina: Editora Cidade Futura, 2002. 229p.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira
em 2010. Ci. Inf., Brasília, v.29, n.1, jan./abr. 2000. Disponível: em:
http://www.scielo.br. Acesso: em 25 maio 2002.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Seleção de livros. In: MACHADO, Ubanildo Santos
(Ed.). Estudos avançados em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Brasília:
ABDF, 1982. v.1. p.1 – 48.
______. Metodologias para a promoção do uso da informação: técnicas
aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e especializadas. São Paulo:
Nobel, 1991.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 1996.
MACHADO, Raymundo N.; SILVA, Zuleide Paiva da. Desenvolvimento de coleções:
uma análise a partir dos anais dos SNBU’s realizados na década de 90. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS (SNBU), 12., 2002,
Recife.
Anais...Recife,
2002.
Disponível
em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/121.a.pdf&gt;. Acesso em 01 jun. 2004.
MIRANDA, Ana Claúdia Carvalho de. A qualidade enquanto instrumento na política
de desenvolvimento de coleções jurídicas. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
PROPRIEDADE INTELECTUAL, INFORMAÇÃO E ÉTICA (CIBERÉTICA), 2., 2003,
Florianópolis.
Anais...Florianópolis,
2003.
Disponível
em:
&lt;http://www.ciberetica.org.br/trabalhos/anais/7-13-e1-13.pdf.&gt;. Acesso em 20 mar.
2004.
POLÍTICA de desenvolvimento de coleções das Bibliotecas da FESPSP. 2002.
Disponível em: &lt;http://www.fespsp.org.br/biblioteca/polcol.html &gt;. Acesso em 14 jul.
2004.

�TOMAEL, Maria Inês; VALENTIM, Marta (Org.). Avaliação de fontes de informação
na Internet. Londrina: EDUEL, 2004. 155p.
VERGUEIRO, Valdomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções. São
Paulo: Polis, 1989. 95p.(Coleção Palavra-chave, 1).
______. Desenvolvimento de coleções: uma nova visão para o planejamento de
recursos informacionais. Ci. Inf., Brasília, v.22, n.1, p.13 – 21, jan./abr.1993
______. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. Brasília:
Briquet de Lemos, 1995. 126p.
______.______. 2.ed. Brasília: Briquet de Lemos, 1997.
______. O futuro das bibliotecas e o desenvolvimento de coleções: perspectivas de
atuação para uma realidade em efervescência. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.2, n.1, p.93 – 107, jan./jun.1997.
______. Qualidade em serviços de informação. São Paulo : Arte Ciência, 2002.
124 p.

WEITZEL, Simone R. Critérios para seleção de documentos eletrônicos na Internte.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19.,
Porto Alegre, 2000. Anais...Porto Alegre: PUCRS, 2000.
______. O desenvolvimento de coleções e a organização do conhecimento: suas
origens e dasafios. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.7,
n.1, p.61 – 67, jan./jun.2002.

∗

UFRJ/COPPE/PEC/LAMCE (Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia) Endereço:
Ilha do Fundão CT Biblioteca do LAMCE BLOCO I2000/I214 Caixa Postal 68552 CEP: 21949-900 Rio
de Janeiro País: Brasil e-mail: almada@lamce.ufrj.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56112">
                <text>A política de formação e do desenvolvimento de coleções especializadas do Sistema de Bibliotecas da UFRJ: uma experiência da coleção do LAMCE.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56113">
                <text>Almada, Magda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56114">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56115">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56116">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56118">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56119">
                <text>Apresenta e informa o tratamento da formação e do desenvolvimento das coleções no âmbito da Informação especializada, propondo critérios de qualidade para os processos de seleção, aquisição e avaliação das informações. A qualidade é uma estratégia utilizada na melhoria dos produtos e serviços, buscando alcançar asatisfação dos clientes. A eficiência/eficácia e precisão da informação, neste caso especializada, se renova em uma velocidade que torna a literatura ainda que recente, ultrapassada e obsoleta, ocasionando, assim, uma maior dificuldades das bibliotecas manterem suas publicações sempre atualizadas. Portanto, é necessário que sejam criados mecanismos de controle, que seja efetuado um bom desenvolvimento dos serviços oferecidos pelas mesmas. Essas formas é que são elaboradas através da política de desenvolvimento de coleções; pois quando bem planejada, estruturada, funciona como diretriz para auxiliar o bibliotecário na tomada de decisões, tanto em relação ao processo de seleção e aquisição do material a ser englobado ao determinado acervo, como na manutenção da qualidade e atualização da coleção.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68640">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5139" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4207">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5139/SNBU2004_181.pdf</src>
        <authentication>4891199a7b1a301f0394d0b4a35b35fc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56157">
                    <text>FICHAMENTO ELETRÔNICO DE LEITURA:
UMA ALTERNATIVA DE ANÁLISE E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO EM
DOCUMENTOS CIENTÍFICOS ON-LINE
Maria da Conceição Torres∗
Ana Maria Santos e Silva∗∗
Nancy Toledo∗∗∗

RESUMO
O objetivo principal deste artigo é descrever o uso do software NUDIST nos
momentos de seleção, armazenamento e recuperação de termos, oriundos da
análise de 12 artigos científicos da revista Ciência da Informação, em formato online. Foram indexados descritores de recuperação da informação e de trechos por
palavras específicas. A aplicabilidade do software permitiu elaboração de árvore
de categorias através de nós, que são termos eleitos, indicando a relação com o
tema escolhido para a pesquisa. O estudo conclui sinalizando para a eficácia do
software NUDIST, tanto na elaboração técnica dos dados trabalhados, bem como
nos aspectos positivos para o pesquisador na formação de idéias claras e
objetivas a partir da leitura de texto científico, alavancando o processo crítico e
reflexivo de um pretenso embasamento teórico.
PALAVRAS-CHAVE: Fichamento de leitura. Recuperação de informação.
NUDIST . Documentos científicos.

1 INTRODUÇÃO
Pesquisadores enfrentam na atualidade o grande desafio de produzir textos
diante

de

fatos

contemporaneidade

ambivalentes
científica

relacionados a dois itens marcantes da
-o

excesso(explosão

da

informação)

e

a

multiplicidade de informações- Trata-se de um processo de definição, ou mesmo
de garimpagem de informações, que o pesquisador trabalha num processo de
pesquisa

bibliográfica,

revelando-se

caminhos

alternativos

de

natureza

quantitativa e qualitativa. O caminho a percorrer para a tomada de decisão com
suporte crítico e reflexivo que realmente interessa ao pesquisador é árduo,
tornando-se

necessário

um

amplo

conhecimento

e

sensibilidade

para

�determinação de visões que realmente atestem um sólido embasamento teórico
para determinado estudo.
A instalação da Internet é traduzida como um fenômeno marcante na
questão da disponibilização de informações. Levy (2001, p.112) enfatiza o
fenômeno alegando que,
A Web anuncia e realiza progressivamente a unificação de todos
os textos em um único hipertexto, a fusão de todos os autores em
um único autor coletivo, múltiplo e contraditório. Não há mais que
um único texto, o texto humano.

O hipertexto fundamenta e revela o modo de produção de informações que
circunda a atualidade, externando a idéia de coletividade de produção,
concorrendo naturalmente para um fluxo excessivo de textos.
Em contrapartida, esse mesmo contemporâneo

de alta produção de

informações carrega perigos de “confusão”e mesmo “alienação” na produção dos
textos , envolvendo o espaço dos pesquisadores científicos. Demo (2003) alerta
para esses perigos, focando o dito movimento pós-moderno como elemento chave
para a questão. Afirma o autor que este movimento escancarou as fragilidades do
conhecimento, mas sem querer, concorreu para uma dinâmica que o fez central
para qualquer desenho do futuro, enfatizando que o conhecimento tomou o rumo
exclusivo da competitividade.
Reunir, ler, analisar e organizar as informações de interesse que um
pesquisador pode utilizar para a confecção de seus textos, torna-se uma
verdadeira batalha diante de fatos que permeiam o contexto acima mencionado.
O ato do fichamento bibliográfico é fundamental para o desenvolvimento de
estudos científicos e esta percepção pode ser corroborada também pelos
pesquisadores, na condição de produtores de informações. Um dos produtos
mais contundentes e reconhecidos que um fichamento bibliográfico proporciona é
o embasamento ou referencial teórico. Alexandre (2003) conceitua que o
referencial teórico pode ser construído a partir de um conjunto de leis, postulados

�e pressupostos ideológicos da ciência, em sintonia com o objetivo temático de
estudo do trabalho científico. Através de um esquema explicativo o autor sintetiza
a questão em quatro fases:
Fase 1: Seleção de leitura-fichamento
Fase 2: Fichamento dos principais autores sobre abordagens direta ou
indiretamente sobre o tema em foco
Fase 3: Leis, postulados e pressupostos ideológicos da ciência relacionados
diretamente ou indiretamente ao tema em foco.
Fase 4: Elaboração do texto-evolução temática em citações.
Numa perspectiva mais abrangente, o fichamento de leitura pode ser
considerado como fase embrionária para a eficácia de uma sólida análise de
conteúdo. Cooper e Schindler (2003) alegam que a análise de conteúdo mede o
conteúdo semântico ou o aspecto o quê da mensagem do texto. Sua amplitude faz
dela uma ferramenta flexível e vasta, que pode ser usada como uma metodologia
ou como uma técnica para um problema específico. Esta última foi aplicada no
estudo em questão.
A análise de conteúdo relaciona-se as modalidades de estudos com
abordagens qualitativas, que ao contrário da abordagem quantitativa não emprega
procedimentos estatísticos do processo de análise de um problema. Por meio
desse tipo de abordagem, o pesquisador interpreta os fatos, procurando solução
para o problema proposto. Neste sentido, a abordagem qualitativa apresenta
inúmeros usos. Para Soares (2003) podem ser enumerados como:
Descrever a complexidade de determinada hipótese ou problema;
Analisar a interação entre variáveis;
Compreender e classificar processos dinâmicos experimentados por grupos
sociais;

�Apresentar

contribuições

nos

processos

de

mudança,

criação

ou

formulação de opiniões de determinado grupo;
Permitir,

em

maior

grau

de

profundidade,

a

interpretação

das

particularidades dos comportamentos ou atitudes dos indivíduos;
Interpretar dados, fatos, teorias e hipóteses, etc.
É importante frisar que a dicotomia de abordagens quantitativas e
qualitativas, atualmente se acentua no uso equilibrado dessas duas abordagens.
Soares (2003) acredita que as pesquisas modernas devem rejeitar qualquer
dicotomia entre estudos quantitativos e qualitativos ou entre abordagens
estatísticas e não estatísticas, enfatizando que uma pesquisa ideal deve reunir
estas duas perspectivas.
O uso de tecnologias eletrônicas na recuperação de informação permite o
acesso à informação de maneira ágil e eficaz. Um exemplo desse acesso referese aos bancos de dados. Lopes (2002) alega que o acesso aos grandes sistemas
de recuperação de informação, também denominados de bancos de dados, e,
conseqüentemente, às suas bases de dados veio ampliar significativamente a
qualidade das buscas bibliográficas, visto que essas bases proporcionam
diversificados pontos de acesso à informação. O uso do computador no processo
de coleta de dados de pesquisas científicas é considerado um instrumento de
auxílio, poupando o tempo do pesquisador , evitando tarefas repetitivas . No caso
das pesquisas de abordagem qualitativa utilizam-se os chamados CAQDAS
(Computer Assisted Qualitative Data Analysis Software) que auxiliam o
pesquisador nas mais diferentes formas. Weitzman (1999) afirma que o uso
desses softwares torna o processo da pesquisa qualitativa mais transparente,
rigoroso, consistente e compreensivo, viabilizando o processo de codificação e
recodificação de dados.
O fato das autoras desenvolverem atividades profissionais em bibliotecas e
uma delas também atividades de ensino na área de metodologia da pesquisa,
motivou-as a descreverem a experiência vivenciada na disciplina.- Uso de

�software em pesquisas qualitativas-aplicada no Programa de Pós Graduação do
Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, aludindo os
aspectos positivos do fichamento bibliográfico, aqui denominado eletrônico, pelo
fato da adoção do software NUDIST. A exposição do conceito e aplicabilidade do
NUDIST denotaram a possibilidade de sua aplicação no armazenamento e
codificação de trechos de textos científicos que serviriam para conhecimento
prévio do embasamento teórico que deve nortear um estudo sobre a inclusão e
exclusão digital. Em suma um CAQDAS pode se prestar também como alternativa
positiva para codificação de textos bibliográficos.
O principal objetivo desse artigo é descrever o uso do software NUDIST nos
momentos de seleção, armazenamento e recuperação dos termos, oriundos dos
textos científicos pesquisados, enfatizando os aspectos positivos de sua
aplicabilidade.

Especificamente pretende-se contribuir para melhoria das

atividades de fichamento bibliográfico, agilizando o desenho do embasamento
teórico dos estudos científicos.
Apresenta-se além destas considerações iniciais, um desencadear das
atividades que foram utilizadas no uso do software, acompanhadas de uma
análise crítica das etapas realizadas, seguidas de conclusões que sugerem a sua
eficácia num processo de fichamento de textos on-line.
2 MATERIAL E MÉTODOS
2.1 NA PERSPECTIVA DE CONTEÚDO E FORMA, DUAS FERRAMENTAS
FORAM ADOTADAS NA EXPERIÊNCIA:
2.1.1 Conteúdo
Quanto ao conteúdo foram selecionados 12 artigos científicos cujas
referências estão, em anexo, oriundas da revista Ciência da Informação (formato
on-line) editada pelo IBICT –Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia, órgão
público de âmbito federal , que realiza a produção e controle de informações

�científicas produzidas no país.

Nessa perspectiva o tema escolhido foi a

INCLUSÃO E EXCLUSÃO DIGITAL. Procurou-se detectar nos artigos itens que
possuíam algo em comum relacionados à temática. A conseqüência da
identificação destes itens foi a determinação da árvore , oriunda da estrutura do
NUDIST.
2.1.2 Forma
Em relação a forma, para estruturar os conteúdos anteriormente citados foi
utilizado um software denominado NUDIST cujas características focam-se no
auxílio da busca e indexação de textos e na teorização de dados. Trata-se de um
software que se presta a análise de abordagens qualitativas. Neste aspecto
Gomes et al (2002) enfatiza que a sua adoção influencia o processo de análise de
forma significativa, esclarecendo os autores que,
Uma das formas dessa influência ocorre devido à possibilidade de
criação de categorias durante o processo de leitura. Durante a
etapa de codificação, o usuário pode continuamente refinar a
definição das categorias adotadas no processo. Isso em termos de
dinâmica de grupo, implica numa constante negociação do
significado de cada uma das categorias para corresponder ou
fazer corresponder os dados.

O uso do NUDIST permite inúmeras formas de tratamento e recuperação
de dados, em linhas gerais, sintetizam-se as seguintes atividades:
Criação de categorias, oriundas de dados do texto relacionadas ao texto
como um todo.
Elaboração dinâmica das categorias, gerando novas categorias, mediante
a busca de padrões de categorias no texto.
Busca indexada de categorias, permitindo a localização de trechos que
representam relações entre diferentes categorias.
Emissão de relatórios.

�2.1.2 Etapas
Para desenvolvimento do fichamento eletrônico foram cumpridas as
seguintes etapas:
2.1.2.1 Seleção de textos: Os textos escolhidos foram oriundos da revista Ciência
da Informação, editada pelo IBICT, através da análise dos títulos e resumos dos
artigos, que denotavam aspectos de inclusão e exclusão digital.
2.1.2.2 Migração dos textos: Processo de captura dos textos em formato .html,
passando para o editor Word e finalmente a transposição para o formato .txt.
2.1.2.3 Definição da Árvore de Nós: Através do termo Index Tree Root foram
definidos os nós que delinearam a definição das categorias, oriundas dos
conteúdos indexados.
2.1.2.4 Leitura e seleção de nós: Através do processo de leitura dinâmica dos
textos foram identificados parágrafos que se identificavam com os nós
determinados, formando uma memória de textos sobre os termos definidos.
2.1.2.5 Determinação de índice de pesquisa: Seleção de termos gerais que
permitiram a recuperação dos textos estudados. No caso foi adotado o -processo
de união- de termos em comum, resgatados da lógica boleana.
2.1.2.6 Emissão de Relatórios : Foram emitidos relatórios que permitiram o retorno
das informações dos textos analisados, permitindo o início de uma análise crítica
sobre o tema.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Tendo em vista a escolha dos textos (em anexo) e aplicabilidade do
software NUDIST viabilizaram-se os seguintes resultados:

�3.1

MONTAGEM DE ÁRVORE POR CATEGORIAS
Após a leitura textual cujo objetivo maior é absorver a idéia geral que fixa o

texto, bem como extrair termos que permitam um quadro determinante do contexto
geral criou-se uma árvore de categorias seccionada por nós, montadas
hierarquicamente por identificação de conteúdos, via o termo denominado Index
Tree Root. Através destes nós via o botão browse , certificaram-se os trechos dos
textos capturados. Finalmente para categoria e nó foram criados títulos e
descrições de seu objetivo na análise textual. No quadro abaixo demonstra-se um
trecho da estrutura da árvore que originariamente reuniu 12 artigos científicos,
gerando-se 44 nós.

1. INCLUSÃO E EXCLUSÃO DIGITAL
1.1 ACESSIBILIDADE
1.1.1 Definição
1.1.2 Movimentos pró-acessibilidade
1.1.3 Espaço Digital
1.1.4 Atitudes
1.1.5 Internet
1.1.6 Dificuldades
1.1.7 Políticas de
1.2 ENSINO Internet
1.2.1 Contexto social
1.2.2 Ações brasileiras comportamentais
1.2.3 Evolução histórica
1.3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.3.1 Acessibilidade
1.3. 2 Ambivalências da sociedade da informação
1.3.3 Análise da dinâmica do uso e do conhecimento
1.3.4 Aspectos que interferem no acesso
1.4 SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
1.4.1 Conceito
1.4.2 Ideologias

Quadro Hierárquico da Estrutura de Termos gerados pelo NUDIST
Fonte: NUDIST V 4.0 Build 1028

Eco (1977), um dos autores clássicos da Metodologia, através da sua obra
Como se faz uma Tese enfatiza que a situação ideal para a elaboração de um
texto científico , como uma tese, seria possuir em casa todos os livros, periódicos
novos ou antigos, reunindo as idéias pertinentes a criação do pesquisador, porem

�alerta que este ato é praticamente impossível. A adoção de um software com
características do NUDIST, proporciona um armazenamento de alto volume de
informações.
Uma outra vantagem neste momento da montagem da árvore das
categorias reporta-se a possibilidade de visualização dos trechos capturados dos
artigos científicos da revista Ciência da Informação.
A árvore totalmente estruturada permite uma visualização ou um panorama
da totalidade da proposta, voltados para o autor do texto, reunindo também
informações para terceiros, que porventura deseje contemplar o raciocínio da
proposta como um todo.
3.2 INDEXAÇÃO DE NOVAS CATEGORIAS
Determinação de termos específicos temáticos de resgate de textos. Com o
acionamento da categoria Index Searches delimitou-se a reunião de textos que
demonstrassem a localização do termo escolhido, demonstrando o termo eleito.
No caso do estudo, foi escolhida por truncagem, a lógica boleana determinada
pelo termo “ou”. Foram eleitos dois termos: Internet e Acessibilidade. Como no
item anterior através do botão browse permitiu-se a visualização de todos os
trechos que carregavam os termos acima mencionados, considerando-se que a
lógica que carrega o descritor “or” recupera a união dos textos pesquisados.
3.3 RECUPERAÇÃO DE TEXTOS POR PALAVRAS
Listagem de textos por palavras específicas. Através do botão documentos
foi possível acionar a recuperação de trechos dos parágrafos elaborados pela
árvore , via a operação string search . Um exemplo prático ficou traçado na
recuperação de todos os trechos constando a palavra “internet” .
3.4 ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS:

�Os relatórios podem ser extraídos das formas mais simples como a
emissão de uma lista de todos os documentos, com dados descritivos do texto e
por nós através do botão make report .
4 CONCLUSÕES
O uso do software NUDIST na criação e/ou montagem do fichamento
bibliográfico em textos on-line permitiram as seguintes possibilidades ou sínteses:
O fichamento eletrônico na elaboração, tratamento e recuperação de dados
de documentos on-line, via o software NUDIST caracterizou-se por ser uma
técnica eficaz, possibilitando ao pesquisador não apenas o resgate de uma
gama de informações, bem como modelagem de dados e visualização da
proposta de estudo.
O racionamento de informações eletrônicas, via fichamento eletrônico,
possibilita a mobilidade de apreensão de dados, oriundas de várias fontes,
bem como o transporte da proposta já que o arquivo pode ser zipado e
transportado, via e-mail ou via disquete ou CD.
O nível profundo de recuperação das informações geradas pelo NUDIST
(por palavras em trechos dos textos armazenados) permite ao pesquisador
uma minuciosa análise dos conteúdos dos textos.
O fichamento eletrônico permite uma avaliação crítica dos textos
armazenados, funcionando como um momento embrionário para análise
dos conteúdos dos textos ou embasamento teórico de determinado estudo.

ABSTRACT
The main objective of this article is to describe the use of software NUDIST at the
election moments, storage and recovery of terms, deriving of the analysis of 12
scientific articles of the magazine Science of the Information, in format on-line.
They had been indexados describing of recovery of the information and stretches
for specific words. The applicability of software allowed elaboration of tree of
categories through us, that they are elect terms, indicating the relation with the
subject chosen for the research. The study it concludes signaling for the
effectiveness of software NUDIST, as much in the elaboration technique of the

�worked data, as well as in the positive aspects for the researcher in the formation
of clear and objective ideas from the reading of scientific text, alavancando the
critical and reflective process of a pretense theoretical basement.
KEW WORDS: Fichamento of reading. Recovery of the information. NUDIST .
Scientific documents.

REFERÊNCIAS
ALEXANDRE, Mário Jesiel de Oliveira. A construção do trabalho científico: um
guia para projetos, pesquisas e relatórios científicos. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2003.
COOPER, Donald R.; SCHINDLER, Pámela S. Métodos de pesquisa em
administração. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2003.
DEMO, Pedro. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas,
2003.
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1977.
GOMES, Alex Sandro et al. Pesquisa qualitativa assistida por computador em
educação matemática. In: ENCONTRO PERNAMBUCANO DE EDUCAÇÃO
MATEMÁTICA, 5., 2002, Garanhuns-PE. Anais...Disponível em:
&lt;http://www.cin.ufpe.br/~asg/bibliografia.htm&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.
LÉVY, Pierre. A conexão planetária: o mercado, o ciberespaço. São Paulo:
Editora 34, 2001.
LOPES, Ilza Leite. Estratégia de busca na recuperação da informação: revisão da
literatura. Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 2, p. 60-71,
maio/ago. 2002. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr.
2004.
SOARES, Edvaldo. Metodologia científica: lógica, epistemologia e normas. São
Paulo: Atlas, 2003.
WEITZMAN, Eben. Analyzing Qualitaive Data with Software HSR: Health
Service Research. [S.l.: s.n.], 1999.

�ANEXO A - Lista de referências dos artigos científicos trabalhados no NUDIST
ATAÍDE, Maria Elza Miranda. O lado perverso da globalização na sociedade da
informação. Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 3, 1997.
Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.
CUENCA, Ângela Maria Belloni. O usuário final da busca informatizada: avaliação
da capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Revista
Ciência da Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 293-301, set./dez. 1999.
Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.
DEMO, Pedro. Ambivalências da sociedade da informação. Revista Ciência da
Informação, Brasília, v. 29, n. 2, p. 37-42, maio/ago. 2000. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.
GONZALEZ, Marco; POHLMANN FILHO, Omer; BORGES, Karen Selbach.
Informação digital no ensino presencial e no ensino a distância. Revista Ciência
da Informação, Brasília, v. 30,n. 2,p.101-111,maio/ago. 2001. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.
LOPES, Ilza Leite. Estratégia de busca na recuperação da informação: revisão da
literatura. Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 2, p. 60-71,
maio/ago. 2002. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr.
2004.
MAZZONI, Alberto Angel et al. Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade em bibliotecas universitárias. Revista Ciência da Informação,
Brasília, v. 30, n. 2, p. 29-34, maio/ago. 2001. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.
MORAN, José Manuel. Como utilizar a Internet na educação. Revista Ciência da
Informação, Brasília, v. 26, n. 2, 1997. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.
PIEROZZI JÚNIOR, Ivo et al. Análise de dinâmica de uso e de desempenho: o
caso do web site da Embrapa Monitoramento por Satélite. Revista Ciência da
Informação, Brasília, v. 32, n. 1, p. 102-114, jan./abr.2003. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.

�SILVEIRA, Henrique Flávio Rodrigues da. Um estudo do poder na sociedade da
informação. Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 3,p.79-90,
set./dez. 2000. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr.
2004.
______. Internet, governo e cidadania Revista Ciência da Informação, Brasília,v.30,n.2,
p.80-90, maio/ago. 2001. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr.
2004.
TORRES, Elisabeth Fátima; MAZZONI, Alberto Angel; ALVES, João Bosco da
Mota. A acessibilidade à informação no espaço digital. Revista Ciência da
Informação, Brasília, v. 31, n. 3, p. 83-91, set./dez. 2002. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.
VEIGA FILHO, João Pimenta da. A universalização da informação. Revista
Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 1, p. 07-12, jan./abr.2001. Disponível
em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 08 abr. 2004.

∗

Maria da Conceição Torres- Mestre em Comunicação/Universidade Federal de Pernambuco
Professora da UNATI/Universidade Aberta da Terceira Idade/UFPE. Professora da FBV/Faculdade
Boa Viagem – Disciplina: Metodologia da Pesquisa Científica. Bibliotecária do SIB/UFPE-Sistema
de Bibliotecas da UFPE cufpe@ufpe.br.
∗∗
Ana Mª Santos e Silva – Especialização em Automação de Bibliotecas e Centros de
Documentação/UFPE.
Gerente
da
Biblioteca
da
Faculdade
dos
Guararapes.
anasantos@uniguararapes.com.br
∗∗∗
Nanci Toledo – Diretora da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural de Pernambuco
nanci@ufrpe.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56139">
                <text>Fichamento eletrônico de leitura: uma alternativa de análise e recuperação da informação em documentos científicos on-line.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56140">
                <text>Torres, Maria da Conceição; Silva, Ana Maria Santos e; Toledo, Nancy</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56141">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56142">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56143">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56145">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56146">
                <text>O objetivo principal deste artigo é descrever o uso do software NUDIST nos momentos de seleção, armazenamento e recuperação de termos, oriundos da análise de 12 artigos científicos da revista Ciência da Informação, em formato on-line. Foram indexados descritores de recuperação da informação e de trechos por palavras específicas. A aplicabilidade do software permitiu elaboração de árvore de categorias através de nós, que são termos eleitos, indicando a relação com o tema escolhido para a pesquisa. O estudo conclui sinalizando para a eficácia do software NUDIST, tanto na elaboração técnica dos dados trabalhados, bem como objetivas a partir da leitura de texto científico, alavancando o processo crítico e reflexivo de um pretenso embasamento teórico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68643">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5142" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4210">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5142/SNBU2004_182.pdf</src>
        <authentication>baa06298840076946771a1deaff9f278</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56192">
                    <text>“OUÇA UNIVERSIDADE”: FONTE DE INFORMAÇÃO E LAZER NA REGIÃO DO
SISAL

Maria José Ventura Menezes∗
Fernando Luiz Freitas Souza∗∗
Zuleide Paiva da Silva∗∗∗

RESUMO
O Departamento de Educação-Campus XIV/UNEB, entendendo que a Região
Sisaleira carece de um espaço no qual sejam veiculadas as produções sócioeducativas e culturais e as informações importantes para a comunidade na qual está
inserido, vem desenvolvendo um programa de rádio intitulado “Ouça Universidade”,
que é produzido pelos alunos e professores e tem como objetivo o planejamento, a
produção e a veiculação de programas de radiodifusão sonora, visando apoiar as
políticas públicas nas áreas de Letras, Educação e Cultura. Reconhecendo o
programa como fonte de informação e de pesquisa para a Região do Sisal, esse
trabalho apresenta o projeto “Ouça Universidade” e as práticas adotadas que
asseguram a conservação, a disseminação e o uso de todo o acervo do programa.
PALAVRAS-CHAVES: Radiodifusão. Rádio – Programas – Planejamento. Rádio na
educação.

1 INTRODUÇÃO
Pensar fonte de informação na região do Sisal, mais especificamente no
Sertão dos Tocós, onde está localizada a cidade de Conceição do Coité, BA, é
pensar no Departamento de Educação, Campus XIV, da Universidade do Estado da
Bahia, que há mais de 10 anos vem formando e transformando a realidade local,
plantando idéias e colhendo conhecimento na aridez do sertão.
Segundo Marcovitch (1998), a instituição universitária pode ser definida como
o local de convivência de todas as áreas do conhecimento, onde tudo deve ser
criticado, analisado e, quando necessário, confrontado. Sabemos que a universidade
como instituição atravessou vários séculos com uma posição hegemônica como local

�de geração e transmissão do conhecimento, atingindo seu apogeu na Modernidade,
quando se solidificou como instituição transmissora de saber e organizou-se espacial
e temporalmente como espaço legitimador da ciência. No entanto, hoje, podemos
ver que a sobrevivência da universidade está questionada e esse questionamento
está diretamente relacionado à passagem de uma sociedade com fronteiras limitadas
para uma sociedade cujos limites se apagam progressivamente. Vivemos em uma
“aldeia global”, onde o tempo e o espaço, já disse o mestre Milton Santos (1998),
estão cada vez mais comprimidos.
Nesse contexto globalizado, a sociedade descobriu que as universidades, com
suas incursões em diferentes áreas do conhecimento podem auxiliá-la na solução de
problemas específicos, passando a cobrar delas um compromisso social mais
efetivo. No entanto, a universidade, devido à rigidez de suas estruturas e de seus
processos burocráticos, não tem acompanhado as transformações da atualidade,
permanecendo como instituição que se caracteriza pela sua estrutura de
confinamento disciplinar. Enraizada em seu próprio território, fechada em seus
“muros” e cada vez mais distante das questões da sociedade, a universidade vem
perdendo visibilidade e legitimidade, causando temores em todos os envolvidos e
comprometidos com o processo educacional.
A universidade, de fato, encontra-se em situação um tanto quanto delicada.
Sofre cobranças cada vez maiores da sociedade ao mesmo tempo em que as
políticas de financiamento de suas atividades por parte do Estado são bastante
restritivas. Nos últimos tempos as verbas destinadas às universidades públicas foram
drasticamente reduzidas, implicando na interrupção, cancelamento e reestruturação
de prioridades nos seus diversos setores.
Diante do desafio provocado pelo Estado e pela sociedade, a universidade
busca uma participação mais efetiva no campo social através das suas atividades de
extensão. Vale dizer que a extensão universitária é a interação sistematizada da
universidade com a comunidade, visando contribuir com o seu desenvolvimento e
nela buscar conhecimentos e experiências para a avaliação e vitalização do ensino e

�da pesquisa. Nesse sentido, a comunicação, aqui entendida como um canal de
integração entre a universidade e os diversos setores da sociedade, é de
fundamental importância para a sobrevivência da universidade. Segundo Kunsch
(1997) a comunicação é a mola propulsora que permite viabilizar os processos de
mudanças que levam ao desenvolvimento social.

É importante ressaltar que o

desenvolvimento social só acontece através da informação. Ela é o insumo mais
importante em torno do qual se situa o próprio conceito da universidade. De fato, a
razão de ser da Universidade é a criação e a descoberta da informação através da
pesquisa, a sua transmissão através do ensino e das atividades de extensão e o seu
registro, através da produção de publicações que são coletadas em bibliotecas. O
acesso à informação se dá, principalmente através das tecnologias da informação e
da comunicação, que “constituem ao mesmo tempo produtos, processos e
instrumentos de transformação da realidade, sendo construídas, apropriadas,
utilizadas e adaptadas por indivíduos e coletivos sociais a partir de suas
necessidades e interesses” (FRÓES, 2000, p. 287).
Reconhecendo a importância das ferramentas tecnológicas no processo
educacional, o Departamento de Educação, Campus XIV/UNEB, através de sua
biblioteca, buscou nas tecnologias de informação/comunicação um caminho para
penetrar o sertão do semi-árido baiano, se lançando através de ondas sonoras em
todas as direções apontadas pelas palmas do sisal, abrandando a agressividade dos
mandacarus e da provocação do cansanção1, levando a informação e o lazer a
homens, mulheres e crianças.

2 AS ONDAS SONORAS NO SERTÃO DOS TOCÓS

O Departamento de Educação Campus XIV/UNEB, localizado em Conceição
do Coité, buscando intimidade com o povo sertanejo, encontrou na comunicação o
elemento que faltava para estreitar laços entre a universidade e a comunidade na
1

Cansanção é um arbusto da família das urticácias, cujas folhas possuem minúsculos espinhos.

�qual está inserido. Em consonância com a Lei 9394/96, das Diretrizes e dos novos
Parâmetros Curriculares, vem desenvolvendo um projeto de extensão na área de
Comunicação que tem sido um grande desafio para todos os envolvidos. Trata-se do
“Ouça Universidade”, que é um programa de radiodifusão sonora, veiculado pela
Rádio FM Sabiá, uma vez por semana, durante 60 minutos.
Esse projeto, que tem por finalidade o planejamento, a produção e a
veiculação de programas de radiodifusão sonora visando apoiar as políticas públicas
nas áreas de Letras, Educação e Cultura, foi elaborado por professores e alunos do
Departamento, em outubro do ano passado, e desde então vem sendo coordenada
pela biblioteca do Campus, que naquela ocasião buscava se inserir no contexto
acadêmico e se firmar como espaço que promove e estimula a arte de pensar e
transformar. Assim, a biblioteca universitária foi o berço que acolheu a idéia e
abraçou o projeto. Em ambiente de profusão do conhecimento, nasceu o “Ouça
Universidade”, que tem por objetivo:
•

veicular e estimular as produções sócio-educativas e culturais da região
sisaleira;

•

divulgar e promover, junto à comunidade, as diversas manifestações da
cultura sisaleira, no sentido de enriquecê-las e preservá-las;

•

despertar, através da informação e do debate sobre diversos temas literários e
lingüísticos, atitudes de reflexão que proporcionem a valorização e o
conhecimento da língua e da literatura;

•

oferecer à comunidade informações relevantes para a elevação do nível de
qualidade de vida da população;

•

divulgar a produção de conhecimento do Departamento de Educação –
Campus XIV/UNEB, valorizando assim o ensino, a pesquisa e a extensão
produzidos no departamento e na UNEB como um todo;

•

estimular a produção de textos radiofônicos no âmbito acadêmico, mesmo
sem vinculação direta com as disciplinas específicas do curso, criando canais
para a experimentação em rádio;

�•

despertar a consciência ético-profissional no aluno;

•

formar profissionais pensadores, aptos para uma atuação crítica na mídia
regional e na prática acadêmica.
Entendendo que a Região do Sisal carece de um espaço no qual sejam

veiculadas as produções sócio-educativas e culturais e as informações importantes
para a comunidade, o “Ouça Universidade”, vem preencher uma lacuna há muito
existente entre a comunidade local e a comunidade acadêmica. De forma ousada e
inovadora, o programa alimenta-se do cotidiano regional e transforma o fazer
acadêmico, assegurando assim o processo de interação e retroalimentação da
universidade/comunidade.
A concretização de um projeto dessa natureza é de suma importância para a
educação, uma vez que trabalha com a interdisciplinaridade dos saberes, que
efetivamente tem um grande valor de aprendizagem, pois se associa ao “aprender
fazendo”, prática que se apresenta atualmente de forma clara nos cursos
universitários que se comprometem com a formação integral do aluno. Ao elaborar o
programa, a equipe envolvida (alunos, professores e bibliotecário) dissemina
conhecimentos, promove, divulga e preserva as riquezas culturais do semi-árido
baiano.
Gravado previamente em estúdio, o Programa vai ao ar todas às quintasfeiras, das 18:00h às 19:00h. Nesse horário, o cair da tarde na região sisaleira
revela-se singular, como singular é o seu povo, que voltando da lida espera por algo
que lhe diminua o cansaço e lhe dê prazer. Ás quintas-feiras, exatamente às 18:00,
quando a noite começa a querer “ninar” o sertanejo, a sanfona do “rei do baião”, o
grande Luis Gonzaga, tocando “ABC do Sertão”, rompe o silêncio e o sertanejo então
se ouve através do “Ouça Universidade”.
A vinheta de abertura do programa traduz fielmente toda a preocupação da
equipe que está por trás da sua concepção. A letra diz, entre outras coisas, que o
“ABC” do sertanejo é diferente dos outros, para fazer a sua leitura é preciso aprende-

�lo de outra forma. É exatamente isso que o programa faz. Aprende uma linguagem
nova, como a própria linguagem de rádio e fala de modo inovador ao povo do lugar.
Essa concepção converge com o pensamento de Netto Machado (2002) que afirma
não ser o discurso literário inimigo do discurso científico e que, ao contrário disso,
como bem coloca a autora “[...] se queremos pesquisadores criativos, precisamos de
autores, de sujeitos que tenham intimidade com as letras, e este traquejo está muito
mais próximo da poética do que de qualquer outra prática” (NETTO MACHADO,
2002, p.64). O grupo envolvido com o “Ouça Universidade” faz da linguagem a sua
maior aliada, já que todos são estudantes e professores do curso de Letras, o que
lhes garante o bom uso desse instrumento. Nesse sentido, a linguagem do programa
que é ao mesmo tempo científica, regional e poética fala diretamente com os
ouvintes, que são universitários, estudantes em geral, trabalhadores do campo, do
comércio, donas de casa, profissionais liberais, entre outros, abordando assuntos
que possam vir a despertar o interesse, a curiosidade e o senso crítico, aguçando no
ouvinte o desejo do saber.
Atender aos anseios informacionais do público da região do sisal é sem
dúvidas um grande desafio. Diante da imensidão de peculiaridades que ela tem
como a seca, a falta de emprego, a falta de políticas públicas voltadas para a
melhoria, ou seja, os seus velhos “espinhos de mandacaru”, que insistem em espetar
a vida do sertanejo, o papel do programa “Ouça Universidade” é de ser um “bálsamo
sonoro”, um canal aberto às súplicas, às queixas, às manifestações da comunidade
que dele possa precisar. Estar em consonância com a vida das pessoas do lugar,
mostrando como a região vem se desenvolvendo, apontando os seus maiores
problemas, as suas potencialidades e descortinando suas belezas, é o que justifica o
trabalho de toda a equipe. Mais ainda, a iniciativa do Departamento XIV, através da
sua biblioteca, é fazer o levantamento das diversas manifestações da gente da
região e tê-las devidamente registradas para futuras consultas e pesquisas.
O trabalho em rádio é valioso quando é entendido como um canal sem
“fronteiras”. Canal este que alcança as mais diversas localidades, mesmo que não

�seja em tempo real, mas que leve uma informação clara, nova, e verdadeira. O
trabalho feito pela equipe do “Ouça Universidade” procura atingir um público que
carece de informação e entretenimento, público esse que se encontra distante dos
grandes centros urbanos, mas nem por isso menos sedento das diversas
informações. É verdade que a audiência não é conhecida, uma vez que nenhuma
pesquisa foi feita para se ter esse levantamento. Mas, a julgar pelos comentários, o
programa é bastante ouvido pelas mais diferentes pessoas. Sabemos, no entanto,
que esse julgamento não é preciso e providências estão sendo tomadas no intuito de
levantar dados concretos sobre a audiência.
A trajetória do “Ouça Universidade”, apesar de incipiente, sete meses, vem em
ondas que se movimentam abrindo e fechando ciclos, num constante renovar, como
deve ser o processo da boa informação. Nesse movimento, o programa está saindo
do segundo ciclo, ou fase, ou momento. A primeira fase compreende o período de
outubro a dezembro de 2003. Doze programas foram feitos nessa fase, marcada por
inseguranças e indefinições. Vários foram os entraves enfrentados: greve deflagrada
pelos professores da instituição e a conseqüente dispersão dos alunos; a
inexperiência dos envolvidos, que não tinham intimidade, traquejo e técnica para
fazer um trabalho de rádio e a falta de recursos técnicos e financeiros que, sem
dúvidas foi o grande problema.
Nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2004, o projeto passou pela sua
primeira grande avaliação. Durante esse período novas gravações foram suspensas.
Mas, respeitando o público, e atendendo a pedidos, a equipe decidiu reapresentar
alguns programas, assegurando assim o seu espaço na Rádio Sabiá FM. Com o final
da greve e o retorno às aulas, o programa entrou em sua segunda fase,
compreendida entre os meses de março a maio/2004. Nesse momento, novos alunos
integraram-se à equipe e mais 10 programas foram gravados. Fazer o “Ouça
Universidade”, tornou-se atividade mais lúdica, mais empolgante e mais envolvente.
Com o encerramento do semestre, o trabalho de rádio entra em nova fase de
avaliação.

Entre a primeira e a segunda, percebe-se uma evolução tanto na

�qualidade técnica quanto na abordagem do programa, além de maior entusiasmo de
todo grupo. No entanto, apesar dos avanços, a sobrevivência do projeto está
ameaçada. Os cortes orçamentários enfrentados pela universidade pública em geral,
e em especial pelas Estaduais da Bahia, foi e continua sendo o maior desafio a ser
enfrentado. Vale ressaltar que a Rádio na qual os programas são veiculados não
disponibiliza o seu estúdio para a produção dos mesmos, que são gravados em
estúdio particular, o que aumenta ainda mais a insegurança quanto à continuação do
trabalho. Para assegurar a continuidade do projeto, a Direção do Departamento vem
driblando as adversidades e tentando impedir o risco de estagnação, retrocesso ou,
até mesmo o fim dessa ousada iniciativa.
A programação atual do “Ouça Universidade” está dividida em quatro blocos
de 15 min cada, assim especificados:
•

Acontece por Aqui
O refrão da música “Chega mais”, da cantora Rita Lee, faz parte da vinheta de

abertura desse bloco que, após apresentar a sinopse do programa, como o próprio
nome sugere, traz informações relevantes sobre a região. Este bloco foi inicialmente
pensado com o nome de “Acontece na UNEB”. A proposta era informar as atividades
desenvolvidas dentro da universidade, a exemplo de cursos oferecidos, projetos de
pesquisa e extensão, entre outros informes dessa natureza. A mudança de nome
reflete uma concepção que busca estreitar ainda mais as relações com a região
sisaleira e ampliar o tipo de informação veiculada.
•

Fala sério!
“Vou aprender a ler, pra ensinar meus camaradas”. Esse é o refrão da música

“Yáyá Massemba”, interpretada por Maria Bethânia, que faz parte da vinheta de
abertura desse bloco. Aqui, com dinamismo e criatividade são discutidos vários
aspectos literários e gramaticais das línguas inglesa e portuguesa.

�•

Você pediu!
A música de Adoniran Barbosa, “Tiro ao Álvaro”, faz parte da vinheta de

abertura desse bloco que tem a proposta de trabalhar com música, cinema, literatura
e arte. Fazendo análises críticas e mexendo com a diversidade de olhares sobre a
arte, o bloco busca o aprendizado acentuando o lúdico.
•

Santo da Casa!

Nesse bloco “o santo da casa faz milagre”. A vinheta de abertura traz o refrão da
música “Minha tribo sou eu”, de Zeca Baleiro, que reconhece a diversidade e se abre
para ela. Esse é o espírito do bloco que está aberto às várias manifestações
artísticas e culturais da região. Nele são divulgados, promovidos e valorizados os
artistas, os poetas, os músicos e todos aqueles que desenvolvem algum trabalho
relevante.
Os quatro blocos discutem a mesma temática, definidas previamente em
reuniões entre professores coordenadores e alunos envolvidos. Cada bloco enfoca
um aspecto do tema abordado em sintonia com os demais, porém cada um, apesar
do pouco tempo do programa, já construiu uma identidade própria. Entre os assuntos
abordados pela equipe, podemos destacar o Dia Internacional da Consciência Negra,
o Dia Internacional da Mulher, o Dia do Índio, e o trabalho infantil, entre tantos outros
relevantes para a região.
O programa “Ouça Universidade” tem se revelado um programa de suma
importância para os estudantes, em especial para os alunos do Curso de Letras do
Departamento, o que não poderia deixar de ser já que um dos objetivos do trabalho é
de contribuir com o processo ensino/aprendizagem. Todos os envolvidos com o
“Ouça Universidade” têm percebido que pensar o tema, a sua relevância, e o modo
como ele deve ser trabalhado vem surtindo efeito, uma vez que os alunos que atuam
na região como professores dos ensinos de primeiro e segundo graus, sabendo que
o programa é gravado previamente em estúdio, vêm se dirigindo à biblioteca do

�Campus para ter acesso às gravações com a intenção de utiliza-las em suas salas
de aula.
Reconhecendo a importância do registro sonoro do “Ouça Universidade” como
um material de qualidade imensurável para o estudo sócio-educativo-cultural da
região sisaleira, a biblioteca do Departamento XIV teve a iniciativa de disponibiliza-lo
para empréstimo domiciliar. Uma vez que esses registros estavam dispersos e sem o
devido tratamento técnico, foi desenvolvida uma metodologia que assegurasse a
organização, a conservação e o uso de todo o material, procurando com isso garantir
à comunidade uma fonte de informação segura e de fácil acesso para os
interessados na vida, na cultura do sertão dos Tocós.
Reconhecendo as dificuldades na organização e tratamento técnico de
arquivos sonoros, a metodologia utilizada tem como princípio as técnicas
biblioteconômicas

de

registrar,

catalogar/classificar,

localizar,

divulgar

e

disponibilizar.
O arquivo sonoro do programa é formado por 20 CD-Rom. Vale dizer que o
primeiro programa foi ao vivo e, em função das dificuldades técnicas da Rádio Sabiá
FM, não foi possível assegurar o registro do mesmo. Para assegurar a conservação
do acervo, que é a memória do programa, todos os CD – Rom foram reproduzidos e
somente as cópias são disponibilizadas para empréstimo e consulta. Para facilitar a
recuperação da informação, além da ficha catalográfica, que é de responsabilidade
da bibliotecária e também professora coordenadora do programa, os alunos
elaboram uma ficha contendo a sinopse de cada bloco. Essa prática tem
oportunizado aos alunos desenvolver o poder da síntese, fundamentados na

NBR

6028/Resumos, atividade considerada difícil e também importante entre os discentes.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O programa “Ouça Universidade” vem se destacando como um grande
“espelho de cristal”, que reflete a vida, as pessoas e os costumes do lugar. Como

�“espelho, como ondas, ou como lanças de sisal”; o objetivo é alargar o conhecimento
e deixá-lo circular em todas as direções.

A organização, preservação e

disseminação de todo o artefato sonoro do programa são de inestimável valor para a
comunidade do sertão dos Tocós e de extrema sabedoria por parte da biblioteca do
Campus XIV, que se coloca como parte integrante de uma “onda”, que em constante
movimento deve circular e fazer gerar novos conhecimentos através de uma
informação diáfana.
Fazer parte do projeto “Ouça Universidade” tem sido uma rica experiência
para todos os envolvidos, sobretudo para os alunos. O programa não só proporciona
à comunidade informação de qualidade sobre variados temas como também
assegura a participação dos discentes em atividades que ampliam ainda mais o
leque de possibilidades no curso de Letras. Após seis meses de trabalho ininterrupto,
fazendo/levando informação de qualidade, os alunos são certificados pela PróReitoria de Extensão da Universidade do Estado da Bahia/UNEB, que vem sendo a
atual parceira deste projeto.

PROJECT “OUÇA UNIVERSIDADE”: SOURCE OF INFORMATION AND LEISURE
IN THE SISAL REGION.

ABSTRACT
The “Departamento de Educação- Campus XIV/ UNEB”, perceiving that the Sisal
Region needs a space where social-educative and cultural productions can be
broadcasted, as well as the important information to the comunity where it is inserted,
has been developing a radio program entitled “Ouça Universidade”-Listen Universitywhich is produced by students and teachers, aiming to plan , produce and broadcast
radio programs, in order to support public policies in Letras, Education and culture.
Since it considers such a program as source of research and information to the Sisal
Region, this work presents the project “Ouça Universidade” and the adopted practices
which guarantee the conservation, the dissemination and the use of the whole
program content.
KEYWORDS: Broadcasting. Radio- Programs- Planning. Radio in Education.

�REFERÊNCIAS
FRÓES, Teresinha. Sociedade da informação, sociedade do conhecimento,
sociedade da aprendizagem: implicações ético-polítcas. In: LUBISCO, Nídia M. L.;
BRANDÃO, Lídia M. B.(orgs). Informação e informática. Salvador: Edufba, 2000.
p.283 – 307.
KUNSCH, Margarida Maria. Relações públicas e modernidade. São Paulo:
Summus, 1997.
MARCOVITCH, Jaques. A universidade (Im)possível. São Paulo: Futura, 1998.
NETTO MACHADO, Ana Maria. A relação entre a autoria e a orientação no processo
de elaboração de teses e dissertações. In: BIANCHETTI, Lucídio; ____. A bússola
do escrever. Florianópolis: UFSC; São Paulo: Cortez, 2002. p.45-66.
SANTOS, Milton. Por uma outa globalização: do pensamento único à consciência
universal. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.

∗

zzzventura@bol.com.br. Participante do Programa “Ouça Universidade”, aluna do Departamento de
Educação,
Campus.XIV-UNEB,Conceição do Coité/BA. Brasil.
∗∗
escorpião_Br@yahoo.com.br. Participante do Programa “Ouça Universidade”, aluno do
Departamento de
Educação, Campus .XIV-UNEB, Conceição do Coité/BA, Brasil.
∗∗∗
zpaiva@uneb.br. Coordenadora do Programa “Ouça Universidade”, mestre em Gestão Integrada
de Organizações – UNEB/UNIBAHIA, professora e bibliotecária do Departamento de Educação,
campus .XIV-UNEB, Conceição do Coité/BA,

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56166">
                <text>“Ouça universidade”: fonte de informação e lazer na região do Sisal/BA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56167">
                <text>Menezes, Maria José Ventura; Souza, Fernando Luiz Freitas; Silva, Zuleide Paiva da Silva∗∗∗</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56168">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56169">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56170">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56172">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56173">
                <text>O Departamento de Educação-Campus XIV/UNEB, entendendo que a Região Sisaleira carece de um espaço no qual sejam veiculadas as produções sócio-educativas e culturais e as informações importantes para a comunidade na qual está inserido, vem desenvolvendo um programa de rádio intitulado “Ouça Universidade”, que é produzido pelos alunos e professores e tem como objetivo o planejamento, a produção e a veiculação de programas de radiodifusão sonora, visando apoiar as políticas públicas nas áreas de Letras, Educação e Cultura. Reconhecendo o programa como fonte de informação e de pesquisa para a Região do Sisal, esse trabalho apresenta o projeto “Ouça Universidade” e as práticas adotadas que asseguram a conservação, a disseminação e o uso de todo o acervo do programa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68646">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5145" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4213">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5145/SNBU2004_183.pdf</src>
        <authentication>6bf519bebdd9b4de8001a974aa41721e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56228">
                    <text>WEB SITES O ESPAÇO VIRTUAL PARA A ORGANIZAÇÃO DA
INFORMAÇÃO NAS BIBLIOTECAS
Marilda Corrêa Leite dos Santos∗
Ricardo de Arruda Camargo
Maria Regina Catarino Sarti
Valéria Aparecida Moreira Novelli

RESUMO

Atualmente as bibliotecas universitárias, preocupadas com a quantidade e
diversidade de informações disponibilizada na Internet, vêm procurando desenvolver
seus web sites com excelência, apresentando as funções necessárias para o acesso
eficaz da informação. Estes web sites geralmente são os guias de serviços e
produtos destas bibliotecas. O Web site do Serviço Técnico de Biblioteca e
Documentação do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista –
STBD/IQAr/UNESP tem como objetivo garantir o acesso a informação de forma
rápida e precisa assegurando ao pesquisador o acesso online rápido, eficiente e
eqüitativo aos produtos e serviços oferecidos na Internet. O Web site deste Serviço
proporciona a visibilidade da coleção e a interatividade de alguns serviços e
produtos. A nova versão começou a ser planejada em abril de 2002 utilizando
padrões nacionais e internacionais de criação de sites de bibliotecas. Foi
desenvolvida com as funções classificadas em: função informacional, função
instrucional, função de comunicação, função de pesquisa, função referencial e
função promocional. Porém, com a finalidade de facilitar aos usuários a solicitação
e/ou obtenção de documentos planejou-se além da visibilidade a interatividade,
inserida na função de comunicação. O objetivo deste é relatar as etapas da criação
do web site do STBD/IQAr, e salientar a importância da participação da comunidade
acadêmica durante seu desenvolvimento. A nova versão foi desenvolvida com
software Dreamweaver em linguagem HTML e para os serviços interativos
PHP- HIPERTEXT PREPROCESSOR (linguagem de manipulação de scripts) com
armazenamento em banco de dados com arquitetura do MySQL. Resultados
esperados dentre outros a eficácia na busca da informação e potencialidades
interativas.
PALAVRAS CHAVES: Web Site. Bibliotecas. Arquitetura da Informação.

1 A IMPORTÂNCIA DOS WEB SITES

�Os web sites são como vitrines expondo o que se tem para oferecer, se bem
projetadas e organizadas servem para atrair os clientes. Proporcionam a visibilidade
dos produtos e serviços. O cliente entra para buscar o que deseja, pois acredita que
encontrará além do que procura. A satisfação do cliente depende também de suas
expectativas.
Segundo Hortinha (2001, p.72-73), os consumidores do novo milênio
valorizam

os

seguintes

aspectos:

valor,

preço,

customização,

velocidade,

conveniência, facilidade, personalização, comprar num único local e ter acesso a
soluções integradas, livre serviço, resposta às mensagens. O mesmo autor (2001,
p.119) aponta alguns benefícios referentes à presença na Internet tais como: a)
melhoria da imagem institucional; melhoria do serviço aos clientes;
visibilidade

b) aumento da

e da marca, produtos e serviços; c) expansão para outros mercados; d)

possibilidade de transações online; e) redução dos custos de comunicação.
Para Nielsen (2000, p.14) o web site torna- se a principal interface da empresa
com o cliente. A interface com o usuário torna-se materiais de marketing, a vitrine, o
interior da loja, a equipe de vendas, tudo em um só pacote. Em muitos casos, “o site
torna-se até mesmo o produto em si”.
Neste sentido são elaborados os sites de bibliotecas universitárias, sempre
voltados em atender as necessidades dos seus clientes. As bibliotecas, por sua vez,
podem contar com as novas tecnologias providas da Internet

que permitem a

construção rápida de páginas e sites - web sites na www - world wide web.
Assim como as vitrines os web sites devem ser constantemente atualizados e
avaliados, no intuito de garantir que todos os esforços sejam direcionados à
obtenção da satisfação do usuário. Enfim “a web é um novo meio e requer uma nova
abordagem” (NIELSEN, 2000, p.15).
Vidoti (2004) em estudo sobre Arquitetura da Informação em web sites diz
que a arquitetura da informação atua sobre os web sites, determinando

�primeiramente público e objetivos, e a forma de atingi-los com eficácia e eficiência.
Por meio de desenhos, tenta-se traçar, pensando como um usuário, os possíveis
caminhos que podem ser utilizados, identificando o que pode ser interessante e o
porquê, tendo sempre uma percepção sensível às suas necessidades.
Nos estudos sobre criação de web sites de bibliotecas os profissionais da
informação juntamente com os web designers desenham seus projetos cada vez
mais voltados para os usuários, pois, eles são os clientes desta organização do
conhecimento. Sendo assim, é essencial conhecer a clientela para o planejamento e
elaboração dos sites.

2 OBJETIVO
O presente trabalho trata de um modo geral da elaboração de web site em
bibliotecas universitárias, mas precisamente o caso do STBD/IQAr - Serviço de
Biblioteca e Documentação do Instituto de Química da Universidade Estadual
Paulista - UNESP. Esta abordagem se fez a partir de uma efetiva necessidade de
estruturar as funções, itens e sub itens de modo a garantir a eficiência e a eficácia
do web site deste Serviço.

3 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO WEB SITE DO STBD/IQAR
O Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Química da
Universidade Estadual Paulista - UNESP utiliza seu Web site objetivando garantir o
acesso a informação de forma rápida e precisa, assegurando ao pesquisador o
acesso online rápido, eficiente e eqüitativo aos produtos e serviços oferecidos na
Internet. Porém, com a finalidade de facilitar aos usuários a solicitação e/ou obtenção
de documentos planejou-se além da visibilidade a interatividade. A interatividade

�está inserida nas funções de comunicação, instrucional, pesquisa e referência
através de formulários e/ou endereço eletrônico para contato imediato.
Em 2002, a equipe deste Serviço motivada a proporcionar as possibilidades
do uso potencial do Web site desta Biblioteca projetou a nova versão utilizando as
funções desempenhadas pelos sites com padrões de estrutura nacionais e
internacionais.
A análise da literatura sobre as funções desempenhadas pelos sites de
bibliotecas apresenta diversas abordagens e são descritas de maneira variada por
inúmeros autores. Pacios (2003), por exemplo, diz que as bibliotecas normalmente
classificam as informações dos seus web sites em quatro grupos: Informação sobre a
Biblioteca, Pesquisa, Referência e Educação. Entretanto, para a elaboração do web
site do STBD/IQAr, optamos pela classificação das funções proposta por Amaral e
Guimarães (2002), acrescidos de itens citados por outros estudos, estabelecidas da
seguinte maneira: função: informacional, promocional, instrucional, referencial,
pesquisa e comunicação. As autoras apontaram alguns itens que poderiam indicar
o desempenho de cada função nos sites.
No web site do STBD/IQAr o Menu principal atualmente é composto pelos
seguintes itens: BIBLIOTECA, COLEÇÕES, SERVIÇOS, SALA DE LEITURA, LINKS,
SOLICITAÇÕES, PRODUÇÃO CIENTÍFICA, ATHENA,e CONTATO. As funções
estão classificadas e divididas em itens e sub itens, e/ou cabeçalho e sub cabeçalho.
A figura 1 mostra o Menu principal.

Figura 1 - Menu principal do web site do STBD/IQAR

4 DETALHAMENTO DAS FUNÇÕES

�•

a função Informacional, ou como apresentada por Pacios (2003) “The library”,
“About the library” ou “Library information “ no web site foram inseridos os itens
indicados por Amaral e Guimarães (2002), ou seja, Nome da Biblioteca, Nome
da Instituição mantenedora, Seções da Biblioteca, Equipe, Notícias e
Novidades sobre a Biblioteca, Eventos, Histórico, Missão, Regulamento e
horário da Biblioteca, Números de telefones e fax; Endereço físico e
eletrônicos (e-mail e site), Estatísticas, Informações sobre as instalações
físicas, Visita virtual com fotos ou imagens da Biblioteca. Na figura 2 podem
ser observados os itens referentes a esta função.

Figura 2 - Página principal com itens referentes a função informacional

•

Função

promocional:

nesta

função

são

apresentadas

as

ferramentas

promocionais da Internet tais como: logotipo da instituição e da biblioteca,
banner da biblioteca, webcasting, animações, hot site, como podem ser
observadas na figura abaixo:

Figura 3 - Destaques da função promocional para o banner e os logotipos

�•

Função instrucional: instruções sobre o uso dos recursos informacionais
oferecidos pela biblioteca na forma tradicional e online existentes no site
(AMARAL e GUIMARÃES, 2002), tais como o mapa do site, tutoriais,
instruções sobre o uso do site, informações de como usar serviços e
produtos oferecidos pela Biblioteca. Esta função possibilita o uso de alguns
serviços e produtos através de instrução online, como por exemplo, para a
elaboração de referências de trabalhos acadêmicos a página das Referências
Bibliográficas (figura 4).

Figura 4 – Página “Referências Bibliográficas: guia de orientação”

•

Função referencial: Links para acesso a: bases de dados, fontes de

referências, e-journals, mecanismos de busca, sites de outras instituições e
bibliotecas. Nesta função classificou-se por assunto e por tipo de link, tais como:
-

link de navegação estrutural: um conjunto de páginas subordinadas

à página atual;
-

link

associativo dentro do conteúdo da página, normalmente são

palavras sublinhadas e apontam para páginas com mais informações
sobre o texto âncora;
-

link lista de referências adicionais são links que permitem o

acesso a outros web sites.

São links escolhidos judiciosamente e

agregam valor ao conteúdo do site.

�Esta classificação de links é apresentada por Nielsen (2000, p.55) que aponta
sobre dificuldade de navegar na web, “os usuários muitas vezes são salvos por um
conjunto bem escolhido de links”.
•

Função de pesquisa: segundo as autoras (AMARAL e GUIMARÃES, 2002)

refere-se aos serviços e produtos oferecidos online no site da biblioteca tais como:
catálogo da biblioteca online, lista de periódicos pela biblioteca, e outros.
Apresenta-se para os usuários todos estes itens complementados com serviços e
produtos oferecidos pela Rede de Bibliotecas da UNESP e outras. Esta função
permite no web site atender usuários remotamente, interagindo-se com os serviços
oferecidos. A figura 5 mostra a Página dos Catálogos Coletivos.

DEDALUS
Bibliotecas
UnibibliWEB
UNESP
USP
UNICAMP

CCN
Catálogo
Coletivo
Nacional
de Periódicos

ACERVUS

Figura 5 - Página dos Catálogos Coletivos

•

Função de comunicação: tem a finalidade de interagir com os usuários.

Elaboraram-se
usuários

alguns mecanismos que permitem coletar opinião/satisfação dos

e também a interatividade se estende para alguns serviços como

solicitação de Empréstimos Entre Bibliotecas, Sugestão para Aquisição de Materiais
Bibliográficos e ainda ao serviço de Comutação inteiramente remoto. Todos os
endereços para contatos são visíveis no site.
Sugestão para Aquisição
Aqui você encontrará um formulário que depois
de preenchido será enviado para a Seção
responsável pelo serviço.

Sugestão e/ou Reclamações
A sua participação é muito importante para um
melhor atendimento do usuário.

Figura 6 – Mecanismos de interatividade

Destaca-se ainda o Informes que traz as novidades inseridas no site.

�INFORMES
Acesso direto as
Bases de Patentes
Livros Novos Adquiridos

EVENTOS
QUALIS Classificação
de Periódicos

Figura 7 – Informes

5 ESTRUTURA E SISTEMA DE NAVEGAÇÃO DO WEB SITE

Com a classificação das funções desempenhadas no site iniciou-se a
padronização das páginas. A página principal apresenta os itens relevantes que
permitem o acesso aos sub itens, isto é, às paginas interiores. Esta página, ou seja,
a página principal abre caminho para todas as funções. E as páginas interiores
permitem o retorno à página principal.
A página principal foi dividida em dois frames. O frame superior é fixo, nele
está inserido o menu principal e a identificação do web site. É possível saber “onde
estou” e “para onde vou”. A média é clics dois e no máximo são três para chegar a
informação desejada. Na figura 8 pode-se observar parcialmente a navegação deste
web site.
O Web site deste Serviço está hospedado em servidor localizado na Biblioteca
configurado no sistema operacional LINUX e servidor de web APACHE. A
atualização e manutenção são facilitadas através de acesso remoto de qualquer

�máquina conectada a Internet. O gerenciamento estatístico de uso e acesso é feito
através do software Webalizer.
Dentre as ferramentas utilizadas para a elaboração do web site apontam-se as
seguintes :
Flash – para animações e imagens;
Dreaweaver - editoração em html;
CorelDraw – tratamento e construção de desenhos gráficos;
PHP – formulários eletrônicos;
MySQL – banco de dados;
Photoshop -tratamento de imagens.

Figura 8 – Mapa do Web site do STBD/IQAr

�6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Um dos principais desafios em disponibilizar um web site é estabelecer a
credibilidade como uma meta na operação administrativa. A aparência visual é
literalmente a primeira coisa que o usuário observa quando entra, porém os usuários
voltam a acessar seu web site pelo conteúdo. A satisfação do usuário é a razão
principal para a elaboração e aprimoramento dos sites de bibliotecas, portanto tornase essencial sua participação neste processo de construção. Esta satisfação
depende ainda de suas expectativas bem como do desempenho do tempo real de
resposta. As avaliações devem ser periódicas visando sempre o interesse dos
usuários internos e externos, presenciais e virtuais e da comunidade de um modo
geral.
De acordo com as observações constantes da equipe desta Biblioteca, as
consultas e uso das informações disponibilizadas neste web site têm atendido às
expectativas e os resultados esperados, permitindo ainda a motivação para a
implementação de melhorias e aperfeiçoamentos contínuos. Deve-se reconhecer que
a elaboração de um web site não é uma atividade “de uma só vez”, “feita e acabada”,
é um projeto contínuo enquanto o web site estiver disponíbilizado.
REFERÊNCIAS

AMARAL, S. A.; GUIMARÃES, T. P. Sites de bibliotecas universitárias brasileiras:
estudo das funções desempenhadas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., Recife, 2002. Anais... Recife: UFPe, 2002. 1CD-ROM.
HORTINHA, J. E-marketing Lisboa, Edições Silabo, 2001.
NIELSEN, J. Projetando websites. Rio de Janeiro, Campus, 2000.
PACIOS, A. R. Management-related information on Spanish university library Web
pages. The Electronic Library, v. 2, n6, p.528-537, 2003.

�VIDOTI, S.A.B.G.; SANCHES, S.A.S. Arquitetura da informação em web sites. In:
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., Campinas, 2004.
Disponível em: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8302. Acesso em 28 de
maio de 2004.

∗

UNIP – Universidade Paulista de Araraquara Unidade de Araraquara SP–Brasil marilda@iq.unesp.br;
UNIP – Universidade Paulista de Araraquara Unidade de Araraquara SP–Brasil rcmargo@iq.unesp.br;
UNESP – Universidade Estadual Paulista Instituto de Química da Araraquara Campus de Araraquara
– SP – Brasil resarti@iq.unesp.br e Valéria Aparecida Moreira Novelli* vnovelli@iq.unesp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56193">
                <text>Web sites o espaço virtual para a organização da informação nas bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56194">
                <text>Santos, Marilda Corrêa Leite dos; Camargo, Ricardo de Arruda; Sarti, Maria Regina Catarino; Novelli, Valéria Aparecida Moreira </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56195">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56196">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56197">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56199">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56200">
                <text>Atualmente as bibliotecas universitárias, preocupadas com a quantidade e diversidade de informações disponibilizada na Internet, vêm procurando desenvolver seus web sites com excelência, apresentando as funções necessárias para o acesso eficaz da informação. Estes web sites geralmente são os guias de serviços e produtos destas bibliotecas. O Web site do Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista – TBD/IQAr/UNESP tem como objetivo garantir o acesso a informação de forma rápida e precisa assegurando ao pesquisador o acesso online rápido, eficiente e eqüitativo aos produtos e serviços oferecidos na Internet. O Web site deste Serviço proporciona a visibilidade da coleção e a interatividade de alguns serviços e produtos. A nova versão começou a ser planejada em abril de 2002 utilizando padrões nacionais e internacionais de criação de sites de bibliotecas. Foi desenvolvida com as funções classificadas em: função informacional, função instrucional, função de comunicação, função de pesquisa, função referencial e função promocional. Porém, com a finalidade de facilitar aos usuários a solicitação e/ou obtenção de documentos planejou-se além da visibilidade a interatividade, inserida na função de comunicação. O objetivo deste é relatar as etapas da criação do web site do STBD/IQAr, e salientar a importância da participação da comunidade acadêmica durante seu desenvolvimento. A nova versão foi desenvolvida com software Dreamweaver em linguagem HTML e para os serviços interativos PHP- HIPERTEXT PREPROCESSOR (linguagem de manipulação de scripts) com armazenamento em banco de dados com arquitetura do MySQL. Resultados esperados dentre outros a eficácia na busca da informação e potencialidades interativas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68649">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5149" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4217">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5149/SNBU2004_184.pdf</src>
        <authentication>1525554938c92d1542108a5e841afe9b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56255">
                    <text>BIBLIOTECA DIGITAL MULTIMÍDIA : CAMINHOS E TRILHAS NO CENÁRIO
BRASILEIRO

Rosa Maria Vivona Bertolini Oliveira∗
Maria Célia de Toledo Dubois∗∗

RESUMO
Relatar iniciativas brasileiras e requisitos básicos para geração de biblioteca
digital multimídia, com ênfase em videoteca digital. Os objetos digitais
provenientes de programação de TV universitária trazem conteúdo de interesse
educacional e se constituem ferramentas eficazes de aprendizagem no ensino a
distância – EAD. A biblioteca universitária pode ser excelente parceiro da TV
universitária na busca de caminhos e trilhas para a construção de videotecas
digitais, visto que os saberes e competências dos profissionais envolvidos e
domínio da tecnologia serão compartilhados no processo de criação. Buscar
alternativas possíveis, no cenário nacional para captura de imagens,
representação dos dados (metadados), indexação, recuperação e transmissão de
imagens com qualidade, configurando ambiente para abrigar repositórios de
informação não textual como ferramenta de ensino-aprendizagem, caracteriza o
objetivo deste trabalho.
PALAVRAS - CHAVE: Videoteca digital. Biblioteca digital. TV Universitária.
Ensino a Distância.

1

INTRODUÇÃO

1.1 PORQUE BIBLIOTECA DIGITAL MULTIMÍDIA: VÍDEO DIGITAL
Acompanhando o crescente aumento de objetos digitais e principalmente a
evolução tecnológica para acesso a estes conteúdos, resolvemos trilhar o
caminho para uma videoteca digital, impulsionados por duas motivações. A
primeira, trata-se, na realidade, de um resgate histórico de projeto de pesquisa
iniciado na PUC-Campinas, em 1998/99 sobre Videoteca Digital, no escopo de
um programa de pesquisa da CAPES – PROIN, com o objetivo de integração
entre programas de pós-graduação e graduação em nossa Universidade.

�Esperava-se construir uma videoteca digital que viesse incrementar os recursos
didáticos-pedagógicos disponíveis

nos cursos de graduação, e nos de pós-

graduação oferecidos na modalidade a distância, mediado por computador.
Sendo que nesta modalidade, havia registros positivos na utilização de “clips”
rápidos, já inseridos em alguns cursos.
A proposta era criar videoteca digital utilizando a técnica de quadroschaves (vídeo key frame) em movimento para a apresentação primária do
conteúdo dos vídeos a partir de uma relação alfabética simples de títulos e chegar
a um link para imagem primária dos quadros-chaves que funcionariam como
resumos dos vídeos, conforme pesquisa de O’Connor (1985,1986a e 1986b). A
implementação previa ainda testar o “tempo ótimo” de cada exibição conforme
relato de Ding (1998) e ajustar o tempo de exibição conforme resultados.
Tratava-se de projeto inovador, porém por questões diversas, este não
pode ser concretizado.
Após alguns anos, sentimos que é chegado um novo momento onde a
execução do projeto de videoteca digital no âmbito da PUC-Campinas mostra-se
mais favorável, tendo em vista que os conteúdos digitais textuais já estão
contemplados na Biblioteca Digital da PUC-Campinas, em serviço cooperativo no
âmbito da RICESU – Rede de Instituições Católicas de Ensino Superior que por
meio da Comunidade Virtual de Aprendizagem, solicitou às Bibliotecas destas
Instituições a criação da Biblioteca Digital da CVA-RICESU, atualmente com dois
produtos: - Biblioteca Digital de Dissertações e Teses e Biblioteca Digital de
Artigos, sendo a primeira construída na metodologia TEDE, desenvolvido pelo
IBICT e outra na metodologia ARTE, desenvolvido pelo próprio Grupo de
Trabalho em Biblioteca Digitais da CVA-RICESU. Trabalhar então, com material
imagético-vídeo torna-se o próximo alvo.
A segunda motivação é a contribuição que o SBI – Sistema de Bibliotecas
e informação presta à organização e disponibilização dos programas gerados
pela TV PUC-Campinas à comunidade interna, na medida em que gera para
consulta, em banco de dados MS-Access o conteúdo referencial dessa
programação. O trabalho consiste na copiagem das fitas de vídeo em formato

�VHS, pelo Centro de Apoio Didático, Setor este sob gerenciamento do SBI, e as
cópias, propriamente ditas, ficam armazenadas no Centro de Multimídia da
Biblioteca Setorial do Campus I e podem ser utilizadas pelos discentes, como
reforço de aulas temáticas e pelos docentes, na elaboração dessas aulas ou
ainda para geração de novos conteúdos.
Porém, como a adoção de novas mídias de armazenamento

da

programação da TV PUC que passou a utilizar fitas em padrão digital, surge a
necessidade de novos processos de organização, tratamento e principalmente,
novas formas de disponibilização destes conteúdos.
Forma-se assim, um novo cenário para os vídeos e estreitamento da
parceria SBI e TV PUC-Campinas.
Torna-se pois imperativo, a atualização tecnológica, no que se refere a
hardware, software, no ambiente da Biblioteca, e o que é mais importante e
agregador, torna-se necessário a apreensão de novos saberes para criação de
nova competência demandada por este novo fazer, ou ainda ,
Consolidado está o uso de vídeos, em sala de aula e ambientes
educacionais, de treinamento, de lazer, etc. Trata-se apenas de
uma nova roupagem com grandes vantagens para os usuários. É
uma nova maneira de olhar e usar o velho (MOSTAFA &amp;
OLIVEIRA, 2000, p.9).

Todo e qualquer caminho a ser percorrido deverá ser consensual entre os
parceiros, divididas as responsabilidades e somadas as competências, tanto as já
existentes como as que virão com outros profissionais da área de TICs e das
Comunicações.
1.2 O VÍDEO NO CENÁRIO EDUCACIONAL BRASILEIRO
Neste ponto pergunta-se: Porque vídeo? Para responder esta questão nos
reportamos a importância desta mídia, no cenário educacional brasileiro.
O processo de ensino-aprendizagem vem se utilizando dos recursos da
tecnologia educacional

gerando resultados positivos, notoriamente desde a

década de 70, do século passado.

�A inserção de recursos de imagem neste processo, inicialmente pela
utilização de imagens fixas e posteriormente por imagens em movimento, como
os filmes, enriquecem conteúdos e facilitam a compreensão de conceitos e
consequentemente, podem reforçar o processo de aprendizagem.
Não se trata de um perfil histórico dos meios impressos de comunicação, o
corte é dado em comunicação pela imagem em movimento, mediada pelo vídeo,
na sua forma primeira e pelo vídeo digital.
Como abordado anteriormente, o vídeo em sua forma original , entenda-se
aqui, aquele gravado em formatos digitais e não digitais, tem ainda papel
educacional garantido, exemplos disto são a Fundação Padre Anchieta criada em
1967 e a Fundação Roberto Marinho, que com o apoio da Federação Nacional
das Indústrias criou o Telecurso 2000, projeto de educação voltado para jovens
trabalhadores de 15 a 30 anos e que também visa reciclagem de trabalhadores.
O Projeto TV Escola, do Ministério da Educação, com objetivo principal de
formar, capacitar e valorizar professores para obter melhoria da qualidade de
ensino nas escolas públicas de todo país. Por meio da iniciativa privada em
parceria com as Organizações Globo, surge a TV Futura, ou Canal Futura, com
público-alvo de crianças, alunos do Ensino Médio e Fundamental, professores e
trabalhadores, operando de forma gratuita (MONTEIRO, 2001).
1.3 O VÍDEO E A TV UNIVERSITÁRIA
Nascido no bojo das atividades acadêmicas, o vídeo passou a ser utilizado
no espaço da Universidade nos Anos 70, do século passado, porém com certa
resistência, contudo intensa e extensa foi a participação da comunidade científica
universitária, como co-produtores de vídeos científicos e educacionais na década
seguinte, conforme pesquisa de Bortoliero (2003), que analisou a produção de
vídeos educacionais e científicos nas universidades brasileiras com objetivo de
identificar as centrais de produção naqueles ambientes. Surgem naquela época
os fomatos BETAMAX (Sony) e VHS (JVC) e os formatos U_matic, VHS, SVHS e
Betacam, surgiram entre 1980/86. Nesta época algumas instituições tentaram
implementar políticas audiovisuais, porém sem êxito. Ainda segundo a autora,

�veio à tona a discussão do papel da TV na sala de aula, a divulgação científica e
ainda, a imagem foi institucionalizada como forma eficaz de ensino não-formal.
Na década de 90, do século passado, surge o sistema digital, que substitui
o analógico, revolucionando a produção de vídeos, porém no ambiente das TVs
universitárias este novo sistema foi sendo incorporado paulatinamente.
1.4 EAD E O VÍDEO
O desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicações, vem
renovando o processo de ensino aprendizagem tanto nos cursos presenciais,
como no Ensino a Distância – EAD, onde o vídeo é um recurso substancial neste
universo virtual.
Entendendo que a linguagem visual favorece a percepção acima da
reflexão, e a sensação sobre o conceito, torna-se natural provocar respostas mais
emotivas podendo ou não comprometer o nível de consciência e a possibilidade
de reflexão crítica (FÉRRES, 1996).
Nos processos de ensino-aprendizagem utilizando-se informação textual no
processo

de

leitura,

os

símbolos

são

identificados

como

abstratos

e

convencionais e a interpretação desses símbolos se dá em contexto gramatical e
seus significados são memorizados, já a informação icônica ou imagética é
recebida e percebida sem mediações. Ao perceber uma imagem, descortina-se
para o receptor, algo novo diante daquele signo provocando uma consciência em
aberto e daí novas formas de pensar.
Certo está que os conteúdos audiovisuais caminhem lado a lado, no
processo ensino-aprendizagem, aos outros recursos didáticos-pedagógicos, não
se perdendo a interação aluno-professor, aluno-aluno, aluno-material instrucional
e principalmente, privilegiando o diálogo entre os atores no ensino a distância.
1.5 A TV UNIVERSITÁRIA
Existem várias definições para a Televisão Universitária, mas para a
Associação Brasileira de TV Universitária - ABTU, a que melhor define é

�TV Universitária é aquela produzida por Instituições de Ensino
Superior (IES) e transmitida por canais de televisão (abertos ou
pagos), e/ou por meios convergentes (circuitos internos de vídeo,
TV Web, etc.), voltados estritamente à promoção da educação,
cultura e cidadania”...”pode – e deve – ter uma programação
variada, heterogênea, mesclando informação, cultura, educação,
esporte e entretenimento. Todas as dimensões da vida acadêmica
devem ser mostradas ao público.

Segundo ainda a ABTU, os canais universitários no Brasil totalizam 51, em
todas tecnologias (TV a Cabo, TV Aberta, MMDS, Internet), operados ou ligados
a IES.
1.5 .1 TV PUC Campinas
Com abertura de concessão de TV para as Instituições de Nível Superior
(IES), a PUC Campinas começou delinear em 1998, a construção de uma TV
Universitária, alicerçando-se pelo senso profissional tanto no ponto de vista
técnico como na constituição da equipe, iniciando suas atividades em abril de
2000. Desde então mantém um canal diário e permanente de comunicação e
integração com a comunidade interna e com a sociedade local e regional.
Compromissada que é com a informação de qualidade, com a promoção da
educação, das artes, da cultura, a prestação de serviço e cidadania, referenda o
caráter de TV Pública .
Possui

uma

programação

diversificada

e

qualificada

que

inclui

documentários, entrevistas, “drops de informação”, mantendo sempre o cunho
educativo informacional, exibida em três horários diários, pelo Canal Universitário,
canal 10 da NET. Na definição de temas da sua programação conta com a
participação de toda a comunidade universitária : direção, professores,
estudantes, funcionários, promovendo uma permanente integração. Produz
semanalmente 6 a 7 programas inéditos e seu repositório constitui atualmente
1800 programas, representando mais de 700 horas em vídeo.
O compromisso permanente de integração com a comunidade na busca de
qualidade de vida valeu à TV PUC um importante prêmio jornalístico: o Prêmio
Yara de Jornalismo, versão 2000, na Categoria Projetos Especiais pela série
"Nossa água. Nossa Vida".

�2 CONSTRUINDO A VIDEOTECA DIGITAL

2.1 SITUAÇÃO ATUAL
A construção da videoteca digital no ambiente da PUC-Campinas deverá
remodelar procedimentos e produtos gerados anteriormente, onde soluções
pontuais foram estabelecidas muito mais pelos recursos disponíveis na época, do
que por excelência de padrões de serviços.
O acervo de vídeos, contendo a programação da TV-PUC, está organizado
em base de dados MS-Acess, com dados a partir do espelho da programação
dos 1800 programas. Nesta base constam os campos: data de exibição, título do
programa/matéria/entrevista, assunto, entrevistado e o número do programa. A
base apresenta interface amigável de consulta, porém sua ferramenta de busca é
limitada e os resultados das pesquisas nem sempre se mostram consistentes.
Outra limitação é a atualização da base de dados, pelo descompasso entre o
recebimento da fitas de vídeo em VHS, e o recebimento do espelho de
programação, de onde são retirados os dados, gerando um certo atraso na
alimentação da base. Além disso, as fitas de vídeos não constam do catálogo
online base LVMEN/VTLS do SBI/PUC – Campinas, obrigando o usuário a
realizar buscas em sistemas distintos.
Na busca de solução, alguns objetivos básicos foram estabelecidos:
-

unificar a busca de informações sobre vídeo num único ambiente de

busca de informação;
-

dar maior visibilidade aos conteúdos dos programas gerados pela

TV-PUC Campinas;
-

aumentar a capacidade de busca facilitando a recuperação de

informações ;
-

disponibilizar vídeos em formato digital para uso no ambiente de

ensino a distância e presencial ;

�oferecer recurso informacional para segmentos da sociedade com

-

acesso a web.
Para

tal,

faz-se

necessário

selecionar

as

matérias

de

caráter

informativo/educativo contidos nos 1800 programas, e nesse foco temos a opção
dos programas Ponto de Encontro, caracterizado como espaço aberto para
discussões dos mais variados temas, e o Ponto de Encontro Vida Saudável que
aborda temas de interesse público voltados a saúde como Terapia Ocupacional,
Osteoporose, Saúde da Mulher, entre outros. O conteúdo dessas matérias
representam aproximadamente 200 horas de gravação. Os demais programas
serão tratados em fase posterior.
Fase 1
A videoteca digital na fase 1 terá um modelo relativamente simples (Figura
1), pelo motivo de se utilizar no SBI/PUC-Campinas, software de automação de
biblioteca da empresa VTLS Inc. com diversos módulos (Catalogação, Consulta
(OPAC), Circulação, DSI, Sala de Reserva e outros. Além do ambiente web estar
contemplado e hardware e softwares já estarem disponíveis, caracterizam
condições técnicas favoráveis para a implementação.
A implementação do modelo envolve os processos de captura e
armazenamento da mídia, tratamento técnico e disponibilização. Três atores
agem

de forma

integrada:

TV PUC-Campinas, e dos setores do SBI,

Processamento Técnico e Núcleo de Apoio a Informática.
1. TV PUC: Captura imagens referentes aos programas selecionados,
edita e apesar de ter capacidade de gerar arquivos em qualquer formato
digital, nossa opção pelo formato MPEG-1 se dá por não necessitar de
download de codec (plugin). São gerados 4 arquivos, o de true streaming, o de
audio (MP3), e arquivos para download em 56 kbps e para banda larga que
poderão estar numa única mídia, CD-ROM (700MB).
2. Processamento Técnico: Recebe da TV-PUC os arquivos e
espelho de programação, prepara entrada de dados em planilha específica
para vídeo, catalogando em formato MARC21 (Figura 2), exceto o conteúdo

�da tag 856 (localização de acesso eletrônico) que é atribuído pelo Núcleo de
Apoio a Informática e posteriormente esses registros ficam liberados para
consulta nos OPACs.

�V ID E O T E C A D IG IT A L

A ssu nto

U suário Interno

C onsulta

V IR TU A iP O R TA L
Inte rfa ce de B usca
A u tor
N ° do P rogram a
S inop se

U suário E xterno

Títu lo

S eleção

UR
L

R esultado de B usca

Alimenta Base

R esultado da C onsulta

V irtua iP ortal - V ideos

TV - PUC

O pção S tream ing

A ssistir V ideo
D ow nloa d

Op

B and a La rga
56 K b ps
A udio M P 3

E nvia
V ideos

SBI

çã

oD
o

wn

lo a

S ervidor de S tream ing
d

C o nfirm a

P rocessos T écnicos

N ú cleo
de
Inform ática

Figura 1. Videoteca Digital

A lim enta B ase

S ervidor de D ow nload

Resultado da Consulta

C onsulta

�3. Núcleo de Apoio à Informática: Recebe o material do Processamento
Técnico e em seguida transfere os arquivos (download , som e streaming)
para os servidores de vídeo,

cria o arquivo .html (interface de opções),

preenche a tag 856, e libera os registros para consulta nos OPACs.

001 UP000175217
008 040712s2004 spb028 | vnpor d
082 0 VD1816
090 VD1816-TV-PUC
110 1 TV-PUC Campinas
245 10 Osteoporose / \h [video]
260 Campinas : \b TV PUC, \c 2004.
300 1 video (28min) : \b som.color.
440 1 (Ponto de Encontro Vida Saudável)
505 0 Programa exibido em 28/05/2004
520 Sinopse - Uma doença tipicamente feminina, a osteoporose atinge 200 milhões de
doentes no mundo, cerca de 10 milhões só aqui no Brasil. O Programa Ponto de
Encontro Vida Saudável conversa sobre esta doença que incide, principalmente, em
mulheres brancas, baixas e magras. Seu principal sintoma é a perda de massa óssea, o
que pode provocar fraturas graves durante um tombo rotineiro.
538 MPEG-1.
650 4 Osteoporose.
650 4 Ossos \x Doenças.
650 4 Video.
700 1 Zabeu, José Luís.
856 4 \u http://www.puc-campinas.edu.br \t vd-puc/1816/
997 UP

Figura 2. Entrada de dados - Vídeo

A interface com o usuário, se dá no ambiente de busca iPortal – Vídeos
(Figura 3), onde o usuário dispõe de duas opções de entrada no site do SBI,
portal da PUC-Campinas, selecionando “Videoteca Digital – TV PUC” e a outra,
pelo “Catálogo online”. Na “Videoteca Digital “ o usuário busca apenas no acervo
de vídeos da TV PUC, já no Catálogo online, a busca ocorrerá nos diversos tipos
de materiais catalogados. Ao efetuar
usuário

(interno e externo) receberá

a busca, em qualquer das situações, o
retorno

do número de documentos

recuperados e ao escolher um registro vídeo TV PUC, pode chegar até a
imagem selecionando campo de registro multimídia (URL). Ao selecionar, será
remetido para interface

de seleção

com diferentes opções: Assistir vídeo

(armazenamento no servidor de streaming, podendo assistir através do Windows
Media Player); Download, contendo opção por “Banda Larga”, “56 kbps” ou “Audio

�MP3” (armazenados no Servidor Download). O armazenamento em servidores
distintos é transparente para

os usuários, que ao realizar buscas

poderá

visualizar o vídeo ou efetuar download .

Virtua - iPortal

A ssistir Video

SBI
Alim entação
da
Base

Tratam ento
da
M ídia

Interface do U suário
Interno / Externo

D ow nload:
56 K bps
B anda Larga
Audio M P3
Processos
Técnicos

Consulta
U so / R eprodução
do Video
W indow s M edia Player

N úcleo
de
Inform ática

W EB

Alim entação e M anuntenção
através da Rede

Pu

de
as
R e m p in
a
c
cBanco de D ados
Virtua

Servidor
Virtua

Figura 3. Ambiente da Videoteca Digital

Servidor
Stream ing

Servidor
Download
(Som e Video)

�3 FUTURO DA VIDEOTECA DIGITAL – PUC-CAMPINAS

Para

futuro

próximo,

o

SBI/PUC-Campinas

pretende

desenvolver

repositório digital – vídeos, em parceria com a RICESU, num modelo de depósito
de mídia pelos próprios autores, com alimentação e busca distribuída entre as
bibliotecas partícipes, a exemplo da Biblioteca Digital de Artigos e para tal caberá
decisão conjunta de desenvolvimento de modelo, onde os registros bibliográficos
em formato MARC 21 podem ser convertidos para XML – metadados, ou adoção
de modelos já existentes como o da Biblioteca Digital Multimídia, desenvolvida
pelo GT de Aplicações Interativas de Alta Velocidade, da RNP – Rede Nacional
de Ensino e Pesquisa (www.rnp.br), porém com aproveitamento de dados da
Videoteca Digital aqui apresentada, porém, com soluções tecnológicas mais
atuais em questão de formato de arquivo de imagens (como MPEG-2,3...7) e
upgrade de servidores de mídia Outra opção seria buscar ambiente de biblioteca
digital multimídia que atuem como hospedeiros de conteúdos, a exemplo do
Portal do Conhecimento (www.bibliotecamultimidia.org.br), iniciativa do Instituto
Embratel 21 que mantinha uma videoteca digital, em parceria com universidades,
fundações e Ministérios do Governo Federal,

disponível para consulta,

visualização e download até maio deste ano.
Espera-se ainda, no futuro, evoluir para uma rede de vídeo digital dos
programas produzidos pelas Tvs universitárias ligadas à

RITU - Rede de

Intercâmbio de TV Universitária, ligada à ABTU (www.abtu.org.br), que por meio
da troca de programação poderá oferecer serviço de vídeo sob demanda com
acervo dessas 50 TVs Universitárias.

4 CONCLUSÃO
Este trabalho mostrou a importância do vídeo no contexto da informação,
no ensino a distância e o quanto ainda necessitamos caminhar para o
desenvolvimento e disponibilização dessa mídia em meio eletrônico, mesmo

�sabendo que na outra ponta possam existir aqueles que nem sempre possuem
equipamentos necessários para utilizar plena e adequadamente esse recurso.
Mesmo assim, não podemos frear aquilo que já temos condições de realizar, e
mais que simplesmente inovar é necessário coragem para fazer acontecer. Hoje,
pode ser que o universo que nos propomos a atingir com nosso trabalho não seja
grande, porém deixamos nossa contribuição em idéias e experiências para que
outros o façam ou mesmo evoluam no processo de integração e convergência de
mídias ao alcance não apenas de alguns privilegiados, mas que se possa atingir
camada maior de nossa sociedade .

MULTIMEDIA DIGITAL LIBRARY : WAYS AND TRACKS IN THE BRAZILIAN
SCENARIO
ABSTRACT
To relate brazilian initiatives and basic requirements for multimedia digital library
generation, with emphasis in digital video library. The digital objects proceeding
from university TV programming bring content of educational interest and they
constitute efficient tools of distance education. The university library can be
excellent partner of the university TV in the search of ways and tracks for the
construction of digital video libraries, since the knowledge and competencies of
the involved professionals and the control of the technology will be shared in the
creation process. Search possible alternatives, in the national scenario for pictures
capture, data representation (metadata), indexing, recovery and transmission of
pictures with quality, building environment to shelter nonprint information
repositories as teach-learning tool, characterizes the aim of this article.
KEYWORDS: Digital video library. Digital library, University TV.

Distance

education.
REFERÊNCIAS
BORTOLIERO, S. A produção de vídeos educacionais e científicos nas
Universidades brasileiras: a experiência do Centro de Comunicação da UNICAMP
(1974-1989). Comunicarte, Campinas, n.27, 2003, p.85-99.
DING, Wei. A study on video browsing strategies [online]. Disponível em
http://www.learn.umd.edu/wp/speedexp.html Acesso em 1998.

�MONTEIRO, Claudia Guerra. O papel eudcativo dos meios de comunicação.
Disponível em http://www.ipv.pt?forumedia/3/3_fi3.htm. Acesso em 27 maio 2004.
MOSTAFA, Solange; OLIVEIRA Rosa Maria Vivona Bertolini, Vídeo Digital: o
estado da arte e possibilidades no ensino brasileiro. Revista online Biblioteca Prof.
Joel Martins, Campinas, v.1, n.3, jun. 2000.
O’CONNOR, B.C. Access to moving image documents: background concepts
and proposals for surrogates for films. J.Doc. v.41,n.4, p. 19-24,1985.
______________ Moving image-based serial
summer/Fall, p.19-24,1986a

publications. Serials Review,

_____________ Representation and the utility of moving image documents.
Proceding of 49th American Society of Information Science, v. 23, p.237243,1986L.

∗

Diretora do Sistema de Bibliotecas e Informação - Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Rua Marechal Deodoro, 1099 – Centro – 13020-904 – Campinas – SP - Brasil. vivona@puccampinas.edu.br
∗∗
Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas e Informação - Biblioteca Digital – Pontifícia Universidade
Católica de Campinas, Rua Marechal Deodoro,1099 - Centro - 13020-904 - Campinas, SP, Brasil
bibliotecadigital@puc-campinas.edu.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56229">
                <text>Biblioteca Digital Multimídia : caminhos e trilhas no cenário brasileiro.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56230">
                <text>Oliveira, Rosa Maria Vivona Bertolini; Dubois, Maria Célia de Toledo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56231">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56232">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56233">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56235">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56236">
                <text>Relatar iniciativas brasileiras e requisitos básicos para geração de biblioteca digital multimídia, com ênfase em videoteca digital. Os objetos digitais provenientes de programação de TV universitária trazem conteúdo de interesse educacional e se constituem ferramentas eficazes de aprendizagem no ensino a distância – EAD. A biblioteca universitária pode ser excelente parceiro da TV universitária na busca de caminhos e trilhas para a construção de videotecas digitais, visto que os saberes e competências dos profissionais envolvidos e domínio da tecnologia serão compartilhados no processo de criação. Buscar alternativas possíveis, no cenário nacional para captura de imagens, representação dos dados (metadados), indexação, recuperação e transmissão de imagens com qualidade, configurando ambiente para abrigar repositórios de informação não textual como ferramenta de ensino-aprendizagem, caracteriza o objetivo deste trabalho.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68653">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5153" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4221">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5153/SNBU2004_185.pdf</src>
        <authentication>a37ab17ed1b58501e00d97beadda4045</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56291">
                    <text>COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA EM AMBIENTE ACADÊMICO NA USP:
INSTRUÇÕES PARA DISPONIBILIZAR TRABALHOS IMPRESSOS E
ELETRÔNICOS
Rosana Alvarez Paschoalino∗
Vânia M.B.O. Funaro
Maria Aparecida Bezerra Ayello
Cristiane de Almeida Câmara Carvalho
Eliana Maria Garcia
Kátia Maria de Andrade Ferraz
Maria Cláudia Pestana
Maria José de Jesus Carvalho
Mariza Leal de Meirelles Do Coutto
Suely Campos Cardoso
Telma de Carvalho
Valéria de Vilhena Lombardi

RESUMO
A organização da comunicação científica passa por processo de elaboração e
redação. A forma de divulgação pode ocorrer em diversos veículos de
comunicação, entretanto, no ambiente acadêmico o reconhecimento do
pesquisador se inicia na defesa de um trabalho público, quer seja, trabalho de
conclusão de curso, na graduação e mestrado ou doutorado, na pós-graduação.
No meio científico, algumas regras devem ser observadas para que haja um
perfeito entendimento da proposta apresentada pelo pesquisador, ou seja,
existem regras de normalização a serem seguidas, independentes da área do
conhecimento. Este trabalho procura demonstrar a experiência da Universidade
de São Paulo, na padronização de procedimentos para a elaboração do texto
acadêmico. São analisadas e discutidas as partes que compõe a sua estrutura e
apresenta, como diferencial, três modelos de normas para as referências (ABNT,
ISO e Estilo Vancouver). No momento em que as tecnologias de informação estão
predominando, a USP disponibiliza no Portal Saber (www.saber.usp.br), estas
diretrizes. Instituições de Ensino Superior que não possuem normas
estabelecidas encontram neste documento uma orientação. No âmbito da própria
Universidade, aquelas Faculdades e Institutos que já possuem suas
padronizações podem utilizá-la para enriquecimento de informações. Uma das
vantagens desta publicação é a catalogação na fonte que apresenta os termos
específicos para recuperação do documento no ambiente virtual. Após a defesa
do trabalho, o aluno de pós-graduação disponibiliza sua obra na Biblioteca Digital
de Teses e Dissertações, cumprindo o papel social de divulgação do
conhecimento produzido na Universidade, obedecendo aos padrões exigidos no
meio científico.
PALAVRAS-CHAVE: Comunicação
acadêmico. Documentos eletrônicos.

científica.

Normalização

de

trabalho

�1 INTRODUÇÃO
O panorama tecnológico de modernos recursos computacionais e meios de
comunicação alcançado pela Universidade de São Paulo (USP) se refletiu
especialmente nas Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(SIBi/USP) que já contam com recursos dessa ordem no desenvolvimento de
suas

atividades,

desde

novos

suportes

para

informação,

tratamento,

armazenamento e disseminação até novas formas de relacionamento com o
usuário e outras instituições. Assim, procedimentos biblioteconômicos tradicionais
vêm migrando do ambiente real para o virtual. São exemplos dessa mudança o
catálogo on-line DEDALUS – Banco de Dados Bibliográficos da USP, acesso a
bases de dados referenciais e de textos completos e a comutação on-line, entre
outros. A tecnologia permite a geração de documentos já na forma eletrônica,
otimizando tempo e recursos de produção e divulgação.
Dentre as atividades de apoio à pós-graduação oferecidas pelas
Bibliotecas do SIBi/USP, em suas respectivas Unidades, foram elaborados
manuais em algumas delas, em consonância com suas Comissões de PósGraduação e suas políticas dentro da Instituição, para orientar os alunos quanto à
apresentação do documento tese ou dissertação.
Em 2001 foi proposta a versão preliminar das Diretrizes para Apresentação
de Teses e Dissertações à USP: documento eletrônico ou impresso, com base
nos diversos manuais de orientação elaborados pelas Bibliotecas e no conjunto
de normas técnicas disponíveis, procurando estabelecer um núcleo comum de
características de modo a constituir um padrão USP.
A revisão da versão preliminar das Diretrizes justificava-se em função das
sugestões

encaminhadas

ao

Departamento

Técnico

do

SIBi/USP,

pela

atualização de normas técnicas nacionais sobre o assunto e pelo incremento
pretendido ao processo de armazenagem das teses e dissertações geradas na
USP em formato eletrônico (Biblioteca Digital de Teses e Dissertações).
Com o objetivo de nortear o pós-graduando e auxiliá-lo na estruturação
científica de seu trabalho, que pode contar com o subsídio de um documento
baseado em normas atualizadas, elaborou-se uma versão atualizada dessas
diretrizes. O conteúdo proposto pode ainda ser adaptado à graduação, na

�elaboração dos trabalhos de conclusão de curso, bem como servir de referencial
para outras Instituições.

2 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA
A pós-graduação stricto sensu foi formalmente instituída no Brasil em
meados dos anos 60. Contava na época com 38 cursos no país entre mestrado e
doutorado e surgiu para suprir a demanda por mão-de-obra especializada criada
pelo desenvolvimento econômico; e a necessidade de cientistas, pesquisadores e
técnicos aptos a desenvolverem pesquisas, indispensáveis às mudanças que
emergiam no país. (ZUCCO, 1996).
Segundo Castro (1985), a maior parte da ciência brasileira é produzida na
pós-graduação e divulgada em forma de dissertações e teses. Essa forma de
comunicação científica é o meio pelo qual os pesquisadores tornam conhecidos
os resultados de suas investigações. Nesse contexto, toda pesquisa envolve
atividades diversas de comunicação e produz pelo menos uma publicação formal.
Para Berto (2001), a disseminação do conhecimento científico através de
artefatos de comunicação, atribui prestígio e reconhecimento público aos autores
e Instituições. A cada novo estudo o autor/pesquisador acumula dados e fatos
adicionando-lhes valor através de suas reflexões até a formação de um lastro
significativo de conteúdo que possa ser divulgado.
Explicitamente ou implicitamente é de concordância que a formalização da
comunicação científica resulta da necessidade de compartilhamentos dos
resultados da pesquisa entre os crescentes números de cientistas. Essa produção
bibliográfica, portanto, deve ser indexada em bases de dados referenciais e,
atualmente também nas Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações.
Para que as novas informações e concepções formuladas tornem-se
contribuições científicas reconhecidas pelos pares, devem ser comunicadas de
forma a favorecer sua comprovação e verificação e, a seguir, sua utilização em
novas descobertas. O conjunto dessas atividades constitui o sistema de
comunicação científica que inclui, portanto, todas as formas de comunicação
utilizadas pelos cientistas que pesquisam e contribuem para o conhecimento na

�área. Isto significa que o cientista lança mão das alternativas possíveis para
difusão de seu trabalho.
Com o desenvolvimento da tecnologia de comunicação, em especial
computadores e redes eletrônicas, as formas de comunicação disponíveis à
comunidade científica vêm se modificando, ampliando e diversificando, tornandose cada vez mais eficientes, rápidas e abrangentes, vencendo as barreiras
geográficas hierárquicas e financeiras.

3 BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES DA USP
A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP, foi implantada em
junho de 2001 com o objetivo de facilitar o acesso remoto a essa parte de sua
produção intelectual. A USP possui o maior sistema de pós-graduação do país e a
diversidade e complexidade desse sistema, aliadas à novidade do tema, já que
não havia naquela época outra iniciativa institucional desse porte no país,
apresentaram vários desafios à equipe encarregada do seu desenvolvimento
(MASIERO et al., 2001).
O SIBi/USP (Departamento Técnico e Bibliotecas), em conjunto com a
Comissão Central de Informática (CCI) e Centro de Informática de São Carlos
(CISC) organizou a infra-estrutura para o recebimento e geração de documentos
eletrônicos, iniciando pela armazenagem dos textos das teses e dissertações, o
tratamento, disseminação e recuperação dessas informações na Biblioteca Digital
de Teses, onde reúne teses e dissertações nas áreas de humanas, exatas e
biológicas, com diferentes estruturas e conteúdos. Das mais simples (apenas
texto) até aquelas mais complexas (compostas de vídeos e imagens).
O acesso à Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP pode ser
feito pelo site do Portal do Conhecimento (http://www.saber.usp.br) ou através
do endereço específico em http://teses.usp.br . (Figura 1)

�Figura 1 - Interface pública da Biblioteca Digital

4 METODOLOGIA
A partir do Modelo de Gestão adotado pelo SIBi/USP desde 2001 foi
constituído um Grupo de Estudos com início em agosto de 2002, denominado
DiTeses, constituído por 12 bibliotecárias representando as diferentes áreas do
conhecimento existentes na Universidade, tendo como base as recomendações
da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, órgão representativo da
International Organization for Standardization – ISO, no Brasil. O Grupo pôde
contar também com a colaboração de um membro do Comitê Brasileiro 14

�(Finanças, Bancos, Seguros, Comércio, Administração e Documentação) da
ABNT durante o desenvolvimento do trabalho.
Foram contatadas as 39 bibliotecas do Sistema e aquelas que possuíam
normas para estrutura de trabalhos acadêmicos encaminharam um exemplar ao
Departamento Técnico – DT/SIBi para apreciação. Após análise desses
documentos, respeitando cada área do conhecimento e suas especificidades,
optou-se por criar um documento único para a normalização das dissertações e
teses, contemplando as várias normas utilizadas.
Para a apresentação dos trabalhos acadêmicos foram utilizadas as normas
em vigor da ABNT (1990a, 1990b, 2002a, 2002b, 2002c, 2003), Devido à
amplitude das áreas envolvidas, fez-se necessário utilizar também normas de
referências específicas como ISO (1987, 1997), Vancouver (Comitê Internacional
de Editores de Revistas Médicas) (2001) e APA

(American Psychological

Association) (2001).
Definidas as normas a serem utilizadas foram criados subgrupos para
elaboração dos modelos de referências a partir do DEDALUS contemplando todas
as áreas do conhecimento nas diferentes normas (Figura 2).

�ABNT

SOBRENOME(S) DO(S) AUTOR(ES), Prenome(s) (iniciais ou por
extenso). Título da obra: subtítulo. Edição. Local de publicação (cidade):
editora, data de publicação. Paginação.

PICCINI, A. Cortiços na cidade: conceito e preconceito na reestruturação do centro
urbano de São Paulo. São Paulo: Annablumme, 1999. 166 p.

ISO

SOBRENOME(S) DO(S) AUTOR(ES), Prenome(s) (iniciais ou por
extenso). Título da obra: subtítulo. Edição. Local de publicação (cidade):
editora, data de publicação. Paginação. ISBN.

PICCINI, A. Cortiços na cidade: conceito e preconceito na reestruturação do centro
urbano de São Paulo. São Paulo: Annablumme, 1999. 166 p. ISBN 85-7419-076-4.

Vancouver

Sobrenome(s) do(s) autor(es) Prenome(s) (iniciais). Título da obra:
subtítulo. Edição. Local de publicação (cidade): editora; data de
publicação.

Piccini A. Cortiços na cidade: conceito e preconceito na reestruturação do centro
urbano de São Paulo. São Paulo: Annablumme; 1999.

Figura 2 - Modelos de referência de monografia no todo segundo ABNT, ISO e Vancouver

Com a finalização dos trabalhos dos subgrupos compilou-se a versão
preliminar do documento final, eliminando-se os modelos de referência da norma
APA devido à atualização da mesma, o que inviabilizou sua utilização. Procedeuse à leitura do documento na íntegra para revisão. Para validação o projeto foi
encaminhado para apreciação de três avaliadores: a Diretora Técnica do DT/SIBi,
uma docente da Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP e a Diretora da
Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho” – UNESP.
Após validado, o mesmo foi diagramado pelo próprio Grupo DiTeses e
encaminhado para publicação, sendo essa última versão disponibilizada

�automaticamente no formato eletrônico (http://www.teses.usp.br) e posteriormente
impresso na Série Cadernos de Estudos do SIBi nº 9 (Figura 3).

Figura 3 - Caderno de Estudos do SIBI nº 9

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Essa publicação representa um avanço na contribuição efetiva para os
programas de pós-graduação na USP que poderão adotar o modelo proposto,
garantindo a padronização das estruturas das dissertações e teses, ou contribuir
para a construção do modelo próprio de cada programa de pós-graduação, a
critério das comissões de pós-graduação das Unidades da USP e facilita ainda, o
acesso dos usuários e essas diretrizes ao torná-las disponíveis eletronicamente.
A padronização dos trabalhos científicos contribui para a qualidade de sua
apresentação, facilidade na redação e compreensão do texto, acarretando um
melhor aproveitamento do tempo despendido em sua elaboração.

�ABSTRACT
Organization of the scientific communication goes through processes of
elaboration and composition. Popularization can happen in several communication
vehicles, however, in the academic atmosphere the researcher's recognition
begins in the defense of a public work, may it be, course conclusion work, in the
graduation, dissertation or thesis, in to masters degree. In the scientific
environment, some rules should be observed so that there is a perfect
understanding of the proposal presented by the researcher, that is to say,
normalization rules exist they be she followed, independent of the area of the
knowledge. This work tries to demonstrate the experience of the University of São
Paulo, in the standardization of procedures for the elaboration of the academic
text. They are analyzed and discussed the parts that it composes its structure and
it presents, as differential, three models of norms for the references (ABNT, ISO
and VANCOUVER style). At this moment in that the technologies of information
are prevailing, USP makes these guidelines available in the Knowledge Portal
(www.saber.usp.br). Higher education institutions that don't possess established
norms find in this document an orientation. In the ambit of the own university,
those abilities that already possess its standardization can use it for enhancement
of information. One of the advantages of this publication is the cataloguing in the
source that presents the specific terms for recovery of the document in the virtual
atmosphere. After the defense of the work, the masters degree students make
available their works in the Digital Library of Theses and Dissertations, executing
the social paper of popularization of the knowledge acquired in the University,
obeying the patterns demanded in the scientific environment.
KEY WORDS: Scientific communication. Normalization of academic work.
Electronic documents.
REFERÊNCIAS
AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION. Manual de publicação. 4.ed.
Porto Alegre: ARTMED, 2001. 328 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: informação e
documentação: sumário: apresentação. Rio de Janeiro, 1990a.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: resumos:
procedimentos. Rio de Janeiro, 1990b. 3 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e
documentação: citação em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002a. 7p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e
documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002b. 24 p.

�ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e
documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002c. 6 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: numeração
progressiva das seções de um documento escrito: apresentação: apresentação.
Rio de Janeiro, 2003. 2 p.
BERTO, R. M. V. S. Publicações científicas eletrônicas na percepção de uma
instituição pública de pesquisa em ciência e tecnologia. 2001. 186 f. Tese
(Doutorado em Engenharia de Produção) – Escola Politécnica, Universidade de
São Paulo, São Paulo.
CASTRO, C. M. Há produção científica no Brasil? Ciência e Cultura, São Paulo,
v. 37, supl., p. 165-187, 1985.
FUNARO, V. M. B. O. et al. Diretrizes para apresentação de dissertações e
teses da USP: documento eletrônico e impresso. São Paulo: SIBi/USP, 2004. 115
p. (Cadernos de Estudos do SIBi, 9).
INTERNATIONAL COMMITTEE OF MEDICAL JOURNAL EDITORS. Uniform
requirements for manuscripts submitted to biomedical journals. updated
October 2001. Disponível em: http://www.icmje.org/index.html. Acesso em: 02 out.
2002.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 690:
information and documentation: bibliographic references: content, form and
structure. [S.l.], 1987.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 690-2:
information and documentation: bibliographic references part 2: electronic
documents or parts thereof. [S.l.], 1997.
MASIERO, P. C. et al. A biblioteca digital de teses e dissertações da Universidade
de São Paulo. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 3, p. 34-41, set./dez.
2001.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. A biblioteca digital de teses e dissertações.
São Paulo, 2001. Disponível em: &lt;http://www.teses.usp.br/biblioteca.html&gt;.
Acesso em: 01 jul. 2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Saber. São Paulo, 2001. Disponível em:
&lt;http://www.saber.usp.br/oportal.html&gt;.Acesso em: 02 out. 2002.

�ZUCCO, C. Relação entre pós-graduação e graduação: a pós-graduação no
contexto histórico-educacional. In: ________. Discussão da pós-graduação
brasileira. Brasília: MEC/CAPES, 1996. p. 79-90.

∗

Escola de Engenharia de São Carlos. Av. Trabalhador São-Carlense, 400. São Carlos – SP –
Brasil.
E-mail: rosana@eesc.usp.br; Vânia M. B. O Faculdade de Odontologia. E.mail:
vaniamar@usp.br; Maria Aparecida Bezerra Ayello
Instituto de Geociências e.mail:
maayello@usp.br; Cristiane de Almeida Câmara Carvalho Sistema Integrado de Bibliotecas e.mail:
vaniamar@usp.br; Eliana Maria Garcia Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” e.mail:
emgarcia@esalq.usp.br; Kátia Maria de Andrade Ferraz Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Maria Cláudia Pestana Faculdade de Medicina
Queiroz” e.mail: kmaferra@esalq.usp.br;
Veterinária e zootecnia e.mail: pestana@usp.br; Maria José de Jesus Carvalho Instituto de
Ciências Biomédicas e.mail: mjkarval@usp.br; Mariza Leal de Meirelles Do Coutto Sistema
Integrado de Bibliotecas e.mail:mccouto@sibi.usp.Br; Suely Campos Cardoso Faculdade de
Medicina e.mail: Suely@biblioteca.fm.usp.br; Telma de Carvalho Faculdade de Odontologia e.mail:
telma@usp.br;
Valéria
de
Vilhena
Lombardi
Faculdade
de
Medicina
e.mail:
valeria@biblioteca.fm.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56256">
                <text>Comunicação científica em ambiente acadêmico na USP: Instruções para disponibilizar trabalhos impressos e eletrônicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56257">
                <text>Paschoalino, Rosana Alvarez et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56258">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56259">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56260">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56262">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56263">
                <text>A organização da comunicação científica passa por processo de elaboração e redação. A forma de divulgação pode ocorrer em diversos veículos de comunicação, entretanto, no ambiente acadêmico o reconhecimento do pesquisador se inicia na defesa de um trabalho público, quer seja, trabalho de conclusão de curso, na graduação e mestrado ou doutorado, na pós-graduação. No meio científico, algumas regras devem ser observadas para que haja um perfeito entendimento da proposta apresentada pelo pesquisador, ou seja, existem regras de normalização a serem seguidas, independentes da área do conhecimento. Este trabalho procura demonstrar a experiência da Universidade de São Paulo, na padronização de procedimentos para a elaboração do texto acadêmico. São analisadas e discutidas as partes que compõe a sua estrutura e apresenta, como diferencial, três modelos de normas para as referências (ABNT, ISO e Estilo Vancouver). No momento em que as tecnologias de informação estão predominando, a USP disponibiliza no Portal Saber (www.saber.usp.br), estas diretrizes. Instituições de Ensino Superior que não possuem normas estabelecidas encontram neste documento uma orientação. No âmbito da própria Universidade, aquelas Faculdades e Institutos que já possuem suas padronizações podem utilizá-la para enriquecimento de informações. Uma das vantagens desta publicação é a catalogação na fonte que apresenta os termos específicos para recuperação do documento no ambiente virtual. Após a defesa do trabalho, o aluno de pós-graduação disponibiliza sua obra na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, cumprindo o papel social de divulgação do conhecimento produzido na Universidade, obedecendo aos padrões exigidos no meio científico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68657">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5156" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4224">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5156/SNBU2004_186.pdf</src>
        <authentication>609bf613e1f1159c8e550d55083fc8df</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56318">
                    <text>PROPOSTA DE CONTEÚDO MÍNIMO PARA AS HOME PAGES DAS
BIBLIOTECAS DA USP
Solange Maria Simões Puccinelli∗
Leopoldina Mira S. O. Libardi
Lucia Semensato Zanetti
Marilza Aparecida Rodrigues Tognetti
Adriana Bueno Moretti

RESUMO
A maioria das Bibliotecas pertencentes ao Sistema de Bibliotecas da USP
(SIBi/USP) possuem uma Home Page cujo objetivo é disponibilizar na Internet seus
produtos e serviços, ampliar as possibilidades de busca e recuperação de
informações e propiciar a utilização de seus serviços pelos usuários internos e
externos à Universidade. Foram analisadas todas as Home Pages das Bibliotecas
que integram o SIBi/USP quanto à terminologia, padronização e conteúdo,
possibilitando identificar problemas de omissões de dados, desatualizações, falta
de organização na apresentação e uma infinidade e diversidade de informações e
de termos utilizados para definir, muitas vezes, um mesmo produto ou serviço.
Após análise foi proposto um conteúdo mínimo, de forma estruturada com uma
nomenclatura padronizada e uniforme que traduza de maneira clara e intuitiva o
produto ou serviço disponibilizado pelas Bibliotecas da USP em suas Home Pages,
propiciando uma comunicação fácil e interativa entre Bibliotecas e usuários.
PALAVRAS-CHAVE: Home Pages de bibliotecas. Sistema de informação.

1 INTRODUÇÃO
O Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBi/USP, surgiu com a Resolução
2.226 de 8 de julho de 1981, “com a finalidade de estabelecer a organização
sistêmica para o seu conjunto de bibliotecas, tendo por objetivo apoiar as
atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária. Compõem atualmente o
Sistema: o conjunto de 39 bibliotecas, administrativamente ligadas às respectivas
Unidades Universitárias, o Departamento Técnico do SIBi/USP, responsável pela
coordenação técnica dos programas, projetos, diretrizes e procedimentos para o
Sistema, e o Conselho Supervisor do SIBi/USP, formado por docentes e
bibliotecários da Universidade.” (KRZYZANOWSKI ET AL., 1998b)

�"A Universidade é contribuinte dinâmico no processo pela geração, difusão e
intercâmbio de novas idéias e conhecimentos, ampliando os recursos da pesquisa
e do ensino. Neste contexto, cabe às bibliotecas universitárias tornar disponível a
informação, tanto para apoio às atividades de ensino e pesquisa, como para
subsídio à tomada de decisão. O uso das tecnologias da informação e da
comunicação eletrônica apropriadas ao acesso, à organização e ao processamento
da informação, cada vez mais eficientes e eficazes, fundamentam as ações
estratégicas das bibliotecas universitárias e trazem novos desafios para o
cumprimento de seus objetivos, exigindo um moderno perfil gerencial dos agentes
de informação." (KRZYZANOWSKI, R.F.; COUTTO, M. L. de M. do l., 1998a) “
“Com esse enfoque, a Universidade de São Paulo, através de seu Sistema
Integrado de Bibliotecas – SIBi/USP, vem possibilitando a ampliação dos meios de
acesso e intercâmbio de informação bem como o aperfeiçoamento de seus
serviços bibliotecários, por meio de programas e projetos globais, abrangendo
todas as bibliotecas do Sistema.” (KRZYZANOWSKI et al., 1998b)
“Para incrementar o acesso às informações e aos documentos de interesse
da comunidade acadêmica, foram aperfeiçoados os mecanismos para a sua
localização e acesso, tanto nas próprias bibliotecas do Sistema, como por meio dos
computadores pessoais de docentes, pesquisadores e estudantes, através da
SIBiNet, com a disponibilidade do Banco DEDALUS, na World Wide Web, e das
assinaturas para uso on-line, na Universidade, das bases de dados Current
Contents e Web of Science (Science, Social, Arts and Humanities Citation Index),
esta última disponibilizada pela FAPESP, às instituições de ensino e pesquisa do
Estado de São Paulo.” (KRZYZANOWSKI et al., 1998)
Em 2002 dando continuidade à implantação do novo modelo de gestão para
o SIBi/USP novamente foi oferecido o PROTAP.- Programa de Administração da
Inovação Científica e Tecnológica nos Serviços de Informação cujos projetos finais
visam fornecer subsídios para um bom gerenciamento do próprio Sistema,
apresentando soluções para os problemas pertinentes ao tema, evitando o
desperdício de recursos materiais e as duplicidades de esforços, e por fim e não
menos importante, potencializando os talentos humanos das bibliotecas que
compõem o sistema obtendo o resultado desejado que é sempre a satisfação dos

�usuários. Em função disso, o estudo das home pages das Bibliotecas da USP
despertou nosso interesse.
Atualmente a maioria das bibliotecas do Sistema mantém uma home page,
visando

disponibilizar

na

Internet

seus

produtos

e

serviços,

ampliando

significativamente as possibilidades de busca e recuperação de informações pelos
docentes, pesquisadores, alunos da própria unidade de vínculo, bem como pela
comunidade acadêmica da USP e para os demais pesquisadores e instituições do
País e do Exterior. A infinidade de termos atualmente inseridos nas páginas das
bibliotecas para definir, muitas vezes um mesmo produto ou serviço acaba
dificultando a pesquisa e frustrando o usuário. Considerando-se imprescindível a
comunicação interativa entre as bibliotecas do

sistema e toda comunidade de

usuários, propõe-se um índice de unitermos padronizados e eficientes que
traduzam de maneira intuitiva a informação que está sendo disponibilizada.
A presente proposta visa a uniformidade na disponibilização das
informações nas home pages das bibliotecas do Sistema, propondo padrões para
a descrição de produtos e serviços, com base em um nível mínimo de conteúdo
com objetividade, uniformidade e clareza na apresentação das informações e a
utilização de uma interface amigável que facilite a navegabilidade, evitando assim,
excesso de imagens, frames e alguns scripts Java, que tornam muito lenta a
transferência de informações das páginas das home pages para arquivos.

2

OBJETIVOS
Elaborar uma proposta de sugestão de conteúdo mínimo de informações

para as home pages das Bibliotecas da USP, de forma estruturada, com uma
nomenclatura padronizada e uniforme, visando maior interatividade entre as
unidades do sistema e principalmente a rápida recuperação da informação e
utilização dos serviços e produtos oferecidos.

3

JUSTIFICATIVA

�Mediante a omissão, desatualização, diversidade de nomenclatura e
categorização, irregularidade no método de organização para a disponibilização de
informações nas home pages das Bibliotecas da USP, constatamos a necessidade
de elaborar uma proposta de conteúdo mínimo, de forma padronizada e
normalizada, para a divulgação dos produtos e serviços oferecidos.

4

PRODUTOS RESULTANTES E METAS
O produto resultante desse projeto será uma proposta de conteúdo mínimo

de informações para as home pages das Bibliotecas da USP e de um padrão para
a descrição de serviços e produtos por elas oferecidos, privilegiando o acesso
rápido, claro e preciso às informações e recursos disponibilizados.
Os textos Considerações de concepção de Web Site e O que não fazer
na Web, que visam propiciar algumas considerações básicas e relevantes no
processo de criação e manutenção de páginas Web, fazem parte do trabalho
original,

disponível

em

http://www.sibi.usp.br/gestao/protap/trab/Sites_Bibliotecas.doc.

5

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Ficou estabelecido que o trabalho seria composto pelas etapas relacionadas

abaixo, que teriam seus prazos de realização pré definidos em função do tempo
disponível para a concretização do projeto.
Fase I – Consulta e levantamento dos sites das Bibliotecas da USP
•

Relacionar as informações contidas nas home pages

•

Categorizar as informações

•

Detectar as Bibliotecas que não possuem home page

•

Analisar e tabular as informações

Fase II – Levantamento Bibliográfico
Fase III – Definir elementos informacionais essenciais
Fase IV – Normalizar a linguagem de descrição de produtos e serviços
Fase V – Elaboração da proposta

�Foram feitas consultas aos sites das bibliotecas até 24 de outubro de 2002 e
tabulados os resultados conforme exemplificado no Quadro I.

�1

1
1
1

MZ

FM

EEFE

EE

IEE

1

ICMC

1

IF

IFSC-C

FZEA

MAE

HU

ESALQ

1

IFSC

1

FOB

1

CQ

FD

1

ECA

IEB

FFCLH

IP

IB

1

FO

1

BCRP

EESC

CENA

1

IO

1

IQSC

MP

FE

FSP

IGC
1

FMVZ

Acervo
1
Acervo da USP - DEDALUS global
Acervo do IF - DEDALUS local
Acervo e pesquisa
Acervo Local
Acervo não-latino e romeno
Acervo USP
Acervo/ Dados
Acervos USP/UNESP/UNICAMP [UnibibliWEB]
Acesse a Biblioteca Virtual na na home page
Acesso a Banco de Dados
Acesso à Informação
1 1
Acesso ao Banco de Dados Bibliográficos da USP
– Dedalus
Acesso ao Dedalus
Acesso e Políticas de Circulação
Ajuda
Alerta
1
Alerta periódicos
AMS - Tabela de Classificação
Applied Science Technology
Apresentação
Aquisições 2002
Assistência ao Usuário
Atendimento
Atendimento de cópias via Sistema Ariel
Avalie o nosso site
Banco Bibliográficos da USP ( Dedalus ) (S)
Banco de Dados Bibliográficos
Banco de Dados Externos

IME

EP

FEA

Itens encontrados nas Home Pages

CEBIMAR

Quadro I - Itens encontrados nas home pages

1

1
1
1
1
1

1

1

1

1

1

1
1

1
1
1

1
1

1

1
1

1
1
1
1

1

1

1

1

1
1

1

1
1
1

1

1

1

1

1

1

1

1

1
1
1

1
1

1
1
1
1

1
1

�Realizou-se então um diagnóstico que demonstrou a real necessidade de
padronização e normalização dos sites, no que tange ao conteúdo mínimo
necessário, que possibilite uma divulgação mais eficiente dos serviços e produtos
oferecidos nas home pages, promovendo melhor e maior visibilidade das
Bibliotecas que integram o SIBi/USP na Internet.
Constatou-se que 5 bibliotecas, que correspondem a 12,32% do Sistema,
não possuem home page ou apenas trazem apresentação ou histórico na página
da Unidade.
Na análise dos sites detectou-se as seguintes ocorrências:
a)

Formas diversificadas de organização

b)

Falhas na disponibilização da informação

c)

Informações desatualizadas

d)

Links inativos

e)

Vários níveis de conteúdo
40% com ausência de endereço
32% não apresentam a equipe
25% não inclui link para o DEDALUS

f)

Ausência de links institucionais
USP
Unidade
SIBi

g)

Diversidade na categorização
Exemplifica-se,

claramente

através

do

ítem

“Normalização

Bibliográfica e Orientação aos Usuários” aparecem vinculados tanto
ao link “Informações” quanto ao link “Serviços”.
h)

Nomenclatura diferenciada.
Como exemplo, o DEDALUS aparece com diversas nomenclaturas:
Acervo da USP - DEDALUS global
Acervo do IF - DEDALUS local
Acervo Local
Acervo USP
Acesso ao Dedalus
Banco Bibliográficos da USP ( Dedalus )

�Bases de Dados do SiBI
DEDALUS
Dedalus global (Global)
Dedalus local (Local)
Periódicos e Monografias [DEDALUS Local]

6

PROPOSTA DO CONTEÚDO MÍNIMO PARA AS HOME PAGES DAS
BIBLIOTECAS DA USP
Finalmente foi elaborada a proposta contendo elementos informacionais

básicos para a descrição de forma padronizada e normalizada que assegurem a
interatividade e o acesso rápido aos produtos e serviços oferecidos.
Para tanto foram considerados os itens de maior ocorrência e os que a
equipe, baseada na literatura consultada, julgou indispensáveis para a identificação
e divulgação dos produtos e serviços.
Alguns exemplos de termos adotados:
a) Os itens DEDALUS Global e DEDALUS Local foram escolhidos em
detrimento ao item DEDALUS por possuírem as maiores freqüências entre os
demais itens e em virtude de garantir o acesso ao catálogo local, visto que a
manutenção do catálogo local e do global não ser feita simultaneamente.
Acervo da USP - DEDALUS global
Acervo do IF - DEDALUS local
Acervo Local
Acervo USP
Acesso ao Dedalus
Banco Bibliográficos da USP ( Dedalus )
Bases de Dados do SiBI
DEDALUS
Dedalus global (Global)
Dedalus local (Local)

2,5%
2,5%
2,5%
2,5%
2,5%
2,5%
2,5%
45%
5%
7,5%

b) Optou-se por sugerir Bases de dados em CD-ROM e Bases de
dados online por estes termos apresentarem maiores freqüências e por serem
mais específicos que Bases de Dados, possibilitando ao usuário identificar quais
os recursos de informática que necessitarão para efetuar suas buscas.

�Bases de Dados
Bases de Dados do SiBI
Bases de Dados e Publicações online externas
à USP (link do DT/SIBi)
Bases de dados em CD-ROM
Base de Dados em Literatura Cinzenta
Bases de dados em rede local
Bases de dados externas à USP
Bases de dados online

17,5%
2,5%
2,5%
17,5%
2,5%
2,5%
2,5%
42,5%

Sugerimos a inclusão de algumas bases de dados online que são de
interesse para qualquer área do conhecimento. Caberá à Biblioteca relacionar as
bases de dados em CD-ROM que possui e outras online de interesse de seus
usuários no respectivo link principal.
c)

Optou-se por Bibliotecas Virtuais por ser plural como os demais itens

relacionados na Tabela II.

Biblioteca Virtual
Bibliotecas Virtuais

5%
5%

Neste item foram relacionadas as consideradas indispensáveis devido a
relevância e por serem produzidas pela USP e/ou em parceria com outras
instituições de ensino e pesquisa.
d) Em 67,5% das home pages analisadas o item Equipe é incluído, só
que poucas apresentam todas as seguintes informações: Nome, cargo, seção, email, telefone.
Apresentação
Informações
Informações Gerais

22,5%
7,5%
20%

Horário
Horário de Atendimento
Horário de funcionamento

12,5%
15%
45%

e) Optou-se por Revistas Eletrônicas por ser o termo de maior
ocorrência nos sites analisados e por ser um termos que permite links
subordinados.

�Revistas Eletrônicas
Periódicos Eletrônicos (eletrônicos)
Periódicos Eletrônicos da CAPES
Periódicos Indexados
Periódicos online
Periódicos on-line CAPES

10%
5%
2,5%
2,5%
7,5%
2,5%

Tabela I – Proposta do Conteúdo Mínimo para as home pages das Bibliotecas
da USP
Categoria da
informação

Links principais

Informações ou
Links subordinados

Apresentação

Apresentação

Acervo
Dados Estatísticos
Histórico
Horário de funcionamento
Missão
Regulamento

Banco de Dados

DEDALUS Global
DEDALUS Local
Portal CRUESP/Bibliotecas

Bases de dados em CDROM

Bases de Dados

Bases de Dados online

Bibliotecas Virtuais

Bibliotecas Virtuais

Equipe

Equipe

Identificação

Bibioteca Digital de Teses e Dissertações
Derwent (Patentes)
Dissertation Abstracts
JCR (Journal Citation Report)
Web of Science
SABER

Biblioteca Virtual de Óptica Básica e Aplicada
Biblioteca Virtual em Saúde Mental
Biblioteca Virtual em Saúde Pública
BibVirt - Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro
PROSSIGA

Nome, cargo, seção, e-mail e telefone

�Nome da Biblioteca
Logotipo da Biblioteca (se
houver)
Contato

Layout

Links Institucionais

Melhor visualização em:
(nome do browser)
Créditos

Unidade
USP
SIBi

Links Interessantes

Links Interessantes

Localização

Endereço
Mapa

Novas Aquisições

Novas Aquisições

Recursos do Web site

Acesso rápido
Busca no Site

Revistas Eletrônicas

Serviços e Produtos

Revistas Eletrônicas

Serviços/Produtos

Bibliotecas da USP
Catálogos Bibliográficos
EDUSP
QUALIS – CAPES

Portal .periódicos. da CAPES
ProBE
RICTEC
SciELO

Comutação
Empréstimo
Empréstimo entre Bibliotecas
Fotocópias
Normas para Elaboração de Dissertações e Teses
Orientação Bibliográfica
Pesquisa Bibliográfica
Publicações
Publicações da Biblioteca
Publicações da Unidade
Treinamentos Formais
Treinamentos Informais

�Visita Orientada

Sugestões

Sugestões

Visita Virtual

Visita Virtual

7

CONCLUSÃO
A modernização obtida no Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade

de São Paulo, com a adoção de recursos proporcionados pela tecnologia da
informação, aliados a processos de gestão cooperativa e compartilhada, possibilita
a consolidação e expansão dos serviços bibliotecários prestados aos usuários da
comunidade acadêmica. Em decorrência, vem sendo agregado maior valor às
informações existentes nas Bibliotecas, em seu acervo local ou virtual, bem como
estão sendo ampliadas as possibilidades de intercâmbio bibliográfico com as
instituições congêneres do país e do exterior. Daí a importância de que haja uma
disponibilização de ferramentas que permitam ao usuário do Sistema satisfazer
suas necessidades informacionais, facilitando as experiências de aprendizagem
desde as mais simples até as mais complexas, na sua busca contínua por
atualizações. Consolidando a imagem sistêmica das Bibliotecas da USP, fazemos
delas uma parte ativa do processo de construção do conhecimento pois é o
conhecimento como fonte sustentável, que coloca o usuário em tempo real com as
descobertas científicas que é a chave para o desenvolvimento de uma sociedade
com qualidade de vida.
“O aumento da procura por fontes eletrônicas de informação acaba por exigir
que desenvolvamos novas estruturas para organizar a informação” (LEVACOV,
1997), daí a necessidade de uma padronização que permita uma divulgação mais
eficiente dos serviços e produtos oferecidos pelas Bibliotecas em suas home
pages, possibilitando uma melhor e maior visibilidade sistêmica do SIBi/USP na
Internet.
Para que isso realmente se concretize, deve haver um comprometimento de
todo o Sistema no apoio de suporte técnico às Bibliotecas, para a interligação dos

�recursos informacionais oferecidos com as necessidades dos usuários, que devem
nortear toda e qualquer mudança nos procedimentos existentes.
Posteriormente à apresentação do trabalho completo no encerramento do
PROTAP, o Departamento Técnico do Sistema de Bibliotecas da USP - DT/SIBi
recomendou que as bibliotecas integrantes do Sistema adotassem as sugestões
apresentadas para a criação e reformulação de suas home pages.

REFERÊNCIAS

AMARAL, S. A.; GUIMARÃES, T. P. Sites das bibliotecas universitárias brasileiras.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., Recife,
2002. Anais... Recife: UFPE, 2002.
BAX, M. P. As Bibliotecas na Web e Vice-versa. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.3, n.1, p.5-20, 1998.
CARDOSO, S.C. et al. Relato da experiência de se criar o Web Site do Serviço de
Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo. In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS, 12.,
Recife, 2002. Anais... Recife: UFPE, 2002.
KRZYZANOWSKI, R.F.; COUTTO, M. L. de M. do. Novas tecnologias e gestão
da informação no Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. Disponível em:
&lt;http://www.usp.br/sibi/nov-tecn.html&gt;. Acesso em: 15 de jul. 1998.
KRZYZANOWSKI, R.F. et al. Implantação da informatização em bibliotecas
universitárias para aperfeiçoamento e modernização dos serviços: relato
deexperiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP - SIBi/USP. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., Fortaleza,
1998. Anais... Fortaleza: Tec Treina, 1998b.
LEVACOV, M Bibliotecas virtuais: (r)evolução. Ciência da Informação, v.26, n.2,
p.125-135, 1997.
MOREIRA, A. Web Design: desafio do site bem feito. São Paulo, SENAC,
2002./Apostila/

�NEVES, Iara Braz. Fundamentos de Internet. São José dos Campos, ITA, 2000
/Apostila/

∗

Instituto de Química de São Carlos – IQSC/USP - Av. Trabalhador Sãocarlense 400 – Centro 13566-590 - São Carlos - SP Brasil. PCARP; Campus de Ribeirão Preto – Biblioteca Central, Av.
dos Bandeirantes 3900 – 14040 – Ribeirão Preto – SP Brasil; Escola de Engenharia de São Carlos
– EES/USP – Av. Carlos – IFS/USP –Av. do trabalhador Sãocarlense 400 – Centro- 13566-590 –
São Carlos – SP Brasil; Instituto de Física de São Carlos – IFSC/USP – Av. trabalhador Sãocarlense
400 – Centro – caixa postal 369 – 13560-970 – São Carlos – SP Brasil; Escola Superior de
Agronomia Luiz de Queiroz – ESALQ/USP- Av. Pádua Dias 11- caixa postal 09 – Bairro Agronomia
13418-900 Piracicaba – SP Brasil. Solange@iqsc.usp.br; miraleo@bcrp.pcarp.usp.br;
zanettil@sc.usp.br; marilza@if.sc.usp.br; abmorett@esalq.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56292">
                <text>Proposta de conteúdo mínimo para as home pages das bibliotecas da USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56293">
                <text>Puccinelli, Solange Maria Simões; Libardi, Leopoldina Mira S. O.; Zanetti, Lucia Semensato; Tognetti, Marilza Aparecida Rodrigues; Moretti, Adriana Buenoi</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56294">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56295">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56296">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56298">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56299">
                <text>A maioria das Bibliotecas pertencentes ao Sistema de Bibliotecas da USP (SIBi/USP) possuem uma Home Page cujo objetivo é disponibilizar na Internet seus produtos e serviços, ampliar as possibilidades de busca e recuperação de informações e propiciar a utilização de seus serviços pelos usuários internos e externos à Universidade. Foram analisadas todas as Home Pages das Bibliotecas que integram o SIBi/USP quanto à terminologia, padronização e conteúdo, possibilitando identificar problemas de omissões de dados, desatualizações, falta de organização na apresentação e uma infinidade e diversidade de informações e de termos utilizados para definir, muitas vezes, um mesmo produto ou serviço. Após análise foi proposto um conteúdo mínimo, de forma estruturada com uma nomenclatura padronizada e uniforme que traduza de maneira clara e intuitiva o produto ou serviço disponibilizado pelas Bibliotecas da USP em suas Home Pages, propiciando uma comunicação fácil e interativa entre Bibliotecas e usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68660">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5159" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4227">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5159/SNBU2004_187.pdf</src>
        <authentication>99dd1adae815077efa0372e69fe84a23</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56345">
                    <text>PROGRAMA DE APOIO À PUBLICAÇÕES-PROGAP
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Sueli Goulart∗
Maria da Conceição Torres∗∗
Cristina Amélia Carvalho∗∗∗

RESUMO
A chamada Era do Conhecimento sinaliza a necessidade do investimento no
acesso a novas tecnologias, aliado ao processo da sedimentação do aprendizado
contínuo para a formação de saberes. Um novo tempo se apresenta para as
Organizações, reunindo diferentes tipos de agentes de múltiplas áreas, adotandose políticas de ações interdisciplinares, possibilitando a mobilidade de visões,
filosofias e posturas profissionais. No caso das bibliotecas universitárias, como
ambientes organizacionais de geração, tratamento e disseminação da informação,
observa-se um contexto de reflexão e tomadas de decisão, que envolvem novas
posturas na sua infra-estrutura, incluindo os profissionais que trabalham na mais
diversas especialidades. Este relato, traduz a ação conjunta de uma proposta
interdisciplinar dos pesquisadores de pós-graduação da área de administração e
biblioteconomia, no sentido de disponibilização de informações especializadas em
administração através de ambientes presencial e virtual. Trata-se da instalação do
PROGAP ( Programa de Apoio à Publicação) do PROPAD (Programa de Pós
Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco).
Apresenta-se a fundamentação teórica que alavancou a idéia do Programa, seus
objetivos, justificativa, metodologia de instalação e possíveis formas de avaliação.
Conclui-se evidenciando a postura do profissional bibliotecário, transmutando o
papel de agente intermediário para o papel de agente formador e no circuito da
informação.

1 INTRODUÇÃO

Não há lugar comum mais comum, salve-se a redundância, do que dizer
que vivemos um tempo de mudanças. Cada nova geração considera que seu
tempo é de mudanças mais acentuadas, mais radicais que as anteriores. Assim
também as organizações e as profissões. Cada uma delas se considera a mais

�afetada e, via de regra, preocupa-se em buscar formas de se adaptar ao novo
momento.
A idéia de adaptação sugere que assumimos - gerações, organizações,
profissões – posturas passivas. Paradoxalmente, nos sentimos no centro de
mudanças vorazes, mas sobre as quais não temos nenhum controle.
Entretanto, mudanças fazem parte do processo histórico de construção da
sociedade desde os tempos do homem coletor até ao homem organizacional da
sociedade globalizada. São, portanto, movidas por atores sociais que lhes dão
formatos e rumos.
Os diversos períodos de mudança encerram diferenças nas suas
características e peculiaridades que irão traçar-lhes diferentes perfis. Na
sociedade primitiva, num mundo puramente natural, os indivíduos constituíam
pequenos grupos ou tribos, caçavam, coletavam ou pescavam para sua
sobrevivência e comunicavam-se exclusivamente pela voz. A habilidade manual,
a força física e a proximidade eram a base de sobrevivência de nossos ancestrais.
Na sociedade agrícola já se contam com ferramentas que ampliam a força
muscular, produção artesanal, algumas leis que regulam as relações num sistema
feudal e inicia-se a tentativa de compreensão do mundo natural por meio do
conhecimento matemático e astronômico, mas com grande domínio do misticismo.
Além da voz, os indivíduos já escrevem e manuscritos registram e levam
mensagens. O recurso fundamental é a terra, onde se produz e se vive.
A sociedade industrial rompe com esse formato especialmente pela grande
mobilidade demográfica que gerou, o estabelecimento da economia de mercado,
da produção padronizada dirigida a um consumo de massas, da especialização.
Sistemas econômicos e políticos representam os grandes embates entre os
interesses entre os proprietários dos meios de produção e a força de trabalho,
agora transformada em mercadoria. O capital físico, a posse de bens, é o recurso
fundamental.

�Contemporaneamente, no que se convencionou chamar sociedade do
conhecimento, a sensação é que, para além das efetivas rupturas, predomina o
discurso das enormes potencialidades das novas tecnologias de informação e
comunicação, da globalização e da nova economia convivendo com realidades de
regionalização, polarização, marginalização. O valor central – o conhecimento –
capacidade essencialmente humana e social, adquire também caráter mercantil e,
na disputa pelo acúmulo e posse desse capital, luta-se por seu controle,
individualizando-o e dele se apropriando por meio de sofisticadas tecnologias.
Universidades e bibliotecas compõem o universo histórico e social desde a
Antiguidade, acompanhando ou provocando mudanças desde suas origens:
formação teológica, escolas profissionais, centros de pesquisa, formação para o
mercado de trabalho, educação continuada, educação à distância...; monges
copistas, incunábulos, Gutemberg, microfilmagem, computadores, fibra ótica...
Uma das diferenças entre nós que aqui estamos e aqueles outros que lá
estiveram é que somos contemporâneos da transição de um modelo para outro,
cuja idéia central é a complexidade. Complexidade no sentido da convivência de
modelos eventualmente paradoxais, de imbricamento. Mudanças agora não
ocorrem somente de um lado para outro, de uma tecnologia para outra, mas
geram um círculo vicioso complexo, que confunde causas e efeitos em redes
excêntricas, ou seja, não há um centro, nem um início e um fim.

Estamos,

portanto, presentemente forjando estruturas que já sabemos fluidas e voláteis.
Assim, o que fazemos, o que criamos, como reagimos está relacionado à
forma como percebemos o contexto em que vivemos. Organizações, grupos e
indivíduos constroem e reconstroem seus significados e seu posicionamento num
processo contínuo de ação e reação ao contexto, constituindo-o e sendo por ele
constituídos.
As universidades e suas unidades de informação, teoricamente, são
instituições sociais que refletem demandas da sociedade ao mesmo tempo que as
criam pois detém um capital específico, qual seja, o da produção e disseminação

�do conhecimento. Por isso são consideradas organizações que se posicionam (ou,
melhor dizendo, deveriam se posicionar) na vanguarda dos acontecimentos. Não é
outro o sentido das intensas e freqüentes discussões acerca de reformas do
sistema de ensino superior e dos currículos das escolas de biblioteconomia.
No campo da ação prática, parece haver resistências e incertezas na
formatação de novos modelos, sejam de universidades ou de bibliotecas, haja
vista a perpetuação de estruturas anacrônicas, apesar de tantas mudanças em
seu entorno e tantos discursos a esse respeito. Consideramos que a análise do
contexto de referência e de suas implicações organizacionais contribuem para
compreender as transformações que ocorrem, preparar-se para os desafios e
antecipar cenários.
Ao longo dos últimos quatro anos, vimos trabalhando sobre essa temática
(CARVALHO e GOULART, 2003a; 2003b). Mas, para ir além disso, é necessário
exercitar uma prática inovadora. É o que relataremos neste trabalho,
apresentando a experiência de implantação do Programa de Apoio à Publicação
do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco (PROGAP/PROPAD/UFPE).

2 O CONTEXTO DE REFERÊNCIA NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO E
SEUS REFLEXOS NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

O pano de fundo sobre o qual faremos a discussão das mudanças
relacionadas às bibliotecas universitárias é a passagem da sociedade industrial
para a pós-industrial ou sociedade do conhecimento. Admitimos que não há, de
fato, uma ruptura de modelos, mas uma transição que molda um contexto
complexo, como já dito, para o qual a flexibilidade parece ser a palavra de ordem.

�A figura abaixo ilustra as transformações em nível da sociedade e das
organizações,

especialmente

impulsionadas

pelas

novas

tecnologias

de

informação e comunicação, que serão discutidas neste trabalho.

Figura 1 – Transformações societárias e organizacionais influenciadas pela
tecnologia de informação

D IM E N S Ã O F ÍS IC A

D IM E N S Ã O V IR T U A L

C on te x tos In stitu cion a is d e R eferên cia em T ra n sform a çã o
L o cal

N acion al

In tern acion al

E stru tu ra s org a niza cion a is corresp ond en tes
O rgan ização
fech ad a

O rgan ização
ab erta

A Ç Ã O P R E D O M IN A N T E
(T E R )

O rgan ização
em red e

A Ç Ã O P R E D O M IN A N T E
(A C E S S A R )

Fonte: CARVALHO e GOULART, 2003a.

Aos elementos posicionados à esquerda da figura 1, correspondem os
pressupostos da sociedade industrial e do modelo fordista, quais sejam, a ênfase
na dimensão física das organizações (os grandes espaços físicos); a localidade e
proximidade dos recursos; a concentração nos processos internos; e a posse dos
bens e produtos a oferecer.
A sociedade industrial e o modelo fordista que lhe corresponde disseminou,
para a quase totalidade das organizações, formatos organizacionais, e técnicas
gerenciais que lhes imprimiram caráter eminentemente racionalista e burocrático.
Homogeneidade, totalidade, racionalidade eram os focos centrais dos
processos de modernização que orientaram a organização de vastos setores da

�vida organizacional.

Vinculado ao setor industrial em sua origem, o modelo

fordista e a organização taylorista mostraram-se adequados à lógica racional
predominante inclusive no setor de prestação de serviços públicos, incluindo
educação, como as universidades, e informação, como as bibliotecas.
Como marco dessa transformação no Brasil pode ser citada a criação, em
1938, do Departamento de Administração do Serviço Público (DASP), a partir do
que, segundo Martins (1997), ocorreu uma revolução na administração pública sob
a égide da meritocracia e de outros padrões tipicamente burocráticos. No campo
específico das universidades, o decreto-lei n. 53/66 procura imprimir maior
racionalidade e eficiência mediante o princípio da não duplicação de meios para
fins idênticos ou equivalentes (CUNHA, 2001).
Ainda na década de 60, a implantação da Reforma Universitária de 1968
teve fortes reflexos sobre a organização do trabalho acadêmico e das diversas
unidades de suporte, entre as quais, as bibliotecas.
As mudanças que caracterizam o período de transição situam-se ao centro
e mostram um percurso que cada dia mais nos aproxima da virtualização dos
espaços, da internacionalização das relações e do posicionamento em redes
organizacionais que priorizam o acesso à posse.
A tradução do contexto nas bibliotecas universitárias foi claramente
ilustrada nos trabalhos de Ferreira (1980) e Mercadante (1990), realizados nas
décadas de 70 e 80. O primeiro caracterizou o contexto referenciado no local, na
busca de centralização, otimização de recursos e fortalecimento das unidades. O
segundo, mostra repercussões do primeiro sobre a estruturação dos sistemas de
bibliotecas. O contexto, de âmbito nacional, caracterizado remetia para a busca de
coordenação de ações em estruturas sistêmicas, a articulação de recursos
complementares e o fortalecimento de relações interorganizacionais.
Os trabalhos acima citados serviram de base para Carvalho e Goulart
(2003b) discutirem a relação entre contexto e estrutura das bibliotecas
universitárias brasileiras. Nesse exercício, identificaram as tendências trazidas no

�bojo do novo modelo de organização social caracterizando o contexto global da
sociedade do conhecimento. Na análise dessas autoras, o novo contexto remete
“para estruturas mais flexíveis, tematicamente especializadas, articuladas em
redes de naturezas diversas, com ênfase no compartilhamento de recursos e
referenciadas a um universo informacional global” (CARVALHO e GOULART,
2003b), conforme a reprodução da figura abaixo.

Figura 2 – Tendências a partir da década de 1990

Universo
Informacional

Universo
Administrativo

Relação Hierárquica
Administração
Central da IES

Relação Técnico-profissional

Unidade Central
Unidade
de
Conteúdos
Específicos

Unidade
de
Conteúdos
Específicos

Rede temática
nacional
(ex: BIREME)

Unidade
de
Conteúdos
Específicos
Rede de serviços
específicos
(ex: PROQUEST)

Rede de serviços inespecíficos
(ex: Bibliodata/CALCO e OCLC)

Rede temática internacional
(ex: Medline)

Fonte: CARVALHO e GOULART, 2003b.

Vê-se que os sistemas de informação das universidades adquiriram
amplitude global. Entretanto, ao contrário da homogeneidade na oferta de
serviços, como no modelo fordista, o novo cenário requer a oferta de serviços
específicos,

a

públicos

heterogêneos

e

com

interesses

informacionais

diversificados. A ênfase no acesso à informação e a diversidade de formatos e

�suporte trazem, para os profissionais bibliotecários, a necessidade de repensar
sua atuação e de criar novos mecanismos e estruturas inovadoras na oferta de
serviços.
Se contamos hoje com maior facilidade de acesso, contamos também com
um volume descomunal de informações que, sem uma abordagem adequada,
mais perturba do que orienta o trabalho de estudantes e pesquisadores. E estes,
são cada vez mais instados à produzir e a divulgar o conhecimento. Entretanto, a
facilidade de acesso e o volume excessivo tornam o uso de informação
qualificada, relevante e pertinente uma das etapas mais complexas da produção
acadêmica. Se já não mais requerem um intermediário entre eles e a informação,
necessitam apoiar-se em estruturas que os habilitem a encontrar o que desejam,
lhes antecipem oportunidades e lhes assegurem confiabilidade num universo tão
caótico quanto rico, potencializado pelas novas tecnologias de informação e
comunicação.
Sem perder de vista a função social das bibliotecas e dos bibliotecários,
mas, ao contrário, reforçando-a, a análise da evolução do contexto de referência
das bibliotecas universitárias conduziu à proposição de um serviço de informação
que

atendesse

aos

requisitos

de

contemporaneidade,

especificidade

e

complementaridade, traduzida numa experiência que será relatada na seqüência.

3 O PROGRAMA DE APOIO À PUBLICAÇÃO DO PROPAD/UFPE

A partir da reflexão acerca da evolução do contexto de referência das
bibliotecas universitárias, começamos a vislumbrar novas possibilidades de
atuação por parte dos bibliotecários e também novas demandas dos usuários,
particularmente os vinculados à Pós-Graduação.
Os mecanismos de avaliação e a especificidade da área de Administração
têm colocado a publicação no centro da vida acadêmica de professores e

�estudantes. São conhecidos os pesos atribuídos pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) ao volume e tipo de
publicações dos programas de Pós-Graduação bem como a importância dessa
agência na legitimação dos Cursos. Por outro lado, o caráter aplicado e de campo
de conhecimento em formação atribuído à Administração reforçam a importância
da produção e publicação acadêmicas como mecanismo de afirmação da área e
de disseminação de seus estudos, das organizações ou das técnicas estudadas.
Num campo de conhecimento específico, as demandas informacionais dos
usuários são, geralmente, mais sofisticadas e urgentes, requerendo um tratamento
especial, particularizado. Ao mesmo tempo, a consolidação de modelos de
sistemas de bibliotecas, com seus catálogos coletivos e serviço de empréstimo
automatizados permitem uso autônomo das coleções locais e mesmo acesso a
documentos e serviços externos via Internet.
Imaginamos, então, que a implantação de um serviço específico de apoio à
publicação no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Administração da
Universidade Federal de Pernambuco (PROPAD/UFPE) propiciaria a articulação
entre uma prática bibliotecária inovadora e o atendimento a uma demanda latente,
cujos frutos poderão ser o fortalecimento de ambas as áreas de conhecimento e
do aumento da interdisciplinaridade no tratamento das questões ligadas à
informação e comunicação acadêmicas.
Numa brevíssima descrição, situamos a criação do PROPAD/UFPE em
1995, com a oferta do Curso de Mestrado e, a partir de 2000, com a implantação
do Curso de Doutorado, concentrados na área de Gestão Organizacional.
Contando com cerca de 100 dissertações defendidas, o PROPAD está,
neste ano, em sua décima turma em Mestrado e iniciando o processo de seleção
para a terceira turma de Doutorado, prevendo as primeiras defesas de tese para o
ano de 2005.
A trajetória do PROPAD nestes dez anos mostra uma crescente melhoria
da qualidade dos cursos oferecidos, seja mediante a ampliação quantitativa e

�qualitativa do quadro de professores ou a repercussão dos trabalhos produzidos
por docentes e alunos apresentados em importantes eventos, nacionais e
internacionais, da área.
A implantação do Programa de Apoio à Publicação (ProgAP), resultado da
articulação entre a reflexão feita sobre a evolução do contexto de referência das
bibliotecas universitárias e as demandas dos professores e estudantes, visa então
fortalecer a experiência já bem sucedida do PROPAD, avançando para maior
qualificação e disseminação dos trabalhos produzidos neste âmbito.
Assim, o ProgAP tem, como objetivo principal, proporcionar uma
infraestrutura de apoio à produção científica e à pesquisa acadêmica aos
professores, pesquisadores do Departamento de Ciências Administrativa (DCA) e
aos alunos do PROPAD, por meio da oferta de serviços e produtos específicos. A
operacionalização é composta por duas dimensões: presencial e virtual.
A dimensão presencial compreende a disponibilização de um profissional
bibliotecário para coleta, seleção e atualização de informações especializadas na
área de Administração, orientação dirigida, individual ou coletiva, à elaboração de
textos acadêmicos e suporte no uso de normas de documentação
A dimensão virtual compreende a criação e manutenção de um link no site
do PROPAD, disponibilizando acesso às fontes de informações, serviços, editais,
chamadas de trabalhos e convênios de interesse para o público alvo, conforme
apresentamos na proposta de estruturação abaixo.

Figura 3 - ESTRUTURA DO LINK ProgAP
Home: Texto de apresentação do ProgAP
ACESSE FONTES DE INFORMAÇÃO
Bibliotecas – catálogos on-line
Bibliotecas virtuais temáticas
Publicações eletrônicas
Periódicos
Dicionários

�Documentos avulsos
Teses e dissertações
Entidades e Associações Profissionais
Bases de dados
ACESSE SERVIÇOS
Normas para apresentação de dissertações e teses – PROPAD/UFPE
Template
Cadastro de especialistas
Tradutores e revisores de textos
Registro de publicações, marcas e patentes
ISSN
ISBN
Lei de direitos autorais
INPI
Normas de publicação em periódicos diversos
Gestão.Org
O&amp;S
RAC
RAP
RAE
COMUT
ACESSE EDITAIS, CHAMADAS &amp; CONVÊNIOS
Editais
Chamadas de trabalhos
Convênios

O princípio orientador do PROGAP é o permanente acompanhamento das
necessidades informacionais dos usuários e das informações que circulam,
desordenadamente, no mais das vezes, nos canais de comunicação. A dinâmica e
a interação entre os profissionais, serão, portanto, a mola mestra da atualidade e
pertinência do serviço proposto.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�Nos últimos anos, as discussões acerca de mudanças no perfil profissional
do bibliotecário tem proliferado e promovido discussões no âmbito das escolas e
associações profissionais. Em geral, resultam em mudanças no nome do curso –
de Biblioteconomia para Ciência da Informação - e mudanças curriculares, na
tentativa de acompanhar as transformações que ocorrem no universo social.
Em sua maioria, as mudanças têm como centro as novas tecnologias de
informação e comunicação e as análises tomam como ponto de partida a
formação de profissionais para atuarem no novo contexto.
Neste trabalho procuramos destacar que a “leitura” do contexto macroorganizacional contribui para compreender as questões de fundo que movem as
mudanças contemporâneas e, a partir delas, perceber tendências e criar novas
formas de estruturação organizacional, incluindo novos formatos de serviços e
interações.
Na verdade, não acreditamos que o formato proposto para uma estrutura
de apoio à produção e publicação científica venha a substituir os serviços
oferecidos pelas bibliotecas centrais ou setoriais das Universidades. Não obstante,
consideramos

que

particularizando-os

surgem
e

para

qualificando

complementar
a

atuação

os

serviços

profissional

ofertados,
em

ações

interdisciplinares.
Num universo tão dinâmico como o informacional, profissionais e
organizações carecem de permanente contextualização. Esse fato não implica,
necessariamente, no rompimento com os princípios de uns ou de outras mas,
agregar à sua atuação e estrutura todas as possibilidades de ampliação de seus
papéis sociais. Mais especificamente, aos bibliotecários e às bibliotecas cabe
reavivar seus princípios de apoio à formação de capacidade crítica e
complementar à produção do conhecimento uma vez que podem constituir, nas
universidades, o elo essencial no ciclo da geração do conhecimento.
Isso é o que pensamos para o ProgAP, ao imaginá-lo estruturalmente
flexível, pronto para apoiar a produção acadêmica em todas as suas fases, desde

�a geração até à divulgação, atendendo às peculiaridades de um campo do
conhecimento. Diante de tantas possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias,
nossa proposta vai na direção do que já anunciava Gilberto Gil, em 1997:
aproveitar “a vazante da infomaré” para saber “com quantos gigabytes se faz uma
jangada, um barco que veleje nesse infomar” (GIL, 1997). Ou seja, precisamos
buscar meios de navegação mais adequados a esse oceano de informações que
inunda a grande rede mundial e que se constitui no ícone do novo modelo societal.

REFERÊNCIAS
CARVALHO, Cristina Amélia; GOULART, Sueli. Contexto de referência em
transformação: as bibliotecas universitárias sob o signo da sociedade da
informação. In: CARVALHO, Cristina Amélia; VIEIRA, Marcelo Milano Falcão.
Organizações, cultura e desenvolvimento local: a agenda de pesquisa do
Observatório da Realidade Organizacional. Recife: EDUFEPE, 2003a. Cap. 15, p.
289-305.
______ . Formalismo no processo de institucionalização das bibliotecas
universitárias. RAP: Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 37, n. 4,
p. 921-938, jul./ago. 2003.
CUNHA, Luiz Antonio. Reforma universitária em crise: gestão, estrutura e
território. In: In: TRINDADE, Hélgio (Org.). Universidade em ruínas: na república
dos professores. 3. ed. Petrópolis: Vozes; Porto Alegre: CIPEDES, 2001. p. 125148.
FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras : análise de
estruturas centralizadas e descentralizadas. São Paulo : Pioneira, 1980.
GIL, Gilberto. Pela Internet. In: ______. Quanta . [s.l.] : Warner Music, 1997. 2
discos compactos : digital, estéreo. 063018644-2. Disco 01, música 11.
MARTINS, Humberto Falcão. A ética do patrimonialismo e a modernização da
administração pública brasileira. In: MOTTA, Fernando C. Prestes; CALDAS,
Miguel P. Cultura organizacional e cultura brasileira. São Paulo : Atlas, 1997.
Cap. 10, p. 171-183.

�MERCADANTE, Leila M. Z. Análise de modelos organizacionais de bibliotecas
universitárias nacionais. Brasília : PNBU, 1990.

∗

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco; Bibliotecária da Universidade Federal de Alagoas. Campus A. C. Simões – Tabuleiro
do Martins 57072-970 – Maceió – AL – Brasile-mail: sueligoulart@uol.com.br
∗∗
Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco; Bibliotecária da
Universidade Federal de Pernambuco. Av. dos Economistas, s/n – Cidade Universitária 50670901 - Recife – PE – Brasil e-mail: cufpe@ufpe.br
∗∗∗
Doutora em Ciências Econômicas e Empresariais pela Universidade de Córdoba – Espanha;
Professora do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco Av. dos Economistas, s/n – Cidade Universitária 50670-901 - Recife – PE – Brasil email: cris_carvalho@uol.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56319">
                <text>Programa de apoio à publicações - PROGAP um relato de experiência do Programa de Pós-graduação da Universidade Federal de Pernambuco.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56320">
                <text>Goulart, Sueli; Torres, Maria da Conceição; Carvalho, Cristina Amélia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56321">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56322">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56323">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56325">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56326">
                <text>A chamada Era do Conhecimento sinaliza a necessidade do investimento no acesso a novas tecnologias, aliado ao processo da sedimentação do aprendizado contínuo para a formação de saberes. Um novo tempo se apresenta para as Organizações, reunindo diferentes tipos de agentes de múltiplas áreas, adotando-se políticas de ações interdisciplinares, possibilitando a mobilidade de visões, filosofias e posturas profissionais. No caso das bibliotecas universitárias, como ambientes organizacionais de geração, tratamento e disseminação da informação, observa-se um contexto de reflexão e tomadas de decisão, que envolvem novas posturas na sua infra-estrutura, incluindo os profissionais que trabalham na mais diversas especialidades. Este relato, traduz a ação conjunta de uma proposta interdisciplinar dos pesquisadores de pós-graduação da área de administração e biblioteconomia, no sentido de disponibilização de informações especializadas em administração através de ambientes presencial e virtual. Trata-se da instalação do PROGAP ( Programa de Apoio à Publicação) do PROPAD (Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco). Apresenta-se a fundamentação teórica que alavancou a idéia do Programa, seus objetivos, justificativa, metodologia de instalação e possíveis formas de avaliação. Conclui-se evidenciando a postura do profissional bibliotecário, transmutando o papel de agente intermediário para o papel de agente formador e no circuito da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68663">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5162" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4230">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5162/SNBU2004_188.pdf</src>
        <authentication>7f6a7edb557996e814cbf728399549d0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56372">
                    <text>PERIÓDICOS : O GERENCIAMENTO DA COLEÇÃO FRENTE AS NOVAS
TECNOLOGIAS
Vanja Nadja Ribeiro Bastos∗
Márcia Maria Silvestre Bastos∗∗
Cecília Maria Pereira do Nascimento∗∗∗

“Um bom leitor é alguém que evita um certo número de livros, um bom
bibliotecário é um jardineiro que poda sua biblioteca... Eis aí temas
inéditos de nossa época”. (Roger Chartier)

RESUMO
O surgimento dos periódicos eletrônicos e, posteriormente, a criação do Portal de
Periódicos da CAPES, modificaram o paradigma existente em relação às coleções de
periódicos científicos publicados em papel disponíveis nas bibliotecas das
universidades públicas federais. Ao mesmo tempo, o corte nas verbas destinadas às
assinaturas ocasionou a descontinuidade das coleções, dando origem a uma coleção
incompleta e impondo uma modificação na forma de acesso a informação. Discute-se a
forma de atuação das bibliotecas das universidades públicas na gerência do acervo de
periódicos a fim de prover as novas necessidades dos usuários que, frente a essas
transformações, desenvolveram novos hábitos de pesquisa.

1 INTRODUÇÃO
Com o advento de novas tecnologias a pesquisa científica passa a apresentar
um desenvolvimento acelerado tornando disponível uma grande massa de informação
e conhecimento a ser divulgado e processado em tempo recorde como requisito de
sobrevivência para o pesquisador.
Entre as modernas tecnologias que surgem no cenário atual está o periódico
eletrônico que promove, a partir do surgimento do Portal de Periódicos da CAPES,
uma profunda alteração tanto no gerenciamento dos acervos quanto nos serviços das
bibliotecas universitárias modificando os hábitos de pesquisa dos usuários. Para
inserção nesse novo contexto a biblioteca universitária deve buscar transformar suas

�estruturas, alterar as relações intra e extra-organizacionais e passar a ser um
organismo em contínua mutação.
Apresenta-se a evolução do impresso para o eletrônico até o surgimento do
Portal de Periódicos e analisa-se seu impacto nas bibliotecas universitárias.

2 EVOLUÇÃO DO IMPRESSO E DO ELETRÔNICO
O tema da crise do livro ligada à superprodução aparece desde a
Segunda revolução industrial do livro, no século XIX, a dos anos 18601870, quando se abandona a composição manual de Gutenberg para
passar à era do monotipo e depois à do linotipo. O aumento das
tiragens, o crescimento da produção impressa, sem falar da produção
do jornal e a multiplicação dos periódicos e revistas, acompanham esta
mutação técnica. Antes de 1860 as tiragens não cresceram
significativamente. O número de títulos aumenta a cada ano, mas não
em proporções consideráveis. Se considerar que no fim do Antigo
Regime havia entre três ou quatro mil títulos publicados na França,
atinge-se seis ou oito mil títulos em 1860. É depois desta data que o
crescimento muda de escala, surgindo a partir de 1910 o tema de uma
crise de superprodução, discutindo-se a idéia de haver livros demais
com relação à capacidade dos leitores. (Chartier, 1997)

A partir do século XX ocorre um “imenso crescimento do número de periódicos
científicos, que nesse período passou de cerca de 10 mil títulos em papel para mais de
um milhão em vários tipos de suporte” (Krzyzanowsky &amp; Taruhn, 1998). Surgem daí
novos recursos informacionais, como hipertexto, hipermídia, listas de discussão,
conferências virtuais, além da versão eletrônica de documentos impressos.
Lancaster (1995) divide o desenvolvimento das publicações eletrônicas em
quatro etapas:
• Na primeira etapa ocorre o uso de computadores para gerar a publicação
impressa (processadores de texto, editoração eletrônica);
• Na segunda etapa o texto passa a ser distribuído em formato eletrônico,
sendo esta versão eletrônica exatamente igual à versão impressa;

�• Na terceira etapa a publicação eletrônica ainda apresenta o formato da
impressa porém agrega alguns diferenciais, como possibilidade de pesquisa,
produção de metadados e serviços de alerta;
• Finalmente, na quarta etapa, as publicações são elaboradas já voltadas
para o formato eletrônico, explorando realmente todos os seus recursos de
hiperlink, hipertexto, som, movimento etc.
Após um período inicial em que se acreditava que os recursos eletrônicos não
teriam aceitação porque ninguém se interessaria por esse tipo de leitura, a comunidade
científica foi surpreendida por uma avalancha de produtos eletrônicos como as bases
em texto completo, os periódicos eletrônicos e, mais recentemente, os livros
eletrônicos.
Na década de 90 surgiram várias iniciativas de consórcio de bibliotecas, tanto
em âmbito nacional como internacional, com o objetivo de juntar recursos para a
aquisição de periódicos eletrônicos tendo em vista o alto custo das assinaturas de
periódicos. Um exemplo de iniciativa foi o Programa de Bibliotecas Eletrônicas
(PROBE) que era um consórcio entre as universidades públicas do Estado de São
Paulo e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde
(BIREME) criado e mantido com o apoio da FAPESP.
A aquisição de periódicos internacionais das bibliotecas universitárias federais
era patrocinada pelo Programa de Apoio a Aquisição de Periódicos (PAAP), da
Coordenação de Apoio ao Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério
de Educação e Cultura, criado no início dos anos 90 e que abrangia 9700 títulos os
quais eram distribuídos às Instituições Federais de Ensino Superior (IFEs) através de
33.000 assinaturas. Esse programa mostrou-se ineficiente devido à dificuldade de
controle e ausência de articulação entre seus usuários.
A partir de 1999, devido às restrições orçamentárias impostas pela
desvalorização do Real, torna-se inviável a manutenção do PAAP que sofre algumas
modificações passando para a competência das IFEs a aquisição dos periódicos com

�verba oriunda da CAPES e oferecendo como inovação o acesso a bases referenciais
como a Web of Science (WOS) e a Silverplatter.
Durante o ano de 2000 foi criado um Portal na Internet para acesso pelas
instituições federais públicas com pós-graduação e pelas universidades particulares
consideradas como de excelência pelos critérios da CAPES. Este Portal mantinha e
ampliava as bases referenciais WOS, DII e Silverplatter e acrescentava bases de texto
completo, confiáveis e de qualidade, como a Science Direct, Ideal, OVID, SciELO e
HighWire. O programa previa, ainda, a complementação da infra-estrutura de acesso
ao Portal para as bibliotecas das IFEs com a liberação específica de verba para a
aquisição de equipamentos de informática.
A finalidade do Portal era oferecer acesso à informação científica e tecnológica
às IFEs de todas as regiões do País, em igualdade de condições, através da
distribuição de publicações eletrônicas pela Internet, reduzindo, desta forma, as
desigualdades regionais. A partir de 2001 foram incluídas, progressivamente, mais 14
instituições de ensino superior do Estado de São Paulo que atendiam aos requisitos da
CAPES. Nesse mesmo ano o Portal foi aprimorado com a agregação de novas bases
eletrônicas, ao mesmo tempo em que eram oferecidos diversos treinamentos para os
bibliotecários das instituições participantes do programa como forma de facilitar seu
acesso e promover sua ampla divulgação.
Segundo informações da CAPES o Portal atende hoje cerca de um milhão de
usuários, possibilitando a comunidade acadêmica de 130 instituições brasileiras,
públicas e privadas o acesso a um acervo de mais de 7.500 periódicos de texto
completo e 80 bases referenciais de dados.

3 O PERIÓDICO ELETRÔNICO

O periódico eletrônico pode ser definido como aquele que possui artigos com
texto integral, disponibilizados via rede e com acesso on-line, podendo existir ou não
em versão impressa ou em qualquer outro tipo de suporte. Ele surge como uma

�solução para algumas das grandes preocupações da biblioteca universitária como a
redução de gastos, a economia de espaço de armazenamento e o acesso mais rápido
à informação.
Entretanto, a adoção do suporte eletrônico pelas bibliotecas gera dúvidas ainda
não totalmente equacionadas. Com relação a custos, ainda não se encontram
disponíveis informações relevantes quanto a possibilidade de que a versão eletrônica
apresente um preço menor do que a impressa porém acredita-se que o fator custo de
manutenção do acervo em papel deve representar um adicional na avaliação dessa
forma de suporte.
Por outro lado, não se pode garantir que, uma vez tendo sido feita uma
assinatura eletrônica, a assinatura impressa deva ser cancelada por não existirem,
ainda, garantias de acesso à coleção quando houver terminado o prazo da assinatura.
Outro fator importante é que grande parte das coleções retrospectivas não estão
disponíveis em formato eletrônico havendo necessidade de preservação da coleção
impressa.
O fator facilidade de acesso é um grande benefício do suporte eletrônico,
embora não deva ser considerado como um fim em si mesmo em detrimento do fator
qualidade da informação.
Gorman (2003) analisa um projeto apresentado pela The State University of New
York, Albany, onde se investiga o desenvolvimento da WEB no acesso às bases de
dados e periódicos eletrônicos e no qual são indicados vários itens relativos ao suporte
eletrônico a serem avaliados em um projeto como esse. Entretanto, esse projeto não
sugere, em nenhum item, que seja avaliada a qualidade da informação. Ou seja, os
autores estão falando da tecnologia e não da informação.
Gorman (2003) enfatiza, ainda, que “assiste-se atualmente a proliferação de
documentos na WEB porque adotou-se o paradigma de que se algo existe já pode ser
digitalizado e, com isto, perde-se a função tradicional da seleção, isto é, sobre o que
deveria ser disponibilizado eletronicamente. O que deveria ser feito, é filtrar antes, de

�modo a criar coleções virtuais de grande conteúdo. Na verdade não temos necessidade
de mais informação na WEB mas sim de informação com qualidade”.
Porém na definição do que é informação de qualidade podem ser perdidas
informações valiosas. Como podemos determinar o que é o melhor? Este tem sido
sempre um impasse para os profissionais de informação e é onde a tecnologia falha
porque as respostas só podem ser dadas pela inteligência humana.
Informação com qualidade é ainda mais relevante para as bibliotecas de países
em desenvolvimento como o Brasil onde os recursos são escassos e as quais não
podem se dar ao luxo de oferecer uma informação inadequada somente porque ela
está disponível na WEB, ao contrário daquela que é realmente necessária. O
pesquisador quando acessa um tipo de informação, talvez não possa compará-la com
outra, porque esta não estará disponível para ele. O que o usuário necessita é da
melhor informação, a informação “de ponta”, para que ele possa alcançar o resultado
de que precisa, ou seja, tornar-se um bom cientista ou médico ou, ainda, atingir os
resultados desejados em suas pesquisas, e essa informação pode estar disponível
apenas em forma impressa.
Um fator que representa uma vantagem do periódico eletrônico sobre a versão
impressa é a rapidez na produção e distribuição obtida com a eliminação de algumas
fases do processo de publicação e com a comunicação com os autores e referees que
também é feita de forma eletrônica.
Os recursos audiovisuais, assim como imagens tridimensionais com movimentos
e sons representam um poderoso atrativo, assim como os links que possibilitam o
acesso a outros textos do mesmo autor, a assuntos correlatos ou a diferentes partes do
mesmo artigo. Porém, ainda enfrenta-se problemas de rede, como por exemplo, a
baixa velocidade para conexão o que compromete a qualidade de imagem ou som.

4 O USUÁRIO E O TEXTO ELETRÔNICO

�Pode ser observado, através das informações disponibilizadas pela CAPES em
seu Portal de Periódicos que o número de consultas ao mesmo vem duplicando a cada
ano. Em 2003 foram realizadas cerca de 9 milhões de consultas às bases referenciais
tendo sido baixados mais de 7,5 milhões de artigos pelos usuários. Até abril de 2004
foram realizadas mais de 2 milhões de consultas às bases referenciais e mais de 2,8
milhões de artigos foram baixados, com mais de 475 mil novos visitantes ao site. Se
por um lado essas informações parecem indicar que é grande a aceitação dos
periódicos eletrônicos pela comunidade de pesquisadores brasileiros por outro lado é
importante ressaltar que essa comunidade, em sua maioria, está impossibilitada de
usufruir outra forma de acesso.
O relatório “Use and users of electronic library resources : an overview and
analysis of recent research studies”, publicado pelo .Council on Library and Information
Resources, analisa mais de 200 publicações que enfocam o uso dos recursos
eletrônicos em bibliotecas, publicados entre 1995 e 2003. Os estudos usaram métodos
variados de pesquisa como observação, levantamentos, entrevistas e análise de
relatórios, incluindo questões sobre como os usuários pensam sobre a biblioteca e os
formatos específicos.
O relatório citado conclui que a comunidade acadêmica de modo geral usa e
gosta de recursos eletrônicos e adotam-nos com mais facilidade se eles são
relevantes, convenientes e economizam tempo em sua rotina de trabalho. Indica que a
avaliação pode variar em função das áreas, cujos especialistas apresentam padrões e
preferências diferentes para documentos impressos ou eletrônicos porém os impressos
ainda são usados e são parte da pesquisa em praticamente todas as áreas sendo um
suporte considerado bastante importante, especialmente na área de humanas. O
impresso ainda é o meio mais popular para livros e os livros eletrônicos ainda se
encontram no estágio inicial.
Muitos usuários de periódicos eletrônicos ainda imprimem os artigos que eles
julgam úteis sendo o formato PDF bastante popular. Os especialistas usam hyperlinks
para verem artigos relacionados e folhear (Browsing) um pequeno número de
periódicos é importante especialmente para atualização de pesquisadores e

�especialistas porém isto é feito tanto no eletrônico quanto no impresso. Usuários lerão
artigos de uma grande variedade de títulos se estes estiverem disponíveis e a maioria
se concentra na leitura de artigos com até um ano de publicação, porém uma minoria
ainda utiliza artigos com mais de um ano. As assinaturas pessoais de periódicos
continuam a cair e os usuários dão preferência às assinaturas subsidiadas pelas
bibliotecas e disponibilizadas na Internet.
As pesquisas por assunto em bases de dados são importantes para qualquer
objetivo e em qualquer área.
Alguns usuários ainda se ressentem do formato eletrônico apresentando como
empecilho para sua utilização a dificuldade de leitura da tela para portadores de óculos
e a necessidade de modificação dos hábitos de leitura que são importantes para a
captação do sentido do texto conforme alerta Chartier (1997) quando afirma que “ler
um artigo em um banco de dados eletrônico, sem saber nada da revista na qual foi
publicado, nem dos artigos que o acompanham, e ler o”mesmo” artigo no número da
revista na qual apareceu, não é a mesma experiência. O sentido que o leitor constrói,
no segundo caso, depende de elementos que não estão presentes no próprio artigo,
mas que dependem do conjunto dos textos reunidos em um mesmo número e do
projeto intelectual e editorial da revista ou do jornal “.
O aumento da velocidade de transmissão de dados e o crescimento de acervos
digitais facilitam a rápida identificação e acesso ao texto completo dos documentos. Os
usuários querem acesso fácil e interfaces amigáveis. Observa-se, entretanto, que a
grande maioria dos periódicos eletrônicos não oferece recursos de hipertexto para
facilitar a pesquisa. Para eles, a vantagem do periódico eletrônico é sua acessibilidade
em vários locais e a possibilidade de obter o texto integral direto em seu computador o
que vem de encontro a afirmação de uma das leis de Ranganathan, ou seja, a de
"Economizar o tempo do usuário" já que o periódico eletrônico favorece uma grande
redução no tempo de pesquisa.

5 GERENCIAMENTO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS

�Não se concebe atualmente uma biblioteca como tendo um fim em si mesma.
Pelo contrário, enfatiza-se hoje a moldagem da biblioteca às necessidades do meio,
dentro de um processo contínuo de interação e ajustamento ao seu cenário de
atuação. Dentro desse contexto insere-se a biblioteca universitária que deve ser
reavaliada frente às novas tecnologias e diante do uma nova conjuntura que se coloca
sob a perspectiva de uma grande reforma universitária. Apesar de ainda existirem
pessoas refratárias à utilização de periódicos eletrônicos, a biblioteca universitária
deve, obrigatoriamente, adaptar-se a essa situação.
Com relação ao seu acervo de periódicos, a realidade de grande parte das
bibliotecas de universidades públicas, hoje, é a da existência de uma grande coleção
de periódicos impressos não atualizados e o Portal da Capes disponibilizando um
grande número de periódicos eletrônicos que passaram a ser considerados como
integrantes da coleção da biblioteca, ainda que fisicamente não disponíveis. É, ainda,
parte dessa situação, a impossibilidade de manutenção das coleções impressas em
função

da

indisponibilidade

de

recursos

para

sua

aquisição,

organização,

armazenamento e conservação.
Os recursos de hardware necessários para disponibilizar o acesso são caros e
necessitam ser permanentemente atualizados devido as freqüentes inovações, e este
custo precisa ser adicionado ao valor da assinatura do periódicos eletrônico quando se
processa a uma avaliação da relação custo/benefício de ambos os suportes. Outro
fator de custo a ser adicionado é o da impressão dos artigos que costuma ser
repassado para o usuário porém que também pode estar a cargo da biblioteca.
Havendo recursos para aquisição, a atividade de seleção dos títulos a serem
assinados terá como primeiro critério o de sua disponibilidade ou não no Portal da
Capes. Depois deste, outros critérios poderão ser levados em conta tais como a
possibilidade de acessos simultâneos, o sistema operacional, a interface amigável, a
opinião do usuário, custo, inclusão em listas básicas e fator de impacto. Depois de
selecionado o título, deve-se optar pelas várias possibilidades de assinatura –

�aquisição no formato eletrônico, assinatura combinada do periódico impresso +
periódico eletrônico e assinatura impressa somente.
Recomenda-se manter a atividade de avaliação de uso do periódico tanto na
forma eletrônica como na impressa, para que possa ser medido o custo/benefício de
manutenção da coleção. Além do uso recomenda-se observar alguns outros critérios
na avaliação da manutenção de coleções impressas como a completeza da coleção e
sua relevância para a comunidade acadêmico/científica.
É recomendável que se disponibilize uma relação nos websites das bibliotecas
dos títulos de periódicos eletrônicos, tanto os assinados na sua versão eletrônica como
os de acesso livre, visando facilitar seu acesso pelo usuário. Ao mesmo tempo, é
importante que se façam links no catálogo eletrônico da biblioteca do registro
correspondente à coleção em forma impressa com a coleção eletrônica. Por outro lado,
em decorrência da natureza efêmera de muitos recursos da Internet, devem ser
incluídas somente fontes consideradas de qualidade ou que possuam uma certa
segurança de acesso e confiabilidade.
É essencial a atualização permanente da equipe da biblioteca através de
treinamentos especificamente dirigidos, de modo que ela possa constituir-se num
elemento capaz de repassar informações para os usuários. Considerando que
atualmente um serviço de disseminação seletiva de informação requer um trabalho de
filtragem das informações disponíveis na Internet, é fundamental que essa equipe
realize continuamente pesquisas de maneira a garantir a atualidade dessas fontes de
informação. A equipe deve atuar ainda como intermediária entre a informação e o
usuário, promovendo a realização de treinamento nas técnicas de busca e utilização
dos recursos disponíveis na biblioteca.
O atendimento à demanda de pesquisadores por cópias de artigos científicos
continua e deverá continuar sendo feito pelas bibliotecas universitárias através de suas
coleções retrospectivas de periódicos na forma impressa ou com base nas publicações
disponibilizadas no Portal da CAPES, de acordo com os procedimentos permitidos em

�lei, com o aporte do Catálogo Coletivo Nacional (CCN) e dos programas de comutação
bibliográfica como o COMUT do IBICT e o SCAD da BIREME.

6 CONCLUSÃO
Constata-se que, a par da grande transformação produzida pelo documento
eletrônico, o acervo de coleções retrospectivas de periódicos impressos existentes nas
bibliotecas das IFEs ainda é importante e recursos devem ser alocados para sua
preservação. Uma pesquisa de opinião entre usuários permitiria analisar seus hábitos
de pesquisa e esse resultado auxiliaria tanto no estabelecimento de critérios para
seleção da coleção retrospectiva quanto na indicação dos melhores suportes.
A atuação dos consórcios de bibliotecas na preservação das coleções
retrospectivas é recomendável podendo sua manutenção ser compartilhada da mesma
forma que sua utilização.
Devem

ser

alocados

recursos

para

aquisição

de

publicações,

independentemente de seu suporte, de maneira a evitar que informação relevante não
possa ser obtida por não estar disponível no Portal ou em meio eletrônico. A qualidade
do conteúdo deve ser enfatizada como critério de seleção tanto para a coleção
impressa quanto para a eletrônica.
Deve ser promovida uma maior integração entre as bibliotecas e sua
comunidade de usuários visando uma melhor adequação de suas coleções e serviços
a essas necessidades.

REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Vânia Maria R. Hermes &amp; FREIRE, Isa Maria. A rede internet como canal de
comunicação na perspectiva de Ciência da Informação. Transinformação, Campinas:
Pontifícia Universidade Católica de Campinas, v.8, n.2, p.45-55, maio/ago. 1996.

�ATAÍDE, Maria Elza Miranda. O lado perverso da globalização na sociedade da
informação. Ciência da Informação, Brasília: IBICT, v.26, n.3, set./dez. 1997. Acesso
em: 27 maio 2004.
CRUZ, Angelo Antônio Correa da et. al. Impacto dos periódicos eletrônicos em
bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília: IBICT, v.32, n.2,
maio/ago.2003. http://www.scielo.br. Acesso em: 28 maio 2004.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro: a bilblioteca universitária brasileira em
2010. Ciência da Informação, Brasília: IBICT, v.29, n.1, p.1-24, jan./abr. 2000.
http://www.scielo.br. Acesso em: 27 maio 2004.
DIAS, Guilherme Ataíde. Periódicos eletrônicos: considerações relativas à aceitação
deste recurso pelos usuários. Ciência da Informação, Brasília: IBICT, v.31, n.3, p.111. set./dez. 2002. http://www.scielo.br. Acesso em: 28 maio 2004.
GORMAN, G.E. Sense and sensibility in selection – a dying art, a lost skill? Library
Collection Development &amp; Management, Jul. 2003.
http://ninetta.emeraldinsight.com/vl. Acesso em: 18 jun. 2004.
GRENQUIST, Peter. Why I don’t read eletronic journals: an Iconoclast speaks out.
http://www.press.umich.edu/jep/03.01/Iconoclast.html. Acesso em: 18 jun. 2004.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero &amp; TARUHN, Rosane. Biblioteca eletrônica de
revistas científicas internacionais: projeto de consórcio. Ciência da Informação,
Brasília: IBICT, v.27, n.2, 1998. http://www.scielo.br. Acesso em: 02 jul. 2004.
LEVACOV, Marília. Bibliotecas virtuais = (r)evolução? Ciência da Informação, Brasília:
IBICT, v.26, n.2, p.1-15, maio/ago. 1997. http://www.scielo.br. Acesso em: 28 maio
2004.
MARCONDES, Carlos H. Tecnologias da informação e impacto na formação do
profissional da informação. Transinformação, Campinas: Pontifícia Universidade
Católica de Campinas, v.11, n.3, p.189-193, set./dez.1999.
ODLYZKO, Andrew. The economies of eletronic journals. JEP, v.4, n.1. Sept. 1998.
www.press.umich.edu. Acesso em: 06 maio 2004.

�ROSETTO, Maria. Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação: livro
eletrônico e biblioteca eletrônica na América Latina e Caribe. Ciência da Informação,
Brasília: IBICT, v.26, n.1, jan./abril 1997. http://www.scielo.br. Acesso em: 27 jun. 2004.
SANCHEZ GAMBOA, Silvio. Revolução informacional: pontos de vista para o debate
sobre a sociedade da informação. Transinformação, Campinas: Pontifícia
Universidade Católica de Campinas, v.9, n.1, p.32-42, jan./abr. 1997.
TECNOPIR, Carol. Use and users of eletronic library resources: na overview and
analysis of recent research studies. Washington: Council on Library and Information
Resources, 2003. 72p. http://www.clir.org/pubs/reports/pub120/pub120.pdf. Acesso em:
15 jun. 2004.

∗

Biblioteca do Instituto Biomédico da UFF – bib@ndc.uff.br
Núcleo de Documentação da UFF - silvestre@ndc.uff.br
∗∗∗
Núcleo de Documentação da UFF – cecilia@ndc.uff.br
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56346">
                <text>Periódicos: o gerenciamento da coleção frente as novas tecnologias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56347">
                <text>Bastos, Vanja Nadja Ribeiro; Basto, Márcia Maria Silvestre; Nascimento, Cecília Maria Pereira do</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56348">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56349">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56350">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56352">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56353">
                <text>O surgimento dos periódicos eletrônicos e, posteriormente, a criação do Portal de Periódicos da CAPES, modificaram o paradigma existente em relação às coleções de periódicos científicos publicados em papel disponíveis nas bibliotecas das universidades públicas federais. Ao mesmo tempo, o corte nas verbas destinadas às ssinaturas ocasionou a descontinuidade das coleções, dando origem a uma coleção incompleta e impondo uma modificação na forma de acesso a informação. Discute-se a forma de atuação das bibliotecas das universidades públicas na gerência do acervo de periódicos a fim de prover as novas necessidades dos usuários que, frente a essas transformações, desenvolveram novos hábitos de pesquisa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68666">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5165" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4233">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5165/SNBU2004_189.pdf</src>
        <authentication>3f0e1e5aae22ca4f3c0cd67959bdbf27</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56390">
                    <text>O OLHAR DO USUÁRIO DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNEB EM RELAÇÃO
AO GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECA

Zuleide Paiva da Silva∗

RESUMO
Reconhecendo as mudanças ocorridas no ambiente que circunda a biblioteca
universitária e na atitude dos profissionais da informação, além da importância do
usuário, esse trabalho buscou diagnosticar a percepção do usuário da Biblioteca
Central da Universidade do Estado da Bahia em relação ao Gerenciamento da
Informação. Para tanto, foi realizada uma pesquisa junto a 133 usuários, utilizando
questionários como instrumento para coleta de dados.
PALAVRAS–CHAVE: Bibliotecas universitárias. Bibliotecas universitárias –
Administração. Gerenciamento da informação.

1 INTRODUÇÃO
Os serviços prestados pela maioria das bibliotecas são os tradicionais selecionar, armazenar e disseminar informações. Porém, o ambiente onde essas
atividades são desenvolvidas e a postura dos profissionais diretamente envolvidos
no gerenciamento da informação apresentam mudanças significativas. Seguindo
tendências verificadas nas organizações de maneira geral, as bibliotecas vêm
sendo pressionadas a se adequarem a novos paradigmas, revendo o foco de suas
atividades e objetivos. Os últimos anos presenciaram a primazia do papel do
usuário/cliente como fator decisivo na definição de políticas e práticas
institucionais, com o conseqüente realinhamento da missão e objetivos das
bibliotecas em função do atendimento às necessidades e expectativas dos seus
clientes. Vários relatos de experiências e reflexões teóricas sobre a adoção dos
conceitos de qualidade em bibliotecas e serviços de informação podem ser
encontrados na literatura especializada.

�No entanto, muitas bibliotecas universitárias ainda não incorporaram
plenamente os padrões de atendimento aos usuários como elemento básico de
suas estratégias de atuação institucional, ignorando a premissa de que os serviços
e produtos oferecidos devem estar em plena concordância com as necessidades e
expectativas dos mesmos. Vale enfatizar que o usuário é o mais indicado para
julgar a qualidade do que recebe, pois desde o momento que chega às instalações
físicas da biblioteca até o momento de sua saída, em vários pontos do percurso,
ele mantém contato com os funcionários atuantes na biblioteca, desde o porteiro
até o bibliotecário responsável pelo atendimento. Somente o usuário do serviço é
quem pode dizer se foi bem recebido, ou não. Portanto, uma postura que o
negligencie pode significar o próprio questionamento da função social da
instituição e da razão de sua existência (VERGUEIRO, 2000).
Tarapanoff; Klaes; Cormier (1996) destacam três pontos vitais na relação
usuário versus serviço: a) o serviço deve ser da melhor qualidade, ou seja,
preciso, rápido e pró-ativo; b) o mercado e o usuário devem ser conhecidos, sendo
necessário o mapeamento completo de todas as atividades desenvolvidas na
instituição, assim como as necessidades informacionais dos usuários, obtidas por
meio de estudos e definições de perfis para subsidiarem a implementação de
serviços personalizados; c) os usuários devem ser bem atendidos.
Sem perder de vista esses pontos e reconhecendo a importância do usuário
no gerenciamento da informação, aqui entendido como um processo que envolve
um conjunto de atividades estruturadas e desenvolvidas por uma organização com
o objetivo de adquirir, distribuir e usar a informação e o conhecimento
(DAVENPORT, 1998), buscamos ouvir os usuários da Biblioteca Central Edivaldo
Boaventura da Universidade do Estado da Bahia, doravante identificada por
BC/UNEB, para diagnosticar a percepção dos mesmos em relação à esse
processo. Para tanto, realizamos uma pesquisa junto a 133 usuários que
buscaram os serviços dessa biblioteca nos meses de outubro e novembro de
2003. O universo que compõe a amostra analisada é formada por 114 alunos,

�(86%); 4 professores (3%); 2 funcionários (1 %) e 13 usuários da comunidade
externa (10%).

2 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
Para nossa surpresa, o primeiro item do questionário revelou que mesmo
em paralisação, quatro docentes utilizaram os serviços da biblioteca. Apesar da
BC/UNEB não elaborar estatística de freqüência de usuários, nossas observações
mostram que a busca dos serviços da biblioteca por essa categoria, sempre foi
muito baixa.
O item 2 do questionário aplicado buscou saber quantos dias na semana os
respondentes vão à biblioteca. As respostas obtidas revelam que, 29 vão todos os
dias; 46 vão de 3 a 4; 38 vão de 1 a 2 dias, enquanto 20 vão esporadicamente.
Dentre os respondentes que freqüentam a biblioteca de 1 a 2 dias na semana ou
esporadicamente está a categoria de professores, o que confirma nossa afirmação
referente a baixa utilização da biblioteca por parte dos docentes. De uma forma
geral, o distanciamento dos professores é sempre um problema para as
bibliotecas e também para os alunos. Normalmente, quando os docentes
freqüentam a biblioteca com regularidade, além de conhecerem bem o acervo, o
que lhes facilita o melhor aproveitamento dos recursos informacionais disponíveis,
eles podem estimular em seus alunos o uso da biblioteca como fonte de pesquisa,
fazendo desse espaço uma extensão da sala de aula.
A análise dos itens 3, 4, 5, 6 e 7 do questionário, que buscam saber o
conhecimento que os usuários têm da biblioteca,o serviço mais utilizado e como
eles avaliam o atendimento recebido, revela os seguintes resultados:
a) As normas de funcionamento da biblioteca são bastante conhecidas
pelos usuários

�Aproximadamente 94% da amostra analisada conhecem totalmente ou
parcialmente as normas da biblioteca. Esse percentual é bastante significativo e
surpreendente, uma vez que a BC/UNEB, enquanto coordenadora do Sistema de
Bibliotecas da universidade, não tem a prática de divulgar, de forma contínua e
sistemática, o Regimento e Regulamento das bibliotecas, que estão em vigência
desde 1992, quando então aprovados pelo CONSU - Conselho Superior
Universitário.
No I Encontro dos Coordenadores do Sistema de Bibliotecas da UNEB,
ocorrido em outubro/2003, uma nova proposta de regimento e regulamento para
as bibliotecas foi aprovada e será encaminhada para os órgãos competentes
(PROJU - Procuradoria Jurídica da Universidade e CONSU). Essa reavaliação
surgiu da necessidade de adequar as normas das bibliotecas às mudanças
ocorridas nesse período. Vale lembrar que em 1992 o Sistema de Bibliotecas da
UNEB compreendia em torno de 14 bibliotecas, sendo que nenhuma delas estava
informatizada ou em processo de informatização, o que endossa a urgência de se
repensar as normas atuais.
O fato de 94% da amostra conhecer total ou parcialmente as normas da
BC/UNEB, não isenta os responsáveis pela biblioteca de reavaliarem suas
práticas de divulgação desses documentos, uma vez que a disseminação das
normas é de fundamental importância para a compreensão da dinâmica funcional
do ambiente e melhor utilização dos serviços oferecidos.
Acreditamos que o novo regimento, depois de devidamente aprovado, será
amplamente discutido no âmbito das bibliotecas, pois essa foi uma das propostas
aprovadas no encontro.
b) Serviço mais utilizado: empréstimo domiciliar
A BC/UNEB oferece sistematicamente os seguintes serviços para os seus
usuários: empréstimo domiciliar; EIB (Empréstimo Interbibliotecário); consulta a
periódicos, acesso a Internet e normalização de trabalhos científicos/acadêmicos.

�Eventualmente, quando solicitados, são feitos levantamentos bibliográficos em
bases de dados nacionais e internacionais; comutação bibliográfica nacional e
internacional.
Os dados da pesquisa revelam que, aproximadamente 85% dos
respondentes utilizam com mais freqüência o serviço de empréstimo domiciliar de
livros, enquanto em torno de 12% buscam o acesso a Internet. Apenas 3% do
universo pesquisado utilizam o setor de periódicos. A videoteca e o setor de
processamento técnico, onde são oferecidos, respectivamente, os serviços de
empréstimo de fitas de vídeo e normalização, não foram apontados pelos
respondentes.
Considerando que a BC/UNEB não possui todo o acervo necessário para
desenvolvimento de pesquisas específicas, e considerando ainda que esta
biblioteca atende alunos de cursos de especialização e mestrado, os serviços que
são oferecidos eventualmente na biblioteca, a exemplo do serviço de comutação
bibliográfica – COMUT, deveriam fazer parte do cotidiano dos profissionais da
biblioteca e serem mais utilizados pelos usuários.

Acreditamos, porém, que a

maioria dos usuários desconhecem esses serviços, que provavelmente seriam
imprescindíveis a seus trabalhos. Esse desconhecimento justifica a baixa procura
por esse tipo de serviço e deve servir de ponto de reflexão para a BC/UNEB
avaliar sua prática de comunicação e disseminação da informação. Outros
serviços especializados como Disseminação Seletiva da Informação – DSI, ou
mesmo implantação de sistema de transferência digital de cópias, entre outros,
deveriam ser analisados pelos profissionais da BC/UNEB com vistas à
implantação e ampliação dos serviços oferecidos.
c) A informação desejada é encontrada com freqüência
Quando questionados sobre a freqüência com que a informação desejada é
encontrada, aproximadamente 76% dos respondentes disseram que encontram a
informação freqüentemente, 23% responderam raramente e apenas 1,5% disse
que nunca encontra o que procura.

�Uma análise mais apurada dos dados mostra que o grupo de respondentes
que raramente encontra a informação desejada tem uma freqüência regular na
biblioteca, enquanto o grupo de usuários que nunca encontra (um aluno e um
professor) tem freqüência esporádica. O serviço mais utilizado por esses dois
grupos é o empréstimo domiciliar. Apesar da grande maioria dos respondentes
localizar com freqüência a informação desejada, o responsável pelo setor de
empréstimo não pode ignorar o percentual com dificuldades na procura, que
representa aproximadamente ¼ da população pesquisada.
Desde 1998, quando começou o processo de informatização das bibliotecas da
BC/UNEB, o sistema de livre acesso ao acervo foi implantado. Com esse sistema,
o usuário é o responsável pela busca e pela localização da informação desejada.
Para auxiliá-lo, a biblioteca implantou o Acesso Público, onde a consulta à base
bibliográfica do Sistema de Bibliotecas da UNEB é disponibilizada em seis
estações de trabalho, distribuídas no salão de leitura. Apesar desse auxilio
tecnológico, existe carência de orientação ao usuário, como demonstra o seguinte
depoimento: “Deveria haver uma pessoa que conhecesse bem o acervo e que
facilitasse a procura”.1
O depoimento acima sinaliza para a necessidade de se pensar e planejar um
programa de treinamento de usuário que permita ao mesmo criar autonomia e
segurança no direcionamento de suas pesquisas e estudos no ambiente da
biblioteca.

A informação deve estar disponível, seja em que suporte for, no

momento em que o usuário a desejar e a um custo que para ele pareça
conveniente, caso tenha que arcar pessoalmente com as despesas. Mais que
isso, é necessário ir além das próprias expectativas do usuário, que deve ser
conquistado com o oferecimento de serviços com um nível de qualidade superior
ao que ele esperava encontrar na biblioteca, ou receber do profissional
responsável pelo serviço, agregando valor ao produto final que ele receberá.

1

Depoimento adquirido em questionário aplicado em nov./2003.

�d) Os responsáveis pelos serviços da biblioteca não são conhecidos pela
maioria dos usuários
A maioria, 73% dos usuários analisados, respondeu que não conhece o
responsável pelo serviço utilizado na biblioteca.

Vale salientar, que desse

percentual, apenas 17% não têm freqüência regular na biblioteca.
Conhecer o responsável pelo serviço utilizado é um direito que não pode
ser negado aos usuários. Para o responsável pelo setor de atendimento ao leitor,
ou, Setor de Empréstimo, como é denominado na BC/UNEB, desempenhar bem o
seu papel de intermediador, é preciso, além de estar presente, conhecer e
interagir com os usuários. É preciso antes de tudo reconhecer a importância do
usuário no processo de gerenciamento da informação.
e) O atendimento ao leitor na BC/UNEB é regular
Como foi constado no item 7 do questionário, aproximadamente, 64% dos
respondentes afirmam que o atendimento na biblioteca é regular. Esse resultado
não é satisfatório e vai de encontro ao mundo da produção e do fornecimento de
serviços das mais variadas áreas de atividade, que há muito já descobriu a
necessidade de valorizar o cliente como forma não só de suplantar-se à
concorrência, mas também de garantia de sobrevivência no mercado.
Os depoimentos obtidos nos questionários demonstram que a BC/UNEB
ainda não se deu conta que o usuário é o centro da própria razão de ser da
biblioteca. Esse reconhecimento exige uma reengenharia da sua forma de
atuação. Como dizem Shapiro e Long (1994, p. 286),
Na medida em que começamos a reengenharia de nossas
organizações bibliotecárias, nosso foco deve ser centrado no
cliente ou nós nos descobriremos administrando um depósito de
informação velha ao invés de estar na vanguarda do fornecimento
de informação.

�Essa é uma necessidade que se faz ainda mais premente na medida em
que os próprios usuários se tornam, a cada dia, mais conscientes de seus direitos
e de seus poderes enquanto consumidores e cidadãos.
Segundo Vergueiro (2000),
Trabalhos como os de Karl Albrecht (1993)2 e Tom Peters (1993)3
podem proporcionar um bom ponto de partida para uma mudança
organizacional centrada no cliente dos serviços de informação.
Internacionalmente, o trabalho desses autores já vem sendo
utilizado pelos profissionais responsáveis por esses serviços,
podendo-se já encontrar na literatura especializada em
Biblioteconomia e Ciência da Informação um bom número de
títulos que defendem uma preocupação sistemática com o cliente
como a melhor, senão a única, alternativa para a melhoria dos
serviços e continuidade das instituições de informação.

A nota acima demonstra que os profissionais da informação não precisarão
partir do zero para a definição de metodologias que possibilitem a sublimação do
usuário, pois a literatura vem oferecendo uma grande variedade de possibilidades
cujos benefícios já foram suficientemente testados e comprovados. No caso
específico da BC/UNEB, urge a necessidade de implantação de programas de
qualificação dos funcionários com foco no atendimento ao usuário. Só com
investimento em recursos humanos é possível reverter o resultado obtido na
pesquisa e garantir um atendimento com qualidade na biblioteca.
O item 8 do questionário busca a percepção dos usuários analisados em
relação aos seguintes aspectos da BC/UNEB: a) Localização, b) Lay-out, c)
iluminação, d) Equipamentos, e) Tecnologia, f) Acervo. Os dados revelam que
todos os aspectos analisados, com exceção daqueles que se referem às
tecnologias utilizada e ao acervo, estão satisfatórios para a maioria dos
respondentes.

2
3

ALBRECHT, Karl. A única coisa que importa. São Paulo, Pioneira, 1993
PETERS, Tom. Rompendo as barreiras da administração: a necessária desorganização para enfrentar a
nova realidade. São Paulo : Harbra, c1993.

�Considerando que a BC/UNEB está instalada em um prédio adaptado, onde
funcionava anteriormente o restaurante universitário, esse resultado é um tanto
surpreendente. Apesar dos usuários considerarem que o prédio tem uma boa
localização e uma boa iluminação, ele está muito aquém do ideal para uma
biblioteca universitária. O espaço físico não atende às necessidades. Não possui
espaços reservados para leitura individual, para implantação do serviço de
referência, nem para a instalação de um auditório, entre outros que são de grande
importância em uma biblioteca dessa natureza. Mas, dentro das condições
existentes, os setores são bem distribuídos e o lay-out bastante adequado.
Quanto às tecnologias utilizadas, aproximadamente 61% dos respondentes
avaliam essas ferramentas entre regular e ruim. Esse resultado era esperado, uma
vez que este é um dos principais problemas enfrentados pela administração da
biblioteca. Todas as questões relacionadas a esse tema são de competência da
Gerência de Informática da Universidade, que, em relação à biblioteca, age de
forma autônoma, centralizando as informações e raramente ouvindo os
envolvidos, ou seja, funcionários e usuários da biblioteca. Essa política e/ou
estratégia adotada pelos responsáveis pela informática e a passividade que
demonstrada pela BC/UNEB, estão refletidas nos resultados obtidos no
questionário: insatisfação do cliente.
Quanto à avaliação do acervo, o conjunto de usuários que qualificam o
acervo da BC/UNEB entre regular e ruim totaliza em torno de 64% dos
entrevistados. Esse dado é preocupante, pois, é sabido que a biblioteca deve ser
base para os conteúdos programáticos dos professores e ainda deve possuir
material extra que possibilite autonomia do aluno para o desenvolvimento de suas
pesquisas. Mas, isso de fato não está ocorrendo de forma satisfatória na
BC/UNEB. Porém, essa qualidade, não é problema exclusivo da biblioteca. Em
geral, a aquisição bibliográfica nas universidades é feita pelas bibliotecas. No caso
específico da UNEB, a Biblioteca Central foi a responsável por essa atividade até
2000, quando por decisão da Administração Central da universidade, esse serviço
foi descentralizado e os Departamentos de Ensino passaram a responder pela a

�aquisição de todo e qualquer material informacional para atender a demanda dos
cursos oferecidos pela instituição. Esse fato pode isentar a BC/UNEB da
responsabilidade pela qualidade do acervo, entretanto, não a isenta da sua
passividade e da condição de depositária do material adquirido. Estabelecer uma
parceria com os Departamentos sugerindo e garantindo a criação de uma política
de desenvolvimento de coleções que assegure a qualidade do acervo é o que se
espera da biblioteca coordenadora do Sistema de Bibliotecas da UNEB.
O penúltimo item do questionário sintetiza a percepção do usuário,
revelando o grau de satisfação com o gerenciamento da informação na biblioteca,
enquanto o último item, pede justificativa para a resposta anterior. As respostas
foram reunidas em quatro grupos: Satisfeito, Muito satisfeito, Pouco satisfeito, Não
satisfeito. O grupo se diz Muito satisfeito e o que se mostra Satisfeito, representam
juntos aproximadamente 43% da população analisada, enquanto o grupo que se
diz Pouco satisfeito e o que não está satisfeito, representam juntos em torno de
53%. Em torno de 4% dos respondentes deixaram a questão em branco. Esse
resultado deixa evidente que as opiniões estão divididas.
Dos 133 usuários que constituíram o sujeito dessa pesquisa, 19 deixaram
em branco o espaço do questionário destinado à justificativa em relação a grau de
satisfação quanto ao gerenciamento da informação na biblioteca. Para melhor
compreensão das justificativas dadas, as respostas foram agrupadas e
sintetizadas em blocos, segundo os tipos de informações apresentadas, como
segue abaixo.
Bloco 1 - Acervo. 24 justificativas apresentadas estão relacionadas ao acervo.
Desse total, apenas uma demonstra a satisfação. As demais justificativas desse
bloco registram a insatisfação do usuário.

�Bloco 2 - Atendimento ao usuário/ Funcionário. 23 justificativas dadas refletem
questões relacionadas ao atendimento recebido na biblioteca e/ou aos
funcionários. Desse total, apenas 7 indicam satisfação.
Bloco 3 – Tecnologia. 17 usuários que se dizem insatisfeitos com o gerenciamento
da informação na BC/UNEB justificam suas respostas citando aspectos negativos
que estão relacionados às tecnologias utilizadas na biblioteca.
Bloco 5 – Gerência. 50 respondentes justificaram o grau de satisfação com o
gerenciamento da informação na BC/UNEB citando alguns aspectos observados
na questão gerencial. Desse total, 20 estão satisfeitos com a atuação da gerente e
teceram elogios, enquanto 30 fazem severas críticas.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O conjunto de depoimentos, assim como os demais dados obtidos com
essa pesquisa junto aos usuários são muito significativos e não podem ser
ignorados. Como foi constatado, os pontos mais críticos do gerenciamento da
informação, avaliados como regular, dizem respeito ao atendimento, ao acervo e
às tecnologias utilizadas. Todos esses pontos são passíveis de melhorIa. Para
tanto, faz-se necessário que os responsáveis pelo gerenciamento da informação
na BC/UNEB reconheçam a importância do usuário no processo e busquem
soluções para os problemas apontados.

ABSTRACT

The look of the user on the UNEB Central Library regarding the
Information Management. Acknowledging the changes occurred in the University
Library environment, in the position assumed by the information professionals,
as well as in the the importance of the user, this study attempts to
offer a diagnosis of the perception of the user of the UNEB Central
Library regarding the information management. In order to achieve this
purpose, a survey was done with 133 users, using questionnaires to
gather data. The results show that the informational environment of the
Library
suffers
interferences
that
compromise
the
acquisition,

�comprehension, dissemination and the use of information as basis for
decisions.
KEYWORDS: University Libraries. University Libraries – Management. Information
management.

REFERÊNCIAS

DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia
não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998.
SHAPIRO, Beth J., LONG, Kevin Brook. Just say yes: reengineering library user
services for the 21st. century. Journal of Academic Librarianship. v. 20, n. 5/6,
p. 285-90, 1994.
TARAPANOFF, Kira; KLAES, Rejane R.; CORMIER, Patrícia Marie J.
Biblioteca universitária e contexto acadêmico. IN: SEMINÁRIO NACINAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9., 1996, Curitiba. Anais... Curitiba: UFPR:
PUC, 1996. 1 CD ROM.
VERGUEIRO, W. O olhar do cliente como fator de qualidade para a gestão de
bibliotecas universitárias: estudos de caso em instituições brasileiras. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19.,
2000, Porto Alegre. Anais...Porto Alegre, PUCRS, 2000. 1 CD ROM.

∗

zpaiva@uneb.br Mestre em Gestão Integrada das Organizações – UNEB/UNIBAHIA, Bibliotecária
e professora do Departamento de Educação – Campus XIV/UNEB. Conceição do Coité/BA, Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56373">
                <text>O olhar do usuário da Biblioteca Central da UNEB em relação ao gerenciamento da informação na biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56374">
                <text>Silva, Zuleide Paiva da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56375">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56376">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56377">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56379">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56380">
                <text>Reconhecendo as mudanças ocorridas no ambiente que circunda a biblioteca universitária e na atitude dos profissionais da informação, além da importância do usuário, esse trabalho buscou diagnosticar a percepção do usuário da Biblioteca Central da Universidade do Estado da Bahia em relação ao Gerenciamento da Informação. Para tanto, foi realizada uma pesquisa junto a 133 usuários, utilizando questionários como instrumento para coleta de dados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68669">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5167" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4235">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5167/SNBU2004_190.pdf</src>
        <authentication>30ca5766db1e3e7468a483436f2b09b1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56417">
                    <text>COOPERAÇÃO E COMPARTILHAMENTO COMO AÇÕES ESTRATÉGICAS DO
SERVIÇO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DA FACULDADE DE
MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO: A BUSCA DA EXCELÊNCIA

Maria Fazaneli Crestana∗
Marinalva de Souza Aragão
Suely Campos Cardoso
Tania Almir de Jesus Dias
Maria Julia Andrade Lourenção Freddi
Valéria de Vilhena

RESUMO
A integração da Instituição Faculdade de Medicina com ex-alunos, parceiros e
entidades afins tem sido uma das características da comunidade científica
visando a formação de alianças na busca da competitividade pela modernização,
inovação, e disponibilização do conhecimento, pautados no cumprimento do seu
papel social, através do ensino e da assistência à saúde. Nesse sentido, o
Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da USP –
SBD/FMUSP, divulga três ações consideradas estratégicas para garantir o
crescimento qualitativo e quantitativo da sua capacidade de entrega e
credibilidade: com início no ano de 2003, a ação de Atualização e
Complementação do Acervo Básico de Livros para a Graduação Médica, revelouse estrategicamente fundamental para o alinhamento com as diretrizes
corporativas da FMUSP; sob o prisma econômico-financeiro, com ganhos
revertidos para as Instituições envolvidas, o SBD/FMUSP e o Hospital Israelita
Albert Einstein – HIAE, São Paulo, SP, estabeleceram, desde 2003, uma parceria
para Acesso a Revistas Eletrônicas em Texto Completo - OVID, para cerca de
cem títulos, devendo ser ampliado para o corrente ano. O Programa Amigo da
Biblioteca, iniciado em fevereiro de 2004, arrecada fundos através de doações em
depósitos bancários, com a finalidade de modernização do SBD/FMUSP, dando
aos profissionais graduados nessa Instituição a oportunidade de retribuir os
ensinamentos usufruídos e manter os laços acadêmicos, além de acesso à OVID,
prerrogativa exclusiva da comunidade FMUSP. A implantação dessas ações
confirma o compromisso do SBD/FMUSP de compartilhar e cooperar para a
satisfação informacional da comunidade científica, e tem apresentado bons
resultados, incentivando a continuidade.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas médicas/tendências. Estratégias. Ciência da
informação/ organização e administração. Acervo de bibliotecas/utilização.

�INTRODUÇÃO

Nas tendências verificadas no ambiente das empresas competitivas, as
alianças estratégicas são abordadas como possibilitando a “... melhoria da
posição competitiva de uma empresa fortalecendo seus produtos, seu acesso ao
mercado e a recursos, suas operações, suas qualificações técnicas, seu
crescimento estratégico e sua organização[...]”, podendo ser usadas também “...
para a obtenção de benefícios financeiros, onde estes constituem a principal
motivação”. (LEWIS, 1992, p. 50).
Ao transpormos para o ambiente das bibliotecas acadêmicas, embora com
características essenciais diferentes do mercado competitivo, as vantagens do
estabelecimento de alianças estratégicas, também são verificadas, já que a
cooperação, de acordo com Lewis (1992), torna possível obter maior eficiência e
realizar economias, uma vez que os recursos são compartilhados, muito embora o
foco principal não esteja na lucratividade e sim na melhoria da capacidade de
entrega dos serviços.
De acordo com Figueiredo (1999, p. 80),
[...] cooperação não é mais uma atividade que as bibliotecas
possam escolher ou não participar, não se concebe mais uma
biblioteca atuando isoladamente. Pode-se dizer que, na verdade,
não deve existir mais uma coisa como “uma biblioteca”, mas
somente “a biblioteca”, ou a fusão de todas através da
cooperação.

O compartilhamento, segundo APTEL (2004), potencializa a utilidade de
uma determinada infra-estrutura, que passa a atender, além da atividade principal
para a qual foi concebida, outras atividades de utilidade pública.
O compartilhamento e a cooperação, assumiram posição de destaque
desde meados dos anos 90, com a perspectiva de crescimento, levando em
consideração o desejo de encontrar solução efetiva para a carência de recursos
financeiros e a falta de espaço.
Comum no vocabulário dos internautas no uso da tecnologia digital, o
compartilhamento significa, para as bibliotecas cada vez mais preocupadas com a

�gestão do conhecimento, a eficiência no acesso remoto e na pesquisa em tempo
real, atributo indispensável para a qualidade da prestação de serviços de
informação.

OBJETIVOS
Descrever as ações de cooperação e compartilhamento empreendidas
pelo Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo – SBD/FMUSP, desde 2003;
Divulgar as ações de cooperação e compartilhamento para promover
outras iniciativas similares com Instituições afins.

O CENÁRIO
As parcerias entre instituições, que nesse caso são da área da saúde, com
enfoques de ensino e assistência, devem prover receitas e racionalização na
utilização dos equipamentos, que reverterão em qualidade na prestação de
serviços e atualização do parque tecnológico.
Outro aspecto a ser considerado na avaliação do cenário que ora se
apresenta é a profusão de ferramentas tecnológicas bem como as fontes de
informação, levando os profissionais dessa área, a não mais somente, avaliar o
impacto da tecnologia no “fazer bibliotecário”, mas também, e primordialmente,
avaliar e selecionar os produtos que pretende oferecer, de acordo com as
tendências observadas e explicitadas por seus usuários.
O acesso à Internet como forma de busca no ambiente acadêmico de
ensino/pesquisa/extensão, exige mais atenção aos produtos específicos, entre
eles as bases de dados on-line; uma vez que, estas constituem importante fonte
de pesquisa, principalmente na área da saúde.

�O planejamento que antecede o estabelecimento da parceria, quer por
questões de dotação orçamentária, quer pelos próprios processos de trabalho,
não

possibilitam

a

realização

de

todas

as

ações,

portanto,

definir

estrategicamente quais ações serão elencadas como “diferenciais” é o foco da
preocupação dos profissionais de informação.
A área médica, tomada como exemplo para caracterizar o grande número
de publicações e divulgação de pesquisas, além das bases de dados nacionais e
internacionais, é um ambiente propício para esse tipo de exercício de priorização,
e definição de estratégias de ação que terão desdobramentos positivos, se as
escolhas forem criteriosas.

AS AÇÕES
Primordialmente, três ações do Serviço de Biblioteca e Documentação da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – SBD/FMUSP, assumiram
papéis significativos na busca e realização de compartilhamento, com impacto
nas práticas informacionais e de prestação de serviço.
Uma delas, é a parceria entre o SBD/FMUSP e o Hospital Israelita Albert
Einstein – HIAE, São Paulo, SP, que teve início em 2003, possibilitada pela
assinatura da base de dados OVID, realizada pela Faculdade de Medicina desde
setembro de 2001, inicialmente com cerca de quarenta e nove títulos de
periódicos, exclusivamente da área médica, em texto completo e retroativos a
aproximadamente cinco anos em média.
No que tange à assinatura OVID, pela FMUSP, como citado em Vilhena et
al (2003), “[...] de acordo com os dados estatísticos fornecidos pela OVID
Technologies, o volume de pesquisas deste Serviço representou, no período de
janeiro a dezembro de 2002, 38% do total de pesquisas realizadas pelas
Instituições ligadas à CAPES, que têm acesso aos periódicos eletrônicos OVID.”
Em função do interesse do HIAE pela assinatura de títulos de periódicos
on-line e da possibilidade de ações de parceria entre estas duas Instituições foi

�estabelecido um plano para o desenvolvimento de atividades conjuntas em
benefício de ambas. Nesse esforço foi elaborada uma lista dos títulos dos
periódicos de interesse da FMUSP, que também atendiam ao HIAE, e a partir de
então teve início a negociação com a empresa dot.lib, para a efetiva assinatura.
Para o ano de 2004, o HIAE selecionou títulos de periódicos de seu
interesse, que foram somados aos da FMUSP, e que assinados conjuntamente,
baseados no fato de ser assinatura de instituição governamental, possibilitaram
um resultado econômico vantajoso, também em função da ampliação do número
de pesquisadores, aos quais o acesso foi facultado.
Nesse ano foram acrescentados vinte e um títulos de livros em texto
completo, à lista de cento e sessenta e um títulos de periódicos on-line.
Essa parceria pressupõe o respeito às necessidades e particularidades de
cada uma das Instituições envolvidas, tais como: montante a ser pago, escolha
dos títulos de preferência, número de acessos simultâneos para o mesmo título e
regulamentação dos acessos.
Uma ação de compartilhamento de recursos, é a estabelecida entre o
Serviço de Biblioteca e Documentação da FMUSP – SBD/FMUSP e a Diretoria da
FMUSP, para a atualização e complementação do acervo básico de livros para os
Cursos de Graduação da FMUSP.
No ano de 2002, o Programa de Avaliação da Qualidade (PAQ), iniciativa
do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP – SIBi/USP, visando a estruturação
de um programa efetivo de avaliação das bibliotecas do Sistema, realizou
pesquisas de satisfação do usuário e suas percepções em relação aos serviços
oferecidos. Na Biblioteca Central do SBD/FMUSP, foi identificada nessa pesquisa,
a necessidade de atualização da bibliografia recomendada pelos professores dos
Departamentos da Faculdade de Medicina da USP, para os cursos de graduação.
Com base na informação obtida, pleiteou-se junto à Diretoria da FMUSP,
verba para complementação e atualização de títulos de livros da área médica
sendo um dos critérios a avaliação do número de empréstimos e as reservas para
cada título. Inicialmente foi disponibilizado montante inicial, que cobriu parte da

�necessidade, em números de exemplares complementares e títulos com novas
edições, no total de 347 títulos e 728 exemplares, distribuídos entre os diversos
Departamentos (Quadro 1).

Departamento

Títulos adquiridos
(novo título, ou nova edição)

Cardio-pneumologia

37

Cirurugia

15

Clínica médica

53

Dermatologia

09

Doenças Infecciosas e parasitárias

15

Fisio/fono/TO

02

Gastroenterologia

15

Medicina Legal

12

Medicina Preventiva

07

Neurologia

09

Obstetrícia e Ginecologia

32

Oftalmologia e Otorrinolaringologia

15

Ortopedia e Traumatologia

11

Patologia

09

Pediatria

15

Psiquiatria

14

Radiologia

01

Interdisciplinar (disciplinas básicas)

69

Administração hospitalar

04

Obras de referência

03

Total

347
QUADRO 1 – Títulos adquiridos no compartilhamento de recursos

Essa ação não é pontual, sendo que desde sua implantação, de acordo
com sugestões e avaliações do uso do acervo, novos títulos e acréscimos de
exemplares têm sido sugeridos e adquiridos para atender à demanda dos
usuários FMUSP no que diz respeito às suas necessidades de informação nos
cursos de graduação.

�Como terceira ação de parceria, nesse caso abrangendo todos os exalunos da FMUSP, o Programa “Amigo da Biblioteca” enviou mala direta para
cerca de oito mil ex-alunos, na busca de recursos financeiros, na forma de
doação, com o estabelecimento de diferentes categorias de acordo com o
montante a ser doado, vinculadas à possibilidade de acesso aos periódicos
eletrônicos assinados pela FMUSP, com a empresa dot.lib, para a base de dados
OVID, em 2004.
Os acessos têm variações de períodos de seis meses a dois anos,
podendo ser renovado ao fim do período, mediante nova doação.

IMPACTOS E RESULTADOS

Da parceria SBD/FMUSP e HIAE, o montante da contrapartida dada pelo
HIAE permitiu melhorias significativas nas instalações da Biblioteca Central - BC,
nos quesitos: mobiliário, sinalização dos Serviços e acervos e climatização para
os três andares da BC, e a restauração de obra bibliográfica. As referidas
melhorias reverteram em benefício tanto para usuários que passaram a contar
com um ambiente mais propício ao estudo e pesquisa, como para os funcionários,
que podem usufruir de um ambiente mais integrado fisicamente e mais racional
do ponto de vista dos fluxos das atividades, bem como a conformidade com as
recomendações ergonômicas.
A qualidade de vida no ambiente de trabalho tem sido uma preocupação
constante, pela sua importância intrínseca e pela possibilidade de expansão na
prestação de serviços.
Na atualização e complementação do acervo básico de livros para os
Cursos de Graduação da FMUSP, foi verificada maior satisfação, identificada
através das mensagens recolhidas nas caixas de sugestões da Biblioteca Central
do SBD/FMUSP. Além disso, a incorporação de novos títulos e exemplares ao
acervo, ficou evidente pela divulgação do material recém-chegado à Biblioteca

�através das exposições semanais, gerando um “feed-back” por parte dos
usuários.
O Programa “Amigo da Biblioteca” tem recebido constantemente novas
adesões, além das manifestações de ex-alunos a respeito da satisfação de
contribuir para a Biblioteca da Instituição, onde se graduaram. Decorridos alguns
meses da implantação do Programa, o montante recebido, pode ser considerado
significativo, e de acordo com o que fora planejado e informado na carta aos
doadores, os recursos serão aplicados na melhoria e atualização do
SBD/FMUSP.

CONCLUSÕES

Como verificado em Lewis (1992), as alianças funcionam melhor, quando
as pessoas, em ambos os lados, acreditam estar recebendo o mesmo valor, e a
agregação de valor ao serviço prestado, está relacionada com algo mais que o
dinheiro na promoção das igualdades de benefícios recebidos.
Aspectos pontuais positivos podem ser destacados como resultantes da
cooperação e do compartilhamento:
instalações físicas adequadas, com benefícios imediatos para os
funcionários e usuários;
retorno da satisfação dos usuários, através da caixa de sugestões e
contatos pessoais;
atualização e ampliação do número de títulos/exemplares de livros de
graduação;
adesão crescente ao Programa “Amigo da Biblioteca”;
aumento considerável do acesso aos títulos de periódicos em texto
completo.
Acreditamos que essas iniciativas, devem ser, num futuro próximo,
estendidas a outras Instituições de ensino ou mesmo a outras Bibliotecas

�interessadas em implantar e colher os resultados das ações de cooperação e
compartilhamento.
REFERÊNCIAS
APTEL – Associação de Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e de Sistemas
Privados de Telecomunicações. FAQ: compartilhamento de infra-estrutura.
Disponível
em:
http://www.aptel.com.br/noticias/faq_compartilhamento.htm.
Acesso em: 01 jul 2004.
FIGUEIREDO, N. M. Paradigmas modernos da ciência da informação: em
usuários, coleções, referência e informação. São Paulo: Polis; 1999. (Coleção
Palavra-chave, 10).
LEWIS, J. D. Alianças estratégicas: estruturando e administrando parcerias para
o aumento da lucratividade. São Paulo: Pioneira, 1992.
SAMPAIO, M. I. C. PAQ – Programa de avaliação da qualidade de produtos e
serviços de informação: uma experiência no SIBi/USP. Ci. Inf., Brasília, v.33,
p.142-148, jan./abrl 2004.
VILHENA, V.. et al. Avaliación del acceso a los periódicos electrónicos com
subscripción a través del SBD-FMUSP. In: CRICIS 6, Puebla, México, 6-9 Mayo
2003. Disponível em:&lt; http://www.usp.br/fm/sobre/biblioteca/cricsovid.pdf&gt;.

∗

Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Av. Dr. Arnaldo, 455, 2º andar, sala 2312, CEP 012 46 903 - São Paulo, SP, Brasil.
Tel. (011) 3066-7266/7264 - Tel./Fax: (011) 3085-0901
crestana@biblioteca.fm.usp.br, marinalva@biblioteca.fm.usp.br, suely@biblioteca.fm.usp.br,
tania@biblioteca.fm.usp.br, julia@biblioteca.fm.usp.br, valeria@biblioteca.fm.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56391">
                <text>Cooperação e compartilhamento como ações estratégicas do serviço de biblioteca e documentação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo: a busca da excelência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56392">
                <text>Crestana, Maria Fazaneli</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56393">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56394">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56395">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56397">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56398">
                <text>A integração da Instituição Faculdade de Medicina com ex-alunos, parceiros e entidades afins tem sido uma das características da comunidade científica visando a formação de alianças na busca da competitividade pela modernização, inovação, e disponibilização do conhecimento, pautados no cumprimento do seu papel social, através do ensino e da assistência à saúde. Nesse sentido, o Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da USP – SBD/FMUSP, divulga três ações consideradas estratégicas para garantir o crescimento qualitativo e quantitativo da sua capacidade de entrega e credibilidade: com início no ano de 2003, a ação de Atualização e Complementação do Acervo Básico de Livros para a Graduação Médica, revelou-se estrategicamente fundamental para o alinhamento com as diretrizes corporativas da FMUSP; sob o prisma econômico-financeiro, com ganhos revertidos para as Instituições envolvidas, o SBD/FMUSP e o Hospital Israelita Albert Einstein – HIAE, São Paulo, SP, estabeleceram, desde 2003, uma parceria para Acesso a Revistas Eletrônicas em Texto Completo - OVID, para cerca de cem títulos, devendo ser ampliado para o corrente ano. O Programa Amigo da Biblioteca, iniciado em fevereiro de 2004, arrecada fundos através de doações em depósitos bancários, com a finalidade de modernização do SBD/FMUSP, dando aos profissionais graduados nessa Instituição a oportunidade de retribuir os ensinamentos usufruídos e manter os laços acadêmicos, além de acesso à OVID, prerrogativa exclusiva da comunidade FMUSP. A implantação dessas ações confirma o compromisso do SBD/FMUSP de compartilhar e cooperar para a satisfação informacional da comunidade científica, e tem apresentado bons resultados, incentivando a continuidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68671">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5170" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4238">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5170/SNBU2004_191.pdf</src>
        <authentication>5e9cbe2a2ec73dd7933e6796347bd6e3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56451">
                    <text>INFORMAÇÃO DIGITAL: UMA ABORDAGEM SOBRE A NECESSIDADE DE
ESTABELECER UMA POLÍTICA DE PRESERVAÇÃO

Adriana de Almeida Barreiros∗
Edna Tiemi Yokoti Watanabe∗∗
Fátima Aparecida Colombo Paletta∗∗∗

RESUMO
Um dos desafios da "era do conhecimento" é o acesso amplo e veloz às
informações. Neste contexto, temos as redes de informação e a internet; meios
eletrônicos que viabilizam com rapidez sua recuperação. Para essa inovação,
contamos com o desenvolvimento constante da tecnologia da informação.
Entretanto, estas ferramentas dependem de fatores políticos, econômicos e
sociais, o que as tornam vulneráveis em sua manutenção. Diante do desafio
tecnológico, apresentamos uma abordagem sobre a necessidade de
estabelecermos uma política de preservação da informação digital.
PALAVRAS-CHAVE: Informação digital.
tecnológica. Política de preservação.

Preservação

digital.

Informação

1 INTRODUÇÃO
Vivemos em um período de intensas e surpreendentes transformações. No
contexto social, nos deparamos com os avanços tecnológicos, redes de
informações e a internet, duas grandes mudanças que se estabeleceram nesta
era.
Faz-se necessário migrar dados para mídias novas em período mínimo de
dois anos, do contrário, muitas informações serão perdidas no turbilhão de
constantes evoluções em que estamos imersos.
A principal característica destas ferramentas são a ampla troca de
informações

entre

os

pesquisadores,

gerando

comunicação

rápida

de

conhecimento e permitindo o avanço da ciência. Este comportamento interfere
nas universidades, bem como em suas respectivas bibliotecas, pois cabe a elas o

�tratamento das informações, a recuperação do conhecimento explícito e a
preservação da informação de valor, para que as gerações atuais e futuras
possam ter acesso a tudo o que existe, transformando o que é conhecido em
novo conhecimento, considerando os diferentes aspectos, características e
especificidades. A medida em que o esmiuçamos, estamos gerando mais e mais
conhecimento; é o início do ciclo de retroalimentação.
Diante de tamanha avalanche de informações, só é possível sobreviver à
demanda com a revolução tecnológica, através da documentação digital,
produzida pela inovação da gestão de informação.
Um simples avanço tecnológico pode evocar uma cascata crescente de
incertezas. É o choque do desenvolvimento tecnológico sem limite, de recursos
limitados e de necessidades ilimitadas sob a ótica do usuário. No entanto, é a
tendência certa para as bibliotecas.
Identificar e agir antecipadamente, conforme as tendências, garante uma
vantagem competitiva e pode salvar o patrimônio intelectual e cultural da
instituição.
Para tanto, é importante definir uma política

de preservação para a

documentação eletrônica das universidades.

2 PRESERVAÇÃO E INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA
A discussão sobre a preservação de documentos eletrônicos tem envolvido
vários especialistas: bibliotecários, arquivistas, profissionais de tecnologia de
informação. Todos são constantemente confrontados à crescente necessidade de
manter disponíveis e acessíveis os registros armazenados em meio eletrônico.
As ameaças que os documentos eletrônicos sofrem são semelhantes aos
suportes tradicionais (papel). A diferença de um documento não eletrônico é que
a perda da informação é mais lenta e visível o que a torna passível de
restauração, enquanto “os dados gravados na superfície metálica magnetizada

�dos dispositivos de armazenamento mais largamento utilizados, podem tornar-se
irrecuperáveis” (SANT’ANNA, 2001), uma vez que, normalmente não se percebe
o problema em arquivos até que haja falha ao acessá-los.
O advento de versões eletrônicas para publicações existentes em papel, foi
visto como um importante passo, acelerando a divulgação de informações
científicas, principalmente. Entretanto, é causa de preocupação, exigindo atenção
dos formuladores de políticas de aquisição para bibliotecas, em particular as
universitárias, pois é difícil o acesso às publicações já adquiridas, se não houver
no contrato com as editoras uma cláusula que permita acessar a documentação
depois de expirada a assinatura. Em outras palavras, caso o assinante não exija
acesso permanente às publicações on-line do ano pago, perderá direito de
consulta no caso de não manter a assinatura no ano seguinte.
Várias questões são levantadas quando se trata de informação tecnológica
e a durabilidade dos suportes eletrônicos. Existem muitas controvérsias quanto a
longevidade dos dados contidos neste tipo de suporte (BARREIROS e PALETTA,
2002; INNARELLI, 2003, 2004).
Outra questão são as informações que desaparecem na rede. Um estudo
feito pelo pesquisador americano Jonathan Wren “mostrou que muitos artigos
publicados na internet acabam em um límbo digital”, ou seja sumiram. Apenas a
mensagem de “página não encontrada” aparece. Preocupada com a possibilidade
de perda das informações, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos tem um
projeto que mantém cópias de artigos na Internet Archive http://www.archive.org
(AGÊNCIA FAPESP, 2004).

3 INICIATIVAS EM PRESERVAÇÃO DIGITAL
É fato que grande parte da informação gerada no mundo hoje é digital,
portanto, tornou-se mundial a preocupação com a gestão da mesma.
Organizações públicas e privadas, instituições de ensino e pesquisa, bem
como outros setores da sociedade comprometidos com a informação,

�reconhecem que é necessário assegurar a preservação a longo prazo e o acesso
contínuo.
Assim sendo, algumas instituições internacionais se reuniram no Encontro
da Biblioteca Nacional de Portugal para tomar conhecimento em cursos, projetos,
e divulgação de métodos e práticas já desenvolvidas na preservação e acesso de
documentação digital. Entre elas, a European Comission on Preservation and
Access – ECPA criada em 1994 para promover atividades ligadas a salvaguardar
as coleções de bibliotecas européias, em suporte tradicional ou digital. Há ainda,
o Programa Europeu IST – Information Society Technologies e o Council on
Library and Information Resources – CLIR, organização não governamental dos
Estados Unidos que congrega as instituições americanas ligadas aos problemas
da preservação e do acesso, que promove e difunde atividades nessas áreas
(CAMPOS, 2004).
Outra instituição envolvida em promover uma política na área é a
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(UNESCO), que em sua constituição estabelece que:
...a organização deve ajudar a conservação, o progresso e a
difusão do saber, zelando pela conservação e proteção do
patrimônio universal de livros, obras de arte e monumentos de
interesse histórico e científico, que seu programa de Informação
para todos oferece uma plataforma para o debate e a ação sobre
políticas de informação e sobre a salvaguarda dos
conhecimentos conservados em forma documental, e que seu
programa “Memória do Mundo” tem por objetivo garantir a
preservação do patrimônio documental do mundo e acesso
universal ao mesmo.

Com esse compromisso, a UNESCO lançou um documento intitulado
“Carta para la preservación del patrimônio digital” (Organización Cientifica de las
Naciones Unidas Cultural Educativo, 2003), colocando as medidas necessárias a
serem tomadas, bem como as atribuições para a política de preservação digital.
Diante deste documento e a evidência da fragilidade do armazenamento de
informações eletrônicas, geradas em grande quantidade nas universidades,
instituições de pesquisa e outros setores brasileiros, o Conselho Nacional de

�Arquivos (CONARQ), através da Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos,
elaborou o Anteprojeto de Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico
Digital. O documento foi apresentado pela historiadora Cláudia Lacombe, do
Arquivo Nacional e membro do grupo de trabalho criado especialmente para
estudar as questões envolvendo o documento digital, no segundo

Simpósio

Internacional sobre Bibliotecas Digitais, em Campinas (Conselho Nacional de
Arquivos, 2004).
O texto apresenta os seguintes problemas relacionados a documentação
digital:
Incapacidade dos atuais sistemas eletrônicos de informação em
assegurar a preservação em longo prazo;
Fragilidade intrínseca ao armazenamento digital - degradação física;
Rápida obsolescência da tecnologia digital: hardware, software e
formatos;
Complexidade e custos da preservação digital;
Multiplicidade de atores envolvidos;
Dependência social da informação digital: dependência do documento
digital como fonte de prova das funções e atividades de indivíduos,
instituições e governos.
E traz, também, proposta de elaboração de estratégias e políticas,
estabelecimento de normas e promoção do conhecimento (LACOMBE, 2004).
Tais iniciativas são primordiais, enquanto modelos de responsabilidade que
vislumbram

um

futuro

onde

haverá

um

mundo

cheio

de

tecnologias

desconhecidas e deterioração de sistemas.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pesquisadores, governo, empresas públicas e privadas dependem cada
vez mais dos documentos digitais, para o exercício de suas atividades.

�A importância de preservar, e gerir a informação digital é clara no contexto
atual: estudos mostram que a tecnologia digital é um meio frágil e instável de
armazenamento, dificultando a garantia de acesso no futuro.
As universidades, grandes produtoras deste tipo de informação, não podem
ficar alheias a essa discussão, nem da necessidade de desenvolver uma política
específica para o problema da preservação digital, bem como, legislação,
metodologias padrões e protocolos que minimizem esta falha.
Estimular a inserção do tema preservação do patrimônio digital na
formação dos profissionais da informação, especialmente os arquivistas,
bibliotecários e profissionais da ciência da computação, exige investimento
financeiro elevado e contínuo, devido à multiplicidade de questões financeiras,
administrativas, legais, políticas, econômicas, que envolvem informações em
formato digital. Portanto, preservar exige compromissos entre a indústria de
tecnologia da informação e organizações envolvidas na produção de informação.
É fundamental o intercâmbio entre as instituições que já desenvolveram
projetos e políticas para o assunto. É conhecendo o problema que podemos
formular opções para solucioná-lo. A consciência da situação está em unirmos
forças. O grande desafio é mantermos o conhecimento, que no terceiro milênio,
está com as bibliotecas, pois estas são ainda:
Lugar da memória nacional, espaço de conservação do
patrimônio intelectual literário e artístico, uma biblioteca é
também o teatro de uma alquimia complexa em que, sob o efeito
da leitura, da escrita e de sua interação, se liberam as forças, os
movimentos do pensamento. É um lugar de diálogo com o
passado, de criação e inovação, e a conservação só tem sentido
como fermento dos saberes e motor dos conhecimentos, a
serviço da coletividade inteira. (PODER das bibliotecas, 2000).

ABSTRACTS
One of the challenges of the so-called “knowledge era” is the vast and rapid
access to information. In this context, we have the information networks and the
internet, electronic means which make its recovery possible and rapid. For this
innovation we count on the constant information technology development.
However, these tools depend on political, economic and social factors, which

�make them vulnerable in its maintenance. Facing the technologic challenge we
present a approach about the necessity of establishing a digital information
preservation policy.
KEYWORDS: Digital information. Preservation digital. Information technology.
Preservation political.

REFERÊNCIAS

AGENDA FAPESP. Artigos não encontrados. Disponível em:
&lt;http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data%5Bid_materia_boletim%
5D=1653&gt;. Acesso em: 15 abr. 2004.
BARREIROS, A. A. ; PALETTA, F. A. C. A durabilidade dos suportes eletrônicos e
a preservação da informação. In: SEMINÁRIO NACIONAL de BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: UFPE, 2002. 1 CD-ROM.
CAMPOS, F. M. Informação digital: um novo patrimônio a preservar. Disponível
em: &lt;http://www.bn.pt/agenda/ecpa/informacao_digital.html&gt;. Acesso em: 18 mar.
2004.
CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS Anteprojeto de carta de preservação
do patrimônio arquivístico digital. Disponível em:
&lt;http://www.arquivonacional.gov.br/conarq/cam_tec_doc_ele/download/carta_de_
preserva%E7ao%20anteprojeto.pdf&gt;. Acesso em: 15 jun. 2004.
INNARELLI, H.C. Preservação de documentos eletrônicos. Disponível em:
&lt;http://www.unicamp.br/siarq/arq_setoriais/preservacao_documentos_eletronicos.
pdf&gt;. Acesso em: 20 out. 2003.
INNARELLI, H.C. Iniciativas de preservação digital. Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=8397&gt;. Acesso em: 03 jun. 2004.
LACOMBE, C. Anteprojeto de Carta de Preservação do Patrimônio Arquivístico
Digital. Disponível em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=8385&gt;. Acesso
em 07 jun. 2004.
Organización Cientifica de las Naciones Unidas Cultural Educativo. Carta para la
Preservación del Patrimonio Digital. Disponível em:

�&lt;http://portal.unesco.org/ci/file_download.php/Charter_es.pdf?URL_ID=13367&amp;file
name=10676067825Charter_es.pdf&amp;filetype=application/pdf&amp;filesize=18771&amp;nam
e=Charter_es.pdf&amp;location=user-S/&gt;. Acesso em: 28 abr. 2004.
PODER das bibliotecas. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000. 352p.
SANT’ANNA, M. L. Os desafios da preservação de documentos públicos digitais.
Disponível em: &lt;http://www.ip.pbh.gov.br/revista0302/ip0302santanna.pdf&gt;.
Acesso em: 15 jun. 2004.

∗

adribar@bcq.usp.br
edna@bcq.usp.br
∗∗∗
fatima@bcq.usp.br
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – USP DIVISÃO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DO
CONJUNTO DAS QUÍMICAS – DBDCQ Av. Prof. Lineu Prestes, 950 - Cidade Universitária 05315970 - São Paulo - SP – Brasil Fone: (0xx11) 3091-3859 e 3091-3669 - Fax: (0xx11) 3812-8194
http://www.bcq.usp.br bibcq@bcq.usp.br
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56418">
                <text>Informação digital: uma abordagem sobre a necessidade de estabelecer uma política de preservação. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56419">
                <text>Barreiros, Adriana de Almeida; Watanabe, Edna Tiemi Yokoti; Paletta, Fátima Aparecida Colombo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56420">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56421">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56422">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56424">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56425">
                <text>Um dos desafios da "era do conhecimento" é o acesso amplo e veloz às informações. Neste contexto, temos as redes de informação e a internet; meios eletrônicos que viabilizam com rapidez sua recuperação. Para essa inovação, contamos com o desenvolvimento constante da tecnologia da informação. Entretanto, estas ferramentas dependem de fatores políticos, econômicos e sociais, o que as tornam vulneráveis em sua manutenção. Diante do desafio tecnológico, apresentamos uma abordagem sobre a necessidade de estabelecermos uma política de preservação da informação digital.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68674">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5174" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4241">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5174/SNBU2004_192.pdf</src>
        <authentication>e36a8841e1d1646ed1b3d39bf9dd3878</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56477">
                    <text>EDITORA ELETRÔNICA: UM NOVO DESAFIO DAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS NA ERA DA INTERNET

Angela Maria Belloni Cuenca∗
Eidi Raquel Franco Abdalla∗∗
Cristina Mylek∗∗∗

RESUMO
A Editora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo teve
origem no projeto piloto apresentado ao XISNBU, durante o I Simpósio de
Bibliotecas Universitárias da América Latina e do Caribe e foi lançado oficialmente
em 2002. A Editora Eletrônica da FSP/USP integra os projetos da Biblioteca
Virtual de Saúde Pública (BVS-SP), desenvolvidos pela BIREME em parceria com
o Ministério da Saúde, Faculdade de Saúde Pública da USP, Escola Nacional de
Saúde Pública da FIOCRUZ e ABRASCO. A coordenação da Editora Eletrônica é
da Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública da FSP/USP.
O Projeto busca disponibilizar documentos de natureza monográfica produzidos
na área de saúde pública na íntegra para consulta e livre acesso na Internet. Após
um minucioso trabalho de captação, os textos de autoria de docentes,
pesquisadores, alunos e técnicos são avaliados por
uma comissão de
especialistas de acordo com a política editorial que traça as diretrizes de seleção
dos documentos. Depois de aprovados, estes são descritos de acordo com a
metodologia LILACS e disponibilizados através de arquivos pdf no website do
projeto, estando acessíveis na Internet para qualquer interessado. A crescente
coleção de textos completos de saúde pública pode ser consultada livremente na
Internet através da BVS-SP. Atualmente é possível realizar buscas por autor, título
ou área temática, recuperando o resumo e o arquivo eletrônico que contém o
documento na íntegra. Este projeto aponta tendência de um novo papel das
bibliotecas universitárias como editoras, privilegiando o acesso à informação e ao
conhecimento ténico-científico gratuito da sociedade.

INTRODUÇÃO
Com as novas tecnologias da informação e a internet, as publicações
científicas têm sido disponibilizadas também por meio eletrônico, principalmente
na forma on-line, mantendo ou não seu correspondente impresso. Neste cenário,
os pesquisadores convivem simultaneamente com ambos os formatos; enquanto o
impresso os beneficia com sua forma linear de leitura, que lhes facilita a

�assimilação de idéias, o eletrônico pode lhes possibilitar interatividade, consulta
mútua a inúmeros outros documentos, imagens e sons, além da velocidade de
acesso (MARCHIORI 2002).
A comunicação científica, nesse processo de transição do impresso para o
eletrônico, tem sido muito facilitada graças ao importante papel dos editores e
profissionais da informação que têm a difícil tarefa de organizar a transferência de
informações (MEADOWS 1999). Os profissionais da informação incumbem-se de
tratar e armazenar o material oriundo das editoras, de modo que possam ser
acessíveis

aos

pesquisadores

e

os

editores

científicos,

por

sua

vez,

responsabilizam-se por receber os textos, selecioná-los, prepará-los para
publicação e assim divulgar os resultados da ciência.
Com a inserção das tecnologias da informação na editoração dos textos
científicos, autores, editores e profissionais da informação passaram a conviver
com softwares e as mais diversas linguagens que facilitam a elaboração de textos
(MARCHIORI 2002). Os controles de manuscritos e relatorias nas editoras
científicas foram mais facilitados pelos e.prints (softwares ligados a bancos de
dados), que possibilitam entrada de dados, recuperação, manutenção de
correspondência, saída de relatórios, controle de fluxo, gerenciamento de
manuscritos e acompanhamento do processo de avaliação, entre outros (HURD
2000, MARCHIORI 2002).
Recentemente foi divulgado que cientistas norte-americanos anunciaram
uma editora científica virtual sem fins lucrativos, a Public Library of Science
(http://www.publiclibraryofscience.org), que pretende lançar títulos eletrônicos
gratuitamente via internet para competir com grandes revistas do setor, como a
Science e a Nature (FAPESP 2003). No Brasil, iniciativa do Projeto SciELO Scientific Electronic Library Online (http://www.scielo.br) tem objetivo similar, ou
seja, beneficiar a inserção da literatura científica brasileira no cenário nacional e
internacional.

�A disponibilização de documentos inéditos, na íntegra, de acesso universal
e gratuito, já é uma tendência na concepção das bibliotecas virtuais, sendo uma
delas dada a público em 2002: a Editora Eletrônica* de textos em saúde pública.
A Editora Eletrônica da FSP/USP integra os projetos da Biblioteca Virtual
em Saúde Pública (BVS-SP), desenvolvidos pela BIREME em parceria com o
Ministério da Saúde, Faculdade de Saúde Pública da USP, Escola Nacional de
Saúde Pública da FIOCRUZ e ABRASCO. A coordenação da Editora Eletrônica é
da Biblioteca: Centro de Informação e Referência em Saúde Pública (CIR) da
FSP/USP.
Semelhante, mas não igual ao SciELO –– que é “uma biblioteca virtual de
revistas científicas brasileiras em formato eletrônico” e que “organiza e publica
textos completos de revistas na Internet/Web”, a Editora Eletrônica publica coleção
de textos completos, sobretudo monografias que visem à divulgação de temas de
interesse para o desenvolvimento da saúde pública, direcionados para a
comunidade acadêmica e profissional. Podendo divulgar também textos de
interesse para a educação em saúde pública, com atenção à população leiga.
A Editora Eletrônica da FSP/USP pretende dar maior visibilidade e
acessibilidade dos textos de saúde pública produzidos nas instituições brasileiras
especializadas nessa área. Segundo MENEGHINI (2002) “A literatura científica da
corrente principal (periódicos que estão indexados no Instituto para Informação
Científica, ISI) não reflete adequadamente a comunidade de pesquisadores, nem
a produtividade nacional de países em desenvolvimento”, e a Editora Eletrônica é
mais uma ferramenta de divulgação da produção científica nacional.

* A Editora Eletrônica da Faculdade de Saúde Pública da USP, integrante da Biblioteca Virtual em Saúde
Pública, desenvolvida em parceria com a BIREME, pode ser consultada no endereço &lt;http://www.bvssp.fsp.usp.br/tecom/index.html&gt;

�OBJETIVOS
Além de disponibilizar documentos de natureza monográfica produzidos na
área de saúde pública na íntegra para consulta e livre acesso na internet, a
Editora Eletrônica da FSP tem como objetivos:
Estimular a produção e divulgação de textos completos atuais e de
relevância para a área da saúde pública
Divulgar a produção selecionada de acordo com os critérios estabelecidos
pela Comissão Editorial
Garantir o registro de textos divulgados na base de dados LILACS-SP
Mostrar tendências e identificar demandas temáticas não atendidas

METODOLOGIA
Após um minucioso trabalho de captação, os textos de autoria de docentes,
pesquisadores, alunos e técnicos da Faculdade de Saúde Pública e demais
Unidades da USP são avaliados por uma Comissão Editorial. Essa Comissão é
constituída por especialistas da área e atua a partir de uma política editorial que
traça as diretrizes de seleção dos documentos. Atualmente é integrada por três
docentes da FSP/USP e um docente convidado da Faculdade de Medicina/USP,
além de uma bibliotecária do CIR.
Depois de aprovados, os documentos são descritos de acordo com a
metodologia LILACS e disponibilizados através de arquivos pdf (Portable
Document Format) no website da Editora, estando acessíveis na internet para
qualquer interessado. Além da consulta por autor e título, existe a possibilidade da
pesquisa ser feita por áreas temáticas (ao todo são vinte e quatro grandes áreas
identificadas por especialistas das instituições participantes do Comitê Consultivo
da BVS-SP).

�Como os direitos autorais na internet são polêmicos e segundo a tendência
na literatura (MARTINS FILHO 1998), todo o material disponibilizado no site da
Editora tem autorização prévia dos autores.

RESULTADOS
Os principais resultados desde a implantação da Editora Eletrônica são:
a) Coleção de cerca de 70 documentos armazenados em servidor próprio,
disponíveis na Internet para acesso gratuito.
b) Disponibilização de um mecanismo de busca por autor, título ou área
temática, recuperando o resumo e o arquivo eletrônico que contém o
documento na íntegra.
c) Desenvolvimento de website específico para a Editora Eletrônica com
possibilidades de busca e divulgação de notícias de interesse.
d) Uma equipe com profissionais bibliotecários e especialistas em saúde
pública

treinados

na

metodologia

e

que

podem

atuar

como

multiplicadores do sistema.
e) Produtos como "Política editorial" contendo as diretrizes do projeto e
critérios de seleção de documentos e "Instrumento de avaliação do
documento” para orientação do relator na avaliação do mérito e da
forma do documento submetido para publicação.
f) Integração das equipes que atuam no projeto da Editora Eletrônica e
demais

áreas

da

Biblioteca

como

Marketing

e

Informática,

Processamento e Bases de Dados, que constitui importante experiência
de trabalho compartilhado.

�g) Experiência importante para as bibliotecas universitárias com o
estabelecimento de novos paradigmas no âmbito da biblioteconomia e
no papel do bibliotecário com o advento das novas tecnologias da
informação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A comunicação eletrônica se estabelece cada vez mais no meio acadêmico
e tende a eliminar os intermediários. No processo da comunicação científica, a
internet possibilita ao receptor da informação a participação direta no processo, ou
seja, interagir com o autor sem intermediários. Com tais facilidades, não só a
divulgação do conhecimento tende a tornar-se mais rápida, como o seu acesso e
julgamento podem ser facilitados (TARGINO 1999/2000). O receptor passa a ser o
juiz da relevância da informação acessada em tempo real, retroalimentando o ciclo
da informação científica (BARRETO 1998).
Neste cenário, não há dúvida de que a internet facilita a divulgação e
promove mais visibilidade à ciência em âmbito mundial.
Segundo MEADOWS (1999) torna-se difícil prever o futuro das publicações
e do processo da comunicação científica na era das redes eletrônicas e o cientista
deve lançar mão de todos os meios possíveis de divulgação da ciência, porque a
comunicação eficiente e eficaz é parte fundamental do processo de pesquisa
científica.
Neste sentido, a crescente coleção de textos completos de saúde pública
representa grande avanço na divulgação do conhecimento gerado pela
comunidade acadêmico-científica e técnica brasileira na área de saúde pública e
de forma mais ágil que os similares impressos.

�A Editora Eletrônica aponta a tendência de um novo papel das bibliotecas
universitárias como editoras, privilegiando o acesso à informação e ao
conhecimento técnico-científico gratuito para a sociedade.

REFERÊNCIAS

BARRETO, A. de A. A condução da informação. S Paulo Perspect, São Paulo, v.
16, n. 3, p. 67-74, 2002.
HURD, J. M. The transformation of scientific communication: a model for 2020. J
Am Soc Inf Sc, v. 51, n. 14, p. 1279-83, 2000.
FAPESP. Acesso livre e gratuito. Pesq Fapesp, São Paulo, p. 24-5, fev. 2003.
MARCHIORI, P. Z. Contribuição da tecnologia para o desenvolvimento da
produção científica e da publicação eletrônica. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Anais... Recife: SNBU,
2002.
MARTINS FILHO, P. Direitos autorais na Internet. Ci. Inf., Brasília, v. 27, n. 2,
p.183-188, 1998.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Trad. A A Briquet de Lemos.
Brasília: Briquet de Lemos Livros, 1999.
MENEGHINI, R. O projeto Scielo (Scientific Electronic Library on Line) e a
visibilidade da literatura científica "Periférica". Quím. Nova, v.26, n 2, p.155-156,
mar./abr. 2002.
PACKER, A. L.; BIOJONE, M. R.; ANTONIO, I. et al. SciELO: uma metodologia
para publicação eletrônica. Ci. Inf., Brasília, v. 27, n 2, p. 109-121, 1998.
TARGINO, M. das G. Divulgação de resultados como expressão da função social
do pesquisador. R Bibliotecon Brasília, Brasília, v. 23/24, n. 3, p. 237-66,
1999/2000

�∗

abcuenca@usp.br
eiabdall@usp.br
∗∗∗
bvssptxt@fsp.usp.br
Biblioteca:Centro de Informação e Referência em Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública –
FSP Universidade de São Paulo – USP Av. Dr. Arnaldo, 715, 01246-904 – São Paulo – SP – Brasil
bibfsp@edu.usp.br
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56452">
                <text>Editora eletrônica: um novo desafio das bibliotecas universitárias na era da Internet. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56453">
                <text>Cuenca, Angela Maria Belloni; Abdalla, Eidi Raquel Franco; Mylek, Cristina</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56454">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56455">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56456">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56458">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56459">
                <text>A Editora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo teve origem no projeto piloto apresentado ao XISNBU, durante o I Simpósio de Bibliotecas Universitárias da América Latina e do Caribe e foi lançado oficialmente em 2002. A Editora Eletrônica da FSP/USP integra os projetos da Biblioteca Virtual de Saúde Pública (BVS-SP), desenvolvidos pela BIREME em parceria com o Ministério da Saúde, Faculdade de Saúde Pública da USP, Escola Nacional de Saúde Pública da FIOCRUZ e ABRASCO. A coordenação da Editora Eletrônica é da Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública da FSP/USP. O Projeto busca disponibilizar documentos de natureza monográfica produzidos na área de saúde pública na íntegra para consulta e livre acesso na Internet. Após um minucioso trabalho de captação, os textos de autoria de docentes, pesquisadores, alunos e técnicos são avaliados por uma comissão de dos documentos. Depois de aprovados, estes são descritos de acordo com a metodologia LILACS e disponibilizados através de arquivos pdf no website do projeto, estando acessíveis na Internet para qualquer interessado. A crescente coleção de textos completos de saúde pública pode ser consultada livremente na Internet através da BVS-SP. Atualmente é possível realizar buscas por autor, título ou área temática, recuperando o resumo e o arquivo eletrônico que contém o documento na íntegra. Este projeto aponta tendência de um novo papel das bibliotecas universitárias como editoras, privilegiando o acesso à informação e ao conhecimento ténico-científico gratuito da sociedade. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68678">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5177" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4245">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5177/SNBU2004_193.pdf</src>
        <authentication>7c8252ae051fa83dfa02e1aaa0cb63be</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56512">
                    <text>INFORMAÇÕES DA WEB NA BIBLIOTECA – O LOCALIZADOR DE
INFORMAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA NA INTERNET.
Angela Maria Belloni Cuenca∗
Maria Do Carmo Avamilano Alvarez∗∗
Maria Lúcia E. De Faria Ferraz∗∗∗
Hálida Cristina R. F. Delbucio∗∗∗∗

RESUMO
Um sistema de gerenciamento de competências tem como finalidade o
armazenamento de dados sobre as competências profissionais a fim de permitir a
formação de equipes em projetos, planejamentos de capacitação, dentre outras
tomadas de decisões. Baseando-se nesta assertiva este estudo tem por objetivo
apresentar um mapeamento de competências do staff da Biblioteca Central Prof.
Faris Michaele da Universidade Estadual de Ponta Grossa – Paraná, visando
valorizar a capacitação dos servidores e o desenvolvimento de habilidades que se
adeqüem às mudanças e realidade (ou particularidade) institucional. Para tanto,
foram listados os cargos existentes e identificadas as suas atribuições para
direcionar e estabelecer diretrizes que relacionem aprendizado x produtividade x
renovação de competências.

INTRODUÇÃO
O uso da Internet para acesso à informação tem gerado preocupação no
meio acadêmico e de pesquisa devido à quantidade de itens recuperados, nem
sempre pertinentes ao tema demandado. A Internet é um poderoso instrumento
para busca de informações caso seja utilizada de forma a trazer benefícios ao
usuário e não se constituir em um elemento dificultador da busca.

Na área de

saúde pública há inúmeros sites com informações de grande importância para a
área acadêmica, de pesquisa e de serviços, que se perdem quando procurados
por meio dos mecanismos de busca da web, como Google, AltaVista e outros da
Internet.

�Cabe comentar, especificamente sobre a web, aspectos sobre seu
crescimento e conseqüente disponibilidade de informações. De acordo com
pesquisa realizada em junho de 1999 sobre o crescimento da internet no mundo,
foi detectado que a rede contava com cerca de 2 bilhões de páginas na web,
sendo criadas a cada dia uma média de 7 milhões de novas páginas
(GARATTONI 2001). Outros dados, em meados de 2000 (TERRA e GORDON
2002), apontam para cerca de 550 bilhões de documentos na web e outros, ainda,
para 800 milhões (FALCÃO 2000). De toda essa produção de páginas e
conseqüente quantidade de informações, estudos confirmam que 83% desse
conteúdo são de cunho comercial (LAWRENCE e GILES 1998).
Todo esse volume de informação na web tem sido considerado um dos
principais problemas da internet, pois não existe um diretório universal de
endereços que possa executar múltiplas e abrangentes buscas na web, fazendo
com que o usuário não precise consultar mais de um sistema de busca, sem
perder milhares de outras informações importantes (ARAUJO 1999/2000,
CIANCONI 2001, LAWRENCE e GILES 1998, POWELL e FOX, 1998).
Corroborando essa afirmação, o motor de busca HotBot recupera apenas 34% das
páginas indexáveis (MARCONDES e SAYÃO 2001); o AltaVista, apenas 28%; o
Excite, 14%; o Infoseek, 10%; sem contar que alguns sites podem negar a
permissão de visita de um motor de busca. Atualmente, o motor de busca mais
utilizado tem sido o Google, que indexa cerca de 4 trilhões de páginas, no maior
banco de dados existente.*
A questão da sobrecarga de informações propiciada pela internet tem sido
bastante debatida na literatura (CIANCONI 2001, GARATTONI 2001, LAWRENCE
e GILES 1998, 1999, MARCHIORI 2002, POWELL e FOX 1998, REPMAN e
CARLSON 1999, TARGINO e GARCIA 2000, TERRA e GORDON 2000,
VOORBIJ 1998, entre outros) que, aliada à diversidade cada vez mais acentuada
da tecnologia da informação disponível, representa um dos grandes problemas
sentidos pelo pesquisador (CUENCA 2004). Um pesquisador menos familiarizado
*

Google Inc [http://www.google.com], consultado em abril 2004

�com as fontes eletrônicas tende a verificar centenas de sites resultantes de uma
busca, com a possibilidade de não encontrar nenhuma informação útil para sua
pesquisa. Nesse processo, perde-se muito tempo, constituindo estímulo negativo
para o uso da internet.

De acordo com CUENCA (2004), o excesso de

informações e a dificuldade em encontrá-las na Internet foram também apontadas
pelos docentes brasileiros da área de saúde pública como barreiras para o uso
efetivo da rede.
A questão da manutenção das informações nos sites também tem sido
considerada uma dificuldade para maior utilização da Internet. Em relação aos
conteúdos da web, diversos autores concordam que a quantidade de links
irrelevantes (VOORBIJ 1999, MARCHIORI 2002, CIANCONI 2001) e inativos,
conseqüentes à desatualização dos sites (CIANCONI 2001), faz com que não se
possa garantir a permanência do texto na web (MARCHIORI 2002), afetando a
percepção do pesquisador quanto à qualidade desses conteúdos. Estes
constituem obstáculos para maior uso da rede pelo pesquisador e desafio para as
bibliotecas desde o advento das novas tecnologias.

KOEHLER (1999) estimou

que 17,7% dos websites e 31,8% das páginas na web desaparecem em um ano, e
0,5% em uma semana; outros 5% desaparecem e voltam a aparecer em uma
semana; 31% mudam de endereço, e 97% sofrem algum tipo de alteração no
período de um ano.
Devido a esses problemas defrontados diariamente, a comunidade
acadêmica ainda não deposita total confiança nos meios eletrônicos para busca e
disponibilização de informações científicas.

O comentário a seguir de um

pesquisador da área de saúde pública (CUENCA 2004) ilustra a necessidade de
validação e organização das informações contidas na internet:
A comunidade científica deveria discutir como poder
classificar alguns sites quanto à credibilidade. Como não
existe a figura do editor em comunicação científica,
qualquer pesquisa ou trabalho com conteúdos e
metodologia sofríveis encontra-se na internet. É muito
trabalho ‘garimpar’ o que realmente vale a pena.

�Para minimizar os problemas encontrados na busca da informação
científica algumas iniciativas estão sendo implementadas, como as bibliotecas
virtuais, que coletam, selecionam e organizam informações de sites para que
sejam recuperadas por meio de ferramenta da web. No Brasil, são conhecidas na
área da saúde a Biblioteca Virtual em Sáude da BIREME, no seu componente LIS
(Localizador de Informações em Saúde**), e Sites em Saúde Pública***, além das
bibliotecas virtuais temáticas do Prossiga/CNPq nas áreas de saúde reprodutiva****
e de saúde mental*****.
Assim, a proposta deste trabalho é divulgar o LIS - Localizador de
Informações em Saúde, serviço denominado Sites em Saúde Pública (LIS-SP),
especificamente desenvolvido para a Biblioteca Virtual em Saúde Pública, pela
BIREME (2003), em parceria com o Ministério da Saúde, Faculdade de Saúde
Pública da USP, Escola Nacional de Saúde Pública da FIOCRUZ e ABRASCO. O
“Sites em Saúde Pública” (LIS-SP) compõe o portal de fontes de informação dessa
Biblioteca Virtual e contém o catálogo de fontes de informação em saúde pública,
disponíveis na Internet e selecionadas segundo critérios de qualidade,
descrevendo o conteúdo destas fontes e oferecendo os respectivos endereços na
Internet. O LIS-SP tem como objetivo promover acesso às fontes eletrônicas de
informação de interesse para a área para uso de pesquisadores e técnicos da
área de saúde pública.

METODOLOGIA
Adota a metodologia LIS, resultado da cooperação técnica entre o Centro
Nacional de Información de Ciências Médicas (CNICM), a Red Telemática de
**

O LIS pode ser consultado na Biblioteca Virtual em Saúde, no endereço &lt; http://www.bireme.br&gt;

***

Sites em Saúde Pública pode ser consultado na Biblioteca Virtual em Saúde Pública, no endereço:

&lt;http://www.saudepublica.bvs.br&gt;
****
*****

Biblioteca Virtual em Saúde Reprodutiva: &lt;http://www.prossiga.br/fsp_usp/saudereprodutiva&gt;
Biblioteca Virtual em Saúde Mental: &lt;http://www.prossiga.br/ee_usp/saudemental&gt;

�Salud de Cuba (INFOMED) e a BIREME. A partir dessa metodologia foi criada
uma base de dados cujas planilhas na web são preenchidas de forma
compartilhada, pelas instituições envolvidas. Cada instituição, de forma remota,
alimenta uma única base, a partir da identificação, seleção, certificação e registro
de sites de interesse,

seguindo definição de níveis de responsabilidade para

atualização e integridade das fontes de informação.
O LIS-SP segue normas e formatos internacionais amplamente adotados
em bibliotecas e centros de documentação e em uso atualmente na Internet.
Baseia-se no GILS (Global Information Locator Service) e no formato Dublin Core,
com alguns campos de dados adicionais.
Para esse fim, a BIREME também propiciou a capacitação dos
profissionais responsáveis pelo ingresso do registro de fontes de informação
(dados de instituições responsável, resumo informativo e indexação de conteúdo,
tecnologia DeCS), compatibilizando a busca no LIS-SP com a navegação
conceitual nas demais fontes da Biblioteca Virtual em Saúde Pública.
Os sites são selecionados a partir de critérios já estabelecidos,
desenvolvidos pela BIREME e Faculdade de Saúde Pública e aprovados pelas
demais instituições participantes,
informação em saúde pública

que garantem a qualidade

disponibilizadas ao público.

das fontes de

Os registros são

indexados de acordo com o DeCS (Descritores em Ciências da Saúde), na
Categoria SP-Saúde Pública e classificados segundo Área Temática específica
para a Saúde Pública, a partir das rotinas estabelecidas de seleção, alimentação e
atualização da LIS-SP como componentes integrados a Biblioteca Virtual em
Saúde Pública.
Para a validação das informações – textos, monografias, dados estatísticos,
entre outros – incluídas no LIS-SP, foi formado um grupo de especialistas, com
docentes, alunos de pós-graduação e bibliotecários da área, que se responsabiliza
pela certificação das fontes selecionadas, visando a dar qualidade ao LIS-SP.

�PRINCIPAIS RESULTADOS
Os principais resultados desde a implantação do LIS Saúde Pública, em
2002, são:
a) Base exaustiva de fontes de informação em saúde pública organizada e
disponível na Internet, com registros de sites em âmbito nacional (em
uma primeira fase) e internacional (em uma segunda fase já iniciada).
b) Disponibilização de um mecanismo de atualização sistematizada das
fontes de informação em saúde pública disponíveis na Internet.
c) Busca com operadores booleanos e, automaticamente, através das
áreas temáticas que compõem a Saúde Pública.
d) Uma equipe com profissionais bibliotecários e especialistas em saúde
pública treinados na metodologia e que atuam como multiplicadores do
sistema.
e) Produtos como "manual de execução do LIS" que inclui identificação,
certificação, registro e controle dos sites e documento "Critérios para
seleção e certificação de fontes de informação em saúde pública para o
LIS" .
f) Trabalho integrado das equipes que atuam de forma descentralizada,
em diferentes instituições congêneres convergindo para a alimentação
de fonte única de informação, que constitui importante experiência de
trabalho compartilhado.
g) 2464 registros ativos de sites validados, visíveis para o usuário na
página do LIS-SP, com resumo e URL, com média diária de acesso ao
site de 400 visitas.

�h) Atendimento remoto ao usuário realizado em até 24 horas, com
respostas personalizadas; em 2003 foram cerca de 70 solicitações de
usuários remotos, através do e-mail do LIS-SP - bvssplis@fsp.usp.br

CONSIDERAÇÕES
Pode-se afirmar que a evolução das bibliotecas tradicionais para o mundo
virtual é um fato atrelado à própria evolução da internet (ARAUJO 1999/2000).
Nesse processo, as bibliotecas virtuais continuarão fundamentais no processo da
comunicação científica, já que a informação que é produzida em formato impresso
se tornará cada vez mais disponível em meio digital (DINIZ 1999). Alguns autores
já consideram a possibilidade de que as bibliotecas virtuais de periódicos
científicos sejam importantes para o crescimento do impacto internacional das
publicações (ALONSO e FERNANDEZ-JURICIC 2002).
Apesar da idéia de que a internet veio para facilitar as atividades dos
pesquisadores, resultados de pesquisas (CUENCA 2004) mostram que os
usuários sentem-se inseguros quanto às rápidas mudanças nos softwares,
sentindo dificuldade para encontrar informações e estressados com o excesso de
informação disponível. Nesse cenário o mecanismo de busca propiciado pelo LISSaúde Pública favorece o usuário que procura informações validadas da Internet
com menor dispêndio de tempo e com resultado de busca eficiente e eficaz.
Como a internet tem seu espaço garantido no dia-a-dia da vida acadêmica,
pois facilita as atividades de ensino e de pesquisa científica (CUENCA 2004), a
comunidade acadêmico-científica deve utilizar cada vez mais o LIS-SP como
mecanismo de busca, considerando-o uma fonte importante de informação.

�REFERÊNCIAS
ALONSO WJ, FERNANDEZ-JURICIC E. Regional network raises profile of local
journals. Nature , London, v.415, n.6871,p. 471-2, 2002
ARAUJO WJ de. Ferramentas para promoção em web sites de unidades de
informação. Revista de Biblioteconomia de Brasilia v.23/24, n.1 esp, p. 69-88,
1999/2000.
BIREME. Projeto Biblioteca Virtual em Saúde. São Paulo, 2002. Disponível em:
[21 julho 2003] http://www.bireme.br
CIANCONI, R. Gestão da informação na sociedade do conhecimento. 2a. ed.
Brasilia, SENAI/DN, 2001.
CUENCA, AMB O uso da Internet por docentes da área de saúde pública no
Brasil. São Paulo, 2004. [Tese de Doutorado em Saúde Pública – Faculdade de
Saúde Pública da Universidade de São Paulo)
DINIZ, P. Biblioteca do futuro: sem paredes e barreiras físicas as bibliotecas
ampliam suas fronteiras e democratizam a informação. Revista Internet.br.
Disponível em http://www.cg.org.br/gt/gtbv/artigo02.htm Acesso em 15 jul 2003.
FALCÃO, D. Informação demais adoece. Folha de São Paulo, São Paulo, 21 set.
2000. Suplemento Equilibrio, p.11
GARATTONI, B. Saiba navegar sem estar conectado à rede. Folha de São
Paulo. 17 jan 2001. Caderno de Informática, p. F6.
KOEHLER, W. An analysis of web page and web site constancy and
permanence. Journal of the American Society for Information Science, New York,
v. 50, p. 162-80, 1999.
LAWRENCE S, GILES CL. Searching the world wide web. Science, New York,
v.280, p.98-1000, 1998; Disponível em http://www.sciencemag.org
LAWRENCE S, GILES CL. Accessibility of information on the web. Nature,
London, v.400, n.6740, p.107-9, 1999; Disponível em &lt;http://www.nature.com&gt;

�MARCHIORI, PZ. Contribuição da tecnologia para o desenvolvimento da
produção científica e da publicação eletrônica. Recife, 2002. [Apresentação no
12o. Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 21-25 out 2002 – Mesa
Redonda]
MARCONDES CH, SAYÃO LF. Integração e interoperabilidade no acesso a
recursos informacionais eletrônicos em C&amp;T: a proposta da Biblioteca Digital
Brasileira. Ciência da Informação , Brasília, v.30, p.24-33. 2001.
POWELL J, FOX E A . Multilingual federated searching across heterogeneous
collections. D-Lib Madazine Sept 1998. Disponível em:
http://www.dlib.org/dlib/september98/powell/09powell.html
REPMAN J, CARLSON RD. Surviving the storm: using metasearch engines
effectively. Computers in Libraries, Melford, v.19 n.5, 1999; Disponível em:
http://www.infotoday.com/cilmag/may99/repmancarlson.html Acesso em 14 jul
2004.
TARGINO, M das G, GARCIA, JCR. Ciência brasileira na base de dados do
Institute for Scientific Information (ISI). Ciência da Informação, Brasília, v.29, p.
103-117, 2000.
TERRA JCC, GORDON C. Portais corporativos: a revolução na gestão do
conhecimento. São Paulo: Negócio Editora; 2002.
VOORBIJ HJ. Searching scientific information on the internet: a Dutch academic
user survey. Journal of the American Society for Inormation Science, New York,
v. 50, p.598-615, 1999.
∗

Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública –
FSP Universidade de São Paulo – USP Av. Dr. Arnaldo, 715, 01246-904 – São Paulo – SP – Brasil
bibfsp@edu.usp.br
∗∗
Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública –
FSP Universidade de São Paulo – USP Av. Dr. Arnaldo, 715, 01246-904 – São Paulo – SP – Brasil
bibfsp@edu.usp.br
∗∗∗
Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública –
FSP Universidade de São Paulo – USP Av. Dr. Arnaldo, 715, 01246-904 – São Paulo – SP – Brasil
bibfsp@edu.usp.br
∗∗∗∗
Biblioteca/Centro de Informação e Referência em Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública –
FSP Universidade de São Paulo – USP Av. Dr. Arnaldo, 715, 01246-904 – São Paulo – SP – Brasil
bibfsp@edu.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56478">
                <text>Informações da web na biblioteca - o localizador de informação em saúde pública na Internet. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56479">
                <text>Cuenca, Angela Maria Belloni; Alvarez, Maria Do Carmo Avamilano; Ferraz, Maria Lúcia E. de Faria; Delbucio, Hálida Cristina R. F.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56480">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56481">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56482">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56484">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56485">
                <text>Um sistema de gerenciamento de competências tem como finalidade o armazenamento de dados sobre as competências profissionais a fim de permitir a formação de equipes em projetos, planejamentos de capacitação, dentre outras tomadas de decisões. Baseando-se nesta assertiva este estudo tem por objetivo apresentar um mapeamento de competências do staff da Biblioteca Central Prof. Faris Michaele da Universidade Estadual de Ponta Grossa – Paraná, visando  valorizar a capacitação dos servidores e o desenvolvimento de habilidades que se adeqüem às mudanças e realidade (ou particularidade) institucional. Para tanto, foram listados os cargos existentes e identificadas as suas atribuições para direcionar e estabelecer diretrizes que relacionem aprendizado x produtividade x renovação de competências.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68681">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5181" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4249">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5181/SNBU2004_194.pdf</src>
        <authentication>d1ccbe160ae04ee1c0d418c814344973</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56547">
                    <text>BIBLIOTECA VIRTUAL DA ÁREA AMBIENTAL: PROPOSTA DE CRIAÇÃO NA
ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS – USP
Elenise Maria de Araújo∗
Teresinha das Graças Coletta∗∗
Marcelo Zaiat∗∗∗

RESUMO
Apresentação de uma proposta para a criação de uma Biblioteca Virtual que reúna a
produção técnico-científica na área ambiental, assim como indicação de portais da
área, visa facilitar o acesso a todo tipo de material, e garantir à comunidade acadêmica
local e virtual maior rapidez na execução de levantamentos e revisões bibliográficas. O
Serviço de Biblioteca, em parceria com o Programa USP Recicla e alunos da
graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores de vários departamentos da
Escola de Engenharia de São Carlos, elaborou o perfil da Biblioteca Virtual utilizando a
metodologia desenvolvida pela SIBEA para a implementação da base. Os documentos
serão indexados em níveis pré-definidos de representação temática, e a distribuição e
categorização das fontes informacionais serão divulgadas através da Web. Enquanto
apoio didático e instrumento de mediação do processo educativo no curso de
graduação em Engenharia Ambiental e áreas afins, a Biblioteca Virtual tem as funções
de gerenciamento e divulgação das obras, reutilização do material didático armazenado
em arquivos textos, gráficos ou multimídia, produzido pelo corpo docente da Escola e
pelos agentes locais de sustentabilidade sócio-ambiental formados pelo USP Recicla.
O projeto é um novo modelo de apoio ao processo de ensino-aprendizagem e de
qualidade na prestação de serviço e atendimento no Serviço de Biblioteca.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca virtual. Temática Ambiental. Intervenção educativa.

1 INTRODUÇÃO
No cerne da discussão sobre as teorias sociais encontram-se reflexões valiosas
de pensadores e filósofos da sociedade contemporânea que buscam definir e detalhar
as condições em que o indivíduo vive e as conseqüências de suas próprias ações. E,
inversamente, o que acontece com essas ações que buscam administrar ou enfrentar
os riscos e oportunidades que o próprio individuo cria.
Sob a ótica da Ciência da Informação, é necessário verificar as conseqüências
que porventura venham ocorrer na forma de buscar, usar e transmitir informações
nessa sociedade. Parte-se do pressuposto de que a realidade dos sujeitos impulsiona e

�define as estratégias para a consecução das ações a serem empreendidas no seu
cotidiano. Dentre essas, encontram-se as de busca de informações.
O poder da informação e das relações informacionais na sociedade, pautadas
por Dumont e Gattoni (2003), orientados pelos postulados e argumentações de
Giddens (1997), buscam compreender os fenômenos informacionais através da
observação da sociedade e das práticas de circulação das informações em dado
contexto, centrado nas redes socioculturais, nas quais se consolidam opiniões, crenças
e ações. Segundo Dumont e Gattoni (2003), “o desafio consiste, então em saber
sintonizar as teorias e práticas sociais com as ações informacionais, para que se possa
apreender, com o mínimo de distorções, o fazer e o uso de informações nas
sociedades contemporâneas”.
Porém é interessante ressaltar que sobre o conceito de informação, alguns
autores propõem a noção básica de estruturas sendo mudadas onde a “informação é o
que é capaz de transformar estruturas”.
As grandes transformações ocorridas nos anos 80, no ambiente econômico,
impulsionaram o surgimento de uma “economia informacional global” e todos os
esforços foram empreendidos no sentido de utilizar as novas tecnologias da informação
para o apoio e implementação dos novos processos produtivos nas empresas e
organizações. Para tanto, o perfeito fluxo da informação oferece flexibilidade ao
processo produtivo e, de certa maneira, justifica sua existência enquanto meio
facilitador na nova economia globalizada.
Procura-se nesse projeto, rever as relações informacionais fundamentadas na
visão socialista da Ciência da Informação que, segundo Freire (2002), deve assegurar
a importância da organização da informação cientifica e tecnológica e de sua
comunicação a todos os grupos da sociedade contemporânea, revelando a
responsabilidade social da Ciência.
Na perspectiva da consciência coletiva, a visão de mundo deve apontar para
indícios onde a informação, em si mesma, é considerada transformação social e

�... se a informação é a mais poderosa força de transformação do
homem [o] poder da informação, aliado aos modernos meios de
comunicação de massa, tem capacidade ilimitada de transformar
culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade como um
todo. (ARAUJO,1994, p.82 apud FREIRE, 2004)1

Porém os meios de comunicação de massa devem expressar a consciência
coletiva contemplando em suas estruturas a visão comum dos diferentes membros de
um grupo e do cotidiano de suas relações informacionais. Tem-se assim um novo
paradigma entre as necessidades informacionais dos indivíduos que praticam a
verdadeira consciência coletiva e a estrutura de monopólio da informação mantida
pelas redes de comunicação de massa (rádio, tv, jornal, revista e a internet).
Com relação às necessidades informacionais dos indivíduos pode-se comparar à
teoria de Maslow (1954), cujo conceito piramidal avalia as necessidades humanas,
onde o indivíduo movimenta-se da base para o topo, passando de um estágio para o
outro somente quando todas as suas necessidades, naquele estágio, forem satisfeitas.
A configuração piramidal procura indicar um maior número de pessoas na base
do que no topo (Figura 1). Na base da pirâmide estão as pessoas que procuram
satisfazer as suas necessidades básicas de alimentação, habitação, vestuário, saúde,
educação, sendo que o seu comportamento é fundamentalmente o de perseguir e
satisfazer estas necessidades, que representam a segurança de existir em um
determinado espaço. Desta forma, procuram, prioritariamente, informação de utilidade
para a sua necessidade de segurança, ordem e liberdade, do medo e da ameaça.

1

ARAUJO, V.M.R.H. Sistemas de recuperação da informação: nova abordagem teórico-conceitual. Rio
de Janeiro: Escola de Comunicação da UFRJ, 1994. Tese (Doutorado em Comunicação e Cultura). apud
FREIRE, Isa Maria. A responsabilidade social da Ciência da Informação na perspectiva da consciência
possível. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, v.5, n, 1, fev. 2004

�Figura 1- Configuração piramidal das necessidades informacionais dos indivíduos.
Fonte: Barreto, 2000.

No estágio acima, estão os indivíduos que, tendo resolvido as suas
necessidades de segurança, orientam-se por um comportamento participativo e por
uma vontade de permanecer nos grupos em que participam, seja no trabalho, na
comunidade, afetivos ou profissionais. A demanda, então, é basicamente por
informação que lhes garantam a permanência segura nos diversos contextos em que
habitam e que desejam permanecer. Elaboram a informação em proveito próprio e das
instituições em que participam.
No topo da pirâmide, os indivíduos, tendo satisfeito as necessidades anteriores,
são impulsionados por sentimentos de auto-realização e vinculam-se à informação com
compromissos de reflexão, criatividade e realização de seu potencial.
Ao se configurar a demanda nesta forma simplificada, pode-se deduzir, contudo,
que o fluxo de informações agrega qualidade no sentido da base para o topo. É
oportuno

refletir,

então,

como

os

meios de comunicação e as estruturas

organizacionais responsáveis pela expressão do conhecimento humano estão
colaborando ou não para a construção multifacetada do saber humano. E mais ainda,
como esses meios elaboram a dinâmica interna da informação e participam da
construção das relações informacionais na sociedade.

�Acredita-se que esses detentores dos estoques informacionais possuem
condições políticas de manipular a disponibilidade e o acesso à informação e decidem
as suas estratégias de distribuição. Como a demanda se localiza em uma realidade
fragmentada, de múltiplos espaços sociais diferenciados, a distribuição da informação
correrá sempre o risco de ser feita de acordo com uma estratégia de repasse do menor
conhecimento comum. Ou seja, o maior volume possível do estoque deve ser
transferido para um maior público comum em suas competências para assimilar a
informação repassada, sem que seja considerados a qualidade da informação ou o
interesse do indivíduo ou da sociedade, por aquela informação que está sendo
distribuída.
Essa tendência histórica da gestão do conhecimento e da informação é
orientada por políticas autoritárias e discriminatórias que utilizam uma ideologia
redutora de significados da informação, oferecendo para uma grande massa de
indivíduos (base da pirâmide) pouca informação requerida necessária. (BARRETO,
2000).
Dentre os gestores do conhecimento destaca-se aqui o sistema universitário
brasileiro e, por extensão, o ensino superior que se revela através de um processo de
justificação e adequação do próprio papel em favor das demandas do mercado
globalizado, onde a informação é seletiva e endereçada para poucos. A
institucionalização do ensino superior agrega muitas vezes excelentes condições de
infra-estrutura relacionadas a recursos humanos e instrumentais, porém deixa uma
lacuna considerável na formação da consciência coletiva dos indivíduos, visto ter a
preocupação voltada nas respostas para o mercado global.
Conseqüentemente, as universidades encaminham recursos e esforços para
criar e desenvolver coleções físicas de material bibliográfico e disponibilizar nas
estantes de suas bibliotecas e centros de documentação os
grandes estoques crescentes de informação, que se acumulam em um
tempo sem limites, degeneram a vivência cotidiana em que o
conhecimento se realiza no indivíduo. A sintonia do sujeito consciente
se dispersa em um mundo de informações irrelevantes, imprecisas e
ultrapassadas e com uma distribuição inadequada. (BARRETO, 2000).

�No entanto, o fluxo contínuo e desimpedido da informação é peça fundamental
para

os

pressupostos

pedagógicos

em

qualquer

processo

educativo.

O

compartilhamento da informação passa a ser o elemento facilitador e indispensável
para a manutenção do próprio sistema e assim, criam-se dispositivos nas
universidades para suprir a necessidade de organização e gerenciamento de
informações. Através de redes e sistemas integrados de informações especializadas e
requeridos pela comunidade acadêmica, as bibliotecas e centros de documentação
operam com tecnologia e metodologia exclusiva e oferecem ao corpo acadêmico
suporte e apoio no processo educacional institucionalizado.
Essa relação conceitual entre rede e informação comprova o valor emergente do
sistema tecnológico que passa a permear as relações informacionais na sociedade
contemporânea. Retomando em Martin-Barbero (1997 apud BARRETO, 2003)2
as tecnologias não são meras ferramentas transparentes; elas não se
deixam usar de qualquer modo: são em última análise a materialização
da racionalidade de uma certa cultura e de um "modelo global de
organização do poder. É possível, contudo, uma reconfiguração, se
não como estratégia, pelo menos como tática

Nesse contexto, a criação de uma biblioteca virtual, em especial em área
temática ambiental, pretende ser um objeto de movimentos de apropriação pelos
sujeitos. É preciso potencializar os processos informativos, fazê-los mais exatos e
exaustivos, condensar maiores volumes de informação em espaços mais reduzidos
para facilitar sua transmissão, armazenamento, conservação e, sobretudo, para que se
possa obter a informação o mais rapidamente possível, na forma, conteúdo, volume e
lugares onde se necessita.
Da vasta literatura na área da ciência da informação nota-se a constante
preocupação dos estudiosos com o avanço tecnológico nos serviços das organizações
públicas e particulares de ensino superior. As bibliotecas, centros de documentação e
informação confrontam-se com essa nova perspectiva de atendimento e serviços, que
passam a serem introduzidos sucessivamente em formato e acesso eletrônico e

2

MARTIN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro:
Editora UFRJ, 1997. apud BARRETO, R.G. As TIC na educação: das políticas às práticas de linguagem.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.4, n.5, out. 2003.

�desenvolvem-se em um espaço virtual, caracterizando as chamadas bibliotecas não
convencionais.
O valor da informação transferida de maneira mais rápida, para diferentes perfis
de usuários remotos ou off campus, caracteriza um avanço nos padrões da
comunicação científica. Por esse motivo o conceito de biblioteca virtual tem sido
adotado para satisfazer as necessidades informacionais dos mais variados setores da
sociedade científica ou não.
As bibliotecas virtuais, segundo Rezende (2000), têm o seu conceito
relacionado com o conceito de acesso por meio de redes a recursos
informacionais disponíveis em sistemas de base computadorizada,
criando a oportunidade de melhoria da qualidade dos serviços e
produtos da biblioteca que devem visar à eficiência, à qualidade, ao
serviço orientado ao usuário e ao retorno de investimento, mesmo que
de forma indireta, otimizando a prestação de serviços da empresa em
questão.

O papel das bibliotecas virtuais é atender aos vários tipos de usuários, por meio
da flexibilização dos bens e serviços oferecidos e da integração dos suportes impresso
e digital. (GARCEZ, 2002). O compartilhamento das diferentes tecnologias e mídias
constituem uma nova estrutura de biblioteca, que proporciona um número considerável
de interfaces, incluindo diferentes tipos e formatos de informação.
Segundo Rusbridge (1998 apud GARCEZ, 2002)3
é muito importante integrar estas mídias e acabar com a
incompatibilidade existente entre as varias fontes de informações,
devido a inúmeras estruturas de direção e de fundos, podendo haver
união entre as bibliotecas públicas, acadêmicas, museus, arquivos, entre
o governo, setores acadêmicos, comerciais, editores e fornecedores de
dados.

São muitas as vantagens oferecidas pela biblioteca virtual, uma vez que no
processo educacional e nas relações informacionais, a dificuldade no acesso a

3

RUSBRIDGE, C. Towards the hybrid library. D-Lib Magazine, jul./ago. 1998. apud GARCEZ, Eliane
Maria Stuart; RADOS, Gregório J V. Biblioteca híbrida: um novo enfoque no suporte à educação a
distância. Ciência da Informação, v.31, n.2, p.44-51, maio/ago. 2002.

�informação e ao documento é um dos fatores que colaboram para acentuar o
“apartheid educacional”. Dentre elas destaca-se (Garcez, 2002):
•

acesso fácil, pois disponibilizam a informação específica em suas bases;

•

disponibilizam e selecionam os melhores sites da internet, sob a ótica do
usuário;

•

agilizam as operações, ficando a critério do usuário o tempo de recebimento das
informações;

•

por sua cobertura nacional, regional, local e internacional, elas oferecem na hora
a informação, tanto por meio de citações ou texto na íntegra, nos formatos
eletrônicos e impressos;

•

associam-se com bibliotecas, centros de informações, arquivos, museus etc.,
para disponibilizar acervos tanto virtuais quanto para atendimento de usuários
que residem próximo às mesmas, agregando maior abrangência de sua área de
competência, diferenciando mais seus serviços, ampliando-os, importando as
tecnologias desses centros e com isso, agregando maior valor na prestação de
seus serviços;

•

formam alianças, por meio de redes e consórcios inter-bibliotecas, também
propiciam a ampliação do grau de abrangência e maior acesso a uma variedade
de bens e serviços;

•

personalizam atendimento, por meio de perfis de usuários, que podem ser tanto
manuais como eletrônicos;

•

passam a ter vantagens competitivas, por seu pioneirismo no mercado, difusoras
de novas tecnologias;

•

tornam-se mais eficazes, porque objetivam adequar seus produtos às
necessidades e expectativas de seus usuários;

•

são mais eficientes, uma vez que flexibilizam suas operações utilizando recursos
internos e externos na produção de informações adequadas às necessidades e
expectativas de sua clientela;

•

são prestadoras de serviços, porque, em sua função primordial, está a de
armazenar e disponibilizar a informação, visando a atender a um público
específico, de forma precisa e rápida, já que a informação só tem valor quando
absorvida em tempo hábil.

�2 OBJETIVO GERAL

Propor a criação de uma Biblioteca Virtual na área Ambiental – BVAmb, que
venha contribuir na disseminação da informação, e no processo de ensinoaprendizagem dos cursos de graduação e pós-graduação da Escola de Engenharia de
São Carlos da Universidade de São Paulo – EESC/USP, bem como aos demais
pesquisadores da área.

2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Estruturar a BVAmb para interface gráfica na Web, utilizando a metodologia
apropriada disponível;

•

Reunir um número significativo de fontes de referencias e sites da internet
relativos à área Ambiental, em âmbito nacional e internacional;

•

Oferecer suporte e apoio didático aos agentes do USP Recicla em intervenções
educativas;

•

Divulgar eventos e encontros temáticos agendados no Campus USP de São
Carlos, envolvendo os diferentes grupos e núcleos de pesquisadores nas
categorias de graduação, pós-graduação, especialização, docência e demais
pesquisadores, assim como de outras instituições parceiras.

3 PARCEIROS/COLABORADORES
A indicação de parceiros e colaboradores nesse projeto visa mensurar e reunir
em um ambiente virtual o maior número de dados e fontes oriundas das diversas
instituições e organizações nacionais que desenvolvem pesquisas na área ambiental.
Essa iniciativa permite, ainda, a integração dessas organizações unindo esforços e
recursos, e contribuindo efetivamente para o aumento da capacidade de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico da área. Assim, destaca-se:
•

CECAE – USP-Recicla

�•

Grupo de alunos do 2º. Ano de curso de graduação de Engenharia Ambiental da
EESC-USP

•

Assessoria de Imprensa e Comunicação (IAC) - Prefeitura do Campus São
Carlos -USP

•

Departamento de Ciência da Informação da UFSCar

•

CISC – Centro de Informática de São Carlos - USP

•

IIE – Instituto Internacional de Ecologia

•

APASC – Associação de Proteção Ambiental de São Carlos

•

Prefeitura Municipal de São Carlos – Departamento de Desenvolvimento
Sustentável

4 METODOLOGIA PARA DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA
Os procedimentos para execução desse projeto estão divididos em duas fases,
visto a complexidade e a interdependência das metas, cujas atividades ocorrem
simultaneamente. Assim, apresenta-se separadamente as metas e as atividades
pertinentes às fases 1 e 2 de cada uma:

Meta 1
Estruturar a Biblioteca Virtual na área Ambiental para interface gráfica da Web, utilizando
metodologia apropriada disponível

Fase 1

Fase 2

Elaborar esboço da BVAmb para o Submeter a Biblioteca Virtual às modificações
desenvolvimento da interface gráfica da relativas ao item ACERVO.
Web, com a indicação dos seguintes
tópicos: Missão, Acervo, Bases de dados,
Links interessantes, Notícias e eventos,
USP Recicla.

Meta 2
Diagnosticar e mapear o número de fontes informacionais sobre a temática ambiental,
produzidas e mantidas pelos diferentes grupos e departamentos da EESC/USP assim como de
outras instituições parceiras e colaboradoras.

�Fase 1

Fase 2

Realizar mapeamento informal através de Realizar entrevista com os responsáveis de
sites da internet e informações não oficiais organizações e grupos mapeados.
que apontam para a existência de vários
grupos de pesquisa dentro da própria
EESC/USP e de outras instituições.

Meta 3
Reunir o material didático disponível para uso dos agentes locais de sustentabilidade sócioambiental nas intervenções educativas como palestras e exposições orais sobre o Programa
USP Recicla. Essas intervenções destinam-se a toda comunidade acadêmica: funcionários,
professores e pessoal de serviço geral terceirizado no campus de São Carlos.

Fase 1

Fase 2

Solicitar oficialmente aos coordenadores do
curso de especialização do CECAE/USP a
autorização para divulgar o material
informativo produzido pelo Programa USP
Recicla e bibliografia básica fornecida
durante a formação dos agentes.

Incrementar o acervo de trabalhos recuperados
na primeira fase do projeto, com a inclusão de
trabalhos apresentados pelos alunos de
graduação nas disciplinas do 2º. Ano do curso de
Engenharia Ambiental da EESC/USP.

Solicitar, por correio eletrônico (E-mail) aos
alunos do 2º. Curso de Formação de
agentes locais de sustentabilidade sócioambiental, o envio de trabalhos e
contribuições sobre a temática que possam
ser disponibilizadas na Biblioteca Virtual.

Meta 4
Dispor na Biblioteca Virtual um mural eletrônico com informações sobre eventos e encontros
temáticos com periodicidade e atualização requeridas por essa categoria de informação

Fase 1

Fase 2

Criar formulário eletrônico para inserção de
dados sobre o evento a ser publicado, em
parceria com a Assessoria de Imprensa e
Comunicação (IAC) da Prefeitura do
Campus da USP - São Carlos para
divulgação simultânea de eventos através
do item “Notícias e eventos” da Biblioteca
Virtual.

Divulgar o serviço para as demais unidades de
ensino e pesquisa do Campus USP - São Carlos
e para as principais entidades e instituições
promotoras de eventos na área, para que
contribuem enviando notícias e informes.

Divulgar, em paralelo, as atividades de
cadastro e recepção dos formulários à
comunidade de alunos de graduação e pósgraduação, docentes e pesquisadores dos
da EESC/USP.

�5 CRONOGRAMA 2004
A programação a seguir indica as atividades de execução do projeto, idealizada
conforme as exigências e prazos estipulados pela coordenação do 2o. Curso de
Especialização da CECAE/USP. Porém, durante as apresentações do projeto, notou-se
um grande interesse por parte dos parceiros e colaboradores em desenvolver outras

Planejamento e definição
do projeto
Primeiro contato com a
Dir. do SVBIBL/EESC

Meta 1

Meta 2

Meta 3

Meta 4
Avaliação

e

Monitoramento

Fase 1

Fase 2

Dez

Nov

Out

Set

Ago

Jul

Jun

Maio

Atividades

Abr

Mar

atividades a longo prazo.

�6 AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO
Tendo sido inicialmente identificada a necessidade da criação de uma Biblioteca
Virtual na área Ambiental para potencializar os processos informativos na EESC/USP e
nas instituições parceiras, os objetivos estabelecidos devem ser verificados pelos
seguintes indicadores:
•

Número total de sites recuperados através das entrevistas, pesquisa
temática na internet e no banco de dados de sites mantidos pelos alunos
da graduação do curso de graduação em Engenharia Ambiental;

•

Número total de materiais didáticos e trabalhos de conclusão de curso
recebidos para inclusão no campo “Acervo” da Biblioteca Virtual;

•

Número total de formulários recebidos para divulgação de eventos e
encontros temáticos;

O monitoramento de todas as atividades será executado pelos administradores
da Biblioteca Virtual, que terão autonomia para modificar e reavaliar as rotinas préestabelecidas, realizando assim um intensivo controle. No entanto, as sugestões e
contribuições enviadas pelos colaboradores e parceiros serão consideradas como fator
decisivo na continuidade do projeto.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A proposta de criação da Biblioteca Virtual na área Ambiental é uma iniciativa
inédita no panorama nacional de gerenciamento de bibliotecas. A diretoria do Serviço
de Biblioteca, com experiência na implementação de bibliotecas digitais (MASIERO et
al, 2001) está empenhada em dar seqüência a esse projeto, inclusive em divulgar e
buscar parcerias com instituições de investimento educacional, como o Ministério do
Meio Ambiente, através do SIBEA (Sistema Brasileiro de Educação Ambiental).
Considera-se que os sistemas de informação gerenciados nas bibliotecas e
centros de documentação através da consolidação de suas redes organizacionais
devem promover – com o auxilio da tecnologia e dos conceitos do mundo globalizado –

�o surgimento de um país mais justo e preparado para enfrentar as mudanças e
desigualdades impostas pelo próprio processo tecnológico e globalizante da atualidade.
A intenção é incluir a Biblioteca Virtual da área Ambiental em consórcios
colaborativos que propiciem o compartilhando e integração aos principais programas
de redes e serviços já existentes na área. Assim a previsão de continuidade ou
ampliação desse projeto, é considerada real e de grande expectativa por seus
executores, parceiros e colaboradores.

ENVIRONMENTAL AREA VIRTUAL LIBRARY: PROPOSAL TO CREATE ONE IN
THE SCHOOL OF ENGINEERING OF SÃO CARLOS USP.
ABSTRACT
Presentation of a proposal to create a virtual library to put together the technical and
scientific production of the environmental area, as well as to indicate its web site,
objecting to make the access easier to all kinds of documents and to guarantee to the
local and virtual academic community higher agility in the execution of the bibliographic
reviews and surveys. Together with the Program USP-Recicla and the students of
graduation and under-graduation, professors and researchers of several departments of
the school of Engineering of São Carlos , the librarians of the Library of School of
Engineering of São Carlos designed the profile of a virtual library, using the
methodology developed by SIBEA to implement the base. The documents will be
indexed in pre-defined levels of thematic representation, and the distribution and
categorization of the information sources will be published through the web. The virtual
library has the function of managing and divulging the works, re-using the didactic
material stored in text, graphic or multimedia files, produced by the faculty of the School
of Engineering of São Carlos and the local agents of Socio-Environmental support,
formed by USP- Recicla. The present project intends to be used as a didactic support
and as a tool for the mediation of the education process of the under graduation
courses of the Environmental Engineering and similar areas, and a quality model in
serving and assisting in the Library Service.
KEYWORDS: Virtual library. Socio-Environmental support. Didactic support.

REFERÊNCIAS

BARRETO, A.A. Os agregados de informação – memórias, esquecimentos e estoques
de informação. DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.1, n.3, jun.
2000.

�BARRETO, R.G. As TIC na educação: das políticas às práticas de linguagem.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.4, n.5, out. 2003.
DUMONT, L.M.M.; GATTONI, R.L.C. As relações informacionais na sociedade reflexiva
de Giddens. Ciência da Informação, v.32, n.3, p.46-53, set./dez. 2003.
FREIRE, I.M. A responsabilidade social da Ciência da Informação na perspectiva da
consciência possível. DataGramaZero- Revista de Ciência da Informação, v.5, n, 1,
fev. 2004.
GARCEZ, E.M.S.; RADOS, G.J.V. Biblioteca híbrida: um novo enfoque no suporte à
educação a distância. Ciência da Informação, v.31, n.2, p.44-51, maio/ago. 2002.
GIDDENS, A.; BECK, U.; LASH, S. Modernização reflexiva: política, tradição e
estética na ordem social moderna. São Paulo: Unesp, 1997.
MASIERO, P.C.; BREMER, C.F.; COLETTA, T.G. et al. A Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da Universidade de São Paulo. Ciência da Informação, v.30, n.3, p.3441, dez. 2001.
MASLOW, A.H. Motivación y personalidad. Barcelona : Sagitário, 1954. Disponível em:
&lt;http://www.wynja.com/personality/needs.html&gt; Acesso em: abril 2004.
REZENDE, A.P. Centro de informações jurídica eletrônico e virtual. Ciência da
Informação, v.29, n.1, p.51-60, jan./abr. 2000.

∗

Escola de Engenharia de São Carlos – USP Serviço de Biblioteca Av. Trabalhador São-Carlense, 400
13566.582 – São Carlos, SP – Brasil elenisea@sc.usp.br
∗∗
Escola de Engenharia de São Carlos – USP Serviço de Biblioteca Av. Trabalhador São-Carlense, 400
13566.582 – São Carlos, SP – Brasil coletta@sc.usp.br
∗∗∗
Escola de Engenharia de São Carlos – USP Departamento de Hidráulica e Saneamento Av.
Trabalhador São-Carlense, 400 13566.582 – São Carlos, SP – Brasil zaiat@sc.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56513">
                <text>Biblioteca virtual da área ambiental: proposta de criação na Escola e Engenharia de São Carlos - USP. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56514">
                <text>Araújo, Elenise Maria de; Coletta, Teresinha das Graças; Zaiat, Marcelo </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56515">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56516">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56517">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56519">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56520">
                <text>Apresentação de uma proposta para a criação de uma Biblioteca Virtual que reúna a produção técnico-científica na área ambiental, assim como indicação de portais da área, visa facilitar o acesso a todo tipo de material, e garantir à comunidade acadêmica local e virtual maior rapidez na execução de levantamentos e revisões bibliográficas. O Serviço de Biblioteca, em parceria com o Programa USP Recicla e alunos da graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores de vários departamentos da Escola de Engenharia de São Carlos, elaborou o perfil da Biblioteca Virtual utilizando a metodologia desenvolvida pela SIBEA para a implementação da base. Os documentos serão indexados em níveis pré-definidos de representação temática, e a distribuição e categorização das fontes informacionais serão divulgadas através da Web. Enquanto apoio didático e instrumento de mediação do processo educativo no curso de graduação em Engenharia Ambiental e áreas afins, a Biblioteca Virtual tem as funções de gerenciamento e divulgação das obras, reutilização do material didático armazenado em arquivos textos, gráficos ou multimídia, produzido pelo corpo docente da Escola e pelos agentes locais de sustentabilidade sócio-ambiental formados pelo USP Recicla. O projeto é um novo modelo de apoio ao processo de ensino-aprendizagem e de qualidade na prestação de serviço e atendimento no Serviço de Biblioteca. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68685">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5185" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4253">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5185/SNBU2004_195.pdf</src>
        <authentication>8a4c3d44d453edfe4ff9c48365a94e65</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56582">
                    <text>GERENCIAMENTO DE REDES DE INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS E O CONHECIMENTO COMO SUBSÍDIO PARA A FORMAÇÃO
DA CIDADANIA
Jerocir Botelho Marques de Jesus∗

RESUMO

O volume e a complexidade das informações disponíveis no processo de
disseminação da informação, despertou particularmente nas bibliotecas
universitárias de ensino superior à necessidade de informatizá-las. Porém,
obstáculos de toda ordem foram surgindo durante a implantação de redes de
informação de alta tecnologia. Também é importante ver que o profissional
bibliotecário de instituições de ensino superior precisa estar preparado para o bom
uso dessa riqueza informativa de forma inteligente e responsável, a fim de atender
as necessidades de todos e contribuir efetivamente na formação do cidadão.
Portanto, além da qualificação profissional, existe a necessidade de capacitar o
bibliotecário na função de superar a fragmentação do conhecimento, no sentido de
reconciliá-la para a compreensão do todo, analisando as influências sociais e
culturais presentes no processo de disseminação da informação e de transferência
do conhecimento. Enfim, sem ingenuidade, podemos arriscar que os resultados
dessa investida não dependem exclusivamente do comprometimento de todos,
tendo em vista, as imposições políticas que envolvem a educação e a informação
como fonte de saber e também de poder. Assim, podemos refletir sobre qual seria o
papel das redes de informação como meio de disponibilizar o conhecimento ao
alcance de todos e, portanto, ponto de partida para se tentar modificar as realidades
existentes em nosso cotidiano.

1 INTRODUÇÃO

As informações são instrumentos indispensáveis a um gerenciamento
eficiente e, as transformações tecnológicas sempre trazem mudanças nas atividades
e nas atitudes dos bibliotecários, principalmente quando o assunto é inclusão no
mundo digital. Assim, à medida que a rotina administrativa gerencial ganha espaço
frente às atividades que agregam valor na produção de bens e serviços, a obtenção
e o processamento de informações tornam-se imprescindíveis. Contudo, quando
pensamos num profissional que possui uma ligação direta com os usuários,
percebemos que ele pode exercer um papel de intermediário entre os novos
procedimentos de pesquisas e as necessidades específicas de cada indivíduo.

�É nesse novo paradigma que podemos observar atualmente, que até
funcionários de apoio passaram a ter atribuições de nível gerencial, visto que, nos
sistemas de redes de acesso e de troca de informações, todos precisam estar aptos
nas operações de uso e no armazenamento de dados. Portanto, além de
instrumento de apoio ao gerenciamento, a tecnologia da informação hoje é um
instrumento de diferenciação de bens e serviços, que viabiliza a criação de produtos
para uma demanda crescente, ou seja, seu caráter estratégico ultrapassa os limites
das questões puramente administrativas e, vai de encontro com as necessidades do
uso de tecnologias atualizadas e das expectativas do usuário. “Tecnologia da
informação é um híbrido tecnológico. Ela resulta da sinergia entre infra-estrutura de
telecomunicações, desenvolvimento de software, padrões e habilidade humana”
CANE (1992).

2 REDES DE INFORMAÇÃO

O crescimento do volume e da complexidade das informações necessárias ao
processo produtivo levou a uma aceleração da informatização das bibliotecas, mas
na prática foram os impactos econômicos que tiveram forte influência sobre as
questões burocráticas e financeiras, dificultando assim a criação de uma rede de
informação de alta tecnologia. No entanto, com o uso dos computadores e com o
avanço das tecnologias, começou-se a pensar sobre a necessidade de subsídios
não só para o tráfego de informações, mas também para seu processamento, isto
porque, a precisão na captura de dados num sistema de informação integrado é
fundamental para transportá-los, interpretá-los e, no fim de todo o ciclo resultar em
informação processada.
A mudança de sistemas de um computador central para sistemas baseados
em microcomputadores interligados em rede, permitiu que um mesmo software fosse
utilizado paralelamente em diversos computadores. A versatilidade do uso da
Internet é tão grande que atinge indistintamente as esferas interna e externa das
bibliotecas, interferindo no marketing institucional e nos processos produtivos da
mesma. A grande diferença entre a Internet e as outras redes em que as
informações são distribuídas e processadas em cada computador de forma

�independente, é que nela todo o processamento de distribuição das informações
armazenadas num mainframe (computador central) passa a desempenhar um papel
que vai além das fronteiras da Intranet e, torna-se fundamentalmente indispensável
para que o sistema opere de forma otimizada ao criar uma gigantesca rede de
informação. Porém, é importante frisar que existem várias opções de serviços que se
constituem na base de toda a Internet, principalmente, quando utilizamos softwares
separadamente ou combinados às facilidade de acesso e a uma enorme diversidade
de dados e informações disponíveis na rede. Assim, ao operar os recursos da
Internet o usuário estará utilizando um ou mais destes serviços sem perceber, e
nada mais será percebido pelo usuário a não ser enviar ou receber mensagens,
enviar ou receber arquivos e, acessar ou ser acessado remotamente. A conexão
remota proporciona aos usuários condições para operar em seus computadores
particulares ou na biblioteca, como se estivessem operando em algum terminal em
que tenham conta, o que permite o recebimento (download) ou o envio (upload) de
cópias de arquivos de toda espécie (textos, software, imagens e sons) conectados
remotamente via Internet. Logo, são esses recursos que permitem ao mesmo tempo,
facilitar o uso e oferecer outros novos recursos que dificilmente poderiam ser
imaginados sem a existência de um software específico e da própria Internet.
Quando entramos numa biblioteca em busca de alguma informação, os
primeiros passos tomados são o de consultar um catálogo, o de pedir auxílio ao um
profissional bibliotecário e, em seguida, se dirigir às estantes na busca dos livros, o
que pode ser eficaz em bibliotecas com um pequeno acervo, cujo volume permite
que conheçamos o conteúdo aproximado de cada livro e de sua localização; porém,
à medida que a oferta de informações aumenta, mais difícil fica de localizá-las. E é
aí que a Internet presta o seu papel, ao reunir uma quantidade incalculável (em
contínua expansão) de arquivos textos, sonoros e visualizáveis sobre os mais
variados assuntos e graus de profundidade. A abundância de informações
certamente deixaria qualquer cibernauta perdido na busca de dados isolados, se não
fosse a existência dos facilitadores de navegação para as mais diversas finalidades.
Enfim, é necessário uma reflexão sobre os serviços prestados pelas bibliotecas aos
usuários, avaliando os meios viáveis para um treinamento adequado de acordo com
as novas tecnologias, a fim de identificar usuários potenciais e transformá-los em
usuários reais e ativos.

�3 INFORMAÇÃO, TECNOLOGIA E O USUÁRIO

Qualquer tecnologia é capaz de oferecer abundância de informações e
serviços que proporcionem melhorias na qualidade de vida dos indivíduos.
Entretanto, por causa de sua própria natureza, a liberdade individual pode estar
ameaçada, não por uma questão de simplesmente decidir sobre qual sistema
utilizar, mas como estabelecer a máxima eficiência na promoção de um bem comum,
já que, todos os sistemas de alguma forma envolvem dados sobre os indivíduos e,
por isto mesmo, traz um perigo iminente do mau uso em atividades políticas e
burocráticas.
Uma das maiores preocupações levantadas na análise desses sistemas, está
na tendência de centralização não dos pontos de acesso, mas no controle da rede
de distribuição, ou seja, o poder da censura sobre o processo de transmissão de
dados e informações. Por essa razão, é importante e urgente que se concentre a
atenção sobre esses perigos potenciais e, passemos a investir mais recursos para
amenizar esse risco, já que pela própria natureza dos sistemas o perigo de uma
forma ou de outra é inevitável.
No controle de um sistema unificado de um governo, por exemplo, o potencial
de restrição à informação poderia e muito aumentar esse perigo, caso fosse criada
uma forma programada de acesso ao conteúdo. Mas, por outro lado, as atuais
tecnologias em desenvolvimento também fomentam a diversidade de idéias e de
pontos de vista, até porque, há um potencial nato nos sistemas que proporciona
essa liberdade aos indivíduos e oferece um grande número de opções em
quantidade e qualidade de informações. Contudo, devemos observar que se
impropriamente empregado, essas opções podem se tornar à antítese de tudo o que
se propõe para uma sociedade livre, democrática e cidadã. Por isso, é necessário
estabelecer uma política pública coerente e capaz de orientar o sistema ao longo de
linhas socialmente úteis, com salvaguardas, que protejam contra as ameaças que
carregam em si e, torne possível a viabilidade no desenvolvimento de tecnologias
voltadas para fins humanos, na tentativa de amenizar os impactos causados pelos
avanços das intenções comerciais e autoritárias, que agem muitas vezes em
detrimento aos interesses sociais e do indivíduo. Logo, todo o cuidado e atenção é

�importante em se tratando de tecnologia, principalmente quando o objetivo está na
criação de meios que facilitem o máximo possível a inclusão digital no acesso a rede
e, que permita ao usuário recuperar a sua auto-estima no momento do exercício de
sua cidadania.
O saber se faz através de uma superação constante. O saber
superado já é uma ignorância. Todo saber humano tem em si o
testemunho do novo saber que já anuncia. Todo saber traz consigo
sua própria superação. Portanto, não há saber nem ignorância
absoluta: há somente uma relativização do saber ou da ignorância.
(FREIRE, 1979).

4 CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL E A CIDADANIA

É expressando idéias, conceitos e experiências, que o homem alimenta o
fluxo de informações que se combinam de diversas formas no processo de produção
do saber, agregando valor às inovações e associando a informação ao saber
construído. Assim, acredita-se que o primeiro passo para a compreensão dessa
realidade, esteja no estudo sobre a informação como um fator intrínseco a qualquer
atividade na produção do conhecimento e, também como meio válido na criação de
novos valores de direito.
Os meios de disseminação da informação devem ser tema de estudos com a
pedagogia e instrumento de profundas associações, no qual a educação é o papel
chave tanto no aproveitamento das oportunidades, como na busca de soluções de
ordem social, pois não é difícil perceber medos existenciais e de orientação diante
do controle informacional que o Estado exerce sobre o cidadão, e que devem ser
levados a sério. Portanto, o controle, a utilização e a manipulação de informações
sobre o que é transmitido, podem não ser necessariamente fidedignos, e por isso
comprometer toda a vida profissional e pessoal do indivíduo.
Com as novas tecnologias surgindo a cada hora, o uso da informação deve
ser feito de forma inteligente, sobretudo na dimensão acadêmica, onde espaços
alternativos como os das bibliotecas, podem ser explorados em meio a uma
verdadeira rede de informação, pois muitas possibilidades de crescimento surgem
para contribuir na formação dos indivíduos.

�Os limites e as possibilidades que o conhecimento pode oferecer é percebido
no estudo das ciências, nas atividades da biblioteca e no meio acadêmico; onde
práticas sociais hegemônicas e de manifestações culturais das populações estão
sempre presentes em ações e relações entre o saber e o poder. Assim, a
necessidade de superar a fragmentação do conhecimento, no sentido de reconciliálas para a compreensão do todo, ocorre justamente no momento em que os valores
universais e ações múltiplas estão presentes, e é por isso que devemos estar
atentos sobre as influências sociais e culturais que o processo de transmissão do
conhecimento pode causar. Assim, numa sociedade de classes, muitos valores e
ações são orientados pela classe dominante que detém o poder e impõe sua cultura
a classe dominada, que também em contrapartida e, por sua vez, difunde a sua
própria cultura.
Numa sociedade fortemente hierarquizada, instituições como a biblioteca que
proporciona um permanente fluxo de informação e exerce uma forte influência no
desenvolvimento

intelectual

das

pessoas,

pode

em

alguns

momentos

e

involuntariamente, não conseguir proporcionar um acesso igualmente distribuído e
reproduzir somente os interesses da classe dominante. Por outro lado, em resposta
aos recursos investidos pela sociedade, a biblioteca pela sua própria natureza,
também difunde e faz circular livremente todo o conhecimento ali presente,
promovendo a acessibilidade na forma de benefícios de toda ordem e valorizando o
indivíduo cidadão através da interação entre a aprendizagem e o conhecimento.
A biblioteca é a base de todo poder e saber disponível, e quando se pensa no
seu papel social, conclui-se que seu começo está na disseminação da informação no
sentido universalista do conhecimento, capaz de garantir o alicerce da criação, do
desenvolvimento e da solidariedade entre os indivíduos. Essa observação indica a
responsabilidade e o papel das bibliotecas e, propõe a comunicação entre as
ciências como meio para se tentar compreender a complexidade da realidade,
acreditando que a necessidade e urgência do pensar complexo em todas as áreas
do saber, são os caminhos que possibilitam de fato a evolução contínua de
expressão de idéias e da diversidade presente.
É fundamental que a biblioteca tenha uma perspectiva na compreensão dos
limites e das insuficiências de um pensamento simplificador, e reflita mais sobre o

�seu compromisso de desfazer os nós do preconceito e das barreiras do ser e do
saber, o que sugere um estudo mais aprofundado sobre a complexidade do acúmulo
de informações disponíveis na rede e dos múltiplos aspectos na construção de um
conhecimento, simplesmente porque não há saber completo e definitivo, pois todo
conhecimento na verdade é construído e nunca se esgota.
Não é inteligente tentar definir limites à ciência, pois ela é tão enriquecedora e
gloriosa para a humanidade como também destruidora e tirana, considerando-se
todas as influências internas e externas em que se expõem. Daí nasce à
necessidade de se refletir sobre a participação do profissional bibliotecário no
universo ideal de um raciocínio mais amplo e complexo, que o ajude a perceber
sobre a importância de saber analisar o detalhe especifico e a abrangência da
informação, como fonte geradora de novos conhecimentos.
A educação do homem existe por toda parte e, é resultado da ação do todo
presente no meio sócio-cultural de seus participantes, num exercício de viver e
conviver com o que se educa e é educado – entendido a educação como
aprendizagem e não somente ensino, isto é, a comunidade responde pelo trabalho
de fazer com que tudo o que pode ser vivido e aprendido, seja “ensinado” com a
vida e pela vida.
Como todo o conhecimento cerebral, o conhecimento humano é, na
sua origem e nos seus desenvolvimentos, inseparável da ação; como
todo conhecimento cerebral, elabora e utiliza estratégias para
resolver os problemas postos pela incerteza e a incompletude do
saber.” (Petraglia, 19--, p.50, citando Edgar Morin)

A educação é uma prática social, que exige tanto um trabalho pedagógico que
se ensina na escola, quanto no ato público que se reivindica na rua por um tipo de
escola, ou por uma outra forma de sociedade. Portanto, a informação é o caminho
para a interação humana e um poderoso aliado para o desenvolvimento do mundo
do ser e do saber científico e tecnológico, até porque, hoje existe muita facilidade de
acesso e de troca, que indica e oferece recursos como meios alternativos de busca,
muito embora ainda não disponíveis para todos.
Mas,

é

justamente

a

informação

que

irá

promover

mudanças

e

transformações através das instituições sociais e das sociedades organizadas,
agindo com o intuito de democratizar o que é denominado como a “Era da

�Informação”, ou seja, criando condições para aproximar povos, estudiosos do
conhecimento e grupos humanos em geral. Logo, o saber é o pano de fundo de
nossas vidas, seja sob o aspecto potencial da informação disponível, seja pelos
fundamentos da formação do indivíduo. E é aí que as instituições responsáveis,
como o meio acadêmico e a biblioteca devem manter suas alianças, ao juntar forças
para alcançar um objetivo comum, que é o de contribuir para a criação de meios e
condições mínimas reais e viáveis para todos os cidadãos. Neste contexto, a
discussão deve implicar numa série de fatores ainda quase não analisados, que é o
repensar a informação como objeto de trabalho e não como matéria-prima bruta.
Sob essa linha de raciocínio, temas relacionados a práticas autoritárias e outras
voltadas para a democratização da estrutura do saber e do conhecimento, pode
despertar para a necessidade de se desenvolver um estudo mais aprofundado da
função social e educativa dessas instituições. Por essa razão, é que a biblioteca
deve ser mais participativa com a sociedade e fornecer múltiplos serviços de
informação, que aponte para novas direções e contribua para a formação de grupos
organizados de ação coletiva, incentivando movimentos que resultem naturalmente
na socialização do saber por meio de ações individuais que atinjam o todo social.
A biblioteca não é independente, pois suas funções e seu desempenho
dependem diretamente de fatores existentes em seu ambiente interno e externo, que
faz com que seu potencial de riqueza seja fonte disponível tanto para o
compartilhamento com a sociedade civil, como para aos interesses de grupos
hegemônicos. Assim, na compreensão de seu papel, a biblioteca acaba provocando
através da disseminação da informação outras necessidades no cotidiano das
pessoas, despertando ações e reações voluntárias em defesa de seus próprios
interesses, que são atribuídos pela definição de onde está a qualidade dos
documentos em razão de seu conteúdo, de seus parâmetros literários e de qual
significado pode ter para a sociedade que, de algum modo, quase sempre é
determinado pela ótica da classe dominante. No entanto, para intermediar esse
impasse, a biblioteca e seus profissionais por força da realidade e do meio em que
estão inseridos, acabam tendo que fazer de tudo para conciliar os interesses de
ambos, numa grande e difícil tarefa de trabalhar a informação diante das classes
antagônicas, num plano de ação, cujos objetivos da função educativa, de utilidade e
de lazer, possam gerar benefícios para todos.

�Enfim, a condição mais importante do ser humano é a liberdade de
pensamento, e a biblioteca, pelo seu ambiente natural, proporciona elementos que
ajudam aos cidadãos a se manterem sempre informados. No entanto, é no cotidiano
desses cidadãos que percebemos qual a função da biblioteca diante do indivíduo
social, que a ele garante a chance de poder buscar o seu próprio desenvolvimento.
Contudo, não podemos esquecer que os homens só vão exercer sua cidadania
quando encontrarem, antes de tudo, a sua personalidade e seu potencial
desenvolvido, para então criar uma nova força de trabalho humanizada e
responsável pelos novos conhecimentos que vão surgindo, por meio de ações
coletivas de preservação, disseminação e criação; o que pressupõe o caminho para
a formação do indivíduo.
Sabemos que apesar de serem variadas as opiniões, de maneira geral, a
biblioteca é considerada pelos profissionais de educação, como parte integrante do
meio acadêmico, a partir do instante em que a informação presente nela é fonte de
recurso educativo e, por isso mesmo, orientadora e incentivadora de pesquisa, fator
imprescindível na formação do aluno cidadão. No entanto, para que a biblioteca
tenha uma atuação satisfatória, será primordial sensibilizar e conscientizar
profissionais e usuários para uma ampla discussão sobre a função sócio-educativa
da

biblioteca.

Naturalmente,

todas

essas

transformações

exigem

que

os

profissionais desempenhem com determinação, criatividade e atenção às questões
do meio ambiente e das oportunidades, para só assim tentar traduzir desejos e
aspirações individuais e coletivas, de modo que os cidadãos possam fazer suas
escolhas e opções para o seu desenvolvimento.

5 REALIDADE COTIDIANA

Uma das principais dificuldades envolvidas na transição do modelo em papel
para o modelo digital, seria o de manter a integridade da informação em um
ambiente de rede, já que, ao contrário dos materiais impressos que possuem um
certo caráter fixo e finito, os textos publicados eletronicamente, em especial os
publicados na Internet, possuem um caráter fluido. A distribuição eletrônica,
principalmente quando não está associada a um meio físico de distribuição como o

�CD-ROM, é percebida como um meio em que versões podem ser revisadas e
atualizadas sem qualquer notificação. Uma questão que tem assumido grande
importância com relação às redes de computadores é o problema de se manter a
privacidade pessoal e do direto autoral. Por isso, para que a confiança que os
editores científicos construíram no meio acadêmico seja mantida, é necessário
assegurar aos autores e aos usuários, o que se vai fazer com as informações
pessoais coletadas e disponibilizadas na rede. Outra questão de âmbito ético e legal
da publicação eletrônica é a presença da fraude, que poderá aumentar e muito as
condições para se criar facilidades na cópia, na alteração e na fabricação de dados.
Porém, pelo meio eletrônico será possível também ao disponibilizar textos mais
completos e transparentes, que se faça no ato da publicação, um maior controle da
originalidade da autoria, o que reduziria bastante os problemas que poderiam surgir
como suspeitos. Esta seria uma vantagem da publicação eletrônica no momento em
que os projetos fossem caracterizados como publicações contínuas de edições
revisadas e transformadas em bases de dados permanentemente atualizadas, o que
possibilitaria facilmente identificar as fontes de origem. Com isso, autores poderiam
alterar com mais segurança o tamanho, a tipografia dos documentos, a reformulação
dos

parágrafos,

das

palavras

e

dos

gráficos,

inserindo,

excluindo

ou

redimensionando. Contudo, para garantir maior segurança, propõe-se que sejam
desenvolvidas tecnologias de controle de versões e edições, como por exemplo, à
adoção de técnicas de adição de marcas d’água eletrônicas em objetos digitais, a
elaboração de normas para autores e editores com base em estruturas e protocolos
de citação e, a adoção de uma política de administração, que estabelecesse de
algum modo, um controle maior do histórico da publicação.
É importante analisar, que apesar das facilidades de acesso serem apontadas
extensivamente como uma das principais vantagens da publicação eletrônica,
podemos também perceber que existem problemas característicos, como por
exemplo, as quedas de energia, os softwares com desempenho irregular, as falhas
de sistemas, as quedas de transmissão de dados e a existência de vírus de
computador. As reclamações em relação à congestão da rede de banda larga e as
questões relativas ao desenvolvimento de novas tecnologias de transmissão de
dados, são também muito comum em nossa realidade cotidiana.

�6 CONCLUSÃO

O emprego de modernas tecnologias nas instituições de ensino superior no
Brasil, ainda é muito incipiente e encontra-se em fase de implantação em sua grande
maioria. Estudos e experiências vem sendo realizados já há algum tempo, sempre
na tentativa de gerar o máximo possível de resultados positivos provenientes da
dedicação de profissionais muito comprometidos com o trabalho.
A questão da coexistência de textos publicados de forma impressa e
eletrônica, produz possibilidades múltiplas, no qual, o conteúdo é exposto por uma
variedade de formas e de facilidades de acesso, fruto de uma tecnologia
computacional e de métodos de recuperação da informação que se utilizam de
índices ou de outras ferramentas.
Hoje, as bibliotecas universitárias tentam de todas as formas possíveis montar
um novo ambiente contextualizado com as necessidades da comunidade acadêmica
que, por sua vez, também podem e devem contribuir para desenvolvimento da
qualidade em nossas universidades.
A responsabilidade social das bibliotecas se traduz no somatório de
problemas e conquistas, isto é, diante de questões como falta de pessoal e de
poucos recursos financeiros e tecnológicos, temos que buscar resultados que
estimulem a nossa vontade de querer agir com o objetivo de contribuir para o
progresso do equilíbrio social, porque usuário de sistema deve ser qualquer
indivíduo e em qualquer nível da atividade humana. Por isso, o público da biblioteca
universitária não pode se restringir ao pesquisador, ao professor ou ao aluno, mas
sim compartilhar da melhor forma possível com outros usuários que necessitem de
serviços de informação, ou seja, expandir as atividades de extensão universitária em
resposta a sua função social.
O papel da biblioteca universitária é fundamental na educação da
comunidade, porque é na diversidade cultural de cada pessoa e de sua
especificidade, que naturalmente o conhecimento será disseminado, tanto em
ambientes de rede, como em ambientes de contatos mais humanos nas relações de
troca. Por isso, a informação não deve ser disponibilizada para poucos e sim para

�todos, o que certamente seria uma contribuição mais efetiva na construção de uma
sociedade democrática, visto que, o seu princípio básico está na formação de
cidadãos produtivos e conscientes, ou seja, de um povo em sintonia com as
questões éticas, políticas, sociais e ambientais. Portanto, se for desenvolvido melhor
esse princípio, a vida humana nas relações cotidianas do mundo social globalizado,
deixaria de ser essencialmente individualista e se traduziria em oportunidades direta
ou indiretamente para uma grande massa de pessoas, que iriam exercer a sua
cidadania com o direito de escolha ao usufruir de tudo que política de uma educação
continuada pode oferecer. “Tão importante quanto o componente bibliográfico do
serviço de referência é o elemento humano, sua natureza de intrínseca
reciprocidade”. (GROGAN, 1995).

REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Vânia Maria Rodrigues Hermes de. Papel do profissional da informação
em uma sociedade em mudança. Ciência da Informação, Brasília, v.15, n.1, p.1113, jan./jun. 1986.
BREGLIA, Vera Lúcia Alves. A informação como fator da democratização. Revista
de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v.14, n.1, p.09-23, jan./jun. 1986.
GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 1995. 196p.
CANE, C. R. Tecnologia da Informação: metodologia e técnica, Brasília,
Campus, 1992. 89p. p.27.
CYSNE, Fátima Portela. Biblioteconomia: a dimensão social e educativa.
Fortaleza: UFC, 1993. 145p.
MUELLER, Susana P. M. Bibliotecas e sociedade: evolução da interpretação de
função e papéis da biblioteca. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG,
Belo Horizonte, v.13, n.1, p.07-54, mar. 1984.
FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. 79p.

�PETRAGLIA, Izabel Cristina. Edgar Morin: a educação e a complexidade do ser e
do saber. Petrópolis: Vozes, 19--, 115p.

∗

Universidade Federal Fluminense
Núcleo de Documentação – Biblioteca de Pós Graduação em Matemática
Rua Mário Santos Braga, s/nº 6º andar–Instituto de Matemática Campus do Valonguinho–Centro –
Niterói – RJ – Brasil bpm@ndc.uff.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56548">
                <text>Gerenciamento de redes de informação em bibliotecas universitárias e o conhecimento como subsídio à formação da cidadania. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56549">
                <text>Jesus, Jerocir Botelho Marques de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56550">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56551">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56552">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56554">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56555">
                <text>O volume e a complexidade das informações disponíveis no processo de disseminação da informação, despertou particularmente nas bibliotecas universitárias de ensino superior à necessidade de informatizá-las. Porém, obstáculos de toda ordem foram surgindo durante a implantação de redes de informação de alta tecnologia. Também é importante ver que o profissional bibliotecário de instituições de ensino superior precisa estar preparado para o bom uso dessa riqueza informativa de forma inteligente e responsável, a fim de atender as necessidades de todos e contribuir efetivamente na formação do cidadão. Portanto, além da qualificação profissional, existe a necessidade de capacitar o bibliotecário na função de superar a fragmentação do conhecimento, no sentido de reconciliá-la para a compreensão do todo, analisando as influências sociais e culturais presentes no processo de disseminação da informação e de transferência do conhecimento. Enfim, sem ingenuidade, podemos arriscar que os resultados dessa investida não dependem exclusivamente do comprometimento de todos, tendo em vista, as imposições políticas que envolvem a educação e a informação como fonte de saber e também de poder. Assim, podemos refletir sobre qual seria o papel das redes de informação como meio de disponibilizar o conhecimento ao alcance de todos e, portanto, ponto de partida para se tentar modificar as realidades existentes em nosso cotidiano.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68689">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5190" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4258">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5190/SNBU2004_196.pdf</src>
        <authentication>a52fbff3d8d5327964dc62fa7a580d4d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56626">
                    <text>INTEROPERABILIDADE ENTRE FONTES DE INFORMAÇÃO:
A BIBLIOTECA DO INSTITUTO FERNANDES FIGUEIRA
Viviane Santos de Oliveira∗
Carlos Henrique Marcondes∗∗

RESUMO
Vários fatos históricos dentre eles a Revolução científica e o advento da imprensa
proporcionaram a difusão da informação. O conhecimento que anteriormente era
universal passou a ser fragmentado. Várias são as bases de dados que temos
disponíveis na área da saúde, e em todo o mundo e a todo o momento surgem
novas formas de se lidar com um dado problema ou doença. Porém, a falta de
articulação entre os diversos setores e campos causa duplicidade de estudos,
redundância e morosidade no desenvolvimento do setor, dificultando, também,
sua identificação, acesso, e tornando o trabalho do pesquisador/profissional mais
árduo. Dentro deste contexto este projeto objetiva investigar as alternativas de
interoperabilidade entre as bases de dados
Medline, Lilacs e Acervos
Online/FIOCRUZ de modo a permitir que um usuário possa consultá-las como se
fossem uma única base.
PALAVRAS-CHAVE: Interoperabilidade. Cooperação. Sistemas de Informação.
Articulação. Bases de Dados. Biblioteca. Interface.

INTRODUÇÃO E DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA

O campo saúde no Brasil perpassa várias dificuldades, e destaca-se neste
trabalho a barreira informacional.
desencadeou

uma

grande

O fenômeno da explosão informacional

quantidade

de

informações

produzidas

e

disponibilizadas em diferentes formatos na Internet, dificultando sua identificação
e acesso, e tornando o trabalho do pesquisador mais árduo.

Na chamada

“Sociedade da Informação”1, seu valor está diretamente ligado com seu potencial
de orientar, com eficiência e eficácia a realização desta atividade. Para que este
1

Sociedade da informação: ”uma nova era em que a informação flui a velocidades e em quantidades há
apenas poucos anos inimagináveis, assumindo valores sociais e econômicos fundamentais.” BRASIL., 2000.
p. 3)

�potencial seja concretizado, a informação relevante para um dado problema
precisa ser identificada em tempo viável.
Diversas estratégias têm sido criadas para tentar minimizar as dificuldades
geradas pela explosão informacional trazida pela Internet, dentre elas temos os
mecanismos de buscas gerais (Google, Yahoo, Infoseek, Miner, e outros). As
deficiências destes mecanismos já são bem conhecidas (SHNEIDERMAN, 1994),
e pode-se destacar a baixa qualidade da indexação, (feitas por programas robô),
o que gera alta revocação (grande quantidade de informação recuperada), porém
baixa precisão (pouca informação relevante).
A área da saúde, como todas as áreas do conhecimento, enfrenta estes
problemas que acarretam dificuldades e morosidade no acesso à informação
relevante para os profissionais da assistência. Na área da Saúde da Mulher e da
Criança existem diversas fontes de informações, porém disponibilizadas de forma
fragmentada sem articulação entre as mesmas. Atualmente os profissionais da
área quando desejam obter informações sobre o assunto precisam conhecer as
URL’s (Uniform Resource Locate) das bases de dados relevantes sobre o tema e
então percorrer as bases de dados uma a uma.
O Instituto Fernandes Figueira (IFF), unidade materno-infantil da Fundação
Oswaldo Cruz que realiza pesquisa, ensino e assistência – principalmente no
nível terciário – no âmbito da saúde da criança e da mulher, sendo referência em
tratamento de diversas doenças de alta complexidade, possui uma biblioteca cujo
acervo (periódicos, livros e teses) é referência nacional na área da Saúde da a
Criança, do Adolescente da Mulher. O acervo de livros e teses é gerenciado pelo
sistema de gerenciamento de bibliotecas Aleph, da empresa Ex-Libris.

Este

sistema está entre os mais avançados sistemas de gerenciamento de bibliotecas
comercializados no mundo, e incorpora padrões como MARC2 e Z39.503. Este
acervo, como os das demais bibliotecas integrantes do Centro de Informações
Científicas e Tecnológicas (CICT) da FIOCRUZ, pode ser recuperado através do
link Acervos On-line disponibilizado através do site da FIOCRUZ (www.fiocruz.br).
O acervo de periódicos tem cerca de 88 % de seus artigos indexados nas bases
2

Padrão para intercâmbio de informações legível por computador. &lt;http://www.loc.gov/marc/&gt;

�de dados MEDLINE e LILACS. Estas três bases se configuram como as mais
consultadas entre os profissionais e pesquisadores que atuam no IFF.
A MEDLINE é uma base de dados da literatura internacional na área
médica e biomédica, produzida pela US National Library of Medicine desde 1966.
Esta base indexa cerca de 4.700 revistas científicas de 70 paises sendo 24
brasileiras (CASTRO , 2004).
A LILACS é uma base de dados da Literatura Latino Americana e do
Caribe em Ciências da Saúde. Esta base é coordenada pela BIREME (Centro
Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), promovido
pela Organização Mundial da Saúde e Organização Panamericana da Saúde
(OMS/OPAS) desde 1982. Ela indexa cerca de 650 revistas, de 18 países sendo
254 brasileiras. Inclui, em seu acervo, além de artigos de revistas, livros, capítulos
de livros, trabalhos apresentados em eventos científicos, relatórios, teses,
projetos, etc.
A Base de Dados Biblioteca Cochrane, apesar de não representar o acervo
disponível fisicamente na Biblioteca do IFF, disponibiliza informações relevantes
para o público em questão, por ser uma coleção de fontes de informação
atualizada (trimestralmente) sobre medicina baseada em evidências, incluindo
várias bases de dados como: a Base de Dados Cochrane de Revisões
Sistemáticas, Base de Dados de Resumos de Revisões de Efetividade, Registro
Cochrane Central de Ensayos Controlados, Base de Dados Cochrane de
Revisões da Metodologia, Base de Dados da Metodologia Cochrane de Revisão,
Base de Dados de Avaliação Econômica do NHS, Base de Dados de Avaliação
Tecnológica em Saúde, e Inclui também, um handbook com indicação de artigos
e livros sobre a ciência de revisão e de avaliação crítica, e um glossário de termos
metodológicos
Estes recursos Web – o Sistema Acervos Online Fiocruz, as bases de
dados MEDLINE e LILACS, e a Biblioteca Cochrane - são heterogêneos, não
integrados,

3

desenvolvidos

e

mantidos

de

forma

independente.

Padrão para consulta à catálogos eletrônicos de bibliotecas. &lt;http://www.loc.gov/z3950&gt;

Quando

�necessitam consultar estas bases, os usuários precisam percorre-las uma a uma,
para verem retornadas as informações procuradas.
A BIREME através de um convênio com a National Library of Medicine
recebe em seu servidor a base de dados MEDLINE e através de uma ferramenta
chamada Meta IA possibilita a busca na base MEDLINE e LILACS através de uma
única interface. Este nível de articulação será analisado posteriormente através
da pesquisa dos descritores e da estrutura destas bases.
Apesar da possibilidade de pesquisar as bases Medline e Lilacs
simultaneamente, o usuário ainda precisa pesquisar, em separado, a base
Acervos online Fiocruz para poder consultar o acervo de livros do IFF. Para esta
busca é necessário abrir nova página WEB e dar entrada nas palavras chaves
mais uma vez, provocando retrabalho. Este problema pode se agravar caso haja
a necessidade de pesquisar ainda em outras bases, ou na

incorporação de

outros recursos informacionais, novas bases de dados ou bibliotecas digitais. A
solução para este retrabalho seria a possibilidade de, através de uma única
interface, poderem ser pesquisadas bases de dados diferentes, heterogêneas
retornando resultados consolidados. Esta “capacidade de operar em conjunto” é
conhecida na literatura como interoperabilidade4. Este problema tem múltiplas
dimensões: tecnológica, semântica, política, entre outras. (MILLER , 2004).

JUSTIFICATIVAS
Existe uma grande relação entre desenvolvimento econômico e social e o
estágio de desenvolvimento da ciência e tecnologia de um país. À ciência e
tecnologia está reservado um papel fundamental na luta pelo desenvolvimento
social do Brasil. Informação é o insumo fundamental para o desenvolvimento da
ciência.
Reconhecendo a importância da informação e da tecnologia, a Fiocruz tem
como Missão:

4

CONCISE OXFORD DICTIONARY, 9th Edition. Apud MILLER (2004).

�Gerar, absorver e difundir conhecimentos científicos e
tecnológicos em saúde pelo desenvolvimento integrado em
atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, ensino,
produção de bens e insumos, de prestação de serviços de
referência e assistência, informação e comunicação em C&amp;T em
Saúde, com a finalidade de atender as demandas do Ministério
da Saúde através do apoio estratégico ao Sistema único de
Saúde (SUS) e a melhoria da qualidade de vida da sociedade
como um todo (FIOCRUZ , 2001) (grifo meu).

Analisando a missão da FIOCRUZ percebe-se como foco principal atender
as demandas dos profissionais da área da saúde, através do gerenciamento da
informação e promoção do conhecimento científico e tecnológico. Os estudos
científicos na área da saúde têm crescido consideravelmente. A cada dia, novas
descobertas são publicadas. Doenças, anteriormente incuráveis, aparecem com
novos tratamentos que possibilitam a sua cura.
No Instituto Fernandes Figueira é comum o profissional (médico,
enfermeiro...), antes de definir um diagnóstico, encaminhar um tratamento ou
fazer uma cirurgia, buscar a biblioteca do Hospital do IFF para fazer um
levantamento do assunto em questão. Esta procura se deve, principalmente, pela
qualidade do acervo disponível na biblioteca que se configura como referência
Nacional para os estudos da área da Saúde da Criança, do Adolescente e da
Mulher. Analisando também os profissionais desta área e suas dificuldades de
acesso integrado à informação, percebe-se uma grande demanda para atuação
desta instituição.
Como a biblioteca do IFF está inserida em um contexto específico, a rotina
de um hospital, e tem como público-alvo, os profissionais que ali trabalham,
percebe-se a importância de se disponibilizar informações consolidadas,
ampliadas, que cooperem com a tomada de decisão deste público.
Analisando os Sistemas de informações em saúde percebe-se as
dificuldades do profissional em encontrar informações relevantes devido a sua
falta de articulação. A Dra. Rosany Boechner (2003) destaca que estes sistemas
de informações foram criados isoladamente com objetivos distintos buscando
responder um conjunto de problemas isolados.

�Na criação destes sistemas percebe-se a dificuldade de se ver a saúde
como um todo e o sistema de informação como parte desse todo, como um
subsistema deste grande sistema que é o Sistema Único de Saúde. Com uma
visão holística se criariam sistemas de informação que além de responder aos
objetivos específicos também se articularia com outros sistemas, constituindo um
sistema geral que respondesse às suas demandas.
No setor saúde é urgente a necessidade do conhecimento interdisciplinar.
A saúde antes única foi se fragmentando e se especificando de tal forma que se
perdeu a noção do corpo como um todo, uma unidade. E a informação em saúde
demonstra esta divisão. Várias são as bases de dados que temos disponíveis na
área da saúde, e em todo o mundo e a todo o momento surgem novas formas de
se lidar com um dado problema ou doença. Porém, a falta de articulação entre os
diversos setores e campos causa duplicidade de estudos, redundância e
conseqüentemente, morosidade no desenvolvimento do setor.

É de suma

importância que os profissionais de saúde possam adquirir conhecimentos
através de um mecanismo eficiente e eficaz.
LATOUR(2000) nos demonstra como pode ser revelador (e amplificador) a
superposição de informações. Com um gráfico, desenvolvido pelo fisiologista
Marey a partir da superposição de um mapa da Rússia, a medida das
temperaturas durante a guerra, o percurso da Grande Armée, a data de seus
deslocamentos e o número de soldados sobreviventes em cada bivaque,
compreende-se, com clareza, a influência direta do clima nos resultados da
guerra. Quanto a este gráfico ele diz que:
Informações diferentes, procedentes de instrumentos separados,
podem unificar-se numa só visão, porque suas inscrições
possuem todas a mesma coerência ótica. Sem a superposição
das inscrições móveis e fiéis, seria impossível apreender as
relações entre os lugares, as datas, as temperaturas, os
movimentos estratégicos e as vítimas do general Inverno. Neste
“lugar-comum” oferecido pela roteirização do gráfico, cada dado
se liga, por um lado, a seu próprio mundo de fenômenos, e, por
outro lado, a todos aqueles com os quais se torna compatível. p.
30

�Atualmente, o volume de informações disponível é maior do que a
capacidade de uma biblioteca em adquirir, processar e armazenar estas
informações fisicamente.

A tendência é a biblioteca disponibilizar para seus

usuários além do que está fisicamente em seu acervo, as informações que estão
distribuídas em outros acervos e bases. LANCASTER (1994, p. 9) afirma que as
novas tecnologias mudaram a “filosofia da biblioteca”. O novo papel da biblioteca
não é controlar tudo que o usuário necessita, e sim “fornecer acesso aos
recursos, em quaisquer formas que eles se apresentam...”. Segundo LATOUR
“uma biblioteca considerada como um laboratório não pode, é evidente,
permanecer isolada, como se ela acumulasse, de modo maníaco, erudito e culto,
milhões de signos. Ela serve antes de estação de triagem...”(LATOUR,2000, p.
37)

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Este projeto objetiva investigar as alternativas conceituais, técnicas, de
padronização e metodológicas, de buscar a interoperabilidade entre as bases de
dados Medline, Lilacs, Acervos Online/Fiocruz e Biblioteca Cochrane de modo a
permitir que um usuário possa consultá-las como se fossem uma única base.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Construir o estado da arte no conceito de interoperabilidade.

•

Comparar a estrutura das Bases de Dados Medline, Lilacs, Acervos online
e Biblioteca Cochrane.

•

Analisar a dimensão da representação temática nas Bases de Dados
Medline, Lilacs, Acervos online e Biblioteca Cochrane.

•

Análise das alternativas de interoperabilidade entre as Bases supra
citadas.

�QUADRO CONCEITUAL

Interoperável - “Capaz de operar em conjunto”.5 - é um adjetivo cuja
utilização vem se expandindo. Segundo MILLER (2004) seu conceito é cada vez
mais utilizado na gestão da informação. De forma provisória, para início desta
investigação, utilizaremos o conceito que define interoperabilidade como “a
capacidade de um sistema ou produto trabalhar com outro sistema ou produto
sem requerer esforço especial por parte do cliente”6. Segundo ARMS(2002) “O
objetivo da interoperabilidade é desenvolver serviços coerentes para os usuários,
a partir de recursos informacionais que são tecnicamente diferentes e
gerenciados por diferentes organizações. Isto requer acordos de cooperação em
três níveis: técnico, de conteúdo e organizacional".

ÁREAS DO CONHECIMENTO

Este trabalho se encontra na interseção entre as áreas da Ciência da
Informação e Ciência da Computação, por estar investigando as condições
conceituais, técnicas, de padronização e metodológicas, que permitam aos
profissionais e pesquisadores do IFF consultar as três diferentes bases de dados
disponíveis na instituição de forma integrada, como se fosse uma só base. Nestas
duas áreas do conhecimento estaremos abordando os aspectos teóricometodológicos para a interoperabilidade de sistemas de informações.

Área Núcleo - Ciência Da Informação

Um dos aspectos fundamentais para a interoperabilidade de informações é
a organização do conhecimento e representação da informação. Para que duas
pessoas, duas bases de dados ou até duas instituições possam trocar
informações de forma eficaz é necessário o entendimento dos códigos utilizados
por ambos e que eles tenham o mesmo entendimento quanto ao significado
5
6

CONCISE OXFORD DICTIONARY, 9th Edition. Apud MILLER, 2004.
CONCISE OXFORD DICTIONARY, 9th Edition. Apud MILLER, 2004.

�destes códigos. Para isto é necessária a implementação de padrões e normas
que possibilitem o entendimento entre eles, rompendo barreiras trazidas pela
hiperespecialização e pela fragmentação da informação. Organizar sim, mas sem
fragmentar. Classificar, mas sem perder a visão do todo. Dentro da área da
saúde da criança, do adolescente e da mulher existem outras sub-áreas que a
compõem e que precisam ser resgatas como um conhecimento unitário. Para
que o tratamento das doenças desta área não reflita esta divisão.
Identificar e representar as características comuns às diferentes Bases de
Dados, possibilitando que elas possam ser consultadas simultaneamente. A
ciência da Computação oferece um formalismo para representação de
conhecimento, as ontologias7.
Nesta dissertação, a apropriação do conceito de interoperabilidade pela
Ciência da Informação está diretamente ligada com o seu conceito utilizado na
Ciência da computação.

Área da Ciência da Computação

Para se unir informações das diversas fontes na Web é necessário um
olhar tecnológico. Atualmente, existem vários recursos que possibilitam, mesmo
com algumas limitações, a interoperabilidade entre as informações. Neste projeto
o olhar tecnológico será utilizado como instrumento que possibilite a
interoperabilidade informacional.

A busca da interoperabilidade é um objetivo

perseguido com afinco na área da ciência da computação, principalmente depois
da criação da WEB, que se configura como um ambiente informacional global, de
múltiplas utilizações, que vai desde ensino e cultura a entretenimento e comércio
eletrônico. A própria Web é um exemplo de interoperabilidade, embora em uma
escala limitada: o protocolo http permite a qualquer usuário navegar por páginas
disponibilizadas em computadores os mais diferentes, com os mais diversos
sistemas operacionais, criando um ambiente interoperável.
7

Um organismo

O termo ontologia tem origem no grego “ontos”, ser, e “logos”, palavra. Na Organização
do conhecimento é definido por Sowa (1999) como “catálogo de tipos de coisas”. SOWA
apud ALMEIDA (2003).

�internacional, o W3C8, se encarrega de propor padrões de TI que tomem a Web
cada vez mais interoperável. Mais especificamente, a ciência da computação
juntamente com a ciência da informação criou padrões, já estabelecidos, de
interoperabilidade entre bibliotecas como o MARC, o Z.39.50 e o OAI, descritos
posteriormente.

Área da Saúde

As fontes de informações que serão estudadas são as da área da saúde,
mais especificamente as fontes que obtenham informações relevantes para os
profissionais e pesquisadores do IFF/Fiocruz: as bases de dados MEDLINE,
LILACS, ACERVOS ONLINE/FIOCRUZ e Biblioteca Cochrane.

INTEROPERABILIDADE

“Trabalhar em conjunto” faz parte do trabalho diário da maioria das
bibliotecas . Cooperação e compartilhamento de recursos foram fundamentais
iniciativas para que as bibliotecas pudessem fazer frente à explosão
informacional. Para viabilizar a cooperação e o compartilhamento de informações,
padrões e metodologias foram desenvolvidas, como o Marc e o Z39.50.

A Cooperação/Interação: Breve Histórico

As limitações dos sistemas de informações desde muito tempo fizeram com
que as bibliotecas buscassem formas criativas de cooperação. Várias foram
estas iniciativas entre bibliotecas (SUAIDEN, 1976, p.3) objetivando disponibilizar
informação mais ampla aos seus usuários.
Segundo MARCONDES (2002) com o advento da explosão informacional
na metade do século XX, “a saída encontrada pelas bibliotecas foi a cooperação

8

World Wide Web Consortiun. Disponível em: &lt;http://www.w3c.org&gt;

�(...) Desde a invenção do computador na década de 50 as
tecnologias de informação passaram a ser usadas pelas
bibliotecas para prover acesso não só a documentos dos seus
próprios acervos, mas também aos armazenados em acervos de
outras bibliotecas.

Estas estratégias de cooperação possibilitavam que as bibliotecas, fossem
capazes de operar em conjunto, isto é fossem interoperáveis.
A Library of Congress (LC) começou a publicar seu catálogo impresso em
1905, visando permitir seu aproveitamento por outras bibliotecas. Na década de
1960 desenvolveu o projeto MARC (Machine Readable-Cataloging – Catálogo
legível por máquina), desta vez com o objetivo de publicar seu catálogo, não mais
em papel, mas em meio legível por computador.

Padrões de Interoperabiblidade
Quando se trabalha com bases de dados com estruturas e recursos
técnicos semelhantes, se torna mais simples alcançar uma interoperabilidade do
ponto de vista técnico. Porém, quando estas bases de dados são distintas,
utilizando padrões e tecnologias diferentes, o caminho para a interoperabilidade
se torna mais complexo.
William Arms, no contexto do desenvolvimento do "The site of Science",
discute um modelo para análise das dificuldades técnicas para atingir a
interoperabilidade. Segundo ARMS (2002) uma biblioteca digital como "The site of
Science"

é

composta

de

recursos

informacionais

diversos,

produzidos,

gerenciados e operados de forma descentralizada e utilizando padrões e
tecnologias diversas. O desafio de se buscar a interoperabilidade entre estes
diversos recursos é fazer com que, para um usuário, eles se apresentem, de
forma coerente e uniforme, como um único recurso. O autor apresenta um modelo
para análise das opções de interoperabilidade em que são comparados custos de
implementação e de adesão a um determinado patamar de interoperabilidade X
funcionalidades comuns dos diferentes recursos funcionando como se fossem um
só. Esta análise de Arms interessa para o tema desta dissertação uma vez que o

�caso em estudo (alcançar a interoperabilidade entre fontes diversas)

é

semelhante.
Atualmente, várias são as tentativas de se conseguir a interoperabilidade
entre as diversas fontes de informações disponíveis na WEB. Dentre estas
destacamos o Protocolo Z39.50, os buscadores da Internet, o OAI-OMH e o
Conjunto de Metadados Dublin Core.
Ontologias

Na estrutura de uma base de dados estão inseridos, implicitamente,
conhecimentos relativos a seus campos, semântica dos campos, possibilidades
de conteúdo destes campos, pontos de acesso, formatos de exibição, conteúdos
dos campos, etc. que precisariam ser explicitados, representados de forma
comum, para poderem ser processados por uma eventual interface unificada e
apresentados aos usuários. A Ciência da Informação junto com a Ciência da
Computação abrange as metodologias de representação do conhecimento,
processáveis por máquinas e por seres humanos, as ontologias. (ALMEIDA,
2003).

METODOLOGIA

O trabalho está sendo desenvolvido a partir das seguintes etapas e
procedimentos que nortearam a análise de busca da interoperabilidade que
responda aos objetivos propostos neste trabalho.
ESTADO DA ARTE - Nesta primeira etapa se construirá o estado-da-arte em
interoperabilidade, através de pesquisa bibliográfica e estudos dirigidos.

CAMPO DE OBSERVAÇÃO - Nesta segunda etapa será definido o campo de
observação.

Nesta proposta inicial se apresentam como bases de dados

relevantes para o público definido: as bases de dados MEDLINE, LILACS,
ACERVOS ONLINE FIOCRUZ e Biblioteca Cochrane. As três primeiras por, além

�da abrangência já citada, se configurarem as bases mais consultadas pelos
profissionais do IFF, e a quarta base por apresentar informações relevantes para
a tomada de decisão clínica.
ANÁLISE DAS BASES DE DADOS - Nesta fase serão analisados os
procedimentos de descrição e análise das estruturas das bases de dados
(ROBREDO, 1996), através de um mapeamento destas estruturas, possibilitando
a verificação de equivalências e diferenças entre as bases de dados.
SIMULAÇÃO DE BUSCAS - Consideração de algumas alternativas de métodos e
recursos de interoperabilidade, através da simulação de buscas
REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA - Análise da dimensão da representação temática
nas bases de dados, verificando possíveis superposições, equivalências e
diferenças.
ESTUDO DAS ALTERNATIVAS DE INTEROPERABILIDADE - Analisar as
alternativas disponíveis de interoperabilidade e avaliar a mais apropriada aos
objetivos propostos.
MODELO CONCEITUAL - Delineamento de um modelo conceitual de interface
que permita a interoperabilidade entre as bases de dados Medline, Lilacs,
Acervos Online Fiocruz e Biblioteca Cochrane.

RESULTADOS ESPERADOS
Através desta investigação espera-se delinear um modelo conceitual e
definir os requisitos funcionais que possibilitem apontar as alternativas para a
implementação de uma interface única de busca para os profissionais desta área,
possibilitando a otimização da comunicação entre os profissionais e suas
produções.
Este acesso integrado pretende possibilitar uma articulação das bases de
dados e das informações nelas contidas, contribuindo para uma construção

�transversal e interdisciplinar do conhecimento na área da Saúde da Criança, do
Adolescente e da Mulher, além de facilitar a descoberta na Internet destes
recursos, encurtando o ciclo de comunicação científica entre seus pares,
contribuindo para a otimização da tomada de decisão destes profissionais e para
a promoção do desenvolvimento do conhecimento científico da área.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maurício B., BAX, Marcelo P. Uma visão geral sobre ontologias:
pesquisa sobre definições, tipos, aplicações, métodos de avaliação e de
construção. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 3, p. 7-20, set./dez. 2003.
ARMS, William. A spectrum of interoperability: the site for science prototype for
the NSDL. Dlib Magazine, v. 8, n. 1, jan. 2002.
BERGMAN, Michael K. The deep web: surface hidden value. Jal of Eletronic
Publishing, v. 7, n. 1, August, 2001.Disponível em
&lt;http://ww.press.umich.edu/jep/07//bergman.html&gt;, Acesso em 15 jun. 2002.
BOECHNER, Rosany. 2003. Acidentes por animais peçonhentos: aspectos
históricos, epidemiológicos, ambientais e sócio-econômicos. Tese de Doutorado.
Rio de Janeiro: Escola nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz.
BRANSKI, Regina Meyer. Localização de informações na Internet: características
e formas de funcionamento dos mecanismos de busca.Transinformação, v. 12, n.
1, p. 11-19, jan./jun. 2000.
BRASIL. Lei 8080, 1990, Art. 6., Incisos III e X.
BRASIL. Lei 8080, 1990, Art. 13. Incisos IV e V.
BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Sociedade da Informação: livro
verde. Brasília, 2000.
CAMPOS, Maria Luiza de Almeida. SOUZA, Rosali Fernandez de, CAMPOS,
Maria Luiza Machado. Organização de unidades de conhecimento em
hiperdocumentos: o modelo conceitual com espaço comunicacional para a

�realização da autoria. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 2, p. 7-16,
maio/ago. 2003.
CAMPOS, Tese Maria Luiza. Organização de unidades de conhecimento em
hiperdocumentos: o modelo conceitual com espaço comunicacional para a
realização da autoria. 2001. Tese (Doutorado) – CNPQ/IBICT – UFRJ/ECO, Rio
de Janeiro, 2001.
CASTRO, Regina C. Figueiredo. Sistemas e fontes de informação em saúde. São
Paulo, 2004. [apostila apresentada no Curso de Mestrado Profissional em Saúde
Pública, ENS/FIOCRUZ, Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 2004]
CEDON, Beatriz Valadares. Ferramentas de busca na Web. Ciência da
Informação, Brasília, v. 30, n. 1, p. 39-49, jan./abr. 2001.
CENTRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA. Missão do CICT.
Disponível em: &lt;www.cict.fiocruz.br&gt;. Acesso em: 10 jun. 2003.
CENTRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA. Relatório de
atividades do CICT 1999. Rio de Janeiro: CICT/FIOCRUZ, 2000.
CONCISE OXFORD DICTIONARY, 9th Edition. Apud MILLER, Paul.
Interoperability: what is it and why should I want it? Disponível em:
&lt;http://www.ariadne.ac.uk/issue24/intro.html&gt;. Acesso em: 04 abr. 2004.
DUBLIN CORE METADATA INITIATIVE (DCMI). Disponível em:
&lt;http://dublincore.org/&gt;. Acesso 18 maio 2004.
FIOCRUZ. Diretrizes para a formulação do plano quadrienal 2001-2005. [Rio de
Janeiro]: s.n, 2001.
LANCASTER, F. W. Ameaça ou oportunidade? O futuro dos serviços
bibliotecários à luz das inovações tecnológicas. Revista de Biblioteconomia da
UFMG, v. 23, n. 1, p. 7-27, jan./jul. 1994.
LATOUR, Bruno. Redes que a razão desconhece: laboratórios, bibliotecas,
coleções. In: BARATIN, Marc, JACOB, Christian. O poder das bibliotecas: a
memória dos livros no Ote. Rio de Janeio: Ed. UFRJ, 2000.

�LYNCH, Clyfford. Metadata Harvesting and the Open Archives Initiative. ARL
Bimonthly Report, n. 217, Aug. 2001, p.1-9. Disponível em
&lt;http://www.arl.org/newsltr/217/mhp.html&gt;. Acesso em 18 nov. 2003.
MARCONDES, Carlos Henrique. Conceitos básicos: protocolo de consulta
Z39.50. [mimeo]
MARCONDES, Carlos Henrique, SAYÃO, Luis Henrique. Documentos digitais e
novas formas de cooperação entre sistemas de informação em C&amp;T. Ciência da
Informação, Brasília,. v. .31, n..3, p. 42-54, set./dez. 2002.
MILLER, Paul. Interoperability: what is it and why should I want it? Disponível em:
&lt;http://www.ariadne.ac.uk/issue24/intro.html&gt;. Acesso em: 04 abr. 2004.
MIRANDA, Antônio. A integração de serviços bibliotecários e de informação e o
acesso ao documento primário: evolução dos conceitos e situação atual no Brasil.
IN: SEMINÁRIO NACIONAL DE COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA, 2., 1994,
Campinas. Anais..., Campinas, 1994.
MORIS, Charles. Are serach engines dead? Disponível em
&lt;http://www.stars.com/Internet/Dead_SearchEngines/&gt;. Acesso 17 maio 2004.
Search tools: information, guide and news. Disponível em
&lt;http://www.searchtools.com&gt;. Acesso 17 maio 2004.
NEC Research Institute. Finding a needlein the web. Publicadono Boletim
EDUPAGE, em português, (RNP) 05 abr. 1998.
PACHECO, Roberto Carlos dos Santos, KERN, Vinícius Medina. Uma ontologia
comum para a integração de bases de informações e conhecimento sobre ciência
e tecnologia. Ciência da Informação, v. 30, n. 3, p. 56-63, set. / dez. 2001.
PAYETTE, Sandra et al. Z39.50: the user’s perspective. Dlib Magazine. Abr. 1997.
Disponível em&lt;http://www.dlib.org/dlib/april97/content/04payette.html&gt;. Acesso
em: 15 maio 2004.
ROBREDO, Jaime, CUNHA, Murilo Bastos. Documentação de hoje e de amanhã:
uma abordagem automatizada da biblioteca e dos sistemas de informação. 2. ed.
São Paulo: Global, 1994.
ROSETTO, Márcia. Aplicação de elementos metadados dublin core para
descrição de dados bibliográficos on-line da biblioteca digital de teses da USP.

�ROSSETO, Márcia. Metadados: novos modelos para descrever recursos de
informação digital. In: INTEGRAR: Congresso Internacional de Arquivos,
Bibliotecas, Centros de Documentação e Museus, São Paulo, 17-22 março, 2002,
1, Anais... São Paulo, 2002.
ROSETTO, Márcia. O uso do protocolo Z39.50 para a recuperação de informação
em redes eletrônicas. Ciência da informação, Brasília, v. 2, n. 2, maio/ago. 1997.
SHNEIDERMAN, Bem; BYRD, Don; CROFT; W. Bruce. Clarifying search: a userinterface framework for text searches. D-Lib Magazine, Jan. 1997. Disponível
em: &lt;http://www.dlib.org/dlib/January97/retrieval/01sneiderman.html&gt;. Acesso
em: 22 nov. 2001.
SOUZA, Terezinha Batista de, Catarino, Maria Elisabete, Santos, Paulo Cesar
dos. Metadados: catalogando dados na Internet. TransInformação, Campinas, v.
9, n. 2, p.93-105, maio/ago. 1997.
SUAIDEN, Emir José. O intercâmbio em bibliotecas e centros de documentação.
2. ed. Brasília: [s. n.], 1976. p. 3
THE OPEN ARCHIVES INITIATIVE. Disponível em:
&lt;http://www.openarchives.org/&gt; Acesso em: 17 maio 2004.
WARNER, Simeon. Exposing and Harvesting Metadata Using the OAI Metadata
Harvesting Protocol: A Tutorial. High Energy Physics Libraries Webzine, v. 4, june
2001. Disponível em &lt;http://library.cern.ch/HEPL/4/papers/3/&gt;. Acesso em 18
nov. 2003.
Z39.50 PROFILES. Disponível em: &lt;http://Icweb.Ioc.gov/z39.50/agency&gt;. Acesso
em: 15 maio 2004.

∗

FIOCRUZ - Av. Rui Barbosa, 716 – Flamengo – RJ – Brasil E-mail: Hvsantos@cict.fiocruz.brH
UFF – Rua Lara Vilela, 126 Ingá – Niterói – RJ – Brasil E-mail: Marcondes@alternex.com.br

∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56592">
                <text>Interoperabilidade entre fontes de informação: a Biblioteca do Instituto Fernandes Figueira. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56593">
                <text>Oliveira, Viviane Santos de; Marcondes, Carlos Henrique</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56594">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56595">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56596">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56598">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56599">
                <text>Vários fatos históricos dentre eles a Revolução científica e o advento da imprensa proporcionaram a difusão da informação. O conhecimento que anteriormente era universal passou a ser fragmentado. Várias são as bases de dados que temos disponíveis na área da saúde, e em todo o mundo e a todo o momento surgem novas formas de se lidar com um dado problema ou doença. Porém, a falta de articulação entre os diversos setores e campos causa duplicidade de estudos, redundância e morosidade no desenvolvimento do setor, dificultando, também, sua identificação, acesso, e tornando o trabalho do pesquisador/profissional mais árduo. Dentro deste contexto este projeto objetiva investigar as alternativas de interoperabilidade entre as bases de dados Medline, Lilacs e Acervos Online/FIOCRUZ de modo a permitir que um usuário possa consultá-las como se fossem uma única base.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68694">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5194" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4261">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5194/SNBU2004_197.pdf</src>
        <authentication>fe425b34e9944470c818b2d4320ede60</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56660">
                    <text>O SUCESSO DE UMA PARCERIA: dez anos de LIGDOC/ISTEC

Maria Isabel Santoro∗
Teresinha das Graças Coletta∗∗

RESUMO
Tradicionalmente habituadas a trabalhar com o Programa COMUT desde 1980, as
bibliotecas participantes do ISTEC (Ibero American Science &amp; Technology
Education Consortium) vêm, há dez anos, passando por outra experiência em
nível nacional e internacional, que muito beneficia o usuário final. São
apresentados dados estatísticos das bibliotecas participantes, que contemplam
informações cooperativas do serviço LIGDOC (Interligação para troca eletrônica
de documentos) com o Programa COMUT para comutação bibliográfica nacional e
com a solicitação de artigos para a British Library na área internacional. Destacase, na área nacional, uma grande movimentação de troca de documentos entre as
Bibliotecas da Rede racionalizando o uso dos recursos dos acervos. Na área
internacional as bibliotecas, durante esse período, se beneficiaram de acervos da
América Latina e da América do Norte, sem ônus para o usuário final. Assim o
ISTEC, através dessa iniciativa, vem cumprindo de forma relevante e significativa
para o País, a sua missão maior que é promover a cooperação entre as
instituições participantes facilitando o desenvolvimento das bibliotecas e a
acessibilidade aos documentos e às novas tecnologias da informação.
PALAVRAS CHAVE: LIGDOC. ISTEC. Comutação bibliográfica eletrônica.
Consórcios – bibliotecas universitárias.

1 INTRODUÇÃO
A primeira troca de documentos via eletrônica, no Brasil, deu-se em abril de
1994, com a experiência piloto do Projeto de Bibliotecas do ISTEC (IberoAmerican Science and Technology Education Consortium), mas a prática da
comutação bibliográfica remonta à década de 40, quando são projetados os
primeiros catálogos coletivos por iniciativa da Fundação Getúlio Vargas
(MIRANDA, 1985) e com a duplicação de documentos por meio de reprografia na
Universidade de São Paulo. Desse período até 1980, várias iniciativas marcaram

�as ações de profissionais e instituições no País, com destaque para a criação do
IBBD (hoje IBICT) em 1954 e, em especial, a incorporação do termo “comutação
bibliográfica” no vocabulário bibliotecário na segunda metade da década de 70,
originada no Serviço de Comutação da EMBRAPA (STURLINI et al., 1994).
Em 1980, foi criado o Programa COMUT através de Portaria do Ministério
da Educação e instituído junto à CAPES. Com rápida evolução, esse Programa
expandiu-se pelo Brasil e despertou o interesse internacional, mas não se
consolidou enquanto veículo de obtenção de documentos no exterior. Além disso,
em função das diferentes gestões pelas quais passou no âmbito do Governo
Federal e também pela falta de compreensão de muitos profissionais, deixou de
cumprir parte do objetivo a que se propunha, provocando demora no atendimento
dos pedidos e falta de confiança na qualidade do serviço, o que despertou nas
bibliotecas universitárias e especializadas a busca de novas formas de comutação
para complementar o Programa COMUT fora do país e dentro dele. Na verdade
buscou-se maior eficiência e eficácia do serviço, principalmente com o apoio das
tecnologias de informação e comunicação.
Destaca-se o trabalho pioneiro da BIREME que em 1988 implantou o
COMUT on-line no âmbito das Bibliotecas da Rede (ZAHER, 1993) e que não se
firmou como uma nova opção de trabalho no País, principalmente em função da
carência de recursos de tecnologia disponíveis à época e pela falta de visão de
muitos bibliotecários e gestores das instituições de ensino e pesquisa sobre a
importância dessa ação. Essa possibilidade só foi vislumbrada em nível nacional
em 1997, quando o IBICT lança o COMUT on-line, mas ainda somente para
efetuar os pedidos e não para a troca eletrônica de documentos. E, nesse sentido,
mais uma vez a BIREME propicia um meio mais ágil de controle do serviço com a
disseminação do SCAD – Serviço Cooperativo de Acesso ao Documento, testado
pela UNESP (VALÉRIO; SOUTO, 2002).
Nessa década de 90 quando foram introduzidas no Brasil as redes de
comunicação acadêmicas (Bitnet e Internet), novas perspectivas de trabalho

�cooperativo surgem e, dentre elas, destaca-se o trabalho da BAE – Biblioteca da
Área de Engenharia da Unicamp, utilizando-se dos benefícios do ISTEC – Ibero
American Science &amp; Technology Education Consortium, do qual a Unicamp já era
consorciada. A partir dessa possibilidade a BAE iniciou em 1994 um projeto piloto
junto ao “ISTEC Library Linkage Project”, uma das quatro iniciativas do Consórcio.
Esse projeto marcou o início do uso do software Ariel no Brasil (SANTORO et al,
1994), que a partir de 1996 expandiu-se para outras instituições.
Mais recentemente, já no novo milênio, o controle do fluxo de documentos
passa a ser totalmente automatizado através do uso do software CELSIUS,
desenvolvido no âmbito do ISTEC pela Universidad de La Plata (UNPL),
Argentina, e disseminado às instituições consorciadas. Este software, em sua
última versão, permite além do próprio controle de solicitações e atendimento de
pedidos, acesso a mais de 50 (cinqüenta) tipos de estatísticas. Também se criou
um site próprio, no qual o usuário tem acesso personalizado aos seus pedidos
para acompanhar todos as etapas das suas solicitações até o recebimento de
documentos. O CELSIUS foi aceito como padrão para controle deste serviço e já
se encontra instalado em mais de 15 (quinze) Bibliotecas do ISTEC, em diferentes
paises.

2 ISTEC
O Ibero-American Science and Technology Education Consortium – ISTEC
é uma organização, sem fins lucrativos, composta de instituições acadêmicas e de
pesquisa, de indústrias e de organizações multilaterais das Américas e da
Península Ibérica. Criado em 1990, conta com quatro grandes iniciativas em
andamento1:
•

Iniciativa de Laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento que fornece
acesso para educadores e pesquisadores a tecnologias de última geração

1

ISTEC e suas iniciativas. [Folder informativo do ISTEC, 2004].

�utilizadas no ensino de conceitos avançados e na experimentação com
novas técnicas;
•

Iniciativa de Educação Avançada que vem formando recursos humanos
competitivos e efetivos através de capacitação e conhecimento local,
educação a distância e programas não tradicionais de intercâmbio;

•

Iniciativa Los Libertadores que está desenvolvendo e implementando um
modelo de negócios e de Tecnologias de Informação e de Comunicação
comumente chamado de Portal. Trata-se de um programa ambicioso que
procura fornecer uma extensa conectividade em banda larga e outros
serviços através da região com o apoio dos membros que se encontram
distribuídos ao longo das Américas;

•

Iniciativa de Enlace de Bibliotecas Digitais (DLL) que desenvolve e
apóia projetos de Informação Digital, Administração do Conhecimento e
Bibliotecas Digitais.
Entre outras atividades o DLL tem um serviço básico de Entrega Rápida de

Documentos Eletrônicos, que atualmente trabalha com mais de 50 membros
participando de quatro redes regionais consolidadas de Bibliotecas Digitais:
LIGDOC – Brasil; PREBI – Argentina, REDIBIMEX – México, e Red de Bibliotecas
Digitais Colombianas – Colômbia.
Conforme citado, o Serviço LIGDOC – Brasil teve início em 1994,
quando a Unicamp integrou o LIBRARY LINKAGES PROJECT, que segundo
Santoro e Llull (1996) “a experiência entre a UNM e a UNICAMP foi a mais bem
sucedida e vem servindo de modelo para a implementação desse serviço em
outras bibliotecas integrantes do ISTEC”.

2.1 A FORMAÇÃO DA REDE LIGDOC NO BRASIL
Com a participação da Biblioteca da Área de Engenharia (BAE) da
UNICAMP, no Projeto Piloto de Bibliotecas do ISTEC e, com a divulgação feita

�pela UNICAMP, as Bibliotecas da área de engenharia passaram a acompanhar a
evolução desse Serviço e foram se interessando assim que perceberam as
vantagens advindas desse Consórcio.
Foi assim que a USP-EP, a USP-EESC e a PUC-RS em 1996 se
integraram ao referido Programa. Conforme as adesões de novas instituições ao
Consórcio se consolidavam, as bibliotecas eram convidadas a participarem desse
Serviço. O Quadro 1 especifica a seqüência de Bibliotecas que se integraram e
passaram a formar a Rede LIGDOC.

Quadro 1: Bibliotecas universitárias integrantes da Rede LIGDOC
INSTITUIÇÕES
UNICAMP - BAE
UFSC
USP - EP
USP - EESC
PUCRS
UNCAMP - FCM
CTA - ITA
UNESP - FEG
UNESP - FEIS
IME
UNISUL
UFPE
UFRJ
UFU - SM
UFU - UMUARAMA
INPE
PUC - RJ
UnB
UFES

ANO DE INÍCIO
1994
1996
1996
1996
1996
1998
1998
1998
1998
1999
1999
1999
1999
1999
2000
2000
2001
2001
2002

�3 DEZ ANOS DE LIGDOC: EVOLUÇÃO QUANTITATIVA
O trabalho feito pelas Bibliotecas no ISTEC tem registrado importante
evolução em toda a Ibero América. O caso do Brasil se destaca pelo pioneirismo
no uso do serviço, que foi totalmente absorvido pela comunidade de usuários, em
especial pelos alunos de pós-graduação e pelo fato de ter servido de modelo,
dentro do próprio Consórcio. E, ao completar dez anos, os números demonstram
não só a importância desse Serviço, como também as vantagens econômicas
usufruídas pelos usuários das instituições que aderiram ao Consórcio, uma vez
que essa comutação é oferecida gratuitamente para a comunidade acadêmica,
pelo compromisso da reciprocidade que rege os princípios do ISTEC.

3.1 LIGDOC x COMUT
A seguir são apresentados alguns dados sobre o desempenho do LIGDOC
no Brasil, melhor visualizados em quadros:

Quadro 2: Solicitação nacional

LIGDOC 1994 - 2003
LIGDOC

48.522

COMUT

43.506

Total

92.028

A análise comparativa dos dados entre a solicitação de documentos pelo
LIGDOC e pelo COMUT, demonstram que de um total de 92.028 pedidos, mais da
metade dessas solicitações (48.522) são resolvidas com o próprio acervo das
Bibliotecas do ISTEC. Isso significa que as coleções são de muito boa qualidade e
que faz grande sentido trabalhar com este Serviço.

�Quadro 3: Atendimento Nacional

LIGDOC 1994 - 2003
LIGDOC

50.406

COMUT

97.806

Total

148.212

Quanto aos atendimentos, 1/3 (um terço) deles são supridos pelo acervo
das Bibliotecas do ISTEC e os outros 2/3 (dois terços) são fornecidos para todas
as bibliotecas do COMUT (aproximadamente 1.200). Mais uma vez se comprova a
qualidade do acervo.
Deve-se também levar em consideração que no Serviço LIGDOC as
principais áreas de conhecimento são as engenharias, seguida das tecnológicas e
informática. Enquanto que o Programa COMUT trabalha com todas as áreas do
conhecimento.

3.2. LIGDOC X BRITISH
Da mesma forma, são apresentados os dados que comprovam o
desempenho do LIGDOC na área internacional. Cita-se como comparação o
serviço oferecido pela British Library.

Quadro 4: Solicitação internacional

LIGDOC 1994 - 2003
LIGDOC

14.978

-

78%

British

3.281

-

22%

Total

18.259 - 100%

�No âmbito internacional, do total de 18.259 solicitações necessárias para
atender os usuários, 78% são supridos pelas bibliotecas dos demais paises de
abrangência do ISTEC (com destaque para a qualidade da coleção das
Bibliotecas da University of New México – USA). Os 22% restantes são
complementados pela British Library.
Quanto ao atendimento, raramente as bibliotecas brasileiras o fazem a
British, mas no caso do ISTEC, ele é prestado normalmente, apesar de ser ainda
reduzido em relação às solicitações. Nestes dez anos as bibliotecas atenderam
3.803 pedidos do exterior, principalmente da Universidad de La Plata (Argentina) e
Universidad de Los Andes (Colombia).

Quadro 5: Atendimento internacional

LIGDOC 1994 - 2003
LIGDOC

3.803

British
Total

-

100%

----3.803

-

100%

3.3 IMPACTOS E BENEFÍCIOS DO SERVIÇO NO BRASIL
Com dez anos do Serviço LIGDOC é possível analisar quais foram os
principais impactos e benefícios que essa iniciativa do Consórcio causou:
1) o primeiro impacto foi o uso dessa nova tecnologia, que permitiu a
introdução do software Ariel no Brasil, com os seguintes benefícios:uso de
novo recurso no paísfacilidade para troca de documentos;disseminação do
uso deste recurso para bibliotecas.o segundo impacto foi a adoção desse
software para o serviço de comutação bibliográfica eletrônica, oferecendo
uma grande melhora no serviço de referência, com os seguintes benefícios:
•

rapidez no acesso ao documento;

�•

melhoria na qualidade da cópia fornecida;

•

confiabilidade no serviço.

2) o terceiro impacto do Serviço LIGDOC foi apresentar uma nova opção de
busca de documentos no exterior, considerando a abrangência do
Consórcio, ampliando assim, o acesso ao documento fora do Brasil. Foram
sentidos os seguintes benefícios:
•

disponibilidade de acesso a novos acervos fora do Brasil;

•

qualidade das coleções das bibliotecas consorciadas.

3) o quarto impacto foi a cooperação, através do uso compartilhado da
informação e dos documentos. Benefícios:
•

ampliação do uso das coleções do próprio país;

•

ampliação troca de documentos entre diferentes paises;

•

maior disseminação de serviços integrados, com estímulo para: a)
avaliação de coleções; b) implementação de aquisição planificada; c)
formação de novas parcerias, e d) criação de redes de informação.

4) o quinto impacto foi a economia para o usuário final, pois este serviço era
oferecido gratuitamente para a comunidade pertencente as instituiçõesmembro do Consórcio. Assim, foram obtidos os seguintes benefícios:
•

compromisso institucional no compartilhamento de coleções;

•

racionalização de recursos aplicados;lucro institucional frente ao custo
benefício do consórcio.

5) o sexto impacto foi o crescimento do Consórcio com a adesão de novas
instituições, motivadas pelo sucesso do Serviço LIGDOC. Assim o ISTEC
se beneficiou da:
•

geração de novos recursos para o consórcio

•

inclusão de outras coleções relevantes para o serviço

•

racionalização do uso das coleções dentro e fora do país.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�Durante toda a implantação da Rede LIGDOC foi dada ênfase na qestão da
importância e do valor das ações cooperativas. A Iniciativa hoje denominada
LIBLINK, exerce um papel fundamental no ISTEC, pois além de atender a
adequação aos objetivos e à missão do Consórcio, a Rede de Bibliotecas veio
viabilizar a questão das ações cuja finalidade é exercer a reciprocidade entre os
membros. As Bibliotecas colocam em funcionamento o fluxo de “mão dupla”
quando solicitam documentos não existentes em suas coleções e quando
fornecem cópias de documentos que integram seu acervo. O papel ora de
solicitante, ora de fornecedor garante esse fluxo no qual se observa claramente
um

movimento

onde

nenhuma

instituição

pode

se

sentir

prejudicada

financeiramente. Mesmo quando esse fluxo de atendimento onera muito mais as
Bibliotecas com as melhores coleções, como por exemplo, as das universidades
estaduais paulistas. Neste caso essas instituições se valem de solicitações de
documentos não existentes no País, isto é, compra de artigos no exterior, cujo
preço médio é de U$ 17.00. Portanto, apesar destas Bibliotecas solicitarem
documentos em menor quantidade (em relação ao seu atendimento) eles são
muito caros e, essas Bibliotecas têm sido atendidas gratuitamente também.
A Direção destas Bibliotecas, ao longo destes anos, absorveu a
compreensão exata desse processo de reciprocidade e os benefícios institucionais
advindos da participação do Consórcio. Mas são os bibliotecários de referência
que têm a melhor percepção desse compartilhamento ao oferecerem o Serviço
LIGDOC como a primeira opção ao usuário final, de forma gratuita. Portanto, no
exercício de agente colaborador e participante ativo, como membro do Consórcio
ISTEC, o bibliotecário vem conquistando, perante a comunidade acadêmica, o
reconhecimento desse importante papel.
Assim, evidencia-se claramente o custo-benefício da efetiva participação
das Bibliotecas do ISTEC na Rede LIGDOC, tanto do ponto de vista da qualidade
do atendimento (rapidez e custo), quanto da melhoria da qualificação profissional
dos bibliotecários, ao desfrutarem das possibilidades oferecidas pelo uso das
tecnologias de informação e pelo exercício contínuo do aprendizado coletivo.

�KEYWORDS: LIGDOC. ISTEC. Eletronic interlibrary loan. University libraries –
consortium.

REFERÊNCIAS

MERCADANTE, L.M.Z. Universidade, biblioteca e prestação de serviços: a
realidade brasileira. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 6., Belém, 1989. Anais... Belém, 1989. p.58-73.
MIRANDA, A. Perspectivas do Programa de Comutação Bibliográfica – COMUT.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 4., Campinas,
1985. Anais... Campinas, Editora da Unicamp, 1985. p.57.
SANTORO, M.I, LLULL, H. O ISTEC e a Internet acelerando a cooperação na
Ibero-america. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
9., Curitiba, 1996. Anais...Curitiba, Biblioteca Central da PUC-Paraná, 1996.
SANTORO, M.I., MOURA, S.M., PEREIRA, J.D.S. Comutação bibliográfica
eletrônica: o custo-benefício do Serviço LIGDOC (ISTEC). In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., Fortaleza, 1998. Anais...
Fortaleza, Biblioteca Central da UFCe, 1998.
STURLINI, R.M.G. et al. Intercâmbio bibliográfico no Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP: propostas de implementação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., Campinas, 1984. Anais... Campinas,
Biblioteca Central da Unicamp, 1994. p.125-134.
VALÉRIO, D.S., SOUTO, M.C.M. Avaliação do serviço de comutação bibliográfica
através do software SCADUNESP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12. Recife, 2002. Anais... Recife, Biblioteca Central, 2002.
ZAHER, C.R. et al. O desenvolvimento da informação em saúde na América
Latina e Caribe e perspectivas futuras. Ciência da Informação, v.22, n.3, p.193200, 1993.

�∗

Universidade Cruzeiro do Sul. Biblioteca Central. Av. Ussiel Cirilo, 225. 08060.070 – São Paulo –
SP, Brasil. ISTEC-Brasil bel.santoro@terra.com.br, isabel.santoro@unicsul.br
∗∗
Universidade de São Paulo. Escola de Engenharia de São Carlos. Av. Trabalhador SãoCarlense, 400 13566.590 – São Carlos, SP coletta@sc.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56627">
                <text>O sucesso de uma parceria: dez anos de LIGDOC/ISTEC. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56628">
                <text>Santoro, Maria Isabel; Coletta, Teresinha das Graças</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56629">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56630">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56631">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56633">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56634">
                <text>Tradicionalmente habituadas a trabalhar com o Programa COMUT desde 1980, as bibliotecas participantes do ISTEC (Ibero American Science &amp; Technology Education Consortium) vêm, há dez anos, passando por outra experiência em nível nacional e internacional, que muito beneficia o usuário final. São apresentados dados estatísticos das bibliotecas participantes, que contemplam informações cooperativas do serviço LIGDOC (Interligação para troca eletrônica de documentos) com o Programa COMUT para comutação bibliográfica nacional e com a solicitação de artigos para a British Library na área internacional. Destaca-se, na área nacional, uma grande movimentação de troca de documentos entre as Bibliotecas da Rede racionalizando o uso dos recursos dos acervos. Na área internacional as bibliotecas, durante esse período, se beneficiaram de acervos da América Latina e da América do Norte, sem ônus para o usuário final. Assim o ISTEC, através dessa iniciativa, vem cumprindo de forma relevante e significativa para o País, a sua missão maior que é promover a cooperação entre as instituições participantes facilitando o desenvolvimento das bibliotecas e a acessibilidade aos documentos e às novas tecnologias da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68697">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5198" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4265">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5198/SNBU2004_198.pdf</src>
        <authentication>7f983c4c5ca50bf6ddfb5cc6a253b195</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56695">
                    <text>AVALIAÇÃO DE USO DE PERIÓDICOS: IMPLANTAÇÃO DE UMA NOVA
FERRAMENTA AUTOMATIZADA PARA A COLETA DE DADOS.

Adriana de Almeida Barreiros∗
Ana Claudia Marques da Silva
Débora Ferrazoli Penilha
Edna Tiemi Yokoti Watanabe
Fátima Aparecida Colombo Paletta
Maria Tereza Magalhães Santos

RESUMO
O presente trabalho descreve a avaliação de uso de periódicos da Divisão de
Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas – Universidade de São
Paulo, enfatizando a implantação de uma nova ferramenta automatizada na coleta
de dados, através do código de barras e seu armazenamento em Banco de
Dados desenvolvido em Access. Este sistema facilita o gerenciamento das
coleções de periódicos, possibilitando o estabelecimento de núcleos básicos,
formação e manutenção das coleções adequadas às necessidades dos seus
usuários, bem como a devida aplicação dos recursos financeiros na decisão dos
cancelamentos e renovações de assinaturas , inclusive na duplicação de títulos
no campus.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação de periódicos. Estatística de periódicos. Banco
de dados Access. Coleta automatizada de dados.

1 INTRODUÇÃO
É consagrado, na literatura, que para se atingir um bom resultado de
avaliação de periódicos é necessária a aplicação de vários critérios. Entre eles, o
uso é considerado como um fator de grande importância.
A avaliação pelo uso permite obter em termos quantitativos, a freqüência
de utilização da coleção para racionalizar as aquisições, determinando o núcleo
básico, o que reforçará a permanência de determinados títulos e até mesmo a
identificação das possíveis substituições.

�A avaliação de periódicos é uma preocupação constante da Divisão de
Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas (DBDCQ) da Universidade
de São Paulo (USP) desde 1983, quando foi instituído o Grupo de
“Racionalização de Periódicos” pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(SIBi/USP). Nesta ocasião, foi feito um estudo para identificar núcleos de
coleções de periódicos e a Biblioteca sofreu pequenos cortes de suas assinaturas
para outras unidades da USP.
O fato foi um alerta para a Biblioteca dar continuidade ao estudo de
levantamento quantitativo de uso das publicações periódicas, implementando a
coleta e o armazenamento dos dados.
Pretendendo estudar o uso das coleções de periódicos em âmbito de USP,
o SIBi solicitou que as bibliotecas efetuassem, no período de abril a outubro de
1985, registro quantitativo diário quanto ao uso dos periódicos existentes nas
bibliotecas.
Desde então, o SIBi/USP realizou trabalhos, tais como: definição de
políticas de desenvolvimento de coleções; alavancamento de critérios de
avaliação e identificação de núcleos de coleção de periódicos.
Em 1993, foi criado o grupo de trabalho denominado Meta 7 – “Estudos em
Gerenciamento de Acervos da USP”, composto por várias bibliotecárias do
SIBi/USP, atuantes na área de aquisição. Com ele, houve um substancial
enriquecimento das atividades de avaliação de coleções.

2 JUSTIFICATIVA
A Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas integra
o acervo de duas Unidades: Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Instituto de
Química. Considerada uma biblioteca de grande porte, possui atualmente 3.940
usuários ativos inscritos e mantém 736 títulos de periódicos correntes, sendo 476
títulos adquiridos por compra, 127 permuta e 133 recebidos por doação. A média

�de livros e periódicos recolocados nas estantes é de 576 volumes/dia, o que torna
necessário a otimização dos serviços e qualificação das coleções.
O grande problema enfrentado pela Biblioteca, para a realização do
levantamento de uso, sempre foi a forma de coleta dos dados, bem como o
armazenamento da informação.
No período de 1985 até 2002, a coleta era manual. Para fazer o
armazenamento dos dados criou-se o AVALTIT1 – Base de Dados de Avaliação
de Uso de Periódicos, desenvolvido em DBASE, facilitou a manutenção dos
dados mensais, inserção de novos registros, ordenação de títulos, impressão de
relatórios diversos e exclusão de registros.
Em 2003, com a crescente demanda, o sistema necessitou sofrer
modificações. Desta forma, toda Base de Dados foi migrada para o software
ACCESS e a coleta dos dados passou a ser automatizada por meio de leitura de
código de barras, facilitando a obtenção dos dados estatísticos, otimizando
recursos humanos e melhorando o desenvolvimento na rotina da coleta de dados
estatísticos diários, tornando-os mais confiáveis.

3 OBJETIVOS
A Biblioteca, buscando atender plenamente as expectativas de seus
usuários, sentiu a necessidade de agilizar e obter maior precisão na coleta dos
dados de uso das coleções de periódicos, para otimizar o serviço de avaliação e
propiciar dados para:
a) cancelar e renovar assinaturas;
b) identificar novos títulos para aquisição;
c) completar falhas de coleções realmente importantes;
d) estabelecer núcleos básicos de coleção;
e) auxiliar nos critérios de seleção para aquisição de títulos de
periódicos.

�4 METODOLOGIA
O desenvolvimento da primeira etapa (1985-2002) em DBASE, teve como
objetivo a automação das rotinas dos serviços de avaliação de uso de periódicos.
A coleta era feita manualmente e os dados eram armazenados no
programa AVALTIT1, desenvolvido em DBASE, conforme FIGURA 1 e FIGURA 2,
contendo as seguintes informações:
•

Título (Nome do periódico)

•

Unidade (FCF ou IQ)

•

Aquisição (Compra (C), Permuta (P), Doação (D))

•

Notas (Informações referentes ao título “ Continuação de” ou
“Continua como” outro título)

•

ISSN (Número Internacional Normalizado para Publicações
Seriadas)

•

Periodicidade (Corrente (1), Não Corrente (2), Encerrado (3))

•

Tipo (Periódico (P), Publicação Seriada (PS), Evento (EV),
Referência (R))

•

Idioma (Tabela de Idioma do Banco de Dados Bibliográfico da USP
- DEDALUS

•

Data-início(Data do início da coleção)

•

COLBIB (Data do início e final da coleção na biblioteca)

•

Ano (Período de realização da estatística)

•

Código (Número seqüencial de registro determinado pelo Setor de
Periódico

•

SYSNO (Número de controle do Banco de Dados Bibliográfico da
USP – DEDALUS)

•

AnoAnterior (Total de consulta quando é Continuação de outro
título)

•

Total (Somatória das consultas dos anos anteriores)

A segunda etapa (2003-

) passou a ser desenvolvido no software Access,

com implementação de novos campos e a coleta tornou-se automatizada e o

�sistema sofreu modificações, em função da crescente necessidade e demanda de
geração de relatórios para fins estatísticos.
O Setor de Periódicos da DBDCQ elaborou e desenvolveu um serviço de
migração dos dados coletados, no período de 1985-2003, para o Software
Access. A base permaneceu com o mesmo nome AVALTIT1 com um total de
3.185 títulos incluindo periódicos, eventos, publicação seriada e referência.
A coleta de dados passou a ser

realizada

utilizando uma listagem

alfabética de títulos de periódicos, contendo código de barras, com informações
do título e SYSNO (FIGURA 3).
Os dados coletados são armazenados em um coletor PDT 6100, portátil,
leve e resistente, combinando a praticidade da computação móvel com a
segurança da comunicação em tempo real.
Com a implementação do software Access, novos campos foram criados,
visando atender às necessidade da DBDCQ.(FIGURA 4 e FIGURA 5). São eles:
•

Prioridade – (1 a 4) separa em quatro lotes priorizando os títulos a
serem adquiridos por compra.

•

On-line – Título on-line é a tecnologia utilizada para a produção do
texto eletrônico, proporcionando não só o acesso mais rápido a este
texto, mas também, ampliando as possibilidades de uso da
informação. A tecnologia do hipertexto permite "navegar" pelo
próprio texto e fora dele, acessando links muitas vezes disponíveis
em notas, nomes de autores ou referências bibliográficas.

•

Impacto – Fator de impacto é a média obtida entre o número de
citações a um determinado periódico nos últimos dois anos e o
número de artigos publicados por este periódico também nos últimos
dois anos. Essa metodologia permite o ranqueamento de títulos
dentro de uma mesma área, tornando visível o seu grau de
importância. O Journal of Citation Reports – JCR é a fonte de
credibilidade internacional para obtenção desse dado.

�O aperfeiçoamento desse serviço agilizou a emissão de relatórios para a
biblioteca (FIGURA 6 e FIGURA 7).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O fluxo de usuários que consultam diariamente as dependências da
biblioteca é grande e a quantidade de periódicos consultado in loco, devido
principalmente ao fato de ser um material que não circula para empréstimo, faz
com que funcionários se dediquem em tempo integral na guarda deste tipo de
acervo. Com a estatística automatizada de uso de periódicos, houve agilização na
coleta de dados e, conseqüentemente, o aproveitamento destes funcionários para
outras atividades.
O aperfeiçoamento desse serviço permite tanto a estatística de uso da
coleção de periódicos da DBDCQ, que é a avaliação quantitativa, como a emissão
de relatórios detalhados sobre os periódicos dando subsídios para os
especialistas (docentes) efetuarem a avaliação qualitativa.
É um excelente instrumento para gerenciamento de inventários e
conferências, gerando inúmeros relatórios.
Outro fator importante é o suporte de informações para o Setor de
Aquisição, principalmente fornecendo dados para reuniões envolvendo a
Comissão de Biblioteca, ou SIBi/USP.

ABSTRACTS
The present study describes the evaluation of the use of periodical in the Library
Division and Documentation of Chemistry Assembly – University of São Paulo,
emphasizing the implementing of a new automated tool for data collection, through
a bar code e its storage in a data base developed in Access. This system makes
managing periodical collection easier; which makes possible the establishment of
basic nucleuses, formation and maintenance of the adequate collections to the
necessities of its users, and also the right financial resource application in the
decision of cancellations and signature renovations, also in the duplication of titles
in the campus.

�KEYWORDS: Periodicals evaluation. Statistic of periodicals. Data base Access.
Automated data collection.

REFERÊNCIAS
ANDRADE, D. C. et al. Estudos em gerenciamento de acervos da USP: critérios
de avaliação de títulos de periódicos. In: SEMINÁRIO NACIONAL de
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9., 1996, Curitiba. Anais... Curitiba:
PUCPR,1996. 1 Disquete.
______. Núcleo básico de coleções de periódicos: atualidade, acessibilidade e
manutenção. In: SEMINÁRIO NACIONAL de BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2000. 1 CD ROM.
COITO, M. I. et al A importância da pesquisa científica como critério para
avaliação de periódicos em bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO NACIONAL
de BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais...
Florianópolis: UFSC, 2000. 1 CD ROM.
FIGUEIREDO, N. M. Desenvolvimento &amp; avaliação de coleções. Rio de
Janeiro: Rabiskus, 1993. 186p.
KRZYZANOWSKI, R. F.; FERREIRA, M. C. G. Avaliação de periódicos científicos
e técnicos brasileiros., Ciência da Informação, Brasília, v.27, n.2, p.165-175,
maio/ago. 1998.
MARTINS, V. S. G. et al Estabelecimento de uma política de desenvolvimento de
coleções no sistema de bibliotecas da Unicamp. In: SEMINÁRIO NACIONAL de
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
UFSC, 2000. 1 CD ROM.
MUELLER, S. P. M. Metodologia para avaliação de lista básica de periódicos.
Ciência da Informação, Brasília, v.20, n.2, p.111-118, jul./dez.1991.
______.O periódico científico e as bibliotecas universitárias: velhos problemas,
novas soluções. In: SEMINÁRIO NACIONAL de BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais... Campinas: UNICAMP, 1994.
p.80-101.

�NASCIMENTO, M. A. R. Indicadores de avaliação para coleções de periódicos
das bibliotecas universitárias brasileiras: reflexões sobre o estudo das revistas do
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH – Unicamp. In: SEMINÁRIO
NACIONAL de BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9., 1996, Curitiba. Anais...
Curitiba: PUCPR,1996. 1 Disquete.
OLIVEIRA, E. B. P. M.; PLAZA, R. T. T. Avaliação de coleção de periódicos
adquiridos por compra do Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de
Geociências da Universidade de São Paulo: estudo preliminar. : In: SEMINÁRIO
NACIONAL de BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9., 1996, Curitiba. Anais...
Curitiba: PUCPR,1996. 1 Disquete.
SANTOS,M. J. V. C; MELLO, P. M. A. C. Contribuição ao estabelecimento de
critérios para a política de compra de periódicos estrangeiros na UFRJ. In
SEMINÁRIO NACIONAL de BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998,
Fortaleza. Anais... Fortaleza: UFC,1998. 1 Disquete.
TEIXEIRA, M. A. A. ; ALMEIDA, M. F. P. Avaliação da coleção de periódicos
doados à biblioteca da FEI-IEI da UFRJ: critérios de seleção e descarte. Ciência
da Informação, v.22, n.3, p.253-258, set./dez. 1993.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, Sistema Integrado de Bibliotecas. Subsídios
para o estabelecimento de política de desenvolvimento de acervos para as
bibliotecas do SIBi/USP. São Paulo: SIBi/USP, 1998. 14p. (Cadernos de Estudos ,
n.7).
UNIVERSIDADE de SÃO PAULO. Conjunto das Químicas. Divisão de Biblioteca e
Documentação. Relatório de Atividades. São Paulo: DBDCQ/USP, 1985. 40p.
VERGUEIRO, W. Seleção de materiais de informação. Brasília: Briquet de
Lemos, 1995. 110p.

�SERVIÇO DE BIBL. E DOC. DO
CONJ. DAS QUÍMICAS
CURSOR
Char:
Word:

&lt;-- --&gt;
Field:
← →
Home End Page:
Help:

AVALIAÇÃO DE USO DE PERIÓDICOS –
- Menu Principal -

UP DOWN
↑
↓
PgUp PgDn
F1

DELETE
Char:
Del
Field:
^Y
Record: ^U

Insert Mode:
Exit/Save
Abort
Memo

Ins
^End
Esc
^Home

IQ

UNIDADE
CODIGO
TITULO
SYSNO
ISSN
PERIODICID
TIPO
IDIOMA
DATAINICIO
AQUISICAO
COLBIB
NOTAS
ANOANTERIO
ANO85A89
ANO90
ANO91
ANO92
ANO93
ANO94
ANO95
ANO96
ANO97
ANO98
ANO99
ANO00
ANO01
ANO02
ANO03
TOTAL

5
ACTA CHEMICA SCANDINAVICA
667719
0001-5393
3
0
INT
1947
C
1947-1999
INCORPORADO AO TITULO JOURNAL OF THE CHEMICAL SOCIETY.
PERKIN TRANSA CTIONS 1 (TEMOS)
0
994
198
162
295
256
148
157
297
177
167
94
75
106
71
14
3211

FIGURA 1 - Planilha do programa de Avaliação de Uso - AVALTIT1 em DBASE com os
respectivos campos.

�SERVIÇO DE BIBL. E DOC. DO
CONJ. DAS QUÍMICAS

AVALIAÇÃO DE USO DE PERIÓDICOS –
- Menu Principal -

Qual a sua opção? (1-7)
(1) Manutenção de dados

Drive

(2) Inserir novo registro

Arquivo : AVALTIT1.DBF

: C:\DBPLUS\AVALIA\

(3) Ordenação
(4) Impressão de relatórios
(5) Deletar registro
(6) Configuração do sistema
(7) Saída

AVALIAÇÃO DE USO DE PERIÓDICOS
- Menu de Manutenção -

Entrada de
quantidade de
consultas a
periódicos
Qual o código de
registro do
periódico?

TÍTULO :
UNIDADE:
TIPO
:
IDIOMA :
AQUISIÇÃO :
COLBIB
:
NOTAS
:
QTDADE
:
QTDADE DESTE MÊS :

Drive: C:\DB3\
Arquivo: CPERIODI.DBF

CÓDIGO
:
PERIODICIDADE :
DATA-INÍCIO :

Quantidade Atualizada:
Dados Corrretos? (S/N) ou Edita ? (E)
FIGURA 2 -Planilha de Avaliação de Uso AVALPER em DBASE. Consulta Mensal do ano
corrente

�FIGURA 3 – Listagem alfabética de títulos de periódicos em Access, contendo código de
barras, com informações do título e SYSNO.

FIGURA 4 - Planilha do Programa de Avaliação de Uso AVALTIT1 em Access com os
respectivos campos.

�FIGURA 5 – Planilha de Avaliação de Uso (AVALPER) em Access. Consulta Mensal do
ano corrente

FIGURA 6 – Modelo de relatório de Avaliação de Periódicos (Access) da Faculdade de
Ciências Farmacêuticas, adquiridos por compra correntes, no período de
1985-2003.

�FIGURA 7 – Modelo de relatório de Avaliação de Periódicos (Access). Os títulos mais
consultados do Instituto de Química, no período de 1985-2003.

∗

adribar@bcq.usp.br
ana@bcq.usp.br
debora@bcq.usp.br
ednatyw@bcq.usp.br
fatima@bcq.usp.br
tile@bcq.usp.br
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – USP DIVISÃO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DO
CONJUNTO DAS QUÍMICAS - DBDCQ
Av. Prof. Lineu Prestes, 950, 05508-000 São Paulo – SP – Brasil Fone: (0xx11) 3091-3859 e
3091-3669 – Fax: (0xx11) 3812-8194 http://www.bcq.usp.br bibcq@bcq.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56661">
                <text>Avaliação de uso de periódicos: implantação de uma nova ferramenta automatizada para a coleta de dados. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56662">
                <text>Barreiros, Adriana de Almeida et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56663">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56664">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56665">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56667">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56668">
                <text>O presente trabalho descreve a avaliação de uso de periódicos da Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas – Universidade de São Paulo, enfatizando a implantação de uma nova ferramenta automatizada na coleta de dados, através do código de barras e seu armazenamento em Banco de Dados desenvolvido em Access. Este sistema facilita o gerenciamento das coleções de periódicos, possibilitando o estabelecimento de núcleos básicos, formação e manutenção das coleções adequadas às necessidades dos seus usuários, bem como a devida aplicação dos recursos financeiros na decisão dos cancelamentos e renovações de assinaturas , inclusive na duplicação de títulos no campus.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68701">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5202" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4269">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5202/SNBU2004_199.pdf</src>
        <authentication>1eb7c45cdd52e160fd8e1bdfdf39ac8e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56730">
                    <text>DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE PARA ESTATISTICA DE USO DE
PERIÓDICOS DA BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE BIOLOGIA – UNICAMP
Ana Maria Rabetti∗
Ladaslav Sodek∗∗

RESUMO
Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um programa de coleta de dados
para fins estatísticos, servindo de suporte nas tomadas de decisões, com base na
análise da nossa coleção de periódicos.

INTRODUÇÃO

A Biblioteca do Instituto de Biologia da UNICAMP, fundada em 1967 é uma
das bibliotecas nacionais de referência na área de Ciências Biológicas, tendo
atualmente um acervo de 737 títulos de periódicos correntes em Biologia e
ciências afins, constituindo, assim, um patrimônio expressivo na área.
O grande volume de assinaturas de periódicos, principalmente estrangeiros
que atende a comunidade exige constantes avaliações, devido ao custo
geralmente elevado das publicações e da escassez de recursos financeiros.
Torna-se evidente a necessidade de estudos frequentes que subsidiem
tomadas de decisões, para garantir a manutenção das coleções.
Tais

decisões relacionadas ao cancelamentos e/ou remanejamentodas

coleções, são tomadas de acordo com a aplicação de critérios adotados com a
participação da comunidade usuária.
Para servir de suporte nas tomadas de decisões , desenvolvemosum
software de coleta de dados sobre o uso de periódicos, no momento da guarda
diária do material consultado e emprestado pela Biblioteca.
A avaliação da coleção de periódicos é feita a cada dois anos, quando a
partir dos dados obtidos, é possível estabelecer-se parâmetros para uma política

�de desenvolvimento de acervo adequada às linhas de pesquisas e, os projetos
desenvolvidos no Instituto de Biologia da UNICAMP.

OBJETIVO

-

Melhorar a distribuição de recursos, possibilitando a atualização e otimização
dos acervos.

-

Manter o desenvolvimento harmonioso das coleções.

-

Padronizar a coleta de dados, possibilitando maior rapidez na totalização dos
dados de: consultas, empréstimos, reprografia e comutação bibliográfica.

-

Reunir dados para avaliar e tomar decisões.

APRESENTAÇÃO DO SOFTWARE

Este software foi desenvolvido localmente, empregando linguagem
Dbase5 para DOS. A interface do programa é amigável, possibilitando
recuperação rápida das informações desejadas. A forma
gerenciamento

dos

dados

são

seguras,

enquanto

dos registros e o
a

capacidade

de

armazenamento é compatível com o volume de dados a serem inseridos.
Nesse programa, determinamos nossas

necessidades obrigatórias e

criamos operações desejáveis, para atendimento das funções básicas, tais como:
-

facilidade de uso;

-

padronização dos títulos;

-

possibilidade de expansão;

-

flexibilidade e adaptabilidades a mudanças;

-

necessidades/possibilidades de customização local;

-

facilidades para geração de arquivos e relatórios.

�Os registro na tela são definidos de forma detalhada, baseados em menus
fáceis de usar. São empregados comandos breves, oferecendo opções nas suas
descrições, permitindo ajustes de acordo com as necessidades.
•

O Menu inicial do programa é composto pelos seguintes módulos:

Período: 01/01/2004

Consultas: 28310

[ 1 ] Registrar Consultas

[ 2 ] Relatório de Dados

[ 3 ] Modificar Títulos

[ 4 ] Encerrar Período

[ 0 ] Sair

Registro por Título:

*
*

Revistas

*
*

JOURNAL OF AGING STUDIES

Título: Journal of Biological Chemistry

*

JOURNAL OF AGRICULTURALSCIENCE

Número de consultas a somar: 6

*

JOURNAL OF ANATOMY

*

JOURNAL OF ANIMAL ECOLOGY

*

JOURNAL OF APPLIED ECOLOGY

Último registro:432

em: 6/7/2004

Total para esta revista: 438

*

JOURNAL OF BACTERIOLOGY

*

JOURNAL OF BIOGEOGRAPY

*

JOURNAL OF BIOLOGICAL CHEMISTRY

*

JOURNAL OF BIOLOGICAL RHYTHMS

*

JOURNAL OF BIOTECHNOLOGY

*

�&lt;ESC&gt; sair
* Selecionar com &lt;enter&gt;

correr a lista: PGDN – PGUP e setas

A alimentação dos dados é feita diariamente, registrando, para cada título,
o número de vezes que o mesmo foi consultado.
O Programa permite visualizar os dados e a extração da informação poderá
ser apresentada em forma de relatórios/listagens semanais/mensais ou anuais.

MÉTODO ADOTADO

1. Consulta à comunidade:

Cada Departamento, através dos representantes na Comissão de
Biblioteca/IB, recebe uma lista de títulos de periódicos e assinala, em ordem de
importância, os periódicos relativos às linhas de pesquisa desenvolvidas no
Departamento.

2. Estatística de Uso:

São os dados decorrentes da circulação de cada título, durante os últimos
dois anos: empréstimos, consultas, periódicos xerocados e periódicos atendidos
pelo serviço de Comutação Bibliográfica (COMUT e SCAD).

Para aplicação desses critérios, consideramos:

PESO X ESTATÍSTICA DE USO = PONTUAÇÃO
Peso= número de vezes que o título do periódico foi indicado pelos
Departamentos
Estatística de Uso= Somatório da circulação do título do periódico

�Exemplificando: O periódico Journal of Biological Chemistry é do interesse de
seis Departamentos do IB, multiplicado pelo número de estatística de uso na
Biblioteca (946), ou seja,( 6X946=5652 ).

Resultado Final:

1- Os dados são coletados e transportados para uma planilha por título, com o
somatório dos pontos em ordem decrescente da pontuação.
2- Os periódicos não indicados passam por reavaliação nos Departamentos:
2.1. Após essa análise, os títulos que continuam sem indicação são
automaticamente substituídos.
2.2. Os títulos mantidos são colocados no final da listagem e, futuramente
podem ser substituídos por outros.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar das crises orçamentárias crônicas que têm sido enfrentadas pelas
universidades brasileiras, nossa coleção de periódicos tem sido construída dentro
de alto padrão de qualidade e relevância. Por outro lado, o crescimento rápido
dos acessos eletrônicos, obtidos conjuntamente com as assinaturas de periódicos
impressos, faz com que o gestor da informação tenha que adotar metodologias
para avaliar e reajustar constantemente a coleção da Biblioteca.
Várias

propostas

de

avaliação

são

apresentadas

pela

literaturabiblioteconômica, mas o importante é estabelecer critérios, de acordo
com as especificidades das diferentes áreas do conhecimento.
Por meio da coleta de dados estatísticos e
podemos

verificar

o

grau

de

eficiência

do

dos estudos quantitaivos,
acervo,

para

subsidiar

o

estabelecimento de políticas de seleção, aquisição, descarte e encadernação,
como também medir o uso da literatura periódica.

�O desenvolvimento desse software tornou-se uma ferramenta de gestão,
de suma importância, para tomada de decisões, contribuindo para análise de
nossa coleção de periódicos.
Consideramos que priorizar o desenvolvimento adequado da coleção de
periódicos científicos é um fator preponderante para a manutenção da qualidade
e excelência das atividades de pesquisa e de ensino do Instituto de Biologia –
UNICAMP.

REFERÊNCIAS

EVANS, G.E. Developing livrary and information center collection. 2.ed. Littleton:
Libraries Unlimited, 1987. (Library Science test Series)
KRZYZANOWSKI, R.F., FERREIRA, M.C.G. Avaliação de periódicos científicos e
técnicos brasileiros. Ciência da Informação, v.27, n.2, p. 165-175, maio/ago.
1998.
MARCHIORI, P.Z. Ciberteca ou bliblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, v.26, n.2,
p.115-124, maio/ago.1997.
MESTRINER, M. A. A. et al. Avaliação de coleções de periódicos. São Paulo:
USP/SIBI, 2002. (Caderno de projeto,8)
NASCIMENTO, M. A.R. , SANTORO, M.I. Consolidação de critérios para
avaliação de periódicos em bibliotecas universitárias: projeto piloto em
desenvolvimento na UNICAMP. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 17., Belo Horizonte, 1994. Anais...,
Belo Horizonte, 1994.
PORCELLO, A.M.B. et al. Análise da coleção de periódicos adquiridos por
compra para o Sistema de Bibliotecas da UFRGS 1982-1985. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 5., 1987, Porto Alegre.
Anais... Porto Alegre: UFRGS/BC, 1987. V.1, p.9-26.
∗

Bibliotecária e Diretora da Biblioteca do Instituto de Biologia- UNICAMP Caixa Postal 6109, Campinas, SP,
Brasil, CEP 13083-862 rabetti@ unicamp.br
∗∗
Prof.Dr. Departamento de Fisiologia Vegetal do Instituto de Biologia – UNICAMP Caixa Postal 6109,
Campinas, SP, CEP, Brasil, CEP 13083-862 lsodek@unicamp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56696">
                <text>Desenvolvimento de software para estatistica de uso de periódicos da Biblioteca do Instituto de Biologia – UNICAMP. (Poster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56697">
                <text>Rabetti, Ana Maria; Sodek, Ladaslav </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56698">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56699">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56700">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56702">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56703">
                <text>Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um programa de coleta de dados para fins estatísticos, servindo de suporte nas tomadas de decisões, com base na análise da nossa coleção de periódicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68705">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5206" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4273">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5206/SNBU2004_200.pdf</src>
        <authentication>cda804460e02bcad421ef20544baab98</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56766">
                    <text>PROGRAMA DE SEGURANÇA E ACESSO Á INFORMAÇÃO
Maria Constancia Martinhão Souto∗
Maria Ferraz Souto∗∗
Mariângela Spotti Lopes Fujita∗∗∗

RESUMO
As Bibliotecas e a Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP tiveram
aprovados pela FAPESP, nos Programas INFRA I a IV, período de 1995-1998,
Projetos que possibilitaram às Bibliotecas das Unidades Universitárias dispor de
equipamentos de última geração. Em 2002, sentiu-se a necessidade de ampliar e
atualizar os equipamentos, visando otimizar a manutenção, preservação e guarda
do acervo das Bibliotecas, e melhor atender às necessidades informacionais dos
usuários. Para tanto, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas apresentou à Reitoria
da Universidade o Projeto “Programa de Segurança e Acesso à Informação em
Bibliotecas”, que foi dividido em duas partes: Segurança da Informação e Acesso
à Informação. Na primeira parte – Segurança da Informação, fez-se um
levantamento de quais Bibliotecas necessitavam do Portão Eletrônico, e na
segunda – Acesso à Informação, fez-se um diagnóstico sobre a existência de
impressoras, número de equipamentos adequados existentes, equipamentos
obsoletos (conforme laudo técnico expedido pelo Serviço Técnico de Informática
das Unidades locais), pontos de rede lógica – de uso exclusivo de usuários para
pesquisas em base de dados referenciais e textuais.Para se estabelecer o
número de equipamentos necessários por Biblioteca, adotou-se a fórmula
desenvolvida pelo MEC, ou seja, 1,7 usuários por cada posto de trabalho. Para os
portões eletrônicos e impressoras, propôs-se um para cada Biblioteca.Definido o
número de cada equipamento necessário, foi preciso estabelecer um cronograma
de desembolso de recursos, para um período de três anos, de 2003 a 2005, bem
como definir critérios para priorizar a ordem de recebimento dos equipamentos
pelas Bibliotecas.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca: equipamentos. Informação: Acesso. Biblioteca:
segurança.

1 INTRODUÇÃO

A Rede de Bibliotecas e a Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp CGB desenvolveram Projetos para a FAPESP, nos Programas INFRAs I–IV,
período de 1995-1998, cujos recursos permitiram que as Bibliotecas das
Unidades fossem contempladas com equipamentos de ponta, de última geração,
equiparando-as com as Bibliotecas do primeiro mundo e fazendo com que se

�projetassem no cenário nacional. Dentre esses equipamentos, destacam-se os
portões eletrônicos e microcomputadores.
Salienta-se
equipamentos,

que

nem

desde

então,

substituição

1998,

dos

não

antigos,

houve

exigidas

ampliação
pela

de

demanda

da Universidade que ampliou o número de alunos - com o aumento de vagas,
implantação de novos cursos e criação de novas unidades; e também pela oferta
do mercado ao disponibilizar novas tecnologias , tanto de equipamentos, como de
meios de comunicação e fontes de informação em meio eletrônico, que a cada dia
cresce mais. Para se adequar e acompanhar as mudanças e atualizações
ocorridas em outros setores da Universidade, é preciso que as Bibliotecas se
modernizem por meio da substituição de equipamentos obsoletos e ampliação de
seu parque computacional.
Ressalta-se que algumas Bibliotecas não possuem número suficiente de
equipamentos, alguns estão obsoletos e/ou quebrados não justificando investir
em manutenção/consertos.
Para que não haja sucateamento dos equipamentos das Bibliotecas, é
necessário que a Universidade disponibilize recursos, a curto e médio prazos,
visando atualizar e adequar o parque computacional às novas tecnologias
informacionais, e garantir a guarda, segurança e preservação do rico e valioso
acervo existente em suas Bibliotecas, constituindo-se em um dos mais
importantes

do

significativamente

país.
em

Salienta-se
recursos

que

a

atual

informacionais

gestão
para

a

tem

investido

formação

e

desenvolvimento das coleções, havendo então necessidade de investir em
mecanismos que garantam a este acervo proteção e acesso.
Nesse sentido, a proposta do trabalho foi desenvolver uma metodologia de
análise dos dados de diagnóstico da situação das bibliotecas da UNESP com
relação a microcomputadores, impressoras e portões eletrônicos de segurança
para elaborar programa orçamentário de aquisição com o objetivo de atualizar e
adequar o parque computacional da Rede de Bibliotecas da Unesp às novas
tecnologias informacionais, e garantir a guarda, segurança e preservação do
acervo.

�2

SEGURANÇA

E

ACESSO

À

INFORMAÇÃO:

DIAGNÓSTICO

DAS

BIBLIOTECAS DA UNESP

A Coordenadoria Geral de Bibliotecas é o órgão responsável pelo
funcionamento sistêmico da Rede de Bibliotecas da Unesp, bem como pelo
aprimoramento e promoção da política informacional da Universidade.
A missão da Coordenadoria Geral de Bibliotecas é “Propiciar uma efetiva
interação entre a Rede de Bibliotecas, o meio acadêmico e Instituições
Congêneres Nacionais e Internacionais, através de ações conjuntas, facilitando a
comunicação

entre

os

vários

segmentos

da

Universidade,

visando

à

democratização da informação em benefício da Sociedade”.
A Rede de Bibliotecas é composta por 22 Bibliotecas especializadas nas
três áreas do conhecimento, atendendo a uma clientela de aproximadamente
25.000 alunos, regularmente matriculados nos seus 106 cursos de graduação.
Estão administrativamente subordinadas à Direção das Unidades e tecnicamente
à Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Considerando que o acervo bibliográfico da Rede de Bibliotecas da Unesp
constitui-se em uma das mais significativas e importantes coleções nacionais que
além de suprir às necessidades informacionais dos usuários da Unesp, atende
também à comunidade científica brasileira e estrangeira através da participação
dessas bibliotecas em programas de compartilhamento de recursos e informações
em nível nacional e internacional; e que esse patrimônio cultural e científico,
caracterizado pela alta qualidade e atualização constante, e também pela
importância histórica de obras consideradas raras e especiais, exige cuidados
peculiares em termos de segurança e preservação com vistas à proteção desse
rico patrimônio, constantemente exposto a perdas e roubos, é necessário dotar as
bibliotecas de um sistema de segurança de reconhecida eficácia e credibilidade já
consolidadas no mercado.
Tal sistema deve permitir o controle total da saída de material das
bibliotecas que em alguns casos funcionam até mais de doze horas diárias, que
contam com alto número de usuários, grandes acervos, e, muitas vezes se

�defrontam com a escassez de funcionários, não podendo assim prescindir de
equipamentos que as auxiliem na tarefa de monitoramento de acervos.
A esse respeito, ressalte-se que na avaliação da CAPES, no tópico
Biblioteca analisa-se o item sistema anti-furto previsto na NBR 9050/02 e segundo
dados internacionais o nível de perda anual, com a instalação de portões
eletrônicos, pode-se reduzir de 20% para uma média de 2% a 5% do acervo total.
Destaca-se que as perdas sofridas pelas bibliotecas não representam
apenas valor monetário, em alguns casos, de obras raras, por exemplo, é
impossível calcular o valor cultural da perda, diante da impossibilidade de
reposição da publicação.
Das 22 Bibliotecas, constatou-se que 16 necessitam de Sistema de
Segurança. Dessa forma, faz-se necessária a aquisição de portão eletrônico que
possibilite aprimorar os mecanismos de segurança e guarda dos acervos das 16
Bibliotecas da Rede Unesp, ação esta que vem ao encontro da política de
investimento em bibliotecas adotada pela atual gestão da Universidade.
Consideram-se indiscutíveis as transformações ocorridas na segunda
metade do século XX, nos meios de produção econômica e científica, causadas
pelas

inovações

tecnológicas

e

sua

inegável

importância

no

mundo

contemporâneo.
Neste contexto de mudanças, a Biblioteca Universitária foi um dos setores
que mais se modificou, com o advento das tecnologias informacionais. De
organismo estático, armazenador e preservador de informação, converte-se em
organização

viva

e

dinâmica,

responsável

pela

obtenção,

geração

e

compartilhamento de conhecimento.
As paredes das bibliotecas tradicionais são “derrubadas”, anulando-se o
conceito de tempo e espaço distintos. Surge a Biblioteca Virtual, onde o
pesquisador navega por estantes de bibliotecas do mundo todo, folheando livros,
revistas, dentre outros e acessando e obtendo textos completos, através do
recurso download. Tudo isso, possibilitado pela Internet que transformou o mundo
na famosa “aldeia global”, preconizada por McLuhan.

�É neste panorama que a Biblioteca Universitária assume a função de
laboratório didático, sendo usada para ensino e inserção do aluno no mundo das
pesquisas. É nela que os pesquisadores de todas as áreas do conhecimento
iniciam o embasamento teórico de seus trabalhos e experiências. É nela que o
aluno é inserido no mundo científico e vivencia suas primeiras experiências de
aprendizagem e pesquisa.
A Unesp tem se esforçado para se inserir neste contexto competitivo que
privilegia a informação. Prova disso são os altos investimentos que se tem feito
em coleções eletrônicas de periódicos científicos e softwares avançados que
facilitam localizar e obter a informação, simultaneamente, por número irrestrito de
usuários, ininterruptamente, de equipamentos alocados em suas diferentes
Bibliotecas.
O exemplo evidente desses esforços é a participação da Unesp no
Consórcio CAPES – Periódicos, e a Biblioteca disponibiliza, ainda, bibliotecários
exclusivos atuando em sistemas de plantão, oferecendo treinamento contínuo.
O material bibliográfico para o ensino e a pesquisa na área de
Humanidades, tem o mesmo valor que um laboratório experimental para a área
de Biomédicas; portanto a Biblioteca universitária é um efetivo e real laboratório
de ensino, estudo e pesquisa

que funciona fulltime, necessitando de

equipamentos exclusivos para acesso às bases de dados, tanto referenciais como
textuais, visando apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Justifica-se, assim, que a Unesp destine recursos visando adquirir
equipamentos compatíveis com os demais mecanismos disponibilizados na
Universidade, mesmo porque o diferencial desta “Biblioteca – Laboratório” é o
acesso rápido e o retorno ágil das informações obtidos pela gestão do
conhecimento, devendo-se considerar que os equipamentos atuais da Rede de
Bibliotecas da Unesp, ainda são aqueles adquiridos através dos programas
INFRAs da FAPESP, no período de 1995 a 1998.

�3 METODOLOGIA

O Programa foi dividido em duas partes:
a) Segurança da Informação
b) Acesso à Informação
♦ Segurança da Informação
Para a primeira parte, houve três etapas:
a) Diagnóstico de quantas e quais bibliotecas necessitavam do Portão
Eletrônico;
b) Estabelecimento de critério para priorizar o cronograma de desembolso;
c) Priorização das Bibliotecas
O critério adotado para estabelecer a prioridade foi o número de
empréstimo anual apresentado por biblioteca em 2001, dado relevante nas rotinas
da biblioteca no que se refere ao fluxo do material. Assim, usou-se o numero de
Empréstimos

Livros/Periódicos,

para

priorizar

as

bibliotecas

a

serem

contempladas.
♦ Acesso à Informação
Na segunda parte do Programa, também, foram necessárias três fases:
a) Diagnóstico:
-

Existência ou não de impressora, para uso exclusivo dos usuários, e
quando não existente, interesse em disponibilizar para tal fim;

-

Número

de

equipamentos

adequados

existentes

nas

bibliotecas,

destinados aos usuários para uso exclusivo de pesquisa em bases de
dados;
-

Número de equipamentos obsoletos e/ou quebrados existentes nas
bibliotecas, destinados aos usuários para uso exclusivo de pesquisa em
bases de dados;

-

Número de pontos de rede lógica existentes na biblioteca para instalar
equipamentos de uso exclusivo para pesquisa em bases de dados;

-

Horário de funcionamento da biblioteca;

-

Número de alunos matriculados na Graduação por Unidade;

�-

Emissão pelo Serviço Técnico de Informática das Unidades, de laudo
técnico sobre as reais condições dos equipamentos.

b)

Adoção de critérios desenvolvidos pelo Ministério da Educação e

Cultura – MEC, para avaliação das Instituições de Ensino Superior – IES.
c)

Priorização das Bibliotecas.

4 RESULTADOS

Destaca-se que para atualizar e adequar os microcomputadores das
Bibliotecas destinados exclusivamente aos usuários para pesquisas em Bases de
Dados, é relevante considerar a velocidade do computador, pois para pesquisas
na Internet, visando o acesso à informação, não há necessidade de
armazenagem de dados, nem instalação de softwares sofisticados.
Para tanto, há necessidade urgente de se substituir os equipamentos
existentes por novos, que se adequem aos softwares e outras tecnologias já
adquiridos

pelas

Bibliotecas.

Isto

contribuirá

com

a

manutenção

e

o

aprimoramento da qualidade do ensino de graduação, uma das prioridades da
atual gestão.
Desta maneira, para otimizar e agilizar o Acesso à Informação estão sendo
solicitados:
-

13 impressoras

-

40 microcomputadores em aquisição/ampliação,

-

189 microcomputadores em substituição.

Assim, o Programa de Acesso à Informação em Bibliotecas, será subdividido em
três partes, a saber:
-

Impressoras

-

Microcomputadores: aquisição/ampliação

-

Microcomputadores: substituição.

Impressoras

�As 19 Bibliotecas componentes da Rede Unesp foram consultadas, por
telefone, para mapear quem possuía impressora dedicada aos alunos, visando a
impressão de levantamentos bibliográficos e/ou textos completos, pesquisados
nas Bases de Dados, e no caso de não possuir se havia interesse. Justifica-se
que a Unesp destine recursos visando adquirir equipamentos compatíveis com os
demais mecanismos disponibilizados na Universidade, mesmo porque o
diferencial desta Biblioteca – Laboratório é o acesso rápido e o retorno ágil das
informações, obtidos pela gestão do conhecimento, devendo-se considerar que os
equipamentos atuais da Rede de Bibliotecas da Unesp, ainda são aqueles
adquiridos através dos programas INFRAs da FAPESP, no período de 1995 a
1998. O procedimento adotado na priorização para contemplar as Unidades foi o
número de alunos matriculados na graduação.

Microcomputadores: aquisição/ampliação

Procurou-se estabelecer o número ideal de microcomputadores por
Biblioteca. Para isto, foram consideradas as seguintes variáveis:
-

número de alunos matriculados na graduação;

-

total de horas/diárias de funcionamento de cada biblioteca;

-

número de dias de funcionamento da biblioteca, de segunda à sexta = 5 dias;

-

pontos de rede lógica existentes;

-

o índice de 1,7; número de usuários indicado pelo MEC para cada posto de
trabalho, ou seja para cada microcomputador.
O procedimento adotado na priorização para contemplar as Unidades foi o

número de alunos matriculados na graduação, em ordem decrescente, lembrando
que apenas sete Bibliotecas necessitam de aquisição/ampliação. O procedimento
adotado na priorização para contemplar as Unidades foi o número de alunos
matriculados na graduação, em ordem decrescente, lembrando que sete
Bibliotecas necessitam de aquisição/ampliação. O percentual de aquisição e
instalação dos equipamentos será feito eqüitativamente entre as 19 Unidades, no
período de 3 anos: 2003-2005, contemplando com aproximadamente 33% do
total, por ano, para cada Unidade

�Microcomputadores: substituição

Foi solicitado, via e-mail e telefone, às 19 Bibliotecas da Rede Unesp, que
requeressem junto ao Serviço Técnico de Informática da Unidade, um laudo
técnico a respeito da situação dos microcomputadores alocados nas Bibliotecas e
destinados ao uso exclusivo dos usuários para pesquisas em Base de Dados.
Ao analisar-se os laudos, detectou-se:
-

que apenas 4,54% dos microcomputadores atendem às atuais necessidades
da Rede, isto é, de 198 microcomputadores, apenas 9 são adequados;

-

os requisitos mínimos de configuração não atendem às necessidades, de
acesso rápido, exigidas pela Rede de Bibliotecas;

-

pouca memória para conexões, via internet;

-

equipamentos obsoletos com tecnologia ultrapassada;

-

equipamentos apresentando defeitos, necessitando de consertos que em
algumas vezes, pelo preço em relação ao novo, não se justifica;

-

equipamentos tecnicamente defasados, não se recomendando o reparo;

-

monitores com imagem inadequada para utilização nas pesquisas;

-

máquinas não compatíveis com a velocidade da Rede.
Nesta modalidade, há um grande número de equipamentos a ser

substituído, devido à desatualização dos mesmos. O critério adotado de
priorização, também, foi por número de alunos em ordem decrescente,
contemplando-se eqüitativamente as 19 Unidade no período de 3 anos: 20032005, com aproximadamente 33% do total por ano, para cada Unidade.

Resumo da priorização e distribuição
A seguir, apresentam-se quadros resumidos, demonstrando o total de
equipamentos a serem adquiridos e distribuídos no período de 2003 – 2005.

�Quadro 1: Demonstrativo de equipamentos a serem adquiridos/ substituídos
- 2003-2005
ITEM

QUANTIDADE

Portões Eletrônicos

16

Impressoras

13

Microcomputadores:

40

Ampliação/Aquisição
Microcomputadores:

189

Substituição

Quadros 2-4: Demonstrativos de aquisição e distribuição dos equipamentos
no período de 2003-2005
Quadro 2: 2003
ITEM

QUANTIDADE

Portões Eletrônicos

06

Impressoras

05

Microcomputadores:

17

Aquisição/Ampliação
Microcomputadores:

69

Substituição

Quadro 3: 2004
ITEM

QUANTIDADE

Portões Eletrônicos

05

Impressoras

04

Microcomputadores:

13

Aquisição/Ampliação
Microcomputador: Substituição

65

Quadro 4: 2005
ITEM

QUANTIDADE

�Portões Eletrônicos
Impressoras
Microcomputadores:
Aquisição/Ampliação
Microcomputador:
Substituição

05
04
10
55

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando que a Biblioteca é uma organização crescente, dinâmica,
altamente dependente das inovações tecnológicas que influem e determinam no
consumo e geração de conhecimento na Universidade, é de vital importância a
atualização dos recursos existentes, bem como a inserção de novos, tanto no que
se refere a equipamentos, como a informação. Isto constitui-se em condição sine
qua nom para que a Biblioteca cumpra a sua efetiva missão e aja em benefício da
comunidade a que serve.
Assim, hoje, a inovação se impõe como paradigma necessário para que a
instituição sobreviva e ocupe o seu efetivo lugar na comunidade que a mantém. A
inovação se impõe como pré-requisito para a pesquisa. Se a Universidade é o
"Templo do Saber" e a biblioteca o "Celeiro do Conhecimento", como sobreviver
num mundo de mudanças contínuas e rápidas se não atualiza e adequa a
Biblioteca à realidade das tecnologias?
Cabe, então, a Universidade propiciar condições para que a Biblioteca
cumpra o seu real papel, de fornecer subsídios - informação, para que a
Universidade cumpra o triplé: ensino, pesquisa e serviços de extensão; e possa
continuar a figurar entre as Instituições de excelência como vem ocorrendo até
agora, caso contrário poderá transformar-se em uma organização obsoleta,
sucateada e de baixa qualidade.

SECURITY PROGRAM AND INFORMATION ACCCESS IN LIBRARIES

ABSTRACT
In 1995-1998 Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo FAPESP, through the programs INFRA I-IV, approved projects from

�Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp - CGB and Unesp Libraries
Network that allowed them to acquire new equipaments. In 2002, CGB presented
to Unesp President the Project "Security Program and Access to Information" in
order to enlarge and update the equipaments taking into account the needs of
maintenance, preservation and security of libraries ' holdings. This project was
divided in two parts: Information security and Information Access. For the first part,
a survey was done to know what libraries nedeed eletronic gate, and for the
second part, a diagnosis to know the number of printers, appropriated, unsuitable
and out of use equipaments, logic network points of exclusive use by users to
search in referential and textual data basis. To set up the number of equipaments
by library it was adopted a formula developed by Ministério de Educação e Cultura
- MEC, that is, 1,7 users for each service station. It was recommended one
eletronic gate and one printer for each library too. Then a chronogram of budget
resources application was established for a three year period, from 2003 to 2005,
as well as the criteria for the receiving of equipaments by the libraries. These
criteria were based on the libraries' statistics data relating to 2002 as: number of
students, books, periodicals and loans.
KEY WORDS: Library: equipament. Information: Access. Library: security.

REFERÊNCIAS
COORDENADORIA GERAL DE BIBLIOTECAS. Universidade Estadual Paulista.
Disponível em: &lt;http://www.bibliotecas.unesp.br&gt;. Acesso em 19 de jul. de 2004.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Disponível em: &lt;http://www.unesp.br&gt;.
Acesso em 19 de jul. de 2004.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Relatório de atividades: 2001-2002. Marília: UNESP, 2003. 21 p.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Assessoria de Planejamento e
Orçamento. Programa laboratórios didáticos de graduação. São Paulo:
UNESP, s.d. 47p.

∗

Universidade Estadual Paulista - UNESP - Coordenadoria Geral de Bibliotecas/Reitoria msouto@flash.tv.br
∗∗
Universidade Estadual Paulista - UNESP - Coordenadoria Geral de Bibliotecas/Reitoria mferraz@reitoria.unesp.br
∗∗∗
Universidade Estadual Paulista - UNESP - Faculdade de Ciências e Filosofia de Marilia –
Depto. de Ciências de
Informação e
Coordenadoria Geral de Bibliotecas/Reitoria cgb@reitoria.unesp.br
Universidade Estadual Paulista – UNESP Alameda Santos, 647 São Paulo - Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56731">
                <text>Programa de segurança e acesso à informação. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56732">
                <text>Maria Constancia Martinhão; Souto, Maria Ferraz; Fujita, Mariângela Spotti Lopes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56733">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56734">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56735">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56737">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56738">
                <text>As Bibliotecas e a Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP tiveram aprovados pela FAPESP, nos Programas INFRA I a IV, período de 1995-1998, Projetos que possibilitaram às Bibliotecas das Unidades Universitárias dispor de equipamentos de última geração. Em 2002, sentiu-se a necessidade de ampliar e atualizar os equipamentos, visando otimizar a manutenção, preservação e guarda do acervo das Bibliotecas, e melhor atender às necessidades informacionais dos usuários. Para tanto, a Coordenadoria Geral de Bibliotecas apresentou à Reitoria da Universidade o Projeto “Programa de Segurança e Acesso à Informação em Bibliotecas”, que foi dividido em duas partes: Segurança da Informação e Acesso à Informação. Na primeira parte – Segurança da Informação, fez-se um levantamento de quais Bibliotecas necessitavam do Portão Eletrônico, e na segunda – Acesso à Informação, fez-se um diagnóstico sobre a existência de impressoras, número de equipamentos adequados existentes, equipamentos obsoletos (conforme laudo técnico expedido pelo Serviço Técnico de Informática das Unidades locais), pontos de rede lógica – de uso exclusivo de usuários para pesquisas em base de dados referenciais e textuais.Para se estabelecer o número de equipamentos necessários por Biblioteca, adotou-se a fórmula desenvolvida pelo MEC, ou seja, 1,7 usuários por cada posto de trabalho. Para os portões eletrônicos e impressoras, propôs-se um para cada Biblioteca.Definido o número de cada equipamento necessário, foi preciso estabelecer um cronograma de desembolso de recursos, para um período de três anos, de 2003 a 2005, bem como definir critérios para priorizar a ordem de recebimento dos equipamentos pelas Bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68709">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5210" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4277">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5210/SNBU2004_201.pdf</src>
        <authentication>b2a9064b9d9c93d8f6c53225c7fc9376</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56811">
                    <text>IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS EM
BASES DE DADOS: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA1

Maria Luzinete Euclides∗
Vanda Maria Silveira Reis Fantin∗∗

RESUMO
Os avanços tecnológicos ocorridos nos últimos anos acarretaram mudanças
significativas nos serviços de informação, especificamente nas atividades de
busca e uso da informação. O aparecimento dos recursos eletrônicos,
principalmente das bases de dados, proporcionou acesso aperfeiçoado à
informação e maior flexibilidade para o seu uso. Diante dessa explosão
informacional, torna-se cada vez mais necessário o desenvolvimento de
habilidades na recuperação de informação relevante. Essa constatação levou o
Serviço de Biblioteca e Documentação da Unesp – Campus de Marília a
implantar, a partir de 2001, um Programa de Capacitação de Usuários em Bases
de Dados com o objetivo de proporcionar aos usuários subsídios básicos para a
auto-suficiência na busca da informação. Após algumas adequações efetuadas no
período, os resultados indicam que essa atividade vem atendendo as
necessidades dos usuários no uso desses recursos informacionais.
PALAVRAS-CHAVE: Programa de capacitação de usuários. Bases de dados.
Recursos informacionais.

INTRODUÇÃO
Os avanços tecnológicos ocorridos nos últimos anos acarretaram
mudanças significativas nos serviços de informação, especificamente nas
atividades de busca e uso da informação. Essa revolução informacional atinge
todas as áreas da atividade humana, principalmente a área da pesquisa. Até
pouco tempo, o suporte ao ensino, pesquisa e extensão, objetivos básicos das
universidades, estavam centrados nos produtos e serviços existentes nas
bibliotecas. Hoje, com a evolução dos meios de comunicação, o desenvolvimento
das novas tecnologias de informação e de informática e o acesso a bancos de
1

Artigo elaborado com base no Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização “Uso estratégico das
Novas Tecnologias em Informação” , da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP - Campus de Marília,
com o título: “Prospecção de informação em sistemas informacionais: a capacitação do usuário em estratégia
de busca”, 2000.

�dados nacionais e internacionais, pesquisadores têm acesso a praticamente
qualquer centro de pesquisa do mundo.
Na Biblioteca da Unesp – Campus de Marília, o primeiro contato com bases
de dados em cd-rom deu-se em 1992, quando as bibliotecas da Unesp através da
Coordenadoria Geral de Bibliotecas receberam as primeiras bases de dados
dentro de suas áreas de ensino e pesquisa. A vinda dessa tecnologia
revolucionou totalmente as atividades de busca da informação, passando de um
formato manual para um formato eletrônico. Isso exigiu que os profissionais
bibliotecários, principalmente os da referência, tivessem uma mudança radical de
comportamento em relação ao manuseio dessas fontes. A necessidade de se
dominar essa tecnologia e disponibilizá-la aos usuários o mais rápido possível,
gerou uma mudança de paradigmas frente a essa nova exigência de treinamento
e aperfeiçoamento dessas atividades.
Em 1998, dentro de uma nova política de aquisição para a Rede, essas
bases foram reunidas em sistema hospedeiro e disponibilizadas através do
acesso via Internet. Isso contribuiu para o acesso simultâneo às bases de dados
por várias Unidades a um custo bem menor. A biblioteca do Campus de Marília,
pôde enfim ter acesso a demais bases que vinham atender as necessidades de
pesquisa, principalmente na área de ciências da saúde. Além disso, através de
uma política de convênios e consórcios pela universidade, outros recursos foram
sendo disponibilizados como o acesso aos periódicos eletrônicos e a bases em
todas as áreas do conhecimento assinadas pelas três universidades estaduais
paulistas. Toda essa gama de recursos antes inexistentes, criou-se uma alta
demanda de serviços, exigindo a criação de alternativas para a busca e uso da
informação.
Esta constatação levou-nos a propor a implantação de um Programa de
Capacitação de Usuários em Bases de Dados com o objetivo de proporcionar aos
usuários condições de desenvolvimento de habilidades para a busca e uso da
informação e contribuir para que esse potencial de recursos informacionais seja
acessível a um maior número de usuários.
Para a concretização dessa proposta foi realizado um levantamento das
necessidades dos usuários da FFC, tomando-se como embasamento teórico uma

�breve revisão da literatura nacional sobre os programas de Educação de Usuários
voltados para o uso das tecnologias de informação, afim de obter-se subsídios
para a elaboração e implantação do referido programa.
Com base nas diretrizes dessa revisão de literatura, foi elaborado um
questionário e aplicado a uma amostra aleatória da comunidade acadêmica
abrangendo as categorias docentes, pós-graduandos e graduandos da UNESP –
Campus de Marilia num total de 66 participantes, com o objetivo de diagnosticar
as reais necessidades dos usuários.
Diante do resultado obtido elaborou-se o Programa e sua implantação teve
início em 2001. Nesse período, a avaliação tem sido frequente com aplicação de
questionário em cada finalização de curso possibilitando algumas adequações
que visam atender as necessidades dos usuários no uso desses recursos
informacionais.

OBJETIVO

- Capacitar os usuários da UNESP – Campus de Marília para a busca e uso da
informação em bases de dados nacionais e internacionais.

REFERENCIAL TEÓRICO
A Universidade sustentada no tripé ensino, pesquisa e extensão é
organismo dinâmico na produção de novas idéias e conhecimentos ampliando os
recursos da pesquisa. A atividade de pesquisa, pela própria característica, requer
do estudante, curiosidade intelectual, capacidade para buscar a informação,
analisá-la e selecioná-la de forma a tornar-se atualizado e independente na sua
área de atuação.
É papel da Universidade desenvolver e promover no estudante este
espírito de pesquisador, para que seu egresso não caia no processo de
desatualização, devido a sua incapacidade de trabalho sem a presença do

�professor (PASQUARELLI, 1996). Nesse contexto, a

Biblioteca Universitária,

tendo como missão “servir de interface entre o usuário e a informação”, deve
disponibilizar a comunidade acadêmica os recursos informacionais para dar apoio
ao ensino, pesquisa e extensão. (MACEDO; DIAS, 1992).
Em princípio, a Biblioteca deve atender as necessidades de ensino e
pesquisa da Universidade, porém o objetivo principal é servir de elo entre o
usuário e a informação. O usuário é a razão principal da existência da biblioteca.
Cada usuário necessita de apoio informacional específico de acordo com suas
necessidades. O setor da biblioteca que participa ativamente dessa atividade é
denominado Serviço de Referência e Informação.
De acordo com Macedo e Dias (1992) o Serviço de Referência comporta
cinco linhas de atuação:
Serviço de Referência propriamente

dito: atendimento direto ao usuário

respondendo as mais diferentes questões de referência.
Educação do usuário: é o processo pelo qual o usuário vai desenvolver
habilidades para uso adequado dos recursos informacionais existentes.
Alerta e disseminação da informação: atividades que visam a atualização do
usuário, através de boletins bibliográficos e de instrumentos de alerta e
disseminação da informação.
Comunicação visual/divulgação da biblioteca: atividades que direcionam o
usuário na identificação dos diferentes espaços da biblioteca, serviços e
localização de materiais.
Administração/Supervisão do setor de referência: esta quinta linha de atuação
é a base para todas as outras, ou seja, visa o planejamento, organização e
administração do serviço.
Essas linhas de atuação norteiam todas as atividades do Serviço de
Referência e a capacitação do usuário insere-se na segunda linha de atuação que
é a Educação do Usuário.

�Os estudos sobre educação de usuários remotam há muito tempo. Belluzzo
(1989), autora que muito tem contribuído para a literatura nacional sobre o
assunto, após comparar com outras áreas do conhecimento, conceitua os
principais programas voltados a orientação e capacitação de usuários de
bibliotecas em:
Educação : entende-se como o processo pelo qual o usuário interioriza
comportamentos adequados em relação ao uso da biblioteca e desenvolve
habilidades de interação permanente com os sistemas de informação.

Treinamento: parte do processo de educação, compreende ações e/ou
estratégias

para

desenvolver

determinadas

habilidades

do

usuário

por

desconhecer situações específicas de uso da biblioteca e de seus recursos
informacionais, envolvendo o conjunto de meios necessários para tal.

Orientação: significa a ação de esclarecer o usuário sobre a organização da
biblioteca, layout e serviços oferecidos. Tem um sentido mais abrangente do que
a instrução.
Instrução: consiste na descrição rigorosa de procedimentos acompanhada de
pormenores, para o usuário manejar eficientemente os recursos informacionais da
biblioteca.
Um Programa de Capacitação de Usuários em Bases de Dados
compreende um conjunto de ações planejadas e desenvolvidas de acordo com as
necessidades dos usuários, voltados ao desenvolvimento de habilidades na
elaboração de estratégia de busca com qualidade de resposta e no manuseio
correto dos recursos informacionais eletrônicos. Envolve, portanto, diretrizes dos
processos de

educação, treinamento e instrução, pois entende-se que a

capacitação dar-se-á quando o usuário estiver desenvolvido habilidades de
interação permanente com os sistemas de informação.
Os avanços tecnológicos ocorridos nos últimos anos, acarretaram mudanças
significativas nos serviços de informação, especificamente nas atividades de
busca e uso da informação. O aparecimento dos recursos eletrônicos (CD-ROM,
catálogos on-line, bases de dados bibliográficas, bases de dados com textos

�integrais, Internet, etc) proporcionou acesso aperfeiçoado à informação e maior
flexibilidade para o seu uso.
Já na década de 70, Lancaster fazia previsões de como seria a
implantação das tecnologias de informação nas bibliotecas. Segundo o autor, “um
sistema eletrônico ofereceria muitas vantagens, melhorando acessibilidade,
seletividade e rapidez na disseminação da informação” (LANCASTER apud
FIGUEIREDO, 1995, p.110).

Mais tarde, em 1985, essas previsões foram

confirmadas pelo próprio autor com a crescente disseminação no uso das bases
de dados.
Entretanto, toda essa tecnologia não minimizou o trabalho dos profissionais
de informação, pelo contrário, produziram uma alta demanda desses serviços e
criaram a necessidade de se disponibilizar programas de capacitação para o
acesso a esses recursos informacionais. Segundo Figueiredo(1999, p.12) “acesso
é a palavra-chave”. Os Serviços de Referência passaram a ser denominados de
Serviços de Acesso, que significa conectar, unir, ligar.
Outra mudança também que a tecnologia proporcionou nos Serviços de
Informação foi o aumento de programas cooperativos e compartilhamento de
acervos. O acesso a bancos de dados remotos eliminou grande parte de
aquisições desnecessárias, minimizando os custos e possibilitando ao usuário o
acesso a esses materiais, independente de seu formato e do lugar onde se
encontre.
A idéia é, portanto, determinar quais são as necessidades de informação
dos usuários, visando o desenvolvimento de serviços adequados à satisfação
plena dessas necessidades. “Percebe-se, portanto, uma mudança de paradigma:
do acesso à informação, através do modelo centrado na informação, para o
modelo centrado no usuário” (FIGUEIREDO, 1999, p.13).
Se por uma lado as tecnologias facilitaram o acesso e a recuperação da
informação, por outro, o que se observa é a exigência de profissionais com uma
nova postura, assumindo novos papéis, fazendo análise e diagnóstico das
necessidades de seus usuários, manipulando e adaptando todos os tipos de

�informação, assumindo a responsabilidade de ensinar a mecânica da busca e,
mais importante, estratégias e técnicas de recuperação da informação.

METODOLOGIA
O desenvolvimento do programa teve como subsídios, além do referencial
teórico, o diagnóstico da realidade do Campus de Marília, diagnóstico da
realidade da Biblioteca do Campus de Marília e o levantamento das necessidades
da Comunidade Acadêmica.
O universo da pesquisa compreendeu os alunos dos cursos de graduação,
pós-graduação e docentes da UNESP - Campus de Marília, caracterizando uma
amostra aleatória de 66 participantes. O instrumento utilizado na coleta de dados
foi um questionário estruturado com questões abertas e fechadas. A opção por
este instrumento deu-se por considerar ser o mais adequado para a situação
tendo em vista a liberdade de resposta e facilidade de encaminhamento com
economia de tempo e custo.
A realização da coleta de dados procedeu-se com a distribuição do
questionário a 29 alunos de graduação, 15 alunos de pós-graduação que se
dirigiram à biblioteca na última semana de novembro / 1999 nos períodos da
manhã e tarde. No caso dos docentes, optou-se pelo encaminhamento do
questionário via e-mail, por ser um meio mais prático de distribuição. Foram
enviados 81 questionários aos docentes que possuem o seu endereço eletrônico
constante da página Web da UNESP – Campus de Marilia.
O questionário visava identificar os usuários que já haviam consultado
alguma das fontes disponíveis e aqueles que as desconheciam, além do interesse
de ambos em participar de um programa de capacitação.
Quanto ao preenchimento do questionário, foi solicitado:
-

Os dados de identificação (categoria, curso, ano e período, no caso dos

alunos) e (categoria e especialidade, no caso dos docentes).
-

Indicação das fontes consultadas (aos que já haviam consultado as

fontes)

�-

Interesse em receber orientação quanto ao manuseio das bases

consultadas e não consultadas.
-

Contribuição do uso das fontes nas atividades de pesquisa.

-

Recursos utilizados para a definição dos termos de busca

-

Frequência com que gostaria de receber treinamento.

-

Atividades a serem desenvolvidas nos treinamentos.

-

Interesse em ter disponível um plantão de dúvidas.

-

Importância do serviço.

-

Período disponível para fazer o treinamento.
Aos usuários que não haviam consultado as fontes, solicitou-se responder

as duas questões abaixo:
-

Opinar sobre a utilização das fontes de informação eletrônica.

-

Indicar possíveis falhas na divulgação dos recursos.

RESULTADOS
Categoria Docentes:
Dos 81 questionários encaminhados via-email, houve um retorno de 22
questionários, ou seja, 17,82% desse total. Considerando os questionários
devolvidos,

90,9% já consultaram pelo menos uma das bases

relacionadas

enquanto que 9,1% não tiveram contato com essas fontes. Dentre os que já
consultaram, 100% mostrou interesse em receber orientação tanto nas bases
consultadas como nas bases ainda não consultadas.
Com relação aos docentes que não tiveram contato com as bases,
opinião

foi

unânime

quanto

a

a

importância da utilização dos recursos

informacionais eletrônicos e relataram a necessidade de uma política de
treinamentos aos docentes e alunos bem como maior divulgação desses
recursos.
Categoria Pós-Graduandos:

�Na categoria pós-graduação, dos 15 questionários distribuídos, o retorno
foi de 100%. A porcentagem dos alunos que tiveram contato com as bases foi de
93,3% enquanto que os que não tiveram atingiu

6,7% . Dentre os que já

consultaram as bases, 100% se mostraram favoráveis a receber o treinamento.
Os que ainda não consultaram nenhuma das fontes, confirmaram a importância
da utilização desses recursos para os trabalhos de pesquisa, porém lamentaram a
inexistência de um programa de treinamento contínuo e a não divulgação
periódica dos novos recursos que surgem a cada dia.
Categoria Graduandos:
Na categoria graduação,

dos 29 questionários distribuídos, houve um

retorno de 100%. Desses, 48,3% já utilizaram-se das fontes de pesquisa e 51,7%
relataram que desconheciam essas fontes. Dentre os que já utilizaram-se das
fontes 100% demonstraram interesse em fazer o treinamento. Quanto aos alunos
que não tiveram contato com essas fontes, a totalidade defendeu a utilização
desses recursos logo no início do curso. Solicitaram maior divulgação através de
palestras, treinamentos, distribuição de materiais informativos e um maior acesso
a essas fontes.

DISCUSSÃO
O propósito do questionário era identificar a porcentagem de usuários que
utilizavam-se das fontes de informação disponíveis bem como a disponibilidade
em participar de um programa de capacitação; identificar ainda aqueles que por
alguma falha da biblioteca na divulgação desses recursos, desconheciam a
existência das mesmas.
O objetivo foi alcançado, pois, embora este estudo tenha sido dirigido a
apenas uma amostra de usuários, pode-se diagnosticar que de modo geral os
usuários tem participado dentro de suas categorias, em graus distintos, da
utilização das fontes de informação e consideraram como de grande importância
essa iniciativa da biblioteca na implantação do programa.

�DIRETRIZES PARA O DELINEAMENTO DO PROGRAMA
De acordo com Belluzzo (1989) planejar um Programa de Educação de
Usuários em Bibliotecas Universitárias, requer a tomada de decisões prévias
fundamentadas nos seguintes passos:
Diagnóstico da realidade - compreende o estudo de três elementos
fundamentais: ambiente em que o programa será desenvolvido, comunidade
acadêmica e executores do programa.
Nessa etapa foi realizada a identificação dos elementos que compõe a
realidade do Campus de Marília (estrutura física, cursos oferecidos e comunidade
acadêmica) e a realidade da biblioteca (estrutura física, recursos materiais,
recursos

humanos

e

atividades

desenvolvidas)

e

o

levantamento

das

necessidades da comunidade acadêmica, utilizando-se como estudo, uma
amostra aleatória de usuários. Definiu-se também que os executores do programa
seriam os profissionais da Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário
e Documentação.
Definição dos objetivos – implica em definir os objetivos a serem alcançados.
Os objetivos inicialmente pretendidos, foram confirmados após a

análise dos

dados levantados no diagnóstico.
Escolha dos conteúdos e atividades do programa – são os conteúdos, fatores,
conceitos, princípios, generalizações para atingir os objetivos previstos.
O estudo do referencial teórico e o levantamento das necessidades dos
usuários foram de fundamental importância para elaboração do plano de aula,
oferecendo-nos subsídios para o planejamento do conteúdo programático,
recursos didáticos, estratégias de ensino e métodos de avaliação.
Seleção dos procedimentos e recursos – são as ações, processos ou
comportamentos planejados para colocar os usuários em contato direto com
coisas, fatos fenômenos que lhes possibilitem modificar sua conduta, em função
dos objetivos.

�Nesta etapa, procedeu-se a definição do ambiente em que seria realizado a
capacitação, bem como os recursos necessários para a concretização do mesmo.
Avaliação – tem como finalidade verificar, no decorrer do desenvolvimento das
atividades de ensino-aprendizagem, se os objetivos propostos foram atingidos.
Um sistema de avaliação é primordial, pois possibilita ao longo do
desenvolvimento do programa o seu aperfeiçoamento. Optou-se por um
questionário que é entregue ao final de cada curso. Durante esse período de
implantação do programa, algumas reformulações foram feitas em atendimento às
sugestões dos participantes como: aumento da carga horária, divisão de turmas
por categorias, disponibilidade do curso em dois períodos, etc. Todas essas
sugestões são de fundamental importância, pois demonstram o interesse dos
usuários pelo serviço e servem como subsídios para a implementação do
programa.

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS EM BASES DE DADOS

Objetivo Geral: Capacitar os usuários da UNESP – Campus de Marília para a
busca e uso da informação em bases de dados nacionais e internacionais.

Objetivos Específicos: Proporcionar aos usuários subsídios básicos sobre
bases de dados; orientar os usuários na seleção de bases de dados de acordo
com suas necessidades de pesquisa e oferecer condições aos usuários para o
desenvolvimento de habilidades na

elaboração de estratégia de busca com

qualidade de resposta, inclusive no uso de instrumentos de controle terminológico
dentro de sua área de especialidade.

Carga Horária: 8 horas
Período: quinzenalmente às 2ª e 3ª feiras - das 14:00 às 18:00 horas
4ª e 5ª feiras – das 18:00 às 22:00 horas
Número de Participantes: 20
Local: Laboratório didático de informática

�Conteúdo Programático:

1 Noções básicas sobre bases de dados
1.1 Histórico
1.2 Conteúdo
1.3 Estrutura
2

Tipos de Bases de Dados

2.1 Bibliográficas
2.2 Cadastrais
2.3 Referenciais
2.4 Fontes
3

Principais bases em cada área do conhecimento

3.2 Biológicas
3.1 Humanas
3.2 Exatas
3.3 Multidisciplinares
4

O Processo de Busca

4.1 Identificação do assunto
4.2 Entrevista de Referência
4.3 Escolha das bases de dados
4.4 Elaboração da estratégia de busca
4.5 Uso de thesaurus
4.6 Uso de manuais
5

Estratégia de busca

5.1 Identificação das palavras-chave
5.2 Identificação da língua(s)
5.2 Identificação de autores relevantes
5.3 Identificação de periódicos relevantes
5.4 Identificação de período(s)
6

Recursos de busca

6.1 Prefixos e Sufixos de seleção
6.2 Truncagem
6.3 Operadores booleanos
6.4 Limitadores de resultados

�6.5 Campos existentes
6.6 Uso dos formulários
7

A Busca

7.1 Avaliação do resultado
7.2 Formatos de impressão / gravação
Recursos Didáticos: apresentações em Power Point com a utilização do Mídia
Show, manual de pesquisa entregue aos participantes
Estratégia e Metodologia de Ensino: Aulas teóricas e práticas com o acesso às
bases on-line.
Critérios de Avaliação: exercícios práticos na elaboração de estratégia de busca
e pesquisa individual a ser desenvolvida pelos participantes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os programas voltados ao desenvolvimento de habilidades nos usuários
tem se tornado elemento extremamente importante nos serviços oferecidos pelas
bibliotecas universitárias.
A vinda das novas tecnologias de informação aliada a disseminação do uso
da Internet revolucionaram totalmente as atividades de busca e uso da
informação, alterando significativamente as atividades do Serviço de Referência e
ao mesmo tempo exigindo dos profissionais que nele atuam, mudança de postura
e de mentalidade frente a execução e disseminação desses serviços.
As exigências por profissionais mais qualificados se faz presente, com
domínio de habilidades referentes à organização, recuperação e principalmente
acesso à informação. Portanto, os profissionais que trabalham com a informação
terão de estar aptos a assumirem novos papéis, fazendo análise das
necessidades e expectativas dos usuários e desenvolvendo serviços voltados
para o desenvolvimento de habilidades no manuseio dessas fontes.
A experiência com o desenvolvimento desse Programa foi enriquecedora,
pois além dos conhecimentos adquiridos, possibilitou conhecer um pouco mais as

�expectativas e necessidades dos usuários. Tornar o usuário auto-suficiente na
busca da informação relevante tem sido uma das metas da Biblioteca, mas para
isso há a necessidade da atualização constante, avaliação permanente e dessa
forma contribuir para que os usuários se aproximem cada vez mais das
tecnologias de informação.

REFERÊNCIAS
BELLUZZO, R.C.B. Educação de usuários de bibliotecas universitárias: da
conceituação e sistematização ao estabelecimento de diretrizes. São Paulo, 1989.
Dissertação ( Mestrado) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São
Paulo.
FIGUEIREDO, N. M. As novas tecnologias: previsões e realidade. Ciência da
Informação, v. 24, n. 1, p. 110-118, 1995.
______. Paradigmas modernos da ciência da informação em usuários /
coleções / referência &amp; informação. São Paulo: Polis, 1999.
MACEDO, N. D. Princípios e reflexões sobre o serviço de referência e informação.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 25, n. 1/4, p. 9-37,
1990.
______.; DIAS, M.M.K. Subsídios para a caracterização da biblioteca
universitária. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 25,
n. 3/4, p. 40-48, 1992.
PASQUARELLI, M.L.R. Procedimentos para busca e uso da informação:
capacitação do aluno de graduação. Brasília: Thesaurus, 1996.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
BELLUZZO, R. C. B. Da capacitação de recursos humanos à gestão da
qualidade em bibliotecas universitárias: paradigma teórico prático para
ambiente de serviço de referência e informação. São Paulo, 1995. Tese
(Doutorado) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo.

�______.; MACEDO, N. D. Da educação de usuários ao treinamento do
bibliotecário. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 23,
n. 1/4, p. 78-111, 1990.
________. A gestão da qualidade em serviços de informação: contribuição para
uma base teórica. Ciência da Informação, v. 22, n. 2, p. 124-132, 1993.
CUNHA, M. B. Bases de dados no Brasil: um potencial inexplorado. Ciência da
Informação, v. 18, n. 1, p. 45-57, 1989.
________. As tecnologias de informação e a integração das bibliotecas
brasileiras. Ciência da Informação, v. 23, n. 2, p. 182-89, 1994.
GROGAN, D. A prática do serviço de referência. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 1995.
LANCASTER, F. W. Serviços de referência. In: ____Avaliação de serviços de
bibliotecas. Brasilia: Briquet de Lemos/Livros, 1996. p. 156-262.
MACEDO, M. B. Treinamento de usuários na Biblioteca Central da UNB: relato de
uma
experiência. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 17, n. 1, p. 8588, 1989.
OLIVEIRA, Z. P., CUNHA, P. L. F., MARMET, L. O treinamento de usuários
universitários com base na relação corpo-docente. Revista de Biblioteconomia
de Brasília, v. 14, n. 1, p. 139-146, 1986
RAMOS, M. E. M. (Org.). Tecnologia e novas formas de gestão em
bibliotecas universitárias. Ponta Grossa:UEPG, 1999. 257p.
RAMOS, P. A. B. A gestão na organização de unidades de informação. Ciência
da Informação, v. 25, n. 1, p. 15-25, 1996.
ROWLEY, J. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2002.
SANTOS, J. P. O moderno profissional da informação: o bibliotecário e seu perfil
face aos novos tempos. Informação &amp; Informação, v.1, n.1, p.5-13, 1996.
SIQUEIRA, E. Informação eletrônica e novas tecnologias no Brasil. In:
RECORDER, M.J., ABADAL, E., CODINA, L. Informação eletrônica e novas
tecnologias. São Paulo: Summus Editorial, 1995. p. 155-172.

�UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Gerência avançada do serviço de referência e informação nas bibliotecas
universitárias. São Paulo: UNESP/CGB, 1995. V.4 Recursos Humanos,
Informação &amp; Qualidade.
VALENTIM, M. L. P. Assumindo um novo paradigma na biblioteconomia.
Informação &amp; Informação, v. 0, n. 0, p. 2-6, 1995.

∗

UNESP – Campus de Marília – Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – C. P. 420 – 17525-900 – Marília –
SP – Brasil – luzibib@marilia.unesp.br
∗∗
UNESP – Campus de Marília – Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – C. P. 420 - 17525-900 – Marília –
SP – Brasil – vania@marilia.unesp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56767">
                <text>Implantação de um programa de capacitação de usuários em bases de dados: relato de uma experiência. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56768">
                <text>Euclides, Maria Luzinete; Fantin, Vanda Maria Silveira Reis </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56769">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56770">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56771">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56773">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56774">
                <text>Os avanços tecnológicos ocorridos nos últimos anos acarretaram mudanças significativas nos serviços de informação, especificamente nas atividades de busca e uso da informação. O aparecimento dos recursos eletrônicos, principalmente das bases de dados, proporcionou acesso aperfeiçoado à informação e maior flexibilidade para o seu uso. Diante dessa explosão informacional, torna-se cada vez mais necessário o desenvolvimento de habilidades na recuperação de informação relevante. Essa constatação levou o Serviço de Biblioteca e Documentação da Unesp – Campus de Marília a implantar, a partir de 2001, um Programa de Capacitação de Usuários em Bases de Dados com o objetivo de proporcionar aos usuários subsídios básicos para a auto-suficiência na busca da informação. Após algumas adequações efetuadas no período, os resultados indicam que essa atividade vem atendendo as necessidades dos usuários no uso desses recursos informacionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68713">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5215" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4281">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5215/SNBU2004_202.pdf</src>
        <authentication>010ede2df3a0a966fd1c08892e961ac2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56838">
                    <text>USO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS DA BIBLIOTECA NILO PEÇANHACEFET/PB
Beatriz Alves de Sousa Crb4/ 1090∗
Lucrecia Camilo de Lima∗∗
Josinete Nóbrega de Araújo∗∗∗

RESUMO
Analisa a coleção de periódicos da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB quanto ao
seu uso, com o objetivo de identificar falhas existentes e adotar meios de solucionálas. O estudo deu-se através de coleta de dados sobre consultas realizadas,
comparando o uso efetivo da coleção com a lista básica de periódicos registrados na
Biblioteca. Verificou-se pouco uso deste acervo, havendo dispersão em algumas
áreas do conhecimento e em particular por títulos de periódicos. Com base nos
resultados, sugere-se um estudo com a comunidade usuária focando cursos e
programas de ensino desenvolvido pela Instituição a fim de identificar interesses
específicos e atitudes que motive o uso da referida coleção. Desta forma, adequá-la
às necessidades reais de sua clientela.
PALAVRAS-CHAVE: Uso de periódicos. Gerenciamento de coleção.

1 JUSTIFICATIVA
Apesar de vários autores da área fazerem prospecções muito plausíveis sobre
o uso de bibliotecas virtuais nas universidades em lugar das tradicionais; é dado a
conhecer que em algum lugar, terá sempre uma biblioteca que reúne e organiza
sistematicamente as coleções físicas a serem disponibilizadas de forma digital ou por
outros serviços cooperativos. (TARAPANOFF; KLAES; CORMIE 1998 citado por
LUBISCO, 2004).
Assim sendo, mesmo com as possibilidades tecnológicas atuais de acessar
informações e documentos à distância, a biblioteca universitária não pode prescindir
de desenvolver e manter coleções residentes, fortes e adequadas para atender a
demanda de informação de seus usuários.

�São vários os fatores que determinam a adequação de uma coleção depende
da categoria da biblioteca, dos seus objetivos, do publico a que atende... Porém, é o
uso que evidencia o seu desempenho.
Segundo Krzyzanowwskí e Monteiro (1986) para se obter informações reais a
respeito da relevância e pertinência ou não de uma coleção se faz necessário uma
analise pormenorizada do seu uso dentro de um intervalo de tempo significativo.
Ao analisar o uso da coleção de periódicos da Biblioteca Nilo Peçanha
CEFET/PB, pretendeu-se trazer uma contribuição para melhoria da referida coleção.
Trata-se de uma analise direta das estatísticas de consultas por titulo de periódicos
aplicando padrões quantitativos.

2 UNIVERSO DA PESQUISA
2.1COLEÇÃO DE PERIÓDICOS DA BIBLIOTECA NILO PEÇANHA CEFET/PB
Atualmente, este acervo é composto por 153 títulos de periódicos. Destes,
apenas 4 títulos são assinaturas, o restante foi adquirido por doação. De acordo com
a tabela de área do conhecimento do CNPq, os periódicos estão distribuídos da
seguinte forma: 39% é da área de Engenharia/ Tecnologia, 37% da área Ciências
Humanas, 13% da área Ciências Aplicadas, 5% da área Lingüística/Letras e Artes,
3% da área Ciência da Saúde e outros 3% da área Ciências Biológicas.
Quanto ao idioma predomina a Língua portuguesa com 86% do acervo e o
restante 14% são publicações em Língua inglesa.
Por medidas de controle e organização esta coleção não é de livre acesso aos
usuários. As consultas são feitas, através de solicitações aos funcionários da seção.
Com o objetivo de divulgar os serviços e produtos disponíveis no setor é mantida
uma

exposição

permanente

dos

periódicos

disponibilizados os seguintes catálogos:

que

chegam

à

biblioteca

e

�catálogo de periódicos por ordem alfabética de título;
catálogo por título de periódicos e por área do conhecimento;
catálogo de indexação de artigos de periódicos e
listas de sumários de alguns periódicos.

Como localizar a informação.
•

Se a busca for por título
Pesquisar no catálogo de título.

•

Se a busca for por assunto

Pesquisar no catálogo de indexação para obter as informações registradas
nos periódicos e ou através de solicitação aos funcionários do setor.
Como usar:
O material é retirado por um período de um dia mediante a apresentação de
um documento.

Outros Serviços
Levantamento de informação
Trata de um levantamento das informações existentes no acervo local.
Como obter este serviço?
Através da solicitação por escrito ao Setor. Um item importante é que o
assunto esteja bem definido e delimitado para que não haja dúvida na
recuperação da informação. Prazo previsto para o atendimento: 24 horas.
Pesquisa através do COMUT.
Trata da busca de informação em bases de dados de periódicos
(nacionais ou estrangeiros) via on-line.
Como obter este serviço?

�O processo é o mesmo usado no levantamento de informação local,
porém, tem custos para o usuário e o prazo não pode ser determinado.

3 OBJETIVOS

Analisar o uso da coleção de periódicos da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB
visando o desenvolvimento do referido acervo.

4 METODOLOGIA
Realizou-se um levantamento quantitativo das consultas realizadas no período
de janeiro a junho de 2004 por título de periódicos. Usou-se este método por
entender o uso como fator determinante para mensurar o grau de eficiência de um
produto ou serviço oferecido.

5 ANALISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Durante o período de janeiro a junho de 2004 foram registradas 2.173
consultas na coleção em estudo; sendo 182 consultas no mês de janeiro, 239 no
mês de fevereiro, 540 no mês de março, 415 no mês de abril, 465 no mês de maio e
332 no mês de junho.

�Uso dos periódicos da área de Ciências Humanas: amostragem
por quantidade de consultas realizadas mês
janeiro
111 156

211

fevereiro
março

291

307
274

abrl
maio
junho

Gráfico 1

Os periódicos mais consultados, neste período, foram os da área de Ciências
Humanas com os seguintes índices 61% das consultas do mês de janeiro; 65% das
do mês de fevereiro; 57% das do mês de março; 66% das do mês de abril; 62,5%
das do mês de maio e 64% das do mês de junho. Este fato se justifica em razão dos
periódicos de conhecimentos gerais como Veja, Isto é, Época, Time, Caros amigos
entre outros, pertencem a esta área.

Uso dos periódicos da área Engenharia /Tecnologia:
amostragem por cnsultas mês
janeiro
54
100
86

54

40

fevereir
o
março

131

abril
maio

Gráfico 2

O segundo grupo mais consultados foram os periódicos da área Engenharia/
Tecnologia apresentando os seguintes resultados: 30% das consultas do mês de
janeiro; 17% das do mês fevereiro; 24% das do mês de março; 21% das do mês de
abril; 21,5 das do mês de maio e 16% das do mês de junho. Os dados obtidos
mostram que esta coleção foi pouco consultada no período, tendo em vista que ela
representa 39% do acervo registrado na biblioteca, ademais a maioria dos cursos

�ministrados pela Instituição são desta área o que deveria implicar em uma maior
necessidade de informação nesta área.

Uso dos periódicos da área Linguística/Artes:
amostragem por consultas mês
janeiro

49

14

52

36

fevereir
o
março
abrl

39

68

maio

Gráfico 3

Os periódicos da área de Lingüística/Artes foram bastante utilizados se
comprar a quantidade de registros existentes na biblioteca com as consultas
realizadas. O resultado apontou os seguintes índices 7,5% das consultas do mês de
janeiro; 15,5% das do mês fevereiro; 13% das do mês de março; 9% das do mês de
abril; 11% das do mês de maio e 15% das do mês de junho. Atribuem-se estes
resultados ao uso feito pelos alunos do curso de Design que se utilizam destes
materiais em suas pesquisas.

Uso dos periódicos da área de Ciências Aplicadas:
amostragem por consultas mês
2

14
1

Gráfico 4

19
8

janeiro
fevereiro
março
abrl
maio
junho

�Os periódicos da área Ciências Aplicadas representarem 13% do acervo total,
existente na biblioteca, entretanto, os dados coletados mostram que esta coleção é
muito pouco utilizada, havendo mês de não ser registrado nenhuma consulta.

Uso dos periódicos da área de Ciências da Saúde:
amostragem por consultas mês
2

1

3

11

7
7

janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho

Gráfico 5

De acordo com os resultados obtidos (gráfico 5) detectou-se um uso bastante
representativo dos periódicos das áreas Ciências da Saúde, considerando
quantidade de periódicos da referida área, existentes na biblioteca.

Uso dos periódicos da área de Ciências Biologicas:
amostragem por consultas mês
2

2

10

2

8
1

janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho

Grafico 6

Os periódicos da área de Ciências Biológicas, também, foram muito utilizados
no período da pesquisa. Isto ocorre em razão das questões ambientais que estão
presentes em todo contexto educacional e programas de estudo

�6 CONCLUSÃO

Comparando a quantidade de consultas realizadas durante o período com o
total de títulos de periódicos existentes na biblioteca conclui-se que o uso desta
coleção é bastante elevado, porém observou-se que este não ocorreu de forma
homogênea houve uma dispersão na consulta por áreas do conhecimento e por titulo
de periódicos. Poder-se-ia dizer que este fato acontece por insatisfação dos usuários
com relação à quantidade e qualidade da coleção, haja vista ser um acervo pequeno
e sua aquisição ter ocorrido praticamente por doações.

Isto pode ser uma das

causas, mas, somente com este estudo é impossível afirmar que seja a única. Cabe
então, um estudo mais profundo de avaliação que envolva também a comunidade
usuária.
Keidann (1983, p.24 citado por Lúcio, 1997, p.2) diz que "Os alunos de
graduação só utilizam os recursos da biblioteca se isto for condição indispensável
para obterem um melhor desempenho nas suas atividades." Esta afirmativa implica
dizer que nem sempre a qualidade da coleção é suficiente para atrair seus usuários.
Portanto, é necessário que se agregue valor a informação, a fim de aumentar
seus benefícios. Esta tarefa vai além de reunir, preparar tecnicamente e organizar as
informações, precisa garantir acesso e promover o uso com vista à geração de novos
conhecimentos. Selecionar informações para que e para quem precisa conhecer o
perfil de seus clientes suas necessidade e perspectivas para que eles (clientes)
possam se apropriar desses recursos e tirar o máximo de proveitos.
Na opinião dos pesquisadores para coleção em estudo adquirir atributos de
qualidade e melhor servir a seus usuários precisa ser tomadas algumas decisões de
forma criteriosa:
avaliação da coleção existente de forma permanente;
realização de um estudo com a comunidade a fim de obter opinião e identificar
interesses;

�adquirir mais exemplares atualizados e condizentes com os programas de
curso ministrados na Instituição;
criar uma política de aquisição com prioridade no orçamento para assinaturas
de periódicos;
maior empenho para o uso da coleção Neste caso, com mais funcionários
devidamente treinados para atuarem junto aos usuários;
ampliar os serviços de levantamento de informação com maior utilização das
publicações eletrônicas, (portal, bases de dados e outros);
reconhecer a clientela como fator determinante na formação da coleção.

REFERÊNCIAS

COITO, Maria Irani et al Avaliação do uso da coleção de periódicos por docentes
e alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNESP. Disponível em:
WWW.fcfar.unesp.br. Acesso em: 20 de maio de 2004
DUTRA, Sigrid Karin Weiss; FRANZONI Ana Maria Bencciveni; LAPOLLI Edis Mafra.
A biblioteca universitária e seus serviços aos projetos de ensino à distância: a
experiência da UFSC. Disponível em: &lt;www sibi, ufrj Br+biblioteca +universitária +
artigo&gt;. Acesso em: 2 jul. 2004
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologia para Avaliação de Coleções
Incluindo Procedimentos para Revisão, Descarte e Armazenamento. Brasília,
IBICT, 1995.
KRZYZANOWWSKÍ, Rosely Fávero; MONTEIRO, Ana Maria Costa. Avaliação do
uso da coleção de livros didáticos existentes na biblioteca da Faculdade de
Odontologia da Universidade de São Paulo. Revista de Biblioteconomia da UFMG,
Belo Horizonte, v.15, n. 2, p. 270-298, set. 1986.
LANCASTER, F.W. Avaliação de Serviços de Bibliotecas. Brasília, Briquet de
Lemos / Livros, 1996.

�LUBISCO, Nídia Maria Lienert. A biblioteca universitária eo processo de
avaliação do MEC: alguns elementos para o planejamento da sua gestão.
Disponível em: &lt;www sibi, ufrj Br+biblioteca +universitária + artigo&gt;. Acesso em: 2
jul. 2004
LÚCIO, Carlos Roberto Almeida. Coleção de periódicos da Biblioteca Edgar
Sperb, Escola de Educação física da UFRGS uma analise de uso e qualidade.
1997. Disponível em: www.cebi Centro de estudantes de biblioteconomia da UFRGS
. Acesso em:20 de maio de 2004.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo: Polis, 1989.

∗

Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB Av. 1.º de Maio 720, Jaguaribe,
João Pessoa/PB - CEP 58015-430 e-mail: beatrizalvesjp@bol.com.br
∗∗
Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB Av. 1.º de Maio 720, Jaguaribe,
João Pessoa/PB - CEP 58015-430 e-mail:luckamilo@yahoo.com.br
∗∗∗
Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB Av. 1.º de Maio 720, Jaguaribe,
João Pessoa/PB - CEP 58015-430 e-mail:josinobrega@yahoo.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56812">
                <text>Uso da coleção de periódicos da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56813">
                <text>Sousa, Beatriz Alves de; Lima, Lucrecia Camilo de; Araújo, Josinete Nóbrega de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56814">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56815">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56816">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56818">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56819">
                <text>Analisa a coleção de periódicos da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB quanto ao seu uso, com o objetivo de identificar falhas existentes e adotar meios de solucioná-las. O estudo deu-se através de coleta de dados sobre consultas realizadas, comparando o uso efetivo da coleção com a lista básica de periódicos registrados na Biblioteca. Verificou-se pouco uso deste acervo, havendo dispersão em algumas áreas do conhecimento e em particular por títulos de periódicos. Com base nos resultados, sugere-se um estudo com a comunidade usuária focando cursos e programas de ensino desenvolvido pela Instituição a fim de identificar interesses específicos e atitudes que motive o uso da referida coleção. Desta forma, adequá-la às necessidades reais de sua clientela.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68718">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5218" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4286">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5218/SNBU2004_203.pdf</src>
        <authentication>6862627c6059030c9d807c44da65b7f8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56883">
                    <text>MEC, O ALIADO TEMIDO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DE
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PRIVADAS.
Daisy Cristiane Santos de Lima∗T

RESUMO
Mostra o auxílio que há décadas o MEC vem dando para o desenvolvimento das
Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior Privadas, através da
avaliação periódica dos cursos de graduação e pós-graduação. Destaca, através
de análise teórica, que a eficiência de um serviço de informação universitária não
depende apenas da excelência dos serviços por elas realizados e prestados, e
sim de uma relação de interdependência e reciprocidade com a instituição
mantenedora, cuja está subordinada a biblioteca em todos os seus processos,
sejam administrativos, financeiros e/ou de recursos humanos. Finaliza apontando
as conseqüências da falta de desta parceria, apontando-a como um fator negativo
que não reflete diretamente nos responsáveis, ficando o MEC como alvo principal,
tornando-o um aliado temido das Bibliotecas Universitárias das Instituições de
Ensino Superior Privadas.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas Universitárias – desenvolvimento. MEC –
avaliação. Instituições de Ensino Superior.

1 INTRODUÇÃO

A avaliação institucional foi iniciada nos anos 70 com os cursos de
graduação e nos anos 90 com os de pós-graduação. Dentro deste contexto
organizacional a Biblioteca Universitária se tornou um ponto forte na avaliação da
instituição, por princípio e tendo em vista sua natureza, deve constituir-se numa
ação totalmente inserida na avaliação como um todo. Segundo Lubisco (2002, p.
2) “dentro deste critério, a inclusão da biblioteca como uma das variáveis de
Avaliação das Condições de Ensino dos cursos superiores deve ser reconhecida
como uma decisão relevante do MEC”.
Diante de todas as mudanças ocorrida na Biblioteca Universitária, num
contexto histórico-conceitual, pode-se se traçar um elo com a história da
educação no país.

�Em 12 de fevereiro de 1962 de acordo com o artigo 9. Da lei de Diretrizes e
Bases, foi criado o atual Conselho Federal de Educação, substituindo o Conselho
Nacional de Educação, em vigor desde 1931. Cabe a esse órgão decidir sobre o
funcionamento dos estabelecimentos isolados de ensino superior, federais ou
particulares; decidir sobre o reconhecimento das universidades, mediante a
aprovação de seus estatutos, e dos estabelecimentos isolados do ensino superior;
indicar disciplinas obrigatórias para sistema do ensino médio; estabelecera
duração e o currículo mínimo dos cursos de ensino superior; promover estudos de
caráter geral, bem como emitir pareceres sobre os assuntos de natureza
educacional que lhe sejam submetidos pelo Presidente da República o pelo
Ministro da Educação.
Através da Constituição de 1988 com consagração do princípio da
autonomia universitária, surge a

necessidade da avaliação como meio de

recuperar o ensino superior no País, cuja evolução, segundo o próprio MEC,
revela o descaso de que sempre foi alvo. Instituída para atender as elites
econômica e cultural, a universidade brasileira se manteve dissociada das
transformações pelas quais passava a sociedade.
Ao observarmos estas mudanças educacionais que surgiram diante da
cobrança social, observamos também o desenvolvimento administrativo das
Instituições de Ensino Superior , que apesar de terem perfil social-educador, não
deixam de ser empresas. E hoje quando olhamos para a moderna administração
vemos os meios mais modernos para tornar a instituição um diferencial de
qualidade de ensino.
Sendo a biblioteca um item obrigatório para autorização destas instituições,
observamos também a atual formação do profissional responsável por ela, o
bibliotecário. Este adquire durante a sua formação profissional toda base para
desenvolver e administrar a informação que será necessária para o alcance do
objetivo das Instituições de Ensino superior, assim como administrar recursos
financeiros e humanos que farão parte do dia-a-dia da biblioteca.
Aliando os conhecimentos modernos administravidos com as práticas
biblioteconômicas podemos observar um grande avanço no que tange a

�qualidade da Biblioteca Universitária. Uma vez que bem utilizadas, dentro de um
planejamento preciso a avaliação do MEC não passará de uma visita corriqueira
que contribui para o reconhecimento e crescimento da instituição.

2 O PAPEL DO MEC NA AVALIAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
SUPERIOR

O Sistema de Avaliação dos Cursos de Graduação engloba atualmente,
modalidades continuamente realizadas como Autorização e reconhecimento de
cursos e Credenciamento e Recredenciamento de IES – todas alicerçadas nas
Leis 9.131/95 e 9.394/96 (LDB) e no Decreto 3860/01, que consolidou os
Decretos 2.026/96 e 2.30/97.
Para o MEC a biblioteca tornou-se “requisito essencial pra a autorização do
curso”. Por este motivo a resolução CFE nº1/93, referente à autorização de
funcionamento das instituições isoladas de ensino superiro e criação de novos
cursos, inclui em seu parágrafo 3º do art.20 que a Comissão Verificadora conte
com o “auxilio de especialistas, para análise das instalações físicas da biblioteca”,
onde é incluído não só os professores da área de ensino observada como
também profissionais bibliotecários (descritos na Lei 4.084/62).
No que diz respeito à Biblioteca Universitária a Resolução CES/CNE
n°10/2002 aborda os seguintes aspectos:
Com relação à biblioteca, o PDI deverá conter indicação do
acervo, formas de sua atualização e expansão, identificando sua
correlação pedagógica com os cursos e programas existentes ou
previstos, bem como as obras clássicas, dicionários e
enciclopédias, destacando em especial:
3.3.1.livros, periódicos acadêmicos e científicos e assinaturas de
revistas e jornais;
3.3.2.vídeos, DVDs, CD Roms e assinaturas eletrônicas;
3.3.3.descrição do espaço físico incluindo as instalações para
estudos individuais e em grupo;
3.3.4.horário de funcionamento, pessoal técnico-administrativo e
serviços oferecidos, tais como consulta e empréstimo, acesso a
redes, a bases de dados, a outras bibliotecas nacionais e
internacionais, a consultas e leituras eletrônicas.

�O instrumento operacional enviado aos cursos para a coleta de dados e
informações refere-se a infra-estrutura administrativa e técnica da biblioteca e
esta

representando

por

13

indicadores

-

horário

de

funcionamento;

informatização do acervo; informatização do sistema de consulta; informatização
do sistema de empréstimo; política de atualização do acervo; participação em
redes; equipamentos; pessoal técnico; salas especiais; videoteca; periódicos
disponíveis; títulos de livros; número de exemplares e qualidade de catalogação.
Os detalhes específicos das Bibliotecas Universitárias não são abordados
pela legislação, mas são amplamente respaldados pela literatura especializada.
Estas têm segundo Lubisco (2002), dada a ênfase nas recomendações feitas pelo
MEC e exigidas pelos seus avaliadores. No processo avaliativo também são
utilizados elementos como a comparação de bibliotecas semelhantes, aplicação
de padrões e a análise relacional entre os indicadores.
Apesar de não possuir uma metodologia, observa-se um conjunto de
princípios, desenvolvido a partir de três elementos:
a)

a matéria prima da biblioteca (inputs), isto é, seus recursos

financeiros, espaço, coleção, equipamentos, equipe (pessoal);
b)

os produtos que quantificam o trabalho executado nas bibliotecas

(onputs), isto é, o número de livros em circulação, questões de referência
respondidas e não respondidas, etc;
c) os resultados ou impactos ou ainda medidas qualitativas (outcames),
que mostram a mudança sofrida pelos usuários em decorrência do seu contato
com recursos e serviços da biblioteca.
Os padrões de qualidade necessários ao reconhecimento de cursos foram
elaborados pelas CEE das diversas áreas do conhecimento, instituídas no âmbito
da Secretaria de Educação Superior do MEC (SESu).
Para alguns cursos, além dos padrões de qualidade, há também uma
descrição, para a área respectiva, do cenário de cursos de graduação e pósgraduação no país, com indicadores de demanda e oferta de cursos, aspectos

�curriculares e, em áreas específicas, recomendações sobre laboratórios e
referências bibliográficas essenciais.
Em geral os indicadores da qualidade da biblioteca de ensino superior que
constituem esta a categoria de análise são:
a) Espaço físico: neste ponto a comissão verificadora deverá:
visitar as instalações da(s) biblioteca(s) utilizadas pelo curso –
instalações

para

o

acervo,

considerando a área física, condições de

armazenagem (como iluminação, extintor de incêndio, sistema anti-furto,
sinalização), condições de preservação (manutenção preventiva e corretiva,
umidade correta, sistema anti-mofo), de acesso ao acervo por parte dos usuários
e de funcionamento; instalações para estudos individuais e salas para estudo em
grupo (áreas reservadas para consultas e estudo individual de professores e
alunos e para consulta à biblioteca local e remota, bem como instalação elétrica
para uso de computadores do próprio usuário; condições de acesso das
instalações físicas aos usuários com necessidades especiais;
verificar se o acesso ao acervo é possível aos usuários portadores
de necessidades especiais e se existem áreas reservadas para consultas e
estudo individual dos professores e alunos e para consulta à biblioteca local e
remota por meio de computadores; e
entrevistar bibliotecário(s) e pessoal técnico e de apoio.
Para efeito da avaliação é considerado o quadro de definições a seguir:
(A) Existência de armazenagem satisfatória, incluindo: iluminação adequada, extintor de
incêndio, sistema antifurto e sinalização bem distribuída e visível.
(B) Acesso com rampas para portadores de necessidades especiais.
(C) Funcionamento: existência de catálogos disponíveis para o público, independentemente
de sua forma (informatizada, em fichas, etc.) permitindo consulta por, no mínimo, autor, título e
assunto(s) atribuído(s) a cada documento. Para isso, o preparo deve ser feito mediante uso de
instrumento padrão para tal descrição: Código de Catalogação AACR2 + um sistema padrão
de classificação bibliográfica (CDD, CDU ou outro); todos os documentos estão preparados
com etiqueta de lombada e disponíveis para empréstimo, segundo a política da instituição.

�Os aspectos que constituem este indicador serão avaliados de acordo com
os seguintes critérios:
Aspectos a serem analisados
Instalações
para
o
acervo
(espaços,
mobiliário
e
equipamentos, manutenção da
umidade correta, antimofo, etc.)
ESSENCIAL
Instalações
para
estudos
individuais (espaço e mobiliário
adequados
aos
estudos
individuais)
Instalações para estudos em
grupos
(salas
e
mobiliário
adequados aos estudos em
grupo)

b)

Critérios de análise
Não atende – quando a área física, as condições de
armazenagem, de preservação e de disponibilidade do
acervo são precárias ( não atendem aos itens A, B e C).
Atende – quando a área física, as condições de
armazenagem, de preservação e de disponibilidade do
acervo são adequadas (atendem aos itens A, B e C).
Não atende – quando não existem instalações para estudo
individual.
Atende – quando existem instalações para estudo
individual para cada curso oferecido pela IES.
Não atende – quando não existe sala para estudo em
grupo.
Atende – quando existe sala para estudo em grupo .

Acervo: neste ponto a comissão verificadora deverá:
percorrer o acervo de livros, verificando o número médio de

exemplares por disciplina;
verificar se a totalidade do material bibliográfico relacionado está na
IES, devidamente cadastrado e à disposição da comissão verificadora. Não
devem ser aceitas notas de compra e/ou compromissos por escrito de entrega ou
de compra;
verificar se existem políticas definidas de aquisição, expansão e
atualização do acervo que contemplem a proporcionalidade do número de alunos
em relação às disciplinas do(s) curso(s) e às áreas afins;
verificar se a bibliografia básica (livros, periódicos, obras clássicas,
obras de referência, etc.), por disciplina do primeiro ano do(s) curso(s) a autorizar
encontra-se à disposição dos usuários;
verificar, no acervo circulante, pelo catálogo de autor e título e da
ficha de empréstimo do livro (devidamente assinada, contendo o número de
cadastro da instituição), a existência ou não dos livros indicados na bibliografia de
disciplinas do primeiro ano do(s) curso(s), considerando o número de usuários,
resguardando as peculiaridades de cada área e verificando a idade e o estado de
conservação;

�verificar as condições de acesso de usuários com necessidades
especiais (como é o caso dos deficientes visuais) ao prédio da biblioteca e aos
materiais específicos;
verificar a pertinência das coleções de periódicos, baseada na sua
relação com as disciplinas oferecidas e a bibliografia sugerida;
solicitar documentação comprobatória da aquisição da coleção de
periódicos eletrônicos apresentada, verificando se não é apenas uma licença para
demonstração. No caso do portal de periódicos da CAPES, vale o termo de
compromisso assinado pelo dirigente da IES e pelo presidente da CAPES;
entrevistar bibliotecário(s) e pessoal técnico e de apoio.
Para efeito da avaliação é considerado o quadro de definições a seguir:
(A) Existência de representação de todo o acervo (todos os tipos de materiais) no sistema de
informatização utilizado, com possibilidade de acesso remoto (na IES e fora dela).
(B) Possibilidade de importação e exportação dos registros bibliográficos em padrão de
intercâmbio.
(C) Informatização do serviço de empréstimo, no mínimo de livros, com possibilidade de
reserva de material.

Os aspectos que constituem este indicador serão avaliados de acordo com
os seguintes critérios:
Aspectos a serem analisados
Livros (títulos e exemplares em
número
suficiente
para
a
quantidade de alunos previstos no
primeiro ano do curso e para a
proposta pedagógica do curso)

ESSENCIAL

Critérios de análise
Não atende – quando não atendem aos programas das
disciplinas do primeiro ano do curso, ou não há quantidade
suficiente (na proporção de um exemplar para mais de 15
alunos previstos no curso, para quaisquer dos títulos
indicados na bibliografia destas disciplinas), ou não são
atualizados.
Atende – quando atendem aos programas das disciplinas
do primeiro ano do curso, há quantidade suficiente (na
proporção de um exemplar para até 15 alunos previstos no
curso, para quaisquer dos títulos indicados na bibliografia
destas disciplinas) e são atualizados.

�Periódicos
(assinaturas
em Não atende – quando a situação é inferior a 50% em
número suficiente para a proposta qualquer dos itens (presença de títulos indispensáveis ao
pedagógica do curso)
curso, mais títulos adicionais em áreas correlatas),
independentemente do estado da coleção (completa ou
incompleta).
Atende – quando existem, pelo menos, 50% dos títulos
indispensáveis ao curso, mais títulos adicionais em áreas
correlatas, com coleção completa referente pelo menos
aos últimos três anos e evidência de continuidade da
manutenção dos títulos considerados.
Informatização (do acervo e dos Não atende – quando não existe esforço de informatização
serviços de catalogação, controle do acervo e dos serviços.
de
periódicos,
reserva
e Atende – quando a informatização da biblioteca atende até
empréstimo, comutação, consulta dois dos itens A, B, C.
ao catálogo local e remoto,
preferencialmente
com
o
protocolo Z-39.50 ou similar)
Base
de
Dados
(grande Não atende – quando não existem bases de dados na
repositório,
regularmente biblioteca.
atualizado,
de
informações Atende – quando existem bases de dados na biblioteca.
digitalizadas - citações, resumos,
textos na íntegra, imagens,
estatísticas, etc. - em um assunto
particular ou em um campo
específico,
consistindo
em
registros de formato uniforme,
organizados para pesquisa e
busca rápida e fácil)

Aspectos a serem analisados
Multimídia (microfichas, slides,
DVD, CD Rom, fitas de vídeo,
disquetes
e
respectivos
equipamentos
–
títulos
e
quantidade em número suficiente
para
atender
à
proposta
pedagógica do curso)

Critérios de análise
Não atende – quando não existem recursos de multimídia
(microfichas, slides, fitas de vídeos, DVD, CD Rom,
disquetes, etc.) e equipamentos necessários para sua
utilização.
Atende – quando existem, no acervo, recursos de
multimídia (microfichas, slides, fitas de vídeos, DVD, CD
Rom, disquetes, etc.) e os equipamentos necessários para
sua utilização, adequados à proposta do curso.
Jornais e revistas
Não atende – quando não existem assinaturas de jornais e
revistas adequadas à proposta pedagógica do curso.
Atende – quando existem 2 ou mais assinaturas de jornais
e 2 ou mais assinaturas de revistas adequadas à proposta
pedagógica do curso.
Política de aquisição, expansão e Não atende – quando não existe uma política definida de
atualização
(que
atenda
à aquisição, expansão e atualização do acervo.
proposta pedagógica do curso)
Atende – quando existe uma política de aquisição,
expansão e atualização do acervo, considerando a
proposta pedagógica do curso.
ESSENCIAL

c)

Serviços: neste ponto a comissão verificadora deverá:
visitar as instalações da(s) biblioteca(s) utilizada(s) pelo(s) curso(s);

�realizar alguns processos de utilização do sistema de acesso ao
acervo (empréstimos, consultas, bases de dados, multimídia, etc.);
verificar se os recursos de informática estão disponíveis na biblioteca
(e, conforme os itens indicados, fora dela);
verificar se o horário de funcionamento da biblioteca dá oportunidade
ao aluno de estudar no turno de funcionamento do seu curso e em outros
horários, inclusive à noite e aos sábados, e se há facilidade de reserva pela
Internet e devolução por meio de caixas coletoras;
verificar se o pessoal técnico (bibliotecários, auxiliares de biblioteca,
assistente de administração, entre outros) é suficiente e capacitado para o
atendimento aos alunos do curso e se existe programa de capacitação. Com
relação aos serviços oferecidos pela biblioteca, considerar a equipe dedicada ao
sustento de serviços e atividades de rotina;
entrevistar bibliotecário(s) e pessoal técnico e de apoio.
Para efeito da avaliação é considerado o quadro de definições a seguir:
(A) Existência de serviço de empréstimo domiciliar para itens do acervo, ainda que com
distinções entre tipos de material e categorias de usuários, sendo obrigatória a possibilidade
de empréstimo de livros, ainda que com restrições a certos títulos, de forma justificada.
(B) Acesso a serviço de cópia de documentos internamente na instituição (ainda que não no
espaço físico da biblioteca).
(C) Existência de serviço de empréstimo entre bibliotecas.
(D) Oferta do serviço de comutação bibliográfica, no País e no exterior.
(E) Existência de serviço de consulta a bases de dados em forma impressa, em meio
magnético ou em CD-ROM, seja por disponibilidade diretamente na instituição, seja por
acesso remoto a recursos de outras instituições.
(F) Existência de profissionais graduados em Biblioteconomia.
(G) Existência de pessoal auxiliar na proporção adequada à manutenção do horário da
biblioteca e ao perfil dos serviços.
(H) Previsão de programa de treinamento de usuários que ensine a normalizar os trabalhos
monográficos dos mesmos.
(I) Conjunto de normas da ABNT para normalização de documentação.
(J) Manual da IES com as exigências específicas para a apresentação de trabalhos técnicos
e científicos.

�Os aspectos que constituem este indicador serão avaliados de acordo
com os seguintes critérios:
Aspectos a serem analisados
Horário
de
funcionamento
(horário de funcionamento da
biblioteca condizente com os
turnos do curso)
ESSENCIAL
Serviço e condições de acesso
ao acervo (qualidade do serviço
de consulta e empréstimo do
acervo destinado ao curso)

Pessoal técnico e administrativo
(qualificação
e
quantidade
adequada ao funcionamento da
biblioteca e às necessidades dos
professores e alunos do curso,
inclusive os portadores de
necessidades especiais)

Critérios de análise
Não atende – quando funciona apenas no turno do curso.
Atende – quando funciona em, pelo menos, dois turnos,
um deles noturno (incluído o do curso).

Não atende – quando a biblioteca não atende ao item A,
ou apenas a um dos itens B, C, D e E. Quando a biblioteca
for inacessível aos portadores de necessidades especiais
(instalações e acervo inadequados)
Atende – quando a biblioteca atende ao item A e a, pelo
menos, dois dos itens B, C, D e E. Quando a biblioteca
estiver acessível aos portadores de necessidades
especiais (instalações e acervo apropriados)
Não atende – quando o pessoal existente não atende às
condições dos itens F e G.
Atende – quando o pessoal existente atende às condições
dos itens F e G.

ESSENCIAL
Apoio na elaboração de trabalhos Não atende – quando não atende a nenhum ou atende
acadêmicos (ficha catalográfica e apenas a um dos itens H, I, J.
Atende – quando atende a, pelo menos, dois dos itens H, I
normalização bibliográfica)
ou J.

Após toda a visita é redigido um relato da categoria de análise Biblioteca
pelos verificadores ad hoc, após a visita in loco.
O que se verifica nos indicadores de qualidade impostos pelo MEC é que
não passam de resultados obtidos na administração da biblioteca e de seus
serviços. Uma vez que o profissional por ela responsável planeje e acompanhe
todo o processo desde a criação da estrutura física, contratação e treinamento de
recursos humanos e tecnológicos, desenvolvimento de coleções até o usuário
final, a avaliação periódica do MEC será apenas um “termômetro” de qualidade,
ajudando aos bibliotecários na detecção de falhas e/ou conhecimento de novos
serviços e tecnologias.

�3 A ADMINISTRAÇÃO E O PLANEJAMENTO NAS BIBLIOTECAS DE
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PRIVADO

A administração é o processo ativo de determinação e orientação do
caminho seguido por uma organização para a realização dos seus objetivos. Por
ser um processo, está apoiada em um conjunto muito amplo de atividades,
compreendendo

análises,

decisões,

comunicação,

liderança,

motivação,

avaliação e controle. Dentre estas atividades, a tomada de decisão, destaca-se
como sendo de fundamental importância para uma administração bem sucedida.
O processo decisório, que representa a seleção efetiva dentre alternativas
possíveis, é o principal vetor de interrelação e interdependência entre os
processos de administração e planejamento. Decisões formuladas explícita, ou
implicitamente, precedem toda e qualquer ação e são também consideradas
como a própria essência do processo de planejar.
Sob esta perspectiva, considera-se o planejamento como um processo,
que da suporte a estrutura decisória da instituição, composta de decisões
relacionadas aos diferentes níveis da organização: estratégico, gerencial e
operacional. O ato de planejar deve ser, portanto, um processo participativo,
desenvolvido para o alcance de uma situação desejada de um modo mais
eficiente e efetivo, com a melhor concentração de esforços e recursos de uma
organização.
O desenvolvimento de um planejamento participativo, garante maior
eficiência ao processo decisório, estimula o envolvimento do nível gerencial,
facilita a integração de informações, possibilita a formação de um espírito de
equipe, permite coordenação de esforços e estimula a produção de idéias. Além
disso, o processo de planejar age como um catalisador de mudanças na
organização.
O planejamento é um processo que, uma vez adotado, demanda
continuidade, devendo desta forma ser incorporado como prática permanente na
organização. Entendê-lo como um processo é requisito para se obter eficácia na
sua

implementação.

É

através

das

avaliações,

revisões

periódicas

e

�reformulações que o planejamento tornar-se-á um processo cíclico, aberto e
flexível, responsável pelo direcionamento constante dos esforços e alocação
efetiva dos recursos da organização.
Convém destacar e reforçar a importância das seguintes características
associadas ao planejamento.
o planejamento diz respeito as implicações futuras de decisões
presentes;
é um processo de decisões interrelacionadas e interdependentes
que visam alcançar objetivos previamente estabelecidos;
o processo de planejamento é mais importante que seu produto final,
os planos;
os objetivos planejados precisam ser viáveis operacionalmente;
diz respeito à mudança.
Esta teoria também se aplica a s IES, pois, são consideradas, apesar de
seu contexo, empresas privadas e de acordo com Lubisco (2002, p.2):

Com as bibliotecas universitárias não é diferente, se for
considerado o caráter sistêmico das organizações e a
peculiaridade deste tipo de biblioteca, qual seja a de constituir-se
numa unidade integrante da instituição e não numa organização
autônoma. Esta condição impõe que o planejamento de sua
gestão esteja não só alinhado, mas totalmente integrado ao
planejamento global da universidade. Com isto se quer frisar que
o cumprimento dos objetivos, finalidades e missão de uma
universidade depende da parcela de contribuição que compete à
biblioteca, da mesma forma que o cumprimento dos objetivos da
biblioteca depende do seu nível de participação no planejamento
da instituição.

A Biblioteca Universitária funciona geralmente em grandes instituições
educacionais, onde prestam valioso serviço ao ensino e a pesquisa.
Para a eficiente administração da Biblioteca Universitária, a Instituição de
Ensino Superior conta com o profissional Bibliotecário para o desenvolvimento de
atividades técnicas, administrativas e gerenciais.

�A Biblioteca Universitária possui três finalidades:
a) contribuir para transmissão de conhecimentos nos cursos profissionais
ministrados nas diversas especializações ou disciplinas;
b)

facilitar a pesquisa científica;

c)

conservar as fontes que documentam a experiência humana nos

campos respectivos.
A Biblioteca Universitária sempre cumpre sua incumbência, no campo da
educação profissional, com os seguintes objetivos:
a)

prover textos e outras fontes de consultas que os estudantes

requeiram para o desenvolvimento de seu plano de estudo;
b)

colecionar e organizar a documentação necessária para o programa

da pesquisa acadêmica que estudantes e professores realizam;
c)

adquirir outros meios informacionais além dos livros contribuindo

para a formação profissional e cultural do universitário.
Com isso chegamos ao ponto em comum de que

a biblioteca de

Instituições de Ensino Superior tem o papel de organizar e disseminar a
informação, aliando-se como apoio ao ensino, pesquisa e extensão, ofertando os
mais diversos materiais informacionais; sua missão se dá ao efetivo apoio ao
desenvolvimento intelectual da comunidade acadêmica.

4 CONCLUSÃO

Ao observar os procedimentos e rotinas administrativas que devem
constituir, teoricamente, no trabalho diário de uma empresa e dos órgãos que a
ela se agrega, foi constatado que o que os indicadores da qualidade, os
elementos, exigidos pela avaliação periódica do MEC não é mais do uma
empresa poderia oferecer no seu âmbito normal de funcionamento.

�Esta avaliação não se instituiu para prejudicar as IES e sim para que a
socie dade que dispõem deste serviço possa tê-lo com qualidade e seriedade, e
também empresas sérias, com propósitos sérios tendo foco o ensino superior e
sua qualidade não fossem comparadas ou prejudicadas por empresas que
estariam apenas visando lucros na necessidades da sociedade de uma educação
de nível superior, apenas pelo diploma, lançando mão da qualidade do ensino.
Com isso a biblioteca das IES se fortaleceram, contando agora apenas
com o bom planejamento da sua instituição mantenedora para alcançar um
verdadeiro grau de qualidade. Destaca-se também que é necessário que o
profissional responsável por esta biblioteca esteja verdadeiramente capacitado
para todas as rotinas que o trabalho exige.

MEC, THE FEARED ALLY Of The UNIVERSITY LIBRARIES OF PRIVATE
INSTITUTIONS OF SUPERIOR EDUCATION.

ABSTRACT
It shows the aid that has decades the MEC comes giving for the development of
the University Libraries of the Private Institutions of Superior Education, through
the periodic evaluation of the courses of graduation and after-graduation. It
detaches, through theoretical analysis, that the efficiency of a service of university
information does not depend only on the excellency of the services for carried
through and given them, and yes of an interdependence relation and reciprocity
with the organization that keeps it institution, whose the library in all is
subordinated its processes, is administrative, financial and/or of human resources.
It finishes pointing the consequences of the lack of this partnership, pointing it as a
negative factor that it directly does not reflect in the responsible ones, being main
the MEC as white, becoming it a feared ally of the University Libraries of the
Private Institutions of Superior Education.
KEY-WORDS: University libraries – development. MEC – evaluation. Institutions of

Superior Education.

REFERÊNCIAS

�ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e
serrviços de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2000.
LUBISCO, Nídia M. L.. A biblioteca universitária e o processo de avaliação do
MEC: alguns elementos para o planejamento da sua gestão. In: Seminário
nacional de Bibliotecas Universitárias, 12, 2002, Recife. Trabalhos
Apresentados no SNBU Disponível em &lt;
http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/117.a.pdf&gt;. Acesso em 15.05.2004.
LITTON, Gaston. Administração de bibliotecas. São Paulo: Mgraw-Hill, 1975.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Educação Superior. Disponível em &lt;
http://www.mec.gov.br/nivemod/educsupe.shtm&gt;. Acesso em 15.05.2004.
SEVERO FILHO, João. Administração de logística integrada: materiais, pcp e
marketing – como ser competitivo no mundo globalizado. João Pessoa: UFPB/
Editora Universitária, 2002.

∗

Coordenadora da Biblioteca Campus João Medeiros. Universidade Potiguar. R. Dr. João
Medeiros Filho, 1055. Conj. Sta. Catarina. RN– Brasil. Graduada em Biblioteconomia pela UFRN.
dcrislima@unp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56839">
                <text>MEC, o aliado temido das bibliotecas universitárias de Instituições de Ensino Superior Privadas. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56841">
                <text>Lima, Daisy Cristiane Santos de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56842">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56843">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56844">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56846">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56850">
                <text>Mostra o auxílio que há décadas o MEC vem dando para o desenvolvimento das Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior Privadas, através da avaliação periódica dos cursos de graduação e pós-graduação. Destaca, através de análise teórica, que a eficiência de um serviço de informação universitária não depende apenas da excelência dos serviços por elas realizados e prestados, e sim de uma relação de interdependência e reciprocidade com a instituição mantenedora, cuja está subordinada a biblioteca em todos os seus processos, sejam administrativos, financeiros e/ou de recursos humanos. Finaliza apontando as conseqüências da falta de desta parceria, apontando-a como um fator negativo que não reflete diretamente nos responsáveis, ficando o MEC como alvo principal, tornando-o um aliado temido das Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior Privadas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68721">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5223" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4289">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5223/SNBU2004_204.pdf</src>
        <authentication>eb0c4ddf7070cfa6bcbd68000a75c23a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56910">
                    <text>PESQUISA DE USUÁRIO: UM INSTRUMENTO EM BUSCA DA
QUALIDADE NO AMBIENTE DA BIBLIOTECA
Maria de Lourdes Teixeira da Silva∗
Ana Maria da Silva Souza∗∗

RESUMO
Este estudo objetivou identificar o nível de conhecimento do usuário em relação
aos produtos e serviços oferecidos pela Biblioteca da Faculdade Natalense para o
Desenvolvimento do Rio Grande do Norte – FARN e envolveu, também a
avaliação do grau de satisfação da comunidade no que se refere ao acervo
bibliográfico, atendimento, ambiente físico, suporte tecnológico, entre outros.
Como metodologia para o desenvolvimento do trabalho foi realizada uma
pesquisa do tipo descritiva – quantitativa com um plano amostral probabilístico
estratificado, segundo o curso no qual o usuário está matriculado. O processo da
coleta de dados foi desenvolvido mediante a utilização de entrevistas pessoais e
como instrumento de coleta de dados foi empregado formulário estruturado
composto de questões abertas e fechadas, devidamente pré-testado. O formulário
foi estruturado em quatro eixos norteadores, quais sejam: conhecimento das
normas; produtos e serviços; estrutura física; acervo bibliográfico e atendimento.
Os resultados deste estudo apontaram positivamente para as questões referentes
à atualização do acervo bibliográfico e atendimento, permitindo, assim não
somente traçar diretrizes reais, que contribuam para a melhoria da qualidade dos
produtos e serviços oferecidos pela biblioteca à comunidade acadêmica, como
também monitorar e corrigir eventuais desníveis em relação à qualidade.
PALAVRAS-CHAVE: Estudo de Usuário. Ambiente da Biblioteca. Biblioteca
Universitária. Qualidade de Serviços.

1 INTRODUÇÃO
O advento das novas tecnologias, as necessidades do cliente /consumidor /
usuário, versus biblioteca, tem modificado sensivelmente o universo das relações
no contexto das bibliotecas universitárias, cabendo a estas, antever-se as reais
necessidades de seus usuários, ao mesmo tempo em que a ação pró-ativa se faz
necessária e urgente, considerando que a era dos serviços impera na sociedade
moderna.

�Neste contexto, a biblioteca não só pode, como deve aplicar o marketing,
como busca da qualidade dos produtos e serviços oferecidos, onde marketing é:
“o processo de planejar e executar a concepção, estabelecimento de preços,
promoção e idéias, bens e serviços a fim de criar trocas que satisfaçam
metas individuais e organizacionais” (CHURCHILL JR; PETER, 2003, p.4, grifo
nosso). Desta forma a troca e a busca da satisfação de seus usuários, a biblioteca
volta-se ao quesito conhecer as reais necessidades para antever-se com ações
pró-ativas. E ainda entendendo a biblioteca como um organismo vivo, dinâmico e
em constante mutação, esta deve orientar-se pela análise de fatores internos e
externos, em observância com a figura abaixo:
Figura 1- Dimensões do ambiente de marketing
Ambiente
Econômico
Ambiente
Competitivo

Ambiente
Político e Legal
Comportamento e
valor para o cliente

Estratégia de
Marketing
Ambiente
Tecnológico

Ambiente
Social
Ambiente
Natural

Fonte: Churchill Jr; 2003, p.27.

Pautada nos conceitos acima referidos, além das questões do estudo de
usuários, e da qualidade, è que foi focado o estudo em questão, verificando-se
assim a necessidade de buscar subsídios que propicie a melhoria da qualidade no
ambiente da biblioteca, afim de que os produtos e serviços sejam adequados as
expectativas do usuário. Neste contexto a pesquisa, apresenta-se como um
instrumento valioso e imprescindível para alavancar o processo de melhoria,
buscando a qualidade.
A presente pesquisa teve como objetivo principal:

�● Identificar o nível de conhecimento/ satisfação dos clientes externos da
biblioteca da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande
do Norte, no que concerne a prestação dos serviços e produtos oferecidos,
visando coletar dados que permitam traçar diretrizes que conduzam a
melhoria da qualidade para a comunidade acadêmica. E ainda como
objetivos secundários, citamos:
● identificar o grau de utilização dos produtos e serviços da biblioteca, por
parte da comunidade acadêmica;
● mensurar o nível de satisfação dos clientes externos, em relação à
qualidade no atendimento e aos produtos e serviços recebidos;
● avaliar o nível de conhecimento dos clientes externos, em relação aos
produtos e serviços oferecidos pela biblioteca;
● identificar quais cursos apresentam maior grau de utilização dos produtos e
serviços da biblioteca.

2 CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE
A Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte –
FARN foi criada em abril de 1997, sendo autorizada pelo MEC em dezembro de
1998. Inicialmente com quatro cursos superiores, atualmente conta com os cursos
de graduação em Administração, Administração em marketing, Bacharelado em
Sistema de Informação, Ciências Contábeis, Direito, e Licenciatura em
Computação,

além

dos

cursos

de

pós-graduação:

Especialização

em

Controladoria, Design Estratégico, MBA Finance Ênfase em Controladoria, MBA
Auditoria e Perícia. e o quantitativo de aproximadamente 1.800 alunos
regularmente matriculados. Tendo como missão:
Participar ativamente do Desenvolvimento sócio-econômico local
e regional, por meio da formação de profissionais de nível superior
com capacidade criadora, espírito científico e atitude
transformadora do seu meio e inter-institucionalmente. Cooperar
para o intercâmbio e divulgação de idéias e procedimentos que
propiciem a elevação cultural e o aprimoramento do ensino e da
pesquisa, utilizando para isso, a busca permanente da qualidade
de suas ações embasando-se em uma tradição centenária no
campo educacional. (FACULDADE ..., 2004)

�A Biblioteca da FARN tem como objeto principal, servir a comunidade
acadêmica da faculdade no que diz respeito ao acesso e disseminação da
informação nas mais variados suportes informacionais em consonância com as
atividades de ensino, pesquisa e extensão. O espaço físico da biblioteca ocupa
uma área de 852m2, distribuídos em: área do acervo de livros, sala administrativa,
sala de estudo em grupo, sala de pesquisas virtuais, sala de processamentos
técnicos, sala para estudo individual, salão de estudos, salão de exposição,
sanitários e videoteca.
Os produtos e serviços, oferecidos pela biblioteca são os seguintes:
Empréstimo domiciliar, renovação via web, visitas dirigidas, programa de
orientação de trabalhos acadêmicos, comutação bibliográfica, consulta ao acervo
via web, pesquisas em bases de dados, tendo uma média anual 30 mil
atendimentos diretos de empréstimos.

2.1 PERFIL DOS ENTREVISTADOS
Ao todo foram entrevistados 264 alunos de graduação, sendo obedecido
um percentual igual de distribuição para cada curso existente e o perfil dos
entrevistados apresentou os seguintes dados: 57,79% foram do sexo masculino;
em relação à faixa etária observou-se que a maioria (68,08%) tem idade
compreendida entre 20 e 30 anos.

3 PESQUISAR O USUÁRIO: PORQUE?
Para Considerar a importância deste ilustre “ser” habitante natural das
bibliotecas, ressaltamos o pensamento de Rabello, (1983, p.75), que diz: “em seu
nome, tudo se faz ou se deixa de fazer em nossas bibliotecas”. Dai ver-se a
relevância em estudar o usuário, pois a partir deste, decisões deverão ser
tomadas, visando sempre atender as necessidades e expectativas dos mesmos.

�O tema estudo de usuários vem de décadas remotas e conforme literatura
da área somente na década de 60, acontece um estágio significativo de
desenvolvimento. Já no Brasil os primeiros estudos na literatura especializada,
são apontados na década de 70. Entretanto Brittan apud Rabello (1983, p.77)
sentencia: “historicamente estabeleceu-se o ano de 1947 como data da realização
do primeiro estudo na área”. Observa-se que o estudo inicial foi evoluído por
áreas distintas, inicialmente nas ciências exatas, depois as ciências puras e
ciências sociais, tendo como preocupação de estudo tópicos específicos.
Parker apud Rabello (1983, p.77, grifo nosso) “chama a atenção para o fato
de os primeiros estudos preocuparem-se com o uso da informação”. Já Paisley
apud Rabello (1983, p.78) mostra que “As primeiras pesquisas tiveram um valor
essencialmente prático: foram realizadas em bibliotecas e nos laboratórios, para
tomada de decisão a respeito de problemas diários e específicos”.
Ao fato que Rabello (1983, p.79), afirma:
Mais recentemente observou-se a preocupação com outros
aspectos, havendo um alargamento do núcleo básico inicial.
Passou-se ao estudo da satisfação do usuário e do desempenho
dos sistemas em relação ao usuário, origem de vários estudos da
avaliação.

Considerando os vários focos que direcionam a pesquisa voltada para o
estudo do usuário, um princípio básico há se ser privilegiado, o de considerar que
seja qual for o foco, os resultados devem apontar sempre para a resolução de
problemas e conduzam as melhorias. E ainda sobre o foco apontamos o
pensamento de Brittain apud Rabello (1983, p.79) “Existem três tipos básicos de
estudo: uso, demanda e necessidade”. Ao que completamos com a outra tipologia
de estudo apresentada por Wilson apud Rabello (1983, p.80), onde este
categoriza:
Todos os estudos de usuário podem ser agrupados em dois
grandes grupos: 1 – os orientados para a biblioteca e 2 – os
orientados para o usuário. Passou-se ao estudo da satisfação do
usuário e do desempenho dos sistemas em relação ao usuário,
origem de vários estudos da avaliação. E como conseqüência
desses estudos, pode-se notar um novo foco de atenção na área,
relativo a educação do usuário.

�Observando a literatura, podemos identificar vários tipos de estudo. Para
Brittaim apud Rabello (1938, p.79)
Existem três tipos básicos de estudo: uso, demanda e
necessidade. Os estudos de uso procuram conhecer os
mecanismos de busca da informação e de uso de fontes; o de
demanda referem-se aos pedidos orais e escritos, feitos a um
sistema; os de necessidade confundem-se muitas vezes, com os
de demanda, devido, principalmente a dificuldade encontrada pela
área em definir o conceito.

Para Totterdell apud Rabello (1983, p.79) categoriza as necessidades em:
“não definidas, expressas, não expressas e ainda não despertas”.
Já Golovanov; Viktotov apud Rabello (1983, p.79), classifica as
necessidades em:
Explícitas – as que os usuários se formula; implícitas – aquelas
reveladas através de análise do problema em termos de lógica da
informação dependente de tarefa ou problema envolvidos; fictícias
ou irreais as que se satisfeitas, poderão levar a uma solução de
qualidade inferior ou a um caminho falso na solução do problema;
reais – aquelas que correspondem à solução ótima de problema.

E para Wilson apud Rabello (1983, p.80) os estudos de usuários podem ser
agrupados em: “os orientados para a biblioteca e os orientados para o usuário”.
Ainda sobre as necessidades do usuário, foco perseguido pela maioria dos
gestores das unidades de informação, é reforçado pelo pensamento de Cronin
apud Dumont (1994, p.701) quando afirma que:
Há um tipo de necessidade além da expressa e da não expressa,
que é chamada de delitiscente ou necessidade latente. Os
usuários de serviços de informação podem receber informações
às quais eles não sabiam da sua existência e que todo serviço de
informação é capaz de fornecer a este usuário. A provisão de
informação não é um serviço passivo. O profissional da
informação é treinado para desempenhar o importante papel, o de
catalisador, ao estimular o conhecimento do usuário e assegurar o
uso ideal das fontes.

�Dos conceitos, estudos e premissas a respeito dos estudos de usuário,
foram construídas diversas abordagens alternativas, dentre as quais citamos:
● abordagem de valor agregado de Robert Taylor – User-values
ou Value – Addeb;
● abordagem do “Estado de conhecimento Anômalo” – de Bekin;
Oddy; Brooks – Anomalus State Soof-knowledge;
● abordagem do “Processo Construtivista” de Carol Kuhithau –
Constructive Process Approach;
● abordagem “Sense – Marking” de Brenda Dervin.
(ESTUDOS..., 2004, p.12).

Das

abordagens

alternativas,

temos

no

sense-marking

proposta

elucidativas de como captar, as necessidades de informação, sob a ótica do
usuário, cuja abordagem consiste em relacionar conceitos, teorias e técnicas
metodológicas para avaliar como os usuários, “percebem, compreendem, sentem
suas interações com instituições, mídias, mensagens e situações, e como usam a
informação neste processo” (ESTUDOS..., 2004, p.13).
Ainda da abordagem sensi-Marking, apresentamos alguns pontos da sua
fundamentação conceitual e seus enunciados:
Base conceitual: desenvolvimento sob a teoria de vários
estudiosos como Piaget (cognição); KUHN &amp; HABERNAS
(Constrangimento das ciências tradicionais e alternativas);
ASCROFT; BELTRAN &amp; ROLINS (Teoria crítica); JACKINS &amp;
ROGER (Terapia Psicológica). E principalmente em CARTER,
teórico da comunicação [...], tendo como Enunciados: a
informação não é algo que exista independente e externamente
ao ser humano, ao contrário é um produto da observação
humana; deste que se considera a produção de informação ser
guiada internamente, então o sensi-Marking assume que toda
informação é subjetiva; busca e uso da informação, são vistas
como atividades construtivas, como criação pessoal do sentido
individual do ser humano; pesquisa por padrões, observando mais
do que assumindo conexões entre situações e necessidades de
informação, entre informação e uso.(ESTUDOS..., 2004, p. 13-15,
grifo do autor).

Nesta perseguição contínua, na busca de melhor estudar o usuário, vemos
que movimentos evolutivos são constantes e mutáveis, proporcionando cada vez
mais subsídios eficientes e eficazes que nos permitem não apenas conhecer

�nossos usuários, como também adequar os produtos e serviços das bibliotecas, a
suas necessidades.

4 VISANDO A QUALIDADE
A busca da qualidade seja de produtos ou serviços, atualmente não se
constitui mais como um diferencial das organizações e sim uma necessidade
latente do ambiente organizacional.
As bibliotecas neste contexto vivem a influência dessas evoluções, tanto no
âmbito tecnológico e gerencial quanto na gestão dos processos, daí observamos
que na biblioteca universitária os princípios da qualidade estão sendo cobrados
com grande ênfase, devido principalmente ao que representa a informação na
sociedade contemporânea, esta valorização da informação reflete diretamente no
papel desempenhado pelas bibliotecas / centros de informação nas organizações.
Buscar a qualidade no ambiente da biblioteca universitária, através da
aplicação de uma pesquisa de usuários, foi a forma que encontramos para gerar
mudanças e transformar realidades no cotidiano da biblioteca. E para melhor
contextualizar essa qualidade, discorreremos um breve histórico conceitual.
Historicamente a qualidade surge no Japão, na década de 1950, após a II
Guerra, numa necessidade da reconstrução nacional, quando grupos de cientistas
e engenheiros, atentaram para a importância de métodos para a qualidade e
produtividade, cabendo a grandes gurus da área, a tarefa de despertar e
implantar a qualidade no Japão. Dentre estes destacamos: William Edwards
Deming; Joseph Juran; Philip B. Crosby, Armand V. Feigenbaum e Karou
Ishikawa. E ainda na busca da qualidade conceituamos:
Qualidade é a composição total das características de marketing,
engenharia, fabricação e manutenção de um produto ou serviço,
através das quais o mesmo produto ou serviço, em uso, atenderá
às expectativas do cliente. (FIEGENBAUM apud PRAZERES,
1996, p.337).

�Qualidade aceitável: decisão de que um lote, batelada,
quantidade de material, item ou produto, ou um serviço satisfaz os
requisitos da qualidade, normalmente baseada em informações
obtidas de amostras. Qualidade desejada: tudo de que os
clientes gostariam de receber, o que pensam que pode ser
fornecido por ou obtido de uma organização, a um preço com o
qual concordam em pagar e no prazo que satisfaça seus
interesses. Qualidade “negativa”: não conformidade às
especificações, não adequação ao uso ou qualquer aspecto de
um produto ou serviço que cria insatisfação do cliente. Qualidade
em serviços: atendimento eficaz das necessidades e
expectativas dos clientes “(PRAZERES, 1996, p.187, 340, 341,
grifo nosso).

5 APRESENTANDO RESULTADOS
Para desenvolvimento do trabalho foi realizado um levantamento
quantitativo descritivo com uma amostra probabilística de 264 usuários, do tipo
estratificada, segundo o curso no qual o usuário está matriculado, com 95% de
confiança e uma margem de erro de 5%.
Para tratamento dos dados foram utilizadas técnicas de estatística
descritiva e exploratória de dados, representadas nos gráficos a seguir:

Gráfico 1 - Conhecimento das Normas praticadas na
Biblioteca
Normas de utilização da
videoteca

12,98%

Não permissão da entrada com
bolsas, celulares e alimentos

90,46%
82,06%

Valor cobrado por atraso

90,46%

Prazo de devolução de material
Acesso ao catálogo da biblioteca
Horário de funcionamento

40,84%
68,32%

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

�Gráfico 2 - Freqüência de Utilização dos Serviços da
Biblioteca
Só em período
de provas
6%
Mensalmente
3%

Outros
6%
Diariamente
18%

Quinzenalment
e
8%

3 vezes por
semana
24%

1 vez por
semana
18%

2 vezes por
semana
17%

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

Gráfico 3 - Motivos que Levam a Utilizar a Biblioteca

79,85%

Emprest./dev.de materiais

64,64%

Amb.próprio para estudo
Leitura revistas e jornais

26,62%

Busca de informação
especializada
Atualiz. cultura geral
Utilz. pesq. virtuais/bases de
dados

60,08%
17,49%
14,45%

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

�Gráfico 4 - Visita Orientada a Biblioteca
Não
sabe/não
respondeu
Sim
6%
29%

Não
65%

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

Gráfico 5 - Utilização de Serviços (%)

93,87

Empréstimo/devolução
Consulta a base de
dados

36,02

Orientação de
trabalhos acadêmicos

22,61

Solicitação de
pesquisas
Videoteca
Solicitação de
pesquisas via COMUT

19,92

12,26

4,98

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

�Tabela 1 – Avaliação da Infra-estrutura
Como você avalia os seguintes itens da
estrutura física da biblioteca?
Acesso
Disposição das mesas e cadeiras
Conforto do mobiliário
Iluminação
Sinalização
Disposição do acervo bibliográfico
Sala de estudo individual
Acústica do ambiente
Sala de estudo em grupo
Climatização do ambiente

Ótimo
(%)
50,76
42,80
26,52
52,65
28,79
20,83
44,32
20,83
31,06
17,80

Bom
(%)
37,12
39,39
34,47
32,95
39,02
43,56
33,71
34,47
39,39
25,38

Regular
(%)
4,55
11,36
25,00
7,58
20,45
25,00
10,61
30,30
19,32
28,03

Ruim
(%)
4,17
4,17
8,71
2,27
8,33
7,20
6,06
9,09
6,06
14,77

Péssimo
(%)
3,41
2,27
5,30
4,55
3,03
2,65
2,27
4,92
1,89
14,02

Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

Tabela 2 – Avaliação do Acervo da Biblioteca
Concordo Concordo
totalmente
As quantidades de títulos por
disciplinas atende às minhas
necessidades
A quantidade de exemplares de
cada título atende às minhas
necessidades
As coleções apresentam-se em bom
estado de conservação

Nem concordo Discordo Discordo
nem discordo
totalmente

11,92%

31,92%

17,69%

30,38%

8,08%

8,49%

24,32%

19,69%

35,52%

11,97%

25,38%

50,38%

15,77%

6,92%

1,54%

20,00%

2,69%

As coleções apresentam publicações
atualizadas para as disciplinas
ofertadas no curso
14,23%
43,85%
19,23%
Fonte: Pesquisa realizada nos meses de novembro e dezembro de 2003

�G ráfico 7 - Av aliação do Ate ndime nto (% )

rapidez na
orientaç ão/s oluç ão
de problem as

1,14
5,30
18,94
42,80
29,55

c onhec im ento do
operador as
inform aç ões
s olic itadas

pres tez a/c ortez ia do
atendim ento/atenç ão
do operador

1,14
1,14
12,50
49,62
33,71
1,14
3,79
9,09
48,86
35,98

tem po de
operac ionaliz aç ão

4,92
9,85
15,15
46,21
22,35

M uito s atis feito
Nem s atis feito nem ins atis feito
M uito ins atis feito

S atis feito
Ins atis feito

Fonte: Pesquisa realizada no período de novembro a dezembro de 2003

6 CONCLUSÃO
A pesquisa foi concluída com apontamentos positivos a respeito da
biblioteca, seus produtos e serviços oferecidos. A comunidade acadêmica deu
seu veredicto quanto ao caminho que estamos traçando. Porém algumas
reflexões se fazem necessárias, tais como:
Não perder de vista a quem você quer atingir (neste caso nossos clientes
externos), procurar caminhos para conseguir alcançar as ações; quando as
mesmas se faz necessário, e acima de tudo respeitar os princípios da qualidade
em especial ao 1º princípio que se refere a total satisfação dos clientes (criando
procedimentos que permitem mensurar o grau de satisfação, além de permitir
avaliar como os clientes recebem os produtos e serviços, como também buscar o
atendimento de suas expectativas), ter em mente ainda os demais princípios de:
pregar a melhoria contínua (além de outras questões, envolve a necessidade de
que ocorra um acompanhamento sistemático e a internalização da cultura da

�qualidade no ambiente organizacional) e o outro princípio baseia-se na busca da
perfeição

(deve

ocorrer

um

pacto

com

zero

falha,

compromisso

e

comprometimento).
Por fim observamos que aliando os princípios acima citados, com as ações
pró-ativas, certamente estaremos trilhando o caminho que busca a qualidade,
considerando em destaque que o ator principal deste processo é nosso cliente.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Informação
e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.
______, NBR 6023: Informação e documentação: referências: elaboração. Rio de
Janeiro, 2002.
DAMAZIO, Alex. Administrando com a gestão pela qualidade total. Rio de
Janeiro: Interciência, 1998.
DUMONT, Lígia Mª. Moreira. O não – usuário de serviços de informação este
ilustre desconhecidos. In CONGRESSO BRAS. DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 17, 1994, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte:
Associação de Bibliotecários de Minas Gerais, 1994. p. 697 – 718.
ESTUDOS de necessidades de informação: dos paradigmas tradicionais à
abordagem do sense-making. Disponível em:
&lt;http://www.eca.usp.br/nucleos/sense/textos&gt;. Acesso em: 30 jun. 2004.
FACULDADE NATALENSE PARA O DESENVOLVIMENTO DO RIO GRANDE
DO NORTE. Disponível em: &lt;http://www.farn.br&gt;. .Acesso em: 08 jul. 2004
PRAZEDES, Paulo Mundin. Dicionário de termos da qualidade. São Paulo:
Atlas, 1996.

�RABELLO, Odília Clark. Usuário: um campo em busca de sua identidade?
Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.12, n.1,
p.75-87, mar, 1983.

∗

Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte – FARN R. Prefeita Eliane
Barros, 2000 – Tirol – 59014-540 – Natal / RN – Brasil farn@farn.br lourdes@farn.br
∗∗
Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte – FARN R. Prefeita
Eliane Barros, 2000 – Tirol – 59014-540 – Natal / RN – Brasil farn@farn.br ana@farn.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56884">
                <text>Pesquisa de usuário: um instrumento em busca da qualidade no ambiente da biblioteca. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56885">
                <text>Silva, Maria de Lourdes Teixeira da; Souza, Ana Maria da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56886">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56887">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56888">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56890">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56891">
                <text>Este estudo objetivou identificar o nível de conhecimento do usuário em relação aos produtos e serviços oferecidos pela Biblioteca da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte – FARN e envolveu, também a avaliação do grau de satisfação da comunidade no que se refere ao acervo bibliográfico, atendimento, ambiente físico, suporte tecnológico, entre outros. Como metodologia para o desenvolvimento do trabalho foi realizada uma pesquisa do tipo descritiva – quantitativa com um plano amostral probabilístico estratificado, segundo o curso no qual o usuário está matriculado. O processo da coleta de dados foi desenvolvido mediante a utilização de entrevistas pessoais e como instrumento de coleta de dados foi empregado formulário estruturado composto de questões abertas e fechadas, devidamente pré-testado. O formulário foi estruturado em quatro eixos norteadores, quais sejam: conhecimento das normas; produtos e serviços; estrutura física; acervo bibliográfico e atendimento. Os resultados deste estudo apontaram positivamente para as questões referentes à atualização do acervo bibliográfico e atendimento, permitindo, assim não somente traçar diretrizes reais, que contribuam para a melhoria da qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela biblioteca à comunidade acadêmica, como também monitorar e corrigir eventuais desníveis em relação à qualidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68726">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5226" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4293">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5226/SNBU2004_205.pdf</src>
        <authentication>43debca012bff5e78632eeab22da2814</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56946">
                    <text>BRINQUEDOTECA HOSPITALAR:
PERSPECTIVAS DE IMPLANTAÇÃO DESTE ESPAÇO LÚDICO NA SANTA
CASA DE MISERICÓRDIA DE RONDONÓPOLIS - MT

Mariza Inês da Silva Pinheiro∗
Stela Paula Rocha Martins∗∗

RESUMO
O presente estudo busca verificar a importância da brinquedoteca hospitalar na
recuperação das crianças internadas, demonstrando os pontos positivos de sua
implantação na Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis/MT. Este trabalho
ressalta a importância das atividades realizadas em prol das crianças nos
ambientes hospitalares, aborda a função, objetivos e origem das primeiras
brinquedotecas terapêuticas no Brasil. Nesse contexto, o estudo objetiva
apresentar uma proposta de implantação, bem como inserir o bibliotecário nas
atividades da brinquedoteca hospitalar, tendo em vista que esse profissional
apresenta um excelente perfil para dar seguimento aos trabalhos inerentes a essa
atividade. No trabalho desenvolveu-se a pesquisa de campo com as crianças que
se encontravam no hospital, ademais com a responsável pela administração
hospitalar da Santa Casa de Misericórdia. A brinquedoteca vem como alternativa
para reduzir o tempo e o trauma da internação. Foi realizado um levantamento de
custos deste ambiente.
PALAVRAS-CHAVE: Brinquedoteca hospitala. Bibliotecário

1 INTRODUÇÃO
Com o advento das novas tecnologias aplicadas na medicina, muitas
foram as formas de curar e prevenir doenças, no entanto, o ato de ficar
hospitalizado não sofreu nenhum tipo de alteração. Essa é uma realidade
momentânea que todo doente precisa passar, pois, o hospital é o lugar mais
aconselhável para que as pessoas possam se curar sem correr riscos, tendo
em vista a estrutura física, os recursos tecnológicos e humanos que ele
oferece.

�No que se refere à criança hospitalizada, a ciência tem contribuído
significativamente na questão que envolve a qualidade de atendimento
prestado aos pequenos, modificando assim, os quadros de prestações de
serviços que atualmente se apresentam agressivos, despersonalizados e
totalmente impessoais.
Por si só, a internação na maioria das vezes, causa transtornos à
criança hospitalizada. Em boa parte dos hospitais, desenvolve-se um
atendimento técnico, focalizado apenas na doença e não na criança
internada. Não são levados em conta, os desconfortos ocasionados pelo
ambiente hospitalar e, no caso específico das crianças, torna-se ainda mais
complicado o processo de permanência no hospital, enquanto há o aguardo
da recuperação.
Medidas inovadoras, como a brinquedoteca, visam tornar o ambiente
hospitalar um local mais tranqüilo e harmonioso, disponibilizando à criança,
acesso às atividades que freqüentemente praticavam fora do hospital,
objetivando assim a redução do impacto provocado pela separação do
ambiente familiar, escolar e social.
Assim sendo, um dos meios que despontam nos hospitais como forma
de minimizar o sofrimento destas crianças, é o uso do brinquedo, surgindo
como alternativa para que elas possam recuperar sua auto-estima e
contribuir para maximizar a eficiência do tratamento aplicado. Portanto, em
face deste contexto, a brinquedoteca hospitalar surge como espaço
responsável por armazenar, dinamizar e disponibilizar os brinquedos, jogos
e brincadeiras às crianças hospitalizadas.
A brinquedoteca nos hospitais tem proporcionado às crianças alegria e
diversão onde os brinquedos estimulam suas fantasias e imaginações,
fazendo com que esqueçam da doença que as mantêm internadas. Existem
até mesmo aquelas que após receberem alta, não sentem mais vontade de
sair do hospital por não quererem se afastar da brinquedoteca, o que

�demonstra que esse tipo de atividade é capaz de fazer com que as crianças
percam o medo do hospital e não queiram mais ir embora.
Dentro dessa realidade, Cunha (2001) diz que a brinquedoteca auxilia
na cura de doenças reduzindo o prazo de internação, proporcionando magia
e brilho nos olhos das crianças, fortalecendo a estrutura sentimental,
emocional e afetiva que contribuem para transformar essa criança num
adulto mais humano e feliz, com capacidade para ocupar um espaço de
destaque na sociedade.
Existem indícios quanta a utilização do brinquedo com crianças
portadoras de deficiências mentais, cujo resultado foi o aumento do nível de
desempenho dos tratamentos desenvolvidos. Acredita-se, portanto, que a
partir desta experiência, surgiu a brinquedoteca hospitalar, que se valeu do
poder terapêutico do brinquedo para fazer com que as crianças se
recuperassem com maior rapidez.

2 A BRINQUEDOTECA HOSPITALAR
Aproveitando-se de todas as funções e finalidades do brinquedo, a
brinquedoteca surge com o intuito de armazenar, organizar e dispor de uma
infinidade de brinquedos, jogos e brincadeiras ao alcance e acesso das
crianças, transformando-se em espaço mágico, criativo e divertido. Para
Cunha (2001, p. 10) “Alimentar a vida interior das crianças é a proposta da
brinquedoteca”.
As brinquedotecas passaram a surgir no Brasil, logo no início dos anos
80, conforme consta na maioria das bibliografias consultadas. De acordo
com Bomtempo (1990), a partir da década mencionada, verifica-se o reflexo
do movimento de valorização do jogo, como é o caso da brinquedoteca da
APAE (associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e da Escola
Indianópolis/SP, que prestam serviços a crianças excepcionais.

�A brinquedoteca tem sido utilizada, dinamizada e cada vez mais
explorada com grande freqüência nos ambientes hospitalares. Neste sentido
para Cunha (2001, p. 96) a brinquedoteca hospitalar tem a precípua
finalidade de “tornar a estadia da criança no hospital menos traumatizante e
mais

alegre,

possibilitando

assim

melhores

condições

para

sua

recuperação”. A criança, além de participar de brincadeiras ou aproveitar
uma gostosa leitura, pode estar sendo estimulada a brincar com outras
crianças doentes, demonstrando o senso de responsabilidade e respeito ao
coleguinha.
Com o avanço e incentivo das pesquisas científicas, que têm como
objetivo buscar melhorias para o bem-estar da humanidade, novos estudos
acerca das conseqüências e problemas ocasionados em crianças, após o
período de internação hospitalar, foram iniciados. Essas pesquisas foram
citadas também pela preocupação existente em evitar que o impacto gerado
pela internação prejudicasse o desempenho pessoal, intelectual e social das
crianças.
A internação hospitalar tem causado inúmeros efeitos emocionais
negativos em crianças e adolescentes hospitalizados. Para a maioria das
crianças que passam longos períodos em internação, o reencontro com o
mundo externo, após receberem alta, é preocupante, pois elas apresentam
dificuldades na escola, no aprendizado e problemas de socialização. Em boa
parte dos hospitais, a criança fica restrita as suas atividades habituais,
permanecendo deitada em uma cama a maior parte do tempo, sem praticar
atividades e sem contato físico com outras pessoas, a não ser a equipe
médica e alguns de seus familiares, por um período curto de visitas.
A criança é submetida a exames dolorosos e a um atendimento
desumano, frio e tecnicista, que visa apenas cuidar dos procedimentos
clínicos da doença e não da criança, enquanto pessoa frágil e amedrontada.
Deve ser avaliada a importância da preservação da vida saudável da

�criança, resgatando o seu potencial criativo durante o processo da doença e
internação. Falta oportunizar um tratamento mais humano e assistencial,
com uma realidade efetiva.
Discorrendo sobre essa realidade, Ceccim (2000) acredita que:
A criança hospitalizada deve ser vista de modo integral e ter
suas necessidades e interesses atendidos, a fim de que
possa ser maximizado o projeto terapêutico de seu tratamento
e minimizadas as conseqüências do afastamento social e
estranhamentos gerados pela internação hospitalar

Dessa forma, é necessário garantir à criança o seu direito respeitado e
acatado, ou seja, fazer com que ela possa brincar, estudar, aprender e
crescer como qualquer outra pessoa que esteja em seu estado físicopatológico e normal. Esse direito é garantido pelo nosso legislador pátrio
como um direito inerente a todos os cidadãos.
Os principais objetivos da brinquedoteca hospitalar, no entendimento
de Cunha (2001, p. 97-98) são:
[...] preparar a criança para situações novas
enfrentar; [...] preservar sua saúde emocional;
continuidade ao processo de estimulação
desenvolvimento; [...] ambiente favorável e preparar
para a volta ao seu lar.

que vai
[...] dar
de seu
a criança

3 IMPLANTAÇÃO DE UMA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR
A partir de alguns fatores será possível estabelecer as atividades a
serem realizadas, as normas de funcionamento, os brinquedos a serem
adquiridos, os livros que comporão a pequena biblioteca, o perfil dos
profissionais que atuarão no recinto, o tipo de treinamento que os mesmos
receberão, bem como o espaço físico necessário para a sua implantação.

�O espaço físico pode se apresentar em salas ou em um único salão,
que poderá ser dividido em ambientes projetados com o auxílio de uma
decoração específica, variando os tapetes, tipos de piso, divisórias, ou
somente com a disposição dos brinquedos e mobílias.
Destaca-se que uma brinquedoteca instalada no interior de um
hospital deve ser, obviamente, diferente de uma instalada em uma creche da
pré-escola. O espaço pode ser simples ou sofisticado, demandar um espaço
físico grande ou pequeno. No entanto, o que deve prevalecer é a disposição
dos brinquedos, de modo a incentivar a criança a ter vontade de manipulálos. A decoração, nesse caso, é muito importante.
No Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo),
Melleiro (2003), enfermeira responsável pela divisão materno-infantil,
esclarece que “a brinquedoteca possui campos temáticos de teatro, leitura,
música, que permitem que a criança expresse seus medos e suas
ansiedades, despertados pela condição de estarem internadas” e continua
afirmando que as brinquedotecas são importantes para que a criança
internada tenha uma recuperação mais rápida e menos traumática.
A brinquedoteca hospitalar pode ainda dar continuidade ao processo
de desenvolvimento das crianças, principalmente, nos casos de prolongada
internação.
No que se refere ao ambiente favorável, Cunha (2001, p. 98) acredita
que a brinquedoteca hospitalar pode proporcionar condições para:
[...] que a família e as pessoas que vão visitar a criança
encontrem-se com ela num ambiente favorável, que não seja
deprimente, nem vá aumentar a condição de vítima em que a
criança se encontra: nada deprime e assusta mais uma
criança do que ser tratado como coitadinha. Um brinquedo ou
um jogo pode facilitar o relacionamento, tornando-o mais
alegre.

�Como última etapa dos objetivos, destaca-se o retorno da criança para
o lar e a rotina da sua vida antes da internação. Caso a permanência da
criança tenha sido prolongada, é possível que ela encontre dificuldades em
se readaptar, julgando ser pior voltar para casa do que permanecer no
hospital. Não são raros os casos em que a criança encontra mais carinho,
atenção e boa alimentação no hospital do que no seu próprio lar.

4 O BIBLIOTECÁRIO NA BRINQUEDOTECA
Mesmo não tendo encontrado nenhuma referência bibliográfica que
mencione o papel do bibliotecário, ou até mesmo, a atuação de algum
profissional que esteja trabalhando em uma brinquedoteca hospitalar, nada
impede que o mesmo se destaque nesta profissão e desenvolva um
belíssimo trabalho nesta área, pois, durante o curso superior, recebe
subsídios que o permite trabalhar nestes locais, conseguindo ótimos
resultados.
Acreditando no potencial do bibliotecário, Pardini (2002) entende que
este profissional é privilegiado por estar ligado a vários ramos do
conhecimento e que:
[...] ele pode atuar em bibliotecas, sejam elas públicas,
particulares, especializadas ou gerais. Pode atuar em
desenvolver e administrar bancos e Bases de Dados, integrar
equipes de manutenção de sites na Internet ou ainda exercer
a profissão como autônomo. Cabe a esse profissional,
enfrentar o desafio de lançar-se no mercado de trabalho,
inclusive podendo atuar naquilo que mais lhe dá prazer. De
que forma? Sendo criativo, corajoso, trabalhador!

O profissional da Biblioteconomia tem aprimorado e conquistado o seu
espaço nas últimas décadas e vem aplicando os seus conhecimentos nas
mais variadas áreas de atuação. A formação do bibliotecário está
fundamentada na valorização das pessoas e na habilidade de se comunicar,

�o que demonstra que este profissional está qualificado a desenvolver
qualquer atividade que envolva comunicação e inter-relacionamento.
Pardini (2002) discute a questão da multiplicidade de atuações que o
profissional da Biblioteconomia podem desenvolver, enfatizando que:
Depende de nós, profissionais bibliotecários, defendermos o
nosso espaço! Olhe quanta coisa podemos fazer, além de
sermos classificadores, catalogadores, disseminadores,
organizadores, gerenciadores, até chamados de arquitetos da
informação, porque trabalhamos com ela nos mais variados
suportes. Vamos refletir sobre essa imensa capacidade de
podermos atuar nas mais diferentes áreas.

Basta que o bibliotecário seja um comunicador, uma pessoa prestativa
que trate a todos com respeito e igualdade, sem diferença social, no entanto,
que saiba atender a todos conforme suas peculiaridades e limitações.
Sendo assim, esse profissional tem toda habilidade para atuar numa
brinquedoteca, seja ela com atividades voltadas para crianças hospitalizadas
como também para outros segmentos. O bibliotecário também pode ocupar o
cargo como gestor, trabalhando com todas as atividades que compete a
organização da brinquedoteca, como: planejar, elaborar orçamentos, fazer
provisão de recursos financeiros, efetuar a compra de brinquedos, dispor os
brinquedos nos espaços adequados, bem como fazer a manutenção dos
brinquedos, além de estar planejando eventos e atividades culturais.
Esse profissional bibliotecário também pode executar toda parte
técnica inerente as atividades biblioteconômicas, como: registrar, classificar,
indexar, disseminar e catalogar todos os materiais bibliográficos contidos
nesse setor e todos os brinquedos. Prepará-los para circulação, controlar os
empréstimos dos sócios, restauração dos brinquedos, arquivo de instruções
e regras sobre jogos, catálogos de brinquedos, endereço das fábricas e lojas
dos brinquedos e outros.

�Poderá ainda como animador, planejar e executar atividades eventuais
como festas, teatros, gincanas, feiras, entre outros. Juntamente com um
auxiliar poderá encarregar-se da limpeza e esterilização dos brinquedos.
Ressalta-se que o bibliotecário para desempenhar tais tarefas deverá contar
com um assistente, escolhido por ele mesmo, para ajudar desenvolver todas
as atividades mencionadas.
Mas nada disso tem valor, se esse profissional não tiver dom, ou seja,
vocação para trabalhar com essas crianças com muito carinho. A habilidade
e amor nessas atividades são imprescindíveis.
Neste sentido, acredita-se portanto, que uma brinquedoteca hospitalar
pode

funcionar

perfeitamente

com

a

presença

deste

profissional

bibliotecário, no entanto, recomenda-se que esse faça um curso de
brinquedista, para especializar-se mais nesta área e atender com eficiência
as atividades a que se propôs.
Existe na empresa ABRINQ (Associação Brasileira de Brinquedotecas)
cursos

preparatórios

para

as

pessoas

que

desejam

trabalhar

em

brinquedotecas, assim, o bibliotecário poderá se aperfeiçoar fazendo cursos
para se tornar um brinquedista, pois, já possui as qualidades que o curso de
Biblioteconomia lhe oferece, ou seja, possui um conhecimento a mais que o
capacita a trabalhar com crianças hospitalizadas sem encontrar grandes
dificuldades,

precisando

apenas

estar

preparado

para

atender

com

sensibilidade, entusiasmo, determinação e competência.
Nessa gama de preparação, o bibliotecário buscará aprender a
promover junto aos profissionais da saúde, como médicos e enfermeiras,
atividades lúdicas que possam facilitar a expressão emocional e a
elaboração psíquica da situação de hospitalização, favorecendo assim, na
sua relação e interações com os pacientes e seus familiares. Dessa forma, o
bibliotecário poderá intervir no sentido de procurar impedir que a criança e o
adolescente sofram interrupção em seu processo de desenvolvimento.

�Esse processo de desenvolvimento, quando não interrompido, permite
que o indivíduo possa atuar socialmente, apesar de seu estado de doente. O
bibliotecário terá capacidade de adaptar os espaços hospitalares às práticas
do ler e brincar de modo que as crianças e adolescentes, doentes, possam
estar participando das intervenções terapêuticas de maneira saudável e,
quem sabe até, dar continuidade ao processo de amor aos livros, após o
retorno aos seus lares.
Negrine (2002, p. 83) discute a questão das qualificações profissionais
para a execução dessa atividade, enfatizando que:
[...] ao valorizar as atividades lúdicas com um meio a mais na
alavancagem dos processos de desenvolvimento e
aprendizagem,
requer
concomitantemente
pensar
a
preparação daqueles que se dispõem atuar neste campo
emergente, qualificando os instrutores (pedagogos em geral)
que deverão atuar com os atores (crianças, jovens, adultos e
idosos) nas mais variadas faixas etárias.

Tendo em vista a importância da brinquedoteca em ambientes
hospitalares, sendo essa considerada uma medida terapêutica que vem
emergindo com sucesso, cada vez mais por todo o Brasil, exige-se um
profissional qualificado que dinamize este ambiente e o torne um local
aconchegante e harmônico, que proporcione a alegria às crianças que o
freqüentam.
Para que isso se concretize, basta que o bibliotecário tenha força de
vontade e aplique os seus conhecimentos adquiridos durante o curso de
Biblioteconomia para desempenhar um trabalho eficiente e de grande
importância na recuperação de crianças hospitalizadas e que precisam do
mundo mágico da leitura e do brinquedo para encontrar rapidamente o
caminho da cura.
O bibliotecário necessita ser um grande observador, devendo estar
atento aos livros, brinquedos e brincadeiras que mais satisfaçam as
crianças, podendo assim estar conhecendo mais acerca das opções,

�comportamentos e personalidades de cada um. Poderá também estar
disponibilizando às crianças, leituras e brincadeiras recentes, assim como as
tradicionais, confeccionando junto a elas novos brinquedos, proporcionar
atividades lúdicas, solicitando que desenhem ou escrevam o que estiverem
com vontade. Dessa forma, estará constatando como está o estado
emocional, as necessidades e desejos de cada criança.
Este profissional poderá escolher obras infantis de acordo com a idade
de cada criança internada. A partir de um bom acervo poderá oferecer livros
para as crianças maiores, enquanto lê com entonação histórias para os
pequeninos. Na brinquedoteca hospitalar pode-se trabalhar com fantoches,
fazer a hora do conto e a ciranda do livro, podendo estar também
trabalhando com músicas, já que servem para acalmar, relaxar e também
para aguçar a imaginação. Poderá recitar poesias e muitas outras atividades
recreativas que contribuam para o desenvolvimento infantil, aumentando as
capacidades intelectuais e imaginativas, trabalhando a integração social e o
lado emocional e afetivo da criança.
Para trabalhar em uma brinquedoteca hospitalar, o bibliotecário deve
ser uma pessoa especial, demonstrando possuir algumas qualidades que
são apontadas por Cunha (2001, p. 76-77), tais como:
[...] deve ser uma pessoa capaz de rir gostosamente, mesmo
nos dias mais cansativos; que possua boa capacidade de se
comunicar e paciência para lidar com a inquietude das
crianças e com as exigências de certos pais; que tenha
disponibilidade afetiva para brincar várias vezes; que não se
apavore com a desordem e agüente bem ter que arrumar tudo
outra vez, e que, acima de tudo, goste muito de brincar.

O bibliotecário, por si só, é uma pessoa que gosta de organização, mas,
além disso, deverá ser extremamente criativo e inovador, dinamizador das
atividades, jogos, brincadeiras de faz-de-conta e de uma grande diversidade de
brinquedos.

�Enfatiza-se que a qualidade essencial do bibliotecário será o seu
carinho e disponibilidade com que se dedicará às crianças hospitalizadas.
Deverá demonstrar amor a esta profissão e procurar sempre recursos novos
que sejam cada vez mais eficientes, e em paralelo com a equipe médica e
todos profissionais do hospital, transformar o ambiente hospitalar em um
local cada vez mais humano, prestativo e que vise à qualidade do processo
de tratamento.
Um dos objetivos principais do bibliotecário, enquanto profissional
atuante em uma brinquedoteca hospitalar, é fazer com que as crianças
gostem de ler e criem o gosto pela leitura, que conseqüentemente pode se
estender para os lares, mesmo após o período de internação, o que eleva
ainda mais o importante papel social desenvolvido pelo profissional da
Biblioteconomia.

5 METODOLOGIA
A instituição escolhida para se fazer uma investigação da realidade,
bem como também adotada como objeto de estudo, foi a Santa Casa de
Misericórdia de Rondonópolis/MT. Antes de dar início a pesquisa, foi
realizada uma visita a todos os hospitais da cidade, para saber se possuíam
uma brinquedoteca hospitalar. Verificou-se que nenhum dos hospitais da
cidade possuía este método terapêutico. Contudo, escolheu-se esta
instituição para desenvolver a pesquisa, por ser a que atende

um maior

número de crianças enfermas, bem como é o maior hospital existente na
cidade de Rondonópolis/MT.
Após essa escolha, o próximo passo foi a visita a Santa Casa de
Misericórdia de Rondonópolis/MT, objetivando verificar se existia o interesse
e possibilidade de se implantar uma brinquedoteca hospitalar.

�Na seqüência, como pesquisa bibliográfica buscou-se leituras em
obras publicadas por pesquisadores que abordam o assunto, bem como
textos extraídos da Internet, tomando-se o cuidado para que os mesmos
provenham de pesquisas científicas.
Acreditando na viabilidade da implantação do projeto, foi desenvolvido
uma proposta de implantação, contendo espaço físico adequado, recursos
materiais

e

ambientais,

recursos

financeiros

e

recursos

humanos

necessários, bem como os resultados esperados com esta proposta. O
orçamento foi obtido a partir da especificação dos itens definidos pela
pesquisadora conforme as recomendações de Cunha (2001) e apresentado
às lojas de brinquedos e livrarias existentes na cidade de Rondonópolis/MT
situada no Estado de Mato Grosso.
Para a realização desta pesquisa, foram utilizados dois tipos de
questionários,

semi-estruturados

com

perguntas

abertas

e

fechadas

destinadas à direção da Santa Casa e as nove crianças que ali se
encontravam hospitalizadas no dia da pesquisa. Ambos destinavam
investigar o interesse e a necessidade de estar se implantando uma
brinquedoteca na Santa Casa.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo demonstrou que a criança hospitalizada vivencia
momentos inertes e de aceitação, este último proporciona instantes de
espontaneidade que incitam a criança a buscar nos jogos, brincadeiras e na
leitura momentos de entretenimento.
A pesquisa realizada tinha como objetivo geral, elaborar uma proposta
de implantação de uma brinquedoteca hospitalar na Santa Casa de
Misericórdia de Rondonópolis/MT. Este objetivo foi alcançado, uma vez que,

�esta proposta foi criada e demonstrou-se do ponto de vista econômico uma
alternativa viável, pois representa um investimento cujo custo/benefício é
positivo, tendo em vista que traz retorno financeiro à instituição na forma de
redução do tempo de internação, o que representa menos medicamento,
maior rotatividade dos leitos e maior liberação de médicos e enfermeiros. E
no que concerne à criança, quanto mais rápido for a alta hospitalar menos
marcante será a experiência da internação, além do que, a criança retornará
o mais breve possível ao seu ritmo de vida anterior e ao aconchego do seu
lar.
Objetivou também verificar o conhecimento da direção da Santa Casa
de Misericórdia sobre a importância de uma brinquedoteca no ambiente
hospitalar. Foi constatado com grande satisfação por meio de uma pesquisa
realizada com a responsável pela Administração Hospitalar Adjunta que, a
mesma possui um vasto conhecimento sobre este método, verificou-se que
sabe a respeito da função, seus objetivos e sua eficiência para os hospitais
que a adotam como uma medida terapêutica paralela ao tratamento
convencional.
Esta proposta foi, portanto apresentado a administradora, e por meio
dela

foi

demonstrado

com

maior

clareza

sobre

a

importância

da

brinquedoteca para o ambiente hospitalar, haja visto que, é um processo
inovador, que se utiliza da valorização das atividades lúdicas para
proporcionar ás crianças hospitalizadas momentos de descontração e lazer,
o que faz com que a recuperação dessas seja mais rápida e menos
traumática, fazendo brilhar no horizonte a esperança de dias de internação
mais curtos.
Por

meio

da

pesquisa

desenvolvida

junto

a

Santa

Casa

de

Misericórdia de Rondonópolis/MT observou-se que a idéia original da
implantação da brinquedoteca foi bem aceita e que o estudo depois de
concluído foi analisado e demonstrou que há interesse em tornar real a

�proposta de implantação, muito embora, essa realidade não possa ser
efetivada de imediato, tendo em vista que a Instituição passa por reformas
em seu espaço físico.

REFERÊNCIAS
BETTELHEIM, Bruno. Uma vida para seu filho: pais bons o bastante. São
Paulo: Círculo do Livro, 1987.
BOLSO, Albert. HU terá brinquedoteca para auxiliar no tratamento das
crianças internadas. Disponível em
&lt;http://www.usp.br/agen/bols/2000/rede636.htm&gt;. Acesso em: fev. 2004.
BOMTEMPO, Edda. Brinquedoteca: o espaço da criança. In: Fundação para
o Desenvolvimento da Educação. O cotidiano da pré-escola. São Paulo:
FDE, 1990.
BRASIL. Resolução n° 41, de 13 de outubro de 1995. Aprovou na íntegra o
texto da Sociedade Brasileira de Pediatria, relativo aos direitos da criança e
do adolescente hospitalizados. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 17 Out.
1995, Seção 1.
CALDIN, Clarice FortKamp. A leitura como função terapêutica: biblioterapia.
In: ENCONTROS BIBLI, 12.,2001. Florianópolis. Anais... Florianópolis:
UFSC, 2001. Disponível em: &lt;http://www.encontros-bibli.ufsc.br.&gt;. Acesso
em: 10 jul. 2003.
_____. Biblioterapia para crianças internadas no hospital universitário da
UFSC: uma experiência. In: ENCONTROS BIBLI, 14., 2002. Florianópolis.
Anais... Florianópolis: UFSC, 2002. Disponível em: &lt;http://www.encontrosbibli.ufsc.br.&gt;. Acesso em: 21 jan. 2004.
CARVALHO, Maria Cecília M. de (Org.). Construindo o saber: metodologia
científica – fundamentos e técnicas. 14. ed. Campinas, SP: Papirus, 2003.

�CECCIM, Ricardo Burg. A escuta pedagógica no ambiente hospitalar.[Artigo].
Disponível em: &lt;http://www.anpocs.org.br/encontro/2000&gt;. Acesso em: 15 jul.
2003.
CUNHA, Nylse Helena da Silva. A brinquedoteca brasileira. In: SANTOS,
Santa Marli Pires dos. Brinquedoteca: o lúdico em diferentes contextos.
Petrópolis: Vozes, 2001.
FACHIN, Odília. Fundamentos de metodologia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O brinquedo na educação: considerações
históricas. In: Fundação para o Desenvolvimento da Educação. O cotidiano
da pré-escola. São Paulo: FDE, 1990.
______. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 2. ed. São Paulo:
Cortez, 1997.
______. Brinquedo e brincadeira: usos e significações dentro de contextos
culturais. In: SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedoteca: o lúdico em
diferentes contextos. Petrópolis: Vozes, 2002.
MARTINS, Rosana Maria; CAMPOS, Valéria Cristina. Guia prático para
pesquisa científica. Rondonópolis, MT: UNIR, 2003.
NEGRINE, Airton. Simbolismo e jogo. In: SANTOS, Santa Marli Pires dos.
Brinquedoteca: o lúdico em diferentes contextos. Petrópolis: Vozes, 2002.
OAKLANDER, Violet. Descobrindo crianças: a abordagem gestáltica com
crianças e adolescentes. 5. ed. São Paulo: Summus, 1980.
PARDINI, Maria Aparecida. Biblioterapia! Encontro perfeito entre o
bibliotecário, o livro e o leitor no processo de cura através da leitura.
Estamos preparados para essa realidade?. In: Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 2002, Rio de Janeiro. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/87a.pdf&gt;. Acesso em jan.
2004.
RIBEIRO, Rosa Lúcia Rocha. Em busca do arco-íris: relato de uma prática
assistencial de enfermagem para promover a cidadania e a humanização da

�assistência à criança hospitalizada. Coletânea de Enfermagem. v.1, n. 2, p.
79-105, jul./dez. 1999.
SOUZA, Irani de. Arte de brincar do Boldrini vai para a conferência mundial.
[Artigo]. Disponível em:
http://www.boldrini.org.br/info_imprensa/2002e2003/noticia84.htm. Acesso
em: 28 fev. 2004.
SYNTHELABO. Projeto leva lazer ao leito da criança hospitalizada.
Disponível em:
&lt;http://www.sanofi_synthelabo.com.br/imprensa/imprensa2aa6.html&gt; Acesso
em: 15 dez. 2003.
VAZ, José Carlos. Brincar é um direito da criança. Disponível em:
&lt;http://federativo.bndes.gov.br/dicas/DO22%20%20Brincar%20e%20direito%
20criança.htm&gt; Acesso em: 20 dez. 2003.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 4. ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1991.
WEISS, Luise. Brinquedos &amp; Engenhocas: atividades lúdicas com sucata.
São Paulo: Scipione, 1989.

∗

Professora assistente do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Mato Grosso –
Campus Rondonópolis, MT, Brasil, e-mail: mariza.ines@terra.com.br
∗∗
Aluna formanda do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Mato Grosso –
Campus Rondonópolis, MT, Brasil, e-mail: stelapaularocha@hotmail.com

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56911">
                <text>Brinquedoteca hospitalar: perspectivas de implantação deste espaço lúdico na Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis - MT. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56912">
                <text>Pinheiro, Mariza Inês da Silva; Martins, Stela Paula Rocha </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56913">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56914">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56915">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56917">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56918">
                <text>O presente estudo busca verificar a importância da brinquedoteca hospitalar na recuperação das crianças internadas, demonstrando os pontos positivos de sua implantação na Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis/MT. Este trabalho ressalta a importância das atividades realizadas em prol das crianças nos ambientes hospitalares, aborda a função, objetivos e origem das primeiras brinquedotecas terapêuticas no Brasil. Nesse contexto, o estudo objetiva apresentar uma proposta de implantação, bem como inserir o bibliotecário nas atividades da brinquedoteca hospitalar, tendo em vista que esse profissional apresenta um excelente perfil para dar seguimento aos trabalhos inerentes a essa atividade. No trabalho desenvolveu-se a pesquisa de campo com as crianças que se encontravam no hospital, ademais com a responsável pela administração hospitalar da Santa Casa de Misericórdia. A brinquedoteca vem como alternativa para reduzir o tempo e o trauma da internação. Foi realizado um levantamento de custos deste ambiente.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68729">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5230" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4297">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5230/SNBU2004_206.pdf</src>
        <authentication>ad9e64015e5983ab0f075c9fdd0adb4d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="56973">
                    <text>AS TRANSFORMAÇÕES OCORRIDAS NA BIBLIOTECA CEHD E SEU IMPACTO
NA COMUNIDADE ACADÊMICA

Rejane Rosa do Amaral∗
Angela Maria Vilela Barbosa∗∗

RESUMO
A Biblioteca do Centro de Educação e Humanidades “D” passou por relevantes
transformações nos últimos 2 anos. Localizada em um dos campi regionais da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, esta Biblioteca teve um desenvolvimento
expressivo com relação a instalações, equipamentos, espaço físico e profissionais
capacitados. Pretende-se com este trabalho relatar os fatos ocorridos neste período,
os investimentos empregados e todos os esforços empreendidos que, dentre outros
fatores, a fizeram passar de um espaço de 250m² para um de 1000m². As
expectativas da comunidade acadêmica com relação a seus serviços também serão
abordadas. A iniciativa de se criar parcerias com as unidades acadêmicas, seus
departamentos e diretório de estudantes tem sido um ponto favorável para uma
melhor inserção e divulgação dos serviços informacionais. Compartilhar esta
experiência será de grande valia para as instituições de ensino superior no Brasil,
pois, em meio a tantas dificuldades orçamentárias, principalmente no setor público
deste país, ainda é possível acreditar em mudanças e sucesso na estrutura
informacional das Bibliotecas Universitárias.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas universitárias. Bibliotecários – Atuação profissional.
Bibliotecas – Avaliação. Serviços de informação. Serviço público.

1 INTRODUÇÃO
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), fundada em 04 de
dezembro de 1950 vem, ao longo dos anos, se empenhando para que seus cursos
de graduação e pós-graduação tenham um suporte técnico e informacional eficazes.
Através de suas diversas unidades distribuídas por toda Universidade, tenta-se
garantir

que

as

satisfatoriamente.

atividades

de

ensino,

pesquisa

e

extensão

funcionem

�Para acompanhar as demandas de informação advindas de vários setores, em
1998 as Bibliotecas receberam verbas que foram aplicadas no enriquecimento de
seus acervos. Em setembro do mesmo ano, estas unidades de informação deixaram
de pertencer a um sistema e passaram a fazer parte de uma rede. A Rede Sirius –
Rede de Bibliotecas da UERJ – busca acompanhar a evolução histórica da
Universidade, mantendo sua contínua

preocupação com a excelência no

atendimento à crescente demanda de usuários. Composta por 21 bibliotecas,
distribuídas em cinco áreas do conhecimento, a Rede Sirius está presente no
Campus do Maracanã, na Baixada Fluminense, em Nova Friburgo, em Resende e
em São Gonçalo.
Para acompanhar o momento atual, impulsionado pelas novas tecnologias, as
bibliotecas vêm passando por uma série de transformações. Uma delas se refere à
automação dos acervos. De acordo com Gusmão &amp; Mendes (2000, p.1) a automação
de bibliotecas é hoje "uma ferramenta indispensável à melhoria dos serviços e
agilização do funcionamento das mesmas".
A idéia de automatizar as bibliotecas da UERJ surgiu em 1996 e em 1998 a
Rede Sirius encaminhou a sugestão do software a ser adotado. O sistema escolhido
foi o VTLS e, através de cursos e acompanhamentos, este foi sendo adotado por
todas as bibliotecas da Rede. Com este fato, o processamento técnico passou a ser
descentralizado.
Em março de 2004, a Biblioteca do Centro de Educação e Humanidades D,
foco central deste trabalho, teve a sua rede lógica implementada e, em conseqüência
disso, a ampliação de sua infra-estrutura computacional. A partir deste momento as
atividades de automação puderam se desenvolver e estão em fase de andamento.
Esta biblioteca, localizada na cidade de São Gonçalo, onde funciona a Faculdade de
Formação de Professores da UERJ, atende a uma demanda de cerca de 1600
usuários reais. Seu acervo abrange as áreas de Educação, Antropologia, Psicologia,
Sociologia, Biologia, Botânica, História, Geografia, Geologia, Letras e Matemática.

�2 OBJETIVO

Compartilhar com outras instituições de ensino superior a experiência de um
processo de mudança ocorrido em uma das Bibliotecas da UERJ.
Com a injeção de recursos, esta Biblioteca teve seu espaço ampliado,
dispondo de novas instalações e equipamentos. Houve também um crescimento
expressivo de sua equipe. Os serviços e produtos oferecidos estão em fase de
reestruturação. Estuda-se a criação de novos serviços que visem a atender as novas
demandas da comunidade acadêmica, ávida por informações que ajudem em sua
formação profissional. Maciel &amp; Mendonça (2000, p.7) enfatizam que “a biblioteca
deve ser vista como uma organização, como uma empresa, a maioria das vezes com
fins não-lucrativos, com resultados programados e avaliados constantemente”. Ainda
segundo essas autoras, acredita-se que esta seja uma estratégia que possibilitaria à
biblioteca competir, com maior acerto, no ambiente de inovações e incertezas que
caracterizam o período.

3 METODOLOGIA

Para o desenvolvimento deste trabalho foi feito um levantamento documental,
buscando comparar os dados atuais com as informações levantadas nos anos
anteriores. Para um melhor embasamento do trabalho, a experiência da chefia desta
Biblioteca foi levada em consideração, pois trata-se de um profissional que esteve
presente no decorrer de todo este processo.

�Na literatura das áreas de Biblioteconomia e Ciência da informação foram
encontrados os apontamentos necessários que ajudaram no desenvolvimento do
tema.

4 A BIBLIOTECA DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES D

Em 1973, a partir do momento em que a Faculdade de Formação de
Professores iniciou suas atividades em São Gonçalo, a Biblioteca da FFP/CETRERJ
foi criada. Seu acervo era composto essencialmente de livros didáticos e de uma
filmoteca direcionada aos cursos de treinamento. No dia 26 de junho de 1980 é
criada, através do decreto estadual 3290, a Fundação de Amparo à Pesquisa do
estado do Rio de Janeiro, FAPERJ e esta se torna a nova mantenedora da FFP. Em
1982 o regulamento da Biblioteca é aprovado e o seu registro é feito no Conselho
Regional de Biblioteconomia. Em meados de 1990 a Biblioteca fica subordinada
administrativamente e tecnicamente ao então denominado Sistema de Bibliotecas
da UERJ. No decorrer deste mesmo ano foi criada uma Comissão composta de
docentes, discentes e representantes da Biblioteca para então organizar várias
reuniões visando melhorias neste ambiente. No ano de 1994, conforme mostra uma
pesquisa realizada na Faculdade, estava claro que a demanda da comunidade
acadêmica não estava sendo bem atendida, pois, de acordo com Freitas (1994, p. 6)
“a Biblioteca também foi conceituada como regular: 95% dos entrevistados
consideraram insuficiente a quantidade de livros oferecidos” .
A partir de 1996, a Biblioteca passou a contar com verba própria para
aquisição de material informacional e outros bens permanentes, além dos bens de
consumo.
Em julho de 1998, através de acordos da UERJ com órgãos governamentais,
foi realizado o primeiro investimento significativo na atualização do acervo. A
biblioteca estava localizada num espaço de 250m² e contava com a colaboração de 2

�bibliotecários, 3 servidores administrativos e 1 estagiária no desenvolvimento de
suas atividades.
Em agosto de 1999, com a inauguração das novas salas de aula da
Faculdade, o espaço ao lado da Biblioteca fica vago e a chefia
solicitar

aproveita para

à direção da FFP o referido espaço para ampliação da Biblioteca. Em

reunião realizada pelo Conselho Departamental da FFP, com participação da
coordenadora da Comissão de Bibliotecas, chefes de departamentos e bibliotecários
é oficializada a cessão do espaço mencionado.
No período em que foi realizada a obra de ampliação, maio de 2001 a junho
de 2003, a Biblioteca CEHD foi transferida para um local provisório de 72m². Neste
espaço foi possível armazenar apenas 2/3 do acervo. Esta obra, prevista para durar
cerca de 6 meses, foi concluída num prazo de 2 anos.
Atualmente a Biblioteca está funcionando em um espaço de 1000m² , possui
ar condicionado central e salas para várias atividades. Os usuários foram
beneficiados com salas para estudo individual e estudo em grupo; videoteca, que
vem sendo utilizada freqüentemente pelos docentes e discentes, e ainda uma sala
de eventos com 100m². Para os docentes, existe uma sala própria onde os mesmos
podem preparar suas aulas e contribuir para uma melhor utilização do material
informacional disponível. O processamento técnico ocupa 2 salas, sendo uma delas
para guarda do material a ser processado. Dos 3 computadores instalados, um se
encontra no balcão de atendimento e os outros dois no processo técnico.
Com a realização das obras, muitas atividades ficaram prejudicadas, como foi
o caso do processamento técnico. Com o retorno da Biblioteca para o local definitivo,
a implementação da rede lógica em março deste ano e a ampliação do quadro dos
bibliotecários (que passou de 2 para 5) este serviço vem apresentando uma melhora
representativa.

�A comunidade acadêmica vem usufruindo bem desses novos ambientes de
estudo e, apesar do acervo ainda não ser o ideal, acredita-se que este é um
momento importante na trajetória dessa Biblioteca.

5 A IMPORTÂNCIA DAS PARCERIAS

Em meio a tantas dificuldades orçamentárias, firmar parcerias significa
encontrar outras formas de se desenvolver atividades e obter melhora na qualidade
dos serviços prestados e captação de outras fontes de recursos. Esta é uma
estratégia que traz resultados. A realização de empréstimo entre Bibliotecas,
participação de programas de cooperação técnica, compartilhamentos e redes de
serviço tais como: COMUT, Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas
(CCN) e Rede Bibliodata, tornou-se grande aliada no bom andamento dos serviços.
Um fator que contribuiria para enriquecimento do material informacional da
Biblioteca CEHD seria a aplicação efetiva de um ato executivo da universidade que
estabelece 3 a 5% da verba recebida em convênios e outros instrumentos para a
aquisição de material bibliográfico. Até a presente data, isso praticamente não
aconteceu. Uma exceção foi o Departamento de Geografia que aplicou 10% de uma
verba recebida na compra de livros. Outros departamentos também vêm
contribuindo, doando obras relevantes para o acervo.
Um outro exemplo de parceria foi a participação da Biblioteca no evento
denominado A Cultura Brasileira na Literatura Infantil. O mesmo foi montado por uma
docente do departamento de Educação e contou com a participação da bibliotecária
que trabalhava no horário em que o evento foi realizado. A Biblioteca do Colégio de
Aplicação da UERJ (CAP B) também teve sua participação no que se refere ao
empréstimo de obras relevantes para o tema. O setor de informática da Faculdade
de Formação de Professores fez sua contribuição, disponibilizando uma máquina
digital para o registro das atividades.

�De acordo com Tarapanoff (1997), a unidade informacional e seu profissional
devem, no cenário atual, flexibilizar processos de trabalho, desenvolver parcerias,
adotar a cooperação como principal estratégia, inovar e competir por novos espaços
e formar grupos de apoio

para auxiliá-los em decisões administrativas e na

elaboração de políticas informacionais.

6 SERVIÇOS PÚBLICOS, QUALIDADE E RECURSOS HUMANOS

Sendo as organizações do setor público, no conjunto, as maiores
fornecedoras de bens e serviços, a vida, a saúde, a educação, o transporte, o
trabalho etc. dos cidadãos e das empresas estão direta ou indiretamente
subordinados à qualidade, agilidade e localização desses serviços. Por isso, têm
como característica principal uma relação de responsabilidade direta com a
sociedade, necessitando continuamente redefinir a sua missão, visando sobretudo a
manter uma sinergia para com sua clientela.
Constata-se, portanto, a relevância de se desenvolverem conceitos e
metodologias adequados para as empresas prestadoras de serviços e principalmente
para aquelas que prestam serviços ao setor público, com a mesma ênfase que tem
sido dada às empresas industriais e comerciais, objetivando uma adaptação ao novo
cenário mundial.
São comuns as quebras no ciclo de planejamento e na implantação de
processos e projetos. Os planos são alterados a cada mudança de governo devido à
alta instabilidade das equipes técnicas. Não há coerência entre desafios e metas de
uma administração e daquela que a segue, redundando em desgaste, perda da
iniciativa, rupturas no processo decisório e quebra de investimentos.
O desgaste a que chegou a função pública exige que qualquer esforço atual
de mudança na gestão pública esteja apoiado num princípio claro de dignificação da
mesma. A responsabilidade dos funcionários públicos não pode ser compreendida

�como um problema puramente formal de enquadramento estatutário e definição por
escrito das obrigações e punições. Por isso, há necessidade de:
•

garantir o uso adequado dos recursos disponíveis, com economia e dentro do
preceito do serviço à população;

•

fortalecer a imagem e a função do servidor público como um propulsor dos
sentimentos de altruísmo e respeito à sociedade;

•

garantir a melhoria constante do serviço público, no atendimento e na
qualidade do serviço prestado;

•

voltar a administração de pessoal para a execução de uma política de
recursos humanos centrada na eficiência e efetividade do serviço público;

•

estabelecer

mecanismos

que

conduzam

à

elevação

do

grau

de

comprometimento dos servidores em geral com a melhoria e a racionalização
do serviço;
Moller (1993, p.2), por sua vez, alerta: "os cidadãos estão insistindo para que
o setor público melhore a Qualidade dos seus serviços: o setor público é como
qualquer outra empresa com clientes pagantes".
Devido a essas circunstâncias, cabe um papel decisivo ao gerente das
empresas prestadoras de serviços do setor público, em propor melhorias adequadas
à essa realidade.
A Rede de Bibliotecas da Uerj, preocupada com sua questão de pessoal,
realizou um estudo abordando o dimensionamento de recursos humanos. A partir de
um referencial teórico fundamentado no novo paradigma emergente, enfatizava-se a
visão do homem segundo uma perspectiva integrada, e a valorização do ser
humano, visto não como um recurso, mas como um gerador de recursos. De acordo
com Fonseca (2002, p. 3)

�o estabelecimento de padrões de atendimento, para toda a
organização, a começar pela sua "linha de frente", ou seja, as
pessoas que mantêm o contato inicial com os usuários, hoje
valorizadas como "cartão de visitas" da empresa, constitui-se no
primeiro passo para o alcance de metas e o necessário investimento
no capital humano.

Este estudo mostrou a insatisfação dos servidores quanto a algumas
condições do seu ambiente de trabalho (mobiliário, espaço físico, segurança pessoal
e do acervo).
Por estar funcionando em novas instalações, a realidade da Biblioteca CEHD
é um pouco diferente daquela encontrada em outras bibliotecas da Rede. Contudo,
existe uma preocupação por parte de sua administração em atender melhor sua
“clientela interna”. Para isso, um sistema de gerência participativa vem sendo
incentivado. Através de reuniões e dinâmicas de grupo, o relacionamento
interpessoal é trabalhado com o objetivo de melhorar cada vez mais a comunicação
da equipe.

7 CONCLUSÃO

Face aos desafios que as bibliotecas universitárias vêm enfrentando, é preciso
ser criativo no intuito de maximizar qualquer investimento que seja feito. Neste
sentido, a Biblioteca de Educação e Humanidades D espera ocupar cada vez mais
seus espaços e atender satisfatoriamente sua demanda.
Verifica-se que os docentes estão demonstrando orgulho e satisfação ao
trazerem visitantes neste novo local, participando ativamente para que o mesmo seja
bem utilizado.
Como meta, busca-se incentivar a inscrição na Biblioteca dos demais usuários
potenciais através da criação de serviços e produtos que venham a contemplar a
expectativa dos mesmos. Os CAs (Centros Acadêmicos) também deverão ser

�procurados para que possam colaborar enviando sugestões para um melhor
desempenho das tarefas a serem realizadas.
Os estudos brasileiros relacionam a preocupação com a motivação dos
recursos humanos associada à melhoria da qualidade dos serviços prestados.
Afirmam que deve haver um ambiente adequado na Biblioteca, onde sejam
atendidas, entre outras, as expectativas dos clientes internos e externos, e
constatada a satisfação das pessoas em relação ao trabalho que executam.
Destaca-se ainda, que o envolvimento dos recursos humanos resultará no
comprometimento com o trabalho e no sucesso da Biblioteca.
Ao moderno profissional da informação, cabe buscar uma visão holística da
área onde trabalha para tratar e recuperar as informações que atendam às
necessidades dos clientes completamente. Assim, deverá ter um perfil que
contemple capacidade de sistematização de processos, visão ampla de operações e
habilidade para lidar com as novas tecnologias.
A estratégia do desenvolvimento de parcerias deverá ser incentivada
conhecendo o fato de este ser um instrumento valioso para captação de recursos e
divulgação dos serviços prestados.

ABSTRACT
The library of the “Centro de Educação e Humanidades D” passed for a lot of
transformations in the last two years. It is situed in a university called UERJ –
Universidade do Estado do Rio de Janeiro. This library had a very expressive
development with regard to installation, equipment, space and professionals. This
library was to a space of 1000m². Intend with this paper to relate the facts and
investments that happened in this time. The expectation of the academic community
will be approached. To share this experience will be very interesting to others
universities in Brazil.

�REFERÊNCIAS
BARBALHO, C. R. S.; BERAQUET, V. S. M. Planejamento estratégico para
unidades de informação. São Paulo: Polis/APB, 1995. 69p.
BARBOSA, A. M.V. B.; LOPES, R. Biblioteca CEH/D: ontem, hoje e amanhã. São
Gonçalo: [s.n.], 2000. 22p.
FONSECA, N. L.; SILVA, A. B. G. L.; PIMENTA, S. M. G.; DIAS, L. F. L.
Dimensionamento de recursos humanos para a rede sirius: uma contribuição.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife.
Anais eletrônicos ... Recife: UFPE, 2002. Disponível em:
http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/main.htm. Acesso em: 02 jul. 2004
FREITAS, M. T. O que pensa da FFP a comunidade acadêmica. Rio de Janeiro:
UERJ, [198-]. 9p.
GUSMÃO, Alexandre Oliveira de Meira; MENDES, Almir de Melo. Impacto da
automação sobre os funcionários das bibliotecas da Universidade Federal de
Pernambuco. Revista Informação &amp; Sociedade: Estudos, v. 10, n. 2, 2000.
Disponível em: &lt; http://www.informacaoesociedade.ufpb.br &gt;. Acesso em: 10 jun.
2004.
MACIEL, A. C. MENDONÇA, M., A. ,R. Bibliotecas como organizações. Rio de
Janeiro: Interciência, 2000. 96p.
______. Instrumentos para gerenciamento de bibliotecas. Niterói: EDUFF, 1995.
86p.
MOLLER, R.C. A instituição e suas máscaras: as armadilhas do ilógico na teoria
gerencial contemporânea. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 16,
n.1, 1993.
SILVA, A. G.; SOUZA, I. V. P.; SILVA, J.; VIEIRA, R. M. O. Profissionais de
informação e novas tecnologias: um estudo de caso. In: ENCONTRO NACIONAL DE
ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA E GESTÃO
DA INFORMAÇÃO, 26., 2003, Curitiba. Anais eletrônicos. Curitiba: UFPR, 2003
Disponível em: &lt;
http://www.decigi.ufpr.br/anais_enebd/documentos/oral/profissioniais%20.rtf &gt;
Acesso em 10 jul. 2004.

�TARAPANOFF, Kira. Perfil do profissional da informação no Brasil. Brasília:
IEL/DF, 1997. 134p.

∗

Bibliotecária rra@uerj.br UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rede Sirius – Rede
de Bibliotecas. Biblioteca de Educação e Humanidades D. Rua Francisco Portela, 794, Paraíso – São
Gonçalo – Rio de Janeiro, RJ. CEP: 24435-000. Brasil. E-mail: cehd@uerj.br
∗∗
Chefe da Biblioteca angelvil@uerj.br UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rede
Sirius – Rede de Bibliotecas. Biblioteca de Educação e Humanidades D. Rua Francisco Portela, 794,
Paraíso – São Gonçalo – Rio de Janeiro, RJ. CEP: 24435-000. Brasil. E-mail: cehd@uerj.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56947">
                <text>As transformações ocorridas na Biblioteca CEHD e seu impacto na comunidade acadêmica. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56948">
                <text>Amaral, Rejane Rosa do: Barbosa, Angela Maria Vilela</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56949">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56950">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56951">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56953">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56954">
                <text>A Biblioteca do Centro de Educação e Humanidades “D” passou por relevantes transformações nos últimos 2 anos. Localizada em um dos campi regionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, esta Biblioteca teve um desenvolvimento expressivo com relação a instalações, equipamentos, espaço físico e profissionais capacitados. Pretende-se com este trabalho relatar os fatos ocorridos neste período, os investimentos empregados e todos os esforços empreendidos que, dentre outros fatores, a fizeram passar de um espaço de 250m2 para um de 1000m2. As expectativas da comunidade acadêmica com relação a seus serviços também serão abordadas. A iniciativa de se criar parcerias com as unidades acadêmicas, seus departamentos e diretório de estudantes tem sido um ponto favorável para uma melhor inserção e divulgação dos serviços informacionais. Compartilhar esta experiência será de grande valia para as instituições de ensino superior no Brasil, pois, em meio a tantas dificuldades orçamentárias, principalmente no setor público deste país, ainda é possível acreditar em mudanças e sucesso na estrutura informacional das Bibliotecas Universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68733">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5233" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4299">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5233/SNBU2004_207.pdf</src>
        <authentication>6388ae816554be99e66688e425f031c1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57000">
                    <text>PROMBIC - PROGRAMA MELHORAMENTO DA BIBLIOTECA DO CESUR
estratégia de envolvimento cooperativo nas atividades de uma biblioteca universitária

Carlos André De Oliveira Câmara∗

RESUMO
Apresenta as estratégias adotadas pela Biblioteca Desembargador Luis Carlos da
Costa Mendes, Biblioteca do Cesur, no desempenho de atividades de treinamento e
melhoramento das relações entre clientes internos e externos, enfocando na ação
cooperativa de todos os membros da organização. enfatiza a necessidade de
políticas de ação bem desenvolvidas no planejamento da expansão dos serviços e
produtos. Aborda a metodologia adotada pela equipe de implantação do projeto,
destacando o poder de mudança dos cooperadores e o empreendedorismo da
administração nas tomadas de desenvolvimento e aperfeiçoamento de pessoal.
Retrata a qualificação e o planejamento de qualificação pessoal e a política de
convergência da mantenedora, em relação aos incentivos educacionais dos
cooperadores. Mostra os resultados obtidos pela gestão da Biblioteca depois da
implantação do programa e as perspectivas das mudanças no programa e sua
contínua avaliação.
PALAVRAS-CHAVE: Planejamento Estratégico. Planejamento Bibliotecário.
Desenvolvimento de pessoal. Administração de Bibliotecas. Bibliotecas Universitárias.

1 INTRODUÇÃO

O Programa PROMBIC é uma iniciativa dos bibliotecários, Carlos Câmara e
Sheila Gabriel, lotados na Biblioteca do Saber Desembargador Luis Carlos da Costa
Mendes,

do Centro de Ensino Superior de Rondonópolis, mantenedora da

Faculdade do Sul de Mato Grosso, instituição voltada para o desenvolvimento
científico da região Sul do estado de Mato Grosso.
Apresenta-se como uma atividade promotora de informações fundamentais
para o desenvolvimento dos cooperadores lotados neste departamento, buscando

�uma reflexão do andamento das atividades diárias e uma auto reflexão do indivíduo
inserido no contexto institucional.
Objetivando melhorar o rendimento profissional da Biblioteca, enfatizando a
responsabilidade de cada cooperador para o desenvolvimento da equipe, enfocando
as especificidades a seguir: Apresentar dados qualitativos e quantitativos da
produção da biblioteca; Confrontar a realidade da instituição com a realidade da
Biblioteca;

Proporcionar

aos cooperadores da biblioteca e equipe de apoio um

momento de análise das atividades desenvolvidas pela biblioteca; Apresentar
resultados da avaliação institucional – PAIC; Oportunizar aos cooperadores um
momento de integração interdepartamental.

2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Com a crescente diversificação das bibliotecas universitárias

foram

determinados novos critérios na instalação e organização do setor de informação,
proporcionando aos usuários e funcionários mais comodidade e

conforto. A

biblioteca universitária deve ter um local agradável e o seu acervo precisa ser
atualizado constantemente. A estrutura física das bibliotecas universitárias são
amplas com salas de estudo em grupo, estudo individual, videoteca, multimídia,
setor de referência, anfiteatro, terminais de consultas,

balcão de atendimento,

processamento técnico, acervos de livros e periódicos e um atendimento
diferenciado, este atendimento será possível se os cooperadores estiverem
qualificados para a atividade a qual está designado.

2.1 BUSCA DA QUALIDADE

�A padronização dos serviços e produtos de uma instituição provedora de
informação é bastante salutar, quando o seu maior objetivo é promover informações
às necessidades informacionais de um grupo de pesquisador, usuários.
Faz-se necessário o encantamento dos clientes/usuários/pesquisadores,
diante da promoção dos serviços e produtos de uma biblioteca, havendo nesse
encantamento, o nome da unidade de informação será elevado, e assim possibilitou
a visualização com maior clareza do planejamento ou marketing aplicado e os atores
envolvidos nesse planejamento.
O atendimento ao usuário/cliente/pesquisador é um dos serviços da biblioteca
que

requer uma atenção especial, ele será o diferencial das atividades

desenvolvidas no setor de informação de uma biblioteca.
Pesquisas realizadas pela psicologia social demonstram que as
pessoas sentem necessidades de serem tratadas como únicas.
Muitas vezes essa necessidade é mais importante que os negócios
ou problemas que procuram resolver [...] a empresa pode estar
estruturada para atender ao ciente, mas, se não tiver funcionários
preparados para lhe dispensar o devido tratamento, coloca em risco
todo seu investimento. (PILARES, 1989, p.73).

Assim, por meio de uma política de quebra da resistência organizacional e
métodos referentes a treinamento e motivação dos cooperadores, é possível
estabelecer um principio de qualidade, focado na promoção da biblioteca e
mostrando sua real capacidade de informar com qualidade, promovendo assim a
instituição no todo.

2.2 DESENVOLVIMENTO DE POLÍTICAS DE CRESCIMENTO INSTITUCIONAL
Acompanhando o crescimento natural das Instituições de Ensino Superior, as
Unidades de Informação (Bibliotecas) devem apresentar um comportamento de
crescimento planejado, abordando os aspectos:

�• Estrutura física;
• Estrutura de planejamento: estratégico, gerencial e operacional

2.2.1 Desenvolvimento organizacional
Acompanhando o desenvolvimento da instituição a Biblioteca do Cesur propõe
a mantenedora uma reformulação da sua estrutura física, conforme segue:

a)

Recepção – Balcões de empréstimo e devolução; Caixa;

02

terminais de consulta; Guarda-volumes; 02 Sanitários.
b)

Diretoria geral da biblioteca – sala de recepção com material de
apoio; aparelho de faz; sala da direção com sala em anexo para
reunião e WC privativo e equipamentos de apoio.

c)

Sessão de referência – espaço físico para comportar equipamentos
de apoio.

d)

Sala de multimídia – espaço físico para comportar 21 micros, 01
impressora e acervo de disquetes e CDs ROM.

e)

Anfiteatro para 100 pessoas – para realizações de eventos e
atividades de treinamento da biblioteca.

f)

Sessão de processamento técnico – espaço para 05 ilhas (mesas
com equipamentos de apoio e cadeiras giratórias), 01 scanner, espaço
para estantes de aço, armários de aço, 02 WC, escaninhos para
objetos pessoais.

g)

Copa – com espaço para frigobar, mesa de apoio para lanches,
armário.

h)

Salas de estudo em grupo – 02

i)

Salas de estudos individualizado – 02

j)

Acervo – espaço programado para um montante de 70.000 volumes

k)

Sessão de coleções especiais – inclui Videoteca, Sala de áudio,
Hemeroteca, Coleções de periódicos, Obras especiais, Realias,

�Mapoteca, Obras raras, Reserva, Reprografia, 02 salas de estudo em
grupo

2.2.2 Desenvolvimento de Recursos Humanos

Criar política de desenvolvimento para a biblioteca e conduzir suas metas de
forma convergentes as da instituição. Criar uma relação de aperfeiçoamento com o
usuário, cooperadores e comunidade.
Implantação de projetos progressivos que fomente o papel da biblioteca como
elo entre a pesquisa – ciência e a comunidade, podemos destacar projetos já
existentes como: Programação de confraternização de final de ano, apoio a
instituições carentes, com campanhas de recolher donativos – UNIPROM, apoio a
cultura, Exposição, Palestras; processos em implantação, como: Lar dos Idosos –
campanha de arrecadação de donativos, Carro Biblioteca; Estrelas na biblioteca –
usuário, professor, funcionário e grupos de palestras solidárias, Semana do Livro e
das Bibliotecas.
Para que a Unidade de Informação cumpra seu papel frente à demanda de
usuário existente e futura é necessário um processo contínuo de auto
desenvolvimento para a equipe de cooperadores da Unidade de Informação, sendo
que, existe a política de qualificação profissional por meio de intervenção da direção
da biblioteca com apresentação de reuniões e treinamentos, enfocando a qualidade
nos procedimentos, sendo dessa a necessidade de criar um programa específico de
qualificação profissional.

3 PROMBIC

�3.1 O PROGRAMA
como mencionado anteriormente o PROMBIC é uma iniciativa dos Bibliotecários da
Faculdade do Sul de Mato Grosso, iniciado em 2003, precisamente no 2º semestre,
quando foi detectada a necessidade de instituir um programa de planejamento
voltado ao aperfeiçoamento dos cooperadores da Biblioteca, onde essa qualificação
tornasse a biblioteca mais atuante na instituição quanto à promoção de serviços e
produtos de informação, alguns aspectos foram observados: Setores existentes,
pessoal, qualificação anterior de cada cooperador, recursos primários existentes,
recursos existentes para captação, disponibilidade de parcerias e política de
desenvolvimento institucional.
O PROMBIC é formado pelos bibliotecários, Auxiliares, Assistentes e Estagiários,
contando ainda com o apoio da Mantenedora o Centro de Ensino Superior de
Rondonópolis – CESUR e parceiros.

3.2 A INSTITUIÇÃO

A instituição Biblioteca é responsável pelo planejamento das ações voltadas
ao contentamento e fidelização dos clientes internos e externos.
Muitas pessoas se diferem na maneira de agir, pensar, sentir e perceber.
Estas diferenças individuais são inevitáveis e tem uma grande influências no
desenvolvimento da equipe. Segundo Moscovici ( 2002, p. 145) “As diferenças entre
as pessoas não pode ser consideradas inerente boas ou más. Algumas vezes,
trazem benefício ao grupo e ao indivíduo, outras vezes, trazem prejuízos, reduzindolhes a eficiência”.
Algumas pessoas são resistentes às mudanças, às vezes sentem medo ou
ameaça diante de uma situação. Estas reações provocam um desequilíbrio interno
no indivíduo, fazendo com que ele não perceba o bem que poderá ocasionar se
houvesse uma adaptação. Cada pessoa pode descobrir características importantes

�em si. Muitas das qualidades que temos hoje, foram desenvolvidas com habilidade e
criatividade. Por meio do endomarketing podemos apresentar princípios criativos
com grandes desafios:
•

Capacidade: mostrar como é importante o preparo técnico, da profissão,

aperfeiçoar sempre independente de cargo ou salário. Pois é por meio desses
princípios que iremos mostrar que somos pessoas capacitadas.
•

Competência: procurar fazer sempre bem feito, assumir responsabilidade.

•

Coragem: Enfrentar as dificuldades e riscos para desenvolver qualquer projeto,

lembrando que para alcançar o sucesso depende da capacidade de cada pessoa .
•

Criatividade: para encontrar saída ou soluções para determinados problemas é

preciso ser criativo em ocasiões na empresa, tanto em situações internas como
externas.
•

Coração: As organizações estão investindo nos profissionais que vesti a camisa

da empresa, por isso, é interessante que os cooperadores se envolver na função, a
qual desempenha e demonstre respeito e amor pelos colegas.
A coragem não é o oposto do desespero, mas é uma capacidade
de seguir em frente apesar do desespero. Não é uma virtude nem
valor entre os valores do indivíduo, como o amor ou a fidelidade. É
o alicerce que suporta e torna reais todas as outras virtudes e
valores. Sem ela, o amor empalidece e se transforma em
dependência. Sem a coragem, a fidelidade é mero conformismo. A
palavra coragem tem a mesma raiz que a palavra francesa “coeur”,
que significa “coração” . Assim, como o coração irriga os braços,
pernas e cérebro fazendo funcionar todos os órgãos, a coragem
torna possíveis todas as virtudes psicológicas. Sem elas os outros
valores fenecem, transformando se em arremedo da virtude. (MAY
apud PARDINI, 2001, p.6)

Conforme mencionado para alcançar as metas e objetivos os cooperadores
estão superando os desafios, por meio, do coração , pois é ele quem leva o indivíduo
a todos os outros princípios da criatividade, Pois quando sentimos insatisfeitos diante
de uma decisão, ele nos envia uma mensagem de animo e motivação para

�buscarmos nossos objetivos. Ele esta sempre presente nos pensamento e ação de
cada pessoa.

3.3 O COOPERADOR

A intervenção possibilita um maior respaldo no plano de qualidade desenvolvido na
Biblioteca, este plano será assistido por um profissional apolítico as formatações do
universo biblioteconômico, sendo este um dos requisitos básicos para alcançar o
sucesso ou permitir uma constante atualização de conhecimento e habilidades para
adaptar-se no mundo de acelerada mudanças.
Hoje, as empresas estão selecionando o seu pessoal por meio do
recrutamento, um processo que consegue avaliar o nível de qualidade pessoal de
cada indivíduo, e este uma vez contratado será treinado para enfrentar os diversos
tipos de mudanças existente nas organizações. Os futuros profissionais que o
mercado de trabalho está priorizando são os flexíveis, dinâmico, e que não tenham
medo de tomar iniciativa.
Essas pessoas serão incorporadas nas organizações contemporâneas,
comprometidas com o desenvolvimento, e buscam uma educação continuada a fim
de melhorar a qualidade de vida.
Estas empresas estão investindo em seu capital intelectual, visando descobrir
os talentos existentes em suas organizações. E estas pessoas estão vencendo a
competitividade, mostrando o seu diferencial de forma estratégica, desenvolvendo
suas funções com qualidade, garantindo lucros e maior produtividade para a
empresa.
Algumas empresas estão superando a falta de preparo de seus cooperadores,
investindo na educação, saúde e lazer. Outras motivam seu pessoal por meio de
palestras e cursos, mantendo-os informados sobre a área a qual, atua elevando o

�potencial empreendedor de cada cooperador. Infelizmente são poucos os
cooperadores que conseguem ocupar seu pouco tempo e baixo salário na
qualificação de sua profissão.
Às vezes os cooperadores demoram a entender o processo de melhoria, por isso é
interessante que desperte neles, logo de início a qualidade pessoal para que possam
ter uma visão competitiva do futuro profissional. Essas mudanças de comportamento
proporcionam ao indivíduo, mais responsabilidade com suas funções e uma visão
holística. Assim a qualidade passa a ser algo mais amplo e produtivo, encarado de
forma natural.
É importante registrar, aqui, os esforços dos funcionários ou os
estímulos
oferecidos
pela
instituição
no
sentido
do
desenvolvimento dos recursos humanos, quer pela participação
em cursos ou eventos, quer por estágio ou rodízios internos.
Também devem ser valorizadas as atividades de pesquisas e
produção de textos para publicação em livros e periódicos
especializados ou apresentação em eventos. ( ALMEIDA, 2000, p.
25).

Conforme citado na premissa acima é interessante a instituição investir no
pessoal do setor de informação. Pois uma vez que eles estejam preparados para
exercer suas funções com eficácia, será tão importante quanto o acervo atualizado, e
estes poderá participar de projetos e atividades de extensão dando suporte nos
projetos de pesquisas.

4 A METODOLOGIA
O desenvolvimento do programa se apresenta de forma continua atuando
sobre os cooperadores:
O objetivo do treinamento é moldar as pessoas de acordo com o padrão de
qualidade da organização. Este processo de aprendizado enfoca do individuo a
formação, educação e talentos. Mostra-lhes também, que eles poderão ter grandes

�oportunidades e capacidades de evoluir dentro de cada função por meio de suas
qualidades natas.
Para desenvolver uma pessoa, não basta dar-lhe informação, mas sim
formação básica que elas mudem seus conceitos e idéias e que mudem seus hábitos
e comportamento, tornando-as mais eficazes no que faz, desse modo a informação,
as mudanças e o conhecimento passa a ser um meio importante na produtividade da
empresa. O treinamento é composto de quatro etapas:
• Diagnostico: É feita

uma observação dos pontos que não estão sendo

satisfatório na empresa;
• Desenho: Para solucionar os problemas abordados no diagnostico

de

treinamento;
• Implementação: É a aplicação do processo de treinamento de acordo com
cada organização;
• Avaliação:

É a observação dos resultados do treinamento, se eles estão

realmente sendo aplicados;
Na verdade nestes quatros pontos estratégicos do treinamento são onde as
empresas conseguem atingir o tão desejo nível de desempenho de cada cooperador
e também é por meio dessa avaliação que acontece a seleção, os indivíduos são
contratados e observados se realmente estão desenvolvendo suas funções de
acordo com as normas da empresa.
Em algumas empresas

já esta sendo apresentado os sete pontos de como

motivar e encorajar seus cooperadores a desempenhar suas funções com lealdade e
com isso estão alcançando a produtividade duas vezes maior.
• Conhecer a capacidade de cada pessoa;

�• Observar se os funcionários estão na função adequada de acordo com seus
talentos e competência;
• Encorajar os cooperadores a ter soluções para seus problemas e adotar suas
sugestões;
• Contratar somente pessoas que saibam trabalhar em equipe;
• Gestores devem-se ter uma boa relação com os cooperadores para que possa
demonstrar confiança e respeito;
• Estabelecer um padrão de normas e ser firme e justo em todas as ocasiões;
• Tratar os cooperadores de forma que gostaria que fossem tratados;

Os executivos da área pessoal e recursos humanos conhecem há
algum tempo a relação entre funcionários motivados e produtividade.
Mas só recentemente conseguiram quantificar este impacto. Agora
eles começam a se posicionar com membros da alta direção e, no
processo, estão cuidando de uma gama mais ampla de necessidades
das empresas – atendimento e satisfação dos clientes, contenção de
custos e gestão da força de trabalho. (DESATNICK &amp; DETZEL 1994,
p.35)

Analisando a proposição acima, hoje as empresas estão investindo em seu
quadro de cooperadores para eles se qualifiquem e atendam as necessidades da
empresa, por meio desses serviços eles iram cuidar bem dos clientes garantindo
uma boa satisfação e produtividade da empresa.
A sensibilização dos cooperadores sobre a importância do bom atendimento
ao público, visualizando sempre os principais fatores da formação da imagem da
instituição, bem como capacitá-los no uso de técnicas adequadas ao atendimento
aos diversos tipos de clientes em diversas situações do nosso cotidiano, com
objetivo de qualificar estes profissionais para a implantação da qualidade nos
serviços prestados pela Biblioteca.

�6 CONCLUSÃO
A realização deste programa é de grande importância para a qualificação não
apenas do cooperador, mas da instituição biblioteca que ganha respeito diante aos
usuários de informação e conseqüentemente promove seus produtos e serviços.
Ressaltamos ainda, a colaboração da administração da Facsul, pelo empenho na
colaboração da política adotada.
Por fim a as atividades desse programa, mostram o empenho e a
determinação do grupo envolvido nas atividades que foram desenvolvidas e as
atividades que serão desenvolvidas visando a melhora dos recursos humanos da
Biblioteca. Enfatizamos ainda a importância da avaliação no processo de qualificação
dos cooperadores de uma biblioteca e da participação destes no desenvolvimento de
estratégias convergentes ao seu desenvolvimento.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Cristina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços
de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2000.
CERQUEIRA NETO, Edgard Pedreira de. Gestão da qualidade: princípios e
métodos. São Paulo Editora: Pioneira-1993.
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoa: o novo papel dos recursos humanos
nas organizações. Rio de Janeiro : Campus, 1999.
DESATNICK, Roberto L., DETZEL, Denis H. Gerenciar bem é manter o cliente.
São Paulo. Editora: Pioneira. 1994.

�FERREIRA, Mário César. Serviço de atendimento ao público: O que é ? E como
analisá-lo? Rio de Janeiro: UFF, 1997.
KOBAYASHI, Shunichi. Renovação da logística. São Paulo : Atlas, 2000.
LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Qualidade total em serviços: conceitos, exercícios,
casos práticos. São Paulo. Atlas-1999.
MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. Rio de
Janeiro: José Olympio, 2002
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Planejamento estratégico. São Paulo:
Atlas, 2002.
PARDINI, Maria Aparecida. Biblioteca equipe sincronizada, sucesso garantido!
São Paulo: UFF, 2002.
PILARES, Nanci Capel. Atendimento ao cliente. São Paulo: Nobel, 1989.

∗

ENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE RONDONÓPOLIS – CESUR. FACULDADE DO SUL DE MATO
GROSSO – FACSUL, Avenida Ari Coelho, nº 829, Vila Birigui, Rondonópolis – MT. Cep: 78705-050.
Brasil carloscamara@cesur.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56974">
                <text>PROMBIC - Programa melhorameneto da Boblioteca do CESUR: estratégia de envolvimento cooperativo nas atividades de uma biblioteca universitária. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56975">
                <text>Câmara, Carlos André de Oliveira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56976">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56977">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56978">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56980">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="56981">
                <text>Apresenta as estratégias adotadas pela Biblioteca Desembargador Luis Carlos da Costa Mendes, Biblioteca do Cesur, no desempenho de atividades de treinamento e melhoramento das relações entre clientes internos e externos, enfocando na ação cooperativa de todos os membros da organização. enfatiza a necessidade de políticas de ação bem desenvolvidas no planejamento da expansão dos serviços e produtos. Aborda a metodologia adotada pela equipe de implantação do projeto, destacando o poder de mudança dos cooperadores e o empreendedorismo da administração nas tomadas de desenvolvimento e aperfeiçoamento de pessoal. Retrata a qualificação e o planejamento de qualificação pessoal e a política de convergência da mantenedora, em relação aos incentivos educacionais dos cooperadores. Mostra os resultados obtidos pela gestão da Biblioteca depois da implantação do programa e as perspectivas das mudanças no programa e sua contínua avaliação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68736">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5236" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4303">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5236/SNBU2004_208.pdf</src>
        <authentication>91413f3e59585de6e4c81e46d8a7b73a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57036">
                    <text>REUNIÃO NACIONAL DE BIBLIOTECAS BIOMÉDICAS E ESPECIALIZADA EM
ODONTOLOGIA: UMA EXPERIÊNCIA

Luciana Manta Brício do Valle∗
na Rosa dos Santos∗∗

RESUMO
Relata a experiência da Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e
Especializadas em Odontologia, que teve edições em 1999, 2001, 2003, tendo
sua próxima prevista para 2005.
Reunião promovida e organizada pela
Biblioteca Mário Badan, da Associação Brasileira de Odontologia - Sessão Rio de
Janeiro – ABORJ, com o apoio da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e
Odontologia da Universidade Federal Fluminense, que ocorre paralelamente ao
Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ. Evento com
inscrição gratuita, que tem como objetivo promover a educação continuada dos
bibliotecários e documentalistas que atuam na área de informação e
documentação em saúde e, em especial, em odontologia, que demonstra como
pode ser produtiva a parceria entre instituições públicas e privadas. Conclui-se
que essa forma de ser bibliotecário, promotor de eventos de informação, ressalta
o caráter humanista, de agente incentivador e disseminador do conhecimento,
aspectos que o bibliotecário nesta nova sociedade deve buscar.
PALAVRAS-CHAVE:
Biblioteconomia.

Cultura

empreendedora.

Educação

continuada.

1 INTRODUÇÃO

Atualmente, vivemos numa sociedade onde é fundamental agregar-se
valores e, principalmente, devemos aprender, a apreender e a empreender. Esse
novo agir trás para nosso contexto de trabalho, discussões sobre diversos
modelos.
As informações, conceitos, terminologias, valores, padrões, entre outros
estão em constante atualização e a velocidade dessas mudanças faz com que os

�indivíduos e a própria sociedade criem condições para adequar-se, num
movimento de expansão para absorção do novo.
Surgido no século XII, o empreendedorismo teve seu desenvolvimento nas
Ciências Administrativas como campo de estudo na década de 80. Sua
conceituação tornou-se mais abrangente associada à inovação, um paralelo ao
conceito de criação (Quem cria, cria algo, para alguém). Sua filosofia visa,
basicamente, atender o bem estar e a satisfação do cliente, onde o lucro é
conseqüência.
Hoje, o termo empreendedorismo vem ganhando status dentro da
Biblioteconomia. Esse modelo de gestão baseia-se na inovação através da
criatividade, utilizando as idéias que nascem das informações, que são
disponíveis a todos, mas que somente alguns saberão como transformá-las em
insumos (produtos e/ou serviços). Neste contexto, o conhecimento torna-se
primordial para o sucesso, assim como a responsabilidade social.
No presente trabalho, abordou-se os conceitos sociais e econômicos da
informação, bem como o papel social do profissional bibliotecário, utilizando para
tanto a filosofia do empreendedorismo na realização das Reuniões Paralelas de
Bibliotecas Biomédicas e Especializadas em Odontologia, evento sem fins
lucrativos,

que

acontece

paralelamente

ao

Congresso

Internacional

de

Odontologia do Rio de Janeiro – CIORJ, com objetivo de capacitar profissionais
bibliotecários que atuam na área biomédica.

2 EMPREENDEDORISMO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Entrepreneur é palavra francesa usada no século XII para designar aquele
que incentivava brigas.

No século XVIII, começou a designar pessoas que

conduziam projetos, empreendimentos (VERIN, 1982, p. 31, 33 apud FILION,
1999, p. 18). Cantillon, 1731, (apud FILION, 1999, p. 7) definiu empreendedores
como aqueles que “compravam matéria-prima - geralmente produto agrícola - ,

�por certo preço, com o objetivo de processá-la e revendê-la por um preço ainda
não-definido”. Filion (1999, p. 10) diz que empreendedores
podem ser
considerados pessoas que definem projetos e
identificam o que precisam aprender para realizá-los. Usando isso
como ponto de partida, os empreendedores são pessoas que
devem continuar a aprender para ajustarem-se às atividades de
seus ofícios, estando em constante evolução, e não apenas
pessoas que definem suas necessidade de aprendizado. Os
empreendedores devem não só definir o que precisam fazer, mas
também o que têm de aprender para serem capazes de fazê-lo.

Jean-Baptiste Say é considerado como o pai do empreendedorismo por
Filion (1999 , p. 7), por ter lançado os alicerces desse campo de estudo.

O

economista Joseph Alois Schumpeter (1934), associou “o empreendedor ao
desenvolvimento econômico, à inovação e ao aproveitamento de oportunidades
em negócios” (DOLABELA, 1999b, p. 28).
Empreendedorismo é uma tradução livre do termo entrepreneurship,
abrange estudos relacionados ao empreendedor, e seu perfil dentro do contexto
social. “O empreendedor é um ser social produto do meio em que vive (época e
lugar)”.

Empreender seria inovar, agregar valor, introduzir mudanças. “Os

empreendedores podem ser voluntários (que têm motivação para empreender) ou
involuntário (que são forçados a empreender por motivos alheios à sua vontade:
desempregados, imigrantes, etc.)”. (DOLABELA,1999b, p. 28-29).
Hoje o termo empreendedorismo está ligado a inovação, de acordo com a
idéia trazida por Say e projetada por Schumpeter.

2. 1 EMPREENDORISMO E AS BIBLIOTECAS
O conceito entrepreneuship começou a ser usado na área de ciência da
informação por volta da década de 80, com as idéias de White, Riggs, Cottam e
Dumont (HONESKO, 2002, p. 4).
Cottam (1989, p. 523) diz que
Libraries need people who can break with tradition and act to
develop new roles and responsibilities, secure risk capital, co-opt

�emerging information technologies and developed new ones, and
figure out new ways to make libraries essential in a n informationbased society.

A inovação e a criatividade e nato ao brasileiro, os profissionais de
bibliotecas não fogem a essa regra, uns foram e são empreendedores
voluntariamente, outros por motivos alheios. Idéias inovadoras sempre estiveram
presentes em nossa literatura. Honesko (2002, p. 4) destaca a palavra
empreendedor em Marchiori (1996).

3 REUNIÃO NACIONAL DE BIBLIOTECAS BIOMÉDICAS E ESPECIALIZADA
EM ODONTOLOGIA: UM EMPREENDIMENTO

No final do ano de 1998 a Biblioteca Mario Badan recebeu o convite do
então Presidente do CIORJ, Dr. Ivan Loureiro, para idealizar um evento que
ocorresse paralelamente ao Congresso Internacional de Odontologia do Rio de
Janeiro – CIORJ, realizado pela Associação Brasileira de Odontologia – Seção
Rio de Janeiro – ABORJ e que fosse de encontro à filosofia e objetivos da
Associação.
Tal convite foi celebrado com grande satisfação, pois era uma oportunidade
de ousar algo novo, que pudesse trazer bons frutos, tanto para a Biblioteca
(enquanto organizadora do evento), bem como para os participantes.
Permanecem as lembranças das várias questões postuladas e das
diversas opções vislumbradas, porém a escolha foi utilizar o espaço concedido
com objetivo de buscar capacitação profissional, buscando oportunizar um espaço
para aqueles que muitas vezes desenvolvem bons trabalhos, mas que se perdem
por não ultrapassarem as fronteiras do seu cotidiano. Foi assim que surgiu a idéia
da Reunião, pois poderíamos convidar profissionais para trocar informações,
experiências, soluções... Possibilitaríamos a contemplação e congregação de
vários

conhecimentos,

empreenderíamos.

ou

seja,

aprenderíamos,

apreenderíamos

e

�A liberdade concedida para ousar e criar foi primordial no desenvolvimento
do evento.
Outro ponto fundamental foi a parceria realizada com a Biblioteca de
Odontologia da Universidade Federal Fluminense – UFF, que absorveu e
encampou a idéia, colaborando na organização de todas as edições das
Reuniões.
A busca por condições que fizessem o evento relevante, foi um teste a
nossa criatividade e, principalmente, a nossa perseverança. Pois, o evento é sem
fins lucrativos, objetivando, unicamente, o aperfeiçoamento, o desenvolvimento, a
qualificação e a valorização profissional.
Os temas das Reuniões sempre foram escolhidos seguindo os eixos
temáticos do Congresso – CIORJ e as tendências da área de Biblioteconomia e
Informação.
Na primeira edição da Reunião o auditório concedido dispunha de 50
(cinqüenta) lugares e localizava-se no Mezanino 1, do Pavilhão nº 4 - Feira de
Produtos - local onde aconteciam os Eventos Paralelos, ou seja, que não eram
considerados científicos. Hoje, ainda podemos recordar o receio de não
conseguirmos lotar o auditório, dos palestrantes não comparecerem ao evento,
dos profissionais inscritos não aparecerem... Tantos foram os medos...

Um

evento que não era conhecido no contexto da área de Biblioteconomia e,
incoerente ou não, era gratuito, o que causava grande estranheza nas pessoas
que se escreviam. Com o tempo a reunião foi ganhando espaço e credibilidade,
tanto no cenário institucional como profissional.
Indo para sua quarta edição, podemos dizer que a reunião consolidou-se
dentro da instituição, pois já está inserida na programação oficial do 17º CIORJ,
que será realizado em julho de 2005. Cabe ressaltar, que a 4ª Reunião passará a
fazer parte da programação cientifica do Congresso. Dentro do cenário
profissional, a Reunião também vem se projetando, já constando no calendário de
eventos da área de Biblioteconomia no Estado do Rio de Janeiro.

�1A. EDIÇÃO
A primeira edição da Reunião de Bibliotecas Biomédicas e Especializadas
em Odontologia ocorreu no dia 17 de julho de 1999, no horário de 9h às 17h,
localizada na sala RP3 – Mezanino 1 ”Prof. Antônio Martins Júnior” do Pavilhão
nº 4 do Riocentro. O tema da Reunião foi “O Profissional da Informação e os
Paradigmas do Próximo Milênio”. A Reunião foi dividida em dois momentos. O
primeiro momento foi denominado: Ciclo de Palestras e o segundo: Ciclo de
Debates. O Ciclo de Palestra contou com 3 mesas: “Paradigmas que
Paradigmas?” Palestrante Selma Sodré (UFF), a segunda “A Importância da
Educação Continuada” – Palestrante Clarice Muhlethaler de Souza (UFF) e a
terceira “A Ética Profissional e as Novas Fronteiras da Informação na Atualidade”
– Palestrante Maria de Fátima Pereira Raposo (CRB-7ª Região). O Ciclo de
Debates contou com 3 apresentações: “APCIS-RJ e o Projeto Info-Saúde” –
Palestrantes: Alice Ferry de Moraes e Rejane Machado (APCIS-RJ), “Projeto:
Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do Estado
do Rio de Janeiro” - Palestrante: Maria José G. M. Vianna (UVA) e “O Serviço de
Documentação Odontológica da Faculdade de Odontologia da USP e a Formação
da Sub-Rede Nacional de Informação na Área de Ciências da Saúde Oral” –
Palestrante: Telma Carvalho (USP). A reunião com capacidade para 50
participantes, contou com a participação de 42 (quarenta e dois) profissionais,
2A. EDIÇÃO
A segunda edição da Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e
Especializadas em Odontologia ocorreu em 18 de julho de 2001, realizada no
Pavilhão de Exposição do Riocentro, Mezanino 1, sala RP1, no horário de 9h às
17h. O tema da Reunião foi “O Bibliotecário e a Informação eletrônica”. Nesta
edição a reunião foi dividida em 2(dois) ciclos de palestras e debates. Na parte da
manhã os temas abordados foram: “O Bibliotecário e a Internet” – Palestrante Maria de Nazaré Freitas Pereira (IBICT) e “Direitos Autorais e a Internet” –
Palestrante: Jaury Nepomuceno (FBN). Na parte da Tarde foram apresentados os
seguintes temas: “Vantagens do Periódico Eletrônico como Suporte à Pesquisa” –
Sérgio Farias (Elsevier Science), “Vantagens e Desvantagens do Periódico
Eletrônico na Pesquisa Odontológica: relato de caso” – Palestrantes: Marco Tullio

�Azevedo Juric e Celeste Velasco Torquato (UFRJ) , “As Novas Tecnologias e o
Profissional da Informação como instrumentos na Pesquisa Bibliográfica”
Palestrante: Rosely Favero Krzyzanowsk (USP/FAPESP). A reunião contou com a
capacidade para 80 participantes, e contou com a participação de 74
profissionais.
3A. EDIÇÃO
A terceira edição da Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e
Especializadas em Odontologia ocorreu no dia 16 de julho de 2003. Realizada na
sala 01 do Mezanino 01 do Pavilhão de Exposições, no horário de 9h às 17h, teve
como tema o “O Perfil do Bibliotecário na Sociedade da Informação”. Dando
seqüência a edição anterior, Os Ciclos de Palestras e Debates foram realizados
em duas etapas, na parte da manhã as palestras apresentadas foram:
“Aproximações possíveis entre a “Ética do discurso”e o “Discurso Ético do
Bibliotecário” – Palestrante: Francisco das Chagas de Souza (UFSC); “A
Formação do Bibliotecário na Sociedade da Informação” – Palestrante: Marcos
Luiz Cavalcante de Miranda (UNIRIO); “O Novo Fazer Bibliotecário: a Experiência
do Portal de Referência” – Clarice M. de Souza (UFF); “As Novas Tecnologias de
Informação e o reposicionamento dos atores: bibliotecas e profissionais da
Saúde” – Palestrante: Maria de Fátima Martins e Marcus Tullio Juric (UFRJ) e “O
Perfil do Bibliotecário na Sociedade da Informação” – Palestrante: Kira Tarapanoff
(UNB). A reunião com capacidade para 100(cem) participantes, contou com a
participação de cerca de 104 profissionais.

4 CONCLUSÃO
As transformações que estão ocorrendo na sociedade, nas instituições e
nos indivíduos vem trazendo mudanças nas estruturas e nos processos de
produção e trabalho. O empreendedorismo é uma filosofia que trás um novo agir,
principalmente, quando utilizado dentro das instituições, pois pode gerar
comprometimento entre a organização e seus membros (patrão/empregado)
trazendo, assim, um novo modelo de gestão.

�Mas que a elaboração de um evento, o desafio da Biblioteca Mário Badan
planejar e implementar um produto dentro do Congresso Internacional de
Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ, foi uma experiência que oportunizou a
prática, mesmo sem nenhuma teoria, de aplicarmos e vivenciarmos alguns
conceitos imbuídos na filosofia do empreendedorismo, são eles: Criatividade e
Inovação, Ousadia e Risco, Motivação Pessoal, Planejamento, Busca e Captação
de

Recursos,

Capacitação

Técnica,

Valorização

do

Conhecimento

e

Responsabilidade Social.
Assim, concluímos nosso relato com uma citação Proust (apud
DOLABELA,

1999a, p. 189) que achamos muito pertinente à temática “A

verdadeira viagem de descoberta não consiste em buscarmos novas terras, mas
vê-las com novos olhos”.

ABSTRACTC
It tells the experience of the Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e
Especializadas em Odontologia, that had editions in 1999, 2001, 2003, having its
next one in 2005. Meeting promoted and organized for the Biblioteca Mário
Badan, da Associação Brasileira de Odontologia - Sessão Rio de Janeiro –
ABORJ, with the support of the Biblioteca das Faculdades de Nutrição e
Odontologia da Universidade Federal Fluminense, that occurs parallel to the
Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ. Event with
register gratuitous, that has as objective to promote the continued education of the
librarians that act in the area of information and documentation in health and, in
special, in dentistry that demonstrates as it can be productive the partnership
between public and private institutions. It is concluded that this form of being
librarian, promoter of information events, standes out the character humanist, and
disseminator of the knowledge, aspects that the librarian in this new society must
search.
KEYWORDS: Entrepreneurship culture. Continued education. Information
science.

REFERÊNCIAS
COTTAM, Keith M. The impact of the library “intrapreneur” on technology. Library
Trends, v. 37, n. 4, p. 521-531, Spring 1989.

�DOLABELA, Fernando. Oficina do empreendedor. Cultura Editores Associados,
1999a.
__________
1999b.

O Segredo de Luísa. São Paulo: Cultura Editores Associados,

FILION, Louis Jacques. Empreendedorismo: empreendedores e proprietáriosgerentes de pequenos negócios. Revista de administração, São Paulo, v.34, n2,
p.5-28, abr.-jun. 1999.
HONESKO, Astrid. 2001. Empreendedorismo em bibliotecas universitárias: um
estudo do cenário paranaense. . In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12, 2002, Recife, Anais... Recife: [S.n.], 2002. CD-ROM.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
CANTILLON, R. Essai sur la nature du commerce en géneral. London: Fetcher
Gyler, 1755.
DOLABELA, Fernando. Oficina do empreendedor. São Paulo: Cultura Editores
Associados,1999.
DRUCKER, Peter, F. Inovação e espírito empreendedor. São Paulo: Livraria
Pioneira Editora, 1998.
FILION, Louis Jacques. Le champ de l’entrepreneuriat historique, évolution
tendances. Revue Internacionale PME, v.10, n.2, p.129-172,1997
GARCIA, Luiz. Formação empreendedora na educação profissional. Florianópolis:
LED, UFSC, 2000.
MARCHIORI, P. Z. Que profissional queremos formar para o século XXI Graduação. Informação &amp; Informação. Londrina: , v.1, n.1, p. 27 - 34, 1996
SILVA, Z. A. Educação continuada - caminho da cidadania. Disponível em:
&lt;http://www.bauru.unesp.br/fc/boletim/educon/educonci.htm&gt;. Acesso em: 25 abril
2000.
TOFFLER, Alvin, A terceira onda. Rio de Janeiro : Record,1980.

�VÉRIN, H. Entrepreneurs, entrepises , histoire dúne idée. Paris: Presses
Universitaires de France, 1982.

∗

Biblioteca Mário Badan, Associação Brasileira de Odontologia – Seção Rio de Janeiro. Rua Barão
de Sertório, 75 - 2º andar – Rio Comprido – Rio de Janeiro – Brasil biblioteca@aborj.org.br
luamanta@ig.com.br
∗∗
Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia, Núcleo de Documentação
Universidade Federal Fluminense, Rua São Paulo, 30, 5ºandar – Niterói – Rio de Janeiro – Brasil.
ndcars@vm.uff.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57001">
                <text>Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e especializadas em Odontologia: uma experiência. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57002">
                <text>Valle, Luciana Manta Brício do; Santos, Ana Rosa dos </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57003">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57004">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57005">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57007">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57008">
                <text>Relata a experiência da Reunião Nacional de Bibliotecas Biomédicas e Especializadas em Odontologia, que teve edições em 1999, 2001, 2003, tendo sua próxima prevista para 2005. Reunião promovida e organizada pela Biblioteca Mário Badan, da Associação Brasileira de Odontologia - Sessão Rio de Janeiro – ABORJ, com o apoio da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia da Universidade Federal Fluminense, que ocorre paralelamente ao Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro - CIORJ. Evento com inscrição gratuita, que tem como objetivo promover a educação continuada dos bibliotecários e documentalistas que atuam na área de informação e documentação em saúde e, em especial, em odontologia, que demonstra como pode ser produtiva a parceria entre instituições públicas e privadas. Conclui-se que essa forma de ser bibliotecário, promotor de eventos de informação, ressalta o caráter humanista, de agente incentivador e disseminador do conhecimento, aspectos que o bibliotecário nesta nova sociedade deve buscar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68739">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5240" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4307">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5240/SNBU2004_209.pdf</src>
        <authentication>f4b164b3dc95d1a70ef59784917f1cf6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57072">
                    <text>O DESENVOLVIMENTO DE COMPETENCIAS DOS BIBLIOTECÁRIOS E A
IMPLANTAÇÃO DE TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS

Angela Sikorski Santos∗

RESUMO
O trabalho identifica as competências necessárias tendo em vista a implantação de
tecnologias de informação em bibliotecas universitárias e as competências
desenvolvidas pelos bibliotecários. Para tanto, foi realizado um estudo descritivo, em
que se buscou estabelecer relações entre o marco teórico do trabalho e a realidade
das bibliotecas pesquisadas. Trata-se de um estudo de multicasos, cuja população
compreende as bibliotecárias de três universidades localizadas no Estado de Santa
Catarina, sendo uma estadual e duas particulares. O instrumento de pesquisa
utilizado foi um roteiro de entrevista. A abordagem metodológica usada para análise
e interpretação dos dados foi qualitativa. Os resultados da pesquisa evidenciaram
que as novas tecnologias de informação agilizaram o trabalho do bibliotecário e com
isso houve um maior desenvolvimento de suas competências. O planejamento prévio
para a implantação da nova tecnologia, foi um fator muito relevante para que não
houvesse resistências. Os pontos positivos apontados pelas entrevistadas
sobrepõem os pontos negativos.
PALAVRAS-CHAVE: Tecnologias de informação. Competências. Bibliotecários.

1 INTRODUÇÃO
A competição entre as instituições tem levado a mudanças que surpreendem a
todos. Hoje, os gestores que pensarem em uma instituição estática estarão fadados
ao fracasso. Com o processo de globalização dos mercados, a competitividade entre
organizações tornou-se uma das máximas no mundo dos negócios. As Bibliotecas,
de modo especial aquelas localizadas nas Instituições de Ensino Superior, precisam
estar atentas a essas mudanças para não deixarem seus usuários sem informações
e não ficarem desatualizadas, tanto em termos de acervo como de tecnologias de
acesso à informação.

�Em busca da competitividade as Bibliotecas têm tentado, dentro do possível,
adaptar-se às novas exigências em termos de atendimento eficiente ao cliente
mediante a introdução de processos organizacionais e de inovações tecnológicas,
sem perder de vista os seus objetivos específicos.

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A fundamentação teórico-empírica abrange os temas que serviram de base
para o estudo da inovação tecnológica e competências. Em seguida, são abordados
os principais conceitos de competências e por último são analisadas as Bibliotecas
Universitárias que compões a amostra da presente pesquisa.

2.1 MUDANÇA ORGANIZACIONAL
A inovação e a mudança vêm sendo cada vez mais exigidas dos
colaboradores das organizações. Essas rápidas e constantes alterações fazem com
que as organizações criem novos produtos, serviços e processos; e para predominar,
elas precisam adotar a inovação como modo de vida corporativo (TUSHMANN e
NADLER, 1997).
Para Zabot e Silva (2002, p. 58), “a mudança tecnológica tem forte impacto
psicológico e sociológico, pois obriga as empresas a pensar novas maneiras de
gerenciamento e novos padrões de trabalho, eficiência e produtividade”.
Implantar inovações tecnológicas nas organizações implica custos, pois requer
aquisição e instalação de novos recursos ou adaptação daqueles já existentes.
Considera-se que, num ambiente altamente competitivo, a interação com as
inovações tecnológicas possa produzir os benefícios esperados. Dessa forma, a
tecnologia da informação é cada vez mais comum, desempenhando vários papéis na
execução das estratégias organizacionais.

�2.2 INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS
Nesse cenário competitivo onde estão inseridas as organizações, vem-se
exigindo rápidas e contínuas adaptações tecnológicas, o que obriga as organizações
a pensar em novas maneiras de gerenciamento, padrões de eficiência e
produtividade (ANTONIALLI, 1996). Quando se desenvolve a interação entre
tecnologias e organização, inevitavelmente acontecerão fenômenos de reação,
adaptação e ajustamento.
Autores como Galbraith (1997), divergem sobre a questão de inovação, e faz
uma breve distinção entre invenção e inovação. Invenção é a criação de uma idéia
nova e inovação é o processo de aplicação dessa idéia nova para criar um outro
produto ou processo novo.
Para Rodriguez e Ferrante (1995), Tecnologia da Informação – TI é aquela
que compreende todos os recursos tecnológicos para armazenar, tratar, recuperar e
disseminar as informações para a sociedade. Na opinião de Davenport (1994), a TI
começou a modificar radicalmente o trabalho, pois facilitou a localização, a rápida
recuperação, a boa qualidade e outras características. Com os computadores
apressou-se o ritmo do trabalho, e ao mesmo tempo, reduziu-se a necessidade da
mão-de-obra.

2.3 UNIVERSIDADES
O termo universidade está ligado a muito outros como: cultura, ciência, ensino
superior, pesquisa, autonomia entre outros. Para Luckesi et al. (1991), na
Antigüidade Clássica, no Ocidente, principalmente na Grécia e em Roma, já se tinha
escolas tidas como de alto nível para formar especialistas de classificação refinada
em medicina, filosofia, retórica e direito.

�No final da Idade Média nasce propriamente a universidade, identificando-se
com sua sociedade e sua cultura e com uma efetiva elaboração do pensamento
medieval (LUCKESI et al., 1991). O conceito de universidade torna-se, então,
inconsistente com a realidade. A universidade existente não acompanha o espírito
difundido pela Renascença e pela Reforma.
Segundo Ribeiro (1975), a universidade brasileira tem se limitado a ser um
órgão de repetição e difusão do saber elaborado em outras realidades e pouco tem
contribuído para uma integração nacional. Assim, as instituições educacionais, mais
do que prestar serviços diretos devem criar condições e potencializar a atividade de
todos os agentes de serviço da comunidade, pois o conhecimento é seu objetivo
básico.

2.3.1 Um Breve Histórico sobre as Bibliotecas

O termo Biblioteca é originário do latim biblium, que significa livro e teca,
significa caixa. Assim, a biblioteca funciona como um elo de ligação entre o universo
da produção intelectual e as necessidades de seus usuários (VOLPATO, 2002).
O valor da informação na ciência da informação, surgiu na década de 80. No
início, relacionado ao estudo de avaliação e depois abordando custos e eficácia de
serviços, seguindo-se para a discussão sobre o valor da informação para o usuário e
a produtividade no trabalho.
Houve tempos em que as Bibliotecas não passavam de um depósito de livros.
No século XVI, as Bibliotecas de todo mundo já haviam alcançado períodos de
esplendor, tanto na Antigüidade como na Idade Média e no Renascimento. Esse
conceito permaneceu até meados do século XVII, onde as Bibliotecas só recebiam
uma minoria de usuários.

�Segundo Rowley (1994), a informática modificou a forma como se organizam
e administram as Bibliotecas e demais centros de informação que se dedicam às
atividades de processamento, recuperação e disseminação da informação.
Enfim, para Carvalho e Kaniski (2000) as Bibliotecas saíram ou devem sair, da
postura de armazenadoras de informações para assumir uma postura mais centrada
no processo de comunicação. Isso envolve o compartilhamento de recursos
informacionais, o trabalho em rede minimizando erros e eliminando barreiras.

2.3.2 Tecnologia da Informação em Bibliotecas
Diversos avanços tecnológicos têm produzido um grande impacto nas
organizações, exigindo uma completa alteração na forma de agir diante desta nova
realidade. Para McGee e Prusak (1994), com a economia da informação, a
concorrência entre as organizações baseia-se em sua capacidade de adquirir, tratar,
interpretar, utilizar e disseminar a informação de forma eficaz. A informação é
matéria-prima para qualquer negócio ou atividade.
As Bibliotecas sofreram, através dos tempos, várias mudanças em seus
objetivos, pois todas as atividades básicas como a aquisição e a seleção de
materiais, processamento técnico, circulação e referência objetivam em comunicar o
conhecimento.
Dessa maneira, os Bibliotecários têm que estar atentos aos aspectos de
normalização e compatibilidade dos equipamentos, pois são de vital importância.
Para Zabot e Silva (2002), a tecnologia da informação não diz respeito somente a
equipamentos físicos, mas também ao conjunto de conhecimentos, técnicas e
culturas dentro da organização.
Segundo Rodriguez e Ferrante (1995), a implantação e o uso correto de uma
tecnologia

da

informação

melhorará

a

competitividade

da

organização

e

�principalmente suas áreas afins. Sendo assim, um contexto competitivo que faz uso
da tecnologia da informação para promover maior agilidade e flexibilidade,
determinam mudanças radicais no conceito de Bibliotecas, exigindo de seus
profissionais mais competências.

2.4 COMPETÊNCIAS
Os estudos relacionados com competências passaram a influenciar trabalhos
de gestão, com forte tendência na área de gestão de pessoas e na área de
tecnologia da informação. Neste sentido, em decorrência de pressões sociais e da
complexidade nas relações de trabalho, não somente as questões técnicas passam a
ser mais valorizadas, mas também as comportamentais.
Para Resende (2003), competência é a transformação de conhecimentos,
aptidões, habilidades, interesse, vontade, entre outros, em resultados práticos.
Competência é, portanto, resultante da combinação de conhecimentos com
comportamentos. Conhecimentos que incluem formação, treinamento, experiência
autodesenvolvimento, comportamento, habilidades, interesse e vontade.
Neste sentido, para desempenhar todos os seus papéis, o Bibliotecário
precisa, além de desenvolver competências, desenvolver também um conjunto de
habilidades. Para Coopers e Lybrand (1997), habilidade é a capacidade de realizar
uma tarefa ou um conjunto de tarefas em conformidade com determinados padrões
que a organização exige. Com essa nova realidade, os profissionais precisam se
conscientizar da importância e da necessidade de estarem sempre se atualizando e
ampliando suas competências e habilidades. Devido à demanda de competências,
os profissionais precisam desenvolver a capacidade de aprender a ser flexíveis e
adaptativos, a fim de estarem preparados para as novas etapas que vêm surgindo no
desenvolvimento de suas atividades.

�3 METODOLOGIA

A pesquisa caracteriza-se como estudo de casos do tipo descritivo. Bruyne et
al. (1982) salientam que os estudos de múltiplos casos em organizações formais, por
meio de pesquisas não comparativas, tendem a recorrer a formas integradas de
coleta e análise de dados e informações.
Quanto a sua natureza, a pesquisa fará uso de aspectos da abordagem
qualitativa, que, para Minayo (2000), objetiva uma compreensão mais profunda dos
fenômenos sociais, trabalhando-se com o universo de significados, motivos, crenças,
valores e atitudes.
O objetivo básico deste estudo foi de investigar qual a relação que se
estabelece entre as competências desenvolvidas pelos Bibliotecários e a
implantação de tecnologias da informação em Bibliotecas universitárias. As
perguntas que permearam o questionamento central são as seguintes:
a) Como ocorreu a implantação de novas tecnologias utilizadas pela
Biblioteca?
b) Quais as competências exigidas dos Bibliotecários e a coerência com os
avanços tecnológicos referentes às informações?
c) Quais os principais aspectos positivos e negativos vivenciados durante
esse período?
Qual a matriz necessária para os Bibliotecários nesse novo contexto?
O universo da pesquisa de campo foi as Bibliotecas Universitárias, sendo
assim, foram pesquisadas as Bibliotecárias de sete Bibliotecas de três universidades,
sendo uma estadual e duas particulares. A seleção das sete Bibliotecas
Universitárias deu-se pelo fato de que as mesmas utilizam o programa Pergamum e
iniciaram seu processo de implantação no ano de 2002.

�4 CARACTERIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS

As informações que constam nesta parte foram coletadas de relatórios,
estatutos e home page de cada Biblioteca. As Bibliotecas 1 e 3 são particulares e a
Biblioteca 2 é estadual.
Biblioteca 1 - A Biblioteca Acadêmica é um órgão que está diretamente ligado
à Reitoria e deverá manter o controle e a organização de todo o acervo da
Fundação. Criada em 1973, a Biblioteca comporta além da área destinada ao acervo
e ao espaço para consulta, ambiente para leitura de jornais, revistas, videoteca e
mapoteca.
O acervo atual é de 24.978 livros, 16 periódicos gerais e 87 periódicos
especializados. A consulta ao acervo da Biblioteca é disponibilizada aos alunos,
professores, funcionários e comunidade em geral. Para a realização do empréstimo,
faz-se necessária inscrição, sendo que o direito ao empréstimo restringe-se aos
alunos regularmente matriculados em todos os níveis de ensino, funcionários e
professores da instituição.
Biblioteca 2 - A Biblioteca Universitária - BU é considerada órgão
suplementar vinculada à Pró-Reitoria de Ensino. Foi implementada em 20 de junho
de 1984, pela Resolução nº 001/84 do CONSEPE, com o objetivo de fornecer
suporte informacional aos programas de ensino, pesquisa e extensão para a
UDESC. A Biblioteca Universitária é composta por um Núcleo Central localizado no
prédio da Reitoria e por 6 (seis) Bibliotecas Setoriais, quais sejam: FAED, ESAG,
CEART, CEFID em Florianópolis, CAV em Lages e FEJ em Joinville, sendo que a
Biblioteca de Lages não fez parte deste estudo. Seu objetivo é coletar, organizar e
disseminar a informação, auxiliando alunos, professores, funcionários e o público em
geral no desenvolvimento de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Biblioteca 3 - Em 4 de setembro de 1969, com o objetivo de atender a
comunidade acadêmica do curso de Economia da Fundação Joinvilense de Ensino –

�FUNDAGE – junto ao Colégio Marista foi inaugurada a Biblioteca Cel. Alire Borges
Carneiro (escolhido este como patrono, por ter sido o fundador da primeira Biblioteca
de Joinville). Em 1970 essa Biblioteca passa a funcionar junto ao Colégio Santos
Anjos, atendendo também os acadêmicos da Faculdade de Ciências Econômicas e
Escola Superior de Educação Física e Desportos. Em 1975, com as obras do
campus universitário concluídas, todas as unidades da então Fundação Universitária
do Norte Catarinense – FUNC – foram concentradas neste espaço, inclusive, a
Biblioteca Cel. Alire Borges Carneiro, onde está até hoje.

4.1 CATEGORIAS DE ANÁLISE

Com base no roteiro de entrevistas e nos conteúdos coletados junto aos
sujeitos da pesquisa, estabeleceram-se as seguintes categorias de análise:

1. Mudança e novas tecnologias;
2. Implantação do novo sistema de informação;
3. Significado de competência;
4. Competências importantes no desenvolvimento das atividades;
5. Meios de desenvolver competências;
6. Auto-avaliação das competências no processo de trabalho;
7. Política de desenvolvimento institucional em relação às competências de suas
Bibliotecárias;
8. Sugestões de melhoria da matriz existente.

4.2 SÍNTESE DAS CATEGORIAS DE ANÁLISE

1. Mudança e novas tecnologiasGrandes mudanças decorrentes da passagem de um
processo de trabalho manuall para o informatizado;

�Preparação prévia foi determinante para que o impacto não fosse tão grande;
2 entrevistadas estavam mais preparadas para as mudanças por serem formadas há
pouco tempo.

2. Implantação do novo sistema de informaçãoAceitação da implantação do novo
sistema de informação;
Levantamento de softwares;
PERGAMUM;
1 Bibliotecária não fez parte da implantação do novo sistema de informação.

3. Significado de competênciaSaber trabalhar;Desempenhar um objetivo e chegar
nesse

objetivo;Ter

um

conjunto

de

habilidades,

aptidões,

atitudes

comportamentos;Saber realizar seu trabalho com seriedade;Trabalhar em equipe;Ser
dinâmica;Ter equilíbrio emocional;Ter conhecimento para se colocar em prática tudo
o que se sabe com eficiência e eficácia.

4. Competências importantes no desenvolvimento das atividadesTrabalho em
equipe;
Atualização constante;
Raciocínio rápido;
Capacidade de resolver problemas;
Flexibilidade;
Tolerância;
Liderança.

5. Meios de desenvolver competências
Cursos;
Palestras/seminários;
Congressos;
Trabalho em equipe;

�Educação continuada;
Leitura;
Troca de experiências;
Treinamentos;
Cursos em outras áreas do conhecimento;
Reuniões;
Listas de discussões;
Capacitação profissional;
Experiência do dia-a-dia.

6. Auto-avaliação das competências no processo de trabalhoA maioria das
entrevistadas concordam que possuem as competências necessárias para
desenvolverem suas atividades;A outra pequena parte argumenta que deveriam
aperfeiçoá-las, ficam na dúvida se realmente possuem ou não essas competências
necessárias.

7. Política de desenvolvimento institucional em relação às competências de suas
Bibliotecárias
Todas as entrevistadas argumentaram que as instituições não se preocupam com o
desenvolvimento de suas competências.

8. Sugestões de melhoria da matriz existenteInsatisfação em relação a matriz
existente; Falta do profissional Bibliotecário em Bibliotecas Universitárias;
Reconhecimento da profissão.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta pesquisa teve como objetivo geral a identificação das competências
desenvolvidas pelos Bibliotecários tendo em vista a implantação de tecnologias de
informação em Bibliotecas Universitárias.

�Foram feitas questões de pesquisa a respeito da introdução das tecnologias e
sobre a demanda de competências que estão sendo exigidas dos Bibliotecários.
Procurando responder a estas perguntas foram realizadas entrevistas semiestruturadas com doze Bibliotecárias de três universidades, sendo uma estadual e
duas particulares, totalizando sete Bibliotecas.
Os relatos das entrevistas apontam para a validade do conceito de
competência definido por Resende (2003), pois, para as Bibliotecárias entrevistadas,
competência significa você saber, saber trabalhar, traçar um objetivo e desempenhar
bem as funções para alcançar determinado objetivo, ter um conjunto de habilidades,
aptidões, atitudes e comportamentos. Saber realizar seu trabalho com seriedade,
trabalhar em equipe, ser dinâmica, ter equilíbrio emocional, enfim ter conhecimento
para colocar em prática tudo o que se sabe com eficiência e eficácia, também fazem
parte da conceituação das entrevistadas.
Dessa maneira, confirmou-se que, para a maior parte das entrevistadas, a
introdução de uma tecnologia trouxe grandes mudanças, pois houve a alteração de
um processo de trabalho manual para o informatizado. As mesmas entrevistadas
avaliam que a preparação prévia foi determinante para que o impacto não fosse tão
grande. Das três Universidades pesquisadas, sendo uma estadual e duas
particulares, as mesmas estando em cidades diferentes, não se observou diferença
no modo de implantação do novo sistema de informação.
Um fator que foi bastante comentado na universidade estadual, já que na
particular não houve questionamentos a esse respeito, foi à falta de Bibliotecários
nas Bibliotecas Universitárias da instituição. Observou-se também que as
Bibliotecárias da universidade estadual recebem maior apoio por parte de seus
dirigentes para participarem de eventos. De um modo geral, as universidades, tanto
as particulares como a estadual, estão preocupadas em implantar sistemas de
informação para melhor atender seus usuários e para atingir um nível de
competência e qualidade nunca antes alcançados, e que agora estão sendo exigidos
pelos novos tempos.

�Verificando-se as respostas das entrevistadas, percebe-se que as instituições
não se preocupam em fazer uma avaliação das competências que seus
Bibliotecários estão desempenhando para alcançar seus objetivos. Entretanto, uma
questão que também foi muito identificada nas sete Bibliotecas pesquisadas, foi o
não reconhecimento do profissional Bibliotecário, fator esse que contribui muito para
a matriz de competências existentes.
Em decorrência do que foi apresentado até aqui, torna-se possível responder
ao primeiro objetivo de pesquisa - descrever a implantação de novas tecnologias
utilizadas pelas Bibliotecas. Observou-se que a maioria das entrevistadas aceitou
a idéia da implantação de um novo sistema, devido ao detalhado planejamento e
levantamento de softwares, associados ao levantamento dos pontos positivos e
negativos. Após avaliações e discussões, o Pergamum foi escolhido pelas sete
Bibliotecas das três universidades selecionadas, por atender às necessidades diárias
de uma Biblioteca. As profissionais entrevistadas avaliam que fizeram parte de todo o
processo de decisão da adoção do novo sistema e por isso não tiveram maiores
problemas. Das doze Bibliotecárias, apenas uma não fez parte da implantação do
novo sistema de informação, pois quando foi contratada para trabalhar, o sistema já
estava em fase de implantação.
Com relação ao segundo objetivo da pesquisa - identificar as competências
coerentes com os avanços tecnológicos referentes a informações, constatou-se
que, comumente, as entrevistadas identificam as seguintes competências coerentes
com os avanços tecnológicos: trabalho em equipe, atualização constante, a busca
por coisas novas, raciocínio rápido, capacidade de resolver problemas, agilidade,
flexibilidade, tolerância e saber gerenciar. As mesmas argumentam que a liderança é
uma competência que também deve ser muito bem desenvolvida pelo grupo. Tais
competências vão ao encontro do exposto na literatura pesquisada, pois
competência

significa

você

saber-fazer,

capacidades em resultados práticos.

aplicando

seus

conhecimentos

e

�Com relação ao terceiro objetivo da pesquisa - descrever os principais
aspectos positivos e negativos vivenciados durante esse período, verifica-se
que, para a maioria das entrevistadas, só existem pontos positivos, pois a agilidade e
a rapidez desse novo sistema fez com que o usuário obtivesse a informação de
forma muito mais rápida. Também é possível gerar relatórios de empréstimos,
estatísticas, débitos, materiais novos, livros, periódicos, tudo que antes não era
possível com o outro sistema. O outro fator que foi relativamente importante com a
aquisição desse novo sistema foi a informatização do empréstimo, pois antes ele era
todo manual. A agilidade na consulta de materiais também foi bastante citada. Como
ponto negativo, as entrevistadas avaliaram que esse novo sistema não é tão
completo como o VTLS. O VTLS possui mais recursos informacionais que o
Pergamum, só que ele é todo em inglês e muito lento. Das sete Bibliotecas
pesquisadas, cinco utilizavam o VTLS anteriormente.
Por fim o quarto objetivo da pesquisa - identificar a matriz necessária para
os Bibliotecários nesse novo contexto. Conforme a grande maioria das
entrevistadas, o perfil da matriz desejada mudou, pois muitas competências estão
sendo exigidas do novo profissional. A principal mudança foi o uso do computador,
das novas tecnologias. Muitas estão tendo que se adaptar a elas. Outro fator
importante é a versatilidade, pois a Bibliotecária tem que estar sempre se
atualizando, indo em busca de novas informações, não pode ficar parada no tempo.
Dessa maneira, ela tem que armazenar as informações de modo que o seu
usuário a encontre. A atualização profissional é uma das competências essências
nesse novo contexto. Apenas uma entrevistada argumentou que o perfil não mudou,
pois muita coisa que é escrita ou falada, não é colocada em prática. Ela destaca que
“conhecimento sem ação nada vale”.
De acordo com os posicionamentos das outras respostas e com a bibliografia
consultada, observa-se que esse questionamento encontra pouco respaldo, pois com
as mudanças que estão acontecendo tão rapidamente, com certeza, a matriz
desejada está sendo modificada para atender às necessidades existentes.

�REFERÊNCIAS

ANTONIALLI, L. M. O caso cooscupé. In: MARCOVITCH, J. (Org.) Tecnologia da
informação e estratégia empresarial. São Paulo: FEA/USP, 1996. p. 13-24.
BRUYNE, P. et al. Dinâmica da pesquisa em ciências sociais: os pólos da prática
metodológica. 5. ed. São Paulo: Francisco Alves, 1982.
CARVALHO, I. C. L.; KANISKI, A. L. A sociedade do conhecimento e o acesso a
informação: para que e para quem? Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 29,
n. 3, set./dez. 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?scrip. Acesso em:
22 nov. 2001.
COOPERS e LYBRAND. Remuneração por habilidades e por competências:
preparando a organização para a era das empresas do conhecimento intensivo. São
Paulo: Atlas, 1997.
DAVENPORT, T. H. Reengenharia de processos: como inovar na empresa através
da tecnologia da informação. Rio de Janeiro: Campus, 1994.
GALBRAITH, J. R. Projetando a organização inovando. In: STARKEY, K. Como as
organizações aprendem: relatos do sucesso das grandes empresas. São Paulo:
Futura, 1997. p. 190-128.
GUINCHAT, C., MENOU, M. Introdução geral às ciências e técnicas da
informação e documentação. 2 ed. corr. e aum. Brasília: IBICT, 1994.
LUCKESI, C. et al. Fazer universidade: uma proposta metodológica. 6. ed. São
Paulo: Cortez, 1991
MCGEE, J.; PRUSAK, L. Gerenciamento estratégico da informação: aumente a
competitividade e a eficiência de sua empresa utilizando a informação como uma
ferramenta estratégica. Rio de Janeiro: Campus, 1994.

�MINAYO, M. C. S. et al. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 17. ed.
Petrópolis: Vozes, 2000.
MOTTA, P. R. Gestão contemporânea: a ciência e a arte de ser dirigente. 11. ed.
Rio de Janeiro: Record, 2000.
RESENDE, E. O livro das competências: desenvolvimento das competências: a
melhor auto-ajuda para pessoas, organizações e sociedade. 2. ed. Rio de Jeneiro:
Qualitymark, 2003.
RIBEIRO, D. A universidade necessária. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.
RODRIGUEZ, M. V.; FERRANTE, A. A tecnologia da informação e mudança
organizacional. Rio de Janeiro: Infobook, 1995.
ROWLEY, J. Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos, 1994.
TUSHMAM, M.; NADLER, D. Organizando-se para a inovação. In: STARKEY, K.
Como as organizações aprendem: relatos do sucesso das grandes empresas. São
Paulo: Futura, 1997. p. 166-189.
VOLPATO, S. M. B. Natureza do trabalho do administrador de biblioteca
universitária. 2002. 226 p. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) –
Universidade Federal de Santa Caratina, Florianópolis.
ZABOT, J. B. M.; SILVA, L. C. M. da. Gestão do conhecimento: aprendizagem e
tecnologia: construindo a inteligência coletiva. São Paulo: Atlas, 2002.

∗

Bibliotecária do Centro Universitário de Brusque – Unifebe. Rua: Durval Luz, s/n – Bairro: Santa
Terezinha – Brusque-SC – CEP: 88352-400 - Brasil. E-mail: angelas@unifebe.edu.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57037">
                <text>O desenvolvimento de competências dos bibliotecários e a implantação de tecnologias da informação em bibliotecas universitárias.(Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57038">
                <text>Santos, Angela Sikorski</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57039">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57040">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57041">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57043">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57044">
                <text>O trabalho identifica as competências necessárias tendo em vista a implantação de tecnologias de informação em bibliotecas universitárias e as competências desenvolvidas pelos bibliotecários. Para tanto, foi realizado um estudo descritivo, em que se buscou estabelecer relações entre o marco teórico do trabalho e a realidade das bibliotecas pesquisadas. Trata-se de um estudo de multicasos, cuja população compreende as bibliotecárias de três universidades localizadas no Estado de Santa Catarina, sendo uma estadual e duas particulares. O instrumento de pesquisa utilizado foi um roteiro de entrevista. A abordagem metodológica usada para análise e interpretação dos dados foi qualitativa. Os resultados da pesquisa evidenciaram que as novas tecnologias de informação agilizaram o trabalho do bibliotecário e com isso houve um maior desenvolvimento de suas competências. O planejamento prévio para a implantação da nova tecnologia, foi um fator muito relevante para que não houvesse resistências. Os pontos positivos apontados pelas entrevistadas sobrepõem os pontos negativos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68743">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5244" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4311">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5244/SNBU2004_210.pdf</src>
        <authentication>95d05e09671b30de497752446a830ba7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57108">
                    <text>RESISTENCIA A MUDANÇAS : UMA EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DE
ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS DA UNIVERSIDADE FEDERAL
FLUMINENSE

José Antonio Rodrigues Viana∗

RESUMO
Analisa a resistência a mudança em relação a implantação de um
software para gerenciamento e controle dos empréstimos da biblioteca.
Apresenta os vários tipos de resistência e os mecanismos para se
contornar o problema.

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca de Administração e Ciências Contábeis é uma das bibliotecas
da Universidade Federal Fluminense na cidade de Niterói, seu acervo é composto
por 4.344 títulos e 15.605 volumes, abrangendo livros, multimídia, teses e projetos
finais. Conta com aproximadamente 2600 usuários inscritos.
Pela primeira vez desde sua criação está sendo implantado um sistema
automatizado para o controle dos empréstimos e consultas. Este sistema tem as
seguintes características :
•Possibilita a entrada de dados do acervo pelo padrão de catalogação
universal;
•Permite a catalogação direta on-line;
•Possibilita a integração numa única base de dados, de informações referentes
a acervos de qualquer suporte físico;

�•Dispõe de um controle de autoridades;
•Trabalha com sistemas de tabelas, facilitando a entrada de dados;
•Desenvolve um sistema de vocabulário sistematizado, estruturado para
controlar a linguagem de indexação do sistema
•Permite a catalogação cooperativa (download) em níveis profundos;
•A recuperação da informação permite pesquisa simplificada por diversos
campos;
•Facilita a consulta de nomes e assuntos pela estrutura dos controles de
linguagem (controle de autoridade e vocabulário sistematizado).
Essa mudança é importante e inevitável,

e já foi observado em Riggs

(1997) que bibliotecas universitárias estão mudando de forma mais rápida que os
outros tipos de bibliotecas e que essa mudança atinge praticamente tudo nessa
instituição : serviços, tecnologias, estrutura organizacional, financiamento, valores,
etc.
Os funcionários que devem por em prática estas mudanças são os mesmos
que sempre trabalharam na biblioteca, ou seja, a mesma equipe que há mais de
vinte anos trabalha com um sistema manual, terá que migrar suas bases manuais
para o sistema, atualiza-lo e opera-lo no trato diário com mais de quinhentos
alunos. Isto leva a medo, incerteza e uma certa descrença dos resultados finais. A
questão principal é : Como a chefia poderia fazer para a equipe superar esta
resistência e contar com a dedicação de todos para se alcançar os objetivos
almejados com a implantação do sistema? Diversos autores já analisaram esta
faceta do processo de mudança.
Para Chiavenato (1998) para que qualquer mudança seja dinamizada, é
necessário

que

exista

um

ambiente

psicológico

propício,

uma

cultura

�organizacional adequada, um estímulo individual e grupal para a melhoria e para a
excelência.
Spacey (2003) analisa que mudança tecnológica, e a reação do pessoal da
biblioteca a isto, é um tema importante nos dias de hoje. Entender o efeitos da
mudança organizacional e tecnológica no pessoal da biblioteca é um requisito
para a gerência para poder criar as respostas apropriadas e as soluções para as
novas demandas.
Herzog apud Wood Jr ( 1995) classificou as situações capazes de provocar
mudanças em três categorias. Elas podem ter origem tanto na própria organização
quanto no ambiente. São as seguintes: crises e problemas ( incapacidade de
atender às necessidades dos clientes); novas oportunidades (introdução de novas
tecnologias, novos produtos e serviços ); novas diretrizes internas ou externas (
adaptação a novas leis e estratégia corporativas ).
Lewin apud Stoner (1999) desenvolveu um modelo para o processo de
mudança que consiste em três partes : descongelar, mudar e recongelar.
Descongelar implica tornar tão óbvia a necessidade de mudança a ponto do grupo
poder facilmente vê-la e aceitá-la. Mudar consiste em indicar um agente de
mudança que irá liderar os funcionários neste processo. Estes agentes podem ser
membros

da

organização

ou

consultores

externos.

Recongelar

significa

transformar em regra geral o novo padrão de comportamento, usando para isto
mecanismos de apoio ou reforço, de modo que ele se torne uma nova norma.
De acordo com Megginson (1998) quando a administração deseja planejar
uma mudança, precisa decidir o que deve ser mudado na organização para que se
aumente a eficácia organizacional. Essa eficácia resulta de atividades que
melhoram a estrutura da organização, a tecnologia e as pessoas. O autor também
aponta o agente de mudança como o motor deste processo. Como pode ser visto
na figura abaixo :

�Estrutura
Organizacional

Agente
de
Mudança

MODIFICA

Tecnologia

Pessoas

MELHORA

Comporta mento do
empregado

R
E
S
U
L
T
A

Eficácia
Organizacio-nal

2 RESISTÊNCIA A MUDANÇA
Chiavenato (1998) afirma que os esforços para a mudança organizacional
quase sempre colidem com alguma forma de resistência humana. As pessoas
podem mudar porque são simplesmente estimuladas ou coagidas para isso, como
podem acomodar-se a mudança, habituando-se a um comportamento rotineiro e
cotidiano, como também podem reagir negativamente a mudança através de um
comportamento de defesa para manter o status quo ou ainda tentar obstruir de
maneira velada ou aberta qualquer tentativa de mudança dentro da empresa.
Motta (1998) nota que em um mundo que via a eficiência como resultado
de disciplina e esforço, falhas na inovação eram explicadas ou pela inadequação
tecnológica ou pela ignorância, indolência ou descaso dos funcionários.

�Procurava-se eliminar resistências pela simples tentativas de submeter as
pessoas a nova ordem. Hoje a resistência é considerada algo natural quanto a
própria mudança.
Bichteler (1987) aponta que a resistência nas bibliotecas pode se traduzir
em uma má vontade ou inabilidade em ser treinado e em aprender a utilização do
novo sistema. Funcionários podem se tornar nas palavras desse autor,

“não

usuários passivos “do sistema, só confiando na versão manual do mesmo. Esta
resistência pode aumentar o absenteísmo e tornar a equipe agressiva, negativa,
questionadora, contribuindo para um ambiente de trabalho hostil.
Edwards (2000) aponta algumas causas para o conflito em bibliotecas:
- Deficiências nos sistemas de informação e comunicação;
- Mudanças feitas a força na instituição;
- Problemas entre os serviços de computação e a biblioteca;
- Respostas negativas da equipe da biblioteca;
- falta de uma visão compartilhada;
- Falta de recursos para treinamento

Stoner ( 1999) agrupa as forças da resistência em três classes: a cultura
organizacional, os interesses pessoais e as percepções individuais dos objetivos e
estratégias da informação. A cultura refere-se aos entendimentos importantes
compartilhados pelos membros – tais como normas, valores, atitudes e crenças.
Os empregados se identificam com sua organização e vêem como pessoais suas
perdas e ganhos. Em conseqüência disso, podem sentir-se ameaçados pelos
esforços de mudar a cultura e o ‘jeito como fazemos as coisas ‘. Apesar de se
preocuparem com a organização a principal preocupação dos funcionários são
seus

interesses pessoais. Qualquer mudança que ameace seu status quo

individual torna-se uma fonte de medo e incerteza. Essa resistência é ampliada se
os empregados compartilham os mesmos temores e interesses pessoais. Como
percepções individuais dos objetivos e estratégias entende-se que muitas vezes
os empregados não tem as mesmas informações da gerência sobre as
necessidades da mudança. Em outros casos, pode acontecer que os empregados
resistam por terem informações que a gerência não tem. Sua experiência no

�trabalho os leva a perceber que a mudança está sendo feito de forma errada ou
precipitada.
Luquire apud Spacey ( 2003) observa que a resistência pode aumentar de
acordo com a maneira que a nova tecnologia for introduzida, principalmente se a
inovação não for previamente discutida com a equipe. A preparação para a
introdução da nova tecnologia pode ser essencial para o seu sucesso – quanto
mais cedo a equipe estiver familiarizada com o sistema, maiores são as chances
de uma evolução positiva do processo.
Para Motta (1998) as origens da resistência nascem das percepção que
cada um tem da novidade. E as causas mais comuns são:
•

Receio do futuro ( o ser humano faz a opção pelo que lhe é familiar)

•

Recusa ao ônus da transição ( não existe mudança sem trabalho e
sacrifício)

•

Acomodação ao status funcional (o medo de perder o status quo)

•

Receio do passado ( pessoas atingidas por fracassos anteriores na
organização tornam-se cínicas e rebeldes em relação a mudanças) .
Palmer (2004) observou que uma tentativa de mudança fracassada traz

um estrago na credibilidade da Instituição pelos funcionários que se levam anos
para que novas mudanças sejam implementadas.
Spacey ( 2003 ) faz uma curiosa observação sobre a perda de status na
implantação de um novo sistema: “se a pessoa tem experiência em trabalhar com
o sistema manual e um automatizado é implantado, o indivíduo experiente é
reduzido ao mesmo nível de entendimento do sistema que outra pessoa que
possa ser nova na profissão ou na biblioteca. A automação pode afetar uma certa
“hierarquia” na biblioteca criada pela antiguidade no cargo, já que um colega com

�menos experiência na biblioteconomia, mas com o conhecimento maior em
informática pode abalar essa ordem.”
Davis apud Chiavenato ( 1998 ) apontas três causas para a resistência a
mudanças: aspectos lógicos ( esforço extra para se reaprender as coisas, tempo
requerido para ajustar-se as mudanças , custos econômicos da mudança),
psicológicos ( medo do desconhecido, falta de confiança no gerente, baixa
tolerância pessoal à mudança ) e sociológicos ( interesses do grupo, valores
sociais opostos, visão estreita e paroquial).

3 COMO CONTORNAR A RESISTÊNCIA A MUDANÇAS
Apesar de ser considerada uma parte natural do processo de inovação, a
resistência deve ser contornada para que se atinjam os objetivos traçados pela
gerência.
Chiavenato (1998 ) apresenta as seguintes estratégias para contornar a
resistência a mudanças:
- Educação e comunicação – reuniões, relatórios, etc.
- Participação e envolvimento – envolver os resistentes em algum
aspecto do projeto e ouvir atentamente suas sugestões
- Facilitação e apoio – ajudar as pessoas a se prepararem para a
mudança, como treinamento, aquisição de novas habilidades,
aconselhamento.
- Negociação e acordo – oferecer incentivos para compensar a
mudança.
- Manipulação e cooptação – tentar influenciar e manipular as
pessoas estratégicas para o grupo. Pode levar a mais resistência
se as pessoas sentirem que estão sendo induzidas.
- Coerção explícita ou implícita – ameaça implícita ou explícita.

Segundo o autor é um erro se utilizar uma destas estratégias isoladamente.
Jennings (2004) alerta que em qualquer mudança é necessário envolver
todos os funcionários que serão atingidos no planejamento da mudança, e não
planejar, executar e esperar que todos se adaptem ao novo sistema.

�Spacey (2003) sugere que o treinamento é melhor estratégia para se
diminuir a resistência. Porém um treinamento com tempo suficiente e de forma
intensiva para que todas as dúvidas e ansiedades sejam eliminadas. E que as
pessoas com a aversão a tecnologia tenham atenção individualizada no processo.
Bii e Wanyama (2001) relatam que muitos funcionários são treinados ao
mesmo tempo em que atendem os usuários, aprendendo a usar o sistema junto
com eles. E que segundo pesquisa isto foi considerado embaraçoso pelas
pessoas e serviu para se aumentar a resistência da equipe. Também notou que
as bibliotecas tem tendência a elegerem uma pessoa para resolver todos os
problemas do sistema.
Farrow apud Spacey (2003) analisou que o treinamento teve um papel
positivo para familiarizar as pessoas com as mudanças que estavam acontecendo
ao seu redor. Serviu também para desmistificar a tecnologia. Porém o autor
percebeu que os funcionários com tecnofobia – ansiedade e medo excessivo do
computador – precisam de um treinamento especializado além do qual será
aplicado para o grupo. O treinamento também pode indicar as áreas que estão
precisando de melhorias dentro da Biblioteca, especialmente para melhorar a
comunicação durante o processo de mudança.

4 CONCLUSÃO
Depois de toda essa discussão percebe-se que a resistência a mudança é
inerente ao ser humano, portanto não pode ser resolvida através da imposição e
coerção, pois não se trata de rebeldia ou insubordinação. Mesmo que a gerência
tenha a melhor das intenções alguma resistência deve ser esperada.
Jennings (2004) alerta que não se deve subestimar a capacidade das
pessoas para a resistência, pois mesmo uma mudança positiva, leva a alteração
de hábito, então deve-se sempre esperar a resistência e aprender com ela.

�A resistência pode levar a administração da empresa a reexaminar suas
propostas de mudança, adequando-as às expectativas das pessoas envolvidas.
Estas podem se tornar elementos críticos para que a mudança possa ser ajustada
e implementada de maneira bem sucedida. A resistência pode ajudar a identificar
áreas de problemas onde a mudança pode provocar dificuldades, permitindo a
administração tomar as ações corretivas antes que problemas mais sérios
aconteçam. Proporciona que a administração faça um melhor trabalho de
comunicação sobre a mudança, uma abordagem que torna a mudança mais
aceitável.(CHIAVENTATO, 1998).
Motta (1998) considera que a resistência inibe imposições unilaterais sobre
as características das tarefas. Também vê como fonte de crítica e criatividade e de
melhor uso das habilidades humanas. A crítica significa o exercício do
pensamento diferente.
Na Biblioteca de Administração e Contábeis o sistema de empréstimo
automatizado só será iniciado quando todos os funcionários estiverem treinados e
seguros em todas as etapas do processo.

ABSTRACT
Analyzes the change resistance in relation the implantation of a software for
management and control of the loans of the library. It presents the some types of
resistance and the mechanisms to skirt the problem.

REFERÊNCIAS
BICHTELER, J. Technostress in libraries: causes, effects and solutions. The
Electronic Library, v. 5 No. 5, p. 282-7, 1987.
BII, H.K. , WANYAMA, P. Automation and its impact on the job satisfaction among
staff of the Margaret Thatcher Library, Moi University. Library Management, v.22,
n. 6/7, p. 303-10, 2001.

�CHIAVENATO, Idalberto. Os novos paradigmas. 2.ed. São Paulo : Atlas, 1998.
319p.
EDWARDS, Catherine, WALTON, Grahan. Change and conflict in the academic
library. Library Management, v. 21, n. 1, p.35 , 2000.
JENNINGS, Dave A . Myths about change. The CPA Journal, v. 74, n.4, p. 12,
apr. 2004.
MEGGINSON, Leon C. Et al. Administração : conceitos e aplicações. 4.ed. São
Paulo : Harbra, 1998. 614p.
MOTTA, Paulo Roberto. Transformação organizacional. Rio de Janeiro :
Qualitymark, 1998. 224p.
PALMER, Brien. Overcoming resistance to change. Quality Progress, v. 37, n.4,
p. 35-9, apr. 2004.
RIGGS, P. What’s in store for academic leadership and managemente issues.
Journal of Academic Librarianship, v. 23, n.1, p. 39-50, 1997.
SPACEY, Rachel, GOULDING, Anne, Murray, Ian. ICT and change in UK public
libraries : Does training matter? Library Management, v. 24, n. ½, p.61-70, 2003.
STONER, James A. , FREEMAN, R. Edward. Administração. Rio de Janeiro :
LTC, 1999. 533p.
WOOD JR., Thomaz. Mudança organizacional . São Paulo : Atlas, 1995. 260p.

∗

Universidade Federal Fluminense. Biblioteca de Administração e Ciências Contábeis
Endereço: R. São Paulo, 30 – 8.andar, Campus do Valonguinho – Centro – Niterói – RJ - Brasil
E-mail:bac@ndc.uff.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57073">
                <text>Resistência à mudanças : uma experiência da Biblioteca de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Federal Fluminense. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57074">
                <text>Viana, José Antonio Rodrigues</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57075">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57076">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57077">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57079">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57080">
                <text>Analisa a resistência a mudança em relação a implantação de um software para gerenciamento e controle dos empréstimos da biblioteca. Apresenta os vários tipos de resistência e os mecanismos para se contornar o problema.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68747">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5248" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4314">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5248/SNBU2004_211.pdf</src>
        <authentication>53acb5c6fe88e2a2d71298fbeda31fdd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57135">
                    <text>GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO:
ANÁLISE DO PERFIL BIBLIOTECÁRIO.

Luciana Ferreira Leite∗
Maria do Socorro de Azevedo Borba∗∗

RESUMO
Trata da gestão de pessoas em unidades de informação. Demonstra a
importância da mesma na gestão participativa e como podem contribuir para o
crescimento das organizações, constatada através da pesquisa bibliográfica sobre
o tema abordado. Analisa o perfil do bibliotecário e como ele pode utilizar as
técnicas do planejamento estratégico, marketing, motivação, benchmarking,
liderança, entre outras para a obtenção de uma gestão competitiva. Enfatiza a
educação continuada como elemento importante na atualização e valorização
desse profissional.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão de recursos humanos. Unidades de informação.
Bibliotecário. Administração participativa.

1 INTRODUÇÃO
No decorrer dos tempos a sociedade, o mercado e as organizações têm
passado por diversas mudanças, que muitas vezes causaram choques. Na era
agrícola a produção estava centrada nas fazendas e na força do homem, era uma
fase artesanal, onde os principais produtos eram o carvão e o ferro. Já a era
industrial deixou de lado a agricultura para se adaptar às máquinas e as fábricas,
transformando

o

trabalho

artesanal

em

mecânico.

Na

era

da

informação/conhecimento, o trabalho passou a ser realizado a partir da aplicação
de informações, valorizando o conhecimento, tornado-a uma espécie de
“mercadoria”, que apresenta um valor monetário. Essas mudanças e impactos
ocasionados no mundo, afetaram de um modo geral as organizações que
abandonaram o trabalho braçal e as máquinas, principal fonte de obtenção de
lucro, para se deterem às pessoas. Atualmente na era da informação, o
conhecimento é o fator chave para o crescimento das empresas. Portanto,

�precisa-se investir mais e melhor no fator humano, para que com suas habilidades
e conhecimentos contribuam para o sucesso e competitividade das mesmas.
Por isso, a gestão de pessoas ou a administração de recursos humanos é
tão importante dentro das organizações. Ela é responsável pelo capital humano,
que é a mola mestra para as organizações. Então, qualificar as pessoas para que
elas possam dar retorno a empresa é fundamental, já que pessoas habilitadas,
satisfeitas e motivadas estarão aptas a executar seu trabalho com consciência e
profissionalismo, visando à satisfação pessoal e da empresa.
Através da pesquisa bibliográfica, buscou-se demonstrar a importância das
pessoas nas organizações e, em especial, do bibliotecário nas unidades de
informação, dando ênfase a sua atualização no âmbito da educação continuada.
Demonstrando a aliança de técnicas administrativas às biblioteconômicas junto ao
seu perfil, a fim de contribuir para o crescimento, atualização e gerenciamento das
unidades de informação .

2 UNIDADE DE INFORMAÇÃO
O papel da informação, nos tempos atuais, tem se tornado cada vez mais
importante, visto que todas as atividades humanas precisam se apoiar numa base
de informação confiável. Como fator de desenvolvimento da sociedade ela
adquiriu valor e passou a ser tratada como mercadoria, podendo ser
comercializada.

A informação é sinônimo de poder e, quem a detém e a

transforma em conhecimento, torna-se mais forte. Nos países desenvolvidos ela é
vista como o fator que impulsiona o desenvolvimento econômico e tecnológico.
Portanto, para que ela assuma esse caráter político e social ela precisa ser
tratada e negociada.

Contudo, cabe a unidade de informação fornecer essa

ferramenta de incentivo ao crescimento econômico, humano, social e tecnológico.
Para Reggis (apud BARBALHO, 1996, p. 113) “as unidades de informação
são organizações essencialmente de serviços em que as pessoas (clientes)
signifiquem a sua razão de ser”.

�Amaral (1998, p. 15) define unidade de informação como
todo tipo de organização atuante na área de informação e/ou
documentação, que trabalhe com registros do conhecimento em
todo e qualquer tipo de suporte, independente de sua designação
[...] de acordo com a sua área de atuação e extensão.

Diante dessas definições, entende-se por unidade de informação toda e
qualquer instituição que colete e/ou produza, trabalhe e/ou organize e dissemine
ou divulgue a informação. Como demonstram Guinchat e Menou (1994), ela pode
ser dividida em três grandes grupos:
As que conservam e oferecem documentos primários, como os
arquivos, bibliotecas, mediatecas e museus;As que fornecem a
descrição do conteúdo de documentos, sua difusão e sinalização
e das informações e das fontes. Como são oferecidas pelos
centros e serviços de documentação;As que respondem as
questões pela exploração das informações disponíveis e a sua
avaliação e transformação. Fornecidas pelos centros e serviços de
informação.

Apesar

dessas

diferentes

características,

quase

imperceptíveis

(diferenciadas apenas pelas funções que exercem perante a sociedade) elas se
assemelham no mesmo objetivo, que é atender as necessidades dos usuários.
As novas tecnologias têm contribuído muito no trabalho dessas unidades, pois
possibilitam a agilidade no tratamento com a informação e democratização da
mesma. Segundo Araújo (apud ARAÚJO e FREIRE, 1999, p. 68):
[...] a informação é a mais poderosa força de transformação do
homem. O poder da informação, aliado aos meios de
comunicação de massa, tem capacidade ilimitada de transformar
culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade
como um todo.

Pois, toda empresa que almeja ou se mantém no sucesso é movida por
informação, conhecimento e tecnologia. É importante deixar claro que, quando o
usuário procura a unidade de informação, ele busca além da informação
desejada, um atendimento de boa qualidade realizado por profissionais
qualificados.
O desafio dos bibliotecários é justamente acrescentar algo com a
informação oferecida ao usuário, ou mesmo oferecer respostas
corretas. Além disso, é importante saber auxiliar o usuário na
formulação correta de suas indagações. (AMARAL, 1998, p. 29)

�Ao longo dos anos, o profissional da informação vem incorporando técnicas
de outras áreas procurando adaptá-las ao seu ambiente, visando oferecer um
serviço de qualidade confiável que gere competitividade, satisfação e retorno dos
clientes. Portanto, a sociedade em que vivemos necessita de um profissional que
supra as necessidades do mercado, e que não trabalhe apenas com livros, mas
que esteja preparado para saber lidar com informações de uma forma dinâmica e
inovadora. Para isso, é imprescindível que a empresa/unidade de informação
invista no seu potencial intelectual, uma vez que as pessoas são um fator muito
importante nas organizações, assim como a informação. É necessário que elas
estejam comprometidas com os objetivos da unidade de informação na qual estão
inseridas. Esta, por sua vez, precisa trabalhar em parceria com esses
profissionais, dando-lhes oportunidade de participar do processo de tomada de
decisão. Em outras palavras, ser capaz de gerenciar com as pessoas, pois
através de uma gestão participativa a unidade de informação poderá manter-se
mais competitiva nesse ambiente globalizado, haja vista que o trabalho em equipe
proporciona um crescimento mútuo empresa / empregado.

3 GESTÃO DE PESSOAS
No novo milênio as organizações estão se modificando, tornando-se mais
ágeis, competitivas e com o foco no cliente. Com o surgimento da era da
informação, essas organizações vêm dando ênfase a um recurso muito
importante, que aplicado rentavelmente, impulsiona o seu crescimento: o
conhecimento. Essa era introduziu movimentos interessantes, transferindo o
poder dos músculos para a mente, valorizando o conhecimento como principal
recurso. Essas modificações, também, têm atingido o público interno das
organizações, ou seja, seu quadro de pessoal, que deixou de ser apenas um
recurso para se tornar a principal base para a nova organização.
As pessoas devem ser consideradas como elementos impulsionadores e
dinamizadores da organização, capazes de serem dotadas de inteligência, talento
e aprendizagem, ferramentas indispensáveis para uma constante renovação e

�competitividade, num cenário pleno de mudanças e desafios. Outrossim, as
organizações precisam de soluções e respostas rápidas, fazendo com que os
gerentes das mesmas percebam que o gerenciamento individual comece a ser
conceitualmente transformado. Então, para que as pessoas estejam preparadas
às mudanças é primordial que exista um ambiente psicológico propício, uma
cultura organizacional adequada onde possa haver uma efetiva participação e
maior envolvimento da equipe para o desempenho eficaz da organização.
Assim, a Administração de Recursos Humanos que é responsável pela
coordenação entre os interesses da empresa e os da mão-de-obra, deu lugar a
Gestão de Pessoas. Esta, por sua vez, trata as pessoas como seres com idéias,
conhecimentos, habilidades e objetivos, para que possam trabalhar em parceria à
obtenção do crescimento e sucesso pessoal, bem como organizacional.
De acordo com Chiavenato (1998, p. 28) a gestão de pessoas, “[...]
representa a maneira como as organizações procuram lidar com as pessoas que
trabalham em conjunto em plena era da informação [...] não trata mais de
administrar pessoas, mas de administrar com as pessoas”. Com a inclusão dessa
gestão nas organizações/empresas, os gerentes poderão aperfeiçoar junto com
seu quadro de funcionários o exercício de sua liderança. Neste sentido, as
pessoas precisam se sentir encorajadas para a inovação e criatividade, pois são
elas que fazem a diferença. Por isso, através de uma administração participativa
elas poderão ser a vantagem competitiva da organização. Ela é um dos
componentes do gerenciamento de pessoas, uma forte ferramenta que, ao lado
das outras práticas e políticas de recursos humanos, pode criar diferenciais
competitivos para as empresas, já que coloca em movimento o instrumento que
se tornou à arma mais poderosa das organizações: o cérebro humano. É mister
que as organizações devem absorver o capital intelectual e o engajamento das
pessoas nas tomadas de decisões. Para Chiavenato (1997, p.63) as bases da
administração participativa são:
Visão do negócio – as pessoas devem ter uma visão clara
da missão e objetivos da empresa; Trabalho em equipe propicia o envolvimento do grupo nas tomadas de
decisões; Desenho dos cargos – estruturação das tarefas
e responsabilidades de cada membro da equipe;
Informação operacional – compartilhamento das

�informações operacionais com vistas a proporcionar uma
maior contribuição às metas a serem alcançadas; Sistema
de recompensas – permitir que as pessoas participem dos
ganhos da empresa com base no desempenho e nos
resultados alcançados.

Todos esses aspectos buscam um maior comprometimento da equipe no
sentido de alcançar resultados satisfatórios na oferta de produtos/serviços. Como
afirma Lerner (1996, p. 33) “a participação de todos os colaboradores da
organização, garante uma composição de forças, onde o ‘todo’, obtém mais poder
do que as partes isoladamente”.

Então, ao aplicar esse conceito nas unidades

de informação, os funcionários contribuirão com suas idéias, conhecimentos e
criatividade para a melhoria e criação de serviços nas unidades. É através desse
envolvimento mútuo, que a organização terá plenas condições de propiciar às
pessoas a oportunidade de desempenhar o seu papel com interesse, inteligência
e principalmente, buscar a satisfação e o bem estar no trabalho.
Como podemos observar, a administração participativa é o caminho para a
modernização das organizações. Portanto, é imprescindível que as pessoas
estejam preparadas para mudar, haja vista que a qualidade e a produtividade são
condições essenciais para sobreviver num mercado altamente competitivo e
mutável. As empresas, por sua vez, precisam criar mais possibilidades para
investir no seu capital humano. Nas Unidades de Informação o objetivo é o
mesmo, não adianta apenas investir em tecnologias, acervos informatizados,
equipamentos de última geração, se não se investe em Recursos Humanos, ou
seja, na qualificação, bem estar e treinamento de seus funcionários.

4 O BIBLIOTECÁRIO: ANÁLISE DO PERFIL
Desde o início dos tempos, precisou-se de pessoas para a organização do
conhecimento, chamados anteriormente de os guardiões dos livros ou do
conhecimento. Pessoas incumbidas de organizar e conservar as produções
intelectuais e literárias.

Após a explosão da informação esse conceito tem

mudado. A informação assumiu um papel de poder, que conseqüentemente gera
o conhecimento, e esse por sua vez, o desenvolvimento. E para que essa esteja
disponibilizada de uma forma fácil de ser encontrada, ela precisa de um

�tratamento feito por pessoas capacitadas, e o bibliotecário é esse profissional. O
papel do bibliotecário é o de gerenciar, organizar e tornar a matéria prima de seu
trabalho - a informação - acessível, ou seja, coletar a informação certa, na fonte
certa, para o cliente certo, na hora certa e com um custo agregado justo.
Como diz (Marchiori, 1996, p. 6):
O sucesso desse profissional dependerá de sua habilidade de
encontrar a informação, “empacota-la” rapidamente, tendo em
mente uma relação positiva de custo/benefício, que supra seu
cliente de “inteligência” [...]

Por isso, com o avanço da globalização, notou-se que a necessidade de
democratização da informação se tornou constante, devido a grande procura por
informação de qualidade. Como afirmam Rutina e Pereira (2000, p. 23) “só é
possível ter qualidade através das pessoas, e ela se dá através de mudanças de
atitudes e comportamentos”. Entretanto, é necessário que parta do próprio
profissional o desejo de mudança, no qual caberá ao bibliotecário desfazer sua
imagem de guardião de livros e tornar-se um gestor da informação. O gestor da
informação é considerado, segundo Silva e Arruda (1998, p. 4) como
aquele bibliotecário que apresenta, por opção, uma mudança de
postura através da consciência da importância para a
comunidade, uma vez que sua missão e papel continuarão os
mesmos , ou seja, desenvolver a comunidade através da
informação certa e a um custo baixo e, sobretudo, de forma
rápida, segura e eficaz.

O advento da sociedade da informação ou do conhecimento tem
demandado um novo perfil profissional do bibliotecário frente a um mercado de
trabalho altamente competitivo e seletivo. Com isso, as unidades de informação
buscam, cada vez mais, um profissional com perfil diferenciado. Exigindo que o
bibliotecário tenha um conhecimento interdisciplinar, habilidades gerenciais e
responsabilidade social para que possa acompanhar a evolução do mercado da
informação. De acordo com Cianconi (apud BERAQUET et al., 1999, p. 69):
Os novos profissionais de informação [...] estão envolvidos,
principalmente com a administração da informação como recurso,
utilizando, sempre que possível, novas tecnologias. Devem
efetuar planejamento de produtos e serviços, implantar
programas com diretrizes e metas, acompanhar e racionalizar o
fluxo da informação, promover sua disseminação e uso.

�Diante desse contexto, o perfil desses profissionais foi moldando-se a
realidade do mercado. Suas atitudes e posturas foram se modernizando, assim
como o conceito de informação. Antes, só conhecida na forma impressa ou
escrita, e hoje, já disponibilizada em diversos formatos. Ademais, as unidades de
informação necessitam de profissionais com atitudes pró-ativas capazes de lidar
com o novo e com as pessoas. Por isso, terão que se apresentar para o mercado
atual com esse diferencial, ou seja, com uma sólida formação geral, sabendo lidar
com necessidades especificas, principalmente frente às inovações tecnológicas.
Os bibliotecários podem adaptar às unidades de informação, métodos e
técnicas administrativas para um melhor resultado no gerenciamento de seu
trabalho, como: planejamento estratégico, benchmarking, gestão participativa,
empowerment,

marketing,

comunicação,

liderança,

motivação,

empreendedorismo. Segundo Beraquet et al. (1999 p. 69):

O bibliotecário está inserido no setor de serviços da economia,
que é a área que mais tem se expandido nestes tempos de
globalização. Neste contexto, atender ao cliente, oferecendo
produtos de qualidade, é a premissa maior para o profissional da
informação não só sobreviver, mas consolidar a importância e o
real valor do seu trabalho. Desta forma, parece ser importante que
o novo profissional da informação tenha a capacidade de se
orientar para o diálogo tanto com o usuário como com seus
colegas, o que certamente envolve conhecimento interdisciplinar,
habilidades gerenciais, técnicas e políticas, bem como a
capacidade de trabalhar em equipe.

Diante desse novo cenário, é imprescindível qualificar-se para as novas
oportunidades que estão surgindo no mercado, ou seja, buscar a sua identidade
pessoal e profissional através de um processo contínuo de aprendizagem. É a
partir da educação continuada que o profissional bibliotecário poderá assumir os
novos papéis com competência e responsabilidade social. Esta última, por sua
vez, implica em ajudar a facilitar na comunicação e produção do conhecimento, a
fim de contribuir para a construção de um espaço social para o cidadão, onde
cada um possa ter direito a informação.
Pois esse é o principal papel desse profissional: o de mediador entre o
cliente/usuário e o conhecimento, disponibilizando-o a todos e em qualquer lugar,

�contribuindo assim, para o desenvolvimento sócio-econômico da sociedade da
qual faz parte.
Pois se o conhecimento é como a luz, poderemos iluminar a vida
de incontestáveis pessoas, – das próximas às mais distantes - e
proporcionar ao nosso e a outros países as oportunidades de
desenvolvimento de que todos necessitam para crescer
economicamente e de modo sustentável. (ARAÚJO e FREIRE,
1999, p.73)

Portanto, educação continuada, competência e excelência profissional são
requisitos essenciais para o bibliotecário que deseja se consolidar num mercado
concorrido e em constante transformação.

4.1 EDUCAÇÃO CONTINUADA

A educação é o elemento-chave no novo paradigma gerado pela sociedade
da informação. E pensar a educação implica, dentre outros aspectos, investir no
potencial humano. Diante de um mercado cada vez mais competitivo, as
empresas começam a exigir de seu quadro de pessoal uma constante
atualização, a qual se tornou um importante referencial a contratação de
empregados.
Conforme Cavalcante ([19--], p. 2):
[...] atualizar-se tornou-se exigência maior de uma sociedade que
precisa buscar a superação das diferenças e dos obstáculos
econômicos e sociais por vias da educação, da informação e do
conhecimento, através de maiores investimentos em seres
humanos e assim chegar à qualidade, tanto econômica, científica
e tecnológica, quanto social, profissional e pessoal.

Esse enfoque com a qualificação cresce em decorrência das sociedades,
que vêm se modernizando e evoluindo com as novas exigências dos
clientes/usuários, bem como do mercado. Segundo Campos (1995) para que
uma empresa permaneça competitiva e sobreviva no mercado, ela deverá alterar
suas políticas e práticas no desenvolvimento das pessoas, numa era em que o
conhecimento humano é o maior fator na construção de uma sociedade baseada
na informação. Daí, a necessidade de uma aprendizagem contínua para que o

�indivíduo possa desenvolver novas habilidades e competências. Isto implica no
aprender

a

lidar

transformações.

com

o

novo,

procurando

adaptar-se

às

constantes

Diz Johnson (2002, p. 14) que,
A adaptabilidade às mudanças é uma condição indispensável
para a sobrevivência de pessoas e organizações, e mais ainda
para seu sucesso na economia global de hoje. Quem consegue se
adaptar é recompensado.

Por isso, as unidades de informação vêm tomando esta atitude, fazendo
com que os profissionais que nelas atuam, estejam qualificados adequadamente
para suprir às necessidades do mercado. Principalmente, diante da vertiginosa
evolução das novas tecnologias de informação. Aliado a isto, o indivíduo
necessita ter espírito inovador e criativo, pois assim, ele estará apto a enfrentar os
desafios e riscos requeridos pela nova economia. Neste contexto, é prioritário
investir no aperfeiçoamento dos recursos humanos haja vista que
O conhecimento acadêmico, não renovado e não aplicado, tornase obsoleto a curtíssimo prazo, dadas às conquistas diárias da
ciência e da tecnologia. Profissões inteiras são extintas em um
piscar de olhos, por um novo invento e aplicações inteiramente
inéditas, exigindo nova formação. (CHIAVENATO e MATOS,
2002, p. 137)

Esta formação, por sua vez, se dá por conhecimentos adquiridos através
de cursos de pós-graduação, educação à distância, cursos de reciclagem,
eventos científicos, dentre outros e, conseqüentemente, aplicados no cotidiano da
vida pessoal e organizacional. Chiavenato e Matos (2002, p. 139) dizem, ainda,
que
Somos todos aprendizes, nesse mundo em transformação
acelerada, em que o obsoletismo do conhecimento é um risco
imediato. Seremos aprendizes, se quisermos sobreviver com
inteligência e nos desenvolver continuamente.

Outrossim, no decorrer das transformações no mercado, o perfil dos
bibliotecários vem se adequando a realidade em que estão inseridos, haja vista
que

aprender a aprender é de fundamental importância no processo de

informação/conhecimento. Portanto, a educação continuada é uma segurança
para que o profissional bibliotecário possa enfrentar os grandes desafios frente a
um mercado competitivo, bem como caminhar em sintonia com a modernização
das organizações.

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através dos objetivos traçados nesta pesquisa, pode-se constatar que hoje
nas organizações, as pessoas passaram a ser tratadas como fator de
desenvolvimento, pois através de seus conhecimentos aplicados de uma maneira
rentável, geram qualidade ,competitividade e proporciona sucesso às empresas.
Assim, como as demais organizações, as unidades de informação devem
privar por este bem. As organizações sem pessoas não funcionam, as pessoas
sem conhecimento, não poderão contribuir para as empresas. O investimento
nas pessoas que constituem as empresas gera produtividade; as mesmas aliadas
aos gestores na gerência das organizações, ou seja, na gestão participativa,
contribuirão para um melhor crescimento organizacional e também pessoal. As
pessoas

satisfeitas,

habilitadas

e

qualificadas

são

mais

produtivas

e

desempenham melhor o seu papel.
O bibliotecário, por sua vez terá que adequar o seu perfil às constantes
transformações do mercado. Outrossim, é necessário que esteja aberto às
inovações procurando introduzir as ferramentas que facilitarão seu trabalho junto
às pessoas/empresa. Para isso é imprescindível que tente manter-se atualizado
para que possa se consolidar no mercado competitivo, sob pena de ser excluído
deste. Entende-se que as pessoas precisam se adequar sempre às leis do
mercado em vigor, então se faz necessária educação continuada.

REFERÊNCIAS
AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing: abordagem em unidades de informação.
Brasília: Thesaurus, 1998.
ARAÚJO, Vânia Maria R. H. de; FREIRE, Isa Maria. Conhecimento para o
desenvolvimento: reflexões para o profissional da informação. Inf. &amp; Sociedade,
v. 9, n. 1, p. 61-75, jan./jun. 1999.
BARBALHO, Fabrizio; HANASHIRO, Darcy M. M. O comportamento gerencial
sobre motivação, liderança e gestão participativa: uma análise da auto percepção

�do dirigente. Caderno de Pós-graduação em Administração de Empresas, São
Paulo, v. 1, n. 1, p. 9-37, set./dez. 2001.
BERAQUET, Vera Silvia Marão et. al. Qualidade de ensino na FABI-Campinas
face ao moderno profissional da informação. Transinformação, v.11, n.1, p.6369, jan./abr.1999.
CAMPOS, Vicente Falconi. O valor dos recursos humanos na era do
conhecimento. 3. ed. Belo horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1995.
CASTRO, César Augusto. Profissional da informação: perfis e atitudes desejadas.
Inf. &amp; Sociedade, v. 10, n. 1, p. 142-156, 2000.
CAVALCANTE, Lídia Eugênia. Educação e aprendizagem contínua em unidades
de informação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 10. Disponível em: &lt;http://biblioteca.ufc.br/arteducação.html&gt;.
Acesso em : 15 jun. 2002.
CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando pessoas: o passo decisivo para a administração particiva. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 1997.
______. Recursos humanos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1998.
CHIAVENATO, Idalberto; MATOS, Francisco Gomes de. Visão de ação estratégica. 2. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
DEGEN, Ronald Jean. O empreendedor: fundamentos da iniciativa empresari-al.
São Paulo: Mc Graw-Hill, 1989.
GUINCHAT, Claire; MENOU, M. J. Introdução geral as ciências e técnicas da
informação e documentação. 2. ed. Brasília: IBICT, 1994.
JOHNSON, Spencer. Quem mexeu no meu queijo? 31. ed. Rio de Janeiro:
Record, 2002.
LERNER, Walter. Organização participativa: mais uma poderosa tecnologia na
busca da competitividade. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
MARTINS, Robson Dias. Perfil do bibliotecário: uma realidade brasileira.
Disponível em: &lt;http//:www.biblioteca.estacio.br/artigos/004.htm&gt;. Acesso em:2

�maio 2002.
MÜLLER, Mary Stela; FORTES, Waldyr Gutierrez.Comunicação na biblioteca:
uma questão interdisciplinar. Transinformação, v. 8, n. 2, p. 33-44,
maio/ago.1996.
MÜLLER, Mary Stela; CORNELSEN, Julce Mary. Normas e padrões para teses,
dissertações e monografias. 3. ed. Londrina: UEL, 2002.
ROBBINS, Stephem Paul. Administração: mudanças e perspectiva. São Paulo:
Saraiva, 2002.
ROSSO, Fabrizio; HANASHIRO, Darcy M.M. O comportamento gerencial sobre
motivação, liderança, e gestão participativa: uma análise da auto percepção do
dirigente... Caderno de Pós-graduação em Administração de Empresas, v.1,
n.1, p. 9-37, 2001.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. São
Paulo: Cortez, 2002.
SILVA, Carla Maria T. de S. C. da; ARRUDA, Guilhermina M. A formação do
profissional de biblioteconomia frente às novas tendências do mercado
globalizado. In: ENCONTROS BIBLI, 6., 1998, Florianópolis. Florianópolis: UFSC,
1998. Disponível em: &lt;http://www.ced.ufsc.br/bibliote/encontro/eb6art3. html
&gt;Acesso em: 20 jun. 2002.
SILVA, Sueli Maria Goulart. Qualidade nas bibliotecas universitárias: a influência
dos objetivos. Informação e Sociedade, v.10, n.1, p. 54-69, 2000.
VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 1999.

∗

Bibliotecária da Centro de Educação Integrada - lufele1@hotmail.com
Profª do departamento de Biblioteconomia – UFRN – sosborba@ufrnet.br

∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57109">
                <text>Gestão de recursos humanos em unidades de informação: análise do perfil bibliotecário. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57110">
                <text>Leite, Luciana Ferreira; Borba, Maria do Socorro de Azevedo </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57111">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57112">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57113">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57115">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57116">
                <text>Trata da gestão de pessoas em unidades de informação. Demonstra a importância da mesma na gestão participativa e como podem contribuir para o crescimento das organizações, constatada através da pesquisa bibliográfica sobre o tema abordado. Analisa o perfil do bibliotecário e como ele pode utilizar as técnicas do planejamento estratégico, marketing, motivação, benchmarking, liderança, entre outras para a obtenção de uma gestão competitiva. Enfatiza a educação continuada como elemento importante na atualização e valorização desse profissional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68751">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5251" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4318">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5251/SNBU2004_212.pdf</src>
        <authentication>f2cc1144f755f12e521c3de92deb670f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57163">
                    <text>REVITALIZANDO A REFERÊNCIA NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

Mônica Fonseca Soares∗

RESUMO
A biblioteca universitária é centro de referência para localização da informação e as
novas tecnologias e recursos informacionais precisam ser trabalhados e rapidamente
postos à disposição dos seus usuários internos e externos. Particularmente, a
biblioteca universitária tende a fornecer serviços virtuais em maior quantidade, mas
quem sabe dispor desses recursos? O bibliotecário de referência, nesse contexto,
vem colaborar para que a biblioteca universitária preste um atendimento qualificado,
elaborando rotinas e plantões de atendimento visando preparar o usuário para
conhecer os recursos existentes. A biblioteca deve permitir que o bibliotecário sirva
como um multiplicador de informações, otimizando pessoal e equipamentos.
Ninguém melhor do que o bibliotecário de referência, figura que parece estar fora de
moda, para facilitar o acesso ao grande número de informações disponíveis nas
redes e bases de dados nacionais e estrangeiras. Nessa linha, propõe-se que seja
criado ou reativado o setor de referência na biblioteca universitária. A metodologia
envolve a elaboração de estudo de usuários e o planejamento de um espaço físico
real de referência na biblioteca e o espaço físico virtual de referência nas páginas da
Internet e, o mais importante, que o bibliotecário seja preparado para a atividade,
assim como o é para usar os softwares de processamento técnico. Além disso,
deverá ser planejada uma equipe de referência, que terá ciência do seu relevante
papel e saberá como agir para fornecer também suporte para a indexação e
descrição documentais, bem como recebendo informações desses setores, dentro da
dinâmica dos serviços bibliotecários.

INTRODUÇÃO
A biblioteca universitária precisa corresponder às expectativas dos exigentes
usuários pesquisadores, alunos, professores, comunidade acadêmica de outras
universidades e a comunidade em geral. Os serviços tradicionais estão sendo
transformados no mundo tecnológico e virtual do século XXI e os serviços
bibliotecários não poderiam ficar imunes a essas transformações.

�Apesar da consciência do profissional bibliotecário de toda a revolução
ocorrida no século XX na produção, armazenamento e disseminação da informação
científica e tecnológica, os serviços bibliotecários muitas vezes não conseguem
acompanhar o ritmo alucinante desse crescimento, que foi acirrado com a veiculação
de publicações pela Internet. Xie (2003) coloca que a maioria das bases de dados
online tem uma versão na Web e a natureza interativa das bases disponíveis na
Internet são por um lado de fácil uso e por outro, menos eficientes para controle.
O serviço de referência, aquele tradicional, com o bibliotecário de referência
numa mesa, cercado de bibliografias, índices e outras obras de referência foi
perdendo seu espaço nas bibliotecas, particularmente nas bibliotecas universitárias,
uma vez que os mecanismos de busca via World Wide Web parecem mais práticos e
ágeis do que o atendimento personalizado e localizado em um ponto físico.
Os sistemas de recuperação de informações on-line, por sua vez, estão
apresentando constantemente propostas mais amigáveis de interação entre o
usuário do sistema e a interface empregada.
Diante desse panorama, por onde andará a figura do bibliotecário de
referência? Quem está fazendo referência na biblioteca universitária? Como
revitalizar esse setor e o seu profissional? Essas questões serão discutidas e serão
analisados alguns aspectos relativos ao perfil e atitudes do profissional da
informação e também aspectos relativos à organização do serviço de referência na
biblioteca universitária brasileira.

O SERVIÇO DE REFERÊNCIA

Tão importante quanto o processamento técnico ou a aquisição de material
bibliográfico, o serviço de referência é cartão de visitas da biblioteca. Não adianta um
catálogo perfeito pelas regras internacionais de catalogação e indexação de
assuntos se não consegue ser facilmente consultado pelo usuário. O cliente quer

�encontrar o que procura com rapidez e eficiência, sem interferências poluidoras na
recuperação.
As bibliotecas universitárias são um dos itens avaliados quando da aprovação
e reconhecimento dos cursos de graduação e pós-graduação e, como não poderia
deixar de ser, estão diretamente relacionadas à qualidade de seus cursos (MAZZONI
et al., 2001). Portanto, mais um motivo para possuir um atendimento diferenciado e
qualificado de referência, o que viria a contribuir para o aumento do nível de
qualidade dos serviços como um todo da instituição ao qual está vinculada.
O processo de referência deve levar em conta a inclusão ou acessibilidade da
informação para clientes especiais, como os com deficiência visual ou auditiva,
passando pelo planejamento de serviços onde o “sistema projetado sob o conceito
de desenho para todos incorpora características que, além de permitir a sua
utilização por pessoas portadoras de deficiência, tornam o seu uso muito mais fácil e
confortável para todos os usuários” (MAZZONI et al., 2001, p. 30).
Os mesmos autores colocam que, dentro da estrutura da biblioteca
universitária, a acessibilidade envolve aspectos urbanísticos, aspectos de informação
e comunicação e, “[...] os aspectos atitudinais – como as pessoas compreendem e
constroem o processo de acessibilidade -, o que pode valorizar ou degradar os
projetos originais” (MAZZONI et al., 2001, p. 31, grifo do autor). A coordenação da
biblioteca deve estar atenta para esses aspectos quando da formulação do projeto
para a implantação ou reformulação de seus serviços.
A preocupação maior dentro de uma unidade de informação como a biblioteca
universitária ainda é (reforçamos o ainda) com o processamento técnico do suporte
informacional. Talvez por desconhecimento de todo o potencial da recuperação,
muitas bibliotecas ainda são tratadas como depositório de acervo, mesmo que os
catálogos sejam virtuais e o leitor possa fazer suas pesquisas de casa. Muito pouco
se tem investido na qualidade da informação recuperada pelo usuário final e muitos
recursos têm sido gastos para lotar as bases de dados universitárias com descrições

�bibliográficas e indexações que podem não estar atendendo aos interesses do
usuário dessas informações.
O setor de referência, nesse sentido, ao ser revitalizado, pode vir a contribuir
fazendo um elo de ligação entre o que entra (processamento técnico) e o que sai
(recuperação de informações). Com a especialização do profissional é comum
ocorrer uma desvinculação desses dois processos importantíssimos para o
fornecimento da informação adequada para a pessoa certa no momento em que ela
precisar e com a devida agilidade.
Segundo Arellano (2001, p. 7) as bibliotecas brasileiras ainda não
apresentavam
serviços da natureza dos encontrados nos sites das principais
bibliotecas americanas. Ainda no início de 2001, nenhuma das 184
bibliotecas brasileiras cadastradas pelo IBICT no GT de Bibliotecas
Virtuais [...] mantinha algum serviço de referência que funcionasse 24
horas e com distribuição seletiva do tipo de consultas.

O serviço de referência pode estar disponibilizado localmente, com a presença
do bibliotecário de referência em uma estação de trabalho plugada no mundo virtual
e, ao mesmo tempo, com conhecimentos do usuário específico, de sua comunidade.
Mas, o serviço pode ir além, com a referência virtual, onde o bibliotecário responde
perguntas - Ask-an-Expert (AskA) e tem como objetivo desenvolver habilidades para
pesquisa em seus clientes (ARELLANO, 2001).
Todo um preparo do setor deve ser realizado como se a biblioteca fosse abrir
uma extensão “comercial” dos seus serviços. Aspectos de gestão de negócios,
marketing, comportamento e satisfação do consumidor, cultura organizacional,
planejamento financeiro, recursos humanos e materiais envolvidos, entre outros,
devem ser cuidadosamente planejados para que as chances do “negócio” fechar
antes do primeiro ano sejam reduzidas.
Por outro lado, é preciso começar, mesmo que o setor não funcione com
100% de sua capacidade, com o tempo as pessoas vão incorporando atitudes,

�retroalimentando o sistema como um todo. Andrade e outros autores, ao falarem
sobre o processo de mudança na gestão da biblioteca acadêmica, relatam a
importância da interação entre as equipes de trabalho na biblioteca universitária.
Estruturas estanques, que não se comunicam, tornam difícil o alcance da meta maior
da bilioteca: a disseminação da informação. “Sabe-se que a relação usuário versus
informação exige equipes interativas, detentoras de todas as informações referentes
ao processo de trabalho, agindo com autonomia e decisão.” (ANDRADE et al., 1998,
p. 312)
O modelo de gestão precisa ser avaliado para que se identifiquem as
possíveis falhas e para que as pessoas envolvidas na inovação organizacional
possam expressar suas dificuldades, expectativas, vontades e qualidades. A
organização, segundo Andrade et al. (1998), deve passar de um foco voltado para o
ambiente interno (com predomínio da especialização e metodologia) para um foco
voltado para o ambiente externo (predominando a visão do cliente e de resultados).
O serviço pode ser oferecido em consórcio com outras bibliotecas da mesma
instituição, com bibliotecas de outras universidades locais, regionais ou mesmo de
outros países, como é o caso da iniciativa da Library of Congress e do projeto 24/7
Reference Project (24 horas e sete dias) do Metropolitan

Cooperative Library

System, administrado pela California State Library (ARELLANO, 2001). Os projetos
podem contar com o auxílio de estagiários de diversas áreas do conhecimento assim
como com a ajuda de voluntários, como é caso do Virtual Reference Desk, citado
pelo mesmo autor.

A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA

O bibliotecário de referência não nasce pronto e muito menos é qualificado
apenas em cursos técnicos ou de aperfeiçoamento. É o contato com o cliente, as
buscas com resultados inesperados, os erros e acertos que lapidam o profissional do

�setor de referência. Não há modelos, não há manuais, códigos ou tabelas. Talvez aí
resida a resistência em projetar o serviço de referência e formar seus profissionais.
O profissional aprende junto com o leitor e “a responsabilidade do bibliotecário
com o usuário é semelhante a do professor com o aluno no desenvolvimento da
metacognição.” A interação do bibliotecário com professores, alunos e pesquisadores
acrescenta tanto para os serviços bibliotecários como para desenvolver habilidades,
possibilitando ao educando ter acesso ao paradigma de múltiplas fontes.
(MOSTAFA, 2003, p. 2)
Outra

questão

importante,

mas

pouco

levantada

na

literatura

de

Biblioteconomia no Brasil, diz respeito à dificuldade no manejo com a língua
estrangeira, particularmente com a língua inglesa, a mais utilizada em bases e
bancos de dados internacionais. Como querer que o bibliotecário transite pelos
descritores, palavras-chave, resumos, textos em geral, se há dificuldade de
entendimento da língua? A instituição e o próprio profissional precisa investir na
qualificação do bibliotecário de referência quanto a linguagens utilizadas em várias
áreas e línguas estrangeiras.
Além disso, as linguagens de recuperação devem ser exploradas, analisando
o que é efetivamente recuperado do que é indexado pelo setor de processamento
técnico. Basurto, Santillan e Medina (1997, p. 5) relata que o pessoal deve possuir
novas atitudes frente à informação, novas habilidades e novos hábitos. “Por parte de
los bibliotecarios se requiere contar con habilidades para el uso de las redes de
cómputo, para instalar y consultar discos compactos, para obtener y almacenar
información electrónica.”
Ao analisar as habilidades demandadas pelo mercado de trabalho do
profissional da informação, Ferreira (2003, p. 42) reforça o pouco preparo desse
profissional:
Ao que tudo indica, existe demanda no mercado por profissionais da
informação, mas há falta de oportunidade para os profissionais de

�informação vindos da área da ciência da informação, bem como de
uma formação acadêmica em que estes possam se habilitar para o
desenvolvimento, a implantação e a operação de dispositivos para
filtrar, analisar, sintetizar e disseminar essa avalanche de
informações.

O trato com pessoas é um aspecto que necessita atenção especial, uma vez
que o bibliotecário, mesmo utilizando equipamentos, vai auxiliar nas buscas de
pessoas, que nem sempre sabem bem o que querem, que sofrem de angústia, têm
pressa, muitas vezes não conhecem bem os assuntos e podem estar estressados
em função da pesquisa e suas dificuldades.

CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Os caminhos para a revitalização do serviço de referência na biblioteca
universitária estão abertos, esperando por aqueles que queiram participar de uma
aventura inovadora, estimulante e que poderá trazer benefícios tanto para a
instituição universitária como para os atores do processo de referência e
disseminação da informação.
Presencial ou virtual, a referência pode estabelecer-se de forma a melhorar a
qualidade da informação recuperada, diminuindo as perdas pelo usuário, tanto de
tempo, como de desgaste físico e mental ao localizar o que não queria ou de não
encontrar o que precisava no momento adequado.
A gestão da biblioteca acadêmica deve planejar, organizar e avaliar o
funcionamento do atendimento ao usuário presencial ou virtual, avaliar a sua
satisfação e a adequação dos serviços às necessidades do corpo docente, discente,
técnico e comunidade em geral.
Os usuários estão carentes de serviços ágeis, que correspondam pelo menos
em parte às evoluções tecnológica, científica e informacional que têm sofrido
aceleração nos últimos anos. Cabe aos profissionais da informação a preparação de

�um cenário de ação apropriada, com pessoal preparado para trabalhar em equipe,
respondendo aos questionamentos 24 horas por dia e sete dias por semana.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Teresinha Dias de et al. Mudanças e inovações: novo modelo de
organização e gestão de biblioteca acadêmica. Ciência da Informação, Brasília, v.
27, n. 3, p. 311-318, set./dez. 1998.
ARELLANO, Miguel Ángel Márdero. Serviços de referência virtual. Ciência da
Informação, Brasília, v. 30, n. 2, p. 7-15, maio/ago. 2001.
BASURTO, Lourdes Feria; SANTILLAN, Ma. Gregoria Carvajal; MEDINA, Marco
Antonio Jauregui. La biblioteca electronica em Colima-Mexico. Ciência da
Informação, Brasília, v. 26, n. 2, f. 1-7, maio/ago. 1997.
FERREIRA, Danielle Thiago. Profissional da informação: perfil de habilidades
demandadas pelo mercado de trabalho. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 1,
p. 42-49, jan./abr. 2003.
MAZZONI, Alberto Angel et al. Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 30,
n. 2, p. 29-34, maio/ago. 2001.
MOSTAFA, Solange Puntel. EAD sim, mas com qual biblioteca? Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 1, n. 1, p. 1-11, jul./dez.
2003.
XIE, Hong (Iris). Supporting ease-of-use and user control: desired features and
structure of Web-based online IR systems. Information Processing &amp; Management,
v. 39, p. 899-922, 2003.

�∗

BIBLIOTECA SETORIAL.ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO SUL, RUA WASHINGTON LUIZ, 855 – PORTO ALEGRE – RS – BRASIL.
www.biblioteca.ea.ufrgs.br mfsoares@ea.ufrgs.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57136">
                <text>Revitalizando a referência na biblioteca universitária. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57137">
                <text>Soares, Mônica Fonseca</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57138">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57139">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57140">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57142">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57143">
                <text>A biblioteca universitária é centro de referência para localização da informação e as novas tecnologias e recursos informacionais precisam ser trabalhados e rapidamente postos à disposição dos seus usuários internos e externos. Particularmente, a biblioteca universitária tende a fornecer serviços virtuais em maior quantidade, mas quem sabe dispor desses recursos? O bibliotecário de referência, nesse contexto, vem colaborar para que a biblioteca universitária preste um atendimento qualificado, elaborando rotinas e plantões de atendimento visando preparar o usuário para conhecer os recursos existentes. A biblioteca deve permitir que o bibliotecário sirva como um multiplicador de informações, otimizando pessoal e equipamentos. Ninguém melhor do que o bibliotecário de referência, figura que parece estar fora de moda, para facilitar o acesso ao grande número de informações disponíveis nas redes e bases de dados nacionais e estrangeiras. Nessa linha, propõe-se que seja criado ou reativado o setor de referência na biblioteca universitária. A metodologia envolve a elaboração de estudo de usuários e o planejamento de um espaço físico real de referência na biblioteca e o espaço físico virtual de referência nas páginas da Internet e, o mais importante, que o bibliotecário seja preparado para a atividade, assim como o é para usar os softwares de processamento técnico. Além disso, deverá ser planejada uma equipe de referência, que terá ciência do seu relevante papel e saberá como agir para fornecer também suporte para a indexação e descrição documentais, bem como recebendo informações desses setores, dentro da dinâmica dos serviços bibliotecários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68754">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5255" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4322">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5255/SNBU2004_213.pdf</src>
        <authentication>03188587dae696a992958908a38fea24</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57207">
                    <text>DE LEITOR A CONSUMIDOR: NOVAS PERSPECTIVAS DO ATENDIMENTO
EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO.

Niliane Cunha de Aguiar∗
Tatianne Norberto Alves Ferreira∗∗

RESUMO
No máximo 250 (duzentos e cinqüenta) palavras. Escrito em Português, Espanhol ou
Inglês, conforme o idioma que será redigido o trabalho. As relações estabelecidas
entre usuários e "fornecedores" de informação, nas últimas décadas, passaram a ser
pauta de reflexão de vários estudiosos em muitos campos do conhecimento humano,
com destaque para a Biblioteconomia, Ciência da Informação, Ciências Sociais e
outras. Neste sentido, o presente artigo objetiva rever os conceitos relativos ao
atendimento ao usuário em Unidades de Informação. Para tanto, em um primeiro
momento é apresentada uma revisão histórica do relacionamento entre fornecedor e
usuário de informação, tendo por base a semântica desses termos. Analisa-se,
ainda, este "ser" que necessita de informação, atendimento e orientação de
qualidade. Neste contexto, a maior ênfase é dada ao trabalho realizado pelos
profissionais da informação.

1 INTRODUÇÃO

Nos últimos anos têm sido levantadas questões referentes à relação entre
profissionais e usuários da informação, sejam pelos aspectos políticos, econômicos,
socioculturais, psicológicos e tecnológicos. A relação de dependência, na qual o
usuário precisava do profissional e da unidade de informação para adquirir as
informações das quais necessitava, está ficando para trás. O avanço tecnológico
tornou o usuário um ser autônomo, capaz, juntamente com potentes equipamentos
de multimídia, de suprir suas necessidades informacionais. Neste contexto, as
unidades de informação que não acompanharam esta evolução ficaram cada vez

�menos utilizadas, transformando-se de centros de disseminação da informação para
simples depósitos de acervos.
No Brasil percebe-se pouco interesse do governo pelo setor informacional, e
observa-se que nossas Unidades de Informação e nossos profissionais ficam sempre
em segundo ou terceiro plano. Política e economicamente, a relação têm sido
afetada pela falta de investimento nas Unidades Informacionais, principalmente nas
bibliotecas. Este investimento contribuiria para a atualização do acervo, aquisição de
novos equipamentos e mobiliários, novos programas, de modo a torná-las
competitivas e atrativas frente às novas tecnologias, e principalmente para a
atualização do Bibliotecário, a fim de que se prepare para disponibilizar todos os
suportes e recursos disponíveis aos seus usuários.
A distância entre Bibliotecários e usuários pode ser diminuída através de um
processo educacional que considere a biblioteca, ou qualquer outra unidade de
informação como um instrumento auxiliador. Mas na realidade, encontramos muitas
escolas sem biblioteca, e nas que existem, seus acervos são deficientes e inexistem
profissionais Bibliotecários. Desta forma, o profissional fica numa situação
desfavorável, já que o usuário na maioria das vezes, chega à Universidade sem
saber quem é o Bibliotecário e o que é uma biblioteca.
Este indivíduo que não recebeu uma educação esclarecedora sobre a
biblioteca e o papel do Bibliotecário não consegue vê-los como auxiliadores do seu
dia-a-dia. Estudos comprovam que os usuários sentem insegurança na relação de
solução de problemas com auxílio do Bibliotecário. Psicologicamente, eles estão
despreparados para mostrar aos Bibliotecários qual a sua necessidade, seja pela
falta de prática ou por nervosismo, pois ainda existe na sociedade o estigma de que
a biblioteca é um lugar sagrado e reservado aos grandes sábios, leitores e letrados.
Nestas circunstâncias o indivíduo não consegue chegar ao Bibliotecário e vice-versa,
pois há uma barreira entre o necessitado e o fornecedor.
A tecnologia se tornou instrumento importantíssimo para o trabalho do
Bibliotecário, seja nas atividades de processamento técnico, ou no serviço de

�referência, pois agilizou o processo de recuperação da informação, atualização do
acervo, busca em banco de dados on-line, etc. Porém, muitos são os profissionais da
informação que não conhecem as reais potencialidades das novas tecnologias para
unidades de informação, perdendo a oportunidade de oferecer aos usuários serviços
e produtos inovadores e de qualidade. E se o usuário passa a buscar a informação
por si próprio, fica com a impressão de que aquele profissional não teve capacidade
para ajudá-lo, e provavelmente não recorrerá a ele em suas dificuldades futuras.
Muitos fatores influenciam a relação entre usuário e profissional da
informação, este artigo não pretende simplesmente reunir os conceitos desta
relação, mas revelar aos integrantes deste relacionamento a necessidade de se
rever comportamentos para se adaptarem aos novos tempos.
Todas as mudanças a serem feitas, precisam passar pela qualificação do
Bibliotecário, para que ele utilize sua potencialidade para fornecer além de
informações, uma formação contínua ao consumidor desta informação, tornando-o
consciente dos seus direitos e deveres.

2 DE LEITOR A CONSUMIDOR

A partir do momento que a escrita dos séculos VII e VI a.C. provocou a
passagem do modo de pensamento “mítico”, baseado na oralidade, para o lógicoempírico, centrado na escrita, o saber textualizado passou a ser acumulável,
consultável, consumível. Porém, este saber se restringia a poucos privilegiados que
tinham acesso ao mundo do letramento. O saber, agora arquivável, passou a
significar poder.
Com a imprensa do século XV, iniciou-se o processo de democratização da
escrita, e o livro passa a ser estruturado sob uma rede de remissões onde o conceito
e a abstração condensam a memória e garantem um domínio intelectual.

�Até este momento histórico, nas bibliotecas não existia a figura do
Bibliotecário e o “guardião dos livros” procurava não se envolver com os leitores.
Somente após a Renascença inicia-se um processo de aproximação com o público.
Pois o livro não era mais um simples instrumento necessário para o ensino e para a
religiosidade, mas o livro pela primeira vez, passa a ser sentido socialmente como
necessidade.
Na Segunda metade do século XVIII na Europa, a redução do preço do livro e
outras

modificações

culturais,

provocam

um

“furor

de

ler”,

porém

este

comportamento é descrito pelos observadores da época como “um perigo para a
ordem, como um narcótico” ou como um desregramento da imaginação e dos
sentidos (CHARTIER, 1994).
Diante deste conflito, eis que surge o profissional Bibliotecário, ainda sem a
formação especializada, mas um erudito ou um escritor capaz de revelar ao leitor a
importância e o fascínio produzido pela leitura.
A partir dos meados do século XIX, o Estado reconhece o Bibliotecário como
representante de uma profissão socialmente indispensável, pela difusão intensiva da
imprensa. Nesta época o Bibliotecário se transformou praticamente num técnico –
com todos os inconvenientes e virtudes dessa condição. A necessidade de uma
organização racional, que facilitasse a “guarda” do número excessivo de materiais, o
torna novamente uma espécie de guardião, agora de técnicas, códigos e símbolos,
utilizados por ele, e que só ele era capaz de entender, sem se preocupar muito com
as necessidades do até então denominado leitor.
Só no século XX, quando a fertilidade e inventividade humana encontraram
ambiente oportuno para emergir, e promover as criações tecnológicas como a
fotografia, o rádio, o cinema, a TV e o computador, a denominação “leitor” passou a
não abranger todo o papel que representaria o “usuário” de um mundo cercado de
informações a serem decodificadas.

�O profissional Bibliotecário encontrava-se novamente diante da necessidade
de uma mudança comportamental, frente ao novo tipo de serviço que precisa ser
prestado à sociedade.
Nos anos 30, houve um grande interesse em se saber como e o quê as
pessoas liam, e qual o uso feito das bibliotecas em geral. Os primeiros estudos de
usuários foram realizados na década de 30, e foram aperfeiçoando-se através dos
anos, acentuando-se nas décadas de 50 e 60, talvez pelo receio que a propagação
dos meios de comunicação como a televisão, afetasse o gosto pela leitura, e até
mesmo extinguisse o livro.
Frente a estas situações, o Bibliotecário percebeu a necessidade de conhecer
o usuário de sua biblioteca, que, como usuário e não apenas leitor, deveria ser um
parceiro no desenvolvimento da Instituição. Durante o primeiro período de estudos
dos usuários, que se estendeu de 1948 a 1965, a ênfase foi descobrir o por que,
como, e para quais fins os indivíduos usavam a informação. Na verdade, pode-se
dizer, que esta foi uma grande mudança de atitude em relação aos usuários, que até
então, apesar de possuírem uma “nova” denominação, ainda encontrava-se numa
atitude passiva, de quem apenas “usa” a informação, e de quem o Bibliotecário
esperava o conhecimento de como fazer o uso da informação disponível.
A partir de 1965 houve uma diminuição nos estudos de usuário, frente à
necessidade de se entender e se ajustar aos novos modelos de computadores
disponíveis. Apesar de já existirem técnicas mais sofisticadas de observação que
conseguiram captar aspectos bem particulares do comportamento dos usuários,
estes resultados não interferiram muito no processo.
Na década de 80, os estudos de usuários passaram a buscar interpretar
necessidades de informação tanto intelectuais como sociológicas, partindo de uma
perspectiva cognitiva. Daí chegou-se a considerar que a informação só tem sentido
quando integrada a algum contexto, e que ela é um dado incompleto, ao qual o
indivíduo atribui sentido a partir da intervenção de seus esquemas anteriores. E a
informação passa a ser compreendida como um produto da observação, e a

�observação, como uma atividade necessária para entender que o usuário é também
o construtor de um sistema de informação em constante transformação.
A partir dos anos 90 e início de 2000, a percepção do valor da informação,
provocou a necessidade de se prestar um serviço de qualidade aos usuários das
bibliotecas e também dos denominados “centros de informação” principalmente pelo
crescente aumento da informação e pela sua divulgação em diversos suportes, na
maioria das vezes de forma desorganizada e descontrolada. Os usuários passaram
então, a serem vistos como clientes deste produto – a informação.
Vários artigos da área passaram a dar ênfase a percepção dos clientes nas
unidades de informação, e à necessidade de adaptação dos profissionais
Bibliotecários a esse novo tipo de atendimento.
Os Bibliotecários passaram a reconhecer que a informação não se limita a um
simples produto ou matéria prima de uso doméstico, mas além de ser um bem
econômico, deve ser compreendido como um produto de bem-estar nacional bruto,
considerando-se

todas

as

suas

características

relacionadas

à

produção,

disseminação, desenvolvimento, automatização e poder.
O cliente dos serviços informacionais passa a exigir cada vez mais a
qualidade dos serviços prestados e esta passa a ser o foco dos profissionais que
querem sobressair.
Porém, se pararmos para analisar a denominação - clientes, para os
indivíduos que freqüentam as bibliotecas (agora também virtuais), percebemos que o
termo ainda restringe o papel que estes precisam exercer no fluxo da informação.
Isto é, do leitor que apenas lia, para o usuário que apenas usa, o termo cliente ainda
traz em si uma atitude passiva de quem precisa ser “atendido”, e não de alguém que
interfere no processo e que nesta era digital, é o construtor do saber transmitido
pelas coletividades humanas. É imprescindível a concepção de que agora o portador
direto do saber é o ciberespaço, por meio do qual as comunidades descobrem e
constróem seus objetos e conhecem a si mesmas como coletivos inteligentes.

�O consumidor de informação exige um compromisso muito maior do
profissional, que precisa cada vez mais de qualificação, treinamento, formação em
gestão de serviços, marketing, gestão de pessoas, relações públicas e relações
interpessoais. Precisa perceber que o centro de sua atividade é suprir a necessidade
de

consumo

informacional

de

nossa

sociedade,

que

tem

consumido

compulsivamente bens tangíveis e que carecem dos bens intelectuais.
O relacionamento entre o fornecedor e o consumidor da informação precisa
ser pauta das mais importantes discussões e pesquisas da área, para que os
profissionais da informação sejam capazes de se adaptar aos novos paradigmas da
profissão.

3 ESTUDO GERAL DO COMPORTAMENTO DO USUÁRIO/CONSUMIDOR

Diante das mudanças apresentadas, faz-se necessário conhecer o perfil de
um consumidor de serviços, ou seja, do consumidor de informação.
Para isto é preciso conhecer e interpretar as necessidades do consumidor,
tendo como princípio o marketing para o setor de informação, onde a maioria dos
serviços e produtos são gratuitos, inexistindo praticamente sua comercialização. Isto
torna o processo mais complexo, porém, o objetivo de um estudo como este, deve
conceber a unidade de informação como um “negócio” igual a qualquer outro, onde o
lucro pode ser dimensionado pelo valor desta unidade, e pela satisfação das
necessidades de informação de sua clientela, ou seja, dos consumidores atendidos
por ela.
Desta forma a análise do consumidor, será vista como o melhor entendimento
do processo para obtenção de informações, voltando-se principalmente para os
aspectos culturais, sociais e psicológicos.

�Com um enfoque mercadológico, a análise do consumidor do setor de
informação, se difere do “estudo de usuário” já conhecido pelos Bibliotecários, no
que diz respeito ao estudo do comportamento do indivíduo, no qual revela-se como e
por que os consumidores escolhem, engajam, contratam, mantém, comissionam, se
comprometem com a prestação do serviço, compram, pagam ou tomam decisões.
O consumidor passa a ser visto como aquele que possui direitos, que possui
hábitos, que tem necessidades, mas que estas necessidades não precisam ser
simplesmente atendidas, mas superadas. O consumo da informação precisa
extinguir um problema, precisa gerar transformação. E o próprio consumidor deve ter
consciência deste fato.
O Bibliotecário se depara mais uma vez com a mudança paradigmática de sua
profissão, que agora exige que ele seja mais do que um prestador de serviço ao
cliente, um fornecedor de informações a um consumidor cada vez mais complexo e
exigente.

4 O FORNECEDOR DA INFORMAÇÃO

Tomando por base a semântica dos termos próprios da relação estabelecida
no processo informacional, o termo fornecedor designa a função daquele que se
obriga a fornecer ou abastecer determinado gênero. E em contraposição encontra-se
o consumidor, que é ao mesmo tempo o indivíduo que absorve, e por isto consome,
mas também aquele que tem uma necessidade consumida por um fornecedor.
Isto é a base para conscientizar-nos das mudanças no atendimento ao
consumidor de informação nos centros informacionais, visto que usuário pode ser
concebido segundo o “Grande Dicionário Universal”, como alguém que possui direito
de uso, e também para o que serve para o nosso uso. Talvez os profissionais
estejam se apegando muito mais à segunda definição do termo. E aí se encontram
as raízes das falhas existentes. Ao passar para o termo cliente nas unidades de

�informação, o Bibliotecário se viu novamente numa posição paternalista, observando
que de acordo com o dicionário acima citado a palavra cliente origina se do Latim,
cliente, que quer dizer protegido.
É fundamental percebemos como a definição dos termos explicita sua função
nos devidos processos, o mesmo dicionário define Bibliotecário como pessoa que
tem a seu cargo a conservação e a catalogação dos livros de uma biblioteca. Tão
somente. Não se acrescenta nenhuma outra característica ou função. Será que não
são os próprios profissionais que determinam o conceito de sua profissão? O que
precisa ser feito para que os dicionários do futuro possam abranger o perfil de um
“profissional da informação” como o Bibliotecário? Talvez a existência de pesquisas
que revelem a informação como elemento de conhecimento susceptível de ser
transmitido e conservado graças a um suporte e um código, e que para a
disseminação deste suporte ou código existe um profissional qualificado capaz de
selecionar e direcioná-los aos devidos consumidores.
O Bibliotecário atuando como fornecedor da informação, precisa estar alerta
às sugestões e reclamações que possibilitem avaliar a oferta de produtos e serviços,
adequando-os à necessidade de seus consumidores. E deve treina-los para que
saibam exigir serviços de qualidade.
A prestação de serviços é um ato, um esforço, um desempenho e pode
apresentar-se de várias formas. Por isto, o fornecedor de informação precisa
conhecer os papéis desempenhados pelos vários indivíduos no processo de decisão.
Contudo, encontram-se dificuldades na concretização de projetos que priorizem o
consumidor dado às dificuldades de se lidar com as características dos serviços:
intangíveis, inseparáveis e simultâneos.
Mas, existem duas ferramentas essenciais para o sucesso no fornecimento
dos serviços de informação: a imagem e o treinamento. Sendo este último primordial,
pois através dele consegue-se diminuir as barreiras causadas pelas características
dos serviços.

�A análise do comportamento do consumidor feita pelo fornecedor de
informação deve levar em conta, aspectos mais amplos, pois como fornecedor, o
Bibliotecário precisa conhecer profundamente os fatores que influenciam o
comportamento do consumidor. Sendo eles: fatores culturais, sociais, pessoais e
psicológicos. E também, as fases características para o processo de decisão que
são: a predisposição, a busca, a avaliação, a escolha e a reação do consumidor.
Com essas ferramentas o Bibliotecário poderá se relacionar de forma eficiente com o
enigmático, mas indispensável consumidor.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

No ambiente informacional a evolução é um estado constante, pois a
produção e divulgação de novos conhecimentos e tecnologias não param. Surge,
então, novas necessidades, novos anseios. O Bibliotecário deverá rever seus
conhecimentos, técnicas, valores e princípios não só profissionais, como também,
pessoais. Ele deverá ser vivo e atuante, portando-se como um consumidor que
busca sempre novas informações.
O moderno profissional da informação deve estar consciente do seu papel de
processador, filtrador e disseminador da informação, independente do suporte ou da
tecnologia ligada a informação necessitada.
A excelência dos serviços oferecidos pelo Bibliotecário deverá: entender a
informação em toda a sua amplitude, pensar globalmente e agir localmente,
conhecer e utilizar as tecnologias da informação, utilizar modernas técnicas
administrativas, visar a satisfação do consumidor em todas as suas atividades,
reestruturar a unidade de informação de forma que favoreça o consumidor,
disponibilizar sistemas que permitam a avaliação contínua e sua melhoria e ter a
informação como instrumento da ação estratégica.

�No presente artigo propusemo-nos a investigar a necessidade que o
Bibliotecário tem de conhecer o comportamento do consumidor de informação.
Partimos de simples considerações, porém, fundamentais na análise da relação
entre bibliotecário e consumidor no atendimento em Unidades de informação.
Sabemos que com a rapidez das mudanças paradigmáticas da profissão,
provavelmente outros termos surgirão, pois até mesmo a palavra consumidor poderá
não abranger o futuro necessitado de informação.

REFERÊNCIAS
AMARAL, Sueli Angélica de. Análise do consumidor brasileiro do setor de
informação: aspectos culturais, sociais, psicológicos e políticos. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 1, n. 2, p. 207-224, jul./dez., 1996.
CARVALHO, André Luiz B. de; PAIVA, Eliane B. MEDEIROS, José W. de Morais (et.
al). Entre necessidades e buscas: perfil e perspectivas dos usuários da (in) formação
no contexto do curso de Mestrado em Ciência da Informação – CMCI/UFPB.
Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 11, n. 2, p. 188-206, 2001.
DICIONÁRIO Universal da Língua Portuguesa. Editora Universal. Priberam.
Disponível em: &lt;www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx&gt;. Acesso em: 07/07/2004.
LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing de serviços. 2. ed. São Paulo: Altas, 2000.
195 p.
LEMOS, Luiz Augusto Pinto. Biblioteca acadêmica: cliente ou usuário? não importa,
o importante é que participe da construção. Biblios, Rio Grande, v. 13, p. 171-184,
2001.
MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. São Paulo: Companhia das Letras,
1997. 405 p.
MARTINS, Wilson. A palavra escrita: história do livro, da imprensa e da biblioteca. 3.
ed. São Paulo: Ática, 2001. 519 p. (Temas, 49).

�SOUZA, Francisco das Chagas de. A biblioteca universitária para o usuário. Boletim
ABDF. Nova Série, Brasília, v. 8, n. 2, p. 99-105, abr./jun. 1985.

∗

niliaguiar@bol.com.br Escola de Ciência da Informação / UFMG. Av. Antônio Carlos, 6627 31270.010 - Belo Horizonte - MG – Brasil. Tel. (31) 3499-5225. E-mail: doti@eci.ufmg.br
dtgi@eci.ufmg.br
∗∗
tatiannenaf@hotmail.com Escola de Ciência da Informação / UFMG. Av. Antônio Carlos, 6627 31270.010 - Belo Horizonte - MG – Brasil. Tel. (31) 3499-5225. E-mail: doti@eci.ufmg.br
dtgi@eci.ufmg.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57172">
                <text>De leitor a consumidor: novas perspectivas do atendimento em unidades de informação. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57173">
                <text>Aguiar, Niliane Cunha de; Ferreira, Tatianne Norberto Alves </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57174">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57175">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57176">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57178">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57179">
                <text>As relações estabelecidas entre usuários e "fornecedores" de informação, nas últimas décadas, passaram a ser pauta de reflexão de vários estudiosos em muitos campos do conhecimento humano, com destaque para a Biblioteconomia, Ciência da Informação, Ciências Sociais e outras. Neste sentido, o presente artigo objetiva rever os conceitos relativos ao atendimento ao usuário em Unidades de Informação. Para tanto, em um primeiro momento é apresentada uma revisão histórica do relacionamento entre fornecedor e usuário de informação, tendo por base a semântica desses termos. Analisa-se, ainda, este "ser" que necessita de informação, atendimento e orientação de qualidade. Neste contexto, a maior ênfase é dada ao trabalho realizado pelos profissionais da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68758">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5259" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4326">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5259/SNBU2004_214.pdf</src>
        <authentication>41e9ba3d26408870ba666ea8e008aeb4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57243">
                    <text>AUDITORIA INTERNA DO SISTEMA DE GESTÃO PELA QUALIDADE

Adriana Bueno Moretti∗
Geraldo Pereira Junior∗∗

RESUMO
O trabalho faz uma abordagem teórica ao enquadramento da Auditoria Interna,
começando por definir Auditoria, enumerando os tipos, enquadrando-a na
classificação. Abordamos, dada a sua importância para a Auditoria, o controle
interno: fatores que o influenciam, tipos de controle, métodos, relação com a
Auditoria, avaliação e relatório. A Auditoria Interna fornece análises, apreciações,
recomendações, sugestões e informações, relativas às atividades examinadas,
incluindo a promoção do controle eficaz a custo razoável. O auditor interno deve
revelar as fraquezas, determinar as causas, avaliar as conseqüências e encontrar
uma solução de modo a convencer os responsáveis a agir. Em suma, sem
pretender compilar um manual acerca de Auditoria Interna, este trabalho visa
demonstrar que o auditor interno não é um "polícia", mas um profissional que
pretende responder às expectativas da Administração sobre os maiores riscos da
empresa: observando, aconselhando e esclarecendo os responsáveis envolvidos,
persuadindo-os a implantar as ações corretivas necessárias. Além disso, que a
Auditoria Interna é uma função de apoio à gestão, baseada num processo
sistemático, utilizando as técnicas de Auditoria apropriadas.
PALAVRAS-CHAVE: Auditoria interna. Gestão. Qualidade

A auditoria interna é ferramenta chave de Gestão para atingir os objetivos
estabelecidos dentro de uma política organizacional, pois determina se os
requisitos estão adequados, e é também um instrumento usado pela supervisão
para melhorar o desempenho da organização. Deve ser entendida como uma
atividade de assessoramento à administração, quanto ao desempenho das
atribuições definidas para cada área, mediante diretrizes, políticas e objetivos.
Requer um exame sistemático e independente para determinar se as
atividades da qualidade e seus resultados estão de acordo com as disposições

�planejadas e se estas foram efetivamente implementadas em função dos
objetivos propostos para o Sistema de Gestão pela Qualidade da empresa.
A auditoria interna realizada na Divisão de Biblioteca e Documentação
(DIBD) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), da
Universidade de São Paulo (USP), é do tipo Sistêmico, isto é, desempenha suas
atividades de planejamento estratégico, tático e operacional, sendo as mesmas
executadas pela própria biblioteca.
É feita mediante o exame da adequação e eficácia dos controles,
integridade e confiabilidade das informações e registros, e sistemas estabelecidos
para assegurar a observância das políticas, metas, planos, procedimentos e sua
efetiva aplicação pela DIBD.
A DIBD pratica a auditoria classificada como de Conformidade, que trata
sobre o sistema documentado, implantado e estabelecido na organização, e já se
encontra no segundo ano de realizações de auditorias internas. Atualmente é
aplicada em doze processos de trabalho nas doze UGBs (Unidade Gerencial
Básica) e três bibliotecas setoriais a cada trimestre, desde que foi implantado o
Sistema de Gestão pela Qualidade.
Para se realizar uma auditoria interna, é elaborado no final de cada ano o
Planejamento de Auditorias (ANEXO 1) que contém todos os processos que
serão auditados, as técnicas, a periodicidade (a cada três meses, março, junho,
setembro e dezembro), o nível da estrutura (estratégico, tático, operacional, e
gerência), as diretorias/UGBs que são: Diretoria de Tratamento da Informação
com as UGBs Conservação do Acervo, Produção Intelectual, Seriados,
Monografias, Seleção e Aquisição; Diretoria de Acesso à Informação com as
UGBs Circulação e Empréstimo, Cópias, Referência, Comutação Bibliográfica e
Publicação e Divulgação; Diretoria Técnica com as UGBs Tecnologia da
Informação e Apoio Administrativo e as 3 Bibliotecas Setoriais e os 7 auditores. O
Planejamento de Auditorias é como um cronograma onde se assinala quando,
quem e auditores que realizarão as auditorias a cada trimestre.

�Atualmente na DIBD são auditados doze Processos (ANEXO 2) que são
Gestão Sistêmica que gera a análise crítica e as técnicas resultados e melhorias
planejadas; Política Básica que dá a noção de amplitude, isto é, como ela se
espalha pela empresa e profundidade, isto é, o conhecimento delas pelas
pessoas; Informação e Documentação que produz indicadores (resultados) e
sistema de informação, que é a distribuição de registros e controle de documentos
externos; Desenvolvimento de Política e Planejamento que traz o planejamento
(planejamento estratégico), profundidade (conhecimento que a UGB tem sobre as
políticas do ano) e amplitude (como a política do ano é divulgada na empresa);
Gerenciamento Geral Específico que consiste na execução (PDCA nas áreas,
eficácia e workshop); Cobertura e Alteração no Mercado que mostra a satisfação
(pesquisa com o cliente) e análise do contrato (análise crítica de contrato);
Definição de Produto Adequado que gira em torno dos produtos (definição dos
produtos e matriz P.O. x colaborador); Produção Enxuta que traz os requisitos da
qualidade (uso das ferramentas de controle da qualidade); Envolvimento das
Pessoas que gera rastreabilidade dos produtos, inspeção (ensaios realizados no
processo), identificação do produto (sistemática de identificação do produto bom),
identificação do produto não conforme (sistemática de identificação do produto
com problema) e instrumento de inspeção e ensaio (calibração dos instrumentos
de inspeção); Ambiente Propício ao Desenvolvimento de Talentos que checa a
competência (matriz de competência para contratação), o planejamento (matriz de
certificação), a realização (matriz de certificação) e a avaliação (provas e
gráficos); Liderança que mostra a administração visível (quadro analisado e
perambulação); e por último e não menos importante o Shake Down e Auditoria,
que gera planejamento (montagem do planejamento de auditoria), execução
(roteiros de auditoria preenchidos) e análise crítica (relatório final de auditoria).
O Roteiro de Auditoria Interna (ANEXO 3) foi elaborado com a finalidade de
guiar o auditor no momento em que está realizando uma auditoria. É nele que são
anotadas as observações e onde os vistos (assinaturas) e datas vão constar. Há
também, o nome do auditor, o nome do(s) auditado(s), o nível/UGB, o número e
nome do processo que traz o item observado, questões, evidência, constatação,
pontos positivos a serem considerados, e não conformidades emitidas.

�As não conformidades que forem encontradas durante a auditoria gera um
relatório chamado Relatório de Não Conformidades (ANEXO 4) que é preenchido
pelo próprio auditor e onde apresentam a constatação, a ação corretiva e o
acompanhamento de ações.
Depois de feita a auditoria, os Roteiros e os Relatórios de Não
Conformidades, são entregues ao auditor líder para que este possa elaborar o
Relatório de Auditoria (ANEXO 5), onde o auditor sintetiza as informações
fornecidas pelos Roteiros.

Consta neste Relatório,

os comentários e

observações, os níveis auditados, as UGBs auditadas, os processos auditados, o
número de Não Conformidade, a carga horária, os pontos críticos dos processos,
pontos positivos dos processos, a data e a assinatura.
Posteriormente o auditor líder deve envia-lo imediatamente à Diretora Ténica
que agendará uma data para a reunião com as outras Diretoras, para analisar e
elaborar a Análise Crítica a fim de assessorar a administração e constituir um
controle gerencial que atue através do exame e avaliação de adequação e
eficácia de outros controles. A natureza da auditoria interna é uma atividade de
avaliação independente dentro da organização.
Objetivo e Escopo
O objetivo da Auditoria Interna é assessorar a organização no
desempenho efetivo de suas funções e responsabilidades, fornecendo-lhe
análises, apreciações, recomendações, pareceres e informações relativas às
atividades examinadas, promovendo, assim, um controle efetivo a um custo
razoável.
O escopo da Auditoria Interna está voltado ao exame e à avaliação da
adequação e eficácia do sistema de controle interno dentro da organização,
bem como à qualidade do desempenho no cumprimento das atribuições e
responsabilidades. Nos seus trabalhos a Auditoria Interna examina e avalia os
seguintes aspectos:
- a integridade e confiabilidade das informações gerenciais e os meios utilizados
para identificar, avaliar, classificar e comunicar tais informações;

�- os sistemas estabelecidos para assegurar observância das políticas, planos,
procedimento, leis e regulamentações que possam ter um impacto significativo
sobre as operações e informações, bem como verificar se a organização os
segue;
- os procedimentos para salvaguardar dos ativos e comprovar a existência de
tais ativos, se for o caso;
- a eficiência, a eficácia e a economia na utilização dos recursos;
- as operações ou programas para verificar se os resultados são compatíveis
com os objetivos e meios estabelecidos e se estão sendo executados de acordo
com que foi planejado.
Responsabilidade e Autoridade
O objetivo, autoridade, responsabilidade e atribuições da Auditoria
Interna devem estar definidos em um documento formal (Manual de
Organização), aprovado pela Diretoria Técnica.
O referido documento deve deixar claro os objetivos da Auditoria Interna,
especificar o escopo de seu trabalho, esclarecer que a competência a ela
atribuída não exclui a responsabilidade dos setores envolvidos.
Essa responsabilidade compreende a coordenação das atividades da
Auditoria Interna com as das demais unidades, visando atingir com maior
facilidade seus objetivos, assim como os da organização.
Independência
Os auditores devem ser independentes das atividades que auditam. Os
auditores internos são independentes quando podem exercer suas funções livre
e objetivamente. A independência permite aos auditores fazer julgamentos
neutros e imparciais, o que é essencial para a realização de uma boa auditoria.
Esta é obtida através do "status" organizacional e objetividade.
O "status" da função de Auditoria Interna na organização deve ser
suficientemente elevado para assegurar um amplo alcance na cobertura de
auditoria, visando garantir a aceitação e ação efetiva sobre os achados e
recomendações.

�A objetividade requer que os auditores internos tenham uma atitude
mental independente e plena convicção no resultado de seu trabalho.
O auditor não deve elaborar procedimentos, assim como desenvolver,
implantar, ou operar sistemas (ou as partes dos mesmos) pertencentes aos
auditados, zelando, porém, para que existam os controles-chave. Caso isto não
seja observado, a objetividade da Auditoria Interna poderá ser comprometida.
Em suma, sem pretender compilar um manual acerca de Auditoria Interna, este
trabalho visa demonstrar que o auditor interno não é um "polícia", mas um
profissional que pretende responder às expectativas da Administração sobre os
maiores riscos da empresa: observando, aconselhando e esclarecendo os
responsáveis envolvidos, persuadindo-os a implantar as acões corretivas
necessárias. Além disso, que a Auditoria Interna é uma função de apoio à
gestão, baseada num processo sistemático, utilizando as técnicas de Auditoria
apropriadas.

REFERÊNCIAS

ANDRIANI, C.S. Quality Quadrinhos: programa de educação em
desenvolvimento pessoal. São Paulo: COMMIT, 2000.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Diretrizes para
auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou ambiental - NBR ISO
19011. São Paulo: ABNT, 2002.
ATTIE, W. Auditoria interna. São Paulo: Atlas, 2003.
CALEGARE, A.J. de A. Como avaliar a implantação da Qualidade Total em
organizações. Barueri: Inter-Qual International Quality Systems, 1999.
GIL, A. de L. Auditoria da qualidade. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1999.
GIL, A. de L. Auditoria operacional e de gestão. São Paulo: Atlas, 2003.

�JUND, S. Auditoria: conceitos, normas, técnicas e procedimentos. São
Paulo: 2001.
SILVA, J.L.R.da at al. Auditoria interna.
http://www.resumosconcursos.hpg.com.brT (21 maio 2004).

�ANEXO 1

PLANEJAMENTO DE AUD

RESULTADOS
1. GESTÃO SISTÊMICA

ANÁLISE CRÍTICA
MELHORIAS PLANEJADAS
AMPLITUDE

COMO A POLÍTICA BÁSICA SE ESPALHA PELA
EMPRESA

PROFUNDIDADE

O CONHECIMENTO DAS POLÍTICAS BÁSICAS
PELAS PESSOAS

2. POLÍTICA BÁSICA

3. INFORMAÇAO E
DOCUMENTAÇÃO

4. DESENV. DE POLÍTICA E
PLANEJAMENTO

INDICADORES

RESULTADOS

SISTEMA DE DOCUMENTAÇÃO

DISTRIBUIÇÃO, REGISTROS, CONTROLE DE
DOCUMENTOS EXTERNOS

PLANEJAMENTO

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E
DESENVOLVIMENTO

PROFUNDIDADE

Conhecimento que a UGB tem sobre as políticas do ano e seu
relacionamento com elas (políticas).

AMPLITUDE

Como a política do ano é divulgada na empresa.
PDCA NAS ÁREAS

5. GERENCIAMENTO GERAL
ESPECÍFICO

EXECUÇÃO

EFICÁCIA
WORKSHOP

6. COBERTURA E ATUAÇÃO
NO MERCADO

7. DEFINIÇÃO DE PRODUTO
ADEQUADO

SATISFAÇÃO

PESQUISA COM O CLIENTE (SATISFAÇÃO)

ANÁLISE CRÍTICA CONTRATO

ANALISE CRITICA DE CONTRATO
DEFINIÇÃO DOS PRODUTOS

PRODUTOS
MATRIZ P.O. X COLABORADOR
REQUISITOS DA QUALIDADE

8 PRODUÇÃO ENXUTA

USO DAS FERRAMENTAS DE CONTROLE DA
QUALIDADE

OPERACIONAL

TÁTICO

NÍVEL DA
ESTRUTURA

ESTRATÉGICO

DEZEMBRO

SETEMBRO

JUNHO

MARÇO

TÉCNICAS

PROCESSO

PERIODICIDADE
(3 MESES)

�ANEXO 2

PROCESSOS
1. Gestão Sistêmica
2. Política
3. Informação e Documentação
4. Desenvolvimento de Política e Planejamento
5. Gerenciamento Geral Específico
6. Cobertura e Alteração e Alteração no Mercado
7. Definição de Produto Adequado
8. Produção Enxuta
9. Envolvimento das Pessoas
10. Ambiente Propício ao Desenvolvimento de Talentos
11. Liderança
12. Shake Down e Auditoria

�ANEXO 3

Roteiro de Auditoria Interna
Data:

Auditado

Local

Evidência:

Analise Critica
Resultados: As metas almejadas pela organização foram alcançadas no
período.

Observação

Gestão Sistêmica

01

Questões

Processo:

Item Observado

Auditor:

Melhorias planejadas:As mudanças de rumo detectadas na análise crítica
foram efetivamente implementadas e acompanhadas para determinar sua
eficácia?

O que deve ser verificado nesse item é a capacidade da organização de cumprir os
planejamentos prgramados demonstrando sua capacidade de atingir metas

Neste processo são checados os requisitos 4.2.1.c e 5.4.2.b da Norma NBR ISO 9001:2000
Observações e Pontos Positivos a serem considerados:

Não Confromidades Emitidas:

Vistos e Datas:

Constatação

�ANEXO 4

.
N.º

DIVISÃO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO

RELATÓRIO DE NÃO CONFORMIDADES
( ) Auditor Interno__________:_____________________
ORIGEM:
( ) Membro do Comitê da Qualidade:_________________
Interna
( ) Outros Funcionários :_________:_________________
Colaborador

(

) Auditoria

(

) Obs. de

(

)

(

) Processo

Reclamação de Cliente
de Operação
Departamento: __________________
Auditados:______________________
Endereço:_______________________

Nome:_________________________
Data:
___/____/____
Tel. Contato: ____________________

Constatação: ( ) Não conformidade grave

( ) Não conformidade não grave

( )

Observação
___________________________
( Assinatura do Auditor)

Ação Corretiva:
_________________
Resp.:

Prazo:

(Assinatura do Responsável )

Necessita de Ação Preventiva? ( ) Sim (Preencher no verso)

(

) Não

Acompanhamento de Ações:
Data

Ocorrência

Auditor

Laudo:___________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
A Não Conformidade está encerrada ____/____/_____

Resp.

�ANEXO 5

Relatório de Auditoria

DATA DA AUDITORIA: 29/03/04

AUDITOR LIDER: Geraldo Pereira Jr.

EQUIPE DE AUDITORES: Eduardo, Roseli,
Adriana.

TIPO AUDITORIA: Sistema de

Gestão

Comentários e Observações:
A 1ª Auditoria de Sistema de Gestão de 2004 ,os auditores internos realizaram sem a presença do
consultor Pedro da DIAGRAMA, gerando o seguinte relatório:

Níveis auditados:
Operacional, Gerencial, Estratégico e Tático.
UGBs auditadas:
Diretoria, GAI, GTI, Seleção e Aquisição, Circulação e Empréstimo, BSE, BST,
Tecnologia da Informação, Conservação, Monografias, Comutação e Cópias
Processos auditados:
Política Básica, Desenvolvimento de Políticas &amp; Planejamento e Produção Enxuta.
N.º de Não Conformidade: 2
Carga Horária: 08 h
Pontos Críticos:
Política Básica: não houve
Desenvolvimento de Políticas e Planejamento:
Falta de registro da evidência da realização do desdobramento das políticas do
ano;
Desconhecimento da participação nas políticas do ano da Biblioteca Setorial da
Tecnologia.
Produção Enxuta: Não cumprimento de meta da Biblioteca Setorial da Economia

�Pontos Positivos:
Política Básica:
Todas as UGBs auditadas mostraram conhecer a Política Básica respondendo
todas questões corretamente;
Desenvolvimento de Políticas e Planejamento:
Conhecimento dos auditados sobre o processo;
Desdobramento das Políticas do Ano de 2004;
PDCAs para atender as políticas.
Produção Enxuta:
Uso das ferramentas da qualidade para checar o cumprimento das metas;
Os produtos das UGB´s auditadas foram identificados, constatando-se que há
sistemática para identificá-los.

Data : 29/03/04
Assinatura: ____________________

Auditor Líder

∗

USP/Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Divisão de Biblioteca e Documentação Av.
Pádua Dias, 11, 13418-900 Piracicaba, SP – Brasil abmorett@esalq.usp.br
∗∗
USP/Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Divisão De Biblioteca e Documentação
Av. Pádua Dias, 11, 13418-900 Piracicaba, SP - Brasilgpereira@esalq.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57208">
                <text>Auditoria interna do Sistema de Gestão pela Qualidade. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57209">
                <text>Moretti, Adriana Bueno; Pereira Junior, Geraldo </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57210">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57211">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57212">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57214">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57215">
                <text>O trabalho faz uma abordagem teórica ao enquadramento da Auditoria Interna, começando por definir Auditoria, enumerando os tipos, enquadrando-a na classificação. Abordamos, dada a sua importância para a Auditoria, o controle interno: fatores que o influenciam, tipos de controle, métodos, relação com a Auditoria, avaliação e relatório. A Auditoria Interna fornece análises, apreciações, recomendações, sugestões e informações, relativas às atividades examinadas, incluindo a promoção do controle eficaz a custo razoável. O auditor interno deve revelar as fraquezas, determinar as causas, avaliar as conseqüências e encontrar uma solução de modo a convencer os responsáveis a agir. Em suma, sem pretender compilar um manual acerca de Auditoria Interna, este trabalho visa demonstrar que o auditor interno não é um "polícia", mas um profissional que pretende responder às expectativas da Administração sobre os maiores riscos da empresa: observando, aconselhando e esclarecendo os responsáveis envolvidos, persuadindo-os a implantar as ações corretivas necessárias. Além disso, que a Auditoria Interna é uma função de apoio à gestão, baseada num processo sistemático, utilizando as técnicas de Auditoria apropriadas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68762">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5263" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4329">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5263/SNBU2004_215.pdf</src>
        <authentication>32877d55ce390be5a53b96872ef09693</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57270">
                    <text>GERÊNCIA DO CONHECIMENTO NO AMBIENTE DA BIBLIOTECA DE
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

Guilhermina de Melo Terra∗

RESUMO
Discorre sobre a gestão do conhecimento para direção das bibliotecas
universitárias. Aborda os conceitos, funções e sistemas de gestão no campo da
administração, bem como as concepções e funções da biblioteca universitária.
Apresenta a prospecção de um modelo de monitoramento de informação para
unidades de informação de instituições de ensino superior, a partir das variáveis
que envolvem as concepções da função de gestão, considerando os
pressupostos assumidos pela gestão do conhecimento.
PALAVRAS–CHAVE: Gestão. Gestão do conhecimento. Funções gerenciais.
Bibliotecas universitárias.

1 INTRODUÇÃO

Em virtude do considerado aumento do conhecimento técnico-científico, as
bibliotecas de instituições de ensino superior, concebidas como unidades de
informação e, conseqüentemente, organizações, com o intuito de satisfazer os
usuários, hoje clientes, deverão oferecer seus serviços de forma cada vez mais
seletiva, ou seja, direciona à real necessidade da sua clientela.
Para isso, tais bibliotecas não podem deixar de apresentar, em sua
estrutura organizacional um sistema gerencial, pois “as funções gerenciais [...]
serão aquelas responsáveis pela ativação de todas as funções [...] e pelo seu
direcionamento e ajuste aos objetivos e metas do sistema” (MACIEL;
MENDONÇA, 2000, p.40).
Nesse

sentido,

o

bibliotecário

administrador

deverá

desenvolver,

juntamente com as atividades de processo técnico as funções gerenciais, no

�sentido de planejar, organizar, dirigir e controlar, uma vez que a gestão do
conhecimento, para as bibliotecas de instituições de ensino superior, vistas como
unidades de informação, agregará às mesmas maior competitividade no mercado
atual.

2 GESTÃO DE BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

As bibliotecas de instituição de ensino superior, para interagirem com a
realidade onde atuam, seus gerentes deverão ter conhecimento não só da função
e missão apresentados no planejamento institucional, mas também dos conceitos
gerenciais discutidos no campo da administração, conforme visto a seguir.
Segundo Souza (2004), a biblioteca que se volta para a clientela de nível
superior deverá pensar na informação como um produto, bem como os usuários
como clientes, portanto, deverão satisfazer a clientela, mas sem visar obter lucros
financeiros com isso.
Com base em A BIBLIOTECA... (1995, p.15 apud ARRUDA; CHAGAS,
2002, p.41), verifica-se que a biblioteca de instituição de ensino superior deve
“atender a estudos, consultas e pesquisas de alunos e professores universitários.
Deve funcionar como verdadeiro centro de documentação, e estar integrada à
universidade”, ou seja, dando suporte tanto às atividades de ensino, quanto de
pesquisa e extensão.
Nesse sentido, o oferecimento das informações existentes nesse tipo de
biblioteca deve ser estabelecido de forma cada vez mais seletiva, a fim de permitir
que os clientes consigam encontrar em seus acervos a informação desejada, no
que tange ao acesso, disseminação, recuperação, preservação e socialização da
informação.
Vale frisar que tal preocupação é nitidamente visível, desde 1976, através
da documentação fornecida pela UNESCO, uma vez que a partir dessa época as
bibliotecas de instituições de ensino superior são aquelas que se dedicam “[...] ao

�serviço dos estudantes e do pessoal docente das universidades e outras
instituições de ensino superior. Podendo estar abertas ao público”.
Tais bibliotecas, para atingirem este grau de importância, necessitaram
passar por uma trajetória histórica que perpassa do status de organismos
isolados, refletindo a tendência da formação das próprias universidades, sem
qualquer interação entre si até à implantação da internet como instrumento
facilitador para o processo de recuperação da informação, permitindo a
concretização da mudança no perfil deste tipo de biblioteca.
Afirma-se isso, pois independentemente da biblioteca pertencer ao sistema
público ou privado de ensino, esta passou a ser concebida como uma
organização, com a finalidade de atingir uma meta, com fins não-lucrativos, a
partir da qualidade de seus serviços, sendo que para isso a figura do bibliotecário
administrador tornou-se fundamental para a sobrevivência da mesma.
Por ser concebida como uma organização, a biblioteca de instituição de
ensino superior, conforme Dante (s.d.) é vista como o conjunto de pessoas que
visam atingir um objetivo específico, a partir do desenvolvimento de atividades,
habilidades, enfoques e técnicas que possibilitem atingir a meta proposta, sendo
que tais ações são definidas como gestão.
Por gestão, entende-se, portanto, como sendo o processo que utiliza uma
variedade de recursos, com a finalidade de apoiar os objetivos propostos pela
organização, cujo processo é constituído pelas seguintes funções gerenciais ou
administrativas:

2.1 PLANEJAMENTO

Barbalho; Beraquet (1995, p. 18) afirmam que esta função apresenta a
finalidade de determinar
a direção a seguir, mensurando os recursos disponíveis e os
necessários, implicando na compreensão da dinâmica das
mudanças oriundas do mercado, bem como da sensibilidade

�para identificação e canalização destas mudanças de forma
positiva para a Unidade de Informação.

Isso implica frisar que a biblioteca de instituição de ensino superior, por ser
concebida como unidade de informação, deverá como toda organização traçar
metas, a fim de satisfazer sua clientela em todas as suas necessidades, no caso
universitário, no que se refere ao ensino, pesquisa e extensão. Assim, esta serve
de apóio ao processo decisório, trazendo maior racionalidade à execução das
atividades propostas.
O processo de gestão, na visão de Dante (s.d.) exige uma ordem e
método, sendo necessário, desta forma, ser entendido a partir de uma
determinada lógica, a qual coloca o planejamento como o primeiro componente,
pois para permitir que os objetivos traçados sejam atingidos verdadeiramente,
apresenta os seguintes documentos: planos, programas,prognósticos e políticas.
Isso implica frisar que atividade de planejar ocorre em diversos níveis da
administração, não pertencendo exclusivamente à Alta Administração.
Em concordância com a autora supracitada, destaca-se Ferreira (1983,
p.13 apud MACIEL;MENDONÇA, 2000, p.44) onde afirma que o planejamento
corresponde a prática inversa à improvisação, ou seja, nesse momento, os
gerentes deverão escolher quais os objetivos que serão atingidos primeiro e
assim sucessivamente, ou seja, “planejar consiste, portanto, em preparar e
organizar bem a ação necessária ao alcance dos objetivos fixados, somado ao
seu acompanhamento e revisão para confirmar ou corrigir o que foi decido
anteriormente”.
Por fim, a função planejamento, conforme Maximiano (2000), é
estabelecida, com a finalidade de permitir que a organização estabeleça as metas
que pretenderá atingir e, sobretudo, de que forma obterá seus objetivos.
Mediante o exposto, pode-se conceber a função planejamento como sendo
o processo que irá permitir que a organização consiga atingir os objetivos
desejados de uma modo mais eficiente, eficaz e efetivo.

�2.2 ORGANIZAÇÃO

Dante (s.d) destaca que a função organização, correspondendo ao
processo de dividir o trabalho a ser realizado, é desenvolvida nos diversos níveis
da administração. Ou seja, através desta, a organização permitirá não só a
determinação do que se espera atingir, mas também quem se responsabilizará
pelas atividades, com o intuito de permitir que se obtenha o desejado.
Segundo o ponto de vista de Chiavenato (1999, p.360), verifica-se que a
organização
[...] significa agrupar, estruturar e integrar os recursos
organizacionais, definir a estrutura de órgãos que deverão
administrá-los, estabelecer a divisão do trabalho através da
diferenciação, definir os níveis de autoridade e de
responsabilidade [...] para atingir os objetivos traçados no
planejamento.

Nessa etapa, com base no autor, o trabalho será distribuído conforme a
especificidade de cada setor da organização, garantindo, desta forma, o
cumprimento das atividades determinadas.
Nesse mesmo sentido, destaca-se Maximiano (2000) o qual destaca que
esta função é aquela que visa, como objetivo maior, estabelecer um cronograma
de ação, com base nos objetivos traçados na etapa anterior, a fim de determinar
quem irá desenvolver as atividades necessárias para o alcance das metas
traçadas.
Vale destacar também que, apresentando os objetivos da organização,
bem como demonstrando a situação real da mesma, a função organização
“[...] se propõe estabelecer a necessária estrutura organizacional para o
funcionamento de uma empresa, assim como a determinação dos recursos
necessários ao empreendimento [...]” (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 46).
Enfim, através desta função, a biblioteca de instituição de ensino superior,
na qualidade de unidade de informação poderá definir, com precisão, quem irá

�realizar as atividades específicas e necessárias para se atingir as metas traçadas,
através da função planejamento.

2.3 DIREÇÃO

Como terceira função gerencial, destaca-se que a direção encontra-se
diretamente relacionada à função planejamento, já que a direção só será
estabelecida qualitativamente, caso o planejamento tenha ocorrido de forma
semelhante, estando portanto, em todos os níveis organizacionais.
Esta deve ser estabelecida, no sentido de melhorar, integrar, desenvolver,
orientar e coordenar a equipe, a fim de obtinham os resultados esperados.
Isso implica afirmar que a direção, cuja função se volta para a motivação
das pessoas para assegurar o cumprimento das atividades estabelecidas,
conforme

Maximiano

(2000),

é

dita

como a função responsável pela

implementação dos planos e acompanhamento dos mesmos.

2.4 CONTROLE

Concebida como a última atividades dentre a função gerencial ou
administrativa, percebe-se que para Maximiano (2000) esta etapa corresponde
ao processo de monitoramento das atividades que estão sendo desenvolvidas
para possíveis correções.
Estando,

também,

em

todos

os

níveis

pertencentes

às

função

administrativa, podendo ser um orientador e motivador da equipe. Seguindo esse
raciocínio Barbalho;Beraquet (1995) destacam que esta função assegura que as
atividades sejam executadas de acordo com os planos.
Para Dante (s.d.), esta é definida como o processo de supervisão das
atividades traçadas, com o intuito de permitir a realização dos serviços

�necessários, bem como detectar possíveis erros para a providência de soluções,
quando necessário.
Como se pode perceber, as bibliotecas de instituições de ensino superior
se engajam no âmbito da administração, no sentido de contar com as quatro
funções gerenciais ou administrativo.

3 GESTÃO DO CONHECIMENTO NAS BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR

Conforme a discussão que será vista a seguir, a gestão do conhecimento
corresponde ao processo que permite que a biblioteca de instituição de ensino
superior consiga obter maior competitividade no mercado que se encontra,
atualmente, tão competitivo.
Isso

implica afirmar que a gestão do conhecimento visa estabelecer o

processo de manutenção do conhecimento no interior da organização, sendo que
se faz necessário frisar a diferenciação entre as variáveis que correspondem às
etapas de geração do conhecimento, ou seja:

Inteligência
Conhecimento
Informação

Novas Experiências e Conhecimentos

Novos Produtos e Processos
Análise e Compreensão / Faz Sentido

Dado

Figura 1 – Etapas de geração do conhecimento
Fonte – Adaptação de DANTE (s.d.)

Sem valor / Sem sentido

�Com base na figura 1, tais variáveis encontram-se presentes no cotidiano
de toda e qualquer organização, portanto, faz parte das bibliotecas de instituições
de ensino superior, já que é com conhecimento que transformamos dados em
informações e, posteriormente, por meio da análise e compreensão das
informações é se chega a novos produtos e processos que, conseqüentemente,
resultarão em novas experiências e conhecimentos à organização.
Isso implica frisar que os dados correspondem a algo sem valor para o
indivíduo, portanto, sua existência não é concebida como algo relevante. Já a
informação são os dados informacionais que estão relacionados ao que se
denomina potencial significativo. O conhecimento é concebido como sendo
estruturas informacionais que, ao internalizarem, interam-se ao sistema simbólico
de mais alto nível e permanência. Por fim, a inteligência é a estrutura do
conhecimento que sendo contextualmente importante permite a intervenção
vantajosa da realidade (DANTE, s.d.).
Essas concepções, no que tange ao ambiente organizacional são
concebidas como sendo o processo de inteligência empresarial. Por esta razão,
destaca-se o quanto o conhecimento é relevante para as bibliotecas de
instituições de ensino superior, uma vez que não se pode conceber as unidades
de informação como sendo um conjunto de pessoas, mas sim como o processo
que gera, devido as ações compartilhadas, novas formas de interagir com a
realidade.
É por esta razão que se reafirma que a gestão de conhecimento garantirá
às unidades de informação o processo de competitividade, através da promoção e
motivação das pessoas, permitindo a mudança organizacional, a fim de assegurar
o sucesso esperado.
Para isso, faz-se necessário a construção de um modelo de gestão que
garanta às bibliotecas de instituição de ensino superior estabelecer princípios de
gestão para as mesmas, já que estas são concebidas como organização. Nesse
sentido, utilizou-se como base a obra de Dante.

�Conforme a autora, a gestão para bibliotecas deve resultar em um plano de
ação, apresentando, para isso, os seguintes elementos: visão, missão, objetivos,
elaboração de uma estratégia, implantação da estratégia e avaliação dos
resultados obtidos.
A visão, representa a imagem que se pretende que a organização atinja,
sendo que deve ser descrita em tempo presente, cuja visão compartilhada faz
com que um grupo de pessoas decidam o futuro da organização.
A missão refere-se ao que se espera da organização, servindo como guia
para o que está sendo estabelecido e o que se pretende chegar, uma vez que
esta sendo bem estruturada, expressará o propósito distinto estabelecido pela
organização.
Dante (s.d.) destaca que os objetivos são

as metas definitivas e

determinadas a curto ou a longo prazo, diferenciando-se, entretanto, dos objetivos
financeiros e estratégicos.
A elaboração e a implantação de uma estratégia correspondem aos
processos de, primeiro, estabelecer um padrão dos movimentos da organização e
dos enfoques da direção que estabeleceu os objetivos, bem como garante o seu
desenvolvimento.
Por fim, a avaliação dos resultados é apresentada, devido esta servir como
subsídio para a identificação não só do cumprimento das atividades, mas também
a identificação da satisfação dos objetivos perante à clientela.

4 CONCLUSÃO

Conforme visto no texto anterior, as bibliotecas de instituições de ensino
superior, devido serem unidades de informação, devem ser concebidas como
uma organização propriamente dita, apesar de não se voltar para fins-lucrativos.
Afirma-se

isso,

pois

visar

retorno

financeiro

junto

às

atividades

biblioteconômicas não deve representar uma prática, uma vez que a função do

�bibliotecário administrador é fornecer a informação certa, rápida e precisa para a
sua clientela, a fim de atender suas necessidades informacionais.
Por esta razão, faz-se necessário que as unidades de informação, na figura
do recursos humanos, deverão compreender os conceitos gerenciais clássicos, já
que desta forma as mesmas poderão interagir com a realidade a qual encontra-se
inserida, obtendo verdadeiramente a satisfação da clientela que se destina
atender não só no âmbito do ensino, mas também pesquisa e extensão.

REFERÊNCIAS
ARRUDA, Susana Margareth de; CHAGAS, Joseane. Glossário de
biblioteconomia e ciências afins: português – inglês. Florianópolis: Cidade Futura,
2002.
BARBALHO, Célia Regina Simonetti; BERAQUET, Vera Silvia Marão.
Planejamento estratégico para unidades de informação. São Paulo: Polis, 1995.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. Rio de Janeiro:
Campus, 1999.
DANTE, Gloria Ponjuán. Gestión de información las organizacionesI: principios,
conceptos y aplicaciones. Prorrectória: Universidad de Chile, [s.d.].
FERREIRA, Francisco Whitacker. Planejamento: sim ou não. 4. ed. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1983 apud MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília
Alvarenga Rocha. Bibliotecas como organizações. Rio de janeiro: interciência /
Niterói: Intertexto, 2000.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. Rio de janeiro: interciência / Niterói: Intertexto, 2000.
MAXIMIANO, Antônio César Amaru. Teoria geral da administração: da escola
científica à competitividade na economia globalizada. 2. ed. São Paulo: Atlas,
2000.

�SOUZA, Marta Alves. Gerenciamento de bibliotecas universitárias segundo
enfoque sistêmico: uma nova maneira de pensar organização, sistemas e
métodos dentro das bibliotecas. Disponível em: &lt;http://www.google.
Com.br/search?q=cache:kNoAJJEUhLgJ:snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/poste
r013.doc+%22gerenciamento+de+bibliotecas+universit%C3%A1rias%22&amp;hl=pt-B
R. Acesso em: 15 jun.2004.

∗

Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia. Professora Assistente do Departamento de
Biblioteconomia. Universidade Federal do Amazonas. guilhermina@ufam.edu.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57244">
                <text>Gerência do conhecimento no ambiente da Biblioteca de Instituições de Ensino Superior. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57245">
                <text>Terra, Guilhermina de Melo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57246">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57247">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57248">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57250">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57251">
                <text>Discorre sobre a gestão do conhecimento para direção das bibliotecas universitárias. Aborda os conceitos, funções e sistemas de gestão no campo da administração, bem como as concepções e funções da biblioteca universitária. Apresenta a prospecção de um modelo de monitoramento de informação para unidades de informação de instituições de ensino superior, a partir das variáveis que envolvem as concepções da função de gestão, considerando os pressupostos assumidos pela gestão do conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68766">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5266" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4333">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5266/SNBU2004_216.pdf</src>
        <authentication>456e881df26f1a269ade3173ec52dcbc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57298">
                    <text>ANÁLISE DO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DOS PERIÓDICOS TÉCNICOSCIENTÍFICOS ESTRANGEIROS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA ( SISBI-UEFS), FACE A
DISPONIBILIZAÇÃO DO PORTAL BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA

Maria do Céu Lopes Andrade de Souza∗
Cristiane Barbosa da Silva∗∗

RESUMO
Este trabalho se propõe a tecer algumas considerações sobre o processo utilizado
para aquisição dos periódicos técnicos – científicos estrangeiros do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana( SISBI-UEFS), a partir da
disponibilização de acesso ao Portal Brasileiro de Informação Científica ( Portal
Capes). A metodologia adotada foi baseada nos relatórios de acompanhamento da
ampliação do acervo dos periódicos estrangeiros, ora analisados, e no levantamento
dos títulos periódicos disponibilizados no Portal de Periódicos CAPES. Apresenta o
demonstrativo do investimento aplicado no período correspondente 1999-2003, com
recursos de aplicação provenientes do orçamento desta Instituição. Buscar apontar o
custo - benefício de acesso a esses periódicos, ao tempo que ressalta a importância
da utilização dos mesmos pela Comunidade Acadêmica. Conclui na expectativa da
continuidade de acesso a esse Portal de Informação, imprescindível para o
desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão desta Universidade.
PALAVRAS-CHAVE:
Periódicos Estrangeiros. Biblioteca Universitária. Portal
Brasileiro de Informação Científica.

1 INTRODUÇÃO

O Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana –
SISBI-UEFS, congrega 08 bibliotecas, sendo uma central e sete setoriais, e todo o
processo de aquisição dos periódicos técnicos estrangeiros é centralizado e
coordenado pelo Sistema, através da Divisão de Formação e Desenvolvimento do
Acervo.

�Com o aumento do número de cursos oferecidos pela Universidade Estadual
de Feira de Santana – UEFS, principalmente os de pós - graduação, nas mais
diversas áreas do conhecimento, a necessidade de crescimento do acervo em
número de títulos, foi urgente e, por conseguinte, seus custos.
A coleção de periódicos científicos é considerada fonte imprescindível para o
desenvolvimento científico e tecnológico, uma vez que, os periódicos constituem o
veículo primeiro de publicação das pesquisas para divulgação no meio científico.
Especificamente no que diz respeito aos periódicos científicos estrangeiros, é público
que os grandes pesquisadores elegem este tipo de documento para publicação de
seus trabalhos, que passam a ser considerados verdades, pelo menos por algum
espaço de tempo( PROENÇA, 2003).
Diante do alto custo das publicações estrangeiras, e na dificuldade de
manutenção das coleções, torna-se inquestionável o avanço alcançado de melhoria
do acervo quando da disponibilização do melhor da produção científica mundial
atualizada através do Portal Brasileiro de Informação Científica (Periódicos Capes),
acessado através do endereço http://www.periodicos.capes.gov.br
Mediante a possibilidade do acesso a essas publicações através do portal,
tornou-se obrigatória uma avaliação quanto à política de aquisição dos periódicos
estrangeiros no SISBI-UEFS. A aquisição abrangente cedeu lugar às aquisições
seletivas. Os recursos que a princípio seriam destinados para aquisição dos
periódicos, passaram a ser aplicados em outras necessidades informacionais.
Novas formas de armazenagem/disseminação da informação, como bancos
de dados informatizados – muitos já conectados com bases de dados com textos
completos, trouxeram importantes contribuições, reforçando a importância da
utilização e da continuidade do portal de Periódicos da Capes, com seu inúmeros
links de interesse diverso para a educação de qualquer nível e que supre parte da
carência de bibliotecas, da maior parte das Instituições Brasileiras, seja no setor
público ou privado.

�O procedimento metodológico utilizado para a elaboração deste estudo, foi a
análise dos relatórios de acompanhamento da ampliação do acervo de periódicos, no
período correspondente a 1999-2003, nas diversas áreas do conhecimento, bem
como, no levantamento da relação dos títulos disponibilizados pelo Portal.

2 OBJETIVOS

O principal objetivo do trabalho aqui apresentado é pontuar algumas
considerações sobre o processo de aquisição dos periódicos técnicos - estrangeiros
do

SISBI-UEFS,

que

se

deu,

inicialmente,

empiricamente,

quando

da

disponibilização do Portal Brasileiro de Informação Científica, visto que, grande parte
desses periódicos foi integrada ao referido portal.

3 JUSTIFICATIVA

A escolha do tema se justifica na medida em que, propondo uma avaliação
desse acervo, contribui para a definição da política de aquisição de periódicos
técnicos - científicos estrangeiros, bem como, ressalta a importância da utilização do
Portal pela Comunidade Acadêmica e a expectativa da continuidade de acesso a
esse Portal de Informação, imprescindível para o desenvolvimento das atividades de
ensino, pesquisa e extensão desta Universidade, evitando, assim, coleções
desfalcadas, interrompidas, desatualizadas.

4 CONTEXTUALIZAÇÃO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UEFS

�O Sistema de Bibliotecas na estrutura organizacional da Universidade é uma
unidade vinculada diretamente à Reitoria.
Congregando 08 bibliotecas, o SISBI-UEFS, mantém uma administração
centralizada no que diz respeito a infra-estrutura informacional e quanto às normas
de funcionamento de cada biblioteca.
Compete ao SISBI-UEFS, através da Biblioteca Central, promover e
incentivar a integração entre os profissionais, bem como a capacitação do seu
quadro funcional, além do gerenciamento das atividades da aquisição do material
informacional.
Seu acervo é constituído de, aproximadamente, 214.629 exemplares de livros,
teses, dissertações e 1.235 títulos de periódicos nacionais e estrangeiros, além de
possuir um acervo de

5.004

exemplares de materiais especiais ( vídeos, fitas

cassetes, cds, slides, partituras).
Entre seus usuários estão incluídos alunos de graduação, pós-graduação,
professores e funcionários. Possui um fluxo mensal de 41.000 usuários, em média,
com atendimento de um número considerável de usuários potenciais da comunidade
local e regional.
Nos serviços oferecidos à Comunidade Universitária, destacamos a consulta,
o empréstimo, as atividades de pesquisas, DSI( Disseminação Seletiva da
Informação), comutação bibliográfica, treinamentos do usuários, orientação ao Portal
Brasileiro de Informação Científica, normalização bibliográfica, dentre outras
atividades inerentes à Biblioteca Universitária.
Ressaltamos a integração deste Sistema – SISBI-UEFS, às redes e sistemas
nacionais e internacionais de pesquisa: CAPES, IBICT (COMUT, CCN, BIREME,
PROSSIGA, etc.

�5 PERIÓDICOS TÉCNICOS - CIENTÍFICOS ESTRANGEIROS NO CONTEXTO DA
UEFS E O PORTAL CAPES

O SISBI-UEFS dispõe de, aproximadamente, 1.235

títulos de periódicos

estrangeiros. A Instituição sempre manteve a aquisição de periódicos estrangeiros
para o SISBI-UEFS com recursos provenientes do próprio orçamento desta
Instituição,

priorizando,

assim,

o

desenvolvimento

das

coleções,

condição

indispensável para a manutenção do nível de excelência das atividades de ensino,
pesquisa e extensão desta Universidade.
A partir do ano de 2000, com o objetivo de apoiar os cursos de pós graduação, a CAPES disponibilizou o Portal de Periódicos, contemplando esta
Universidade, por atender certos requisitos quantos aos programas de pós graduação. O sistema oferece a possibilidade de acesso a diversas publicações
científicas, incluindo bancos de dados, teses, monografias, periódicos científicos
entre outros. Atualmente, o Portal oferece acesso a 7.662 periódicos, entre nacionais
e estrangeiros, com textos completos, de forma livre e gratuita para os usuários das
instituições participantes, a partir de qualquer terminal ligado à Internet localizado
nas instituições ou por elas autorizados.
Durante o período de 1999 a 2002 o SISBI-UEFS manteve algumas
assinaturas, como pode ser observado no demonstrativo de aquisição. Porém, com a
inclusão no Portal de grande parte de títulos que eram assinados/renovados por
esta Biblioteca,

tornou-se obrigatória a redefinição de critérios para política de

desenvolvimento das coleções, o que culminou com a elaboração do manual de
normas e rotinas da Seção de Desenvolvimento do Acervo, bem como, na análise de
custos das aquisições de periódicos, mediante relatório de acompanhamento, bem
como,

da

compatibilização

dos

títulos.

Conforme

apontando

no

mesmo

demonstrativo, em 2003 esta Biblioteca não adquiriu nenhum título de periódico
estrangeiro. É interessante assinalar que neste ano não houve solicitação de
assinatura por parte dos professores desta Instituição, o que nos leva a crer que os

�periódicos disponibilizados através do Portal, atendem

as necessidades

de

informação apresentadas pelos usuários do Sistema.
A literatura aponta que desde a década de 80, existem dificuldades das
bibliotecas manterem suas coleções atualizadas, principalmente as de periódicos
estrangeiros, o que vem se agravando quando se considera o alto custo das
assinaturas e o volume acelerado de novos títulos lançados no mercado,
contribuindo, desta forma, com coleções incompletas, interrompidas e exigindo a
realização de uma avaliação das coleções, visando um melhor custo - benefício.
Comungamos com a tese de Di Chiara (1992) ao afirmar a necessidade da
Biblioteca proceder a avaliação da coleção de periódicos correntes como processo
fundamental, uma vez que, atualmente, em função das restrições orçamentárias das
bibliotecas, há a necessidade de se rever as assinaturas de periódicos, com vistas à
eliminação de determinados títulos, sem perder de vista a qualificação do acervo.

6 METODOLOGIA

Buscou-se na literatura biblioteconômica, referente à avaliação de bibliotecas,
mais especificamente, naquela que trata da avaliação de coleções de periódicos
científicos, o embasamento teórico para elaboração do trabalho, bem como, nos
relatórios de acompanhamento do desenvolvimento do acervo e no demonstrativo de
investimento aplicados na aquisição de periódico estrangeiros, no período de 19992003 no SISBI-UEFS, conforme pode ser observado no quadro 1 a seguir:

QUADRO 1
PERIÓDICOS ESTRANGEIROS ADQUIRIDOS POR ASSINATURA/RENOVAÇÃO –
SISBI-UEFS
Nº

DE

TÍTULOS

�PERÍODO

ASSINADOS/RENOVADO

INVESTIMENTO(R$)

S
1999

201

2000

87

92.421,67

2001

136

275.099,30

2002

98

231.346,53

2003

COBERTURA PORTAL CAPES

7 RESULTADOS OBTIDOS

A análise dos títulos assinados e renovados pelo SISBI-UEFS, no período de
1999 a 2003, possibilitou a condição inicial de uma avaliação dos periódicos técnicos
– científicos em estudo, incorporando uma nova cultura à Comunidade Acadêmica.
A partir dessa nova condução no processo de aquisição, toda relação dos
títulos de periódicos solicitados através dos departamentos foram avaliados mediante
compatibilização dos títulos disponibilizados no Portal Capes, o que facilitou
sobremaneira a tomada de decisão da equipe envolvida em informar/ comunicar aos
Chefes de Departamentos, Coordenadores de Colegiados e Professores, a respeito
desse novo processo.
Com a percepção do nível de aceitação da comunidade acadêmica, o que nos
permitiu conhecer os títulos indispensáveis, foi possível determinar o grau de
importância e o estabelecimento de prioridades, além de contribuir com o objetivo
fundamental deste trabalho que é definir melhor o processo de aquisição dos
periódicos técnicos - científicos estrangeiros que atendem às atividade de ensino,
pesquisa e extensão desta Instituição, bem como, verificar o custo/ beneficio,
exigindo uma política condizente com a utilização racional dos recursos, aliados a
eliminação dos tramites burocráticos que interferiam na eficiência e eficácia do

�processo o que, muitas vezes, contribuiu para geração de críticas, devido ao não
conhecimento do usuário da morosidade na execução desse processo.

8 CONCLUSÃO

Os periódicos técnicos - científicos estrangeiros são considerados, tanto pela
literatura biblioteconômica, quanto por aqueles que os utilizam nas atividade de
ensino , pesquisa e extensão, como relevantes e imprescindíveis, pois são a fonte
primeira de divulgação científica a nível mundial.
Com o advento do Portal Brasileiro de Informação Científica, a qualidade do
acervo de periódicos das universidades contempladas com esse serviço, tornou-se
inquestionável. Particularmente, no caso do SISBI-UEFS, o estudo demonstra o atual
processo de aquisição dos periódicos técnicos – científicos estrangeiros, imprimindo
uma nova realidade face a disponibilização do Portal Brasileiro de Informação
Científica.
Concluímos também que possibilitou uma avaliação das coleções de
periódicos, evitando, assim, a aplicação indevida de recursos, através da não
duplicação de títulos.
Consideramos que as decisões adotadas para essa nova realidade
estabeleceu o incentivo na utilização do Portal por parte da Comunidade Acadêmica,
assim como, intensifica a compromisso que a Capes/MEC tem perante as bibliotecas
nessa condição.

9 RECOMENDAÇÕES
Com base neste estudo recomendamos que:

�•

seja dado prosseguimento no âmbito do SISBI-UEFS, ao processo de
avaliação/compatibilização dos títulos a serem assinados/renovados com
os títulos disponíveis no Portal;

•

seja

incluída

como

atividade

rotineira

em

todas

as

instituições

contempladas com o acesso ao Portal Capes, a recomendação de uso
desse serviço à Comunidade Acadêmica;
•

que esse programa, desde quando possível, se torne uma política pública
para as Bibliotecas Universitárias, o que nos proporcionaria uma situação
de maior confiança na manutenção e ampliação desse serviço que tem se
mostrado de grande relevância para comunidade acadêmica e científica
brasileira.

REFERÊNCIAS
DI CHIARA, Ivone Guerreiro; GONDO, Teresinha de Jesus F.; PRAZERES, Yara
Maria P. da C. Avaliação da coleção de periódicos correntes adquiridos mediante
processo de compra pela Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina(
BC/UEL ) In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7,
1991. Rio de Janeiro. Anais...Rio de Janeiro: SIBI/UFRJ, 1992.
DI CHIARA, Ivone Guerreiro; PRAZERES, Yara Maria Pereira da Costa. Estudo de
periódicos da área de Ciências Sociais da Biblioteca Central da Universidade
Estadual de Londrina ( BC/UEL). Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG.
Belo Horizonte, v. 21, n. 2, p. 253-276, jul.- dez. 1992
PEREZ, Dolores Rodriguez; RUSSO, Mariza. Avaliação dos periódicos
estrangeiros adquiridos por compra na UFRJ: proposta. Rio de Janeiro: SIBI,
1993. 6p.
PROENÇA, Luis Antonio de Oliveira. A importância do Portal da Capes. Jornal da
Ciência. Rio de Janeiro, out. 2003. Disponível em: www.jornaldaciencia.org.br.
Acesso em : 06 jul. 2004.

�SANTOS, Maria José Veloso da Costa, MELLO, Paula Maria Abrantes Cotta de.
Contribuição ao estabelecimento de critérios para a política de compra de
periódicos estrangeiros na UFRJ. Rio de Janeiro: SIBI/UFRJ, 1984.

∗

Bibliotecária da Universidade Estadual de Feira de Santana; Mestranda em Gestão
Assistente – Técnico Universitário da Universidade Estadual de Feira de Santana, Especializanda
em Educação, Ciência e Contemporaneidade
Universidade Estadual de Feira de Santana, Km 03, Br 116, Campus Universitário CEP: 44.031-460 –
Feira de Santana – Bahia – Brasil www.uefs.com.br – maria@uefs.br

∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57271">
                <text>Análise do processo de aquisição dos periódicos técnicos-científicos estrangeiros do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana ( SISBI-UEFS), face a disponibilização do Portal Brasileiro de Informação Científica. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57272">
                <text>Souza, Maria do Céu Lopes Andrade de; Silva, Cristiane Barbosa da </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57273">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57274">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57275">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57277">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57278">
                <text>Este trabalho se propõe a tecer algumas considerações sobre o processo utilizado para aquisição dos periódicos técnicos – científicos estrangeiros do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana( SISBI-UEFS), a partir da disponibilização de acesso ao Portal Brasileiro de Informação Científica ( Portal Capes). A metodologia adotada foi baseada nos relatórios de acompanhamento da ampliação do acervo dos periódicos estrangeiros, ora analisados, e no levantamento dos títulos periódicos disponibilizados no Portal de Periódicos CAPES. Apresenta o demonstrativo do investimento aplicado no período correspondente 1999-2003, com recursos de aplicação provenientes do orçamento desta Instituição. Buscar apontar o custo - benefício de acesso a esses periódicos, ao tempo que ressalta a importância da utilização dos mesmos pela Comunidade Acadêmica. Conclui na expectativa da continuidade de acesso a esse Portal de Informação, imprescindível para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão desta Universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68769">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5270" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4337">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5270/SNBU2004_217.pdf</src>
        <authentication>4767076e6cf0616f4f098006ce16b8bd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57342">
                    <text>EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA ODONTOLÓGICA NO
PUBMED, NO PERÍODO DE 1966 A 2003
Marilene Girello∗

RESUMO
O estudo avalia a evolução da Produção Científica Brasileira da Área
Odontológica no Brasil e nas Faculdades de Odontologia das Universidades
Estaduais Paulistas. Para o levantamento dos dados foi utilizado como referência
o PubMed, da National Library of Medicine, no período de 1966 a 2003. O estudo
permitiu identificar uma expansão significativa de 31,27% (581 artigos) na
produção científica odontológica brasileira, nos últimos três anos (2001 a 2003) e,
todas as Faculdades avaliadas na pesquisa, tiveram aumentos expressivos de
16,67%, a 43,06%; através dos dados obtidos concluiu-se que a produção dos
pesquisadores destas Faculdades, vem crescendo substancialmente nos últimos
anos, não somente em termos quantitativos, como também na sua qualidade.
PALAVRAS-CHAVE: Produção Científica Brasileira. Odontologia – Brasil.

INTRODUÇÃO

A produção científica brasileira, contabilizada pelo Institute for Scientific
Information (ISI), tem crescido significativamente entre os anos de 1981 e 2000
(BRASIL, 2002; ARELLANO, 2004). O avanço da pesquisa é resultado de
iniciativas como a constituição e criação de agências de fomento, implantação de
cursos de pós-graduação destinados à formação de novos pesquisadores e a
criação do Ministério da Ciência e Tecnologia que deu rumos a política científica,
definindo áreas estratégicas para investimento e apoio (ARELLANO, 2004).
Outro fator importante é destacado por Meneghini, em seu artigo de 1998,
mencionando que a produção científica brasileira cresceu muito em função de
trabalhos de colaboração e, a grande dificuldade que existe no Brasil para se
estabelecer estratégias de política científica é a falta de bases de dados
nacionais, que permitem perceber a produção em um contexto amplo; as muitas
pessoas que se interessam por esse assunto acabam recorrendo a bases de
dados internacionais. Freitas et al. (1992) tecem comentários sobre a importância
das bases de dados bibliográficas na produção de indicadores de C&amp;T e para

�estudos

estratégicos,

além

de

conhecer

a

produção

intelectual

dos

pesquisadores.
A idéia de avaliar a produção científica pela contagem de publicações é
algo que ainda encontra fortes resistências na comunidade acadêmica. Todavia,
há evidência mostrando associação estatística entre contagem de publicações e
outras maneiras de se avaliar a excelência de sua ciência ou de um grupo.
Mesmo a nível individual, há elevada correlação entre qualidade e quantidade;
autores de copiosa produção tendem a produzir coisas melhores (CASTRO,
1985).
Este estudo não tem a finalidade de mostrar a Universidade ou a
Faculdade de maior produção, tão pouco comparar a produção de grupos, pois
nos depararíamos com uma dificuldade inicial que seria a diferença de seu
tamanho.

BASES DE DADOS

Nas últimas décadas, a produção da informação científica e tecnológica
têm se expandido e conseqüentemente o crescimento da produção de novos
documentos, acelerando a utilização de novas tecnologias automatizadas para
que fossem otimizados os seus produtos. Desta forma, em meados da década de
60 nos Estados Unidos, a geração de informações bibliográficas, com o auxílio de
computadores, veio proporcionar o aparecimento das bases de dados, como
subproduto do processo de editoração das publicações impressas (LOPES,
1983). A necessidade de recuperar o montante de informações produzidas nos
dias de hoje, foi um fator que impulsionou o desenvolvimento dessas novas
tecnologias de armazenamento e de busca (NOGUEIRA &amp; NUCI, 1997).
As vantagens das bases são as mais diversas, além de armazenarem um
crescente volume de informações, têm um maior número de pontos de acesso
(LOPES, 1983; CUNHA, 1994). Lopes (1983) ainda cita outras vantagens, tais
como: maior rapidez que a busca manual; aumenta o controle de precisão e
recuperação; flexibilidade em criar diferentes combinações lógicas; habilidade em

�expandir,

especificar

ou

modificar

a

estratégia;

atualização

constante;

exaustividade na cobertura de diferentes fontes de informação; conveniência em
relação a localização física do solicitante da informação; custo/eficiência. Sampaio
&amp; Sabadini (1998) enfocam que as bases também permitem o acesso rápido às
pesquisas recentemente publicadas em artigos de periódicos.
Como decorrência natural da integração da indústria da informação e as
telecomunicações surgem os serviços de acesso online a bases de dados que
permitem a consulta a milhões de itens de informação, armazenados nas
memórias de seus computadores (LOPES, 1983). Abre-se assim, a possibilidade
de acesso remoto ao saber coletivo da humanidade depositado nas milhares de
bibliotecas do mundo eletrônico (HENNING, 1993).

PUBMED

PubMed é um serviço desenvolvido pela National Center for Biotechnology
Information (NCBI) da National Library of Medicine (NLM), inclui mais de 14
milhões de registros da literatura biomédica, traz links para sites que permitem o
acesso ao texto completo do artigo científico. PubMed está disponível online no
endereço

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/PubMed/

,

permitindo

o

acesso

a

informação bibliográfica que inclui :
Medline: Literatura Internacional em Ciências da Saúde. Período de
cobertura: à partir de 1966. É uma base de dados bibliográfica, possui por volta
de 12 milhões de citações com resumos da literatura internacional sobre
biomedicina, incluindo pesquisa clínica médica, odontologia, medicina veterinária,
normas e serviços de saúde, indexa mais de 4.800 periódicos publicados nos
Estados Unidos e 70 outros países (NLM, 2004).
A origem da Medline ocorreu antes da era do computador. Em 1865, John
Shaw Billings, percursor da base, trabalhou na elaboração de um índice de
assuntos para artigos da área biomédica. O primeiro volume deste trabalho,
surgiu em 1879 como Index Medicus.

�Segundo Modlin (1998), Medline é a mais completa coleção de publicações
médicas conhecida no mundo. A autora ainda acrescenta que a cada mês são
realizadas aproximadamente 10 milhões de pesquisas na base. Os motivos que
levam milhares de pessoas a preferirem pesquisar na Medline são devidos a sua
exatidão e atualização no processamento das informações médicas, além de
permitir buscas por assunto, autor, título da revista e palavras do texto. A autora
finaliza, comentando que a base tem sido por mais de 25 anos, um caminho no
qual os profissionais da saúde tem se mantido atualizados.
OldMedline : contém aproximadamente 2 milhões de citações de artigos de
periódicos internacionais biomédicos. Período de cobertura: de 1951 à 1965.

OBJETIVO

A pesquisa reflete o interesse da biblioteca em avaliar a evolução da
produção científica brasileira da área odontológica no Brasil e nas Faculdades de
Odontologia das Universidades Estaduais Paulistas.

METODOLOGIA

O universo da pesquisa estudado foi constituído pelas Faculdades de
Odontologia

das

Universidades

Estaduais

Paulistas

e,

posteriormente,

comparando os resultados com a produção odontológica no Brasil.
Para o levantamento dos dados foi utilizado como referência o PubMed, da
National Library of Medicine e, para realizar as estratégias de pesquisa, foi
utilizado o sistema de busca avançado Preview Index (Anexo), que possibilita ao
pesquisador selecionar os termos no índice da base, adicionar termos a busca e
utilizar os operadores booleanos, para o melhor direcionamento e refinamento da
pesquisa. Os dados coletados foram analisados de forma quantitativa e
posteriormente qualitativa, procurando-se atingir os objetivos inicialmente
propostos.

�RESULTADOS

No estudo envolvendo as Faculdades de Odontologia das Universidades
Estaduais Paulistas, demonstrado na tabela 1, observa-se que no período de
1966 a 1997, a produção científica totalizou 373 artigos produzidos e publicados,
sendo que, a sua maioria 105 (28,15%) são da Faculdade de Odontologia de
Ribeirão Preto (FORP/USP). Segundo Castro (1985) “apesar do número de
professores em tempo integral, a produção maior ou menor em algumas
Faculdades se explicaria pela ‘juventude’ de sua pós-graduação”.

TABELA 1
Produção Científica nas Faculdades de Odontologia das Universidades
Paulistas
Períodos
Total
Faculdades
1966 a 1997 1998 a 2000 2001 a 2003 Parcial
Araçatuba
33
21
36
90
Araraquara
96
45
110
251
Bauru
60
28
81
169
49
Piracicaba
74
223
346
59
114
278
Ribeirão Preto
105
São José dos Campos
11
7
19
37
São Paulo
19
26
47
92
Total Geral de Artigos
373
260
630
1.263

Estaduais

%
7,13
19,87
13,38
27,40
22,01
2,93
7,28
100 %

Os anos de 1998 a 2000, totalizaram 260 artigos publicados, sendo 113 da
Universidade de São Paulo - USP (Bauru, Ribeirão Preto e São Paulo), 74 da
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (Piracicaba) e 73 da
Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” - UNESP (Araçatuba,
Araraquara e São José dos Campos).
No terceiro período do estudo, 2001 a 2003, os pesquisadores das
Faculdades publicaram 630 artigos. O crescimento da produção da USP (242) foi
o mais expressivo, em seguida da UNICAMP (223) e 165 da UNESP. No entanto,
analisando os resultados obtidos, a maior concentração da produção científica é
da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/UNICAMP) totalizando 346
(27,40%) artigos, em seguida a Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto
(FORP/USP) com 278 (22,01%), a Faculdade de Odontologia de Araraquara

�(FOAR/UNESP) com 251 (19,87%), a Faculdade de Odontologia de Bauru
(FOB/USP) com 169 (13,38), em seguida a Faculdade de Odontologia (FO/USP)
com 92 (7,28%), a Faculdade de Odontologia de Araçatuba (FOA/UNESP) com
90 (7,13%) e a Faculdade de Odontologia de São José dos Campos
(FOSJC/UNESP) com 37 (2,93%) artigos; totalizando 1.263 contribuições
científicas para o desenvolvimento do saber (Tabela e Figura 1).

346

400

278
251

300

169

200

92

90
100

37
icaba
Pirac

Ba u r

Ar a r a
quar

u

0
a

Produção
Científica T=1.263

FIGURA 1
Produção Científica nas Faculdades de Odontologia das Universidades Estaduais
Paulistas

Faculdades

A média de publicações por ano constata uma evolução gradativa na
produção do conhecimento pelos pesquisadores das Faculdades. No primeiro
período, foi publicado e indexado em revistas técnico-científicas que estão
indexadas no PubMed, 11 artigos por ano, no segundo 86 e no terceiro período
medido no estudo, foram 210 artigos por ano. Observadores qualificados indicam
a revista científica como sendo um meio barato e eficiente de registro, controle de
qualidade e divulgação dos resultados da ciência (CASTRO, 1985).
Uma perspectiva global da evolução e distribuição da produção científica
nas Faculdades é representada na tabela 2. No período ‘c’ observa-se níveis
semelhantes de produção entre as Faculdades de Odontologia. Comparando os
dois últimos períodos, ‘b’ e ‘c’, todas as Faculdades tiveram aumentos

�expressivos, chegando a 43,06% pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba
(FOP/UNICAMP) que publicou, nos últimos três anos, 149 artigos a mais que no
período de 1998 a 2000, FOSJC 32,43%, FOB 31,36%, FOAR 25,89%, FO
22,83%, FORP 19,79% e FOA 16,67%; totalizando 149 artigos da UNICAMP, 129
da USP e 92 da UNESP.

TABELA 2
Evolução da Produção Científica nas Faculdades de Odontologia nos últimos dois
períodos
Períodos %
Aumento (b - c)
Faculdades
1966 a 1997 1998 a 2000 2001 a 2003
Artigos
%
(a)
(b)
(c)
Araçatuba
36,67
23,33
40,00
16,67
15
Araraquara
38,25
17,93
43,82
25,89
65
Bauru
35,60
16,57
47,93
31,36
53
14,16
21,39
64,45
Piracicaba
43,06
149
Ribeirão Preto
37,77
21,22
41,01
19,79
55
São José dos Campos
29,73
18,92
51,35
32,43
12
São Paulo
20,65
28,26
51,09
22,83
21

A figura 2, reproduz os totais da produção científica da área odontológica
no Brasil. Comparando com o total de artigos publicados (1.858), o primeiro
período correspondeu a 25,78% (479) do total de artigos, no período seguinte
21,47% (399) e no terceiro estudo 52,75% (980), neste último período os
pesquisadores publicaram 581 artigos a mais que no segundo, demonstrando
uma expansão significativa de 31,28% na produção científica dos pesquisadores
da área odontológica no Brasil que vem crescendo substancialmente nos últimos
anos.

�FIGURA 2
Evolução da Produção Científica da Área Odontológica no Brasil

1200
Brasil

980
52,75%

Evolução

1000
800
479
25,78%

600
400

399
21,47%

200
0
1

2

3

Períodos: 1 (1966 a 1997); 2 (1998 a 2000); 3 (2001 a 2003)
T = 1.858 artigos

A média de publicações por ano no primeiro período foi de 15 artigos, no
segundo 133 e no terceiro período somam 326 artigos publicados por ano.
A figura 3, compara a evolução da produção científica no Brasil com as das
Faculdades de Odontologia. Dos 1.858 artigos publicados, 1.263 foram
produzidos pelas Faculdade de Odontologia das Universidades Estaduais
Paulistas, correspondendo a 67,97% do total produzido no Brasil; constatando
que ‘a concentração das investigações científicas está em Universidades e
Institutos Públicos’ (ARELLANO, 2004), além de mostrar que a predominância do
Estado de São Paulo nos resultados é indiscutível.

FIGURA 3
Evolução da Produção Científica Odontológica no Brasil e nas Faculdades de
Odontologia das Universidades Estaduais Paulistas

Evolução

1500

Brasil
Faculdades

1000
500

479

373
0
1966 a 1997

980
399

630

260
1998 a 2000
Período

2001 a 2003

�CONCLUSÃO

Com base nos resultados obtidos, nota-se com predominância e é
importante registrar, o peso do Estado de São Paulo na ciência odontológica
brasileira, que de fato 67,97% (1.263) das publicações originaram-se de lá, no
período de 1966 a 2003, além de constatar que a concentração das investigações
científicas está em Universidades e Institutos Públicos. O estudo também revelou,
que todas as Faculdades avaliadas tiveram aumentos expressivos entre 16,67% a
43,06% e, a produção científica odontológica no Brasil, teve uma expansão
significativa de 31,27%, com uma média de 326 artigos publicados por ano,
constatando que, a produção intelectual dos pesquisadores nesta área vem
evoluindo gradativamente nos últimos anos, com a preocupação de divulgar esse
conhecimento em revistas técnico-científicas indexadas em bases de dados
internacionais.

EVOLUTION OF THE BRAZILIAN SCIENTIFIC DENTISTRY LITERATURE IN
PUBMED, FROM 1966 TO 2003

ABSTRACT
This study evaluates the evolution of Brazilian Scientific Literature of Dentistry
Area in Brazil and in Schools of Dentistry from Paulista State Universities. For the
rising of the data it was used as reference PubMed, of National Library of
Medicine, in the period from 1966 to 2003. The study allowed to identify a
significant expansion of 31,27% (581 articles) in the Brazilian Scientific Dentistry
Literature in the last three years (2001 to 2003) and all the appraised Schools in
the research, had expressive increases of 16,67% to 43,06%; through the
obtained data it was concluded that literature researchers of these Schools, is
growing substantially in the last years, not only in quantitative terms, as well as in
its quality.
KEYWORDS: Brazilian Scientific Literature. Dentistry – Brazil.

�REFERÊNCIAS

ARELLANO, M.A.M. Bibnews Uma Radiografia da Ciência Brasileira. [mensagem
lista de discussão Bib_Virtual]. Mensagem recebida por &lt;miguel@ibict.br&gt; em 31
maio 2004.
BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Sobre a produção científica
brasileira. Brasília, 2002. Disponível em:
&lt;http://www.mct.gov.br/comunicação/textos&gt; Acesso em: 12 maio 2004.
CASTRO, C.M. Há produção científica no Brasil? Ciência e Cultura, São Paulo,
v.37, n.7, p.165-187, jul. 1985.
CUNHA, M.B. As tecnologias de informação e a integração das bibliotecas
brasileiras. Ciência da Informação, Brasília, v.23, n.2, p.183-189, maio/ago. 1994.
FREITAS, M.N. et al. Bases de dados na economia do conhecimento : a questão
da qualidade. Ciência da Informação, Brasília, v.28, n.2, p.215-223, maio/ago.
1999.
HENNING, P.C. Internet @ RNP.BR : um novo recurso de acesso à informação.
Ciência da Informação, Brasília, v.22, n.1, p.61-64, jan./abr. 1993.
LOPES, I.L. Consulta a base de dados : vantagens e desvantagens. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v.16, n.3/4, p.31-48,
jul./dez. 1983.
MENEGHINI, R. Avaliação da produção científica e o Projeto SciELO. Ciência da
Informação, Brasília, v.27, n.2, p.219-220, maio/ago. 1998.
MODLIN, M. Medical questions? American Libraries, Chicago, p.40-42, Nov. 1998.
NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE (NLM). PubMed : overview. Disponível em:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query/static/overview.htmlT acesso em: 29 jun.
2004.
NOGUEIRA, M.C.C.; NUCI, E. Comparação do uso do “CD-ROM” por
pesquisadores do setor espacial em duas instituições científicas.
Transinformação, Campinas, v.9, n.1, jan./abr. 1997. Disponível:
&lt;http://www.puccamp.br/~biblio&gt;. Acesso em: 14 maio 2001.

�SAMPAIO, M.I.C.; SABADINI, A.P. O impacto do uso de bases de dados sobre o
serviço de referência, com ênfase na comutação bibliográfica. Inf. Inf., Londrina,
v.3, n.1, p.45-50, jan./jun. 1998.

�ANEXO
Estratégias de busca utilizadas no sistema de pesquisa avançado Preview Index no
PubMed
Evolução da Produção Científica Brasileira Odontológica no PubMed de 1966 a
2003
Períodos
Pesquisa
Local
Total
1966 a 1997 1998 a 2000 2001 a 2003
1
Brasil
479
399
980
1.858
2
Araçatuba
33
21
36
90
3
Araraquara
96
45
110
251
4
Bauru
60
28
81
169
49
5
Piracicaba
74
223
346
59
114
278
6
Ribeirão Preto
105
7
São José dos Campos
11
7
19
37
8
São Paulo
19
26
47
92
Pesquisa 1 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
“odontologia" [Affiliation]) AND ("brazil"[Affiliation] OR "brasil"[Affiliation]) AND
("1966/01"[PDAT] : "1997/12"[PDAT])
Pesquisa 2 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia "[Affiliation]) AND "aracatuba"[Affiliation] AND ("1966/01"[PDAT] :
"1997/12"[PDAT])
Pesquisa 3 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia" [Affiliation]) AND "araraquara"[Affiliation] AND ("1966/01"[PDAT] :
"1997/12"[PDAT])
Pesquisa 4 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia "[Affiliation]) AND "bauru"[Affiliation] AND ("1966/01"[PDAT] :
"1997/12"[PDAT])
Pesquisa 5 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia "[Affiliation]) AND "piracicaba"[Affiliation] AND ("1966/01"[PDAT] :
"1997/12"[PDAT])
Pesquisa 6 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia "[Affiliation]) AND ("ribeirao preto usp"[Affiliation] OR (ribeirao[All Fields]
AND preto[All Fields])) AND ("1966/01"[PDAT] : "1997/12"[PDAT])
Pesquisa 7 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR
"odontologia "[Affiliation]) AND "sao jose dos"[Affiliation] AND ("1966/01"[PDAT] :
"1997/12"[PDAT])
Pesquisa 8
(#3) AND (#4) AND (#8) AND "usp"[All Fields] AND ("1966/01"[PDAT] : "1997/12"[PDAT])
#3 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR "odontologia"
[Affiliation]) NOT "bauru"[Affiliation]
#4 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR "odontologia
"[Affiliation]) NOT "ribeirao preto usp"[Affiliation]
#8 ("dentistry"[Affiliation] OR "dental"[Affiliation] OR "oral"[Affiliation] OR "odontologia
"[Affiliation]) NOT ("ribeirao preto usp"[Affiliation] OR ribeirao[All Fields] OR preto[All
Fields])
∗

Especialista no Uso Estratégico das Tecnologias em Informação, pelo Departamento de Biblioteconomia e
Documentação da Faculdade de Filosofia e Ciências – Campus de Marília, UNESP. Trabalha como
Bibliotecária na Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP. E-mail :
mgirello@fop.unicamp.br. BIBLIOTECA PROF. DR. CARLOS HENRIQUE ROBERTSON LIBERALLI DA
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Endereço: Av. Limeira, 901 – CP 52 – Piracicaba, SP – Brasil - CEP 13414-903 Homepage :
http://biblioteca.fop.unicamp.br/ E-mail : biblioteca@fop.unicamp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57307">
                <text>Evolução da produção científica brasileira odontológica no PUBMED, no período de 1966 a 2003. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57308">
                <text>Girello, Marilene</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57309">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57310">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57311">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57313">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57314">
                <text>O estudo avalia a evolução da Produção Científica Brasileira da Área Odontológica no Brasil e nas Faculdades de Odontologia das Universidades Estaduais Paulistas. Para o levantamento dos dados foi utilizado como referência o PubMed, da National Library of Medicine, no período de 1966 a 2003. O estudo permitiu identificar uma expansão significativa de 31,27% (581 artigos) na produção científica odontológica brasileira, nos últimos três anos (2001 a 2003) e, todas as Faculdades avaliadas na pesquisa, tiveram aumentos expressivos de 16,67%, a 43,06%; através dos dados obtidos concluiu-se que a produção dos pesquisadores destas Faculdades, vem crescendo substancialmente nos últimos anos, não somente em termos quantitativos, como também na sua qualidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68773">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5274" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4341">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5274/SNBU2004_218.pdf</src>
        <authentication>60a8f1105cede16ebb3750112a9cb472</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57378">
                    <text>BIBLIOTECA ITINERANTE ‘DJALMA MARANHÃO’: UMA INTEGRAÇÃO DE
GERAÇÕES

Antonia de Freitas Neta∗
Eponina Elide da Silva Pereira∗∗
Lucélia da Silva Feliciano∗∗∗

RESUMO
Apresenta o desenvolvimento da segunda experiência da Biblioteca Itinerante “Djalma
Maranhão”, ocorrida na Escola Reino da Criança, localizada no conjunto Nova Natal.
Atrelada ao programa de alfabetização Geração Cidadã, desenvolvido pela Secretaria
Municipal de Educação de Natal em parceria com o Departamento de Educação da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que tem como objetivo a alfabetização
de Jovens e Adultos, visto que esta atividade de apoio consta como proposta no
referido programa. Envolvendo a mesma equipe multidisciplinar que atuou na primeira
experiência no bairro Lagoa Azul no conjunto Nova Natal, composta por educadores do
mencionado programa e o Departamento de Biblioteconomia, foi desenvolvida uma
prática profissional voltada para um público ainda não leitor. Por meio de ações
fundamentadas nas necessidades reais do publico alvo, a equipe repassou informações
por intermédio de instrumentos não convencionais tais como contação de história com
o mediador caracterizado e tendo como base a literatura de cordel, palestras sob os
mais variados temas (medicina preventiva, drogas, folclore, etc), apresentação de
manifestações culturais do Rio Grande do Norte, e comemoração do dia Nacional do
Livro e da Biblioteca. A experiência, além de possibilitar o desenvolvimento dessa
prática profissional, em que o bibliotecário não deve arrogar juízo de valor e procurar
incutir uma cultura boa ao público assistido, mas, colocar a sua disposição diversos
tipos de suportes, proporcionou a integração de gerações que participaram da
experiência, cujos anseios estavam pautados em um desejo: a informação.
PALAVRAS-CHAVE: Educação de Jovens e Adultos. Biblioteca Itinerante.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas, “templos sagrados do saber”, estão voltadas para atender às
necessidades de uma elite alfabetizada que não corresponde à realidade da população
brasileira. Tal visão de biblioteca está intimamente relacionada com seu nascimento na

�Antiguidade quando era considerada local onde se resguardava a cultura para as
gerações futuras, visão que teve continuidade na Idade Média com o enclausuramento
das

bibliotecas

em

conventos

e

mosteiros,

permanecendo

como

instituição

preservadora do conhecimento também no período de grandes transformações sociais,
com a democratização da literatura e arte, evolução científica etc,. Apenas no século
XX, evoluiu de biblioteca “museu” para biblioteca “serviço”, com uma preocupação
voltada para o usuário através de disseminação da informação.
No Brasil, a biblioteca e a educação sempre foram secundarizadas por parte dos
órgãos oficiais, por isso padecem de males comuns. È certo que, em determinados
momentos, a educação apresenta projetos progressistas, que tentam universalizar o
acesso ao processo educacional, fato que ocorre em menor escala com a biblioteca,
visto que a mesma não é considerada parte essencial do referido processo. A censura
imposta no período colonial, a vinda da Biblioteca Real e as importações de modelos
contribuíram para que fossem implantadas bibliotecas que não se adequavam à
realidade brasileira tanto em acervo como na forma de atuação.
Assim, as transformações ocorridas na sociedade brasileira, o surgimento de
novas classes sociais em decorrência da industrialização, o Estado criando programas
educacionais para capacitar força de trabalho a fim de atender as necessidades dessa
industrialização, nos leva a concordar com Rabelo (1988) quando diz que a classe
média, juntamente com a alta, tem sido a clientela constante e fiel da biblioteca, como
também beneficiária de educação.
Entretanto, para que a biblioteca atinja qualquer objetivo, será relevante e
decisivo o desempenho de quem nela trabalha. Será a postura política desse
profissional que irá realmente definir até que ponto o discurso irá se concretizar na
prática. Nesse aspecto, a postura do bibliotecário brasileiro também reflete a
importação de modelos curriculares trabalhados nos cursos de Biblioteconomia, que até
certo ponto impedem que esse profissional desempenhe o papel de agente político,
interagindo com a sociedade, numa possível ação transformadora.
Contudo, ao refletirmos teoricamente sobre a problemática das relações
sociedade-processo educativo e biblioteca, é importante lembrar que a biblioteconomia
já vem buscando há algum tempo, articulações com a esfera educacional, no que se

�refere à prática social. Para tanto, ressaltamos os objetivos do 14º Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação:
[...] despertar o bibliotecário brasileiro para o papel que a biblioteca pode
e deve desempenhar no sistema formal e não formal de educação e
conscientizar os profissionais da área de educação de que, sem
bibliotecas, o processo educativo não atingirá sua eficácia.
(CONGRESSO
BRASILEIRO
DE
BIBLIOTECONOMIA
E
DOCUMENTAÇÃO, 1982, p.27).

Assim, apesar da existência de um certo tradicionalismo e elitismo, existe
atualmente uma corrente de teóricos da biblioteconomia em dar a biblioteca novos
rumos atinentes a programas sociais, com vistas a comunidades formadas por classes
menos favorecidas. Nesta perspectiva, serviços bibliotecários inovadores vem
procurando abranger de forma mais ampla um público considerado não usuário,
fundamentando-se nas necessidades reais de cada individuo ou de grupos de
interesses comuns.
Mesmo diante da evolução do conceito de biblioteca que além de guardiã,
passou a desempenha a função de prestadora de serviço, essa, ainda é um lugar
(físico), aonde as pessoas vão a busca das informações que precisam, continuando, a
guardar em vez de ser também um local onde se produza a informação. È um reduto da
civilização do alfabeto, excluindo aqueles que não sabem ainda decodificar a escrita, e
que poucos são os que a ela recorrem, por ser um espaço cercado por muralhas, pelo
autoritarismo, por normas que mesmo necessárias, tornam-se instrumentos de
exclusão.
Sendo assim, como a biblioteca poderá exercer ações participativas,
esclarecedoras, contribuindo para que os não letrados possam explicitar seu saber e
conhecer o saber sem as muralhas da codificação? Tal ação só será possível no
momento em que houver uma comunicação real entre a biblioteca e a comunidade,
num processo de interação com suas necessidades e anseios informacionais.
Para Freire (1982), falar sobre o processo de alfabetização e biblioteca é falar do
problema da leitura e da escrita. Não da leitura de palavras e da escrita em si próprias,
como se lê-las e escrevê-las não implicasse numa outra leitura, prévia e
concomitantemente aquela leitura da realidade da mesma. Tal concepção difere da
educação formal e oficial, para a qual Polke (1982), faz uma colocação bastante

�pertinente ao dizer que se para o aluno das classes menos favorecidas é oferecido
através do material escolar não mais de fragmentos de um universo distanciado de sua
realidade, a biblioteca pode, oferecer-lhe um espaço, no qual o mesmo possa
expressar sua cultura.
Sendo assim, não se concebe qualquer programa de alfabetização que não
utilize textos e práticas que reflitam o contexto e também não possuam bibliotecas
livres, vivas, sem os códigos elitistas, onde o aluno possa interagir na busca e na
produção da informação. Sobre a qualidade do conteúdo de uma biblioteca de apoio a
um programa de alfabetização, Freire (1982, p.104), apresentava uma proposta ao
nível de sugestão, chamando a atenção para:
Se antes, raramente os grupos [...] eram estimulados a escrever seus
textos, agora é fundamental fazê-los, desde o começo da alfabetização
para que, na pós-alfabetização, se vá tentando a formação do que
poderá vir a ser uma pequena biblioteca, com a inclusão de páginas
escritas pelos próprios educandos.

Ainda de acordo com o autor (1982), para que seja possível desenvolver um
trabalho neste nível é preciso que na nova caminhada que começa, se desfaça de
todas as marcas autoritárias e comece, na verdade, a acreditar nesse segmento da
sociedade. Furter (2000), amplia a preocupação ao dizer que a biblioteca tem a função
perigosa no momento em que faz uma seleção do que merece está lá, chamando
atenção para com o acervo, com o que o aluno vai encontrar de verdade.
Entretanto, mesmo que a biblioteconomia tenha avançado teoricamente, não tem
havido maiores interesses para esse tipo de biblioteca, visto que a mesma continua
voltada para o discurso liberal de caráter tecnicista e funcionalista, sem aproximação
com essa parcela da população. Tal posicionamento está relacionado com os recursos
humanos, fator preponderante para o funcionamento de qualquer tipo de biblioteca,
uma vez que a sociedade valoriza o especialista de acordo com certas atividades que
interessam ao sistema e que lhe assegura um determinado status no âmbito dessa
sociedade.
Dessa forma, constata-se uma certa hierarquia no interior da profissão, que
confere ao bibliotecário um certo status profissional atribuído de acordo com o tipo de
biblioteca em que atua, isto porque, trabalhar numa biblioteca especializada, que lhe

�assegure uma posição social e econômica, é mais seguro do que desenvolver um
trabalho junto às classes menos favorecidas, que além de não representar socialmente
um certo prestígio na profissão, financeiramente não compensa diante dos baixos
salários oferecidos.
Assim, a postura do bibliotecário brasileiro ainda reflete a importação de modelos
curriculares para os cursos de biblioteconomia, que estão voltados para formar
profissionais para atuar em bibliotecas especializadas, impedindo ate um certo ponto,
que esse profissional desempenhe o proposto papel de agente político, interagindo com
a sociedade numa possível ação transformadora.
Dessa forma, para que a biblioteca atinja seus objetivos e desempenhe com
eficácia sua função social, é necessário que ela ultrapasse seu espaço físico tradicional
e rume aos que dela necessitam. É preciso que ‘ela’ deixe de ser apenas o local onde
se possa ter acesso à produção cultural pré-determinada, mas um local onde a
informação viva se faça presente, onde a troca de experiência seja capaz de promover
uma produção e uma transferência de informação de acordo com o contexto.

2 PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO GERAÇÃO CIDADÃ
De acordo com essa visão, o programa de Alfabetização GeraçÃo Cidadã,
voltado para educação de jovens e adultos, desenvolvido pela Secretaria Municipal de
Educação em parceria com o Departamento de Educação da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, propõe como uma das atividades de apoio:
[...] uma Biblioteca Itinerante, com o objetivo de estimular às práticas de
leituras e oportunizar a integração dos alunos com acervos bibliográficos
diversificados, entre os quais literatura de cordel e obras literárias em
geral para facilitar o contexto com a diversidade textual” (PROJETO...,
2000; P. 3).

Com um acervo mínimo formado por literatura de cordel, literatura brasileira,
periódicos informativos, jornais, e como proposta de trabalho, levar a informação aos
alunos do projeto, através de diversos suportes, esta atividade de apoio denominada
pela coordenação do projeto de ‘Biblioteca Itinerante’ se revela uma proposta arrojada,
inovadora, que lembra as Bibliotecas Populares da Campanha de alfabetização “De Pé

�no Chão Também Se Aprende” idealizadas e implantadas na década de sessenta pelo
então prefeito de Natal, Djalma Maranhão.
O mencionado projeto que abrange vários bairros de Natal, numa ação conjunta
com a comunidade e as instituições envolvidas, atendendo a uma demanda de alunos
com faixa etária entre 15 a 80 anos, teve como proposta inicial para a Biblioteca
Itinerante, atividades desenvolvidas pelos professores mediadores do próprio projeto,
por intermédio de oficinas de leituras, de danças e produção de textos, que foram
incorporados ao acervo da experiência piloto desenvolvida no Colégio Pequeno Sábio,
no Bairro Lagoa Azul, no conjunto Nova Natal, possibilitando a integração de
aproximadamente 20 (vinte) turmas de alfabetização.
A atuação do Departamento de Biblioteconomia consistiu em assegurar o apoio
técnico no que se refere à seleção e preparação do material informacional, elaboração
de layout e assegurar o seu funcionamento por intermédio do corpo docente e alunos
do curso de Biblioteconomia.

2.1

SEGUNDA

EXPERIÊNCIA

DA

BIBLIOTECA

INTINERANTE

‘DJALMA

MARANHÃO’
A segunda experiência da Biblioteca Itinerante foi desenvolvida na Escola Reino
da Criança, no conjunto Nova Natal que cedeu um espaço físico em suas dependência
para que fosse possível o funcionamento a custo zero, e em contra partida, a equipe
preparou o material da escola e também incluiu seus alunos em algumas atividades
desenvolvidas.
Contando com uma equipe multidisciplinar composta por pedagogos, contadores
de histórias, alunos e professores do curso de Biblioteconomia, foi possível atender
aproximadamente a 15 (quinze) turmas de alfabetização do citado programa,
especificamente no turno noturno e desenvolver atividades com alunos do colégio no
turno da tarde, por intermédio de procedimentos metodológicos de acordo com o
caráter emergencial e inovador da experiência e a especificidade da clientela.

�Como objetivo geral, o Departamento de Biblioteconomia prestou apoio técnico
no que se refere à preparação do material informacional que subsidiou as oficinas
desenvolvidas

pelos

pedagogos,

utilizando

no

processamento

do

material

informacional, recursos técnicos, compatíveis com a proposta, representados pela
adaptação de uma classificação condensada constando das classes de 00 a 900, e por
um guia em cores, com correspondência para o material informacional e expositores,
facilitando dessa forma a localização do material que interessava aos alunos.
As oficinas desenvolvidas pelos pedagogos eram montadas de acordo com os
anseios informacionais dos alunos do programa, que consultados com antecedência,
apresentavam suas necessidades ao professor alfabetizador e esse, informava a
biblioteca qual o tema de interesse que os alunos gostariam que fosse debatido no ato
da visita. Com base nessas informações, era preparada a atividade diária que consistia
em palestras, oficinas de leitura, de danças, contação de histórias e apresentação de
Grupos Culturais, formados em determinados casos por alunos do programa.
Os temas mais solicitados e que foram trabalhados estavam relacionados com
drogas, devidamente discutido com psicólogos e pedagogos; medicina preventiva
quando foram abordados, particularmente a questão do aborto, e os cuidados com as
doenças sexualmente transmissíveis, isto porque além dos alunos adolescentes do
programa, os pais expressaram o desejo do conhecimento sobre os assuntos para
multiplicar as informações.
Ainda com relação aos enfoques dados nas palestras realizadas e oficinas
desenvolvidas, houve uma atenção especial para as questões do folclore do Rio
Grande do Norte, quando foi apresentada a origem do Bumba Meu Boi, a função de
cada instrumento e elemento que compõe essa forma de manifestação cultural,
culminando com uma apresentação pelo referido grupo. Além, dessa apresentação, um
grupo formado por alguns alunos do programa, mostrou para a comunidade as danças
folclóricas RN, quando apresentaram dentre outras, o Araruna, considerada um marco
da nossa cultura, como também o Coco de Roda, uma herança cultural africana.
Dando continuidade as palestras, também foram discutidas as questões de
cidadania, quando foram abordados os Estatutos do Adolescente e do Idoso com largas

�discussões esclarecendo inclusive pontos legais e também informações de caráter
utilitária, indicando locais onde poderiam ter assistência e maiores esclarecimentos.
Contudo, o ponto significativo que se refere ao processo ao processo
informacional, foi às comemorações da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca,
quando foi possível desenvolver um processo de socialização e integração de
gerações, proporcionando uma troca de saberes e um exercício de cidadania, isto
porque na estrutura física onde a experiência aconteceu, funciona a alfabetização de
crianças com faixa etária de quatro a cinco anos, que com a mesma alegria da
descoberta das primeiras letras, comungavam do mesmo sentimento com alunos com
faixa etária superior.
Tendo como apoio de literatura uma revista em quadrinhos, e como mediador um
pedagogo caracterizado de palhaço, a biblioteca comemorou a data de forma diferente,
repassando por intermédio da música, brincadeiras, para os dois grupos de gerações
diferentes e níveis culturais iguais, a importância do Livro e da Biblioteca.
Fica na memória da equipe, a satisfação de alguns alunos que ainda não
dominam as letras quando disseram: “Agora sei que biblioteca não é só um prédio onde
ficava com vergonha de entrar, mas tudo que eu possa apreender”.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mesmo que a equipe em determinadas ocasiões tenha constatado observações
por parte de alguns alunos do programa, no que se refere à estrutura da Biblioteca ao
dizer “pensei que a biblioteca fosse grande, bonita, com estantes e computadores”, a
experiência nos aponta para uma reflexão sobre a postura do bibliotecário no
desempenho de suas funções, visto que, levados pelo tecnicismo, poderão se tornar
um agente de reprodução do sistema, mais preocupado em executar do que
propriamente refletir e criar (inovar).
A duas experiências desenvolvidas, oportunizou os alunos do projeto GeraçÃo
Cidadão, um convício com a “Biblioteca”, desmistificando-a e motivando-os a procurar a

�existente no bairro, proporcionado-lhe um conhecimento sem as muralhas da
codificação.
Para os alunos do curso de Biblioteconomia, um conhecimento de uma nova
prática da profissão, interagindo com uma clientela diferenciada, onde foi possível
observar que, não é só chegar com uma proposta de biblioteca diferente, reproduzindo
modelos existentes, de forma velada. È indispensável que entenda que pode
desempenhar um papel critico e transformador em qualquer tipo de biblioteca atue.
Contudo, para esse processo ocorra é necessário à existência de uma visão
política no desempenho de suas funções no que se refere à democratização da
informação, articulada a uma prática profissional que incorpore o saber não letrado
como saber válido, sem marginá-lo ou desqualificá-lo.

REFERÊNCIAS

CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., 1982,
João Pessoa. Anais...João Pessoa: APBPB, 1982.
FREIRE, Paulo. A educação de adultos e bibliotecas populares: considerações
preliminares. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E EDUCAÇÃO,
14., João Pessoa, 1982. Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. V. 2, p. 93-109.
FREITAS NETA, Antonia de. Uma experiência de articulação biblioteca-sociedade:
resgate histórico das bibliotecas populares na campanha “de pé no chão também se
aprende a ler”. Natal: 1961-1964.
FURTER, Pierre. Biblioteca nos programas de alfabetização. In:. CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., João Pessoa, 1982.
Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. v. 2, p. 127-132.
LIMA, Etelvina. Bibliotecas nos programas de alfabetização e educação de adulto. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., João
Pessoa, 1982. Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. v. 2, p. 60-70.
POLKE, Ana Maria Athaíde. Biblioteca e formal educação formal. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BBIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., João Pessoa, 1982.
Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. v.2, p. 75-83.
PROJETO geração cidadã. Natal: [s.n.], 2003.

�RABELO, O. C. D. Da biblioteca pública à biblioteca popular: análise das contradições
de trajetória. Revista de Biblioteconomia da UFMG, v.16, n.16, p.19-42, 1987.

∗

Professora do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte –
UFRN; Coordenadora do Projeto ‘Biblioteca Itinerante Djalma Maranhão’
∗∗
Aluna do Curso de Biblioteconomia da UFRN.
∗∗∗
Professora do Projeto GeraçÃo Cidadã.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57343">
                <text>Biblioteca itinerante ‘Djalma Maranhão’: uma integração de gerações. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57344">
                <text>Freitas Neta, Antonia de; Pereira, Eponina Elide da Silva; Feliciano, Lucélia da Silva </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57345">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57346">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57347">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57349">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57350">
                <text>Apresenta o desenvolvimento da segunda experiência da Biblioteca Itinerante “Djalma Maranhão”, ocorrida na Escola Reino da Criança, localizada no conjunto Nova Natal. Atrelada ao programa de alfabetização Geração Cidadã, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação de Natal em parceria com o Departamento de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que tem como objetivo a alfabetização de Jovens e Adultos, visto que esta atividade de apoio consta como proposta no referido programa. Envolvendo a mesma equipe multidisciplinar que atuou na primeira experiência no bairro Lagoa Azul no conjunto Nova Natal, composta por educadores do mencionado programa e o Departamento de Biblioteconomia, foi desenvolvida uma prática profissional voltada para um público ainda não leitor. Por meio de ações fundamentadas nas necessidades reais do publico alvo, a equipe repassou informações por intermédio de instrumentos não convencionais tais como contação de história com o mediador caracterizado e tendo como base a literatura de cordel, palestras sob os mais variados temas (medicina preventiva, drogas, folclore, etc), apresentação de manifestações culturais do Rio Grande do Norte, e comemoração do dia Nacional do Livro e da Biblioteca. A experiência, além de possibilitar o desenvolvimento dessa prática profissional, em que o bibliotecário não deve arrogar juízo de valor e procurar incutir uma cultura boa ao público assistido, mas, colocar a sua disposição diversos tipos de suportes, proporcionou a integração de gerações que participaram da experiência, cujos anseios estavam pautados em um desejo: a informação. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68777">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5278" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4345">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5278/SNBU2004_219.pdf</src>
        <authentication>63567ae775228f1eef02b5f8ffa4474a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57405">
                    <text>AVALIAÇÃO DA COLEÇÃO DE REFERÊNCIA DA BIBLIOTECA NILO
PEÇANHA - CEFET/PB

Beatriz Alves de Sousa∗
Ivanise Almeida
Josinete Nóbrega de Araújo
Lucrecia Camilo de Lima

RESUMO
Avalia a Coleção de Referência da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET-PB, com
objetivo de fazer um diagnóstico e obter subsídios para melhorar seu nível de
desempenho. Como metodologia utilizou-se a abordagem quantitativa e
qualitativa elaborada por Lancaster. Observou-se tamanho, tipo, idade, idioma,
forma de aquisição e uso. A partir dos resultados, foi possível concluir que a
mesma não atende à demanda de informação dos usuários, em particular, á
clientela dos cursos tecnológicos. Para minimizar o problema, sugere-se a
elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções; um estudo com a
comunidade usuária a fim de identificar as áreas de interesses; atualização do
acervo de acordo com programas curriculares e linhas de pesquisas
desenvolvidas pela instituição. Por fim, que seja mantida a prática de avaliação
contínua e permanente de uso da referida coleção.
PALAVRAS-CHAVE: Avaliação
Gerenciamento de coleção.

1

da

coleção.

Coleção

de

Referência.

CENÁRIO DA PESQUISA

1.1 BIBLIOTECA NILO PEÇANHA

Atende a um público bastante diversificado: Ensino Médio, Técnico e
Tecnológico, além de Cursos Extraordinários e de Requalificação. O que tem
dificultado cumprimento dos seus objetivos que é de apoiar efetivamente o
processo de ensino desenvolvido pelo CEFET/PB, além de contribuir na formação
intelectual e integral de seus usuários de forma individual e/ou coletivo.

�Estrutura organizacional
Pavimento térreo
Hall de recepção
Sala da coleção especial
Sala de processos técnicos
Biblioteca virtual
Hall de exposições
Sala estudo coletivo
Cabines individuais
Coordenação
Setor de empréstimos
Banheiros
1.º Pavimento
Acervo geral
Salão de estudos
Setor de organização e manutenção do acervo.

Serviços oferecidos
Ambiente favorável ao estudo e à pesquisa, Salão de leitura e Cabines
individuais.
Livre acesso ás estantes do acervo geral com direito a consulta de todos os
documentos registrados na Biblioteca.
Orientação técnica para elaboração e apresentação de trabalhos acadêmicos,
com base ABNT
Pesquisa através do COMUT
Sala de Estudo Programado, destinada a reuniões, palestras e cursos, com
reserva antecipada.
Programas de ação e extensão cultural realizados pela Biblioteca
Uso de computadores e outros equipamentos para realização de pesquisas,
digitação de trabalhos e impressão de cópias, permitido aos servidores e
alunos do CEFET/Pb.
Levantamento de informação.

�Empréstimo domiciliar de documentos do acervo geral.
Empréstimo especial reservado a documentos considerados especiais p/ esta
Biblioteca.
Visita Dirigida - Indicada para os novos usuários ou solicitada por professores
para grupos de alunos, tendo a finalidade de familiarizar os usuários quanto
aos serviços, normas e uso da Biblioteca. Estas visitas são agendadas
previamente.
Serviços de Alerta - Divulgação através de folder, informativos em murais,
catálogos e programas de ação e extensão cultural.
Funcionamento:
De segunda-feira a sexta feira, das 7h30min às 22h.
Sábado, das 8h às 13h.

Os recursos humanos que fazem parte do quadro de funcionários da
Biblioteca Nilo Peçanha totalizam 15 (quinze) servidores, assim distribuídos:
4 (quatro) bibliotecários, sendo 1 coordenador;
10 (dez) assistentes em administração;
1 (um) professor de 1º e 2º graus
O acervo atual é de 14.700 livros destes 778 são obras de referência a fora
estes, há ainda, 153 títulos de periódicos e 230 Cd-Rom.
A Biblioteca Nilo Peçanha adota o seguinte procedimento para o
desenvolvimento de coleções:
A seleção para compra é feita com a participação dos usuários (Servidores
e alunos da Instituição). Observa-se a quantidade de títulos e exemplares por
áreas e atualiza-se o acervo. A relação do material é feita pelo Coordenador da
Biblioteca em conjunto com os Coordenadores dos Cursos, passando pelo
conhecimento do Diretor de Ensino. E a aquisição é feita pelo setor de compras.
Porém, ainda não existe uma política definida com valores estipulados e
prazos determinados para compras de livros ou outros documentos para
Biblioteca. Este fato, prejudica o processo de aquisição da coleção bem como o

�funcionamento da biblioteca. As verbas destinadas a este fim são poucas e mal
aplicadas, não se sabendo o valor que está destinado à compra destes materiais
nem quando estará disponível. Assim sendo, torna-se difícil obter uma coleção
condizente com as necessidades da clientela.
No caso das doações, os documentos são submetidos aos seguintes
critérios: relevância do conteúdo para os usuários da biblioteca, estado físico e
em alguns caso o ano de publicação.
O descarte dos documentos é realizado por bibliotecários experientes e
com a ajuda dos professores, que fazem uma análise dos livros e apontam os que
podem ser retirados do acervo.

2 COLEÇAO DE REFERÊNCIA
As coleções de referência, em bibliotecas universitárias, servem para
atender às necessidades urgentes de pesquisa dos usuários. Elas são adquiridas
e organizadas com o objetivo de dar pronta resposta ao consulente e não para
serem lidas do princípio ao fim. Trata-se de fontes de informação denominadas de
secundárias e terciárias que fornecem subsídios para pesquisas de um modo
geral, e em particular a pesquisas de cunho específico. Devido ao tipo de
documento e a especificidade de seu conteúdo tem custo altíssimo e sua
manutenção é muito dispendiosa.
Cada instituição estabelece critérios para formação deste acervo de
acordo com seus objetivos e com a política de desenvolvimento das Coleções.
Para Figueiredo (1997, 57), a formação da coleção de referência é uma tarefa
que requer grande esforço, cuidado, habilidade e conhecimento. Assim sendo, a
autora recomenda que seja realizada por um grupo ou uma comissão,
envolvendo bibliotecários e usuários que juntos dividirão as responsabilidades
por esta tarefa das mais intelectuais e de alto nível em um sistema de
informação.

�Na biblioteca em estudo não existem critérios definidos para formação da
referida coleção. Atualmente, é composta basicamente pelas seguintes obras:
Enciclopédias, Coleções especificas, Anuários, Guias, Catálogos e Dicionários.

3 REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 AVALIAÇÃO – ASPECTOS CONCEITUAIS

Alguns autores que tratam do tema conceituam-no da seguinte forma:
“A avaliação é um ramo da pesquisa – a aplicação do método científico
para determinar, por exemplo, a qualidade do desempenho de um programa”.
“A avaliação reúne dados necessários para determinar quais, dentre várias
estratégias alternativas, parecem ter mais probabilidade de obter um resultado
almejado”.
“A avaliação é considerada componente essencial na administração, seus
resultados podem ajudar o administrador a alocar recursos de forma mais
eficiente” (LANCASTER, 1996, p.01).
Para Oberhofer (1983, p.46), “A avaliação é uma ferramenta auxiliar, que
permite ao administrador verificar os efeitos de seus serviços e fazer os
ajustamentos necessários à implementação dos mesmos.”
Piletti (1984, citado por Lima 2000 p.67) afirma que:
A avaliação não é um fim, mas um meio. Ela é um meio que
permite verificar até que ponto os objetivos estão sendo
alcançados, identificando [as necessidades existentes] de
reformulação do trabalho com a adoção de procedimentos que
possibilitem sanar as deficiências identificadas.

Pelo exposto a avaliação é um meio pelo qual se verifica se um produto ou
serviço está alcançando seus objetivos – verifica-se as falhas existentes e
formulam-se novos procedimentos com vistas a resolver os problemas
detectados. Portanto avaliar uma coleção é examiná-la em vários aspectos,
detectar pontos positivos e negativos e a partir destes, planejar as mudanças
necessárias para o bom desempenho da mesma.

�Figueiredo (1997), apresenta vários conceitos e idéias sobre avaliação de
coleção, para autora todos parecem ter maior relevância para o desenvolvimento
de todos os tipos de bibliotecas:
•

Dar ênfase às metas e aos objetivos da biblioteca para fundamentar a
política de seleção ou aquisição, servindo como suporte para a avaliação
da biblioteca;

•

enfatizar qualidade e as necessidades dos usuários mais do que a
quantidade,

•

conscientizar-se de que nenhuma biblioteca é auto-suficiente, visto que
necessita da cooperação bibliotecária para prover coleções adequadas à
cada tipo de biblioteca visando atingir aos anseios e necessidades dos
usuários, onde quer que eles se encontrem;

•

necessidade da existência de profissionais bibliotecários competentes em
pontos estratégicos como seleção e serviços técnicos, a fim de assegurar o
desenvolvimento e o uso adequado da coleção da biblioteca.
Segundo a autora citada, a avaliação pode ser feita sob dois métodos:

como um esforço separado, no qual faz-se uma pausa para saber onde estamos;
neste caso os resultados têm pouca chance de acarretar mudanças na
administração; ou como processo contínuo, fazendo parte da rotina dos serviços
com a intenção de obterem-se resultados duradouros. Existem casos raros em
que o estudo separado pode ocasionar ações imediatas, por exemplo, quando um
novo diretor delimita as suas diretrizes, ou quando surge algum problema de outra
ordem e necessita de esclarecimentos.

4 METODOLOGIA

Utilizamos os métodos de observação direta da coleção adotando-se as
seguintes variáveis: Tamanho do acervo (quantidade e especificação por tipo),
data de publicação, forma de aquisição, idioma e uso.

�5 RESULTADOS

Especificação por tipo de documento
13
43

27

7
11

14

35
330

183
115

Enciclopédia
Guias
Estatísticas
Outros

Coleções
Catálogos
Biografias

Dicionário
Anuários
Vocab/Glossários

Fonte pesquisa in loco

Nestes aspectos, observou-se que o tamanho do acervo é considerado
pequeno com relação à demanda, visto que a biblioteca atende a uma clientela de
aproximadamente 3000 usuários e dispõem de apenas 778 Obras de Referência,
no entanto, de acordo com Figueiredo (1990, 57) é impossível avaliar a qualidade
de uma coleção por seu tamanho, às vezes uma pequena coleção pode ser eficaz
desde que adequada para atender às demandas. Porém, pelo tipo de documentos
da coleção em estudo pode-se avaliar o nível de conteúdo da mesma.
Comparando com os programas de curso ministrados na Instituição fica provado
que a referida coleção não está em consonância com a demanda.

Idioma das Obras de Referência
13%

1% 1% 2%

83%

Português

Fonte pesquisa in loco

Inglês

Francês

Espanhol

Outros

�Foram identificados os Idiomas: Português, Inglês, Francês, Espanhol
separadamente. Para os demais, utilizamos o item outros. A predominância do
idioma é para a Língua portuguesa, com um percentual de 84% do acervo; a
Língua inglesa ficou em segundo lugar com um índice de 13%; em terceiro lugar,
ficou o item outros com um percentual de 2%; Francês com 0,55% e, finalmente,
o Espanhol com os 0,45% restantes. Apesar da coleção apresentar-se pequena
em número de obras em todos os idiomas vale ressaltar o percentual de apenas
16% de sua totalidade em língua estrangeira, haja vista, a grande parte da
literatura em todas as áreas ainda encontra-se editada em outras línguas.

Forma de aquisição da coleção

18%

82%

Compra

Doação

Fonte pesquisa in loco

Os resultados mostram que 82% da coleção foi adquirida por compra o que
era de se esperar um índice maior, devido à especificidade de uma coleção desta
natureza; as obras de referencia tem custo elevado, sendo assim, é praticamente
impossível formar uma boa coleção por doação.

�Idade da coleηγo
5%

2%

13%

27%

28%
25%

1950 - 1959

1960 - 1960

1970 - 1979

1980 - 1989

1990 – 1999

2000 -

Fonte pesquisa in loco

Os resultados apresentados mostram que a maior parte das obras, 85%,
tem menos de trinta anos de publicadas, como trata-se de obras de
fundamentação teórica e a avaliação foi feita sobre sua totalidade é impossível
afirmar que esta obra está caduca e/ou que em alguns casos as informações
estejam desatualizadas; para identificar problemas desta natureza necessita de
uma avaliação criteriosa de seus conteúdos.
Uso da Coleção de Referência

107

137
109

274

228
214
Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Fonte pesquisa in loco

Quantificado o uso da coleção por um período de seis meses (janeiro a
junho 2004) observou-se pouco uso, de acordo com os resultados a média de
consultas foi de apenas 18% / mês. Isto mostra que há um estorvo no processo,

�porém, com este estudo não foi possível detectar os fatores causadores deste
malogro.

6 CONCLUSÃO

Os resultados apresentados demonstram que a coleção em estudo não
atende aos objetivos da biblioteca. Em tamanho verificou-se uma pequena
quantidade de obras, no tipo dos documentos pouco diversificados, com relação
ao conteúdo as obras só se presta à comunidade de Nível Médio. O uso
registrado, também, apresentou-se pequeno em relação à clientela em potencial
da biblioteca.
Considerando este estudo como um diagnóstico para tomada de decisões
com vistas à melhoria da coleção e, conseqüentemente, dos serviços oferecidos
pela biblioteca apresentam-se as seguintes propostas/sugestões.
• Estabelecer uma política de aquisição e desenvolvimento de coleções com

ênfase para os seguintes aspectos: atualização da coleção de acordo com
programas curriculares e de pesquisa desenvolvidos pelo CEFET/PB; dar atenção
especial para aquisição de bases de dados bibliográficas impressas e em formato
digital, catálogos de tese e dissertações, sumários de periódicos, repertórios,
índices entre outros que possibilitem o acesso á informações específicas
existentes no campo do conhecimento técnico cientifico.
• Criar programas de cooperação com outras bibliotecas afins;
• utilizar bases de dados portais e outros recursos disponíveis de forma

eletrônica;
• avaliar continuamente a coleção através do uso, observando necessidades

e interesses dos usuários.

REFERÊNCIAS

FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Avaliação da coleção de referência nas
bibliotecas. Brasília: Thesaurus, 1997, 238p.

�____________. Desenvolvimento e avaliação de coleções. 2.ed. revista e
atualizada. Brasília: Thesaurus, 1998, 237p.
______________. Metodologia para promoção do uso da informação:
técnicas aplicadas especialmente em bibliotecas universitárias e especializadas.
São Paulo: Nobel, 1990.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Tradução de Antônio
Agenor Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 1996, 320p.
LIMA, Lucrecia Camilo de. Avaliação da coleção de referência da Biblioteca
Nilo Peçanha do CEFET-PB. João Pessoa: 2000, 72p. Monografia (Graduação
em Biblioteconomia) Universidade Federal da Paraíba.
OBERHOFER, Cecília Alves. Conceitos e princípios para avaliação de sistemas
de informação. Ciência da Informação, Brasília, n.1, v.2, p.45-51, 1983.
SILBERGER, Kathryn Kemp. Obras de referência: subsídios para uma
avaliação criteriosa. Florianópolis: UFSC, 1990, 250p. (Série Didática)
SOUSA, Beatriz Alves de. Diagnóstico e proposta de automatização para
Biblioteca Nilo Peçanha – CEFET-PB. Revista Principia, João Pessoa, n.7,
ano 3, p.86-96, set./99,

∗

Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB Av. 1.º de Maio 720,
Jaguaribe, João Pessoa/PB - CEP 58015-430 e-mail: beatrizalvesjp@bol.com.br
Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB e-mail:
ivanisealmeidajp@bol.com.br
Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB e-mail:
josinobrega@yahoo.com.Br
Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – CEFET/PB e-mail:
luckamilo@yahoo.com.Br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57379">
                <text>Avalliação da coleção de referência da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET/PB. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57380">
                <text>Sousa, Beatriz Alves de; Almeida, Ivanise; Araújo, Josinete Nóbrega de; Lima, Lucrecia Camilo de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57381">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57382">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57383">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57385">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57386">
                <text>Avalia a Coleção de Referência da Biblioteca Nilo Peçanha - CEFET-PB, com objetivo de fazer um diagnóstico e obter subsídios para melhorar seu nível de desempenho. Como metodologia utilizou-se a abordagem quantitativa e qualitativa elaborada por Lancaster. Observou-se tamanho, tipo, idade, idioma, forma de aquisição e uso. A partir dos resultados, foi possível concluir que a mesma não atende à demanda de informação dos usuários, em particular, a clientela dos cursos tecnológicos. Para minimizar o problema, sugere-se a elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções; um estudo com a comunidade usuária a fim de identificar as áreas de interesses; atualização do acervo de acordo com programas curriculares e linhas de pesquisas desenvolvidas pela instituição. Por fim, que seja mantida a prática de avaliação contínua e permanente de uso da referida coleção.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68781">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5281" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4348">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5281/SNBU2004_220.pdf</src>
        <authentication>b3db460182ca97e485b0b75ff6079b95</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57432">
                    <text>CONSERVAÇÃO PREVENTIVA: A INTERFACE ENTRE PATRIMÔNIO
ESCRITO E USUÁRIO

Dulce Fernandes Barata∗

RESUMO
A Conservação Preventiva é uma área importante e necessária à todas as
bibliotecas públicas ou privadas do país, porque visa controlar a deterioração
causada pelo meio ambiente, incluindo o homem, como uns dos principais agentes
externos dos danos físicos e estruturais presentes ao patrimônio escrito. O principal
objetivo deste trabalho é o de relatar as experiências que o Atelier de Conservação
Preventiva e de Restauração desenvolve na Biblioteca do IMECC (Instituto de
Matemática, Estatística e Computação Científica)-UNICAMP, tais como: atender a
demanda interna do acervo geral e Coleção Mário Schenberg com sinais evidentes
de deterioração, aplicar procedimentos técnicos-científicos-artísticos adequados às
técnicas preventivas e curativas e sobretudo, disponibilizar este conhecimento à
comunidade universitária, através de palestras, cursos, oficinas e estágios,
sensibilizando e conscientizando desta maneira sobre a importância deste trabalho.
É possível desenvolver estes objetivos simultaneamente para que o patrimônio
escrito seja mais respeitado e valorizado no âmbito da biblioteca, que preza não só
seu patrimônio, mas possibilita a visibilidade e a dimensão do significado que um
trabalho como este deve ter.
PALAVRAS-CHAVES:
Usuários.

Patrimônio.

Deterioração.

Conservação.

Bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO

O Patrimônio Escrito, legado científico-tecnológico-cultural, tão importante nas
bibliotecas do mundo todo, representa um desafio e uma responsabilidade para os
profissionais, pesquisadores e usuários, particularmente em relação à questão da
Conservação Preventiva. Mais recentemente tem sido denunciado pela mídia o
descaso, roubo e atos de vandalismo, a nível nacional, sobre a nossa memória
escrita, sem a qual não será possível resgatar a identidade histórica do povo
brasileiro.

�A busca por novas informações, novos conhecimentos e novas perspectivas
de trabalho no mercado globalizado tem despertado o interesse por parte dos
profissionais da área de Conservação Preventiva para estabelecer uma interface
entre o patrimônio escrito e o usuário, no espaço de uma das bibliotecas da
UNICAMP. Se por um lado há uma quantidade considerável de documentos
deteriorados, por outro, isto serve para divulgar os métodos e técnicas preventivas e
curativas, assim como sensibilizar, conscientizar e educar os usuários para melhorar
a conservação do patrimônio público da instituição.

FOTO 1: Livros deteriorados

Como acontece na grande maioria das bibliotecas, que abriga acervos
impressos, adquiridos com verbas públicas, a comunidade universitária precisaria
tomar consciência sobre os sérios riscos que comprometem o ensino, a pesquisa e a
extensão se não forem tomadas medidas preventivas e urgentes, quanto ao estado
contínuo de deterioração do patrimônio escrito pertencente à coletividade. Assim,
nada melhor do que defender essa causa em benefício da materialidade frágil deste
patrimônio, nem sempre respeitado e manuseado de forma adequada.

�2 JUSTIFICATIVAS

O investimento incalculável já acumulado ao longo dos anos pelas bibliotecas
para enriquecer seus acervos por si só justificaria destinar mais verbas para
capacitar e qualificar seus profissionais, desenvolver projetos de pesquisa
interdisciplinar na área de Conservação Preventiva, implantar “ateliers” bem
equipados, para que todo o patrimônio escrito possa ser tratado devidamente com
qualidade, diante da quantidade enorme de materiais deteriorados.

3 EXPERIÊNCIAS PRELIMINARES DE CONSERVAÇÃO PREVENTIVA DA
BIMECC

A Biblioteca do IMECC tomou a iniciativa em 2001 de introduzir a área de
Conservação Preventiva em seu espaço de trabalho por entender a importância e a
necessidade de ter em seus quadros uma profissional especializada para começar a
tratar dos acervos pertencentes à Coleção Mário Schenberg e acervo geral, cujos
livros e periódicos, apresentam sinais evidentes de pequenos ou grandes danos.
Medidas assertivas foram inicialmente incentivadas como o Programa: “Educar para
Conservar, Conservar para não Deteriorar” voltado à educação das pessoas
envolvidas com os acervos, a confecção de um folder educativo sobre os 10
Mandamentos da Conservação e a organização de um curso básico de treinamento
interno e gratuito para sensibilizar e conscientizar os bibliotecários. Devido ao
sucesso da divulgação outros profissionais da comunidade universitária e da cidade
de Campinas se interessaram em participar do curso com duração de 36h
distribuídas em duas turmas, totalizando 43 alunos. Parte do curso foi teórica e parte
prática, abordando as principais técnicas de Conservação Preventiva do Patrimônio
Escrito, com direito a apostila e certificado.
Palestras sobre Conservação passaram a ser proferidas aos calouros do
IMECC.

�FOTO 2: Curso de treinamento

4 A CONSERVAÇÃO PREVENTIVA: INTERFACE ENTRE O PATRIMÔNIO
ESCRITO E USUÁRIO

Depois das experiências positivas de 2001 e do primeiro semestre de 2002 foi
criado o espaço do Atelier de Conservação para legitimar o trabalho e continuar com
as atividades didáticas, tais como o Estágio Profissionalizante de 240h para duas
turmas de 05 profissionais, com ou sem experiência, para praticarem métodos e
técnicas específicas em acervos, cujos livros ou periódicos deteriorados, não tinham
sido tratados anteriormente. Ao longo dos quatro meses, os alunos puderam
aprender os procedimentos de tratamentos preventivos e curativos básicos para o
desenvolvimento das habilidades e familiaridade com os materiais e instrumentos
específicos. Completado o estágio, o número de livros tratados durante as atividades
foi surpreendente: 50 volumes, que antes estavam deteriorados, ficaram em
melhores condições de conservação do ponto de vista de sua estrutura física, de
guarda e manuseio.

�FOTO 3: Estágio profissionalizante

A partir da constatação de que a Conservação Preventiva era uma realidade
inovadora e estimuladora no espaço da BIMECC, outras iniciativas foram tomadas
tais como as propostas de cursos de Extensão universitária e novas atividades do
Atelier: Aula Aberta para a comunidade do IMECC (Instituto de Matemática,
Estatística e Computação Científica), com exposição de fotos dos livros antes do
tratamento e dos livros tratados pelas estagiárias, além de outros livros deteriorados,
com o objetivo de sensibilizar e conscientizar os usuários sobre a necessidade de se
educarem para a transformação da triste realidade em resultados mais positivos.
A cada evento envolvendo a comunidade e o público em geral promovido na
universidade a BIMECC marcava presença através de oficinas de Conservação.
Durante a UPA (Universidade de Portas Abertas) realizada no Ginásio Interdisciplinar
da Unicamp, atraindo a atenção de estudantes de várias partes do Brasil, na Semana
da Calourada 2004 e na comemoração do Dia do Bibliotecário nas dependências da
Biblioteca Central.
Depois do interesse despertado pelos alunos da universidade, nas diversas
áreas do conhecimento, foi oferecido no Atelier da BIMECC uma oficina gratuita de

�4h para 10 alunos da UNICAMP, distribuídos em duas turmas durante o horário do
almoço das 12 as 14h no intervalo das atividades curriculares.
A idéia de trabalhar no Atelier com a Conservação Preventiva, a nível interno e
externo permitiu desenvolver um importante passo a nível educativo, não só com os
usuários, mas também com os alunos bolsistas do SAE (Serviço de Apoio ao
Estudante) da UNICAMP e estagiárias do curso de Ciência da Informação com
habilitação em Biblioteconomia da PUC de Campinas, onde cumprem uma jornada
de 20h semanais, que servirão de aprendizagem profissional para abrir novos
mercados de trabalho para quando formados.

5 METODOLOGIA DO ATELIER DE CONSERVAÇÃO PREVENTIVA DA BIMECC

Parte do Patrimônio Escrito é constituída da Coleção Mário Schenberg com
1.604 livros e periódicos, em sua maioria do séc. XX com diversos danos como:
papel ácido, ataque biológico (fungos e insetos), rasgos, dobras, perdas no suporte
do papel e da encadernação (lombadas soltas, perdidas, ruptura das costuras etc...)
e o acervo geral com problemas de encadernação industrial, colas plásticas, uso de
xerox e falta de cuidado com o manuseio mais adequado.

FOTO 4: Diagnóstico

�Neste sentido a preocupação primordial é com os livros mais deteriorados da
Coleção Mário Schenberg e do acervo geral para que sejam disponibilizados em
melhores condições de uso. O trabalho começa com o diagnóstico e fichamento
técnico sobre as condições físico-químico dos materiais deteriorados, seguida de
uma higienização mecânica a seco para a remoção da sujidade (poeira) com trinchas
macias e bisturi para a remoção a seco de excrementos de insetos, descolagem a
seco ou úmida das etiquetas, fichas e protelivros, remoção a seco ou úmida de
grampos e clips oxidados, vestígios secos, resíduos de colas e de papel das
etiquetas, reconstituição estética com papéis artesanais e colas neutras onde houver
perdas do suporte do papel e da informação (se não foi perdida), rasgos, dobras,
perfurações, perdas causadas por insetos, e reconstituição de lombadas, onde
houver perdas, rasgos etc... com papéis adequados, laminação de tecido e papel ou
de frankonia (material importado), reforço das costuras desfeitas, reintegração do
corpo do livro à encadernação, molde sob medida em papel ajustado ao livro,
acondicionamento (invólucro) em poliéster Crystal e ficha de usuário, para informá-lo
sobre os procedimentos técnicos, materiais empregados e o tempo utilizado para
trabalhar o livro ou periódico.

FOTO 5: Higienização

�FOTO 6: Livro antes do tratamento

FOTO 7: Livro depois do tratamento

6 CONCLUSÃO

O resultado do trabalho de Conservação Preventiva na BIMECC tem sido
positivo e poderá servir de exemplo a outras bibliotecas universitárias, tanto em
relação ao produto final obtido pós tratamento, como a iniciativa de aplicar o
conhecimento da Conservação Preventiva para resgatar a confiança, o respeito e o

�cuidado dos usuários com o patrimônio escrito, pois a qualidade do trabalho aparece
no momento em que recebem os livros em bom estado de conservação e
acondicionados em poliéster, ao invés de livros com capas e lombadas soltas,
páginas rasgadas ou com perdas do suporte do papel.

Modelo de ficha da BIMECC

Prezado(a) Usuário(a),

Para a sua compreensão, informamos que este livro esteve sob
os

cuidados

Restauração

do
da

Atelier
BIMECC

de

Conservação

para

receber

Preventiva
os

e

seguintes

procedimentos:
-diagnóstico, higienização dos pontos secos e escuros na capa,
proposta de tratamento, descolagem úmida das fitas adesivas à
capa e à lombada, protelivro e etiqueta, remoção a seco do
resíduo do papel e da plastificação solta da capa, remoção
úmida do resíduo da cola plástica, sobre a capa e lombada
interna, reconstituição estética nos rasgos, dobras e perdas do
suporte do papel na capa (rxv), lombada interna e 1ª p.,
utilizando papel japonês creme e branco em camadas com
tylose e papel Vergé com cola mista, colagem à 3mm da última
página, reconstituição da lombada com laminação de papel
Vergé e talagarça para consolidar as costuras, sobre a
laminação uma lombada de papel Canson e em papel Vergé
sobre a lombada interna do livro, reintegração do corpo do livro à
capa, acondicionamento em poliéster Melinex de 75 microns.
Tempo gasto: 6h 25’
Recomendamos mais cuidado com nossos livros.
BIBLIOTECA DO IMECC

�REFERÊNCIAS

GREENFIELD, Jane. Como Cuidar, Encadernar e Reparar Livros. Portugal:
Edições Cetop, I, 1988.
MENDES, Marylka et all. Conservação: Conceitos e Práticas. Rio de Janeiro:
Editora UFRJ, 2001.
SPINELLI, Jayme. Introdução à Conservação de Acervos Bibliográficos:
Experiência da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional,
Ministério da Cultura, 1995.
PERSUY, ANNIE. A Encadernação. Lisboa: Editorial Presença, 1980
______________ Manual de Preservação de Documentos. Rio de Janeiro:
Ministério da Justiça, Arquivo Nacional, 1991.

∗

Especialista em Conservação e Restauração de Documentos Gráficos na Biblioteca do
dulce@ime.unicamp.br
IMECC/UNICAMP
Universidade
Estadual
de
Campinas
IMECC/BIBLIOTECA. Caixa Postal 6065. Cep 13084-970 Campinas/São Paulo/Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57406">
                <text>Conservação preventiva: a interface entre patrimônio escrito e usuário. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57407">
                <text>Barata, Dulce Fernandes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57408">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57409">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57410">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57412">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57413">
                <text>A Conservação Preventiva é uma área importante e necessária à todas as bibliotecas públicas ou privadas do país, porque visa controlar a deterioração causada pelo meio ambiente, incluindo o homem, como uns dos principais agentes externos dos danos físicos e estruturais presentes ao patrimônio escrito. O principal objetivo deste trabalho é o de relatar as experiências que o Atelier de Conservação Preventiva e de Restauração desenvolve na Biblioteca do IMECC (Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica)-UNICAMP, tais como: atender a demanda interna do acervo geral e Coleção Mário Schenberg com sinais evidentes de deterioração, aplicar procedimentos técnicos-científicos-artísticos adequados às técnicas preventivas e curativas e sobretudo, disponibilizar este conhecimento à comunidade universitária, através de palestras, cursos, oficinas e estágios, sensibilizando e conscientizando desta maneira sobre a importância deste trabalho. É possível desenvolver estes objetivos simultaneamente para que o patrimônio escrito seja mais respeitado e valorizado no âmbito da biblioteca, que preza não só seu patrimônio, mas possibilita a visibilidade e a dimensão do significado que um trabalho como este deve ter.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68784">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5285" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4351">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5285/SNBU2004_221.pdf</src>
        <authentication>632e4a44204a7908e0a2b2e981db32c2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57469">
                    <text>CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DE ACERVOS: SÚPLICA DO LIVRO

Érica Simony Fernandes de Melo∗
Tércia Maria de Souza Moura Marques∗∗

RESUMO
Apresenta o resultado de uma campanha educativa desenvolvida pela Biblioteca
do Complexo Educacional CELM/Faculdade União Americana envolvendo toda a
clientela, com o objetivo de despertar nos usuários o zelo, o respeito e o processo
de (re) educação dos mesmos no manuseio de acervos. A referida campanha
surgiu após uma pesquisa desenvolvida pela equipe da biblioteca que, através do
método de observação constatou que, o acadêmico não sabe utilizar os recursos
informacionais disponíveis na biblioteca da instituição, e que a lacuna encontra-se
na educação de base, uma vez que a biblioteca escolar não tem exercido o seu
papel enquanto espaço de formação e de educação para a informação. A
metodologia empregada constou de exposição de livros e periódicos com as
agressões sofridas pelos usuários e palestras, conduzindo-os a produção de
textos livres. Dentre as produções recebidas destacou-se a poesia Súplica do
Livro de um aluno da 5ª série do Ensino Fundamental. Conclui que, o perfil de
uma clientela retrata o compromisso que o bibliotecário tem com a biblioteca em
que atua.

PALAVRAS-CHAVE: Gestão de Biblioteca. Formação de usuário. Conservação –
manuseio de acervo.

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca é o lugar por excelência para se testar os livros, onde o leitor
pode experimentá-los, isto é, pode escolher de forma ampla e gratuita o seu estilo
de leitura, além de proporcionar um contato direto com o material consultado,
reforçando assim a primeira lei de Rhanganatan que diz que os livros são para
serem usados. Mas torna-se necessário que esta utilização seja de forma racional,

�mantendo-se uma relação de respeito ao material, sendo este, patrimônio físico e
cultural de uma determinada instituição, sociedade ou nação.
A destruição de materiais informacionais vem se alastrando durante toda a
nossa história, onde as lutas pelo poder, intolerâncias e guerras religiosas
destruíram para sempre parte do conhecimento humano. Nos dias atuais estes
fatos ainda vêm acontecendo, seja de maneira catastrófica, como a queima de
livros no Afeganistão pelos talibãs em 1999, ou de maneira lenta e corriqueira
como o mau uso dos acervos informacionais de nossas bibliotecas. Diante destes
fatos, faz-se necessária uma postura pró-ativa por parte dos profissionais da
informação quanto à preservação e utilização de acervos informacionais, sendo
estes de natureza pública ou privada.
Ao bibliotecário compete, dentre outras várias funções, saber guiar o leitor
quanto às diferentes etapas do processo de leitura, desde a escolha do material,
sugerindo-lhe um bom livro, até o seu manuseio correto, fator chave para a
conservação

dos

acervos

informacionais

das

bibliotecas

e

centros

de

documentação. Deste modo, este relato tem por objetivo apresentar o resultado da
campanha educativa intitulada “Súplica do livro”, desenvolvida pela biblioteca do
Complexo educacional Centro Educacional Libânia Medeiros/Faculdade União
Americana, localizado no bairro de Nova Parnamirim, na cidade de Parnamirim,
Estado do Rio Grande do Norte, com o intuito de despertar em seus usuários o
zelo e o respeito pelo material informacional da biblioteca.

2 A BIBLIOTECA DO COMPLEXO EDUCACIONAL CELM/FACULDADE UNIÃO
AMERICANA

O Centro Educacional Libânia Medeiros – CELM, é uma instituição
tradicional de ensino, no município de Natal, funcionando à mais de 30 anos.
Inicialmente com o nome de Educandário Jesus Menino, dirigida pela matriarca
Libânia Medeiros. Há cinco anos, comprovando o seu crescimento inaugura uma

�segunda unidade no município de Parnamirim, especificamente em Nova
Parnamirim, sendo essa dirigida pelos herdeiros da educadora Libânia Medeiros
que continuam seu trabalho, com os mesmos objetivos, oferecendo ensino de
qualidade sem esquecer valores caros como a importância da Família e da
Religião, por exemplo.
Essa qualidade é demonstrada através do seu crescimento, enquanto
instituição de ensino, haja vista a dois anos ter recebido autorização do Ministério
da Educação e Cultura para abrir uma escola de Ensino Superior, a Faculdade
União Americana.
A Biblioteca do hoje Complexo Educacional CELM/Faculdade União
Americana, objeto deste estudo, no início, por não ter um profissional habilitado
em sua direção, ainda aceitava práticas que não coadunam com os objetivos
primeiros de uma biblioteca que é o incentivo a leitura e a pesquisa, de forma
prazerosa. A biblioteca funcionava muitas vezes como o ambiente destinado ao
castigo para aqueles alunos de mau comportamento, ou que chegavam atrasados
ao colégio.
O ato educativo deve estimular o uso da biblioteca, tornando esse um ato
prazeroso, entretanto, no CELM, os alunos eram encaminhados a biblioteca como
forma de castigo, pela falta de disciplina em sala, ou fora dela.
Essa prática tornava impossível estabelecer e se fazer cumprir normas de
comportamento que possibilitassem esse ato prazeroso, a biblioteca, portanto, era
um “ambiente sem lei”, o espaço para extravasar angústias, das mais variadas
maneiras, e principalmente danosa ao ambiente e ao material nela guardado, os
livros, as informações, as histórias e as viagens que esses podem proporcionar,
caracterizando um total desrespeito ao patrimônio coletivo, assim recortavam,
rasgavam as obras, pelo simples fato de destruir.
Após um período de observação, constatou-se que os alunos da
graduação, também, não sabem utilizar os recursos informacionais disponíveis na
biblioteca da instituição com o cuidado e respeito que os mesmos merecem,

�levando a equipe a concluir de que a lacuna encontra-se na educação de base,
pois a biblioteca escolar, em muitas instituições de ensino, não tem exercido o seu
papel de mediadora da leitura, formando e educando o leitor para a informação.
Isto acontece devido à falta de um profissional qualificado na biblioteca, um
bibliotecário, que possa traçar objetivos e que trabalhe buscando atingi-los de
forma técnica e competente. Segundo Douglas (1971), a biblioteca escolar, além
da função de provedora do hábito da leitura, tem outras tarefas primordiais, sendo
uma delas o desenvolvimento no usuário do senso de responsabilidade com o
material bibliográfico, habituando-o a participar de um bem coletivo, a respeitar os
direitos alheios e aplicar princípios democráticos.

3 CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO CONHECIMENTO
A milhares de anos o conhecimento humano vem sendo registrado em
diversos suportes informacionais, como o papiro, o pergaminho, mais adiante o
papel e atualmente em materiais de alta tecnologia como cd-rom e internet, rede
mundial de computadores. Mas à proporção que este conhecimento vem sendo
gerado e registrado ele também vem sendo destruído, tendo está prática se
transformado em um hábito milenar. A luta pelo poder e as guerras durante toda a
história tem destruído para sempre acervos informacionais de grandiosa
contribuição para a edificação da existência humana. Como exemplo mítico destas
destruições o trágico incêndio ocorrido na Biblioteca de Alexandria, durante a
invasão romana no ano de 48 a.C., a qual abrigava os principais textos da
Antigüidade humana, como as primeiras versões de Ilíada e Odisséia, de Homero,
compiladas por Zenódoto de Bizâncio, o primeiro dos bibliotecários Alexandrinos.
Porém, esta deterioração não é apenas privilégio da Antigüidade, estando
presente também nos tempos modernos, seja em grandes proporções, através
das guerras religiosas, onde milhares de livros são queimados e extraviados pela
busca incessante do poder sobre o inimigo, ou de maneira lenta e corriqueira,
como a má utilização e conservação dos acervos informacionais.

�O mau uso e a falta de conservação das coleções é um fato que vem
preocupando os profissionais da informação que, além de serem os propulsores
da disseminação do conhecimento humano, devem se preocupar também com a
preservação deste conhecimento. Segundo Silva Filho (1993) a rápida
deterioração dos materiais informacionais impressos, faz com que a sua
sobrevivência seja ameaçada. Isto ocorre devido a alguns fatores como condições
não favoráveis de armazenamento, rotinas de processamento e desgaste causado
pelo uso. O tipo de suporte informacional também contribui para com a
deterioração dos materiais, pois, observa-se que quase todo o papel disponível é
muito ácido devido às suas características físico-químicas. O papel é um dos
suportes informacionais mais utilizados, porém, atualmente, com o surgimento de
novas tecnologias, os suportes vêm adquirindo formas cada vez mais sofisticadas,
como fitas magnéticas, discos ópticos, dentre outros, mas todos com vida útil
muito curtas, agravando ainda mais a capacidade das bibliotecas de garantir a
sobrevivência e a disponibilidade desses materiais.
Para a conservação dos acervos informacionais é exigido, do bibliotecário e
da sua equipe de trabalho, práticas de proteção contra agentes externos e
ambientais que possam garantir o aumento da vida útil destes materiais. Estão
incluídos nestas práticas o monitoramento das condições ambientais, da
higienização,

planejamento

de

desastres

(incêndios,

alagamentos,

etc.),

procedimentos de manutenção e utilização do acervo, sendo esta última objeto
deste relato.
O controle quanto aos agentes deterioradores como a umidade, a
temperatura, dentre outros, pode ser realizado com a ajuda de aparelhos
específicos para o caso, como desumidificadores e aparelhos de ar-condicionado.
Para a ação de agentes biodeterioradores, o monitoramento freqüente como a
limpeza constante dos ambientes e controle de pragas, é tomado como uma das
medidas eficazes. No entanto, a conservação dos acervos informacionais, levando
em consideração a utilização deste de maneira correta e zelosa, é tarefa árdua

�para o profissional bibliotecário, uma vez que envolve o elemento humano,
exigindo desta tarefa um planejamento eficaz por parte do profissional.

4 O PLANEJAMENTO PARA A PRESERVAÇÃO
Atualmente o conhecimento vem se multiplicando de maneira que se torna
cada vez mais difícil acompanha-lo. O ambiente ao nosso redor está em constante
transformação, exigindo por parte das organizações uma ligeira e racional
adaptação a estas mudanças, uma vez que quem não consegue acompanha-las
tende a estagnar-se e não se desenvolver. Assim, torna-se necessário que as
organizações utilizem uma ferramenta administrativa capaz de sanar este
problema: o planejamento.
O planejamento é um dos processos mais utilizados, não só na biblioteca
como em todas as organizações.
O processo de planejar determina a direção a seguir, mensurando
os recursos disponíveis e os necessários, implicando na
compreensão da dinâmica das mudanças oriundas do mercado,
bem como da sensibilidade para identificação e canalização destas
mudanças de forma positiva para a unidade de informação.
(GERENCIAMENTO..., p.18).

Deste modo, o planejamento se antecipa às mudanças, tornando-as aliadas
da organização. Através dele uma ação é realizada no presente, de forma racional
e embasada numa situação atual da unidade de informação, levando em
consideração o futuro.
As bibliotecas e centros de informação são organizações que tem objetivos
a serem alcançados, tendo que se adaptar constantemente ao ambiente em que
estão inseridos, exigindo de seus dirigentes uma postura pró-ativa de ação, ou
seja, o hábito da utilização de um planejamento. Ao bibliotecário cabe antecipar-se
às mudanças por meio de análises, tendo claro quais os objetivos da instituição e
quais os caminhos a seguir para que estes objetivos sejam atingidos,
característica base do planejamento.

�O planejamento dentro de unidades de informação deve ser empregado
corriqueiramente, em todas os seus processos, desde a parte administrativa da
unidade até as questões que envolvem o usuário, como a utilização do material
informacional. Portanto, o acesso às coleções deve ser planejado pelo
bibliotecário, levando em consideração o que este usuário irá consultar e como irá
utilizar o material. Para tanto este deverá utilizar-se de um “planejamento da
preservação”.
Para assegurar uma longa vida útil para o acervo como um todo, o
método mais eficiente em relação aos custos e aumentar sua
longevidade são prevenir, da melhor forma possível, a sua
deterioração. Assim, o planejamento da preservação, não deve ser
visto como um elemento novo, mas como um componente das
operações e responsabilidades da instituição. (SILVA FILHO,
2004).

5 A EXPOSIÇÃO SÚPLICA DO LIVRO
A campanha educativa desenvolvida, através de planejamento prévio pela
biblioteca do complexo educacional CELM/Faculdade União Americana, surgiu
embasada no diagnóstico desenvolvido pela equipe de bibliotecárias, que
constatou a má utilização dos recursos informacionais da biblioteca pelos seus
usuários, clientela que envolve alunos desde o ensino infantil até a comunidade
acadêmica.
Intitulada de SÚPLICA DO LIVRO, a campanha educativa trata-se de uma
exposição com o material informacional danificado na própria biblioteca da
instituição, como livros e periódicos rasgados, molhados, recortado, riscado,
danificado por insetos e colados com chicletes.
O trabalho iniciou com a realização de uma seleção e separação no acervo
de livros e periódicos que sofreram agressões dos usuários. Através de um estudo
da nossa clientela, elaborou-se frases educativas que alertassem quanto à
preservação do material bibliográfico todas as camadas de usuários, da educação
infantil a graduação. Em cada material foram anexadas mensagens, dentro de
balões que representavam a própria fala do material, que traduzia o estado físico

�dos mesmos e o porquê deste estado, mostrando que o livro chega à biblioteca
em bom estado e ao passar do tempo, por conta do mau uso destes pelos
usuários, o material se deteriora.
O tema escolhido para a exposição, Súplica do livro, é título de uma
mensagem, de autor desconhecido, que retrata conselhos de como utilizar bem os
livros para a sua preservação. Além da exposição, esta mensagem foi anexada
em todas as mesas de leitura da biblioteca.
A metodologia utilização para a comunidade acadêmica foi a visita livre à
exposição. Para a comunidade da educação infantil ao ensino médio foram
realizadas visitas programadas com palestras sobre a preservação do material da
biblioteca e distribuição da mensagem da Súplica. Para os usuários do ensino
fundamental e médio, a metodologia empregada foi conduzir-lhes à produção de
um texto, de acordo com a sua faixa escolar: os usuários da 5ª série do ensino
fundamental elaboraram uma re-leitura da Súplica do Livro; aos usuários da 6ª
série foi dado a tarefa de se passarem por bibliotecários e elaborarem normas de
conduta e preservação do acervo; os usuários da 7ª série elaboraram um relatório
sobre a biblioteca, com o seu objetivo, suas normas e serviços prestados; os
alunos da 8ª série e ensino médio escreveram uma redação com o tema “A leitura
na sociedade atual e a conservação de materiais bibliográficos”.
Dentre as produções recebidas dos usuários destacou-se a releitura da
Súplica do Livro, feita por um aluno da 5ª série do Ensino Fundamental, que
relatou as bem as aventuranças de um leitor que tem respeito aos materiais
inforamcionais.
Essa exposição teve a duração de dois meses e já pode ser considerada
sucesso, pois foram feitas visitas agendadas de todas as turmas, da educação
infantil a graduação e hoje, já vemos os próprios alunos, especialmente os
pequenos do Ensino Fundamental I encaminhando pais e colegas para o local da
exposição, tendo a preocupação de explica-la, como também nos auxiliando

�quando por ventura algum aluno comete algum ato de infração, como por exemplo
entrar na biblioteca com doces.

6 CONCLUSÃO
Desta forma, conclui-se que, o perfil de uma clientela retrata o compromisso
que o bibliotecário tem com a biblioteca em que atua, ou seja, quanto mais
comprometido com a instituição e com seus usuários, maior será o retorno por
parte destes. O bom usuário, aquele que sabe utilizar os recursos de uma
biblioteca de forma proveitosa e respeitosa, é moldado pelo profissional que atua
na biblioteca.
Assim, muda o perfil do bibliotecário, que não pode mais ser apenas aquele
técnico, o famoso “bibliotecário 7,5 x 12,5”. É preciso não esquecer as técnicas
próprias da profissão, mas o fazer bibliotecário é muito mais que isso. É ação e
comunicação. Para que isto ocorra é preciso que se enraíze a prática de
planejamentos constantes em unidades de informação. Esta nova perspectiva visa
a transformação do trabalho morto em um ato vivo. O papel de um bibliotecário de
uma biblioteca escolar e universitária é de, além de disseminar a informação de
forma precisa, ser um educador, auxiliando seus usuários quanto à pesquisa e
construindo junto com estes um futuro promissor.
O bibliotecário além de um disseminador é um protetor do patrimônio
cultural de sua instituição, e deverá promover em seus usuários a cultura do
respeito e a necessidade da conservação do patrimônio que afinal pertence a toda
a comunidade.
A exposição voltará sempre, a cada início de semestre letivo, pois entendese que esse é um trabalho contínuo, e que nos dá a certeza que estamos
efetuando o nosso papel enquanto educadores e de formadores de cidadãos
conscientes e críticos e que sabem principalmente valorizar o patrimônio cultura
do homem.

�REFERÊNCIAS
CAMPOS JÚNIOR, Dioclécio. Importância da leitura. Correio do livro da UnB,
Brasília, v.4, n.8, p.64, jan./mar. 2004.
DOUGLAS, Mary Peacock. A biblioteca da escola primária e suas funções. Rio
de Janeiro: INL, 1971.
EICHENBERG, Fernando. Livros em perigo. Aventuras na História, São Paulo,
n.10, p.8 – 9, jun. 2004.
GERENCIAMENTO, Planejamento. [S.l.: s.n., 19--].
SANDRONI, Laura C.; MACHADO, Luiz Raul (orgs). A criança e o livro: guia
prático de estímulo à leitura. 3.ed. São Paulo: Ática, 1991.
SILVA FILHO, José Tavares da. Conservação preventiva de acervos bibliográficos.
Disponível em: &lt;http://www.google.com.br/conservação/bibfccforum.ufrj.br&gt; Acesso em:
30 jun. 2004.

∗

Bibliotecária do Complexo educacional CELM/Faculdade União Americana E-mail:
ericasimony@bol.com.br;
∗∗
Coordenadora da Biblioteca do Complexo educacional CELM/Faculdade União Americana. Aluna
do Curso de Especialização em Gestão de Pessoas da Universidade Federal do Rio G. do Norte.
E-mail: terciamarques@digizap.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57442">
                <text>Conservação e preservação de acervos: súplica do livro. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57443">
                <text>Melo, Érica Simony Fernandes de; Marques, Tércia Maria de Souza Moura </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57444">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57445">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57446">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57448">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57449">
                <text>Apresenta o resultado de uma campanha educativa desenvolvida pela Biblioteca do Complexo Educacional CELM/Faculdade União Americana envolvendo toda a clientela, com o objetivo de despertar nos usuários o zelo, o respeito e o processo de (re) educação dos mesmos no manuseio de acervos. A referida campanha surgiu após uma pesquisa desenvolvida pela equipe da biblioteca que, através do método de observação constatou que, o acadêmico não sabe utilizar os recursos informacionais disponíveis na biblioteca da instituição, e que a lacuna encontra-se na educação de base, uma vez que a biblioteca escolar não tem exercido o seu papel enquanto espaço de formação e de educação para a informação. A metodologia empregada constou de exposição de livros e periódicos com as agressões sofridas pelos usuários e palestras, conduzindo-os a produção de textos livres. Dentre as produções recebidas destacou-se a poesia Súplica do Livro de um aluno da 5a série do Ensino Fundamental. Conclui que, o perfil de uma clientela retrata o compromisso que o bibliotecário tem com a biblioteca em que atua.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68788">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5289" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4356">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5289/SNBU2004_222.pdf</src>
        <authentication>3b141c1aa7c90c8b62ea4f330e1ecc32</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57513">
                    <text>ESTABELECIMENTO DE UMA METODOLOGIA DE CONTROLE PARA
RECEBIMENTO DE PUBLICAÇÕES SERIADAS:
A EXPERIÊNCIA DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Maria de Lourdes Fernandes Villas Boas∗
Sonia Regina Casselhas Vosgrau∗∗
Cileia Freitas Marangoni de Oliveira∗∗∗

RESUMO
O Sistema de Bibliotecas da Unicamp assina atualmente cerca de 5000 títulos de
periódicos internacionais impressos. Estas assinaturas são feitas através de
agentes e envolvem um alto percentual do orçamento da universidade. Um
controle eficaz de seu recebimento não é uma tarefa simples mas é essencial
para a completeza da coleção, pois o processamento rápido das cobranças aos
fascículos ou títulos faltantes asseguram seu envio, evitando prejudicar a
comunidade acadêmica no suporte aos programas de ensino, pesquisa e
extensão desenvolvidos pela universidade. Além disso tal controle assegura a
racionalização na utilização dos elevados recursos financeiros empregados na
aquisição destas publicações. Baseado na experiência adquirida com o
gerenciamento e administração das assinaturas de periódicos da Área de
Publicações Seriadas do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, o presente tem
como objetivo apresentar uma metodologia de trabalho e visa fornecer subsídios
e elementos para um sistema de controle das falhas das assinaturas de forma a
minimizar a inadimplência dos fornecedores e dar transparência nos
procedimentos adotados, normalizando e formalizando os processos, fluxos e
atividades envolvidas, tanto para os fornecedores quanto para os usuários e
gestores do SBU e da universidade.
PALAVRAS-CHAVE: Periódicos – estudos de casos. Aquisição publicações
seriadas. Sistemas de controle de publicações seriadas. Bibliotecas universitárias
– desenvolvimento da coleção. Universidade Estadual de Campinas.

1 INTRODUÇÃO
A importância do periódico na pesquisa e no desenvolvimento da ciência e
tecnologia é conceito unânime entre bibliotecários e comunidade científica. Este
tipo de publicação é considerado um dos principais meios de divulgação dos

�avanços que a ciência e tecnologia proporcionam para a sociedade bem como
para a

memória e avaliação da produção científica dos pesquisadores e das

instituições.
A dificuldade enfrentada pelas grandes bibliotecas universitárias em manter
uma boa coleção de periódicos científicos vem se agravando desde a década de
80 devido, principalmente, ao aumento exagerado nos preços das assinaturas.
(MUELLER, 1994) Este aumento deve-se ao fato de que cada fascículo de
periódico traz consigo várias e importantes informações sobre a pesquisa
científica. Isto traz ao bibliotecário responsável pela aquisição uma grande
responsabilidade, exigindo uma rotina muita bem definida e criteriosa. Sendo
assim, é de fundamental importância o controle do recebimento de todos os
fascículos publicados e pagos de determinada revista. Um número não recebido
pode provocar a parada ou atraso de uma pesquisa, provocando ao cientista ou
pesquisador, além de uma grande frustração, sérios problemas no seu trabalho.
Não há dúvidas que o periódico eletrônico criou um novo paradigma no
acesso às publicações cientificas. Não se vê mais, na grande maioria das vezes,
o usuário “colado” ao bibliotecário à espera do fascículo de periódico publicado
recentemente e que, por várias razões, ainda não chegou na biblioteca.
Segundo Mueller (2000, p. 93):
Mais de trezentos anos após o seu aparecimento, os periódicos
científicos, em seu formato tradicional, ainda constituem o meio
mais importante para a comunicação da ciência. É bastante
provável que o formato tradicional permaneça ainda por muito
tempo como uma opção viável, especialmente na sua função de
registro e memória da ciência.

Devido a estas considerações, as grandes universidades ainda compram
periódicos em papel e os bibliotecários têm a responsabilidade de controlar o
recebimento das assinaturas. Isto envolve ações de racionalização de recursos e
de compartilhamento de esforços na tarefa de zelar pela integridade e
preservação da coleção.

2 OBJETIVO

�Baseado na experiência adquirida com o gerenciamento e administração
de periódicos da Área de Publicações Seriadas do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp (SBU), pretende-se apresentar uma metodologia de trabalho que
forneça subsídios e elementos para um sistema de controle das falhas das
assinaturas, de forma a minimizar a inadimplência dos fornecedores e dar
transparência nos procedimentos adotados, normalizando e formalizando os
processos, fluxos e atividades envolvidas, tanto para os fornecedores quanto para
os usuários e gestores do SBU e da universidade.

3 JUSTIFICATIVA
O crescente aumento no custo das publicações científicas internacionais
nos últimos anos, tem proporcionado uma contínua redução na tiragem da maioria
dos periódicos científicos. Assim sendo, a rapidez na obtenção das proformas,
aliada à pontualidade no levantamento das falhas, são fatores de fundamental
importância para possibilitar maior agilidade

nas rotinas de cobrança das

assinaturas dos periódicos, garantindo que os contratos de fornecimento possam
ser cumpridos de forma satisfatória, reduzindo consideravelmente a ocorrência de
atrasos no recebimento dos fascículos e a possibilidade de falhas na coleção.

4 SBU E A AQUISIÇÃO DE PERIÓDICOS - HISTÓRICO
O Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU), criado em junho de 1989 é
composto pela Biblioteca Central, 17 bibliotecas seccionais de faculdades,
institutos e colégios, 1 biblioteca de centros e núcleos e 2 unidades (AEL e CMU)
abrangendo as áreas de humanidades e artes, tecnológicas, exatas e biomédicas.
O objetivo do SBU, entre outros, é dar suporte aos programas de ensino,
pesquisa e extensão e possibilitar à comunidade universitária e à comunidade
científica o acesso à informação armazenada e gerada na Unicamp, além de
promover o intercâmbio de experiências e acervos.
A coleção de periódicos da Unicamp é composta de aproximadamente
5000 títulos internacionais, procedentes de cerca de 2000 editores estrangeiros. A

�aquisição é centralizada, sendo o SBU responsável pela compra e recebimento
dos títulos de periódicos das bibliotecas integrantes do sistema.
Até 1998, as assinaturas com recursos orçamentários eram executadas
quase que exclusivamente através dos próprios editores e, não obstante as sérias
dificuldades em se contatar 2000 editores internacionais e a demanda de tempo
despendida nos trâmites processuais até a conclusão de um número tão grande
de pagamentos, a finalidade era assegurar à universidade preços mais
vantajosos. Entretanto, os custos operacionais que decorreram a partir de então,
principalmente com relação às altas taxas bancárias incidentes em um número
tão grande de remessas financeiras ao exterior, acabaram por tornar este sistema
inviável do ponto de vista econômico. Além disso, a grande demanda de tempo
para procedimento dos trâmites processuais das assinaturas, redundavam em
atraso no recebimento dos periódicos em tempo hábil e prejudicavam o
desenvolvimento das atividades acadêmicas de ensino e pesquisa, tornou o
sistema também inviável sob o aspecto funcional e estratégico.
Desta forma, a assinatura de periódicos científicos em grandes pacotes,
através de agentes internacionais com representação no Brasil, tem se
caracterizado como a forma mais rápida, segura, eficaz e com melhores
resultados, tanto do ponto de vista econômico como estratégico. Isto possibilita a
negociação e obtenção de preços mais vantajosos, a redução substancial dos
custos bancários, além da formalização de contratos de fornecimento com as
devidas garantias contratuais para o seu cumprimento. Tratando-se de um bem
singular como são os periódicos, este é um fator de extrema importância, pois o
pagamento deve ser efetuado antecipadamente e para recebimento futuro, isto é,
os volumes/fascículos são enviados à medida que são publicados, dentro de suas
respectivas periodicidades.
Assim, a partir do ano 2000, decidiu-se fazer a assinatura dos títulos
através de agentes nacionais ou internacionais, com a centralização dos trâmites
processuais em 4 ou 5 agentes, obtendo assim uma redução considerável na
utilização dos recursos, principalmente sobre os incidentes nas remessas
financeiras para o exterior. O pagamento centralizado possibilita uma certeza
maior de recebimento dos periódicos pois os agentes atuam junto aos editores,

�facilitando a negociação e oferecendo garantia de fornecimento, mediante o
estabelecimento de contratos de prestação de serviços.
Para que esta modalidade de assinatura fosse implementada e para que
todo o sistema se tornasse ágil, versátil e economicamente viável, tornou-se
necessário estudos na lei de aquisição, juntamente com a Procuradoria Jurídica
da universidade, no sentido de que a compra fosse feita dentro dos trâmites legais
e de acordo com a legislação.
É de conhecimento, principalmente dos bibliotecários de aquisição, a
singularidade e especificidade de um processo de aquisição em órgãos públicos,
para atender as exigências legais da instituição e do estado, município ou país.
A Procuradoria Jurídica, apoiada pela Lei 8666/93, que rege as compras
em órgãos públicos, tanto estaduais quanto federais e municipais, entendeu que
esta forma de aquisição está enquadrada na modalidade de inexigibilidade de
licitação devido ao alto montante envolvido e pelo caráter singular das
publicações periódicas (pagamento antecipado e envio ao longo do período da
assinatura). Apoiada ainda nesta Lei, estipulou ser obrigatório o uso do Contrato
de Fornecimento, que deveria ser assinado entre os fornecedores e a
universidade, no momento do pagamento dos valores envolvidos na aquisição.
Esse contrato exige o envio dos fascículos de periódicos dentro de um
prazo pré-estabelecido e concomitante o pagamento de uma caução de 10% do
valor contratado. Esta caução é considerada imprescindível pois as assinaturas
são pagas antecipadamente. Isto nos garante o direito de receber os periódicos
no momento de sua edição/publicação.
Estas exigências viabilizaram a adoção desta nova modalidade de
aquisição mas foi preciso uma completa reestruturação das rotinas e serviços até
então adotados, principalmente no controle do recebimento dos fascículos, já que
agora lidamos com prazos mais rígidos, contratos e cauções.

5 AQUISIÇÃO DE PERIÓDICOS - SITUAÇÃO ATUAL

�Na Unicamp, desde o início da automação dos periódicos, tentou-se criar
um sistema próprio que atendesse as especificidades de aquisição e controle das
publicações seriadas. O sistema adotado até 1999 contemplava, em parte, as
exigências da aquisição e nos fornecia relatórios de cobrança semi-automatizados
pois o apontamento das falhas era feito manualmente, título a título. A partir de
2000, com a nova modalidade de compra, sentimos a necessidade de criar uma
ferramenta de trabalho que atendesse nossas expectativas, vendo nas planilhas
de cálculo a maneira mais rápida e eficaz de controle das assinaturas.
Desta forma, todos os registros de assinatura de títulos passaram a ser
controlados por uma planilha no programa Excel onde foram inseridos
primeiramente os seguintes dados (Anexo I):
ISSN = International Standard Serials Number
Código = código do título na Unicamp
Título = nome do periódico
Prior = prioridade do título na Unicamp
Unidade = biblioteca depositária da coleção
Ag = nome do agente
Valor = valor do título em dólares
Obs = observações referentes ao título
Proc = nº do processo aberto para aquisição do título
Pgto = data de pagamento do processo
Per = periodicidade do título
Vol = volume adquirido para o ano
A partir disso todas as informações relativas às compras foram inseridas
nesta planilha. Entretanto, devido as novas informações, foi necessário a criação
de novos campos. Atualmente o nosso arquivo contém, além dos itens acima, os
seguintes dados (Anexo II):
Editor = nome do editor do periódico
Acesso = informação sobre o acesso online do título
Títulos dupl = informação sobre número de assinaturas
Títulos incluídos = títulos incluídos na assinatura
Pctes editores = títulos comprados através de pacotes

�Status = situação do periódicos
Coleção = obras de referência
Fatura = nº da fatura
Patrim = data da incorporação patrimonial
Online = informação do editor sobre o acesso online
Esta metodologia permite a negociação com os fornecedores dos valores
de assinatura de cada título, de forma que o percentual de aumento de um ano
para outro não exceda a previsão da Universidade.
Conforme dito anteriormente, na época do pagamento das faturas é
elaborado um contrato de fornecimento com prazo para encerramento. De acordo
com a determinação da área jurídica da Unicamp, a cada 3 meses deve ser
enviada ao fornecedor

a relação completa das falhas dos títulos

de cada

contrato, indicando os fascículos faltantes e seus valores. Este relatório é enviado
também à área de finanças da universidade para ciência e acompanhamento. Tal
procedimento requer um rigoroso controle do recebimento e das falhas, e a
utilização de um sistema que gerencie estes dados. O banco de dados usado
para a aquisição possibilita tal controle.
Após todos os dados de pagamento do processo de compra serem
inseridos no arquivo, este é

migrado para outro arquivo, chamado agora de

arquivo de cobrança. São eliminadas algumas colunas que não interessam à
cobrança e inseridas novas para atender às necessidades do controle das falhas
(Anexo III).
No arquivo de cobrança enviado aos fornecedores, são indicados quais os
fascículos que estão faltando (falhas), a periodicidade do título, o total pago pela
assinatura e o total do débito referente a estas falhas. Este débito é elaborado
através da fórmula aritmética abaixo:
Valor do débito =

Valor pago

nº de fascículos por ano

x nº de fascículos faltantes

�Este arquivo é alimentado também pelo próprio fornecedor que insere,
após o recebimento da relação de falhas, informações sobre atraso das
publicações, se os fascículos já foram enviados ou qual a data prevista de envio
dos mesmos. Este procedimento nos dá uma idéia exata da situação do título,
tanto para a área de finanças da universidade quanto para as bibliotecas
depositárias

da

coleção.

Além

disso

permite

aos

fornecedores

o

acompanhamento do recebimento e assegura a completeza de nossa coleção.
Para uma rápida visualização da situação de cada processo, é elaborado
no final de cada relatório de cobrança um resumo da situação do mesmo, como
mostrado abaixo:
Total de fascículos pagos:

1486

Total de fascículos faltantes:

187

Valor total pago em US$:

US$ 8.759,00

Valor total do débito em US$:

US$ 967,50

12,58%

11,04%

Periodicamente são elaborados relatórios com os resumos dos processos
de aquisição ainda pendentes, visando dar subsídios à Coordenadoria do SBU e
às áreas jurídica e financeira da universidade, para eventuais negociações e/ou
acompanhamento dos processos de aquisição e recebimento (Anexo 4).
A aquisição é finalizada quando, no vencimento do contrato, todos os
fascículos adquiridos foram recebidos. Caso não tenham sido recebidos, o valor
correspondente aos mesmos (valor total do débito) é devolvido à universidade.
Porém, nas negociações para encerramento do processo, sempre damos
preferência ao recebimento dos fascículos, mesmo que isso acarrete uma
eventual prorrogação do contrato, pois se sabe da dificuldade de obter fascículos
retrospectivos de periódicos. Mesmo que se consiga os fascículos faltantes como
“back issues”, como são conhecidos, o valor deles sempre é maior do que dos
fascículos correntes. Por este motivo a devolução dos valores é sempre decidida
quando não mais se consegue repor o fascículo, ou para títulos cessados e
interrompidos, ou mesmo quando o contrato não pode mais ser prorrogado.

�6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o aumento substancial dos preços dos materiais bibliográficos nos
últimos anos, principalmente os de assinaturas de periódicos, as bibliotecas são
chamadas, cada vez mais, a otimizar a eficiência de seus procedimentos
administrativos. A busca por soluções para melhoria de ações e serviços é uma
preocupação sempre presente nos bibliotecários .
Um aspecto importante a ser observado é que a cobrança é um trabalho
complexo; é ela quem garante o recebimento completo de nossa coleção e
preserva o erário público.
O modelo atualmente em uso não satisfaz todas as nossas necessidades e
exige ainda um grande percentual de mão-de-obra. Baseado na experiência
adquirida na gestão e administração do atual sistema, um novo está em fase final
de desenvolvimento visando a automatização dos procedimentos de aquisição e
controle do recebimento. Com isto, o levantamento manual das falhas, o principal
problema atual, será eliminado. Além disto, o novo sistema possibilitará o acesso
tanto por parte dos fornecedores e gestores da universidade como das bibliotecas
do SBU, proporcionando maior interatividade e transparência.
Por entendermos que este modelo atendeu às nossas exigências

até

agora e ter sido sempre muito bem recebido pelos fornecedores, é que relatamos
aqui nossas experiências, visando compartilhar ações e conhecimentos com o
objetivo de aprimorar nossos serviços, buscando encontrar caminhos que
possibilitem atingir de forma eficiente as exigências de nossos usuários.

REFERÊNCIAS
ANDRADE, D.; VERGUEIRO, W. Aquisição de materiais de
Brasília, DF: Briquet de Lemos / Livros, 1996. 118p.

informação.

LIMA, R. C. M.; FIGUEIREDO, N. M. de. Seleção e Aquisição: da visão clássica
à moderna aplicação de técnicas bibliométricas. Ciência da Informação, 13(2):
137-50, 1984.

�MUELLER, S.P.M. O periódico científico. In: CAMPELLO, B.S.; CENDÓN, B.V.;
KREMER, J.M. (Orgs). Fontes de informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte : Editora UFMG, 2000. P.73-95.
________.
O periódico científico e as bibliotecas universitárias: velhos
problemas, novas soluções. In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais.... Campinas: UNICAMP, 1994

�ANEXO I
Modelo da Planilha de Aquisição – Ano 2000

Observações: - os dados da planilha são fictícios
- legenda das colunas na página 7

�ANEXO II
Modelo da Planilha de Aquisição – Ano 2004

Observações: - os dados da planilha são fictícios
- legenda das colunas na página 7

�ANEXO III
Modelo da Planilha de Cobrança – Ano 2004

Observações: - os dados da planilha são fictícios

�ANEXO IV
Modelo do Resumo dos Processos Pendentes – Ano 2004

Observações: - os dados da planilha são fictícios

��∗

Bibliotecária/Chefe da Área de Publicações Seriadas da Biblioteca Central/UNICAMP lvboas@unicamp.br
∗∗
Bibliotecária/Diretora da Área de Tratamento da Informação da Biblioteca Central/UNICAMP soninha@unicamp.br
∗∗∗
Adm. de Banco de Dados/Área de Publicações Seriadas da Biblioteca Central/UNICAMP cileia@unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas – Sistema de Bibliotecas. Av. Sérgio Buarque de
Holanda, s/nº - Cidade Universitária
13083-970 Campinas – SP – Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57478">
                <text>Estabelecimento de uma metodologia de controle para recebimento de publicações seriadas: a experiência do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57479">
                <text>Villas Boas, Maria de Lourdes Fernandes; Vosgrau, Sonia Regina Casselhas; Oliveira, Cileia Freitas Marangoni de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57480">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57481">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57482">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57484">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57485">
                <text>O Sistema de Bibliotecas da Unicamp assina atualmente cerca de 5000 títulos de periódicos internacionais impressos. Estas assinaturas são feitas através de agentes e envolvem um alto percentual do orçamento da universidade. Um controle eficaz de seu recebimento não é uma tarefa simples mas é essencial para a completeza da coleção, pois o processamento rápido das cobranças aos fascículos ou títulos faltantes asseguram seu envio, evitando prejudicar a comunidade acadêmica no suporte aos programas de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos pela universidade. Além disso tal controle assegura a racionalização na utilização dos elevados recursos financeiros empregados na aquisição destas publicações. Baseado na experiência adquirida com o gerenciamento e administração das assinaturas de periódicos da Área de Publicações Seriadas do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, o presente tem como objetivo apresentar uma metodologia de trabalho e visa fornecer subsídios e elementos para um sistema de controle das falhas das assinaturas de forma a minimizar a inadimplência dos fornecedores e dar transparência nos procedimentos adotados, normalizando e formalizando os processos, fluxos e atividades envolvidas, tanto para os fornecedores quanto para os usuários e gestores do SBU e da universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68792">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5293" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4361">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5293/SNBU2004_223.pdf</src>
        <authentication>4f71bc0546b4d29222aa7c3c668a95e9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57558">
                    <text>DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES: ANÁLISE EM INSTITUIÇÃO PRIVADA
Francisca Mércia Lucas Pegado∗
Maria do Socorro de Azevedo Borba∗∗
Mônica Marques Carvalho∗∗∗

RESUMO
Analisa o processo de desenvolvimento de coleções dentro de suas atividades
mais importantes que é a seleção e aquisição de materiais bibliográficos,
identificando-se os pontos fundamentais que podem influenciar na criação e
aplicação da política de seleção tais como: estudo da comunidade, identificando o
perfil do usuário, finalidade do acervo, conservação e avaliação de coleções,
dentre outros. A Informação é vista como uma força poderosa capaz de
transformar o homem e aliada as novas tecnologias proporciona poderes a quem
a detém. Diante do lugar de destaque ocupado pela informação e pelo seu
volume perante a nova realidade, surge a necessidade de selecionar informações.
Apresenta uma política de desenvolvimento de coleções em uma biblioteca de
instituição privada, cuja importância se dar pelo fato de não existir praticamente
pesquisas especificamente neste tipo de Instituição.
PALAVRAS-CHAVE: Informação. Tecnologia. Desenvolvimento de Coleções.
Aquisição. Seleção. Acervo. Materiais Informacionais.

1 INTRODUÇÃO
O tema abordado trata da questão da importância de formar, desenvolver e
organizar coleções, através das atividades de seleção e aquisição de materiais
bibliográficos, com a finalidade de disseminação da informação. Mediante uma
sociedade

onde

o

volume

de

informações

para

diversos

fins

cresce

constantemente em uma velocidade incalculável, torna-se necessário “desenhar
políticas de informação em todos os níveis de gerência das empresas,no setor
público e no setor privado. É uma nova política (SCHWARTZ, 1997, p.2)
A informação torna-se cada vez mais uma ferramenta valiosa e útil para os
seres humanos, sendo considerada para alguns autores como um processo
dinâmico necessitando de ajustes no momento de selecioná-las ou rejeitá-las,
pois muitos fatores devem ser levados em consideração. Mediante o volume de

�informações obtidas com o aumento das produções científicas, o que causou
muitas mudanças na nova Sociedade da informação. Algo tinha que ser feito para
filtrar as informações mais importantes para uma comunidade, . Foi com esta
finalidade que se pensou em selecionar materiais informacionais para formar e
desenvolver coleções. Muitos autores trabalham com esta questão, porém, não
se identificou publicação que trate sobre este processo nas instituições privadas.
Após a identificação do universo da comunidade a ser servida, é
indispensável que a informação seja selecionada e organizada de forma a
direcionar cada usuário ou instituição na busca da informação necessária para
cada fim. A tarefa de selecionar materiais bibliográficos para um acervo requer
dos responsáveis uma carga de conhecimento amplo e critérios estabelecidos
dentro de uma política institucional para a tomada de decisão em relação a
seleção de livros, periódicos,discos, filmes, etc., que irão fazer parte do acervo.
A etapa que sucede a seleção é a aquisição, que segundo Maciel

(2000,

p.21), pode ser considerada como o “processo que implementa as decisões da
seleção, esta função inclui todas as atividades inerentes aos processos de
compra, doação e permuta de documentos. O controle patrimonial do acervoregistro das coleções

também é de sua alçada”. Entende-se que o

Desenvolvimento de Coleções em uma unidade de Informação é um processo
relevante para formação do acervo.
Esta pesquisa tem o intuito de contribuir com as instituições privadas de
ensino na prática deste procedimento, haja vista na literatura existente, haver
lacuna de conhecimento a respeito do Desenvolvimento de Coleções em
instituições privadas.

Foram delineados os seguintes objetivos: analisar o

desenvolvimento de coleções em uma instituição privada, enfatizando o
procedimento da Universidade Potiguar, com o propósito de firmar uma política
de desenvolvimento de coleções, que atenda as solicitações das direções dos
cursos dentro das exigências do MEC; objetivos específicos; - especificar as
modalidades de seleção e aquisição para o acervo das

bibliotecas da UNP;

Verificar através dos conceitos de avaliação do MEC, o êxito das aquisições dos
acervos da UNP; contribuir com as instituições privadas com uma pesquisa que

�sirva de referência para formação de uma política de desenvolvimento de
coleções.

2

A

INFORMAÇÃO

E

SUA

IMPORTÂNCIA

FRENTE

ÀS

NOVAS

TECNOLOGIAS
Entende-se que a informação é a mais poderosa força de transformação do
homem. Sendo componente essencial no processo de tomada de decisão
econômica e política (ARAÚJO, 1995, p.3). O poder da informação, aliado aos
modernos meios de comunicação de massa, tem capacidade ilimitada de
transformar culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade como
um todo, tornando cada vez mais útil, sendo considerada como “[...] processo
dinâmico [...] utilizados para selecionar ou rejeitar informações [...], são fortemente
relacionados com hábitos pessoais do indivíduo e com as necessidades que
precisam ser satisfeitas” (OHIRA, 1997 apud CHIST, 1995, p.197).
Reforçando os conceitos mencionados, LE Coadic (1996, p. 5) ressalta que
Informação “é o conhecimento inscrito(gravado) sob a forma escrita(impressa ou
numérica), oral ou audiovisual”. A partir do século vinte, a informação começa a
ocupar um papel de grande importância dentro do contexto do desenvolvimento
científico e tecnológico das nações. Esta importância está centrada na
organização difusão e uso do conhecimento como fonte para o surgimento de
novos conhecimentos. Porém, Lastres (1999, p. 7), dentro desta visão, associa o
conceito de Informação e conhecimento. “Informação e conhecimento são
recursos intangíveis, não-materiais e, portanto, não esgotáveis. Seu consumo não
os destrói, assim como seu descarte geralmente não deixa vestígios físicos”.
Esta conotação passa a ser vista por Lastres a partir do momento em que a
informação e o conhecimento passam a assumir um papel de muito valor dentro
do contexto da produção e consumo em massa, em virtude de ser reconhecida
como um produto, passando a participar de uma nova configuração econômica, e
com a vantagem de ser um produto que quanto mais for usado maior chance de
permanecer em evidência, além de estar estocado em local intangível, pois o

�conhecimento é próprio de um ser, podendo ser apenas repassado, porém, nunca
ser retirado de quem o detém.
Com o advento conhecido como “explosão documental”, que é o
crescimento exponencial das publicações, a biblioteconomia tenta buscar uma
maneira eficiente de controlar a informação escrita e a forma mais lucrativa de
explorá-la. Surge então, a preocupação em organizar, classificar e recuperar as
informações importantes para algumas áreas do conhecimento científico e
tecnológico, dando início nesse momento a era da informatização com a produção
de computadores capazes de armazenar e recuperar milhões de informações.
Para Araújo (1991, p.38) “A ciência e tecnologia emergiram durante o
período do desenvolvimento do capitalismo europeu, e no decorrer do processo
de acumulação e formação capitalista”, a dinâmica da produção científica e
tecnológica sentiu a necessidade de implantação de um sistema que pudesse se
comunicar em nível internacional para proporcionar a circulação e a troca de
conhecimentos como forma de gerar novos conhecimentos. Essas inovações
tecnológicas proporcionaram mudanças nos padrões tradicionais de bibliotecas
e conseqüentemente para os profissionais da informação, tornando necessário
adotar medidas e critérios de qualidade de serviços oferecidos pelas bibliotecas
para que possam se habilitar para enfrentar essas mudanças.
Esta

nova

“sociedade

da

informação”

que

agora

se

apresenta,

desencadearam de maneira vertiginosa a produção e circulação do conhecimento
neste final de século, dificultando o seu armazenamento e estoque causando uma
crise informacional compreendida como mudanças nos paradigmas do fazer
científico.
A partir daí, surge a necessidade de determinar critérios para saber o que é
importante armazenar, tornando possível de ser colocado em prática os
procedimentos desenvolvidos no processo de formação e desenvolvimento de
coleções que é a peça fundamental do presente estudo.

�3 DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES COMO UM PROCESSO FORMADOR
DO CONTEÚDO INFORMACIONAL DE UMA UNIDADE

O processo de desenvolvimento de coleções – PDC,

certamente é o

primeiro passo para se formar uma biblioteca e as atividades que constituem esse
processo, a seleção e aquisição de materiais informacionais, exigem critérios que
irão ser determinados de acordo com o tipo de acervo que deverá ser formado. O
Procedimento de selecionar o que é necessário para suprir os anseios de uma
determinada comunidade acadêmica, começa a ter maior importância a partir do
momento em que o

volume de informações existente nas diversas áreas do

conhecimento passa a ter um crescimento desenfreado e por isso, não ser
interessante ter um acervo de obras que não estejam voltadas para o interesse de
um determinado público e que faltem outras que sejam de extrema necessidade
para este. O processo de seleção é dentro do desenvolvimento de coleções, a
etapa que precede a aquisição, pois, não é possível adquirir materiais
informacionais sem saber primeiramente para que comunidade será direcionado o
acervo e o que será compatível com as necessidades e interesses deste público.
Mas, é com a aquisição que se concretiza o interesse em formar ou desenvolver
uma coleção. Andrade (1996, p.5) destaca que: “[...] Com a aquisição é que
começa de fato a
conhecimento

existir

[...] instituição destinada a preservar e divulgar [...]

humano [....]”.

A identificação e localização dos materiais informacionais para formação de
acervos é uma tarefa muito mais difícil do que parece, é muito complexa, pois
existe dentro deste processo fatores diversos que influenciam os interesses
próprios da aquisição tais como: fatores políticos, econômicos, culturais e sociais.
Na maioria das vezes esses fatores exercem influências tão forte ao ponto dos
materiais informacionais tornarem-se inacessíveis para aqueles fins aos quais se
destinavam, comprometendo o trabalho dos profissionais da informação, cujo
interesse era desenvolver ou formar um acervo com fins informacionais que
viesse atender a um público alvo.
Diante da complexidade de selecionar materiais informacionais, o ideal é
que seja feito obedecendo a critérios estipulados por escrito para que o

�bibliotecário ou responsável pela aquisição tenha documentos suficientes para
comprovar sua neutralidade nas tomadas de decisões quanto a suspeita de
interesse particular em relação à escolha de determinado título ou fornecedor.
Para evitar tais problemas se faz necessário à existência de uma Política de
Desenvolvimento do Acervo preestabelecida, formada a partir de uma comissão
de bibliotecários, equipe administrativa, financeira, representante da comunidade
e quem mais for de interesse da instituição fazer parte desta equipe que irá definir
os procedimentos para seleção e aquisição do material bibliográfico com o
objetivo de manter na opinião de Borba (2000, p. 2) “a coerência do acervo no
transcorrer do tempo, para que todo material adquirido obedeça a razões
objetivas predeterminadas”. De acordo com Vergueiro (1995, p. 9):

“[...]

objetividade no processo de seleção é uma meta a ser constantemente almejada.
[...] existe o sério risco de favoritismo ou de ineficácia da parte de cada usuário
que porventura não se sinta satisfeito com a escolha efetuada [...]”.
O processo de adquirir materiais em uma organização é, no mínimo,
submetido a uma série de procedimentos formais. Como foi visto anteriormente, o
termo aquisição é amplo. Pode estar inserido na compra de móveis ou imóveis,
materiais permanentes ou de consumo. Diante dessa variedade, buscamos neste
trabalho verificar o processo de aquisição, não em âmbito geral, mas limitando-se
a compra de materiais bibliográficos por unidades de informação, analisando
ainda os problemas encontrados quanto a sua execução, ou seja, as divergências
existentes entrem a teoria e a prática. O termo aquisição requer um
direcionamento mais específico, tendo em vista a sua generalidade Contudo, é
conveniente, de início, entender o significado desta palavra. Será adotada a
princípio a afirmação de Figueiredo (1993, p.65). No seu ponto de vista, aquisição
seria: “[...] o processo de agregar itens a uma coleção [...] compra, doação ou
permuta. [...] implementa as decisões da seleção ao incorporar à coleção os itens
selecionados”. Porém, para que se efetue a aquisição, uma atividade muito
importante a antecede, a Seleção.
Seria inviável o processo de aquisição, caso não houvesse anteriormente
um planejamento para este fim. As escolhas dos materiais a serem adquiridos,
constituem um procedimento de suma importância que deve ser adotado antes da

�aquisição, para que o acervo seja formado por materiais que satisfaça a carência
de informação do usuário. Trata-se da seleção dos materiais para compra. Neste
momento, faz-se uma análise sobre o que realmente é conveniente para uso na
unidade de informação, a fim de manter um padrão no nível das informações,
concentrando-se, sobretudo, nos interesses dos usuários. A seleção consiste em
um momento de decisão que muitas vezes o bibliotecário, fará interferência na
vida da comunidade por definir o universo de informações a que terão acesso. No
entanto, para este propósito deve-se observar alguns aspectos relevantes, de
acordo com Figueiredo (1999, p. 59): “A atividade de seleção requer
conhecimento e tempo, [...] papel da biblioteca

[...] selecionar materiais [...]

atraiam [...]dirigidos ao atendimento dos interesses e as necessidades
informacionais mutáveis de usuários diferenciados”
Os aspectos a serem observados nesta seleção são: Imparcialidade crítica
do bibliotecário; Qualidade do acervo e Impessoalidade. No entanto, nem sempre
estes aspectos são seguidos. Na prática, o profissional da informação, em muitos
casos, ignora estes procedimentos básicos, adotando uma postura pessoal sobre
as atividades descritas, contrariando assim o que em teoria deveria ser seguido.
Deixa, portanto, de ser um agente participativo, para enquadrar-se em uma
atitude individual, o que não é recomendável. Segundo Vergueiro (1997, p.9): “O
bibliotecário deverá sempre participar com seu conhecimento da coleção,
propondo uma direção coerente para o acervo e garantindo, assim que os
objetivos para ela estabelecidos não se percam com o passar do tempo”
A biblioteca precisa ter e seguir sempre sua Política de Desenvolvimento
de Coleções, e quando necessário, ampliá-la ou modificá-la, se isso for beneficiar
a comunidade acadêmica, para isto é preciso que o bibliotecário procure
gradativamente conhecer melhor o acervo e as necessidades dos seus usuários,
além de estar inteirada com o crescimento da produção científica, embora esta
aconteça

de

forma

acelerada.

Vale

salientar

que

a

política

de

DDC(Desenvolvimento de Coleções) deve ser flexível suficiente para se adaptar
às constantes mudanças.
É importante que haja política de aquisição nas organizações, tendo em
vista que trata-se de um instrumento indispensável pelo qual possibilita a uma

�padronização das ações. Neste caso, as aquisições não são feitas ao acaso, mas
de acordo com escolhas sucessivas. São realizadas em função de alguns
elementos: do orçamento e dos recursos disponíveis; da especialização da
unidade; dos objetivos correntes e das prioridades da unidade, pois não se pode
nem se deve adquirir tudo; da natureza da unidade; da natureza dos serviços e do
público visado; das relações com outras unidades de informação. Infelizmente,
esta política de aquisição está limitada apenas a unidades de informações de
médio e grande porte. Levando-se em consideração que, uma pequena Biblioteca
logo tornar-se-á uma grande fonte de informação, haja vista que é um “organismo
em crescimento”, é indispensável a criação deste mecanismo de compra ainda na
sua formação. Para se organizar o serviço de aquisição, foi levado em
consideração a afirmação de Maciel (2000, p. 21): [...]aquisição naturalmente
varia conforme as características das instituições [...]. Diferentes estruturas
administrativas, [...], exigirão procedimentos também diferenciados” .Em outras
palavras, significa dizer que cada instituição forma sua própria política dentro de
sua realidade administrativa e de acordo com as necessidades e exigências do
seu público alvo.
Em unidades de informação, principalmente em se tratando de centros
educacionais, o levantamento bibliográfico é da responsabilidade de diretores e
professores dos cursos, porém deve haver o auxílio de profissionais bibliotecários.
Esta relação busca suprir as necessidades das diversas disciplinas oferecidas,
assim como o ementário de cada curso. Para isso, porém, há uma necessidade
da existência de alguns requisitos básicos para estes profissionais, como:
conhecer bem a comunidade; saber julgar o valor de cada publicação; Estar a par
do orçamento disponível; Uma boa bagagem cultural; conhecimento de outras
línguas. Além destes profissionais envolvidos no processo de aquisição, é válido
ressaltar a importância de técnicos do setor de aquisição. São, geralmente,
conhecedores de todo o processo burocrático a que estarão inseridos. É
importante ainda acrescentar que, geralmente, o trabalho destes profissionais é
baseado em dois critérios básicos de seleção: o qualitativo e o quantitativo.
As modalidades de aquisição constituem-se em três categorias: a doação,
a permuta e a compra, sendo esta última considerada como o mais extenso e

�complexo mecanismo de aquisição de materiais bibliográficos. A aplicação dos
recursos financeiros para execução das compras, isto é, como o dinheiro pode ser
gasto, difere bastante nas organizações particulares e nas da administração
pública. As compras efetuadas por licitação constituem-se em três modalidades:
o convite, a tomada de preços e a concorrência são as que dizem respeito
diretamente à aquisição de material informacional.
O responsável pela aquisição deverá identificar quais são as
modalidades de compra mais adequadas para o tipo de material de informação de
cada aquisição específica, visando a obter os menores custos financeiros e
operacionais possíveis, bem como garantindo a qualidade e presteza dos serviços
de aquisição.

4 DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES EM INSTITUIÇÕES PRIVADAS –
ANÁLISE DO PROCEDIMENTO DA UNIVERSIDADE POTIGUAR/ RN

A UnP congrega 24 cursos de graduação e mais de 55 cursos de Pósgraduação no campi de Natal e 02 no campi Mossoró, além dos cursos de
Formação de docentes e Formação tecnológica.

Este é o objetivo maior da

Universidade, a sua preocupação com a formação de profissionais, dentro dos
princípios de cidadania, valores éticos, sociais, culturais e profissionais,
acreditando na força transformadora da ciência e das mais avançadas tecnologias
para a realização das potencialidades humanas. Esses fatores contribuem para o
crescimento

quantitativo

e

qualitativo

da

instituição

que

se

moderniza

constantemente.
A estrutura organizacional da UnP tem a seguinte forma: Administração
Superior - Administração Acadêmica de Cursos e Programas .

É composta

por 06(seis) campi, cinco deles estão distribuídos na grande Natal e 01(hum) em
Mossoró/ RN, porém, a estrutura a ser descrita será a Biblioteca do campus
Salgado Filho, considerada a central. Os serviços encontram-se automatizados e
estão interligadas por um sistema integrado de bibliotecas.

�Inserido administrativamente na instituição, encontra-se o

Sistema de

Bibliotecas. Devido a sua importância pode-se dizer que uma Biblioteca é um dos
instrumentos essenciais ao processo de ensino-aprendizagem. As Bibliotecas do
Sistema da Universidade Potiguar – UNP, tem a finalidade de apoiar o processo
de ensino, pesquisa e extensão.

Formam um sistema multidisciplinar de

processamento, armazenamento, transmissão, recuperação e disseminação de
culturas múltiplas.

Com esse propósito o Sistema Integrado de bibliotecas da

UNP - SIB, utiliza para processar e disponibilizar a documentação existente, um
sistema automatizado de recuperação de informações, previamente selecionadas
e analisadas por uma equipe técnica especializada, para proporcionar o
rastreamento e busca dos documentos registrados no sistema.

O acesso às

informações é imediato através do terminal on-line, no qual é possível pesquisar
por autor, título e assunto os acervos dos seis campi. A Biblioteca do Campus
Salgado Filho, tem seu acervo bibliográfico específico formado para atender aos
cursos da área de saúde, direito, arquitetura e engenharias.

4.1 DESENVOLVIMENTO DA COLEÇÃO/ UNP

Para proporcionar um bom desenvolvimento dos serviços oferecidos por
uma Biblioteca, o fator primordial está na formação do acervo. Dentro desta linha
de coerência, o Sistema Integrado de Bibliotecas, segue uma Política de seleção
e desenvolvimento de coleções, buscando acompanhar a renovação do ensino e
o desenvolvimento de novas áreas de atuação da instituição, determinando
critérios que possibilitam a racionalização dos recursos disponíveis, distribuindo
de forma qualitativa e quantitativa, as novas aquisições de documentos a darem
entrada no sistema. Com isso a Política de seleção e desenvolvimento de
coleções da Universidade Potiguar objetiva atualizar a bibliografia básica dos
cursos existentes, por intermédio dos contatos com os diretores de curso;
conhecer as necessidades dos usuários e dos respectivos cursos; observar
qualitativa e quantitativamente o nível de crescimento das coleções; tornar
possível através da seleção e aquisição acompanhar o desenvolvimento de novos
cursos dentro das exigências curriculares e ainda manter estudos de novos

�suportes

de informação oferecidos pelas novas tecnologias dentre outros. A

política de seleção é um documento que proporcionará aos administradores ou
responsáveis pela aquisição de materiais bibliográficos, um grau de segurança na
determinação de tomadas de decisões a respeito da formação ou criação de um
acervo. É com esse propósito que o Sistema Integrado de Bibliotecas propõe sua
Política de Desenvolvimento de Coleções.

5 POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO ACERVO

Consiste em acrescentar itens a uma coleção por meio de compra, doação
e permuta. É exatamente um meio para concretização das decisões da seleção,
buscando maximizar os resultados, estabelecer um fluxo administrativo, linear e
controlado. A política de desenvolvimento de coleções da Universidade Potiguar,
tem por objetivo proporcionar o crescimento ordenado do acervo, atendendo a
necessidade de todos os cursos oferecidos pela mesma, a partir de critérios
estabelecidos para seleção, com base em exigências do MEC e prioridades
determinadas dentro da Instituição levando em consideração esses critérios. O
período de pré seleção é aquele onde é tomada as providências para o início
desta modalidade. Encaminha-se circular aos Diretores dos cursos de graduação
e pós-graduação, solicitando que sejam encaminhadas à biblioteca central as
bibliografias nos formulários

padrões devidamente preenchido com o tipo de

material, títulos, autores, editores e etc.,
A seleção é feita para atender à necessidade do corpo docente e discente
da Universidade Potiguar obedecendo a exigências curriculares e critérios para
avaliação do MEC. O levantamento bibliográfico é da responsabilidade dos
Diretores e professores dos cursos, com o auxílio dos bibliotecários e do sistema
da biblioteca. Com a finalidade de suprir as necessidades das disciplinas
oferecidas em cada semestre assim como obedecer ao ementário de cada curso
exigido pelo MEC.
Tem-se

como critérios para seleção o qualitativo, é quando os títulos

solicitados pela Direção dos cursos deverão atender as necessidades das

�disciplinas oferecidas no semestre,

assim como seguir as exigências do

ementário de cada curso de acordo com critérios estabelecidos pelo MEC. 1.
Livro Nacional, a quantidade solicitada terá como base o número de alunos, para
cada grupo de 10 alunos deverá existir pelo menos 1 exemplar. 2. Livro
Internacional, é adquirido 01(hum) exemplar para cada título. 3 - Livro de leitura
complementar

e/ou

atualização:

existe

os

exigidos

pelo

MEC,

como

complementação de cada curso, para estes são feitas a aquisição em número de
03(três) exemplares. 4 - Coleção de Referência: é um suporte de muita relevância
para a disseminação da informação, estes podem fornecer a informação
propriamente dita e/ou indicar onde a mesma pode ser encontrada. Na
Universidade Potiguar a ênfase é dada ao material eletrônico. 5 - Periódicos:
passa pelo mesmo procedimento de seleção dos livros, são preenchidos
formulários, com indicações dos Diretores e professores dos cursos, dentro dos
critérios e exigências do MEC,

e enviados à biblioteca para providenciar a

aquisição. 6 - Os jornais de circulação local, e outros que são considerados
importantes como fonte de informação, são adquiridos normalmente pela
indicação das bibliotecárias. 7 - Multimeios: material considerado específico de
cada curso, são indicados da mesma forma que os outros, pois, em primeiro
lugar, a aquisição é direcionada a atender a necessidade curricular. 8 - Trabalho
de Conclusão de curso; São enviadas pelas Direções dos Cursos e inseridos no
acervo, aqueles trabalhos de conclusão de curso que obtiveram conceitos igual
ou superior a 7 (sete).
Universidade Potiguar estabelece algumas prioridades para aquisição:
Todo tipo de material que faça parte das bibliografias básicas do currículo dos
cursos de graduação e Pós-Graduação; Cursos que estão incluídos para serem
avaliados pelo MEC durante o semestre em curso: Cursos em fase de
implantação; Solicitação que suprirá a deficiência de alguma disciplina que será
oferecida no semestre atual e para a qual não existe títulos ou exemplares
suficientes para atender a necessidade dos alunos inscritos.
A Universidade só recebe doações espontâneas. É enviado ao doador uma
carta de agradecimento, que é um documento que além de agradecer o deixará
ciente de que a biblioteca recebeu sua doação, porém, só fará parte do acervo se

�realmente for de interesse acadêmico. Efetua intercâmbio com

instituições

congêneres que enviam e solicitam as publicações editadas ou patrocinadas pela
UNP.
O desbaste de material informacional é o processo pelo qual se retira do
acervo ativo, parte de coleções e exemplares que servirão para remanejamento
ou descarte. Este deve ser um processo contínuo e sistemático que servirá para
manter a qualidade da coleção. Porém, na Universidade Potiguar, este
procedimento só foi realizado com o acervo de periódicos.
Quanto à avaliação da coleção ela é sistemática, entendida como
processo utilizado para se determinar o valor e adequação da coleção em função
dos objetivos da instituição e da biblioteca, possibilitando traçar diretrizes quanto
à aquisição, acessibilidade e ao descarte, havendo necessidade de avaliar seu
acervo sempre que necessário, através de métodos quantitativos e qualitativos.
Atualmente, o acervo da Universidade Potiguar está passando por uma avaliação
financeira, para que seja quantificado o valor monetário do mesmo. A Política de
Desenvolvimento do Acervo da UNP foi institucionalizada através da Comissão
formado pelos Bibliotecários e Comissão do PDI (Plano de Desenvolvimento
Institucional).

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Constatou-se

a

importância

de

se

implantar

uma

Política

de

Desenvolvimento de Coleções, e que esta obedeça a critérios que garantam a
qualidade do tamanho do acervo, atenda as finalidades para o qual foi formado e
as necessidades informacionais dos usuários. Torna-se essencial o papel do
profissional bibliotecário, para desempenhar com qualidade e eficiência suas
atividades, o mesmo deve manter uma afinidade com o acervo e usuários, deve
ser flexível para ouvir opiniões da comunidade acadêmica e observar suas
contribuições na medida do possível. Deve estar sempre atualizado, para que ao
determinar a política de Coleções seja capaz de observar com precisão os
assuntos de interesse, os níveis de profundidade, a abrangência e cobertura das

�coleções para que estejam sempre atualizadas e dentro dos padrões de
exigências de uma determinada comunidade.
A Avaliação e atualização do acervo de uma instituição são fatores
preponderantes, para que exista dados convincentes no momento de uma tomada
de decisão. Pois quando se avalia uma coleção é possível observar o que o
acervo deverá ou não possuir e a partir daí propor mudanças ou melhoria na
Política de Desenvolvimento de Coleção. Na Instituição analisada observou-se
que cada acervo específico está direcionado para atender as necessidades do
currículo acadêmico de um determinado curso dentro das exigências do MEC.
Porém , existe o acervo básico que é selecionado de acordo com sugestões dos
Diretores de Curso, Professores e Bibliotecários dentro da Política de Seleção,
para complementação do acervo e outras obras entram como leitura
complementar.
Pode-se concluir que o tema: “formar e desenvolver coleções” é de
fundamental importância, sendo praticamente impossível de ser esgotado e foi
esta a intenção desta pesquisa, tendo apenas a finalidade de dar uma pequena
parcela de contribuição para o referido tema. Porém, há uma necessidade de
continuidade da pesquisa assim como um aprofundamento da mesma,
principalmente no que tange as instituições privadas.

REFERÊNCIAS
ANDRADE, Diva; VERGUEIRO, Waldomiro. Aquisição de materiais de
informação. Brasília:Briquet de Lemos, 1996.
ARAÚJO, V. M. R. H. Informação: instrumento de dominação e de submissão.
Ciência da informação. Brasília, v. 20, n. 1, p.37 – 43, jan./junh.1991.
ARAÚJO, V. M. R. H. Sistema de informação: nova abordagem teórico-cultural.
Ciência da informação: Brasília, v. 24, n. 1, 1995.

�BORBA, Maria do socorro de Azevedo et al. Política de desenvolvimento de
coleções em bibliotecas escolares: estudo de caso aplicado em Natal-RN. In;
SEMINÁRIO DE PESQUISA DO CCSA, 9, Anais....Natal: UFRN, 2000.
CHRIST, Virgínia, et al. Usuário de educação: estudo comparativo de duas
técnicas de pesquisa. Biblios - RG. V.10, p. 197-208, 1998.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Desenvolvimento e avaliação de coleções.
Rio de Janeiro: Rabiskus, 1993. p. 65.
FIGIUEIREDO, Nice Menezes de. Coleções. In: ______. Paradigmas modernos
da ciência da informação: usuários, coleções, referências e informações. São
Paulo: Polis, 1999. p. 57-70.
LASTRES, Helena M. M. Informação e conhecimento na nova ordem mundial.
Ciência da informação, Brasília, v. 28, n. 1, jan. 1999. P. 1- 19. Disponível em:
&lt;http// www. scielo. br&gt;. Acesso em: 04 de março de 2003 .
LE COADIC, Yves – François. A Ciência da informação. Brasília:Briquet de
Lemos, 1996.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. Rio de Janeiro: Interciência, 2000.
PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas.
2.ed. São Paulo:T.A. Queiroz, 1992.
SCHWARTZ, Gilson. Arte e informação define o século 21. Folha de São Paulo,
16 fev, 1997, 1997. Caderno 2, p. 2
VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação. Brasília, Briquet
de Lemos, 1995.
VERGUEIRO, Waldomiro. Considerações gerais que influenciam a seleção. In:
______. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. 2. ed.
Brasília: Briquet de Lemos, 1997. p. 13-27
WEITZEL,Simone R. O desenvolvimento de coleções e a organização do
conhecimento: suas origens e desafios. Ciência da Informação. Belo Horizonte,
v.7, n.1, p.61-67, ,jan./jun.2002.

�∗

Bibliotecária UnP – RN . Email mercialucas@unp.br
Profª Dep. Biblioteconomia/ UFRN – Mestre em Biblioteconomia/ PUCCAMP /SP. Email –
sosborba@ufrnet.br
∗∗∗
Profª Dep. Biblioteconomia / UFRN – Mestre em Biblioteconomia/ UFPB. Email
mônica_mcg@hotmail.com
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57514">
                <text>Desenvolvimento de coleções: análise em instituição privada. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57515">
                <text>Pegado, Francisca Mércia Lucas; Borba, Maria do Socorro de Azevedo; Carvalho, Mônica Marques </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57516">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57517">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57518">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57520">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57521">
                <text>Analisa o processo de desenvolvimento de coleções dentro de suas atividades mais importantes que é a seleção e aquisição de materiais bibliográficos, identificando-se os pontos fundamentais que podem influenciar na criação e aplicação da política de seleção tais como: estudo da comunidade, identificando o perfil do usuário, finalidade do acervo, conservação e avaliação de coleções, dentre outros. A Informação é vista como uma força poderosa capaz de transformar o homem e aliada as novas tecnologias proporciona poderes a quem a detém. Diante do lugar de destaque ocupado pela informação e pelo seu volume perante a nova realidade, surge a necessidade de selecionar informações. Apresenta uma política de desenvolvimento de coleções em uma biblioteca de instituição privada, cuja importância se dar pelo fato de não existir praticamente esquisas especificamente neste tipo de Instituição.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68796">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5298" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4365">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5298/SNBU2004_224.pdf</src>
        <authentication>00784c00f2d5e9005fd07f53ce8d678b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57594">
                    <text>ESTRATÉGIAS DE AÇÃO PARA GESTÃO DA QUALIDADE NOS SERVIÇOS
INFORMACIONAIS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE
ESTADAL DE FEIRA DE SANTANA: UM ESTUDO DE CASO

Vera Vilene Ferreira Nunes∗
Gisélia Ferreira da Silva∗∗

RESUMO
Este artigo aborda aspectos relacionados com a gestão da qualidade em
bibliotecas Universitárias diante do novo perfil exigidos pelas novas tecnologias da
informação. Apresenta uma proposta de estudo de caso baseado em observação,
experiências vividas, revisão da literatura e diagnóstico que irá apontar novas
estratégias para implantação do programa de qualidade no Sistema de Bibliotecas
da Universidade Estadual de Feira de Santana. O trabalho fortalece os princípios
de que os responsáveis pela implantação, manutenção e aperfeiçoamento das
unidades de informação, devem estar atentos em avaliar os pontos fortes e fracos,
que influenciam os ambientes internos e externos, buscando exercer maior
controle na identificação das questões estratégicas para melhoria da qualidade.
PALAVRAS-CHAVE:
Universitárias

Qualidade.

Serviço

de

atendimento.

Bibliotecas

INTRODUÇÃO
A busca pela qualidade é indiscutivelmente a tendência mais importante
dos anos 80 e 90, voltada principalmente para o cliente/usuário, onde cada vez
mais exige qualidade nos seus produtos/serviços. O ganho de qualidade em
produtos e serviços tem se tornado uma preocupação importante neste final de
século. A qualidade em produtos tangíveis tem sido descrita e medida , e a
qualidade em serviços intensamente pesquisada e desejada.
É indiscutível portanto, a necessidade de maior compreensão a cerca dos
princípios da gestão da qualidade e sua aplicação aos serviços de informação

�para os profissionais da área principalmente gerente de bibliotecas e
pesquisadores nessa linha de interesse.
Conforme Almeida (1995), o diferencial competitivo baseado na tecnologia
e na qualidade de produtos, prevaleceu na década de 80, enquanto que na
década de 90

o foco passa a ser os serviços onde muitos fatores vêm

contribuindo para o crescente despertar do cliente/usuário.
Autores clássicos como Deming (1990) e Juran (1990) são considerados os
gurus da qualidade . Enquanto Juran fundamenta seus princípios na trilogia:
planejamento, controle e melhoria de qualidade para identificar e solucionar
problemas da organização, Deming centraliza as filosofia nos recursos humanos
da empresa e enfatiza que o homem é o componente mais importante na definição
do destino da organização. Adepto da melhoria contínua, afirma que
a produtividade aumenta à medida que a qualidade melhora. Há
menos trabalho e não há tanto desperdício [...] a melhora da
qualidade transfere o desperdício de homem-hora e tempomáquina para a fabricação de um bom produto e uma melhor
prestação de serviços. (DEMING,199, p.1)

No Brasil, o

assunto

começa a ser mencionado a partir de 1992, em

relatório final do II Congresso de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação, cujo tema central foi, Qualidade, Produtividade, Competitividade em
Sistemas de Informação. Esse documento indica que o fator qualidade na área
biblioteconômica

pode recair em pelo menos duas situações: em relação

elaboração de produto, considerando-se a informação como objeto de consumo,
ou seja, a utilização de procedimentos técnicos e metodológicos, transformando
dados em informação disponível; gestão em serviços envolvendo o conceito de
que a informação se transforma em serviço quando ocorre de fato o processo de
utilização da informação processada (TÁLAMO, 1992).
Outro evento na área de biblioteconomia, cuja temática central foi a
qualidade, ocorreu em Recife (Pe), que 1992, o I Seminário Nacional de
Informação e Qualidade. Na Oportunidade, são apresentadas palestras sobre o
assunto, procurando despertar o interesse e a reflexão dos bibliotecários a cerca

�da necessidade da implantação da gestão da qualidade em unidades de
informação (MARRI; MOURA, 1992).
Em Belo horizonte (MG), realiza-se o 2º Congresso Latino Americano de
Biblioteconomia e Documentação – BIBLOS 2000, quando são apresentados dois
trabalhos voltados especificamente à implantação da gestão da qualidade em
serviços de informação, ligado a empresa nacional. (Congresso Latino Americano
de Biblioteconomia e Documentação, 1994).
Vimos publicado também por Valls e Vergueiro (1998), um trabalho no qual
apresenta revisão de literatura nacional sobre a gestão da qualidade em serviços
de informação, visando a uma sistematização do tema, observando-se ao final do
trabalho que não há uma base teórica sedimentada em literatura nacional, sobre
esse assunto.
Antes de qualquer coisa, é necessário compreender que as unidades de
informação são institucionais e, como tal, constituídas por um conjunto de funções
responsáveis, que vem desde a implantação até a recuperação da informação.
Sabemos que a sua estrutura organizacional está formada por departamentos
denominados de seções que, em muitos casos são designados com outros
nomes. A cada departamento cabe responsabilidade pelo desenvolvimento de
alguns produtos e/ou serviços, formando uma cadeia até a sua execução final.
Neste contexto existe uma interdependência muito grande entre as partes que se
uma falhar, afetará ao sistema como um todo, ficando a qualidade finalística
comprometida.
Por conseguinte a proposta de qualidade deve atingir a todos no centro,
desde a administração superior até os serviços gerais. Entretanto para que isso
ocorra, torna-se imperativo que o ciclo de comunicação interna funcione de tal
modo, que os ruídos não interfiram na decodificação das mensagens por parte dos
usuário fornecedores internos , e conseqüentemente contribuam para o bom
atendimento às demandas dos usuários e fornecedores externos.

�A implantação de um sistema de qualidade em unidades de
informação é uma questão de promover a sensibilização da
equipe, treiná-la para bem executar suas atividades técnicas
rotineiras, para coleta e utilização adequada dos dados
estatísticos, bem como na interação com os usuários, de modo a
perceber suas expectativas. ( ROCHA e GOMES , 1993, p.151).

Portanto, não basta que as unidades de informação possuam apenas
qualidade aparente, ou seja, que sua coleção esteja organizada tecnicamente
conforme Pinheiro (1990, p. 111). É preciso acima de tudo, que seus serviços e
produtos tenham uma qualidade real, ou seja, que apresentem um valor agregado,
como por exemplo, fornecer informações específicas, analisadas e reelaboradas
de acordo com o nível de compreensão e necessidade do usuário e no menor
tempo possível.
Temos consciência de que, se quisermos trabalhar a informação como o
requisito chave para a qualidade, precisamos acima de tudo, compreender que os
recursos mais importantes nesse processo são os recursos humanos. A satisfação
da clientela interna estará em grande parte garantida pela qualidade do
desempenho do quadro funcional da organização.
Um desenvolvimento gerencial eficaz e eficiente, pressupõe em qualquer
organização a existência de infra-estrutura informacional para apoio à tomada de
decisão de forma ágil e segura. Em Bibliotecas, não é diferente , pois para
conseguir qualidade, eficácia e efetividade em seus serviços e produtos, os
sistemas informacionais devem reduzir a incerteza e aumentar a informação sobre
a ambiência que os envolve, particularmente os insumos que recebem, sejam de
natureza financeira material ou de demanda, devem ser conhecidos, calculados e
antecipados (TARAPANOFF,1995,p.14)
O empirismo é marcante na administração das bibliotecas universitárias
brasileiras, devido a falta de conscientização sobre a necessidade da existência
de formas de gestão voltadas à sua clientela, que permitam o alcance de maior
interação de necessidades e expectativas dessas organizações com seus
usuários.

�Portanto, investir em qualidade significa definir claramente os objetivos a
atingir, as normas a serem utilizadas, como serão as características do produto,
serviço final desejado. E isso depende acima de tudo, do nível de conhecimento e
envolvimento da equipe de organização.
Uma organização é basicamente composta por pessoas, estrutura e
tecnologia. As pessoas representam o sistema social interno da organização e
consistem de indivíduos e grupos de todos os tamanhos. Inerentes aos indivíduos
estão suas necessidades, valores, competências, conhecimentos, energia mental
e física tornando o ambiente de trabalho dinâmico e único.
Analogia feita por Taylor e Wilson, (1990) com referencia aos serviços
biblioteconômicos e os serviços de venda a varejo em uma

loja, em que a

qualidade é reconhecida pelo cliente em termos de facilidade de locomoção,
sinalização clara, estoque atualizado e de fácil acesso, além de pessoal
competente. Consideram ser necessários, a qualidade do administrador. Assim
difundem a idéia de que um serviço de informação depende da imaginação,
desempenho e habilidades administrativas do profissional de informação. Somente
o bibliotecário-gerente pode motivar outros a promover a qualidade do serviço,
como também insistir na qualidade de desempenho de seus subordinados, e
acionar efetivamente a organização, para que os recursos necessários à garantia
de qualidade do trabalho sejam disponibilizados.

PANORAMA DAS AÇÕES ESTRATÉGICAS DESENVOLVIDAS

A Universidade Estadual de Feira de Santana, é uma das mais relevantes
Instituição de Ensino Superior dentre as 4 (quatro) existentes no Estado, está
localizada em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado da Bahia, com
posição geográfica privilegiada em relação aos demais municípios baianos. O
quadro docente é constituído de 725 professores, os quais são responsáveis pela
formação de centenas de profissionais, distribuídos em 36 cursos de graduação e

�pós-graduação nas mais diversas áreas do conhecimento e pela produção de
grande quantidade de informação em Ciência&amp;Tecnologia.
Neste contexto situa-se a Biblioteca Central Julieta Carteado, que teve
seu início a partir do acervo da Faculdade de Educação incorporada a então
Fundação Universidade de Feira de Santana. Sua implantação deu-se a partir de
outubro de 1975 e sua inauguração aconteceu concomitante ao funcionamento da
universidade, em 31 de maio de 1976.
Em 1986, o novo prédio da Biblioteca Central foi concluído, e grandes
avanços foram implementados, o acervo teve um crescimento na ordem de 40% ,
novas seções e serviços implantados e acomodações e mobiliário adequado para
maior funcionalidade e dinamicidade no atendimento aos usuários.
A partir de 1988, com o avanço tecnológico a exigir novas atitudes com
relação ao acesso a informação, ingerências foram empreendidas na busca da
qualidade, na prestação de serviços à comunidade universitária como: criação de
coordenações no intuito de distribuição de funções e atribuições na execução dos
serviços; capacitação de

profissionais; Criação de espaço cultural no hall da

biblioteca; reestruturação de normas e rotinas de funcionamento; implantação do
Programa de Educação do Usuário, através do treinamento de todos os alunos
novos e veteranos; serviço de alerta; campanhas de silêncio e preservação do
acervo; reativação do projeto Biblios; Feira de livros; qualificação nas coleções de
periódicos; reativação do COMUT, mudanças no lay-out e implantação do acesso
livre; adesão ao programa Bibliodata e criação dos Postos de serviços da rede
Antares.
No período de 1995, a biblioteca passa por momentos marcantes de
transição, os quais resultaram em mudanças, exigindo uma adequação
organizacional e agilização no processo de tomada de decisão. Foi o período em
que assume uma nova estrutura, coerente com as atividades e processo de
desenvolvimento alcançado. Incorpora-se à Biblioteca Central outras bibliotecas
existentes em unidades isoladas da UEFS, dando origem ao Sistema Integrado de

�Bibliotecas, ligado diretamente à Reitoria, a nível de pró-reitoria, constituída pela
Biblioteca Central Julieta Carteada

e mais 7 (sete) Setoriais, num modelo de

centralização parcial o mais indicado para a realidade da Universidade Estadual
de Feira de Santana.
A cada semestre pode-se observar uma crescente demanda com relação
aos serviços oferecidos, bem como a exigência quanto a melhoria e especificidade
dos serviços. Numa universidade onde todas as questões são emergentes e sua
biblioteca atua como cérebro desta universidade, pressupõe-se o cumprimento da
sua missão que é

oferecer suporte informacional condizente com a nova

realidade, exigindo a ação de mão- de- obra especializada e ações gerenciais de
impacto, sejam nos serviços de atendimento referencial,

na disseminação da

informação, no planejamento e execução de projetos, na implantação e
acompanhamento no processo de informatização, nos programas de motivação
dos recursos humanos e educação do usuário e no tempo de disponibilização da
informação processada, além do controle e manutenção dos ciclos de serviços.
Neste contexto o Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de
Feira de Santana,

impulsionado pelas profundas mudanças tecnológicas de

acesso à informação e sua importância na melhoria da qualidade dos serviços,
foram desenvolvidas ações estratégicas para incrementar o acesso aos serviços
e produtos oferecidos, buscando cumprir a sua missão de socializar a informação.
A biblioteca universitária como um organismo social deve oferecer, maior
facilidade e aptidões na busca e uso da informação aos seus usuários,
estimulando-os na prática de um trabalho científico e mudanças de postura
condizentes com a formação dos futuros profissionais e pesquisadores que serão
absorvidos pelo mercado de trabalho, atualmente tão qualificado e competitivo.

ESTUDO DE CASO COMO UMA PROPOSTA AVALIATIVA

�A proposta de aplicar um estudo de caso para detectar os problemas
existentes no Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de
Santana – UEFS, deve-se principalmente por ser um método mais apropriado para
a complexidade deste processo organizacional.
Podemos observar que atualmente no campo da Ciência da Informação, a
pesquisa tem se desenvolvido através de estudo de casos e que os resultados
tem se apresentado bastante proveitosos. Algumas pesquisas servem como
referência para ilustrar essas afirmações como: Fujino (1993 apud VERGUEIRO
[200- ]) sobre os serviços de informação tecnológica para empresas indústriais;
por Machado (1998 apud VERGUEIRO [200-]), sobre o planejamento e
implementação de projetos em algumas bibliotecas de São Paulo; e Valls (1998
apud VERGUEIRO [200-]), sobre o papel do profissional da informação no sistema
da qualidade em empresas, são citadas como exemplo dessa tendência atual da
pesquisa no país.
Os estudos de casos podem oferecer maior facilidade para a avaliação da
qualidade dos serviços prestados em bibliotecas devido as características que a
literatura apresenta: durante o processo a percepção é aguçada para novos
elementos de estudos; através da avaliação do sistema chega-se à compreensão
do problema, e observa-se as relações e envolvimento das pessoas em contato
com a situação; têm-se a completa compreensão da realidade em suas
propriedades e na extensão própria do problema; permite a utilização de vários
dados através de fontes diversas e aspectos de tempo e situações diferenciadas;
apresentam as vivências permitindo a formação de conceitos; permite ao
observador variados casos numa mesma situação; a linguagem utilizada é mais
simples e esclarecedora , pois utiliza-se a informalidade de expressão, através de
fatos descritivos.
Dentre as características apresentadas, a que mais se aplica ao nosso
objetivo é aquela que permite o estudo dos diversos pontos de vista numa mesma
situação, com a participação do leitor nas conclusões, pois o foco na definição do
estudo de caso proposto é o Cliente, que define produtos e serviços, assim como

�o instrumento apropriado para a solução de problemas e integração de grupos,
conforme Marchiori, (1995,p.133)
Com a aplicação do método “estudo de caso” pretende-se adotar ações
que antecedam e excedam as expectativas apropriadas a um PROGRAMA DE
GESTÃO DA QUALIDADE EM SERVIÇOS NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE ESTADUAL

DE FEIRA DE SANTANA – UEFS,

com bases

sólidas na avaliação dos serviços e produtos procurando visualizar o futuro e criar
mecanismo para alcançar os objetivos.
(1990) traduzidos

Observando os princípios de Deming,

para nosso contexto organizacional, conforme a seguinte

interpretação: formalização do Programa de Gestão da Qualidade reunido a um
exercício coletivo de repensar e reorganizar o sistema de Bibliotecas da UEFS,
enfatizando o olhar do cliente/usuário; o tempo de resposta para serviços e
produtos; a medição e avaliação de desempenho; conhecer os produtos e serviços
oferecidos; reduzir a viabilidade, eliminando esforços inúteis; gerar uma estrutura
flexível e adotar uma administração participativa; criar espírito de cooperação;
possibilitar

mudança

de

comportamento;

estimular

a

atualização

e

o

aperfeiçoamento ; instituir liderança; promover mudanças através de melhorias
contínuas com uma organização integrada e o uso adequado da tecnologia.

CONCLUSÃO
As Bibliotecas universitárias são responsáveis por grande parte da infraestrutura de formação intelectual de sua comunidade científica. Portanto não pode
se abster de ampliar o âmbito de atuação e abrangência de novos hábitos e perfis
competitivos adequados à nova realidade, tendo portanto que investir em
princípios científicos voltados para a filosofia da qualidade por meio de
diagnóstico; estudo de caso; da identificação de indicadores; participação do seu
gerente; tendo como foco o aumento do grau de satisfação do usuário em relação
a qualidade dos produtos e serviços oferecidos.

�Para atingir o objetivo da gestão da qualidade, o Sistema de Bibliotecas da
Universidade Estadual de Feira de Santana, precisa imprimir uma cultura que vise
mudanças de atitudes dos profissionais através do estabelecimento de uma
filosofia de qualidade onde os esforços devem ser congregados para se alcançar
o máximo de aproveitamento, com reduzido custo, observando-se os métodos,
técnicas e procedimentos que dispensem menos esforços e estejam voltados
principalmente para as necessidades e expectativas dos usuários.
Assim, neste sentido o Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de
Feira de Santana, após o estudo de caso, deverá definir medidas e indicadores
que direcione as medidas a serem tomadas pelo Sistema com relação ao
planejamento, desempenho e produtividade. É importante ressaltar que os
profissionais da informação, devem assumir uma responsabilidade inerente a sua
formação profissional no momento da aplicação das ferramentas que serão
utilizadas na implantação do Programa de Gestão da Qualidade, tendo como
instrumento orientador a conscientização, o treinamento da equipe e avaliação dos
produtos e serviços.
É relevante ressaltar que para buscar excelência em bibliotecas
universitárias, é necessário ousar e criar,

adotando as mudanças na sua

realidade, estabelecendo a sua missão, definindo suas metas, objetivos, padrões
e medidas de desempenho, indicadores de treinamento contínuo, assim como a
adoção das novas tecnologias sem perder de vista o olhar do cliente.

REFERENCIAS
ABREU, D. G. de. Implantação da gestão pela qualidade total em áreas de
documentação técnica da Refinaria Gabriel Passos. In: CONGRESSO LATINOAMERICANO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCMENTAÇÃO, 2., Belo Horizonte,
1994. Anais... Belo Horizonte: Associação de Biblioteconomia de Minas Gerais,
1994.

�ALMEIDA, S. Cliente eu não vivo sem você: o que você não pode deixar de
saber sobre qualidade de serviços e cliente. Salvador: Casa da Qualidade, 1995.
17 p..
CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCMENTAÇÃO : Biblios 2.000, 2., Belo Horizonte, 2000. Anais... Belo
Horizonte:
DEMING, W. E. Qualidade: a revolução da administração. Rio de
Janeiro:Marques Saraiva, 1990.
JURAN, J. M. A qualidade desde o projeto: os novos passos para o
planejamento da qualidade em produtos e serviços. São Paulo. São Paulo:
Pioneira, 1992. 551 p..
MARRI, A.; MOURA, G. G. Gestão da qualidade em unidades de informação.
Recife: [s.n.], 1992
RAMOS, Maria Etelvina Madalozzo (org.). Tecnologia e novas formas de gestão
em bibliotecas universitárias. Ponta Grossa: UEPG, 1999.
PINHEIRO, M. G. Extensão tecnológica: a experiência em uma industria de
laticínios, com enfoque para área energética. Belo Horizonte, 220p. Dissertação
(Mestrado). Universidade Federal de Minas Gerais, 1990, p. 111.
ROCHA, E. C.; GOMES, S. H. de A. Gestão da qualidade em unidade de
informação. Ciência da Informação,Brasília, v. 22, n.2, p. 142-153, maio/ago.
1993.
TÁLAMO, M. de F. G. M. Relatório do II COBIBII – Congresso de Biblioteconomia,
Documentação e Ciência da Informação. Revista Brasileira de Biblioteconomia
e Documentação v. 25, n. 3-4, jul./dez., 1992. p. 132.
TARAPANOFF, Kera. Técnicas para tomada de decisão no sistema de
informação. 2. ed. Brasília: Thesaurus, 1995. 163 p.
TAYLOR, M. H.; WILSON, T., QA: quality assurance in libraries – the health care
sector. Ottawa: Canadian Library Association, 1990. 168 p.

�VALLS, V. M., VERGUEIRO, W. C. C. A gestão da qualidade em serviços de
informação no Brasil: uma revisão de literatura. Perspectivas em Ciências da
Informação, Brasília, v. 3, n. 1., p. 47-59, jan./jun. 1998.
VERGUEIRO, Waldomiro. O olhar do cliente como fator de qualidade para
gestão de bibliotecas universitárias: estudo de casos. [200-]. Disponível em:
&lt;studantes.hpg. Ig.com.Br/texto&gt;.Acesso em: 13 jul. 2004.

∗

Bibliotecária, Diretora do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de SantanaBahia, Brasil, Especialista em IES e mestrando em Gestão pela European University
vvilene@uefs.br
∗∗
Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana-Bahia,
Brasil, Especialista em IES e mestranda em Gestão pela European University. giselia@uefs.br
Universidade Estadual de Feira de Santana. Biblioteca Central Julieta Carteado, K 03, Br 116 –
Campus Universitário, Feira de Santana-BA – Brasil. CEP: 44031-460 www.uefs.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57559">
                <text>Estratégias de ação para gestão da qualidade nos serviços informacionais do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana: um estudo de caso.(Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57560">
                <text>Nunes, Vera Vilene Ferreira; Silva, Gisélia Ferreira da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57561">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57562">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57563">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57565">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57566">
                <text>Este artigo aborda aspectos relacionados com a gestão da qualidade em bibliotecas Universitárias diante do novo perfil exigidos pelas novas tecnologias da informação. Apresenta uma proposta de estudo de caso baseado em observação, experiências vividas, revisão da literatura e diagnóstico que irá apontar novas estratégias para implantação do programa de qualidade no Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana. O trabalho fortalece os princípios de que os responsáveis pela implantação, manutenção e aperfeiçoamento das unidades de informação, devem estar atentos em avaliar os pontos fortes e fracos, que influenciam os ambientes internos e externos, buscando exercer maior controle na identificação das questões estratégicas para melhoria da qualidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68801">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5302" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4368">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5302/SNBU2004_225.pdf</src>
        <authentication>50bafbb94f25840c07fb5d533bf1cdbc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57612">
                    <text>SETOR BRAILE DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA:
INCLUSÃO SOCIAL?
Marivalda Araújo da Silva∗
∗∗

Maria do Carmo Sá Barreto Ferreira

RESUMO
O trabalho apresenta uma visão da real condição do Setor Braile da Biblioteca
Pública do Estado da Bahia, tendo como base de estudo o Projeto de Lei
13.575/2003, verificando os serviços oferecidos aos cidadãos com deficiências
visuais. Se o setor está adequado as novas tecnologias da informação, com
acervos especiais e computadores equipados com o sistema DOSVOX, e de que
forma vem contribuindo para inclusão social desses deficientes. Observando quais
as dificuldades para se adequar ao Projeto de Lei, se já fazem uso das novas
tecnologias e dos recursos oferecidos pelo Centro de Apoio Pedagógico – CAP,
que imprime textos digitados no word, no formato braile, e como funciona as salas
de ledores. Aborda também a questão da qualificação do profissional que presta
serviços a esta clientela especial, enfatizando a importância de se ter profissionais
capacitados e habilitados para que os serviços oferecidos sejam adequados e
bem
utilizados
pela
clientela
a
que
se
destina.
PALAVRAS-CHAVE: Deficiente visual. Biblioteca Pública. Inclusão social.

HISTÓRICO

A Biblioteca Pública do Estado da Bahia – BPEB, foi criada em 13 de maio
de 1811, com o nome de Livraria Pública da Bahia, é a primeira Biblioteca Pública
do Brasil e da América Latina, a data de criação foi escolhida por ser o aniversário
do Príncipe Regente D. João VI, seu idealizador foi Pedro Gomes Ferrão Castelo
Branco. Em 04 de agosto na Sala do Dossel do Palácio do Governo, foi
inaugurada e aberta ao público.
Em 187 anos de existência, a

Biblioteca Pública do Estado da Bahia

passou por mudanças, inovações e criação de serviços para atender a demanda

�da sua clientela. Em 05 de novembro de 1970, o governador Luis Viana Filho,
inaugura o prédio atual, com o nome de Biblioteca Central do Estado da Bahia,
que por força do Decreto 22.103 de 04 de novembro de 1970, cria o Sistema de
Bibliotecas do Estado da Bahia e o Setor Braille da Biblioteca Central da Bahia,
hoje conhecida como Biblioteca Pública do Estado da Bahia, na gestão da
bibliotecária Adalgisa Moniz de Aragão, no dia 12 de agosto de 1971, o Setor foi
aberto ao público.

O SETOR BRAILLE DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA

É considerado usuário deficiente ou portador de necessidades especiais
que freqüentam bibliotecas aqueles

com limitação visual, auditiva, física ou

mental, aqueles que necessitam de serviços e produtos especiais de acordo com
as suas limitações.
Liberdade, prosperidade e desenvolvimento da sociedade e dos
indivíduos são valores humanos fundamentais. Eles serão
alcançados somente através da capacidade de cidadãos, bem
informados para exercerem seus direitos democráticos e terem
papel ativo na sociedade. (...) A biblioteca pública, pasta de
entrada para o conhecimento, proporciona condições básicas para
a aprendizagem permanente, autonomia de decisão e
desenvolvimento cultural dos indivíduos e grupos sociais.
(FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2000).

O Setor Braille da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, visando atender
as necessidades destes usuários, vem procurando se adequar as novas
tecnologias e dotar o setor de equipamentos que venham atender as carências
dos deficientes visuais.
Os equipamentos de informática, scanner, impressora braille, computador
com o programa Winvox, virtual vision o sistema Dosvox e o jaws, veio facilitar e
agilizar os serviços

de transcrição de texto para braille e oferecer

suporte

fundamental às necessidades educacionais dos freqüentadores do setor, que

�possui outros equipamentos como impressora a tinta, máquinas perkins braille,
gravadores, aparelhos de som, de TV, vídeo cassete, regletes, sorobans,
punções, assinadores e materiais em relevo (escrita branca).

O DEFICIENTE NA SOCIEDADE
O processo de inclusão social da pessoa com deficiência não deve
excluir serviços especializados de atendimento a esta pessoa,
enquanto forem necessários. Pelo contrário, os Serviços devem
ser melhorados, para prestar atendimento cada vez melhor,
funcionando como facilitadores de um processo saudável de
inclusão.
(SILVA,
2004)

O mundo vem passando por transformações, econômicas, sociais,
tecnológicas e etc,

e neste momento vemos o quanto é difícil equiparar as

pessoas, pois existem diferenças,

sociais, econômicas, raciais e estruturais.

Somos uma sociedade formada por pessoas “normais”

e portadores de

deficiências, ou pessoas especiais, pois estas necessitam de cuidados e atenção
especial seja no âmbito da fala, audição, locomoção ou visão, pois fala-se muito
em direitos humanos e inclusão social da pessoa portadora de

deficiências,

medidas neste sentido tem sido tomadas para que a médio prazo este problema
seja amenizado, temos na Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes as
seguintes afirmações:
1 - O termo "pessoas deficientes" refere-se a qualquer
pessoa
incapaz de assegurar por si mesma, total ou parcialmente, as
necessidades de uma vida individual ou social normal, em
decorrência de uma deficiência, congênita ou não, em suas
capacidades físicas ou mentais.
2 - As pessoas deficientes gozarão de todos os diretos
estabelecidos a seguir nesta Declaração. Estes direitos serão
garantidos a todas as pessoas deficientes sem nenhuma exceção
e sem qualquer distinção ou discriminação com base em raça, cor,
sexo, língua, religião, opiniões políticas ou outras, origem social ou
nacional, estado de saúde, nascimento ou qualquer outra situação
que diga respeito ao próprio deficiente ou a sua família.
4 - As pessoas deficientes têm os mesmo direitos civis e políticos
que os outros seres humanos: (...)
5 - As pessoas deficientes têm o mesmo direito a medidas que
visem capacitá-las a tomarem-se tão autoconfiantes quanto
possível;

�6 - As pessoas deficientes têm direito a (...)e outros serviços que
lhe possibilitem o máximo desenvolvimento de sua capacidade e
habilidades que acelerem o processo de sua integração social;
7 - As pessoas deficientes têm o mesmo direito à segurança
econômica e social de vida decente e de acordo com suas
capacidades, a obter e manter um emprego ou desenvolver
atividades úteis, produtivas e remuneradas e a participar de
sindicatos;
8 - As pessoas deficientes têm direito de ter suas necessidades
especiais levadas em consideração em todos os estágios de
planejamento econômico e social; ( Organização das Nações
Unidas, 2004)

A nível municipal para dar condições e oportunidades de forma igualitária a
todos foi criado o Projeto de Lei nº 13.575/2003, (ANEXO), que “institui a
adaptação

de

Bibliotecas

Estaduais,

ou

a

adaptação

das

existentes,

especializadas em braille em municípios com mais de cem mil habitantes” (D.O.E.,
09/10/2003). Este projeto de lei avança em direção das necessidades do
deficiente visual que através do tato pode perceber a obra escrita em braille,
inserindo-se num mundo onde o conhecimento é cada vez mais dinâmico e a
inclusão social torna-se cada vez mais difícil.
Os municípios de todo o território nacional, devem criar, quanto
antes, suas assessorias para Assuntos da Pessoa Com
Deficiência. Constituídas de um assessor nos municípios menores
e dois assessores nos municípios maiores. Estas Assessorias não
acrescentam, por si só, grandes despesas aos municípios e
podem realizar com facilidade o trabalho de base que está
faltando.
Funcionarão como Instrumento de Orientação e Elo entre a
prefeitura e as pessoas com deficiência, suas famílias e os
serviços da comunidade, inclusive Ministério Público e meios
intelectuais, visando a promoção social destas pessoas. (SILVA,
2004).

CONTEXTUALIZANDO O PROJETO DE LEI Nº 13.575/2003

O artigo1 - autoriza a criação de setores nas Bibliotecas Estaduais, especializados
em braille. A Biblioteca Pública do Estado da Bahia a mais de trinta anos possui o
setor braille, criado por Henriqueta Catarino, visando a atender a clientela de

�deficientes visuais que não possuíam opção de leitura seja de lazer ou para
enriquecer seus conhecimentos.
O parágrafo único, trata da adaptação ou criação de um setor
especializado, o setor braille da Biblioteca Pública do Estado da Bahia vem se
adequando às exigências de modernização

e as Normas de Acessibilidade

NBR9050. O setor esta localizado no andar térreo da Biblioteca com uma área de
440m2, ar condicionado central, com acesso por portas laterais exclusivas para os
deficientes visuais, piso emborrachado, está mobiliada com cabines para audição
de fitas, mesas e cadeiras de acordo com as necessidades dos usuários,
trazendo conforto e bem estar a todos, o acesso a Biblioteca é através de rampa,
pista tátil, e sinaleira sonora.

Artigo 2 - refere-se ao acervo de livros em braille, o Setor Braille é composto de
mais de 5200 unidades de livros, contemplando todas as áreas do conhecimento
humano, sendo que a área de literatura tem maior predominância. Faz parte
também do acervo a fitoteca, composta de livros gravados, CDs técnicos,
didáticos e de lazer. Todo o acervo é disponibilizado para empréstimo a usuários
cadastrados na biblioteca.
Para melhor atender aos usuários, as informações solicitadas que não são
encontradas no setor, são procuradas em outros setores da Biblioteca Pública do
Estado da Bahia e repassadas. Os livros, periódicos, apostilas, folhetos e todos os
materiais impressos em tinta podem ser transcrito para o braille (escrita branca),
gravadas ou lidas pelo grupo de ledores que desenvolve atividades no setor.

Artigo 3 – Estas Bibliotecas deverão

proporcionar mensalmente curso de

manuseio e leitura do material disponível no acervo, assim como

reciclagem

profissional aos portadores de deficiência visual. Em parceria com outras
instituições como o Centro Educacional de Tecnologia em Administração –
CETEAD, são desenvolvidos projetos que visam a inclusão social do deficiente
visual, através de cursos, palestras, oficinas e atividades culturais, estes projetos

�tem programação anual, contempla também pessoas não

deficientes e os

funcionários, é uma forma de integrar todos num evento, conta com o apoio do
centro de Apoio Pedagógico – CAP, que complementa as atividades dos alunos
na orientação a mobilidade e na escrita cursiva. Na atualização profissional é
freqüente a participação em cursos, congressos, seminários, simpósio voltado
para os deficientes visuais.

Artigo 4 – Os instrutores treinadores e atendentes devem ser devidamente
capacitados direta ou indiretamente pelo instituto de cegos. A Biblioteca Pública
do Estado da Bahia, tem como responsável pelo Setor Braille, a professora Jerusa
Maria Ferreira de Souza e como auxiliar o Sr. Alberto Galvão, ambos deficientes
visuais e trabalham diretamente no atendimento e orientação dos usuários. O
setor conta com o apoio do Grupo de Voluntárias Copistas e Ledores para Cegos
– GVCLC, fundado desde 1937, que tem como diretora a professora Jerusa Maria
e desde 1974, passou a funcionar no Setor Braille da Biblioteca Pública do Estado
da Bahia, desenvolvendo um trabalho de fundamental importância no apoio e
atendimento dos deficientes visuais. Tanto os funcionários como os voluntários
que desenvolve atividades no setor são treinados na escrita e leitura em braille,
por dois profissionais especializados na educação de deficiente visual além de
contar com o apoio de uma bibliotecária, a profissional Jacy Santos da Silva que é
responsável pela organização do acervo e processamento técnico de todo o
material do acervo e do Centro de Apoio Pedagógico –CAP.

Artigo5 – A biblioteca

deverá realizar semestralmente cursos sobre defesa e

promoção dos direitos humanos, promovendo a inclusão do deficiente visual na
sociedade por meio de uma educação global integrada e de sua capacitação. Os
profissionais especializados na educação de deficientes visuais, desenvolve
atividades e treinamentos com os funcionários e voluntários buscando sempre a
excelência nos serviços oferecidos e no atendimento dos usuários.
Estes profissionais e funcionários participam de cursos, congressos e
seminários, buscando uma melhor qualificação profissional.

�Artigo 6 - Compete a Secretária de Educação e Cultura (Estadual e Municipal)
zelar pela aplicação dessas normas. A responsável pelo setor informou que até
julho de 2004, nenhum órgão tinha entrado em contato para saber como estão
sendo atendidas as deliberações do Projeto de Lei.

Artigo 9 – As despesas decorrentes desta lei ocorrerão por conta de dotações
orçamentárias próprias do estado, suplementadas se necessário, bem como os
estudos orçamentários, contábeis legais e necessários ao efetivo cumprimento da
presente norma.

CONCLUSÃO

O setor braille vem passando por dificuldades em virtude da falta de
recursos financeiros, para aquisição de equipamentos que servirá de suporte para
um melhor atendimento aos usuários, como mais uma impressora braille, pois a
que o setor possui esta quebrada desde outubro de 2003, recursos para
implementar a programação de eventos e desenvolvimento de atividades que
possam contribuir para o desenvolvimento político, social e a inclusão do
deficiente na sociedade.
Sociedade inclusiva para todos, pôr em prática esta
conceptualização, beneficiará não só as pessoas com deficiência,
mas também a sociedade no seu conjunto. Uma sociedade que
exclui vários dos seus membros ou grupos é uma sociedade
empobrecida. As ações para melhorar as condições das pessoas
com deficiência culminará no desenho de um mundo flexível para
todos. “O que hoje se realizar em nome das pessoas com
deficiência, terá significado para todos no mundo de amanhã”.
(DECLARAÇÃO ..., 2004)

REFERÊNCIAS

�ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade
a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos: apresentação. Rio de
Janeiro, 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: Informação e
documentação – artigo em públicação periódica ciéntifica impressa: apresentação.
Rio de Janeiro, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e
documentação: referências - elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: resumo. Rio
de Janeiro, 2002
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Informação e
documentação: citações em documentos - apresentação. Rio de Janeiro, 2002.
BAHIA, Diretoria de Bibliotecas Públicas do Estado da. Biblioteca Pública do
Estado da Bahia. Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo, 1998.
BAHIA. Projeto de Lei nº 13.575, de 06 de outubro de 2003. Diário Oficial [do]
Estado da Bahia. Poder Legislativo, Salvador, BA, 09 out. 2003.
DECLARAÇÃO de Madri sobre o ano europeu das pessoas com deficiênciaT: não
discriminação mais ação positiva igual a inclusão social Disponível em: &lt;
http://www.lerparaver.com/madrid.html&gt; Acesso em: 10 jul. 2004.
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Biblioteca pública: princípios e diretrizes.
Rio de Janeiro, 2000. 160p. (Documentos técnicos, 6).
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração dos direitos das pessoas
deficientes: resolução aprovada pela Assembléia Geral da Organização das
Nações
Unidas
em
09,
dez.1975.
Disponível
em:
&lt;
http://www.ibcnet.org.br/Texto/PORDENTROTXT
/Direitos_dos_
Deficientes.htm#direitos&gt;. Acesso em: 07 jul. 2004.
SILVA, Gildo Soares da. Inclusão social do deficiente visual: que há de mito e
de realidade. Disponível em: &lt;http://www.lerparaver.com/inclusão_social.html&gt;.
Acesso em: 08 jul. 2004.

�∗

CRB5/1128. Bibliotecária da Universidade Estadual de Feira de Santana, Ba. Especialista em
Metodologia do Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação – UNEB – BA
∗∗
CRB5/1130. Bibliotecária da Universidade Estadual de Feira de Santana, Ba. Especialista em
Literatura Infantil e Educação – UNEB – BA.
Universidade Estadual de Feira de Santana Km 03, Br 116 – Campus – Feira de Santana, Ba –
Brasil CEP: 44.031-460 http://www.uefs.br E-mail: mari@uefs.br , carmo@uefs.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57595">
                <text>Setor Braile da Biblioteca Pública do Estado da Bahia: inclusão social? (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57596">
                <text>Silva, Marivalda Araújo da; Ferreira, Maria do Carmo Sá Barreto</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57597">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57598">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57599">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57601">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57602">
                <text>O trabalho apresenta uma visão da real condição do Setor Braile da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, tendo como base de estudo o Projeto de Lei 13.575/2003, verificando os serviços oferecidos aos cidadãos com deficiências visuais. Se o setor está adequado as novas tecnologias da informação, com acervos especiais e computadores equipados com o sistema DOSVOX, e de que forma vem contribuindo para inclusão social desses deficientes. Observando quais as dificuldades para se adequar ao Projeto de Lei, se já fazem uso das novas tecnologias e dos recursos oferecidos pelo Centro de Apoio Pedagógico – CAP, que imprime textos digitados no word, no formato braile, e como funciona as salas de ledores. Aborda também a questão da qualificação do profissional que presta serviços a esta clientela especial, enfatizando a importância de se ter profissionais capacitados e habilitados para que os serviços oferecidos sejam adequados e bem utilizados pela clientela a que se destina.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68805">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5304" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4370">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5304/SNBU2004_226.pdf</src>
        <authentication>dc4081f16b90d59c8c89e07ed505e840</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57639">
                    <text>PROPOSTA PARA MELHORIA DA ACESSIBILIDADE AOS PORTADORES DE
DEFICIÊNCIAS NA BIBLIOTECA DA FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS –
UNESP - CAMPUS DE MARÍLIA

Vanda Maria Silveira Reis Fantin∗
Maria Luzinete Euclides∗∗

RESUMO
Este trabalho apresenta um estudo que está sendo desenvolvido na Biblioteca da
Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Campus de Marília, visando a
eliminação de barreiras aos usuários portadores de necessidades especiais, com
enfoque em propostas de melhorias para o ambiente, proporcionando dessa forma
a democratização do acesso à informação.
PALAVRAS-CHAVE: Acessibilidade. Pessoas portadoras de deficiências. Biblioteca
Universitária.

INTRODUÇÃO
A literatura registra que as dificuldades e barreiras enfrentadas pelas pessoas
portadoras de algum tipo de deficiência é de longa data. Porém, nos últimos anos,
movimentos nacionais e mesmo internacionais como a Conferência Mundial de
Educação Especial, realizada em Salamanca, em 1994 (MACIEL, 2000) refletem a
preocupação da sociedade sobre a questão da acessibilidade e buscam através da
discussão e do debate formas de inserção dessas pessoas a todas as instâncias a
que têm direito como educação, saúde, trabalho, etc.
Nesse trabalho, ainda não concluído, procurou-se

através de um breve

diagnóstico relatar as condições em que se encontra a Biblioteca da UNESP –
Campus de Marília no que se refere a estrutura física, ambiente, sinalização, fatores

�que dificultam a acessibilidade e apresentar propostas de melhoria, proporcionando
dessa forma a democratização da informação.

OBJETIVOS
- Propiciar infra estrutura física e instrumentalizar a Biblioteca por meio de
equipamentos específicos, beneficiando diretamente os usuários portadores de
deficiências, garantindo o acesso e a disponibilização de seu acervo.
- Apresentar uma proposta de melhoria do ambiente visando sanar as dificuldades
que as pessoas portadoras de deficiências têm em poder recuperar a informação
necessária.

PROBLEMA E JUSTIFICATIVA
A UNESP, Universidade Estadual Paulista “ Júlio de Mesquita Filho”, foi criada
pela Lei Estadual nº 952, de 30/01/76. A ela incorporaram – se os antigos Institutos
Isolados de Ensino Superior mantidos pelo Governo do estado, que se
transformaram em Unidades Universitárias com propostas e objetivos comuns: a
preservação e o desenvolvimento do saber em todos os seus aspectos. Desde
então, vem atuando no desenvolvimento e promoção da ciência e da cultura por
meio do ensino e da pesquisa, formando recursos humanos para o exercício das
atividades profissionais, além de promover a extensão de serviços à comunidade.
Em função de sua distribuição geográfica, a UNESP é a única Instituição de
ensino superior com presença e atuação em todo o Estado de São Paulo, sendo a
Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília (FFC) um de seus campus. A FFC
possui nove cursos de Graduação: Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências Sociais,
Filosofia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Pedagogia, Relações Internacionais e Terapia

�Ocupacional e quatro cursos de Pós – Graduação: Educação, Filosofia, Ciências
Sociais e Ciência da Informação.
Dentre os cursos citados, o curso de Pedagogia traz uma particularidade: é o
único no país a possuir Habilitação em Educação Especial, que contempla quatro
áreas: deficiência física, mental, auditiva e visual (MANZINI et al, 2000a. Essa
particularidade do Curso de Pedagogia tem influenciado a procura, por parte de
candidatos universitários, pela Habilitação em Educação Especial, incluindo jovens
portadores de deficiência.
Outra particularidade da FFC é o elevado número de grupos de pesquisa que
se dedicam ao estudo das deficiências e de pessoas excluídas da sociedade, dentre
os quais é possível citar os seguintes grupos de pesquisa: Prevenção, Avaliação e
Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação, Processos Políticos Sociais e
Exclusão, Prevenção, Detecção e Intervenção Precoce na Deficiência Auditiva em
Crianças de 0 a 6 anos de idade; Diferença, Desvio e Estigma; Deficiências Físicas e
Sensoriais.
Como suporte ao ensino e à pesquisa, a Faculdade de Filosofia e Ciências
possui uma ampla Biblioteca que conta atualmente com um acervo de 70.550
volumes de publicações monográficas e aproximadamente 2.000 títulos de
publicações periódicas nacionais e estrangeiras, além de dissertações, teses,
trabalhos acadêmicos, bases de dados e materiais especiais. Sendo parte integrante
da rede de Bibliotecas da Unesp, tem como objetivo gerar um sistema de informação
direcionado para a gestão qualitativa de seus serviços e produtos, de forma a
possibilitar aos usuários o acesso às informações relevantes em nível local, nacional
e internacional.
A Biblioteca oferece vários serviços de atendimento aos usuários, mas não
aos especiais. Encontra-se atualmente com 80% de seu acervo informatizado, mas é
preciso que esta informação esteja disponível e possa ser acessada por todos os
usuários inclusive aos que possuam alguma deficiência. Construída há 25 anos, o

�prédio da Biblioteca apresenta uma estrutura em três níveis diferenciados e
alternados, unidos por um saguão, onde se localiza as escadas de acesso. A
Biblioteca não apresenta rampa e nem elevador dificultando aos deficientes o acesso
ao acervo. Além disso, também não disponibiliza equipamentos ou qualquer
tecnologia que possa favorecer o atendimento aos usuários especiais.
Esse diagnóstico e reflexão sobre o assunto levou-nos a buscar na literatura
subsídios teóricos e relatos de experiências de outras Instituições que pudessem nos
auxiliar na busca de alternativas visando a melhoria do ambiente e proporcionando
dessa forma a democratização do acesso à informação.
Nesse estudo constatou-se que a falta de acessibilidade ao deficiente na
universidade é um fato, tanto que levou o governo federal a expedir a Portaria nº
1.679 de 02/12/1999, que “dispõe sobre os requisitos de acessibilidade de pessoas
portadoras de deficiência física para instruir os processos de autorização e
reconhecimento de curso e de credenciamento de instituições” Essa Portaria tenta
assegurar aos alunos com deficiência, que freqüentam a Universidade, condições
tais como: mobilidade, utilização de equipamentos específicos e instalações
adequadas.
Manzini et al. (2000a) constataram que os alunos com deficiências física,
visual e auditiva correspondem a quase 1% dos alunos matriculados na graduação.
Esse número, por se tratar de ensino universitário, é elevado, pois estima-se que na
população geral cerca de 10% de

pessoas possuam algum tipo de deficiência,

sendo que desses, por volta de 6% corresponde à deficiência mental.
Atualmente a tecnologia advinda da pesquisa sobre acessibilidade do
deficiente tem abordado e fornecido resultados satisfatórios para que nossos alunos
cegos possam acessar a internet, fazer leitura de textos digitados, usar o computador
para digitar suas monografias, dissertações e teses. A tecnologia disponível hoje
para que as pessoas com deficiência física, que não possuam fala ou para a pessoa
surda que não possua oralização, contempla uma área de comunicação alternativa,

�cujo objetivo é propiciar comunicação com seus pares, por meio de comunicação
alternativa, ou seja, para que comunicação possa circular e atingir o seu objetivo:
comunicação.
Embora esse estudo esteja ainda em andamento, já é possível propor
algumas ações que possam contribuir para a melhoria da acessibilidade aos
portadores de deficiências, conforme descrevemos abaixo.

PROPOSTAS DE MELHORIA
A Biblioteca da FFC oferece vários serviços de atendimento ao usuário,
entretanto tem uma grande preocupação em atender a todos indistintamente. Nesse
sentido, tem como objetivo avaliar as condições de acessibilidade e apresentar
propostas que possam contribuir para a eliminação de barreiras tanto físicas quanto
informacionais. Para tanto, destaca alguns pontos relevantes que necessitam de
melhorias quanto a acessibilidade:
- O primeiro passo é conseguir um trabalho junto a comunidade da FFC
principalmente na capacitação dos profissionais para o atendimento das pessoas
com algum tipo de deficiência.
- Sinalizar as informações de forma que todos saibam o que está disponível e em
quais espaços.
- Eliminar obstáculos mantendo as áreas de circulação desobstruídas e aumentar os
espaços entre as estante pelas quais uma cadeira de rodas possa circular.
- Adquirir um elevador de forma que o usuário tenha acesso aos dois pavimentos da
Biblioteca onde estão alocados os acervos bibliográficos. A arquitetura da Biblioteca
não oferece condições para a construção de rampas.

�- Reformar o balcão de empréstimo do material de forma que as pessoas sejam
atendidas sentadas, principalmente os deficientes físicos.
- Reformar os banheiros no pavimento superior, aumentando a largura das portas e
incluindo barras e pias adequadas.
- Instrumentalizar a Biblioteca com computadores com recursos de multimídia,
impressora Braille, sistemas Braille portal de leitura, scanner leitor de imagens e com
reconhecimento de caracteres, gravadores.
- Softwares para leitura e impressão automática,

permitindo o acesso para

impressão Braille, leitura por sintetizador ou ampliação de imagens, sistema de
interface de texto em áudio com o usuário “Dosvox/Winvox” .
- Incluir obras em Braille no acervo material que atualemte inexiste na Biblioteca.
- Disponibilizar profissionais para que auxiliem na localização do material
bibliográfico tanto no acervo como em Bases de Dados.
A Biblioteca já vem tentando algumas adaptações há algum tempo. A primeira
iniciativa foi propiciar em conjunto com o Departamento de Educação Especial, um
treinamento aos funcionários com a finalidade de orientá-los na melhor forma de
atendimento às pessoas portadoras de deficiências. Posteriormente encaminhou
através da Fapesp um projeto com o objetivo de tentar instrumentalizar a Biblioteca
por meio de equipamentos específicos, mas infelizmente o mesmo não foi aprovado.
A Biblioteca tem feito um trabalho exaustivo na tentativa de melhor poder atender e
oferecer condições ideais de acesso a essa parcela da sociedade para que a mesma
possa utilizar os serviços e produtos disponíveis.
Todas essas questões sobre a acessibilidade do deficiente na universidade,
mais precisamente na utilização da Biblioteca pelo aluno-pesquisador nos levou a
lutar

a favor da inclusão que é responsabilidade

coletivamente.

de cada um e de todos

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quando buscamos saber o que vem a ser o “deficiente” o que encontramos é
uma imensa discussão em torno da questão, mas o que podemos absorver dentro
desta questão é que se faz necessário uma mudança de postura da sociedade no
trato do deficiente, ou seja passar a enxergá-lo como uma pessoa que pode
desenvolver várias atividades embora apresente dificuldades. Necessário se faz tirar
as barreiras de todas as dimensões, para que os direitos das pessoas deficientes
sejam idênticos aos das pessoas consideradas normais.
Neste trabalho consideramos que

a estrutura (equipamentos, acesso a

informação) e as barreiras arquitetônicas poderão ser os impedimentos de
acessibilidade natural, mas o não reconhecimento deste fato é a primeira barreira a
remover. Nesse sentido, a Biblioteca da FFC já encontra-se empenhada em buscar
soluções que possam contribuir para o atendimento aos usuários deficientes que
também faz parte de nossa comunidade e com os quais esta Universidade tem
compromissos de ensino, pesquisa, extensão e prestação de serviços.

REFERÊNCIAS

MACIEL, Maria Regina Cassaniga. Portadores de deficiência: a questão da inclusão
social. São Paulo em Perspectiva, v. 14, n. 2, p. 51-56, 2000.
MANZINI et al. Acessibilidade do portador de deficiência na Biblioteca:
disponibilização de acervos. Marília, 2000a. Projeto apresentado a FAPESP
(Fundação de Amparo ao Ensino do Estado de São Paulo) do Programa Emergencial
de Apoio à Recuperação e Modernização da Infra- Estrutura de Pesquisa do Sistema
Estadual de Ciência e Tecnologia – FAPESP – FASE 5.
______. Um estudo sobre acesso de pessoas com deficiências e sobre
barreiras arquitetônicas no Campus da FFC - Unesp Marília. Marília, 2000b.

�BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

BRACANTI, Paulo Roberto. Um estudo sobre barreiras arquitetônicas na Faculdade
de Ciências e Tecnologia de Presidente Prudente. Revista Brasileira de Educação
Especial. Marília, v. 7, n. 1, p. 91-100, 2001.
FERREIRA, Marcos Ribeiro; BOTOMÉ, Silvio Paulo. Deficiência física e inserção
social: a formação dos recursos humanos. Caxias do Sul:EDUCS, 1984.
MASINI, Elcie Salzano. O perceber e o relacionar-se do deficiente visual:
orientando professores especializados. Brasília: CORDE, 1994.
MAZZONI, Alberto Angel et al. Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 30,
n. 2, p. 29-34, 2001.
NOVI, Rosa Maria. Orientação e mobilidade para deficientes visuais. Londrina:
Cotação da Construção,1996.
PUPO, Deise Tallarico; VICENTINI, Regina Aparecida Blanco. A integração do
usuário portador de deficiência às atividades de ensino e pesquisa: o papel das
bibliotecas virtuais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: UNIFOR, 1998.
Disquete
RABELLO, Odílio Clark Peres. O deficiente visual e a Biblioteca Pública estadual
“Luis de Bessa”. Revista da Escola de Biblioteconomia da UfMG, Belo Horizonte,
v.18, n.1, p. 39-60, 1989.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Biblioteca inclusiva?: repensando sobre barreiras
de acesso aos deficientes físicos e visuais no Sistema de Bibliotecas da UFMG e
revendo trajetória institucional na busca de soluções. [Belo Horizonte, 2000].
Disponível em: http://www.bu.ufmg.br/t081.pdf. Acesso em: maio 2004.
TORRES, Elizabeth Fátima; MAZZONI, Alberto Angel; ALVES, João Bosco da Mota.
A acessibilidade à informação no espaço digital. Ciência da Informação, Brasília, v.
31, n. 3, p. 83-91, 2002.

�∗

Vanda Maria Silveira Reis FANTIN UNESP – Campus de Marília – Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – C.
P. 420 - 17525-900 – Marília – SP – Brasil – vania@marilia.unesp.br
∗∗
UNESP – Campus de Marília – Av. Hygino Muzzi Filho, 737 – C. P. 420 – 17525-900 – Marília – SP
– Brasil – luzibib@marilia.unesp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57613">
                <text>Proposta para melhoria da acessibilidade aos portadores de deficiências na Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP - Campus de Marília. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57614">
                <text>Fantin, Vanda Maria Silveira Reis; Euclides, Maria Luzinete</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57615">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57616">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57617">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57619">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57620">
                <text>Este trabalho apresenta um estudo que está sendo desenvolvido na Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Campus de Marília, visando a eliminação de barreiras aos usuários portadores de necessidades especiais, com enfoque em propostas de melhorias para o ambiente, proporcionando dessa forma a democratização do acesso à informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68807">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5307" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4374">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5307/SNBU2004_227.pdf</src>
        <authentication>ae5ce268dcfec788a2f05630fa46a85a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57684">
                    <text>PRESERVAÇÃO DA CULTURA NO SEMI-ÁRIDO NORDESTINO ATRAVÉS DO
ACERVO DOCUMENTAL DA BIBLIOTECA SETORIAL MONSENHOR GALVÃO

Ana Martha Machado Sampaio∗

RESUMO
Na sociedade contemporânea a informação atua como mola propulsora do
desenvolvimento econômico e cultural das instituições. As Bibliotecas e/ou Centros
de Informação têm o papel principal difundir conhecimento. A Biblioteca Setorial
Monsenhor Renato de Andrade Galvão - BSMG, faz parte do Sistema de Bibliotecas
da UEFS assume papel de centro de referência para pesquisadores que buscam
conhecer a cultura e história dos municípios que pertencem ao semi-árido baiano.
Sua finalidade reunir, organizar, preservar um acervo de valor histórico e cultural
sobre Feira de Santana e região. O desenvolvimento da pesquisa é realizado a partir
desse precioso e raro acervo, especializado em história regional e cultura popular;
abrangendo livros, documentos impressos e manuscritos, periódicos que objetiva
preservar a cultura sertaneja resguardando aspectos do cotidiano do homem
nordestino. O objetivo desse trabalho é proporcionar aos usuários informações sobre
a existência de um acervo precioso para o desenvolvimento de pesquisas
relacionadas ao semi-árido e mostrar a sua importância cultural. A BSMG tem entre
seus usuários reais o Centro de Estudos Feirenses, professores e estudantes
pesquisadores. A BSMG ocupa um importante papel regional disponibilizando seu
acervo para a produção de conhecimento que proporciona um melhor
desenvolvimento social. Através de realizações de trabalhos desenvolvidos neste
acervo que são divulgados o desenvolvimento cultural da região. A BSMG
desempenha seu papel social incentivando a produção do saber procurando, á
medida do possível, preservar e valorizar seus recursos locais.
PALAVRAS-CHAVE: Semi-árido baiano. Acervo semi-árido. Biblioteca Setorial
Monsenhor Renato de Andrade Galvão. Cultura semi-árido.

O objetivo desse trabalho é proporcionar aos usuários informações sobre a
existência de um acervo precioso e raro que se encontram ao cuidados desta
instituição, visando a preservação desta diversificada documentação que é muito
importante para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao semi-árido e

�mostrar a sua importância cultural existentes com informações concretas do passado
e do presente, procurando com isso evitar uma eliminação da memória do semi-árido
nordestino.
A região semi-árida é caracterizada pela escassa quantidade de chuvas que
resulta em solos salinos com falta de nutrientes que impedem o plantio de se
desenvolverem, por isso, a muito tempo atrás era denominada “ Poligono das
Secas”. Mas hoje com o desenvolvimento de novas tecnologias esse quadro está
mudando e nota-se que o solo é viável, principalmente através de irrigação e do
aproveitamento dos seus recursos naturais, como também, a busca constante de
alternativas sócio culturais como forma de sobrevivência de um povo sofrido ao longo
dos anos.
As Bibliotecas e/ou Centros de Informação têm como papel principal difundir o
conhecimento e a guarda da memória coletiva de um País. A Biblioteca Setorial
Monsenhor Renato de Andrade Galvão - BSMG, situada no Museu Casa do Sertão,
faz parte do Sistema de Bibliotecas da UEFS – Universidade Estadual de Feira de
Santana, possui um centro de documentação e memória, e assume papel de centro
de referência para pesquisadores que buscam conhecer a cultura e história dos
municípios que pertencem ao semi-árido baiano e desenvolver pesquisas de caráter
histórico e sócio econômico sobre o município e região. A finalidade da Biblioteca é
reunir, organizar, preservar um acervo de valor histórico e cultural sobre Feira de
Santana e região. O desenvolvimento da pesquisa é realizado a partir desse precioso
e raro acervo, especializado em história regional e cultura popular; abrangendo livros
em sua maioria raros, documentos impressos e manuscritos, folhetos religiosos,
fotografias, revistas, pastas de referências temáticas, periódicos em especial jornais
feirenses que datam da década de 60 do século XX, existentes na BSMG que
objetiva preservar a cultura sertaneja resguardando aspectos do cotidiano do homem
nordestino.
Lês temps dês lieux, cést ce moment précis ou um immense capital
que nous vivions dans l´intimité d´une mémoire disparaít pour ne plus

�vivre que sous lê regard dúne histoire reconstituée – Les lieux de
mémoire, ce sont d´abord dês restes. La forme extreme ou subsiste
une conscience commémorative dans une histoire qui l´appelle,
parce qu’ elle l’ignore. C´est la déritualisation de notre monde qui fait
apparaítre la nation – Musées, archives, cimetiéres et collections,
fêtes, anniversaries, traités, procés verbaux, monuments,
sanctuaries, associations, ce sont les buttes témoins d´un autre âge,
des illusions d’étermité. D’oú l´aspect nostalgique de ces entreprises
de piété, pathétiques et glaciales. Ce sont les rituels d´une société
sans rituel... dês signes de reconnaissance et d´appartenance de
goupe dans une société qui tend à ne reconnaitre que dês in dividus
égaux et identiques.1 (1984, p.XXIII, XXIV)

A BSMG tem entre seus usuários reais o CENEF - Centro de Estudos
Feirenses que é o centro de pesquisa que realiza produção de caráter histórico e
cultural sobre Feira de Santana e região, esse trabalho de pesquisa é normalmente
produzido e publicado com o desenvolvimento de projetos culturais que promovem a
disseminação da cultura de várias regiões do município enfocando a importância e
valorização do semi-árido nordestino, cujo produto final resulta em livros didáticos,
inventários, guias, folder, artigos, entre outras publicações. Também fazem parte do
quadro freqüente de usuários professores e estudantes pesquisadores em sua
maioria em nível de pós-graduação que desenvolvem suas linhas de pesquisa e
fazem estudos que enfocam o semi-árido nordestino e através destes elaboram
teses, dissertações, artigos, além de contar com a presença marcante de
pesquisadores da comunidade em geral que publicam livros, artigos, trabalhos
acadêmicos, dentre outros e também estudantes de ensino médio que realizam seu
trabalhos escolares utilizando a cultura local.

1

“ Os tempos dos lugares são esse momento preciso em que um imenso capital que vivíamos na intimidade de
uma memória desapareceu para viver apenas sob o olhar de uma história reconstruída... Os lugares de memória
são, antes de mais nada, restos. A forma extrema em que subsiste uma consciência comemorativa numa história
que a convoca, pois a ignora. É a desritualização de nosso mundo que faz aparecer a noção. ... Museus, arquivos,
cemitérios e coleções, festas, aniversários, tratados, averbações, monumentos, santuários, associações, são os
remanescentes testemunhos de uma outra era, ilusões de eternidade. Daí o aspecto nostálgico desses
empreendimentos de piedade, patéticos e glaciais. São rituais de uma sociedade sem ritual – signos de
reconhecimento e de presença de grupo numa sociedade que tende a reconhecer tão-somente indivíduos iguais e
idênticos.”

�FIGURA 1 – LIVRO CONHECENDO SERRA PRETA

FONTE: Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão

FIGURA 2 – MONOGRAFIA: TERRA DE SÃ NATUREZA

Fonte: Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão

�FIGURA 3 – LIVRETO DE CORDEL

Fonte: Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão

Na sociedade contemporânea a informação atua como mola propulsora do
desenvolvimento econômico e cultural das instituições, com isso, a BSMG ocupa um
importante papel regional disponibilizando seu acervo para a produção de
conhecimento que proporciona um melhor desenvolvimento social. Entende-se que
somente a partir de uma base de conhecimento cultural poderá ser avaliada a
importância do semi-árido para nossa sociedade. Através de realizações de
trabalhos desenvolvidos neste acervo que são divulgados o desenvolvimento cultural
da região do semi-árido nordestino relatando a história de um povo sofrido que com
uma terra seca conseguiram sobreviver ao longo do tempo criando outras formas
alternativas de sobrevivência utilizando como base uma cultura diversificada, rica e
criativa.
A BSMG desempenha seu papel social incentivando a produção do saber
procurando, á medida do possível, preservar e valorizar seus recursos locais, pois O
valor histórico de um documento é imensurável, onde a partir do registro de

�acontecimentos contemporâneos à sua época ou de outras épocas, o pesquisador,
pode encontrar tesouros escondidos em depósitos de documentos que são deixados
ao descaso total e que com o passar do tempo serão descartados. As Bibliotecas e
Centros de Documentação deveriam preocupar-se cada vez mais para que seus
acervos e serviços atendessem melhores as necessidades dos seus usuários, elas
deveriam tentar estabelecer uma cultura sempre voltada para os usuários, pois a
informação é um dos melhores meio de enriquecimento cultural de um povo.

ABSTRACT
In the society contemporary the information acts as propeller spring of the economic
and cultural development of the institutions. The Libraries and/or Centers of
Information have the main paper to spread out knowledge. The Sectorial Library
Monsignor Renato de Andrade Galvão - BSMG, is part of the System of Libraries of
the UEFS assumes role of center of reference for researchers that they search to
know the culture and history of the cities that belong to the half-barren Bahian. Its
purpose to congregate, to organize, to preserve a quantity of historical and cultural
value on Fair of Santana and region. The development of the research is carried
through to break of this precious and rare quantity, specialized in regional history and
popular culture; enclosing books, documents printed matters and manuscripts,
periodic that objective to preserve the culture sertaneja protecting aspects of daily of
the man the northeastern. The objective of this work is to provide to the using
information on the existence of a precious quantity for the development of related
research the half-barren one and to show its cultural importance. The BSMG has
enters its real users the Center of Feirenses Studies, searching professors and
students. The BSMG occupies an important regional paper disponibilizando its
quantity for the knowledge production that provides one better social development.
Through accomplishments of works developed in this quantity that are divulged the
development cultural of the region. The BSMG plays its social role stimulating the
production of knowing looking for, á measured of the possible one, preserving and to
value its local resources.
Keywords: Half-barren Bahian. Half-barren quantity. Sectorial Library Monsignor
Renato de Andrade Galvão. Half-barren culture.

�REFERÊNCIAS

BIBLIOTECA Digital de Obras Raras e Especiais. USP – Universidade de São Paulo.
Disponível em &lt; http://www.obrasraras.usp.br&gt;. Acesso em 04.Jun. 2004.
BIBLIOTECA Virtual. Fundação Biblioteca Nacional. Disponível em:
&lt;http://www.bn.br&gt;. Acesso em: 01. Jun. 2004.
CENTRO de Memória Digital. Universidade de Brasília. Disponível em:
http://www.cmd.unb.br. Acesso em: 07.Jun. 2004.
CIÊNCIA da informação, ciências sociais e interdisciplinares. Brasília; Rio de Janeiro:
IBICT, 1999. 182p.
GOMES, Sônia de Conti. Técnicas alternativas de conservação: recuperação de
livros, revistas, folhetos e mapas. Belo Horizonte: UFMG, 1997. 108p.
GROSSMANN, Judith. Temas de teoria da literatura. São Paulo: Ática, 1982. 116p.
IPHN. Legislação. Disponível em: http://www.iphan.gov.br. Acesso em: 07. Jun.
2004.
LÉVY, Pierre. Tecnologias da inteligência. Tradução de Irineu Costa. Rio de
Janeiro: Editora 34, 1993. 208p.
POPINO, Rollie E. Feira de Santana. Bahia: Editora Itapuã, 1968. 328p.
REUNIÃO ESPECIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA
CIÊNCIA, 4. 1996, Feira de Santana. Anais... Feira de Santana: UEFS, 1996. 508p.
SENAC. DN. Restauração e conservação de documentos. Rio de Janeiro: Senac
Nacional, 1995. 80p.
SILVIA, Zélia Lopes da. (Org.) Arquivos, patrimônio e memória: trajetórias e
perspectivas. São Paulo: Editora UNESP: FAPESB, 1999.

�SPINELLI, Jayme. Introdução à conservação de acervos bibliográficos:
experiência da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional,
1995. 66p.
SPINELLI JÚNIOR, Jayme. A conservação de acervos bibliográficos e
documentais. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 1997. 90p.
TAKAHASHI, Tadao (Org.). Sociedade da informação no Brasil: livro verde.
Brasília: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000. 195p.
UNIVERSIDADE Estadual de Feira de Santana. Museu Casa do Sertão. Folheto.
Feira de Santana. 2000.

∗

Bibliotecária responsável pela Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão – Museu
Casa do Sertão e Centro de Estudos Feirenses – UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana
amms@uefs.br. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA Campus Universitário Km
03 da BR 116 Norte – CEP. 44031-460, Feira de Santana, Bahia, Brasil. mcsertão@ig.com.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57640">
                <text>Preservação da cultura no semi-árido nordestino através do acervo documental da Biblioteca Setorial Monsenhor Galvão. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57641">
                <text>Sampaio, Ana Martha Machado</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57642">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57643">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57644">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57646">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57647">
                <text>Na sociedade contemporânea a informação atua como mola propulsora do desenvolvimento econômico e cultural das instituições. As Bibliotecas e/ou Centros de Informação têm o papel principal difundir conhecimento. A Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão - BSMG, faz parte do Sistema de Bibliotecas da UEFS assume papel de centro de referência para pesquisadores que buscam conhecer a cultura e história dos municípios que pertencem ao semi-árido baiano. Sua finalidade reunir, organizar, preservar um acervo de valor histórico e cultural sobre Feira de Santana e região. O desenvolvimento da pesquisa é realizado a partir desse precioso e raro acervo, especializado em história regional e cultura popular; abrangendo livros, documentos impressos e manuscritos, periódicos que objetiva preservar a cultura sertaneja resguardando aspectos do cotidiano do homem nordestino. O objetivo desse trabalho é proporcionar aos usuários informações sobre a existência de um acervo precioso para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao semi-árido e mostrar a sua importância cultural. A BSMG tem entre seus usuários reais o Centro de Estudos Feirenses, professores e estudantes pesquisadores. A BSMG ocupa um importante papel regional disponibilizando seu acervo para a produção de conhecimento que proporciona um melhor desenvolvimento social. Através de realizações de trabalhos desenvolvidos neste acervo que são divulgados o desenvolvimento cultural da região. A BSMG desempenha seu papel social incentivando a produção do saber procurando, á medida do possível, preservar e valorizar seus recursos locais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68810">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5312" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4378">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5312/SNBU2004_228.pdf</src>
        <authentication>27e76eb076b6079d90b47b50255f35e4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57711">
                    <text>AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS EM FONOAUDIOLOGIA: QUALIS
E FATOR DE IMPACTO
Cybelle de Assumpção Fontes∗
Maria Helena Souza Ronchesel
Valéria Cristina Trindade Ferraz
Rita de Cássia Paglione
Denise Aparecida Giacheti

RESUMO
Em tempos de globalização e competitividade, a produção científica se constitui
em um dos aspectos mais relevantes no processo de avaliação de
profissionais/pesquisadores. Não obstante, a qualificação dessa produção encerra
uma considerável dose de complexidade devida, sobretudo, a variedade de
veículos de divulgação nos quais ela é expressa. A análise dos títulos de
periódicos de Fonoaudiologia e áreas afins disponíveis no acervo do Serviço de
Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - SBD/FOB-USP, com base
nos parâmetros de avaliação da produção científica em âmbito nacional e
internacional, teve como objetivo auxiliar os profissionais/pesquisadores da
referida área. A metodologia adotada para o desenvolvimento deste trabalho,
contemplou as seguintes etapas: a identificação dos títulos de periódicos foi
realizada com base no acervo do SBD/FOB-USP que conta atualmente com 865
títulos de periódicos correntes, sendo 58 em Fonoaudiologia e áreas afins; a
análise foi submetida à base QUALIS (Fundação Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e ao Journal Citation Reports
(Institute for Scientific Information); divulgação dos resultados da análise à
comunidade acadêmica da FOB-USP. Assim sendo, este trabalho buscou
oferecer uma visão dos conceitos e fatores de impactos dos títulos de periódicos
em Fonoaudiologia disponíveis no acervo do SBD/FOB-USP, apresentando uma
ferramenta de tomada de decisão aos profissionais/pesquisadores no que se
refere à escolha de títulos relevantes para publicação em sua área de pesquisa e
para os profissionais da informação avaliarem o acervo de periódicos.
PALAVRAS-CHAVE: Periódicos científicos – Avaliação. Fonoaudiologia.

INTRODUÇÃO
O ambiente acadêmico, em todos os níveis, sempre teve em seu contexto
as avaliações de suas atividades, sejam elas de ensino, pesquisa ou de extensão.

�No Brasil, nos últimos anos, foram criadas provas para avaliação do ensino
médio – Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e universitário – Exame
Nacional de Cursos. Os cursos de pós-graduação, por sua vez são avaliados pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Como a pós-graduação pressupõe o desenvolvimento de pesquisas que,
por sua vez, deveriam resultar em publicações para a disseminação dos
resultados, a análise da produção científica dos docentes e alunos desempenha
papel central nesta tarefa de avaliação.
Para auxiliar a análise qualitativa da pesquisa e da produção resultante nos
cursos de pós-graduação, desenvolveu-se, a partir de 1998, a base QUALIS.
Ainda que para as comissões de área estabeleçam pontuação para os diferentes
veículos de divulgação - tais como livros, capítulos de livros, anais de eventos e
patentes etc. - a base QUALIS destaca-se por estabelecer indicadores
fundamentados na qualidade das revistas científicas (SOUZA; PAULA, 2002, p.
6).
Os títulos de periódicos, que compõem a produção científica dos
pesquisadores e alunos dos cursos de pós-graduação avaliados pela CAPES, são
analisados

pelas

comissões

de

área,

que

os

classificam

quanto

ao

reconhecimento científico e importância na área e a abrangência de sua
circulação – internacional, regional ou local.
A base QUALIS fundamenta-se no preceito de os conceitos atribuídos aos
títulos representam a importância do periódico utilizado, inferindo-se, então o
valor do trabalho divulgado. Ao mesmo tempo, todo este processo é realizado
pela própria comunidade científica, isto é, por pares, e revisto anualmente
(SOUZA; PAULA, 2002, p. 9).
A partir de maio de 2004, as listagens e critérios de classificação passaram
a estar disponíveis no site da CAPES - http://qualis.capes.gov.br/Qualis/,
facilitando o acesso e a consulta por todos os profissionais interessados.

�Para grande área de Saúde – que reúne a Educação Física (incluindo
Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia), Enfermagem, Farmácia,
Medicina, Odontologia, Saúde Coletiva, os critérios adotados basearam-se na
indexação dos periódicos em bases de dados.
Tendo como base estes parâmetros, o fator determinante de classificação
de um periódico como nível A, internacional, é a sua inclusão no Journal Citation
Reports – JCR.
Desde a sua criação, na década de 70, pelo Institute for Scientific
Information (ISI), o JCR é utilizado para avaliação da importância de um periódico,
determinando-se seu fator de impacto. O fator de impacto é determinado
matematicamente a partir do número de vezes que os artigos das revistas são
citados nos dois últimos anos, divididos pelo número total de artigos publicados
por este título no mesmo período das citações (VILHENA; CRESTANA, 2002, p.
20; BARSOTTI, 2003).

OBJETIVOS

Os objetivos deste trabalho foram:
•

analisar os títulos de periódicos da área de Fonoaudiologia disponíveis no
acervo do Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel
Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru – Universidade de São Paulo
– SBD/FOB-USP, com base nos parâmetros de avaliação da produção
científica em âmbito nacional e internacional – lista QUALIS e Journal
Citation Reports.

•

auxiliar os profissionais / pesquisadores da área de Fonoaudiologia nas
demandas de informação nesta área.

METODOLOGIA

�A metodologia adotada para o desenvolvimento deste trabalho, contemplou
as seguintes etapas:

1.

Identificação dos títulos de periódicos em Fonoaudiologia e áreas

afins
Tendo como fonte a base de dados de periódicos do Serviço de Aquisição
e Processos Técnicos do SBD/FOB-USP, foram identificados

865 títulos

correntes na coleção como um todo.

A partir do título e dos pedidos de assinatura, foram identificados os
periódicos utilizados pela área de Fonoaudiologia, contando-se também com a
indicação da equipe de bibliotecários.

2.

Análise dos títulos de periódicos correntes em Fonoaudiologia e

áreas afins à base QUALIS e ao Journal Citation Reports – JCR

Os títulos identificados foram inicialmente pesquisados na base Journal
Citation Reports – JCR, edição 2001/2003, versão 3.0, atualizada em 11 de maio
de 2004, disponível para consulta, via Internet, a partir do portal do Institute for
Scientific Information – ISI (http://www.isinet.com/).
Posteriormente, consultou-se a base QUALIS 2002 para a área de
Educação Física, onde a Fonoaudiologia está inserida. No entanto, observou-se
que alguns títulos não localizados inicialmente estavam disponíveis em outras
áreas, que também foram consultadas: Ciências Biológicas I, II e III, Enfermagem,
Farmácia, Letras/Lingüística, Medicina I, II e III, Odontologia, Psicologia e Saúde
Coletiva.
Estes títulos foram considerados como títulos QUALIS, independentemente
das listas em que foram localizados. Em caso se conceitos diferentes, prevaleceu
o de valor maior.
3.

Tabulação e apresentação gráfica dos resultados

�A partir dos títulos selecionados e das informações coletadas foram
elaborados gráficos e tabela, que serão apresentados a seguir.

4.

Divulgação dos resultados à comunidade acadêmica da FOB-USP

Os resultados foram apresentados em forma de pôster e folder no
SBD/FOB-USP, aproveitando-se a realização de um Encontro Internacional de
Audiologia na FOB-USP, o que trouxe grande afluxo de profissionais da área
naquele período.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dentre os 865 títulos identificados como correntes no SBD/FOB-USP foram
identificados 58 títulos em Fonoaudiologia e áreas afins (7%), sendo 36
internacionais (62%) e 22 nacionais (38%).

7%
58

807

93%
Fonoaudiolgia e áreas afins

Outras áreas

FIGURA 1 – Títulos de Fonoaudiologia e áreas afins no acervo do SBD/FOB-USP

�38%

36

22

62%

Internacionais

Nacionais

FIGURA 2 – Títulos de Fonoaudiologia e áreas afins no acervo do SBD/FOB-USP, por
origem

Consultando-se a base QUALIS e o JCR, foram identificados os títulos
constantes na Tabela 1:
TABELA 1 - Títulos de Fonoaudiologia e áreas afins localizados na base QUALIS e JCR

TÍTULO (ISSN)

ISSN

Acta AWHO

0103-555X

Acta Oto-Laryngologica
Annals of Otology, Rhinology
and Laringology
Archives of Otolaryngology,
Head and Neck Surgery
Arquivos da Fundação
Otorrinolaringologia
Arquivos de
Otorrinolaringologia
Audiology &amp; Neuro-Otology

0001-6489
0003-4894
0886-4470

FATOR DE
CONCEITO NA
IMPACTO
CIRCULAÇÃO BASE QUALIS
BASE QUALIS
NO JCR

B

N

Medicina III

0.729

B

I

Ed. Física

0.919

A

I

Medicina III

1.159

A

I

Medicina III

B

N

Ed. Física

C

N

Medicina III

A

I

Medicina III

1516-1528
1677-7530
1420-3030
0093-934X

Brain and Language
1517-459X
Brazilian Journal of
Dysmorphology and SpeechHearing Disorders
0102-762X
Distúrbios da Comunicação
0196-0202
Ear and Hearing
Ear, Nose and Throat Journal 0145-5613

2.130
1.036

1.281

I
C

N

C. Biológ. II

B

N

Ed. Física

A

I

Medicina II

B

I

Medicina III

B

I

Ed. Física

Folia Phoniatrica et
Logopaedica
Fono Atual

1021-7762
1517-0632

B

N

Ed. Física

Fonoaudiologia Brasil

1516-8131

C

N

Ed. Física

0.379

�International Journal of
Audiology
Jornal Brasileiro de
Fonoaudiologia
Journal of Child Psychology,
Psychiatry and Allied
Disciplines
Journal of Voice

1499-2027

0892-1997

Laryngoscope
Noise &amp; Health: An InterDisciplinary International
Journal
Otolaryngologic Clinics of
North America

0023-852X
1463-1741

Otolaryngology, Head and
Neck Surgery

0194-5998

Phonetica
Pró-Fono: Revista de
Atualização Científica
Revista Brasileira de
Otorrinolaringologia
Revista CEFAC: Atualização
Científica em Fonoaudiologia
Temas sobre
Desenvolvimento

0031-8388

C

I

Ed. Física

C

N

Ed. Física

A

I

Medicina II

0.438

B

I

Ed. Física

1.384

A

I

Ed. Física

C

I

Ed. Física

0.717

A

I

Medicina III

1.038

A

I

Ed. Física

1517-5308
0021-9630

0030-6665

0.656

0104-5687
0034-7299
1516-1846
0103-7749

I
B

N

Ed. Física

A

N

Ed. Física

C

N

Ed. Física

B

N

Ed. Física

A distribuição dos conceitos da base QUALIS entre os títulos internacionais
e nacionais encontra-se na Tabela 2:
TABELA 2 – Conceitos de títulos de periódicos de Fonoaudiologia e áreas afins na base
QUALIS
Conceito

Internacionais

Nacionais

Qualis A
Qualis B
Qualis C
Sem indexação
Total

8
4
2
22
36

1
6
5
10
22

A distribuição dos conceitos da base QUALIS entre os títulos internacionais
e nacionais estão representados graficamente:

�22%
61%

22

8
2

4

11%

6%
Qualis A

Qualis B

Qualis C

Sem indexação

FIGURA 3 – Conceitos de títulos internacionais de Fonoaudiologia e áreas afins na base
QUALIS

5%
45%

1
10
6
5

27%

23%
Qualis A

Qualis B

Qualis C

Sem indexação

FIGURA 4 – Conceitos de títulos nacionais de Fonoaudiologia e áreas afins na
base QUALIS

Com relação ao Journal Citation Reports – JCR, observou-se que apenas
12 (21%) dos 58 títulos de Fonoaudiologia e áreas afins foram localizados, todos
de âmbito internacional.

�60
40

21%

58

12
20

0

0
Internacionais

Nacionais

Total

FIGURA 5 – Títulos de Fonoaudiologia e áreas afins com fator de impacto no JCR

Observa-se, diante dos resultados, que os instrumentos – base QUALIS e
JCR – são válidos para auxiliarem na análise da coleção de periódicos.
No entanto, durante a pesquisa, observou-se à necessidade de
aprimoramento da base QUALIS para tornar-se mais ainda um instrumento
facilitador e confiável. Neste sentido, destacam-se:
•

falta de padronização na descrição dos títulos, que ora aparecem
por extenso, ora abreviados, o que dificulta a identificação,
especialmente na área de Otorrinolaringologia, onde os títulos são
semelhantes.

•

a diversificação dos conceitos entre os títulos. A CAPES menciona
na base QUALIS on-line que estes valores não representam
discrepância, mas o valor do veículo em cada área. No entanto, é
interessante notar que o Jornal Brasileiro de Fonoaudiologia (15175308) seja avaliado como C na área de Educação Física
(Fonoaudiologia), mas receba o conceito B na área de Medicina II.
Da mesma forma a Acta Oto-Laryngologica (0001-6489) receba
conceito B em Educação Física (Fonoaudiologia) e em Medicina I,
mas seja A em Medicina III.

�•

a falta de consistência da lista. Ainda que ocorra em menor grau,
observa-se que a Revista Brasileira de Otorrinolaringologia (00347299) recebendo simultaneamente os conceitos A e B na base de
Educação Física.

Acredita-se que com o acesso da base QUALIS no site da CAPES estas
questões serão mais facilmente visualizadas e corrigidas. Quanto ao QUALIS na
área de Fonoaudiologia, alguns setores desta área já detectaram e propuseram
estudos e análises periódicas, procurando a atualização e pertinência do
conteúdo da referida base (ANDRADE, 2003, p. 210).
Quanto ao Journal Citation Reports, considera-se representativo que dentre
os 22 títulos internacionais identificados em Fonoaudiologia e áreas afins, 12
(55%) estejam identificados nesta base.
A divulgação deste trabalho despertou a atenção e interesse dos
profissionais e alunos de Fonoaudiologia da FOB-USP, pela facilidade de acesso
a estas informações, apresentando-se como uma ferramenta de tomada de
decisão aos profissionais/pesquisadores no que se refere à escolha de títulos
relevantes para publicação em sua área de pesquisa.
Acrescentando valor a esta informação, encontra-se em fase de finalização
a inserção desta listagem na homepage do SBD/FOB-USP, com links às normas
de instrução dos periódicos, à semelhança da listagem já disponível sobre do
Qualis de Odontologia (http://www.fob.usp.br/biblioteca/qualis/).

EVALUATION OF SCIENTIFIC JOURNALS IN SPEECH-LANGUAGE AND
HEARING SCIENCE: QUALIS AND IMPACT FACTOR

ABSTRACT
In a period of globalization and competitiveness, scientific production is one of the
most relevant aspects in the process of evaluation of professionals and
investigators. Moreover, the qualification of this production is considerably
complex, mainly due to the variety of communication vehicles on which it is
expressed. Analysis of the journals of speech-language and hearing science and

�related areas available in the files of the Service of Library and Documentation
“Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” of Bauru Dental School, University of São Paulo –
SBD/FOB-USP, based on the parameters of evaluation of the scientific production
in national and international levels, aimed at helping the professionals and
investigators of this area. The methodology adopted for the development of this
study comprised the following steps: identification of the titles of journals was
conducted on the basis of the files of SBD/FOB-USP, which currently has 865
current journals, being 58 on speech-language and hearing science and related
areas; the analysis was submitted to the QUALIS base (Coordination for the
Improvement of Higher Education Professionals) and to the Journal Citation
Reports (Institute for Scientific Information); diffusion of the results of the analysis
to the academic community of FOB-USP. Thus, this study aimed at offering an
overview on the concepts and impact factors of the speech-language and hearing
science journals available in the files of SBD/FOB-USP, presenting a tool for
decision-making to the professionals and investigators as regards the selection of
relevant journals for publication in their area of research, and also for the
professionals of information, for evaluation of the file of journals.
KEYWORDS: Journals – Evaluation. Speech-language and hearing science.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, C. R. F. Critérios Qualis e de conceitos relacionados à publicação
para a Fonaudiologia. Pró Fono Revista de Atualização Científica, Barueri, v.
15, n. 2, p. 207-210, 2003.
BARSOTTI, R. Journal Citation Reports – JCR. São Paulo, [2003]. Disponível
em: &lt;http://www.sbd.hpg.ig.com.br/manuais/Manual_JCR.pps&gt;. Acesso em 1 jul.
2004.
SOUZA, E. P. de; PAULA, M. C. de S. QUALIS : a base de qualificação dos
periódicos científicos utilizada na avaliação CAPES. INFOCAPES, Brasília, v. 10,
n. 2, p. 6-24, abr./jun. 2002.
VILHENA, V.; CRESTANA, M. F. Produção científica: critérios de avaliação de
impacto. Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 48, n. 1, p.
20-21, 2002.

�∗

caf@fob.usp.br
mahelena@fob.usp.br
valeria@fob.usp.br
paglione@fob.usp.br
giacheti@usp.br
Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75,
Caixa Postal 73 - 17012-901 - Bauru - SP - Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57685">
                <text>Avaliação de periódicos científicos em Fonoaudiologia: Qualis e fator de impacto. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57686">
                <text>Fontes, Cybelle de Assumpção; Ronchesel, Maria Helena Souza; Ferraz, Valéria Cristina Trindade; Paglione, Rita de Cássia; Giacheti, Denise Aparecida</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57687">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57688">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57689">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57691">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57692">
                <text>Em tempos de globalização e competitividade, a produção científica se constitui em um dos aspectos mais relevantes no processo de avaliação de profissionais/pesquisadores. Não obstante, a qualificação dessa produção encerra uma considerável dose de complexidade devida, sobretudo, a variedade de veículos de divulgação nos quais ela é expressa. A análise dos títulos de periódicos de Fonoaudiologia e áreas afins disponíveis no acervo do Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - SBD/FOB-USP, com base nos parâmetros de avaliação da produção científica em âmbito nacional e internacional, teve como objetivo auxiliar os profissionais/pesquisadores da referida área. A metodologia adotada para o desenvolvimento deste trabalho, contemplou as seguintes etapas: a identificação dos títulos de periódicos foi realizada com base no acervo do SBD/FOB-USP que conta atualmente com 865 títulos de periódicos correntes, sendo 58 em Fonoaudiologia e áreas afins; a análise foi submetida à base QUALIS (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e ao Journal Citation Reports (Institute for Scientific Information); divulgação dos resultados da análise à comunidade acadêmica da FOB-USP. Assim sendo, este trabalho buscou oferecer uma visão dos conceitos e fatores de impactos dos títulos de periódicos em Fonoaudiologia disponíveis no acervo do SBD/FOB-USP, apresentando uma ferramenta de tomada de decisão aos profissionais/pesquisadores no que se refere à escolha de títulos relevantes para publicação em sua área de pesquisa e para os profissionais da informação avaliarem o acervo de periódicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68815">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5315" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4381">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5315/SNBU2004_229.pdf</src>
        <authentication>445fb0d5d7b6bd0c37762599e913961e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57738">
                    <text>CATALOGAÇÃO DE RECURSOS ELETRÔNICOS DE INTERNET PELO
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA USP
Elisabete da Cruz Neves∗
Maria Celisa de Mattos Zapparoli
Dorotéa Fill
Márcia Rosetto
Edna M. Gonçalves Knörich

RESUMO
O presente trabalho descreve os procedimentos, adotados pelo Sistema Integrado
de Bibliotecas da USP - SIBi/USP, para a catalogação de recursos eletrônicos
disponíveis na Internet, na base “Resource Catalog” do “Online Computer Library
Center” (OCLC), utilizando a interface gráfica “Connexion”, e a exportação desses
recursos para o Banco de Dados Bibliográficos da USP - DEDALUS. Define
conceitos de recursos eletrônicos, websites interativos e textuais; enfoca critérios
de seleção, análise e a descrição bibliográfica de websites com uso do AACR2 e
MARC21. Oferece, como resultados práticos, a complementação dos acervos das
bibliotecas da USP, oferecendo aos usuários mais uma opção de fonte de
informação. Contribui, ainda, para ampliar as discussões sobre a catalogação de
recursos eletrônicos de Internet e serviços de cooperação entre bibliotecas.
PALAVRAS-CHAVE: Catalogação. Recursos eletrônicos. Websites.

1 INTRODUÇÃO

Atualmente, o grande desafio dos profissionais bibliotecários é prover a
seus usuários a entrega ágil das informações, independentemente dos diversos
formatos e meios em que as mesmas se apresentam, assim como, acompanhar a
rápida evolução das tecnologias de informação, a partir do advento da Internet.
A primeira tentativa de compartilhamento de recursos em rede foi a
Arpanet, criada em 1969 com a finalidade de dar apoio à pesquisa militar. No
Brasil os primeiros sinais da rede começaram em 1988 e 1989, quando o
Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) apoiou a implantação da Rede Nacional
de Pesquisa (RNP) para, enfim, implantar a Internet (NASCIMENTO, 1996).

�Em decorrência da amplitude dessa rede, são disponibilizados vários
recursos de informação. Entretanto, para que o uso dessas informações seja
otimizado, devem ser adotados critérios para a avaliação do conteúdo, sua
apresentação e o tipo de responsabilidade sobre o mesmo.
A literatura nacional e internacional vem demonstrando vários estudos
sobre o tratamento dos recursos eletrônicos, como a abordagem sobre os
metadados. Segundo Senso e Pinero (2003), os metadados estão adquirindo uma
posição preponderante no que se refere à descrição dos recursos, auxiliando
cada vez mais na sua representação, localização e recuperação.
Dentre outras atividades, o Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo (SIBi/USP) procurou tratar os recursos eletrônicos
disponíveis na Internet e incluí-los no Banco de Dados Bibliográficos da USP DEDALUS1. Desta forma, o objetivo principal deste trabalho é demonstrar o
processo de implementação da catalogação de recursos eletrônicos disponíveis
na Internet, pelas bibliotecas do SIBi/USP, aqui denominados Recursos de
Informação On-line.
Foi criado então um grupo, formado por bibliotecários do Departamento
Técnico do SIBi/USP (DT/SIBi), para conduzir a implementação da catalogação
de recursos eletrônicos nas bibliotecas da USP, que teve seus trabalhos iniciados
no final de 2002.
Para tanto, com base na literatura da área, esboçaremos os procedimentos
adotados pela equipe responsável pela implementação do serviço, tais como:
definições de critérios de análise e seleção de recursos eletrônicos, catalogação
dos recursos utilizando as normas Anglo-American Cataloguing Rules, 2nd edition
(AACR2) e o formato Machine Readable Cataloging Format (MARC 21), inclusão
desses recursos na Base Resource Catalog do Online Computer Library Center
(OCLC) e Banco DEDALUS e, finalmente, permitindo o acesso pelo usuário.

1

http://www.usp.br/sibi

�2 RECURSOS ELETRÔNICOS

O volume de recursos eletrônicos disponíveis, principalmente na Internet,
vem crescendo muito nos últimos tempos, devido à rapidez e facilidade para o
acesso em rede, diferente de outros recursos de informação.
De acordo com o OCLC, o recurso eletrônico é uma manifestação de
trabalho codificado para manipulação pelo computador; o acesso pode ser direto:
disquete, cd-rom, cd laser, dvd, ou remoto (on-line): bases de dados, catálogos
on-line, websites2, arquivo para FTP (File Transfer Protocol), entre outros (OCLC,
2002).
Conforme o AACR2, “consiste em dados (informação representando
números, texto, gráficos, imagens, mapas, imagens em movimento, música, som
etc.), programas (instruções etc, que processam dados para uso), ou
combinações de dados e programas” (ANGLO, 2002).
Levando em conta estas definições e as características do Banco
DEDALUS, o SIBi/USP estabeleceu para a catalogação os seguintes tipos de
recursos eletrônicos: livros produzidos em formato eletrônico, publicações
seriadas produzidas em formato eletrônico, website textual e website interativo.
Websites interativos apresentam características de interatividade com o
usuário, tais como: softwares de computador (programas, jogos); dados
numéricos; multimídia orientada por computador; sistemas e serviços on-line
(CATALOGING, 2004). O website para pesquisa e cadastramento de currículos
de pesquisadores, a Plataforma Lattes3 do CNPq (Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico) é um exemplo de serviço on-line.
Os websites textuais são mais comuns de serem encontrados e como já
implícito no nome o seu conteúdo é predominantemente textual. Podemos citar,

2

O significado de website remete para a palavra site: coleção de páginas da web referentes a um
assunto, instituição, empresa, pessoa etc (SOCIEDADE da informação, 2000).
3
http://lattes.cnpq.br/

�como exemplo, o website da Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais da
USP4.
Com relação as coleções de periódicos em papel das bibliotecas do
SIBi/USP, que já se encontram cadastradas no DEDALUS, no momento em que o
conteúdo dessas coleções foi disponibilizado em formato eletrônico foram
incluídos links nos registros do DEDALUS, para possibilitar o acesso ao texto
completo. Já para os periódicos produzidos originalmente em formato eletrônico,
torna-se necessário a sua catalogação como recurso eletrônico, através do
Resource Catalog no Banco DEDALUS, permitindo também, o acesso ao texto
completo.

3 CRITÉRIOS DE SELEÇÃO E ANÁLISE DE SITES

Para nortear a seleção e inclusão de referências (links) nas páginas
eletrônicas da Internet da Universidade de São Paulo, seguiu-se a Portaria GR n.
3336 de 10 de abril de 2002, que apresenta a regulamentação sobre o uso de
links externos nos sites das Unidades da Universidade de São Paulo.
A equipe responsável pela implantação da catalogação de recursos
eletrônicos do SIBi/USP adaptou o formulário para avaliação de página Web,
elaborado pela American Library Association (ALA)5, com o objetivo de padronizar
e facilitar a seleção de recursos eletrônicos.
Foram realizados também, estudos na literatura (TOMÉL, 2001), visando
estabelecer alguns critérios que auxiliem na seleção e análise de fontes de
informação.

3.1 CRITÉRIOS QUANTO AO CONTEÚDO

4
5

http://www.obrasraras.usp.br/
http://www.ala.org

�Identificação da fonte: dados que identifiquem a responsabilidade da fonte
(individual ou institucional), credenciais da autoria e reconhecimento na área,
presença da autoria na URL, correio eletrônico da autoria.

Consistência das informações: pertinência das informações com o tema a ser
selecionado, título da fonte apresentado de forma clara e precisa, objetivos da
fonte e definição do público a que se destina, linguagem coerente, cobertura da
fonte, clareza do assunto, validez e coerência na apresentação do conteúdo,
oferta de informações filtradas e atualizadas, indexação e recuperação da
informação, identificação da freqüência com que as informações são revisadas e
atualizadas (indicação da periodicidade, data do copyright, data da última
atualização).

Confiabilidade

das

informações:

consiste

em

pesquisar

a

autoria,

a

responsabilidade, a instituição, comparar conteúdo informacional e área de
atuação da autoria, existência de referências bibliográficas, utilização de
referencial teórico sustentável, presença de grupo editorial (indica que os
trabalhos foram revistos), disponibilidade das informações em outros idiomas.

3.2 CRITÉRIOS QUANTO À FORMA

Apresentação da fonte: velocidade para carregamento e largura da página
(necessidade mínima de rolagem horizontal) sem excesso de animações,
propagandas e URLs complexas.

Locomoção entre os links: existência de links internos para complementar as
informações da fonte (anexos, tabelas); links externos com apontadores para
acesso a outras fontes complementares.

�Usabilidade: facilidade para a navegação e exploração da fonte, fácil mobilidade
entre as páginas, disponibilidade de recursos de busca na fonte, outros recursos
de busca auxiliares (tesauros, glossários, índices), estrutura simples de menus,
sons e vídeo para contribuir na apresentação das informações.

Design da fonte: lay out coerente com o tema da página e da instituição
(sigla/marca conhecidas que identificam a instituição), recursos utilizados e bom
senso no uso desses recursos (som, imagem, cores, entre outros), informações
organizadas e agradáveis aos olhos.

Restrições percebidas: mensagens de erros constantes, custo/benefício de
utilização (tempo, energia, acesso para uso).

3.3 CRITÉRIOS QUANTO À VOLATILIDADE DA FONTE

Integridade da fonte: manutenção estável, acessível e de fácil identificação.

Suporte ao usuário: possibilidade de contato com o responsável pela fonte;
contato por meio virtual (e-mail, chats) e físico (endereço para correspondência,
telefone).

4

PROCEDIMENTOS

PARA

A

CATALOGAÇÃO

DE

RECURSOS

ELETRÔNICOS

Entende-se catalogação como o processo de representação dos itens de
informação, permitindo o acesso do público aos registros do conhecimento. (MEY,
1995).

�No SIBi/USP, assim como na maioria das bibliotecas, utiliza-se o código
AACR2 e o formato MARC 21 para o processo de catalogação de recursos
informacionais e, agora também, para os recursos eletrônicos.
Como parte das atividades de cooperação internacional entre bibliotecas, o
OCLC, através da interface Connexion, permite a catalogação de recursos
eletrônicos, utilizando procedimentos já estabelecidos pelo OCLC na Base
Resource Catalog, permitindo o compartilhamento dos recursos eletrônicos
existentes nesta base e a inclusão de novos registros.
Foram estudados esses procedimentos para a catalogação de recursos
eletrônicos procurando, desta forma, manter a padronização internacional dos
registros e a catalogação cooperativa. Elaborou-se documentação constando de
manual de procedimentos, planilhas para catalogação de cada tipo de material,
roteiro para catalogação copiada e de registros originais no Resource Catalog e
Banco DEDALUS.
A seguir, são descritas as etapas para a catalogação dos recursos
eletrônicos pelas bibliotecas da USP.

4.1 ETAPAS DA CATALOGAÇÃO DOS RECURSOS ELETRÔNICOS

Identificar, analisar e selecionar websites: conforme descrito anteriormente, os
websites devem passar por um processo de seleção e avaliação, obedecendo
alguns critérios de qualidade, para depois serem processados.

Consultar o Banco DEDALUS: a consulta ao DEDALUS é necessária, para evitar
a duplicação de registros. Caso já exista o recurso eletrônico que se deseja
cadastrar no Banco, a Biblioteca apenas insere este registro no seu catálogo online local.

�Consultar a Base Resource Catalog: caso exista o registro cadastrado por outra
instituição, realiza-se a catalogação copiada (apenas a exportação do registro)
para o Banco DEDALUS.
Catalogar o recurso eletrônico original: seleciona-se na Base Resource Catalog o
formulário adequado para a catalogação, ou seja, serials para periódicos, books
para websites textuais e livros eletrônicos, computer file para websites interativos.
A catalogação deve ser feita conforme as normas do AACR2 e MARC21. A
Base Resource Catalog oferece um sistema de ajuda para catalogação
disponibilizando o MARC21 on-line. Se necessário, há a possibilidade de utilizar a
Base de Autoridades da Library of Congress (LC) durante o processo de
catalogação, para os campos controláveis (autoria pessoal, entidades, títulos
uniformes).
Na catalogação de recursos eletrônicos, os principais campos utilizados do
MARC 21 que podemos destacar são: 006 (características adicionais do item),
007 (características físicas), 256 (características de arquivo de computador), 500
(nota para a fonte do título), 516 (nota sobre o tipo de arquivo de computador),
538 (nota sobre detalhes do sistema) e 856 (URL do recurso eletrônico).

Validar o registro: após a realização da catalogação, ao validar o registro, o
sistema informa mensagens de erro com relação à pontuação, falta de subcampos necessários, sinais errados, entre outros. Neste momento, o catalogador
poderá salvar o registro no Save File para complementá-lo posteriormente, caso
necessite de algum acréscimo.

Acrescentar o registro ao sistema: inclui-se o registro eletrônico à Base Resource
Catalog e ao WorldCat, simultaneamente.

Exportar para o Banco DEDALUS: finalizando os procedimentos no Resource
Catalog, copia-se o registro em arquivo específico para transferi-lo ao DEDALUS.

�Incluir campos locais: após a exportação do registro para o Banco DEDALUS,
torna-se necessário incluir alguns campos locais para a finalização da
catalogação.

Acesso pelo usuário: o registro pode ser utilizado pelo usuário no Catálogo Online das bibliotecas da USP.

5 CONCLUSÃO
O trabalho inicial de catalogação de recursos eletrônicos existentes na
Internet pelo SIBi/USP apresenta inúmeras vantagens e enriquece o Banco
DEDALUS, na medida em que complementa de forma criteriosa, os acervos das
bibliotecas, ampliando a oferta de fontes de informação no DEDALUS,
favorecendo a pesquisa da comunidade interna e externa da USP.
Possibilita o acesso a periódicos gerados originalmente em formato
eletrônico, juntamente com periódicos já constantes nos acervos das bibliotecas
da USP.
O acesso a websites revela uma fonte de pesquisa imprescindível nos dias
atuais, devido à atualização constante que permite, entre outras coisas, que o
pesquisador encontre outros links relacionados ao mesmo assunto.
Percebeu-se também, que a catalogação de recursos eletrônicos já era
esperada pelas bibliotecas do SIBi/USP, pois estas demonstraram interesse em
cadastrar esses recursos tão logo foram realizados os treinamentos, pelo DT/SIBi.
No momento, algumas bibliotecas estão em fase de testes, em área própria
do Banco DEDALUS e outras já estão incluindo os recursos eletrônicos,
pertinentes à sua comunidade de usuários, no Banco DEDALUS. Tão logo os
registros estejam no DEDALUS, os mesmos poderão ser utilizados pelas
bibliotecas a partir do Unibibli- Web (http://bibliotecas-cruesp.usp.br/) , assim
como vem sendo procurado outros registros bibliográficos.

�É com este e outros serviços que o SIBi/USP vem demonstrando a sua
preocupação tornar disponíveis novos recursos informacionais de pesquisa
através das bibliotecas, procurando sempre seguir padrões internacionais de
normalização e dando seqüência à catalogação cooperativa entre Sistemas de
Bibliotecas, além de contribuir para as discussões sobre o tema.

CATALOGUING OF ELECTRONIC RESOURCES OF INTERNET BY THE
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA USP

ABSTRACT
The present work describes the procedures, adopted by the Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP-SIBi/USP, for the cataloguing of electronic resources available
in the Internet, the base "Resource Catalog" of the "Online Computer Library
Center" (OCLC), using the graphical interface "Connexion", and the exportation of
these resources to DEDALUS – USP Bibliographic Database. It defines concepts
of electronic resources, interactive and literal websites; it focuses criteria of
election, analysis and the bibliographical description of websites with use of
AACR2 and MARC21. It offers, as resulted practical, the complementation of the
collection of the libraries of the USP, offering to the users one more option of
information source. It contributes, still, to extend the studies about the cataloguing
of electronic resources of Internet and services of cooperation between libraries.
KEYWORDS: Cataloguing. Electronic resources. Websites.

REFERÊNCIAS

ANGLO-American Cataloging Rules. Chicago: American Library Assiciation,
2002. 1 v.
CATALOGING INTERNET RESOURCES USING AACR2 &amp; MARC21. Dublin:
OCLC, 2004. Curso On-line de 16 horas.
CENDÓN, Beatriz Valadares. Ferramentas de busca da Web. Ciência da
Informação, Brasília, v. 30, n. 1, p. 39-49, jan./abr. 2001.

�MEY, E. S. A. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet Lemos/Livros, 1995.
NASCIMENTO, Maria Marta. Rede eletrônica de comunicação Internet em
unidades de informação. 1996. 50 f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação) - Faculdade de Filosofia e Ciências. Marília: UNESP, 1990.
OCLC. Cataloging electronic resources: OCLC – MARC guidelines. Disponível
em: &lt;wysiwyg://http://oclc.org/connexion/documentation/type.htm&gt;. Acesso em:
04 nov. 2002.
SENSO, José A.; PINERO, Antonio de la Rosa. El concepto de metadato. Algo
más que descripción de recursos electrónicos. Ciência da Informação, v. 32, n. 2,
p. 95-106, maio/ago. 2003.
TOMAÉL, Maria Inês et al. Evaluación de fuentes de información em Internet:
critérios de calidad. Ciências de la información, v. 32, n. 2, p. 35-45, ago. 2001.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portaria GR n. 3336, de 10 de abril de 2002.
(D.O.E. – 12.04.2002). Disponível em:
&lt;http://leginf.uspnet.usp.br/normas/port/pgr3336.html&gt;. Acesso em: 29 nov. 2002.

∗

beteneves@sibi.usp.br
celisa@sibi.usp.br
fill@usp.br
dtsibi@org.usp.br
eknorich@sibi.usp.br
Bibliotecárias do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Av. Prof.
Luciano Gualberto, Travessa J, 374, 1 andar. Cidade Universitária. CEP 05508-010. País: Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57712">
                <text>Catalogação de recursos eletrônicos de Internet pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57713">
                <text>Neves, Elisabete da Cruz, Zapparoli, Maria Celisa de Mattos; Fill, Dorotéa; Rosetto, Márcia; Knörich, Edna M. Gonçalves </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57714">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57715">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57716">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57718">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57719">
                <text>O presente trabalho descreve os procedimentos, adotados pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP - SIBi/USP, para a catalogação de recursos eletrônicos disponíveis na Internet, na base “Resource Catalog” do “Online Computer Library Center” (OCLC), utilizando a interface gráfica “Connexion”, e a exportação desses recursos para o Banco de Dados Bibliográficos da USP - DEDALUS. Define conceitos de recursos eletrônicos, websites interativos e textuais; enfoca critérios de seleção, análise e a descrição bibliográfica de websites com uso do AACR2 e MARC21. Oferece, como resultados práticos, a complementação dos acervos das bibliotecas da USP, oferecendo aos usuários mais uma opção de fonte de informação. Contribui, ainda, para ampliar as discussões sobre a catalogação de recursos eletrônicos de Internet e serviços de cooperação entre bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68818">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5318" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4385">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5318/SNBU2004_230.pdf</src>
        <authentication>09132541b83f8ce26a4d31cadcab3984</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57774">
                    <text>TEMPO DE CORDEL

Gisele Helena dos Santos Silva∗
Izabel Maria de Aguiar
Laudicena de Fátima Ribeiro
Maria Aparecida dos Santos Letrari
Raimunda de Brito Batista
Sueli Bortolin

RESUMO
Literatura de Cordel, é um tipo de poesia narrativa e popular, escrita em versos
rimados e metrificados, geralmente impressos em papel jornal. Seus versos contam
histórias do reino encantado, do boi misterioso, sobre personalidades políticas, de
valentia e fatos reais. A Biblioteca Central da UEL possui uma coleção de folhetos
de cordel, disponível aos usuários, composta de 3.500 títulos organizados
inicialmente por processo manual, utilizando-se de fichas catalográficas para
recuperação por autor, título e ciclo. Com o crescimento da coleção e avanço da
tecnologia os dados foram organizados em uma base de dados em MicroIsis,
podendo hoje ser conhecida por meio de dois catálogos impressos e um CD-Rom
(capas e referências). A estrutura física do cordel é altamente propicia à
deterioração, devido a qualidade inferior do material utilizado na confecção dos
folhetos. A Biblioteca instituiu em 1997 uma comissão para estudar uma metodologia
para conservação preventiva dos folhetos. Em 2003, criou-se o Grupo de Pesquisa –
“Literatura de Cordel: pesquisa, organização e divulgação do acervo”, formado por
uma equipe multidisciplinar do qual participam bibliotecários, professores e
estagiários de várias áreas do conhecimento. A Biblioteca também está articulando a
implantação do Grupo de Amigos do Cordel, composto por pesquisadores, poetas
populares e outros profissionais interessados. No momento, equipe visa ampliar a
coleção, realizar tratamento técnico especializado garantindo sua conservação,
melhorar as condições de acondicionamento e armazenamento. A meta para 2005 é
a digitalização das capas dos folhetos com resumos e a representação descritiva,
disponibilizando assim a coleção na internet.

1 INTRODUÇÃO

�O presente trabalho é oriundo do Grupo de Pesquisa – “Literatura de Cordel:
pesquisa, organização e divulgação do
coordenado pela Prof

a

acervo da Biblioteca Central da UEL”,

Dra Raimunda de Brito Batista, tendo como objetivo:

organizar, preservar e divulgar o acervo de folhetos populares, ditos de cordel, a fim
de tornar acessível, nacionalmente e internacionalmente, o acervo da BC/UEL. Sua
sede e centro de apoio é a referida Biblioteca.
A denominada Literatura de Cordel ou Folheto de Cordel é um tipo de poesia
narrativa e popular, escrita em versos rimados e metrificados, geralmente impressos
em papel jornal, no tamanho usual de 11cmX16cm. Possui número variado de
páginas, sempre múltiplas de 4, com 8, 16, 32, 48 ou 64 páginas. Seus versos
contam histórias do reino do encantado, do boi misterioso, sobre personalidades,
política, de valentia, retratando fatos reais. Este modelo de literatura expandiu-se, e
hoje tem público garantido, fiel às formas fixas da poesia que se apresenta em um
formato editorial singular. Muito consagrado no Nordeste brasileiro, os Folhetos são
respeitados em todo o mundo por ser uma espécie de elo vivo entre a história
contemporânea e a medievalidade européia dos trovadores.
As fontes de inspiração dos folhetos remonta a Antigüidade Clássica, e são
inúmeras as instituições brasileiras que contém em suas bibliotecas acervo da
literatura popular. Entre elas estamos em contato com as seguintes instituições:
Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal de Paraíba (UFPB),
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fundação Casa Rui Barbosa (RJ),
Museu do Folclore (RJ), Universidade de São Paulo (USP), Biblioteca Nacional (RJ),
Universidade de Poitiers (França), Universidade de Tóquio (Japão) e Universidade
da Holanda.

2 ESTRUTURA DO GRUPO DE PESQUISA

�A BC/UEL possui uma coleção de literatura de cordel, contendo 3500 títulos,
sendo um dos primeiros acervos públicos organizados e disponibilizado em CD-Rom,
portanto de fundamental importância como suporte de investigação para a
comunidade universitária.
A coleção de literatura de cordel da BC/UEL foi organizada inicialmente por
processo manual, utilizando-se de fichas catalográficas para recuperação dos dados
por autor, título e ciclo. Com o crescimento da coleção e avanço da tecnologia, os
dados foram catalogados em uma Base de Dados em MicroIsis, podendo hoje, ser
conhecida por meio de 2 catálogos impressos e 1 CD-Rom (capa sem conteúdo).
A inexistência de pesquisas sobre a catalogação dos folhetos de literatura
popular demonstra que há ainda muito a ser investigado, e que nossas bibliotecas
necessitam de diretrizes para manter seus acervos especiais em condições mínimas
de organização e conservação, bem como maximizar o seu uso para pesquisa ou
lazer pela população em geral.
Os folhetos de cordel, normalmente feitos de papel jornal, são frágeis para o
manuseio contínuo, e de fácil extravio, exigindo-se cuidados especiais antes de
colocá-los à disposição para consulta. A BC/UEL preocupada com a preservação de
seus documentos, instituiu em 1997 uma comissão para estudar a implantação de
uma metodologia para conservação preventiva de seu acervo. É fundamental que a
biblioteca universitária volte sua atenção para as questões relativas à preservação de
sua coleção, procurando conhecer os problemas que afetam as condições de
conservação e planejando ações eficientes e eficazes para solucionar os problemas
detectados, tanto de forma preventiva como curativa ou corretiva.
Além da comissão acima citada, em 2003 criou um grupo de pesquisa
multidisciplinar do qual participam bibliotecários, professores do Departamento de
Ciências Sociais, Artes, Ciência da Informação e alunos dos cursos de: Educação,
História, Ciências Sociais, Letras, Medicina, Música, Arquivologia, Biblioteconomia e
Ciências Biológicas. O mesmo foi contemplado com uma bolsa modalidade

�PIBIC/CNPq

e utiliza o acervo de cordel da BC/UEL , como principal fonte de

pesquisa.
Por essas iniciativas, o acervo desperta interesse de pesquisadores
internacionais como do antropólogo suiço Jean Christinat, que esteve na Biblioteca
da UEL em 1996, com o objetivo de conhecer o acervo e manter um intercâmbio com
a instituição. Ele é conhecido pelos poetas de cordel brasileiros como “embaixador
do cordel” pelo seu trabalho de divulgação e tradução de cordéis brasileiros na
Suiça” (CARVALHO, 1996, p.3).

2.1 METODOLOGIA DE TRABALHO DO GRUPO DE PESQUISA

A efetivação do Grupo, tem ocorrido por ininterruptas reuniões semanais dos
pesquisadores envolvidos visando à discussão de estratégias de estudo de
organização e preservação, formas de divulgação e de uso da linguagem do Cordel.
Parte da equipe do Projeto está investigando métodos de organização e de
preservação existentes e em uso no Brasil e no exterior por meio de contatos com as
instituições citadas anteriormente. Tais pesquisas estão norteando a Política de
Organização e de Preservação do Acervo de Literatura de Cordel, que está sendo
implementada paulatinamente. Em seqüência, ocorrerá o armazenamento correto do
acervo e o planejamento de estratégias de divulgação.
Para a execução desse serviço, foram identificadas ações que devem ser
implantadas em menor espaço de tempo possível devido as características físicas do
folheto de cordel, sendo: o tratamento técnico especializado para garantir a
conservação dos folhetos, a reconstituição da integridade física do material, o
acondicionamento adequado, a digitalização dos folhetos (capas e resumos) visando
sua preservação e divulgação, e a utilização como canal de comunicação entre a
UEL e demais instituições do país e exterior. Entre elas:

�2.1.1 Higienização do material

•

limpeza mecânica com trincha e pó de borracha, de todos os folhetos, página por
página, para retirar a sujidade depositada no papel;

•

retirada dos grampos metálicos.

2.1.2 Desacidificação

•

realização do teste de pH do papel para verificar o grau de acidez de cada
documento;

•

desacidificação dos documentos, com produto químico específico para neutralizar
o pH do papel.

2.1.3 Reconstituição do suporte

•

execução de

consertos de rasgos e aplicação de velaturas no suporte,

propiciando reforço adequado à estrutura dos folhetos danificados;
•

costura dos folhetos.

2.1.4 Acondicionamento

•

confecção de invólucros apropriados, em papel alcalino, para acondicionar cada
um dos folhetos, garantindo a sua conservação;

•

acondicionamento dos invólucros em caixas arquivo de polipropileno.

�2.1.5 Digitalização
•

publicar em formato eletrônico as capas e os resumos, dos folhetos da coleção
de Literatura de cordel constante no acervo da BC/UEL, disponibilizando-a via
World Wide Web (www.uel.br/bc).

Para a realização dessas ações, são necessários os seguintes itens de
despesas:
•

material de consumo (borracha TKPlast, hidróxido de cálcio, fita indicadora de pH,
cola CMC, cola PVA, papel japonês, papel Filifold documenta e caixa
polipropileno.;

•

Equipamentos (espátula térmica 4 pontas, borracha elétrica, secadora de papéis
e mesa de higienização);

•

Serviços de Terceiros (tratamento técnico e acondicionamento dos folhetos e
digitalização dos mesmos).

3 DISSEMINAÇÃO E INICIATIVAS FUTURAS

O Projeto está sendo disseminado por meio de publicações de artigos sobre a
Literatura de Cordel em periódicos científicos. O Grupo de Pesquisa facultará o
intercâmbio

junto

à

outros

pesquisadores,

que

poderão

participar

como

colaboradores, mesmo à distância, por meio de uma rede de contatos.
Em uma seqüência natural a BC/UEL está articulando a implantação do Grupo
de Amigos do Cordel, a ser composto por pesquisadores, poetas populares e outros
pessoas interessadas.
A constituição deste grupo bem como os demais objetivos propostos serão
consolidados com a disponibilização do acervo no site da nossa Biblioteca na
Internet, democratizando a informação.

�A intenção após a digitalização dos cordéis existentes no acervo da Biblioteca
Central é o estabelecimento de uma rotina para que a cada doação, os mesmos
sejam digitalizados, evitando o acúmulo.
Os pesquisadores e bolsista do projeto de pesquisa, estão realizando
periodicamente seminários temáticos a fim de propiciar maior integração acadêmicocultural entre seus componentes.
A participação em eventos em diferentes áreas, tem sido priorizada pelo
grupo. Pretende-se ainda, realizar eventos para divulgar a poesia popular oral e
escrita, por meio de palestras, oficinas, exposições e publicações de folhetos de
cordel.
Encontra-se em planejamento um Programa na Rádio FM da Universidade,
com edição diária que será coordenado pelo bolsista do Grupo de Pesquisa, tendo
como denominação – “Tempo de Cordel”.
Finalizando,

este

projeto

pretende

contribuir

efetivamente

para

a

democratização da informação, criando mecanismos que facilite e divulgue a coleção
de cordel como um instrumento de pesquisa, tornando possível assim, a divulgação
desta literatura a instituições e/ou pesquisadores do país e do exterior.

REFERÊNCIAS
AMORIM, M.A. Folheto de feira, a literatura do povo. Continente Documento,
Recife, v.1, n.6,p.20-39,jan. 2003.
ARAUJO, A.M. et al. Cordel e comunicação. São Paulo : USP, 1971.
BATISTA, A. Literatura de cordel: antologia. São Paulo: Global, [19--]. v.2
BATISTA, S. N. Antologia da literatura de cordel. [S.l.]: Fundação José Augusto,
1977.

�BECK, I. Manual de conservação de documentos. Rio de Janeiro: Arquivo
Nacional, 1985.
CARVALHO, A.V. de. Introdução. In.: SILVA, G.H.S.; AGUIAR, I.M.; SANCEVERO,
F. Literatura de Cordel: catálogo do acervo da Biblioteca Central da UEL. Londrina,
1997. v.1.
CASA NOVA, V. L. Cordel e biblioteca. Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, Belo Horizonte, v.11, n.1, p.7-13, mar. 1982.
DUARTE, M. F. et al. Literatura de cordel: antologia. São Paulo: Global, [19--]. v.1
LIMA, E. O. L. Folhetos de cordel. João Pessoa: Ed. Universitária, 1978.
LOPES, R. Literatura de cordel: antologia. 2.ed. Fortaleza : BNB, 1983.
MAXADO, F. Cordel, xilogravura e ilustrações. Rio de Janeiro : Codecri, 1982.
______. O que é literatura de cordel. Rio de Janeiro : Codecri, 1980.
NASSIF, M.E. Subsídios para a formulação de políticas de preservação de
acervos de bibliotecas: um estudo de caso. 1992. Dissertação (Mestrado) –
Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte.
PEREIRA, A. P. Literatura de cordel. Lins: Faculdade Auxilium de Filosofia,
Ciências e letras de Lins, 1975.
PROFESSOR da Suíça fez palestra na UEL. Notícia, Londrina, 21 ago. 1996. p.3
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA. Literatura de Cordel: catálogo do
acervo da Biblioteca Central da UEL. Londrina, 1994. 2v.
______. Literatura de Cordel: catálogo do acervo do Sistema de Bibliotecas da
UEL. Londrina, 2001. 1 CD-Rom.

�∗

Bibliotecária da BC/UEL
Bibliotecária da BC/UEL
Bibliotecária da BC/UEL
Bibliotecária da BC/UEL
Docentes do Departamento de Ciências Sociais e Departamento de Ciência da Informação
Docentes do Departamento de Ciências Sociais e Departamento de Ciência da Informação
Universidade Estadual de Londrina (UEL) Campus Universitário – Rodovia Celso Garcia Cid 445 Km
380 - Paraná – Brasil literaturadecordel@uel.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57739">
                <text>Tempo de cordel.(Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57740">
                <text>Silva, Gisele Helena dos Santos et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57741">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57742">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57743">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57745">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57746">
                <text>Literatura de Cordel, é um tipo de poesia narrativa e popular, escrita em versos rimados e metrificados, geralmente impressos em papel jornal. Seus versos contam histórias do reino encantado, do boi misterioso, sobre personalidades políticas, de valentia e fatos reais. A Biblioteca Central da UEL possui uma coleção de folhetos de cordel, disponível aos usuários, composta de 3.500 títulos organizados inicialmente por processo manual, utilizando-se de fichas catalográficas para recuperação por autor, título e ciclo. Com o crescimento da coleção e avanço da tecnologia os dados foram organizados em uma base de dados em MicroIsis, podendo hoje ser conhecida por meio de dois catálogos impressos e um CD-Rom (capas e referências). A estrutura física do cordel é altamente propicia à deterioração, devido a qualidade inferior do material utilizado na confecção dos folhetos. A Biblioteca instituiu em 1997 uma comissão para estudar uma metodologia para conservação preventiva dos folhetos. Em 2003, criou-se o Grupo de Pesquisa – “Literatura de Cordel: pesquisa, organização e divulgação do acervo”, formado por uma equipe multidisciplinar do qual participam bibliotecários, professores e estagiários de várias áreas do conhecimento. A Biblioteca também está articulando a implantação do Grupo de Amigos do Cordel, composto por pesquisadores, poetas populares e outros profissionais interessados. No momento, equipe visa ampliar a coleção, realizar tratamento técnico especializado garantindo sua conservação, a digitalização das capas dos folhetos com resumos e a representação descritiva, disponibilizando assim a coleção na internet.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68821">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5322" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4389">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5322/SNBU2004_231.pdf</src>
        <authentication>ff1c88430c4a2378765d1ca3f2664b9b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57810">
                    <text>OS DESAFIOS DA PESQUISA EM GERIATRIA E GERONTOLOGIA:
ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
Iris Maria Carvalho Braga dos Santos∗

RESUMO
Objetiva analisar comparativamente como a Geriatria e Gerontologia estão
representadas nos sistemas classificatórios, na produção científica da área e no
currículo do curso de especialização da UnATI/UERJ. Traz algumas definições de
conhecimento e de organização. Apresenta a evolução do conhecimento com
seus vários enfoques através da história. Analisa representação da a Geriatria e
Gerontologia em dois instrumentos utilizados na classificação bibliográfica: DecS
e CDU. Aborda o Programa do Curso de Especialização a UnATI/UERJ. Conclui
que os temas se relacionam e que os recursos de recuperação da informação
precisam ser mais abrangentes para cumprimento de sua função.
PALAVRAS-CHAVE: Organização
Informação. Geriatria. Gerontologia.

do

Conhecimento.

Recuperação

da

1 INTRODUÇÃO

A organização do conhecimento tem sido objeto de estudos há longo
tempo, ocupando vários segmentos na tentativa de buscar uma sistematização do
conhecimento produzido pelo homem. Pode-se dizer que a Organização do
Conhecimento é sempre cercada de vários enfoques e com marcante presença
da ação humana.

Organizar é estabelecer as bases para arrumar de um

determinado modo, colocar em certa ordem. Organização como um método é
amplamente utilizada em variadas situações na natureza. Organizar é um ato que
o ser humano sempre praticou e possui diferentes aplicações. Conhecimento é o
fruto da criação humana e em permanente mudança, transformação, é quando o
homem

se

conscientiza

do

mundo

que o envolve, formalizando esta

conscientização. Podem-se buscar, num estudo retrospectivo, várias etapas e
enfoques da visão do conhecimento pelo homem. A visão de seu conceito ou a
forma como o homem vem apresentando o conhecimento é reflexo da própria
trajetória humana nas suas diferentes fases. Segundo González de Gomez (1996,

�v.2, n.2, p.58-66) “organização do conhecimento é o modo pelo qual os
conhecimentos se relacionam e se diferenciam nas práticas de sua produção e
uso”.
Entendemos que a organização do conhecimento também pode ser
definida como a ordenação da representação do conhecimento objetivando
determinadas metas buscando uma organização que reflita o momento que a
humanidade vive apontando para as suas necessidades informacionais.
Encontramos em Langridge que
organização do conhecimento é a expressão mais abrangente
para designar a função da biblioteca desempenhada pela
classificação. Indica a habilidade não apenas para identificar
ítens de informação específicos e definidos de forma precisa,
mas também para demonstrar a completa gama de assuntos
disponíveis na biblioteca e suas relações entre si [...] É
significativo o fato de que enquanto os escritores da pré-guerra
usavam a expressão Organização do Conhecimento, os
escritores modernos a têm substituído, freqüentemente, por
expressões como RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO ou
ARMAZENAGEM E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO. (1977,
p. 19)

Considerando que durante algum tempo o homem conseguiu utilizar de
forma

satisfatória

os

instrumentos

disponíveis

para

a

organização

do

conhecimento e que o aumento exponencial da produção da informação, incluindo
a explosão da informação em meio digital, tornou-se necessário uma revisão
destes instrumentos.
Este trabalho pretende analisar a Organização do Conhecimento na
Geriatria e na Gerontologia. Com o aumento da produção científica na área do
envelhecimento humano várias disciplinas enfocam o tema. Como se apresenta a
representação do conhecimento na Geriatria e na Gerontologia em alguns
sistemas de organização do conhecimento utilizados pelos profissionais da
informação em sua tarefa de representar/recuperar a informação contida nos
diversos tipos de documentos?
Para a organização do conhecimento em qualquer campo do saber
investigam-se os conceitos e as relações entre eles. O advento das novas
tecnologias agregando-se à questão de organizar e recuperar informação também

�envolve questões dos conceitos e suas relações. Os sistemas de organização do
conhecimento têm por finalidade principal a identificação do conteúdo temático
dos documentos oferecendo a possibilidade de atender às questões sobre
assuntos de interesse do pesquisador.
Para efeito desta pesquisa serão utilizados os seguintes sistemas de
organização do conhecimento: Classificação Decimal Universal, Descritores em
Ciências da Saúde, o programa do Curso de Especialização em Geriatria e
Gerontologia da UnATI/UERJ e a observação da literatura produzida por
especialistas da área. Objetiva analisar comparativamente como a Geriatria e
Gerontologia estão representadas nos sistemas classificatórios e também na
produção científica da área e no currículo do curso de pós-graduação acima
citado. Serão apresentadas as diversas considerações de teóricos sobre a
Organização do Conhecimento.

2 O CONHECIMENTO E SUA REPRESENTAÇÃO
A capacidade do ser humano, utilizando a conquista de sua racionalidade,
possibilitando a maior compreensão do mundo que o envolve, adaptando-o e
adaptando-se às transformações, promovendo sua existência, o diferencia dos
outros seres e é a utilização do que se chama de informação transformada em
conhecimento. Inicialmente de cunho mítico, de conteúdo sobrenatural, onde as
respostas aos questionamentos do homem eram dadas pelas divindades. Nesta
fase o conhecimento não era representado. Mais tarde os gregos encontraram
através da Filosofia um tipo de conhecimento fundamentado na razão. Depois
disto na Idade Média foi encontrada a verdade no monoteísmo, na voz de um
único Deus. Com a era das grandes descobertas, das invenções e da noção de
infinito o conhecimento é explicado através do ato de experimentar e observar,
pela Matemática. Com a chegada do século XX o conhecimento se torna múltiplo,
vem a multidisciplinaridade. Na verdade a representação do conhecimento nada
mais é do que o reflexo da evolução do homem que ao representá-lo se
apresenta. Considerando que o conhecimento está em permanente movimento,
em mudança, podemos entender as dificuldades dos profissionais da informação

�na prática da organização do conhecimento. Temos na história exemplos de
várias tentativas de sistematização do conhecimento.
Kemp apud Miranda (1999, v. 5, n. 2, p. 64-77) apresenta distinção básica
entre dois diferentes tipos de conhecimento: o pessoal e o social. O pessoal ou
privado aquele que está na mente do indivíduo e que é para seu uso respondendo
suas questões. O social ou público é o coletivo, disponível para todos os
membros de uma sociedade através de seus registros. Pode-se afirmar aqui,
ainda segundo Miranda (1999), que a diferença entre dois tipos aqui
apresentados está na sua disponibilidade. Comumente se observa de que modo o
conhecimento ao nível pré-científico, técnico ou no científico puro se enriquece
com a capacidade intuitiva, que se manifesta desde uma simples captação de
fatos e fenômenos, indicando-os ou atuando, ou como se diz, participando
intuitivamente num fato; de tal modo se intervém com uma inter-relação dos
processos intuitivos, pré-lógicos do conhecimento, de descoberta, de investigação
ou de reabilitação. Em geral, as pessoas utilizam sua intuição para entender,
compreender, conhecer e ajudar ao ser humano a pensar, sentir e agir. O
conhecimento é fundamentalmente do indivíduo, é dele na coletividade a que
pertence e fora da qual nem ao menos seria aquele ser humano e não passaria
de uma abstração. O conhecimento não se faz e refaz de novo a cada indivíduo.
Representa uma acumulação progressiva, no tempo e no espaço, que se
acrescenta permanentemente com a contribuição de cada um e de todos em
maior ou menor proporção. E o ponto de partida para cada acréscimo é sempre o
realizado e acumulado anteriormente: é na base do patrimônio cultural transmitido
do passado e enriquecido no presente, que cada indivíduo traz sua contribuição
própria. E para isto não conta apenas com sua atividade e experiência nela
adquirida, e sim também com a de seus semelhantes, presentes e passados, cujo
exemplo e informação tem à sua disposição através da interligação íntima que
caracteriza a vida comunitária do homem. O conhecimento deve ser considerado
como um processo permanente. É nesse seu dinamismo que o ciclo do
conhecimento pode ser compreendido, isto é, como um todo inseparável nas suas
partes, fases ou momentos, e retornado sobre si mesmo. Todas as suas fases se
completam mutuamente e é no seu conjunto que o fato do conhecimento se

�caracteriza na sua integridade.Esta forma de construção do conhecimento como o
modo do ser humano de absorção do que o circunda se apresenta ao longo de
sua história de forma diferente. A comunicação era de forma oral e sem poder
explicar os fenômenos que o circundavam o homem criou os mitos. Este
conhecimento ainda não representado atendia ao homem primitivo que
desprovido de informação conseguia satisfazer suas inquietações diante do
mundo.
Um outro modo de conceber o mundo se iniciou no lado ocidental com os
gregos que despregando o lado mítico que conduzia a explicação sobre a origem
e a natureza do mundo e trazendo um princípio que se preocupava em explicar a
razão de todas as coisas. Surgiu então a Filosofia que significa amor à sabedoria
como único caminho de reflexão racional e sistemática sobre o mundo que nos
cerca. Dois nomes se destacam como condutores do pensamento ocidental:
Platão, considerado o propulsor do pensamento racional grego e que dividiu o
mundo em dois: em mundo sensível e mundo das idéias; e Aristóteles, discípulo
de Platão, que cria seu sistema filosófico no qual o mundo não estava separado
como era afirmado. Com estes dois pensadores iniciou-se o pensar a verdade
através da razão. Durante a Idade Média a filosofia foi vista sob um olhar cristão
unindo fé e razão. As idéias filosóficas gregas eram utilizadas para a divulgação
do cristianismo. Com a Idade Moderna vieram grandes mudanças políticas,
sociais e econômicas transformando o mundo com as novas invenções trazendo
questionamentos sobre a verdade deste infinito Universo. O heliocentrismo tirava
a Terra como centro do Universo e, Deus deixava de ser o foco do conhecimento.
Com as novas perguntas, conseqüência da evolução e transformação do mundo
emergia um novo conhecimento, desconstruindo os conceitos até então aceitos,
baseado na observação e experimentação da própria Terra. A Filosofia moderna
apresenta vários novos pensadores que com suas teorias reformularam o
conceito de conhecimento. Descartes busca na Matemática uma nova verdade na
tentativa de conferir a validade do novo conhecimento cujo método favorece mais
à invenção do que a descoberta. Locke, com sua doutrina denominada
empirismo, apresentava o conhecimento humano como resultado da experiência
obtida através dos sentidos, opondo-se à doutrina de Descartes das idéias inatas.

�Para Kant era impossível conhecer a essência das coisas limitando-se o
conhecimento humano à experiência do fenômeno. Comte, já no século XIX,
elabora a filosofia positivista que desenvolve a idéia que o homem e a natureza
são regidos pelas mesmas leis, as leis da natureza, cuja verdade é obtida através
da observação e experimentação. A grande questão entre todos os pensadores
de cada época foi a verdade. No mundo contemporâneo o surgimento da filosofia
analítica ou filosofia da linguagem propõe uma investigação desta mesma
verdade, mas de uma forma que privilegia como explicitar o que foi investigado.
Seu objeto é o significado e o modo como são usadas as palavras que
representam a questão da investigação das outras correntes filosóficas.
Wittgenstein representa a expressão da filosofia analítica e a construiu
demonstrando a possibilidade de representar e compreender o mundo através da
linguagem.
Quando Gutemberg criou a possibilidade da impressão de documentos,
através da invenção da imprensa, a sua máquina não só abriu ao homem o
mundo da palavra impressa mas possibilitou com a maior difusão da informação
facilitando a propagação do conhecimento. As inovações tecnológicas que
possibilitaram ao homem estar em comunicação em tempo real com o mundo
trazem mudanças que ainda não estão totalmente absorvidas por todos. No
caminho percorrido pelo uso da argila, do papiro ao silício há uma intensa
transformação na vida dos seus usuários da informação. A civilização eletrônica
propicia ao homem moderno uma interconectividade facilitando a difusão de suas
idéias. Os periódicos eletrônicos em linha e em cdrom estão bastante conhecidos.
Na prática coexistem os diferentes suportes informacionais.

3 A ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
A crescente produção bibliográfica seja em suporte papel ou em meio
digital faz da organização do conhecimento na sociedade uma tarefa sem fim. A
explosão documental é um fenômeno que se modificou com o advento do meio
digital de difusão da informação não substituindo os meios tradicionais, apenas
acelerando a produção de informação e de conhecimento. Desta forma é possível

�verificar que a organização do conhecimento, sob o seu enfoque temático, é uma
tarefa que os sistemas de organização do conhecimento tradicionais não atendem
na sua complexidade e amplitude. Durante muito tempo a ordenação de livros
numa biblioteca era orientada pelo princípio de preservar para a posteridade
priorizando a forma física do material. Com a democratização do acesso às fontes
de informação, transformando as bibliotecas como difusoras do saber, veio a
necessidade de uma ordenação sistemática reunindo os livros pelos seus
assuntos, surgindo então os grandes sistemas de classificação. Alguns destes
sistemas, criados no século XIX, ainda são utilizados até hoje. As classificações
bibliográficas estão baseadas na classificação do conhecimento humano que
desde a antigüidade já vinha sendo preocupação dos grandes filósofos. Podem
ser destacados alguns estudos que, atualmente, embasam o exercício da
organização do conhecimento. São teorias desenvolvidas, separadamente, em
épocas diferentes, que trazem em seu escopo uma linha comum que as une,
conforme pesquisa realizada por Campos (2001).

3.1 TEORIA DA CLASSIFICAÇÃO FACETADA

Shiyali Ramamrita Ranganathan (1892-1972) considerando que os
esquemas de classificação bibliográfica disponíveis e utilizados para organização
de material bibliográfico não atendiam à complexidade de assuntos inseridos nos
documentos, desenvolveu na década de 30 o sistema facetado para construir a
Classificação dos Dois Pontos. Passa a considerar Classificação Bibliográfica
como Classificação de Assuntos observando que a primeira está contida na
segunda. Até Ranganathan a classificação bibliográfica era organizada enfocando
o assunto que se apresentava em destaque. Seus estudos que estabeleceram
leis objetivavam primordialmente permitir um fácil acesso ao conhecimento, à
informação contida nos documentos. Observou que o universo de assunto era
composto de partes e seguindo um raciocínio lógico criou uma terminologia
própria resultando princípios normativos que propiciam uma base científica no
desenvolvimento do campo da Classificação Bibliográfica. Sua significativa
contribuição “aos estudos teóricos da classificação... [pode ser atribuída

�principalmente] à idéia de dividir os assuntos em categorias e facetas, isto é em
grupos de classes reunidas por um mesmo princípio de divisão”. (BARBOSA v.1,
n. 2, p. 73-81, 1972). Sua técnica veio permitir um sistema mais flexível que
solucionou a questão dos documentos que incluem uma complexidade maior de
conceitos. Determina que um assunto, mesmo o de maior complexidade, possa
ser representado pela síntese de mais de uma faceta, permitindo que cada uma
tenha conceitos diferentes.

3.2 TEORIA GERAL DA TERMINOLOGIA

Contemporâneo de Ranganathan o engenheiro austríaco E. Wüster
desenvolveu a Teoria Geral da Terminologia (TGT). Esta terminologia foi definida
por seu criador como disciplina científica que propicia princípios metodológicos
para a elaboração de terminologias melhor estruturadas para as diversas áreas
do conhecimento, é o estudo científico de termos de um determinado idioma em
uma área especializada. Sua atenção estava centrada nas relações comerciais
que, segundo ele, precisavam de uma terminologia padronizada. Wüster
determina em um dos postulados da sua teoria que os termos de uma área de
assunto se relacionam como um sistema. Isto também acontece num sistema de
Classificação. Segundo Campos (1995, v. 25, n. 2), a sua obra contém uma
detalhada investigação da terminologia como ferramenta da comunicação, de
acordo com a natureza, a relação e a descrição dos conceitos, a formação dos
termos, a normalização e a internacionalização de conceitos e termos. O enfoque
principal da TGT são os conceitos e sua sistematização. Este aspecto se
aproxima da teoria do Tesauro com bases em conceito.

3. 3 TEORIA DO CONCEITO

A teoria desenvolvida, no campo da terminologia, por Ingetraut Dahlberg,
nos anos 70, trouxe novas possibilidades para o campo do sistema de
organização do conhecimento aplicando-se na elaboração dos Tesauros. Seus
princípios são utilizados porque fundamentam a determinação do que se

�denomina termo. Segundo Campos (1995, p. 100) a Teoria do Conceito trouxe um
método para a fixação do conceito e para seu posicionamento em um sistema de
conceitos, propondo a definição para conceito como uma “unidade de
pensamento” e mais tarde numa evolução como “unidade de conhecimento”.
Dahlberg ( 1978, v. 7, n. 2, p. 101-107)

afirma que “a linguagem constitui a

capacidade do homem de designar objetos que o circundam assim como de
comunicar-se com os seus semelhantes”, e as linguagens da vida diária são as
linguagens naturais. Com o desenvolvimento do conhecimento o homem criou as
linguagens especiais ou artificiais. As linguagens naturais possibilitam a
formulação de enunciados de conceitos individuais e conceitos gerais. Os
conceitos individuais são as expressões da capacidade do homem de relacionarse com os vários objetos, com a presença das formas tempo e espaço, que estão
à sua volta. Dahlberg (1978) denomina conceitos gerais aqueles que se referem à
objetos gerais fora do tempo e do espaço. Sua teoria desenvolve um processo de
análise do conceito obtida através do método analítico-sintético, partindo do
objeto individual distingue-se as características simples das características
complexas. Para Dahlberg (1978)a determinação do conceito se dá quando se
seleciona um item de referencia, o referente que é analisado dentro de um
Universo. São atribuídos predicados ao referente que evidenciam suas
características relevantes que devem designar apropriadamente levando ao
conceito. Este é o resultado da reunião de todos os elementos implícitos nele. O
conceito é formado por elementos interligados numa unidade estruturada.

4 SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO

Durante muito tempo a organização de uma biblioteca obedecia ao
princípio de preservação para a posteridade. A disseminação das Universidades
no século XIX, com o aumento do número de Bibliotecas Universitárias, trouxe o
moderno conceito de Bibliotecas como um organismo vivo, que é a 5a lei de
Ranganathan. A organização das coleções que até então utilizava sistemas
filosóficos ou práticos, com a adoção do livre acesso surgiu a necessidade de
uma arrumação sistemática surgindo então os sistemas de organização do

�conhecimento. Surgiram os sistemas que reuniam o conhecimento humano numa
ordem lógica com o estabelecimento de grandes agrupamentos cuja ordem
variável era determinada por seu criador. Podem ser classificados de vários
modos (PIEDADE,1977, p. 52-69) de acordo com a característica tomada por
base da divisão: naturais, quando da aplicação de característica natural intrínseca
ao objeto, ou artificiais resultantes da aplicação de características mutáveis. De
acordo com a finalidade a que se destinam podem ser: filosóficos, criados pelos
filósofos voltados para a definição, esquematização e hierarquização do
conhecimento ou bibliográficos destinados à organização de documentos nas
estantes. De acordo com o campo do conhecimento que abrangem podem ser
gerais que podem ser também filosóficas e abrangem todo o conhecimento
humano, ou especializadas que podem ser científicas contemplando uma área do
conhecimento. A representação dos assuntos dos documentos tanto de forma
notacional como de forma verbal são denominadas linguagens documentárias,
mais modernamente Sistemas de Organização do Conhecimento. Os tesauros e
as tabelas de classificação são os principais instrumentos desta representação de
assuntos. A Informática introduzida no tratamento da informação trouxe o aspecto
lingüístico evidenciando o aspecto da terminologia.

4.2 DECS DESCRITORES EM CIÊNCIAS DA SAÚDE

É um vocabulário estruturado dinâmico que registra o processo constante
de crescimento e mutação permitindo a pesquisa em três idiomas (português,
inglês e espanhol). É utilizado na indexação de artigos de revistas científicas,
livros, anais de congressos, relatórios técnicos, e outros tipos de materiais.
Utilizando-se das tecnologias da informação disponíveis e em permanente
desenvolvimento de novos mecanismos de sistematização da pesquisa e
recuperação da informação em Saúde busca centralizar as diversas fontes de
informação da área.
O DeCS – Descritores em Ciências da Saúde é uma base de
dados multilíngüeque reúne a terminologia da área de saúde,
uma linguagem comum utilizada na Biblioteca Virtual em Saúde,
desenvolvida pelo Centro Latino- Americano e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde (BIREME) para a descrição, a

�indexação e a recuperação de fontes de informação
descentralizadas, e funciona como uma ponte para a navegação
baseada em conteúdos temáticos. (CENTRO LATINOAMERICANO DO CARIBE DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS DA
SAÚDE, s.d. 4p)

.
4.3

CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL

A Classificação Decimal Universal (CDU) é baseada no sistema de Dewey.
Paul Otlet e Henri La Fontaine, responsáveis pela compilação de uma bibliografia
universal a partir da criação do Instituto Internacional de Bibliografia, sentiram a
necessidade de um sistema mais flexível que a Classificação Decimal de Dewey,
que vinha sendo utilizado para a tarefa a eles destinada. Com a autorização de
Dewey acrescentaram sinais e símbolos conseguindo assim notações que
atendessem aos detalhes dos assuntos compostos do repertório bibliográfico que
vinham elaborando. Publicado pela primeira vez em 1905, em francês com o título
“Manuel du Répertoire de Bibliogaphie Universelle” teve seu atual nome adotado
“Classificação Decimal Universal” em 1931, e é publicado sob a responsabilidade
da Federação Internacional de Documentação até 1991. A partir de janeiro de
1992, toda a responsabilidade editorial foi transferida para o Consórcio CDU.
Planejada inicialmente como um sistema de classificação que indexasse e
organizasse além de livros outros tipos de documentos a CDU tem se mostrado
adequada no tratamento de grandes coleções nas áreas de ciência e tecnologia,
pois apresenta expansão que acompanha o desenvolvimento do conhecimento.
Utilizando as primeiras dez classes principais de Dewey sua notação utiliza
números, letras e sinais. Sua flexibilidade é conseguida através da combinação
dos sinais ou símbolos. O sistema adota o emprego do ponto a cada três
algarismos que possui apenas valor simbólico e não influi no aspecto
classificatório.

4.4

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GERIATRIA E GERONTOLOGIA

�Curso destinado “à profissionais da área de saúde que objetiva prporcionar
a qualificação profissional nesta área” (Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
2004). Apresenta suas disciplinas que abordam: Conceitos Básicos de
Gerontologia, Biologia do Envelhecimento, Epidemiologia, Políticas de Atenção ao
Idoso, Avaliação Geriátrica Funcional, Distúrbios Neuropsiquiátricos em Idosos
dentre outras com enfoque clínico.

5

A GERIATRIA E A GERONTOLOGIA

O fenômeno do envelhecimento da população que caracterizou o século
XX trouxe profundas e marcantes transformações no âmbito da saúde pública
mundial. Veras, Caldas (2004, v.9, n. 2, p.423-432) destacam que
no final da década de 1980, quando se intensifica o movimento
de valorização do idoso em decorrência das análises
demográficas acerca do envelhecimento populacional muitos
profissionais de áreas de saúde e das ciências humanas e sociais
tomaram como ponto de partida ... autores que discutem a perda
do valor social do idoso... (2004)

Na literatura que com a crescente demanda pelo estudo sobre
envelhecimento saudável e todas as suas implicações médico – sociais
encontramos trabalhos que abordam um amplo aspecto do tema em questão. O
envelhecimento não interessa tão somente pelo seu aspecto clínico biomédico,
abrange também de forma ampla a sociedade, as políticas públicas, a família, a
educação, enfim vários aspectos nos quais o idoso possa estar inserido.
Podemos encontrar em Veras (2002, p. 12) “que o Brasil hoje desponta como um
país cuja população encontra-se em rápido e inexorável processo de
envelhecimento”. Este interesse de vários campos do saber sobre o processo de
envelhecimento e olhar sobre o idoso em seus vários aspectos vem trazendo um
crescimento

de

produção

bibliográfica

multidisciplinar,

interdisciplinar

e

multifacetado, lembrando aqui Ranganathan.
Em Ferreira (c1986, p.848) obtém-se as seguintes definições para
Geriatria: “S. f. Med. Parte da Medicina que se ocupa das doenças dos velhos“; e

�para Gerontologia: “S. f. Ciência que estuda os problemas do velho sob todos os
seus aspectos: biológico, clínico, histórico, econômico e social.“
Neri (2001, p.54-55) descreve Gerontologia “...campo multi e interdisciplinar
que visa à descrição e à explicação das mudanças típicas do processo do
envelhecimento e de seus determinantes genético-biológicos, psicológicos e
socioculturais “ e a Geriatria “compreende a prevenção e o manejo das doenças
do envelhecimento“. Apresenta uma evolução nos campos da Geriatria e
Gerontologia desde os primórdios em 1561 como vários estudiosos foram
abordando a questão do envelhecimento humano e sua evolução com várias
teorias. Algumas destas teorias apresentam o envelhecimento como algo
patológico e cercado de estudos sobre doenças. Com as conquistas tecnológicas
da Medicina moderna podem ser prevenidas e curadas muitas doenças
recentemente consideradas fatais. Em decorrência desta situação e também com
a diminuição do índice de natalidade pode-se observar o aumento significativo da
população idosa e a preocupação das várias disciplinas do conhecimento humano
sobre o tema.

6 ORGANIZAÇÃO

DO

CONHECIMENTO

NA

GERIATRIA

E

NA

GERONTOLOGIA: instrumentos utilizados

6.1

DECS DESCRITORES EM CIÊNCIAS DA SAÚDE

No DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) apresenta a definição de
Geriatria “ramo da medicina voltado para os aspectos fisiológicos e patológicos
dos idosos, inclusive os problemas clínicos do envelhecimento e da senilidade”.
Inclui como sinônimo Gerontologia. Isto nos mostra que no DeCS Geriatria e
Gerontologia têm o mesmo significado.

6.2 CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL

�Sua apresentação na CDU – Classificação Decimal Universal (1997, p.
461, 477) Gerontologia e Geriatria estão na classe 6 – Ciências Aplicadas.
Medicina. Tecnologia. Gerontologia está localizada em 613 Higiene em Geral.
Saúde e higiene pessoal, 613.98 Saúde e higiene da velhice. Gerontologia que a
remete para 616-053.9 Geriatria. Doenças da velhice, pré-senilidade, senilidade,
terceira idade, sendo 616 Patologia, Medicina Clínica. Há a possibilidade de
relacionar um assunto que aborde o idoso, por exemplo, utilizar o número -053.9
da tabela auxiliar contemplando assim este aspecto.

7

CONCLUSÃO
Verifica-se que existe uma estreita relação entre os termos. Ambos têm o

idoso como seu enfoque central. Pela análise aqui apresentada alguns
instrumentos de recuperação da informação consideram o campo da Geriatria
igual ao da Gerontologia. Ao buscar sua definição nota-se que suas abrangências
se completam, mas são diferentes. A utilização de uma ferramenta que contemple
de modo atual a organização do conhecimento nas duas áreas em questão ainda
não é possível. A produção bibliográfica da Gerontologia entre nós é recente mas
o crescimento da literatura nesta área já necessita de um instrumento de
recuperação mais abrangente.

REFERÊNCIAS
BARBOSA, Alice Príncipe. Teoria e prática dos sistemas de classificação
bibliográfica. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação,
1969. 441p.
____. Classificações facetadas. Ci. Inf., Rio de Janeiro, v.1, n. 2, p. 73-81, 1972.
CAMPOS, Maria Luiza Almeida. Perspectivas para o estudo da área de
representação da informação. Ci. Inf. Brasília, v. 25, n. 2, 1995.
____. Linguagem documentária: teorias que fundamentam sua elaboração.
Niterói: EdUFF, 2001. 133 p. p. 100

�CENTRO LATINO-AMERICANO DO CARIBE DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS
DA SAÚDE. Biblioteca Virtual em Saúde. São Paulo: BIREME, s.d. 4p., il.
CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL: edição – padrão internacional em
língua portuguesa. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia, 1997. p. 125-129
DAHLBERG, Ingetraut. Teoria do conceito. Tradução Astério Tavares de Campos.
Ci. Inf., Rio de Janeiro, v. 7, n. 2, p. 101-107, 1978.
DeCS Descritores em Ciências da Saúde. Disponível em http://decs.bvs.br/cgibin/wxis1660.exe/decsserver/ Acesso em 11 jul. 2004
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo diccionario da língua portuguesa.
2. ed. rev. aum. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, c1986. 1838 p.
GONZÁLEZ DE GÓMEZ, Maria Nélida. Da organização do conhecimento às
políticas de informação. Ci. Inf., Rio de Janeiro, v.2, n.2, p. 58-66, jul./dez. 1996
LANGRIDGE, Derek. Classificação: uma abordagem para estudantes de
Biblioteconomia. 1.ed. Rio de Janeiro: Interciência, 1977 120 p. p.19.
MIRANDA, Marcos Luiz Cavalcanti de. Organização do Conhecimento e seus
paradigmas científicos: algumas questões epistemológicas. INFORMARE – Cad.
Prog. Pós-Grad. Ci. Inf. , Rio de Janeiro, v. 5, n. 2, p. 64-77, jul./dez. 1999.
MORAES, Alice Ferry de; ARCELLO, Etelvina Nunes. O conhecimento e sua
representação. Rio de Janeiro, 1994. 21 p. mimeo. Trabalho final para o Curso de
Teoria e Sistemas de Classificação do curso de Mestrado em Ciências da
Informação da Escola de Comunicação da UFRJ.
NERI, Anita Liberalesso. Palavras-chave em Gerontologia. Campinas, SP: Alínea,
2001. 136 p.
VERAS, Renato Peixoto et al. Novos paradigmas no modelo assistencial no setor
saúde: conseqüência da explosão população dos idosos no Brasil. In: ____ (Org.)
Terceira idade : gestão contemporânea em saúde. Rio de Janeiro: RelumeDumará, UnATI/UERJ, 2002. p. 11-79.

�VERAS, Renato Peixoto, CALDAS, Celia Pereira. Promovendo a saúde e a
cidadania do idoso: o movimento das universidades da terceira idade.
Ciência&amp;Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.9, n.2, p.423-432, abr./jun. 2004.

∗

Bibliotecária do Centro de Referência e Documentação sobre Envelhecimento (CRDE) da
Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(UERJ).Rua São Francisco Xavier 524 10andBl F sala 10135 Rio de Janeiro RJ crde@uerj.br.
Especializada em Indexação da Informação (USU). Especializada em Organização do
Conhecimento para Recuperação da Informação (UNIRio). Pós-graduada em Docência do Ensino
Superior (UNIRio).

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57775">
                <text>Os desafios da pesquisa em Geriatria e Gerontologia: organização do conhecimento. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57776">
                <text>Santos, Iris Maria Carvalho Braga dos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57777">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57778">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57779">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57781">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57782">
                <text>Objetiva analisar comparativamente como a Geriatria e Gerontologia estão representadas nos sistemas classificatórios, na produção científica da área e no currículo do curso de especialização da UnATI/UERJ. Traz algumas definições de conhecimento e de organização. Apresenta a evolução do conhecimento com seus vários enfoques através da história. Analisa representação da a Geriatria e Gerontologia em dois instrumentos utilizados na classificação bibliográfica: DecS e CDU. Aborda o Programa do Curso de Especialização a UnATI/UERJ. Conclui que os temas se relacionam e que os recursos de recuperação da informação precisam ser mais abrangentes para cumprimento de sua função.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68825">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5326" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4392">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5326/SNBU2004_232.pdf</src>
        <authentication>5a073e3f2fc10d7ab15ac769aa20c1cd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57837">
                    <text>IMPLANTAÇÃO DE UM SERVIÇO DE ALERTA NA ERA DIGITAL: RELATO DE
EXPERIÊNCIA DE UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA ESPECIALIZADA

Maria Helena Souza Ronchesel∗
Valéria Cristina Trindade Ferraz∗∗

RESUMO
O Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da
Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo (SBD/FOBUSP), membro do conjunto de base das 39 bibliotecas que compõem o Sistema
Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP), teve a oportunidade de possibilitar
aos seus profissionais da informação a participação no Programa de Capacitação
de Equipes Bibliotecárias do SIBi/USP. Entre os diversos veículos de capacitação
de profissionais, destaca-se neste trabalho, o curso de FrontPage 2000, que é um
programa de criação de web sites. O planejamento estratégico do SBD/FOB-USP
para o ano de 2003 continha como uma de suas ações a elaboração de suportes
e registros de informações digitais, através da implementação da página
Recentes Aquisições no site da FOB-USP (http://www.fob.usp.br). A implantação
e implementação do serviço de alerta eletrônico Recentes Aquisições envolveram
a equipe de trabalho do Serviço de Aquisição e Processos Técnicos e as etapas
da metodologia desenvolvida são: definição do material a ser divulgado; layout da
página, utilizando o software FrontPage 2000; processamento técnico do material
bibliográfico; indexação do material no Banco de Dados Bibliográficos da USP
(DEDALUS); digitalização das capas das publicações; elaboração da página que
utiliza imagens com hyperlinks para o DEDALUS, com a identificação de
localização no acervo do SBD/FOB-USP; publicação da página no site da FOBUSP;
divulgação
da
página.
A
página
Recentes
Aquisições
(http://www.fob.usp.br/biblioteca/livros/index.htm) foi disponibilizada em abril de
2003, possibilitando a geração e absorção de novos conhecimentos, gerando uma
comunicação interorganizacional mais dinâmica, utilizando o ambiente Internet.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca universitária. Produtos e serviços de informação.
Serviço de alerta eletrônico. Era digital.

INTRODUÇÃO
O Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da
Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo (SBD/FOBUSP), membro do conjunto de base das 39 bibliotecas que compõem o Sistema
Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP), teve a oportunidade de possibilitar

�aos profissionais da informação a participação no Programa de Capacitação de
Equipes Bibliotecárias do SIBi/USP, sendo este integrante do Programa Gestão
de Qualidade e Produtividade da USP, em consonância com o Programa
Permanente de Qualidade e Produtividade no Serviço Público Paulista.1
Salienta-se neste momento, o papel fundamental do SIBi/USP que desde a
sua criação se preocupou com a capacitação das equipes bibliotecárias e em
desenvolver atividades para estabelecer procedimentos sistêmicos padronizados
na área de informatização dos acervos, aquisição e acesso à informação, vindo
ao encontro da sua missão: “promover o acesso à informação, por meio de
programas cooperativos e de racionalização, com o estabelecimento de políticas,
compartilhamento de recursos e normalização de procedimentos, no âmbito das
bibliotecas da USP” e de seu objetivo: “criar condições para o funcionamento
sistêmico das Bibliotecas da USP, a fim de oferecer suporte ao desenvolvimento
do ensino e da pesquisa.”2
Entre os diversos veículos de capacitação de profissionais, destaca-se
neste trabalho, o curso de FrontPage 2000, que é um programa de criação de
web sites com uma interface gráfica que segue o estilo dos aplicativos do
Microsoft Office, realizado por duas bibliotecárias no ano de 2002.
Considerando que as bibliotecas universitárias precisam criar, definir e/ou
reestruturar as práticas de trabalhos e métodos gerenciais que passem a
responder de maneira rápida e eficiente às demandas da sociedade na qual estão
inseridas, bem como às características e necessidades específicas de seus
usuários3, o planejamento estratégico do SBD/FOB-USP para o ano de 2003
estabelecia como uma de suas ações a elaboração de suportes e registros de
informações digitais, através da implementação da página Recentes Aquisições
no site da FOB-USP (http://www.fob.usp.br).
A página Recentes Aquisições foi idealizada com a premissa de divulgar a
informação recentemente incorporada ao acervo do SBD/FOB-USP em ambiente
web, mediando o processo de acesso e uso da informação para a aquisição e
produção do conhecimento, uma vez que este serviço era e continua sendo

�oferecido de forma tradicional, ou seja, através do painel de “Recentes
Aquisições”, onde são expostos os materiais.

PLANEJAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DO SERVIÇO DIGITAL

Uma equipe de profissionais da informação do SBD/FOB-USP, composta
por bibliotecárias e técnico da informação se reuniu para elaborar a estruturação e
modelagem da organização do serviço digital, tendo como ponto de partida as
questões:
• Quem será responsável pelo serviço?
• Quais as atividades a serem desenvolvidas para a implantação do
serviço?
•

Qual a infra-estrutura necessária?

Com base nestas questões e principalmente com o objetivo de
disponibilizar as informações aos usuários na forma e no momento certo,
desenvolveu-se a implantação e implementação do serviço de alerta eletrônico
Recentes Aquisições.
A equipe responsável pelo desenvolvimento do trabalho foi formada por
duas bibliotecárias e três técnicos de informação do Serviço de Aquisição e
Processos Técnicos do SBD/FOB-USP, com a colaboração de um técnico de
informática da FOB-USP.
A metodologia desenvolvida compreendeu as seguintes etapas:

1 Definição do material a ser divulgado:
Através do estudo das necessidades informacionais da comunidade
assistida pelo SBD/FOB-USP e levando-se em consideração as características de

�seu acervo estabeleceu-se que o material a ser divulgado seria: livros,
monografias, dissertações e teses defendidas na Unidade ou não.
No que se refere à atualização da página, essa está diretamente ligada à
incorporação de novos materiais bibliográficos ao acervo do SBD/FOB-USP.

2 Layout da página:
Considerando a participação das bibliotecárias no curso de FrontPage
2000 e verificando-se que este é um programa que integra diversas tecnologias
relativas à criação de home pages e tem a capacidade de administrar web sites
através da sua interface gráfica, optou-se pela aplicabilidade do mesmo para a
administração do serviço digital.
As “Considerações de Concepção de Web Site” contidas no documento
Proposta de Conteúdo Mínimo para as Home Pages das Bibliotecas da USP4,
desenvolvido por um grupo de bibliotecárias participantes do Programa de
Administração da Inovação Científica e Tecnológica nos Serviços de Informação –
PROTAP, em 2002, foi fundamental para o desenvolvimento de padrões de estilo
locais e para o estabelecimento da interface.

3 Processamento técnico do material bibliográfico:

A etapa de processamento técnico engloba a conferência, tombamento e o
preparo físico do material (carimbagem, etiquetagem e magnetização).

4 Indexação do material no Banco de Dados Bibliográficos da USP
(DEDALUS):

Com base no documento: DEDALUS - Banco de Dados Bibliográficos da
USP: descrição de dados para cadastramento das informações bibliográficas com
uso do formato MARC - MAchine Readable Cataloging, procedeu-se a indexação
do material bibliográfico no DEDALUS (http://www.usp.br/sibi).

�5 Digitalização das capas das publicações:

O processo de digitalização das capas envolveu estudos que permitiram a
definição de configurações que atendessem o usuário no que se refere a melhor
visualização das capas em web, a saber:

Características
Dimensões em pixel

Tamanho do documento

Largura

200 pixels

2,54 cm

Altura

292 pixels

3,51 cm

Posições

Resolução: 200 dpi

6 Elaboração da página:

Inserção das imagens com hyperlinks para o DEDALUS, com a
identificação de localização do material bibliográfico no acervo do SBD/FOB-USP.

7 Publicação da página no site da FOB-USP:

Para a realização desta etapa foi necessário a orientação e o auxílio de um
técnico de informática da FOB-USP para se ter acesso ao servidor onde a página
seria publicada (Figura 1).

�Figura 1 – Layout final da página publicada

8 Divulgação da página:

Após análise, estabeleceu-se como estratégia de divulgação da página o
envio de e-mail’s à equipe do SBD/FOB-USP e aos docentes/pesquisadores da
comunidade científica fobiana já contendo o link da página para acesso.

9 Avaliação da página:

A avaliação da página é realizada constantemente pela equipe responsável
e pelas bibliotecárias do SBD/FOB-USP junto aos usuários, procurando garantir o
aperfeiçoamento na prestação deste serviço.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A

página

Recentes

Aquisições

(http://www.fob.usp.br/biblioteca/livros/index.htm) foi disponibilizada em abril de

�2003, possibilitando a geração e absorção de novos conhecimentos, bem como
gerando uma comunicação interorganizacional mais dinâmica, utilizando o
ambiente Internet, além da forma tradicional de gerenciamento de sistemas de
informação.
Este relato de experiência visa estimular a criação de novos produtos na
área de informação, vislumbrando novos caminhos e desafios para os
profissionais da informação, através da melhoria contínua no atendimento,
caracterizada pela consonância da implantação e implementação de serviços de
informação às necessidades e expectativas dos usuários.

ESTABLISHMENT OF AN ALERT SERVICE IN THE DIGITAL AGE: REPORT
OF THE EXPERIENCE OF A SPECIALIZED UNIVERSITY LIBRARY

ABSTRACT
The Service of Library and Documentation "Prof. Dr. Antonio Gabriel Atta" of
Bauru Dental School, University of São Paulo (SBD/FOB-USP), member of the
base set of the 39 libraries that constitute the Integrated System of Libraries of
USP (SIBi/USP), could offer its professionals of information the opportunity to
participate in the Program of Qualification of Library Teams of SIBi/USP. Among
the several options for qualification of professionals, the course for utilization of
FrontPage 2000 is highlighted, since it is a software for creation of websites. The
strategic planning of SBD/FOB-USP for the year 2003 comprised the preparation
of supports and records of digital information, by means of establishment of the
page Recent Acquisitions in the website of FOB-USP (http://www.fob.usp.br). The
establishment and implementation of the electronic alert service related to the
Recent Acquisitions involved the staff of the Service of Acquisition and Technical
Processes, and the stages of the methodology developed are: definition of the
material to be diffused; layout of the page using the software FrontPage 2000;
technical processing of the bibliographic material; inclusion of the material in the
Bibliographic Database of USP (DEDALUS); digitization of the covers of
publications; preparation of the page that makes use of images with hyperlinks to
DEDALUS, with identification for location in the files of SBD/FOB-USP; publication
of the page on the website of FOB-USP; diffusion of the page. The page Recent
Acquisitions (http://www.fob.usp.br/biblioteca/livros/index.htm) was made available
in April 2003, allowing the generation and absorption of new knowledge, leading to
a more dynamic interorganizational communication with utilization of the Internet.
KEYWORDS: University library. Products and services of information. Electronic
alert service. Digital age.

�REFERÊNCIAS

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Projeto
CRESCER: institucionalizar procedimentos para capacitação contínua de equipes.
São Paulo, 2002. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.usp.br/gestao/Proj15/crescer_cad_proj_v05.doc&gt;. Acesso em: 9
jun. 2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.
SIBiNet: sobre o SIBi/USP. São Paulo, 2001. Disponível em:
&lt;http://www.usp.br/sibi/&gt;. Acesso em: 5 jul. 2004.
VERGUEIRO, W. C. S.; CARVALHO, T. Indicadores de qualidade em bibliotecas
universitárias brasileiras. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19., 2000, Porto Alegre. Anais...
Porto Alegre: Associação RioGrandense de Bibliotecários, 2000. 1 CD-ROM.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Proposta
de conteúdo mínimo para home pages das Bibliotecas da USP. São Paulo,
2002. 1 disquete.

∗

Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo, Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75,
Caixa Postal 73. 17012-901 - Bauru - SP - Brasil
mahelena@fob.usp.br
∗∗
Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo, Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75.
Caixa Postal 73. 17012-901 - Bauru - SP - Brasil
valeria@fob.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57811">
                <text>Implantação de um serviço de alerta na era digital: relato de experiência de uma biblioteca universitária especializada. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57812">
                <text>Ronchesel, Maria Helena Souza; Ferraz, Valéria Cristina Trindade </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57813">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57814">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57815">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57817">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57818">
                <text>O Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo (SBD/FOB- USP), membro do conjunto de base das 39 bibliotecas que compõem o Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP), teve a oportunidade de possibilitar aos seus profissionais da informação a participação no Programa de Capacitação de Equipes Bibliotecárias do SIBi/USP. Entre os diversos veículos de capacitação de profissionais, destaca-se neste trabalho, o curso de FrontPage 2000, que é um programa de criação de web sites. O planejamento estratégico do SBD/FOB-USP para o ano de 2003 continha como uma de suas ações a elaboração de suportes e registros de informações digitais, através da implementação da página Recentes Aquisições no site da FOB-USP (http://www.fob.usp.br). A implantação e implementação do serviço de alerta eletrônico Recentes Aquisições envolveram a equipe de trabalho do Serviço de Aquisição e Processos Técnicos e as etapas da metodologia desenvolvida são: definição do material a ser divulgado; layout da página, utilizando o software FrontPage 2000; processamento técnico do material bibliográfico; indexação do material no Banco de Dados Bibliográficos da USP (DEDALUS); digitalização das capas das publicações; elaboração da página que utiliza imagens com hyperlinks para o DEDALUS, com a identificação de localização no acervo do SBD/FOB-USP; publicação da página no site da FOB-USP; divulgação da página. A página Recentes Aquisições  http://www.fob.usp.br/biblioteca/livros/index.htm) foi disponibilizada em abril de 2003 possibilitando a geração e absorção de novos conhecimentos, gerando uma comunicação interorganizacional mais dinâmica, utilizando o ambiente Internet.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68829">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5329" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4396">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5329/SNBU2004_233.pdf</src>
        <authentication>7531a5051ec85c535a0f2bf3522cf41c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57873">
                    <text>ORGANIZAÇÃO DA MAPOTECA DO SERVIÇO DE BIBLIOTECA E
DOCUMENTAÇÃO DA FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS
HUMANAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Márcia Elísa Garcia de Grandi∗
Maria Célia Amaral
Maria Imaculada da Conceição
Sonia Marisa Luchetti

RESUMO
O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) mantém um
acervo de, aproximadamente, 14.000 mapas em sua Seção de Geografia/História.
Elaborou-se um projeto para tratamento do material, compreendendo a
organização física e inserção em bases de dados. A partir da literatura
especializada e experiências verificadas em outras instituições, foram
estabelecidos parâmetros e definidos instrumentos para catalogação, indexação e
armazenamento dos mapas. A base de dados desenvolvida está disponível para
consulta on-line, contando atualmente com 9067 registros. Os mapas estão
armazenados em arquivos deslizantes projetados especificamente para este tipo
de material. O acesso à base de dados e a nova disposição física dos
documentos tiveram reflexos imediatos na qualidade da pesquisa e do
atendimento aos pesquisadores em geral. A presente iniciativa inscreve-se dentro
da política de aprimoramento dos produtos e serviços oferecidos de acordo com
as necessidades dos usuários de uma biblioteca universitária.

1 INTRODUÇÃO

O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras
e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) foi criado
em 1987, a partir da reunião dos diversos acervos e setores existentes na
instituição. Atualmente, o acervo é composto de 296.815 livros, 12.035 teses /
dissertações, 157.586 fascículos de periódicos e aproximadamente 15.000
multimeios.

�No acervo do SBD está incluída uma coleção de, aproximadamente,
14.000 mapas,

formada a partir das necessidades do curso de Geografia,

oferecido pelo Departamento de Geografia. O Departamento de Geografia teve
sua origem em 1934, na antiga sub-secção de Geografia e História da Faculdade
de Filosofia, Ciências e Letras. A partir de 1972 o Departamento oferece dois
cursos de Pós-Graduação com mestrado e doutorado, um de Geografia Humana
e outro de Geografia Física. Ao final do ano de 2003, contava com 44
professores, 1001 alunos de graduação e 487 alunos de Pós-Graduação.
Com o desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa do
Departamento, o acervo de mapas teve um crescimento acentuado, mas, devido
à especificidade do material, permaneceu armazenado, sem o devido tratamento
técnico. No ano de 2000, a partir de um diagnóstico inicial, foi delineado um
projeto para processamento do acervo de mapas, compreendendo a organização
física e inserção em bases de dados.

2 REVISÃO DA LITERATURA

A necessidade de atender melhor e com maior precisão os usuários que
utilizam mapas em suas pesquisas e trabalhos, levou ao estudo das
características

do

material

cartográfico

que

compõem

o

acervo

do

SBD/FFLCH/USP. O resultado desse estudo foi o aperfeiçoamento da descrição
bibliográfica, possibilitando a disseminação e recuperação da informação em
bases de dados.
Cartas e mapas são documentos que exigem procedimentos de
armazenamento, catalogação e manipulação diferenciados da maioria das obras
usuais de uma biblioteca.
O tratamento técnico de um mapa é peculiar, pois reúne características de
livros e imagens, o que torna sua descrição bibliográfica um pouco mais complexa
(TENNER; WEIMER, 1998). Enquanto que em um livro, os dados para sua
descrição serão obtidos essencialmente da página de rosto, o “mapa, todo ele é

�uma página de rosto, pois os dados estão impressos fora da área ocupada pelo
desenho, distribuídos pelos espaços vazios” (BASTOS, 1978, p.48).
A natureza física, frágil e, usualmente, em formato grande, torna
necessário que a descrição bibliográfica seja mais completa possível (TENNER;
WEIMER, 1998). Um registro detalhado, por acréscimo de notas, permitirá uma
seleção de material no próprio catálogo, manual ou on-line (BASTOS, 1978).
Dessa forma o catálogo torna-se vitalmente importante, atuando como substituto
para o próprio mapa, minimizando seu manuseio (TENNER; WEIMER, 1998).
Informações como escala, projeção, coordenadas geográficas, datas e
notas bibliográficas são tão importantes quanto o autor e o título.
A escala é uma fração que representa a relação entre uma distância no
mapa (em geral, 1cm) e a distância equivalente no terreno (x cm) (LE SANN,
1984). A escala é extremamente importante porque revela o nível de detalhe e a
área de cobertura de um mapa específico (TENNER; WEIMER, 1998).
A projeção refere-se ao sistema usado para representar informações sobre
a superfície esférica da terra em uma superfície plana, existindo vários tipos de
projeção (MOORE, 2001).
Coordenadas são grades de linhas geográficas usadas para determinar
com precisão localizações na Terra. Linhas de longitude, ou meridianos, correm
norte/sul entre os Pólos. Linhas de latitude, ou paralelos, correm leste/oeste
paralelas ao Equador (MOORE, 2001).
As notas bibliográficas são essenciais, pois servem para o duplo propósito
de esclarecer elementos do registro bibliográfico e fornecer informações sobre o
conteúdo do mapa (TENNER; WEIMER, 1998).
A questão das datas é outro ponto que merece destaque, pois existe a
data de publicação e a de reambulação. A data de reambulação geralmente é a
mais importante, pois refere-se ao período de pesquisa e coleta de dados.
Quanto à autoria, mapas antigos eram desenhados por cartógrafos que,
muitas vezes, faziam o levantamento, desenhavam o mapa e o gravavam. Já os
mapas modernos são produtos de uma série de operações, executadas por uma

�equipe de profissionais, pertencentes a uma instituição oficial ou empresa
especializada, aparecendo o cartógrafo-chefe, como responsável pelos trabalhos
em seu setor.
A determinação da autoria deve recair sobre o nome em maior
proeminência na sua feitura: pessoa ou entidade (BASTOS, 1978).
A classificação de mapas é aparentemente um processo simples. Em
contraste com livros, os quais são classificados por assunto e então por lugar, os
mapas são classificados primeiro pelo lugar e então pelo assunto (TENNER;
WEIMER, 1998).
A maioria dos códigos de classificação, como CDD e CDU, podem ser
utilizados ou adaptados para o uso em bibliotecas que possuam um acervo
pequeno de mapas. No entanto, para bibliotecas com grandes coleções esses
códigos mostram-se insuficientes ou inadequados, exigindo a adoção ou criação
de instrumentos auxiliares.

3 OBJETIVO GERAL
•

Realizar o processamento técnico do acervo de mapas do SBD/FFLCH/USP.

3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Proceder a catalogação do material, de acordo com a especificidade exigida;

•

Criar uma base de dados local para acesso on-line;

•

Aprimorar as condições de armazenamento dos mapas.

4 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

A preparação do projeto envolveu a realização de um diagnóstico inicial
das condições de armazenamento, organização e recuperação do material
disponível na Mapoteca do SBD/FFLCH/USP.

�Os mapas estavam armazenados em mapotecas horizontais, havendo sido
adquirido um arquivo deslizante que permitiu a disposição vertical de parte do
material. As mapotecas apresentavam uma divisão mista por grandes áreas
geográficas e tipos de mapas, seguidas pela ordem alfabética das localidades.
Alguns mapas já haviam sido tombados em uma base de dados interna de
patrimoniação, que contemplava apenas alguns elementos de identificação do
material.
A maior parte do acervo é composta por mapas referentes ao Estado de
São Paulo e, em menor número, outras localidades brasileiras e de outros países.

4.1 METODOLOGIA
•

Análise da literatura especializada na área de tratamento de material
cartográfico;

•

Levantamento de experiências conduzidas em instituições similares;

•

Consulta a especialistas.

4.2 CRITÉRIOS PARA DESCRIÇÃO DO MATERIAL

O SBD/FFLCH/USP não mantém bases locais ou arquivos manuais
referentes à catalogação do acervo bibliográfico. Os registros relativos a livros,
teses/ dissertações, periódicos e produção científica são inseridos no Dedalus –
Banco de Dados Bibliográficos da Universidade de São Paulo, implementado com
o sistema Aleph 300. O acervo de multimeios, por outro lado, é registrado na base
interna de Tombo / Patrimoniação, a partir da qual são emitidas etiquetas de
identificação para armazenagem.
Nas fases de planejamento e início do projeto, o cadastramento de mapas
ainda não estava previsto no Dedalus, motivo pelo qual optou-se pelo
desenvolvimento de uma base local para registro e recuperação do material.
Os parâmetros para catalogação foram estabelecidos a partir da
combinação das regras para a descrição bibliográfica de material cartográfico do
AACR2 – Anglo-American Cataloguing Rules, 2nd edition (Cap. 3) e os

�procedimentos para cadastramento de registros bibliográficos com o uso do
formato de intercâmbio de dados bibliográficos MARC – Machine Readable
Cataloging, adotado para o Banco Dedalus.
O formato bibliográfico MARC é constituído por campos e subcampos. Os
campos, áreas onde se cadastram sempre o mesmo tipo de informação
bibliográfica, podem ser fixos ou variáveis.
Para o AACR2, o material cartográfico compreende mapas, globos, atlas e
todo e qualquer ítem que, de alguma forma, ilustre uma representação gráfica de
qualquer parte da Terra, do Universo e até de lugares imaginários (FALDINI,
1987). Tendo em vista que: a escolha do ponto principal de acesso é um dos
grandes problemas na descrição do material cartográfico; a fonte principal de
informação para a descrição é qualquer parte do próprio mapa e que o usuário
geralmente procura o mapa pela área representada ou pelo assunto, definiram-se
os seguintes campos:

a) Campo de Autoria ou responsabilidade principal: entrada pela pessoa ou
entidade responsável pelo conteúdo geográfico
b) Campo do Título: o título pode ser retirado de qualquer parte da face do mapa.
Quando houver dois títulos, escolher o mais adequado e registrar o outro em
nota.
c) Campo da Designação Geral do Material: logo após o título principal, indica-se
a designação geral do material, na lista 2, da regra 1.1C1, do AACR2
d) Campo da Edição: transcrição da indicação de edição como aparece no ítem,
com o uso de abreviaturas normalizadas pelo Apêndice B, do AACR2
e) Campo de Dados matemáticos: é uma área típica do material cartográfico, dá
ênfase a informações importantes, como escala e projeção, latitude/ longitude
f) Campo de Publicação: indicar o local de publicação, o nome do editor e data
de publicação
g) Campo da Descrição física: onde se registra o número de unidades físicas (por
ex. 1 mapa), a cor, o material de que é feito o mapa, o formato
h) Campo da Série: quando o mapa faz parte de uma série

�i) Campo de Notas: onde pode constar notas gerais, notas de conteúdo, notas
de acervo, resumo, nota de idioma, notas locais, tais como, dados históricos
sobre o mapa, público a que se destina, se trata de cópia, etc
j) Campo de Assunto: o vocabulário controlado adotado para indexar os mapas
é o mesmo utilizado para os livros, teses e dissertações da FFLCH/USP
k) Campo

de

Informações

Complementares:

nesta

área

deve

constar

identificação da base; tipo de material; código do material
l) Campo local: usado para apresentação das informações de acervo. Deve
constar código da biblioteca, número de chamada, número de tombo, etc

Outros dados considerados importantes foram acrescentados, tais como:
tipo de mapa, data de reambulação, nomenclatura e código simplificado.
A tipologia dos mapas foi estabelecida conforme definições do Dicionário
Cartográfico, de Cêurio de Oliveira (1993), considerando a Cartografia dividida em
dois grandes campos: Cartografia topográfica e a Cartografia temática. “Esta
dualidade é amplamente aceite embora se reconheça ser artificial” (DIAS;
FEIJÃO, 1995, p.22).
Devido ao predomínio de mapas referentes ao Estado de São Paulo,
adotou-se a Tabela de Notação de Nomes de Municípios do Estado de São
Paulo, estabelecida pela Lei no. 8092, de 28.02.1964 (BASTOS, 1978). Para
entrada das demais regiões geográficas, utiliza-se a tabela Cutter.
Dessa forma, a notação referente a cada mapa é constituída pelos
seguintes elementos: notação para o Tipo de Material (MP=Mapa); Tipo de Mapa;
Região Geográfica; Subdivisão Geográfica; Escala; Indicação de Série ou
Exemplar. Ex:

MP (TOP) ⇒ Mapa Topográfico
F55

⇒ Franco da Rocha

Abreus

⇒ Região de Abreus

1:50.000

⇒ Escala

e.2

⇒ Exemplar 2

�A base de dados foi inicialmente desenvolvida em Access e para acesso
on-line foi implementada na linguagem PHP (Hypertext Preprocessor), adotando o
sistema Firebird para constituição das bases de dados relacionais. Prevê-se a
imigração futura da base para o Dedalus.

4.3 OPERACIONALIZAÇÃO DO PROJETO

Estabeleceu-se uma equipe para implementação do projeto formada por: 1
(um) bibliotecário do Processamento Técnico e 1 (um) bibliotecário da Seção de
Atendimento onde os mapas estão armazenados, 1 (um) técnico envolvido com o
atendimento e guarda do material e um estagiário da área de Geografia.
Inicialmente, foram estabelecidas duas frentes de trabalho, uma em cada setor.
Os mapas eram planilhados no local de armazenamento e registrados no setor
interno, responsável pela emissão das etiquetas, que eram fixadas nos mapas
pela Seção de Atendimento. No caso de mapas ainda não incorporados ao
acervo, as atividades relativas ao planilhamento, inserção na base de dados,
emissão de etiquetas e preparo físico eram executadas pelo setor de
Processamento Técnico.
No decorrer do trabalho, algumas alterações foram efetuadas, mantendose atualmente o seguinte fluxo:

QUADRO 1 - FLUXO DO PROCESSAMENTO DE MAPAS

Seleção do grupo de mapas para processamento

Emissão e colagem de etiqueta de tombo

Planilhamento do mapa

Cadastramento na Base Interna de Mapa

Emissão de etiquetas com o número de chamada

�Preparo físico (colagem de etiquetas e de tarjas de cristal

Armazenamento do mapa

5 ARMAZENAMENTO E CONSERVAÇÃO

A maioria dos mapas estão armazenados em arquivos deslizantes
verticais, enquanto que outros permanecem nas mapotecas horizontais, por
apresentarem condições físicas mais precárias.
Os mapas não podem ser retirados por empréstimo domiciliar, estando o
acesso restrito à consulta local. A medida foi adotada tendo em vista a fragilidade
do material e a dificuldade de reposição do mesmo.
O SBD/FFLCH/USP mantém uma Oficina de Reparos do Material
Bibliográfico, para onde são encaminhados os mapas danificados que demandam
intervenções, as quais são realizadas dentro de padrões que minimizem a perda
de precisão geográfica.

6

CONCLUSÕES

Devido

ao

número

significativo

do

acervo

de

mapas

(14.000,

aproximadamente), o projeto ainda não está finalizado. Entretanto, a base de
dados já conta com mais de 9000 registros, um panorama considerado
extremamente positivo, tendo em vista a totalidade do trabalho de processamento
técnico da Biblioteca, que compreende, em média, a inserção anual de 6.600
livros, 600 teses e 1.900 itens da produção científica.
A implementação da base de dados com possibilidade de consulta on-line
e a nova disposição física dos documentos tiveram reflexos imediatos na
qualidade da pesquisa e do atendimento aos pesquisadores em geral.

�A presente iniciativa inscreve-se dentro da política de aprimoramento dos
produtos e serviços oferecidos de acordo com as necessidades dos usuários de
uma biblioteca universitária.

REFERÊNCIAS
BASTOS, Z.P.S.M. Organização de mapotecas. Rio de Janeiro : BNG/Brasilart,
1978.
CÓDIGO de catalogação anglo-americano. 2.ed. São Paulo : FEBAB, 1985. 2v.
DIAS, M.H.; FEIJÃO, M.J. Glossário para indexação de documentos
cartográficos. Lisboa : IBL, 1995.
FALDINI, G.(Org.) Manual de catalogação: exemplos ilustrativos do AACR2. São
Paulo : Nobel/ EDUSP, 1987.
LE SANN, J.G. A noção de escala em cartografia. Revista Geografia e Ensino,
v.2, n.1, p.56-66, 1984.
MOORE, S.M.; HALL, L.M. Map cataloging: learning the basics. San Francisco,
California, 2001. Disponível em: &lt;http://www.sunysb.edu/libmap/basics.pdf&gt;.
Acesso em: 2 jul. 2004.
OLIVEIRA, C. Curso de cartografia moderna. 2.ed. Rio de Janeiro : IBGE, 1993.
OLIVEIRA, C. Dicionário cartográfico. 4.ed. Rio de Janeiro : IBGE, 1993.
PEROTA, M.L.L.R. (Org.) Multimeios: seleção, aquisição, processamento,
armazenagem, empréstimo. 4. ed. Vitória : EDUFES, 1997.
TENNER, E.; WEIMER, K.H. Reference service for maps: access and the catalog
record. Reference &amp; User Services Quarterly, v.38, n.2, p.181-6, 1998.
∗

megrandi@usp.br
mcamaral@usp.br
imak@usp.br
luchetti@usp.br
Serviço de Biblioteca e Documentação. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP), Av. Prof. Lineu Prestes, trav. 12, 350, 05508-900
– São Paulo, SP Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57838">
                <text>Organização da mapoteca do Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57839">
                <text>Grandi, Márcia Elísa Garcia de; Amaral, Maria Célia; Conceição, Maria Imaculada da, Luchetti, Sonia Marisa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57840">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57841">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57842">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57844">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57845">
                <text>O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) mantém um acervo de, aproximadamente, 14.000 mapas em sua Seção de Geografia/História. Elaborou-se um projeto para tratamento do material, compreendendo a organização física e inserção em bases de dados. A partir da literatura especializada e experiências verificadas em outras instituições, foram estabelecidos parâmetros e definidos instrumentos para catalogação, indexação e armazenamento dos mapas. A base de dados desenvolvida está disponível para consulta on-line, contando atualmente com 9067 registros. Os mapas estão armazenados em arquivos deslizantes projetados especificamente para este tipo de material. O acesso à base de dados e a nova disposição física dos documentos tiveram reflexos imediatos na qualidade da pesquisa e do atendimento aos pesquisadores em geral. A presente iniciativa inscreve-se dentro da política de aprimoramento dos produtos e serviços oferecidos de acordo com as necessidades dos usuários de uma biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68832">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5333" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4400">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5333/SNBU2004_234.pdf</src>
        <authentication>cbd9ad758ec3c1b45493426bad7e4f23</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57900">
                    <text>ORGANIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DOS
DOCENTES E PESQUISADORES DA FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E
CIÊNCIAS HUMANAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Márcia Elísa Garcia de Grandi∗
Eliana Mara Martins Ramalh
Maria Imaculada da Conceição
Sonia Marisa Luchetti

RESUMO
O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) mantém um
serviço de coleta, tratamento e divulgação da produção científica gerada pelos
docentes, pesquisadores e técnicos de nível superior da Faculdade. A FFLCH é a
maior unidade da USP, formada por aproximadamente 694 docentes (ativos e
aposentados) e 50 técnicos de nível superior. A coleta da produção é realizada
em livros, periódicos, anais de eventos, jornais diários, revistas de divulgação e
páginas da web. As informações são processadas e registradas no Dedalus –
Banco de Dados Bibliográficos da USP. A divulgação é feita na página da
Biblioteca e no Informativo editado pela FFLCH. Os documentos são
armazenados em arquivos deslizantes, dentro de pastas organizadas por ordem
alfabética do sobrenome do autor. O acesso aos documentos apresentou
melhoria na qualidade da pesquisa e do atendimento aos usuários internos e
externos, dando visibilidade à produção intelectual gerada na FFLCH.

1 INTRODUÇÃO
A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de
São Paulo (FFLCH/USP) foi fundada em 1934.

Atualmente, integram a

Faculdade 11 Departamentos: Antropologia, Ciência Política, Filosofia, Geografia,
História, Letras Clássicas e Vernáculas, Letras Modernas, Línguas Orientais,
Lingüística, Sociologia, Teoria Literária e Literatura Comparada. Trata-se da maior
unidade da USP, com 10.235 alunos de graduação, 2.117 alunos de pós–
graduação e 2.677 alunos especiais.

�Ao lado das atividades de ensino, a FFLCH/USP destaca-se pela
expressiva produção científica de seus 694 docentes (ativos e aposentados) e 50
técnicos de nível superior.
O controle da produção científica, técnica e artística da Universidade de
São Paulo, compreendido pela coleta, registro no Banco de Dados Bibliográficos
da USP (Dedalus) e armazenagem, constitui responsabilidade das Bibliotecas do
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP),
conforme estabelecido, inicialmente, pela Resolução 2858, de 01.02.1985 e
atualizada pela Resolução 4221, de 17.11.1995.
Desde

então,

sistematicamente

a

produção

coletada

e

científica

registrada

da

pelo

Faculdade
Serviço

de

vem

sendo

Biblioteca

e

Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP).
O SBD/FFLCH/USP foi criado em 1987, a partir da reunião dos diversos
acervos e setores existentes na instituição desde a fundação, em 1934.
Atualmente, a Biblioteca conta com um acervo de 296.815 livros, 12.035 teses /
dissertações, 157.586 fascículos de periódicos e aproximadamente 15.000
multimeios. O quadro de 47 funcionários e onze estagiários é responsável pelo
processamento técnico anual de 6600 livros, 600 teses, 2.700 fascículos de
periódicos, 2.200 mapas, além do atendimento de 625.000 usuários e provimento
de 436.000 empréstimos, em média.
Para maximizar os recursos e obter melhores resultados, a Biblioteca vem
desenvolvendo alguns projetos, a partir de demandas específicas e definidas
como prioritárias. Dessa forma, foi possível atingir algumas metas, criar novos
produtos e serviços, captar recursos externos, estabelecer e adotar novos
procedimentos e métodos de trabalho, sempre com vistas ao atendimento das
necessidades e expectativas dos clientes / usuários e cumprimento da missão da
Biblioteca, que é a promoção do acesso, disseminação e utilização da informação
como apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão à comunidade na área
de Humanidades e Ciências Sociais.

�Nesse sentido, a partir de um diagnóstico inicial, elaborou-se um projeto
para aprimoramento das atividades de coleta, tratamento, armazenagem e
divulgação da produção científica, técnica e artística gerada na FFLCH/USP.

2 CONTROLE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
2.1 A IMPORTÂNCIA DA COLETA

A coleta e o cadastramento

desta produção no banco de dados

bibliográfico da USP atende aos princípios da bibliometria, que de acordo com
Rostaing (1996) apud Santos (2003), é uma técnica estatística que busca
quantificar os processos de comunicação escrita. Esta quantificação é realizada,
principalmente, para a distribuição de recursos financeiros dentro da Universidade
de São Paulo. De acordo com Guimarães (1992) apud Silva; Menezes e Pinheiro
(2003), esta é uma tendência observada em todo o Brasil, ou seja, a avaliação da
comunicação científica nos moldes quantitativos é usada como instrumento de
tomada de decisão e justificativa racional e objetiva na administração de recursos
destinados à pesquisa.

2.2 A IMPORTÂNCIA DO MÓDULO PRODUÇÃO NO DEDALUS

No Brasil há uma falta de bases de dados que permitam perceber a
produção científica num contexto amplo, demostrando a qualidade da produção e
o impacto de sua circulação (MENEGHINI, 1998). A base de dados nacional –
SicELO (Scientific Electronic Library Online) que objetiva atender todas as áreas
do conhecimento está em fase de formação, incluindo 125 títulos de periódicos.
A base de dados internacional mais conhecida – o ISI (Institute for
Scientific Information) indexa apenas cerca de 20% da produção nacional,
mantendo-a pouco visível local e internacionalmente (MENEGHINI, 1998).

�O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico),
por sua vez, mantém a Plataforma Lattes, que inclui dados e currículos de
pesquisadores brasileiros.
Na Universidade de São Paulo, a indexação da produção científica está
contemplada num módulo do banco de dados bibliográficos da USP – o Dedalus.
Neste banco de dados são cadastrados os mais diversos tipos de trabalhos
produzidos, tornando-se, assim, a base de dados que inventaria a produção
dentro da Universidade.

2.3 MECANISMOS DE DIVULGAÇÃO

A divulgação da produção permite que o pesquisador comunique a seus
pares e torne público o seu trabalho, além de validar suas idéias através do
reconhecimento de sua competência (ARAUJO, 1979).
De acordo com Oliveira (1996), a publicação dos resultados da pesquisa
constitui não somente uma característica da ciência e um direito do pesquisador,
mas um dever, sendo que este comportamento é esperado pelos seus pares e
empregadores.

3 OBJETIVO GERAL
•

Aprimoramento

dos

mecanismos

de

coleta,

registro,

preservação

e

disseminação da produção científica (PCD) da FFLCH/USP.

3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Inventariar e complementar os arquivos da PCD existentes no Serviço de

Atendimento ao Usuário do SBD/FFLCH/USP, a partir de listagens do material
inserido na Base 4 (Produção) do Dedalus;
•

Organizar um Arquivo Memória, com a duplicação do material que também

está disponível para o público;

�•

Racionalizar os procedimentos de coleta e registro da PCD.

4 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

Ainda que as atividades de coleta, processamento e organização física da
produção científica da FFLCH/USP datassem de 1985, alguns problemas
continuavam a ocorrer, gerando ruídos no atendimento ao público e na
confiabilidade dos dados gerados. O diagnóstico inicial apontava para as
seguintes áreas que demandavam interferências:
•

Coleta – Assim como atualmente, a coleta era realizada a partir do

rastreamento do material recebido pela Biblioteca. Avisos e pedidos eram
enviados periodicamente aos docentes solicitando o depósito de um exemplar ou
cópia do material publicado, mas o índice de retorno era insatisfatório, gerando
lacunas no acervo;
•

Processamento – As limitações existentes em relação aos instrumentos para

indexação do material geravam registros inconsistentes, onde a representação
temática apresentava-se genérica. Em paralelo, o módulo de produção não
oferecia a possibilidade de indicação da localização no acervo;
•

Divulgação – O único canal de divulgação do material era por meio do

Dedalus, implicando pouca visibilidade, uma vez que os registros estavam
inseridos dentro de uma massa volumosa de informação;
•

Armazenagem – Partes ou capítulos de livros, artigos de periódicos, trabalhos

apresentados em eventos eram armazenados no acervo geral, ficando em pastas
suspensas, organizadas pelo nome do docente, apenas o material publicado em
veículos de divulgação ou apresentados em eventos, cujas cópias eram
fornecidas pelo autor;
•

Acesso – O acesso ao material apresentava várias limitações derivadas da

coleta, processamento e forma de armazenagem. A falta de indicação, no
Dedalus, da localização no acervo dificultava o acesso aos documentos, sem
contar o agravante da dispersão dos mesmos dentro dos diferentes espaços da
Biblioteca. Somava-se ao exposto a inexistência de procedimentos e mecanismos

�eficazes para monitoramento do acesso e consulta, resultando em extravio
constante do material.

4.1 OPERACIONALIZAÇÃO DO PROJETO

Para operacionalização do projeto, montou-se uma equipe formada por
integrantes dos Serviços de Processamento Técnico e Atendimento ao Usuário. A
formação de equipes multidisciplinares, que ultrapassam os limites impostos pelas
estruturas funcionais e hierárquicas vigentes tem possibilitado a implementação
de novos produtos e serviços ao lado da execução das atividades rotineiras de
cada Seção ou Serviço da Biblioteca.
O projeto contou com a contratação de dois monitores, por 10 horas
semanais cada um, reforçando assim a equipe responsável pela execução das
atividades previstas.

4.2 FLUXO DAS ATIVIDADES

O projeto foi estruturado de acordo com as seguintes etapas:
•

Inventário dos registros e documentos já existentes, a partir de listagens dos

itens inseridos na Base Produção do Dedalus;
•

Localização dos itens não presentes para complementação das pastas

individuais;
•

Elaboração e fixação de etiquetas de identificação nos documentos já

existentes e nos itens incorporados;
•

Duplicação do material para formação do Arquivo Memória;

•

Complementação e inclusão no Dedalus da localização do documento no

acervo;
•

Inserção dos registros na Base Produção do Dedalus;

•

Adoção dos novos procedimentos em fluxo contínuo.

�As etapas foram previstas, inicialmente, para o tratamento da produção
científica retrospectiva, e, em seguida incorporadas ao fluxo já existente relativo
às atividades correntes.

5

RESULTADOS

Atualmente, a coleta da produção é realizada em livros, periódicos, anais
de eventos, jornais diários, revistas de divulgação e páginas da web. As
informações são processadas e registradas no Dedalus – Banco de Dados
Bibliográficos da USP.
Os documentos, como partes ou capítulos de livros, artigos de periódicos,
matérias de jornais e revistas de divulgação, trabalhos apresentados em eventos,
textos na Web são armazenados em arquivos deslizantes, dentro de pastas
organizadas por ordem alfabética do sobrenome do autor, sendo atribuída a cada
documento uma etiqueta de localização com códigos seqüenciais. A localização
de livros remete para o acervo geral da Biblioteca.
A divulgação da produção científica é realizada através da página do
Serviço de Biblioteca e Documentação na Internet (http://www.sbd.fflch.usp.br) e,
através do Informe: Informativo da FFLCH/USP, que publica mensalmente um
encarte com os registros cadastrados pela Biblioteca. Este serviço é
acompanhado por grande parte dos docentes que vêem no mesmo uma forma de
tornar conhecidos os seus trabalhos à comunidade acadêmica.
No decorrer do tempo, o projeto sofreu algumas interrupções, motivadas
por problemas de naturezas diversas: mudança de prédio, desligamento de
funcionários e designação de novos profissionais para execução das atividades
previstas, entre outras. Além disso, a inclusão constante de novos tipos de
documentos ao Dedalus, ao lado da possibilidade de incorporação de
documentos anteriores ao ano de 1985, data anteriormente fixada para a Base
Produção, ampliou a demanda da coleta e processamento, ocasionando atrasos
na execução do projeto.

�Entretanto, podemos considerar que os resultados são extremamente
positivos, ainda que não conclusivos, conforme demonstrado abaixo:

•

Número de pastas / autores já verificados – 448

•

Número de registros complementados com dados de localização no acervo –

15.120
•

Média anual de novos registros inseridos nos últimos 04 (quatro anos) – 1.900

•

Número total de registros na Base Produção – 20.858

•

Preparação de 52 listas para publicação no “Informe” da Faculdade a partir do

ano de 2000

Em termos qualitativos, podemos verificar os seguintes aspectos:
•

Sistematização

mais

apurada

da

coleta, com a adoção de novos

procedimentos
•

Melhoria da qualidade do processamento, possibilitada pela adoção de

instrumentos mais eficazes, como o Vocabulário Controlado da USP
•

Aprimoramento das formas de recuperação e acesso

•

Aprimoramento dos mecanismos de divulgação

6

CONCLUSÕES

O acesso aos documentos apresentou melhoria na qualidade da pesquisa
e do atendimento aos usuários internos e externos, sendo que isso foi possível
graças ao projeto ter complementado 72% do total de registros cadastrados no
Dedalus com os dados de localização dos trabalhos no acervo. Paralelamente,
vem ocorrendo uma coleta mais exaustiva do material, além da ampliação do
universo (tipos e período) de itens que podem ser inseridos no Dedalus.
As

formas

adotadas

para

divulgação

dos

trabalhos

cadastrados

contribuíram para aumentar a visibilidade dos mesmos junto à comunidade
interna (docentes, pesquisadores e alunos) e externa. Notou-se que, em relação à

�Biblioteca, houve um reconhecimento do trabalho desenvolvido, fazendo com que
aumentasse o número de doações e sugestões de aquisição relacionadas às
publicações dos trabalhos dos docentes.
A presente iniciativa inscreve-se dentro da política de delineamento e
aprimoramento contínuo dos produtos e serviços com foco nas necessidades e
expectativas dos usuários de uma biblioteca universitária.

REFERÊNCIAS
OLIVEIRA, Marlene de. Canais formais de comunicação do conhecimento
antropológico produzido no Brasil. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n, 3, p.
368-374, set./dez. 1996.
SANTOS, Raimundo N. M. Produção científica: por que medir? O que medir?
Rev. Dig. Bibliotecon. &amp; Ci. Inf., v. 1, n.1, p. 22-38, jul./dez. 2003.
SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat; PINHEIRO, Liliane Vieira.
Avaliação da produtividade científica dos pesquisadores nas áreas de ciências
humanas e sociais aplicadas. Informação e Sociedade, v. 13, n. 2, jul./dez. 2003.
Disponível em: &lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.br&gt;. Acesso em: 2 jul.
2004.

∗

megrandi@usp.br
emmr@usp.br
imak@usp.br
luchetti@usp.br.
Serviço de Biblioteca e Documentação. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lineu Prestes, trav. 12, 350 - 05508-900 – São Paulo, SP
Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57874">
                <text>Organização e divulgação da produção científica dos docentes e pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57875">
                <text>Grandi, Márcia Elísa Garcia de; Ramalh, Eliana Mara Martins; Conceição, Maria Imaculada da, Luchetti, Sonia Maria</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57876">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57877">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57878">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57880">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57881">
                <text>O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) mantém um serviço de coleta, tratamento e divulgação da produção científica gerada pelos docentes, pesquisadores e técnicos de nível superior da Faculdade. A FFLCH é a maior unidade da USP, formada por aproximadamente 694 docentes (ativos e aposentados) e 50 técnicos de nível superior. A coleta da produção é realizada em livros, periódicos, anais de eventos, jornais diários, revistas de divulgação e páginas da web. As informações são processadas e registradas no Dedalus – Banco de Dados Bibliográficos da USP. A divulgação é feita na página da Biblioteca e no Informativo editado pela FFLCH. Os documentos são armazenados em arquivos deslizantes, dentro de pastas organizadas por ordem alfabética do sobrenome do autor. O acesso aos documentos apresentou melhoria na qualidade da pesquisa e do atendimento aos usuários internos e externos, dando visibilidade à produção intelectual gerada na FFLCH.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68836">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5336" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4403">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5336/SNBU2004_235.pdf</src>
        <authentication>43fc63d46b176c7a504f28eaab3d5240</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57936">
                    <text>PRODUÇÃO CIENTÍFICA: COMPATIBILIZAÇÃO DOS BANCOS DE DADOS
DEDALUS E BBI
Marilza A. R. Tognetti∗
Maria Helena Di Francisco∗∗
Sibely D P O. Ordonho∗∗∗

RESUMO
: A produção científica dos docentes e pesquisadores do Instituto de Física de
São Carlos - IFSC vem sendo cadastrada no Banco Bibliográfico do IFSC - BBI
desde 1986. Desenvolvido em CDS/ISIS, o banco é composto por metadados que
favorecem a recuperação das informações ali cadastradas em diferentes
formatos, possibilitando o levantamento de dados para elaboração de estatísticas,
tabelas e gráficos sobre a produção. A duplicidade com o DEDALUS - Módulo
Produção, banco de dados bibliográfico oficial da USP, deve-se à algumas
restrições de flexibilidade na extração de produtos que o DEDALUS possui se
comparado com o BBI, que até o momento supre satisfatoriamente as
necessidades de gerenciamento e disseminação de informações referentes à
produção científica. O presente trabalho apresenta um estudo para a
compatibilização dos bancos acima, objetivando evitar o retrabalho que é feito
atualmente com a manutenção dos dois bancos.
PALAVRAS-CHAVE: Produção Científica. Banco de Dados. DEDALUS. BBI.

1 INTRODUÇÃO
A produção científica é um vetor importante para consolidação do
conhecimento nas áreas do saber. A universidade é, portanto, o
locus por excelência onde essa produção é gerada, advinda das
pesquisas e estudos desenvolvidos no meio acadêmico, nos vários
campos do conhecimento. (MOURA, 2002).

Considerada um dos indicadores de competência da instituição no
panorama nacional e internacional, a produção científica tem sido estimulada
pelas universidades brasileiras e órgãos de política, coordenação e fomento,
através de benefícios diretos aos pesquisadores e propiciando infra-estrutura para
o desenvolvimento de pesquisas, visando ampliar a sua contribuição para a
sociedade e estimulando a disseminação. Esses fatores, aliados com a
recompensa acadêmica e com o reconhecimento de pares, são determinantes

�para a validação das pesquisas empreendidas, do

aumento quantitativo de

trabalhos acadêmicos, de idéias de competição e de busca da qualidade.
Assim, a comunicação da produção científica é efetivada através
de canais formais, convencionais, como periódicos, livros e outros
publicados e veiculados por editoras comerciais; e por canais
informais, não convencionais, conhecidos como literatura
cinzenta. (MOURA, 2002)

Segundo Hills (1983), em um modelo analisado, o processo de
comunicação está dividido em seis partes interconectadas: produtor, sociedades
profissionais, editor, produto, bibliotecário e novas tecnologias.
O Serviço de Biblioteca e Informação - SBI preocupado com a organização
e divulgação da produção científica gerada no âmbito do Instituto de Física de
São Carlos - IFSC por seus docentes, pesquisadores, funcionários e alunos de
graduação e pós-graduação, mantém atualizado o Banco Bibliográfico do IFSC –
BBI e o Banco Bibliográfico da USP - DEDALUS. Através do emprego das novas
tecnologias, busca o aprimoramento do processamento, do armazenamento em
meios impressos e eletrônicos e da disseminação dessas publicações científicas.

2 LEVANTAMENTO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
As bibliotecas das unidades de ensino e pesquisa da USP são depositárias
de toda a produção científica e cultural da Universidade, em conformidade com a
Resolução nº 4.221, de 17.11.1995 Artigo 5º e, segundo a Portaria G.R. 2922, de
16.11.1994, são responsáveis pela “disponibilidade dos documentos relativos à
produção bibliográfica gerada na Universidade”.
Para que as informações sobre a produção científica do IFSC tenham um
grau satisfatório de completeza e atualização, o SBI/IFSC utiliza os seguintes
mecanismos:
Semanalmente são processadas estratégias de buscas no Web of
Science com informações dos docentes, pesquisadores e funcionários do IFSC.
Para recuperar os documentos indexados referentes a alunos e pesquisadores

�visitantes, é efetuada uma busca contendo todas as formas de indicação do nome
e endereço do IFSC, possibilitando assim, a recuperação de documentos que
eventualmente não são obtidos nas demais estratégias, em virtude de novas
formas de indicação de nomes de autores.
Para recuperação de trabalhos não indexados no Web of Science,
são feitos levantamentos diretamente nos periódicos assinados pelo SBI/IFSC,
buscas na Scientific Electronic Library Online – SciELO e em sites de periódicos
online e de associações e sociedades científicas, a exemplo da SBF – Sociedade
Brasileira de Física;
Toda solicitação de afastamento dos docentes e pesquisadores,
para participação em eventos nacionais e internacionais, são enviadas ao
SBI/IFSC para que seja feito um controle das possíveis publicações oficiais dos
trabalhos que serão apresentados;
Visando a recuperação de trabalhos em eventos não indexados no
Web of Science, é feito ainda um levantamento na Internet, no início de cada ano,
dos eventos de maior relevância na área de física e correlatas;
Periodicamente os arquivos com a produção cientifica do ano
corrente são enviados para os docentes e pesquisadores, para que eles
executem a conferência e informem ao SBI/IFSC os trabalhos que não constam
dos relatórios.
Todas

as

publicações

recuperadas

são

cadastradas

no

Banco

Bibliográfico do IFSC - BBI e no Banco Bibliográfico da USP – DEDALUS e os
documentos impressos ou os arquivos eletrônicos são tratados e armazenados,
compondo assim o acervo da produção científica do IFSC.

3 DEDALUS E BBI
3.1 BANCO BIBLIOGRÁFICO DA USP - DEDALUS

�O Banco de Dados Bibliográficos da USP, inicialmente denominado
Mouseion e a partir de 1990 DEDALUS, começou a ser desenvolvido em 1985
com a finalidade de registrar as informações bibliográficas dos acervos das então
38 bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas - SIBi da USP, sendo a
Produção Científica um dos módulos previstos. O aplicativo foi desenvolvido por
profissionais do Centro de Computação Eletrônica – CCE da USP (sistema inhouse) e implantado em um sistema computacional Unisys A15 e apoiado em
banco de dados DMS II, da mesma empresa Unisys (antiga empresa Burroughs).
Em 1997, o DEDALUS foi implementado com o software Aleph (Automated
Library Expandable Program), desenvolvido na The Hebrew University, em
Jerusalém, Israel e comercializado pela empresa Ex Libris, em plataforma
computacional UNIX e com computadores da empresa DIGITAL (hoje COMPAQ).
Nesse mesmo ano foi inaugurada a SIBiNet – Rede de Serviços do SIBi/USP,
viabilizando a disponibilização do Banco à toda comunidade, através da interface
World Wide Web - WWW.
Paralelamente, foram desenvolvidas as seguintes providências:
a) ajuste do formato bibliográfico dos registros armazenados,
para formato internacional de intercâmbio (MARC); b)
customização do novo sistema e migração dos registros do
Banco DEDALUS, utilizando normas técnicas internacionais de
intercâmbio de dados bibliográficos; c) instalação do sistema
operacional UNIX e preparo da infra-estrutura de redes, com
modernos sistemas de comunicação (protocolos TCP/IP, Z39.50
etc.). (KRZYZANOWSKI, 1997, p. 172)

O DEDALUS, por ser o banco oficial da USP necessitava ser alimentado
embora apresentasse as seguintes restrições:
não permitia importação e nem exportação de dados pelas unidades;
não permitia o controle dos serviços de empréstimo;
não dispunha dos recursos que o SBI/IFSC necessitava para o
processamento da produção científica, por não possibilitar buscas e geração de
relatórios específicos, necessários para o tratamento, análise, disseminação e
estatísticas da produção.

�No ano de 2000 o Departamento Técnico do Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP - DT/SIBi, responsável pelo gerenciamento do DEDALUS,
desenvolveu um aplicativo que possibilita às Bibliotecas gerar arquivos no formato
ISO 2709 dos seus registros, possibilitando a importação dos dados.

3.2 BANCO DE DADOS BIBLIOGRÁFICO DO IFSC – BBI
O processamento da produção científica dos docentes e pesquisadores do
IFSC de 1972 a 1986 era feito manualmente. Com a criação do PROCIENT,
desenvolvido em Clipper, a automação das rotinas permitiu buscas e emissão de
relatórios.
Os problemas de rede de comunicação de dados aliados às restrições do
próprio DEDALUS e somados à obsolescência do programa PROCIENT, foram
fatores determinantes para que as diretorias do IFSC e do SBI optassem por
desenvolver em 1992 o BBI e migrar os dados do PROCIENT. A manutenção dos
dois bancos de dados justifica-se pelos produtos obtidos no BBI e não
disponíveis, ainda, no DEDALUS.
Optou-se pela utilização do software CDS/ISIS e pelo desenvolvimento da
Metodologia IFSC, baseada na Metodologia LILACS do Centro Latino Americano
e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde - BIREME. Para atender às
necessidades

de

processamento

técnico

do

SBI/IFSC

e

visando

a

compatibilização de dados com o Banco Bibliográfico da USP - DEDALUS, foram
feitas algumas alterações que exigiram a redefinição da estrutura de dados,
índices, formatos de exibição, definição de relatórios, planilhas e padrão de
entrada de dados.
Inicialmente o BBI foi criado e implementado em microcomputadores,
visando à alimentação no VAX 6420 para possibilitar o acesso via Telnet através
das redes RENPAC, Internet, Bitnet, Hepnet/SPAN e USPNET.

�Com a desativação do computador VAX 6420, e com a criação de uma
rede interna do SBI/IFSC e, sobretudo, pensando em dotar o referido banco de
interface

gráfica

amigável,

decidiu-se

disponibilizar

o

BBI

através

do

serviço/protocolo WWW - World Wide Web. Para tanto, utilizou-se a interface iAH
que é uma aplicação desenvolvida em WWWisis e que possibilita a publicação de
bases de dados Microisis em ambiente WWW Cliente / Servidor (Internet ou
Intranet).
O SBI/IFSC desenvolveu um procedimento para a importação dos dados
cadastrados no DEDALUS, utilizando o aplicativo desenvolvido pelo DT/SIBi para
a obtenção dos registros desejados em arquivo ISO, importando-os para o BBI e
complementando

os

campos

existentes

somente

nesse

banco.

Esse

procedimento já permitiu minimizar o índice de retrabalho que vinha sendo feito,
mas nosso objetivo é, com esse estudo de compatibilização dos dados do BBI
com o DEDALUS, eliminar o módulo de produção do BBI.

O DT/SIBi já se

posicionou favorável à compatibilização dos bancos e à implementação de
relatórios que atendam as necessidades das Unidades.

4 PROPOSTA DE COMPATIBILIZAÇÃO
Quando da criação do BBI, foi efetuada a compatibilização da
Metodologia IFSC com o DEDALUS visando o intercâmbio das informações
bibliográficas e a minimização dos esforços de alimentação dos referidos bancos
em face da necessidade de se manter um banco de dados local.
Em virtude do emprego das novas tecnologias da informação e do
compromisso de atender as necessidades informacionais da Unidade, o SBI/IFSC
tem adotado novos procedimentos e implementado novos recursos no BBI
visando seu aprimoramento. No que se refere ao processamento da produção
científica, podemos citar:
o levantamento semanal no Web of Science utilizando estratégias de
buscas pré-definidas, cobrindo todos os docentes, discentes, pesquisadores e
funcionários do IFSC;

�inclusão de novos tipos de publicações, em conformidade com a
Tabela de Tipos de Documentos USP;
alteração de formatos de exibição em conformidade com as novas
Normas da ABNT;
criação de novos campos, podendo citar a indicação de periódicos
indexados no Web of Science e do fator de impacto, indicador publicado no ISI
Journal Citation Reports e internacionalmente reconhecido pela comunidade
científica;
a elaboração de novas estatísticas, visando fornecer parâmetros e
indicadores para o Instituto e seus departamentos, grupos de pesquisa e
docentes/pesquisadores definirem suas políticas de pesquisa.

4.1 ANÁLISE COMPARATIVA DOS DADOS
A Tabela 1 foi elaborada utilizando o Manual da Metodologia IFSC e o
Manual de Procedimento SIBi, nº 13, com o objetivo de facilitar a análise
comparativa entre os bancos de dados BBI e DEDALUS, considerando-se apenas
os campos referentes ao módulo produção científica.
Tabela 1: BBI X DEDALUS
Metodologia IFSC
100 Número SYSNO
110 LDR-lider DEDALUS
03 Localização
Subcampos:
a - Classificação de assunto
d - Classificação de autor
e - Número da edição
f - Identificação de volume
h - Ano de publicação
04 Base de Dados
07 Tombo
Subcampos:
a - número de tombo
g - identificação de exemplar
09 Unid./Dep./NG/CG
Subcampos:
a - Sigla da Unidade
b - Sigla do Departamento

MARC 21 DEDALUS
001 Número de Controle - SYSNO
LÍDER
948 Campo local para registro da coleção
$d - Localização (número de chamada ou outro) (O/NR)

BASE
948 Campo local para registro da coleção
$e - Número de tombo (O/NR)
Nota:
(o exemplar é digitado no $d - Localização)
100 Entrada principal – Nome pessoal
$5 Para o DEDALUS – Base de Produção (A/NR)
(*) autores externos a USP
(*) docentes inativos

�c - Nome do Grupo
g - Código do Grupo

10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
a - Nome abreviado e invertido
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
e – Responsabilidade
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
i - (*) autores externos a USP (=$5)
(*) docentes inativos
(**) técnicos especializados da
USP

10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos;
f - Número funcional
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
c - Nome Completo
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
t - Categoria
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
u - Número USP
10 Autor (Nível analítico)
16 Autor (Nível monográfico)
Subcampos:
v - et al
11 Autor (coletivo) (Nível analítico)
17 Autor (coletivo) (Nível
monográfico)
Subcampos:
a - Nome da instituição
11 Autor (coletivo) (Nível analítico)
17 Autor (coletivo) (Nível
monográfico)
Subcampos:
e – Responsabilidade

(**) técnicos especializados da USP
700 Entrada secundária – Nome pessoal
$5 Para o DEDALUS – Base de Produção (A/NR)
(*) autores externos a USP
(*) docentes inativos
(**) técnicos especializados da USP
946 Campo local para informações USP
$e - Sigla da Unidade-USP (O/NR)
$g - Sigla do Departamento-USP (O/NR)
100 Entrada principal – Nome pessoal
$a – Nome pessoal (completo e invertido)(O/NR)
700 Entrada secundária – Nome pessoal
$a – Nome pessoal (completo e invertido)(O/NR)
100 Entrada principal – Nome pessoal
$4 – Código da função do autor (OP/R)
700 Entrada secundária – Nome pessoal
$4 – Código da função do autor (OP/R)
100 Entrada principal – Nome pessoal
$5 Para o DEDALUS – Base de Produção (A/NR)
(*) autores externos a USP; (*) docentes inativos
(**) técnicos especializados da USP
700 Entrada secundária – Nome pessoal
$5 Para o DEDALUS – Base de Produção (A/NR)
(*) autores externos a USP
(*) docentes inativos
(**) técnicos especializados da USP
946 Campo local para informações USP
$d – Número funcional do autor USP (O/NR)

946 Campo local para informações USP
$z – Nome completo do autor USP

946 Campo local para informações USP
$k – Categoría alfa-numérica do autor USP (O/NR)

946 Campo local para informações USP
$b – Código pessoal do autor USP (Número USP)
(O/NR)
245 Título
$c Indicação de responsabilidade, etc. (A/NR)

110 Entrada principal – Nome corporativo
$a – Nome corporativo ou nome da jurisdição(O/NR)
710 Entrada secundária – Nome corporativo
$a – Nome corporativo ou nome da jurisdição(O/NR)
110 Entrada principal – Nome corporativo
$4 – Código da função do nome corporativo (OP/R)
710 Entrada secundária – Nome corporativo
$4 – Código da função do nome corporativo (OP/R)

�12 Título (Nível analítico)
Subcampos:
a – Título
b – Título do volume da série
monográfica
14 Páginas (Nível analítico)
18 Título (Nível monográfico)

20 Páginas (Nível monográfico)

21 Volume (Nível monográfico)

22 Série

30 Título (Nível série)
31 Volumes (Nível série)
32 Fascículo (Nível série)
33 Mês (Nível série)
34 Fator de Impacto (Nível série)
35 ISSN (Nível série)

37 Tipo Doc. USP
Subcampos:
a – Tipo do documento por extenso
USP
c – Código do tipo do documento
USP
l – Nacionalidade do documento
40 Idioma do Texto

41 Idioma do Resumo

45 Tipo Publ. Oficial SIBi
Prenchido para:
Apostila, etc (tabela SBI/IFSC)
53 Nome Evento

245 Título
$a – Título (O/NR)
$b – Subtítulo e outras informações sobre o título (A/NR)

300 Descrição física
$a Extensão (páginas, volumes)(O/R)
245 Título
$a – Título (O/NR)
$b – Subtítulo (A/NR)
300 Descrição física
$a Extensão (páginas, volumes)(O/R)
$b Outros detalhes físicos (A/NR)
300 Descrição física
$a Extensão (páginas, volumes)(O/R)
$b Outros detalhes físicos (A/NR)
440 Informação de Série/Entrada secundária - Título
$a Título (O/R)
$b Número da parte/seção da obra (A/R)
490 Informação de série
$a Informação de série (O/R)
$v Número de volume/indicação de sequência (A/R)
590 Nota local (Produção Científica)
$a Nota local (O/NR)
773 Entrada analítica
$t – Titulo (NR)
773 Entrada analítica
$h Descrição física (NR)
773 Entrada analítica
$h Descrição física (NR)
773 Entrada analítica
$h Descrição física (NR)
022 ISSN – International Standard Serial Number
$a - ISSN – International Standard Serial Number (NR)
510 Nota de citação/referência
$x - ISSN – International Standard Serial Number (A/NR)
945 Campo local para informações complementares
$b – Tipo de material – por extenso (O/NR)
$c – Tipo de material – código (O/NR)
$l – Identificação de publicação nacional ou internacional
(Produção Científica e Seriadas) (OP/NR)

41 Código de idioma
$a – Código do idioma do texto/trilha sonora ou título
diferente (NR)
41 Código do idioma
$b – Código do idioma do sumário ou resumo/outro título
ou subtítulo (NR)
945 Campo local para informações complementares
$b - Tipo de material - por extenso (O/NR)
$c - Tipo de material – código (O/NR)
111 Entrada Principal – Nome do Evento

�54 Data
(data de realização do evento)

56 Cidade
(cidade onde se realizou o evento)

570 Tipo Publicação

61 Notas

62 Editora

63 Edição
64 Data
(de publicação)
66 Cidade
(local de publicação)
67 País
(país da publicação)
69 ISBN
83 Resumo

84 Notas/Resenhas
(usada para tipo=07)
202 Ex. desaparecidos
Subcampos:
a - número de tombo
g - identificação de exemplar
203 Ex. col. ref.
Subcampos:
a - número de tombo
g - identificação de exemplar
204 Ex. conserto
Subcampos:
a - número de tombo
g - identificação de exemplar

$a Nome do evento ou jurisdição (O/NR)
711 Entrada Secundária – Nome do Evento
$a Nome do evento ou jurisdição (O/NR)
111 Entrada Principal – Nome do Evento
$d – data do evento (A/NR)
711 Entrada Secundária – Nome do Evento
$d – data do evento (A/NR)
111 Entrada Principal – Nome do Evento
$c – Local do evento (A/NR)
711 Entrada Secundária – Nome do Evento
$c – Local do evento (A/NR)
773 Entrada Analítica
$t - Título

500 Nota Geral
$a Nota Geral (O/NR)
590 Nota Local
$a Nota Local (O/NR)
260 Imprenta
$b – Nome do editor, distribuidor, etc. (A/R,para Seriados
O/R)
250 Edição
$a – Edição (O/NR)
260 Imprenta
$c – Data da publicação, distribuição, etc. (A/R, para
Seriados O/R)
260 Imprenta
$a – Local de publicação, distribuição, etc. (A/R, para
Seriados O/R)
44 Código do País da Empresa de Publicação/Produção
$a – Código do país da empresa publicadora/produtora
(R)
20 ISBN – International Standard Book Number
$a ISBN - International Standard Book Number (NR)
940 – Campo local para citação de resumo em inglês
$a – Resumo (O/NR)
520 – Nota de resumo
$a – Nota de resumo (O/NR)
580 Nota de Ligação Complexa de Entrada
$a - Nota de ligação complexa de entrada (O/NR)
948 Campo local para registro da coleção
$e - Número de tombo (O/NR)
Nota:
(o exemplar é digitado no $d - Localização)
948 Campo local para registro da coleção
$e - Número de tombo (O/NR)
Nota:
(o exemplar é digitado no $d - Localização)
948 Campo local para registro da coleção
$e - Número de tombo (O/NR)
Nota:
(o exemplar é digitado no $d - Localização)

�205 Ex. da consulta
Subcampos:
a - número de tombo
g - identificação de exemplar
890 Descr. Unidade

948 Campo local para registro da coleção
$e - Número de tombo (O/NR)
Nota:
(o exemplar é digitado no $d - Localização)
650 Assunto – Termo Tópico
$a – Termo tópico (O/NR)

Convenções tipográficas
A - Letra usada para indicar campo/subcampo requerido, se aplicável
O – Letra usada para indicar campo/subcampo obrigatório
OP – Letras usadas para indicar campo/subcampo opcional
NR - Letras usadas para indicar campo/subcampo não repetitivo
R - Letras usadas para indicar campo/subcampo repetitivo

4.2 RECURSOS DISPONÍVEIS NO BBI
4.2.1 Busca
Além das opções de busca por autor, título, assunto, fonte e todos os
campos, o BBI dispõe de prefixos que permitem refinar os resultados obtidos.

Tabela 2 - Prefixos para busca
Prefixo

Campo

Exemplo

Ação

bd=

base de dados

bd=mono

recupera os documentos da base de
Livros/Monografias

ca=

categoria do autor
(docente)

ca=ms-3

recupera os registros referentes à Produção
Científica de docentes que pertencem à
categoria MS-3

ce=

cidade do evento

ce=sao paulo

recupera todos os registros de eventos
realizados em São Paulo

cp=

cidade de publicação

cp=rio de janeiro recupera todos os registros referentes a
documentos publicados no Rio de Janeiro

de=

data do evento

de=1998

recupera todos os documentos de eventos
realizados em 1998

dp=

data de publicação

dp=1998

recupera todos os documentos existentes na
base de dados selecionada, publicados em
1998

dt=

departamento

dt=fcm

recupera todos os registros referentes à
Teses e à Produção Científica do
Departamento

gr=

grupo de pesquisa

gr=polimeros

recupera todos os registros referentes à
Produção Científica do Grupo de Pesquisa
cujo nome inclui a palavra Polímeros

na=

nacionalidade

na=internacional recupera todos os registros referentes à
Produção Científica Internacional (Títulos
indexados no Web of Science)

�na=nacional

recupera todos os registros referentes à
Produção Científica Nacional

nf=

número funcional

nf=026751

recupera todos os registros referentes à
Produção Científica do docente ou
funcionário cujo número funcional é 026751

nu=

número USPl

nu=16814

recupera todos os registros referentes à
Produção Científica do docente ou
funcionário cujo número USP é

or=

orientador

or=mascarenhas recupera todos os registros de dissertações
and or=yvonne
e/ou teses que possui Mascarenhas e
Yvonne no campo de orientador

un=

unidade

un=IFSC

recupera todos os documentos publicados
e/ou produzidos pelo IFSC

td=

tipo de documento

td=04

recupera todos os registros com o código do
tipo de publicação igual a 04 (artigo de
jornal).

4.2.2 Formatos de exibição e de impressão
O BBI prevê vários formatos de exibição e impressão, sendo que os
abaixo relacionados são os usados com mais freqüência:
REVISA: todos os campos, incluindo suas etiquetas
SBIREF: referência, tipo do documento, número do registro, número de
chamada
IFSC: formato literal contendo os dados bibliográficos, tipo do
documento, número do registro, número de chamada e assunto
PROSIM: referência e fator de impacto
PROEST: referência, tipo de documento, número do registro, número
de chamada, fator de impacto e, para cada autor, a indicação se o autor é
externo, aposentado ou funcionário; sigla do departamento; código do grupo e
categoria.

�4.2.3 Relatórios previstos
Em função dos índices previstos no BBI e dos recursos de busca do
CDS/ISIS é possível a elaboração de estratégias de busca que permitem a
recuperação das informações referentes à:
Produção do IFSC
Produção por Departamento
Produção por Grupo de Pesquisa
Produção Individual
Produção dos docentes/funcionários aposentados
Produção dos alunos e pesquisadores visitantes (externos)
Produção indexada no Web of Science
Produção por categoria de docente
Produção com fator de impacto do periódico onde o artigo é
publicado
A partir dos resultados dessas buscas, é possível a emissão dos
diferentes tipos de relatórios, em diversos formatos de exibição:
Ordem Alfabética Única de Autor;
Ordem Alfabética de Nome de Grupo de Pesquisa e Ordem Alfabética
de Autor;
Ordem de Tipo de Publicação, Nacionalidade e Alfabética de Autor;
Ordem cronológica de cadastramento (crescente de número de registro)
Além dos relatórios acima citados é possível a elaboração de qualquer
outro devido à flexibilidade do referido banco.

4.2.4 Estatísticas
O BBI através de seus recursos de busca, formatos de exibição e
relatórios específicos, viabiliza a elaboração de estatísticas que permitem
quantificar a produção científica referente ao IFSC e seus Departamentos, grupos
de pesquisas, individuais por autor. São considerados os tipos de documentos,
nacionalidade, documentos indexados no Web of Science e os
impacto.

com fator de

�4.3 SUGESTÕES DE COMPATIBILIZAÇÃO
a)

incluir novos campos
Nome do Grupo de Pesquisa a que o pesquisador é vinculado
Fator de Impacto

b)

criar novos formatos de exibição:

O DEDALUS, através do Aplicativo OPAC Versão 330.7 da Ex Libris,
disponibiliza, no momento, apenas os seguintes formatos:
Formatos de impressão: Resumido, Referência, MARC – número de
campo e Completo com Acervo:
Formatos de exibição: são os mesmos dos de impressão, acrescido
do MARC – nome de campo
O SBI/IFSC sugere que os formatos acima possam ser customizados
pelas bibliotecas ou que o DEDALUS disponibilize formatos similares aos
relacionados em 4.2.2.
c)

permitir emissão e elaboração

de novos tipos de relatórios

pelas Unidades;
O DEDALUS possibilita, através do Aplicativo OPAC Versão 330.7 da Ex
Libris, a elaboração de relatórios com ordenação crescente ou decrescente, em
até três níveis pelos campos de autor, título e ano.
Sugerimos que sejam implementadas as possibilidades de ordenação por
tipo de documento, nome do grupo de pesquisa e nacionalidade.
d)

incluir novos campos nos índices OPAC;

Os índices previstos na DEDALUS – Produção científica, através do
Aplicativo OPAC Versão 330.7 da Ex Libris, são:
Find (busca por palavras): Todos os campos, Título, Autor,
Assunto, Editora, Local, Tipo de Material, Nome da unidade, Nome do
Departamento, Controle duplicidade, Ano.

�Scan (busca por índices): Título, Assunto, Autor, Local, Editora,
Gênero/Forma.
Além dos índices previstos é necessário que sejam incluídos: Nome do
Grupo de Pesquisa a que o pesquisador é vinculado; Número funcional do autor
USP; Código pessoal do autor USP (Número USP); Código do tipo de documento;
Sigla do Departamento; Categoria do docente; Cidade de realização do evento;
Data de realização do evento; Número SYSNO; Número de tombo e ISSN.
e)

Estatística

Caso a compatibilização ocorra como sugerido acima, as elaborações de
estatísticas serão também viabilizadas uma vez que utilizam os recursos de
buscas e de relatórios.
f)

incluir produção científica de alunos e pesquisadores visitantes

publicadas sem a participação de docentes e/ou funcionários da USP;

5 CONCLUSÃO
O papel da Biblioteca é muito importante no processo de geração e
transferência de conhecimento e para isso precisa estar sempre atendendo à
demanda das necessidades de informação de seus usuários utilizando-se dos
recursos das novas tecnologias da Informação.
Esperamos que as análises e sugestões aqui apresentadas sirvam de
subsídio e estímulo para que o DT/SIBi implemente no DEDALUS os recursos
que o SBI/IFSC necessita para o efetivo controle da produção científica, sem a
necessidade de manutenção de uma base local, evitando o retrabalho que existe
atualmente, e agregando mais recursos e qualidade ao Banco Bibliográfico da
USP.

�REFERÊNCIAS

HILLS, P. J. The scholary communication process. In: WILLIAMS, M. E. (Ed.).
Annual reviews of information science and technology. Wahington: ASIS,
1983. v.18, p. 99-125.

KRZYZANOWSKI, R. F., IMPERATRIZ, I. M. M., ROSETTO, M. et al.
Implementação do Banco de Dados DEDALUS, do Sistema Integrado de
Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Ci. Inf., May/Aug. 1997, vol.26,
no.2, p. 172.
MOURA, A. M. S. Acesso e recuperação da produção científica pela biblioteca
universitária: os anais de eventos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS - SNBU 2002, 12., 2002, Recife. Anais... Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/16.a.pdf&gt;. Acesso em: 5 jul. 2004.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas.
Departamento Técnico. MARC 21: manual para uso no DEDALUS (versão
preliminar). São Paulo, SIBi/USP, 2003.

∗

marilza@if.sc.usp.br
mhelena@if.sc.usp.br
∗∗∗
sibely@if.sc.usp.br
Serviço de Biblioteca e Informação - Instituto de Física de São Carlos – USP, Av. Trabalhador
SãoCarlense, 400 (16)3373-9779. 13560-970 São Carlos – SP – Brasil
∗∗

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57901">
                <text>Produção científica: compatibilização dos Bancos de Dados Dedalus e BBI. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57902">
                <text>Tognetti, Marilza A. R.; Di Francisco, Maria Helena; Ordonho, Sibely D. P. O. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57903">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57904">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57905">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57908">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57909">
                <text>A produção científica dos docentes e pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos - IFSC vem sendo cadastrada no Banco Bibliográfico do IFSC - BBI desde 1986. Desenvolvido em CDS/ISIS, o banco é composto por metadados que favorecem a recuperação das informações ali cadastradas em diferentes formatos, possibilitando o levantamento de dados para elaboração de estatísticas, tabelas e gráficos sobre a produção. A duplicidade com o DEDALUS - Módulo Produção, banco de dados bibliográfico oficial da USP, deve-se à algumas restrições de flexibilidade na extração de produtos que o DEDALUS possui se comparado com o BBI, que até o momento supre satisfatoriamente as necessidades de gerenciamento e disseminação de informações referentes à produção científica. O presente trabalho apresenta um estudo para a compatibilização dos bancos acima, objetivando evitar o retrabalho que é feito atualmente com a manutenção dos dois bancos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68839">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5340" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4407">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5340/SNBU2004_236.pdf</src>
        <authentication>e8baaa33afedab79ea8d8767421119c7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="57972">
                    <text>BASE AQUILI : GERENCIAMENTO DOS PROCESSOS DE AQUISIÇÃO DE
LIVROS PERMITINDO A EXPORTAÇÃO PARA A BASE DO ACERVO
Natalina O. R. Ziemath∗
Maria Helena Di Francisco
Célia M.D. Martins
Luciana A. B. Martinez
Marilza A. R. Tognetti

RESUMO
A base de dados AQUILI, desenvolvida em CDS/ISIS, é utilizada na biblioteca do
IFSC-USP para o gerenciamento dos processos de aquisição de livros e outros
materiais. As planilhas são compatíveis com as utilizadas para a automação das
informações do acervo. Contém dados bibliográficos (autor, título, edição, ISBN,
data etc), as informações referentes ao solicitante (nome, categoria, grupo de
pesquisa, departamento, etc), dados de pré-aquisição (procedência, preço
estimado, interesse, situação/status, etc), e os dados de aquisição (data, tombo,
verba, fornecedor, NF/invoice, preço, etc). Permite a emissão de vários tipos de
relatórios e diversos cruzamentos: solicitante X status; grupo de pesquisa X status
X interesse; verba X status entre outros. A base é alimentada de acordo com a
demanda e está em rede local, sendo possível para o bibliotecário de aquisição e
outros funcionários acompanhar a situação/andamento da compra e informar o
usuário interessado. Desta forma temos o gerenciamento do processo de
aquisição e uma pré-catalogação. Assim que o material é recebido, é efetuada
uma estratégia de busca visando a exportação para a base de dados do acervo.
São acrescidas as informações de número de chamada e assunto, finalizando a
tarefa e possibilitando o acesso rápido às novas aquisições.
PALAVRAS-CHAVE: Base de dados. Aquisição de materiais bibliográficos.

1 INTRODUÇÃO
A Universidade desenvolve ações pedagógicas voltadas à pesquisa,
ensino e uma dinâmica de descoberta e de criação. Nesse sentido, a biblioteca é
concebida como parte integrante do processo educativo. É o suporte de
informações que o ensino e a pesquisa necessitam para alcançar resultados
satisfatórios. Representa também o respaldo teórico às pesquisas científicas e à
extensão universitária, constituindo-se numa coluna de apoio da Universidade
como um todo.

�Assim, a formação e atualização do acervo são constantes e se faz
mediante identificação de novas publicações, sugestões dos usuários e consultas
periódicas a professores do Instituto. Para o gerenciamento eficaz destas
aquisições, foi necessária a definição de uma base de dados que automatizasse
todas as rotinas do processo de aquisição, desde a sugestão até a
disponibilização do material.
A base AQUILI, desenvolvida em CDS/ISIS pela FSP – Faculdade de
Saúde Pública da USP, atendia em grande parte as nossas necessidades, e após
algumas compatibilizações com o BBI - Banco Bibliográfico do IFSC, foi adotada
para a automação do processo de aquisição do Serviço de Biblioteca e
Informação do IFSC – Instituto de Física de São Carlos da USP.

2 LEVANTAMENTO/OBTENÇÃO DE SUGESTÕES

O IFSC é uma unidade da USP bastante dinâmica e progressiva tanto no
ensino de graduação e pós-graduação, como na geração de pesquisas de ponta
com alto índice de publicações em periódicos de impacto internacional.
Para atender as demandas bibliográficas de alunos, docentes e
pesquisadores, o acervo da Biblioteca precisa estar completo e atualizado. Diante
desta necessidade, elaborar pedidos de auxílios junto às agências de fomento
como FINEP, FAPESP, CNPq e outras, em busca de recursos para acompanhar
o crescimento da oferta do mercado editorial de interesse das áreas de física e
correlata, tem sido rotina da equipe da Biblioteca que conta com o apoio e
colaboração dos docentes que fazem parte da Comissão de Biblioteca.
O apoio da USP, através do SIBi - Sistema Integrado de Bibliotecas da
USP, também tem sido valioso na liberação de verbas anuais, principalmente
destinadas a aquisição de obras para o apoio aos cursos de graduação.
As sugestões para novas aquisições chegam diariamente e são feitas por:

�- professores/pesquisadores, funcionários, alunos de graduação e de
pós-graduação, através de caixa de sugestões, correio eletrônico e
formulário online de solicitações;
- conversas informais no balcão de empréstimo;
- sugestões formais diretamente na Seção de Aquisição;
- estatística de títulos com demanda em listas de espera;
- sugestões de funcionários do setor de referência;
- levantamentos de novos lançamentos das áreas de interesse do IFSC,
realizadas pela equipe da Seção de Aquisição em sites de Editoras e
Sociedades Científicas.

Essa demanda gerada pelas sugestões dos usuários são continuamente
cadastradas na Base AQUILI, objetivando mantê-la sempre atualizada para que a
Biblioteca possa sempre agir com rapidez e eficácia no uso dos recursos obtidos
e/ou na obtenção de novas verbas.

3 BASE AQUILI
3.1 ESTRUTURA
A base AQUILI possui um formulário de entrada de dados onde são
registradas as informações para os diferentes metadados:
- Informações bibliográficas: autor, título, edição, ISBN, data, editora e
local de publicação;
- Informações referentes ao solicitante da obra: nome, categoria, grupo
de pesquisa e departamento;
- Informações do processo de pré-aquisição: procedência, preço
estimado, interesse e situação/status;
- Informações sobre a aquisição: data, tombo, verba, fornecedor,
NF/invoice e preço.

�Estas informações são atualizadas a cada mudança de status conforme
vão ocorrendo, o que permite um controle efetivo durante todo o processo de
aquisição.
Através da linguagem de busca do CDS/ISIS e dos recursos da álgebra
booleana, é possível a recuperação das informações e o controle efetivo de todas
as etapas do processo através de estratégias contendo cruzamentos dos
seguintes tipos:
- solicitante x status;
- grupo de pesquisa x status x interesse;
- verba x status;
- autor x verba;
- solicitante x verba;

A partir dos resultados destas buscas é possível a emissão dos diferentes
tipos de relatórios:
- Ordem Alfabética Única de Autor;
- Ordem Alfabética de Título;
- Ordem Alfabética de Nome de Grupo de Pesquisa e Ordem Alfabética
de Autor;
- Ordem Prioridade Geral;
- Ordem Alfabética de Nome do Solicitante e Alfabética de Autor;
- Ordem Alfabética de Nome do Grupo de Pesquisa – Ordem de
Prioridade e Alfabética de Autor;
- Revisão – Ordem de MFN;
- Ordem Alfabética de Nome do Solicitante e Prioridade de Grupo.

Os relatórios acima são pré-definidos, permitindo a utilização de diversos
formatos de exibição e impressão, a exemplo dos relacionados abaixo, e visando
facilitar a operacionalização na obtenção de resultados.

�- Formato AQUILI, contendo os campos: MFN, Autor, Título, Evento, Nº
da edição, Imprenta, Volume(s) e Série
MFN: 000018
Autor: Williams, Robert A; Sherwood, Elizabeth A
Título: Mudpies to magnets: a preschool science curriculum
Gryphon House, c1987
- Formato REVISA, contendo todos os campos, sendo que cada
ocorrência é precedida pelo número do campo
MFN= 000018
07 ^a81080102
16 ^aWilliams, Robert A
16 ^Rockwell, Robert E
16 ^aSherwood, Elizabeth A
18 ^aMudpies to magnets: a preschool science curriculum
20 157p
40 Eng
62 Gryphon House
64 c1987
66 Beltsville
67 US
69 0876591128
830 13
831 I
832 US$11.96
833 P
834 40
835 R
839 C
844 19940509
844 19980316
845 20030812
845 20030812
94 CMDM
94 BBI
892 FAPESP 99/08593-1
893 Crofthouse (Polytecnica)
894 Inv. BR124
895 US$20.88
896 Profa. Yvonne
897 C
898 D
899 FFI
91 11.92

�- Formato MERCUR, contendo os campos: Referência, ISBN, Preço
estimado e Número de exemplares.
Williams, Robert A; Sherwood, Elizabeth A. Mudpies to
magnets: a preschool science curriculum. Beltsville-US,
Gryphon House, c1987. 157p.
ISBN: 0876591128
Preco estimado: US$11.96
- Formato FAPESP, contendo os campos: Autor, Título, Paginação e/ou
Volumes e Números de Tombos
Williams, Robert A; Sherwood, Elizabeth A. Mudpies to
magnets: a preschool science curriculum. - 157p. 81080102
- Formato REFER, contendo os campos: MFN, ISBN e Solicitante
MFN: 000018
Williams, Robert A; Sherwood, Elizabeth A. Mudpies to
magnets: a preschool science curriculum. Beltsville-US,
Gryphon House, c1987. 157p.
ISBN: 0876591128
Solicitante: Profa. Yvonne
3.2 PROCESSAMENTO DA AQUISIÇÃO
De posse dessas ferramentas, torna-se muito fácil processar a aquisição
de material bibliográfico quando existe a disponibilização de recursos, sendo que
os Recursos USP são direcionados à aquisição de obras para a graduação.e os
Recursos FAPESP, CNPq e outros são específicos para a compra de material
para a pesquisa e pós-graduação.
Sempre quando há recursos, são emitidos relatórios e enviados aos chefes
de grupo de pesquisa e Comissão de Graduação, para selecionarem e
priorizarem o material a ser adquirido. Estabelecida a prioridade, a Comissão de
Biblioteca faz o indicativo final do que deverá ser comprado.
A compra com recursos USP é efetuada pelo setor de compras do IFSC
através de rotinas e critérios estabelecidos pela Reitoria. A Biblioteca envia
àquele setor o arquivo com a relação dos materiais a serem adquiridos oriundos

�da base AQUILI no formato MERCUR. Estes dados são copiados para o
MERCURIO, sistema utilizado pela USP para efetuar todas as compras com
recursos orçamentários.
As compras com recursos FAPESP, CNPq e outros são efetuadas através
de importação direta pelo setor de Importação da Unidade. Cabe à Biblioteca
fornecer os arquivos com os materiais a serem adquiridos, obtidos da base
AQUILI, em formatos específicos, o que facilita as atividades daquele setor.
Quando finalizada a aquisição propriamente dita e recebido o material com
as respectivas invoices ou notas fiscais, o AQUILI é atualizado com as
informações da aquisição (data, tombo, verba, fornecedor, NF/invoice e preço) e o
status é alterado de pago para recebido.
Com esses procedimentos, finaliza-se o processo de aquisição, e o registro
pode ser exportado para o BBI para que o tratamento da informação seja
processado.

4 EXPORTAÇÃO AQUILI/BBI

A Tabela de Definição de Campos – FDT (ANEXO A), foi totalmente
compatibilizada com o Banco Bibliográfico do IFSC - BBI, que registra todo o
acervo da Biblioteca e está disponibilizado através da home page do SBI/IFSC
(http://sbi_web.ifsc.sc.usp.br/).
Essa compatibilização foi feita justamente para que se pudesse evitar o
recadastramento no BBI de todas as informações bibliográficas dos materiais
adquiridos e já cadastrados na base AQUILI, tornando-se necessário apenas a
inclusão do número de chamada e descritores.
Para que fosse possível o aproveitamento das informações cadastradas no
AQUILI, foi desenvolvida uma rotina de exportação utilizando arquivos em formato
ISO 2709 dos registros desejados.

�A rotina consta das seguintes etapas:
- elaborar uma estratégia de busca pela última data de alteração na base
de dados AQUILI para selecionar os dados referentes ao lote de
registros que serão exportados para o BBI.
- o resultado da busca é salvo e posteriormente é gerado um arquivo ISO
2709 dos registros a serem exportados para o BBI, utilizando uma
Tabela de Seleção de Campos – FST (ANEXO B) que possibilita a
compatibilização da base AQUILI com o referido banco de dados;
- os registros do arquivo ISO são então incorporados ao BBI mediante
procedimentos pré-estabelecidos de importação de dados;
- No BBI são acrescidas as informações do número de chamada e os
descritores da obra.

5 CONCLUSÃO

O SBI/IFSC desempenha um papel essencial na Universidade e na
sociedade, por isso sua equipe preocupa-se em buscar e implementar ações e
utilizar as novas tecnologias da informação que contribuem para a rapidez e
eficiência no controle e disseminação das informações bibliográficas de seu
acervo.
A base AQUILI é uma ferramenta robusta, pois suporta as diversas tarefas
e a grande quantidade de informações manuseadas no processo de seleção e
aquisição de material bibliográfico. Ela permite obter rapidamente informações
sobre o status do material que se encontra em processo de aquisição, e
possibilita ainda, através da exportação dos seus dados para o BBI, que as obras
recém adquiridas sejam rapidamente disponibilizadas para circulação, evitando
assim o re-trabalho.

REFERÊNCIAS

�GUIMARÃES, R C M; BECALLI, A M; CARVALHO, I C L. Seleção e aquisição:
uma proposta de automação e a experiência do SIB/UFES. IN: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9, 1997, Curitiba. Anais...
Curitiba: UFPR, PUCPR, 1997. (Arquivo 5.9) (Disquete).
FIGUEREDO, Nice Menezes. Metodologia para promoção do uso da
informação. São Paulo, Nobel, 1990. 144 p.
DI FRANCISCO, M H; TOGNETTI, M A R; ZIEMATH, N R; DZIABAS, M C C. BBI
– Banco Bibliográfico do Instituto de Física de São Carlos. IN: SEMINÁRIO
SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO,
5, 1994, São José dos Campos. Anais... São José dos Campos, UNIVAP, 1994.
p.114-123.
Base de dados em Microisis para gerenciamento dos processos de
aquisição de livros. Disponível em: &lt;http://www.sibi.usp.br/sibi/Crescer/
competencias/fsp9_base_dados_microisis.htm&gt;. Acesso em: 28 abr. 2004.

�ANEXO A - Tabela de Definição de Campos – FDT
Tombo
[ 7]
Quant. de exempl.[ 8]
Autor
[16]
Autor Inst.
[17]
[18]
T¡tulo
[20]
P ginas
[21]
Volume
[22]
S‚rie
Idioma do Texto [40]
[52]
Institui‡„o
[53]
Nome Evento
[54]
Data
[56]
Cidade
[57]
Pa¡s
Tipo Publica‡„o [570]
[61]
Notas
[62]
Editora
Edi‡„o
[63]
[64]
Data
Cidade
[66]
[67]
Pa¡s
[69]
ISBN
[90]
Disponibilidade
Document. Cadast. [92]
Document. Alt.
[94]
[830]
Prioridade Geral
[831]
Procedência
Pre‡o Estimado [832]
[833]
Interesse
Prioridade Grupo [834]
Situa‡„o/Status [835]
[836]
Data/Status
[837]
No. Of¡cio
[838]
Observa‡„o
Tipo de Aquisi‡„o [839]
Verba Dispon¡vel [840]
Org„o financiador [841]
[842]
Fornecedor
Or‡amento/Proform[843]
Data de Cadastro [844]
Data de Altera‡„o [845]
Data de Aquisi‡„o [891]
[892]
Verba
[893]
Livraria
NotaFiscal/Invoice[894]
[895]
Pre‡o
[896]
Solicitante
Grupo Solicitante[897]
[898]
Categoria
Depart. Solicit. [899]
Solicit. FAPLIV [900]
Data de sugest„o [91]

ag
aefctuiv
ae
ab

7801
8901
16 240 0 1
17 200 0 1
18 250 0 1
20 20 0 1
21 20 0 1
22 150 0 1
40 20 0 1
52 200 0 1
53 250 0 1
54 50 0 1
56 30 0 1
57 20 0 1
570 20 0 1
61 300 0 1
62 200 0 1
63 25 0 1
64 50 0 1
66 60 0 1
67 20 0 1
69 13 0 1
90 10 0 0
92 50 0 1
94 50 0 1
830 80 0 1
831 80 0 1
832 80 0 1
833 80 0 1
834 80 2 1
835 80 0 1
836 8 0 1
837 80 0 1
838 300 0 1
839 80 0 1
840 80 0 1
841 80 0 1
842 80 0 1
843 80 0 1
844 8 0 1
845 100 0 1
891 8 0 1
892 10 0 1
893 50 0 1
894 15 0 1
895 20 0 1
96 100 0 1
897 50 0 1
898 30 0 1
899 30 0 1
900 100 0 1
91 50 0 1

�ANEXO B - Tabela de Seleção de Campos – FST
7 0 (v7^a/),(v7^g/)
16 4 (v16^a/),(v16^e/)
17 4 (v17^a/),(v17^e/)
18 4 (v18^a/)
22 4 (v22/)
20 0 (v20/)
40 0 (v40/)
50 0 (v50/),(v51/)
53 4 (v53/),(v52/)
54 0 (v54/),(v55/)
56 0 (v56/),(v57/)
570 4 (v570/)
62 0 (v62/)
62 4 (v62/)
64 0 (v64/),(v65/)
831 0 (v831/)
833 0 (v833/)
834 0 (v834/)
835 0 (v835/)
839 0 (v839/)
841 0 (v841/)
842 0 (v842/)
843 0 (v843/)
844 0 (|cad=|v844/)
844 0 (v844/)
845 0 (v845/)
891 0 (v893/)
892 0 (v892/)
893 0 (v893/)
894 0 (v894/)
896 4 (v896/)
897 0 (v897/)
898 0 (v898/)
899 0 (v899/)
91 0 (|cad=|v91/)
92 0 (v92/)
94 0 (v94/)

∗

nziemath@if.sc.usp.br
mhelena@if.sc.usp.br
cmartins@if.sc.usp.br
labm@if.sc.usp.br
marilza@if.sc.usp.br
Serviço de Biblioteca e Informação - Instituto de Física de São Carlos- USP Av. Trabalhador
SãoCarlense, 400 (16) 3373-9779 13560-970 São Carlos – SP - Brasil

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57937">
                <text>Base AQUILI : gerenciamento dos processos de aquisição de livros permitindo a exportação para a base do acervo. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57938">
                <text>Ziemath, Natalina O. R.; DI Francisco, Maria Helena; Martins, Célia M. D.; Martinez, Luciana A. B.; Tognetti, Marilza A. R.  </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57939">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57940">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57941">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57943">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57944">
                <text>A base de dados AQUILI, desenvolvida em CDS/ISIS, é utilizada na biblioteca do IFSC-USP para o gerenciamento dos processos de aquisição de livros e outros materiais. As planilhas são compatíveis com as utilizadas para a automação das informações do acervo. Contém dados bibliográficos (autor, título, edição, ISBN, data etc), as informações referentes ao solicitante (nome, categoria, grupo de pesquisa, departamento, etc), dados de pré-aquisição (procedência, preço estimado, interesse, situação/status, etc), e os dados de aquisição (data, tombo, verba, fornecedor, NF/invoice, preço, etc). Permite a emissão de vários tipos de relatórios e diversos cruzamentos: solicitante X status; grupo de pesquisa X status X interesse; verba X status entre outros. A base é alimentada de acordo com a demanda e está em rede local, sendo possível para o bibliotecário de aquisição e outros funcionários acompanhar a situação/andamento da compra e informar o usuário interessado. Desta forma temos o gerenciamento do processo de aquisição e uma pré-catalogação. Assim que o material é recebido, é efetuada uma estratégia de busca visando a exportação para a base de dados do acervo. São acrescidas as informações de número de chamada e assunto, finalizando a tarefa e possibilitando o acesso rápido às novas aquisições.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68843">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5344" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4411">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5344/SNBU2004_237.pdf</src>
        <authentication>7811d98488be068c0939cc86934732af</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="58008">
                    <text>PROJETO AQUILIV: PROPOSTA DE UMA BASE DE DADOS PARA O
GERENCIAMENTO DO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DE LIVROS NO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Rita de Cássia Santos Ferreira∗
Adriana Bueno Moretti
Célia Maria Vassello
Isabel Cristina Moraes Barros Chaddad
Maria Tereza Magalhaes Santos
Nelci Ramos Águila
Sonia Garcia Gomes Eleutério
Suely Cafazzi Prati

RESUMO
O trabalho, apresenta uma proposta de implantação de base de dados para o
gerenciamento do processo de aquisição de livros, para uso nas unidades do
Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP). Descreve todos
os campos desta base que foi construída em WinISIS (linguagem MicroISIS para
Windows) e desenvolvida a partir de padrões utilizados pelos bibliotecários de
aquisição de livros, contemplando todas as etapas das rotinas necessárias para a
execução deste serviço. Este programa possibilitará otimizar, recuperar e
disponibilizar a informação aos clientes, oferecendo ainda subprodutos, o que
resultará no compartilhamento e racionalização da informação entre os
profissionais das Bibliotecas do SIBi/USP.
PALAVRAS-CHAVE: Aquisição de livros. Automação
Gerenciamento de processo. Base de dados. WinISIS.

em

bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO
No

mundo

atual,

os

diversos

tipos

de

bibliotecas,

têm

sofrido

transformações nas últimas décadas com a incorporação das novas tecnologias
de informação, que permitem a análise, o armazenamento e a disponibilização
dos novos conhecimentos no meio virtual.
Com a utilização crescente da Web para divulgação de serviços prestados
e produtos oferecidos pelas bibliotecas brasileiras, torna-se prioridade atender a

�nova necessidade dos clientes que é a consulta através da rede, de acordo com
Resmer e Costa (1997).
Assim como afirma Cunha (1999), apesar das dificuldades financeiras que
as bibliotecas enfrentam, a rapidez do avanço tecnológico provoca novas
mudanças em suas atividades tais como a automação dos serviços de aquisição.
De acordo com a política vigente de acesso à fontes informacionais e
automação o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(SIBi/USP) - que é constituído por 01 Conselho Supervisor, 01 Departamento
Técnico e um conjunto de 39 Bibliotecas distribuídas nos diversos “Campi”, em
locais e cidades diferentes - tem como missão promover o acesso a informação
através

de

programas

cooperativos

e

de

racionalização

de

acervos,

compartilhamento de recursos, assim como a normalização de procedimentos
com

abrangência

sistêmica,

oferecendo

desta

maneira

suporte

ao

desenvolvimento do ensino e pesquisa junto à comunidade da Universidade de
São Paulo (USP), segundo SIBinet, 2004.
Para as atividades de aquisição de livros nas Bibliotecas do SIBi/USP, a
tecnologia tem sido aplicada isoladamente para soluções locais e até o momento
tem atendido de forma paliativa as necessidades de cada Unidade, não
explorando todas as tecnologias disponíveis. Em uma experiência anterior
realizada no SIBi/USP conforme Eleutério (1994), foi desenvolvida uma base para
auxílio nas atividades de aquisição de livros, em linguagem de programação
CLIPPER, denominada USIBI e distribuída para as bibliotecas; essa base foi
utilizada durante algum tempo como facilitador das tarefas, e foi ponto de partida
para outras iniciativas de cunho isolado. O grande mérito da base USIBI foi a
introdução dos profissionais de aquisição no mundo de possibilidades que a
tecnologia da informação oferece para a área da Ciência da Informação.
Ora exposto, pretende-se neste trabalho desenvolver e propor um
programa para o gerenciamento do processo de aquisição de livros para uso nas
Bibliotecas do SIBi/USP. Essa ferramenta possibilitará a otimização das rotinas de
trabalho desde a sugestão da compra até a patrimoniação do bem. O acesso e a
recuperação de dados, precisa e rápida, beneficiará tanto aos profissionais da

�informação quanto aos clientes. Outra possibilidade dessa base será a emissão
de vários tipos de relatórios, minimizando os esforços das tarefas pertinentes ao
serviço.

2 HISTÓRICO

A necessidade de uma ferramenta para o gerenciamento das atividades de
aquisição de livros de forma automatizada, transformou o trabalho “Proposta de
padronização eletrônica para o controle dos processos de aquisição de livros”
(Vasselo et al., 2002), apresentado no curso Programa de Administração da
Inovação Científica e Tecnológica dos Serviços de Informação (PROTAP,2002),
oferecido pelo Departamento Técnico do SIBi/USP, em um tópico do
Planejamento Estratégico do SIBi/USP-2003. Foi constatado neste estudo o
interesse de todas as bibliotecas consultadas em utilizarem uma ferramenta
eletrônica padronizada para a aquisição de livros, conforme mostra a figura 1
em Anexo. A utilização deste levantamento de dados coletado junto as
Bibliotecas do SIBi/USP alavancou o início deste projeto, que foi delegado a uma
equipe de bibliotecários com experiência na área de aquisição, e que teria como
escopo propor e desenvolver um modelo de base de dados para o serviço de
aquisição de livros. Esse grupo se auto denominou “Projeto AQUILIV”.
De acordo com a Gestão de Projetos adotada pelo SIBi/USP e após a
revisão de literatura, foram seguidas as seguintes etapas:
•

Contatou-se as 9 bibliotecas que haviam informado anteriormente já possuir
sistema automatizado e solicitou-se o envio das estruturas de suas bases.

•

Analisou-se os dados em comum e necessários para padronização das
estruturas recebidas.

•

Elaborou-se dois modelos básicos de planilhas, para desenvolvimento nos
suportes: Access e MicroISIS.

•

Optou-se pela adoção da ferramenta MicroISIS, após a demonstração das
bases de dados utilizadas em 2 Bibliotecas do SIBi/USP: Escola Superior

�de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) e Faculdade de Saúde
Pública (FSP), cujo uso contínuo de aproximadamente 5 anos estava
consolidado e também por ser uma plataforma recomendada pela United
Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) e
adotada pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em
Ciências da Saúde (BIREME).
•

Em seguida a equipe convidou um analista do SIBi/USP, especialista em
MicroISIS, para desenvolver o programa AQUILIV (nome originado do grupo
de trabalho).
No momento a base de dados AQUILIV está sendo testada por esta equipe

para o seu aprimoramento antes da distribuição para uso sistêmico. As etapas
seguintes consistem de elaboração de manual para uso da base e capacitação
desta equipe para o treinamento dos profissionais de todas as Bibliotecas do
SIBi/USP.

3 METODOLOGIA

3.1 BASE DE DADOS AQUILIV

A base de dados AQUILIV foi construída na linguagem de programação
WinISIS, da UNESCO, que é um software de gerenciamento de bases de dados
textuais. Optou-se pelo MicroISIS em ambiente Web por permitir o acesso e a
inserção de dados simultaneamente. Este

software é distribuído no

Brasil

pela BIREME (&lt;http://www.bireme.br&gt;). Um critério relevante empregado para
escolha do suporte de criação da base foi a possibilidade de imigração dos dados
de sistemas antigos para os atuais, planilhas de cálculos, assim como,

para

sistemas futuros para que seja feita uma manutenção permanente, conforme
afirma Kryzanowski (1996).
Na padronização desta base foram utilizadas em alguns campos, diversas
tabelas auxiliares já utilizadas pelo SIBi/USP e tabelas pré-definidas e

�normalizadas pelo grupo, visando maior consistência dos dados e evitando assim
ruídos na recuperação da informação.
Os campos que foram considerados comuns e necessários nas estruturas
analisadas e que compõem a base AQUILIV são os seguintes:
•

Controle - Número do item solicitado;

•

Autor - Autores individuais, editores, coordenadores, organizadores ou
Instituição como responsável pela autoria.

•

Título - Título da obra, título traduzido ou original quando existir

•

Edição - Número de edição da obra;

•

Editora - Comercial ou institucional, responsável pela publicação;

•

Cidade - Local da editora ou da Instituição publicadora, no idioma original

•

País - Localidade original da obra (tabela pré-definida e normalizada
internacionalmente para o formato MARC);

•

Ano - Ano de publicação, conhecido ou aproximado;

•

Paginação - Número total de páginas da obra;

•

Série - Título da série;

•

Volume - Número do volume quando a obra for publicada em vários volumes;

•

ISBN/ISSN - Número Internacional Padronizado de identificação da obra
(International Standard Book Number / International Standard Serial Number);

•

Idioma - Língua original da obra (tabela pré-definida e normalizada
internacionalmente para o formato MARC);

•

Procedência - Nacional ou Internacional (tabela pré-definida e normalizada
pela equipe);

•

Tipo de publicação - Tipo de documento (tabela pré-definida e normalizada
pela equipe);

•

Preço estimado - Valor em moeda nacional, quando conhecido;

•

Exs. Pedidos - Quantidade de exemplares solicitados para aquisição;

•

Exs. Existentes - Quantidade de exemplares já existentes na biblioteca;

•

Solicitante - Nome do usuário da biblioteca (tabela de usuários do SIBi/USP);

•

Prioridade - Ordem de prioridade (tabela pré-definida e normalizada pela
equipe);

�•

Data do pedido - Data da solicitação da obra;

•

Situação/Status – Situação da obra no processo de aquisição (tabela
pré-definida e normalizada pela equipe);

•

Data/Status - Data da situação atual da obra no processo de aquisição;

•

Tipo de Aquisição - Forma de aquisição da obra (tabela pré-definida e
normalizada pela equipe);

•

Exs. Adquiridos - Quantidade de exemplares já existentes na biblioteca;

•

Financiador - Órgão financiador da verba (tabela pré-definida e normalizada
pela equipe);

•

Projeto - Título do projeto do órgão financiador da verba (tabela pré-definida e
normalizada pela equipe);

•

Fornecedor - Nome da livraria, editora, instituição ou pessoa física (tabela
pré-definida dos fornecedores da biblioteca);

•

Orçamento/Nota Fiscal - Nome e número do documento que contém o preço
estimado e/ou Número do documento fiscal comprovante da aquisição;

•

Preço final - Valor real/final pago pela obra;

•

Req. Mercúrio - Número da requisição de entrada do pedido no Sistema
Mercúrio (sistema de solicitação de qualquer material ou serviço para a seção
de compras de cada unidade da Universidade de São Paulo);

•

Convite - Número do convite aberto para aquisição da obra;

•

Nº Proc. - Número do processo administrativo aberto na unidade para iniciar a
aquisição;

•

Data/Proc. - Data de abertura do processo na unidade;

•

Nº Empenho - Número de empenho para cada fornecedor;

•

Data/Empenho - Data da abertura do empenho;

•

Nº de tombo - Número de patrimônio que a obra recebe na unidade (número
de tombo);

•

Data Tombamento - Data de patrimoniação a obra;

•

Localização - Localização da obra na coleção (número de classificação);

•

Unidade/Biblioteca - Siglas das Bibliotecas do SIBi/USP (tabela pré-definida);

•

Período de exposição - Intervalo em que a obra fica exposta para divulgação;

�•

Disponibilidade - Em qual coleção a obra está inserida (referência, reserva,
documentação, coleção especial, etc.);

•

Documentalista – Nome do operador da base de cada biblioteca (tabela
pré-definida);

•

Data do Cadastro - Data em que o registro/informação foi inserido na base;

•

Notas adicionais - Informações necessárias, de qualquer tipo, que
complementem o registro.

3.2 EXEMPLO DE UM REGISTRO DA BASE COM TODOS OS CAMPOS
PREENCHIDOS:

[01] Controle: 001
[02] Autor: Lancaster, F.W.
[03] Título: Avaliação de serviços de bibliotecas
[04] Edição: 1
[05] Editora: Briquet de Lemos Livros
[06] Cidade: Brasília
[07] Pais: Brasil
[08] Ano: 1996
[09] Paginação: 356
[10] Série: Não Tem
[11] Volume: Não tem
[12] ISBN/ISSN: 85-85637-07-2
[13] Idioma: Português
[14] Procedência: Nacional
[15] Tipo de publicação: Monografia
[16] Preço estimado: 60,00
[17] Exs. pedidos: 3
[18] Exs. existentes: 1
[19] Solicitante: Nelci Ramos Águila
[20] Prioridade: Um
[21] Data do pedido: 06.05.2004
[22] Situação/Status: Recebido

�[23] Data/Status: 07.05.2004
[24] Tipo de Aquisição: Compra
[25] Exs. adquiridos: 1
[26] Financiador: USP
[27] Projeto: Projeto de Aquisição de Livros Didáticos para a Graduação-2004
[28] Fornecedor: Livraria EDUSP
[29] Orçamento/Nota Fiscal: Nota Fiscal 34567
[30] Preço final: 54,00
[31] Req. Mercúrio: 098765
[32] Convite: 123
[33] Nº Proc.: 04.21.987.097.98.63
[34] Data/Proc.: 29.05.2004
[35] Nº Empenho: 56790
[36] Data/Empenho: 30.05.2004
[37] Nº de tombo: 95098
[38] Data Tombamento: 28.06.04
[39] Localização: 025.1^L244a
[40] Unidade/Biblioteca: IO
[41] Período de exposição: 10.07.04 a 17.07.04
[42] Disponibilidade: Consulta e Empréstimo
[43] Documentalista: Ricardo
[44] Data do Cadastro: 12.05.04
[45] Notas adicionais: Tradução da 2.ed., publicada em 1993 por The Graduate
School of Library and Inforamtion Science, University of Illinois.

4 CONCLUSÃO

A aplicação da tecnologia nos vários seguimentos do mundo atual é fato e
tem sido absorvida diariamente sem muitas restrições pelos bibliotecários, pois
essa plataforma incorporada às atividades das bibliotecas, tem provocado
mudanças no atendimento aos clientes, uma vez que permite disponibilizar os
serviços e produtos num espaço de tempo cada vez menor. Contudo, é

�importante ressaltar que a informação é a essência das bibliotecas e ao ser
tratada, requer o máximo de exatidão possível para ser fornecida ao usuário final.
Dentro deste contexto a compra de material bibliográfico para o seu acervo
é uma das atividades tradicionais desenvolvidas em uma Biblioteca Universitária,
e como tal requer precisão nas informações e rapidez nos processos para não
desvalorizar

os

recursos

financeiros

liberados;

havendo

assim

maior

comprometimento por parte dos profissionais responsáveis por este serviço com o
orçamento anual destinado a este fim. A aquisição de livros é um processo
constituído de etapas envolvendo vários setores tais como: biblioteca, seção de
compras, fornecedores e clientes.
A união dos esforços

dos profissionais responsáveis por este serviço

resultou na criação da proposta de um modelo de base de dados para o
gerenciamento de aquisição de livros, que contribuirá para a modernização desta
tarefa nas Bibliotecas do SIBi/USP.
Embora a base proposta seja para uso local das Bibliotecas do SIBi/USP,
recomenda-se a posteriori a disponibilização desta, via WEB, possibilitando a
visibilidade dos processos de aquisição de livros aos usuários em geral.

AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao Analista do SIBi/USP Ricardo Amaral de Faria pela
contribuição no desenvolvimento do Base de Dados AQUILIV.

AQUILIV: A PROPOSAL OF A DATABASE FOR THE MANAGEMENT OF THE
PROCESS OF ACQUISITION OF BOOKS IN THE LIBRARY SYSTEM OF THE
UNIVERSITY OF SÃO PAULO

ABSTRACT
This work presents a proposal of a data base implantation for the management of
the process of acquisition of books, to be used in the units of the Library System of
the University of São Paulo (SIBi/USP). It describes all the fields of this data base

�that has been created in WinISIS and developed of standardized form containing
all the stages of the routines of this service. This program will make it possible to
optimize, to recover and to put in disposal the information to the users, offering
even by-products, that will result in sharing and rationalization of the information
between the professionals of the SIBi/USP libraries.
KEYWORDS: Acquisition of books. Automation of Library. Process management.
Data base. WinISIS.

REFERÊNCIAS
CUNHA, M. B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ci. Inf., Brasília,
v. 28, n. 3. p. 257-268, set./dez. 1999.
ELEUTÉRIO, S. G. G.; CARVALHO, A. O. Livros - controle e aquisição
automatizada: uma experiência com MicroISIS. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais... Campinas:
Biblioteca Central/UNICAMP, 1994. p. 285. (Resumo)
KRZYZANOWSKI, R. F. Subsídios para análise, seleção e aquisição de
software para gerenciamento de biblioteca: experiência do Sistema
Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP). São Paulo: SIBi/USP, 1996. 56p.
RESMER, M. J ; COSTA, O M. S. da. Conversão de bases de dados MicroISIS
para Internet. Ci. Inf. , Brasília, v. 26, n. 2, p. 159-164, maio/ago. 1997.
SIBinet. Disponível em : &lt;http://www.usp.br/sibi/&gt;. Acesso em: 14 jul. 2004.
UNESCO. Disponível em: &lt;http://www.unesco.org/&gt;. Acesso em: 07 jul. 2004.
VASSELO, C. M., et al. Proposta de padronização eletrônica para o controle
dos processos de aquisição de livros. São Paulo: SIBi, 2002. (Trabalho
apresentado ao PROTAP II).

�ANEXO

Bibliotecas do SIBi/USP

40
35
30
25
20
15
10
5
0
SIM

NÃO
SIM

NÃO

Figura 1 - Bibliotecas do SIBi/USP interessadas na automação do Serviço de Aquisição
de Livros

∗

Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo - Rua do Matão, 303 Caixa Postal 11.461 CEP 05422-970 - São Paulo, SP - Brasil - E-mail: kassias@usp.br
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo Av. Pádua Dias,
11 - Caixa Postal 9 - CEP 13418-900 - Piracicaba, SP - Brasil E-mail: abmorett@esalq.usp.br
Instituto de Física da Universidade de São Paulo - Rua do Matão, trav. R, 187 CEP 05508-000
São Paulo - SP Brasil - E-mail: cvasselo@sbi.if.usp.br
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo Av. Pádua Dias,
11 - Caixa Postal 9 - CEP 13418-900 - Piracicaba, SP - Brasil E-mail isabel@esalq.usp.br
Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Av. Prof. Lineu Prestes, 950 CEP 05508-000
São Paulo - SP - Brasil - E-mail: tile@bcq.usp.br
Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo - Praça do Oceanográfico, 191 - CEP
05508-000 São Paulo, SP - Brasil - E-mail: nraguila@usp.br
Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - Av. Dr. Arnaldo, 715 CEP 01246-904
- São Paulo, SP - Brasil - E-mail: sogarcia@usp.br
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo - Av. Prof. Lineu Prestes, 2227 - CEP
05508-000 São Paulo - SP Brasil - E-mail: prati@usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57973">
                <text>Projeto AQUILIV: proposta de uma base de dados para o gerenciamento do processo de aquisição de livros no Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57974">
                <text>Ferreira, Rita de Cássia Santos et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57975">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57976">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57977">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57979">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="57980">
                <text>O trabalho, apresenta uma proposta de implantação de base de dados para o gerenciamento do processo de aquisição de livros, para uso nas unidades do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP). Descreve todos os campos desta base que foi construída em WinISIS (linguagem MicroISIS para Windows) e desenvolvida a partir de padrões utilizados pelos bibliotecários de aquisição de livros, contemplando todas as etapas das rotinas necessárias para a execução deste serviço. Este programa possibilitará otimizar, recuperar e disponibilizar a informação aos clientes, oferecendo ainda subprodutos, o que resultará no compartilhamento e racionalização da informação entre os profissionais das Bibliotecas do SIBi/USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68847">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5348" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4415">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5348/SNBU2004_238.pdf</src>
        <authentication>8e14c21e6231158c6dd84ee69b39d8c0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="58044">
                    <text>MEMÓRIA E IMAGEM: A FOTOGRAFIA COMO FONTE PARA ESTUDANTES E
PESQUISADORES DE UNIVERSIDADES BRASILEIRAS E ESTRANGEIRAS

Rosi Cristina da Silva∗

RESUMO
Relata a experiência do trabalho realizado como bibliotecária/documentalista na
coordenação de iconografia e documentos textuais–CODIT, do Centro de
Documentação e de Estudos da História Brasileira–CEHIBRA da Fundação
Joaquim Nabuco, Recife, Pernambuco, coordenando o Projeto Memória
Iconográfica e realizando o atendimento a pesquisadores e estudantes de
universidades brasileiras e estrangeiras. Enfatiza a importância da fotografia para
o resgate histórico quando devidamente identificada, organizada, acondicionada e
associada a outros dados de pesquisas. Destaca alguns produtos resultantes de
pesquisas realizadas no acervo.
PALAVRAS-CHAVE: Arquivo fotográfico.
Tratamento de fontes. Fonte histórica.

Perfil

institucional.

Fotografia.

INTRODUÇÃO
Ao longo dos anos, a revolução documental, proveniente das novas
tecnologias de expressão e armazenagem de informação, tem despertado
pesquisadores, na busca de informações não somente em documentos de
arquivos, textos, mas também em outras fontes.
Instituições e organismos a serviço da informação como museus, arquivos,
bibliotecas, escolas, municípios, órgãos estatais e empresas privadas acumulam
e mantêm grandes coleções de fotografias, que são usadas para descrever os
locais, as transformações e os eventos; explicar fenômenos científicos; usar como
suporte pedagógico nas salas de aulas; testemunhar acontecimentos; auxiliar
pesquisadores, enfim testemunhar a evolução histórica.
Devido à crescente utilização dos documentos fotográficos por estudantes
e pesquisadores de universidade brasileiras e estrangeiras, que buscam

�diariamente, no acervo da Coordenação de Iconografia e Documentos Textuais –
Codit, imagens que possam reconstruir fatos, lugares e pessoas que representem
a historicidade e o cotidiano da cidade, considerou-se extremamente oportuno a
elaboração desse trabalho no âmbito da fotografia, para o relato da experiência
como bibliotecária/documentalista coordenando o projeto memória iconográfica e
realizando o atendimento a esse público.

OBJETIVO
Mostrar o resultado do trabalho com atendimento ao público universitário, e
a importância do tratamento arquivístico das coleções de fotografias; divulgar o
acervo iconográfico da Coordenação de Iconografia e Documentos Textuais da
Fundação Joaquim Nabuco, bem como descrever sobre a sua especificidade e
relevância para a história e memória da fotografia.

FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO: PERFIL INSTITUCIONAL
O Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais foi criado em 21 de julho
de 1949, por um projeto de lei do sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre e
transformado depois em Fundação Joaquim Nabuco–Fundaj, vinculada ao
Ministério da Educação e do Desporto–MEC, fazendo parte hoje do grupo das
instituições nacionais de Ciência e Tecnologia. Sua especificidade é científica e
cultural, devido ao seu acervo e às múltiplas atividades que desenvolve, o que a
leva a ser considerada um dos maiores centros latino-americanos de pesquisas
sociais e documentação histórico-cultural brasileira, em especial, sobre as regiões
Norte e Nordeste. A origem do nome é uma homenagem prestada pelo sociólogo
a outro grande pernambucano, Joaquim Nabuco, um dos maiores abolicionistas
do País. O decreto n.o 4.639, de 21 de março de 2003, dispõe sobre o novo
estatuto e sua nova estrutura.
São 55 anos de atividades permanentes, que se destacam na área de
Estudos e Pesquisas, Preservação, Editoração, Capacitação, Promoção e Difusão

�Científica e Cultural, distribuídas entre os seus institutos de Pesquisas Sociais,
Cultura, Documentação, Formação e Desenvolvimento Profissional.
O Instituto de Documentação–Indoc, uma das unidades da Fundaj, busca
preservar fontes de pesquisa para a história e a cultura do Norte e Nordeste
brasileiro, mediante aquisição, identificação, estudo, guarda, restauração,
conservação e difusão de bens culturais das duas regiões. Sua estrutura está
composta da seguinte forma: Centro de Documentação e de Estudos da História
Brasileira–Cehibra, Biblioteca Central Blanche Knopf–Bibli, Museu do Homem do
Nordeste–Muhne, Laboratório de Pesquisas, Conservação e Restauração de
Documentos e Obras de Artes–Laborarte.
O Cehibra, vinculado ao Instituto de Documentação, é responsável pela
guarda e preservação da memória histórica, cultural, social e política das regiões
Norte e Nordeste do Brasil. Desenvolve três linhas principais de atividades que
compreendem a organização de arquivos textuais, iconográficos, fonográficos,
musicográficos e cinematográficos, a elaboração e coordenação de projetos e
pesquisas e o atendimento ao público, pesquisadores em geral, divulgando o seu
acervo através da publicação de manuais, catálogos, guias e do acesso às bases
de dados. Sua estrutura é formada por duas coordenações: Coordenação de
Iconografia e Documentos Textuais(Codit) e a Coordenação de Som, Imagem e
Microfilmes(Cosim).

PROJETO MEMÓRIA ICONOGRÁFICA
Dentre os projetos desenvolvidos pela coordenação de iconografia e
documentos textuais destaca-se o Projeto Memória Iconográfica, que tem por
objetivo, reunir, analisar, mapear, catalogar e indexar o acervo de imagens,
composto nos diversos formatos, e mediante a utilização de métodos arquivísticos
e do sistema automatizado de recuperação da informação, que contribui para
preservar e tornar acessível ao público o acervo histórico, científico e cultural da
instituição.

�O sistema automatizado de recuperação da informação, hoje, é o Micro
CDS/Winisis – desenvolvido pela UNESCO e distribuído no Brasil pelo IBICT –
projetado especificamente para a construção e administração automatizada de
base de dados estruturadas não-numéricas. Este software permite a recuperação
de informações através do acesso à base de dados FOTO, base referencial,
contendo informações cadastrais sobre cada documento fotográfico, tais como:
autor, motivo fotográfico, técnica, local, data, estado de conservação.
Encontra-se em fase de implantação, um centro de digitalização, que prevê
a conexão da base de dados referencial a um banco de imagens. A
disponibilização das imagens eletronicamente diminuirá a necessidade de
manuseio dos originais, e ampliará a capacidade de fornecer dados precisos de
uma fotografia.

MEMÓRIA E IMAGEM: A FOTOGRAFIA COMO FONTE
A fotografia, quando identificada e com suas informações tratadas, tem o
poder de eternizar os fatos, ampliando a sua tarefa de construir, interpretar,
recriar o passado. É importante colocar que a leitura da imagem pode
desencandear

estudos

variados

e

produzir

novas

reflexões.

O

perfil

transdisciplinar da fotografia abre canais capazes de vislumbrar conhecimentos
que são simultaneamente históricos, geográficos, educacionais, humanos, por
isso a busca constante dos estudiosos.
A fotografia tem o poder de resgatar a história. O fotógrafo e pesquisador
Pavão (1997, p. 23 ) afirma:
[…] cada vez mais se recorre a fotografias históricas para
fundamentar teses sociais, projectos científicos, grandes obras,
planos de intervenção urbanísticos; os grande meios de
comunicação como a televisão e os jornais, frequentemente se
socorrem de imagens históricas e de arquivo.

Diante do exposto, podemos afirmar que tem ocorrido uma grande
demanda pela documentação do acervo da Codit, para os mais diversos tipos de
atividades. Acredita-se que o motivo da procura seja a vasta abrangência de

�imagens distribuídas entre fotografias, cartões-postais, pintura sobre tela, papel e
madeira, tapeçarias, desenhos, gravuras, artes gráficas – rótulos comerciais de
vinho, cachaça e cigarro, embalagens de fogos de artifício – selos postais e
estampas, mapas e gravuras que retratam a evolução da cidade do Recife e dos
estados do Nordeste, desde o período holandês até os dias atuais. Além de outra
tipologia de documentos, sobre arquivos pessoais privados e administrativos.
Hoje, o acervo fotográfico compõe-se de aproximadamente duzentos mil
documentos distribuídos em seus diversos formatos, confeccionados com
técnicas utilizadas pela fotografia a partir da segunda metade do século XIX, com
originais em papel, vidro e metal (provas em albumina, papel salgado, calótipos,
estojos de daguerreótipos, ambrótipos, ferrótipos), dentre outros, negativos de
vidro, nitrato de celulose, acetato e poliéster; álbuns de fotografias; reportagens e
cartões-postais, além de várias reproduções e ampliações.
As fotos estão reunidas por coleções, respeitando a proveniência – fundo
arquivístico – e a organização original dada pelo autor, além de codificadas e
dispostas em arranjo numérico, o que permite a correta ordenação arquivística. O
procedimento técnico engloba as atividades de catalogação e indexação,
tratamentos que transferem para a foto a característica de documento.
A catalogação é unitária, permite reunir informações específicas sobre
cada documento fotográfico. Nem sempre, a imagem vem identificada, mas a
pesquisa em fontes bibliográficas ajuda a atribuir uma legenda.
O manuseio constante destas coleções requer alguns cuidados para a
utilização a que estão sujeitas, portanto, associado ao tratamento arquivístico, são
realizadas intervenções de preservação que permitem manter o bom estado das
coleções e simultaneamente a utilização e divulgação das imagens.
As coleções que mais se destacam: Francisco Rodrigues, Benício Dias,
Wilson Carneiro da Cunha, José de Paiva Crespo, Manoel Tondella, Joaquim
Nabuco, Gilberto Freyre, Mauro Mota, Waldemar de Oliveira, Katarina Real,
Nelson Ferreira, Engenhos de Açúcar, Arnaldo Guedes Pereira, Artur Orlando,
Lula Cardoso Ayres, Alexandre Berzin e Juventino Gomes.

�A diversidade das temáticas que trazem as imagens contidas nas coleções,
abrange retratos de famílias e personagens ligadas ao ciclo açucareiro na região;
fotos urbanas que retratam o cotidiano da cidade do Recife e de outras cidades
nordestinas; paisagens que retratam o habitat rural; engenhos, usinas, vales
açucareiros; manifestações folclóricas e culturais norte-nordestinas; coleções
biográficas formadas a partir de arquivos pessoais. E reportagens sobre eventos
científico-culturais realizados pela Fundação Joaquim Nabuco, perfazendo um
total de cento e trinta coleções fotográficas registradas até o momento.
A

coleção

Francisco

Rodrigues,

revela

especial

interesse,

pelos

historiadores e estudiosos da história da fotografia. São inúmeros os trabalhos
históricos realizados e fundamentados através desta coleção, que hoje, abrange
aproximadamente dezessete mil documentos fotográficos. Nela podemos
acompanhar o desenvolvimento dos processos de fixação da imagem, entre as
peças de valor inestimável, como daguerreótipos (1839 – ca.1865), ambrótipos
(1854 – ca.1870), ferrótipos (1856 – ca.1890) encontrados emoldurados em
caixas do tipo estojo. Nas fotografias sobre o papel, temos vários tipos de cartão,
classificados por suas diferentes dimensões: carte de visite(cartão de visita),
cabinet (gabinete), Salon, e também álbuns, todos com estilos decorativos
(acabamento, relevo, frisos, vinhetas, tipografia).
Outra categoria de busca vem sendo realizada na coleção Francisco
Rodrigues, trata-se da pesquisa genealógica. O registro dos dados em fichas
genealógicas, ordenadas alfabeticamente, permite ao pesquisador a localização
dos retratos de seus antepassados.
Como podemos verificar, essas coleções de fotografias são importantes
fontes de pesquisa e atraem todo tipo de público. Existe, até o momento, dois mil
e cem usuários inscritos, perfazendo um total de aproximadamente cinqüenta
pesquisas mensalmente. Inúmeros são os produtos resultantes das pesquisas
realizadas no acervo. Destacamos, a seguir,algumas publicações, editadas a
partir do ano de 2000.

�•

AGULAR, Nelson (org.) Mostra do redescobrimento: arte popular. São Paulo:
Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.

•

ARRAIS, Isabel Concessa. Teatro de Santa Isabel. Recife: Fundação de
Cultura Cidade do Recife, 2000.

•

BRAGA, João. Trilhas do Recife: guia turístico, histórico e cultural. Recife:
[s.n.], 2000.

•

CHESF. Relatório anual 1999. Recife, 2000. Publicação bilingüe: portuguêsinglês.

•

EMBRAPA. Animais do descobrimento: raça doméstica da história do Brasil,
2000.panorama dos 500 anos de agricultura no Brasil, 2000

•

REZENDE, Antônio Paulo. The british presence in Pernambuco, Brasil (18081950). Recife [s.n.], 2000. Publicação bilingüe: português-inglês.

•

SOARES, Goretti. O leite ao sabor do tempo: a história de um restaurante.
Recife: Melhoramentos, 2000.

•

SENAC. Departamento Nacional. Culinária nordestina: encontrada no sertão.
Arthur Bosisio (coord.). Rio de Janeiro: Ed. Senado Nacional, 2001.

•

LAGO, Bia Corrêa do. Augusto Stahl: obra completa em Pernambuco e Rio de
Janeiro. Apresentação Sérgio Burgi. Rio de Janeiro: Contra Capa Lima/Editora
Capivara, 2001.

•

INSTITUTO CULTURAL BANDEPE. Açúcar: a civilização que a cana criou.
Recife, 2002. Catálogo da exposição realizada no Espaço Cultural Bandepe.
Publicação bilingüe: português-inglês.

•

PARAÍSO, Rostand. Charme e magia dos antigos hotéis e pensões
Recifenses. Recife: Bagaço, 2003.
Os usuários desse acervo são, em sua maioria, estudantes de graduação,

mestrandos, doutorandos e pesquisadores de universidades brasileiras e
estrangeiras, que procuram as fotografias com o objetivo de ilustrar trabalhos
acadêmicos (monografias, teses, dissertações); ou trabalham com a fotografia
como fonte de pesquisa, nesse perfil podemos citar os historiadores especialistas
em estudos e análise da fotografia.

�Após levantamento, utilizando os dados contidos nas fichas de inscrição
dos usuários, conseguimos reunir o nome das principais universidades e cursos
dos pesquisadores que utilizaram o acervo para elaboração de monografias,
teses e dissertações, desde agosto de 1988, como mostra as tabelas 1 e 2.

�TABELA 1

Universidades Brasileiras
Escola Superior de Relações Públicas, Recife
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco, Olinda
Faculdade de Ciências Humanas, Recife
Faculdade de Filosofia do Recife
Faculdade Integrada de Pernambuco, Recife
Faculdade Integrada de Vitória de Santo Antão, Pernambuco
Fundação de Ensino Superior de Olinda, Pernambuco
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro
Pontífica Universidade Católica, São Paulo
Universidade de Campinas, São Paulo
Universidade de Brasília
Univerisdade Católica de Pernambuco, Recife
Universidade Estadual da Bahia
Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza
Universidade Estadual Paulista, São Paulo
Universidade Estadual do Rio de Janeiro
Universidade Federal de Alagoas
Universidade Federal da Bahia
Universidade Federal do Ceará, Fotaleza
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal de Pernambuco, Recife
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife
Universidade de São Paulo
Universidade de Sergipe

Curso (s)
Relações Públicas
Arquitetura e Urbanismo
Arquitetura e Urbanismo
Turismo, Psicologia
Turismo
Pós-graduação
História
Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Jornalismo, Publicidade e Propaganda,Turismo, Engenharia
Civil
Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Arquitetura, Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Pós-graduação
Arquitetura e Urbanismo, Geografia, Design, Educação Física,
Programação Visual, Turismo, Pedagogia, Comunicação Social,
Pós-graduação
Pós-graduação
Licenciatura em História
Pós-graduação
Pós-graduação

�TABELA 2
Universidades Estrangeiras

Pósgraduação
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado
mestrado
doutorado
doutorado
doutorado
doutorado

Austin University, Texas
École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris
Univesidade do Porto, Portugal
Universidade de Liverpool, Inglaterra
Universidade de Auburn, Alabama
Universidade de Essex, Inglaterra
Universidade Complutense de Madrid, Espanha
Universidade de Londres – King’s College, Inglaterra
Universidade Politécnica da Catalonia, Barcelona
Universidade de Salamanca, Espanha
Universidade de Viena, Aústria
Université de Paris I – Sorbonne, França
Université de Paris VII – Jussie, França
Université de Paris X – Nanterre, França
University Iowa, Estados Unidos

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos afirmar, que o tratamento dado a cada documento fotográfico
através da descrição e indexação, fornecem elementos que agregados à
interpretação de pesquisadores, permitem o uso da fotografia como material de
apoio à documentação textual e, numa visão mais abrangente, o seu uso como
fonte de informação e de estudo da história.
É importante ressaltar, que, como qualquer fonte de informação histórica, a
correta organização arquivística proporciona uma pesquisa produtiva. Nesse
contexto, a necessidade cada vez mais de conscientização quanto a importância
do tratamento técnico dos documentos fotográficos, como etapa que precede a
informatização

e

digitalização,

contribuindo,

dessa

forma,

para

o

bom

aproveitamento das facilidades trazidas pela tecnologia da informação.
Em linhas gerais, este trabalho além de contribuir de forma significativa à
divulgação do acervo da coordenação de iconografia e documentos textuais –
Codit da Fundação Joaquim Nabuco, permitiu a oportunidade de repassar um
breve relato do conhecimento acumulado com o trabalho em coleções de
fotografias, e o atendimento ao público, em especial, estudantes e pesquisadores
de universidades brasileiras e estrangeiras.

�REFERÊNCIAS

KOSSOY, Boris. A fotografia como fonte histórica: introdução à pesquisa e
interpretação das imagens do passado. 2. ed. São Paulo: Secretaria da Indústria,
Comércio, Ciência e Tecnologia, 1985. 59 p.
PAVÃO, Luis. Conservação de colecções de fotografia. Lisboa: Dinalivro, 1997.
355 p.
ROUSSEAU, Jean-Yves; Couture, Carol. Fundamentos da disciplina
arquivística. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1998. 356 p.
SILVA, Rosi Cristina da. As instituições provedores de informação no
contexto do novo mercado informacional. Recife,1998. Monografia
(especialização em informação tecnológica) – Universidade Federal de
Pernambuco, Departamento de Ciência da Informação.

∗

rosi@fundaj.gov.br Bibliotecária/Documentalista Coordenação de Iconografia e Documentos
Textuais Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Pernambuco, Brasil.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58009">
                <text>Memória e imagem: a fotografia como fonte para estudantes e pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58010">
                <text>Silva, Rosi Cristina da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58011">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58012">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58013">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58015">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58016">
                <text>Relata a experiência do trabalho realizado como bibliotecária/documentalista na coordenação de iconografia e documentos textuais–CODIT, do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira–CEHIBRA da Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Pernambuco, coordenando o Projeto Memória Iconográfica e realizando o atendimento a pesquisadores e estudantes de universidades brasileiras e estrangeiras. Enfatiza a importância da fotografia para o resgate histórico quando devidamente identificada, organizada, acondicionada e associada a outros dados de pesquisas. Destaca alguns produtos resultantes de pesquisas realizadas no acervo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68851">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5352" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4418">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5352/SNBU2004_239.pdf</src>
        <authentication>21f2cec5696f3b3399428fe8e07bfc2d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="58053">
                    <text>COLEÇÕES ESPECIAIS DA BIBLIOTECA CENTRAL/UNICAMP:
PRESERVANDO A MEMÓRIA, RELATO DE EXPERIÊNCIA

Tereza Cristina Oliveira Nonatto de Carvalho∗
Marta Regina da Silveira Ribeiro do Val∗∗

RESUMO
O trabalho relata as ações desenvolvidas na Área de Coleções Especiais da
Biblioteca Central da UNICAMP referente à organização, processamento técnico,
divulgação, preservação e acesso às bibliotecas particulares que pertenceram a
historiadores e literatos de renome, como: Sérgio Buarque de Holanda, Alexandre
Eulálio, Paulo Duarte, entre outros. Ações que tem como objetivo facilitar o
acesso à informação através do uso adequado destas coleções e prover suporte
informacional às atividades de ensino. Relata também a importância da aquisição
destas bibliotecas particulares para o enriquecimento dos acervos das bibliotecas
das universidades brasileiras e para a reconstituição da memória historiográfica e
literária brasileira. Coleções estas de grande valor histórico e documental que tem
oferecido subsídio às pesquisas e resultado em livros, teses e artigos de revistas.
PALAVRAS-CHAVE: Preservação de livros. Coleções especiais.

1 INTRODUÇÃO

A UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) tem se destacado entre
as universidades brasileiras pela aquisição de significativas bibliotecas e arquivos
particulares. A Biblioteca Central possui um acervo valioso de obras raras e
especiais de 40.000 volumes formada com coleções de historiadores e literatos
como Sérgio Buarque de Holanda, Aristides Cândido De Mello e Souza (Antonio
Cândido), Paulo Duarte, Alexandre Eulálio, Peter Eisenberg, José Albertino
Rodrigues. Somam-se ainda a estas coleções, outras não menos importantes
como: Coleção Latino-Americana, Iconográfica, Novo Mundo, História em
Quadrinhos.

�No início da década de 70, foram recebidos os acervos de: Paulo Duarte,
Eugenio Toledo Artigas, Oliveira Vianna entre outros. Contudo, somente em 1984,
com a compra da Coleção Sergio Buarque de Holanda é que houve o interesse
da Universidade por uma política de aquisição e manutenção dessas bibliotecas.
Definiu-se então que as futuras coleções que fossem adquiridas através de
compra ou doação ficassem reunidas num mesmo espaço físico, porém seus
acervos não seriam incorporados uns aos outros, mas teriam preservado as
características de cada conjunto e suas diferenças, quer sejam: anotações feitas
pelos antigos proprietários, grifos, dedicatórias de autores ilustres, etc.
Foi precisamente com a compra de 10.000 volumes da biblioteca particular
do renomado intelectual brasileiro, historiador Sérgio Buarque de Holanda, que
em 1984 foi criada a Área de Coleções Especiais e definido o seu projeto de
acervos.
A Biblioteca Sérgio Buarque de Holanda foi adquirida com o intuito de
contribuir para a reconstituição da memória historiográfica e literária brasileira e
com a finalidade de colocar à disposição de toda comunidade acadêmica esse
valioso acervo.
Em 1989 a coleção foi transferida para um prédio com uma área de 12.000
m2, com cinco andares, projetado especialmente para abrigar o acervo da
Biblioteca Central, ficando o 3º piso destinado às Coleções Especiais.
Em seguida a área passou a abrigar outras bibliotecas, que seguiram os
mesmos padrões estabelecidos com a Coleção SBH, ou seja, mantiveram-se
reunidas no mesmo espaço físico, porém seus acervos permaneceram
separados, não foram agrupados uns aos outros.

2 CARACTERÍSTICAS DAS COLEÇÕES ESPECIAIS E OBRAS RARAS

Coleção Aristides Cândido de Mello e Souza (1885-1942)

�Coleção doada pelo professor aposentado da USP, ensaísta e crítico
literário (Antonio Cândido de Mello e Souza em memória de seu pai). São 3.500
volumes em literatura brasileira, portuguesa e francesa, acervo rico em
dedicatórias, grifos e anotações marginais.
Coleção Peter Eisenberg (1940 – 1988)
Coleção comprada pela Universidade. Historiador norte-americano e
brasilianista foi professor da Universidade desde 1975. Acervo de 5500 volumes
especializado principalmente em História e Ciências Sociais das Américas, com
concentração para os estudos sobre a cana-de-açúcar no Caribe e no Nordeste e
a questão de escravidão e o trabalho livre. Livros com grifos, anotações
marginais.
Coleção Alexandre Eulálio Pimenta da Cunha (1932 -1988)
Coleção comprada pela Universidade. Alexandre Eulálio foi professor de
teoria Literária desta Universidade. Seu acervo é constituído de 12.000 volumes
em Literatura e Artes. Acervo rico em dedicatórias, grifos e anotações marginais.
Coleção José Albertino Rodrigues (1928 – 1991)
Coleção doada à Universidade pelos filhos do sociólogo, professor da
UFSCAR (Universidade federal de São Carlos). São 3500 volumes sobre
Sociologia Rural, Trabalho e sindicatos.
Coleção de Obras Raras (século XV ao XX)
Abriga cerca de 2.500 obras, dos séculos XV ao XX, que dificilmente são
encontradas em outras bibliotecas ou arquivos. O tema principal dessa coleção é
a brasiliana, livros sobre o Brasil, escritos por viajantes dos séculos XVI ao XIX, e
livros escritos nos períodos colonial e imperial, obras de grande interesse para a
pesquisa histórica, econômica, política, de costumes, de história natural.
Coleções especiais em universidades é uma tendência que tem se firmado
nas últimas décadas. Como a missão das universidades é, além do ensino, a
pesquisa, reunir fontes primárias de informação (documentos históricos) e obras

�escassas, i.e processar obras, muito procuradas e difíceis de serem encontradas
vêm de encontro aos objetivos das instituições de ensino superior.
A missão das Coleções Especiais é distintas das demais bibliotecas devido
à natureza dos materiais dessas coleções: documentos únicos, escassos e raros,
com valor no mercado livreiro ou valor como artefato e significado histórico.
Fatores que afetam tanto a aquisição como a administração desses materiais. A
aquisição envolve compras especiais, ou negociações com proprietários do
acervo, que formaram a coleção ou a herdaram. As coleções geralmente são
formadas num longo período de tempo e devem ser preservadas para as futuras
gerações, pois seu valor intelectual e/ou artesanal é permanente.

3

ORGANIZAÇÃO,

TRATAMENTO

DA

INFORMAÇÃO,

DIVULGAÇÃO,

PRESERVAÇÃO E ACESSO.

3.1 ORGANIZAÇÃO

Os acervos da área de coleções especiais foram caracterizados em dois
níveis, com tratamento diferenciado quanto à seleção, processamento técnico,
acesso e preservação:
1) Obras raras
2) Coleções Especiais
A análise de raridade segue os critérios adotados pela Biblioteca Nacional
e busca citações em repertórios de obras raras. Após investigação da existência
de obras raras, define-se coleção especial de uma biblioteca particular:
-

Instrumentos de trabalho do intelectual: livros citados, anotados ou

grifados e fontes de pesquisas originadas de projetos científicos.
-

Autógrafos (dedicatórias) de notáveis.

Para acervos temáticos ou itens avulsos:
-

Encadernações luxuosas;

�-

Obras iconográficas (ilustradas, volumes ou porta-fólios) contendo

gravuras;
-

Obras contendo mapas valiosos;

-

Livros, folhetos, periódicos e mapas com significado comprovado;

-

Livros de autores locais de particular interesse;

-

Material que exige segurança (livros em formatos não comuns).

-

Obras literárias, publicadas antes de 1930, no Brasil; que não foram

reeditadas, no Brasil.
Os acervos reunidos são preservados, processados e disponibilizados para
consultas e pesquisas.
A política de organização de Acervos Raros e Especiais da Área de
Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Central da UNICAMP tem como
prática, na avaliação de raridade, a pesquisa de citações em repertórios de livros
raros, nacionais e internacionais. Essa pesquisa consta em notas de catalogação
e é também praticada por catalogadores e livreiros de obras raras,
internacionalmente.

3.2TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

Os livros são catalogados segundo o Código de Catalogação AngloAmericano, 2. ed., como todo o acervo do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.
Cabe ao bibliotecário de coleções especiais determinar o “status não circula”,
segundo regras de seleção para preservação e estabelecer notas descritivas, de
características de uma edição, série, exemplar, etc., notas de estado de
preservação e reformatação, se necessário.

3.3 DIVULGAÇÃO

A divulgação das coleções através de exposições é um meio eficaz e
coloca o público a par dos recursos da biblioteca. As exposições são planejadas
com o objetivo de reduzir os danos físicos dos itens expostos. Durante a
montagem das exposições fatores relacionados às condições ambientais

�adequadas a conservação do papel são considerados para assegurar a
preservação dos itens frágeis da coleção. As vitrines são examinadas e os
materiais não recomendados são removidos para não prejudicar os livros.
Suportes ou bases especiais são confeccionados e servem de apoio para que os
livros e documentos não sofram nenhum tipo de pressão enquanto expostos. As
exposições são divulgadas através de jornais, do site das Coleções Especiais e
disponível on-line via portal da UNICAMP/ Biblioteca Central.

3.4 ACESSO E PRESERVAÇÃO

Para os usuários terem acesso a materiais valiosos, muitas vezes é preciso
copiar esses materiais em outros formatos. Isso requer o uso de equipamentos
especiais para preservação, porque a fragilidade e o valor desses materiais
requer especial atenção quanto ao manuseio e segurança.
As condições de consulta e pesquisa são informadas através do
Regulamento para uso das Coleções Especiais. A Coleção de Obras Raras pode
ser utilizada por todos os membros da comunidade universitária, pesquisadores
de outras instituições e cidadãos em geral. Como muitos itens são únicos, raros,
valiosos e frágeis, é requerida assistência do bibliotecário para uso da coleção e a
consulta é feita na sala de leitura. O leitor deve ser registrado na sua primeira
visita e concordar com o regulamento de manuseio e citação do material da
coleção.
O programa de preservação das Coleções Especiais na aquisição inclui um
processo de identificação e investigação de um item para preservação, segundo
as normas de Aquisição de Coleções Especiais, ora em vigência na área de
Coleções Especiais da Biblioteca Central e com proposta de adoção pelo Sistema
de Bibliotecas da UNICAMP. Essa política de acesso, ora em trâmite para
aprovação vai amparar as decisões tomadas sobre opções de preservação dentro
da universidade.
Como a missão da biblioteca sempre foi baseada na preservação do
conhecimento, independente do formato e como as Coleções Especiais possui

�uma variedade de materiais frágeis que exigem tratamento especial de
conservação estes foram transferidos para um depósito climatizado para
assegurar a preservação dos originais.
A preservação através de um ambiente climatizado preserva o formato
original e reduz o grau de deteriorização, mas não impede a degradação de um
item com a estrutura comprometida. Essa opção exige equipamentos adequados
para manter a temperatura baixa e a umidade relativa do ar controlada. Foi
pensando nessa opção que a Biblioteca Central adquiriu através do projeto
FAPESP, em 1977, um sistema de climatização que controla vinte e quatro horas,
ininterruptamente, a temperatura e a umidade. Recebeu, em 2002, da Fundação
Vitae estantes deslizantes para melhorar o aproveitamento da área climatizada,
que economizam 70% do espaço, com segurança contra fogo, com chave única,
que oferece segurança e permite capacidade de expansão futura. Recebeu
também recursos para a montagem de um mini laboratório de restauração para
tratamento de todo estes acervos valiosos.
Através do programa de preservação da área de Coleções Especiais são
desenvolvidas rotinas com opções de tratamentos adequados aos diversos tipos
de materiais, presentes nas coleções, bem como a relação entre o seu custo e
benefício.
O conservador da área oferece assistência técnica aos profissionais
bibliotecários do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP sobre custo e possibilidade
de tratamento, métodos e materiais que permitem a conservação de um item
valioso em seu formato original.
O profissional responsável pela encadernação dos materiais das coleções
especiais, somente após estudar a estrutura de cada item, inicia o trabalho de
recuperação do material deteriorado. A data de impressão e a originalidade das
encadernações são critérios utilizados para determinar se a encadernação deverá
ser ou não substituída. O encadernador da área é extremamente cuidadoso e não
faz nenhum tipo de intervenção que poderia afetar a marca deixada pelo
impressor. Não utiliza processos químicos, como o branqueamento, que poderia
alterar o suporte do material.

�4 CONCLUSÃO

Podemos observar que se a biblioteca é um instrumento importante para o
ensino em geral, no ensino superior, seu papel torna-se fundamental em virtude
do grau de especialização da própria universidade. Dada a natureza destas
coleções e tendo em vista que as bibliotecas particulares refletem os interesses
de um indivíduo em relação a sua atuação profissional e pessoal, os acervos da
UNICAMP oferecem uma consulta diferenciada assim como diferenciados
também são os seus usuários e as questões que trazem. Levando-se então em
conta a especificidade do acervo, também os usuários que deles se utilizam,
pessoas bastante especializadas em seus campos de estudo, notadamente nas
Ciências Sociais, História e Literatura, conseqüentemente o tratamento requerido
e dispensado a esses usuários torna-se mais prolongado e minucioso. Em
particular, no caso da Universidade Estadual de Campinas, o fato de ter adquirido
estes acervos especiais, que pertenceram a intelectuais que tanto contribuíram
para a formação do pensamento brasileiro, só confirma esta assertiva.
Precisamos torná-los públicos, para que os esforços empreendidos nestas
aquisições sejam de fato recompensados. Buscar parcerias, elaborar estratégias
que visem a integração de esforços no compartilhamento de serviços com a
finalidade de automatizar, preservar estes acervos raros e especiais e coloca-los
acessíveis a toda comunidade universitária.

ABSTRACT
This work reports the actions developed in the Special Library Collections
Department at the University of Campinas Central Library that holds the private
libraries collection of some Brazilian intellectuals such as Sergio Buarque de
Holanda, Alexandre Eulálio, Paulo Duarte and others. This work approaches the
collection organization, the technical processing, the publicity, and the
preservation and access to the collections. It describes the bibliographic
information available to researches and how these collections provide support to
university academic programs. It also reports the significance of private book
collections acquisitions by Brazilians universities, and it highlight their importance
to preserve the Brazilian historical and intellectual memories. Theses book
collections are of great historical values and provide academic knowledge for
researchers to write thesis, papers and to publish monographs.

�KEYWORDS: Preservation of books. Special collection.

REFERÊNCIAS
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. Association of College and Research
Libraries. Rare Books and Manuscripts Section. Guidelines on the selection of
general collection materials for transfer to Special Collections. 2d. ed. Notre
Dame (EUA), University of Notre Dame, 1999.
BOJANOSKI, Silvana. Estudos sobre as condições de preservação dos acervos
documentais brasileiros. Arquivo &amp; Administração, Rio de janeiro, v.2, n.1/2,
p.35-78, jan. /dez. 1999.
BOOMGAARDEN, Wesley L. Selection of materials for microfilming. In: Gwinn,
Nancy E. (ed.). Preservation microfilming. Chicago: ALA, 1987.
BRUNO, Sandra Lane et al. Política de Organização de Acervos Raros e
Especiais da Área de Coleções Especiais e Conservação da Biblioteca Central da
UNICAMP. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO E ENCONTRO NACIONAL DE ACERVO RARO, 6. Fortaleza,
2002. Resumos...
CARVALHO, Tereza Cristina O. N. et al. A Biblioteca de Sergio Buarque de
Holanda. Ethnos do Brasil, São Paulo, v.1, n.2, p.17-20, set. /2002.
HAZEN, Dan C. Desenvolvimento, gerenciamento e preservação de coleções. In:
Planejamento de preservação e gerenciamento de programas. Rio de Janeiro:
Projeto de Conservação preventiva em bibliotecas e arquivos: Arquivo Nacional,
1997. p.3-10.
LANE, Sandra S. &amp; VAL, Marta R. S. Ribeiro do. Preservação de acervos de
bibliotecas: Parte I – Degradação dos materiais. In: ENSAIOS APB, São Paulo:
Associação Paulista de Bibliotecários, n.26, jan. 1996.
_______ Preservação de acervos de bibliotecas: Parte II – Um modelo de
programa local.
In: ENSAIOS APB, São Paulo: Associação Paulista de
Bibliotecários, n.27, fev. 1996.
NEUMANN, Vera Cristina. Bibliotecas particulares de intelectuais brasileiros. Um
tesouro desconhecido: descrição de situação da Universidade Estadual de

�Campinas (Brasil) e na Catholic University of América (Estados Unidos). Revista
Interamericana de Bibliografia Inter-American Review of Bibliography, v.45,
p.585-603, 1995.
SANT’ANNA, Rizio Bruno. Como definir obras raras: critérios da biblioteca Mário
de Andrade. Revista da Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo. v.54, p.231252, jan. /dez. 1996.
VAL, Marta R. S. Ribeiro do &amp; LANE, Sandra S. Políticas para preservação de
acervos de bibliotecas: seleção de itens e métodos. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIAS, 9, Curitiba, 1996. Anais..., Curitiba: 2000.

∗

Diretora Técnica do Serviço de Coleções Especiais da Biblioteca Central da UNICAMP,
colespte@unicamp.br
∗∗
Bibliotecária da Coleção de Obras Raras do Serviço de Coleções Especiais da Biblioteca
Central da UNICAMP, val@unicamp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58045">
                <text>Coleções especiais da Biblioteca Central/UNICAMP: preservando a memória, relato de experiência. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58046">
                <text>Carvalho, Tereza Cristina Oliveira Nonatto de; Val, Marta Regina da Silveira Ribeiro do </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58047">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58048">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58049">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58051">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58052">
                <text>O trabalho relata as ações desenvolvidas na Área de Coleções Especiais da Biblioteca Central da UNICAMP referente à organização, processamento técnico, divulgação, preservação e acesso às bibliotecas particulares que pertenceram a historiadores e literatos de renome, como: Sérgio Buarque de Holanda, Alexandre Eulálio, Paulo Duarte, entre outros. Ações que tem como objetivo facilitar o acesso à informação através do uso adequado destas coleções e prover suporte informacional às atividades de ensino. Relata também a importância da aquisição destas bibliotecas particulares para o enriquecimento dos acervos das bibliotecas das universidades brasileiras e para a reconstituição da memória historiográfica e literária brasileira. Coleções estas de grande valor histórico e documental que tem oferecido subsídio às pesquisas e resultado em livros, teses e artigos de revistas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68855">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5353" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4421">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5353/SNBU2004_240.pdf</src>
        <authentication>1874e9268bedfd6aaa0cbf4d0e78d5ff</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="58098">
                    <text>QUALIS ODONTOLOGIA: AGREGANDO VALOR À INFORMAÇÃO

Valéria Cristina Trindade Ferraz∗
Maria Helena Souza Ronchesel∗∗

RESUMO
O aumento do conhecimento nos dias atuais não é mais apenas quantitativo. Os
docentes/pesquisadores estão empenhados em gerar conhecimento qualitativo,
considerando as políticas de avaliação da produção científica. Órgãos de fomento
de pesquisa como a CAPES classifica os veículos de divulgação, atribuindo
conceitos. Com a finalidade de agilizar e otimizar o acesso à informação os
profissionais da informação do Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr.
Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru - Universidade de
São Paulo, agregaram valor a esta ferramenta de tomada de decisão para a
escolha do melhor veículo de divulgação científica na área de Odontologia. A
metodologia obedeceu às seguintes etapas: 1- estudo e definição do instrumento
de divulgação dessa informação dentro da comunidade científica odontológica; 2baseado na Lista QUALIS fez-se a coleta e compilação das instruções para os
autores dos periódicos existentes na Internet 3- definiu-se o layout da página a
ser divulgada no site da FOB-USP (http://www.fob.usp.br/); 4- elaborou-se a
página com hyperlinks para as instruções para os autores em seus respectivos
sites; 5 – publicou-se a página no site da FOB-USP; 6 – divulgou-se a página aos
docentes/pesquisadores da comunidade científica fobiana. A página QUALIS
Odontologia foi disponibilizada em março de 2003 e pode ser acessada através
do endereço: http://www.fob.usp.br/biblioteca/qualis/index.htm. O resultado deste
trabalho demonstrou que os mecanismos de organização da informação através
da Internet possibilitam maior agilidade e facilidade no acesso às informações
necessárias, sem que para isso os docentes/pesquisadores tenham que ter os
periódicos em seu formato impresso.
PALAVRAS-CHAVE: Periódicos científicos. Odontologia.

INTRODUÇÃO
O desenvolvimento científico e tecnológico é extremamente dependente da
capacidade de divulgação dos resultados obtidos. É notável que apesar das
crises financeiras a produção científica nacional vem crescendo substancialmente
e veículos capazes de auxiliar na disseminação desse conhecimento são
necessários.

�A avaliação desta produção científica gerada pela comunidade científica
não se faz mais em termos quantitativos, mas sim, dá-se pelo prestígio do
periódico onde ela foi publicada.1
Os docentes/pesquisadores considerando as novas políticas de avaliação
da produção científica estão empenhados em gerar conhecimento qualitativo e
necessitam forma de instrumentos que facilitem a tomada de decisão que permeia
no questionamento: onde publicar?
Órgãos de fomento de pesquisa como a CAPES - Fundação Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior classifica os veículos de
divulgação científica utilizados pelos programas de pós-graduação através das
Comissões de áreas, compostas por especialistas da comunidade, para
qualificação da produção científica, atribuindo conceitos A, B ou C aos periódicos
que atendam critérios previamente definidos por esta Comissão.2, 3
Os critérios estabelecidos para a grande área da saúde que contempla as
áreas de Educação física, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Odontologia e
Saúde Coletiva são:
Qualis Nacional: os periódicos, brasileiros ou não, que atendam os critérios
de composição de corpo editorial e de consultores, regularidade e periodicidade,
definidos pelas áreas, serão classificados como A ou B sendo:

a) Qualis Nacional A: periódicos indexados no SCIELO
b) Qualis Nacional B: os periódicos, brasileiros ou não, indexados no
LILACS, EMBASE, EXCERPTA MÉDICA, PSYCLIT ou que sejam editados por
sociedades científicas nacionais representativas da área.
c) Qualis Nacional C: os demais periódicos que não atendam os critérios
acima.
Verificando-se a necessidade crescente dos usuários em agilizar o otimizar
o acesso á informação, ou mais precisamente às normas de publicação dos
trabalhos classificados pela CAPES desenvolveu-se o projeto de agregar valor
informacional a um instrumento de tomada de decisão já existente que é a própria
Lista QUALIS.

�DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

Os profissionais da informação do Serviço de Biblioteca e Documentação
“Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru da
Universidade de São Paulo – SBD/FOB-USP, preocupados com a informação que
opera em um contexto global, podendo ser processada, selecionada e recuperada
para satisfazer as mais diversas necessidades, agregaram valor a uma
ferramenta de tomada de decisão para a escolha do melhor veículo de divulgação
científica na área de Odontologia, tendo como referência à base QUALIS.
Uma atividade agrega valor quando ela é importante para o processo e
conseqüentemente para o resultado do processo que é um produto/serviço que
irá satisfazer o cliente 4 , neste sentido estudou-se qual a melhor metodologia a ser
empregada para a elaboração deste trabalho.
A metodologia obedeceu as seguintes etapas:
1 - Estudo e definição do instrumento de divulgação:

Foi estudada a melhor forma e mais rápida de divulgação dessa
informação dentro da comunidade científica odontológica, considerando que a
tendência atual é a disponibilidade de serviços e produtos na web, optou-se pela
elaboração de uma página na Internet:

A ferramenta de construção da página foi o software FrontPage 2000 que
é um programa de criação de web sites com uma interface gráfica que segue o
estilo dos aplicativos do Microsoft Office.

2 - Coleta de dados:

Baseado na QUALIS, publicada pela CAPES, fez-se a coleta e compilação
das instruções para os autores dos periódicos existentes na Internet procedendose a busca em diversos sites e portais onde poderiam ser conseguidas as normas
de publicações das revistas. Assim, foram consultados o Portal CAPES de

�Periódicos (http://www.periodicos.capes.gov.br/), a Lista de Revistas Eletrônicas
da

USP

(http://www.usp.br/sibi/);

o

site

de

instruções

para

autores

(http://www.mco.edu/lib/instr/libinsta.html); bem como uma busca no Google
(www.google.com.br) para pesquisar portais ou páginas específicas dos
periódicos.

3 - Layout da página:

O layout da página foi estabelecido tomando-se como referência à própria
Lista QUALIS, onde as revistas são apresentadas em ordem alfabética dentro de
uma tabela. Devido à extensão da lista dividiu-se a tabela em grupos de letras
que foram também distribuídas em páginas distintas dentro do FrontPage, com a
finalidade de minimizar o tempo despendido quando do carregamento da página
fosse otimizado.
Foi criada uma página de abertura com a explicação dos critérios de
classificação das revistas com link de acesso para a lista de periódicos (Figura 1).

Figura 1 – Layout de abertura da página do QUALIS em Odontologia

O acesso aos títulos de periódicos é otimizado utilizando-se as letras do
alfabeto que dão acesso ao início da lista de periódicos que começam com a letra

�escolhida. Assim é possível navegar pela página de uma maneira mais rápida e
eficiente (Figura 2).

Figura 2 – Layout das páginas de conteúdo

4 - Hyperlinks para as instruções:
Após feita a coleta de todas as normas existentes na Internet e da definição
do layout da página procedeu-se a “lincagem” do títulos dos periódicos para as
instruções para os autores em seus respectivos sites, como também a
conferência de todos os endereços ao final do processo (Figura 3).

�Figura 3 – Imagem de abertura das instruções para os autores de um periódico escolhido

5 - Publicação da página no site:

Publicou-se

a

página

no

site

da

FOB-USP

(http://www.fob.usp.br/biblioteca/qualis/index.htm) com o auxílio de um técnico de
informática da Instituição responsável pelo acesso ao servidor da FOB onde a
página fica hospedada.
As atualizações de informações são feitas periodicamente, conforme novas
instruções para autores são disponibilizadas nos sites e portais já mencionados
anteriormente.

6 - Divulgação do produto:

A página foi divulgada aos docentes/pesquisadores da comunidade
científica fobiana através de e-mail e correspondências internas encaminhadas
aos departamentos indicando o endereço da página para acesso. Através do

�contador de acesso pôde-se ter uma idéia da repercussão da página entre os
usuários.

CONCLUSÃO

Hoje em dia podemos dizer que as organizações bem sucedidas serão
aquelas que melhor escolher e utilizar a tecnologia de forma apropriada para
atingir seus objetivos.
À medida em que a tecnologia se confunde com os produtos e serviços
gerados por uma instituição, permitindo inovação, melhoria de qualidade na
prestação de serviços e novas abordagens de relacionamento com seu usuário
deve se tornar foco central de sua estratégia administrativa.
Desta forma, o resultado especificamente desse trabalho demonstrou que
os mecanismos de organização da informação através da Internet possibilitam
maior agilidade e facilidade no acesso às informações necessárias, sem que para
isso os docentes/pesquisadores tenham que ter os periódicos em seu formato
impresso. A compilação de dados agilizou sobremaneira a busca por parte do
pesquisador e como conseqüência o processo de divulgação científica.

QUALIS DENTISTRY: ADDING VALUE TO THE INFORMATION

ABSTRACT
The current increase in knowledge is not only quantitative anymore. Professors
and investigators are committed to produce qualitative knowledge, considering the
policies for evaluation of the scientific production. Agencies for research funding
such as CAPES score the communication vehicles by assigning concepts. With a
view to speed and optimize the access to information, the professionals of
information of the Service of Library and Documentation "Prof. Dr. Antonio Gabriel
Atta" at Bauru Dental School - University of São Paulo have added value to this
tool of decision-making for selection of the best scientific communication vehicle in
the area of Dentistry. The methodology comprised the following stages: 1- study
and definition of the instrument for communication of this information within the
dental scientific community; 2- on the basis of the QUALIS list, the instructions for
authors of the journals available in the Internet were collected and compiled; 3- the

�layout of the page to be published in the website of FOB-USP
(http://www.fob.usp.br/) was defined; 4- a page with hyperlinks to the instructions
for authors in their respective websites was designed; 5 - the page was published
on the website of FOB-USP; 6 – the page was diffused to the professors and
investigators of the scientific community of FOB. The page QUALIS Dentistry was
made available in March 2003 and can be accessed at the following address:
http://www.fob.usp.br/biblioteca/qualis/index.htm. The result of this work
demonstrated that the mechanisms of organization of information by the Internet
allowed more promptitude and facility in the access to the information required,
with no need of printed journals for professors and investigators.
KEYWORDS: Journals. Dentistry.

REFERÊNCIAS

STREHL, L.; SANTOS, C. A. dos. Indicadores de qualidade da atividade
científica. Ciência Hoje, Rio de Janeiro, v. 31, n. 186, p. 34-39, set. 2002.
QUALIS: classificação de periódicos, anais, jornais e revistas – versão 1.0.
Disponível em: &lt;http://qualis.capes.gov.br/Qualis/&gt;. Acesso em 10 jul. 2004.
SOUZA, E. P. de; PAULA, M. C. de S. QUALIS: a base de qualificação dos
periódicos científicos utilizada na avaliação CAPES. INFOCAPES, Brasília, v. 10,
n. 2, p. 6-24, abr./jun. 2002.
RADOS, G. J. V.; VALERIM, P.; BLATTMANN, U. Valor agregado a serviços e
produtos de informação. Disponível em:
&lt;http://www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/valor.html&gt;. Acesso em 6 jul. 2004.

∗

Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75
Caixa Postal 73 17012-901 - Bauru - SP - Brasil
valeria@fob.usp.br
∗∗
Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de
Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75
Caixa Postal 73 17012-901 - Bauru - SP - Brasil
mahelena@fob.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58054">
                <text>Qualis Odontologia: agregando valor à informação. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58055">
                <text>Ferraz, Valéria Cristina Trindade; Ronchesel, Maria Helena Souza </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58056">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58057">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58058">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58060">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58061">
                <text>O aumento do conhecimento nos dias atuais não é mais apenas quantitativo. Os docentes/pesquisadores estão empenhados em gerar conhecimento qualitativo, considerando as políticas de avaliação da produção científica. Órgãos de fomento de pesquisa como a CAPES classifica os veículos de divulgação, atribuindo conceitos. Com a finalidade de agilizar e otimizar o acesso à informação os profissionais da informação do Serviço de Biblioteca e Documentação “Prof. Dr. Antônio Gabriel Atta” da Faculdade de Odontologia de Bauru - Universidade d São Paulo, agregaram valor a esta ferramenta de tomada de decisão para a escolha do melhor veículo de divulgação científica na área de Odontologia. A metodologia obedeceu às seguintes etapas: 1- estudo e definição do instrumento de divulgação dessa informação dentro da comunidade científica odontológica; 2- baseado na Lista QUALIS fez-se a coleta e compilação das instruções para os autores dos periódicos existentes na Internet 3- definiu-se o layout da página a ser divulgada no site da FOB-USP (http://www.fob.usp.br/); 4- elaborou-se a página com hyperlinks para as instruções para os autores em seus respectivos sites; 5 – publicou-se a página no site da FOB-USP; 6 – divulgou-se a página aos docentes/pesquisadores da comunidade científica fobiana. A página QUALIS Odontologia foi disponibilizada em março de 2003 e pode ser acessada através do endereço: http://www.fob.usp.br/biblioteca/qualis/index.htm. O resultado deste trabalho demonstrou que os mecanismos de organização da informação através da Internet possibilitam maior agilidade e facilidade no acesso às informações necessárias, sem que para isso os docentes/pesquisadores tenham que ter os periódicos em seu formato impresso. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68856">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5358" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4425">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5358/SNBU2004_241.pdf</src>
        <authentication>fc052da506aa2fd6b1e3adf28fd9d2c9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="58125">
                    <text>BUSCA DE PARCERIAS: O DESAFIO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Adriana de Almeida Barreiros∗
Edna Tiemi Yokoti Watanabe
Élyde Maurício de Campos
Fátima Aparecida Colombo Paletta

RESUMO
Parcerias com empresas começam a ocorrer de forma efetiva nas bibliotecas
universitárias e sistemas de informação, ressaltando a realidade sócio-econômica
destas instituições, onde recursos escassos forçam essas organizações a
mudarem seu modelo administrativo. A tendência é focar a prestação de serviço,
uma vez que a informação tem alto valor para as organizações, no
desenvolvimento científico e tecnológico, na tomada de decisões estratégicas e
nas atividades operacionais. Assim sendo, o interesse deste trabalho é contribuir
com a experiência da Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das
Químicas da Universidade de São Paulo - USP para obtenção de recursos
através de parcerias.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas Universitárias. Parcerias. Decisões estratégicas.
Recursos financeiros.

1 INTRODUÇÃO
O mundo encontra-se em processo de globalização e a sociedade vive a
transformação deste momento de maneira apreensiva, com tantas mudanças
rápidas e imprevisíveis, que tornam quase impossível estabelecer padrões de
comportamento.
As universidades, por vários motivos, estão no centro do processo de
mudanças. Dentre eles, um fato singular: por circunstâncias históricas, a
comunidade acadêmica teve a oportunidade de ser o ator principal no
desenvolvimento

das

novas

tecnologias,

influindo

decisivamente

no

estabelecimento dos novos hábitos da sua utilização. Isto porque os meios
acadêmicos serviram tanto como autores quanto como "cobaias" na criação e no
estabelecimento da nova realidade que surgiu com o advento das redes de
computadores.

�As universidades são e serão profundamente afetadas pelo fenômeno em
questão, devido a um fato muito simples: a informação é, talvez, o insumo mais
importante e mais palpável em torno do qual se situa o próprio conceito da
universidade. De fato, de uma forma um pouco simplificada, mas ainda assim
bastante precisa, a razão de ser da universidade é a criação e a descoberta da
informação (através da pesquisa), a sua transmissão (através do ensino e das
atividades de extensão) e o seu registro (através da produção de publicações que
são coletadas em bibliotecas).
Camadas cada vez mais amplas da comunidade universitária sentem a
influência crescente das novas tecnologias nos seus afazeres diários. Sentem
também que, com o passar do tempo, uma porção cada vez maior das suas
atividades profissionais são afetadas pela influência transformadora dos
computadores e das redes computacionais (SIMON, 1997).
Esta inovação trouxe um custo adicional às universidades, sejam elas
públicas ou privadas. Como todo sistema de tecnologia de informação necessita
de equipamentos informacionais adequados e atualizados, houve uma sobrecarga
nos orçamentos.
As

universidades,

enquanto

grandes

produtoras

de

informações,

necessitam de recursos para geri-las.
Como se adaptar à nova forma de trabalho, que traz um consumidor de
informação mais exigente em relação às suas necessidades e direitos, sendo que
os sistemas de informação estão com seus recursos financeiros escassos para
atender tal demanda de serviço? Neste momento as bibliotecas aproximaram sua
forma de gestão ao modelo empresarial.
Estamos num mundo coorporativo, de interatividade e formação de redes
de comunicação que nos leva a miscigenar conceitos e ações. Assim, surge a
opção por parcerias com empresas, uma solução na obtenção de recursos.

�A parceria vai além da troca e da satisfação de interesses mútuos. É
buscar no outro os recursos e capacidades de que não se dispõe, mas que são
necessários para atingir seus propósitos. Os objetivos da parceria tendem a ser
relativos ao impacto mais profundo da realidade na qual as organizações
envolvidas atuam. Por isso, ela não apenas supre necessidades, mas converte-se
tanto em uma forma de ampliar e irradiar os efeitos de um trabalho quanto em um
modo de sensibilizar; mobilizar e co-responsabilizar outros sujeitos em torno de
ações voltadas para a ampliação da cidadania e do enfrentamento dos problemas
sociais (VALARELLI, 2004).
O Programa Parceiros das Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(USP), foi instituído através da Portaria GR n° 3314, em 26 de dezembro de 2001,
visando a necessidade de buscar apoio entre o Sistema Integrado de Bibliotecas
(SIBi) e as organizações externas.
O apoio estabelecido pelo Programa consiste na reformulação de
ambientes, doação de equipamentos, mobiliário e material bibliográfico de acordo
com o perfil da Biblioteca; promoção de ações para conservação e preservação
dos ambientes e das coleções e outras formas de aparelhamento para
modernização.
Neste contexto, a Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das
Químicas, integrada pelo acervo de duas Unidades da Universidade de São
Paulo, Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Instituto de Química, buscou junto
a iniciativa privada, a obtenção de apoio financeiro complementar, visando a
melhoria e a modernização da infra-estrutura de seu Parque Computacional.
O objetivo é adequar a Biblioteca às novas tendências de recuperação das
informações de forma mais ágil e segura, procurando atender a um número cada
vez maior de usuários.
Hoje, está se tornando comum para as instituições trabalharem em
parcerias com outras empresas já estabelecidas no ramo. O aumento das

�parcerias entre organizações é uma das marcas registradas das próximas
décadas (FERNANDES, 2000).
Por meio de uma boa parceria, pode-se conseguir algumas melhorias:
- imagem da instituição;
- acesso às novas tecnologias;
- disponibilização de novos serviços;
- conquista de novos usuários, uma vez que podem ser oferecidos novos
serviços.
Os avanços tecnológicos e a globalização trazem novos desafios para o
cumprimento da missão da biblioteca, exigindo uma nova cultura organizacional e
mudanças de paradigmas dos profissionais que trabalham com a informação.
A melhoria destes serviços, conseguida por meio de parcerias com outras
empresas, traz benefícios às duas partes e, quando se trata de parceria com
biblioteca, a comunidade envolvida será beneficiada, uma vez que os serviços de
uma instituição de informação são direcionados diretamente a ela.
As parcerias surgem em diferentes tipos de organizações, que passaram a
ver na cooperação um importante caminho para se alcançar crescimento com
maior rapidez, talento e credibilidade.

2 HISTÓRICO
A Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas
(DBDCQ) da Universidade de São Paulo (USP), constitui um centro de excelência
bibliográfica na área de química, bioquímica e ciências farmacêuticas. Tem como
missão coordenar as atividades de informação documentária, atender ao corpo
docente, discente, administrativo, institutos e centros de pesquisa, pesquisadores
de áreas afins podendo ainda ser utilizada pela comunidade geral. Seguindo às
exigências do regulamento interno da DBDCQ, serve de apoio ao ensino,

�pesquisa e extensão, fornece informações aos usuários através da coleta,
armazenamento, recuperação e disseminação dos documentos na área de
química, bioquímica e ciências farmacêuticas.
O movimento de circulação, empréstimo e consulta é da ordem de 515.603
itens/ano, sendo 126.885 consultas no acervo impresso, 359.040 consultas em
bases de dados (CD-ROM e Internet) e 29.678 empréstimos de obras do acervo.
O acervo existente é constituído de 98.873 volumes tombados, incluindo
livros, teses e volumes de periódicos encadernados. Conta, ainda, com cerca de
122.100 fascículos de periódicos desencadernados. Existem 736 títulos de
periódicos correntes, sendo 476 assinados, 127 permutados e 133 doados, além
de 55.105 patentes estrangeiras em forma de microfichas e 291 fitas de vídeo.
Devido a importância documental desta instituição e amplo uso de seu
acervo, fez-se necessário otimizar os serviços de tratamento e recuperação da
informação. Para dar continuidade ao atendimento com qualidade, é fundamental
a atualização de equipamentos informacionais e ferramentas básicas nos serviços
de informação.

3 OBJETIVO
Buscar parcerias com empresas químicas e farmacêuticas, com intuito de
obter recursos financeiros para aquisição de equipamentos e acessórios de
informática (microcomputadores, monitores, impressoras, pacotes de software),
para adequar a biblioteca às novas tendências de recuperação da informação de
forma mais ágil, segura e com tecnologia avançada; procurando atender e
satisfazer as expectativas de um número cada vez maior de usuários internos e
externos.

�4 JUSTIFICATIVA
O crescimento da competitividade global, o aumento da demanda por
inovações em produtos e processos e a redução dos recursos do governo para
financiamento das universidades são os principais fatores que incentivaram as
parcerias

entre

as

universidades

e

as

empresas.

Elas

aumentaram

consideravelmente nos últimos anos.
Na busca por novas fontes de financiamento, sem abrir mão do que é
dever do estado, universidades públicas brasileiras estão estabelecendo cada vez
mais parcerias com o setor privado.
As novas tecnologias de informação disponíveis e a falta de recursos
humanos e materiais destinados às bibliotecas universitárias públicas brasileiras,
exigem dos profissionais da informação uma mudança de comportamento, não
sendo admissível que permaneçam passivos e alheios a esta nova realidade.
Insatisfação e indignação, diante dos recursos financeiros destinados às
bibliotecas universitárias, fizeram com que profissionais decidissem reagir,
elaborando e executando projetos para obtenção de recursos materiais, que
viabilizassem a aquisição e a implantação de novas tecnologias, capazes de criar
infra-estrutura necessária requerida pelos pesquisadores e usuários.
Em momento de globalização e escassez de recursos, sabemos como é
importante a criação de parcerias focadas na prestação de serviços, uma vez que
a informação tem alto valor para as organizações no desenvolvimento científico e
tecnológico, na tomada de decisões estratégicas e nas atividades operacionais.

5 PROCEDIMENTOS REALIZADOS
As seleções das empresas foram feitas, mediante alguns critérios, tais
como: a utilização dos serviços oferecidos pela DBDCQ, serem do ramo químico
ou farmacêutico ou indicados por especialistas da área.

�A estas, foram enviadas documentações expondo objetivos da solicitação
de parcerias; folder explicativo; portaria do Programa de Parceria; Termo de
Doação, histórico e missão da DBDCQ e, ainda, dados do acervo e dos serviços
prestados pela Biblioteca.
É fundamental apresentar o projeto as empresas no momento que
antecede o planejamento financeiro do ano fiscal, para que os recursos possam
ser garantidos ao patrocínio da parceria.
Como parte do Programa Parceiros das Bibliotecas da Universidade de
São Paulo, oferecemos em local pré-definido, no prédio da Biblioteca, uma placa
de agradecimento com a logomarca da empresa doadora, medindo 35 cm de
altura por 50 cm de comprimento.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como resultado, obtivemos alguns parceiros que nos proporcionaram
novos equipamentos, renovando os servidores desta Biblioteca.
Houve melhora nas condições funcionais e estruturais dos serviços
oferecidos, dinamizando o acesso aos sistemas de informações, beneficiando o
usuário

interno

e

externo

à

Universidade

de

São

Paulo

(empresas,

pesquisadores, graduandos, pós-graduandos, bibliotecas de todo Brasil, etc.) que
necessitam dos serviços e produtos oferecidos pela biblioteca.
A falta de recursos financeiros é uma barreira para a qualidade dos
serviços prestados, pois compromete todo o sistema. Deve-se evitar apatia e
estagnação frente a esta situação. É necessário ser atuante, ter visão
empreendedora e buscar alternativas.
A iniciativa mostrou que o caminho a ser seguido é buscar recursos das
mais diferentes formas, onde a parceria seria uma opção e uma solução de
sucesso.

�ABSTRACTS
Partnerships with companies start occurring in an effective way in university
libraries and information systems, showing the social-economic reality of these
institutions, where scarce resources force these organizations to change their
management model. The tendency is to focus on the service, since the information
has a high value to organizations in science and technology development,
strategic decision making and operational activities. Therefore, the goal of this
study is to contribute with the experience of the Library Division and
Documentation of Chemistry Assembly – University State of São Paulo, in order to
obtain the resources through partnerships.
KEYWORDS: University Libraries. Partnerships. Strategic decision. Financy
resources.

REFERÊNCIAS
ARAÚJO, V.M.A.P. BSCSH/CDS: uma experiência de projetos e parcerias que
deu certo. Revista Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.7, n.1,
1997. Disponível em: &lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/719709.pdf&gt;.
Acesso em: 19 maio 2004.
BARREIRA, C. Uma questão para pensar: parcerias e alianças estratégicas.
Disponível em:
&lt;http://www.rits.org.br/gestao_teste/ge_testes/ge_mat01_parc_parctxtpag00.
cfm&gt;. Acesso em: 13 maio 2004.

CAVALCANTE, L. E.; ARARIPE, F.M.A. Alianças estratégicas em bibliotecas
universitárias. In: SEMINÁRIO NACIONAL de BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2000. 1 CD-ROM.
Disponível em &lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/poster003.doc&gt;.
Acesso em: 26 abr. 2004.
FERNANDES, D.M.S.; AGUIAR, I.M. Projetos em parcerias: busca de recursos
visando a qualidade de produtos e serviços em bibliotecas universitárias: relato de
experiência. In: SEMINÁRIO NACIONAL de BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2000. 1 CD-ROM.
Disponível em &lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/poster020.doc&gt;.
Acesso em: 27 abr. 2004.
SÃO PAULO (Estado). Portaria n. GR -.3.314, de 26 de dezembro de 2001. O Reitor da
Universidade de São Paulo, institui o Programa Parceiros das Bibliotecas da USP,
no Sistema Integrado de Biblioteca da USP. Diário Oficial do Estado de São
Paulo, São Paulo, v.111, n.243, 27 dez. 2001. Seção 1.

�SANTOS, G.C.; PASSOS, R. A parceria empresa e biblioteca no empenho da
construção de um CD-ROM na área educacional. Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=1119&gt;. Acesso em 16 jun. 2004.
SIMON, A. A universidade diante das novas tecnologias de informação e
comunicação. Jornal da USP, São Paulo, 12 a 18 maio 1997. Seção Opinião, p.2.
VALARELLI, L.L. Parcerias: noções gerais. Disponível em:
&lt;http://www.rits.org.br/gestao_teste/ge_testes/ge_mat01_parc_parctxtpag0.
cfm&gt;. Acesso em: 23 jun. 2004.

∗

adribar@bcq.usp.br
ednatyw@bcq.usp.br
elyde@bcq.usp.br
fatima@bcq.usp.br
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – USP. DIVISÃO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DO
CONJUNTO DAS QUÍMICAS – DBDCQ, Av. Prof. Lineu Prestes, 950 – Cidade Universitária 05315-970 - São Paulo – SP – Brasil Fone: (0xx11) 3091-3859 e 3091-3669 – Fax: (0xx11) 38128194 http://www.usp.br bibcq@bcq.usp.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58099">
                <text>Busca de parcerias: o desafio das bibliotecas universitárias. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58100">
                <text>Barreiros, Adriana de Almeida; Watanabe, Edna Tiemi Yokoti; Campos, Élyde Maurício de; Paletta, Maria Aparecida Colombo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58101">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58102">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58103">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58105">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58106">
                <text>Parcerias com empresas começam a ocorrer de forma efetiva nas bibliotecas universitárias e sistemas de informação, ressaltando a realidade sócio-econômica destas instituições, onde recursos escassos forçam essas organizações a mudarem seu modelo administrativo. A tendência é focar a prestação de serviço, uma vez que a informação tem alto valor para as organizações, no desenvolvimento científico e tecnológico, na tomada de decisões estratégicas e nas atividades operacionais. Assim sendo, o interesse deste trabalho é contribuir com a experiência da Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas da Universidade de São Paulo - USP para obtenção de recursos através de parcerias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68861">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5361" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4428">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5361/SNBU2004_242.pdf</src>
        <authentication>14a4995812ce78662bceb18ea4f2f102</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="58161">
                    <text>REDEFININDO O TRATAMENTO TÉCNICO DOS ACERVOS DE LIVROS DAS
COLEÇÕES ESPECIAIS DO AEL/UNICAMP

Maria Helena Segnorelli∗

RESUMO
Neste trabalho, descrevemos um breve histórico sobre a formação de Coleções
Especiais no Arquivo Edgard Leuenroth Centro de Pesquisa e Documentação Social
(AEL), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP), desde a sua fundação. Relatamos ainda
profundas mudanças na organização técnica do acervo de livros, especificamente, as
tarefas já realizadas, incluindo a identificação de obras raras, as atividades em
desenvolvimento, como a inclusão de parte do acervo em base de dados
possibilitando amplo acesso às obras, e as ações futuras pretendidas para que essas
coleções de rico valor informacional possam ser disponibilizadas, assessorando,
assim, na preservação da memória, realização de pesquisas e produção de
conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: Coleções especiais – processamento técnico. Obras raras.

HISTÓRICO
O Arquivo Edgard Leuenroth – Centro de Pesquisa e Documentação Social
(AEL)1 – foi criado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)2, em 1974,
quando a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)3 adquiriu da família do
militante anarquista Edgard Leuenroth o conjunto documental acumulado ao longo de
sua vida política, composto de periódicos (jornais e revistas), panfletos, cartões
postais, manuscritos, livros, folhetos e recortes de jornais relativos à história operária.

1

www.ael.ifch.unicamp.br
www.unicamp.br/ifch/
3
www.unicamp.br
2

�Ainda nos anos 70, os fundadores do AEL buscaram preservar e captar a
documentação existente no Brasil sobre a história do movimento operário e
procuraram tornar mais acessível aos pesquisadores brasileiros a documentação
sobre o tema, que se encontrava no exterior.
Isto ocorreu tanto através de compra, doação, permuta ou recursos de
projetos que possibilitaram a obtenção de cópias de materiais estrangeiros.
Nos anos 80, houve uma considerável ampliação temática e de vários gêneros
documentais na composição do acervo do AEL. A institucionalização do AEL, em
1986, finalmente permitiu sua divulgação, o que facilitou consideravelmente a difusão
do trabalho desenvolvido e a obtenção de novos acervos.

ACERVO DE LIVROS

O acervo de livros do AEL constituiu-se a partir das compras ou doações de
fundos ou coleções provenientes de pessoas, grupos ou instituições (ANEXO 1).
Inicialmente, os livros tinham suas informações principais (autor, titulo,
imprenta) cadastrados localmente e recebiam número em ordem crescente, tido
como número de tombo, o qual também era utilizado para sua disposição física nas
estantes.
Com as informações principais anotadas, eram confeccionadas fichas
catalográficas, e disponibilizadas para pesquisa dos livros. A recuperação somente
era possível pelas entradas de autores e títulos.
O fato dos livros não serem recuperados por assunto ou disponibilizados em
nenhuma base de dados on-line, restringindo muito sua pesquisa, levou o Conselho
Diretivo do AEL, no final de 1997, incluir o acervo de livros no Sistema de Bibliotecas

�da Unicamp (SBU)4, dada a necessidade e importância de divulgá-lo junto à
comunidade acadêmica da Universidade e fora dela.
O Sistema de Bibliotecas da Unicamp integra a rede Bibliodata/Calco5,
desenvolvida e gerenciada pela Fundação Getúlio Vargas, e as bibliotecas
participantes

do

Sistema

cooperam

no

registro

de

seus

acervos,

e

consequentemente, aproveitam os registros já catalogados existentes nesta base de
dados.
O AEL, integrando o Sistema, aproveitou-se deste método de catalogação
cooperada e, ao final de 1998, teve seu acervo divulgado e consultado on-line,
através do Acervus, um banco de dados bibliográficos, composto por livros e teses,
do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.
Após isso, o Plano de Automação do Sistema de Bibliotecas resolveu
implementar o Virtua, um software integrado de funções com presença mundial no
mercado da gestão da informação.
Com isso o AEL contratou quatro bibliotecários catalogadores temporários,
através de projeto Fapesp, para agilizar a integração do acervo com a catalogação
de 4.000 livros.
Ainda com a intenção de agilizar o processo de catalogação do acervo, no
início de 2001, o AEL recebeu uma bibliotecária, através de concurso, com a função
de catalogar todo acervo de livros.
Em 2003 o SBU adotou a ferramenta Bookwhere 6, utilizada para a realização
de catalogação copiada de livros estrangeiros, agilizando ainda mais o processo de
catalogação.
Atualmente pouco mais de 10.000 livros estão catalogados e disponíveis na
base Chameleon7, restando perto de 30.000 livros a serem catalogados.
4

www.unicamp.br/bc/
http://www2.fgv.br/bibliodata/
6
www.bookwhere.com
5

�Com estas ações, o AEL passou a participar integralmente do sistema como
alimentador de dados, e não mais de catalogador de exemplares/itens.

CARACTERÍSTICAS DO ACERVO DE LIVROS

Com o início do trabalho no acervo, a bibliotecária observou que algumas
obras tinham características peculiares e diferentes do conjunto de livros, passando
então a anotar estas obras numa listagem à parte, com objetivo de estudar a forma
de catalogação de suas especificidades, julgando-as obras raras.
Diante da recorrente ocorrência deste fato na rotina de catalogação do acervo,
explicitou-se a necessidade de treinamento quanto à elaboração de critérios locais,
identificação e catalogação de obras raras.
Após treinamento dado por profissionais bibliotecários da Biblioteca Nacional,
a Seção de Processamento Técnico do AEL estudou algumas ações que se fizeram
necessárias para tratamento de obras raras, tais como:

Ações desenvolvidas:

- elaborar critérios locais para identificação de obras raras;
- gerar documento normativo quanto ao tratamento físico das obras raras (ANEXO
2);
- pesquisar em catálogos impressos e on-line de obras raras;
- estabelecer contato com profissionais especializados na área.

Atividades em desenvolvimento:

7

http://libweb.unicamp.br/cgi-bin/gw_40_3/chameleon

�-

realizar varredura nas coleções de livros já trabalhadas, visando resgatar obras
raras dentre as obras catalogadas. Cabe explicar que anteriormente os
bibliotecários catalogadores temporários não dispunham de treinamento e
critérios para identificação de obras raras;

- criação de uma página específica sobre as obras raras dentro do website do AEL.

Ações futuras:

-

elaborar catálogo de obras raras com o objetivo de divulgar o relevante
patrimônio bibliográfico do AEL, e assim contribuir para o acesso do
conhecimento humano produzido nas pesquisas da comunidade acadêmica
nacional e internacional.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o processo de inclusão do acervo de livros do AEL em base de dados de
visibilidade internacional cumprimos nosso objetivo institucional de disponibilizar tais
coleções de rico valor informacional, assessorando, assim, na preservação da
memória, realização de pesquisas e produção do conhecimento.

REFERÊNCIAS
BATTLES, Matthew. A conturbada história das bibliotecas. São Paulo: Planeta do
Brasil, 2003.
BECK, Ingrid (Coord.). Caderno técnico: armazenagem e manuseio. 2.ed. Rio de
Janeiro: Projeto de conservação preventiva em bibliotecas e arquivos: Arquivo
Nacional, 2001

�BELLOTTO, Heloisa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. São
Paulo: T. A. Queiroz, 1991. 198p.
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador: conversações com
Jean Lebrun. São Paulo: UNESP : Imprensa Oficial do Estado, 1999.
LIBRARY OF CONGRESS (EUA). Descriptive cataloging of rare books. 2.ed.
Washington, D.C., 1991. Disponível em: HThttp://www.itsmarc.com/crs/rare0170.htm.
Acesso em 12/07/2004.
MORAIS, Rubens Borba de. O bibliófilo aprendiz. 2.ed. São Paulo: Cia. Ed.
Nacional, 1975.
PINHEIRO, Ana Virgínia. Que é livro raro?: uma metodologia para o
estabelecimento de critérios de raridade bibliográfica. Rio de Janeiro: Presença;
Brasília: INL, 1989.

�ANEXO 1:

Coleções Especiais catalogadas:

- Centro de Pesquisa e Documentação Social
- Elizabeth Souza Lobo
- Heitor Ferreira Lima
- Heinz Ostrower
- Hermínio Sacchetta
- Hílio de Lacerda Manna
- Libório Justo
- Luiz Carlos Prestes
- Mário Carvalho de Jesus
- Octávio Brandão
- Paulo Ottoni

�ANEXO 2

ARQUIVO “EDGARD LEUENROTH” CENTRO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO
SOCIAL
ROTINAS PARA TRATAMENTO FÍSICO DE OBRAS RARAS

Considerando que

1) o AEL trata seu acervo bibliográfico por coleções, mantendo inclusive a guarda
das obras de acordo com esse critério;
2) o item raro é a extensão da memória, produto da acumulação ou subtração de
experiências e idéias de seu dono, possuindo características próprias e únicas,
fazendo maior sentido e sendo melhor compreendido dentro “daquela”
coleção/fundo;
3) o ambiente do acervo é climatizado e o AEL já possui rotinas de conservação,
sendo que se o item fosse armazenado em qualquer outro local do acervo, o mesmo
teria as mesmas condições climáticas e de segurança que as outras obras;

as publicações detectadas como raras devem ser guardadas junto aos outros livros
pertencentes as suas respectivas coleções.

Sobre o acondicionamento
Para sua conservação deverá ser confeccionada caixa apropriada, no tamanho do
item, utilizando-se materiais já adotados e aprovados pela Seção de Preservação do
AEL.

Quanto à identificação

�o item deve ter anotado os números de chamada, tombamento e a sigla OR (para
informar que o item trata-se de uma obra rara), com lápis 6 B, em espaço em branco,
sem qualquer texto ou imagem, no verso da página de rosto.
Para a identificação externa, deverá ser fixada etiqueta na “lombada” da caixa que
acondiciona o item, com as informações anotadas no verso da página de rosto –
inclusive com a sigla OR.

Maria Helena Segnorelli
Seção de Processamento Técnico

∗

Bacharel em biblioteconomia pela PUC-Campinas, bibliotecária da Seção de Processamento
Técnico do AEL/IFCH/UNICAMP–helsigno@unicamp.br UNICAMP – IFCH Arquivo Edgard Leuenroth
Caixa Postal 6110, 13083-970 Campinas SP

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58126">
                <text>Redefinindo o tratamento técnico dos acervos de livros das coleções especiais do AEL/UNICAMP. (Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58127">
                <text>Segnorelli, Maria Helena</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58128">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58129">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58130">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58132">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58133">
                <text>Neste trabalho, descrevemos um breve histórico sobre a formação de Coleções Especiais no Arquivo Edgard Leuenroth Centro de Pesquisa e Documentação Social (AEL), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), desde a sua fundação. Relatamos ainda profundas mudanças na organização técnica do acervo de livros, especificamente, as tarefas já realizadas, incluindo a identificação de obras raras, as atividades em desenvolvimento, como a inclusão de parte do acervo em base de dados possibilitando amplo acesso às obras, e as ações futuras pretendidas para que essas coleções de rico valor informacional possam ser disponibilizadas, assessorando, assim, na preservação da memória, realização de pesquisas e produção de conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68864">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5365" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4431">
        <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5365/SNBU2004_243.pdf</src>
        <authentication>4ba23355d8eafdc70da64b0c51a9c749</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="58188">
                    <text>IMPLANTAÇAO DA BIBLIOTECA NA COMUNIDADE DO BREJARU –
PALHOÇA/SC: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Ivete Marisa Blatt∗

RESUMO
Relata a experiência de implantação e organização da biblioteca na comunidade
do Brejaru no município de Palhoça, estado de Santa Catarina. O programa de
Meio Aberto Brejaru proporciona atendimento de proteção e atenção a crianças e
adolescentes em situação de risco pessoal e social. Descreve também as
atividades desenvolvidas no projeto de extensão universitária da Faculdade
Estácio de Sá de Santa Catarina.
PALAVRAS CHAVES: Informação social. Cidadania. Extensão universitária.
Responsabilidade social.

1 INTRODUÇÃO

São inúmeros os problemas que enfrentam as crianças e adolescentes,
oriundos de populações carentes, com baixos níveis de escolaridade, a mercê das
atividades ilícitas ligados à venda e consumo de drogas. A pobreza é o principal
problema que afeta a sociedade nos dias de hoje. Sabemos que a educação, ou
seja, a falta dela é a principal causa da violência que assistimos no dia-a-dia.
A partir da consciência por parte da equipe de bibliotecários da Faculdade
Estácio de Sá de Santa Catarina – FESSC, da importância dos projetos sociais,
surge à inquietação. Por que não aliar a Biblioteca universitária a um trabalho
social? A biblioteca da FESSC juntamente com a coordenação do PTP - Programa
de Treinamento Profissional - apostaram neste projeto, inicialmente tímido, mas
com maneiras eficientes de influenciar na qualidade de vida destas crianças. São
pequenas ações que juntos modelam um perfil de programa social.

�Com esta iniciativa a Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina está
ampliando a sua missão social, facilitando a oportunidade de acesso e uso da
informação, aos cidadãos catarinenses, contribuindo assim para minimizar as
desigualdades sociais.

2 EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

A Extensão Universitária é um processo educativo, de conotação cultural,
artística e científica, que promove a integração da universidade com a sociedade,
através de atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas no âmbito da academia.
A integração possibilita a reciprocidade das relações universidade e
sociedade, reconhecendo em ambas, possibilidades de aprendizagem e
desenvolvimento do saber popular e científico. Juntamente com o ensino e a
pesquisa, constituem-se nos pilares da Universidade brasileira, cujas atividades
são consideradas indissociáveis, segundo a Lei das Diretrizes e Bases da
Educação – LDB.
Tem-se hoje como princípio que, para a formação do Profissional Cidadão é
imprescindível sua efetiva interação com a Sociedade, seja para se situar
historicamente, para se identificar culturalmente ou para referenciar sua formação
com os problemas que um dia terá de enfrentar.
Segundo o Ministério da Educação, no seu Plano Nacional de Extensão
1999-2001 a EXTENSÃO, é entendida como:
prática acadêmica que interliga a Universidade nas suas atividades
de ensino e de pesquisa, com as demandas da maioria da
população, possibilita a formação do profissional cidadão e se
credencia, cada vez mais, junto à sociedade como espaço
privilegiado de produção do conhecimento significativo para a
superação das desigualdades sociais existentes. É importante
consolidar a prática da EXTENSÃO, possibilitando a constante

�busca do equilíbrio entre as demandas socialmente exigidas e as
inovações
que
surgem
do
trabalho
acadêmico.
http://www.mec.gov.br/Sesu/planonaex.shtm

Uma atuação de impacto e transformadora da universidade demanda que a
abordagem dos problemas, da comunidade seja feita segundo uma visão
abrangente

da

realidade

social

na

qual

está

inserida,

relacionando

a

particularidade desses problemas à complexidade das relações socioeconômicas
e políticas. Não deve ser substitutiva à responsabilidade de ação dos gestores de
políticas públicas e das organizações sociais, mas parceira e contratual. Deve
atuar de forma deliberada e planejada, segundo linhas programáticas estratégicas,
representadas por programas de extensão que nucleiem projetos e outras ações
(cursos, eventos, prestação de serviços, elaboração e difusão de produtos), de
forma

interdisciplinar,

interprofissional

e

interinstitucional,

integrados

aos

programas de formação e de pesquisa (CORREA, 2003).
Inserida no seu tempo e espaço, a extensão universitária, em sua
indissociabilidade com o ensino e a pesquisa, poderá contribuir e participar
significativamente em processos de desenvolvimento regional e nacional, de
construção das políticas públicas, do sistema social, dos direitos humanos, da
democracia, da vida e da paz. Para Duarte (2004, p.2) a “extensão universitária é
uma forma de exercício do ensino e da pesquisa e não outra função da
Universidade”.

3 COMUNIDADE DO BREJARU

O “Programa de apoio sócio-educativo em meio aberto Brejaru”, vinculado a
associação “AÇÃO SOCIAL PAROQUIAL PONTE DO IMAROIM” criado em
fevereiro de 2000, tem por objetivo atender estas crianças em caráter sócioeducativo, oferecendo atividades de acompanhamento pedagógico, reforço
escolar, oficinas de arte e capoeira, como também alguns cursos de iniciação

�profissional tais como: introdução à informática, iniciação musical, pintura,
cerâmica, e outros.
A implantação da Biblioteca em 2002 resultou da iniciativa de professores e
bibliotecários da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina e da coordenadora
do projeto na comunidade, que solicitou a implantação da referida biblioteca.
Contamos também com o trabalho voluntário de quatro estagiários do curso
de graduação em Biblioteconomia da Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC, como parte do programa de estagio curricular supervisionado
apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso, ampliado como um projeto
de extensão universitária da universidade Estácio de Sá de Santa Catarina.
Foi neste sentido que a Ação Social do Meio Aberto Brejaru em conjunto
com a Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, firmaram um convênio, como
objetivo principal de proporcionar às crianças da comunidade do Brejaru, o acesso
à informação, ao saber, a cultura e ao lazer.

4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

Neste projeto foram desenvolvidas inúmeras atividades envolvendo desde a
aquisição de material e seu tratamento técnico até as atividades específicas
visando o incentivo da leitura e o apoio como reforço escolar.

4.1 CAMPANHA DE DOAÇÕES
Neste período foi realizado uma campanha de doação de livros e outros
materiais de interesse, mobilizando professores, funcionários e alunos da
Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.

�Foram arrecadados em torno de 2000 livros, inúmeros GIBIS, fitas de vídeo,
fitas K-7 e uma infinidade de brinquedos tais como: quebra-cabeça, lego, jogos,
brinquedos educativos, fantoches e brinquedos em geral.

4.2 POLÍTICA DE SELEÇÃO

Sabe-se que em uma campanha de doações de livros, se por um lado
apresenta benefícios, permitindo a formação de um acervo bibliográfico sem
custos, por outro lado acarreta riscos de receber inúmeros materiais que não
poderão ser incorporados ao acervo devido às condições físicas do material,
assuntos sem interesse, ou ainda por razões de atualidade do material. Neste
etapa, o material foi selecionado a partir da definição de uma Política, estabelecida
pela equipe responsável pelo projeto, em conjunto com os estagiários do
programa.

4.3 GIBITECA

Recebemos uma grande quantidade de GIBIS e percebemos que este tipo
de material desperta um grande interesse por parte das crianças, o que justificou a
criação de setor denominado GIBITECA. As histórias em quadrinhos são
consideradas atraentes, pois os desenhos, tornam uma leitura mais amena e
descontraída.

�Figura 1 – Foto da Gibiteca

4.4 BRINQUEDOTECA
Foram arrecadados inúmeros brinquedos educativos, jogos e brinquedos
em geral o que levou a criação da Brinquedoteca. Disponibilizamos almofadas,
tapetes, mesas adequadas com o objetivo de criar um ambiente aconchegante,
um espaço alegre, colorido, diferente, e assim, proporcionar às crianças, um
espaço para brincar livremente, soltar sua imaginação, sem medo de ser punida
ou cobrada. Neste local a criança tem a oportunidade de experimentar e conhecer,
explorar e manipular objetos, vivendo assim experiências diferentes e que planeja
a forma para convidar a criança a brincar e a interagir com os brinquedos e o
grupo.
Além de contribuir no conhecimento, autonomia, e iniciativa da criança, a
brinquedoteca vem resgatar o direito à infância. Ajuda a fazer com que a criança

�desenvolva a criatividade tão ameaçada pela tecnologia educacional de massa. A
livre manipulação dos mais variados objetos e materiais dá a criança à
possibilidade de ir passando aos poucos, de uma fase de conhecimento motor e
sensorial à outra mais abstrata, além de começar a perceber relações, causas e
conseqüências. Ajuda a criança a desvincular o brinquedo do seu aspecto de
posse e consumo, despertando o sentido de responsabilidade e o respeito à
propriedade coletiva, preparando para a vida em sociedade.

Figura 2 – Foto da Brinquedoteca

5 TRATAMENTO TÉCNICO
Na implantação de uma biblioteca como esta, precisamos buscar sempre a
simplificação e a clareza, para deixar visível a todos os usuários como ela
funciona e como está organizada.

�5.1 REGISTRO
Após a seleção do material recebido por doação, procedeu-se o registro do
acervo em uma ficha. Nesta ficha foram anotados os dados tais como: número de
registro, autor, título, local, editora, edição, ano de publicação e número de
páginas.

5.2 CLASSIFICAÇÃO
Foi adotado o sistema de cores, onde cada classe e/ou assunto recebeu
uma cor específica. A cor correspondente foi colocada em forma de tarja acima da
etiqueta do número de chamada. Nas laterais e na parte frontal das estantes
foram colocadas placas sinalizadoras indicando cores/assuntos dos livros ali
organizados, tornando-se funcional e convidativa.

Figura 3 – Esquema de classificação do acervo utilizando cores

5.3 PREPARO PARA CIRCULAÇÃO
A preparação do material para empréstimo consistiu na colagem do bolso,
colocação do cartão da assinatura, a papeleta da devolução e confecção da
etiqueta de lombada, e o cartão de identificação de usuário.

�6 MÓVEIS
Foram arrecadados juntos às instituições públicas e privadas e pessoas
físicas, algumas mesas, estantes, cadeiras, enfim, o material necessário para
organizar o acervo.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O maior desafio de um trabalho social e promover a melhoria de qualidade
de vida dos beneficiados. Independente de sua abrangência, do volume de
recursos envolvidos e da forma como são conduzidas as iniciativas, percebemos
que um programa social é um processo permanente, de longo prazo, que não faz
diferença entre grandes, médias ou pequenas empresas.
Responsabilidade social não é exclusivamente do governo, também é da
sociedade, do empresário, e do cidadão em geral. E por que não das Bibliotecas e
dos Bibliotecários?
Nossa missão como Bibliotecários é facilitar aos indivíduos o acesso à
informação e possibilitar, desta forma o desejo de aprender e discutir, a formação
do conhecimento. Desta forma nossa missão como agentes de transformação
social é plenamente realizada.
Para nós bibliotecários por meio da implantação deste projeto, ficou
confirmada a importância do acesso à informação, ao saber, a cultura e ao lazer.
O benefício para as crianças e adolescentes que freqüentam este
programa, pode ser atribuído à facilidade de disporem de instrumentos que
auxiliam nas atividades escolares, na inicialização profissional e na sua inclusão
na sociedade, e principalmente, pela oportunidade de despertar e incentivar o
interesse pela Leitura, por meio dos livros, revistas e outras fontes de informação,
disponíveis naquele espaço.

�Além da implantação da Biblioteca, outras atividades estão sendo
planejadas para que aumente a atuação do projeto.

REFERÊNCIAS

CORRÊA Edison José. Extensão universitária, política institucional e inclusão
social. Disponível em: &lt;http:www.uniso.br/extensão/download/ArtigoExtens%E3o.doc.&gt; Acesso em 12 de julho de 2004.
DUARTE, Júlio César. Extensão Universitária: função própria ou filosofia de
ação da Universidade? Flash UCG, 11 jul. 2004. Disponível em:
&lt;http://www.ucg.br/flash/artigos/ExtensaoUniversitaria.htm&gt; Acesso em 11 de
julho de 2004.
MELO NETO, Francisco Paulo de;FROES, César. Responsabilidade social &amp;
cidadania empresarial: administração do terceiro setor. Rio de Janeiro:
Qualitymark,1999.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. SITE. http://www.mec.gov.br/Sesu/planonaex.shtm

∗

Bibliotecária. Faculdade Estácio de Sá – São José – Santa Catarina. e-mail: ivete@sc.estacio.br

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="46">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51369">
                  <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51370">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51371">
                  <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51372">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51373">
                  <text>UFRN</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51374">
                  <text>2004</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51375">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51376">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51377">
                  <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58162">
                <text>Implantação da Biblioteca na Comunidade Brejaru - Palhoça/SC: relato de experiência da extensão universitária.(Pôster)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58163">
                <text>Blatt, Ivete Marisa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58164">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58165">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58166">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58168">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="58169">
                <text>Relata a experiência de implantação e organização da biblioteca na comunidade do Brejaru no município de Palhoça, estado de Santa Catarina. O programa de Meio Aberto Brejaru proporciona atendimento de proteção e atenção a crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social. Descreve também as atividades desenvolvidas no projeto de extensão universitária da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="68868">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
</itemContainer>
